Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09450


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Full Text
mo de 1846.
Teripa-feira 27
_ nM//Opul'lio-se lodos os di.s que nao
0 j.oiiarda: PnS d" sgntmn lie de
ror"" "",. quriel, papos adJantad*. Os
" ^.'. los ass8"ntcs 3o inseridos a razio
!"?"*? Iin,'a-40 ri', en'p mrV
dc ^fiieti'es pela metade. Os que nao fo-
le,e J.niM n*Ko O tis por hufia, "O
emassi^nWPjK"0
PHASES DA LA NO MEZ DE OUTUBRO.
\m
cheia
les
7 llora e 4C minutos da tarde.
lingoanle i
C2 I horae 47 niin. da man.
,2mi hora e24 mia. da manli.
PARTIDA DOS COBRF.IOS.
Goianna e Paraliyl.a Segundas e Sextas feiras,
Kio Grande do Norte, cliega >ns Quartas feiras
ao meio dia parle tus inesmas horas as
Quintas feiras.
Cali, Serinhacm, Rio l'orinoso, Porlo Calvoe
Macev. no l., 11 e 21 de cada mez.
Garanliuns Itouito a 10 e 21.
Iloa-Vista e Floics a lli 2.
Victoria as Quintas feiras .
Oliuda todos os dias.
PREAM\R DE HOJB.
Primeira a 1(1 h. 54 minutos da manhaa.
Secunda a 11 h. 18 minutos da Urde.
le Outubro.
Anuo XXTI N. 440.
DAS DA SEMANA.
26 Sea. S. Evaristo. Aud. du J. dos orpl>. e do
J.doC. da i. V., doi.M da 2 T.
27 Terra. S. Elesbo Aud. do J. do civ. da I.
f v. e'do J. He |>ai do 2. disl de t.
}s Quarta >J. Ss Simo e Judas Tlia/Meo, ap-
21> Quinta S Feliciano. Aud. do J. deorphSos,
do I municipal da I. vara.
30 Sexta. S Srrapwo. Aud. do J. do civ. da
I. v. edo J. dr pazdo I. dist. de I.
31 Sabbado. S Quinlino. Aud. do J. do civ.
da I. v., e do J de pal do I. dist. e J. de r
l Domingo. Festa de todos os Santos.
CAMBIOS NO DIA 2 DE OUTUBRO-
Cambio shLodr J d. p lf60d.
a l'niis J55 ris por franco.
. Lisboa 100 "/, de premio.
Desc. de letras deboas firmas I '/, p. Ve"0"1'1-
OumOncas despalilllas JOJOOO I0
. .Wodasdf 8J100 vel. 16*200 a
a de 0*400 nov. |U|400 a
de 4000... 8/100
Prnla Patacoes..----------- l80 a
Pesos columnares lf0 a
Di** Mexicanos. l#B20 a
, Miuda.......... 'I" -
||460
i6f'>oo
9I0
J/Ool)
2*000
10940
l7S0
Accoesda Comp. do eberibe de 60*000 ao par.
DIARIO DE PEEMAMBUCO
PERNAMBliCO.___
A^SEMBLK'A PROVINCIAL.
HKC.TIFICAcAo.
Oprimeiro aparte do Sr. Villela lavares ao discurso
doSr. Nello, acerca do subsidio, e hontem publicado,
fol assYm proferido : Ellacensuro nao nos cabe; poder
caber am nmiot adrenarioi.
SESSAO M 24 DE OUTUBRO DE 18-46.
L PIESlUENCu DO SB. SOHZ MUIR*.
('..ntiiiii.-ii.-Mo do numero antecedente).
onllFM DO DU.
Cnnlinuaco da segunda disemino do projecto n. 21. (Vide
Diario n. 230, srsso de 23 do torrente.)
Nao havendo quein o impugne, be elle approvado ein
segunda discussao para passar terceira,
Primeira discussao rio projecto n. 28 (Vide Diario n.
238. sesso de 22 docorrente.)
OSr. Simes Machado demonstra os inconvenientes, que
ao coinmerclo e communlcajo entre esta eidade e a le
Goianna provm da obstruejao do rio deste noine ; faz
ver as dimeuldades, Pin que a falta de urna ponte so-
bre o rio.lapoinin colloca os habitantes da povoajo de
llainarar, que seacho subjellos jurisdiejo das au-
toridades da segundadas mencionada*; cidades.e teem de
\ir peranle as niesmas autoridades allegar o scu direito;
r.depoll de algumas rrflcxdes mals tendentes a justificar
a ulilidade do projecto em discussao, conclu- manifes-
tando a esperanca, ein que est, dc que a casa o appro-
var.e por consguinte votar as soinmas, que elle pede,
e .pie sao necessarias para remover os inconvenientes e
il.ll'n iildades, em que tein fallado.
O Sr. Figueiredo : Sr. presidente, eu nao me inhibi-
r de votar pelo projecto, que se acba em discussao ;
mas creio, que elle he muito importante, e que o nobre
drputado nos deve dar mais algumas explicado,
Trata-se nao menos no projecto, dn que da factura de
urna ponte no rio Japotnlm, e da abertura e excavajo
do rio Goianna: nao teulio ideias exactas da capacidade
do rio, nem da importancia da ponte, e muito menos
das ilifHculdades da excavacao : sao, pois, obras, que se
nao deveui votar, sem que se aprsenle um plano bem
; n- ubi. com o competente orjanicnto, alhn de nao dei-
xar-mo-lss sulijeitas .i um arbitrio to vago : inesmo nao
sabemos, Senhores, se actualmente temos engenbeiros
siilt'irlentes para desempenhar uina obra desta ordeui :
trata-se de urna especie dc eanalisaio ; nao sei, se
possuiuios engenheiros, que della toiiicm coma ; pois
ipie o liabilissiinn engenheiro ein ebefe encarregado das
obras da provincia tein de despedir-se.
O Sr. Pedro CnwuYanti : -- J esli despedido...
0 Orador : ... a uo me consta, que se leulia enga-
rito outro, que o substitua, e ein que nos devainnscon-
..ir. Nao se pode delxar de lar em vista estas conside-
rsedesj (apoinrfo) frca he, pois, que se aprsente na
i asa um plano e orcamento da obra, que sem duvida he
importante, e necessarlo.
J naveguei pelo rio de Goianna at o porto da eidade.
observe!, que o rio eslava obstruido; e, como son par-
tidista decidido dos inelhorainentos malcriaes, dc ca-
nilisacao e de estradas, etc., rpjc sao bens mili reaes,
npniados) desejo votar pelo projecto; mas quizera, que
.o se tratasse desta obra, com lauta precipitacao, com
arbitrio t8o grande, antes de termos 01 dados necessa-
i ios para pdennos avaliar a sua Importancia.
Senio-ine, pon, para esperar melborcs inforinacors.
() .Sr. Nunes Macha/lo : Sr. presidente, cu nao sei, se
o nobre depulado, que acaba de sentar-se, impugna o
projecto, esc tein rasoes para isso, agora na primeira
ducuasio ; pelo queouvi di/.er ao n.ilire depulailo, pare-
ec-ine, (|uesuas reflexSe ero inais cabidas em segun-
da discusso; porque, Senhores, a primeira discussao
(icio, que nao pode ser srnao em lliese, e, nesle caso,
nlnguem dir, que nao seja de ulilidade a abertura do
nico rio, (| ue lem a inpoitantissiina eidade de Goianna.
por onde oa lavradores conduiciu sens gneros, e todos
os li.ii.ii,mies se coiiiiiiunicfio com esta praca ; o contra-
io seria descouhecer a influencia, que os nieios dc coin-
i'ilinicacao teem subre'a rlqaea, a felicidade c engrade-
ciiurnto dopa7.,inii.r/im' nu interior, onde ludo be anda
atrasado : por conseglltpte, nao pudendo a primeira dis-
cussao sahir dos precisos termos da ulilidade de um pro-
jeclo, me parece, que o nobre drputado nao eslava mul-
to em regra, quando procurou descer aos detalhes. O
"obre depulado julga nao dever volar pelo projecto, por-
|uc Ihe falho iiiformaces ; considera a obra como gi-
g.inlesra, e por isso emende, que nao podemos autorisar
c factura da obra sem certos conbecinientos e exames
precisos.
Senhores, cu nao'posso concordar com o nobre depu-
lado, porquanto eslou, que o presidente da provincia
"o executar este projecto. srnao principiando por a-
<|uillo, que exige o nobre depulado, islo be, pelo exame
eorranieniiidaobra : nao so deposito iileira e absoluta
eoiinanca no patriotismo e bons desejos do actual ad-
'"ini'.lrador da provincia, mas faco o mellior couceilo
dos seus conhecimenlos, boa raso e bom scuso, para
naosuppr, que mande fazer essa obra sem conhecer
I".....Iro a sua exlensao e por isso lenho por muilodes-
ecessaria a exigencia, que faz o nobre drputado, visto
nao lie para as cifras, que devenios olhar, quando se tra-
ta de una medida de leennliecida vaiitagem para a pro-
vincia : ru emendo, que para nos deve ser iiidifteiriiic
0 orcaniriitu ; o que cumpic saber be, se a obra he til,
"'eeataria iasUipBBMvel.
sr presidente, como J disse Jjor oulra ves, a eidade
le pontes para fura, he um territorio requissinio, iutei-
ramente agrcola, bordado por mala de 80 engenho, e
cada um driles de grande forca, enlretanjo que a eidade
'Goianna dista desla capital 15 legoas : e ser possi-
yrli Sr. presidente, ubjeltar os habitantes de Goianna a
uzeremeoiiduair seus gneros por um meio cusloso e
liisncndiosissiino, lato he, s costas deanlmaes, quando
linios um rio, por onde se fez seuiprc esta conduefo f
ao por cerlo.
Sr presidente, o nobre depulado, quando all foi, le-
> <'occasISo de ver, queo rio conservava sumclSsIle agoa
' lundoaie dentro da eidade, aonde os gneros erao em-
areadosen, barcos, que condutiSo 80 dOOcalxas : eu
conheci.Sr. psesidente, na miuhq Ierra (porque, devo
ronleisa-lu, a eidade de Goianna he o lugar dc ineu as-
1 miento) inuitos barcos desla capacidade ; inaahoje, por
'imitas causas e circuinsUncUs, nao so oaturaes, como
humanas, isto be, pela negligencia c falta de polica,
0 nicsiiiorioacha-se tao obstruido,que apenas podempas-
sar por elle essas canoas chamadas da ilha de Ilamara-
c ; succedendo, que, alt'iu do caminho, que os senhores
de cngenbo leem de percorrer, de suas propriedades pa-
ra a eidade, sao obrigados a faier, de mais a mais, um
circuito de tres legoas para o lugar do embarque ; da-
qui bem ve o nobre depulado, que o Iransloruo he
liorrvel e extraordinario ; c sendo a drspeta, que lia de
oceasonaro projecto, da rdem d'aqucllas, que a scien-
cia chama productivas, nao ha raso para iccusai ino-
nos a ella. A provincia lem de gastar, e gastar muito, he
venlade, mas lem de lucrar muito com o augmento do
ciniiiiiiTcid. resultante dos mellioramenlus do transito e
das retardes : e nao estando a economa em nao gastar,
mas si ni em saber gastar : emendo, por isso, que o pro-
jecto deve passar. Apoiados)
VSr. Joaquim Villela : E as vejes, nao gastando-se,
perde-se mais.
O Orador: Logo o incu projecto nao he anli-eco-
nomico.. ..
O Sr. Figueiredo: Nao Ib'o contesto....
O Orador: Se nao contesta, para que se oppdc a
elle?
Quanlo a engenbeiros.... Sr. presidente, o meu pro-
jecto servio de campo de batalha para o nobre deputado
tratar a terreiro a quaatio le rngeuhelros....
O Sr. Figueiredo: O nobie deputado est com os o-
Ihosamarcllos; jvtudo amarello.
U Orador: Aonde est a rasSo desla amarellidao'
Appello para a lembranfa da cmara, que bem ouvlo
entrar o nobre depulado nesla qnestao, Hiendo at,
que seria jmpossivel fazer essa obra, por falta de enge-
nbeiros ...
O Sr Figueiredo: Nao disse, nao Br.
O Orador : Pois nao disse, que o nico engenhero,
que havia na provincia, eslava para ser despedido, ou ja
o tinha sido ?
O Sr. Villela tarares: Pode encarregar-sc desta obra
Mr. Mllet, que andava cortando capim-assu na estrada
do ('abo.
O Orador: Eu crelo, que o nobre deputado tein
bastante consciencia para nao negar o que disse...
O Sr. Pedro Cavaleanti: Se elle nao disse, digo eu,
que o nico engenheiro, que tein a provincia, foi despe-
dido.
O Orador: Sr. presidente, se ha, ou nao, rngenhei-
ros, para mim he indilTerente, porque eu espero, que o
executor desta lei, se porventura ella bouver de passar,
ha de procurar os meios proprios para Ihodar execucao;
c porlanto he-me indill'erente saber, se ha ou nao enge-
nbeiros na provincia....
0 .Sr. Figueiredo: Quer os lina sem os meiosr
O Orador -- Os nieios esli no projecto: se forem
precisos engenlieiros, o presidente os engajar por isso
nada tenho com islo; muito mais, quando vejo urna re-
panico de obras publicas montada; c assim nada por
ahi poder eslorvar a execucao da obra.
Sr. presidente, nao se traa de abrir um canal, j exi.-
te o rio, mas obstruido alguma cousa, e apenas se ne-
cessita de excava-io ; o que nao he obra dc grande
sciencia....
O Sr. Figueiredo : -- Tambem o porlo existe, logo nao
he preciso maja nada.
O Orador : A obra he muito fcil enisi ; nao Ivr mu
canal, jue se vai abrir de jiovo ; nao se precisa mais lo
que lirar as areias, que esto depositadas no leito lo rio,
e corlar alguns paos, que feclio o rio por cima, e em-
pedem a navegacao : por coinequeucia, nao llovido dar
ao presidente esla autorisafo ; porque confio nelle, re-
uonheco, queteni os melborcs desejos de bem servir ci-
ta provincia, concorrer enrgicamente e com todas as
suas forjas para a sua prosperidade. De mais, Senho-
res, quando se traa de iiielhoiamentos materiaes, eu
nao olho para despezas ; a provincia tein iniiila forja,
miiilos elementos de prosprndade, milita riqueza, faja-
mos por dcsenvolv-la ; e nao eslejani'is todos os dias
aqu a presentar essas ideias inesqulnbas le falla de di-
ubeiro; nao he tal falta, temos umita riqueza ..
O Sr. Pedro Cavaleanti: Mas os empregados esto
por pagar, ha inultos mezes.
Orador: Nao sei a causa disso....
O Sr. Villela lavares : Talvez seja por causa dos
inuito, engenheiros, que liavio.
O Orador: Nao sei qual o motivo ; mas talvez que a
mancha, porque foi administrada a provincia algum
lempo, e a profusao e iinpunidade, com que se esban-
r.-io os dinheiros pblicos, concurra para o eslado ac-
tual; porm eu nao olho para irs, e airinu ao nobre
deputado, que s quero e peco cmara a votajo do
meu proiecto ; quero concorrer com os uiinbas forjas
para a lelicidade da niiiiba provincia, e da Ierra, aonde
vi pela primeira vez a luido dia; nao me imporlao os
erros de niiigucm, oque me importa he, que a minlia
provincia marche para diante, chegue quelle grao de
esplendor e lelicidade, a que tcni direilo, e para que
ten recursos immensos; eu nao farei retrospeclos; lie
mellior deixarmos o |uc se tein passado, porque, so for-
illos a conlas, nao sei a favor de quein ser o saldo...
O Sr. Figueiredo : Quer parllcularisar?
Um Sr. Depulado: Emndenlos a mo.
O Orador: Apoiado, emende-se a mo, alim de que
os dinheiros da provincia nao sejao gastos com una pro-
fusao desatinada....
O Sr. Pedio Cavaleanti: ~ Nao concedo, que o ten l a o
sido ; disse, que, se houve erro, se emende a mao.
O Orador : Eu nao liz seno breves reflexors ; nao
irci salante, porque nao quero reslrospectos; quero Ir
avante, para tras nada; fallo com ocorajo as inos,
nada de recuar, para adame, para o melhor, para o p-
timo, se isso he possivcl; ne o que muito drsejo, por-
que lia um ditado anligo :agoas passadas ano moem moi-
nno; eesse paisado apenas pode servir de algum desper-
tador, para nao cahir nos meamos baixios, em que al-
gueiii naufragou. .
Voltando questao, digo, que a exigencia do nobre
drputado lie intempestiva e desnecessaria ; que o pro-
jecto he de grande ulilidade, e que por isso voto por
elle.
O Sr Figuiiretlo: Senhor presidente, o nobre de-
pulado, em lugar de me dar as explicajries, que eu lan-
o deseiava. e julgo precisas, ladeou inteiraiiicnlc
Ku nao considero o nobre deputado habilitado para
dar explicajdes em materias de engenharia, como o a-
cho para me dar lijes em materias jurdicas ; porque
sao da sua profissao..... Creio, oue o nobre depulado,
duendo,que nao havia necesidade destes esclareclmen-
tos para conhecermos a importancia da obra, naoargu-
mriilou ein regra: oque se tem passado na casa de-
monstra a uecessidade destes esclarecmeolos, porquan-
to, quando se tratou, jia poucos das, da ponte pensil
ii ""a**^
dos Afogados, e a cujo projecto eu foi inle'u menle favo-
ravel edei todo o apoin, se disse, c inui ahincadamente,
ue o contrato da companhia e seus planos devio licar
..cpcndcnles da approvajao da ass'inbl''.i. e observando
eu, majan da eonipanliia, respondeo-se-nie,que era mili pe-
rigoso conceder-se arbitrio na execujo de obras taes ;
que milito convlnha, que a assemblca fosse previamen-
te informada da obra, sua importancia eplano : ora, pa-
rece-me, que agora estamos as uiesmissimas circuins-
lancias.....
OSr. Nunes Machado : Ha diilerenja.
O Orador: Senhores, disse o nobre depulado, |ue a
abertura do rio he obra Insignificante; que basla tira-
rem as areias e nina pouca de lama, para que o rio fique
navegavel; mas isto he mili pouco: nao he bstanle des-
obstruir o rio, he ainda'necessario conhecer as causas
dessas obslrnrjes, para preveni-las e reinovc-las dS lo-
do, aflu de que para o futuro nao appareja a calamida-
de, que se quer remediar : nao-he. porlanto, o negocio
tao plano comosuppiV o nobre depulado; c tanto o nao
lie, ao menos para mim, que pejo esclarecinicnios.
E nem, como disse oiiobie depulado, pretend com a
minli.i exigencia traier para a casa una questao pessoal
de engenheiros, que acho mili pquenlns; o que disse
foi, que, julg.indo a obra dc alguma importancia, devia
ser ella dirigida por engenheiros habis, e que seria
mi bom sabermos, se os terianms, nao so para a obra
da excavajo do rio Goianna, como para oulras militas,
que o patriotismo provincial tem posto em execujo......
O Sr. funes Machado : -- Isso be olijeclo de cxecn o
O Orador : Objecto de cx.cujao tanibein era o con-
trato para a ponte pensil.....
Votes: Ha milita diilerenja.
0 Orador : Nao vejo oulra dillcrenca, seno, que al-
l traiava-se da ponte pensil dos Afogados, a|ui do ro
de Goianna; nao sei, que baja outra. Torno a repetir,
eu nao trouxc para a casa a queslo dos engenheiros,
apezar dc que nao fugirei della ; mas agora, digo s-
iiienlc, que, nao apparecendo as explicajoes, que ped,
emendo, que a assemlilca deve aeliar-se embancada em
decretar una dcspea desla ordem, mormente, [endeudo
ella a absorver quotas destinadas outros niisleres: pa-
rece-me isso limito arbitrio
Mas, em fin, lisseo nobre depulado, que o Kxin, pre-
sidente, animado do scu espirito patritico e de bem fa-
ier provincia, sem duvida, quando tralasse desta obra,
lerlade pedir o plano, o orcamento, 8tc. ; mas nao esta-
vamosno inesmo caso, quindo se tratou da ponte pen-
sil? O nobre deputado nao concede na presidencia o
inesmo interesse por aquella obra do que por esla?
K como... .
IV.rc; ah trata-se das condifdes da obra.
(Houvcrao alguns apartes e sussurro, que nos prva-
ro de acouipanbar o orador)
O Orador: Admiro, porm, que o nobre deputado,
quehoje senioslra tao volado '.ses niclhoramentos
malcriaes, no que muito o louvo, c no que o acoinpanlia-
rei m mprc, tratasse de alguma sortc de censurar aquillo,
que ein muras administracOes se fes ein beneficio mate-
rial da provincia, e no que ella mullo adlantou.....
O Sr. Nunes Machado : -- Nao fallei nisso.
O Orador : Enlo nao direi nada mais, se o nobre
drputado me afflrma, que nao fallou nisso.
Mas disseo nobre deputado, que nao devereinos olhar
para cifras, quando se Halar dos iiiclhoramcnlos ma-
leii.ies, de boje ni diante ; milito bem : e entao, SCO
nobre di pillado se aba possuido de sentimentos to
nobles, loo patriticos, para que falla ein desperdi
cios, para que falla as cifras atrasadas, para que olha
para tras.' Nao sei como combinar islo com 0 novo pen-
smenlo do nobre depulado, <|uc nao quer retrospec-
tos....
( Sr. Nunes Machado : Nao quero por cerlo.
O Orador :-- Mein, e cu son inleiramenle da opiniao
do nobre deputado ; entello, que se nao deve apicseu-
ior retrospeclos i porm pennltta-iue, que Un- diga/
que. os KUS bons desejos oini'eio a ser coulrariados
nesla casa, onde presenciamos um restrospecto bem
desagradavel e extemporneo: anda honte.....os Ti-
mos fazer-sc carga urna assembla inleira, por haver
no meio della apparecldo una voz, que, justa ou in-
juslamciite, censurara os desvos de alguns religiosos,
e d'abi se tirn argumentos para niui acrimoniosamen-
te se estiginatisar una oOrporacSo inleira, loda as-
sen.tiii .i passada.
Queu ja vio. Senhores, que o facto de um individuo,
que no ardor do scu zelo, bem ou mal entendido, rompe
ein i ensillas justas ou injustas, possa servir de tlicnia
paia coiiclui'-se contra una corporajo inleira? Nao
vio o nobre deputado arguir-se de Irreligiosa tuca
assembla inleira, porque un dos si'us menibros se
pronunciou contra alguns religiosos, nao sei se com
raso, ou sem ella ? Nao ser isso cabir-sc no inesmo
vicio, que se censara 1 Porque teem havido nesla casa
opinioes, de que o hispo nao deve ser ouvido, nem ler
Interferencia alguma na divisan de frrguezias, dever
algiiem concluir drslcs factos, que esla assembla he
falla de n ligio .' Nao, cerlaiueiitc. Hei dc porventura
dzer, que esla assembla lie schismalia, iiorque ha
nells quen] se pronuncie com lana dcvojo a favor dos
fradrs, e negu ao prelado o direilo divino de intervir
na diviso do seu reuanho ? Nao ; tal cousa nao ayan-
carei, c nem me passar pelo peiisamenlo, com o favor
dc Dos....
O nobre deputado nao quer retrospeclos ; tem umita
rasao, porque, Sr. presidente, na vrrdadr, lodos nos
trinos nossas inazellas ; (apuiado) todos nos devciiainos
ir ineinnlli.il -nos lias agoas do Lclhes ; todos nos te-
mos nossas culpas....
Um Sr. Depulado : Como fillios do pencado, pode
r.
O Sr. Jrrelo : E como lilbos da assembla.
0 Orador Nao se ollic para cifras, quando se tratar
de nuIboiainenios in.itei-iai's. d'.iqiii para diante; mas
nao se olhe tambem para ellas, quando se tratar do
passado.
Sr. presidente, eu tenho toda a disposijo de volar
pelo projecto.
Le-se na mesa, e he apoiado o seguinte requeri:nento:
a llequeiro, que o projecto cm discussao seja remet-
lido ao presidente da provincia, para mandar organisar
o plano e orjamenlo da obra, e proceder s deinaia di-
ligencias necessarias, alim de que possa a assembla de-
liberar a respeito. Figueiredo.
O Sr. Pedro Cavaleanti combate com diversas rasoes o
projecto ni discussao.
OSr. Mendonia nota, que na primeira discussao deste
projecto. que deve nicamente versar sobre a ulilidade
delle, se tcnlia fallado sobre oulra materia, que nao essa
uicsina ulilidade; declara, que nao lomar parte na
questao dos eugenbeiros e outras semelhantes, por seren
odiosas, cen nada aprovetareni ao objecto, deque se
lala ; chama a altenjao da casa para o melhorameuto,
que o mencionado projecto deve trazer s vas de 00-
munlcaco entre esta eidade c a de Goianna, e entre a co-
marca deste noine e as oulras, que lhe sao circumvlxi-
nhas; faz diversas outras cousidcrajijes, e conclue-pro-
nunciaudo-sc pelo niesnio projecto, e prometiendo con-
correr com o seu vol para a sua approvajao.
O Sr. Villela lavares : Sr. presidente, se se tratasse
dc discutir em detalhe a materia.que faz objecto do pro-
jecto em queslo, cu por cerlo nao me animara a fallar;
poique confesso V. Exc. e casa, que nao enteudo
nada de engenharia, nem sel fazei orjamenlos de obras.
Para isto sao precisos conlieeinientos, gue eu por sem
duvida nao lenho. Mas, como a queslo versa apenas
sobre a ulilidade ou uecessidade do projecto, julgo,
lueestou habilitado para dar tambem o meu voto, e
noliva-lo.
Os nobles depulados, que leem impugnado o projecto,
se soceorreni dr tres rasoes : falla de orjamenlo, para
que sevoteesla obra; falta de um engenheiro hbil, ,
a quein se confie o plano e execujo della : falta de
m. ios pecuniarios.....: creio, que estas fe rao as rasdes,
que apparecro na casa. ,.lpoiarfo)
I'ido que respeila primeira, diri'i. que nao se tem
apresentado um S projecto desta ordem aqui, para o
qual se linli i eligido priineiramenti' o orjamrnto e
plano da obra, ao menos nao me record disso; (a-
poiados) e, se o nao fizeinos at agora, para que firmar
este precedrnlr, esta regra ? O projeclo trata de auto-
rsar o governo a mandar construir una ponte, e fazer
a excavajo de um rio : ora, votando-se a materia, nao
est claro, que tica o governo aulorisado a mandar fa-
zer previamente o orjamenlo e plano de obra? Eu
creio, me slin; para que, pois, trazer-sc este embarajo
para a discussao ? Se o presidente me nao merecesse
confianca, ou por ralnha parir, nao lhe darla o voto
ueste caso ; mas, como me merece toda, como descan-
so ein seu zelo e illustrajo, como emendo, que o pre-
sidente ha le mandar proceder a todas essas inferma-
cors, que quer o nobre deputado, ao orjamenlo, risco
e plano da obra, voto pelo projecto, persuadido, que
lenho destruido a primeira raso da iinpugnaco, que
se llie faz.
Vamos segunda raso, isto he falta de engenhei-
ros.
tls nobres depulados dizem, alte nao querem entrar
nesta queslo. mas que uo fugirfi della, c um delles
at disse, que o nico engenheiro hbil, que havia, foi
despedido pelo governo. Eu nao quero tratar desta
materia...entendo inesmo,que ella noveio para a ques-
lo sena forjadamente.... 'apoiados) mas, como o no-
bre depulado disse, que nao fugia della, c aproveitou
aoccasi.i talve/, para fazer nina censura, bem que in-
directamente, presidencial que despedio esse enge-
nheiro, que o nobre depulado julga muito hbil, o
que nunca eonleslri, eu tambem aproveilarei o ensc-
ju para defender o presidente da provincia. {Apoi-
ados)
Senhores, nao contesto a liabilidade do Sr. Vauthier,
mas forja he eonfessar, que muilos engenheiros, que
liavio na provincia engajados e que coman una
grande parle de suas rendas, nao tlnhn liabilidade al-
guma, e eslavo oecupados em obras, que qualquer
pessoa, sem conheclmento algum da engenharia, poda
ntzi i, e de laclo as lem frito .'
O presidente enundeo, que, assim gastos os dinhei-
ros pblicos, uo havia a menor conveniencia e ulili-
dade. e enlo, aulorisado por una le provincial a re-
formar a reparlijo das obras publicas, dando-lhe ou-
tra forma, assim o fe/., c pela maneira, que lhe parecen
Conveniente. Mas, prrguntarri ao nobre deputado:
i,n es sao estas obras dc grande importancia, e que fo-
i.io fritas no lempo desses engenheiros hibi/issimos *_
a excepeo do Ibeatro publico, que, ein verdade, est
bem feito, se bem que alguns entendedores dizem, que
um pouco desproporcionado, quaes sao as outras, que
t'.i/eni honra aos engenheiros dcinltlldos, e queasdlrl-
giro ?
O Sr. Pedro Cdralcanli: Nem a ponte do Caxang .'
OOrador : Anda nao houve ebeia, depois d'ella he,
que cu <|Ucto apreciar sua beinfeitoria, alm de que,
cnibalauja muito. {Hitadas)
0 Sr. Figueiredo : Nem o plano das estradas ?
O Orador : Pelo amor dc Dos, nao me falle nessas
estradas, que, dizem todos, esto minio mal feitas. Ku
o,i.i entendo deslas obras, m m mesino tenho corrido
t.ies estradas to afamadas; mas algueui ha, que julga,
que o plano dcllas be mao, e ssevera, que a provin-
cia tem de despender com reparos, coucertos, etc., con-
los e contos de ris : agora inesmo sei, pin que me aca>
bao de informar, que a estrada de S.-I.ourenjo-da-Mat-
la precisa de completa reforma, e entretanto foi fcita
dcbaixo da direcjo desse engenheiro.
Senhores, eu tambem nao quero retrospeclos; fajamos
o bem, e nao nos importemos com quein fez os males....
masque nao sabe, que esses engenheiros.... ero um
soi vedouro dos dinheiros pblicos? Quein nao sabe, que
as nossas rendas sollrio, e sollrio muito com esses
gastos enormes, aiiloi isados pelas adininislrajdes pas-
sadas ? Nao vimos todos Mr. Mllet ganhando um orde-
nado immenso s para corlar os capini-assi'is da estra-
da do Cabo 1
OSr. Pedro Cavaleanti: Este foi despedido logo pelo
Sr. Itaioda Boa-Vista.
II Orudui: Mas ....depois de trr comido muito dinhei-
ro provincia....{Grandesusurro e directos apartes)
O Orador : Quando acabareui.... digo, que eu que-
ro continuar.... O nobre depulado, Sr. presidente, que
falln em penltimo lugar, o Sr. doutor Pedro Caval-
eanti, disse, que elle he amigo dos inillioiamentos de
seu paiz, masque nao votar para se fazer urna ebriaaa
aijui, oulra acola, csim para que se fajo as obras, de
que a provincia precisa, quando houver mu plano ge-
ral llcspciio milito os talentos do nobre deputado, re-
reconbejo nelle um meu amigo ineslre...
O Sr. Pedro Cavaleanti: Muilo abrigado.
OOrador : .... mas confesso V. Exc, que nao pu-
de comprehender o seu raciocinio, a forja de sua argu-
nii'niajao .' Pois enlo, o nobre deputado nao quer, que
se I nao obras em os lugares, que precisao deltas? En-
tlele, que ha mista um plano geral ? Nao he a ulili-
dade publica o complexo das utilidades rspeciaes, ese
sao uteis laes e taes obras, que trazrin utilidades Incaes,
a ieuiiio dc todas essas obras, de todas essas utilida-
des especiaes(dexem-me assim exprimir) nao forma a
ulilidade geral, a ulilidade publica? {Muitot apoiados)
He a estrada do Cabo de ulilidade publica para toda a
provincia, do sentido restricto e rigoroso, que quero
nobre deputado .' Ku creio, que nao; mas, entretanto,


J ...I.....
"V
nao votoii por clin ? Alcou aqu sua voz. contra ctia o-
bra, exigi un plano gcral ? (Muittu apartti) Nos nao
havcmo di- operar por eae plano paracnlao remed-
annos corlo malo, que nrgn ama medida : Cafamos
o que lio indiapcnsavei, :u o que nos parooo mal til, c
o rosto car para quitada poder ser.
Clama-te coma a reforma da rcpartic.io das obras
publicas; mas eu nao sel com quo fundamento. Per-
finito: ha alguma cousa, que deponlia contra M ne-
vos cmprcgadot n'o.ises sorvicos, que crio dirigidos por
engenheiroi ? Nan mr oonsii: ao contrario, son infor-
mado, que a obra do curso jurdico de Olinda. quo esta
sob a direecao detiin desses cuipregados, osla bem fei-
ta, e regularmente construida.
A tercelra rasan, Sr. presidente, que empece o pro
jecto.he n falta de dinheiro. Esta rasiio he velha e sdica,
mas quidinde"! Porque ha na aclualidadc falta de di-
nheiro, nao devenios apresentar projectos desta ordem,
devenios abandonar os nielhoramentos, de que o pata
necessita? Emendo, que nao : decretemos a obra, ella
se fu como for possivel : e de mals, j o nnbro autor
do pro|ec(o consignou a quautia de urna verba ilo or-
camento, que so nao gastn ; c iiifo he inelhor, que se
d este principio obra, lo que que absolutamente a
abandonemos ?
Paro aqu, o supponho ter justificado o nieu voto,
que he pelo projecto.
Jnlg.id.ia materia discutida, he o requerinicnto do Sr.
Ficueiredo rojeitado, e o projecto approvadu cm primei-
ii discussao para passar a segunda.
I'rimcira disenssao do projecto n,*29.
lio approvado srm discussiio.
Priiiieira discussiio do projecto n.' 30. (Vlde Mario n.
238, sessiio de 22 do correntc.)
OSr. Hijuciredn : Sr. presidente, eu desoja va, que
os nobres iiiembros da eoniinissao, que assigurao esto
parecer, me tirassem de urna diVuldadc, ein que me
encontr a respeito da materia delle; c vem a ser, que,
tendo, lia poucot dias, sido rejoitado pela casa um pa-
recer de commissao, que concedeo urna graificac.ao ao
professor do Rio-rormoso, com o fundamento de nao
iavcr le de ornamento, equota deterniinada, e tainbem
por se estar esperando pela reforma da iiislruecao pri-
maria, tic, entretanto, vejo agora, que se pretende
dar una ejratiricaco a outro professor, quando nrm
linios lei do orcamento, nem qunta, e nein a reforma,
que se espera ; pefo, portanto, explicacao a nobre com-
missao autora do projecto, o entilo nieresolvoroi a votar.
Depois de .-ligninas observaefles dos Srs. l.aurentino
e l'arreto, he a materia julgada disentida, e o projecto
approvadu fin priineira discussiio, para passar se-
gunda.
Segunda discussao do projecto n. 5 acerca da divisao
da freguezia dos Afogados.
Art. I.
He lida na mesa a seguinte emenda.
ii Artigo l. l)ividir-sc-ha afregueiia dos Afogados ein
duas fregueiias.
A fregueila novamente creada ser denominada fre-
guezia da Vanea ; e ser dvidida pela maueira se-
guinte:
Art. 2. Principiar da barra do riacho Pari, e dahi
seguir, emlinha recta, pela estrada municipal, ate as
agnasdo engenho Sao-Paulo, o dahi procurara' o Taqua-
ii, at encontrar os limites da freguezia do Jaboatio, e,
tornando a partir da barra do riacho Pari, pelo rio Cap-
baribe neiina, seguir os mesmos limites, quetoein di-
\Idido a freguriia dos Afogados da freguezia do Poco;
lieando restituidos nova freguezia os lugares, que llie
forfio tirados para a frrgiiozia do Poco, em virtudc da lei
ii. 38, de 6 de malo de 1837. Carvalho Mendonca.
Apoiada, entra rin discussao.
Julgada surncieiiteuieiite discutida, a materia dosto
artigo, he approvado o priniriro da emenda do Sr. Men-
donca, e lica projudicado o do projecto.
Entra oni discussao o artigo 2."
OSr. Joaquim filela : Sr. presidente, cu nao nio
oppoutio do manen a algnnia divisao da freguezia dos
Afogados, e disto j dri proras, pois que, votando pelo
projecto em primen a discussao, niostrri eWdcntcmonie,
que reconhecia a sua ulilidadc; mas, entretanto, sou
obligado a confossar casa, que nao posto volar pelo
projecto, tal qual so a< lia, nem lito pouco pela emenda
substitutiva, em todas as suas partos.
Sr. presidente, t n emendo, que as causas, que se
devo attender na divisao de uiun freguezia sao seni dil-
vjda tiradas da coinnindidado dos povos, qur ein rela-
co s suas necessidades espirituaes, quer medito ein
relaco a cortos interrsses pulitieos, que hojo esto cs-
senoialinrnte ligados com a divisao ccclcsiaslica porque
nao posso dcixardr considerara divisao de una fregue-
zia COIIIO um negocie misto, HU negocio, em quo ba in-
terrsses espiriluaes, que attender, o tambom teuiporars;
nas, encarando por esse lado o negocio, vejo, que a
divisao estabelecida no projecto nao atiende de malieira
alguma eoinunniidade publica, qur cm rrlaco aos
soccorros espirituaes, iin-r em rrlaciio aos inleresses
lomnorars ; como passo succinlaiiic:itc a mostrar.
Nao l*"jo, Sr. presidente, que liajiio oulras rasos para
a divisao da fregueiia dos Afogados, senao a longiludc,
em que esto seus limites da sede, isln he, do lugar on-
de sr aclia colloeada a matriz, a dillicuidadc dos caini-
nlios ein ii,.ni lempo, e a grande populaco : mas, en-
tretanto, eu vejo, que o projecto faz una divisao lal,
que nao deslroe os dous priineiros Inconveniente!, que
M qner cortar com a divisao. O projecto, Sr. presiden-
te, divide a freguezia dos Afogados pela can i bi a da Mag-
dalena, o essa camboa dista da matriz dos Afogados cen
bimi as, pniu ii ni os nii inclus, entretanto que dista da
Igreja da Vanea, que devo sera matriz da nova fregue-
zia, quasi'lcgoa e meia ; mas ser poi ventura comino-
do ao novo, que elle, em lugar de procurar os soccor-
ros espirituaes cen Iliaca.m> v buscar a legoa c mcia?
Ser conveniente, que se fac.a a divisao de maueira,
que urna porcio do poro Icnha de porcorrer malor dis-
taneia do que hoje percorre, para ir a sede da fregue-
zia? l)imimiir-se-ha desta torta a difticuldadc dos o.a-
iiiinlios, guando se obrigao a trantilar por ellet aquellcs
inetmos, que hoje uo neerstito disto, para verein o
pasto espiritual ?
Mat, se a divisao, que faz o projecto, aprsenla incon-
venientes, quauto aos interrsses espiriluaes, os apr-
senla tambein, quauto aos Interrsses temporaes ; por-
que i rolo, que he bem inconveniente, que a autoridade
policial de una freguezia s tenha jurisdieco at cem
Inacas de distancia da sede, entreunta que outra et-
lende a sua de legoa e meia ale este pouto; a aceto da po-
lica nao pode, por cello, sei tan pl inupla, como seria,
guardada urna justa proporco as distancias. J v,pois,
V Exc, que o projecto, na divisao, que eslabeleee, da
freguezia dot Afogados, nao altendeo s conveniencias
publicas que devera attender. (Aqui ha turro (a pro-
lungade, que no prra de arompanhar o Sr. epatado)
Quaulo enirnda, lainbem a nao posso approvar,
porque ella conserva quati a inesina dlvis.o do pro-
julo; a di'i lenca, que lz, be insigiiificaiilissiiua....
{Ha diversos apartes, contina o susurro.)
O Orador, depois de .ligninas rrQexdet, que so inter-
rumpidas por continuados apartes, concille, mandando
mesa seguidle emenda, que jutlifica, mostrando, que com
a divisao m lia eslabelecida licu todos os pontos, por
onde confuido at duas frrgueziat, equidistantes das
respectivas inalrizet, e coiiieguintemeute os paroda-
nos de una e outra com as mesillas commodidades.
ii A ludia divisoria Jas duas freguezias principiar,
inargeni do rio Caplbaribr, pelas extremas do sitio dos
Knforcados com o engenho Cordelro, e, atravrttando
a estrada nova, prolongar-se-ha, de Norte a Sul, pelo
eaminho, que divide o litio do Sacco das terrat deno-
minadas de Ambrosio Machado, eoBonil ePalmeira do
sitio do Forte, donde seguir pela estrada dot Torrrs.
que corta a campia de S.-Anlo, o pelas extremas do
sitioCaianna com o engenho Curado, continuando pe-
la s extremas do mesmo C urado com o engenho .-Pau-
lo, al a estrada do Taquari ; d'ahl ir pelas extremas
do engenho Jangadinba, fieando este na freguezia dot
Afogados, at encontrar os limites da freguezia de
S.-Aniaro-dc-Jaboalo.
o apoiada, na furnia do regiment, entra cmtUs-
custao.
Depois de brevlsslmas rellexSes, he mandado a mesa
pelo Sr. Nunes Machado capoiado o seguinte requeri-
menlo :
Requelrn, quo volte o projecto com as emendas
commissao de eslallslica, para que, consultandoa malor
cnniiuoddadc possivel dos povos, aprsenla um pro-
jeelo, i|iie inais a satisfagaS. R.
Nao havondo qiietu impugne este requerimento, he
elle su i.un tidn volacao e npprov.ido.
Tendo dado a hora,
(t Sr. Presidente d pira ordem do dia da sessiio se-
guinte : -- lei tur i de pareceres e projectos ; discussao
de pareceres adiados priineira discussao dos projectos
do ns. 23. 27 e 31 ; segunda dos de ns. 22, 24, 2i) e 26,
o tercelra dos de. ns. 16, 17, 10 e 20: c levanta asesso.
(Erao 2 horas da tarde.)
SESSO EM 26 DF. OUTHRO DE 1846.
I'lll sini.M.U DO SR. SODZ TPIXEISA.
SUM MARIO, expediente. Miraren doSr. y unes Macha-
do, censurando ojuii dot feiloi da [alenda, por te ter negado
ao campamento do parecer de commiita, que concedfra
urna moratoria an coronal toii Carine Teixeira. Approra-
cn do parecer da eammiiiilo de ordenados mbre a pretertfaO
do professor dclatim dafreguesia deS.-Jos. Appravaca,
em primeira discussao, do projecto, que aulorita o garerno
a mandar construir um assude na povoara da (iloria-dn-
Coit, e nutro em Pajau'-de-VIores. Primeira discussao
de projecto relativo I conclusa da obra dn thealro pu-
blico.
As onze horas da manha, o Sr. I. secretario faz a
chamada, e verifica acliarem-sc presentes 20 Srs. depu-
tados.
O Sr. Presidente declara aberla a sossao.
Or. 2. Secretario t a acta da sessaoantecedente, que
he appi ovada.
O Sr. 1. Secretario menciona o seguinte:
expediente.
I.'ih oflicio do secretario interino da provincia, parti-
cipando, que se exigirn da cmara municipal dacidade
da Victoria osesclarecimcnlos de que trata o oflicio do I.'
secretario da assembla, de 24 do correle. Inteirada.
Oulrodo iiiesmoSr participando, que se exped rao
as convenientes orden; acerca da moratoria concedida
ao arrematante da barcira da ponte de Motocolomb.
Inteirada.
[Connnuar-se-ha)
"leus gratuitos o capitaes nimigos, e devfo ser'ac-
cessoriados pelo mou vil denunciante, o dclapidailor
Jos l.uiz da Silva Guimarles, tndavia protesto nilo
declinar de sua jurisdicco a ineu respeito, por isso
que existem no paiz felizmente outros Ilustrados
tribunacs, compostos de integerrimos magistrados,
onde espera tem davida achar a reparac.lo las injus-
li(,as, que aquellcs juizes necessariamente me h.lo de
>zer. Por nilo me'terem viudo s miios as certidOes
os documentos, a que me refiro, apezar de os ter
pedido desde inciadosdeab.il ultimo.deixodc.boma
meu pezar, faze-los publicar agora mesmo, como se-
ria muitodedesejar; o que todava ainda espero fa-
zer, se porventura desta vez no encontrar a mesma
reluctancia da parte do respectivo escrivflo; e, em-
quanto isso se n!To realisa, rogo-Ibes, Srs.Redactores,
queirflo ter a bondade de fazer publicar a presente
e as citadas respostas, pelo que milito favor fario no
son constante leitor c assignante
Fernando Aflonso de Mello.
di uno u PEiivuiiirc).
Na assembla a nrdcpi do dia para asjssiio de hoje he
a cantlnuacio da de honlem.
Correspondencia,
Srs. (eductores. llavcndo sido publicada pela
mprensa a queixa, que contra mim assignou o r-
bula l.uiz da Silva (iiimares, tenho deixado, at
prsenle, de dar publicidadc s respostas, que
cm minba defesa apresentei peranle o Kxm.
presidente desta provincia c o juiz de direito da
comarcado Itio-I'ornioso, o Dr. Joaquim Ayres de
Almeidu Treitas; niio porque recciasse expr ao
imparcial juizo do respeiUvel publico a aprecia-
rlo das rasocs jtistilicalivas do meu |irocedimcnto,
fundadas cm valiosos e autbenticos documentos, a
que as referidas respostas sereferem; mas sime
t."o somonte, poique esperava cu, que o poder judi-
ciario proferase logo a sua decisiio, queauciosamen-
le aguardo, e que espero, vira restituir-me, para
com os que me mo conhecem, obom conceito, que
com tanto sacrificio da minba vida tenho procurado
merecer dos meiis concilladnos: sitn, porque confio
milito na Ilustrarlo, honradez e prohidade dos tri-
bunacs do nosso paiz, onde cortamente uo podem
ter acolhiincntn eonsidenigcs o inleresses nicsqui-
nhos, taes como os que presidirilo semelbante ac-
to, esperando ainda, como confiadamente espero,
que os nossos Ilustrados e mui dignos magistrados
possilo com mfo segura e (irme sustentar a ouro-lio
a halancn da justica, para darem estrictamente a ca-
da um o que Ihe pertence, visto que os pesos,porque
hilo de pesar, scrilo seguramente afilados pelo pa-
ili'u) da lei, e nilo marcados pelo livre arbitrio do
que pesa. Mas como qur que esla decisiio tenha
deixado de apparecer, nilo obstante estar este nego-
cio aflecto ao conheciment ejulgamcnto do mesmo
Sr. Dr. Ayres, ba quasi oito meses, e me pareca nao
ser conveniente demorar por inais tempo a minba
justificaeflo, e dcixar suspenso o juizo do pulilico,
que muilo aprecio, acerca da minba repuUoSo, re-
solvi-me, cedendo afinal s instancias de alguns a-
migos, a fazer publicar pelo scu mesmo jornal as se-
euintes respostas j monoionadaa, que em minba tle-
fesa prnduzi, e que assaz justifican a minha inno-
cencia ; innocencia, tie espero, seja reconbecida
pelo mesmorespeitave publico, a quem entrego o
julgamcnto desta minha causa
Concluindo a presente exposicio, nilo posso dci-
xar, Srs. Redactores, de observar, que nilo me sor-
prendeo a apparic&o dessa malvola denuncia, ou
queixa contra mim, assignada por Guimarles; por-
que enifim nada inais natural na actualidade : mas
sorprendeo-me muito na verdadeover, que o odio
e a perversidade dos meus perseguidores cnegassem
ao ponto de me conservaren) indefinidamente sub-
jeito a urna atroz, mas infundada accusaco, com
prejuizo enorme do meu crdito e reputaciio, prete-
rindo-se-me, com o pretexto da falta dejulgamento e
minha justificacHo, de poder continuar na carreira
da magistratura, que me considero com indisputa-
vcl direito, visto quo hei consumido nella e em va-
rios outros enipregos quasi doze annosde bons ser-
vicos.
Sou forcado a assim pensar, Sis. Redactores, a vis-
ta do procedimento do dito Sr. Dr. Ayres, que, tendo
em sua conclusfio esta causa desde litis do mez de
fevereiro ultimo, at o presente ainda nflo se dignou
de dar-lbe o menor deferimento, apezar dos mui
[ioucos, ou quasi nenhuns alazeres, quecorrem pe-
a sua vara, e de Ihe haver eu feito conhecer, j pes-
soalmentc, c j por interposta pessoa, que s anbela-
va e anhelo a breve decisiio deste negocio, e nada
mais.
B j que nisto fallo agora, seja-mo licito, Srs. Re-
dactores, ainda por esta ultima vez, dirigir-me ao
mesmo Sr. Dr. Ayres, cpedir-lbe encarecidamente,
que Imja de despachar a minha causa da maueira
que entender, ( com lando que seja breve ; attonden-
dn, que, se os julgadores iifiotecin esparo de tempo
definido por lei para rever.e examinaros negocios
subjeitos ao seu conhecimento esse espaco tem to-
dava necessarios limites, trucados pelo direito das
partes, que a lei, a justicia c e cquidade nilo permit-
lem, que estcjflpor urna tal maneirapreteridas asen
bel-prazcr. So S. S. nilo quer, por motivos espciaes
talvez, proferir meu respeito urna decisiioqnalqucr,
eniii .seja mais franco : cumpro que passu a sua ju-
risdic?io a quem competir, pois que, apezar de que
os actuaes supplcntes do juizo municipal, que o de-
ver0 substituir, sejao meus adversarios, alguns at
I lint, e Exm. Sr. presidente. Respondendo de-
nuncia, que V. Ex. dirigir o advogado Jos Luiz
da Silva (uimaries, e que com esta devolyo, cum-
pre-me dizer, t|ue he falsa, calumniosa e inconclu-
dente a predita denuncia, e que smente a m f, o
despeitoe a perversidade do dito advogado serillo ca-
pazos de a fazer apparecer, manchando, sem a menor
verosimilhanra, a conducta sempre regular, que me
tenho esforcado de apresentar no longo espaco de
mais de dez annos, que hei servido diversos em-
pregos do estado, sendo os ltimos cinco annos o
de magistrado, cuja cadeira me persuado de nilo
haver profanado.
O advogado i.mmai cs, caminhando de falsidadc
em falsidado, ousa dizer, que sou prevaricador, e,
para o pretender comprovar, nennum documento
aprsenla, que por tal me possa qualilicar, como
ver V. Ex., cotejando os documentos da aecusaciio
com os ile minha defesa.
Com os documentos de ns. I a 7 da denuncia ja-
mis se podera concluir, que fosse eu o advogado
c juiz na causa de Joaquim Pereira de Mendnncn,
por isso que elles ( os de ns. 1 a 6 ) se limitiTo cor-
respondencias particulares entre Mendonca e o de-
nunciante, na qualidade de seu advogado ; e posto
que nelles se envolva o meu nomc, todava esse
facto alheio, e que pode sor exagerado vontade de
quem o consignou, nada prova contra mim ; ao
contrario, pelo de n. S se deprehende claramente,
que eu me furtava a aconselhar, como se ve das
palavras: A'do deixe de consultar, no que vir ser
preciso, o amigo Dr. ; o que elle agora pode fazer com
franqueza, visto terse dado por svspeito ; donde mui
bem se vO, que antes da minha suspeicto, que levo
lugar em novembro de 1842, eu a isso me niopres-
tava; alias, desnecessario se ternaria, que Mendonca
constiluisse o denunciante por seu advogado, como
realmente o era. Por muito que se quizesse enve-
nenar as ni i ii luis cxpressOes dirigida^ Mendonca,
apenas se poderia dolas colher, que eu s tratava
de desviar-me de dar-lbe conselhos as causas, que
peranle mim corrido, sem todava repellil-o com a
acrimonia de um juiz dos lempos do absolutismo.
O documento n. 7 da denuncia he na verdade es-
cripto por minha lettra; mas este requerimento
uo liii por mim despachado, como parece querer
dar a entender o denunciante, e sim por o respec-
tivo juiz de direito do civel, que entilo era o Dr. An-
tonio Alfonso Ferreira, como se v do despacho ex-
arado no mesmo, com data de 9 de jtinho do referido
anno de 1842; por isso que, sendo eu o juiz muni-
cipal e de orphiiosda comarca, e achando-me entilo
no exorcco da vara criminal, eslava inhibido de
exercer funrces civeis, e lano mais quauto no
exista anda o aviso de 28 de agosto de 1843, quo, em
opposicfio a orden doliv. 3."til. 28 2., aoart. 142 do
cdigo criminal eopnioes de alguns jurisconsul-
tos, prohibi aos juizes de advogar, anda insano
as causas, que corressom por diferentes juzos;
e comquanlo eu posteriormente a essa poca jul-
gasse urna causa de libello civel entre Mendonca e
os herdeiros do finado Jos Thomaz da Silva, em
conscqucncia de suspei^o do respectivo juiz de di-
reito do civel, foi totlavia por correr ella revelia
da parte tos reos ( os referidos herdeios ), como se
v to documento n. 1 da defesa ; mas, logo que se
tornou essa causa disputada por parte de outros
credores, para logo me averbei de suspeito, como
se v do mesmo citado documento; deixando pers-
picacia de V. Ex. oajuizar, se a qualidade de juiz,
deque me despojara, me collocava, ou nilo, em cir-
cunstancias de poder favorecer a Mendonca, se nisso
tivesse cu um nteresse qualquer: cumprindo todava
advertir, que nfo foi nesta dita causa de libello,
mas em urna outra deexecueo, movida por Gabriel
Antonio e outros contra os mesmos herdeiros de Jos
Thoma/, que Mendonca offerecco o requorimenlo,
cuja paternidade se me altribuc.
Diz ainda o meu denunciante, que eu advoguei a
causa deManoel de Albuquerque Barros, querendo
tambern comprovar esta sua calumnia com o do-
cumento sob. n.9; mas he ueste mesmo documento,
que eu pretendo comprovar a minha imparcialidade.
Uquedisse cu ueste documento i' Disseao dito Bar-
ros, em resposta carta, pedindo-me houvesse de
flemorar urna sua causa, em que ora reo, durante a
ausencia de dito denunciante, seu advogado, que nilo
Ihe podia dar o remedio, que solicitava, e que por
isso tratasse de constituir novo advogado ou pro-
curador ; resposta ou declaraco, que em nada a-
diantava ao que o mesmo reo devia ter sabido do
seu advogado, e que nilo escapa mesmo intelli-
gencia mais ncanbada e ordinaria.
Eu nilo tenho noticia de lei alguma vigente, que
prohiba aos juizes de primeira instancia responde-
rem cartas de parles, que peranle si litigo : ora,
se me n3o era vedado responder a essa dita carta, de
que maneira mais digna de mim o podia fazer?
Isto posto, nilo se em que consistir possa o nieu'adisnte tratarei; e na primeira a dar directo o
crioic, a menos que n3o seja, por deixar de sats-Ju'z municipal supplente de SerinliKem, acerca da
fazer volitado do denunciante, que, para nilo per- maneira de ordenar um prncesso na mesma causa
der o gatillo, que Ihe resulta va desta causa, preten-
da, que fosse ella demorada at a sua chegada do
llccife. E tanto se prova, que niioquiz prestar-mo
a fazer favores ao dito Albuquerque Rarros, nem
mesmo nesta parte, que fui sempre assiduo as au-
diencias, que seibo seguiro, como mostra o docu-
mento sob o n. 2; de maneira que no curto espaco
at que ebegasse o seu advogado, e no entretanto
deixar de dar as audiencias do costme, e fazer rr-
tardt-a por outra qualquer mateira, que est mui-
to ao alcance dos julgatlo
lio tambom falso, que eu advogasso a causa do
Albino Jos Ferreira da f.tinha, e que cstreitas ic-
la?ocs de amizade existrfo o existem entre mim ,.
o dito Albino, como pretendo o denunciante. Os
documentos presentados pelodeutniciantc, de ns. i,,
a 13, nada provito, por screm cartas dirigidas por n
dito Albino ao denunciante, a quem, como a seu advo-
gado, podia mui bem dizer o que Ihe parecesse. .\-
nalyaem-se todava estas cartas pa parte, em que
me dizcm respeito, o ver-se-ha, que nada eontem
3ue me desabone. Na de%n. 10, escripta em data
o 22 de novembro de 18441 queixa-se Albino ao de-
nunciante das faltas de audiencia, dizendo, que ludo
concorre para se nSo liquidar o sou negocio no mis-
mo anno. Ora, se eu tivesse a peito proteger o a.
celerar a concluslo desta causa, nilo teria attendido
aos reiterados pedidos deste, indo residir no termo
de Serinhlem por difieren tes vezes, como me fa-
culta o decreto n. 276, do 24 de marco de 1843, que
me manda residir successivamente n'um e n'nutro
termo, (o de Serinhlem o Rio-Forraoso ) conforme
as necessidades do servico, mormente depois da rc-
ccpcilo do oflicio de um dos antecessores de V. Ex.,
de 30 de outubro antecedente, sob o documento n. i\
que como que me ordenava, ou admoestava a qu
fosse residir no referido termo do Serinhflem, por
onde corria a causa de Albino? Nilo obstante istn,
eu niio fui residir no dito termo senilo no espaco d
tempo, que decorreo de 19 de abril a 21 de junlin
do corrente anno, documento sob o n. 4; tempo, em
que succedoo verificar-se a arrematarlo dos beus
penborados por Albino ao casal do finado l.uiz Jos
de Araujo, cuja penhora, liavia um anno, quctinlia
tido lugar, como se v do documento sob n. 4 (bis)..
Na carta sob o documento n. 11 diz Albino ao dev
nunciante, que Ihe havia remettido as respostas
do urna proposta. Isto prova tambern, que eu niio
aconselbava a Albino ; do contrario nflo teria ne-
cessidade de recorrer aos advogados desta fldade,
como bem se collige da dita sua carta; e tambern
porque o proprio Albino he quem Ihe dava a tli-
iiM'cii precisa, quaulo as suas causas, mostrando
assim, que tinha no Recife advogados, a quem con-
sultava, e que dispensava o meu soccorro. As de
ns. 12 e 13 niio nccessitTo da menor observado, pois
que apenas se limitiio a dizer ao denunciante, que
me pedisse, para que eu fosse no principio de Ja-
neiro ultimo residir em Serinhlem ; pedidos, a que
eu niio cedia, como demonstra o citado documento,
sob o n. 4, da defesa.
Na carta sob o n. 14, escripta ao denunciante em
data de 11 de Janeiro Jo corrente anno, disse eu, que
provenisse Albino, de que s para principio ou
meados de fevereiro seguinte lio, que poderia ir resi-
dir em Serinhilem, e isto a repetidas instancias do
denunciante, em cuja carta se se pedia segredo, era
nicamente por circumstancias entilo oceurrentes, o
que dizi.lo respeito tilo smente minha pessoa, e
niio que podossem influir de qualquer maneira acerca
da decisiio da causa, de que se tratava.
O documento sob o n. 15 he na verdade de minha
lettra ; mas oscripto muito depois de despachado o
requerimento ou replica, a que se elle refere; eisto
succedeo em satisfacen ao pedido de um tereeiro,
pessoa de minba amizade, que, a instancias de Albi-
no, me pedio, que Ihe houvesse demandar dizer,
se nos autos de sua cxecuc,io, que entilo se acha-
vil o em minha concluslo, exista ou no aquella dita
replica, como tudo demonslrio os documentos sob
os ns..", 6 e 7: sendo certo, que, se eu me consti-
luisse o advogado de Albino, segundo falsamente
diz o denunciante, no seria certamonte s este o
documento comprobatorio deste facto; outros mui-
tos devra ter o denunciante, visto que bem mostra
estar desde muito'tempo prevenido contra mim, cu-
jos escriptos, por mais insignificantes que fossem,
elle os nflo dosperdicava, como se v de todos os
seus documentos, mrmente osdens. 7, 14, 15,17
a 23, 5 a 29, 32 e 33, com que instruio a presente
denuncia.
He tambern falsa a arguicilo de ter e perseguido
ao executado Joaquim Correia de Araujo, para li-
Ollgear a Albino; primeiro, porque, sendo aquello
preso pelo escrivo Joaquim Ignacio dos Sanios, no
acto de se proceder penhora, por dizer o escovlo,
que o di lo executado Correia havia ella resistido, cu
o despronuucie immedialamente, no consentindo,
3ue elle permanecesse na cadeia nem mesmo os oito
ias pormilldos pelo art. 148 do cdigo do processo
criminal, como se mostra do documento sob o n. 8;
segundo, porque, serviudo esta minha niiojiroiiuiicia
de fundamento para urna queixa,. que inlonlou o
executado contra este escrivo perante o Dr. juiz
de direito do crimeda comarca, allegando ter o dito
escriviio lavrado um auto de resistencia falso, e ten-
do sido o dito escrivo dcspronimciado por o refe-
rido juiz, por falta do prova, e confirmada esta des-
pronuncia pelo superior tribunal da relaco, dahi
se evidencia, que, no sendo to manifesta a inno-
cencia do executado nesle procedimento da penho-
ra, eu poderia sem muito esforco achar valiosos pre-
textos para o perseguir, se o meu fim fusse lisongear
a Albino; e tereeiro finalmente, porque, a ser ver-
dadeiro esse desejo, cu no tena indeferdo urna
pretenco do mesmo Albino, tendente a desapossar
a Joaquim Correia dos bens do menor, seu filho,
de quem era tutor, por allegar, quo aquello Concia
os esteva extraviando, em daino o prejuizo do dito
menor e dos credores do casal, como se v do do-
cumento n. 9.
Nennum argumento se pode dediizir igualmente
do documento sob on. 17, escriplo por mim ao de-
nunciante, arn de provar, que cu aconselliava as
partes, porque apenas me limilci, na segunda parir,
providenciar sobre um auto de penhora, de que
de dous mezes se concluio a acco de libello, que
se inlentou contra o referido Barros, c que foi deci-
dida pela no reccpco do dito libello, por o in-
qualilicavel descuido dos autores em nilo fazerem
sellar os documentos, com que a nstruio, como so
v da nformaffio do escrivo respectivo e senteUcu
minha, mencionadas no predito documento n. 2: pelo
que, he clarissimo, que no advoguei, nem dirig ao
supradito Barros cm scmcllianle causa ; e quando
o contrario pretendesso, mu fcil tnc seria respon-
der -Ih em u ni sentido cobrar em outro diverso,
sou favor, como por exemplo: responder-I he, como' d i o, nteresse" ou contemplado,
respond, que iflo poda faier demorar a sua causa' Os documentos do denunciante, de ns. 18 e 19,
de Albino, como se v das palavras: A' vista deste
offlcio, que agora acabo de recebe'' do Sr. Joo llanoel,
cuido, que o negocio do Sr. Albino nao ra muito legal
eos* o meu despacho de /mjj>, mandando dar vista s par-
les, cujo dtspucho deoe ser dado pelo dito Sr. Joo Manuel:
e isto, segundo me parece, nasceodo una dispo-
trOfie da lei provincial n. 134, de 2 de mao do
anno passado, que mandou, que a jurisdicco do
iuiz do civel da comarca do Rio-Formoso fl
imitada ao respectivo termo; pelo que, dovendo as
causas, que coriio pelo termo de gnnhlein ser
preparadas pelo respectivo juiz municipal supplente,
no podia ser por mim dadoaquelle despacho, pelo
qual se mandava dar vista s partes, que foi o que
me limiti a dizer, em razo do natural pojo, que
tenho, de serem errneos os meus despachos, o
nunca com a tnteiiQo de favorecer, por motivo re-
provado, alguma das partes, como de affeico,
so


,5,
rom efleito escriptos por minha lettra, sondo o de noel do Nascimeoto da Silva, cujo auto se extra-, vel ;que asua immoraldade e descaramento hetal,
- que se nilo pcjou de publicar, contra a le, segrcuos
naturaes, que Ihe torito communirados as canas,
i|iielhe dirigirlo seus eonsltuint's, Mondonga, Albi-
no e Albuquerquo Barros ; que he tilo inmoral,
que. leudo sido preso e 'forrado para servir as gU*T-
mTd^sTemlbrangVonotoa ju-'sde PanelJas e Jnouipo, cm 1839 ou 1888, pode,
lito se havio tomado; evitando mediante um nassaporte falso que W0i, rou-
asse proceder a novas arremata- bando a firma do entilo comandante das toicas, San-
tiago, tortar-sea esse servido dentro em poneos d-
as, eniboni soll'resse os incommmlos de um processo
crime, que poressemotivo (oda firma fajsa se llic
l'ormou ; entretanto que se nflo peja hoje de reque-
rer ao poverno do S. M. o Imperadora graca de um
habito de Christo, por esteservico. como he publico
ii. IR a copia de um requerimento, querascimhci a fa-
vor de D. Joaquina Freir de Mendonca Leflo, (e nilo
Joaquim Freir, como se diz na denuncia ) viuva
desvalida, com quem mo acho relacionado por afll-
nidade ; cujo requerimento tove por lim levantar um
injusto embargo, (pie gflrra cm seus bens; em-
hargo, que fui mandado levantar, nflo por mim,
mas pelo juiz do orphiios supplente, obacbarel Chrs-
tovflo Xavier Lopes, documento soh o n. 10, por
arhar-mcciililo no exercicio da"vara criminal, inhi-
bido de exorrer fu uceos elveis, e por consequen-
cia no caso de poder aconsclbar a inhiba prenla,
nos termos da citada orden, do liv. 3." til. 28 Jj 2 ;
o comquanto eti mo considerasse para isso aulori-
sado, pelas rasos cima exportas, nem por isso quiz
figurar no foro em meu proprio nome, sendo que
por essa rasffo, dirig ao denunciante o bilhele, sol
n. 1!, da denuncia : lana era a ininlia delicadeza e
melindre em laes casos!
Os documentos de ns. 20a 22 sao bilhelcs dirigidos
por mim ao denunciante, o relativos s partilhas do
casal de Manoel Jos de Ostro Araujo e Joaquim de
Souza o Santos. No de n. 20 mandava eu mostrar
ao denunciante a parlilha do primeiro, e Ihe dava a
rasflo, por que niio poda servir no lodo ao cohor-
deiro Miranda; o nodo n. 21 Ihe partiepava, que as
ditas par i Ibas Sfo ser julgadas pelo meu successor,
o hachare] Pedro Gaudiano de liatis e Silva. Com
esses documentos pretende o denunciante provar,
que eu negociara em partilhas de certos individuos;
mas persuado-me nao me. haver desviado dosmeus
deveres ueste caso, visto que he sabido, que o juta
as partilhas obra administrativamente; escudo a
deliberadlo das mesmas um negocio publico, poda
cu mu bem mandar-liras mostrar, na qualidadede
|irocurador, que era, dpditp coheideiro Miranda.
Ora, quem diz negociar com partilhas quercerta-
yueiUe dar a entender, Exm. Sr., que o juiz se ficou
comlaguma poreflo dos respectivos liens; masen, com
lodo o accento de minha conviceflo, repillo essa be-
dionda o asquerosa calumnia, invocando para esse
lim o testemunlio de toda aquella comarca; e desalio
loineu calumniador, para quc^irove, se he capaz, que
eu comprasse, trocasse, ou poroutra qualquer ma-
neira adquirisse qunesquer lieos daquelle casal : e
como poileria cu negociar em lacs partilhas, se nem
as proprias cusas dellas recebi, por sso <|ue as nao
julguei, apezar do ter tido lempo para sso, e nem
lao pouco o meu primeiro supplente, dito barbare)
ltatis, de que tratava no referido documento, nflo
obstante estar este no exercicio do cargo de juiz
de orphiios por espaco de dous me/es, viudo por
conseguinte as ditas partilhas a ser julgadas pelo
segundo suppleute, o j referido barbare) Xavier
Lopes, como se v do documento sob o n. 11 ?
Ora, se eu tivesse algum nteresse nessas parti-
lhas, nilo as teria julgado em todo lempo, que de-
rorreo de agosto a 7 de dezembro de 18*2, em que
estive no exercicio do meu lugar de juiz de or-
phiios t Ou entilo nflo teria conseguido do primeiro
supplente este julgamcnlo, no espaco de dous mezes,
em que, como jadiase, servio lamhem o referido
lugar? O mesmo se pode dizer acerca da partlba
ilo casal de Souza e Santos, a que se refere o dito
documento sob o ti. 22, com pianto a tivesse eu jul-
gado. Em tal negocio o meu nico interesse ou
empenho foi pretender julgar com a brevidade, que
a lei exige, spartilhas do referido casal, e poder
assim dar urna unir orphila,neta do inventariado,
e lillia do coheideiro Antonio Jos l'imentel, urna
nica escravinha, que Ihe havia tocado, commovido
pelas repetidas queixas do referido colierdeiro, tutor
da dita menor, allegandojiilo ler quem Ihe servisse
em sua casa; motivo, por qiie me resolv a dirigir ao
denunciante o citado bilhele n. 22, no qnal Ihe ped,
que, na qualidade decollerlor, bouvesse de sellar os
respectivos autos, independcnlcinente da entrega
da quanlia de doze mil e lanos res, que se devia
pagar do imposto do sello o de decimas de casas,
pelo que me obrigava; pagamentos, sem osquaes
eu nao poda julgar as preditas partilhas. Ora, pode
sem llovida lycr-so-mc um crme, porque empre-
guei a palavra iittereiteno meu bilhete, (pie, peloseu
contexto, e pelo que venlio de expor, nao tiuha on-
da signilicacfiu, que a deempculio, e de empenho
proprio d um juiz, cujo dever lie julgar com bre-
vidade todos as causas i' Pde-86 hlier um crime
do una palavra innocente, escripia na boa le da a-
mizade e sol) a impressilo de motivos honestos c
humanos? I'oile-se deduzir dessa palavra conclu-
sivos laes, quaudo a parlilha fra julgada, segundo
o despacho, que a Icrmnou, e nflo solTreo a menor
opposicfio de nnguem, do curador-geral, ou dos
herdeiros ? Heixo a saliodoi ia de V. Ex. avaliar osle
objecto. Finalmente, sera crivel, que eu tenha dei-
\ado re negociar com mulos oulros inventarios e
partilhas, a que tenho procedido no decurso dequa-
si quatro annos, na importancia de centenas de con-,
tos doris, e me viesse manchar com um pequeo
inventario, cujo total nilo excedeo de cinco contos
ile res, e que, leudo de ser dividido por a viuva e
oito lilhos herdeiros, apenas deo a cada um 307/288
rs., como se v do documento sol n. 12? Issos pode
entrar em lgica de rbula evl denunciante.
Os documentos de ns. 23 a 25 versflo acerca da ar-
rematarlo dcun eseravo de nome Marcellino, se-
cuestrado aos herdeiros do finado padre Antonio
Vives da Silva Freir, arrematado pela propietaria
da villa do Rio-Formoso, l>. Francisca Antonia Lilis.
Esta seniora, leudo assgnado o respectivo auto, e
leonhecido depois estar milito doenle o referido
eseravo arrematado, recusou entregar o producto
do mesmo ao denunciante, a quem eu havia esco-
Ihido para depositario ad hoc, c na expectativa de
aiinullar a predita arremataeflo, para o que me a-
presentou un seu requerimento, pedindo vista da
niesma, instruindo esta sua pelieflo com urna cer-
iidflo do prolossor, que ligurava o dito eseravo em
termos de morrer, como de facto morreo, poucos
'lias depois desla arrematadlo. F. como quer que
eu 'muasse mili procedentes os motivos de nullidade
ila arremataco, que me ella apontou, e poroutra
parte entendesse, que o acto da ni remataran nao
devia (car incompleto, em lugar de mandar pren-
der a arrematante, que allegava motivos tflo pon-
derosos, solicitoi ramarariameiite ao denunciante,
para assignar o deposito, pelo desejo, que tinha, do
completar o arto da arrcmatacSo; mas, como o
perlido denunciante se reeusasse, nao o couslrangi,
i1 defer o requerimento da arrematante, em que
olla o seu lillio, pessoa chfla e abonada, se cons-
liluiao Dadores e depositarios do producto da arre-
mataeflo, documento n. 13, einquanlo se dispu-
tavflo os embargos. Ora, obrando com prudencia e
justica no presente caso, nilo atropcllei interessos de
ninguem, pois que o dinheiro est seguro, e en-
trara para o juizo, una vez que seja confirmada
;| arrematarlo, em cojos effeitos se nilo devia pro-
seguir, havendo nullidade palpavel.
Os documentos sol) os ns. 26 a 29 verso igualmen-
le acercada arremataran de varios bois o do um ou-
tro eseravo, penhorauos aos herdeiros do finado Ma-
vira, por negligencia do respectivo escrivflo, Manocl
Antonio Coelho de Oliveira Jnior; mas del le nen-
huma culpa pode resultar-me, porque apenas me
limilei a claras providencias neeess.irias para se re-
formar, como permittem as leis, aquella parte do
processo, servindo-
diciaes, que a respe
assim, que se mandasse proc
ces com despezas accrescidas, e fazendo, como liz
afina!, entregar o seu producto ao depositario no-
meado, que foi o mesmo denunciante, como cons-
ta ilo documento soh o n. 14.
A calumnia do denunciante sobe de ponto, quando
ousa allirmar, que cu zera desapparecer o processo
crime do furto de eseravo, em que foi reo Antonio
Jos da Rocha, ora fallecido; porquanto, bem que
i fosse pronunciado por este dito crime,
todava, fui sorprendido por o respectivo eserivao
Coellio, que, de mitos dadas rom o denunciante, fi-
zera urna alteraoflo ou mudanca na natureza do cri-
me, substituiido-o por crime de furto de cavallo,
dando-se assim lugar, a que, por urna falsa infor-
maeflo do cscrivflo, podesse o reo obter alvara de
soltura, depois de assignada pelo qncixoso urna es-
criptura de pcrdflo; cojo processo agora sobe, que
fra extraviado, em consequenca de o haver o eseri-
vflo entregado propria parte, como se v do do-
cumento sob o n. 16 Ora, poderia eu julgar-me en-
gaado a vista da informarlo do escrivilo, que tem
le em quanto afilrma acerca dos actos platicados
no seu juizo, e tendo o proprio aecusador perdoado
o crime ao reo, sobre a qualilicaeflo de furto de
cavallo ? Se porventura o processo se tinha des-
encaminhado, nflo tinha o escrivilo obrigacflp de
informar ao juiz? Nflo devia recorrer ao rol de
culpados? Deverei acaso responder pela emenda
do rol de culpados, que a lei confia- guarda do es-
crivilo, e que nunca estove cm meu poder? O ardil
do denunciante neste objecto, releva nizl-o a V. Ex.,
foi tal, que fez com que este escrivilo nssignasse de
cruz una representoslo contra mim, na qual se de-
clarava, que eu o obrigra a passar-me urna cer-
lidflo falsa a esse respeito, quando apenas eu Ihe
pedi com a hrandura, de que me reconlieco dolado,
que bouvesse de declarar-me por eertidflo, aopodc
urna portara, que entilo Ihe apresenlei, em poder
de quem se achavflo os ditos autos, romo consta do
documento sob o n. 17.
E com esta minha exigencia o escrivilo, que nflo
podia dar sabida a esta sua falla, tratou para logo
de afugentar-se da villa e cartorio, procurando a
casa de um amigo do denunciante, de donde, diri-
gido por este, assignou a predita representaclo, e
tudo mais quanto Ihe foi suggerido por o denun-
ciante contra mim, segundo se v dos documentos
sob os ns. 18 e 1!, i o primeiro dos quaes he urna
carta do referido escrivilo Coelho, dirigida ao ac-
tnal juiz de orphiios supplente do referido termo
deSerinhiiem, pedindo ser protegido, e declaran-
do ( formaos palayras) que tudo quanto fez contra
mim foi porconsclhos deoulrem, e nflo pensar bem
no que fazia.
O denunciante, EX. Sr., desde muito lempo, que
peedspo do cartorio do eserivao Coelho, a quem
dirige as suas mais simples c triviaes obrgacoes,
atienta a proverbial ignorancia e estupidez do pie-
dito escrivilo Coelho; o, aproveitando-se deslas cir-
co instancias, escreve, borra, risca, emenda, suh-
Irahe autos e arranca folhas de livos daquelle car-
lorio, quando isso convem seus nter esses
sendo prova disto o exame sob o documento n 20,
que, a requerimento meu, se procedeo perante o Dr.
juiz de dircito do crime da comarca, em cujo exa-
me, alm da falta de alguns autos, acbou-se no rol
de culpados, que servio no anuo de 1828, a falta
de duas meias folhas de papel, que Corito as de
ns. 71 o 78, em urna das quaes eslava, havia mu
pouco tempo, inscripto o nome do denunciante como
delinquentc, e escripia a margem por sua propria
"ettra urna derlarac/io de se achar o denunciante
despronunciado pela correii;ilo; verba esta, que
se nilo encontrn mais, quando se procedeo ao
referido exame, c ver V. Ex. do dito documen-
to n. 20.
A arguJQiloda uomealo de curador-geral, na pes-
soa do eserivao do jury, AntoMio Jos l'imentel, he
tflo fatil, que parece-me, nao mereca as honras de
urna resposla ; porquanto, nflo havendo no acanhado
litro daqnella comarca pessoas habilitadas, de que
se laucar mito, eu o nomeei temporariamente, por
merecer a minha confianga, deixando de nomear a
advogados, porque tres dellos d'entre os quaes dous
hachareis ha vi fu > recusado o dilo lugar, depois
de o baveiem ejercido por pouco lempo, allegando
ncompatibilidade com a sua prosslo deadvogado;
motivo, porquedeixei de recorrernos tres ltimos,
3uc restito, mesmo porque meconstou, qucnenhiim
ellos o aeeeitaria ; e V. Ex. sabe uu.i bem, que an-
tigamente erilo os escrvfles muilas ^zcs Horneados
promotores da justica.
Quanto aoaforamento, que liz, de parte do terreno
dos Indios de S.-Miguel de llarrciros, e processo cri-
me, que organisei contra lguns delles, que se op-
pozerflo com forcas e ameagas a um meu mandado
de despejo, j no meu ollcio do4 de outuhro ultimo
declarei a V. Ex. a rasito, em que me havia fundado
para proceder ao dito aforamenlo, e os motivos, que
me obrigro a organisar o mencionado processo ; e,
pa^a niio ser ainda tao enfadonho, permilta V. Ex.,
3ue por agora deixe de expender as rasoes c motivos
o dito meu prorodimento cumprindo-mc observar
a V. Ex., que, alm das rasoes, em que me fundei pa-
ra um tal piocedimcnto, ( o do aforamenlo) nascidas
do disposto no decreto de tres de junhode 1833, e
regulamento de 15 de maree de 1842, outra mais me
animou, que foi o silencio guardado por essa pre-
sidencia, depois do meu ollicio de 15 de fevoreiro
do corrente auno, em que dei parte niesma pre-
sidencia da pretendi, em queestava, de levadlo a
efTeito ; eomprindo ainda mais observar a V. Ex.,
que he tilo farisaico o zelo do denunciante a Inl res-
peito, que, sem motivo altcndivel, so recusou a ac-
ceitar o cargo de curador ad litem dos ditos ludios,
quando, requerimento destesj eu o nomeei, na oc-
casiflo de se proceder arrematadlo do referido afo-
ramenlo.
Quanto finalmente falta de conceito publico, em
que hei cahido, conforme diz o denunciante, a de-
cenca e educacito meinhibem de fallar do mim pro-
prio ; apenas offeree/i os documentos sob os ns. 21 e
22, sendo o primeiro passado pelo mu i circumspecto
e mui honrado juiz de direito do crime respectivo, o
doutor Joaquim Ayres de Almeida Freitas, e o segun-
do pela cmara municipal; documentos estes, que
contrastilo o conceito, quede mim forma o meu de-
nunciante; conceito queissaz me aviltaria, se o nie-
recesse, como me aviltaria sem duvida o do um la-
drSo e de nutras pessoas de condiQilo torpe e dos-
prezivel. Se o meu lim, Exm. Sr., fosse, nilo o jus-
tifica r-DM perante V. Ex. porem mostrar as tor-
pezas o miserias do advogado Guimaraes, cu faria
ver a V. Lx., que he elle ntenlo abjecto o desprezi-
a facer, esperando da bondade de V. S. a devida at-
lono'to **
Gomos documentos ns. 2 e 8 do additainjnto a
quelu, pretende ainda provar o vil denunciante a ne-
gociacflo havida acerca do eseravo Marcellino, ane-
matadn sob minha presidencia, e isto pelo facto uni-
prc....
carnele de nflo e-laro deniincianle assgnado no res-
pectivo auto dearremataeflo, na qualidade de collcc-
tor, ede haver o nnrloiro assignadb esse dito auto,
lempo depois delle praticado ; ao que me parece dcs-
necessario responder, por ja havfl-lo feito na mesma
dita resposta, dada ao Exm. presidente, na qual hz
ver, e prove, que o producto dessa dita arrematacilo
existe; assim como expend o motivo,que me impellio
a fazer com que o referido porteiro assignasse em dito
e notorionesta provincia. -A sua immoraldado e auto, que he todo em vor e j-ahdade da arrema-
ousadia he tal no f.tro, que nflo ha causa, em que tacflo argida. De igual quila
elle intervenha como advogado, que nilo ataque, e
calumnie as partes adversas, seos advogados, eseri-
vfles c., nflo poupando mesmo os proprios juzes,
como aconteceo com o doutor Antonio Alfonso Fer-
reira, em urnas rasOes linaes,. que offereceo em dias
do mez de marco docorrente anuo, laehando-o, entre
outros dicterios, de nimiamente parcial, pelo fado
simples do nflo poder o dito doutor assistr a urna
vistoria no dia aprazado, em eonsequeneia de-ter a-
doecdo um dos peritos, pera ella nomeados. E por-
que eu pretend extraUr dos autos certidito deste
trecho de suas ditas rasoes linaes, para poder com-
provar e seo ssssime comportamento, sem o menor
escrpulo riscou, e borrou essa parle de suas rasos,
maneommunado para isso com o respectivo escrivflo
Coelho, seu compadre e intimo amigo, a quem eu
havia entregado os referidos autos para extracoo
da dita roitidflo, segundo se v dos documentos ns.
21 e l'. Me elle quem tem estabelecdo esta tcrrivel
pratica de atacar aos domis advogados e pessoas
do litro, na deficiencia de conhecimentos, que Ihe
falto para bem excrcereste cargo; pratica esta, que
dala de lempos mui remolos, e anteriores i minha
chegada ao Rio-Foimoso; para prova do que, eom-
pulsem-se os autos processados at entilo, e ver-se-
na, que nilo lia quasi um so, que "ilo contenha inju-
rias e calumnias contra as pessoas do foro, sendo o
misino advogado Guimaraes o que, em 1836, solTreo
um processo crime, organisado pelo honrado ex-juiz
de direito daqnella mesma comarca doutor Mano-
cl Teixeira Peixoto, por o crime de resistencia
sentcnea daquelle juizo, na qualidade deadvogado,
como se v do documento solio n. 25; e, se nesta
qualidade de advogado, Ihe escapa ainda alguina ca-
lumnia a proferir contra os seus adversarios, elle se
vale da de collector, que tamben) indignamente cx-
erce neste municipio, laucando nos autos cotas mar-
ginaos insultantes', quando os recebe para sellar,
como succedeo nos autos entre parles Antonio da Sil-
va <\ Companhia, c Francisco Xavier l'aes de Mello.
Silo prova disto os domnenlos por elle eflorecidos,
de ns. JU a 35, dos quaes se v, que foi elle quem
primen amonte atacou ao escrivflo do jury, Pimcntcl,
o ao advogado doulor Francisco Concalves da Rocha,
levando a sua inopia ao ponto de pretender, que eu
mandasse riscar aigumas palavras, que em reacuo
Ihe dirigir 0 mesmo doutor Rocha, e isto depois de
liavoi dilo (.minarnos appcllado da senlonc,a proferida
anios dessa dita prelenejio, em lempo, quejamecon-
sidorava do maos ligadas para o'luar no feito em coli-
sa, que nao fosse tendente a expedicao dessa np-
pellai;flo.
E porque nflo defer a esta sua aerea prclencito,
que a lei poe alias a meu arbitrio, o mandei, a re-
querimento da parte, dosontranliar dos autos esse en-
xerto, atacou-me o injuriou-mc sem o menor rebuco,
negoeiaeio acerca da arremataeflo de varios bois.o
de um oulro eseravo, ponhorados aos herdeiros do ti-
nado Manoel do Naseiment da Silva, cuja arrema-
tacilo, tendo-se verificado no preto Manoel, Angola,
em dous bois, duas vareas com cria, tres vaccas soi-
leiras e Iros novilhas, foi o producto de tudo islo, na
importancia de 643*000 rs., entregue, ao denunciante,
depois deseasarrematacoes, como consta da cerlidflo
do eserivao, exarada no documento sob o n. 1,_que
com este junto ; e tanto assim foi, que, na qualidade
de procurador do oxequenle, Joaquim Jos Cavalcante,
nfli) duvidot o denunciante declarar haver receido
o producto do dito eseravo Manoel, arrematado aos
herdeiros do dito finado Silva, segundo se v de sua
peticilo, escripia o assignada pelo denunciante, que
so acha folhas 54 dos respectivos autos, e consta
da dita eertidflo soh o n. 1: nilo podendo imputar-se-
meenmo crime o fado de haver mandado reformar,
como permittem as leis, osla parto do processo, a quo
so i eferem os documentos da qucixa de ns. 26 a 29,
mormente tendo essa reforma sido feita para se evi-
tar, comoseevilou, accrescidascustasjudiciaes, sem
a menor alteracflo o oflensa dos direitos dos inte-
ressados, visto que nflo sofJreo isso a menor opposi-
?flo de ninguem.
Com o documento n. 9 pretende o denunciante
provar o crime, que, diz elle, hei cu comettido, por
ler nomeado o escrivflo do jury para curador (
gura I dos orphiios deste termo, documento ocioso o
intil, por isso que na minha citada resposta con-
fssei haver feito essa nomeacio, dando as rasoes e
motivos, por (pie assim o pratiquei; motivos, que me
persuado seren valiosos para relevar-mede qual-
quer respousabilidade, ou censura a respeito. Com
os documentos ns. 10 e 11 pretende o denunciante
provar a illegalidadc do aforamenlo, a que proced,
de partedo terreno dos indios do Barreiroe, por falta
de medicSo; o, desejoso de adiar crime em todos os
inens aclos, nao duvidou de fi em seu entender) qua-
lilicar de criminoso este meu procedimento, anda
quando illegal fosse, simii que ao menos se dosse ao>
trabalho de mostrar qual a lei, que impoe pena de
nullidade aos aloramentos, por falta de medidlo : o
causa riso ver-se, que elle trouxesse o laclo da pro-
nuncia de alguns Indios de llarreiros, por crime de
resistencia, objecto do seu documento n. 11, para
provar a illegalidadc do dito aforamenlo: mas, lllm.
Sr., oque se pode esperar de um miseravel rbula,
qucmaisabeassoletlraroseunome.e que, anda ha
pouco, nflo passava de eaixeirodc taberna nesta villa?
So elle seria capaz de pedir por certidito nomes do
individuos, pronunciados por crimes iualian;aveis
c nflo reeolhidos a prisflo E niio obstante ser renel-
lido pola bem posta duvida do escrivflo do jury e des-
pacho de Y. S., queajulgou procedente, fundado no
decreto de 21 de maio de 1821, ainda leve elle o des-
che-
causa delibello civel,que disputa com Carlos Frede-
riCO da Silva Pinto, pun ao dito advogado, ponpio, na
qualidade procurador deste, havia injuriado aquello,
suspendendo-0 do ollicio de advogado por Iriula
dias, e mullando-o na quanlia de 40^000 rs., na i.....-
formidade do artigo 2il do cdigo criminal. Destes
fados V. Ex. COnhecer que do cumplimento do
meu dever proveio a nica rasfio de todo O procedi-
mento desle advogado, proforindo as niaiores ca-
lumnias contra mim, como.seja, oulro oulras, a do
nflo inspirara menor conlianca as paites, quando he
corlo, que no decurso de quasi quatro anuos, que cu-
ereo nesta comarca o cargo de juiz, nflo me Icnihra do
haver nina so pessoa, que me dsso de suspoito em
suas causas; a chaniar-ine prevaricador, quando
dice toda aquellacomarcasabem mui bem,que, nas-
cendo 011 de pais, qoesempre posauirfio alguns bens
da fortuna, mo vejo pobre, c fui toreado a lancar
inflo do heos lienlados, vendendo, como vendi no
anuo de 1848. nina propricdaile de licranca de meus
pais, quo me foi doada no valor de oito mil cruzados,
com o producto da qual apenas me lonho servido
para occorreras minhas mais urgentes necessidades ;
entretanto que o denunciante, de pobre o miseravel.
que era at o anuo do 1885, em que nao passou de
mero caixeiro de taberna na villa do Rio-Formoso,
tem, depois dossa poca, enriquecido consideravel-
niente, gracasa collectoria respectiva.
Eis, Exm. Sr., o que me cumpro dizer cm resposla
denuncia do advogado Cuimarflcs, e em ohdiencia
aos respeilaveis despachos de V. Ex., de 25 e 27 do
outuhro ultimo; e a vista do nenluini fundamento da
mesma espero, que V-. Ex. fara a justica, quo cos-
tuma, julgando-a improcedente.
Des guarde a V. Ex. muitos anuos. Cidade do Re-
cito, 29 de novembro de 1845 lllm. e Exm. Sr. con-
celheiro Antonio Pinto Chichorro da Cama, presi-
dente desla provincia. Ojuiz municipal c d'orphitos
da comarca do Rio-Formoso
Fernando Alfonso de Mello..
lllm. Sr. Dr. juiz de direito. Com a mesma res-
posta, que j tive a honra de apresentar ao Exm. Sr.
presidente desta provincia (piando se dignou do
mandar-me ouvir acerca da infundada queixa, que
contra mim dera o advogado Jos Luiz da SilvaCui-
marfles, c que deve de existir em poder V. S. se-
gundo consta do ollicio do mesmo Exm. presidente,
em o qual foi a V. S. rcmcltida a dita queixa o
mais papis a ellas relativos; com a mesma respos-
ta, digo, me persuado tersatisfeito a ordem de V. S.,
da data de 19 do corrento mez, acoinpanhada da di-
ta queixa, additamento mesma e documentos,
que por copia me remclteo V. S. mandando, que
eu a tudo respondesse 110 improrogavel prazo de 15
dias; pois que, do contrario seria avolumar sem
proveilo o processo, e cansar a paciencia de V. S.,
reproduziudo, poroutras palavras, os mesmospensa-
mentose as mesmas deiasalli emttidas. Islo quan-
to a queixa aceren, porm, do seu additamento, com-
quanto seja elle urna confusa repeticSo de parlo dos
lacios naquella argidos, todava cumpre, que nilo
os deixe passar sem as ligeiras refutaces, que passo
te eertidflo de todo processo na secretaria do gover-
110; de nianeira que, no entender desse rbula, a se-
cretaria do governo, repartco de lodo segredo, co-
mo hem o indica a elymologia do seu mesmo nome,
he o mesmo que o balcflo da taberna, onde foi cria-
do I)oixemo-lo, porm, com a vergonha de haver
sido ropollido em feo louca prclencito, evejamos.se
mais verosimeis ou verdadeiros sito os demais pon-
tos da nrcusacflo. ______
Agora, lllm. Sr., fallarciMos documentos de ns.
4 a 8, tendentes ao desapparecmento do processo
crime do finado Antonio Jos da Rocha, vicio do II-
vro do rol de culpados, do escrivilo Coelho, na verba
relativa a esse nonio, &C. Eu nflonecessito, parare-
fula-los, ou delendor-me, recorrer a provas eslra-
ndas ; basta a propria aocusaoo ; bastilo-meas cer-
I i.loes juntas com o additamento a queixa, sob o n. 9;
basia-me a representacAodo proprio escrivflo Coelho,
dirigida a V. S. em 9 de novembro do auno ultimo,
transcripta no documento ao additamento a queixa,
soh o 11. 8, combinada com a oulra representacilo di-
rigida por o mesmo escrivflo, no mesmo dito dia 9, ao
I ah. presidente da provincia, constante do docu-
mento, que oflereco sob o n. 3, que lamhem oftore-
qo, na qual declara elle, sob a le do seu ollicio, que
alcudia 14 do mesmo mez, da, emquodeSerinhflme
se dirigir a osla villa, se achavflo os seus roes de cul-
pados sem vicio, burrito, ou enlrelinha alguma, e
que, smenle depois de os hsver doixado om casa do
denunciante, onde nesse dilo dia se hospedara, foi
quo descubri riscaduras cm autos, que trazia, fo-
lhas de mes de culpados arrancadas, etc.; basto-me
finalmente as proprias cartas dirigidas por o denun-
ciante ao mesmo escrivflo Coelho e a sua mulher, bem
como ao pai daquelle escrivilo, que igualmente jun-
io, sob os documentos de ns. 4 a 7.
Comquanto, lllm. Sr., estes dous homens, Coelho
o Guimaraes [ ambo fluientes cate, aades ambo ) com
inaudita perfidia einiquidade procurassem.de mflos
da'das, a minha perdiefio, todava ellos torito trahidos
por suas proprias iniquidades e perfidias! Tal he a
sorte daquellcs, que seguem os dictamos da iniqui-
dade O denunciante iniquamente quiz fazer a minha
aecusaeilo sohrecarregando-a de feiscOres ueste pon-
to, sem duvida um dos mais melindrosos e delicados ;
mas, trahido porsua propriaperversidade, toza minha
de.esa lie nislo, Sr., que mais se deve de admirar e
respeitaro dedo prodigioso da Providencia! Essa Pro-
videncia, ipio, por um rasgo da sua misericordia, vela
na defesa da innocencia opprimida, tem decretado no
livro da sabedoria : Que a iniquidado, por medrosa,
dara sempre tcslemunho da sua conderanaQilo
Cun sit tmida ,u l,..!ia, da! ev.timoaiumcondemrtaUo-
nit E so assim nilo fra, lllm. Sr., se a iniqui-
dado nflo se trahisse si mesma, quem poderia sal-
vara innocencia dos tiros da perversidado, quando
se combinasse contra ella! A perda seria indubi-
lavel, anda que atroz.
Quanto aodesa pparccimentodoproccsso.de queisa
traa, ja disse na minha primeira resposta, e nin-
guem mellior do que V. S. o sabe, que, estando por
lei confiada a guarda dos processos aos escrivfles,
silo estes por aquellos os unios responsaveis, a me-
nos que nflo mostroni documento, por onde outreni,


ouosjuizesporelles se responsabi lisera 5 e alm de
que o escrivflo Coelho offo sari capaz de presentar
esse documento, ou ordeni, pela qual eu o exigisae,
r-se mili claramente, pelo doeumento n. 7 do ad-
ditamento a queixa, que, existindo em poder dem
dito escrivflo, alguna fragmentos do referido pro-
cessO como sejSo requerimentoa do queixoso e quei-
xado a. e R. ', termo de perdSo e desistencia, orden
de soltura, foi elle, sem a menor rontrailiceflo, quein
extraviou as dentis pegas do mesmo processo, to-
do por eonselhos ilodenuucianle, para raliiinniar-me,
como hem o demonstran as suas ootaveis 0 seguin-
ii.'s palavras: nflo se apartando de sustentar,
que o processo do Rocha entregoua elle juiz, que
ellefoiqucm borrn o rol de culpados, eVc, con-
forme se v da carta sol) o documento n. .
Oa, a vista disto, que mais prava se tez mister para
rainhadefesa Nflo est s todas as vistas manifest e
patente, que aquelle dito escrivfio. por iusinuiicOcs do
denunciante, fora quein ders lim aquelle processo, do
qual ( para sos oondennacfio conserva anda em
seu poder os fragmentos j mencionados-' Nflo estffO
porventura lio manifesl e patentes as frequentes
reconimendacoes do denunciante aquelle escrivflo,
pedindo-lhe, que se uo esquecesse de sustentar
sempre esta calumnia contra niim ? VejfiO-se as suas
dilas cartas, son os meus documentos de ns. 4 a 7. Que
necessfdade haveria de tanta recommendaoflo e pe-
didos, a ser verdadeiro o tacto, que se pretenda sus-
tentar, ou provar? Felizmente, porm, assim niln a-
conlereo, como mais a diante se mostrara. He as-
sim, que o subterfugio e a malicia a si mesmos fe-
rrin, e desbaratan con) aquellas armas, que aliarlo
para combater a innocencia O mesmo se pude di-
yn acerca do vicio do livro de rol de culpados, de
que Uto nosseiramenM sou ainda argido ; e be
neste ponto, III m. Sr., onde se conheee aindamis
a requintada perversiilade do denunciante, c a In-
qualilicavcl ilesvcrgonha do infame ( permilta-se-
ineaesprcssio esrrivflo Coelho, que por nos e por
toda esta comarca sao felizmente bem coiibecidos !
Attenda-se bem, sobre este ponto, para a propria rc-
presentaeBo desse escrivflo, dirigida a V. S., sob o
documento n. s do additantnto a queixa attenda-
se a representaciTo dirigida por elle' mesmo, e na
iiiesina data, ao Exm. presidente, sob o documento n,
2 desta resposta ; e attenda-se finalmente para a
crrtidfiodesseescrivSo, sobo documento n. 3, tam-
bem desta resposta. O que diz em lodos estes do-
cumentos o miseravel escrivflo Coelho? Diz sem o
menor pejo e rergonba no primeiro, ipic, exigindo
dille osen rol de culpados' note-se bem e.-te rol-
ln de meu poder emendado, rom mn borrflo de tin-
ta, de ettravo para cavallo\ entretanto que sem o
menor escrpulo ousou affirniar na represenlacflo
0Exm. presidente, documento n. >, que, mandando
eu buscar oseu dito rol de culpados, fiz que elle es-
crivao pozesse nelle urna declarado' de queja se
nao Icnibra ,e Ib'o enlreguei emendado com um
borrflo de tteravo para cvalo, para soltura do reo !
Nflo I he valerflo tantas reeommendaces E diz fi-
lalmentena ceriido. documento sob n. 3, que enr
data de 14 de novembrodo anno p. p. ( cinco dias
depois de assignadas, no engenho Caxoeira, essas Ini-
quas representacoes estavflo isentosde vicios, bor-
raduras e entrelinhas os seus roes de culpados, quan-
do os tronce, no referido dia 14, para esta villa !
Ora,
dizer
a, podem dar-se maiores contradircOcs do que
r-se, como despejadamente diz este escrivflo, ora
que eu cmendei esse sen rol de culpados, e lh'o vol-
tei assim viciado ; ora que por elle mesmo mandei fa-
yeressaemenda; eora filialmente, que ella fora ope-
rada em casa do denunciante, cinco dias depois? Ora,
o denunciante e sen comparsa escrivao Cocino de-
ven) de onvergoobar-se | se vergonha ellos teem
desta arguicao, que alias lie rebatida pelos citados
documentos e anda mais pelo de n. 8, que se junta,
que lie o termo de provimento em correicao, feilo
peranteV. S., em 7deoutuliro de I8tt, .lo qual se
conheco B existencia do vicio do dito rol de culpados,
que pela dita certidflo, documento sob o n. 3, exa-
jada por o proprio escrivao Cocido, remidiere elle
nflo existir at odia 14 de novembro de I845I Ri-
an tmtatit t
F. o que vem a ser islo, lllm. Sr. doutor juiz de di-
reito? Nflo est, porventura. manifesta eptenle a
trama urdida pelo denunciante inancommunadncom
este infame escrivao Coelho e o subdelegado da l're-
juezia de Serinbflcm, TaetanoFrancisco de Marros
Wanderley, trama urdida e concertada no engenho
Caxoeira do dito subdelegado, de donde forflo escrip-
ias c datadas essas nefandas pegas? De donde, se-
gundo a propria confissflo do denunciante, teem si.lo
dadas as necessarias providencias contra mini, nao
so ofliciaes como : o que ainda mais he !! at
mesmo particulares?! .. Sim, lllm. Sr., cu jan an-
tuvia, quando organisei a minha primeira resposta, c
.se anteo cu fallava por presumpees, boje todo he
reilidade, depois que a Providencia Divina permiltio,
( em seu alto juizo ) que cabisse em meu poderos
citados documentos de ns. i a 7. Oh que monlao de
perfidias e maldades nao se cncerrao nellcs! De
que nflo be capaz, o bomcm baixo e covarde, quando
se torna instrumento da calumnia e da perfidia ? Ve-
ja-so como este bomem se degrada, como se apro-
senta vil e covarde em tudo isto, s para satisfazer
a vingancas particulares, e para conseguir aquillo,
que ello julga poder fazer a sua felicidade, como se
nflo fura bastante para satisfazer a sua desmarcada
ambieflo o estar de ha muilo usufruindo o pingue lu-
gar decollectordesle municipio, onde tcmrommeUilo
furtos e roubos de todo genero? Veja-so, que pa-
pel infame e vergonhoso nflo tem cllefeito, sopara
recriminar-me? E poder-se-ha, a vista disto, acre-
ditar no juramento, que prestou, tomando a Dos por
tcstemunha, em como o seu procedimento nesta ac-
cusaeflo, nesfe frgil edificio da mablade, era ni-
camente por amor da verdade e dajustica offendi-
daa ? Que perjuro Nflo me figurou elle urna igre-
ginha ( formaes palavras ) prxima a desaliar, a de-
molir-se, para sobre minhas ruinas elevar-sc a si ea
seus satlites, e poder, na qualidade de juiz, que es-
pera ser, exercer vingancas contra aquelle mesmo
escrivao, seu digno instrumento, conforme j clara-
mente o amcaca, smente porque o suppOe inclinado
para minha parte, e nflo poder sustentar todas as
mentiras e maldades, que Ihesuggerio contra mira,
conforme Ihe recommendou por tantas vezes? Nflo es-
t patente o carater embusteiro desse bomem na car-
ta, documento sob o n. 6, emaqual.com tom emphati-
coousouaflirmaraoditoescrivfloCoelho.queadeciso
desta causa he a seu favor, querendo, por urna tal ma-
neira, prevenir o recto juizo de V. 8. e dos superiores
tribunaes, ainda antes de ouvirem a minha defesa,
comprometiendo assim oalto conceito e reputacAo, de
que tflo justamente gozflo na sociedade ? N3o, lllm.
Sr., nflo he isto mera declamarlo, sflosim vo&lades
puras, deduzidas de suas ditas cartas sob os referidos
documentos de ns. 4 a 7 Como se eu fra elle de-
nunciante, suppondo-me irritado contra aquelle es-
crivflo, por tercontra mim commeltido as maiores a-
clivosias e iniquidades, aconselha-o incessante-
A
mente, para que se exima de ofticiar parante mim;
que se finja docnte, de barba grande, e nutras cousas
semelhantes; o que, para nao solTrcr arrombamentos
em seu cartorio, aconselha-o ainda, que se retire do
engenho Caxoeira, onde o ligera destacar; e nflo
contente de laucar sobre mim o veneno de sua pes-
tfera lingoa, ainda reserva urna porcodelle para
salpicar o mu digno juiz municipal supplentedo Se-
rinliflom, o cidadflo Joflo Manoel de Barros Wanderley
l.ins, esse homein, que de nos c de toda provincia
he bem condecido cuja probidade, prudencia e
bondade de coraeflo passa at por proverbial. He a
esse* homein, digo, que o denunciante pretende fa-
zer acreditar ao dito escrivflo Coolho, que seria o
instrumento de todas la ininbas suppostas vingan-
cas contra o mesmo escrivflo! O valioso testemunho
desse proeminentecidadfio,eu oinvoco nesta occasiflo;
elle quediga com a verdade o candura, quo Ihe he pro-
pria, se alguma vez eu Ihe propuz ou exig qualquer
procedimento contra esse escrivflo, acerca de quem
pode o denunciante ficar certo, que, se eu quizesse,
bem poderia proceder nos termos da lei, embora o de-
nunciante, seu digno consellieiro, meconsiderasse de
mitos atadas para poder obrar contra elle, em conse-
queneja de um a lei voso protesto, que o fez requerer
contra mim, e de que falla na carta, documento sob o
n. 5. Que estulticia, propria mesmo de um rbula! He
semelliante aquelle outro conselho, que Ihe deu na
carta, documento sob n. 5, de que nao era elle escri-
vflo Coelho responsavel pelo vicio do rol de culpados,
e da perdade um processo cri me, quedo dito escrivflo
se exigi, s porque nflo crflo do seu tempo! Que gua-
po advogado! Foi por isso, que elle entendeo poder
ao principio borrar, c ao depois arrancar duas folhas
do rol de culpados do referido escrivflo, onde o sen
nome estava laucado no numero dos criminosos' Eis-
aqui o processo, as provas e a aceusaeflo do meu
dciiuncianto !
Dos guarde a" V. S. muitos aunos. Hio-Formoso, 27
de fevereiro de 1846 lllm. Sr. Dr. juiz de direilo,
&c. Com oito documentos. Ojuiz. municipal e
d'orphflos.
Fernando A Humo (U Mello.
Srs. Redactores. No l.idador de 23 vrm um artigo de
finido, no <|tinI sr hala de um processo, que proinovc
contra o actual carcrrel.ro da cadeia publica dcsiacidadc
o Sr. doutor promotor puliliro ; permits) 'iw o Ilustre
editor, que Ihe f.icanio alyurnasV.IU'.vOes a seiiiclliaiile
rriprlto.
Parece, que s agora he, (pie se usa por entre nos rc-
geberem oteacoerriros presentes, esportillas, ou o que
foreiii ou parece que estes fados s nao podem ser
pralicados por o Senlior Manuel TbOIMI dos Santo9. To-
dos os dias Icio no sen Diario Micltacfica dos presos
ao carcerriro, e crrtainentc estas nao sao extorquidas,
e rertamf nte estas san ilevidas ao liom trataiuento, que
elle d aos que eslao sol) sua guarda; e isto lie muito em
favor delle. Mas, sem que eu possa confirmar a acusa-
E5o, que Ihe fazein, e qiieestou ser pelo carcerriro ca-
almelineiite respondida, prfo licenfa ao l.idador para
di/.cr-llie, que he de todos os lempos t lugares essa pla-
tica, esse abuso, que se torna intoleravei, quando (Vilo
com violencia como oulros teem feito eni diversas
pocas.
Quanto a mim, Dos conserve o Sr. Manoel Tliomaz no
lunar, em que est, que lie nicllior, coi laes circums-
tiucias, tratar rom um liomein de boas iiianciras.
Consiulao-iiic a honra de laucar esia as paginas de
sen Importante Diario oque muito penhorara ao sen,
etc. O Justo.
: co
aHih'I'm.i.
RENDIMENTO DO DI* 2(i. ..'....
III''SeiRBFRIO MOJE 27.
brlgiie--Coiult-t-RartigtarlnbBi r fardo.
Bar !--/.' i/iii itii-Snntoinrreadorlaa.
barcaw." Jtuoclltaliai e machinlsino.
Coiisulado.
RERDIMERTO DO DIA 20.
Coral. ,.........
Provincial. ... .....
Diversas provincias..... ...
. 10:886/258
!)l2uin
t;W'ISS
15/949
1:581/24:1
llovimcnlo (lo Porto.
A'ai'o entrado no dia 2(i.
Glasgow : 5o dias, escuna Ingle i Caroliiu, de 1(50 tone-
ladas, capitn John Slanlay, equip.igcill 8, carga pl-
vora e faiendas; a Adamsou & Howlf.
avisos diversos.
Edilal.
Miguel Aielomjo HoMeiro de ndrade, n/flcial da imperial
nidria da Ilota, raralleiro da de Chrilto, e inspector da al-
fandtga de Pernambum.imr S. M.l o Senhor D. I'rdro II,
que l)eos guarde, etc.
Paco saber, qiie no dia 27 docorrente, ao meio-dia.
na porta da alfandcga, sern arrematadas, em basta pu-
blica, tres bandejas de (liarn, no valor de 50/DOO rs.,
iiiipuuii.nl.is pelo guarda Candido Eustaquio Cesar de
Mello, no despacho por lactina de Luiz Gomes Ferrcira
St C, sob o o. 1357 : sendo dita arrematacao subjeita
direltos.
Alfandcga, 20 de oulubrodc 1846.
Miguel Krchanjo Monteiro de Andrade.
I)
it'l.-iratvao.
De ordrin do Sr. Dr. jui?. privativo dos africanos,
se faz saber aoa arrrnialaiites dos esclavos africanos,
que Ibes lie marcado o linprorogaAl lempo de 15 dias,
a contar da pnblieacao desle, para dentro driles paga-
rem os seus dbitos, sob pena de se proceder contra
riles a exeucao, c de seren (irados de seu poder os
mesmos africanos, para seren os seus servlcos arrema-
tados a quein iiielhor (aramia oll/errccr. O escrivao,
Jos Alfonso (iuedes Alcanforado.
V
VIS' S Illi lliinoS.
A laucha llom-fim pretende seguir viagem para o
Norte, quinla-feia, 29 do correnlc ; quein quUercarrc-
gar para o Ass, Mocoto e Aracaly, dirija-se a Fra.de-
Porias, a casa do mcslre, Lourenco da Silva Loureiro, n.
I l.i
Vende se o veleiro lirigue Dous-Irmaos bem
construido e forrado dr paraba proinpto a navegar ;
o qual clirgon prximamente do Rio-Grande-do-Sul,
e acha-sr ancorado em frente do caei doCollogio: a tra-
tar com Joo Francisco da Cruz na ra da C rui n.
40, ou com o capito, a bordo.
Para o Aracali segur, at 30 do corrate, o hlate
^olo-t)tlnda, o qual anida rrcrbr algiiina carga: quein
pretender carregar. falle com o inestre do mesmo, An-
tonio Jos Vianna, uo trapiche Novo.
= O bi iguc /"-lUfe-de-Pernameuco sahe para o Ass,
na qiiarla fcira, 29 do correnlc, pira onde pode receber
carga a fete a vontade dos carrrgadnres : quein preten-
der, enteuda-se com o proprietario, na ra da Moeda,
u. 7.
O POSTILHAO.
O n. 20 fez a distribuicao da mala, e acha-se a venda,
na praca da Independencia, llvraria n. Ge 8 ; na ra do
Collegio, loja de livros do Sr. doutor Coutinho, e na ty-
pnuraplii.i l'nio.
=Ignora-se a loja, onde por esqiieciinento fcrao tres
navalhas de barba : una com cabo de marfin; outro
imitando tartaruga; eoulropreto: sendo esta ultima mui-
to malirita : se por acaso eslivcreiu em poder de pessoa,
que as queira rntrrgar, c o nao tenba feito, por igoorar
seu dono, pdde, por obsequio, manda-las na loja do Sr.
Mosquita & Dutra, na ra da Cadeia do Rrcife.
= Orl'erece-se urna niiillier para ama de Irite : quem
se .(uizer utillsar de sen prestimo, dirija-sc a ra do
Rangrl, venda de tres portas, defronte dobeccodoTrem,
em casa de Luiz Jos Marques.
Manoel Luiz Gonfalves embarca para o Rio-Gran-
de-do-Sul "a cscrava prcta, de nene Mara, de dado de
20 anuos, pertencente a Joflo Luiz de Araujo Picado, mo-
rador no Ass.
Aluga-sc uin escravo ptimo padeiro, por preco
cominodo : no pateo do Terco, sobrado de um andar,
n.2G.
Uin rapaz brasiteiro, de 20 annos, se oft'ercce para
qualquer oceupacau, venda, armaiem oujiadara, pois
j.i enteude alguma cousa, e d.i fiador a sua conducta:
na ra da Madrc-de-Deos,n. 7.
Constaudo-nic, que o Nazareno n. 58. em um ar-
tigo, entre outras accusaccs, que fai ao Sr. inspector
interine da niarinha, menciona, que cu, seudo anda o
inspector elt'ectivo, fui desalojado por aquelle-Sr. da
casa, que habito, pertencente ao uiesnio arsenal, de-
claro, que tudo isso he falso, c que, louge de me tratar
com indiflVrcura, me tem tratado a mim e a toda a
minha familia com multa civilidade, nao podendo cu
esperar o contrario de una pessoa, cm quein sempre
reconhec inulta probidade e superior educacao ; eem-
fnn nunca nein ao menos me falln em inudar-me do
quarlrl, que habito, c do qual pretendo embarcar para
o Ro-de Janeiro, para onde cstou de partida. Reci-
fe, 26 de mimbro de 1846. Manoel de Siqueira Cam-
pillo, capitn de mar c guerra da armada brasileira.
~ O Sr. Jos Martins de Castro tem una carta, vin-
da ltimamente do Porto, na ra do Crespo, n. 16.
As cautelas da lotera da cidade da Victoria achil-
se de hoje em diante expostas .-l venda no Aterro-da-
Moa-Visla. as lojas dos Sis. Cactano Luiz Ferrcira,
n. 46; Tliomaz Percira de Mallos Estima, n. 54 Leal
& IrniSo, n. 58, r Antonio Ayres de Castro, n. 72;
assini como na travrssa do Veras, n. r3. onde os frr-
guezei acliarao sempre uin variado soruienlo de bous
nmeros. 0 pagamento das ijue sahirao premiadas
na passada lotera do I.vraiucnto. contina a 3er feito
como d'antes a toda r ipialipirr hora do dia. sem ex-
cepcao de domingos c dias santos.
-- Precisa-se alUiar una prcta para o servico de
una casa de pouca familia : na ra d'Apollo, u. 20,
tercelro andar, aonde se far o ajuste.
Fa/eui-sc costuras, lava-sc e rngoinnia com muila
perfelco, e por preco commodo: no Rrcife, Hecco-Ta-
pado, n. 7.
-- O Sr. Jeronyino Cabial 11 apozo da Cunara, rstu-
dai.tr do curso jurdico, qurra annunciar sua morada,
para se Ihe entregar una carta.
Arieiula-sc, para se passara frsla. um sitio no lu-
gar dn llarbalho a iiiargeui do rioCapibaribr, confron-
te ao Monteiro, com excedente casa dr vlvenda para 3 fa-
milias dita para esoravos .estribarla cacimba quin-
tal murado com muitos arvoredos de fruclos a tratar
na ra da Aurora n. 42, segundo andar.
~ Das 7 at as 8 horas da noite do dia 25 do corrente
mea, do segundo andar do sobrado da travrssa da ra
doQuelmado para a ra larga do Rosarlo, oulr'ora becco
do l'eixr-Kiito fiirt.iro um estojo pequeo, conten-
do dentro alm de outras cousas duas veneras da or-
deiu dcChristn una maior com travessa de ouro e
.oseta pendente tamben) de ouro com cruz esmalta-
da no lucio ; nutra mais pequea com cruz tainbeui
esmaltada no nielo un botan de ouro, pequeo, de
abertura de chapa com lavror ; nina casaca de pan-
no preto, lino ainda nova com o trazeiro forrado dr
seda cor de rosa com llores, c abas forradas de sarja
preta ; un chapeo de seda prcta de abas largas, quasi
novo ; um lenco de seda prcta de 3 puntas ; um par de
calcas de casimira cinzenta j;i usadas. Roga-se a quein
for ollrccido algiim dos objectos cima mencionados,
ou dilles tiver noticias d parte nesta lypographa ,
aonde saber.! quem he seu dono ; ou sr qiirin os
levou quier restituir mormente as veneras, alm de
ser bem gratificado se guardar involavcl segrrdo.
-- Na ra dos Pires n. 10, fazem-se ricos quadros de
cabello, e alfiuetei de pelto para senhora,
Precisa-se deOOO/UOO rs. a premio de um e ineio
por cento ao mez e d-sc por .segurauca una casa na
ra Dircia, n. 10!) ISvre c desembarazada : a tratar na
ursina casa.
Compras.
Compra-se uin Cornrlio traduiido ao p da lettra,
a que se eostuma chamar burro : nesta typographla.
Compra-se una cadeirinha, que esteja rm boni uso,
ou nova, nao sendo milito rica : na ra da Cadeia do
Rrcife, loja n. 38.
Compra-se cllctivaineiitc vidro braneo de qual-
quer qualidade, mesmo de vidraca : na ra Nova, ven-
da n. 65.
Compra-se una cscrava moca, que saiba engom-
inar e coiinhal^rou Ir oca-se por nutra que sirva pa-
ra andar na rus por niio ter as habilidades precisas ,
Sem vicios nein achaques, e que he moca : a fallar com
Joaqtiim Lopes de Aducida caixeiro do Sr. Joao Ma-
thrus.
Compra-se nina viola (alto); na ra da Cruz,
n. 10.
Vendas.
ROM TOM.
Vende m-se ricas fivclas para cintura; fitas de chama-
lote e divas de todas asquadadcs ; tudo muito barato :
na praca da Independencia, n. 39. ,
Vrndein-se excel lentes terrenos pela sua localidade,
j atrrrados rprnmptos, para se edificar, leudo alicerces
na fi ente, e fundos para sobrados ; tceni de 120 a 220 pal-
mos de fundo, com os palmos de frente, que os preten-
dentes qui/.ereni, at 310; na ra da Concordia, junto a
travessa, pelo Sol, do fallecido Manoel Francisco Montei-
ro, e pelo Norte, com a travessa dos Martyrios. Nomesino
terreno se aeha para vender nina porfi de cantara, con-
tendo 7 saccadas e 6 portadas do paii. No mesmo lugar
ainda ha algiins terrenos de30 palmus de frenle e 150 dr
fundo, parir seceos e parte alagados: lauto uns, comoou-
tros vendem-se por preco mili cnminndo, adinheiroou
a pra;o. Na ra larga do Rozariu, padaria n. 18, se a-
char com quem tratar.
No ariiiaiem do Itraguez. ao p do arco da Conrri-
{2o, veiidein-se ca'nastras com batatas do Porto, a 2/240
rs. a arroba, e cebollas em mol lio j c i esleas, ao cento,
e por preco commodo.
\cndem-se i.i esclavos, sendo urna
negra com idade de 18 anuos, de elegante
figura, boa costtireiru,c quccozinha u dia-
rio, de um i casa; qnntro mulatas da mes-
illa idade, pouco mais ou menos, e ende
estas iiti> i perleita engommadeira, coslu-
reir.i e cozinheira ; dous molcqucs e qua-
tro mulatinlios de i.'| anuos; e dous ne-
de todo o servico: na ra da Cadeia do
liairro de S.-Antortiof. n. i5.
Vndese, na praca da Independencia lirraria. ni,
6 e 8, a Refutafio da pestilencial doutrina, do interess
traduzida pelo padre inestre l.op.'s (iaiu i.
Vendcin-se dous bonitos molcques, de 12 a H an-
nos, proprios para rnelo ou pagens ; um escravo peca
de todo o servico ; c duas pelas, sendo una moca
por .'i.Vitfiuu rs.: na ra larga do Rozarin, voltando para
os Quartei, u. 24, primeiro andar.
Livraria da esquina do Collegio.
Aos professores de primei-
ras leltrns.
Primeiras noedes de arithinetica para uso das escolas
de ensino primario rm 28 li(ors prlo bacharri Ayres
de Vasconcellos Cardo/o liouiriii, 1846, brox. 640 rs. ;
Primeiras ndedes jlc grouietria, para uso das m,
mas escolas coi 21 lices pelo mesmo autor 1845 ,
.brox. 6-10 rs. ; Dialogo grainmatical da lingoa portu-
guezit, que, para Intelligcbcia dai rrgras da orlhogra-
phia, conten o que he absolutamente iiidispeusavel .
e o que apenas se pode enslnar as escolas, por Anto-
nio Mara llarker obra Impressa em Coiinbra c retui-
pressa rm Maranhao 1 v., cncard. 800 rs.
Na ruada Cadeia-Velha loja
de chapeos n. *19, de I.
J.O. Elster,
vendem-se o srguintrs vinhos engarrafados de supe-
rior qualidade: vnho do l'orto muito vrlho ; dito
Uadeira | llucellas; Carcavelloi ; Sclienv Rheno;
Rordraux; Schcrry cordial ; Tenerlffe ; Champanha ,
marca cometa ; e tambeiu superior genebru hollandeza,
e ago'ardente de Franca.
c=Veudem-se Ocscravol, sendo: 5 pardos, de boni-
tas figuras tendo mn driles 13 anuos; um uinleque,
de 14 .nimis muito lindo ; urna negriuha de 18 anuos; ,
3 pelas mocas com algumas habilidades : na ra' Di-"
re la n. 3.
Vendcm-se 4 molcques de lindas figuras de 14
a 18 annos ; um dito de 7 annos ; 2 pardos de 18 a 20
anuos, sendo um delira bom carrriro; um preto, de
30 annos canoeiro ; nina parda, dr 25 anuos; nina
preta, de 18 anuos rom algumas habilidades ; urna dita
nuil una cria miilatinha de 2 anuos, com habilida-
des : na ra do Collegio n. 3, segundo andar.
= Vendeni-se uns rnerrados, rm bom rstado, para
cobrir calxas de assuear ou gneros de estiva ; na ra
da Madrc-dc-Deos lja n. 12
-- Vende-se una escrava de 20 annos perfeita mu-
cama que cozinha, cngoninia cose, e he multo des-
embaracada paraos arranjns dr una oasa ; na ra lar-
ga do Rozarlo, n. 24, primriro andar.
Vende-se um correntio ; 2 aunis com diamantes;
2 ditos com brilhantes ; um dito sem pedia; todas el-
las obras sao de ouro de le ; um habito de Christo para
padre com diamantes ; um cordao grosso de prata ,
um par de brincos de diamantes ; uin alfinrtr de dito ,
sendo de ouro de lei ; quem pretender, annuncie.
= Vendem-se no ariuazrm n. 34 da ra do Trapi-
che charutos de regala a 1600/ rs. a caixa de cen.
Vende-sc oariiiazrm de carne secca da ruada Praia,
n. 27 rm muito bom local : a tratar uo mesmo ar-
mazeui
I>a ra de
\ pollo,
o. I.
armazem
gros de nac,2o de aa a 3o anuos, proprios SEGU O SU* PLEMENIO.
vendr-sr potassa da Russa nova, da fabrica nacional
do Rio-de-Jaiieiro. Ksla potassa he muito forte e su-
pior a estraugeira que trin viudo e j tem sido ex-
perimentada por diversos Sis. de engrudo, que assim
o aflirmo. Cal virgein de Lisboa a preco muito baixo.
= Vendem-se borzrgulns gaspeados a 3/000 rs. ;
sapaldrs de bezerro a 2/000 rs. ; sapatos de duraque
de Lisboa, a 1/000 n. ; chiquitos para meninos, a 240
rs. : na praia da Independela ns. 13 e 15, loja do
Arantes.
Vende-se sal do Ass, muito superior a bordo
da sumaca Flor-do-ngelim: a tratar na ra da Cruz; ven-
da n. 26, de Luiz Jos de S Araujo ; assim como dous
escravos pardos, dr bonitas Asuras, c umaprrta.
=-j Vendem-se inorndas de ferro para engenhos de as-
suear, para vapor, agoa c bestas, de diversos tamaitos,
por preco commodo ; r igualmente taixas de ferro coado
e batido, de todos os tamauhos : na praca do Corpo-San-
to, n. II, rm casa de Me. Caluiont iS Conipanhia, ou na
ra de Apollo, artnazem, n. 6.
NO ATF.RltO-DA-HOA-VI.STA, SORRADO N. 1, CASA
DE MODAS FRANCKZAS, DE M. MILLOCHAU,
acha-se um lindo, rscolhido r novo sorlimrilo de cha-
peos de senhora de seda crep bico paIba de arroz,
P illi i Moldada cnfcitados com llores e plumas linas ;
locos de blonde braneo e preto ; bicoi de linho ; lilas
linas de todas asqualidades c larguras; luvas de pelli-
ca e de icda ; e outras mais fazrndas da moda francesa,
ludo porpreyo coinniodu.
= Vende-sc superior vinho de llordeaux cm quar-
tolas ; assim como ago'ardente de Franca ( cognac ) ,
cm barril; na ra da Cruz u. 20, casa de Avrial Ir-
inos.
=Vendcin-se paisas miudas para fazer podins ; ccrc-
|ai e ameix.is srecas feijes ; crvillias ; lenliha ; cham-
panha ; vinho do Porlo ; Schcrry ; Madeira ; vinlio do
Rheiio ; Sautrrnes ; Claictte, em quai tolas e caixas di-
to engarrafado a 40/) rs. muito bom; superior cognac;
rhum de Jamaica ; airar ; genebrade Hollanda ; vinho
de Malaga vcllio, cm lucias garrafas ; frascos de todas
as qualidades de finetas da F.uropa ; rcpolbos conser-
vados ; barril pequeos de caviar, de uina libra ; nios-
larda franceza c inglesa ; Schcrry cordial; latas de sal-
uio ; sardinhas; civilbas e mais outras conservas de
pelxc c carne ; conservas de pepinos c ceboilinhos; cer-
veja prcta c branca da celebre marca harclay ; azeile
doce luperior ; cha ; charutos regada. Estes gneros
sao todos da inelhor qualidade e se acbo amostras
para os senhorrs compradores, noariuazeui de Fernan-
do de Lucca na ra do Trapiche n. 34.
= Vendem-se barricas c meias ditas com familia gal-
lega muito superior; barricas c lucias dilas com cal
vlrgcni de Lisboa ; barricas com potassa branca c prrta;
(echaduras para porta de arOiazcm ; pendas de nrame;
rodas de arcos para barricas; bichas de llambuigo ;
tudo por preco commodo : na ra do Vigario arnia-
zem n. 0.
Vendrni-sc brzerros francezrs, de Nantes, de
superior qualidade os mclhorcs que teem viudo a
eite mercado por atacado ou iiirsino cm duziai, a
vontade doi compradores por mais barato pceco do
que em outra qualquer parte : na ra da Cruz, n. 20.
Potassa da tttissia,
verdadeira em ha iris peque-
nos e desembarcada no dia
f 8 de setembro prximo pas-
sado : na ra da Cruz, n 10 ,
em casa de lalkmami& Bo-
senmund
b F.nia m iyp. nr. m. f de pan i a
i'G
Mi


% 240.)
SUPPLEMENTO.
(1846
PERSIAMBUCO.
sessAo 1
Cmara Municipal do Recife.
i EXTRAORDINARIA DE 10 DEOUTUBRO
DR 1846.
PRESIDENCIA DO SR. REG ALBIQUKRQUB.
Dientes o$ Srs. Mello Cavalcantl.Carnelro Montelro,
, v' fic-v da I-'oitseca. Egidio Ferreira. e doutor Aqui-
niie lepois de juramentado na forma do estylo, to-
u' ,.io, ahrio-se a sesso, t M lida e approvad.i a
i"w da antecedente com a altcracao, que se v no Un
dannwpretario leo un olTicio da Excellentissi.no prcsi-
w, da provincia, approvando a arretnalacae tira Im-
L afericies d"* pesos e medidas, frita not Anlo-
'' f onealve de Mnrae. na importancia de I2:30l# rs.-
!"?,,',da, e manilou-se lavrar o respectivo termo.
(i iiri. do secretarlo Interino da provincia, rcmcllen-
in de ordetn do F.xnt. presidente osexemplarc. dos de.
dognvrrno. de ni.443 -H5.-- Inteirada, a man-
do!',rnX virador Barros, participando, que. por in-
cnvenlfOlM, nao podia comparecer a esta sessao. e tal-
les, bem de pressa indispoi-se com todos os M***"**
dos Apipucos e sii.is immediac6es, praticanno la. W,
que, por serem pblicos, deixo de mencionar, enti tan
to, 0Sr. arlo.tendoexcessivoamor a sua filha, solr a
com resienacaoos desvarios e imprudencias de seu jen
ro, j acon'Hhando-o, para que se portasse com itiod -
racSo, j finalmente comprometiendo grande.!**"
sua fortuna, e fazendo g"tscon* f'3"1'' "? Vr t-
ra o livrar de crlmes, como para Ihe PM>orctona r-o
dos os commodos de urna vida honesu e decente, l'm su
real nao gastou aquelle moco durante ...ais de dou an
nos. que foi casado, que So sahisse das algibeiraa de
Bajito, Senhores Redactores, de dar publicidad... M-
tas linhas do scu venerador
O Jxulieeiro.
KdMO.Vr.d.V'nV poVos; que se ,eem rilo neste
moiriplo.-- Re.netlido ao procurador, para Informar a
^mr'o'do contador, .-.presentando as duas tabellas de
re?, a e despea, n.ie c. vlrtude d'ordcn, da pres.dcn
o Ihe folio exigidas.- inteirada, e mandou-sc reu.cller
m F.xm. presidente. ,nnu
Oltro do fiscal da Koa-Vsla,parlirip.indoscre.ndct.H>/
rs a, mullas impostas por infracede. eill > me? de r-
rou.broflndo. e pedindo a tirressaria ordrm para o pa-
ramenta do ciruigio. que o acompanhou em duas cor-
adas de sade.- Inteirada. qnanto apriinrira parle, r
niianto a segunda, que nao podia satisfazer, por nao lia-
vfi- lei do orcanteiito. ,
Ouirn do inesmo fiscal, informando a prelcncao de Ja-
.inilio Ignacio Martn*.Inteirada.
Ouiro do fiscal da rreguezia de S-Jos, dando parir
Jas multas, que iu.pnz, por lnfracc>,ein o mei ulimio.
cuj importancia foi de 4^000 rs., e pedindo o pagamen-
10 do clnirglo, que o acompanhou em duas con mas
unitaria.Inteirada, quanto apriinrira parir, e Mia-
do, qnanto a srgiinda, por nao liavrr orean,ruto
Outro do inesmo fiscal, apresrntando o mappa ao ga-
do morto para consumo, c do que niorrer do mal de
tingui.Inteirada.
Outro do referido fiscal, representando contra osa-
respeitou as caes de sen sog......... -----
o no que ha de ...al. ..obre e delicado no ''[' do
tiro e nao aaUatVito rom lato levou o seu ihed o o
procedimenlo a ...uito mais : alardeou. e alnideouii u
blicamente do que havia prallcado. aecumula ido o an
sulto orlensa, e o escarnen ao ultraje que tinha I. to.
hegando isto ao conbecimento do Sr. czarto, soiirr
o honrado velho amarguras, ruja intens.da.lr se na "po-
de descrever. e en. sua dr faz constar a seu ge uro por
intermedio de..,., seu compadre ( Jo.. S'"if '^X~
n.a), que se retire do lugar, e que a elle mala nio^Oltr.
poi, que beu, sabia o que havia obrado. Receben do -
i,o..in .itiii.w.irnrn. a nilfin os remorsos tires
Theatro publico.
QUARTA-FF.IRA. 28 DO CORRERTE.
(DA. NTtl)
Se representa.cm beneficio do ponto, a grande peca
D. SEHASTIAO RF.I DE PORTUGAL,
oo
A BATALHA DE ALCACER-KIBIR ,
Dividida em 5 quadros. ,
l. a Homenaq-m- 2. o Brinde.- 3. o Uoufco.-
o Fanatismo.5 a Snrte da guerra. i
N ll Como ten. de appirecer pela 1. >
JiL!2m2* de leales,pandeiros. pralos. can,
painhas gaitas, triangulo.
llm annuncio. que. ^S^HS^tffX-
Sn^^^o^^-ou.ra.quedirigi,
pcrmitta-...e fazer uso 0^^ crlMO
Firmo Antonio ie Figuetredo.-
sua pergunta.amr.no- he, que v anaaaci pu_
Anastacio Xavier de .mto ela llirll.nr..e affllcto.
bllcadono0.anodPerBnm6Beo. Morcira. que
dizer-lhe. que nao 1^liW*Z/^ultttVtlt-
mo havera numi estranhe aquella deshar.uon.osa e
fendeVao'seu oriensor, nei lao poiico imaginar, que el
Ir se lembrasse de fazer-lhe nova '.*',^, No .lia 10 do crreme veio o Sr. Ce.ar.o a
e procuro., arranjar, por intermedio dos seus MUgM.*
quaiilla de u.n cont eduzeotos mil res, lPff*r"",
ira Igual, que devia osen rrfMdo 'Pf;? jl
se havia elle obrigado: (os Senhores loto R.orr
,,1 nao seria o susto e pezar desse aoclSo
inesmns
de sade. ,
Outro do fiscal da freguezia dos Artigados, dando con-
t.i do gado, que fura uinrto para consumo. Inteira.la.
Foi eoncedida a deniissiio. que pedir Pedro Jos de
A/evedo Charambach, do lugar de cordeador da mu-
nicipalidade, eestranhada a inaneira incivil, por que a
pedir. /*"'. ,., .
Leo->c um parecer da coininissao de saude publica
relativamente aA Oflielo do cirurgio Francisco Jos da
Mlva. e elle mandn o Sr. Mello Cavalcanti o seguintr
rrqueriinento, que foi approvado.
ii Itequeiro, que o parecer en. dlscussao volte a res-
pectiva coininissao, para orgauisar um projecto para
eonslruccao de un. n.aladouro publico, atteodrndo as
dlipoaicdra das leis provinclaes. que autorlsao rala c-
mara para a ffferida eonslruccao, propondo logo lodos
os meios de melhor fiscalisac.io, e medidas sanitarias
inherentes um tal eslabeleciinento. O vereador ,
Mrllo (arnlranti.
0 Sr. Egidio Ferreira apresentou o seguintc requeri-
nienlo, que foi approvado, votando conlra obr. presi-
denlc, c por virtudr do mrsmo reqiirriinrnto rxpedio-
se diploma ao vereador siipplente.
., Piolo.igando-sr a molestia do vereador Francisco
Antonio de Oliveira, e nao ronvindo aos.'ivico, que sr
espere pelo seu restabel. riinri.lo, que porerrto nao le-
r;i lugar dentro de pomo lempo, requeiro, que se chame
siipplenle, roiiformaiido-sr cata samara rom o disposto
non. ligo 28 da lei do I." de oulubro de 1828.O vena-
dor, Jote Egidio Ftrrrira.
Foi aulorisa.la a coinmiss.o depolicia.para.de accor-
do com o secretario, operar a mudanca para a casa nova-
niente alugada.
Despacharao-se as petices de Antonio lavare de A-
i.i..jo. ba.harel Antonio Jos Pereira. Donslaolino lose
Raposo, Francisco Jos T.ixeira Bastos, JoseJoaquun
deFreitas (ininiarars, Joan BaplisU Il.rbstrr Justino
Pereira de Parla, Jos Antonio Bustos, Joo Tiloma Ir-
relra, larlntha Ignacio Martins, MaraCaeuoaeoutros,
Hauorl Doiningnes Januario os pronrleWrlos da nova
ruado Mangiiinlio, Rila Mara da PUxao, Ihotnai de
Aquino Fonseca, Tliom Pereira l^gos, Tlierr/a Gon-
calves de Jess, e Jos lligino de Miranda Eeu.Joao/Mf
ftrrrira de Agaiar, secretario, a suliscrvi. -- llrgo Albu-
qurrque presidente. Mrllo Caralranli. Cnimiro ilon-
teiro. tr. Nery. Egidio htrieira. Dr. Aquino._____
,. carrilhocs, c outros ios
trumenlosdesu natureza. de que usaoos Mouros do ,r-
pa" toquaodo aco.npanliao os rus iris, e que um amador
no
co
"".do" SV. D 'snloj-ioV grao-prior do Grato, para nos
sa defesa e jiistilicacao.
a Desafinada e fnebre harmona
De revolnnlc musir o prreede,
Que nos rochedoscon-avos quebrada,
u E de escabrosos troncos repellida
Mais barbara se torna !!'.'.
Tamben haver a harn.oniosa msica militar europea,
queassiste ao brinde.que d el-rei ao imperador de Ma.-
r005'acto he todo preenchido das diversas acedes da
batalh.1 entre o Tamista e o Mocaiim.
PUBI.I'-ACAO TI ITERARA.
Sabio luz Dina collcccao de todas as phrazrs taU
lasdrl-aFontainc. traduzidas e esrlarre.das segundo
os melhorcs exposi.ores ; obra inuio ..., pMqM
rrequcnlao a aula de franCM; vcude-sc na liviana da
ra da ru. n. SB. pirco 480 rs
Avisos manlinioS.
usar da ...
nesla mesma occasio
o^erv, o ,, raspes do .,,. smo Sr. Analacio Xa er d_
Coito: e talve, que rstr .hisrssc mas algu a ^fflr
,. do Sr. dou tor julz do cive. da aegund.vara e ha ca^ rreat ruaV. ^Sucesso .A*j&j~
bl,io que W^Sgy 0 patelo Carn.o,
con.panhia de Sr. I onslantino Jo; Rapo.o. e mda
dr ci........o, foi irr ao engenbo do Poeta lo Si. I '<
Crrela de Araujo, a.mdr deixou 0 cavallo, >cguin .
pe para sua casa.por dentro dos mallos e <"*""&
de se nao encontrar con. os assassmos.qur o P-'.-0-
chegou finalmente i dita sua casa, e pouco d. po ti e
BOUtambem sen genio na em que 4* an* morIW.
Passou-sr a nolte se, novidadr; e no da .,- mi I
do crreme. achand-se o Sr. Cezario *****"*"
dito Sr Constamino Jos Rapozo, seu amigo, ><
H o iheatro desse ai onlceiinenlo rstrondoso qui i x
aclmente trm sido referido pelas folhas publicas, c qu.
se passou pela manrira seguintr:
Das nove para as drz horas da maiihaa iWiM
rail, cid grnro do Sr. Ce.ario, armado com pi pu .a ,
que nunca largava, caminha *V^^takSSdr
de assassina. scu cunl.ado .Io,c t. MI lo
Para a Bahia seguir, o mais breve possivel a bem
conhectda 0 velelra sumaca Aorn-turor-i. cap.tao l.o-
mi, gos josd da Silva Papalina: quem na infama quuer
"irregar ou Ir de paatagem, p.ie entendrr-sr com o
s,no capitio ou rom Mnorin. irn.aos. ra da ade.a,
M com boa agua
hmllla e?
por correr.
.
c
m
n. 4.ri.
Ptli-VniSo sa-
- Para o Porto a escuna porlugueza raww -
,ir impreterivrlinrmr no dia S de novembre^reoe-
ra a a fi ele e passagriius : l.ata-se con. o capil.io
a^i do Commercio. ou con. oconsignalar.o, boma.
ou vende-se por preco rasoave. no pateo
com todo o necessario para o soque de .ssucar a tratar
"a"'Z"?>Z-sc pela festa ou ...esmo por por auno
f,rU,ari.a para dou. cavallo. banho perlo
o rio po. d. irs da casa : a rallar na ra
. oelbos primeiro sobrado do lado dlrelto, ao enlra.
da-" Aluga-se por comn.odo preco o segundo andar
eso,aodo"obra.ron. 2,junto ao theatro: a tratar na
rr!C*n nioc; que tenlia de ,4 a 16 annos,
paTa^aixeiro de un.a venla e que de fiador; sua con-
dueta : a fallar na ra do \igano_
= Desapi
nina can.
para o fin.
Mello. (|U
norava na
mesma casa, e que uaquelle mo-
nrnl lavia chegado doMonteiro. lirin as admoenUt-
2% su Lia? m acrSnin,?:s: s&
^""?.h"'^//Xnr; ?aocap.*sV mudar
pa:
ado, su desejavn
todosiJt^iU-
armaiem n.
a fallar na ra :..,.,
I,?' ... do enclamelo, urna madura de lO a 12
''''l^S^^U^Prtiallo-retira-
Pr-VAluaea-se ...na padaria co... os principaes utensilios
, mnio bous Jomnodoa. A casa he prop.ia para qual-
I
i,lia nor ser as.u
trata-c na
Ift
de
ll SOgl'O,
o predi to
que esta-
da, arran-
CaudO com a ponta do puima! oVspelho da iecliailn.a, e
entra com o inesnio punlialem alliludr de varar o pro-
DI I RIO HE PERW.nl'CII.
Sen. que ponhamos em duvlda as boas qualidades,
que o Sr. Jutlireiro, na correspondencia, que adianto val
transcripta, triblie ao Sr. C./aiio e aos seus nios ;
icuiquedeixeiiios de dar crdito ;s eirrumslancias ex-
traordinarias, que diz. lie, precrdrifio ao laclo tamben.
extraordinario, de cpie ora se ociup.i, e que les o Oje-
lo do i.osso Higo do n. 229 ; wni que suppounaun es-
c.ioiadode vicios o infelii S.'bastan, a quem Uto baiba-
ramenie f.d lirada a vida ; sem que n.esiiio ronte.teiiiO.
o espirito de ingtalido. deque be acensado esse des-
granado, na citada lorrespondeinia; sm guiamos ao seu
assignatario, que, quando laucamos lliSo da peona para
narrar o horroroso aionleeimento. que no dia II do
curente leve lugar em Apipucos, ac.Lavamos de ser
d.lle informados por pessoa, para mis mili fidedigna, que
i.siile as c-irrnmvi/iubanca- d'essa povoaco e que, ao
filennos a narracao. em nada no. a panamos do que a
semelhaiile respciio nos dlsse essa pessoa.
____Correspondencia._____
Srt. Kedaeiom. I.rndo nesta fe,Iba, e no Nazareno n.
55, una expoi;ao adulterada do aconlrciineiilo oceor-
rido nos Apipucos. no dia 11 do crreme ; e nao poden-
do ver, que assim paise por veidaileira seuif litante ex-
pOSlrAn, em ludo cnnt.ria a realidade do laclo aconte-
cido,' ionio sobre tulla a larefa de narrar o inesmo laclo,
tal qual se passou, com todas as suas ciicuinslancias,
alio, de que o publico imparcial, melborntentc esclare-
cido, possa formar seu juizo a rrspeilo dellr; e com ple-
no conliiciiiienlo da verdade avaliar os motivos, que de-
ro lugar ao sen apparecimento. .
leudo o Sr. Francisco piarlo de Mello, que alias he
beu, co.ihecido wata cidade, como proprielai.o pacuno
e trabalhad. r, easauo urna de suas lillias eom Sebasliao
de Mello Accioli. boje fallecido, nao tardn em sollrer
incomniodos occasiunados por seu genio, que, sendo
um moco imprudente assoinado c de un. genio col-
rico, como nao poderiO negar os seus tneimes paren-
fosse. nein consideracao alguma, J
a resol... ao drssc linmem, que, ob5U
derramar u sangue daqutdlcs, a quc
eipins devi.a defender.
Cliega eoni ellito a un quarto da c
aondr sr a. bava descansando com sua fnll
scu i in.li.ulii. e, avistando-o por nm*jaiiel
va abei la, fr^a a porta, que se ai
c
en...
dito scu cuul,ado; e grilando-lhe esle, que o deixa..l
viver, elle aada attendeo, e marcho., sobre elle, que
Si. nconOn por deltas de una cama, para escapar a ag-
gesso. Neata. clrcuiuatanclas, o Sr. Jos Cezario.vendo,
que inonia iinvilav. Inieiue, dispara-lhc um tiro com
um devnote, que linha no q.tai lo ; e ao estrondo da ar-
ma acude un. seu Iraball.ad.ir, que C acl.ava 110 acou-
gue da povoaco, o qual, encontrando se naquella lucia
com o aggres'so, joga com rile as lacada.: resultando
cabir morlo o me.mo aggressor, que s deixou o pu-
nhal, quando 0 nao pode mais segurar. Kote-se, que o
lirodoSr. JosCezaiio apenas olleudeo um dedo daque.-
le, que prociiiava airancai-lbe vida, assim romo ha-
via arrancado a honra de siguen, de sua familia; e que,
a nao ser elle socorrido por seu trabalhador, i.ecessaria-
meiile acabarla victimado punhal de sen ciiiilia.lo. vllto
achar-se lodocnle, que mi poderla siisteular nina luc-
ia drstr genero por multo, minuto. Tainbem ae deve
notar, que lano havia premediUCao da parte do assas-
lil.ado, que collocra rm rita distancia um criado scu,
dr Dome Manuel llcnediclo, soldado desertor, com un
joco de pistolas, o qual, disparando nina del la. sobre
Frauciaco Osarla de ello Jnior, que corra pata a
casa de seu pai.alim dcsocconcf seu irmao, evadita-sr,
depois diste acto.
Finalmente sr deve aluda notar, que tanlo a niiilb.
do assassinado suppoz haver da parir dr sru mai idouma
intencao criminosa, que, na occasio de sabir ellrdr ca-
sa, pedira-lbe, que nao fo pimhal, que levava desembainbado, como consta, que
ella mesma teiu cntilessailo ; ao que elle responder,
que, ou (norria, ou matava naquelle da seu ilUul.adu ;
r iste anda mais se verifica pi la cii euinslrm la de aullar-
se a dita iiiulher do assassinado lao prevenida, que ao
oui du tiro correo iuiuiedialameiile para o lugar, en.
que se passou o aroiilecinn tito; ciicunislancia esta, que
prova ter ella algiiiuas rascs para dcsconliar das niieii-
res de seu marido.
Emqtianto isto se passava, o Sr. Cezario se ach va,
como cima se disse, em casa do referido Sr (onMU-
tino Jos Rapozo, ecorrendo para a sua, nada mais pu-
de prevenir, porque todo j era roiisuinn.ailo.
Eis o facto tal qual se passou, e aftiru.o lodas as pes-
soa. que o presencialo; agora perguularei ao redac-
tor do Aasareno, e a mais algucm, que ut.loenche a boc-
ea com as palavras assassinos, fa. inorosos, etc., etc.
__ cni. mgreasor, que os procurasse em sitas casas, e que, alem
de macular a honra de suas familias, pretende ar-
rancar-lites a vida por nina inaneira lao cruel ? Nao cor-
tamente. Pis. ae assim he, deveni ser mais justos com
o Sr. Cezario c seus fillios ; deven, leuibrar-sr, que elle
sen.pie foro conbecido como hoinens pacficos, e que
nunca ligurro em aceita alguma de sangue.
Se agora apparece em sua casa este fado na vrrdade
borrivrl, foi elle filho dos luOIlvos, que licao apontado
e nao de malvadeza e premedilacSo, pori|ue nunca o
hoin.in honesto enlrou na carrrira doscriines por una
mamila tao estrondosa. e nao he de presumir, que no
- dcil.
ultimo quartel de sua existencia, com um genio dcil,
como por lodos lie conbecido, ca regado de familia, e
com longo habito de obrar bem, o Sr. Cezario se aven-
lurassc a premeditar uiucrime cercado de horrores. O
meen, sua casa acontrceo, pode mu. bem acontecer na
de qualquer um, poique ninguein lem em sua ...ao o fio
dos acontecimenios. ... ,.
Lainente-se as desgranas de um pal de familia honesto
e trabalhador ; lamrntr-se nicsino a sorte do infeliz,
que foi victima de sua inclinacao criminosa, mas nao se
quelra aren mular aecusaces sobre o aflicto, iusultos so-
bre o desgravado.
cintillo ixuis cimn."' ------ -- .,,,. r..
nuer rslabclrrin.ento, e tem coinuiojos para inorar ia
.....- =.,,.- bafassraSaflw
veran.to Rabello 8c Ftlbo; f0 |arg0 da As,.
toai.daf. -^^--..o da Costa Re rctira-sc para o
~ Jos Carroaran. _!___- cstudos, levand'.
Rio-de-.laneiro, para rolilinuar coi.rbs^^ ^ ^
yylo seu caraxf6iiiento*prot..pia : quem no uiraino
,Uer aOCW u Ir de paaaagein, dirija-sea l.ordo.iu
esmo, queVlli lundeado delronle do rorte-dO-MatlO.
- OsSrs. passagrirosecarrrgadores de esclavos no
l|.IW
MU -II
para o Ito-Grande-do-Sul
apromptcn seus passaporles ale oh... do co. role /.,
qu be quando o ntesiuo bcrganluu I"-leude la.gal
- O biigue-escutta llenriquela, que acaba de lotrar
de cobre e he cavllbado de igual metal, ha de sa-
n, para o Maranbo. no lint dcsla semana, a .Ore.
cebe carga inloda paracujo ajuste se trata com Fran-
eiseo Joaquim Pedro da Coata, na ra da t.adea do Ri-
elen. l?,scgundo andar, ou no arinazcni n. 12, da iitcs-
"'--na o Ass sai uestes 8dias o briguc Echo, capillo
Mat.oelI.ui/. dos Santos; recebe carga a rrele e pasan*
ueiros: os pretei.dei.tcs drjao-sea ra d.tt ade.a-\elha,
ar,na/e.n. n. 12, de l aliar S Oliveira.
Lei! fies.
= Joao Keller te C. faro lello, por intervencao do
corretor Oliveira, do melhor sorliuienlo de laie.tdas
nroprla. d" .....rcado : qiiarla-leira, 28 do crrante, U
10 botas da inanbaa eitt ponto, no seu atinaieni, ra da
' Kalkniann & Roseuinutid fariio leilao, por iuler-
vencao do corretor Oliveira ,
boje das fazends do seu arinazeni, cure ellas, vestidos para
enhorna, e outra. mnlta fazends rccenteinente cnc-
U-adas. Reuniulo-sesullicienli- niintero dr eon.pra.lorrs,
ir ...do vendido pelo maior preco, que der, pa.a le-
cha, c ,,Cljw0Il| k i transrrrrm o seu leilaoidefaieit-
das, a.tnu.iciado para l.uje.para 'li"l-'-'>'a-.2!)1oii^.r-
renlu. ;is 10 horas da maoliaa, en. :.insequeucia de nova
fazends averiadas e li.npas, que alees- da ferio des-
pachadas n'all'.iiidcga.
-hvisos inversos.
Desta lypographia deaapp*rcco,
lia (lias mu prelo, le nome Joan, alto .
com os na nchadop icndido de una
ve filfa* falla m uilo explicad ; salie le
algunia ecusa, e iiu-nlca-se forro : qoem
o pegar, liaga a ma das Ciu/es, n. .34 ,
que ser recompensa )o.
Sr>. Redaclnret.lie boje tatica n.ui sedica fazeres-
palharlnsinuacfles para prevenir o juizo do publico e
dos julgadorrs a rrspeilo de qualquer qurstao, sobre
que tenhSo dr dar sru voto ; porquecreeni os esperta-
Ihdrs tirar vaniageiu do julio anticipado, que conse-
gueiu formar a seu geilo c.ni a publicacSo das suas
i.Uias inventadas e que julgao suppnr u vacuo de
provas e rases, de que carecem ; mas he cerlan.eiile
essa tatica bem miseraveI porque assim o publico ho-
jc contos conspicuos julgadores di. paii, leeni bas-
tante Ilustrado, senso e rrcliilo, para nao se deixareut
levar sean da forca da verdade ejustica. Firme nisto.
abstenho-mede fazer quaesquer outras considera9r>es,
c liuiiio-ine a responder ao aiiiiuncio publicado no Dia-
rio n. 38, com a carta abaixo transcripta.
Seu constante leitor
Firmo itntuaio de Figueiredo.
Sr. J^nijuim Franciico de Albuqucrque Santiago. Por
amor da verdade, rogolhe, que queira declarar ao pe
desta o como se mostrou, e o que disse o Sr. Anastacio
Xavier de Coito hote, quando lite exprobrelo proeedi-
meuto reprovado, que leve, estropiando a veroade em
-ouisigo o sen rscravn I.uiz. T_]Si.sc,
-OsSrs advogados e solicitadores,que quiserelE^
inscriptos noal.nanack desta provincia, ampreaao msTV
poj..pitia, dignem-se mandar seus non.es e morad a
tffivrarla dpraca da Independencia ns. 6 e 8, uestes
''"'w- Dias da Silva faz publico, que. tendo:fallido o
seu irniHoJoaqui... da Silva Woiirao. IS^SSSSSS
ei edor, negoc ou c se obrigou por lodas as dividas de
dito se i irmao, ficando eom a loja deste por aun coaita ;
oque faz patente, a lim de que en. lempo algn, ninguem
M supponha Iludido : outro si... declara, que dito seu
irmao .chuma ingerencia tea en. a mesma loja.
-- lie chrgado ltimamente de fura u.n grande sor-
limento de figo do ar, comnoato de b e 9 bombas, eque
be a unta altura clraordinaria-.bcmcomo foguetcs, do
diversas cores, por preco mais cominodo do que en. ou-
tra qualquer parte: e tamben, se receben!cncounnendas.
parama, dar vir da qualidade, que o comprador qu.-
',' no \terro-da-lloa-Vista, loja de .niudezas n. M, de
Thoinaz Pereira de Mallos Kslima.
- Na ra de Borla, n. 22. prime.ro andar ei.s.na-
se eimiuanto diir.ii-ein as feria da academia rhclo-
rica, geometra e geographl. : aquelles senhores que
qilizerem aprender eomparecao das 8 horas da ma-
n..... as .'ida tarde.
-OSr. ,qne, por engao ou por graca tirou do
crrelo urna carta, vlnda da illia de S.-viiguel. para Jos
SoaresdaSHva Plinentel, quelra ter a bondade de a
entregar na rua larga do Rozario n. 24.
ATTENgAO!
nesrncaininhou-se, da casa da rua da Cruz, n. 9.
tereciro andar haver dona mezes pouco mais ou
menos um alnete de prlio de senbora encastra-
do em o.iro trabalbode relevo contendo o retrato de
urna menina sentada em unta almoaada, de idade de
10 a 18 innes rom itteias botzegulns e touca : prc-
vinc-sr a toda r qualquer pessoa, que Ifnha vtslo tal
alflnele de 0 tcawr' a sobredta casi que cdara tres
ve/es o valor do retrato nfio aeeilglndoo ouro ben*
como se guarda segredo. Faz-se tainaiihoempenho, por
assim o exigir a pessoa, a quem elle pertence; pois para
qualquer ontra he zero
._ Prrdrao-se Ift^OOO rs. do convento do Carino ate
a i na Di relia quem os achou qtierendo restituir dl-
rija-sua rua da Assiinipcao n. 36, segundo andar,
que se lhe dar S'OOO is.
Felicianno Augusto de Vasconcellos offerece-se a
mandar conduzlr a. ftzeoda despachadas na alfande-
ga para a casa de seusdouos .pormeladeda qtiantia,
pela qual sr coiiduzr.n actualmente obrigando-se a
entregar as fazends. taes e quaesas receber dos Snrs.
despachantes : qualquer pesssoa. a quem antereasar o
prsenle aniiuueio pode entender-sr com o Olho do
aniiunciaute Thoma de Vasconcellos Albuquerque
M.iranhSo encarrrgadoda capataiia da mesma alfan-
dega novaiiieute errada.
-- Fazrin-sc quaesquer cortinados tanto de camas
como para janellas e para decoracoes de bailes, ou
sociedades ; furacocs de eadeiras, sophas, colchoes elas-
llcul, c cm lim ludo quanto Tor concernente a tapecar.a;
tambeui sr val pr taptese esleirs em qualquer lu-
ttar que srja ; tudo rom prrfeico, e por se ter professa-
do este ofiicio em Paris por preco o mais rasoavel ,
que se pudo fazer : na travesea da Concordia, n. 13, airas
da Ion-e oo Carino
__Arrenda se urna padaria com casa sita na Pas-
saKeiu-da-Madalena : a tratar na rua da Cloria, so-
brado n. 59.
Una de Apollo ,n. 50.
Aluga-sc o ... 'ni iz.-ni acitna declarado com embar-
que no (undo para a inar proprio para arinazem de
assucar ou outro qualquer estabrleclmeoto: a tratar
sobre o seu aluguel, con. Jos Pereira, na sua venda ,
na ruada Semall-aNova, o.7.
= Precisa-se de una enliora, que saiba perfeltamen-
le a msica e pi.no, para ei.sii.ar em caaa de familia ;
trata-se na rua Dlreita, sobrado, n. 29,/
I
1
[MUTILADO


,2
I III | lili CCI1 III
lilil menle.
Vinte n!is por
i nni.i arroba.
AVISO IMPORTANTE
A os
SENHORESDE ENGEN1I0.
F. E. Altrn Vianna com armazcm de .wn na ra da
Srnzalla-Velha, n. 110, recebe assncares commis-
so, com as vantajosas cniulii-iics indicadas na tabella
seguinte :
OsUMMUhA
DAS COMMISSOeS DE VENDA.
Coimnissao de venda de caixas......i
de saceos e barricas por
barracas.........
de -iiiis em ennibnis s
costas de carados. .
por enroslar 011 drposi-
tarassnc.irrs, a espera dr
olitrr augmento no pre-
eo, e pnr qualqurr lem-
po, que Ihes convler. .
Futem-se adiatilumenloi, com garanta solida neita
praca.
AOSSEMHORF.S NEGOCIANTES EXPORTADORES.
Pela compra por sua conta e soque 011
ensaque dr assurarrs, no referido .ir-, ..
maiem, inclusive o cairelo para o em-/ ^narontarfis
barqiie dos iiiesmos assucarei.Cnm-lI>or cada '*
uiissodc bracagrm..........I
Reccbem-sc em pagamento letlras a 60 dias, agradan-
do u firmas.
Do-se todas as garantas ao gosto do comprador.
AO BOM TOM PARISIENSE.
RA NOVA,N.7.
TEMPETTR, ALFAMTR,
tein a honra de participar aos seus frrgueics que
dissolveo, desde o dia 15 de srtrmbro passado a so-
ciedade que linda rom os Sis. Colombirz & C. : as
prssoas. qnr oqiiizrrem favnrrcrr com a sua frrguezia,
o acharad na sua loja, ra Nova. n. 7. Ten. pannos pa-
ra calcas, colletes r casacas, de todas as quaiidadr*, os
mais novos chegados agora de Pars, c a collrccao dos
mal recentes figurinos.
t-abriea de chapos de sol,
ni* do Pftssein-l'ulilico. n 5.
TJoSo Loubrt tem a honra de participar ao res-
pritavrl publico, qur acaba de recebrr de Fran-
ca pelos ltimos navios f1ance7.es un bello
sortlment do ultimo goslo sendo: chapeos dr sol,
para hoiurin r srnliora de seda lisa, tarrada r furla-
corrs com caln.se casles milito ricos ; seda de Indas
as cores e qualidades ; paiiiiinhos entrancadns r lisos;
ludo para cobrir chapeos le sol; chapeos dr sol dr pan-
iiiuhode todas as cores para lioiuem rom cabos e
caitSe ricos : taiiibem concertaos mrsinos, lamo
de honiriu como dr seuhora ; pols tem tudo quanto he
urerssarin para os ditos e promrtlr milita brrvidadr,
para fazrr qualquer concert : tudo por prrro com-
iiiodu.
- Roga-se a todas as prssoas habitante* nesta praca
r seus suburbios, que, se a caso se Ihes apriseninr, ollr-
rrrrndo srus servidos como forra urna parda dr Do-
me Hay inunda dr l anuos, pouro mais 011 menos, ra-
billo corlado r anudado rosto clirin r redondo ollios
rom brlidasr a vista curta c mu, com urna cicalrii.quasi
dacoafignracSoe tamaiihnda palma de nina mo no
lugar da nuca por detrs do prsroco, dr a apprchcu-
derein r mandarrm a rua da CrOT, no Recife n. 3, a
Mmoel Mas; pois qur hr sua rscrava. qur Ihr fngio no
dia 11 do correte que. alrm de limito agradecido Ji-
cnr. se responsabilisa a salisfazrr qualaueid/spcja iiik
se fuer rom sua captan '
est determinado o andamento para o dia 26 do corren-
te mee Nos uirsmos Ingarrs rrcebem-se os bilhetes
premiados da lolrria do l.ivramrnto, em troca dos da
qur ora se annunria.
= O abaixo assignado advoga tanto no civel como no
Crime; para o qur est competentemente habilitado
com novo provimento do Exm. Sr. presidente da rela-
van todos os que se quizerem utilisar do seu prestimo
o acharad na casa de sua rrsidencia na roa dr S.-Fran-
cisro, n. 82, casa ondr inorou o advogado Caetano dr
Sonsa \ n 111 nrs, e iiltlmamente o Sr. escrlvo de pro-
testos, Tito.Antmio Borgei in Fornica.
Procisa-sc dr dous lavradores ; em casa do doura-
dor, 011 fabricante de candiriros de gaz na ra No-
va n. 52.
Prrrisa-sr dr un rapar. dr 10 a 12 annos para
caixeiro dr renda ; na rua Imperial n. M5.
Atrmria de HMHMporlefi
Na rua do ( olleglo, n. 10, c no Aterro-da-Roa-Vista.
loja, 11. 48, (irn-se passapnrtes, tanto para dentro co-
mo para (lira do imperio; assim como despachao-se es-
cravos: tudo com brevidade.
ADMIRAVEIS
NAVALHAS DE AC DA CHINA.
Trem a vantagem de cortar o cabello sem oft'cnsa da
pcllr drixando a carapaiccendo estarna sua brilhan-
te mocldade.
Fste ac vem exclusivamente da China, e snelle tra-
halhao dous dos melhores e mais abalisados cuteleiros
da nunca excedida e rica cidade de Pekim capital do
imperio chira.
Actor Shaw.
N. B. He recninmendado o uso destas navalhas ma-
ravilhosas por todas as socirdades das sciencias medirn-
cirurgica.tanto da Europa romo da America,Asia e Afri-
ea, nao s para prrvrnir as molestias da cutis mas tam-
brm romo mn inrio cosmrliro.
Vrndein-se na rua do Crespo loja n. 8 de Campos
St Maya.
Comoras.
=f'oiupra-se mn sellini novo, 011 com pouco uso, que
sirva para montarla de menina : a pessoa.que o tiver, e
quizer vender, poder annunriar nrste jornal, para ser
procurada.
Coinpra-se mn rachorro de lila : na loja da esquina
do arco dr Santo-Antonio, qnr volla para a cadeia.
-- Compra sr uin nrgrinha 011 mulatinha seni vi-
rios para andar com nina enanca ; na rua larga do
Roz.11 in loja dr iniudrzas n 35.
Compra-se urna prrta qur saiba rngommar e co-
zlnhar rm nina casa dr nouca familia, sem achaqurs,
dando-sr rm pagamento una prrta; na luja dr livros, da
prac.a da Independencia, n. 6 e 8 se dir qiiem quer.
Compra-se o vocabulario 011 diccionario por-
tugurzdr Rlutrau ; no Alerio-da-Roa-Visla n 38.
Coinpru-sr 10 pipas ruin ago'ardrnir branca de 20
22 graos, que srja baslantr clara: a tratar na rua'
Nova, no primen o andar por cima da loja de Jules
Colombiez fcC, aopc da matriz.
Vrndem-se lencos de seda da India, a 1/440 rs. ;
riscadinhos francezrs de bonitos padioes pa-
ra vestidos de senhora de cores finas, a 240 rs.
o rovado ; cortes de cassa-chitas de ricos pa-
drees e de cores multo fixas rom 7 varas, a 3/
rs. o cortr ; chitas largas francezas padrc.es
inuitn modernos e dr tintas milito finas, a 320 r-,
o aovado; cortes de nielas casimiras, (te superio-
res padrries e de una duracao superior a casi-
mira a 2/400 rs. o corte ; ricos chales de laa e
srda, multo modernos a 3/, 3.1500 e 4,#iJ00
Sj rs. ; cassas linas, o mais rico i-ossivel de cores
,-i^ fix.is r dr ricos padrrs a 5/200 rs. o rorle ,
5r panno pretor de todas as cores e qualidades;
^> bretanna rrsguiao depuro linbo;chlese man-
c tas dr seda e crep ; assim como un completo i
^i sortiinentn de fazendas finas ; tudo por preco
^ tiio em conla que hr impossivrl a vista da fa- |
'o> "'"^'' comprador drixar dr romprar : na rua 1
*% do Qiieimado nos q na tro-can tos casa ama- i
^ relia loja 11. 29.
Vendas.
ptimos charutos.
Manuel Jnaquim Cnncnlves e Silva I na rua da Cruz ,
n. 43;, fa scicnlr ao publico, qur na sumara !\'nva-Au-
rora, rrrrntrmrntr chegada da l'ahia.vrio 11111 snrlimrn-
10 dos melhores charutos all fabricados, dr dlllrrentei
qualidades; romo telffoi imprriars. rrgalia, primorea,
etc., da fabrica Ir S. Frlli dr Jo.io Frrdrrico Witzlr-
brn; vindns a rasa dos Sis. Iluthr llidoulac. A quem
romprar dr mil para rima, faz-sr diflrirnca dr 2/ rs.
z:Vende-se un molrrutr dr naco por preco comiuo-
do; na rua Dlrelta, n. 18.
/mino ile ehrgar de Frnnra
ORAS COMPUTAS DR J. J ROIKSEAU. com as ulli-
i-as cartas inditas. I xiellente nli.au dr Pars em
25 volantes rm olfato. Vriidriii-sr por multo mdico
prreo na dja dr slanoi-l .los Ooiifalves rua do Ouri-
mado n. 27.
Vendem-se travs de 40 palmos, de boa qualida-
dr r grosanra ; no ihratro da rua dr Apollo. -
= Vrndr-sr nina porcfio dr gesso fino y a rua do Vi-
gario n. 33, [11 'inicien andar.
R
- Na padart p'pastelarla francesa do Aterro-da-Boa-
> isla, V. jO, rrrrbro-sr ullimamriilr 11111 completo sor-
ll"lofito de eonfeitos, ainenduas roberas, dores dr as-
"i'icar crlstalisado, rom licor por dentro.ainciulnas reara,
r outros confrilos dos mais ricos, ele. etc. bocet.is doil-
radas e coufeitadas para rnrlirr dos inrsmos,
para fazer presentes ; ago'ardcnte dr Franca dr
rior quaiidadr; vrrdadriro marrasquino drZ.ua; absyn
tdo suisso, da marca vrrdadrira; vii.hu de l'ordraux rn-
garrafado.rlr. rlc; e Igualmente se acceito encommen-
das de doces finos, e bandejas para cha, tudo por pre-
co n.jis roiiiinndo.
Aluga-sr a inrtadr do primriro andar do sobrado
Por 5.00^000res!
\ rndr-se..[|i'. ;(fld0 corrrrMT ira, airiiiacn. r o tras-
(nassii (|,i i,, ronherlda luja daTvniina (lo l.ivramrnto,
n. I. ptima para qualqurr rslabelrcimrnto pela sua
mrlhnr pnsicao : trata-sena rua llirVila sobrado n.2!i.
= Vrnde-se un teneln 011 sitio, milito prrto Ais-
la praca com mais de Ido palmos de frente e 400 di-
fundo rom porto para embarque r desembarque, com
2 casas una lellas cun 2 salas 5 quarlos e cozillha
lora r .1 ontra cora 3 salas, 7 quartos, eotlnha fra ,
piopnas i estribarla para Scaralloa, mu terrado porfi de r.r-
''- I ro murado na frente r cercado era ruda alrm dr mi-
nas In nifcitoiias por mdico preco : na rua Nora, lo-
ja n. 58.
AltriTcao !
Na rua da Cidria, luja n. 50. dr Ciinha & Amnrini ,
aluda lia para vender o fbrmldarel rape prinerza dr
1 pruxiino 1
previne-se, que uingiirin faca negocio algiim com a re-
ferida letira; pois os acechantes se aebo picvenidus
para nao paga-la sen.io ais anniincianlcs : roga-se a
i|iialquer pessoa, qur a trulla adiado, o obsequio dr rn-
Irrga-la. na rua da adria do Rrrifr, 0.60, pelo qur sr
Ihe ficai innitoagradecido.Junkhrym A (iii/iif.
= 'Prrrisa-sr dr nina prssna muim capaz, (pie d fia-
dor ,1 ua conduela, para lomar conla dr mu annazein
dr carne, Irndn pr.illca dr comprar r dr sr rnrarregar
dr mu ludo : na rua do Vigario, annazem n. 22, qur a-
ihar com quem tratar.
= Alugau-sr duas rasas terreas, para sr passara frs-
ta, rm Olinda na ladrira do Var.iduuru, junto an primri-
ro breen, subindo a ladrira, com cnmmndos sufiieienlrs
para nina grandr familia : qurii.i as pretender, dirja-
se rm Olinda ao Sr. Antonio Porfirio Lrilr, rom luja dr
sapatriro junto as mesmas rasas, 011 em Fra-de-Puiias,
na rua do Pilar, n. 108, das 2as 9 lunas do dia, e das 2
da tarde em d-iiitc, que senara1 rom qui 111 tratar.
. Arreida-sr, prlo irnipo da fesla, 011 por anuo, o si-
tio, que foi dr Antonio Corlho da Silva, com casa dr
sobradn bastante grande, o oulras rummodidades : no
inesino sitio no lugar do Cortumr-do-Coelho.
Arrenda-se, por festa, um sitio a maigein do rio,
confronte a olaria do tencnte-coronel Caruriro rom
grandr rasa, bastantrs arvores, r outras coiumodida
drs, que se fai.o vrr a quem pretender ; na la da
Saota-i ruz, n. 74.
Srnesla praja existir o Sr. Antonio Jos da Silva Ciis-
pianu, queira, por rslr Diario, anntim iar sua morada,
para ser procurado, sobre negocie, que Ihe inleiessa,
011 procurar Amonio de Aducida Gomes, na rua dr
Apollo, arniazrm 11. 2 A.
Arreada sr um arinaznii dr carne em milito bom lu-
gar, vrndrndo-sr o qur lein dentro, r assegurasr, qur o
alugiii I hr rm conla, e milito afrrgurzado : na rua do
Vigario, ri. 22.
No dia 21 do correntr, aman' da manhaa, em
occasiao, que tuna canoa conduzia srir travs rmbnna-
das, da rua da l'iaia para Saulo-Amaio, qiirbrro as
eordas de duas travs, e drsapparcerio. na oerasino rm
que a canoa passava a ponte, qur, por ser adula escuro,
nao sr pude vrr o rumo, qur rilas lomro, srndn urna
dr 40palmus r outra dr 28 ; a prssna qur dr tars naves
soubrr r der noticia no Allerro-da-Roa-Vista, n. 22, ser
grafa, rudo
Alnga-se a loja do Aterro-da-l'oa-Vltta, com a ar-
uiacao, que na mesma existe, toda ruvidrai. ada, proprio
para qualqurr negocio ; os pretendentrs dii ijo-sr a
Men-o-da-Boa-Visia, loja de calcado, n. 38, qur acha-
rad com quem tratar.
LOTERA DA MATRIZ DA CIDADE
DA VICTORIA.
Achio-se a renda as lojas de cambio dos Srs. Ma-
nuel Gomes e Vieira, no bairro do Recife, e no de S.-
Aiitoniu na loja do tlu soureiro. rua do Queimado, r na
botica do Sr. laurelra, na rua do Cabugii os bilhrtrs
da I. parir da 1 lotrria concedida a favor das obras
da igreja matriz da cidade da Victoria, para cujas rodas
embareaco on para outrb qtialquer rstabrleciaieutn,
em que se qurira usar drlla: a tratar cora Jos Prreira,
na sua venda na na da 8rnt*llo-*ora n. 7.
~ Vende-aeum alambique r serpentina; 2 pipas,
qnr servirn de ngo'arde.....; barril ; 2 pesos de duas
arrubas cada mn ; na Snlrdadi, estrada de Joo-Ferrel
i.i, 11 19.
Vcnde-se um prrto de narao de bonita figura ,
sem vd ios nem achaques renfle-se para enmprar una
prela ; e l.imbrm se truca sendo a pn la de bonita li
gura r que nao lenha vicios ; na rua da Concordia,
passandn a pnnlezinha a dlrelta s. girada casa terrea.
< onliiiii.i a estar n venda o bello sitio dos Afosados,
qnr f" do fallecido Joaqiiim Ignacio Crrela dr brillo, r
cuja ptima casa r mais proporfdrs sao dr lodos sabidas; quera, pola, u pretender, dirjase a :11a o
Queimado, loja da casa 11. 17, que ah encontrar com
quem deve tratar.
= Vende-se cal virgem rm indas barricas, chegada
prnxim.amentr por preco mais ronimodo, do qm.....
OUtra qualqurr parle ; na rua da Mncda, armazclii n. 15.
Farinha SS.V F,
da limito ai 11 ditada fabrica de Molino Strazig sendo a
ultima chegada a este 1.....cadn rm pnpirnas c gran-
des poredes : a tratar com J. J. Tasso Jnior.
= Vrndr-sr poiassa branca de superior quaiidadr,
em barril pequeos ; era rasa dr Mathcna Austin &
Companliia. na ral da Alfandi ga-Vrlha, 11. 38.
Vrndr-sr carne do serlio, multo gorda r nova, por
tei iraxido 10 dias dr vlageiu do Arac.ny : na rua da Ca-
deia do llrrc, n II,
Vrnde-se um relogiode prata; um dito de nnro,
rom mudo pi.uco uso. e bous reguladores, r I101 izoulaes;
nina corrale dr nuro para os mcsiuoi; tudo por mdico
prryo : na 11,-1 do \ Igario armazrw n. 8.
Vnllsirelc.
Na esquina da rua do Collrgio loja 11. 5 dr Quinta-
rles SeraAui & Couipanlila, vendem-se canas francezas,
nnasjentre-Anas 1 nrdJnariai; dias ponugurzas ; to-
das por preco mais batato, do que em outra qualquer
parir.
-- Vende-se nina parda de bonita figura de 17 anuos
boa eng( ininadi ira 1 uzinlia In m o diario dr una casa,
{!*" calende dr lazrr lavarinlo nao tem vicio dequa-
iidadr algiima, o que se alianca ; brm como se vende
junto com um lillm tambem pardinho, dr annor nielo,
inniio bouilinho : na rua do Crrspo, n. 12.
Vrnde-se um cavado prqurno muito ma-
so, com bous andares r proprio para srnbo-
ra; na rua de Doiuingos-Pirrs, n. 12.
Vrndem-sr duas ricas redes do mais moderno
goslo que trem apparecldo ; ua rua do Qurimado
n.57.
O ROM VIMIO DO PORTO.
Ha na rua do Trapiche 11 40, tanto em cascos com en-
garrafado ; laiiibeiu ha outros vinhos de ptima (fiia-
lidade. T
Vendem-se espadas prateadas para offieiaes su-
periores e subalternos ; na rua Nova, loja de ferragens ,
n. I(i.
a Vende-se una prela dr milito boa figura, rom
nuil lillia de ti ai, us, propria para o campo; na rua
Nova, n.65.
No Fnrte-do-Malto, estaleiro de Manuel de Sonta
Cont ha um bonito r bem eonstruido bote pintado,
croque c os competentes remos, rlc ; ajusla-se com
Cfiudino Agostinho de Carros na pracinha do Corpo-
Santo 11. (16,
=Vrndc-sc una prensa de imprimir sellos, boa para
urna admlnlstracAo, 011 rasa dr negocio, por ter a coin-
lundidade de poder mudar os sellos ; una porjao de
azogue ; Ulna porco de assldo muriatieo para os la-
toeiros : na travesa da Concordia n. 13 airas da tor-
re do Carino.
Continiiao-sr a vender chapeos finos de cas-
tor; panno de algodao para saceos 1 na rua
da Alfandega-Velba, 11. 5, casa dr Joao Strvvart
Vende-se urna grande casa no Mnntriro, a margrm
do Capiharibr ruin duas salas na frente, 5 quarlos,
sala r ante-sala atrs colinda, quarlo para eseravos ,
quintal murado e nutro abrrlo al o rio, prlo preco,
qursr ollrrrcrr ; na rua Dirrila, n. 07.
- Vrnde-se cal virgem, em caixas r barricas, chr-
gadaiiltiniamrntr de Lisboa ; 110 rscriptorio de Fran-
cisco Srvrriauno Rabrllo & Fllho, 110 largo da Asscm-
blra Provincial.
Vende-se um iniilalinhn proprio para criado de
12 a 14 anuos ; na rua da Gloria, 11. 59.
Lotera do pW*5P*0?Jane!ro,
Meios bilhetes da se' a lotera beneficio do hospi.
tal da Santa (asa n" Misericordia vendrin-sr na rua
daCad-ia doPrrir<* loja dr caiiibio 11. 38, dr Manorl
Comes dti 1 111 'Silva.
= Vrnrlrm-..'' prrlos, srndo um drllrs bom eanorirn
dr barraca /q "" governa, dr 20 a 22 anuos ; 5 negri-
nhas.drl albsln,",s; urna prrta d. bonita figura,
qur rozinh.Ao diarfrii'<"11"1'1 casa r hr perfidia lava-
drira tanto dr sabao 'lW dejMrrella 2 moleques dr
lindas figuras, prnprins para lodo1iJ,|'v'co -de 10 a II
anuos: na rua rslrrila do Rozarlo, S. 18, segundo
andar.
- Vende se farinha de tri-
co da marea SS.sF de rami-
nho : no cae da AI Pandera,
armazem 'o Bacelar, a tratar!
com llanoetda ?-i!ta Santos.I
= Vendem-se rharulos regada rm raixas r a ma-
lln, OS mal mpeiiorra, qur trem apparecido nrste
mercado rbrgadoi ltimamente da Rabia por turnos
preco do qne em OUlra qualqurr parte; ditos fritos 110
pas, de superior qiialidadc fumo em rama de pri-
ineira r segunda quaiidadr lano rm poreo como a
retalho porpreo......ito commodo: na fabiica nova
da rua Dirrila dclioule da travesa da l'rnha.
Vrnde-M-
lava ehe quitandrira; 4 eseravos mocos, bons par,
trabalhode campo; um preto, de maior idade t"
220/ n. bom para o trabalho de um sitio : na ia d'
Crespo, n. 10, primeiro andar.
=Vende-se um lindo inulatinho dbannos s-
achaques c mullo robusto ; um preto sem vicios' n'"
achaques, que he pescador, canoeiro e carreiro un!"
vdrae.a que serve para vender bollnhns c fazendi,'
mui bem frita, de amarello e com vidros ; ludo por nre
co commodo : no Aterro-da-Boa-Vits fabrica de |Cn"
res, n. 26.
Vantagcnspara os propieta-
rios e mes!res de pedreiros.
Na olaria da rua da Gloria, aonde foi rcstil.ico no
detrs do sobrado n. 59 vende-se, mais barato do' on.
em outra qualquer parte por nao continuar mais a
Irabalhar, nseguinle: trlhas, ditas trincadas lijlos H
ladrilho .ditos de cacimba de6 a 7 palmos 3 a 4 Ci
non de metralha ; assim como lodos os prrtenrrs di
mesma em multo bom estado por tercm trabalhado
miiilo pouco lempo : a tratar na nirsma olaria, 011 n
rua da Conrordia sobrado n. 5 das6as8 horas d mi
nhaa e das 3 as 6 da tarde.
O bazar rln rua do Crespo, to-
ja 11. 5, ao p do a reo de
S.-Antonio ,
modernamente sortidn para a fesla. Este dnportante ei-
labrlrriinentode varias e bellas fatrndas, de gostos nI
teiramenle novos oflerece a cotisldrrae.ao dos concur-
rentes de entre as mais notareis as segu utes :
Alpaca para .aquetas e sobrr-casacas a 111c-
lhor, o covado a.........
Chaly de laa c seda riquissimos vestidos, o co-
vado, a .........
Casimiras bremenses, o covado a.....
Riins de puro linho, ricos, estampados, a vara a .'
Risrados parisienses, riquissimos, para vestidos,
o covado, a ...........
Ditos franrezes para jaquetas c sobre-casacas,
a fresca, o covado a........
'"hales delaarbenosdrsrdarm ricos lavrores, a
Lencos igualmente cobertos a seda com franja, a
Maulas a la-moda, de srda, lisira.las a sctlm a
Chales de garfa trridos a srda, a -
1.dulcas e loucainlns. o covado, a
1*00
a#oo
1/120
/280
/
6^5011
l/40
15*000
/2a0
Cassa-chitas, padrdes novos, o covado, a /320
Mcrines os mais superiores, o covado, a 4/500 c 5/00(1
Fa reto novo,
rm sarcas grandes vende-se no annazem do Racrlar,
confronte a rscadinha da alfandrga e em casa de J.
J. Tasso Jnior na rua do Amorim.
Vende-se potassa da Rus*
s:a pelo muito mdico pre<
Co de 160 rs. a libra ; cal vir-
rem de Lisboa chegada no
ultimo navio : no annazem da
rua do Trapiche n. 17.
Casa da F,
na rtia eslreila rfn Hozario, n. 0.
Nrste oMabPlcrimrnto >lio-sra venda as cantlas da
lotera a favor das obras da matrl. da cidad, da Victo-
ria, da qual andarii as rodas no di.rTb do correle mez:
os piceos das cautelas sao os do costume.
/%os Srs. proprieta ros de
en gentos.
Vendem-se. taixaide Ierro coado, inoendas de cali-
na pira agoa on animis, rodas dentadas crivos,
boceas de fornalhas e mais objeclns nrcessai ios para
rngrnho por pirco rommodo ;. na fundicao de ferro ,
dr Me La llura 81 Coiiipaahia na ruado Rruui 110 Re-
cife ns.6, 8 e 10.
JSa rua do Crespo loja nova
n. 12, de Jos Joaquim da
Silva SI aya ,
vende-se um ricosortdnenlo de casticacs de finissima
rasquinha, rom suas competentes linternas dr gos-
tos os mais modernos qur trem apparreido pelo di-
minuto proco de 8/ 10- e 12/ rs. cada par.
lina roz'nlit'ir-'i
nina ptima escrava .
o levndeira tanto de .sa-
lao ronio /fe varrtlla pid virio Rrglim,*
a qiiB(oi lom rna doOrspo loja n. 1, da vitiva d
AlTonsn^ Cnmpanliia, mi no Ateno-da-
Bo;.-Vsl8, n 78.
Vrndem-se I.icors dr gramniatira inglrza rrro-
plladaaecoordenadas pelo baeharel Vicente Prreira do
Reg, piofcsso da lingoa Inflen 110 lycro desla cida-
de para u mria rncadrrnaro ; na praca da Indrpriidrncia livra-
rla ns. b r 8.
Vriidr-srum tanque novo, que serr, ha um auno ,
frito de niadeira amarella escoliada, gateado todo de
llenpira sem roilUra que precise calafeto o qual sr
arha sci viudo dr deposito dr ng..a r be proprio para
qu ilqiier engrnho para guardar inri ; pois radnla-sr
levar400a500 caraos : o vendedor sr obliga a mnda-
lo levantar mi qualqurr parir que o comprador qui-
zar pr.r preco commodo. A tratar na rlia da Concor-
dia .airas do Cximo-Vellio, 11. 26.
1 -P!i VB*Jnf 5 pelas de 14 a 2C aanos com ha-
bilidades1 S(tilasdd srrvico dr campo: urna parda
de boa figura dr lt> anuos ; 2rlrganlrs moleques um'
del2euonlro de I? annos, com principios de cozi-
llha; 3 pretus para lodo o srrvico, enirr rllrs um, qur hr
1 'aunen o r olriro : 110 pairo da Matriz, n. A.
Vende-se nina boa ama dr casa qur rngomraa
brm, rosr r rorini.a na rua do I.ivraniriUo n. 2>.
primeiro andar.
-Vende-se, na loja de miudrzas da rua do Crespo,
Eseravos Fgidos
n. 11,11111 grandr sortimrnto dr nenio* dr armacao ,
para todas as vistas curtas e causadas, a (40 rs. r linos,
a wH rs.
Vrndem-se, por pirco commodo, os srgiiintrs
eseravos, chegados ulliinanirntr do Araraly : 6 pardas,
qiircoscn, eugoiuinao e lavo ; 8 prela sendo 4 dr
nacao qur cozinhao, cosrin e lavo ; 6 pretos, proprios
para o srrvico dr campo ; nina pardo, de 16 annos:
na rua da Cru armasen) n. 5li
=VenJe se una prela de 18 annos ; un preto pro-
prio para o srrvico de campo: na rua da Praia anna-
zem de carne n. 10.
= Vrnde-se nina iiegrlnha dr 14 annos rrcolhida ,
qur cosr.rraz lavarinlo ; 3 rscravas mocas, de boas fi-
guras urna das quaes cose, faz reoda e o mais servi-
co de unta casa; urna dita, por 280/000 rs. que coziuha,
Oflerece-ie a gratifiracoo de 100/000 rs. a quem
capturar, 011 descidirlr o escravo pardo escuro de
nome Benedicto flieio do corpa pouca barba ; re-
presenta 30 annos, punco mais 011 menos ; hcmuiloes-
perloe bailante capadoclo; ejulga-se, que por onde
se arhar se inculcar por livre e inesmo lera miniado
onoinr; era inarinheiro, rrnlrndrde pescador; fu-
gio dr bordo do brigur Catiro-Primeiro, no dia 13 de
etembro. F.str escravopertenreao Sr. Antonio Dias
drSouza Lastro do Rio-de-Janeiro. Quem o raplu-
rar, rrronhrrrndosrsrro proprio, recbela a g 1.11 i tica-
rao cima na rua da f.adeia n. 45 em casa dr Amo-
rim Irmaos Prde-se igualmrnlr a todas as aulorida-
drs polieiars lodo o rscrnpiiln ao rxamr dr qualipirr
escravo capturado, rrrla drqur se Ihe firai por ludo
siimmaurnlr agrndrri< o.
Fugio no dia 21 do correntr prlas 10 horas da
noitr um p.ndn, dr nnmr Fideles, j. velbo ; repr-
senla ter 50 a 60 anuos haixo, grosso do corpo prrnas,
bracos e ni.os curiase giossas cabrea grande, cara
descarnada quei.\o de rabera olhos pequeos fnn-
dns r rermethoi, heleos linos nariz chato com falla
dr algnns drilles bstanla largo dos pritos quebrado
das venillas falla baiva r mansa ; he srnanrjo do lc ;
andar descansado cabello earapinhadu < lorsldo romo
dr nrgro, barbado ; levuii camisa nova dr risi-ario .llil,
dr algod.io trancado rom listras brancas, chapeo de
pello. F.sle pardo j fez um fngida com oulro escra-
vo e foi pegado a (liante de Iguarass 7 leguas ; hr de
suppor qur irnha srgtiido o mrsmo drstino. Roga-se
as auioridadrs poliriars r capiars de campo que o
apprehendaoejevem a rua da Cadeia de S-Antonio ,
11. 19, que sero recompensados. Adverte-se, que elle
l.vou mais um su 1 rao de cauro aonde conduz rnupa.
Fugio na madrugada do dia 24 do corrale do
sobrado, em que inora Jnsr da Fonsrca "Uva do icr-
ceiro sudar, r por urna ro da o prrto crioulo dr no-
mr Cvprlanno alio, rhrio do corpo, cor prrla rosto
cumplido; cajo escravo eslava para se vender ni dita ca-
sa por ordrmdp seu srnhor Paulino da Silva Mludrlo :
quem o pegar, leve ao dito Sr ou na rua Dirrila n.
3 qur srr gratificado.
Fngio, no dia 5 dr agosto do anno proslmo passa-
do una rsrrava de nome Marcrllina de nacao Ca-
la nd.i, bailante alta, llena 40 annos, p^s bstanle
grandes mal enjorcada de corpo cara cninprida, com
o buraco do brinco rasgado dr una orelha ; cosluma a
brbrr r quando brbr he mullo regrista ; Irm os pes
mal fcllos e atornozados com todos os denles porrm
algn podres e bameira do corpo : quem a pegar ,
ou drlla der noticia srr bem rrromprnsado na rua
larga do Rozarlo n 24, primriro andar.
e-ERN.} WA TVPV DE H. E. DE FiblA l\6,
V
A
sasaani
. MUTILADO
i


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