Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09463


This item is only available as the following downloads:


Full Text
km IIXTl. BDMEBO 23S.
Por tres mezes^Haolados o$000.
Por tres meits vcRcidos 6000.
DIARIO
OARTi FEIBA 40 DE OUTBRO DE 1861.
Por anno adiantado .9$000
forte franco para o subscritor
ENCA.aaEGA.DOS DA SUBSCRIPTO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty.o
Sr. A. de Lenios Braga; Cera, o Sr."J. Jos de Oli-
veira; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Marlins Ribci
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandes do
Aloraos Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
PARTIDA UUS CDURLlOb.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anlo, Bezerros.Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazreth.Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira, Flores. Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo.Serinhaem, RioFormoso.Una, Barreiros.
AguaPreta, Pimenteiras eNatalquinlasfeiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manhaa.
EPHEMER10ES DO MEZ DE OLTUBRO.
7 Ouarto minguante as 8 horas e 45 minutos
datarde.
14 La novaaos 17 minutos da tarde.
2l Quarto crescente as 11 horas e 51 minutos
da manhaa.
29 Luacheia as 4 horas e 30 minutos da tarde
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro a 1 hora e 42 minutos da manhaa.
Segundo a 1 hora elS minutos da tarde.
AUD1NECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relaco : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas,
.luizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeir* vara do-tivii: tercas e sextas ao meio di,
Segunda vara do civcl; quartas e sabbados a um8
hnn da taro" e.
PARTE OFFICIAL
ministerio la guerra.
Expediente do da 4 de ji;lho pe 1S60.
Ao presidente de Pernambuco, declarando,
que tendo sido altendida a supplica do juiz de di-
reito da primeira vara da capital da mesma pro-
vincia Dr. Bernardo Machado da Cosa Doria, foi-
Ihe concedida a exoneragao que "podio do lugar
de auditor de guerra, sendo nomeado para subs-
tituidlo neste lugar o juiz do direito da segunda
vara da referida capital Dr. Antonio Francisco de
Salles.
Ao mesmo. communicando que Tora appro-
vada a deliberacao que tomou do mandar conti-
nuar a pagar a "raco de etape na razao de 500
ris s pracas que "compe a forca de linha no tor-
mo do Ouricury, c s da compaiihia do pedestres
do dito termo.
Ao da Parahiba, declarando, em resposla ao
seu officio de 14 de jiinho ultimo, ao q'ial acom-
panhou a tabella da etape que regulou no somes-
tre de Janeiro al o dito mez, que nada lia mais
a resolver a seme'hnntfrespeilo, por isso que o
referido semestre est finio; e quanto tabella
de etape para o semestre do crtente mez do-
zerabro desle anno fica approvada.
Ao mesmo, remetiendo, para informar, o
officio do ajudante-gcncral do exercilo, indicie-
do os meios que so deveni enipregar para levar-
se ao sou estado completo, indepcndeiilemenle
de aclo legislativo, o meio balalhao de caradores
da mesma provincia.
Ao inspector da thesouraria de f.izenda da
provincia do Cear, devoleudo os processos de
divida das onze pracas do meio balalhao da mes-
ma provincia, abaixo ;roencionadas, proveniente
de fardamenlo grande vencido, se llie declara
quo, nos termos da imperial resolugo de 17 do
agosto de 1859, semclhante divida nao pode ser
liquidada scu'io quando as pracas lem accesso ou
baixa do servigo.
Humeros dos processos de 3,999 a 4,009.
Mathias da Rosa, Manoel Francisco de Souza
Litio Alvos de Souza, Anastacio Dantas de Souza,
Aolonio Jos do Nascimento, Antonio Manoel da
Coala, Antonio Ferreira da Silva, Bernardiiio Jo-
s de Sonna, Joao da Silva Santos, Joiio Itodti-
gues da Paixo e Francisco Lopes de Oliveira.
6
Ao presidente da provincia de Pernambuco,
declarando-lhc que fica approvada a deliberacao
que tomou de aulorisar o pagamento de mez e
meio de vcncimenlos a cada urna dasduas pracas
do corpo de artfices da corle, que ahi se aclim
em servigo da commissao scienliOca.
Ao mesmo, idom que o governo imperial
tom rosohido dar porfinda a commissao scienti-
lica estacionada na provincia, de que chefo o
astrnomo F-mmanuel Liis, o qual, bem como os
domis membrosda mesm*a commissao, devo rc-
colher-se a corte na primeira opporluriidade ; e
bera assim que se approva a deliberacao que to-
mou de fazer adianlar ao bacharel Januario Can-
dido de Oliveira a quantia do 100$, para saldar as
contts das despezas feitas pela referida commis-
sao nos mezes de marco, abril o maio do presen-
te anno.
9
Ao presiden! de Pernambuco, declarando,
em resposta ao sen officio de 18 do junlio ullimo,
que o governo imperial, dando por Onda a cora-
inissao scientiQca de que chefe o astrnomo
Emmanuel Liis, que com os demais membros
leve reeolher-sc corle, manda apprqvar a de-
liberacao que tomou de fazer adiantar ao bacha-
rel Januario Candido de Oliveira a quantia de
400$ para saldaras contas das despezas feitas pe-
la mesma commissao nos mezes de marro, abril c
maio do correte anno.
10
Ao presdeme da provincia do Piauhy, ap-
provando ter mandado abonar ajuda de custo ao
alferos Jo meio batalho da mesma provincia Cle-
mente Jos Ferreira, cncarregado de conduzr re-
crutss para a capital da do Maranhao, nao obs-
tante a deficiencia da verba Gralificagoes diver-.
sasdo crdito do corrente exercicio.
Ao das Alagoas, idem pagar sob sua res-
ponsabilidade os vencimentos do mez de abril ul-
timo ao primeiro eirurgio Dr. Augusto Victorino
Alves do Sacramento Black e aos segundos cirur-
gioes Drs. Tossidonio de Mello Accioli e Joaquim
Jos de Araujo, visto achar-se esgotada a respec-
tiva rubrica.
Circular aos presidentes das provincias exi
gindo a pontual observancia do determinado no
aviso circular do primeiro de junho de 1858 so-
bre a remessa das olas demonstralivas da pl-
vora quo se consummir em cada urna dolas
11
Ao presidente da provincia de Pernambuco,
que se. ficasciente de terem sido dispensados os
doutores em medicina Manoel Enedino do Reg
Valonea e Pedro Antonio Cesar do servico da
guarnico da provincia, para o qual foram"con-
tratados, o que se approva o contrato feilo com
o Dr. Flix Moreno Brnndo para servir em lugar
t'aquelles dous, sob as mesiias condices.
- Ao mesmo, para mandar fornecor ao 10. ba-
talhao de inf.mtaria 235 pares de sapatos, na con-
formidade da nota que se Ihe remette.
Ao do Rio Grande do Norte, idem secre-
taria do assislente do ajudante-gencral os objec-
toa mencionados em outra nota.
Ao da Parahiba, em resposla ao seu officie
n. 72, de 6 de junho ultimo, que nao leudo a pro-
vincia inlcirado o numero de recrulas que lhefoi
marcado pelo governo imperial para o anno de
1858 a 1859, pode ordenar que continuo o reeru-
lainento para levar ao seu calido completo o
meio batalhao de cacadores.
Ao do Amazonas, declarando que para so
poder deliberar com conheciniento de causa rela-
tivamente casa projectada para armazem do ar-
tigos bellicos na provincia, convm que faca exe-
cuiar o disposlo na informaeao ministrada pelo
brigadeiro director do archivo militar, sobro a
planta, orcamenlo e oais papis que se devol-
v o m.
16
Circular.Ulro. e E.vm. Sr.Podendo enten-
der-se que a suspensao do rerrutamento deler-
minnda pola disposigao do arl. 108 da lei de 19
de agosto de 1856, applicavel poca das cicl-
ones para vereadores e juizes de paz; de ordem
lo S. M. o Imperador previno a V. Ex<\ que, de
conformidade com o que j declarou o ministerio
do imperio em aviso de 6 de setembro de 1818, a
suspensao de que se trata s tom applicaeao a
poca das eleiees primarias, islo daquellas em
que a massa dos cidadaos ciego os eleilores
Deus guarde a V. ExcSebaslio doJlego Bar-
ros Sr. presidente da provincia de...
17 -
Ao presidente do Para, remetiendo, para infor-
mar, o requerimento em que o escriplursrio do
arsenal de guerra da provincia, Patricio Gomes
Ribeiro, pede ser nomeado escrivo do almoxari-
fado do dito arsenal.
Ao de Pernambuco, declarando que se fica
sciente, pelo relatorio que enviou, do estado em
que se acham os estabelecimentos militares da
provincia ; e que pode ordenar a factura dos con-
certos necossarlos as cosiohas dos quarteis do
8." batalho de infantaria e da companhia de ar-
tfices.
Ao do Amazonas, dem, que o descont de
40$ que o coronel do eslado-maior de segunda
classe, Jos Vicente de Amonto Bezerra, tem de
soffrer mcnsalment* no respectivo sold para in-
demnisacao do abono que recebeu nesta corte
em virlude do aviso de 9 do corrente, deve ser
feilo na consignado do 70$000 que deixou na
provincia.
Ao inspector da thesouraria de fazenda da
provincia do Cear, devolvendo treze processos
pertenecntes s pracas do meio balalhn da pro-
vincia, abaixo mencionadas, e relativas ao paga-
mento,"que requerem, do fardamenlo grande ; e
declarando que as dividas provenientes de lal ven-
cimento s podem ser liquidadas por occasio de
baixa ou accesso do credor, como expresso na
imperial resolucao de 17 de agosto de 1859.
As pracas a que so refere o aviso supra, sao as
que se seguem : Luiz Jos de Araojo, Joao Mon-
leiro da Silva, Joao Pereira de Souza, Jos Fran-
cisco Alexandre, Joao Mendes, llorculano de Li-
nios Pires, Francisco Leonardo da Silva, Deme-
trio Itaymundo Maria de Oliveira, Candido Perei-
ra Castello-Branco, Benedicto Marques Chaves,
Manoel Cardoso da Silva Moreno, Jos Marcal,
Joaquim Bezerra de Almeida.
18
Circular aos presidentes das provincias.Illm.
e Lvm. Sr.Determinando S. M. o Imperador
que sejam postas em observancia, a conlar do 1."
do corrente mez, as tabellas approvadas pelo de-
creto n. 2,606 de 23 de junho lindo, para o forne-
ciment das pecas do [ardameato que se devem
distribuir s pracas dos differenles corpos do exer-
cilo, e dos piceos e t-;mpo de duraso dellas, re-
mollo a V. Exc. varios exomplares das mesmas
tabellas para seu coiihecimento e governo.Deus
guarde a V. Exc.Sebastiao do Rogo Barros.
Sr. presidente da provincia do Rio Urttde do
Sul.
21
Ao presidente do Para, declarando que nao po-
dendo ser aceitas as onerosas condices propos-
las pelo Dr. Marcello Lobato de Caslro para ir
servir na provincia do Amazonas, nesta data se
autorisa o cirurgiao-mr do exercito para con-
Iraiar na corle os mdicos que forem precisos
para o servico das provincias onde os nao haja, ou
em que havendo-os, exijam exhorbitautes vanla-
gons.No mesmo sentido ao presidente do Ma-
ranhao, em refercucia ao Dr. Manoel Alvcs Ser-
rao.
Ao inspector da thesouraria de fazenda de
Pernambuco, declarando que havendo sido appro-
que bem solvida foi pela pela mesma presidencia rciebimento do officio que acumunuliou duus ex-
aquestao susetada, entre o cap.tao do porto e cn.pl.rc> a retiTorio.^p^ntadi legislativa provincial no aclo da abertura de sua
sessao ordinaria do correnlc anno.
A' presidencia do Pernambuco, ordenando
que mande dar passagem para esla curte, no
primeiro vapor da companhia Brazileira do Pa-
... _,, ques que passar para o sul, familia do falleci-
Ihe fra entregue a adminislragao da provincia e do capilao do porto da mesma provincia o ca-
dos.rcgulamciilos feitos para a reparlicao das pilo de mar
DAS DA SEMANA.
8 Segunda. S. Erigida princeza viuva.
9 Terca. S. Dionizio b. de Pariz; S. Gersino.
10 Quarta. s. Francisco de Borja padrociro.
11 Quinta. S. Firmino b. ; S. Filonila.
12 Sexta S. Cypriano b. m. ; S. Serafina v.
13 S'ibbido. S. Eduardo rei; S. Daniel m.
14 Di mingo Nossa Senbora dos Remedios.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino FalcSo Dias; Bahia.
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Sj.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do DIARIO Manoel Figueirca e
Faria.na sua livraria praca da Independencia c
0 e 8.
inspector do arsenal do marinha daquella provin-
cia, sobre a verdadeira inlelligencia do artigo 4o
do decreto n. 800 do 30 junho de 1857.
A presidencia do Rio Gnnde do Norle, com-
municando havor sido indeferido o requerimento
do Manoel Gabriel de Carvalbo.
da Parahiba, idem do relatorio com que
1,275, mande Vmc. fornecei i casa de dotenco
os sois taboleiros de madeira e duzontas folhas
_-.ica
obras publicas, initruccao publica, thesouro pro-
vincia! e corpo de polica.
A'do Amazonas, idem de 4 exemplares do
relatorio apresenlado por occasio da abertura da
asscmbla legislativa provincial.
- 13
Ao Dr. Antonio Alves de Souza Carvalho,
presidente da provincia do Espirito-Sanlo, aecu-
sando a recepca do olicio em que participa ter
tomado posseda adminislraro da mesma pro-
vincia.
Ao Dr. Jos Benlo da Cunha Figueircdo
Jnior, piesidenle da provincia do Rio Grande do
Norte, idem.
A"
nam
pilao de mar e guerra Fernando'Viera da Rocho.
~ 18 -
1. seceso.A' presidencia do Maranhao, de-
clarando, em resposla ao officio de 22 do mez
prximo pretrito, acerca de 150 arrobas de pl-
vora grossa, requisiladas pelo commandante da
eslaco naval, para sujprimenlo das respecti-
vas enibarcacoes, quo nao possivel rcmetler-
se com a brevidade que desoja a mencionada
plvora ; e que a nao se poder oble-la naquella
provincia, ser daqui enviada quando para all
seguir olgum navio do Estado.
23
2.a seceo.A' presidencia da Parahyba, di-
zendo-lhe que desojando o goveino informar-se
1 ser elles mais porfeilos, a expedirlo dos despa-
de Flandres, de que .rata o pedido junto.-Com" tZuv Prmrt"' ^^ *" gC"1 U'3
municou-se ao cliefe de polica. Si- -,, .. .
Portaria.- O presidente da provincia, confor- .. ^USLS^l ? JSS8081 a d.nccr-ao
mando-, com aeroposta .presentad, plocapi- ffld SSSSS.9 *"* '^ ^
A' primeira pertence tambem o contencioso
A" inspecco do arsenal de marinha de Per- de q.7^^7toSK7."St^^STST
buco, enviando o requerimento em que o sao orientar no quo deve r o ver sobro o me-
r"ll^6a!V,'1!.l?a,.onLC.,n.' d^"P"eros;il,oramento da barra de Mamanguape nessa ro-
pe .. ----- ............ ., ^,,. ,t,,S| inuiiiiiieiiiu ua narra
ZT' d E"""1*? da crt. Jwq-i" Jos vincia. conven, que a mesm "J,ePs\denc"a e-
le.nandcs, pede ser dispensado de comparecer; mella os Irabalhos que a este respeilo exin r com
no ponto, am de que informo qual o lempo de plantas e orcamenlo da desi.cz Tarovasel
servico que osupplicante conla, visto que fui na-
qnelle arsenal onde elle comecou a ter exerci-
cio.
14
1.a seceo.Ao qunrtel-general. Solvendo a
duvida proposla pele crurgiao-mr da armada na
rcpresenlaeao quo ncompanhou o seu oTico n.
1,239 de 28 de maio lindo, sobre o direito que
pelo decreto n. 783 de 24 de abril de 1851 julga
lerem ainda os cirurgioes do corpo de
24
3.a seceo. A' presidencia do Maranhao, de-
clarando, em resposla ao seu olficio de 12 de
maio ultimo, sobre a conveniencia d serem alli
examinados os machinistas dos vapores perien-
centes companhia de navegacao da mesma
provincia, que o governo imperial j providen-
ciara a lal respeitu expedindo as ostruccoes que
que baixro com o decreto n. 2.G00 de 2" do mez
| passado, e de quo lhe fora remettido um exem-
corpo de sade .
gral.ficacao de 10$ mensaes depots de oito annos piar em dala de 20 do correte,
de servico, cuja disposicao lhe parece nao estar'
der
derogada pelo decreto n. 1.9SI de 30 de selombro
do 1857, declaro V. S, para fazer constar ao
referido cirurgio-mr, quo me conformo como
- 25
2.a seccao.Circular s presidencias de pro-
vincia.llecommendo a V. Exc. a pontual ob-
servancia do que prescreve oart. 2. do decreto
n. 15S de 7 maio de 1812, com referencia au-
torisacao {do pagamento do despezas cujas ver-
bas estojam exhauridas; prevenindo-o de que
por este ministerio nao serao approvadas as que,
perlencendo-lhe, forem ordenadas pelas presi-
dencias sob sua responsabilidade, sem quo te-
nham sido fiel e complelamente salisfeilas as
quo a lal respeilo ponderou o conselho naval em
consulta n. 263 de 12 do corrente, nao tendo por-
tante os cirurgioes direito a mais gratificaces,
alem das marcadas no citado decreto do 30 d
setembro de 1S57, por ser para isso necessario
que ne'sle se declarasse expressamenle que lica-
i* ainda em vigor aquella disposico do do n.u ,
783 de 24 de abril de 1851.-Reniei*leu-se con-; disposices do citado decreto
vadaa tabella de avaliacao dasetipos c forragens ladoria, para seu conliecimento. copia do men-'
para o semestre do julho a dozembro prximo fu- cionado aviso.
turo, fixando o valor daquellas em 410 ris e o Ao 3o vlce-presidenle da provincia do Piau-
deslas a 800 ris, compre que. fazendobservar hy, aecusando a recepgodo olHPo em que com-
a mencionada tabejla, proceda avaliaco da ; muuica haver tomado cunta da administraco da
mesma provincia no dia 16 de maio prximo
lindo.
presidencia do Para, approvando a mc-
Ao mesmo, remetiendo o requerimento em dida proposla pela mesma presidencia relativa- t
que o enfermciro-mor do hospital militar da pro- mente A obra do collocarao do botas o pharoletes J
vieta, Joaquim Jos Pessoa pede pagamento dos no rio Amazonas.Comnunicou-se conladoria vinrU
vencimentos relativos a duus mezes de hcenca | de marinha. "" wncia u
]uo pela presidencia lhe foram concedidos para
15
meia libra do pao alvo que deve substituir a ra-
cao de farinha das pracas que liverem baixa ao
hospila'
tralar de sua sade, afirn de que preste as infor-
macoes que a conladoria geral da guerra exige,
para se poder resolver delictivamente acerca de
semclhante pretenco.
24
Ao presidente da provincia do Maranhao,
communicando que pelo vapor Tocanlins se re-
metie o panno para fardamenlo dos msicos do
batalhao de infant
o'- oaiainao ae niantiria.
Circular. Illrn. e Exm. Sr. Comqu.inlo em es n'ecessariol muralha quo se est levan
aviso circular de 31 de Janeiro do correle anno ; no lugar denominado Meirelles ; e autoitsando
mui expressamenle recommendado a .a despender com essa obra a quantia de 362,*
Governo da provinci-a
EXPEDIENTE DO DIA 6 DE OITUBKO DE 1860.
Officio ao Exm. presidente do Cear.Passo s
mos de V. Exc. para os fius convenientes a cau-
tela junta, di qual consta ter sido recebido a bor-
apor lgnarass com destino essa pro-
m caixolo, contendoinstrumentos geod-
sicos, vindos da Europa para serem enviados
commissao scientifica.
i Diio ao coronel commnndanto das armas.
Aprealdencia de Pernambuco, manden lo I Mande V. S. pr am lib.idode o reeruta JoSo ct-
ornecor os objeclos que forem precisos para os thias dos Sautos, visto ter provado isencao le"al
concerios que o vapor Vtamao vai fazer na pro- Dito ao Dr chefe de polica.Envi a' V s7os
vinea do Maranhao.Ordenou-se ao quartcl-ge- papis inclusos relativos a resistencia opposta por
ncral que faca transportar os ditos objeclos pelo Manoel Elias de Moura, morador no lugar Concei-
raenc.onado vapor cao. do termo do Rio Formozo, execucao de urna
,r.t,- J'~ ar' "PPWnndo a cons- ordem de priso competentemente expedida con-
ruccao de urna casa para deposito dos materia- '
se tenha
observancia das. disposices do arl. 2o do decreto por conla do crdito votado para o melhoramcn-
n. Ia8 de 7 do mato de 1842, que declara os ca- lo do porto da mesma provincia. Communicou-
>OS em quo as presidencias de provincias podem se ao ministerio da fazenda e conladoria de ma-
aulorisar despezas alm das determinadas por le
e orcamentn geral do imperio, de ordem do S.
M. o Imperador reilero V. Exc. a mesma re-
commendaco, por isso que osle ministerio esl
resolvidoa nao approvar despeza alguraa que es-
sa presidencia mandar fazer sob sua responsabi- tar madeiras de construc'eao era"maisrpartcu-
ade, sem que tenham sido completamente sa- lares na dita provincia com a obriocao de offe-
riohi.
3.a seccao.A' da Parahyba, remetiendo para
delcrir, nos termos da circular de 19 de margo de
1858, o requerimento.em que o capitoo Marcel-
laniel de Carvalho pede licenca para cor-
lisfeitas as disposigoes do citado ortigo.
Deus guarde V. Exc. Sebaslio do Reg
Barros.Sr. presidente da provincia de...
27
Aos presidentes das provincias. Circular.
Illrn. e Exm. Sr.Nao sendo de juslica quo os
empregados civis e militares sejam privados de
parle alguraa do seus vencimentos nos dias em
rec-las ao arsenal de marinha de Pernambuco.
-18 -
A' presidencia do Maranhao, determinando
que mande_pogar a Joao Gualberlo da Costa o
quantia 3:700?, importancia do carvo forneci-
do ao vapor Apa quando teve de regressar
Pernombuco
ira o guarda nacional do balalhao n. 44 daque'.lo
municipio, Eslevo Ribeiro Lopes, am de que
V. S. mande proceder conforme o direito contra
o autor desse faci criminoso.
Dilo ao coronel commandantc superior interino
da guarda nacional do Recite.Sirva-se V. S. de
; mandar dispensar do servigo do aquartulamenlo
: o lenle da 4.a companhia do 1." bataiho de
infantaria da gu3rda nacional, Manoel Gomes de
S, cujos seivicos sao necessarios reparlicao da
! alfandega, a que pertence.Conimunico-se a
thesouraria de fazenda.
Dito ao mesmo.De conformidade com o que
requereu o alfores ua 2." companhia do 8. bala-
lhao de infantaria da guarda nacional deste mu-
nicipio, Aloxondre Ferreira dos Sanios, acerca de
cujo requorimenlo V. S. informou com seu offi-
cio de 3 do corrente, sob n. 161, expeca suas or-
dens para que se passe ao mesmo alteres guia de
passagem para um dos corpos da guarda nacional
lo commandanle da companhia avulsa de reser-
va n. 4 da guarda nacional do municipio da Boa-
Vista, e a que se refere a informaeao do respec-
tivo commandanle superior datada de 26 de ju-
lho ullimo, resolve promover officiaes da refe-
rida companhia os cidadaos abaixo declarados.
Para lente.
Francisco Manoel Gomes.
Para alferes.
Antonio Jos da Cruz.
Communicou-se aocommandantesuperior res-
pectivo.
Dila.Os senhores agentes da companhia bra-
sil eir dos paquetes a vapor mandona dar trans-
porte para a corte, por conla do ministerio da
guerra, no vapor Varan, que se espera do norte,
pracas constantes da relaro junta.
Rclago a que se refere a portara de S. Exc. o
Sr. presidente da provincia desla dala.
Soldado Francisco de Salles dos Sanlo3.
Idem Antonio Ricardo Ribeiro.
dem Joaquim Jos de Araujo.
Idem Laurentino Jos de Almeida Leal.
Corneta Joaquim Jos do Santa Rila.
Cabo de esquadra Joaquim Luiz dos Sanios e sua
mulher.
1" cadete Fredenco Jos Vichinhagem.
Communicou-so ao commandanle das armas.
/expediente do secretario do governo.
Officio ao inspector do arsenal. S. Exc. o Sr.
presidente da provincia, manda declarar a V. S.,
em resposla ao seu officio de honlem, sob n
412, que fica inlcirado de haver V. S embarcado
nc vapor Iguarass, os objeclos que existiam nes-
so arsenal com destino s provincias do Ilio G
de do Norte c Cear,
Dito Antonio Luiz do Amarale Silva, mem-
bro do conselho de compra nayaes. O Exm.
Sr presidente da provincia manda aecusar rece-
bido o officio desla dala, corn que Vmc. lhe en-
viou o relatorio e quadro demonslratiro dos g-
neros comprados pelo conselho cncarregado das
compras navaes durante o semestre do anno cor-
renlc.
e esle muito avolta no seu expe-
DESPACHOS DO DA 6 DE OI.TIBR.
fequeranentos.
1850Antqpio Germano Alves da Silva. Re-
corra ao juiz municipal do termo do Barreiros. a
quein em data de 17 do mez prximo passado se n. 874 de 23
mini.trou o preciso esclarecimeuto sobre a ques- i Por Julro
tao sugoila.
1851Alexandre Ferreira dos Sanios.alfores
2a companhia do 8o balalhao de infantaria
gualda nacional.rica rxecdidu a or.lpm no sen-
tido em que requer.
1852Belarmino Alves deArocha.Picara ex- tabellas se'mclhanle
pedidas as convenientes ordens dosenlidocm que razao justifica.
13 r .i "i A re'g>MSao da secretaria
icoJcantarna Arsenia de Oliveira. Dirja-
se ao Sr. director do arsenal de gu
internacional
diente.
Como esl, portanlo, essa distribuigao, alera
de sobrecarregar muilo a urna seccao, produz o
ilaonveiiienle de separar assumplo's que sao in-
dinamente connexos, c que, a b-in da marcha
regular do servico, devem licar cenlralisados.
Qualqiicr allerarao oeste sentido pode ter lu-
gar, sem augmento do pessoal ou da despeza quo
so faz actualmente.
Nao julgo demasiado o pessoal exislonte.
Comparando o numero actual com o autorisa-
do pelos regolamenlos anligos, os sele empre-
gados que de mais exitem apenas salisfazem ao
servigo, que delles se exige.
O fallecimenlo de um segundo official, o a
commissao para que foram deslrahidos dou3
primeiros, que j faziam parle do quadro da
secretaria antes de decretada a reforma, sao
fallas de que se ressentc esse mesmo servico.
O pessoal era oulr'ora menos numeroso,* mas
refonhecia-se c reclamava-se contra a sua in-
sufiiiiencia ; sendo essa circumstancia causa do
lorem cabido em atraso muilos Irabalhos, repu-
tados menos urgentes, mas que .inda boje oceu-
pam a altencao da secretaria, como sao os hist-
ricos das negociaedes e sua solucao, cerlos dados
cstalisticos, a coordenago da correspondencia,,
o a organisago do archivo.
Nao aventurare! obscrvagcalguma quanto aos
vencimentos marcados pela reforma, porque, se
bem reconheca a desproporg.io em que se acha
nos- com os de oulros empregos pblicos, nao me pa-
.ran- recem exorbitantes, quer em relaco aos que
eram anteriormente percebidos, qor conside-
rando a caresta dopaiz, e as cathegorias creadas.
Pode a juslica ea equidadeque solicite a vossa
atlencjo para a falta de harmona que seda uas
refo mas autorisadas pela lei de 10 de setembro
de 1851, quanto base do ordenado fixo, sobre
que devem regular-sc as aposentadoras dos
empregados
Esta base, pelo que respeila aos dircelores do
seccao, de 4:OOUcOOO as secrelaiias de estado
dos negocios da justica* e do imperio, e na dos
negocios eslrangeiros' de 3:600-^)00, a mesma
adoptada na da marinha, reorganisada em virtu-
i da autorissgao concedida pelo arl. 12 da lei
de agosto de 1856
lado, o ordenado fixo para os ama-
nuenses da secretaria da juslica c de 1 iOOjOOO,
da | quando para os das secrelaria's dos negocios es-
da I trangeiros e do imperio de 1:5005000, como se
estabeleceu lambem para a da marinha.
iso que deve desapparecer das respectivas
desigualdade, que nenhuma
,f.i|d/,nrnvi zcrao naquella provincia ; na inlelligencia de sua residencia.
que faltare) s respectivas repaitiges por moti- 1ue a referida somma ser encontrada no res- nin > j ,
vo decmco publico gratuito, obrigado, como Un,. do fret0 1ue ainda se ten. de pagar com- "lo'10'nsPector do arsenal de mar.nlia.-Re-
uorexemplo o da guarda nacional, ou o do iu- Pa"'"a a Q"e pretence o dilo vapor. Comrau-',?,.?,', n!e,,sallineln,e ihesouiaria de fazen-
ry: de ordem de S. M. o Imperador, declaro "'cou-se conladoria. i ^.^a conlar de setembro ullimo, certidao do pon-
2.* secgo.A' do Maranhao, approvando o
contrato celebrado com Joo da Costa Santos,
para construego do hiato necessario ao servico
da capitana do porto do Maranhao.
tos
V. Exc que em lal caso nao devem solTrer tanto
uns como oulros descont algum nos vencimen-
a que tenham direilo.
jiardo V. Exc. Sebaslio do Reg
Carros. Sr. presideute da provincia das Ala-
goas.
Ao da do Para, idem indernnisir fazenda
Dous
2 de julho
3.a secgo.A' presidencia de Pernambuco,
communicando
lo dos empregados dessa reparligo, visto ter-me
o inspector daquella declarado em officio de hon-
i lem, n. 1,042, ser esse documento necessario para
fiscalisacao da despeza, que se lem de fazer com
os mesmos empregados no principio de cada mez.
Communicou-se alhesouraria de fazenda.
Dilo ao director d~arsenal de guerra.Mande
publica da quan.ia de 214*800. importancia dos prximo p.ss.doVralomeado toncalo Joao da wXVE^Z^J^
onemontos que em duplcala se abonaran, ao i Silva Fortes para o lugar de patreo'-mr do res- wrapanh a fix^de cavalU ia m /
ex-tenente Antonio Vctor de S Brrelo, como Peclivo arsenal de marinha, de Conformidade Sdendando\immt %1^ S1^7!:
consta do re lorio da conladoria geral da guerra com o decreto n. 2.583 de 30 de abril do corren- fornecimento sei Wtr, mon.ZPiPfqi,eSS0
e mais papis que se remettem. te anno.-Deu-se conhecmento ao ministerio da e feTm orescin, !l li ?"'
- Ao do Rio Grande do Norte, idem que se o fazenda e conladoria. I 3eci,r Kn ? J C'
alteres Olavo Eloy Pessoa da Silva, que conduzio ; -A' do Para, remetiendo o reglame.....' Cla.r3r ,|u-al a cau8a Commun,cou-sc ao com-
recrutas da cidade da Imperalriz para a villa do Iganisado em 29 de novembro de
ment, or- mandante das armas.
ministerio la marinlia.
EXPEDIENTE 110 DA 9 DE JIMIO DE 1860.
3.a seccao.A presidencia do Para, enviando,
para informar, um requerimento em que Hacdo
e Irmao pedem licenca para cortar madeiras as
matas daquella provincia, com o intuito de era-
prega-las em construccoes navaes e edicago de
predios.
A mesma, idem para deferir nos termos do
aviso circular de 19 de marco de 1858, tendo era
vista o dwposto nos do 7 do* novembro de 1587 e
5 de fevereiro daquelle anno, o requerimento de
Joo Meximiano de Souza, pedindo licenca para
cortar madeiras e expo-las venda.
Ao Dr. Fabio Alexandrino de Carvalho
fteis, primeiro vico presidonte da provincia do
Para, aecusando o recebimento do officio em que
participa haver tomado conta da administraco
da mesma provincia
Ao Dr. Luiz Antonio da Silva Nunes, presi-
dente da Parahiba, idem.
Ao Dr. Pedro Leo Velloso, prcsidenlc das
Alagoas, idem.
, -"-
1.* secgo.A presidencia da Parahiba, remet-
iendo, para informar o requerimento em quo o
pratico da barra da Parahiba, Francisco Januario
pedo urna remunerago pelos servicosque pres-
tara aos briguos-escunas Piraj Legalidade
nos annos de 1849 e 1850.
i ,2 ~
A presidencia de Pernsmbuco, declarando
arsenal, o menor Manoel Joaquim'de Souza, me-
diante indemnisaco da despeja, aue se houver
r^Ajrf^SS9SUr& Knr *--A lhesoura,ia S
arsenalT"li!,uT,i0S cmprega.los. para o ( Dilo ao mesmo.-De conformidade com o que
como se acham, e independenle de novas no- | Dilo ao mesmo.Em vista
A presidencia do Para, aecusando o recebi-
mento do officio de 5 do mez prximo passado,
que acompanhou dous exemplares dos annexos
ao relatorio com que foi aberla a scsso ordina-
ria da assembla legislativa daquella provincia,
no 1. de oulubro do anno passado.
il
A presidencia de Pernambuco, para quo
mando submelter a urna insp'ecgo do saude o
operario do 1. classe da officina de poLeeiros d
respectivo arsenal de marinha, Manoel Aleixo do
Carmo, e d do resultado parto a esla secrciaru
de estado.
A" do Rio Grande do Norte, aecusando i
recepcaodo officio que acompanhou um exemplar
do relatorio com que foi aberla a sessao ordina-
ria da assembla provincial no corrente anno.
- 12 -
A' presidencia do Maranhao, aecusando o
Dilo
ao mesmo. Contrato Vmc. com o consig-
1854Bacharel Cesar Octaviano d^Oliveira,
promotor publico da comarca do LimoeTTo. Pas-
se-so portaria concedendo a licenca na forma re-
querida.
1655.Custodio Jos da Silva. A presidencia
nao est autorisada para dar a licenca que requer
o supplicante
1866 Cosma Maria Francisca dos Santos.
Concedo o praso de 15 dias.
1857Cosma Damiana d'Assumpco c Maria
Victorna do Albuquerque.Entenda"m-se com o
Sr. director do arsenal de guerra para o firn que
requerem.
I85SFrancisca Ignacio da Silva.Em vista da
informaeao da cmara municipal e parecer da
commissao, em que se basca, nao lem lugar o
que requer o supplicante.
1859Francisco Firmino Monleiro.Informe o
Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
1860Francisco Jos de Santa Auna.Informe
o Sr. inspector da thesouraria provincial.
1861Francisco da Rocha Fonles.Deferido na
forma que requer cora a ordem que se expede
nesta data.
1862Francisco de Paula Cabial.Dirija-se ao
Sr. direclor do arsenal do guerra, a quem se ex-
pede ordem no sentido em que requer.
1868 Padre Galindo Firmo da Silveira Ca-
valcanti.Ao
a meu cargo,
a vossa atlengao, fui
com que lenho oceupado
precedida de consulla do conselho de estado so-
bre um projeclo elaborado pelo director geral da
mesma secretaria. Ambas estas pocas officiaes
serao opporlunamenle prsenles ao'corpo legis-
lativo como esclarecimenlos para a consideraco
da materia.
Limito-me por ora a eslas breves reloxGes;
mas achar-nie-heis umpre prompto para mi-
mslrar-vos quaesquer oulras informacoes de quo
possais carecer.
Reconhecendodo urgenlc o indispensavel ne-
cesstdade aacquisico de um edificio adaptado
s fuocgdes que exorce este ministerio, propo-
nno-vos a construego desso edificio no terreno
nacional, que se acha ao lado da cmara muni-
cipal no campo da Acclamagao.
Segundo o plano, que vos ser presente, o
edificio desuado nao s para o commodo e con-
venienle estabeleciraento da reparlicao, cujo ar-
chivo nao peder ter urna organisaco melhodt-
ca c regular na casa em que se ach, como para
a recepgaodo corpo diplomtico e aposento do
ministro.
Tenho gor obvia a conveniencia de residir o
ministro ua rflesma casa destinada para a repar-
ligo. Cabeodo-lhe urna representaco diplo-
mtica, deve lambem atlender-se s' condigoes
dessa sua posigao especial.
A casa em que actualmente funeciona a secre-
Sr. juiz de direilo da comarca do laria de propriedade particular, e o contrato do
Limoeiropara informar com urgencia.
1864. Joio Mathias dos Sanios.Como re-
quer.
INTERIOR.
RELATORIO
da reparti^ao dos negocios eslran-
geiros apresentado assembla
geral legislativa na quarta ses-
sao da dcima legislatura pelo
respectivo ministro e secretario
de estado Joao l.ins Vieira Can-
sancao de Sinimb.
Aiigustos e dignissimos senhores representantes
da nardo.Em obediencia ao precinto da lei,
r.abc-nte a honra de vir a presen tar-vos o realo-
no do ministerio dos negocios eslrangeiros, olTe-
recendo vossa Ilustrada censideracao a expo-
ocaco finda no corrente anuo. Como j disse.
o archivo nao pode ahi ser methodica e regu-
larmente organisado ; demais nao deve estar
sujeito a repetidas mudancas, cada una das
quaes importa novo trabal'ho de organisaco,
alera da probabilidade do desvio de documentos
Eslas consideragocs influcm nao pouco era met
espirito para que insista na medida que pro-
ponho.
Para realisago do plano a que me refiro, ser
preciso despender cerca de quinhentos e trinta
coritos de ris.
Solicito, pois, a vossa aulorisaco, c a consig-
naco do um credilo anuual, calculado sobre o
total da despeza oreada, para que se d coraego
a esta obra de lo sentida e urgente ulilidada
para a secretaria dos negocios eslrangeiros, a
nica que funeciona em urna casa particular
que nao olTerece a necessaria decencia, nem as
accommodacoes correspondentes natureza dos;
seus.encargos.
COnPO DIPLOMTICO BRASILE1RO.
Durante o moti ministerio, o pessoal do corpo
em sollado altera-
sicao dosassumptos mais imporlant'is, que por I diplomtico brasileiro nao
elle teem corrido, desde que. distinguido pela ; 9.a0 alguma.
O quadro que vos aprsenlo sob n
gantsado, lendo-se em vista o pessoal
confianca da coroa, fui cncarregado de sua di-
receo ; o dando-vos conla do estado de alguns
daquelles com que o meu Ilustre antecessor
oceupou a vossa attenco em seu relatorio do
anno passado.
SECRETARIA PE ESTADO,
A reforma desta repartigao, qual'a prescroveu
o decreto n 258 de 19 de fevereiro de 1859, foi
posta em execugao no 1. de margo do mesmo
anno; e acha-se ainda pendente da vossa ap-
provago que foi submellida era virlude da lei
2, fui or-
das mis-
rospecli-
Hi1iri,H0U frelad0-r:. dc uma da cmbarcacoes'delo'de dezembro de 1854.
destinadas ao presidio de Fernando, o transporte
dos objeclos, que lem de ser enviados para o
mesmo presidio, preferindo o queofferecer maior
nleresse fazenda publica.
Dito ao conselho do compras navaes.Annuin-
do ao que me requereu Belarmino Alves do Ar-
cha, e attendendo que convm aos interesses da
fazenda publica, ampliar a competencia no con-
trato para fornecimento de carnes verdes aos na-
vios da armada e estabelecimenlos de marinha,
determino ao conselho de compras navaes que
ponha nuvamente em prags esse fornecimento,
admittindo a concurrenci* do referido Ardcha, e
de oulros, uma vez que se mostrera competente-
mente habilitados.
Dito ao direclor das obras publicas.De con-
formidade com o que requisitou o chefe de poli-
ca em officio de 25 de siembro ultimo, sob n.
O quadro sob n. 1 moslra o pessoal d que
actualmente se compoe a secretaria de estado
dos negocios eslrangeiros.'
Vagaram dous lugares, o de consultor, c o de
um 2. official, que nao foram precnchidos. de
conformidade com a deliberagao que tomasles.
Dos tres pralicante?, que exisliam antes da
reforma, foram dispensados por dous, cujos ser-
vigos se julgaram desnecessarios.
Nao ainda tempo de emitlir um juizo defi-
nitivo e seguro sobre todos os effeilos da nova
organisago, aliento o curto prazo de pouco mais
de um anno que lem tidode execugao.
Entretanto, se pela experiencia al agora
adquirida pode sventurar-se uma opiniao de
cerlo que esta favoravel reforma.
Discriminados distribuidos, como foram os
Irabalhos da repartigao por cinco secgoes, pdem
soes ja existentes e as calhegorias dos
vos chotes.
Conlm esse quadro : 7 enviados extraordina-
rios e ministros plenipolenciatios, 5 ministros
rosidentes, 10 encarregados de negocios, 11 se-
cretarios e 18 addidos de primeira cihsso.
As legagoos imperiaes em Montevideo e Para-
n teem ainda os mesmos chefes; mas, em vir-
lodo de ordehs do governo imperial, acham-se :
o da primeira, o Sr. Joaquina'Thomaz do Ama-
rol, nesta corte ; e o da segunda, o Sr. Jos Ma-
ria do Amaral, em Montevideo.
Depois da retirada do Sr. consclheiro Jo-
s Maria da Silva Paranhos da repblica do
Paraguay, onde desempenhou a missao que lhe
foi oncarregada em dala de 12 de agosto da 1857,
levo o governo imperial de%nviar aquella rep-
blica, em 9 de dezembro de 1858, tambem cm
missao especial, ao Sr. Joaquim Thomaz do Ama-
ral para o fim de offerecer a sua interposicao
amigavel na questo, enlo pendente entre* a
mesma Repblica e os Estados-Unidos da Ame-
rica.
No relatorio do anno prximo passado, deu-se-
vos conhecimenlo do resultado desta ultima
missao.
J a esse tempo se achav* nomeado o Sr.
Francisco Adolpho de Varnbageo, encarregado
.ILEGfVEL.
- ..Aob*


<*)
PiyRK) DE PEl^MBUCft. QUaKT> T&RK 10 JK OUTCBRO VE 1860.
de negocios era aladrid, para exercer em As-
suaiprao as funeges do ministro residente.
O Sr. Varnhagen, logo que chegou a esta cor-
te, dirigio-so para Montevideo, e, recebendo ahi
as inslrucces do governo imperial parti immo-
diatamente para o seu novo posto.
Incomraodos de saude, porm, orcaram este
jiosso agente a retirar-se do Assumpgo era 3 de
uovenibro ultimo.
Convindo dar andamento as negociarles so-
bre limites e navegago fluvial com a repblica
la Bolivia. confiadas'ao Sr. conselheiro Buarte
da Ponto Ribeiro em 1851, e que enlo nao foi
possivcl realisar, houre Sua Mageslade o Impe-
rador por bem incumbir dasla misso ao Sr. Joao
da Cosa Reg Monteiro. removendo-o do Chyli,
oude exercia o cargo de cncarregado, para
aquella repblica com o carcter de ministro re-
sidente.
Coube-me expedir as instrueges que tem de
habilitar o Sr. Reg Monteiro a seguir para o seu
destino.
O Sr. Antonio Jos uarte (joudim, secretario
da legaco imperial era Berlim, foi promovido a
cncarregado de negocios no Chile.
Continuando o mo estado de saudo do Sr.
couselheiro Jos Francisco do Paula Hollauda
Cavalcanti de Albuquerque, que o obrigra a re-
tirar-so do seu poslo de enviado e extraordinario
c ministro plenipotenciario nos Eslados-Uoidos
da America, e nao podendo pelo mesiuo motivo
ser removido paia outra legaco, foi este nosso
ministro posto era disponibilidade, e nomeado
para o Substituir o enviado extraordinario e mi-
nistro plenipotenciario no Per, o Sr. conse-
lheiro Miguel Maria Lisboa, depois de haver este
celebrado alliuma nova couvcngo lluvial, subs-
lituliva das estipulages concernenles a este
assumpto, negociadas em 23 de outubro de
1851.
s ealabelecimenlos consulares duveiu ser
creados e motivados por decreto do govorno,
designando o-seu districto, que podera compre-
hender tu ais um estado.
Na lei de 22 de agosto de 1851, que orgonisou
o corpo diplomtico brasileiro, e no regulomen-
execugo, nada se dispoz relativamente verifi-
cago das habilitaces das pessoas que se que-
ram deslinar carreira consular : apenas fue-
ra m-se extensivas aos cnsules as disposices
ooncornenles aos casos de disponibilidade de
aposentadoria, e a outras vanlagetis pecuniarias.
Subsistem os arls. 7o o 8o do regulamento de
41 de junho de 1847,o mvirlude dos quaes devem
possar os aspirantes a esses cargos por uro exame
peranle urna commissao nomeada pelo governo
imperial, exigindo-se delles, alm de regular
procedimenlo, sejam peritos na lingua franceza
fr possivel, na do paiz em quo
ou inglcza,^, se
tiverem de exercer as euasjfuocces", e instrui-
dos no direito das gentes, mrmente marilimo.
no mercantil o nos usos e estylos do commercio.
Estes arligos, porm, nunca foram observados,
e reseivou o governo imperial o seu desenvolvi-
ntcnlo para quando liver de ser definitivameule
organisadoo curpo consular brasileiro.
Sera entao occasiao de dcQnir as atlribuiges
desses agentes de modo que se harmonisem,
elides de misso importarem para seu proprio
uso-e consumo durante um anuo, a contar do
dia em que apresentarem as suas credenciaes.
Abre-se por ultimo um crdito annual a cada
uro daquelles agentes, emquanto durar a sua
misso, para a isenre dos gneros e objeetos
que fizerem importar depois do primeiro auno de
sua residencia no imperio.
Estas o as demais disposices conlidae no men-
cionado decreto, alargando os favores restrictos
concedidos pelo de 8 de outubro de 1846, teera
sido acceilas como urna reciprocidade correspon-
dente s de que guzam as outras naces os
agentes diplomticos brasileiros, e como ira les-
I teinunho das attences que presta o governo im-
perial ao corpo diplomtico eslrangeiro acredi-
tado nesta corte
Devendo haver na alfandega, para nella se
abrirem os respectivos crditos animaos, um li-
vro especial que mostr com a devida clareza os
eftetos e gneros a que se deu entrada livre, e a
importancia dos direitos nao arrecadados em ca-
da anno. e sendo sufficiente para a devida es-
criplurego urna nota ou relaco de laes objectos,
assignada pelos respectivos agentes diplomticos,
o governo imperial, desojando ainda mais facili-
tar os respectivos despachos por aquella reparti-
rlo, determioou que fossem elles expedidos in-
dependenteraente de ordem do ministerio da fa-
lanlo quauto permillam as leis do paiz, cora as zenda, mediante requisico directa feita pelos
disposigoos quo regem o servico consular em mesmos agentes ao inspector, & quem dever
ouiras nagoos ; guardando-so o principio de re- ser entregue aquella nota ou
ctprocidade nos pontos os mais essenciaes.
quem
relatao.
CORPO CONSULAR ESTRANGE1RO.
O governo imperial, expedindo o decrelo n.
Estabetacidodas assim as bases pnncipaes pa-
ra una nova organisago do corpo consular bra- 5
sileiro, precisa ser rosvisto o seu actual reg- l 8DD u? 8 f nove>bro de 18ol. leve por lm fi-
mento, e, leudo-se para esse Qm de alterar os i "" l0*ee"Cta que aos cnsules eslrangeiros
seus vencimenlos, solicito a vossa aulorisaoo. cnDia na ""ecadacao e adrainislrago das heran-
E'tanto mais necessaria Ossa reviso dos er- :Cs pertencenles a subditos de suas naces, f
mos cima expsitas, que seni ella ser dilTtci'
lecidos no imperio com testamento ou'sfcm elle,
Ac'hando-se pendente a demarcado de limites fnao >>possivel, poder-se tirar resultado satis- *" Jff'ftJS' qe_lcgilmainerite com-
com o Per, e consideradas as importantes rea- fadono da creago da socgo commercial, esta- ffiii" soberana s autoridades ter-
sos, que, em virlude direito convencional, sub-: belecida na secretaria de estado dos negocios es- '" n, r
Bistera entre os dous paizes, foi nomeado para i lrar.geir.os pelo decreto de 19 de fevereiro do an- j*0'n'"l\, ,,c"l" f.^i"
exercer as funcces de enviado extraordinario e Prximo passado.
ministro plenipotenciario naquella republi
ministro residente em Vienna, o Sr. Antoni
Noste intuito procurou conformar-se com os
tica o
itonio Jo-
s Lisboa.
0_Sr. Filippe Jos Pcrcira Leal, que celebrou
em 5(ic maiodo anuo prximo passado, um tra-
tado d limites e navegacao fluvial com a rep-
blica de Venezuela, foi,"em atlengo circums-
tancia de nao lbe ser favoravel ocliraa da Re-
pblica, removido para Madrid.
O Sr. Domingos Jos Googalves de Magalhes,
cncarregado do negocios naquella corte, foi pro-
movido a ministro resideule em Vienna.
Para Venezuela, Nova-Granada c Equador,
foi nomeado cncarregado de negocios o secreta-
rio da legago imperial nos Estados-Unidos da
America, o Sr. Antonio Pedro de Cervaliiu
Borges.
As demais alterarles havidas no corpo diplo-
mtico constara do cuesmo quadro n. 2.
lia mais um ministro residente, um encarre-
gado de negocios, e tres secretarios, que nao fo-
ram mencionados oa exposico feita o anno pas-
sado no relatorio do meu antecessor, por nao
estar nlo o Sr. Joao da Costa Reg Monteiro
'm efleclivo servico em sua nova misso misso,
nao tersido definitivamente provida a legarlo
imperial em Dinamarca, Suecia e Noruega, e
por terem sido nomeados posteriormente os tres
secretarios que accreacem, para os Estados-Uni-
dos da America, Bolivia e Per.
Pens como os meus antecessores que sao
mui exiguas, c nao corresponden! s circums-
tancias acluaes que determinaram o augmento
dos lencimentos do oulros empregados pblicos,
as rantagens concedidas ao corpo diplomtico
brasileiro pela lei n. 614 de 22 de agosto de
1851, quando estabeleceu a baso para
calculadas as suas aposentadoras, e os venc-
Era preciso salisfa/.er nesta parte s justas re-
Matricula dos empregudos diplomticos e con- presentaces intoruacionaes, e explicar conve-
sulares brasileiros. nientemente a circular de 25 de setembro de
A matricula dos empregados do corpo diplo- 1845. que apenas havia declarado subsistente o
matico e consular brasileiro deve conter, segn- art. 43 do regularaento de 9 de raaio de 182,
do o art. 48 da lei de 22 de agosto d-1851, o quando isentou de suas disposices e da mais
data dos decretos de suas noiuoaces, remoques, legislae.ioera vigor as herangas jacenles dos sub-
retiradas o demisses. a iodicaejio dos anuos ditos eslrangeiros em favor dos quaes houvesse
queXcoolarcm de servigo activo, ou em que le- tratados com eslipulagcs especiaes e diversas,
jjham estado em disponibilidade, das licencas e O decrelo citado deixou a applicago das suas
toaos os demais esclarecimenlosnccessarios para disposices relativas s successes eslrangeiras
que se possa logo e fcilmente conhecer a sua dependente de reciproco ajuste por meio de no-
antiguidade, e os termos em que devara ser con- tas roversaes.
cedidas as respectivas aposentadoras.
O processo para a organisacao deflnitiva desta
matricula longo, e a lei manda que para con-
fecciona-la sejam ouvidos os interessados.
Apezar do zelo do director da seccao de cortta-
bilidade, nao iiJe ser este traballio ainda con-
cluido com a Adeudado c perfeigo que exige um
semelliante documento.
Contina portanto a acompanhar este relato-
rio, sob n. 4, o quadro como tem at aqui sido
organisado, comprehendendo tanto o pessoal,
quo est em ell'eciivo serviio, como os empre-
Teve-se tambera como ooportuno especificar
todas as outras attribuiges e isences daquclles
agentes, para extremar as suas fun'cces das que
exclusivamente pcrlencem junsicco terri-
torial.
Na ausencia de direito convencional foram el-
las definidas por decreto, com o Dm de evitar
conflictos a que lecm dado lugar, por um lado,
excessivas exigencias de agentes consulares, e
por oulro, ou a ignorancia dos principios de di-
reito das gentes da parle de algumas autor dades
subalternas, ou o vago do direito costuiueiro,
jades em disponibilidade activa ou inactiva, e os que recebemos de Portugal, ou finalmente a dt-
aposentados.
CORPO DIPLOMTICO ESTRANUEIKO.
Polo quadro n. 3 cenhecereis o pessoal do
corpo diplomtico eslrangeiro nesta crlo, o nu-
mero e calegorias das respectivas misses.
Os Estados-Unidos da America e a repblica
oriental do Uruguay continuara a mauter junto
de S. M. o imperador ministros de segunda or-
dem.
Quando o raeu antecessor vos annunciou a idi
para o Paran do Sr. D. Luiz Jos de la l'enna,
sercm j enviado extraordinario 0 ministro plenipotencia-
rio da Confederarlo Argentina nesta corle, de-
versbiade de opinies e praticas.
Destas disposices, mediante o exigido accor-
do, vieran) s a participar os agentes consulares
de Portugal, Suissa, rao-ducado de Toscana e
repblica oriental do Uruguay.
Us ovemos desses estados, para celobrarem o
mencionado accordo, nao encontrarara na sua
legislaciio ou direito convencional os mesmos
embaraces que impossibililarara a oulros, nao
menos interessados, de regular do modo idnti-
co este assurapto cora o imperio.
Sera referir-mo s graves quesles que tem
traridu a exocugodo regularaento de 1851 as
noseas relaces com a Franca, a considerafo
de setembro de 1854, proponho-vbs qne tomis
tambem este a sunipto em considerarao, auto-
risando o governo a por 'era harmona aquellas
rantagens com as quo forem definitivamente
conferidas aos empregados das secretarias de
estado.
Na prsenle sessao legislativa vos apresenlatei
urna proposla nste sentido *
CORTO COHSCtAR BRASILEIRO.
O pessoal do corpo consular brasileiro, retri-
buido pelo estado, o mesmo do quadro que vos
foi prsenle com o relaturio do anno prximo
passado. i (,a.
As nicas alteraces qne se podem notar no '
de Ai redondo.
Era 6 de Janeiro do correnle anno participou-
rae este agente a resoluco do seu governo de
dar por linda a misso especial confiada ao Sr.
Dr. Penna ; e no dia 10 fez elle enirega da res-
pectiva caria revocatoria, dirigida a S. M. o im-
perador pelo vico-presidente da Coofederccao,
datada em 28 de fevereno do auno prximo pas-
sado.
O Sr. D. Marcos Antonio de Arredondo que
fazia parte da inesma misso especial, terminada
est, tve iio rciirar-se igualuicuie para o seu
regulamenlo, podera ser collocados os cnsules
de lodas as outras naces no p da mais perfeila
igualdade, se por semclhantes couvencos nao
preferirem chegarao mesmo resollado.
O decreto n. 2127 de 13 de mareo de 1858
permiltio aos cnsules estraogeiros nomcar de-
legados que os represenlera us lugares onde
nao possnm exercer o sua aeco, para o firn de
arrecadarem as herancas jacenles e providencia-
. rera a bera dos salvados dos navios de sua
j oaco.
No desempcnlio dessas funcces leem aquellos
i delegados do conformar-se cora as disposices
suas relaces
das funcces que lbe sao commeitidos.
Compete-lbea promover relaces commerciaes,
e at certo ponto exercer o oiFicio de juizes ou
arbitros ras qudstes que sermovem entro os ca-
I laes d navios de suas naces o as respectivas \ pela residencia constante em Lima de um envia-
inpolacoes, c as causas de commercio entre os
seus concidados.
paizes, c o desenvolvimenlo
commerciaes e polticas.
A importancia que liga o governo de S. U. o
Imperador a estas relaces assas demonstrada
Reginald l-'orbcs, para substituir ao Sr.
Peler Campbell Scsrlelt no carador de enviado
extraordinario
Sao [nocuradores natos de seus nacionaes, c
como taes encawegados de proiege-lo3 era seus
direitos o interesses.
Revestidos os agentes consulares brasileiros
deslas atliibuices, nao as exetcera na raesraa liam Dugal Christie.
extensao em todos os paizes, e assim converia O Sr. Christie chegou a esta corle no dia 4 de
crear ajurenles classes desses funccionarios cor- dezembro do anno prximo passado quando S.
respoudeules importancia des Servicos que le- M. o Imperador se achava ausente ; mas inde-
iiham de prestar ao imperio. pendenleraenti da apresentacao official de suas
OS assumplos de navegacao e com.mercio, era I creJenciaes lomou logo no d*ia 7 do dito mez a
quasi lodas as repblicas da America, a maior I direccaoda legaco, apresentaudo-se solemno-
roteegao que ah reclamara os interesses brasi- mente era 25 de fevereiro do correnle anno, de-
i iros, a simples cousidcrago de" serem pela pois que SS. MM. regressaram a esta coite
maior parle limitrophes do imperio, era cujas Cora a chegada deste ministro cessarara as
l inteiras nao pode exeicer a aulondade central funcces de cncarregado de negocios interino que
toda a sua accao, c por ultimo o cumprimento exercia o Sr. William Sluart.
de importantes disposices, que cora cssas repu- Desde o dia 7 de dezembro deixou o Sr. Sluart
buces temos por direito convencional, exigem de fazer parto do pessoal da legaco de S. M.
conhecimeutos e outros roquisitos muito espe- Britinnica
ciaes.
Reconheceu-se tambera que a extensao do
Brasil, assim como a de cada um dos dislrictos
consulares em que elle dividido, reclama esta
instiluieo, da maneira, segundo as condices e
limites, por que algumas potencias martimas
toncedem nos respectivos regulameutos e ordo-
naneas a creaeo de taes agentes.
Sao estas as principaes razes que motivaran]
a eipei'Qo aquello decrelo, e vista dolas
e ministro plenipotenciario de S. 'j"lgo que se devera timar exleRsivas as suas
M. Biilannica. A noraeaco recahio no Sr. W- | disposices a todas as naces, independente do
se altender reciprocidade, quo nesie caso seria
do extraordinario c ministro plenipotenciario.
Nao fui levada a rlTeito a nomeaco do Sr.
Fraile
As repnbl cas a quo acabo da referir-me, e os
Estados-Unidos da America, justamente consi-
deradas como ponteucias da primeira ordera, em
relaco ao servico consular brasileiros, devera
ter cnsules revestidos da maior categora.
Designarei como pertencentes mesraa cate-
gora os consulados em Portugal, pelas intimas
relaces que tem esle reino com o imperio, e em
Tranca e Inglaterra, pela importaueja que sem-
pre liveram nesses paizes.
Alera dos cnsules j existentes em alguns
pontos da fronleira, oulros convir nomcar,
quando o bern do servico consular e as commu-
nicacoes directas cora o governo imperial assem
o aconselhem. Estes cnsules pela nalureza de
suas commisses podero ser incluidos na se-
gunda classe.
Nos estados da Allemanha, na Blgica e Sar-
denlia, estando circurasrriptas as funcces dos
cnsules, em sua mxima parte, s questes de
eraigracao, o s facilidades que devem a esta
prestar, cabera aos agentes nomeados para taes
estados a raesma clasrificacao.
Nos demais.estados, em que aquellas funeges
uasi que se limitam a relajos commercias e
de pouca importancia, bastara cnsules do ter-
ccira classe.
Os cnsules de primeira e segunda classe de-
Tcm ser sempre cidados brasileiros, o os de
lerceira classe, que nao precisara ser retribuidos
com ordenado, era er direito disponibilidade
e aposcnladoria, podero lambern ser estran-
K'. iros.
Os vencimenlos dos de primeira e segnnda
classe devera constar de ordenado e emolumen-
tos, do maneira que corresponda a lolalidade
destes vencimenlos ao seu carcter publico
decencia que devem raanler nos paizes era que
n libara de exercer as suas funcces, c caresta
dos mesmos paizes.
Podera ser supprido o ordenado, quando,ps
emolumentos s por si imporlem um devida re^
tribuigo a taes agentes.
Para a aposenladoria e disponibilidade dos
cnsules de primeira e segunda classe, ser pre-
ciso fixar.um quantum, na proporgao do suas
calegorias. sendo applicaveis nesta parle as con-
siderares que j llz pelo que toca s vantagens
que em laes circumslancias, em relagio a outros
correspondentes empregos pblicos, devem ter
03 agentes diplomticos brasileiros, alteraodo-se
para isso a base invariavel que Ibes assignou a
lei de 22 de agosto ie Ibl.
apenas nomina
Sob n. G apresenlo-vos o quadro dos agentes
consulares estraogeiros residenles nesta corle e
as provincias do imperio.
Esles agentes exercera as suas funeges na
qualidade de cnsules geracs, cnsules*e vice-
cnsules.
Algumas nages seguem esta classificacao,
que tambera a de nossos regulameutos.
Outras mantecm no imperio s os da primeira
e ultima classe.
Os Estados-Unidos nao leem senao urna classe
desses agentes, com o carcter de cnsules.
Os dislrictos do sua jurisdieco sao mais ou
menos extensos, segundo veok elles designados
nos respectivos diplomas, submctlidos aos exe-
qutur imperial.
Sendo o primeiro dos deveres dos cnsules
promover o commercio e a navegacao, a sua
admisso, em geral, tera sido nos porlos em que
existen] alfandogas.
Excepces se tem feito em favor de algumns
naces, permtlindo-se a creaco de agentes
m que nao ha navega-
com o eslrangeiro, e
S. M. Fidelissima chamou a oulro destino o
Sr. Jos de Vaseoncellos e Souza, o, desojando
dar mais urna prova da cordial ami/.ade que une
as duas coras, deu-lhe por successor o Sr. con-
de de Thomar.
O Sr. Jos de Vaseoncellos e Souza grangeou
sempre, no desempenho de seus deveres, a be-
nevolencia de S. M. o Imperador, e a particular
estima c considerarlo do governo imperial.
>>. M. o Impoiador recebeu a S. Exc. o Sr. seu's em outros pontos, e
rondo de Thomar em audiencia publica no dia 4 'cao e commercio directo
de setembro do anno prximo passado.
O Sr. Heydebrand von der Lasa, cncarregado
de negocios de S. M. o Rei da Prussia. sendo
promovido a ministro residente, assumio este ca-
rcter em audiencia publica de apresentacao no
dw 16 de julbo.
'Feudo, porm, partido pelo paquete de se-
tembro ultimo para a Europa no gozo de urna
licenca que obleve do seu governo, ficaram os
negocios da legaeiio prueeiana, duranle a sua
ausencia, cargo do cnsul da mesraa naci, o
Sr. Vctor Heymanu.
O Sr conde de Borchgrave chegou no dia 3
do junho do anno prximo passado, o, no dia 11
do referido mez foi receido por S. M o Impe-
rador no carcter de ministro residente, de que
o revestio S. M. El-Rci dos Belgas.
A legago de S. M. Catholica contina a
regida pelo Br. I). Mariano de Potestad, no
rai.ler de enrarregado de negocios interino.
O Sr. conde'Alexandre F de Ostiam, enear-
regado de negocios da Sardenha, coraraunicou.
por nnla de 26 de raaio, que, em consoquencia
de urna nova lei consular, havia sido supprimi-
do o lugar que exercia nesta corte de encarregado
de negocios interino.
O Sr. Benzi foi. em virlude da mesraa lei, no-
ser
ca-
inesmo em lugares centraes.
Avultado numero de habitantes, grandes inte-
resses deemigraco aos verdadeiros lins da co-
lonisigao, justiicam'essas exccpgcs.
Couviria, porm, designar por decrelo esses
lugares e as condices do exercicio das respecti-
vas funeges consulares
O di'senvolviinenlo das relagocs commerciaes e
polticas do imperio com algumas repblicas vi-
zinhas, peta mutua fronleira, tem Irazdo tambera
a admisso do agentes consulares dessas repbli-
cas no territorio brasileiro contiguo s mesinas
repblicas.
Estas concesses sao indispensaveis enlro pai-
zes limitrophes, o fazendo-as, lera encontrado o
governo imperial a maior reciprocidade da parle
dos estados interessados nesses eslabelecimenlos.
Os agentes consulares da Austria foram encar-
regados de proteger os subditos Toscanos onde
nao existissem agentes consulares do Grao Duca-
do ; mas deixaram de ser procuradores dos men-
cionados subditos, em virlude dos ltimos acon-
tecimenlos da Italia.
PARTE POLTICA.
Continuam inallerareis as nossas ralacos de
amizade, e de boa intelligencia cora quas'i todas
as naces eslrangeiras. No empenho de estrei-
meado cnsul geral encarregado de negocios de 'tar cada vez mais essas relaces, tera o overno
Sua Mageslade.
As funeges do Sr. conde F cessaram no dia
25 daquelle mez, e, na ausencia do novo agente
nomeado, os negocios da legago da Sardenha
ficaram a cargo do Sr. Eugenio Truqui.
ISEXCA HE |i|iu:i I ns DA ALFANDEGA DE QCE GOZA 0
CORPO DIPLOMTICO ESTRANGEIRO.
Este assumpto contina a ser regulado pelas
disposices do decreto n. 2022 de 11 de novem-
bro de 1857.
Sao inteiramenle livres de direitos lodos os
objectos considerados como pertencentes baga-
gem das pessoas empregadas era raisses eslran-
geiras, quera vem residir no imperio.
Gozam do mesmo indulto os objectos que os
imperial procurado cultiva-las com esmero,
guindose na solugo dos assumplos, que oc-
correm, pelo espirito de justiga e de benevolen-
cia, que constituem a verdadeira base da polti-
ca externa.
Se, era sempre, da pratica deste principio lem
logrado conquistar as sympalhias de um o" oulro
governo, nao deixa de ser cerlo que de quasi lo-
dos ha recebido inequvocas peoras de cordeal
reciprocidade.
Curoprindo-me expr-vos o estado de nossas
relaces com cada um dos governos com quem
as havemos mantido, ueste ligeiro esbogo porei
apenas em relevo a face que tomaram depois que
vos foi apresenlado o relatorio do anno passado.
b' desconhecida a desuitelligencia que exista
entre a Confederago Argentina e a-provincia do
Bnenas-Ayres, eo porfo a fue liona essa desin-
'lelHgeneia ehegado.
guando, em 1858, o governo da Confederago
envtou a esta corteara ministro iocumbido da
misso de negociar u tratado definitivo e com-
plementar da convengo de paz de 27 de agost
de 1828, conliou tambem ao mesmo minislro o
encargo especial do promover urna alManga eom
0 imperto pira o fim d" chamar a provincia de
Bnenos-Ayres ao gremio da Confederado.
Nao deu o governo imperial sea assentimen-
to a essa allianga por ser contraria a poltica,
que lera seguido as questes tornas suscita-
das entre os estados vizinhos.
Sem embargo desta franca manifestagao, ainda
o governo argentino insisti no apoio solicitado
por nota de 19 de maio de 1859, a que o de S.
M. o Imperador respondeu por intermedio do sua
legago no Paran, de aecrdo com aqueiles prin-
cipios. r
Este seu procedimenlo. e a consequente decla-
ragao de neulralidade, que fielmente observara
na guerra por meio da qual a Confederago Ar-
gentina pretendeu effecluar a reincorporaco da
provincia de Bucnos-Ayres, originaram diversas
reclamages, cujo resultado foi o estremecimen-
to das boas relages al enlo subsistentes entre
o governo impe-ial e o argenlino.
Os tratados de limites e de exlradigf.o celebra-
dos cora a Confederago Argentina em 14 de de-
zembro de 1857, posto que subsequeutemente ap-
provados pelo respectivo congresso, nao foram
anda ratificados por aquelle governo.
O tratado de 2 de Janeiro do anno prximo
passado, definiudo e regulando a posigao do Es-
tado Oriental do Uruguay em relaco aos seus
limitrophes. nem sequer foi ainda submcltido
approvago do respectivo congresso.
Esse mesmo tratado acaba de ser rejeitado no
senado da Repblica Oriental. Pendera tambem
da approvago do corpo legislativo nesta Rep-
blica ajustes importantes, a que o seu governo
se havia ligado por solemnes corapromissos de
honra. Refiro-me. especialmente, ao tratado de
permuta de territorio, celebrado conjunctamente
com o de commercio e de navegacao de 4 de se-
tembro de 1857.
Subsislem.no mesmo p as nossas relaces cora
a Repblica do Paraguay, continuando a'ser ob'
servadas as obrigages cmtrahidas pelo tratado
de 6 de abril de 1856, e pela convengo de 12 de
fevereiro de 1858.
Era 27 de maio do anno passado foram troca-
das as ralificages do tratado de navegago flu-
vial celebrado com o Per em 22 de outubro de
1858 Sem duvda que as nossas relaces cora
aquella repblica, j cimentadas pelo tratado de
24 de outubro de 1851, tomaro maior desenvol-
vimenlo, estrellando os lagos do amizade que li-
gara os dous povos.
Espera o governo imperial que demarcaeo
da linha divisoria, j conveucionada entre os dous
paizes, presidir o mesmo espirito de aecrdo que
tera havido em todas as negociages do imperio
com aquella Repblica.
Cora o governo de Venezuela celebrou-se. em
5 de raaio do anno passado, um novo tratado de
limites e de navegago lluvial, em que foi resta-
blecida a divisa descripta em 1852, e foram am-
pliadas em beneficio da navegacao as CQncessea
feitis em 1853.
Consullidos como se achara de no- o tratado os
interesses dos dous paizes, de crcr que, se fr
definitivamente approvado, muito contribuir
para toruar solidas o duradouras as nossas rela-
ces com a Repblica. Infelizmente, porm, a
crise poltica por que ha pouco passou, impedin-
do a reunio do congresso, nao permiltio anda
que fosse a este submetiido o referido tratado.
Cabe aqu annunciar-vos que sobre bases idn-
ticas espera o governo imperial celebrar negocia-
ges cora as Repblicas de Bolivia e de Nova-
Granada.
E'-me agradavel communicar-vos que conti-
nuara no estado o mais satisfactorio as nossas re-
lages cora os Estados-Unidos da America.
Nao sao menos lisongeiras as que cultivamos
cora as potencias europeas.
As diinculdadcsjprovnnientes de reclimages
de subditos briaiinicos conlra o governo brasi-
leiro, e vice versa, que tecra dado niargem lar-
ga discusso, foram removidas pela conveuco
de 2 da junho de 1858. que creou urna comm'is-
so mixta para o fim de rever e solver definitiva-
mente lodas as questes dessa origera. Era lu-
gar competente acharis a exposigao dos traba-
thos dessa commissao, bem como'os motivos que
liveram os respectivos membros para nter rom-
per as suas sesses.
Com a completa cessago do trafico de Africa-
nos, fue tanto houra os nossos senlimcnlos de
humanidade, como abona a lealdade com que
manlemos os nossos corapromissos nlernacio-
naes, lerminou tambem o assumpto mais desa-
gradare! do nossas relaces cora o governo da
Gra-Brclanba.
Pende ainda de soluco o aecrdo que tem de
definir as funcces consulares entre o Brasil e a
Franca.
A diiTiculdade que obsta negociago desse
ajuste est na questo da nacionalidade dos fi-
los de eslrangeirosnascidos no fraperio.
Cada dia lorua-se mais urgente a conveniencia
do lixardes a verdadeira doulrina do l." do
art. 6." da constiluigo.
Est actualmente suspensa a discusso enlabo-
lada ntreos dous paizes acerca da nossa fron-
leira rom a Guyana Franceza ao norte do impe-
rio. Proseguera porm, e acham-se j muito
adiantados, os trabalhosde exploraco. a que se
mandou proceder, os quaes, espero," ho de der-
ramar muila luz sobre asduvidas suscitada*.
Muiteem-se no mesmo p as relages amiga-
veis que temos sempre cultivado cora a uaco
purluguezi.
O governo de S. M. Fidelissima acaba de adop-
tar medidas appropriadas e enrgicas para debel-
lar o hediondo crime de falsilicago da moeda
brasileira. que em espantosa escaia se leni de-
senvolvido em Portugal.
Alguns estados da Allemanha, levados por in-
forraaces menos exactas ou exageradas sobre o
eslailo da emigrago no Brasil, teera oppo.-to
embarazos sabida de seus subditos cora este
deslino.
Os nossos agentes n'aquelles estados protesta-
ran) corao deviam conlra seraelhantc procedi-
j monto ; e receberam inslrucces para insistir na
1 reparago da injustiga feita 'liberdade e genero-
sidade cora que o governo brasileiro se enipenha
e se lem einpenhado sempre em proteger favo-
(rerer a sorle dos emigramos no imperio.
L' de esperar que, inelhor informados, desis-
j lara aqueiles governos do proposito que lo-
; maram.
Ueseja.ido corresponder aos sentimentos de es-
| tima, que lhe tem teslemunhado o governo im-
perial, o da confederago Helvtica acaba de re-
solver a creago de urna legaco nesta corta, Foi
nomeado chele dessa legaco,' no carcter (fe en-
viado extraordinario e ministro plenipotenciario,
o aqui brevemenlo esperado, o Sr. baro
Tschudi, j vanlajosaraenle condecido no Brasil.
Com particular esmero tem o governo imperial
procurado tornar cada vez mais intimas as res-
petosas relaces, quo sempre cultivou cora a
corle de Boma ; e da piedosa benevelencia do
seu augusto chefe acabado receber recentes pro-
vas as ordens que, segundo as recentes commu-
incages da nossa legago, seriam expodid3S ao
internuncio nesta corle, mandando execular as
bullas da creaco dos bispados da Dimaniina o do
Cear.
Nao findarei esle artigo sem manifestar-voso
profundo pozar do governo imperial pelo conhe-
cimento das tribulaces e desgoslos quo leem
uestes ltimos lempos oppriraido e consternado o
magnnimo coragSo do Summo Pontfice.
(I ERRA EMRE A C0NFEDERACAO ARGENTINA E BLE-
-NOS-AVRES, E SBES INCIDENTES.
Neulralidade do imperio e da repulica
oriental do Uruguay.
Os meus antecessores vos referiro, .na parlo
qie interessava ao Brasil, a marcha da queslo
psndenle entre Buenos-Ayres e as demais pro-
v.ncias argentinas, a que o convenio de paz, con-
cluido em 10 de novembro do anno prximo
pissado, parece ter postlo desejado o termo.
A despeito de varias tentativas foitas para so
olteresse resultado de modo pacifico e honroso
para ambas as partes dissideotes, tinham cresci-
dc as difliculdades a ponto de tornar-se inevia-
vel o roropimenlo das hostilidades, que, infeliz-
miiile, nao lardaran-] muilo era declarar-se.
Prevendo, sem duvida, esse deploravel desfe-
cho, propoz o governo argentino ao do Sua Ma-
geslade o Imperador a celebrago de urna allian-
ga, tendente submetler provincia do Buenos-
Ayres autoridade de que se linha desligado.
0 governo imperial entendeu que nao lhe era
poisivel annuir a essa proposta, e resolveu de-
I clarar-se neulro, pondo sua neulralidade a li-
iiaco que virtualmente se derivava do art. 2o
do tratado de 7 de margo de 1856.
0 governo oriental, reconhecendo a impossi-
bilidado d'aquella allianga.^uc artas linha dese-
jado, tambem resolveu conservar-se neutro, e,
na previso de difliculdades que lhe flzessem ne-
cessario o apoio do de Sua Mageslade, declarou
essa sua resolugo por meio da nota que o seu
enviado nesta corte dirigi ao meu antecessor em
?.e Junno do anno prximo passado.
N essa nota defini o Sr. Lamas a neulralidade
do seu paiz, pondo-lhe as liminges provenien-
tes, nao s do estado anormal das relages d'elle
com Buenos-Ayres, que era anterior guerra e
independente das causas d'ella, mas tambem do
art 10 do tratado definitivo da paz de 2 de Janei-
ro d'aquolle anno, que, nao sendo ainda legal-
mente obrigatorio, constitua, no seu modo de
i entender, orna obrigago moral.
Concordando o governo do imperio com os
principios dessa neulralidade, assim o declarou o
Sr. conselheiro Prannos ao enviado da repbli-
ca era a nota que lhe dirigi em 18 de julho, na
qual communicou-lhe ao mesmo lempo a resolu-
co lomada pela nossa parte.
Correspondido por esse modo o passo dado por
parle da repblica, ficaram determinadas as po-
sices dos dous governos e limilada a neulrali-
dade de cada um d'elles exlenso que respecti-
vamente lhe cibia.
O apoio do Brasil, segundo as declaraces fei-
las era seu norae, nao faltara ao estado oriental,
se a sua independencia e integridade fossem ala-
cadas durante a guerra : mas a concesso prati-
ca delle ficou necessariamente sujeita ao juizo e
apreciago do nosso representante em Montevi-
deo, a quem, pela sua presenca no lugar dossuc-
cessos o observago do procedimenlo que (ivesse
o governo oriental, se devia deixar a liberdade
precisa para que apoio nao fosse concedido sera
justo motivo, ou era prejuizo dos interesses e
diguidade do imperio.
A especialldade das circumslancias, em que a
repblica se achava collocada, nao s pela sua
posigao geograpluca, mas tambera pelo estado
anormal das suas relaces com Buenos-Ayres,
exigia o maior escrpulo no procedimenlo do seu
governo. O raeu antecessor assim o comprehen-
deu e aconselhou com franqueza que lhe diva
direito o theor da declaragao do governo oriental.
O governo do imperio, attendendo grande
exlenso do seu litoral e s facilidades que po-
llera ella dar aos dous belligeranles, anressou-
, se a communicar aos presidentes das respectivas
, provincias a resoluco que lomara do conservar-
lo neulro, dando-lhes ao mesmo lempo as ins-
trucroes que enlo lhe pareceram indispen-
saveis.
( Providencias pedidas pela legaco da confedera-
ndo argentina para prohibirse no imperio o
armmenlo de navios do governo de Buenos-
Ayres e a exportarao de artigos bellicos para
os porlos daguella provincia.
O cncarregedo de negocios da confederaco ar-
gentina parlicipou em 7 de julho do anno "prxi-
mo passado ao governo imperial que lhe consta-
va que o vapor Camilla, perlencenie realeom-
panhia britanniea de paquetes a vapor, linha sido
comprado pelo governo de Buenos-Ayres c devia
receber nesto porto algum armamento por couta
do'mesmo governo, e para uso da guerra em
que elle eslava einpenhado conlra o da confede-
rago.
FundanJo-se nessa informago, solicitou o Sr.
Arredondo a oxpedico das rJens nrcessarias
para que o mencionado vapor nao recebesse ar-
mamento, sendo para esse fim especialmente vi-
giado.
Solicitou tambem que cssas ordens se flzessem
extensivas, era lodos os porlos do imperio, a
qualquer outro navio perlencenie ao governo de
Buenos-Ayres e exportaco de arligos bellicos
a elle destinados.
Procedendo-se s necessarias indagaeies-, ve-
riticou-se quo o vapor Camilla tiriha" entrado
nesle porto e devia sahir delle com bandeira in-
gleza que nao linha recebido carregamenlo al-
gum, e que hava despachado era lastro.
Communcou-sc isso ao Sr. Arredondo nn mes-
mo da 7 ,W julho, e em nota de 15 do mez se-
gunle, salisfazendo-se o seu pedido acerca do
armamento de navios e da exportaco de arligos
bellicos, parlicipou-se-lhe que ne'sso serilido se
tinham expedido as ordens precisas.
Em 10 de setembro passou o mesmo encarre-
gado de negocios ao meu antecessor urna nota,
rominunicando-lhe que o governo de Buenos-
Ayres mandara comprar e armar em Inglaterra
dous vapores, e, na supposigo de que viessem
elles aos porlos do imperio para depois, mellior
preparados, seguirem para Buenos-Ayres, soli-
citou que, dado esse caso, fossem dolidos os ilos
vapores.
Bespondeu-se-lho. em 12 de outubro, que n
governo imperial nao poderia ordenar essa de-
tenrao, sera infringir a sua neulralidade, porque
aqueiles vapores, sendo comprados e armados
em Inglaterra, nao faziam mais do que locar de
passagem nos porlos do imperio. Assegurou-se,
porm, que nclles nao recebeuam tripolacu ou
arligos bellicos.
No mesmo dia 12 se oflicion nesse sentido aos
difiranles ministerios e aos presidentes de pro-
vincias.
Procedimenlo dos navios de guerra de Buenos-
Ayrcs para com os do commercio do estado
oriental, ntercencao solicitada a esse res-
peilo.
Os navios de guerra de Buenos-Ayres, esta-
cionados no ancoradouro da ilha de Uartim Gar-
ca, visitaran) os do commercio do eslado orien-
tal, que passavara pelo canal respectivo.
Essa visita, pratica sera duvida cora o objocto
de evitar o transporte de artigos de contrabando
de guerra, nao su limitava aos navios orientaos ;
era mais do um brasileiro fot ella exercida, mas
a respeito daquelles foi varias vezes acompanha-
da de circumslancias que, era verdade, nao po-
diam ser justificadas.
Era consoquencia disso, dirigio-me o enviado
oriental urna nota, solicitando a cooperaco do
Brasil para fazer respailar os tratados que" tsti-
pularam a neutralisarao da ilha de Mrtim Gar-
ca e a livre navegacao dos rios, e para resguardar
essa navegago dos relames que se lhe faziam.
O Sr. Amara!, ministro residente do imperio
em Montevideo, a quem o overno da repblica
informara verbalmente daquelles fados, apres-
sou-sc a dar conhecimento delles ao cnsul geral
era Buenos-Ayres, aira de que empregasse os
motos convenientes para erilar.se a sua repro-
duego.
Os successos, originados pela prsenos simul-
tanea das esquadras de Buenos-Ayres e" da con-
federago no porto de Montevideo, impedirn] os
passos que aquelle cnsul se dispunha a dar a
esse respeito.
Pelo loca ao governo imperial, foi a nota do
Sr. Lamas respondida nos tormos constantes da
que lhe passei em 12 de setembro, antes de ter
conhecimento daquelles successos.
Apoio solicitado pelo governo oriental para im-
pedir ou repellir nvasoe$ de que se mostrava
reccioso por parle de Buenos-Ayres.
Apparocou nos diarios de Buenos-Ayres um of-
ficio do commandanle do vapor de guerra do
mesmo nomo participando ao respectivo ministro
da marinlia que, era execuco das ordens que re-
cebera, tinha transportado de Eutro-Kios os
orientaos que all so achavam refugiados, entre
os quaes se enconlrava D. Venancio Flores.
O governo da Repblica, vendo nesse fado urna
allianca enlro o de Buenos-Ayres e os insurgen-
tes orienlaes, ordenou ao seu ministro nesta cor-
te que solicilasso a cooperago das torgas navaes
do Imperio para impedir o desembarque de toda
a torca procedente daquella provincia, c, no caso
deja er desembarcado alguraa para corabalc-la
e expulsa-la.
O Sr. Lamas deu execugo a essa ordem por
meio da nota de 11 de julho do anno passado, que
se acha annexa a este relatorio.
Nao lhe parecendo satisfactoria aresposla que
lhe deu o meu antecessor por meio de sua nota
de 18 daquelle mez, resultaram d'ahi varias con-
ferencias, em que traiando-se do um protocolo
sobre auxilio militar, que nao fde ser realisado
pela crise ministerial que se manifestou logo, proi
curou o Sr. conselheiro Paranhos inspirar ao en-
viado da Repblica a contlanga que raereciam as
declarages por S. Exc. feitascm nome do gover-
no imperial.
As ordens que linhara sido opportunaraenle^x-
pedidas s legages era Montevideo e no Paran
orara lo expressas o positivas, que lornavam des-
uecessara qualquer nova recommendago a esse
respeito ; o assim o declarou o Sr. conselheiro
Paranhos em sua mencionada ola.
Entretanto, desejaodo o governo de sua magos- I
lado preveoir o perigo de que o da Repblica se !
julgava ameagado, e dar-lhe ao mesmo lempo '
urna nova prova da sua amisade e do modo como
eslava resolvido a salisfazer os seus corapromis-
sos, se rhegasse o caso da sua lntervcngo, re-
solveu que o Sr, Joo Carlos Pereira Pinlo, cn-
sul geral do Imperio em Buenos-Ayres, quo se
achava com licenca nesta corte, regresasse sera
demora ao seu posto,
Duas commisses foram confiadas aquelle se-
uhor, urna reeria-se neutralisago da ilha do
Harlim Garca, de que trato em artigo separado,
e a outra linha por objeclo evitar as hostilidades-
de que o governo da Hepublica se mostrava re-
ceioso.
Para esse fim devia c Sr. Pereira Pinto Icr ao
minislro de relages exteriores de Buenos-Ayres
0 despacho que lhe era dirigido em data de 30
i de julho, dando a S. Exc. copia delle, se a dese-
jaase.
A manifeslaco que por esse modo e arnigavel-
I mente lhe foi feita, respondeu o governo de Bue-
j nos-Ayres por meio da nota que o ministro com-
| ptenle dirigi era 24 de agosto ao cnsul geral
i do Imperio. Declarou ahi que continuava na fir-
| me resolugo de nao abrigar pensamento algum
contra a independencia ou integridado oriental,
nem pretenda perturbar a paz da Repblica, es-
I lendeudo a ella as suas hostilidades, salvo sera-
pro.o sagrado djreito da defeza.
I Essa franca declraco, da qual o governo de
Buenos-Ayres por certo se nao afastaria na pra-
tica, satisfazla o objecto que se linha em visla ;.
e, era verdade, prescindindo-se dos successos oc-
corridos em Montevideo e devidos a causas espe-
ciaes, nao chegou ao conhecimento do governo
imperial fado algum que molivasse duvida a res-
peito da sincerdade de tal declaragao.
Neutralisarao da ilha de Harlim Garca.
A ilha de Martim Garda, podendo pela sua po-
sigo servir para embaragar e impedir a livre na-
vegacao dos alfluentes do Prala, foi objecto de es-
tipulaces entre o Imperio, a Repblica Oriental
do Uruguay e a Confederago Argentina.
Essas eslipulages forniam parle do direito
convencional estabelecido polos tratados do 12 do
oulubro de 1851 c 7 de margo de 1656. o acham-
se consignados no art. 18 do cada um delles.
O governo de Buenos-Ayres, que eslava de
posse da ilha quando entre elle e o do Parau
comecaram as hostilidades ha pouco felizmente
concluidas, fortificou-a e arraou-a cora a iuten-
cio raanifesta de servir-se deila era defeza pro-
| pria.
Prevalecendo-se entao das mencionadas esli-
! pulacoes, o dando-lhes um alcance que ellas nao
, leem, pretendern] os governos oriental e argen-
lino, e o segundo mui explcitamente, que o de
sua mageslade o Imperador exigisse o dcsarma-
mento da ilha, e que, para consegui-lo, empre-
gasse a torca, se a sua uliraaco nao fosse atteu-
dida
A correspondencia havida a esse respeito cons-
ta das olas do ministro dfiental de Io de julho
e 9 de agoslo, do encarregado de negocios ar-
gentinos de de julho, 9 de agoslo o 13 de se-
tembro, e do governo imperial de 12 desse ultimo
mez.
A questo que se suscitava nao podia deixar de
merecer a mais seria allengo. Era cerlo que o
armamento da ilha, chamando as hostilidades pa-
ra esse ponto, podia embaragar a livre navegacao
dos rios, era que o Brasil eslava inleressado por
mais de ura motivo; e, sendo esta a primeira
discusso que se levantava a respeilo da applica-
go das eslipulages citadas, era indispensavel
nao eslabelecer precedente contrario sua verda-
deira intelligencia.
O governo imperial cstudou a queslo cons-
cienciosa e iraparcialmonte, e, persuadindo-se do
que nao eslava autonsado para fazer uso da tor-
ca, resolveu erapregar os meios suasorios para
.convencer ao de Buenos-Ayres das vantagens da
neutralisago da ilha, afasfando por esse modo as
' coroplicages que do seu armamento resultaran!
: lauto para o mesmo governo de Buenos-Ayres
| como para as nages neutras, a quem incumba
' proteger os interesses e o commercio de seus sub-
1 ditos.
| Essa commissao foi confiada ao Sr. Tereira
Tinto, que com o objeclo della, c o de obter sc-
gurangasque Iranquillisassem o governo oriental
a respeilo das aggresses quo recoiava, parti
desta corle para o seu posto no dia 2 de agoslo do
anno prximo passado.
Pelas suas communicaces conheceu o governo
imperial com a m.iior salisfago que ogoverno
de Buenos-Ayres, se, recelando o armamento da
ilha por parle da Confederaco e querendo evitar
as hostilidades que tema daquelle ponto, resol-
vra arma la como meio'nicamente preventivo
e do defeza, rffio estara longe de renunciar a essa
medida se pudesse ter a garant, de que de-
sarmamento e neutralisago, feilos por sua parle,
seriam religiosamente observados pelo governo
argentino, guardando o Eslado Oriental a neu-
lralidade quo prometiera e lhe cunipria obser-
var.
Essa dispasico do governo de Bucnos-Ayres
foi opportunament'j comraunicada s legages
argentina e oriental, manifestando o governo Im-
perial nessa occasiao a esperanea de que o da
confederago se nao recusara a prestar a garan-
ta desojada.
Os SucceSSOS. occorridos em Montevideo por
occasiao da presenca simultanea das esquadras
argentina c de Buenos-Ayres, parausaran] a con-
clusao deste negocio, a que as negociaces de
paz e o breve ajuste della puzeram termo" pouco
dopois.
As legages argentinas em Montevideo e nesta
corle e o proprio governo da confederaco, dau-
do ao proced:mento do ministro residente e do
cnsul geni do imperio em Montevideo o Bue-
nos-Ayres urna inlerpretaco que nao era justi-
ficada, nem pelas suas iulences nem pelos seus
actos, reclamaro contra esles, pretendendo que
a ilha do Martim Garca, parte integrante do ter-
ritorio argentino, linha sido objeclo de negocia-
cao sera annoencia ou audiencia do governo na-
cional, e que, por oulro lado, a saluda da sua
esquadra do porlo de Montevideo linha ido oll'e-
recida como condico para a neutralisago da
mesraa ilha.
Os documentos que so acham annexos no lugar
competente esclarecen] a questo : pouco bastar
dizer aqui.
A commissao do Sr. Pereira Pinlo tinha sido
motivada pelas solicitaces dos proprios gover-
nos da confederaco e do eslado oriental. No
momento em que ellas se faziam aqui,continua-
ra-se o armamento de Martim Garca e prepara-
ba m-se em Monlevidoo os navios de guerra ar-
gentinos. O armamento da ilha ditliculiava, o a
sua neutralisago facilitara a passagem desses
navios.
O governo imperial, se nao temesse ser injus-
ta na apreciago dos fados, poderia ter conside-
rado aquellas solicilages em relago, nao ao
transito dos navios mercantes, mas ao dos navios
de guerra argentinos. (Juiz ser justo, e, atlen-
dendo ao interesse geral da navegacao, aconse-
lhou a neutralisogo da ilha,
Dando, porm, esse conselho, que impottava o
abandono de um meio de defesa, nao poda dei-
xar de atlender justa exigencia de tima garan-
ta que o substituase, e manifestou a esperanga
de que fosse ella prestada.
Precipilaram-se osaconlecimentos, e os navios
argentinos, reduzidos entao s aguas limitadas
pela ilha, servirara-se dos porlos orienlaes como
base das suas operaees de guerra e commelte-
rarn hosliliuades no" de Buenos-Ayres. Nasce-
ram da ni a resoluco que o governo dessa provin-
cia lomou de mandar a sua esquadra ao porlo
de Montevideo e as intiraages foitas no dia 24 de
agoslo pelo respectivo commandanle.
Esses aeonteciraontos, alheios todos da vontado
e da acgo dos dous agentes brasileiros. ditlcul-
lavam as suas posiges, comprometiendo o re-
sultado da commissao confiada a ura, e creando
conflictos no territorio era que o outro se achava
acreditado.
O Sr. Pereira Pinto, sendo informado do quo
occo.rera era Montevideo no dia mencionado, re-
considerando isso em relago s segurangas que
o governo de Buenos-Ayres lhe havia dado das
suas intences pacificas a respeilo do estado orien-
tal, julgon conveniente enteuder-se logo com o
Sr. minislro de relaces exteriores, e nessa oc-
casiao soubo da resolugo que se havia lomado
do mandar regressar a esquadra aquelle porlo
com o objeclo de se fazerera novas inliraages.
Nessa conferencia fez quanto estove ao se al-
cance para evitar que se coramellessem hostili-
dades no porto de Montevideo c as suas imme-
diages, e apenas conseguio que se raodtlicassem
as inslrucces dadas ao commandanle da es-
quadra.
Tratando na mesraa occasiao da neutralisago
da ilha,.que era assumpio de quo havia sido en-
carregado simultneamente com o das manifes-
tages que devia fazer em favor o eslado orien-
tal, resulten dahi a ola que o ministro de rela-
ges exteriores lhe dirigi em 27 de agosto, pon-
i
i
ILEGVELI


do certas condicocs a re3|ieito daquella neutra- verbaos, entendeu que flevia approvar o seu
lifaiao. proredimento.
Apczar dessa nota o cnsul geral do Brasil nao I Era consequencia dlsso, depois de varias con-
conirahio compromisso olgum a respcito das duns lerendas que tive com o enviado di repblica,
esquadras, como resulta das que passou ao go- celebrei com elle um ajuste, quo o governo es-
verno de Buenos-Ayres era dala de 3 de se- Perava confiadamente que seria levado a ef-
tembro.
Sendo urgente que o ministro brasileiro ero
Montevideo fosse iuformado da resoluco daquel-
0AMm> PEIRA 10 DE" GTBRO t*ff .860.
feilo
O Sr. D. Andrs Lamas, depdis de declarar que
nos actos doseu governo nao entrara a intenco
le govrrno, resolveu o Sr. Pereira Pinto dirigir-! de menoscabar as considerares a que tinham
se aquella capital, e assim o fez nao s para o
mencionado um como tambom para fazer-lho
repiescntacoes tendentes a obler que o governo
oriental nao desse ao outro justos motivos de
quoixa na execuco da sua neutralidade.
O ajuste de 31 de agosto evito* o conflicto que
e ffemia, e, em todo caso, dellc resullou vanla-
j'.'iu para os interesses neutros que poderiam ser
4irejudicados.
Nao se realisou a neulralisaco da ilha ; mas,
'Concluida a paz em virtude do convenio de 10 de
iinvcmbro, de esperar-se que se effeclue op-
porlu na mente a rcuro pratica de Buenos-Ayres
s outras provincias da confederado, e nesse ca-
so deve-se considerar removida toda duvida a
respeito daquelle objerlo.
Successos provenientes da presenca simultanea
das esquadras argentina e de Buenos-Atfres
no porto de Montevideo.
O governo argentino, nao lendo a marinha ne-
cessaria para auxiliar as suas operaroes contra a
provincia de Buenos-Ayres, fez armar em guerra
no porto de Montevideo alguns vapores o um na-
vio de vela.
Nos momentos em que se preparava essa es-
quadra, armava o governo de Buenos-Ayres a
illia de Martin Garca e collocava noancoradou-
ro dclla alguus dos sfius navios de guerra.
Impedida por csse modo a communicacao com
os portos fluviaes da confederacao argentina,
ochavase a sua esquadra dependente dos portos
orienUes nao s para o seu abastecimento, como
tarebem para o bom xito das suas operaroes
conira a provincia dissidenlc.
Usando pois desses portos, procedeu ella s
primeiras hostilidades, e para esso efTeito deixou
Montevideo no da 16 de agosto, regressando no
da 23.
No inte/vallo dessas duas datas cntrou em
i". lenos-Ayres, cnuou os seus tiros com um dos
direlto o de Sua Magestade e o seu representan-
te om Montevideo, offeroceu, como meio da re-
solver-so a queato poltica o de conservar-se o
apoio do Brasil, a eipedico de um acuerdo, em
que o governo oriental devia fazer certas prohi-
bieres a respeito dos navios de guorra da Con-
federacao.
Essa proposta fui aceita.e o Sr. Amara) regres-
sou para o seu posto, afim de que, terminando
satisfactoriamente o incidente que o tronxera a
osla corle, seguisse c desompenhar a missao es-
pecial de que estava incumbido, relativamente
questao pendento entro os governos de Buenos-
Ayres e do Paran.
Quaodo chogou a Montevideo, j a esquadra
argentina se tinha retirado o forrado a passagom
de Martim Garca. Fundando-se'nesse Tacto, cn-
tendeu o governo oriental que era inopporluna a
oxpedieo do acuerdo offerecido aqu pelo seu
ministro, e ollerecau em lugar dclle urna simples
nota.
O Sr. Amaral, considerando a expedioo da-
quello acto to opporluna ento como loria sido
antes de sahir a esquadra, nao aceitn a subsii-
luico proposta, e declarou que o Sr. Barbosa
conlinuaria a exerceras funeces de cncarregado ;
do negocios interino, permanecendo em vigoras
instrueedea que llie deixara em 6 de setembro e
em virtude das quaes eslava suspensa toda a con-
cesso de apoio.
Seguio-se a essa declaracao um acto impor-
tarlo do governo oriental, que chegou ao conhe-
cimentrfdo de Sua Magestade, por meio de pu-
blicaco feila em um dos diarios de Montevideo.
Eiu data de 2 do Dova&^ro dirigi o Sr. minia-
tro de rebeoes ex I crian ao enviado da repbli-
ca nesta corte um offlcto%m que, referindo-se
expedico do acuerdo que nao realisara disse o
segoiuto :
Estas razos, e as que o abaixo assignado
3)
lou-sc a esquadra de Buenos-Ayres entrada do
porto de Moutcvido na tarde do da 2.
O governo oriental, comprcheudendo o perigo
da siluaoo era que se ochava collocado, convi-
den os commandanles das duas esquadras ini-
migas a se abslercm de todo acto, que pudess
compromettet a neulralidade da repblica, e. j ra|, magjfeslando-lhe que oda repblica
dingtndo-seao ministro residente de S M., dse- (ara de hoje em diante a defeza dos*direi
lor-se o compromisso conlrahido de apoia-lo na
sustontaco da integridadn o independencia des-
te estado,desde j renuncia a esso apoio, que
vera a ser-lhe imposto cusa da sua dgnida-
do e do seu bom direito.
Decfare-o V. Exc. assim ao governo impe-
a con-
oje em diante a defeza dos'dreilos e
jou saber-so. em caso de conflicto, poderla contar, nteressea aacionaes smente ao esforco e con-
com o apoio das suas torcas navaes. j curso dos bous cidados. com os uuaes'os salvou
A essa pergunta, verbalraente feita, respon- jj uma ,-cz das garras da anarchia e das insidias
ueu o Sr. Amaral pelo niesmo modo que, dado o j,. um governo estrangoiro.
caso previsto, o commandantc da eslaco naval
convidara aos das duas torcas inmigas'a se abs-
lerem de commetler hostilidades dentro do por-
to, impedrndo-as se tanto fosse necessaro.
O commandanle da csqualra de Buenos-Ay-
ros, respondendo ao convite ou inlimaco, -que
llie fura feita polo governo oriental, exigi que
esle Qzesseao da esjuadra argentina a seguidle
inlimaco : que sahisse inmediatamente com to-
dos os seus navios ou que os desarmaste, absten-
do-se de armar oulros.
Dada essa resposta, retirou se ; mas voltou em
a noile de 27 para 2S
Antes Jo olteeluar-se esse regresso, tinha sido
o ministro do Brasil prevenido delle pelo cnsul
- ral, residente en Buenos-Ayres, e havia com-
iiiunicado essa informaeao ao Sr. ministro de re-
lias exteriores para que, sciente do coullliclo
que se approxlmava, tomasse a resoluto que
(he parecesse mais acertad<.
Essa resoluco foi lomada, e consisti em in-
timar-sea ambas as esquadras que se relirassem
do porto de Moutevido.
Nao obstante a forma intimaliva que sc^adop-
lou, foi esse aclo um ajuste a que felizmente se
pole chegar, medanlo a amigavel interveneao
do ministro de S. M.
As coodices ajustadas foram as seguintes :
O coiuiii ii.imle da esquadra de Buenos-Ayres
relirar-se-ia para a Una do Hornos, comprme*
O Sr. Amaral, concluida a paz ontre os gover-
nos de Buenns-Ayres o do Paran, regressou a
Montevideo, mas nao reassumio o exercicio do!
seu cargo ; e, vindo pouco depois a esta capital,
por ordena do governo, aqu se conserva sua
disposico.
Os successos que acabo de referir resumida- |
mente originaran) longa correspondencia entre as !
legacoes argentina e brasileira em Hpnle-Vido,
entre o governo da confederacao e a lega^o de :
Sua Magestade no Paran, e entro as legacoes
oriental e argentina e o governo do imperio.
Toda essa correspondencia, elassifleada sob os
litlos respectivos, acha-se annexa ao presente
roblono, e dispensa a repetieao dos pormenores
que nella se mencionam. Por isso limitar-me-
hei aqu a breves considerares.
O Armamento dos navios argentinos em Mon-
tevideo nao se harmontsa com a neulralidade
adoptada pelo governo da repblica ; mas, ainda
quando isso podesse ser objecto de duvida, evi-'
denle queesses navios, gervindo-se dos portos'
orientaos como base de suas operaroes de guer-
ra, deixaram patente a infraccao dessa neulrali-
dade.
O governo oriental, definiudo-a e offerecendo-a
considerago do de Sua Magestade, solicilou o
seu apoto
Declarou-se em resposta, que o Brasil eslava
tendo-se a nao commetler hostilidades durante de '"ordo com os principios eslabclccidos pela
trinta e seis horas, contadas da ana partida; R a repblica ; mas aconselliou-so ao governo della
ndra argentina se retirara dentro 'desse (UL' l'lL'S51-' u maior escrpulo era seu procedi-
prazo. I ment, porque o estado anormal das suas rcla-
ministro de S. tf. comproraetteu-se a garan-1 oos com ue Buenos-Ayres constitua por si s
'.ir a exeeurao desse ajuste par parte do primeiro dilfcrenca de tratamenio para com esse bellige-
gerante, se fossem as condicroes delle cxe-1ranle-
culadas pelo segundo. Solicitara se apoio para n caso das difficulda-
Essas COJdiccoes foram ajustadas, pondo-se o des que podessem resultar da neutraldale adop-
Sr. Amaral em contacto com dousoffictaes da es-1 tada, eignal appello se fazia ao mrsmo lempo
qu.ilra de Buenos-Ayr6s, que represenlavam o ao governo imperial para impedir ou repollir ag-
cti'o commaodante e so achavam na lega- gressoes que cnln se tomam. e cujos recios
m.erial; e entendo:ido-se o Sr. ministro de eram inspirados por cortos fados, como o de le-
;.>s exteriores com o encarregado de neg- rem sido transportados de Entrc-Rios para
)a Conederatao Argentina, cujo accordo Buenos Ayres em navio de guerra ilesta pro-
ol'teve. vncia os orientaes que naquella estiva ni ro-
0 commandanteda esquadra de Buenos-Ayres fugiados, entro os quaes se achava D. Venancio
re ti roa-se e cumpiio fielmente o ajustado, mas a llores.
- ;'iadra argentina conservou-so no seu ancora-
c ro.
Na tarde do Io de setembro foi o Sr. Amaral
irado em sua casa pelo Sr. minislro de rc-
9 exteriores, e S. Exc, allegando que aquel-
la esquadra nao poderia effectuar a sin sahida,
em consequencia de annunciar-sc tempestuoso o
Nenhuma promossa de apoio contera a ola
pela qual se respondeu ao governo oriental que
o do Brasil eslava de acord com os principios
di sua neulralidade, mas a legacao du S. M., se-
gundo as dectaraedes feilasao Sr. Lamas e as se-
guranzas qoe se llie deram por motivo das aggres-
t soes temidas, receben instruccoes para prestar
U rapo, eroittio at a idea de uma prorogaco do aupxl110 toJa v(?z que elle tosse necessaro e jus-
prazo. O Sr. Amaral nao annuio a isso, nao s 1'"m? pelos pactos rigentes.
por Ihe parecer que no exista o embarace al- .. "L 0-8.?"Sl.') _elle -Solici
legado como tambera e prncipalmentR por nao
s' julgar aulorisado para alterar uma condiccao
cssencial di> ajuste.
.Nao obstante a inacQao da esquadra, persua-
dio-se de que a final nao deixana ella de reli-
rar-se. l'oi porm sorprendido, recebendo
ama hora Ja madrugada do da 2 uma nota do
Sr. minislro do rebees exteriores, que cobria
copia exeeucio do ajuste celebrado.
O principal fundamento desse aclo era uma
o'ensa que so allegara ter sido feita a repblica
pelocommaodante da esquadra do Buenos-Ay-
i parle em que dera 30 sen governo conta
da primeira entrada em Montevideo.
Por essa olTensa tinha o governo oriental re-
solvdo pedir satisfaco ao de Buenos-Ayres, c
assim o declarou no mencionado acuerdo.
Dando conhecimento dessa resolugo ao Sr.
\ ira!, manifestou o desejo de que Hilmosse
elle para obter-se tal satisfaco, e, prevendo o
je nao conseguir-se ella, e de provirem dahi
lidades, pedio que lho decbrasse com ur-
se, dado esse caso, podia contar com o
i das nossas torcas navaes.
O ministro do Brasil respondeu, uma hora de-
pois, declinando toda concessao em ambos os
p''!ll0S.
A inesperada snspnso do ajuste do 31 de
agosto, que iraporlava a sua completa anulla-
<;o, collocava a legacao imperial era posicao
suspeitosa para com o oommandante da esquadra
de I!uenos-Ayre3. Por isso entendou o Sr. Ama-
ral que cumpria um de.ver de lealdade, infor-
maudo-o da resoluco do governo oriental, e
declarando-lho que tinha ella sido tomada sem
seo previo conhecimento. Para esse fim despa-
cliou o vapor Ypiranga, encarregindo ao seu
commandanle de fazer essa communicacao vpr-
b lmente ao da mencionada esquadra, e* de en-
tregar-lhe um exemplar impresso do acuerdo.
que havia recebido do governo oriental era nota
circular do Io de setembro.
Procedendo para com esse governo com igual
lealdade, aprossou-se a dirigir ao Sr. ministro
de relacoes exteriores urna nota que Ihe foi en-
tregue o acto da sahida do vapor, e na qual llie
parlictpava a resoluco que lomara.
Nesse estado de cousas o Sr. Amaral jnlgou
conveniente deixar temporariamente o seu posto
e vir a esta corte, para prestar ao governo im-
perial as informaQes minuciosas que a urgen-
cia do caso Ihe nao permiltia enviar de Monte-
video.
Anles porm de effectuar a sua resoluco,
coDon a legacao ao secretario dclla o Sr. Dr.
Ignacio de Avellar Barbosa da Silve, apresen-
tando-o como encarregado de negocios interino;
e deixou-lhe rec.ommendado que, prolegendo os
subditos brisileiros e os seus justos inleresses
por todos os meios ao seu alcance, se conservasse
quaulo ao mais, em completa nbstenco, at re-
ceber as ordena do governo de S. M. Continua-
va por esse modo asuspenso do apoio, que re-
suliava da declaracao feila ao Sr. minislro de
lelacoes exteriores.
o governo de S. M., depois de inteirar-se das
comtnunicacoes escripias que lbe entregou o Sr.
Amaral, e depois do ouvir as suas informace9
lacSo nao smenle esquadra de Buenos-Ayres,
as tirnbem da confederacao argentina.
citado, mas para
um caso hypotheiico que nao se realisou e para
elle concedido, nos termos que j refori, e em
re'
mas
Pretendeu-se qoe essa concessao, alias neces-
saria para a protoeco das vidas e inleresses dos
neutros que poderiam ser compromellidos por
um conflicto dentro do porto, iraporlava o reco-
nhecimento do casus frrderis e obrigava o minis-
lro do Brasil a rejiellir a esquadra de Buenos-
Ayres pela forja quando ella se apresenlou pela
segunda vez em Montevideo.
E' porm cerlo que nao se dora o casus fwderis,
quer se considere o fado de se nao ter realisado
o conflicto previsto,quer se examinem as circuns-
tancias, os motivse objecto da presenta daquel-
la esquadra.
.Em lodo caso, resolvJa polo governo oriental
a sahida de ambas e celebrado por interposieao
do minislro do Brasil o ajuste, em virtude "do
qual foi ella realisada por uma das parles, evi-
dente que desapparece loda a questao anterior, e
que nao podia esse ajuste ser alterado, suspenso
ou revogado sem o previo conlavimenlo e an-
nuencii daquelle minislro.
Decreton-se, porm, a sua suspensao, o, cele-
brando-se nesta corte outro ajuste, tambem este
deixou de lera indlspensavel execucao.
Apczar dissot em ambos os casos se prctendeu
conservar o apoio do Brasil.
E*W preleneo no foi adnaitlida, o os nossos
eompromissos se acham do mesmo p em qoe
estavam anles do compearem as hostilidades en-
tre os goveraos do Buenos-Ayres e do Paran.
Desla breve exposicao se vC que as rebaes
entre o imperio o a Repblica Oriental do Uru-
guay nao sao lo cordiaes como desojara o go-
verno de S. M o Imperador. Por falla sua nao
deixarao ellas do reslabelecer-se. uraa vez que
sejara attenddos os inleresses e a dignidade do
paiz.
(Coni/iiar-se-Aa.)
DIARIO DE PERNAMBUCO-
Hontem fundeou em nosso porto, o vapor Oya-
pock. que ficra concertando no Maranhao, sa-
hida do Mamo. Por elle recebemos jornaes e
cartas do Maranhao at 2, do Gayr at 6. do Rio
Grande do Norte at 7 e da Parahiba at 8 do cor-
rento.
Maranhao.Aps a sahida do Siatnao, nada
de nolavel occorreu.
Cearc.A carta seguinte do nosso correspon-
dente narra todos os fados occorridos acerca de
eleices, queservem de complemento s noticias
de qup foi portador o //tiarass.
hleu charo redactor.Urna scena terrivel
leve lugar na manha do db 10 de setembro (In-
do, na villa da Telha. comarca do Ico. (Jilo vic-
timas, e cerca de quarenti feridos, e entre estes,
alguns gravemente, e dos quaes, consta terem j
suecumbidos dous; foi a scena de sangue, o at-
tenlado horrivel que leve lugar naquella villa,
onde ninguem podia julgar.
As causas que originaram lio desgracado at-
revoU?jo>e nianeifW e, o cyuisnio e esuarneu,
com que os* ehefe dos desordeiros procuranr a
todo custo darem asar* infernal cena de sangue,
como parto do reitos- da autondade do delegado
de poHcia'daquella villa1, Alejandre Joe Caval-
canti; que foi a primeira ti,-na qne cahio aos
tiros dos bacam'artes de s-ei assassinos I
Oschefs dos desordeiros vendo o fruclodc
suas perniciosas e subversivas doutrinas, recor-
real com todo afw e cyniamo s estrategias, fal-
sidades, embuste; artificios e calumnias, para
fazer crer fra da provine, que o morlicinio da
villa da Telha, Jio'foi-obra sua, mas sim de seus
adversario' palilieos, dos conservadores I! Para
cumulo da raaldadeeda mais roqointada perver-
stdade, rynismo e escarneo I.. os chefes dos as-
sassioos, tambem tiveram a desgranada invengo
de publicar em apocriphas correspondencias, que
o morticinio, fra effeito de recommendares do
Dr. Raymundo Ferreira de Araujo Lima, quando
all tinha ido no mezcle julho I A' semelhantes
pplranhas e calumnias recorrem os cheles dos
assassinos para salvarem-se do merecido estigma
de horror I
Passo referir o procedimento quo apresen-
laram os desordeiros da Telha, desde o primeiro
dia da eleigo at o momento era que lancaram
mo dos bacaraarles.
No da 7 organisou-so a mesa parochial e
funecionou nesse dia, apesar de ameacas e pro-
vocafes que continuamente faziam os desordei-
ros. No dia 8 reuniram-se os membros da mesa
parochial o funecionaram debaixo do todos os
ataques que incessanteroente faziam os desordei-
ros; e apesar mesmo dos reiterados pedidos que
o prudente o pacifico delegado de polica lhes
fa'.ia, mas a quem os desordeiros nao attendiam,
por conhecerem que elle nao tinha sua dis-
posigao mais que 8 guardas nacionacs.
Na tarde desse dia o delegado prendeu um
indvidoiio da opposico que se apresentou mu-
nido de um puuhal "com oslentaco. Os desor-
deiros quizeram logo lanrar mo s armas, apro-
veitando o fado de o delegado ter prendido um
dos turbulentos.
Ao delegado tbi devido nao ter apparecido
logo o morticinio; pois reconhecendo o perigo,
leve de acceder s exigencias e ameacas de mor-
tedos desordeiros, e sellou o sicario."
Iteconliecendo a mesa parochial. a indizivel
disposico dos desordeiros, para prem em sce-
na os mais graves allentados, e vendo que a au-
toridade do delegado acabava de ser atacada no
exercicio de suas funeces, vendo-se obrigado
deixar soltar um criminoso, tomou a providente
medida de nao funeciouar mais al que houvesse
uma forca publica que podesse cohibir os ata-
ques dos desordeiros.
Fechou-se a matriz o os oito guardas naco-
naes licaram de guarda s portis por causa da
urna.
O delegado passou incontinente ofliciarao
Dr. juiz de direito. da comarca e roquisitando uma
forca de tropa regular. Com taes previdenles
medidas licaram os desordeiros no resto^desso
dia limilados s facanhas que tinham perpetrado
0 as ameacas. No dia 9 tornaram-so possessos !.
Sabedores do que tinha occorrido na cidado
do Ico ; que nao tinha podido continuar func-
cionar a mesa parochial, pelos ataques de seus
collegas ali ; e islo, despeito de uraa forca pu-
blica dequarenta pracas ; que nao quiz o respec-
tivo commandanle, e mnjor de primeira linha
garantir a mesa, pelo pnico de que se deixou
iropressionar I Icvaram os desordeiros lodo esse
dia em desenvolturas, protestando acabar com o
delegado, membros da nlesa, etc. No dia 10, sa-
bendo ellos, que j havia sabido a forca do Ico na
tarde do dia anlecedenle, e em direccao ali; e
que linha sido requisitada pelo delegado ; voa-
ram para as portas da malriz para arromba-bs
e tirar a urna. A' esse lempo comparece o de-
legado, pedindo e inhibiudo aos desordeiros para
nao perpelrarem semellnnle altenlado.
A solucao foi iramedidamente descarrega-
rem dous bacamarles~se4>fe o delegado que cabio
morto foi a primeira victima dos assassinos
e o pago que Ihe deram da inexgotavel prudencia
0 mansido, coc que sempre se porlou o infeliz
delegado para com seus assassinos Assim aca-
bou esse prstame cidado victima de sua dedi-
caco ao servico publico.
Cidado rospeilavel por sua posicn e de
uma conducta exemplar, era -nombro* da mais
numerosa e disliocta familia do lugar.
Morlo o delegado, iravou-se a lula que dn-
rou cerca de um quarlo de hora, resultando a
carnificina que cima manifestamos. Uma hora
depois da terrivel lula, chegou a forca que o in-
teliz delegado havia requisitado.
A' vista dos fados que temos expendido, e
de que temos certeza de assim ter tido lugar taes
oceurrencias o do que-ha incontrslaveis proras,
pergunlamos quera derramou o sanguo humano
na villa da Telha? Quera tinha inleresse em fa-
zer victimas? Quando, e em que lempo a oppo-
|sico ali se apresenlou pleitear a eleico ?!
Que elementos linha ali a opposico que Ihe des-
se, ao menos, probabilidade para' vencer a elei-
o ? A' nao ser recorrer, como recorreu, aos as-
sassinalos, outro qualquer elemento legal nao
tinha, nem sao capazes de apresentar Querer
vencer a opposico a eleico na comarca do k,
nao passa de uma loucuraj de um desejo infernal
de ver correr o sangue !... Liberdade do voto
nao por cerlo, o querer de meia duzia de tur-
bulentos, provocando por todos os meios a de-
sordom, aggredindo as mesas, as autoridades, c
| a maioria dos cidados, e pondo em seena o
morticinio Tal liberdade a anarchia com to-
dos os seus horrores!!!
Na cidade do Ico nao houve eleico I apesar
de o governo ter mandado um olficial com qua-
renia pracas para garantir a mesa e a ordem pu-
blica Prevalecern), porm, as aggresses dos
desordeiros I O offlcia nao se portpu como era do
seu dever! irapressionou-se comas ameacas dos
valentes, tendo at a fraquoza pe declarar aos
meamos o pnico de que se achavja impressiona-
do!... Por assim ter 6em desrmpenhado sua
missao, os valentes j dedicam-lhe suas hosa-
nas ... e deram-lho o titulo del salvador do
leo I ao passo que j descarregam o azorra-
goe no doutor juiz de direilo, por esle nao que-
rer aitoslar falsidades, que os valenlos exigiam,
i para cohonestar suas turbulencias .
Em Lavras e Pereira, correu a eleico sem
novidade nolavel. Os oQlciaes souberam desera-
penhar os seus deveres ciimprindo as ordens do
j governo. Eis o que occorreu as qualro fregue-
zias de que se compe a comarca do Ico.
Consta-nos que est a sahir para a Telha o
Dr. chele de polica com uma forca ; e que lera
de assistir eleico no Ico. Conhcer-se-ha en-
tao como acaba de succeder em Sobral, quem
que lem maioria.
Aqui vieram tres cidados da villa da Te-
Iba, sendo um filho do infeliz delegado, pedirem
j S. Exc. as providencias
Em S. Joo do Principe, o capitn delegado
tambem receiou da opposico all. Nao garanta
a mesa parochial. Houvcra'm doplicatasl A op-
j posico lembrou-se de um meio engenhoso, es-
palhauJo os qualro juizes de paz, do Annoiroz,
nica froguezia onde vence, na comarca do Inha-
rnuz) pelas mais freguezias da comarca, para
proceder s torgas das duplcalas, estando func-
1 clonando as respectivas mesas.
Em quasi todos os mais pontos da provin-
cia, onde o triumpho foi do lado conservador ;
os desordeiros nao poderara por em scena seus
graves alternados, porque i forca publica oppoz-
Ihes mandado de deloncao
Est demonstrado por fados quo nesta pro-
vincia o governo nao pode prescindir demandar
forr;a para lodos os pontos que funecianar o pro-
cesso cleitoral ; e lancando mo de officiaes quo
cuniprara as ordens ; garanlindo as mesas paro-
chiaes e as mais autoridades ; fazendo conter os
turbulenlos que desapparecem,quando reconhe-
cem que os commandantes da forQ?. nao se dei-
jxam improssionar com suas bravatas deludo
acabarem I
Os olficiaes cumpriram seus deveres, dos-
empenhando as ordens do governo cm roanter
as autoridades e a ordem publica ; funeciona-
ram as mesas parochiaos livre e logalmente, e
os anarcliistas recusaram era seus planos 'do
sangue.
Appareceu, pois, o morticinio onde a auto-
ridade se achava entregue seus proprios re-
cursos ; e os desordeiros nao atttnderam s mi-
lissimas recommendacese pedidos da autorida-
de, mas al foi a autoridade a primeira victima
quem os assassinos arrancaram a existen-
cia!! I
Muitissiraas desgracas se leriam a lamentar
se o Lxra. Sr. presidente nao fosso. como foi, lo
previdente era ter disposlo de toda forca de li-
nha o polica mandando-a para as diversas loca-
lidades e para onde mais receiava-sc a allera-
vidciicioo a resptiiu pela1 nielliur innueira que
sua reronhecida illustra^ac'. energa o opvrmas
intencoes Ihe dictou.
Atm dessa acertada medida' da disHribuirao
dB forrea, S. Rxe foi o mais solicito possvel em
prevenir e fazer sentir a todos os funveionarios
as suas ordens e instruccoes, afim deque tivesse
lugar o processo eleitoral de funccimiar com to-
da -regularidade, e nao podesse occorrer a menor
desordom.
E' forea dizer que S. Exc. nao podia ter pres-
tado se mar.* benigno do que o foi com o oppo-
sico.
O lado conservador deve o seu triumpho 6
seus proprios recursos e ser muito numeroso
na provincia.
S. Exc. attendeu todas os reclama^oes da
opposico : fez mesmo muilas nomea^es para
os cargo de polica em individuos da opposi-
580. A relaco deu provimenlo todos os re-
cursos que a opposico apresenlou.
So, pois. opposico cum tantas vantagens
a seu favor, apenas vneta em meia duzia de
freguezias, esl reconhecido que o seu numero
asss diminuto. Hoje o paiz repelle essas ideas
de desordens com que a epposo ameaca sem-
pre os seus adversarios, e que desgraciadamente
lanzara em scena sempre que deparam a auto-
ridade publica entregue seus proprios recur-
sos. Aqui a opposico fez espalhar seus brados
de fazer e acontecer ... Um pasquim ameaesndo
qnolles nascidos n'outro paiz, mas que gozara
de direito de cidado brasiloiro, appareceu na
vespera da eleico ; felizmente nao aproveitou a
ameaca.
Em Maranguape a opposico fez questao de
vidaemorle para vencer a eleico o derrotar o
cheTe conservador.
A immensa maioria que apresentou o chefe
conservador desapontou os liberaes, os quaes
queriam romecher-se e inda deram um princi-
pio... mas o commandanle da forca oppoz man-
dado de ordem aos turbulenlos.
Conira a seguranca individual houve nesta
cidade nos ltimos das de agosto uma tacada, de
que resullou a morlo dias depois ao infeliz.
Dos sele camellos que foram o anuo passado
para Quixeramobim, apenas velo d'alli um e em
deploravel estado, os mais morreram.
Continuara por aqui as bancas-rotas e vai
ainda mais adiante /
Para alguns, a ospocnlaco melhor do que
comprar bilhetes de loteras!...
Tem aqu havido seus casos de febre ama-
relia e victimado alguns individuos que veem
do"frj ou do centro. Reinara tambem suas febres
soffriveis.
O que mo paira cm todos os lugares.
Aqui accresceu mais um inconveniente para
augmentar a despeza e a afllicu daquelles que
perdom seus penales. A polica exige um altes-
lado do facultativo que declare de que molestia
tinou-se o individuo ; se pois do que passa a tan-
car a vista, e lica o cadver livre o desembargado
para a inlium.aco. Sem preondermos analysar
urna la! exigencia, limilamo-nos a manifestar que
julgamos iiiie nenhuma utlidade ha nessa medi-
da ; ao passo juo nos consta que j tem suecc-
dido chegarem alguns corpos ao eslaao de decom-
posn;o espera do mandado de inhumaco I
Termino anhelando-lhe todas as ventoras.
se com dala de hontern, onde se acha inserta uma
correspondencia assignada pelo padre Francisco
Cariolano de Carvalho.
Eis o introito da citada correspondencia, n
nica aecusaco ao illustrado Dr. Raymundo Fer-
reira de Araujo Lima, de quera o dito padre
inimiga acrrimo Que infeliz estrella acompa-
nhd sempre ao Sr. Dr. Raymundo Ferreira de
Araujo Lima, em qualquer parte que so acha
O mais da estirada correspondencia refere-se
historiar, o como levo lugar o morlecinio da Te-
lha que o dilo padr.e narrou como quiz e Ihe con-
vinha. Tendo elle estado as vesperas da eleico
na Telha; lendo elle sido no Ico o mais valen-
taco campeo tendo at proferido publicamente
e peranle as proprias autoridades que ia armar
a sua gente e o fez parece quo desnecessario
avancar masconsa alguraa deque o padre Cario-
lano nao s reconhecido iuteressado a desna-
turar os fados como olios realmente se deram,
como mesmo ha quem julgue que semelhante
scena do horror na Telha dcvid.i s suas dou-
trinas Para saberse a peso o quilate que deve
merecer a descripeo que avancou o autor de tal
correspondencia; basta saber-se na provincia, h
por maisalgures onde tem andado,qnm o pa-
dre Francisco Carioljuo de Carvalho IAcharol-
se o Dr. Raymundo na villa das Lavras, distante
20 leguas do Iheatro da rarnecifiua ; leve 0 Dr.
Raymundo infeliz estrella pelo que pralic.ir.-.m os
amigos e correligionarios do padre Cariolano !!...
o O Dr. Raymundo, acceila gcralrneule como
candidato pelo circa do Ico, e apenas depois,
com rxcepco de inia duzia de liberaos arden-
tes, c que quera desordem Sangue !! !
Quem assim o quiz foram esses inconside-
rados e desordeiros que, cheios de dinheiro
alheio, entendern) que poliam vencer eleico
na comarca do Ico pelos meios da desordom o
nico elemento cum que podiam contar, o para |
poder elevar a depulado um individuo quo con-'
la poucos das all do residencia, e nao filho
do lugar o nem nunca leve importancia poltica.
Esta a verdatle do que taraos espeniido, o
em homenagem i vc-rdade. Nao devenios favo-
res o nem relacoes do amisade ou inimisade
com as possoas do quem ora traamos.
0 Cearense nao gostou de ler o Diario de
l'ernambuco noticiado que o morticinio do Te- i
Iha toi obra dos liberaos.
Accrescenta elle que o Diario anda sempre
mal informado sobre os negocios do Coar E'
m'ui natural que assim falle.
Entretanto, pela parle que me toc, como
correspondente, ouso avanzar que nao especu-
lamos,., e que temos consciencia de nunca fal-
larmos verdade n3 nsrraQ&o do nossa rude,
mas real occorrencias dos fados.
Le-se no Pedro l:
Corre que osla designado polo governo da
I provincia a segunda dorainga de novemluo [II]
para proceder-se a eleico de cmaras e juizes
i de paz, que deixou de fazer-so no Ico. e To-
j Iba.
Constarnos que a prosidenrio acaba do an-
nujlar a eleico da cmara, e juizes da paz, que
: a 7 do mez lindo se proceden na villa do Aqu-
raz, designando a secunda dominga de novem-
|t>ro (11) futuro para proceder-so* a nova elei-
Corria hontem a noticia, viuda do Crato.
que no Joazeiro provincia da Rabia por occasio
das eleices cenio e tantas morios houveram,
durante o togo tres dias, e que o aulor de ta-
manhas quo lamentaveis sconas foi o celebro
Mililio. Tambem diz-se que no Cabrob, pro-
vincia de Pornambuco, pelo mesmo motivo pe-
reroram cinco possoas.
fio Grande do Norte. As eleices de 7 do
passado procoderam-se nesta provincia sem
perturbarlo da ordem publica, e perigo da vida
dos cidados, oxeopeo das freguezias dos Pos
dos Forros o Porlo-Alegre aonde se dorara algu-
mas desordens, segundo se lo no seguinte tro-
cho do jornal o Aracaly :
Referen] pessoas viudas de Paos de Forros,
na provincia do Rio Grande do Norle, quo ali
houve muila bnrdoada, o at urna morto ; que
cm Porlo-Alogro tambem houve grande barulho,
que na cidade da Imperalriz (Serra do Mart'ins)
au houve eleico, e linalnienle que. tambem
houve grande conflicto em Catle, provincia da
Parahiba.
L-se no Rio Grandense :
_ Verilicou-se no cofre provincial, por occa-
sio de se Ihe dar um bataneo na presenca do
Exm. Sr. presidente da provincia, um dficit na
importancia de 14,998^08 rs.
Corre hoje de plano quo esse dinheiro, ou a
maior parle delle, anda por mos de particula-
res, a quem o thesoureiro por condescendencia
o mpreslara.
S. Exc. dominio % mesmo thosoureilo, que
foi preso administrativamente, o est recolludo
a fortaleza.
Parahiba.Nada encontramos nos peridicos
que d'alli recebemos.
PERNAMBUCO.
tentado nao deixara duvida quem foram seus au- Qo da ordem publica. S. Exc^ sem'forcasuffi-
lores ; foi obra de um plano perverso !.. O quo [cente para distribuir por todos os pootos, pro-
REVISTA DIARIA-
A oceurrencia por que acaba de passar a
extreccao das nossas loteras, como hontem de-
mos noticia do publico em todos os seus inci-
dentes ; a grave rosponsabilidade, quo d'essa oc-
rencia resulta para o crdito d'aquella permissao
aleatoria ; o compromettimento finalmente que
para ella d'ahi deriva, acarretajido um prejuizo
real para o provincia, que ccriainrrite tem aufe-
rido vantogon enm esse jogo, leva-nos pelo de-
sejo de suggerT um meio pralico de obviar t'aes-
inconvenieiiies, evitando- eorventura com a res-
pectiva adopcao qwnesquer desejos caminesos-,.
que suscite o amor do gsnho que nao allende 5
meios.
E' constante que das loteras, ou do producto-
dos benalicios tom-se feite-o ajudado notaveis
eonstruceoes, como por exemplo o gymnasio, a
matriz de S. Jos, o hospital Pedro II, etc. ele,
assim como ha concorrido pora reparos de obras
importantes, para o estabelecimenlo do uma glo-|
ra Iliteraria pernarnbucana, na publicaco das'
biographias do nossos homens iluslres, ele. etc.;!
justo perianto que se procure ma-nter esse re-
curso no conveniente p de crdito, para quo a
conlinnca publica subsista, e consequenleraonte
appareQara os raesmos fructos.
Mas qual a providencia, que se deve adoptar
para cOBsecncio desle fim ?
Compre primeiro indagar aonde existe a "pos-
sibilidade da fraudulencia ; c reconhecida ella,
fcil ser a providencia, que obstand) a esta
fraudulencia, manlenha a confianca publica uo
desejavol p do firmeza.
O modo actual da extracao o ponto que se
presta a esses abusus ; seja elle pois reformado,
que cessaio tambera estes.
Como fazer-so porm essa reforma, sera qu;se
deixem ensanchas para o crime ?
Acabe-se com esse cortejo de urna de premio
e de urna de nmeros ; roduza-so uma to s-
menle, islo um corpo espherlco de vidro que
gyre, e n'elle ponham-so sedulas corresponden-
es aos nmeros da toialidado dos bilhetes.
No dia da exlracco, sej.un essas sedulas lira-
das uma urna por um menino, qoe ten ha o
brar;o nu e estoja em posico que soja visto pelos
assisientes, sondo dado o" movirnento rotatorio
ao balo cada tirada de sedula ou papel de nu-
mero n'elle comido. Este mesmo menino deve-
r abri-la, expr o numero ao publico, anles de
passar o papel ao proclamador.
Ao primeiro numero cxlrahido corresponder
ipso faci o maior premio ; ao segundo im-
mediato, e assim por diante al o ullimo dos
raaiores que u mesmo precodbs bilhetes, confor-
me o plano ; e cm seguida continuar a extjac-l
cao al finda a toUlidadc dos sorteados com o
mesmo dinheiro.
Facililanlo islo o processo, e nao podendo ha-
ver accordo para a fraude, pois qne o numero '
exlrahido desse modo ser logo visto pelo povo,
a quem ser gxposlo mesmo alli, c por quem ser
conheridoo correspondente premio, parece que
ficar sanado o mal, fechada a porta abusos i
criminosos, e restabelecida a confianca publica
lo necessaria para a regularuladc do "respectivo
andamento.
*Ffl"sfi"nos remctlido a nolicia, que se-
n'"\ ypio ella conlenha urna materia previs-
ta poripia prohibico, chamarnos a attenco '1 1
comp'olenle aulorilade para ella, afim de "que se
nao reproduzam pralicas lo abusiva-.
" Si*, redactor da Revista Diaria.Rogrnos-
me quena inserir era sua conceiluada Revista
oslas duas linhas, invocando a attenco do Exm.
Sr. chefe de polica para o abuso" que hontem
eornmeileu o boleeiro do mnibus Cachang, na
conduccao para esta cidade de trinta e tantas
pes'as, quando o regulameoto policial fnou a
lotaco respectiva em o numero de vinte e seis
pass'geiros.
0 que mais que sendo ello adverti li di-
que assim ia de encontr s ordens da aulorila-
de. aqiic poderia dar lugar desastre mu las-
timare!, respon 1eu todo audacioso e com uma
brutalidade proverbial da classe, que se nao im-
portassem com a admisso das pessoas que elle
quizesse no mnibus !
i. sobre esle abuso que fazemns a nossa re-!
clamacao. pedindo ao Exm. Sr. chefe de polica
acoarctaco delle por meio da respectiva puni-
; i", alias ludo ser J"baldfjAa porta (cara aber-
b para os sinistros se reprorozirera.
Somos, e'c. etc
Domingo ultimo comocou o setenario dos:
Passos na greja do Corpo Santo.
Hontem sabio experimentar a machina o'
vapor do guerra nacional Thelis, c rogressou ao!
porto s horas da tarde.
Ia bordo o director da ofRcina do machinas
do arsenal de marinha. para obscrv-la, e conhe-l
ceu-soque necessaro fezer-lhc alguns reparos, j
para que o uavio adquir uma marcha regular.
Hontem peranle o Sr. Dr. delegado do I.
districlo desta cidade, procodeu-se a contaaom el
vertficaco das cdulas da imparte da 5.a lote-
ra do hospital Pedro II, o foram adiadas exac-
tas, julgando-se falsa a denuncia do cabo Albi- 1
bino, procedeu-se o rosto da extraceo.
Por poriaria de hontem foi demlttido do
cargo de promotor publico da comarca de Taca-!
rain o barharel Vicente .brisen de Castro e Al- !
buquerquo, o qual, tendo sido removido da de I
Flores para aquella, por acto da presidencia de
18 de abril ultimo, deixara al esta data de en-
trar em exercicio na sua nova comarca.
O Exm. Sr. presidente da provincia, alten-1
dendo a que o ralcaraento das roas desta cidade
urna das necessidades mais palpitantes, c im-
periosamente reclamada para o seu assdo, acaba
do dirigir-so ao director das obras publicas, ro-1
commen lando-lhe que quanto antes mando or-
ear a despoza que deve fazer-se com o cala-
mento de toda a roa do Imperador at a Praga
de Pedro H, devendo os-"e caloamenlo ligar-se
cora os edificios do palacio da presidencia, e o;
em que se achara a thesouraria do fazenda e !
oulras reparlices publicas.
Por poriaria de hontem foi demillido do
lugar de promotor publico de Tacaral, por nao
ter lirado o respectivo titulo no praso marcado,
0 Dr. Vicente Jansen de Castro Albuquerque,
sendo nome.ado para substituido o Dr. Eu
Augusto do Couto Belmente.
O vapor nacional Oyapock, vindo dos por-
tos do norte, trouxe a seu bordo os passageiros
seguintes:
Ji'fio Silveira Harinho, Nallton Forteu, Henri-
que dla Roque, sua mulhor e 1 filha, Viceutel
L. Duarle e 1 escravo, D. Anua Ribeiro Pereira
Guimaraes e -i Glhos menores, Francisco Luiz
Carreiro, Antonio dos Santos Noves, sua roulher,
1 ama c 1 Ribo, Profiro de Olivoira Machado,
Antonio de Olivoira Borges, Manoei KaWricio da
Rocha Falco, Francisco do Souza, I). N. Soares, '
Juo Rodolpho Gomos. Joaquina do Azevedo Pe-
reir Haia e sua filha, Joo Baptista de MagaW
Ihes, Jos Antonio de Souza, Antonio Polari,
Placido Ferreira da Silva, Francisco Salier de
Mendonca, Manoei de Mosquita Gardoso, Cypriano
Dias Monleiro, Jos Antonio Vieira, Dr Luiz Af-
fonso de Albuquerque Maranhao, soldados do po
lcia Gosme Jos Honrique, Francisco Sulauo da
Silva e 10 escravos a entregar.
Seguem para o sul :
Dr. Constantino Pereira Machado, Pedro do Al-
cantara Salles, sua raulher o 2 Qlhos, Joo Pan-
lino de Souza Ucha, Alexandre Relraorc, sua
mulhor e 2(ilhos, Benedicto F. de Carvalho, Joa-
quira da Silva Peisolo, 1). Mara Nunes da Silva,
Gustavo B., Antonio Francisco B., II. F. Campos,
ti pracas dar o exercito, 7 ditas para a marinha
o 30 escravos a entregar.
Matadouro pi blico :
Malaram-se no dia 0 do correntc para consu-
mo desta cidade 101 rozos
MOHTW.I0ADE DO DA 9 :
Anna Malhildes da Conceico, parda, solteira,
48 annos, cancro
Angela liara do Nasciraenlo, parda, solteira, 40
annos, sarampo.
Antonio, branco, 5 dias, espasmo.
Harta |{a Penha, preta.solleiro, 40 anaos, calhar-
rho chronico.
Hospital dk caripade. Existem 57 ho-
mens e 53 mulhores nacionaes ; 6 homens es-
trangeiros, total 116.
Na totalidadedos doenles existem 37 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 7 homens.
Foram* visitadas as enfermaras peloDr. Sar-
niento Filho,s7 horas c 50 minutos da manha,
pelo Dr. Dornellas s 7 horas da maha, pelo
Dr. Firmo s 7 horas da larde de hontem.
Communicados.
O benvolo o exponlaneo acolhimcnto que rae
acaba de fazer a imprensa pernarnbucana, $au-
dando-we por occasio de minlia cbogada da
Europa, me impo o dever de dar-lhe. um lesle-
munho publico de men profundo reconheciraen-
lo. Esle favor que encontra sua Bxplicao, an-
les na benignida le dos que sa.'jam, do que uo
mrito do saudado, com tr.do um incentivo
para que esle se extorco cad?. vez mais om cum-
pnrosseus doveres, quc como cidado. qur
como humanitario. *
Nesles termos dignem..se as illustrad.s redac-
! ces do Diario de l'ernambuco, da Ordem e do>
Diario do Recite de aceitar os mais sinceros vo-
lea de gratidao que Ibes tributa o <
Dr. Sabino O. L. Tinho.
RecifeSde oulubro de 1860.
Havrndo se publicado em o numero 2I5 de 4
I de setembro prximo passado deste Diario un
communicado escripto de Olmda em 27 de agos-
to c asmgnado com a inicialMom que um digno
cavaibolTO por occasio de minha retirada do
Mosleiro de S. Rento de Olinda prodigallsou enm-
migo generos.-s expresses e elogios que esto
cima do melhor morecimento, nao posso deixar
de dar uma breve resposta para restabelecer a
verdade e corrigir o qu6 por engao alli houve
de inexacto.
Em primeiro lugar .agrndeco ao Sr. communi-
canteM a menso honrosa e o bom conceito
que de mi ni faz quando refere alguns servicos
que liei prestado a humahidade e n.nha or-
dem, e approveito esta occasio para protestar
ao Sr.M, aos Pemambucanos, e em poiticu-
br aos meus amigos das cidades de Olinda e
Recife a minha eterna gratdo pela considera-
Cao, apreco e sincero acolhimenlo com que sem-
pre se dignaran! distinguir-me, durante lodq, o
lempo que alli residi. Acoslnmado a desompe-
nhar os meus devores era qualquer lugar, para
onde sou chamado, nao posso dedirar-me corno
doseio ao servico de almas to generosas, como
a dos Pemambucanos, e lodavia elles tero em
mim, cm qual quer parle onde me adiar, urn
servo agradecido e dedicado.
Em segundo lugar devo declarar para resta-
belecer a verd.ide que com effeito durante o
lempo que governei o Mosleiro de S. liento du
Olinda remoili para o da Rabia oitenta c cinco
contos e oitocentos mil ris, inclusive a qitantia
de doz coritos e oitoceulos mil ris que se acha
a juros na ciixaReserva Mercantil da Baha,
do que existe um conhecimento ; mas nao re-
met! para aquolle Mosleiro cento o lanos con-
tos. como por engao se diz no mencionaJo com-
municado: assim como tambem nunca remoili
quantia alguna* para o Mosleiro do lo de J i-
neiro, o que polo presento muito de proposito
ratifico, para quo um simples engao sem du-
vida proferido de boa f pelo Sr.Mnao di-
lugar a alguraa malvola nlerprelaco.
Por mais (juo eu tonha feilo no comprimento
do meu dever para com a minha ordem e prin-
cipalmente para corn a humanidado, esl muito
a quem do quo cu devia fazer quando lo bem
acolhido viv no seio dos meus amigse do povo
pernanibucano, a quem com a mais sincera do-
dicaeo ofiereco os meus ser vicos e voto a maior
consideraco
Parahyba 17 de setembro de 1S60.
t'r. Filippe de S. Luiz Paim.
* El! RATA.
No protexto, publicado no Diario de hontem,
contra n Sr. Joo Antonio Alves da Silva, aon-
de se 10 cima de Smc. esl a le, e de seus
extremos exoculores etc., deve lor-secima de>
Smc. esl a le, e de seus extrenuos executo-
res etc.
Correspondencias.
Santo Antao.
Victoria. 6 de oulubro de ls60.
Meu charo amigo Vindo-nos s mos a fo-
inaLiberalPernambucanon.ZWdo deste mez,
ah deparimos com um communicad, tendo por
epigraphe Eleico de Sanio Anto o por cu-
riosidade langamos as vistas sobre o que por all
se havia escripto a respeito, e quando julgava-
mos encontrar orna narraco verd ideira desso
acto nos achamos engaados : porqi
meante.
que nao e outro seno o
e o com mu-
Kr. Dr. Pedro
o alma sobre
le, o vosso
dnense,
Beltro, deixando de oceupar-se com a sua der-
rota na eleico, lancou-se de corpo
o Sr. coronel Tiburiino, que, diz e
correspundento sob o anonymo a)
e pregou-lhe tantas dentadas quantas foram bas-
tantes para saciar a sua raiva hvdrophobica que
concentra conira o Sr. coronel Tiburtino, desdo a
poca em que foi dimillido do cargo de delegado
de polica no dominio da poltica praoir, sup-
pondo (sem razoj ter ello contribuido para esse
aclo, quando o dereria ter altribuido ao estado do
anarchia, a que a sua polica havia reduzido esta
cidade, que mudou muito desso ojalo desgraca-
do com a iiomoaeo ento feila do Sr. teneule-
coronel Jos Mend'es Carn iro Loo para delega-
do, e doSr. coronel Tiburtino para primeiro sup-
penle. *
Com quanlo, pois, o Sr. coronel Tiburtino des-
preze essas dentadas, que nao podem romper a
sua pele endurecida pelo seu comportamento ci-
vil e moral ; lodavia o Vicioriense nao deixara
sem observa ;o alguns tpicos do aranzel do com-
m unicaule.
Diz ello que ns, do proposito, quizemos ne-
gar o occorrido na eleico'de 7 de setembro ul-
timo.
Nao : quanto escrevemos c foi publicado no
vosso Diario de *) de setembro, foi a mesmissi-
ma verdade ; foi ludo quanto so passou, o este-
ro ao alcance de todos que. se forera imparciaes,
confessaraoi a mesma verdade.
Dizei-nos, quaes foram as fraudes, as prisoes.
as prorocaedes, que so deram na eleico de 7 de
setembro nesta cidade 1
Confessai antes, para serdes aeretidados ; quo
uma vez periUJj a eleico da mesa, pcrdesles tam
bem a esperanca do triumpho da eleico, evos
achasles na triste posico do vos retirar do cam-
po eleitoral.
E so assim flzcstes coagidos polo desanimo, ao
quo veiocsse decantado protesto, cujas assigna-
luras, c >mo sabido,, foram do minios analpha-
belos
Uto, porm, ja nao nos causa admiraco : por
que vosso cosime inveterado, senhor commu-
nicanle, apresenlar-vos, retirar-vos, e d
protestar conira o processo da eleico, para des-
l'arle acoberlar a vossa nullidade em poltica,
reproduzindo contra o Vicioriense ou o coronel
Tiburtino, como queris, aquellas mesmas cousas
que por mais de uma vez tem sido contrar: i i is
por esto mesmo Diario.
Muito bom dissomos que o povo j nao (lava-
se daquel es qUe o chamando ao campo em ISi.
depois o desprezavam.
Nos, porm, torcendo ao vosso goito o sentida
das vossas expresses para chegardes ao vosso
Oro, deparastes um meio de apresentar os vossos
artigo justifleados, e por islo antes deveis agra-
decer-nos por dar-nos osla occasio de izerdes
conhecer a provincia, a lodo o imperio, e mesmo
ao mundo inleiro, qoe nao fustes rebelde em
1SS, como o coronel Tiburtino em 182, embo-
ra Uvesseis sido amnistiado, como publicasles no
vosso communica lo
De cerlo que nao ganhastes alvjcaras por esta
vossasrovelaco ; e autos deverteis tambera ac-
cresceniar que o coronel Tiburtino foi revolucio-
nario em 1821, ajudando a aplainar a estrada pa-
ra gozardes da independencia pulilica, do que
leudes felizmente gozado sem Irabalho.
Vsdizeis no communicado a que nos referimos
que o coronel Tiburtino foi hi pouco convencido
nos prelos do calumniador c intrigante por docu-
mentos, e accordo da relaco, corn o que licou
demonstrado que esso miseravel hornera om suas
noticias ao Diario de Pcrnambuco nao expoz a
verdade.
Como poderia licar isto demonstrado, seo co-
ronel Tiburtino em relago ao que escreve o com-
municanle fez publicar pelo, vosso Diario^ acta
da eleico do 1656, com a qual provou exube-
ranioniente que o Sr. Dr* Podro Beltro, depois.
de algumas altercaces com a mesa da asscmblca
parochial, diriaio-se ao povo com estas palavras:
Meu povo o juiz de paz nao quer fazer juslie
e salando ao mesmo lempo da igieja, eis que rn
grupo accommetlo a mesa, dando escoladas, e
rasgando os livros e mais papis que all es-
tavam.
Ora.se isto cansa de um documento authenti-
co, como poderia serlido por mentiroso o coro-
nel Tiburtino ?
Smenlo na vossa vonlade, nas isto Dio c bas-
tante.
O Vicloense, ou o coronel Tiburtino, como
quero communieanle, conscio do si e dos seus
actos, despreza soberanamenlo t do quanto esse
miseravel fez publicar no Liberal Pemambcitno
a que nos referimos.
Dizem (o que ou nao creio) que o Sr. coronel
Ferraz ser victima dos seus adversarios : toda-
va seria prudente que elle se acautelbsse. Lan-
cemos as vistas ao sul e ao norte do imperio, e
depararemos com os excessos e verligens do|bar-
barisrao, segundo as noticias trazidas pelos vapo-
res : o quo nos induz a crer e afRrmar ainda mais
\
ILEGfVFI I


(4)

o nosso pensatuenio, e vera a sor, que o gover- '
no nao deve cruzar os bracos, e qual raudo es-
pectador consentir que os brasileiros se cutilem e
assassinem uns aos outros sem intervir cora a
torca publica em atlen;ao ao voto livre, deixanJo
assim de cumprir um dever que llie imposto,
qual o de garantir a seguranca publica e"indivi-
dual dos cidadao?.
Se o juiz de paz da'Cachoeira na provincia do
Rio Grande do Sul, nao tivesse retirado a forc.a,
que ine fra mandada pelo delegado de polica,
tarez que do acto da eleicao nao se desscm os'
tactos horrorosos quo lem hegado ao nosso co-
nhecimenlo, o quera sabe qual tora sido o arro-
pcndimento do Sr. coronel Porlinho, a cujo pe-
dido foi ella retirada ?!
Porianto somos deopiniao que o governo deve
tomar cautellas sobre a eleigo prxima futura
para eleiiores ; porque sem duvida de melhoi
acert prevenir o mal, do que depois arreperider-
se por nao o terfeito : raelhor prevenir o crime
que depois castiga-lo. j
Aschuvns tom continuado por osles das : os-
gneros alimenticios vo abundando : a mellior
carne so tem vendido nos acougues a 5J120 por
arroba a sa I u bridado va i sem alteracii) : cmliin
tudo vai meihoraudo a excepto do dinheiro, de
cuja falta todos se queixaor, ainda mesmo aquel-
es que o tem, com receio do serem perse-
guidos.
Basta.
O Yictorienie.
Srs. redactores.Lendo nos Diarios de Per-
nambuco de 29 do selembro o Io do correte
roez, sob a epigrafeavisos diversosum niinuii-
cio assignado pela preta Anglica Anua Perpetua,
no qual a annuncianle declara ter-se extraviado
de seu poder um documento passaao por mira
para garanta da quantia res 1 OOO30OO, quediz-
me ha ver dado ao premio so-me a declarar, em salisfacao ao rcspeitavel
publico, que nenhuma qnaniia ton\ei, ou recebi
de dita preta a premio. Son lo ceno porm que
delta liaba sob rainha suarda duas lettras na im-
portancia de res 1:1419340, de que lho dei urna
claros?, F. porque entendo que olla, que boje
se assigni subslituiudo a palavra Mara, de que
cnlao usava pela de Anua, quer alludir a essa
claresa q 11 nuil) diz ler-se desencaminhado o do-
cumento em questao; previno-a do quo no car-
torio do escrivao BaplisN encontrar o autoa-
mento de como fiz rcrolher a deposito publico
no dia 3 do andante a dita somma do ris......
1:1419310, producto das referidas duas lettras,
do que em lempo foi citada para o respectivo
levantamcnto. Persuado-me pois ssim ler es-
clarecido convenientemente este negocio em or-
dem a evitar menos airosas interpretaces.
Com a publicarlo destas linhas Srs. redactores
muilo obrigarao ao seu respeiador.
Recife 9 de outubro de 1860.
Jos Francisco Ribeiro.
Barca malezaM*racalho.
Itarca araericadaMariannafarinha de trigo.
Barca portuguesaSympathiadiversos gneros
Importacio.
Vapor nacional Oyapock, procedente dos por-
tos do norte, raanifeslou o seguinlo:
5 saceos com 85 alqaeires do railho ; a Ma-
noel da Costa Alves Nogueira.
20 alqueires do gomma; Antonio de Oliveira
ala,
40 ditos de dita; a Custodio Jos Pereira Gi-
ra a raes.
1 encapado com 17 redes de fio de algodao o
17 paras de cordas ; Antonio Ferreira R. So-
brinhe.
,, Uiale nacional Beberibe, vindo do Ass, P.
burges de Ccrqueira, manifostou o seguiute :
'30 alqueres do sal, 64 couros salgados com
arrobas e 20 libras, 3 ditos seceos, 156 mo-
tos, cam 1E60 courinhos, 2.saceos com 4 arro-
<6a"s iie cera de carnauba; ads mesmos.
.Male nacional InVencivel, vindo Aracaly, con-
signado a Jos Joaquim Alves da Silva, 'mani-
feSiou o seguinle:
1 barrica esporas, 3 barricas fumo. 1119 meios
do sola, 2o0 couros salgados. 1400 courinhos de
cabra, 2 barricas sapalos, 1 pacole pennas, 81
caixas velas do cera de carnauba. 7 saceos cera
de abelha, 109 saceos cera de carnauca ; a ordera
de diversos.
Vapor francez Sainlonge, vindo de Bordeaux.
mani festn o seguinle :
1 saixa esparlilhos; S. Blum L.
1 dila sedas; a I). P. Wild &C.
2 di las bicos; a Sodr & C.
1 dita calcado: a Chrisliani Irrnaos.
1 dila salpices; P. Pench.
Consiliario g;cral.
Rendimenlo .lo Jia I a 8 .
dem do dia 9 .
DIARIO DE PERNABMUCO. QARTA FE1RA 10 DE OUTUBRO DE 1860.
kxwqmkwrcz^ zs.Knwa&tM
Publicacoes a pedido.
A Cesar oque de Cesar.
Se en recebesse mudara.nle asexpresses abai-
xo transcriptas e insertas no peridico a Ordcm
no artigoCompadre Cortesaodara urna idea
deque me ufanava enm o elogio que naquclla
folha se me prodigalisa ; mas conscio da mlnha
insufficiencia, regeilo os ttulos de hbil o illus-
trado com que na dita folha o Ilustre compadre
me mimosea. Toda a gloria resultante deste en-
tino, que por ventura se obtenha em as nossas
escolas, perlcnce do fado e de direito ao Fxm.
conselheiro l)r. Castilho, c o adiantamenlo que
ohtenho as de mais materias inherentes edu-
carlo c instrueeao dos meus alumnos, porque
emprego o mesmo systema do modo siraullaneo
puro, lo recommedado pelo illustre autor ; e
com quinto rae sejim mui gratas as lisongeiras
expresses do Ilustro compadre, eu muilo me
receio dellas, lemendo me otlusquem a razao o
facam-me considerar atributos ou predicados
meus, o qne somenie proven), 1. daquelle grao
de inielligencia de que nem todos somos dota-
dos, e 2.- da superioridade do insigne melhodo
Castilho. Alem de que, se o menino l.oyola foi
tao feliz na sua aprendisagem porque arbore
de dulc dulcia poma cadunl
Francisco de Fretas Gamboa.
O cnsino pelo metjiodo Castilho nesta provin-
cia, coja escola central administrada pelo h-
bil professor, Sr. Francisco de Freilas Gamboa,
lera manifestado na pralira a excllencia dessa
sublime inveneaodo sabio portuguez o Exra. Sr.
conselheiro Castilho.
Por mais que se lenham empenhado os zoilos,
os rolineiros do amigo ensino contra o melhodo
Castilho, jamis hao podido disvirtua-lo. Os
fados de lodos os dias sao urna prova irrecusa-
vel da sublimidade do ensino repentino. E ao
passo que as escolas do antigo melhodo colhem-
se poucos fructos apezar das palmatoadas e das
lagrimas, no melhodo Castilho canla-so cora re-
pentino aproyeilamento dos discpulos. L'm me-
nino por mais talentoso queseja nao pode apren-
der as primeiras letras as escolas do antigo me-
lhodo em menos de 4 anuos, entretanto que pelo
.melhodo Castilho urna menino aperfeicoa-se era
15 a 20 mezes como acaba de acontecer com um
filho do Sr. Loyula, que contando pouco lais de
9 anuos de idade, habililou-se para entrar no
Gymnacio Provincial, onde fez exame o foi ple-
namente approvado. Esso menino sendo disc-
pulo do Ilustrado professor Sr. Gamboa, com
pouco mais de 15 mezesde aula, aperfeicoou-se'!
Qual ser o menino que aprendondo pelo antigo
melhodo possa colher lo bom resollado ?
Note mais, raeu compadre, que o filho do Sr.
Loyola, alera de ter aprendido em 15 mezes a lr,
escrever, as 4 operarese algumas regras gram-
malicaes, sabedoulrina chrislaa para eosinai !
AoSr. boliliiiisla elcitoral de Goianna.
Pcde-se que declare para fins convenientes o
nonie do cdado que foi ao Sr. capilao delegado
pedir torca para garanta da mesa e urna da elei-
gao de Tijucupapo. No entretanto fique saliendo o
Sr. bolilinista, que se crime ou virtude pertrn-
cer-se a parcialidade do Sr. coronel Joao Joaquim
toda esta freguezia o foi porque em sua eleigao j
leve elle para vereador a maiona absoluta. O
Sr. lenle Arruda nao servio de chele de par-
tidarios do Sr. coronel Antonio Francisco esses
de quem talvez falla o Sr. bolilinista s dispu-,
taram eleicao de juizes de paz do segundo dis-!
trelo s com o (ira de guerrear a um individuo
o que sendo criminoso e nao votante da fregue-
zia quiz a forca tomar parte na eleicao, o que
ia dando lugar a desordens as quaes foram pro-
videnciadas pelo Sr. lenle Arruda quo na qua-
lidado d subdelegado mantove a ordem e ga-
ranti a mesa que coolinuou a funeccionar sem
novidade ao depois da retirada daquelle indivi-
duo, que talvez o cidaduo a que se refere o Sr.
bolilinista ; cidadao turbulento e desordeiro que
para prova appellamos para os habitantes de
Carreiros.
5.811g-226
5315089
6 342C315
Diversas provincias.
Reudimenlo do da 1 a 8
dem do dia 9
240J912
35^767
2768679
Uospaclios sa do consulatlo dosta eidaile u
dia i de outubro le I8GO
LiverpoolGalera ingleza Bonita, Patn Nash
& C, 196 saccas algodao ; S. Biotbers & C,
30 saccas algodao.
Becebedoria de rendas internas
Reraes de Pcrnambnco.
lien lmenlo do dil a 8 11.5005118
dem do dia 9....... 804-;570
12:30f5988
Consulado provincial.
Rendimenlo do dia 1 a 8 7:937cll8
dem do dia 9....... 652o:.0
8:589:168
g^-' 'T-<^^r:-iT i
Iuit de llHij) e espezas que lizer a mesuia ca-
pitana com essa remocao, se bao so aproveita-
rem do prazo que nesta"dala fica marcado.
Capitana do porto de Pernambuco, 5 de outu-
bro de 1860.O secretario, J. P. Brrelo de Mello
llego.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Chrislo, e
juiz de direito especial do comraercio desla ci-
dade do Recife, capital da provincia de Per-
nambuco e seu termo, por S. H. I. e C. o Sr.
D. Pedro II, que Dos guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edilal virem e
delle noticia tirerera em como no dia 10 de ou-
tubro do corrente armo, se hasde arrematar em
praQa publica deste juizo na sala dos auditorios,
e Iluda a audiencia, o escravo Leocadio, crioulo,
avaliado era 600^000, perlencenle aos herdeiros
de Joaquim Ilarboza do Moura. o qual vai pra-
ca porexecurao, que lhes move Jos Joaquim de
Miranda ; o caso nao lenha lanrador, que cubra
o proco da avaliacao, ser a a'rremalacao feila
pelo prego da adjudicarlo com o abate da Ici.
E para que chegue ao conhecmenlo de lodos
mandei passar editaos queser.io publicados pela
imprensa, e aflixados nos lugares designados no
cdigo do coromercio.
Recife 28 de srtembro de 1S60, 39 da inde-
pendencia e do imperio do Brasil.
Eu Manoel Harta Rodrigues do Nascimenlo, es-
crivo o subscrevi.
Anselmo Francisco Perelli.
Decaraedes.
Correio geral.
Relacao dasenrtrs seguras vralas do norte pelo
vapor Oyapock, o das existentes nesla admi-
nisiracao, para os senhores abaixo declarados :
Francisco Ferreira Boiges.
Gonzalo Jos Affonso.
f)r. Joaquim Jos de Compos.
Dr. Jos Marciano do Campos.
I). Hara Jezuina Honrado Cavalcanli.
Dr. Manoel Lourenco da Silveira.
R'iymundo de Moraes Reg.
Pnenle Vicente Severino Duarle.
Pela administradlo do crrelo desta cidade
se faz publico que as malas que tem de conduzir
o vapor Oyapock para os porlosdo sul, fecham-
se hoje as 3 horas da lardo : os seguros serao
teitos al 2 horas. .
Caixa filtl do banco do
Brasil.
EM 9 DE OUTUBRO DE 1860.
A caixa desconta letras a 10 0/0, toma saques
sobre a praca do Rio de Janeiro, .e recebe di-
nheiro ao premio de 8 Ojo-
. ~.0s proprietarios de navios do porto desta
cidade que ainda nao os houverem arrolado, sao
chamados a satisfazerem esta condicao do resru-
nment das capitanas, dentro do" prazo de 15
oas, sob pena de multa, e prohibicao das sahidas
dos mesmos navios. *
Capitana do porto de Pernambuco, 5 de oulu-
To de 1860 O secretario, J. P. arrelo de Mel-
lo Rogo.
A cmara municipal desla cidade faz publi-
co que no ilia 12 do corrente proceder a apura-
cao geral de votos para vereadores deste muni-
cipio, vislo que j se achara recolhidos ao seu ar-
(hivo lodos os livros das acias da eleicao ul-
tima.
Paco da cmara municipal do Recife, 8 de ou-
tubro de 1860. Luiz Francisco de Barros Reg
pro-prcsidenle.Manoel Ferreira Accioli, sccre-
lario. '
Pr<>cia-se de urna ama
ser-
CONCERT
Vocal e iiistriimciital
NO
PALACETE DA RA DA PRAIA.
Amanhaa, H do corrente
lera lugar no palacete da ra da Praia, um con-
cert vocal e instrumental, executado pelo Sr.
Joune Fisse.
v^eiiiodoporfOc
-Varios-en/rados no dia 9.
Cortos do norte. 28 dias e 16 horas do ultimo
poilo, vapor nacional Oyapock, coroina(jdaut<>
cipilao lenle Antonio Joaquim de Sania Bar-
bara.
Londres. 39 dias, barca ingleza Aniipodes. de
;t.) toneladas, capilao G. Crobi. equip.25,car-
ga varios gneros ; ao mesmo capilao.
Assn. 18 dias, barca brasileira Boacica, de 962
toneladas, capilao Pedro Nolasco Vieira de
Mello, equip. 15amrga sal ; a Araorni Irraao
*eio_ largar o pfVHo e seguio para o Rio de
Janeiro,
dem. 20 dias, hiato brasileiro Novo Almi-
rante, de 161 toneladas, capilao Jos Manoel
Cardoso, equip 13, carga sal ; a Tasso Irmao.
veio largar o pralco e seguio para a Bahia
Navios sahidos no mesmo dia.
Montevideo. Brigue porluguez Lusitano, capi-
lao Antonio Gomes de Araujo, carga assucar.
K10 da Praia. Escuna hollandeza Attalant
capilao P. B. Kok, carga assucar.
K10 do Janeiro. Barca a
capilao 1. \V. Coulls
M de. Ricliraond.
T,'ir'V,'N"IVi'- ~ Palacho inglez arriet, capilao
NNilliam Smilh, em lastro.
Rio da Prafa. Brigue inglez Minslrtl.
J- I. Ilauron, caiga assucar.
imcricana Beindccr,
carga paiie da que irou-
/, capilao
DI I<9 r a. 1 Horas
f* 3 1
n n
* -i -i te a e 'SI At ntosphera.
* Direcco. K 2
-
^ t> r> hs tj
r1 r" p w
~* -' o L-i
'A Li '.- ?* '
c__i-i ;,o ~ ^
Intensidade
. Centgrado.
"i
i Beaumur.
g -.
y -1 ~i ^1
r.i -1
03 I Fahrenheil i =
o I llygrometro.
ti C.1 3
r1 r'3
Barmetro.
z
a
pe
<
c
" *
- Bt
= C
IEATR0 DE S. IS4BE
CMriNBtt Lima de c.iiiim\(;eli
Quartafeira 10 de outubro
Representar-se-lia a opera em tres actos de Donizatti
principiar as 8horas em ponto. .
Os bheies vendem-se como de coslume, preferindo-se os senhores assignales al o dia 9.
do Imperador n.73, de urna casa terrea n. 94,
sita na ra da Palma, com 2 salas, 5 quartos, I rr-ci?a-se e ama ama para
costnha fox a, quintal, cacimba, chaos foreiros vira urna seohora : na ruado Vieario
ele. e edificada a 3 para A nnm Prininiar I am
s 10 horas era ponto.
4 annos. Principiar
FAZENDAS.
Elias Pereira Goncalves da Cunha,
fara' leilo de sua loja de fazendas na
ra Direita n. C8, a prazo com boas
firmas ou a dinheiro, por ntervenoo
do agente Hyppolito : quarta-feira 11
do corrente as 11 horas em ponto,
referida loja.
Antonio EgHlto da Silva, Jos Anrob
Correa da Silva, Jos Flix Pereira de Bur-
gos eseus cunhados e Umbelina Leonilla
uorrea Gomes e suas manas, muito agra-
decem a todas as pessoas que se dignaran)
de assistir as exequias do seu muito que-
rido e sempre lembrado eunhado, lio ir-
mao e pai Manoel Gorreia Gomes de Al-
.meida e o acompanharam ao cemiterio pu-
blico, nao lhes sendo possivel dirigirem-so
a cade um de per si, prcvalecem-so deale
meio protestando um eterno reconheci-
raenlo.
De novo as convidam o aos parentes do
fallecido para lhes fazerem o caridoso fa-
vor de asssiirem a raissa do selirao dia,
que ser celebrada quinia-feira 11 do cor-
rente s 7 horas da raanhaa no convenio
dos religiosos carmelita?.
r'^\
do corrente.
de Menezes fara'
Quarta-feira 10
Francisco Antonio
leilo por intervencao do agente Costa
Carvalho, de todos os trastes existentes
na sua loja da ra Xova n. 65, os quaes
serio entregues ao correr
visto querer aechar com a
cipiara' as 11 iotas era ponto.
Domingos da Silva Campos esl proceden-
do inventario pelo Illm. Sr. Dr. juiz de orphos,
e roga a seus devedores que venham saldar scus
na i dbitos.
Precisa-se de IO0OJ a premio por ura au-
no, dando-se por garanlia bens de raiz: quem
quizer anjtuncie para ser procurado.
Alugam-se duas casas para passar afesta,
na povoacao de Santo Amaro de Jaboalo : quera
pretender, dinja-se a ra das Calcadas n. 12.
Denlo de Sirao Ciro, aficano livre, retira-
se para a Baha.
D-se dinheiro sobre penhores : quem pre-
cisar, dinja-se a ra do Livramenlo n. 12, que
so dir.i quera d.
Julio Filgueiras, africano liberto, relira-so
para a Bahia.
Aviso.
do martello, principal e juros
casa. Prin-
Avisa-se ao Sr. Manoel Antonio Pinto da Silva
que venh:i resgalar uns penhores quo deixo
por certa quanlia al o dia 15 do corrente dj
contrario sero vendidos para pagamento >lo
PELO AGENTE
do corren'.!-
do Sr. An-
Avisos martimos.
Segu em poucos dias o palhabole nacional
Dous Amigos) por ter sua carga quasi comple-
ta; para o resto que ainda podo receber, trata-
se com seu consignatario Francisco L. O. Azeve-
do, ra da Madre de lieos n 12.
COMIMSIIA
DAS
Messagcries imperiales.
Al o dia 14 do corrente espera-se da Europa
o vapor francez Bearn, commandanle Ai.bry de
la Noe, o qual depois da demora do coslume se-
guir para o Rio de Janeiro locando na Bahia,
Dra passsageiros etc., a tratar na agencia ra do
Trapiche n. 9.
""/ .' : i
J&
REAL COHPASIIIA
DE
es inglezcs a vapor.
Papel
COMPtNHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
Espera-se dos porlos do sul o vapor Tocau-
ins, al o*dia 13 do corrente, commandanle o
primeiro-tcnenle Pedro Hypolito Duarle, o qual
depois da demora do coslume seguir para os
do norte.
Hecebem-se desde j passngeiros c engaja-se
a csrga que o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegarta : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriplorio de Azevedo &
Mendos.
Para o Rio de Janeiro.
Ovcleiro e bom conhecido brigue nacional Eu-
genia, prelende seguir com muila urevidade, tem
a seu bordo metade de seu carre?amento para o
resto que lhe falla Irala-sc cora os scus consig-
natarios Azevedo & Mendes, no seu escriplorio
ra da Cruz n. 1.
Porto por Lisboa.
Vasahircom brevidade para o Porto cora es-
cala por Lisboa, o brigue porluguez Promplido
II, forrado e encavilhado de cobre, de PRIMEI-
RA MARCHA ECLaSSE : para carga e passagei-
0 referido agente far leilo por conta e risco
de quem peitencer, quarta-feira 10
s 10 horas da manhaa no armazem
nesdefronie da allandega
n m:
Barrs de 5 arrobas com prcsunlos.
30 caitas cora Juzias do garrafas cot cerveia
Bassl. '
PELO AGENTE
Precisa-se fallar com o Sr. JoSo Fernandes
Chaves Jnior c Manoel Brazijiano de Arruda C-
mara : na ra da Impcratriz n. 83.
1 ra rapaz de boa conduela se oferece para
caixeiro Je qual [uer eslabolecimento, e tem al-
guma pralica de fazendas, laberna e padaria, e
da fiador a sua conduela : quem de seu presu-
mo se quizer u ti I isa r, dirija-sc a ra Direila n.
l, a tratar rom o mesmo.
O Sr. lir. Fulgencio Infante de Albuquer-
que Helio queira ler a bondade apparecer na loja
da ra do Qucimado n. 10.
Vaccina publica.
TransmissSo do fluido de braco braco as
quintas domingos, no torreao da alfanl'egi. c
nos Sibbados aleas 11 horas da manhaa, na re-
siaencia do curnraissario vaccinador segunda
andar do sobrado da ra estrila do Rosario nu-
mero :J0.
Partidas (labradas.
Ura moro cora bonita letra, e habilitado cora-
petentemeuio pela pralica de escriplorio c es-
cripia por partidas dobradas, sabcudo tambera
promover cobranzas dentro e fra da capital, so
ouereco para ciixeiro de escripia do alguraa 'casi
commercial ; d sobre sua sizudez e capacdade
Dadores idneos; quem precisar, pode deixar
cana fechada na lja do Sr. Figueiroa com as
iniciaes A. R.
A!
ga-se urna casa no Poeo da Panella,
I
N referido agente far lei-
lopor conta e risco de quem
pertenec-, quarta-feira 10 do
corrente s 11 horas da ma-
nhaa, no armazem do
nos, defronte da alfandega
DE
OO caixas de 2 arrobas cada
urna com batatas muito no-
vas viadas nesta ultima
barca porlugneza Syinpa-
thia.
tnargem do rio, bastante fresca,' tendo copiar 'na
frentei e no oilaoi com grande quintal, e arvore-
dOS d fruclo ; quera a pretender, procuro o so-
brado de dous and.-res n, 137, na ra Direila ao
lado da igreja do Terco.
Avisa-se ao publico, que por engao da ty-
nographia, no annunrio 'de muila oilenejo; su
%rc a venda da armaco da ra Direila n. 12, era
o qual diz, a tratar na mesma ra n. 1G, casa de
los Pedro Femantes, deve se entender a tratar
na mesma ra n. 16, ou na travessa da ra da
Si*. \ll- '-,"0,lma'-ocom oseu proprietariu Jos Pedro Fer-
kj .\u iiandes,
co-
dos
ros, para os quaes tem
trata-se com Elias Jos
C, na ra da Madre de
pilo.
cxcellentes com modos,
dos Sanios Andrade A
[eos n. 32, ou com o ca-
---------------------------------------; No dia l destemoz espera-se do sul o vapor
A noiie nublada echuvosa, vento S veio nan i 0reida" "ommandanto Bavis, o qual depois da
o lerral o assim amanheceu. ""''[demora do coslume seguir para Southamplon,
locando nos portos de S. Vicente e Lisboa : para
passagens ele., trata-so com os agenles Adam-
son, Howie& C, ra do Trapiche n. 42.
N. B. Os erabrulhos s se recebem at duas
horas ajiles de se fecharem as malas ou urna ho-
ra antes pagando um pataco alcm do respectivo
frcle.
OSCILLACAO DA MAR.
Preamar as lft h 18" da manhaa. altura 5 SO p
Baixnmar as 4 h 30' da larde, altura 1 50 p
taSSiS?d0 arseDal de -sss: ,;H0
Editaeb.
03M1EHI0.
Praca do Recife ) de ou-
tubro de 1860.
A.s tres \\erns da larde.
Ciiiaeoes officiaes
Cambio sobre Londres 26 1|2 d. 90 div.
Carnuio sobre Taris365 rs. 90 d[v.
Cambio sobre o Rio de Janeiroao par 15 div
Acjes do novo banco de Pernambucoao par.
George PalchellPresidente.
DubourcqSecretario.
Alfamlega,
Rendimenlo do a 1 a 8 .
IJem do dia 9......
110:377*158
10:513ff758
120:890916
Movimento da alfandesa.
Volumes sahidos com fazendas.. 160
> com gneros.. 128
Descarregam hojo 10 de outubro.
Barca "franceza Havrefazendas.
Barca inglezaJoha Moitinferro.
------ 288
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Chrislo e
d a n,,l-r epPecial d0 oramerno desla "ci-
dade do Recife capital da provincia de Per-
nambuco e seu termo, por S. M. I. eC, que
Dous guarde, etc. l
Faco saber aos que o presento edilal virem e
que acha-se aberla a fallencia de Justino \ni-
mo I mo, pela sentenca do llieor seguinle
hxpondo Justino Antonio Pinto, commerciante
eslabelecido com armazem de lauca na ra da
i>ruz n. b8. haver cessado os seus pagamentos
declaro o mesmo P.nto em estado de uuehra e
doVa'^T lpg'1,' da islencia dess contar
do oa 28 de agoslo prximo passado
-Nomeio curadores liscaes aos credores Sou-
thal Mellors & C, o depositarios interinos nos
credore, Sauoders Brolhers & C. E prestado pe
ios pmneiro o jurameoio do eslylo c pelos se-
gundos assignado lermo de deposito, 0 escrivlo
remetuu- copia desta scnlenca ao juiz de naz
corapetenle para a apposicao de sellos, qe or-
t+SiSSS"e,n lodS os bens-hvros e ^3-
anF; 'nt** pr;:sen,e PuWifada nos termos dos
an>. 812 do cdigo commercial, e 129 do rogu-
lamenlo n. 738,e daro as ulteriores providen-
minam0 refcndo Cllig0 e "menlo deter-
cisoeCp;eUide UlUbr0 dC ^CO.-Anselmu Fran-
ir-^rinif nr' con,inha. em d' sentn5a aqui
.,.??' paraci"nPr"'enlo da mesma, con-
voco a todo, os credores do referido fallido para
comparecerem ua sala dos auditorios no dia 11
do crreme mez, s 10 horas da manhaa, afirn d
se proceder a nomeacSo de de depositarlo ou de-
positarios, que hao de receber o administrar pro-
visoriamente a casa fallida.
E para que chegue ao conhecimento de lodos
mandei passar eduaes, que sero publicados na
torma do estylo.
Recife 9 de outubro de 1860.
Eu Maooel Mara Rodrigues do Nas?imento
escrivSo o subscrevi. '
Anselmo Francisco Perelli.
Pela capilania do porto se faz publico, que
Dea marcado o prazo de 30 dias, paru denlrotiel-
le serem removidas as cavernas equilhas dos na-
vios desmanchados na Qora dos Passarinhos, fl-
cando os respectivos proprietarios obrigados
Prezidio de Fernando.
Sahe com a mafor brevidade fa barca brasileira
Atrevida; quem nella pretendercarregar ou ir
de passagem, dirija-se ao capilao Claudirfb Jos
Raposo, na praca do commercio.
Aracaly.
O hiale Gratido, vai sabir por estes das, pa-
ra o reslo da carga e passageiros, trala-so com
1 ereira & Valenle no Forte do Mallos ra do
Cordoniz n. 5.
Para o Aracaty
O hiale Sania Rila recebe carga
com Marlins & Irmo ruada Madre de
mero 2.
trata-se
Dos nu-
Leudes.
LEILAO
Um escravo.
A re |uoi ment do herdetro dj fal-
lecido Joiio Tavares Cordeiro e despa-
cho do E\m. Sr. Dr. juiz de orphos,
o igente Hyppolito da Silva fara leilo
de um esenvo pardo : quarta-feira lo
do corrente as II horas em ponto no
seu armazem n. o da-ra do Impe-
rador.
-- Precisa-se alugar urna preta que saiba
zinhar e engommar. paga-se bera : na ra
Pescadores n>. 1 c 3.
Que as ras de Pernambuco eslejara torta-,
concedo, porque a sua primitiva edil..,.;,,
m; que se Irale de remediar esso mal j u'aolea
felo, concedo ; e at muilo justo para o for-
moseamento di cidaiJe, porra que se queira
hoje edihcar era lerrenos desoecupados predios
cujos nao somenlc eniorlam a ra que pode o
deve ser direila, como tambem dosfotraoseam as
queja eslao edifleadas, islo o que nao se podo
lOleraT, assim como se esia vendo as casas qu
esl edificando o Sr. Luiz de Oliveira Lima, no
L-orredor do Rispo, e por isso a lilraa. caman
deve tomar conhecimento de semelhants edifi-
cado.O censor.
U ten cao
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAOIETES A VAPOR-
F.spera-se do norte al o dia 11 do corrente,
o vapor Paran, commandanle o primeiro l-
ente Pontes Ribeiro, o qual depois da demora
do coslume seguir para os porlos do sul.
Recebem-se desde ja passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qusl
dever ser embarcada no dia de sua chegada :
agencia ra da Cruz n. 1, ecriptorio de Azevedo
& Mendes.
Para a Bahia.
O veleiro e bem conhecido patacho nacional
Julio pretende seguir com muila brevidade,
tem parte do seu carregamenlo promplo ; para
resto que lhe falta. Uala-se com os seus 'consig-
natarios Azevedo & Mendes, no seu escriplorio,
ra da Cruzn. 1. r '
Para o Rio e Janeiro.
O veleiro patacho nacional Beberibe, da pri-
meira marcha, prelende seguir com muila brevi-
dade, para o resto da carga que ihe falla trata-se
com us seus consignalarios Azevedo & Mendes
no seu escriplorio ra da Cruz n. 1.
Quinta-feira 11 do corrente.
Anlunesfara lelao em seu armazem na ra
do Imperador n.73. de ricos movis para urna
casa de familia, louca de todas as Dualidades
candelabros, serpentinas e muitos oulros arligos
que A visla animar a sua compra ; vender na
mesma occasio
um carrinho de 2 rodas
com cavallo
e
tres vaccasde leite
com cria?.
Principiar s 11 horas em ponto.
LELAO
O agente Evaristo fara' leilo no seu
armazem n. 22 na ra do Vigario, li
dia 11 lo corrente ao meto da em pon-,
to, de i escravos para liquidado sendo
urna moleca de 15 annos, urna dita de
12 annos, urna dita de 35 annos e um
preto de 25 annosj todos sadios e bo-
nitas pecas.
O mesmo agente fara' leilo de urna
taberna no pateo do Terco n. 11, no
diasexta-feira 12 ao meio dia.
LEILAO
DE
Urna casa terrea,
Quinta-feira 11 do corrente.
Antuncs far leilo em seu armazem na ra
Ao senhor
Antonio Joaquim Fernandes de Oliveira, estudan-
le do terceiro auno da Faculdade de Direito desla
cidade, pede-se que venha salisfazor o que nao
ignora ; uestes (erraos pela segunda vez : na ra
do Crespo a. 21.
llencio.
Ouarla-feira, 10 do correnle, tora de ser arre-
matada urna escrava crioula. avahada por 600?,
peohorada a Jos Alexandre Gubian por execu
Cao de Jos Mara Pesiara, finia audiencia da
segunda vara, na rasa era que foi cadeia.
Urna familia ao embarrar na mar peque-
a, no sabbado a noile, perdn um eapolinho de
merino verde, forrado de seda escura e enfeilado
com fila de velludo verde, propio para enanca :
quem o livor achado e quizer restituir, poie"-se
dirigir ao sobrado ds ra do Pilar n. 82, que se-
r gratificado, se o exigir.
Jos Soares de Almeida, Rernardo Soarcs
de Almeida, Joto Antonio Carneiro do Sande,
Rernardo Pinto, Jos da Silva Madoreira c Joa-
quim Vieira, chegados ullimamenle do Porto na
barca Syropalhia, seguem para a provincia do
Cear.
Precisa-se de urna ama livre ou escrava, e
que saiba cozinhar : na ra da Aurora n. 24, se-
gundo andar.
Precisa-se de urna ama livre ou escrava, q:c
saiba lavare engommar, para urna casa inglezae
depouoa familia ; na ra do Trapiche n 10.
Precisa-se de urna ama secea ; ni ra das A-
guas Verdes n. 8.
James Proum, subdiio brilanuico, rellra-sa
para o Rio de Janeiro.
O abaixo assignado, com loja de calcado na
ra larga do Rosario n. 32. avisa ao respeitavel
publico que o Sr. Antonio Alvares de Quintal
oeixou .le ser seu caixeiro desde o dia S do cor-
rento. Recito 0 de outubro de 1860.
Joaquim Bernardo do Res.
Vendem-se duas escravas pardas recolhidas
e honestas, sendo urna de 15 e oulra de 16 an-
nos. cora habilidades : quera pretender arabas,
annuncie sua morada.
Aviso aos fiimanlcs.
Ainda exislern charutos 'a Rabia a l a caixr
na ra do Livraraento n. 19.
Ama.
Precisa-so de urna ama forra para cozinhar e
engommar: para casa de pouca familia ; na loja
de hvros defronte de arco de Sanio Amonio
Richard Broome, John Bayliss, c Arthur
Shuard, subditos brilanuicos, retiram-se para a
Europa.
Por menos do seu valor vende-se ura carro
novo e muito leve ; na ra da Imperatriz n. 38
Ama
Precisa-se'de urna ama cozinheira para casa
de pouca familia (solteiro) ; na ra do Amorim
n. ao se dir quem precisa.
um excellente preto cozinheiro, bonita figura o
de excellente conducta nao lem vicios nra
achaques ; vende-se por preiiso : na ra do
Qucimado n. 36.
Ce veja branca su-
perior.
Vende-se cerveja branca superior, era barris de
&Prre5 moJir: na ra da Cadeia do
Recife n. 12, escriplorio de Rallar & Oliveira
JOIAS.
Serophm & Irmao Com lojas de onrives na
! L< "f?^"':9' >onidat das mais
bellas e delicadas obras de ouro, praia. epedras
preciosas ; vendem barato, trocam e recebem pa-
^/^"l^'tquerjoias com preste, ato-
ouaHdXTendenUs> '" responsabilisam pelas
Aviso tempo.
O abaixo assignado, com loja de calcado na
ra luga do Rosario n. 32, avisa a todas as pes-
soas que lhe sao devedoras a virem saldar seus
dbitos at o fimdo corrente, pois o abaixo as-
signado tambem tem deveres a cumprir. Recife
9 do outubro de 1860.
Joaquim Bernardo do Re3.
Aluga-se urna casa na lha do Retiro, cuja
fiel ao lado da ponte da Passagem, lem 5 quar-
tos, cozinha fra, 2 salas, banho ao p da porta ;
o aluguel convida, pois barato, e o lugar ex-
cellente para passar a fesla ; a tratar com Luiz
Manoel Rodrigues Valenca junio a fabrica
do gaz.
, ILEGVEL
'


,
.V
diario d perNambco. quarta feira io de outubro de f860
Ensino de msica.
Offerece-se para leccionar o solfejo.como tam-
bem a locar varios instrumentos ; dando as li-
ges das 7 horas s 9 l\2danoite: a tratar na rus
da Roda n. 50. t '
dou-
Gravador e
rador.
Grava-se e doura-se em marmore leltras pro-
prias para cetacumba ou tmulo a 100 rs. cada
urna, o annunciante aprsenla seus trabaihos
nos tmulos dos Ulms. Srs. Viraes, Dr. Aguiar,
Guerra, Tassoe em oulros mais ra da Caixa
d'Agua n. 52.
agencia los fabricantes america-
nos Grouver & Uaker.
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Joanston & ra da Seuzala Nova n. 52
Dentista de Pars. |
h 15Ra Nova15 &
sg Frederico Gauticr, cirurgiao dentista,^
j^| faz todas as operaroe da suaartee col-j$j
a locadentes artificiaes, ludo com a upe-v
ff rioridade e pereiro que as pessoasen-|g
jjg tendidas Ihe recoliecem.
jj Temagua e pos dentifricios etc. X,
Precisa-se de um caixeiro que te-
nha pratica de negocio : na padaria da
ra Direita n. 2i.
As pessoas que pretenderern fal-
lar ao conselheiro Jos Bento da Cu-
nta e Figueiredo poderao procura-lo
na ra do Imperador n. 37, primeiro
andar, das 11 ho^aj da manliaa at as
2 da tarde.
Saca-se para Lisboa e Porto no
escriptorio de Carvalho, Nogueira & C.
ra do Vigario n. 9, primeiro andar.
sfTrTTTTTTTTTTTTTTTrTTTTTTT>
DENTISTA FRANCEZ. 2
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- 3
rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e M
p dentico. *<
Aenca^.
O cirurgiao Joaquira Jos Alves de Albuquer-
que, encarregado da enfermara de niarinha des-
la provincia, tem mudado seu escriptorio para o
primeiro andar da casa n. 32, na ra da Cruz
onde pode ser procurado a qualquer hora do da"
ou na referida enfermara, assim como na cusa
de sua residencia (l'assagem da Magdalena] d
consultas gratis aos pobres, e presta-so a dilTe-
renies opcraces de sua profisso.
Augusto C. de Abreu sa-
ca sobre Portugal.
rsi
m
Peteira du
,v.i
g
2.
O.'
i.-
e de
&
ge- %
Attenco.
a
No sobrado da ra Drcita n. 33, de um andar,
defronte da padaria do Sr. Jos Luiz, faz-se do-
ces seceos e de calda de diversas qualidades ;
lambem preparam-se bandeijas de bollinhos de
armacao c rasos, ornados do melhor gosto que
for pdOivt 1 ; fazem-so doces de ovos, pao-de-los
enfeitados com allinins e mesmo quem quizrr
alfinins como bern flores, coroa. coraroes, lam-
bem se arranjam comidas diarias para alguma
pessoa particular, e fazem-se pastis de nata, ar-
roz de leilc e jeleias de sustancia.
Trecsa-se fallar ao Sr. Alejandrino Ferre-
ra de Alcntara Miranda, que morou no paleo da
ribeira de Santo Antonio ; na praca da Indepen-
dencia, livraria ns. G e 8.
Jos Bento Alonso e Manoel de Castro, sub-
ditos hespauhes, retirain-se para fura da pro-
vincia.
Florencio Francisco Alves vai Baha.
Precisa-se de um pequeo dos chegados ha
pouco do Porto, anda que nao suba 1er e nem
escrever ; na ra das Cruzes n. 22.
Irmandade do Senhor Bom Je-
ss dos Passos do Corpo
Santo.
O eserivo actual, em nomo da mesa regodora
convida a todos os irmaos da mesma irmandade
para se reunirem quinla-feira, 11 do correle,
eia o consistorio, pelas 4 1[2 horas da tarde, aflm
de elegerem os novos mesarios qte tora de re-
gir a irmandade no auno futuro. Oulro sim faz
scienle a todos os devotos, que a festa lera lugar
no domingo, 1 do crranle, embora as cartas
tenham marcado o da 21, para cu jo acto convi-
do desde j a lodos os nossos irmaos. Recite 6
de oulubro de 1860.
O eserivo interino,
Luiz Antonio Barbosa de Brito.
Arreraatou-se a casa da ra da Senzala Ye-
lha n. 118 com terreno at ao caes do Brum : se
alguem se adiar prejudicado annuncio por este
Diarios nestes tres dias.
Ha urna pessoa do idade de 15 a lGannos,
natural do Cear, que so deseja arranjar em
qualquer cstabelecimento, e d fiador a sdjtrnn-
ducta : quem a protender, dirija-so a ra d
deia do lecife n. 55. primeiro andar.
Aluga-se um sitio na estrada do Montero,
lado da sombra, com 8 quartos, cozinha e ca-
cimba com bomba, u tnuitos arvoredos de truc-
tos, o todo murad) : a fallar na rna do Colle-
gio, boje do Imperador, segundo andar n. 42.
Tendo no da 3 do correte Jo um menino
de nomo Joo Paulo da llosa Cecilio, de dado lf
para 15 anitos, para o estudo, cojo mestre o
Sr. padre Joaquira Nunes, e quando sabio do es-
tudo ao meio dia nao foi para casa do seu pai,
julga-se que lenha sido seduzido por alguma pes-
soa ; assim pede-se a todas as pessoas qie te-
nham noticia delle que facam o favor de o levar
para casa de seu pai, ou de Ihe participar em F-
ra de Portas n. 05, pois se pagar a despeza que
facam com elle, e se Iha tica surnmamente agra-
decido : o qual levou chapeo de massa pardo j
usado, sobrecasaca prela o caifa parda.
(CASI DI SITOS
DOS
Boulores Ramos e Scve
Sita era Santo Amaro.
Este cstabelecimento contina debaixo da sd-
ministraro dos proprietarios a receber doentes
de qualquer natureza uu cathegora que soja.
O zelo e cuidado all empregados para o
promplo restabelecimeuto dos doentes. poral-
mente conhecido.
Quem so quizer utilisar pode dirigir-se s ca-
sas dos proprietarios, ambos moradores na ra
Noya, ou cnlender-se com o regente no estabe-
lecimento.
A diaria para os cscravos de 2J500, c para
osliviesde332O0 ou 4#000, porra em cerlos
casos pode ha ver algum abalimento.
As operaces serio previamente ajustadas
Ao amanhecer do da 8 de srtembro prximo
paseado, lurlaram do sitio do Sr. Tenorio, no*
Remedios, dous cavallos de urna cavallaria do
sobral que all estavam pastando, sendo um
casianho bem aborto de baiio, com um pequeo
: mar de besta na cava da cauda, um pedrez n-
jeiro, bem aborto de cima, e com a manha de
levantar a pata quando se qurr ver os denles:
roga-86 a apprehensao dos dilos Ilustrada po-
lica, c qualquer particular, pelo que se gratifi-
ca com oOiSOOO rs. a quem os levar no paleo do
Ierro n. 2/, segundo andar, a seu dono
Jos Pereira de Ges.
a$isgseis-$5
H L)r. Cosme
m consultas medicas em seu escrip-
<| torio, no bairro do Recife. ra
H da Cruz n. 53, todos os dias,me-
} nos nos domingos, desde as (i
Jz horas ateas 10 da manliaa, so-
l breos seguintes pontos
| I.' Molestias de ol,os ;
Molestias de coradlo
peito ;
Molestias dos orgacs da
racao e do nnus ;
l'raticara* toda e qualquer
operaeao que julg r conve-
niente para o restabelecimen-
to dos seus doentes.
O c\amedaspessoa$queo con-
sultarem sera' 'eito indistincta-
menle, e na ordena de suas en-
tradas, fazendo excepco os doen- g
tes de olUos, ou aquelles que por
motivo justo obtiverem hora
marcado para este fim.
Attenco.
Precisa-sc alugar um sobrado de um andar ou
de dous, em bom estado, com quintal, nos bair-
rus da Boa-Vista ou Santo Antonio : quem o t-
ver, difija-se a ra do Crespo n. 23.
Na ra da Cadeia n
os senhores :
Baltazar Jos dos Itcis.
Domingos Caldas Pires Fcrreira.
Frmino Antonio da Silva.
Marcelino do Souza Pereira de Brito.
Joaquira Clemente de Lemos uarle.
Joo Rodrigues Cordeiro.
Cleto da Costa Campello.
Antonio de Albuquerque Maranhao.
pr '[ M-l ii:
aos Srs. assij
das lili i,!- ; ;
inantcs n i -:
ftfl
1 W
NO
"-"h *^ <* wm c i3 *. j&bl em
Assignatura de banhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias conseculivos............. 10000
30 canoas paraos ditos baab.os tomados em qualquer lempo...... 15?000
15 Dilos dito dito dito ...... 83000
7 ...... 40OO
Hanhosivulsos, aromticos, salgados esulphurososaospre?os annunciados.
Estareditcijao de presos facilitar ao respeitavel publico ogozo'das vanlagens que resullam
da frequenciadeum estabelecimenlo de utna utlidadenconte5taver.mas que infelizmente nao
estando em nosso hbitos, ainda pouco coShecida e apreciada.
i Claudio Dubcux,
j mnibus, faz sciento
' pasaageiros, que nao mais admssivel con I
se om nenhurn dos respectivos mnibus, voluine
dequalidade alguma, a excepta i de algcm i I I-
ca de ronduzir roupa para viagem. que n
reda de 8nu 10 libras ; nao devendo qual i i
Sr. patsageiro escandalisar-se se der motiv i a fa-
cer cora que se Ihe faga observar o conioud'i lo
presente annuncio. Olru sim sceiitiflca n
presentemente nao iem mais mnibus para o
Iheatro, visto ler-se acabado as respectivas as-
signaturas.
is mixtas ira
Deposito na
tSBIBSKi

et,
m
NATURA LLE DE VICHY.
botica francezo ra da Cruz n. 22
mmwmmwM
DI
lili

24 deseja-sc fallar com
a Ca-
COMMISSO
Esciuros
NA
Ra larga do Rosario n. 20
scsuuilc andar.
Consultorio especial bomeopatliico, ra
de Santo Amaro (Hundo Noto) n. G.
O Dr. Sibino O. L. Pinho, de volta de sua via-
gem a Europa, d consultas todos os dias uteis
desde as 10 horas at meio dia ; visitas aos do-
micilios de meio dia em dianle ; e em caso e
necessidade em qualquer hora. As senhoras de
parto o os doentes de molestia aguda que nao li-
verem anda tomado remedio algum i'llopatbico
ou homeopalhieo serio atlcndidos de prefe-
rencia
Claudio Dubeux j tem vel
malar forangas de rorj.
Aluga-se um primeiro andar, proprio .
pequeni familia en escriptorio, na ra do En i-
lamento n. \>: a tratar no armazera do mi
sobrado.
Alugaso um escravo pardo do 18 an
muito ctvtlisado, proprio para criado, copeii
cousa semelhanto : quem pretender dirija-!
ra da Florentina n. 11.
Aluga-se um sitio na rslra !a dos .'.
com casa de sobrado, bstanlos arvores fru I.
ras e boa agua : quem o pretender dirija se
ireila, sobrado n. 21, o m entrada pelo becc i
Pcnha a fallar o tn o abatxo assignado.
Joaquim Berriardo du Uendonca.
I
APP 0V4CA0 E ALTOIUSAClO
DA
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
1^
Nos dias 5, 9 c 12 do correle, :
audiencia do Dr. juiz dos orphaos, lem ie
arrematidos por arrendamento, a n
do tutor Antonio Pedro das Neres as i. -
guintes: o 1. andar com todas as tojas do >'-
bra lo da ra Augusta n. 2 ; urna casa terrea, i
na ra do Caldeireiro n. 0; urna dita na ra jo
Sania Rila n. 78, pettencenles a meo i f
finado Joo Francisco da Cruz, sendo a arren
ta'.o fffectuada na praca de 12.
Aluga-se um sitio na Ci; nga Nova,
gem da Capibaribe, com una casa grande, i
baiia e coi heira r. duas b s de capim e i
arvores: |uem pretender dirija-sc ao a
ihi i nconlrai coc quera tratar.
, da n do -se Ir
n .
tto das i:,.:.
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPTICAS
~,H
M
_ Precisa-se d 300U
i em molequ
I tem pretender dirija-
33, primeiro andar.
_ Prerine-se ao comprador da fabrica d
is, da ra do Rroni e Guararapi -. fi '
i j aonexo ao oit5o norl do '
ra maisda d etade levantado em leri .
pertencenlc ao dono da fabnci. e que o r> s;
vo proprietario csl res I vid o a exigir, i
cialmenie, sua d-jmolico e corno
nisaro.
Para seren applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incomniodo.
Nosls
a casa rcccbeni-u cscravos
vendidos porcommisso por conta
pora sorpm
de seus se-
A. W, Osborn retratista americano annuncie
ao respeitavV'l publico desla cidade que elle aca-
ba de receber dos Estados-Unidos da America,
um esplendido sorlioienlo de molduras redondas
douradas de todas as dimensoes, caixas para re-
tratos laceada minio fina, assim como recebeu
um belto soriimento de casolelas do ouro e alfl-
neles de dito obra prima expressamente para re-
Iratos. A. W. Osborn aproveita esla apraiivol
unorts. Atianca-seo bom tratamenlo.assim como i opportumdade para informar ae publico que elle
as diligencias possiveis para que os mismos se- esi* resolvido a dar liccoes da sua arte em todos
erysipelas. rheumatismo, paralysia e lodas s alTercoes nervosai ele "
dir.Wen.es especies de tumores como lobinhos!escrfulas" Si lll'o ^\ZTi ?n
f.mdeza, por me.o da suppuracao serao radicalmente cxli pados, nd^eu u*o ap-ih. i'^"'"'
habis e di.-tinctns facultativo ^ c"ji-wst-u u-o aconoelhado por
molestia em que par.e'do 5& *X XP sZT\n "''c" *"^VT'?'0 '
do corpo. declarando a circunferencia e sendo inch.Je" eriSas'ou ulceras'" mol?e' do T
a declaracao onde existen), alim de que as


Vi.'
manda faxer
s os dias : ,
O Sr. thesoureiro das lo.erias
bl n [ue se acham venda lod
criptoriodas mesmas loteras na ra di
dorn. 36,e nasi nadas
(soureiro na irn;a da tnd peml
br.
-
externas,
garganta, olhos,
;ualmente para as
e 16, das 8 horas da manhaa s 6 da I
Mil,.Mese meios da segunda parte da pr.
lotera de N. S. do Livramento, ujas rodas
rerao andar mprelerivelm ule no dia 2
outubro prximo futuro..
rhesourari :.- loteras U Je
0 escrivj j. ]]. da Caz.

bro-Jd
^mm*'
maiiho em um pedacode papel e
bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer potito do imperio do Brasil-
As chapas sero
ara a lollocaro
Coosullas loilag
ros para a ollocarao mS^**" "" comPetc"les explicacoes e tambem de todos
os accesso-
jam vendidos com promplid.io afim de seus se-
nhores nao sofirerem empale na venda delles.
>esta casa ha serapre para vender cscravos do
dillerenlesidadesde ambosossexos.com habili-
dades o sem ellas.
O Sr. Dr. Fulgencio Infante de Albuqucraue
Mello, queira lera bondade de apparocer ns loia
ra doQueimadon. l.
U
Precisa-se de um menino de li a .
annosde idade para caixei.o de taberna : na ra
Direita n. 12.
os seus ramos, assim como tem para veudrr um
completo suriimc.ilo chimico e oulros aparatos
proprio para as pessoas que professam a sua arle
Mr Osborn tambem tira retrates ere carloes de
visita e em papel de escripia por prefo muilo
razoawl: na ra do Imperador piimei.o andar
com baudeira.
. ** MsssXa^ia'ryss. ara.^-*
Roga-se ao Sr. Antonio Jos da Cunha Gui-
maraes que dirija-se a ra larga do Rosario n.
15 38, a negocio que o rnes.no senhor nao ignora ;
espera-se at o dia 4 de oulubro. I
y/
Si
SfS
|Liees de piano
I e canlo,
|E Fobias Pieriartista italiano da compa-
^ nbia lyrica tendo acabado o contrato com
;S -Sr- Marinangeli, pretende dedicar-seao
Jop easino de piano e de canto, as pessoas e
^ os pas de familias que quirercm ulilisar-
\> se como seu presumo podem procura-lo
Jg na roa de S. Isabel n. 9 para tratar cora
*}j o mesmo, quesera mu razoavel nos seus
Antonio Jos Fcrreira Guimares vai ao
Rio de Janeiro.
Prova de reconhecimento
Dores na espudoa lo lado
osquerdo.
Sofl'rendo eu pot- longo lempo urnas dores so-
bre a espadoa do lado esquerdo, sem que livesse
melhoras rom alguna remedios que u'z, recorr
aflnal s chapas medi:inaes do Sr. Ricardo Kirk
escriptorio na ra* do Parlo n ll), e applican-
co-as sobre o lugar em que solTria, flquei per-
leramente bom em 30 dias ; e era jirova de re-
conhecimento para com o mesmo senhor, faro a
presente declaracao.
Jos Joajuim da Cunha.
Ruada Assembla n. 1.
[Coosullas todos os dias, das 9 horas da ma-
Ehaa s 2 da tarde.)
COMPAMOIA
Aluga-se um armazcm com bastantes com-
; modos, bota os fundos para a ra dos Tunoeiros
, a tratar no paleo de S Pedro n. C.
Jus!ino Gomes Villar vai cidade da Para-
moa do Norie. na povoaco du Tacuar
de seus negocios e de oiilros.
5?
DEjMISTA
a tratar
DE
Sarment pai e lil' o,
participam aos seus client s < .
mudaram a sua residencia par.i
ser s a casa nova, coutigua aquella om
- que mora vano, cuja entrada
pelo campo das Princezas outr'o
largo io palacio.
As consultas gratuitas para os
Pftbres, em vez de quoti !l. ,..,.
como teem si.o at agoi i., s te-
tao lugar d'aqui em diante
quintas e domingos -Jas 10 1
c.:i liante

-
'i
l
k
1
>
-
PERTO DO LARGO
DA CARIOCA
t
Atea
Magdalena
de Janeiro.
Bruccioni retira-se para o Rio
PERNAMBUCO.
3Raestreitado Rosaiio-3
fi
Rogase a pessoa que achou um embrulho
contendo urna baixa e um diploma da campanha
de Buenos-Ayres, leva-Ios ra do Caldeireiro
n. 5, pois a pessoa que os perdeu tem muia
necessidade delles.
Aluga-se a loja do sobrado n. 28 da Iadel-
" c rS--P"dr? Vclho em 0Un,3 a -"lar ua ra
da Cadeia \elhado Recife
Leal ii Irmaos.
i
9
escriptorio n. 50, de
Aluga-se
o segundo andar na ra da Peni
no mesmo.
a n. 29 ; a tratar
CE. Robeits, subdita ingleza, retira-se pa-
ra Inglaterra, levando dous
criada.
3e Francisco Pinto Ozono continua a col-
alocar denles artificiaes lano por meio
*= de molas como pela prcsso do ar, nao
,y recebe paga alguma sem que as obras
jg nao fqucm a vontade de seus donos, i
v tem pozeseoutras pjeparaces as mais Q
^ acreditadas para conserfarao da bocea =
Aluga-se nma casa terrea pintada de novo
com 2 salas, 6 quai tos, cozinha fra e copiar, si-
tana ra Imeprial ; a tratar na mesma ra com
Joaquim Luiz dos Santos Villa-Verde.

m
A pessoa que empenhou um r. ;-
sudo
r no pateo lo Terco n. 15," i
a bondad
iio sera
ir resgatar, do con I -
uido para pagamento lo
principal e uros.
ftTSULTOIUO
|| Especial homeopathico, ra de Santo Amaro
(Mundo Novo) n. 0.

i
Da-fe l:00.s- a
ibera em bens e raiz
typograpliia.
Citodio
juros ?ol hp -,
: a tratar n

luj.i de ourives
dencia, avisa a
especialmente
i
O Dr. Sabino O.
os dias uteis oesde as
meio dia em dianto, e
os doentes de molestia a,
lh^^At8Ux^Bem a^Ean^ di ocultas lodos
tu horas ate m.-io da. Visita aos doentes em seus domicilios de
em caso de necess.dadc qualquer hora. A senhoras do
... aguda, que nao tiverem ain la lomado remedio al
tinco ou homeopathico,sero altendidos de preferencia. ren'ta, al
jum
parto e
aMopa-
- ..
Perreira Moutinli i c -;
na praga da Indepen-
to l.is o seus ai
ao commercio que
sobrinho Manoel Ferreira lloutin!]
hio de sua casa e que nao se iv
bilisa por transaccao a"
mesmo fi :< r.
i guia
r'
i e o
meninos e urna
K.dkinann Irmcs & C. avisam ao
respeitavel corpo do commercio que
foratn nomeados agentes tiesta praca da i v?.,l\
companhia de seguros matitimotfcde
Pharmacia especial horneopathica.
Os medicamentos homeopalhiros

secretario da irmandade de
do Terco faz (dente a todos os se
ros unaos e respeitaveis devott
| j Vigero Santisima que,a fe. ta <
s c: !-
os da Vi
di
I
stabeecida m Londres
im y m mu.
CAPITAL

Cinco miWioes de Uffis
slerUnas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprietarios de
casas, e a quera mais convier, que eslao plena-
mente autorisados pela dita companhia para ef-
fectuar seguros sobre edificios de tijolo e pedra,
cobertos de telha, e igualmente sobre osobieelos
que conliverem os mesmos edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazendas de qiHlquer
qualidade.
A reunio da associaco dos Caixeiros Bri-
tnicos ter lugar na livraria ingleza na ler$a-
feira 9 de outubro as quatro horas e meia de
larde.
John N. Sharp Han. Sec.
Aluga-se urna casa terrea no bairro da Boa-
\ista, pagando-se bom aluguel; quera a liver
dirija-se padaria do Sr. Costa, na ra da lm-
peratriz.
Precisa-sede urna senhora honesta, porm
que nao lenha filhos, para fazer companhia en,
urna casa de pouca familia; quem quizer, diri-
ja-se a ra do S. Bara Jess das Crioulas! casa
numero 17. +
Quem tiver um sitio peito ou
longe desta cidade.com tanto que tenha
casa de vivenda, arvores de fructo e fi-
que prximo ao banho salgado, tempe-
rado o ti doce, e o queira alugardiri-
iiffa-se
o
urna loja cora arniarao envernsada proptia para
qualquer negocio, por preco razoavel : na ra
Nova n. Cl.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca
familia : na ra do Hospicio n. 31.
>:
fs plantas frescas alim de preparar elle mesmo as
accn.to foi mandado virdos Alpes, a mica das
tjS^J bryonia, chamomilla, pulsatila, rhus, hyosciamus
..f a I-ranea, e na Blgica, o veralrum no Monte Jura etc
^SJ Desta sorte provida -
;-/--> as experieucias
linduras. E' assim que o
moulanhas da Suissa, a belladona
collados na Allemanha, na
foram
:,, e os amigos da h
midades.
a prvida a pharmac.a do r. Sabino das substancias ano servil
puras de Idhnemann. descriptas as patogenesias, achor.l
.omeopatlna os me.os seguros e verladeiros de curarem a
nrao para
medico
as e
edico (y
nfer- ,1 ':
O 3baixo assignado faz sciente a quem pos-
sa inleressar, une nao facam negocio algum com
o Sr. Francisco Tuvares liotellio sobre urna ar-
macao tute se acha na loja da ra da Praia n. 7,
por quanlo dila armacao portcnce ao abaixo as-
ja-se ao largo do Terco casa terrea nu- S"i -~^- ,--?-l?U ir haver a imponan-
mero 33.
Hotel Trovador.
Ra larga do Rosario n. 44.
As pessoas que recorrerem a este hotel encon-
Irarao boa commodidade para urna noile, das e
raezes, conforme Ihesconvier, encontraiac tam-
bera a qualquer hora do dia o noite lanche e ca-
fe". O dono do respectivo hotel se obriga a dar
comida para fra as pessoas, que quizerem. as-
segurando todo o asseio. Tudo por preco com-
modo.
O abaixo assignado, morador e estabelecido
em S. Vicente, faz sciente ao respeilavcl corpo
de commercio o a lodos os seus amigos em parti-
cular, que de hoje em diante se assignar Anto-
nio Manoel Silva de Marroquos, por haver oulros
de igual nomc do abaixo assignado.
Antonio Manoel da Silva.
O Sr. Joao Roslron, subdito inglez, sua se-
nhora, 2 ilhose 3 criados relirarn-se para o Rio
de Janeiro : quem tiver ronlas cora o
queira aprescnUr no escriptorio do Sr.
mesmo,
mesma de quem quer que a lenha com-
prado ao d.lo Boielho. Recife 8 de outubro de
1860.Manoel Jos dos Santos.
Jacob Simoes, subdito nglez, retira-se pa-
ra a Luropa.
Na ra das Aguas Verdes n. 5, risca-se to-
da qualidade de I.vros, tanto de tinta encarnada
como do azul, com loda perfeicao, e tambem se
encaderna toda qualidade de livros.
Est jusla c contralada a compra do terre-
no do Sr. Antonio Sergio da Cruz Muniz, sito na
ra do Our*. com 40 palmos de frente, do lado
do nasecnte, e 150 ditos de fundo do lato do
poenle, quo fica junto a casa do Sr. Moreira ; se
alguem se julgar com direito ao djto terreno so-
bre hypolheca ou oulra qualquer transaccao, de-
clare por este Diario no prazo de tres das, a
contar desta dala, e lindo o dito prazo Picar sera
vigor qualquer reclamaco que por ventura pos-
sa npparecer. Recife de Pernambuco 8 de outu-
bro delboO.Guilherme Henrique Chaproo.
Ao senhore
Os precos sao os seguintes :
i)a'Ca.l!e qfi 1UbS ErandfS............... 129 a 16*000
B8 o M .................. 18Sa22S000
uiia ae 48 .................. 9 (!> .1 -'l^nini
Dila do 60
Existem car le
'=5 usadas J :


m-Vartera/ricas de^veudo.' paVa' mVior ^l^
L.aU'1 viJro avulso do lindura...... ^-niiri
Cada tubo avulso................ ......... 7~,,.\
Ca.xas com medicamentos em --'
Pirmino Herculano Da
beiro, avisa a quem convier
dou a sua residencia da 1 ua do i\Io id(
ffo para a dos Prazeresn. 1.
itista li:-
que mu-
AO PIDLICO.
O abMxo ossi
glbulos e linduras de diversas dynaraisar.ocs Ira
ais
ftooker&C.,PraQa-doYo^^^^ Leal. ^eseja-sofallar : na ra
familia
mcopathia.
De2ividrosde (indurase 32 tubos grandes..... 4O."*C0O ^*
De 2< ditos de dito e-8 tubos grandes........... S ^
De 36 ditos de dito e 56 lubos grandes.......... ci^OOO
De36 ditos de dito o 68 tubos grandes.......... 70MI0O ^"^
De 48 ditos de dito e 88 lubds. grandes............ oJKn k5?
Eslascaiva*;? d"Sded,0e),I l"^ gandes,....;.. (^
capiaea de navo'p m "dC8.' '.S SrS" de en8"'h. ^"deros. chefes de
aes de navio e em gerai a todos que se quizerem dedicar a prlica da lio- jgg
Vendem-se tambem machinas
s. Eslas machinas sao as m-i
Si r,op.?' ,a,,t0 Pela commodidade de poderera
porque irabalham compreparacoesquo nao sao iod
^! as mais
ser trazidas
t#as.
a j
actualmente
algbeira, como
50:000

ment a armacao
Praia n. 7. e'isto
_nado com sorpresa vio um an-
o do .sr. Manoel Jos dos Santos rola. -
iue existe na loja da na .).,
quando o abaixo assi_-
j tinha entregue a chave da dila loja ao ni
Sr. Santos, e pelo presente tambem o al
assignado pro esta ir haver de qualquer |uc
ocompradorde dila armacao por ler dir
augmento que nella fez. e lambem o far u-
clmenle em vista do valor q0 ella tenha c
o que lem hoje, o que prova com lestcmunhns e
declara que dita armacao foi jusla
de trezentos mil res", logo
pretendenle que o
signado com quem ,
to. Recife 9 de outubro de 1860.Frand- .
Tavares BotLlho.
i
J-
pela quai i
fique prevenido o
excesso perlence ao ab
se deve entender re-
Precisa-se alugar tima
saba engommar e cozinhar ;
n. 14, segundo andar.
prela escrava quo
na ra do Vigari i

C ompras.
SMlLi ^MMiliOT
Alfaiale fraucez
3
publico iJSgvgtSi 15 ?SHt*. WL,2L! lonra desavisar ao r
acaba de ahi-i* TZTZIi JV T"^ *" UD ueu!"u "eixou de fazer parle da casa do Sr.
nr um estabelecimenlo em grande ponto, no n. 16 da
randn **Aa i* ". .......-.-. auug ^uuiu, no n. 10 ua ra da Cades do Recif
gostose de pnmeiras qualidades. para caigas por PreSos commodos.
Mercier, o que
Recife, assegu-
ipiidao das en-
fazendas de lodos os
Compram-se
dous consolos de mogno com nedra maratn
branco gosto Luiz XV. novos e compone
quem tiver, dirija-se a ra do Crespo n. 4,. loja.
Compra-sc o diccionario Conslanciu
meio uso : quem tiver e quizer vender, dirija-se
a praca da Independencia rft 7.
Comnra-se urna casa terrea que tenha bom
quintal c porlo : na-rua da Caixa d'Agua n. 52.
ILEGVEL


(6)
MARIO PE PERBAMBUCO. QUARTA FEIRA 10 DE OUTUBRO DE 1860.
Compram-se escravos de ambos os sexos
i do 12 a 25 annos para se exportar pora o Rio de
Janeiro, leudo boas figuras e sadios, paga-se
bera : quem levar ou inculcar na ra Direila n.
66, escripiorio de Francisco ftlathias Pcreira da
Cosa, receber 20$ de gratificaeo.
- Compra-s inoedas de ouro bra-
sileas e portuguezas : eirt casa de
Ark\vight& C-, ra da Cruz n. 61.
Compra-so um escravo que seja moco.de
boa figura e scm vicios, paga-se beni : na ra
dos Marlyrios n. 4.
Vendas.
Vende-se um fardamento rico da guarda
nacional para ofTtcial subalierno, sendo de caca-
dor: a Ira lar na ra estrella do Rosario n. 2,
pavimento terreo.
Camas de ferro do 15JJ a 203000 em casa de
Julio & Conrado ; para acabar que se vende
por eslo preco.
(elogios patente inglezes e raeios-chrono-
melros de 160, 180$ e 200J-000 : em casa de Ju-
lio & Conrado.
Ra do Queimado n. 48
Julio & Conrado
faz?m sciente aos seus freguezes, que roceberam
io do rnupinhas para meninos e vendem por
I i ; > muito cm conta.
Para acabar.
Julio & Conrado vendem cortes de vestidos de
roprios para passeios a 20&000 o corte, que
sempru vendcu-se por 50JJOOO : c para acabar.
Vcnde-se urna casa terrea na ra do Ran-
gcl : a tratar na ra larga do Rosario n. 4.
Vinagre branco,
superior.
Vcnde-se vinagre brarrco superior em barrisde
. Quinto, por proco commodo ; na ra da Cadeia
do Recife n. 12," escripiorio da Baltar & Oli-
ra."
Ra Nova n* M.
Vendem-se ricos manteletes de fil prelo a 20:)
00, ditos brancos de fil de liiiho guarne-
cido de Otas cor de rosa a 153 e 20g000, ditos de
gros lenaple prolo a 23? e 30,J00i>. balons de 30
pras a GS00O.
Grande sortiraento de resfriadeiras
para o verti.
Na ra do RangM, loja de louea n. 28, lem
gran le porcao de buhas vindas de llamburgo, de
Koslose tamanhos, por menos proco do
i i ru oulra qualquer parte vista da quahda-
d sstm como grande porcio de jarros finos
-unos, tudo lubricado 'pelo melhor autor
ipparocido c de todos os lmannos que
o [reguez qucira, depsitos para agua, e jarroes
com p ctampa, jarras e potes do marcas muito
les, quartinhas de mao finas c entre-finas,
r sfri ires, bilhas o qaarlinhdes, e outros mui-
'.os nooessarios a urna casa que nao
D no.
A distincta corporaeao ||
acadmica. g
Recebeu-se charutos em macos de fu-
mo havano, fabricados no Rio "do Janeiro &
' rs. na
Loja de marmore. $
Itocebeu-se novo sortimento de vest-
- i i do cores, ultimo gosto na
Loja de marmore. |
:.:: .:S@
C 'ebeu-se novo sortimento do vestU
(; dos de phanthasia, ultimo gofio na
Loja de marmpre. g
: .: ;:;:.-:: *>@S
':; Recobeu-se'novo sortimento do vestidos
bran os do cambraia bordados, ultimo gos-
na &
Loja tic marmore. f
';': 9 .1
Receben-se novo sorlimenlo de manto- @
li s, capas, ronds do velludo, grosdena-
s, lil e cambraia, ultimo gosto#ua Loja de marmore.
@@3
C- II ebi u-se novo
b palha d'Ilalia e de seda
LOJA DO V4P0K.
Grande e vanado sortimento de calcado fran-
cez, roupa feila, miudezas finas e perfumaras,
tudo por menos do que em outras parles : na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
Sebo e graixa.
Se'.u coadoe graixa em beiigas: no armazem
CAL DE LISBOA,
nova e muito bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Reciten. 38, primeiro andar.
Cheguem ao barato
O Pregula est queimando, em sua loja Da
ruado Queimado n. 2.
Pecas de brelanha de rolo com 10 varas a
29, caeeraira escura infestada propria para cal-
ca, collete e palitots a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de muito bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente nimio fina a 3$, 49, 55?,
e 69 a pec,a, dita tapada, cora 10 varas a 59 e
69 a peci, chitas largas da molernos e escolhidos
padres a 240, 260 e 280 rs. o covado, riquis-
siraos chales de merino estampado a 7& e 89,
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 99 cada um, dilos cora urna s pal-
ma, muito finos a 89500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 5$, lencos do cassa com barra a
100, 120 e 160 cada ura, meias muito finas pa-
ra senhora a 49 a duzia, ditas de boa qualidade
a 39 e 33500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, para coberU a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 58900 a poga, e a ltiO rs.
o covado, brim branco do puro linho a 13,
19200 e 19600 a vara, dilo prolo muito encor-
pado a 19500 a vara, brillantina azul a 400, rs.
o covado, alpacas dedifferenles cores a 360 rs. o
covado, cesemiras prelas finas a 23500, 39 e
39500 o covado, cambria prets e desalpicos a
500 rs. a vara, e outrasmuitas fazendas que se
far patente ao comprador, e de todas se daro
amostras com penhr.
Vendo-se urna casa terrea na ra da Ale-
gra n. 26 : a tratar na ra do Queimado u. 52.
Tachas para engenbo
Fuudico de ferro e bronze
Di
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Era casa de N. O. Bieber & Successores, ra
da Cruz n. 4, vende-se :
Champanha marca Parre & C, urna das mais
acreditadas marcas, mu conhecidas no Rio de Ja-
neiro.
V|pho xerez em barris, cognac em barris e
' caixas.
Vinagre branco e tinto em barris.
Brilhantes de varias dimensofs.
Eiher sulfrico.
Gomma lacre clara.
Lonas, britzaos e bros.
Ac de Milao
Fe'rro da Suecia.
Algodo da Babia.
@@; @@@@
S* LUSTRO PARA VENDER.
Em casa de E. Laurence, ra da cadeia
n. 59 existe um lustro para igreja ou para
meia sala, com 18 luzes a velas, a pega
;* mais bonila c mais rica que tem viudo oes-
ta praoa.
@@8@S @@@
Foges econmi-
cos, .
Foges econmicos americanos, os melhores
que tem vindo ao mercado, nao s por cozinha-
rem cm metade do lempo de qualquer outro,
como por nao gaslarera urna terca parle da lenha;
eslao-se veodendo por metade "do seu valor,
approveilar a occasio. Garante-se a boa quali-
dade e bom travado dos raesmos : vende-se na
fundicao da ra do Brum n. 28, loja de ferragens
da ra da Cadeia do Recife n. 64.
Pianos
Saunders Brothers fWtem para vender em
eu armazem, ntt praca do Corpo Santo n. 11,
alguna pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecdos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood Sons de Londres,
muito uropriosaara este clima.
%
HA
e armazem
DE
BARATO SO NOPROGRESSO
I>f]
8


::'i^^:^^9p9
sarlimenlo
de cha-
para se-
Loja de marmore.


S ras ni

... ;-...-. -. -. .><:/'/v>'Vi'c*'>-3
A i-se novo sotlimenlo de sedas C-
a, para vender a covado, de todas %
ocios, lisos e lavradoa @
Loja.de marmore.
Recebeu-se novo ortimenio de vesli- @
tos, ultimo gosto na @
Loja ile marmore. g
: ; : r::r-::::/>
Recebeu-se novo soriimenlo de bournus %i
ira aluda de tholro, c para passeio na
Loja de marmore. |
t Recebeu-se um completo e variado ^
3s sortimento em cores, de franjas, grades, incinhas e lilas para eneites de vesli- ^
I los, ultimo gosto na
Loja Recebeu-se novo sorlimenlo de cal- M
ai
y*
.
GRANDE SORTIMENTO
DE
[fazendas e obras feitas.l
LOja
[Ges&BastoJ
Na ra do Queimado n.
46, frente amarella.
Sortimento completo do sobrecasaca de
t panno prelo e de cor a 258, 283, 30 o
| 35, casacas a 288. 308 e353. palitots dds
mesmos pannos 208. 228 e 25$, dilos de
casemira de cor a 163 e 188, ditos sac-
eos das mesmas casemiras modelo inglez
casemira fina a 108. 12/148 e 158, dilos
saceos de alpaca preto a 4$, ditos sobre
fino de alpaca a 78, 88 e 98. ditos de me-
rino setim a lOg, ditos de merino cordo
V a 10^ e 128, ditos de sarja prela trangada
* saceos a 6J, ditos sobrecasacos da me3-
ma fazenda a 88, ditos de fustao do cor e
* branco a 48. 4g500 e 5$. colleles de ca-
v^ semira de cor e prelo a 58 c 68, dilos de
| merino preto para lulo a 48 e 58, ditos
i| de velludo preto de cor a 98 o 108, ditos
|| de gorgurao de seda a5j e 68, dilos de
9 brim branco e de cor a 2#5IM> e38, calcas
|| de casemir3 de cor e prelo a 7. 83, "9#
^ e 108, ditas para menino a 68 e 78, ditas
ag de merino de cordao para nomcra a 53 o
jU 68, ditas de brim branco a 58 e 68, dita3
H ditd de cor a 38, 38500, 4i o 58. e de
jg todas estas obras temos um grande sor-
Jjj tmenlo para menino de todos os tama-
j nhos ; camisas inglezas a 368 a duzia. Na
jf^ mesma loja ha paletots de panno preto
ffl para menino a 143, 1^5 16. ditos de
||> casemira pira os raesmos pelo mesmo
5 preco, ditos de alpaca sacco3 a 3j e
Ce 3500, ditos sobrecasacos a 5> e 63 para
6 os mesmos, calcas de brim a 2950'), 38 e
B 3-8500, paletots saceos de casemira de cor
H a 63 e "8, loalhas de linho a 800 e 18 ca-
B da urna.
i| No mesmo estabelecimento manda-so
9 apromptar todas as qualidades de obras
ja| tendentes a roupasfoitas.era poucos dias, 3|
S5 que para esse fim temos numero suf- K
i| liciente de peritos officiaes 4e alfaiates a|
a rgidos por ura hbil mestre de seme- ^
|| limite arle, flcando os donos do estabe- jg
Iecimcnto responsaveis pelas mesmas cj
obras at a sua entrega. j?|
HMftiftJBBaBfi l&MB MBSIISMS
$& r^w Vende-se urna prela recolhida cora urna cria
sendo o motivo da venda a mesma cria ; cosinha
enzomma, cose e tem todas as mais ha-
bilidades at ser boa enfermoira : na ra da Im-
peratriz n. 9, segundo andar.
Vendem-se^arros do 4 rodas com bois
mansos, proprios para carregar gneros da al-
faudega ou assucar da estrada de ferro e trapi-
ches ; na ra de Apollo, armazem n. 38.
Expsito de metaes.
E' chegado a esta loja do Vianna, um riquissi-
mo sortimento de meiaes de todos os gneros do
mais bonito que se pode encontrar, tudo a omita-
cao de prala ; na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Caf a vapor.
Riquissimo sortimento de machinas de fazer ca-
f a vapor, approvudos na ultima exposigao de
Taris ; na ra Nova n. 20 loja do Vianna.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT..
Milharesde individuos de todas as nc6es po-
dem testemunharas virtudesdeste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que dellefizeram tem seu corpo e mem-
brosnteiramentesaosdepois de haveremprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-haconvencerdessascura maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha muitos an^jps ; e a maior part-
della sao to sor prendentes que admiran, o"
medico mais celebres. Quanlas pessoas recos
braram com este soberano remedio o uso de seu-
bracos e pernas.depoisde ter permanecido lon-
go lempo nos hospilaes, ondele viam soffrer
amputaco! Dellas ha muitasque havendodei-
sado esses asylos de padecimentos, para senao
submetterem essa operacao dolorosa forana
curadas completamente, mediante ousodesso
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfusao de seu reconhecimento decararam es-
te resultados benficos diante do lord corre"e-
dor e outros magistrados, afim de maisauleuti-
carem sualirmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
tivesse bastante conflanca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentratato que necessitasse a natureza domi,
cujo resultado seria prova rincontestavelmente :
Quetudocura.
o uagueuto e til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
iuflammacao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males daspernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supuraces ptridas
Ti ii ha, i'ni qualquer par-
te que seja.
Treraorde ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulacoe.s.
Veias torcidas ou noda-
das as pomas.
45-- Ra Direila-45
Este estabelecimento olerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento
e rico
precos convenientes, a saber :
Homem.
por
novo
;ado para senhora
Loja do
** ^4s^^3 mim sea mn
na
marmore.

Recebeu-se novo sortimento de cn-
i> !' los i r.i senhora, ultimo gosto na
Loja de marmore.
novo sortimenfo
Recebeu-se
'"i i J"S le tarlalann
de ves-
brancos bordados na
si
Loja de marmore.
Hi'Ciibeu-ss novo sortimento de india-
j i is brancas para vestidos lisos, fazen-
i especial na
Loja de marmore.
-Largo da tren.
Neste armazem de molhados con-
linua-se a vender os soguintes genero abaixo mencionados de superiores qualidades e mais barato
do queem oulra qualquer parto, por serem a maior parlo dellcs recebidos em direitura por conta
dos proprielarios-
Velas Ae sy>crn\acetc
e a retalho a 60 rs. a libra.
ManteVga pava tempero
perfeilameote em bom estado vende-se em barril a 160 rs. e a retalho a 200 rs. a libra.
Manlega ingleza e f rauceza
perfeitamente flora mais nova que tem vindo ao mercado de 560 a 800 rs. a libra em barril
se far algum abalimeni>.
Queijos tlamengos
muito novos recentemento chegados no ultimo vapor da Europa de 1$700 a 38 e a vista do gasto
que o freguez fizer se far mais algum abalimento.
QacAjo prato
os mais novias que existem no mercado a 1-8 a libra, em porco se far abatimento.
\melxas vaucezas
om latas de 1 li2 libra por 1S500 rs., e em compoteiras de vidro contendo cada urna 3 libra
por 3*000.
Mustar&a mgleza e ranceza
em frascos a 610 rs. e ora potes franceza a 800 rs cada um.
Vcvaadeiros figos Ac comadre
em caixinhas de 8 libras elegantemente enfeitadas proprias para mimo a lg600 rs.
Uolaeliinlva ingleza
a mais nova que ha no mercado a 210 rs. a libra e em barrica com 1 arroba por 4$
Potes \VArados
de 1 a 8 libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido de 400 a 1000. rs. caDum.
\mendoas coaeVtadas proprias para sortes
de S Soao
alga libra e em frasquinhos, contendo 1 1(2 libra por 2#.
Cha preto, liyson e perola
o melhor que ha neste mercado de 1S600 2} e 2*500 a libra.
Magas em calxinlias de S libras
ndconteo cada urna dilferenles qualidades a 4-J50O,
Palitos de dentes lieliados
cm molhos com 20 maciohos, cada um por 200 rs.
Ti jlo francez
em latas e em frascos de dilferenles qualidades.
Conservas inglezas e francezas
cm latas e frascos de differentcs tamaitos.
Presuntos, chouricas e palos
o mais avo que ha neste genero a -580, 640 c 720 rs. a libra.
tratas de nolacliinna de soda
de difTerentesiualidades a Ij300 em porcao se far algum abaliment
Tambem vendem-se os seguinies gneros, lujo recentemenle chgado e de superiores qua-
lidades, presuntos a 480 rs. o libra, chourica muita nova, marmelada do mais afamado fabricante
de Lisboa, maca de tomate, pera secct, passas, fructas em calda, amondoas, nozes, frascos com
amendoas cobsrlas, confeites, pastilhas llevaras qualidades, vinagre branco BorJaaux, proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, majas de todas as qualidades,
gomma muilo fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de dita-,
spermacele barato, licores francezas muilo finos, marrasquino de zara, azeile doca purificado, azei-
tonas muito novas, banha de porco refinada e outros muitos gneros qua encontrarao tendentes a
molhados, por isso promeliem os proprielarios venlerem por muilo menos do que outro qualquer,
promettem mais tambem servirein aquellas pessoas que manJarem par outras pouo praiicas como
se vie^sem pessoalmenle ; rogam tambem a todos os senhores de enganho e senhores lavradores m?.l,'P?,:. ~
queiram mandar suas encommeivias no armazem Progresso, que se llies afan^a a boa qualiJade e piUas contra sezoes.
o acondicionamento.
Bombas de Japy.
Biquissimo sortimento de bombas de japy' de
lodos ostamanhos, as melhores quose lem appro-
vadocm todo o mundo, pela facilidada que d a
lirar-se agua ; na ra Nova n. 20, loja do Vian-
na.
Canias de ferro.
Riquisssimo sortimento de camas de ferro com
onas, e para colxao por preco commodo ; na ra
Nova n. 20, loja do Vianna.
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial
junio a fabrica de sabo,,e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande porcao defolhas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto uredo de 140rs. a libra
ende-se i
s
Relqgios patentes.
Esto'pas.
J.onas.
tamisas inglezas.
Peitos para camisas,
Biscoutos
Eracasa de Arkwight 4 C, ruada
Cruz n. 61.
Botica.
Bartholomeu Francisco do Souza, ra larga do
Rosario n. 36, vende-se os segnintes medica-
Recebeu-se novo sorlimenlo
clales de sndalo na
Loja de marmore. m
Reccbou-se novo sortimento de le- 'j
ques de sndalo na
B Loja de marmore. 1
S4f Recebeu-se bonitos gros de Lyon para O
H realido, fazenda ao covado, nova oa G
% Loja de marmore.
mmm %$%$& ?S^eSS8l, Ditos de alpaca prela a 3S500, 5. 7J> e
ltd:ebeu-se novo sorlimenlo de so- 5 Ditos de brim de cores a 3500,4500
$ brecanacaa, paletots, calcas, colleles e |f I Diltvs de bramante de linho brancos
', calcado de Melis na
2| Loja de marmore.
a Recebeu-se novo soilimonto decha-
> pos de castor prelo e branco c de sede na 1
? Loja de marmore. m
mSKlM DE R0UPAFE1TA
m ha m mmmm m
Defronte do beccoda Coigregacoletreiro verde.
Casacas do panno prelo a 30fl, 35S e
Sobrecasacasde dito dilo a
Palelols de panno pretos e de cores a
20, 25, 30 e
Ditos de casemira de cores a 15S e
Dilos de casemira de cores a 7S e
Ditos de alpaca prela golla de velludo a
.Ditos do merino setim preto e de cor
a 84 e
Ditos de alpaca de cores a 318500 e
e de cores a
do cordo
4500 e
Calcasdecasemira preta
9, 10$ e
Ditas de princeza e alpaca
pretos a
Ditas de brim branco e de cores a 2&500,
4$500 e
Ditas de .aliga de coros a
Ditas de casemira a
409000
35J000
35*000
229000
12*0(0
23000
9*000
5S009
9*000
5*000
6*000
12*000
5$000
5*000
3*ono
5j50
Colleles do velludo decores muitofino a 102000
Ditos de casemira bordados e lisos pre-
tos e de cores a 5*. 5*500 e 6*000
Ditos de selim preto a 5J000
Ditos de casemira a 3J500
Dilos de seda branca a 5jje 6*C00
Ditos de gorgurao de seda a 5g e 6-J000
Ditos do fustao brancos e de cores a 3g e 3*500
Ditos de brim branco e de cores a 2* e 2g500
Seroulas de linho a 2*500
Ditas de lgodo a 1*600 e 2*000
Camisas de paito de fustao brancas e de
cores a 23(J0 e 2*500
Ditas de peito e ounhos de linho muito
finas inglezas a duzia 35g000
Ditas de raadapolo brancas e decores
a 1*800. 2* e 2*500
Ditas de meia a 1 e lg600
Relog'osde ouropatentee orisontaes
Ditos de prala galvanisados a 25* e 30*000
Obras de ouro, aderemos, pulceiras e ro-
setas
Dilas vegetaes.
Salsaparrilha Brislol.
Dita Sands.
Vormifago inglez.
Xarope do Bosque.
Plalas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pillas do dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vidrosde bocea larga com rolhas, de Songas
e 12 libras.
Assim como tem um grande sorlimenlo de pa-
pel para forro de sala, oqual vende a mdico
preco.
Vendem-se libras sterlinas, em
casa de N. O. Bieber & C. : ra, da Cru*
n. 4.
Arados americanos e machinas
pata lavar ro'upa: cm casa deS. P. Jo-
hnston & C. ra daSenzalan. 42.
CANDIEIROS
Alporcas
Cumbrai
Callos.
anee res.
Cortaduras.
Cores decabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidads da cutis
emgeral.
Ditas do anus.
Erupces e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des,
ieiras.
Gengiva acaldadas,
chaces
Inflammaco doflgado.
Vende-se este ungento no estabocimento
geralde Londres n. 224. Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a Americr
do snl.ilavana e Hespanha.
enle-se a800 rs., cada bocetinha contm
urna instruccao em prtuguez para o modo de
fazer uso leste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmtceutico. na ra da Crun. 22, em Per-
nambu.to.
Ven |.--se um terreno cora 105 palmos de
frente e 3JJ de f>in do, tndo aterrado e com 50
palmos de caes j jeitos, muito proprio para nel-
le se estabelccer refi nacoes, padarias ou fabrica
da qualquer natureza, na ruado Brum. bairro do
Recife, junto a fabrica da fundicao do ferro, lu-
gir designado para taes stabeiecimentos, cojo
terreno se vende por junto ou em lotes de 30
palmos cada um : na ra de Apollo, armazem
numero 38.
Relogios.
Vende-seem casa de Johnston Pater & C, ra
do Vigario n. 3, um bellosorlimento de relogios
de ouro, patente inglez, do um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem urna
variedade de bonitost rancelins para os memos.
Espirito de vinho com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ouas ca-
andas na ra larga do Rosario n. 36.
Ra daSenzala Nova n. 42
Vendo ocemeasade S .P. Jonhston 4 C.va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhoesin-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados,! o-
nas inglezas,fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios paracarro de um odouscaval-
os e relogios d'ouro patente inaleze
Rival scm segundo.
Na ra do Quaimado n. 55, defronte do sobra-
do novo, loja de miudezas (Je Jos do Azcved*
Haia e Silva, ha para vender os seguinics artigos
abaixo declarados :
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Sapatos de tranca de algodo a 1*.
Cartas de alunles finos a 100 rs.
Espelhos de columnas madeira branca, a
lg440.
Phosphoroscom caixa de folha a 120 rs.
Frascos de macass perula a 200 rs.
Duzia de lacas o garfos muila Ooos a 3*500.
Clcheles em cario de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de clcheles batidos a 60 rs.
Caixas de obreias muilo novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Dilo dilo para fazer cabello corredio a 800 rs.
Sapatos de la para enancas e 200 rs.
Pares de meias para meninas a 240.
Pares de linas de fio de Escocia a 320,
Massos de grampas muito boas a 40 rs.
Agulheiros de marfim a 160 rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Grvalas de seda muito iinas'a60O rs.
Tesouras para costura muito finas a 500 rs.
Dilas para unhas a 500 rs.
Pecas de franja de 15a com 10 varas a Ig.
Pe^as de Iranca de 13a com 10 varas a 500 rs.
Fetilho para enfeitar vestido (poca) 1*.
Linhas Pedro V, cartocom 2<)0 jardas, a 60 rs.
Ditas dito com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para dentes muilo tinas a 200 rs.
Pares de meias de cores para homem muilo fi-
nas a 140.
Cordo imperial (pecas) 40 rs.
Grammalicaingle-
za de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a 1er,
a escrever e a fallar inglez em G mezes,
obra inteirament nova, para uso de
todftsos estabelecimentos de instruccio,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigolargo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
10$000
9/00O
9G00
G000
C$500
C$000
Ditos infantes....., I. 5s00O
Borzeguins imperiaes.
Ditos aristocrticos. .
Burzeguins moscovia (prova de
fogo e d'agua.....J
Ditos democrticos. L
Meio borzeguins patente. .
Sapa toes nobreza.
Ditos de bnlia (3 l|2^baterias).
Ditos fragata (sola dupla).
Sapatos de salto (do tom).
Ditos de petimetre. .
Ditos bailarinos. .
Ditos impermeaveis. .
Senhora.
C$000
5000
6'000
500O
5500
2500
Borzeguins primeira classe(sal-
to de quebrar).......5000
Ditos de segunda classe (queb a
cambada). .,,...,. 4800
Ditos todos de merino (salto
dengoso).........4#>00
Meninos e meninas?
Sapatocs de forra. ...... 400()
Ditos de arranca........5,$50n
Boizeguins resistencia 4^ e o8%
Pateo de S. Pedro n. 6, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
Vcnde-se noslc novo eslabelecimonlo saceos
com farolo de Lisboa, farinha de mandioca, mi-
Iho, feijo muhiinho o preto, gomma de mandio-
ca, arroz de casca e dilo do Maranho de supe-
rior qualidade, doce da casca da guiaba, vinho io
Perto em garrafa do melhor que pido haver no
mercado, manteiga ingleza o franceza, banha de
porco emlatas, bolachinhas de soda de todas as
qujlidades, cerveja preta e branca da melhor
marca, queijos flamengos frescaos, conservas in-
glezas eos mais gneros que se vendem por menos
proco do que se vende em outra qualquer parte.
Cambraia organ-
dysa3G0o covado. .
Vende-se na ra do Crespo, loja n. 8, de qna-
tro portas, cembraia franceza organdys a 360 o
covado, para acabar urna factura ; assim como
boas chitas francezas a 240 c 300 rs-, fazenda de
lindos nadrues e cores fixas : do- se maostra.
SISTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PI LULAS HOLLWOYA.
Esteinestimavelespecifico, composto inteira
mente de hervas medicinaos, nao conten n en i -
rio.nem algum a outra substancia delecter r. le
nigno mais tenra infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente prompto o sequo para
desarreigar o mal na compleicaonwis robusta ;
inteirarnimteinnocente em sosopeacdef e ei-
feito^pois busca e remove as doencas'de qual-
quer especie egro por maisantiga"s e ien3zes
que seam.
E&irc milbares de pessoas curadas com este
remedio,mullas que ja eslavam as portas da
morte, preservando em seu uso: conseguir m
recobrara saude e forcas, depois de haver u ota-
do inuiniente todos os outros remedios.
As mais afilelas nao devem entregara a d<--
sosporacap; facam um competente ensa o dos
efficazeseITcitos desta assombreso mcdicii a r
prestesrecuperarao o beneficio da saude
Nao se perca tempo em tomar esto rorrodio
para qnaiquer das seguidos enforn.idade:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (malde).
Asthma.
Clicas
Convulso es.
Debilidade ou extenua-
cao.
1>'-*1 ilidade ou falta do
forcas para qualquer
ousa.
Dysinteria.
Dor de garganta.
do barriga.
nos rins.
Dureza no venlrr.
Enfei mida des no venlre
Ditas no figado.
Ditas venreas. .
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas.
intermitente.
Vendem-se estas
FeJ re de toda a especie
Gotta.
Hi morrlioidos.
IlydropfsrS.
Ictericia.
Indigesioos.
Inflan niaroes.
Irregularidades t!e
monstruaciio.
Combrigas de leda es-
pecie.
Mal ce Tedra.
Manchas na culis.
Obstruccao de venlre.
rhthisica ruccmsunp-
CSo pulmonar.
Relencio de ourina.
Rhoumatismo.
Symptomasseiundaiios.
Tumores.
Tice doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
LISJI
Grande sortimento decandielros econmicos a
gaz idragenio, e lodos os mais prepsros para
consuma dos raesmos : na ra Nova q 20, loja
Vianna.
eobertos edescobertos, pequeos e grandes,d?
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
ivndospelo iltimo paquete inglez : em casadi
oSuthall Mellor & C.
Loja das seis portas em
frente do Lhramenlo.
Covado a 200 rs.
Chilas largas de bonitos gostos a 200 rs. o co-
vado, ditas estreilas a imilacao de laazinhas a
160 rs., cassas de salpicos brancas e de cores a
200 rs. o covado, pecas de esguiao de algodo
muito tino a 3$ a peca, ditas de bretanha de rolo
com 10 vaias a 29. riscadinho de linho a 160 rs.
o covado, chales de merm estampados a 29.
lengos brancos com barra de cor a 120 rs., dilos
com bico a 200 rs., algodo monslro de duas lar-
guras o molhor que possivel a 640 rs. a vara,
rnussulinaencarnada a 240 o covado, fil de li-
nho prelo Dastante largo. A loja esl aberla al as
9 horas da noile.
pillas no cstatelceimenlo
geralde Londres n. 224, Slrand, o ra lojo de
todos os boticarios droguistas c outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
db Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as boectinhas a 6C0 rs. cada un a
dellas, onntem urna instrurefio om rorliiguoz pa-
ra explicar o modo de so usar desias pilulas.
O deposito geral om casa do Sr. Soum fhar-
moceutico, na ra da Cruz n. 22, em rernam-
buco.
Polassa da Russia e cal de
Lisboa."
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a
verdad ira polassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgom om
pedra, tudo por precos mai ralos do queem
outra qualquer parle.
Loja das seis portas em
frente do Livraineiilo.
Roupa feita barata.
Paletots de casemira escura a 4j, dilos de al-
paca preta a 4 o 5jf, camisas brancas e de cores
a 29. ditas do fustao a 29500, coroulas muito fi-
nas a 19600 e 2g, palelols e brim pardo a 3j,
calcas de casemira prrlas e de coros, paletots de
panno prelo, sobrecasacas, colleles de casemira
preta, ditos de velludo prelo r do cores, um com-
pleto sorlimenlo de roupa feita.
? Livro religioso.
Contendo : o modo ulilissimo para se rosar a
cora seraphica ; a noticia histrica da nova me-
dalha, e observa^oes sobre as indulgencias appli-
cadas a modalha chamada milagrosa ; a corte ce-
leste ; bendito Santa Cruz : novena e versos
mu gloriosa Senhora Ssnl'Anna; novena,officio,
salve e versos i nossa Mi Sanlissima Senhora do
Carme*; versos ao coragao de Mari" ; versos
Sania Lu?.ia ; drama sacro deSantoAnlonio.com
dous sermos ; versos ao. mesmo santo ; versos
o glorioso S. Joo Baptisla, com ladainha ; ador-
nado de muitas eslampas e ricas vinhetas e mui-
lo bem encadernado : pelo diminuto pre$o de
19600 rs. cada um : na ra da Imperador nu-
mero 15.

i
ILEGVEL.
v-
>~
J


DiARlO DE PBRWAMBtJCO. QUARTA FEIRA 10 DE OUTUBRO DE 1860.
FABRICA
DE
mmmm i mtm fi ntfii.
Sita na roa Imperiald 118 e 120 jualo a fabrica desabo.
DE
Sebastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
Neste estabelecimento ha sempre proraptos alambiques de cobre de diflerentes dimences
dc S00& a 3:000$) simples e dobrados, para destilar agurdente, aparelhos destilatorios continos
rara restilar e destilar espiritos com graduago al 40 graos (pela graduado de Sellon Cartier) dos
cielhoressystemas hoje approvados e conhecidos nesta e oulras provincias do imporio, bombas
de todas as dimences, asperantes e de repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, tornelras
de bronze de iodas asdiraencese fetios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
(erro para rodas d'agua,portas parafomalhas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimences para encamentos. camas de ferro com armaco e sem ella, fuges de ferro potaveis e
econmicos, lachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumaderas, cocos
para engeuho, folha de Flandres, chumbo em lencol e barra, zinco em lencol e barra, lsnces e
arroellas de cobre, lences de ferro a lato,ferro suecia inglezde todas as dimnsoes, safras, lomos
e folies para ferreiros etc., e outros muitosartigos por menos preco do que em oulra qualquer
parte, deserapenhando se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeieo ja couhecida
e para coinraod idade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua onfianea acha-
so na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encommenda*.
FUND1QA0 D'AURORA.
Seus propietarios offereccm a.seus numerosos freguezes e ao publico em gera 1, toda
{ualqner obra manufacturada em seu reconhecido eslabelecimenlo a saber: machinasde vapor de
lodos os tamanhos, rodas d'agua para, engenhos todas de ferro oupara cubos de madeira, moen-
das e meias tnoendas, tachas de ferro batido e fundido de lodos os tamanhos, guindastes, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhoes e uo*s para fornalha, machinas para amassai man-
dioca e para descaro<;ar algodo, prendas para nrapdioca e oleo dericiui, portoes gradara, co-
lumnas e moiuhos de vento, arados, cultivadoie*; poetes, '-aldeiras e tanques, boias, alvaren'gas,
botes e tolas as obras de machinisrao. Executa-se qualquer obra soja qual fr sua na'lureza pelos
Jes aelecimenlo na ra do Brum n. 28 A e na ra do Collegio hoje do Imperador n. OSmoradia do
teiro do estabelecimento Jos oaquim da Costa l'ereira, com quera os orelendentes se po
o atender para qualquer olrra.
cal-
dera
[ELOGIOS.
Vende-se em :as te Saunders Brothersfi
C. pracado Corpo Santo, relogios do afama
di)fabricante ft-is'vell, por presos commodos
e tsmbem.-iiciliBi e cadeias paraos mesmos
deeiceellote Kosto.
- Na na da Cadeia n. 21, vendem-se es se-
gjintes fizendas, por melade de seu valor, para
liquidacao.
Bicos de seda broncos e prelos, de tedas as
argur.is. vara a 160, 20, 00, 800 e 15000.
Ura completo sorlimenlo de franjas de seda c
do algodo.
Chales detouquim a 10, 15, 20 e 35$.
Botoes de seda, velludo, de louca c de fustao
do qnalidades finas, duzia a 200, 400 o 600 rs.
Collariohos bordados.de 500 rs., 23, e 4y.
Lntrerreios finos, pegas cora 12 varas a lg".
Ponos bordados '.iras a 5'i0, 1J, 2?. rOO.
iraisetas com manguitos a o>, !, 5 e ;.
nfeites de flores a (3.
Chapeos de seda para senhora a 10;.
Casavoiues de velludo a 40 c GOg.
Hitos de seda a 25J.
Ditos de fustao a 8 e 120
filas de. seda e de todas as qualid6Jes de 160
r>. a ljjOO.
Ditas de velludo de 20 rs. a \$.
^cai~9jisrT aveis remedios
americanos.
9
Segoro coaira Fogo
COMPAHH1A
awna
LONOHES
AGENTES
G J. Astley & Companhia.j
i 3
Vende-se
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, ele, devem eslar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos con,
OS quaes se cura eficazmente as principacs mo-
lestias
Prompto alivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumaiismo, dor de
cabega, nevralgia, diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, indigeslao, crup, dores nos ossos, contusoes,
queimadura, erupcoes cutneas, angiua, reten-
Co de ourina, etc.. ele.
Solutivo renovador.
Cura todas as euferinidndesescrophulosns.chro-
mcas esyp lililicas; resolve os depsitos de'mo*
numeres, purifica o sangue, renov o systema
proraplo e radicalmente cura, escropliulas,ven-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afeados do ligado e rins
tURAL.
Vende-se verdadeiro coral de rais a preco
muilocommodo, e m3is muilas mludezas e rap
de varias qualidades, tanto a telalho romo ero
libras ; na ra larga do Rosario passondo a bo-
tica asegunda lbja do dmidezas u. 38.
Violto de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irmos<5C, ra da
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Bran'denburg Frres
e dos Srs. OWekop Mareilhac 4 C, em Bor-
deaux Tem as seguintes qualidades :
De Brandenburg frres.
St. Estph.
St. Julien.
Margaux.
Larose.
Chleau Loville.
Chteau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien
St. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
*)
Na mesma
vender:
casa ha para
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade fina
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
.s
As mclliores machinas de coser dos raai
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & C. e Wlieeler & Wilson-
Nesto eslabeleci-
menlo vendem-se as
machinas destes dous
autores, mostram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranca :
no armazem defa/.endas
do Baymundo Carlos
Lcite ik Irroos ra da
Imperalriz n. 10, amigamente alerro da Boa-
,_ista.
Ricas livelas
para cintos de senhora, o melhor que se pode
encontrar, e por preco mais commodo que eai
outra qualquer parte, chog.iram pelo ultimo va-
por da Europa casa de J. falque, ra do Cres-
po n. 4.
AAifcUllA
u*
FlODICiOLOVV MOW,
Jlaa a Senzala tova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haverum
comapletojrlimentodemoendas emeiasmoen-
dasparaau8enho, machina de vapor e taixas
deferro batido e coado.d-e todos os tamanhos
para i
Telhado de zinco-
Ra do C
respo
respectiva plaa approvada pelas autoridades
competentes, o cngenliciro Antonio Feliciano
Rodrigues Selle 6 o encarregaao das medices
precisas, e pode ser procurado no mesmo sitio,
ou na ra estreila do Rosario n. 30, terceiro an-
dar, ou na prara da Boa-Vista, botica de Joaquim
Ignacio Itibeiro Jnior
O telhado de zinco aqu usado ras
companhias do gax e caminlio de ierro,
e urna das boas in?enrfies modernas, el-
le faz-ie recommendavel pela grande
duracao, pouco peo no ediicio, bom
acondicionamento, barateza do curto
r i i i esclarec
lacil conduccaoetc.. etc., todos saben) seo sitio na Capunga.
que a duracao do zinco infinita prin- j ,
cipalmente se se tiver acautela de dar ~ Vende se na ra da Cruz arma-
una mao de tinta do lado exporto aoi.6 n.'0 =
tempo, uma tellia de zinco com o pesoj <-era de carnauba a l(\s a arroba em
de 20 libra* cobre um espaco que pre- c f800^'
cisaria para tal im 50 telhas de barro,' J re'Jnado do Po' toemcaixesa 1 lj.
o espaco coberto pela telba de zinco nao
Libras sterlinas.
Vende-se no escriptorio de Mairoel Ignacio de
Oliveira & Filho, na praca do Corpo Sanio.
Terrenos pertoda
praca.
Caminho dos mnibus.
Os herdelros do commendador Antonio da Sil- .
va vendem sua propriedade, no lugar da Casa ^lu.a,J"s bordados a 3S0 a vara, riscado francez
Forte, em sorles de Ierra a voniade dos compra- "
dores com a nica reslriccao de nao lerem menos!
de30 palmos de frente, fnndo designado pela i
loja n. 25, de.Joaquim Ferreira de S, vendem-
se por precos baratissimos para acabar: corles
de seda para vesiido cora algum mofo a 8?, rou-
pes de seda feilo a 153, 'l"vas arrendadas para
senhora a 100 rs. o par, corles de barege de la
com babadosaj, cassas de cores finas a 240 o
covado, chita larga a 200 rs., cazaveques de c am-
braia bordados a 5$. capas, de uslao enfeiladas
a 5j>, perneadores do canibraia bordados a G#,
minio fino a 1G0, fobrocasatas do panno lino a
zojj, paletols de panno pceto e de corea ais, 20
eaf, daos de casemira de cores a 10, ditos Je
alpaca pre'os o de cores de 4 89, ditos d< brim
branco e de cores de 4 a G5, coloas de casemira
pela e de cores para todos os preces, gollinhas
de traspasso a SJA'O camismhas bordadas a
3^500, manguitos bordados a !$, chitas fran
com lustre propiia para roupoes e coberla a 32 l,
esguio de inJjo multo lino a 1^200, calcas
)rim branco e de cores de 2 a !$.. bramante le
:..t. ^..__ p ^_i__._ .1.. 1_________ 11 Ai.
os preti-ndentes podem
dirigir-se igualmente para qualquer proposta ou ,.
esclarecimiento ao herdeiro L. A. Dubourcq, no '"'''0 cm Palmos de largura a 1)00 rs a vara,
I damasco de lia com 9 palmos de largura a i- 1
covado, pecas de rnadapolao fino a 48500, cha; 13
de fellro atiaribaldi a 5500, camisas brancas 0
da cores de 1$500 a 3,vclbulDa prela supi 1
400 rs.. corles de brim de linho a 1^500, n 1 -
rruas para homem a 100 rs. o par, e oulras mui-
las azendas por menos do seu valor paral
COIit.lS.
'' itoem barricas a 105500.
Vendem-se duas rotulas para portas, em
perfoilo oslado ; na ra eslreita do Rosario nu-
mero 4.
penetra o menor pingo de chuva e a
lacihdade de sua conducco c tal que
urna carroca pode conduzir de uma s
vezo telhado preciso para cobrir uma
grande casa, o telhado de zinco muito
til principalmente para cobrir enge-
nhos, estaleiros, barraedes de ferraras,
armazens de deposito ele etc., em
sumista quera quizer experimentar o te-
lliadode zinco, conhecera' sua grande
vantagem, este telhado vende se a 120
rs. por libra de 50 telhas para cima :
nos armazens de Paulo Jos (lomes e
Manoel Firmino Ferreira rna da Con-
cordia armazem de materiaes.
Dito em velas caixotes de 1 arrobo
por 12.S
Fio da Babia em saceos por libra 750 rs.
Cliogiioiii ao barato.
LeileA Irmao, na ra da Cadeia do Recifc
(8, vendem chita franceza, cores Oxas, a 240, 2 l
e 3S0 rs. o covado, dilas estreilas, con si
200 rs., peras de rnadapolao com 20 tai -
39200.48,49200, i$50O, 4800 e 5S500, 1 .
Qno 1 TJ, pejas de brelanha de rolo com 10 1 ,
a 23, cassa prela muito lina a 640 a vara, 1
de seda de peso para meninos a 2j5l I 'par, lu-
vas de camurc.a para montara a 2j>5('0, ii
de linho para mesa a 3$, meias cru
lJKS:l?-V^n^n,0ASUS,O,d0S,SaI, "'""o superiores para homem, mci
los lorio na lojana..31 e J9 na praca da InJe- cor de cacom 0 palm is de largura > |s
f 'a\Cape 'Sd,ti J,far 5 crtale paraca- do. bandos de crina a ic.200, cries de u
tacumbas. tmulos etc., etc., da forma sesuinto | ta de lindos des nhosc cores uvas 3 I
trancado de liiilio iodo prelo, fazenda 1
perior e que nao disbota .1 29 a vara,
e precos razoaveis
Capellas dealjofe com icscripeoes, grandes a 10,
Vende-se um caixo com formas e mais
perlenccspara fabaicar velas de carnauba
praca de Pedro II n. 6, lojo de livros.
Vende-se uma esrrava da Costa, quilandei-
ra, cozttfha o diario de uma casa, lava e ensaboa
bem, deidade 30 anuos, pouco mais ou menos,
na ra da Praia n. 25, fravessa do Carioca. Na
armazem de fazendas da
ruadoQucimadon.19.
Lences de bramante de uma' s largura pelo
barato preco do 1;;S00 cada lencol.
Covado a mil e dnzentos rls.
Crosdenaples furia-cores com urnas pintas de
na mofo muito pouco, pela pechincha de 1)200.
A 5$500 chales.
Chales de merino bordado, franja de seda.
-I -------0_w v iuici,----------------.... .,. *u, nuil .-^J UU l-IIIIUtfl, VI
ufis "'*SS2f t- de tcdasas classes, "ma casa se vende uma fabrica de fazer velas
regras das 'nuiio-em conla, e se vende ezci'te de carrapato
Ireze palacas a caada.
molestias d'olhos, difficuldade das
mulleres hipocondra, venreo, etc
i Formas de ferro para w
purgar assucar*
E ochad as de ferro.
Ferro sueco. |
g Espingardas,
j Ac de Trieste.
I Pregos de cobre de com-
posigao.
Barril ha e cabos.
Brim de vela.
J Gouro de lustre.
Palhinha para marcinei- j
ro : no armazem de C.
J. Astley & G.
Baloes de30arcos^
Chegaram as mais medernas e mel'r.orcs saias
de balo rom 30 arcos : na ra da Imperalriz
numero 12.
Para colchos.
Ainda ha um re?lo do superior panno de linho
proprio para colchos : ta ra da Cadeia do Re
ci n. 48, loja de Leite & Irmao.
Novidadc do.mercado,
Vinho branco de passa de uva
F.sta nova qualidade de vinho a primeira vez
que se aprsenla no mercado do Brasil, ella se
recommenda por si mesma, nao precisando de
elogios anticipados. Eslc vinho preparado n'um
lugar onde exisle a melhor uva de Portugal cx-
irahido da mesma em estado de passa e por is60
conserva toda a parte saccharina que lhe d um
agradavel paladar combinando-se com o alcocl
necessario para a sua conservai;ao, equesenb-
tem da mesma passa por um processo novo, que
nada deixa adesejar. Pode-so dizer sem medo
e errar, que 6 superior a todos os vinhos co-
nhecidos lano na qualidade como no esmero de
seu fabrico, limbora nao (: resultado pecuniario
pietaria dcslt vinho do ler sido o prirr.eiro que
introduzio neste imperio o genuino sueco da uva,
cousa asssrara neste tempo em que impera por
toda a parte a mentira, o engao e a falsiflcacao.
I'nieo deposito no Brasil em Pernambuco. Ca-
da ancorla de 10 cusa 100g : em casa do Sr.
Antonio Lopct Braga, ra da Cruz n. 3G.
fVorat IriMos,
joialheiros francezes eslabelecidos na ra Nova
desta cidade n. 18, primeiro andar, teem a hooaa
de annunciar ao publico e especialmente aos seus
freguezes e amigos, que acabam de receber o
mais lindo e variado sorlimenlo de obras, que
vendem por barato prego, em consequencia de
serem todas de o uro de 18 quilates, garantido
pelos annuncianles e nico, que vendem. e nao
das que sao fabricadas as obras, todas cheias de
Mume.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
pararegularisar o systema, equilibrar a circula-
ac do sangue, nteiramente vegetaes favoraveh
; em todos os casos nunca occasicna nauzeas nrm
ym- lores uoveulre.dses del a 3 regularisam. de 4
; i'.opurgam. Lstas pilulas o eQicazes as affec-
oes do (gado, bilis, dor de caneca, ictericia, in-
aigeslao, c oiu ludas as enlcrmidaocs uu.-, >.,,_
Ihores, a saber : irregularidades, fluxo, retun-
ct.es, flores brancas, obslruccoes, histerismo, ele.
Bao do mais prompto eleito ha escarlatina, 'febr'
prtiosa, febre amarella. e em tedas as febres ma-
ignas.
Bslestres importantes medicamentos vem a-
-----! cempanhados de inatrucces impressas que mos-
trera com a maier miuuciosidade a maneira de
apphca-Ios em qualquer enfermidade. Eslo ga-
rantidos de falsiflcago por s baver venda no
armazem de fazendas de Itavmundo Carlos Leite
itlrmo, na ruada Imperalriz n. 10,
agentes em Pernambuco-
Superior
taruma de mandioca em saceos grandes, chegada
do Maranhao ; vende-se em porco e a relalho
por preco commodo : na travessa do Madre de'
Ueos n. 1C. armazem de Ferreira eV Marlins.
liiiiapolao com lot|iie
Vende-se madapoli.o com pequeo loque de
avana a 2 o cDUO ; Da ra do Crespo u. 8, ioia
de -1 portas.
Grandes colchas a 5$500.
Colchas de fustao muito grandes de lindos de-
senhos a rreeo de 5;50U.
Tachas e moendas
Braga Silva & C.tem sempre no seu deposit
da ra da Moeda n. 3 A,um grande ortimento
de tachase moendas para engenho, do muito
acreditadofabricante Edvin Maw a tratar no
mesmo de osito ou na ra do Trapiche c 4.
Ditas dilas por
Dilas dilas por.
Dilasditas por *
Ditas de imortaile por
(Juadros com a imagem do Senrior Crucifi-
cado com inscripces por baixo a lOJi o a
Camisas inglezas.
Acaba de chegar na bem eonhecida loja de
Gocs & Bastos, ra do Queimado n. 46, um gran-
de e novo sorlimenlo das camisas inglezas, gos-
los molernos, o por ser grande porgo con\ ida-se
os freguezes a virem comprar a d'tizia durJJ;
s5o de linho puro.
8j) mesa a !c, rhapelinis modernos para senhora,
0$ palclolsdc alpaca a 5f, corles de calca de cas -
35 mira dealgudao o 15280, ditos de casen ira .
-%? ditos de maia casemira a 2#, musselina i
muito fina a 300 rs. o covado, sabon !les
8 rot.ito superiores a 36OO a libra, brim Irai
branco de linho muito Uno a IJ500 a vara,
.ieil em -, 1 de cambrai -.1
'com i-i varas a4$800, ditas transpan ru 10
varas a 2g600, 3,. 4g60 d 6g, coberlas di
de lindos dpsenhos a 2?, la do qu 1
vestidos a u rs. o covado, e ontras 1 1
zendas que se vendem per barato pceo, o .
se dar amostras com penhor.
- aatcsr.TT' e *
E sera yo s fgidos.
r
^

Manoel Joaquim de Oli-
veira tfc C-, oa ra do Cordoniz
Q.18, tem para vender :
Arroz do nlaranbSo superior.
Gomma em seceos muito fin?.
Feijao rajad'mho do Hio.
Fumo superior.
Uito'mais baixo.
Charutos finos murto boa marca.
Ditos dito para preco barato,
rroz de eascaem saceos muito rancies. Dor utrosno largo .lo arsenal de marii.ha au
Vende-se uma
(uizerannuncie.
urna de marmoro quem
nicos
R
\ loja de miudezas da ra Direita n. 103 adia-
se cberta do dia 8 do crrente em dianta, e eon-
inua a vender oque nella tem, por precos com-
::iudos afim de liquidar coritas.
iVova e apurada
inyenco ameri-
cana.
Moinhos econmicos de funil para caf, Tacas
proprias para tharuteiros. tornelras de ferro de
lodos os tamanhos proprios para engenho, tan-
ques d'agua e pipas, ele, etc., e feehaduras vo-
lantes com trinques e singelos, proco avista da
fazenda : na ra do -jueimado n. 53,'loia de fer-
ragens.
ape nacional D.
Pedro II da imperial fabri-
ca de Joao Candido de 3Ii-
randa, Ilio de Janeiro.
Este rap sera duvida o de melhor qualidade
fabricado nesle imperio, araba de chegar e ven-
de-sc no deposito, ra do Vigario n. escrip-
torio.
Barato para acabar..
Rna do Passeio Publico, loja
numero 11.
Meias para senhora, duzia a 35O0, e igOO su
perier, cortes do vestido de cambala com listras
tle seda a 5J, dilos de laa a 5, ditos de cam-
bala > 3-5, ditos de cassas a 20-200, pecas de cam-
bras de salpicos a 3$600, grosdenaplo muito lino
a 15. OO, 2$ e 22300, cortes de casemira a 3j, chi-
ta franceza a 220 o covado, camisas rancezas de
cores e brancas a 1*600, grvalas de linho a 5C0
rs., ditas do setim a 50 rs. c lg, chapeos de
bacU avariadi s a 320, dilos de fcllro, boa fazen-
da. a '38OOe 49, alfjodo de duas larguras, a va-
olo 6 rs" a|gdaoziir,.os a peca a 3j), 3^400,
3800 e 4S0O muito ir.corpados, madapoles a
pecado!!., 3200, 4S-I00. 4SC00, e 6$ muilo li-
nos, meias ruas a duzia 1^800, panno da Costa
covado a 340, chapeas de sol de panno ordinario
a 1,3800. ditos de seda a tijbOO. algodo do sacco
vara a 280, chales de la a 1800, dilos de me-
rino bordados 9 SgoOO, ditos lisos a 4500. lencos
para rap de alcobaca a duzia 4j, ditos de gana &
muito linos a 3j00, palelols de casemira forra- $
do., do seda a 18, calcas de casemira ordinaria I &g3@@ @& @3 @@
com mofo a 2). castores muito grossos a 260 o -">***
covado, brim muido para calca a 180 rs.o covado,
iilio da lislra muilo bom a 200 rs dito mes-
Vende se a casa terrea do paleo do Terco
u. 22 : a tratar na mesma, chaos proprios.
Pechincha.
\ende-se um boro cavallo castrado, muito
andador deludo, sem achaques, por pouco di-
nheiro : na ra dos Pescadores ns. 1 c 3.
8
Imperalriz Euo;enic

GRANDE SORTIIEST0
DE
Fazendas c roupa feia
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Rodrigues Tarares de Mello
RA DO QUEMADO N. 39
El -SI A LOJA DE O AIRO P011TAS.
Tem um completo sorlimenlo de roupa feita,
e convida a lodos os seus freguezes e lodas as
pessoas que desejarern ler um sobrecasseo bem
feito, ou um caiga ou collete, de dirigirem-se a
este estabelecimento (ua encontraro um hbil
artista, chegado ltimamente de Lisboa, para
desempenhar as obras a vontade dos freguezes.
J tera um grande sorlimenlo de palitols de ca-
semira cor de rap e outros escuros, que se ven-
dem a 125, outros de casemira de quadrinbos
da mais lina que ha no mercado a 16#, dilos
de merino stima 12?, ditos de alpaka muito
fina a G#, dilos francezes sobrecasacados a 12&,
ditos de panno fino a 20, 255>, e 30, sobre-
casacas francezas muilo bem feilas a 35, cal-
Qas feitas da mais fina casemira a 10, dilas de
3-9 Recebeu-se novo sor lmenlo de cnfeilcs ?9 i., i t .- ,
9 para senhora imperalriz Eugenia 4 '' PT ^^ commodo' um g^nde
Loja (le lliaririOre ; lmenlo de colleles dec3semiraa55>, dilos de
Fugio do engenho Novo, do Cabo, no dial.
de setembro, o escravo crioulo donme Joaq
idado 25 annos, pouco mais ou menos, estatura
regular, cor bastante fula, o\! com uma |
enchada por uma feridinha, consta que ion .
direceao do Recife pelo caminho de ferro, e
conlia-se que esteja por Pora de Portas, i u pe]
irrabaldes da cidade, visto que j foi enc n
o apprcricnder, dirija-so ao referido engei
entrega-loa seu proprielario Anl ro V'ieira
Cunha, cu a ra de Apollo n. 32, prim
dar, escriptorio do Anloni ge Guerra.
ser recompensado.
Fugiu no dia 2 de setembro do corrente an-
no o escravo Francis o, mualo claro com .
de m jno s pouco mais ou menos, bar
'#<' os, ci nduzlo uma
ovelha em que levo a roupa e algum
assim como um cha|
villa do lp pri vim la lo Cear e foi coi
a l'edro Honorato da villa doTambonl .
provincia ; rog-se aos i apilaesde
ridades policiaes e a qualquer pessoa a
hensao do dilo eseravo, a enln
Carvalho Moraes Filho, na ra do Q
que ser bem recom|
Fugio no dia 1" de outubro, do
ripacur, comarca de N.
cabra AnseliM, alto, secco, estatura re$
sesenta anuos, muilo humilde, foi coi
do nesta prara ao Sr. Joaquim Mendos l i
Azevedo, suppoe-so elle andar pela i
roga-se as autoridades
puai-s de campo, que o apprehendam e
-laflcitlln C., ra da Ouz n ;V' mcsJao engenho, ou nesta prara, ao !
., vende-se um grande e veriado sorlimenlo 'il in, dD Cosla 1UC ser5 recompns*dos
de relogios de algibeira horisonlaes
Cerveja marca cobrinha.
Dita de vtitras marcas.
Allios muito novus.
Ceblas em resteas e em caixag.
Dtalas muito novas a l,s por arroba.
[Manteiga franceza nova.
31111)0 muito bom de Fernando.
Dito dito da Babia.
Sabao de diversas qualidades.
Velas de carnauba misturada.
Gevada muito nova.
!eIogi?
Suissos
Em casado Sch
pra-
relo-
--------.....>--, patentes.
chronomelros, meiosehronometros de ouio
la dourada o foledos a euro, sendo estes '
giosidos primeiros fabricantes da Suissa. que se
vnderao por procos razoaveis.
,~ vemie-se urna escrava com 16 annos de
idade no paleo do Carmo n. j, segundo andar.

Vinlio genuino.
Ainda ha urna
::, oulras fazendas por pre?o commodo, um grande
; sorlimenlo de sapatos ele tpele de gosto muilo
apurado a 25?, ditos de borracha a 2500, cha-
peos decaslormuilosuperiores a 1G, dilos dese-
alf
ciado a 180, pecas de ahita para DertaTMSOO ladSfi vn'CL^S ''-"a"lil,a'io dc ncorc- da, dos melhoresquetem vindo ao mVrcadoV 10
minio fina, dilas niiudasoa'-a vestidos a Ts riii-,- ,as aesle T1,|ho sem confeicao, e proprio dc docn- i-,. j___i ,. '"='-''""",
s 6$800. e nutras muilas fazeS que i leS : na rua do Viario "" 9' *U" ^^ Jo r J?\-*lUU mU'S bns a
do comprador far f. ___ '^. ditos francezes a 8?, ditos grandes de pan-
no a i, um completo sorlimenlo de gollinhas e
manguitos, liras bordadas, e entre meios muito
proprio para collerinhos de meninos e Iravessei-
ros por preco commodo, camisas bordadas que
servera para batisado de crianzas e para passeio
a 8, 10 e 12$, ricos lencos de cambraia de
linho bordados para senhoras, ditos lisos para
homem por prego commodo, saias bordadas a
3500, dilas muito finas a 5.
Ferros econmicos de engommar a vapor : na
rua Nova n. 20, loja do Vianna.
Azevedo & Mondes teem para vender em
seuarmazem.no largo da assembla, n. 9, algo-
dio da Rahia,proprio para roupa de escravo e sac-
Liquidacao dc fa
zendas
Por menos dc seu valor
Riquissimos veslidos de bareje de seda, ditos s de assucar. vinho do Porto superior em ca- rp,^n' thlV Anda tem um
e mussuna de seda, .ditos de fantasa de seda i xas de uma a duas duzias, o cera do car- res"""u ae cnil|es de toquim a 30, corles de
vestido de seda de cores muito lindase superio-
res qualidades a 1005?, que j se venderam a
150, capoiinhos pretos e manteletes prelosde
neos gestos a 20, 25$ e 309, os mais superio-
res chales de casemira estampados, muilo finos a
8 e a 10, toalhas de linho de vara e tres quar-
las, adamascadas, muilo superiores a 53> dilas
para rosto de linho a 19, chitas francezas de su-
perior qualidade, tanto escuras como claras a
200,280,320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
casemiras para calca, colletes e palitols a 4$# co-
vado, e urn completo sonimento de outrasFazen-
das, eludo se vende por prego barato, e que nao
possivel aquise poder mencionar nema quarla
partedellas, no entanto os freguezes chegando e
querendo comprar nao iro sem fazenda.
ATTENCAO.
Fugio desdo o dia 13 d
auno, o escravo ciioulo de i i.e I.uiz,
signaes seguintes: alio e bem eilo de i
lula, drntca alunados; gago principa n
quando falla rom mudo, osle escravo natu
Sobral onde tem parentes captivos, ha loda
tc/'' I para oti, i m com| snhii .
camarado, | or isso roga-se a qualqui r pess
povo a sua prisao, qu im recompes
I a tratar com o seu senhor da rua Direita i
ou na rua do Apollo n. .J, arn
Acha-se rugido um ...ulato cabra di i
Raymundo Patrie i de | edreiro e tai
ro. foi i imellido do Para em abril de 185!) o
vr- Mi.....I Jcaqnim dc Faria, o qual foi '
vevdido ao Sr Feliciano Jos Comes, c esti
Superiores cortes de chita franceza muilo fina "l,or vendeu ltimamente ao Sr r'ram
lito modernos, com cores matiza- lnias Pfreira da Costa; tem os si
naes: e:-latura regular, bastaute gross i "-
do, olhos amarellados, falla com desemb
representa tcr^5 a -iO annus : roga-se
dades policiaes a sua apprehensao ; e quei
pegar^Jirija-se ao engenho Guerra, em Ipoima
ou na rua do Imperador n. 79, escriptorio de
PolycarpoJo Layme, ou na ruado Apello n.
| 30, escriptorio de Mancel Gouveia de Souza
sera gen. rosamente recompensado.
na
sem igual,
das muilo
lindas, dc 11 .-ovados cada corte, pelo
baraiissimo preco de 2g50O, com muita diver-
sidade de gostos para poder escolher-se DI
da
loja
rua
de
dilos de seda preto, dilos de grosdenaples borda-
do a velludo, polacas francezas da ultima moda,
chales de lodas as qualidades, paletos de panno e
de casemira de differenies qualidades, ditos de
alpaca prela e de cores dc 2-3 3g000, e oulras
minias fazendas que enfadonho menciona-los.
(Afliancando-sc que nao se engeila dinheiro.)
Vende-se uma pequea casa terrea eum
terreno junto a mesma ja cora alicerco para ca-
sa ; na praia de S. Jos n. 1. casa que fica deser-
ta das oulras e fica junio dos estaleiros do cons-
trueedes : a tratar no Largo da llibeira n. 1, ven-
da da esquina da rua de Santa P.ita.
a 3$ a sacca.
Arroz com casca lendo a maior parte pilado
proprio para galiohjs e cavallos ; no Caes do Ra-
mos o. 6.
nauba.
E pechincha.
Na loja do Preguiea, na rua do Queimado n 2
lera cobertores de algodo- de cores bastarle
grandes, proprios para cscravos, pelo baralis-i-
mo preco dc lg.
A pechincha, antes que se
acabe.
Na loja do Preguiea, na rua do Queimado n.
2, tem saias baloes aberlas, do ultimo goslo pe-
lo diminuto preco do 5. '
Attencao.
Vende-so a taberna da travessa do Queimado
n. 7 : a tralar na mesma.
do sobrado amarello, nos quatro cantos
do Queimado n. 29, de Moreira Lopes.
Tinta pncla.
Continua a vender-se a mui boa linta prela pa-
ra esenpturacuo em garrafas o nieias-garras :
na rua do Imperador n. 15.
Vende-se no engenho Cedro, reguezia do
Cabo, 6 animaos de roda, eslo bem gordos a
tratar no mesmo engenho, ou na rua de Hortas
n. 111 ; na mesma casa se vende uma negra pro-
pria pira engenho, ainda bem moca.
Manteiga ingleza a J.sUO, e
franceza a 040,
da melhor, cha muilo bom a 2?2SO, caf a 280
arroz a 100 rs., batatas a CO rs.. toncinho a 360*
espermaceti- a CO, alpista a ICO, talharim a 300*
milho a 210 a cuii, arroz a 280, farinha de ara-
uit'i e do Maranhao a 200 rs., potes para mantei-
ga de 320 at (i O, vinho a 500 rs. a garrafa na
taberna da eslrella no largo do Paraizo u. 14.
Vendem-se duas carroras grandes de duas
rodas, loda de sicupira, muito segura, do supe-
rior ferragem. c proprias para engenhos, por
r-ommodo, Irabalha com uma e mais juntas de
bois, serve para lodo e qualquer trabalho, e se
OS por um preco muito em conla : quem as pre-
tender, diri}a-seao paleo do Terco, defronle do
n. 40, segundo andar.
, Boa recompensa
Jos Malheus Ferreira recompensa bem a quem
lhe trouzero seu eseravo Leandro, o qual I
signaes seguintes : idade 20 anuos, punco n
ou menos, baixo, rosto e cabeja redond i,
no rosto, pouca barba c ruiva, quando b I
queia um pouco os bracos, falla bem e sal
natura] do Ic, onde lem familia : na rua da'
Cadeia do Recife n. 35, loja.
500*000.
Aos senhores de
engenho.
Ihadorde enchada : na rua do Trapiche n. c ou
na rna Augusta n. 61. '
1 ntinua a esler fgida a escrava Paula oue
diz chamar-se Paulina, tem ossignr.es segu
fula, alta e muilo magra, reprsenla Ur _
nos deidade; desconia-se oslar oceulta em al-
guma casa tos arrabaldes tiesta cidade ; \.i. do
serlo do Cear, d'onde natural : quem a pe-
gar, receber a qnanlia cima, ua rua da Cadeia
n. 35, Jeja.
2001
Fugio do engenho Quanduz, em Santo Anto
no dia 18 de maio do anuo prximo passado un
escravo de norae Luiz, de idade 23 a 24 an-
cabra, de esta-
os, com os signaes seguintes
tura regular, baixo. quando se ausenten "noTi-
nha Lmrba nenhiima, cabello a especie do o
| ralo, k-ni um pequeo geito as pernas d r
I dentro, um signal na pona da lingna do lan -
: nho de um carneo de goiaba, que o Btrapalha um
I pouco quando falla, lem as cosas bem cicatriza-
| das de ch.cote ; este escravo foi da villa do Sa-
Vende-se um escravo ptimo carreiro e traba- rnf'1i coraPra.doja?1Sr- Di"mgos de Souza Bar-
roa, e ha noticia delle estas acoulado em uma
Iszenda cima da dila villa 20 leguas : pede-sa
porlanto a captura do dilo escravo, e quem o pe-
gar leve-o a seu senhor no dilo engenho, ou no
Recire a Bcrnardino Francisco de Azevedo Cam-
pos, no paleo do Carmo, que se gratificar com a
quanlia de 200?.
Vendo-so banha em latas a -SO rs. a libra
roilho muito novo a 200 rs.a cuia: na travessa da
I rua dasCruzesn. 6.
ILEGVEL


fp
LiUeratura.
As mullicrcs do Porlo.
Estamos cm 1859.
>a cm urna manhaa, em que do alto dos der-
I'prnnca.
Naq'uc'U'
di, a egreja dos
encontrar ali a uncial do au notue, e examinan-
do mais minuciosamente a entre-casca do pao,
conheci quasi que inintolligiveis, mais duas le-
tras que juntas com a primeira diziamDor :
procurei enlSo a sos com a imaginaco, decifrar
aquelle enigma incomprcheosivol, julguei ler
i daquelle velho, daquclla personagem mysteriosa
nha vida, urna recordacao confusa, urna
visto ha
resolva ;
.. -o distra-
| ludo, folhoando o meu livro ; approximanJo-mo
apostlos comme-idolle, p^dio me una flor; colhi urna de entre as
MARIO DE PERNAMBtlC. ~ QAfitA FfctRA 10 DE OUTBRO DE 1860.
rauta .......11 f ,U uus uer" Ud ra,nr" T,aa. uraa recorducao confus,
rocadoa lorreoes da cathedralf-.otilado pelos de- \ lembranga longincua apenas, de o ler vi
*rapa?dos dos templos do Porlo..soara; muito tompo; por.u o probloma nao se re:
i.t..usiasta e festival Um hymno do alegra e es-I olhei com anciedude para Ernesto e vi-o
cruento do "Calvario, no qual o do ella desprendendo-sc pouco a pouco do ti
jrnlogonisla resignado, expirando, nponlava s cahio quasi desfolhada a meus ps I Ernesto des-
RT-icoes luluias a esperanza de urna nova rege- cuidado como eslava nao altendeu scena muda
neragao, desfolhando sobre ellas as flores do seu e de dores, quosapassava junto delle o ntsou a
a lema de martyrios minha flor, Picando ella despedazada e quasi re-
duzjda a p I Apressei-ine em levantar a pobre
florinha e ao leva-la aos labios, as folhas, ca-
modo urna a urna, doizaram a bsica s e
dos ornatos, que a tornavam tao linda !
Na vespe-ra ainda, contemplavam-se dezenove
seculos, em que horas moras e solitarias, o
luar espalhando-se sobro a relva-, ou prateando
as summidadea agrestes da montanha, ia cm-
branquecer nyaterioso o lenho verde-negro da
cruz, de cima da qual o dedo mirrado d'um ca-
dver, gravara em paginas de broiize cssa pro-
phecia, que passando atravez dos seculos, se foi
ider enlre os andrajos das edades, para as
quaes no ultimo arquejar da agouia, caleou o
ii rradeiro obstculo, que seiolerpunha na senda
rosa da felicidade vindoura, mostrando-Ibes
e esperanca, tragadas era letras cnsanguen-
11 las no sjmbolo adm'iravel da redempeo !
Erara nove horas da raanha de um sabbado,
ilo vulgarmente da alleluia ; duas interes-
'.- o jovens crealuras, anglicas e innocentes,
relinharu-se alegres em presenciar da janella
do una casa situada n'uma das principaes ras
do Tullo, os diversos grupos de povo, que cor-
:..im do todas as parles, desejosos de assistir aos
i tos da (i, feitos nos judas, que nesle dia cos-
n ser queimados, ao som da vozeria da po-
.'., e que urna das anligiialhas ou tradicoes
lares, qUe o progresso do mundo moderno
nao coueguio destruir ainda. .
Aposto coi como nao adevinhas um sonlio
que Uve, Dulce.
Queros que t'o diga. Hersilia ?
V l !...
Sonbaate com elle, nao 6 assim ?
Mas o que. !... Dissesto que aderinharas...
Eis-aqui o dialogo encelado pelas duas encan-
gas personagens, irmaas ambas, e que o lei-
lur ^ ; i conhecer pela primeira vez.
Que eslavas as vesperas do leu casamento !
Agotaadevinhei!... respondeu amis velha das
d is, que era una formosa menina, de olhos e
los castaohos, faces de um bella carmn), la-
t luios e r^otihos e urna estatua cima de
m >diana.
Anda mas, Du'ce respondeu a segunda
ira, encantadora tambero, pola sedueco das
:. ineiras, por uns bellos ollios negros, que lile
m desinquietos as rbitas, brilliaudo aira-
vez d'uroa orla de pestaas expessas o pretas
o mais fino bano, e pelos labios do coral,
ane descerrando-se graciosamente, doiiavam
ler uraa prcciosi lileira de denles de mar-
I.I!.
Ento !...
Olha, sonhei .. disso ella, olhanJo receiosa
lodos os lados da sala, e sobredando em se-
ao ouvido do sua irmaa o resto do seu su-
ncantador.
Quedoudal... respondeu a oulra, rcpcllin-
do-a de s, mas sorriodo-se ao mesmo lempo
::. isamente.
E porquedizesisso?... Quema!... respon-
da: ella com ura gracioso gesto de enfado.
E se te ouvissera, Hersilia !
Por acaso poderiam censurar o nieu sonho !
-- Se lo parece !...
E tu nao sonhaste tambera, Duke !
Sonhei!
. O que, dizc conlinuou Hcrsilia.com curio
lado o approxi'nundo mais de sua irma, a ca-
deira, onde eslava sentada. .
E' segredo !...
Anda, conla; cu goslo tanto de segre-
I -'...
E* a causa porque nunca te dizcm algum !
E a ti, sao inuitos os que le revelara? per-
ii ella corno querendo vingar-se da verdade,
dita por sua irmaa. Eu sei !..
Mas vamos, conla-mc o leu segredo, que eu
Ato nao revela-lo pessoa alguma.
J u ras ?
Juro !
Ouvc entao Eu sonhei...
Contina inlerrompeu Hersilia impaciente.
O rneu sonho, passa-se n'uma madrugada
i .i; era era urna manhaa tao serena como
h >je ; le robra-me
d'um bosquezinho
erma
A Com-
mooao, tmha sido mui forte, para lhe nao sentir
o peso ; soltoi ento um grito ou um gemido de
urna agona dilacerante; Ernestoconteropluu-iue
enlao n'uma verdadeira atona, e "como pedindo-
mc a explicado de ludo aquillo ; nao pudo res-
ponder-lhe seno chorando amargamente !
[Continuar-se-ha.)
que lia um livro, a sora-
de larangeiras, e sobre
ura i relva verde-prado; era no momento em que
. d'enlre as summidades dasfcerras d'alm,
a va vagarosamente, como uraa alampada
i, pendida d'entro as columnas esguias d'um
templo! Era no momento cm que as estrellas,
i i. ndo OS nuveiis brancas, abandonavaui sau-
d isas o co, para se occullarem atraz das tongas
cilas de fugo d'um horisonte cor de rosa, relu-
zindo ainda, como brilhanles espalhados no es-
| '. A viraeao era suave e amena, como um
primeiro pensamenlo de amor ; o 3specto do co,
si reno e potico, como urna lagrima de saudade,
sada mansamente ao recebermos o ultimo
i d'uma despedida, ainda que momentnea,
mera que amamos muito. L ao longe,
;n feslivaes os sinos de una egreja, collo-
cada n'um lugar ermo da encesta da aldea; ao
d un passaram entao dous jovens campone-
. s, cantando alegremente, com urna expressao
-.'el de conlcnlamcnto no rosto, e um sor-
riso de felicidade nos labios; er.im dous despo-
-, que se iam turnar esposos na ermidazinha,
a causa porque os sinos repicavam longin-
-. Segu pensativa com os olhos, os dous
.nanies, at os ver subindo a encosta e perde-
m-se entre as escabrosidades da montanha...
On que sonho tao lindo, Dulce Quem me
dra ler um assim inlerrompeu encantada Her-
silia, e juntando as mo3 com urna alegra in-
fantil.
Escuta-me. Deixei cahir entao oJivro em
que lia, e cornecei meditando ; invejei a sorte
asquclles dous entes, que deviam amar-se muito,
porque iam lao felizes naquclle dia, pedir no
mundo a Deus que abencoasse aquelle amor no
eco Impaciente, levantei-me,e cornecei subindo
o caminho que os linha visto seguir : porm, ja
os ralos do sol erara abrasadores e insuporlaveis,
a aimosphera abafadica e cadente, sorvendo as
do orvalho da nile, suspensas das corolas
das llores varioladas dos prados. .
Dcpois de ter cainiuhado assim por muito lera-
po, sentet-me fatigada no fundo d'um valle, ao
do qual serpenteavam por enlre a relva, as
aguas cryslalinas d'um pequeo regato, que se
lia entre as urzes, l ao lira ; saciei a sude
las ondas pacificas, e continuo! andando ;
80 desccr da moutanha, vi um misoravcl velhi-
que me supiiicava a primeira esmoladaquol-
le da ; dei-lhe todo o dinheiro que trazia, pe-
dindo-lhe em troca o seu bordao para me encos-
lar elle, alliviaado os momentos de cansaco ;
Cedeu-m'o de boamenle, e conlinuei seguindo o
caminho pedregoso e desegual, apoiaJa ao meu
Lcrdo de peregrino.
Chegando ermida. sentei-me segunda vez,
mas no pedestal da singella cruz, basteada no
atrio; depois cnliava a porii enaelhecida da
egreja, na occasiao em que um sacerdote aben-
roava os dous camponezes, que tinha visto
perpassarem por mim ; porm, olhaudo por um
acaso para um lugar escuro, entre as naves, vi
uraa joven raai, quechorava abracando carinhosa
o triste, o fretro que encerrava o seu flhinho ca-
dver; impallideci, e approximei-me, triste lam-
l.em, para aquelle sitio; quiz dar um conforto
infeliz, mas nao podia ; desejei dizer-lhc urna
palavra de consolaco, mas ellas expiravam-rac
mudas nos labios, e sahi pensando, que no mun-
do, ao lempo, que uns dispona o sorriso nos
labios, muilos lhe brotara as lagrimas nos
olhos.
Sahi, como acabo de dizer-te, e ao voltar d'uma
cncruzlhada, encontrei, sahindo-me ao encontr,
Ernesto; dependurei-me, cheia de alegra, an-seu
pescoco ; e encostada ao seu braco, cornecei de
Oesccr com elle a cncosli; procurei ahi o velhi-
nho para devolvfr-lhe o seu bordao, masj tinha
desapparecido ; bao notando este incidente, con-
tinuoi, louca de contcntamenlo, subindo ura ou-
teiro, at que Ernesto e eu, chegamos ao bos-
qucziuho de larangeiras ; ahi, examinando por
acaso o bordao, vi lhe gravado no remate urna
Nao sei o que era, minha Hersilia ; a anniqui-
lacaodaquella flor, pareceu-me um vaticinio hor-
rivel julguei vernella a minha niorlo, ou o der-
radeiro adeis, proferido por Ernesto ao nosso
amor ; foi urna previsio bem pueril, ou a larva
pavorosa de una itaginacio incandescente.
Repentinamente, o quadro mudou-se; a ma-
nhaa amena e pacifica, transformou-se n'uma
noite tempestuosa e lerrivel; achei-mo sozlnha
e abandouada, cheia de susto, no nioio do urna
planicie immensa c deserta, aonde a vegelac.io
era rida e quasi secca ; pelo silencio daquella
noite tempestuosa, os tufoes de vento faziSm ver-
gar al ao chao as summidades dos arbuslos sel-
vagens ; a chuva, cahiudo grossas gotlas sobre
a aris, conlrastava horrivelmente cora o sen
som monolono e unisono, com o estampido re-
lumbantc do Irovo sobraneciro ; os rehrapagos
fendiam as nuvens espossas e negras, alravessan-
do um horisonte carregado, como um facho do
logo, impollido por um braco infernal, voa pelo
espacono meio da^scuridao da'noite I
Uus sinos longinquos soavam aos meus ouvi-
dos, tristes e soturnos, como n'um dobrar de fi-
nidos, confundindo as suas vibracoes com o ru-
gir da tormenta ; nao muito longede mim, vi en-
tao Iremo-luzir o clarao de muilos brandos ac-
cesos e que acompanhavam vagorosos o prestito
do um funeral !
Aquella idea de niorlo cjusou-mc raedo ; um
acompanhametilo de tinados, horas moras e
solitarias, e domis pela calada de urna noite. pa-
vorosa, como aquella, c nisou-me um terror iu-
deOolvel ; quiz fugir, mas nao pude ; parece que
una forca sobrenatural e desconhecida me pren-
da ao rochedo escalvado aonde jazia inerte ; o
prestito aproximava-so quasi jumo do mim," o
fulgor amortecido das luzes funerarias, bjlia-me
j as faces, porm eram iuuleis os esforcos que
fazia para aquella visio !
Cobri cntiio o rosto com as mos, mas ouvi lo-
go um cantar soturno e pavoroso ; era um cn-
tico myslerioso e morios ; aquellas vozes desi-
gnaos c debis, faziam erricarem-so os cabellos
na cabeca ; gelavam o sangue das veas...
Deixei descahirinsensivelmente osbragos, cao
abrir dos olhos, apercebi luz trmula docirios,
os brancos vestidos de mil liguras desconformes,
que camiuhavam pausad?e lgubremente ; erara
phanlasmas borrorisaolos, que acompanhavam!
solemnes e mysteriosos um morto sepultura ;
cada um ao perpassar por mim, rucando pelas'
minlias faces com a exlremidade d mortalha,
SOr!fr"Se COm UID 6''sl0 8e,ado c lumu,Iar, ao lem-
po qUe cu ouvia distinclamenle o ranger horrivel
das ossadas descarnadas o carcomidas.
Pouco a pouco, o funeral aflastou-se, at que
vi a luz do ultimo braodo sumir-so, descendo a
montanha, e depois l muito ao longo, euxerguei
ao clarao dos relmpagos, immovel e em p so-
bro um rochedo," um vulto, que contemplava o
espaco em trovas ; as golas da chuva, iuipullldas
peio soprjr rgido dos fijracea do vento, aQoua-
vara-lho^rs faces ; porm elle pareca nao temer
o embate dos elementos conspirados ; ao vo-lo
eslendi para elle os bracos supplicantes c com
essa alegra extactica, com que o naufrago em
lula com o co e o inferno, encara a primeira ta-
bea de salvacao vagueando na superficie das on-
das procelosas. O desconhecido destinguin-
do-me, desceu apressado o rochedo, e encarai-
nhou-so mim.
Oh I mas qual foi a minha alegra ao conhecer
nellc Ernesto !..... I.ancei-mo logo louca nos
seus bracos; porm ello, repellindo-me com
brandura, apontou-mo com um sorriso para o
co E lomando-me em seguida a mao, condu-
zio-rae medrosa c'Vacillante, pela planicie, sem
urna palavra ou una expressao sequer.
Caminhamus muito. o por muito
ciosos e tristes, at que o som rep
sinos, dobrando moilos, me fez .conhecer se-
gunda vez, que estaramos prximos de urna ca-
pclla ; entrando nella quasi forja ; lornoi a ver
os espectros, que tanto horror nie linliam causa-
do, era volta de urna cea ornada de preto, em ci-
ma da qual se elevava'um alale. nossa che-
gada repetiram-se os cnticos, que j tinha ouvi-
do
sas, que nos arrastam adorarmos esse sonho, e
as lagrimas de marlyrio choradas, quando elle
fugindo-nos, s abracamos urna flecao, as espe-
rancas, que nos obrigam deteslarmos o positivo
da realidade I
Os ramos dos cyprestres, sao as nicas flores,
que se ho de entrelazar no diadema, cingido pa-
la creatura que amou, que julgou encontrar a
felicidade neste mundo de praotos, eo sorrir-se
para a estrella, que todas as noites busaava an-
ciosa entre as muitas que brilharam trmulas,
espalhadas no espaco lmpido das suas illusoes !
O primeiro presagio funesto da vida do ho-
rnera, sao as dores atrozesde sua rcai, que lhe
moslra as faxas ensanguenladas do seu leilo, pa-
rerendo valicinar-lhe, qu elie nasceu entre la-
grimas, para dcscerao tmulo chorando ; a vida,
a peona que foge ao primeiro sopro as azasda
riracao; c o amor, o vendaval rgido e spero
que a impelle para, a trra, depois de ter vadea-
do perdida na iraraensidadu I
A luz do derradeiro cyrio que existia, extin-
guio-se do todo ; sepultada as irevas, compre-
hendi entao o verdadeiro sentido das palavras de
Ernesto, traduzindo ncllas, um verdadeiro scepti-
cismo de amor, e conhecendo, quo elle nunca
podoria amar-me, senti um estremeciment con-
vulsivo e nervoso, ao qual o corpo cedendo por
aquella medonha decepcao na alma, o f-z resus-
citar dessa morle affrontbsa e prolongada em que
jazia.Accordei. mas n'um espasmo, que durou
por muilos momentos, l que o espirito lacera-
do, abandonou Codos os honores d'aquclla appa-
rico.
Eis-ahi o meu sonho, minha boa Hersilia, o
qual, se digno de credulidade. marcara para
mira um futuro de lagrimas
E nao eres nelle, Dulce ?1...pergunlou a
linda Hersilia, com os olhos plenos de anciedade.
Nao ; porque seria urna loucura I
Oh I Deus nunca permita que elle se rca-
liso, Dulce !
Pareces-me visionaria minha irmaa!disse
Dulco cora ungida alegra.
Muitas vezes as infelicidades sonhadas, en-
contrara a realidade austera e triste no moio das
escabrosidades da vida !
Duvido I
Quera sabe !
Naquelle instante entraram na sala, aonde Dul-
ce e Hersilia conversavnm, mais duas elegantes
senhoras, quecontariam a mesma edade das duas
irmaas, isto dezesele dezoilo annos ; traja-
va m eguaes ; eram dous bellos typos de um qua-
dro de Murillo ou Vellasqnez.
Is3bel c Augustazinha!exclamaram as duas
irmaas um lempo, precipitando-se nos bracos
das suas formosas amigas.
Aquelle bello grupo de cabecas formosas, e lao
estreitamente unidos, s podefia ser comprchen-
dido pelos admiraveis tracados de Miguel An-
gelo.
Adrniram a nossa visita, minhas amigui-
nhas?pergunlou a mais moca das recem-che-
gadas.
E quem a esperara Izabel I respondeu
Hersilia, boijando-a com efuso.
Aproveitamos a belleza do dia para ver-
nios duas das mais eslimaveis companheiras de
collegio ; ha um mez, no baile do casamento de
Emilinha Cruz, notei em extremo, peoilisada, a
auseucia das minhas maiores amigas da infan-
cia, e procurando interpretar a causa, soubc
que o lulo as linha impedido de abrilhantarem
aquella noile de verdadeira embriaguez, e da
emondando-se, disse com voz enfraquecida, o
baixando os olhosNao cqjiheco !...
.Nao conheces?... pergunlou Isabel Valla-
dares, cravando em Dulce a vista cheia de con-
confianga. e erapallidecendo tambem, ao notar-
llie a confusq. 9
Recorda-me s, que ouvi fallar urna vez
n um cerlo Ernesto da Silveira, como muito
amado d urna mulher. e lalvez que essa tos-
ses tu, acrescentou ella, com um sorriso de
irona.
E o- nome della, Dulce ? pergunlou ou
antes bradou Isabel, com os olhos icjeclados de
ira.
I^noro-o respondeu ella, sentando-sc af-
flicta n uni cadeira.
Oh aqu exislo um mystcrio horrivel. que
nao queres revolar-me, e esta incerteza mta-
me! Tu nao ignoras o nome da amante de
Ernesto; por Deus, nao m'o occuHes, Dul-
ce disso ella supplicanle e com a voz commo
vida.
articulou a infeliz, quasi solu-
ta nao o ignoras ; porque
Nao sei
jando.
E' impossivel,
queres malar-me I
Nao, nao, Isabel, o nome dessa mulher
um segredo que descera coraigo ao tmulo,
porque a sua revelaco um impossivel, por-
que para ella um mysterio de eterna ver-
gonha I
E se eu t'o pedir pela felicidade de Ernes-
to, dizc3 ? pergunlou Isabel Valladares, com
sarcasmo, interpretando j a iudecisao da sua
rival.
Exiges?...
Nao, supplico-t'os 1 conlinuou ella com o
mesmo gesto.
Pois bem, Isabel ; nunca ser a minha
bocea quem o profita, has de encontra-lo escrip-
lo por mim disse ella, lomando urna delicada
carleira, em cujas paginas cscreveu algumas pa-
lavras ; depois do que, voltando-se para Isabel,
disse-lhe sorrindo com amargura :
Nao estranhes a originalidade de revelar
assim um segredo, porque se algumas dessas pa-
lavras que aqui encontrars escripias mo sahis-
sem dos labios, seriara lalvez as ultimas da mi-
nha vida I
Isabel Valladares, apoderou-se vivamente da
carteira que Dulce llio entregis, correu vida
com os olhos as paginas, que continham aquella
historia, descripta em poucas palavras, e que
comludo, marcavam para ella um episodio de
decepedes, 011 mais uraa flor desfolhada da
grinalda suspensa dos bracos da cruz, que
se linha basteado entre as "peripecias de sua
vida.
Se eu j o adevinhava I... disse olla com
voz balbucanle, expandindo um suspiro pro-
fundo e prolongado, ao lempo que encarara a
sua rival com um odio de fera ; o abrindo se-
gunda vez a carteira, comecou relendo em voz
baixa e abafada o ultimo periodo daquella reve-
laco, que dizia o seguintc :
A amante, que em breve se tornar a esposa de
Ernesto da Silveira. D. Dulce d'Amaral.
D. Dulce d'Amaral I... repeli ella com
irona.
Oh Hersilia Hersilia I nao le enganasles
quando nlrmavas que ha sonhos na vida, cuja
realidade cerla ; o raeu, ei-lo ahi confirmado c
com todos os seus honores! exclamou a infeliz
menina, deliulhada em pranto e dirigindo se pa-
ra sua irmaa, que, chorando tambera, a amparou
qual liojo anda nao posso recordar sem que me nos bracos.
sinta imrocosamente angustiada pela saudade Sonras
daquelles momentos passados lo rpidos. E
para isso que serve um baile Para nos abatido
nar tristeza ao despregarmos no nosso gabi-
nete de vestir o primeiro enfeile, que algumas
vezes nos fezouvir a mais do que urna bocea o
nome debellas! Dosculpom a vaidade, mas
nos, mulheres, apreciamos que nos admirora, e
a sos, pensamos por muito lempo, sorrindo-nos
I para esta illusao. Se indiffercnles ainda ao amor,
' ambicionamos allrahir coraces ; se amadas,
mais um titulo que justifica isso que chaniam
em nos vaidade, porque mais fotmosas ainda as-
piramos ser admiradas do homem que ama-
mos : porque o deleixo no nosso toilette allrahe
si a fiieza dos que nos voera, faz-lhes gelar o
sorriso do amor nos labios, trocado sempre por
ura outro de indillerenca ?
Como os homens sao caprichosos E alcu-
nham-iios de vaidosas !
Porm, nao para as importunar com banali-
dades, que vientos aqui, mas sim para as convi-
dar ura passeio ao campo ; gozaremos ahi a
poesa da son j.lo e do iccreio ; e por n>rto um
bella cousa, n'um sereno dia de primavera cor-
rormos alegres as campias malisadas de llores,
c. iiieditirmos ahi sos com o pensamenlo e o
coracao, ti'um objeclo que apreciamos mais que
a existencia, mais que as nossas illusoes, ainda
as mais queridas.Hersilia e Dulce, as minhas
boas amigas, passuindo una alma tao recamada
de poesia e inspirac&o, nao podero ser indill'e-
renles ludo isto, ao pensar quao bello deve
ser o gravar era cada tronco secular ura nome,
objocto das nossas primeiras irapressoes, c esta
a causa por que llies peco que me nao recusem
satisizer um convite lo singello.
Dulce, nao 'estranhas boje um pouco,
minha irmaa ? pergunlou Augusta Valladares,
rindo.
respondeu Dulco, ale-
1er. l
tempo, silen- / Dcsconheco-a at
lercutido dos* 'gremeote sorprendida.
Aposto em como nao iaterprctas a causa !
continuou Augusta.
Parece-me que sim I alalharara as duas
irmaas um lempo, e sorrindo-se maliciosa-
mente.
O enigma nao' de difllcil resoluco
disse D. Isabel Valladares, flxaodo, sorrindo, as
suas duas encantadoras amigas.
porom agora mais horrorosos ainda ; quiz fu-
gir, mas Ernesto, mudo, deteve-rac com um ges- 0
lo, e momentos depois, os phanlasinas, diviJiaru-1vras agora adevinhei !respondeu Hersilia.
se cm duas alas para nos darem a passagem al ^ '1J Dulce, o que dizos ?pergunlou Isa-
junto do fretro. Ernesto ajoelhou-se ento jun- bel, tomando a mao da sua amiga, e acarician-
to elle, e obrigou-me fazer o mesmo, obede- | a0'a eillre as suas.
O mesmo que Hersilia !
Sonhaste com Ernesto !... Oh como elle
se encher de orgulho, ao sabor que a sua es-
posa noni cm sonho o abandona respondeu
Isabel Valladares, com urna gargalhada selva-
ge m.
Ento, Hersilia d'Amaral, adiantando-se, l-
vida de colera e indignaco, para a rival de sua
irmaa, disse-lhe com un) gesto altivo, indicando-
lhe a porta :
V. Exc. nao ignora o seu dever, minha sc-
nhora !
II
Podcrei acreditar em suas palavras, ao di-
zer-me que me ama como eu o amo, e que esse
amor lo sereno e innocente, como o somno
que acabou de dormir recostado no meu reg3co,
i Ernesto ?
E necessario que ludo isso cu Ih'o repita
; mais urna vez anida, Dulce? !
Nao, nao, e quem o nao devena crer, fal-
lando assim !
E porque duvdou ?
Quanao se ama, existein sempre presenl-
mentos que___
Que sao quasi sempre uraa loucura, nao
assim?
Quasi sempre!.... Nao disse, Ernesto?
Eis aqu o diatogo desdo ha muito encelado en-1
tre D. Dulce d'Amaral, que j conhecetnos, e
Ernesto da Silveira, que vemos agora pela pri-
meira vez, sentado aos ps da formosa irmaa de
1 Hersilia. e reclinado brandamente nos joelhos da
; encantadora donzella.
Nao crem as minhas modestas leiloras, ao es-
I tranharom a familiaridade cora que lhe apresen-
I tamos estes dous amantes nesto momeulo lo cs-
; quecidos do mundo, para pensarem ento as
suas mmensas formalidades.
Ha mais de dous mezes que Ernesto da Silvei-
, ra, cedendo s supplicas innocentes e desinters- :
I sadas de I). Dulce de Amaral, a tinha pedido para
esposa sua mi, que Ih'a nao soube recusar,
I porque via no complemento daquella ambicao de
ambos, o pedestal esperanzoso aonde se'devia
elevar um futuro lisongeiro e feliz, para sua filha
I que ella amava cora esse sentimento wvido.esu- \
blime, que lano aproxima a mulher da divinda-
de. quando o coracao a impelle ajoelhar-se ca-
p do berco do seu filtio,
rinhosa e meiga ao
Ci, mas os labios gelados e birlos nao pddiara
murmurar urna nica oraQo : as mos, tinliam a
frialdadc de um* tmulo, o gelo do cadver ; os
olhos cercavam-se-me pouco pouco, como
n'um extremo da agona, e a alma pareca que-
rer fugir-me para um outro mundo aerio e incora-
prehensvel I
_E adevinharam !respondeu ella com a ex-
pressao de urna alegria infantil.
E quem o dira !.... conlinuou Dulce,
olhando a sua amiga, cuja belleza meiga e se-
, ductora transluzia naquelle momelo com um
i jubilo angelical.
Viste-me sempre triste e pesarosa, estra-
nhavas-me a minha mysantropia, alcunhando-
: me al de mulher romntica, como se para isso
i o nico predicado fossem as enfermidades do
O mesmo sorriso, adejava as caveiras tisnadas
dos espectros ao verem a minha fraqueza de ani-
mo, pareciara admirarem-se que 110 mundo, que
tinliam abandonado ha seculos, exislisse urna
creatura lo frgil !
vando-me, calado-ainda, pela mo, para mais
perlo do tmulo, levanlou o veo branco que o co-
bria, moslrando-me assim, em toda a forca da
sua realidade funrea, o finado que ahi jazia' iner-
te, dormindo um somno de cadveres.
Sollci um grito desesperado de agona, ao co-
nhecer a linda camponeza, que um dia linha vis-
to sorrir e feliz caminhando para o templo, aon-
de se devia lomar esposa Ernesto respondeu
minha exclamaco s com um gesto gelado e de
morte, ao passo que, contemplava cora uraa ex-
pressao mysteriosa os. phantasmjs que um um
se feram sumindo por enlre as n*ves hmidas do
templo.
Picamos abandonados du lodo ; apenas o.bru-
xclear trmulo de uraa alampada, collocada jun-
to do atando, alumiava este sitio de horror.; eu
olhava medrosa para aquella luz, quasi extin-
guir-se; se fixava o tmulo, via nelle o vulto l-
vido de um cadver, se afaslaudo os olhos, des-
viara a vista para um objecto qualquer, s deseo-
btia sombras, que parecan) revocadas das hmi-
das paredes dos sepulcros I
Aquella mudez lo prolongada, encerrava em
si um nao sei que de niyslica e ttrica, que as-
sustava o espirito infantil, c cansado j pelo em-
bale das impressoes ; o episodio em que s artil-
lara um cadaver-e um tmulo, era triste c ler-
rivel do mais pera una mulher que s queria
amor !
Depois de urna longa incerteza penivcl, Ernes-
to inlerrompeu finalmente o silencio, dizeodo-
me :
Vos aquello cadver?
Sim I murmurei eu, olhando-o com es-
panto.
Levou-o ali urna paixo, Dulce I conti-
nuou elle cora sarcasmo.
Do amor ? ..atalheieu, cobrando o animo
pelas palavras de Ernesto.
Sim, um amor que foi para aquella mulher
uraa apparico vaporosa e aeraa, e que so reco-
lheu com ella ao silencio daquelle fretro ; amor
no munjr; uraa sombra va, que foge para o
co, porque nao podo encarar a luz mais dbil d6
uraa r'itldade. As impressoes folizes e suaves,
que c*perimenlamos, ao alentar na alma esse
amor rcvela-se era todas as las pala-, porque a alma daminada por um sentir angelical,
lhe diz que mai.
Como vemos, os dous amantes eram esposados,:
e esse nome do per si s, d-nos o direiio a nao
estranliarmos o principio desla scena, em que os i
encontramos.
Erneslo da Silveira, ora um d'esses homens
quasi sempre raros, que possuem esses mil pe- !
quenos predicados, que urna mulher exige sem- \
pro encontrar no objecto da sua primeira af-
leico.
Porm continuemos no dialogo, era que os
dous, sentados asombra de um caramacho do
jardim de I). Dulce de Amaral, se cntrelinhaiu es-
queridos de lodos e de ludo.
Quasi sempre! Nao disse Ernesto?'
repeli ella, lixando-o auctosa e cora hesitacao,
accentuando as primeiras palavras.
Como c incrdula! respondeu Erneslo da
Silveira, enrolando n'uma das extremidades dos
dedos o laco de fila que ella Irazia pendido do
peito.
Algumas vezes, os homens sao lo mos!
continuou Dulce, balendu com as pontinhas
dos seus delicados dedos na mo curiosa e te-
meraria do seu amante, que sorrindo a retirou
cusi.
E ellas ? !
cruz e no pedestal della um-D-; estremec ao iseniimenlo lisongeiro mas ephemero, sao as cau-Mornando-se livida como um cadver ; por
que ; era por-
que cu ento amava sem esperancas, porque nao
enconlrava a resiguaco para tragar as pheses do
meu calix de fel, linha horror ao sacrificio, tinha
medo da laca de absyntho que me apresenta-
vara 00 apontnrem-mc para o co Porm che-
gou o momento de poder abracar-te louca de
alegra, porque agora sou feliz como nunca o fui'
disse ella repleta de enthusiasmo c felici-
dade.
E eres agora no amor desse homem,
que amas, Isabel ?pergunlou Dulce, duvi-
dosa.
E por quo nao, Dulce I
Porque a duvida ncompaulia quasi sempre
o amor, Isabelinha !respondeu olla suspi-
rando.
Quasi sempre, nao dissesles ?... Mas conti-
go acontece o contrario, porque elle um anjo,
que fazendo-mo crer na existencia dalles, parece
que despedagando-me o involucro de marlyr,
me lornou afijo tambera I Aborrecia-me ha dous
mezes, porm o tedio ou o odio, nestas circtims-
lancias, vem, mas s para se deixar substituir
polo amor ; as_ minhas lagrimas fallaram-lhe
muito ao coracao, para deixarem de ser com-
prehendidas, e desde esse momento elle amou-
mc, nunca mais o vi sorrir-se para unta oulra
mulher que nao fosse eu ; as suas palavras ao
fallaren)-lhe no futuro transpiram sempre a ve-
hemencia d'uma verdadeira paixo ; acredito,
por que assim nao se pode mentir I
Os homens, como j disse, tao caprichosos
tambem ; nao cedem como nos ao intenso da
fraqueza ; cahem semuxe pela forrea d'uma pai-
xo inesperada.
* E qual o nome do leu amanle, dizes-m'o?...
alalhou Dulce sbitamente e como ferida por
um presentimenlo repentino.
Espacas-te a curiosidade de saber esse a-
me, por urna aprecavel delicadeza da la parle
que agradego, ma3 nao aceito, porque enlre nos
nao deve existir esse tumulto de banalidades,
que fl mundo ama, ma3 que o coracao franco e'
leal reprova sempre ; o nome do aoianle da tua
amiga c Ernesto !respondeu ella, sem atlender
inteoco oceulta as palavras da irmaa de Her-
silia.
Ernesto! ?... repeli Dulce sobresaltada, e
m,
Dlhe, nao sao assim*!respondeu ella com
um gesto encantador, brincando-lite ionocente-
mcnlccom os cabellos.
Mas, porque nao dorme oulra vez?conti-
nuou a formosa menina, como querendo esqui-
var-so urna queslo, e collocando-lhe. a sua
branca mo sobre os olhos, como querendo obri-
gt-losa cerrarem-se.
Quer?....
Uue pregiticoso! respondeu ella, rerrellin-
do-lhe com brandura a cabeca de cima do vo-
luptuoso recost, em que al ali se tinha conser-
vado.
Que creancas que somos!
de quera a causa?
Sua !
Nao, sua !
Que impertinente!
Quer que fallemos seriamente?
- Diga!
Anta-mc ?
E essa pergunta, nao c ainda um iogo de
creancas ?!
Mas, se lhe fizer ainda urna oulra, res-
ponde?
Qual ?
-* Se eu pronunciar um nome que sei, por
ventura elle nao o far estremecer, Ernesto ?
inlerrompeu ella, hesitando.
Deve por cerlo altribuir-lhe um carcter
beni singular'.respondeu elle, nao adevinhan-
do a inlenco oceulta as palavras deD. Dulce.
Quem sabe!
Paca a experiencia !
Qur que eu o diga?
Veja?
D. Isabel Valladares!disse ella olhando-o
atlentamente, para nao perder urna s das im-
pressoes causadas por aquelle nome.
' E porque me faz essa pergunta ? Idise
elle, corando ligeiramente.
E porque ouvi dizerrespondeu ella
com um sorriso forgado, porque lhe nao tinha
passado desapercibida a confuso do Ernesto da
Silveira.
O quo.lhediss6ram, Dulce? ...conlinuou
elle esda vez mais perturbado.
Nada!respondeu Dalce de Amaral,
baixando os olnos com tristeza *
Quer tornar-se mysteriosa?
Para si nunca o fui,* Ernesto!retorquio
ella. *
E nao poder por ventura, dizer o mesmo
de mim meu anjo ?
. Nao sei!respoltdeu ella com pezar c in-
certeza.
Occullei-lhe cm lempo algum um segredo?
Diga !
Talvez, Erneslo !disse Dulce emptllde-
cendo, e com os olhos rasos d'agua.
Qual ?!....pergunlou elle sobindo de con-
fuso.
Nao teme que lh'o diga?
De corlo 1
Nao fine, lera oceultado a sua sympathia de-
dicada D. Isabel Valladares?
E recis de una simples sympathia? !
Tambem me disse que sympalisou comi-
go! respondeu ella com mal disfarcada iro-
na.
E' demasiado intempestiva a sua duvida,
Dulce I
E se eu lhe disser que ama Isabel Valla-
dares?
E' urna illusao !
Porque me quer engaar, meu amigo? I
inlerrompeu ella elevando o lengo aos olhos para
enxugar as lagrimas, que a seu pezar lhe am des-
lizando vagarosas pelas faces.
Sempre ciumes, Dulce I
Faco-o soffrer muito com olles, nao quer
dizer?
Quando infundados como os de agora___
Pois bem, meu amigo, nunca mais tornarci
dar osle sentimento lo cruciante, esse nome;
subslitui-lo-hoi por ura oulro que seja menos
allliclivo, trocarei a palavra ciume porpreciso
mais simples e menos raall O ciume o espi-
nho, que penetrando-nos na alma, nos dilacera
tambem o corpo, que nos faz ter modo do mun-
do, antes que o mundo lenha medo denos tam-
bem, porque o nico sentimento que, arrancan-
do-nos a cora esmaltada de anjo. a substitue
pelo diadema de forro de demonio E" talvez a
consequoncia lerrivel da fragilidade do espirito da
mulher, que nao pode supporlar o ver-se abatido
no seu orgulho !
Porm, Erneslo, diga-me ainda urna s> vez
que mo ama como eu o adoro, que ha do ser
s meu como eu sou sua ; promelta-me a vida no
seu amor, queeu nada lhe podiroi, porque cu en-
lo ser i feliz, muito! Prometle, Ernesto?
E nunca mais ser atormentada pela du-
vida ?
Nunca.
Deve ser ciito muito serena a sua felicida-
de, meu anjo!
Ilepeiindc-mc que as minhas prcviscs sao
pueris ; nao assim ?
Quando algum lempo depois Dulco c Erneslo
da Silveira, abandonando a sombra do frondoso
cararmacho queja por muitas vezes tinha sido o
espectador inanimado de eguaes secnas como es-
la que acabamos do assistir, os dous entraram !
o primeiro atrio, que conduzia da habitaco ao !
jardim, um criado de D. Dulco de Amaral", en-
ircgou Ernesto da Silveira. uraa carta, accres-
centando, que o portador d'ella, linha desappa-
recido, apenas se informara que a pessoa a quem
devia ser entregue se achava ali, o que lhe li-
iiham assegurado ao procura-lo na sua mo-
rada.
Ernesto da Silveira, rceebeu 9 carta, c sorrin-
do-se para Dulce, disse-lhe :
E'talvez um cartel do amores; por consc-
guintc, mais um motivo dos seus ciumes, minha
linda.
E quem sabe respondeu ella, grace-
jando.
Ernesto da Silveira, desceu segunda vez a cs-
cadaria, dirigindo-se para um dos ngulos do jar-,
dim, e ahi rasgou, tremendo, o sinele carta.
Dulce, involuntariamente, eguio-o de longe,
pensativa e foreada por um presentaento vago e
triste.
_ Ao ver desdobrar o papel, eslremeceu c o cora-
cao bala-lhe irregular e descompassado, como ;
;, urna aesgraea prxima i iulerpor-sc !
entre o amor do ambos.'
Porm, nao foi s ella que commoveu a
entrega mysteriosa d'aquella carta ; a Ernesto
nao o sensibilisou menos tsle incidente pareceu '.
ver tambem naquelle papel, delicadamente per-
fumado, caracteres que ism cstender a sombra de
um veo impenetiavel, sobre .um peusamento de
felicidade, que at ahi lhe linha vagueado n'alma ;
e era esla a causa porque elle o abria Ir-
mando.
As suas previsesno linham sabido mentidas,
julgar pola pallidez que se cspalhou pelas fa-
ees, ao correr com as vistas as primeiras linhas
da carta ; porm, continuou leudo ou antes de-
vorando com um olhar do fugo, aquellas pa-
lavras, aonde em cada urna se encerrava unid de-
cepcao !
Deve, de cerlo, ser una commoco bem horri-
vel, aquella cm que, vibrando-nos "ainda aos ou-
vidos a voz maviosa e meiga de urna mulher, que
nos acabou do jurar amor.se v ao depois essas
illusoes momentneas fugirem urna realidade
triste, que musita asss, em caracteres do la-1
grimas, que tudo aquillo nada mais foi do que
una mentira !
A sensago que Ernesto du Silveira experimen-!
lou em frente daquclla carta, fui dessas era que!
a alma, ainda a menos frgil, baqueia c cabe, i
Amarrotando o papel enlre as mos. olhou Dulce !
d'Ajnaral. que assustada o olhava B.*jima verda-
deira atona.
Como as suas apporencias engaara, Dul-
ce 1... As mulheres sero todas assim !.. di-
zia elle, com um sorriso antarello, mas expros-
siro.
_ Que contcm cssa carta, Erneslo ? Oh diga-
m'o, se nao quer ver morrer aqui a seus ps !
btadou ella, supplicando, e no sublime da an-
gustia
Cousa alguma, minha senhora respondeu
elle framente.
h deve ser ura segredo horrivel !
E de vorgonha para mim, senhora D. Dolce
do Amaral I continuou elle, com o seu sorriso
iiialleravel.
-- Senbor Ernesto da Silveira, pelo nosso a-
raor! exclamou ella, anda com a voz balbu-
canle.
Pelo nosso amor !... Que loucura !
Diga-me o quo conten essa carta '.
E para que, se j o adevinhou !
Ernesto !..
A innocencia que affecta, minha senhora,
nao Pica bem aquella que csquecetido os nobres
exemplos de sua mi, prosttuio com o veneno do
Cynismo s pureza tos seos sentimntos primiti-
vos Mas quo importa tudo isso, conlinuou elle,
com irona,se boje raras sao as mulheres que nao
aspirem s Lucrecias, mas bem poucas aquellas
que coseriaru o peito punhaladas para desaf-
fronlarcm a pureza dos seus devores Nao sei se
me coniprehendeu agora, senhora D. Dulco de
Amaral !
Comprehendi de mais, senlior respondeu
ella, com a voz comprimida pela indignaco.
caosada por aquellas palavras lo imprudentes.
Hasta de ironas, senhor Erneslo da Silveira Ve-
ja que as diz a uraa mulher ; note tambem, que
atirar cora a vileza do insulto s faces de quem
se nao pode defender, mais que cobarda, urna
infamia I E se alguma satisfago ouvio da minha
boca para provar a minha honra ou innocencia,
contra a qual esse papel, naturalmente, s re vol-
ta, desde j lhe affirmo quo a retiro ; dou-lhe o
direito do inlcrprelar todas essas calumnias da
maneira que quizer : pensar meu respeito o
que lhe parecer ; que, cmquanto mim, restar-
me-ha muito ainda ; a conscicncia dos meussen-
limenlos ; apenas lhe direi : se a muflier que
desceu baixeza de o amar foi una louca, e
digna de compaixo, o hornera que lhe alenton
crcnQas um infame, e merece o desdem.
Adeus, Dulce I... respondeu elle apenas, e
sahindo, cora um gesto, indefinivel
Porm, algum tempo depois, D. Dulce d'Ama-
ral, cedendo ao intenso de urna paixo, trocavao
seu orgulho de mulher pela meiguice de amanle ;
a carta que poucosdias depois Ernesto da Silvei-
ra recebia, coraprova-o asss.
E' a seguinte :
Ernesto.
Eslou caneada de chorar, e quando para as
grandes dores j nao existem lagrimas, adorme-
ce-se esperancosa e triste aos ps da cruz, espe-
rando, que da iramensidado do marlyrio, das
cinzas do holocausto, surja a esperanza, quenos
cicatriza as ulceras da alma, antes que o corpo
desza recostar-se, sorrindo, no atade.
Amei-o, sabe-o : nao ignora tambem que
este amor, era santo e puro, como ura pensa-
menlo do co, como um senlimento dimanado da
divindade, como um intermedio elevado enlre o
berzo e o tmulo ; que elle foi a minha nica
esperanza, a s flor escolhida por mim, entre as
escabrosidades da vida, para a levar comigo ao
jardim da elernidade, entrelaza-la entre as pero-
las da cor3 de Deus !
Tive crenzas, meu amigo, cri no co, na
existencia, cm Deus, antes de crer no homem :
adormec, sonhei, alenlei illusoes, e quando acor-
de), procurei-as ; porm, fui enconlra-Ias tristes,
abroadas com a sombra do passado ; e cm troca,
cahi inanimada tambera aos ps da estatua da
saudade I E quer mais, Ernesto ? !...
Porm, senhor, nao me faca a injustica de
querer encontrar na minhacarta", as minhas pa-
lavras, o fel do sceplicismo, porque lh'a nao rae-
rezo ; nao veja nella esse descrer ridiculo, quo
hojeacompanha as ideas desse seculo, mas, sim,
procure ahi a expaoso do marlyrio, o desafogo
das lagrimas, porque o sceplicismo na mulher
urna incoherencia nqualificavel, ura pensamenlo
mudo, que ncm mesmo encentra echo, ao apro-
ximar-se a ocoasio, em que nos vemos cons-
trangidas debrunarmo-nos* sobre as argolasdos
se-pulchros, porque sao as crticas que fazem del-
la um anjo !
Porm, venha ver rae, Ernesto, esqueza esse
passado, que para mim ha de ser um segredo,
que sosera revelado quando a alma subir eler-
nidade, purificada pelo marlyrio, e abandonando
o corpo fatigado, revolvido 110 p dos tmulos, o
deixar esenplo as alraofadas do raeu alaJc.
Adeus.
Sua
Dulce.
Erneslo da Silveira nao levou tanto adame a
sua generosidade para com a formosa D. Dulce de
Amaral, porque logo depois da recepeo da sua
carta, escrevia-lhe nos seguinles termos :
Exm a e Sr.a
Possuo a sua carta.
Ha sonhos as Irevas da existencia, que s
nos apparecera uraa nica vez na vida, e cuja re-
alidade se procura alravez de muitas noites de
vigilia e insomniss forcadas. e que se encontra
verdade, porm escondido no cabos do passado,
ou chorando ajoelhada o espalhando flores sobre*
a podra de um tmulo !
l'erguntc enlo ao filiado- mindo tranquillo um somno de cadveres, com
as faces paludas e humedecidas pelas golas que
solitarias rolara das paredes do sepulchro, com os
olhos cerrados, com o corpo birlo, e com os la-
bios immovis c mudos, pergunle-lhe o que sen-
te ento ; a recebera em resposta o s'eneio ge-
lado do atade Eis aquj, tambem, o puro em-
blema do coracao do homem que amou um da e
depois leve saudades d'ella.
E exige mais lambem, Dulce ? !...
A alma do hornera, verga e iramudece, ao
mais das vezes, ao peso d'uma triste experien-
cia, e a minha apenas poder acordar do lelhar-
g3 em que jaz, por urna completa justiicagao da
sua parle ; c em quanlo, esquecendo o antigo
sentir e o nome d'outr'ora, queira V. E>.c. subs-
tituidlo c acreditar-rae como um dos seusmelho-
Erneslo. >
III
Julgo-o, Sr. Ernesto da Silveira, repoou
Izabel Valladares, sorrindo demasiado injusto
11a sua intorprelaco para com o coraro da mu-
lher, ella nao pnssue urna alma lo frgil, um
espirito lo pueril como quiz mostrar; se nos
nao alentamos as ideas do suicidio, porque a
coragem do soffrer excede immenso de brandir
o punhal, ou de tragar o veoeno ; como disse,
a mulher ero e espera, e quem soffre esperando
sempre. torna-sc um marlyr, e o marlvr um
hroe.
As lagrimas nao sao, como aflirmou, a conso-
quencia da cobarda da alma, mas sim cm nos
As4feolas do sentimento; quem nao tragou ain-
da^rabsyntho oceulto no fundo da taca, nao lhe
pode corprehender o amargo ; assim o hornera
rjue no elevor o lenco aos ullius, nao O vio hume-
decido pelo desusar d'uma lagtima, nunca 0.-1-
segue conhecer o intento dellas. Nao conlesto,
todava, que 0 pranlo seja s mais das vezes o
lenitivo dos pesare?, mas mais ainda em ms 0
presagio do quebrantos futuros ; a mulher nao
desee, como julga, logo ao tmulo, suecumbindo
impaciencia dador, porm vive por muilo lem-
po urna existencia embebida em lagrimas, e essa
vida, senlior, muilo amarga, mais tnsupportavel
do que aquella que diz passada n'uma atona com-
pleta, porque, quando |o sentimento nao existe,
o padecer nenhum.
E solTre ?!.:. pergunlou Ernesto da Sil-
veira enm intencao reservada.
E por que me faz cssa pergunta? .. .
alalhou Izabel Valladares, elevando para elle os
seus bellos olhos negros.
Julga-a indiscreta, talvez, quem sabe .
Ao. contraro, senhor, na vida surgem-nos
pozares que exigera urna revelaco, porque os
scnlimonios abafados de ha muilo na alma eor-
rompem-sc.
E'julga a minha pergunta digna d'ur.ia res-
posta ?
F. por que nao ? 1 Mas esta franqueza seria
um pouco vulgar para com os rapazrs do Porto,
que eslo familiarisados com seraelhantes marra-
ces.
Se quasi sempre imaginarias! .
A supposiro pouco lisongeira para os se-
nhores do Porlo, cea causa por que agora Iho#
ser diflcil alcanzar urna explicaeao da minha
parle !
E para que, se os senlimentos quasi que se
adevinhamj
Duvido !
La valer, decifra-os no delineado do rosto,
cm quanto qu eu .
Aposto que vai dizer que os procura as
biographias alalhou Izabel.
Nao, minha senhora estudo-os nos cora-
ces!
E cstudou o meu ? : .
Julgo que sim !
E qual o resultado?
A atlirmaiiva da pergunta que ha pouca lho
iz.
Que sofifria? ; .
Que soffre !
F. pode confiar no ostudo de um momento?
De certo.
E nao teme a pouca exaclido do sc-u cs-
tudo ?
Estou cerlo do contrario.
E' de crer demasiado na scicncia !
Julga-la-ha \0s3a Excelencia.
Iksculpe o intemprslivo da pergunta, mas,
alera de D. Dulce d'Amaral, o de mim. nunca
receben um sorriso de oulra raullier?. pergun-
lou ella com anciedade e baixando os olhos.
Nem os procuro !
Nao os aprecia ? .
Muilo pouco para os agradecer!
E 110 caso aflirmalivo, como os interpretara
tambem ?
Como um sorriso de morte !
Do corpo ?
Nao ; do corazao I
Agradecida .' .. Mas a interpretaeo pare-
ce encerrar cm si um esforco da alma,"que des-
cre, ou antes urna ironia pungente replicn,
ella confusa.
Nao ironie, apenas franqueza !
Nao estranhe a rcpetz3o da pergunta quo
ha pouco lhe fiz ; mas e.sreptico j ? !
Pelo contrario, corapadeeo-me dos que o
quercm ser !
Por que affecla entao um scepticismo que
nao tem, que nunca leve?
E' porque eu, minha senhora, procuro na
esperanza o que nao posso encontrar na crenza I #
Oh enlo er atalliou ella com um sor-
riso de ttiumpho I
( Conlinuar-se-hax)
PERN. TYP. DEjM. F. DE FARIA. S60.

ILEGVEl


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ETCNYYBKJ_AYMS1S INGEST_TIME 2013-04-30T22:46:25Z PACKAGE AA00011611_09463
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES