Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09451


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Full Text
A.nno de J846. Quarta-feira 28
O MARIO puhlici-se todos o das que n5o
forem da guardu : o preco da assignatiira lie da
tjftOO rs. por quarttt, papnt ailianlaros. Os
nnuncios dos assien lute* sjo iuscridns a raijo
de 2H rcis por linlia. 40 reij en typo dilTercii-
te e ** renctie;oes peiH melada. Os que nao J'o-
rc'm ssinantes p*g!o 80 rcis por Unir, t IGO
ero typo 'llerentc.
PIIASES DA LA NO MEZ DE OU TUBllO.
I,u clicia 4 as T liora e 40 mininos da lar le.
Minqoanlea 12 a I liorae 47 min. La ora a so a i ora e 24 min. da manh.
(jescenie a II aos49 minutos ta tarda.
PARTIDA DOS COKRF.IOS.
Ooianna e Parahvfia Segunda! e Sevtas (liras.
Rio Grande dn Norte, cliega as (Ruarlas feiras
no meio da a parle uas mesuras lioras as
Quista* feiras.
Cali, SaiTnhaem, Rio Kormoso, Porto Calvo e
Macey, no l., II e 21 decid me.
Garanbaus e Kouito a 10 a 21.
Roa-Vista a flores a 1 1 a 2.
Victoria as Quintas feiras .
Oliuda todos" os das.
PREAMAIt DE IIO/R.
Priincira a II h. 42 minutos da manliSa.
Segunda a i2 li. 8 minutos da Urde.
de Oiitnbro.
Anno XXII
N. 541.
DAS DA SEMANA.
1< Seg. S. Evaristo. Aud. da J.ilos orph.e do
J. do C. da 2. v., doJ. H da 2 v.
V7 Terra. S. ElesliaO Aud. do J. lo eiv. da I.
v. c'ilo J. da pal do 2. ilisl de I.
28 Ouarla. >I- Ss Simio c -ludas Tlia^deo, ap-
postolos.
5 Quinta S. Feliciano. Aud. do J. deorphos,
do I municipal da I. vara.
30 Seita. S Sarapi.o. Aud. do J. do civ. da
I. v. edo J. ele paz do I. dist. de l.
31 Sablado. S Quinoo. Aud. do J. do civ.
da I. v., e do J de paz do l. dist. e J. do r
l Domingo. Festa de lodos os Sao tos.
CMWOS NO DA 27 DE OUTUBRO.
Cambio solire landres JA d. p tf a 6*d.
a a l'aiis 365 rfis pirr franco.
Lisboa 100 % de premio.
Dase, de leims .lo linas firmas I '/4p. */taomei.
OuroOnras licspanliolas 10*000 a Jl|200
Moedas de 0*100 vel. I632UO a l**00
de 04400 uov. 10^400 a |6#&00
> de 4*000... 0/100 a 8-'
Prata PaUces........ 1*980 i/Ooo
- Pesos columuare I #990 a IfOOO
Dilos Maucanos. i|9>0 a l|94ll
Miuda...,...... I#700 a l780
Acecs da f.omp. do lli-bcribe da 0*000 ao par.
DIARIO DE FERRfAMBUGO.


INTERIOR.
RI0-CIUDE-DO-NOKTK.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PKOVIMCIAL.
Sendo constante o desrespeito c insolencia, com que
os iniwigos da ordem publica nesta provincia, secun-
dados pelos esforcos e apoio do juiz de direito da co-
marca da capital c chefe de polica da mesma, o ba-
charel Claudio Manocl de Castro, insulto rada da a
administrado, e fazrin circular virulentos arligos lui-
pressos coma apunzadoinui, digno presidente desta
provincia, o Exm. Sr. Dr. Laiimiro Jos de Moraei
) -"Si monto, rfos quars. par de rcvoltantcs diatribes c
ii i .i-inii-,, chanio a altcnco do governo imperial so-
bre a supposta oppresso, ciu que se aclio os povos da
provincia, oppresso, que tente pede ser figurada
na imaginado dos inimigos da ordem publica, o dos
que, postergando todas as leis, se coustiluem dignus
da mal severa piiuiru e sendo, alias, mili Importan-
tes e eredores da publica consideracao os serviros
prestados provincia por S. Ex., em todo o periodo
de sua administrarn. qur se consideren! pelo lado do
zelo e sollcltude, com que S. Exc., durante a assoladra
secca, soccorreo, com- nina caridade vrrdadeirainrute
cluisla, a populacao desvalida em dillcreutes pontos
da provincia, ai raneando das garras da uiorle a lanos
infeli/.es ; quer pelo do ineansavel desvelln e anua
iiu einponlio, eoiu que fe/, activar a arrecadac-ao e lis-
calisacaQ das rendas publicas, promovento por todos os
lucios ao seu alcance a inais rigorosa economa na dis-
tribuido das mesillas rendas ; qur pelo laclo da seve-
ridade e inparcialidade, com tirar a administrarlo da juslica do estudo dosfavoravcl,
em que por limito tempo se tem arbado entre nos ,
qur pela fiel e rgida observancia da constituirn e
das lea ; e qur finalmente por ludo qtianto pude inte-
rrssar aos mclhoramentos reaes, deque a provincia lie
careccdora:indicn, que osla asscmbla, tomando na inais
seria consioerayu a- i .iscles cima expendidas, c contra-
riando 8 falsa* asel'C>CSdds que se- di/a-iu oigusdu n IV-
ido juii de direito chefe di- polica, por meio de una
tepn si :ntaco, faca chegar ao a|lo conlicciiiiento do
govrrno imperial a inaueira estranha e descomedida,
com que lia procedido o mesiiio magistrado, cuja cotH
tiniiavo na provincia se tornar neccssarianieiitr de
grande desvantagem ordem publica, e boa admi-
nistracao da Juanea; e que ao contrario a permanen-
cia da actual Administracao liar vantageni reaes
j.ioviucia, morinente na calluitosa poca, em que nos
icinos ai-hado, e vm que esta assembla, apreciando
deyidameiite seus servicos, contina a prestar-llie a
inais franca e. leal coadjuvaejo. .lao Ignacio de Luyulla
Hanoi --Tiojiino Leocadio dcMtdeirns Murta.
A cominissao de justica civil e criminal vio a indi-
cadaco, assguada pelos Sis. deputados Loyolla Barros,
e Medeiros Murta, em que pedem esta assembla,
que, fazendo, por meio de una represetacao, ebegar
ao alto conlicclmento do governo imperial a uianeira
cstranha e descomedida, por que se tem purtado o ba-
charel Claudio Manocl de (astro, juiz de direito da co-
marca desta cidade e chefe de polica da provincia,
eos relevantes servicos, que o actual presidente, o
Exm. Sr. Dr. Cr./.imiro Jos de Moraes Sarniento, tem
prestado provincia, peca a conservaro deste, c a
remojo daquelle ; c enlendendo a niesina c oniinisso,
i|iie a permanencia do referido juiz causar grandes
desvaiitagens provincia, a visla da desintclligein ia,
em que elle se acha com o Exm. presidente, e. que, pelo
contrario, a conservaco deste Ibes liar beus rlaes, lu-
de parecer, que se enderece dita representaciio ao go-
verno Imperial, c que se noinele nina couimisso espe-
cial para redigi-la.
Sala das coinniissAes, 10 de outubro de 1846. -- Yiclor
Jos de Castro Harroca. Jos llenriqut de (Jliveira.
Tomando' nadevida consideracao a indiearo assignada
pelos Sis. deputados Joo Ignacio de I.ayolla Marros c
Tavares Leocadio de Medeiros Murta, a qual foi pre-
sente rouimisso de justica civil criminal i e leudo
de emittit 0 ineu vol em separado, por discordar
desta vez da opnio dos ineus illuslres collegas ; cu
devo dizer, que ente ndo e ]iersuado-me, que sao na
verdade mui imporlantantcs e apreciaveis os servicos,
que a esta provincia tem prestado, em todo o periodo
de sua adiuiuislraco, o Exm. .' r. Dr. < animiro Jos
de Moraes Sarniento, assim pela sua illustracu e icio a
prol da provincia, roma pelas chinis rasdes, que jus-
tamente enumera a indeaco ; e sobre ludo pela eticr-
giea, pronipta e constante pcrseguiyao, que tem fcilo
aos bandos de ladrOes, que por entre os rigores da
secea, que desde milito desapiedamciile devasta esta
provincia, invadan *jum escndalo a propriedade allieia,
e inquietavao os habitantes pacficos, c laboriosos ; leu-
do sido S. Exc. ineansavel em dar Torca moral as auto-
ridades, e em reineller para muitos c dllerentes pon-
tos "a provincia os soccorros de forja publica, reqinsi-
tados pelos delegados de noticia, nao obstante o
apuros linance-iros da provincia, as difticuldadrs de
toda especie, e a incsquinlicz da forca existente.; em
tuna poca tao devastadora, qual a da secca, em urna
quadra, rin que a classe ociosa aggredia a prnpriedade
alheia com incrvel pnhli, iilade ; enleiido, que s essa
energa e coadjuvaco de S. Exc, qiianda outros ser-
v eos mi houvesse prestado, sera sufllciente para tor-
nar hem recortiiiienilavc-l sua administracao, e auloisa-
la esta assembla pedir com sinecridade sua conser-
vaco no governo imperial. Mas, por isso niestiao que
pondente, subjeilo s viclssitudcs da llccnca da impren-
sa : eutendo por fim, que, tiesta parte scimente, est a
inclicaco pouco regiineiital, em face do artigo 82 do
regiment interino da casa. A vista do expostu sou, pois,
de opnio, e he ineu parecer : que ao altocunheciinen-
to do governo de Sua Magestadc O Imperador se facSo
chegar, por nielo de una represetacao, os valiosos ser-
vicos prestados pelo Exm. presidente desta provincia,
o Sr. Dr. Caziiniro Jos de Moraes Sarniento, e se peca
em concluso a sua conservaco ; sem que, porin, se
entre na Mea das recriminaees contra algueiu : que se
noineie una coiniuissao especial para ia eligir a repre-
lentajato ; e que do seio deajta assembla se nomeie tam-
liciu urna coinuiisso de cinco membros, para agrade-
cer S. Exc, o Sr. presidente, sens servidos em prol da
provincia, e sua justlceira administrarn.
Sala das coiuniissOes, li de outubro de 1846. Luis
Uontaga He //rito Uuerra.
A^SEMBLfi'A PROVINCIAL
SESSO EM 26 DE OUTUItRO DE 1846.
l'lil--Illl-.M l.v DO Sil. snf/.i TEIXEIIA.
i'i ni (ni.ii.n;. ni do numero antecedente).
O Sr. 1." Secretario contina na Icitura doscgtiinte :
EXPEDIENTE.
Un ollicio do secretario interino da provincia, partici-
pando, que, leudo o Exm. presidente remettido ao ins-
pector da ihrsoiiraria das rendas provineaes, para ser
euinprido, o parecer dacominisso defazenda e nrea-
iiicnio, acerca da moratoria concedida pela assembla
ao coronel Jos- Garlos Teixeira, recobro a rrsposta,
(tur por copia eevia, declarando, que o juiz dos fcltoi
da fazondadrixou de exocutar o referido parecer, pelas
rascies Constantes do oflicio do procurador-fiscal, que
tambeni enva por copla.
Acabada a Icitura deste oflficio, di
O Sr. I. Secretario : Acho-ine einharacado para dar
deslino a este ollicio ; por isso peco casa, queira indicar
o destino, que rile eleve ter.
O Sr. Aunes Machado : Eu eslava esperando pela
direccao, que o nobreSr. primeiro secretario darla a os-
le ollicio, que acaba de ler, para poder l'azer sobre elle
algunias rrflexors : eiitrelanto, conio o nobre doputado
diz, que so acha einharacado paladar essa direccao, eu
pedi a palavra, para diier oque emendo a rospoito; o
tinto, Sr. presidente, que nosta coijocliira se noachem
na casa cortas Sis. deputados, porque eu desojo sor bein
ou vido, bein culi minio, pois quero carrogar to somon-
te eoni as cousequoneias do inru proprio faci.
Julgo, Srnhorrs, que o eorpo legislativo, ijur geral,
qnea provincial, nao tem somonte nina forma de la/.e-r
conhecerao publico suas deciseies ; nao lio lomante por
mu inro ou modo, que ocorpo legislativo, qur geral,
rfUr provincial, pele tratar dos negocios de sua compe-
tencia, c resolv-los : eu j disse una vez, e repito, es-
tou convencido de que, todas aa vetea i|tie o eorpo le-
gislativo providenciare resolver a rospoito do qiialquer
materia, dentro da rbita de suas altribuiceies, essa de-
oiso tem forca de obrigar acquem qur queseja, qual-
qurr que soja o meio, por que se toiiha expressaelo, ou
soja un parecer, ou seja un projecto, una resoluco,
etc.
Sr. presidente, todos os dias ha exeinplos do uosto par.
lamento ter cesolvldo negoeios importantes por meio do
pareceres decomniissc^es; clesele o inoini'nln, omqueessi
pare cor be approvado pola assembla, e sendo commiini-
cado ao governo da provincia, este se conforma rom ri-
le, e o manda cumplir por aquellas autoridades subalter-
nas, .i quein o negocio peitencer, he um acto de rebel-
da, {apoiados: de rebelda criminosa resistir a una se-
ine-lliante dccisSo, assim ln caiaclersada. (Apoiados)
OSr.l'ei.roto de Hrilo : Quaudo o cxecutlvo, que loin
a saneco, nao resisto, nao soi como alguein inais o pos-
sa fa/or.
O Orador: E vrjaoos tinbros depuflp d<*}tie cir-
oumstancias se aclia revestido csse parecer, a quem se
negou obediencia!
Sr. presidente, o que he preciso, para que um aclo
qualquer da autoridade teja legal, e terina forca de abri-
gar ? Competencia daquelle, que o pralica, c que este-
ja revestido de todas as solemnidades proscritas as leis :
pergunto := eslava as nossas altribtiices tomar co-
nlioe iiui'iiin e resolver o negocio, que fez objecto do pa-
recer ? Sirviino-nos das formulas lgaos, deque usa a
assembla em suas dccisSos ? Cortamente; porquanto
nao ha lei alguina, que diga, que s por meio de pro-
jeelos do lei, he e|iie- devomns tomar decisdes reapeito
de qualquer negocio : logo como achar-se aulorisado
um juiz de direito, una autoridade subalterna, para re-
calcitrar contra as dreisors do corpo legislativo ? Eslava
a de que se trata revestida de todas as solemnidades, que
era o necessarias ; tinha o assentimento do governo da
provincia, que inais era preciso?.....
O Sr. Peixoto deliritu : Temos inais este velo.
O Sr. Nello: A culpa he nossa.
O Orador : Nao esperava, Sr. presidente, que o prin-
cipio de rebelda c resistencia fosse levado a um *tiuc-
llianle- ponto ; que o desojo incsmo de contrariar osar-
los de una assembla do diriercute cor poltica lizosso,
que una autoridade subalterna se pliass por uina Se-
mentante maneira.
Sr. presidente, como este, sao outros muitos actos, que
bao sido reaes os importantes servicos pioslados por leu c o nobre doputado, e/ue est em ininha frente, tive-
Rxc. a esta provincia; por isso niesnio que osses linos occasio de estiguiatisar, pialo -.ulos por auinnda -
servicos teein silabase as boas qualidades govri lia-1 des subalternas em nossa provincia, aonde os chamados
ni en tara de S F*,, n... ..i........ ,.et..^ ...i,. ^..^. .;.i a.. .-.i..*un. c....... ...uk* .*.. ._ ^.-.. j_____. ___.... ..___
para que se pnssao executar suas ordeus lgaos : portan-
to, Sr. presidente, eu peco desculpa a casa de me ter a-
presentado eoiu alguin calor c cxalunieulo, exallamen-
U Icsculpavel iium lioinent. que est acosluuiado des-
de inuii'i aos hbitos de obediencia, a respeilar as leis,
e que por isso nao pdedeixarde infiaininar-se em vista
de um acto da mais grbsseira resistencia, digno de se-
vero castigo.
Eu, pois, requeiro, que V. Exc. se digne mandar, que
esto ollicio soja remettido A coiniuissao de conslituco e
poderos, para que olla, consultando a legislaran, a cons-
tituico c os ostylos da casa, de o seu parecer sobre a le-
galidado ou lllegalidade ele mu seuielhante proccelimeii-
to ; c sej teulio poua de que esiojamos sus....
Vozes : Sos '
Tatito Senhores deputados : Sim ; quer dizer, que nao
temos opposico.
O Sr. Uendei da Ctinha : Nao entonelo ; nao percebo
expliciucm islo.
U Orador: Sinto, que os Senhores deputados, que
rrpreaento a politica contraria, se acheiii presentes;
que os nossos adversarios tralialheni ai) as tievas, e nao
venhao cumbater-nos frente: a frente.
USr. Ilarrozo: Islo nao lie negocia de opposfo,
trata-se do direito.
lia diversos outros apartes; e val depols a mesa o se-
guinle ri'quoriuionto, que he approvado
Requeiro, que o ollicio do Exm. Sr. presidente da
provincia, com os documentos, que o acouipanlio, seja
n inottido cnmmisso de constiluico e poderes, para
sobre elle e-miltir o seu parecer, propundo medidas, que
garanti a efleclivtda.de dos actos desta ataemblM,
Munes Machado, a
0 Sr. 1 Secretario, continuando a mencionar o expe-
diente, l:
1 in requoriinento, em que o Reverendo Joaquim dos
l'razeros l.ins llr.ilner, coadjuclor da l'regue/.ia ele-'anlo-
Antao, e diversos outros enadjuctores pedem augmento
do congruas. A'comniiiiSo de negocios ecclesiastieos.
ulio do administrador da mesa do consulado, pedin-
do, i'in seu nomo o de seus compauheiros, que a assem-
bh-a desuuere aquella reparlico da liscalisaco imine-
diata dos imposlos provinciaes, ou, pul" um acto legisla-
tivo, faca extensiva recelta provincial arrecadada pela
meta a menina porcentagetn marcada na tabella do re-
gulanii'iito do 30 do inaio de 18'i). A' commissio de fa~
Z' ma e orcfimento.
O Sr. Peixoto de tirito: Tonlio do trazo.r ao conheci-
inoiilo da assembla um facto.
C0) scsso exiranrdinaria, a assembla me aulorisou a
reeobor a quola desuada para a pulilicn" do- seu-
trabalhns do enlo, por tachigraphia, e- a dar-lhe o con-
veniente destino; mas por eSciupuHtar eu, so essa auto-
risaco dovia taiuhoni eslrnder-so presente se-so, te-in
.at nojedeixailo de ser recibida a iiuola relativa aos tra-
b.'lhos desla uiosuia sesso, nao obstante elevoie-iu ellos
estar pagos deade o principio do corronte moz; o que tra-
go ao coiiheciiuenlo da casa, para que baja de deelar.ir,
se cata aulorisacao conlina, n a de a outro ,'r. dopu-
tado.
O Sr. A'uiie Machado Aonde ha nirsma causa mi-
lita a mcsina raso foi um escruplo milito... esrcupluso,
(risadas) da nobre doputado; a casa nao quer deixar ele
pagar aqucili elevo, o milito bcm confiou esso Irabalho
ao nobre doputado ; logo devr continuar. {Apoiados ge-
raes)
A assembla assenle a que o Sr. ruimrirn secretario
conlinuc a receber as ciuolas necossarias para paga-
mento elas despea*da casa.
Discussaodo parecer adiado na sesso antecedente,
acercada prctenefiodo professor de grammatica latina
da frrgueiia do S.-Jos.
O Sr, liarreto : Pareoo-me, que o professor osla na
raso de aleancar o que pede. O padre Joaquim ila-
phai'l da Silva, professor ele latini desla parnchia, nao
receboo quaiilitalivo algum, lio verdade. mas dco-se-
llie casa, deo-so-lho um salo na igreja da Madre-de-
Deos, para que alli cttabeleceate a sua aula. Se por-
veutura a assembla (ci isto com o mencionado proles-
sor, entilo, por una ras,.-' de igualdado, parece-me,
que deve platicar o incsmo com todos os outros prn-
fossores.
OSr. Petto : O ponto he, que baja dinhriro.
OSr. liarreto: Ae|ui surgr Ulna outra quettao* por-
que nos embaracamoi lano com a falla dcdinheiio '
O Sr. fetto '.Pois vola despezas, e nao Iho importa,
que se lia jan de pagar ?
O Orador : uu.iiul.i ha justica, impoilomo-nns com
a juslica, o nao nos importemos com a falta de dinhri-
ro, Nao neguemos, por algum outro motivo, aqiiillo.que
elevemos.
O Sr. Ardo : --Mas demonstre, que he de justica c do
direito dar csse diuheiro.
O Orador : E que inaior demonstrado ? Eu disse,
que, tendo nos dado casa a outros, que se acho em
iguaes circumstanoias, estamos.agora no caso de prati-
cai o incsino como peticionario Se temos dado a um,
domos aos inais. I'ara lia ver juslica, devo baver igual-
dad.-, e para haver igualdado, he preciso, que nao ex-
ceptuemos iiingueui, em ignaes circumstanoias.
Mas (dizo nobre doputado) nao ha diulieiro, Bein!
islo he nina questo ilillereiito, be una questo, em
que eu nu vou de aecordo com o nobre doputado Nos
temos bastante diuheiro, masas nossos diulieiros nao
leeiu sido bein administrados, c lio esta a raso, por que
olles nos falto, para que paguemos aos ompregados
pblicos e aos serventuarios da nayo ; dado, porm, o
caso, que nao o iriiliamos, que nos achcuios em falta,
ao menos nao neguemos a justica e a declara** dos
dirrilos a quem os tiver, porque islo he um verdadei-
ro escndalo...
montaos do S. F.xc; entendo, c|uo lies nao preciso do
contraste da contrarledadc dataiserces infernas dos
opposIcloniSUs da ndiiiinistrajac, para que posio roap-
om todo o seu brilho; entendo, que nao he
multo nobre lazer chegar ao alto couhecimento do go-
verqo imperial o mrito e servicos ele S. Exc, de eri-
volta com a ae rimouia contra a opposico, que por si
incsma c refutar, que em sua proprla falsldadc se
"infundir: entendo mesmo, que nao he airoso a esta
assembla ser o vehculo de recriniinacoes porania o
llirono, contra quem quer que seja, e principalmente
contra uina autoridade secundaria, que por isso nao
osi na escala de roubar a atteocq desta casa : enli-mlo.
'l'ic esta assembla, encolando a tarefa de contrariar
assert%es, quasi sempre inlundadas ou caluuiiiiosas,
i i nielas talvrl por pessoas secundarias, om conversa-
f
sua nubre misso, para tomar o lugar de um corre*
animas faieiu garbo o ostontaco de reagir contra os po-
deres do oslad* ; foi por isto, que o nobre deputadn leve
occasio de, na assembla geral, censurar o procedlmen-
to al de uina cmara municipal, que se erigi em juiz
das deises do poder legislativo geral, tachando-as at
de menos justas ; e se o nobre doputado nao erguer a
sua eloqueiiti' voz, para cominign fanrr castigar essos e
outros arlos de rebelda, eu nao sei aonde iremos parar,
qual ser O paradoiro desse estado de eousas : compre,
Ifue o nobre doputado reconheca comniigo, que ha um
proposito de por barreiras (apoiados) a todos os nossos ar-
los, a todos os actos das autoridades actuaos : por isso
aso fazer escarmentar esses dscolos, e leva-losa
conhee-cr, que temos leis eineos de as fazer executar ;
3ue estamos om um oslado normal de venladcira socie-
ade ; c eiueelles nao podoro conseguir os lilis, que teem
is ou em folnas, se desviara de sua decencia, de cui visla: soja niantida a autoridade no seu verdadei-
ro posto, e os poderes do estado, que se deein as inos,
O Sr. Heniles da Cunta : Nao neguemos a divida.
O Orador : --He- verdade, nao neguemos a divida.
O Sr. Ketto : Pecamos nina moratoria.
O Orador : Km moratoria estamos nos aqu : he sto
nina moratoria perenne. Se o peticionario, pois, tem ra-
so, nao Ihc facainos a njustica de negar o que Iho
,, i i..,co. A assembla tem concedido assaz de gratiii-
cares, deve dar tambem esta.
O A'r. Nello : Raso de mais para nao continuar.
O Orador: Nao podemos negar a este o que (lave-
mos concedido a outros; e, se queremos sustentar-nos
em uina liiiha de extrema igualdade, revog'uomos oque
jalemos feto, e neguemos ludo a todos: lembrcino-
nos todava, que, se os nossos cofres nao podeni multo
por agora, podero algum ella, Rcconhecaiuos a jusli-
ch do peticionaria, c pagar-so-1ho-ha, quando poder-
inos.
USr. Nello: Por xezes tenho manifestado casa as
por i|iie costumo votar contra projectos seuie-
lliautes. Nao as repellrel agora, oppondo-mc ao pare-
cer em discusso c limitar-me-liei em declarar, que
voto cunta ello, o votarri contra todos, (plantos appa-
recercm aqui neste sentido, l.evantci-mc para lazer
alguinas observaceios ao nobre deputado, que me fez o
favor do dissipar as approhencries, que me oppriinio,
assogurando, que nos cofres provuciaes lia dinheiro
para salisfazer a quantas despezas, rellcclida ou irrellec-
lidamontc houverinos do decretar.
O Sr. liarreto : Eu nao disse isso : disse, que temos
'muitos mcios de ter dinheiro.
O Orador : ~ Enganei-mc : c com o ineu desengao
sinto rriiascereui as miabas apprclicucoca.
O Sr. llanda : (Temos muitos mcios para ter di-
nheiro : nao teein sido administrados, como devio ser :
se o fosseni como presenleiuente sao, o dinheiro nao
faltara.
O Orador : Mas como pagar-se na actualidade as des-
pezas decretadas, e as que agora decretamos, se esses
mcios nao nos lev ro anda ao fim desojado ?
O Sr. Hrrete : Nos pagaremos, quando livrrmos.
0 Orador : Nao posso combinar essa clausula de pa-
ganinis quando livoriuosdinheiro coma outra,que temo*
inserido uas leis, que autoriso despezas, e que saocomo
esta: paguc-se ao peticionario o ordonadnuugratifica-
c.in concedida detdej--:demais,e*$as leis sao feitaspara
leieni cxcciico, e iiuiin sero excoutadas, se nao ha di-
uheiro nos cofres pblicos ?
OSr. Harcllo : Ento acabemos com estas cousas.
O Orador : Mas que musas ? A forma de governo es-
lou, que nao ser uina dolas.
O Sr. Brrelo: Nao he cortamente.
O Orador: Enln diga-me o nobre deputado, quaes
sao ossas eousas, e como sehaverd o governo e a pro-
vincia com to considera!el aecrescimo de despoza, e
Com a dimiuiiico da renda publica, em ennsoquencia
dos rebates c moratorias concedidos aos devedores da
faienda ?
OSr. Ilnrreto: -- Nem ludo so diz.
O Orador : Ao menos, eu faeo por com mullicar ca-
sa o que sinlo a rospoilo das materias subjritas ao co-
nliei inienlo dola, o entendo, que o nobre deputado
deve ter igual franquea.
OSr. liarreto : --As venes a franquea faz mal.
O hadar : --Has nos devenios arrostar esse mal; e nao
i-iimpelicndn eniuii rocuareinos diantc delle, deixandu
ele e selareeor-nns reciprocamente em materias desla or-
dem, que inleressao o destino da provincia,que nos hon-
roucoin a sua con lia n\ a.
Quando o nobre deputado manifestar-nos os seus pen-
samentot, aproveitarei a occasio para propr o adla-
inento da discussn, al qur romparrea na rasa o hon-
rado memhro, qur se piopeiz a fallar a rospoito do pare-
cer, e|iie se discule. Talve/. lenha elle rclexoes aprovri-
taveis, que lazei; e nao reputo conveniente prescindir
dolas, quando so trata de augmentar a despeza publi-
ca, romo agora. Como podrr elle tardar, nada per-
doremos com aapprovar.o do adiainenlo. que alias im-
porla urna prova da consideracao, em que temos as lu-
ios do nosso honrado collega.
O .Sr. liarreto : O nobre deputado, que acabilde
sentar-so, insisto, om que Iho d eu as fasces, porque
os cofres devena ter dinheiro. Disse, e digo anda,
que mis o terrinos, porque possuimos para isso todos
os nirios : porque a provincia possue para isso todas a*
Cantea de riqueza : nos o terenios havendo uina adiul-
nlstrafo exeta, econmica, uina administrae;o fiel,
conveniente....
0 Sr. Yillela Tavares : Como a que trinos agora.
O Orador : --Sim, romo a qne temos agora i multas
causas teem concorrillo para a deficiencia do thesouro,
mas, seos nossos negocios internos se arranjarem, como
se devrm, nos terrinos o numeraria preciso para as
nossas exigencias. Ora so nutrimos a esperanca de me-
Ihu .un, uto nos cofres, por qur raso havrmos dr ne-
gar justica qnelle, que nos pede a declaraco deque
elle-a (em ? Como negar-lhe nesnio os nieios de sua
subsistencia, adquiridos por causa do sru emprego,
por causa do sou Irabalho, do son magisterio? Nao o
entendo, Ni gar-the o dinheiro ero tal caso, he negar-
lhe o direito.
Os argumentos do nobre deputado procedein sempre;
mas elisia ve z (porde-me) nao me pareceo conducien-
te. O nobre deputado he urna pessua, que eu przo,
o que rospoito milito, he de grandisslmo talento, temo
seu espirito ornado de bellas titearas, de bellas cousas,
mas... (nao quera dizer) tem mu i la tenacidade.
Repito, c concluo: se ha jusiica, recoher.aino-la, e
nu a neguemos dobaixo de outros pretextos, porque
islo uo concorda com os ineus principios, com a mo-
i.ilidade dos ineus peiisamentos e das inhibas ae ces,
0 nem peide convirs dolibcraepoes da assembla. Estou,
1 ><'i iinii). por aqiiillo, que arabei ele oxpe'ir.
Julgada a materia discutida, lu o parecer subraetti-
do votaf o c approvado.
IIH11F.M no DA.
Prime-ira discusso dn projecto n. 27, que autorisa
o Exm. presidente da provincia a mandar construir um
acude em Paja de-Hlores, e outro na povoaco de
N. S. da Gloria-do-Ooil.
O Sr. Nello : Sr. presidente, vinha hoje disposto a
votar simblicamente, nao tomando parte, por causa
do estado de ininha sadc, na discusso, que se susci-
tasse na casa : porm, nao tendo podido formar jui/.o da
iililidaelc do projecto om discusso, sahi do ineu pro-
posito, para rogar ao nobre autor delle algumas infor-
niace'ies.
Na lei do oryainento votamos uina quantia avultada
para as obras publicas, o outra para as despeas even-
tuaes da provincia. Cre|o, pois, que, so o acude pro-
posto pelo nobre doputado he til, a presidencia nao
necessita de aulorisacao especial par o mandar fazer,
e om qualquer das duas mencionadas verbas achara
mcios de o mandar construir. Se ollas foreni insuliici-
enles, ou j estiverem despendidas, de que servir a
le, se nao Cor aeonipanhadi doS elementos necessarios
sua execuco ? Todava lacs podem ser as rasoes,
que o nobre deputado leve para redigir o leu projecto,
que me levem a approva-lo : venbo eiias, porlanto,
para seren dovidaiuente apreciadas, visto versar apri-
meira discusso sobre a utilidade do projecto.
OSr. Villtla Tarares: Sr. presidente, o nobre de-
putado tem adoptado um melliodo inuito novo uas dis-
cusses.quc teem apparecldo na casa; finando quer com-
ba ter algum projecto, nao diz, que pede a palavra para
e-oini. iio-lu, mas si ni que quer provocar a discusdio ;
que quer, que os deputados, que aprrsenlao esse pro-
jecto, justifiquen! suas intenc.6es, quando da parte do
nobre deputado he, que devia apparecer alguma oppo-
sico. para provocar essa discusso. Assim, pois, eu es-
perava, que o nobre deputado, quando pedio a palavra,

MUTILADO


UU- i
dsscsse.quc iafater oppoiiro no projecto, mas o nobre
deputado nao cmpregoii esse tormo ; quir lmente sa-
ber as rasfles, que motivrao o met procedtineuto ; nao
tenlio, pois, remedio seno aprescutar essas rascles, e
sustentar o projecto.
litigando, que uirt de nossos deveres he promover )ior
todos os meios ao nosso alcance o melhoramentn do palx,
asslm moral, como material, en tive de compulsar e lr
com i llovida .menean I falla, com que o administrador
da provini la, abri a presente sessao da assernblea pro-
vincial, 0 nossa fitlU Vejp, f|tte o presidente reclama da
assenibla una medida somelhanto; porque diz, que,
fin consequencla de informaces c pedidos fritos pelas
cmaras municipaes, da villa e comarca de Flores, e da
villa do Po-d'Albo, que llie pedem a factura d" um acu-
de, aquella no lugar ilf nominado Hincho-do -Raiualhn,
cesta no lugar da povoacao da Glora-dn-Goit, ella
Mibjeita estas considrraeOM a asseinbla, para que resol-
vamos, sobre ellas de una nianeira (-(inveniente.
Se o administrador da provincia nao entendesse, que
era til e conveniente a factura doStai "liras; se o ad-
ministrador da provincia se julgasse autorisado para fa-
s-las teni previo jul/o da cmara, elle por certo nao
consignaria essa Ideia eni sua falla, nem nos pedira al-
guma providencia sobre o assumpto
Ora, que a obra destes acudes he til, be indispensa-
vel, creio, que he negocio tal, que nao precisa de dc-
innnstrafo: (apoindni) o nobre deputado sabe, que o
centro de nossa provincia infelizmente tem soll'rido fal-
ta d'agoa ein tempos de seeca ; b nobre deputado sahe,
que, ainda ha pouco, soffrrao essa comarca de Flores e
oulras umitas una secca temlvel, ao ponto de nao ha-
ver agoa para se beber.... c sendo us acudes nina das
medidas convenientes para oeeorrer a tal necessidade,
ji iieeo-nio, que a sua decretaran be de utilidade. (apoia-
dut eniicodondo nos os meios neeessarios para a aber-
tura destes acudes reclamados, pela necessidade dos po-
yos, reclamados pelas cmaras municipaes desses luga-
res, lembrados pelo presidente da provincia, temos es-
tabelecido una medida, que val de accordo com os in-
teresses pblicos IpnonVn)
Mas disse o nobre deputado :=creio, que o administra-
dor da provincia est autorisado para faser esta obra,
porque tem una quanlia determinada para obras pu-
blicas, na lei do ornamento, etc= Jlllgo. que o nobre
deputado (me perdoar dizer isto) cabio no mesmo er-
ro, co que na sessao passada cabio un outro Sr. depu-
tado, quem entilo combat, quando disse, que o ad-
iiiiiiisti.idor da provincia estava autorisado para fazer a
ponte sobte o rio Japomim, e a abertura do rio Goiana,
cui viiiude da qnota destinada na le do ornamento pa-
ra obra publicas. En entendo, que esta quota foi dada
para obras j decretadas pela casa, e que oadinnlstrador
da provincia nao pude, a arbitrio, mandar fater obras de
lma impoi lain 1,1 e mister. (Apoiadns) O que diz a lei do
orcainento? Autoras ein mu artigo o presidente a re-
formar a repartifao das liras publicas o que por cer-
to n.io tem rol nao com o caso verlente; e cm outro
manda appllcr as cobras de un ramo de servico para
mitro, sem prejuizo da enntinuacao das estradas de l'.iu-
(l'Mlioe >a uto-A lilao....
ti Sr, .Vello: -- Nao citei esses ai ligo!.
O (hadar : Entilo nao sei etn que artigo julga o no-
bre deputado, que o presidente tem autoridade para
fazer laca obras.
Tenho justificado a aprescntac.no do projeclo, e a sua
utilidade est demonstrada toda luz. (Apoiadat' Por-
tanlo, voto por elle. _^
U Sr. Mello diz, que o discurso do precedente orador
beiii longe de esclarec-lo, trouxc-lhe novas duvidas;
declara, que nao pode conceber o motivo, porque o au-
tor do projecto quer, que ein Paja-de-Flores fa9ase es-
te a\u(lc de preferencia a um outro, que deve distar ine-
tade da quanlia, qucnaqucllc se tem de gastar, e emque
a cmara daquella couiarca fallou ein primeiro lugar ; e
niesmo de preferencia ao celeiro, que a referida Minara
i i in bi ni pede, e que elle acha de mais interesse do que o
acude; pondera, que as provincias do Norte, que iccni
adoptado csse systeina de acudes, beui longe da have-
rem conseguido o bem geral, apenas teein creado un
meio de mnis para augmentar nscumnodosde meia du-
na de ambiciosos, que osconvcrtio ein proveilo sen
e somonte sen; faz diversas onlras reflexoes ; e concille,
declarando, que vola contra o projeclo.
O Sr. Sarrelo : O nobre deputado, que acaba de
tallar, disse, que talvez fosse de mais utilidade um ce-
leiro, do que a abertura desse acude : mas pergunto,
de que servir o celeiro, (piando nao houver ngoa para
beber-se? Sem agoa, morre-se, e, nesse caso, de que
servir o mais ? Ora queni tem viajado pelos serios.
(|iiem tem conheciment dos nossos interiores,quem ton
presenciado o apuro, as desgracas dos povns ein lem-
pos de esterilidade, ein lempos de senas, nao lem ani-
mo, falta-lhc a coragem, para negar-fe abertura de
um acude, especialmente sendo elle reclamado pelas
autoridades do lugar, por aquellas pesseas, que conde-
can perfcitaiuente o sen paz : cu estou na Intima cpn-
\ iecuo, que o nobre deputado, que se oppe a esla me-
dida, he poique nao tem viajado pelos nossos serios,
nao tem observado com os sois proprios olhos os eslia-
mos, que produzem as seccas, nao tem visto pelas es-
tradas pessoas estendidas, agomsantes, morrendo
sede. Nada mais til, do que obstar a semelhantes
desgracas. Voto, portauto, pelo projeclo.
{Conlin\iar-$t -ha)
JUIZO nOS FE1TAS DA FAZENDA.
Illm. e Erm Sr. Ein aditamento ao meu oficio de
13 de agosto ultimo, remello a V. Exc, por copia, sob
11. I,*, a inforinaco, que ein 22 de jiilho me dco o os-
ea ivo interino da dizima da cliancollai ia sobie o cum-
plimento das ordens de V. Exc, constantes de sou olli-
cio de 13 do niesmo mea ; e sob u. 2., a portarla, que
ao dito escrivSo endercela sob a dala de 29 de agosto
ultimo, habilitaudo-o a exceular essas ordena com a
maior brevidade possivel.
Dos guarde a V. Exc. Cidade do Recite, 6 de setcm-
bro de 1840.
Illm. e Exin. ^r. Antonio Pinto Chichorro da Gama,
presidente, da provincia. Ojuiz dos fritos, Jtronymo
Alarliniano Figueira de Afelio. t
Documentos, a que se refere o oficio eupra.
(i Illm. Sr. Acuso recebida ein data de hontem a
portara, queV. S. se dlgnou dlrigir-ine ein 14 do cr-
lente, ordrnando-me, Ihe enviasse com a maior possivel
brevidade: !.*, ulna relacfio de todos os feitos por divi-
da da faienda publica, com tleclara9ao do (lia, em que
fin o ajaleada* as acede, oslado do processo. e a rasao,
por que nao leein tldo andaineuto aquellos, que pnrvcn-
i tirase- achem parados; e 2., oulra igual relaco dos
inandadda pordizima, que se teein passado, declarando
suas datas, < m uio de qiiem se achato, eo motivo, por
que se nao lee ni dado exccucSo aquellos, i|ue porven-
tura anda a nao tenhao tido : e e em sulucao ou cum-
primenlo s ordena de V. S., sou a dizer, que o pro-
pietario do ollicio, que ora sirvo, nao me fez entrega
do cartorio, com designado dos feitos fndos, c os que
ainda se tlnbiio de Andar, eiilregaiiilo-me una peque-
a esUnte de feitos, que enteudo, talvez estejao Andas,
porqnc.a havercm algumas excrucocs em andaiiieiito,
estou, que elle me lia va de declarar, c os que se ton
processado durante o meu lempo, eslau udos com o
jiagaiuento das exccucdcs.exislindo nicamente tres,que
ainda no eslo lindos; um contra Joo Pe reir da -il-
veira, que se acha parado, por nosc ter dado cuinpri-
meiiio ao mandado de notificaba" ao depositario, passa-
do ein8 de abril do anno p. fmdo ; outro contra Henlo
de Marros Falco, e mais herdeiros de Angelo de Barros,
tambem esta parado, tendo-se passado mandado de
avaliacao em 20 de juulio do dito anno ; c oulro,
ha psiucos dias intentado pelo doulor procurador-fis-
i al contra o teslainenteiro do Aado Jo3o Antonio
M.,i lins Novaos, cujos autos se acho nn concliiso do
V. S, para seren sentenciados. Quauto, porm, aos
mandados, queso tcem expedido por dizima tamben)
nao sel a quantidade driles, que por fura exlstoin,
no da proteceo dos amadores do theatro ; os quaes, por
isso mesmo que o siio, devem, com a concurrencia, ani-
mado'a proseguir na empresa.
Correspondencia.
e aoni quaes sejao os que se tcnh&i pagoj porque csses
mandados era de costunie screin passados e entregues
na mesa de diversas rendas, para, por alli, terem a dovi-
da execiicao, e ao depois com o novo methndo de arre-
eadacao, conita-me, que for.o entregues ao solicitador
do julio, que rntao era Jos Riheiro doAmaral, para
os iazer eveeutar.'* Neste estado de colisas, nao sei on-
de ellos boje oxistom, o quaes os que so cobrrao, para
poder satisfazer a exigencia de V. S. Alm disto devo di-
zer a V. S., que esses ni un nlo< sao muito antigos, c cu-
ja ciibianca, segundo colista-ine, tem sido infi uctifora, i- -inl,l
pela inexistencia do, devedores; nao constando do car- naa suas maltas, em todo mto do snl da ov. uia
lorio, que presentemente se tenhao passado novo, man- 'altas v.rgem pertenKiM "* "JJVJSS
dados, porque da mesa respectiva nlo toen, viudo as re- "bando para ..ellas se P!";"**^, /!? "?
laeet dos devedores da di lina. I'elo que levo exposto, devorada pelas chainmas "n|.iine.nente,todos os annos
Sn. Redartnrts.~yo seise offender a alguem pedir a
Vmcs., que publiqueinem sen conceituado Otario, que,
emqiiaiitnnesla cid ule sao apprehendidas as madeiras de
aniai ello e sicopira, que os particulares mandao cortar
attenco de V. S. em um nbjectn, que depend
esolaroeiiiionlos do prnprietario do oficio, que Interi-
namente sino, sem o que nio posso com verdade sa-
tisfazer com rapidez o que V. S. tanto me recommenda.
Dos guarde a V. S. inuilos anuos. Hecife, 22 de ju-
Iho de 1840. lllni, Sr l)r. Jrronymo MarUniano Vi-
yueirn dr Mello, jniz dos foiliis da fazenda desla provin-
cia 0 eterivao da chancellarla, francisco dos HcisNu-
nen Campe/lo Jnior.
O juiz dos feitos da fazenda, tendo presente o que
Ihe foi ponderado pelo escrivSo interino da dizima da
chancellarla, ordena ao inesino escrivo, que organise,
e Ihe remeta ein duplcala, com a maior possivel bre-
vidade, urna relaco de lodos os mandados da diiima
da chancellara, que Ihe bao de ser entregues pelo ac-
tual solicitador dos feitos da fazenda nacional, fazondo
dita relaefioporordem alphabellca, e com distneco dos
juizes, que afslgnrio ditos mant'ados; e outro sim,
que, avistada inclusa relacao das causas da dizima da
chaneollaria, (pie foi dada pelo sen antecessor, ein data
de 18 de novenibro de 1842, declare na mesma relaco
quaes as que se acho lindas, e das que o nao esliverem
organise una nova relaco com os esclarecinientos exi-
gidos na portarla, que Ihe fo enderezada ein dala de
14 dejulho deste anno, alim de que so cumpro as or-
denada presidencia, e isto com a maior urgencia. Re-
cife, 2'J de agosto de 1846. h'igueira de Mello.
Um. e Kxm. Sr.Em addilamenlo ao meu oficio de
6 do setenibro do correnle anno, remello V. Exc. as
rospostas originaos, que me dero os escrivaes dos fol-
ios da fateuda, e da dcima da chancellarla, confrome
delles eu exigir, por portarla de 9 do crrente, expon-
do as rasos, pelas quaes nao li ein podido executar at o
prsenle asordens, que lhes dei, para poder satisfazer
asile Y. Km a ii.iiu comiiiunicadas on ollicios de 13
do jiilbo ultimo. Por csses documentos, i|ue cu pedi, lo-
go que na assrmblra legislativa provincial se tratou d
JIlllO dos fonos a mea cargo, alim de habilitar essa pre-
sidencia a dar os precisos esclarecinieutos, que ella por
acaso roquisilasse, i ouliecci V. Exc., que nao o desojo
de subirn!r aqu lie Julio ao exame da autoridade, mas
voidadeiras dilliouldades, provenientes da natureza e
exlonsao das infoi nia^ors, por V. Exc. pedidas, teein sido
a causa de nao se haver ciiiuprido as suas ordens ; e
com ell'eito, dar una rigorosa busca nos cartorios da-
ipiel les escrivaes, alim de organUar-M com a maior
exaclido as relaces das causas provinciaes ou gi raes,
qno V, E>o podo ; (azor, nos prucessos, minuciosos exa-'
mes para desi obrii a causa, que os teenf demorado ; cu-
pial os tomes de iodos os devedores, contra quem se
pass.nao mandados cxcculuos ; e isto (juando lodas es-
sas inloi ijiatucs se nao liiuilo a lima poca, ou periodo
determinado ; conferir depois esses mimes com os co-
iiheciini nlos, que as leparlicoes liseaos passao, depois
que receben) a importancia do (ue devem os execula-
dos. alim de descriminar os individuos, que ainda o nao
brioi e, finalmente, formularen) o solicitador eoili-
eiaes do jui/o as rasocs, por que nao foi cumplido cada
Um dos mandados, na parlo, que Ibes diz rcspoilo ; o ludo
isto fazer, quando nos carlorios se nao acho as causas
organiaadas de modo a satisfazer rpidamente as or
dens de \'. Exc., em raso do que ellos ero ali; cala
poca, me parece um liabalbo iiiuilo pesado, e que de-
vo levar iiiuito lempo, anida quando clle lededicas-
lem exrlcsivameiile os escrivaes o mais eiupregadOS do
juizo. Entretanto, nao obstante, einpregarei da mlnha
pai te Inda a diligencia, para que 01 llilus escrivaes di li-
tro do iioiior espato possivel o coinpletem. Dos guar-
de a V. Exc. t.idade do Hecife, I j de oulubro de 1840.
Illm. e Exiu. Sr. Antonio Pinto Cliichoiro da aina, pre-
Sldenic da provincia. O juiz dos feilos, Jtronymo Alai-
liniano Hgveira de Helio, n
Nao leudo o escrivo dos feitos da fazenda satisfeito
at o presente s dyjas portarlas, que Iba ndereceiem
data de l4dcjulbo do correnle anuo, ordenando-lbe.
que, para laliifazCrordens da presidencia, me enviasse,
com a maior possivel brevidade, iluas rclacocs de todos
os lotos por divida fdtenda nacional ou provincial,
com deelaraefio do da, ein que furo ajuizadas as ac-
coes, oslado do processo, e a raso, por que alguus nao
leen ildo andamento ; o bem aasiinnutras duas rela-
(os de todos os mandados, que se tcem passado contra
os devedores respectivos, declarando as suas dalas, on
mo de quem se acbao, c o motivo, por que so nao ton
dado exec119.no iquelles que porventiira ainda a nao
tenbo lido; ordeno ao niesmo escrivo, que, 110 prazo de
quarenta e oito horas, que Ihe assigno, exponha abaixo
desla as rasocs, que teve para Ulna scinelhaiilc demora;
corlo deque sero levadas ao couhecimento da uiesina
presidencia.
(d uinpra-o assim. Recite, 9 de outubro de 1840. --
Ftgueira de Mello. 11
O escrivo interino da diiima da chancellarla, qu
poraule iiiiui serve, exponha abaixo destn, e 110 plazo de
quarenta coito horas, quaes as rasos, que lem tido pa-
ra nao cumplir a portarla, que ihe dirig em 14 dejulho
do correnle anno, relativamente ao numero de feitos
processados ein sou cartorio, e de mandados, que m II,
se passro; havendo-o este julio, eutretanto, habilita
do para esse cumpriinciito com as portaras de 29 de a-
gosto deste mesmo anno.
a (unipia-o assim. Rccife, 9 de outubro de 1840.h'i-
gueira de Mello.
N. II. Nao se publican as inlur1ua9e.es por serrn ex-
tensas, e porque o ollicio expe as rasos geraes da de-
mora, etc.
IIIIUIII DE l'Elll.mil CU.
Ir boje asoena on o theatro publico desla cidade a
peca Sebaslio bula/ka le Mracir-Kibir.
faci lii.lorico, de que se servio osen autor para for-
ma-la, islo he, amolle prematura desse rol portugus,
em urna batallia toda desigual, em que nao devia contar
non coi(, 11 eoiibcciineiito do terreno, ein que combata,
non com as torcas a sou mando, que, supposto mili valo-
rosas, ero suiimainente inferiores do inimigo, prova
mais que sufflcienlemeiile, que a paxo da conquis-
ta pelas armas nao he amis desejavel para um 1110-
nareba qualquer ; pois que piide fascina-lo a ponto de
arriscar c sacrificar a vida, o com ella todo o futuro do
paz, na gerencia de cujos negocios se acha, e Isto s-
menle levado pelo desojo docouibater, c do reunir 11111
ou oulro louro Ue mais aos que j Ihe circundo a
fronte.
U en redo da pe, a est bem trafado ; mullas sao as ace-
as, ein que se desenvolve esse espirito de valor o he-
rosmo, porque lauto se distinguirn os amigos lilhos
de Portugal, o qu nao podemos ver coinmemorar, sem
nos ensoberbecermos de haver lido por irnios soldados
lo desleuiidos, e que por mais de pina vez li/.ero recuar
os mais aguerridos e experimentados exercilos.
I ti ella bem ensalada, eesperamos, que a sua exc-
c 11, ao corresponda aos bous desejos do emprezario, que,
estamos persuadidos, nada poupar para tornar-se dig-
derru
mal
tei nzas oji
le 11101
lisar da produe9ao eSponiajea da/
o em cada rotado que faz. dajxa qleini
vrando urna e mais legots, |-eduz|ndo
madeiras de construefio e
conste ao governo eis.e!uX-.
exigido daassembla una medida legislativa a tal re
pollo. Vm prejudicado.
o inavceneVia Tajv
go. e*sfiojlsso nao
r0WME^?0
Alfande^a.
RENDIMENTO DO DA 27. .-.
DESCARREOA HOJE 28.
MarcaII'.m Rustell mercadorias.
HrlgiicConde-de-llarligfamilia c farelo.
IlarcaEiflirito-Sanlo-- mercadorias.
Consulaflo.
RENDIMFN' DO DA 27.
(toral...... .....
Provincial. ..........
10:86I/9IS
iniugos Jos da Silva Papalina: queip na mesma quitar
carregar ou ir depassagem, pode emender-tc coin o
inesino caplto 011 com Vniorim Irnios, ra da 1
n. 45.
Para o Ass segu breve o brigiie ConeeicSo-Cabbclo,
capito .loaquim los de Sequeira Porto : quein no mes-
mo qulxer carregar, pode fallar com Aniorini A li
ra da Cadeia, n. 15.
--Para o Cear seguir, por estes 8 dias, o briguo bfa-
slleiro Kmpreza, deque he capito Francisco Fcrreii
ges : para carga 011 passageiros trata-so com o mes-
mo capito, 011 com os seusconsignatarios, Francisco Sf-
verianno Rabello t l'ilho, no largo da Aisemblaa Pro-
vincial.
Os Srs. passageiros c carregadores de escravos no
bcrgantim Independenle para o Rio-Grande-do-Sul ,
apromptem seus passaporles al o liui do correnle mez,
|ue he quando o mesmo bcrgantim pretende largar.
' uela. nn? ?!>> (je forrar
ua I meV, h|
sonata ,
89IM8
589/844
1:481^842
lovinicnlo
do Porto.
Savias entradas no din 27.
Terra-Nova; 35 dias, brigue americano infiernan, de 198
toneladas, capillo Adains Gray, equipagem 12, carga
bai' 1II1 10 ; a ordrm.
Rabia; 8 dias, brigue portugus Primaren!, de 247 to-
neladas, capito Jos Thomaz de Lima, equipagem
13, 011 lastro ; a Antonio loaquim de Sousa Riheiro.
Liverpool ; 52 dias, brigue ingles IUinerva; de 105 tone-
ladas, capito \\. II. Manden, equipagem 10 carga
(asentas ; a James Ciabtree & l.'ompaiihia.
VaIUiI
Miguel Arrhanjo Monleira de Andrade, oficial da imperta
ordem da Ilota, ravalleiro da de Chrisla, e inspector da al-
fnndeqa de Ptrnambuco.por S. M.I., o Senhor I), l'edro II,
que lli'ot quarde, etc.
= Fas saber, que no dia 28 (boje) do correnle mez, ao
uieio-dbrjra pan U da luism..s> han de arrematar cm hasta
publica calas coin 708 duzias de suspensorios, no va-
lor de ~(iK.,'in h rs., impugnadas pelo anianuense Do-
mingos da Silva C ui'iiares, no despacho por factura de.
Kalkinanu Si Rose,mnund, sob n. 1.382: sendo subjclla a
arremalaco nos direitos
Alfandoga, 27 de outubro de 1840.
Miguel Krchanjn Manleiro de Andrade.
Tlit'aho publico-
HOJE, 28 DO CORRENTE.
(oa snto)
Se reprsenla,ein beneficio do ponto, a grande pe9a
D.SEBASTIO RE DE BSHITIIGAL,
oo
A RATAUIA DE ALt^ACER-KIRIR ,
Dividida em 5 quadros.
1." a llomenagcm 2." o Brinde. 3. o Jtouoo.-- 4.*
o A'an(i(i S. fi. Como ton de appareeer pela 1." vez a msica
barbara, composta de timbales, pandeiros, pratos, cam-
panillas gailas, tringulos, carrilhes, o nonos Ins-
trumentos dcsts natureza, de que usoos Momos do Le-
pan lo, quando aooinpanlioos seusrois, e que mu amador
nos la/o especial obsequio de prestar por esla noile; e
como bavor quem estranhe aquella dosharmnniosa e
extravagante npparieo;Ihe transcrevomos aqu aquellos
versos do Sr. D. Antonio, grao-prior do (.rato, para nos-
sa defesa c juatiflcatAo.
Desafinada e fnebre harmonia
De revoltanle msica o procede,
b Que nos rochedos cncavos quebrada,
* K de escabrosos troncos repellidu
o Mais barbara se torna'.!!!
Tambein haver aharmoniosa msica militar europea,
que assiste ao brinde.que d el-rei ao imperador de Mar-
raros.
O 5 acto he todo preenehido das diversas acues da
batalha Mire o Tamisla e o Mooaiim.
PBtICACOES I.ITTERARIA
Revista Universal Lisbonense.
Chegro os niimeriis I a 18 desle inleressaiite jornal,
correspondentes ao anno de f 846 a 1847,ou o 5." volume,
contendo arligns de suinmn interesse, physicos, inoraos
o Iliterarios. Recebein-se assignaluras a rasao de 0/400
rs. por 48 nmeros de 12 paginas ein quarto francs (pa-
gos adianiados na loja de Guerra Silva StC, ua ra
Nina, n, 11.
Jornal das Helias-Arta.
Chrgou o 6." numero (leste jornal. Os Srs. asslgnantes,
que nao recebro, hajao de procura-lo na mesma loja
cima ; assim como tambein os Srs. assignantes da Re-
vista universal Lisbonense.
Sal in luz una enllocan de todas as phrases das fbu-
las de La'Tontaine, traduzidas c esclarecidas segundo
os moldures expositores ; obra milito til para os que
frequento a aula de franeez : vende-se na livraria da
ra da ruz, n. 50, proco 480 rs.
I:-s^
lOXJ.-l IIIUI 111
......
no,").
A lancha Hom-fim pretende seguir viagem para o
Norle, quinla-frira, 29 do correnle : quem quier carre-
gar para o Assii( Moruro e Aracaly, dirija-se a Fra-dc-
Porlas, a casa do mostr, Lourenco da Silva Loureiro, n.
113.
Vende-se o veleiro brigue Ihus-lrnos bem
construido e forrado de parcha prompto a navegar;
oqual rhegnii prnximainenle do RIo-Grando-do-Sul .
e acha-se ancorado em frrule do caes do Coilegio: a tra-
tar com Joao Francisco da Crus na ra da t:rus, n.
46, ou coin o capito, a bordo.
~ Para o Aracab segu, at 30 do correte, o hiate
Novo-Olinda, o qual ainda recebe nlguma carga : quem
pretender carregar, falle com o mostr do mesmo, An-
tonio Jos Vianna, no trapiche Novo.
= O brigue ,,i^uet-rfe-Prnoi6uco salle para o As-
s ni huje 28 do correnle para onde pode receber
carga a frete a vontade dos carregadores: quem preten-
der, cntenda-se com o prnprietario, na ra da Moeda,
n. 7.
= Para a Rabia seguir, o mais breve possivel a bem
couhecida c veleira sumaca lVoM-4rora, capito Do-
s o brigue Echo, capillo
Manuel I ui/ ilos Santos; recebe carga a frete e passa-
geiros: os pretendentes dirljao-se ra dat'adeia-Velha,
arinasem, n. 12, de hallar t Oliveira.
Para o Porto est a sabir o brigue portugus Prima-
vera, capito Jos Thomaz de Lima: quem no mesma
quier carregar ou ir de passagem trate coin dito capito
na praca., ou com seu consignatario, Antonio Joaquini
Souza Riheiro.
Leudes.
rrJoao Kcller k C. faivo loilo. por intervei^o do
corretor Oliveira, do inolhor sorlimento de fazendas
proprias do mercado : hoje 28 do correnle mes as
10 horas da manha em ponto, no seu armazn, ra da
Crus.
M.c Calmont & C." transferem o seu lelno de fazen-
das, auuuneiado para boje, para quinta-feira, 29 do cor-
renle, s 10 horas da manha, em consequencia de novas
(asentas, avariadas e limpas, que at esse dia serio des-
pachadas n'alfandega.
Jones Patn Si C. faro leilo, por intervencao do
corretor Oliveira, dejjrande varlcdadc de fazendas in-
glesas, para uliimafb de facturas: sexta-feira, 30 do
crrente, as 10 horas da manha, no seu armazn, na
ra do Trapiche-Novo.
i-, -i .Ms>mms'~m-s?~*memmm*amBmmmi*m
% visos diverso?,.
Sr>. Redactores.--He hoje tatica mui sed9a fazer es-
palliar insimulos para prevenir o juiso do publico e
dos julgadores a respeito de qualquer questo, sobre
que tenhao de dar seu voto ; porquecreeut os esperta-
Iboos tirar vanlageiu do juizo anticipado, que conse-
guon formar a seu geito, com a publcaco das suas
ideias inventadas c que julgo supprir o vacuo de
pi ovas e rasos, de que carecetn ; mas he certamenle
essa tatica bou miseravel porque assim o publico ho-
je como os conspicuos julgadores do paiz, teein bas-
tante illustra(o, senso e recluan, para nao se deixarciu
levar seno da forca da verdade ejuslifa. Firme nislo,
absteuho-me de fazer quaesi|uer uutras considerafres,
c llmtto-iiie a responder ao aununcio publicado no Dia-
rio n. 38, com a carta abaixo transcripta.
Seu con si tu i lo leitor
firmo Anlonio de Figueiredo.
Sr. J/aquim Franeisco.de Albuqucrque Santiago. Por
amor da verdade, rogo-lhc, que quclra declarar ao p
desta o comose inostrou, eo que disse o Sr. Anastacio
Xavier de Coito hoje, quando Ihe exprobreio procedl-
ineuto reprovado, que teve, estroplaudo a verdade em
um annuncia, que, sob a sua assignalura.sc pubicou no
Diario de l'crnambuco, relativo carta, que liaba espon-
tneamente as-ign.iilo em resposta de oulra, que dirigi;
penniit.i-mo fazer uso da resposta.
u Seu venerador c criado
(i Firmo Antonio de Figueiredo.
Sr. Firmo Antonio de Figueiredo. Respondendo a
sua prrgiinta, allii mo-lbe, que vi Vine, exprobrar q Sr.
Anastacio Xavier de Coito, relativo a um aununcio pu-
blicado no Diario de l'crnambuco, c elle tornarse afilelo,
e diser-lhe, que nao poda faltar ao Sr. Moreira, que
Ihe pedio, e Ihe deo para assiguar a minutada respos-
ta publicada no Diario; pois que, alm de ser grato ao
Sr. Moreira, mas grato anda he a um prente desse se-
nhor.por se ter empenhado para elle Anastacio ter mai-
or ordenado; c que a vista disso nao poda faltar. Pode
usar da minha resposta, como Ihe apruuver; po'rque
esla mesma occasio tinho mais pessoas que lambe ui
obsorvro as rasos do niesmo Sr Anastacio Xavier de
Coito: e talvez que este dssesse mais algmna cousa, po-
lm eu nao me record. Sou de Vmc. atiento venerador
(i Joaquim Francisco de Albuqucrque Santiago.
Recfe, 24 de outubro de 1846.
-- Hoje 28 do correnle as 4 horas da tarde, a por-
ta do Sr. doutor juisdo civrl da segunda vara se ha de
arrematar por ser a ultima piafa a armaco da loja
de Joaquim dos Santos Asevedo penliorada por exe-
cuciln de seus credores c avallada em 25/ rs.
Arrenda-so, pelo lempo da festa, ou por anno, uina
casa terrea na ra do Rom-Sucesso ein Olinda coin
sitio que tem multas fruteiras do varas qulidadcs.
ou vende-se por prefo rasoavol ; no pateo do Carino,
n. 18, segundo andar.
Aluga-se por commodo preco o segundo andar
esotio do sobrado n. 2, junto ao theatro: a tratar na
ra da Cadoia do Recfe n. 52.
Precisa-se do um 111090, que lenlia de 14 a 16 annos,
para calxeiro de urna venda e que d fiador a sua con-
ducta : a fallar na ra do Vgarlo rmate 111 n. 4.
= Desapareceo, em jiinho passado,da caes do Carioca,
urna canoa aborta, que (anega de 900 a 1000 lijlos,
tem ein um dos encolainenlos urna raxadura de 10 a 12
palmos, proa bstanlo levantada, fondo e proa novos, e
mu buraco folio com fogo 110 panwo ; quem de lia der
noticia na loja junto ao arco de Santo-Antonio, na es-
quina, que volta para a Cadeia, ser recompensado.
I'ro isa-so do 11 m rapaz, de 14a 10 anuos, brasi-
Iciro ou portugus, para calxeiro de umarinasem : na
ra Direita, n. 18, segundo andar.
=Joseph Pctmecky, Prussiano, relira-separa Ibra da
provincia.
1= Aluga-sc uina padqrla com os prncipaes utensilios
e multo bons commndos. A casa henropiia para qual-
quer est iheh einienio, c lem comiiio.los para morar fa-
milia por ser" asobradada, na ra Imperial contigua a
fabrica de salmo: trata-sc na ra Direita, n. H2, primei-
ro andar.-
Jos Carlos Manso da Costa Res retira-sa para o
Rlo-de-Jaiielro, para continuar com os esludos, levando
coinsigo o sen es,cavo Luis.
Na travessade S.-Pedro, n. 35. engomma-se mullo
bou, c por preco inulto coniniodo.
= Alugao-seas segulntes casas : un sobrado de um
andar com sotao.todo pintado de novo, na ruado Sol.n 23;
os 2 terceiros andares com solo, dos sobrados do A-
lorro-da-Roa-Vista, ns. 4 e 6, por ;WO#000 rs. anuiiae
o segundo andar dosnbrado da ra do Rosario, 11,SO;
duas casas terreas com quintal, cacimba e mais coni-
niodos para grande familia," as ras Farinosa, n, 5, e
nada Unan, 11. 3; oulra dita pequea, na rus do Sebo",
n. 54, por 8000 rs. mensaes; nina meia-agoa na" ra da
Soledade, n. 37, por 6/000 rs. mensaes : quem preten-
der, dirija-sc aoescriptorio de F. A. de Oliveira, na ra
da Aurora, n. 96.
O Sr. Firmo Antonio de Figueiredo queira 4ti-
jir-se a venda 11. 3 da ra da Sanla-Ciu, ao correr da
ribeira da Boa-Vista, que se Ihe desoja fallar a seu iu-
le ene, ou annuncte a sua morada, para ser procurado,
e quanto antes.
4
MUTILADO I


m
.3.
,, ama (farra para o serv?., inlcr- P*" I""1'-
.nem solleiro e que SejaV lucia I f > pelos ultiin,
..* ., > Isortimruto do ultimo i
O liDAOK.
0 11. 137 a. har-sc-ha a venda, note a tarde, na piaca
da Independencia, livraria u-.. c 8; na loja de livros.la
esquina da na do < ollegio c. na typographia Uniao ,
tanto este numero como o anteriores.
Tresse, fabricante de orgaos
c realejos no Aterro-da-
Bo.t-Vista, n, 21,
avila so publico, me rile contina eu offlclo; faz or-
got para igreja, deto'dos os tamanhos, com trombeta ;
reaieioax-o.il tambor e cmiaanhla, cculendo quadrhas
par darXar: as*etsoas qneVliomarem emvisiiar, acha-
rar, enlieoiilrajobras j proJjnptas.uitforgio para lireja
(quttendo ouvujo nao teuappaiecidofflqul) a duatfinas,
a clivier i chaj de lAlejo, jiara falta de)organit}a ou
por filia 'I'' saln tocj lo, ont*> se toca cun a chavt (co-
mo teToate urfflreeleJBj oblfnfl a ihrtlna voz, conten-
do noscyllndrot a inlssa, ou qualquer msica para gre-
ta, eos hyninoj para todas as testas edias santosdoanno,
reunidos na mesina obra; dito orgao, fortepiano tam-
bem j pr.nnpto. Concerta os ditos instrumentos e pe
marchas novas; concerta pianos e qualquer instrumen-
to de musica.-concernente ao seu omclo.
Quem precisar de caixelros para engenlio, dirija-
te F. F. Bailar.
O abniioaisigua.il>, teslamenteiro inventariante do
fallecido I.ui Jote de Souza, annuncia ao publico, que
no dia 29 do correte nicz de outubro, na casa, ein que
teve loja o niesnio fallecido, na ra do Queiniado u. 14,
segundo andar, na presenca do Sr. Or. jui de orphaos,
depol da audiencia, se 1.5o de arrematar as fazendas da
loja do dilo fallecido : os licitantes poder comparecer.
Jote Joaqim de Muquita.
Na nolte do dia 25 do frrenle, na occasiao do
, fqgo, que hove no pateo do Terco, furlro, de dentro
i'' fa algilieira da casaca do abalxo assignado, urna car-
teira de inarroquiii verde toda bordada, com os objec-
tos segulntes : uiua cdula de 2/000 rs. encamada, um
bilheteda 2.' parte da 14.* loteiis do theatro, queja
correo, cujo bilhete est premiado com 10/tlOO rs e
nao fui pago por estar algunia cousa deteriorado, com
o numero de mil set'ecentos e tantos, un meio lito da
lotera da cidadeda Victoria, [que lia ele correr) u. 3,480,
e o numero do livro he 57, e teni no verso do dito meio
bilhete a declaraSo trguiute -.perlence este mel bi-
lhete nicamente ao abaixo assignado Scveriaiio Piunes
Vianna; c outros multo* pipis de importancia, que
su tervem ao abaixo assignado. Roga-se aos Srs. llie-
soureiros hajao de nao pagar ditos bilhetes senao ao
aniiuuciaute ; e roga-se a pessoa, que fez dita graei-
nlia, haja dc_ se utilisardo dinheiro, c botar a carteira
com os bilhete e niais papis por drbaixo da porta da
loja de livros.la pra{a da Independencia, e nao o fazen-
do se descobrir qurin foi, lazeiido-sc patente seu nomc
lelas tullas publicas.
Sftxriono A'unei Vianna
Aluga-se uin nioleqiic co/inheiro, que cozlnha o dia-
rio, e faz todo mais servico d urna casa: quem o pre-
tender, dirija-se a ra
= Precita-te de una
no de ulna casa de hoinem
idade : as Cinco-Pontas, n. 82.
fracasa te ni" iiiiiiu ile 12 a l annos, prefere-
se brasileiro, e que saiba ler, para caixeiro de venda ,
liando liado i a sua conduela : na ra do Mundo-TSovo,
vendan. IB, do Sr. Nicolao Rodrigues da Cunlia.
= A pessoa, que esliver as circuiiislancias de ensi-
llar quatro meninos a lr, escrever e contar', dirija-se
a nia da Cadeia de S.-Antonio, n. 19.
Aluga-se un silba inargem do rio Caplbaribc, na
i .ipunca, junto ao cnsul inglez; com grande caso,
beiu plantado, estribara para qualro cavallos e cochel-
ra: quem pretender, procure no mesino sitio, ou na ra
do Rrnngel, sobrado n. 59. priineiro andar, das 10 ho-
ras do dia al as 4da larde.
-- Precisa-so de un oflicial de maiveneiro, que seja
perito, nacional ou estrangeiro, para dirigir una ofn-
cinado meMiio officio, na qualidade de ineslre : na ra
Nova, u. 59.
yuem precisar de urna ama de leite, dirija-te a ra
de Santo-Amaro, n.20, que achara com quem tratar.
=A viuva do Burgos e Fillios vendeiu por lodo preco
a armacao e traspasso da sun loja da esquina do I.ivra-
inoiilo n. 1, al I0 do corrente; depois desse dia, drixa-
i.iii de vende-la : liala-se na ra Direita, sobrado, n.
29.
SOCIl'.DvDE
II \RMONICO-THKATRAJ..
A coinmissao administrativa faz sciente ao Srs. socios,
que uo aMgniao acedes do srgiiudo cniprestinio vo-
luntario, e aquellis, que, tendo-as assignado, nada ate
boje teeiii pago que eui scsso de 11 do corrente deli-
berou a sociedad.', que fosteiu eliminados se, no pra-
zo de 3u das, nao pagassem ou as inciasmensalidades ,
a que esto obrigados pela resoluciio de 14 de abril
de 1839 ou por interoas acedes, que assignrao.
LOTERA DA MATRIZ DA CIDADE
DA VICTORIA.
Antonio da Silva Giisnio, lliesoureiro desla lotera, faz
ver ao respelavel publico, que nao tendo sido possivel
fazer ardar as rodas da mesiua, no dia 26 do coi -rente,
como annunciou, em ras:.o de existir anda por vender
un crescido numero de bilhetes, pretende fazer andar
ditas rodas impreterivelinentl' no dia 7 denovembropro-
ximo futuro, no consistorio da igreja da Conceico dos
Militares; e por isso pede aos amadores deste jogo, que,
tendo allenco as rases ponderadas no priineiro an-
nuicio, concorro a comprar o restante dos bilhetes ;
cerlot de que, se antes do dia, que ora he marcado, se
concluir a venda dos insmos bilhetes, far imiiieilia-
lanieBtc andar as rodas assim como assegura aos que
se guardo para compra-loa no da do.andamento, que
ueste dia Se nao vender uin t bilhete, anda que al-
guns (iqiieiu por vender.
~ No dia 29 do coi rente pruceder-se-ha a arrema-
ta9o dos bens pe lencentes a heraii9.t do tinado Frau-
cisco (iuncalves do Reg, constando : deti cadenas por
/n. ; una canoa por COyrs. ; o preto Joo por 300/
s. ; e Cosme por 200/ rs.: em presenca do Sr. juizde
orphaos e ausentes em casa de tua residencia, as 4 ho-
ras da tarde.
Aluga-se um sitio na ra da Casa-Forte, com bous
' oiuniodos ; os2 andares do sobrado aiuarello da ra
Augusta junlosoii separados com bons cominodos ;
a loja do dito sobrado propria para venda una casa
na ruado Cotovello, n. 7 ; ostercelro e quarto andares
lo sobrado da ra do Amorim n, 15 : a ira tac no pri-
ineirn andar do menino sobrado.
Olterece-se una ama para casa de punca familia ,
ou de tioinem aolteiro ; qucuidc seu prrstimo te qui-
zei- utlIUar, dlrlja-se ao becco do Virginio, n, 13.
Precisa-se de unta ama soltelra de 16 anuos, pa-
ra o servico interno e exiei no de una casa : na ra do
Fogo sobrado de um andar u. 53.
Joao da Silva llegadas comprou, por cunta de Do-
mingos Francisco da Silva Mava do Marauho o bi-
ii. 1213 da priineia parle da priineira loteria a fa-
vor das obras da matriz da cidade da Victoria.
-- Precisa-se para caixeiro de venda de um rapar,
ilaiido-se-Bieai algum interesse conforme a tua lia-
bilidade : quem esliver tiestas circumttauciaa ,'dirija-
se a loja de Mauoel rcn'eia Ramos, onde te Ihe dir
quem o pretende.
I'recisa-se de un caixeiro, de 12 a 16 annos para
venda com pralica ou seiu ella-, na ra S.-.ruz,
venda u. 3. Na mesilla vende-te un realejo com 18 II-
i guras ; d una uiulbei para ama de leite : i|iieni
de i'i I, ven.li de 3 ponas, dcfronie do becco do Trcui, casa
de Lut /os Marques.
.Alfonso Salnt-Ma'rtin na ra Nova, n 14, se-
gundo andar, recebeo pelo- ultimo navio, viudo de
tran9a mame leles de grosde Naple pretos guarne-
cidos de franja de retroz ; mantas da mesina qualidade;
mantas de seda de cores de todos os presos e d'entrc
ellas o que lia de inas rico ; chales fie seda de novo
padrocs, milito bonitos e superiores; cortes de teda
branca e de cores para vestidos ; chapeos de seda ,
para senbora ricamente ornados e do ultimo lftoj
ditos de palhinlia lisos, aberlos e rendados, modelo
a ponidas ditos para meninas abertos e lisos ; ditos
de palha da Italia redondos para menino, de 2 a
i .nios ; leaos de tetim de priineira qualidade para
pescocode senbora ; luvas de meio bra9o, de pellica ,
superiores com suas competentes pulseiras ; dilas de
relro preto de meio bra90 com mallas ; ditas de pel-
lica pespontadas e lisas para liomeiu ; panno pelo
de Pars, milito lino e leve, csobreludo sem mistura
de akpdo, o qu,e_n torna multo duravel, e faz com que
nii'o emermelhe9f>se; tetim tfir pcto .superior a malt
flna cSnlra e Be o que lia de melhor para urna boa
iU. Os Srs que pretenderen! ver qualquer
ijectos (erad a bondade de mandar avisar ao
ante, que, imiiiediaiainente Jli'os levar era suas
Francisco da Silva, Brasileiro, vai ao Rio-
calca
.lestes
aiinu
casas.
isZeferino
Grande.
AVISO IMPORTANTE
AOS
SENIIOUES Mi NGINHU.
Fazem-se quaesquer cortinados tanto de camas
como para janellat e para decorafoes de bailes, ou
sociedades; fura9oes de cadeiraS. sopht, colchocs els-
ticos, e em 'iin tildo quanto (or concernente a tapefana;
tambeni se val pdr tapetes c csteiras em qualquer lu-
gar que seja ; ludo com prrfeirao, c por se ter professa-
do este officio em Pars por preco o mais r.asoavel .
que se pode fazer : na travesa da Concordia, n. 13, airas
da (Orre do Carino
Arrendase una padaria com casa, sita na Pas-
sagem-da-Mag'dalena : a tratar na ra da Cloria, so-
brado n. ft<).
= Preclta-sc de urna senhora* que saiba perfeitaiiien-
le a msica e piano para entinar em casa de familia ;
liala-se na ra Direita, sobrado, n. 29.
=lgnora-se a loja, onde por esqueciuiento ncrao tres
navalhas de barba : urna com cabo de maiTu; outro
imitando tartaruga;.-outro preto: sendo esta ultima inul-
to inalfeila : se por acato estiverem em poder de petsoa,
que as quelra entregar, e o nao tenha frito, por ignorar
seu dono, pode, por obsequio, manda-las na loja do Sr.
Mesquita fc Dutra, na ra da Cadeia do Recife.
ATTENgAO!
tjy DescHcamnhou-se. da casa da ra da Cruz, u. 9,
tercelro andar haver dous mezes pouco inals ou
menos um alfinete de peito de senhora encastoa-
do oni ouro trabalhodc relevo contendo o retrato di-
urna menina sentada cm una alniolida de idade de
10 a 18 metes com meias borzeguiis e touca : pre-
vine-sc a toda e qualquer pessoa que tenha visto tal
alfinete de o trazer a sobredita casa que se dar tres
bein
b p i.,.. /.- ,.... .mmnn a a.cnni- na nn di' vezes o valor do retrato nao seexigindo o ouro
f. > Atvct rtunna com aimazeiu oe assuca na i na u.i ... *-,. ,..,.,,, ..i, nnv
Senzalla-Ve.ba, n. .10, recebea.suca.es con.mis- "' "V.?- "\ r*> ""<* V>*- Por
sao, com as vantajosas condifoes indicadas na tabelle
segu nle :
d\s comMissOes de venda.
Coinmitsao de venda de caixas......
de saceos c barricas por
I1.1rra9.-1s.........
de sacos em combla s
costas de cavallos. .
por rncostar ou deposi-
tar assucares, a espera de
obter augmento no pre-
90, e por qualquer lem-
po, que Ibes convier. .
Fazein-sc adianlnmenloi com garanta solida nesla
pra9a.
AOS SF.NHORF.S NEGOCIANTES EXPORTADORES.
Pela compra por sua conta e soque 011 1
ensaque de assucares, no referido ar-f
Uinporcento
iiiiicauenle,
Vinte rispor
una arroba.
do as firmas.
Do-se todas as garantas ao goslo do comprador.
1 ahrica de chapeos de sol,
ra do Pusseio-PiiMico, n 5
Joao Loubet teni a honra de participar ao ru-
que acaba os, navios fiaucezes un bello
gosto sendo : chapeos de sol ,
para lioniciii e senhora de seda lisa, lavrada 0 furia-
cores rom cabos e castes limito aricos ; seda de todas
as cores e qiiali.lades ; jiaimiulios eiilrancadiis r lisos;
ludo para cobi ir chapeos de sol; chapeos de sol de pan-
iiinho de todas as cores para liomein com cabos c
casles ricos : tambeni concerta os inesmos, tanto
de homem como de senhora ; pois lem ludo quanto he
necessario para os ditos e proincttc uiiiia brevidade,
para fazer qualquer concert : ludo por preco coni-
niodo.
= Roga-se a todas as pessoas babltaiites nesta pra9a
e seus suburbios, que, se a caso se Ibes apresrnlar, olle-
recendo seus servaos como forra una parda de li-
me II.n n,nuda de Mi anuos pouco uai.. ou menos, ca-
bello corlado c annelado rosto chelo e redondo olhos
com belidas cavistacurta e m, com una cicalii/.,iiu,isi
da configuracio e taiuanho da palma de urna man no
lugar da nuca, por detrs do pesc'090, dea apprelieii-
dereni e iiiandareui a ra da Cruz, 110 Recife 11. 3,
Manuel Das; poli que he sua esclava, que Ihe fugio no
dia 11 do corrente que, alm de inuilo agradecido li-
car, se responsablisa a salisfazer qualquer despeza, que
se fuer com sua captura
= Na padaria epastelara franceza do Alerro-da-ltoa-
Vista, n. 50, recebeo-se ltimamente un completo sor-
linicuto de couleitos, anicndoas coberlas, doces de as-
s11c.11 cristalisado, com licor por dentro,ameudoas reaes,
c outros confeitos dos mais ricos, ele. etc.; boeelas dou-
radas e confeltadat para enclier dos iiiesinos, proprias
para fazer presentes; ago'ardcnte de Franca de supe-
rior qualidade; vcrdadciio marrasquino de Zara; absyn
tho suisso, da marca verdadeira; VIUDO de hordeaux en-
garrafado,etc. etc.; e igualmente se acceitao eiicoiuincii-
ilas de doces finos, c bandejas para cha, ludo por j-re-
90 mais coiiiinodo.
= Precisa-se de una pessoa iiiuilo capaz, que d fia-
dor a sua conducta, para tumar omita de um armazcm
de carne, leudo pralica de comprar e de se encarregar
de um ludo : na ra do Vigario, armazeni 11. 22, que a-
cliar com quem tratar.,
Arrenda-se um armazcm de carne em muilo bo 111 lu-
gar, vendendo-se o que teui dentro, c assegura se, que o
alugiiel he em conla, e milito afreguezado ; na ra do
Vigario, 11. 22,
= O abaixo assignado advoga tanto 110 civel como no
crime; para o que est competentemente habilitado
com novo provimento do Exiu. Sr. presidente da rela-
vo : todos os que se quizereiu ulilis.tr do seu prest,no
o acharad na casa de sua residencia na ra de S.-Fran-
cisco, n. 82, casa onde morou o advogado Caetano de
Sonsa Antunes, e ulliiiianieiile o Sr. cscrivo de pro-
testos. Tito.Antonio zVorofi da Fonseca.
Precisa-e de dout lavradores ; em casa do doura-
dor, ou fabricante de candinos de gaz na ra No-
va n. 52.
Agencia de pussaporles.
Na ra do Collegio, 11. 10, e no Aterro-dh-Boa-\ isla,
loja, 11. 48, tiro-ie passapnrles, tanto para dentro co-
mo para fura do imperio; assim como despachan-si- r-
cravos: ludo com brevidade.
< on.pi-a-se um selliui novo, ou cnni pouco uso, que
sirva para montana de menina : a pessoa, que o tiver, e
quizer vender, poder aununciar nesie jornal, para ser
procurada.
Conipra-se um cachorro de fila : na loja da esquina
do arco de Santo-Antonio, que volta para a cadeia.
Compra se um ucgrinha ou mulalinlia sem vi-
cios para andar com una crian, a ; na ra larga do
Rozarlo loja de niiudczat 11. 35.
Compra-sc una pela que saiba cngomiuar e co-
zinhar cm una casa de pouca familia sem achaques ,
dando-so em pagamento una preta; na loja de livros, da
prav'a da Independencia, ns. 6 e 8 se dir quem quer.
-- Coinpra-se o vocabulario ou diccionario por-
tuguez de Bluteau ; no lerro-da-boa-Vista n 36.
Comprao-se 10 pipas com agb'ardenle branca de 20
a 22 graos, que seja bastante clara; a tratar na ra
Nova, no. priineiro andar por cima da loja de Jules
Colombez & C, ao p (da matriz.
lina de Apollo n. 30.
Aluga-se o armazcm cima declarado com embar-
que no lundo para a mar proprio para armazeiii de
assucar ou outro qualquer esubeleciniento : a tratar
sobre o seu aluguei, com Jos l'ercira na sua venda ,
na ra da Seiuall-aNova, n. 7.
Mauoel I.uiz Gon9alves embarca para o Rio-Gran-
de-do-Siil a esclava pela, de nouie Mara, de idade de
20 anuos, perlcncenle a Joao Luizde Araujo Picado, mo-
rador uo Ass.i.
assim o exigir a pessoa, a quem elle periclite; pois para
qualquer outra he /.ero,
Frlicianno Augusto de Vatconcellot oRerece-se a
mandar conduzir as fazendas despachadas na alfandc-
ga para a casa de seusdonos .pormcladeda quantia.
pela qual se couduzrm actualmente obrgando-sc a
entregar as fazendas, taes e quaesas receber dos Snrs.
despachantes: qualquer pesssoa, a quem interessar o
presente annuucio pode enlender-se com o lilho do
annuncianle Tbomat de Vatconcellot Albuquerque
Marauho encarrrgado da capataza da mesnia alfan-
dega, novamente creada.
.los Dias da Silva faz publico, que, leudo fallido o
seu iiuiHO Joaquiui da Silva Mourao, e sendo elle o niaior
credor, nrgociou e se obrigou por todas as dividas de
dilo seu irino, ficando com a loja deste por sua conta ;
o que faz patente, aliui de quceni lempo algum niiiguein
se suppouha illudido ; outro sim declara, que dito seu
irino iieiihiima ingerencia lera em a inesina loja.
He .lunado ltimamente de fura un grande tor-
timeiilo de logo do ar, composto de 6 e !l bombas, eque
sobe a una altura extranrdiiara;bcmeonio fogurlrs de
Tiloma/. Pereira de Mallos Estima.
Na ra de lionas n 22, priineiro andar ensilla-
se eiiiquaulo diirarem as ferias da academia, rhclo-
ica, geometra c gcographia : aquelles senhores que
quizerem aprender compareci das 8 horas da ina-
iili.i as5da (arde.
Aluga-se um eseravo ptimo padero, por prego
comtnodo : no pateo do Terjo, tobrado de um andar,
11.26.
I'recsa-se alagar urna preta para o servico di-
urna casa de pouca familia : na ra d'Apollo, n. 20,
tercelro andar, sonda te fara b ajuste.
J'a/eiu-sc costuras, lava-se c engoinnia com muila
perfeicu, e por pi-i-rocniuniudo: lio Recife, Heceo-'l a-
pado, u. 7.
Arienda-se, para se passara testa, um sitio no lu-
gar do ll.ii lia Um a niargeiu le ao Mini n-i i o, com cxcellente casa de vivenda pata 3 fa-
milias dita para esclavos estribada ,cacimba quin-
tal murado com nuiilos arvorrdos de filelos ; a tratar
na rila da Aurora n. 42, segundo andar.
-- Das 7 at as 8 horas da uoite do da 25 do corrente
nii-z do segundo andar do sobrado da liavessa da NM
do Queiinado para a ra larga do Rozarlo, oiitr'ora becco
do 1'. i.xe-FrIo furlro um estojo pequeo conten-
do dentro alui de oulras cousas, duas veneras da or-
dem dcChristo, nina inaior com travessa de orno e
roseta pendente taiubein de ouro cora cruz esnnlia-
da no meio ; ontra malt pequea com cruz lambem
esmaltada no meio ; um boln de ouro, pequeo, de
abertura de chapa com tavror nina casaca de pan-
no prelo, lino anda nova como trazeiro forrado de
seda cor de i os a coni llores e abas forradas de sarja
preta uin chapeo de seda preta de abas largas, quasi
novo ; um lenco de seda preta de 3 puntas ; un par de
calcas de casimira ctuzenta j usadas. Roga-se a quem
Coroflcrecldoalgum dos objectoi cima mencionados,
ou dilles tiver noticias, de parte ncst.-i typograplua ,
aoude saliera i|iieiu he seu dono ; ou se quem os
levou quiei -restituir nioiineiite as veneras, alm de
terbeiii gratlftcado se guardar iuriolavcl segredo.
-- a ra dos Pires B. 10, fazem-se ricos quadros de
cabello, e alliuetes de peilo para senhora.
Compras.
Compra-se una cadeirinha, que es teja em bom uso,
ou nova, nao sendo muilo rica na na da Cadeia do
Recife, loja n. 38.
Comprase ell'eclivaiiiente vidro blanco de qual-
quer qualidade, niesnio de vldraca : na ra Nova, ven
da n. 65.
Gompra-sc urna escrava inoca, que saiba engom-
niai-eeoiinh.ii-, uiitroca-sc por .ultra ," que sir\a pa-
ra andar na ra por nao ter as habilidades precisa
sem vicios nem achaques, e que be 11109
Juaqiiiui Lopes de Minen!.1 caixeiro
theus,
Coinpra-se nina viola ( alto ) ; na ra da Cruz,
n. 10.
Vende-se um bonito indeque de
14 annos, de bonita figura ; um lindo
mulatinbo de ia anuos de bonita fi-
gura : na ruatio Qutdmado casa ama-
relia, nos qnatro-canlo tufa n 19.
=a Vcnile-ac cal vlrgem ein meias barricas chegada
prximamente por preco mais conimodo, .lo que em
OUlra qualquer parle ; na ra da Moeda, anna/.eni n. 19;
-- Vende-se 11111 casal de esclavos, acosluuiados au
trrica de campo ; na ra da Cadeia do Recife a fal-
lar com Joao Jos" de Carvalho Moraes.
Vende-se urna preta de na(|o de 24 auno pou-
co mais ou menos que engouiiiia cozinha o diario de
urna cata, lava de sabio.- varieJIa, com urna cria de
4 annos ; o motivo da venda se dlra ao comprador : na
ra do Crespo, 11. 12 a fallar rom Jote loaqulm da
Silva Maya. ,.
= Vendem-se nielas curias de llnlio, minio tinas;
tlagage propria para babado de (oda a largura; lu-
do muilo barato : na 111a do (indinado, loja n. J4 Ue-
fronte do becco dat'oiigrrgafiio.
Vendc-te o armazcm de carne tecca da ra da Praia,
n. 27 cm muilo bom local : a tratar no inetmo ar-
mazein.
Vendem-se i3esclavos, sendo urna
negra com idade de 18 annos, de elegante
figura, boa coslnrcira,e qnecozinha o din-
rio de urna casa; qualro mulatas da mis-
ma idade, pouco mais ou menos, e entie
estss atan perleita engoinmadeirn, c'ostu-
reira e cozinbeira ; dous moleques e qua-
tro mulatinlDS.de i^ annos; e dous ne-
gros de nardo de -ii a 3o annos, proprio
de lodo o s*rvit;o: na ra da Cadeia do
bairro de S.-Antonio, n. au.
Vende-se, na praca da Independencia livraria. ns,
6e 8, a ReluUcSo da pestilencial doutriua, do interetse
tradiizidapelo padre ineslre Lopes Cama.
Romances ein porUiguoz, clie-
galos de novo l.vrar.a
da esquina do Collegio
0 Medico e a menina emigrada, por \ Ducange, 3 v.
com est 1845; o Mysteriode um nascimenlo, pelo nies-
nio autor, 2 v. 1849; o Calato do Trrrciro-do-Paco ,
011 o GIM'raz portuguez rOniance original, 4 v. 1845;
Oculosda velha, tajabeiuoriginal pelo mesmo autor ,
4 v. 1844; Amanda e Otear,Q v. ; o Mosleiro, porWal-
lerSeolt, 3v. 1844; o Abbade seguimento do Mos-
leiro, 3 v. Claq-Mart, ou urna conjuracto no reinado
de Carlos XIII pelo conde de \ Ignj 3 v. com Cit. ;
Viagens ao interior da Nova-IIollanda obra critica ,
moral e recreativa, por V. J. A., 3 v. ; Han d'lslandia,
p< r\ i.ior Hugo 3 v. 1844 ; Malhildcs c Alfredo 1
v. f846; o lionzrlde 1). Ilenrlqu, por I). Jos de La-
rra i v. 1845 ; Domingos ou o Sineirosinho, por
Mr. Dii.raj Dumfnll, 4 V. 1843; F.linonda, pelo mes-
mo autor 3 v. 1844 ; de Da para Dia, por Soulie 4
v. 1845 ; Paulina, por Alexandre Duinas 2 V. 1843 ;
Indiaiina por C-eorgc Sand 2 v 1845 ; Torre Infernal,
pelo autor da l.eileirade lierey 2 v. 1844 com est. ;
l.c,,.,.|| [,rii.?t.i.. ,,,,,.mi-i- iirir-inal, por i'.duardu de
Farla.lv., 1845; Hercules preto, romance original.
a fallar com
do Sr. .loan Ma-
Vendas
Vendem-se 2 embonos de sedro com (iO palmos
de coniprimciiio e 5 V, a ti ditos de grossura por pie-
90 c.iiiimodo ; na ra da Cruz no Recife 11. 40
= Vende-se um brreo de condur, com ajriuaeJo e
mass.nielas ; una cama de .1111.11 olio em bom liso ;
un jogo de etpelhot grandes ; una rscrivaninlia de la-
to ; \ la nipones pequeos de illuiiiin.ico una es-
pingarda de ca ai com todos os perteuces ; um ar-
mario de guardar 10119a ; ludo por preco cominodo; na
ra das Larangciras 11.2.
Vende-se um quarlo por prc9o comino.lo ou se
troca por lijlo! de ,-lvenaria, ou telhas ; na ra de
5.-Amaro 11. 0.
Ago arileiilc do reino, aniz caniia,
gencuro, espirito de vinbo, licores, Indo
enciscado 'v. promplo par., exportar : na
travesa da Modi'c-dc-l)os, n. ib, e na
rita de S,-lliti, n. 8S.
Vende-se um terreno com 150 palmos de frente e
130 de Iun.io, 11a esquina da rila da Soledade e estrada
uo\ .iiuenle aln 11,1 nos terrenos de llore ulano: a vala do
comprador te far todo o negocio, e tambem c relalha:
a fallar na ruada Soledade, n 2, defronte da igreja, ou
na ra de S.-Rna, n. 85.
Na ra da Senzalla-Velha, n. I!4, vendem-se rolhas
grotsas, proprias para garrafo, cliegadas ltimamente
do Porto, por preco couimodo.
Veiidcm-se dous bonitos moleques, de 12 a 14 an-
nos, pruprius para olli.-io ou pageos ; un esclavo pe9a
de todo o servivo ; c duas pelas, sendo nina iU09a
por 350^000 rs.; na ra larga do Rozarlo, voilando para
os Quarleit, n.24, priineiro audar.
por Augusto Arago 1 v. 1840 a Kstraugeira, por \.
d'Ailineourl 2 v. ; Marqueza do Uanges ou o herois-
1110 dasniullieres 2 v. 1843, com est. ; Abitadla de
Rutingleiine, 2v. 1S1.'.; a Ucrania de meu tio, por Ale-
xandre de I.avergne, I v. ; 0 tlil-Braz da rcvolu9o ;
X. S. deParis; Mjsleriot de Londres ; Foute de S.-Ca-
lliarina ; F.nirrance 2 v. 1845; Delli.ia, |ior Madama
de Slael ; Anua deCii-irestein, ou a don/.ella do nevoei-
10, por W.ilier Seoit, traducjo de Ramalho, 4 v. 1843;
Kenilwortli, do mesmo autor e traductor; os Dous Ami-
gos, 011 a casa inystci iosa, por A Lafonlaine, 2 v. COUI
i'tt. ;_'I.conia, pelo niesnio autor 2 v. com est.; o
Assassiuo ou a torre e a capella 2 v. com est. 1844 ;
0 Amigo do oasleflo, 1 v. 1843 ;a llananeira, porSouli,
2 v. 1844 ; Carlos c Neseida ou o excesso do ciume ,
1 \. 1843; CollcccSo de romances novos de P. de Kock ,
72 v. vendem-se juntos ou separados ; Mysterios do
easlello de Udolpho 6 V. Castcllo de Orauville 4 v. ;
1 asidlo dos morios 011 a ilha do salteador, 2 v. 1844;
1 1 1 lio dos Pirineos, por Soulie 4 v. ; Vctor, ou o
menino da selva; Celestina, 4 v., 1843; o Athco, por M.
Sopliie 3 v. 1844 ; Klelvina 3 v.; D. Ouixolc dla
Mancha 8 v. Diabo coto 2 v. ; a Mulher ou seis
animes 3 v. ; c uiuitos outros romances de boa esco-
Iha se 1 1.1 onliao nesla livraria por picos cominodos.
O I.IVRO DK TODOS
01.
Manual da xn'n/t,
Contendo
lodos os csclarecinientos theoricos c pralicot nrcesta-
rios para poder preparar e empregar, sem o soccorro do
prol'essor, os remedios, e se preservar e curar-se promp-
laiiieule, cun pouco dispendio, da mor parte das inolea-
llat curareis, c conseguir un allivio quasi equivalente
sade, as molestias incuraveis.
Seguido
de mu tratamento especifico contra a coqueluche, e de
regias hygieuicas para prevenir as molestias ;
pela d.uitor G. de Ploesquellcr.
Preco 4/0O0 n. em I mu-hura.
O supplemeulo, indispensavel a quem tem a obra, da-
se gratuiainenle aos compradores. Odilo supplemen-
ic Haz as tres dillerentcs receilat para a coniposicao da
agoa sedativa;etle precioso remedio,que tamanha repu-
lacaoja* lem ganho, e que deve existir em todas as casas
para remediar proiuptnmcntc aot accidentes e incom-
inodos repentinos.
Vebde-se na prafa da Independencia, livraria n>. lie K.
Na botica da ruado Rangel, vendem-se os_ reme-
dios seguintes, dos quaes a experiencia tem coulirinado
os inelhores olinos : dentilico, que tem a propriedade
de liiupar os dentrs cariados, e restituir-lhcs a cor es-
maltada, em muilo poucos dias ; o uso do dito reme-
dio fortifica as gengivat e lira o mao ebeiro da bocea,
proveniente niio s.i da carie, como do trtaro, que se
une ao peacoco destes igaos; o remedio he designado
pelos nunieos 1." c 2." : orchata purgativa, mu til as
criainas e at pessoas de toda e qualquer idade ; he coiu-
posia de substancias icgelaes, nao conten mercurio,
nem droga algiiuia, quepotsa prejudicar: remedio para
curar calos, ein poucos dias; dilo para curar dures ve-
nreas antigs, e que lerm resistido ao tratamento fe-
ralmente applicadu ; dito para provocar a nicnslruavao,
e accelerar a accau u uleio nos partos nalurac-t, CU
que nao se precisadas manobras scieutilicas da arle ;
dito para resolver tumores Ij inphaticos, vulge glndu-
las ; dito para curar bobas e cravot seccot, o mais effi-
caz que leconhece al aqui; dito oximel de ferro, mui-
lo til nal chlorotct, vulgarmente chamadas frialdades;
pos anll-biliotos de Mauoel Lopes; canslas de gelati-
na, .ontendo balsamo de cupahiba ; ditas de oleo de
recies purilicado ; ditas de cubebas cm p.i lino ; ditas
do assafetida; dual com pus purgantes; dilas de ruibardo
da China; dilatde suiphato de quinlnu dele i graos cada
capsola ; algalias, velinhas elsticas; pillas de sal de ca-
baeiuho; agoa das Caldas, chegada proxiinameute; reme-
dios (|iir curao a frialdad.- dentra de 40 .lias, niesnio estan-
do 1 niliadn: oleo muitobom para couservaro cabello,que,
alm de nao deixar cahir o cabello, limpa a caspa, e
cujo uso continuado faz reapparecer o cabello perdido ;
pillas especificas para curar at gouorrneat enronicas.
quandn a lesao nao passa da ureta ; igualmente um xa-
rope anii-heiiiorragico, applicado nos casos, emquese
deita sangue pela bocea ; o pn-90 de todos estes reme-
dios he mu rasoavel, e os bons resultados da sua appli-
* cacao he.que Ucvcm lazci sua apologa.


__
h
ptimos charutos.
Manuel Joaquim Gnncalves e Silva ( na ra da Cruz .
d. 43), Tai iclt-nte no publico, que na sumaca Nova-An-
rora, recentemcnte chocada da Babia, velo uin snrlimen-
todns melhorescharutos all fabricados, de dillerentes
qualidades; como sejo: imponaos, regala, primores
etc., da fabrica de S. Krllis de Joo Frrderico Wilzle-
ben; vindos a casa dos Srs. Rothe & Bidoulac. A quem
comprar deinll para cima, fai-sc dMrronc.ide 2/rs.
Vende-seum molecole de naci por preco coiuuin-
do na ra Direita, n. 18.
dtabo de cheqar de Franc"
OBRAS COHPI.KTAS DE J. J. ROl'SSKA", com as ulti-
mas cartas inditas. Exorllcnte edieo de Pars, em
25 volumes em oitavo. Vendem-si' por multo mdico
preco na loja de Manoel Jos Goncalvrs ra do Quei-
mado n. 27.
= Vendem-se travs de 40 palmos, de boa qualida-
de e grossm a ; no theati o da ra de Apollo,
Por 500^000res!
Vende-se, at 30 do corrente mez, a armarao, c o tras-
passo da bem conheeida loja da esquina do T.ivraiiionlo,
ii. I, ptima para qualquer estabelecimeuto pela sua
nielhor posieo : trata-se na ra Direita sobrado n. 21).
= Vende-sc un terreno ou sitio milito perto do-
ta praca com inais de lOOpalmos de frente e 400 de
tundo com porto para embarque e desembarque, com
2 casas una dolas coiu 2 salas 3 qnarlos e eo/iiiha
lora ,e a outracoin 3 salas 7 quartos cotinha fura ,
estribada para 2 cavallos um terrado, portan de for-
ro murado na fronte e cercado em roda alm de ou-"
lias bomfeitoiias
ja n. 58".
annos :
andar.
- Vende se
por mdico prefo : na ra Nova, lo-
Atlrncao !
Na rua da Cadeia, loja n. 50, de Cunlia & Amnrlin ,
ainda ha para vender o formidavrl rap prince/.a de
Lisboa j bem eonhecido dos freguezei, pelo barato
simo preco de 3/000 rs. cada bote ; dita de Paulo Cor-
deiro, do Rio-de-Janoiro a 1/400 rs/ bote. Os to-
mantes qticgoslo do bom e barato, venhao a esta
loja que sodio bem servidos.
Vende-se urna bomba de pao, que esgota agoa
com multa presteza propria para alguma cacimba, ou
cinbareaco ou para outro qualquer estabeloeimento,
em que se queira usar dola: a tratar rom Jos Pereira,
na sua venda na ra da Sriu*lla-Kova n. 7.
Vende-se um alambique e serpentina; 2 pipas,
que servidlo de ago'ardenle ; barrls ; 2 pesos de duas
arrobas cada um ; na Soledade, estrada de Joo-Fen ei-
r n 19.
onlina a estar a venda o bello sitio dos Afogados,
que fui do fallecido Joaquim Ignacio Crrela de brillo, o
cuja ptima casa e mais proporedes so de todos bem
sabidas ; quera, pois, o pretender, dirija-so a ra co
niioiniado, loja da casa n. 17, que ahi encontrar com
quem deve tratar.
= Vende-se potassa branca de superior qualidade,
em barrls pequeos ; em casa de Mntheus Austin &
Coinpanlila, na na da Alfandega-Vellia, n. 30.
Vende-sc um reloglo do prata ; um dito de ouro,
com multo pouco uso. e boas reguladores, o horizonlars;
tuna corrente de ouro para os Hirsutos ; ludo por mdico
preco; na ra do Vigario, armazem n. 8
Voltaretc.
Na esquina da rua c*.o Collegio loja n. 5 de Guima-
raos Beranin & Companhia, vondein-sc cartas francesas,
tinas, entro-tinas e ordinarias ; ditas portiiguezas ; to-
das por preco mais barato do que em ontia qualquer
parte.
-- Vende-se urna parda de bonita ligura de 17 annos,
boa engnmmadeira cotinha bom o diario de urna casa,
cose emende do facer lavarinto nao tem vicio de qua-
lidade alguma, o que se afanca ; bom como se vende
junto com um (i Un. tambera pardinho, de anuo e nielo,
milito bonitinho : na ra do Crespo, n. 12.
0 liOM VilMI DO PORTO,
llana ra do Trapiche n. 40, tanto em cascos com en-
garrafado ; tainbem lia ontros vinhos de ptima qua-
lidade. '
ADMIRAVEIS
NAVAT.HASDE AC DACIiINA.
Teem a vantagrm de cortar o cabello sein oll'ensa da
pelle doixando a cara parecendo estarna sua brilhau-
te inoculado.
KsteSco vem exclusivamente d China e s nelle tra-
balhao dousdos melhnres e mais abnlisadns cutolelros
da minea excedida e rica cidade de Pekitn capital do
imperio chiin.
ACTOR StTAW.
N. B. He rrcoinmendado o uso deslas uavalhas ma-
ravilhosaspor todas as sociedades das ciencias medico-
cirurgicas.tanto da Europa como da America,Asia e fri-
ca, nao so para provenir as molestias da cutis mas tam
Jichi como um moio cosmtico.
Vcndem-sc na ra do Crespo loja n. 8 de Campos
& Maya.
Vendem-se linces de seda da India, a 1/440 rs. ; J^'
dscadiiihos francotes do bonitos padrors pa- (Sj
ra vestidos de srubora de coros linas, a 240 rs. jg
o covado ; cortos de cassa-rhitas do ricos pa- -Jil
dres e de coros multo lixas com 7 varas, a 3/ f
rs. o corte ; chitas largas francezas padres
inuito modernos e de tintas limito finas, a 320 r-,
o covado; cortos de nielas casimira!, d*o superio-
res padrdes o de uina durazno superior a casi-
mira a 2/400 rs. o corle ; ricos chales de loa o
soda uiuitn modernos a 3/ 3/500 e 4/000
8 rs. ; cassas linas, o mais rico possivel do cores
S fixase de ricos padres, a 5/200 rs. o corte,
^ panno preto c de todas as cores e qualidades ;
K hrctauha e esguio depuro linho; chlese man-
i tos de seda c crep ; assim como um completo
2 sortiuienlo de fazendas tinas ; ludo por proco
| to em conla que he impossivol a vista da fa-
icnda o comprador deixar de comprar : na ra
do Queimado nos qualro-cantos casa ama-
relia loja n. 29.
na ra estrella do Rozarlo, n. 19, segundo
farinha de tri
po da marca SSSF de rami-
nho : no cae* da Alandcga,
armazem do Bacelar, a tratar
com Manoel da Silva Santos.
Vende-se una ptimo escrava ,
boa rozinheira e lavadeira lano de sa-
bao como de varrella sem vicio algum;
a qual foi tomada em una divida : na
ra do Crespo loja n. i da viuva de
Alfonso & Companbia, ou no Arerro-da-
Boa-Visla, n. 78.
Vendem-se Lices de grannnatica ingleza reco-
piladas e coordenadas pelo bacharel Vicente Pereira do
Reg profrssor da lingoa ingleza no lyceo desta cida-
de pava uso de seus discpulos. Preco 4/000 rs. em
meia em adornaeo ; na praea da Independencia llvra-
-' ns. 6e 8.
Vende-so um tanque novo, que serve, ha um anuo ,
foilo de madeira amacolla escolhida gateado todo de
sii 111 n 1 1 sem costara que preciso calafeto o qual se
acha servindo dodeposilo do agoa, e he proprio para
qualquer riigenho para guardar inri ; pois .calcula-so
levar 400a 500 cargas : o vendedor se obliga a mnda-
lo levantar 0111 qualquer parle que o comprador qui-
ier por preco com modo. A tratar na ra da Concor-
dia atrs do Carino-Volho, 11. 26.
= Vendem-se 5 piolas de 14 a 2C anuos, com ha-
bilidades ; 3 ditas do serviro do campo; una parda ,
do boa figura de lli anuos ; 2 elegantes moleques uin
do 12 e o oulro de 17 anuos, com principios de cozi-
nha; 3 pretos para todo o servico, entre ellos um, que be
ranooiro o oleiro : 110 pateo da Matriz, 11. 4.
=Vciidc-se urna boa ama de casa que eugomina
bem, cose o eoiinlia ; na ra do I.ivramrnto 11. 22,
primen o andar.
Vende-se, na loja de miudezas da ra do Crespo,
n. 1), um grande sortimrnto de oculos de armarao ,
para todas as vistas curtas e cansadas, a 640 rs. e finos,
a 800 rs.
Vendem-se por proco commodo os seguimos
esclavos .cliegados ltimamente do Araraty : 6 pardas,
qiiecoseni, engomnio o lavo ; 8 pretas sendo 4 de
nar.ni quecozinhao, cosoiu e lavan ; 6 pretos, proprios
para o servico de campo ; urna pardo de l annos :
na ra da CrHl armaKom 11. 51.
anVende so urna preta de 18 annos ; um proto pro-
prio para o servico decampo : na ra da Praia arma-
zn! de carne n. 10.
= Vende-sc una nogrinha do 14 anuos recolhida ,
que cose, c faz lavarinto ; 3escravas mocas de baas fi-
guras una co do una casa ; nina dita, por 280/000 rs. que cozinha,
lava e hoq uitaudeira; 4 esclavos mocos bous para o
tralialhode campo; um proto, de inaior idade por
220/ rs. bom para o Irabalho do um sitio : na ra do
Crespo 11. 10, primero andar.
=Vend(se um lindo niiilatiulin de 6 anuos sem
achaques e inulto robusto um proto sem vicios neni
achaques que he poso ador, lanooiro e carreiro; una
vidraca, que serve para vender bolinhos e la/.endas |
finissiina
de gos-
pclo di-
ta feitos, do superior qualidade-, narua
da Cruz, n. 10.
Na na do Crespo loja nova
n. i% de Jos Joaquim da
Sflva Haya,
vende-se um ricosortimento de caslicaes de
casqiiinha, com suas competentes lanternas
tos ns mais modernos que teem apparecldo
minuto preco de8/, 10/ e 12/rs. cada par.
Vendem-se vidros para espelhos ,
de varios tamaitos; ditos para vidracas:
na ra da Cruz, n 10.
Potassa branc
da mais superior qualidade em
barricas pequeas, e desembarca-
da no dia 30 de agosto prxi-
mo passado, vende-se por pre-
co commodo : fetal casa de L. G.
Per reir & C.
= O correlor Oliveira tem para vender cobre em fo-
Iha e pregos de dito para fonos de navios : os pretcn-
dentes dirijao-se ao inesmo, ou aos Scuhores Mosquita
& Dutra.
iNa loja ta esquina da rus do Collegio.n. 5,
(leGnimaraesSeram & C.,
vende-se, alm de uin bonito sortimento de fatendas ,
por procos bastantes moderados, as seguintes :
Cortes de novas casimiras francezas, a .... 4/000
Ditas ditas melhores, a......... 5/000
Ditas pretas francezas, o covado, a 3/000
Pannos, pretos, azuos, verdes o de outras cores
dill'eientes, desde 2/400 rs. o vovado a .12/000
Cortes de calcas de pelle Chales de laa e soda, grandes, a...... 2/560
Lencos de cambraia guarnecidos a bico, a 640
I. iinle/as para vestidos o covado, a /240
Escocezes de laa c algodao, com xadrez fingindo
soda o covado, a.......... /320
(lories de l.ia c seda pira vestidos a 7^000
Chita-cassas, o corte, a........ 2/240
Cortes de colletcs de fustao francei, a .... 1/fjO
Lencos linos para grvala, a....... /400
macacos para arrumar carga encerados para cobrl,
gneros na ra do Amorini, n. 15.
Vende-sc uina bonita nogrinha de 10 annos nn
Aterro-da-Hoa-Vista, n. 14. '
= Vende-se mu lindo mulatinlio de ftanuos, pro.
prio para aprender o olicio ; un esclavo de riaca'o An"
gola, de 2fiaiiuos trabalhador do srivico de caiuno"
na ruadas Cruzes n. 22, segundo andar.
-- Vendem-se bahuszinhos de tartaruga, grandes c
pequeas, e de inuito lindo gosto pelo barato preco
de 3/rs. cada uin ; na piafa da Independencia loja de.
miudezas n 4.
= Vende-se una preta de naci Rebolo de 35 40
anuos pouco mais ou menos que he boa lavidei.
ra de sabSo e varrella c he boa co/.inhelra propria
para todo o servico pelo barato preco de 200/ rs. na
ra Nova loja n. 5, se dir quem vende.
= Vendem-se livros em branco, proprios parSquai-
3U01- casa cominercial ; igualmente um chronotuetro
os melhores autores de LouUres: na i'tu da Cruz, n. i;i
priinelro andar.
Vende-se, por commodo proco um escravo ga-
nliador de 30 o tantos annos de bonita ligura trun
ladino, que cotinha menos mal., e ontende de ontros
snicos: 11a ruado Queimado no loreciro andar, por
cima da loja de Joii da Silva Santos.
=Vcndein-se, no deposito de farinha de mandioca, na
ra da Cadeia de S.-Antonio n. 19, sancas com fari-
nha do Aluribeca a 5/ rs. ; dita de S.-Mathcus a 4/
rs ; ditas de niilho a 4/rs. ; dita*, de arroz de casca,
a 4/rs. ; ditas de arroz pilado branco, a 2/ rs.
-- Vende-se una venda posta a moderna com coni-
modos para familia, em Fora-de-Porta* ji. 131 ao
comprador se dir o motivo, por que se vende : a tra-
tar na ra dos Guararapes n. 6.
Escravos
Ftigidos
= Vendoin-se espadas plateadas para ofticiar? su-
periores e subalternos ; na ra Nova, loja de ferragens ,
n. lli.
Vendo-so una prensa de imprimir sellos boa para
urna administrarn, ou casa de negocio, por tor a coni-
modidade de peder mudar os sello ; urna poican d
azogue ; unta porffio de assido muriatico para os la-
loeiros : na travrssa da Concordia 11. 13 atrs da tor-
re do Carino.
Continuo-se a vender chapeos finos de cas-
tor; panno de algodao para saceos ; na ra
^""fc da Alfaiidega-Velfia, 11. 5, casa de Joo Stewart
= Vende-se cal virgem, em caixas e barricas chc-
gadaultimameiiic de Usboa ; no escriptorio de Fran-
cisco Srverianno RabelloJ Fllho no largo da Assem-
bica Proviucia!.
lotera do Rio-de-Janeiro.
Meios bilhetes da stima lotera a beneficio do hospi-
tal da Santa Casa da Misericordia vendem-se na ra
da Cadeia do Recife loja de cambio n. 38, de Manoel
Gomes da ( unha Silva.
= Vendetu-se 3 pretos, sendo uro delles bom canoeirn
de barcaca e que governa, de 20 a 22 annos ; 5 negri-
nhas de 12 a 16anuos ; unta preta d bonita figura,
Sue cozi ulia o diario de urna casa c he perfeita lava-
elra tanto de sabao como de varrella ; 2 moloques do
Jindas figuras, proprios para todo o servico de 10 a II
mili bom lefia, de aiuarrllo o com vidros ; ludo por pro-
co coiiiinpdo : no Alcrro-da-lfoa-Vitsa fabrica de lico-
r.'S, 11 20.
Vantngenspara os proprieta-
rios e meslres de pedreiros.
Na olarla da ra da Gloria aondo foi restllaclo por
detrs do sobrado n. 59 vende-se, mais barato do que
em DUtra qualquer parto por uo continuar mais a
tralialliai, o seguate : lelhas, ditas trincadas lijlos do
lailiilbo ditos do cacimba do 0 a 7 palmos ; 3 a 4 ca-
noas do un ii.illi.i ; assim como todos os portenees da
mosiiia em milito bom estado por leroin traballiado
multo pouco lempo : a tratar na uieuna oiaria ou na
rua da Concordia sobrado 11. 5 das Gas 8 horas da ma-
nli.ia e das 3 asG da tarde
O bazar da ma do Crespo, lo-
ja 11. 5, ao p do arco de
S.-Antonio ,
modernamente sonido para a fosta. Kstc importante es-
tabelecimeuto do variase bollas fazendas, de goslos in-
toiranieiite novos, otlerece a consideradlo dos [concur-
rentes de entre as mais notareis ai seguimos:
Alpaca para aquetas c sobre-casacas, a me -
Ihor, o covado a..........
Chai; de laa o soda riqiissimos vestidos, o co-
vado, a ..........
Casimiras bronienses, o covado a......
Brlns do puro linho, ricos, estampados,.-! vara a .
Risoados parisienses riquissimos, para vestidos,
o covado, a ............
Ditos francezes para Jaqueles c sobro-casacas,
a fresca, o covado a....., .
Chales de laa cobertos deseda em ricos lavrores, a
Lencos Igualmente cobertos a seda com franja, a
Mantas a la-moda, do seda, listra.las a setim a .
Chales de garea fcidos a seda, ......
Lindezas o luiicaiiibas, o covado, a ....
Cassa-chitas, padros novos, o covado, a .
Herlnoei os mais superiores, o covado, a 4/500 c 5/000
Vende-se potassa da Hus-
sia pelo limito mdico pre
co de 160 rs. a libra; cal vir-
ftem de Lisboa ehegada no
ultimo navio : no armazem da
1/G00
8/000
/G0C
1/120
/280
6/500
1/440
15/000
3/52(1
/240
/320
IVa ruada Cadeia-Vcrtia iloja
de chapeos n. 9, de J.
O. Elster,
vendem-se os seguintes vinhos engarrafados de supe-
rior qualidade: vinho do Porto milito velho ; dito
Madeira; Uuccllas; Carcavellos ; Sherry Rhcino;
Rordeaux ; cherrj cordial ; Teucrilfe ; Champaiiha ,
marca cometa ; e tambem superior genebra hollandeza,
o ago'ardenle de Franca.
=?Vcndcm-M 9 escravos, sendo: 5 pardos, de boni-
tas figuras, tendo um delles 13 anuos; um moloque,
de Malinos, milito lindo ; urna nogrinha de 18 anuos;
3 pretas mojas com algumas habilidades : na rua Di-
reita n. 3.
-- Veiidoni-se 4 moloques de lindas figuras de 14
a 18 anuos ; um dito de 7 anuos ; 2 pardos de 18 a 20
anuos, si ihIii mu delles bom carreiro; mu preto df
30 anuos canoeiro ; una parda, do 25 annos; urna
preta, de 18 anuos com algumas habilidades ; urna dita
com urna eria iiiiilatinlia de 2 anuos, com habilida-
des ; na rua do Collegin n. 3, segundo andar.
= _Vendem-se mis encerados, em bom estado, para
cubrir caixai de assucar ou gneros de estiva ; na rua
da Madre-de-Deos loja 11. 12
Vende-se una escrava de 20 annos perfeita mu-
cama que cozinha, engomma cose, e he milito des-
oinliaracada paraosarranjos de una casa; na rua lar-
ga do Rozado, n. 24, pi inicuo andar.
Vende-se um corrento ; 2 aunis com diamantes;
2 ditos ooin brilhantes ; um dito sem pedra ; todas es-
tas obras so de ouro de lei ; mu habito de Christo para
padre com diamantes ; uin cordo grosso de prata ;
um par de brincos de diamantes ; 11111 allinetc de dito
sendo de ouro de le ; quem pretender, annuncie.
= Vendem-se no armazem n. 34 da rua (lo Trapi-
che charutos de regala .1 1600/ rs. a caixu de ccm.
Fugio, no dia 5 de agosto do anno prximo passa-
do urna escrava de nome Marcelliua de nacn Ca-
lduda bastante alta, de 35 a 40 annos Wi bastaut*\
grandes mal enjorcada de corpo cara colnprida, com
o buraco do brinco rasgado de urna orelha ; costuinaa
beber c quando bebe He multo regrista ; tem os pos
nial feitos e atornozads com todos os (lentes porm
alguns podres e banzeira do corpo : quema pegar,
ou dola der noticia ser bem recompensado na rua
larga do Rozarlo n 24, primeiro andar.
= Fugio no dia 25 do corrente, um moleque de
nome Francisco crioulo ; representa ter 12 a 14 anuos;
levou calcas de algodao azul, camisa de riscado dito,
chapeo de couro ; tem o cabello cortado rente, e al-
gumas cicatrizes as nadegas, por tor sidosurrado. Ro-
5a-so as autoridades policiaca ou pessoas particulares,
e o pegaran e levaran a rua da Cadeia do Recife n.
33, que sero beiu recompensados.
= Fugio 110 dia 26 do corrente do segundo andar
do sobrado :>. 112 na rua Direita tuna preta crinla ,
que representa mais de 26 anuos, pouco alta secca, cor
preta falla de denles na frente ; levou saia e abales
de chita rouxa e o chales com palmas brancas e nina
pequea trouxa ; consta ter tomado o eamiiiho de Olin-
da e suppdc-se que ir para o Rrejo-de-Arcia. Roga-
se as autoridades e capites de campo a apprehenso da
dita escrava c que a Icvem a dita casa.
Desapparecco, no dia 24 do corrente o preto, de
nome Paulo de nacao Congo baixo secco to corpo ;
levou calcas de riscado camisa de chita chapeo de
palha ; representa 30 anuos; tem a falla rmbaracada.
Este preto velo do Kio-do-Peixe e foi comprado a
Diogo Jos da Costa. Quem o pegar, leve no Recife es-
quina da Lingoiita que ser re ompensado.
i'ugio. no d-a 26 do corrente, um mulato claro, de
19 annos de idade, altura regular, sem barba alguma,
cheio do corpo, com urna cicatriz de urna ferida em u-
ma das costas das nios, com uin pequeo geita no pe,
quando anda, c de bonita figura, levando vestido una
camisa de manga curta, de algodo trancado, e ceroula
de algodao branco;cujo escravo velo, ha poticos dias, do
sortao do Rio-do-Peixe da villa do Araci: foi escravo de
Francisco Xavier das Chagas, e chama-se Leandro :
quem delle sotiber, podo pega-lo e traxe-lo a seu se-
nhor na padaria do Aterro-da-Hoa-Vista, n. 66, Ma-
noel Ferreirado Souto e Silva, que generosamente gra-
lilicar.
>a rua de
rna do ira piche n. 17.
. a n a
-
Venilf-se nova nl|aca,
a i 280 rs. panno "
lino
superior,
de cores
fixas, o 5odt>r8. ; cnsiiniras de l3a_*
S pora, iSoor. ; ditas com poj-
t ca misltira, a 1000 rs ; cortes de
cassj fina com 9 varas, a 3ooo
rs ; assim coir.o as mais lazendas
r j; annunciad.18 e outras militas
l thegodos de novo.
VentJe-se estopa
e saceos de di -
pollo, armazem
n. 18.
vende-se potassa da Russia nova da fabrica nacional
do i; in-ile-1 un ii o. Esta potassa be milito forte e su-
pior a estrangeira que tem viudo e j tem sido ex-
perimentada por diversos Srs. de engenho que assim
o afliruio. Cal virgem de Lisboa a prefo milito baixo.
= Vendeiu-se borzeguins gaspeados a 3/000 rs. ;
sapa loes de bezerro a 2/000 rs. ; sapatos de tluraque
de Lisboa a 1/000 rs. ; chiquitos para meninos, a 240
rs. : na praea da Independencia ns. 13 c 15, loja do
Arantes.
Vende-sosal do Ass multo superior a bordo
da sumaca Flor-do-Angelim- a tratar na rua da Cruz; ven-
da n. 26, de Luiz Jos de S Araujo ; assim como dous
escravos pardos, de bonitas figuras e uina preta.
Vendem-se moendas de ferro para engenhos de as-
sucar, para vapor, agoa e bostas, de diversos tamanhos,
por piejo commodo ; e igualmente taixas de ferro cnado
e batido, de todos os tamanhos : na jirafa dp Corpo-San-
to, n. II, em casa de Me. Calmont & Companhia, ou na
rua de Apollo, armazem, n. G.
BOM TOM.
Vendem-se ricas fivelas para cintura; fitas de chama-
lote e linas de todas as qualidadrs ; ludo masito barato :
na praca da Independencia, n. 39.
Vendem-se excedentes terrenos pela sua local ida do,
j aterrados epromptos, para se edificar, tendo alicorees
na frente,e fundos para sobrados; teem de 120 a 220 pal-
mos de fundo, cora os palmos de frente, que os prcten-
denu qiiizerem, at 310 ; na,rua da Concordia, Junto a
travessa, pelo Sol, do fallecido Manoel Francisco Montci-
ro,e pelo Norte, com a travessa dos Martyrios. No inesmo
terreno se acha para vender una poreo de cantada, con-
toiido7saccada cO portadas do paiz. No inesmo lugar
anda ha alguns terrenos de 30 palmos de frcnle c 150 de
fundo, parte seceos o parte alagados: tanto uns, comoou-
ti os vendem-se por proco mui coniniodo, adinheiroou
a praro. Na rua larga do Hozarlo, padaria n. 18, se a-
chara com quem tratar.
-- No armazem do Bragnez, ao p do arco da Concei-
cio, vendem-se canastras com batotas do Porto, a 2/240
rs. a arroba, c cebollas em molWl e resteas, ao cento,
e porprefo commodo.
Vende-se um preto, de 24 annos, de nacao de
bonita figura sem vicies nem molestias ; vende-sc por
urna grande precisan : na rua da Concordia passsndo
a poiitezinha a direita segunda casa terrea.
Vendem-se barricas com farelo chegadas prxi-
mamente do Trieste, no armazem de Antonio Annes, no
largo da Alfandega, ti. 5.
Vendem se 2 caneas a dinheiro, ou a troco de te-
Ihas, e lijlos urna deltas carrega 1200 lijlos de alve-
naria e a ontia 900, rm bom estado, c acabadas
de fabricar do novo : no fin do Becco-Largo no Rc-
efr tanque d'agoa.
V eude-sc uina cadeira de arruar, forrada de teda!
PSTT0RESC0S.
IIECIHIWMO
BJ
Cao que ladra au mjide.
Oetiigmntista respontle replica do Sr.
% do Diario-novo de 23 do orrente ,
com o scgtiinte verso :
.......o juizo quero ,
De quem comjuiso, e sem paiv&o me lea.
FEnftEIIU.
PKHH. t NA TTP. DEM. F. DE I AMA.186.
U '


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