Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09462


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Full Text
AHIf XXXYI. HOMERO 234,
Por tres mezes adiatttados 5000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
,-'>' X
v-
TERCA FEIRA 9 DE 00TUBR0 DE 1860.
Por anno adiantado 19$0.00
Porte fraoco para o subscritor.
t'AKl'lUA UOS C')IUlh.R;>.
BN'JARaEGADOS DA. SUBSCRIPCAO DO NORTE'l>nda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio parques da Silva; Aracaty.o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Marlins Ribei
ro Guiraares; Piauhy, o Sr. Joao Fernandes do
Moraes lunior; Par^ o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Joronvmo da Costa.
e sextas feiras.
S. Antao, Rezerros,Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazareth .Limoeiro, Brejo, Pes-
quera.lngazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex nasquartas-feiras.
Cabo.Serinhem, RioFormoso.Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras eNatalquintasfeiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manhaa.
EPHEMERIDES DO MEZ DE OLTUBRO.
7 Quarto minguante as 8 horas e 45 minutos
da tarde.
14 La nova aos 17 minutos da tarde.
21 Quarto crescente as 11 horas e 51 minutos
da manhaa.
29 Luacheia as 4 heras e 30 minutos da tarde
PREAMAR DE HOJE.
Prmeiro aos 51 minutos da manhaa.
Segundo aos 30 minutos da tarde.
AUDINEC1AS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
rribunal do commercio : segundas e quintas.
Relaco : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: trras, quintas e sabbados as 10 horas
.luizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphaos : tercas e sextas as 10 horas.
Primein vira do civil: tercase sextas ao meio dia
Segunda vara do civcl; quartas e sabbados a um,
hur da tarde.
DAS DA SEMANA.
8 Segunda. S. Brgida princeza viuva.
9 Terca. S. Uionizia b. de Pariz; S. Gersino.
10 Quarta. S. Francisco de Borja padroero.
11 Quinta. S. Firmino b. ; S. Filonila.
12 Sexta S. Cyprano b. m. ; S. Serafina v.
13 S-abbado. S. Eduardo re ; S. Daniel m.
14 Domingo. Nossa S.-nhora dos Remedios.
PARTE OFFICIAL.
Ministerio da la/.enda
ExrEDlESTE DO DA Io DE JILHO DE 1SG0.
A's presidencias de pro vincia, declarando,
para o fazerom constar a quem compet;r, que,
vista dos tiltilos de nomeaco pelo governo im-
l>erial dos curadores geraes das herancas jaccnles
c bens de defuntos e ausentes, fcanwle nenhum
clVeito os de curadores especiaos expedidos pelo
juizo, devendo as mesmas lierancas c bens ser dc-
vol>dos imoiedialamenle aquellos pelos que se
acharen) encarregados da sua adminislraco, aos
quaes se abonarao. depois de prestarem as devi-
das cotilas, os porcentagens a que tiverem di-
reito.
3
A' thesouraria do Par, declarando, em res-
posta a seu ofiicio n. 92 de 11 de maio ultimo,
q'je nao s necessario, como al nao so deve
recoetter s estaques superiores juntamente cora
o#atteslado de froquencia os attestados cora que
os empregados justifican) as suas faltas, visto co-
mo da competencia doschefes das reparlicoes,
era virtude do decreto de 20 de novembro de 185U
art. 00, e outras disposices eui vigor, apreciar
os motivos das fallas e da-las ou nao por justifi-
cadas, com os recursos eslabelecidos na legisla-
cao vigente para o tribunal e jurisdiceo supe-
riores,
, Ao Io secretario da cmara dos deputados, sa-
tisfazendo a requisito da enmara acerca dos re-
querimentos que acompanhnram os officios do
mesmo secretario de 5 e 16 do mez prximo fin-
do, em que os empregados das thesourarias da
Babia, Pernambuco, Espirito Sant'>r Parahyba,
Tiauliy, Para, Cear, Paran, Santa Cat!ianna o
dor dos fuilos da fazenda da corle, declara que os
empregados do juizo dos feitos da fazenda leero
direilo percepeo das porecntagens marcadas
DO art. 12 da orden) de 28 de abril do correnle
inspectores das thesourarias reclamando augmen-
to de crditos distribuidos ; pelo que urge provi-
denciar de so re que as seccoes de contabilda-
de das secretarias de eslado sejam regularisadas
anno, em todos os casos em que o pagamento das j como convm ao servico publico. E' principal-
dividas se effect-uar depois que as respectivas con-
tas tivercni sido remettidas aos procuradores do
referido juizo.Joaquim Jos Rodrigues Torres.
Conforme, Jos Severiano da Rocha.
11
A' thesouraria do Amazonas, declarando,
em solurao a seu oficio de 24 de abril ultimo,
que nao pode ser approvada a exigencia que fez
dos direitosdo que trata o arl. 61 do regulsmen-
tade lude junhodc 1859, afim de mandar cuni-
prir o precatorio expedido pelo juizo de orphaos
pira ser entregue a D. Anna I.uiza de Chermont
de Araujo a quanlia de 1.371J218, que Iho coube
em partilha como viuva de Pclisberlo Antonio
Correa de Araujo, e que se achava rccolhida na
thesouraria como bens de defuntos c ausentes,
vislo como os referidos direitos s podem ser co-
brados das herancs ou quinhoes hereditiros, em
cujo cimi nao se achava o levantamcuto reclama-
do, por fazer parle da meaco que Coube em par-
tilha mencionada viuva.
A' do Para, declarando, em resposla ao seu
oflicio de 18 de junho do correte anuo, que nao
pode ser nppruvado o contrato feito com Jos da
Ponte e Souza para o servico das capatazias da al-
fandega e mesa do consulado da provincia: por-
quanto, tendo o decreto de 16 de fevereiro de
1859 deixado ao governo o arbitrio de mandar ar-
rcmatai ou administrar o servico das capatazias,
nada podia nem devia a thesouraria resolver sera
previa autorisaco ou ordera do governo impe-
rial.
- 19
Circular s thesourarias, declarando que, visto
como essas reparlicoes leem continuado a deixar
as disposices do decreto n. 158 de 7
Minas Geraes, pediara os das quatro prlmeiras jdo observar
augmento dos respectivos ordenados, e os das G de maiu Ul! 18l2. mxime qaanlo ao processo pre-
ultunas que os seus sejam equiparados aos que Hminar ordenado pelo art. 2o nos casos de des-
teem os das thesourarias de primeira ordom ; de- '
pezas aulorisadas pelos presidentes sob sua res-
clara-se, para que o faca chegar ao eonhecmento po.^bin^d,,, 6Sl o governo imperial disposto a
da cmara, quanto pretencao daquelles, que proceder llorosamente contra aquellos que cum-
*"?" S!!"0D_ l!-Sei;0,n .anda hje in5u.m-: Prirem ordens dos presidentes autonsando des-
pozos, quin lo nao estiverem revestidas de to-
das as formalidades exigidas pelo citado decro-
lo, sem excepeo de urna s; e outrosim, que
cientos os vencimenlos dos empregados do the-
souro e thesourarias, Avista do estado de caresta
dos objectos de primeira necessidade, todava
certo que pelo decreto ... 2,343 de 29 de Janeiro officera
do anno passado foram os mesmos vencimenlos d^nej.,, aclamando o augmento dos ciedilos dis-
augmentados lano quanto era possivel por ago- lribui joSi |ogo (,,l reconhecorem a insuflieicnca
ra; sendo que o estado financeiro do paiz nao destes: o que ludo haverao por muilo recommen-
permilte que se decrete novo augmento de despe- (jaj
za em favor desla classe de empregados pblicos, '
quando alias oulra~ existem que ainda nao pude- '
ram ser allenddas. Se, pois, se augmontassera
os vencimenlos dos peticionarios, fura injusta nao
oraar idntica medido a respcito dos mais, o que
actualmente impossivcl. A pretencao dos ou-
tros nao parece tambem allcndivel, nao s pelas
razes exposlas que lhe sao era ludo applicareis,
visto pedirem em ullima analyse, augmento de
vencimento por esse meio indirecto ; como, por-
que nao ha razao plausvel que justifique a revo-
gn;ao do principio cstibelecido de longa dala as
reparlicoes de fazenda, deserem os vencimenlos
dos respectivos empregados fixados na razio da
importancia da cada um das mesmas repartqes
o que d lugar ao accesso promiscuo de urnas pa-
ra outras, colhendo assim tanto o servioo publico,
como os proprios empreados vanlagens corres-
pondentes.
5
Ao mitiisleria do imperio, respondendo ao
seu aviso de 14 de junho prximo passado, no
qual requisita que seja responsabilisado o ins-
pector da thesouraria do Para, por ler curaprido
urna orden) da presidencia mandando pagar sob
sua responsabilidade despezas feitas durante a
sua viagem pelo interior da provincia ; medida
esta que julga neeessaria, para evitarse a repro-
dcelo de procediraento scmelhante por parle
das thesonraria. manifestamente contrario ao
que prescreve o decreto n. 158 de 7 de maio de
1812 ; pondi-ra-se ao mesmo ministerio que na
opima.) do ministro da fazenda nao sobre o
inspector da thesouraria do Para qui devo re-
cahr a culpa da prelericao, no caso verlcnle, das
disposices do art. 2 do cilado decrct); porquan-
tu, tndo o ex-presidente, quando ordenou a
despeza, declarado logo que dev ser feita sob
sua responsabilidade, enlendeu o inspector, como
os das oulras thesourarias ten. entendido, que
A' thesouraria de S. Paulo, declarando que nao era doseudever paga-la ; o que alias nao podia
polc ser reconhecida a divida do exercicio de deixar de fazer. Fui pos o ex-presidunte quem
1854 a 1855, de que reclamam pagamento, na assim nnlHcou a marcha do processo estabele-
iraporlancia de 12j}609 cada um, o escrivao do cida no referido art. 2, coarcland-. a faculdade
juizo dos feitos Francisco Mariano de Abreu e o que tinha o inspector de apresontar as duvidas
solicitador Joao Vicente de Brito, como porcen- que lhe oceurressem sobre o cumprimento da
lagem da arrecadaQo daem que ficara alcancado ordem. Den.ais, as penas d6 suspensao e res-
o ex-colleclor da villa de Casa Branca Manoel ponsabilidade sao impostas pelo decrclo de 7 de
Camillo de Olivcira ; por quanto, se certo que maio smente quando os inspeclores das thesou-
expedio-se precatoria em 25 de fevereiro de 1851 rarjas cumprem ordens dos presidtnles que nao
contra o mesmo ex -collector e seus fiadores, e contera aquella clausula, oa quando. depois de
em virtude della foram sequestrados os seus bens cumpridas as que a tera, nao do parle ao thescu-
om marco do mesmo anno, nao menos verda- ro e ao ministerio a qno perlence a despeza.
deiro nao s que aquella arrecadacao operou-se Ora, lendo sido a despeza ordenada pelo modo
por diligencia administrativa cinco annos depois cima dito, e havendo o inspector, depois della
{era abril e agosto de 1855), mas que nem dessa 'salisfeila, comraunicado ao thesouro o occorrido.
divida se dera conhecimenlo seccao do cont- J em oflicio n. 75 do 28 de abril ultimo, dcclaran-
ci"so, pela qual nicamente poderia alias o jai- do que igual communicacao pas3ava a fizer aos
so dos Teitos ler corjheciraento onicial della para respectivos ministerios, claro que nao lhe pode
o flm de expedir a filada precatoria. Alera ds- ser applicada com inteira juslica a pena de res-
so, se os arts, 12 e 13 das inslruccoes de 28 de ponsabilidade.
abril de 1851, em que se apoia o parecer fiscal |
laucados nos respectivos processos, explicam que unico recurs. POrtantO. de que 0 dito mi-
os aclos de passar o mandado, citar o devedor, o nlslcr' Podo lil"ar mho- consiste em responsa-
inlima-lo para pagdr importara o pagimento ef- bihsar 0Psent ordenader da depeza, se as-
| sim o julgar conveniente, visto que, como fica
ecluado por diligencia dos empregados do juizo,
temos coro mais perfeila applicaco aocaso ver-
tente, a disposicao do arl. 16 das mcsm.ssimas
intruccoes de 1851, o qual dcdaroi. expressamen-
te em vigor a ordera do thesouro n. 89 de 13 de
setembro de 1846, segundo a qual para que o jui-
zo adquira direilo a cororassSo de ludo o que
deverera e l.ouverem de pagar 03 responsaveis
fazenda nacional, nao basta que osles sojam re-
queridos e at cxeculados ; indispcnsavel que
acobranga seja obtda pelas vas e diligencias da
juslica ; e s dessas quanlias que so deve dedu-
zr commissao, nunca porm daquellas com que
os exceulados livremente eutrarem para os co-
fres, conta ou por saldo de suas dividas. Nao
apr"oveila finalmente ao3 reclamantes a doulii-
1:3 da ordem circular n. 78 de 2 de junho de
1851, junta por copia por nao se achar na collcc-
cao, j pelas razoes que flcam adduzidas, j por
estar provado daquelle3 processos que nao ra
remettida ca juizo dos feitos certido da divida
era qucslao.
Copia da circular cima citada.-N. 78.Mi-
nisterio dos negocios da fazenda.'Rio de Janeiro
mente a esla ullima parte do presente aviso qua
em concluso se roga ao referido ministerio se
digne atlender, tomando as medidas q
conveuienlcs.Officiou-se aos outros minis-
terios, na cooformidade da ultima parte dcsle
aviso.
Governo da provineia.
EXPEDIENTE DO DA 5 DE OUTUBRO DE 1860.
Oflicio ao Exm. bispo diocesano.Envo a V.
Exc. para que seja lomada na consideracao que
merecer a polirao inclusa que me dirigio'o padre
Joaquim Cvpriano Bezerra de Mello, denunciando
Reiter ao Sr. consol dos Kstados-.nidos os
protestos de rainha subida eslima e dislu.cla con-
sideracao.
Dito!Declaro a cmara municipal db Ouricu-
ry que fico inteirado do que me rxpos em seu
officio de 10 de selembro ullimu, rea ivamento
aos servicos prestados uesse municipio pelo Dr.
sterio se oxcessosna nPrrenr".n"rt".' u^'J^Z' u,c",'"l""",1" I Henrique Pereira de l.ucena. majorJoaodo Re-
ue julgar "glKVooiW^ifTZ^A liraa^5 1"alf5' ^ ^'^ "Cnld' *
acompalliando a resposta desle, a quera uiandoi
ouvir sobre esse objecto.
Dito ao Exm
Dito cmara municipal do 1.mocito Em
tesposla ao officio que mc#lirigio a cariara mu-
nicipal do Limoeiro em 22 de agosto ul.imo, te-
presidente do Rio Grande do or- .
I,enr".!0.VaPHnro 'a''arassii V* lcm oe sae,lir Para nl.oa declarar-Ihe que approvo'a arrcmblaco do
- A thesouraria do Rio Grande do Nort* de- o nort-. no da 7 do cor.ente ser^o enviad. para imposto de cepo e corral da freguezia do Rom-
clarando que deve guardar em deposito as notas i essa provincia os artigas de armamento mencio- : Jardim, ni importancia de 7Ji5O, c d i batanea
de que trata em seu officio de 10 de marco ulii- y"s na ro'aeao Ju"la. en' substituico dos que do repeso da freguezia do Limoeiro na d85000
rao, como conservara urna aecao de qualquer eslaMm !'. *Z," ,K3 n pnro"nna por. no cvcndii essa cmara ^r novamenle em praca
.- i"-Slirem ei.l Dora CStidO O que cominumco a os oue dpixaram rie ser nrremalarins o He mu.
corapanlua, urna letra ou outro qualquer valor V. ** pm roonne. ... c.. nri\,;n ......i, .._ a .. e jeixaram ai a.aoos, i
que para ella livesse entrado sob aquelle titulo ;
cumpriiido qne as escripture, caso o no leuha
Feito, comodifirante, valores, no livro pro-
quando requererem.
-21 -
A' thesouraria de Pernambuco, declarando, em
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino FalcSo Dias; Babia,
Sr. Jos Marlins Alves; Rio de Janeiro, o S.
Joao Pereira Marlins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa r"e
Faria.na sua livraria praca da Independencia na
6 e 8.
lurmino a encarar com bastante indul-
cnreldade c traicao com qne Augusto
de spiembro uli.mo -Providenciou-se acerca da Dito Afamara municipal de Serinhae.i. In-
.5!f r rof,:rlJoarmament. formo a cmara municipal de Serinhaem o que se
Dito ao Exm. presidente do Cear.-Com officio | tera feito relativamente a construco do cemile-
do r.xm Sr. ministro encirregado de negocios do rio dessa villa para o au.l Sua Masesla le o Im
3 donos Pras.l na Graa-Bretanh. de 8 des., sob n. I peradTdeJllo^OOO? MTeSa? SSlt! to?
1-',mefoi enviado ..ni caixao de insirumenlos applicaco a que fui destinada,
geodsicos para uso da commissao scicntifica in-
cumbida de explorar o interior do paiz, e que
pelo vapor lyuarassi remello a V. Exc. para que I alim de serem riiire"ues com ucencia
defenmenloaorequenmento do alraoxarifo apo-; se d.gr.e dar-lhe o competente destino. teio batTlhioTilCTlI iSK
sentado do arsenal de marinha da provincia, Ma- aciiar-se nessa provincia aquella commissao. armamento
noel Francisco de Moura, que o deve incluir em !?!l a0 Prnvedorda sanla cjsa de misericordia, sas datas ao mesmo batalhio. Communicou-se
folh. para ser pago de seu ordenado de aposenta- ft.'WiKOTltaS. iTilt! 8 COmma,",a"t'! das >
do desde o da em que de.xou de receber como kl,sm o fazer constar a junta regedor. da san-' liberdade o recrula Manoel Antonio
cflectivo, nao obstante -
de ttulos originaes d
fra exigida pela qrde
an
I
i
to
tem
tad
cao dos empregados.
Dilo ao director do arsenal de guerra. Recom- i
mondo a Vnic. que di! as providencias necessarias
i dcimo
ment e
armamento que se mandarnos fornecer em dtver-
Dito ao capitao do porto.Mande Vrac. por em
- 27 -
Dito ao
a decisao da aU.ndega respectiva, em virtude da
qual foram assemelhadas as liuhas de algodo
para pescara s de linho ou canhamo do mesmo
uso, afim de pagaren) a laxa de 120 rs. por libra,
na capitana do porto," como calafate de C classe". i ^Dufa'o'Sr. Jo Joaq de Lima, agente da
-Commun.cou-se aocapitSo do porto. provincia do Rio Grande do Norte. Itaja Vmc.
00. hirva-se \ S. de mandar Dr dn nlonrtr.r-co nnanln nnloe /.m director do
sartigos de
..... l hna 'on- ......~...n..i.. .--------:------j... ^- --i-,*- :.
duela e prompio para o servido, cor
"respectivo commanda
officio
.. n 7 | "oao mesrao.-S.rva-seVS demandarpr de enlender-se quanto antes com o
A do Para, declarando, em resposla ao of- em libertado o recrula Manoel Isidoro da Cir- arsenal de guerra, alim de receber o,u
ficio de 23 de maree ultimo, que fica approvada cumcisa0. visto ser guarda nocional de boa con-, armamento mencionados na relacao junta porco-
5 duda P nnimnl nara a cn-m^ ......... ,l..l_____ i .
'O, como drclarou- ; pia, os quaes devemser enviados para a provin-
munKipio era officio desla data, sob n. 169.- | -Commui,-ou-se ao arsenal de guerra.
Ummun.cou-se ao coramandanto superior da Portaria.-O presidente da provincia, oltenden-
guarda nacional desle municipio. I do ao quc )c rtr(luorRU Miguel Jos da Molla Ju-
segundo o disposlo no art. 753 da tarifa alterada cio No" Hfa!3?ndaW r,i> (lr, a ..,,, 3- -....-o i ,' 7 ""cite-.Mande V. b. postar urna guar- na barca nac ona [Atrevida, que segu para o
pelo decreto n. 2.1.19 de 2, de marco de 1858.- da m frente da .groja de Nossa Senhora da Con-' presidio de Fernardo. os objectos constantes da
Lxpodio-se circulars thesourarias communi- "u-ao' uos Militares, aminhaa as 10 horas do dia. relaco junta, assiguada pelo secretario do go-
aum de fazer as honras fnebres do eslylo ao ti- I verru
nado majo, da seccao de reserva n. 5 da guarda Dita -O presid-nle da provincia, altondendo
iiMn n nlu",clp, d0 Bjni; Jose v'eira da ao que requeren Miguel Jos da Molla Jnior, fre-
Ctrcular s thesourarias, declarando que. era Mello.-Ofi.ciou-se ao arsenal de guerra para for- ndoYda barca nacional Atnida, rosolve conce-
soluco consulta feita pela ihesourarta de Mi- ncccr carluxame de mosquetana para as des- der-lhe licenga para mandar a mesma barca ao
bilhe-i a^3'" presidio de Fernando ; ficando, porm, obrigado
cando esla decisao.
- 30
naes-Geraesse eslo suj"itos a sello os
les ou vales emitidos por particulares e que
circubm como dinheiro correte, decdio-se
que o arl. 10 do decreto de 30 do selembro de
1859, na parte relativa emisso de bilheles, na
forma da legislaco comraercal, rcfere-se aos
bilheles, ao poit.dor, a prazos menores de dez
dias, que sao os previstos pelo arl. 426 do cdigo
do commercio, recamado porm o imposto igual-
mente sobre o bilheles vista do portador, por-
quanto nao se trata no dito artigo da validada
delles( qual nao atiende a lei fiscal), mas da
incidencia do mesmo imposto ; e cumprc que se
proceda ulteriormente, conforme o citado decre-
o e mais disposices em vigor, para cobranza da
Dilo ao commandante superior da guarda na-
cional da Boa-Vista.Sciente do que me com-
munica V. S. em officio de 23 de selembro lin-
do lhe respondo que lomando em consideracao
a fazer transportar nessa occasio, sendo preciso,
as prscas, sentenciados, gneros e passageiros do
eslado, que lenh.m de ser enviados para all,
medianil- pagamento razoavel, nao consentindo
as oceurrencas heridas na villa de Cabrob por, que na predita barca sojam transportados gene-
occssiao da eleico ultima, resolv demiltir as ros e quaesquer oulros objectos pertcnceules a
autoridades policiaes, o nomcar para esse lermo ; particulares sem perraissao do governo.
ura delegado imparcial e estranhu aos interesses
polticos da localidade. Estas providencias se-
ro sullicienU'S para fazer cessar os abusos e con-
flictos enlre a polica e a guarda nacional de
que Irata V, S. era seu dito oflicio.
Dito ao commacdanle do corpo de polica.
Pode V. S. mandar excluir do corpo sob seucom-
raando o soldado Joao Francisco Cabral, de que
trata o seu oflicio de -2 do correnle, sob n. 413,
visto achar-se com praca no exercilo.
Dito ao inspector da"lhesouraria de fazenda.
o fa^am constar s reparlicoes que lhe3 sao su- Communicou-se ao commandante da d.viso
bordnadas, que no numero de faltas que liverem a '
os empregados devem-so incluir nao s os das P'l0.a mesmo _Estando nos termos legaes as
-._.:n_.j... r_: ^_____ .-.: .. tullas juntas em duplcala mande V. S. pagar ao
demonslrado, pesa sobre ello a responsabilidade
de nao se haver cumprido restrictamente as for-
malidades que a lei no caso sujeilo manda ob-
servar.
Entretanto, sendo da maior conveniencia que
so adopten, medidas tendentes a reprimir os abu-
sos que a este respeito se tem dado as provin-
cias, nesta dala se expede circular s thesoura-
rias de fazenda, declarando-lhes que o governo
est dsposto a proceder rigorosamente contra os
inspeclores quo cumprirem ordens das presiden-
cias aulorisando despezas, quando nao estiverem
revestidas de todos os requisitos exigidos pelo
decreto de 7 de maio de 1842, sem exepjo do
um s ; e que os dilos inspectores devem reclamar
do thesouro o augmento dos crditos distribuidos
logo que a difficencia for por elles reconhecida.
Mas para complemento da providencia que se
tomo.., necessario que por parte de todos os
ministerios, aos quaes vai-se officiar neslo sen-
tido, se expeca idntica circular aos presidentes
das provincias- Ainda assim, laes disposices
nao serao jiroficuas, estando, como est a sua
santificados c feriados que estiverem nellas in-
tercalados, conforme j se decidi, mas tambem
aquelles dos referidos dias que immcdafaraenle
seseguiremao de servico era que houverera dei-
xado de comparecer por molestia, nojo, licenca
ou sera causa ; afim de que os trabalhos da li-
quidaco do lempo de servico dos empregados
inactivos venhara ao thesouro com a clareza e
melliodo que convm, e de molo a facilitar a
sua reviso.
1 de agosto.
Circular s thesodrarias declarando : primeiro,
que na forma do arl. 53 l. do regulamcnto de
22 de junho de 1836, os concerlos dos lelhados,
canos e pavimento dos armazens das alfandegas
sao despeza das capatazias ; segundo, que as de-
mais obras das salas onde Irabalh.tm os empre-
gados e os arranjos das mesmas salas correm por
cotila da verba.Expediento.
3 -
thesouraria de Pernambuco, determinan-
do que faga cessar pelas collectoras geraes todos
os pagamentos que se rcalisam por conla da fa-
zenda provincial, deixando de cumprir as ordens
que a scmelhante respeilo tem sido e forem da- \ n!ie.*JI5'
das pela presidencia da provincia, nao s por
nao o permiltirem os cofres geraes, como tam-
bem por perturbaren os clculos do ll.esouro na
applicaco dos saldos que possam existir ; oulro-
sim que mande indemnisar aos colleclores geraes
pelas despezas que fizeram por conta da presi-
dencia, abrindo conta a esla pela importancia do
seu debito; indemnsando-se finalmente a mes-
ma thesouraria das quanlias que despendeu por
diversus ttulos, na importancia total de rs.
69 064j?998. presidencia no mesmo sentido.
6
A thesouraria do Parahiba, para que informe,
em cumprimento das ordens anteriores, qual a
a quantidade de po-brasil existente em deposi-
to na provincia.se j se procedeu venda de al-
gum, c neste caso qual a quanlidade vendida e o
seu producto; devendo a ihesouraria rcmetler
para a Europa a porco que por ventura ainda
existir depositada, dando do ludo conta ao the-
souro.Idntica thesouraria do Rio Grande do
Norte.
Dita.O presidente du provincia attendendo ao
que lhe requercu o fiel de roupasdo hospital mi-
litar, Francisco Antonio da Silva, resolve conce-
der-lhe um mez de licenca rom vencimento para
tratar de sua sade na provincia da Parahyba.
Communicou-se ao conunaiidanle das armas.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao director geral da secretaria de esla-
i do do imperio.S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia maHda aecusar recebida a communicacao
m o
a-
0-
m-
Dito ao juiz de direilo interino do Brejo. De
ordem de S. Exc. o Sr presidente da provincia,
acenso recebido o officio que V. S. dirigi em 2o
de selembro ultimo, communicando ler nomeado
o bacharel Chrslovao dos Santos Cavalcanti para
servir interinamente o lugar de promotor publico
dessa comarca. Fizeram-se as communicaces
do coslume.
DESPACHOS DO DA 5 DE 0LTIBR0.
Ae^uenmeitlos.
1842Bernardo Jos da Silva Cuimaraes.0
dote tem previlegio em direito, pelo que nao po-
de ser deferido o supplcanle.
1813.Jos Maria Bitlancourt. Dirija-se
thesouraria provincial:
1844.Joao Ifyppolito de Meir.a Lima.Infor-
me o Sr. inspector da thesouraria provincial.
1845.Jos Gomes do Souza Ferraz.Informe
o Sr. director geral da instrueco publica.
1816.Jos Maria Placido do Magalhes.In-
forme o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
1847.Manoel Peres Campello de Almeida
Informe a cmara municipal da cidade do Recife.
1848.Miguel Gonc&lves Rodrigues Franca.
Nao
2 do junho de 1851.Joaquim Jos Rodrigues I execufo subordioada, nao s a boa dislribuigao
Torres, presidente do tribunal do thesouro na-1 de crditos sufficienles, feita no devido terapo,
cional, attendendo ao que representou o procura-1 mas tambem a prompta soluco dos officios dos
negociante Manoel Ribeiro de Carvalho os venci-
menlos do lente Jacinto Teixeira de Macedo,
commandante do destacamento de guardas na-
cionaea de Garanhuns, a contar de 13 de maio
ultimo a agosto oeste anno, conforme requisitou
o respectivo commandante superior em olficio de
18 de selembro prximo findo, sob n. 53.Com-
municou-se ao commandante superior respec-
tivo.
Dito ao mesmo.Em vista dos documentos
junios que me foram remetlidos pelo chefe de po-
lica com olficio de hontem sob n. 1,324 mande
" S. pagar ao alferes Jos Ravmundo Pereira,
ou ao seu procurador, a quanlia de SijOO rs.
despendida com o fornecimento de luz para o
quariel do destacamento do Villa-Bella nos me-
zes de marco, abril e selembro desle anno.
Communicou-se ao chefe de polica.
Dilo ao mesmo.Expeca V. S. suas ordens no
sentido de ser aborta a cal xa. que segundo cons-
ta do officio do inspector da alandega, que acora-
panhou o de V S. de hontem, sob n. 1,037, exis-
te naquella repartirlo rinda da Europa no vapor
"iglez O/ie.rfa com remessa a esla presidencia, e .,
verificando-se que contera ella instrumentas go- \"ormo. ? coosell.o administrativo do patriaoni
disicos, sejam elles de novo convenientemente
acondicionados e ent-egues ao commandante do
vapor guarass da companhia pernarabucana,
que lem de seguir no dia 7 para os portas do
norte, afim de serena apresentados ao Exm. pre-
sente do Cear.
Dito ao mesmo.Remello incluso o requeri-
mento do soldado do 8o balalho de infatuara
Manoel Antonio de Azcvedo que pede escusa do
servico nos termos do art. 12 do regulamento an-
nexo ao decreto n. 2,478 do 28 de selembro do
anno prximo passado, para que V. S. mande or-
ganisar c me remella a conta da importancia que
deve elle recolher a thesouraria para aquello m.
Dito ao inspector da thesoura.ia provincial.A
Antonio Alves de Carvalho Veras mande V. S.
pagar a quanlia de 46*200 despendida no mez de
agosto ultimo com o sustento dos presos pobres
da cadea da villa de Flores, como se v da conla
junta, que acompanhou o officio do chefe de po-
lica de 28 de selembro ultimo, sob numero 1292.
Communicou-se ao chefe de polica.
Dito ao mesmo. Recommendo a V. S. que
mande pagar a Jos Maria Biltancourt os 200^000
que se lhe est a dever do doto de sua mulhcr, a
exposta Anna Bernarda de Medeiros, conformo j
se ordenou em officio do Io de selembro ultimo.
Dito ao mesmo.Mande V. S. pagar a Simpli-
10 Jos de Mello, conforme requisitou o chefe de
10
A thesouraria do Para, declarando era res-
posta a seu officio de 20 de abril ultimo, que o
arl. 35 do decreto de 29 de Janeiro de 1859 s
alterou o art. 55 do de 20 do novembro de 1850,
na parte relativa ao descont de vencimento nos
casos do licenca por molestia, como claramente
se v daquelle artigo ; continuando em vigor o
cilado art. 55 nos casos era que as licenjas sao
concedidas sem ser por motivo de molestia.
co
dos orphaos.
1849.Odorico Alves Rapozo da Cmara.-
lera lugar.
EXTERIOR.
polica em offirio de honlem, sob numero 1320
a quanlia de 135600 despendida no mez de
agosto ultimo com o sustento dos presos pobres
da cadea do Brejo, como se v da conta junta.
Communicou-se ao chefe de polica.
Dito ao cnsul dos Estados-Unidos.Respon-
dendo ao officio que nesta data me dirige o Sr.
ilcnry Forsler Helch, cnsul dos Estados-Unidos,
lenho a dizer ao mesmo Si. cnsul, quo amanh,
ao meio-dia, tere muilo praze em receber em
sua companhia o commandante do vapor de guer-
ra americano, a que se refere em seu ciladoj do imperio romano, a reforma dos costuraos, e"a
A dinasta napolitana c Garibaldi.
A dynaslia de Rourbon, que por espaco de
cotilo e vinle annos regeu como os. Bourbons
coslumam reger o reino de aples, falleceu
alfim daquillo quo Young, adequadaraente deno-
mina urna vagarosa morte repentina. Dizer que
a espada de Daraocles'lera estado suspensa sobre
a cabera desse lyranno da Sicilia, seria nao fazer
juslica precaria ndole da sua autoridade. A
roethaphora mais opporluna sera comparar a
sorie da realeza napolitana dos infelizes ingle-
que ha po.iro perderm a vida de um modo to
trgico no Col du Ganl ( Saboya ), escorregando
na nevada encosta alpestre, e rolando com pro-
gresiva celeridade beira do abysmo, onde se
sumiram em virtude de um impulso que nao cre-
aran., e que nao poderam dominar. Desde que
se deu um passo em falso, a morle tornou-se ine-
vilavel, e nluguem poderia calcular por quanto
lempo desceriara no escorregsdio declive at
chegar ao ponto em que deram a queda tremen-
da e perpendicular.
Nunca houve familia com menos ttulos s
sympalhias dos contemporneos ou compaixo
da posleridade, do que essa que acabou to igno-
miniosamente a sua carreira. Nao smenle pe-
lo uso de systemalica falsidade e perjurio que a
dynaslia napolitana censada. Grandes crimes
dessa-especie bao sido comraetlidos at hoje, e
palliados. senao expiados, pelo benfico exerci-
cio da autoridade usurpada por arles vis. A paz
o genero
gencia a cr
venceu seus mulos, e se collocou frente da
repblica.
Mas, no caso dos lyrannos de aples, o seu
poder fui lo cruelmente empregado, quanto ha-
va sido iniquamente adquirido. A sua historia
a exhibicao de lal cobarda na adversidade. do
tal dureza e. insolencia na prosperidade, que s
pode ter rxplicacao, suppondo n'esles res natu-
ral afilnidade por tudu que baixo c degradante,
um desinteresado, ou, para nos exprimir molhor,
urna satisfarn nao egostica em ver soll'rer os
oulros. Muilos individuos possuem conscencia
assaz dbil ou paixes mu violentas para resis-
tir lentarao de pernararem inauditos alterna-
dos, quando dellrs adWrem notareis vanlagens.
A infamia peculiar dos Bourbons de aples con-
siste em havercm continuado a torturar as suas
victimas, quando o lormenlo^j nao podia servir
para escarment, e quando nao Lavi a receiar a
menor pergo de homens que a fome, a cscurido,
a mmunJicie, c a recluso por largos anuos ha-
viam inhabilitado completamente para a vida ac-
tiva, desejando somonte achar um canto tranquil-
lo ondu podessem passar os breves dias, que as
masmorras dos seus soberanos apenas lhu dei-
x a v a m.
A' realeza de aples compre atlrbuir a ni
quidade, rara nos uossos dias. e que ocasional-
mente, encontramos na historia da Grecia e das
repblicas italianas, de exclamar com lana fir-
meza e sinecridade como o anjo Lvsbel: c vial,
toma-te o meu bem. Os Bourbons fizora.n o
seu povo ex essivamente miseratel, nao porque
nao soubessem faz-lo feliz, ou ignorassem os
uieos de o lomar prospero, sim, porque a mise-
ria geral era o alvo e o proposito do seu gover-
no O principio em vista era a maior miseria de*
maior numero, eapplicavam-o com a lgica mais
inexoravel. Se os nossos subditos, diziam elles.
torera ricos, tornar-se-h'o turbulentos ; por con-
seguintc vivara era pobreza permanente. Se sa
tornaren. (Ilustrados, desprezaro a mnita du
nosso clero e detestarao o influxo da nossa poli-
ca : nao poupemos, pos, esforco para manto-ios
em profunda ignorancia.
Assim, a aspirscio normal do governo acha-
va-se perfeilamenle invertida, duvidamos que
o propno Hobebes, apostlo da obediencia abso-
luta a um poder arbiirario c irrespinsavol, en-
tendesso que a sua theoria liona applicaco as
Du as Sicilia!. O exemplo de NapolVs sera alias
propriu para con verter Filmer aos principios de
Bntham ou Rousseau, para convcnaW Sancrofit
e Kcrr da juslica da resistencia aos principes.
Quando. se ltenla pira a inlensajdcpravae-o
moral daquelle rgimen, cusa acreditar que du-
rasse to largo espaco cusa recolnh'cer que
nao morreu no dia en. quo chegou aples a
noticia da,baialha de Solferino. Con liderando a
grande torga ni val e militar de que lispunlia o
rei, nao sorprende menos a prompti lao da sua
queda. O re de iples nao linha dinheiro pa-
ra as mais urgentes obras publicas ; aao dispu-
nha de recursos para proseguir na esc avaco dos
thesouros de Pornpeia ; mas, para caicM" <
enterrasse os seus subditos, para padr
illudissem e fanatisassem, e para so
inliradassem e opprimissem aquelli
quaes do haviam bstanles masmorras, gales e
carcereiros, nunca fallaran) subsidio^, havia al
prodigalidade neste ramo.
E nao obstante, o exercilo apresentiiu o exem-
plo de defeceo mais n.^moravel na historia. Ce-
den a urna orca iuteiramento impropria para
lular com elle, e derreteu-se por, (assim dizer.
mostrando os soldados o mais vivo jempenho de
se rerolhercm a suas casas. Os hrbilos de obe-
diencia cega, inherentes a proflsao militar, ten-
dem a torna-lo dcil instrumento da lyrannia. O
que doremos, porm, pensar d'ui "governo a
quera falha a classe era que depojitava exclu-
siva coiifianca, ejque suecumbe, nao porque
os iniragos sejam numerosos, mas porque os
seus defensores reputara vilania puchar da espa-
da para defend-lo ? Note-se que enlre estes
mesmos soldados napolitanos nao figura va gente
de conscencia mu limpa ou sensibldade pro-
nunciada. As suas mos nao repugnavam era
derramar sangue, e as suas sympalhias nao pro-
pendan) para a causa popular. Repare-se na
infamia do assassinato du Briganli. Este general
era suspeito de liberalismo, .o menos foi esse o
pretexto da sua morte. As tropas que comman-
dava erara adversas causa liberal. T.nliam.
pois excellento ensejo para nobiliiar seus princi-
pios. Garibaldi ap.oximava-se, e podan) ir ao
seu encontr para resolver de ura modo honroso
por meio das armas, que devia preponderar. Mas
para esta decisao era mister contar com o ele-
mento a que o militar napolitano c mais adver-
so o perigo. Acharara, pois, mais seguro ma-
nifestar suas opinies, matando o general que os
coraraandava. Elle era s, c os soldaais muilos.
Como Perlinax era frente das guardas pretoria-
as, suecumbio ao3 golpes inexoraveis d'uraa lur-
ba irritada e enfurecida.
Feito islo, deixaram o passo lvre a Garibaldi
para seguir em thurapho al a capital. A esse
ponto chegou elle hontem com inexprmivel ju-
bilo dos habitantes, quo aguardavara da dyoaslia
em retirada ura borabardeamenlo, urna malanca
ou um saque, modelados pelo padro de 15 de
maio de 1848. A lyrannia com ludo foi huma-
na. Falharam seidasem numero sufficiente para
dar pasto aos seus rancores. Receiou oulrosim
as represalias. U.na va frrea, anda que napo-
litana, nao gasta mais de duas horas em trans-
portar de La Cava para aples, e sabia-se que
Garibaldi demorava em La Cava.
Qual ser o seu plano, depois de assenhoreado
da capital, nao averiguaremos agora. Os factos
brevemente fallaro por si. Esperamos somonte
que faca um servico a bem da illustraco dos po-
vos, cxpelliodo a mais repugnante e grosseira
superslico. Esperamos que travar do mixtifo-
rio que se denomina sangue de S Januario, e
que, enlregando-o analyse chymica, faca pa-
tente o resultado para edificaco geral. E'*dgno
da mo que acaba de emancipar o povo do rgi-
men desptico, denunciar urna das fraudes mai3
escandalosas c impudentes, que os padres do snl
da Italia jamis praticaram, especulando sobre a
creduiidade de gente semibrbara.
res que os
dados quo
jis, para os
gloria de urna bullante poca luterana, induzem
Do Times exlralimos o segunte :
Os despachos do consol de S. M. B. no le-
vante, de 1859 a 1860. relativos desordena
que leem tido lugar na Syria, ou que all se're-
ceiavara, formavara um complexo de documentos
muilo importantes na crise actual.
Sem serem ldos irapossivel fazer-se uraa
idea justa do estado das cousas na Syria.
D.zcr que um esladsemelhante aquello
que tinharaos entre nos antes da heplarchia
seria dar uraa conla muilo iraperfeita.
Milon dsse que era impossivel tratar este
periodo histrico, porque seria smente fazer a
historia das fuinhas e dos ratos.
Os annaes da Syria, depois que ajuelle paiz
foi arrancado ao domino do Egypto, nao sao
eftectivamento outra cousa mais do que a antiga
legenda dos combates entre as fuinhas e os ratos
augmentada com a corrupeo administrativa da
Turqua.
O governo egypco era um governo severo, o
difflcilmenle poda nao esperar-se que livesse
i ILEGVEL


(*;
DIARW BE TORSAMBLCO. TEQ*\ fRA 0 DE OLTUBRO DE 1860.
como disse Mr. Braiit no seu rotatorio, de refor-
mar tantos abusos, e a substituir desordera,
licenca, e aofanatimo, osystema e a equidade.
Mas a oceupacao egypcia foi uma mnsicciio
Jurante a qual una apparencia de ordem e de
lei rcinava n'aquella Ierra de confusao O'ganica.
O regresso do governo turco trouxo inme-
diatamente cgmsigo a hentarchia, e desde eutao
' mica maisdeixamos de ter lulas entre tribus e
mesmo entre familias da mesnia tribu ; iasurrei
ces, roubos audaciossmenle organisados, a pi-
lhagem, as violencias qas casas em pleno di a. e
fias cidades, acompanhadas de assassinatos, de
raptos, e de toda a qualidade de brulalidade.
E littcralmente impossivel fazer coahecer
Jentro dos limites le um artigo ludo quanto
ses despachos revelara.
disposicio de unid populac.au selva4ein e indis-
ciplinada, que nao serve em parte seoie Mira o
assassnato. |
a 0 vicecnsul Rogers annuncia que as suas
recentes viagens atravez daquelles pontos do
paiz qu sao pouco frequentados, uuvio gritar
por toda a parte os montanhezes: Nao temos
governo: onde est o governo? O governo est
reduzido a nada I E' esta principal conclurio
que tiramos dos seus despachos.
Que se dir da fraqueza do governo turco;
3ue se dir do seu fanatismo; que se dir
a independencia de familias locaes que leem
um poder hereditario sos seos diversos deslric-
tos, e la necessidade de con traba laucar cons-
tantemente ura inleresse pelo oulro, o que affec-
ta seriamente a execuco das oais simples
Eis-aqui o que encontramos em cada pagina: medidas e que se dir da versalilidadc que
Meur Mahomed Harfoosh cquipou mil i sempre a parte m dosle estado de cousas?
adventicios e cavalleiros para atacar Meer \
>uliman >
As liibusde Wallahalla e de Konallah, as
ordena dos seus respectivos chefes, Mahomet
Dukki e Fisal Shahlao, vieram duas vezes s
waos, e as perdas de ambos os lados sao calcu-
ladas t-m 500 morios.
Espera-se ura novo conflicto em raais
vasta escalla entre os ilous chefes rabes.
Aghail-Agha, est .testa de um bando de
vagabundos das diversas tribus.
E tal o estado de desordem que reina no
paiz que o governo nao pJe j fazer valer a sua
autoridade uem cobrar os rendimentos p-
blicos.
A alucia de Tadif, situada a, urnas 15 rai-
Ihr.s de Alepo, foi atacada a 25 deste mez, pelas
tribus nmadas. Os habitantes tinham 400 ho-
mens armados para deiTeuderera os seus domi-
cilios e os seus rebanhos. As tropas nao pres-
tara m o menor auxilio.
' Alcm de alguns assassinatos solados, uma
familia inteira foi massacrada em urna villa pro-
sima de loyro ith.
Os assasainoa sao os druzzos o as victimas os
-chiistaos.
Tratava-se de urna vjganca.
Tcnho porm esperanza de ver presentar os
criminosos perante a justi'ca.
As estradas nao leem seguranea para os
viajantes e para o comnj^cio.
Tundo as Iropas cercado a casa oceupada
por Mccr Solimn, o Emir foi intimado para se
tender, o que elle recusou fazer, comecando a
alirar sobre os soldados.
Cinco homens enlraram em casa de um
cidadio americano, Mr. Dicksnn, feriram-no e
assassinaram seu cuuhado Os ladros con-
servarau-so naquolla casa durante quatro horas;
Estes despachos provam que .governo lurco
urna nullidade, e mais anda do que uma
nullidade : uma verdadeira praga para a
Syria.
[Jornal do Commercio, de Lisboa )
Quando a semelhanca apresenla-se natural-
mente nos acontecimentos do Libano em 1815 c
nos de 1860, nao sei porque havemos de llga-
la. Eis aqui, porexemplo, urna semelhanca que
eu nio quero exagerar nem diminuir. Em'l845,
os agentes na Inglaterra no Oriente parecan) ler
favorecido ts Druzzos. Gracas si Dos, nao te-
mos que fazer igual censura" era 1860 (I). M. de
Moutalemberl arcusou na cmara dos pares os
agentes inglezes. A casa me condece bailante.
dizia elle na sesso de 15 de julho, para saber
que eu nao sou do numero daquelles que atacara
em gcral a Inglaterra e seus agentes ; sabe a c-
mara pelo contrario que sou um grande apolo-
gista^ Inglaterra,um partidario decidido da aliara-
ca ingleza, e que nunca sorprendeiam em meus la-
bios esses ataques exagerados, s vezes dictado-
por um patriotismo honroso, mas que nao se har-
moiiisam de maucira alguma com os meus gostos,
e hbitos. Enlretanlrjquando me vejo dimite de
fados odiosos e patentes, s presto ouvidus
justica. Nao posso deixar de denuuci-los c de
perguntar ao governo como se houve tal res-
peilo.
Coni effeito, que altilude quera lomar na Sy-
ria, em presenca da Inglaterra, o governo fran-
cezdol8i5? A pergunla liulia entreu in-
leresse, e ainda o conserva hoje, apezaaHa dille-
renca dos lempos o dos homens. O Sr. Guizol
responda ao Sr. Montalembert :
lia um ponto em que insisti o Sr, Monla-
lembeile um que elle acha bom, segunda pen-
violaram as mulheres e pilharam ludo quanto en- j so, que eu nao insisto. Temos necessidade, c
con ira rara. As autoridades lcaos utiiram eslas ; verdade, de esUrmos mais completamente de !ic-
ternvpis atrocidades, aflm de tirar a outros ; curdo com o governo britaunico sobre os fados
ehristaos e desejo de virem eslabelocer-se no que se passam no Libano. suas causas e os meios
pa.z. I de remedia-las. Sobre alguna desses facas, so-
_ Acabamos de recebar noticias de uma le alguns desses remedios, os agentes dos dous
insurrcicao e de massacres em Jedd. goveruosna Syria uo sao de igual opinio. Nao
Acabamos de saber que rebenlou uma duvido, e uo smente nao duvido mas alarmo
msurreicao de ehristaos em Creta. que os dous "ovemos leem a mesma inlencio
Um bando de mahometanos fanticos sincera de nao deixar assolar o Libano pelas at'ro-
atacarain a igreja turista em Gaza, dando por cidades que n'elle acabara de succeder ; do nao
motivo que era impoasivel ver limpar ou restan- entregar os Maronias aos Druzzos e tao pouco os
rar aquelle templo. O pacha mandou o cadi c o Druzzos aos Maronias A' esso respeilo, o gabi-
I neta inglez tem os mesmos sentimenlos que o
abinete francez ; elle nao seria capaz de le-
mufii para arengar com aquelles celadores.
Imaginem-se 80 paginas de fados desla
natiireza, e ter-se-ha presente a historia da Sy-
ria durante os dous anuos de 1858 e 1859.
A duraco de um tal estado de cousas por
si mosmo uma prova sulciente do asseniimeulo
do governo turco.
O fado falla por si.
.< Mas quando vamos mais alcm e pergunlamos
que fez o governo lurco durante ludo este
lempo, qual era a sua poltica e os motivos que
n dirigain, o quadro da sua impotencia c da
sua CorTupcio, da sua vaidade e do seu fanatis-
mo, excede ludo quanto conhecemos na his-
toria.
A extrema fraqueza do systema, como syste-
var a sua poltica no nivel diquella velha polti-
ca turca, da qual fallava eu na pouco, e que 1ra-
balha por .icstrur os Druzzos pelos Maronias e
os Maronias pelos Druzzos. Nao. o governo in-
glez nao quer isso ; elle quer sinceramente,
como nos, que a ordem e a justica sejam reslabe-
lecidas no Lbano. L' verdade,* porm, que nao
fomos completamente, ne:n somos ainda da mee-
a opinio acerca dos tactos, das causas e dos
remedios.
V-se qual a semelhanca geni. Appresso-
me em assignalar uma difit-renca notavel. Acer-
ca dos fados e das causas dos morticinio no Li-
bano, nao ha hoje a menor desintelligencia entre
ma adniinislraiivo, o priiiieiro defeilo do go- i gabinete francez e O gabinete inglez. Ambos
verno turco. i M gallinetos detestam essas atrocidades do Liba-
Mas, se por um acaso extraordinario, um |no > *nbos attribuem essas atrocidades inestna
pacha est disposto cumprircom o seu derer, censa. A Turqua fez iodo o mal, a velha Tur-
nao o pode fazer, porque a etiqueta ofcial se 'lu'a com o sou fanatismo ecorrna sua poltica vo-
levanta como um obstculo dianle de qualqucr 'cnla, sanguinaria e astuciosa, incitndoos Druz-
pacb habituado a subordinacao. lji contra os Maronitas ; a Nova Turqua com a
o S. lis. Sureya,pacha do Jcrusalem, escre- ,SUil fraqueza e indiflerenca. Acerca dos fados c
vcu o coronel Fian, desoja por um termo a essas ', "8, Causas, os gabinetes francez e iagle sao,
desordena, marchando com a sua infamara o as P,si t3il mesma opinio. ueslam os remedios :
suas pe^as de campanha, mas uma antiga piohi-
bi.iio impede-lhe isso, e 6 obligado a esperar
utxa licenca do general de Damasro.
As deaordens ai mais estravagames passam
pois impunemente; saqueada uma cidade in-
ti ira ou devastado um dislriclo, em quanto que
ura pacha manda perguntar a oulro se conve-
niente reprimir os desordeiros.
Mas nao h.a s flaqueza insto tuiln.
O governo turco tem uma poltica do fana-
tismo que domina a adrainistraco de justica.
< Do que aciba de dizer-se resulta em piimeiro
lugar, que o governo nao gosta que oschristaos
sobro esse ultimo ponto ainda, apezar de alguma
discrepancia que lalve se note tanto nos mein-
bros do gabinete inglez quanto no gabinete fran-
cez a ingez, sobre ijsto ponto nao ha tambera
discordancia. A idea da inierveucao europea
adoplada pelos dous lados. Como lera lugar ?
D uno de que limites e sobquc coiidicoes"? I'aes
sao as questesque resta decidir.
Ainda lenho de notar aqui uma deronea im-
portante entro 15 e 18G0. Km 1845 cuiio em
1800, havia duas especies de remedio para se
ompregar no Libano, o que eu chamo remedios
turcos e remedios europeo?. Em 165, a Iugla-
se estabelecara no paiz, e conserva-se firme em | llria 'e adoptar os remedios turcos, islo en-
cerrar osoiiios aos roubos e aos ultrajes de que I carregou-se a Turqua de reprimir as perturba-
os i brislus sao victimas, para impedir que nao Eoes 'luu fc"a creara. E' curioso o modo porque
venha maior numero para o paiz. e!lj st' houve b esto respeilo. E" a experiencia
para o p
Em segundo lugar,o governo turco v.Comolhos
excessivamente zelosos, as liberdades parriaees
deque gosam as tribus do Lbano, tanto druzas
como chrislas, e favorece a violencia dos cai-
macans d'aquellas tribus aflm, diz Mr. Moore,
cnsul geral, de animar no Libano um estado di
p'-uo. r. a e\|
dessa pacilicago turca em 185 que faz que nin-
guem queira rocomeca-la hoje, anda que a Tur-
qua lente, oque faz tamben que ninguem hesite
em empregar os remedios europeus nico que
podem ser olliazcs.
.Venha uma palavra sobre a historia dos re-
vio de que possa tirar prelevto para a i medios eaapregados pela Turqua em 1845 par
abolifo das inililuicet existenics.
" Desta maneira o governo turco c obligado a
ilar un caimacn s tribus chrislas, e um cai-
macn druzzo aos dru/zas.
< Mas o caimacn clnislao um druzzo de
nascimeoto, cuja ( pennilte a proflssao exterior
de t^da a doutiina qualqucr que soja, e ainda
que chrislo em nomn, suppoe-se que real-
mente um mahometano.
Os grosseiros uhrages deste funecionario
tornara-o sempre um objeclo de grande odio
para os ehristaos colloeados debaixo do seu
dominio.
Ha dousannos foiexpellido Ja sua fortaleza
f dirigiram contra elle urna queixa formal, a
qiol se fez o acolhiienlo que se reserva a esta
qualidade de pelioeg.
Em Beyrouth rcunio-se uma coramissao
presidida por Charchio-Pach,- e pedio immedia-
lamente como condic/ko essencial de justica, a
presenca de uma certa testcmunha, Istu o emir
Beshir Assaff
O emir, suspeitando alguma cousa conser-
vo u-se um pouco affastado, e a commissio re-
cusou-sc desde logo a comparecer, ainda que
milheiros de oulras leslemunhas se decarassem
promplos a depr.
No entretanto, e caimacn, doseancando na
proleQo do pacho, recorren francamente a medi-
da de violencia para reprimir o movimenlo con-
tra elle, collocando, por exemplo, homens ar-
mados as estradas reaes, para desembarazar
pela forgn o caminho que dirige a flpyrouth para
nido se encaminhavam os queixosus am de
artieolarera as suas queixas.
Nesle estado de cousas e com um governo
que, parle por impotencia, parle por fanatismo,
recusa fazer o seu dever, e anima positivamente
os seos subordinados a opprimir os seus subdi
tos; na falla tambem de uma admidistracao le-
gal e civil, unicamenle garanta da vida e da
propriedade na Syria, uma especie de justica
scivagem, grutesca o caprichosa.
A justica administrada pelos cheiks da ci-
dade, segundo as Iradiges oraos, que nao re-
ceiam chamar as leis de Deps, em oppo.sic.ao com
as leis da cidade do cadi e de seus llvros.
Esta juslica spera e scivagem lern o apoio
de toda a populado armada.
O paiz, escreve o cnsul Fnn, acha-se em
uma condicrao muilo mais assusladora do que
nunca, em consecuencia da accumularo das
armas -'e fogo as mos dot montanhezes.
Nunca se virara armas em lao grande quanti-
dide como agora, e todas essas armas sao dos
syslemas aperfeicoados.
Chegam em grande abundancia pelos barcos
de vapor; sao de manufactura belga e de modelo
rabe. ^
l'allaram-me de uma casa em Beyrouth, que
tcm felo immensos melhoramentos namiellas
armas.
A plvora para a arlilheria manipulada pelos
proprios montanhezes quando necessario
E tambem em grande parte vendida aos mon-
tanhezes e aos rabes pelos ofliciaes da guarn-
o d'Acre, e enormes provimentos chcam
daquella cidadella.
Desla maneira, em quanto que o pacha nao
pode dar ordem para tirar um nico cariucho
em se dirigir no seraskier de Damasco, as pro-
vises militares do governo lurco sao postas ,i
curaros males do Libano. A 'medida que a'no-
licia d.is perturbaces do Libano chegava em
Irania, o ministro dos negocios estrangeiros,
o Sr. Guizot, instara com o nosso ministro em
Constantino;,!,!, ie inslava com a Porla, e.-ta
illudia, adiava ; emtim, a 15 do julho de 185 o
ministro de Franca em Conslanlinopla diiigio
l'oria a nota seguinic :
Queira \ me., dizia o barao do Bourqueney so
.^r. coz, primeiro iulespret-i da cmbaixada do rei
aueira Vroc. entregar S. Exc. Chehib Hilendi
" copia do despacho que me acaba do dirigir S. Exj
jo Sr. ministro dos negocios estrangeiros em Pran.
ca sobre a siluaSo do Libano. Eu nao o enfra-
oecere cora rommentarioL.
A quesiao est aborta ha dous mozos c lia
dous mozos que as promessas da Porta toen,
permanecido esteris, A impericia, a m t t
parcialidade dos agentes otlomsnos na Syria .s-
lao confirmados j as allronlas lloara sem repara-
dlo, os enmes sem castigo. Parece que a Porta
loma & pe.iu fazer subir al si a responsabili la-
Ku fi?" 'l'u a lem eomprometlido perante a
Todos os meus passos provocaram da parte de
. t\'-. o Sr. ministro dos negocios estrangeiros
a certeza peremptoria de que siriam oblidas as
sattslaooes pedidas ; que os frades dos convont
de Abey e Solimasenam indemnisados
assassinos do padre Carlos
que iucorroram
os
que os
reram a pona em
que seriara castigados os olTi-
cia.squo nao houvessem cumprido o seu dever.
Lu vez da execufo dessas promessas, o correio
de Beyrouth, de -i de juUio, traz-me documentos
dosfquacsencarrego *Vmc. de deixar copias
egalisadas as maos do ministro.) que esUbelo-
leccm do modo mais inconlestavcl a conspiracao
dos cheiks Druzzos contra os Maronias e a
odiosa complieidade do general em chee das
(oreas regulares,- Daed Pacha....
Veqho polo ultima vez subnuller esses fados
ao conhecimenio de Chekib Effeudi, e exijo uma
icsposta categrica, esperada anciosomente polo
governo do re, Se a Porta >-.\
pacificar a monlanha
cobriram-na do morles c incendios
a Porla ve que nao pode
c punir os assassinos que
saiha que
I
i l.' excessiva benevolencia do autor desles
arligos, po3 evidente a aquiescencia, senao
ii.t-rvoncao, da Inglaterra nesses ados do mais
revollante canibalismo. Nao s m folhas male-
zas, entre as quaes sobresalte o Mornina-Post
proenram allenuar o procedimenlo inquallflcavcl
nos Druzzos e demorar o merecido castigo negan-
do a urgencia e enfraquecendo a necessidade de
umairepressao enrgica e prompla, mas ainda os
subditos d aquella naco e al os proprios agen-
tes do governo parecem ler contribuido dirocta-
menls para o actual estado, fornecendo armas e
municesaos insurgidos.
Segundo o Imparcial de Smyrna o proprio fi-
Iho do cnsul inglez em Beyroulh fizera pessoal-
menlo esse commercio, o que niio 6 para admi-
rar, vislo o anterior procedimenlo da Inglaierra.
quando em 18i5, como bem diz o autor desles
artigos seus agentes favorecern! os Druzzos
num levantameuto semelhante.
A ser islo exacto, a expediro franceza.'que
ezla hora tora vingado tantas victimas, deveria,
em sua volte, porm centuplicada, passar pela
Inglaterra, e r
(.Yoa do traductor.)
seiuelhaiile espectculo nao sera por mais lempo
tulerado pela Europa chrislaa.
A intimacwi era viva c urgente. 0 que fez*
Porla Ottomnna ? Decidio-se a tomar o que ella
quciia que julgassem uma grande resolano.
Mandou a Syria Chekib Effendi, seu ministro dos
negocios estrangeiros. como para ahi acaba de
enviar anda 0 seu ministro dos negocios esiran-
geiros.Faud Pacha. Pens, diz Chekib Effendi
ao Sr. Coz.queoembaixador flear saliseito.e que
eu nao Ihe poda mostrar melbor como coropre-
hendo a importancia deasea negocios do que eu
carregando-me de cuidado de os acabar em seu
foco.
Chekib parti, pois, pois, para o Lbano- Nao
faro casiellos no ar, porm estou persuadido que
quein conhece a historia da missao Je Chekib
conhece nntecipadamenio a misseo de Taud. O
nosso ministro em Conslaiilinopla quasi que
abraca a nuvem por Venus.
Dentro em pouco perdeu a illusao. O Turco
nao o n.estro hornera em Coiistaunopla o na
Syria. Em Constanlinopla o Turco est em pre-
senta da Europa : brando, affavel ; prometa
ludo, e at pens que prometi de boa f. A me-
dida que elle se afasta de Constanlinopla, a Eu-
ropa desapparece para dar lugar a velha Tur-
qua ; e quando elle chega a Syria, a melamor-
phose esta feila ; tendea de haver-vos com um
velho Treno. Tal foi a aventura de Chekib.
Uma vez na Syria, foi Turco, iuteirameule Tur-
co, iso favoravel aos Druzzos, -hostil aos
ehristaos; prohibi aos cnsules e principalmen-
te ao cnsul francez, n Sr. Poujade.que se enlro-
metlcssem nos negocios dos Maronias. 0 Sr.
Poujade nao fez o menor caso dessa prohibicao.
contraria aos direit03 da Franca no Oriele-
Chekib mandou desarmar os Maronitas, o que
ello chamou pacificacao da montanha. exigi
que se chamassem os subditos europeus que re-i
sidiam no interior, aftm, sem duvida, de que'
nao houvesse lestemunha da oppressiio dos Ma-,
rinita-'. Eis como Chekib cumprio a sua missao I
em 18(5. Tonle-se pois ainda experimentar os .
remedios turcos para curar os males do Libano !
Empregue-so, pois, ainda a accao da Porta para
pacificar a Syria Em Constanlinopla, ella quer i
e n,io pode ; na Syria, ella pode c nao quer.
E', pois, evidente que s restan os remedios
europeo?, islo 6, a intervenco da Europa na
Syria. A Franca tomn generosamente a inicia-
tiva ; ora seu direito segundo as nossas antigs
prerogativas no Oriente. Essa iniciativa de ver
ser precedida de alguma formalidade diplom-
tica ? Ser preciso que a Porta Oltomana consiil-
la na iutervencao franceza ? Deveri rousiiilir
antes ou depois? Eis questes que a imprema
nao pode discutir'convoniontoraenic. Ella arris
ca-se a baver-se sem habilidado e sem discrip-
cao. Pertence a diplomacia dirigir esse genero I
de negocio ; c ella s que lem o direito e a arte
de fallar e fallar a proposito. :n materia de :
ntervenedes necessariamente repentinas, apenas
podemos citar alguns precedentes histricos o
sobretudo o de Ancona eai 183.
So havia um soberano com quem ora preciso
tratar com toda a especie de. escrpulos e core- \
monias, ainda para o proteger, era sem duvida
o Papa. N.io digo que a fraqueza do suft.'io nao
levj ser respeitada ; mas a do Papa nos deve
sor parlicularmeiilc digna ile respoito. Entre-
tanto, quorendo a Franca que a Italia pontifical
nao fosso entregue sem compensacao prepon-
derancia austraca, a Franca nao hesitou em
desembarcar os seus soldados em Ancona. O
Cunscutiiuento do Papa s chegou algum lempo
depois iloMosembarqiie. Desde enlao estove a
bandeira fr.mceza na Italia : era bastante para
annunei ir que a Franca nao entenda que a i
Au-tiia prevaleresse pela forca na Italia central|
'una ella prevaleca cuto polos tratados na Ita
lia septentrional.
Na Italia, om 1832, s se Ira lava de poltica
no Oriente, boje, nao se traa de poltica, 1ra-
la-se de humanidade ; por isso que a nter- j
venco mil vezes mais nocessaria, e deve sor;
mil ve/.es mais prompla e decidida. Agora nao <
se traa de ler Mina Ancona no Oriente, como,
disseram outi'ora. afim de estar no jugo na Tur-
qua e impedir que a paniUia so faea sem ros e
contra nos. A poltica e o desmombramenlo
nao lem a menor parte em nossa intervengan da I
Syria. E' preciso impedir que o sangue corra, e;
eis a razio por que preciso apressar-se. I
Delenhamos a effuso do sangue ; as formali-
dades diplomticas virio depois.
Sulla nunr/uam de morle hominis cunctatio
tonga est, [2 diz adiniravelmeulo Juvunal em
um verso quasi christao : nunca se larda do mais
quando se trata da morle do um houiem, o tam
liem minea se apressam do mais quando se trata
da vida de homem Aqui quaulas vidas esli
era perigo Quem, pois, na Europa querer de-
ler a marcha de nossos navios e soldados? Por-
venlura a Franca cuida em conquistar uma pol-
legada delerranoOriente? Ella spele o direito
lo por n'alguma parle uma guanta com alguna
soldado;, nina guarila de refugio e humanido.
com a nossa banJeira-licolor em cima, aflm do
que, ven lu-a, os verdugos tiemaiu e us victimas
tranquilliscm-se.
SAINT y\\\\r GIRARDIX.
[Journal des Debis.H. Duperron.
O imperador exprimi com ninta energa em
sua carta os sentimenlos de ittdignngo e de pie-
dad,', que o espectculo dos moiiiciinos da Syria
inspira a Franca. Elle senlio o que lodos nos
sminos, e nao comprehende, Como nos, que se
possa deixar impunes nao s a raorUndaJe dos
ehristaos, mas o incendio dos novos consulados,
o rompimenlo da nossa bandeira, o saque dos
mosleiros que estavam subnossa proiecco.
I ^ Depois dessa caita, as noticias que vieram da
j Syria sio menos dolorosas? Nao, mil vezes
nao !
O morlicino dos chrisliosom Damasco lem lu-
gar de da e.n da, de hora em hora. J durou
no vi ni.i h iras.
As prmeiras noticias s fallavam de 500 ehris-
taos morios; chegam boje a 3,000, segundo os
clculos mais moderados; uniros fallaiu em
10,000.
Em presenca dessas atrocidades o que fazem os
Tincas encaregados de maiiler a ordem 1 Tomara
parto nos morticinio?.
Os melhoros contenlam-se em olhar e cruzar
os bracos.
Os Turcos do Damasco, desahida de Beyrouth,
aquelles ao menos que nio matam nem saqueara de
accordo com O* Druzzos, aquellos podem di/ei ;
o que queris? os assassinos sio mais numerosos
e fortes do que nos; o que podemos fazer'? M is a
i Europa o que pode dizer? Por ventura nao ter
, ella navios e soldados? Por ventura ella s que-
: rer emprega-los para salvar sempre a Turqua ?
I Por ventura ella s tem forja e poder para de-
fender aquellos que fizem ou deixam correr em
or las o sangue dos ChrislaOS?
A final -o coritas, quando o sangue christao cor-
re em Damasco, os Turcos podem dizer ainda:
esse sangue niio nosso, au do nossos irinos;
quando ra.sgam.desfeiteain bandeiras, e Insultara,
essas bandeiras nao sao turcas; quando saqueara
casas de consii'es.equomam, ellas nao pe lencera
ao sullao ; essos magistrados insultados e batidos
nio sao magistrados oltomanos ; quando devas-
tara, c destroem mosleiros, nio sio as nossas
mosquitas musulmanas; mas Europa I sao suas
as bandeiras, os consulados, os mosleiros que sao
ultrjalos, insultados e destruidos; o sangue
chrisiio, o sangue e a honra da Europa que
corre por lodos os poros, Ah cuide a Inglater-
ra nos morlecinios da India I Todas as almas ge-
nerosas da Franca c da Europa associaram-so
dOr, i indignado, colera tosingleze*. Todos
iremeram a narracio das atrocidades de Cawn-
pora.
As a'.rocidados de Cawnpore durara a nvenla
horas em Damasco, e ainda nao vimos o fim dee-
ses me loiihos bollelins. ltesoou em toda a In-
glaterra o grito de remember nao resoar elle
tambem na Europa e na Inglaierra ao lerem os
morticinios de Damasco? S ha echos para a
India ? Nao os haver para o Lbano e pata Da-
masco?
Roconhece-se na caria do imperador a ndjg-
nacao que o arrebato.! ao saber-as honrosas orup-
coes da barbaria musulmana. Sor-nos-ha por-
mitiido supplicar ao imperador que se enlregou
aos seus sentimenlos, que preste mais crdito s
suas emocoes do quo s rcflexes da diplomacia
europea? '
Elle multas vezes lera tentado, lenle ainda |
lente om favor da humanidade Ah I nao rucea-
mos confessa-lo com a raais doloroso sinceridade
choramos em 1810 quando vimos que a Franca
era obligada a recuar no oriente; porm ella
recua va a vista Um quesles polticas, e o lazia
dianie de uma colligare da Europa. Quem ha
hoje que a queira fazer recuar em uma queslao
de humanidade? Haver na Europa uma collifia-
o para assegtirar a impunidade dos Druzzos?
A Europa lio inceria c tao vacillanto cm todas
as quesles, ir consolidar-seeunir-separa procla-
mar o dieito da livre effusao do sangue chrilao
no onenle? r
E asslm que ella ainda quer pregar uma peca a
Franca ? >.
Esloo ouvindo fallar dos perigos de uma poli-
tica sentimental: e os perigos de uma polaca
egosta e indifferente ? Quanto a mim estou in-
timamente convencido de que a poltica senti-
mental, a do imperador, apolica prudente e !
sabia ; e que a poltica da diplomacia europea '
pelo contrario a poltica imprudente eioepta.!
Vejamos o resultado raciocinemos com calma ; I
supponhamos que ao saber os primeiros morle-
cinios do Lbano, o imperador livesse logo man-
dado partir nossos soldados ; o que teria succo-
dido? '
Teria havido menos sangue derramado na Sv-
na ; mas como issouma questode humanidad'e,
consinto em nao fazer caso. Nao evidente que \
ninguem na Europa podor-se-hia engaar aceica i
da inlencao de semelhante expedico? Apol-
tica nao entrona nella ; a promplidio da medida ;
l-la-hia explicado e caracterisado. Teria sido ,
para lodos urna lenlalva de salvamento ; nada
mais.
Hoje lem havido deliberarles ; tem-se mani-
festado os diversos pensimentos da polilic eu-
ropea.
A expedcao nao 6 mais eslranha poltica ; e
pens que ella nao pode voltar a innocencia do
primero movimenlo. Nao s a poltica prejud-
cuu humanidade com as suas domoras ; mas
anda principalmente porque a poz era segundo
lugar; agora nao se trata mais, para a Europa.,
de impedir morlecinios ; era este o pciisamento
da primeira hora e o bom perisameiito : a polti-
ca astuciosa quo faz o papel principal.
Seni com tristeza, nao o oceultamos, que ve-
namos uma queslao de humanidade convertida
em questao poltica ; e eis a razio porque suppli-
camos mais esta vez ao imperador que siga o seu
pensVrnento, e que lenha conflanca em suas pri-
meiras insoiracSes que concordara cora as emo-
coes generosas do paiz.
Saint-Maro Gihaudin.
[Jornal des Debuts.II. Duperron.)
A sbita decadencia do reino de aples leve
uma segunda causa que nao sement moral e
religiosa como a primeira que indicamos, mas i
quo especialmente poltica, e cuj importancia I
precisa venficar-se: a ausencia daquella gran-
de institiiicio que resume era si todas as oulras
instilueos moderadoras do poder, e sem a qual
e beiu difficil que a sociedade escape ao despo- i
tismo ou a anarchia. Queremos fallar de uma
, aristocracia regularmente constituida. Exista, I
Idecerto, em aples uma nobr-z.i, se assim I
querem denominar um cierto numero de familias
Ululares ou ennobrecidas. Essas familias ti-!
nham al privilegios, seus lilhos erara educados
em casas especiaes confiadas a ordena religiosas, I
que Ihes eosinavam sem duvida alguma que sua
condico Ibes impuuha deveres- a que nao est ,
siijeilo o vulgo. Mas quaes eram esses deveres,
e o que au ndicavam a constituicio da no-1
broza nem a do oslado, nem o complexo das'
ideas o tradieces ; de sorle que os devores lica-
vara por cuinprir, e o privilegio monos fundado
em direito, porm'0 raais acreditado na pratica,
ora quasi geralmenlo passar uma vista intil e
, frivola. Ora, quanto menos a vida seria e oc-
! copada, mais ella precisa de fortuna para sus-
teutar-se, e a nobrera napolitana nao era geral-
meute icj. Em vez, pois, da independencia,
que Ihe teria dalo a sua posicio, se soubesse
coroprohenJc-la, a necessidade de sngariar a
benevolencia real a linha completamente an-
nullado. O seu pouco alcance poltica nao po-
da dar gran le peso a seus juizos, e a censura
quo ella ousasse formular, so houvosse entre
seus merabros alguma unidido de vistas, chega-
ria dfficUmcnte aos ouvidos do monarclia A
expresso dessa censura nao seria levada sonao
por aquelles que, separan la-so dos outros, jul-
gassem encontrar uro meio de servir os seus I
proprios interesses desacre litando a outrem. |
l'odossabcm quo a intriga nao rara as cor-
tes; por.n principalmente as meridionaes
que a finura, a astucia, as rivalidades ambicio-i
sas e cubiQosas agitam-se em roda do poder e'
tornara mu difficil para os principes, ainda os I
melhor intencionados, o cumplimento do sua
dupla tarefa, conheccr o verdadeiru estada das
cousas c conceder sua conflanca aos homens
verdaderamente dignos della.
os estados a revoluto s triumphou com a se-
paradlo da aristocracia, quo se tornou infiel a
seus deveres e esquecida de suas tradic.oes ; po-
rm raras vezes se lem vislo a realeza desenvol-
ver loda actividade, intelligencia e coragem pa-
ra lutar contra os vicios de sua situacio isolada,
como se vi em aples ; assim licito esperar
que soja de curta duracao a proveci por que
passa h-'je a realeza napolitana ; abalado antes
do que desiruido, por alguns distantes, o reino
das Duas Sicilios erguer-se-ha desde que a tor-
rente revolucionaria houver passado pelos esta-
dos que deve assolar; c o Iriumpho do Papado
que ser o annuncio da paz restituida a Europa,
ha de ser indublavelmeute o Iriumpho de uma
dynastia que acaba de dar a igreja uma rainha
chamada santa, o ao estado um rei verdadera-
mente digno desle nomo.
Mas o que para nos est cima dessas previ-
soes. e o que dezejamos sinceramente ver em
aples, coraoem todos os outros estados visi-
tados pela revolucio, reslabeleccr se uma class
de homens que comprehendam em fim onde se
acham os verdadeiros inimigos da sociedade e
que dediquem sua existencia era coraba ter pela
maniitenco da realeza de Christo, lutando lo-
dos os das contra essa invasao de fiis que ala-
cara no oicidenlo assim como no oriente, ludo o
que christao. Com a viva Intelligencia o o ma-
ravilhoso instinclo da f que caracterisam o po-
vo italiano, aslieesde urna dolorosa e sangui-
nolenta evperiencia farao dentro em pouco diss-
parem-sc os sonhos de uma maginacio ha mui-
lo embaladas as recordaces do paganismo ; s
povoacao fortalecer e erguer os nimos e o po-
der soberano, instruido por ser mesmo a reco-
nhei-er a voniade divina em seu representante
na torra, achara em lorno de si mos homens
dedicados em servi-los. quer com a sua coope-
rario, quer com os seus conselhos.
L. Ri pf.ht.
[Monde.II. Duperron.
Na totalidado dos doentes existem 37 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo Dr. Sar-
ment Filho,s7 horas e 10 minutos da manhaa,
pelo Dr. Dornellas s 7 horas da mahaa, pelo
Dr. Fumo s 3 horas da tarde dehontem.
() Nunca excessiva a demora quando se 1ra-
ta da morte de um homem,
[N. do Traductor.)
Ninguem por corlo podei desconfiar das in-
tpncoes, da recudi e intelligencia natural uo
fallecido rei Fernando. O desojo do conhecer a I
rerdade era ludo, c de examinar as cousas por !
si proprio consumio-lhe a vida seu zelo e ac-;
llvidale erara infaligaveis. O cuidado que lo-!
mou de formar um exorcilo, o de regular tu lo '
aleas menores particularidades, nao Iheabsor-
via a attencio, nem Ihe impedia dar a poltica
estrangera ou interior iodo o lempo preciso.
Lile nao so conteniav cm dar ordens, quera as,
mais das vezes, assegurar-se por s mesmo do i
modo por que eram executidas; mas entre
aquelles que o cercaran), acbava-se seoprefal-
guem que sabia anlecipadamente o que elle
pretenda fazer o que avisava aos inleressados
que estivessem proraptos; assim que visitando
us estabclecimeiitos a que consagrava um inle-
resse especial, achara ludo, no momento cm
que chegava, n'uroa situacio que corresponda
pe feiiaine.iite aos seus desejose at exceda as
su es esperances. as provincias que percorria,
os governadores tinham s vezes a precaueo de
mandar prender os pobres, am de que 'o re
podesse crer que a miseria nao era contienda
no dilOSO paiz que havia confiado a lao habis
mios. At em aples, uma de nossas irmias
de caridsdo, do oiigem franceza, lendo dito mu
simplesraenle ao re que havia muitosdesgraca-
dos na capital, sorriara-so muito na alta socie-
dade em viitude dessa ousad.i Ifnguagen. Se
quizessemos dar logar aqu a coilas auedoclas.
pcdnrianios citar alguns lados circumslancados
por onde ver-se-ia al que ponto haviam chega-
d i a pusillanimidade e fraqueza daqu lio (jue
ce rea va m um principe amanto do bem e da reli-
giao em rigor, e ao qual seus amigos mais dedi-
cados s podiam censurar urna cousa: nao saber
punir sempre o recompensar ; defeilos em
que se acha definitivamente o effeito do sua bon-
dade natural e do cuidado que linha do econo-
mlsar 03 dnheiros pblicos; mas tambem de-
vemos accrescontar que a insurreicio da Sicilia
o os movimentos revolucionarios do aples em
188 o corregirm compiolameiiie do segundo
'lesees defeilos sem aggrarar o primeiro. Tai-
vez que so liouvesse dado a Sicilia, lana alien-
cao quanto dava a seus oslados da Ierra firme, c
se quizesse vizilar mais vezes es reconhecesse (pie suas ordens nao eram ejecuta-
das, e que as estradas rujo risco e fazimenlo pa-
gava, ficavamsempre cm oslado de simples pro-
jectos; mas quem conhece todos os obstculos
que a intriga pode fazer nascer em torno de um
principo pera suster as suas melhores iutencos,
quando o dever de esclarece-lo e de Ihe fazer
conhecer as cousas nao mais cumprido por
ninguem, ou smenle por alguns individuos que
o solamente deixa sem autoridade ?
A queda da monarchia napolitana davo ser
imputada muito mais as elasses elevadas do
que aos dTms ltimos soberanos. Seria difficil
encontrar um principio mais perieito, mais sin-
ceramente dedicado ao bom de seu povo do que
fra o re Fernando ; o que succedo boje no rei-
nado deum successor a quera nao se pode fazer
a menor censura, prova que um bomem nao
bstanle para salvar um reino ; preciso que ache
om lorno de si outros homens entre os quaes
passa encontrar aquellos que sa assocem aos
seus pensamenlos, que os comprehendam ; que
se dediquem em faze-los execular, que. n'uma
palavia, srvam o/slado cora zelo e consciencia.
Ora, nos somos obrigados a dizer que na esphe-
ra em que um soberano pode ter occasiao de co-
nhecer e apreciar os homens de que precisa, es-
ses homens sao mu pouco numerosos, mu pou
co para que se lenha razio do censurar o sobe-
rano por nao os W distinguido e chamado para
junio do si. Todos aquellos quo estiveram em
cttado de conhecer o reino das Dua3 Sicilias
podem aflirmar o que dizemos. e sabem desdo'
quando se fallava em aples da indignidade de
cortos homens a quo o rei vio-so obrigado, nao
a conceder a sua conflanca, mas a enlregar'a d-
reccao de uma grande parle dos negocios. E'
pois, a aristocracia napolitana, muito mais do
que a realeza, quem responsavel pelo que se
passa hoje na exiremidade da Ilaa. Era todos
REVISTA DIARIA-
Nao podemos deixar era omissao o estado
lastimoso em que se achara varios estrangeiros,
que lendo sido trazidos engajados para obras
n'esta provincia, correm hoje as ras desla <-
dade a mendigara subsistencia, ampliando assim
o numero de mendigos, que aqui temos.
Nao sabemos se es3e estado ser devido in-
curia e preguica desses miseros, ou anles
falla de cumplimento das condi^es de engaj-
menlo por paite do emprezaro ; mas qualquer
que soja a procedencia d'elle, importa aos res-
peclivos cnsules uma providencia para sana-lo,
e livrar-nus pocha que nos atirain por f.icto'
que nao nosso.
- Domingo pretrito celebrou a rraandade
de s. Benedicto, erecta no convento do s. Pran-
ciaco, a festividada desse seu palroeiro com a
dignidaioconveniente ao cullo divino.
Foram oradores da o=ta o pregador da capella
imperial l-'r. Joaqun) do Espirito Santo, e do
Te-Deum l'r. Manoel de Santa Candida.
A orchestra foi regida pelo professor Jos Mi-
guel Pereira, sendo a msica locada a missa de
Marcos, assim cuno o Tc-Dcum grande de Li-
ma.
Pela capitana do porlo foram morcados
liiuia das contados de 5 do correte por dianle,
para dentro doste prazo ro.alisar-se pelos respec-
tivos proprietarios a remeci das cavernas e
quilhas dos navios, que existem desmanchados
na Cora dos Passarinhos
E' coraraiuada a multa de 100-000, que ser
imposta pela inobservancia do ordenado, alm
das despozas que pela capitana urcm ftitas para
a remocio r ferida.
Desde o coineco deste mez que cahem nos-
la cdado o por seus arrabaldes algumas chuvas,
que muilo a proposito teem vindo, apezar de se-
ren pouco abundantes.
No estado de. aridez enwpie eslavamos pela
falla absoluta de chuvas desde agosto, oslas vedi
dar alguma reanimacao.
Parejo que ellas extenderam-se por fra, len-
do-so em allenc.io ao carregado da
n'aquelles das.
Sabio hontem .i crusar o brigue barca do
guerra nacional llainaraca, estando o lempo de
aguaceiro, e o vento no quadrante do SE, re-
gular.
No sabbado foi o Sr. commandaule do va-
por americano Semenole visitar o Sr. chefe da
estacio ; poique vimos dingir-se do seu es a-
ler para bordo do navio chefe, e honlcm Ihe
pagou o mesmo Sr. esta visita.
Consta-nos que o motivo por que nao salvou
Ierra foi por ler poucas boceas de fugo, o que
aumente para dar nina prova de consideracio
S. Ex. o Sr. presidente do Haranhio que Ihe
deu uma salva de 10 Uros, quando aquella auto-
ridade o foi visitar j bordo.
Domingo pelas 11 12 horas da noile foi
machucado pelo Itera da via forrea na Cabanga
um prolo, resultando-lhe disto a morle.
O referido trem foi aquella localidade afim de
ronduzir unas carrocas d'alli rara villa do Ca-
bo, o c*iando sob uma d'ellas a dormir o indi-
cado p'c'o, e nao sondo presentido, dea lugar
ao sin-lro supra-refoi ido
Sabbado passado, por occasiao da extra -rio
la i1 parle da 5" lotera do hospital Pedro II,
deu-se um incidente de grande gravidade
CHRQNICA_JUUICIIIRIJl.
TRIBUNAL 00 COMWERCtO.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 8 DE OUT-
BRO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESE1SARGAD0II
F. A. DE SOL'ZA.
As 10 horas da manha, reunidos os Srs. depu-
tados Baslo, Silveira, e Lomos, o senhor presi-
dente declarou aberla a sesso ; leudo sido lida
c approvada a acta da ultima.
DESPACHOS.
Um requcrimenlo de Victorino Pereira Maia,
pedindo por certidao se so acha matriculado na
qualidade de commcrciantcComo requer.
Oulro de Manoel Gomes da Cruz, por Victorino
Pereira Maia, pedindo o registro da riomcaco de
eaixeiro junta.Como requer.
Oulro do Tasso Irmios, pedindo por certidao
so est recolhida a carta de registro do hiate No-
vo Olinda, e porque razao foi ella recolhida.
Posse.
Oulro de AndradcA; Rogo, salisfazendo o des-
pacho deslc tribunal de 4 do corrente. Como
pedem.
Foram apresentados pelo Juizo especial do com-
mercio os autos de moratoria do negociarte
Claudio Dubeux, e foram com vista ao Sr. desem-
bargador fiscal.
Nada mais houve.
SESSAO JL'DICIAllIA EM 8 DEOLTUDRO.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBAROADOR
SOCZ A.
A uma hora, achando-se presentes os senho-
res desemhargadores Villares, e SilvaGoimarae
e os se nh o res deputados Bastos, Lomos o Sil-
veira, e suppleules Velloso Soares, I.avra, Marce-
lino da Rosa, e Malveira, o senhor presidente
declarou aberla a sesso.
Foi lida e approvada a acta da anterior.
Jl 1.0 AMENTOS.
Appellanles, o presidente e directores da Caixa
filial do banco do Brasil nesta provincia ; appul-
lados, N. O. Rieber 6i C. c J. Keller c C
Ficou adiado a pedido do supplenle Lacra, sor-
teado.
Nada mais houve a tratar.
llego fangel.
No impedimento do secretario.
Tliesuui'i'ia provincial.
BEMON'STRACiO l"i SALDO KXIsrKNTE NA CAIXA DA
DIVIDA PCBL1CA, EU 29 DE SETEXBAO DE 1860.
Saldo em 31
p. passado
fteceila de 1 a
de agosto
i'J do cor.
C:0.)0;003
Despeza dem
Saldo.
61:0003000
8:0509000
51:0503000
CAIXA ESPECIAL DAS PLICES.
1 a 29 DE SETEHBRO.
Saldo em 31 do agosto
|p. passado .... 29:2003000
Recolta de 1 a i') do cor. 3
------------ 2'J:200;HUO
Despeza dem........ g
Saldo.
. 20:2003000
F.TF.MHUO DE 1860.
almosphcra
CAIXA DE DEPSITOS, FM 20 DE
Saldo em 01 de agosto
p- passado .... 374:2533873
Recolta de 1 a 20 do cor. 8:530.-000
---------------3S2:7v'vs77
Despeza dem .... 88^665
Saldo
389:895*207
Em moeda corrente
Acges.....
Letras ....
. 1 9359875
. :>0 ttoiMHM)
.320:959513-32
381:89 5?!207
CAIXA ESPECIAL DO CALfjAVEN I i DAS RC.tS DESTA
CIDADE, I.M l'J DE SETEHBRO t'E lb60.
Saldo em 31 de agosto
p. passado .... I:148$u85
Iteceita de 1 a 29 do cor. 3
Despeza idem......., .
Saldo.....
Em moeda corrente. t:148fl85
1:1489185
3
1:1 S3I&5
EJION'STRACVO DO SALDO EXISTENTE XV
EXERCIQO DE 1860 A lb61, E>1 29 1>E
DE 1860.
s ildo em 31 de agosto
p. passado ...
" Recuila de I a J do cor.
CAIXA DO
&ETF.SBB.0
, q u e
ade. que a presidia, :i suspeiu'er
ao
0 con-
Di speza dem.
6:319:912
84.184;786
---------------90:50 3408
.... 73:1073151
os respectivos trabalhos, afim de submeite-lu
conhecimenlo da superior, e promover
veniente inquerilo acerca d'elle.
Cil'r..va-se esso incidente em ler o cabo do
corpo de polica Albino Freir Mariz presencia-
do tirar da algibeira do collcto o publicador .>>
sortea urna sedla om que lera o premio grande
de 59OOO, correspondente ao n 1095, que fra
aununciado polo oulro publicador, depois que
lendo lido una de 59000, tora por osle advertido
de ser o premio dos 5.000S0O0 ; o quo sem du-
vida rovoi iva que semelhante bilhele. senao era .
o rosultido de uma surte tirada das urnas, tnasf
lelo contrario o produelo de uma C3peculacio
fraudulenta c criminosa.
Chamado o cabo Albino presenca do Dr. do-
logado supplenle, e ahi sondo perguntado sob:o
o occorrido, declarou que fura lestemunha ocu-
lar dn que (lea auado; e esla declarado foi
reduzida a auto para os tormos ulteriores das
Indagaees da polica.
Acha-se suspensa a extraccao da lotera, leu-
do sido fechadas e lacradas as urnas.
Passagoiros do vapor nacional Iguarass,
saludo para os porlos do norte :
Vicencia Mara dos Prazeres, Francisco Anto-
nio da Silva, Antonio Cosario Horeira Das. K 1 r-
del Thelesphora de Oliveira, Juan Asturdilhus
Gemencz, Marrella Giacome, Tad Zangheri,
Paulino escravo, Diogo Jos da Cosa Clomonl-
lino Forroira de Paula, Joio Rodrigues Machado,
Francisco Riboiro Dantas, Thomaz Gomes da
Silva, Marmol de Ro/.onde Reg Bandeira, Joio
Carlos de Lomos, Jos Joaqutm do Souza, Dr.
Diogo Cavahanii de Albuquorque e um criado,
Joio Jos do Souza, Flix Rodiigues de Seixas]
Amaro Barrito de Oliveira, Hara mbelina
Uarlins Pereffa, Dr. Francisco Pinto Pessoa. um
preso e dius pracaa de polica, D. Z. de Albu-
querque Martina Pereira o iros lilhos.
Passagoiros do hiate brasileiro Invencivel
vindo do Aracaly:
Manoel do Couto Guedcs, Francisco Joaqnim
Nogueira, loaquim Francisco Cactano, Izabel
Mana de Jess, Rosa Candida de Lima, e um
escravo a entregar.
Matadoiro publico :
Hatarara-se no da 7 do corrente para consu-
mo desla cidade 104 rezes.
No dia 8 do mesmo 107.
M011TA1.11UDE do da 7 :
Joao, preto, escravo, soltciro, 45 annos, t-
tano,
fgnez, calmelo, solteiro, 75 annos, lysica.
Hum. liomem, preto, esmagado pelo trem da
va frrea.
Jos Luiz Fernandos, branco, solteiro, 2 annos
fobre amarella.
Paulo Francisco de Oliveira, pardo, viuvo, 7o
annos, estupor.
8
Eslorie, preto, escravo, solteiro, 40 annos, he-
petrophia do coracan.
Jacob, Vielle, branco', solteiro, 60 annos, tubr-
culo pulmonar.
Angela, branca, 5 das, convulcoes.
Mara, prela, escrava, solteira, 50 annos, apo-
plcxia.
Manoel, branco, 5 mezes, convolcocs.
Antonio, branco, 15 mezes, convulcoes.
Hospital de caridade. Existem 57 ho-
mens e 53 mulheres nacionaes; 6 homens es-
trangeiros, e 1 mulher escrava, rbtal 116.
Saldo.
17:::or3'J57
Era moeda crrante 17:3979357
DEMONSTR\C.VO DO SALDO EXISTEXTE NA CAIXA DO
EXEItl II 10 DE 185U A 1860, l. 29 DE SETEHBRO
de 1860.
Saldo om 31 de agosto
p. passado .... 7:202;675
Receita de 1 a 29 do cor. 21:8459824
Dospoza idem :.......
Saldo .
Em moeda corrente. 12:48558 15
;l:iii8390
19-5629694
l:is5S805
tOXSl'LADO PROVINCIAL.
AHeraces feilas no laucamciito das
decimas pe pagan as casas da fre-
guezia de Sanio Antonio, pelo eserip-
luiaiio V. JI. F. P.da Silva.
Ra de Santa Theroza.
N. 2.Ordem terceira do Carmo,
casa torrea arrendada por.........
dem 12.Irmandadedc Sam'Anna,
da Conceicio dos Militares, casa
torrea arrendada por.............
I lem. 1 .A mesma, casa torrea ar-
rendada por......................
dem 16.A mesma.casa tenca ar-
rendada por......................
Idem 18.A mesmo, casa torrea ar-
rendada por.......................
dem 20.A mesma, casa terrea ar-
rendada por.......................
dem 3b'.Mara Joaquina Macha-
do Cavalcanti, casa rorrea arren-
dada por..........................
dem 38. Joaqun) Francisco da
Silva Coollio, casa terrea arron-
dada por.........................
dem 40.Caetano da Rocha Pereira,
casa torrea arrendada por.......
dem 48.Dr. Francisco de Souza
Cirnc Lima, casa terrea arrendada
por .............................
dem 5(.Domingos Nunes Ferrei-
ra, casa terrea arrenda da por....
dem 1. Antonio Jos de Maga-
lhaes Oastos, casa terrea arrenda-
da or............................
dem 9.Antonio Jos uaite. casa
terrea arrendada por.............
dem 11.Mara das Virgens, casa
terrea arrrendada por............
dem 15.Ilerdeirosde Manoel An-
tonio Dominguos, casa lorrea ar-
rendada por......................
dem 25Uordeiros de Joao Igna-
cio do Reg, casa terrea arrenda
da por........................
Idem 27.Francisco Ignacio Perei-
ra, casa terrea arrendada por___
Travesaa do Lobato.
N. 6.Manoel da Omita Guimares,
460.^000
1689000
192$00O
1929000
192;0i)l>
192-000
20000
20JOOO
153-5300.
20$000
150J00O
2409000
240j0;O
192$00O
144;$O0O
1000
1203000

\
ILEGVEL;


casa terfft arrendada por........ itOO
1 leni 8.Francisco Manoel da Silva
Tarares, sobrado de un andar o
uins loj.i arrendado por......... 300JO0O
Idern 10.Antonio Joaquim Ferrei-
ra de Soma, casa terrea arrendada
, 'or-;__............................ 16S5000
Id i; ni 12. Anna Mara de Soma,
casa Urrea arrendad por........ 1923000
dem 14 Lili;. Gomes Silverio, casa
terrea arrendada por.............. 144j*000
dem 20.Joo Joaquim da Costa
Leite, casa terrea arrendada por.. 120J000
dem 1. Maa Joaquina Vianna,
ca3J terrea arrendada por........ 108J0O0
Bcrco do Falco.
N. 8. Manoel Joaquim Baplisla,
casa terrea arrendada por........ 72}0O0
I Jein 6 Hara Theolora de Jess
Miranda, casa terrea arrendada.
Pr................................. 7*3000
dem 4.Jacmtlia Mara da Cortcei-
co, casa terrea arrendada por... 96>000
Ba da Palma.
N. 4.Viuva e herdeiros do Joo
de Souza Teixeira, casa terrea ar-
rendada por....................... 240J000
dem 6.Os mesiiios, casa terrea
arrendada por.................... 210j000
dem 8. Os oteamos, casa terrea
mes, casa torrea arrendada por.. 240^000
Mein 10.l'edro e Anua, tilhos do
l)r. Pedro de Athayde Lobo Mos-
co*, casa t-rrea" arrendada por 200JOOO
dem 16.Alejandre Jos de Sou-
za, casa terrea arrendada por___ 18OJJ00O
dem 20. Joaquim Jos de Olirei-
ra, casa terrea arrendada por___ 3003000
dem 26 Francisca Trie reza Bit-
tencourt, casa ierra arrendada por 22SJO0O
dem -28. A luesma, casa t-rrea ar-
rendada por...................... 132$00
dem 32.Manoel Fernandes Mas-
Mascarenhas, casa terrea arrcn-#
dada pur...............P.......... 331*000
[Continuar se-ha.)
Commimicados.
0 coinmcrcio em Alagdas.
Era referencia un> artigo meu publicado de-
baxo dest.i enunciaco no n 6 da Aurora Ala-
joana, de que sou redactor monos digno, li em o
n. 225 desle Diario ima contestarn bem lluenic
e judiciosa do iiignissimo inspector da thesoura-
na geral em Alagoso Illm. Sr. Umbelino Gue-
t des de Mello, que, coUoeando-so lotfravelmonte
po verd.ideiro terreno da deesa, _ustiiieou-s< da
iuterpellac.ao, que li/. sua repittico, por oc-
osiao de mandar por em execuco regulamen-
to de 22 de junio de 1830, havi'do por inexequi-
vei durante 83 anuos na cidade do Penedo, cu-
jos commerciantes fueram sentir presidencia
sua tmpralicabilidade, atiento o pnico, que se
opoderou de toda urna corpuraco. por Indar com
os rexames de urna crise, que" tem anniquilado
SS t'an'saces, e que se encainiulia para matar o
rdito,
i Prestes aliingir ao termo de sen compromet-
imiento aquello peridico taires nao ntais me de
opportunidade para esclarecer o pensamento, que
iniportou indireetainente urna censura ao Ilustre
inspector, enipregado por de mais zeloso de suas
obrigajes e cuja rnputac&o nao carece do meu
incens ; nessa impossibilida le pois o farei por
este utesmo Diario.
No curio tirocinio di imprensa nao lenho feito
da liberdade do pensamento o veneno dos Bor-
gias o o punhal do sicario. Conslanleraent) li-
gado ao atnoi da verdade e a f de meus prin-
"cipios lenho lucale sera odio, combatido sem
rancor, discutido sem insulto ; e se alguein me
ten inspirado esta deferencia o dignissimo ins-
pector da thesouraria geral em Alagoas passa
alem ; mesmo porque sempre respoilei o prin-
cipio da dignidaie pessoal; pois adoro-a na ori-
gem da nalureza humana ; estudando-a entre o
movimento dos porosmesmo quando a deca-
dencia dos costantes pblicos mareia seu bri-
. llnuiisrao e desdoura sua aureola.
* Na Roma dos tribunos e dos Cazares, ]na Gre-
cia republicana o respetio dignidado humana,
diz um notavel escriptor, sobrerireo s tempes-
tades dos comicios e BOSjBbalos da praca publica.
Nao era pois nos das de boje, quando" a socie-
dade n.io absorre o liomem, quando os privile-
gios ctlitram as conquistas da liberdade, quando
i, i grande lirro da historia escrereo-se a epo-
peia sublime d.i liberlagao social, que vina en
desrespeiu-la : eu nao a descouheci.
Na humildad.; de meu papel tire um Gm eco-
nmico, em virluJe de inortnacocs quemo tu-
rara enderezadas : exactas ou nao ellas apresen-
- tavam por fundamento urna represen!ico, cuja
jusiica pareceo-me dictada pela dualidade de im-
posto pago.nas mesas do rendas do interior da
provincia sobra gneros estrangeiioa depois de
salisfeita na alfaudega da capital a contribu ao
de igual por edil tagem.
Quero, que se corrijan aquelles que por desa-
renis ou por moiivos menos confeasareis pen-
sam, que licito fase da reputado do funecio-
nano publico um leo, onde acalumnia apre-
goe as fazendas de larra propria, como um sor-
* i Jo mscate vendo ouro falso por rerda teiro ;
mas quera rae lerou ao prelo nao foi censurar o
mili honrado inspect-ir d.t thesouraria geral, que
de Ilimitados encomios scredor.
Se ontrelanto o enlhostasmo pelo interesse de
minha provincia aoeadeo-me a patarra [e com
decencia o tu) ; se exced as ratas do respeito, a
culpa nao leve a thesouraria, porquanto cura-
, pria-lhe execular a le, que emanara do poder
competonle ; e se deesa repartido orcupei-me
oi como um espelho, que reflecte iotmediala-
mente i exprcsso dese poder.
O Sr. Umbelino cora a cousciencia tranquilla e
com a c robusta, que o amina,.nunca provocar
flu lomera' a menor ceusura, porquanto lia sabi-
do captar applausos na gerencia deseo emprego,
pnis que ate boje s-ia posieao tem sido a da jus-
lict. Uin-i por ultimo, que o estado tinanceiro
quaudo der.ientc, necesstla de medidas que cu-
* Liiiin u deli.il ; e se por ventura, ajiinlando ini-
nha traca voz ao clamor que resurgi dentro os
commerciantes de algumas localidades da pro-
vincia, reelamei a suspejnso do citado regula-
ment, foi antes por querer, que essas medidas
i recahissent contra o commercio, que j.i ba-
ria pago ni ilniteg 1 1|2 por cento sobre os
eneros eslrangeires mporiados por cabolasem.
Julguei nao censurara um embregado no exer-
cieio de suas fuicyes ; porin enrgica ou nao
enrgica a phrase, o carcter do funecionalismo
publico foi respeil ido : julguei estar na linlia do
<: rcito : nao quera, que se creasse a tnvjolabi-
!i lade do abuso e que se coroasse de louros o ar-
chtteclo da roaegao ; por isso abr o artigo com
estas patarras No silencio di quietacao prefaz-
se ali o espirito progressista : nao ln negligen-
cia conderanar : perseguir o seu commercio
promover eu retrogradamento.
Minhas inleticoes porianlo n.io foram censu-
rar o Iilm. inspector, desde que, alfandegadasos
mesas de rendas, mandou, que se executasse a
lei, que subjeitava porcentagem de 1 1(2 os ge-
ueros j.i [. issa ios pela alfandeg*.
N.io obstante peno sempre desculpa ao mui
digno, mui honrado inspector da thesouraria ge-
ral em Alagoas, que me liottrou cora urna con-
lestacao, por sentir-se ofTendido cora a minha
! ibltcacao.
fiecife 5 de outubro do 18G0.
ilanoel Januario ezerra Montenegro.
Negocios de Olinda.
AO PUBLICO.
II
Pela expnsico que hontem ftzemns, rio-se que
mesas das duas freguezias de S. Pedro e S, n.io
linham precisan de barulhar s cleii^n para ven-
ceten ; assim como que as provocaeoes dos nos-
sos adrerssrios eran lillias de um plauu tsenla
do, que tornou-se evidente pelos ditos e maut-
festacoes que nairamos, e que tola a gente ues-
ta eidade condece.
l'iillou-nos, purera, tocar na evoluco dos gru-
pos que de S Pedro seguiam para a S, armados
' de cacet", pouco antes do disturbio, segundo af-
firma o Sr. Dr. Silvino, com a f de chrislo que
jura misturadamenie pelo Oeusriroe pela sua
honra, ensinando-uos assim que a invowo do
Sanio Nouie de eus, par precisa do reforjo da invocacao da honra do per-
ca Jor, que anda toda) atribulado cim eleices, e
que conseguinlemone n.io pJe deixar de'rer as
cousas pelo prisma da paixo e do interesse pro
prio. Era outras pocas urna tal formuli de ju-
ramento seria por domis sacrilega : em lempos
eleiloraes, porn, a iiopiedade aparora-se cora
as vestes da orthodoxia...
Diz o Sr. Dr. Silriuo que pela volta das 10 ho-
ras do da 9. alguns individuos que se barian
distinguido polo afierro ao lado que Ihe era ad-
verso, dirigirara-se do S Pedro para a S, se-
guindoMhes pntieo depoij, grupos de tres o qua-
tro individuos, armados de ccele, que doslila-
vam com pequeosintervallo. Executada aquel-
la evolucao, acrescenta o Sr. Dr. Silvino, retira-
ram-se os mencionado ci'lados para a freguezia
de S. Pedro, permanecendo na S os inlivtduos
que componham os referidos prupos.
E claro, no conceito de S. S., que os a/ferrados
foram a S, cirao eemmiSMrios do barulho !
Permitla-nos o Sr. Dr. Silvino que narremos o
occorrido com toda a franqueza, licando entendi-
do que nao nosso lim molesla-lo.
No da 9, pela raanltaa, lendo o subdelegado
ido ao Itecif", o delegado aconselhou aos Srs
Salgueiro o Boavenlura. o primeiro, membro da
mesa de S. Pedro, que rolardassera por um pou -
CJ o cometo dos trabalhos ahi, at que o dito sub-
delegado voltasse para assisttr a clles, emqnattlo
que elle delegado ia assistir aos da S. Eis a ra-
zio porque nesso da a mesa de S. l'edro nao cu-
megou a funecionar ao mesmo lempo que a da
S. Quanlo a expeclaco muda que o Sr. Dr. Sil-
vino observou em alguns dos nossos adversarios,
se nao isso clleilo de. prevencao, ou phanlagia,
e se. de facto ella existi, tem urna explicnnao
muitc natural. Esses individuos nao eram ds-
ses que gosl-ira do rebohcioe agitaco-: nao ten-
do motivos para eslarem a gritar, era cosiuman-
do fazerem tal. esperavam e d-sejavara a rolla (l)
do subdelgalo, para que os trabalhos podessem
andar.
Essa espera den occasito a qee o Sr. Victirno
Jos de Souza Traraoo e Joao Francisco Anlu-
nes. que assialiram sempre ao processo eleiloral
em 8, Pedro, aproreitassem o lempo para ir a
S, onde ainda n.io linham ido, para, por mera
curiosidade muilo natural e commum, verem
cojbo corra a eleieao, regressando d'ali depois
decuria demora, quando suppuzeraui que erara
horas de coraerarem-se es trabalhos de S.
l'edro.
Eis os nicos individuos a que parece dirigir-
se a insinuae.io de terem representado o papel do
commissjonados e transraissores do plano da
desorden.
O Sr. Dr. Silvino, pois. foi mal informado. E
agora, que S. S. j conheco o nome desses eida-
daos, nao duviJamos crer, que comnosco c mcor-
dar que, por mais que a malignt lado se es-
forc, nao da de conseguir coorercer ao publico
de que os Srs. Travasso e Aniunes sejam os ca-
racteres approprados para uesempenhar o papel
que se lites quiz allnliuir. O primeiro, pai de fa-
milia respeilarel, domem idoso, pacitteo e abas-
tado, Lio condecido na provincia, e est t.io
cima de unta lal imputacin, que os autores des-
ta apenas podero fazer rir, mas nunca serio
ureJitidos. O segundo um moco nimiamente
prudente, pacato mesmo, e >e bons costamos
Os seos desilfectos nunca conseguirao faze-lo
passar por anarchisla. O facto de ellos irein.a
Sj una accao lio innocente e isento de suspet-
la, como o de uiuilos dos arai_^s do Sr. Dr. Sil-
vino, que tambera lizeram outro lano, sem que
de nossa parte lite fosse at'ribuido mo in-
tento.
Quanlo aos grupos o evolurao, acredite o Sr.
r. Silrino que s dellcs tiroraos noticia peloseu
manifest. Temos mesmo indagado de pessoas iu-
suspeilas, se os virara, e uingoeni de lal cousa
sabe.
O que temos podido colher cora cxaclid.io, o
pode ser allirmalo por um dos absixo assiguados,
membro da mesa parocbial de S. Podro, que
pouco depois de ahi terem chogado de volta os
ditos Srs. Trarassns o Aniunes, rompen o con-
flicto na Se. I.nmediatamente que era baixo sou-
be-se disso, grande numero de pessoas para l
correo, c de caraioho iam armando-se de paos c
varas de cerca, que quebravara. Entre os que as-
sim se muniam com a primetra arma que se Ihes
oll'erecia visli, desliugui.t-se o Sr. Dr. EstCraO,
que vendo um rol uoso ccete na venda do Sr.
Jeronymo, pedio-o ; e porque Ih'o fosse negado,
sallou por um i janella, tomou-o, o sabio com
elle poronde tiuha entrado.
Diz o Sr. Dr. Silvino que aquello senhor diri-
gira-se para a S dizendo: antes de lodo meu
irraao. .{ esse respeito, porm, eis como se ex-
prime a nies*i n,i paite ollictal dirigida ao Ia'ui.
presidente da provincia :
Pinto esse sinislro, es que se aprsenla o
Dr. Eslerao Cavalcanti de Albuquerque, armado
de um grosso queri, para renovar o conflicto, o
que de facto aroMceeo, repetindo-se um grande
espancamento no pateo da igreja, resultando ser
preso um hornera cora unta faca depona, sendo
que a pristo foi eiTecluada pelo capito Francisco
Luiz Viraos I', militares dr. desgranas ter-sc-hiara
de lamentir nossa oceast.io, se o deputadogeral
Dr. Silvino Cavalcanti de Albuquerque n.io osse
de encontr ao sen irmao, o referido Dr. Este-
rao, e Ide pedtsso que, pelo leite que elles li-
ndara mamado (ezpressdes delle) se retirasse.
porque elle Silvino s quera boa ordem, o que
de feito desden principio pedia ao sen lado, nas
infelizmente nao foi atlenlido. Nessa tarefa de
abrandar o impelo do Dr. Esterio, o presidente
da mesa lo:nou parte, unido cora o seu referido
irmao.
Fulgimos ler occastio de aqui transcrerer pa-
tarras de justiga, que sao honrosas aos seniimen-
tos do Sr. Dr. Silrino.
Entretanto, afora aquella aeco imprudenU c
irrefleetida, nao arangaremos que o seu irmao
instigasse os nimos c procurarse o primeiro o
mais violento disturbio da s; pois nao osuppo-
mos to Iresrariado, que nao risse, que portal
modo deitarij perder a causa que advogiva....
Mais pederamos ainda duer sobre esse ponto.
Compre, porm, chegar s recusar/jes insolente*
e audaciosas.
J.iltsseuios no artigo anterior de que natuie-
/> foram as que tiveram lugar na S, ojnottva-
ram o fatdicobaja.
As outras que nto mencionamos deram-se com
individuos que se acharam as mesnas circums-
lancias dosSerras-Grandes e Pegados. inguera
que estives.se tas condiees de volar, isto que
fosse recon besado morador ni freguezia o os ti-
resso quaitlicado, deixou de exercer o seu di-
reilo.
Km S, Pedro o primeiro individuo, cjo voto
foi neis ido, era ora Africano, como lal reco-
nhecido pelo proprio Sr. Dr. Eslero, que entre-
tanto sustentara, que elle poda volar
O Sr. Ilr. Silvjno, que legislador e juiz com-
petente na materia, dir-nos-li.i se o Africano li-
vre tem ou nao o direno de votar, e se n nao
aceitacao do seu voto acha-se n-t numero dasre-
cusacoes audaciosas, de que falln.
Umi outra fui deum individuo que acudi ao
chamado de Jos Francisco, e que pergiintad
pelo seu nome, declarou edamar-se Manoel Anto-
nio de Olireira. D'vorin votar? pnatederia a
mesa insolente e audaciosamenle, recusando o seu
voto?
Charaando-se pur um votante, do c;ijo nome
nosnBo recordamos agora, apresenta-se um indi-
viduo, que por ser inteiramenle desconhecido, fui
interrogado para que dtssesse o seu nome, e elle
responde que era esse mesmo. A mesa exige que
elle repita o seu nome, o delegado [queentaonao
era sospeito ao Sr. Dr. Silvino), que costana va
eolloear-se junto ao presidente da mesa, Insiste
no mesmo sentido, e o presumido votante leiraa
em nada di/"r; islo, tinha-se esquecido do no-
me qiie Ihe disseram ser o delle ; at que vendo
que o seu vol nao era aceito, faz um esforz, c
apenas diz o primeiro nomo cerlo, errando o res-
to Deveri. volar ?
l'or esse gusto e genero anda alguns nulros in-
dividuos nao foram aceitos a votar, sendo que
acerca da nao ideulidade de pessoa convelo o dito
delegado de entao, que confiamos nao negar o
que dizenfos.
Hecusoii ainda a mesa o voto do um individuo
criminoso c pronunciado, lendo o pazer de ou-
viro dito delegado dizer a esse individuo, em lom
conciliatorio, que se retirasse, porque nao podia
vntar. .
Em todas essas recusacoes deram-se maisou
menos conlestaces, o n.io pode deixar do ser a
ellas que o Sr. r. Silvino so refere as patarras
aurfaciosas e insolentes.
Finalmente" at appareceu um negro captivo
par-n votar pelo lado do Sr. Dr. Silvino ; de tal
DIARIO DE ygREAMBUCO, TERCA FEtfTA 9 DE OTUIR DE 1860.
illlS
mudo que o propio oeuliot Uvssj uegtu,
partidario daquelle doutor, o uVclarou !
Devena esse escraro votar f
Ora, eis-shi como foran iisolentes as recu.--
Qes da mesa I Realmente, deploraroos que o Sr.
Dr. Silvino nao se livesse dignado enumerar as
recusa^oe haridas em cada urna das freguezias,
ou pelo menos a maior parlo dallas, raenciemando
os nomes dos individuos, e indicando as suas
moradias, para que entao o publico...-
E' verdade, que isso assenelhar-sa-ha a in-
rocaco do tyn teslimiinho; e o Sr. Dr. Silrino
tem urna patarra por demais aulorisads, para
amesquinhar-se a dar provns semMhanles, que
s podem valer, quando fallam individuos, como
ud oolros, que uo temos posieto o conceito
to qualilicados. Grande coma a o6ro de
altivez !
Dae-no, porm, que S. S. trate as mesas pa-
rochiaes de Olinda com lanianho desabriraento,
que impute-lhe o sacrificio do pudor, pnr effeito
do recusacoes imaginarias. F. tanto maior c o
nosso pesar, quanto oetto que o Sr. Dr. Silvino
era ouiras occisioes, o com outras pessoas, tem
sido de urna indulgencia, quo contrasta em ex-
tremo com o rigor que hoje desenvolve.
Ha qustro annos, por exemplo, o Sr. Dr. Sil-'
vino nao era assim.
Estar S. S. Icmbrado do que se passou era
Iguarassii, no anuo do 1856, quando urna mesa
parochial, em urna qnalificaco do mais dedous
m-l volantes, s recolheu urna 150 listas, re-
pellindo a grande massa das votantes, desconhe-!
cendo al ao coronel Manoel Pereira de Moraos, I
humera importante, que contiva mais de 15
annos de residencia no lugar, e levando no pro-
cesso dos trabalhos 13 dias ?
Peder dizer-nos quera era o joven candidato,
altivo amigo da rudesa, mas immaculado, que,
j cora a sua presenca, j cora os tena conselhos,
por sua vez lam bem chegou lenha pira era
que era rousummado o sacrificio do pudor; que
linalmento colheu o frtelo do plano nefando ?
Uecordar-so-ha se aquello que cuigtu a cora
do vencedor, achot quem erabargisse-lhe a
marcha do carro Iriumphal, e se o vencido pre-
tenden despurar-lde as palmas rerdejantns da
rict ira, escarramlo-lhe improperios sobre os
louros virosos do triumpho ?
Se as siluaces fosiem as mesmss, se a licao
do caraiheirismo podessem ser aprovetada e se
por ventura as cousas era Olinda n.io tiressein
marclndo com toda a regularidado, como mar-
charan!, aindi assim a nos ou tros (icaria o di-
reilo de responder aos brados injustos que agora
so erguem : dem ter idem.
Na guerra, como no jugo, perde-se em um
da, e ganha-se no outro. O que preciso
ter a mesma alma, quer n'uma, quer n'outra
circo instancias.
Se algiima patarra nos cscapou, que possa
levemente molestar ao Sr. Di. Silvino, estamos
promptos a retira-la.
Olinda. 30 de setembro de 1860.
Francisco l.niz l'tr/i.>\
Joo Gongatoei Rodrigues Franja
'3>
s icledu.le lucios les respeclirM, e receberao salarios correspon-
dentes a seus merecimento. Com o emprego de
machinas para serrar o apromptar os madeiras.
muilo menos pesado se lomar o trabalho dos
caraptnas e marcineiros.
Corre-nos o derer de brevemente prevenir um
mo jurzoque por ventura se possa anli-pdr
contra raim na qualidade de ostrangeiro; pus
eom quanto en tej cidado francez, todava acho-
rae hoje identificado com os interss-3 do Brasil,
era particular di Pernambuco, n.io s por urna
residencia de miiilos annos, como por ser o ber-
co de minha mulher e de meus filhos. Desejo o
melhoraraento, engrandecimenlo e progresso Oes-
la importantn e rica provincia, era cuja obra era-
penhotodaa minha forr;a phisica e moral; e
praza a Dos que os nobres Pernambucanos,
compenetrando-so desta minha sinceridnde, au-
xilieni-me por em accao lodo o meu pensa-
mento. dedicado a felicidade desta provincia.
Recite, 4 de outubro de 18*50
F. M. Duprat.
Pnblicacoes a pedido.
Faitto Aullen.
Igiweio Accio de Al me ida.
JoscV Antonio Pinheiro.
Jos Rodrigues Valenca.
ASSOCIAQO
DE
(1) Expeclaco s f. esperanza solicita de suc-
cesso, ou chegada de alpiem (vid. Coustancio.)
Constando-nos que o Sr. Joo Antonio Alves
da Silva, segundo supplente em exercicio dasub-
delegacia de Tanandar, despenado era razo do
Sr. Ubaldo Umbelino llamos ler adherido um
dos lados conservadores que all dtspaium entre si
as eleieoes, lera-no am.-acado cora ura phantas-
lico e estpido processo,* e com o recrutameotu
para a niartnha, vimos protestar contra laos bra-
vatas e arbitrario Lides, e [azor-Ihe sentir que
cima de Smc. es^ a lei, e de seus extremos
execulores o Exm. Sr. presidente da provincia o
e o Ilhn. Sr chefe de polica.
O Sr. tibaldo Uuihelino llamos s tem Contra
si o verdor dos annos, que o faz euldusiasinar
pela parte a [iio se inclina, que sempre aquel;.)
que mais symbolisa os piiucipios de ordem ejus-
li^a ; e siillicienlemento escudado,' a sua causa
nao correr indefeza.
Kecife 6 de outubro de Ja60
AO PUBLICO.
Sempre aborrec discussdes o lulas passo.ies :
pnr este motivo declaro que nao respondo ao
communicado publicado hoje no Diario de l'er-
nnmbuco sob a epigrapheNegocios de Olinda,
era a-quantos possam apparecer no presente*c
no futuro sobre as desgranadas necurrencias ha-
vidas na S de Olin la. no dia 9 do mez lindo.
Devo muito a minha dignidade pessoal e a rr-
dade que j expui para n.io querer por em jogo
a priraeira, neni adraitlir. duvida sobre a segun-
da : Quod di.vi, dixi.
Futre a exposico que fiz no Diario de Per-
nambuco de 2 do mez passado, e o que disse-
ram e possara dizer os comraunicantes o publico
que pronuncie o seu inexoravel rerdiciim.
Recite 8 de outubro de 1860.
Silvino Cavalcanti de Albuquerque.
UtilLdnde de ama sociedade, tpndupo-
olijeclo a co!ii|u'a de ten'cnos, clili-
eaft de i|ii;tl(|iiep obra, especial-
mente de casas aesU capital e seus
arralaldes, por emita de particalar
res,4a gaveraa eda mesma socieda-
de, ludo feito coiii grande pronipti-
dao, perfeicao, bom gusto c solidez,
e pop prega de 23 por cento, pelo
menos, mais barato do que os pregas
pagos actualmente.
Apresentanos pela primeira vez este nosso
projecto era selembro de 1857, e adiamos varias
pessoas promplas entrar cora sen contingente
pata a ormaco do capital, oulros, apreciando
tamberaa ntilidade da empreza, julgaram a oe-
casi.io menos uppnrtuna por se acharen] entao
os preces dos materiaes e mo d'obra considera-
velmi'fito eleva los, sobreludo todas as qualiia-
des de madeiras.
11 'je, porm, que os materiaes e madeiras lera
tornado aos presos de 1SG, isto de. 33 50
por cento mais barato do que estiveram de 1357
a principios de 1S00, jnlgaraos ser ocessiao de
apresentar de novo ao publico o nosso projecto,
e aproreitar este monate de fin de crise (i-
nsneeira, para chamar a altencSo de todas as
classes de capitalistas, e convid i-los subscre-
rerem a qnsnli i que quizerem, de 1005 at 100
cantos doris, para a formaco do capital social
que julgamo* neressario nossa empreza, de
1,000 conloe de ris.
A sociedade que pronomos ser urna SOCIE-
DADE EM COMMANDITA, cuioa socios colterli-'
vos devero entrar para o capital, pelo menos,
cora DO entilo? de ris.
A meta le do capital [500conloa] ser realisada
no prazo de 20 mezes da data do contrato da sor
eiedado, era 10 prestarles, de 10 por cento, do
capital subscripto. A prime! a presta;ao ser
paga na occasi.io do assignar o acto de sociedade
e as nutras de dous em dous mezes al preenche-
os H) mezes.
Logo que for subscripta a metido do capital o
realisado o pagamento da primeira prestaeao de
10 por cento, a sociedade Picar constituida e os
socios colleclivos, gerentes da sociedade, darao
comeco s suas*operacoes.
Os fundos realisadosserao recolhidos, por con-
la da sociedade, em conla corrente de juros, nos
cstabelecimentos banca ros.
A nutra melado do capital (500 rentos que pro-
fazern o capital pedido de l.OO conlos de ris)
ser preenrltida por novas subse.ripces, a pro-
porc.io que os socios gerentes julgarem tieces-
tario, e com o premio, qneento for realtsavcl,
len.io todava direito preferencia a proco igual
os subscriptores fundadores.
A durac.iod.i sociedade ser de 12 annos, con-
tados do dia em que a olScina principal comectr
trabalhar.
Hoje que as obras publicas acham-se parausa-
das c que muitos particulares desejam empregar
parte de seus capilaes disponas em predios
a ujelhor occasi.io de rcalisar-sc a nossa ulilis-
sima e to neoossaria empreza.
Este momento o melhor possivel para com-
prar terrenos, reunir, formar depsitos de malea
rtaes de todas as especies ; pur tanto convido
lodos para que me ajudem 6 dar cometo.
A sociedade lera seu serrino ura hbil ar-
chitecto francez, meslro de ofOcinas c machinis-
mos modernos, para execut ir os obras com luda
a oereujo, elegancia, promptidao e baraieza
relativa.
Os rcestres e ofciaes nacioaaes acharo neta
Soccorros Mutuos
Lenta Emancipaco dos Captivos.
Retacan dos Illms. Srs. socios protectores e
particulares que concorreram para a realisa-
jioda liberdade da menor Romana.
O Exm. Sr. presidente da provincia 205000
SOCIOS PROTECTORES.
0 Exna. bispo deocesano,.....50j000
i) bar.io do Lirrarento .... 5j000
presidente do merelissimo tribu-
nal d<>- commercio.......203000
O lllui. Sr. coronel Antonio Gomes Leal 25)000
Joo Jos de Goreia 509000
Dr. Gabriel Soares Raposo da
Cmara..........20000
Manoel Piguerua de Pa-
ria ............53OO.1
Illra. e ftev. rigario do Altinho I03OO
paire Jos Leite Pitia
Orligueira.........
lllm. Sr. commendalor Antonio Car-
Praca (lo Rccife 8 de ou-
'ubrodeiSGO..
iVs tres \\v>v*.\H da tvrac.
Cotiieoivs ofliciiics.
Cambio sobre Londres 26 1|4 e 26 1|2 d.
00 div. l
George Patchelt Presidente.
ubourcqSecretario.
Alfaudega.
Rendiracnto do dia 1 a 6 .
dem do dia 8......
87:867$66a
2:509.; 96
110:8779158
lllm. Sr. coramendador LuizdeCar-
valho l'ni's de Andiade......
lllm. Sr. capito Joaquim de Albu-
querque Mello........
lllm. Sr. capito Flix francisco de
Souza Magalhes.......
Illra. Sr. coramendador Antonio M ti-
ques de Amorira.......
lllm. Sr. fre Joaquim de Santa Ma-
ra Cunda .........
Illra. Sr. fre Noberlo da l'urificaco
Paira...........
Illra. Sr. Capito Joaquim Francisco 59000
DE PARTICULARES E SOCIO REGULAR.
Slovliiicnto da alfaudega.
Voluntes entrados cora fazendas.. 6
cora gneros.. 0*5
------ 104
oltimes sahtdos com fazendas.. 62
cora gneros.. 126
------ 168
Dpscarreg.ini hoje 9 de oulubio
Barca ingle/aJodn Martinferro.
Barca inglezaMargarethbacalho.
aVirta portuguesaSympatkiadiversos gneros
Bngue iuglezGitanodacalho.
Briguo ingle/. Una carrao.
Barca aruericadaMarianfiriuha de trigo.
dem idem soalho de dito
dem em obras eixos de
pira para carros. .
dem idem rodas de dita
ditas......
Mel......
Milho ....;.
Pedras de amolar .
dem de filtrar .
Idem rcbolos ....
Piassara em molltos .
Sabao......
Salsa parrilha. ,
Sebo em rama. .
Sola ou vaqueta (meio) .
Tapioca......
Dubas de boi .
Vinagre .....
Pao brasil ....
secu-
par 16$00O
para
30S0OO
caada 400
alqueire 3J500
urna 800
9S00O
lgiiM
um aoa
libra 120
arroba 25J000
5$000
urna 2$80O
arrha 33500
cento S3tiO
pipa 5O9OOO
quintal 1J00O
Consulado reral.
MoTmeato do porto.
A'aiio entrado no dia 7.
Htvre40 dj|^ barca franceza Havre de 180 to-
neladas, dfjilao Martillean, cquipag.-m 1 i.
carga differentes mercaderas, a Tisset Preres
Navio tahido no mesmo dia.
Porlos do nortevapor nacional louarasi com-
mandante V lenle Joaquim \. Horeira.
Navio entrado no dia 8.
Aracaty7 dias. hiate brasileiro Ineeneicel do
35 toneladas, capito Jos Joaquim Alves da
Silva, equipag'-ra 6, carga sola couros e mais
gneros ao mesmo capito.
^avio sahido no mesmo dia.
Emcomnissaobngue barca de guerra nacional
llamarae, commandanlc o cipitao-tcuente
Joo (lomes de '-*.
Rendirnenln do 3 | a6 .
dem do da 8 .
4-9579231
853;995
5:81l226l
V ce _
O. ti)
. 1 S-.
I
Horas
25J000
ljOOO
5|000
205000 j
10J0O0
53000!
10$000
5300a
Diversas provincias.
Renditnenlo do dia 1 a 6 240s9l2
dem do dia 8.......' 3
2 .1*912
Despachos de exportarlo pela me-
sa do consulado desta eidade
dia S de ontnliro de l: um
LisboaBarca portugueza Grstidao, C Noguei-
ra & C i tiaves a,- pao de arco
Liverpool-Bajea ingleza cPalmatha, S. Bro-
thers tS; C, 798 saceos assucar mascarado.
Uccebetloria de rendas internas
Sreraes de Pcrnambm-o
Atnosphera.
UirecQao.
Intensidade
ce
r-E i r (i) i -------------
C C5 c-i -I .
t-, _. --, -_ Centgrado.
t l l 14 t
9 O i. b "
Reaumur.
-1 -i -i -i _|
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I Fahrenheit =
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H'jgrometro.
?= r' ?--3 .
^ 20 t
Barmetro.
O
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pi
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O
O

llendimento do dia 1 a 6 .
dem do dia 8 1...
O lllm. Sr. Dr. Antonio Epamiuondas
de Mello......... 20-;000
lllm. Sr. capitn Firmino Jos de
Ohveira ..........IO3OOO
lllm. Sr. Lino de Parias .... 2iS')00
Juviuo Carneito Macdado
Rios :..........2OS00O-I
Iilm. Sr. Marcolino dos Santos Pi-
nheiro ...... 5;0i)f)
Un annimo.........5;00'l
Arrecadado pelo socio Francisco de Pau-
la Real............(29000
4228000
Relacu dos Illms. e Exms. Srs. que na sesillo
magna do anniversario, subscrereram e de-
ro em favor da liberdade da menor simibran-
ca Mara Noberla.
O Exm. Sr. presidente da provincia SO-JOOO
lllm. Sr. Dr. chefe de poli.-ia 50JJ0O
Antonio Vicente do
Nascimento Feitosa...... 0O3OOO
Illra. Sr. Bernardo Jos da Cmara 50g000
Andr de Abreo Porto 50;000
i> >> lenle coronel Feliciano
Joaquim dos Santos ...... IfJgOGO
Jllra. Sr. Ignacio Amonio Borges IO3UOO
Joo Saraira de Araujo
Galro r..... 5$000
lllm. Sr. Antonio Rodrigues B"ma 1000'l
lllm. Sr. Francisco da Silva Cardoso. OJOOO
capito Migue', da Fonsca
Soarea e Silla........ 5.-000
lllm. Sr. Jos Maris Nunes ij'MJ)
Jurino Carneiro Machado
Rios........... 2O3OOO
lllm.Sr. Jo.io Jnaqumtle Figuerelo 10SOO0
Jos Theodoro Gomes OJOOO
Joaquim Lopes Pereira Gui-
maraea.......... 1^230
lllm. Sr. Thomaz Jos de Olireira 19000
AssociacSo Bemb-itbra...... 8yM)0
O Illn. Sr. Balbiuo Jos deA. : 2300
Sr. Rufino Manoel di Cruz 2H0<>
Sr. Lucas Evangelista 2300
Manoel Paula de A. 2$O0<
Marcolino....... 1-jO'K)
" ) Luiz Jos de Franca 2:000
Quirino Jos de Barros 5a000
Luiz Antonio de Barros 53000
Manoel Raimundo Penna
Forte........... SjOOO ]
Ura aiionyiiu ,"........ 501) j
37 780 :
N. B. Deixamos d mencionar as assignaturas
que ainda nao foram roallsadas.
Os abaito assignados, enlendendo nao de-
verein continuar a pertencer a sociedade Acsde-I
mica Promotora da llemiss.io dos Captivos, em !
virlitde ao carcter poltico que t"m desenvolv-1
do, aoccorrem-se a esta publica;ao, ulim de que!
tslu chegue ao conlnci nenio do seu directorio.
Parece, que em taes circumstancias, outro nao'
de vera sor o nosso expediente ; em primeiro lu-
gar, porque n.io somos, era potemos ser poli-
ticos, e em segundo lugar, porque ao constituir-
nos a sociedade de que ora nos eliminamos, nao
tiremos outro seitlimento de auxiliar a emancipago do unta
pule de nossos nfelizes irmaos volados dureza j
do captiveiro.
Porianto n.io nos foi possivel soffrr por mais
tempe, que abutaodo-se de urna sociedade cons-1
liluida sob a inspiraeo de seiiliinentos pura-'
menle liumanitario.s, se ebegasse a [ionio de con- j
verlerera-na era club poltico e em meio do di-
rigir cumprimentos.
Assim, eremos ter motivado a nossa elimi-
na cao.
Jaciolho Pereira do llego.
Lourcnco II.v.erra de Albuquerque Laceria
Horacio Walfrido Perigriuo da Silva.
Manoel do Reg ftarrus Souza l.eao.
Birthlomeo Torqoato de Souza p Silva.
Jos Maris Carneiro do Albuquerque Lacerda.
Olympio Ensebio de A. Galvgo.
Jernimo Cabral Rodrigues Chavos.
Jacinlho Paz Moreira de Nendonca
Luiz Jos Carneiro de Souza Lacerda (thesou-
retro).
Jos Joaquim Bastos Neves.
Miguel Jos de Alm"ida Pernambuco Filho.
Goneaio de Lagos Fernand-s Bastos.
Melcades Augusto de Azevedo Podra.
Manoel Caldas Barrete Jnior.
Lucas Antonio Monleiro de Castro.
Manoel Jos Mmiteiio da Silra.
Jos Mnria de Albuquerque Liras.
Audi Cavalcanti de Albuquerque.
Loureneo Bezorra Cavalcanti de Albuquerque.
Cnolano Aogusto de Lorola.
Jos llenriques Cordeiro de Cas'.ro Jnior.
Manoel Jos Monleiro.
Miguel Gomes de Figueiredo.
Candido de Lemos.
Augusto Olympio de Casi.ro.
Abel lir.-i._a.
Candido Jos Rodiigues Torres,
Rufino Tavares, o Alraeidav
10.083*937
1:111*431
11 500811?
Consulailo provincial.
Rendimento do dia 1 a 6 7:1309499
dem do dia 8....... 7865919
7:937811*
A noile nublada echuvosa. vento S o assim
amanheceu.
osr.ti.LAf.vo da aun.
Preamar as 0 I, \-s h manha, altara 0 0 p.
Brfixamar as 3 h 54' da (arde, altura 1.50 p
Obserraioiiodoarsi-fial demarinha 8 de ou-
tubro de 1860 v,K,:A.sJ,:P(ICh_
Sditaes.
Prcros correnlcs dos pi'incipacs gne-
ros c pi-oiluccoes uacioiacs,
que se despacham pela mesa do consu-
lado na semana de
de 3 o 13 de outubro de 1860.
Agurdente alwool ou espirito
de agurdenle '. .... caada 1-120
dem caxaca...... GOO
dem de cana...... 13000
dem genebra....... i.yoo
dem idem....... botija 320
dem licor....... caada l$2S
dem idem....... garrafa 32C
Idem resillada e do reino cacada IgGOO
Algodao empluma 1.a sorle. arroba 7J6T0
dem idem 2.a dita .... Cj}600
dem idem 3." dita .... 5/J60 '
dem em carneo ..... !j900
Arroz pilado...... arrba 2->j00
dem com casca..... alqueire 3$600
Assucar branco novo arroba 4_$300
dem mascarado idem ... JOO
Azeite do niumona .... canada 1?'J-0
dem de mendoim c de coco. 20OI
Borracha lina...... arroba 73001
dem grossa...... 4f00
Caf era grao hora..... arroba 7|300
dem idem rcstolho .... f, 42500
dem idem com casca. ... 500G
dem moide...... 9g60i
Carne secca ... 4_J500
Carvo de madeira .... 1$I)C0
Cera de carnauba em pao 9_JO00
Mein idem .mii velas. ... 13JJOO0
Charutos bons...... cento 2~.|i)
Idiiti ordinarios..... IgOCO
Mera regala...... 3*000
Chlfres........ 5_}000
Cocos seceos....... ,si un
dem salgados ...... libra 220
[dem idem seceos espichados. y 400
dem idem verdes .... 1i
dem de cabra corlidos um 30h
dem de onea...... 10_?000
Doce de calda...... er 500
dem de Goiaba ..... 4\
dem seceos ...... l$00l
Espanadoies grandes. u;:i 32o0
dem pequeos ^ l'b'0<)
Esleirs de preperi .... urna 300
Estoupa nacional..... arroba lJGiilt
Farinha do ararula .... SSOOO
dem de mandioca .... alqueire 2ji50O
Feijfio........ alqueire 7g000
Pumo em folha hora. arroba 15S0 C0
dem idem ordinario. ... OjJOOO
dem idem restolho .... 7$0t)|)
dem em rolo bom .... 1G0 0
dem idem ordinario. ... 0^0(0
Gomma polvilho 4f000
Ipecacanhua...... ana- SgOGO
lenha era ochas grandes cento BJ500
dem idem pequeas. ... >> 13600
dem em toros. ... 12j0rn
Madeiras cedro tahoas de forro urna 35000
Louro pranchoes de 2 cuslados um 95000
Costadinho....... urna 65000
Costado........ 8JCC0
Forro......... 2S500
Soalho ."...... 4$000
Varas aguilltadus..... 2S240
dem quiriz....... I56OO
Virnhtiro pranchoes de dous
costados....... SOCOO
dem idem custadiuho de dito 12gO00
dem tabo3S de costado de 35
a 40 p. de c. eSl/2 a 3 de
,arura ...... 45g00C
dem idem dito de dito uzuaes 168000
dem idera de forro .... 65000
O Or. Anselmo Francisco Peretli, commemiador
da imperial ordem da liosa e da de Christo, e
juiz de direito especial do eummercio desla ei-
dade do Recite capital da prorincia de Per-
nambuco cseu termo, por S. M. I. eC. oSr. i.
Pedro 11, que Deus guarde, ele.
Paco saber pelo presente, que por este jui/o e
cartorio do escrivo, que este subscreveu, corre
una execoQo de senlenca entre parles exequen-
les Miranda & Mello e executado Manoel Lopes
Bezerra, quo tendo-se f.iio pender era dinheiro
que se acha rpcnlhidn ao deposito publico na
quantia de 746-751. pert-racenle ao executado, e
era audiencia do da 3 de ouiubro crrenle por
paite do solicitador Joaquim do Albuquerque o
Mello, procurador bastante dos exe [nenies, me
fura t.'iio o requerimeotn seguinte :
Aos 3 de outubro de 1SGI!, tiesta ciJsde do tto-
cHe de.Pernambuco, em publico audiencia que os
teitos e paites (,i, |)r. j,,,,. ,.,. ,__,.,.,_, ,
do commercio Anselmo Francisco Peretti, nella
pelo solicitador Joaquim de Albuquerque Mello
procurador dos eieiiuenles Miran !.i Mello foi
aecusada apenhora feita em dinheiro; lequcren-
do que se passasse edilal para a cilacao dos ere-
dores inferios com prazo de Ul dias," e Iicas3em
assignados os dias da lei' 6 ineMiia penhora.
Adiando-s prsenles o sulicil idor .'! injel i; .-.--
mundo P.nn.i-foile procurador do cxeculado.
por parte desle podira vista o ie ourido pel
juiz, honre ambos'os rcquerimenios por deferi-
dos Extrahi o presente do protocolo das audien-
cias e junio a referida predatoria que em conse-
quenca da qual lora fea a penhora Eu Manoel
de Carralho Paes de Andrade, escrivo o os-
en vi.
Por forea do deferimenlo dado a este requeri-
mcnlo, o escrivo respectivo fez passar o presen-
te, pelo tdeor do qual serio citados os crelores
inrertos por todo o conteudo no re.jueriuii'nlo
aqu transcripto, alim de que dentro do prefixo
prazo de 10 comparecm neste juizo, allegando
o que Ihes for a dem de seu direito e juslica.sob
pena de rerelia.
E para que rhegue noticia a quem inieressar
possa, mandei passar editaos que sero allixados
e publicados pela imprensa
li 1 o e passado nos!a cidade do Re fe, capital
da provincia de Pernambuco, aos 5 de outubro
de 1860, M:' da independencia e do imperio a^
Brasil.
Eu Matoel de Carralho Pacs de Andrade. es-
crivo do jui/.o especial do ooBimercio o liz es-
crever.
Anselmo Francisco Peretti.
Pela capitana do porto se faz publico, que
iica marcado o prazo de 3o dias, para dentro del-
le serew removidas as cavernas eqt.ild.is dos na-
vios desmanchados na Coia dos Passarinhos li-
cando os roapeetirva proprietaroa obrigados
muits do Mi- e despozas que lizcr a mesma ca-
pilania corn essa remoco. se nao se ajiroveita-
rem do prurc que nesta dala tica marcado.
Capitana do pono da Pernambuco, 5 de oujit-
bro de lsbU O secretario, J. P. Brrelo de Ml'u
llego.
Pela capitana do porto se faz publico, quo
em yirludede ordem do Exm. Sr. presidente da
provincia., contrata-se com quem melhorcs con-
oiojes oOTorecer, a tmpressao de objecios para o
expediento, bem como a publicacao dcaunuutios
e editaes.
Capitana do porto de Pernambuco, 5 de outu-
bro de 1860.O secretario, J. 1\ Brrelo de Mello
Reg.
Pela capitana do porto se faz publico aos
piopiielatios de navios du porto des.t cidade,
que nao os lenham arrolado, sao chamados a
cumprr essa condico do revularaentu das ca-
pitanas dentro do prazo de 15 iliis, con'a Jos des-
ta dala, sob pena de inulta, e pubiiat;o de tbi-
da do navio nao arrolado.
Capitana do [orlo de Pernambuco, 5 de oulu-*
i>ro de ISO O secretario, J. P. Iturcio de Mel-
lo llego.
O Dr. Agnsliitho Ermelino de Leo, do cor.selho
de S. II, o Imperador, couimendador da ordem
de Carillo, desembargtdor e presidente da re-
laco de Pernambuco.
Paco saber, que pela presidencia da provincia
me foi irnnsuiitiido o aviso do ministerio da jus-
lica do 4 do correnle mez, que, considerando
vago o ollicto de 2 esetivoo de appelhroes e
aggravos da relncito desls provincia pela impot-
sibtlidade do ierventuatio Manm 1 Peres Campel-
lo Jarorae da Gama, S. M o Imperador, manda,
do conformidade com o relaco de consulta de
seccao da tica do conselhp de estado de 5 do
marco de 1853, c decreto n. 817 de 30 de agosto
de 1851, que teja poeta concurso o referido of-
hcio, devendo os preteiidrnles comparecer den-
tro do prazo de 00 dias da data da publicacao des-
te, munidos de documentos legaes.
r
II FftfVFI l


(4)
DIARIO DE PERNABMUOO, TERCA FEIRA 9 DE GUTtJBfW) DE 1860.
L para que lodos techan atienda mandei pas-
sar editaes que serao afixados nos lugares do
costme o publicados pela imprensa.
Recite de Pcrnarubuco, 25 do agosto de agosto
de 1860.O secretario da rclaco, Domingos Al-
fonso Ferreira, o escrcveu.
Agoslinho Ermelino de Leao,
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo,
juiz de direito especial do commercio desta ci-
dade do Recife, capital da provincia de Per-
nambuco e seu tormo, por S. M. I. cC. o S.
D. Pedro II, que Heos guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem e
dellc noticia tircrera em como no dia 10 de eu-
tubro do corrente annn, se ha de arrematar era
prar^a publica deste juizo na sala dos auditorios,
e fiuda a audiencia, o escravo Leocadio, criouUt,
avaliado em 600;>000, pertencente aos herdeiros
de Joaquim Barbozn de Moura. o qual vai pra-
ca por execuco, que lhes move Jos Joaquim d
Miranda; e caso nao tenha lancador, que cubra
o preco da avaliaco, ser a arrematado foila
pelo preco da adjudicaco com o abate da le.
E para que chegue ao conhccimcnlo de lod06
mandei passar editaos queseao publicados pela
imprensa, o affixados uos lugares designados no
cdigo do commercio.
Recite 28 do setembro de 18G0, 39 da inde-
pendencia e do imperio do Brasil
Ku Manoel Maria Rodrigues do Nascimento, es
crivao o subscrevi.
Anselmo Francisco Perelli.
THEATRO DE S. ISABEL.
COMPANMi LVlilCABE UltltlMMEU
Quarta/eira 10 de outubro
Represeutar-se-ha a opera ees tres actos de Donizelti
na "
principiara as 8 horas era ponto.
Os bilhales venJera-se como deeostume, preferndo-se os senhores assignatesal o dia 9.
LEILO
Importante c variado
Avisos martimos.
Para o Aracaty
OhaleSanla Rita recebe carga: trata-se
com Matlins Irmo ra da Madre de Dos nu-
mero 2.
Deciara^oes.
Segu em poneos dias o palhabote nacional
Dous Amigos por ter sua carga quasi comple-
ta ; para o resto queainda podo receber, trata-
se com sou consignatario Francisco L. O. Azeve-
do, ra da Madre de Dos n 12.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimentc
do arsenal de guerra, Unu de comprar os objec-
tos soguintes :
Para o secretario do commando superior.
1 livro pautado de 100 folhas do papel de llul-
landa.
5 ditos de 100 folhas de papel almaco paulado
2 ditos do ditos de 50 folhas.
6 ditos do 20u fulhas de papel almaco paulado.
2 resmas de papel almaeo bom.
10 cadornos de papel de Ilollanda marca gran-
de nao paulado
1 dil) de papel mata-borro.
Meia libra do omina arabia em p.
2 garrafas do tinta preta.
200 pontias de ac em caixinhas.
50 ditas de ganc.
6 iapis tinos.
3 caivetes de aparar pennas.
2 libras de areia preta.
2 teguas de madoira.
1 sinete de metal com armas imponaos o le-
gendacommando superior da guarda nacional
de Garanhuns.
1 prensa para o memo sinete.
1 escribana de lato.
Tara as secretarias dos corpos da mesma guarda
nacional.
10 liv os de 50 folhas de papel Ilollanda pau- i
lado.
30 d.tos de 50 folhas de papel almaco pautado.
5 ditos de dilus de igual papel. J
Quem quizer vender tacs objectos aprsente as
suas proposlas em carta fechada, na secretaria
do conselho, as 10 horas da manhua do dia 3 do
outubro prximo vindouro.
Sala das sessocs do conselho administrativo,
para fornecimonlo do arsenal de guerra, 3 de
outubro de 1860.
liento Josa Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim l'ereira Lobo,
Coronel vosal secretario interino.
Novo Banco de
Pernambuco.
Sao convidados os Sis. accionistas do
uovo banco de Penifmbuco para virem
receber o cjuinto dividendo de Os por
accao, do dia 10 de setembrerem citante.
Directora geral da iustruccao
Prezidio de Fernando.
Saho com a raafur brevidade S barca brasileira
Atrevida; quem oella pretender caijegar ou ir
de passagem, dirija-so ao capitao Claudino Jos
afio'so; na praca do commercio.
.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR-
F.spera-se do norte al odia 11 do correte,
o vapor Paran, commandantn o primeiro l-
enle Pontos Riboiro, o qual dopois da demora
do cosame seguir para os poitos do sul.
Recebem -se desde ja passageiros e engaja-sc
a carga que o vapor poder conduzir, a qual
dever ser embarcada no dia de sua chegada :
agonna ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo
\ Mondes.
PELO AGENTE
PESTAA.
O roforido agente tara leilo por conla e risco
de quem peilencer, quarta-feira 10 do corrente
as 10 horas da manhaa no armazem do Sr. An-
uos dofronie da alfandoga
DE
Barris de 5 arrobas com presuntos:
30 caixas com duzias de garrafas con cerveia
Basst. '
LEILAO
DE
m & sp a sp
5
^
s

PELO AGENTE
CONlPNHIA BRASILEIRA
DL"
publica.
Fago saber a quem interessar possa, que o
Illm. Sr. director geral interino, ouvido o con-
selho director, ha por absulvidos da multa que
lhes havia sido imposta, oiu allenc&o aos justos
motivos que allegaram, os proe:>sores o profes-
soras particulares abaixo mencionados ; tirando
em vigora citada multa a respeilo do todos os
mais, temidos na poitiria de 28 do agosto ulli-
mo, cuja relaro nesta data foi enviada a fhe-
souraria da fazenda provincial.
Secretaria da instruccio publica de Pernambu-
co 5 do outubro de 1800.O secretario interino,
Salvador Honriquc de Albuquerque.
Nomos a que se refere o edital supra.
Padre Joaquim Jos de Farias.
Joaquim francisco Balmacedo.
Joaquim Jos* Florencio do Moura.
Victorino Antonio Martin?.
D. Candida Balbina da Paixao Rocha.
D. Amalia Viceocia do Espirito Santo.
D. Mana Seraphina Vieira.
D. Mari.) Eugenia Ferreira.
D. Berlina Carolina Cesar Gatvo.
I). Anua Maria da Conceico.
D. Joseplta Maria do Espirito Santo.
D. Maria de Nazarelh Augusta.
D. Joaquina Lourcnca da Conceico Luna.
D. I.uiza Annes de Andrade Leal.
1). Elena dos.Sanios Pinheiro.
D. Maria Joaquina do Paraizo.
I). Thereza Cuilhermina doCirvalho.
D. Francisca de Assis Domingues Carneiro.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para serem re-
col hidas desde j as notas
de 10,000 e 2o,ooo da
emissao do banco.
Con,selho de compras navaes.
Sendo j>oslo novamente em concurrencia no
dia 11 do andante raez, sobas condicoes.j pu-
blicadas, e do eslylo, o fornocimento'at o fim de
dezembro prximo, de carne verde aos navios da
armada e estabclctimentos do marinha, conforme
isso ordena o Exm. Sr. picsidento di provincia ;
convida o conselho aos pretpndenlcs apresen-
tarem-se nesse dia, pelas 11 horas da manhaa.
com as suas propostas em carias fechadas.
Secrstaria do conselho do compras navaes, em
.8de. outubro de 1860.O secretario, Alexandre
Rodrigues dos Anjos.J
O lanzador da recebedoria de retidas inter-
nas goraes, de confermidade com os $ 1, 2, 3,
4 e 6 do art. 37 do decreto de 17 de, marco do
corrente anno, contina no dia 8 do prsente
mez a fazer a collecta na travessa do Marroquim
e Carioca, caes do Ramos, ra Direira; ra da
Peoha, Prac.a do Mercado, Ribeira do Peixe, lar-
go da Penho, largo da Ribeira, ra de Santa Rita
e praia de Santa Rila ; do bairro de Santo Anto-
nio, do imposto sobre ae loja.-|e casas commer-
ciaes, o outras de diversas classes, e denomina-
coe9 ; avisa aos dorios dos seus respectivos esta-
beleciraentns, que tenham os seus recibos ou
papis de arrendaremos de suas casas nos di-
tos eslabelccimenlDS para por elles se fazer o
proces3o de lni;amentos na razao de20 por cen-
to do aluguel anntial. Recebedoria de Pernam-
buco Cde oulnbro de 1860.
Jos Tbeodoro de Sena.
PAQUETES A VAPOR.
Espera-se dos porlos do sul o vapor Tocin-
lins, at o dia 13 do correte, commanJante o
primeiro-tonente Podro Ilypo'ito Duarle, o qual
dopois da demora do cosiume seguir para os
do norte.
Recebem-se desde j.i passageiros e engja-so
a csrga que o vapor poder conduzir a qual de-
vora sor embarcada no dia do sua chegada : agen-
cia ra daCtuz n. I, escriptorio de Azevedo &
Mendos.
Para o Rio de Janeiro.
Ovc'.eiro e bom conhoaido brigue nacional Eu-
genia, pretende seguir com malla brevidade, tem
a seu bordo melade do sou carrcgamenlo para o
resto que Ihe falla trata-so com os seus consig-
natarios Azevedo & Meudes, no sou escriplorio
ra da Cruz n. 1.
Para oRiorle Janeiro.
O veleiro patacho nacional Dcberibe, de pri-
rneira marcha, pretende seguir rom muita brevi-
dade, para o reslo da taiga quo. ihe falta tiala-se
com os seus consignatarios Azevedo t Mondes,
no seu escriplorio ra da Cruz n. i.
Porto por Lisboa.
Vaisahircom brevidade para o Porlo com es-
cala por Lisboa, o brigue portuguez Promptido
II, forrado e eneavilhado de cobre, do PR1ME1-
RA MARCHA ECLASSE : para carga o passagei-
ros, para os quaes tem encllenles rommodos,
Irala-se com Elias Jos dos Sanios Aorado i
C, na ra da Madrodc Doos n 32, ou com o ca-
pitao.
Risco martimo.
Prccsa-se a risco martimo sobre o
casco, veame, raastreagao, apparelho
la galera americdn Golden llorn, lo-
taco 1 193 toneladas, capitao J. O. Cox,
cerca de 30:000.s para occoner as det-
pezas que necessita azer neste porto
bfim de continuar a sua viagem com
destino a Faltnoutli : os prctendentes
queiram dirigir as suas propostas por
escrptoem carta fechada ao consulado
dos Estados-Unidos d'Amerca, ra do
Trapiche Novo r/f
Ara cal y.
O hiate Gralido, vai sahir por esles dias, pa-
ra o rosto da carga e passageiros, Irata-se com
Percira 4 Valcnle no Porte do Mallos ra do
Cordoniz n. 5.
Para a Baha.
O veleiro e bem ennhecido patacho nacional
Julio pretende seguir com muita brevidade,
tem parle do sou carrcgamenlo promplo : para o
reslu que Ihe falta. Uata-se com os seus consig-
natarios Azevedo & Mondes, no seu escritorio
ra da Cruz n. 1.
CONPAMIIA BRASILEIRA
DE
MOTETES JLTOMB.
Espera-se do norto al o dia 10 do crranle o
vapor Oyapock, commandante o capitao tenente
Santa Barbara, o qual depois da demora do cos-
iume seguir para os portos do sul.
Recebem-sc desde j passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada agen-
cia ru da Cruz n. 1. escriptorio de Azevedo &
Mondes.
N referido agente far lei-
laopor conta e risco de quem
pertencer, quarta-feira 10 d
corrente s U horas da ma-
nhaa, noarroazemdo Sr. Au-
nes, defronte da alfandega
DE
200 caixas de 2 arrobas cada
urna com batatas muito no-
vas Viudas' nesta ultima
barca portugueza Sympa-
thia.
Importante
LEILAO
Terca-feira 9 de setembro.
O agente Pinto fara' leilao em seu
armazem na ra da Cruz n. 51, de 3
caixas com os seguintes objectos a sa-
ber :
72 duzias de cnturOes elsticos,
- duzias de luva de seda e retroz pa-
ra senhora.
240 casaveques de fazenda de linho, es-
tes objectos serao vendidos sem reser-
va de preco.
Principiara' as 11 horas.
Uiu escravo.
A re juei ment do herdeiro do fal-
lecido Joio Tavares Cordeiro e despa-
cho do E\ra. Sr. Dr. juiz de orphaos,
o igente Ilyppolito da Silva fara' leilao
de um escravo pardo : quarta-feira 10
do correfce as II horas em ponto no
seu armazem n. 35 da ra do Impe-
rador.
LELO
Terca-feira 1) do corrente.
O agento Evaristo fai leilo ao meio dil pm
poni no sou armazem n. 22 na ra do Vigario,
de 2 terrenos muito urourios para edificar, son-
do um na Torro com 100 palmos de fronte o300
de fundo muito porto do rio, e outro na estrada
de Joo de Barros com 400 de fronte e 300 do
fundo, chaos proprios. Os prolondentes procu-
rarlo o mesmo agente para os informar a res-
peiio.
LEILAO
DE
O agente Hyppolito honrado com a
conianc.a da Exraa. Sra. baroneza da
Victoria, fara' leilo de todos os movis
de seu uso, consislindo em mobiha de
Jacaranda', mesas, guarda roupas, toi-
lets e muitos artigos de apurado gosto
e bem assim de um excellente carro de
i rodas e urna excellente parelha de ca-
-vallos : terca -feira 9 de outubro as 11
horas em ponto, no sobrado de sua re-
sidencia no .Mondego.
Xa travessa do Livraiucnto
Segunda-feira 8 do corrente.
_ Andinos far leilao no dia e lugar cima de-
signado, de todas as raiudezas da loja da traves-
sa do Livramento, em lotes a vonlade do com-
prador pelo que chama oltenoao dos Sr?. paes de
familias, mscales etc. Principiar j 10 horas
em ponto.
Urna taberna.
Terca-feira 9 do corrente.
Costa Car va I lio autorisado por Joa-
quim Antonio deSouza e seus credores,
tara' leilao no dia cima na sua taberna
sita na praca da Boa-Vista n. 1, da ar-
macao, gneros e dividas constante da
mesma, as 11 horas em ponto.
Leilao
Quarta-feira 10 do corrente.
Francisco Antonio de Menezes fara'
leilo por intervenro do agente Cost
Carvalho, de todos os trastes existentes
na sua loja da ra Nova n. 65, os quaes
serao entregues ao correr do martello,
visto querer acbar com a casa. Prin-
cipiara' as 1 I horas em ponto.
LEILAO
DE
Urna casa terrea.
Terca'feim 9 do corrente
s 10 horascm ponto.
Andinos far leilo de urna casa torrea sita na
ra da Palma, edificada ha 3 para i annos, com
2 salas, 5quartos, cosinha fora, quintal, cacimba
etc., era sen armazem ra do Imperador n. 73.
LEILAO
Coiinieraal.
Terca-feira 9 do corrente.
Antunos far leilao authorisado pelo Exra. Sr.
Iir. juiz especial do commercio, a requerimento
dos depositarios da massa fnllida de Joaquim
da'Cosla Maia, da paite da olarii dos Remedios
e do casa o terreno no mesmo lugar, assim como
das fazondas e dividas peitoncenlos a dila massa
o que tudo ser vendido a dinheiro oo a prazo
sob propostas em dila loja na ra Nova n. 42, as
11 boras em ponto.
Avis.os diversos.
Procisa-so de um raixeiro para eobranra
nesta praca, e que d fiador : a tratar na pra^a
da Independencia ns. 13 e 15.
O jbatxo assignado faz scienle a quem pos-
sa intoressar, nu,e nao facam negocio slgum com
o Sr; Francisco Tavaroe Roiellio sobro urna ar-
maeao que se acha na loja da ra da Praia n. 27,
por quanto dita armadlo portence ao abaixo as-
signado; e desde j protesta ir haver a importan-
cia da mesma do quem quor que a tenha com-
prado ao dito Botolho. Recife 8 de outubro do
1860.Manoel Jos dos Santos.
Florencio Francisco Alves vai Baha.
Precisa-se de um pequeo dos chocados ha
pouco do Porlo, anda que nao saiba ler e nom
escrerer ; na ra das Cruzes ti. 22.
Jacob Siraes, subdito inglcz, retira-se pa-
ra a F.uropa.
Na ra das Aguas Verdes n. 5, risca-se to-
da qualidade de lirros, lano de tinta encarnada
como do azul, com toda porfeicao, e tambora se
encaderna toda qualidade do livros.
Est justa e contratada a compra do terre-
no do Sr. Antonio Sergio da Cruz Monis, sito na
ra do Ouro, com 40 palmos de frenle, do lado
do nasceiile, e 150 ditos de fundo do lado do
poenle, que fica junio a casa do Sr. Moreira ; se
alguem so julgar com diroito ao dito terreno so-
bre hypotheca ou oulra aualqoer transaeco, de-
clare por este Diario np prazo do Ires dias, a
contar desta dala, o lindlo dilo prazo Picar sem
vigor qualuuer reclaroacSo quo por ventura pos-
sa apparecer. Recife de Pernambuco 8 do outu-
bro de 18C0.Guilhcrme Itonrique Chapron.
Ao senhor
Anlonio Joaquim Fornandesde Olvera, osludan-
le do terceiro anno da Faculdade de Direito dcsla
cidade, pede-se que venha gatisfazer o que nao
ignora ; nostes termos pela segunda vez : na ra
do Crespo n. 21.
Aos senhores
Francisco Pires do Carvalho e Trajano Carneiro
Leal,eseja-sc fallar : na ra d(J Crespo n. 21.
Ra Nova, em BruxeHas (Blgica),
SOB A DMCfAO DE E- KERY.WD-
Este hotel collocado no centro de urna das capitaes importantes da Europa, torna-sede "randa
valor paraos bras.le.ros e portuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua poslcio
urna das melhores da c.dade, por se achar nao s prximo s estafes de caminhos de ferro da
Allemanha e Franca, como ,>or lera dous minutos de si, iodos os theatros e divenimenios o
alera disso, os mdicos presos conviJam '
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o francez.aliemao, flamenco, inglez e por
tugue*, para acompanhar as louristas, qur era suas excursoes na cidade, qur no reino, iiur
emfim para loda a Europa, por presos que nunca excedem de 8 a 10 francos 3ff200 4i?000 >
por dia. /
Durante o aspaco de oito a lez mezes, ah residirn! os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer
rao, eseufilhooDr. Pedro Augustoda Silva Ferrao, ( de Portugal) e os Drs. Felipne Lores
Netlo, Manoel de F.gueira Faria, edesembargador Pontes Visgueiro ( do Brasil, ) e rauitas ou-
tras pessoas tamo de um, como de oulro paiz.
Os preco* je Iodo oservico, por dia, regulam de 10 a 12 francos ( 4S000 450O.)
No lioielenconiram-se inforraacoes exactas acerca de ludo que pode precisar uro estrangeiro.'
AttenClo.
Boga-se ao Sr. Claudio Dubeux queira provi-
denciar para aue o boleeiro do mnibus doCa-
chang soja mais polido e attencioso com os se-
nhores passageiros, pois que nao eslo disposlos
a solTrer desenfreiamerilo de um emprogad que
nao sabe desompenhnr a sua misso ; pottanlo
aconsolhamos ao Sr. Claudio quo melhor ser
mandar puxarseu mnibus a 5 burros, e nao a 0
como fui hontom : como tambora os rnesmos
agradecom as observcoos rusticas e estupidas
quo lhes fez o pnrtuga, ou om phrase mais raslei-
ras, marinhola.Passageiro mesmo mnibus).
Procisa-sc fallar ao Sr. Alejandrino Ferrei-
ra de Alcntara Miranda, que morou no paleo da
ribeira de Santo Antonio ; na praca da Indepen-
dencia, livraria ns. 6 o 8.
Jos R.>nto#Vlom;oe Manoel do Castro, sub-
ditos hespanhes, retiram-se para fra da pro-
vincia.
Irmaadadedo Senhor Bom Je-
ss dos rassos do Corpo
Santo.
O escrivao actual, om nomo da mesa rego.lora
convida a todos os rinaos da mesma irmandade
para so rounirom quinla-feira, 11 do corrente,
om o consistorio, pelas 1|2 huras da lardo, alim
deelegorem us novos mesaras que tem de re-
gor a irmanilade no anno futuro. Outro sm faz
siionte a todos os devotos, que a fcsia lera lugar i
no domingo, 1 do corrente, embora as carias
tenham marcado o dia 21, para rujo acto convi-
do desdo j a todos os nossos irmos. Recife G
de outubro de 1SG0.
(i escrivao interino,
l.uiz Antonio Barbosa de Grito.
O Sr. Custodio Firmino Ferreira tem urna
caria viuda do Rio de Janeiro, na ra do Vigario
n. 9, primeiro andar ; nao Ihe tem sido entregue
por se ignorar sua residencia, o qual far o favor
de a'procurar,
Urna bella ar-
maco.'
Vende-so a rica armaco da loja da ra Di-
reita n. 12, prouria para qualquer estabeleci-
raonlo, com garanta da casa o aluguel rauilo
arommodado para ver a chavo na mesma ra
n. 16, loja, e para tratar na mesma se dir.
eciinclia
Para os Sns: deegeos,
Alambiques
de l(ia2J)0 caadas,
Xa fabrica de caldereiro de
Villaca [rm)& Aadrade, na*
do Brutn ns.
11c l:J,
J;'m "^ ?r.Tiide sot imonlo de alambiques, ca-
de cubre simples c comi-
cobre-de destilar e resti-
larespinios at i gr s pelosystema de Lugier
ssinos delelibras a 8 arrobas, tudo so vendo
uto do que em oulra qual
a dinheiro, e fibrica-se e
conerrta-se -das as obras e c.duo, bronze o fo-,
Ina com a raator presltza possivcl.
Bichas.
Vendera-se bichas
inuilo novas, por rect
Joo Sou e C.a ra
franceza.
los Srs
v
~t>
s.
ntai
recenlemente chegadas,
commodo ; om casa do
a Cruz n. 22, na botica
oiciacs del
(I.
Recebeu-se de encammenda pelo ul-
do Havre urna pera
timo navio eliegado
4 de panno azul e.'CU
^ ininto do marinha :
S Itecife ti. i-), loja Jt
proprio para farda- y
na ra da Cadeia do % *
Augusto i Perdigan, (c
i
Vende-se urna
proprios, na ra de San
na ra do Crespo n. t.
Bajs
Com estenome acaba do chegar urna peque-
a porcao de transparentes de lloros mu elegan-
tes para candieiros : na ra do Vigario n. 19,
priinei.o andar.
Canillo lino.
Vendem-sedous cavalloscom todos os andares,
muito gurdos e sem achiques, bunitis cores : na
ra do Uueimado n. o, luja.
y;
>a casa torrea om i
to Amaro n. \> : Irata-sa
*m
Cimento ioglezJ
Para cullar vidrds, louca, tartaruga f*
M marlim etc.chegou urna pequea porca ^
** dele cimento ja mili canhetido nesta ca- 3S
H pital e se vi nde
1
Macas
Ouarla-fera, 10 do corrente, ter de ser arre-
matada urna escrava crioula. avaliada por 600$,
penhornda a Jos Alexandre Gubian por execu
Cao de Jos Maria Pestaa, finda audiencia da
segunda vara, na casa era que foi cadeia.
Urna familia ao embarcar na mar peque-
a, no sabbadoii noite, perdeu um capotinho de
merino verde, forrado de seda escura e enfeitado
com fita de velludo verde, proprio'para crianca :
quem o tiver achado e quizer restituir, pode"-se
dirigir ao sobra* da ra do Pilar n. 82, que se-
r gratificado, se o exigir.
Jos Soares de Almeida, Bernardo Soares
de Almeida, Joto Antonio Carneiro de Sande,
Bernardo Pinto, Jos da Silva Madorera e Joa-
quim Vieira, chegados ltimamente do Porto na
barca Sympatia, seguem para a provincia do
Cear.
Precisa-se de urna ama livre ou escrava, e
que saiba coziohar : na ra da Aurora n. 24, se-
gundo andar.
i1
das melhores qualidades que oxiMe om Portugal,
vende-so nicamente no armazem Progresso de
Duarle i Irmo, no largo da Penha n 8
mmmmm mem mmmmm
I As senlioras iioivas. I
Receben-so o n ais completo sortimen- t>j
lo de vestidos braneos de seda bordados, e 2
fblopde cum mantas, capellas e lodos os XP,
pertencos : na ra da Cidria do Itecife a
n. 23, loja de Augusto & 'Perdigan. \p_
Vendem-se duas casas (eneas na ra do
Ouro ns 9 o II, 1 dita na ra do Alecrim n. ln
a tr.-.lar na ra do Queimado n. 1 ; e tambem
vende-so um terreno na ra da Ouro: a tratar
na mesma.
Vende-se nata negrinha de 15 a 16 annos,
bom reforjada do corpo, propria para engenho
ou fia da Ierra, o veudc-se por proco muito
commodo, com linio que soja com essa cundido;
na ra da Roda u. 5 .
Vendem-se
saceos de milho novj vindos de Fernando muito
grandes, por proco commodo : na ra Nova nu-
mero 61.
Vende-se na ra 0"a Cadeia do Recite n. 56.
loja de fenagens, o seguinle, por preco muilo
commodo :
Travos do fundo de louro e de qualidades.
3 canoas de carrriras grandes e pequeas.
4 mastros para barcaca grandes e pequeos.
2 folhas para encolla'inerito do barcaca.
Precisa-!* de urna ama que tenha muito o
bom leito : na ra da Imperalriz n. 23 ou 26,
luja.
Vende-se
um carrinho do 4 rodas c com 4 assentos, para 1
e 2cavallos, com arreios somonte par'a um, lodo
novo : na ra Nova, cocheira n. 5{.
Vend-se a superior cervoja a 2 a caada,
e a 320 a garrafa, carne do serlao do Serid a 400
rs. a libra n 1lj> a arroba, espormacete americano
fino a Ig a libra, e tambem de 8 em libra, pro-
prio para carro : defronte da matriz da Boa-Vis-
ta n. 88.
Ama de lcite viada do mato.
No pateo do Paraizo taberna n. 16, que bota
o olo para a ruada Florentina se diz quem a
tem.
Vende-se urna mulata ou aluga-se : na ra
da Semzala Velha n. 136, entrando pelo becco
do capim.
nesta ca
nicamente na rasa de
Augusto ; Perdigao, na ra da Cadeia do
Recite n. 23, a 2$ cada vidro dinheiro
.Vista. Os amadores devora quanto antes
prover-se delle.
Jos Lu/, de Macedo Cavalcanti doixou da
sor catxeiro dos Sr*. Letellier & C. desdo o dia 3 *
do outubro do crrenle annu, e agradece aos
mesmos Srs. o bom traiameuto e confiam-a
que Ihe deram durante i annos que foi seu cai-
\eiro.
Quera livor una escrava para singar, quei-
ra annunciar por esto jornal uu diiigir-se ao
largo du arsenal do marinha n. 6 ; na mesma
casa precisa-se tambem de uma ama para o ser-'
viro de casa de pouca familia.
O abaixo assignado faz scienle a todos os
senhores devedores nesta praca, que tem nomea-
do por seu procurador ao Sr.'Caetann Mendes da
Cunha Azevedo, para cobrar suas dividas
quem so dev, rao entender. Recite 4 de
de 1860.J. ti. Nalveira.
OfTerece-se uma ama para o servico inter-
no do urna cisa de pouca familia : quem precisar
dirija-so ao sobrado do pateo do Carmo n. 7,
primeiro andar, que achara com quem tratar.
O COIQ
outubro
de Lemos vai ao Cear edu-
Joo Culos
ranlo a sua ausencia deixa por seus procuradores
em 1." lugar ao Sr. Francisco Alves de Pinho
em 2 "ao Sr. Manoel Jos de Aguiar.
| Augusto & Perdigao I
jg vendem as melhores satas balSo de ti- ^.
Jg das as qualidades e lamanhos, vestidos ^
^> do barege com folhos e cinco babadinhos, ,1
m sedas de quadrinhos, lencos de labvrin- ||
^j Iho do Cear, taimas, pelonozcs e muitls %
^ outras fazondas de goslo proprias para a :^.:
H ?rta.: na "' na ra da Cadeia do >>',
f^^imm-9mmm eesoiytsl
Admirem!!
Poras de corda de linho com 40 bracas a 640
rs. em bom estado, graixa om latas sem'oscolha
duna a olio rs.: na ra do Uueimado n. 53, 10J
mmmwm mmm 'mmmm
| Assenhoras. i
5 Recbense pelo.ullimo navio cho^a- 8.
^ do do llave os melhores e mais modor- -
^ nos chapeos de palha enfeitados para se- W-
nhoras : na ra da Cadeia do Recife n. &
23, luja de Augusto & Perdi"o 3E
Deseja-se tallar com o Sr. Altino
Rodrigues Pimcnta, a negocio que o
mesmo nao ignora : na ra Velha n. 35.
A pessoa da ra Velha n. 33, que annun-'
cou no Diario de honteni desejar fallar com o
Sr. Altino Rodrigues Pimenta declara que nco-
cio algum tem com o mesmo senhor, o que por
um engao fui que tal annuncio sahio com o no-
me do mesmo senhor, quando nao era elle a pes-
soa que se deseja fallar, e sim outra pessoa de-
clara, pois, para que alguem nao julgue ser al-
guma chamada para pagamento de divida como*
se costuma fazer, e q-io por esquecimento da ty-
pographia foi que anda sahio a segunda vez, com
quanto cu ja tivesse declarado.


DIARIO DE PERfrAMBUCO. TERC* FHRA 9 DE OUTUBRO DE 1860
AI uga-se u rn sobrado silo na povoaeao do
Montclro, o qual lem comraudos pura grande a-
milia, 'assim como cochoira e estribara paraca-
vallos; a Iralar com Manoel Alvos Guerra, na
ra do Trapiche o. 14, primei.'o andar.
Quem ti ver ura sitio per to ou
longe desta cidade.com tanto que tenlia
casa de vi venda, arvoris defructo e fi-
que prximo ao banho salgado, tempe-
rado ou doce, e o queira alugardiri-
ja-se ao largo do Terco casa tarrea nu-
mero 33.
Hotel Trovador.
Rua larga do Rosario ni 44
As pessoas trarao boa commndida lo para urna noile, dase
rnezos, conforme Ihesconvicr, encontrarac tam-
bera a qualquer hora do dia c noile lanche e ca-
f. O dono do respectivo hotel se obriga a dar
comida para tora as pessoas, que quizerem. as-
seguran Jo todo o asseio. Tudo por preco cora-
ra od o.
Aluga-se a loja do sobrado n. 28 da ladei-
ra de S. l'edro Velho em Olinda : a Iralar na ra
da Cadeia Velha do Recite, escriptorio n. 50, de
Leal i Irmaos.
No dia 9, ao meio di, no pateo da matriz,
na loja da casa da ra do Cabana n. 18.se ha de
arrematar o ostabelecimento do molinillos per-'
lencente ao ausente Jos Garata do Espirito Sanio
A luga-se
o segundo andar na roa da Penha n. 29 ; a tratar
no raesmo.
C. L*. Robeits, subdita ingleza, retira-se pa-
ra Inglaterra, levando dous meninos e urna
criada.
Aluga-se urna casa torrea rfo bairro da Roa-
Vista, pagando-se bom aluguel; quem a liver,
dirija-se padaria do Sr. Costa, na rua da Im-
peratriz.
Precisa-sede urna senhora honesta, porm
que nao tenha filhos, para fazer companhia em
urna casa de pouca familia; quem quizer, diri-
ja-so a rua de 8. Bam Jess das Crioulas, casi
numero 17.
Arremalou-se a casa da rua da Senzala Ve-
llia n. 118 rom terreno al ao caes do Rrum : se
alguem se achar prejudicado annuncic por esle
Diario nestes tres dias.
Ha urna pessoa de idade de 15 a lCannos,
natural Co Coar, que so deseja arranjar em
qualquer ostabelecimenlo, e dallador a sita con-
duela : quem a pretender, dirija-se a rua da Ca-
deia do Hecife n. 55, primeiro andar.
AI ligarse urna prelj mora para todo serrco
interno do urna casa de familia : na rua da Praia
n. 47, segnndo andar.
Aluga-se um sitio na estrada do Monteiro,
lado da sombra, com 8 quarlos, cozinha e ca-
cimba cjm bomba, e mu i loa arvoredos de truc-1
tos, e lodo murado : a fallar ni rna do Colle- |
gio, hoja do Imperador, segundo andar n. 42.
Tendo no dia 3 do correte iJo um menino
de nomo Joao Paulo da Rusa Cecilio, de idade l
para 15 innos, para o esluJo, cu jo meslre o
Sr. padre Joaquim Nunes. e quanJo sahio do es-;
ludo ao meio dia nao fui para casa de seu pai,
julga-se que teulia sidoseduzido por alguma pes-
soa ; as-ira pede-se a lodas ns pessoas qae te-
nharn noticia delle que faeam o favor de o levqri
para casa de sen pai, ou de Ihe participar em Po-
ra de Ponas n. 95, pois se pagar a despeza que
facajn com elle, e se llu fica summamente agra-
decido : o qual levou chapeo de raassa pardo j;i
usado, sobrecasaca prela c cal^a parda.
Justino Gomes Villar vai cidade da Para-
hiba do Norte, na povoaV.io de Tacuar, a tratar
de seus negocios e do ontros.
Arrenda-se um sitio com casa de vivenda,
baixa para p'.antar capm, e commodo para oito
bois, prefere-se o mais perto da praea : quem ;
tiver annuncie.
Aluga-se urna cocheira : quem liver, din-
a-sc, ao paleo do Carmo n. 5, segundo andar.
Magdalena Bruccioni relira-so para o Rio
de Janeiro.
Rogase a pessoa que achou um embrulho
conlendo urna baila e Hm diploma da campanha
de Buenos-Ayres, leva-Ios rua do Caldeireiro
n. 5. pois a pessoa que os perdeu lem multa
necessidade dclles.
fTllcinA flf imiCPO Precisa-se de um catxeiro que te-
LjllOlilU tl illUoltd. inhapraticade negocio : na padaria da
Offerece-se para leccionar o solfejo.como lam- rua Dircita n. 2V.
bem a tocar varios instrumentos ; dando as li-
rsi
ces das 7 horas s 9 1\2 da noile: a Iralar na rua
da Roda n. 50.
Gravador e dou-
rador.
Grava-se e doura-se em marraore leltras pro-
prias para catacumba ou tmulo a 100 rs. cada
urna, o annunciunle aprsenla scus trabaihos
nos tmulos dos Illms. Srs. Viraes, Dr. Aguiar,
Guerra, Tassoe em outros mais rua da Caixa
d'Agua n. 52.
Retratos
em cartoes de visita como se
usa era Paris. Os 100 por
To$.
E o retrato o mais econmico que se pode ob-
ler e o rais proprio para dar de mimo aos p-
renles c amigos, podendo ser remeltido commo-
damente dentro de urna carta^ F.stes retratos,
nao obstante suas pequeas .dimensoes, repre-
sentara a pessoa de figura inteira com o m-aior
apuro nos dccalhes, s.io a mais propriarocordacao
de todas as pessoas que nos sao gratas. Reunidos
emcolleceo poderaoservir para formar um ele-
gante lbum dedicado a amisade. Tiram-se todos
os dase com qualquer lempo, no instituto pho-
tographico de Stahl & C. Retratos de S. M. o
Imperador, rua da Imperalriz.
Augusto C. deAbreu sa-
ca sobre Portugal.
Teica-feira 9 do corrite finda a
audiencia do lllm. Sr. Dr. juiz, dos or-
phaos sera' ari rematado a renda an-
imo 1 do sobrado n. 40 da rua do Tra-
piche, a requerimento dos menores i-
Ihosdo finado Jos Francisco Mamede
de Almetda, a ultima pratja.
As pessoas que pretenderen! fal-
lar ao conselhelro Jos Bento da Cu-
nlia e Figueiredo poderao procura-lo
na rua do Imperador n. 57, primeiro
.'indar, das 11 horas da manliaa at as
2 da tarde.
Saca se para l.i.-Loi e Porto no
escriptorio deCarvalIio, Nogueira &C.
rua do Vicario n. 9, primeiro andar.
TT VTTTTTTTfT'rTTTTt'5?"??>
: DENTISTA FRANCEZ.
*
O Ur.* Cosme de Sa' Pe eir aa
consultas medicas em seu escrip-
torio, qo bairro do Recife, tua
da Cruz n. 53, todos csdias.me-
nos nos* domingo?, desde as 6
horas at as 10 da manhaa, s-
breos seg imites pontos
1.' Molestias de odos ;
de coracao e de
da
ee-
i.-
y. Paulo Gaignoux, dentista, rua das La
T rangeiras 15. Na mesma casa tem agua
4 p6 dentifleo.
o.
-
Attenco.
.0 cirurgiao Joaquira Jos Alvos de Albuqier-
que, encarregado da enfermara de ntarinha les-
te provincia, lem mudado seu escriptorio para o
primeiro andar da casa n. 32, na rua da Cruz,
A onde pode ser procurado a qualquer hora do dia,
agencia los fabricantes america-
nos Grouver & Itaker.
Machinas de coser? em casa de SamuelP.
lohnsion & rua da Senzala Nova n. 52
[ou
Molestias
peito ;.
Molestiasdos orgiies
racao e do a mis ;
Praticara' toda e qualquer
operacao que julg-r conve-
niente para o resta beleci me ri-
to dos seus doenles.
O e\ame das pessoa.que o con
o sultarem sera' 'eito indistincta-
menle, e na ordem de suas en-
tradas, fazendo excopcao os doen-
tes de ollios, ou aquellos que por
motivo justo obtiverem hora
marcada para este lim.
NO
ornoo
Assignatura Je banhos frios, momos, do choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias conseculivos. ,.....
^30 caries paraos rlilos banhos tomados em qualquer lempo .' ." .' 15-r0C0
^!15Di,0S dil dil<> tiito ...... 8('00
II i*7 u* ...... <#0CO
m uanhosivulsos, aromticos, silgados esulphurososaospreQos annunciados.
III EstareiluccSo de precos facilitar ao respeitavel publico oozo"das vantsgens que resuliam
^jda rreqiienciadeum estabelecimenio de urna uiilMaueincontestavef.mas que infelizmente nao
tslando em nosso hbitos, aioda pouco Mohecida e apreciada.
m
I
Attenco.
NATRALLE DE
Deposilo na bolica franceza rua da Crui i
VICHY.
22
na fe'erid. enfermara, assim como na casa de dous, era bom estado, com quii
c.-1lIf!,u! PJT*eB da M8l'n.-.] d rs da Boa-Vista OU Santo Antonio :
c.nsullas graiis aos pohres, e presta-se a dille-
rentes operaces de sua profiwao.
Dentista de Paris. I
|^^^t^ s^^ mmmszm
i
ni
^
15 Rua Nova15
Frederico Gautier, cirurgio dentista,
faz todas as operaroe da sua arte e coI-jk
loca denles artilieiaes, tudo cora a upe-^
rioridade o perfeiclo que as pess(i!-en-|^
tendidas the reconhecero. xk
Tem agua e pos dentifricios etc. y,
lAS&fi
n

i
teneao.!
Cocheira nova.
S
Precisa-se alugar um sobrado de nm andar ou
al, nos bair-
quem o li-
ver, diiija-se a rua do Crespo n. 25.
Na rua da Cadeia n. 21 deseja-sc fallar cora
os senhores :
I Baltazar Jos dos Res.
Domingos Caldas Pires Ferreira.
Pirmino Antonio da Silva.
| Marcelino de Souza Percira de Brilo.
[Joaquina Clemente de (.eraos uarte.
Joan Rodrigues Cordeiro.
Ciclo da Cosa Campello.
Na Boa-Vista boceo Jo Tambi n. 11, M\ Antonio de Albuquerque Maranhoo.
alugam-se cavallos bonitos e go-dos cora
!5S2iii0ir2f/a!! 'cc,bvri-sc ca- H ConsBltorio especial lioraeopathico, roa
vatios de Ir.ilo e ludo por meros prco i* c i '
1 co 5| de Santo Amaro i Mundo .Novo) B. (i.
WBB<
APPHOVACO E AlTOlISA(li
DA
iuunm tmmti se ubi
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
|UI
era o u I rn
qualquer parte.
UM

i
V
;Liees de piano
I e canto*
Tobas Pieriartista italiano da compa-
X nhia lyrica leudo acabado o contrato cara
m o Sr. Uarinangeli, pretende dedicar-seao
' tnsino de piano e de canto, as pessoas e
*j os pas de. familias que quizerem utilisar-
"5 se cora o seu prestimo podera procura-lo
'^ na rua de S. Isabel n. Upara tratar com
A o mesmo, quesera mui razoavel nos seus
aaiMi8i$-ei8Si6MB feeiegie^s
Antonio Jos Ferreira Guiraaraes vai ao
Rio de Janeiro. 9
Lava-so o engoma-se com milita perfeice
por menos prego de que em oulra qualquer paite
na rua dos Pires n. 13.
Pela effectiva entrega das chaves do Trapi-
che llamos que felizmente realisei a 30 de se-
lembro p. p. ao Sr. Prxedes da Silva Gusmlio,
desoncrado assim desse pesado fardo, corre-me
o dever de agradecer ao raesmo Sr. Prxedes a
maneira cavalhiqra com que se houvo para co-
migo desJe 1852 at 31 de dezerobro de 1858 :
E nao menos reconhecido ou aos Srs. Nascimen-
to & Lemos, Joaquim Marlinho da Cruz Correia,
Joaquira Pcreira Arantes, Joo Baplista dos San-
tos l.obo, Joaquim Candido da Cruz Siqueira,
Joajuirn Moreira Guerrido, Francisco Jos de
Oliveira Rodrigues Francisco Jos da Costa Ribeiro,
o ao nii'u especial amigo Jos Cordeiro do Reg
Pontos pelos obsequios receidos dos mesino~
Sr?. dignern-se pois os meus amigos : acceilar o
meu humilde voto de reconliecimenlj) egralido.
Jos Mara Fernandes Thomaz.
Precisa-se de pequeo que tenha 2 a 3 an-
nos de pratica de pharraacta : a tralar no paleo
de S. Pedro n. G.
Joo Cavalcanli do Albuqoerque, morador
na cidade da Victoria, faz scienie ao respeitavel
publico, que conhecendo o encontr que ha de
outros moitos de igual nome, que apparecem em
todos os pontos desta provincia, rezolve alterar
sou nome que de hora em diante so assiguar
Joao Cavalcanli de Hollauda Chacom.
Collcg'io de Bcm-Fica,
O collegio de Bem-Fica precisa de urna pessoa
com as (|ii3lidade3 precisas para prefcito do mes-
mo estabelecimeulo.
Frederico J. Corbett subdito britnico vai
para Inglaterra.
Attenco.
0
No sobrado da rua Dircita n. 33, de un andar,
defronle da padaria do Sr. Jos l.uiz, faz-se do-
ces seceos e de calda de diversas qualidades ;
tambera preparara-se bandeijaa de bullinltos de
armacao o rasos, ornados do mellior gosio que
for possivel ; fazem-se doces de ovos, po-de-ls
eulViiddos com allinins e mesmo quem quizer
allinins como bem flores, coroas, coraces, tam-
bera so arranjam comidas diarias para alguma
pessoa particular, e fazem-se pa-teis de nata, ar-
roz de leite e jelcias de sustancia.
O abaixo assignado responde ao annuncio
publicado no Liberal de t do correnle, nao em
attenco a cssas senhoraa. por qjjanto nao sabem
o que dizem e assignam de cruz o que Ihesapr-
senla alguna espertalho guella ; roas .ni consi-
deracao ao respeitavel publico c a seu crdito,
cum a publicacao do escrito de doacao infra exa-
rado, eilo a mullier do inrsmo abaixo assignado.
Manoel Fortunato de Oliveira Mello
Digo eu abaixo assignado que entre os mais
bens que possuo de mansa e pacilica posse, e
bem assim urna molequinha de nome Genoveva,
de idade de 8 anuos, ulna de miuha escrava Jua- ,
quina, crioula, cuja molequinha, de iniuha livre j
e expontanea vonladej doo como doado leoho j
nitnha neta Rosa Candida do Athayde Figueiredo
pela quanlia de 350-5, em cuja quanti* o doacao
sea atlendida na lerea dos meus bens pudendo
a dita minha neta desde j. tomar posse da refe-
rida molequinha.
t para constar passei o presente de minha le-*'
ira e sigual, no qual me assigno com as leste-
raunhas Hulino Rodrigues da Silva o Antonio Pi-
nheiro da Palma.
Rio Formse, 21 de Janeiro de 18S.Antonio
Joaquim de Figueiredo.Como leslemunha, Hu-
lino Rodrigues da Silva.-Antonio Pinheiro da
Palma.
Incorreu na mulla de avaliaeo, que arbitro
em 1U por cenlo (>or nao ler sido sellado no de-
vido i
DOS
(CASI
Doulores Ramos c Scve
Sita em Santo Amaro.
Este eslabeleciraenlo contina debai da ad-
ministrarao dos proprletario^a receba doenles
de qualquer nalureza ou caliwgoiia qui seja. "
O zelo e cuidado alli empregados para o
prompto roslabeleciinenlodos doenles, ceral-
raeiile conhecido.
Quera se quizer utilisar pode dirigir-s; s ca-
sas dos proprietarios, arabos moradores na rua
Nova, ou enlender-se com o regente nceslabe-
lecimotito.
A diaria para os rscravos de 25500 e
os livies de 392OO ou 3OOO, porm
casos pode haver olgum abalimento.
As operaces serao previamente ajustajas
para
cerlos
Furto!
Ao amarillecer do da 8 de setembro pnximo
passado, furlaram do sitio do Sr. Tenorii, nos
Remedios, dous cavallos de urna cavallaia do
Sobral, que alli estavam pastando, sendr um
castanl.o bem .iberio de baixo, com um pejieno
mar de bcsla na cava da cauda, um pedre n-
teiro, bem aberlo de cima, e com a maula de
levantar a pata quando se quer ver os deites:
roga-se a apprehenso dos ditos a Ilustrada00-
licia. e qualquer particular, pelo que se gralfi.
ca com 505000 rs. a quera os levar no pateo (0
Terco n. 27, segundo andar, a seu dono
Jos Pereira de Cues.
Rila dos Anjos I.euthier temi sciemia qui
Elias Ferreira Osmin trata de proc
venda de um terreno silo na roa do Lima
O Dr. Sabino O. I.. Pinho, de \ olla de sua va-
gem a Europa, d consultas lodos os dias uIps
desde as 10 horas al meio dia ; visitas aos do-
micilios de meio dia em dianle ; e em caso de
necessidade em qualquer hora. As senhoras de
parlo e os doenles de molestia aguda que nao li-
verem anda lomado remedio algum allopathico
ou homeopallilco seriio allcndidos de prefe-
rencia
ELECTRO-.MAGXF.TICAS EPISPTICAS
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem ncomniodo.
o era (olas as pi
i oblido as 1
existen de pessoas
w.Q ;1S CI1A11'AS EDICINAES sao multo conhecidas no Rio de Janeiro
desle impeno ha mais de 22 annus, e sao afamada,, pelas boas curas aie
z7,re8deadbisHnc5es,,aS' ^ S prov' C0'" L*A- M<^
em i^Veii^^^^
como do ligado, bofes, estomago, baro. ria, ulero"p*^.^2S. ?. rnil- "
empelas, rheum.lismo. paralysia eSod, s s **$, '%*?, &&&
c.. seja qual or o seu lan.anlio 1
di-tincins acultatiros*. ..............." ""rpadus' se"Jo "
....-pe.., iiieumiiiismo, paraiysia e todas ag afiecces nei
dillerentes especies do tumores, como lobinhos, escrfulas el
undeza, por meio da suppuraco seriio radicalmente extirpa!
habis
seu uso acouselha I ,
empo.
Recebedoria de Peroambuco, 22 de maio de Sanio Amaro, freguezia ila
Francisco El.as Ferreira Osmin trata de procurai Jom bandeir. ^^rador
viinil.-i Ar\ um 1. rr.11 .. oi .... j. :___ LUU1 unuuLirit.
A. W, Osborn retratista ame
ao respeitavel publico desla cida
ba de reftjber dus Estados-Unid
um esplendido sortimentode rn
douradas de todas as dimensoes, caixas para re-
Irato^ fazenaa muito fina, assim como recebeu
ur> bello sortimento de casoletas de ouro e alfi-
neles dedilo obra prima e.xpressamcnte para re-
tratos. A. W. Osborn apro-eila esta aprazivel
opportunidade para informar ae publico que elle
est resolvido a dar licroes da sua arleem todos
os seus ramos, assim como tem para vcudtr um
completo sortimento chimico e outros aparatos
proi rio para as pessoas que professam a sua arte
Mr Osborn tambera tira reiraUs
visita e em [iapel do escripia
Pode-se mandar vir As chapas se
qualquer ponto doimperio do Brasil
lodos os acces
riospara alo..ocacaode!b"Pa"ha,laSdaS ^.pelentesexplicaceso tambera d
qe JSS^STSS&va a digDareM hnrar coa"
em cartoes de
por preco niuo
primeiro andar
Attenco.
O abaixo assignado pede ao Sr. Justino Fran-
cisco de Assis que venha tirar o seu carro, que
j est prompto, na olTnina de ferreiro do Sr.
Grojon e ao mesmo lempo pagar o novo e ve-,
lho concert que importa em 110J). e nao vindo
lirar al a dala des te, pagar o aluguel de 68 por
mez. Recife 8 de outubro de 1800.Joao Marlins
da Luz.
O Sr. Francisco Ferreira Gomes de Mene-
zes tem urna carta vinda do Tara : na rua do Vi-
gario n. 8, armazem.
loco.No impedimento do administrador,
L'riyao, Amaral.
Numero 72.Despachada para o Rio de Janeiro.
1 seceso do consulado provincial, 8 de agcslo
de 1869.O esi riplurario, Machado.
Eslava o sigete das armas imperiaes.
Numero 11 i. 35$000. Rkvalidado. Pagou
358 '"- l"'r "ao lar sellado em lempo compelen-
I*. Recite 22 de maio de l>60.Franca.Car-
valho.
Y. 111 iis se nao coutinlia em dito papel de doa-
cao que me fui api escolado para pxlrahir em pu
bina forma do proprio original ao qual me re-
porto, e vai assignada a presente na verdadesem
cousa queduvida faca, conferida,concertada,subs-
cripta en o publico e raso seguintes de que uso nes-
ta cidade Jo Recife de Pernarabuco, aos dias do
mez de outubro de IbOO.Subscrevo e assigno,
em publico e raso seguidles de que uso.Em
leslemunho da erdade. u tabelliao publico,
Francisco Baplista de Alracida.
Prova de reconhecimento
Dores na esnatloa do lado
escfuerdo.
Solfrendo eu por longo lempo urnas dores so- !
bre a espadoa do lado esq'uerdo, sem que (ivesse
melhoras cora alguns remedios que fiz, recorr
afina! s chapas medicinaes do Sr. Ricardo lik.
escriptorio na rua do Parlo n. 110, e applican- :
do-as sobre o lugar em que soll'ria, flquei per- j
feitamente bom em 30 dias ; e em prova de re-1
coijocimenio para com o mesmo senhor, aco a '
presente deelaraco.
Jos Joa uim da Cuuha.
T>ua da Assembla n. I.
(Consultas todos .os dias, das 9 horas da ma-
nli.ia s 2 da larde J
COMPANHIA
Boa-Vista avisa ao Roga-se ao Sr. Antonio Jos da Cunha Gui-
o es- publico que elle nao pode vend.r dil* terreno maraes que diriia-se
por so,achar penhorado por cxecuco de senien-
i}a que lhe move pelo juizo municipal da segun-
da vara, escrivao Gunha, e assim quem o com-
prar perder o seu dinheiro, e s haver com
annunciante. pois faz esle annuncio,
se chamarem a ignorancia. Recife i
bro de 1800-
a
par; nao
do aulu-
do Rosario n
nao ignora
CiSA
a rua larga
'8, 11 negocio que o mismo senhor
pera-se al o dia de outubro.
Aluga-se urna casa na ilha do Reliro, cuja
ta ao lado da ponte da Passagem ; tem 5 quar-
10^ cozinha fra, 2 salas, banho ao p da pona,
o auguel convida, pois barato, e o lugar ex-
celhnle para passar a testa : a tratar com Luiz
Haruel Rodrigues Valenga junto a fabricado
^vm
^ mm^m
DENTISTA
DE
COMMISSAO DE ESCRAlOS
>\
Rua la
"ga
do Rosaiio d. 20
sesonde andar.
Nesla casa recebem-se escravos para erem
vendidos porcommisso por conla de sis se-
nhores. Alianea-seo bom Iratamenlo.assiicomo
as diligencias possiveis para que os mesns se-
jara vendidos com proraplidao afim de sis se-
nhores nao soll'rerem empale na vendielles.
Nesla casa ha serapre para vender eservos do
dilTerenlestdadesde ambos os sexos, comubili-
dudes e sem ellas.
ALA
stabeccida m Londres
n m
CAPITAL
Cinco mVUiocs de libras
slevlinas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprielarios de
casas, e a quem mais convicr, que esiiio plena-
mente autorisados pela dita companhia para ef-
fecluar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
cobertos de telha, e igualmente sobre osobjectos
que contiverem os mesmos edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazendas de qualquer
qualidade.
A reuniao da associa^ao dos Caixeiros Bri-
tnicos lera lugar na livraria ingleza na lerca-
feira 9 de outubro as quatro horas e meia de
larde.
John N. Sharp Hon. Sec.
Matheus Nunes, subdito portuguez, retira-
se para o Rio de Janeiro.
Na rua de Santa Rila n. 76 d-se dinheiro
a juros sobre penhores de ouro eprata.
Araiiju Souza ri
provincia, sem >
Q Sr "Joaquira Antonio de
pode retirar-sc para fra da
entender na rua eslreita do Rosaiio 11.11. Faz-
0 prsenle annuncio para nao chamar-se ignl
lancia.
I peurvAiiBrco.
^ 3--Ruaestreita do Rosaio--3
M Francisco Pinlo Ozorio continua a col-
alocar denles artificiaos tanlo por meio
c|l de molas como pela presso do ar, nao
^ recebe paga alguma sem que as obras
p nao Qquera a vuntade de seus dono?,
jfS tena pozos eoutras preparacoes as mais
Jj acreditadas para conser.aia'o da bocea
Sebastopol,
Avisa-se ao respeitavel publico que domingo
7, abre-se una nova casa de pasto na rua do
Imperador n. 16, aonde se pode encontrar os bel-'
los pelisros a qualquer hora do dia feitos por nm
hab, cozmheiro, assim como nio de vacca lo"o
as tres horas da manhaa, e lodos os dias das"6
horas em diante papa de aramia e tapioca, e for-
nece-se comedorias mais barato que era oulra
parle.
a sua conlianca, era seu pnerini -
sera excepto, das 9 horas da manhaa s 2 d tarde. "
PERTO DO LARGO DA
St
CARIOCA
mm
:: ......-....
:oxsltobio
Especial homeopathico, na de Sanio Amaro
(MundoNovo) n. 6.

ni.'
O Dr. Sabino O. L. Pinho, de rolla
os das olis desde as 10 horas al
mo:o da em dianle. e em caso
os doenles de molestia aguda.
Utico ou homeopathico, serao
de sua
vnj
a d. Visiia-aosdoene8' "** ',os
do necessidade qualquer hora
veremainla lomado' remedio algum allopa-
que
altendidos de preferencia.
era seus domicilios de
A senhoras de parlo o
Plian
por
que
macia especial homeopathi
Os medicamenlns horaco,ialhicos .....
ca.
meio de una machin" Tma n7"!kf-!f-Tend.01" "es'a P}'nfmacia
den o nome d v. l\\ ', !,,,U0lUJ 'ez conslru
Bao preparados
era Paris, c a
uniformes, e "
nome de AGITADOR bTaUfflCo"8*10"
eapaz^ gSfflS Z^^^ Pdades
substancias medicamentosas dos proprosu2r \n, ffiU fsfoV;os Para '
para isso enrendeu-se com um dSr""-J2*?.L.n.,f 'll,^. natunlraeMo nascc
* -
m


para o .- .
Aluga-se nma casa terrea pintada
com 2 salas, 6 rjuartos, cozinha fra e
tana rua Imeprial : a tralar na mesma
Joaquim l.uiz dos Sanios Villa-Verde.
K Ikmann li incs & C- avisam
respeitavel corpo do commercio que
foram nomeados agentes tiesta pracada
nnosde idade para caixei.o de laberna : u ru'icomPan'"a ^e seguros mai timos de
lueita n. 72. Hainliurgo.
O Sr. Dr. Fulgencio Infante de Albuqu?rqu
Mello, queira lera bondade de apparocer 11: lo]
rua doQueimado n. 10.
de novo
copiar, si-
rua com
a 11
da
Precisase de
um
menioo de 14 1 ||
- Aluga-se um armazem cora bastanlesom-
mados, bota os fundos para a rua dos Tanocos
a tralar 110 pateo de S Pedro n. 6.
ALUGA-SE -
o Io andar do um sobrado em urna das pci-
paes ras da freguezia de Santo Antonio nem
pretender procuro no pateo do Carmo n. pri-
meiro andar.
O abaixo assignado, morador e eslabeido
em S. Vicente, faz scienie ao respeilavearpo
de commercio c a lodos os seus amigos emarli-
cular, que de hoje em dianle se assignaralo-
nio Manoel Silva de Marroquos, por haver tros
de igual nome do abaixo assignado.
. Antonio Manoel da Si.
Alugam-se duas casas terreas para para
esta. em Tijipi, com comraodos suUicieniaara
familia : a iralar era Tijipi com Manoeipes
dos Rcis.
O Sr. J0S0 Ilostron, subdito inglez, se-
nhora, 2 Olhos e 3 criados reliram-sa panRio
de Janeiro : quem tiver conlas com o rrao,
queira aprescnlar no escriptorio do Sr. Iron
Koker & C, praca do Corpo Saqlo n. 48.
trgo.
"" pfrerecem-sc coslureiras para loda a quali-
dade de costura : na traveisa da Concordia n. 3G
n7 iSC J:"lu"n Anastario fdz scicnto ao res-
peitavel corpo do commercio que o Sr. Justino
desdTotodiJau#rir3> deixuu de ser se" SK
Sb'o8 ded860.dO CrreD,e mCl "eC,fe de ou"
eengora-
da Silva Jnior, Portuguez,
Aluga-se urna escrava rosinheira
mtfaeira : na rua Nova n. 29.
Jos Antonio
vai a Macei.
AraTaf>-a"CUC inaC Till0lic^e Souza, vai ao
Aluga-se
,1J.?! Cm 8.rma3 envernisada propria para
KUt.6"?g0CI' POrpre5 razveirnaPru.
^9 usadas J
ffilSTaSS?.."- u~m" ...... 2.0
Ca,xas com medicamentos em glbulos enVtuVas de diVorsas Sisales (mais
"I U d' os Je dito e 48 lubos grandes .......
eofiduosdeditue 56 lubos grandes......]" '
o r S dl e 8 'bos grandes..........
De ^b ditos de diio e 88 tubds grandes.........
Fstasciiv-,-." d"usdeJ"oell0 lubos grandes.........
Estas ,, sao u.e.s aus mdicos, aos Srs. de engenho. fazedeiros. chefes de
familia, capules de na vi
-O3000
83000
C>(;000
70:000
92000
1159000
*
"VS! '
p
raeopaihia.
10 e em geral a lodos
que se quizerem dedicar a pralica caho-
Precisa-se de
familia : na rua do Hospicio n. 34.
orna ama para casa de pouca
nbem machinas elctricas portateis para
' -S mais modernas e as mais usadas
Vcndem-se la
nervozas. Estas machinas "sao V
roruUae^rhTh\'a',l Pe'wmmodidadede poderem
porque irabalhan, cora preparacoes que nao sao nocivas.
Cada uraa...........................
(ratamento das molestias
aclualraeiile em
ser trozdas na algibeira, como
^:?
50;000
I

encommeodas que lhe forera feitas IaiiamPnf;^ pela P?rfeica. baraleza e promplidao das n-
goslose de primeiras qualidadesw&$^VZ$SK9 '* *'** e '
lodos
OS
ILEG


(6)
Ama.
DIARIO DE PERBAMBUCO. TERCA fERA 9 DE OUTtfBRO DE 1860.
Precisa-se de urna ama forra para cozinhar e
ongnmraar; para casa de poea familia ; na loia
de lirios defronlo de arco de Sanio Amonio.
O Sr. Miguel Alexandrino, que
morou no-Afogado e mora actualmen-
te no Cabo, queira mandar ou vir a'
piara da Ind pendencia, livraria ns. 6
e S, que se !he precisa fallar.
Pr-cia-se de urna ama para ser-
vir a urna senliora : na ra do Vi gur o
n. 27, primeiro andar.
LOJA O VAPOR.
Grande e variado sorliraenlo de calgado fran-
cez, roupa feita, miudezns finas e perfumaras,
ludo por menos do que em onlras partes: na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
Seboegraixa.
le.o coadoe graixa em bexigas: no armazem
u" Tasso Irmos, no caes de Apollo
CAL DE LISBOA,
nova e muilo bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Reciten. 38, primeiro andar.
Chegem ao barato
Se'
Tachas para agento
Fundico de ferro e bronze
DB
Francisco Antonio Corrcia -Carriozo,
tem um grande sortiroento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concer ta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido
O nbaixo assignado declara a quem convierque
desde o da 26 de sctembrodeixou do ser pri-
meiro secretario o socio da soricdade acadmica
Promotora da Itemisso dos Captivos, por assim
jnlgar conveniente. Recife, 6 de outubro do
1860.
Luiz Carreto Corrcia deMcnezes.
Compras.
Em casa de N. 0. Bieber Jt Successores, ra
da Cruz n. 4, vende-se :
Charnpanha marca Farre & C urna das mais
acreditadas marcas, mui conhecidas no Rio de Ja-
neiro.
Vinho xerez em barris, cognac era barris e
Compram-se
'i' consolos de mogno com oedra mnrmore
brinco, gosto Luis XV, novns e com poueo uso :
quem liver, dirij.i-se a ra do Crespo n.4, loja.
Compra-se o diccionario Constancio em
mi i uso : quem liver e qaiier vender, dirija-se
praca da Independencia n. 7.
Tomnra-se urna casa terrea que tenha bom
quintal c porlo : na na da Caixa d'Agua n. 52.
Compram-se escravos de ambos os sexos
de 1 2 ,\ 23 annos oara so exportar para o Rio de
Janeiro, tendo boas figuras e sadios, po^a-se
bem : quem levar nu inculcar na ra Direila n.
<)6. escriptorio de Francisco Malhias Pereira da
Costa, recebern 20f de gratificaoiio.
Compra-se moedas de o uro bra-
sileiras e portnguc-zas : em casa de
Ar!x\vight& C-, ra da Cruz n. 61.
O Preguijaest queitnando, em sua loja na
ruado Queimado n. 2.
Pe^as debretanha de rolo com 10 varas a
23, casemira escura infestada propria para cal-! caixas.
fa, collete e palilots a 9G0 rs. o covado, cambraia! VinaS branco e ti
organdy de muilo bom gosto a 480 rs. a vara,
diUlixa transparente muito na a 39, 49, 5,!
e 65> a pe$a, dila lapada, com 10 varas a 58 e I
65 a peca, chitas largas de mo lernos e escomidos
padroes a 240, 960 e 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino estampado a 7J e 83>,
ditos bordados com duas palmas, fazenda muilo
delicada a 93 cadi um, ditos com urna s pal- $
ma, muilo finos a 83J500, ditos lizos com fran- #
jas de seda a 5, lencos de cassa com barra a n" 59 ox,is,c um '.'"i0 P'ira ls"a p,ra f
inft .iA ,,-n c meia sa'n. com 18 laxes a velas, a peen a
IUU. le lOc.daum, metas muilo finas pa-;^ mais bonila e mais rica que tem vindo ne's- 2
ra senliora a 4P a duzia, -utas de boa qualidade : i ta praei. *j
a 39 e 3500 a duzia, chitas francezas de reos ##: %W
desenhos, para coberw a 280 rs. o covado, chi-!
las escuras inglezas a 5'J0 a poga, e a 160 rs.;
o covado, brim branco de puro linho al,!
15200 e 15600 a vara, dito proto muito encor-
pa lo a 19500 a vara, brilhantina azul a 400, rs.
o covado, alpacas de difiranles cores a 360 rs. o
covado, cesemiras pretas finas a 29500, 35 e
Fanos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, na praca do Corpo Santn. 11,
algns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres,
muito nroprios cara este clima.

Brilhantes de varias dimensoes.
Eiher sulfuriro.
Gomma lacre clara.*
LonS, brinzaos e brins.
Ac de Milao
Ferro da Suecia.
Algodo da Babia.
LUSTRO PARA VENDER. @
Em casa de E. Lanrrnce, ra da cadeia $}
GRANDE SORTIMENTO
DB
Fazendasc obras feitas
HA
Lioja earmaieift
DE
REMEDID INCUMPAKmL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Milharesde individuos de todas as nacftes po-
dem lestemunhar as virtudesdeste "remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
peo uso que delle flzeram tem seu corpo e mem-
Drosinteirainentesaosdepois de haveremprca-
do intilmente outros tratamenlos. Cada pesoa
poder-se-haconvencerdessascura maravillosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relata
todos os dia3 ha muitos anuos ; e a maior part-
della sao tao sor prendentes que admiran, ni
mlico mais celebres. Uuanlas pessoas recos
brarara cora este soberano remedio o uso de scu-
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam soffrer *
amputacaol Dellas ha muitasque haveudo dei-
tado esses asylos de padeciraentos, para sena
jiibmetlerera essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa a
enfusaa de seu recoiiheciinento declararan] es-
te resultados benficos diante do lord corree-
dor e outros magistrados, alini de maisaulenti-
carem sua tirmaliva. #
Nuiguem desesperada do estsdo de saude sa
tivesse bastante confianca para ensaiar este re-
nedio constantemente segundo algum lempo o
mentratato quenecessitasse a natureza dom.i
cujo resultado seria prova rincontestavelmente'
Quetudocura.
O uaguento e til, mais particu-
larmente uos e^uiutescasos.
45-- Ra Direila-4S
Compra-ge um viol o velbo em
n : m na Jo Passcio Putdico n. 13.
bom esta-
Fogoes econmi-
cos.
Fogoes econmicos imegicanos, os melhores
35500 o covado, carahria preta e desleteos a <," lem vin,ln a0 mer.-adoj nao s por cozinha-
500 rs. a vara, e oiitrasmuitas fazendas une se1 rem cm "i01"16 do ,emP\dp qua'q"" outro.
f^ n,.,>ni .-.-_.4. j 'u',""ds 'I" se comopor naogastarem umAlerca parte da lenha;
i------i cuiuu nao ".isiareni umn\ terca nar
fara patente ao comprador, e de todas se daro estao-se vendondo oor mc/ade'do seu
amostras com penhr.
valor, e
approveilar a occ.isio. G'aranlo-se a boa qnali-
I dade e bom travado dos mosmus : vende-se na
a casa terrea Tr ra da Ale- fundirn da ra do Brum n. 28, loia de ferragens
gna n. b : a tratar na roa do Queimado u. 52. I da ra da Cadeia do Becife n. 61.
Vende-se una
Compra-sanosescraro que seja moro, de
figura e sem vicios, paga-se bem : na ra
djs Marlyrios n. 4.
Yendas.
Vender se duas carracas grandes de duas
>. I ida de sicupira, muilo segura, de supe-
rior ferragem. e propriss para engenhos, por
m >li>, Irabalhn com urna e mais juntas de
serve para lodo e qualquer trabalho, e se
r um nreco muilo em conla : quem as pre-
len ''!. dirija-se ao paleo do Terco, defroute do
n. 4i), segundo andar.
' "9
o, *- ... :;
i

v dis ti neta coruoracao
a en do mica. |
2 Recebeu-se charutos em maros de fu- *-*
mo havano, fabricados no Rio de Janeiro @
W n 6S rs. na W
Loja de mar more.
:-:/. : *#*S
Recebeu-sn novo sortiroento de resli-
dos Jeseda de cores, uliimo gosto na %
L marmore,
-- : : :-':i 990993
Recebeu-se novo sortimentu de vesli- @
lu phanthasia, ultimo gustu na iy
Loja 'ic marmore.
- ...:;.: 3d999
pcebeo-s* non Forlitnenio de vestidos
is de cambraia bordados, ollirrogos- ^
.; I na 53
Loja iie marmore.
.....1 : 9 .999999
Recebeu-se novo sorlimento de mante- ^)
les, capas, ronduB de velludo, grosdena- 9
: les, lii e cambraia, ultimo gosto na fjj
Loja de marmore. f
' ::": 99.^9 99999S
,; ceben-se novo sortimenlu de cha-
i, ; u! le palha d'llalia c de seda parase-
S lili iras na Qi
c; Loja de marmore. I
'>- ::.'.: >-> :' -''^-: '- > ?:.
...... ..-'>_> t-, <> .^, ^ > -> W
'. fl ceben-se novo sorlimento de sodas ~i
em pega, para ventor a covado, de todas
i "s, lisos o la*r Loja de marmore.
9999999999999999
ebeu se novo sorlimento de vesli- vi
(y dus : I is,ultimo goslo na tj;
Loja re marmore.
5^^99999995
i '.' u-se novo sorlimento de boornus \-,
sto
libra
; para sabida de thealro, e para passeio n a."'
Loja de marmore.
Re ebeu-se um completa e variado ,$
l monto nu cores, de franjas, grade
incinhis c fitas para enfulles de
sVj | los, ultimo goslo ni
Loja de marmore.
(I ebeu-se novo sorlimento d
id i para senhora na
Loja di; marmore.
&!i3 aras eWi
Receben-se novn sorlimento de
iles p .ra senhora, ultimo goslo na
es, 3fo
vesli- ||
as
si
.1- s

aja
"MU
en- 3^
Loja de" marmore.
03
;'-
P
- Recebeu-se novo Bortimeofo do v^- g
los de larlatana bramos bordudos ni
Loja de marmore. m
Reccbeu-ss novo sorlimento de india- ^
g as brancas para vestidos lisos, tazen- sis
I 113 ?&
Loja de marmore. 5
i Recebeu-se novo sorlimftito de bra- ,Og
an cleles de sndalo na rt>
^ Loja de mnrmore.
gy Rici'beu-se novo sorlimento de le- ^
28c ques de sndalo na !i:
^ Loja de marmore. m
'./ Recebeu-se bonitos gros de l.yon para ^

Loja de marmore m
Neste armazem de molhados con-
tinua-se a vender osseguintes gneros abaixo mencionados de superiores qualidades e mais barato
do queem oulra qualquer parle, por serem a maior parle delles recebidos em direitura por conta
dos propnetarios-
Velas de s\>ermacelc
em caixa de 25 libras por Ut, e a rotalho a CiO rs a libra.
Manlcga \>ara tempero
perfeilamenle em bom eslado verule-se cm barril a 160 rs. e a relalho a 200 rs. a libra.
Mantega ingtexa e ranceza
perfeilamenle flora mais nova que lera vindo ao mfrealo de 560 a 800 rs. a libra en barril
se tara algum abatimenlo.
Q o. el jos lamengos
muilo nnvos recentemenle chegados no ultimo vapor da Europa de 1S"00 a 3S e a vista do
que o fregus iizer se far mais algum abatimenlo.
Qaevjo prato
os mais Yiovos queexistem no mercado a 1 a libra, em porgan se far abatimenlo.
\melxas l'raueexas
-m latas de 1 1(2 libra por 1SC0 r?., e em compoleiras de vidro contenJo cada urna 3
por 3-3000.
Mustar Aa mgteza e ranecia
em frascos a 650 rs. e era potes franceza a 800 rs cada um.
X er&adlros gos de comadre
em caixinhas de 8 libras elegantemente enfulladas proprias para mimo a l$60 rs.
l\olaclvli\l\a inglexa
^a mais nova que ha no mercado a 240 rs. alibta em barrica com 1 arroba por 4$
Potes vlilrados
de 1 a 8 libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido de 403 s ljOOO rs. cad ttmj
iVmendoas contcvtadas proprias para sortes
de S loao
alga libra e era fra'squinhos, contiendo 1 lj2 libra po.- 2.J.
Caprcto,\\ysoii c pcrola
o melhor que ha neste mercado de 1000 2? o-25500 a libra.
Macas em calxlnlias de 8 libras
ndconleo cada urna difTerenles qualidades a 4;5C0,
IPalilos de dentes lidiados
em molhos com 20 macinhos, cad.i nm por 200 rs.
Timlo franeez
em latas e em frascos de lifferentes qualidades.
Conservas inglezas c raneczas
em latas c frascos de difTerenles lamanhos.
Presuntos, cnonricas e paios
o mais novo que ha nesle genero a 40, 640 e 70 rs. a libra.
Liatas de bolacliinna de soda
de differentes (ualidades a 15GOO em .orrao se far algum abaliment
Tambem vendem-se osseguintes gneros, ludo recentemenle clisado e de superiores qua-
liilades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muia nova, imrmclida do mais afamado fabricante
de Lisboa, maca de I0ui3te, pera secci, passs, fruclas em calda, amendo&s, noze?, frascos com I
a.nendoas eaberles, eonfeites, pastilhas ih varias qualidades, vinagro branc3 Rordaaux, proprio |
para conservas, charutos dos melhores fabricintes de San Flix, matjis de todas as qualidades,
gomma muilo fina, ervilhis francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de dita-,
spermiceto barato, licores [rancezos muilo finos, marra-quino de zara, az-iite doce purificado, azei-
lonas muito novas, banlia de porco refinada e otaros muitos gneros que encontrarao tendentes a
molhados, por isso prometiera 08propietarios venlercm por milito menos do que outro qualquer, |
promettem mais lambem servirem aquellas pessoas que mandaren! par oulras pou:o praticis eomo
se viessem pessoalmente ; rogom lamber a todos os senhores de engenho e senhorc3 lavra lores
qjieiram mandar suas cncominenJas no armazem Progresso, que se llws alimca a boa qualijade e1
o acondicionamenlo.
I Na ra do Queimad ) n. 5
46, frente amarella.
% Sorlimento completo de sobrecasica de |
S pmno prelo e de cor a 253, 233, 30? e 5
353, casacas a 283. 303 e353. palitoisdos J&
g mesraos pannos30f, 223 e 25$, ditos" >. g
i% casemira de cor a 16j[ e 183, ditos sac- ^
y eos das mesmas casemiras modelo ingles g
h casemira fina a 10J>, IJ/11* e 15$, ditos |$
|X saceos de alpaca preto a 4$. ditos sobre a>
5> lino de alpaca a 73, 83'J3. dilos de me- jR
|2 ri se tira a 10$, dilos de merino cord'io ig
alOJe t-23. ditos de sarja preta trancada *
J* soceos a 0$. dilos sobrecasacos di raes- S?
* ma 'azonda a 83, ditos de fustn de cr e Q
* branco a 43. 4$500 e 5$. colleles de ca- 55
*,f> semira d u)c e preto a 53 o 63, ditos de *P
| merino p-eto para luto a 43 e 53, dilos ig
V de velluda prelo de cor a 93 e I03, dilos
* de gorgurio de seda a 53 e 63. dilos de jK
g brim bramo e de cor a i&Mt e 3j, calcas <
-M de easemifS do cor e preto a 7$. 8$. 'O? %&
^ e 103, dilis para menino a 65 e 73. ditas ^|
* de raerinOde rordo pira nomem a 5$ o m
jj 63, ditas ce brim branco a 55 o 63, ditas !C
*| ditd de cr a 33. 33500, 4 5 e 53. e de *
todas estas obras temos um grande sor- 2
tmenlo jaia menino de todos os tama- |8
I nlios ; canisas inglezas a 363 du/.ia. Na jj
j niesma lija ha paletols de panno prelo J
ffi para molino a 14$. 155 0 16;. ditos de $>
J casemir.- pira os mesmos pelo mf.smo ^
At tireco, dilos do alpaca saceos a 33 e \jg
35 33500, tOS sobrecasacos a 5} e 6$ para '^>
3$ os mesnos, calc.as de brim a 2550), 3} o !!
o 39500, paletols sWcos de casemira de cor l>
II a 6| e r3, loalhas de linho a 30J e 13 ca- ?2?
'Baomfc f
~M No nesmo eslabelecimento manda-se g
** apromilar todas as qualidades de obras *
$e tendeites a roupas feitas,em poneos das, U
3| que para esse lim temos numero suf- ^
3| Qcientl de peritos officiaos de alf nales M
'., rgido! por ura hbil mostr de seme- "SE
^ Uiantearte, fleando os donos do eslabe- ^
S Inciminto respousaveis pelas mesmas a
^ brasete a sua entrega. y|
Verde-se urna preta rcolhida com urna cria
sendo o nolivo da renda a mesma cria ; cosinha
enzoinmi, cose e lem todas as mais ha-
bilidad* al ser boa enfermeira : na ra da Im-
peratriin. 9, segundo andar.
Vndem-se carros do 4 rodas com bois
manso, pror>rios para carregar gneros da al-
f.indefi ou assucar da estrada de ferro e trapi-
ches ; na ra de Apollo, armjzcm n. 33.
Expsito de melaes,
E'chegado lesta loja do Viauna, um riquissi-
mosorlimcnio de meiaes de todos 09 gneros do
mas bonjio que se pode encontrar, tu lo a emila-
ciide pra,la ; na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Caf a vapor.
ffti quissimo sorlimento do machinas de fazer ca
fi vapor, approvados na ultima exposigao de
ISS : naTua Nova n. 20 loja do Vianna.
ombas de Japy.
Biqiissimo sorlimento de bombas de japy' de
lodosfstaiuanhos, as melhores que se lera appro-
vadoen todo o n 111 lo. pela facilidada que di a
.V,-.-.-*? agua ; na ra Nova n. 20, loja do Van-
Alporcas
Caira bra s
Callos.
anee res.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
Jseoslas.
l"s rnembros.
^Olermidades da cutis
"jngeral,
Oitas do in-is.
Erupgoes e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Prialdade ou falta de
calor as etlremida-
l'S .
' ieir as.
Gengiva eicaldalas.
chaces
Inflaraaaoio lolgado.
iDflammaeao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura Je mus Jiiit03.
P11 lmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supuracos ptridas
Tinha, em qualquer par-
to que soja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
$*> figado.
das articulacdes.
Veas torcidas ou noda-
das as pernas.
vende-se este ungento no estabecimento
geralde Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas < nutras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a Americ-
io snl. tiavana e Ilespanha*.
en le-se a 800 rs., cada bocetinha conlm
urna instruccao em prluguez para o modo de
fuer iso 1 sie ungento.
O lepoStto geral em casa do Sr. Sonm,
pharmaceutico. na ra da Crun. 22. em l'cr-
nambu.10.
Vende-se um terreno com 105 palmos de
frente e 3d) de fondo, tnln aterrado e com 50
i palmo de caes j feitos. muilo prourio para nel-
le se pstibeleeer refiua;oes, padarias ou fabrica
de qualquer nalureza, na ra do Brum. bairro do
Recito, junto a faDrica da fundieo de ferro, lu-
gir designado para taes estabeleeimentos, cujo
terreno se vend por junio ou em leles de 30
palmos cada um : na ra -de Apollo, armazem
numero 33.
Reloffios.
Vende-seem ca*a de lohnston Paler i C, ra
do Vigario n. 3, um bellosormenlo de relogior
deouro, patente ingles, de um dos mais af-
malos fabricantes de Liverpool; lambem urna
variedide de bonitost rancelins para os mesmos.
jirlo de vinho com 44
graos,
Camas de ferro.
Iliiuisssirno sorlimento de camas de ferro enm
onas, ) pira colxo or preco commodo ; na ra
|>N)va n 21, loja do Vianna."
Ni fabrica de caldeireiro da ra Imperial
junto afabrica de sabiio, e na ra Nova, loja de
ferrageas n. 37, ha urna grande porcao defolhas
de zinc, j preparada para lelhados, e pelo di-
minutonreco de 140ts. a libra
lelogios patentes.
|i topas.
lonas.
(misas inglezas.
'oitosparacamisas,
/ iiscoutos
Encasa de Arkwight 4 C. ruada
Cruz n. 61.
(- 'fl
Botica.
D E14 il^'JilQllllipilliu^rav^ %
Defronte do becco da Congregacao letreiro verde,.
n
Casacas de panno preto a 303, 35 e
Sobrecasacas de dito dito a
Paletols de panno prelos e de cores a
203, 253, 30c e
Ditos de casemira de cores a 15J e
Ditos de casemira de cores a 73 o
Ditos de alpaca preta golla de velludo a
Ditos do merino setira prelo e de cor
a 83 e
Dilos de alpaca de cores a 3*500 e
" ;& mtmiSG mW Zr?mW3% Mies de alpaca preta" a 3*500. 53. 73 e
H'cbu-se novo soitimenlo de so- g* Ditos de brira de cores a 3J500.43500
brecasacas, paletols, calcas, colleles e Js
calcado do Melles na V
Sj| Loja de marmore
Recebeu-se novo suttmenlo de cha-a
1 pos de castor preto e branco e de sede na
Loja de marmore.
Dilos de bramante de linho brancos
4*500 e
Caljasde casemira prota e de cores a
9, IOS e
Ditas de princeza e alpata de cordo
pretes a
Ditas de brim.branco e-de cores a t^OO,
.4$500e
Ditas de .aliga de cores a
Ditas de casemira a
40*000
350000
353000
223000
12300
12J000
93000
5J00H
93000
53000
63000
123000
5$000
53OOO
33000
5$50J
Colleles di velludo decores muito fino a 10;000
Ditos de casemira bordados e lisos pro-
tos e de cores a 53, 5500 e 63OOO
Ditos de setim ureto a 5J000
Ditos de casemira a 3$500
Ditos de seda branca a 5$ e 63HOO
Ditos de gorgurao de seda a 5$ e 63OOO
Ditos de fustao brancos e de cores a 3jJ e 33500
Dilos de brim branco e de cores a 23 e 2$500
Seroulas de linho a 29500
Ditas dealgodaoa 13600 o 23000
Camisas de poilo de fuslao brancas e de
cores a 23300 e 23500
Ditas de peito c Dunhos de linho muito *
finas inglezas a duzia 35g000
Ditas de madapolao brancas e decores
a 13800, 23 e 23000
Ditas de meia a 19 e 1&600
flelog'os de ouro palentee orisontaes jj
Ditos ae prata galvanisados a 25 e 303000
Obras deouro, adorecns, pulceiras e ro-
setas
rtholomeu Francisco de Souza, ra larga do
B'lirio n. 36, vende-se os segnintes medica-
r7nlos :
Hobl'Affecleur-
ilulis contra sezoes.
ila vegelaes.
als.parrilha Brislol.
lanands.
K'eriiifugo inglez.
iXanpe do Bosque.
Pilins americanas (contra febres).
.yogento llolloway.
l'ifuas do dito.
F.tli-ir anli-asmathico.
.Vilusde bocea larga com rolhas, de Sondas
o 12 liras.
ASU como tem um grande sorlimento de pa-
pel i^a,forro de sala, oqu^l vende a mdico
prec
-IVenJemse libras steilinas, em
N. O. Bieber & C. : ra da Crn*
Vande-se espirito de vinho verdadeirocorn 44
ros.chegadoda Europa, as garrafas ou as ca-
tadas na Yua lanza do Rosario n. 36.
Ra daSenzala Novan. 42
.Vende-seem casa de S .P. Jonhston & C.va-
quetasde lustre para carros, sellins esilhes in-
tlezes, candeeiros e caslicaes bronzeados.l 0-
uas inglezas, lio de vela, chicote para carros, e
iiontaria, arreios para carro de um edous:aval-
os e relosii^ d'ouro oatente insleze
Rival sera segmido.
Ni ra do Qiiaimado n. 55, defronte do sobra-
do novo, loja de miudezas de Jos de Azevedo
Maij e Silva, ha para vender os seguinies artigos
aluixo declarados
Caixas de agulbas franep/as a 120 rs.
Sapatos de tranca de algo lo a I3.
Carlas de alflnetes finos a 100 rs.
Espelhos de columnas madeira brinca, a
18440.
Phusphoros com caixa de folha a 120 rs.
Frascos de macass perula a 200 rs.
Duzia de facas c garfos muilo finos a 33500.
Clcheles em carleo de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de clcheles batidos a 60 rs.
Caixas de brelas muito novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Dito dilo para fazer cabello enrredio a 800 rs.
Sapatos de 15a pan enancas eSOO rs.
Pares de recias para meninas a 240.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320,
Massos de grampas muilo boas a 40 rs.
Agulheiros de marfim a 160 rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Grvalas de seda muito fins a 600 rs.
l'esouras para costura muilo linas a 500 rs.
Ditas para unhas a 500 rs.
Pecas de franja de lia com 10 varas a 1!.
Pecas de tranca de la com 10 varas a 500 rs.
Fetilho para enfeitar vestido (peca) 13.
Linhas Pe 1ro V, cnrtaocom 200 jardas, a CO rs.
Ditas Jilo com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para dente muito linas a 200 rs.
Pares de rueias decores para homem muilo fi-
nas a 140. .
Cordao imnerial pecas) 50 rs.
Gr&mmalicaingl-
za de OHndorff.
Novo raetliodcpara aprender a lr,
a fiscrever e a follar inglez em mezes,
obra inteiramenfe nova, para uso de
lodososestabeleimentos de nstruccSo,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andar.
EteestabelecimentoolTeiece ao pu-
blico um bello e rico sortinento
preqos convenientes, a saber :
Homem.
Borz'eguins iosperiaes.....
Ditos aristt era ticos......
Burzeguins moscovia (prova de
fogo e d'agua......
Dito democrticos. .
Meio borzeguins patente. .
Sapa toes nobreza.......
l'itos infantes. ..,.,.
Ditos de linlia (o 1|2 bateras)!
Ditos fragata (sola dupla). .
Sapatos de salto (do tem). ,
Ditos de petimetre....."
Ditos bailarinos. ....
Ditos im peronea veis.
Senhora.
Borzeguinsprimeii classe(sal-
to de quebrar).......
Ditos de segunda clatse (quefcj a
cambada). ....
Ditos todos de merino (sallo
den coso). .
Meninos e meninas.
por
1 OjjCOO
9;C00
CsCO
G$5C0
C.St'OO
5/j-COO
CsCCO
5$CC0
CjjlCO
hffcco
50CO
4-800
4500
Sapa toes de forro. .
Ditos de arranca. .
Boizeguios resistencia b$ e
sbCO
. 5/j80
Pateo de S. Pedro n. G, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
Vende-se nesle novo esiabelecimenlo sacros
com farelo de Lisboa, farinha de mandioca, nn-
Ibo, fejo multtinho e preto, gomma de mandio-
ca, arroz d. casca e dilo do ifarsnho de supe-
rior qualidade, doce da casca da goiaba, vinho do
l 'rio em garrafa do melhor que pdu hav.r no
mercado manteiga ingleza e franceza. banha de
pono emlatas, bolachinhns de soda d*> todas as
qualidades, cerveja preta e branca da melhor
marca, quetjos flamcngos frescaes, conservas in-
glezas c os mais gneros que se vc-ndem por menos
prego do que se vende em oulra qualquer parte.
Cambraia organ-
dysa3G0o covado.
Vende-se na ra do Crespo, loja n. 8, de qna-
Iro portas, cemhraia franceza organdvs a 360 o
covado para acabar urna factura ; assim como
boas chitas francezas a 240 e 300 rs., fazenda de
lindos i.adroes e cores ixas : do- se maoslra.
SISTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLI.WOYA.
Esteinesumaveespecifico,compveti iniclri-
mentedehervasmedicinaes.naocoiili 11 n er. i--
no.neinalguma outra substam ia deleclera Be
mgno a mais tenra infancia, e a comp!e;c; binis
de.icada igualmente promi.lo cscluio para
desarreigar o mal na comple ciernis mlus intiramenteinnocenteem Buasopeacco e ei-
fetos; pois busca e renrove asdoi n. ?'d. qi.ai-
quer especie egro oor mais aniita'.-, eunzeg
queseam.
rem^fo'l"'^8 de Ppn> radas enm este
o, rf Vr '"aS q.ue J es,a,am toras da
morte, preservando em seu uso- Ccnsetuitam
cobrara saude e forcas, depcis de hever Ui X -
serS^VL^c.u_8 na- tere* MtreiPMf
eIi(
Accidentes epilpticos
Alporcas.
Ara polas.
Areas (mal de).
Asth ma.
Clicas
Convulso es.
Debilidade ou extenua-
Debilidade ou falta de
torcas para qualquer
rousa.
Dysinteria.
Oor de garganta.
de barriga.
-nos rins.
Dureza no vwntri.
Enfeimidadesno venir.
Ditas o o Ogado.
Ditas venreas.
Enxaqurca. *
Hterysipela.
Febre biliosas.
intermitente.
Veno"em-so estas pilulas m r.MBloIrrin ci m
geral de Londres n 224. Slrand, e 1 a loio ,V
lodosos boticarios droguistas e onlras prWas
encnrrcgidas de sua ver.da em t(da a Amerira
doSul. Havanae Hespenha. ^o.rr.ra
Vendem-se as bocclinbas a ECO rs. reda tn a
aellas, contem urna instrnrrac mi lortupurz ra-
ra explicar o modo de sp osar deslas pilulas
O deposito gcral em rasa ric Sr. P( um j'har-
meceutico. na ra da Cruz n. 22, em Peir.-
buen.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
Pebre Ce luda a est i (ie
Cotia.
ll< monlioidas.
Hydropesie.
Icleriria.
IndiprsKcs.
Inflama 1 toes.
Irregularidades-de
mrnslrua(5p.
Cent-rigs de leda rs-
peric
Val oe Pedro.
Manchas na culi*.
Ol.-irurco de vrnlre.
rhlhjeira ouromeuop-
_ .no poln 1 nfr.
Beleoso de rutina.
Rhi umaiismo.
Symptc massnundarioe.
Tumores.
Tico dilcrcso.
Ulceras.
Venreo [n al1.
casal
n.
par
hn n & C. ra daSenzalan. 42.
CAJVDIEIROS
arados americanos e machinas
avarroupa: emeasa deS. P. Jo-
de sorlimento de candieiros econmicos a
rosienio, e todos os mais propios para
con; m dos mesmos '. na ra Nova n 20, loia
nna.
eobertos e descobertos, pequeos e grandes.i
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool!
ivndospelo iltimo paquete inglez : em casad
oSuthall Mellor & C."
Loja das seis portas em
frente do Livramenfo.
Covado a 200 rs
Chitas largas de bonitos goslos a 200 rs. o co-
vado, ditas eslreitas a imilacao de liiazinhas a
160 rs., cassas de salpicos brancas e de cores a
200 rs. o covado, pecas de esgniao de atgodin
muito fino a 3J a peca, ditas de brelanha de rolo
com 10 val as a 28. riscadinho de linho a 160 rs.
o covado, chales de merino estampados a 2?.
lenjos brancos com barra de eflr a 120 rs., ditos
co.ti bico a 200rs., algedao monstro de duas lar-
guras o methor que pnsivel a 610 rs. s vara,
rmissulina encarnada a 240 o covado. filo de li-
nho preto bstanle largo. A loja est aierla at as
9 horas da noile.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Becife n. 12, ha para vender a
I verdadrira polasss da llussia nova e de superior
I qualidade, pssim cuno lamhem cal virg.n, em
j pedra,. ludo por precos n.ai ralos do^que em
outra qualquer parte.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita barata.
Paletols de easemir escura a 4$, dilos do al-
paca preta a 4 e 55, camisas brancas e do cores
a 25. ditas de fustao a 250O, cerclas nuito 6-
nasa ljj6C0 e S, paletols e brim pardo a 8f,
calcas do casemira prolrs e tie coros, paletols d
panno prelo, subr< casaras, rolletes de casimira
prela, dilos de velludo pretoe de cores, um com-
pleto sortimTnlo de roupa feita.
Livro religioso.
Contcndo o modo utilissimo para se rosar a
cora seraphica ; n noticia histotica da nova'me-
dalha, e observaedes sobre as indulgencias appli-
oadas modalha rhamada milagrosa ; a corle re-
osle ; bendito Sania Cruz : novena o versos
mu gloriosa Senhora S.inl'Anna ; novena,officio,
salve o versos a nossaMai Santissima Senhora do
Carmo ; versos ao eoraoao do Maria versos
Sania Luna ; drsma sacro de Santo Anlonio.com
dous sertnaoa ; versos ao mesmo sent; versos
ao gloriosos. Joao Baplisla, com ladainha ; ador-
nado de multas eslampas o ricas vinhetas e mui-
le bem encadernado : pelo diminuto preco de
1600 rs. cada um : na ra da Imperado! nu-
mero 15.
J
/
II FftfVFI r



OTARIO DE PERSAS BUCO. TEHCA FEIRA 9 DE OUTUBRO DE 18(50.
DE
I
J
SE Iltill,
Sita oa ra Imperial n 118 e i 20 juato a fabrica de sabao*.
DE
Scbastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
Nesle estabeleciruenio ha sempre promptos alambiques de cobre de diterentes dimencoes
de 300 a 3:000) simples e dobrados, para destilar agurdente, aparelhos destilatorios continos
para resillar e destilar espinlos com graduado at 40 graos (pela graduado de Sellon Cartier) dos
melhoressyslemas hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do impario, bombas
de todas as dimencoes, asperanle3 e de repucho tanto de cobre como de bronze e ferio, torneiras
de bronze de iodas as diniencoese feilios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronzee
ferro para rodas d'agua,portas para fornalhas e crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
ra encmenlos, camas de ferro com armacao e sera ella, fugo
as dimencoes para
ges de ferro potaveis e
... -----r---------- .. perteicao j
e para commodidadaidos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua confianca cha-
so na ra Novan. 37 loja de ferragens pessoa habilitada oara tomar nota das encomiendas.
CUKAC.
Vende-se verdadeiro coral de rais a preco
muilo commodo, e mais rauias miudezas e rap
de varias qualidades, tanto a rctalho como era
libras : na ra larga do Rosario paseando a bo-
tica asegunda loja de miudezas u. 38.
Vinho de Bordeaux.
Em casa de Kalkraann lrraaos&C, ra da
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandnburg Frcres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac A C, cm Bor-
deaux Tem as seguinies qualidades :
De Brandeiiburg frres.
St. Est.ph.
SI. Julien.
Margnux.
Larse.
Chnteau Lcoville.
Chleau Margaux.

De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien
St. Julien Mdnc.
Chaleau Loviile.
(1)
aul\:\
i
FlNDlCiOLOW-JiOW,
Roa a Scnzala Nova n.42.
Nesle estabelecimenlo continua ahaverum
comapleto^rlimentode moendas emeiasmoen-
dasparaniSenho, machina" de vapor e taixas
deferro balido ecoado.de lodos os lmannos
para o
Telhado de zinco.
Na tnesma
vender:
casa ha para
Sherry em Larris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade fina
Cognac em caixasqulidade inferior.
Ceneja branca
O telhado de zinco aqui usado na*
companliias do gax e caminlio de itrio,
e urna das boas in'ennk's modernas, ti-
le az-ie recoimnendavel pela grande
dura cao., pouco peso no edificio, bom
acondicionamento, barateza do curto.
" ,_ i _, i t-suiarecinieniu ao nei
conducho ele etc., tridos saben seo lio na Chunga.
Vende se na ra
zern n.35 :
fcil
Libras slorliiias.
Vende se no escriplorio de Manoel Ignacio de
Oliveira Pltho, na prora do Corpo Santo.
nTi*irr*rva wrvl a /> loja 25, d'-' ,oaium ?" de s vendem-
1 Cl i CIIUo IJU1 lU U se Pr presos baiatissimos paro acabar: cortes
1 de seda para vestido com algum mofo a 8$, rou-
Pnt\ *ci ''oos 'L' sed;i '' 'lo a '& '"vas arrendadas para
I cll^l sonhorn o 100 rs. o par, corles de baregn de la
com babadosaSg, cassas decores finas a 2!0 o
fliflinhn llK nninillllC covado, chita larga a 200 rs., c*avoqnesdo iib-
U(IIHI,!U llU5 UlUniIMi. Ibraia bordados a 5$, capas de fnstSo eiuYib loa
Os herdeiros do commnndador Antonio da Sil- a i>. perneadores de cambra.a bordados a 6$,
va vendem sua propriedade, no logar da Gasa I "a8dos bordados a SBQ a vara, riscado francez
Forie, em sorles de ierra a voniade dos compra- : "i""0 i:i" 160, sobrocasacas de panno l'u
dores com rnica reslricco de nao lercm menos '/" palelola de panno relo de ores o 18, 20
de 30 palmos de frente, fundo designado pela e**i ditos de casemira de coros a H\, dilos de
respectiva planta npprovada pelos autoridades I 'P'fi> pre'os c do corea le 4 a 8, iiosd, brim
competentes, n cngeiiheiro Antonio Fclhiariu Dranco e de cores de 4 a 6, calcas de ca-emira
Rodrigues Selle o encarregaoo das medicos
precisas, e pode ser procurado no mesmo sitio,
ou na ra eslreita do Ros rio n. 30, tereeiro an-
dar, ou na praca da Boa-Vista, botica deJoaquim
Ignacio fiibeiro Jnior : os prelpndentes podem
dirigir-so igualmente para quolquer proposta ou
|esclarecimenlo ao herdeiro I.. A. Dubourcq, no
da Cruz arma-
que a dura cao Jo zinco e infinita prin- s
cipalixente se se tiver a cautela de dar'
uma mao de tinta do lado exposto aoiT"
lempo, urna tell.a de zinco com o peto) *0irna" a ,0<* a arroba em
de 20 libras, cobre uto rapaco tiue pre- L .sacco.V .,
cuarta para tal lim 50 teil.r.s de barro, !?, rc,.na(I d" 0I ^etuanxovsn 1 !.<;.
pela e de cores para lodos os preces, gi :.
de iraspasso a -:,H) camisinbas l
2 0, manguitos bordados a 8$. chitas '.:. i :
ci ni lo.-tre piiiptia para roupovs c coberla a 32),
esgoiao de linho multo fino a 1$20G, cali as du
brim brauco e de cores de 2 braman i le
iinlio com i) palmos de largura a uoo rs i i ra,
I damasco de la rom !) palmos de largon .i 2g >
; covado, pecas de madapoln fino a 4$500, i i
I de feltro Garbaldi a 5f500, camisas .:.,',- o
Idj cores de 1J500 a 3,\clbulina prela aupen ra
400 rs.. corles de brim de linho a 18500, i
croas pora homem a 100 rs. c par, e oulros a n-
Seus proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em gera 1, lo da
ujijiier obra manufacturada era seu reconhecido estabelecimenlo a saber: machinas de vapor de
to.ios os tamaitos, rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen- I mpllvftpp, marhSnas i\e cnaer rlns mu
das e meias moendas, tachas de Ierro balido e tundido de lodos os umanl.os, guindastes, guin-U
cnos e bombas, rodas, rodetes, aguilhoes e boceas para fornalha, machinas para aniassai man-T
di
diuca e para descarocar algodo, prencas para mandioca e oleo de ncini, portoes grad3ria co-
I urinas e tnoinhos de vento, arados, cultiva Jotes, puntes, aldeiras e tanuues, boias, alraregas
Dotes e tolas.s obras de macliinisrao. Executa-se qualquer obra seja qual for sua nalureza pelos
doSMthos ou uioidos.iueparaial lira foreraapresenlados. Recebera-se cucoraiuendas nesteesta-
seleciraentona ruado llrum n. 28 A e na ra doCollegiohoje do Imperador o. 65mordi do cai-
.:c do estibelecirneuto Jos Joaquim da Costa Pereira. cota quera os oretendentes e podera
entender oara qualquer obra.
lBtLlv'lIlvk/i
V.nde-se em ;asa le Saunders Rrother.s&
C. praca do C'irpo S mo, relogios do afama
dj fabricante Kos'celt, por presos coinmodos
e tambem i'icviia^ e cadmas paraos mesraos
de exceellnte osio
Na rua da Gadeia n. 24, vendem-se as se-
RUintes fazeodss, por melado de seu valor, para
liquidadlo.
Bicos do seda brancos o. prelos, de todas as
arguras, vara a 160, 20, 00, 800 e 1J000.
Urn completo sorlimento de franjas de seda e
de algolao.
Chales de touquim a 10, 13, 20 e 35
Boles de seda, velludo, de louga e de fuslo
de qnalidades linas, duziaa 200, 400 o 600 rs.
Collarinhos bordados de 500 rs., 2J, 3 e 4-5.
ntrentelos fin'is. pe^as com 12 varas a 1g.
FolliOS bordados liras a 5"0, 1-3, 2. 3>500.
Camisetas com manguitos a 3j, 4, 5 e 63.
Enfeites de llorosa 6J.
Chapos de seda para sen hora a 10$.
Casavequesde velludo a 40 c 60g.
Ditos de seda a 25$.
lutos de fustas a 8 e 128
Tilos deseda e de todas as qualidaJcs de 160
rs. a I500.
Hilas de velludo de 210 rs. a t!.
" ^ lU 5. sC '- li". l' ::
Aoimravcis remedios
arcanos.
Ci
a
1
seguro curtir rogo
CMPJHHA
LTJ JJ|
LONDRES
AGENTES
Todas as casas de familia, senhores de enge-
oho, fazendeiros, ele-, devera estar prevenidos
com tstes remedios. Sao tres medicamentos con
os quaes se cura eficazmente as nrincipaes mo-
lestias
Proaipto alivio deRadway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumotismo, dor de
cabera, nevralgia, diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, indigeslao, crup, dores nos ossos, contusoes,
queimadura, eropces cutneas, angina, reten-
cao de ourina, etc., efe
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidades escrophulosas.cbro-
meas esyp Idlicas; resolve os depsitos de rono
humores, purifica o sangue, renova o systema;
prompio e radicalmente cura, escropbutav.vene-
reo, minores glandulares, ictericia, dores 'de os- "em, deidade 30 anuos, pouco Wis'o Vnenos"
sos, tumores; brancos, afeccues do liKado c rins, "a roa da Praia n. 25, Iravessa 0.0 Carioca N !
erysipelas, abeessose ulceras de todas as classes, niesms casa se vende urna fabrica de fa
molestias dolhos, dilliculdade das regras das "'"lo em conla. e se vende azeilc de c;
muirieres hipocondra, venreo, etc Ireze patacas a caada.
Pilulas reguladoras de Ral-: Sl1|)CrOr
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & G. e Wheeler &Wilson
Nesle estabeleci-
menlo vendem-se as
machinas destes dous
autores, moslram-se a
qualquer hora 0o dia ou
da noiie, eresposabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranza:
no arraazein de fazendas
do Raymundo Carlos
l.cite & Irrnos rua d
Itnperalriz n. 10, amigamente aterro da Boa-
Vista.
[ara unios de senhoras, o ruelbor que so pode
encontrar, e por proco mais commodo que eai
oulra qualquer parle, cheparam pelo ultimo va-
por da Europa casa de J. Falque, rua do Cres-
po n. 4.
Vendem-se duas rotulas para portas, em
perfeilo oslado ; na rua eslreita do Rosario nu-
mero i.
o espaco Coberto pela teilia de zinco nuo
penetra o menor pinffo de ebuva e a
facilidade de sua conduccao tal que
urna car roca pode conduzir de urna s
vezo telitado preciso para cobrir uma
grande casa, e o telhado de zinco milito
til principalmente para cobrir enge-
nhos, estaieiros, barracOes de ferraras,
armazens de deposito etc., etc., cm
sumrrja quem quizerexperimentar o te-
lhado de zinco, conbecera' sua grande
vantagem, este telhado vende se a 120
rs. por libra de 50 telbas para cima :
nos armazens de Paulo Jos Gomes e
Manoel Firmino Ferrci'-a rua da Con-
cordia armazem de moteriaes.
-itoem barricas aO^oOO.
Dito em velas caixotes de 1 arroba
por 12.S
Fio da Babia em saceos p. r libra 750 rs.
las fazendas por menos do seu
Cuntas.
valor
: : 1 1
f.
Cbogitem ao barai
Vende-se na loja de Antonio Augusto dos San-
na
Vende-so um caixo com Mrmas c mais
pertonci'Spara fabaicar velas de carnauba-
praca de Pedro II n. 6, lojo de livros.
Vcnde-se uma escrava da Costa, quilandci-
ra, coznha o diario de una casa, lava e ensaboa
zer velas
carrapato
way
.. pararogularisar o syste
farinha de mandioca em sarcos grandes, chcada
.8 purgam. Estas pilulas sao efflcazes as affec-1 A 1 1
toes du figsdo, bilis, dnr de cabeca, ictericia, in-! 11 i (II.ll [f| A />fkEli f/t'fHA
y disestao. e em todas as enfermidades das mu- lUflUlllUlIllU l Ol i lUllllC
armazem de fazendas da
ruadoOueimadon. 11).
I.i'tires de bramante de uma s largura pelo
baralo ;ire;o de 1;800 cada lencol.
Covade ; mil c dnzentos res.
Crosdi'iiaples furia-cores com urnas pintas de I D. 18 toirt un r/i \ i'iwlii' -
mofo muilo puuco, pela pechincha de IJ200.
Leite& rmi, na rua da Cadeia do Reeifo n.
48, vfndem chita franceza, cores fixi.s, a 2-10, tu
e :to r<. ,, covado, ditas > stn tas, .....- lisas, a
200 rs.,flecas de madapolao com i; i<) sa
' : 4g, :.0 I, |00, libOO e 555(10,
Qnoa7j, pei;as il>'brotai.hn de I ras
a 2. rassa | reta mnito Pina n 640 n rara, 1
'" si da de ; 1 so para m 11 in a 2c5(IO o par, la-
vas de camorra paro montara :-"(H), :
de linho para mesa a 3, meias cruas ii
los Pono na lja s. 37 e :t9 na praca ,1a v- "S VT^r ''"" '"'"''"' "" '" '
e i"ul n v s U,n'e la''"'"'los ***'*'*c c"res
,. I ranead de linho todo prelo, fazenda .,.:.. su-
"-: peri-r p que nao dishi la .1 i'-.- a vara, ; un -
o mesa a i-, rhap<-lin>is modeinas para
'; pajeiolsde alpaca a 5?. corle* decalca
09 mira de algodao a 1-mi, dilos de cnse'mii 1 a .:,
ditos de maia caso mira .1 Je. musselina li '
muilo fina a 300 rs. n 1 i-ado, s iboneti s iug
nn.iio sopeiiores a I.5COO a libra, brim trau
liranco de linho multo tino a l500 a ra 1, '; r-
latana branca e de cores, pocas de cambrai.i .1
com 12 varas a (feO ms| rente c ra 10
varas a 2g000,3, 456OO e fia, roberas di
de lindos desenhos a 2#, la de quadros .
vestidos a 500 rs. o covado, contras muila
" I |"c rend n por bai ilo \ dor .'.ijj; se dar an islras com peulior.
Capelas dealjofe com EScriproes,grandes a
Hilas dilas por
Hilas dilas oa
1 ilasditas por
I luas deimoitaile por
Uuadros rom a imagem do Senhor Cruxifl-
cado com inscripQdes por baixo a K15 e a
Camisas nglezas.
AcaCa de chegar
fe
8j
na bom conhecida loja do
Coes & Bastos, ros do Quciuiedo 11.46, um gran-
de e novo sorlimento das camisas nglezas, ros-
Ios modernos, e por sor grande porcao convida-se
os freguezes a virem comprar a duzia
sSo de linho puro.

Maitoel Joaquim de Oli-
veira & C*, na rua do Cordoniz

.
Escravos fuci
r\
cjf
WM,M '"eres, a saber : irregularidades, fluxo. reten-
. .\stiev fe GoniDailbia S?es. ores brancas, obsiruesoes, histerismo, eic.
1 5 m> dojaaisprompto efiVito na escarlatina, febr.
A 5^500 chales.
Chales de merino bordado, franja de seda.
Grandes colchas a 5$500.
Col, has do fuslao muilo'grandes ,le lindos de-
seohos a proco de a;0.
1 acbas e moend
Braga Silva &C.,ten. sempre no seu deposit
, da rua daMoeda n. 3 A.um grande ortimento
; de tachase moendas para engenho, do muilo
jacrediladofabricante Edwin Maw a tratar du
mesmo de osito ou na rua doTrauirhe i, i.
el a a
1L1 1 ; -t\ 1
Pugio do engenho Novo, d 1 Cabo, no di
lembro, o esc n Innm
dade "1 simios
:!
Airo/, do .Maranlao sur.eiior.
Gorr.mu em seceos muito Gna.
Fejo rajadinho do Rio.
Fumo superior.
Dito mais baixo.
Charutos linos muito boa marca.
Utusdilo para preco barato.
. 11, f auauaiuvsua ciuaoe, iisio que i ioi enconli .
Arroz de cascaem Saceos multo grandes. Por outros no largo do arsenal de marinl
Cerveja marca cobriuha. : ;
,:' lloll, 'Jo :
I "- mais 011 n 1 nos, esti 1 1
regular, rdr bstanle fulo, est rom uma :
' '- nada ; or uma feridinh 1, coiiil 1 iiuc Ion 1 a
.'i do Rerife pelo caminho de ferr 1, c --
confia-se que esteja pur Frn de P, rtas, ,:
rrabaldcs da ci.,:,', visto que j fui encun
e amarella. e em todas as febres ma-
Veade-se
para (

Formas de forro
purgar assucar.
Euchadas de ferro. f
Ferro sueco.
g Espingardas. \
Ac de Trieste.
i Pregos de cobre de com- |
; posigao.
Barrilha c cabos.
; Brim de vela. I
Gouro de lustre.
Palhinha para mareinei-
ro : 110 armazem de C.
biliosa, fel
ignas.
Estes tres importantes medicamentos vem a-
companliados de insten-, oos impressas iiie mos-
trara com a maior minuciosidade a maneira of
apphca los em qualquer enfermidade. Eslau ga-
rantidos de falsiflcaco por s haver renda no
armazem de fazendas de llaym.indo Carlos Leiti
&lrmao, na ruada Imperalriz u. 10. nicos
Bgeulesem l'ornambuco-
Vendo- se
ri a 2S
de i portas.
Vende-se urna
quizer annuncie.
rnadapolo com pequeo toque de
na rua -do i.respo o. ioja
urna de marmore ; quem "-'
1 ;.
ir
Sf'S^ Dito dito da Da 11 a.
>7 s;'l,r,u le diversas qualidades.
i ;; Volas de carnauba misturada
Cevada muito nova.
* -: .
i fi'., i
Pedro II da imperial fabri-
ca de Joo Candido de .Mi-
randa, Rio de Janeiro.
Eslo rap smi duvida o de nielhor qualidade
fabricado nesle imperio, araba de chegar e ven-
de-se no deposito, rua do Vi gario n. 23. escrio-
lono. r
Barate para acabar,
Rua doPasseio Publico, loja
numero 11.
Meias para sonhora, duzia a 3.;5U(), e 4g500 su
perior, corle? do vestido de cambala com lislras
de seda a 5J, ditos de la a 59, dilos de cam-
biara 9 39, dilos de cassas a 2;(I0, pe.-as de cara-
da balSo com 30 arcos: na rua da Imperalriz $& fi'f SStno'fiS: !^"'':.,e "tf10 ??
l a loi in, o j()U, cortes de casemira a 3?, du-
la franceza a 220 u covado, camisas fiancezas d<-
Para colchoes.
J. Astle\ & C.
R
Bftl>?
til Lr^i
11
ors al
-V loja de miudezas da rua Direita n. 103 acha- '
se berta do dia 8 do corrate em dianle, e eon-
lina a vender oque neila tem, por precos com-
niodos aflm de liquidar contss.
Nova e apurada
inveoco ameri-
cana.
Dita de outras mateas.
Albos muito no vos.
Ce-bolas em resteas'e em caixas.
Batatas muito novas a l.s" por arroba.
Manteiga franceza nova.
Milbo muito bom de Fernando.
Dito dito d
l'nlrega-1.1 a seu propiielario Anlero \ i
i.unh.i, ou .i rua de Anoll n. 32. prin
lar. es r.ptorio de Anl u.i lorge Cuen
sera recon |.....;ado.
Fngi i n, lia 2 lo soiembro do r ,
.....scravo Prancis lo i laro i
: 3, bail
- prelos anel idos, n luzlo un a rr.a
i em qu levoii a i upi e .
as? '" i i
. [irovii i.-i i
.i
Keioiri s

villa do i| ii [protii i.i in i:, c, .
' ,,pdru "
pro, itnia ; -se aos laesd r.-mi|
I : -
i n-;:o -,...,;.
- i. na r 3 lo(j ..
que .-i lu'iis.ido.
Fu
. ripacui S, ro

i- .l/i.i Ans
...
Bal oes de 30 arcos,
Chegarara as mais modernas e melhores saias
e balo cor
numero 12.
Hoinhos econmicos de funil pira caf, fac.ts
! proprias para charuteiros. lorncirss de ferro de
todos os lamanhos proprios para engenho, tan-
ques d'agua o pipa?, ele, etc., e fechad o ras v0-
lantes cum trinques e singelos, preco asista da
azenda : na rua do Uueimado u. 53,'loja de fer-
ragens.
Venue se a casa terrea do paleo do Terco
n. J.1 : a halar na mesma, chaos propiios.
GMKDE SMTUESTO
DE
Ainda ha um roslo do superior panno de linho
proprio para colchoes ua rua da Cadeia do Re-
de n. 48, luja de Lene i Irmo.
No\ idade do mercado,
Vinbo branco de passa de uva
Esta nova qualidade de vinbo c a primeira vez
que se aprsenla no mercado do Brasil, ella se
monda por si mesma, nao precisando de
elogios anticipados, liste vinho preparado n'um
lugaronde existe a melhor uva de Portugal ex- l
trahido da mesma em estado de passa c por isso
conserva toda a parte saecbarina que lhc d um
gradavel paladar corabinando-se com o alcool
necessario para a sua conserv.ic.ao, e queseob-
tem da mesma passa por um proeesso novo, que
naJa deixa adesejar. Pode-se dizer sera modo
de errar, que superior a lodos os vinhos co-
nliecidos Unto na qualidade como no esmero de
seu fabrico. Embota nao d resultado pecuniario
esta tentativa reala a sslisfaco ao dono c pro-
piielario desle vinho de ler sido o prioceiro que
introduzio ueste imperio o genuino sueco da uva,
coosa asssrara neste lempo em que impera por
luda a parle a mentira, o.engao e a falsiflcaco.
Lineo deposito no Brasil em l'ernanibuco. Ca-
da ancorla de 10 cusa tOOJf : em casa do Sr.
Antonio Lopes Braga, rua da Cruz n. 36.
cores o brancas a 1*600, grvalas de linho a ( n
i rs., ditas do selim a 500 rs. e 1!. chapeos de
baeti avahad, s a 320, ditos de f, Uro, boa fazen-
uras, a ra-
da, a 2-800e i?, ^lgodao de doas lar,
ra a 600 rs., algodauziuhos a po,;a
3g8O0 e 4J800 muito incorpados, madapoles a
pecaajaoo, 49200.4g400.4S60O, e 69 muito fi-
nos, meias cruas a duzia gSOO, panno da Cosa
covado a J0, chapeas do sol de panno ordinario
a I58OO. dilos de soda a 69800, algodao de sacro,
vara a 2S0, chales ,le 15a a 1?800, dilos de me-
Fazendas e roupa feia
NA LOJA E ARMAZEM
he
Joaquim Rodrigues Tarares de .Helio
ROA .DO QUEMADO N. 89
KM Sl.v LOJA DE (Jl'ATKO POR1AS.
Tem um completo sorlimento ,ld roupa feia,
e convida a todos os seus freguezes e lorias as
petscas que desojaren, ter um sobrecasseo bem
feito, ou 11 mi cairas ou collele, de dirigirem-se a
este eslabelecinu-nt que eiicontrarao um hbil
artista, chegado ltimamente ,le Lisboa, para
desompetiliar as obras a vontade dos freguezes.
Sfssos.
Em casa de s, l, iflpitltn v\ C, rua
18, vende-se um piai
de relogios de algibi ira
da Cruz 1.
e v riado si rtim, nto
horioi l 1 s, potentes
cnronomelros, meioschronon 1 Iros d< ouro ; ra-
la dourada e (oleados ouro, sendo esli -
gios dos primeiros fabr.i antes da
vanderao por precos razoovei?.
Suissa,
relo-
que se
Vcndo-seuna ecrava rom 16 annos de
idade no pateo do Carmo n. 5, segundo andar
sem
Jllllolcl
igual,
' bro, do 1
.! .- S I
lo, se.-eo, estatura 1
Presenta 15 annos, .' mu to humilde, fui 1
do nesta ao.Sr. J". |uin .
Azcvedo, suppoe-so vo andar p< la 1
u.inda : roga-se a tul ridades ,. ._
pUaes le cami o, que o .1: pn _
ao n esro, .....
nto da 1 .-..i, qu :
ATTEXCAO.
Fuioq/sde o dia 1:| a'e |i
anuo, o eseravn ciion
--...... : Uo e
fula, dent- alin gago pnn.
quandu ralla rom medo, este escravo 1
bol ral onde l 'in pan 1 I 1 |
leza qu ira abi, em i,m anh
can arada, ; or isso roga-s. a qu.i ; r ,., .- j0
I ovo .1 -i;.i prisao, que ser I em 1, ron -
a Iratar cum o seu senhor da rua Rireia 1
ou na rua do Apollo n J, .... ""
Achn-se fgido um u.uisto esbra de un e
ii;i>:; I Pal o, oilicial de 1, drtiio e baibei-
ro. f.,i rertellido do Poifl
Vende-se um
andador de ludo, sem achaques, por pouco
..iu.iu l "'"-'"o : "a rua dos Pescadores ns. 1 e 3.
abril de IS
ar. Ji no Je nqmm de F iria, o :
vevdi lo ao Sr Fi li, ano Jos Gom, s, c esl -
,a nhor rendeu ltimamente ai Ri l'rnniis,
cores matiza- ">ias Pereii .:..-. []'rm
inu,,s, de II rovados rada corte, pelo naes: estatura regular, '...: '-- .
M"biumo preco de 2g5U0, com mui.la diver- 'lo. olhas ai s. falla com d.M ni,
...* V? 00 goslos para poder escolher-se na loja representa ler 35 o 40 annns : r.ga-so
bom cavallo castrado, muito; da mais fina que ha no mercado a 10?, dilos Z ??"?.?- ""0'. no.f ,,ualro canlos da rua Jades policiaes a sua nppi cnsao ; o
aoVueiinadon.29,dcMonyra Lopes. P-gar, dirija-se ao engonh Guerra, em l|.,j,
ou na rua lo In perador n. 7.-. ,
rsi l olycarpo J.i Layme, ou ira rua de >itlb i
il'lfl nrAIQ .wnpioriodeMam
Superiores corles de hila franceza muito fi
J ternura grande sorlimento de pHiottde'e Sslnu"-
semira cor Je rap e outros escuros, que so ven-
dem a 12-3, outros de casemira de iiuadrinhos
di- !
Imperalriz !u&;criie
''. tterebeu-se novo sorlimento de enfeites i
ri bordados 5$500, ditos lisos a 450O, neos > P8r senhora imperalriz Eugenio
para rap de alcobaga a duzia lg, dilos de ganga
muito linos a 3j00, palelols de casemira forra-
dos de seda a lS, calcas de casemira ordinaria
com mofo a '. castores muito grossos a 260 o
covado, brim miudo para calea a 180 rs.o covado,
algodao do listra muilo bom'a 200 rs dito mes-
ciado a 180. peras do abita para robera a 8>500
muilo lina, uilas miudas para vestidos a 7j, dilos
S ojJaOO, e outras multas fazendas que s" vista
do comprador far f.

Ainda
Loja de ib a rm o re.
\ inbo genuino.

9
de merm stima !2?, ditos de alpaka muilo
fina a G-2, ditos francezes Eobrecasaeados a 12,
ditos de panno fino a 20, 253, e 30, sobre-
casacas francezas muito bem feitas a 35, cal-
Q-ts feitas da mais fina casemira a 10, dilas de
;; bnm ede fuslao por prego commodo, um grande
g sorlimento de rlleles de casemira a ?, dilos de
.': outras fazendas por preco commodo, um grande
11 sorlimento de spalos de tpele de rosto muilo
mv
Continua a vender-sea mili boa Unta prela pa-
ra escripturacau era garrafas e meias-garrafas ;
na rua do Imperador n. 15.
ser generosamente recom, ns
D.

los : na rua do Vigario n. 19, primeiro andar- us Je soU in&v7tS a '03?, ditos muilosbons a
boa ieconjpensa
_ Malheus Ferreira 1 ir pensa bei
1 lhe trousero seu escravo Leandro, o oual ten
\cnde-se no engenho Cedro, treguezia do signaos segutnles : i la :. : -
o aoimaes de roda, cstao bem nonios:.-, ou menos, baixo. rosto c redo di <
apurado a 23?, ditos Je lionacl.a a 2J00, cha- '" o mesmo engenho. ou na rua de Hoitas no roslo. ponca barba e n
4: ."ME? ^a/evende uma negra pro-|qucia um poufla os bracos, falla bem e sabe ler"
o natural du Ico, onde 1. m familia : na rua da!
: peos de castor muilo superiores a 1G, dilos dese-

lilaos,
joialhciros francezes estabolecidos na rua Nova
desla cidade n. 18. primeiro andar, tecm a honra
de annunciar ao publico e especialmente aos seus
freguezes e amigo, que acabam de receber o
mais lindo e variado sorlimento de obras, que
vendem por barato preco, em consequencia de
sorem todas de ouro de 18 quilates, gsrantido
lelos annunciantes e nico, que vendem. e nao
das que sao fabricadas as obras, todas cheias de
belurae.
Vende-se o sobrado n. 53 na rua de Apollo
com 2 andiros e 1 solio, chaos proprios : a tra-
tar na mesma rua, armezem n. 38.
Liquidaeo de f
zendas
Por menos de sea valor
Na rua Direita n. G8.
Riquissiraos vestidos de bareje de seda ditos
de mnssulina de seda, dilos de fantasa de sed
dilos ,te inda preto, dilos de grosdenaples borda-
do a velado, polacas francezas da ultima moda,
chales de" (odas as qualidades, paletos de panno t-
de casemira de difTerenies qualidades, ditos de
alpaca prela e de cores de 2-j. 3000. e outras
malas fazendas que enfadonlio menciona-los.
[Autancando-se que nao se engeit* dinheiro.)
Vende-se uma pequea casa terrea eum
terreno junio a mesraa ja cora alicerce para ca-
sa ; na praia de S. Jos n. I. C3sa que fu deser-
ta das oulras e lica junio dos estaleiros de cons-
truccoos : a tratar no Largo da Ribeira o. 1, ven-
da da esquina da rua de Santa Rila.
a 3$ a sacca.
Arroz com casca lendo a m"3or parte pilado
proprlo para gali"h3 ecavallos ; ao Caes do Ra-
mos n. (!.
Perros econmicos de engnmmar a vapor : na
a Nova n. 20, loja do Vianna.
>\ Mendos teem para vender en
rua
Azevudo
.125, ditos francezes a 835, ditos grandes de pan-
no a M, ura completo sorlimento de gollinhas e
manguitos, tiras, bordadas, e enlre meios muito
proprio para collerinhos de meninos e Iravessei-
ros por prero commodo, camisas bordadas que
serven para balisado decrianr;a eparapasseio
a 8?, 10 e 12-), ricos lencos de cambraia de
linho bordados para senhoras, ditos lisos para
;
eu armazem, no largo da assembla, n. 9, algo, hornera por preco commodo, saias bordadas a
ao da baha,proprio para roupa de escravo esac- ,38500, ditas muito finas a f>3 linA, ,om
os de assucar. vinho do Po.io superior em c9l- r -"i I ">** 0nd8 lem um
as de uma a. duas duzias, e cera de car- rtl.''n0 'e chales de toquim a 30, cortes de
auba.
E pechincha.
Na loja do Preguica, na rua do Queiraado n. %
tem cobei tures de algodo de cores baslanli
grandes, proprios para escravos, pelo baratissi-
rao preco delg.
r
A pechincha, antes que se
acabe.
Na loja do Pregoica.'na rua do Queimado n.
, tem saias baloes abortas, do ultimo gosto. pe-
lo diminuto preQo de 5.
Atlen^o.
Vende-so a taberna da travessa do Queimadi
n. 7 : a tratar na mesraa.
vestido de seda de cores muilo lindase
res qualidades a 100-2, que j se vtnderam a
150, espolinos pretos e manteletes prelos de
ricos gestos a 2(1, 253? e 303?, os mais superio-
res chales de oseniira eslampados, muito finos, a
8 e a 10, toalhas de linho de vara e tres quar-
las. adamascadas, muito superiores a 5, dilas
para rosto de linho a 1, chitas francezas de su-
perior qualidade, tanto escuras como claras a
200,280,320, 40Oe 440 rs.o covado, ricas
casemiras paracalca, colletes e palitots a 43? o co-
vado, e ura completo sorlimento de oulrasfazen-
das, eludo se vende por prego baralo, e qu nao
epossivel aqui se poder mencionar nemaquarla
pariedellas, no entanto os freguezes chegando e
querendocomprar nao iraosemfazenda.
pna prra engenho, ainda bem moca.
Manteiga ingleza a 1120,
franceza a 640,
da melhor, cha muito bom a 2S20, caf a 280
arroz a 100 rs., hlalas., 00 rs., loncinho* SiO
espermacete a Co, alpisla a 160, talharim a 30o'
mi ho a 240 a coi-,, arroz a 280, farinha de ara-
' 'I e.wM;"a"l,i,J 2ll rs-, poies para mantei-
ga de 320 ale CO, vinho a 400 rs. a serrata a
taberna da estrella no I ngo do l'araizo n. l'.
Muita atteoco.
Vende-se uma rica armacao de louro. propria
para taberna ou oulro negocio, em um des me-
lhores locaes. com frente ao oilo do l ivramen-
io;i^roisx:,'cimarua,,-,c-casj^
Aos senhores de
engenho.
Vende-se ura escravo ptimo carreiro elraba-
lhador.de enchada : na rua do Trapiche n 8 ou
na roa Augusta n. 61. '
- Vende-se banha era latas a 480 rs. a libra
Cadeia Jo Recite n. 3, ioja.
Contina a eslcr fgida a escrava Paula,
dizchamar-se Paulina, lem os sig......- eeguii les :
fula, alia e mmio magra, reprsenla kr 2j an-
nos de idade; dcsconOa-se oslar eccnlla em al-
gum a casa us arrabaldrs desla cidade ; xin-.o
serlo do Cear, d'onde natural : quem a pe-
gar, recebera qnanlia cima, na rua da Cadi a
ii. J, loja.
Pugio do engenho Qnanduz, era San!
no dia 18,le maia do anuo prximo pensado un
escravo de nome l.uiz, de idade 2:1 u 2';.i-
nos, com os signaosseguintes : cabra, de esta-
tura regular, baixo. quando se ausenten nao li-
aba barba nenhunia, cabello a especie do do
.ralo, lera un pequeo geilo as per as oara
.'dentro, um signal na pona da lingna o lan '-
nho de um paroco de guiaba, que o atranalha um
pouco quando falla, lem as rostas bem ipatrlza-
das de chicote ; este escravo f0i da villa do Sa-
boeiro comprado ao Sr. Domingos de Souza Bag-
ros, e ha notma dalle o-t-r aculado em orna
Lizenda cima dadila villa 20 leguas : pedo-so
portanto a captura do dito escravo, c quem o pe-
gar leve-o a seu senhor no dito engenho, en no
Recife a Bernardino Francisco de Azevedo Cam-
pos, no paleo do Carmo, que se gratificara com a
quanlia de 200~.
V


s
ffi
DIARIO DE PERNAMBUCO. TERCA FURA 9 DE OUTUBRO DE 1860.
Litteratura.
A bella estrella.
(Conclusao.)
' Sim, do li... Nunca te esqueci... Anda
una noite destas me lembrei do li na estrada de
- I.''mliras-te...
Oh se me lembrc Na Afrira, mil vezes
me recordri daquena noile e da eslalogem coma
:a Bella Estrella Devo dizer-lc que
Afica i mesma estrella parece qualro vezes
que ueste paiz do norte. Servio-me do
aiina todas as imites.
B< uanios o ultimo copo de champagne em
da Bella Estrella c de sua irmaa, a condes-
i...
E a tua prolectura, Miguel?
Sim.
Nesse caso, devem beber-sc dous copos de
ipagne. Nao devenios fazer as estrellas in-
saa urna da outra ; urna deltas trazer-nos-hia
desgrava.
Acabado o colloquio ea refeigo, separaram-se
os ioiis velhus amigos, ajuslando encontraren)-se
no dia seguinte.
Miguel foi, como tencionava, visitar a condessa
, que acliou no mesmo estado de belleza e
ronservaco, na sua casa da avenida Percier. O
joven poeta tinha composlo o libreto de nina ope-
11 em emeo actos, intitulada Os Thermopylas ,
conliou ao maestro Miguel para a fazer re-
ntar em Tarn, porque Miguel jurara de dei-
xar viver os tenores al aos settiti annos, como
0 celebre Tacchinardi, em toda a plenitude dos
recursos, c este juramento impedia-o de
liar para os llieatros lyricos de Taris, onde
i -; i francez exige muitos si bemes homicidas.
: iel a presento u o seu ainigo condessa
i, i qu.il Ihe olToreceu os seus bons oflicios
. icio da promoco, o quo foi aeccito coui
ihceimenlo. Quando sahiran, Zegherino dis-
..' ao sea amigo:
Eu j v esta senhora nao seiaonde... creio
que [o em frica.
E' impossivel, Zepherino ; a condessa Elisa
i a sabio de Pars.
Kola o vi a n'outri parle, eslou ccrlo disso...
nina belleza notavcl 0 daquellas que nunca
esquecem quando se veem urna ve/....
foi que vi esle roslo ?
herino parou, baixou a cabeca e poz a mo
sta, procurando avivar as ideas.
E' una cousa quo me ha-de dar que pensar
- pro!disse ello, continuando a andar. Has,
IU I, (.Hemos seriamente: porventura a tua
1 lectora conhece o ministro da guerra?
Zepherino, a segunda vez que me pergun-
; is isso.
Diabo porque me inleressa a tua respos
la, -i' for como desejo.
Heu amigo, forra de vveres na frica, j
couheces a Franga temos costantes sagra-
dos, que devemos ;i civilisaco. (Juan.lo una
ira f.uiiiosa e moca pode alguma cousa un
i i minjstro, consegue-a sempre.
I', que d ella ao velho ministro?
Nada.
Alii est um negocio soberbo !
O velho ministro conlenta-se coni um sor-
N.lo exige milito !
Zepherino, o sorriso de urna senhora ainda
ni v i prolonga a vida de um velho. E o que nao
< i.c'lera um ministro para viver mais tres mc-
ZCS do que vivemos ministros constitu-iotiaes ?
De cetio c que Ihe cusa elle noineai-
nu coronel? Apenas una assignainra.
E as ma's das vezes indecifrayel, como o
cost iroo dos homens de estado. ornse nao
ignassem!
L paga-so isso com um sorriso on canta-
!
Bem pensado, Miguel; quem faz melhor nc-
i, n ministro
E dizes a verdi lo.
Ora, como. Miguel, nao podia perder ntuitos
o: s, ou ganha-ios, no oden da avenida da ra
lVpinire, em consequencia dos seus compr-
la sos .la Italia, pronieileu ao seu amigo empre-
lodo o lempo que Ihe restara no grande na-
da promoco. Lua carta do director do
i nservatorio de Turin convidava-o vir, sem
I rda de lempo, .oceupar o seu lugar.
lili nao partire de certa,disse elle, en-
trando em casa do seu amigoem quanlo a tua
, ule de coronel nao esliver assignada
Aqui a leus assignada : abraca o teu coru-
ii'., dicu locador de realejo ; o ministro niaudou-
i. esla ni inhaa.
Bravo! Zepherino esls coronel com Irin-
la c dous anuos!
E serei gen.'ral aos sesseota e seis.
Zepherino, lembros-ie do teusonho de ani-
.. Maquilla noile que passamos em....
Miguel cxdamou o mancebo coronel,
ido osolhos soberbos, animados pela forja
icordacaoMigue!, achei-a .'... acheia I !
Quem ?
Urna palavra tua bastou para me recordar
i antiga viso.
Explica-te.
Eu me explico* l.embras-te d'aquella
,... Ficou-nic na cabeca, palavra por pa-
.....Nao me esqueceu nada....
Vamos a ouvir a phrase.
1. esta___ouve-a l:Nao urna eslrel-
urna soberba mulher.... Eos seus olhos,
ilirigindo-so aterra, s em inim *j lilam___
i-me de ufana por me ver o objecto de
.o.a tan poderosa proteccao; desappareceram
s obstculos da roinha carreira de soldado ;
ssu cliegar a ludo.
Siiu.sim, leus razo ;dissestes isso por cssas
: ivras.
A condessa, nossa protectora, parece-so,
dous diamantes eguaes, com a viso da
Nao son eu que parlo, bella condessa, lo-
a casa real.
E parle lambem com a casa real, querido
conde?
F.nto que quer? Quando o ramo impelli-
do pelo vento, a fo 1 lia segu o ramo.
Segu entao casa real ?
Assim preciso, querida condessa. E que
momento este lo bem cscolhido para a folha que
tem que-seguir o ramo Tinha-mo promellido
casar comigo d'aqui a oito dias."
E' um hymeneu que fica adiado para dc-
pois da campanha; querido conde ; nada mais...
Nada mais minha doce pombinhal Que
lal Trata a guerra de bagalclla E se una bala
me encontrar na passagom, crfi que o nosso liy-
mencu poder ter lugar?
Poia julga que haveri combate, querido
conde ?
Ora essa
crever-llie por lodos os corroios para Ihe dar no- contrario, esiimo-a e serei sempre seu amigo, se
licias da minha sade. Mas sou muito inimigo o marquez mo der litcnca.
de causas burguesas, o muilo amigo de innova- Muito bom, senhor'conde Idisse a menina
003 P"a lescer u um prosasmo tao humilhan- com voz commovida O seu arteficio peccou por
te. Achei cousa mellior, c por isso a aproveilo, e exagerado. Tentou urna experiencia ridicula, e
muito feliz de pensar que o ouvido apurado que enganou-so grdsseiramenle como lodos os que
abusara da esperieza. Quiz conhecer fundo o
genio do urna mulher, e isso cousa impossivel;
pois bem, epezar da sua experiencia, nao ficou co-
nhecendo o meu genio, e mereca que o deixasse
mo ouve digno de me comprehender, e que am-
bos temos u.ma f robusta, que s admiti o pos-
sivel no scbrenalural.
Bastantes phrases se disseram ainda antes da .
partida do conde de Coulanges. mas lodas do ge-! na posigo que para si mesmo creou, islo com
ero das vulgaridades, qno nada acrescontam as suas alegras do coracao.
urna narrarlo. A corte parta nessa mesma noile Ah eu anganei-me !disse o condo com
para os campos de Fontenoy, onde o destino a modos de lerandade encantadora Ah abusei
chamava. I da minha esperteza Isso para mim um mys-
A joven condessa pendurou a medalha n'uma terio. Como, minha senhora, nao casa cora o
aas Hechas, que o dous do amox disparava aos inarquez do Arns ? Nao so esqueceu do conde
eoracoosno bosque do relugkrTc nao cessava de de Coulanges com urna facilidadc maravilhosa ?
.olhar paradla, at as horas do numero par. Al- Nio retiro,, da minha pretendida morlc o benei-
l\ao pense quejamos cacar vea- ; gomas vezes lirava-a para a a admirir e conver- ci da sua liberdad- '
nunca me engaS? i^TJ52SjES j ^ """"' '"" ^^^ '^^^ I ^^^^^^^^nsuZl
rir acabar o seu bordado & meus pea. Um dia ouvio-so urna grande novidado, que fez
-Lomo Hercules aos pes de Omphala. estremecer Versailles em lodas as suas pedias
E uao ha de quebrar os seus Tusos como arvores, estatuas, bronzes o monumentos. A In-
glaterra e Franca linham-se encontrado em Fon-
lenoy e liaviam-se balido um dia lodo com um
cncarnicamento heroico, e ao anoilecor vio-so ru-
gir o leopardo de Albion dianle das aguias do pa-
vilhao francoz. A condessa correu medallia e
Ora Hercules nao era mais que um hroe
desastrado; nem mesmo um cerdeirinho seria ca-
paz do bordar.
E parte assim, com essa louca alegra, que-
rido conde?
Eu, minha rolinha eu partir alegro I doi-
xa-la com os olhos enchutos Oh I nao se enga-
ite com as simples apparenciaa Sob^o uiou riso
exterior occullo a desesperado, perco o animo
com o peso de lanta advtrsidade e derramo la-
grimas no interior Masque quer? E' preciso
fazer boa cara desventura. Sou assiguantc da
encyrlopedia ; son philosopho por seis fran-
cos o i illi.'lo ; fui recebidu stoico, A esquina da
ra do Rae, em casa de Mr. do Vollaire. Os cn-
cyclopedislas prohibem-nos que choremos dian-
Ui de urna nuilher. Desojara patenleac-lhe o meu
coragao para que nello visso as minhas lagii-
uias Mas nao fallemos n'isso___
De quo quer enl.o que fallemos, querido
conde ?
Pnis se tem muilo gasto em piitrTstccer-mo,
seja fiia a sua volitado : eiilri^camo-nos.
Sim, prollro a verdado mentira___queri-
do conde Priineiio que ludo, largue esse bor-
dado___
Mais um instante, condessa ; deixe-me aca-
bar o olho i esle cordoirinlio.
Acaba-ld-ha quando vollar da campauha.
Olho que o pobre animal tica zarolho, con-
des-a...
Peior para elle conde. Deixe o bordado e
fallemos seriamente.
Urna vez que o exige, condessa...
Exijo
Minha bella rainha, desejava dizer-lhe fri-
volidades ot ao ii.rnenlo supremo da despe-
dida.
E, no momento da despedida, que Icociona
dizer-mo ?
Cousas tristes.
Pois eomece j dize-las, querido conde.
Sabe, condessa, que sou alllhado da mar-
queza de oisroberi ?
Una celebre leiliceira.
A mais forte cabeca mgica desle lempo.
Acredita na magia, querido condo ?
Oa essa! Ilei de acreditar forzosamente,
unta vez que miaba madrinha descend'e do gran-
de Alberto.
E que ho de dizer os encyelopedistas, seu.-.
collegas, desse preconceiio?
Digam o que quizerem, pouco me importa.
Suti escravo da moda. Assigna-se para a enc.y-
elopedia ; assigno para nao ser chamado Vel-
che ; mas, primeiro que ludo, sou alunado de
minha madrinha.
Con le, lembrc-SC de que me promelleu
cousas tristes___
Vou cumprir a minha promessa, querida
pombinha. Minha madrinha maudou pintar po
um discpulo dcBouchero meu retrato em mi-
niatura n'esla medalha que Ihe aprsenlo___
Est maravilhoso, querido conde. E a quem
deslina esle primor de arle?
Boa pergunta Pansa que sou Mr. Doral,
que tem qualro amantes o liaz sempre qualro
medalhas? S teoho este relalo para dar ao meu
nico amor, condessa.
Obligado, conde.
Ah encantadora condessa! Nao sabe de
certo a vii tu le desle retalo.
Eiisiue- m'.i para a saber.
Minlia #adrinlu levod tres noites fazer
esta medalha, tres nuiles de um luar muito mo
e muito escuro ; ora, eu quero ensinar-lhe o mo-
do de servir-se del le.
Vamos a ver.
Assim que eu partir para o exercito, olho
para o retrato todas s horas imparos do dia,
por ezemplo : una, Ires, cinco, etc.
As horas da noile tambera ?
Sim, quando nao dormir.
Vai condeninar-iiie insomnia, querido
conde.
Nao a condemno nada. Tem a (bordado
de fazer o que quizer. Iieus me defenda de ly-
rannisar urna senhora.
Vamos ao caso, querido conde.
Eslou no caso___ Bem conhece o meu ge-
nio, minha doce rainha ; por ludo quanlo ha no
mundo nao quero que represente de Arlhemisa,
se eu morrer na campanha, nao exijo que faca
o mnimo sacrificio. Tem urna immensa quanti-
Mesmo quando as mulhcrcs sao iufieis, mi-
nha senhora ?
Sim ; as nossas fallas nascem semnre das
suas fallas. Os horaem comceam e nos acaba
mos. Para que comecim? os nunca come-
camos.
Nesse caso, minha senhora. o conde de
Coulansea foi o culpado d> se deixar
auges ioi o culpado d>: se deixar malar em
eximinou-a com um interesse bom natural...' Fontenoy ; elle cotuecou e a senhora condessa
Engana-la-hSo seus olhos ou ser certo o que acabou.
v ? I Os olhos do conde nao brilhavam. urna nu-
vem mortal passou sobre as suaspalpcbras; con-!
suinmou-se o prodigio ; de Coulanges foi merlo
em Fontenoy com os maisgenlis-homons. E' im-
possivel a duvida ; um milagro tem sempre ra-
za o.
Pobre conde do Coulanges IPronunciando
oslas palavras, a joven deixou-se cahir sobre una '
cadeira, mas como eslava s, nao desmaiou ;'
comtudo derramou abundantes lagrimas, e since-
ras, porque corriam sem toslemunhas. Aquello
dia foi consagrado urna dor bem legitima, que
so modilkou sensivclmente no seguinte. Equal!
a dor, por mais viva que seja, que se conserva
no mesmo grao durante dous dias? Quando nao
mala logo, ojuda a continuaco da vida.
Chegado o lim da semana* a joven condessa
dcixou apparec.er alguns sorrizos, c recebeu a vi-
Sita de nenas amigas. Todava as saudades do
Conde de Coulanges perlurbavara-lho a "sua re- \
nasccnle serenidade, c alerrava-se seriamente
com a idea de que urna sombra de tristeza Ihe ha-
via de annuviar o semblante toda a vida, alie- !
raudo
Isso outra questio, senhor conde.
En nossa queslo; a sua e minha ; ncslc
momento nao se traa de oulra cousa.
Senhor conde, sempre lempo do tratar
da cegueira dos homens proposito das mulhe-
ros.
Eslon ceg agora, minha senhora ?
Sim.scrihoe.
Queira entao ter a bondade de ser o meu
Anligono e de me conduzir pelas irevas exte-
riores.
Responda ao que Ihe pergueto, senhor con-
de. Ainda me ama ?
Se a amo se a amo Estara aqui seus
ps se a nao amasse ?
Quereria casar comigo, como antes da cam-
panha de Fonlenoy ?
Se tosse possivel, minha senhora ; mas...
Nada de mas !... Quereria".'
No mesmo instante, condessa.
Muilo bam Senhor conde, somos o mesmo
que eramos antes da campanha de Fonlenoy.
Ser possivel !exclamou o conde, cahin-
ie por osle modo a frescura da Tez. Por do aos ps da joven condessa E o inarquez de
de amor 4 elle e de si [cousa mysteriosa Arns?
excesso
e verdadeira), teniendo ama lo sempre," e ainda
mais recelando adoecerde melancholia, resolveu
ouvir com urna severidade mais doce os prelimi-
nares dos amores do marquez des Arns, que a
visilava com assiduidade suspeila.
O mariiucz em nada se pareca com o conde ;
Despeco-o.
A manha, minha senhora ?
Nao, hojo ; immedialimonle, querido con-
de. Atreva-se agora a dizer-me que conhece as
mulheres 1
Confesso, minha bella condessa, que islo
nao bordava.no ria c jamis gracejava : por- me espanta e que me considero un aprendiz
tanto, nao era hornera que fizesse lembrar o sua vista.
amante perdido, ou, para raelhor dizer, morlo. Querido conde. disse a joven, sorriudo
t o mesmo esta ausencia de lodas as qualidades com ternuramonera de desesperaco depois
do conde que delerminou a nova esculla da con- da sua morle, cu entao faria mais que morrer ;
deasa. Oenero de delicadeza dillicil de compre- teria eovelhecido em dous mezes, se nao tivesse
l..e",.l:'":??.r,0,',','el,los (!"e a'aa esludaram o capilu- | procurado na primeira loueura que me lembrou
um remedio para o meu juizo, ou para a minha
vida ou para o meu roslo. Se ainda me encon-
tra viva c moga, deve-o ao marquez do Arns.
E' adocavel, condessa, e muito feliz me jul-
go pela conhecer Qnalmento o apreciar ; resu-
me agora dar os meus agradecimeuios ao bom
marquez.
E' osla a hora da sua segunda visita; nao
larda apparecer ; quero que ouca, sem que o
veja, a despedida alleociosa que elle vai re-
ce be r.
Depois do urna longa troca de palavras, apro-
priadas sluacao, ouvio-se no vestbulo 3 voz
o das inlidelidades do amor.
O marquez de Arns recebeu nrg dia dous le-
ves sorrisos, osquaes Ihederam urna esperanca,
numero das
procurar a
o que fez augmenlar sbitamente o
visitas: enlendeu, pois, que devia
condessa duas vezesjior dia para adiaiitaros seus
negocios. Ella recebia-o muilo bem, e a sua con-
versacao, apezar de seria, pareca agradar-Ihe.
Todava, era um homem instruido em cousas que
nao agradara s mulheres ; tinha (ido Beruoutlly,
Maisan, Keller ; alorava Leibnitz e tinha urna
theoria em germen sobre os turbhocs de Des-
cartes. Nao se ganha muilo terreno em amor
com um lal reporlorio; mas, como lodas estas do marquez. O conde de Coulanges passou para
gra\es uocoes fazi.im um perfeilo contraste com a sala prxima, conservando una indiscreta aber-
a o conde de Coulanges, o marquez de Arns, con- tura na porta, e nao tardou que ouvisse destine-
rj ira lodas as regras de sedueco, cada dia mais lamente estas palavras da condessa :
Senhor marques, o dia seguinte muitas
vezes o inimigo do dia antecedente ; por isso
que devemos sempre cuidar na vespera de pre-
parar bem o dia immediato.
Venia dizer nisso, minba senhora".'...dis-
avnngava.
Urna noite, animado progressivamenlc pelo
acolhircenlo da condessa, ousou encaminhar a
conversando para o mais gravo e mais lomo dos
assumptos : para o casamento.
Senhora,disse ellepossuo as marge-ns so marquez, balbuciando.
..,,,,, "- ,. miniiiiu sacn icio, lera urna immensa quanti-
B i Estrella ; l.nl.a razao no oulio da quando oade 0 ta & ,od,ga!isar. c nao quero pri-
que a con lean nao me era desconhecida; v loa,magiuagaolinha-aviitopr.me.ro que os sa algum icrrivel Juramento de Bddidado impos-
meus otnos. sivcl. Se eu morrer, choro-me, mas esquega-me
Meu bom Zepherino, disso Miguel com
n lo si o e refleclidoas nossas proteeges es-
lu l em cima. A sabedoria dos pinos procla-
luou ha muilo lempo esta veidade : sao as estrel-
! ; ie nos prolegein, o caso sabe-las descu-
brir. A aslronomia a botnica do co ; quando
las sciencias forera bem eonhecidas, dei-
x liii de haver desgraeados c doentes ; conhecc-
remos as estrellas que curara as enfermidades da
n as hervas que do saude uo corpo.
Talvez que isso seja verdade,disse Zephe-
rinoe para o acreditar aqui estou feilo coro-
nel Miguel, quando nos tomarmos a ver, se-
primeiro msico da Europa e eu o ultimo
general da frica ; agradecamoa desde j nossa
e.-lioUa, que a ambos nos protege.
Nesse mesmo dia, noile, o coronel e o macs-
leixaram Paiis, depois de se dcspedirem da
h.lli Estrella do horisonte Percier; um ia ga-
iihar novos pcslos na frica e o oulro adqui-
nr novos triumphos uos Ihealrosde aples e de
Blilao.
Mert.
[Commertio do Porto.}
A medalha.
Estamos n'uma sala mobiliada com um gosto
caprichoso, que melhor que qualquer dala indica
a poca. Sobre um alio fogo vfi-se um relogto,
representando um bosqueziuho de arvores dou-
radas, em que o deus de amor caca coragoes,
traspassando-os com as suas flechas. Sobre as
bandeiras das qualro portas notam-se idyllios e
inultos pastores c pastoras, pintados poi um ar-
tista buclico. as paredes vcem-se representa-
das as aventuras do romance de Aslra e nos
esiofos das cadeir.as esto bordadas as fbulas de
La Pontaine. Um oflicial ainda mogo est senta-
do n'um canap, ao lado de una joven, bordando
c conversando
Estes dous persouagenstecm o cabello louro ou
castanho? E' justamente o que impossivel sa-
ber. Espcssas camodas de pos escondem-llies a
cor dos cabellos, de modo que parecem de nevo,
o este um genero de perneado que d s faces
o bnlho dos rostos dos cherubios.
Minha bella,disso o joven militar* o meu
canlinl.o fica prompto esta noile, o quo muilo
fe a
logo para poupar a frescura das bellas rosas da
sua tez___
Masntcrrompou vivamente a condessa
esquece-se da mednlha da sua madrinha, da ma-
gia... Vamos ao caso, charo conde.
Nao me esqnegu de nada, querida condes-
sa, vai ver... Teoho os principiosinvariaveis que
meu pai___
Por Deus, conde! continu oque ia di-
zendo.
Por Deus, condessa nao me iulerrompa !
Nao larda que loquera ao bola-sella I
Deprc-ssa, falle.
J nao sei onde eslava....
Eslava nos principios invariaveis de seu
pai___
Sim, meu pai nunca cscreveu Cuma senho-
ra una s carta. Eu adqueri o mesmo coslume ;
sou inimigo do esiylo epistolar e antipoda vivo de
madama de Sevignc. J v que uo lera que esperar
de mim o mnimo bilhete ; o para Ihe dizer o
que? A nica novidado que a pedera interessar
seria esta : estou morlo estou vivo I A gazeta
iuslrui-la-ha das nossas operages militares, c
esta medalha, que Ihe deiio basta lita-la para el-
la Ihe dizer o essencial___ Como acha os olhos
do meu retrato ?
Lindos.
Biilhanlcs, nao assim?
Chcios de fogo.
-.-Pois bem ; se um dia, quando olhar para o
retraTo, os vir perder a luz e fecharem-se, der-
rame depressa algumas lagrimas o cousule-se,
porque o original esl morlo.
Que terrivel cousa mo conta, querido
conde I
_ Costara mais de receber urna carta conce-
bida assim : Madama, apresso-mc annunciar-
Ihe que o conde de Coulanges foi hontem n.or-
lo e enterrado com as honras devidas sua ca-
thegoria.
Mas, meu querido conde, isso j oslar
agourando-sc I
Nada de prejuizos ; nao acredite em 3gou-
ros ; cada um ha de cumprir o seu deslino. Bata
medalha como urna caria antecipada para4hc
anuuuciar a minha vida ou a minha morle ; re-
cebe-a da minha mo confidencialmente e segu-
ra de loda a indiscripeo.
Mas o condo nao" sabeinterrornpeu a me-
eslimo ; s me fica para bordar a cabca de um ninaquo est fallando com urna supersticiosa
cordero branco, um cajado e um lacnho verme- cheia de ideas de magia, como todas as mulheres
Iho no poscoco desle tatncrinho. Ora, como em da corle? Nao sabe que snto arrepios em todo o
bordado sou o primero discpulo do coronel de corpo assim que toro nesla medalha?
couraceiros do llrives, posso gabar-me de que hei *Bem o sei, e foi justamente por isso que eu
de acbar a tarefa at s qualro horas, exacta- Ihe fiz prsenle delta. Se a condessa foss'o o quo
mente cinco minutos antes do bola-sella.
Parte decididamente esla noite, conde do
Coulanges?pcrguutou a joven com um suspiro
us labios c duas perolashmidas nos olhcs.
se chama uma-mulher forle. Irala-la-hia de ou-
lra maneira. Ter-lhe-hia dito alguma das phra-
ses banaes quo acompanham s despedidas, como
porexemplo, esta: Minha senhota, hei dees-
do llhodauo um velho solar, que meus pais ha-
bitaran, com felicidado e socego hereditario. Ver-
sailles nao urna cidade de esludo c concenlra-
co ; o que me convm, como homem de medi-
lago, o meu solar de Arns, o meu bello rio
Rhodano e as ruinas feudaes do caslello des
Adress; eis o meu asylo. Confessar-lhe-hei,
todava que a absoluta solido nao exactamente
o meu gusto, apezar do meu natural pensativo.
Poilanlo, as minhas vistas fuleras esto volladas
para o casamento. Viver com mulher amada
o mesmo que viver s. Procuro urna companhei-
ra da solido, e Uve a fortuna de a encontrar
aiiii, emsua casa, e declaro-a quando pronuncio
o seu nomo.
A esla confisso, que era esperada como lodas
as outras conlisses, a condessa respondeu por
um novo sorriso, feliz prefacio de palavras obri-
gatorias.
Senhor marquez,Ihe disse ella,tamben.
teuho um decidido gsto da solido, e, se nao
acceilo j a sua mao offerecida com urna graca
lo seria, porque ludo que nos comprimidle a
vida merece, pelo menos, um dia de rcflexao.
Omaiquez de Arns dcixou Iransporccer um
raio de alegra no seu grave semblante, e esse
raio esleve quasi sendo-lhe funesto, porque o as-
semelhou por um instante ao conde de Coulan-
ges ; todava, retomando inmediatamente a sua
primeira expresso de philosopho corlesao, o
perigo por que passara nao leve outras conse-
quencias. Despediram-se, pois, as melhores
disposigoes, promellendo loruarem-se ver no
seguinte da. A rellexao Irouxe o consentimenio,
ficando, porlanto, ajustado o casamento da con-
dessa com o marquez de Arns,
A noite, estando a condessa dor algumas or-
deus relativas sua mudanga de estado a Eulalia,
sua aia, esta alrevc-u-se dirigir-lhe a seguinte
pergunta :
Entao a senhora condessa sempre est rc-
solvda casal com o senhor marquez de Arns?
A condessa abri multo os seus grandes olhos
e fitou-os em Eulalia com ar visivelmente irri-
tado.
Que pergunta essa lo estupida, senhora
Eulalia ?exclamou ella com modos do grande
dama.
Permitla-mequo observe senhora condes-
sa que a pergunta nao muito estpida.
Cale-se, Eulalia.
Oh! se a senhora condessa se enfada, entao
callo-mej. mas ah vem tima pessoa que fallar
em meo lugar.
Abrio-se a porta c o conde de Coulanges, mor-
lo em Fonlenoy, appareceu com lodo o bnlho da
mais florida inoculado e inculcando urna sae
maravilhosa. Um pliantasma sabido do sepul-
cro nao leria aterrado lahlo a condessa, que sol-
tou uui grito e se dispoz perder os sentidos, co-
mo melhor meio de sabir desla conjonclura ;
mas o conde correu u ella c Ihe disse, aperlaudo-
lftc all'ecluosamente a mo:
Estou encantado com o bom resultado da
minha experiencia, miuha senhora. Sei ludo ;
casa com o marquez de Arns, um lidaigole de
provincia, plilosopqo e born homem ; veuho pe-
dir-lhe o favor de ser padriuho do casamento.
Senhor conde,disse a condess., depois de
ter despedido com um modo spero a sua ata-
que.indigna cilada foi esla que meaimou? E
porque extravagante raciocinio a sua pretendida
galantera me explicar sla desleal acgo?
Atienda, senhora condessa aecudio o con-
de respetosamentenao sou culpado como Ihe
parego. O casamento urna cousa seria ; era ge-
ral, o homem e a mulher casam-se douda, so-
bretudo quando ambos sao pessoas graves. Mas
cu quz obrar com prudencia e deixar-lhe a es-
culla livre, para o que me servio de muilo a
guerra. T.vc urna boa occasio de me deixar
molar e de a fazer viuva antes do nosso casamen-
to ; aproveitei ou abusei dessa occasio. A me-
dalha do meu retrato servio-me, porque Uto res-
liluio o seu livre arbitrio. Estou conlenlissimo
com o resultado. E evidente que ambos labu-
rnos urna loueura. A condessa nasceu para o
marquez de Arns o eu para alguma mulher ainda
desconhecida, c que, orovavelmenlo, depressa
coohecerui. Nao Ihejquero mal por isso. Pelo
Veuho a dizer, senhor marquez, que se
amauha nie achasse hua marquezi de Arns,
utirla mortalmente nao ter refleclido hojo.
Porlanto, pensei maduramente e resolv nao me
casar.
Como, minha senhora !exclamou o mar-
quez, levanlando-se repentinamente, como se lo-
ra impedido por urna explosoDesfaz o nosso
casamentnos degros do altar?
E quando quer que o desfaga, senhor mar-
quez? Parece-me que o momento nao foi mal
escollado. Quera que esperasse pelo lim do ce-
remonia, depois de se Irocarem os doifs sims
Oue calumnia podo decidi-la. minha se-
nhora, este acto de. .
Oh senhor marquez, de certo acredita que
o estimo eqne o considero um cavalleiro com-
pleto. Um dia saber o segredo de ludo isto,
mas por ora coilente-se em o iicar ignorando.
Nao posso explicar-me mais.
A condessa fez una deslas mesuras delicadas
que aJoram urna despedida.
O marquez vacllou, como um homem ferldo
no rosto, e, sem mesmo saber o que dizia, rtti-
rou-se, confundido de estupefaego.
E' aduiiravel!disse o conde, tornando a
entrarOro aqui est um inarquez despedido
com urna tal graca, que anda em cima lem de
lie ir obligado Nao tem duvida ; os Arns per-
lencem urna classe de homens destinados a es-
le genero de aventuras. E' esle o lerceiro casa-
mento que se Ihe desmancha Costumar-se-ha
com o lempo.
Querido conde,proferio a condessa, aper-
tando a mo de sen futuro esposotenho que lho
pedir una explicigo..
Falle, meu anjo.
A feiliceira de sua,madrinha dcu-lhe urna
medalha de urna virlude muilo equivoca. Por-
que motivo te fecharan) os olhos do seu retrato
depois do baialha de Fontenoy, escapando o con-
de vivo ? Para honra de sua madrinha, explique-
me o engao da sua medalha lo mal cnleili-
cada.
Minha branca pombinha,respondeu o con-
de rindo,quer aprender a magia s com una
lico ? E' muilo pouco. Quando parli para o
exercito ; conaerve relaees no seu campo. Era
atraicoada por urna mulher que tinha junto*a si:
a sua criada Eulalia, que desempenhou muilo
bem a sua traigo, e que espero Ihcser perdoa-
doo erro que commelteu em vista do bom resul-
tado...
Que diz, querido conde Pois Eulalia tao
hypocrita...
~ ?e"* condessa, a sua Eulalia a innocente
feiliceira que fechou com os proprios dedos os
olhos do meu retrato, depois da balalha de Fon-
lenoy.
A condessa desatou urna melodiosa gargalha-
da, juslomentc quando ia soltara sua colera con-
tra Eulalia.
E justamente por causa da sua culpa que
a condessa a nao despede.
Com a condigao de que o dissipulo de Bou-
cher ha-de vir pintar novamcnle os olhos na
medalha.
Promelto-lhe, minha bella.'quc elle vira
amanha.
Eis-aqui continuou a condessaurna me-
dalha com um retalo, que |cooservarei sempre
sobre o meu corago.
O que assegura a felieidade cierna do ori-
ginal !exclamou o conde, exaltado por tanta
ventura.
Mkhy.
[Commercia. do Porto.)
Projccto de Cdigo Civil Brasileiro.
PELO DB. A. T. DE FRE1TAS.
III
A unidade do pensamento cinge-me porta do
.iluto preliminar que se prende com a questo do
imite local das leis civis, destacando pelo mo-
mento, quanlo se refere ao limite temporario.
Ficou elucidado que nos dous primeitos anigos
nao se conten disposicao alguma legislativa ;
roas simples premissas "do urna theoria de jraris-
prudencia ou theses abstractas, cuja applicago
fui reservada para roais4arde.
_A demasa desses principio| em .um cdigo,
nao permillda, urna s palavra sobeja, onde,
seguiodo o preceilo de Dumoulin, omne verbum
quamlumvis modicum debet de aliquo operar\[\),
mais avulla medida que prosigo no exame do
projeclo, e que deparo com urna nova decepro
quando so esperava achar o imperio, o ervo, a
substancia da lei.
O autor, do projeclo moslra nao versar nos pre-
ceilos da nomothelica ; parece desconhecer o
acert e a jusleza dasobservogoes que, a respeito
da arle diflicil da redaegao das leis, escreveram
lautos juristas denota, especialmenle Deniham
Vistas de um corpo peral de legislacao, e
MeyerInslilinres judiciarias.
Mas a lei concisa, diz esse ultimo escriplor,
menos se amolda comparages e interpreiages
que substilucm vontade do legislador a do ju-
risconsulto.
Em outra pagina :
O objecto da lei indicar a regra de proce-
der, e Carear a obediencia dos subditos ; ella de-
ve s conter o que visa esse fim : por isso, ain-
da que oulros motivos nao actuassem, quanlo re-
verle a forma scienlifica eslranho a lei. (2)
O reformado inglez me offerece ampia raesse,
onde esculla vontade :
Chamo pureza na enmposieoo de um corpo
de direito, diz elle, ausenciade qualquer ma-
teria heterognea, de qualquer elemento extra-
nho : de ludo o que nao lei, de ludo o que nao
a expressao pura esimples da vontade do le-
gislador.
E' ainda mais terminante em outro periodo :
Os defeitos do esiylo podem reduzir-se a qua-
tro classes : proposgo nintelligivcl, proposigo
equivoca, proposigo muito lata e proposigo mui-
lo restricta...
Finalmente eisem urna phrase elegante resumi-
do o segredo dessa limpidez de esiylo,que se pode
chamar a esthelica da legislago : '
as obras de gosto a perfeigo da arle con- '
aisle em occullar a propria arle. Em urna legis-
lacao que se dirige ao povo e parle menos in-
telligente do povo, a perfeigo da sciencia nao
se fazer sentir. Nobre simplicidade seu mais
bello carcter.). (3)
Podia valer-mc ainda das palavras de Blakslo-
ne respeilo da perniciosa influencia que exer-
cerara sobre a legislago ingleza as douliinas es-
colsticas :
As disposigoes de escola, as subtilez.s me-
Ihaphysicas aualvsaram poni por ponto, c cx-
haurirara ludas asparles do Iheoiogia e da legis-
lago desse lempo com urna habilidade e uno ar-
le sorprendente sem duvida, mas que serve ape-
nas de mostrar aexienso dos recursos da intelli-
gencia humana, ainda quando mal applicada, e
sobre quesloes ociosas. Dihi resullou que as
leis especialmenle que devem ser regras de acgo
simples e claras, por isso que sao postas ao al-
cance geral, se tornaran) em sciencia compli-
cada. (})
Demoro-me em cilacoes porque mais siuto a
necessidade de passar a minha opinio pelo ca-
dinho desautoridades na materia, quanlo as su-
perfluidades pullulam no projccto.
Lein no arl. 3 :
Dislinguir-se-ha o lugar para os effVilOS de-
clara Jos neslo cdigo pelos territorios diversos de
rada paiz em relaco ao territorio do imperio : e,
dentro do imperio, pelas divises lerrlortaes de
sua organisago jodiciaria.
O nicos effeitos de lugar, o proprio autor
quem o declara [5), sao em absoluto determinara
legislago e jurisdiego.
Considerarei a di'stincco em referencia cada
um daqaelleseffeitos.
Quindo urna relago de direito tiver a sua sede
em um ponto qualquer do espaco, o territorio do
paiz que ello perleiii.a, ser o lugar que limita-
ra a legislago do estallo ondeo direito for julga-
do, ou determinar a legislago cstrangeira que
se deve opplicar. E' esse bem claro, e palenle o
motivo da primeira distinc.o.
Elle me guia na epreciacao.
Os territorios das uaedes sao roanlidos nalsua
integdade e independencia pela organisagolpo-'
lilica : eslo separados pelo direito das gentes :
nao so pdem confundir. E' justamente porque
esses territorios se destocan. ; porque ellos repre-
sentara o dominio exclusivo de cada oslado ; por-
que nelles residen) nacionalidades dislinctas d-
latando-se alm desuasfronteiras ; que oppare-
ce a colliso das legislagoes C3lrangeiras, e como
consequencia a necessidade de evita-la, tragando
0 limite local da lei.
A' ser possivel imaginar os povos em territorio
xo, percorreudo a face da Ierra, e acampando a
sua nacionali Jade en. qualquer ponto do globlo,
como a^ribu arabo plantava a sua tonda no de-
serto ; a soberana e a lei que della deriva nao
leria sede ; nao ha vera lugir para o effeito de
limita-la.
Admira, pois, que um legislador so oceupe cm
repetir no seu cdigo civil urna mxima essenci-
almento internacional, j reconhecida pelo direito
das gentes, pelo direito publico, pelas constitui-
ges polticas, pela razo universal o pelo con-
senso unnime de loJos os povos, daWiumai.idade
inteira.l
Urna verdade mplicilamenle comprehendida na
lei ; porque siippe soberana ; c sobrerauia um
estado com territorio ndcpendenle.
Tanto valeria se esse legislador, esquecendo
que a sua misso comec com o fado da socie-
dade, reproduzisseos principios innatos que pro-
movem a sua formagao.
I Invoco ainda a autoridade do escriplor citado :
; Sempre que as divisos depeudem da lei,
indispeosavel que essa as indi que com precisao :
quando porm sao tragadas pela propria nalureza,
quando dirivaiu de'uma relago preexistente que
1 0 legislador nao pode mudar, nem modilicar, a lei
nao se deve oceupar dolas. 5)
Ha vera unta razo para justificar a distineco ;
mas essa seria a sua condemnaco.
Os estados modernos da Europa surgiramdas
luas do feudalismo composios de elementos he-
terogneos. O feudo preso Commiiiiho polti-
ca pela vassalagem, consrvala com o sirzerania
as suas leis, os seus estatutos, os seus co^turaes.
i Foi necessaria a revolugo de seculos, que fez ex-
ploso em 1739. para fundar em um s corpo ho-
mogeneo essas fraeges de nacionahdade Ainda
! assim a uniormidode da legislago civil nao a-
1 companhou cm muilos paizes a uniormidade da
reorganisago poltica.
O cdigo francez foi o signal pcecursor dessa
reformo, nao consumada, do direito escriplo.
Restan) ainda no Allemanha vestigios do anli-
. go rgimen.
O cdigo da Baviera dispoe :
Ail. 13.Os estatutos porculares derogam
os estatutos geraes : mas todos os estatutos de-
vora ser approvndos pelo soberano, competindo a
quem se prevalece a prova de sua existencia.
O cdigo da Austria :
Art. 11.Os estatuios das provincias c dis-
' tridos que forem coulirmados pelo soberano de-
' pois da promulgaco desle cdigo, contiuuaro
ser applicados. "
O cdigo da Prussia reproduzio nos qualro pri-
meiros arligos a dsposigo do cdigo austraco ;
e quonto ao direito commum allemo muilo co-
| nhecido o adagio referido por Saint Joseph na sua
concordancia das leis civis : Willkurkr brichl
Sladlrecht, Sladtrecht brichl landrechl. O esta-
tuto vence o direito da cidade : o direito da cida-
de vence o dircto da provincia.
Talvez o autor do projeclo distinguindo o lugar
pelo territorio dos paizes, vizasse prohibir a ap-
plicago d.os estatutos no Brasil, admillindo ni-
camente a legislago geral das nages. Se essa
excepcao fosse argumento para ulilidade da
distineco ; maior seria do seu arbitrio e impru-
dencia.
De feito, porque razo o legislador de um paiz,
o representante da soberana que domina o .ter-
ritorio, limita a le nacional respeito do cstran-
geiro, garantiiido-lhe para o rcconhecimeiilo de
seus direilos a applicago das regras, sob cojo
impeiio se geraram as relagesdaquellesmesmos
direilos ?
Savigny, em cujas doulriitas tanto beben o au-
tor do projeclo, responde :
Em virlude do direito rigoroso da soberana
podia-sc sem duvida ordenar aos juizes de ura
paiz que app'ucassem exclusivamente a sua le-
gislago nacional sen. respeilo s disposigoes con-
trarias de urna legislago eslrangeira, cora o do-
minio do qual a relago do direilo Mtgioso po-
derla achar-se em contacto
Mas semelhanlc prescripgao uo se encontra
em legislago alguma conhecida ; e deveria ser
repellida pelas seguintes considerages :
_ Mais as relaees enlro os differenteR povos
sao numerosas c activas, mais cresce a convic-
io da neepssidade de renunciar esse principio
de exclusao para adoptar;o:principio contrari. E'
assim que se lende a reciproctdade na nprecia-
co das relagoes do direilo, devendo a jusliga en-
tre nacionaes e eslrangeiros urna egualdade que
reclama o inlcrcsse dos povos e dos indivi-
duos. (7)
Um respeilo mutuo das soberanas: urna cor-
lezio inspiradea pela equidade o pelo bem-es'.ar
dos subditos : um espirito de libeitade e fran-
queza nutrido pela commuiihao dos povos, 6,
pois, o movcl nico da limilagoda lei. Asna-
g.'s se acotara no pessoa de cada um cidado,
garantindo-lhc o direilo cuja relaco se prende
S outra lei.
Com que razes exclus o estaluto de urna ci-
dade, quando o soberana poltica de que ella de-
pende o reconhece, confirma, e garante ? Se-
r porque entendis que todo o estatuto conlm
um privilegio odioso ?
Neste caso como a lei quediclaes vos deve pa-
recer noliiralmeiite a mais sabia e a mais liberal,
exclu lambem, para ser consequenlo e lgico, as
legislagoes cstrangeiras : poique ou ellas sao
idnticas e porlanto excusados, ou diversas o
porlanto in iques.
Os estatutos onde existen) formam parte inte-
gradlo da legislago do paiz ; exclui-los fazer
injuria soberana estrjngeira ; mentir li-
beral tendencia que unle os povos : offender
o dogma da nao retroactijndade, derogando mui-
las vezes direilos adquiridos.
Nao ha meio termo ho modo de resolver a
colliso das legislagoes. I Ou as diversas nacio-
nalidades se respeitam, mesuram-se no domi-
nio que devem ter dentro do seu territorio ; ou
se repellen), coiicenlramlo-se na sua indepen-
dencia. Nunca, poim, pilas podero arrogar-se
o direilo de exame sobre as suas leis respecti-
vas ; nem o summum ju.< de cossar principios
consagrados por urna soberana, quando nao of-
fendem as suos inslucps.
E' o direito vio e pijetencipso de que o ort.
3. do projeclo investe o Brasil, em relaco aos
paizes onde vigoran) estallulos.
Mas a deslincgo"do lit/jar aprsenla, alm da
inulilidade e da injustica urna lerceira face, na
qual resalta n sua inexiq libilidide.
Existen) algumas conederages regularmente
orgamsadas, que formam cada qual urna s na-
go : apontaiei a Suissa na Europa, e os Ks-
lados-Unidos ni Americi do norte. A inlegri-
dade do territorio, como a independencia nacio-
nal, c base de sua constjuiso federal : ellos s
tceui uma representago exterior, iiguram como
um estado.
Entretanto no seu territorio nico, indirsivel
no punto de vista internacional, existem socie-
dades deslindas pelo rgimen interno, diversas
pela legislago peculiar. Nao sao estatutos fi-
Ihos deisenedes e privilegios concedidos cida-
des e provincia, .- mas leis votadas pelo poder
competente, expresso da vontade social.
Essa unidade c indivisibilidade do territorio
par da differenca e mulliplicidade da lei, repel-
len! como impossivel em relago quellis dous
paizes a applicaco do principio estabelecido no
projeclo. Lm exemplo vai deasecar esse alei-
jo jurdico.
A moioridade, como i
ea pac lado de ficto, cer
goes de direilo que deve)
cm cujo dominio se geroa
Savigny, tal deve ser naii...
pensar do autoi do projeclo do cdigo civil bra-
sileiro.
aoca que determina a
menle uma das rola-
ra ser regidas pela le)
lal a opinio de
uralmcule o modo de
is 19 annos cm Neu-
20 annos era Fribouri
C de P. arl. 51. G. 2a n. 14.
Vol. 5o cap. 3.
Vista geral de ura corpo de legislacao, caps.
33 e 34.
(4) Blacl. Comment. Liv. 4o, cap. 33, pag.
(5) Arl. 4o projeclo.
(6) Meyer, cil. 5o vol. cap. 3o pag. 74.
A maioridade comer a
chatcl, cod. art. 279; aos
cod. art. la e Soleure, cod. art. 32 ; aos 21 an-
nos em Genebra cod. or. 504 ; aos 21 anuos em
\aud, cod. art. 211 e Valais, cod, art. 181 ;
aos 2 annos em Cerno, cod. art 105 S 2." ;
Arguvia, cod. m. 28 ; i.laris, l.andbuch, arl. 55;
e Zurich, Landbuch, arl. 12 : aos 25 annos em
Tcssioo, cod. art. 104.
Um cidado de ISeuchalel, com 19'annos fei-
tos, acha-se no Brasil : agitam-se quesloes so-
bre a sua capactdade de contratar. Qual o lu-
gar que determina a legislacao applicavel para
a solugo daquellas quesloes .' Qual a sua lex
domicilii .'
O lugar nc o canlo certaraente, porque elle
nao constilue o territorio da confederago bel- -
vetica : a lei applicavel nao peis o cdigo civil
de Neuchatel. Por Carca do art. 3.' do projec-
lo o lugar todo o lernlono da Suissa : e como
esse territorio Do corresponde uma legislacao
civfl geral e uniforme, a destineco se torna ie-
xequivel e absurda.
Pretender o autor, para escapar difliculda-
de, que se applique ao cidado de Neuchatel o
direito commum allemo? O absurdo ser mais
grave. Nem o direilo commum da Allemanha
le tiaquelle caniao, mas simples razo escripia :
nem por virlude da sua dsposigo que lixa a
maioridade aos 2S annos, so podero derogar a
capacidade de fado j adquirida por um cidado
sob o domiuio do le de seu donicilio.
Hypoihese semeinante possivel em relaco
aos Lslados-Unidos, sobre muilos ponlos do di-
reito civil ; por exemplo sobre a edado legal
para contrahir matrimonio, edade que em Ncw-
oik de li anuos para o homem e 12 para a
mulher ; no oliio, Mithigan e Indiana de 18 an-
uos para o hornera e l para a mulher : no II-
Imo.s 17 anuos para o homem c 14 para a mu-
llid. [Saint-Joseph. toncordance. Lstados-
Unidos, cap.\.aKent.~Commentaries ou. Ame-
rican Law. V. 2." 7 e 7'J /.oa.)
Nao se poderla opplicar aos, cidados do ca-
da um desses estados, contra as suos leis res-
pectivas, o que os juristas americanos designara
com o nonie de common law ou direilo coslu-
meiro nao se podero offender o patrio poder
do cidado domiciliado no Ohio e de passagem
pelo Brasil, cousenlndo que sua lilha menor
de I annos e maior de 12 conlrahisse um ma-
trimonio valido.
A lei commum, diz Kent, obra citada, liv 2."
secg. 16 J l.u, pode ser considerada como par-
1 te da jurispiudeudeiicia dos Eslodos-Lnidos. No
seu progressivo desenvolvimenlo na Inglaterra,
e especialmente no seu progressivo e variado des-
envolumenlo ueste paiz, sob a beniga inllueucia
de um vasto commercio, de esclarecida jusiga,
dos principios republicanos 0 da sao philosophia,
a lei commum como um cdigo de tnica pro-
funda e de sabedoria jurdica, admravelmenle
adoplodo promover e ossegurar a independen-
cia e prosperidado da vida social.
Basta, creio eu, para proar quanlo seria de-
sarrazoada a applicago do direito costumeiro,
derogando a legislago civil especial cada es-
tado da confederago dos Estados-lindos : bas-
ta tambera para mostrar evidencia a imposi-
bilidade da deslincgo do projeclo, sempre que
ao territorio de um paiz nao corresponda uura
legislago uniforme.
Kazes de conveniencia nao valora quando se
trata dos principios do direito ; mas qiiando
ellas se impera razes de jnstiga devem. jmi-
sar e muilo no espirito da legislador. A rara
germnica, era que o obstera medidas restricti-
vas, ha de trazer nossa patria o mais avuliado
ramo da emigrago o genio avenlureiro do a-
mericano do norte Ihe apoi.tar as plagas bras-
leiras como o mais largo campo para a especu-
lado mercantil e industrial. E sao justamente
esses dous povos que o projeclo repelle com a
exclusao odiosa de suas legislagoes !
Vollei pelas suas tres Cacea a distineco do lu-
gar. Vi em uma a supeifludade que repugna
com a nobre conciso da lei : ochei na oulro um
exclusivismo injusto e offnsiv das relagoes in
lernacionaes, e dos direilos civis ; rcconhcci
na lerceira a sua inexequibilidadc respeilo de
ceitus paizes. Nao era preciso lauto para que o
legislador a repellisse.
Devia lomar agora a, deslincgo pelo lado da
diviso lerrilorial ; mas, por evitar reproduc-
ges, fiquem reservadas as considerages quo
esse tpico suggere para o arl. 4. do projeclo,
oude naturalmente vo grupar-se.
i. DE A.
[Correio Mercantil, do Rio.)
[7) Vol. 8.. 348.
PERN.*-TYP. DE M. F. DE FARIA.- 1860.
* *

IILFGVFI l


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