Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09454


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Full Text
T-5JH-
A'ino de 1846.
O 0//fR/Opl'lio-e lodos o illas que n"o
forrn de guarda: o preeo 4H(in n. por quartcl, p annimcios .los nss!{uanles so inseridos a razao
,je JO ruis por Inlin, 0 ri; en tvp<> lilleren-
[c e ai reperlee p*U melado. Os que nao fo-
reBJijnaiiUpf(5M reil por liona, c IGO
em typo diflereule. -
PHASE8 DA LA NO MEA DE OUMBRO.
I uh chei a *, hora a 4 minuto da larde.
Miogoantea 12 I li ra e 47 mi. da man.
I.lia nova'"a I horae4 mi. da raann.
Crescenle 117 aosi minlos da'tard*.
Sabbado
PARTID \ DOS COBRF.IOS.
Goianna e Paralivl-a, Segundas e Sextas feras,
Hio (innnle do. Norte, oliera nis Qimrlas feiras
so nielo dia e parte as mesmai horas nat
Quii i
Cilio, Ji ihlfllO. Rio Formoso, Porto Calvoe
Macry. no I., II e 21 de cada me.
Geranhuns e lloililoa 10 21.
fio-Vista e Plores a 13 e J*.
Victoria as Quintas feiras .
Olioda lodos Os dias.
PREAM\R DE UUJ.S.
Primeira a 2 b 6 minutos da Urde,
Secunda 2 h. 30 minutos da manlia.
de Outubro.
Anno XXII
N. ***-
das da semana.
?6 Sea. S. Evaristo. Aul. d. Idos orph.e do
J.doC.da2.v.,dol.M da 2 V,
77 Tero. S. EltsbSo And. do J. do c,v. da I.
v. edoJ.de paz do 2. riist del.
2 Quarl. Si SimSo e Judas Taa-Meo, p-
2 Q.!inla's Feliciano. Aud. do I. deorpl.3os,
.i I municipal da I. ara. .
30 Seita. 8 Ser.pio. Aud. do J. do civ. da
I. r. e do J. de paz do I. dist. de t.
31 Sabbado. S Ooiiiliiio. Aud. lo J. do civ.
dal.v., edoJ d pal do I. dist. e J. de l"
i Domingo. Festa de todos os Saotos.
CAMBIOS NO DIA 30 DE OUTUBRO.
Cambio sobre Londres 2 d.p I a Od.
Paria 35 rii por Tranco.
. Lisboa ion/, de premio.
Dse, do letras de. boas firma. I '/iP- Vo m";
rW-Oncasl.espanhol.S WjMn ll|00
. Moedssd.0JIO0.rel. H*200 a I6#s
o de 8*400 nov. Ilir400
de UOOO... 0/100 a
/>,_ P.laCcs........
Pesos columnares If a
Ditos Meiicanos. I920 a
Miuda.......... "FOO a
ii i.__11._ J. r_(ii.f\f
lefsoo
920O
3/tl
JfOOO
l|40
l #7 30
,) iniiu-i -......k -
Accesda Comp. do Reberibc de 0000 ao par.
DIARIO
PERKTAMBUCO

,,1 Wm isfmmn u-.;r_ .
EXTERIOR.
AMERICA SEPTENTRIONAL.
T\ccebro-se por Liverpool noticias de Newyork at
20.de agosto ultimo inrlusivanienle.
Essa noticias eiao inteiramente se ni importancia e
ate1 a respeito das operarnos navars t militares as fron-
teiral do Mxico pouco liavia digno de noticia. Ue
Vera-Cruz havlo noticias, que adiantavao mais uin
dia, e dolas constava, que os negocios n'aquelle porto
nao tinhao soffrldo inudanca algoma. .Je Malanioras
noticlava-sc, que o general Taylor anda eslava orcu-
pado coin as obras preparatorias. Eslava-so (onuando
un deposito uiilitnr em Cainargo, e coneentravao se as
tropas n'aquella praca eom toda a, presteza possivel. As
que estavo estacionadas em Matamoros nutria" re-
celos de peste. Anda nao havio noticias aulhonticas da
posicao dos Mexicanos. Segundo cartas da sede das
operaces, tinhflo sido montadas em Montcrez Hez pe-
ras de artilharia grossa para defesa da cidade ; secundo
outras edicoes, uin pedido de 7,000 horneo*, Vilo au
departamento de Nueva-Lnn. tinlia doixadn de obter
dos cidadosalguinas medidas para repellira projectada
invaaSo i e a estes boatos acerescenlava-se inals, que o
general mexicano Mejia havla concentrato em Leares
a sua frca de 3,000 homen*. Todava, esses boatos
nao stimmainentc duvldosos no seu carcter, para en-
contraren! prompto acolblmento. Esperava-se, que o
general Taylor seguisse avante porto do inflado de
agosto. Nao haviao noticias recentes da f xpedico do
general Wool. Cointudo, constavado forte Leavenutu ib,
que a expedico do general Kearney tlnlia, segundo as
ultimas noticias, avancado it a distancia de 130 mi-
litas do forte de Rent, e que o general havia determi-
nado .proseguir, passado aquello ponto, seni demora.
As tropa inuiinons ficaviio no forte de Leavenworih.
Circulavao boatos entro os negociantes o Mexicanos daV
que o general Urrea marchava frente de una gianrM \
frca mexicana para protecSo de Sauta-F.
Noliclava-te de New-York, que tinhao-se frotado na-
vios para a iinmedlata conducciio da expodifn da Cali-
fornia. Tainbem constava, que os dous vapores de
guerra, comprados pelo governo dos Estados-Unidos,
estavo quasi completos, e que brevemente partinao
para o golfo do Mxico. Os Jomaos fazlfio inencao de
boatos de haver apparecido uin corsario na altura da
ilha dos Pinheiros.
Os negocios internos da l'niao apresentavao poucas
phases de intciesse. As eleicOes da Carolina-do-Norte
tinhao dado eni resultado o inals completo iriunipho
do partido whig, assegurando a volta de don mein-
bros whigs para o senado. Dlzia-se, que o secretario
da inarinha estara actualiiiente Introduzindo valiosas
reformas naqnclle ramo do servico publico, a que elle
preside. Dlzia-se haver comecado de novo a emigra-
do de Arkansas para Texas. Os jomac/ publico* enn-
linuavao a produzlr novas pipvas do reappareciineiito
da corrupco das batatas. As noticias commerciaos re-
cibidas pelo taledonia nao occasionavao mudanfa al-
guma nos mercados. ,
As do Canad cbegavSo a 17 de agosto. Os jomaos
continhao boatos vagos de estar em projecto nina re-
coinposicao do ministerio.
publica. Parece ser aqu persuasao geral, apoiada na
opinloos de pessoas, que evidentemente prestao inulta
altencao aos iiiovimenlo.s daquella repblica americo-
hespanhola, que a volla de Sant'Aiina ao poder lio una
eveutualidade, para que todos devem estar preparados.
A sua paVtida de llavna, iior especial convite dos habi-
tantes de Vera-l^rut, e o facto sabido de que, ha inulto
tempo, t*ni os setis amigos n'esle f.aiz nutrido os mais
rdeme* desejos do boin xito de uin plano bein organi-
sado de revluciio, peloqual podessem aprovcitar, cojii
a circunstancia addlcional deque as declarados fui leil
favor por toda a repblica estflo fa/en,do una tlecidida
iinpr.sso no espirito publico, e o temor das conse-
quencias. que poderiao resultar de urna tal inudanca,
explicars de corto modo a baixa actual nos fundos. An-
da quando as noticias publicas da America annunciaiao,
que Santa-Auna havia abandonado todos us projecto*
ambiciosos, e tencionava vlvor no retiro em IIavana. uin
nuiueroso partido neste paii negou a verdad.- da asser-
93o, c disse, que elle so eslava ganhando lempo para o
especial desonvolvimciito dos seus planos. J corre, que
tanta confianca tem elle de sor nutra vez. posto pelo
povo mexicano tolla dos negocios, que arranjoii Uin*
especie de regencia, que,tendo-o a elle inesiuo por prin-
cipal actor detrs da scena, faria outra pessoa (dizein al-
guns, que o SeilOT Alinont) representante das suas vistas.
So Paredes for deposto, o Sant'Anna elevado, ao poder;
resta vr-sc em que parar os negocios entre o Mxico
e os Estados-Unidos. He este o modo, por que fallao pa
materia pessoas, cuja Inforniacao em negocios desta or-
detu se acha gcralme'nlc sor muito boa
[Times).
AxSI-iUHI.K'A PROVINCIAL.
SESSAO EM 29 E OUTUIIRO DE 1846.
PRESIDENCIA DO (H. SOUZ TE1XEIBA.
(Continuaciio do numero antecedente).
lillliEM DO DI*.
IVimeira discusso do projecto n. 32, acerca da divittt da
[regueiia de Heierrot
MXICO.
Ilnvlo carta* da cidade do Mxico coin data de 30 de
iulho. A maior parte das tropas tinhao partido para o
Norte, o o general Paredes eslava prestes a pr-se a sua
frente, havoudo transinillido o governo ao general Bra-
vo, viec-presidente. Todos os ministro* tinbao-se de-
iniltdo ; mas ainda nao eslava orgtUtUado o novo gabi-
nete. Tinha-se publicado una amnista para os presos
acensados de erimes polticos.
Os insurgentes de Ciiiulalaxara'ainda niantinbao a sua
posicao no centro da cidade. Tinba sido inorto o gene-
ral Arevalo .
Os Americanos pareciao esperar pela terminaran a
estavo chuvosa, aflu de continiiaiein as hostilidades.
Prosegua o bloqueio de Vera-Crui e Tampico.
Os porto* de Vera-Cruz e Tampico ainda fleavao Dio
queiado* pela esquadia americana, composia d'nina cor-
veta em Tampico, e 2 fragatas, una corveta, 2 bngues e
2 vapore* em frente de Vera-Cruz. A fragata do comino-
duro americano (Cumkcrfond, de 60 pecas; tinha oncalba-
do nos bancos de Anlon-Liaardo, e havia sido obrigada
a safar toda a artilharia; ella safou-sc coin porda da
quillia falsa, c outros graves prejuizos, c esperava-se
que foste brevemente (azor obra nos Estados-Unidos.
A cidade de Vera-Crui linha so declarado contra o
f,nveino, c a favor de Sant'Anna, no dia 31 de julho, e
sahio no Dee una depulacao aconvida-lo para vollar e
reassumir o comniando do exercito. Elle parti de la-
vana coin a sua familia, o general Almonte, o una por-
So do outros sectarios, no barco de vapor rabe, de Li-
verpool, na larde de 8 do agosto, lirou passaporle. para
Sisal; mas suppiiuha-se, que irla o:n dlreitura para \ e
ra-Cruz, tendo-se cerlilicado do que nenhum obstcu-
lo opporia aesquadra americana ao sen desembarque.
Accendeo-se de noro o farol de San-Juan-de-t lloa a
23 de julho ;eassim contlnuou toda as noites durante a
estada do Dee. ,
Tlnha-se recebido no Pacifico noticia do bloqueio nos
porlos mexicanos pelo governo dos Estados-Luidos. A
sensaco, que parecen prodiuir, fo que teuderia a com-
plicar ainda mals a* reUfde* da Inglaterra eom aquella
potencia. Cointudo, nao tinha clngado ao Peni ouCInli
a notjcia da pacifica tolueno da questao do Orecon.
Suppnnha-se, que a .squadra dos Kstados-Unidii t a
excepsjao da fragata foiui'ulion ) eslava na cosa do Orc-
gon e California. Dlzia-se, que aquello vaso seguira pa-
ra o seu palz, por estarcm as suas madeirs em niao os-
lado.
Fallava-so muito n'uina mina do piala, ltimamente
descobert por um relojooiro, cbauado Toare, em Coro-
eoro, na Holiva. Diza-ae, que o seu metal continlia una
proporcao extraordinariamonle grande de piala, o ja se
tinhao aventurado provisies de que osla mina excederla
em valor as mui faopsas minas do Potos.
Aicm disto, constava, que a ooinpantlia real de paque-
tes de vapor tinba IVilo airanjos para levar thesouius do
Pacifico para a Europa atravs do islluno de Panam, e
que este pinjoelo era olhado eom Inuito lavor na costa
occidental.
L0NDRKS, 9 UE SETEMBRO DE 1846.
Ainda que nao e tenha recebido noticia alguma mais
recente do Mxico, todava, os negocios deste paii con-
nalo a oceupar urna poticao preoininenle na dt*cus*ao
O Sr. Pedro Cavalcanli eni uin breve discurso maulfes-
ta o desejo, que tem, de saber, se o Exin. diocesano loi
ouvido a respelto dadivlsao.
V Sr. Brrelo: Nao posso dcixar de apoiar os racio-
cinios, que acaba de produilr o nobre deputado, que
me antecedeo. He este o meu modo de pensar, e nein
he novo : desde que para aqui vini, e que se traa de di-
vises de frrguezias, eu lenho sustentado sempre a opi-
nlfio, que seja ouvido o Exm. prelado desta diocese;e
uinavve que se renova, o se repele o inrsiuo negocio,
son urgido a pensar, ionio dantos.
Tenlio dito, o repito, que ao Exm. Sr. bispo sanen-
viadas as representaedes dos parochos c dos povos, toda
a ve/ que se intoiito divisos: oecorre ainda, que elle
tem. por si inrsiuo. observado una grande parte das
neeessidades esplriluaes dos eus dioeesanos, por isso
que elle tem viajado algiiinas vezes pelo interior do seu
bispaqo; tem aberto o chrisma rui muitos lugares ; lein
tido mesmo alguma demora em militas parles; tiloso
acha em um contacto muito positivo coin as urgencias
do seu rebanho ; elle ouve os parochos ; ouveos povos;
portanto he elle pessoa legitima, e que devora se
...8......-------.- '""-
bein ouvida lempre. Que procuramos nos I Acertar
Eis o motivo, por que nao excluiremos jamis um voto
to uualilicado. Relucamos, que, quando na cata M
trata de negocios eclesisticos dcste genero, nos nao
sabemos cousa alguma, porque nos fallecemos dados
precisos. Eu nao entendu do dircito, c
sempre torio....
OSr. AVlo: Obra mal.
0 Orador- Sao os meus peccados; mas comprendi-
do todava algn* deveres, alguma obrigacOef. Nao
basla saber mullo o dircito civil, he preciso tainbrm es
tudar e saber o dlreito ccclf slalico; c quem o sabe, nao
prescinde de corlas formulas occlosiasticas. O prelado
eonb.ee os seus deveres, conhecaiiios os nossos. foda
a vez que nos occuparnins de crea{0es, de ereccOes e
divisos de igrejas, intrrvenha sempre a opmiao, o voto
daquelie, que, por direito, o dove dar.
Vai mesa, e he lido e approvado o seguinte roque-
rimento: .
> Itequeiro, que se pecao Infonnacors ao Exm. presl
dente da provincia sobre as vautagens da divisau, que
propae o projecto n.32; ficando este adiado. S. R. -
Correia de Mello.
Em eonseqiiencia da approvacao do requerilfif nto tica
o projecto adiado.
Segmida discusso do projecto n. 22, que concede di
versas lotera para a edilicaco de um hospital de can-
dado no sitio dos CoclAos.
OSr. Hrrelo : treio, que se pede una oujnais lo-
teras a favor de um dos eslobeleclmeito do caridade ;
pede-separa un hospital. He isto, por sua nadir.va,
mol digno de recomiiiendacao. Posto que as loteras
para a igrejas, reparo de motriles, para oculto divino,
devem estar em primeiro lugar, todava nao devem dci-
xar de merecer a preferencia as loteras, que se pcdein
favor de um hospital; porque a religao he a que nos
cnsiua a caridade, e Dos he a caridade misma; e estou,
que elle mermo se apraz desta preferencia, ueste ca*o.
Quando tencionei fallar foi, para que so ti vase em
vsala, c em primeiro lugar, as obras das igrejas; mas,
como vejo agora, que e trata de um hospital, julgo,
que esta obra deve preferir a todas as outras.
Julgada a materia discutida, he o projecto approvado
cin segunda discusso, para paitar a torcoira.
Segunda discusso do projecto n. 24, que iguala o pro-
fe ssor do colleglo dos orphos em Olinda ao* deniai
professores publico*
O Sr. Joaqaim Villela : Sr. presidente, nao me le-
vante!, para justificar o pinje, to, que se acha apoiado
em ratoes, que aluda nao forao combatidas na casa ; um
oulro lim inoveo-ine a pedir a palavra ; e be cumplir
una promrssa, que fucata. ,
Ti primeira diseusao deste projecto, o nobre deputa-
do, que *e acha a minha dlrcita, #J> lo) apresenton na casa uin documento contra oprofes-
sor, a quem o projecto se refere ; e como fu tlvesse dito
enlao em um aparte, que, se tivesse prevenido a apre-
sentaco desse documento, traria outros, eom que o po-
derla contrariar, peco licenca casa para o*apresentar.Izo
n i. .__._ __.. _-K-n A nn. it^.l., IAr mo an. I ni
*eeollige,queoprofesor do ensino mutuo do collegio
dos orphos, a quem o projecto, que se discute._ manda
considerar na clase dos professores pblicos, nao cum-
pria eom exaclido seus deveres, c que a sua falta de
zelo e adulteracao, que fazia, do methodo de Leneas-
ter se devla o pouco ndiantamento dos seus discpulos
Ess'c documento he una informacHo, que den adininis-
tracaodaquelleestab.lecmento presidencia, quanuo
esse piofossortcve de apresentar esta casa una pnlrn-
5:10 igual.
Sr presidente, antes de apresentar os documentos, que
tenb'o, permilla-ine V. Exc. curtas rfllex Logo d.pois que appareceo essa mfornia.-ao contra o
professor do insiuo mutuo do colleglo dos orphos, cu-
ja data he de 8 de abril de 1842, o mesmo professor, pa-
ra desvanecer qualquer provenc.o, que della podesse
resultar eonlra elle, requereo a presidencia, para que-o*
seus alumnos fossem examinados, una vez que os esta*
tutos do eollegio o nao detormiuo, e isto em data de
20 deiioveinbroilnmosmo anuo; porque iineria, *ub-
ieitandn-os a um exanie publico, que se verihcasse, se
coin cuello ellos tintino, ou nao, o adianlamento preci-
so ; mas essa exigencia, alias lo justa, osla exigencia,
que tinba por lim Ouer appareccr a verdade, nao lu. sa-
tisfoila ; e por isso, mo tendo lugar os exames, por ello
requeridos, nffo levo elle lanibeni os meios de contestar
a informafo da adminislraco.
Esse professor, Sr. presidente, tanto tema, que se re-
conhecesse o seu pouco zelo polo adiamntenlo dos seus
alumnos, que j havia requerido presidencia para
mandar inspeccionar R sua aula ; mas, nao obstante a
presidencia ttr determinado, que a-aula tone inspeccio-
nada, e Horneado para isto ao director do lyceo, a uin
dos inembros da administraran, que deo essa intoi ina-
ciio contra elle, e ao director do mesmo eollegio, ne-
iibuin oxame so procedeo, c deixou assim do tor elle
um documento relativo ao estado do sua aula, c
poderla contestar essa lofbrmkcSo.
Aqui est o despacho da presidencia :
Nomeio ao director do eollegio dos orphos, c ao do
|j co desta cidade, para, em dia corto, taterein o men-
cionado oxame nos alumnos, que quizorem designar :
devendo, porin, de ludo dar directa parto a este go-
. verno, para privideuciar, como Ibe parecer oonTenlen-
ii te ; declarando o lempo, em que os alumnos piinci-
i- piio estudar Palacio do governo de Pcriiainbuco,
23 de abril de 1838.F. do Reg. <
O Gradar: Nao foi cuinprido.
O Sr. Xilleta Tarare*: ~ E quem era n presidente ?
O Orador : O Sr. Ilaifto da ISoa-Vista.
J v, pois, V. Exc. que o professor confiava em si; que
nao temia, que sua aula fosse inspeccionada, que seus
alumnos fossem examinados ; c que, se ludo isto nao te-
ve lugar, nao foi por culpa sua.
Mas prescindo disto, e peco licenca a casa para apre-
sentar attestados, que, creio, devem merecer, pelo me-
nos, o inesiuo crdito, que essa infonnacao deo o no-
bre deputado, que a leo. .... .,,
Aqii est um attestado passado em 21 de abril de .H> ;
um attestado. que, pela sua data e pola nntiguidade da
lettra, a cmara reconhecer, que nao lie moderno, pas-
sado pelo nobre deputado, uieu innao, que loi yice-fli
rector do eollegio dos orphos, o que na primeira dis-
cusso disse casa o que em :6 ja havia dito ueste at-
testadado.
Elle diz o seguinte : ...
Jcronumo Villela de Castro Tavares, doutar em sciencias
n oei.ie e jurdicas pela academia de Olinda, etc.
.. Atiesto, que o Sr. Jos Policarpode Freilas. proies-
i. sordo priuieiras leltras do eollegio dos; orphos, dU-
rante o tempo, em que exerci o lugar de vlce-diroc-
ii tor do mesmo eollegio, foi sempre exacto no cumpri-
ic minio de seus deveres, e leve urna conducta boa c
.. louvavel. He oque aflirmo, por me sor pedido, o mi a
n tulla de nien grao. Reeife, 21 de abril de 18.*).Dr.
ii Jeronymo Villela de Castro lavares.
O Orador : ~ gis-aquioulro attestado do Exm. Sr. I).
Carlos, boje bispo do Maranlio, passado no tempo, em
que era director d'aquelle eollegio.
Elle assim se exprime :
En abalxo a (Signado atiesto, que o Sr. JosCPolicarpo
de Freitas, professor da escola de ensino mutuo dcste
> eollegio, he cuidadoso e activo na escola,ecompoita-sc
ii mui bein ueste eollegio, mostrando havrrtllloi din aran,
. e ser dolado d "
ii au lilil tiaw, <.* -*"---------------------- (
ido do boa conducta moral. He o que allinno.
- por me ser pedido. Oblleglo dos orphos, 21 de abril
.i do 1830.J-'r. Carlos de S. Jos, director dos orphos.
O Orador : O Exm. hispo diocesano, que leve occa-
sio de visitara aula do eollegio dos orphos, diz sobre o
professor o seguinte :
s Nenhuma duvida tenho em afliniiar.que no da por
Vine, mencionado, dirigindo-ine sua aula, na com-
- panhia do Exm. presidente desta provincia, presen-
il ele!, que os seus alumnos tinhao aprovcllado, mos-
ii li a nd.i adiantamento; o julguei, que aquello Kmii. pre-
si.I. uto (ienu satlslito, nao so pelo progresso dos d-
,( tos alumnos, como pela coa ordem, coin que Vine.
diriga a sua aula.
. Palacio da Snlrdadc 15 demarco de 1838. Joo,
hispo de Pernambuco. k
O Orador:O presdeme? a que se refere S. Exc.
Rvma, he o Sr. Vicente Thoniaz Piros de Figuciredo Ca-
margo, que o n to administra va a provincia, e eis tani-
bem o que elle diz :
Oi-dem, rogularldade e methodo observei^ reinar na
aula do ensino mutuo do i ol.-gio dos orphos, do que
.. era professor o Sr. Freitas, quando em o auno do 1837
a a visitoi. Em geral o alumnos estavo adiantados o
inostravao aprovetamonto do que se Ihes ensinava.
Rocil'e,6 de novrmbro de 1843.-- Eionle Thvmax Pi-
res de kiyueirido Camarg'o.
O Orador : OSr. padre Arruda, que foi vicc-direc-
tor do eollegio, atiesta nos seguimos termos:
i. Atiesto, que o Si". Jos Policarpode Freitas, profes-
n sor do ensino mutuo do eollegio dos orphos, desom-
penhou cabalmente as l'unccoes doteu magisterio du-
.. rante o-teinpo, que ettive como vico-director do mes-
ino eollegio, sondo dito professor lao constante no
exercicio do seus deveres, que as vezes, mesmo in-
eoiiimodado, compareca, prova exuberante da sua as-
i. siduidade e do iulon sse que loma va polo adianla-
ment dos *eus alumnos ; apreseutando *c*nprc a-
n quella conduela civil, moral e Iliteraria, quMie inie-
ii paravel de um bom pai de familia, e propra de um
.i boni educador da inocidado.
. Reeife, 23 de oulubio de 1840. Jos Francisco de
Arruta,
-irruau. .
O Orador: Mas, Sr. presidente, quer a cmara o jui-
iu do actual director o vce-drrclor do eollegio do* orr
Do documento, que o uobre deputado Ico, c que ago-l phaos a respelto do professo ? Eu o apiesoiilani. Eis-
i nao tenho mo, mas que a casa lera em leinbranca, I aqui o que diz o director :
. Attesto, que Jos Policarpo de Freitas, professor de
,, primeiras lettrss deste eollegio, tem cumplido cora M
obi igacoos de seu emprego, dede que nelle sou di-
.. rector. Tem mui boa conducta: os seus discpulo mui-
i to o respeitSo. Por me ser pedido, passei este attestado.
Colleglo dos orphos, 23 de outubro de 1846. Fi-
orate Ferriira domes, director.
O Orador : Eis-aqui o que diz o vicc-director :
. Em o espir de dous mozos que tenho exercldo
a o eltiprcgo de vico-director dcste eollegio dosorphao,
tenho presenciado nacrso cumprir o Sr. Jos Policar-
ii po de Freitas, professor de primeiras lettra do meauo
u eollegio, eom toda a oxaoco.as obrigaeftes de um pro-
ior applicado ; como igualmente infundir respelto
sobre seus alumno, tanto na sua aula, como lora del-
i la : motivos estos, que os l'.i/.in subinissos o applica-
ii dos. O que attesto, mandando escrever este, em que
me assigno,
n Colleglo do orphos, 27 de buluhro de 1840. rrel
Joaquim de Santa Escolstica.
O Orador : Paioio-me, que eom estos documento
tenho contestado a Inforinacuo, que tiesta casa lo o no-
bre deputado o desvanecido eonseguintemenle tiual-
quer juio desfavoravel sobre o professo do eollegio
dos orphos, que alguom, em vista della, tenha foito ;
pelo que. nada mais tendo a dizer, sento-nie.
Julgada a materia discutida, he o projecto approvado
em segunda discusso, para passar torcoira.
Segunda discusso do projecto n. 25, que concede ao
padre Jos C.onealo o ordenado deOOO^OOOrs.
Encerrada a discusso, he approvado o artigo 1-. *
njeitado o2.; c passa o projecto para terceira dl-
eusso.
Segunda discusso do projecto n. 26, quepcrmltlc li-
vre admisso de novicos em as ordens religiosa.
f) Sr. Xunts Machado : Sr. presidente, estou quasi
disposto a votar pelo projecto, mas eom as restriccoes,
que l.inbrei na primeira discusso. e que consigno na
emenda, que vou mandar ,i mesa, limitando o numero
de adeptos, que as ordens religiosas poder.ifl admiltir ;
visto que nao posso conlbrinarMiie coin a ampia fa-
culdado, que d o projecto ; porque julgo nao nos ser
per mi ttido dispeusar-ino nos do exercicio de tuna attn-
Inii .ao constitucional. Alm do estar persuadido, que
dessa to ampia faculdadv podem vir muitos inconve-
nientes, snpponho, que os interesses das ordens relig.o-
sas sorao bem considerados, sempre que nao Ihe negar-
tnos a permlssSo de admiltir alguus adepto,quando, por
sentlrcra a necessidade delles, no-la vierotn essas ordens
solicitar.
O 6'r. 'aria : E se Ihe nao consentirem ?
.0 Sr. Xetto : Ficao sein elles.
O Orador: Esta he a resposla mais conforme ; porm
creio, que nao haver mais urna assemblca proviucial,
que, por moro despeito, ou por uin espirito acatihado o
mesqiiinlio, negu tal permissao..... ^
O Sr. Paria: J houve,
O Orador: Mas Senliorcs eu nao acredito, que esses
lempos posso vollar.....
OSr. Hrrelo : Nein Dos tal permita.
O Orador: De mals, Senlior presidente, cada um de-
ve cumprir o seu dever, sem se importar eom oserros
do outros ; erras, que sii devenios procurar descobrir,
para nao mita-Ios,
Voto, portante, pela maneira, que j disse ; e por isso
von remetter para a mesa a minha emenda.
L-sc na mesa, c he apoiada a seguinte emenda :
" lie per mi ItidO cada umadas ordens religiosa nes-
ta provincia, da data desta le em liante, oreceberno-
ricos brasileiros at o numero de 12. S. R. A'unr*
Alachado.
0 Sr. Brrelo : Sr. presidente, nao gosto de seme-
Ihautes restricv'dos, por sso que os prelados das ordens
religiosas sao os nicos, que podem conhocor c medir
as neeessidades dos seus conventos ; o estou corto do
que ellos nao rrccbem para frades pessoas de mais....
O Sr. Netlo : Alguns, nein do graca.
O Orador : Ealguinas voics, nein pordinhriro, e nein
do graca, os devem rocobor....
.S'r. TVrtto : Eu digo, que sempre pedem um dote
para entrada.
O Orador : Os religiosos estn acostumados econo-
ma ; regulo muito bem os seus negocios sabem per-
feitainoute da sua casa ; portanto ollc nao recebom
novicos, senao tanto, quauto podem receber, segundo
os rditos dos seus conventos; e por isto nao quererla,
que Ibes impozesicmos este embaraco. Esta restriccSo
nao he precisa : mas, como vejo, que he nielhcr pou-
co do que uada, poique o muito ellos nao podem gran-
gear aqui, porque os Senhores nao querem frades,
seno em multo pequeo numero, por este motivo es-
tou por todas essas restriccoes, que se fazein aqui, una
vez que se concede, que haja um certu numero. Deste
modo, o por estas rasos, voto a favor da emenda.
O Sr. Laurentino : Sr. presidente, quando eu apr-
sente! o projecto, que se discuto, nao ino velo ao pen-
sainento, que elle fosse origem da discusso, que se
tem suscitado ; julguei, que era una materia to sim-
ples, que me dispensei al do trabalho de reflectar so-
bre ella : porm o meu nobre amigo, que scassenta ao
meu lado, (olhando para o Sr. Nelto) leve a crueldade de
encelar a discusso, so para me por na dura necessida-
de de o sustentar; provocacao esta, que, confesso,
me pot em grande embaraco; de sorte que, ape-
nas balbuclei algumas palavras a respelto, conforme
pude.
OSr. Netlo. Qulz ter o gosto de ouv-lo.
O Orador: Esfando desprevenido, mal poderia sa-
lisla/.cr a prelencSo do nobre deputado; mas Uve a
folici.lade de oulro nobre deputado, que se assenta do
...eu lado, (iWMnrfo-ir para o Sr. Paria) lomar a seu
cargo a sustenlaco do projecto, o faze-lo eom tanta
exaclido e eloquencia, eom lano conhecimento de
causa cerudieco. que liquei satisfolissiuio : hojoso
aprsenla nvamenos esta questao, e o nobre deputa-
do, que me precedeo, combatendo o projecto, tocou
em una especie, que se nao casa muito eom o meu
modo do pensar ; pelo que, permitta-inc fazer lobre
ella algumas rcllexes.
Dase o nobre deputado, que nao convem, que no
dispensemos deste poder constitucional, quf temo, de
legbl.il sobre as casas religiosas. Confesso. que nao
entend bem este pedacnho do argumento do nobre de-
putado, e preciso, para minha illualracao, alguma ex-
plcavo a reipeito; porque eu eslava persuadido, e
anda eslou, que o poder ecclesiastivo, as materias
puramente espirituaes, he ao ndependeute e lao so-
berano, como qualquf r oulro poder ; e por consequon-
cia parece-me, que toda a aeran do poder temporal,
que for em conliaposico s disposices do poder eccle-
siastico, em materias taes, he urna verdadeira aggres-
sao, urna verdadeira usurpacao.



.2.
O Sr. .Vanes Machado: Nao se (rala de jurisdcco
0 Orador : 0 nobre depurado encelou essa qucsto ;
e essa parte <1 SPU argiimenlo me obriga a remontar
una poca mais atrasada : e porque as rrllexors, que
teaho a fazer sobre esta materia, terna um carcter
un poiico histrico, peco V. Exc. e casa, que te-
iiliffo mu pouco de condescendencia paracoiuinigo.pcr-
iiiitlindo-me, que as faca.
No tempo, Sr. presidente, ein que orcupava o throno
de Ruma, creio, se me nao engao, que o imperador Ti-
berio, lempo, ein que n Jndca Ihe era tributaria, e go-
vernada por delegados d'aquelle imperador, appareceo
Jesus-Christo, laucando os pri niel tal fundamentos da
sua igreja ; e, comi|uanto fosse o symbolo da huinilda-
de c da obediencia, elle nao pedio lu. n-.i a Celar, nao
Ihe renden homenagem ; e cnmrccii a sua obra : mas
Si lis inlmigos, querimi.j sorprc nd-ln, e apatihar-lhe, al-
gilinas ripresscies, de (|ue Ihe podejscm fazer crime,
propozcro-llica quc.-in: se se devia pagar, ou nao, o
censo a Cesar? Elle, antes de responder a essa pcrguii-
ta. pedio urna inneda, e pergunioii de quem era aquel-
la clfigic; rcspondeo-se-ldc, que det.cz ir; cnto.rcspon-
deoelle : l'ois dai de Ceiar o que he de Cesar, ea
Dos o que he de Dos.
Bein sabe V. Etc., e sabe toda a casa, que aquella
divina bocea nao proferto palavra, que nao encerrasse
em si misterios profuiidissimos; e que, tiestas palavras,
elle estabeleceo independencia gualdade e soberana
dos dons poderes, de tal maneira, que nao drixou a me-
nor duvida a tal respeito : e note inals V. Exc, que,
tinelo sido feito o homem imagem e srmclhanca de
Deo9, elle nao respondeo. sem que se referisse a ima-
gen) de Cesar: il-ii a Cexar oque he Citar, e a Deo o que he
de Dos.
Instruidos seus discpulos e revestidos do poder de a-
brir e fechar as portas do co, dissr-lhes Ide, e pr-
gai por todo o universo este evangelho=; e nao consta,
que osenearregasse de pedir licenca aos potentados do
inundo : mandando assim estabelecer absolutamente o
edificio da igreja universal sobre todos os imperios do
inundo
0 Sr. Harreto: lsto est he.in theologico.
O Orador : Ao menos, val milito de accordo coin o
que pens na materia,
Nessa poca, os honiens, que ouvirao, pela primeira
vez, as votes do evangelho, corran, aos centenares, nos
militares a povoar os dsenos, a dedieor-se ao sa-
cerdooio, a padeeeres; e constiluiro associacoes, se-
cundo suas vocacnes; e o tempo e s'suas proprias ne-
cessldades os ohrigrn a siibnietter-se a votos e re-
aras, que a igreja npprovnu.abracando-os como a Albos,
sem que apparrrcsse nm so imperante, que Ibes lizrssc
opposlro; que iulgasse leus dlreltOS inageslaiicos ollon-
dido>; e que disputaase igreja aquelle direilo: ue-
nhuin juignu prrjudicados sens Iniereaeei; nenlim
julgoil, <|iie perigava sua auloridadr : por toda a parle
ion a. mals peifeita harmona, e foi cutan, que o
inundo vio, e ainda boje v u tocante quadro de mu so-
berano, revestido de todas as insignias da inagcstadc,
descer do llironn, para vir prostrar-se aos ps de um
simples sacerdote, constitiiir-se reo, confessar seus dc-
feitos, e pedir-lhe perdo delles : quero nobre depu-
tado mais enrgico argumrnio, prora mais decisiva da
convicro, ein que riles estarn, da soberana e r '
pendenciada Igreja, em materias espirituosa?
O Sr. Figueiredu: Mas nao fazio Isso como reis.
0 Orador: Rreonhecio, que naquelle tribunal nao
eriio superiores: logo havia perfeita liarinouia entre
elles e a igreja, segundo as tradieces, que temos : essa
harmona conservou-se perfeitamente pelo curto i .|i.n ii
de setesecnlos e meio: foi eniao, no melado doseculo
passado, mais dias ou menos, que levnntnu-se nina
chusma de phlloMpboS, que, ou pela geral enrrupro de
costumes, ou porque quizrssem rrcalciMir contra as
crueldades do tribunal da iuquisicn, tribunal anti-ehrs-
tio, de nefanda e execiavel memoria, ou fosse pelo que
fosse,aprrsenlrao una mullidfio deeseriptoresliberliuos
que imiiiudro a Europa toda de livrns impos, ata-
cando todos os dogmas da rrligio, e projectando a sua
ruina: foicnlo, que se espalhou a doutrina de que os
padres ero velhaeos, que quc io viver a custa da err-
dulidade dos povos; os frades verdadrros zangues, que
chupavo unicameiite a substancia dn estado, manien-
do- .- a gmta do suor alheio ; fui enlo, que se projec-
tou derribar lentamente o edificio da igreja; e forao
apnarecendo as prime iras leis ou privacoes, para que as
ordene religiosas nao admittlssein adeptos sem previa
licenca dogoverno temporal; foi dessa poca em diante,
que entramo a apparecer'as nfi'cusas dos direitus rivls e
polticos, promovidas pelas ordens religiosas, esqnecen-
do-se, entretanto, todos 0> grandes c relevantes servicos,
grandes e extraordinarios beneficios, que essas infamas
ordena lindan prestado e continuas a prestar rellgio
cao estado; e afinal passiu para o Brasil estas mes-
illas dlsposicdea e estas ntesmai leis, que fazcm o objec-
lo da presente discusso.
1 o li inlii o mais casa nina ouira doutrina do divino
legislador, quando di;, pouco mais ou menos : Aquel-
Ir, que qulcer vir a meu pal i tri no.vriiha amim.qiie eu
souocaminho; mas ninguem vira a iiiim, sem que eu o
cliaine=. Ora, des tas palavras elarainenle se ve.que, nao
sendo o chamado divino um chamado nominal, mas siin
lodo espiritual, e que nos designamos coin o termo de
vocaco, quando Pedro sent esse movimeiitn interno,
que o chama para o claustro, sent a vocaco divina,
sent una inspirarn da divina misericordia. Coin que
direilo, com que jurisdico se Ihe oppdcm ns leis civis ?
O Sr. Ntllo:-- Mas be preciso, que teuha dinheiro
porque, sem elle nao he adiniltido : be o uso da tetra.
OOroator : -- Esse he o uso da tena, diz o nobre de-
putadf f inaseu Ihe dirci, que he abuso.
Esto persuadido, Sr. presidente, qttC toda a le ou
lisposicao, que se oppe a que a igreja exerca livremen-
te toda assua jurisdcco, he usurpadora, eque, noca-
so, que se discute, essa piivacao faz ao individuo, que
quer ser frade, urna veriladeira tj ranoia, oppoudo-se a-
l ao gozo de nina potencia d'alma, que o Creador nao
subordinou poder algum, a sua vontadr ; faz a igreja
nina vrrdadeira opprejso ein seusdlreitos, eusurpa-
ro em sua autoridade ; e Dos una veidadeira resis-
tencia, oppondo-se a que ihe obedeca aquelle, a quem
elle chama.
O Sr. h njueiredo : Foi obra dos concilios
0 Orador Fosse de quem fosse ; eutendo-o assim,
c ii.ni posso fazer mais do que dizer o que pens.
Nao posso levar em conla.Sr. presidente,que, no lempo
que todos podein livrrniente seguir o estado, que Ihes a-
pras, su hajorestriC9esparaaquelle,ipiequersei Irade;
eque assim se faca violencia asua vontade, a que taubem
don toda importancia, porque vejo, que nem leos ihe
poi limites ; deixou ao arbitrio do homem ser bom ou
nao.
0 Sr. .\unes Machado : As leis penaes Sr. depu-
tado, e as mesillas leis civis restringen! a libcidadc do
ridado.
OOrndor : Siin, restringen) a liberdade, mas nao a
vontade, que he a deque se trata. O nobre deputado pu-
der fazer com que va um bumeiii ao patbulo, pontai
jamis far com que elle queira ir, c approve, que Ido
niandem.
O Sr. JVrio : Acabemos coin todas as leis.
0 Orador : Todas as leis nao se referen) ao objectn,
que se discute.
Sr. presidente, a emenda faz coin que o projecto fique
nullo poique ella nao concede mais do que aquillo ,
que j existe : por isso, voto contra elle, c a favor do
projecto.
Depois de mais algumas reflrxes dos,Sis. Nunes Ma-
chado c Laurenliii, l-se .a mesa e he apoiado o se-
guiute requcrimeiito :
Bequeiro, que seja o projecto adiado, emquanlo se
solicito iiiformacoes da lespectiva casa capitular, acer-
ca da uecessidade do ingresso de novicos. Figuei-
presnieiu i i a mandar desobstruir o rio Colanna, e facer
una ponte sobre o rio Japoinim.
Depois de breves rr/lexes dos Srs. Netto e Nuiles Ma-
chado, he o projecto approvado em segunda discusso,
para passar il terceira.
Segunda discusso do projecto p. 29, que autorisa a
presidencia a mandar contratar pela thesourarla o pa-
gamento, cuiprcslacdes,doquc deve .esta acamara mu-
nicipal do Reeife.
II. approvado sem disrussao.
Segunda discusso do projecto n. .'10, que concede
mita gr.itilicacao anprofessor de primeiras lettras da c-
d.ule de Coianna.
Ilepois de ter arado o Sr. Netto, liea a discusso adia-
da, por ter dado a hora.
0 .ir. /'retidrnte d para ordem do dia da sessao se
guinte;leitura de projrctos e pareceres ; terceira dis-
iii.-., dos projectos de na. 10. 20 e 2i ; segunda dos de
ns.,27e31, e das posturas da cmara municipal da Boa-
Vista ; c primeira do projecto n. 23: e levanta a sessao.
(Erao 2 lloras da tarde.)
SESSAO EM 30 DE OUTUBRO DE IS46.
PRESIDENCIA DO SB. SOUZt ri.ixi I I: \.
SUMMARIO. EXPF.DiHNTE. Aprcienlaco dealqum projee-
lot.--.lpprovacaodi ultima redarcao do de n. 16 dttle Hilo;
e em tequnda diieutx'io, i/oiien.30. Adiamenlo da ter-
ceira diecuiso do de n. 19.
\s on/.e horas c meia da manhaa, o Sr. I." secretario
interino fai a chamada, e verifica estarem presentes 19
Srs. deputados.
U Sr. Presidente declara aberta a sessao.
O Sr. 2. Secretario interino le a acta da sessao antec-
deme, que he approvada.
O Sr. 1.' Secretario interino ineuciona o seguinie:
EXPEDIENTE.
Um oflieio do secretario interino da provincia, com-
miinicaudo, que forao exigidas da coininisso adniinis-
ii. l i\ la obra do theatro as infomiaces, que a as-
seinbla'pedio em nllicio de 27 do corrente. Inlei-
rudti'.
Oulru do inesino, participando, que da thesouraria
das rendas provinciaes forao exigidas iuforiiiacoes cir-
cumslanciadas acerca do reipiei iiucuto do tenente-coro-
nel M iiinel J,i;u|ii ni do Reg e Albuqucrque ; bein co-
mo una relacao de toda a divida passiva da dita tlie-
soiiraria. Inleirada.
Outroda cmara municipal da villa do I.iuioeiro, pe-
dindo diversas providencias sobre aforaiiicntos, que
inesma tem feito a varias peaaoaa, /4'eommiMiIo de le-
qiitatao.
lie lida capprovada a ultima rrdacco dosegulnte pro-
jecto :
A assembla legislativa provincial de I'ernambuco
resol ve:
ii Artigo 1." Fica o presidente da provincia autorisado
a contratar com una compauliia, nacional ou estrau-
geira, a factura de una ponte pensil, ou de pedra, como
mais conveniente fr, e qlie commuiiiiiiic o bairro de
S.-Amonio rom a povoario dos Afogados; concedendo
taos empresarios 0 privilegio do pedagio. pela forma se-
guinie : -- di'z res por cada pedestre; vinte res por ca-
da animal i-avallar, vacciim, ou mu.ir, e vinte iris |ior
cada roda de vehculo.
Art. 3." Fico rrvogadai as leis c disposices ein
contrario.
--.' swsua .i-?
llllfilfl DE l'EI!l,tlll)ICO.
Rio para esta, afun de, no lugar da ininha repartirn,
conforme requer, poder responder ao processo, e nio
havendo sido ilemii tillo, como esperavao, e nem por ac-
to algum suspenso pelo poder competente, rpie, a dar
algum peso as aecusaces, podia-o logo faser, depen-
dente do processo, estranho c oniisso seria meu proce-
tlinientu, se nao contiauasse ocxerclcio do emprego sein
causa, que a Isso me obstasse, at que o ciFcilo da pro-
nuncia, ueste caso, o inlerronipesse : entretanto, foi
conveniente ; fui suspenso pela vine-presidencia por ef-
feito de un alarido aos uuridos da pessoa, que a exce-
da, alias bein intencionarte, e contino, nao havendo,
at esta data, sido pronunciado.
Parece, portanto, que scinelliante gente tem feito en-
tre si uma liga, para, na falta de legtimos im'ios, cons-
pirar contra a verdade mais clara. Oh '. temporal oh', mo-
' i 11
4:200/000 ris, recolheo thesouraria da fazenda tan
gomante 220/000 ris, por dizer, que foi correspondentj.
a 2:900/000 ris, como se ve do documento n. 5.
I iel.ipidoii mais a quantia de 200#000 ris, da sita da
m.iior parte do engenlio Vlalto-Grossu. pela compra
t|ii" dellc fez Francisco de GouVela e Souza ; porque'
teudo rrcebido desta siza 1:220/502 reta, corresponden-
te a 12:205/020 res, recolheo thesouraria da fazenda
lo smente 1:020/502 ris, por dizer, que foi coi res-
pndeme 10:205/020 ris, citado documento u. 5.
Delapidou mais a quantia de Oti/000 ris,
si/, is de 13 esclavos dos heir iros da finada I). Januaiij
Mara de Jezus, adjudicados ao dito Castro AraUjo; por-
que, tendo receido tiestas meias sisas 17o/000rls, cor-
respondente 3:520/000 ris. recolheo thesouraria
provincial tito smente 110/000 ris, por dlser, que fui
correspondente 2:200/000 ris, como se v da certldo
Dando Vms., por agora, lugar ein seu jornal a estas li-|sob o n. 1 lettra (/), combinada coin a de n. 3 lettra ,'/.),
nhas e copia do olticio, a que me refer, multo obrlga- niargem.
Delapidou mais a quantia de 2/450 ris, da meia sua
Na assembla, a ordem do dia para a sessao de boje he
a lucsiua da de honleui
c
orresponuenc \.
redo.
Encerrada a discusso, he o requeriinento de adiamen-
to rejeitado; e approvada a emenda do Sr. NuncsJHacha-
do, assim como o projecto cm segunda discusso, par
passar a terceira.
Segunda discusso do projecto n.28, que autorisa a
Sri. Rnlactoret. Ao 1er a correspondencia insertar,,,
o n." 218 ile sen jornal, me vi na uecessidade de, pelo
iiiesino vehculo, dizer duas palavras acerca de seuaa-
siimpto ; nao para os autores della, mas siin para o pu-
blico, cuja upiuiao assai prezo : e ainda que me paesu i-
da, deque nao produsird o pretendido efl'eito as mal
cabidas liisinuacoes, que nella se pretende Incutlr tn-
davia desde ja anticipo -me a rogar ao respeilavel publi-
co, suspenda ipialquer julio, que porventura possa fazer
acerca do processo de respotis.iliilidade, que se ai ha
inslt itiutlo un jni.o de direiti, desta cidade, por occaslo
de combinadas representaedes, recheiadaa das mais re-
Voltantea filsidades, que atropelladaueute, de envolta
com um tnonlao de documentos, j excntricos, j,i con-
tradi, torios, cat contraproducente, sendo entre elles
urna caria auonyma Pili nonio dos Alagoanos, foro le-
vados ao Exm. ministro da fazenda, e por este remetti-
dos ao jui/.o, para COnbeCar dos lacios argidos, < proce-
der, como ile direilo loase; eiuqiianlo que, como pre-
tendo, mi faro, pelo pelo, patente ao paiz inhiba defe-
sa, e o resultado do mcsiuo proi'csso, cujo Hu reeonlte-
cido e nico, desde j previno, mo foi seuo o deobter-
se, artera e desapereeliidamente, ininha destilulcao do
emprego de inspector d'alfandega desta provincia; por-
que testa dista repartiro, por maneira alginua con-
velido aos interesses particulares demeiaduzia de pes-
soas, que sedizem eouimerciantcs uestapraca, mal ave-
zadas ao modo legitimo da fiscalisacao das rendas pu-
blicas em tal repartiro. E porque, a quem me nao co-
ndece, possa cu parecer snspeito no juiz.o, que acabo de
emittir, alias o mrsiiio das pessoas imparciaes do lugar,
siivao-.se Vms. dar publicidadr, igualmente com cs'.a,
ao oflieio, que por copia acompaiida, do Exm. ex-nresi-
dente, o brigadeiro Marques Lisboa, em que expende
sua coiivlccao ao Exm. ministre a meu respeito ; a fon-
te do odio, que me de votado; c porque qualidade de
pessoas.
Succintainente accrescentarri, que mais uina asque-
rosa faUnladr he que, a inaucia de insinuarn, recor-
rro meiis detractores na invectiva de ter o Sr. r. Jo
s Tellcs de Mi nezes (que he o juiz de direilo,. recebido
multas cartas deprolccco ; isto de a solemne revelaran
de que a rarrrgada conscicnci.i dos mcus malsins |a
Ibes denuncia, que em breve lera* de ser desmoronada
sua obra de tanto trabalhu, quando velo ser subinelti-
da a analyse e vistas de um juiz, cujos atti bulos de jus-
tica e iniparcialidade riles se vem na uecesidade de
confessar, e assim reaonhecer, que nao he accessivel
quaesqiier lucios indignos. Esse magistrado,, que
llior que ninguem, sabe, que urna su carta, ou
nho c peilido |nn nutra qiialqucr via nao tem rec. Iii.lo,
tirar mais lima prova da credibilKnide e n tirio, que
niereeem os inlercssados na dcsliluico do inspector da
alfandega ; e que scinclhaiilc gente nao podciti einba-
ciar o brilho de sua di cisao, qualquer que ella possa
ser ; viudo, portanto, coin a arma dessa uvrnl.nla lUi-
dade abrir ein si ptop ios mais nina ferida de iiiorle, A
innocencia nao carece de recorrer a esses tneios, quan-
do uto tem raaoes para desconfiar da pioliidade, Inde-
pendencia e rspirito dejustlca do magistrado, poi-queiu
lema fortuna de ser api ociada.
Ouira fatsidade da mrsma urdem he a de atlriimir-se
ao mui digno inspector actual da thesouraria, o Sr. Bas-
tos \ arel la, o rrccbiuieiito de idnticas carias Jacto, de
que se affirma muito se ter fallado, quando o que he
verdade, he que em tal objecto nao llavera* uinguriii, que
lenha dito palavra, porque esse faci smente lera* exts
'.Ido nos sonlios da delirante imagingeo do Inventor',
A ordem de nao penetraren) as partes o saticuiario da
reparta), alias de toda iitilidadr au bom rgimen della,
lu rstalirlreicla, como se sabe, pelo antecessor do Sr.
l'aslos Vareila, Jiistiuianno de (astro llebcllo, e conti-
na a ser observada; mas nao he digna de censura a
excepcao tolerada .para coin o inspector da alfandega, as
vezes que all temido solicitar os documentos para provar
as fil-.iil.uies, quelite alguinio como clnfc daquella re-
p.n tico, (lija qualidade Ihe nao lita a suspenso exigida,
Ie dada pelo vlre-prcsidente da provincia, sem legitimo
e novo fundamento, exigida, digo, porque, viudo eu do
r ao sen constante leitor
Frtorino Joi Ferreira.
Macelo, 6 de outubro de 1846.
ullhn. e Exm. Sr.O inspector da alfandega desla pro-
vincia tcm-se mostrado um empregado exacto e zelo-
so no cumplimento dos regiilamentos, por que se rege
a sua rrpartico : se por tal motivo tem obtido o apoio
desta presidencia, tem, pelo uiesnio, adquirido ininii-
' .ule ilioi i ei 'intento de algtins ti apaiairos, que, COS-
tiimados, segundo presumo, aos lucros, que tiravo,
pela falla de liscaltsaco, que ora se segu, nao cessao
de clamar contra o dito inspector, e de Ide urdir infa-
mes intrigas : tal he o que consta dos papis juntos,
que, s por si, serobastantes para V. Exc. conhecer a
verdade do que levo dito. E porque o conducta do
guarda-mr da alfandrga, Joaquliu Machado da Cunha,
valendo-se do seu emprego de subdelegado do distinto
para ir atacar c abater ao chefe de sua rrparticao fsem se
I tiil-i.it-. que suspenso por elle eslava, c que, como tal,
snspeito era para obrar d'aquelle modo) me parece nao
s ollenslva da subordinaefo e respeito, que devem ter
os subditos para com os superiores, mas ao mesiuo
tempo desattenciosa para com a primeira autnridade da
provincia, sem cujo assrnso, rulendn, que nao deve fa-
zer taes diligencias em urna reparticao publica qual-
quer autoridade policial ou judicial ; julguel acertado,
e a I-, ni do servir.i publico, suspend-io, por algum
tempo, do emprego de giiarda-inor; oque fiz pela por-
tara juma por copia: bein como tainbeni o detnitti do
(Mitro, que exercia, de subdelegadu, havendo sido nes-
ta occasio eoadjuvado legalmeute pelo doutor chefe de
polica, afim de que esses inimigos do inspector da al-
fandega nao o processassein iiiimcdiataiuenjte, como
pretender*), pelo crime de resistencia justica, segun-
do levo ao conheciuiemo de S. M. Imperial, pela repar-
tifo competente.
ii Tendo assim dado conta a V. Exc. do facto occorri-
do, eda suspenso, queinipiuao guarda-mr da alfan-
dega, Joaquim .Marinado da Cunda.
i. Peco agora a V. Exc, haja de aiitorisar-me para le-
vantara dita suspenso; porque o julgo siillicieuiemeiite
coi rir, i do da/a I la, que coin metleo; e porque me procurou,
daudo-mc satisfaco e allegando sua ignorancia em
materias judiciaes ; e ainda mais,'por seren dignas de
attencloas circamatancias de ser esse empregado ho-
mem de (i i anuos, oii-i'.i.lo de familia, ecoutar j 23 Bo-
nos de bous servicos.
Resta-ine, linalmenie, rogar aV. Kxc^parauej de-
vido esclarec ment, haj de dizer-ine, se lucio ein erro
no meu modo de pensar siipraiiieiiciouado, de que se
nao devem fazer, em qualquer reparticao publica, vis-
turas, ou outr.ts diligencia-, judiciaes ou policiaes ,
sem dlsso se fazer previa cominunicaco ou preven-
ro primeira autoridade da provincia.
da escrava Joanna e seu filho Eusebio crioulo, arre-
matados por o mcsiuo Castro Araujo ; porque, tendo re-
cebido desla meia siza 22/450 ris, correspondente
449/000 ris, recolheo thesouraria provincial tio s-
mente 20/000 ris, por dizer, que foi correspondente
400/000 ris, como se v da certldo sob o dito docu-
inelito n. I lettra (M), combinada com a tic n. 3 lettra
(iV), margein.
Delapidou mais a quantia de 100/000, das meias sizas
das tres quintas partes de 27 escravos da fabrica do di-
to engenho Mscate, arrematadas por o mesino Gabriel
Antonio ; pirque, tendo recebido destas meias sizas
304/550 rs., correspondente 6:091/000 rs. recolheo
thesouraria provincial to smente 204/550 rs. por
dizer, que foi correspondente 4:091/000 rs., como se
v da certldo sob o dito documento numero 1 lettra
(O), combinada com a de numero 3 lettra P), i mar-
gein.
Delapidou mais a quantia de 20/000 rs., das meias si-
zas dos7 esclavos de nomes Antonio, Francisco, Euze-
bio, Antonio, Francisco, Antonio e Mara, arrematados
por o mesmo Gabriel Antonio; porque, tendo recebido
destas meias sizas a quantia de 83/000rs., correspon-
dente 1:760/000 rs., recolheo thesouraria provincial
tao smente 68/000 rs., por dizer, que foi correspon-
dente 1:360/000 rs,, como se v da certldSo sob o nu-
mero 1 lettra (Q), combinada coin a de numero 3 let-
tra /., margein.
Delapidou finalmente outras multas quantias, se se
instituir um minucioso etaine, que desde J requeiro,
as respectivas thesourarias geral e provincial, e cari-
nos da comarca do Itio-Forinoso comparando-se ai
verbas constantes dos livros de recelta com os bilhetes
de sizas, nielas sizas, escrpturas publicas, e mais lanca-
inciitos liscaes. que devem de estar laucados n'aqiiellas
thesourarias e cartorlos; cujas delapidaces talvez exce-
do de dezaseis a vinte contos de ris.
Nem se diga,Exm. Sr que o denunciado collector pos.
sa estar isento das penas, em que tem incorrido, pela
facto de haverj restituido s thesourarias respectivas
as quantias, de que cima se trata, como consta have-
lo frito ein principio de Janeiro do corrente anno, quan-
do deo contas do semestre lindo ein dezeinbro do an-
no provimo passado: se assiin o fez, foi cortamente
com recelo da presente denuncia, depois de extrahidos
os documentos juntos, como se podrr ver claramente,
combiiianilo-se as dalas dos luesmos com a ein que t-
vero lugares restltuices/ restituices, que, torno a
dizer. o nao podem isentar da merecida pena, e de ser
considerado como delapidador dos dinlierospublicos^por
Isso que as certlddrs das thesourarias se nao declara,
que o collector fcasse devendo importancia alguma, por
conta das vendas, sobre que n-cabido estes impostos;
antes, multo pelo contrario, se acha enunciado o precu
Dos guarden V. Exc. Palacio do governodas Ala-^dessas vendas da maneira a irais explcita, para corre i-
gas, 16 de agosto de 1845Illm. e Exm. Sr. concclliei-
ro Je estado Mannel Al ves Branco, ministro c secretario
de retado dos negocios da fazenda.Henrique Marque/ de
Oliveira Lisboa.
a
me-
einpe-
Publicando a pedido.
Illm. I Es. Sr. presidente da provincia. Diz o hacha-
re Femando Allbnso de Mello, que dos documentos
juntos, extrahidos dos carinos pblicos da comarca do
Ro-Koiinoso e das thesourarias ptoviiici.il c da fa-
zenda desta provincia consta, que o collector do mu-
nicipio do Ito-Formoso, Jos Luiz da Silva Giiiuiares,
ha delapido a fazenda publica na quantia de 3:046/250
ris. proveniente das sizas e meias sizas, por elle ar-
rrcadadas e recolbidas s menciouadas thesourarias,
como pasea o supplicaute a demonstrar ; a saber :
Delapidou a quantia de 800/000 ris, pela siza do en-
genho r.iiioinli.i c metade do, sitio do meio, adjudca-
los Viuva Costa S Filhos; porque, tendo recebido o
referido collector naquelle municipio a quanlia de
l:84(lfO0Oris, correspondente 18:400/000 reis, segun-
do elle mesmo o confesin no conheciuiento junto aos
respectivos autos, conforme consta da certldo sob o
ilo. un., ni., n 1 lettra {A), recolheo fazenda publica
to smente a quantia de 1:040/000 ris, por dizer,
que essa adjudicac.io fm I.ala pela quantia de 10:400/000
ris, segundo consta do lirio de receita recolbido
thesouraria gera!, na verba relativa a esse engenho, e
se v da certldo sob o documento n, 2 lettra (tY),
margein.
Delapidou mais a quantia de 300/000 ris, da siza do
engrudo Militas-' obras, adjudicado Jos Norbrrto
Castel-Branco ; poique, tendo recebido desta si/.a a
quantia de 1:600/000 de rs., correspondente 16:000/000
(Ir ris, recolheo thesouraria da fazenda tao smente
1:300/1)00 ris, por dizer, que foi correspondente a
13:000/ de ris, como se v da certido sob o dociimc n-
to n. 1 lettra (C), combinada com a de n. 2 lettra (D), ,i
inai'gem.
Delapidou mais a quantia de 200/000 ris, da siza da
prop i. ilaile Para-Que, e parte po engenho Dona, adju-
dicados a Manuel Jos de Castro Araujo; porque, lindo
recibido desla siza 553/322 ris, correspondente
5:533/225 ris, recolheo thesouraria da fazenda tao
smente 353/322 ris, por dizer, que foi corresponden-
te a 3:533/325 res, como se veda certldo n. 1 lettra (H),
combinada com a de n. 2 lettra (F), margein.
Delapidou mais a quantia de 437/800 reis, da siza das
tres quintal paites do engenho deitoinidado S.-Antonio-
do-.Mascalr, arrematadas por Gabriel Antonio ; porque,
tendo recebido desta sua 1:442/000 ris, corresponden-
te a 14:420/000 ris, recolheo a thesouraria da fazenda
to smente I-.004/200 reis, por dizer, que foi corres-
pondente a 10:042/000 res, como se vi da certido sob
o documento n. 1 Irttra (0) combinada coin a de n 2
lettra (//), margein.
Delapidou mais a quanlia de 500/000 ris, da siza do
engenho Gachoeirinha, pela compra, que dclte fez Pedro
de Mello e Silva; porque, tendo recebido desta siza
2:100/000 ris, correspondente a 21:000/000 de ris, re-
colino tliesouraiia da fazenda to smente 1:600/000
ris, por dizer, nuc foi correspondente a 16:000/000 de
ris, como se v (lo documento n. 4.
Delapidou mais a quantia de 120/000 ris, da siza da
metade do engenho Fonnguciro, pela compra, que
delle fez o padre Joo David Madcira; porque, tendo re-
cebido desta siza 700/ res, con espnjente a 7:000/de
rs., recolheo thesouraria to smente 580/000 ris, por
di/a r, que fui correspondente 5:800/000 ris, como se.
v do dito documento n. 4.
Delapidou mais a quantia de 100/000 reis, da siza da
proprii dado M.n dado, ou Fofa, pela compra, que della
fes Jos Joaquim de Miranda ; porque, leudo recebido
dcsi i siza 3BO/U00 i is^orrespondente 3:800/000 ris,
recolheo tluimu ariaTla fazenda lio smente 280/000
ris, por dizer, que foi correspondente 2:800/000 ris,
citado dociimcntii O. 4.
Delapidou mais a quanlia de 200/000 res, da siza da1
quinta parte do dito engrudo Mscate, pela compra, que.
di lia fez o capilu Francisco da lloclla Barros Wanderli y
ao teuciile-corouel Jos Antonio Lopes ; porque, tendo
recebido desta siza 420/000 ris, correspondente a
ponder quanlia recnlhida.
A' vista, portanto, do expendido tem o denunciado
collector commeltldo o crime de peculato. classificado
no artigo 170 do cdigo criminal: e para que se torneui
c (lectivas as penas correspondentes, vem o supplicante
darperanle V. Exc. a presente denuncia, c espera o
siipplicante.que V. Exc. o faca punir, na forma das leis,
suspriidendo-o i inmediatamente do emprego, que lo
iiiiuierecidaiiieiite exerce, contos interesses da fazenda
publica to altamente rrclanio. Portanto, pede ao Exm.
Sr. presidente (testa provincia, se sirva de deferir, na
furnia impetrada; c jura o supplicante ser verdade tudo
quinto allega. K. R. M.
Fernando Alfonso de .Vello.
Reeife, 16 de outubro de 1846.
(Com 5 documentos.)
CGItiMEKCIO
Alfandega.
RENDIMENTO DO DIA 30. -. .
IKSCWIHKUA HOJE 31.
Barca ingleza W7" Hutteltcarvo.
ferlgue iglezAfftMrMmercadorias.
Escuna Inglrza'iiro/inadem.
13:304/368
Geral.
Consulado.
RENDIMENTO DO DIA 30.
878/570
Provincial............. 442/745
1:321/315
Uovimento do l'orlo.
Navios entrados no dia 30.
Baha; 8dias, barca sarda Washington, de230 toneladas,
capilo A. Copla, equipagem 12, carga lastro; a
Robilllard.
Tcrra-Piova ; barca ingleza Jamcs-Stuarl, de 214 tonela-
das, capitn John l.aird, equipagem 14, cara baca-
Iho : a James Stuart & C.
Navios saltillos no mesmo dia.
Liverpool por Parahiba ; briguc inglez Hunnymtde, capl-
to Archibald carga assucar c algodo.
Kdial.
Jaeome (lerardo Marta Lumachi de Mello, escrivoda alfan-
dega desta cidade, servindo de inspector, em virtude da lei,
etc.
Faz saber, que.no dia .'11 boje: do corrente, se ha de
ai rematar em hasta publica, na porta desta alfandega, ao
uni -di i uma lata escapada, com dous vestidos de
cassa bordada, no valor de 20/QOO rs.;uin carteo com tre-
ze toncas para enancas, por 13/000 rs.; trezc pedacos
de renda, por /OOO rs ; mu carto com semen:.-:, por
2/000 rs. : ludo impugnado pelo guarda Antonio' Lo-
tCf Pereda de Carvalho no despacho por factura de
Luiz Gomes Ferreira t."., sob numero...:sendo o arre-
matante subjeito aos direitos.
Alfandega, 30dc outubro de 1846.
Jacome tlerardo Mara Sumachi de Mello,
Avisos martimos
'' '-----------------------1.1, '-""
= O bein construido paldabotc S.-Joo segu viageiu
para a Baha, coin escala por Macei, coin a inaior bre-
vidade possivel por-ter parle do seu caregainenlo
prompta : quem pretender canegar, os ir de passa-
geni, dirija-se a Bordo do mesiuo, defronte do trapiche
do algodao.
Vende-se o vclelro briguc Uous-Irmaos bem
construido e forrado de paroba prouiplo a navegar;
oqualcbcgou proxiiiiamcnte do Rio-Grande-do-Sul ,
e acha-se ancorado cm fenle do caes do Collcgio: a tra-
tar com Joo Francisco da Cruz na ra da Cruz n.
46, ou com o capilo, a bordo.
1


== Para a Bahia seguir, o irais breve possivrl a bem
conheclda e veleira sumaca !iova-4urora, capitao Do-
mingos Jos da Silva Papalina : quein na uirsina quf/.cr
carregar 011 ir de passagein, pode entendcr-se rom o
ini'Sino capitn ou com Aiiioriin Irmos, ra da Calida,
n. TO. *
__O brigue-escuna llenriquela, que acaba de Torrar
de cobre e he cavilhado de igual nni.il ha de sa-
bir para o Maranhu no liui dista semana, c s re-
Fran-
cebe carga niluda; para rujo ajuste se trata cora Fran-
cisco Joaquini Pedro d.i l.'usu, na ra da Cadela do Re-
cite, u, 17,segundo andar, ou no armazem n. 12, da mes-
ma ra.
Para o Maronho sahe, uo dia l.de novembro, o
brigue-eacuna Laura- os Srs. passageiros podem reali-
tar as suas passagens com o capitao, na piafa do Com-
mercio, ou com Novaes & C., ra do Trapiche, n. 34.
Segu para o Rio-Grande-do-Snl o brlguenacional
Jupiltr, no da 5de novembro niprcterivelinente: para
pasiageirseev:i...u, |wflo}Ue les* excedentes tom-
inoilos trata-se cora o capil.io do inesmo, Antonio Jos
do Iteis, ouna ruadatadeia-Vellia, n. 33.
hiato Nova-Oltnda sahe iinprctcrivrlmriilc para
o Ai.icitl na prxima semana, com a carga, que tlve'r
a bordo : quein alada pretender carregar, se entender
com o inestre do mesiuo, Antonio Jos Vianna, no tra-
picho novo.
HH9HHSSHBHHBBHHSiB-
l.cihiO.
=Kalkmann & Roscnmuud continuao os seus leiloes,
por intcrvi'iicfip docorretor Olive ira lcrca-feira,'3de
novembro, no sen armazcn, na roa da Cruz, n. 10.
Avisos diversos.
OLIDAOR.
n. 138 anhar-sc-ha a venda, hnie a ta.'dc, na pa?a
da Independencia, llvraria ns. e 8; na loja de livrus da
esipiina da ra do ( ollegio ; c na lypographia l'ni.io ,
tanto este numero, como os anteriores,
O POSTIUB.0.
O n. 21 Tez a distribuicao da mala, e acha-se a venda,
na prafa da Independencia, liviana u. 6 e 8 ; na ra do
Colleglo, loja de ivros do Sr. dotitor Ccuitinho, e na ty-
pographia Unan.
= Marcianna Joaquina Possidonea de Jezus, tendo
constituido s.'ii bastante procurador a seu IrmSo, Feli-
ciano Joaqulm dos Santos, declara ao resprilavel pu-
blico, que, da data deste emdiantc, quab|uer negocio
frito fin seu uoine, bem como compra, venda, do.icao,
ou cobrancas, reccbiinentos de qualquer quanlia, em-
bola seja por ella assignada, nao lera validadle alguma,
se nao fnr ouvido cu bastante procurador, assignando
illijiiiitiin.il [< com ella. Declara uiaJs, que tin dita
procuracao bastante, por rila frita, se acha designada
esta inesina clausula. Recife, 20 de outubrode is4li.
= Digo Rodrigues embarca para ns portos do Mil,
o seu escravo, de nome Juaquim Grande.
Anda se acha por alugar, pela festa ou por auno, a
uirlhor casa da praia de S.-Francisco em Olinda, poueo
distante da borda do mar, e por isto ptima para o uso
dos panno* salgados. Kst caiada, e ollerecc coinmodos
para grande familia; pois tem duas salas, quatro quar-
tos. cozinlia fura, cacimba e coqueos. A tratar na
nirsina cidade, ra de M ithias Ferreira, sobrado, onde
inorou o capitao l'assos.
O Sr. L....queira, no prazo de 8 dias, mandar pagar
a letlra.que S. S. acceiliiu,de234#260 rs a 20 dias preci-
sos, pois que. ha limito, se acha vencida; para oque j foi
citado: do contrario, ter de ver sru nonic por extenso
insta folha, aln de que n publico o fique conlicceiido.
0 tciicute-coroiicl Ignacio Antonio de Marros Falcan
declara, que nunca herdou da legitima de seu irmo,
Angelo de Barros Faleao, a menor quanlia, c nem tem
coucorrido eui juizo, ou fra delle, para conteiida al-
nina contra algueni, a respeilo da mesilla heranca do
to seu Irinao.
F.m consequencla do Sr. Joo Jonkheym se haver
ausentado desta provincia, no dia 20 de Janeiro prximo
passado, oabaixo ssignado faz sclente ao publico, que
a sociedade, que exista sob a tirina de Joiikheyui &Gur-
litt, se considerar dissnlvida daquella data em diante:
nao se responsabilisando o abaixo assignado senito por
transacfes feitas eni seu proprio nome. Guithermt
(iarlill. <*
Iiinlo sido desencaiuinhado, pejo preto pedreiro,
de nome Pedro, desde o dia 13 de outubrode 1845, a cs-
crava criouia, de nome Escolstica, que representa ter
30 anuos de idade, ponen mais ou menos, com os sig-
naesseguintes : estatura e corpo regular; quando falla
parece ter a bocea chela; costuma andar com cabello
grande e peuteado, e quando anda saeode-se ; levou pa-
o e saia preta: e como o mesnio preto tem dito, qu'e
anda, como forra, servindoeni casas particulares: pede-
se a qualquer pessna, que delta souber, dirija-se a ra
do Quelmado, loja, n. 38, que ser rccoinpensaila visto
o seductor j se adiar preso e pronunciado nas penas
da lei.
Perdeo-sc iim cachorro milito no-
vo, com os signaos seguitttes : preto, con
o peito braiicu e com a canda bastante
conprida : qncm oarhar, Tara favor en-
tregar na rus da Cadeia-Velhd, sobrado
n. 5$, que sera gratificado
Cica pcilenccndo ao Sr. Thomat Antonio Pessoa,
da villa da Granja, o bilhetr n, 1982, da priineira parle
da priineira nterin a favor das obras da Igreja inalriz da
cidade da Victoria.
0 intercasados da tirina de Firniino Jos Flix da
Roza & Irmo pndrin vender, cobrar e fazer toda e
qualquer transacfo, que prrtrnca cxlincta tirina
Firmino Jote Flix da Roa Jouquim Feliz da Ilota.
Amanha, I de outubro, no paleo do Paraso, rasa
' 4, ha, de madrugada, linio de vacia, gallinha de cabi-
dela, rini, lingoa e mais alguma cousa de comida; assiin
como se fazenj jamares paralla: a tratar na niesuia.
Iloje, pelas quatro horas da tarde, na piafa do jui-
zo do clyel da segunda vara, no Aterro-da-boa-Vfsta,
trin de se arrematar una rasa terrea, niela agua, na tra-
vessa da ra Helia, n. 1, avahada em 400/rs., por exe-
curo de lleruardino Francisco de zcvrdu Campos con-
tra Manoel f.pil'anio do Nascimrnlo, e oulros.
Un rapa/, portugus dos chegados ltimamente,
se ofl'erece para eaixriro de venda, pallara un inesmo
mallo, para oqur di liador a sua conducta : na
luaDirdia n. 10.
Antonio de Asevedn Villarnuco pede ao Sr. doan-
iiinicio que se asslgna Um Sugeito, responda se lie coi
elle que sr enteude o dito annunrio.
II .Si., i|ur, nu da 24 dr ouliibru diz Ihe faltar mu.
Attenco!
i2T Desencaminhou-se da casa da
ra da Cruz n. 9, terceiro andar li-
tera doiis mezes, potico mais oti mcrioi ,
Um alfinele de peito, de senhora, encas-
toado em ouro, trabalho de relevo con -
tendo o retratlo de urna menina sentada
em tima almofada de idade de 10 a 18
mezes com meins, borzeguins e touca .
previne-se a toda e qualquer pessoa ,
que terina visto tal allinete, de o trazer a
brcdila casa, que se dar tres vezes o
valor do retrato nao se exigindoo ouro,
bem como se guarda segredo. Faz-se ta-
manlio empenho, por assim o exigir 0
pessoa a qtiem elle pertence ; pois para
qualquer oulra be zero.
Vitiva de 'Alionan & Companhia
avisao ao publico, qne AntonioGoncolves
Bastos deixon de ser seu caixeiro, desde
o dia 38 tle outubro.
Aluga-se um pequeo sitio perto do rio e que
esteja aleiii do Mangulnlio al os Apipucos ou ines-
mo pelo lado da malta da Torre; a tratar por cima da
loja dr Manoel Gonealves da Silva.
Aluga-se urna casa com miiilos cominodor, por
nno ou para passar a festa, no Cnxang : quein a
pretender, dirija-se a ra do Crespo, n. 15, primeiro
andar.
Jos Ijjiirriico Meira de Vasconccllos substituto
de latim do collegio das Artes durante as ferias ensl-
na, Dista cidade, a materia de sua profissSoJfrtmcez e
rhetorica, a com as-iduid idr r /.do de seu costume. Fin-
dos os exames da academia, dar principio, logo que
liiuivi!i niiiiirio suffirirntr ; pelo que os pretendentcs
concn au a matricula com antecedencia no paleo do
Terco ii. 42, segundo andar
~ Iloje, as 4 lloras da tarde ua praca do Juizo do
clvel da segunda vara no Aterro-da-Hoa-Vista tem
dse arrematar una cscrava lavadeira uu. valor dr
330/000 rs.
Preeisa-se de 2 Portugiiczcs para servlco.de ola-
ria sendo destes chegados ltimamente : na ra do
(.indinado ii. 38. Na mcsina casa compra-se un por-
tad de ferro, feltoa moderna,
Tratase bem de cavallos a 400 rs. distante des-
ta praca duas legoas obrigando-se a mandar traze-los a
qualquer hora : a tratar na ra da Sriizalla-Vrlha
n 106.
Francisco Alves d Trindade previne ao respcita-
vel publico que o annunrio de sua inulher Maria
Dionizia da ConrrieSo inserto no Diario de 30 do cr-
reme he absurdo e eavilloso; porque, sendo elle o le-
gitimo administrador do seu casal e nao havendo ra-
so alguma suflicirnte para o divorcio, de que em di-
to amanelo se faz meiicao nao se Ihe pode tirar o di-
irito, que tem elle, de alienar cus bens e inesmo de
fazer qualquer transaeco concernente aos seus nego-
cios ; portante fique saliendo fRrespeitavcl publico ,
que aquelle aniiuiicio he un absurdo, que nenhiim
ilcito pode produzir.
= A pessoa, que cstiver Das circumstancias de ensi-
llar quatro meninos a ler, escrever c contar, dirija-se
a ra da ('adeia de S.-Antonio, n. 10. ..
= Precisa-se alugar um preto para o servico ordina-
rio dr una padaria, e que nao beba multo, e*jejajlili-
gentc ; d-sc-lhc sustento, c \%# rs. cada niez: quein o
tiver.apparrca atr o dia 31; qu dever principiar no dia
1." de novembro, tirando, na vespera a noite, na pada-
ria de una s porta, na pr,u:.t da S.-Ciuz.
= Firniino J. F. da Rosa S Irmo participio O pu-
blico, que teem amigavelmente dissolvido a sociedade,
que gvrav.i nest.i piafa debaixo desla firma; licando to-
da a sua liquidafao a cargo do chrl'r desta casa, Fiinino
J. F. da Rosa.
ea Firniino J. F. da Rosa participa ao publico, eem
particular ao coniinercio, que, leudo amigveljneiitc dis-
solvido a sociedade, que nnha com seu irtnao Joaquiui
F. da Rosa, desla dala (26 do crreme) em diante passara
a gyrar debaixo de sua so firma.
= Joaqnini Flix da Rosa participa ao publico, e cni
geral ao coinmercio, queaiiiigavelmeiitc tem dissolvido
a sociedade, que tinlia com sen irmo Firniino Jo Fe-
lixdaRosa, cque desta data (26do corrente) em diaule
gyrar s debaixo de sua firma.
Precisa-sede iin destilador paraengenho,que seja
pessoa capaz e de fiador a sua conducta : na ra da
Aurora, n. 42. segundo andar.
- D-sc a quanlia de 250/000 rs. a premio, sobre
AO BOM TOM PARISIENSE.
KUANOVA,N.7.
TEM P RTTE AI-FAIA TK,
teni a honra de participar aos seus Ireguczes que lis
sofv
eo desde o dia 15 de setembro do iinno passado ,
a sociedade que tinha com os Sis. Goloinbiez S Com-
panhia largando ao inrsiiio lempo a loja dos sobredi-
tos Srs. As pessoas que oquizerein lavoreccr com a
sua frrguezia o acharan na sua loja na ra Nova ,
n 7. Tem pannos para cairas, colleles e casacas, de to-
das as qualidades os mais novos chegados de Pars, e
a cnllecfao dos mais recentes figulinos ; e recebeo no-
vamriitrum lindo sortiinriito de objectos de luso c
phanta/ia ,de diversas qualidades.
Sr>. Hedariore --lie hoje tatica inui sedlf fazer es-
palhar inslmiafors para prevenir o juizo do publico e
dos julgadores a respeito de qualquer questo, sobre
que truhn de dar seu voto ; porque creein os esperta-
Ihoes tirar vanlagem do juito anticipado, que eonse-
giicm formar a seu gelto, com a publicafao das suas
ideias inventadas e que julgao supprir o vacuo de
provas e rasdes, de que carecem mas he certamentc
essa tatica bem iniseravel porque assim o publico ho-
je como os conspicuos julgadores dtl paiz, teem bas-
tante illustraran, senso e reetidao,para nao se deixarem
levar seno da forfa da verdade ejustifa. Firme nlsto,
abstenho-me dr fa/.rr quaesquer outras considerares,
e llmito-nie a responder ao annuncio publicado no Dia-
rio ii. 38, com a carta abaixo transcripta.
Seu constante lei tor
Firmo lniiiiin di Figueiredo.
te de S.-Therea emOliuda : a tratar cni Fra-de-Por
t".Ln'josSoaresde.\/.rve.lo, professor do tingoa
franceza no lyceo, tom aberto em sua casa ra ao
Rangel n. 59, secundrt andar um tWSO flo
BiETORICAeoutro de GEOGBPmA. As possoas ,
aequizcrem estudnruma nu owtradestas discipli-
nas, podem dirigiese u imlieaila lesideiu'ia, a qnai
da niesiiia
Pertende-se fazer negocio con a padaria sita na ra
ir. n 122 : qiwin se julgar com direito, por qual-
1...1. .___.,/,;,rfii na ra larga do Roza-
ielogio e diz estar euipenhado em nina venda na Uoa- tnesuia casa.
Vista, aiiniiucie sua morarla para ser entregue delle,
Queni precisar de uina ama de leile dirija-se ao
da praia Ue S.-Jos, largo das Unco-Pontas ,
becco
n.34.
Pelo juizo da segunda vara eserlvSo Sanios, se
ha de arrematar nina paite de una casa em Fora-de-
Porlas penhorsda a Manoel dos Anjos Torres por exe-
' iican de Antonio Bautista Clemente.
Precisa-sede dous lavradores ; em casa do doma-
dor, ou fabricante "de candieiros de gaz na ra No-
va u. 52.
Aluga-se um sitio inargem do rioCapibaribe, na
Capuiwa, junto ao cnsul inglcz; com grande casa,
bem plantado, estribara para quatro cavallos e cochei-
ra: quein pretender, procure no inesmo sitio, ou na ra
do Rangel, sobrado n. 59, primeiro andar, das 10 ho-
ras do da at as 4 da tarde.
penhores de ouro ou praia : quein quizer, pode dui-
gir-se a ra da Florentina, n. 22.
= O abaixo assignado faz sciente a todas as pessoas,
le teem penhores em seu poder, hajao de os vir reinjr
rio prazo de quinte dias, visio estar em liquidaco de
sua casa cujo prazo findo, os passar a vender por seu
justo valor, por conta dos mesmos dorios: e declara,
que nunca, e em lempo algum ticar responsavel a seus
donos, seno pela sua importancia porque foro vendi-
dos Marcellino Jos Ualvao.
= Maria Dionizia da Conceifo laz publico, que nin-
uem contrate com seu marido, Francisco Alves da
lindade, sobre bens do seu casal, visto que trata de
divorciar-se delle, com justas rases ; portanlo desde
j protesta contra toda a venda, que dilo sin marido
laca, dos referidos bens, como lucio de defraudar ao
seu casal.
= Furlro um cavallo alazao-caboclo, com os
siguaes seguintes : orclbas pequeas, cstrelHta testa,
dous pes calfados, boni esquipador; tem o espinhafo
sellado, sabugo cortado: quemo encontrar, pode levar
o eogenho llha-das-Cobras, na villa do Cabo, onde
se gratificar^ generosamente.
A pessoa, que mandou fazer unas camisas na ra
do Rangel, e que dellas levou tres, deixando flear cin-
co, as queira mandar buscar, r pagar o feitio, no prazo
de oilo lias; do contrario, srro as mesillas vendidas
para pagamento de quein as fez, visto haver-sc passado
mais de anuo.
Joaqutm l'n nardo do Reis, com fabrica de charu-
tos na ra larga do Rozario n. 32, faz scienle a seus
freguezes de i lia rulos regala, que se acha com um
snrliiiieiito desta fazenda dos luelhores, que aqui Icem
viudo por servia fabricados em S.-Felis aonde se fa-
us unidores charutos que veeiu da baha. As
is que gosto desta qualldade de charutos, po-
drr.i piorinar que sr en afianca a sua boudade
- Precisa-se de 600/ rs. a premio de um c ineio por
cento ao inri c d-se porseguranfa urna casa na ra
Direita ii. 109, livre e deseuibaracada : a tratar na
Sr Jnaquim Francitco de Albuquerque Santiago. Por
amor da verdade, rogo-lhe, que queira declarar ao p
desla o como se mnstrou, e o que disse o Sr. Anastacio
Xavier de Coito hoje, quando Ihe exprobrelo proced-
meiitn rrpn,\ ado, qur teve, rsti npi.indn a veniadc em
mu annuncio, que, sob a sua assignatura.se piiblicou no
Diario de l'ernamburo. relativo caria, que tinha espon-
taneamenle assignado em resposta de oulra, que dirig;
perinitt.i-ine fazer uso da respnsla.
Seu venerador e criado
Firmo .liKoiin de Figueiredo.
Sr. Firmo Antonio de Figueiredo. Respnndendo a
sua pregunta, alliruio-lhe, que vi Vine, rxprobrar o Sr.
Anastacio Xavier de Coito, relativo a um aununcln pu-
hliradono Diario de Prrnambueo, e ello tninar-sr alTIiclo,
e di/.i'i-lhr, qur nao poda faltar'ao Sr. Morrir.i, que
Ihe pedio, e Ihe deo para asslgnar a minutada respos-
ta publicada no Diario; pois que, alero de ser grato ao
Sr. Morrira, mas grato anda he a un prente desse se
nhor.por se ter enipenhado para elle Anastacio ter mai-
or ordenado; e que a vista disso nao poda faltar. Pode
usar da ininlia icspnsta, romo Ihe aprouver: porque
nesta inesuia orrasio linhfin mais pessoas qur tambeiu
observro as rasoes do mesnio Sr. Anastacio Xavier de
Coito: etalve/ que este dissesse mais alguma cousa, po-J
rin en nao me record. Soude Vine, atiento venerador
Joaquim Francisco de Albuquerque Santiago.
Recife, 24 de outubrode IK-Ki.u
-- Fazem-se quaesquer cortinados tanto de camas
como para janellas e para decorafes de bailes, ou
sociedades ; furafcs de cadeiras, sophs, colches els-
ticos, e em iiiii tildo quanlo for concernente a tapetarla;
laiubeiu se vai pr tapetes e esleirs em qualquer lu-
gar que seja ; tildo com perfdfo, c por se ler professa-
do este olbcio em Pars, por preco o mais rasoavel ,
3nr sr piulo fazer : na iravessa da Concordia, n. 13, airas
a torre do Carino
AVISO IMPORTANTK
AOS
SBIfiKMIES DE ENGENHO.
F. E. Alnei Vianna com arniazcni de assucar na ra da
Senzalla-Velha, n. 110, recebe assiieares conimis-
sao, com as vantajusas condires indicadas na tabella
seguinle :
DAS COMMfSSOS DK VENDA.
iiiiri hora. .
~ Alugo-se os primeiro segundo andares uo so-
brado n. 7, da ra Nova defroote da nutria com bo-
nitas salas. c commodos para grande familia.
Aluga-sc o segundo andar da casa da rua do 1ra-
plche n 16: a tratar no primeiro andar
casa.
Pertend
do Pilar, n 1..
quer titulo, a mesnif, compareca nn rua larga
ro, ,, 18, dentro de tres dias da data desla, on annun-
cie para ser procurado ..
= Na nad na epastclaria franceza do Aterro-aa-noa-
Vista, n.O, rci-rbro-se ltimamente um ^oip.e.o w-
tlmento de eonfeitos. aineiidoas roberas, doces ae as-
sucar cristalisado, com licor por dentro, imeiiiloas na...
e oulros eonfeitos dos mais ricos, ele. etc.; bocetos uou-
radas e confeitadas para encher dos mesmos, proprias
para fazer presentes; ago'ai dente da Franja e supe-
rior qualidade; verdadriro m irrasi|iiino de/.ara; absyo-
!ho suisso, da maici verdadeira; vinho de Hordeaux cn-
garrafado.ele. ele; e igualmente se acceitao encoinnieu-
das de doces finos, e bandejas para cha, tudo por an-
co mais comniodo.
Senhores Redactores. Nao podendo o Sr. Firmo Anto-
nio da Figueiredo negar, que o Sr. Anastacio Xavier d
Couto nao assignou a siibterlugiosa carta, conjtanle dos
autos, em que san nos os pardos Justina e Launano,
cscravos do anniinciante, c que s a seu pedido se P_res-
tou a i
ziveis
rrsprlav,,
oque de certo perdeo o seu teinpo, e nao tez a delesa aa
degenerada mao, que em dita caria fabricar nao soube
a lirina daquclle Sr. Anastacio, para o liui de coadjuvar a
ftil prora, que em ditos autos, a favor dos citados reos,
se tem apresentado ; Offorcando-M a corrobora-la coia
as acrdades exaradas nas cartas, que no inesmo tao
inseridas foro. iuriilrando-sr em una dellas, que o
referido Sr. Anastacio s assignou a carta transcripta no
Diario n. 38, quando ella foi por elle escripia, e assig-
nada, como se evidencia do respectivo recouliecnnenlo.
II ijo, Senhores Redactores, de 'dar publicidade a es-
tas lindas do seu aliento venerador 0 criado Afanoe
Morcira da Costa.
Aluga-se, por ha rato preco, a
do Fotte-do-M.ilto, n. 7; largo
nlila que, por ser de bom ta-
manlio t- melhor lo(rlidiie, tambem ser-
ve para ser applicada a um grande af-
iinzcm rfe iccolln-r alfandegulo tor-
|ando-se por isso ulil a quein o preten
r inulto principalmente aos Srs ne-
a tratar na rua
ivos do aniiiinciaiite, c que so a seu pedido se pre-
1 eopia-la, fez publicar, no Diario 11 240, asdespre-
ijerimiadas nelle inseridas, para dest'arle illudir o
iiavrl publico, e os iutegerrimos julgadores; com
prensa
da As-ei
ociantes t-sttngenos
do Vigario, n. 5.
Compras.
17in por eruto
nicamente.
Vinte reis por
Quarenta reis
carrete para o e,->v.cnda(T.
assucarcs.Coui-l1
id..........I
Precisa-se de uuihoniem.que lenhaboa lettra e
quequeira Ir para um engenho; na rua do Crespo,
n. l.
I O abaixo assignado, como se acha bastante mo-
lesto e, para ficar bom se Ihe faz preciso ir a Portu-
al con' a maior brevidade possivrl c nao o pudendo
i/n srm dei.xar a sua casa drsembaracada tanto no
activo como no passivo por isso encarecidamente 10-
gaa indas a- prssu.i-. que I he sao dr vrdoi as qur por
ruipirsiiino letlras ou gneros tomados na sua rasa ,
que francamente se Ihes fiuu que, no prazo de 30 dias,
vo salisfaier afim de nao seren entregues os seus nc
ni relaco para seren cobradas porprocurador ,
visto que toda a demora he prejudicial a Saude do an-
nunciante, = Luit Jos Marques.
Precisa-se de um bom ainassador; na rua Direita,
padaria n. 4n
Coiiimisso de venda decaixas......
11 de saceos e barricas por
bnreafas.........
de sacos em eouibois s
costas de cavallos^ .
por encostar ou deposi-
tar assiieares, a espera de
obter augmento no pie-(u1
fo, e por qualquer tem- ]
po, que Ihes convicr. .'
Fazem-sc adianlamcntos com garanta solida nesta
prafa.
AOS SF.NHORES NEGOCIANTKS EXPORTADORES.
Pela compra por sua conta esoqueoul
ensaque de assueares, no referido ar-f
maten), inclusive o cairelo para 0 em-
barque dos mesmos
mistio de brafageiu
Hecrbeni-se em pagamento lellras a 60 dias, agradan-
do as Orinas,
Dau-se todas as garantas aogoslo do comprador.
iahrica de chapeos de sol,
rua do Pf.sseio-1'ulilico, n. a.
TJoo Loubet tem a honra de participar ao res-
peilavel publico que acaba de receber de Fran-
ca pelos ltimos navios franee/es um bello
sortinrnto do ultimo gosto sendo : chapeos de sol ,
para hoiuem r senhora de seda lisa, lavrada e furia-
cores com cabos e r.isles mnilo ricos; seda de todas
as cores e qualidades ; paiiniuhos entranfadus e lisos;
tudo para cobrir chapeos de sol; chapeos de sol de pan-
nlnho de todas as cores para Iiomrin com cabos e
casles ricos : tambem concerta os pifamos, tanto
de homeni como de senhora ; pois tem ludo quanlo he
nreessarin para os ditos c promette milita brevidade,
para fa/er i|iialquer concert : tudo por prrfo com
modo,
fresse, fabricante, de orgos
c realejos no Atei ro*da-
Itoa-Visla, n. 'i I,
avisa ao publico, que elle continua seu ofiicio; faz or-
gos para igreja, de lodos os tamaitos, com trombeta ;
realejos com tambor e campanilla, conlendo quadrillias
Coniprao-se cen ou rento e tantas cargas de le.
nha da malla ; no largo do Terfo n.7.
Compra-se nina venda sendo em bom lugar : de-
fronte da igreja da Soledade D. 2.
- Compra-se nina corrente de ouro com passadoi,
parardogo, a qual tri.ha de 30 a 40 oitovas, sein fei-
tio, r que seja frita no Porto : quein tiver, annuncic.
t omprio-se de/ mil lijlos de alvenaria e para
sen pagamento d-se una vacca de rafa lurina pre-
nhe rom ii ni garrote pequeo ; na rua da Scnzalla-
\ni.i n. 7.
Compra-se um mulatinho rom olicio de sapa-
leiro ou ai faiate e que seja de bonita figura ; paga-se
bem : na rua do Crespo loja n. de Domingos (ui-
lll.ilai s __^
Vendas.
por falla de saber toca lo, ento se loca com a chave (co-
mo se fosse um realejo) obleudo a mcaina vos, conten-
do noscrlindros a inissa, ou qualquer niusica para igre-
livinnns para (odas as restas edias santos do anno,
reunido na iiiesma obra; dito orgao, fortepiano tam-
ben) j prompto. Concerla os ditos instrunientos r poe
marchas novas; concerla pianos e qualquer instrumen-
to de msica, concernente ao seu ollicio.
liua de Apollo n. 50.
Aluga-se o armazn cima declarado com embar-
que no fundo para a mar proprio para armaiem dr
assucar ou nutro qualquer eslabelecimento : a tratar
sobre o seu aluguel, com Jos Perelra na sua venda ,
na ruada Scnzall-aNova, n.7.
= Existe para alugar um excedente sobrado, na rua
de -.-Bruto em Olinda multo fresco, com linda vis-
ca para o mar pintado c ramn de novo com coni-
inodos para grande familia : quein o pretender pode
entender-se com a proprielaria do mesino moradora
na mesma rua D. Antonia Joaquina Borges Franca
Aluga-se urna casa terrea, na Scnzallinba, defron-
Vende-se sal do Ass a bordo da sumaca f'Mr-rfo
/iiiui-liiii : a tratar na rua da Cruz, n.2C. Na mesma casa
vendein-se dous bonitos estraves pardos, dr 12 a Ib' an-
uos, proprios para qualquer servifo; una escrava mo-
fa, de bonita figura; eouros; sola; bezerros e una por-
fo de barricas de sebo.
Vende-se um piano em meio uso,
por preco commodo s nu i ua dos Marti-
rios, n. 6, primeiro andar, onde se pde-
la ver, das 6 as 9 horas da manlia, e
das 4 us6 da tarde.
Vende-se vinlio tinto romouim, em
qn..-rilas, pelo baratissiliio preco d^40
rs. cada urna : na rua da Cruz, 11. ao.
Vende-se um fardameiito completo, em inulto bom
estado, para guarda nacional, por prefo commodo;
na rua da Gloria 11. S7.
-Vende-se tinta de escrever, Inglesa, engarrafada ,
a UO rs. com rasco ; no larcodo Terco venda 11. 7. Na
mesilla venda eonlinua-sc a vender oleo de linhafa a
260 rs. a libra c galrtes a 1*800 rs.
= Vende-se nina liteira nova com os competentes
airrins ; um apparelho de arreios para dous cavallos,
cun frrragrns ludo novo e chegado iiltlinainente di
Franca por preco commodo : no Alerro-da-Boa Vista
" 52 J
Vende-te um excelleute bicudo ; um cunjo de
Golanna : 11111 bigode ; dous conclizes, muilo bous can-
tadorrse milito mansos, por terein sido apauhados nu
um quintal dista cidade ; todos por preCO commodo:
na rua da Florentina, 11. 16.
Vende-se una venda com fundos no largo da ribei-
ra de S.-Jos 11. 5 : a tratar na nirsina vrnda.
Vende-se superior caf da ierra; na rua da Ca-
deia, n. 2, venda de Jos (ioiif alves da Fontr.
Vende-se nina exccllenlc canoa de carreira, pro-
pria para familia rom pmieiro c eadeira dr assenlo ,
a fun-
audar e
diantr.
preto bstanle robusto ue 28 a 30
anuos bom canoeiro pescador e carreiro; uina pre-
ta da Costa milito imiVa boa vendedeira de rua de
bonita figura sem vicio algum ; um lindo mulalinho ,
de (i anuos bastante robusto ; una casa dr taipa, mul-
to bem feia de boas madeiras toda ladrilhada com
20 palmos de frente 70 ditos de fundo, r com inulto
grande quintal na principal rua de l'edras-de-Fogo .
ludo por nrcf o commodo : no Alcrro-da-Boa-Vista, fa-
brica de licores 11. 2(i.
r= Vcudcm-se, por preciso dous pretos robustos ,
sendo um delles aluda moco e de bonita figura por
puro ciniimodo : na 1 ua dos Copiares n. 7.
- = Vendem-se 24 cscravos de ambos os sexos sendo :
3 pretos ; 4 pardos ; 3 pardinhos ; 2 pardinhas ; 5 pre-
tas ; I parda com 4 Iillitis : 1 parda com um liliio ; to
dos de bonitas figuras : na prafa do Corpo-Sanlo n.
23, a fallar com Antonio Rodrigues Lima.
Os nicos chai utos, que supprem a
falla dos de llavana vendem-ae na rua
da Cruz n i6, primeiro andar


'...' '
4U
Vendem-se 3 crcscentes de cabello ; no heceo do
Vcixc-Frito venda n. i.
Vende-se urna renda em bom lugar, beni afre-
guezada tanto para a trra como para o inatto a di-
nheiro ou desonerando 6 dono da praca ; uin terreno
em Relm : na ra das Cunes n.22 segundo andar ,
se dir quem vende. Na mesma casa preeisa-se de um
caixeiro para venda.
=Vendc-seum molceote de nacSn por preco comino-
do; na ra Direii.i, n. 18,
JcahSo de chei/ar de Franca
OBRAS COMPLETAS DE J.'J. ROUSSKAl'. com as ulti-
mas cartas inditas. F.xrellenle cdlcao de Paris ein
25 volumes em oltavo. Vendem-se por multo mdico
preco na Iota de Manoel Jos Goncalves ra do Quei-
mado n. 27.
Vende-se urna bomba de pao, que esgota agoa
com multa prestea propria para alguma cacimba, ou
embarcaco ou para outro qualquer estahelecimento,
em que te queira usar della: a tratar com Jos Pereira,
na su venda na ra da Semilla-Nova n. 7.
= Vende-se potassa branca de superior qualidade,
ein barrls pequeos; em casa de Malbeus Austin O
Conipanhia.ua ra da Alfandega-Velha. n. 36.
__Vendem-se chapeos de sol, de seda a 5/SOO rs.;
fustdcs pintados a 320 rs. o covado ; cassa lisa, a 280
rs. a vara < peca a2#700 rs.; lirim escuro liso c de
lin|o, milito fino a 440 rs. a vara ; chapeos de massa
fina a !l60 2/560 c 3/200 rs : na ra do Queimado ,
lijan. 8.
= Vendc-seum wiilatinho proprio para bolieiro,
muito sadloe de boa figura; na ra do Queimado ,
n. 98.
Vende-se uina linda canoa de carreira muito se-
gura com assento para familia ,'e em milito bom es-
tado ; n lloa-Vista ra dos Coelhos bein defronte do
hospital, no porlao largo. Na mesuia casa aluga-sc
tuna canoa para condoeffiode trastes.
Vendem-se 8 a 10 arrobas de cera amarilla do ser-
1.1 junio ,ou a retalllo ; na ra do Coilegio, venda
n. 10.
Vende-se urna parda de bonita figura de 17 anuos,
boa engninmadeira eoziuha bein o diario de una casa,
cose .entendede fazor lavnrinto nao tein vicio de qua-
lidade alguma, o que se a lia iiea ; bein como se vende
junto com um lilho tambeni pardinho, de anno e incio,
muito bonltinho : na ra do Crespo, n. 12.
Vendem-se 0 pelas de M a 2C anuos com ha-
liilidades ; 3 ditas no servico de campo; una parda,
de boa figura de 16 annos ; 2 elegantes moleques um
de 12 e o outro de 17 annos, com principies de co/.i-
tiha; 3 pretos para todo o servico, entre ells un, que lie
ranorlro e oleiro : no paleo da Matriz, n. 4.
Vendem-se por preco commodo os seguidles
esclavos chegados ltimamente do Araeaty : 6 pardas,
qiiecosem, engonimao e lnv.no ; 8 pelas sendo 4 de
nacao que cozinhao, cosem e lavo (i pretos, proprios
para o servico de campo ; uina parda de l(i anuos :
na ra da Cruz ai mar.ein n. Til.
=Vende e una preta d* 18 annos ; um pelo pro-
prio para o servico de campo: na ra da Prala arma-
zem de carne n. 10.
-- Vende se farinha de tri-
go da marea SSSF de rnmi-
nlio : no caes: da Alandega,
armasen] do Bacelar, a tratar
com itlanoolda Mlva Santos.
= Vende-se una negrinha de 14 annos recolbida ,
que cose, e faz lavarinlo ; 3 esclavas mocas de boas fi-
guras uina das quars cose, faz renda e o inais servi-
co de una casa ; nina dita, por 280/000 rs. que eoziuha,
lava e heq uilandeira ; 4 esclavos mocos, bous para o
traliallio de campo ; um preto de maior dade por
220/rs. bom para o Irabalho e um sitio: na ra do
Crespo n. 10, primelro andar.
Yantar-cuspara os propieta-
rios e meslres de pedreros.
Na olaria da rua (la Gloria aonde fui rcstilaco por
detrs do sobrado n.59 vende-se, inais barato do que
rm outra qualquer parte por nao continuar inais a
trabalhar, oseguinte : telhas, ditas trincadas lijlos de
ladrilho ditos de cacimba de 6 a 7 palmos ; 3 a 4 ca-
noas de inelralha ; assim como lodos os perlences da
niesma rm iimilu bom estado por lerem Irabalhado
muito pomo lempo : a tratar na misma nlaria ou na
ra da Concordia sobrado n. 5 das6 as 8 horas da ina-
nhaa e das 3 as G da larde
Vendem-se don benitos moleques, de 12 a 14 an-
uos, proprios para offirio ou pagens ; mu esclavo poca
de lodo o servico ; e duas pelas, sendo nina moca
por 350/000 rs.: na i na larga do Rozario, vollando para
os Quarleis, n.24, primelro andar.
Vende-se um casal de escravos acosluniados ao
servico de campo ; na ra da ("adela do Recife a fal-
lar com Joan Jos de Carvalho Moraes.
\ ende- se' nina preta de nacao de 24 annos pou-
co inais ou menos que engomma eoziuha o diario de
uina casa lava de sabao e varrella com urna cria de
4 annos ; o motivo da venda se dir ao comprador: na
na iln i respo n. 12, a fallar com Jos Joaquim da
Silva Maya.
= Vendem-se 3 prelos, sendo um deiles bom canoeiro
de barcaca e que governa, de.20 a 22 anuos ; 5 nogri-
nhas de 12 a 16 annos ; uina preta de bonita figura,
3ne eoziuha o diario de uina casa e he nerfelta lava-
eira lano de sabao como de varrella ; 2 moleques de
lindas figuras proprios para lodo o servico de 10 a 11
anuos : na ra estreita do Rozario, n. 10, segundo
andar.
Vendem-se 13 escravos, sendo uitvi
negra comidade de 18 annos, deeleganle
figura, boa costurera,e qnccozinha o dia-
rio de nina casa; qnatro mulatas da nies-
ma idiide, (Hinco inais ou menos, e entre
estos um 1 perleita engoinmadeira, costu-
ren-a e cozinheira ; dous moleques e quil-
tro mulalinlios de i4 anuos: e dous ne-
e batido, de todos os taannos : na praca do Corpo-San-
to, p. 11, em casa de Me. Calmont & Companhia, ou na
ra de Apollo, arniazein, n. 6.
-- Vende-se urna < scrava de 20 annos perfeila mu-
cama que cozlnha, engomma cose, e he multo dcs-
embraeada para o arranjos de urna casa ; na roa lar-
ga do Rozario, n. 24, primeiro andar.
[Va ra da Cadeia-Vclha loja
de chapeos n. *29, de
I. O. Kister ,
vendem-se os seguintes vinlios engarrafados de supe-
rior qualidade: vinho do Porto muito velho ; dilo
Madeira ; Rucellaa; Carcavellos ; Sherry ; Rheino;
Bordeaux ; cherry cordial ; Tencrifl'c ; Champanha ,
marca cometa ; e tambein superior genebra hollandeza,
e ago'ardente de Franca.
Na ra de apollo, armazem
n. I.
vende-se potassa da Rnssia nova, da fabrica nacional
do Rio-dc-Janclro. Esta potassa he muito forte e sU-
plor a estrangelra que lem viudo e j ten sido ex-
perimentada por diversos Sis. de engenho que assim
o uflirmo. Cal virgem de Lisboa o preco multo balxo.
o arinazeni do Rraguez, ao p do arco da Concci-
cao, vendem-se eanasiras com batatas do Porto, a 2/240
rs. a arroba, e cebollas ein inolhoj c resteas, ao cento,
e por preco commodo.
__Vende-se uina bonita negrinha de 10 anuos ; no
Alerro-da-Hoa-Vista, n. 14.
__Vendem-se barricas com farelo chegadas prxi-
mamente de Trieste, no armazem de Antonio Aunes, no
largo da Alfaudega, n. 5
.Vendem-se, no deposito de farinha de mandioca, na
ra da ('adela de S.-Antonio n. 19. aceas com fari-
nha do Muribeca a 5/ rs. ; dita de^.-Malheus a 4/
rs ditas de milho a 4/rs. ; ditas de arroz de casca,
a 4frs. ; ditas de arroz pilado branco, a 2/ rs.
ISa ra da Cruz n. 36, vende-se
Na loja da esquina da ra do Collegio,n. 5,
de Guimaraes Serafn* & C.,
vende-se, alm de um bonito sortimento de fazendas ,
por preces bastantes moderados, as seguintes :
Corles de novas casimiras francezas, a .... 4/0fl
Wtas ditas melhorcs, a ........ 5/JH
Ditas pretas francezas o covado, a .i/uou
Pannos, pretos, azues, verdes e de outras core
dillerente, desde 2/400 rs. o vovado a 12/000
Cortes de calcas de pelle do diabo, a .... 1/W0
Chales de laa c seda, grandes, a...... MB
Lencos de cambraia guarnecidos a bico, a #WO
Lindezas para vestidos, o covado a f1
Rscocezes de laa ealgodao, com xadrez fingindo ^^
- seda o covado, a ......... /"
Corles de laa e seda para vestidos a 7#WW
Chila-cassa o corte a........ W
Cortes de colletes de fnstao francez, a Wjw
Lencos finos para gravata a.......#*u
sebo derretido de superior qualidade ,
por prero mdico.
= Vend-se urna preta de nac.ao moja ptima co-
zlnhclra lavadeira de sabo e quitandeira e que
lem boa figura : na praca da Independencia livrarla,
Imi. 6 e 8, te dir cmn quem se deve tratar.
= Ventero se dual casas em calxao com muitos
matei laes para as acabar e de boas larguras para so-
rado pagando de foro 30 rs. o palmo ; 3 sacadas de
boa pedia com 33 palmos ; e una porcao de travs : a
fallar com sen proprielario, Luiz Jos Marques.
Vende-se a armaeao de urna loja ,
feii.i ao gnslo moderno e quast lodaen-
.vitlraeada por commodo prero : a Ira-
tsr com Tliomnz, nmiceneiro na ra da
Cedeia de S -Antonio n. al.
Vendc-sc un lindo sitio acaliadjrj
de novo, a m.argein do rio C apibnfibe ,
em tenes, (|uefi)iao do engenlio da Tor-
re e por s.so muito pe to da pt c, de-
fronte ti-us cacas do Sr. Francisco Anto-
nio de Oliveira com alguns arvoredos
defnelo novos, cxcelleute teiionocom
um bom partido de macacli^ias, promp-
tns a tirar e nutro de mandiocas, om
grande bananeiril de todas ss tpialidcdes,
grand* baixa para capim, que sustenta 3
cavados anntinlmente, < tn cacin.U ih
lioa agoa de beber ; ten! 200 palmas de
frente iiarn o 1 o c 1200 ditos de fundo,
Voltarete.
Na esquina da ra do Coilegio loja 11. 5 de Guima-
res Serafim t Companhia,*vendem-sc cartas franceza,
fina, cutre-finas e ordinarias ; ditas portuguezas; to-
das por preco inais barato do que ein outra qualquer
_ Vendem-se r2 apolices da companhia de Bebcribc;
nesta typographia se dir quem vende.
Superior farelo.
Fardo de Trieste era bar-
ricas de 3 arrobas ; oqual se
recomiiienda como o inais nutritivo de quantos aqui se
imporlo e por isso o inais proprk) para mellior en-
ivallos : vende-se no primeiro armazem do
caes da Alfandcga Indo do areb ou ciu casa de J. J.
Tasso Jnior. .
Vendem-se capaes de'poinbos, bons
batedores grandes e de muito boa ra-
ct por preco mdico : na ra da Flo-
rentina n if>.
=Vcnde-se urna rica secretaria, muito em conla ;
:ia ra de S.-Goncalo, paredc-mela a aula do padre ines-
tre Manoel Tliomaz.
Livraria da esquina doColIe{jo.
\os proessores de primei-
ras leltras.
Primelras nofoes de arllhmetica para uso das escola,
de ensino primarlo cm28lices pelo bacharel Ayres
de Vasconccllos CardozoHomem, 184C, brox. 040 rs. ;
Primelras jiocSes de geoinetrial, par uso das mes-
mas escolas em21 licclcs pelo mesino autor ltWO ,
brox. 640 rs.; Dialogo grammatical da llngoa portu-
cuezs, que, para inlelligencia das resras da orthogra-
phia eontmoque he absolutaniMe indispcnsavel ,
e o ipie apenas se pode ensillar as wcolas por Anto-
nio Mara Barker obra impressa em Colmbra, e rcim-
pressa em Maranho, 1 v. encard. 800 rs.
= Vende-se superior vlnho de Rordeaux, em quar-
tolas ; assim como ago'ardente de Franca ( cognac ) ,
em barris ; na ra da Cruz 11. 20, casa de Avrial li-
maos.
Vende-se'estopa e saceos de di
la feilos, de stlpetiof qualidade na ra
da Crtu. n. 10
yendem-se vidros para espelbos",
i'
Vcnde-sc, por preco bastante commodo, ladii-
lho e telha tanto em milheiros como aosecntos; aquol-
le a 160000 rs. e este, a 18/000 rs. : na olaria do \Wo.
rini nos Coelhos. Kstcs matenacs nao podem deix.i,
de ser do agrado dos compradores por ser a olaria bn
acreditada; e d inais o proprielario promcttc esmerar-
te em ptimo barro e inelhor cozimcuto.
Xa.ra do Crespo, loja nova
n. 12 de Jos Joaquim
da Silva if aya,
vendem-se mantas de garca de seda para senhora r
meninas, proprias para quem val passar a festa a 1^
rs. cada uina ; lencos de seda para meninas a 320 rs
cadaum ; meias de algodo, linas, para meninos, de
diflercnics taannos ; um resto dos bem acreditados
corles de Indianna, para vestido de senhora pelo La-
ralo preco de 2/800 rs. cada corte ; cortes das ricas cain-
braias com listras de seda, a 6/000 rs. cada corte: al-
paca, a 800 e 1/600 rs. o covado; casimira largas e elai-
lleas para calcas a 6/000 rs. o corte ; fustetes para
collete a 800 rs. ; urna rica faienda para collete con,
listras de seda a 800 rs. o covado ; cassa-chitas; e un-
irs inultas fazendas que serio patentes aos compra-
dores : tudo por preco commodo.
CHOCOLATE DE SADE.
ATERRO-DA-BOA-VISTA, NA FABRICA DE LtCORKS,
DE FBEDBRICO CHAVES, 26,
ha sempre um grlndesortiinenlo de chocolate de todas
as qualidades Nao se la/ preciso diier as boas quali-
dades, por ser conhecido e por ser bein superior
outros quaesquer, que teein viudo e que veem das ou
tras provincias do imperio como tambein da Europa ;
porque o mesiiio fabricante nao se te.m poupado a tra-
balhos, para o obter superior a todos os que podem se
apresentar. Os precos das qualidades sao : saude,|ca-
nella e baunilha a 400 r. } o chocolate ferruginoso a
1/000 rs. a libra. Este ultimo se acha agora mui co-
nhecido c em toda a Europa aeha-se mui vangloria-
do, porsuas virtudes inicas; e por este motivo torna-sr
mui|uecessario nos paizes quentes, onde sempre se pa.
derem as frouxidflesde estomago e nos quaes os ini-
cos m tornao Indispensaveis. Sa mesma fabrica ba li-
cores de todas as qualidades e de todos os precos com
ricas tarjas douradas, e pr pr{ ",ai' commodo do
que rm outra fabrica ; genebra ago'ardente do reino ,
dita de anta dita de Franca em caadas ou engarra-
fas ; vinagr branco e Unto multo forte a 400 e ,)0U
rs. a caada ; espirito de vinho de 36 graos.
h N. B.=Quem comprar o chocolate ein arrobas, o dite-
ra mals em eonta.
-i Vendein-se palhas de coquelro para banheiro:
no sitio do Cnjueiro junto a Francisco Rlbeiro du fin-
io : na loja de tartarugeiro, no pateo do Carmo, n. 2.
firule i'o
com quem
110 : no
se eve
Cha-
para
casa de vivei.da a
mrsuio silio, sc.dna
tratar.
iraiide soi-lmrnlo
pt os Na loja 11. 3, da ruado Crespo ao p da esquina do
arco de S.-Antonio, lia ehegado, em direitura, um gran-
de torilmente de chapeos do Chile novaiiienti- man-
dados \ir para a esine:io da fesla ; sao bein manufaclu-
railes lieui alvos pal ha multo igual c preco muito
commodo ; vei.deni-se lauto a i'elalho como ein por-
efles grandes. A elles, portante, que a lesta esl a
porta
Vende-se um muito bom tanque com duas tor-
neiras lodo de ferro com (Opalinos' de largura 14
de comprimenlo e 8 de altura proprio para deposito
de mi i ou aziite ; oqual acha-se ein muito bom es-
tado : na ra da Cadcia de S.-Antonio n. 13,
t otnssa branca,
da irais superior qualidade em
barricas pequeas, e desembarca-
da 110 dia 30 de agosto prxi-
mo passado, vende-se por pre-
<;o commodo : emeasa de L. G.
Ferreira & C.
le Varios (amaivos; ditos para vfltracas:
11.1 ra da Cruz, n 10.
dn
; na
e na
gros de naco de aa a 3o anuos, proprios
de todo o servico: na ra da Cadeia do
Jiairro de S.-Antonio, n. a5.
Ago'ardente do reino, ail, canna
geneltm, espirito de vinliOj licores, '
encascado c prompto para exportar
travesa da Madre-de-Deos, n. i8,
ra de S.Rila, n. 8j.
Vendem-se2 embonos de sedro com-60 palmos
de coinprhuenio c 5 '/a a6ditos de grossura por pc-
eo commodo ; na ra da Cruz no Recllc n. 40
Vende-se um reloglode prala; uindilode ouro,
com muito pouco uso, c bons reguladores, e horlzontaes;
nina con en te de ouro para os mesuios ; tudo por mdico
preco : ua ra do Vigario annazem n. 8.
Vendem-se 4 moleques de lindas figuras
a 18annos ; um dito, de ? annos ; 2 pardos de 18
annos sendo um dellcs bom carreiro ; um preto
luannos, canoeiro; una parda, de 25 annos
prela, de 18 anuos com algumas habilidades ;
com una cria mulatinha de 2 anuos com
des .' na ra do Coilegio n. 3, segundo andar.
= Veudein-se nioendasde ferro para engenhos de as-
sucar, para vapor, agoa c beslas, de diversos taniaiilios,
por preco commodo; e Igualmente taiaas de ferro toado
de 14
a 20
, de
uina
lima dita
habilida-
Vendem-se lencos de seda da India, a 1/440 rs. ;
riscadinhoa francezes de bonitos padres pa-
ra vestidos de senhora de cores finas, a 240 rs.
o covado ; corles de cassa-chllas de ricos pa-
dres e de cores mullo iixas com 7 varas, a 3/
rs. o corte ; chitas largas francezas padres
milito modernos c de tintas mullo finas, a 3-20 rs.
o covado; corles de meias casimiras, de superio-
res p.uli ne- e de mu a limaran supe mr a casi-
mira a 2^400 rs. o corte ; ricos chales de laa e 2
seda muito modernos a 3/, 3/500 e 4/000
rs. ; cassas linas, o inais rico possivel de cores
Iixas e de ricos padroes, a 5/200 rs. o corte ,
panno preto e de tedas as cores e qualidades; I
Bretanna ersguio depuro linho; chlese man- f
las di' seda e cupe ; assim como un completo
sortimento de'fazendas finas ; tudo por preco
i,ni ein enna que he impossivel a vista da fa- -
zeuila o comprador deixar de comprar : na ra
do Queimado nos quatro-cantos casa ama-
relia loja n. 29.
c= O corretor Ollveira tem para veoder cobre em fo-
Iha c pregos de dito para forros de navios : os prelen-
denles dnijo-seao incsino, ou aos Senhorcs Mesquita
& I luir.
M AH .M Ka, A DA NOVA,
em latas de duas c quatro libras vind no ultimo navio
de Lisboa ; na venda da ra da Cruz n. 66.
OLIVBO DK TODOS
' o u
Mamut I ilu saitde,
i onlendo
lodos os esclareakentos iheorlcos c pralicos necessa-
i ios para poder pfrparar e empregar, sein o soccorro do
prufessor, os remedios, e se preservar e curar-s proiitp-
taniente, com pouco dispendio, da mr parte das moles-
tias curaveis, e conseguir um alliylo quasi equivalente
saride, as molestias ineiiraveis.
Seguido
de um atamente especifico contra a coqueluche, de
regias hygirnicas para prevenir as mole.lias
pelo doutor G. de Ploesquellec.
Preco 4/000 rs. em brochura.
O suppleuicnio, indispensavel a quem tein a obra, da-
se gratuitamente aos compradores. Odilo supplemen-
iraz as iresdillerentes receltas para a couiposicao da
agoa sedativa;esle precioso remedio,que tainanha repu-
lai.ao j.i lem ganho, e que deve existir em tedas as casas
para remediar proiiiptaincntc aos accidentes e incom-
modos repentinos.
Vende-se na praca da Independencia, livraria ns.6c 8.
=Vcndeiii-se passas niiudas para fazerpodins ; cerc-
jas e ameixas seccas; feijoes ; i ivilhas ; lentiha ; cham-
panha ; vinho do Porto ; Scherry; Madeira; vinho do
Itheuo ; Sauternes ; Claretle, em quai tolas c caixas ; di-
te engarrafado a 400 rs. muito bom; superior cognac;
i liiiiu de Jamaica; arrae ; genebra de Hollanda ; vinho
de Malaga vrlho, ein nielas garrafas ; frascos de todas
as qualidades de fructas da Europa; repolhos conser-
vados ; barris pequeos de caviar, de uina libra ; mos-
tarda franceza e ingleza ; Scherry cordial; latas desal-
man ; sardinhas; ervilhas e inais outras conservas de
peixe e carne ; conservas de pepinos e ceboilinhos; cer-
veja prela e branca da celebre marca Harclay ; azeiie
doce superior ; cha ; charutos regala. Estes gneros
sao nidos da inelhor qualidade e se acho amostras
para os senhorcs compradores, no armazem de Fernan-
do de I,inca na ra do Trapiche n. 34.
NO ATF.RRO-A-BOA-VISTA SOBRADO N. 1, CASA
DE MODAS FRANCFZAS, DE M. MILLOCHAU,
acha-se un lindo, escolhldo e novo sortimento de cha-
peos de senhora de seda crep bico palha de arroz,
palha bordada enfeilados com llores e plumas linas
bicos deblonde brancoe pelo ; bicos de linho ; fitas
linas de todas as qualidades c larguras ; luvas de pelli-
ca e de seda ; e outras inais fazendas da moda franceza,
ludo por preco commodo.
= Vende-se ou arrenda-se um sitio na Varzea
inargem do rio Capibaribe com boa casae Ierras .pro-
prias para plaiitacric e com arvoredos ; na ra estreita
do Hozarlo n. 16.
= Vende-se una cabra de 15 a 16 annos para fura
da provincia, a qual tem algumas habilidades, que
se dird ao comprador : na ra estreita do Rozarlo ,
n 16, primeiro andar.
Rap de Lisboa
Vende-se este excedente rape na ra larga do Rozario,
n.24 : aflanca-se ser nmais modernoe da inelhor qua-
lidade possivel.
Yendem si* barricas com
farelo superior ; no caes da
Alfandcga, armazem n. o.
= Vende-se um moleque mullo lindo ptimo para
pagen; ; um cabritilla de |3 anuos ; 2 pardos de 20
anuos sendo um deiles carreiro ; um dito de 30 an-
nos; 3 escravos do Servico de campo; 2 pretas, de 20
Escravos Fgidos.
Fuglo, no dia 5 de agosto do anno prximo passa-
do urna escrava denome Marcelllna de nacao C.a-
bln'd.t, bastante alta, de 35 a 40 annos, ps bailante
grandes mal enjorcada de corpo cara comprida, rom
o buraco do brinco rasgado de una orelha ; costuinaa
beber, e quando bebe he muito regrista ; tem os prs
mal feilos e atornozados com todos os dentes pon n
alcuns podres e banzelra do corpo : quem a pegar,
ou della der noticia ser bein recompensado na ra
laroa do Rozarlo n 24, primeiro andar.
=TFugo, ha 5 dias o molceote Constante de Is
Hnnos reforcado do corpo estatura baixa com falta
de um a dous dentes na frente de nacao Inhambanr
do que tem pequeas marcas no rosto falla multe ex-
pressiva como de crioulo, e he muito sagaz; dizem an-
dar com calcas de casimira pardae camisa branca. Fr-
de-se as autoridades ou qual-iuer pessoa que o pegai
de levar a seusenhur, Vicente Thomai dos Santos, m
ra Imperial, n. 67, que recompensara.
Fugio, no dia 27-do coi rente pelas i horas da tar-
de um preto Cacange de rime Manoel, de .54 anuos,
pouco inais ou menos baixo, corpo secco pes largos e
seceos pouco barbado ; levou camisa branca de algo-
dSozmho caifas de riscado azul chapeo de bordo ,
pintado de preto ; pode aer bstanle cophecido, por ser
quebrado, e leras inaos de amassadorde padaria: quem
50 padaria
de no-
que-.-
o pegar, leve ao Aterro-da-Boa-Vista ,
frailera que ser recompensado
=^ Fuglo, no dia 29 do corrente una parda
me Rayinunda de altura e corpo regulares, de Iban-
nos pouco inais ou menos, rosto redondo cabello
cortado e almelado enxerga pouco, por ter bebdas nos
olhos ; tem na nuca por detrs do pescoco, una gramie
cicatriz, quasl de forma e tamanho da palma de uina
inloj levou camisa de algodozinho com remeneos
pelo talho um ve stido de chita que foi encarnado e
dias, que fugi- -
do foge, inculcarse forra e mudar o noine: quem a \ gar leve a ra da Cruz n. 3, a Manoel Dias que re-
compensar bein.
WPH '
PITT0RESC0S.
1 anuos ; 3 lila, qiiiandeiras : na ra Direita, n. 3.
Vcndem se 2 mangas de vidro", lisas ; 4 casticaes
de metal bronzeado : na ra das Larangciras, n. 2.
l)ECIFIt,UHO
a;
AB9B(DaffiaB93<
A msica e as flores exalto <
amor e udmiracao para com Deo9
nosso
PERM. : NA TYP. DEM
. r. DE FARU. I*46'


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