Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09461


This item is only available as the following downloads:


Full Text
AHSfi nifl. flDMEEQ 233,
Por tres mezes adianlados 58000.
Pop tres mezes vencidos $000.
S6DM9* FEIBA 8 DE 0GTD6R0 DE m
Por anno adiautado 19$000
Porte franco para o subscritor.
EN :\Ri;E(lAD3 da suusciupcao do norte
Parahiba, o Sr. Antonio Alcxandrino de Lima;
Natal, oSr.\ntonio Marques da Silva; Aracaty.o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J. Jos de Oli-
veira; Maranho.o Sr. Manoel Jos Marlins Kibei
ro Guimaraes; Piauliy, o Sr. Joao Fernandes do
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
.Amazonas, o Sr. Jornnymo da Cosa.
PARTIDA DOS COlUthlUV
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguaraaa, Goiaaua e Parahiba as segundas
e sextas (eiras.
S. Anlao, Rezerros,Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhiins as tercas fciras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira, Flores. Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex nasiiuartas-feiras.
Cabo, Serinhem, RioForrooso.Una, Barreiros
Agual'rela, Piraenleiras e jiatalquintasfeiras.
(Todos os correios parlem as 10 horas da manha.
EPIIEMERIDES DO MEZ DE OUTUBRO.
Ouarto minguanle as 8 horas e 43 minutos
da larde.
14 La novaaos 17 minutos da (arde.
21 Quarlo crescente as 11 horas e 51
da manhaa.
9 Luacheia as 4 horas e 30 minutos
PREAMAR
minutos
da larde.
DE IIOJE.
Primeiro as 11 horas e 42 minutos da manhaa
Segundo as 12 llorase 6 minutos-la tarde.
AIIHNECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do comrnerr.io : segundas e quintas.
ReUcao : trras feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas
Juizo do commercio : quarias ao meio dia.
Dito de orphos : tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: torease sextas ao meio di,
Segunda vara do civel; quartas e sabbados a urna
hnn da larde.
PARTE OFFICIAL
Governo da provincia.
I.XI'F.DIEN TE DO DIA 4 DE 01 T111IKO DE 1860.
Offieio ao coronel rommandantes das armas.
Devendo Joiio Paulo l'erreira, demillido do lugar
de escriviio do hospital militar ser subalituido
temporariamente por um dos amanuenses, qu
lenhsra a precisa idoneidade cono o regular,
resolv pesia dala levar ao conheciment do go-
verno imperial a proposta fcii.i por V. S. pro
oflkio de 2 deste me/, para preenchimenlo des-e
lugar: o que comratmico a V. S. para sua sci-
encia.
Dito ao mosmo.- Srvanse de mandar inspec-
. donar o l)r. cm modicioa Alnbiades Jos de
Atevedo Podra, de que traa o incluso requeri-
menlo.
Dilo ao mesmo Sirva-seV. S. de mandar por
em liberdade, se anda nao liver assenlado [ira-
ca, o recrula Manoel Pereira da silva, visto ser
guarda nacional do -2 batalhSo deste municipio
c pnunpto no servico, segundo declarou o res-
peiln-o commandaiile superior.
Dito ao mesmo.Sirva-seV. S. de mandar por
em liberdade o recrula Venancio Jacinlho do
t alie.
Dito ao mesmo.Expeca V. S. suas ordeos
para que se apreseolem ao commandante do
corpo de polica tres uOlciaes subalternos, aQm
de servirem no conselho de julg.unento. a que
taom de responder algumas pracas d'aquelle
corpo, visto nao haver nello numero sulliciente
de officiaes para esse servico.Corumunicou-se
ao commandante de polica*
Dito ao Ur. chele de polica.Logo que
e8teia completo enumero do recrulas, que del
conformidade cora a dostribuico eita pela ta-
bella de 30 de junho deste anuo deve dar o mu- !
nicipio desta capital, mande V. S. suspender
nelle o recutamento que ora se est fazendo
Dito ao commandante superior da guarda !
nacional do Recife.De conformidade rom o que '
solicitou o inspector da ihesourara provincial
em offlcio de 3 do trrenle, sob n 462, sirc-se j
\ S. de expedir suas ordeus para que seja dos-
pensado do aquartelamento o alteres Joao Pedro '
de Jess da Halla, cujos serviros sao indispen-
aveis, como lancidordo consulado provincial, i
Dilo ao inspector do arsenal de marinha. !
Auloriso a V S. a augmentar o salario do ser-
vente do escripia das obras desse arsenal Joao j
da t.osta Reg Lima, cura 20 por cento sobre o |
que actualmente percebe o mesmo servente, ]
conforme indica o inspector da lliesouraria de ,
fazenda na informaoao de 2 do correle, sob n.
1034, dada cerca do offieio de V. S. de 28 de
setembro ultimo, sob n. 402, que flca assim res- I
.pondido.Communicou-se a thesouraria de'
fazenda.
Dilo no mesmo.Forneca V. S. ao vapor de
guerra Viamo, novos toldos c capas para as:
trinchetas, providenciando ao mesmo lempo!
para que seja feito a rd a lt. 1$.. no lugar no
lurco o concert que for indicado pelo respeclivo j
commandante. Communicou-se ao comraan- ,
denle da divisan naval.
Dilo ao inspector da thesouraria dpf'izenda.
Em vista do atteslado medico que me apreseniou
o ex-escrivao do hospihl militar Joao Paulo
Ferrera, justificando as faltas que dera desde 10
^16 de setembro prximo lindo no exercicio
d aquelle lugar, mande V. S. pagnr-lhe
1631.Jiiaquiin Antonio da Silva.O docu-
menlo exhibido nao habilitarn em forma re-
gular, segundo s leis em vigor ; pelo quo no
lem lugar o que requer o sopplicantc.
1s35.Padre Joo Herculano do Bego. Nao
se leudo numeado anda juiz comnissario para
que leuliam lugar as diligencias ordenadas no re-
gulamento de 30 de Janeiro de 1854, nao podo
por oa ser allcndido o suppliranle.
1836.Joao da Cosa Reg Lima.Nesla dala
se manda augmentar com mais20 por cento o or-
denado do suppliranle.
1837.los Jerouymo Bandeira. De-se-lhe
passagenulepra.
1838.Jos Francisco Tarares.Declare o 80p-
plicante o proco porque lem contratado tazer a
transferencia, a que alinde.
1839.Miguel Jos da Mulla Jnior. Como
Os honieus cojos un
como a conslttttzioiie ensaiou
requer, devendo declarar previamente o da cm iseu* canhdes raiados.
unes podiam ser nbjecio
de recelse de Suspeitas, conservam-se cuidado-
samente sombra ; auxiliam tanlo quanlo for
ppssivel, sem se presentar, e declararam quo-os
spus nomos nao figuraram em qualquer proclama-
ran ou acto publico.
A expedicao eslava prompta. Enlao o gover-
no interevio.
Inlervpio desde logo, como cosluma, porar-
teficio ; pedio delalhcs que foram dados, expli-
oaces quefornni lealmento apresentadas. Deu
osen consentimenlo, que revogoo no^iia segoin-
te ; promelleu ossoreorros que nao presin. Fi-
nalmenle. as negociar-oes loinaram-se em antea-
cas ; araeacas de lula fratrecida a favor do po .cr
papal._ A guarnirn de Genova fui reforcada com
balalhes de Bersaglieri e oulras tropas," e cada
um pode ver
DAS DA SEMANA.
8 Segunda. S. Brgida princesa viuva.
9 Terca. S. Dionizio b. de Pariz; S. Gersino.
10 Quarla. S. Francisco de Borja padroeiro.
11 Quinta. S. Firmino b. ; S. Filonila.
12 Sexla S. Cypriano b. m. ; S. Serafina v.
13 S-iblmdo. S. Eduardo rei; S. Daniel m.
14 Domingo Nossa Snhnra dos Remedios.
ENCARREGADOS DA SUBSCRlpQAO NO SUL.
Alagoas, o Sr. flaudinn Palcao Dias; Babia,
Sr. Jos Marlins Alves; Rio de Janeiro, o Si.
Joao Pereira Marlins.
EM PERNAMBL'CO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa de
Faria.na sua livraria praca da Independencia na
0 e 8.
dad

Hall
uto de umii
; suas pri-
os
que deve seguir o navio.
1810.Pedro Baptisla de Santa Rosa.Infor-
mo a directora do Lhealro de Sania Isabel.
18il. Vicente Thomaz Pires de Figueiredo.
Camargo e outros.Informe o Sr. inspeclor da
thesouraria de fazenda.
COMANDO DAS ARMAS.
Quartcl il<> commando las armas
eiu l'ernaiiibiici, na ciliado do
Itcife, le oulubro lo 186U.
ORDEM DO DIA N. 23.
O coronel coinmaudanle das armas, faz publi-
: co para os lins convenientes, que no dia lu des-
te mez, fui pela respectiva commissao examinado
praticamenle n'arma de artllharia, o Io sargenta
do 4" hntalho da mesma arma Joo Antonio de
Barros Larerda na forma do rl. 28 do regola-
inenlo de 31 do marco de 1851, versando o px.i-
me as seguimos especialidades: nomenclatura
de peca e reparo.de espingarda e seu uso, exer-
cicio de ariilharii de campanha e do baler, ma-
nejo d'.irma e exercicio do fogo, escola de polo-
lo e puntara ao alvo. Foi plenamente appro-
vado na 2", 3a e 4 especialidades, e simples-
mente na Ia e 5*.
Assignado Jos Antonio da Fonctca Calato.
Conforme.Antonio Fneas Gustavo Galvao,
lferes ajudanlede ordens interino do commando.
pecas
EXTEHIOR.
os ven-
Na Unia Italiana tez Mazzini publicar um ma-
nifest que o governo julgou dever supprimir, e
a que responden a Optntone de Tuiin, com tar-
ligo queso enconlra na nossa fnlha de liontem.
Eis uk principaes pnssagens desse ducumnhu .
* ............ L' necessario traduzir em actos,
sem cobardes hesitaces, o prograinma annun-
ciailo a ~> do maio por Garibaldi : atormentir e
attacar o inimigo em toda a parte ; tornar iropos-
sivcl, pela universtdade do raovimento, a inter-
vencao da diplomacia eslrangeira; impedir, amea-
cando por moilos lados, as concentracoes de tor-
cas inimigas n'um mesmo ponto; proclamar vi-
gorosamente a unid rio e a sulid.iriedado italia-
na. E a victoria seiia certa; a Italia estara com-
pleta.
A situacao da Europa lorna-se-nos, como
por um jdecrelo da Providencia, singularmente
propicia.
A Inglaterra, hostil a qualquer dorainaco
"\TmT^TT'"[7 ,IU';1-eS ,d"S,a e q"e evenlual ,l0i,nPerilJ Medlrafioo, osla promp-
^*to*Z22!- naoab,,ados Pr la a ssudar com alegra a unidade nacin,!. A
oiipuodo 1/ de setembro ultimo.
Dito
la a S3udar com alegra
Austria xa a sua atlencao inquieta para a agita-
companbia
Dilo ao director do arsenal de guerra. Em '
TISta dn que Vmc. informa era seu oflkio de 1.
do coriente, declaro que podo ceder, medanle a
coirpeieiile indemnisaco, as O velas mixtas
de que precisa Clauuio Dubeux.
Dito ao mesmo.Pelo seu offieio de lionlem,
sob n. 284, Uve scencia de que achando-se doen-
tos o almoxarfe desse arsenal, e o respectivo fiel,
designara Vine, para servir o ultimo lugar, du-
rante o impedimento de seu serventuario, ao
guarda do 4o armazem Olympio de Souza Oalvau.
C'immunicou-se a lliesouraria de fazenda.
Dito ao jii 12 municipal da Ia vara.Para resol-
ver acerca da materia do seu offleio do 3 do cr-
reme, faz-se necessario que Vmc. rae en*ie com
urgencia urna relacao nominal dos presos que
esliverem em circunstancias de seren remetidos
para o presidio de Fernando, p .r eslarera defini-
tivamente condemnados, e cujo julgamenlo nao
dependa do mais recurso algum.
Portara.O presidente da provincia, confor-
mando-se com o que propoz o chefe de polica
em offlcio n. 1310 de 3 do correle mez, resolve
considerar vago o logar de subdelegado de polica
do districto de Caruar, e nomcia para preeorhe-
lo o cdado Joatf Joaquim da Silva Limoeiro.
Communicou-ee ao chefe de polica.
Dita.0< seniores agentes da companhia bra-
sileira de paquetes a vapor, mandem dar trans-
porte para o llannhao, por cunta do ministerio
da marinha, no vapor que so espera do sul, ao 2o
lente Manoel Lopes de Sania Rosa.Codimuni-
cou-se ao commaudame da diviso naval.
Dila.O Sr. geienle da companhia Pernambu-
cana mande dar passagera no vapor Jjuorass,
para a provincia da Parahiba a Zulmira de Albu-
querque Marlins Pereira e Maria Umbelioa le
Albuqnprque Martina Pereira, em lugares desti-
nados para passageiros do governo.
Expediente do secretario do governo.
Offlcio ao Dr. chefe de policaS. Exc. O Sr.
presidente da provTncia, inunda aecusar a recep-
co do offieio que V. S. Ihe dirigi em 3 do cor-
reiile mez. sob n. l318,commuuicando a demis-
so dada a Monoel Antonio Freir do emprego
de guarda da casa de deienco desla cidade.
Deu-se scioncia a lliesouraria provincial.
Dito. O V.xm. Sr. presidente da provincia
manda devolver ao conselho administrativo para
forneclmemo do arsenal de guerra a conla junta
afiudeque venhaem duplcala, como do es-
lylo. ,
Dilo ao inspector da thesouraria de fazenda.
transmiti a V. S. a inclusa ordera do thesouro
nacional, sob n. 134, oque [ac de ordem de S*
Exc. o Sr. presidente da provincia.
mm
DESPACHOS DO DA 4 DE OITCBRO.
Requi rmenlos.
1829 Antonio Pereira do Oliveira Ramos.
Espere pelo crdito que deve vir brevemente.
1830 Antonio Francisco da Costa Pernambn-
c.o.Informe o Sr. inspector da thesouraria de
fazenda.
1831.Claudio Dubeux.Dirija-se ao Sr. di-
rector do arsenal de guerra, a quem se expede
a ordem necessaria para atlender ao supplicante.
1832.Guilherraina Bazilissa e Silva, profes-
sora publica.Nao tem lugar.
1833.Bacharel Hsbcllo Florentino Carneiro
de Mello, juiz municipal do Brejo.Passe-se por-
tara concedendo a liceocana forma requerida:
nao julgavam anda amadurecidos, pensaram que
seria necessario approveitar momento, e trata-
ra m de organisar os elementos do um importan-
te uiovimentu sobre as froiueiras de Ierra do rei-
no de aples, alravcssando as provincias ro-
manas.
Digo provincias, porque Roma nao era com-
prehendida nesle projeclo. Deve esperar-se que
a questao de Roma seja pacilicamenle resolvida
mais larde.
Um lal projeclo era fundado as considera-
ces moraes de que un dreilo e um dever
soccorrer os roanos oiiprimidos ; devemos procla-
mar a solidariedade italiana, e necessario con-
cluir a trela de que a Italia se mancha, assistin-
do impassvel earnagem de Perusia ; final-
mente, lempo de atacar francamente a ques-
lo do papado temporal, e plantar as suas rui-
nas o grande principio da liberdade de cons-
cenc.ia.
'< E pelo que toca s consideraces maleiiacs,
tein-se encontrado immensas vaniagens militares
o polticas para dar a inao ao movimenlo do sul,
para eslabeleceruma linha continua de operaces
desde o norte at ao meio-dia da Italia, para abrir
uma pnssagem, sem ler quealravessar o mar, a
tantos mancebos que querem auxiliar de facto o
movimenlo da Italia.
Calculava-se que, em vez de preparar um
vapor e de collier lentamente os meios necessa-
rios, ter-se-hia dito a esses mancebos : ide, eis
um ponto de concentraco onde vos podereis di-
rigir : dez, viole, quarenta, ciucoenla mil volun-
tarios eslnriam dentro em pouco reunidos sob a
bandeira da unidade nacional.
E omitas deslas causas se pozeram em pla-
tica.
Obrou-se com lal pureza de amor da patria
italiana, com um espirito, tao pouco exclusivo,
que tres vezes as expedicoes de homens e de ma-
teriios foram, ao primeiro pedido, dirigidas em
nonio da Sicilia e de Garibalbi, o cedidas a outros
chefes, Medici, Cosenz e Sacchi ; anda pela quar-
la vez se poz mao obra
Obra cujas difiieuldades. receios a vencer, e
consideraces immerecidas a evitar, erara calcu-
ladas, linhain sido pacientemente postas de par-
te. E' necessario poupar ao paiz as tristes cou-
seqnencias de pequeos movimenlos fcilmente
reprimidos ; raovimentos sagrados durante um
cerlo lempo, e quefizeram surgir a Italia da ani-
quillacao em que se achava, dando-lhe uma edu-
cacao viril, mas inulil o prejudicial boje.
Oilo mil homens foram reunidos e prepara-
dos por escolha dos chefes, por combinacoes no
paiz inimigo, por lodos os meios, linalmenie, pa-
ra uma victoria quasi certa.
Lamoncire nao pJe por em lnha mais do
que sele a oilo mil homens das tropas que Com-
manda ; e os nossos oito mil teriam por appoio
a forca irresislivel da nsurreicio.
preciso evitar loda a sospeila. lodo o ger-
men de dissentimenlo ; aceitou-se a unidade do
programma, o do Garibaldi, e o unidade, lanto
quanlo se poder fazerdo commando, iuliiulando
os diversos corpos : brigadas do exercito de Gari-
baldi, que-devein entrar s suas ordens logo que
se operar junecao.
necessario nao arraslar o governo a diffi-
culdades diplomticas, e nao se fallou senao da
Sicilia ; a expedicao devia lomar a sua direegao,
urna vez quo estivesso em andamento, e nisso
nao se poderla aecusar de complicidade o Pio-
monle. ...
A raintia opiniu era.seja-me pcrmittdo di-
ze-lo aqu, que se devia arroslar nao a lula, mas
a ameaea de uma lula, para nao ceder senao .i
violencia declarada. Tea querido ver resolvi-
da pela empieza do ministerio Cavour o segra-
le problema, a saber se, emquanlo qlie o
syslema de ntervoncao prosegue ha mais de
um auno as provincias papes por meio de
alistamentoa do estrangeiros, e nao merece mais
do que tmidas interpellaces diplomticas, a
intervengo fraternal dos" UlUoos na Italia
merece ser tratada pelo emprego da
aiadas.
P.irece-me milito duvidosoque asequipagens
de guerra sardas possam nunca obedecer quem
Ihes ordena que mellara a pique os vapores car-
regados de voluntarios italianos.
Preyalecem os cousolhos mais ntimos e a
expedicao, uj moiiionto era que escrevo esla na
Sicilia.
A circular de Farini tira a sua origem da
serio de helos que eu acabo do indicar; redu-
zida a theoria, a futura poltica do governo.
Pedera resiimir-se assim o juramento do
ministerio :
Traamos, como sempre. de impedir qual-
quer iniciativa de inovin.piitos na Italia, mas
appiovelamos loda a victoria italiana, anda que
outros a lenliam alcancado. Quanlo a poltica
interna, quera aceitar esta regra est comnosco ;
quera se afTaslar 6 sectario.
Nao sabemos como os outros rec.eberam uma
senielhanle declaraco ; para nos uma declara-
cao anli-itiliana, a denegacao de qualquer prin-
cipio,6 uma doulrina atinja, que desee em li-
nha recia do materialismo, qiib hoje o princi-
pado governo. E a adoracoda torca ; uma
theoria fundada no arbitrio, e nao na razao dos
cousas ; descoohece-se o direto dos italianos o
as neeessdades do presente, e prepara-so ao
paiz nao a concordia, mas a anarehia.
N'ontro pomo do mautfeslO euconlra-se a se-
guinle passagam :
A coiiscionct.i humana decretuu que o go-
verno do papa, o governo da Austria, o o gover-
no de aples nierecem succumbir. Quera dr
o guipe o execulor, o decreto santo. Quem o
faz parar protege o mal. lira grito se levanta
entre a hunnnidade que diz '. deixai passar a jus-
tica de Dos I
Nao, nao somos uma seita ; somos a cons-
ciencia da naco, representamos a idea pela qual
se cmbete, e tomamos parte nos applausos da
Europa, de Vrese at C.ilalafni, do Solferino at
Melazzo.
Procuramos, queremos a patria.
Tambera vos a queris? queris vos o trio ni
pira da idea, tal como o iiulicastes ao ouvido dos
nossos anjigos, quaudo Ibes dissestes que fossem
pacientes '?
Deixai-nos pois obrar.
Que receiaes de nos ? A repblica ?Bem
sabis que vos temos dito : na vespera do da
em que nos julgarmos dever conspirar a favor da
repblica, nos vos avisaremos.Recelareis vos
que disputemos os logares ? Sabis que a uni-
dade mnnarchica da Ittlia proclamada, cada um
de nos lomar o caminho do exilio, e os outros o
da solidao. Uma divisao de gloria? Nao a prs-
lendemos. Na empreza em que trabalhamos,
ncculiamns com o raaior cuidado os nossos ne-
mes Dsix'i-noa salvar a Italia, e nos escreve-
renios que fustes vos quem a sahou.
Estaos ligados a diplomacia eslrangeira, es-
les ligados para salvar denlre as tempestades o
reino saido. Estaos ligados polo vosso terror ao
imperio francez. Nos nao temos era receios
nem ligaces. Nao temos assignado com pessoa
alguma que exi.-le, pactos em Plombieres, era
em Saiul-Cloud. Nao oslamos ligados seno ao
paiz e nossa conscieucia. Podemos annexar
sem vender. Respeitamos a vossa triste condi-
Cao. Nos salvaremos as appareucias. Emprehen-
deiuos urna obra santa.com as precaucoes que se
loraem para submeller um exercito.
Vos dizeis i Europa em 1848 : Vimos
Lombardia para vos salvar e a nos da insurrei-
cao republicana. >j Dizei hoje a os governos.
Nao vedes vos subir a mar ? A Italia quer a
unidade ; se resislirnios estamos era trra. Di-
ris a verdade.
Deixai-nos obrar,
navios que vo para a Sicilia suspenderen) a meio
caminho, as trras do Roma ou de aples : se
a empreza liver bom exilo, aproveitareis della se
o qnizerdes. S6 nao for feliz, provareis a vossa
innocencia perseguindo aquellos que a liverem
tentado. S pedimos uraa cousa : persegu de-
pois e nao antes.
Deixai-nos submergir n'uma vasta e irrevo-
gavel manifestnco unitaria, as miseras paixes
locnes, emquanlo qoe vos Torrearsa, Cordova e
outros. plantara, enganando-vos a independen-
cia na Sicilia; antes quo vos, Poerio, Spavenla
e os vossos membros da commissao de ordem,
a, que a filial ha ue compreheude-la.
ideis prender alguns de nos. mas outros
surgirao para complelnr a nossa obra. Quando
tem cnpgadoa poca para o cumprirn
raissao, Dous faz surgir do fundo di
soes e dos sepulchros, um homem mais podero-
so do que ello.
Queremos n patria; as circulares minisle-
naes nao nos hiio de impedir que a lenhamos.
Casas circulares pdem, alterando o movimenlo
nacional, o ultrajando, sem raz.in os partidos,
buje de accordo ora uma imencao commum, lian-
car o paiz no meio da anarehia. Mes mis nao
podemos alterar o que Den e os povos querem.
c um
a esla
Ha poneos dias demos cabimento as nossas
columnas ao discurso proferido pelo conde de
rersigny, no acto da abertura do conselho geral
do l.oire; documento de que a imprenta tanlo
se oceiipon pelas ideas polticas que apresentava
e pela sua sighittcacao na actualidade.
Depois de assistir aquello acto na qoalidade de
presidente do consellin geral, o ronde assistio
collocatjo da pnmeira pedra de uraa igreja que
vai conatruir-se era Roanna. As autoridades ci-
vis o ecclesiaolicas, as possoas nouveis
grande concurso de povo. concorre
ceremonia, o o embaixador de Franca pninun-
ou nessa occasio um novo discurso poltico,
que adame publicamos. Chamamos a attencu
para este do ..Mmenlo. A qoeslio romana aquella
"e que principalmente se oceupa o conde de Per-
S|gny, mostrando nao s o seu estado actual,
j mas a maneira por quo lem procedido o imnera-
. flor Napoleao.
Lis o discurso:
Senhor cura, e mais .senhores.
| Agndeco-vos as palavras lisongeiras que
me leudes dirigido, e principalmente a honra
que me haris feito convidando-moa assistir
jcullocacao da primeira pedra da igreja, que a
[piedaddos Geis desta cidade espera com lana
impaciencia. Chamando a esla honra um lio-
I mem poltico que o seu paiz natal nao receben1
corn laiitu esplendor sean porque o quer con-
siderar como representante do imperador, toa-
dos pensado que o governo era o protector da
reugiao p dos seus ministros, e livestes razio.
(Appl insos.)
E' tal a dedicaco do imperador pela groja,
que elle est superior a ess.i grande injustlca
que tem com movido o catholicismo, e admirado
o mundo (vivos applausos.] Permit-me, senlio-
res, dizer-vus alguma cousa a este respeilo.
Nao vos recurdare que [ni o imperador quem
rc.siab0l.4ceu o Papa oui R.ma. c que alli o sus-
espada di Franca. LExplosio de
ede a guerra d 1 Italia.
poca, os Esiados da igreja eslavam
do dever, que os coiilctn no seu poslo obdecen-
do a quaesquor ordens.
Nao para vos distinguir que vos acliaes
alistados debixo d'eslas bandeiras, mas sim
para servir a patria, seja qual foro sacrificio que
a patria reclame. Estaos promptos a dar o vosso
sangue por ella, mas nao podis sacrificar Ita-
lia os impulsos de um amor proprio necessario.
Nao 6 n'isso que consiste a virtude. Nao o
amor proprio que leva a cIToilo as grandes em-
presas.
" Soldados Lembral-vos que o sacrificio do
amor proprio vale mais do que o sacrifle da
vida.
Messina, 15 de agosto. *
Sirlori,
est encarregado de dirigir os movimenlos do
corpo expedicionario, e de dar impulso ao en-
Entre as dilTerenles prociamar.oes do general
Garibaldi, oma parlo das quaes temos publica-
do, rigura uma recommendando a disciplina e a
moderaijao aos seus suldidos. E" um documen-
to notavel pela linguagem de que n'elle se usa,
e que serve para cdmbalcr as opinioes que os
inimlgos to general o da liberdade da Italia leem
feito espalhar.
V ,-ir ..... ->--"..* ...1 .11- ciuido ale ontai
istanctas diflkeis e sobretodo a firmeza que ; que eaoccionen
le sustentar 1 fadiga n uma campanha pro-j qi)e ;, havor
lenta com i
bravos.) Depois su
N'essa e
oceupados, pane pea franca e parle pela Aus-
tria, para assegurar a manutencao do dominio
do Santo Pudro.
Os dous corpos de exercito, cm presenta do
quo se passava no norte da Dalia, linlum' por
missao guardar a neutralidade, o esperar a so-
quencia dos aconlecimentos de armas aos hom-
bros Ora, como fui cumprido este dever do un
c ouiro lado'?
Vedo, senhores: emquanlo a Franca expeu-
tava a sua missao guardando fielmente a parle
do territorio da i^ieja que linha a proteger, o
quo anda boje protege, a Austria, para apro-
veiiar, em desvaolagem nossa, as forcas que
linha as lv>gacoos, nbandonava a parte dos Es-
lados Pontificios confiada sua guarda, e em
consequenca deste abandono da Austria, perda
o Papa a Romana. (Applausos reiterados.)
Alas esse abandono do territorio pontificio
nao devia fazer a fortuna da Austria (profunda
8eosaco(, porque dentro em pouco, batida em
Solferino, era ronslrangida a fazer a paz- (Applau-
sos.) Ora, senhores, a base da paz, base impos-
ta pela propria natareza das cousas, pelo oslado
dosjespirilos oaltitude da Enrona nleira, ora de
que qualquer intervanco na Italia seria de futu-
ro prohibida, tanto franca como Austria ; de
maneira que temi a Romana sido abandonada
pola Austria, e nao pudendo o Papa reconqusta-
la nem pela Austria, nem pela Franca, nem por
qualquer Outra potencia, aquella provincia esla-
va evioenteniente perdida para a.sania s.
l'oi enlao e n'osias circunstancias difficois,
que o imperador na sua alta sabedoria, na sua1
dodlcacau tao abioluta como esclarecida pelo
Santo Padre (applausos) se mosliou disposio a
lazeressa famosa reposta, que lautos clamores
o injusticas suscilpu. Qual era essa proposta "?
Senliores, ora simlesn,ente a salvacao do poder
temporal da Pap*; ora a mais simples combi-
liaran, a mais hbil e a raais conforme com o
lira que se iralsva de realisar para a indepen-
dencia e dignidsde da Santa Se. Idos avalia-lo.
Vendo o Imperador que, por erro irreme-
diavel da Austria, eslava a Romana rrevoga-
velniente perdida para o Papa, quera ao menos
que, se aquella provincia foSSO unida ao Pie-
monie, fusse govefnada era iiome do Papa, afim
de conservar e fazer respeitar, dentro dos limi-
tes possiveis, os direitos da Santa S. Masisto
anda nao ludo. Ao mesmo lempo que o ira-
Que risco correris se os peradorceda n'este projeclo ao imperio do uma
npceasidade absoluta, lirava um enorme partido
a favor do Papa, porque, em troca do sacrificio,
ofl'eroiia garantir e tazer garantir pela Luropa,
ou ao menos por lodo o catholicismo, os estados
actuaos da Santa S, e assegurava d'esta manei-
ra para sempre a independencia, assim como a
seguranca da Papa. (Longos applausos.)
Que oslas sabias, nebros e generosas pro-
postas (bravo I bravo ) fossem por ulgura lem-
po desliuradas pela ignorancia, erro, ou odio
dos partidos, occullos debaixo do maulo da re-
ligio, nada havia que admirar ; mas o que eu
vos poso dizer, senhores, que aos olhos de to-
Proelama^fto.
Aos o/ficiaes e soldados do exercito.
As qualidale* que devera dominar no exer-
cito italiano sao a bravura e a afiabilidade, quo [
atlrahem e consolidara a amisade dos soldados ; i
difflcil quo um of&cial valouto e amado nao i
alcance dos seus soldados a disciplina, n subor- I
dinagao o o enlhusiasmo necessarios as cir-
cumstancias dlfi
ha d
longada.
a Deve alcancar essa constancia que quasi ;
sempre conduz victoria. Cora firmeza pode I
alcancar-se uma disciplina severa; mas; vale I
mais chegar a ella com docilidade e cora influen-
cia legitima.
A verdaileira bravura sempre inseparavel
da magnanimidade. O here italiano deve ser
magnnimo com lodos, e principalmente entre
aquelles com quem se vive. A guerra de eman-
cipacao lo nolireraenie coraecada por vos, deve
a sua victoria o herosmo e a sympathia do
povo. O movimenlo que desde Parco nos levou
at Gibilrosa o de Gibilrosa at Palermo, islo
o que assegurou a emancipacio da capital da
Sicilia, produzio esse magnifico resultado, por
que o inimigo nao poda'ler conhecimenlo d'elle
apesar das numerosas espas de que disnunlia.
Este tacto foi o resultado do afTecto do povo si-
ciliano pela causa sagrada que defindanlos, e
da digna conducta dos uossos soldados para com
es habitantes.
Para assegurar a perfeila harmona em to-
das as provincias da Italia, deve presiar-se um
especial altenco. jEssa verdade desgrar idamon-
por
possa
pelo ge-
que eslava
thusiasmo das pnpulacps.
Nao se licuu salisfeilo da maneira por que
procedeu Mr. Ricasoli no negocio de Nico-
tera.
< Em Bolnnlia deve permanecer reunido um
corpo do ezprcilo sufflcienle para tornar to-
da a resistencia inulil, ou pelo menos impon-
iente.
Moje mesmo de manhaa parliram d'aqui pa-
ra aquelle destino 500 carros do Irem auxi-
liar.
' < Tambera se dirigirn para aquello ponto nu-
merosas baleras de artllharia. Estas reumes de
tropas-leem j exaltado o espirito dospovosda
I Umbra e das Marcas.
A nsorreicao rebenlar ao primeiro sig-
nal em Indas ascidados, c nao parece possivel
que possa ler mo no movimenlo o pequeo
exercito do que dispoe Mr. Lamriere
melhor disposto e disciplinado que se
suppor.
-' Quanlo ordem do dia publicada
neral, nao mo enganei dizendo-vos
singularmente desfigurada.
"O general prescroveu s ffuas tropas a obri-
gagao de reprimirem enrgicamente qualquer
movimpnloinsurreccionarlo, mas nfto falln de
pllhagem nem de saque. Semelhanles expresses
nao sao de um francez.
...... As ornaras aqu serio convocadas
para oulubro. Espera-se que ludo estar con-
cluido al entao, e que s havor a pedir-Ibes
m os fados cousuramados. Diz-se
que nao havor difiieuldades. Mais larde um con-
gresso dar ao novo reino da Italia a consagra-
cao solemne da Europa.
Todava, como se comprehende que nao
absolutamente impossivel que a guerra rom a
Austria soja o resultado drsu-s artos, lomam-se
as providencias que sejulg^ra precisas. No mi-
nisterio do reino irabalham activamente na mo-
bilisaco da guarda nacional.
As sociedades polticas trabalham activamen-
te 110 alistamento dos voluntarios, e nao se des-
proza meio algum para que o material do exer-
Cito seja levado a um p iespoilael. Alm disso,
era lugar de se recetar a guerra, deseja-se por
que se julga que, se a Austria intervier, a Franca
Intervir lambem.
O embaixador do ri de aples fot rece-
bido por Vctor Emmanuel era audiencia parli-
cular.
E' necessario confessar que nada ha mais
singular dn que a pusico respectiva das duas
curies italianas. Vctor Emmanuel recebe aqu o
em bsixador de um principe que Garibaldi s- oc-
eupa oe destronar em seu norae, e senao pelo sen
consellio, 00 menos com o seu consenlimenlo
tcito, e cora a approvaco allarnenlc pruclama-
e.U n^ll.POrnd?;.i?a !""* pril- adetudo quanlo aqui faz parle do governo.
ca l. p,r alguns. Os italianos do norte, mais : Nao i"l8 una a hi.iona faca menco de uma Uo-
nab,litado ao ruido das nrm Por laionas al- sSau tao exlraoidinaria niaa aqui nada ha quu
5 da lialia, deveriam pareca mais natural
< MM. de Caslelh'nga, e de Casliglione, addido
casa do rei, foram mandados em missao ao
Oriente. Enlre oulras cousas iorara encarregados
te apreseular a Adel-Kador as insignias da Gra
fralernisar com os soldados mais novos do Heio-
dia ; deveriam dividir cora ellos a sua esperones
pata anima-los por meio de associaeo amiga-
re!, devora recordar primeiro que ludo que as
ultimas campanhas, a Italia va quo pode contar1 Cruz da ordem de S. Man
plantem era aples, quer so engaen] ou nao, dos os homens polticos de algum valor ua Euro-
a lunesia idea da authonomia da Italia meridio-
nal, cora a sua agilaco eleiloral.
cun os seus filhos sem excepc,o alguma ; po-
dera-convencer-so de que a bravura italiana,
brilhou em todas as pocas da sua historia nos
campos fros da Lombardia, do Piemonle o Ve-
noza, assim corao na lava das regioes centraos e
do Meio-dia.
Nao pois a bravura que tenho a recordar
ao soldado italiano, raais necessario que lhe
recommende de loda a rainha alma uma disci-
plina como a da antiga Roma, uma concordia
invariavel de um para cora outro o de uma pira
com outra provincia ; e alera d'iSSO 0 respeilo
legitimo propriedade, sobretudo a 'esses po-
bres aldedes que lano padecem para ganharem
o pao diario de suas familias.
Devo repili-lo : um offieial amado e respei-
lado dos seus sida los, notar com satisfarn o
imperio que lem adquirido sobre ellos pela sua
bravura e benevolencia, e mais o notar |uaudo
os perigos, a fadiga, a falta de viveros e a dura-
cao do combale justificar .1 sua inaeco. Mas a
resposla que us soldados esto fatigados
N'este caso a voz e o prestigio de um offieial
querido bastara para estimular o soldado raais
desmoralisado, e ronduzi-lo a novos cmbales,
Domis d'isso, impossivel que um soldado
abandone no campo di batalha um olficial que
se lera portado bem com elle, que o lem sor-
ron i lo as suas neeessdades, e que lem repar-
tido com elle as fadigas c a gloria de uraa cam-
panha.
Por isso devem os ofliciaes ler um cuidado
especial para com os seus soldados, e atlen-
de-ios como se fizessem parle da sua prupiia
familia.
Finalmente direi a todos os italianos com a
certeza de ser ouvido, quo a lula ha de ser bra-
ga e exigir grandes sacrificios de dinheiro e de
gangue; mas sendo numerosos, podemos asse-
gurar raui breve a unidade da Italia, e allrahr-
mo-noa d'esta maneira a ad mi race o e o reco-
nheciuienlo das geraces futuras. '
G iribaldi.
De uma caria de Turim extrahimos osc-
guiuln :
O ministerio presidido pelo conde de Cavour
est resolvida a proseguir com aclividade e reso-
Iuqo na realisacao do plano, que j ha algum
lempo tive occasio de expor
Trata-sede unificar a Italia menos Roma e
Veoeza.
Assegura-se que a Inglaterra e a Franca do
o assenlimenlo a osle projeclo.
ricio e do S Lzaro. K'
anda uraa homenagem !\ alliauca franceza f.
E' isto que pedem os sectarios, que eslao
promptos a sacrificar o nome, a vida, a gloria,
ludo, excepto a sua f e o sen futuro que lia de
brilhar sobre a sua tumba, e sobre a vossa.
Se a vossa circular verdadeir.i, ministro;
pa, estas propostas parecerm a pmva raais no-
tavel da dedicaco do imperador pelo Sanio Pa-
dre; que lodos os nimigos religiosos do passa-
do na Europa se regosijaram por as ver regeita-
das ; e finalcenle, que, segundo todas as pro-
babilidades humanas, se ellas tivessem sido
adoptadas, a Italia estara a esta hora era paz e
se estaes realmente decidido a impedir qualquer a corle de Roma livre de todos os
empresa a favor dessa unidade nacional queque- plausos.)
reis, talvez sem tor a coragem de a conquistar; Ah I
se presislis era submeller a Italia aos caprichos
de Luiz Napoleao, 011 de quem quer que seja,
altendei primeiro & vossa resolueao.
allendei primeiro vossa resolueao.
A uma palavra clara, uma resposta tambera
clara : Nos nao cederemos.
Somos fortes o obslinados. Temos por ns
o inslmcvo da mocidade, o do povo da Italia.
Instinclo que era seis dias, e depois de haver-
raos cedido militares de possoas Sicilia, pro-
duzio mala de seis mil voluntarios. Temos por
nos o destino da Italia. Temos por nos um ca-
rcter que pode quebrar uma resolueao de ferro,
que, nem o lempo nem as desilloses, nem a
velhice, nem mesmo a tuina das forcas physi-
cas lera podido alterar. Queremos a patria, e
rpidamente, mas uma nica. Podemos ceder
a respeilo de ludo, mas nao a respeito dislo.
Podis vos, queris vos darno-la ? Nos seremos
coravosco. Alias estaremos com o destino da
Italia, e com a nossa audacia. Podis malograr
os nossos projectos uma, duas, tres, quatro ve-
zes, mas nos conseguiremos o exilo n quinta.
Podis seque3irar as nossas imprensas e taires
que assim o fareis hoje positivamente, mas nos
diremos como outt'ora, clandeslinamenle, a ver-
pengos. (ap-
senhores, emquanlo en lanco a pri-
meira pedia para esla egreja de Nossa Senhora
das Victorias, nome que de lao feliz auguro
supplica a Deusque proleja o Santo Padre, qu
o preserve dos perigos que o cercam, e dos
quaes os mais temiveis nao sao os ailaques ar-
mados dos seus iiiimigos. porque a espadado Ii-
Iho mais velho da egreja, despresando os seus
blasfemadores, contina a cobrir debaixo da sua
guarda, a augusta pessoa do Pontfice, c o thro-
no venerado di Sania S. (Applausos prolon-
gados e vivas ecclamacoes.)
A Opiniane le P.alermo publica a sogniole
ordem do da. dirigida pelo general Sirlori, aos
voluntarios que servem debaixo das suas or-
dens, abra de leprimir o grande entnusiasmo
que mainfestavanj.
O-dem de diviso.
O mrcenlo le combalter ha de chegar para
lodos, o entao, aquellos que julgam ser os l-
timos serao os piimeiros no combale.
E muilo louvavel entro os soldados o de-
spjo de se encontrar na primeira filtira de bala-
lna ; mas mais louvavel ainda o s9utimento
A Gazeta Austraca publicoi o seguinte es-
cripin de Pailua :
Ha va j algum lempo que a autoridade li-
nha conhecimenlo de uraa especie de commissao
revolucionaria, que se occtipava princip tmente
ora convidar os mancebos a amigrar e a fornecer-
Ihes os meios para isso. Alguns vestigios que se
! linham encontrado Qzeram dirigir as ndagagdes
para a povoaco de Trombache, a cinco railhas '
dsqui, e cnc.iinirirn-se provas contra dous pro-
] prietarios daquelle dstriclo dos quaes um era
I prenle de emigradas nota veis, e contra um oc-
1 clesia.-tico. da Coisega. Resolveu-se prender os
i doiis proprietarios, o que se pratieou sera obs-
i laculo, dando isla lugar a apprehensu de papis
Iimporianles, e que corapr'iraettem. alera de va-
1 las armas.
Quanlo a autoridade chegou ao presbiterio
I onde se mandn lazer uma busca, o ecclesiaslico
l fe'hou-sc e uo quiz abrir a perla ; mas co ne-
cou a locar o sino, caiquanlo que os seus criados
azam fugo, felizmente sem effeito, contra o cora-
mis-.uio de polica.
Veudp. osle ultimo chegar genle do campo,
armados de f.uices e ominadas, mandn buscar
socenrro a Padua. A gente do campo, purera, nao
oppoz a menor resistencia, porque chegaram fa-
bor de que so trataa. () ecclesiastco enlao per-
miti que se visilasse o presbytero, mas linha
tido lempo do dosapparecer ledos os documentos
que podessem coinpromole-lo. Foi depois con-
duzido a Pad ua .
O Pays publica de Roma o segrale :
O general l.amoricire separou o sen exer-
| cito era Iros grupos principis, que dividi da se-
! guinle maneira :
O primeiro corpo de 7,000 homens est acam-
pado prximo de Macrala, achando-se ligado
cora a fortaleza deAncoua.
O segundo, tambera de 7,000 homens est
estahelecido enlre Trani e Spolelo ; viga a hacia
do Tibrc, epodo mesmo mirchar sobre Roma'
para auxiliar a defeza da capital : ao mesmo lem-
po conserva-so em commonlcaco com o corpo
de Macrala, por meio de uma lerceira diviso
que esl sobre o Apenino, a distancia igual das
oulras duts.
A respeito deste plano de defeza, ouvi apre-
races de possoas competentes na materia ; lo-
dos sao unnimes em lhe dar a sua approvaco.
Quanlo Inglaterra aponla-se para a mis-I Mr. de Lamoiic.icre, por esta hbil dtsposiQo, eu-
so de Mr. Edwin James, de que j-fallei. Pelo conirou o meio de dtfenler lano as duas ver-
que diz respeilo Franca, a ordem do dia do
general Nue, fixando os pomos do territorio
pontificio que eslava encarregado de defender,
parece pro va r que nao ha opposico a receiar da
sua paite. Aqui lem-se marchado do lal maneira
de accordo cora a Franca, a opinio publica
lo susceptivel a osle respeilo, queso nao falla
a cousa alguma para estabelecer que o que nao
lera uraa approvaco completa, ao menos to-
lerada por olla.
Trala-se. pois, de reunir ao reino itlico as
Marcas e a Umbra, islo 6, todo o littoral do A-
drialico que perlence ao Papa.
O exercito do general l.amoricire o tnico
obstaculp para a realisacao deste projeclo Pro-I
cura-se um molivo para o .tacar ; mas na si-
tuacao actual dos negocios nao faltaro motivos
ou pretextos.
Se o general Lamorcierc flzer um movimen-
lo qualquer sobre o reino de aples, ou mes-
mo sobre os principados de Benevenlo, ha de
considerar-se esse movimenlo corao uma inter-
vengo, o enlrar-se-ha por isso nos Estados Pon-
tificios So permanecer'iias suas potiyes, a iu-
surreiro, que nao deixarde rebenlar ha de for-
necer mais do quo o pretexto quo necessario
para uma intervene.5o,
Teude 11 certeza que esl decidida a en-
trada de um corpo de tropas nos Estados Ro-
manos, o que deve ler lugar dentro em puncos
dias. Quer-se acabar com o exercilo de Lamori-
ciere.
Mr. Farini parti honlera, para Florencia e
Bolonha munido do plenos poderes. E' elle quem
lentes do Apenino, como de aprcsent3r ao aia-
qus a sua frenie, que se eslende do norte ao
meio dia.
A sabida de aples do rei Francisco inulilisou
lodos os osforcos ; ft-z perder todas as medidas
lomadas pelo governo napolitano, e deu lugar a
que as pro'hamacos espalh.tdas entro o exercilo
e o povo, s servissera para ser corameniadas, e
como uma prova da pouca forca e prestigio desso
governo.
Tanlo na Sicilia como em aples j hoje exis-
le um governo diverso daquelle contra o qual os
povos se sublevaran!: ura governo que pltnlou
a liberdade na Italia, c que procura agora robus-
lere-la, pelos seus actos de heroicidade c de de-
dicarlo.
As commisses revolucionaras trabalhavam
em aples, com rainilicaQes em ludo o piiz.
Antes da sahida do joven mouarcha, espalhou-
se enlre as lileiras napolitanas a seguinles pro-
clamado :
Exonito napolitano I
Soldados quando o soldado, inspirado pela
honra, lula pela patria contra o estrangeiio, nao
delibera ; bale-se e morre no seu posto.
Masi quando se trata de una guerra civil;
quando se tomara as armas para decidir qual de-
ve ser o rgimen, e qual devo ser o soberano do
paiz; quando osjnuaos se armara contra irmos,
e corre o sangue dos .nossos concidados, en-
tao a deliberaran nao S ura direto, mas
ura dever de todo o soldado, homem de
honra.
Tcndes-vos balido e derramado o vosso saa-
">
\
i
.ILEGVFI l


,
*)L
X
guo; mas Deus au tem obenjoado o sangue que
tendes derramado; a causa do re est perdida
para sempre. Corabatendo, tendes mostrado o
vosso valor.
Nao vos restar mais alguma cousa a garan-
tir? tendes a salvar o exerrito e a patria.
,< Para vos excitaren) a lula apoutaram-vos em
perspcliva o saque da cidado, e um exercito aus-
traco aseguir-vos; isto duplicado insulto que
vos fazetn. Insultaran) a vossa bonra o a vossa
congna.
E aonde est o exercito austraco? Que es-
pera elle para vir em auxilio do rei. A Austria
nao pode fazer outra cousa mais a favor do sen
3lliado de aples, do que abrir na Allemrnha
un mercado para a compra de homons desMfta-
GIARIO DE PERHAMBUCO. SEGLNDA FEIHA 8 DE OL'TL'BRO DE 1860.
uppor sempre a nzao e o aireito violencia e
usurpado.
aples, 6 de selembro de 1B60.Francisco
Santiago de Martinho (L. S.)

A Opinione do Turin pnblicou com o titulo de
Expedirlo contra os Estados Romanos, ura ar-
tigo, quo nos julgamos dever leproduzir. Pelasua
leilura fcilmente se couhccer a sua importan-
cia, porijue mostraos poderosos motivos quo ins-
piraram conducta.do ministerio piemontr-z na
opposico que fez aos projeclos urdidos porMaz-
zini :
A resoluto tomada pelo governo de impedir
dos a servir de apoio tyrannia do Bourbon no- i f p"rl\a U9r>G,;."UTa dft "' expedicoes de vo-
vo insulto feito ao exercito. Bis o que ella tem I !u,,tar,os' PoJ,i' ?,!* algomas pessoas urna
feilo ; para fazer alguraa cousa n.aisTspe a oZ "wnsequenna poltica. Devia comprohendcr-se
lalve; que o rei sea banidn do rl'l bem que elle na0 ler,a lomado P"l,do de P"
sXdos? oXl" tas^cous.s 1.1 que j T* a ~ HW* cpoi. de as ter tole
nao tendes poder para o mular. Nao vedes que
todas as provincias do reino esio sublevadas con-
tra o anligo rgimen ? Nao vedes que Garibaldi, i
avanza e Iriumpha por assim dizer sem comba- I
ter? Que esperaes do campo enlrincheirado es- I
labelecido em Salerno? Quando Garibaldi csti- I
ver em frente de vos, o lodo o paiz que vos cerca
esliver sublevado, e a revolucao se eslender l
capital desarmada, que fareis ento? A qnem '
approveiiaria urna defeza innulil ? A quem ser-
vira esse sangue precioso que houvcr de ser der-
ramado?
Soldados! nao abandonai as vossas bandei-
ras; permanecei firmes, debaixo de armas as
vossas filheiras ; mas deelarai que a vossa vonta-
qiic ni) por ti Enetnanm-so aquelles genernos llanca ; qualquer que seja a fortuna que nos re-
mancebo, disposlos derramar o aeu sangue | serte o porvir, espero encontrar nos meus po-
ndo por esparo doquas quatro mezes, se moti-
vos graves o notivessora contrariado. Mas esses
motivos nao eram conhecidos, ou aquelles que
delles linli.im noticia nao os publicavam.
Mr. Mazzini toraou sobre si a larefa de os fa-
zer conhecer.
Pubhcou na Unio Italiana, do Genova e
de Plorenca, um manifest contra a circular do
minisleiio do interior de 13deste raez, manifest
em q'io declara que essa circular dirigida con-
tra elle, isto contra o partido de aeco
M. Mazzini erige-se em potencia ;" annnncia
que quera declarar a guerra ao Papa, o que, U-
uha reunido tres vezes ludo quanto era neces-
sario em gente e em armas para a expedicao,
pela independencia da patria. Quando esUverem
bordo dos navios se faro desembarcar onde
qiii/.erem. sao conUuzidos victoria por Gnribal-
di, lero ao menos a honra de marcharen) s or-
dens do Mr. Pianciani e co.m a bandeira de Mr.
Mazzini.
Irritado de haver o governo descoberto os
seus designios e posto obstculos s suas tentati-
vas. Mr. Mazzini, ronclue ameacaiido com estas
palavras : A'o's nao cederemos.
O perigo da presente siluaro provm pre-
cisamente do regresso do partido de zcco a sce-
ua poltica; mas nos podemos combolfi-lo.
O Direilo (jornal) trata de nos responder bo-
je, repetindo as suas sentenras contra o governo.
Mas quem pode, depois do manifest de Mr. Maz-
zini, dirigir aecusacoes contra o ministerio por
ter impedido novas expedicoes do voluntarios?
Mr. Mazzini quera nao s6 dar as mos ao
vos esses sentimentos como hoje m'os teste-
munham.
No dia seguinte houve parada no Campo-Gran-
de. Alguns dos corpos da guarnirlo apresenta-
ram-se de carabinas Mini. Os artilheiros apre-
senlaram-se pela primeira vez sentados as car-
retas, como se usa em alguns exercilos. A noi-
te de domingo esteve deliciosa ; os passeiosmuto
concorridos, o conceito popular trasbordando de
dilettaoti, ea cidade illuminada.
No campo de Sanl'Anna inaugurou-se um
sanare ou jardiro, com seu lago e repudio. A
cidade vai se aformoseando milito, o em eceio
pode j rivalisar com as mais celebradas. Os
municipios que se succedem, cstimulam-se brio-
samente, e quem lucra, afinal de contas, com es-
las louvaveis rivalidades, o publico da ca-
pital.
Publicou-se, ha poneos das, a carta de le
governo, mas lambem a Garibaldi, o servir-se de para a entrega de 2,700 libras esterlinas por in-
do immudavel 6 esperar a deciso do grande jai- | % *ffiR! ctdeu luJl) ou uraa Parle exPe"
garaento prestado, nao pela sorte das armas, mas
pela expressao livre do voto popular.
aples, 20 de agosto de 1860.
Antes da sua sahida de aples, o joven rei
Francisco assignuu urna proclamadlo, que fez
espalhar pelo seu povo, que poucos dias depois
o abandonou, deixando-o partir para o exilio.
Em Seguida publicamos nao so essa proclama-
sao, mas lambem o protesto do infeliz raonar-
cha Sao dous documentos imporlanlcs quo
coropletim a serio d'aquelles a que temos dado
publicidad'', sabidos da chancellara napolitana:
Proclamaba* de Francisco II,
Entro os deveres presiripios aos res, os
dos dias de desgraca sao os maiores c mais so-
lemnes, e quero pela minha parte cumpri-los
com resigniK.io e sem desanimo, condado e se-
guro da minha cousciencia, como compele an
descendente de tantos moa archas.
'< IV com esta mira, que anda urna vez dirijo
a minha voz ao povo d'osla melropole, do qual
agora duvo affaslar-me com dor.
'v Urna guerra injusta o contra o direito das
gentes invadi os meus e slados, nao obstante
adiar-me em paz com todas as potencias euro-
peas.
<< era a raudanea no syslema do governo,
nem a minha adheso aos grandes piiucipos
tora ni
Tin ha, pois, feilo milagres; e elle pertencia-
Iho o mrito dos voluntarios expedidos para a
Sicilia, e o dnputado Berlani linha estado de ac-
cordo com elle.
Mr. Mazzini est habituado o exaggerar ; to-
dava, necessario ter em corita as suas offirma-
tivas, que temo poder de desprender o veo de
quo eslavara cobertos uertos mystorios, e de ex-
plicar certas proclamncoes o mensagens rindas de
Genova, assim como a propaganda das desere.es
entre os soldados.
Mais depois de ter por tres vezes reunido os
elementos da sua expedicao, Mr. Mazzini poda
cora a varinhn mgica reuni-los aimla quarta vez;
n de facto, refere, que o seu partido linha alista-
do oilo mil voluntarios para fazer urna poderosa
divorsao sobre a fronleira de trra do reino na-
politano alravs das provincias romanas, e com
esle proposito linha preparado a expedicao a que
0 governo se acaba de oppor.
Esta revelacao siginiliciliva deixa-noss a-
ber que un novo e funesto elemento se acaba de
tntroduzir no movimenlo nacional, o partido
de aeco quer tornar a entrar era campo, sob
pretexto de prestar apoio a Garibaldi, mas cora o
designio real de dominar.
Mr. Mazzini condemna, como natural, o go-
verno pelo ter contrariado ; censura-o severa-
mente por ter tolerado as expodieoes anteriores,
e por se haver opposlo .sui expedicao.
0 governo poude consentir ns anteriores
lacionaes e italianos, forara bastantes para a
remover : e quando Uve necessidade de defen- \ expodieoes, por quo te.m confianza na lealdailc de
torcas do paiz para agitar a Italia.
0 carcter o o fim da expedicao que foi ex-
pedida sao apreseotados por Mr. Mazzini, fim e
carcter hostia ao estado e por consequencia mul-
lo perniciosos aos interesaos nacionaos.
Depois das expli'-agoes de Mr. Mazziui,
intil responder ao Direilo (jornal).
Nao i,,no i amo- os supremos esforcos que se
teera feito para arrancar ao governo a gerencia
das musis publicas, c entrega-las a revolucao e
anarchia ; mas o uomc do Mazzini de tal
raaueira odioso a Italia ; a sua reapparir.o na
scena poltica revella uraa ropulsao, urna anti-
pathia to grande era luda a Pennsula, quo nao
podemos receiar coisa alguraa da lucia.
O governo 6 suUlcientementc forto para fazer
calar as seitas c resistir a quem pretende tomar
a direeco do movimenlo italiano.
So" a sua energa podo impedir a desanima-
gao de inuitos liberaes, e sustentar >s inleresses
conservadores queesto preponderantes, inqne-
tando-se por ver obrar as seitas, porisso que re-
ceia desordens e excessos.
A independencia nacional nao podo trium-
phar seno fr acompauhada dos principios de
ordera quo at agora tera guiado o desenvolv-
raenlo da uossa causa, e se essa causa nao foi di-
rigida pelo governo.
Abandonae aos sectarios, e a ;;ua derrota
ser inevitavel. A reacao interna receberia po-
derosos apoios do eslrangeiro, emquanlo que ne-
nhuina potencia nos vina sustentar e lodos con-
cordsriarn facilinenle em nos comprimir.
Nao admirar que Mazzini se uo preoecupe
deslcs perigos ; mas que os jomaos constitucio-
naf-s o suslenlem, e que, apesar das suas reve-
laces, condemnein as precaucoes do governo,
islo queso nao comprehende, por isso que na
actualidade, quando a lucta est aborta, o que
niuguein o pode negar, nao ha outros meios para
tnuinphar so/iu sustentando o governo as suas
disposices enrgicas para nianter a tranquilll-
dade interior o preservar o movimenlo italiano
dos escr I los era que o querem laucar os sda-
nos, escullios que disianceiam de nos o ap.iio da
Franca, e as sympathias di Europa, e dariam
urna forra irresislivel aos nossos inimigos.
demnisacao do navio inglez Herald, iudevida- 'do artigo em discussao.
a fragilidade de suas bases ; mas o orador coiitia
que, com os correctivos que lem applicado, elles
sahirao de difflculdades e prosporaro.
.Nao iniraigo dos bancos : os amigos nao sao
aquelles que sempre dizem que o sao; muitas
vezes os que parecen! inimigos, sao os verdadei-
ros amigos.
Espera que o nobre senador a quem respondo,
vista dos aconlecimentos, abandonar o papel
de Cassindra, que at aqu tem representado.
, 0 Sr. Souza Franco faz breves consideraedes
insislindo as proposices que enunciou quando
orou pela primeira vez.
Censura o augmento de impostos, como um
meio inefiicaz para salisfazer as despezas e cobrir
o dficit.
Esse augmento de impostos nao poie crear
rendas, quando poroutro lado medidas restricti-
vas, embaracam a produeco, acanham as tran-
saeces e parulisain o com'mercio.
O Sr. \isconde de Jequitinhonha desenvolve
largas considerages impugnando as disposices
mente apresado em Lourenco Marques pelas au-
toridades portuguezas.
Est uoineado governader para Angola o Sr.
Calheiros, transferido do governo geni de Cabo-
Verde.
Fallava-se em que levara por secretario o Sr.
Jos Barbosa Leo, proprielario do Jornal do
Porto, e futuro redactor e proprietaro do Jornal
de Lisboa, quo linha annunciado e conlava pu-
blicar de Janeiro de 1861 em dianle.
Este cavalheiro foi secretario geral de.Mocam-
biquo e dalli Iransferido para o de Cabo-Verde,
onde nunca chegou a residir, era lomou posee.
Por um descuido da secretaria se nao proceden
em lempo conveniente syndicancia destefunc-
conario, resullatidn que o governo agora, apesar
dos seus bons del|jos e do reronhecido presumo
de Barbosa Leo, o nao pode despachar para An-
gola, pois a lei terminante^ opulenta de ri-
gores contra as infraccoes. a queslao do dia,
filia de melhor; a ooposico agaslou-se por-
que o ministro da marinha "nao posiergou a lei
ueste caso. Se o livesse feilo, vociferava. A
Hevolur.ao collocou-se trente deste tiroteio, e
ahi temos polmica para oilo dias emq:ianto nao
apparecer oulro pretexto. O que importa mais
saber quo as ultimas noticias daquella provin-
cia, ull-amarina sao agradareis. Est pacificado
o territorio o os negocios da colonia, o que pre-
cisara na actualidade que se administren! com
toda a energa, moralisando sobretudo a parte
judicial. As noticies de Maco sao regulares. O
govoruador Guimares acluva-se no Japo. onde
linha ido concluir ura tratado de comraercio o
navegaco por parte do governo portuguez.
Fui muilo bem recibida a noticia da briosa de-
dicacio e patriotismo com que se promove 068-
se imperio a subscripto para o monumento a
Luiz de Caraoes.
O Sr. conde de Thoraar e todos os nossos com-
patriotas ah residentes, sobretudo os qu
parlo da coiuinisso, fazem ura bom se
O Sr. D. Manoel faz igualmente algumas ob-
servaces combalendo as disposices do artigo.
Pind o debate passa o arl. 10.
Segue-se a discussao do artigo 11, addilivo das
emendas da cmara dos doputados.
O Sr. Vasconcellos pede alguraas explicac.oes
ao Sr. presidente do conselho a respeilo da eu-
campaco do contrato da companlua Mucury.
O Sr. Perras (presidente do conselho) d as
explicacoes pedidas.
0 Sr. D. Manoel impugna o artigo em discus-
sao, c especialmente o i'J, que enxerla no or-
0 Sr. Siloeira da Molla, como sempre tem di-
to, ain Ja repele que a coherencia a primeira
qualidade do homem publico. Respeitando esto
principio, c orador, que j censurou o orcamento
presentado durante a administraco do gabinete
de 4 de maio, por vir incado de additivns, e pedio
a separaco uestes em projectos especiaos, nao
pode deixar de fazer as mesmas observacoes a
respeilo do orcamento que se discute. Emendo
que iielle eslo incluidas materias excntricas que
por modo nenbura ahi tinham cabimento. Assim
os paragraphos que tratara de estabelecer regras
de promoces sao exentricos, c s loriara cabi-
mento na le de fixaco de torcas.
Nem ao menos ha urgente necessidade dessa
medida para justificar esse enxerto. O poder le-
gislativo deve ser o primeiro a zelar as formulas
do regimem representativo, a respeitar os seus
principios cardeaes; entretanto esses enxerto.",
lendein a debilitar o direilo de iniciativa das c-
maras.
A encampagao da companhia de navegaco do
Mucucury tirabem lhe parece um enxerto que nao
caben o orcamento; o senado, para examinar esse
negucio, precisa de apreciar umitas circunstan-
cias que hoje nao podein oslar ao seu alcance.
Quanto ao additivo concedendo doze loteras ao
theatro lyrico, sobre o qual convidado a expli-
car-se pelo Sr. 1). Manoel. emende que ello
justo, visto como era virlude de um coulrato o
governo se obrgou a dar urna subvenco aquello
theatro.
Enleode que o augmento de impostos torna-so
necessario desde que apparece um dficit, o qual
j existe desde a adminislraco do Sr. Souza
eamento a concessao de loteras ao theatro lyri- Vram.0 j Niio son,)0 possiVel rduzir as despezas,
coja reprovadas pelo vol do senado. que sao rodas de indeclinavel necessidade. for-
Terrninada a discussao. passa o dito artigo. | ogo augmentar a renda elevando os impostas.
I Acha que houve injustica da parle do Sr. vis-
conde de Jequitinhonha quando qualillcou lodos
os ministros da fozeuda de ministro do thesouro,
ministros meramente fiscalisadores. S. Exc. em
sua loriga carreua parlamentar nunca falln dessa
desgranada ignavia, que diz ter havido da parto
mas emendas, o qual passa sem debate ; assim
como o arl. 13 addilivo quo subslilue o 11 da
proposta ; e igualmente o 12" da proposta, que
passa a ser 1-i."
Posta a votos a proposta cora as emendas da
dor a iulegridade do reino, occorreram por esle
motivo successos que nao posso deixar de de-
plorar. Perianto, protesto contra estas inqua-
lilicaveis hostilidades, sobre os quaes o presente
e o futuro formaro o seu juizo, tremendo c
severo.
O corpo diplomtico residente na minha
corle, soube desdi) o principio d'osla inaudita
invas.o, que seuiimenlos mo animavam para
con) os meus povos, o para cora osla Ilustre
cidade ; islo o desejo quo tinha de garantir
Unto uns como uniros das ruinas e da guerra :
.salvar seus habitantes e suas piopriedades, os
templos sagrados, os monumentos, os estabelo-
ciraunlos pblicos, as colleccoes artsticas, e
ludo o que forma o patrimonio da sua civilisa-
gao, da sua grandeza, c do que, pertencendo s
geraces futuras, superior s paixoes ds mo-
mento.
'< Chegou a hora do cumprir esta minha regia
palavra. A guerra avisinha-se dos muros d'es-
ta cidade,e comincrivcl dor saio d'ella.dirgindo-
mo com una parlo do exercito para onde a de-
leza dos rneus diroilos rae chara i. A outra par-
le do mesmo ext-reiio tica para contribuir, em
concurso cora a benemrita guarda nacional, na
inviulsbilidadc da capital, que, como ura objecto
ougr.nln rernmmtfndo *n aolo do roinidConv, K
appello para a honra e civismo do syudico de
aples e do commandante da referida guarda
cidada, para que livro esla patria carnssima
dos horrores das desordens internas, e da guerra
visiuha, e para este fim concedo lanto a um co-
mo a outros as mais ampias faculdades.
Oriundo de una familia que por 126 annos
tem reinado n'este paiz continental, depois de
o ter livrado dos horrores de um governo vice-
reitial, os meus offoieoados ahi Ucam. Hoje son
napolitano u nao posso, sem grauJe magoa do
nieu corceo dirigir palavras de despedida aos
meus amados povos, aos meus compatriotas !
Seja qual for o raeu destino, prospero ou
adverso, conservarei sempre d'elles as nielhores
recordaces, e recomrnendo-lhes a concordia, a
paz, e a santidaJo dos deveres cidados. Longo
v o extremo zelo pela minha coma que possa
causar turbulencias ou desordens. Ou seja que
a sorte me faga de proraplo voltar para entre
vi'is, ou so mais larde, praza juslica divina
reslituir-me o Ihrono dos meus maiores, mais
esplendido pelas livres insiituices de que o te-
nho Cercado. O que imploro a Dos e desejo,
ver os meus povos unidos, fortes e ditosos.
aples, 6 de selembro de 1860
.Francisco.,)
cmara dos doputados, passa para a 3a discussao. | desses'ministros.
O Sr. Silva Ferraz requer ento urgencia, quo I Tem de dirigir duas pergur.tae ao Sr. prosiden-
e apenada o approvada pan so verificar tal dis- te du conselho. a 1 relativamente ao empresti-
cussao na s-guinte sessao. | mo ft1lu COmpanhia L'ruo o Industria, a i" so-
U Sr. I residente d para ordem do dia da se- i,re o erapresiimo relativo estrada de ferro de
gUlr'e 8? : > l,edro 11- Sljbl"e o primeiro empreslirao de
102 discussao das proposites da cmara :}.00;):.i00j> parece que a directoria da co-npanlia
dos doputados : 1 aulonsai.do o governo para percebeu cornmisso nessa operar.o ; ora. sen-
mandar admitlir a matricula e exame de diversos ; d Usse empreslirao garantido 'pelo governo, a
annos das (.acuidades do imperio a Jos Marcia- companhia nao linha direilo de auorir lucro al-
no da Silva Poniese outros ; e2a, approvando a |gul uesse eraprestirao.
ponsaoannual de 200 concedida ao guarda na- Pergunta se esse empreslirao fui para trab.i-
conal Jos da Silva Goirnaraes ; 3' discussao das ||los IlVOs ou para pagar trabalhos j feitos. [O
proposices da mesma cmara : 1\ approvando Sr. presidente do conselho responde que foi para
a pensao annual du SOjf concedida a f). Mara um e 011ir0 rm].
Carila Leitao Bandein ; 2a, approvanJo a pen-i Emende que esta empreza devia sor equipara-
sao annual do UOj concedida a Pedro Jos Car- da do Mucury, devia ser encampada : cora
doso ; ,5 approvando a p.-nsao d 12.J monsaes menos de 3.0t).l:000j o governo podia comprar
4\ r< -loa trabalhos existentes. Parece-lho que o ern-
c |)or fim dar dividendo aos accio-
irfr^ : co>node fado se lera dado depois d'elle.
(rSr. presidi'iiie do conselho
>u3 g-|wi a i .i-iun uviHBs a rai\io i rnco- i||i trabalhos (
je fazem nhecendo cidado brasileo o padre Flix Hara I presumo leve
tvqo o de Freilas Albuquerque ; 5a, fazenlo eslensiva ao 1,1^ : Co>no
Protesto de Francisco II.
e ousado cabeca de
Desde que um atrevido
motira, auxiliado com todas
Garibaldi, porque o estandarte aorado por elle e
o de Vctor Emmanuel.
x Nao hesitou em lomar a grave responsabili-
dade Uesse tacto permite a diplomacia, sabendo
bem quo a Europa aprecia forca da opinio
publica, e prevendo alm oisso qup'no interior do
paiz, nao nasceria a mais legitima o(tVnsa aos
principios que est obrigado a deffender,o que for-
mara a base da conslituico poltica dos povos
italianos.
Mas ter lalerado aquellas expedicoes nao lhe
impunha demaneira alguma a obrigacode per-
rnillir as que sabia ou suspeilava serem contra-
rios aos inleresses do estado, e perigosas para n
poltica nacional.
Ninguem pode, ningiiem lem interesse etn
contestar ao governo a mais interna libetdado de
de accao.
Oual seria a sua responsabilidadc se a mais
ampia liberdadc de aeco lhe fosse recusada no
lodo ou em parte ?
A responsabilidadc nao se percebe ; o minis-
terio dore dar conla dos seus netos ao parla-
mento o narao ; mas necessario que esses
votos s'jam livres, e urna prelcnc&O absurda o
inadmissivel querer que se permuta umaexpe
dico contra os oslados romanos, porque se n3o
impedirn] as expedicoes para a Sicilia.
rorqua o governo imn^ eonflanca era Gari-
baldi, devia ler tambera conlianca ras expedicoes
de um ZantiMCcari e de um Pianciani ?
O que se quer fazer, disse Mr. Mazzini. Qne-
ria-sc invadir os estados do Papa, atacar o gene-
ral I.amoncire, ir Roma, e plantar de novo a
bandeira de Deus e do Poco, levantar um estan-
darte contra o nosso estandarte, compromeller-
nos peranle a Europa, separar-nos da Franca,
recomecar como era 18S9, urna Italia de aventu-
ras, e fazer perder a Italia lodos os beneficios
conquistados al agora por ella
Mr. Mazzini. inirnigo encainicado da diploma-
cia, fez-so diplmala, e declara que Roma nao
era o objecto da expedicao que a queslo ro-
mana ha de ser resolvid'a pacificamente mais lar-
de, ou deve assim espera-lo.
Nao se podo ligar a menor importancia a
urna semelhanle declaracio, por isso que quer se
queira, quer nao, a luta contra Roma e contra a
Franca loria sido inevitavel, e o proprio Mr. Maz-
zini nao faria pela sua parto esfono algum pan
a impedir.
E islo, na longiqua oventualidado do bate-
rem os voluntarios as tropas do Lamoricire que
Mr. Mazzini julga segundo o seu cosime, em pe-
queo numero, o incapazes do resistir lite dos
voluntarios o insorreico dos povos, como se se
nao soobesse que Lamoricire dispoe de um exer-
cito mais numeroso do que 3e peusava de princi-
pio; como so nao houvesse motivo paia acreditar
que os povos se nao deixariam arraslsr pelas pre-
gaces do partido de
Nota dirigida s potencias eslrangeirs pela
qual d governo napolitano protesta contra a pro-
mulgaco do estillo piemontez na Sicilia, e coc-
tra o juramento de lidelidadeao rei Vctor Ernma-
nuel, que Garibaldi fe/, prestar as aulhoridades
e municipalidades da ilha.
aples, 2 de agoste.
O general Garibaldi, depois do invadir a Si-
cilia, nao contento por ter usurpado a bandeira
real da Sardenha, e revestido todos os seus actos
com o nomo do rei Vctor Emmanuel, poz em
vigor, pur decrelo do 3 do correte, o estatuto
piemontez, e obrgou lodos os funeciounrios e
inuiiicipaidades nomea Jaspel'i revolucao a pres-
larem juramento de lide.lidade ao rei Vctor Em-
manuel.
O governo do sua mageslade entende dever
levar ao conhecimento de todas as potencias es-
las novas usrpaces c estes alternados, que cal-
cara aos ps as prerogativas mais evidentes da
' soberana, os principios majs inabalaveis do di-
reilo das gentes, e fazem depender os destinos do
urna naco inicira, do capricho arbitrario de uraa
(orea esrangeira.
O governo de sua mageslade, quorendo
cusa dos maiores sacrificios, evitar o derrarna-
inenio de sangue depois da promulgarn do aclo
soberano de 25 dejunho, c nulrindo o desejo de
por a sua poltica era harmona cora a da Sarde-
nha, para eonservaco da paz da Italia, esperou
que a queslo siciliana licasse decidida em pre-
senga das suas longas e pcrscreranlcs uegoca-
coes.
Perdendo esta derrade-n esperanca, o go-
verno de soa mageslade, por nterveucae do
abaiso assignado, ministro e secrelaie do osla-
do dos negocios estrangeiros obligado a de-
nunciar -a.... estes alternadas que so commet-
tem sob a presso do urna (oreja esrangeira na
Sicilia, a protestar formalmente contra lodos os
actos que tendem a nejar ou enfraquecer os lo-
gitimos direilos do rei, seu augusto senho, e de-
clara que nao reconhece, iit-ra reconhecera era
lempo algum nenhuraa das suas consequencias,
estando firmemente resolvido a manterasam-
pas insiituices liberaos promettidas, especi||-
I mente a Sicilia, e a nao transigir acerca do prin-
cipio, fundado na historia o no direito publico
europeo, que rene sob a real casa de Bourbon,
os dous reinos de aples e da Sicilia.
O abaixo assignado, approveita esla occasio
para, etc.De Martino.
{Jornal do Commercio, de Lisboa.)
tesieinunharn mais una vez o interesse qu lhe bacliarel formado pela universidado de Coimbra
merece o engrandecimento da patria. Jos da Motta do Azevedo Correa a disposico de
A imprensa vai dscutindo a emigraio de art. 1" do decrelo n. 23 de 30 do agosto de 1834 ;
Porluguezes para o Brasil. Os roes fnebres de j 6a, autorisando o governo para mandar admitlir
Portugueses fallecidos ahi, que a nossa folha a despacho, livres do direilos, lodos os utensis
Ofllcial publica regularmente sao lidos e affixa-
dos as igrejas por ordem do governo, e esle,
como Uve occasio de lhe dizer, tem lecora-
niendado com loda a instancia aos parochos que
facam aos seus freguezes, eslaco da niissa as
declara quo esse
provean da garan-
c
mais objectos precisos empreza do esgoio das
aguas c asseio publico da cidade. do Recife ; 7',
autorisando o governo para mandar admiltir
matricula de diversos anuos da escola central a
Jou Alves Poheiro do Carvalho e outros ; 8a,
reflexes que o assurapto est pedindo, para que approvan lo, na parte em que. dependem do nie-
ninguem para all v aveulursr-se sem o devido dida legislativa, as condices do contrato cele-
conhecimenio dos perigoa a que se expoem. brado com Jos*? Antonio Soares para a navjga-
Aobei muilo acertado ura substancioso artigo que cao por vapor entro Montevideo e a cidade de
appareceu aqui no Jornal do Commercio sobre Cuyab; 9o, autorisando o governo para aposen-
este objecto, designando os mezes em que ar- tar a Silvano Francisco Alves com o ordenado
riscada a eraigracao, e aconselhando as provi-' que percebe como membro da junta vacciniea
dnelas que se devem lomar para que as embar- desta cidade; 10", .approvando os estatutos da
caedes do transporte satisfacam sob o poni de companhia de navegaco por vapor na baha do
vista de salubridadc as codices desojadas para Uto de Janeiro ; 11a. autorisando o governo para
conducodc colocos. mandar passar carta de naluratisacao do cidado
O governo tomar dentro em pouco as mais brasileiro a Serafim Francisco de Carvalho e ou
decisivas providencias sobre a queslo do lazza- tros estrangeiros ; 3a discussao da proposta do
rlsino. Falla-se anda na dissoluco do parla- poder executivo fixando a despeza e oreando a
ment. # receili geral do imperio para o exeroicio'de 1861
o ministro das obras publicas est resolvido a 1802, com as emendas da cmara dos deputa-
i prxima sessao legislativa urna dos; e as outras materias j designadas.
vez
sene de projeclos tendentes a mehorar de
o sorvico lechnico da sua repartico.
iiJaiunte auimlsado
O mioisiro da fazenda de
pelo parlamento vai
thesouro.
reformar a repartico do
Projectam-so anda algumas allcracoes no
pessoal administrativo.
E por hoje, nada mais.
L.~
Levanta-so a scsso s duas
tarde.
e meia horas da
INTERIOR.
HIO DE JANEIRO
ASSEMBLA GERAL LEGISLATIVA
SENADO.
SESSAO EM 4 DE SETEMBRO.
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio Cavalcanli
de. Lacerda.
SESSAO F.M 5 DE SETEMBRO l)F. 1S60.
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio Cavalcanli
de Lacerda.
s onzo lioras da manha o Sr. presidente
abre a sessao, estando prsenles 30 senhores
senadores.
Lida a acta da anlerior, approvada.
EXPEDIENTE.
lim aviso do ministerio dos negocios da fazen-
da, remetiendo um dos uiographos de cada una
das resolucoes da assembla geral: 1.a mandan-
do proceder a nova Ijqudaco do lempo de ser-
vico prestado ao Estado por Antonio Teixeira
Alves, aposentado no lugar de solicitador dos
feitos da fazenda da provincia de Minas-Genos ;
e 2.a dispensando as leis de ainuiti/aco era fa-
vor do hospital portugus erecto na cidade do
Recite, para que possa possuir o predio em que
i acha enllocado e para adquirir outros ; as
as torcas revolcio-1 Gariblldi" "' rtCf<"' ^ ^ 8Ubsl"Ur
narias de que dispoe a Italia, aportou era nossos
dominios, invocando o norae de um soberano de
Italia nosso prenle e amigo, hemos empregado
todos os meios possiveis para combater durante
cinco mezes pela sagrada independencia dos nos-
sos estados. A son das armas nos foi adversa.
A atrevida emplresa,que aquello soberano pro-
testava desconocer de modo mais formal, e que,
sem embargo disso, ao passo que se Iratava das
bases de um arJcordo intimo, recel.ia dclle ojuda
o apoio: aquella empreza a que a Europa assist"
indilTerenl'! depois e ler proclamado o principio
ila nao inlervonco, deixando-nos a sos na lula
conlra o inirnigo de lodos,esl a ponto de pro-
pagar os seus tristes efteitos at na nossa capital.
As forcas iuiraigas approximam-se dos arredores
de aples.
Por oulra parle a Sicilia, c as provincias do
continente, de ha muilo minadas pela revolucao,
insurreccionadas pela mesma, formaram governos
provisorios com o titulo e debaixo da prolecco
nominal daquelle soberano, e confiaran) a ura
pretendido dictador a autoridade e o pleno arbi-
trio ilos seus destinos.
Forte cora o direito que nos assisle, fundado
na historia, nos pactos internacionaes. e no direi-
to publico europeo, ao passo qoe contam a pro-
longar ale possibilidade a nossa defeza, nao es-
tamos por isso menos resolvidos o qualquer sa-
crificio para evitar os honores do urna lula, e da
anarchia nesla extensa melropole, centro glorioso
de antigs raemoiias, e foco das arles e da civili-
saco do reino.
Em consequencia do que sahrenios para fon
dos seus muros cora o nosso exercito, confiados
na lealdade e carinho dos nossos subditos, para
a manutenco da ordem, e respeilo autoridade.
Ao tomar esta resoluto vemo-nos, ao mes-
mo lempo toreados pelo dever que nos dirtam os
antigos direilos, a honra, e inleresses dos nossos
herdeiros, e mais anda o interesse dos nossos
subditos, a protestar altamente contra lodos os
actos coii'ummados at agora e conlra os suecos-
sos realisados at hoje, ou que para o futuro se
realisom. Reservamos lodos os nossos ttulos e
razos, origen) de sagrados e incontestaveis di-
reilos de successo, e dos tratados e declaramos
solemnemente todos os mencionados aconieci-
mentos e tartos, nudos, violentos e de nenhum
valor; deixaudo nos mos do Todo Poderoso a
nossa causa e a dos nossos povos, na firme eren-
es de nao havermos tido no nosso curto reinado
um nico pensamento, que nao lenha sido consa-
grado sua felicidade c bem-estar. As insiitui-
ces que concedemos sao urna prova dessa asser-
cao.
Este nosso protesto ser transmitido a todas
as cortes estrangeiras, e queremos que rubricado
e acompanhado do sello (kas nossas armas reaes,
e referendado pelo nosso ministro dos negocios
estrangeiros, seja guardado em lodos os ministe-
rios como um acto da nossa consume vontadode
mqoanto musir susienia-lo.
Neste caso, quer a expedicao nao livesse bom
xito, queros voluntarios fossem derrotados ( e
esta hypothese era a mais provavel), aquelles
que agora gritara contra o ministerio, porque of-
feroceu obstculos a partido, seriara os primelros
levantar a voz para acensar o governo de ter
dcixado partir esses mesmos voluntarios, de os
ter enviado para o raaladouro e de nao ler con-
seguido susto-Ios; procuraran) suscitar desor-
dens para arrastar o estado urna guerra contra
o Papa, cao mesmo lempo a derrota de Pian-
cianni tena animado a reaeco e dado pretexto s
mais acerbas censuras, e s' nlais vivas exproba-
coes da paito das potencias estrangeiras.
As revelaces de Mr. Mazzini, nao somonte
justificara o ministerio, mas Indican) o perigoa
que eslava exposto. Ter-se-hia pois o estado tor-
nado um paiz superior s lejs internacionaes em
que cada um tem o direilo do urdir Irarnas, e
preparar movimcnlos contra os governos vi/.i-
nhos ? Seria permillido a cada um subslituir-se
ao governo, sob pretexto do formar a Italia?
Quem o juiz da npporlunid.-ido cm que se doro
seguir um caminlio de preferencia a oulro, se-
no o governo? E qwe importa quo esteja ins-
cripto na vossa bandeira o nomo do Vicor Em-
manuel, quando evidente nao haveis renuncia-
do s vossas ideas, o que tendes abracado s do
rei com restriccoes mentaes, com una reserva
tacita?
Aquello que lom conspirado durante Irinta
annos, e de mil maneiras, e que nao lem deixa-
do ignorar os meios nem os instrumentos que
emprega, nem as consequencias desastrosas dos
seus esforcos, poder elle ser acreditado, quando
prometi nao conspirar, emquanlo que ao mes-
rao lempo precisamente conspira para preparar
urna expedicao funesta ao estado?
Mr. Mazzini podo muile bem acreditar que
esta expedicao pode ser aproveilavel causa na-
cional; o que nao seria a primeira illusao, e pro-
vavelmento nao seria n ultima; mas so gover-
no que perlence dirigir a poltica do estado o o
movimenlo nacional o nao os seilas.
Mas porquo que fallamos em seilas? Luiz
XIV dizia: O oslado sou eu ; romo elle diz Mr.
Mazzini: a naco son eu ; eu sou a Italia ; vos,
governo, sois urna seita, vos sois os sectarios,
porque contrariaes os meus desejos c aos oppon-
_des s miaas expedicoes. Esta aberraco de or-
gulho revella-se no manifest do Mr." Mazzini.
Que se quer mais? Nao prometi elle que se tor-
nar a conspirar pela repblica nos adverln vin-
te e quatro horas antes? Ser com bom senso
que se escrevem e Se imprimis semelhantos cou-
sas?
Mr. Mazzini, eslava cansado do silencio que
havia em torno de si; os louros do Garibaldi al-
terram-lhe o somno. Que faz elle ento? Tenia
urna expedicao nos Estados Romanos. Alislam-
se voluntarios a maior parle delles julgam que
para a Sicilia, e a instancias do Garibaldi, mas
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
LISBOA.
SO de setembro ele 1860.
Aproveito a sahida do vapor La Saintonge, de
Brdeos, que vai inaugurar as c irreiras entre o
Rio de Janeiro e Rio da Prala, tocando exlraor-
diuaramenle em Lisboa, San-Vicente, Pernim-
boco e Baha.
A 14 largou daqui o 0neida da companhia do
Soulhamplon, e quanto s nossas cousas domes-
ticas pooco realmente lhe posso aecrescenlar.
Domingo 16, aniversario natalicio do rei,
houve no paco 0 cortejo do eslylo. O beija-mo
entre nos es abolido ; a concurrencia foi nu-
merosa.
A' uoite foi o Sr. D. Pedro V pela primeira
vez ao theatro, desde o fallecimento de sur cho-
rada esposa a sympathca raiuha D. Estephama.
No theatro normal subi scena o Drama no
Mar, de Ernesto Biester, que desagradou com-
plelissimamonte. E urna compos^co em que os
actores parecan) enjoados e o publico ra por
desenjoativo.
Adi.mie lhe iranscrevo da folha official a allo-
eueo da cmara municipal de Lisboa sua ma-
geslade el-rei, por occasio de seu fauslissimo
anniversario natalicio.
Senhor! A cmara municipal de Lisboa, feli-
citan lo a Vossa Mageslade no seu faustissirao dia
natalicio, cumpre ura dever que lhe bom
grato.
Os Porluguezes. que leem par timbre o amor
e fldelidade aos seus raonarchas, nao podem dei-
xar de couservar no mais alio grao os mesmos
alTectos a Vossa Magostada, que, alm da purpu-
ra que o adorna, possue cssas sublimes virtudes
que o lomara anda mais venerado, so norvenlu-
ra nao fosse o amor nalural que a isso os im-
peli.
Neste dia solemne e festivo, nao s pelo nas-
cimento de Vossa Mageslade, mas pela recorda-
co da sua exaltaeo ao throno, vera a cmara
municipal dar os parabens a Vossa Magestade,
nao por augmentar ns galas que circuradara este
reino, nem para repetiros protestos j por mui-
tas vezes feitos, mas unicamciile ratificar os pre-
cedentes do povo de Lisboa, que jamis esquece
o que deve ao sen re.
Digne-se Vossa Magestado acolher benigna-
mente, as expressoes de amor, (lleudado e pro-
fundo respeito que a cmara o o povo de Lisboa
lhe consagra, bem como ao augusto pai de Vos-
sa Magestade, e a toda a real (arailia.
Resposla de Sua Mageslade :
Penhoram em extremo o moa reconhecimento
as expressoes com que se me dirige a cmara
municipal-de Lisboa, feliciland-j-me no anniver-
sario do raeu natalicio.
Contam se hoje cinco annos jue, inexperiente,
sahindoda infancia, aceitei o aicargo de reinar;
cinco annos do aprendizagem e de paciencia,
que a boa vonlade cria facis.
Fi por inspirar alguma eslina, alguma con-
As onze horas da manha, o Sr. presidente quaes resolucoes S. M. o Irup'erador consente.
abro a sessao estando presentes 31 senhores se- Pica o senado" inleirado t inanda-se Communica
'aderes. outra cmara.
Lida a acia da anterior, approvada. Ura offieio do 1." secretarlo da cmara dos d-o
N0 ha expediente. potados, participando qoe a mesma cmara a-
Sao sorteados para a depulaco quo lera de ir doptou, e vai dirigir saoccao imperial a pro-
felicitar a S. M. o Imperador no dia 7 deste mez, posieo do senado prohibindo as loteras e rifas
anniversario da independencia do Brasil, os Srs. de qualquer especie, nao auiorisadas por lei.
visconde de Maranguape, Carneiro do Campos, Fica o senado inleirado.
Vasconcellos, visconde de Uruguay, Souza Fran- Outro ofl. io do mesmo 1. secretario, remol-
co, baro de Anlonina, visconde de Jequiliuho- leudo a proposicio da mesma cmara que mo-
rira, Mafra, visconae de Albuquerque, marquez : diJica a lei de 23 de novembro de 1811 e o re-
de branles, Dias de Carvalho, Queiroz Couli-' gulamento n. 121 de 5 de fevereiro do 1812.
nho, Souza Ramos, e Araujo Ribeiro. | Vai a imprimir.
Comparecer no decurso da sesio mais !) Srs. | Comparecen) no decurso da sessao
senadores.
ORDEM DO DIA.
Srs. sonadores.
mais alguns
ORDEM DO DIA.
Entra era 3a discussao, rada urna por sua vez, | Entra em 1.a discussao e passa para a 2 e
e sao pprovadassem debate para subir sane,- desia para a 3.a, sem dbale, a proposicio da'ca-
cao imperial, as proposices da cmara dos de- niara dos depuiados auclonsando o governo para
pnlados : Io autorisando o governo para mandar i mandar admillir matricula e exame de diver-
admitlir matricula e acto de diversos annos das sos annos das faculdades do Imperio a Jos Mar-
(acuidades do imperio o esludanto Vicente Jan- cianu da Silva Pontos e outros.
sen Pereira e outros ; e 2o autorisando 0 govern- 0 Sr. Almeida e Albuquerque requer cnlo ur-
para mandar salisazer ao padre Guilhorme Paua gencia, que apoiada e approvada, para se veri-
dividendo j antes se dava, e
tia de juros )
0 orador porguuta mais qual a razao por que o
deposito do emprestimo do 12.00.0US para a
estrada de ferro de Pedro II transfeno-se do
banco do Brasil para o banco Mau. Essa remo-
cao linha explicaco no tempo em que foi fela
pelo Sr. Souza Franco, em razao de mais 1 O[0'
que renda no banco Man, mas hoje que os ju-
ros dos dous bancos eslo igualados, nao ha mais
raso para ser conservado ura deposito lo avul-
lado eui um banco couimandilario, em que o go-
verno nao exerce Qsealisacao alguraa, banco
fraco por seu pequeo capital o que tem soltado
reveses.
Julga quo esse deposito devia ser de novo re-
movido para o banco do Brasil, que oierece me-
nores garantas. (O Sr. presidenta do conselho
declara que lom toda a couanea uo banco
Man.) Com a declaraco do Sr. presidente do
conselho. o orador Jo Una que lora consegu lo o
resultado que desejava. Fica assim mais clara a
responsabilidad-! do govcruu sobre qualquer even-
to que possa dar-so.
O Sr. Souza Franco entende que uraa lei do
orcamento quo lem cuxertos laes, que al um
membro da inaiuna se levaolou para censura-fa,
nao pode passar em 3a discussao sera um mais
longo exame, ,
Antes de entrar no exame do orcamento. o
; orador responde a diversas proposices do ora-
dor que q precedeu.
Mostra que as vanlagens do emprestimo con-
Irahido em Londres para a estrada de ferro de D.
Pedro II. sobre a garanta do governo.
Expende diversas consideraedes mostrando que
o banco Mau ollerece solidas garantios e digno
do loda a conauca.
O emprestimo perlenco cempanha, c nao
depende do governo remove-lo deste para a-
quelie banco. O governo apenas poder acon-
selhar a remoco do deposito so a julgar ecos- '
saria.
ananlo eonflanca que merece o banco
Mau, basiara as palavras proferidas pelo Sr.
presidente do conselho para po-la fon de du-
vida. ,
Quanto s perdas que tem soffrido esse ban-
co, j eslo liquidadas e resarcidas por uraa
red ucea o passageira no dividendo dos accio-
nistas.
Faz estas observacoes para desfazer a leve som-
bra de descrdito que as palavras do Sr. Sil-
veira da Motta poderiam Inzer a esse banco era
urna poca come esta, lo melindrosa para o
crdito.
0 orador enlra na alyse do ornamento e im-
pugna grande numero de suas disposices, con-
tra as quaes volar.
Dada a hora, o Sr. vice-presidenle declara
adiada a discussao, e d para ordem do dia da
seguinte sessao :
Terceira discussao da prbposcao da cmara
[ dos doputados autorisando o governo para man-
j dar admitlir matricula e exame de diversos an-
I nos das (acuidades do imperio a Jos Marciano
da Silva Pontea e outros ;
Primeira e segunda discussao das proposices
da mesraa cmara :
1 Autorisando o governo para conceder um
anuo de licenga com o ordenado ao primeiro ofll-
cial da secretaria do estado dos negocios da jus-
io Tilbury o ordenada correspondente ao lempo
em que esteve privado do exercicio da cadeiro
da lingua ingleza.
Submeitido a volaco por ter ficado encerrada
a discussao na sessao antecdeme, passa o arl. i moiaeo u i;uo nave
9o da proposla do poder executivo fixando a des- e desta para 3.a discuss
pozan oreando a receita geral do imperio para o
exercicio de 1851 a 1862, com as respectivas''
emendas da cmara dos depulados.
Em seguida entra era discuss"o o arl. 8 da ;
proposla, que havia ficado adiado, e pissa sem
debate cora as emendas da oulra cmara.
Passa-se discussao do artigo lU da proposta. '
O Sr. Souza Franco faz algumas pergunlas ao
Sr. presidente do conselho sobre a emissao de
notas do thesouro, o immediatamente satis-
fcito.
Prosegundo, e orador declara que votar pelo
crdito pedido no artigo em discussao porque o :
acha necessario em vista das circumslaricias dif-
cela do thesouro. Comtudo expende algomas '
obscrvsces tendentes a mostrar quo a medida '
que se discute inspira serias apprehenses sobre
a son dos bancos nutre reccios especialmente
sobre o banco Agrcola.
Foresta occasio o orador toca as reunios
polticas em
licar a 3.a discussao na seguinto sessao.
Sague-se a 1.a discussao da proposico da mes-
raa cmara approvando a pensao annual de 200
concedida ao guarda nacional Jos da Silva Gui-
; e nao havendo dbale, passa para a 2.a
" ~o.
Entrara era 3.a
de
lera ;
400g,
discussao, cada urna por sua
vez, e sao approvadas para subir saneco im-
perial, as proposices da referida cmara :
1.a, approvando a (pensao annual do 180,
concedida a D. Maria Carlota Leitao Band
2.a, approvando a pensao annua
concedida a Pedro Jos Cardozo.
3.a, approvando a pensao de 12 mensaes,
concedido o Paulino Gomes da Paixao ;
4.a, reconhecendo cidado brazileiro o padre
; Flix Mara de Freitas e Albuquerque ,
5.", fazendo extensiva ao bacharel formado pe-
j la Universidade de Coimbra, Jos da Molla de
i Azevedo CoirGa, a disposico do art. 1. do dc-
( calo n. 23 de 30 de agostle 1834 ;
! 6.a, autorisando o governo pora mandar admt-
, tir a despacho, livres de direilos, todos os uten-
sis e mais objeclos precisos empreza do esgo-
\ to_e asseio publico da cidade do Recife ;
7.a, autorisando o governo para mandar admil-
r matricula de diversos annos da escola a
quo lem tomado parte, acto esle que
aUrZ?dTad,\rl0-Sr- r'3idl'"le d "'<>, e I Joo Alves "Pnhrro"de'ca'rv;ho''eoulroV"
aliribuido a nlencoes de concitaras roassas.
Asscvera que essas reunies nada lera de agi-
tadoras ;tera silo tranquillas o moderadas; o
seu (im fazer com que se rcalise a prome'ssa
do governo, isto nianter o mais possifel a l-
berdade das urnas, para que o vol seja a verda-
deira expresso da vonlade
popular.
u Ai. trras (presdeme do conselho) expende percebe
diversas consideraces mostrando que as med- cidade
las lomadas a respeilo do banco do Brasil sao 10
uifilnv Q r,r i i ,,.(, 1 ,,.. n ......... .. *
8.a, approvando, na parle em que dependem
de medida legislativa, as condices do contrato
celebrado com Jos Antonio Soares para a nave-
cao por vapor entre Montevideo e a cidade de
Cuyab :
9.a, autorisando o governo pera aposentar a
i Francisco Alves com o ordenado
como membro dn junla vacciniea
que
desta
justase prudentes, o as raais proprias \ re-
mediar as difliculdades financeiras da poca
Justifica lambem as providencias que lomou
sobre o banco Comraercial e Agrcola
A prova da ellicacia das medidas adoptadas
pelo gabinete relatirimente aos bancos esl na
elevacao do cambio, que hoje se maniera a 26
achando-se a U quando o Sr. Souza franco del der
xou o ministerio.
opprovando os estatutos da companhia
navegaco por vapor na Baha do Rio de Ja-
de
neiro
11.a, autorisando o governo para mandar pas-
sar caria de naluralisac.o de cidado brazileiro
a Serafim Francisco do Carvalho o outros eslran-
geiros.
Tera lugar a 3.a discussao da proposta do po-
der executivo rilando a despeza e oreado a recei-
tica, Jos Maria Confia do S Benevides
." Autorisando o governo para mandar pagar
a Joaqun) Dias Bicalho a melhuria de sua apo-
senl.ico no lugar de inspector da thesouraria da
proviuea de Minas-Genes ;
3.a Autorisando o governo para contratar o
sorvico da navegaco por vapor entre o Rio do
Janeiro e Santa Calharina ;
4.a Autorisando o governo para conceder
dous annus de licenca com vencimentos ao pa-
rodio Pedro Pieranloui e ao conselheiro procu-
rador fiscal do thesouro Jos Carlos de Almeida
reas ;
Continuaco da lerceira discussao da proposla
do poder executivo fixando a despeza e oreando
a receita geral do imperio para o exercicio do
1861 a 1862, com as emendas da cmara dos do-
putados ;
Primeira e segunda discussao do projeclo do
poder executivo, cora as emendas da cmara dos
depulados, sobre casamentes entre pessoas quo
nao professem a religio calholica apostlica ro-
mana ;
E as outras materias j designadas.
Levanla-sea sessao s 3 horas da larde.
DIARIO DE PERNAMBUCO
Pelo vapor Francez Sainlonge, que procedente
de Bordeaux, entrn no nosso porto no da C do
correle, recebemos a caria do nosso correspon-
dente de Lisboa, que vai transcripta era oulro lu-
gar, a jornaes portuguazes al 21 do passado.
O paquelo francez .S'rnnfoiiye parlio do ultimo
porto da Europa seis dias depois do paquete io-
glez. As noticias polticas pouco adiantara.
Vctor Emmanuel tinha recebido as deputa-
res das Marcas e Umbeia que pediam o apoio
do Piemonle, e linha ordenado a invaso, nos
estados da igreja. Doze mil piemontezes entra-
ran nos estados pontificios entre Pesaro e Pan-
no. Atacaran) Pesaro, fazendo mil e dusenlos
presioneiros allemes. Monscegrvor Bella lam-
bem tlcou presioneiro, e foi conduzido
Turin.
para
Depois atacaram Perusa, onde houve urna san-
guinolenta balalha, fazendo 1600 presioneiros, o
entre estes um dos chefes das tropas pontificias
o coronel Smith. Sinigaglia foi lambem atacada
pelas fo^as do general Cialdini, que fueram
200 presoineiros. Lamoricire recolheu s
iinhas de Ancorra donde conla receber as tropas
d'invasao. As tropas sardas tem soltado perdas


-------------
DIARIO DETPEKHAMBPCO, SEGUNDA PEIRA 8 DE OUTUBRO DE 1860.
pomo considuraveis, especialmente ero Ferusa
onde o combate fai mais sanguinolento.
Caldini entroo era Panno onde fez 300 presio-
neiros :
A Franca mandou recolher o seu embaixador
un Torio, deixando a legagao a cargo do secre-
tario do embaixador. As legaces de aples
reiiram quasi todas as suas capitaes, e nao acom-
panharam Francisco II a Gaela excopcio da
bespanhola.
O exercilo de Garibnldi foi reforjado com as
tropas napolitanas, elevando-so as forcas dis-
posicao deste general a 150 mil homens.
Oiz-se quo oAuslria entrara nos estados doPapa
para so oppor invasio piemonteza, mas um
ponto quo anda precisa ser conllrmado por no-
ticias mais positivas, por que a Austria a bracos
rom una crise monetaria, com a insurreicio
prxima do Vneto, Hungra, nao pode dispor
assim das suas forras para ir etn auxilio do rei
A retirada do embaixador francez de Turin,
lem feito sensaeao : nns querera ver nisto um
i'uupimunto da Franca com o Piemoute, por
causa da uivaso nos estados ponlillcios, outros
veeni um negocio simples e regular, pois que a
legagao lica lendo s recebido ordem de ir para
Pana o bario do Taylleand embaixador naquel-
la coi te.
Francisco II fez um manifest s nages, pro-
testando contra a violacio dos direitros das gen-
ios, e contra o abandono ora que o deixaram.
Espera-se o manifest de Vctor Emmanuel
dando as razoea que o levaram a libertar os po-
vos romanos do jugo do rei de Roma.
Nao su sabe aiiula qual ser o ponto para que
Garibaldi su diriga com o seu exercilo. Ir aju-
darViolorEmmaiiuel a conquistaros estados pou-
llflcioa "? Ir ijudar os poros venezianos a sa-
cudirem o jugo nusiriaco ? Ir ajudar a in-
surreico da Iludigria o Polonia ?
Os negocios cafa loba m com tanta rapidez que
e possirel que peloprimciro paquete lenhamosa
noticia da Ctini'lutu de um grande feito d'armas,
que agora nera ainda possaines adivinhar.
Nao se realisou a conferencia ajustada entre os
imperadores francezos e a rainlia de Hespanha
etn Hahon as Baleares ; os imperadores ehega-
rarn aquello porto no dia 15, indagaran) se a
rainha de Hespanha, j l se achara, daixaram-
llie urna carta e parliram. A rainlia do Hespa-
nha achava-se e(n Parma onde era enthusiusli-
caiuente recebidaipela povoacoes.
Na Syria continuara a operar as tropas fran-
cesas. A ohogada dos presionaros a Constanli-
nopla irrilou a soldadesca e populacho, cor-
po diplomtico porra felicitou o sultn por osle
primeiro acto de juslica.
A Dinamarca respoodeu ao convite dirigido
pela Austria c pela l'russia era norae da Diela,
com o fin: do a cncarninhar a dar eiplieages
acerca da publicagao da le econmica que d'eve
vigorar no Holslim
A Dinamarca declara que por agora s podia
relenr-se aos decuroeulos, j publicados, com
.[lano o representante do Holslira na Dieta, se
continuaren assessdes da assembla federal'se
deve achar habilitado a dar as mais ampias ex-
plicages, e a justificar completamente a conda-
la do gabinete dinamarquez.
A Gazela de Colonia refere-se a um conflicto
entre as tropas federaes, conflicto quo tomara
um carcter grave. Os sold-ados austracos o os
naluraes de Fraukfort, depois do repelidas rixas,
l iram s mios cora os Soldado3 priissianos. Pa-
rece que os bavaros guardaran) nesla contend
urna utlitude passiva.
Era Lisboa o estado sanitario era satisfatorio.
Projeclam-se reformas importantes nareparli-
Co das obras publicas para quando se abrirera
as corles que dore ser eni norerabro prximo.
O gorerno tomar dentro ern pouco medidas1
enrgicas sobre a questio das irraas de caridade. !
espantosas. Por isso lamDeiu o uio o Iran -
dez contra o Saxonio urna lieranra. qje so
Irausraiile de geracio ero geragio e que promet-
i ser eterno como parece ser eterna a sua es-
cravidao.
O paquete francez Guyenue, enlrado do Kio de
Janeiro e Baha no dia 2 do corre ule, quasi nada
adianta s noticias anteriormente recebidas pelo
Cruzeiro do Sul.
Tmha fallecido na corle o Sr. Cunha Feij, se-
cretario do gabinete do Exm. Sr. ministro do im-
perio, e na Baha o Sr. Landulpho Medrado,
deputado da opposigio, autor do famoso folheto
sobreOs corlezos e a viagem de S. M. o Im-
perador.
Dag provincias do norte apenas tiremos as
noticias, de que foi portador o vapor de guer-
ra Viamo, e que sio em geral de pouco iule-
resse.
Do interior desta provincia temos recebido no-
ticias recentes As ulcices correram calmas por
toda a paite, salvo ura'ou outro incidente sera
importancia.
Em Tsearat dcsappareceu o litro da qnalifi-
caco do archivo da cmara municipal, sem quo
livesse havido arrombameulo. Segundo infor-
males recebidas, todas as suspeitas recahem
sobre o secretario da cmara, e seu filho, que
exerce interinamente as funecoes de promotor
pubiieo. Elles pertencem parcialidade polti-
ca quo Dalia iiileresse no desapporocimento do
livro. e alera disso a circurastancia de nao ler
havido arrorabameiito. faz presumir quo o secre-
tario da cmara nao innocente n'esse negocio.
Espalhou-se, ha das, a noticia que fura assis-
sinadoem Ouricury o Sr. Dr. II. Pereira de Lu-
celia, delegado d'aquelle termo. E' eompleta-
raenie falsa essa noticia. O Sr. Dr. Lucena, se-
gundo urna carta que vimos d'aquelle lugar, es-
lava a partir para esta cidade. leudo resolvido
vir pelo Cear, era consequencia de se acharen)
os serles desta provincia muilo seceos.
Dous allomados contra a seguranca individual
deram-se esta semana, um prolo inalou a seu se-
nhur, que era barcacuiro, no bairro do Recite,
Em S. Lourenco da Malta, um individuo matou a
outro.
A ompreza lyrica terminan o seu contrato, an-
nual, mas consta-nos quedar ainda aiguus es-
pectculos antes de se retirar.
Demandarim o nosso porto, durante a
semana, 17 e-ubarcioes mercantes, com a Iota-
rao de 5,021 toneladas. Knlrarau igualmouto
o vapor nacional de guerra Viaiitio e um vapor
de guerra dos Estados-Unidos Sahiram, durante
o mesmo espaco de lempo, 12 embarcagocs mer-
camos, com a lotaco do 5,072 toneladas.
Itenderam, de 29 do passado a 5 do corren -
te :a alfandega, 58:3759438 rs. ; o consulado
geral 5:319:533 ris; a recebedoria das rendas
geraes internas, 8:096j>280 ris ; o consulado
provincial, 10:08j237 ris.
O movimento geral da alfandega, durante
estes dias, foi de 4,210 vnlumes, a saber :
voluntes entrados com fazendas, 515cora
gneros, 516 ; tolal dos Totumes entrados,
1,031. V'olumes sahidos com fazendas, 1020 ;
com gneros, 2,059 : toial dos volumes sahidos
3.079.
Fallecern) duranle a semana 41 pessoas :
sendo, 11 homens, 11 mulheres c 12 prvulos, li-
vres; 2 homens, 5 raullieres o 3 prvulos, es-
clavos.
LaunnUii, parda-, 6 metes, espasmo (escrava.]
Hospital db caridade. Existem 57 ho-
mens e 53 mulheres nacionaes; 6 homens es-
trangeiros, e 1 mulher escrava, total 115.
Na totalidadedos doemes exislem 37 aliena-
dos, sendo 3 mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo Dr. Sar-
ment Filho,s6 horas o 40 minutos da manhaa,
pelo Dr. Doruellas s 7 horas e 10 minutos da
mahia.pelo Dr. Firmo s 4 l/2horas da tarde de
boulem.
PERNAIHBUCO.
RECIFE, 6 DE OUTUBRO DE 1800.
S SEIS HORAS D.V TARDE.
Retrospecto semanal,
Recebemos noticias da Europa, com muilo mais
regulandade do que das provincias do norte do
imperio O ultimo vapor da corapanlia de pa-
uelos brasilciros. vindo do norte, chegou aqu
no da Io de selembro; islo ha 37 dius, e se
nao tora a viuda do Viamo, vapor de guerra
que foi concertar ao Maranhao, e que nos trouxe'
as malas daquella provincia c das do Amazonas
J ara e l'iauhy, ainda boje estaramos privados do
noticias d essas provincias, entretanto que da Eu-
ropa, alm dos paquetes ordinarios das tres com-
panhias ugleza, tra|iceza e anglo-iuzo-brasileira
acaba de chegar um paquete extraordinario d
companhia frnceza quo vai esleoder a lioha de
Burdeos do poilo do Kio de Janeiro ao do Buenos
Ayres.
Para que a corapanhia brasileira de paquetes a
vjpor regulanse o seu servido, e visto que nos
estaleiros do Maranhao quo os seus vapores fa-
zera reparos, convm leralli um ou dous vapores
de sobresalente, para tomar as malas e seguir
viagem todas as vezes que o paquete houver de
licar em concert aquello porto.
A companhia lem adiado no governo urna pro-
leixao sem limites, tem-se-lhe feito muitas con-
cesses vanlajosas, e bastante avultada a sub-
veiicao que recebe do governo. Compre pois que
ella salisfaca tambera pela sua parle, como 6 de
seu rigoroso dover, as condices do contrito, re-
gulansando as viagens dos 'seus vapores. Esta
extraordinaria iuterrup(io do comrauuicacoes
com as provincias do norte, devida toda iiicu-
da i' ru direccao da companhia, causa gravissi-
inus damnosaocominercto de todas as provincias
que licara ao norlo do Pernarabuco.
E' preciso quo o governo olhe para islo cora a
devida ailencao. o exija da companhia o religioso
cuinprimeulo das condices do contrato. Se a
companhia brasileira de paquetes quer fazer js
SOS 27 ceios da ris, que recebe de subrenco
por cada viagem redonda dos vapores do norte,
corre-lhe a rigorosa obrigago de lazeras viagens
com a precisa regulandade, e o nico meio de
regularisar suas viagens estabelecer no Mara-
nhao urna estacan o vapores, que possara, em
caso de necessidade, fazer a viagem, que deixam
de lser os vapores que vo all fazer concertos,
Do modo porque as cousas andara actualmente,
quem pode contar com certeza cora as chegadas
e sahidas dos vapores que vera do norte? O Oua-
pok para all foi ha 38 dias. o Paran ha 16 uias
e o Cruzeiro do Sul ha 8 dias. A chegada do
primeiro ainda se annuncia para o dia 10 de sor-
te que chegar aqui com 41 ou 42 dias de viagem
redonda, lempo mais que sulficiente para se fa-
zer urna viagem redonda a Europa.
Se a corapanhia nao tomar algumas medidas
a P3te respeilo, se o governo imperial nao exi-
gir quo a companhia regulariso as viagens dos
seus paquetes, nao vemos razo que justifique a
larga despeza que se faz com os correios mar-
timos dos porto do norte.
Esperamos, pois, que a corapanhia por seu
proprio interesse, e que o governo imperial por
amor do bem publico se esforcem por melhorar
esto estado de cousas.
As noticias da Europa, do que foi portador o
paquete entrado hoje. os nossos leitores achara
em outro lugar desta folha. O que ha de mais
imporlaute que Garibaldi achava-so j senhor
de lodos os dominios do rei do aples, e suas
tropas marchavam sobre Roma.
Ninguem podo prever qual ser definitivamen-
te o desenlace do drama que se representa na
Italia. Os triumphos e a aureola de gloria que
cerca a fronte do aventureiro Garibaldi teem of-
fuscado o nomo do conde deCavour, e o de Maz-
zini. Se Garibaldi for bem succedido c asteV o
pendi da liberdade desde Marsala al Messina,
p, desde a Calabria ateos Alpes, qual ser o seu
designio? Ninguem o podena dizer hoje com
seguranca. O que parece inrontestavel, porra,
que, ainda que elle conveuha era reunir toda a
Italia sob o sceplro do rei Vctor Emmanuel,
nao querer tomir urna posigao secundaria. Por
menos ambicioso que elle seja, nao deixar de
pretender, em premio de seus servicos, priraeiro
lugar nos conselhos da coroa.
Esperemos quo os factos nos esclarec.am a rosi
peilo destes intrincados problemas.
At asahida do paquete francez, Luiz Napo-
loao nao tinha vollado de sua viagem fri-
ca. Era esperado em Pars no dia 24 de se-
lembro.
Os pobres Irlandezes teem pago caro o desejo
que manifestaran), ha dous metes, de reconquis-
tas a sua independencia. Nao ha violencia que a
ira mgleza oao tinha exercido contra aquello des-
gragado; povo, cuja miseria atliogo proporces
2270
2275
2120
2077
19(3.1
1953
REVISTA DIARIA-
municipio de cariari;'. Da apuracao da
volarlo para vereadores desse municipio, resul-
tou a eleicio dos senhores seguinles :
Joao Vieira de Mello e Silva..............
Antonio Vctor da Silva Vieira............
Jos dos Santos e Silva Jnior............
Antonio Francisco Cezur.................
Antonio Jos Nones do Valle..............
Manuel Le le de Azevedo................
Francisco Gomes da Luz Fiuza............ 1887
Joao da Costa Pinhero.................... 1075
Giiilhcrmino Bezerra da Silva___........ 1512
O estado de negligencia era que ora se
3cha a igreja de N. S. do Rosario da Boa-vista,
reclama que para ello lancem-se vistas provi-
dentes, que roubera a populacho o espectculo de
quasi inmundicia que n'aquello templo reina,
al nos ollicios divinos !
Oculto externo queso dedica ao ser supremo
na igreja calholica exige toda a mageslade pos-
sivel: requer que a elle presida toda a dignlda-
de, o para esla o asseio muilo.
Toja a vez, pois. que taes condices se nao
possam realisar; toda a vez que ao fervor subsli-
tua o desmtelo, imposta que se fech e o tem-
plo inles du que so deera ou deixem se dar taes
copias de urna irreverencia, que chega impie-
dade.
Na coraprehensao deslo trabado est inques-
Uonavelmente, a referida igreja pelo deleixo dos
seus zeladores. De fac'.o, alera do mais que
d-se ahi de inconveniente, de improprio casa
de Dos, occorre que sendo ella outr'ora urna
das mais bem servidas da freguezia relativamen-
te alfaias brancas pelos donativos dos liis,
de modo que ha alguns annos emprestava-as al
oulras, hoje acha se nua dellas ; e o que lne
sobra, era tal estado de conspurcacio, que faz
pejoassislir um acto religioso all.
Isto porlanlo revela a existencia da causa que
cima consignamos, e por isso deve-se curar de
remov-Ia, para que igualmente cesse seraelhan-
le elteilo, que. repugna com os principios da
verdadeira religiao, e que nao se compadece cora
o respeilo e a venera^io que da creatura exige
o Creador.
Os agentes de leilio desta praca lendo
constituido entre si urna associaco. co'm a deo
nominacao de Junta dos agenle's de leudes, -
havendo-a subraettido approvacao do tribunae
do coinmorcio, este nao deu o seu assenso.
A denegacao de approvacao da parle do referi-
do tribunal assentou no d"uplo motivo de nio I
reconhecer elle semelhanlo junta, que a le nao
creou. e de ser aos referidos agentes vedado o
conlrahir sociedade alguma, qualquer que seja a
sua denominagao ou classe.
A companhia dos vapores brasileiros trans-
fero a sabida desles para os dias 7 e23 de cada
mez.
Baplisados da freguezia de Santo Antonio
do Recite de 15 do passado a 6 do corrente :
Obdulia, branca, filha legitima de Cosme das
Trevas Tiexeira e Idalina Leite das Trevas.
Innocencio, branco, filho legitimo de Innocencio
Garcia Cbaves, e Candida Ermina Alves
Chaves.
Joantia, parda, escrava do Dr. Joo Ferreira da
Silva.
Eufrazia, crioula, escrava de Francisca de Assis
V'iegas.
Olivia, branca, filha legitima de Marcolino Bor-
ges Geraldes, e America de Albuquerque
Martins GeraldesvjS Uados.
Fortunata, parda, escrava do Dr. Prudencio de
Brito Coligipe.
Marcellina, crioula, escrava do Dr. Ignacio Nery
da Ponseca.
Paulino, pardo, escravo do Dr. Miguel Joaquim
de Caslro Mascarenhas.
Arcelina, crioula, escrava de Clara Clemeulina
Carlota de Brito.
Elysa, crioula, escrava da mesma Clara etc.
Juventino, crioulo, escravo de Christovio Gui-
lherme.
Sara, parda, escrava, de Antonio Domingues
Piolo.
Joaquina, branca, filha natural de Margarida
Ferreira de Cortovo.
Francisco, branco, filho legitimo do Antonio
Prieto, e Jovelina Baptista de Souza.
Uro filho de Manoel Joaquim de Figueiredo Se-
bra.
Um filho legitimo de Salyro Seraflm da Silva.
Casamentos.
Justinianrf Manoel Barcellos, com Regilina Ma-
na da Conceigao.
Jos Firmo Xavier, com Anna Belmira Mariins
Ribeiro.
Alexandre Jos de Sant'Anna, com Quilhermina
Mara do Sacramento.
Passageiro sahido para os portos do sul no
vapor francez Sainlonge, Louvis Baudel.
Passageiros sahidos para o Ass por Mo3SO-
r no hiate nacional Camaragibe : Joaquim
Baptista da Cunha o Thomasia M. da Con-
ceigo.
Matadouro publico :
Mataram-se no dia 6 do corrente para consa-
mo desta cidade 99 rezes.
MORTALIDADE DO DA 6 :
Mariana dos Santos Miranda Seve, branca.casada,
35 annos, eclampecia
Joanna Candida Gomes do Oliveira, parda, tuvs
38 annos, palpilagao no ceragio.
Manoel, branco, um anno, sai-ampo.
CHRONICA JUICIAKIA.
TRIBUNAL DA RELAQlO.
SF.SSAO EM 6 DE SETEMCRO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. C0NSEL1IEIR0 ERSIELINO
DE LEVO.
s 10 horas da manlia, achando-se prsen-
les os Srs. desembargadores Figucira de Mello,
Silveira, Gitiraua, Guerra. Lourengo Santiago,
Silva Gomes c Caelano Santiago, procurador
da cora, foi aberta a sessio.
Passidos os feitos e entregues os distribui-
dos, procedeu-se aos seguinles
JULGAMENTOS.
RECURSO COMMERCIAL.
Recorrenle, ojuizo ; recorrido, Ramos & C.
Relator o Sr. desembargador Silva Gomes.
Sorteados os Srs. desembargadores Figueira
de Mello, Gtirana e Silveira.
Reformada a seutenca era parle.
APPEL1.AC.ES CRI9ES.
Appellanle, o juizo ; appellado, Joio Francis-
co da Silva.
Improcedente.
Appellanle, ojuizo; appellado, Benediclo de
Souza.
Improcedente.
Appellanle, ojuizo; appellado, Domingos An-
tonio de Caslro
A novo jury.
Appellanle, Jos Brilhantc de Alencar ; appel-
do, o juizo.
Reforrnou-se a seutenca em parte.
Appellanle, Aulouiu 'Filippe Nery ; appella-
do, o juizo.
A novo jury.
Appellanle, o juizo ; appellado, Lourenco
Francisco e Sampaio.
Nullo o processo.
Appellanle, ojuizo ; appellado, Augusto Go-
mes Correia de Mello.
Improcedente.
Appellanle, o juizo ; appellado, Pedio Anto-
nio de S. Pedro.
Improcedente.
Appellanle, Lourenco da Silva Piulo; appella-
do, Antonio Birrozode Carvalho.
Improcedente.
Appellanle, o promotor; appellado,Antonio de
Si Cavalcanti e outro.
A novo jury.
Appellanle, o juizo ; appellado, Jos Ferreira
da Silva.
Improcedente a oppellaeao.
Appullanle, o juizo ; appellado, Manoel da
Cosa Mello Junior.
Improcedente.
DILIGENCIAS CRIHES.
Coro, vista ao Sr. desembargador promotor da
juslica, as appellacoes crinies :
Appellanle, Thuin Lopes da Silva ; appella-
do, Pedro Francisco da Silva.
Appellanle, ojuizo; appellado, Caseroiro da
Cosa Lima.
Assignou-se dia para julgamcnto das seguinles
appellacoes crimes :
Appellanle, o juizo ; appellado, Joao Cyriaco
da Silva.
Appellanle, o promotor; appellado, Jos Fran-
cisco da Molla.
Apprllanle, ojuizo ; appellado, Pedro Igna-
cio do Nascimenlo.
Appellanle, o promotor ; appellado, Jos Fran
cisco do Nascimenlo
Appellanle, ojuizo; appellado, Tbomaz Fer-
reira da Silva.
Appellanle, o juizo ; appellado, Antonio Bar-
bosa.
Appellanle, ojuizo; appellado, Jos do Mello
Albuquerque Montenegro.
DISTRIBUICOES.
Ao Sr. desembargador Figueira do Mello, o
recurso eommercial :
Recorrenle, ojuizo; recorrido, Claudiano de
Oliveira.
As appellacoes crimes :
Appellanle, o juizo ; appellado, Joao Baptista
Rodrigues.
Appellanlo, Antonio Jos da Costa ; appellado,
o juizo.
AoSr. desembargador Silveira, as appellacoes
crimes :
Appellanle, ojuizo; appellado, o preto Fran-
cisco.
Appellanle, o juizo ; appellado, Joio, escravo.
Appellaute, o juizo ; appellado, Jos Francisco
Xavier e outros.
Ao Sr.desembargador Gilirana, as appellacoes
criraes :
Appellanle, o juizo; appellada, Alexandrina
Mana de Lacerda.
Appellanle, Bento Jos Correia ; appellado, o
juizo.
Appellanle, Ignacio Gomes Correia ; appella-
do, o juizo.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, as appel-
lacoes crimes :
Appellaute, o juizo; appellada, Marianna Tho-
mazia da Conceigao.
Appellanle, ojuizo; appellada, Maria Alexan-
drina da Conceigao.
Appellanle, o juizo ; appellado, Manoel Luiz
da Graga.
As 2 horas de larde encerrou-se a sessio.
CONSULADO PROVINCIAL.
Alterarles feilas no lancamcnlo das
decimas que pagam as casas da fre-
guezia de Santo Autonio, pelo escrip-
turario V. M. F. P. da Silva.
Largo de S. Pedro.
dem 6 Herdeiros do padre Fran-
co Joaqnim das Chagas, um so-
brado de dous andares e urna loja
arrendado tudo por..............
dem 8.Paulo Jos Gomes, casa
terrea arrendada por.............
dem 1.Antonio Francisco Perei-
ra, ura sobrado com umaloja ar-
rendado tudo por ................
dem 9.Monica Goncalves Franca
e Antonia Mana da Penha, sobra-
do de um andar, urna loja e
um quarto na escada arrendado por
dem 15.Rodolpho Joao Barala-do
Almeida, casa terrea arrendada
por...............................
Idera 17.Ordem terceira de San-
Francisco, casa terrea arrendada
por...............................
Ra da Viragao.
dem 5. Irmandade das almas do
Recife, casa terrea arrendada por
Wem 9.Manoel Joaquim Baptista,
casa terrea arrendada por........
dem 11.Lauriana Candida de Si-
queira Peixoto uarle, casa terrea
arrendada por.....................
dem 13.Norberto Muniz Teixera
Guimaiies, caa terrea arrrenda-
da por............................
dem 15.O mosrao, casa terrea ar-
rendada por......................,
dem 25.Viuva de Andr Gongal-
ves do Cabo, cssa terrea arrenda-
da por.............................
dem 33. Vicente Ferreira Go-
mes, casa tarrea arrendada por..
dem 35.Irmandade de S, Pedro,
casa terrea arrendada por.........
Idenj 37.Manoel Ferreira Autunes
Villana, casa terrea arrendada por
900*000
1441080
630^000
480S0OO
192S000
723000
168*000
2401000
168*000
92g000
192*000
2O000
2409000
240*000
1449000
Travessa da Viragao.
N. 8.Innocencio Jos do Espirito
Santo, casa terrea arrendada por.
dem 12. Anna Joaquina de Mi-
randa, casa terrea arrendada por.
Ra das Agoas Verdes.
N. 4.Thoinaz de Aquino Ponseca,
casa terrea arrendada por........
dem 22.Joaquim Colho Cintra,
sobrado d dous andares e urna
loja arrendado tudo por..........
Idera 28. Domingos Pereira Lagos,
casa terrea arrendada por........
dem 30. Barlholomeu Francisco
de Souza, casa (enea arrendada
por..............................,
dem 32 Ordem terceira de San-
Francisco, casa terrea arrendada
por................. .............
dem 36.A mesma, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 40. Padre Joio Capistrano
Nogueira, casa terrea arrendada
por..............................
dem 42.Ordem terceira do San-
Pranclsco, casa terrea arrendada
l por...............................
dem 44.Antonio Moreira do Men-
donca casa lerrea arrendada por..
dem 11.Joanna Francisca de Me-
nezes, casa terrea arrendada por.
Ra de Hurlas.
N. 2.Narciso Jos da Cosa Perei-
ra. sobrado de dous andares e una
loja oceupado pela mesmo ava-
llado por.........................
dem 14.Viuva e lho de Manoel
Dias Fernandos, sobrado de ura
andar, solio e urna loja arrendado
ludo por........................
dem 18.Irmandade de S. Pedro,
casa terrea arrendada por........
dem 20.Manoel Alves Santiago,
casa lerrea arrendada por........
dem 22.Viuva e lilhos de Agos-
tinho llenriques da Silva, sobrado
de dous andares e urna loja oc-
eupado pelo mesmo avalialo por.
dem 21.Jos Pinto da Costa, so-
brado de dous andares o urna loja
arrendado ludo por...............
dem 40.Manoel Alves Santiago,
casa lerrea arrendada por........
dem 42.Herdeiros de Joio Ma-
noel de Oliveira Miranda, casa
terrea arrendada por.............
dem 54.Antonio Ferreira Braga,
casa terrea arrendada por........
dem lid.Jos Fernandos da Cruz,
casa terrea oceupada pelo mesmo
avallada por......................
dem 62.Maria Theodora da As-
sumpgio, casa terrea arrendada
por...............................
dem 64.Jos Muniz Lopes, casa
terrea arrendada por.............
dem 68.Jos do Medeiros lava-
res e Antonio Domingues do Al-
meida, casi tarrea arrendada por
dem 70.Joanna Maria dos Santos
Moraes, sobrado com um andar o
loja arrendado por...............
dem 74.Viuva do Francisco An-
touio da Silva, casa terrea arren-
dada por..........................
dem 78.Filhos de Jos Maria de
Jess Muniz, casa terrea arrenda-
da por............................
dem 1.Joaquim Gomes Salgado,
casa_ terrea arrendada por........
dem 5.O mesmo, casa lerrea ar-
rendada por......................
dem 7.U mesmo, casa lerrea ar-
rendada por......................
dem 9.Mara Cordeiro Xavier de
Brito, sobrado de dous andares e
urna loja arrendado tudo por.....
dem 15.Albino JosC Ferreira da
Cuntn, sobrado de um andar e
urna loja arrendado por.........
dem 29.Dr. Clemente Jos Fer-
reira da Costa, casa terrea arren-
dada pur.........................
dem 31.Joaquim Colho Cintra,
casa lerrea arrendada por........
dem 33.Andr do Abren Porto,
urna nieiu-agoa de ura andar ar-
rendada por.......................
dem 35.O mesmo, casa lerrea ar-
reudada por.......................
108*000
120000
300*000
800*000
240*000
120J000
444*000
200*000
108*000
300*000
168#000
240*000
1.120*000
800$000
300J00
192g000
024*000
745SOOO
240*000
180^000
240*000
2i6;000
240*000
120*000
300*000
000*000
300*000
240*000
300SO0O
192SO0O
240*000
1:080*000
750S000
192*000
36*000
360$000
14i000
[Continuar se-ha.)
Communicados.
NEGOCIOS DE OMX V.
A0 PUBLICO.
No Diario de Pernambuco do 22 do corrente
appareceu urna exposicao acerca dos negocios
eleiioraes desta cidade, dirigida ao publico pelo
Sr. Dr. Silvino Cavalcanti de Albuquerque. Jul-
gamo-nos duplamente obrigados a sahir do si-
lencio que al o presente temos guardado, e nio
desejariamos romper ; nio s porque lizemos
parte das mesis parochiaes que sio ahi acoima-
das do suspeilas, parciaes e esbulhadoras dos di-
reitos dos cidados, como lamben) porque essa
exposicao acha-se assignada pelo dito Sr. Dr.
Silvino, i quem, cora quanlo recusemos nossos
volse qualquer fraca coadjuvacio poltica que
porventura possamos prestar a um candidato em
pocas eleiioraes, votiraos entretanto bastante
consideracio, para nio deixarmos de dar valor i
accosagio, que s nos parecem graves por osla-
ren! lirmadas para aquello senhor.
Nao urna polmica em que nos queremos
empenhor : apenas urna reclificacio aos equ-
vocos involuntarios commettidos pelo Sr. Dr. Sil-
vino, na qual procuraremos, como homens que
tambera se prezim, dizer a verdade com singe-
leza e sera rudeza, porque esla nio assenla era
creatural pacatas e humildes, como somos.
Dous fuis parece ler tido aquella exposiaao, ou
antes dous se dirige ella : primeiro fazer crer
que foram os adversarios do Sr. Dr. Silvino os
perturbadores da ordem na freguezia da S : so-
gundo que o triumpho por elles obll lo tanlo
nesta como na freguezia de S. Frei Pedro, foi o
resultado da oblilerar.ao do dever, da transgrrs-
sao da lei, do sacrificio de pudor, Im o [rucio em-
fitn de UM plano nefando.
Fmnenhum dos casos a apreciacio do Sr. Dr.
Silvino justa nem exacla : os equvocos ahi
commeltidos nio tomara o nome de falsidades
revoltanles, senio porque acham-se firmados por
S. S., de cuja boa f e lealdado apraz-nos formar
relevado conceito.
No ojie loca ao primeiro ponto, o raciocinio,
sera aaprociagao dos factos, basta para mostrar
que nao podiim ser os nossos amigos os desor-
deiros, visto quo nio estava islo nos seus inte-
resses, e elles s tinham a perder, e nada a ga-
nhar com os disturbios que se deram.
(Juem compunha o nosso lado, o quaes eram
os promotores e advogados da causa do Sr. Dr.
Silvino ?
Ao passo que por nossa parte achavam-so em-
penhadas na eleigo e dirigindo-a as pessas
que alli teem intervindo n'ella desde longos an-
nos, que sao moradoras no logar, que inspeccio-
naran! ou fizerara 3S qualificages, que acham-se
relacionadas com a massa da populagao votante
que avulta, e que coolavam com a adherencia
desta, j porque, em contado com ella, pelos
cargos e posiges que oceupam, puhiicosou par-
ticulares.teem tido occasiao de cimentar affeigoes
que o lempo e a pralica continuada de servicos,
obsequios teem desenvolvido : pelo lado do'Sr,
Dr. Silvino apresentavam-se como campeos, er
chefes. dous individuos, um dos quaes arredado
de Olinda desde milito, o nao deixanJo alli re-
cordagoes sympathicas, fra expressameato pro-
curado como um emissario do agitacao, que para
mais nio podia servir ; o outro, estranho ao lu-
gar ate bem pouco lempo, desconhecido da po-
pulagao, ignorante at do traquejo dos negocios
eleiioraes, sement aqui veio morar ha pouco e
com mira na eleigao ; mas falto de recursos para
hegar aos seus flus, julgou que, por meio de mee-
txngs e comezainas poderia formar grande squi-
to, sem lembrar-sn quo a irapressio que taes
oamfioc/iaas deixam nio dura mais do que o
rastho dos fogueies que ncllas se queimam.
E' quo o povo em sua nts*, lambom possue
esse instincto fino, que faz distinguir o falso do
verdadeiro agrado, e tanto mais desconfa da
sinceridade do obsequio, quaulo este crescido e
extemporneo.
Nestas circunstancias, nos, os odvt-rt-arius db
Sr. Dr. Silvino, quo ao demais tinhnmos mesas
unnimes, nio poderiamos vencer sem sacrificio
do pudor, sem urna desordem calculada : o nos-
so venc ment foi o fruclo de 11 m plano nefando.
Entretanto o triumpho dos amigos do Sr. Dr' Sil-
vino, as condiges que arbamos de ver seria
muilo regular, natural e lgico !,... Camo'o in-
teresse pessoal transvia as mais bellas intelligen-
cias I
Pois que I Se nos, dispondo de mesas unni-
mes, quizessemos, 011 prerisassenios recorrer a
fraude, nao teriaroos meios mais facis o seguros
de que laucar mi, do que o de urna desordem,
cujas consequencias seriam sempre desgracadas,
e ninguem poderia prever at onde chegar'iara ?
O exemplo do que se praticou em Maianguape,
onde os votos dos contrarios foram recusados sob
o pretexto de mudanca de domicilio, fazendo vo-
tar por tres vezes ostia parcialidade da mesa, nao
poderia ser empregado as freguezias de Olinda,
sem comprometimiento da ordem publica ?
E' que o Sr. Dr. Silvino ignora Ulvez o que se
fez em Maranguape ; se nio, orn sua justa iudig-
nagao contra o sacrificio do pudor, nio acbaria
estigma bastante para oque alli se praticou.
Jura o Sr. Dr. Silvino pelo Dens vivo e pela
sua honra, que nao foi o Sr. Joao Pauo Ferreira
o autor da desordem da S. pois que a expressao
falbJicatuya-parti de um individuo, que es-
tava junto i mesa, e levautou-se pllido, para
soltar grito t'10 sinistro.
Nesle puni, porm, S. S. est em opposicjio a
lodos quanlos nao sao do seu lado, e que nao
teem necessidade de laucar a responsabilidade
dos proprios adosaos adversarios.
A causa dos tristes iconleeiroenlos do dia 9
proveio do arrojo com que um offlcial de justiga
de nome Serra Grande, morador no Recife, pre-
tendeu volar, assim como um Francisco Pegado,
que pela segunda vez se apreseriiara, sem estar
qualiQcado,ou se o eslava, tinha o nome troca-
do. A mesa recusou-us, e'desde eolio um gru-
po composto dos Sr=. Christo Leal, ex-cadete
Cesar, padre Manoel Dionisio, Symphromo Luna
e o mesmo Serra Grande proromperam em forle
alarido, interpellando o presidente da mesa, c
qiialilicando-o de arbitrario, accrescenlando o
ex-cadete Cesar, que a mesa seria soberana em
quanlo o povoquizesse, pois que breve o mesmo
povo usaria tamboril da sua soberana.
N'esse inlerim appareceu o Sr. Dr. Silvino (cu-
jo teslemunbo invocaramos, se S. S mesmo na
sua exposicao nao estabelecesse como regra
que amesquinha.se quem invoca o testomunho de
um hora ern que reputa honrado, para dar forca
as suas palavras, viudo pouco depois o cutio de-
legado. De ambos chamou o presidente da mesa
a aiiengio, pedino-lhes que vissem de que ladu
parliam as provocages. Enlaoo Sr. Dr. Silvino
prucurou acalmar os seus amigos, que cada vez
mais se exaliavam e enfurecan), at que resoan-
do a fatdica expressao sola pelo Sr. Joao
Paulo, o Sr. Dr. Lobo, presidente da mesa, vol-
tando para elle disse-lhe :
Pelo quo vejo os senhores querem dar-me,
o lalvez quebrar a urna ? I...
A esta interrogarlo respondern! os amigos do
Sr. Dr. Silvino com freneiicos apelados, e arro-
jndole sobre a urna gntavam .quobre-se este
diibo I
Muida a juslica que confessomos que nessa oc-
casiao tanto o Sr. Dr. Silvino como o delegado
esforgaram-se quanlo poderam para acalmar os
nimos e mauler a ordem, que desdo cutio foi al-
terada ; mas nao o conseguiiam, e a desordera
foi continuando.
Era taes circunstancias nao era possivel que os
nossos deixassem de lutar.
Foi nessa occasiio que o Sr. Dr. Lobo, debru-
gando-se sobre a urna, e chegando para junto del-
lo o Sr. Bernardino Serpa, com o (ira de ajuda-lo,
recebeu este duas caceladas pelss costas, que
tamben) alcangaram acuelle. Vollando-se o Sr.
Serpa, para vrd'oode vinha tal aggressio, acliou-
se a frente do Sr. Christo Leal, o qual com um
estoque na mi esquerda, e cora a bengalla que
[he servia do bainba na inaodireita, doscarregou-
Iho mais duas tremendas pauladas, acomp.nihan-
do a ultima com urna estocada, que penetrando
no veulre do mesmo Serpa, nao o matou iuime-
dialaruenle, porquo este com o esforco que di o
desesporo, pode amortecer a torga do'golpe des-
carregando urna forte chibalada sobre a cabega
do seu agressor, que o fez vacilar na direccao que
dava ao braco, e o instrumento de morie nao pe*
uetrou laulo quanlo desejava quem o brandia. O
Sr. Nascimenlo, conhecido por major, que acha-
va-se junto ao Sr. Christo, secundou-o dando ca-
celadas no Sr. Serpa ; sendo que o dito Nasci-
menlo al trazia na manga do palilot urna faca
de pona, quo com quanlo dola nio Uesse uso,
foi visla por muitas pessoas.
Nesse estado de cousas um individuo de nomo
Tunes, vendo o Sr. Christo com o estoque em
punho, agarrou-o por detraz, o conseguiudo lo-
mar-ltio a bengala, deu-lhe voz de preso. Mas
acontecendo npparecer entio o Sr. delegado, e
lomando o delinquenle na qualidade de autorida-
de, conduzio por urna porta lateral da igreja.
Picando lodos na f de que o bomem era leva-
do para a prisao, viram depois cora pasmo que
elle descia livre, e ainda com o seu esloque at o
convenio deS. Francisco, onde iecolhcu-se.
Al aqu se ve que nio foram os nossos ami-
gos quo promovern! a desordem ; e pelo que li-
ca diio responsabilisa-se ura dos abaixo assigna-
dos, quo era membro da mesa parochial da S.
proprio Sr. Dr. Silvino devera lembrar-se,
que logo que tetmiiioii o barulho, chegou-se ao
referido abaixo assignado exclamou: Oh I que
desgraga I... ao que returquio-lhe aquelle :
Bom que V. Exc. veja que o barulho par-
ti dos seus.
A isto respondeu o Sr. Dr. Silvino.
Estuu envergonhado... estes homens nio
quizeram alteuder-me.
Ora, avista disto, como dizer-so que nio illo-
gico que fossemos nos os promotores da desor-
dem ?
O'ie os amigos do Sr. Dr. Silvino, contra a mi
vontade, sempre tiveram em vistas barulhar a e-
leicio, cousa reconhecida a tal poni, que S. S.
mesmo diz que o povo osiava indignado e era
outro lugar confessa que seu mano o avisara de
que estaca receioso de algum disturbio, dando
como motivo, as recitsaces iiisoienes e audacio-
sas. J mostraajos quaes foram essas recusages,
o no seguinte artigo faremos ver se cora razio po-
den) ellas ser qualilicadas por lal modo.
Toda a gente, porra, sabia o quo diziam os
amigos do Sr. Dr. Silvino desde o da 7.
No dia 8, depois de concluidos os Irabalhos da
S, um individuo do Rio Doce, votaute do lado
do Sr. Dr. Silvino, de nome Manoel Cardse do
Espirito Santo, disse a seu sogro Francisco Diniz,
sendo ouvido por varias pessoas, (cujo testimu-
uho nio invocaremos para nio offender a regra)
que sempre peusou quo a cousa acabasse em
pao, pois assim eslava determinado, logo que
houvesso o grito debaja.Isto foi referido ao
presidente da mesa da S, c eis a razio porque
pedio-so augmento da forga.
No mesmo dia o Sr. Joao Paulo dentro da igre-
ja, disso era alta vozque da raaneira porque a
mesa estava procedendo, qualquer pai Joao con-
go venca eleigio, e quu a culpa parta do gover-
no, que era infame, mas que elle Joio Paulo nio
tinha rnedo de pi, faca ou baila, porquo de tudo
islo era curado.
No dia 9 o Sr. Christo Leal, anles de comeg3-
rem os Irabalhos, declarou a pessoa de criterio,
fora da igreja, qua se naqnelle da se nij rece-
bessem os votos dos recusados na vespera, hava-
ria ccele infallivelmenle; que achando-se no
ultimo qnartel da vida, tanto Ibe importara mor-
rer n'aquello da, como no seguinte, o que por
tanto daria cabo de um dos cabras dos Serpas (ex-
presses delle.)
Na igreja de S. Pedro mesmo ura dia antes, j
o Sr. Candido Eustiquio, por occasiio de recu-
sar-se um vol, de que depois trataremos, havii
gritado'que o povo usasse de sua soberana.
Esso brado insuflador foi soltado junto ao delega-
do que tambera eslava na igreja.
Agora concebe-se, mesmo pelo quo diz o Sr.
Dr, Silvino, que o disturbio parti dos inimigos
da mesa, a qual pertencia ao nosso lado, o o seu
presidente s com grande difflculdade pode salvar
a urna, e guarda-la no cofre, apenas cora a per-
da de urna argola.
Como este artigo ji vai extenso guardaremos a
segunda parle, ou o segundo flra da exposigio do
Sr. Dr. Silvino, para um outro.
Olinda, 29 de selembro de 1860.
Francisco Luiz VirAes.
Joo Goncalves Rodrigues Franca.
0)
Correspondencias.
Srs. redactores Lendo uns das folhas quo se
publica na capital, em seu numero de 7 do cr-
renle, depare cora um correspondente desta ci-
dado da Victoria, asignado o guarda vacio-
nal, o qual, historiando os factos das autori-
dades e empreados pblicos daqui, diz ve o juie
municipal mandou recolher a pris&o um pai de
/amtia eproprielario, que perseguido por um
fio por causo de pagamento de Calas a" um pro-
V r.f -'- E ^""l"6 correspondente Des-
las proposigoes ou pretendeu deixar em duvida
o publico, que certamente nao se dar ao traba-
Iho do discernir o motivo daquella prisao por
causa de pagamento de castas d'um processo civil
011 do proposito 0 com mtensao de appresentar-
me arbitrario em referida prisao, deixou de ex-
por esla lal qual se deu, por isso e para quo seja
devidamcule appreciado mea procedimento e o
correspondente se digne publicar os fados com
Clareas e cunho da verdade, rogo-Ibes lenham a
bondde de inserir em seo jornal, que o fallado
pai de familia, sendo uuloridade em uro quos-
to civil contra seu lio, perdeu-a, c appellou,
(fritando correr o lapso do lempo marcado por
le para fazer seguir a appellacio ; quo depois
disto o lio requereu o julgaroent'o da desergio, o
enlao feito este, pedio em virtude do art. 10 da
disposigio provisoria acerca da adininistracao da
juslica civil a prisao do pai de familia e pro-
pnelano como autor vencido lendo-se passado
entre o pedido ou mandado intimado para paga-
mento das costas e a pri.sio 12 dias. E' o fado.
sendo que esse pai de familia e proprielario
eslevo na cadeia por rauitus dias sem que po-
desse pagar.
Saiba pois o correspondente que nio persegu
anda pessoa alguma durante dous anuos e ires
mezes de meu juzado neste termo e sou sollicito
em dar o seu i sen dono.
Sou, senhores redactores, sou assignante e lei-
tor o juiz municipal
Antonio Joaquim Buarque Nazaretlt.
Srs. Redactores Lendo om um jornal da ca-
pital de 7 de setembro, era que rem publicada
ura cuta do correspondente da Victoria da dala
do Io do mesmo mez sob o anonymo G. N.
com pasmo vi o arausel desse euie, que nao so
pejou do rechear do mentiras a sua primeira
caria, com que estreou a sua carreira peridica ;
em cujo fecho se nota este quesito Quera per-
Ruota qur saber. Poriue razio os escrivaes
do crime desta cidade cobran) lCjO por talla-
sen] a urna folha orada, quando o regiment
do cusas no art. 133 manda pagar 100 ris do
responder cada pessoa ? Este negocio pro-
leme as autoridades superiores ; esperemos pela
docisao.j
Ora a visla do que esse miseravel ente acobcr-
tado com o anonymo G. N. avanca ; bem
para suppor que seja acreditado pelo publico
respeilavel : mas nao devendo esse infamo de-
tractor passar por verdadeiro ; lhe diremos que
como escrivao deste foro para mais de Ires anuos
nunca ouvi fallar em tal cousa, salvo, se algum
procurador ad hoc, ou advogado, seu semelh.in-
le recebem dos incautos essa quanlia de 16,9 rs.,
dizendo que para o cscrivio, isto muilo di-
verso.
Em quanlo ao que me relativo direi quo i
muitas folhas corridas tenho tallado, o muitas
(langas so lem dado gratis pelo meu cartono, e
assim nio me pode caber a carapuca lalhada
por essa alma despresivei, e era lara bem aos
ineus companheiros. Esse miseravel, morador
nesla cidade, esse Bento Jos Labio, perue do
cerlo o seu lempo invocando as autoridades su-
periores para lomaren couhecimeoto dos seus
planos infernaes ; porque feliz do foro do Brasil,
se todos SOguissem a marcha honrada do da ci-
dade da Victoria, que lem a tclcidade do pos-
suir a sua frente lio dignos magistrados como 03
Srs. Dra. juiz de direilo do crime Jos Felippo
de Souza Leo e juiz municipal Antonio Joa-
quim Buarque Nasareth, o bem assim a polica,
quo era nada desmerece.
Se o G. N. lem saudades daquella poca
da corrupcio, e do eterna vergonha, espere a
ver se ella reapparece, pois ainda assim nao de-
ve contar com este seu criado, que com quanto
tenha o titulo de escrivao, todava lem j feito
recusar alguern, que desejaria que o escrivao rc-
recebesse por folha corrida 16}.
Fiquo por lano convencido o G- N., que
a maldigio da miseria vira sempre sobre elle,
emquanio nio recoar da carreira de larapio, quo
exercila ueste foro.
Rogo-lhes, Srs. redactores, que lenham a bon-
dade do dar publicidade a estas mal tragadas em
o seu bem conceituado jornal, no que muilo
obrigara ao stu constante leitor
O escrivao do crime,
Belarmino dos Santos Bolco.
COMMEHCIO.
Alfiidegn,
Rendiraento Jo dia 1 a 5
I Jora do dii C .
73:2929281
14:575*381
87:867^662
Itloviniento da alfandega.
Volumes entrados com fazendas.. 10
cora gneros.. 127
Volumes S3hidos com fazendas.. 168
cora gneros.. 82
Descarregam hoje 8 de outubro.
Barca ingle/.aJohn Martinferro.
Barc< americanaMarianuafarinha.
Brigue inglezGijanebac3|ho.
Barca portuguezaSytnpalhiadiversos ganeros
lliale nacional Piedadediversos ganeros.
137
250
Consulado fferal.
Rendimento dodia I a 5 ,
dem do dia 6 .
4:696J023
261JI208
4 9575231
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a
dem do dia 6 .
232S332
8580
2-0S912
Despachos de exportaeo pela me-
sa do consulado desta cidade n o
dia G de outubro de 18GO
LiverpoolGalera ingleza Bonita, S. Brothers
& C., 70 sacca3 algodao.
E.vportacao.
Liverpool, brigue inglez Oden. do 433 tone-
ladas, conduzio o seguinte : 1,403 saceos as-
sucar, 500 couros salgados, 81 saceos cera de
carnauba, 23 barricas idera, 2 toneladas, 14 quin-
taes, 3 arrobas e 12 libras de po brasil, 1,145
saccas algodao.
Kio Grande do Sul pelo Rio de Janeiro, barca
nacional Kecife, de 'S:it toneladas, conduzio o
seguinte : 1,116 barricas assucar.
PhiladMphia, brigue americano Brandywine)
de 234 toneladas, conduzio o seguinte : 1 0(K)
saceos assucar. '
Bccebedoria de rendas internas
geraes de Pernambnco.
Rendimento do dia 1 a 5. 5:241*322
dem do dia 6......\ 4:847>61f>
10:083*937
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 5
dem do dia 6 .
6.-781JM20
369j085
7:1505505



1L
DIARIO DE PERNABMUCO. SEGUNDA FE1RA 8 DE OUTUBRO DE 1860.
PRACA DO RECIFE
6 DE OUTUBRO DE 18GO-
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios Saccou-ss sobre Londres a 26,
26 1/4. e26 1/2 d. por 1000,
sobre Pars a 370 rs. por fran-
co, sobre Hamburgo a 700 rs.
M. B. e sobre Lisboa a 110 '
de premio, montando os saques
a 50,000.
Algodao O superior vendeu-se a 7J800,
e o regular de 7fl400 a 7g60O rs.
por arroba.
Assucar----------^Da nova safra apenas tem en-
trado algum assucar bruto, que
se tem vendido para exportar
a 2/iOO rs. por arroba.
Agurdente-------Vondau-sc a 1208000 rs. a
pipa.
Couros- Os seceos salgados vendernra-
se de 210 a 220 rs. por libra.
Azeitc doce-------Vendeu-se a 2ft400 a 3&000 rs.
por galo.
Arroz-------------Vendeu-se a't2$300 rs. por ar-
roba.
Bacalbio----------Em atacado vendeu-se a 8*000
rs., e a retalho de 5/000 a 9*
rs., cando em ser 17,000 bar-
ricas, inclusive um carrega-
mento entrado hoje.
Batatas-------------Venderam-se a 1$000 rs. por
arroba.
Carne secca- A do Rio Grande vendeu-se de
35800 a 4800 rs. por arroba,
e a do Montevideo de 3ft200 a
38500 rs. ficando em ser
38,000 arrobas da primeira, c
4,000 da segunda.
Caf___________Vendeu-se do 65OOO a 6S800 por
arroba.
Cha----------------dem a 1S600 rs. por libra.
Carvo depedra- O ultimo vendeu-se a 22&000
rs. a tonelada.
Cerveja------------Vendeu-se de 3S600a 58600 rs.
por duzia de garrafas.
Farinha de trigo Tiveraos nesta semana alguns
saceos e barricas procedentes
do Rio de Janeiro, e parte de
umearregamento de Richmond,
e oulro de Ballimore, com o
?ue o depozilo hoje monta a
7,300 barris. sendo 1,100 de
Philadelfla. 7,000 de Trieste,
7,000 de Richmond, 2.200 de
Ballimore, e 1,500 saceos do
Calila, tendo-sc relalhado a 20*
a primeira, de 219 a 23$ rs. a
segunda, do 180 a 20.3 rs. a
terceira, de 168 a 188
quarla, e a 17g rs. pelo sacco
de 200 libras.
Dita de mandioca Vendeu-se a 5^000 por sacca.
(iomma polvilho.....
Ipecacanhua...... arrra-
lenha em achas grandes cento
dem idem pequeas. ...
dem em toros. ...
Madeiras cedro taboas de forro urna
Louro pranchoes de 2 custados um
Costadinho....... urna
Costado.......
Forro.........
Soalho........
Varas aguilhadas.....
dem quiriz.......
Virnhlico pranchoes de dous
custados.......
dem idem custadinho de dito >
dem taboas de costado de 35
t.a 40 p. de c. e 21/2 a 3 de
largura .......
dem idem dito de dito uzuaes
dem idem de forro .... '
dem idem soalho de dito
dem em obras eixos de secu-
pira para carros..... par
dem idem rodas de dita para
ditas........ >
Mol ... ..... caada
Milho........ alqueire
Pedras de amolar urna
dem de filtrar..... >
dem rebolos......
Piassava em molhos .... um
Sabae......... libra
Salsa parrilha. ... arroba
Sebo em rama......
Sola ou vaqueta (meio). urna
Tapioca........ arrba
(Julias de boi...... cento
Vinagre........ pipa
Pao brasil .... o, quintal
PAPIS DE CRDITO.
Lisboa 19 de selembro de 1860.
49OUO
258O0O
28500
18600
I29OCO
33000
Feijo-------------Vendeu-se
roba.
Genebra----------Vendeu-se
1-ouc.a-------------A ingleza
a lOOO rs. por ar-
a 300 rs. a
vendeu-so
botija,
a 285.
Manteiga----------A franceza vendeu-se de 530
a 560 rs. por libra, e a In-
gleza de 880 a 18000 rs. por
libra, ficando em ser 1500 bar-
ris.
Massas-------------Venderam-se a 5500 rs.
a 58500 a 6J00O
Passas----------Venderam-se
rs. a caixa.
Queijos----------Venderam-so a 2g300 rs. os
flamengos
Toucinho----------Vendeu-so a 88000 rs. por ar-
roba.
Vinagre----------Vendeu-se a 1109 rs. a pipa.
do Barcelo-
Vinhos------------- Vendeu-se algum
na2458 a pipa.
Descontos A ceijea filial descontou cerca
do 300 contos de reis a 10 por
cento, e os diferentes estabe-
lecimentos, de 10 a 18 por cento
ao anno,
Fretes-------------Do lastro a 10, e do algodao
3/8 para Liverpool.
Preeos correntes dos principaes gne-
ros e produccoes nacionacs,
que se despacham pela mesa do consu-
lado na semana de
de 3 a 13 de outubro de 1860.
Agurdente alcool ou espirito
de agurdente ..... caada
dem caxara......
dem de cana...... >
dem genebra......
dem idem....... botija
dem licor....... caada
dem idem....... garrafa
dem restilada e do reino caada
Algodao empluma 1.a sorte. arroba
dem idem 2.* dita ....
dem idem 3.a dita ....
dem em caroco.....
Arroz pilado...... arrba
dem com casca..... alqueire
Assucar branco novo arroba
dem mascavado idem ...
Azeite de mamona .... caada
dem de mendoim e de coco.
Borracha fina...... arroba
dem grossa......
Caf em grobom..... arroba
dem idem restolho .
dem idem com casca. .
dem moide ....
Carne secca .
Carvo de madeira .
Cera de carnauba em pao
dem idem em velas. ...
Charutos bons...... cento
dem ordinarios.....
dem regalia...... >
Chfres........
Cocos seceos.......
dem salgados ..:... libra
jdem idem seceos espichados. >
dem idem verdes ....
dem de cabra cortidos
dem de onca .
Doce de calda .
dem deGoiaba ,
dem seceos .
Espanadores grandes,
dem pequeos .
Esteiras de preperi .
Estoupa nacional..... arroba
Farinha de araruta ....
dem de mandioca .... alqueire
Feijo........ alqueire
Fumo em folha bom. arroba
dem idem ordinario. ...
dem idem restolho ....
dem em rolo bom ....




88000
28500
48000
28240
18600
209OOO
128000
458000
168000
68000
980C0
168000
308000
400
38500
800
98000
18120
200
120
258000
58000
28800
3500
8300
509000
109000
I', paca que luus teiiliain setnela uiandet pau-
sar edita es que serao affixados nos lugares do
costumo e publicados pela imprensa.
Recife de Pernambuco, 25 do agosto de agosto
de 1860.O secretario da relaco, Domingos Al-
fonso Ferreira, o escreveu.
Agostinho Ertnelino de Ledo.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, e
juiz de direito especial do commercio desta ci-
dade do Recife, capital da provincia de Per-
nambuco e seu termo, por S. M. I. e C. o Sr.
D. Pedro II, aue Dos guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem e
dello noticia lirerem em como no dia 10 de ou-
tubro do corrente anno, se ha do arrematar em
piaca publica desle juizo na sala dos auditorios,
e iluda a audiencia, o escravo Leocadio, crioulo,
avaliado em 600*000, pertencente aos herdeiros
de Joaquim Barboza de Moura, o qual vai pra-
ca porexecuco, que lhes move Jos Joaquim de
Miranda; e caso nao lenha lancador, que cubra
o proco da avaliaco, ser a arrematacao feila
pelo preco da adjudicaco com o abate da le.
E para* que chegue ao conhecimonto de todos
mandei passar oditaes que sero publicados pela
imprensa, e affixados us lugares desiguados do
cdigo do commercio.
Rente 28 de selembro de 1860, 39 da inde-
pendencia e do imperio do Brasil.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nascimento, es-
crivo o subscrevi.
Anselmo Francisco Perelti.
47 3/4.
Declarares.
as pravas aonuiictadas pelos edtlaes datados de
28 do setembro prximo fiodo. publicados nesle
Diario no !. do corrente roez, para as arrema-
tares dos imposlosda mesma cmara, do telhei-
ro que serve de maladouro publico, e do predio
contiguo a igreja de S. Sebasao da mesma cida-
de, foram transferidas para o dia 11 deste mez
por nao terem concorrido licitantes em ditas pra-
$as annunciadas para hoje.
Secretaria da cmara municipal da cidade de
Olinda 5 do outubro de 1860. Eduardo Daniel
Cavalcanti Vellcz de Guivara.
lnspcccao do arsenal de marlnha.
Faz publico que a coraraisso de peritos, exa-
minando, na forma determinada no regulamenlo
acompanhando o decreto n. 1324 de 5 de feve-
reirodo 1854, o casco, machina, caldeira, appa-
relho, mastreacao, veame, amarras e ancoras do
vapor Iguarass da Companhia Pernambucana
de Davegaco cosleira, achou todos esses objectos
em estado regular.
Inspeccao do arsenal de marinha de Pernam-
buco em 6 de outubro de 1860.O inspector,
Eliziario Antonio dos Sanios.
Conseibo administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectos
seguintes :
Para a igreja do presidio de Fernando.
8 medidas de vinho branco em garrafas.
4 arrobas de cera branca em velas de 42 libras.
24 medidas de azeite doce.
2 vidros para a lampada.
2 arrobas de verde em massa.
1 arroba de azul em massa.
8 libras de vermelho.
8 libras deamarello francez.
Tros por cento de assentamenlo47 a
Coupons46 1/4 a 46 3/4.
Divida diferida 35 3/4 a 36.
Banco de Portugal (accOes) 5509 a 55jO0O.
Dito do Porto idem 2589000 a 2609000.
Navios entrados em Lisboa dos porlos do Bra-
sil, desde 14 de selembro al 19.
14Brasil, vapor paquete inglezdo Rio de
Janeiro, Baha e Pernambuco.
15Exlremadure, vapor paquete francezdo
Rio de Janeiro, Bahia e Parnambuxo.
16Aurora, galera portuguezado Maranho.
Arribou com avaria na niastreago a barca di-
namarqueza Emma Arrigne, de Antuerpia com
desliup para o Rio de Janeiro.
Sahidas.
14Oneida, vapor paquete inglezpara Per-
nambuco, Bahia e Rio do Janeiro.
Movimento do porto.
Navios entrados no dia 6.
DacommissoEscuna nacional Lindoia, com-
mandante Io lente M. M. de A. Castro.
Bordeaux e port,>s intermedios17 dias, vapor
francez Sainlonge, de 601 toneladas, comman-
dante Fabre, equipagera 65. Seguio para os
portos do sul, conduzindo 4 passageiros para o
Rio de Janeiro.
Terra-Nova32 dias, barca ingleza Margaritha,
de 23 toneladas, capitao Thomaz Scolt, equi-
pagem 12, carga 2,768 barricas com baealhao :
a Johoston Pater & C.
Navio sahido no mesmo dia.
Ass por MaceiHiato nacional Camaragipe,
capltoo Virgino Justiniano dos Santos, carga
di llrenles gneros.
a. i
* fe -
os
a.
e>
5
I
Horat
n
B
3
a
e
5
c
en
m
Atmosphera.
Direccao.
Intensidade

OS
os

I
Centigrado.
um

ar


um

urna
dem idem ordinario".
19120
600
IgOOO
19000
320
18280
320
18000
78600
68600
5S600
18900
28500
38600
48800
29400
I992O
28000
78000
48000
78500
48500
5S000
98600
48500
18600
98000
138000
2950O
13000
33000
5g000
48000
220
400
140
30h
OJOOO
500
400
19000
"38200
18600
300
18600
3S000
28500
78000
158000
98000
7800o
16g000
69OOO
'S
-A
t to
O
ti
o
Reaumur.
j I Fahrenheit
tu

O*
00
I-'-
00
Hygrometro.
Barmetro.
C
a
ru
* o
^5
A noite nublada e chuvosa, vento variavcl o as-
slm araanheceu.
OSCILLACAO DA HAR.
Preamar as 8 h 6' da manhaa, altura 6.25 p.
Baixamar as 2 h 18' da tarde, altura 1.25 p
Observatorio do arsenal de marinha 6 de 1
tubrode!860. v,kgas Jnior.
ou-
Editaes.
Pela capitana do porto se faz publico, que
fica marcado o prazo de 30 dias, para dentro del-
le serem removidas as cavernas e quilhas dos na-
vios desmanchados na CorOa dos Passarinhos, fi-
cando os respectivos proprietarios obrigados
multa do 1009 e despezas que lizer a mesma ca-
pitana com essa remoco, se nao se aproveila-
rem do prazo que nesta dala fica marcado.
Capitana do porto de Pernambuco, 5 de outu-
bro de 1860.O secretario, J. P. Brrelo de Mello
Reg.
Pela capitana do porto se faz publico, que
em vuludede ordem do Exm. Sr. presidento da
provincia, contrata-se com quem melhores con-
dijoes offerecer, a impresso de objectos para o
expediente, bem como a publicacao de annuncios
e editaes.
Capitana do porto de Pernambuco, 5 de oulu-
bro de 1860.-0 secretario, J. P. Brrelo de Mello
Reg.
Pela capitana do porto se faz publico aos
proprietarios de navios du porto desta cidade
que nao os tenham arrolado, sao chamados
cumprir essa condigo do reirulamento das ca-
pitanas dentro do prazo de 15 das, contados des-
ta data, sob peoa de multa, e publicacao de sahi-
da do navio nao arrolado.
Capitana do porto de Pernambuco, 5 de outu-
bro do 1860.O secretario, J. P. Brrelo de Mel-
lo Reg.
O Dr. Agostinho Ermelino de Leao, do conselho
de S. M, o Imperador, commendador da ordem
de Christo, desembargador e presdeme da re-
laco de Pernambuco.
Fa^o saber, que pela presidencia da provincia
me foi transmitido o aviso do ministerio da jus-
liga de 4 do corrente mez, que, considerando
vago o officio de 2. escrivao de appellacoes e
agjjravos da relago desta provincia pela impos-
slbihdade do serventuario Manoel Peres Campel-
lo Jacorae da Gama, S. M o Imperador, manda,
ae coniormidado com a relaco de consulta de
secsao da lusiiga do conselho de estado de 5 de
ffcli J> e decret0 817 de 30 de agosto
ae.1001, que seja posto concurso o referido of-
icio, devendo os pretendemos comparecer den-
tro do prazo de 60 dias da data da publicacao des-
te, munidos de documentos legaes. '
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes :
Para o secretario do commando superior.
1 livro pautado de 100 folhas de papel do Hol-
landa.
5 ditos de 100 folhas de papel almajo paulado
2 ditos de ditos de 50 rolhas.
6 ditos de 20o folhas do papel almaco pautado.
2 tesmas de papel almaco bom.
10 cadernos de papel dellollanda marca gran-
de nao paulado.
1 dito de papel mata-borro.
Meia libra de gomma arabia em p.
2 garrafas do tinla preta.
200 pentias de aqo em caixinhas.
50 ditas de ganco.
6 lapis finos.
3 caivetes de aparar pennas.
2 libras de areia preta.
2 reguas de madeira.
1 sinele de metal cora armas impenaes e le-
gendacommando superior da guarda nacional
de Garanhuns.
1 prensa para o meimo sinele.
1 escrivania de lato.
Para as secretarias dos corpos da mesma guarda
nacional.
10 liv os de 50 folhas de papel Hollanda pau-
tado.
30 ditos de 50 folhas de papel almaco pautado.
5 ditos de ditos de igual papel.
Quem quizer veuder taes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do da 3 de
outubro prximo vindouro.
Sala das sessocs do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 3 de
outubro de 1860.
Benlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Novo Banco de
Pernambuco.
Sao convidados os Srs. accionistas do
novo banco de Pernambuco para virem
receber o quinto dividendo de 91 por
accao, do dia 10 de setembro em diante.
Directora geral da instruccao
publica.
Faco saber a quem interessar possa, que o
Illm.'Sr. director geral interino, ouvido o con-
selho director, ha por absolvidos da multa que
lhes hava sido imposta, em attenco aos justos
motivos que allegaram, 03 professores e profes-
soras particulares abaixo mencionados ; tirando
em vigora citada multa a respeito de lodos os
mais, conlidos na portara de 28 de agosto ulti-
mo, cuja relaco nesta data foi enviada a fhe-
souraria da fazenda provincial.
Secretaria da instruccao publica de Pernambu-
co 5 de outubro de 186.O secretario interino,
Salvador Heuriquo de Albuquerque.
Nomos a que se refere o edital supra.
Padro Joaquim Jos de Parias.
Joaquim Francisco Balmacedo.
Joaquim Jos Florencio do Moura.
Victorino Antonio Martins.
D. Candida Balbina da Paixo Rocha.
D. Amalia Vicencia do Espirito Santo.
D. Mana Seraphina Vieira.
1). Mara Eugenia Ferreira.
D. Berlina Carolina Cesar Galvo.
I). Anna Mara da Conceico.
D. Josepha Maria do Espirito Santo.
D. Maria de Nazarelh Augusta.
I). Joaquina Loure-nca da Conceico Luna.
I). Luiza Annes de ndrade Leal.
I). Elena dos Santos Pinheiro.
D. Maria Joaquina do Paraizo.
D. Thereza Guilhermina deCarvalho.
D. Francisca de Assis Domingues Carneiro.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de 10,000 e 2o,ooo da
emsso do banco.
Pela administraejio do correio de Pernam-
buco se faz publico, que em conformidade do de-
creto n. 787 de 15 de maio de 1851, e respectivas
inslrucgoes, leve hoje lugar o processo de aber-
tura das cartas atrasadas pertcncenles ao mez de
setembro de 1859 condemnadas a consumo pelo
art. 138 do regulamenlo dos correos de 21 de
dezembrode 1844, assistio ao dito processo o Sr.
negociante Jos Marcelino da Rosa. Desta aber-
tura nao resultou acharem-se documentos de
importancia. Por ultimo procedeu-se a queima
das mencionadas cartas de que selarrou o res-
pectivo termo, que o que so segu.
Administrarn do correio de Pernambuco 2 de
outubro de 1860.O administrador'
Demingos dos Passos Miranda.
Termo do consumo das cartas atrasadas perten-
ecaos ao mez de setembro de 1859.
Aos 2 de outubro de 1860, nesta administracao
do correio desta provincia, s 11 horas da ma-
nhaa, estando presentes os senhores administra-
dor Domingos dos Passos Miranda e mais empre-
ados, abaixo assignados, procedeu-se em virtu-
dedo art, 138 do regulamento geral dos correos
de 21 de dezembro de 1844, a consumo de 268
cartas, sendo 46 selladas e 232 nao selladas, na
importancia de 319830, como consta da factura,
e cuja importancia vai descarregada nesta data'
ao respectivo administrador e thesoureiro.
E para constar, lavrou-se osle termo em que
assignou o administrador e thesonreiro, e eu
Francisco Siraoes da Silva, ajudanle contador, o
escrevi.O administrador. Demingos dos Passos
Miranda, os officiaes papelistas, Ismael Amavel
Gomes da Silva, Eduardo Firminoda Silva, Luiz
de Franca de Oliveira Lima, o praticante, Vicente
Ferreira da Porciuocula, o porteiro, Manoel Ma-
riulio de Souza Pimentel.
O secretario da cmara municipal da cida-
de de Olinda, abaixo ossignado, avisa a quem
onvier, pordeliberaco da mesma cmara, que
Para a enfermara.
6 barricas de farinha de trigo marca SSS.
2 barricas da assucar branco.
2 saceos de arroz pilado.
2 caixas de cha hysson.
Para o servico de almoxarifado.
2 livros em branco de papel de Hollanda pau-
tado de 150 folhas.
12 resmas de papel pautado encorpado.
40 cadernos de papel meia Hollanda pautado.
12 caixas de pennas do aro envernisadas.
24 cancLs de espinho de quand.
1 thesoura de aparar papel.
2 facas inglezasde 8 a lo pollegadas.
Para differenles oQicinas do carapinas.
1 galopa com ferros.
3 serrotes de fixss.
3 serrotes de ponta.
6 goivas curtas e direitas, sortidas.
0 enches.
24 verrumas sortidas.
12 formes sonidos de aro fino.
3 compacos pequeos soflidos.
1 cupo de cantil com ferro.
1 guherme com ferro.
1 dito para moldura com ferro.
1 dito para caixilho com ferro.
3 olanas de voltas sortidas com ferros.
3 ferros de deoles para planas.
3 folhas de (erra sortidas.
1 barrelete.
1 pa com forros.
2500 pregos de guarnieo.
2500 ditos de meia guarnieo.
1 arroba de cola da Bahia'.
Para marcineiros.
12 formos sortidos de ac fino.
1 sera pequea para serrar folhas.
1 dita bracal para desdobrar madeiras.
3 ferros surtidos para desbastadores.
1 ferro de abrir macho e femea em parafusos.
1 dito para abrir grampos.
3 serras soitidas de tracar madeiras.
6 goivas sortidas de abrir entalhas,
1 ferro de guilherme.
2 serrotes de fixa com costas de lato.
1 sorrote pequeo para jnnlar.
6 grosas surtidas.
1 ferro redondo para moldura.
1 cupo de ferro de abrir macho o femea.
1 dito de meiacanna.
6 grampos.
1 serra do volta.
2 graminhos sorlidos.
1 pochel.
2 pedras de aar ferros.
Meia arroba de colla franceza.
8 libras de palhinha preparada, sendo 4 libras
mais grossa.
2500 arrestos.
1 prancho de pao d'oleo.
Para tanoeiros.
1 ench goiva.
1 dita de maitello.
1 dita de raspa.
1 segura.
1 folie.
1 sacho.
1 malho.
1 quintal de arcos de barris para ancoras.
Meio dito de ditos para pipas.
2000 cravos para barril.
500 ditos de pipas.
Para ferreiros.
2 duzias de limas chatas de 4 a 15 pollegadas.
2 ditas de ditas de meia caona, sortidas.
2 ditas de ditas triangulas, soitidas.
1 dita de ditas murgas chatas de 5 a 12 polle-
gadas.
1 dita de ditas de meia canna de 5 a ^polle-
gadas.
1 dita de ditas triangulares de 5 a 12 polle-
gadas.
1 tarracha franceza com caconeta de 1 1/2 pol
legada.
1 dita pequea de 4 pollegadas ou menos.
2 qutntaes de ferro sueco.
1 arroba de ferro em folha.
8 libras de lato em folha.
8 libras de aro de molas de espingardas.
Meia tonelada de carvo de pedra.
Meia barrica de areia de caldeiur.
2 duzias de limates sortidos de 3 a 13 polle-
gadas.
Para pedreiros.
6 picaretas calcadas de ac.
3 pices calcados de ac.
3 malhos sorlidos de 24 a 48 libras.
. Para o servico agrcola rural.
200 enchadas calcadas do oqo.
48 limas chatas de 12 a 15 pollegadas.
6 pedras de amolar (das amarellas).
Madeira de sicupira suficiente para 2carros
e 2 eixos de sicupira para os mesmos carros.
3 paos de arcos para utencilios dos carros.
12 rolos de quin ou cabrahiba para cangas.
4 toros de sicupira de 5 a 7 palmos de roda.
1 bomba para tirar agua em cacimba com 20
palmos de altura.
Quem quizer vender tacs objectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 8
de outubro prximo vindouro.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 28 de
setembro de 1860.
Benlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
COMPASO BRASILEA
DE
IPADUjITO ITOtl.
Espera-se do norlo at o dia 10 do crrante o
vapor Oyapock, commandante ocapito tenenle
Santa Barbara, o qual depois da demora do cos-
turae seguir para os portos do sul.
Recebem-se desde j passageiros e engajd-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no diadesua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo &
Mendos.
Para o Aracaty ,
OhiateSanta Rita recebe carga: trata-se
com Martins & Irmo ra da Madre de Dos nu-
mero t.
Aracaty.
O hiate Gratido, vai sahir por estes dios, pa-
ra o resto da carga c passageiros, trata-se com
Pereira & Valenle no Forte do Mallos ruado
Cordoniz n. 5.
Para a Bahia.
O veleiro e bem conhecido patacho nacional
Julio pretende seguir com muita brevidade,
tem parte do seu carregamenlo prompto : para o
resto que lhe falta, Uata-se com os seas consig-
natarios Azevedo ra da Cruz n. 1.
Porto por Lisboa.
Vai sahir com brevidade para o Porto com es-
cala por Lisboa, o brigue porluguez Promptitlao
II, forrado e encavilhado de cobre, de PRIMEI-
RA MARCHA ECLaSSE: para carga e passagei-
ros, para os quaes tem excellenles commndos,
trata-se com Elias Jos dos Santos Andrade &
C, na ra da Madre de Dos n. 32, ou com o ca-
pilo.
Risco martimo.
LEILO
Importante e variado
Na travessa do Livramento
Seguada-feira 8 do corrente.
_ Antunes far leilo no dia e lugar cima de-
signado, de todas as miude/as da luja da traves-
sa do Livramento, era lotes a vontade do com-
prador pelo que chama attenco dos Srs. paes de
familias, mscales etc. Principiar s 10 horas
em ponto.
LEILAO
DE
Precisa-se a risco martimo sobre o
casco, veame, mastreacao, apparellio
da galera americana Golden Hora, lo-
tacao 1193 toneladas, capitaoJ. O. Cox,
cerca de 30:000,$' para occorrer as des-
pezas que necessita fazer neste porto
afim de continuar a sua viagem com
destino a Falmouth : os pretendentes
queiram dirigir as suas propostas por
escriptoem carta fechada ao consulado
dos Estados-Unidos d'America, ra do
Trapiche Novo n.
O agente Hyppolito honrado com a
ccnlianca da Exma. Sra. baroneza da
Victoria, ara' leilo de todos os movis
de seu uso, consistindo em mobiha de
Jacaranda', mesas, guarda roupas, toi-
lets e inultos artigos de apurado gosto
e bem assim de um excellente carro de
4 rodas e urna excellente parelha de ca-
vallos : terca-feira 9 de outubro as 11
horas em ponto, no sobrado de sua re-
sidencia no Mondego.
Leiloes.
Importante
LEILAO
Terca-feira 9 de setembro.
O agente Pinto fara' leilo em seu
armazem na ra da Cruz n. 51, de 3
caixas com os seguintes objectos a sa-
ber :
72 duzias de cintures elsticos.
H duzias deluvas de seda e retroz pa-
ra senhora.
240 casaveques de azenda de linho, es-
tes objectos serao vendidos sem reser-
va de preco.
Principiara' as 11 horas.
Urna taberna.
Terca-feira 9 do corrente.
Costa Carvalho autorisado por Joa-
quim Antonio de Souza e seus credores,
tara' leilo no dia cima na sua taberna
sita na praca da Boa-Vista n. 1, da ar-
maco, gneros e dividas constante da
mesma, as 11 horas em ponto.
Un escravo.
A requerimento do herdeiro do fal-
lecido Joao Tavares Cordeiro e despa-
cho do Exm. Sr. Dr. juiz de orphaos,
o igente Hyppolito da Silva Cara leilo
de um escravo pardo : quarta-teira lo
do corrente as 11 horas em ponto no
seu armazem n. 55 da ra do Impe-
rador.
LEILO
Terca-feira 9 do corrente.
O agente Evaristo far leilo ao meio dia em
ponto no seu armazem n. 22 na ra do Vigario,
de 2 terrenos muito proprios para edificar, sen-
do um na Torre com 100 palmos de frente e300
de fundo muito porto do ro, e outro na estrada
de Joo de Barros com 400 de frenlo e 300 de
fundo, chaos proprios. Os pretendentes procu-
raro o mesmo agente para os informar a res-
peito.
Quarta-feira 10 do corrente.
Francisco Antonio de Menezes fara'
leilo por intervenco do agente Costa
Carvalho, de todos os trastes existentes
na sua loja da ra Nova n. 65, os quaes
sero entregues ao correr do martello,
visto querer ac*bar com a casa. Prin-
cipiara' as 11 horas em ponto.
LEILAO
De
Urna casa terrea.
Terca-feira 9 do corrente
s 10 h o ras e m p onto.
Antunes far leilo de urna casa terrea sita na
ra da Palma, edificada ha 3 para i annos, cora
2 salas, 5quartos, cositlha fora, quintal, cacimba
etc., em sen armazem ra do Imperador n. 73
LEILAO
Gommercial.
Terca-feira 9 do corrente.
Antunes far kilao authorisado pelo Exm. Sr.
Dr. juiz especial do commercio, a requerimento
dos depositarios da rnassa fallida de Joaquim
da'Costa Maia, da parfe da olarii dos Remedios
c do casa o terreno no mesmo lugar, assim como
das fazendas e dividasj perlifcenlos a dita massa
o que ludo ser vendi a dinhero ou a prazo
sob propostas em dita loja na ra Nova n. 42, as
11 horas em ponto.
1
\visos diversos.
Prcrisa-se de urna sma que tenha muito e
bom leito : na ra da Imperatriz n. 23 ou 26,
loja.
Ama de leite vinda do mato.
No paleo do Paraizo taberna n. 16, que bota
o oito pira a ra da Florentina se diz quem a
tem.
Precisa-se de um caixeiro para cobranga
nesta praca, e que dG fiador: a tratar na praca
da Independencia ns. 13 e 15.
Avisos martimos.
Segu em poneos dias o palhabote nacional
Dous Amigos por ter sua carga quasi comple-
ta ; para o reslo que anda podo receber, trata-
se com seu consignatario Francisco L. O. Azeve-
do, ra da Madre de Dos n 12.
raja
Prezidio de Fernando.
Sahe at o dia 12 do correte a barca brasileira
At.evlda; quem nella pretender carregar ou ir
de passagem, dirija-se ao capito Claudino Jos
Raposo, na pra$a do commercio.
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB A IIIRFC (10 DE l- hlBV
Este hotelcollocado no centro de urna das capitaes importantes da Europa, torna-sede grande
valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons coramodos e confortavel. Sua posicao
urna das melhores da cidade, por se achar nao s prximo s estar8es de caminhos de ferro, da
Allemanhae Franga, como por ter a dous minutos de si, todos os theatrose diverlimentos; e,
alm disso, os mdicos precos convidam
No hotel hasempre pessoas especiaos, fallando o francez.allemo, flamengo, inglez e por-
luguez, para acompanhar as touristas, qur em suas excurs5es na cidade, qur no reino, qur
emfim para toda a Europa, por precos que nunca excedem de 8 a 10 francos (3200 4900O.)
por dia.
Durante o aspado de oito a Jez mezes, ahi residiram os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
rao, e seu filhoo Dr. Pedro Augustoda Silva Ferrao, ( de Portugal) a os Drs. Felippe Lopes
Netto, Manoel de Figueira Faria, edesembargador Pontes Visgueiro ( do Brasil, ) e muilas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os precos de todo o servico, por dia, regulara de 10 a 12 francos (455o00 49500.)
No hotel encontrara-se informales exactas acerca de tudoque pode precisar um eslrangeiro.


DIARIO DE PERJNAMBUCO. SEGUNDA FEIRA 8 DE OUTUBRO DE 1860
Aluga-sc uui sobrado Silo na povoaro fio
Montolro, o qual lem com modos para grande fa-
milia, ussim como cocheira o estribarla paraca-
vallos; a tratar com Manoel Alvos Guerra, na
ra do Trapiche n. 14, primeio andar.
Precisa-se de uro caiieiro que tonha prali-
ca de negocio de taberna, o que d Qador a sua
couducla : da ra nova de Santa Rita n. 65.
Quem tiver um sitio perto ou
lon casa de vivenda, arvores defructo e fi-
que prximo ao baaho salgado, tempe-
rado ou doce, e o queira ah jar dii i-
ji-se ao largo do Terco casa terrea nu-
mero 33.
Hotel Trovador.
Una larga
do Rosario n. 44.
As pessoas que recorrerem a este hotel encon-
trarte boa comrnodidade para una ooilo, das e
meces, conforme Ihesconvier, encontrarse lana-
bem a qualquer hora do dia o noite lanche e ca-
fe. O dono do respectivo hotel se obriga a dar
comida para fra as pessoas, que quizerem, as-
segurando todo o asseio. Tudo por preco com-
modo.
Na ra do Trapiche n. 9, armazem de as-
sucar, sacca-se sobre Lisboa e Porto.
Aluga-se a loja do sobrado n 28 da ladel-
ri de S. Pedro Velho em Olinda : a tratar na ra
da Cadeia Velha do Recife, escriplorio n. 56, de
Leal & Irmaos.
Aff
Fugio do engenho Novo, do Cabo, no dia 1."
de selembro, o escravo crioulo denome Joaqnim,
idade 25 anuos, pouen mais ou menos, estatura
regular, cor bastante fula, csi coru urna perna
en.cb.ada por urna (erdioha, consta que tomou a
direceo do Recife pelo caminhode ferro, e des-
conlii-se que esleja por Fra do Portas, ou pelos
arrabaldes da cidade, fisto que j foi encontrado
por outros no largo do arsenal de marinha quera
o apprehender, dirija-se ao referido engenho a
entrega-lo a seu proprielario Antero Vieira da
Cu ti lia, ou a ra de Apollo n. 32, primeiro an-
dar, escriplorio do Antonio Jorge Guerra, que
ser recompensado.
Deseja-se fallar com o Sr. Altino
Rodrigues Pimenta, a negocio que o
mesmo nao ignora : na ra Velha n. 33.
No dia 9, ao meio dia, no palco da matriz,
na loja da casa da ra do Cabnh u. 18, so ha de
arrematar o estabelecimento de molhados per-
tencente ao ausente Jos Garca do Espirito Sanio
Aluga-se
SOCIEDADE BANCMUA
Amorim, Fragoso Santos
Sao covidados os senhores socios cemmandi-
tarios a recebor o primeiro dividendo relativo ao
semestre findo em 31 de agosto do correnle.
Ensino de msica.
Offerece-se para leccionar o solfejo.como tam-
bera a locar varios instrumentos ; dando as li-
ces das 7 horas as 9 liada noite: a tratar na ra
da Roda n. 50.
Aluga-se um sitio rouito perto da praca,
com cooimodos para grande familia : a tratar na
ra da Cruz n. 51, armazem.
Gravador e dou-
rador.
Grava-se e doura-se em marmore lellras pro- f
prias para calacumba ou tmulo a 100 rs. cada >*
urna, o aonunciante aprsenla seus trabalhosl^
nos tmulos dos lllms. Srs. Vires, Dr. Aguiar,; -y
Guerra, Tassoe em oulros mais ra da Caixa
d'Agua n. 52.
Retratos
em cartes de visita como se
usa em Pars. Os 100 por
25)
o segundo andar na ra da Penha n. 29 ; a tratar
no mesmo.
C. E. Robcrts, subdita ingleza, retira-se pa-
ra Inglaterra, levando dous meninos e urna
criada.
Aluga-se urna casa terrea no bairro da Roa-
Vista, pagando-se bom aluguel; quem a livor,
dirija-se padaria do Sr. Costa, na ra da Im-
pcralriz.
Precisa-sede urna senhora honesta, porra
que nao tenha Qlhos, para fazer companhia era
urna casa de pouca familia; quem quizer, diri-
ja-se a roa de S. Bom Jess das Crioulas, casi
numero 17.
Arrematou-se a casa da ra da Scnzala Ve-
lha n. 118 cora terreno at ao caes do Brum : se
alguem se achar prejudicado annuncio por este
(Diario nestes Ires dias.
Ha urna pessoa de idado de 15 a lOannos,
natural do Cear, que so deseja arraujar em
qualquer estabelecimento, e d fiador a sua con-
ducta : quem a pretender, dirija-se a ra da Ca-
deia do Xecie n. 55, primeiro andar.
Aluga'se urna prela moca para todo servico
interno de urna casa de familia : na ra da l'raia
n. 47, segnndo andar.
Aluga-se um sitio na estrada do Monteiro,
lado da sombra, com 8 quartos, cozinha e ca-
cimba com bomba, e ni ni; is arvoredos de frue-
tos, e ludo murado : a fallar na rna do Colle-
gio, hoje do Imperador, segundo andar n 42.
Tendo no dia 3 do correnle ido um menino
de nomo Jo.o Paulo da Rosa Cecilio, de idade 14
para 15 annos, para o estudo, cujo mestre o
Sr. padre Joaiiuira Nunes, e quando sahio do es-
tudo ao meio dia nao foi para casa do seu pai,
julga-se que tenha sido seduzido por alguma pes-
soa ; assim pede-se a todas as pessoas que te-
nhara noticia delle que faeam o favor de o levar
para casa do seu pai, ou de 1 he participir em F-
ra do Portas n. 95, pois se pagar a despeza que
facam cora elle, e se lha fica summaraente agra-
decido ; o qual levou chapeo de massa pardo j
usado, sobrecasaca prela e calca parda.
Justino Gomes Villar vai cidade da Para-
liiba do Norte, na povoaco de Tacuara, a Iratar
de seus negocios e de ontros.
Arreuda-so um silio com casa de vivenda,
baixa para plantar capim, e commodo para oito
bois, prefere-se o mais perto da praca : quem
tiver annuncie.
Aluga-se urna cocheira : quera (ver, din-
ja-se ao pateo do Carmo n. 5, segundo andar.
Magdaleua Bruccioni retira-se para o Rio
de Janeiro.
A pessoa da ra Velha n. 33, que annun-
eiou no Diario de hontem desejar fallar com o
Sr. Altino Rodrigues Pimenta declara que nego-
cio algura tem com o mesmo senhor, o que por
um engao fui que tal annuncio sahio com o no-
mo do mesmo senhor, quando nao era elle a pes-
soa que se deseja fallar, e sim oulra pessoa ; de-
clara, pois, para que alguem nao julgue ser al-
guma chamada para pagamento de divida como
se costuma fazer, o que por esquecimento da ly-
pographia foi que ainda sahio a segunda vez, com
riuanlo eu j livesse declarado.
Roga-se a pessoa que achou ura embrulho
conlendo urna baixa e ura diploma da campanha
de Ituenos-Avres, leva-Ios ra do Caldeirciro
n. 5, pois a pessoa que os perdeu tem muila
necessidade delles.
O abaixo assignado respondo ao annuncio
publicado no Liberal de 6 do correnle, nao em
altenco a essas senhoras, por quaulo nao sabem
o que dizem e assignam de cruz o que Ibes apr-
senla algum esperlalho guella ; mas m consi-
deracao ao respeilavel publico e a seu crdito,
com a publicacn do escripto de doacao infra exa-
rado, feilo a niulher do mesmo abaixo assignado.
Manoel Fortunato de Oliveira Mello
Antonio Jos Ferreira Guimares vai ao
Rio de Janeiro.
Lava-so o engoma-se com muita perfeice
por menos preco de que em outra qualquer paite
na ra dos Pires n. 13.
Pela eecliva entrega das chaves do Trapi-
ehc Ramos que felizmente rcalisei a 30 de se-
tnmbro p. p. ao Sr. Prxedes da Silva Gusmo,
desonerado assim desse pesado fardo, curre-me
o dever de agradecer ao mesmo Sr. Prxedes a
maneira cavalhejra com quo se houve para co-
ntigo desde 1852 at 31 de dezembro de 1858:
K rio menos reconhecido ou aos Srs. Nascimen-
to & Lemos, Joaquim Martinho da Cruz Correia,
Joaquim Pereira Arantes, Joao Baplista dos San-
tos Lobo, Joaquim Candido da Cruz Siqueira,
Joaquim Moreira Guerrido, Francisco Jos de
Oliveira Rodrigues Francisco Jos da Costa Ribeiro,
e ao raeu especial amigo Jos Cordeiro do Reg
Poules pelos obsequios recebidos dos raesmos
Srs. dignem-se pois os meus amigos : acceitar o
meu humilde voto da reconhecimento egratido.
Jos Maria Fernandes Thotnaz.
Precisa-se de pequeo que tenha 2 a 3 an-
nos de pratica de pharmacia : a tratar no pateo
de S. Pedro n. 6.
Joao Cavalcanti de Albuquerque, morador
na cidade da Victoria, faz scienie ao respeilavel
publico, que coohecendo o encontr que ha de
oulros muilos de igual nome, que apparecem em
todos os pontos desta provincia, rezolve alterar
sou nome que de hora em diante se assignar
Joao Cavalcanti do Hollanda Chacom.
Gollegio de Bem-Fica,
O collcgio do Bem-Fica precisa de urna pessoa
com as qualdade3 precisas para prefoito do mes-
rao estabelecimenlo.
Frederico J. Corbett
para Inglaterra.
subdito britnico vai
K o retrato o mais econmico que se pode ob-
ler e o mais proprio para dar de mimo aos p-
renles e amios, pudendo ser remettido comino- I
damente dentro de urna carta. Esles retratos,
nao obstante suas pequeas dimcnses, repre-
sentan! a pessoa de figura inteira com o maior
apuro nos detalhes, sao a mais propria recordado !
de todas as pessoas que nos sao gratas. Reunidos
em colleccao podero servir para formar um ele-
gante lbum dedicado a amisade. Tiram-se lodos
os dias e com qualquer tempo, no instituto pho-
tographico de Stahl & C. Retratos de S. M. o
Imperador, ra da Imoeratriz.
jtMu-iji dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker,
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Jobnston & ra da Scnzala Nova n. 52
i Dentista de Paris. 1
15Ra Nova15 g
o Frederico Gautier, cirurgiao dentista,S
fg faz todas as operacoe da suaarte e col-*
g locadenles artificiaos, tudo com a upej
ftj rioridade e perfeirao que as pessoasen-x-
* tendidas Ihe reconhecero. *
ffi Tem agua e pos dentifricios ele.
Altenco.
o
No 3obrado da ra Direila n. 33, do um andar
defronte da padaria do Sr. Jos Luiz, faz-se do-
ces seceos e do calda do diversas qualidades ;
tambera preparam-se bandeijas de bollinlios de
arraaeao e rasos, ornados do melhor gosto que
for possivel ; fazem-se doces de ovos, pao-de-ls
enfeiados cora allinins o mesmo quem quizer
alfinins como bem llores, coroas, coracoes, tam-
bem se ananjam comidas diarias para alguma
pessoa particular, o fazera-se pastis de nala, ar-
roz de leile e jeleias de sustancia.
O abaixo assignado faz scieute ao respeila-
vel publico, que deixou de ser caixeiro dos Srs.
L. Franca & C. desde o dia lu do correnle, por te-
rera dissolvido a sociedade que gyrava sob essa fir-
ma, mesmo abaixo assignado agradece cordial-
menle o bom tratamenlo que recebeu dosmesmos
senhores e as maneiras obsequiosas cora que se
dignaram trtalo, durante tres aunse um mez
que lo i seu caixeiro. Recife 5 do outubro de 1860.
Joo Ferreira Loureiro.
Jos Luiz de Uacedo Cavalcanti deixou de
ser caixeiro dos Srs. Lclellicr A; C. desde o dia 3
de oulubro do correnle anno, o agradece aos
mesmos Srs. o bom tratamenlo e coufianca
que Ihe deram durante 4 annos quo foi seu cai-
xeiro.
Quem tiver urna escrava para alugar, quei-
ra annunriar por este jornal ou diiigir-se oo
largo do arsenal de marinha n. 6; na mesm.i
casa precisa-se tambera de urna ama para o ser-
vico de casa de pouca familia.
O abaixo assignado faz scientc a todos os
senhares devedores nesla praca, que tem nomea-
do por seu procurador ao Sr.'Caetano Mendes da
Cunha Azevedo, para cobrar suas dividas e com
quem se deverao entender. Recife 4 de outubro
do 1860.J. G. Malveira.
Offerece-se urna ama para o servico inter-
no de urna casa de pouca familia : quem "precisar
dirija-se ao sobrado do pateo do Carmo n. 7
primeiro andar, que achara com quem tralar.
Joao Carlos de Lemos vai ao Cear e du-
rante a sua ausencia deixa por seus procuradores
em 1. lugar ao Sr. Francisco Alvos de Pinho. e
em 2.ao Sr. Manoel Jos de Aguiar.
Lemos ou copiamos do Jornal do Commercio
de Lisboa, de 9 de agosto do correnle anno, n.
20>8, o seguinle annuncio :
Esto saldadas as coutas do Antonio Jos de
Magalhaes Basto, para com seu fillio Antonio
Jos de Magalhaes Baslo Jnior, por motivo de
sua legitima.
Lisboa 6 de agoslo do 1860.
Antonio J. de M. Baslo.
A. J. de M. Basto Jnior.
Prova de reconhecimento
Dores na espadoa do lado
esquerdo.
Soffrendo eu por longo tempo urnas dores so-
gre a espadoa do lado esquerdo, sem que livesse
melhoras rom alguns remedios que fiz, recorr
alinal s chapas medicinaes do Sr. Ricardo Kirk,
escriplorio na ra do Parto n. 119, e applican-
do-as sobre o lugar em que soffria, iquei per-
feitamente bom em 30 dias ; e em prova de re-
conhecimento para com o mesmo senhor, faco a
presente declaracao.
Jos Joajuim da Cunha.
Ra da Assembla n. 1.
(Consultas lodos os dias, das 9 horas da ma-
nhaa s 2 da tarde.)
COMIMHIA
ALLIANCE,
stabeecida m Londres
. iifj) 6)1 mu.
CAPITAL
Cinco mil no es de libras
stev vinas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprietarios de
casas, e a quera mais convier, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia para ef-
fecluar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
cobertos de lelha, e igualmente sobre osobjeclos
que contiverem os mesmos edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazendas de qualquer
qualidado.
A reunio da associaco dos Caixeiros Bri-
tnicos tora lugar na livraria ingleza na terca-
feira 9 de outubro as quatro horas e meia de
tarde.
John N. Sharp Hon. Sec.
Malheus Nunes, subdito portuguez, retira-
se para o Rio de Janeiro.
Na ra de Santa Rita n. 76 d-se dinheiro
ajurossobre penhores de ouro eprata.
Francisco Ignacio TinoucodeSouza, vai ao
Aracaty.
- Precisa-se de um caixeiro que te-
nha pratica de negocio : na padaria da
ra Direila n. i.
Teica-feira 9 do correnle linda a
audiencia do lllm. Sr. Dr. juiz dos or-
phosera' arrrematado a renda an-
imal do sobrado n. 40 da ruado Tra-
piche, a requeritnento dos menores li-
lhosdo inado Jos Francisco Mamede
de Almeida, a ultima praca.
As pessoas que pretenderem fal-
lar ao conselheiro Jos liento da Cu-1
nha e Figueiredo poderao procura-lo
na ra do Impertdor n. 57, primeiro
andar, das 11 hora; da manliaa at as i
2 da tarde.
Saca-se para Lisboa e Porto no'
escriptorio deCarvalho, Nogueira & C.!
ra do Vigario n. 9, primeiro andar.
i.TTt-JTTTTTTTTTTTTTT't
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Caignoux, dentista, ra das La-
rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e
"7 p dentifico.
XlXAi.Ai.AAAi AaAAAAAAAAAAAX
Atienc".
O cirurgiao Joaquim Jos Alvcs do Albuquer-
que, encarregado da enfermara de marinha des-
ta provincia, lem mudado seu escriplorio para o
primeiro andar da casa n. 32, na ra da Cruz,
onde pode ser procurado a qualquer hora do dia,
ou na referida enfermara, assim como na casa
de sua residencia (Passagem da Magdalena) ; d
consullas gratis aos pobres, e presta-so a diffe-
rentes oporaces de sua profissao.
Vaccina publica.
Transmissao do fluido de.'braco a braco, as
quintas e domingos, no torreo da alfandega, e
nos sabbados ate s 11 horas da manhaa, na re-
sidencia do commissario vaccinador, segundo an-
dar do sobrado da ra estreila do Rosario n. 30.
Altenco.l
Cocheira nova.
Na Boa-Vista becco do Tambi n. 11, |B
alugaru-se cavoos bonitos e gordos com *
arreios novse tmibem recebem-se ca- fk
vallos de tralo c ludo por menos preco que em outra qualquer parle. jr
O Dr. Cosme de Sa' Pereira da' M
consultas medicas em seu escrip- ^
torio.no bairro do Recite, ra 8
da Cruz n. 53, todos os dias,me- S
nos nos domingos, desde as 6 s|
horas ateas 10 da manhOa, so- |f
breos leguintet pontos g
i." Molestias di odos ;
2.* Molestias de corceo e de 'm
peito ; ^
3.- Molestias dos orgaos da ge- ^
racao c do anu ;
4." Criticara' toda c qualquer p
operacao que julgar conve-
mente para o restabelecimen- ^|
to dos seus doentes.
O examedaspessoiifqueo con- ^
sultarem sera' feito indistincta- ^
mente, e na ordem de suas en- M
tradas, fazendo excepcao os doen- ^
tes de olhos, ou aquelles que por *l
motivo justo obtiveiem hora
marcada para este fim.
DOS
Doiitores Ramos e Seve
Sita em Santo Amaro.
Este estabelecimento contina debiixo da ad-
ministracao dos proprietarios a receber doentes
de qualquer natureza on calhegoria que seja.
O zelo e cuidado all empregados para o
prompto restabelecnnenlodos doentes, peral-
mente conhecido.
Quem se quizer ulilisar pode dirigir-se s ca-
sas dos proprietarios, ambos moradores na ra
Nova, ou cnlcnder-se com o regente no estabe-
lecimento.
A diaria para os escravos de 2$500, o para
oslivies de 3?)200 ou 4*000, porm em certos
casos pode liaver algum abalimento.
As operares sero previamente ajustadas
Um moco com pralica de escriplorio e es-
cripia por partidas dobradas se offerece para cai-
xeiro ; quem pretender falle ao Sr. FigueirOa ou
deixe caila.
Furto!
Ao amanhecer do dia 8 de setembro prximo
passado, furlaram do silio do Sr. Tenorio, nos
Remedios, dous cavallos do urna cavallaria do
Sobral, que alli eslavam pastando, sendo um
castanho bem aberlo do boixo, com um pequeo
mar de besla na cava da cauda, ura pedrez in-
teiro, bem aborto de cima, e com a mauha de
levantar a pata quando se quer ver os denles:
roga-se a apprehenso dos dilos illustrada po-
lica, e qualquer particular, pelo que se gratifi-
ca cora 5000 rs. a quem os levar no paleo do
Terco n. 27, segundo andar, o seu dono
Jos Pereira do Ces.
Rila dos Anjos I.enlhier tondo scieniia que
Francisco Elias Ferreira Ofmio trata de procurar
venda de um terreno sito na ra do Lima, ae
Santo Amaro, freguezia da Boa-Vista, avisa ao
publico que elle nao pode vender dito terreno
por se achar penhorado por execucao de senien-
ca que Ihe move pelo juizo municipal da segun-
da varo, escrivao Cunha, e assim quem o com-
prar perder o seu dinheiro, e s haver com a
aununciaiite. pois faz este annuncio, para nao
se chamarem a ignorancia. Recife 4 de outu-
bro de 1860.
Azevedo & Mendes tcem para vender em
seu armazem, no largo da assembla, n. 9, algo-
dao da Bahia,proprio para roupa de escravo e sac-
eos de assucar, vinho do Pono superior em ca-
xas do urna a duas duzias, c cera de car-
nauba.
Altenco.
*
Precisa-se alugor um sobrado de um andar ou
de dous, em bom estado, com quintal, nos bair-
ros da Boa-Vista ou Santo Antonio : quem o ti-
ver, dirija-se a ra do Crespo n. 25.
Na ra da Cadeia n. 24 desoja-se fallar com
os senhores :
Rallazar Jos dos Reis.
Domingos Caldas Pires Ferreira.
Firmino Antonio da Silva.
Marcelino de Souza Pereira de Brilo.
Joaquim Clemente de I.emos Duarlc.
Joao Rodrigues Cordeiro.
Cielo da Cosa Campello.
Antonio de Albuquerque Maranho.
Cnsul lorio especial homconathico, ra
de Sanio Amaro (luido Noto) b.6.
0 Dr. Sabino O. L. Pinho, de volta de sua via-
gem a Europa, d consullas lodos os dias uleis
desde as 10 horas al meio dia ; visitas aos do-
micilios de meio dia em dianle ; e em caso de
necessidade em qualquer hora. As senhoras de
parlo e os doentes de molestia aguda que nao li-
verem anda lomado remedio algum allopalliico
on homeopalhico serao attondidos de prefe-
rencia
CASA
COMMISSAO
DE
DE
ESCRAVOS
A. W, Osborn retratista americano annuncie
ao respeilavel publico desla cidade que elle aca-
ba d receber dos F.stndos-Unidos da America,
um explendido sorlimenlo de molduras redondas
douradas de todas as dimenses, caixas para re-
tratos fazenja muito fina, assim tomo recebeu
um bello sorlimento de casolelas de ouro e alfi-
netes de dito obra prima expressamente para re-
tratos. A. W. Osborn aproveita esta aprazivel
opporlunidadc- para informar ae publico que elle
est resolvido a dar liccoes da sua arleem todos
os seus ramos, assim cmo lera para vender um
completo sortimenlo chimico e outros aparatos
proprio para as pessoas que professam a sua arle.
Mr Osborn tambem lira retratos em carios de
visita e em papel do escripia por preco muito
razoavel: na ra do Imperador primeiro andar
com bandeira.
Roga-se ao Sr. Antonio Jos da Cunha Gui-
mares que dirija-so a ra larga do Rosario n.
38, a negocio que o mesmo senhor no ignora ;
espera-se at o dia 4 de outubro.
Aluga-se urna casa na ilha do Reliro, cuja
fica ao lado da ponte da Passagem ; tem 5 quar-
tos, cozinha fra. 2 salas, banho ao p da pona,
o aluguel convida, pois barato, e o lugar ex-
cellenle para passar a festa : a iratar com Luiz
Manoel Rodrigues Valonea junto a fabrica do gaz.
mwammm mwem mmvmu
DENTISTA
Ra larga do Rosario n. 20
segunde andar.
Nesta casa recebem-se escravos para serem
vendidos porcommisso por conta de seus se-
uhores. Alianca-seo bom tratamenlo.assimeorao
as diligencias possiveis para que os mesmos se-
jam vendidos com promplidao afim de seus se-
nhores au solTrerem empate na venda delles.
Nesta casa ha sempre para vender escravos do
differenles dades do ambosossexos.com habili-
dades o sem ellas.
Attenco.
Q Sr. Joaquim Antonio de Araujo Souza nao
pode retirar-se para fra da provincia, sem se
entender na ra e3treita do Rosario n. 11. Faz-se
o presente annuncio para nao chamar-se igno-
lancia.
O Sr. Dr. Fulgencio Infante de Albuqueroue
Mello, queira tera bondade de apparocer ns loja
da ra doQueimado n. 10.
Precisa-se do um menino do 14 a 15
annos de idado para caixei.o de taberna : na ra
Direila n. 72.
Aluga-se um armazem cora bastantes cora-
raodos, bota os fundos para a ra dos Tanoeiros :
a tratar no paleo de S Pedro n. 6.
ALUGA-SE
o Io andar de ura sobrado em urna das princi-
paes ras da freguezia de Santo Antonio ; quem
pretender procuro no pateo do Carmo n. 9, pri-
meiro andar.
O abaixo assignado, morador e estabelecido
em S. Vicente, faz scienie ao respeilavel corpo
de commercio e a lodos os seus amigos em parti-
cular, que de hoje em diante se assignar Anto-
nio Manoel Silva de Marroquns, por haver outros
de igual nomo do abaixo assignado.
Antonio Manoel da Silva.
Alugnm-se duas casas terreas para passar a
festa, em Tijipi, com commodos suficientes para
fatniiia : a iratar em Tijipi cora Manoel Lopes
dos Reis.
Aluga-se nina casa terrea pintada de novo
com 2 salas, 6 quartos, cozinha fra e copiar, si-
ta na ra Iraeprial ; a tratar na mesma ra com
Joaquim Luiz dos Santos Villa-Verde.
Aluga-se o sitio em que mora o Sr John
Galis, situado na estrada que fica atraz do silio
do Sr. comroendador Accioli ; para ver dirija-se
ao dito sitio o para arrendar, falla-se com a pro-
pria dona a Sra. Deluna Maria Filippa Lima, na
sua residencia, logo passaudo a pooleziaha que
vai para a Magdalena.
PERNAMBIICO.
3-Rua estrella do Rosario-3
Francisco Pinto Ozorio continua a col-
locar denles artificiaos tanto por meio
de molas como pela pressao do ar, nao
recebe paga alguma sem quo as obras
nao fiquem a vontade de seus donos
tem pozes eoulras preparacoes as mais
acreditadas para conser.'acau da bocea
Mmtmmm $?si&3 anmswS
Precisa-so de um feitor para tomar sentido
de um sitio e que cnlenda de plantacflo ; na ra
da Cruz n 4.
O Dr. Manoel E. Rogo Valenca pode ser
procurado para o exercicio de sua profissao de
medico: na ra da Cruz n. 21, segundo andar.
#@@ @3@@!J3 &@@@
a> I). Antonia Maria de Sant'Anna, nao @
m podendo por outro meio provar o seu re-
conhecimento pela coadjuvscao que Ihe {{
prestaran os Srs. socios e concurrentes da
@) Associacode Soccorros Mutuos e Lenta @
Emancipacao dos Captivos, a alforria do @
sua cria menor semi-branca Maria Norbor- {
la, com a quantw de 2008 metade de seu @
valor, visto romo fez de sua espontanea g
vontado cessiio dos outros 2008 em favor
da a arromada, o faz por este meio pro- @
teslendo-lhes o mais sincero reconheci- g
jsj menlo e extrema gralido. *t
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra de Apollo n. 30 : a tratar no armazem do
mesmo.
K0
Assignatura de banhos frios, momos, de choque ou cliuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,......) 105000
30 canoes paraos ditos banhos tomados em qualquer lempo...... 155000
15 Dilos dito dito dito ...... 8000
7 >i ...... 4#000
Banhosavulsos, aromticos, silgados esulphurososaosprecos annunciados.
Esta reducr5o de presos facilitar ao respeilavel publico ogozo'das vantagens que resultara
da frequencia de um esiabelecimento de urna utilidadeinconlesiavel.mas que infelizmente nao
oslando em nosso hbitos, ainda pouco conhecida e apreciada.

Sebastopol,
Avsa-se ao respeilavel publico que domingo
7, abre-se um nova casa de pasto na ra do
Imperador n. 15, aondo se pode encontrar os bel-
los petiscos a qualquer hora do dia feitos por nm
hbil cozinheira, assim como mao de vacca logo
as tres horas de manhaa, e todos os dias das 6
horas em diania papa de araruta c tapioca, e for-
nere-se comedjrias mais barato qire em outra
parte,
Candido Pereira de Lemos, convida a lo-
dos os seus amigos e collegas do Piauhy e Ma-
ranho para ouvirem urna missa dere7Ui'n, por
alma da Exma. Sra. D. Ignacia Antonia Lus
tosa, s 6 1/2 lloras da manhaa, do dia terca-fei-
ra 9 do corrent, na igreja do convento deNossa
Senhora do Carmo desta cidade.
Offerece-se um menino para caixeiro do
loja de fazendas, por ter alguma platica, ou para
outra qualquer arruraaeo, pois est ha pouco
nesla provincia: quem pretender dirija-se
ruado Encantamento n. II.
Guilherme Bouche, Hamburguez, vai para
o Rio de Janeiro.
Augusto C. de Abreu sa-
ca sobre Portugal.
APPi'OYACiO E AliTOSUSACO
DA
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPATICAS
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem ncommodo.
AS CHAPAS MEDICINAES sao muito conheeidas no Rio de-Ianeiro e em todas as provincias
dosle imperio ha mais de 22 anuos, c so afamadas, pelas boas curas que se tem obtido as enfer-
maras abaixo escripias, o que se prova com innmeros alteslados que exislem de oessois cioa-
zeso do distinecoes. '
Com esUsCHAPAS-ELKCTRO-MAGNBTiCAS-EPiSPASTiCAS obtem-se urna cura radical e infallivel
em lodos os casos de intlammarao (caiisn.-o ou falla de respiraco), sejam internas ou externa^
romo do ligado, bofes, esloroago. baco. rins, uteru, peilo, palpitaco de coraco, cardanl.i' olhos"
erysipelas. jheumatismo, paralysia e lodas as allecces, nervosas, ele etc. 'igualmente ara as
dilferentes especies de tumores, como lobinhos, escrfulas etc.. seja qual fdr o seu lamanho o nro-
fundeza, por meio da suppuracao serao radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconsejado or
habis e distinctos facultativos. '"
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escriplo, tendo todo o cuidado de
fazer as necessanas explicarles, se as chapas sao para homom. senhora ou crianr-a declarando a
molestia em que parte do corpo existe, se na cabeca, pescoco, braco, coxa. perna ou trunco
do corpo, declarando a circunferencia e sendo inchaces, feridas'ou ulceras o mol Je' do seu (a
manho em um pedaco de papel c a declaracao onde exislem. alim de que as chapas oo^am ser
bem applicadas no seu lugar. "'
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil-
As chapas sero acompanhadas das competentes eiplicaces c larabera de lodos os acressn.
nos para atollocaijao deltas.
que se
Consultas todas as pessoas que a dignarem honrar cora a sua confianca. em seu escrintorio
achara aberlo lodos os das, sem excepcao, das 9 horas da manhaa s 2 da tarde
119
rto ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
urna loja com armacao envornisada propria para
qualquer negocio, por preco razoavel : na ra
Nova n. 61.
Kalkmann limaos & C. avisam ao
respeitavel corpo do commercio que
foram nomeados agentes nesta praca da
companhia de seguros maiitimos de
Hatoburgo.
OITerecem-so costureiras para toda aquali-
dadede costura : na traversa da Concordia n. H6.
Jos Joaquim Anaslario tdz scienie ao res-
peilavel corpo do commercio que o Sr. Justino
francisco Junqueira, deixou de ser seu caixeiro
desde o dia 2 do correnle mez Recife 5 de ou-
tubro de 1860.
Aluga-se urna escrava cosinheira eengom-
mdaeira : na ra Nova n. 29.
Jos Antonio da Silva Jnior, Portuguez,
vai a Macei.
en
ILices de piano!
i e canlo,
W Tobias Pieri artista italiano da compa- S
^ nhia lyrica tendo acabado o contrato com ^
^ o Sr. Mariuangeh, pretendo dedicar-seao a
^ ensino de piano e de canto, as pessoas e 3?
|g os pas de familias que quizerem ulilisar- s*
Xjp se como seu presumo poden procura-lo 3
g na ra do S. Isabel n. 9 para tratar com ^F
o mesmo, quesera mu razoavel nos seus a}>
ajustes j
wmmm mmm mmmmm
Digoeu abaixo assignado que entre os mais
bens que possuo de mansa e pacifica posse, e
bem assim urna molequinha de nome Genoveva,
de idade de 8 annos, ilha de miuha escrava Joa-
quina, crioula, cuja molequinha, de minha livre
e exponlanea vontade a do como doado lenho
minha neta Rosa Candida de Alhayde Figueiredo
pela quanlia do 350, em cuja quanlia e doacao
ser allendida na terca dos meus bens podendo
a dita minha neta desde j tomar posse da refe-
rida molequinha.
E para constar passei o prsenle de minha le-
tra e signal, no qual me assigno cora as tesle-
munhas Rufino Rodrigues da Silva e Antonio Pi-
nheiro da Palma.
Rio Formoso, 21 de Janeiro de 1818.Antonio
Joaquina de Figueiredo.Como testemunha, Ru-
fino Rodrigues da Silva.Antonio Pinheiro da
Palma.
Incorreu na multa de avaliaco, que arbitro
em 10 por cenlo por niio ter sido sellado no de-
vido tempo.
Recebedoria de Pernambuco, 22 de maio de
1860.No impedimento do administrador, o es-
crivao, Amaral.
Numero 72.Despachada para o Rio de Janeiro.
Ia secgSo do consulado provincial, 8 de agosto
de 1860.O escriplurario, Machado.
Estara o signte das armas imperiaes.
Numero 11*.35JO00.Rivalidado.Pagoo
S&5 rs. por nao ter sellado em lempo competen-
te. Recife 22 de maio de 1860.Franca.Car-
valho.
E mais se nao continha em dito papel 1e doa-
cao que me foi apresentado para exlrahir em pu-
blica forma do proprio original ao qual me re-
porio, e vai assfgnada a presente na verdidesem
cousa que duvida faca, conferida.concertada, subs-
cripta en o publico e raso seguintes de que uso nes-
la cidade do Recife de Pernamhuco, aos 4 dias do
mez de oulubro de 1860Subscrevo e assigno,
em publico e raso seguinles de quo uso.F.m
testemunlio da verdade. O tabelliao publico,
Francisco Baplista de Almeida
O Sr. Joao Martins da Luz que annunciou
no dia 3 do correnle nao o encarregado da
casa do Sr. Joseph Grnjon, o dito annunciante
anda nao tendo se retirado, prerisa-Se-lhe fallar
em rasa do Sr. Jos Pradine, ra dos Ouarleis,
ou na ofiicina de Jos Grojam, para saber
quem .
Atlencao.
O abaixo assignado pede ao Sr. Justino Fran-
cisco de Assis que venha tirar o seu carro, que
j osla prompto, na officina de ferreiro do Sr.
Grojon e ao mesmo lempo pagar o novo e ve-
lho concert quo importa em 110-3. o nao vindo
tirar al a dala deste, pagar o aluguel de 6s por
mez. Recife 8 de outubro de 1860.Joao Martins
da l.uz.
O Sr. Francisco Ferreira Gomes de Mene-
zestem urna caria vinda do Para : na ra do Vi-
gario n. 8, armazem.
C ompras.
Compram-se
dous consolos de mogno com pedra marmore
branco, gosio Luiz XV, novos e com pouco uso :
quem tiver, dirija-se a ra do Crespo n.4, loja.
Compra-se o diccionario Constancio era
meio uso : quem tiver e quizer vender, dirja-se
praca da Independencia n. 7.
Compra-se urna casa terrea que tenha bom
quintal e porlo : na ra da Caixa d'Agua n. 52.
Compram-se escravos de ambos os sexos
de 12 a 25 annos para se exportar para o Rio de
Janeiro, lendo boas figuras e sadios, paga-se
bem : quem levar ou inculcar na ra Direila n.
66, escriptorio de Francisco Malhias Pereira da
Costa, receber 20gde gralificacao.
- Compra-se moedas de ouro bra-
sileiras e portuguezas : em casa de
Ark\vight& C-, ra da Cruz n. 61.
Compra-so um violo velho em bom esta-
o : na ra do Passcio Publico n. 13.
Vendas.
Vendo-so banha em latas a 480 rs. a libra
naberna da ra das Cruzes n. 6.


I
(O)
DIARIO DE PERHaMBUCO. SEGUNDA FE1RA 8 r>t QUTBRO DE 1860.

Glieguem ao barato.
Leicer. Irmo, na ra da Cadeia do Recito n.
48. vendem chita francesa, cores llxus, a 240, 260
e 380 rs. o covado, dilas estrellas, cores flxas, a
200 rs., pecas do madapelo com 20 varas a
39200. -ig. 4200, 4J500, 4o800 e 5500, e muito
nu a7j, pecas de brelanha de rolo com 10 varas
a 2 de seda de peso para meninos a 2.,-500 o par, lu-
vas de Camurga para montaa a 2s500, toalhas
de linho para mesa a 3#, meias cruas injrlezas
nimio superiores para nomem, merino verde e
cor de caf com 6 palmos do largura a tg o cova-
do, bandos do crina a 1200, corles de cassa chi-
ta de lindos desenlies e cores lixas a 29100. brim
trancado de linho lodo prelo, fazenda muilo su-
perior e que nao disbola a 2 a vara, panoosde
mesa a 4, chapelinas modernas pira- senhora,
paletots do alpaca a 5$, corles do calca de case-
mira de algodo a 19280, ditos de casemira a 49,
ditos de maia caseiuua a 29, musselin* branca
muilo fina a 300 rs. o covado, sabonetas ingleses
multo superiores a I96OO a libra, brim trancado
branco de linho mullo lino a 1$500. a vara, lar-
laiana branca e de cores, pegas de cambraii lisa
com 12 varas a 4$8*t0, ditas transparente com 10
varas a 2J6J0, 39. 496O e 6jj, cuberas de chita
de lindos desenos a 29, la de quadros para
vestidos a 500 rs. o covado, c onlras muitas fa-
zendas queserendem por barato prego, e a ludo
se dar amostras com penhor.
Vende-se urna .mulata 011 aluga-se: na ra
d 1 Seozala Velha n. 136, entrando pelo bccco
do capim.
S A distincta corpo*n'*Srt
acadmica.
Recebeu-se charutos em magos de fu- J
w mo batano, fabricados no Rio'de Janeiro 9
W a 69 rs. na
Loja de mar more.
C-; Recebeu-se novo sorliraento de vesli- 9
5 dos de soda de cores, ultimo gasto na (j
Loja de marmore.
^ ;-;;e 3 8 $?.&::;
Recebea-se ovo tortimenta de ves ti- *
dos de phnnlha ia, ultimo gusto na 9
Loja ^Ic marmore. g
Keccbeu-se novo sorliraento de vestidos fj
0:0 bramos de cambraia bordados, ultinco gos-
. lo na &
Loja de marmore. g
:'." :^;$i? >& &#I
(J) Recebeu-se novo sorlimenlo de maule- @
:, Ules, capas, ronds de velludo, grosdena- Vi
. pies, lil e cambraia, ultimo goslo na 3
Loja de marmore.
; :: $$999$ $$$$
Recebeu-se "ovo sorlimento de cha- J;j
Sj| peosdepalha d'lialia e de seda para se- 9
$ uhoras d 1 9
Luja de marmore. g
9 Recebeu-se novo sorlimenlo de sedas 9
9 '"" peQa, para vender a covado, de todas
as cores, lisos e lavrados
Loja de marmore.
.'> Recebeu-se novo sorlimento de vesli- @
;_) dos prelos, ultimo gosto na VC
Vende-se
um carrinho de 4 rodas e com 4 assenlos, para 1
o 2cavallos, coro arreios someule para um, todo
novo : na ra Nova, cocheira n. 54.
Vende-se urna boa casa terrea cm chaos
proprios, na ra de Santo Amaro q. 12 : trata-so
na ra do Crespo n. 14.
Sebo e graixa.
Se u coadoe graixa em bexigas: no armazem
ue lasso lrinos, no caes de Apollo
CAL DE LISBOA,
nova e muilo beni acondicionada : na ra da Ca-
deia do Recifen. 38, primeiro andar.
LOJA DO VAPOR-
Grande e variado sorlimento de calcado fran-
cez, roupa feita, miudezas finas e perfumaras,
ludo por menos do que em outras partes: na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
'adas para engenho
Fundico de ferro e broiize
ranos
DE
Cheguem ao barato
O Preguicest queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pecas de bielanha de rolo com 10 varas a
23?, casemira escura infestada propria paracal-
g.i, collete e palilots a 9G0 rs. o covado, cambraia
organdy de muilo boro, gosto a 480 rs. a vara, I
dilaliza transparente muito fina a 39, 4??, 55, i
e 69 a peca, dita lapada, com IO varas a 53? e
63? a peca, chitas largas de molernos o escomidos
jiadres a 240, 200 e 280 rs. o covado, riquis- i
simos chales de merino estampado a 70 e 83?,
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 95 cadi um, dilos com urna s pal-
ma, muilo linos a 89500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 59, lencos de cassa com barra a
100, 120 e 160 c ida um, meias muilo finas pa-
ra senhora a 43? a duzia, lilas de boa qualidado
a 33? e 39500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, para cobertt a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglesas a 59900 a poca, e a 10 rs.
o covado, brim branco do puro linho a 19,
15200 e I3?C00 a vara, dilo proto muilo encor-
padoa 13?500 a vara, brilhantina azula 400, rs.
o covado, alpacas de dilTcrenles cores a 3GO rs. o
covado, cesemiras prelas finas a 29500, 3'J e
35500 o covado, cambria preta o desalieos a
500 rs. a vara, e oiilrasuiuitas fazendas que se
far palenle ao comprador, e de todas se daro
amostras com penhr.
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sorlimento de
tachas de ferro fundido, assiiu
comose faz econcerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, na praea do Corpo Santo n. 11,
alguus pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem couhecidos e acreditados fa-
bricantes i. Broadwood ASons de Londres.
oiuito proprios oara este clima.
Em casa de N. O. Bicber & Successorcs, ra
da Cruz n. 4, vende-se :
Champanha marca Petra & C urna das mais
acreditadas marcas, raui conhecidas no Rio de Ja-
neiro.
Vinho xerez em barris, cognac em barris e
caixas.
Vinagre branco e tinto em bariis.
llrilhantes de varias dimensoes.
Eiher sulfrico.
Gemina lacre clara.
Lonas, brinzos e bros.
Ac de Milao
Ferro da .Suecia.
Algodo da Bhia.
9999:9 99999999*
LUSTRO PARA VENDER. 9
Em casa de E. Laurneo, ra da cadeia @
n. 59 existe um lustre para igreja 011 para
meta sala, com 18 luzes a velas, a peca @
9
GRANDE SOttTMENT
UB
Jfa
i
m
,-:-;
lazendase obras feilas.1
NA
joja e armazem
DE
KfcMEDIO INUUMPAKAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde individuos de todas as naces po-
deui lestemunhar as virtudes deste remedio iu-
comparavei e provar em caso necessano, que,
peo uso que dellelizeram tem seu corpo e mem-
orusinteirameutesosdepois de haveremprega-
do intilmente outros traiamentos. Cada pesoa
poder-se-haconvencerdessascura maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relata^
todos os dias ha muitos anuos ; e a maior part-
della sao lo sor prndenles que admiran; 0-
medteo mais celebres. Quantas pessoas recos
braram com este soberano remedio o uso descu-
bramos e pernas, depoisde ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viain soffrer a
amputacol Dellas ha muitas que havendb dei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao
submellerem essa operaco dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desso
preciosoremedio. Algunias das taes pesaos na
enfusao de seu reconhecimento declararam es-
te resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisaulenii-
carem sualiriualiva.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
tivesse bastante conlianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
raentratato quenecessitasse a natureza domti,
cujo resultado seria prova rincouleslavelmente:
Ouetudocura.
O ua;;aento e til, mais partieu-
larmenie nos seguales casos.
Na ra do Queimad) n.
46, frente amarella.
Sorlimento completo de sobrecasuca de
panno prelo o de cor a 259, 253, 303 e
359, casacas a 285. 309 e353. palilots dos
rn:.is bonita e mais rica que tem viudo oes- 3g sesmos pannos 208 223 e 253 ditos *
Foges econmi-
cos, 1
Foges econmicos americanos, os melhores:
que tem viudo ao merend, nao s por co/.inha-
rem om rnetade do lempo de qualquer ouiro,
como por nao gaslarem urna terca parle da lenha;
eslao-se vendendo por melade do seu valor,
approveilar a occasiao. Garanle-se a boa quali-
dade e bom Iravado dos mesmus : vende-se na
fundico da ra do Brum n. 28, loja de ferragens
da ra da Cadeia do Recife n. Gi.

Loja de marmore.


^tmmtmmm'sm
9999 99%>%!@'$'$9%:$
-.;> Recebeu-se novosoiiimenlo do bournus @
;; para sahida de ihealro, c para passeio na J
Loja de marmore.
. ySi 'fS'wr'iKl ^sS <*?3 *.v aS3 s^tl &%&. '%
L'v Recobeu-SO um cmplelo e vanail 9
5 sorlimenlo em cores, de franjas, grades, p
irancinhas e lilas para enfeiles de vesli-
lijos, ullimo goslo na ia
'--de
Loja e marm(
Recebeu-se novo sorlimenlo de
i gado para senhora na
Loja de marmore.
;^ Ileceb'u-sn novo sorlimenlo de
jp feiles para genhora, ultimo goslo na
Loja de marmore.
833B&SH 9a8is ms&mn
jg Recebeu-se novo sorlimenfo de ves- (S
~/>S tidos de tailataua brancos bordados ni ngj
Loja de marmore.
j3 Reeebeu-ss novo sorlimento de india- St
as brancas para vestidos liso3, fazen-
J| da especial na
-
Loja de marmore.


.
i
n
Recebeu-se noo sorlimento de bra-
Vy colotes de sndalo na
Loja de marmore.
Recebou-se novo sorlimenlo de
ques de sndalo na
Loja de marmore.
Recebeu-se bonitus gres de l.yon para t*
?$ vestido, fazenda ao covado, nova na
m Loja iie marmore. ab
Re".ebu-se novo sorlimento de so- *f*
! calcado de Melis na "
5| Loja de marmore.
mmmmm mxiimwmm*
llec,beu-se novo suitimenlo de cha- sSJ?
pos de castor preto e branco e de sede na %i>
Lojai de marmore. 8
Di ,s9 vS& 5w9 slWo *!ev e??? oksS^SSw^E
Ra do Crespo
loja n. 25, de Joaquim Fcrreira do Si, vendom-
se por precos baralissimos para acabar; corles
de seda para vestido cora algum mofo a 8jj, rou-
pes de seda feito a 15g, luvas arrendadas para
senhora a 100 rs. o par, corles de barege de la
com babadosa5ji casas de cores Unas a 240 o
covado, chita larga a 200 rs., caiaveques de cam-
braia bordados a 5}. capas de fu9lito entalladas
a 53. perneadores do cambraia bordados a 03,
babados bordados a 320 a vara, riscado trancez
muilo lim a 160, sobrecasacas dn panno lino a
259, paletots do panno prelo t de cores a 18, 20
c 223, dilos de casemira de cores a 16j, dilos de
alpaca pre'os e de cores de 4 a 89, dilos de brim
branco c de cores de 4 a 63, calcas de casemira
pela o de cores para todos os precos, gollmhas
de iraspasso a 2S500 camisinhas bordadas a
2$500, manguitos bordados a 29, chitas francezas
com lustre propria para roupes e coberla a 320,
osguiao de linho mullo fino a 1920O, calcas de
brim branco e de cores de 2 a ij, bramante de
linho com 5 palmos de largura n 900 rs a-vara,
damasco de la com 9 palmen de largura a 2g o
covado, pecas de madapoln (no a 4500, chapeos
do fellro Garibaldi a 58500. camisas braneis o
do cores de lg500 a 39, velbulioa prela superior a
400 rs.. corles de brim de linho a 19500, meias
cruas para homem a 100 rs. o par, e outras mul-
las fazendas por menos do seu valor para fechar
coritas.
__ Vendem-se duas carrocas grandes de duas
rodas, toda de sicupira, muito segura, de supe-
rior, ferrager, e proprias para engenhos, por
rommodo, trabalha com urna o mais juntas de
bois, serve para lodo e qualquer Irabalho, e se
d por um preco muito em conla : quem as pre-
tender, dirija-se ao palco do Terco, defronto do
D. 40, segundo andar.
Neste armazem de molhados con
linua-se a vender os seguintns gneros abaixo mencianados de superiores qualidades e mais barato
do quec-m outra quilquer parte, porserem a maior parle delles recebidos em direitura por couta
dos proprielarios.
Velas de spcvmacetc
emeaixicora 25 libras por 1a rclalho a60rs. a libra.
Manteiga para tempero
porfeilamenle cm bom oslado vende-se em barril a lO rs. c a retalho a 200 rs. a libro;
Manteiga ingleza e Vraueeza
perfelamenle flora mais nova que lera viudo ao mercado de 500 a 800 rs. a libra cm barril
se far algum abatimeolo.
Queijos Vamengos
muilo novos recentemenle chegados no ultimo vapor da Europa de 1J700 a 39 ea vista do gasto
que o freguez lizer se far mais algum abatimeulo.
Qaeijo prato
os mais novos que existem no morcado a 19 a libra, em porco so far abalimento.
A.meixas raueezas
em latas de 1 112 libra por lgSOOrs., e em campoteiras de vidro contendo cada urna 3 libra
por 39000.
Mustarda mgleza e eaaccia
em frascos a 640 rs. e em potes franceza a 800 rs cada um.
Yerdadeiros figos de eomadre
m caixinhas d 8 libras elegantemente enfeitadas oroprias para mimo a 1J600 rs.
BolaCiainUa ingleza
a mais nova que ha no mercado a 240 rs. a libra e em barrica com 1 arroba por 4J.
Votes vidrados
dla 8 libras proprias para manleiga ou outro imlquer liquido de 400 a 19000 rs. cada um.
Xmendoas confeitadas proprias para sortes
de S loao
alga libra e cm frasquinhos, contendo 1 1[2 libra po? 29.
C\\ preto, \\ysou e perola
o melhores que ha neste mercadode 19600,29e 29500 a libra.
Macas em caixinuas de 8 libras
contendo cada urna dilTcrenles qualidades a 4f60O.
Patitos de deutes VicViados
em mollios cjm 20 mneinhos cada um por 200 rs
Tijoto t'rancez
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas iuglezas e rancezas
em latas e em frascos de dilTerentes qualidades
Presuutos, caour cas epaios
o mais novo que ha neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
Latas de bolacUiaua de soda
de dilTerentes lualidades a 19600 era porco se far algum abaliment
Tambera vendem-80 os seguintes gneros ludo recentemenle che^ado e de uperio-
res (ualidades, presuntos 480 rs. a libra, chourica muilo nova.marmeladado mais afamado fa"
bricantede Lisboa, maca de tomate,pora secca,pas3s,fruetasemcalda, amendoas nozes frascos
com amendoascobertas .onleites, paslilhasde variasqualidades.vinagrebraoco Bordeaiix'pronrio
ira conservas, charutos dos melhores fabrican les de S. Flix, macas de todas as qualidades "om-
a muito lina, ervilhas francezas,champagne das mais lereditadas marcas cerveias de dilas"
lermacetebarato.licoresfrancezesrauilo linos, marrasquino de zara, azeitedce purificado azei-'
tonas muilo novas, banha de porco refinada e outros muito gneros que encontrarlo tendentes a
molhados,porisso proraetlem os (iroprielarios venderem por muilo menos do que outroqualquer
promelera mais tambera servirem aquellas pessoas que mandarem poroutras poufio praticas como
/i ssi-.m pessoalmente ; rogaralambem a todos os sanhore de engenho e senhores lavradores
queiram mandarsuas eucoramendas no armazem Progresso aue se lhes affianca a boa aualidadee
o acondicionamento
casemira de cor a 163 e '89,. ditos sac- ^
9 eos das mesmas casemiras modelo inglez 5S
15 casemira fina a 109, 12^149 c 153, ditos f|
X saceos de alpaca prelo a 4$, dilos sobre SW
5S fino de alpaca a 79. 89e99, dilos de me- "i ri selim a 10, ditos de merino cord'io JJK
^ a l(l! e 12J, ditos de sarja preta trancada
$3 saceos a 6J. ditos sobrecasacos di mes- j
* ma razenda a 89, ditos de Custo de cor e jg
@ branco a 49. 4J500 e 5g, colletes de ca- ^S
1 sennra de cor e prelo a 59 e 69, ditos de ^*
J2 merinrt prelo para luto a 49 e 59, ditos JS
lj de velludo prelo de cor a99e 109, ditos f
de gorgurao de seda a 59 e 69, dilos de ^
9 brim branco o de cor a 295UH e 39, calcas *|
s de casemira do cor e prelo a 7$. 8J5, 99 fe
^ e 109, dilas para menino a 63 e 79, dilas iJS
jg de merino de cordao pira nomem a 5g o \$
<* 69, ditas de brim branco a 53 o 69, ditas i
^ dild de cor a 39, 39500, 4) i> 59, o de ^|
& todas estas obras temos um grande sor- X
^ tmenlo para menino de lodos os tama- fij|
1 nhos ; camisas inglezas a 369 "* duzia. Na j
^ inesma loja ha paletots de panno prelo I
fjt para mi'nino a 1 15) e I69. dilos de oj
casemira para os mesmos pelo mesmo ^
R preco, dilos de alpaca saceos a 3j e 3
B 3$50, dilos sobrecasacos a 59 e 6 para 2
* os mesmos, calcas de brim a 29500, 39 o Q
^ 3s500, paletots saceos de casemira do cor y
1f-. a li j e 79, loalhas de linho a 800 e \t ca- %
*g da urna. f>
Ib No mesmo estabelecimento manda-se afe
*J apromptar todas as qualidades de obras jj*
|g tendentes a roupas feitas.em poucos das, .Jf
^ quo para esse lira temos numero suf- j
^ Qcienle de peritos otTicUes de alfaialcs &
m rgidos por um hbil mostr de seme- ^
^5 lhanto arte, flcando os donos do estabe- |g
-b lecimento respousaveis pelas mesmas iak
^ obras at n sua enlrega. -f
Vende-se urna prela recolhida com urna cra
sendo o motivo da venda a mesma cria ; cosinlia
en?nmma, cose e tem todas as mais ha-
bilidades al s-r boa enfermeira : na ra da Im-
peralriz n. 9, segundo andar.
Vendem-se carros do 4 rodas cora bois
mansos, proprios para carregar gneros da al-
fandega ou assucar da estrada de ferro e trapi-
ches ; na ra de Apollo, armazem n. 38.
Expsito de metaos.
E' chegado a esla loja do Vianna, um rquissi-
mo sorlimenlo do meiaes de todos os gneros do
mais bonito que se pode enconlrar, todo a emia-
caode prata ; na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Caf a \apor.
lliquissimo sorlimenlo de marhiuasde fazer ca-
f a vapor, approvados na ultima exposigao de
Paris ; na ra Nova n. 20 loja do Vianna.
Bombas de Japy.
Fiquissimo sorlimenlo de bombas de japy' de
lodos os lamanhos, as melhores quo se tem appro-
vadoem lodo o mundo, pela facilidade que d a
lirar-se agua ; na ra Nova 11. 20, loja do Vian-
na.
Camas de ferro.
Ilquisssimo sorlimento do camas de ferro com
onas, e para cnlxao por preco comraodo ; na-rua
Nova 11. 20, loja do Vianna.
Vende-se na ra da Cadeia do Recife n. 56.
loja de ferragens, o seguinte, por preco muito
commodo :
Travs de fundo de looro o de qualidades.
3 canoas do carreiras grandes e pequenas.
i mastros para barcaca grandes e pequeos.
2 folhas para eiicoUaniento de barcaca.
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial,
junio a fabrica de sabao, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande porc.lo de folhas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto nreco de 140 rs. a libra
Alporcas
Caimbras
Callos.
anee res.
Cortaduras.
Uores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermedades da cu
em geral.
Ditas doanus.
Erupcoes e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Frialdade ou falla de
calor ms extremida-
des .
ieir as.
Gengiva escaldadas,
chacee s
Inflauraaco dofigado.
tnllanimacao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peilos.
de o 1 hos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Trcmorde ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulagdos.
Veias torcidas ou noda-
das aspernas.
V---------------- o--------- ------
ende-se este ungento no estabecimento
geralde Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
eucarregadas de sua venda em toda a Americc
do snl.iavana e llespanha.
ende-so a80O rs., cada bocetinha contm
urna instruccao em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O ieposito geral em casa do Sr. Soum,
pharraaceutico, na ra da Crun. 22, em l'er-
nambu.io.
Ven le-se um terreno com 105 palmos de
frente e 300 de fundo, ludo aterrado e com 50
palmos de caes j feilos, muito proprio para nol-
is se estabelecer refinaces, padarias ou fabrica
de qualquer nature/.a, na ra do llrum. barro do
Recifo, junto a [aorica da fundcao de ferro, lu-
gir designado para taes aSlabelecimentos, cujo
terreno so vende, por junto ou em lotes de 30
palmos cala um : na ra do Apollo, armazem
numero 38.
45- Ra Direita4
i
1

pu-
po I'
9#00
(i$()00
C$500
a)oco
C|0(0
CCC()
5^(J0O
o?5C
25
5^000
Relogios
pa
ma
sp
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peilos paracamigas,
Riscoutos
Emcasade Arkwight & C, ruada
Cruz n. 61.
ARMAZEM DE ROUPA FEITA
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Botica,
Casacas de panno preto a 30, 35 e 40f000
Sobrecasacas de dito dilo a 353000
Paletots de panno pretos c de cores a
20-J, 25, 308 e 358000
Ditos de casomira de cores a 158 o 229000
Ditos do casemira de cores a 78 e 124010
Dilos de alpaca preta golla de velludo a 12g000
Ditos de merino selim preto e de cor
a 8 e 90O0
Ditos de alpaca de cores a 3500 e 5009
Dilos de alpaca preta a 38500, 5. 7 e 9000
Ditos de brim de cores a 3*50O,450O e 5&000
Dilos de bramante de linho brancos a
4*500 e 6000
Calcjasiiecasemira prota e de cores a
9, 10$ e 12000
Ditas de princeza e alpaca de cordao
relos a 5g000
Ditas de brim branco e de cores s 2500,
4J500 e 50O0
Ditas de ;anga de cores a 8fOno
Ditas de casemira a 58500
Colleles do velludo decores muilofuoa
Dilos de casemira bordados e lisos ire-
tos e de cores a 5, 5S500 e
Ditos de selim preto a
Ditos de casemira a
Ditos de seda branca a 5$ c
Dilos de gorgurao de seda a 5$ e
Ditos do fusto brancos de cores iSf e
Ditos de brim branco e de cores a 9 e
Seroulas de linho a
Ditas de algodo a 1^600 c
Camisas de palto de fusto brancase de
cores a 2.300e
Ditas de peito e Dunhos de liuho muilo
finas inglezas a duzia
Ditas de madapolo brancas e de cores
a1800, 2 o
Ditas de meia a la o
Relog'os de miro patenteo orisnnlaes
Ditos (te prata galvanisados a 25| e
Obras de ouro, adereces, pulceiras e ro-
setas
10#000
fooon
58000
8$6O0
6*00
60()0
39500
2g500
2500
29000
29500
35J000
25500
1S600
%
309000
Birtholomeu Francisco de Souza, ra larga do
Rosario n. 36, vende-se os seguintes medica-
mentos :
Robl'AITectcur.
Pillas contra sezSes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Brlslol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarupe do Bosque.
Pillas aoiericanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pillas do dilo.
Ellixir anli-asmathico.
Vidrosde bocea larga com rolhas, de 2 oncas
e 12 libros.
Assim como tem um grande sorlimento de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
Vendem-se libras sterlinas, em
casa de N. O. Bieber & C. : ra da Crir
n. *.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: emeasa deS. P. Jo-
ihnston & C. ra daSenxalan. 42.
Vende-se a superior cerveja a 29 a caada,
e a 320 a garrafa, carne do serlao do Scrid a 400
rs. a libra o 119 a arroba, espermacete americano
fino a 1$ a libra, o lambern de 8 em libra, pro-
prio para carro : defronte da matriz da Boa-Vis-
ta n. 88.
Vende-seem casa de Johnston Pater & C, ra
do Vigario n. 3, um bellosortimenlo de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambem urna
variedade de bonitos t rancelins para os mesmos.
Espirito k vinho com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, chegado da Europa, a garrafas ou as ca-
andas na ra larga do Rosario n. 36.
Ra daSenzala Nova n. 42
Vende-seemcasade S.P. Jonhston & C.va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhes in-
glezas, candeeiros e casticaes bronzeados.l o-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montana, arreios paracarro de um e dous:aval-
os e reloios d'ouro patente infileze
Rival sesu secundo.
Na ra do Quaimado n. 55, defronle do sobra-
do novo, loja de miudezas de Jos de Azevedo
Maia e Silva, ha para vender os seguinjes artigos
abaixo declarados :
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Sapatos de tranca de algodo a 19-
Canas de alilnetes finos a 100 rs.
Kspelhos de columnas madeira branca, a
1S40.
Phosphoroscom caixa de folha a 120 rs.
frascos de raacassi perola a 200 rs.
Duzia de facas e garfos muilo finos a 39500.
Clcheles em cartu de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de colchetes balidos a 60 rs.
Caixas de obreias muilo novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Dilo dilo para fazer cabello corredio a 800 rs.
Sapatos de 13a par enancas e 200 rs.
Pares de meias para meninas a 240.
Pares (te luvas de fio de Escocia a 320,
Massos de grampas muilo boas a 40 rs.
Agulheiros de marflra a 160 rs.
Ca niveles da aparar penas a 100 rs.
Gravatasde seda muito fin;>s a 600 rs.
Tesouras para costura muito finas a 500 rs.
Ditas para unhas a 500 rs.
Pegas de franja de laa com 10 varas a 18.
Pegas de tranca de la com l'J varas a 500 rs.
l-'eiilho para enfeitar vestido (pega) 19-
Linhas Pedro V, cartaocora 200 jardas, a 60 rs.
Ditas dito com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para deutes muilo finas a 200 rs.
Pares de meias decores para homem muito fi-
nas a 140.
Cordao imperial (pecas) 40 rs.
Grammalica ingle-
za de Ollendorf.
Novo methodnpara aprender a lr,
a escrever e a fallaringlez em 6 mezes,
obra integramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruccao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
iegio) n. 37, segundo andar.
Este estabelecimento oierece ao
buco um bello e rico tortimenta
presos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes.....lOflOGO
Ditos aristocrticos......9^000
Burzeguins moscovia (prova de
fogo e d'agua........
Ditos democrticos......
Meio borzeguins patente. .
Sapa toes nobleza.......
Ditos infantes.....,
Ditos de bnha (o Ii2 bateras).
Ditos fragata (sola dupla). .
Sapatos de salto (do tem). .
Ditos de petimetre......
Ditos bailarinos. ,......
Ditos impermeaveis......
Senhora.
Borzeguins primeir classe(sal-
to de quebrar).......
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). ,..... 4j800
Ditos todos de merino (salto
dengoso).........40GO
Meninos e meninas.
Sapatoes de iorca. ...... 4#GC0
Ditos de arranca........5gb00
Boizeguins resistencia 4$ e 5/>80O
Pateo de S. Pedro n. C, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
Vende-se neste novo eslabelecimenlo sarros
com fnrolo de Lisboa, fariuha de mandioca, nii-
Iho, feijao muhiinho e preto, toroma de mandio-
ca, arroz de casca e dilo do Maranho de supe-
rior qualidade, doce da casca da goiaba, vinho do
Perto em garrafa do mclhor que podo baver no
mercado, manteiga ingleza e franceza, hanha de
porco emlaias, bolochinhas de soda de todas as
qualidades, cerveja preta e branca da ir.elhor
marca, queijos fiarnengos frsenos, conservas in-
glezas e os mais gneros que se vendera por menos
preco do que se vende em outra qualquer porte.
Cambraia organ-
dysa360o covado.
Vende-so na roa do Crespo, loja n. 8, de qna
tro portas, cembraia franceza organdys a 360
covado, para acabar urna factura ; assim com "
boas chitas francezas a 240 e 300 rs., fazenda dn
lindos padroes e cores ixas : dao- se maostra.0
SYSTEMA MEDICO DK HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Esteinesiiuiave especifico, composto inuira-
mentede horras medicinaos, nao conw m n.en li-
rio, nem algum a outra substancia delectera He
nigno amis tenra infancia, e a conipleice mais
delicada igualmente promplo o sequo para
desarreigar. o mal na compleicomais robusta;
inteiramenteinnocente cm Buasoperacdes e el-
fetos; pois busca e remore as doenva/dc qual-
quer especie e grao Dor mais antigs e tenazas
que-seam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio,muas que j eslavam as ponas da
morte, preservando em son uso: com-ef uirara
recobrar a saude e forras, depois de haver tenta-
do intilmente todos osouiros remedios
Asmaisafflictasnao dev en. enlreg; r-.-r ade-
sesperacao ; facam um competente ei sa o dos
efficazeseffeitofl destaassombrosn medu-ina,
prestesrecuperarao o beneficio da saude
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidodo:
Felre de toda a espolio
Colla.
Ilcmorrhoidos.
Hydropesia.
Ictericia.
Iridipesioos.
Inflariiniacr?.
Irregularidades de
mrnslruocao.
Conibrigas de toda es-
pecie.
Mal ue Pedra.
Marchas na culis.
Obstrurco de ventre.
Phlhisira nu COmiun p-
to mlnirnar.
Relencio de (urina.
nheiinialismo.
Svm plomas setunda los.
Tumores.
Tico doloroso.
L'lcprns.
Venreo (mal).
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Arelas (mal de).
Asthma.
Clicas
Coiivulscs.
Debilidade ou extenua-
co.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
:ousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no venlrc.
Enfei midades no venlre
Dilas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosas,
intermitente.
Vendem-se estas
geral de Londres n
eobertos e descobertos, pequeos e grandes ,dp
ouro patente inglez, para homem a senhora.
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
ivndospelo ultimo paquete inglez : em casad*
oSuthall Mellor & C.
Loja das seis portas em
frente do Livramento.
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonilos goslos a 200 rs. o co-
vado, dilas eslreitas a imitaco de laazinhas a
ICO rs., cassas de salpicos brancas e de cores a
200 rs. o covado, pecas de esguiao de algodo
muito fino a 3$ a pega, dilas de bretanha de rolo
com 10 vaias a 2$. riscadinho de linho a 160 rs.
o corado, chales do merm estampados a i%.
lencos brancos com borra de cor a 120 rs., dilos
con bico a 200 rs., algodo monstro de duas lar-
guras o melhor que possivel a 640 rs. a vara,
mussulfna encarnada a 240 o rovado, fil de li-
nho preto bastante largo. A loja est aberla al as
9 horas da noile.
punios no eslobelerin enlo
224, Sirand, e na lojo de
todos os boticarios droguistas e oulras pessoas
enearregidas de sua venda em toda a Amciica
doSul, Havana e llespanha.
Vendem-se s bocrlinhas a 800 rs. rada urna
dellas, ronlem urna inslrucrao em jiortupucz pa-
ra explicar o modo de se usar drsias pilulas.
O deposito gpral em casa de Sr. Soum phar-
meceutico, na ra da Cruz n. 22, em Pernam-
buco
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conherido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a
verdade-ira polasss da nussia nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra, ludo por precos niai ralos do que em
outra qualquer parle.
Loja das seis portas em
frente do Livramento.
Roupa feita barata.
Palelots de casemira escura a 4J, dilos de al-
paca preta a 4 e 5, comisas brancas e de coree
a 2, dilas de fusto a 2*500, ceroulos ruuito Ti-
nas a 1^600 e 2, paletots e brim pardo a 3$,
caigas de casemira prelas e de cores, paletots de
panno preto, sobrecasacas, colletes de casemira
prela, Olios de velludo pretoe de cores, um cm-
plelo sorlimenlo de roupa feila.
Vendem-se
saceos de milho novo vindos de Fernando muilo
grandes, por preco commodo : na ra Nova nu-
mero 61.
Livro religioso.
Contendo : o modo utilissimo para so resar a
cora serephico ; a noticia histrica da nova me-
dalha, e observacOes sobre rs indulgencias appli-
cados medalha chamada milagrosa ; a corle re-
osle ; bendito Sania Cruz : noveno e versos
mu gloriosa Senhora Sinl'Anna; novena,oiirio,
salve e versos nossaMi Saniissima Senhora do
Carmo ; versos ao coraco de Maria ; versos
Santa Lima ; drsma sacro de Santo Antonio, com
dons sermaos ; versos ao mesmo santo; tersos
ao glorioso S. Joo Baptista, com Isdainha ; ador-
nado do muitas estampas e ricos vinhdas e mul-
to bem encadernado : pelo diminuto preco de
1600 rs. cada um : na ra da Imperador nu-
mero 15.
Vende-se urna casa terrea na ra da Alo-
gria n. 26 : a tratar na ra do Queimado u. 52.
S


J)1-Bi^JjJ'Z!^^l^^Z_^N0A FEIRA g E QliTliBRQ PE '860.
FABRIC*
DE
mmium i muw& u igtm.
Sita na ra Imperial o 118 el 20 jutoa fabrica desabo.
DE
Sebaslio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
"Neste esiabelecimeiito ha sempre promptos alambiques de cobre de ditlerentesdimencoes
de 300 a 3 OO) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios continos
para resillar o destilar espirilos com graduacao at 40 graos (pela graduaco de Sellon Carlier) dos
oielhoressystemas boje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do imporio, bombas
de todas as dimencoes, asperantes e de repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, torneiras
le hfooze deiodas asdiruencoese feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronzee
ierro para rodas d'agua,portas paraforuallias ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
is dimencoes para encmenlos, camasde ferro com armaco e sem ella, fugoes de ferro potaveis e
econmicos, taclias e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo em tensle barra, zinco em lenco! e barra, lsnces e
irroellasde cobre, lences de ferro a lato, ferro suecia ingles de todas as dimenses, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e oulros muitosartigos por menos preco do que em outra qualquer
parte, desempernando se toda t
e para conimodidade dos freguez
__ _____W... ., 'tt I.,!, Aa i
na ra Nova u. 37 loja de
e qualquer encommenda com presteza e perfeico j couheeida
izes que se dignaren) honrarem-nos com a sua coiiianra, acha-
erragens pessoa habilitada oara tomar nota das encoimendas.
ROM."
Seus propietarios oflerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em gera 1, toda
ualquer obra manufacturada era seu reconhecido estabelecimento a saber: machinasde vapor de
lodos os tamanhos, rodas d'agua para engenhos todas de ferro oupara cubos de madeira, moen-
ias e meias muendas, tachas de ferro batido e fundido de lodos os lmannos, guindastes, gu-
enos e bombas, rodas, rodles, aguilhes e boceas para fornallia, machinas para amassar man-
Jiocae para descarocar algodao, prencas para mandioca e oleo dericini, portos gradara, co-
I .runas e mohnos de vento, arados, cultiva loaes, ponles, '-aldeiras e lauques, boias, alvarengas.
bules e todas as obras de machinismo. Exocuta-se qualquer obra seja qual fr sua uatureza pelos
d^smhos ou moldes que para tal lim foremapresentados. Kecebem-se encommendas neste esta-
fa ileciraeuto na ra do Brura n. 28 A e na ra do Collegio hoje do Imperador n. 65moradia do cai-
i^iro do estabelecimento Jos Joaquim da Costa l'ereira, com quem os Dretendentes se podem
entender para cjualquer obra.
---------CURAL-----------------------------
Vende-se verdadeiro coral de rais a preco
rauito commodo, e rnais muitas miudezas e rap
de varias qualidades, tanto a retalho como em
libras : na ra larga do Rosario passaudo a bo-
tica asegunda loja de miudezas u. 38.
Vinlio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann lrmaos&C, ra da
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux. Tem as seguintes qualidades :
De Brandenburg frres.
St. Estph.
St. Julien.
Mnrgaux.
Larose.
Chteau Loville.
Chtcau Margaux.
De Oldekop St. Julien.
St. Julien Mdoc.
Cliateau Loville.
Na niesma
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade fin
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca
As lucidores machinas de coser dos mais
afamados autores de Ncw-York, I.
M. Singer & C. e Wheeler & Wilson.
casa ha para
AtiiEtfcCW
MI
(1)
Va
FUNDIDO LOWMOW,
Rna da Senzala Nova n. 42.
Nesle estabelecimento continua ahaverum
coniapletosrlimentode moendas emeiasmoen-
dasparaeuJenho, machina de vapor e taixas
deferro batido ecoado.de todos os tamanhos
para
Libras sterlinas.
prelas a Ig.tomdaspara candieiros a lrs.o du-
zia, pecas de litas de liulio a (JO e 80 rs., cordas
para violo a 80 e 120 rs., trancas de linho para
Vende se no escriplorio de Manoel Ignacio de e"fei,es de vestidos a 900 rs. a* peca, pentes de
alizar, do baleia, a 240, calungas de diversas
qualidades a 120, 160, 200, 240, 280 e 460 rs.,
golinhas de corrhi para seuhora a 800 e 18, ca-
ivetes do urna folha a 100, escvas para denles
a 240 rs. snbo lino para barba a 80 e 320 rs
bicos linos linos a 40, 80 e 100 rs. a vara, meias
para senlioras a 320 rs. o par, linhas de miada
para corchia 20 is. a miada, ribique a 80 rs.
papel, obreias de maca a 80 rs. a caixa, vlsporas
Bichas.
Vendem-sc bichas recenlemente chogados,
rauito novas, por prern commodo ; em casa de
Joan Sou e C,a ra da Cruz u. 22, na botica
fianceza.
Telhado de zinco.
O telhado de zinco acjui usado as
companliias do gaz, e cauinlio de Ierro,
e urna das boas ntencdes modernas, el-i
lelaz-ae recommendavel pela grande ~,S sentlOres de Cllgenho.
duraeao, poucopeono ediieio, ^1^^^^^^^^^ VZ
acondicionamenlo, barateza do custo,} Augusia n. 60.
fcil conducoao etc etc., todos sabem Vende se na ra da Cruz
Oliveira & Filho, na praca do Corpo Santo.
Terrenos perto da
praca.
Caminho dos mnibus.
Os herdclros do commendador Antonio da Sil-
va vendem sua propriedado, no lugar da Casa ,
Forte, em sorles de Ierra a volitado dos compra- per" marca a 20 rs., tesouras a 100 rs.,
dores rom n nica reslriccao de nao lercm menos I L ka.!* Pa alar cabello a 160 rs., orlos de aro
de 30 palmos de frente, fundo designado pela dUUyH'lu rs-- pomada trauceza a 100 rs., tape-
respectiva plaa approvada pelas autoridades ... _para lnlerili,s a f^UO o par, loucus para me-
ronipetentes. o engenheiro Aniunio Feliciano
ltodrig.ies Selle o encsrregaoo das medicos
prensas, e pode ser procurado no mesmo sitio
ou na ra estreila do los: rio n. 30. lerceiro an-
a 1, caitas franrezas a 240 e 320, ditas portu-
guesas a 240 rs., lapis linos de cores a 160. li-
ll i'i.. na.. __. *...
dar, ou na praca da Boa-Vista, blica de Joaqun)
Ignacio Ribeiro Jnior : os pretndanles poden,
dirigir-se igualmente pora qualquer proposla ou
esclarecimeiito oo herdeiro I.. A. Dubourcu no
seu sillo na Capunga.
arraa-
que a duraeao do zinco e infinita prin- zem n H
cipalmente se se tiver acautela de dar Cera de carnauba a lOjj a arroba
RELGIOS.
Vnde-se em casa Je Saunders Brothers &
C. praca do Corpo Santo, relogios do afama
ti > iabricante Roskell, por precos comraodos
e umbem-auceilim e c.adeias paraos meamos
deexceellnte aosto
Na ra da Cadeia n. 21, vendem-se as se-
guintes tizendas, pormelade do seu valor, para
liquidaciio.
Bicos de seda br3ncos e prelos, de tojas as
arguras, rara a 160. 2i0, 400, HO o LjOOO.
Um completo sortimento de fraujas do seda e
de algodao.
Chales de touquim a 10, 15, 20 e 35jj.
Botes d*seda, velludo, de louca c de fustn
de qnalidades finas, duzia a 200, 400 o 600 rs.
Collarinhos bordados de 500 rs., 2$, 3 e 4.
liul eireios finos, pecas com 12 varas a lg.
Folhos bordados liras a 5"0, 1-5, 2. 3^500.
Cimisetas com manguitos a 3j>, 4, 5 e 63.
EnteiieS de flores a 6g.
Chapeos de seda para senhora a lOg.
Casarequea do velludo a 40 o 60g.
Ditos de seda a 25?.
Ditos de fusto a 8 e 12}.
Filas de seda e de lod.is as qualidades de 160
rs. a ljOO.
Ditas de velludo de 240 rs. a lg.
;-" Saoi .-iu.j*<3iI3 0La>iLj*aO:iLl* BmtC2iC2:<-
remedios
americanos.
i

8<
s
3
Seguro contra Fogo
COllPAIVfflIA
DORinaEBQ
LONDRES
AGENTES
\ J. Astley & Companhia.
Todas as casas de fam'lia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, ele, devem estar prevenidos
com esies remedios. Sao tres medicamentos con,
os quaes se cura eficazmente as nrincipaes mo-
lestias
Prompto alivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas d'ores
e cura os peiores casos de rlieumatismo, dor de
cabec,a, nevralgia, diarrlia, cmaras, clicas, bi-
lis, indigestao, crup, dores nos ossos, contusoes,
queimadura, erupces cutaueas, angina, reten-
co de ouiina, etc.. etc.
Solutivo renovador.
Cura lodosas enfermidades escrophulosas.chro-
r:icas esyp Mticas; resolve os depsitos de roaos
humores, purifica o sangue, renova o syslema;
prompto e radicalmente cura, escrophulas,vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores broncos, afeccoes do figado e rins,
erysipclas, abeessos e ulceras de todas as classes'
molestias d'olhos, difficuldade das regras das
niulhcres hipocondria, venreo, etc
Pilulas reguladoras de Rad-
Neste estabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
autores, mostram-se
uma mao de tinta do lado exposto ao
tempo, uma tellia de zinco com o peso
de 20 libras, cubre um esparo que pre-
cisara para tal lim 50 tellias de barro,
o espaco cobeito pela tclha de zinco nao
penetra o menor pingo de cliuva e a
facilidade de sua conducrao e tal que
a i umacarroca pode conduzir de urna s
Cl'SSf^S.SJ&li!! ^O tell^lDjpwoijOpn cobrir uma
samo-nos por sua boa grande casa, e o telhado de zinco muito
qualidade eseguranca: til principalmente para cobrir en/'e-
2 aTa"mmundofaCar1osS *- ^'^J *<** & ferrara.,
armazens de deposito etc., etc., em
sumnja quem quzer experimentar o te-
lhado de zinco, conhecera' sua grande
vantagem, este telhado vende se a l2
rs. por libra de 50 telbat para cima :
nos armazens de Paulo Jos iom'S e
Manoel Firmino Ferrci'-a rna da Con-
cordia arma/.em de materiaes.
em
saceos.
Sebo refinado du P01 toetncuixesa 1 i.
Oitoem barricas a 10^500.
Hito em velas caixotes de 1 arrobi
por 12
PiodaBahia em saceos p^rlibra 750ra.
I.eite i Irraaos ra da
Imperatnz n. 10, amigamente aterro da Boa-
'isla.
ivelas
para cintos de senhoras, o mllior que se pode
encentrar, e por prero mais commodo que em
outra qualquer parte, cliegaram pelo ultimo va-
por da Europa casa de J. Falque, ra do Cres-
po n. .
Vendem-sc duas rotulas para portas, em
perfeilo estado ; na ra eslreita do Bosario nu-
mero 4.
Vende-se nm caixo com formas o mais
perlencespara fabaicar velas de carnauba : na
praca de Pedro II n 6. lojo de livros.
Vende-se urna escrava da Cosa, quitando) -
ra, cozinha o diario de una casa, lava e eusoboa
bem, de idade 30 anuos, pouco mais ou menos,
na ra da Praia n. 25, Iravessa oo Carioca. Na'
raesmi C3sa se vende uma fabrica de fazer velas
muilo em cunta, o se vende azoite de carrapato
Irezc patacas a caada.
DE
AO
Superior
a
a
a
j
a
Veode-se
Formas de ferro para
purear assucar.
Euchadasde ferro.
Ferro sueco.
Espingardas. j
Ac de Trieste. |
Pregos de cobre de com-
posicao. %
Barrilha e cabos.
Brim de vela. %
Couro de lustre.
Palhinha para marcinei- ,
ro : no armazem de C. ;
J. Astley A C. |
way
g para regularsar o systema, equilibrar a circula-
cao do sangue, inteiramente vegelac-s favnraveis
em lodosos casos nunca occasiona nauzeas nrm
dores de ventre. dses de 1 a 8 regularisam, de 4
aSpurgarn. Estas pilulas sao efficazes as all'ec-
* I soes do ligado, bilis, dor de cabeca, ictericia, in-
digestao, e em todas 03 enfermidades das mu-
Iheres, a saber : irregularidades, fluxo, reten-
foes, flores brancas, obstniccoes, histerismo, ele,
sao do mais prompto eficitoia escarlatina, febre
biliosa, febre amarella, e em todas as ebres ma-
ignas.
Estes tres importantes medicamentos vem a-
companhados de instruccoes impressas que mos-
trara com a maior miuuciosidade a maneira d-
applica-los em qualquer enfermidade. Esiao ga-
rantidos de falsificacao por s haver venda no
armazem de fazendas de llaymundo Carlos I.eite
alrmo, na ruada Iraperatriz n. 10, nicos
agentes em Pemambuco-
Rap nacional D.
Pedro II da imperial fabri-
ca de Joao Candido de Mi-
randa, Rio de Janeiro.
farinha de mandioca cm saceos grandes, cliegada
do llaranho ; vende-se em porcao e a retalho,
por preco commodo : na Iravessa do Madre d
Dos 11. 16, armazem de Ferreira iV Martius.
Uladapolao eom (oque
Vende-se madapolo com pequeo toque de '
avaria a 5 o 2;50 ; na ra do Crespo t. ti, loja!
armazem de fazendas da
ra do Queimado n. 1 ).
Lences de bramante de uma s largura pelo
baralo preco do I58OO cada lencol.
(lovailo a mil c duzeios ris.
Grosdenaples furia-cores com unas pintas de
mofo muilo pouco, pela pechinchade I98OO.
A 5^500 chales.
Chales de merino bordado, franja de seda.
Grandes colchas a 5#500.
Colchas de fusto muilo grandes de lindos de-
senhos a precu de 5;500.
Vende-se na loja de Antonio Augusto dosSan-
los Porto na loja ns. 87 e 89 na prnca da Inde-
pendencia, capellas de aljfar eimortale para ca-
tacumbas, tmulos ele, ele, da forma seguinte
fi precos razoaveis :
Capellas de oljufe com ii'.scripcoes, grandes a 10^
Hilas ditas por g
Ditas ditas por ,-,q
Ditas ditas por 3S
Ditas de imortaiie por 28
Uuadros com a imagem do Senhor Crucifi-
cado com inscripces por baixo a 10 e a 8$
Admiren*!!
Pecas de corda de linho com 40 bragas a (SO
rs. em bom estado, graixa em latas sem escolha,
duzia a 500 rs.: na ra do ucimado n.53, luj
de ferrasens.
nas e meninos de laa o UO rs., colheres para
1a a 800 rs. a duzia, Heles em caixmha mili-
to lino a 200 e "280 rs., luvas de fio d'Escossia
do tures para homem a 640. dilas brancas a 640
rs., meias cruas linas para homem a 3>200 a du-
zia, la para bordar a mais lina que ha a 7ji50,
Unta de carmim lina a 500 rs., caixinha de papel
sonidos em cores a lg, dilasdcquodrin'- a bOO
rs., ditas decores a 8u0 rs, atacadores d'alrodo
chatos a 60 rs., ditos rolicoi a 100 rs., pentes
travessas para meninas a 6*40 rs ditos de borra-
cha para ali/ar a 600 c 800 rs., ditos de bfalo
bronco a 5(K) rs Unos para pilhos a 2b0 re., di-
los parasuissos a 500 rs., pecas de trancos de
laa de caracol a 60 rs., lilas d seda da largura
de 5 dedos a 640 rs., obreias de rolla a 100 re.,
lioneras de canon rea a 160 rs., ditas de chouro a
o. 800, lo^OO e S3, tesouras para ur.lias o 800
ra ditas para costuras 3 1, faca de cabo de l>a-
lanco dous boioes 6-:50O enfeiles dos mais mo-
dernos qoe ha para senhoras a 5 e 45500, di-
lospara meninas a 4ji0 e &, ,-aixa de la Hipa ri-
as de nova nvencao a 100 e 60 rs. bicos nietos
de seda o 100, 160, 200, 280 820 e f.Otfrs.. car-
fiel de hiil.ii do gaz de todas as cores a i rs. ,
ricas i-uros para quadros ; venham logo antes
que se acabe a pechincha.
Alacas
das melliores qualidades que existe em Porluga
vende-se nicamente no armazem Progresso
arpo da Penba n.
de
8.
58.".
As senlioras noivas. I
Receben-seo n ais completo soriimen- a,
0 de vestidos broncos de sedo bordados e |S
blunde com mantas, capellas e lodos os $
pertences : na ra da Cadeia do Recite %
n. loja de Augusto & Perdigao. XJ
>fc-
P
A s senlioras.
CANDIEiKOS
GNMICOS
Grande sortimento decandieiros econmicos a
gfz idrogenio, e todos os mais prepj'os para
na ra Nova n 20, loja
Tachas emoen
ai h
fv rtorelieu-se pelo ultimo navio chega- aS
g;f do do Havre os melliores e mais moder- j
P nos chapeos de palha enfeitados para se- |f
$$ nliorss : na ra da Cadeia do Recite n. ag
fti 23, loja de Augusto &. Perdigao. jg
Camisas inglezas.
Acaba de chegar na beni conhecida loja de
Goes ; Bastos, ra do Queimado n. 46. um gran-
de e novo sortimeulo das camisas iik
consumo dos mesmos
Vianna.
| Vendem-se duas casas terreas na ra do
Ouro ns 0 o II, 1 dita na ra do Alecrira n. 10
a Ira lar na ra do Queimado n. 51 e tan,bem
vende-se um terreno na ra du uro : a tratar
na inesma,
Vende-se uma negrinlia de 15 a 16 annos,
borhreorcada do corpo, propria para engenho
ou tia da trra, e vende-se por preco muilo
commodo, com linio que seja com essa ondicao;
na roo da Roda n.."(.
-j-|Vende-se uma pequea casa terrea eum
terreno junio a mesma ja com ulicerce para ca-
sa : na praia de S. Jos n. 1. rasa que lie a desi i-
i inglezas, gos- la das outras e ca junto dos estatuiros de cris-
los modernos, e por ser grande porcao convida-se trumes : a tratar no Largo da lubeia n 1
OS tre"ne/e< a virem rmunnr ,i..t rin, <", a. a'. .___i... ._ _. ., ...
osfreguez.es a virem compnr
alo de I ii li o puro.
Vi I:
de 4 i.oiias. "' '"'" \ Braga Silva d C.tem sempre no seu deposit
- Vende-so uma urna de marmore : quera |]\rua'la Jloeda n. 3 A.urn grande orlimento
1 v de tachase monndas para engenho, do muilo
acreditado fanricante l'Mwin lilaw a tralar no
i^msmz
i $%
Wii i
qui/.er annuntie.
Bajs,
Com este nome acaba de chegar urna peque-
a porcao de transparentes de flores mui elegan-
tes i>ara candieiros : na ra do Vigario n. 19,
primei.o andar.
Cavado fino.
Vendem-se dous cavados com lodos os andares,
muito gordos e sem achaques, boniUs cores : na
ra do Queimado n. 46, loja.
Baloes de 30 arcos,
Chegaram as mais modernas e melhnres saias
de balso cora 30 arcos: na ra da 1
numero 12.
Para colchos.
Ainda ha um resto do superior- panno do linho
proprio para colches : ua ra da Cadeia do Re-
cio n. 48, loja de Leiie & Irmao.
Novidade do mercado,
Vinlio branco de passa de uva
Esta nova qualidade de vinho a primeira vez
que se aprsenla no mercado do Brasil, ella se
recommenda por si mesma, nao precisando de
elogios anticipados. Este vinho preparado n'um
lugaronde existe a melhor uva de Portugal ex-
Irahido da mesma em estado de passa e por isso
cons.-rva toda a parte s.-'ccharina que Ihe da um
agradavel paladar combinando-se com o alcool
necessario para a sua conservaqao, e que se ob-
len) da mesma passa por um proresso novo, que
nada deixa a desojar. Pode-se dizer sera medo
do errar, que 6 superior a lodos os vinhos co-
nhecidos tanto na qualidade como no esmero de
seu fabrico. Embora nao de resultado pecuniario
esta tentativa resta a satisfacao ao dono e pro-
pietario deste vinho de ler sido o primeiro que
introduzio neste imperio o genuino surco da uva,
cousa asssrara neste lempo cm que impera por
toda a parte a mentira, o engao e a falsificacao.
nico deposito no Brasil em Pernambuco. Ca-
da ancoreta de 10 custa 100$ : ero casa do Sr.
Antonio Lopes Braga, ra da Cruz n. 36.
Urna bella ar-
maco.
o
Vende-se a rita armacao da loja da ra Di-
reila n. 12, prooria para qualquer estabeleci-
mento, cora garanlia da casa e aluguel muilo
acommodado para ver a chavo na mesma ra
n. 16, loja, e para tratar na mesma se dir.
Este rap sem duvida o de melhor qualidade
fabricado neste imperio, acaba de chegar e ven-
de-se no deposilo, ra do Vigario n. 23, escrip-
lorio.
Barato para acallar.
Rna do Passeio Publico, loja
numero 11.
Meias para senhora, duzia a 33500, e 4g500 su
perior, corles do vestido de cambraia com listras
de seda a 5J, ditos de laa a 5, dilos de cam-
braia a 3$, ditos de cassas a 2a00, pecas de cam-
braia de salpiros a 3ff60, grosdenople" muito fino
a 1700, 2jJ c 23300, cortes de casemira a 3, chi-
ta franreza a 220 o rovado, camisas francezas de
cores e brancas a 1*600, grvalas de linho a 500
rs., dilas do selim a 500 rs. e lj, chapeos de
baeU avahad, s a 320, ditos de fcllro, boa fazen-
da. a 2;800e 4, algodao de duas larguras, a va-
ra a 600 rs.. algodaozinhos a peca a 39, 3*400,
3$S00 e 48800 muito incorpados, madapoles a
pecabj300, 4*200. 4S400. 4g600, e 6 muilo fi-
nos, meias cruas a duzia lg8O0, panno da Cosa
covodo a 340, chapeas de sol de panno ordinario
a I5811O. ditos de seda a 638OO. algodao de sacco,
vara a 280, chales de laa a I38OO, ditos de me-
rino bordados 9 58500, ditos lisos a 43500, lencos
para rap de alrobaca a duzia 43. ditos de gaiiga
mpera't'r'iz I muil fi"os a 3*80l)." paletots de casemira forra-
dos de seda a 183, calcas de casemira ordinaria
com mofo a2-S. castores muilo grossos a 260 o
covado, brim miudo para calca a 180 rs.o covado,
algodao de lislra muito bom "a 200 rs dito mes-
ciado a 180, peQas de ahila para cubera a 8S500
muilo fina, ditas muidas para vestidos a 7*. dilas
S 6800, e outras muitas fazendas que s vista
do comprador fara f.
Liquidaco de fa-
zendas
Por menos de seu valor
Na ra Direita n. 68.
Itiquissimos vestidos de bareje de seda, dilos
de mussulina de seda, ditos de fantasa de seda,
dilos de seda preto, ditos de grosdenaples borda-
do a velludo, polacas francezas da ultima moda,
chales de todas as qualidades, paletos de panno e
de casemira de dilTerentes qualidade?, ditos de
alpaca preta e de cores de 2* a 3JJO0O. e outras
muitas fazendas que enfadonho roenciona-los.
(Afiancando-sc que nao se engeit. dinheiro.)
Norat IriMos,
joialheiros francezes estabelecidos na ra Nova
desta cidade n. 18, primeiro andar, teem a honra
de annunciar ao publico e especialmente aos seus
freguezes e amigos, que acabara de receber o
mais lindo e vahado sortimento de obras, que
vendem por barato preco, em consequencia de
serem todas de ouro de 18 quilates, garantido
pelos annuncianles e nico, que vendem, e n5o
das que sao fabricadas as obras, todas cheias de
betume.
quiaacao
A loja de miudezas da ra Direiln n. 103 adia-
se berta do da 8 do crreme em dianie, e con-
tinua a vender o que nella lem, por precos com-
modos alim de liquidar conlas.
Nova e apurada
invenco ameri-
*
cana.
Mohihos econmicos de fu ni I para caf, facas
proprias paraiharuteiros. torneiras de ferro de
todos os tamanhos proprios para engenho, tan-
ques d'agua c pipas, etc., etc., e {echaduras vo-
lantes com trinques e singelos, preco avista da
fazenda : na ra do Queimado n. 53, loja de fer-
ragens.
mesmo de osito i.u
na ra do Trapiche n 4.
I
Vende-se a casa terrea do pateo do Terco
n. 22 : a tralar na mesma, chaos propiios.
Pechincha.
Vende-se um bom cavallo castrado, rauito
andador deludo, sera achaques, por pouco di-
na ruados Pescadores ns. 1 e 3.
nheiro
@@S@@@@8@?i>5
^
I Augsfo & Perdigao
& vendem as melhores snias halao de lo-
Jg dos as qualidades e tamanhos, vestidos
p de barege com folhos e cinco babadinhos,
H sedas de quadrinhos, lencos de Ul.yrin-
^a Mo doCear. taimas, pelo'nezes e muitas
jjg outras fazendas de goslo proprias para a
o* resta : na sua loja na ra da Cadeia do
H llecife n. 23.
a duzia dor '^ ; da da esquina da ra de Sania lta.
a 3$ a sacca.
maior parle pilado
Arroz com rasca tendo a
proprio para galinhas e cavallos
mus n, 6.
no Caes do Ha-
Esera^os fgidos.
1
m
Fugiu no dia 2 de setembro do correnle an-
no o pseravo Francisco, mulato claro com idade
de -'lo annos pouco mais ou menos, barbado, ca-
bellos prelos anellados, conduzlo uma maca do
ovelha em que leven ;, roupa o algum dinheiro,
^rayraWaT|aS|S|'miCOi'PO ?m fhapo de couro' "al,l,nl da
lsS-p->sSSfe-?59s?S''* P| villa do Ij.n (provincia Jo Ceari] e foi comprado
----- -AlaiiOel JoailUllll de Ol- a 1,'."" Honorato da villa do Tamboril da mesma
,,.- i. r. i / i provincia : rog-se aos ca pitaes de campo, auto-
Veira A L lia rna (lO tordOlllZ ndades poliriaes o a qualquer pessoa a appre-
GANE SORTIMENTO
DE
Fazendas e roupa feita
S Impcratriz Eugenie
@ Recebeu-se novo sortimento "de enfeiles
w para senhora imperatriz Eugonie
| Loja de mar more.
@@@@@ @gi @@ u
Pechincha
Para os Srs: de engenhos,
Alambiques
de 6a2oo caadas,
Na fabrica de caldereiro de
Villaca rrnofe Andrade, ra
do Bruin ns. 11 e 13,
Tem um grande sorlimento do alambiques, ca-
rapucas e serpentinas de cobre simples c conti-
nos, e uma machina de cobre de destilar e resti-
lar espirites ate 40 graos pelo systema de l.ugier,
e sinos de _15 libros a 8 arrobos, tudo se vende
por menos 5 a 10 por cento do que em outra qual
quer parle, a prazo ou a dinheiro, o fibrica-se c
concerta-se todas as obras de cobro, bronze e fo-
lha com a maior presteza possivel.
Vende-se o sobrado n. 53 na ra de Apollo
com 2 aiid-.ircs e 1 solao, chaos proprios : a tra-
tar na mesma ra, armazem n. 38.
Vende-se touclnho novo de Lisboa a 360
rs., azeilc de peixe a 400 rs.: na ra ireila n.
14, esquinada S. Pedro.
Vinho genuino.
Anda ha uma pequea quantidade de ancore-
tas deste vinho sem confeieo, e proprio de doen-
les : na ra do Vigario n. 19, primeiro andar-
5000 RS.
Ferros econmicos de engommar a vapor : na
ra Novan. 20, loja do Vianna. ___
A-
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaqun Rodrigues Tavarcs de Mello Batatas
RA DO OUlilMADO N. 39
EM SL'A LOJA DE QlATRO PORTAS.
Tem tira completo sortimento ile roupa feita,
e convida a todos os seus freguezes e todas as
pessoas quedesejarem ler um sobrecasaco bem
feito, ou um* calca ou collete, de dirigirem-se a
este estabelecimento que encontrarao uro. hbil
artista, chegado ltimamente de Lisboa, para
desempenhar as obras a vontade dos freguezes.
J tem um grande sorlimento de palitots de ca-
semira cor de rap e outros escuros, que se ven-
dem a 125>, outros de casemira de quadrinhos
da mais fina que ha no mercado a ls, ditos
de merino setira a 1255, ditos de alpaka muilo
fina a G3>, dilos francezes sobrecasacados a 12,
dilos de panno fino a 20, 25$, e 30, sobre-
casacas francezas muilo bem feilas a 35, cai-
gas feitas da mais fina casemira a 10, ditas de
brim ede fusio por preco commodo, um grande
sorlimento de colleles de casemira a 55J, dilos de
outras fazendas por prego commodo, um grande
sortimento de sapatos de tapete de goslo muito
apurado a 23?, dilos de borracha a 2500, cha-
peos decastor muitosuperiores a 16, dilos de se-
da, dos melhores que lem vindo aomercndoalO,
d'uos de sol. inglezes a 103P, ditos muitos bons a
125?, ditos francezes a 85?, ditos grandes de pan-
no a 45?, um completo sortimento de gollinlias e
manguitos, tiras bordadas, e entre meios muito
proprio para collerinhos de meninos e Iravessei-
ros por preco commodo, camisas bordadas que
servera para batisado decrianjas e para passeio
a 85?, 10 e 125?, ricos lencos de cambraia de
linho bordados para senlioras, ditos lisos para
hornera por prego commodo, saias bordadas a
3500, ditas muilo finas a 55?. Ainda tem um
restinho de chales de toquim a 30, cortes de
vestido de seda de cores muito lindase superio-
res qualidades a 1005?, que j se vendern) a
150, capotinhos prelos e manteletes pretosde
ricos gestos a 20, 255? e 305?, os mais superio-
res chales do cisemira eslampados, muito finos, a
8 e a 10, toalhas de linho de vara e tres quar-
tas, adamascadas, muito superiores a 53?, dilas
para rosio de linho a 15?, chitas francezas de su-
perior qualidade, tanto escuras como claras a
200, 280, 320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
caserairas para caiga, colleles e palitots a 45? o co-
vado, e um completo sortimenio de outrasfazen-
das, eludo se vende por prego barato, e que nao
possivel aquise poder mencionar nemaquarla
partedellas, no entanto os freguezes chegandoe
querendo comprar nao iro sem fazenda.
n.18, tem para vender :
Arroz do Maranh&o suceiior.
Gomma em S80oos rauito fin?.
Feijio raj.idinlio do Rio.
Fumo superior.
Dito mais baixo.
Charutos finos muito boa marca.
Ditos dito para preco barato.
Arroz de casca em saceos muito grandes.
Cerveja marca cobrinha.
Dita de outras marcas.
Allios muito novos.
Ceblas em resteas e cm caixas.
muito novas a !> por arroba.
Manteiga franceza nova.
Milbo muito bom de Fernando.
Dito dito da Babia.
SahSo de diversas qualidades.
Velas de carnauba misturada.
Cevada muito nova.
Relogios
henso no dito esrravo, a entregar o Joo Jos de
Carvalbo Uoraes Filho, no rna do Queimado n 13
que seta bem recompensado.
Fugio no dio 1" de oulubro, do engenho
Tipacur, comarca de Nossa S.Mihoru da Luz, o
cabra Anselmo, alto, serco, estatura regular, re-
presen 45 anuos, muito humilde, foi compra-
do neslfa praj3 ao Sr. Joaqun) Mondes do Cunha
Azevedb, suppde-se elle andar pela cidade de
Olinda ; roga-se as autoridades- policiaes e ca-
piles de campo, que o n.prebendan) e levem-o
ao mcsBO engenho, ou ncsla prora, ao Sr. Jos
Pi.'.o di Costa, que serlo m-ompensedos.
ATTLNCAO.
desde o dia 13 de agosta do correnle
esrravo crioulo de nome Luiz, com os
seguintes: olio e bem fono de corno, cor
d. ntes alienados; gago principalmente
folla rom medo, esto escravo 6 natural do
nde l'in parentes captivos, ho toda cer-
seguio pora olii, em companhia de un
i, por isso rogo-se a qualquer pessoa do
a prisao, que ser bem recompesadn ;
|com osen senhor da ra Direita n. 112
a do Apollo n 43, armazem de ossucar.
o-se fgido um miiuio caira de nome
FugU
anuo, o
sijnaes
fu
quando
Sobro
leza qud
cama ra
povo ,'i
a tratar
ou na n
Ac
llaymundo Patricio,oflkial depedreiru e barb -
Suissos.
Em casa de S.hafleitlln & C, ra da Cruz n.
d8, vende-se um prande e v-nado sortimento
de relogios do alKibeira horisontaes, ptenles
clironomclros, meios clironomelros de ouro. pra-
lo dourada e {oleados a ouro, sendo estes relo-
gios dos primeiros fabric-intes da Suissa, que se
vundero por precos razoaveis.
Vende-se ua escrava cora 1C annos de
idade : no pateo do Carino n. 5, segundo andar.
Aos Srs. offlciaes de
ro. loi rfmeltido do Pora em abril de 1859 pelo
Sr. Mantel Jcaquim de Paria, o qual foi aqui
vevdido ao Sr Feliciano Jos Gomes, e esle si -
nhor vet deu ultimamenlo ao Sr Francisco Ma-
linas Pi reir da Costa ; tem os seguintes sig-
naes: elalura regular, basta.ule grosso e barba-
do, olhop amarelladns, falla com di sen.barago,
representa ler 35 a 40 annns : roga-se as autori-
dades policiaes a sua apprebenso ; e quem o
pr-gar, dlrija-se ao engenho Guerra, em Ipojura,
ou na ra do Imperador n. 79, escriplorio de
Polycarpo Jo Layrae, ou na ra de Apollo n.
30, escriptorio de Manoel Gnuvcia de Souza, que
ser generosamente recompensado.
Boa iccompensa
Jos Mialheus Ferreira recompensa bem a quem
I Ihe Irouiero seu escravo Leandro, o qual tem ns
signaes seguintes : idade 20 anuos, pouco mais
ou menos, baixo, rosto e cabega redonda, sordas
no rosto, pouca barba e ruiva, quando aoda ar-
qucia um penco os bracos, falla bem e sobe ler.
natural do Ico, onde tVm familia : na ra da"
Cadeia do Recite n. 35, loja.
i
inarinlia.
Recebeu-se de encommenda pelo ul-
limo navio chegado do Havre uma peca
do panno azul escuro proprio paro tarda-
mente de marinha: na ra da Cadeia do
Recife n. 23, loja de Augusto 4 Perdigao.
SOOSIOO.
I Conti la a esler fgida a escrava Paula, que
diz chai^iar-se Paulina, tem os signaes seguintes :
fula, alta e muilo magra, reprsenla ler 25 an-
uos de (dado; desconfla-se estar oceulta emal-
Iguma casa nosorrubaldes desla cidade ; veiodo
j serlao o Cear, d'onde natural : quem a pe-
|gar._reteber a qnantia cima, na ra da Cadeia
n. 35, oja.
200$.
j
Pechincha
sem igual,
Superiores corles de chita franceza muito fina
de pairos muito modernos, com cores matiza- j
das muito lindas, de 11 covados cada corte, pelo af'llro uni s,Kni,l na pontada lingna
baratsimo preco de 2g5H0, com muia diver- | ""l!eurn Jcar,";P de *{,'ii,1)a. 1"e o otrapalha um
sidode de gustos pora poder escolher-se na loja
do sobrado amarello, nos qualro cantos da ra
do Queimado n. 29, de Moreira Lopes.
Tinta preta.
Continuo a vender-se a mui boa tinta prela pa-
rt escriturado cm garrafas e meies-garrafas
na ra do Imperador n. 15.
Fug|o do engenho Quanduz, em Santo Antao.
no dia 18 de maio do anuo prximo passario um
escravo de nome Luiz, de idade 2; a S-{'an-
nos, enm os signaes seguintes : cabra, de esta-
tura regular, baixo. quando se ausentou no ti-
nha barba nenhuma, cabello o especie do de
alo. ti um pequeo geilo as pernos para
a do lama-
pouco quando falla, tem os costas bem cicatriza-
dos dia chicote ; esle escravo foi da villa do S-
boeirb, comprado ao Sr. Domingos de Souza Bar-
ros, e ha noticia delle estar acolitado em uma
fazenda cima da dita villa 20 leguas : pede-so
portento a captura do dito escravo, c que,m o pe-
gar leve-o a seu senhor no dito engenho, ou no
Recite a Bern.irdino Francisco de Azevedo Cam-
pos, io paleo do Carmo, que se gratificar coto a
quar lia de 20o>,


_&
DIARIO DE PERNAMBUCO, SEGUNDA FfeIRA 8 DE QUTUBRO DE 1860
Liiteratura.
A bella estrella.
Urna tarde de jnlho,o anuo nao faz nada ao
caso,qoasi o anoilecer, um soldado, nuo pas-
sava pea ponle de Joigny, parou diante de um
rapaz de dezoilo viule anuos, que descan-
sava sobio o paiapeilo um realejo e eslava lim-
pando o suor que Ihe corra da testa s ba-
gadas.
E'bem pesado o que levas ahi, meu ami-
go ;disse-lhe o soldadofelizmente chega-
m os.
Chegnmos !disse o tocador de realojo,
tomando o Mego e pondo as mos na cintura.
l3.sopoder o senhor dizer, se o seu regiment
est em Joigny ; mas o meu ainda fica rauito
distante...
Enlo para onde vais ?-
Para Pars.
Nosse raso, podemos ir ambos, poniue tam-
ben) vou Pars.
Faz tenro de descancar em Joigny ?
Nao : deixo Joigny direila o aprovei-
to-uie da fresca para achantar caminho. No ve-
rao goslo mais de dormir de dia e andar de
noite.
Tem razo ; o que sempre faro.
E mesmo te servirei de escolta, porque
o meu oll'u 10. Na frica costumamos escoltar os
msicos, como tu, seno os rabes apanham-os
e fazem-os tocar.
E doo-lhes alguma cousa por sso ?
Nao Ihes do nada. Se elles sao rabes I
Diz bem. Obrigado, meu camarada ; ac-
ceilo a sua escolta, apezar de me parecer que
nao haver pongo. Os camponezos do Yonno
e do Mame nao se eotreleem a roubar m-
sicos.
Sim, o artista aqu nao como na A-
frica. *
Porque ?
Porque somos civilisados.
E' verdade Nesle paiz preciso andar
quinte horas por dia a dar volla manivella pa-
ra gatihar cinco sidos.
E' justamente o que ganham os nossos gra-
naderos.
Masessesno do volta ,'i nada.
Mas tambera dos cinco suidos que ganham,
tiram-lhes quatro e nao Ihes dao o quinto.
Ahi osla um bonito nrranjo I O Judcu
errante ficaria arruinado so o tratassem as-
sim.
J vejo que gostas de gracejar; convAni-
me isso. Havemos de rir mtiiio pelo caminho.
Em frente, marcha, meu msico 1
Os dous amigos improvisarlos alravessaram a
ponte, andararu lodo o caes do Yonno e chega-
rsm s alturas que dominam Joigny, sobre a es-
trada do Sena.
J noilo fechada ;disse o soldado
d-me c o realejo, pata descargares um
pouco.
O offerecimento no para desprozar.
Nao pesa mais que urna mochila.
S lora tres msicas dentro.
J me nao admira que seja lio leve. Que
msicas sao ?
A syrophrnia da MuJa, o terceto da
Gazza e un romance...
Do qncm 6 o romance ?
E' meu.
Tu fazos romances?
E porque nao ?
Nao para admirar, una vez que os mais
os fazem .. Meu amigo, como te chamas ?
Miguel, natural de Clermonl.
E eu esqueci o meu no me no bergo ; mas
sou couhecido por Zepherino .. Ouve l, Mi-
guel... quero que me digas a lettra de leu ro-
mance...
N.to tem lettra. Comeceipela msica.
Nao fallemos mais nisso.
Os soidadus novos sao todos o mesmo e por
isso Zepherino pareoia-se cora elles Tinha
nos olhos urna expresso de intelligoncia pouco
cummum, o que fazia sobresahir anida mais o
trigueiro da sua tez, queirnada pelo sol afri-
cano.
Miguel era um perfeito tocador de realejo da
potica Auvergne, mas o seu olhar fazia-o des-
tinguir dus seiis companheiros. Diz-se injusta-
mente que o estylo o homem ; devia dizer-se
que o olhar o homem. Conheccinos escriptores
que escrevein idyllios para o publico e represen-
tan! tragedias em sua casa.
As horas adiantadas da noito inspiran! umi
doce melancolia s organisages maisjoviaes.
Os nossos dous carainhanles, "depois de conver-
saren) por algum ti rapo em cousas insignilican-
tes, haviam-se repentinamente condemnado ao
silencio, e seus olhos filavam-se mais traquea-
les ve/es nns estrellas do co que na poeira da
estrada. Seja qual for a posic.io social de um
individuo, ainda mesmo a de simples mendigo,
tem um pensamento. e a aeco da reflexo ope-
ra-se nelle. Era meia noilo quando Zepherino
parou entrada de um bosque, e, fazendo um
movimonto de soldado que larga a mochila, des-
canrou o realejo sobre a reirse disse para
Miguel :
EOLIIETOI
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBUCO-
UmM MAITf A.
Alto I Dormiremos aqu.
A estalagem fui bem escolhida, acudi Mi-
guelv-so que voss pratico desles si-
tios, e que sabe onde icam as pousadas como
esla.
Sao pousadas de Nosso Senhor, nao sei de
nutras, meu amigo ; o teem todas a mesma la-
boleta : .A' Bella Estrella .
Olho. Zepherino, vale mais esla que as ta-
boletas : Ao Grande Veado ou Aos Dous
Pombos .
Ao menos aqui nao depennam um homem
vivo. A cama mulle, nao assira?
E' como o colcho de Ncsso Senhor.
Ocrorre-me urna idea, Miguel.
Vejamos.
Toca-me o teu romance.
Voss nao enlende disso.
E;gnnas-lo, Miguel ; hei de'enlender aleo
que tu l nao pozeslo.. Ora ouve... Temos por
cima de nos um concert ; Indas estas estrellas
cantara... e, sem querer humilhar o teu amor
proprio de msico, parece-me que a sua har-
mona 6 superior ao teu romance. Apezar de nao
lhe ouvir o ledra, entendo ludo que elle disser
O coiar.no tem ouvidos que ludo ouvem c ludo
coraprehendem : Miguel, olha para esta estrella
que est aqui por cima... Vo-la?
PerfeUamoute.
E' a estrella que nasce primeiro... Na fri-
ca appirece anda mais brilhante. Balramos
una noite em bivaqne, e o nosso coronel, o bra-
vo Levaillant, que sabe muila cousa, moslrou-
no-la, dizendo-nos que se chamove a Vara da
Virgem. Ouauto mira, parece-rao mesmo que
est cantando um solo e ouco perfectamente ludo
o que rae diz. Na msica a lettra s se fez para
os surdos.
Sabes o que te digo, Zepherino? Desconfi
de que s um grande sabio disfarcado em sol-
dado.
Sou um pateta, Miguel ; mas passe tres
anuos em frica, doruiindo na estatagem da
Bella Estrella... urna escola corno outra
qualquer, meu bom Miguel. As estrellas eusi-
nam-nos ludo.
Miguel pegou no realejo e tocou a sua melo-
da pcira um souviulo. \ hora e o lugar davam
oslo concert um carcter tocante. Zepherino
agradecen ao seu compnuheiro cora um aperlo
de mo, e, qual voluptuoso rei que adormece sob
um ledo estrellado ao sora de suave musite, lu-
mou a posicao horisontal e enlregou-se aos en-
cantos de Morpheu.
Os duus viajantes pozeram-so caminho logo
ao nascer do dia. Quando o calor aporlou, afas-
lararase da estrada real e cscolherain urna fres-
ca abobada de nrvores. para dormirom d.'baixo
della um somno reparador, como os raais epicu-
rinos hespanhoes ou napolitanos. Duas refei-
coes de urna oxemplar frugalidade fol o suffi-
cienle para restauraren] as forras, e poderom an-
dar or um caminho de abrolnosque vai Paria.
Na seguinle noite licaram lambem na mosma es-
lalagom, a da laboleta da Bella-Eslielld ; e,
como linh-im pago durante o dia urna grande di-
vida atrasada ao somno, que um credor iuexo-
ravel, por isso esliveram acordados at meia
uoite.
Tens anibiroes, Miguel? perguntou Ze-
phirino.
Urna enorme ambico,
E que desojas ?
Em primeiro lugar, a riqueza.
E depois?
Depois, nada quando livera riqueza, o
resto vira. E la, Zepherino, qual 6 o leu gene-
ro de amhiqo'!
Eu aborreco-mo de ser soldado ; quena
passar general na primeira promoco.
(oslas do teu olBcio"?
Gsto, mas com a condico de ser general,
e hei de s-lo,
J consultaste alguma feilicera?'
Melhorque feiticeira. Nao acredito nessas
velhas Eoi urna estrella que me predisse a
minha sorle; a bella estrella de que houtem
fallamos, aquella para onde eslou apontando com
o dedo.
_ Parec-me que todos aquellos que, como
vos, se alojara por condigno nesla pousada, teem
as ruesmas iuas durante'a noite. Varaos ver as
tuas Kjias, Zepherino?
Eu, quaiio estou deitado de costas, com os
bracos cruzados, a cara virada para n co, e que
olho para aquella estrella, lenho visos extraor-
dinarias. Todas as formas mudam, e nao vejo o
que realmente c, vejo outra cousa. Por este mo-
tivo, o prado transloruia-se em lago, a estrada
real em ribeira gelada, as arvures era gigantes e
as collinas em ondas. Os nossos olhos esto
cheios de mentiras, o gostu niaisdestas mentiras
que das verdades. Quando olho para esta inda
estrella, vejo-a usensivelraenlo perder a sua for-
ma, crescer olhos vistos e encher o co com o
brilhanlismodosol. E depois, Miguel, nao una
estrella, urna soberba mulher, vestida como
urna rainha do Oriente, sentada n'um throno de
pedrarias, o filando em mira os seus bollos olhos
de rubins. Sinio-rne eutao em xtasis ; a mi-
nha cabeca arde ; a rainha inteligencia elera-se
I ensoborbeco-mc por rae ver o objecto de urna tao
alia proteccao. J nao vejo obstculos na mi-
nha carreira de soldado. Posso chegar.' ludo..
XXXVII
-Si MMAiun.O relalorio do Sr ministro da mari-
nha. A aulonsaco para o augmento das
maiorias dos officiaes combatenles da armada.
Tornamos hojea tarefa honrosa e delicada de
que voluntariamente nos cncarregamos, de fazer
a analyse do relaturio do Sr. ministro da mari-
nha.
Se al agn temos preenchido esta missn dif-
ucil, nao o sabemos; mas affianrmiosquo have-
mos emprogado para isso grandes esfor^os, usan-
do dos recursos que a nossa pratica dos nego-
cios da marinha, e algum conhecimento deste ra-
mo de sorviro em outros paizes estnngeiros, nos
tem fornecido.
Tem sido sempre nosso principal empenho cs-
borar a situaran com cores verdadeiras, e procu-
rar melluira-la, arredando da administrarlo todos
os obstculos quo poden) entorpecer a sua ae-
co.
Assim.no havemos paetuado com os interes-
ses que havemos achado em lula, sob o risco de
ferir susceptibilidades melindrosas de mais, que
nao comprehendem qU0 nada ha cima dos gran-
des inleresses do estado, os quaes advogamos,
ainda mesmo quando pedimos melhoramesto de
vencimenlcs para certas classos de seus servido-
res, essenoiaes para sua defeza, e para garanlir-
Iho a justa influencia quo deve couservar nesta
parte do mundo.
Isto posto, vamos actualmente oceupar-nos
das capitanas dos portos, cuja creacao, como S.
Kxc. so exprime mui bem na historia de nossos
eslabelecimeiitcs uavaes, assignala sem duvida
una poca do grande aspiracu ao prngresso.
Esta creacao fui devid um dos mais notaveis
ministros da marinha que havemos possuido ; ao
estadista deslindo, que actualmente se acha en-
tre nos, o Exm. Sr. viseondo de Albuquorque,
que, na alTeigo da marinad Imperial conta um
penhor. una prova dos servcos a ella feitos com
dedicaro o perseveranca.
. O regulamenlo n. 447 do 19 de maio de 1816.
expedido pelo Ilustrado Sr. visconde. um tra-
balho, que revella a sua elevada intelligencia, e
vastido dos conherimentos praticos que tinha da
repartirn que to bem adminislrou ; ainda mais,
patenlea o seu grande tino poltico, o homem que
no presente esluda o futuro e procura dirigi-lo
Com provoito.
J ento o destnelo Pernambucano estava con-
vencido de quo o principal problema resolver
para a vitalidade da marinha de guerra, era dar-
lhe marinheiros, e preoecupado cora esla idea,
lancava assim as bases para inaugurar-se no
paiz, em um futuro mais ou menos remolo, o ad-
mirare! syslema da insrripcao martima.
Era preciso marchar lentamente ; educar o po-
ro para comprehender que ah reside a sua maior
garanta ; que deste modo o tributo de sangue,
Jarnentavel, mas indispensavcl para seguranga
das naces, para a tranquillidade publica, re
guiado com juslica, desodo do lodos os horrores
de quo hojese aconipanha.
O estahelecimento das capitanas dos portes em
quasi todas as provincias martimas, foi o pri-
meiro passo dado pelo ministro previdento, passo
seguro, que couduzia ao destino desojado.
As populacoes martimas, at entao dispersas
sem sujeiya,. directa urna aulondade nianlima',
que as gmasse, o aproveilasse o concurso de tan-'
los cidadns uieis. liveram um centro, em torno
dn qual se gruparam ; o espirito de ordem gs-
nhoii pouco pouco iuelles homons, convenien-
temente alistados, o a polica naval, at onde
pile ostendor a sua acro, mostrou a sua benfi-
ca influencia.
No primeiro domingo de cada mez lodos os in-
dividuos da vida do mar se encontrara em um
ponto dado, so ronheceui, estabelecem mutuas
relacoes, reronhecem que forman) um ser collec-
livo. altamente patrocinado pelo oslado, que Ihes
assewira o exercicio do sua posada, mas honrosa
prolissao, na qual acham a satisfaccao de todas
as suas necessidados, e das de suas familias or-
dinariamonl<- coinposlas de mullas pessoaa.
Alm dosta grande vantagem; docostume im-
plantado nesles homens de viverem arrolados
que Ihes far aceitar com pouca reluctancia o ii>r-
vico da marinha de guerra, quando o govorno
completar a sua onra ; alm de oulras"qiie nao a-
remos valer, mas quo sao perfeilamenie conheci-
das, s capitanas dos portos devemos j o gran-
de beneficio de tor foito senao parar, ao monos
nao prngredir o entupimenlo e estrago de bellos
portse rios, outr'ora frequentadoa e navegados
por grande numero do navios, que no teem nui-
les mais a agua necessaria para so rnoverem,
graras estpida descarga clandestina de lastros
de pedra e areia que al faziam, aecumuacao
des lixos o despujos feitos as praias, c vida
erocQao dos curraos de peixo, aos quaes compete
immonsa parle nesla arro destruidora.
Sao dous litlos de recommendacao por de-
mais significativo?, se outros nao li/.essera avul-
lar o valor deste trabalho do Exm. Sr. visconde
de Albuqueique, cuja modestia nao tememos of-
render com estes elogks. que todos os ollciaesde
marinha repoiem com enlhusiasmo, quando ro-
cordam a sabia e Ilustrada admlnislraeo de S.
Bze. Instituio inteiramenle nova n paiz, as
capitanas dos portos hao lutado nostes qualo'rze
anuos de existencia cora muitasdilliculd.idos. El-
las Teriam )iileressos enraizados, que deviam ser
extinctos, como tem sido em parte, e nao pode
por consoguinle admirar esta lula. Purera sua'
organisacao era to vigorosa, que ellas lera podi-
do superar essas primeiras dilliculdades, o hoi>
so nao estad em siluacao flurescente, tanibem
naofspiram rereios pola sua prospeiidado, uma
voz que o govemo imperial a desoja promover,
como doclarou o actual Sr. ministro da marinha'
que so associou ao pensamento unanimo de lo-
dos os seus predecessores.
Oque mais ha embaraqado at hoje a arro dos
capites dos portos, sao os conflictos frequentes
com as municipalidades, e com a guarda nacio-
nal.
Aquelles evitar-se-hiam sendo bem definidos
os limites da polica municipal cora relaco aos
portos, caes e praias do litloral, como perfeila-
menie enunciou o Exm. Sr. visconde de Abael;
estes fazendo crer aos commandaules superiores
que. mais apreciaveis sao os servicos que ao es-
tado fazem os inscriptos as capitanas dos por-
tos, do que nos corpos da guarda uaoonal, o aos
quaes nao falla pessoal onde recrutar.
Claramente demarcada, pois. a jurisdicao dos
capitSes dos portos. e augmentados os pequeos
recursos de que elles hojedspdem, novos e im-
0 inundo meu Miguel, nao te parece que
eslou doudo ?
Que dizes? Tu, doudo I Pelo contrario, s
o mais razoavel dos homens. C eslou eu no
mesmo caso que tu e enlendo-te s mil maravi-
lhas. Que fortuna foi cncontrarmo-nos para p-
dennos i oniniuni ur os nossos petieameiitus. Nao
uma rainha que eu vejo l era cima ; nao sei
como sao as rarnhas ; um donzella de Cler-
monl, bella como a aurora, e que me deita sem-
pre alguns sidos, quando toco o realejo debaixo
de sua janella. E' a nica carinha bonita que
conloo nesle miseravel mundo em que vivo.
Pois forca de olhar filo para ella, como tu fa-
zes, Zepherino, vejo-a sorrir-se para mim do alto
doscos, no meio de um circulo de raios. Apon-
ta-me cora o dedo para a riqueza e parece dzer-
me com os olhos : Tem animo, que um dia vi-
ras sor rico. Agora mesmo, Zepherino, eslou
eu vendo lodos os seus raovmenios. Nao, do
corlo, uma pequea estrella que se pode escon-
der na rao, e una viso consoladora, um ser en-
cantador que conhnco, que me ama e quo me da-
r o que me proraelleii.
Assira dscorriam os nossos modostos viajan-
tes ins horas do descanco. O acaso noria reuni-
do, entre o p da estrada, dous seres inteligen-
tes : as opulentas sogos de posta nein sempre le-
vam uma egnal sociedade. Miguel e Zepherino
chngaram, nao sem desgnslo, ao termo da sua
viagem. Viam-se obligado*, deixar a vida no-
raada pela vida sedentaria, o ar puro do campo
pelo ar infectado das cidades, os bosques pelas
casas, islo pordiam tudo e nada ganhavam.
Reslava-lhes s a esperones), este thesouro que
est no fundo de todas as hcelas de Pandora,
desde o primeiro desesporo humano.
Em Paiis sopararam-se para cada um se entre-
gar s obrigaces da sua prolissao ambulante.
Zepherino rennio-se ao seu balalhao aquartelado
em Popinire, e Miguel alugou uma agua-fuita-
da na ra Guerin-Huissoau, desconhecida do sol
como oulros nimios receptculo* numerados da
boa cidade de l'aris.
No mesmo dia da chegada, o moco auvergnez
correu diversas encruz.ilhadascom o" seu realojo,
apanliando aqui e ali alguns sidos que lhe rte-
ram mais por d que por admiraco. As melo-
das sao pouco apreciadas pelo publico parisien-
se ; os seus ouvidos, endurecidos pelo eslrondo
continuo das carruagens, dos ravallos, dos m-
nibus e dos passageiros, quasi sao inaccessiveis
msica delicada. Por isso os compositores, para
agradarem este publico educado na harmona dos
tremores di torra, sao obrigados sacrificar os
desgranados tenores no altar do si bemol, que j
tem devorado tantas victimas. O si bemol subs-
tituto a arvore sanguinolenta, onde os Gaulezcs
un ni o I,-iv,-i m as victimas humanas Teutales. Mi-
guel resolveu mudar do escalla para augmentar a
sua pobro receila ; passou tirar do seu instru-
mento os sons mais agudos e violentos; com lu-
do, apesar de todos os seus esforeos, nao pode
nunCJ conseguir chogar ao diapaso* do l, que
lhe dar uma perpetua serie de mnibus, orches-
tra torrencial, enorregada de descalcar as ras
desde a aurora at meia noite.
I'iz in escolha de iheatro disse coms-
go Miguel. Pars urna capital onde a pro-
vincia est em raaieria ; refugiemos as nossas
melodas nos bairros burguezes, concentrados o
silenciosos. I'ujamos de Pars para l'aris.
Seinelhante ao uaufrago que explora o interior
de uma i I lia deserta para nella achar o sen canto
predilecto.
Comprimentou com ternura o bairro Beaujon,
a Iba Sainl-I.ouis, o raes Valmy, a ra da L'ni-
versidade, o silio de Treviso a ra des l'eiits-
Iluiels, a avenida Percier e muilos oulros retiros
desconhecidos das carracas de cerveja e a salvo
das torrentes dos mnibus.
A avenida Percier agradava, sobretudo, Mi-
guel, porque havia nella arvures, silencio o re
va. Este canlniho recordava-lhe muuo a provin-
cia O passeianic eviia esta avonida como um
lugar pouco seguro, mesmo ao meio dia, e o mu-
nicipal nunca l d uma volta Ha nesta zona
agreste, to prxima da ruidosa ruado S. Lzaro
e da calcada de Antin, jardins deliciosos o nos
muros lindos pavilhoes semi-chinezes, onde ne-
uhuma Cabeca humana se inostra, por causa da
ausencia perpetua dos passeiantes. Foram estes
que Dzeram inventar os pavilhoes, verdadeiros
asylos do enfado e da curiosidade.
Miguel, para comecar o seu noviciado do m-
sico ambulante em Pars, fui situar-se debaixo do
pavjlhau da avenida Percier e ahi cncheu os ares
Com o repertorio de suas melodas. Nao appare-
ceu no horisonte um s ouvido. So o pobre ra-
paz livtsse ido locar para a as ruinas de Thebas
ou do Palmira, vera, passados instantes, surgir
do meio d'ellas mais algumas caberas de rabes
maravilhados, e, quando acabasse, loria uma
boa receita, sem imposto de dircitos, de tmaras
frescas e de vcrmelhas melancias: mas no centro
de Pars, Miguel s vio dianlede si a sua sombra
agitando-se na lina areia.
Todava, o lugar que escolhera para a execuc.o
era to encantador, que para all volira serapre,
querendo por esto modo dar a si mesmo uiua sa-
tisfacao egosta, livre de inieresse vil.
Esta perseveranca leve linalineuie a sua recom-
pensa. N'um dus pavilhoes via-se um dia mo-
ver a folhagem, sem fazer vento, o que iudtcava
portantes servicos obteriamos destes estabelec-
raenlos martimos.
O Exm. Sr. l'aranhos, quando ministro da ma-
rinha em 1854 o 1855, apresentou em seus lumi-
nosos relatnos as bases de uma reforma, que a
experiencia e o lempo iudicavam como necessa-
ria ao regulamenlo de 1846.
Ministro illustrado, portencenle nova escola,
desojse de firmar essa repularo solida quo tem
conquistado, o Sr. Paranhos mostrou que tinha
feilo um profundo e.-tudo deslo assumpto ; por
que cora elTeito apontou as verdadeiras necessi-
dados das capitanas.
O Exm. Sr. ministro actual, concordando cora
quasi todas estas ideas, como declara, arirou al-
gumas, cuja adopeo julga que lenderia orga-
nisar convenientemente este imprtame ramo de
serrico, que hoje alarga-su por um circulo mais
vasto do que principio ihe foi trocado.
Julgamos tan)bem que esta providencia loria
incontestaveis vanlagens, o purlmto deseiara-
raos que na prxima sesso legislativa fosse o go-
verno aulorisado para rever o regulamenlo de 19
de maio da 18i6, fazendo-lho as seguales uiudi-
ficaces:
1.a Separar o lugar de capitao do porto do Pa-
ra do inspector do respectivo arsenal de mari-
nha, de accordo ao procedimenlo quo j se leve
na corle, Baha o l'eriiambucu, vislj exislirem
ali as raesroas circumstancias que aconselham
adopeo da lei n. 939 de 26 de seterubrode 1857
e n. 2,148 de 17 de abril de 1858.
2.a uividir as capitanas dos portos em tresca-
Ihegorias, segundo a importancia martima das
provincias, dando-so s do primeira classo 'im
chelo, 2 ajudanles, 1 secretario, 2 amanuenses e
um patro-mr; s do segunda classo 1 chefe, 1
sjudante, 1 secretario, 1 amanuense c um pairo-
mr; e s de leiceira apenas 1 secretario o 1 pa-
tro-mr.
3." Converter era rendas do estado os emolu-
mentos que ora compelen) aos secretarios, esta-
belecendo para elles e mais empregados da re-
partirlo 'encimemos razoareis, em relacao aos
que lem os de outras repartieres nacionaes.
4.a Dar exclusiva fiscalisaco s capitanas dos
portos sobre as praias o caes do litloral, onde
neuhuma obra deve ser concedida sem sua per-
misso.
5.a Croar raixas de soccorrossustentadas pelos
matriculados para beneficio de suas familias, sob
tutelado estado, e administrarlo dos capites dos
portos.
6.a Autorisar s capitanas dos portos fisca-
lizar os fretos cobrados polas embarcaces miu-
das, emprogadas no trafico do porto, eslabele-
cendo paro isso uma tabella, que contenha as
dsposices que em outros paizes-pslo ramo do
industria est sujeito ; assim como para regulari-
sar os frotes dos vapores de reboque no caso de
sercm elles empregados para os soccorros ua-
vaes.
7.a Estabelecer que os lugares de secretario e
os dernais empregados destes eslabelecimentos
como lembrou o Exm. Sr. l'aranhos em 1851,se-
jam do preferencia dados aos individuos habilita-
dos, que houverem servido na armada, ou como
m)litares ou como officiaes de fazenda.
8.a Egualar os venclmentos dos capites dos
portos e seus ojudantes aos quo foram concedidos
aos inspectores dos arsenaes de marinha e seus
ajudanles pelo decreto n. 2,583 do 30.de abril de
1860.
9.a Dar aos dlos capites dos porlos. como aos
inspectores dos arsenaes, domicilio dentro dos
arsenaes, ou quando nao so poder isto realisar,
pagar-so-Ihes urna casa fra deste recinto.
10. Preferir para os lugares de capites e suu-
queah eslava una crealura humaua. U deserto
povoava-se eraflm.
msico, para festejar dignamente este audi-
tor supposlo, escolheu o mclhor trecho do sen
repertorio : executou o seu romance sem letra,
de que Zepherino Unto gostava. Ao acabar o ul-
timo ritornello, duas caberas apparereram na ja-
nella do pavilho e quatro niaos applaudiram o
msico.
Este primeiro successo era apenas um preludio.
\]m pedago de papel branco, dobrado em forma
de moeda do cem sidos, cahio aos ps do Miguel
ua relva da avenida Percier.
Ums grande cbullico de sangue colorio as fa-
ces do Auvergnez; a sua mo proenrou o chapeo
e recahio sem o ter achado, to grande era asen-
sarao ; quiz combinar um ogradecimento com ex-
pressoes escolhidas, mas foi trabalho baldado,
porque nada lhe occorreu. Finalmente uma idea
bem natural lirou-o deste cruel embaraco.
Repita-so a msica, visto que agra'dou, dis-
se elle comigo ; e.sem esperar peto bis, comecou
de novo a tocar.
Desta vez o enlhusiasmo do pavilho foi muilo
maior e o auditorio dignou-se abrir um colloquio
com o artista da avenida Percier.
O auditorio, pouco numeroso, mas escolhido,
compunha-sede duaspessoas, um homem e uma
senhora, ambos mocse do deslinda apparencia.
A senhora pareca "ter 25 26 annos, um lindo
cabello louro, um semblante encantador, olhos
lmpidos e meigos, um perfil de anligo busto,
uma bocea quo pareca modelada ao cinzel e uns
soberbos bracos. O rosto do corpo eslava oceul-
to com a janella, mas o quo se va era sullicien-
te para completar o elogio do que se nao via.
O mancebo oncoslou-se janella e disse com
ura sorriso bondoso :
Meu pequeo organista, nao conheco a mu-
sica que acabaste de tocar. Tanto eu como a se-
nhora procuramos o nome do autor...
Oh de certo nao o acharo ; interrompeu
Miguel com a franca expanso de riso auvergnez,
o autor nao couhecido.
Cuidado com o que dizes, meu rapaz res-
pondeu o mancebo. Olha que conheco todos os
compositores.
Excepto este, senhor ; e a prova c que sou
eu o autor della
A menina ergueu as raaos emsgnal de espan-
to e exclamou :
Cumo I... elle ? I
Sim, minha senhora, sou ou 1 Pergunle-o
a Zepherino.
E quera Zeforino ?
Eizeram-o hontom cabo, porque 10 eescre-
ve to bem como um deputado.
Ah J ficamos sabendo quem Zephernl
disse o mancebo, rindo bom nr.
O auditorio pareceu combinar alguns instantes
em voz bixa e depois tomar uma resuluco. A
porta do jardim abrio-se, e, convidado pola
mais doce voz, Migue enlrou com desembarazo,
como ura artista que doixou a timidez depois do
primeiro Inumpho. Eoi introduzido n'uina sala
de campo, onde vio um grande piano e rimas de
de partituras ricament'! encadernadas. O mance-
bo abri o piano, sontou-se o pedio a lerceira
execucaoda meloda de Miguel.
Nao tenho duvida de Ih'a tocar ainda pelos
cinco francos 1 murraurou Miguel o obedeceu.
A obra produzio maior enlhusiasmo que as
duas vezes primeiras.
A tua meloda j a sei de cor! disse o man-
cebo. Onde aprendoste a coraposicao ?
No campo, senhor, com rvores fontes,
passaros e grilos.
Tens razo, meu amigo, um conservatorio
como qualquer oulro, e nao se faz nelle tanta
bul ha como no nosso do arrcbaldc Poisson-
nire.
Minha senhora, proseguio elle, drigindo-
sc mais bella raetade do auditorio, desoja ler a
letra para esla msica ?
E' justamente o que lhe estou pcdtndo ha
um quarto de hora, senhor poeta.
O poeta, porque o era, levantou-se do piano e
chegou-se uma mesa, e, depois de laboriosa
combinaco de notas e syllabas sobreposUs, es-
creveu n'uma folha de msica o seguinle li-
brutlo :
EPITIIALAMIO SOBKE O LAGO
I.a nnit vienl, l'loile iincelle,
L'air la voile est plus lger ;
Allailioin l'huniide nacello
Aux racines de l'oranger.
I.a nuil sr-reine
Tumbe des c.ieux ;
Soirons la reino
Do ees beaux lieux.
Suirous I'pouso
Suir la pelouse
Ou nous allons ;
L'epouse aime,
Fleur einbaume
De nos valluns.
La nuil vienl, l'loile iincelle,
L'air i la voiie est plus lger ;
Atlachons l'humide nacelle
Aux racines de l'oranger.
capites os olficiaes inferiores, mesmo do exord-
io, que houverem oblido baixa por I-rom preen-
chido o tempo legal, ou adquerido defeito physi-
co no serviro do estado, dando-se-lhes uma gra-
tifieac'), alm da penso de que gozaren).
II. Finalmente, dotar as capitanas com lan-
chas fortes e ligeiras, botes salva-vidas o outros
aprestos rmaes.
A 1", 2a, 3" e 10'' disposirao sao propostas pe-
lo Exra. Sr. Pies Brrelo, o apenas lizemos uma
pequea ampliaco na 21, accroscentando ao pes-
soal indicado um patro-mr, para evitar os con
fliclos que lem npparecido cora os inspectores
dos arsenaes, de que nesta provincia mu) rocen-
temenle livemos um exemplo, e cuja possibilida-
de anteven o Exm. Sr. l'aranhos quando disse
em sen relalorio de 1855 que era sempre os
servicos das duas repartices, incumbidos um
s homem, se conciliara, e forcoso que seja
pretendo o menos urgente, o que anda assim
ocrasiona demoras prejudiciaes principalmente
' quando os dous chefos nao eslo de perfeito ac-
cordo, quando algum delles pucha deescaxa.
A 4a e 6a foram lernbradas pelo Exm. Sr. vis-
l conde de Abael, e realmente sao bastante ner.es-
sarias para impedir a muiilisaco dos portos e
i rios, e para livrar a populaco, em geral, e o
Icommercio especialmente, das exigencias cx-
traordiuarias dos pairos de botes, saveiros etc.,
que seguros da impunidado, pedem em remune-
rarlo de seu trabalho precos fabulosos, que ou se
pagara, ou do lugir ;i desagradaveis quesles.
A 5", 7a e IIa pertencem ao Exra: Sr. Prannos,
e sao lambem do vautagom iuconlestavel.
A creacao das caixas de soccorros para as fami-
lias dos horaons do mar matriculados, alera do
ser ura elemento de ordem, tem o ni grande fi.ni
humanilarro ; croa profundas raizes do espirito
de associaco nestes homens ; d-lhes um laco
de fralernidade quo concorrer para estabelecer
entre elles uma unio e amisade desejavel; m-
plaula-lhes, sobretudo, a idea do previdencia so--
bre o futuro de entes que Ihes sao charos, mas
dn que at hoje infelizmente teem sido descui-
dosos.
O impulso partido do governo fecundar esta
bolla idea, que estamos cortos ser acceila com
enlhusiasmo pelos nossos homens de mar.
J os desta provincia comprehenderara perfei-
lamenie as vanlagens desta instituico, e dorara
o nobre exemplo de formar uma Sociedade Bene-
ficenle Martima, cuja prosperidade desejamos
de todo o corago.
Todas as populacoes martimas da Europa,
principalmente da Franca, teem encontrado as
caixas de soccorros incalculaveis beneficios, que
estimamos ver estender-se timbera s nossas.
A stima justifica-se pleuamenle cora as pala-
vras de seu digno autor que copiamos, por nao
ser possvol dizer-se mais ero seu abono.
A vida do mar, em qualquer classe dos seus
individuos, impo privaces e trabalho, que nao
poden) ser bem compensados sraente por meio
de ordenados. A marinha de guerra carece para
isso de homens que lhe sejara especiaes, e poro
t-Ios era numero, e com as cundirnos que exi-
ge, de mister apresenlar e garantir o perspec-
tiva de lodos ss suos vanlagens aquelles que se
dedicaren) aoseu servico.
Deste modo muilos oiciaes reformados, mili-
tares e de fazenda, que difJQcilmente subsistem
com o seu pequeo sold de reforma, em uma
poca diQicil, achanam na propria reporlico om-
pregns que Ihes garsntiriam uma posicao modes-
ta, para os quaes levariam o cabedal da expe-
riencia, que fallece s possoas estranhas ao ser-
vico.
Cueille aux proines,
Aux pieds de monis,
Les fleurs cheries
Quo nous aimons ;
C'est ta couronno ;
L't la donne
Tour un inslant.
A' la chapelle
L'hymen i'appelle,
L'afnour l'aUend.
La nuil vient, l'loile iincelle,
L'air la voile est plus lger ;
Atlachons 1'humilde nacelle
Aux racines de l'oranger.
C.harmante Hile,
Fraiche d'appas,
Tout ce qui brille
No dure pas ;
L'araour l'invite,
Savoure vito
Ce premier jour;
Vois l'hirondellc,
Souvent comnie ello
Passe l'amour.
La nuil vient, l'loile tincellc,
L'air la voile est plus lger ;
Atlachons l'homide nacello
Aux racines de l'oranger.
Acabada a poesio, disse o autor ao msico;
Sabes cantar ?
S canto a minha msica, respondeu Mi-
guel.
E' o que basta para agora ; ensaia esla meu
joven, maestro.
A voz do Miguel era como a de todos os com-
positores, excepto Rossini ; cantava adrmravel-
mente, mas de falsete e por rosiume constipado.
Foi, perianto, em consequencia deste ensaio que
elle ficou lido por um joven compositor de gran-
de futuro.
- Miguel, disse-lhe a joven, encarrego-me j
de ti. Abandona o realejo. Entrars amanha no
conservatorio, vestido de novo, para aprenderos a
fuza e o contra-ponto. Sao cousas que nao ser-
ven) de muilo para quem lera genio, e do nada
para quem nao o lem ; mas precisas desta espe-
cie de inslraccao, porque se a nao tivefes os ig-
norantes duvidariam do teu talento.
Miguel ia para se deilar aos ps da senhora,
nas fot impedido por uma mo branca, que bei-
jou devotamente.
Ests em casa da enndessa Eliza, continuou
ella, que o mesmo que se fosse tua. Trabalha,
que viras a ser grande com as las disposices e
com o meu auxilio.
Moilos annos depois d'este encontr da aveni-
da Percier, dava-se no theatro de Prgola de
Florenca a primeira ropresentaco do Assuero,
opera seria. O xito, de scona em scena, che-
gava ao fanatismo ; no ultimo acto, o duelo do
Assueruse de Eslher
Nella guerra, nella pace
excilou transportes de enlhusiasmo, e, quando
cahfo o panno, o maestro foi chamado ao pros-
cenio e receben uma ovagao como nao tinha
havido egual desde a primeiro ropresentaco de
Rosmondo de Inglaterra, que Donizetiicom-
poz em 1834, n'este mesmo theatro, para a Per-
siani e Dupr. O nome do compositor francez,
Miguel, foi proclamado uo meio de grandes ap-
plausos, lano da nobreza como da burguezia tos-
cana. O grau-duque cnnvidou o joven maestro
para janiar no palacio l'iiti ; a culebra Catalani
demorou-o qiunze das em Loggia para presi-
dir aos seus concerlos e festas ; a marquoza di
Bagno den um baile em honra d'elle ; a condes-
sa Furinola-Gentile mandou-lhe um piano mag-
nifico de Bioad ; e o esculptor Bartolini fez o
busto do moro compositor do bello marmore e
rogou-lhe que o acceilasse como uma lembronca.
Miguel, que nao era oulro senao o nosso jo-
ven auvergnez, s leve um pensamento depois
do seu triumpho, que foi o dodepr aos ps da
sua bemfeilora, a condessa Eliza, os seus tro-
phos.
Carregado de bis e de coras, seguido de bus-
tos e de pianos, parliu para Franca e desembar-
cou em Marselha, onde entrou n'uma sege de
posta, que lornou a estrada de Pars ao grande
galope dos seus quatro cavados pagos genero-
samente. Viajou nouta o dia, al que uma oc-
casio raandou parar a sege na entrada de um
bosque, junio da estrada de Sons. Era nou-
le. Apeou-se e reconheceu logo a alcova de
verdura onde passira uma memoravel noute
com Zepherino. Esta recoidacao ez-lhe le-
vantur os olhos para o.cu c ver a sua iuimula-
vel e boa. estrella, quo pareca ter descido do
firmamento para resplandecer no pavilho da
arenida Percier.
Se ella, durante a minha ausencia, tives-
se subido l para cima exclamou elle n'um
momento de delirio se a nao encontr n'a-
quella encantadora vivenJa em que a minha
fortuna leve comco !.. O' minha bella estrella !
O' celeste Eliza !
E, soltando esta exclamaco to intima, subiu
para a sege e den cinco francos ao postilho.
Desojo que lhe tragara, fortuna, meu amigo
lhe disse elle.
A oitava e nona sao nossas; tem por im fazer
uma reparaco que a razo e a justica exigen).
Os capites dos portos hoje, como em 18G,
quando foram creados, teem os niesmos venc-
montos, e osles nao s sao insuflieienies, abso-
lutamente fallando, como inferiores aos dos ins-
pectores dos arsenaes ; entretanto que os empro-
gos soda mesma cathogoria, da mesma impor-
tancia e de egual trabalho.
Para quo se conheca bem a inferoridade des-
tes vencimentos apoutnnoso exemplo desta pro-
vincia, onde o seu capilo do porto noineado, que
um chefe de diviso graduado, islo uro ge-
neral, deve perceber por mez a quautia de 2603,
sem rasa para murar, era agua, nem luz ; en-
tretanto que ura inspector de arsenal da raesma
patento tem cerca de 42j. casa decentemente
mobiliada, e outras vanlagens.
A compararlo desles algarismos mostr perfei-
tamente a justica de nossa prnposta. verdade
que o capitao do porto do Rio de Janeiro tem rer
sidencia no arsenal, o da Babia lambem, e que o
ultimo desta provincia, o fallecido capilo do
mar 6 guerra Rocha, de saudosa memoria, mo-
rn em um predio pertencenle ao nosso arsenal,
e elle contiguo.
Mas este foi emparedado, arrancou-se-lhe o as-
soalho do primeiro andar, e est transformado
de uma bella habitarn, ora deposito de carvo,
sem que tenharaos enchergado ainda a uliliuade
desla medida.
Assim o seu successor, provaveimenle ter a
P3gar daquelles tenues vencimentos uma casa,
que ho lhe poder custar menos de 50J, o que
anda raais os reduzir.
Por isso julgamos que se deve adoptar a non3
disposigo, bem que confiemos que o nobre mi-
nistro actual, que nao hesilou em comprar por
6>:000i um terreno e casas na cidade du Rio-
Grande do Sul para estabelecimento da capita-
na que j se acha ali, dar as necessaras pro-
videncias para que o capilo do porto desta
provincia icnha tambera uma habit&co do esta-
do, ou paga pelo estado, como os demas capites
dos portos.
Antes de concluir devomo3dizer duas palavras
acerca do torreo levantado no extremo sul do
arsenal de marinha, no local do amigo trapiche
novo, para capitana do porto desta provincia.
Esla obra acachapada, sem elegancia alguma,
aranh ida em todas as suas proporc,es, nada hon-
ra esta provincia, que ja conta bellos edificios
poblicos; ninguera dir que uma reparlico do
oslado.
Nasuaconslrucrao nao se altendeu importan-
cia do commercio extenso de Pernarabuco, cojo
porto abriga uma grande quantidade de navios
estrangeiros, que ali tem de ser despachados, e
Cojos capites frequentam a capitana do porto ;
era to pouco essas regras da archilectura que
revellara um povocivilisado, e que felizmente se
observam em outros edificios que possunios.
So algum modelo segmo-se foi o de oulros
dous torrees existentes dentro do arsenal para
lim mu diverso, e appropriado, circumslancia
que ainda mais desfavor acarreta nara o da capi-
tana.
Parece-nos, porlanto, que o Exra. Sr. ministro
da marinha, Pernambucano dedicado sua pro-
vincia, deve fazer favor della o que acertada-
mente fez para o Rio Grande do Sul, como nos
refere em seu relalorio.
Nao manifestamos smente nossa opinio indi-
vidual as linhsque precedem, ms tambera a
da nossa populaco, que este Dtario sempre es-
tuda para fielmente reproduzir.
Por decreto n. 1095 de 10 do mez passado foi
O postilho s respondeu acoutando os carel-
ios com aquella furia burgonheza, que qucrsnp-
pnmir oscominhos de ferro. Apesar d'esta gran-
de celendade. s chegou Pars no lerceiro dia
as 5 horas da tarde.
A hora nao era conveniente e por isso enlrou
n um hotel da ra Richelieu, smente para
mudar de facto, indo depois janiar casa dos
Irmoj Provencaes e deixando para o dia seguin-
le a visita condessa Eliza. Sentou-se junto
uma meza, onde jantava com apetite mililat
um joven ofiicial condecorado com uma fila na
farda e uma cicatriz no rosto. N'um dos inter-
vallos do jantar, Miguel nao pode oonler-se quo
nao olhasse para a cicatriz do ofiicial, refleclin-
do d'este modo :
Em todo o caso antes ser msico que sol-
dado. Ha gloria as duas profissoos. mas na
minha as feridas dos assobios e das pateadas nao
deixam signaos na rara !
A' forr;a de olhar para a ferida, olhou para a
cara, e, como ha era todas as occasies de co-
mida um momento em que so sent a necessi-
dado irresistivel de conversar, por isso Miguel,
dirigindo-se ao seu visinho, lhe d3SP .
Nao se pode duvidar que j viu de perto o
inimigo I
ofiicial acolheu este prologo de entretoni-
mento com ura d'aquelles sorrisos que to bem
quadram nos semblantes heromos. Esto sorri-
so convidou Miguel continuar. 0 colloquio em
breve se ligou, e, de phrase em phrase, de con-
fidencia em confidencia, um grilo de alegr.a sa-
hiu dos dous peitos dos convivas e quatro bra-
cos so levantaran).
Miguel !
Zepherino 1
Foram estas as palavras que se trocaram.
O salo dos Irmos Provenaos est habitua-
do estos encontros. como lodos os theatros de
drama, no bouleoard, e por isso cada ura dos
assisienles continuou olhar para o seu pralo e
apenas lancou um olhar obliquo para os dous
autores. As perguntas e respostas cruzavara-se
cora a vivacidade de um dialogo de romance.
Ouvia-se dizer ao mesmo tempo :
Na frica, na acrao contra Beni-Saleb !
Um golpe de sabr ?
De yatagn.
l'rolossor do conservatorio de Turin.
Chefe de esquadro.
Um triumpho louco em Prgola. Rossini
dsse-me < la
Fui considerado como um bravo, segundo
O cusime.
Sou da sua, maestrolhe respond eu.
Espero pela primeira promoco O general
l.avasseur deu-me uma licenca de* tres mezes.
Tenho um poema de Romani para o Scala.
Amanha vou audiencia do ministro.
O argumento I Sibariti.
Felizmente conheco o general Laboussaye,
que lem influencia...
A scena passa-se em Sybaris.
as secretarias...
Entre Ptostom e Taranto...
Baluarte dos rapuchinhos...
A' borda do mar.
Quando o dialogo se foi regularisando, Miguel
disse a Zepherino :
Tens caminhado galopo, segundo rae pa-
rece.
Sim, sim meu pequeo auvergnez !
Sem duvida, has-do ler tido prolccrocs?
As minhas protoccoos sao estas : primeiro,
uma bala na perna em frente de Constantino ;
segundo, quatro cavallos morios debaixo de mim ;
lerceiro, urna lanrada no pcito esqoerdo ; quarto,
um golpe de yatagn na faco direita ; quinto,
rasgado em duas partes pelas garras de um loo,
n'u na cacada no pequeo Atlas ; sexto, dez cam-
panhas sem descanrar e sem oulro domicilio se-
nao a sella do meu cavallo. Aqui tens as pro-
tecces.
Se me nao engao, parece-me que fallaste
n um general que influe as promoces...
Sim, sim !... Nao faz mal a ninguera ser
protegido, e agora p'incipalmente, que pretendo
alcancar o premio grande.
Qual c o premio grande ?
Com mil demonios Sao as dragonas de co-
ronel !
Ah I
o que Espanta-te isso ? E tu nao s gene-
ni na msica ?
Eu c sou dilferentc, Zepherino.
Porque ?
Porque tenho tido protecres, mas nao nn
genero das tu as.
Creio bem, Miguel. E de que genero?
Do genero feminino.
As mull.-res teem-le protegido?
Urna mulher, orna, Zepherino.
E' quanlo Insta, se ella boa.
A mais bella ea melhor: quero .npresenlar-
te a osla proteccao.
Nao recuso... Conhecor ella o ministro da
guerra ?
Pode ser... Havemos de lhe perguntar.
lallei-lhe de ti, ha muito lempo...
De mim, Miguel?
(Con/i(!tar-se-/io.)
sanecionada a resolurao da assembl.i geral que,
autorisa o governo reformara tabella das maio-
rias dos Qfficiaes combatenles da armada na-
cional.
Como se derom recordar nossos Icilores, est i
resolurao tinha assim subido approvacao do
senado na sesso do anno passado ; mas a ds-
cusso que enlo honre, propoz o Sr. senador
1-erraz. hoje digno ministro da fazenda e presi-
dente doconselho, que ella fosse remetiida il-
lusirada coramisso de marinha e guerra, enm-
posia dos Uxins. Sr<. visconde de Albuquorque,
marque/, de Caxias o .loo Antonio de Miranda"
para ella organisar a tabella necessaria, que rea-
lizasse o peusamenlo da assembla.
A digna commisso, tendo examinado a pro-
posta da cmara dos senhores depulados, e con-
ferenciado c.nn o Exm. Sr. visconde de Abael,
enlo ministro da marinha, apresentou logo a sua'
eineuda, quo consista em mandar executar a ta-
bella que propunha das maiorias que dovem ven-
cer mcnsaluienle os officiaes do corpo da armada
nacional quando effeclivameote embarcados.
Estando adianla la a sesso, nao pode ella ser
discutida, nem tambem no correlo anno, senao
mu tarde, por causa dos importantes trabalhos
quo oceuparam a allenc,udo senado.
Assim, ou ainda ueste anno uo se poderia
f.i/.era reparaco que linham direilo os officiaes
da armada ; nao se podera dar esla grande pro-
videncia, que deve ler immensa influencia no
dosenvolvimeiilo de nossa marinha, se se adop-
lasse a emenda ; porque ella lena de descer c-
mara dos senhores deputados, ou se quize3sc ob-
ler este resultado, era mister abandona-la e adop-
tar siraplcsmente a proposla tal qual sahio desla
casa.
Os Ilustres sonadores comprehenderara islo, e
convencidos da ^ocessidade da lei, nao hesitaram
oni dar esta delegaco ao governo, manieslan-
do-lhe mais um honroso voto de confianca.
Era preciso, cora elleilo, que o senado brasi-
Icirotivesse adquirido uma convieco robusta de
que esta lei nao poda, nem devia ser adiada por
mais lempo, sem prejuizo para o paiz, para as-
sim proceder, justamente quando o ministerio
annunciava um grande dficit, e appellava para
o patriotismo de todos os Brasileiros para dooii-
na-lo.
Talvez influisse alguma cousa nos Ilustres se-
n uores a consideraco de quo, na reparlico em
quo j se tinha feilo uma economa do porto de
sois ceios coritos de res, s com a supprss&o da
eslaco naval do Rio da Prala, isto de cerca
de um dcimo de seu orcamento, bem se podia
augmentar essa verba com mais cem conlos, pa-
ra se altender uma das mais importantes ne-
cessidades do paiz por que Qnal sempre sobra-
vam realinonle nos cofres pblicos quinhentos
conlos de ris.
Seja como fr; o que inconlestavel que o
ministerio aclual recebeu nesla autorisaco urna
prova sem medida da adheso do corpo legisla-
tivo, e quo para pagar-lhe fino/... por neza nada
de melhor poderia fazer do que adoptar a tabella
da commisso da niannha e guerra do senado,
que est na letlra da lei, e a satisfaz plena-
mente.
Este o voto de toda a nossa marinha, prova-
veimenle o pensamento do Exm. Sr ministro, fi
quera cabe a rara fortuna de realisar um acto
que tornar seu nome sempro estimado por esla
dislincta corporajo.
2?. A.
i
PERN. -TYP. DE II. F. DE PARIA.- 1860.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ES3UCRSL2_86D8KH INGEST_TIME 2013-04-30T23:37:56Z PACKAGE AA00011611_09461
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES