Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09449


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Full Text
Auno de 1846.
Segunda-feira 26
O DIARIO publio-se todoi ot di que nao
Coren" de guarda: o preco dassie;natur lie de
40000 rs. por quartel, pagos adiantadas. Os
annuncios dos assiguantes slo inseridos a reto
de 20 rifl por linfa, 40 res en typo difieren-
le e a repelices pela inetade. Os que nao-fo-
rero assignaotes pago 80 ris por liaba, c ICO
em typo'difirante.
PHASES DA LA NO ME' DE OTUBRO.
1,11 clieia a 4 ai 7 hora a 48 minutos da larde.
Miogoaiilea 12 a I hora* 47 mi, da man.
La nova a 20 a I llora e 24 ma. da manll.
Crescenle a 27 aos49 minutos da tarde.
PARTIDA DOS CORRKIOS.
Goianna e Paralivb Segundas e Settas feiras.
Rio Grande do Norte, chega as Quarlas feiras
ao mel dia e parto as mesinas horas as
QuinUs feiras.
Cabo, Seriuhaem, Rio Fonnoso, Porto Calvo e
Maceyo. no l., II e 21 de cada met.
Garanhuns e Bonito a 10 e 24.
Roa-Vista a Flores a lie 2.
Victoria nas Quintas feirus .
Olinda todos os das.
PRBAMaR DE UOJK.
Primeira a 9 h. 18 minutos da manilla.
Secunda a S h. 42 minutos da Urde. -
de Ontubro.
Auno XXII
JV. 259.
t
DAS DA SEMANA.
28 See. S. Evaristo. Au.l. do J.dos orph.e do
i. doC. da 2. ., do I.M da.v.
7 Tarca. S. ElesbSa Aud. do J. do civ. da I.
>. e do J. da pai do 1 (Bit. de t.
28 Quarta. ijs s Simo c ludas Tlia^da, ap-
postolos.
0 Quinta S Feliciano. Aud. do J. deorplios,
do I. municipal da I. vara.
30 Sexla. S SerapiSo. Aud. ilo J. do civ. da
l. v. edo J. oVpatdo l. dist. dct.
31 Subanlo. S. Quiiilino. Aud. do J. do civ.
da I. v., e do J de pai do I. dist e J. de f
l Domingo. Festa de todos os Santos.
CAMHIOS NO DU^E OUTBRO.
Cambio sobre -oudr.'j^R
(4.^*7Ja 00 d.
is por franco.
Lisboa 100% de premio.
Desc. de leiras de boa* firmas I '/, p. */,omct.
OumOncashespanliolas.. 80(10X10 a 811200
. Moedas de 83100 vel. 18*200 a lj4lio
a de Cjtno nov. 18(1400 a |8|'i0O
de 4*000... 9/180 a 2fl<>
Prata Palaces.......... I*980 a J/ui>
Pesos coliimnare. 11990 a 21000
Ditos Meiicanos. l|9?0 a lf>40
Miuda.......... I>700 a l|7O
Accesda Comp. do Heberibe de MIJOOO ao par.
DIARIO DE PERfflAMBUGO
PERNAMBUCO.
AaSEMBLE'A PROVINCIAL.
RECTIFICACA
O artigo nico do prnjccio, que, acerca da mancha,
por<|iie acamara municipal desta cidade deve pagar
thesourai a provincial o debito, cni que para com ella
est apicsi ntiiii a courniisso de cotilas e despeas pro-
vihciarscm a scsso de 22 dente met, e que foi publi-
cado em o nosso numero 238, acha-sc assim redigido :
(i Ognverno da provincia Mea autorisado a mandar
contratar pela lliesourarla provincial cojii a cmara mu-
nicipal desta cidade o pagamento da execuco de 5.600/
rs., que a mesma cmara deve a referida thesouraria ,
t ni prestaces amniaes, e pela maueira, quelite parecer
titais conveniente aos Inleressespblicos."
SESSO EM 23 DE OUTBRO DE 1840.
P1E8IDENCU DO 81. SOZl TE1XEIIIA.
(Continuaco do numero antecedente).
OBDEM DO DI.
Primeira diseuttSodo projteton. 25. (Vldc Diario n. 236,
scsso de 20 do corren te).
Nao sendo impugnado, he posto votacao c appro-
vado.
Primeira discussao doprojecto n. 26. (Vide Diario n.
237, sesso de 21 do crreme).
OSr. Nello: Sr. presidente, fino estou aluda rcsol-
vido a votar contra este pmjecto, posto que me resta al-
guiua duvida acerca da sun utilidade ; mas, como cstou
convencido, que seu nobre autor nao o apresentaria se-
nao depois de bein inleirado da necessidade da ampia
autorisaco, que n'elle concede as ordens religiosas, pa-
ra admlttirein os novicos, que qui7.erem, levantri-me
para pedir-lhe, haja de conimunicar t casa as rases,
que o mov rao, a fin de ver, se ellas me decidem a a-
companlia-lo, como desejo.
De passagem, rogarel ao nobre deputado, que, na oc-
casio de dar-nons eselarecimentos pedidos, nao se es-
queja de demonstrar econmicamente as vantagens, que
mu pait tao vasto e pouco povoado, como o nosso, tira
tle augmentar o numero dos religiosos em to conside-
ravel escala ; assitn cuino a animajo, que ellcs liao de
trater industria e aoeommerclo do lirasil.
Taiubein leuibro ao nobre deputado, que nao se es-
queja de demonstrar a insurneiencin dos regulares, exis-
tentes na provincia actualmente, para o culto divino em
sua totalidad.-; e que diio eiemplos tao edificantes de
i nralidade, que nos devenios aproveilar a ocasio de
ibes dar novos discpulos, para receberein suas licoes de
moral evanglica, e depois leguirein seus exemplos nos
claustros e lora delles.
Sao estas as nicas reflexes, que tenho de fazer ao no-
bre deputado, a quein peco, que me uo considere j
como npposltor ao projecto, pols s duas legies de ar-
rematante* de contratos e professores de primeiras let-
tras, nao quero ver reunida contra miiii a dos frades,
que lie gente, de que tenho mullo medo.
OSr. Laurenlino: Sr. presidente, eu tifio posso dei-
vii de lamentara iiiiulia imprudencia em nao ter, antes
de ollerecer o projecto, medido as nimbas Torcas, para
vera qualidade das armas e dos cnmbatenlcs, com que
tiiiba de liutai; uo conlava pur certo com a opposi-
cao do nobre deputado, em quein descubro urna pro-
penco nao vulgar para se interessar em materias desta
na tu reza : mas infelizmente eiiganei-me, c fui assa-
nliar nina casa de maribondos cunta miui, achando-
nic acobardado pela fraquea de tumbas forjas.
Sr._ presidente, com a apreseutajo deste projecto,
eu Hilo tive vistas polticas, iem inleresses econmicos;
apresenlei-o, pela conviccao, ein que eslava, (lalvez
limito mal fundada) de que o augineiilo das ordens re-
ligiosas ncirhiim mal tralla provincia ; c convencido
disto, e das umitas vantagens, que laes inslituiccs
teem Irazido sociedade e reiigiao nao besitei em
aprcscnla-lo; mas vejo, que o nobre deputado me
chama j para un campo, em que eu me nao atrevo
a enlrar : o nobre deputado sabe a desigualdade de
nossas fu reas ; sabe.-que me he iinpossivel convent-lo,
e por isto impvidamente me provoca ; porm, como
elle me pedio as rases de miaba conviccao, eu as da-
rei, explicando-inc cmo podi'r
Vendo, Sr. presidente, que na constituirn do impe-
rio, que se consagra como principio fundamental, se
me permute inteira liherdade de consciencia; vendo, que
ella me permita, que eu seja christo, nioiiro, oti.ju-
ae siilliriente, para que, abracando eu o christianbino,
nao possa seguir liviementc qiialquer estado, que Ihe
lga espeilo, isto he, que eu nao possa servir reli-
giao que esta furnia se ache eslabeleeida na mesma i eligliio ;
paieceo-,ue descobrir nessa leslricc.o urna tal ou qual
conliaducao cun a sina conslituicao ; c quando,
!u. '? dlsPos'?f. eu posso ser christo, e posso
, e* j *"! "ao "'1'" lasr, ''" 'lue >"e Iivem de
ser Irade, quando o queira ser.
w.?ASr' Au.n" U.ach<"><> Neg essa liberdade de dei-
xar deserehrislao.
O Uradur: Kao entendo de outro modo a liberdade
r,,.i HC".'"C'a ; a" l"""ls j ">e consta, que existi um
W-J..C .'"i ,P,",a'uuco : posso estar engaado,
.nill, ":' hab" "a '"aa I P'' ouvl dizer con.
o m'^1' 7-' <|ue "'" '2' l''ld'e Pi'o. ouc aqui ha.
P ruina intriga, que leve com S. Exc. Reverendijsin.a,
;,/," da/,,l'gio cli.isliia, e abrajou a reformada.
Iti -i \ C **''"*"i = uuiy/uu i.iuiiiiuiru,
,i'c v lu",c'c"""ar na igreja Ingleza, como clrigo ;
O \v' vf'. Re,Vf,"''i"l'ssima nao Ihe pode obaUr.
miP ii. /'."'{"/oeai" : ~ Foi por causa de mu logro,
facto |flrf0r:"".Nao ,,a- V's- luvida, que existi este
airo, logo tinha elle inteira liberdade de consciencia ;
|-_ ----- ni i iui a unuL **<- vuii -nniiiin ,
servir ii* "'lu s,i' ro,,lu negar-sc-me o dircito de
cenuBni'. I-,*u I1" ","'"'1. da manelra, que mais
lad.. JU'Bar' uma vez que seja por um modo adop-
J "T. mesma religio....
hisno i, ""Tambein eu posso eotender, que, sendo
dciiraii "* """'"orl10sso servir rrligiao; mas niio me
iso 40' 1uc oseja, euiboracutcnlianiuiu vocajaopara
-?!*?0''' "obre J^PU'-do dis' Iue cu n"
projecto, c mi estivesse convencido da
p
"a utilidade..
Sr. l,li0:.
>^U Orador
~ be piovasse a u
"a '"fcabiUdo.de, o nao podsse fazer ; coino.'porm,
?> S-T- ^"'o : Fiz- Ihe justlja n'lsto.
-Eu Ihe agradeco. Se c
e a utilidade do projeclo.'talvet qu>, por
O n'Jy T F,z-'e jus9* n'lsto.
^Iie rir "Eu .'!'e agradejo. Se quizesse, que eu
recurre ni i nba conviccao, entao digo, que estou con-
vencidissiino da sua utilidade....
O.Sr. Mello: --Agora, venhao as provas da sua con-
viccao.
O Orador: A conviccao he o resultado dos senti-
nientos internos do coracao, e por isso nao se pdc ex-
plicar; porm, como o nobre deputado quer eslender
tanto a utilidade, quer saber aonrte ella est, direi, que
essa utilidade he aquella, de que o nobre deputado he
inesino testemunha t e que qtiautos mais forem os ope-
rarios da vinha do Senhor, tantos mais fructos se devem
esperar....
O Sr. Setlo : Se elles trabalharem.
O Orador:Mas eu sustento, que elles trabalho, e
eu o piovarci ao nobre deputado, que nao be capaz de
negar os grandes servicos, que fatem eoustaiitemeiite ,i
igreja de Dos. O nobre deputado sabe, que actual
mente os religiosos se empregao no ministerio divino,
eqUC |>c la 'il.il estila IIHO seacba ..... su ib s,ieell|i a.li i,
para ouviiun penitente de confissao; istojpassnu
por inim, que, querendo conlessar-me em uir.a quinla-
felra manir, nao aehei seno quasi ao meio dia um re-
ligioso cnpuchlnho, depois de ter andado por lodosos
conventos desla piara.
O Sr. .Yelo : Estavao todos oceupados ?
O Orador: Nao sri, se eslavo todos, ao menos o
estavo lodos aquelles, a quein me dirig : se, pois,
islo nao he rasao, nao he utilidade ; se se quer susten-
tar, que os paroehos sio su (Relentes para administraren!
os socrorros espirituacsa todos os seus freguezes, julgo,
auesei avatuar multo; he urna queslao inulto dif-
cil.
Sr, presidente, para qualquer modo de vida, ocida-
dao lem ampia liberdade, porm para ser frade carece
de liecnca ; nao vejo rasao para islo : euqscro ser fra-
de, quero ser santo, niio sei quein m'o possa obstar com
] na tica.
O Sr. Nello : Eu tenho vontade de ser hispo, e nao
me deixo ser.
O Orador : Disse o nobre deputado, que esperava,
que eu innstra.se econmicamente as vanlagens, que
vcni do augmento dos frades. He esta uma quesian,
para que eu nao eslava preparado ; e por isto respoude-
i ei ao nobre deputado com urna pergunla, e lie : quacs
san as desvantagens que ao estado resultan do augmen-
to dos frades ? Creio, que naosobrecarrego a fazenda
publica; eslou nesta persuacao ; talvct esteja engaa-
do, labore enterro, como constan teniente. Se o esta-
do, pois, nao earrega com a sustentacao dos frades,
porque elles vivem ou a expensas suas, pelo producto
de suas mlssas, sennes, enterros, &c. ; ou cusa
da ca id.ule dus fiis, e quein il.iesiiinlanao.se sobre-
carrega de obriiiajo, porque pdc da-la ou dei-
xar de da-la; j v o nobre deputado, que, se nao ha
economa, nao ha taubem desperdicio.
O nobre deputado argumentou com a irregularidade
de alguns conventos, ou religiosos, lie outra queslao,
ein que eu nao qnitera rntrar, e a respeito da qual ape-
nas Jirel, que o argumento me parece pouco em forma,
por ser de menor para maior ; porque quer o nobre de-
putado, que a irregularidade de 10 ou 12 individuos
5rovo contra a instituirn ou contra a regularldadc de
), ou 60; que seja motivo para se nao admittir ein 50,
ou 100, que podem ser regulares....
O Sr. Nello : Eu nao disse isso ; nao quero di/.er,
que um s seja de ni.i conducta.
O Orador: Ento niio sel oque disse o nobre de-
putado, quando disse, que eu nao tinha provado ser
tito i tepicheiisivel, ou ser tao regulara conducta dos re-
ligiosos, que a nossa mocidade Ihes devesse aproveilar
as lices ; eu creio, que nao me engao. Se o nobre
depulado chama para ah o negocio, cutan direi, que
conven) apretentar-se um projecto, para que se nao
ia et tile mais, einquanlo nao houver regularidade na
tropa; outro para evitar, que as inulhercs coiitinnein
a parir, por isso que ha entre nos iniiitus ladres, assas-
sinqs, cstrupadores, Ate, ate que se rcforine essa rcla-
xaco quasi geral.
Sr. presidente, quando nossa primeira nii pari um
Abel, pari um Caun; mas nem por isso suspendeo
Dos a continua, au da propagajo. Desde o teiupu da
Igreja primitiva, hutlvero associaces religiosas, entre
as quaes houverao sempre irregularidades, como ve-
mos na vida de S. Heuto, que, sendo chamado instante-
mente pelus monges para os governar, como os quizesse
Obrlgar observancia de sua regra, por ull.'iio prupin-
rao-lhe veneno; a vista deque, o Santo os abandoiiou :
o que nao obstante, essas associajes nunca forjo ex-
tinetas,
O A'r. Nitlo : -- Est engaado : umitas leeni sido ex-
tllietas.
O Orador : Cite-tne o nobre deputado tuna.
^ OSr. Nello: A dosj.-zttilas.
O Orador : Essa mesma ordeni, que assuslnu o
poder temporal, a dos jeztiilas, nao se Ihe prohibi a
admissao, extinguio-se, de accordo coma Santa S : eu
li essa historia n'iiin alfarrabio, que nao citare!, por
falla de leiubranca ; foi o eardeal Ganganelli, que opi-
nou, se devia transigir com a vontade dos soberanos,
em materias taes, e em apoio de sua pinio disse, que,
se o papa livesse transigido com a vontade de Henri-
qne VIII, nao se terio perdido tantos milhes de al-
mas. A noticia, que liverao os inunaichas, desta opi-
n;io, ful a que produ'io a elevaco do papa Ganganelli
ao thrnno pontincio, e foi elle que extingui os jesutas,
querendo primeiro reforma-Ios, e que, quando esses
padres, repellindo a.reforma, pretendrao recorrer dclle
para um concilio, Ibes respondeo, que, se um papa por
si-,,, independeiite de cunclc, teve poder para appro-
var a cuinpauhia de Jezus, Clemente XIV por si s a
poda extinguir. Eis-aqui o como foro exmelos os
jetuitas, e nao privando-sc a admissao de seus adeptos.
O Sr. Nello : Est mal informado ; o alfarrabio nao
conti a cousa exactamente.
O Orador : Mein ; nao insistiiei, e concilio, di/ando,
que, se nao sallsfiz ao nobre deputado, tenho-lhe dado
as rases, porque apresenlei o meu projecto.
OSr. baria : Sr. presidente, M beiu nao esteja beul
preparado para esta discussao poique nao suppunha,
que ella apparecesse to cedo; todava a uiinha posico
me obliga acunar nella: e couirca ci, declarando, que
nao posso deixar de volar pelo projecto, que se aclia
ein discussao, o qual declara livre a prolisso religiosa
nesta provincia ;no s porque, como verdadeiro catho-
lico e como ecclesiastico, sou obligado a conservar Indas
as instituicors da igreja catholica, seno tambein por-
que nao vejo, que dahi resulte mal alguju ordein pu-
blica; e niesiiio por ser esta uma medida, a ineu ver, re-
clamada pela justica ; e finalmente porque as objec-
cca, que se cosluina e lem apreseiitado contra ella
Nao perder! lempo, Sr. presidente, em referir os ser-
vicos relevantsimos, fritos pelas ordens religiosas
biinmnldade em geral, s selencias, s artes e civi-
lisaco ; porque, sobre nao vir islo uiuitn a proposi-
to, sao fados, que todo o inundo conhece, c osque coni-
batem a livre profisso religiosa entre nos nao os con-
testan.
O Sr. VHIela Tavares : Desconhecrio-se nesta casa ,
na seaso ante-passada.
O Orador : Tambein niio considerarei os nossos re-
ligiosos pelo lado poltico, porque, devendo elles ser
iiiteirameme eslranhos poltica, nao lie cerlamente
debaixo desle ponto de vista, que devenios eneara-los
ueste n,oiuenin ; mas sempre direi de passsgcm, que
os religiosos do brasil em teinpo.algiim mostrarn ulna
conducta e seutiiiientns hostia s inslituiccs livres do
paii ; (apoiadot) pelo contrario, alguns, que tiverao a
dregraca de envolver-se na poltica, expirarn sobre o
i adai'ilso em defesa da liberdade. {Apoiadot)
t.ousidera-los-liei simplrsmenle como uma institul-
co ecclesiaslica que dato dos priineiros seculos da
igreja; como una corporaco ou assoeiaco de sacer-
dotes brasileirus, ligados porcertos votos, regidos por
certas formulas e regulanirntos; euilini romo uma clas-
se de individuos, quese proprm um fin mu honesto,
mili juslo, mili santo, (^poindo)
Foi essa ciasse, Sr. presidente, que se quiz extinguir
pouco a pouco, ou ao menos enflaquecer entre nos, pro-
liibimlo-se pelo celebrrimo aviso de 2 de Janeiro de
1834, (que he donde data a prohibico) que iiinguem
eutrasse para ella sem especial faculdade do governn;
e se bem que, pelo acto addicional, possasse para as as-
seniblas provlnciaes opoder de legislar sobre as eorpo-
races religiosas, lodavia rntendeo-se, 'nao sei se bem,
ou mal) que o aviso coutinuava a ter lodo sen vigor, c
que subsista a prohibico; em consequeneia do que,
os prelados das diversas ordens religiosas requererao
asseinbla provincial a perinisso de adiuitiirem novos
religiosos, sendo urnas vetes atindalos, c outras nao;
cocerlo he, que existe actualmente essa prohibico.
Mas venha ella d'onde vier, estou proriindaniriitc con-
vencido, que he era si mesma nina injustica, porque he
un faci, que na actitalidade, a meu ver, nada pode
justificar, seno o poder do mais Corle, ou 0 iiieuosprc-
co das colisas eeclesiaslicas.
Sim, Sr. presidente, he inqtiestioiiavel, que a vida mo-
nstica he um estado dos mais honestos; e para niini se-
r sempre injusto tolher ao cidado a faculdade de abra-
car urna prolisso honesta, quando um imperioso mo-
tivo de conveniencia ou necessidade publica o nao exi-
ge. E ueste juizo anda mais me confirmo quando,
hincando as vistas sobre os dillerentes estados da vida
civil, nao vejo, que, para qualquer cidado entrar irid-
ies, seja neeessa ra tuna lieeiua especial do poder le-
gislativo. E qual ser a raso, porque s ha prohibico,
s he neeessariaessa licenca para o estado ecclesiasaico,
qtltjr regular, qur secular ?
. O Sr. Nello : Para os padres nao ha prohibicfio.
O Orador : -- Houve, c creio, que anda ha. Os candi-
datos, que se queriao ordenar, solicitavo do gover-
no supremo leenca, a qual baixava por meio de avisos
aos prelados respeitivos; c inesino entre us esta assein-
bla concedeo ao Exin. diocesano a faculdade de orde-
nar por 10 anuos.
Por que rasao, ditia eu, s se exige essa licenca para
o estauo ecclesiastico ? Se cada mu, segundo o seu bel-
pra/.er, se faz militar, advogado, negociante, dansador,
pintor, cmico, etc., e muilos, por assim diier, nada,
como essa mullidlo de individuos, que por ah ando,
Inutrisao paiz; he cousa pasmosa, que se nao possa ser
religioso! Qual a raso de to odiosa e injusta excep-
cao ? Que urgente motivo, que conveniencia publica,
que plausivcl rasao de estado ha ah, que a possa jus-
tificar presentemente entre mis / Nao vejo nenhuma ,
absolutamente nenhuma.
Eslai einos poiventura no lempo de mu clero podero-
so por sen crdito, pelas suas riquezas, e pela sua inllii-
encia poltica, c atneacadoi para a aiitnridade temporal,
e que por isso seja preciso reprinii-lo ? Ali Srs., nos sa-
bemos perfeil.iinenle o contrario : sabemos, que, de-
pois que a igreja despojada nao ollereee mais s fami-
lias, nao direi riquezas, mas decentes recursos, depois
que se consideren romo a obra mais p muiros.i da po-
ltica despojar o clero de suas prerogatlvas, a sua orle
he a mais precaria e triste, que he possivel ; a ni cree-
dos caprichos dos bonicos, abandonado a urna iudill'e-
renca iledeuhosa, e eu direi nicsiuo ao despre/.o, tolera-
do antea que estimado, etc., nao lera Influencia algu-
ina perigosa na ordein temporal, nem pude inspirar te-
mores. Ser porvrntura o numero dos religiosos to
grande entre nos, que desfalque as classes laboriosas,
que prejiidique a agricultura, o coiiiinercio, a industria
e as artes Pelo contrario, sabemos, que o seu nume-
ro he mili diminuto. Porvrntura, alguma guerra es-
Irangeira nos tein collncado na triste necesaidade de
ebainai para o exercito o maior numero possivel de
uo teem para inim peso algum.
soldados, eque por isso seja conveniente prohibir o
ingrrsso de novos religiosos ? I'eli/.tiieiite, nao. Qual,
pois, a raso dessa prohibico' Eu desejaria milito, que
m'.'l api e-eiit.l.setu.
Sao estas, Sr. presidente, as rases de estado e con-
veniencia publica, que poderio justificar essa excep-
efio, essa prohibico ; e anda assim a experiencia tein
mostrado, que ellas nao sao absolutamente relevantes ;
porque a historia atiesta, que nos seculos, ein que hou-
ve mais ardor e gosto pela vida monstica, e que era
mili grande o numero dos religiosos, as naces, que os
admittiao, ero flore centra, nunca Ibes faltn bracos
para o coiinnrreio e as arles, nem soldados para levaren]
.i cll'citoas maisheroicasenipie/.as militarrs;pelo contra-
rio, a Inglaterra foi mais rica antes da reforma protes-
te quando contava 5000 conventos, do que depois della,
quando se demoliro os conventos c se roubro os seus
bens.
OSr. Nello : Anda boje he mais pobre ?
O Orador Nao sei ; refiro-me a poca desse aconte-
ciiuentn. (.Mii-iii o atiesta uo he un padre, nem um es-
criptor ortodoxo, he um Inglez, c um Ingle/, protes-
tante, heCobbel na sua historia da reforma protestan-
te ciu Inglaterra, Escocia e li lauda, que o nobre de-
putado ha de ter lido. Portugal fui mais rico c forte,
quando teve religiosos, do que boje depois do exter-
minio dos mesmos religiosos e do saque dos conventos.
(Apniadoi)
Mas. anda quando, Sr. presidente, essas rases fos-
scni absolutamente relevantes, defera a prohibirn du-
rar, einquanlo durasse o motivo, que a exiga, (apoiadn)
porm mua prohibico indeterminada. | ei peina, como
actualmente entre nos, e sem motivo, he cousa para
inim iiiqualilicavel, e mais inqualificavcl anda, que,
sendo a reiigiao catholica a do pai/., nao se possa ser seu
f ministro : (Apoiados)
Tenho at aqui considerado o projecto pelo lado da
justica,'c me parece, que (lemnnstrei. que elle he justo,
que a justica exige, que se declare livre a profisso re-
ligiosa; que he injustica o prohibi-la ; porque nao ha
raso alguma, que a possa justificar na actualidade.
Aqu, Sr. presidente, occorre espontneamente a qual-
quer urna pergunla, e vem a ser : Se dizeis, que nao lia-
va raso alguma para essa prohibico, como appareceo
ella ? Que causa a mutivou, que espirito a diciou? Eu
o direi com franqueza, anula que com profundo pe-
zar.
Seiihorcs, os povos, assim como os individuos, teem
seus molinillos de vei tigein ; e nos j passntos iu-
felizmente por esse calado: houve lempo, em que certos
Domea dominados por ideias anti-rcligiosas parece,que
einprebendeuio dar um golpe na rrhgio : foi nessa
poca desgracada, que appareceo una serie de factos,
que laical i um liui-i an na nossa historia contempor-
nea : foi nessa poca desgracada, que se pretenden abo-
lir os das santos : foi nessa poca desgracada, quese
mandn derrubar as cru/rs, as erutes !'..... o signal da
nossa n-di inpi-.in, e o estandarte da civilisaco do uni-
verso I fui nessa poca desgracada, que se supprimi-
ro varas ordens religiosas : foi nessa poca desgracada,
que un ministro de estado disse oflicialuiente aos su-
periures das ordens religiosas, que nao podio conslran-
ger os subditos por motivos de reiigiao : foi nessa poca
desgracada, que o chefe do governo aprrsenlou-se no
corpo legislativo suggeriudo e inculcando a terrive^ideia
'liini schisma : foi nessa poca desgracada, que appa-
reccru uo parlamento nacional ntoces e indicaces
contraria! disciplina geral da igreja, c mesrao ao
dogma, como aboltcao do celibato clerical, presbte-
riot, baplisinos depois do uso da raso, Itc. Sic. (Apoiados)
(Aqui houve susurro, c varios apartes, que nao ou-
viinos.)
O Orador: F. esses lioniens, que o marchando a
passos largos para seus flus tenebrosos, iriao talvc/
avante, se Dos nao Ihes suspendesse o brajo, e elles
uo parassem diaule do abvsmo, que io cavando, e que
vio (liante de s, no qual se precipitaran elles, e lal-
vet o imperio. E, conhecendo o perigo da marcha ali-
entan seguida, lancro mo de outro expedieute menos
odioso, por ser mais lento, e por Isso menos perlgoso :
e Iui enflaquecer o clero, nao s tiraudo-llic o presti-
gio, como rinbaracando-o nos nieios de perpetttar-se,
isto he, prnbibtiido o estado ecclesiastico secular e re-
gular, ou, por outras palanas, fazendo-o depender do
arbitrio do governo. Eis-aqui a causa, que motivou a
prohibico, c o espirito que a dictou. Pode ser, que
assim uo seja ; pode ser, que eu uo pense bem ; mas
direi, que, apioveit nulo lodas essas coincidencias, e
combinando os fados, nao posso enxergar outro mo-
tivo.
Considerando tambein, Sr. presidente, o projecto
pelo lado da uululado e conveniencia, entendo, que elle
deve jiassar.
Todos nos sabemos, que os religiosos entre nos forao
de multa utilidade, e prestro servicos mui relevantes
ao pait; e eu direi, que anula agora prestb, c hao de
prestar : riles ajudo os paroehos na administracao dos
Sacramentos; prego a patarra divina resao era com-
iniiiu e caulo os louvores de Dos (que, sera duvida,
nao he uma cousa indillereiitei emprego-se no ensino
da mocidade, &c.
O Sr. .\ello : Enipregao-se no ensino da inocidaSe ?
O OradorSim, Senhor,
O Sr. Helio : Recebem alumnos de fra ?
O Orador :Nao Ihe posso allirmar agora, que lira,
nem que nao. O que Ihe posso asseverar he, que elles
teem cursos de esludos deutro do claustro.
E ludo islo niio he mil, nao he conveniente 1 tiert.t-
tnente. Dir-mc-hio, que mutos nao presto esses ser-
vijos ; mas eu respoiiderei, i(ue oulros muilos presto-
os, chequanto basta; porque o dcsleixo e ocioaidade
de uns nao pode oll'uscar e prdjudicar o iiieree.iinento
os servicos dos outros, nein servir de motivo parasttp-
priniir as ordens, matar a iiistituico.
Anda be til o projeetn por outro lado, c vem a ser :
ollreei-r um estado honesto milites dos nossos jovens
patricios, que, alm de lereui a vocaco neeessaria,
io achfio outras occupuccs, era que se erapreguem :
estado, onde elles podem ser uteis reiigiao, si e ;
patria.
He esta, Sr. presidente uma daqucllas questes, em
cuja discussao a parte menos importante he demonstrar'
a sua justica e conveniencia, porque ningueni a contes-
to; e a mais inquirante be dcsemharaca-la das objec-
{dei, que contra ella se oppc ; e por isso passarei agora
tiratar deste ponto.
Todas essas objecces cifraaMe na relaxaco, em que
se diz estareui actual.....nte crttTe nos as ordens religio-
sas ; e lodas ellas foro produtidas o annopassado ueste
recinto cora uma virulencia e descomedimento incri-
veis; (apoiados) nao faltn defeilo, vicio, e me.mu crhne,
que se uo imputaste a urna ordein religiosa desta capi-
tal, sera duvida com o i minora I fim de exp-la irrizan
c desprezo publico : (apoiados) oque foi um motivo do
escndalo para milita gente, que nao vio nessa discussao
escandalosa, seno ou a lingoageiu da libertinagetn a
mais furiosa e descomedida^ ou a vingauca menos no-
bre c generosa. (Muilos apoiados)
OSr. Villela Tavares : Apoiado, ou a vingauca me-
nos nobre e generosa ; cscreva isto, Sr. tachigrapho.
O Orador (com fdrea) : Escreva, cu o repilo : ou a
lingoagem da libertinagem a mais furiosa e descomedida, o a
vinyanca menos nobre e generosa.
Sr. presidente, eu eslou convencido de que os nossos
religiosos uo teem chegado ao excesso de escndalo e
desregrainento, que certa gente inculca e assnalha-; e-
lou convencido de que entre os muilos factos, que se a-
presenlo ein seu desabono, alguns sao inteirainente
falsos-, e outros alterados c envenenados ; mas tambera
estou longo de sustentar, que elles observo puntual-
mente a sua regia : concedo,que alguns sao pouco ob-
servantes, tecin-sc desusado dos deveres prescriptos no
seu instituto : concedo misino, que leuho couiinetti-
do certos exerssos ; mas ser isto motivo bastante para
prolilbr-se a profisso religiosa? Nao, por certo.
SenhorfS, dpsregraraento do religiosos entre nos
fosse un mal, que livesse a sua origeni na vida mons-
tica, fosse um vicio peculiar aos religiosos, convenha
em que seria um correctivo proficuo prohibir o ingrea-
so de novos religiosos; mas se assim nao he, esse detre-
grainento, que se ntanos religiosos, be uma peste, de
que se achao infeccionadas todas as classes da socieda-
de, c que nao tein a sua origein em nenhuma dessas
classes, e sim na corrupcao geral dos costumes. (Apaim-
dos) Estando a sociedade desmoralisada e corrompida
todas as classes se resentera, mais ou menos, dessa des-
inoralisacno. (^poiaios) Era todos os tenipos, meut Se-
nhorea, houverao bons e tnos religiosos; e se entre nos


i
as dados anteriores, os religioso orno mal sobscrvan-
te, lie |ini-(|iic otilan liarla mais rcligiosida e dcmaii
purria no costme ( ipnindnt)
De passagoni, seji-ine pcrmittido dizer rscs Srnho
res vingadnresda moral, |uc he bem uutavrl, que riles
vrjo, de bracos crinados, a relaxarlo da unirs clas-
ses, nao se otnponliein Pin roforinal-as, e s o clero liies
mereca todos o rus (los vellos, toda a sua soliciludr ;
mas ho de permitlir, que Ihes diga, que, anlcs de en-
xergarem o arguoiro noolho libelo, devio apalpara
tremenda trave, que terin sobre o seus ; antes de eni-
prehenderem reformar os oiitros. devio reformar-se a
si mesmos, (Apoiadot)
Srnliores, os inaneelios, que se dedican vida monas
tica, sahem da massa geral dos ciriailos, equaudo en-
tro para o claustro, j levo o coraran estragado pelos
vicios e dcsinorasaco do seculo; ora, pretender, que
ellesperciin de repente os habito! e att'eicors cnntralii-
das, que se tnrnem puros, lie exigir demasiado da fragi-
liriadr humana, lie desconhecer n forra do biblia e MI
primeiras inipressoes sobre n. (Apoiado) Seria urna
niaravilha, que no mel da corrupeo os religiosos fos-
eiii isentos de defelCoi: assim o devia ser, eu o confes-
o; mas parque o nao he, porque esto apestados do con-
tagio geral, devenios prohibir, que seja religioso qiiem
o quizer si-r* Pois, porque ha religiosos mos, ninguem
drve ser religioso?! Cnin to estranha maneira de ar-
guineiitaco, eu timben) dira, i|iie, como ha coininer-
ci.uiics usurarios traOcanles. deve-se prohibir a pro-
tlsso do eouiniereio; como ha magintrarios corrompi-
dos e venios, ninguem deve ser magistrado; como ha
inalrimnnins infelices, maridos c niolhcres adlteros,
drve prohibir se o matrimonio, %c.
Todos nos, Srnhor presidente, deploramos esses des-
lliandoi dos religioso entre mil, todos nos conlieceinos
a necessidade de applicar-lhes mu remedio; mas ser Pi-
ta prohibifao un remedio?! He evidente, que nao :
1.", porque he tuna injuslica, e para inin nunca a n-
jusiir.i pode serum remedio justo e rasoavel; 2., por-
3ue ella em i inesma nada pode remediar, he un reine-
ta que fere, que mata mesnio, eque nao cura; porque,
a continuar a prohibirlo, o resultado ser extinguirem-
se os religiosos: ecxtmgui-los ser o ineio de refrma-
los? Seria isto rorrigir um excesso eom o excesso oppos-
to. Nem pode servir de pretexto para a prohibico.....
<) Sr. Vello : Eu nao alleguei pretexto algiini
O Orador: Eu nao me refiro ao nobre deputado, e
sini n qiiem a tiver allegado, ou possa allegar.
Nem pode servir de pretexto para a prohibico o dizrr-
se, que, por ineio della, se obsta que os mancebos se
to perverter no claustro; porque, se eu visite a socle-
dade mornlisada, eos bonscostumes resplandrrrrem em
todas aselasscs, as autoridades como mis subditos, nos
eidadoscomo as familias, bem ; mas infelizmente nao
he esie o espectculo, que aprsenla a sociedade. Os
mancebos, quando entran para o claustro j vo per-
vertidos, j levo o espirito fascinado e Imbuido de m-
ximas dissolntas, e o coraco estragado; nao he, pois,
l., que relies vo perverter, nao lie o mo exeinplo de
meia duna de religiosos pnueo observantes, que o per-
verte. Qual ser, pois. o remedio? Eu diiei eom fran-
queza os ineus sentiment'js.
O melhor remedio, einquanto a mliii, he tornar livre
a proAasSo monstica, he perinlltlr, que entrein novoi
religiosos, porque entre elles algn bao de ser bons,
inodetos, observantes, e COM utios religiosos bous,
que j esisiem, ii crescendo o numero uos bous; r
quanto maior fnr o numero dos bous, tanto mais prova-
vpI he, que dimimia o dos mos; porque o bom religio-
so he urna Helio, una reprehenso viva do mo, e esta
licfio e reprehenso permanente ha de reda ou tarde
producir o sen clleilo; porque, insinuando-so a virlurie
por (I mesma, e sendo respeitada pelos pi ciprios mos,
osles, forra de vereiu lodos os dias us bous, nao su os
exemplos devirtude, como a correcto de sua conducta,
ho de se ir con iginrio pono a pouco ; porque nao ha,
ineus Senliores, liomem absoluta e coiiiplelainente mo ;
ha sempre no fundo do coraro humano um germen de
virtude, que se desenvolve em lempo, e circiimstaucias
opportunas. PortantO, declare-se livre a prolisso reli-
giosa ; demos este passo para a sua reforma, c cu lico,
que o lempo acabara o resto.
Finalmente, Sr. presidente, nos temos j remedios nos
regulamentos dos claustros, as lela do paiz, e na legis-
larlo uiui luminosa e previdente da igreja. Me os reli-
giosos violo asna regia dentro do claustro, o prelado
que os puna, eseo uo 'az, como sao faeto platicados
no Inteiior do claustro, nao podem esraudalisar o publi-
co: se violaren! asleii dopali e couiiuetterein cacea-
sos fura do claustro, ah esto as mcsiuaa lela, e as auto-
lidades; se esses excessos fura do claustro foreiu era
cousas eccleslastlca, o prelado diocesano pode reprl-
mi-ios.
Voto, portaiilo, pelo projocto.
O Sr. Aunes Murhmlo : Sr. presidente, levanto-nie,
mais para apreseular ama especie de protesto contra a
gcneralldade a o absoluto de ahjuuias propositos do
nobre deputado, do que para ronibaler o projeclo ein
sua iutegtidadc, se bcio que elle estoja conc. biclo COUI
talMtens&o. que talvei me obligue a fazcr-lhc alguma
inoriilicaco.
Eu, Senliores, nao eslava preparado para entrar pes-
ia questo, e al nao liiiba mo o projeclo ; porlanto o
que vnu dizer he de improviso, c a calima relevar mi-
nhas Incorrpccda,
Nao considerarei, Sr. presidente, os fiados, ou a all
iiistiluico ein si inesma, e eui relaco aos abusos, que
ponentina tculio praticado ; poique entendo, que ar-
gumentar rio abuso para a regia he um excesso da ar-
gumentarn, como milito bem disse o nobre deputado,
por isso que por una iusliluico apreseular algn dc-
feilos nao se pude llalli concluir-so pela sua Inutilidad
llempequeua, Sr presidente, foi a sociedade do Je-
-ns i lnisio, mu liomem de urna sabedoria infinita, que
previa, sabia ludo: o liomem Dos, forinou urna sociedade
de 12 individuos, a qiiem encheu de sabodoiia, e todava,
no ineio desta sociedade tan pequea, elle achou um
traidor, um fraco, um incrdulo ; e nem por isso algorn
poderia concluir contra a Instituido dos discpulos de
.Icsus-Chrislo : poi laiiloMenhores, nem porque as insii-
Uio cu s apresentodrsviosdas legras, que ibes foro mar-
cadas, se pode por isso argufiirnlar contra a sua Ulilida-
de.'sem procurar indagar as causas naliiiaes eproduc-
toras desses vicios, scni se mostrar, que esses vicios
nasccm da nalurcca eorganisacn da llistllulcio, ou de
muros motivos; ciulini, se partrm de Ulna causa geral i o-
nhreida por lodos, que esl em nossa naluresa, isto he,
da fraques humana : porlanto, nao considerarei os fra-
iles em si mesnio, mas peco licenca ao nobre deputado
para os considerar ua tal ou qual relaco, que riles pos-
sao trr eom os indi esses sociaes.
Sr. presidente, eu entendo, que este he o terreno, aon-
de a questo deve ser collucada; c ruto se ver, que
nao he to absoluta e verdadeira. ou pelo mruos to
exacta a proposteo do nobre depulado. quanrio disse,
que .i cada um evia ser livre o poder salislirr os im-
pulsos de sen coi .uo, os scus di si jos ; isto, no estado
social, serla levar as cousas ao ponto de lser desconlie-
eer rsse mesmo eslado. Vou explicar o ineu penatmento.
O nobre deputado achou, que era urna especie de vio-
lencia o Iniervirciii as leis e prem entrares e embara-
cns ao livre exercicio da liberdade individual, obstando,
que seja fraile aquelle, que para Isso teni VOOBCln.
Sr. presidente, instiliiicoes eom um certo numero d,
individuos, eom ceilas prerogalivas c privilegios, uo
he urna cousa assim to IndiU'ereiite aos Ititereaaea <
coiivi'iiirneias publicas, que posso ser prriuiltldas flli
una certa superintendencia dos pnriei r s do estado : a so-
ciedade restringi a liberdade di liomem, segundo osiu-
teressrs, que della derivo; dispoz de nossas forcas de
una maneira proporcional; e he por isso, que todos nao
podem ser ludo, nem linio lie para todos: se todo o inun-
do podrsse ser fiade, mal eslario as ondas oceupaycies
da vida, onde deve haver una verdadeira conipcnsaco
e rrriprnririadcpara que os intrrrsses de una citase ulo
destruao os das nutras ; do contrario, apparrcia a des-
rdelo caoppressao, e coiu estas o uanstoioo do paii :
por conseguiile, ao nobre deputado niio assiste raso
para exprimir-se como acaba de faze-lo. Quem quer
vlver na sociedade deve subjeitar-sc as suas regras, s
suas leis, que, sendo, como sao todas, tendentes ao
grande fin da felieidade eninmiim, lodos as devem o-
bedrerr ; e portauto, nao he um abuso de forfa, como
acaba de avancar o nobre deputado, o linpdr-se certas
i'ondices, para que qualquer cidnilo possa ser frade.
Disse o nobre deputado : quem quer ser soldado pode
sc-lo; c porlanto, quem quizer ser frade tambera deve
ler a mesma lili rdailc : ora, eu digo, que nao he assim;
nem todos, que quizcrein ser soldados, o podem ser ;
.mu o tanto succede coiu os magistrados, pois que linios
leis, que cstabelecem regras e condlcdes para essas
cousas, em que nao piule haver um arbitrio to absolu-
to, que venha a haver uina pnpiilaeo toda inteira de
frailes onde soldados ; ao contrario, segundo todas as
conveniencias, se.marcou o numero de enndiedes eha-
bilitardcs para essas e oulris classes: porlanto, nao
posso ailiniitir no eslado social cssa independencia ,
esse arbitrio tao absoluto de vontade, que se con-
sidere como violencia o silbjeitar as ordens religio-
sas a certas cond9des civis, nao eonsentindo, que posso
augmentar o numero de scus adeptos arbitrio, mas
obrigando-as a vlrem pedir aos poderes do estarlo a ne-
cessarla permisso; aqu nao ha violaco de liberdade,
ha apenas mua necessidade de cautela; e a raso, j dis-
se ao nobre deputado, he porque essa admlsso indefi-
nida de frailes pode influir e muito nos interesses da
sociedade.
Sr. presidente, unidos principios, que parecem nao
poder siillier inodilieaco, he a nbriga(o, que cada
um lem, de ennenrrer para satisfazer as necessidades
do estado, eom tributo de dinheiro e de sangue : en
trelanto, semelliante preeeito nao he absoluto, porque
o governo nao pode recrutar 9 naco toda, e fa/er rielle
um exereilo aguerrido, pois que nao hesd de soldados,
que a sociedade precisa j rila carece do servido do ho-
niem, repartido por militas prnlissoes ; e porlanto, tcm
o direilo de regalar a distribuico de nossas frcas, e
marcar um numero dado de soldados, Jtc.
O Sr. Furia : Mas quero ser pintor....
I) Ornrfor : --Mas veja a dill'erenca, que vai entre as
iluas prolisses ; circuinslaneia milito alleudivel, norque
os argumentos de analogia para seren appllcados, he
preciso, que se deem lodas as relaccies, toda a seme-
lliaui i do objecto, que se quer comparar. Ha mullo
grande diH'erenea entre um pintor e um eeclesiastico ;
este goza de cortos privilegios e regalas, que nao lem
o pintor; e assim o seu augmento nunca pode preju-
dlcar lamo a sociedade, visto que senielhaule proflsMO
nao i.rol-i o cidado de outros encargos e obrlgaciies,
bem que a uiultiplieidaile oll'enda os interesses da pro-
pria elasse; o que fas eom que todos, por si mesmo,
nao queii'i'iii ser pintores; e oque fai mn individuo nao
pode ser vedado ao iodo. T'ma popularan s de frades,
ou de soldados, ou de piniores, ie., he um ente de
rasan, seria una verdadeira calamida>lr, que o bom
seiisn cijiidemiia, ras proprias conveniencias da elasse
pioliibeni.
Iii, Sedhores, formo o uielhnr conrrito de todo o
mundo, ou seja considerando os individuos ein sua sin-
gularidade, ou seja eonsirieraudo-os conectivamente,
reunidos em sociedades ou corporaedes; ein regra,
formo o melbor Julio de todo o inundo, emquanto nao
teuliu fulos, que me faro mudar de jnizo ; por issn
nao approvri, e nunca poiiia Ipprovir o procedimento
de alguna individuos, que em mitras pocas, nesta
MSI, acobei lulos cnin a inimuiiiilade, que Ihes d o
lugar, vocifera rilo, ioaullrSo una elasse de homens,
que. al forn da sociedade, uo se podio defender ;
ato uo serve para cousa algunia, lmente pode tornar
padiile | ndole de quem assim proceden.
Sr. presidente, nao posso, por honra do ineu paiz.
pelo respelto e veneraco, que nos devem merecer os
dignos cidados, que ligurro nesse lempo, a que se
reiiioiilou o nobre deputado, deixar passar as suas pro-
poslc&eseom a g> iirraliilaile, eom que o nobre depula
dado as emillio. Nao hei de srr eu, que diga, que o
ineu paiz chegOU a tal grao de desmoralisaco, que ap-
pareeeo una scita, eom o lim de destruir a religio de
mi. ii pal'.
Or. Paria : Eu (allel em sella?
O Orador : O nobre deputado altrihuio essa prohi-
bico ao espirito do seculo, duendo, que em certa po-
ca appare erffo homens revolucionarios,que, para faze.
mu vingar seus lenebrosos planos, tinho comeipado
por atacar...
anti-religiosas apparecrfio, que paradlo, queriao dar
o golpe no clero.
" Orador: Isio loi un modo modesto do nobre de-
pulido ; ciuiia nioderavo, que o earaelerisa, nao que-
reudo lmar em rosto a ninguem una aecusafo to
ferina, servio-se dcsle lucio mas para que apresentou
OS lacios? Panqu caria um de misos nioralisassr, e
por elles ajuiasse do carcter de seus autores : ora, sao
estes factos, que eu quero explicar.
Nao adiiiillo.Si'uhoies.que un un ii paii hoiivessem em
algum lempo machinacoca contra a nica religio ver-
dadeira, a rrllgloo catholka apostlica romana, a qual
esl gravada nos col ardes de torios os llrasilci ros; para que,
pois.Sr.presidcnle, buscar factos, a que se pode dar urna
expllcacao milito nalural, inulto simples, multo innoeen-
te.para eom elle querer concluir coiilra as intenedes a-
Ihelas, c del.....icns, que, sceui alguma clrcurastanoli
desua vida pralicro algum acto,que precise ser expli-
cado, nunca por elle se pude iluvidar da purria de
uas nimccs, Isto quando toda sua vida inoitra una
serle de factos extraordinarios, que pro vo, que esses
l'i isilciros tinho um cora(o honesto, que cu Ihes in-
vejo?
Sr. presidente, se o nobre deputado nao quera eom
estes factos concluir para as intcncocs doseu autor, pa-
ra que trazc-los ? Se o nobre depulado nao tinha por
fin pruvar.quc, por mu espirito ami-i eligioso,se llama-
ra a ruina das ordens religiosas, a que velo a historia
desses lacios, por elle citados ? He verdade, que nos, pa-
ra eoiihecermos o carcter dos individuos, e a morali-
dade e senlimrntns de seu corafo, devenios ler, na his-
toria de sua vida, os seus factos ; mas uo devenios to-
ma los oni un semillo mo, quando Ihes pdennos dar
una interpretarlo menos desvanlajosa o honesta : tanto
mais, quanto o nobre deputado nao pode ignorar, que
os autores desses Tactos spresento, em couiraposifn,
inultos oiilros, que os h.....o; nao bavendoquem duvi-
dar possa da deuicac.no exiraordinaria, snbreludo, des-
so cidadao, a quem alludio o nobre depulado, ecuja vi-
da toda foi um compendio de virtudes civis e religio.
las, servindoaseu paiz eom um di sinleresse n.io vulgar
Sr. presidente, tolere V. Exc, (|ue eu me demore um
pouco ueste terreno; porque eu nao posso deixar de vene-
rar as rinsai de um claario, que lautos beus fez ao paiz
{(ipniadm) nunca me recordare! de seu nonio son sauda-
de e gralirio; e por isso uo posso consentir, que pas-
seiiisem reparo proposiedes, que, por nial explicadas,
possu ferir sua memoria : e pois o nobre depulado leve
i......iceiso de aiguiueiilaco, e lauto assim, que foi al
buscar fado os mais pequenino. Que quer dizci, Sr.
presdeme, a tirada da cruzo das ras? Para que ira-
ser um lacio, que eu chamo iiisiguilicnitissinio? Pois
enlondo o nobre depulado, que era milito decenio, que
o siena! do tiuinplio da religio couliuuasse a oslar, o-
mo eslava, as mas, oxposio a tuda a casta de irreve-
rencia i* O nobre depulado uo se aflligia da maneira ir-
reverente, porque esses tyiubuloi, oollocados as mas,
can Halados/ M, vil, que alli se faziao depsitos do
lixo, o que at suas soinbias acobl ilav.io criiues asquea
rosos? Pulanlo, para que dar una explicarlo inauui
hiilo, qur tein urna rasan natural, honesta o moral.' Coli-
no, que o nobre depulado concordar coinmigo, reco-
nheeendo, que, se alguiis laclo. tecm apparecidd", d
certa ambiguidade, ellos uo podem depr nem contr.
oa individuos, que os piaticr/n.....n. contra ocaraclkr
religioso do lrasil, i njo p,,vo fas gala de abracar c se-
guir a le de J.sus Clinsto ; o que por conseuurale nao
pode haver recro deque appareca ntrenos algum no-
vo I.ulhero, para reforinar a religioo: se tal louco appa-
recesse, Sr. presidente, suas vozes serio respondidas
no ineu paiz eom as risadas dos menino,.
Tenho respondido s observaces do nobre depulado.
eom isto tenho terminado o que linha adizer a respel-
to da materia em discusso.
O Sr. Laurenlino : Sr. presidente, o nobre deputado,
que se assenta do ineu lado, como mostr na materia,
sustentou a utilidade do projeclo eom Unta forca, eom
tanta abedoria. qne nada mais inedeixou I dizer; c
por isso eu me limitare! nicamente a fazer algunias
rellexdes acerca do que disse o nobre deputado, que a-
caba de sontar-se.
iiisseelle, qjas se nao deVe conceder o entraren! os
frades nps conWntns assim absolutamente, porque, sen-
do pieciso, para toda as ordens. para todos os estados,
que osoldadaos lenho as habilltacocs necessarlas, nao
acha conveniente, que v* para alli urna parte da socie-
dade sem essas habilitacoes; mas parece-me, &r. presi-
dente, que o nobre deputado nao prevenid esse mal eom
o seu discurso; porque, quando vera um individuo oite-
recer-se para entrar n'uma sociedade destas, de corto
uo professa sem prtnielro passar pelas provas e adqui-
rir as habilitacoes necessarlas.
O Sr. Nunet Machado: O meu argumento foi onlro-
O Orador : Sim, Senhores, quando o nobre deputado
aspirou magisiralura, foi preciso habllitar-se por mel
de seus esturios; quando qualquer Individuo aspira a
vida monstica passa polasprovas, que o habllitao a isto;
e por conseqiiencla creio. que, sempre que se obsl a al-
guem segnir a sua voraeo, se Ihe faz violencia. O nobre
depulado, que se assenta do meu lado, cujo discurso eu
abracel em toda a sua rxlenso, e coin o qual fiquel salis-
fellissimo, romonlou-se a esia Ideiaianti-rellgiosas.qiie
apparecrao no Rrasil em certa poca; e isto foi comba-
tido eom todas as forjas pelo nobre deputado, que aca-
ba de sentar-se, que suppoi, que o que se havia dito a-
taeava o melindre o os sentlmentos patriticos e rrlieio-
sos de quem qur que deo a iniciativa a esses princi-
pios; e chegoii a declarar, que achava una prova mul-
lo niesqninha a que se havi apresentado de le terem li-
rado as crines das mas desta capital, etc.: o nobre de-
putado atlribuio esse faci a sentlmentos mili piedosos,
taes como o desojo de evitar a irreverencia, que se tuina
a essas crines, e de eoncorrer, para que nao estivesie as-
sim exposto ao desacato o syiubolo da redempeao hu-
mana.
O Sr. .Vmifj Machado: Somos obrigados a emnde-
lo assim.
O Orador: Mas eu mostrare! ao nobre depulado,
que nao somos obrigados a assim entend-lo, porque ao
faelo da doinnlicn deesas cruces, seguiro-se umitas cou-
sas, que deixo antever outros senlimonlos, que nanos
apresenlados polo nobre deputado ; porqiianto porciraa
dolas, que fro deixadas no maior despiezo, em o molo
da ra, at passro cavallos, segundo ouvl dizer a i in-
mensas pesioai, que desse eseandalo foro testoiniinbas
oeeiilares... (Sutnrro prolongado na utirmbla. --Signaeidi
diiridn) Eu uo fui testemiinha, nao vi; assim m'o re-
ferlro militas e mili fidedignas pesoas.
Disse tamliem o nobre depulado, que se facultasse as
ordens religiosos a adinissao de um corlo numero de
nnricni. Isio j est concedido ; he uinaconcessao, que
nulliliea o fin, a que se propoe o projeclo, que he esta-
belecer a independencia para um objeclo puramente
espiritual,
Tildo o mais, que se allogou, Sr. presidente, eu o jul-
go siilhclenlemeiito respondido; e por isto limito-me
ao que acabado dizer.
Inlg.ida a materia discutida, he o projecto approvado
em priinoira discusso, para passar a segunda.
Segunda discusso do projeclo n. 20. (Vid Diario n. 2.58
esifl de 22 do concille).
0 Sr. ItlUo: Senhor presidente, leudo lirio no acto
addlcional, que no prlme|ro auno de caria legislatura a
assenibloa provincial leve fixar por lelo subsidio e a aja*
da de Olalo, que ho de ter os inembros della na inbsp-
quento legislatura, procurei cumplir esta obrlgacio da,
maneira, que inoparoceo mais conveniente, nffereceiido
coiulderacio da casa um projeclo ueste sentido. He
verdade, que Uve o desgosto de v-lo rejeilado logo na
priinoira discusso, sem que ninguem se lovantasse para
mpugna-lo: e como uo podosse sor de novo apresen-
lado nesta sesso, a vista do artigo 131 do regiment, en-
carei aquelle acto da assembla como a demonstraban
solemne da firme resoluco, em que eslava a m doria, de
alviar os cofres pblicos de lao consideravel despeza,
obrigaudo os rieputadosda legislatura seguinte a servl-
rein gratuitamente provincia.
Preceo-me essa resoluco de algHina maneira ollen-
siva rio acto aridicional, que manda, ein Iodo caso, mar-
car o subsidio, assim como a a juila de cu-do, porm des-
culpei coin faciliriaric a reluctancia da casa, persuadido
ile que fura motivada pelos apuros, em que se ach.iu os
cofres proviliciaes.
Principlava a applaudir o louvavel desintoresse de
ineus nobles collegas,quando observe!, que um ou dous
dias drpois o projecto resuscilou na casa, assignado por
mu dos nobles deputados, ijiic contra elle havio vo-
tado!
Confesso a V. Ex., que sorprendeo-me tao inesperada
resurreico; e apcrlou-se-mc dediir o corajo, conten-
piando, que outrai rasOes, que nao aquella, havio oc-
easionado a rejeijo do meu projecto. Quacs serio el-
las, porgunlava-mc a mira inesmo? E por maii que re-
petisse a pergiiuta, nao poda deparar eom urna respos-
ta satisfactoria. Frli.incnie liouve quem, melbor inliu-
inado, me dlssesse, que a prohibico do reglinento nao
mililava na especie vertenle, por ser onlro o projecto em
discusso, e haver.cabido o primeiro, por iixar a diaria
em .'t/200, i nao em ."i.IKMI is., como agora se propoe.
Aclici engenhosa a dislincro, e assenlei de distinguir
tainbem o subsidio marcado no prujecto rejeitado du
que eslaboleco na emenda, que me propendi a manda
a mesa, porque so, ueste caso, be a inesma a quanlia de
ambos, de ambos era lamn m, naqurllr, a inesma a ma-
teria. Assim iicarrnii's tollos concillados.
Senhor presidenle, convencido da necessidade dse
rednzir a drspoza da provincia, para que fique, quando
mullo, a par de sua rrceita, desdo que tenho a honra de
sentar-me nesta casa, proponho, que coinecemos essa
roriuivo pelo nosso subsidio. Muila gente Ilustrada e
amiga do paiz tem censurado no nosso parlamento a pro-
digalidadc de ledas as assembla provlcciacs do Drasil,
e emendo, que o moio de as tornar mais ecouoinicas he
diininiiir-ihes as reuda concedidas para as dripezas
respectivas. Para evitar to grave mal. e pdennos 'do-
tara provincia coiu os mellioraiuenlusinatcriaes, deque
necessila, quizera, que fosseiuos osprimeiroi a entrar
na vi.is de urna oconouiia bem enfudida, dando assim
s oulras assomblas um exeinplo digno de iniilaco.....
" A'r. ViVela Tamrtt: Essa censura uo nos compe-
te poder competir aos nossos adversarios.
O Unidor: Nao sel a quem cabe melhor a censura :
fallo em geral, e reliro-me s legislaturas anteriores
Esla comcc.a agora os seus Irabalhos, c nao pode anda
serjulgada. Se quizer imitar s oulras, asseguro ao no-
bre deputado, que laminan nao a pouparoi, quaesquer
quesojo as alinenos, que cada um de scus membrus
pariolarni.ntemomcreca. se nao pode ma! tratar desla materia, p
Entenda, pois, que era lempo de pararen! nacarreira projocto lie o mosino que o do nobre ib pinado ; mas.
dos desperdicios as asseml.las provinciaos do imperio; t^,|0 0 ,,i ojelo consignado um quaniiialiv clf-
o sobro ludo, que Oib.u.,...,,..peni,ai-se poi assigualar ferenlo riaumlle prr.poslo pelo nobre riep olido, o.,.. !;.:
a sua reunuio, preparando se paramelhorar a conriieo
lo puvo pernainbiicano, alliviandu-o de tantos e to op-
pressvos tributos.....
O Sr. filela Tavaret: K una economa de dous ou
tros ionios de ris he, qne inelhora o cofres pblicos?
0 Orador: Por ella poderiamol uscomeear empre-
za lio digna de mis, que coiu sobeja raso acoiuiuios
de ineuos econmicos os nossos antecessores, que esses
iuiposlos dei-rolaran.
A uigen. la de seiuelliaiiie reforma, avultada a ineus
olhos eom a eonsiilrraco, de que as Iniposices nao po-
dem irauspor crrlos limites, sem malar a industria, e
sacrificar o paiz; ea facilidado pasmosa, coin que foro
decretadas as que ua actualidade pesao sobre nos, s
eoinparavel coiu que em todas as pocas se tecm vo-
lado as mais injuililicaVeis despecas, me faziao recelar,
que bem prximos nos achassemos desses limites, se
porventura ainda os nao tivcsseinos tocado.
Forroso he, nVrtanlo, Srnhor presidente, nao s evi-
tar a drcrclaro de despezas inuteis, mas tambem exa-
minar de novo ai ja decretadas, para reduzi-lai s ne-
scessaria, ou s mais uteis, corrigindo por este modo os
*rodiglidadei, que porventura observariuos.
Semduvida, no deseni|enho desta urea, teriainoide
oflenderos interesses de alguem. Os empregados pnbij
eos dispensaveis, e aquellos, cujo ordenados foiie,,,
desproporcionados Importancia do servico. que pre$.
to provincia, se havio de queixar das economas, q,,e
a son respelto fliesseinos.
O Sr. JVuaef Machado: Ainda esto mal pagos; n50
quero justlfa barata no-men paiz, porque be muito cus.
obrador: Nao fallo da admlnistraco dajustica, cu-
Jos empregados esto fra da nossa aleada.
Estasqucixas, Srnhor presidente, e nutras, que aiiim
motlvassemos, desappareceriao de todo, cu pelo menn,
mulo se atennario eom o exemplo, que dessemos, rc-
diuindo o nosso proprio subsidio.
Por taes consideracocs propuz diversas vozes, (e hoje
repito a inlnha proposta) que fosse a diarla dos inembros
desta assembla igual que porcebISo os amigos eonce
Ihelroi do governo. Nao creio, que a la exigidad.
avilte.'como alguem entendo, os dignos repepsentnntej
da provincia, para quem he destinada, priurpa|n,ril||i
seattrnder-se, que elles mesmos, por motivos de niiii(|n.
de publica, a lixro. O servicos preilados por um \e,
gislador tambem nao sao remunerados coin a diaria de
5,0000 rs. ,que aetualinento porecbeinos; c ninguem al
hoje ousou dizer, que olla rebaixasse os nosoi anteces-
sores, que a percebro, e marcrao para nos. A nica
recompensa de servidos seinelhantes devenios procurai-
na consciencia de haver fciln ao paic o bem, que ao nos-
so alcance estava, e na estima e reconheciinento dos
nossos compatriotas, que nos honrro comaiuacon-
lianca.
As repelidas rejeicjdes daeconomia proposta n.io me
teeni desanimado; espero firmeiiionte, que um da ser
abracada: entretanto, nao ceisarri de clamar por ella,
ombora tenha, como agora, a certeza de nao ser ou.-
vido.
Dlz-sc, que he para os outros e nao para nos, que fi.
xamos o subsidio, e por Isto nao deveinos rediml-lo,
Para admittlr-se o argumenlo fra nilsler, que se de-
monsrasse, que os nossos successores, quaesquer que
sejo, leeni menos obrigacao, do que nos, de concorrrr
eom seus esfor?os e sacrflcki para o inelhorainenio da
condlco desta provincia. Isto nao posso eu suppr. Kde
mais. a distineco sobre envolver o receio de una der-
rota na prxima clei^o, que nao deve clrncehor quem
lem consciencia de haver servido bem provincia, lie
inieirainento imaginaria, sendo que a assembla nao
morro, e he ella quem tixa o subsidio de seus inembros,
ombora seja pars ter effeito dous airaos denois.
Senhor presldjrnle, quando este anuo, na srssao ex-
traordinaria, appro vamos em lerceira discusso a leido
orcamenlo vigente, reconheceinos eom grande pozar,
que as despecas decretadas oxcedlo mulo 'a receila or-
eada. Todava, este anno temos votado despezas novase
consi dora vei!! Temos feito mais: diminuimos em gran-
de parte essa inesma receila, insiifflcieiite para as ur-
gencias do servico publico, concedendo moratorias e re-
batel aoi devednres da provincia !!! 0 excesso da drj-
peza votada nos anuos pausados obriga a lliesoiiraria a
entrar pela renda dos anuos subsequoiitos. robalondoas
ledras da l'oml.i coin notare! prejuico paraoccorrers
despezas, que nao podem ser adiadas. Estos rebates tor-
eados, unidos aos que temos ordenado, ho de por, ein
punco lempo, a provincia no estado mais deploravel, le
nos nao resolvemos a tomar medidas econmicas, que
Ihe cara nio melhor futuro. Como liavemos votar o aug-
mento da funja policial, reclamado pelo governo para
garanta da tranquillidadc publica, e leguranca indivi-
dual do cidado, achando-sc o povo em estado de nao
poder mais supportar imposto algum? Como tcrmiiu-
remos as obras coinecadas, c principiaremos nutras, que
atiesten! a importancia da provincir que nos coi.liou
seus destinos?
Conllevo, Senhor presidente, que os males, que acabo
de indicar, lo a consoquencia uecesiaria de causas an-
tigs, que a nossos anlecesiore cumpria remover ; mas
osla convieco nao destroe a necessidade, quesinto, de
i eme.lia-lns eom a possivol promplido, por rae parecer
sobreinaneira indispensavel, que o povo do brasil, ten-
do acolhido cora o mais vivo entliusiasino a reforma da
cnns i miran, que Ihe concedeo novos proraolorcs desua
prosperidade as assomblas provinciaes, veja-se hoje
mais opprimido de iiupostos, ein grande parle votados
por rilas, do que se achava no lempo do governo co-
lonial.
Voto, porlanto, pela emenda, que mando a mesa, e re-
dil/ a ,1/200 rs. o subsidio dos deputados provinciaei,
durante a legislatura viurioura.
lio liria, c, apoiada, entra cu. discusso, a srgiiiule
emenda:
i. Seja o subsidio de 3/200 n., caajuda de cusi de
4f700 rs. por cada dio, calculado na raso de C Ugoa.
Lopes JVfto.
OSr. Villela Tavaret: Sr. presidente, o nobre depu-
tado, que acaba descutar-se, prlndplou, na discusso
desta ni.iien.i, a fazer de alguma maneira una censura
casa, o mais particular c positivamente a iiiiiu, como
aulor do projeclo, que se acha em discusso,...
OSr. Sello : Nao tive em vista censurar ninguem.
0 Orador: Digo, que o nobre deputado quiz de al-
guma maneira fazer nina censura, porque disse, que,
quando calilo em priinoira discusso o projecto, que el-
le leve a honra de oO'erecer nossa consiilerafo, en-
lendoo, que a casa tinha resolvido por este laclo, que os
deputados, que liouvessein de sentar-se neslas cadenas
para a viurioura legislatura, nao fossem pagos, e servis-
scni gratiiitamenlc ; mas que drpois, aprrsentando eu
o projeclo, que se discute, ello nao conipreliendeo, qual
a rasan desse procedimoiilO da casa, porque, consultan-
do o acto ari.lii inual o o regiment, enleudia o nobre
deputado, que osle meu procedimento nao eslava de ac-
enrriii, nem coin una, nem coiu nutra diiposlfo; ate
disso mais o nobre deputado, que Ihe parecen engrana-
da a raso, que eu Ihe dei na aprrsenlacu do meu pro-
jeclo, quando Ihe disse, que em vista do regiment o
podia fazer.....
OSr. A'ello : Eu nao disse, que foi o nobre depulado.
O Orador: Mas sou eu, que o digo, porque fui eu
quem deo essas rasos ao nobre deputado, c propooho-
ino a susionia-las Apoiadot)
Sr. presidente, o acto aridicional o que prescreve he,
que ua priinoira sesso marquemos o subsidio o a oju-
da de custo, que devem ser pagos aos deputados na le-
gislatura viodouia ; mas nao nos di, que logo nos pri-
uieirns dias de sesso llevamos apreseutar o projocto e
vola-lo: porlanto. leudo nos dous mozos de sossno, po-
demos tratar desla materia no primeiro ou no segundo
mez, porque a disposico nao he restricta ao dia da a-
presentaco do projeclo poini/u) ; mas o regiment di
casa diz no artigo 131 = quando um projecto for rejei-
tado. nao so poder tratar rielle nss sesses do luestno
auno =, e d'aqui quer o nobre deputado concluir, que
o ineu
u
raso para concluir, que elle be o mesmo que o do no-
bre depulado. O nobre depulado oonsignouein seu pro-
jecto urna quanlia, que a casa nao quiz admiitir, por
consoquencia votou contra a utilidade deisejirojoelo ;
(apoiadot) ou, porm. consigno una nutra quanlia, c a
casa votar sobre ella.
He verdade, qne porier-se-hia emendar o projeclo do
nobre ileputario, masa casa nao quiz faze-lo, fez cahlr o
pro|eclo,l nao ha agora eoiilradicco alguma, nem op-
posico edm o artigo 131 do regiment, nem coin o ac-
to aridicional.
Senliores, he preciso nao entenilermosaiidsposc.dejda
le! de urna maneira s accomniodada l nossas vistas, ai
nossas conviecos e ideias ; devenios entenderlas tam-
bera da maneira conveniente c conforme coi a raiao
universal, (^poadoc)
isto posto, vamos questo, O nobre depulado prin-
cipios, coinbalendo o projeclo ein discusso de tal ma-
neira, e eom elfeilo pinlou um quadro lo negro e to
horroroso das nossas necessidade, das nossas dospe:as,
do definhamento de nossai rendas, que eu julgucl, que
tinhatuos feito urna banca-rota, e que estavwaoi em ei-


tdo de sahirmos daqul todo9 com as miios na cabeo.a
[Risadas) .
OSr. Vello: Marchamos para uso.
O Orador : Mas, quando cu esperava, que o nobrc
denotado |lembrassc medidas clhcazcs, c que podessem
occorrer de proinpto a tantos malos, por elle imagina-
do*, o nobrc drputado conclnio, rrduzindo o subsidio
do deputados provinclaes 3,#200 ris, tirando a cada
un dellcs 1/800, como se desta poupanca resulte todo o
beneficio.. que o pai reclama....
U Sr. Nelto : Rnto queria, que apresentasse outras
ni, (lillas, por orcasio da discussao deste projecto ?
0 Orador: Entrando nesta discussao, o nobre de-
pulado perraUUr, que Ihe en liga, que, reoonhecendo
imito siia lliistracao, seu patriotismo, seu telo, lam-
btm reconhoco nos outros esse patriotismo, esse icio,
eise desinteresse, (apoiados) e que, propondo este projec-
to, que consigna a diaria de 5/000 rs para cada deputa-
do proviuci.il, jnlgo, que nao lenlio menos inleresse pe-
loi dinlieira* pblicos, nein menos patriotismo, do que
o nobre deputado.
Senhores. he preciso, que o subsidio, que se paga aos
representantes de nina provincia, esteja ein rel.irao com
a importancia da provincia e com o objectu grande, de
SESSAO EM 24 DE OUTUBRO DE 1846.
PRESIDENCIA DO SB.' SOKZ4 TKIXEISA.
SUMMARIO. KXnpiENTE Apreientaea de um projecto dei
Sn. Sunes Machado, e Rocha. Approvaco deumpare-
cer da commissao de orcamtnlo das cantaral. Adiamento
de oulro da de ordenados. Approvaco de um requerimm-
lo do Sr. Cnnha Machado, e de outro do Sr^abral. ~ Ap-
provaco, em segunda discussao, do proicclmw. 21 ; em pri-
mrira, doi deni. 28 29 e 30. -- Segunda discutido do pro-
jeclon,25.Approvaco deum requerimento doSr. Nh-
nei Machado, acerca duli projtclo.
aonze horas da mnnhaa, oSr. 1. secretario faz a
chamada, e verifica auliarcin-se presentes 24 Srs. depu-
tados.
O Sr. Presidente declara abena a sessao.
OSr. 2." Secretario l a acta da sessioantecedente, que
he appi ovada.
O Sr. 1. Secntario menciona o seguinte :
EXPEDIENTE.
Um requerlmento de Candido Emigdio Pereira Lobo,
pedindo um abate no preco da arrematacao do Imposto
que se trata, assiin como tambem com as neeessidades I de leiles. A'mmmhso de. [azenda e orcamentn.
publicas. A provincia de Pernanibuco he uina provincia I Oulro de Manoel Vieenle de Hollanda Cavaleanti, s
,
de primeira ordein, tem una categora elevada no im-
perio, e como tal nftodeve consignar para seus deputa-
dos provinclaes una quantia tao inesquinha, que anda
nao fui consignada por provincia alguma, nem anda de
terceira ordein ; (apoiados) poique, em verdade, nao me
consta, que provincia alguma tenha consignado 3/200
rs. O in-Grande-do-Norte, que he pobrissimo, creio,
que nao consiguou tal diaria ; e en emendo, que _o pa-
gamento dos ciupregados no corpo legislativo nao he
nina cousa indilterente Importancia da objecto e da
provincia, que se reprsenla.
Mas o nobre deputado, suppondo os cofres da provin-
cia despejado, e a provincia soffrcdra de tantos males,
enlendeo de si e para si, que era este unidos lucios de
molhorar seu estado ; que era um dos meios ennvenien-
les para occorrerinos exiguidade de su.is rendas ; mas
Senhores, vejamos qual he a economa, que se fas.
Na aclualidade gastamos com 36 deputados, 5/000
ris, 180/rs. por da ; com o que propde o nobre depu-
tado gastaramos 115/200 rs. : a economa, pois, sera de
1#800 rls diarios, que no Bill dos dous 1ne7.es de esso
pi ela/ein lies routos oilocenlos e tantos muris. Ora, he
1 mu ese quantia, que podemos occorrer s neeessida-
des publicas ? Por cerln, que nao.
O nobre- deputado, ein qnem reconheco as melhores
intenciles, rutende, que devenios diminuir o subsidio
dos deputados, para econoinisar ; mas, se islo he neees-
sario, faca-se esta diminuirn todos os ciupregados,
cnincceiiios por nos mesinns ; e o nobre deputado, que
lie deputado geral, d o excmpln, renunciando, em fa-
vor da provincia, o subsidio e ajudadecusto, que tem...
O Sr. Nelto : Mullo obligado.
O Orador : Depos, Senhores, he preciso attender,
que nem todos, que podeni ser deputados provinciaes,
leeni, por si sos, meios de estar nesla cidade, perdendo
os seus interesses, e fazrndo algumas despezas, que nao
sao bagalellas. Se o nobre dcpulado, eu c outros temos
esses lucios, muitos os nao teem ; co nobrc deputado
sabe, que nem sempre-o niereclinento seacha nos ricos.
(Apoiadut) Pelo que diz respeito, pos, s nnssas rendas,
acredito, que o nobre deputado nao concille nada.
Fallou tambem na moralidadc do acto, pedindo, que
desseinos este exemplo de desinteresse em nosso lem-
po. Sf uhores, nos nao legislamos para n assembia ac-
lual, legislamos para outra e me lembro de una cir-
ciinistancla, que deve entrar milito em linha de conta,
liara volarmos prlo projecto ; e he, que forSo os nossos
adversarios polticos, que, querendo ainesquiuhar-iios,
por assim diier, redutiro o subsidia a 5/000 rs., quan-
do elle era de 6/400 rs. : .iio devenios, portanto, linila-
los, inormeiite tendo riles tanta esperanza, como tcein,
de que vencer as cleices, e oconpnr estes lugares.
I.11 uo quero volar-lhes menor quantia ; e de inais, se
da economa, que agora se flier, he que pude resultar o
remedio aos males da provincia, entilo o nobre deputado
1.du/.a isio para menos, para 1/000 rs. diarios i porque
rulan a economa ser avultada....
11 Sr. .Ve//.: Eu sei, que aquella inesmo nao passa.
O Orador : O nobrc deputado nao deve dizer lito,
ainda que o sima : nilo lie boin aprcsenlar proposiedes,
que dilo a entender, que mis votamos aqu por inleres-
se pessoal, que nao votamos segundo nosso jilizo, se-
gundo nossa consciencia. l'.trn jiislica a boa inleneao do
nobre, deputado, mas pi co-lhe, que nao supponha nun-
ca o que nao for honesto. O nobre deputado nao pode
allinnar, que nao passara, porqiianto suas rasos podem
ser laes, que at me convenci a mni inesmo.
Nao digo mals nada ; julgiici do ineu dever, como au-
tor do projecto, facer esta considerares, que a casa to-
mai na attencao, que Me parecer.
Voto pelo projecto, e contra a emenda.
Julgada a materia din-olida, he o projecto approvado
em segunda discussao, para passara terceira, e rejeitada
a emenda do Sr. Netlo.
Segunda dis usso do projecto 11. 21. (Vido Diario 11."
237, sessao de20 do corrente.)
O Sr. Nelto: Sr. presidente', eu eslou as ideas, em
que sempre estfve, de votar contra este projecto ein
primeira discussao; c estou resolvido a votar contra to-
dos, que na casa apparccerein ueste sentido, quaesquer
(pie sejao seus autores e interessados ; porcui levantci-
lue apenas para notar casa 11111 faci, que hontem oc-
eorrro nu discussao da prrtcncao do Sr. Joaquin Igna-
cio ; houve qnem aftinnasse, ein resposta a unas relle-
xoes milito moderadas, por mim feitas acerca da pre-
tencaodelle, que a renda da barrrira do Giqui dimi-
niiio milito, por ter diminuido tambem o anno passa-
do, a safra dos engenhos do Sul, que, por falta d'agna e
outros efleitos da secco, i|uasi nada podciao mandar
para o mercado da capital.
Ilonieiii mesilla tiveoccasiao de verificar, com infor-
niaicii-s ollieiaes, k leliid.is na mesa do consulado, que
lie a inais competente para as dar, que o nobre deputa-
do, que com tanta segurnnea assiin se exprimi, c sus-
tentou a nnllidade das provas naquelle caso, eslava
completamente engauado, porquanto a safra de assucar
det provincia, Interior, na verdade, ao calculo, que
de sua importancia se fazia, foi superior dos anuos
antecedentes, nao obstante a secca, que defrmnou a
casa a conceder a moratoria requerida pelo arrematan-
te da mencionada barreira.
Agora, que nos adiamos em caso semelhante, decida
a assembl a, se deve Insistir na resnlucao, que tomou,
de prescindir das inforinaciVs do goviino, para verifi-
car os fados, que o arrematante do municipio de Coi
anna allegou em abono de sua pretendi, c noprovou
de uianelra alguma.
J tive a honra de prnpor, que se solicitassein essas
informacors mas infelliuten a casa se consderou
assaz esclarecida acerca desses Tactos para dispensar as
informaedes pedidas. 0 ineu requerlmento, jiosto a vo-
tos por partes, morreo, por assiin dizer, s facadinli.is;
c bem v V. Exc, como este especlaculo_deve ser dolo-
roso para que-n llie deo a existencia. Nao apiesenlare,
portanto, outro, que de cert'i leria a inesaia sorte : o
menos os nobres deputados, que volro contra o pri-
meiro, vendo-mi- drixar morier o segundo, me nao
appllcard este pensamento de Duio :
Qnem nega o alimento a quein deo vida.
Qultserpai por fazer-se um parricida.
Nao screi parricida : qurm quizer aproveliar a obser-
varan, aproveite-a, que eu contino a votor contra o
projecto.
Dada a hora, lira a discussao adiada.
O Sr. Preiidenf d para ordein do da da sessao se-
guinle : continuacao da de hoje, le tura de projectos
e pareceres; primeira discussao dos piojeilu.s os, 23,
28, 29 e 30 ; segunda do de numero 5 e terceira dos
ile nmeros 10, 17 e 19': e levanta a sessao. (Eiauduas
oras da tarde.
tiileladosc Innos, pedindo, que a adininlstrasaodos cs-
tabeleciinentos de caridade seja autorisada a contratar
com os requerentcs o pagamento do que dcveiu aos ditos
esi.ibeleciinentos, solascondifdesj propostas uiesina
administraco, eque consisten! na remissao dos juros, c
no pagamento do capital em prestaces annuaes. A'rom-
misiilo de contal e despetai provinciaes.
Outro dos proprctarios de diversos terrenos sitos no
lugar daCapunga, pedindo a revogaco da po-tura da
cmara municipal desta cidade, que prohibe edificar,
ou r.izer qualquer obra dentro dos respectivos muros,
ou cercas. -- A' commisio de negocios de cmaras.
Lldo na mesa, c julgado objecto de dcliberac.20, he
mandado Imprimir o seguinle projecto:
Aasscmbla legislativa provincial de^ Pernainbuco
resolve:
Artigo l." Fica pertencendo novamente freguezia
de hezerros o lugar denominado t.arnnguejn, que, pela
le provincial 11. 132, de 3o de abril de 1844, passou para
a freguezia do Bonito.
Art. 2. Os limites entre estas duas freguezias serao
d'ora em diante os nicsmos indicados na le provincial
n.'f.dc 12 de abril de 1839.
Fico reyogadas todas as leis e disposi(cs em con-
trario.
n Pa^o da assembia legislativa provincial dePernam-
buco, 24deputubro de 1846. Joaquin .\uucs Machado.
Herculano (oncalve da (ocha.
Approva-se o seguinte parreer :
A comiiisso decontas c oi'(amentos das cmaras
mu un i pacs examiiiou as da cmara da villa de Flores, do
auno, que decorreo do 1. deoulubro de 1844 30 de se-
tembro de 1845, e dellas consta ser a recclta oreada em
2:451/861 rs., inclusive 1:174/301 rs., saldo do auno an-
terior, e 411/560 rs., divida activa; e que arrecadou-sc
1:957/101 rs., sendo por ai recadar 511/560 rs. Observou,
poiin, a commissao, que se deve augmentar a quantia
d 196/800 rs. oreada, protenenle dos di/imos de mi
mu, as, e laxa de 2(M) rs. do gado do consumo, que, sendo
oreados em menos, excedem, na ai 1 > ailaeau, a quantia
indicada, ticaudo elevado o m\menlo a 2:648/b61 rs.,
do qual deduzindo-se 160/OOOrs. de multas oicadas, mas
nao arrreadadas, por nao as haver dentro do anuo, voin
a ser o orjamento exacto 2:488/661 rs.; c que, tendo a
municpalidade despendido 399/684 rs., c arrecadado
1:957/101 rs., tem a seu favor o saldo de 1:557/417 rs.
Observou finalmente a commissao, que as despezas cs-
to legalisadas com os documentos apresentados ; c por
isto he de parecer, que as comas podem ser approvada3.
Sala das coinniisscs, 24 de oulubro de 1846. Pinto di
Atmtidu. .S'i.uij Leo. /,. Huma.
Por pedir a palavra o Sr. Nunes Machado, fica adiado
o seguinte parecer :
ii A coiiiiuissau de ordenados, pensando acerca do 1 e-
ijiii 1 imenio do 1 id.idao Manoel Francisco (Joelho, pro-
fessor publico de grammatica latina da freguezia de Sao-
Jos desta cidade, no qual pede, se Ihe marque una
quantia para aluguel da casa, em que deve dar aula,
enfeude, que deve serdcliridu favoravelincnte a prrten-
1,ao 1I0 peticionario, visto que se ha concedido a uicsina
vanta'gem aos professorrs do bairro da Boa-Vista, e do
l'iccile, quando este ultimo dava aula em S.-Antonio,
conforme se v do artigo 8 nico da le n. 144.
E, portanto, he de parecer, que seja a pe lico rrmcllida
.1 coinuiissao de orcamrnto para incluir na respectiva
verba a quantia de 200/000 rs. para aluguel da casa, em
que se deve estabelecer a aula de laliin da fregurzia de
Sao-Jos. Sala das commisses d'assembla legislativa
rovincial de Pcrnaiubuco, 22 de outubro de 1846 --
iyueiredo. -- Pe- oa. Caita.
Sao lidos capprovados osseguintes requcr:nenlos:
Requeiro, que se exija com urgencia, por interme-
dio do governo provincial, do provedor de apellas e
confrarias do termo da cidade deGoianna a apiesenla-
co docoinproiiiisso, pelo qual se regula a irmandade
de SS. Sacramento da matriz daquclla cidade ; afirn de
que, si ndo escrupulosamente examinado pela commis-
sao respectiva, seja emendado e corrigidu em ludo
quanlo conten de oU'ensivo moral, religiu adopta-
da pela constitu (Ao, e 01 dem social. S. H. C'unna
Machado, n
Heijueiro, por parte da commissao de examc das
posturas c negocios das cmaras uiuiiicipaes, que pelos
canaes competentes seja ouvida a cmara municipal des-
ta cidade a respeito da peticiio dos proprctarios da ra
da l'raia, que pccleiu a esta assembia a demolifo do
quai leiiiio das casinhas da ribeira, qua lico em frente
da mcsiiia ra, sendo, para isso, remettida a peticiio por
copia. Cahral.
(Continuar -/ia)
li Mil I n IIE lEH\A)llil CO.
A assembia oceupar-sc-ha hoje com leilura de pro-
jectos e pareceres adiados ; primeira discussao dos pro-
jectos de os, 23, 27 e 31 segunda dos de ns. 22, 24, 25 c
26 ; c terceira dos de ns. 16, 17, 19 e 25.
COMMEc.it JO
All:ui(le{ja.
REND1MENTO DO DA 24.......
DESCAItKECAO HOlE 2t>.
SumacaCarlotapipas abatidas.
Ha reaW." Iluiiell mercadoras.
llrigue Emprtia dem.
Ha 1 ca Espirito-Santoidem.
^r'gnfiiConmdi-Uar'.is- firinha e farelo.
421/254
Geral. .
Provincial.
Consulaflo.
RENDIMENTO DO DA 24.
549^504
409/511
969/015
PBACA DO REC1FE, 24 DE OUTUBRO l>E 1846,
AS TRES HORAS DA TARDE.
REVISTA SEMANA L.
CambiosPelo paquete ingles l'eguin, houvcro transac-
res regulares a28 d. p. 1/ rs.
Algodao -- Eiilr.'iriio 462 saccas, e vendeo-se de 5/600 a
5/700 rs. a arroba do de primeira sorte, e
de 5/100 a 5/200 rs. o de segunda dita
Assucar Entrarao 37 caixar do vrlho, c do novo a en-
trada em cargas fol soH'rivrl: exislindo ai-
guiu deposito do mascuvado nos ariuazens.
Couros -- Houverao vendas a 115 rs. a libra.
Bacalho 0 deposito he de 2,400 barricas, e se esta re-
tallando 12/800 rs. ,
Carne secca Eiistem 48,000 arrobas, e k vendas o-
rao regulares, de 2/400 a 3/ rs. a arroba.
Cha hjsson Vendeo-se a 1/900 rs. a libra.
Faiinha de trigoEntrou, procedente de Tiieste, unicar-
regainento de 2,350 barricas, do qua forao
vendidas a 17/rs asdemarcaSSsK.ea H/J0U
rs. as de marca SSF: c 970 barrica, vindas de
Salem pelo patacho O/10 venderao-sc a
15/640'is.
Entrarao, depos da nossa ultima data, 9 embarca-
edes, esaliiraol3, existindo hoje no porto 46: sendo 1
austraca, 31 brasllciras, 1 belga, 1 dinamarqiicza 3
hrspanholas, 3 inglesas, 3 portugueas c 3 sardas ; e
transid io-se paia bandeira brasileira, com o nome de
datante-Maria, a escuna americana 6'alan(-fory.
____________________________________________.__________________________________________._______________________________________.___________________________ --------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Manoel Luiz dos Santos; recebe carga a^ fie te e '
gelros: osprctendentes dirijo-sea ra datadeia-^ eina,
-rinazein. n. 12, de lialtar Oliveira. .
I.efloes.
lloviiut'iilu do lorlo.
Navio entrado no da 24.
Ass ; 13 das, sumaca brasileira Flr-do-Angelim, de 92
toneladas, capitao bernardo de Sousa, equipagem 8,
carga sal e sola ; ao capitao. Passageras, D. Eugenia
Mara do Espirito Santo, com 3 innaos menores, e An-
tonia Maria Calliariua, Urasileras.
\avios sanidos no meimo dia.
Aracaty; pataclio americano Otho, capitao llcnry Touue,
carga parte da que trnuxe. Passageiro, Manoel Amo-
nio de Olveira, llrasileiro.
Rio de-Janeiro; brigue americano Brandyicine capi-
tn l'owell Suiack, em lastro.
Navini lahidoi no da 25.
i: iliia. patacho brasilero Sovo-Saraiva, capitao Joaquin
Bernardo de Sonsa, carga vinho e mals gneros, l'as-
sagriros, Joaquin Vicente Fereira Machado, Anto-
nio Luiz da Silva, Filippe da Silva Porto, Antonio Lou-
ien\o 1I.1 Conlia, com sua familia, JosRibcro Perei-
ra Giiiniaraes, Tillo Francisco de Almeida, Jos Ma-
noel Francisco Ramos, Carlos deSerqueira Pinto, com
1 escravo, Antonio de Serqurira Lima Jnior, Anto-
nio Lopes Ferrera da Silva, doutor Augusto da Silva
Telles, com 1 escravo, Jos Amonio da Rocha Vanna,
Goncalo Muiij! Brrelo, com 1 escravo, Luiz Francisco
de Paula.
Londres; brigue inglez Counlfii-of-Durham, capitao J.
Tjler, carga a inesma, que troiixe.
Edilal.
Rodrigo Theodaro de Freilai, cavalleiru da ordem di S.
fenlo de Ari:, condeeo'ado com a medalha da restauraco
dallahia, rapilan de fragata d'armada nacional e imperial,
impector interino doanenal de marinha desta provincia de
Pernambuco, e capitao do porto da meima provincia, por
S. M. o /., que eo guarde. Slc &e
Faisaber a quein convier,que,desde odia23desle me/,
at 5 de iiovcinbro prximo, dcvci o sCr arroladas nes-
ta capitana todas as canoas, ou outras quaesquer em-
barcaces miudas do trafico dos ros navegaveis desta
cidade, peitenceiites a 4 scelo: Porto das canoas
da freguezia de S.-Frri-Pedro-Gonalves do Recfe;c ma-
triculados os individuos nellas empiegados, assim como
os que oceupiin-sc nos trabalhos da estiva dos navios, e
nos do porto c barras desta cidade, sendo estes ltimos
pertencentes a 1." srecio : Pollo de Fra-dc-Portas
pelo lado da inar grande
Paz saber nias, que tem prologado, pelos (lias a de-
correrem at o iim dcsle me/., o pra/o, que lia marca-
do ein dulcientes editaes para o arrolaiiicnlo das canoas
o mili as quaesquer embarca(drs miudas perlencentei
a 2. srceo Parto da Lingorta, e 3," ditaPorto
por detrs da ra do Brum; c a matricula da gente
nellas emprenda.
Capitana do porto de Pernambuco, 22 de oulubro de
1846 Rodrigo Theodoro de h'reitai, capitao do porto.
L)ei l.irayao.
O arsenal de guerra compra para sustento dos
presos c sentenciados que vao para a Iha de Fernan-
do assim como para a escolla que teiu de os acoin
ao assim Clliu poi.i a i3tuna i|u*. tim ^w.,
panhar e daqurlles que d'alli regressarcin. o segu
te : ngo'ardenle caf, assucar bolacha, carne scccl
fciao, farnha, loucinlio, vinagre lenha. As pessoas,
que taes gneros tverem para vender, sao convidadas a
comparecer no dia 26 do coi rente 'boje), com suas amos-
tras c proposla em caria fechada Arsenal de guerra ,
24 de OUtubro de 1846. O escriturario, Eranciico Se-
rfico de Anii Carvalho.
Avisos martimos.
m Para a Baha seguir, o inais breve possivel a bem
conhecida c velona sumaca J\"oru-4iirora, capitao Do-
Dlillgoa Jos da Silva Papalina: qurm na inesma quier
o.lie:.11 ou Ir de passagem, pode cut ntlcr-se com o
inesmo capitao ou coin Aiiiorim Innos, ra da Cadeia,
n. 45. _., .,
Para o Porto a escuna poitugiio/.a teliz-lmao sa-
lin. iinpri K lvrlnieiite no dia 15 de novembro; rece-
be caiga a fule e passageirus: liata-se com o capillo
na praoa do Commerclo, ou com oconsignaurlo, Tliomat
de Aquino Fonsrea, na ra do \'gario, n. 19.
-- Para o Ass segu breve o brigue C'oiirrfiio-Caooc',
capitao Joaquin Jos de Sequeia Porto: quein no ines-
mo nulser cariegar, pode fallar com Ainoriiii i\ limaos,
ra da Cadeia, n. Yo.
Segu para o Rio-Coande-do-Sul, no da 5 de no-
vembro iniprelerivelmcnte o brigue nacional Jpiter,
para passageiros c esclavos, ollcrcce os melhores Com-
modos possiveis : quein pretender, dlrja-se ao capilao,
Antonio Jos dos Res, ou a Antonio Gonjalvrs 1er-
reira, ra da Cadeia-Velha, 11. 33.
Para o Cear seguir, por osles 8 dias, o brigue bra-
Slleiro mprr:a, do que he capillo Francisco Ferre'na Hor-
ges : para carga 011 passageiros, trata-secoiii o ines-
mo 1 apilan, ou com os seus consignatarios, Francisco So-
verianno Rabello & Pili, no largo da Assembia Pro-
vincial.
__Para a Babia, com escala por alacrio, osla a seguir
vlagem o bem construido palhabote S.-Joo por ter
parte do seu carirgainenlo prompta : qurm no inesmo
qulser cariegar ou ir de passagem, diriia-sea bordo do
inesmo, que est Tundeado defronte do rorle-do-Matlo.
Os Sis. passageiros c carregadores de escravos no
berganlliu Independenle para o Rio-Grande-do-Sul ,
aprompteui seus passapoites at o fin do crreme mez,
que he quando o inesmo bergantim pretende largar.
A barcaca V.-Jos-Eerreira de superior coostruc-
co e muilo veleira pretende sabir para o Rio-Gran-
de-do-Norle at o dia 28 do crreme : quein nella qui-
ter carregar dirija-so a Diogo Jos da Costa, na ra
Nova iv. 12, ou ao mostr na praia do r orte-do-Matto.
=Parn Genova o brigue sardo aino, de primeira mar-
cha, novoeforradodecobre, pretende seguir 110 principio
de novembro ; ainda Ihe falta alguma carga : quein o
quiter cariegar, ou ir de passagem, para oque tem ex-
cellentes coiiimodos, dirija-sc ao capitao, Domingos Bo-
zano, ou a Olveira limaos bCompanhia, na ra da
1.111/, n. 9.
=1 O brigue nacional S -Manoel-Augusto pretende sa-
bir a 28 do crreme para o Rio-de-Janeiro ; pode
ainda receber alguma carga muda e escravos: quem no
dito quizer carregar ou mandar escravos, dirija-se a
praca do Corpo-Saoto, a fallar com Manoel Simos, ca-
pitao do mismo brigue ou a casa de Luiz Antaaio
Barbosa de | O brigue-escuna Hmriqueta, que acaba de forrar
de cobre e he cavili.ado de igual metal ha de sa-
bir para o Maraiiho-, no Iim desta semana, e so re-
cebe carga muda; para cujo ajuste se trata com Frau-
cisco Joaquin Pedro da Costa, na ra da Cadeia do Rr-
cife.n. 17,segundo andar, ou uo arinazem n. 12, da mes-
ma ra.
Para o Assai nestes 8dias o brigue Echo, capitao
= Joao Krller t C. farad leilao, por Intervencao do
conctor Oliveira, do nclhor sortlmento de fazenaas
proprias do mercado : (|uarta-feira, 28 do crvente, as
10 horas da manha em ponto, no seu armasen, ra a
Kalkni.iiiii fc Rosenmund farao lello, por Inter-
venco docorretor Oliveira ,
Icr^a-feira 7 do corrente ,
das fa/endas do seu "arniazem, entre ellas, vestidos para
senhoras, e outras multas fazendas recentemente che-
gadas. Reunindo-sesufiicientc numero de compradores,
ser ludo vendido pelo maior preco, que der, paraic-
C ~ Scianielllln k Tobler farao leilao, por 'nle^enclo
docorretonOvcira, de grande sortlmento de lazenaas
inglcias, francezas.suissas eallcmas. (odas proprias ao
.....nado: hoje, 26 do correte, s 10 horas da manhaa ,
no seu armazem, narua da Crus.
M.c Calmout & C transferem o seu leilaoae laien-
das, annunciadopara hoje, para quiuW-felra, 29 do cor-
rente, s 10 horas da niauha.ein consequencia de novas
(atondas avaradas e limpas, que atesse dia serao des-
pacliadas n*alfandega.
Avisos diversos.
Desta typographia desappircceo,
ha dias un preto, de nome J080, alto ,
com os pea inchado? rendido de urna
verillia falla muilo explicada ; sabe 1er
alguma censa, e inculca-se forro : quem
o pegar, Iraga a roa das Cnues, n. 34 >
que ser recompensado.
ONAZARENON. 58,
est a venda, na praca da Independencia, lvrarla us. o c
8; c na ra estrella do Rozarlo. Esl no caso de ser lldo,
os freguezes, que o procurem.
-- No dia 28 do corrente as 4 horas da tarde, a por-
ta do Sr. doutor juiz do cvel da segunda vara_, se ha de
arrematar por ser a ultima praca a arinacao da loja
de Joaquin dos Santos Azevedo penhorada por exe-
cucoo de seus credores c avallada em 25/ rs.
O Snr. Luiz FernBiides Vaz tem
urna caita de sua familia, na ra do
Crespo loja n. a, da viuva de Alfonso
cs Companhia.
O bachai el Francisco Carlos Brandao embarca para
o Rio-de-Janciro o seu escravo Fernando.
Arrenda-se, pelo lempo da festa, ou por anno, urna
casa terrea na ra do Roin-Succsso em Ollnda com
sitio, que tem militas fruteiras de varias qualidades.
ou vende-se per preeo rasoavel ; no pateo do Carino,
n. 18, segundo andar.
Arrenda-sr oaiinazem da ruado Vigario n. f9 ,
com todo o necossario para o soque de assucar : a tratar
na mesilla rasa.
Arrenda-se pela festa ou mesino por por anno ,
Um litio em Apipucos, todo cercado de limffo com
militas fructeiras principalmente larangelras cacim-
ba coin boa agoa casa com comuiodos para grande
familia estribara para dous cavallos banho perto ,
por correr o rio por detrs da casa : a fallar na na dos
i oelhos prluicro sobrado do lado dlrelto, ao entrar
da ra.
Aluga-se un sitio no Caldeireiro a inargem do
rio com duas casas ndopendentes cochoira estri-
bara balsa com capim para dous cavallos e varias ar-
vores de fruclo ; na ra do Vigario n. 19.
Aluga-se por cominodo proco o segundq andar
c sollo do sobrado n. 2, junto ao theatro : a tratar na
ra da Cadeia.do Rcclfc n. 52.
'Precisa-so de um 111090, que tenha de 14 a 16 annos,
para caixeiro de nina venda e que d fiador a sua con-
ducta : a fallar na ra do Vigario armasem n. 4.
=Dessapareceo, ein junho passado.da caes do Carioca,
tima canoa aborla, que carrega de 900 a 1000 lijlos,
tem ein um dos oncolamenlos urna rasadura de 10 a 12
palmos, proa bstanle levantada, fundo o proa novos, e
um buraco falto com fogo 110 pancho : quem deila der
noticia na loja junto ao arco de Santo-Antonio, na es-
quina, que rolla para a Cadeia, serti recompensado.
=OHcrece-se nina iiiulher para ana de casa de ho-
nieni solteiro 011 de pouea familia, que sabe eogoimnar
bem e cosinbar I quein do seu presumo se quizer utili-
sar, dlrija-seao boceo da Piedade, casa, n. 28, segundo
andar.
=Precisa-se de um rapar, de 14a 16 annos, lirasi-
leiro ou portuguez, para caixeiro de umarinazem : na
ra Direila, n. 18, segundo andar.
=Joseph Pelinccky, Pi ussiano, retira-se para fura da
provincia. '
Compra
=Compra-se um sellim novo, ou coin pouco uso, que
sirva para inoniaria de menina : a pessoa, que o ti ver, c
quizer vender, poder aiinunciar nestejorual, para ser
procurada.
Couipra-se um cachorro de fila : na loja da esquina
do arco de Sauto-Anlono, que volta para a cadeia.
Compra se um negrinha ou mulatinha sem vi-
cios para andar com una crianja ; na ra larga do
Rozarlo loja de miudezas n. 35.
ComprO'Se duas escravas mocas,
sendo urna dellascosloreira e engomma-
leira e a outra engommadeira e cozi-
nheira \ no Aterro-da-Boa-Vista, n 36.
-----------------
Vendas.
ptimos charutos.
Manoel Joaquin Gnncalves e Silva ( na ra da Cruz .
n. 43), faz sciente ao publico, que na sumaca A0M-i4 rora, recentemente chegad da Hahia.veio um sortlmen-
to dos melhores charutos all fabricados, de difireme
qualidades; como sejao: iinperiaes. regala, primores.
etc., da fabrica de S. Felll de Joao Frederico Wltzlc-
bon; viudos a casa dos Srs. flolhe & Bidoulac. Aquem
comprar de mil para cima, fai-se didcrenca de 2# rs
ziVende-seun inolecotc de uafio por preco coramo-
do; na ra Direila, 11. 18.
Acabio de ehegar de Franca
ORAS (OMPLKTASDEJ. J. ROUSSEAU, com a ulti-
mas cartas inditas. Escolente edlcao de Pars em
25 voluntes ein oltavo. Vendem-se por muito mdico
proco na loja de Manoel los Goncalves, ra do Quei-
niado n. 27.
= Vendem-se travs de 40 palmos, de boa qualida-
de e grossura ; no theatro da ra de Apollo,
= Vende-se urna poicaodegesso fino ; narua do Vi-
gario 11. 33, primeira andar.
Por 500^000res!
Vende-se, at 30 do corrente mez, a armario, e o tras-
passo da bem conbecida loja da esquina do Livratnento,
11. 1, ptima para qualquer eslabelecimento pela sua
melhor posljao : trata-se na ra Direita sobrado n.29.


A
finlssima
de gos-
pclo dl-
= Vende-se un selllin com seus pertcnces em inul-
to bom Pitido ; a fallar com o Sr. Gabriel, na arcada
daalfnndcga.
=s Vende-se potassa branca de suprrlor qualidade.
pin barr pequeos ; fin caM de Malhers Austin J.
Companhia. na ra da Alfad'g-Velb.a, u. 36.
Vende-se carne do sertiio, mu lo gorda e nova, por
ter Irazldo 10 dios de viagem do Aracaty: ua ra da Cn-
deia do Recife, n 11.
Farinha SS6F,
da multo acreditad fabrica de Molino Stratg sendo a
ultima chegada a este mercado em pequeas c gran-
des poredes a tratar com J. J. Tasso Jnior.
JN'a ra do Crespo loja nova
n. 12, de Jos Joaqun, da
Silva Maya ,
vende-se un rlccsorlimenlo de cajllcaes de
casqulnha, com suas competentes lanternas
tos os nials modernos que teein apparecido ,
minuto preco de 8/, 10/ e 12/rs. cada par.
m Vendein-sc moendasde ferro para engenlios de as-
sucar, para vapor, agua e bostas, de-diversos tamanhos,
no!' preco commodo ; e igualmente taixas de ferro coado
e batido, ile todos os tamaitos: na nraca do Corpo-San-
to, n. II, em casa de Me. Calmont S Companbia, ou na
ruade Apollo, armazein, n. 6.
Potassa branca,
da mais superior qualidade em
barricas pequeas, e desembarca-
da no da 30 de agosto prxi-
mo passado, vende-se por pre-
co commodo': emeasa de L. G.;
Ferreira & G.
= O corretor Oliveira tem para vender cobre em fo-
llia e pregns de dito pora forros de navios : os pretn-
deme* dirijao-se ao luestno, ou aos Scnhores Mesquita
& Dutra.
Na i"ji" 'la esquina da ruado Collegio,n. 5,
deGuimaracs Seram & C.,
vende-so, alm de uin bonito sortiinento de faiendas ,
por prccus bastantes moderados, as seguintes :
Cortes do novas casimiras francezas, a 4/000
Pitas ditas melhores, a......... 5/000
Ditas prctas francezas o covado, a .'1/000
Pannos, pretos, azues, verdes e de outras cores
ditTcrentes, desde 2/400 rs. o vovado a 12/000
Corles de calcas de pclle do diabo, a 1/440
Chales dr 13a e seda, grandes, a...... 'jjfUiO
I.en?os de cambraia guarnecidos a bico, a 640
Lindezas para vestidos, o covado, a /240
F.scocezes de lila ealgodao, com xadrez fmgi|ido
seda o corado, a.......... _/320
Cortes de lila c seda pira vestidos a 7/000
Chila-cassas o corte a........ 2/240
Cortes de colletes de fusto francs, a I simo
1 n os finos para gravata, a....... /400
Cusa da F ,
na ra estreita do Hozario, n. G.
Neste estabelecimento achio-sc a venda as cautelas da
lotera a favor das obras da matriz da cidade da Victo-
ria, da qual andarn as roda, no da 26 do correntc mez:
os pircos das cautelas sao os do costume.
Vende-se um relogio de prata ; uin dito de ouro,
com muilo pouco uso. e bous reguladores, e horizontaes;
una con ente de ouro para os incsuios ; tudo por inudico
preco: na ra do Viga rio, arinazem n.8
Voi trete.
Na esquina da ra do Collegio loja u. .5, de Guinia-
res Sera fin & Couipanhia, vcndeiii-se cartas francezas,
finas, enlrc-fnas e ordinarias ; ditos portuguezas ; tu-
das por pirco mais barato do que em outra qualquer
parte.
Vendem-se 6 lindos moloques de 12 a 18 annns ;
sendo un driles co/.iiiheiro ; 2 ditos de 7 a 10 anuos ,
2 pardos de 10 a 20 anuos de lindas figuras, sendo
un delles bom carreiro ; 1 preto de 30 anuos, canoei-
ro ; una parda, de 25 anuos ; una preta com alguiuas
habilidades ; urna dita, de 25 anuos, com urna cria mii-
lalinlio de 2 anuos com habilidades : na ra do Col-
legio, n. 3, segundo andar.
admiraveis
navai.hasde ac da china.
Teeni a vantagem de corlar o cabello sein ofl'ensa da
pelle deixando a cara parecendo estar na sua brilliau-
tc mocidade.
Este ac vein exclusivamente da China e s nelle tra-
balho doiis dos melhores e mais abalisados cuteleiros
da nunca excedida e rica cidade de Pekini capital do
imperio chim.
ActorShaw.
N. B. He recotnmendado o uso destas navollias ma-
ravilhosos por todas as sociedades das sciencias medieo-
cirurgicas.tanto da F.uropa como da America,Asia e fri-
ca, nio s para prevenir as molestias da cutis mas lain-
bein como um inelo cosmtico.
Vondem -se na ra do Crespo loja n.8, de Campos
& Maya.
Aos Srs. proprietarios de
engenhos.
Vendem-se taixas de ferro coado moendas de cari-
na para agoa, ou animaes rodas dentadas, crivos ,
boceas de fornalhas e inais objectos nocessaiius para
engenho por preco commodo ; na fiiiuliciio de ferro ,
de Me Callum Si Companbia na ruado Rruin no Re-
cife ns. 6, 8 e 10.
Fa rolo novo,
em accas grandes vende-se no armazein do Bacelar ,
confronte a cscadinha da allandcga e em casa de J.
J. Tao Jnnior na ra do Amorlni.
= Vendem-se varios eseravos, entre elles uina pre-
ta parida dedous mezes cun habilidades e tem bom
leite; todos de bonitas figuras e 1110905 na ra Nova ,
ji. 21, segundo andar.
Vende-se potassa da Rus-
sia, pelo mulo mdico prc
co de 160 rs> a libra ; cal vir-
gen, de Lisboa che gada no
ultimo navio : no arriazemda
ra do trapiche n. 17.
-- Vende-se uina parda de bonita figura, Je 17 annos.
boa engniuinadeira cozinha bein o diario de urna casa,
cose entendede fazer lavarinto no tem vicio de qua-
lidade alguina, o que se afiaoca bem como se vende
junto ruin um filhu tambem pardinho, de tono e nieio,
inulto boiiitinho : na ra do Crespo, n. 12.
Vendem-se 4 rscravas sendo una dolas engom-
madeiru, cozinheira.e que cose alguiua cousa, outra.que
cozinha o diarlo de una casa, e as outras, que lavao de
sabio e v urda, e servetn para o servico de campo; na
ra da Concordia passando a poutezinba a direita
segunda casa terrea.
O bazar da ra do Orespo, lo-
ja n. 5, ao p do arco de
S.-Antonio ,
modernamentesortido para a lisia. Kstc Importante es-
tabelecimento de varias e bellas fazendas, de gostos in-
on .i ni i- ii te uovos, ofl'erece a considera;ao dos concur-
rentes de entre as mais notaveis as segulutes:
Alpaca, para jaquetas e sobre-casacas, a ine-
llnir, o covado a..........1/600
Chaly de laa e seda., riquissimos vestidos, oco-
vado, a.............8,41)00
Casimiras brernenses, o covado a....../60G
l'.i-ins de puro linho, ricos, estampados, a vara a 1/120
Riscados parisienses riquissimos, para vestidos,
o covado, a ............/280
Ditos francezes para jaquetas e sobre-casacas,
a fresca, o covado, a....., jf28Q
Chales delacobertosdesodaem ricos lavrores, a 0/500
Lencos igualmente cobertos a seda com franja, a 1/440
Mantas ala-moda, de seda, listraJos a sotim a 15/000
(.hales de garca tecidos aseda, a......3/520
Lindeas e louc.anhas, o covado, a .... /240
Cassa-chltas, padroes uovos, o covado, a /320
Mermos os mais superiores, o covado, a 4/500 c 5/000
Vende-se um cavallo pequeo multo man-
so com bous andares c proprlo para senho-
ra; na ra de Domingos-Pires, n. 12.
__Vendem-se duas ricas redes do mais moderno
goslo que leeui apparecido ; na ra do Queimado ,
n. 57.
O BOM V1NIIO DO PORTO.
Ha na ra do Trapiche, n 40, tanto em cascos com en-
garrafado ; lainbem ha outros vinhos de ptima qua-
lidade.
Vendem-se lencos de seda da India, a 1/440 rs.
riscadiiihos francezes de bonitos padrocs pa-
ra vestidos de soiihora de cores finas, a 240 rs.
o covado ; corles de cassa-chilas do ricos pa-
dres e de core, milito lixas com 7 varas, a 3/
rs. o corte ; chitas largas francezas padrdes
muito modernos e de tintas muilo finas, a 320rs.
S o covado; corles de nielas casimiras, de superlo-
5 res padroes e de una duraran superior a casi-
^ mira a 2/400 rs. o corle ; ricos chales de laa e
B soda, multo modernos a 3/, 3/500 e 4/000.
frs. ; cassas finas, o mais rico possivel de cores
lixas o do ricos padrocs a 5/200 rs. o corte ;
C? panno preto e de todas as cores e qualidades ;
-& bretanlia eesguiao depuro linho; chlese man-
tas de seda o tropo ; assim como um completo
g* sortiinento de fazendas linas ; tudo por preco
55 rao em cotila que he impossivel avista da fa-
go tenda o comprador deixar de comprar : na ra
'>. do Queimado nos quatro-cantos casa ama-
fe* rolla loja n. 2!>.
WSBL
--Vende-se una preta de nacao de33anuos, que
lava e entende soflrivolmente de corinha por preco
cuiiiinodo ; na ruada Cadeia-Velha n. 29.
\ ciiili -se um escravo crioulo de 40 anuos que
entende do servico de padaria alguma cousa e he
muito servicale fiel ; na ra larga do Rozarlo padaria
n 48.
= Vendoni-se espadas plateadas para offlciaes su-
periores e subalternos ; na ra Nova, loja de ferragens ,
n. 10.
= Vendem-se acedes da exlincta companhla de Per-
= Vendcm-M charutos regala em calxas e areta-
Iho, os mais superiores, que teent apparecido neste
mercado ,'chegados ltimamente da Baha por menos
preyo do que em outra qualquer parte ; ditos feitos no
pal, de superior qualidade ; fumo em rama de pri-
meira e segunda qualidade tanto em porcao como a
retalho por preco muilo commodo : na fabrica no,a
da ra Direita defrontc da travessa da Peuha.
O ATERMfrDA-BOA-VISTA SOBRADO N. 1, CASA DE
MODTs FRANCEZAS DEM. MILLOCHAU,
vcndeni-se tarlatanasfinas, brancas c de cores, cam-
balas finas brancas lisas c bordadas ; bonitas flo-
res de todas as qualidades; ricas plumas veos de
montarla verdes e brancos ; lindas grvalas de cassa
fina imprimida, parahomeni ; fil de-seda e de linho;
mantas de bico preto; vos pretos; um sortiinento de
collarinhose pescoclnhos jcamlsinhase romeiros bor-
dados para soiihora e meninas ; bicos pretos de retroz;
dilos de linho muilo largos, para cabecao ; lencinhos
de seda para grvala de senhora ; fitas de velludo ; tou
cas para senhorae meninas, .amistaras para houieiii;
traucas e conloes para ornar vestidos ; mercearla fran-
ceta ; e outras umitas fazendas, por preco barato.
Romances em porluguez, che-
gados de novo ivrana
da esquina do Collegio
O Medico e a menina emigrada, por V. Ducange, 3 v.
com cst 1845; o Mysterlo de um nasciinento, pelo mes-
ino autor ,2 v. 1845; o Gaiato do Terrero-do-Paco ,
ou o Gil-Hraz portuguez romance original, 4 v. 1845;
Oculosda velha, tambem original pelo inesmo autor ,
4 v. 1844; Amanda e Osear, 0 v. ; o Mosteiro, por Wal-
ter Scolt, 3 v. 1844 ; o Abbade sogulniento do Mos-
teiro 3 v.; Cinq-Mars, ou una conjuraco no reinado
de Carlos XIII pelo conde de Viguy 3 v. com est. ;
Niagonsao interior da Nova-Hollanda obra critica ,
moral e recreativa, por V. J. A-, 3 v. ; Han d'lslandia,
pin Vctor Hugo 3 v. 1844 ; Malhildes e Alfredo 1
v. 1840; oTJonzeldeD. Ilenrlque, por D.Jos de La-
vra 4 v. 1845 ; Domingos ou o Slnclrosmho, por
Mr. Ducray Duinlnil, 4 v. 1843; Elmooda, pelo mes-
ino autor 3v. 1844; de Dia para Dia, por Soulh* 4
v. 1845 ; Paulina, por Alexandrc Diluas 2 v. 1843 ;
lndiaiinapiirGeorgeSand,2 v 1845; Torre infernal,
pelo autor da Leiteira de Bcrcy 2 v. 1844 com est. ;
Estrella hrilhante romance original, por Eduardo de
Faria.lv., 1845; Hercules preto, romance original,
por Augusto Arago 1 v. 1840 ; a Estrangcira, por V.
d'Arlincourt 2 v. ; Marquesado Ganges ou o heros-
mo das mulheres 2 v. 1843, com est. ; Abbadia de
Rutinglonne, 2 v., 1845; a Heranca de meu lio, por Ale-
xandrc de Lavergne, I v. ; o Gil-Brat da revoluco ;
N.S. dcParis; Mystciios do Londres; Fonte de S.-Ca-
Uiarina ; Eiiiorance 2 v. 1845; Dellina, por Madama
de Slael ; Auna deGelreslein, ou a donzella do nevoel-
ro, por WalterScott, traduefilo deRamallio, 4 v. 1843;
Kcnilworth, do iiirsiun autor e traductor; os Dous Ami-
gos, ou a casa uiysteriosa, por A. Lafontalne, 2 v. corn
est. ; Loonla polo inesmo autor, 2 v. com est. ; o
Assasslno ou a torre a capolla 2 v., com est. 1844 ;
0 Amigo do castello, 1 v. 1843 ; a llananelra, porSouli,
2 v. 1844 ; Carlos c Neseida, ou o exeessu do ciuinc ,
1 v. 1843; Collecco de romances novos de P. de Kock ,
72 v. vendem-se juntos ou separados ; Myslerios do
castello do ITdoipho 0 v. ; Castello de Granville 4 v. ;
Castello dos morios ou a filha do salteador, 2 v., 1844;
Castello dos Pyrineos, por Souli 4 v. ; Victor ou o
menino da selva; Celestina, 4 v., 1843; o Alhe, por M.
Sophlc 3 v. 1844 ; Etelvina 3v. 1). Quixolc dla
Mancha 8 v. ; Diabo coxo 2 v. ; a Mulher ou seis
amores 3 v. ; e inultos outros romances de boa esco-
Iha seencontraonesta livraria por procos couimodos.
Na ra Nova, loja n. 18, de M A. Caj vendem-se
nambuco e Parahiba para fazer pagamentos a mes- sellios clsticos a 26/000 rs. ; ditos bordados, a 18/000
na ; na rita da Crut. n. 9 casa de Oliveira lrmos Se I rs. ; ditos ordinarios a 8/000 rs. ; chales de soda mul-
Coiiipanhia. | to bonitos a 10/000 rs.; ditos de laa grandes a 3/000
~ Vendem-se charutos, regala boa fazrnda emlrs. ; ditos mais pequeos a 2/500 rs.; bicos de seda ;
caixinhas de 100, 200 e 250, a 1/920, 2*400c 3/000 rs. el filas e lloros, para chapos do mclhor goslo possivel,
o rento mais em cunta, conforme a poiriio; fumo em fo- ja 2/000 e 3/000 rs., e inais pequeos, a 1/000 rs. ; hor-
lha do primeira c segunda surte a retalho, por proco i zegulus pora lioinom a 4/000 rs. ; botius de lustro a
commodo ; charutos fabricados na Ierra boa 'a/.oiula 5/000 rs. ; ditos de beierro, a 4/500 rs. ; sapatos, a 1/600
a 7/500 rs. o milhoiro sein caixa e em taixas a 8/J rs. ; ditos de lustro, para niPiiir.os. a 1/200 rs. ; ditos de
rs. : d-se por osle preco por o dono ler grande por-jseliiu, para senliuia a 1/280 e 1/lKlO rs. ; ditos de lus-
fo : na ra larga do Rotarlo n 32. I tro com colchlos para iiieuiios a 320 rs. ; pennas
Vendo se una flauta do 4 chaves quasi nova ; na finas para noivas a 2/ti00 rs. ; ditas com ponas azues,
rs. ; garrafas
ra da l'raia arinatoiu n.5.
= Vende-se urna prota de inulto boa figura, com
nina filha de 6 anuos, proprla para o campo; na ra
Nova, 11.65.
-- No Furle-do-Matto, cslaleiro do Manuel de Souza
Couto ha um bonito e bem construido boto piulado,
croque o os competentes romos, ote ; ajusta-se com
('.andino Agostinho de Barros na pracinha do Corpo-
Sauto u. i>6,
Ainda est para se vender una pequea porcao de
pi i\e secco muilo barato; no arinazem do Bacelar, dc-
fronle da cscadinlia da alfandega.
Ainda so contiuuo o vender por prcc.o commo-
do sapatdes e sapatos para hoinein ditos de couro c
niarroquiui para senhora ; tambem alguma fatenda,
madoira e alguna livros ; na ra Nova loja n. 58.
=Vende-sc nina prensa de imprimir sollos, boa para,
uina administradlo, ou casa de negocio, por ter acoin-
inodidailo do poder mudar os sellos ; una porcao de
azogue ; una porcao de assido uiurlalico para os la-
toeiros : na travessa da Concordia n. 13 airas da tor-
re do Carino.
= Vondom-se 100 molos do sola de superior quali-
dade: a trotar com Joaquini Lopes de Almclda cai-
xeiro do Sr. Joao >latheu; ou com Antonio de Alinei-
da Gomes na ra de Apollo, n. 2 A
llaruielada nova .
vende-se na*ra da Cruz venda de Miguel Joaqulin da
Costa t Companhia, n. 66._
Vende-se por precisao unta negrlnha de nacao,
muilo linda de 10 anuos; na rua.de Hurlas, n. 84.
I Continuao-se a vender chapeos finos de cas-
tui; panno de algodo para saceos : na ra
^5MLk da Alfandi ga-Volha, n.;"), casa de Joao Stewart
Vende-se urna grande casa no Monleiro. a maigeiu
do Caplbaribe com duas salas na fronte 5 quartos ,
sala o ante-sala atrs coiiuha, quarto para eseravos ,
quintal murado o outro aborto at o rio, pelo preco,
que se oflereeer ; na ra Direita, n. 07.
= Vende-so col virgeni, em caixas o barricas, che-
gada ltimamente de Lisboa ; no escripturlo de Fran-
cisco Severlaiuio Rabello S Filho, no largo da Assein-
bla Provincial.
Venile-se um miilalinho, prnprio para criado de
12 a 14 anuos ; na ra da Gloria, n. 59.
B olera do Riodc-Janciro.
Meios hilhetcs da stima lotera beneficio do hospi-
tal da Santa Casa da Misericordia, vendoin-se na ra
da Cadeia do Recife loja de cambio n. 38 de Ma noel
Gomes da < unha Silva.
= Vendoin-se 3 pretos, sendo um delles bom canneiro
de barcaca e que govorna, de 20 a 22 annos ; 5 nogri-
nhas de 12 a 16 annos ; uina preta de bonita figura ,
que cozinha o diario de uina casa e he perfeita lava-
de ira lano de salan como de varrella ; 2 moloques de
lindas figuras piuprios para ludo o servico de 10 a 11
annos : na ra estreita do Rozarlo, n. 19, segundo
andar.
-- Vndese farinha de Iri-
go da marca SSSF de rami-
uho : no cae da Alfandega,
armazein do Bacelar, a tratar
com Ma noel da Silva dantos.
a 600 rs. ; redomas com iiuogens a 2/000
de cristal, a 2/500 o 3/000 rs. ; um furmoso galholeiro
por 6/000 rs. ; liiitoirosdo vidro, a 1/.'i00 rs. Estas fa-
zendas vendcin-so por. lodo o proco para se liquida-
ren! por nao so querer continuar com ellas ; e com a
vista dos compradores scrao patentes suas qualidades.
^ ^St # ^r 3 Wjt &WBbWBi U
Ventie-se nova alpaca, superior,
n i2So rs., panno fino de cores
lixas, a 5ooo rs. ; casimiras de la
pura, a iSoors. ; ditas com noa-
ch mistura, a tooo rs ; coi les de
cassa fina com 7 varas, a 3ooo
rs ; assim como as mais fazendas
j annunciadas e outras militas
t'liegndas de novo.
..--o
NO ATEI1RO-DA-I10A-VISTA LOJA T. 3, DE JOAO
CI1ARDON,
vende-so merino muilo fino de 4/000 rs. at 6/000 rs.
o covado ; pannos franeev.es finos chogados agora
do 4/500 o 12/000' rs. o covado os nirlhoros, que ha
tiesta piara ; muito bous e rios lencos de seda sarja e
seliin preto o do cores para grvalas ; bous chapeos de
sol de seda poro homrm ; lindas I jmanos chapea-
das de ouro; grande sortiinento do calcado de todas as
qualidades para senhora ; bonitas e galantes perfu-
marlas, chrgadas agora ; nilscro>cupios muilo linos
oculos linos de todos os graos ; chavenas de porcellana
para caf ; ricos apparelhos da vordadeira porcellana
froncoza domada pora cha caixinhas de dita pora
guardar sahio e escovas ; escarradores de dita; globos
de cristal-para candloiros de machinas ; c outras inais
azendas de lojas francesas ; tudo por preco cunmiodo.
Acaliao de clirgar livraria da
esquina do Collegio os obras comple-
tas do insigne Luit de Camoes em tres
volumes da mais ntida e correcta edi-
980, .que tem apparecido : e vendem-se
por preco excessivainente mdico os
poucos exemplares que j reslo.
Vende-se um cavallo ptimo de
carro, por preco muito comino lo ; no
Aterro-da-Boa-Vista, n. 36.
VenuVse uuia ptima escrava ,
boa cozinbeira e lavadeira tanto de sa-
b5o como de varrella sem vicio algum
a qual oi tomada em urna divida; na
sua do Crespo loja n. i da viuva de
Affonso & Companhia, ou no Aterro-ds-
Boa-Vista, n. 78.
' Vendem-se LlfSes de grarnmalica ingleza, reco-
piladas e coordenadas pelo bacbarel Viccute Pereirad.,
Reg professor da llngoa ingleza no Ijrceo desla cida-
de para uso de seu discpulos. Preco 4/000 rs., em
inela encadernacao ; na praca da Independencia llrra-
ria n*. 6 e 8.
Vende-se um tanque novo, que serve, ha um anrlo ,
felto de madoira amarella escolhida gateado todo de
sieupira sem costura que precise calafeto o qual se
acha servindo de deposito de agoa e he proprlo para
qualquer engenho, para guardar niel; ps calcula-s.
levar 400 a 500 cargas : o vendedor se obliga a mnda-
lo levantar em qualquer.parle que o comprador qu-
zer por preco commodo. A tralar na ra da Concor-
dia atrs do Carmo-Velho, n. 26.
= Vendem-se5nietas de 14 a 20 annoj com ha-
bilidades ; 3 ditas do servico de campo ; uina parda ,
de boa figura de 16 annos ; 2 elegantes moleques um
de 12 e o outro de 17 annos com principios de cozi-
nha; 3 pretos para todo o servico, entre elles um, que lie
canoeiro e oleiro : no pateo da Matriz, n, 4.
Vende-se una boa ama de casa que engoninia.
bem, cose e cotinba ; na ra do Livramenlo n. 22,
primelro andar.
Vende-se, na loja de mludezas da ra do Crespo,
n. 11, um grande sortlmenlo de oculos de armacoo ,
para todas as vistas curtas e cansadas, a 640 rs. e finos,
a800rs.
Vende-se, por precisao, um cavallo com multo
bons andares proprlo para senhora por ser muito
manso e novo polo barato proco de 35/ rs. : na Boa-
Visto ruade Domingos Piros, n. 12.
Vendem-se por preco commodo os seguimos
eseravos, chogados ltimamente do Aracaty : 6 pardas,
qiiecosem, engommaoe lavao ; 8 pretas sendo 4 de
nacao que cozinhan, cosem e lavilo ; B pretos, proprios,
para o servico de campo ; uina pardo de JO anuos :
na ra da Crut armatom n. 51.
=VcnJe se urna preta de 18 annos ; um preto pro-
prlo para o servico de campo : na ra da Prala arma-
zein de carne n. 10.
Vende-se um excellente moleque de 17 annos ,
sem achaque algum com officlo de carpintelro ; na ra
do Collegio n. 14, primelro andar.
= Vende-so urna tiogrinha de 14 annos fccolhida ,
que cose, e faz lavarinto ; 3 osera vas mocas de boas fi-
guras tima das quaes cose, faz renda e o mais servi-
co de urna casa ; uina dita, por 280/000 rs. que cotinha,
lava e he quitandeira ; 4 esclavos mocos bons para o
na lu lu de e.iinpu; um preto, de uiaior idade por
220/ rs. bom para o trabalho de um sitio : na ra do
Crespo, n. 10, primelro andar.
=Vonde-se um lindo mlatinho de 6 annos icni
achaques e inulto robusto ; um preto sem vicios nein
achaques, que he pescador, canoeiro e carreiro ; uina
viilraco. que serve para vender bolinhos e fazendas,
mu bem foita, de amarello e com vidros; tudo por pro-
co commodo : no Aterro-da-Boa-Vitsa fabrica de lico-
res, n. 26.
Vantagenspara os proprieta-
rios e mestres de pedreiros.
Na otaria da ra da Gloria aonde foi reslllajao por
detrs do sobrado n.59 vende-se, mais barato do que
em outra qualquer parte por nao continuar inais a
iralialli.ir, o seguinle : tclhas, ditas trincadas lijlos de
ladrllho ditos de cacimba de 6 a 7 palmos ; 3 a 4 ca-
noas de metrallio ; assim como todos os pertcnces da
iiiesina om mullo bom estado por terem Irabalhado
inulto pouco lempo : a tratar na inesma nlaria, ou na
ra da Concordia sobrado n. 5 das6 as 8 horas da ma-
iiInia e das 3 as6 da larde
Eseravos Fgidos
= Pcde-se as autoridades policiaes c capltSes de cam-
po hajo de apprehender o cabr Soterio ; o qual
consta andar vagando polo Recife e dizendo ter l se-
nhor ; de |3 annos cor paluda c bastante clara; tem
una cicatriz bem vislvel em uin dos olhos, provenien-
te de uina c.abecada Qnem o pegar, leve a Ollnda-
sobrado contiguo a S.-Pedro-Martyr que ser rcconi,
pensado.
-- OfTorece-se a gralificacio de 100/000 rs. a qunn
capturar, ou descubrir o escravo pardo escuro de
nome Benedicto cheio do corpa pouca barba ; re-
prsenla 30 annos. pouco mais ou menos ; he muito es-
perto e bastante capadocio ; e julga-se que por onde
se achar se inculcar por livre e mesino ter mudado
o mue ; era mai nlieiro eenlende.de pescador; fri-
gia de bordo do briguc Catiro- Primtiro, no dia 13 de
setembro. Este escravo perlonce ao Sr. Antonio Dial
de Souza Castro do Rio-de-Janeiro. Quein o captu-
rar, roeonhecendo-se sero proprio, recebera gratifiea-
cSo cima, na ra da Cadeia n. 45 em rasa de Anio-
rim Irmans Pode-se igualmente a todas as autorida-
des policiaes iodo o escrpulo no exorne de qualquer
cscmvo capturado certa de que se Ihe fiear por ludo
sumniamenie agradecido.
= Desappareceo no dia 4 do corren le um pardo
escuro de noineCamillo, de 10 annos cheio do corpo;
levou raleas azues e camisa de madapoln ; andava com
uina lorente no p por motivo de ser mulo vadio ;
eslavo aprendendo o ofncio de morcenelro. Rogo-sea
qualquer pessoa, que o pegar de levar ao Aterro-da-
Boo-Visla lo|a de cabellerelro, n. II, que ser gene-
rosamente recompensada.
Fugio no dia 21 do corrente pelas 10 horas da
noito um pardo, de nome Fideles j velho ; repre-
senta ter 50 a 60 annos baixo, grosso do corpo pomas,
bracos o mos curiase giiissas, caliera grande, cara
descarnada queixo de rabera olhos pequeos fun-
dos o vormelhos heleos linos nariz chalo coui falla
de alguns denles bastante largo dos pellos quebrado
das venidas falla balxa o mansa ; lio serlauejo do leo ;
andar descansado cabello carapinhado e torsidocoino
de negro barbado ; rvou oamisa nova de riseado ariil,
de algodao trancado rom Ostras brancas, chapeo de
pello. Este pardo j fez um fgida com outro escra-
vo e fol pegado a Oante de Iguarass 7 legoas ; he de
suppor .que tenha seguido o misino destino. Roga-se
as autoridades policiaes c capitoes de campo que "
appi ohendan e levem a ra da Cadeia de S -Antonio ,
n. 19, que serio rorompensadoa. Adverte-se, que elle
levou mais um surrao de couro aonde coiiduz roupa.
= Fugio na madrugada do dia 24 do corrente, d o
sobrado, em que mora Jos da Fonseca 'Iva do ler-
ceiro andar, e por nina coi da o preto crioulo, de no-
me Cvpri.mno alio, chelo do corpo, cor preta, rosto
comprido; cujo escravo eslava para se vender na dita ra-
sa porordeinde seu sriihor Paulino da Silva Miodelu :
quemo pegar, leve ao dito Sr ou na ra Direita n.
3 que ser gratificado.
-- Fugio- no dia 5 de agosto do anno prximo passa-
do urna "escrava de nome Marcellina de nacJnCa-
hind.i bastante alta, de35 a 40 annos. ps bastante
grandes mal enjorcadn de corpo cara enmprida, com
o buraco do brinco rasgadode una orrlha ; costuiua a
beber e quando bebe he muito regrista ; tem os pos
mal fellos e atornozados ooin todos os denles poreni
alguns podres e bamelra do corpo : quein a pegar ,
ou dola der noticia ser bom recompensado na ra
larga do Rozarlo n 24, priineiro acibr.
Pir.rv'.', r>ATTP* DE Mj fDE FARIA ^O,


r
A nno de 1846.
Segunda feira 26 de Outubro.
N415.
DE
PERNMBCO.
(son OS AUSPICIOS DA sociedade comuebcial.)
Subscreve-se
na Praca da Independencia, loja de livros n. 6 e 8, por io^ooo ris por anno, pagos adiantados;
PRESOS CBRENTE DA PRAA (Corregido Sabbado as 3 horas da tarde.)
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EXPORTAgAO.
Agoardente Catara -
Algodo I. sorte -
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[ Assucar branco cm caxas -
mascavado -
cm barricas ou sac-
eos, branco -
* ma&cavado -
Couros seceos salgados. -
Meios do tola -
Chifres da'lerra -
do 11 iu Grande -
EXPORTS.
PnEtpCJ DA PnAf
Rum -------
Cotton I. qualily -
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Sngar in casas while -
brnwn -
lor Barris or llags
white -
> broivn -
Dry aalted hides -
Taime bidet -
Ui-borns -
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6/6O0
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l|300
1*000
2J600
If'60
11500
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2fO00
6,1100
5*200
1*100
J*ono
1*650
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IJO'IO
4|6 POR
Pipa.
Arroba.

J.ferro
Libra.
Hum.
Ceulo
CAMBIOS.
Londres.........................28 epor I rs. a 60 das
Lisboa.......................... 100 por cenlo premio,por metal effecluado
Franca.......................... 335 ris por franco.
Riode Janeiro....................* P*r
1*760
1*980
1*090
1*920
16*4 00 a
16*01,0
PH.VTA miuda.................
Palacetes Braiileiros......
> Pesos Coiumitarios.......
a Ditos Mejicanos.........
ODRO. Moedas de 8*400 velbas.
Ditas ditas novas.
a Ditas de 44000............ 9*100 a
> (Juras liespanhola......... 31*000. i
Ditas Patriticas.......... 30*600 a
1*780
2*000.
2*000.
1*910.
IOjSOO.
16*200.
9*200-
11*500
31000
Letras....................j.....@ 1 Vs Pr '00 por mea.
FRET KS.
ASSUCAR.
i Livrrp ol ................. ...\
[ Caualenlre Amburgoc Havre.....>
inclnindo poi tos Ingleze* 1 ,
l'leuova em saceos............1 i'em transarres
Mlamhiirgo caiat.............. >
' Bltico........................i
JTrieste para caixas..............\ I
I Estados-Unidos.................J
f Portuga I.......................I \
' Fianca........................ firi 60 e I o % de primagem
Portugal...
Franca...
Inglaterra..
Ilarcelona..
ALGODAO.
600 por (ffi aem primagem nominal
300 por @e 10 p ii/"iocinli, de 160 p Ir nominal.
Vsl' *,eo P- /e '* primagem, nominal.
C( JUROS.
Inglaterra Seceos J 10 0 ... por tonelada e 5 por cenlo, nominal.
Ira,,,,......................... .. 70 liaucot |ior toneladas, com 10 p centn
F.sla.ios Unidos................... Nao ha.
M!
ms h "m^ m, m: :z wfc&&.
De dia II de Novembro de 1**4 131 dianle pagar 80 p. en rap ou tabaco
da p, os cbarutos 011 cigarros, o fumo eio rolo 011 eni follia.
Pagar50 p. e. os saceos de canhamaiio. grossaria 011 gunrs Ha In.lia. os cai-
vetes em Idrma de punlial, as almofadas para carriiageus, as pedras lavradax para la-
gdo, as pedras de canta'ia pira porloes, portas e janrllas, u pedras lanadas para
encanamentos. cepas, cunlincs e cornijas, o assucar refinado, crystah'sado ou de qual-
quer mancira conl'eiado, < clia, a agoardente, acerveja. a cidra, a genebra, o mar-
rasquino, ou oulros licores, e os violtos de qualquer qualidade e precedencia
Pagar 40 p. c. al alcalifaj ou tapetes, o canhamaco ordinario OU grosspria, as
balancas de qualqucr qualidade, c roiipa Icita, nao especincada na tarifa, as cartas pa-
ra jogar, as escovas de cabo de 1.....fin, o fogo da China em carias, ou qualquer 011-
Irn fogo de artilicio, o papel pintado, prateado ou dourado, sendo de qualidades
linas, o papel pintado para follar alai cm collecces ou paizagens, o papel de Ilol-
aud 1, imperial ou outro io especificado na tarifa a plvora, os sabonele, o saltao,
o sebo em velas, as velas de Slcnua ou compnsico, as ameivas, ou oulras Inicias
em frascos ou latas, se "cas, em calda, 011 em espirito, o chocolate de cacao ordinario,
o vinagre, os carimbos, carruagens ou caisns jouos, rodas, arreios para urna e ou-
Ira cousa as esleirs para forrar casas, os carros para conduzir gente, os sociaves,
1 sillics, os areieiros e tintciroi de porcelana, e qualquer objecto de louca nao com-
prehenddo na tarifa os lustres os clices para licor ou vinfio de vidro liso ordina-
rio, os de vidro moldado ordinario lavrado ou moldado e lavrado ordinario da Alle-
minlta e semclhnnles os de vidro liso moldado ou lavrado, de fundo cortado ou liso,
com molde ou lavor ordinario ; os clices para Cbampanlie ou cervrja, ai canecas,
conos dircilos enro lodos estes olijeclos dan! le as garrafas de-vidro pretas ou escuras da
mesma capacidade, couiprehendidas as que servein para licores ou Le-Huy ; os copos
para tabernas al nina cauada, os frascos de vidro ordinario com rollias do mesmo
al 3 libras ou mais ; ou sem rolba al libras ou mait, os de linea Unja eom rolbas
fin mesmo, fi 4 libros ou mais, ou sem rollia para opodrldoc os vidros para a-
lampaiias 011 candeiros, as talioas ou folhas de mogno ou outra madeira liua, e Iras-
tes tic qualquer madeira.
Pagaran 25 p. c. o aro, alcatro, lineo em barra ou em folln, cliiimboem barra
ou leucol, csi.miI 10 cm barra ou em vciguiulia, ferro embair verguinha, chapa o
lin^uauos para fuudico, folha de Flaudres, galha de Alepo, lala em folhas, laloem
chapa, ni .1 Un, sahtic, vime, bacalbo, pexe po, a qualquer oulro, secco ou sal-
gado ; bolacha, carne secen ou de valmoura, herva-doce. farinlia de trigo, pellicas
branca ou pintadas, cordovoes ou cortes de liezerro para calcado, lwierros e cournaJ
cnvernizados, ourosde poico ou boi, salgados ou seceos sola clara para sapateinJF
ou correeiro, come c caparrosa.
Pagar 20 p. c. o trigo em grao, barrilha, canolilho espi;;uilha, fieiras, fios,
franjas, iaiilijoulas, palbetas, paxsamanes, sendo de ouroou prata entreliua, ordina-
ria ou falsa : galoes da mesmi natureza, ou tecidns com rclroz, linho. algodo ou
teda, rendas ou ntremelos de algodo nao bordados ; leudas de lil, as de algotlao,
relroz ou troral ; lencos de camhraia de linho ou algodo, e bandas de retroi de
maltia.
Pagarfi 10 p e. os livrus, mappas e globos geograpliicos, instrumentos malbe-
malicos, de physica ou cbimica, edites de vestidos de velludos 011 damascos, borda-
dos de prata ououro lino retroz ou Irocal, e cabello para cabelleireiro.
fagario 8 p c. ocanulillio, cordo de fio, espiguilba, fieira, (ios, franjas, ga
lio de fio ou palbela. lantijoulas, palbeta, rendas, cadarcos e lodoso mais objec-
tos desla natureza, sendo de ouro e prata fina.
Paga- 5 p. c
uunsia de prata,
o carvo de pedra, ouro para tlourar, ou quaesquerobras c
de qualquer naro, que sobrecarregar os gneros brasileiio* de maior direilo, qne
iguaes de outra naco.
O artigos nao especificados na pauta pago o direilo ad valnrrm sobre factura
npresentada pelo despachante 1 podendo poim ser impugnados por qualqurr official
da All'audega, que em tal caso paga o importe da factura ou valor, e os dircilos.
No caso de duvida sobre a classificacSo da mercadoria, pode a parte requerer
arbitramento para designar a qualidade e valor da pauta, que Ibe compete.
Sao isentas de diieilos as machinas, anda nao usadas no lugar, em que forera
importadas.
!' X I'OIU'A(,: fl) Us direitos pago-se sobre a avaliaco de urna pauta lema-
nal na razo seguinte 1 Assucar 10 p c. Algodo, caf, e fumo 12 p c. Agoar-
ilenie, couros, e todos os mais gneros 7 p. c. Alera destes direilo pago-xe as
tasas de 160 rs em cada caita, de 40 is, em cada fecho, de 30 rs. e,u cada barrica,
ou satcos de assucar, e da 40 rs em cada sacca de algodo.
Couros e lodos os mais gneros solivres de dircilos para ol portos do Imperio, a
excepeo do algodo, assucar. caf, e fumo, que pago 3 p. c. e al laxas por volunte
Os metaes preciosos om barra pago de direitos 2 p c. sobre o valor do mer-
cado, e a prala e o ouro amoedado nacional ou eslrangeiro paga nicamente '/a p. c
Us escravos exportados pago 6*000 por cada um
DESPEZA DO PORTO As embarcarles nacionaei, ou eslrangeiras, que
navego para fora do Imperio, pago 00 rs de ancoragem por tonelada : e as
naeioitaes, que navego entre os diversos portos do Brasil 9C rs. Al que entraren
em lastro e saturen! com carga e viceversa, pagar meiade do imposto supra e um
terco as queentrarem, esabirem em lastro; e mesmo as que entrarem por franqua,
ou escala, quer entrera em lastro, quer com carga Desla irnposiro porm tero
isentas as que imporlaremmais de 100 Colonos brancos, e as queenlradrent poi arribada
loteada, com Unto que eslas nao carieguem, ou descarreguein I mente os gneros
uecessarios para pagamento dos reparos, que iizereiu.
VENDAS DE NAVIOSAs embarcaces eslrangeirai que pauarem a ier
naconaes, pago 15 p. c e as nacinnaas, mudando de proprletano, ou de bandeira
pago 6 p, c. sobre o valor da venda.
Pagar 4 f, c. as joias deouro ou prata, ou quaesquer obras de ouro.
Pagar 2 p. c. os diamantes outrai pedras preciosas solas semenles,"plan-
WU a raras novas de animaes uleis.
Pagar 30 p, c. todas os mais objectoi.
Os gneros reexportados ou baldeados pago I p. c, de direiloi alm da armaxe-
r*;:m; e o despachante presta flanea at a approvario desla medida pela Assem-
tl*a (eral.)
Concede n-so livres de armaienagens, por I5dias, ai mercadorai da Estiva, e
rions inezes as outras ; e lindos estes prazos, pagarao,'/] p. c. ao mez do reipec-
vo valor.
Os rdireitos dai faieudas, que pago por rara, deve entender-se vara quadrada.
Os direitos nao podem ser augmentados dentro do anno financeiro ; maioGo-
virno [todera mandar pagar em moeda de ouro ou prata urna vigsima parte daa qua
lorem maiores de 8 e meneres de 60 p. c. dos precos das mercaduras, ou mesmo
dlmiouil-os, segundo Ibe parecer,
O C-overuo est autoriadoa eitabelacer un diraito diBareoeial sbreos graerol
REVISTA SEMANAL.
CAMBIO Pelo paquete Peugiiin houveruo transacres regulares a 21 d,
ALGODAO As entradas foro hum pouco maiores, e bouvero vendas aos
preces quolados.
AS.-.UCAlt As entradas do novo augmenlaro, e lia deposito do maicavado
1101 rmateos : o preco para as caitas anda nao se abri, pui terem eutrado poucas.
COUROS Vendas aos piceos quolados.
FAKIM1A DE TH1UU Entrou hum carregamenlo de 2350 barrica de
Trieste, o qual se veudeo por 17*000 SSSF, e 14,500 >SF, e 970 barricas vinda pelo
Othoa 15*640 rs por barrica.
ISACAl.li AO O depositle de 2 400 barricas e se esl retalbando pelos precof
notadoi
CARNE DE CHARQUE Nao entrou carregamenlo algura; as vendas foio
regulares, e o deposilo he ue 48000 arrobas.
Resumo das Embarcaces exilenles neste pollo no dia 24 de Outubro di 18*8
Austraca. ............,.......... I
Urasdeiras .t........................... 31
Belga ..a*"*............1....,.. ....,..,........ '
1 Imam nr'|iie/a.................................................... I
llespannola..................-....................................... I
Illglezas. .......................................a ..................... 3
Porluguezas..........................................................
bardas i,"mm,mimi*i,i.....,,fn,i......,.................., '
46
TaUl
A Provincia gota tranqullidade.
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MUTILADO


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LISTA das Embarcares existentes nesie porto at o da 24 de Outubro de 1846.
ENTRADAS.
Outubro 18
Julho
Agosto

a
fctembro
Outubro
15
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23
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2
e
9
II
12

14
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4
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II
2
14
16
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18
II
72
2]
DONDE TEK.
CASCO
Jim l.o
Trieste p. Regua
Rio Grande do 8.
R. Grande do S.
Parahiba
Bahia
Baha
As
Maranbo
Rio Grande do Sul

Porta Alegre
B.G doS.eR.J
Itio de Jnneiro
r. G. do Sal
Ass
Rio de Janeiro
Babia
Aracaty
S. Malhers
Aracatv
Ten Nova
Rio de Janeiro
Maranh do Gear
Rio Grande do S.
Rabia
Rio de Janeiro
I.ISIUKI
Ass

Aracaty
Gabn
Setenibio 13 Londres
Outubro 6 1 22 B E M-laga Rio de Janeiro Babia
Outubro 11 18 19 Hahia Terra-Nova Liverpool
Setembro Outubro 20 9 47 Figueira Lisboa Porto
Maio Agosto Setembro 18 SI 4 Montevideo New-Orleans G. M.eGibraltar
nasaO.
brgue
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Hiate
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sumaca
patacho
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brigue
biigue
brieue
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Garop
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escuna
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b-esc.
patacho
sumara
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hiate
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brigue
sumaca
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brigue
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209
210
206
183
237
200
298
108
39
114
148
91
179
M8TRK.
CONSIGNATARIOS.
Antonio Persich
F. J. Pereira Dutra
Manoel Luis dos Santos
Jos Joaquim Alves da Silva
T. Goncalves d'Almeida
Joo de Dos Pereira
Urbano los dos Santos
J. a. Goncalves dos Santos
Domingos Ferreira
Jos de Oliveira Souza
Jos da Costa Pimenta
Jos Antonio Maria
Joaquim Bernardo de Souza
Joo Gonsalvrs Reis
Ignacio Marques daFonseca
Jos Maria da Conceico
Bento Jos d' A lmeida
Antonio Jos Vianua
Domingos Soares Gomes
Jos Joaquim Alves
Jos Mendo de S
Manoel da Mira Santos
Antonio Ferreira da Silva
Jos Maria da Graca
D. Joo da Silva Papalina
Joaquim Jos de Cerqueira
Franciscj Ferreira Borges
Balthazar Jos dos Reis
J. Pedro de S e Faria
Antonio Jos dos Reia
Jos Goncalves Simas
E. Nodson
L. Elberg
W. Kecomez
Jos Ricoine
Isidro Maristtny
Jobn Robbs
A. Steel
Goulding
Manoel daCosUe Silva
Jos Francisco Mendes
Rodrigo Joaquim Correr
Antonio Girandelo
M. Ivolich
Domiragos Buzzano
DR8TIN0.
Lenoir Puget 8c C.
Manoel Aires Guerra
Jos Pereira da Cunda
F. Joaquim Pedro da Costa
Jos de Oliveira Campos
Novaes Se C
Jos Maria Barbota
M Joaquim Ramos e Silva
Nassimento & Amorm
Amorim Irmaos

Joo Francisco da Cruz
Machado & Pinhelro
Leopoldo Jos da C. Araujo
Feliciano Jos Gomes
Amorim Irmaos

Joo da Silva Santos
Luiz Borges de Siqueira
Machado 8c Pinheiro
Silva 8c Grillo
Amorim Irmaos
Novaes 8c C.
Amorim Irmaos
F. S. Rabello 8c Filho
J. A. de Magalhes RastoS
Bernardo Antonio de Miranda
Leopoldo Jos da C. Araujo
Antonio Goncalves Ferreira
Luiz Jos de S Araujo
A Ordem
N. O. BieberxC.
Nascimento & Amorim
N. O. ltieber 8c C.
M. Joaquim Ramos e Silva
.lohnston Paler 8c C
James Crabtree 8c C.
Bussell Mellors 8c C.
F. Jos Flix Rosa 8c Irmo
Thomiz d'Aquino Fonseca
Francisco Alves da Cunha
M. Joaquim Ramos a Silva
Le Bretn Schramm Se C.
Oiiveira lrruos 8c C.
Rio Grande do Sol
Baha at 20 do co'rr*
Aracaty
Para palo MsrabJ
Liverpool
Dito via Parahyb
Lisboa
Porto
Pernambuco na Typographia de M. F.Jde Fariai184C.


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