Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09452


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Full Text
Anno.jde 1846.
Quinfa-lona 29


O DA/I/OpuMici-se todo oj dias que nao
forem de guarda: o preco da assign ituri lie do
litiOO r. por quartel, pagos mlianlndot. Os
nmiiincias do assignaiiles sao interidos razo
de 0 rll por lilil, 40 ris e iv lypo difieren-
te e a* reiictres pel:i metarie. Os que nio fo-
rem asignantes P'fjo 80 '*'s J'or linlm, a 100
en ijrpo dilTerente.
PI1ASES da. loa no HEZ DE OUrOBKO.
l.u clieia a 4 as 7 hora a 48 ininutoi da larde.
MingoanUa Ii a I horse 47 miu. da mm
La no*a ali I hora e 74 inin. da iiiauh.
Crcenle a 17 aoj49 minutos da Urde.
PARTIDA DOS COI1HI IOS.
oianna e Paraliyba Segundas e Sosias reiras,
Hio Grande do Norte, cliega nal (Hallas feiras
no ineio da e p irle lias mesillas horas uas
Quintas (airas.
Clm, Serinhaem, Rio Kormoso, Porto Calvo e
Marry. no I.*, II eil de Cadi ine.
Garanliuns e Itoilito a ID e74.
I!o-Vista e Flores a 11 c 2.
Victoria as Quinos feiras ..
Olinda todos os das.
PKEAMaK de hojk.
Primeira a 0 h. 30 minutos da Unir.
Segunda a 0 h. J4 minutos da maiiha
de Ontubro.
Anno XXII
N. 242.
DAS DA semana.
J6 Sen- S. Evaristo. Aun*, da J.dos orph.e do
J.do C. da 2. v., do J. M da 2 v. t*>
77 Tere. 8, ElesWa Aud. do do civ. da I.
v. e'ilo J. de paz ib l. dist del.
38 Quarla SB M Siino c .Inda.! T,a',deo, ap-
I obllos.
2li Quinta S Feliciano. Au.l. do I. de orpliios,
do I uiiiiiicipiri da I. vara.
SO Senla. S .-lerapio. Aud, rio J. do civ. da
I. v. e do J. de par. do I. din. de I.
3| S-bhado. S Quintino. Aud. do J.do civ.
da I. v., e do J de paz do I. riiil. e J. de f
i Domingo. FesU de todos os Sanios.
CAMUIOS NO DA 20 DE OUTOBRO.
Cambio sobre Londres Ja d. p lf *d.
ii Palii 35 lis por franco.
Lisboa 100 "/, de premio.
FJWC. de letras de boas firmal '/,p. %aomcz.
OitroOncas liespanbotas 107000 t, II*J0O
Moeilas de Gjino vel. Ij20O a I400
a do 6*1(10 nov. t>i(4i)0 a lOjfb'lft
. a de 4*000... 9/100 a trian
Prata l'alacoes----- ... i980 a 2/Hui)
Pesos coluinnares |J90 a 1(000
Dilos Mexicanos. J/,020 a l|t0
a Miuda. ....... 1*780 a 1*780
Accesda Conip. do Heberibe de 0*000 ao par.

DIARIO DE PERfflAMBUCO
PERNAr/JBUCO.
de Flores concorrem

ASSEMBLE'A PROVINCIAL.
SESSO EM 26 DE OUTBRO DE 1846.
FKKSIDENVIl^DO 9K. SOUZ TEIXEUI*.
(Contiuuacao do numero antecedente).
O Sr. Aunes Machado, sustentando o projecto, observa,
que o seu simples enunciado be por si so bastante para
provar la utilldade, porque nellc se trata daquillo.que
lie niais neerssaro para a vida; nota, que, sendo por lo-
. '.-in.s sabido, que lias villas, a que o projecto se refere,
l'ia sempre faltas d'agoa, deveni todos tainbem convir na
neeessidade da medida pelo mesmo projecto lembrada ;
e conclue, di/enri, que, tratndole na primeira discus-
sao deslc da sua utilldade unicanicltlc, e achando-se esta
provada, vota por elle.
O Sr. I.aurenlino, respondendo ao Sr. Netto, fax algu-
inas refiexes a favor do projecto etu discussao, e de-
clara, que votar por elle.
OSr. VitMa Tavaree: Sr. presidente, antes de en-
trar na questio, perinitta-me V. Exc, queeu faca urna
pergunta = se me he licito traxer agora para a discus-
sao a legalidad! da tiritan de Oarieury, (risadas) a dlviso
da freguexia da Varxea, (muiiai riada) e outras ma-
terias =c ; poique vejo a discussao intelrainfnte des-
viada do sen verdadeiro ponto : (potado) tinhamos de
tratar dos acudes de Flores e Goit, e estamos con a
questo da moratoria, ja concedida alguns devedores
da faxeud.-i. e com o abale da quinta parle do prejo de
arremataco, e que obtere n arrematante do imposto
de 2/000 rs. por caneca de gado v.iccu ni do tr.unicipio de
tioinnua !....
O Sr. ffetto: Quer cayoar ?
O Orador:Nao sou capaz disso, e multo menos
com o nobre deputado : a questo versa sobre a utill-
dade do projecto, que manda construir dous acudes ;
mas vejo, que a discussao sabio do ponto, sobre que de-
vera estar, e foi collocar-se ein un nutro absoluta-
mime cstranho doobjecto : creio, que todos nos reco-
nliei linos a falla de nexo, que lem bavido as argu-
incntacncs apreseutatlas. Mas dcixcnio-lios disso.
Eli nao disse, quando sustenlci o iiieu projecto, que
s me baseava no relatorio da presidencia, disse, que me
del ao tr.ib.-illio de ler com attencao esse relatorio, por-
que pretenda ver as medidas n'rlle lembradas, afitn de,
segundo minba capacidade, poder formar algum pro-
jecto, que fosse de ulilidade para a provincia; ili-.se,
que vi no relatorio a apreseulaco dcstas medidas, e
mismo urna especie de insinuayo da parle do governo,
para que a assembla attendessea ellas, c tanto melliur
conclu assim, qunnlo vi, que o administrador da pro-
vincia no finida sua falla di?. = Els-aqni, Senhores, o
aue jnlguei conveniente relatar-vos, &e. ie. =^ Mas,
eixando tudo ido, suppondo misino, que o relatorio
nio trata de acudes, ate, pergiinto ao nobre deputa-
do = Pde-me alguem negar o direito de aprsenla* um
projecto, m que eu trate desta inatei ia ? Nao por cel-
lo .... por consequeneia o. que se pode exigir de liiiin,
sao as rasdes, que live para a aprcsenlnyo do projecto ;
e eu entre outras, que ja dei, disse, que o relatorio da
presidencia tanibem apoiava a ininlia ideia..,.
O Sr. /Vello : Nao deo outra.
0 Orador : O nobre drptado nega, que eu dsse ou-
tras rasdes para sustentar o projecto, a lem do relatorio
do presidente...' Entilo, eslava surdo.
Eu disse, Sr. presidente, que o projecto era til, por-
que nao"careca de demonstiacao, nein carece anda,
que essas comarcas.... sollicn grandes seceos; que, no
tempo deltas, Irnn urna nrccssdade absoluta d'agoa: e
sendo isto ineonie.i ivel, sendo una verdade de primei-
ra inluicao, o projecto, que eslabelece mu remedio pa-
ri obviar essa falla d'agoa, esse nial t;io bonivel, lao ge-
ialinete seuildo.... he mil, e iiinguein m'o pode negar;
(apoiadot) mas disse o nobre deputado = a uecessidade
do acude no llamallw nao est demonstrada = ; eu dlrei,
que a base, que Uve para escolliero Ranialho, e nao um
oulro lugar, forao as infoi nintes, que me denlopessoas
daquelle lugar, assim como as que ha das autoridades
lu ais, Jas autoridades niunicipaes, que sao aquellas,
que estilo Inali no caso de apreciar as necessidades d'a-
quellcs habitantes, e de indicar os meios mais adequa-
dos para remediar o mal, deque se trata; que sao aquel-
las, que saliein, inelhor do que nos, onde convin abrir
este ayude.... Nao quero dixer com isto, quesejo infal-
livels; mas, quanto a materia, julgo, que sau autorida-
des mm competentes, coulio niuito em seu juixo.... e es-
l'iu persuadido, nao obstante o juizo do nobre deputa-
do, que a medida reclamada por ellas deve passar nesla
casa, inulto mais quando corroborada com o testeinu-
nho de pessoas.quc all teem estado, c com a insinuacao
do governo.
O nobre deputado nao est por estes esclarecimentos,
e quando eu eiprrava, que elle cuncluisse seu discurso
Pr um reqiicriiiieuln de adi.iuiento, al que se obli-
vessein outros esclareciiiientus sobre a materia, con-
cluid, votando contra o projeclo ; o que me uao parece
boa lgica.
Ainda disse mais o Sr. deputado ruin que por argu-
nienlarj =pois liavemos de mandar fazer s um a(udc no
serlo? = Senhores, eu nao tenho colpa disso.....en ten-
do tanibriii com o_-r. depulado, que com um afude so-
inente no serlao nao podemos occoirer todas as neces-
sidades drssa importante poryo de nossa provincia;
mas, porque nao podemos salislzer as necessidades de
toda, a .rovliiii.i, n.l,, ], \, mos ao menos satisfaxi r algu-
inaa, e pi ncipaliiieiiie as que silo reclamadas pelas auto-
ridades competentes? P.;lo coiuprebendo a Torca do ar-
gumento do nobre deputado ; poique, segundo elle, co-
iiio nao pdenlos taicr tudo.nao facamos nada Ku pens
dlflrrriitcnieiiie, i creio, que he inelhor faxer alguma
cousa... do que naofaxer cuuia alguma. [Apoiados)
O argumento, que trouxe o nobte deputado," de que
neiu sempre os ofudrs o o remedio mais conveniente
para occorrer as necessidades da secca, nao.me pare-
ci procedente, pulque, .se em algn* lugares r jes nao
ti'i-in aprrsenlado binn resultado, em utios teem cor-
respondido milito a expectativa do publico : ein Tra-
cunhriu, por cxrmplo, a abertura de um acude foi uti-
lisslma, c lem prodiuldo grandes vantagrns: (apoladot) e
cu esiou persuadido, que, sempre-que elles forem fei-
t<>s ein lugares pronrios, r por qiiem emende....produ-
'II,ni o elleito desejado. Se no tirar, como diz o nobre
I deputado, gorou esse iiicio... culpa pode ler sido dos cn-
eai regados da obra, e da esculla do lugar.
/jQuer ainda o nobre deputado saber da rasao, por que
' se nao manda fazer o ayude em oulro lugar, em que se
gaste meiios, e sim naquclle, eui que se gasta mais.
Sr. presidente os habitantes
com mullos meios para as nossas reodas publicas, por
consequeneia sao ere dores laiiibcui dos beneficios, de
que precisiio. \ cmara municipal d'alli apunta o fa-
malhn como o lugar inais convenleule para o ayude, sen-
do adespeza apenas de 3:OO0y1aJ0O de rs.: ora, parece,que
devenios confias: na cmara e gastar esses 3:000#U0
deis....
O Sr. Sello: E bastar elles ?
O Orador : --Scnao bastarein, nao he isso argumento,
para que nao facamos a obra : (npoimos) para os me-
Ihoramentos de meu pai/. cstou sempre prompto a votar
dinheiro.
Quaoto a aulorisaciln, que disse o nobre deputado, ti-
nha o governo da provincia para faxer lacs obras, o que
por isso boni era nao legislarmos sobre o que eslava le-
gislado, confesso, que nao entendeoo nnbre deputado.
Eaperei, que elleine aponlasse a lei, o artigo della, em
que est essa autorlsayao; ecomnono fez, devo con-
cluir, que se deo por convencido do contrario, cedendo
assim justlca de ineus arguinrutos.
Senhores, respeitn inuito as opinies do nobre depu-
tado, mas agora nao posso seguUlas; suas rasrs nao
me pbdrao arrrdar do proposito, era que estou, de vo-
tar pelo projecto.
Encerrada a discussao, he o projeclo siibineltido vo-
tac.o e approvado.
Primeira discussao do projecto n. 31, acerca da con-
clusao da obra do iheatro publico.
O Sr. Finutirtia: Sr. presidente, tenlio mui pro-
nunciados desejos de que seja concluida a obra dn Ihea-
tro ; lamento inesino, (|tie ella se ache em estado de des-
acoroyoaniento, e faco, com o nobre autor do projecto,
mil votos, para que esta assembla d as providencias,
que eslivcrein seu alcance, para que se concilla quanto
antes urna obra de algum prestiino, e ein que a provincia
lem gasto urna consideravel somuia ; obra lo bem co-
mecada, e que vai sendo lo mal fadada.
Ras, Sr. presidente, coinquanto deseje a concliiso do
Iheatro, nao posso concordar com o nobre autor dn pro-
jecto respeito do ineio, com que elle attingio para rea-
lisar os seus, e tanibein os ineus desejos; porque auto-
risar ao presidente para mandar concluir a obra, fa/.en-
do cessar a administrayo dos accionistas, que actual-
meiiie se n li.in encarrrgados da empresa, he o mesmo
pie aniquilar o contrato, que existe entre a presidencia
e a compaiihia ; contrato, deque ha resultado dirritos,
actualmente adquiridos, e nbrigaedes, que nao podeni
ser destruidas seno pelas formas reconhecidas ein di-
reito.
Sabe V. Exc. muilo bem, que, cm consequeneia da
disposiyao da lei provincial n." 74, a presidencia contra-
lou com urna coiiipanliia de negociantes a edilicaco do
theairo, debaixode certas condiyes, a saber: de adiau-
tar a enmpanhia rem contos de ris, pagos ein presta-
yes de 10 por rento para ir fazendo face s despe/as da
obra, quando o producto das loteras, que Ihe era ap
plicado, mm fossem suflicientes : licaudo o Iheatro e
Sftisreiidimcnloshypotliccados coiupanliia.ate (|iie fos-
se iiteirainente pago o capital adiautado c os respecU-
vos juros de li por cento. (L o controlo)
Ja v, pois, V. Exc. vista dos termos do contrato,
que a companliia do Iheatro lem adquirido direito hy-
piitheeario ao fliesino Iheatro c ao producto das lote-
ras ; e bem assim dlreccao e complemento da obra, ou
antes sua aduiiiiistiayo, que considero (anibeni urna
garanta para a companhia. E tudo isso piide a as~em-
IjI<'.i ile.si.i/er i iiii nina le.seui audiencia dos interessa-
dos ? I'aiece-nie, Senhores, que este negocio nao he da
rsphera desla assembla, mas deve tomar outra diiei-
(5o: he no foro, onde elle dev#ser decidido.
Kilo duvido, Sr. presidente, que da parle de algiius
accionistas tenha havido una certa prcguc.a de realisai
as devidasaprestayoes, e que nao seria lora de proposito
coagi-los contenciosamente, ou cumprirem com as
suas (ibrgayoes, ou resilireni do contrato; mas, Sr.
presidente, alcui de que os termos, em que se aelia con-
cebido o contrato, podein dar lugar algiimas tergiver-
sayiies, aecresce, que essa medida seria demasiadamente
inin usa, e que, |mi i.miii, parece mais conveniente, que
esla assembla lance mo deoutro recurso, que nao se-
ja o de aniquilar o contrato..,.
J'oles: E qual o ineio ?
O Orador: Pareee-uie, que, consignando rslaassein
bla una quanlia de doze contos de res, c estabelecen-
do um privilegio para a lotera do iheatro lefia reme-
diado o caso al com vaiitagein publica; porque lica-
va a provincia lino de conlialiir inaior divida, e de car-
regar com maioi es juros ; eterismos lambem a vanta-
gein de nao despenderem os cofres provinciaes um con-
t c seiscenlos mil ris com mais um empregado, que o
projecto cria.....
}ozei: Cotnmais um canonicato..... (Hitadas]
O Orador : -- Eu julgo, Sr. presidente, que a medida do
projecto, alin de mui irregular, he, de mais a mais, per-
niciosa, no estado actual de nossas cousas ; porque me
parece, que na occasio, ein que o espirito de assoeia-
cao, cometa a desenvolver-se, ainda mui timorato, uo
ser bom, que demos o cxeinnlo, mo e trsle, de faxer
intervir o poder legislativo provincial nos contratos de
i milpauliias para enipre/.as : estas companliias develad
temer muilo os golpes legislativos, lano mais forinida-
viis, quanto podein ser desca regados de prompto, e
sem preceder ogiso, nem audiencia dos ntercssailos ;
sem que essesV posso defender. .. (muilos apoiadot) es-
sas intervencrs directas do poder teem sido o pelor can-
cro dos bancos, e de todos os institutos e cstabeleciinen-
tos sociaes, auxiliadores da industria.....
Vozet: He verdade.
O Orador : K nos, Senhores, diremos remover tudo,
quanlo se n])pozor industria da nossa provincia : ,'muij
lo apoiadoi) he a inisso mais nobre flesta assembla.
(Apoiadoi)
Ora, agora, Sr. presidente, devenios mais atlender, que
nao ha laso de lanyarinos una especie de reprovayao
sobre a administiayo da companhia do thelio, mere-
cedora dos nossos erJHhios, sem duvida, nao sil pela
diligencia e economa, com que lm execulado a obra,
como porque convin, Senhores,_ nao desanimarinos
aqueilcs, que uu nosso paiz .i pieslo aconcorrer pata
o bem coiniuiim. Nao he a adiuinistiacao a culpada de
se nao ler posto fim obra do Iheatro ; a culpa provem
do descrdito das loteras, e da falla de alguns socios re-
niissos ; mas nao ser justo, que paguciu os Innocentes
pelos peccadores.
Portanto, Sr. presidente, devo assegurar ao nobre au-
tor do projeclo, que rstarei prompto a vtar por elle, se
me proiiietter reforma-lo de mudo, que seja respeita-
do o contrato alias, veiinc-lici na necessidade de votar
contra.
0 5r. Vtixolo dt rilo: Principiare!, pdindo licen-
ca ao mcu nobre amigo, priiuelro signatario do pro-
jecto, para que Ihe tome adiantelrana discussao, e cs-
tou, que me agradecer, por deixa-lo descausar por esla
vez.
Eslimo, que o nobre deputado, que se levanteu para
combater o projecto, principiasse por prejudicar sua
primeira discussao, quando declarou, que desejava
limito a eoiieliisau desta obra : assim prejudicou o no-
bre deputado a primeira discussao ; porque, consistin-
do ella na ulilidade do projeclo, que nao pode ser ou-
tra senao a conclusilo da obra rio theairo publico desta
cidade, milito conforme se acba o nobre deputado, que
reconhece a necessidade de se concluir quanto antes
essa obra : mas o meu nobre amigo chamoii para a dis-
cussao objectos, que, me permiltir licenya para di-
zer-ihe, pertencein mais a segunda discussao como
sejao os meios, <|ue se hilo de empregar pacana con-
cluso dessa obra.
O nobre deputado princlpiou por expender princi-
pios e eiiiisideraees, eoin as quaes milito me conformo;
isto he,que os poderes sao inrieprnrientes, equea inde-
pendencia entre elles he mu principio constitucional,
que deve ser mantillo em (oda a sua plenitiide ; que
neiibiini poder deve arrogar a si as alirihuiydes de
oulro.- e eertainenle a reseiso dos conlratos nao per-
tenees assenibb:as legislativas, e sim ao poder judicia-
rio, e os autores do projecto nao se envolvern nesla
qurstao, respeitr.o iiiteirainenie estes principios,
como passarei a demonstrar, pela simples Iriiurn do ar-
tigo, que, se o nobre deputado qui/.er lreoni toda a
atlenyo, mi Ihe poder dar outro sentido, a nao que-
rer dar-lbe una intelligeneia milito foryada....
" Sr. Pigutirtdo : Forjo fazendo isso mansamente.
O Ornrfor : O nieu nobre amigo nao quis dar a for-
ya, ipie deve ler esta palavra roiiiriicioiiarii pela ma-
neira....
0 Sr. Figutiredo: Accrescente-sc sem prejui/o
do contrato = que eu vou para ahi....
. Orador : ~ o ha necessidade de seiuelbanle clau-
sula ; e da iiianeira, por que se rxpriniemos autores do
projecto, se v, que nao est perjudicado o contrato :
elles atiloriso urna convenyo ; autoiisu una conven-
ci nao he dar um arbitrio, nao he desfa/er mu contra-
to : pelo projecto, o governo lem de chamar os accio-
ni-ias. para Ibes propor o pagamento das quotas, que
adiairti ;io, sob lacs, ou tars condlcoes, aquellas, que
julg.ii eonvenienti s ao inte reste da provincia ; mas, se
elles nao acrordarem por qualquer motivo, nao leuios
convenyo : e nem por isto se segu reseiso do con-
trato ; lie fado posterior, quesera tratado conveniente-
mente ; e nem eu quera anticipar o meu juizo acerca
do cumplimento desse contrato; au que sou forr.ado,
porque o nobre di pillado i banioii questo para esse
lado : lilrya, pois, he respouder-llie, refei indo tildo o
que sei a este respelo, e o que se acba cuniprovndo por
documentos irrecusavris ; o que f.uei mui resumida-
mente, para nao cansar a casa.,..
O .Sr. Mendu da Cunha :- Queremos sto de nina
mam ira mui clara....
0 Orador : Satisfar! ao nobre deputado.
Senhores, una lei provincial mandn, que se fizrsse
Ulli tlieaUO, que se entended ser de uigentissini.i ne-
cessidade para esta provincia; essa le provincial auto-
risou o presidente a mandar construir esse Iheatro com
os lucros das loteras, que conceden a beneficio do ines-
ino Iheatro, c autorisou-o mais a contratar com urna
companhia 0 facturado theairo, c foi oque fez o presi-
dente, mediante um cinpiesiiino de IO0:OO0^00U de rs.,
(ello pela companhia : a isto se redin lodo o contrato;
o eniprcstiino he a sua base cssencial: e pelo contrato,
que lenho dianlc dos olhos, vejo, que a companhia se
subji irnn a fazer semelliante emprestiino, sempre que
o producto das loteras litio chegasse para o andamento,
e aeab.iiuento da obra, no menor tempo potsircl para
prova do que, lerei a assembla os dous priuiciros ar-
tigos do contrata le).
Portanto, ji se ve, que os 100:000/0011 de rs. devino ser
adlantados, sempre que falbasseni as loteras que a
companhia se snbjeiloii ao rpido ou vagaroso anda-
mento Jas loteras ; e que o andamento c acabainen-
to da obra de\ia ser o mais breve possivel: (apoiadoi;
e me aprnvriluri da occasio, para responder a una
censura, que fez n nobre diputado, quando ditas), que
esta assembla tinha concn rio indirectamente para
prejuizos da companhia, quando permitlio nutras lo-
teras, c fez com que a do theairo paralisasse seu an-
damento,
Priinelraonente, eu mo sei, se se pode dar por verda-
deira causa da paralis.iyilo das rodas da lotera do Ihea-
tro a eoncesso de outras ; mas, quando assim fosse,
observe o nobre deputado, que nao esl escripia no
c innato a condiyo de se nao concederem outras lote-
ras, e a companhia bem sabia, que era direito da as-
sembla, de que j tinha usado antes da lotera do
theairo, e continuara a usar ; mas, quando tudo isto
serviste de desculpar a companhia, da falla do comple-
mento dos 100:0001000 de rs., nao estara ella generosa
e siifticientrinentc indeiunisada com as quotas animaos,
que Ihe inandou dar a assembla provincial, que mon-
tan ii Importancia de 73 contos de ris ? (Apoiados) Tam-
bera sera condiyo do contrato :' (; nao foi um poderoso
auxilio ? (Apoiadoi)
henhor.es toda a quesillo se pode reduziraos seguln-
les termos = a companhia obrigou-se a supprir as det-
pezas do theairo,sempre que falhasse o producto das lo-
teras com a quanlia de 100:00^000 de rs. c=; loteras
l'alhriu, e a obra parou. e a companhia lera entrado
apenas cora 42:000^)00, achando se a Importancia da
obra feita na quanlia de 198:000/000 de ris, que s.m
73:000/ de. iis, de prrstayoesdadas pela assembla pro-
vincial, c oilenta c lanos contos, producto das loter-
as : portanto, j se v, que o contrato nao foi cumpri-
do pela companhia, porque nao realisou, como Ihe
eiiinpi ,i, o resto do eiiiprcslimo, que monta a i im nen-
ia c tantos contos de ris.,.. (Apoiadoi)
O Sr. Aune* Machado : Keccbcrao 25 contos ; pa-
taino .1. s|n / is, que tinho leito ; mcttrau-lios na ga-
veta ; c le bi ao a porta do Iheatro.
O Orador: Nao relatarri esse tacto, porque recelo
ciniiir alguma iiicxactido; oque me parece easen-
cial esl provado, islo he, que o uoiitralo nao foi cuin-
prido ; e pouco importa, que alguns accionistas pre-
encbessein as suas acedes, porque cu considero a lodos
olidarjmente responsavcls....
Voiet : ^lidaiiaiiii nte, nao.
O Orador :Nao entumo tambrin nesla questo,
que ni crssita defraudes des< nvolviinentos.
A companhia, bfficiaudo prcsldedcia, c pedindo
una quanlia de 23 a 35 contos de rs.para concluir a obra,
nao sr lembrou certamenle, que ella tinha dinheiro de
mais para isto, porque devia 58:000/000 rs. ; r o mais
lie, que coufetM uo eu olucio a sua l'alu, quaudo de-
otara, que nao lem esperantai de completar o eaajsrrs-
11 mu ; eu passarei a ler o officio, e peco a attciipro da
assembla.
ii Um. e F.xm. Sr. INo sendo sufflcente, para se
concluir a obra do Iheatro, o siippirarnto de 25 con-
it tos de ris, que, em sessu doanuo passado, concedeo a
" assembla provincial ; a coramissn administradora
> do Iheatro publico nacional tem a honra de levar ao
ii eonlieeiiiieiiin de V. Exc. o ofncio incluso do engenhei-
ro em chafe, ein que pede um suppriinenlo de 25 a 35
n contos de ris, pelos cofres provinciaes, para o acaba-
nclito da obra do dilo iheatro. A coiuinissao, por co-
nhecer os ardeutes dcsejqs, que ten a presidencia da
n provincia, de ver quanto antes o publico desla capl-
tal no gozo rieste bello edificio, espera, que V. Exc te
dignar intrrpor toda a sua influencia, para que te
nalise o suppi imeiiio, que se exige ,
O Orador' Repare a cmara no que vou lr...
n dt oulra mnnrira, tem de le v/r a eotnminao na dura ne-
ii cenidade de maridar suslar dita obra, por no ler lua dis-
policio oulru recurso algum; nao o porque o producto das
n loteras, pnr causa da morosidad' do sea andamento, nao
he su/Jicienlt para a cnnlinuato da obra, como tambem por
iioiin.r accionistas se negaran absolutamente a realisar as
prrslaioes, de que sao devedorts....
0 Orador: -- Ora, aqu temos a companhia eonfessan-
do, que nao tem outro recurso seno as prestaf Aes, que
Ihe forera concedidas por esta assembla; nao contando
com as buenas, por sua morosidade; e nao contando
com o complemento do emprestiino, porque di/., que
l'palavras suas iiiyui aeeionilaf se negad absolutamente a
i mI,sur as prestatoes, de que sao devedores.
A dita coiiuuisso, ueste seu ollleio, di/, mais o se-
gu ule :
A i oniiinssao se absteiu de expr V. Exc. o estado
ii da obra do iheatro ; visto que o engenheiro era chefe
dil ter leito este irabalho em sen relatorio de 31 de
ii Janeiro prximo passado; apenas tem de accrescen-
tai, que dessa poca em dianlc nao se lem cessado de
n tr.ibalhar un dito theairo, c que o grande luslre para
asila, c tres pequeos para os salArs, com lodosos
seos perteiiccs, assim cuino outros objectos de deco-
ii rayo, que se encomendarlo para Franca, j se acbo
ii chegados, e seus impones lico pagos Dos guarde,
etc.
O Orador : A assembla lera a bondade de ouvir a
leitiira du olucio rio Sr. Wauthier, prssoa de loria a con-
fian..! da companhia, anormal te louva intelrautente.
Alguns Senhores : Lcia, que ludo islo he preciso,
O Orador : I.crei.
ii lllm. e Em Sr. Km obediencia ao respcilavel det-
pacho de V. Exc, com data de '25 de agosto prximo
ii passado, informando acerca lio ollieo, que junto de-
" vulvo, ein o qual a coniniisso administrativa do thea-
tro nacional desta cidade expiie V. Exc, que he
.. preciso, para o cabainento da referida obra, um uo-
vo suppi imeiilo de 25 a 35 contos de ris, pelot-cofres
n provinciaes, ciiniprc-ine declarar o seguiute :
Como no relatorio, que 16 de setembro prximo
.. passado live a honra de levar presenta de V. Exc,
ii dei tima deso ipy.io rio estallo de adiaiitamento das
ii ninas julgo escus.ido reprodu/.ir aqui semelbante
ii ilescripyao, c limitar-me-hri expoticao dos fados,
.. directamente relativos parle linanceira rioassunipto.
Para te examinar a necessidade do novo supprimen-
lo pedido, poderla-te fazer um orcamemu das despe-
/.as anda precisas ; e, conhecendo-sc o estado da cal-
ii xa do Iheatro e os meios llnanciaet, que lem a suadit
.i pusiyu a companhia enoarregada de executar a obra,
vero que lie preciso au rescent.ir s leceitasordinarias,
para faxer lace sdepezas; mas, pelo estado, em que
u se ocha a obra, um oryamrnlo directo das obras, que
ii ainda falto, apresentaiia suuiiua dill'u ublade e liu-
ii lucrosas probbilidades de crios ouotnissAcs; de tal
sorle. que he inelhor proceder-sc por outra forma.
ii Com elleito, sabemos, que a despeza a fazer foi
n primitivamente oreada em 20 contos de ris; e
ii api/ ir de teiein as despe/.as reacs apreseutado algu-
a mas riillerciicas com as verbas correspondentes do
ii ory,i'nenio, como taes dill'ei cuyas forao sempre dimi-
.. untas, e alternadamente para mais e para menos, he
mui provavel, que despeza total iguale, com mui
pequea dillerenya, ,i que se orcou: accresccntarei,
que ein lins de 18-14 fez.-se una nulavel veiilicayao do
que acabo de referir, pois que achou-se, nessa poca,
que as despe/.as a fazer anda montavo uoventae
ii quairo contos de res, quando as feilas importavao
u era 146:000/000de rs.; o que d una soiiima igual ao
valor do orcaincnto primitivo. Podemos, portanto,
n considerar como fado sUfjicientrincntc provado, que
i se devetn gastar 240:000/ de is. na obra do iheatro ; de
.. tal modo, que basta se conbrcer o estado da receita
liquidada, c o que develo produzir os recursos uriliua-
n ros, para se poder chegar a concliiso, que he objec-
lo desla inl.u mayan.
ii Islo posto, a receita liquida .at 25 de setembropro-
n xniofindo, monta a llS:S07/738 rs.; sao, pois, preci-
. sos anda, em virtude dos raciocinios e Tactos prece-
u denles, 41:192/262 rs., para se concluir a obra. Ana-
.. Ijsemos os meios, com que se ha de alcaucar este
.. quanlitativo.
O Orador: Otiya a assembla com attencao o que se
segu.
O fundos, com que foi supprida a obra dothealro.provm
n de tres (antes : a primeira, que he a nica, com que seeon-
ii (ro ao principio, he o rrndimenlo das loterias concedidas
n pela assembla, as quaes, em numero de vinte ao principio,
forao elevadas a quarenta na sessiio de 1842; a segunda fon-
" leprovrm de umemprestimn de 100:000/100 de rs., que se
ii comprme tico a forntcer urna companhia de negocianlts eca-
piliiiJln, mediiiiiK rcrn condieiiu, seguranras e vanla-
ii qens, cujo emprestiino tinha por fim supprir as despezas da
euro, no caso de demora na etratfo das hteriat emfim a
n lerceira [onte consta das diversas consignacoes, directamente
/ellas pita assembla legislativa provincial a favor da obra
do Iheatro, para coadjuvar o ieu andamento Ora, pade-
nuif ter, que a primeira [onte, ao principio mui abundante,
ii nao proiluz agora quasi nada; que asegunda esl parase
n eiiaricar de tudo,
O Orador : Heparem os Senhores deputados.
a por se nao dar cuir.prizncnto ao rerpertiro contrato: e que he
> forcoso recorrer a lerceira.
ii Com e/frito, as oleras, que do principio eilrahirao-se
com rpida, nao ochad mais concurrentes, e andaagora
i. mui riiyuriifiu ; nos dous annos de 184o e 1841 liquidou-
ii se o producto de 7 'L ; noannoscguinle rilrahirausi'i'/j,
.i e 3 no mino de 1843; mas em 1844 nuil podrao correr se
nadas rodas de urna ; o que //cou ainda redundo rm 1845,
ii pois se extraho smenle urna parle ; e o mesmo acontece no
i, torrente anno, pois al agora s andarn as rodas da se-
ii guada pane da do iiiuio passado; t-st, como foi dimi-
t Rasado o numero das loteras animalmente extrahidas; dt
iv lu u, (e, que, a (mil mudaran muilo at ptctiltarii circmbu-
.


'm
t
k tanriat, yiir prwnrirn nota provincia o atnorlecimento
dettt ramo de rendimento dn theatro, nao te pode contar,
por elle lado, com unta receila annual de tnait de .t'.OOO/
" iri., oque he reriladrratttnle insignificante, avinada
o despeta a fazer.
O Orador : Eu peco a inaior attrnco para fste tpi-
co do officio.
JVo locante ao empretlimo de 1000:000/000 rf< ri reinita
u de urna ronta apresentada pela respectiva comminao admi-
t nistrativa. em25 de Miembro /indo, que 01 accionista li-
a nhao liquidado, nesta epara, urna entrada total de 42:0001
den.; faltan^ pois, anda 58:000/de ri. para se completar o
quanlitativo, que a compunhia respectiva comprnmelleo-se
a forneeer: esta quantia teri.i tnais que su/JIrirnlr para aca-
liaras obraf ; mas, apelar do comalo celebrado d tal res-
peilo, he mui provavel, que tenai realite pos mleiro a li
u quidacali doemprestimo.
Em urna reuniao, que houre lugar, cm principio de 18*10.
pirante o antecessor de V. Exc., foi declarado pela com-
mitin administrativa, que nao se poda contar com urna
' enlrndamainr de 50:000/000 1 < r*.; e quando se considera,
" que, desde o principio do anno crtenle cobrrao-se smenle,
u por este lado, MHi/000 n., niio se ha de esperar, que
u tais previenes sejdo ultrapassadas ; devendo, an contrario,
preverse, que nao frito realisailat. Porlanto, a nlio ser a
" companhia coagida a executnr completamente o captialo,
- oque ignoro, tete piule fazer, nao te time esperar mili, por
u esla parle, senao 8:000/)00 de rs. ao mximo.
Oa, este qiiantitalivo, (unto recolta un 25 do se-
tcinbro, da pnrsnmma 206:807#738 rs.;c, snppondo-se,
-.,lidie aW ao fin do prazo rasnarl, que se marcar para
aBt-ahatnonlo da obra, srpnssa liquidar una nica
n lotoria, na importancia do 3000/000 do rs., ponen mail
ou monos, virO a Ciliar anda 30:0191262 rs que. no
i. falla da companhia, nao podem sor fornoeldos seno
i pola torcoita fonto do condimentos da obra do lliea-
k Iro, a sabor : polo subsidio directo dos corles pro-
ii vinclaes, queja forneero 71 eolitos de ris, nos tres
. rxercc!osdcl842--l843, 18-131844 o 18451846.
ii Junto esta iiifnrmaco, como documentos, o orl-
. i ni.il do bataneo do estad" da oaixa, que me foi remet-
ii tidopela eommisso, em 25 de fetembro prximo pas-
ii s.ido, o nina copia do contrato celebrado com a eoin-
- pinina ; e he tudo oque ine oecorre :i di/.or sobre
osle assuinpto.--Dos guarde a V. Ex, Quartel de luir
ii nh.i residencia, lOdeoutubro de 184(i. O eiigonhciro
em chefe, Vaulhier.
O tirador : Ora, aqui ve a casa o que ha a respeito
doste negocio...
OSr, Figueindo: Eu subscroveo a ludo, que osla
nesse officio.
O Orador: Era justamente o que es pera va do no-
ble drputado; e, porlanto, est fiuda a discussao.
Tonho demonstrado,que os autores do projecto nao o-
hro por atiloridadr proprla na rescisao do contrato, o
apenas autoi iso a ronvencionar a manrira, por que ha
de a companhia receber ossas quotas, que adi.intou, c
CU estou corto, que no momento, em que o presiden-
te convidar esses accionistas, ellos so pn-slo immedia-
tamente e talvej at recebo por prcslacrs; mas nao
nitro nlsto, confio multo, como sempre, na illustracao
e bom sonso da presidencia, e espero, que ella far o
que fur conveniente.
I.imiin-me ao que tenho dito, porque me parece suf-
lii lente para defosado projecto em primeira discussao;
cnieluiidn por declarar casa, que tenlio couvicru
de que a obrado thratro est muito liein folla,c que nol-
la houvo toda a economa.
Tendo dado a hora,
O.Vr. Presidente dn para ordrm da da sessao soguinte
acuiitimiatoda d boje; e levanta a sessao. (Ero duas
horas o um quarto da lardo )
SESSAO EM 27 DE OTUBRO OE 1840.
HIMIHMIl OO Sil. Mil /A TEIXEIRA.
SUMMARIO. expediente.-- floufrimfnlo.^pproenfo,
cm priinrira discussao, do projecto relativo concluso do
thealro publico : ermterceira, doque aulorisa a conslruc-
(ln 'ir timn pon Ir utulilutieii da dos Afogados, e do que di-
vide a freguezia do Duricuru.
As onze lloras o niela da maiiha, o Sr. 1." societario
faz a i llamada, e verifica acharcm-sc presentes 21 Srs.
diputados.
i) Sr. 'residente declara abena a sessao.
II Sr. 2 Seerelario le a acta da sessoantocedonte, que
he ippiuiad.i.
O Sr. 1. Secretario menciona o soguinte :
EXPEDIENTE.
lu officio do secretario da provincia, participando,
que ff podio com urgencia o original do comproinisso,
por que se rege a,nmandado do SS..Sacramento da cilia-
do de Goiauna. Inteirada.
Outro do nirsiuo Sr., participando, que se pedio c-
mara municipal desta cidade a iiil'urm.icfiu, que a res-
peito do requei imputo dos propriolurios da ra da l'raia
resolvi a assoinbla, que dola se exigase. iiitri-
radii.
Outro do iiicsmo Sr. participando, que se remetteo
cmara municipal da villa de flores acopia do parecer,
por que a respectiva coniuiUiSo approvou as cuntas da
dita cmara, relativas aoanuo, que fiudou em sclciiilno
de 1845. Inteirada.
I.eeiu-se na mesa, e sao approvado9 os seguintcs re
quorliurutos:
Requeiro, que, por inlermodo da presidencia, so
pecao i iilin macos a respeito do numero dosaccioiristas,
qiircompetii a companhia cucarrrgadu da obra do thea-
lro, c daquelles dentro ellos, quo trem coucorrido para
a referida obra, denignaiido-M as qaanlia), com que ca-
da um tcni entrado. Joaquim Yillela. a
A coiuiuisso de cousttiiico c poderes, para poder
dar o seu parecer sobre o olllcio do Kxiu. presidente da
provincia, aconipanhado de ou tros da thesouraria pro
vincial e procurador-fiscal, relativo a opposico.que hie-
ra o jui dos feitos da l'a/.enda deciso desta assembl^a,
concedrndo tima moratoria ao coronel Jos Carlos Tol-
vi na, precisa ter o officio ou ordeni do mesiiio Exin.
prosidenle, mandando cumplir aquella deciso, assiin
como o officio, orden., despacho, ou sentenca dojuizdos
l'itos, negando-se a Ihe dar cumpriiuruto ; c por slo,
retraer, que toes documentos so pe-pilo ao governo.
S. K, Nunet Machado. Joaquim Villela. Mendet da
(.'urina.
A coimnlssao de fazenda e orcamento rrquer, que se
officie ao Exm. presidente da provincia, afim de exigir
do thesoliro provincial nina iiiforiiiacHOCircuuistancia-
da, acerca da pretcnco do tcnoute-coronrl Manuel Joa-
quini do Rogo e Alliuquerquo, com deelaracao da nalu-
icza da divida, se nao forao eslabelecidas as barrenas
determinadas, esc teiu havdo pagamento dos juros ven-
cidos, onviando-se para isto a pencan.
Por rsla occasiao a coinmissiio requer, que se exija
igualmente, com a niaior urgencia, nina relaco de toda
a divida passiva do theiouro provincial, com as mesmas
doclaracoes j indicadas. l'eixoto de Otilo. leuo Mon-
teiro. )i
ordem no ou,
Conlinuafi'io da ditcunSo do projecto n. 31, acerca da con-
cluso da obra do thealro publico.
O Sr. t'iqueiiedo : I.ovanlo-nie, Sr. presidente, para
fazer alguiuas observacoos acerca do que o nobre de-
putado, 1. secretario, dsse na resposta, que me fot a
honra de dar.
O nobre deputado, sustentando o projecto, observou,
que elle nuollcnilia ocunlrato, que existe entro o gover-
no da provincia e a companhia do thealro. Se en podosse
encarar u projecto prlatnesma forma, por queoencarou
o nobre deputado, c corto ihe nao faria opposif o; que-
10 dizor, se entendesse, que o projecto nao oliendo o
contrato celebrado, e em vigor, votaria por ello; por-
que o fin ostensivo, que tcni em vista, he o me sino, que
eu desojo isto he, a conciutao da obra do tbcairo ; mal
nao se pude negar, que o projecto oliendo o contrato.
Se nao, pcrguularci ao nobre deputado, se Julga, que a
eomiuissao, depois de sanecionado o projecto, pode tra-
tar de dirigir aoniprora, como Ihe he concedido pelo 1
contrato? Ocio, quo nao, em vista das palavras do mes-
mo projecto = cessando a adminislracllo dot meimos ac-
cionistas.
Ora, urna das condicoes do contrato he, que os accio-
nistas ti'nhao toda adireccao desta obra ; o que importa
tuna garanta, qnan toaos fundos empregar, e ivod i lucil-
los haver; mas o projecto iinpdo presidencia a obriga-
'. ao de dispensar a adinlnistracao da companhia, o deixa
a si n arbitrio o estabelecet o modo, por i|iie devescra
companhia satisfoita do quanto adiantnu ; de mancha
que, estando j polo contrato determinado o modo, poi-
que se deveria indemnlaar a companhia, que he pelos
condimentos do thealro, e producto das loteras, que lu-
do ticava hvpothecado, podo agora a presidencia, a pas-
sar projecto, estabelecer um outro mudo de pagamento,
quejulgar conveniente, o por conseguinte voltar ascos-
tas ao dirrito hvpothecario, faculdade, que temacoin-
panhia, do dirigir a obra, e ingerencia, que luiiuestio-
ii iv c I ii un io Ihe competo no innvimonto das loteras con-
cedidas ao theatro. No projecto a unica parte estipulan-
te he o presidente di provincia: a companhia fica sendo
un ente inteiramonte passlvo : quando ella, pelo con-
trato, he boje um ente activo ; tem direltos, que nao
podem ser preteridos e aniquilados, sem o seu consenso,
ou sem nina sentencia, proferida por Julz compcteiito.
Como, poli, dizer-sc, que o projecto nao anniilla o con-!
Irato ? E se nao granalla, seja-nie permittido esclarecer-
me com o seu nobre autor, o entao eu Ihe pergiinlarei,
se elle emende, que, depois de passar o projecto, fica a
companhia com todos os direltos o vantagens, qne Ihe
da o contrato ; ( corrrndo a vista pelos bancos ) mas j
nao vejo aqu o autor do projecto, retirou-sc '.'... pois
he pena.... Knto voltar-nie-hci para o nobre I.* secre-
tario, e Ihe direi, quo, se entejide, que o contrato fie
mantillo, em lugar do qne est escrlpto digamos = Fica
o presidente autorisado a forneeer os meins necessarlos
para a coiirluso da obra do theatro, pela mam-ira mals
conveniente, o de arenrdo com a companhia, sem pre-
juizo do contrato celebrado (Ris.idat e tusurro)
lISr. .Vello : Na segunda discussao se faz a emenda.
1'oim : Nao, nao.
O Orador : '-- Pola ento, para oiie negar, que o pro-
jecto, como est concebido, destroe o rontrato?
O .S'r. Aello : Pode aiitorisar-se o presidente a pro-
iiiovrra rescsn do contrato.
O tirador: Nao he neeessario aiitorisaro, porque o
presidente, como administrador nato da provincia, tem
sempre a faculdade ou antes odevrr do vigiar, que
os contratos celebrados com o governo c com a fazen-
da publica sejao mantidos o pode pelos meios com-
petentes, mandar promover a resclsode qualquer, cu-
jas comilones tenho sido violadas : o ser o contrato ce-
lebrado pelo presidente, com aulorisacn da assoinblca,
nao lio rasan bastante para o afaslar das roers de dlrei-
lo, que est subjeilo. Judicialmente pode a presiden-
cia mandar chamar os accionistas ao cuiuprimentodas
condicoes, que so subjolro sobpcnade vere'm res-
cindir o contrato ; mas a asscmblca nao nido iulrouirt-
ler-so nesta eontciida.
O nobre deputado tambein disse, que os meinbrosda
companhia nao linlio cumplido com as condivrs do
contrato: he urna verdade, que nao neg ; c iiierccem
ellos algiima censura.
O Sr. l'eixoto de tirito : Parccco-mc, que diziao con-
trario.
t) Orador : Nao ; j disse, que alguns accionistas ti-
nliao sido remitios, i|uo pudio ser constraugidos, sob
penado rescisao, etc., etc. : mas opino, que daqui se
nao dore tirar o argumento de que a asscmblca pude
rescindir, por si, o contrato.
(I Sr. Muido la 'nana : -- Mas, so piles uo accorda-
rem emalgunia convenco, fica a obra parada?
O Orador : Obriguein-nos a cumplir as condicoes do
contrato, sob pena de licar rescindido.
O Sr. alendes da Cunha : Mas so ellos nao quize-
rem accordar lica a obra parada ? Kespoudo por
quem sao.
O Orador : Nao lica parada : j iniliquei o remedio.
Senhoros, eu soi, que os accionistas foro um pouco
I' luidos, nao Indos, lliaS algllllS : nolc-so, porcm. que
os que liguro na einpreza, o celobrro o contrato, cou-
nirio com outros miiiios, que siibsiievcro como accio-
nistas, o que depois faltaran ssuas prometaos, com ra-
siio, ou sem ella ; mas a culpa nao doce recahir nos que
sempre se apresenlaro Irciile da empieza, e presta-
rao aeui serviros: taes sao os membros da eommisso,
en jos actos, te foreni bein oxaininados por esta asseiu-
blea, daro a prova de que a commistSo se portou com
todo o fervor.
A obra est quasi acabada, o I..... ... A eommisso nao
pndia fazer litis ; pnrqoanto aquellos, que tinho as-
signado as acedes, vendo, que as loteras nao oll'ci-eiUfa
imillas vantagens, e que a emprc/a- nao dara lucros
para pagar o capital e juros, comocro a osiuorecer de
tal modo, quo nao foi mala posalvel arrancai-lhes um
vinlein taes sao as inl'ormacdOS, que tonho o a que
don crdito, porque otMtrvei, que < 111 a s i a niesina laica
ia-se pastando com a companhia de lleberibo : houve
milito oiilhusiasmo para assignar ; mas, quando se tra-
tou de realsar, houvero minios torcicolloi.... porlanto
reconheco como nobre deputado, que alguns acolo
Distas nao saiisli/ero o seu rigoroso dever, e rralnionte
temos chegado ao caso de sor preciso dar-so algum re-
medio....
aW-n
nde-o.
Pois entSo, votare! pelo projecto : espe-
ro, ,, .ores depulados nao falten) ao que pro-
luctlrao.
O Sr. Nunes Machado : Nao.prometli.
O Orador. Km Din, votare! ; porque esporo, que se-
jao admiltidas as emendas, que so hoiivereui de propr
na 2.* diseuss.o.
O Sr. Mendet daCnhn, comquanto, apoiado naauto-
ridade de alguns historiadores, te pronuncie coima |
existencia dos theatro, concorda, todajvia, aliento ao es-
pirito do seculo, que sojao elles adoptados oa actualida-
do : volar pelo projecto em segunda discussao, se so. Ihe
addicionar a condico de s seren representadas pecas
sacras Pin o thealro, do cujo acabamento se trata no mes-'
ino projecto o quer saber, so a obra ficar parada, dado
o caso deque os respectivos accionistas nao queirao fazer
a convenco, autorisada pelo referido projecto
O Sr. l'eixoto de tVrilo : Sr. presidente, eu vim boje
paro a casa, naesperanca de que o nobre deputado, que
so levanlnii n i sesso anterior, para com bate r o projec-
to, dissesse, que eslava satlsfeito com as explioaoflcl, que
ento eu del a casa ; visto que elle mesmo se louvou as
informaces, que eu li, do engenheiro em chefe, que, no
ineu entender, importan urna aecusaco formal com-
panhia dos accionistas; mas o nieu amigo anda
tiouce boje para a discussao materia pertencente at-
gunda discussao, como ja Ihe fizsentir : e tanto assim,
3ue enloiideo poder emendar aqulllo, quo s cm segun-
a discussao se poder emendar, e que nao pastar,
quando inulto, de objeclo de redaeco ; mas eu notarri
ao nobre deputado, que elle contina a ser fconlra ini-
nha expectativa J muitq teimoso, acerca das exprestdes
do projecto porque quer o nobre deputado entender,
que a admiiiistrac.o cesta, inimedlalamenle que a loi
passe, sem attender, que a cessacao da adminstraco he
una riiciimstaneia, que est inleirarfpnlP dependen-
dente e os accionis-
lioiilcm aqu se disse em um aparte meio suido, que
a coiunilssao admiiiislradora tiuha recebido certa di-
ulii iio o fcihado na gaveta, nao continuando a obra.
0 Sr. A'unr* Machado : Eu nao dsse sso; se V. Exc
e o nobre deputado me pcriuittcm.eu repito o que ento
avancei em um aparte... Eu dsse, que,teudoa directora,
encari'i g.nl.1 da obra do thealro, pedido ao governo o lor-
cero meio supplemeuiar dos recursos para a obrado
mismo theatro dando como motivo a di tcicncia dos
meios ordinarios, promrlteo, que, se este meio supple-
inent.ir Ihe fosse dado, acabara a obra al 2 de dezeiu-
Im .i ; e que, dando-so-llic 2.') coutos, pouco inais ou me-
nos, quando se esperava, que esse ilinlu-iro fosse nppli-
cado para a conclus&o da obra, pagrorSe servicos foi-
tos anteriormente, o fcehou-se a porta do thealro.
O.Orni/ur:--.\rio soi, so isto assim foi, iiein lomos meios
(le vciilica-lo: mas o que posso irller he, que, comquaii-
to alguns accionistas nao aciidissem com suas quotas
regularmente, como erado desojar, todava outros, nao
s entrarla com suas prestafes, como, do ni.iis a mals,
adianlaro dinheiros p na o andamento da obra do mes-
mo thratro; o fallecido Jos Ramos de Olveira, de sau-
dosa memoria (niioiado)adiantou, cirio, quo al 10 con-
tos ; outro mcinbro, snpponho, que o Sr. Olveira, tain-
bem adiantou nao sel quanto o thealro se achava em
divida appareci-o diuliciio; o, jiilgaudo-so, que a obra
nao poda ser ai abada, por causa do esiuoreciuieiitn das
loii i ias, tralou-se de pagar o que era divida proveniente
de lomas que tinho sido sacadas para Franca, para
vrelo as detoracoos, que ahi te acho no liirlhor gos-
to : pagran-sc, pola, dividas, o nao se moltoo o diulu-i.
ro na gaveta, parase nao acabar a obra; o nao soi, como,
jillgando-so esgotados os i ocursos, nao havoudo quciu
mals concorrosse "com entradas, se poderia continuar
nella a menos que a cuiiuuissao aqui/.esse acabar por
-ii i conta e risco.
Srnhorrs, ao thralio forao concedidas 40 loteras: a
asscinbla foi milito providente, mas toeiu corrido s
12 de mam-ira que o grande nial provni de nao ler
h;i\ ido exiraccao dos bilheles das loteras : a eommis-
so nao tiuha intciossealgum cm deiiar de concluir
obra, pelo coulrro, linha mullos detoioi de conclui-
la, linha meossidade, c tiulia mesmo iteresse ; posso
afirma-lo.
1 mSr. Deputado : -- lia una raso especial.
O Orador: Nao sc que motivo especial he etse ;
nao sel, que motivo podeste tci a eommisso, para nao
concluir a obra: se houvo tal motivo declarein-no... que
eu retpondcrei, se poder.... (o orador faz pauta, etperan-
do retpotla) nao atino com tal motivo.,.. 0ljiim movi-
men lo]
Porlanto, Si. presidente, eu desojo otar polo pro-
jecto; mas tenho inedo, que, depois rrapprovado rio
primeira discussao nao teja emendado segundo se
indicou.
te da eoiiveii. ao folla entre o presiden
las.....
(I Sr. Figueiredo: S se trata dot meios de pagar, e
inais nada.
O Orador: S se far eessar a administrar", quan-
do esliver convencionado o pagamento dat quotas ; he
isto o que diz o projecto ; he o menos pofsivel, que se
pode dizor, para respeilar, segundo seus principios, o
contrato celebrado : entretanto, o nobre deputado, que
combate o projecto, quer inais, porque di/., que se devla
autorisar a presidencia a rescindir do contrato ; faculda-
de ni o 11" inais ampia do que a que d o projecto, que he*
apenas a do conveiicioiiar o pagamento das quotas da
ni i nona, que julgarf mals conveniente : e note o no-
bre deputado, que osla ni uioii i tanto obrga a una par-
le, como a nutra, tanto he para os accionistas, como pa-
ra o presidente. Se os accionistas enlendereni, que o
meio proposio pelo presidente mo he o oais conveni-
ente, ellos o nao acceitar ; o no projecto nao lia meio
coercitivo estipulado ; porque, ento se seguira a res-
cisao do contrato pelos meios legues.
Scnhores, os principios caldeaos do projecto So =
a concluto da obra, o a aulorisaco ao presidente, para
convencional- = : ludo o inais quanto nello se ocha he
subordinado a esset principios: quanto aredaecu, olla
me parece boa.
O nobre deputado conveio hontem.e hoje tornaa con-
ii. que os accionistas nao cuinprro com u condico,
j nao digo essencial, mas digo unica, porque unica foi a
de adaniar iOOcoulosde ris; adiantamento, que devino
f.i/.i r com toda a brevidade, porque com toda brevi-
dade dovio concluir a obra, fazondo o adiantamento,
sempre que Ihe falt.-usoni as loteras, ou nao chegassem
as qmitas ; o pouco importa saber a rasan, por que nao
chegro, porque li carao subjellTis ao adiantamento dos
lOOcontos; deve, porconsequencia, concluir dosto laclo,
que o contrato rsla rescindido, nao est cumplido....
O Sr. figueiredo: Os accionistas podem ser coagidos
a dar o diuheiro.
O Orador: O nobre deputado parece contentar-se
com a conservarlo da administrarn actual, embora se
rescinda o contrato ; mas isto uo pode ser, porque o
3ue deo existencia a esta companhia foi o emprostimo
e 100 contos de ris, e, ralbando o cumplimento do em-
presumo, nao pode continuar a adiniuistracao. ,.l;>.->m-
dot)
lioiilem, quando lallei, nao me propuz apxpr casa
um laclo, que foi indicado em mu aparte, porque, como
disse, nao gusto de fallar acerca de facas, sem ter in-
oriuaiOo.s pri Cita, sem ter os dados convenientes ; hoie,
porni, e-lon habilitado para dizor ao nobre deputado,
(j que de novo tocou nistoj que, quando, pela ultima
le do orcamento, tedesiguou o quaiillalivo de 25 eoli-
tos para adjutoro da obra, os accionistas se diriglro
presidencia e pedirn, que lhos maudasse dar esse di
nheiro pela thesouraria provincial, que elles. Ihe daran
applicacp, para levar a effeito a obra, ao ponto dt- po-
der-so frer urna representarn no da 2 de de/.emliro :
e como, da parlo da presidencia, hoiivessem desejos di-
que o thealro principiaste a trabalhar uesse dia, a pre-
sidencia, levada Ueste desojo, detfex os embaracos, quo
liavio, por falla do qunnlitalivo, na lliosouraria provin-
cial, afim de que assim sclizesso a loprcsonlacao : des-
truiro-se, pois, como Q^ss^ os ombaracns, e nao sel
mesmo, se houve algum sacrificio da pal lo da thesoura-
ria com rebate de leltras : essa prometa dos accionis-
tas, be verdade, que nao foi escripia; todavia, parece-
lue, que elles, leudo promotlido a representafo, devio
leva-la a etirito ; islo he o quo me consta, c allirmo co-
mo verdadeiro : mas nao ciimpriro a promessa de re-
presentar no dia 2 de de/.enibro do anno passado.
Quanto a applicaco do diuheiro nao allirmo ; mas di-
zem-ine, que, em lugar de o appllcareill para as obras,
que drviiio concluir-so, pagarn despezas atrasadas.
Ora, nao me parece, que o procediinoulo da admlnis-
tracao fosse muito airoso, o mosmoloal; porquaulo pro-
no tico e falln ; e o inais lio, que nem ao menos leve a
delicadeza do dar presidencia os motivos, que leve, os
embarazos, que oncontrou nocumpriineiilo dasua pro-
messa. Esla boa verdade :alm dettas pequeas obser-
vacoes, julgodcsnecossario dker mais cousa Mguma:
se o nobre deputado emende, que a.redacfo pode sof-
freralguma alteradlo, reserve-so para a segunda dis-
cussao : ou, comtudo, entendo, que uo he neeessario, e
que o projecto pdc passar.
Nada dlrei, quanto as obsc vacos feitas pelo nobre
deputado, que ltimamente fallou, porque me parece
HUpentavel discussao de urna materia tao vasta.
Vol pelo projecto.
OSr. Kunet Machado : Sr. presidente, como nao sou
amigo das propositos absolutas, por isso no-nic a-
presrntarei, nem como amigo ceg dot Iheatros, nem
tambein como seu Ininiigo rancoroto: creio.quc.iiaiajus-
i i lica i .ao desta instituico, he do sulUciente o tempo.que
ella tem vivido. Eu emendo, que os ihralros podem
servir para inoralisar o povo, o ollcreceiu una distrae-
cao Innocente o necessaria, que o podfWpublico nao
deve ser liidifi'ereiiie; a sociedadp se soceorrode niuitoi
lirios para chogar aoseu grande lim, que he a frlicidadc
de seus membros : porlanto, j v o nobre deputado,
(olhando para o Sr. Mendet da Cunha) que, eoiiiquanlo res-
peiio o venere suas opinies, sempre acertadas c cheias
de lado criterio,nao posso pospras de grandes hoineiis
que tanto teein defendido c sustentado essa iusliluico,'
por tantos anuos : pm conseguinte, Sr. presidente, eu
boje recebo como doutrina crente, que os iheatros
servein r prstilo inulta utljidade, oque a sua conli-
nuacao nao deve ser indilloi ente ao poder publico; mas,
uuaca quererla, quo miles appagaccssem at pecas la-
cras, como exigi o nobre deputHo ; o que me pare-
ceo estranlio, em vista de seu modo de pensar, sempre
zeloso, sempre rigorista e orlhodoxo em os negocios ec-
clcsiasticos; quanto a iniii. nao approvo mullo cssas
ropreaentaffios sacras, pois estou, que os artos sagrados
sao muito serios o graves, c t devem rpprrtrntar-sc
naquelles lugares onde se representa a historia dos San-
ios....
Oar. Brrelo : Amigamente esses objectos tirados da
escrlpiura, o de que fazio pecas cmica, ero repre-
sentados nos templos.
OOmdnr:.... e nao me parece,que se pOMO no thea-
tro rejiretrnur, com inulta propriedade, oucoma de-
ceucia e reverencia, que os objeclo sagrado* deman-
da o: todavia.Sr.presidente, o lempo tin tanecionadors
le ooilume ; mas o noli |0 concordar coniin,
go, que ps excmplos do virtudes nao existen tmente
na vida dos Santos ; do contrario o nobre depntai,
coiidemnaria o genero humano a um emperrainento c-
lerno, sem poder imilar, at corlo ponto, estas ai
ces, que a historia sagrada conunetnora,,..
O Sr, Filela Taruret Misino ha dilliculdadeem en-
contrar cmicos, que bem reprrtentoiu de Santos.
O Orador ; Mas pul fitn, nao baja reacio deque 0,
theatros eslr.lgUPin ot bous costumes, urna vez ii
comprchoiidrr bem o seu l'un e baja urna verdadelri
policio, una adininistracao etelarecida : quanto a es-
ta nuestao nada inais direi.
Vamos d nutra, principiando por louvar a imparcia-
lidadc do nobre deputado, que iuipugnou o projecto
esse nobre deputado, que nos d aqui todo* os das un
exemplo edificante da inaior docilldadc nao leudo a-
inda combatido una materia, spelo desojo dea eoui-
liator, mat sim nos desojot de ser esclarecido, ouvliid,,
as rasos dos autores de qualquer medida ; porque o
nobre deputado, emliin, sempre conclue por votar com.
usco, ao menos quasi sempre o faz: pelo que, don o
parabcus a inim e aot nieus companheirot, pola fortu-
na de nos havermos dirigido por um modo tal, que
temos lido por nosso coinpanhrlro ao nobre deputado
eu dcixo de citaros factos, porin appollo para a nienio-
ria da casa; anda nao hem ve una occasiao, em que o nobre
deputado nao principiaste conibateindo uina materia
que nao concluisse por etlar com nosco; isto he urna
prova da sua nimia docili lado c imparcialilade, e tam-
bera dos esforcos, que fazonios.de andar com a verdade;
c a illustracao do nobre depulado he a cauta disto.,.
OSr. Figueiredo: Nao tem reparado bem.
O Orador' Parece, que tem suas tendencias para
nos. (Risadai geraet)
O Sr. Mendet da Cunha: Vem-se chegando.
O Sr. Figueiredo: Nao tenho medo.
O Sr. Afelio : Olhem, nao se arrependa.
O Sr Figueiredo : Nao me prgo com.....
O Orador: O que eu nao quero, tomaii explica-
edes; vamos quetto.
Sr. presidente, eu peco ao nobre deputado, que me
preste a sua a i icucao, porque vou contar a historia des-
te inrill'adailo theatro. N
Foi autorisada a presidencia a fazer um contrato mi,./
urna companhia de negociantes brasiieirot, para acont-
ti ai-c-.-io de um theatro publico, c ettabcleejro-se cer-
tas cundieres: dzT parte do goveruo o forneeer os
molos ordinarios, para occorrer as despezas da obra, es-
ses meios foro as loteras; e da parte dos accionistas, a
obrigarAo de adminislrarem a obra, e, no cato de defi-
ciencia dos meios ordinarios, adiantarein at quantia
de rom contos de rlt, tendo, como indemnisaco desse
sacrificio, certas regalas e vantagens : por conseguinte
he fra de diivida, que os accionistas do theatro estarn
enmprnmr unios a adiaut.ir essa quantia, sempre que os
rrndimentos das loteras nao baslaasein para a factura
da obra. Se, pois, isto he una verdade, peco ao nobre
deputado, que deo hontem pela infbrmaco do enge-
nheiro, que me diga, em vista daquella peca oluclal,
que hontcui se io, e cuja verdade nao contestou, seos
accionistas teem cumplido as oondices do contrato?
O Sr. Figueiredo'. Uo.
O Orador: Nao? Hem. Pcrgunto mais, se emenda,
que esset individuos possao pedir ao governo novos
meios supplenieniaros, sem ter esgotado prlmeirainen-
te o quanlitativo dos cem contos ?
OSr, Figueiredo: D mu aparte, que nao ouvimoa.
O Orador: liso sao i-nohancas, que o nobre depu-
lado quer introdiizir no contrato, tabendo, outretanto,
que, em negocio de contrato, toda a liitelligencla be lit-
teral: as condicoes sao estas = fazei um theatro e aqui
eslo tamas loteras, para acudir com seu producto s
obras ; e, se nao chogar, entrareis com cem conlos de rs.
= : logo, emquanto esse meio nao fosse esgotado, a com-
panhia nao poda pedir" novos meios supplementares ;
mas o que fizero os accionistas? Pedirn 25 ou 30 con-
tos, quando anda llies fallava entrar com 58; dissero
= dai-nos 25 cotilos, que vos acabamos o theatro at 2
de deiembro =: o governo, nao obstante saber, que
elles tinho anda em ter 58 cotilos, com que devino ter
entrado, innndou ontregar-lhos a quantia : e devio el-
los dar a esse diuheiro outra applieaco, nlni daquella,
para quo o podlro ? Nao, por corto; porque as despe-
zas atrasadas, de servicos j feitos,devio ser tiradas dos
50 conlos, que estavao obligados apagar; mas, nao o
l'.i/endo assim, obrarn de una manrira pouco sincera,
e como, por corlo, nao obrara o nobre depulado. se enl-
locado oslives-e nossas oiicuiiistancias: pulanlo, j te
v, que a companhia tem, por este facto, rescindido o
contrato ; do contrario, diga-me o nobre deputado =
quando a assrinbla provincial atitoi isou o presidente a
mandar fazer esta obra, foi isso mero desojo de escre-
ver no papel essa aulorisaco ? Nao; a cmara quera, e
quer, assim como o governo, a obra acabada : pm tanto,
nos nu podemos dar ao contrato um intrlligencia tal,
que nullifiqtie essa delcrmiiiaco do corpo legislativo,
as meneos da cmara c os desojot do governo ; e isto
succeder, sempre qu se enlender o contrato com taes
em li.ioi.as. de modo quo possa a coinpaiihia demorar a
obra do thealro, al a rpsurreljo de ol-rei D. Srbastio:
ou eniisiderar a obra do thealro, sendo o tempe dola ser
acabada, a arvorede llrrtholdo: porlanto, j se v, que o
governo tem direito de promover o acabainpnto da obra.
Sr. presidente, o administrador da provincia, quando
Celebra contratas desla especie, eonstitue-se julz e parte
ao mesmo lempo; obra administrativamente; lica, nao
s com supoi intendencia sobre a obra, como com facul-
dade para a tirar das mos dos que qulzen-iu demorar a
sua concliiso, porque essa admiailtraeSo he una espe-
cie de enqiri gado publico, a qiirm o governo pode tlet-
pedir, Indas as vezes que julgar conveniente e _o exigi-
rem os iniei esses pblicos, o esse enipregado nao cum-
plir com seus deveros : porlaulo, nena espreialidade, o
presidente obra administrativamente, e por isso o con-
trato uo pode ser considerado restricto s absolutas le-
gras de direito, que regulas os casos ordinarios dos con-
tratos.
Mas, o projecto nao trata disto, autnrisa o governoa
convencional- com os accionistas ; o, quando elles nao
accordem, o presidente deve mandar concluir a obra, e
elles que vao para o julzo competente reclamar os pre-
juizot, que porvenlura hajo de sollirr, ou se se cn-
tpnderem losados om seus direi los. Esta be a quistan,
o fin do projecto he este a concluso da obra= : sen-
do assim, o nobre deputado deve votar por elle em pri-
meira discussao.
Julgadaa materia discutida, he o projecto subnietlldo
a volaco e apprevado em primeira discussao, para pas-
sor a segunda.
Tercelra discussao do projeto n 115, que autorisa a
construccao de una ponte pensil no lugar dos Afo-
gados.
OSr. Barroso: Sr. presidente, maravilho-me mul-
lo de achar o projecto da commlsso, a que tenho a
honra de perlejicef, cm terceira discussao ; e isto foi
sem duvida, porque a cmara se convencen hem da im-
portancia da materia : mas, como cu nao oslivesse pre-
sente na segunda discussao, o passassein alguinas
emendas, eu quzera, quo os nobres depulados, que
as aprontarn, dessem as rasos, que tivero asara fa-
z-lo.
A emenda ao artigo I." nao fas mais to que tirar o
prazo, qrjp a eommisso marcara para durar o privile-
gio, que ficar, pela emenda, arbitrio do presidente
; arbitrio, que nao me parece mullo ratea-
da provincia ; Minino, que nao me par
vel ; porquanio, apezar de depositar inulta conflanca
no actual administrador da provincia, todavia, nao leu-
do a certeza de que ora elle quem faca este con-
trato, que tem de gravar a populaco com um imposto,
recelo, que te d companhia um privilegio extraor-
dinario, maior do que o sullicionte para a correspon-
dente indeiunisaco ; e nos tcnhaiiios de carregar com
a culpa de nossa faculdade e boa f.
Srnhores, temprrque te trata de negocios dona or-
dem, entendo, que devenios ser mui escrupulosos, e
circumspri'tos/.para. nao trrinos de que nos arrepende)-
Supponhamos, que nassava todo esse arbritio, e qui-
nao era o Exm. Sr. (;hicborro,quem azia. o conirato.iuas
ILFGIVFI


id outro, que 'nao fos*e, como elle, dotado de espl-
riio patritico, c que, MU attenco conveniencia*
publica, concede A companhia um praio drSiou
.(ii anuos para nina obra tan pequea : nao teriainos de
iios arrepender luuito, porhavermo concn-ido coin
nossos votos para un aclo, c|no tenda a vexaroBpo-
yos coin grandes onus em provelo (5o fomenta de al-
uuns especuladores/ Ceitimcnto, <|uc sim. Poi "
to nao <|uero confiar milito no futuro, que pode t
algum abuso ncsa ampia faculdade, que e pretende
dar ao goveruo. *
OSr. iVeflo: Fica dependente da approvaco da ca-
0 Orador : Nao me parece sufflclcnte a clausula,
dcpoitqe feito o contrato ; porque elle pode srrappro-
vado por nina outra cmara, dominada por outfos prin-
cipios, e par outras multas consldeaces: sendo que
inuito me admira, que o nobre deputado, que costu-
ma ser lao escrupuloso nestas comas, se ach agora
l.io benigno pira coin o projecto em discuno, conce-
dendo-lhc taininho arbitrio.
Ora, mu dadfls surftciente* para sabennos.
que a obra nao pode cuitar mal de 80 a 100 contal de |
ris, em vista dai bases embeleclas pela comfhlsiM ;
noeipacn de 9 ou 10 anuos un a companhia tira-
do todo o capital e juros de 10 poreento; rasao nao
ha, para se niio marear o prazo estabclecldo, no pro-
jecto para concesso do privilegio.
Tamben), uo vejo rasao, para que se upprunisse o
o artigo i", que be, sem duvida, o complemento do
projecto, be'a garanta do contrato; porque a compa-
nhia, que fizer o contrato, uo se marcando logo o lem-
po, que ella se hade responsabllisar pela ponte, pode
luc tuna ponte tal, que so sirva, einquanto durar o
sen privilegio, e que, logo poucos dias depols de aca-
bada, tenha a provincia de gastar uina grande quanlia
para repara-la; ou, entao, de contratar novainente
i-mil outra conipaiflila a faetnra de outra ponte : logo
nao sei, que mal resulte de se declarar isto no pro-
jecto.
Se se tivesse marcado no contrato do thcatro uin pra-
zo para a conclusao dessa obra, talvez que agora nao
liit-lassrinoicom estas difficuldadei, que dero motivo
,i disciissao, que, lia pouco, vimos, tendente a extineco
da respectiva companhia.
Olanlo nutra emenda ao segundo artigo, approvo-
a ; mas noque nao posso convir he, como j disse, n
suppresso do artigo '2. : portanto contino a votar
pelo projecto, sem a suppresso desse artigo, aqu' me
redro.
0 Sr. Carneiroda Cunha : Sr. presidente, tomando a
palavra agora, eu principiare! por protestar a niii.ha ad-
hesno, e hypotliecar o inru voto, (ainda que pequeo)
a todos aquelle objectos, que forem tendentes ao me-
llioranieiito moral e engradecimenta material da pro-
vieta ; e pensando assim, j ve V. Kxc. rule nao posso
deixar de, neste caso, dar o meu voto em tavor do pro-
jeito, que se acha em discussao ; mas, ainda que de tal
modo vote, c milito louve a lembranca do mitor de una
li i, i uja ideia lie por todos nos reconheeida como til,
nao posso deixar de fazer ale. ninas observacoes, uo so-
bre a utilidade da ideia, que siipjionho iiicontestavcl,
mas sobre os unios de sun execucao, e estes sao os que
se acMto consignados em algilinas roteadas, que l'oio
oflerecidas em segunda diseusso.
Sr. presidente, en acredito de toda a necessidade o
distinguirmos aquelles actos, que propriainente sao ca-
billos ao poder administrativo, daquelles. que dcveni
eouipetir semprc esta cana ; em negocios da o dem
deste, en julgo, que, a asscmbla deve decretar as ba-
ses principal', que devem formar a essencia do contrato,
i c.servando, com justo motivo, ao poder administrativo
as cuudlcoes indisiiensaveis, para que sejo desenvol-
vidas, e asseguradas executadas estas mesmns bases.
Coufesso, que alguma dillerciica deve dar-se entre
aquelles objectos, que sao oH'erccidos casa com o de-
leiivolviiiicuto de todas as condicoe, como acontece va-
rias vetea, e aquelles, em que apenas lie isto indicado
mi mu calculo approximadn ; e he ueste segundo caso,
que se acha o projecto justamente: ora, sendo esta a
especie, o que devenios aqu obrar? EstabeUccr as ba-
ses primarias do contrato, o termo mnimo c mximo do
privilegio, a quanlia mnima.c mxima do pedagio, que
he mu Imposto ; e deixar o mais an presidente da pro-
vincia, seja elle quena qur que for, que he esta ques-
tiio para niiiii Indlfl'erciitr, em tae' circunstancias ;
mas, sendo este meu peusamento, peiisamcuto, que
en -iippunhn, ser acceito pela rasa, eomtudo observo
na mesa nina emenda, que o contraria, e he esta a que
tein o titulo de artigo 2.'', que exige a approvaco del-
ta ca*a, para o contrato poder ter execucao.
Si. presidente, eu acredito, que, alm destes princi-
pios geraes, que eu trago, eqne, me parece, teeni justa
applicaco para o caso, tambem devenios ter em vista
cnnsidcraccs, que en supponho de una ordein beiii su-
bida ; Isto he, nos llevemos muito allenlar, que a espi-
rito de assoclaco para empecas apena agora val nas-
cendo, e creio inesmo, que os siguaes de vida, que elle
principia a api esi ntai, nao lo dos mais fortes, porque
en iciiho lido oecasiao de presenciar, que una compa-
nhia, cuja utilidade publica nao piule ser desconhecda,
cujos meios de neco sito grandes, tein luctado com
grandes dillieuldades, nascidas de nao se achar este es-
pinto muito arreigado e dlssrininado entre nos, Isto
lie, pela nossa populaco : eu reliro-ine companhia do
i in .inaiui uto .das anuas.
1 u ih/ia, Si. presidente, que considcr.teoes desta or-
ileni, unidas aos desejos, que lodos temos e devenios
ter, de faier arreigar, fortalecer e esteiuter o espirito de
assnriaco, nos devia talvez ainda levar a votar contra
este artigo Eu explico o meu peusamento.
Estas empiezas (como eu, ha poueo, disse) teein con-
tra si a dinicultlade, que nasec da falta de dissrmiuaeo
deste principio de rnnliarica as associaccs, para ob-
jectos de utilidade publica ; se nos formos exigir, que
estes contratos liquem lubjeilos approvaco daasscui-
bla, vamos, sem querer, por entraves taes, que po-
licio, prejudicando a este espirito, malfazer empica,
de que se trata, talve/. inesmo faier com que ella niio
nas(a, ou que morra logo depols de nascida.
Fundado, portanto, Sr. presidente, nestas considera-
(oi s, lito be, no que devo incii voto e o devem ineus
cninpauheiros .. todo os objectos, que forem ti mientes
so un 11'iiraiucnto do nolso pai/., voto pelas ideias, que
se achao consignadas no projecto, mas contra o artigo,
<|ue manda subjritar o contrato approvaco da Casa;
''. inste sentido, vou mandar una emenda suppressiva
do artigo, aquealludi.
He llda, e apolada para entrar em diicuiso, a se-
guinte emenda:
Fiea suppi mido o artigo 2." C'anwiro da Cunan.
O Sr. AMo : O artigo, que live a honra de oneiccer
cousideraco da casa, e cuja suppresso o nobi c depu-
tado, que me precedeo, acaba de pedir, he ocorullario
do outro, que deisa ao presidente inteiro arbitrio para
contratar a factura da ponte dos A fugados, c marcar a
duraao do privilegio dos eiuprezaros. Como o nobre
deputado, coiupiebeudi a nceessidail, de dar aogoverno
o poNivcl arbitrio nesta materia, tiacando-lho iinica-
' o circulo, dentro doqual Ibe cumpria obrar; utas
nao me considere! entao habilitado para descivvri este;
circulo, baldo, como irte achata', dos uieios necessarios
para estimar entao o cusi da obra, eo reitdimento d
barreirn, que se cstabelecesse naquella ponte. Na colli-
sao, tem duvida desagradas el, de fixar o termo do pri-
vilegio de inaueira, que desalrntasse a empreza, por sua
nisufficiencia, ou lhe Inspirassepretences exageradas,
Porsua demasiada extensao, vista a falta de concurren-
cia de emprezarios para obras de tao subido valor, pa-
receo-nie preferivel deixar ludo dlsCrlco da pi esiden-
eia, persuadido deque ella se doria ao trabalho de man-
dar proceder aos clculos convenienti c dcier-
iiiiuar a l'ajc o comalo com a companhia, que porven-
nra teutasse a empieza. Mas, sendo a faculdade de es-
tatrlcrer imposto* a mal importante, que a constitui-
' m osconfcic, reccii i di lega-la no goveruo sem cor-
ivo algum ; e desle receio nao pode ti iumpbar a con-
11 a", que tenho, de que nao llavera presidente lo dcs-
--------------------.-------------------1-----------~
mclhante arbitrio cin prejuizo da provincia, conliada
a sua direccao.
Cumpria, pois. prevenir algum erro funesto;
lela, que podamos tomar, era, sem duvida, snlijeilar o
contrato, nona cousideraco, antes de ser (secutado.
O nobre deputado tambem se acha nestas rdlS, iiuaii-
do reconhece, rjtle deveutos establecer as bases do con-
trato, dando aogoverno nicamente o arbitrio de desen-
volve-las, c escolher os mclhores meios de as'execular:
mas, suppiiniiiido-sc o artigo segundo do projecto, como
elle propc, -em m tomar outra medid, Di
ses por marcar, e o goveruo investido de niaim ai li
do que convem dar-llie em materias desta ordein.
A revisao do contrato pela assemblca me nao parece
elemento de desanimo para os empresarios, que de- .
vi'in contar com a nossa cooperacao franca e leal; e neui I
inesmo importa a perda de teinpo aprovclutvel, como
entendeo alguem, sendo que a futura seisiio se ha de |
abrir no Io de marco, e d'aqui at'l pouco sepoderia
fazer, qualquer quefosse o acodaiuento da companhia.
A do eneanameuto das agoas do Piala celebruii o seu
contrato com o goveruo, e depois velo solicitar d'asscin-
blia a prorogafao, que lhe foi concedida, do tempo do
seu privilegio, allegando os prejuizos, a que se expozera,.
por una obra tiio interessaute provincia: que prova
melhor podemos ter da confian9a, que Inspiramos a.
quem coituuia tomar parle em empresas seinelliantes?
Todava, rcflcclindo ic#lhor aobre o projecto em dli-
cmsao, entend), que, para celebra*contratas desta or-
dein, esubniett-los nossa appnwacao, est o governo
sumcieiiteinente habilitado pela tai n. lt>9.....
OSr. Figueiredo: --Tambem j peusei assim.
OOrodor: Diz essa lei (W). Ora, se j demos ao go-
veruo a autorlsacao, de que se trata, para que repeli-la
lio priqi'clo em disciissao.'
O o eament^ feito pelo nobre deputado, meuibro da
coniniissao, oja apresentou o projecto, assenta elusi-
vamente em bases Imaginarlas, e por isto nao pode ser-
vir-nos agora para nxaruios a duracao do privilegio:
procuremos, pois, oiitros meios de lllustracao, e, apenas
conseguidos, demos ao governo a faculdade de eifectuar
O contrato, e pu-lo em execucao, declarando o mximo
do privilegio, que poder cooceder companhia da pon-
te dos Afogadoi, segundo a qualidade da obra. Entao
conseguiremos chamar a attencao dos especuladores
para essa ponte tilo til provincia, e ministraremos lo-
co os meios de aproveitar oenluusiasmo, que a factura
della porventura inspire aos capitalistas do paii. Isto se
conseguir mediauteo adiamciito da disciissao por oito
dias. Neste iutervallo, sem prejuizo da materia, Ureinos
oecasiao de consultar coui proveito pessoas entendidas,
e cujas inforniaces nos sirvao para aperfeicoarmos o
projecto, icinovendo os cuibaracos, que todos recouhe-
ceino, inherentes sua execucao, caso passe como se
acha concebido.
Igual aulorisaco podemos dar ao governo para effee-
tuai oulras obras publicas, como as pontesda Magdale-
na edeSanla-Auna.sobreorioCapibaribc; eneanameu-
to do rio de Guianna &e.
OSr. Nunet Machado:-- Nao quero, nao, Sr.: quero
0 meu projectinho s.
0 Orador : lie talvez esse o nielo inais ellicaz de rea-
lisar os bous desejqs do nobre deputado, e dolar a pro
vim ia com os melhoramenlos maleriaes, de que neees-
sita. Se a lei, assim confeccionada, nao der uascimenlo
s einprezas i espedirs, nada teremos perdido coin a
experiencia; e no caso contrario, supprlreinos dessa
mancra a flaqueza dos cofres pioviuciaea, fazendo com
que se levein a elleito obras, cuja iuiportancia nao pode
ser paga por riles.
Outra vaiitagcm descubro na medida, que lembro, e
he, que pode nao convir a uinguciii emprehender, na ac-
tualidnde, a cnnstriico da ponte dos Afogados, e entre-
tanto haver companhia, que repute conveniente empre-
hender qualquer das mitras obras. Se liinitarnios aquel-
la ponte a faculdade concedida aogoverno, excluimos,
Sem motivo rasoavel, a rcalisaco desta hypothese, em
mero prejuizo da provincia, que representamos.
Voto, portanto, pelo adiamento da disciissao.
OSr. Sunei Alachado justifica, e mauda.niesa a se-
guinte emenda :
_ A'emenda do Sr. Netto ao artigo l.accrescente-se
no final nao podendo o privilegio durar mais de i3
anuos, sendo a ponte pensil ; c 21, se for de pedia
e cal.
OSr. Figueiredo: Senhor presidente, nao posso dei-
xar de dar importancia ao que disse o nobre deputado,
que f 11 ion < in penltimo lugar.quando entende,quenas
empiezas desta ordein devenios estabclcccr, ao menos, a
base dos contratos: convenho nlsto ; assim como conve-
nho tambem conionobre diputado,que falloueui ultimo
lugar,quando pensa,que a coiidicoapresciitadauaemen-
da ao seguudo artigo he, sem duvida, un entrar* para a
fui macan da couipanhia, como J live oecasiao de ob-
servar na primen a disciissao do projecto : por consc-
guinle nao duvidarei em votar pelo adiaiueulo do nobre
deputado antes, do que deixar passar emenda; por-
3ue eiitendo, que, por ineio do adiamento, vamos cili-
ar em establecer as bases do contrato, alim de assim
pdennos votar contra a eierla, que quer, que este
i oiiti..lo venha asseinbla, para ser approvado ; em
eollisao, porcni, nao pastando o adiamento, votan i pela
emenda desupprrsso. Entretanto, pemil ta -me, V. Ex .
3uc informe a casa de um faci, que servir de rrspon-
er ao nobre deputado o ir. Netto) que argumenlou
com a lei n. I0U, julgando, que, em vil lude della, pode-
mos dispensar o projecto, que se discute **
Ku, Sr, presidente, tambem entendi a lei como enten-
deo o nobre deputado ; e tanto que, !ratando-se de for-
mar una companhia para a eonstruceo de ponte pensil
do tinado para S.-Amaro, c rcconhcceiido-sc, que a em
pn za nao ollcrccia vantageiu, voltou a coiupai.hia as
mas vistas para aponte dos Afogados, e propoz o con-
trato, offerecendo assuas DOndleoe ao actual presiden-
te; e cu live a honra de ser um dos membros da coin-
iiiIssho nomeada para contratar : mas o Em. presiden-
te, que nada leve a dizer a respeito do plano econdiedes
proposias, negou-sc celebracao do contrato, porque
entendeo, nrr eslava anlorisado pela lei n. 10! a mu-
ceder o privilegio do pedagio: e por tanta, j ve o nobre
deputado, que nao podemos prescindir do projeclo. A
dependencia de urna lei daasseniblea provincial fez logo
21 ; e segunda das posturas da cmara municipal da Boa-
Villa : e levanta a sesso. (Erfio 2 horas da tarde.)
CGMME'ftCIO
Alfandi'jja.
ItKNDIMENTO DO OIA28. .,.....
DESCABBi;i;> HOJB 20.
liana II'." Rusiellc:arvao.
Rrigue Uhurvamercadorias.
IlrigueiM/l KsciineCarolinabarricas vasias.
Consulailo.
RENDIMENTO 00 DA 28.
Geral...........
Provincial. .........
12:;W/8il2
80I06
820/965
wmmem
.lloviniciilo do l'orto.
Natio tahido no dia 28.
Mn.inli.io ; escuna brasileira (ialanle-lHaria, capilao Jo-
s tiendo de Sousa, carga assucar e mais gneros.
I?
i
Jaeome (trado Hara Lumachi de Mello, eierivo da al-
faudeqa dtita ridade, itrvindo interinamente de itupeetor,
He.
Fazsaber.que no dia29(hoje)docorrenle,ao meio-dia,
na portada alfaudegn, sehaode arrematar, em hasta pu-
lilii a, UiO pilhiteiros de louc.i. Impugnados pelo guarda
Manoel da Fonsecadc Araujo Luna, DO valor de 30/000
rs., no des|Tacho por factura de Firinino Jos Flix da
Roza & Irino; sendo a arreuialacao subjeila a dirci-
to*.
All'andega, 28 de oiilubro de 1840.
Jaeome (ierardo Mara f.umachde Millo
wmm
Avi.sos ininlindS.
Aluga-se um sitio na ra daf^-Ftte,ml'>
commodos ; os2 andares do sobrado amarello da ra
Augusta,junto*ou serrados coin bons coinmodos
a toja do dito sobrado propria para venda ; urna casa
na ruado Cotovello, n 7 ; os tereeiroe quarto andan s
do sobrado di ra do Amorim ,n. 15: a tratar no pn-
meiro andar do mesmo sobrado.
Ollerece-se urna ama para casa de pouea faniilia ,
ou de hoinein soltciro ; quem de seu presumo se qui-
zer uliUsar, dirija-se ao beceo do Virginio, n. I.l.
-- Precisa-se para caixeiro de venda de um rapaz,
dando-e-ie ate argnl Interesse conforme a *ua ha-
bilidade: qnem esliver nestas circuinstancias dirja-
se a loja de Manoel Ferreira Ramos onde se lhe dir
quem o pretende.
Preelsa-se de um caixeiro, de 12 a 16 anuos .para
venda com pratica ou sem ella ; na ra S.-trus,
venda n. 3. Na mesilla vende-se um realejo coin 18 fi-
guras e dez toques por 30/rs. obra mullo segura
-- Affonso Saint-Martn na ra Nova, n. 14. se-
gundo andar, receben pelo ultimo navio, vindo de
Franca mantelete* de grosde Naple pretos guarne-
cidos de franja de rctroz mantas da mesma qualidaile;
mantas de seda de coi es d> todos os precos e d entre
ellas o que'ha de mais rico ; chales de seda de novo*
padres, inulto bonitos e superiores; corte* de ieaa
branca e de cores para vestidos chapeos de eaa ,
para senhora ricamente ornados e do ultimo goito ;
ditas de palhinha, lisos, abertos e rendados, modelo
a pomels dilos para meninas abertos e lisos; ditos
de palha da Italia redondos para menino* ,i
8 auno* ; lencos de .letlin de primerea qualidade .para
pesencode senhora ; luva* dmelo bra{0, de pellica ,
superiores com suas competentes pulieiras ; dita* ac
relroz preto de nielo braco coin malhas; dita de pel-
lica pespontadas e litas para boinein ; panno preto
de Pars, muito fino e leve, eiobreludo sem inlitnra
de algodao, oque o torna inulto duravel, c faz com que
noenvermclheca-sr; setimifir preto .superior a mal
fina casimira e he o que ha de melhor para urna boa
calja prcta. OsSr que preteudereui ver qualquer
destes objectos, terri a bondade de mandar avisar au
innnucianle, que iininedlatSmentc Ih'os levara em suas
casas. _,
/eferlno Francisco da Silva, Rrasileiro, vaiaoRI-
Grandr.
Na rmile do dia 2.') do enrenle, na oecasiao do
fogo, que houve no paleo do Terco, furlrao, de deutro
da algfoelra da oMaca do abaixo asslgnado, una car-
teira de iiiarroquini verde toda bordada, com os objec-
tos seffulhtes: nina cdula de 2/000 rs. encarnada, uro.
hilhete da 2.* parte da 14.' loteria do ihealro, que ja
correo, rujo bilhete est premiado com 10/000 rs e
nao foi pago por estar alguma cousa deteriorado, coin
o numero de mil seteeenws e lanos, u:n ineio dito (la
lotera da cidadeda Victoria, (que ha de correr; u. 3,48!l,
e o numero do livro he 57, o tem no verso do dito meio
liilhele a declaracao seguinte :perlence este nielo bi-
lhete inieaincnle ao abaixo assignado Severiano Nunes
Vianna; r outro* mullos papis de importancia, que
s servem ao abaixo assignado. Roga-se aos Sri.lhe-
soureiros hajao de nao pagar ditos bilhetes senuo no
annunciaiile ; c roga-se a pessoa, que fez dita graci-
nli.i, baja de se utilisar do dinheiro, e botar a eaiteiia
com os bilheles e mais papis por debaixo da porta da
loja de livros da prora da Independencia, e nao o fazen-
do se descobrir quem fui, lazendo-se patente seu nouie
pelas folhas publicas.
SfiTrimio A'unr* Kiunna
=-Na p.idaria epastelaria franceza do Atcrro-da-Boa-
Vista, n. 50, rrcebeo-se ultiinaniCnte um completo sor-
timento de coufeitos, ameiidoas cobertas, doces de as-
sucar crislallsado, eom licor por deiitro.ainrndoas reaes.
e uniros coufeitos dos mais ricos, etc. etc.; boeetas dou-
radas e conl'eiladas para rneher dos niesinos, proprias
para fazer prsenles ; ago"rdeme de Franca de supe-
rior qualidade; verdadelro marrasquino de Zara; abjyn
Iho suisso, da niarca verdadeira; vinho de ordeaux en-
garrafado,etc. etc.; e igualmente se acceilao eiicominen-
das de doces finos, c bandejas para cha, ludo por pre-
go mais commodo.
Arrenda-se um arinazeni de carne em milita bonilu-
esmoreccr a companhia de mancha, que boje me pare-
ce, que j nao vivir, e he per esla ras.io de experien-
cia, que me aninei avaucar na casa, qne, se o projeclo
tornaue o contrato da ponte do* Afogados subjeito i *p
prova9o da asseinbla, deceno se nao formara a com-
panliia; porque as companhias nao se formo, c neni
progridem seno *ob dados certas e positivos.
Se se entende, que o projeclo deve consagrar logo as
bases do con i ralo, sejao ellas eslabelecidas, mas nao
deixeinos, que a empresa seja frustrada, subjeitaudo-a
eveiituarMlKles. J existe na casa um plano orca-
ineiilo sobrVa ponte pensil, que nos pode orientar.
fmora) e elle nos aprsenla o calculo de 112 cantos de
rl* ; c me consta, que em mos da presidencia exisleo
on aun alo da punte,.sendo de pedia e cal, e creio,que o
engciihelro a calculou em qualrocentos conlos de ris.
Repito, voto pelo adiaineiilo, ou pela emenda^ de sup-
pressiio, se o requeriuieiilo de adiamento nao appa-
recer.
Depois de .ligninas observaee* dosSrs. Barrozo e Pe-
dro Cavalcanli, he a materia julgada discutido ; eappro-
vada a emenda do Sr. (Jarnciro da Cunha assim como
projeclo eintcrcera dUMnssao; sendo rejeitada a emen-
da do Sr. Nunes Machado.
Tereeira dseusso do projecto n.' 17, que propfle a
divisan da l'rrgueiia deSu-St bastio de Ouricury.
Julgada a materia discutida,
O Sr. Pedro Cavalcanli (pela ordein) pede, que se de-
clare, se o Exm. dioccesano fura ouvido acerca desta di-
0 Sr. l. Secretario declara ler ido informado pela *e-
crctaria, que nao tinba sido ouvido.
Subnicitldo o projecto votacao, he approvado.
Tendo dado a hora,
O Sr. fretidente d para ordein do dia da sessao se-
guinte:leltura de projectos epareceres; primeira dis-
eusso dos projrctos ns. 23 e 32 ; segunda dos de ns. 22,
Vende-se o veleiro brigue Dout-lrmiios bem
construido e forrado de paroba prompto a navegar ;
oqii.il chegoii proxiiiiameiile do Ri i-Grandc-do-Sul ,
e aclia-se ancorado em frente do caes doCollegio: a tra-
tar com Joo Francisco da Cruz na ra da I rui u.
40. ou coin o capilao, a bordo.
Para o Aracati segu, al 30 do crreme, o hiate
Kot/o-Otinda, o qnal ainda recebe alguma carga : quem
pretender earregar, falle coin o inetU'C do mesmo, An-
tonio Jos Vianna, no trapiche Novo.
= Para a Baha seguir, o mais breve possivel a bem
ein.le i na e veleira sumaca Nova-luroni, capilao Do-
mingos Jos da Silva Papalina: quem na mesma qui/.er
earregar ou Ir de paitagem, pode entender-sc eom o
mesmo capito ou coin Amorim limaos, ra da (.'adela,
n. 45.
Para o Ass segu breve o brigue ConcricSo-Cahoclo,
capilao Joaquiu Jos de Sequeii a Porto : quem no ines-
mo quiter earregar, pode fallar com Amorim \' Irmos,
ra da Cadela, n. 45.
Os Sis. passageirose carregadores de escravos no
ln-1 s; i 11 ni Indepindente para o Rio-Grande-do-Sul ,
inromptem seus nasiaporte* at o fin do rorrente mez,
que lie qliando o inesiuo bergantim pretende largar.
0 brigue-esciina Hcnrqueta, que acaba de forrar
de cobre e he cavilhado de igual metal ha de sa-
bir para o Maranhao, no fim desta semana, e s re-
cebe carga miiida; para, cujo ajuste se trata com Fran-
cisco Joaquhn Pedro da Costa, na ra da Cadeia do Re-
cife.n. 17,segundo andar, ou no armazriii u. 12, da mes-
ma ra.
Para o Porto est a sabir o brigue portuguez Prima-
vera, capito Jos Titania?, del.ima: quem no mesmolgar, venih-ndo-seo que tein dentro, e assegura-se, que o
quizer earregar ou ir de passagein trate com ditoeapilaolaliigiirl he em tonta, e muito afrrguezado : na ra do
na praca, ou com seu consignatario, Antonio Joaquim del Vigario, n. 22.
son/..i Ribeiro.
I,ciloes.
M.'' Calmont & C." transfcrrui o seu leilao de fazen-
das, para hoje, 20 do corrente, s 10 horas da niaulia,
em coiiaequencia de novas l'azendas avariadas e limpas ,
que at CMC da sern despachadas n'alfandega.
Jones Patn & C. faro leilao, por intervencao do
corretor Oliveira, de grande variedade de l'azendas in-
glezas, para ultiniacao de facturas: sexta-feira, 30 do
corrente, as 10 horas da manha, no sen ariuazem, na
ra do Trapiche-Novo.
VI'! '-' !1
avisos diversos.
__O Sr. I... queira, no praio da oito dial, niandar
pagara Icttra, que S. S. acceilou, de 234/260 rs., a20
dias precisos,pois que, ha muito, se acha vencida; para
o queja foi citado: do contrario, trr de ver seu nonie
lor extenso nesta folha, afiui de que o publico o fique
eonhecendo.
OSr. A. A. V., se nao quizer, que lhe ponlia sua
vida panada em troco* miudos, e passar por algum des-
gosto nao falle mais de pessoas, que se nao importan
com sua cMellenlissiina pessoa. Otivio, Sr. V.? Nao drs-
preze eonsellios: a gente as vejes inapercrbidaineii-
te... val dizrndo certas musas, que nao sao l multo
boas; e por isso, mais um boccadinho de silencio nao he
ino : pelo menos assim o pensa M Sujriln
__Arrenda-se, pelo lempo da fesla, ou por anuo, una
casa terrea na ra do Honi-Sucesso em Olinda com
Sitio que tem militas fruteiras de varias qualidadcs .
ou vende-se por pirco rasoavel ; no pateo do Carino,
n. 18, segundo andar.
__O abaixo assignado, tesiaiiientelro Inventarame do
fallecido Luiz Jone de Sou/a, annuncia ao publico, que
no dia 29 do corrente mez de oiitubro, na casa, em que
leve loja o mesmo fallecido, na ra do yueiinado n. 14,
egundO andar, na presenca do Sr. Dr. juiz de orpbaos,
depois da audiencia, se lo de arrematar as fazendas da
loja do dito fallecido : ns licitantes poder.i comparecer.
Jote Joaquim de Mitquita.
Aluga-se um moleque coiinheiro, que cozinba o dia-
rio, e faz todo mais servico de nina casa : quem o pre-
tender, dii Ija-se a ra Dlreita, n. 01 priinelro andar.
=b Precia-sr de urna ama forra para o servico inter-
no de una casa de hoiiiem solteiro, e que seja de niela
Idade : as Clnco-Pontas, n. 82.
= Precisa-se de um moco de 12 a lannos. prefere-
se brasileo, e que saiba ler, para caixeiro de venda ,
liando fiador asna conducta : na ra do Mundo-Novo,
venda n. 10, do Sr. Nicolao Rodrigues da Cunha.
= ApcMoa, que esliver nas cireumstancias de enii-
nar quatro inenilios a lr, escrever e contar, dirija-se
a ra da Cadeia de S.-Antonio, n. 10.
Aluga-se um siti.ia margem do rioCapibarilie, na
Capungo, junto ao cnsul inglez; com grande casa,
bem plantado, estribara para quatro cavados e cochei-
ra: quem prrlepder, procure no mesmo sitio, ou na ra
do Rrangel, sobrado n. 59, primeiro andar, das 10 ho-
ras do dia at as 4 da tarde. #
Precisa-*c de um ofiicial de marceneiro, que seja
perito, nacional ou estrangeiro, para dirigir una of-
eina do uiriiuo ollicio, na qualidade de inestre : na ra
Nova, at 59-
=A VJtiV dp Burgos c Frlhos vendem por todo prejo
a armaco*Vtra*passo da sua loja da esquina do I.ivra-
ineiito ii. 1, at 30 do corrente; depois desse dia, llena-
rn de vende-la : trata-se na na Direita, sobrado, n.
29.
-- Precisa-se de unta ama solteira de 16 anuos, pa-
ra o servico interno e externo de urna casa : na rua do
..ouuWdo- 'TprocSe^X^iu^^^itttii. 24, 25, 26, 28, 2 e 30 ; tereeira do, de ns. 17, 19, 20 e Fogo sobrado de un. andar n. 53
= O abaixo assignado advoga tanto no civelcomo no
crime; para o que est competentemente habilitado
rom novo provimenta do Exm. Sr. presidente da reta-
can: lodos os que se quizerem utilisar do seu prestimo
o acharad na casa de sua residencia na rua de S.-Fran-
cisco, ii. 82, casa onde morou o advogado Caetano de
Sonsa Anttines. c ltimamente o Sr. escrivo de pro-
testas, Tito. .Intonic. Borgee da Fonieea.
Precisa-sede dous lavradures ; em casa do ilonra-
dor, ou fabricante de candleiro* de gaz na rua No-
va n. 52.
lina de Apollo n. 50.
Aluga-se o ariuazem cima declarado com embar-
que no fundo para a inar proprio para armazem de
assucar ou outro qualquer estabelcciuiento : a tratar
sobre o seu alugnel, com Jos Pereira na sua venda ,
na rua da Senzall-aNova, n.7.
Ignora-se a loja, onde por eiqueciniento licro tres
navalhas de b.u lia : -- una com cabo de mai liin: outro
imitando tarlaruga;eoutropreto:sendo esta ultima mui-
to ni.ilcita ; se por acaso esliverein em poder de pessoa,
que as queira entregar, e o nao tenha feito, por Ignorar
seu dono, pode, por obsequio, manda-las na loja do Sr.
Mcsqiiita S Duda, na rua da Cadeia do Recife.
ATTENCAO!
Desencaminliou-se, da casa da rua da Cruz, u. 9,
terceiro andar haver dous inezes, pouco mais ou
menos, um allinete de peito de senhora, encastoa-
do em ouro trabalho de relevo rontendo o retrato de
nina menina sentada em nina almofada de idade de
10 a 18 metes com incias borzeguius e louca : pre-
vine-se a toda e qualquer pessoa que tenha visto tal
allinete de o trazer a sobredila casa que sedar tres
vrzes o valor do retrato nao seexigindo o ouro, bem
como se guarda srgredo. Faz-sc tamanho euipeuho, por
assim o exigir a pessoa, a quem elle perlence; pois para
qualquer outra he /.ero.
LOTERA A MATRIZ DA CIDADE
DA VICTORIA.
Antonio da Silva Ousmo, thesoureiro desta lotera, faz
ver ao respeitavel publico, que nao tendo sido potslvel
fazer andar as rodas da mesma, no dia 26 do corrente,
como annunciou, em ras;;o de existir anda por vender
um creseido numero de bilheles, pretende faier andar
ditas roda Inipreteriveliuenle no dia 7 de novembropr-
ximo futuro, norousistorio da greja da Conceicao dos
Militares; e por isso pede aos amadores deste jogo, que,
tendo aiti ni ,m s rasrs ponderadas no primeiro an-
nunrio, concomio a comprar o restante dos bilhetes ;
certas de que, se anles do dia, que ora lie marcado, e
concluir a venda dos mesinos bilhete, fara linmedla-
taiurine andar as rodas ; assim como uiscgura aoi que
se guardo para compra-Ios no dia do andamento, que
ueste dia se nao vender um's bilhete, aluda que al-
guns liquem por vender.
fabrica de chapeos de sol,
i na to iVssein-l'uhliCO, n. 5.
Joo l.oiibei tem a honra de participar ao rrs-
peilavel publico que acaba de receber de Fran-
ca pelos ltimos navio franceses um bello
soiiiinenio do ultimo gosto sendo: chapeos de sol,
para hoinem e senhora de seda lisa, lavrada c furta-
cores eom cabos c castes muito ricos ; seda de todas
as cores c qualidadcs ; pannlnhos entrancados e lisos ;
ludo para cubrir chapeo* de sol; chapeos de sol de pan-
i.i o lio de todas as cores para houiem com cabos e
casles ricos : tambem concerta os mesinos, tanto
de honirm como de senhora ; pois tem tudo quanto he
Decenario para os ditas e promette multa brevidade,
para fazer qualquer concert : tudo por preco com.
modo.
T
I MUTILADO


1
h
__ Roga-sr ao Sr. M. C. S. D. que tcnlia a bondade
de mandar payaros alugucis da casa eni que inora .
na na di- S.-Rento ; e se o nao fizer no prazodr ti<-s
da, passari irlo dissabor de ver o sen noniapor ex-
tenso tiesta Tulla.
Aluga-sc o secundo andar da easa da na do Tra-
piche n. l : a tratar no priineiro andar da lactina
casa
SOCIEDADR
BJCCHEIO E LF.ALDADE.
O piimriio sec retalio avisa aot Sis. socios que os bi-
lheics para a partida de 31 do correle se acliao ni
casa do Sr. lliesourciio na ra da (.'adela do Urdir ,
aoude os devem procurar ate1 sabbado, as 'I horas da
tarde ; (cando certos, que sein bllhrle nlo lerio admil-
tirtos, tendo, aldiu,disto eui vista a segunda paite do ar-
tigo 11 dos estatutos.
AO BOM TO.M PXniSfKNS:.
RLA NOVA, N.7.
TBMPBTTE \LFAIATK,
tem a honra de participar aijS leus Ireguezes que dis-
solveo desdeo dia 15 de leWinbro do anuo passado ,
a soeiedade que'linha com os Srs. Golomhic/. c Com-
panilla largando aoiiiesmo lempo a luja dos sobredi*
tos Srs. As pessoas que o quizereui favorecer rom a
sua IregueM o acharad na sua luja, na ra Nova ,
n 7. Tem pannos para caifas, colletes e casacas, de lo
das as qualidades os inais novos chegados de l'aris e
a collecco dos niis recentes figulinos ; c recebeo 110-
vamenle un lindo soi tini cuto de objeelos de luxo e
phaniaiia ,dc diversas qualidades.
Alugo-so os priineiro e segundo andares do so-
brado 11. 7, da ra Nova deCroiite da matriz com bo-
nitas salas e coniinodos para grande lamilla.
= Arrendn-se, para se pastara Testa, un .siliono lu-
gar do Barba I lio a inargeni do rio CipibarlbC, confron-
te M Monlelro, com excediente casa de vlvenda para 3 fa-
milia! dita para esclavos estribara cacimba quin-
tal murado com nimios arvoredos de duelos : a tratar
n 1 rua da Aurora 11. 42 si gundo andar.
-- Na rua dos Pires 11. 10, Cazem-se ricos quadros de
caliello, e allinetes de peilo para senhora.
l'reclsa-se alujar nina prrta para o seivico di-
urna casa de pouca familia : na rua d'Apollo, 11. 20
liieeiro andar, aonde se Tara o ajusle.
ra/.cin-se costuras, lava-se e engomiua com muiu
prtetelo, e por preco commado: no Recife, Hecco-Tt-
pado, n, 7.
Na rua de lionas n 22, priineiro andar ensilla-
se cmquanto diirareni as ferias da academia, rheto-
riea, geometra c geographia : aquelles senhore que
qni/ereiu aprender compareci das 8 horas da 111a-
iiha as.'ida tarde.
Aluga-sc un escravo ptimo padriro, por preco
commodo : no pateo do Terco, sobrado de un anclar,
n.28.
Compras.
Compra-se una cadeirinha, que esteja ein bom uso,
ou nova, uo sendo milito rica : na rua da Cadeia do
Recife, loja n. 38.
Compra-se ellei livainente vidro blanco de qtial-
<|iier qualidade, mesiiio de vidraca : na rua Nova, ven-
da bB6.
Compra-se una eserava moca, que saiba rngnm-
lii.il e cminhir OU troCt-H por nutra que sirva pa-
la andar na 111 1 por nao le as habilidades precisas ,
mu vicios 111111 achaques, e que lie nnif a : a Tallar rom
Joaqiiim Lopes de Alineida caixeiro do Sr. Jota Ma-
theus.
Compra-se- nina eserava, que, alm de ter limito
boa conduela seja mora e saiba com peiTeijiio 111-
gominar cozlnhar e coser ; e daudo-se a contento : na
rua estrella do Rozario n. 8.
Vendas.
*=-- Vende-se 011 arrenda-se un sitio na Vanea a
.11.11 gi ni do rio (apibaribe com boa casa e ierras pro*
prias para planeadora e com arvoredos ; na rua estrella
do Hozarin n. 10.
= Vendc-sc nina cabra de 15 a 16 anuos para fina
da provincia, a qual ti ni alguiuas habilidades, que
se elirei ao comprador: na rua eslreila do lio/ario,
11 10, priineiro andar.
\ eiide-sc tuna CSCrava de nacSo, que cor.inha mul-
to bein coinpradcira vendedeira e Taz lodo o niais
servico de una casa ; no paleo do (.'anuo (obrado de
un andar, n 10.
-- OlTerecc-sc nina ama para casa de liomein solteiro,
mi de pinna familia que sabe cngoinniar e i-oziuhar
liein ; quem da seu presumo se quizei utilisar dirja-
se ao becco do Burgos n. 3, priineiro andar.
Vendeni-se 3 rrrsienles de cabillo ; no beceo do
I'cixe-Frito venda n. 5.
Vende-se nina venda em bom lugar, bein afn-
guezada lano para a trra como para o mallo a di-
nbelro ou desondrando o dono da nava ; un terreno
em Belm : na rua das Crutrs n. 22 segundo andar ,
se dir qurin vende. Vi mesma casa pi ccisa-sc de um
caixeiro para venda.
~Vende-se um uioleeote de naeSo por preco comino
do; na rua Direila, II. 18.
Acaban de chegar de Frnnfa
OBRAS COMPLKTAS DF. J. J. ROUSSEAU, com as ulti-
mas cartas inditas. Kxcellente edicto de l'aris, ein
2> voluines em oitavo. Vendein-se por multo mdico
prefo na ba de Manuel Jos Goncalves, rua do Quci-
maiio n. 2/.
Vende-se urna bomba de pao, que esgota agoa
com umita presteza propria fiara algiima cacimba, ou
einbarcacao ou para oulro qualquer cstabelecimeulo,
.ni que se quelra usar drlla: a tratar com Jos Percha,
na sua venda na rua da Semilla-Nova n. 7.
= Vendc-se potassa branca de superior qualidade,
em barris pequeos ; em casa de Matheus Ausiin
i loinp inlii.i. na rua da AITaudega-Velha, n. 36.
Vendeni-sc chapeos de sol, de seda a 5^800 rs. ;
fusles pintados a 320 rs. o covado ; cassa lisa a 280
rs. a vara e a peca a2700 rs. ; brim escuro liso e de
I i nlio, milito fino a 440 rs. a vara chapeos de massa
fina a 900 2/500 e 3/200 rs ; na rua do (Jurimado ,
loja n. 8.
= Vende-se um ninlalinho proprio para boliciro ,
anillo s.idin e de boa figura ; na rua du (mimado ,
n.53.
Vende-se nina linda canoa de carreira limito se-
gura com assenlo para familia e em milito bom es-
lado ; na Boa-Vista rua dos Coelhos bem defronle do
hospital, no porlao largo. Na mesilla casa a luga se
una canoa para conducefio de trastes,
Vendem-se 8 a 10 arrobas de cera aniarella do ser-
tao junto ou a rclalho Ha rua do Collegio, venda
>. 10.
Vende-se urna parda de bonita figura Je 17 anuos,
boa engommadeira cozinha bein o diario de unta casa,
cose .emende de fazer lavarinto uo tem vicio de qua-
lidade alguiua, o que se afianca ; bem como se vende
junto com um filho tambem pardinho, de atino e ineio,
multo boiiiiiuho : na rua do Crespo, n. 12.
= Vendem-se um alambique de cobie novo, e o
inais bem construido que pude liaver ueste genero,
sendo o cobre de urna grossura forado cominum, epor
isso de urna dur.ico inmensa com sua ser penlina
tambem nova e canos largos, sendo estes de estando :
quem A pretender dirija-se, a fin de o examinar ao
armazeindacasa, cm que morn o seu proprlctarlo o
Sr. M.inocl Cardozo da Fonseea, a i nlender-sc com o Sr.
Mannel, que lein no niesuio aiiuaziin Tariuha para ne-
gocio que elle dar o documento que se pretende le-
lo niesmo.
v:nde-scuin tanque novo, que serve, ba um anno
feito de madi'ira aniarella cscolhida gateado lodo de
Slcuplra sein costura que precise calafeto o qual se
acha servindo de deposito de agoa, e he proprio paro
qualquer engenho', para guardar niel; pols calcula-se.
lerar 400 a 600 cargas : o vendedor se obliga a mnda-
lo levantar em qualquer parle que o comprador qui-
/er por pceo commodo. A tratar na rua da Concor-
dia ,atrs do Carmo-Vellio, n. 2i.
\ i iidem-se,') pretas de H a 20 anuos, com ha-
bilidades ; 3 ditas do servico de campo nina parda ,
de boa figura de 16 anuos j 2 elegantes moleques um
de 12 r o oulro de 17 anuos, com principios de eozi-
uha; 3 pretos para todo o servico, entre elle um, que he
anoeiro e oleiro : no paleo da Matriz, n. 4.
Vendem-se, por prefo commodo os seguinles
escravos chegados ultiiiiamenle do Aracaly : 6 pardas,
quecoscm, eiigomniao e laviio ; 8 pelas sendo 4 de
ii.iian que co/.lnhao, cosem e lavan ; (i pretos, proprios
para d servido de campo ; urna pardo de 16 anuos. :
na rua da Crux armar ein n. M.
e=Ven Je se urna prela de 18 anuos ; um prelo pro-
prio para o servido de campo : na rua da Prala artua-
zeiu de carne n. 10.
- Vendo se fariuha de tri-
po da marca SSSF de rami
nho : no caes da Alandega,'
armazcm (loBaccliir, a Irair
com Manocldn Silva Sanios.
= Vende-se urna negrloha de 14 anuos recomida ,
que cose, e Taz lavarinto ; 3esclavas moca de boas fi-
guras un a das qu.ies cose, Tal renda eo niais servi-
co de urna casa ; Ulna dita, por 280^1100 rs. que conidia,
lavaehcq uilandeira, 4 escravos mojos bous para o
Irabalhode campo i um prelo. de maior idade por
220/rs. bom para o liabalbo de um sitio; na rua do
Crespo, n. 10, priineiro andar.
Vaiilagenspara os propricla-
rios c mestrcfl de pcdrolros.
Na olarla d* roa da Gloria, aonde fol restMacio por
detrsdo sobrado n.5fl vende-se, inais barato do que
cm onda qualquer parle por uir continuar mal a
Iraballiai. osegulnte : telbas, ditas hincadas lijlos de
ladrilho ditos de cacimba de 6 a 7 palmos ; 3 a A ca-
noas de inelralha ; nssim como lodos os pertcnces da
mesnia em inulto bom estado por lercni Irabalhado
multo pumo lempo : a tratar na mesma otarla, ou na
rua da Concordia sobrado n. 5 das 6 as 8 horas 4a ma-
nliiia e das 3 as (i da larde
Vende se ni bonito moleque de
i 'i anuos, de bonita (i mul.'ilinbo de a anuos de bonita fi-
gura : na ruado Qneiinado casa ama-
rilla, nos (jiialio-eaiilos luja n ai).
. Vende-se cal viigcui em lucias barricas chegada
prximamente por prefo mala ronnnodo, do que em
OUtra qualquer parle; na rua da IMocda, arniazcm n. 15.
-Vende-se um terreno com 150 palmos de fren le e
230 de Tundo, na esquina da rua da Soledad* e estrada
novanienle abeila os le renos de lien ulano: a vista do
comprador se Tai, todo o negocio, e tainbeni se relalha:
a Tallar na rua da Sol-dade, n 2, deTroiilc da igreja, ou
na rua de S.-llila. n. 85.
-- Na rua da Semalla-Vellia, n. 114, vendein-se rolhas
groisas, prop aspara garraTao, chegadas ulliinaineiite
do Porto, por preco commodo.
Vendein-se dous benitos moleques, de 12 a 14 an-
nos, propriol para omeioou pagen's ; um esclavo pcc,a
de todo o servido ; c duas pelas, sendo urna moca
por 350/flOO rs.: na rua larga do Rotarlo, voltando para
os Quartels, n 24, priineiro andar.
Vende-se um casal de escravos, aenslumados ao
serrlc de eampo ; na rua da ('adela do Recife a fal-
lar com Joo Jos,1 de (iarvalho Moraes.
Vcndc-se'iiina preta de naco de 24 annos pon-
en inais ou menos que engoninia cozinha o diario di-
urna casa lava de salan e varrella com urna cria de
4 anuos ; o motivo da venda se dir ao comprador : na
rua do Crespo n. 12, a fallar com Jos Joaquiu da
Silva Maya.
Vendcm.se nielas curias de Ii n lio inniln finas;
talagage propria para babado de toda a largura ; lu-
do mu lo barato ; na rua do Oueimado loja n. 34 de-
fronte dn beoCO dfl Congregaran.
= Vendem-se 3 preos, sendo mu dellesbom canoeiro
de barrara e que gnverna, de 20 a 22 anuos ; 5 negri-
nb.is de 12 a 16 annos i urna preta de bonita figura,
jiii- eo/inba o diario de una casa, e he perfeita lava-
deira tanto de sabao como de varrella ; 2 moleques de
lindas Bguras proprios para lodooservlco de 10 a II
anuos: na rua eslreila do Rozarlo, n. 19, segundo
andar.
Vende-se, na pracada Independencia livraria. ns
6 e 8, a ReFutaffio da pestilencial doulrina, do nteresse
traduzida pelo padre nicstre Lopes Gama.
Vfodeii:-8C i3 (.-einvos, sendo nmi
negra com idade de : 8 anuos, de elegante
figura, loa ros(nreiru,eqiiecoxinha o dia-
rio de nina casa; quiilio mulatas da mes-
ma idude, poueo inais ou menos, e entie
estas nma perfeita engommadeira, costo-
ivir e rozinbeiid j dous mole(|ues e quil-
tro mnl.ilinlios ile 14 annos*, e dous ne-
gros de lodo o servico: na rrra do (Jadeia do
Lairro de S.-Antonio, n. -j5.
Ago'ai denle do reino, ans, canna,
genebra, espirito de viubo, litotes, ludo
encascado c promplo para exportar : na
travesa da IMadn-de-Dcos, n. iS. e na
rua de S.-Rita, n. 85.
Vendem-se 2 embonos de sedro com 60 palmos
de romp memo c 5 'I-, a ditos de grossura por pc-
eo coiiuiiodo ; na rua da Cruz, no Recite u. 4(
= Vende-se um herco de eondoru, com arinaco c
massanetas ; Ulna cania de aiuarello ein bom uso
um jogn de espelbos grandes ; una escrlvaninha de la-
tan ; 24 lampees pequeos de illuminaco una es-
pingaida de cacar com todos os pertcnces um ar-
maiio de guardar louca ; ludo por preco cummodo ; na
rua das larangeiras n. 2.
Vende-se um quarlao por prr{o commodo ou se
troca por lijlos de alvenaria, ou tenas ; na rua de
S.-Amaro n. 10.
Continuoste a vender chapeos finos de cas-
tor; panno de algodo para saceos: na rua
da AITandega-Vcllia, n. 5, casa de Joao Stewart
= Vende-se cal virgem, ein caixas e barricas, ehe-
gada iiUmi.iini ule de Lisboa ; no escriptorio de Fran-
cisOoSeveiiiniio Rabelloii Filho, no largo da Assem-
bb'.i Provincial.
Vende-se um relogiode prala; un dito de*ouro,
com milito punco uso. e bous reguladores, ehorizontacs:
nina crreme de ouro para os meamos ; tudo ftk mdico
preyo : na rua do Vigario aryateni n.8
Veudein-se 4 moleques de lindas figuras de 14
a 18annos um dito de 7 anuos ; 2 pardos, de 18 a 20
anuos sendo um dilles bom carreiro ; um pelo de
30 annos canoeiro ; una parda, de 25 annos urna
l'rcta, de 18 annos, com alguinas habilidades ; una dita
'"ni nina cria miilatinha de 2 annos, com .habilida-
des na rua do Collegio n. 3, segundo andar.
Ra ruada Cadeia-Velha loja
de chapeos n. 9, de J.
O. Elster ,
vendem-se os seguintes vinhos engarrafados de supc-
r qualidade: vlnho do Porlo inulto vclho ; dito
eira ; Rucellas ; Carcavellos ; Sherry ; Rheiuo ;
llordeaux ; cherry cordial ; TenerlRe ; Champanha
marca cometa ; e tambem superior genebra hollandeza
e ago'ardenle de Franca.
Vende-se nina eserava de 20 annos perfeita inu-
eama que cozinha, engomma cose, e he inulto des-
em bar.Hada para ns arranjns de urna casa; na rua lar-
ga do Rozario, n. 24, priineiro andar.
Vende se um correnlao ; 2 anneis com diamantes;
2 ditos eoin bi'llhanles ; um dilo sein pedra ; todas es-
las obras sao de ouro de lei; um habito de Chrlsto para
padre com diamantes ; um cordo grosso de prala;
um par de brincos de diamantes ; um alfincte de dilo,
sendo de ouro de lei ; na rua estrella do Rozario n. 80,
segundo andar.
c= Vendem-se no arin.i/eiii n. 34 da rua do Trapi-
che charutos de regala a 1800^ rs. a caixa de cen.
Na rua do .Apollo, armazem
n. 18.
vende-se polassa da Russia nova, da fabrica nacional
do Rio-de-Janeiro. Esta potassa he inulto forte e su-
pior a cstrangeira que tem vindo e jaVtem sido ex-
perimentada por diversos Sis. de engeiiTO, que assini
oafflrmlo. Cal virgem de Lisboa, a preco milito baixo.
= Vendein-se borzeguins gaspeados a 3^000 rs. ;
sapaliles de be-zerro a 2/000 rs. ; sapalos de durarme
de Lisboa a 1^000 rs. ; chiquitos para meninos, a 240
rs. : na praca da Independencia ns. 13 e 15, loja do
Aran (es.
Vende-se sol do Ass milito superior a bordo
da sumaca Flor-do- Anqtlim- a tratar na rua da Cruz; ven-
da n.26, de Luli Jos deSAraujo; assitn como dous
escravos pardos, de bonitas figuras, e urna preta.
e= Vendem-se moendas de ferro para engenhos de as-
sucar, para vapor, agoa c beslas, de diversos lmannos,
por preco commodo ; e igualmente taixas de ferro coado
e batido, de todos os tainanhos : na praca do Corpo-San-
to, n. II, ein easa de Me. Calmont iS Coinpanhia, ou -na
rua de Apollo, armazem, n. 6.
BOM TOM.
Vcndcin-se ricas fivelas para cintura; fitas de chama-
lole e luvasde todas asquadades ; ludo muilo barato :
na iraca da Independencia, n. 39.
-- Veiidein-se cxcellentes lenos pela sua localidade,
aunados eproinptos, para se edificar,tendoalicerces
na Trente, e fundos para sobrados; teein de 12# a 220 pal-
mos de fundo, com os palmos de frente, que os prcten-
dcuies qulzerein, ale 310 ; na rua da Concordia, jumo a
liavessa, peloSul, do fallecido Manoel Francisco Monlel-
ro, e pelo Norte,com a Iravessa dos Martyrlos. Noincsnio
terreno se acha para vender uiuaporcao de cantarla, con-
lendo7 saccadas e G portadas do paiz. No mesino lugar
aind.-i ha alguns terrenos de 30 palmos de frente c 150 de
Tundo, parle seceos e parte alagados: tanto uns, comonu-
n os vendem-se por preco mu i commodo, adinhelroou
a praio. Na rua larga do Rozario, padaiia n, 18, se a-
eliar.'i com qiieui tratar.
No armazem do llragucz. ao p do arco da Concei-
co, vendem-se canastras coin batatas do Porto, a 2/240
rs. a arroba, c cebollas cm mollioj e resleas, ao cculo,
eporpreco commodo.
Vende-se um pelo de 24 anuos de naciio de
bonita figura sein vicies nem molestias ; vende-se por
moa grande precisSu : na rua da Concordia passando
a pontezinha a direita segunda rasa terrea.
Vendem-se barricas com farelo chegadas prxi-
mamente de Trieste, no armazem de Antonio Ajines, no
largo da Alfandegn, n. 5
Vendem se 2 canoas a dinheiro, oua troco de te-
dias, c lijlos una deltas carrega 1200 lijlos de alve-
naria e a mitra IUO em bom estado e acabadas
de fabricar de novo : no fin do llecco-Largo no Re-
cife tanque d'ago.1.
= Venfle-e una cadeira de armar, Torrada de seda!
macacos para arruinar carga encerado! para cohr
gneros ; na rua do Amorini n. 15.
Vende-se una bonita negriiiha de 10 annos ; no
Aterro-da-Hoa-Vista, n. 14.
= Vendc-se um lindo miilalinho de 9 annos pro-
prio para aprender o ofiieio ; um escravo de nacau An-
gola de 20 anuos, li.ibalbadoi do servico de campo:
na rua das Cruzes n. 22, segundo andar.
Vendem-se baliiisziuhos de laiiarnga grandes e
pequeo*, e de limito lindo goslo, pelo barato preco
de 3/ rs. cada um ; na pia^u da Independencia loja de
inludezas n 4.
= Vendc-se nina prela de liaco Rebolo de 35 a 40
anuos punco inais ou menos que he boa lavadei-
ra di sabo e varrella e he boa cozinheira propria
para todo o servico pelo barato prcc.n de 200/ rs. : na
rua Nova loja n. 5, se dir quein vende.
= Vendem-se livros em branco proprios paro qual-
quer casa eoniliieiei.il ; igualmente un chronoiiielro
dos mellinres autores de Londres: na rua da Cruz., n. 13,
priineiro andar.
Vende-se, por commodo prcro um escravo ga-
nhadoi de 30 e lanos anuos de bonita figura mui
ladino, que co/inba menos mal e emende de uniros
serviros : na rua do Qurimado no terceiro andar por
cima da loja de Joo da Silva Sanios.
=Vendem-se, no deposito de fariuha de mandioca, na
rua da ('adela de S.-Antonio n. 19, saccas com fari-
uha do Muribeca a 5/ rs. ; dita de S.-Matheus, a 4/
rs ; ditas de milho a 4/rs. ; ditas de arroz de casca,
a 4#rs. ; ditas de arroz pilado branco, a 2](7 rs^
-- Vendc-se una venda posla a moderna coin coin-
modos para la mi lia, ein Fra -de-Portas n. 131 ; ao
comprador se dir o motivo, por que se vende: a tra-
tar na i ua dos Guararapcs n. 6.
=Vendein-se passas miudas para fazer podins ; cere-
jas f amcixas seecas ; (eljoes ; ervilhas ; lentiha ; ebain-
Eanha ; vinhodo Porto ; Sclierry Madrira ; yinho do
heno Santeines ; Clarette, em quai tolas c caisas di-
lo engarrafado a 400 rs. muilo bom; superior cognac;
rhiim de Jamaica; arrae ; genebra de Hullauda ; vinho
de Malaga vclho, em nielas garrafas ; frascos de todas
as qualidades de Ti oclas da l-.uinpa ; repolhns conser-
vados ; barris pequeos de caviar, de una libra ; mos-
carda francesa e ingiera ; Sclierry cordial; riaS de sat-
inan ; sardinhas; ervilhas e nuil nutras conservas de
pcixe e carne ; conservas de pepinos e ceboillnhos; cer-
veja prela c branca da celebre marca Harrlay ; azeile
doce superior ; cha ; charutos regala. I'.sles gneros
san iodos da inelbor qualidade e se achao amostras
para os senhores compradores, no aruiazcm de Fernan-
do de Lucca na rua do Trapiche n. 34.
NO ATERRO-DA-BOA-VISTA SORRADO N. 1. CASA
DE ODAS FRANCFZAS, DK U. MILIXXJHAU,
eeha-se um lindo, cscolhidu e novo sortimenlo de cha-
peos de senhora de seda crep, bico palha de arroz,
palha bordada ciiTeltados com llores e plumas finas;
bicus de blonde blanco e prelo ; bicos de linho ; fitas
tilias de todas asquadades e larguras ; luvas de pelli-
ca e de seda ; -nutras inais fazendas da moda frauceza,
ludo por piejo commodo.
NO ATEIlRO-DA-UOA-VlSTA LOJA N. 3, DE JOAO
GUARDN,
vende-se merino muilo fino de 4/0O0 rs. at 6/000 rs.
o covado ; pannos francezes finos, chegados agora ,
de 4/500 a 12/000 rs. o covado os mclliores, que hj
insta praca ; muilo bous e ricos lencos de seda sarja e
setiiu prelo i de core, para grava tas ; bous chpeos de
sol de seda para hoineiu ; lindas I.jumaras chapea-
das de ouro; grandesorlimento de calende de todas as
qualidades para senhora ; bonitas e galantes perfu-
marlas, chegadas agora ; iniscro,copios muilo Anos
oculos finos de todos os graos ; chave as de -porceHan
para cale leos ap'parellios da verdadeira porcetlaiik
granceza domada para cha calxiabas de dita para
guardar sabio e escovas ; escarradores de dita; globo,
de ei istal para eandieros de machinas; e oulras inais
fazendas de lojas francesas; tudo por preco commodo
=Vencfe-sc una prensa de imprimir sellos, boa para
Ulna administracao, ou casa de negocio, por ter a com-
inodldade de poder mudar os sellos; urna porfi de
azogue ; urna porfo de assido muriatico parosla-
loelros : na Iravessa da Concordia n. 13 atrs da tor-
re do Carino.
= Vendem-se espadas prateadas para oOiciaes su-
periores e subalternos ; na rua Nova, loja de fenageiu
n. 16.
Na rua da Cruz n. 36, vende-se
sebo derretido de superioj qualidade ,
por preeo mdico.
= Vende-se urna preta de nacao moca ptima co-
zinheira lavadrira de sabao e qullandeira e que
tem boa figura : na praca da Independencia livraria,
ns. fie 8, se dir com quein se'devc tratar.
= Vendem-se duas casas em calxo coin muitos
materlaes para as acabar e de boas larguras para so-
brado pagando de foro 30 rs. o palmo ; 3 sacadas de
boa ped a com 33 palmos ; e una porco de travs :
fallar com seu proprletario, Loiz Jos Marques.
Vende-se a armadlo de tuna loja ,
fe i I a ao goslo moderno e quat toda en-
vidracada por commodo preco : a tra-
tar com Tliomaz, marceneir.o na rua da
Cudeia de S -Antonio n. ai.
Vende-sc um lindo sitio acabado
de nio, a maigem do rio ( apibaribe ,
em tetras, queforo do engenbo da Tor-
re e por isso muito perto da praca de-
fente das casas do Sr. Francisco Anto-
nio de Obveira cm alguns aivoredos
de fi neto novos, excellentc terreno co;n
um l)om partido de macaclieiras, promp-
las a tu nr e culto de mandiocas, um
grande bananeirl de lodas as qualidades,
grande baixa pera e.-piin, que sustenta 3
cavallos onnnalinentc, eom cacimba d;
boa agoa de beber ; tem aoo palmos de
frente para o lio c 1200 ditos de fundo,
casa de vivenda a frente do rio : no
iiicsino sitio, se dir com quem se devo
tratar.
(arandc soi lmenlo de clia-
|x os do Chile.
Ka loja 11. 3, da rua do Crespo aop da esquina do
arco de S.-Anlonio, hachegado> emdireiuira, um gran-
de sortimenlo de chapeos do Chile novamente man-
dados vir para a estacao da Testa ; sao bem manuTactu-
rudos bem alvos palha muilo igual e preco muilo
commodo ; vendem-se tanto a retalho como ein por-
rees grandes. A elle*, portaoto, que a lesta est a
noria.
||Vende-se um multo bom tanque com duas tor-
ne na.-, todo de ferro com 10 palmos de largura I 4
de comprimenlo e 8 de altura, proprio para deposito
de niel ou azeile ; o qual acha-se em muito bom es-
tado : na rua da Cadeia de S.-Anlonio n. 13.
_
Escravos Fgidos.
Fugio, no da 5 de agosto do anno prximo passa-
do urna eserava de mue \lairellma de nafta C.a-
biiul.i bastante alta, de 36 a 40 anuos, ps bstanle
grandes mal enjoieada decorpo cara coinprida.coin
o buraco do brinco rasgado de urna orelha ; insuma a
beber e quando bebe he muito reg isla ; tem os ps
mal Cellos e atornozados coin lodos os tientes porru
alguns podres e banieira do corpo : quem a pegar ,
cu delta der noticia ser bem recompensado na rua
larga do Hozarlo n 24, pi mu ti o andar
= Fugio nodia 25 do crlente um motee)ue de
lime Francisco ei ionio ; representa ter 12 a 14 annos;
levou clcasele algodo azul, camisa de riscado dilo,
chapeo de couro ; lein o cabello cortado rente, e al-
gumas ricatriies as nadegas, por ter sido simado, lio-
ga-se as autoridades policics ou pessoas particulares,
de o pegarein e levarcm a rua da Cadeia do Recife, n.
33, cpie sei ao bem recompensados.
Desappareceo, no dia 24 do corrente o prelo de
nouir Paulo de nacfio Congo baixo secco do corpo ;
levou calcas de riscado camisa de cbila chapeo de
palha ; representa 30 annos; tem a Calla embaracada.
Esle prelo veio do Rio-do-Peixe e Coi comprado a
Diogo Jos da ('osla. Onem o pegar, leve no Recife es-
quina da I.ingota quesera rriompensado.
1-ligio, nodia 26 do concille, mu mulato(claro, de
19 anuos de idade, altura regular, srm barba algunia,
cheio do corpo, com nina cicatriz de moa ferela em u-
iua das costas das mos, com mu pequeo geito no p,
quando anda, e de bonita figura, levando vestido una
camisa de manga curta, de algodo trancado, e ceroula
de algodo bianco;cujo escravo veio, ha poucos dias, do
serlo do nio-do-l'cixe da villa do Arar: Coi escravo de
Francisco Xavier das Chagaa < chaina-se Leandro :
quem delle souber, pt'ide pcga-lo c traze-lo a seu sc-
ii Ii tu- na padaria do Atei ro-da-l oa-\ isla, n. 66, Ma-
noel Ferreira do-Santos Be C. que generosamente gra-
tificar.
= Fugio, no dia 26 do corrente do sitio do Pico ,
trras do engenlin Suassuna um prela, de noine Joo;
representa 40 anuos; levou camisa de agodo de dous
Cos ceroulas tambem de algodo bastante rolas ;
estatura mediana mos grandes c grossas ; tem um
brai o un ni secco que ojmn levanta bem, ps grandes
e iiialleiios -, Talla bem; tem principios de man eneiio.
Este prelo foi escravo de Antonio Francisco morador
na rua de Hnrlas o qual j he mono c delxou um fi-
Ihq, de nomo Rufino : quein o pegar, leve a rua da Cil-
iada u 2, que ser gratificado.
-- 1-ugio, lia 5 dias, o inolecote Constante de 1S
annos reforjado do corpo estatura balxa coin falla
de nina dous deutes na frente de nacao Iiihaiubane ,
do que tem pequeas marcas no rosto Talla muito cx-
pressiva como de erioulo, e he muito sagaz; dizeni a-
ilar cun calcas de casimira parda e camisa branca, l'e-
dc-seas autoridades, onqualquerpesso que e pegar,
de levar a seu senbur, Vicente Tliomaz dos Sanios na
rua Imperial, n. 67, que recompensar.
= Fugio, no dia 4 do concille urna eserava cabra ,
cojos signaes sao os seguinles : cor vcriinllia, alta c
magra beicos groscos gaga e aprestada no Tallar ,
nlbar espantado peinas um tinto arquerdas; tem as
costas marcas de chicote Roga-se as autoridades po-
liciaca ca pessoa que tiver milicia ou apprehendr-
la, o favor de dlriglr-se a rua Nova n, 46, que ser bem
recompensada.
PE11N. : NA TYP. DKH.F. DE FAR1A. I 8^6.


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