Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09448


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Full Text
Auno de 1846.
Sabbado 54
.#-
OOMIt/Opul'IlC'-M todos o das que nao
fortn re guarda: o proco d signatura lie de
40000 rs. por quartcl, svijA.r nrUanlados. Os
niinimcios doj assignintcs sao inseridos a raio
ilc 20 ris por linda, 4t) ris en typo dilTeren-
te, e' as repetires pela melad.-. Os que nao fo-
rem assignantcs pago 80 ris por Italia, e 100
era typo'diHerente.
PI1ASES DA I.UA NO MEZ DE O rUBRO.
1,11 clieia 4 ii 7 hor 40 minutos da lar le.
Mingoaulea U a I harae47 mili, da man.
I.ua nova a 10 a i liora e 4 min. da manli.
Oescente a t' aos49 minutos da tarde.
PARTIDA DOS COB RITOS.
Goianna e Paralivba Sigiladas e Sextas feiras,
Rio Grande do Norte, etiega as Quarlas feiras
no meio da a parta uas mesnias horas oas
Ouinlas feiras.
Gnlio, lerinhaom, llio Kormoso, Porto Calvo e
Macey no I.*, I I c 21 de cid i mol.
(aranbuiii e rtonit i a 10 e 21.
Itn.i-Vista e Elotes a lie 2.
vTcoria as Quintas feiras .
Olinda todos os 'lias.
PRRAMMl DE lifJJ.
Primeira a 8 h. 30 minutos da minl-.a .
Secunda a 8 h. 51 minutos da tarde.

de Outubro.
Anuo XXII
N. fl3.
DAS DA SEMANA.
I!) B*f. S. Pedro de Alcntara. Au.l. *i J.das
"1 orpf-.edoJ. do f.. da 2.'v., do I. M da t y.
20 Terca. S. Joo Caccio A mi. do J. do civ.
ila i v. e ilo .1. de pal do 2. disl de t.
2 Quarta. 9 Maleo. Aud. do J. doiiv. da '.'.
v e do J. de par do 2 dist. de t.
tt i .lumia S Mari Saloma. And .do J. de or-
plios, do I municipal da I. vara.
23 Seta. S Joio Bom. Aud do J. ilo civ. da
I. v. edo J. dr pai do I. dist. do t.
24 Saliliado. S Raphael. Aud. do J. do civ.
da I. v., e dn J de pal do I. disl. e J. de V
2i Domingo. Ss. Crispim Crispiniauo.
CAMBIOS NO DA 23 DE OUTUBRO.
Cambio solirt Londres 27 'f3 d. p. if a
a Paiis J4S ris por franco.
I .si.il i 100 "/ de premio
Dase, ile letras de boas lirmas I '/, p. %
OuntOncas despatilllas 30f000 a
. Modasde ojioovcl. 10*200 a
a ii de jlno nov. liifnio a
. de 4S000... 9^100 a
PtaTlt l PltTT***- i 1*090 a
a Pesos columna!es I#990 a
Ditos .Mexicanos. I|J0 a
80 d.
Muida.......... l|700 a
A cees da Comp. do lleheribe de 50#O0O
a (I "I.''.
Iiltno
1(1*400
I f 2 011
920O
J/Oi.1
2|00U
l#40
IJSII.I
so par.
DIARIO DE FERN AMBUCO
'ir rr
miwijii 'Jf"f' ''* ...... -
.
ADVERTENCIA.
Na correspondencia do Sr. Jos Jeronymo Montciro,
publicada hontem, 2.* pag., col. 4", I. 84.". em vez
de Jos Francisco da Silva la-sc Jos Francisco Pcreira da
Silva.
o -jv.-j.iaaaiiiiMiiii iii i.unavrwu.
PERNAMBCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
SESSAO EM 22 DE OUTUBRO DE 1846.
PSESIDENCIa DO su. sul a TEIXEIR.
(Continuaco do numero antecedente).
I.ccime. sao iulgadiis ubjeoto de deliberarn, e man-
.lidoj#nT>riinir os seguimos projectos :
A assembla legislativa provincial de Pernambuco
resolve:
Artigo 1.* O governo da provincia fica autorisado a
despender at1 a quantia de3:00/000 ruin a factura de un
acude no lugar denominado Rlacho-do-Ramalho, termo
da villa e comarca de Pajei-dc-Flores.
Art. 2. Fica Igualmente autorisadoA despender at
a quantia de l:000#000 cont a factura de un outro acude
na povoaco da Gloria do Git, e no lugar, que llie pa-
rcer mala conveniente.
Art. 3.' Emquaulo a assembla legislativa provin-
cial nan decretar fuudos para esta despeza, fica o nirsino
governo autorisado a applicar para ella parte das sobras,
que liuuvereiii as verbas de despeza do o ramn to vi-
gente.
Kicao revogadas as leis e disposicoes ein contrario.
Paco da assembla legislativa provincial de Pernam-
buco, 22 de outubro de 1846. -- Villela Tavaret.
o A assembla legislativa provincial de Pernambuco
resol ye:
n Artigo 1." O presidente da provincia he autorlsado
a faier todas as despetas necessarias com a construeco
da ponte do rio Japomini; abertura cexcavaco do rio
Coianna, Ate., termos deste nome.
Art. 2." Para occorrer semelhantc despeza, appli-
car a verba designada para as congruas dos co negos,
cujo pagamento passou para o cofre geral, c igual mente
as verbas decretadas para outros servidos, que se pode-
reiii suspender sem inconveniente.
Paco d'assembla legislativa provincial 22 de outu-
brojde 1846. -- Joaquim Sanes Machado. i>
Sao sidos, julgadns objecto de delibernciio, e manda-
dos Imprimir os seguiules pareceres:
A cominlssiio de emitas e despezas provinciaes, a
qncm foi preicntc o oilieio, quit a cmara municipal
desta eitlade dirigi ao Exin. presidente da provincia,
pedindo, por seu intermedio, providencias desta assem-
bla, acerca da execucan, que inove .i mesina cmara a
tbrsouraria provincial, pela quantia de 5:600/rs., alle-
gando, que, estando pendoladas todas as rendas das ca-
sas da praca da Independencia, lie islo un grave trans-
torno para economa e regularidadc do patrimonio da
cmara, alias inulto exiguo, e pedindo, por isto, autori-
saco desta assembla, para que a tliesouraria provin-
cial possa contratar com a mesma cmara o pagamento
dessa execu{So em prestaces annuaes, e que estejao em
harmona com a Iraqueza das rendas iiiuuicipaes pe-
sando coma devida attoucio as rasdes expendidas pela
municipalidad!' desta cidade, he de parecer, que esla
assembla adopte a segulute r eso I u cao:
A assembla legislativa provincial, resolve:
Art. nico O governo da provincia rica autorlsado
a mandar contratar pela thesoiiraria provincial com a
cmara municipal desta cidade'o pagamento daexecu-
cSo de 5:600/rs., que a mesma cmara deve referida
iln sniiraria, em prestaces annuaes, uiais conveniente"
aos interesses pblicos.
.. Fico revogadas as disposiciles em contrario.
Pa^o da nsscnibl.a legislativa provincial, 22 de ou-
tubro de 1846. Villela Tarares Lope Nello Keyo
Monleiro.*
Antonio Mximo de Barros Leite, professor de pri-
iiieir.is lettras da cidade de Goianna, requer a esta as-
ieinbla-a gratificarn marcada no art. 10 da lei de 15 de
outubro de 1827, allegando, que, exigindo a supracitada
tgLL "T'|-iTi mu ni .liana Tmf im i 'i
'.ci assiduidade, desvello, grande numero de alumnos e,,rio emende, que devenios proceder na hypothcsc, dse-
M,
31KMORAS 1)E M MEDICO. (*)
por aieranDrc fumis.
PIUSIKIRA PARTE
fosa aAiaJaiido
flAPlTUKI XIII.
A' IVK DO DA.
Iiavia-ae o x'ajor erguido milito cedo, para dar urna
vista d'olhos carruagem, e inforinar-se dasadc deAI-
ihotas.
Dormlo anda todos no castello, afora Gilberto, que,
escondido atrs da grade dajanella doqHarto, que elle
dabitava, junto porta da entrada, hayia curiosamente
seguido e prescrutado as acedes de Balsamo.
Mas tn|ia-ie este retirado, fechando a porta do com-
partimento de Alilas, e j eslava longe, antes mesmo
que Gilberto pozesse osps na avenida.
omclleiio, ao subir para o ciiibrcnhado da tapada,
cira Balsamo admirado da inudanca, que liara o dia
a esse quadro, que na vespera to triste Ihe pare.
O pequeo castello era bt .uno e vermelho, poisque era
feito de lijlo c pedra, e eslava corado de urna llurcsta
de sycoinorrs c iiumensos banos falsos, cujos perl'unia-
w 'os cachos caliio-lhc sobre o ledo, c ciiigio-lhc os pa-
T villles como de comas d'ouro.
(*J Vlde Diari* n. 235.
apiiiveit.uiieuto desles, para merecer o professor a s:i-
pradila gratilicacao,'elle se lisonga de ter prcenedido
todas estas coudiedos ; provaudo com o documenlo l.
o desempenho de seus deveres sem nota ; om o 2." ter
lido seinpre grande comurrencia de alumnos, leudo ac-
tualmente 114, c com os documentos II*, 4." e ." ter
excrcido a cadeira, ha 21 anuos, c fortifica seu reque-
t iiiriiiu com o deferlmento dado por esta assembla, na
sessao extraordinaria prxima passada, ao professor da
i'reguc/i.i da Boa-Vista, por se a C.....-I.lll.'i Is.
A comuilsssao, examinando os documentos, a que
se refere o peticionario, e achando-os comprobatorios
de suas allegacoes, he de parecer, que se Ihe delira fa-
voravelinentc; pelo que, ollrece i consideracao c ap-
provaciio da casa a seguinte resoluco :
A assembla provincial de Pernanibueo resolve :
Art. 1. O professor de primeiras lettras da cidade
de Goianna, Antonio Mximo de llanos I.eile, tem direi-
to gratilicacao anniial, consignada no art, 10 da le de
15 de outubro de 1827, que licar pcrccbcudo com o seu
ordenado,
Art. 2. Felo revogadas todas as leis c disposicoes
em contrario.
Pafo da assembla legislativa provincial de Pernam-
buco, 22 de outubro de 1846. l'creira de Carvalho.
Ferreira Hrrelo. Lopes Nello (vencido), a
Entra em discussao o parecer adiado da commisso de
fazenda, acercado rCquerlaiento de Joaquim Ignacio de
Carvalho Meudonca. (Vide Diario n. 223, sessao de 16 do
corente)
O Sr. Sello : Sr. presidente, antes de entrar na
discussao do parecer, permitta-iuc V, Exc, que narre
un facto realisatlo commigo.
Foi nuil inesire de latin: un ecclesiaslico velho, qiu
a militas qualidades recominendaveis, i|iianto a iiiini,
reunia a de ser amigo de'ininlia familia. Algunias ve-
zes suecedeo, que, na occasiao da lico, caliissein... no
mesino erro eu e todos os meiis companheiros de decu-
ria : e enlao, perdoando aos'oulros, chegava-se a iiiiiu
o lioiti padre, e de ordinario dava-me o segulute desen-
gao, que era sempre acompauhado de ireniendas pal-
uialoadas.-- .Nada, nada ; uo o posse dispensar, por-
que sou inulto amigo de seu pai.=A esta sevcrid.ul. tai-
res dora a applieacao, com que estudei aquella lin-
goa.
Applit ando o conlo, declaro V. Exc, que sou mili-
to amigo do peticionario, para deixar de oppor-inr a
sua preteuco, alim de livra-lo do trabalho de ter outra
na sessao futura. Na sessao extraordinaria de marco,
com a mesnias vistas, oppuz-ine ao deferimento de
nina peticao, que por parte dclle nos foi apresentada :
, i-sou a concessao das quanlias, que enlao reclamara,
e aqui o temos outra vez atlrando ao alvo dos cofres
provinciaes. Assim pois, se nao cansarmos de dar, elle
nao cessar de requerer ; e a correreiu as comas, ciuno
teeiu ido, se o peticionario viver uiais de/, anuos, con-
tar mal canonicatos do que o cardral d'Apedrinha,
por cuja morte vagro duzrntos bcuelicios em Por-
tugal.
Tratando do parecer em discussao, cabe-mc dizer,
<|uc voto contra elle, por entender, que pecca tanto na
materia como na forma : na materia, julgaiido alteu-
divel c legitimo o fiindamenlo da suppllca do peticio-
nario: e na forma, concluindo, que te coinmttnlque,
por ollicio, ao Exm. presidente da provincia a unirato-
ria concedida. Esta conclusao me parecco lauto me-
nos provavel, t|uauto, alein de olleusiva do acto addi-
cional, que nos prescreve outro modo de legislar, de
eiiiiti.'ii iaaos principios do noble 1." secrelaiio e rela-
tor da comiiiisso, que dco esse parecer, cuja auloiida-
de considero mili grave, para deixar de segui-la em
casos semrlhanles.
Elle, anda hontem, fallando a respeito do padre Jos
Gonsalo, dlssr-nos, que, a nao ter sido supprida iin
lempo a falta pelo nobre di pinado o Sr. I.aurentino,
hilarla contra o parecer da coinniisso de Inttruceio pu-
blica, porque esla o nao concluio com nina rcsoluriio:
enlt uili ndo o nobre l. secretario, com toda raso,
Siteos1 pareceres das commissoes lulo sao obrigalorios
tira da casa.
O Sr. Nunes Machado : Neg.
O Orador: Ora, lendo-se procedido assim at ago-
ra, e sendo esta a inaneira, por que o nobre 1." sccrela-
-
Ein frente do algrele, como para dar delicioso repou-
so a vista, que lopava nos altos castanheiros e faias da
avenida, havia un tanque de uns ti inla passos, guarne-
cido de urna larga cima de relva, c urna cerca de sabu-
gueiros floridos.
De cada lado dos pavilhoes, parta nina cspac.osa ala-
meda de bordos, pilanos c tilias, que subio al o ein-
brenhado bosquezinho, asylo de una multido de pas-
saros, cujo concert matutino se ouvia no castello. la I
samo it.un.u a da esquerda, e no lim de uns vinle passos
achou-se em una verde mouta, cujas rosas e sylindras,
ensopadas pela chuva de trovoada da vespera, exdalavao
deliciosos perfumes. Porbaixo de cercaduras de altnel-
ros rompiao asniadresilvas eos jasmins, c urna longa li
leira de lirios, envollos de inorangueiros, se perda por
baixo de una malta travada de silvas e pilrileiros.
Balsamo ehegou assim al a parte culminante do ter-
reno. All vio elle as ruinas ainda magestosas de un
castello fellode sllix. No lucio de un enorme entulho de
pedras exista a metade de una torre, e sobre essas pc-
dras se ruroscavo longas grinaldas de hera e briouia,
silvestres lilhos da destruicao, que a nalureza collocra
sobre as ruinas, para indicar ao liomeiii, que as mesnias
ruinas sao fecundas.
Considerado assim, o dominio deTavrmry, limitado
a sete ou oito geiras, nao era baldo de diguidade neni de
graca. A casa pareca urna dessas cavernas, cujas pro-
ximidades orna a nalureza com llores e cipos, e com a
caprichosa pliantazia de grupos de rochedos, mascuja
nudez exterior horrorisa e repelle o transviado viajor,
que pede a essas cacavadas rochas un asylo para a
noite.
Quando Balsamo voltava, depois de una hora de pas-
seio, das ruinas para a casa da residencia, vio o luan
que, ainortalhaiido a sua fraiirina pessoa no grande
chambre de chita de ramagens, sabia pela porta lateral,
que dava na escada, e percorria o jardini, catando as
roseiras, e esmagando os caracocs.
Balsamo correo ao seu encontr.
Srnhor, disse elle com tanto mai( apurada civilida-
de, quanto havia sondado a pobreza de seu hospede,
pe iiiitta-ine, que, ao mesuro lempo que comprim -uto
a V. scuhoria, Ihe peca mil escusas, por que en devera
esperar, que o senhor se erguesse mas seduiio-mc a
perspectiva deTaverney da janella do meu quarto, e
jo, que elle me informe da raso, |>orqe.pri)e,'di'o ilil-
ferentementc, quanlo ao peliciniiario, e consderou dis-
pens.iveis a SOU respcilo as tres dlscussiie:., exigidas
pelo regiment e o acto addiclonal, e o concurso do
delegado do gnvenici imperial, que saneciona as reso-
lucoes desta assembla, para liles dar execu9lo.
Observei, Sr. presidente, que o peticionario naojun-
tou suppliea uro s documento, allegando, para ai-
cancar a moratoria solicitada, o alto preco, por que arre-
iii.non a barrelra do Giqut, e os prejuzos considera-
reis, que Ihe trouxe a secca nos annos anteriores. Nao
estranho, que a nobre couilnissao supprisse essa falla
com a coime, .in.qiie cada un de seus illustrrs membros
ponentina leuda, il.i realidade de laes lacios : porin
nao posso deixar de reparar, que a sua couvicco a nao
levaste a tomar una medida geral e comprenlieiisiya. de
todos os eiilados, que se chao em ciieuinst.indaSHdcn-
tlcas. Sobre ludo eslranhei, quando lio parecer en,
tlisilOttio, que o caso fortuito da secca fosC um niolivo
legitimo para autorisar a nroroxacSo dos praios esti-
pulados nos contratos da f.iicnil.i, estando decidido o
contrario no artigo 34 ilo ttulo 2."da lei de 22 de de-
/.einliro de 1781, reguladora da materia, que passo a
l.i /.: .
Prohibo da mesma sorlc, que da pnblicacao desla
a le em diante se possa fazer arriinalaco ou contrato
I algnm sobre rendas dos bens direilosda ininlia CO-
ii roa, sem que seeslpule por clausula litleralmeiite ex-
" pressa, que os sobredilos rendeiros e contrutadores renun-
rio foinv o casos fortuitos, ordinarios ou Mlriiordi'na-
ros, e lodos os casos solitos ou inslitos; cogitados ou
ii uo cogitados-, c que em lodos e cada um delles /carao sem-
pre abrigados sem delles se poaVrem t"i/er, nem os poderem
allegar em tmfO algum c para algum efeilo : A qnal
clausula convencional se cunipnr sempre na sobre-
dita furnia lilleralmeiite, sem que jamis se possa
conli (.verter, em juizo ou fnra ilelle, a nao obstante quarsquer disposicoes de dircilo com-
iniiiii : dreises, i.....piuioes de doulores, asKm rei-
nieolas, como cslranhas, que todas liel por derogadas
i e Invalidas ao dito respailo,
Ora, sendo um distes o caM allegado pelo peticimiaiio;
lii.ilo este mili expresso e esponlaiieanienle renuiieia-
do o dlreito de albga-lo cm lempo algum I seu favor,
en ni, que a nobre coniinisso de fazeuda, em vez de o
considerar attendivel, aulorisando pretencoesaemelhau-
tes, un presente eajara o futuro prejudlclae iaaenda
provincial, devia antes apoiar o seu parecer a* iunata
giiierosidade da asemlilca, que alinal lie quciu resolve
aquesto.
Coso a eonceber, como se considera altamente pre-
juilic.iiio coro a seeca o arrematante de um imposto,
que nada ou quasi nada irm com ella, principalmente
quando rcllictu, que os Irisles elleitos desse llag.llu ap-
parecro no Norte, caliarreira arrematada pelo pell-
eionario est ao Sul da capital! Nao me consta, que a
coimnunicacao do Sul da provincia com esta cidade es-
more rase com a apparlco da secta, a pouto de di-
iiiiiiuir consideravelmeiileo reiidiincnlo daquella bar-
reira. e esla considera, o me leva a alltibuir o prejuj-
ZO ilo peticionario, lio caso de existir, m liscalisacao
de sena agentes all porm, dado o contrario, pergun-
tarei a nobre conunisso :Se elle livesse arrecadado o
duplo ou triplo do proco da arreinatacii, poderla ser
conipellido a entrar com este excesso para os cofresda
provincia? Responder-me-lia sem duvida, que nao;
porque esta se obrigou solemnemente a litio exigir dclle
nem un real alni desse puto: e enlao eoiisinta, que
ice lame em favor da (hienda provincial o desempeiiho
ila clausula, pela qual o peticionario tanibem se obri-
gou a nao allegar em sen favor, e para nrnhllin Pfl'aito,
OS eatOl liirlinlos, solitos ou in-olitos, cogitados ou nao
cogitados, enii'iiilendo, que Ihe nao as.sisle direilo'a mo-
ratoria, que requer.
Contra a existencia do prejuizo allegado, leudo una
puna com bidente na elevacio, neste niennio, do preco
daquella barrelra, que, apesar de durar anda a secca,
foiarrematada por maisdoqueaarreinatou opetloiona-
rio. Se rile vease sorido tanto, como diz, nlngnein
dci.xai ia de apioveilar o sen exeniplo, e por coi lo a llie-
souraria nao encontrarla quero ihe cobrlase o laooo
com avuliada quantia, como acaba de iuforni.ir-iiie
pessoa nt-lla riupregada, e inais quemuilo idnea ptua
esclarecer-me a este respeito.
BSSMal
Occorre lainbem contra o parecer em discussao, que,
na lei do orcamento vigente, contamos com o producto
da arremnt.il o do Imposto da barrelra aoOlqoU para
as ile zer as ncccssidadcs do servico, se nos, depois de votar-
mos despezas superiores receila da provincia, redu-
zirmos esla mesma reeeita, concedendo moratorias aos
contratadores, e coutiniiarmos a ordenar novas e mu
consideraveis despezas!
Cenclulrei, Sr. presidente, o meu discurso, ponderan-
do, que a divida do peticionario devia estar paga desdeo
.iiin.i |..i-s.iiln Por suas roaos lomou elle una moratoria
de um auno, pouco mais ou menos: se Iheeoncedermos
agora dous, vira a ser ella maior do que calculou a no-
bre COmmisado no seu parecer. Couvlrii.assim acoro-
epar oa arrematantes de impostos, para que deixem de
pagar ero dia o preco de seus contratos, c recorri de-
pois nona ooinmlseraco ? Decida-o a assembla.
Voto, pnrtanlo, contra o parecer.
I) Sr. I'tijoto de rilo:.-- Km susientaco do parecer
.1 i iininiissii, eu direi inuilo pouco.
O nobre depuindo, que o combateo, principiou por
cnnlar-nus urna historia, e em conclusao desta historia,
eu vejo, que o meu amigo gasta de dar palinatoadas uos
amigos; eu sigo opinio contraria ; nao costo do in-
eoinnioilai meiis amigos ; e qil.in.lo reconheco direilo
ein su is preti-noiis, lindo mais o titulo de sua aun/.ule.
que reno ao do seu direilo; porm dar paliuatoadas em
amigos....
O Sr. Mello: Becebi essas lenos de meu inestre.
O Orador: lie um meio muito poderoso de il.ist.it
os amigos.. .
O Sr. Sello: Nao venbo aqui comprar amigos.
O Orador: Nem he cousa, que se compre.
Vamos ao objecto, que importa. O nobre drputado
combaten o parecer, porque peccava na materia e na
forma. Eu delxarei a forma para depois, e passarci a
tratar da materia.
Os dous argumentos, que apresentou o nobre deputa-
dn, foro: primeianiente, a disposico da lei, que re-
gula os contratos desla orilini, e pela qual se \'i, que os
arrematan le esufo obrigados a casos fortuitos, oque,
sendo a isto obligado, nao podein nllega-los ein sen
proyeito, ou fundamentar qualqucr prctencao de abate
ou moratoria, nos casos fortuitos i oulembrareiaumeu
amigo, que a sua arguinenlai n be materia velha, e por
isso prejudicada....
O Sr. Sello: He verdado, he de 1761.
O Orador : No foro, os embargos de materia velha
sao ilesprezados in linitne. J forao allegados pelo meu
amigo esses embargos, quando se tratou de conceder
um abale aos arrematantes do gado consumido em toda
a provincia....
O Si. V..i : Materia allegada ero outros autos nao
sel \ c para estes.
O Orador : A acscmbla cnlendeo, que a allegaco,
que o nobre depulado fez, iio era suicientepara iude-
ferir aos peticionarios tlaquelle lempo, e agora parece
anda estar pelas mesnias ideias, concedendo abate -
quolles, (pie vo requercudn em iguaes clrcumslancias ;
porque a regra he a disposico da lei, e deve ser a mes-
nia, quando sr d a mesma raso: ora, se para como
peticionario so d.i a niesnia rasan, que se dco para o a-
haie, muito rasoavel he o seu pedido, que se limita a
urna nim ooii.i no ultimo pagamento, quando poderla
pedir um abalo, exrinplo dos outros.
A segunda raso allegada por meu nobre amigo con-
siste na contostaco, que elle aprsenla, de um felo,
nao s Sabido, mas muito sabido por esla assembla, e
por toda a provincia,porquanlo, a secca he uro facto no-
torio, do qual niiiguem mide duvidar; porm o nobre
depulado fe/ una disliiicco, que eu nao estou por ella :
disse, que a secca foi no Norte, o nao noSui ; isto, quau
ib..... sabemos, que osengenhos do Sul perd.'ro suas
I sari-as no campo, por falla de agoa para moe-las. .. (Su-
suno prolongado na casa) Ora, nao seudo as safras mol-
das, nao foro remedidas para a piafa ; uo o sendo, a
paiaagem na barrelra diminuto.
Senliiin .. cu enteiiiln, que a assembla nao devora oc-
cupar-se desias cnusas ; que oslas moratorias devino ser
concedidas pelaadminlstracao, porque ella, conheced-
ra das cnusas, faria oquomellior entendesse; persuadi-
do, como estou, deque laes mora lorias nao sao mu mal
mas um bom, principalmente quando rehabililo o de-
vedor, e nao he a prlmelA vez, que esta assembla as
quiz ver de porto este bello jardim, c estas inagnilicas
ruinas, .
Uc verdado, senhor, rrspoudeo o barao.depois dos
ile viilos coinpriinonlos a Balsamo, as ruinas sao inui bel-
las, o lio quanto aqui ha bello.
Era um castello? poiguiitou o viajante.
Era o meu, ou antes o dos ineus anlepassados, cha-
inavo-lhe Maison-Bouge, e dosso nome usamos por
muito lempo com o de Tavorney ; at a baronia era de
Maison-Bouge. Mas meu charo hospede, nao fallemos
mais no queja nao existe.
Balsamo iiiclinoii-sc cm signa! de adheso.
Quera tambero damiuhaparle, senhor, conlinuou
o bario, pcdir-lbe pcrdo. A ininhacasa he pobre, eeu
o havia disso prevenido.
kstou nclla adimravelmrntc bein, meu senhor,
Um covl, meu Charo hospede, uro covil, disse o
barao, um ninho, a que os ratos conircao a tomar af-
foico, depois que as rapozas, lagartos c cobras os en-
cdotiao do outro castello. Ali! por Dos, senbor, con-
tinuou o bario, V. senheris, que he feltlcelro ou cousa
qurovalha, devia irla zer com a sua varinha mgica o
afilio castello de Maison-Rouge, o sobro ludo n.io dei-
xar no esquccimciito as duas mil geiras de prados e mal-
tas, que o cingio. Mas aposto, que, ein vez de cuidar
nisso, leve a boudade de dormir n'unia possima cama.
Ora! senhor.
Nao negu, meu charo hospede. A cama he execra-
vel; conheco-a, he a de meu lilho.
Juro-lhe, senhor baro, que, tal qual he, pareeoo-
roe olla cxcrllenlo. Em lodo o caso a bondade, que V.
seiiboria lem lido commigo, me confunde, equlzera
de todo o meu coracao provar-lh'o, prestando-llie al-
gum servio.
Ovelho, que zombeteava sempre, nao deixou sem re-
plica o comprimen lo.
Pols bero! dissc-lhe elle, aponlando para La Brie,
que Irazia un copo d'agoa pura n'um magnifico pralo
de porcellana do Saxonia,oflerece-se a occasiao; 1119a
em niiiiha casa o que Nosso Scnfor ''' as bodas deCa-
nahan; mude esta agoa em viudo, mas pelo menos e(h
viudo de Burgonba, einChanibei un, por oxemplo, ose-
ra o maior favor, com que ueste momento me pode
obsequiar.
Balsamo sorrio-se; o vellio tomou-lhe o sorriso por
nina dcnegai o; pogou no copo, e engolio o 1 -ouleudo
de um trago.
Excollente especilico, disse Balsamo. A agoa he o
mais nobre elemento, baro, poisque sobre a agoa, he
que vagava o espirito de Dos, antes da creaco. Nada
resiste suaacco; olla fura a pedra, e talvez um dia se
colillera, que dssolve o diamante.
Pois bero! a agoa me dissolver, disso o baro ; quer
o meu bospi de beber commigo um copo? Tem ella urna
grande vantagem sobro o meu vlnho, he que nasceo
n'um excollonlc terreno. Oh! ainda temos muita. Nao
acontece o inesino com o marrasquino.
SeV.senhoria houvesse ajuntado ao seu copo ou-
tro para miro, talvez que dessa civilidad.' podesse eu ti-
rar lucio de lili ser til.
lloro, e.xplique-ino isso. Ainda he lempo ?
Oh! meu Dos, por corlo que sim D ordein ao sou
criado, que me traga um copo d'agoa bein pura.
I.a Brie, ouves? disse o barao.
la 11. i., .aiiinenni a sua ordinaria actividade.
Como! disse o baro, voltando-se para Balsamo,
pois o copo d'agoa, que todas as manhaas bebo, come-
ra propriedades ou sogredos, sem eu o saber? Terei eu,
ha doz anuos, l'eilo aleliiniia, como Mr. Jourdain fazia
prosa, soiii o pensar.'
Ignoro o que V scuhoria tem feito, 1 espondeo gra-
vemente balsamo, mas sei o que faco.
E voltando-se para La lirio, que havia desempenhado
a sua conunisso com miracuiosa rapidez:
__ Obligado, meu honrado hornero, disse elle.
E tomando o copo, diego 11-0 aos ol ios, e exaniinou a
agoa cometida no cristal, na qual a luz do din fazia na-
daren! pirulas, e correrem lisiras rouxas ou adiaman-
tadas.
Parece, que muito bonito he oque se enxerga n'um
copod'agoa? disse o baro. Com os diabos!
Sem duvida, senhor baro, respondeo oestrangri-
ro ; ao menos hoje he mullo bello.
i. balsamo como que duplicou a attenco, emquaulo
o baro, ino grado seu, oseguia com osolhos e La Brie,
lodo embado, contlnuava a esleuder-lhe o pralo.
' One ve V. senhoria adi, ineu charo hospede? disse
o baro continuando a zombarla. Na verdade, ardo de


-._-_
-
2

tem permiltido; assiin o fes no cidado Coolho Cintra,
romo se v da 1 que puto a li-r (W).
l'iiro Senhores Depulados: -- Esse paga por outro
(>(irador: Pouco importa, que as conceda aos pro-
priis arrematantes ou a srus liadores, porque as obri
gaccsdr ainlios sao iguaes.
Paitare! agora a tratar da forma do parecer, que for-
mn nina das objcccaics do nobre dcpulado, nueerrlo-
se de nina relleio, que li/. na easa antes de liontem.
I-ii date, que o pareceres da coinuiisso nao nhriga-
v.iii oo nan devino rigorosamente abrigar sena" ii i cata :
mas acomiDlttlo un seu procrdiiucnto seguio os exein-
plos da casa; e me record, que, cin caso igual, (pian-
do se concfdeo nina moratoria ao clda lo Joto Canoa
Tcixeirn, o fez por un parecer de coiniuisso, o qual,
sendo remedido presidencia, bi por esta enviado
ihesouraiia, eprodlio ilcito: pnrlanto, mo me pa-
rece rasoav I a censura frita roiiiinissn.
Parece me, que oque truho dito be batante para
Mstenla, ao do parecer, que nao merece una discussao
larga.
\ al mesa a icgu>l)tc emenda :
i. Picando obrigado ao pagamento dentro de un an-
no, por duas preitacAei, do.....do -indicado pela con-
mllMO. .Vendes itn Cun!m.:<
tpoiado, entra era dltcuttffo,
OSr. Laumlino : Sr. presidente, CU j tenlio dito
inaisde una re/., que nao posso deixar de louvar o rio
doiioiue deputado, que combate o parecer, pela econo-
ma e liscalisacao das rendas prnvinciaes; mas nao pos-
so deixar de lser .ligninas roMexcs sobre o que elle a-
caba de oi/.er; c nao posso accommodar-me coui tlgun
de leut argunientOl, nao o contestando ciiiqu futo ao
que diz respeito forma do parecer, porque isso j foi
respondido satisfactoriamente por seu autor, mas na
parte, que rttpeita materia do mesmo parecer.
O nobre deputado ilisse, que. se mis fossemns andan-
do nesta carrelra de coiieessres, o peticionario nao pa-
rarla jamis na earreira das pretencdet! ora, isto be,
que me nao parece unitivo sulliciente, para queoprc-
tetidente seja indeferido...
OSr. Sello : N'o faja caso disso.
II Orador : Uto me psrrce isto milito bastante, pa-
ra combatcY o parecer; porque, se o peticionario un
niilhode vozes se julgar habilitado e rain direito para
lequerer, un inilho de ve/es se Ibe deve deferir, ou
nos casos de rigorosa juttlca, ou .linda mesmo nos de
mera eqiiidade.
O Sr. Xetlo: E asnossas leis sao feitas por cquida-
dee indulgencia ?
ti Orador : Dissc o nobre deputado, que o parecer
nao deve ser approvado, porque o peticionario allegou
os prejuizos, mas nao os provou ; perinitta-nic o no-
ble deputado. que me vallia delle inesmo, para respou-
dcr-lbc.
o peticionario provou, e provou exuberantemente o
que requereo ; provou um jacto notorio todo o Prr-
iianibuco; e, segundo a opiniao do nobre deputado, lie
algiima cousa degradante negar o tacto...
OSr, titilo : Degradante ?...
O tirador: -O nobre deputailo recordo-se, quedisse
nesta easa, que julgava intil,' menos conveniente pro-
var aqullo, que est provado pul* sua ualure/.a; e esta
ratlo nao milita contra o nobre deputado ?
O Sr. Xetlo: Milito obligado, pelo que me diz ns-
Jieiio.
O Orador : Periloe o nobre deputado; eu retiro o
degradante: nao he inhibas intencoes neiii levemente of-
fender qiialqucr Scnbor deputailo, por coiisci|ueucia
retiro a expressao.
Mas vamos ,1 prova do prejuio, que soilieo o arre-
matante por causa di sreca; vamos a ver, se essa prova
be sulcenio. para ilar, ou nao, prjimos, ao contrario
do que snsleiitoii o nobre deputado.
EflngUCtn ignora, Sr. presidente, que em consoquen-
cia de una sreca todo oteireno sollie, todo o reino ve-
getal se retente, as produccAei dimlnuem, e resultado
Be, que o lavrador, que linliJ de mandar ful cargas,
nama 25, e que por contequencla opedagiovem a di-
minuir, em propurco que diminiie a producan... >i/-
turropiolongado) O nobre deputado devena saber, que o
rio, sobre que est situada esta barreira, seceou, c que
os cavalloi vadeavo esse lio,como oisse o arrematante,
c aeontec, o nina ve/com nao menos de 4(), que, sen-
do esbarrados pelo arrematante, se oppu/i'ru os con-
ductores, e o E.xm. presidente de, larou, que i'llcs li-
nhu direito de passar anude quiztJSttem,
Seuliures, cu ja dissc em nutra occasio, que nao eu -
teudu de inleresse publico, conseguido a custa do inle-
resse particular : o peticionario mi pede abate, nao
pede a abolico de sua divida e iiem o prejuizo do tbc-
touro ; pede apenas una moratoria ; e ueste caso, eu
quitera, que o nobre deputado me mottratte aonde es-
ta o prejuizo da lazenda provincial em ser arredilada a
divida de mam ira a lio perder um cidado, Hijos lieos
se achilo peuhorados.
Sr. presidente, aluda honteni cstive com o peticiona-
rio, r este me dissc, ipii su rcqiicria lempo para pagar
a i i/i nda provincial, seui perder os poucos esclavos,
que postue; e que para lito subjeita todos os seus ven-
i menlos al total cuibnlco desla. Ser um tal rcquei i-
mentO indigno de ser attmdido, ((liando seui prejuizo
publico o pdenlos proteger?
o Sr. tftlle: Proteger, tira Senbori proteger.
" Orador: Sim, proteger, nao retiro a expressao,
porque todos nos reunidos unios obligarlo de proteger
a todos nos individualmente.
Sr. presidente, o nobre autor do parecer acaba den
sustentar satisfactoriamente ; eu so qoiz fazor estas pe-
qneuaaobtervacoet, etento-me, votando pelo parecer.
He lida na mesa aseguinte emenda ;
ci Suppriino-se as palanas de dous ate ao lim e
em seu lugar diga-se Conccda-sc ao peticionario o
immaaawi-iyrnMi tniSiiiK-fcunrunirii-i amn u.i-.*-.,,
impaciencia; terei urna heranca, um novo Maison-Rou-
ge, para rrstabelrccr um pouco os meus negocios.'
Vejo abl o coiivile,|que Ihe vou transmitlir, de es-
tar alerta.
De veras! tenho de ser atacado?
Nao; mas ton rsta incsina uiaiiha de receber una
visita.
Ento V. s. nlini i., cmividoii alguein para loinlia
casa. Fez mal, scnbor, milito mal. Talveznao teiihamos
perdizesesta maiiha, tome sentido.
O que tenho a honra de di/.er-lhc he serio, ineu
charo hospede, replicou balsamo, e da inaior importan-
cia, alguein seVfiicaminha ueste momcnlo para Ta-
verney.
i'or que acaso, meuDcos! eque qualidade de pes-
soa? Pevo-lhe, inen charo hospede, que ni'n diga, por-
que devn coufessar-llie, que para iiiiiu, e \ s.'olloiia
derla perceb-lopeloacolhimento un pouco desabrido,
que Ihe tiz, tedo o visitante he importuno. Especifi-
que, meu querido feiticeiro, especifique, se he pos-
sivcl,
Nao s me he potsivel, como at direi maij, para
S|ue me nao fique em grande ubrigai, ,iu, me he milito
acil.
! balsamo lornou a por os olhos no liquido, que lluc-
tuava no copo
I- rotan! descobre? perguntouobaro.
ptimamente.
I'iilo, falle, he minha irnia Anua?
Vejo, que vein nina pessoa de alta plaua.
Essa he boa! E essa pessoa vi ni cutio assiin, sem
ser convidada por ninguem ?
Convidou-se ella inesuia. He conduzida pelo se-
nhor sen til lio.
PorFilippe?
Por elle mesmo.
Aqui teve o baro um accesso de hilaridade inulto de-
sagradare! para o feiticeiro.
Ah! ah conduzida por meu filho.... V. seuhoria
diz rniao. que essa pessoa he conduzida por meu filho ?
lie, baro.
O senhor entao conhecc meu fillio ?
Porcerto que uo.
E onde est ineu filho neslc momento?
A meia Irgoa, talve:um quarto.
lempo preciso para amortisar a sua divida; recebendo-
te em pagamento todos os vencimentos, que o peticio-
nario tiver a receber da thesouraria provincial, por
qunlquer titulo que seja. S. R.Carvalho.n
Apolada, entra em diseosso.
((.Sr. IVwiwt Machado vota pela emenda, por nao adiar
eoncliideiites as rasocs apresentadas pelo Sr. Nctto; por
estar convencido de que a secca. concorrendo pata a
dluiinuiffo das safras, fez com que bnuvesse grande dif-
ferenia, para'oenos, no rendimento da (barreira, flde
que o'peticionario era arrematante, e por conseguinte
nos lucros, com que elle contava ; e por entender, que
a lazenda nao deve proceder, qual desalmado credor ,
que ao drsejo de cobrar nina divida sacrifica todo o fu-
USr. Aillo: Naoapresentei tal.
O Orador : Eu tenho de ponderar casa, que o pro-
jecto, de que se trata, nao he pessoal, masque tem de
regular a materia cinquestao.'qualqucr que seja o pro-
frstor deprimeiras lettras do collegio lo orphos, [apoi-
adot) sem atteiifio a ser o Sr. Freitas, ou outro qual-
nucr; c em segundo lugar pondero tainbcm, qui^ no
projecto se nao trata de augmento de ordenado.
O peticionario pede a casa, que interprete um artigo
de li i, em virtude da qual elle tejulga euiprcgadn ]iu-
blico. e alguein julga, que o nao lie ; c o projecto o que
fazhe interpretar esse artigo de Ici, determinando, que
o profettor de nriinelrat lettras do collegio dos orplios
seja considerado como os deniais professores, etc. Oro,
o que tem islo com as informafdes, de que se soccorreo
turo e at a propria vida do devedor.
Julgada a materia disentida, he o parecer approvado, o nobre deputado, para mostrar nacas.., que esse pro-
salvas as emendas; das qu.ies he tambem approvada a do fessor nao tem direito a um augmento de ordenado ....
lo Sr. Mcndes da Cimba, c Oca prejudicada' a do Sr.
I, un entino
Entra em discussao o requerimento doSr. Cunha Ma-
chado, adiado na sesso anterior.
Nao havendo quein o impugne, he subnicllido
tacio e rejeitado.
Segunda discussao do projecto n. 19. [Vlde Diario n.234
sesso ile l~ do corrente)
\n. I.
I) Sr. jVtNMt Machado : Sr presidente, ped a palacra
para dar as rasos, que me levarlo a formular a emen-
da, que vou mandar para a mesa.
Cninquanto rtela convencido de que o projecto dovia
passar tal qual se aelia redigiilo, e que (oda a sua ma-
teria be constitucional ; todava, como nao quero sus-
tentar o privilegio de pessoa, e reconheco, que,, sendo
as causas da fazenda provincial julgadas no foro com-
mull, nao sii se proporciona s parles o direito, que do-
veiu ter, de escollier entre os jui/.es. o quemis con-
li.-inc.-i Ihes merecer, mas se contegue o Sin, que teve
em vista quando apresentei o projecto, resolvi-nie a
dar-lbe una ora redaeio oeste sentido j e por isso
decidi-uie a fazer-llie cinciida, a que cima me retiro,
e que he esta :
Suppriino-se as palavras -c seus julgamentos a se-
gunda vara do criine da capital =.'0 uiais como ai pro-
jecto. S. R.u
OSr. Nello depois de algumas refiexes, manda
mesa o leguinte requerimento :
iilioqueiroo adlamento da discussao por quatro diat.s
Apoiado, entra em ditcuitlo.
O Sr. Aune Machado fuinlando-sc em que o tempo,
que, segundo o regiment deve mediar entre urna e
outra dlscuttSo do projecto, de que se trata, equivale
ao adiainento proposto pelo Sr. Nctto, pronuncia-so
contra o mesmo adiainento.
Rejeitado O adiainento, he approvado o projecto em
segunda discussao, com a emenda do Sr. Nunes Ma-
chado.
I'riiiieira discussao do projeclo n. 24. Vidc Diaria \i.
233, setsSo de 16 do corrente),
OSr.NlllO'. Si. prcsidenle, versando a prio.eira
discussao tabre a utilldade do projecto, nada tenho a
aeci cscenlar ao que dissc contra o pareen da coiniuis-
so, i|iie Ihe leo oiigem : a casa j aprceiou as ratet,
que cu produti, enlendciido, apezar dellas, que esse
profettor, tendo trela igual dotoutrot, devla ter tau>
tu ni Iguaet vantagent
l.evanlo-iiie iiiiicaiiiente para ler um documento, qu<
aeliei ua seerel.iria, persuadido de que talvez ejcapas-
so ao peticionario junta-lo supplica, (|.......is dirig
e como pona tervlr para apoiar a sua pretencao, nao
quero deixa-lo em segredo. Tallo de urna informadlo da
da pela coinniisso dos esttbelecimrntoi de coridade em
lSi-2, quando o peticionario requereo pela priineira vez,
que se Ihe concedetiem at vantagent, que o projecto
Ihe concede atora. Est assignada pelos Miembros da
coininisso, um dos quaes he o Sr. padre Alluso llc-
gueira, pessoa para iiiiin limito retpeilavelftMj.
i lllm. e Kim. Sr. Ivn cumplimento ,'i portara de
V. Exc, na qual determina, que esta adminittrafio do
patrimonio dos orphos informe sobre os requeriiuen-
Ins do professor de priinciras leltras o do porleiro
do respectivo collegio, que asseinbla legislativa |mii-
vinclai roquerem augmento de ordenado, tem ella
diter : Que o professor de nriinelrat lettras acha-te beui
pago em o o denado de .iiiiM.iiui rs., que actualmen-
te vence, n.io so por Ihe ler sido osle ja augmenta-
do, por virtude da Ici provincial u. '211, de I i de ju-
nbodeleoSS, poli que ames dola venca ode400/D00
rs., como porque su lecciona urna si) ve/ no dia, que
equivale ao mesmo, que entinar seis metet no anuo e
por etta rasan, bro paro esta com 0 ordi'iiado, que
actualmente vence e comquanto elle reclame para en-
trar as regalas dos ouiros prolessoies, todava nao Ihe
atditte o niesino direito, e mili principalmente nao os
nuerendo Imitar no aelo pelo aproveltamento dos seus
discpulos; sendo islo e a adullerato, que fax00 uietbo-
do lancattrlanno, as causas, aqueja o es-director at-
11 eImii.i o ponco adiaiitanieiilo dos orpluios.
u .\ ida esta aduiinistra^io diz acerca da pretencao do
porteiro do mesmo collegio, por ter fallecido cm 88 de
agotto do auno prximo paitado.
ii Eis oque esta adillinUtracflO (em a informar acerca
deste objeclo.
.. Dios guarde a V. Exc. Recifc em sesso de admi-
nistrado do patrimonio dos orphos, 8 de abril do I S-i-2.
lllm. o Exin. Sr. b nao da lloa-Visla, presidente delta
provincia, O padre Dotaintjos Hermano .if[iamo Hegaeira,
pn sidcnle. /.urciilino AuUmio Moreira de Carvalho.
Joo Pranciteode l'hahi. Antonio Itodriguei dr Manida
OSr. V Hiela Tarares :Sr. prcsidenle, o nobre depu-
tado nao iinpiigua o projeclo, que \. Exc. acaba de
subjriai discussao da casa ; mas aprsenla algumas
rasos, para que se nao augmente o ordenado do actual
professor de primen as ledras do collegio de orphos....
Daqui ?
Sim, senhor.
Meu charo senhor, ineu filho est de guarni(o em
Stra burgo, o, a nao querer ser declarado desertor, oque,
juio-llie, nao far, nao pode c. Irazer-me ninguem.
Entretanto, alguein Ihe trat elle, dissc balsamo,
continuando a consultar o copo d'agoa.
E essa pessoa, perguulnu o baro, be homeiii ou
iiiulher?
He uma dama, baro, e ate una grande dama. E
mal sabe o senhor de urna cousa bein extraordinaria !
E importante ? replicou o baro.
A f que sun.
Nesse casn.conclua.
lie, que o scnbor faria beni de arredar daqui a sua
criada, essa bregcirita, como V. seuhoria Ibe chama,
que tem corno as ponas dos dedos.
E porque arreda-la ?
Porque Nicolina I.egay tem algumas fciedos da pos
soa, que ah vciu,
E V. seuhoria diz, que be una grande dama urna
grande dama, que te parece com Nicolina ; bem ve, que
cabe em contradicho.
Porque nao? En comprei em outro lempo una es-
clava, quede tal surte se pareca com Cleopalra, que se
Iroibi ,ii o de coudii/.i-la Itnina, para figurar no trium-
pho de Octavio.
Hoin, isso Ihe volta ? disse o baro.
No tirio.iis, faca o uso, que quizer do que Ihe digo
ineu charo hospede ; bein ve, que o negocio por modo
algiini me diz rrspoito, e he todo do seu inleresse.
Mas em que pode ofiender a essa pessoa a seme-
lli.iiir.i de Nicolina ?
Suppouha, que o senhor he re i de Tranca, oque
Ihe nao desojo, ou delphim, o que anda menos Ihe ape-
tefo, gustara, ao oiiliar om.uina casa, de adiar no nu-
mero dos criados dessa casa una imiia\o do seu augus-
to rosto ?
Ah diabo, disse o baro, ell-ahl um dilemma bem
forte; resultara, portanto, do que V. seuhoria diz....
Que a multo alta e muito poderosa dama, que esta
aqui a chegar, licaria taftez pouco satisfeita de ver a sua
un.i"co de saia curta e lenco de linho
Pois bem! disso o barao, sempre rindo, tomaremoi
as providencias, quando convicr. Mas sabe o que disso
0 Sr.Nello: Eu nao falloi cm direito.
O Orador : Ento que veio essa inlbrmaco f
OSr. Helio : Julgiiei, que elle se tiiiha esquecido de
ajuntala ao eu requerimento.
O Orador : Esta nformaco eslava archivada na se-
cretaria da assembla, foi por alguein fornecida ao no-
bre deputado ; masa que vein ella ao caso ?...
O Sr. titilo: A' cousa iicnliiima.
0 Orador : Ento foi s para offender o peticiona-
rio....
OSr.Xetlo:-- Apresentel-a porque eslava no meu
direito.
0 Orador: Hem; mas, se ella uo tem rolacao com
0 easo, se nao pudo oppr-se ao direito do peticionario,
te nopi'ide fazor com que indoliramos 0 seu requori-
menlo, para que tal infurmaco ?
0 Sr. Xrlto : --Para os Srs. refutareui-na.
O Orador : Sr. presidente, se a casa deve dar crdito
a alguein, que dirigi o collegio dos orphos, e que
sabe a mancira, por que se tein conduzido o peticiona-
rio, ento peco a casa, que me acredite, porque fui vice-
dlrector deate collegio fui eu i|uo dei posse ao Sr.
Freitas ; o allirmo, que elle se conduzio seuiprc muito
bem, merecendo ate louvoret, pelo desvello, com que
onsinoii os orphos (ao menos no ineu toinpo); iguaes
inforinaces poda dar oSr. Lopes Gama e o Exm. bs-
po do Maranho, (se aqui eslivessemj porque atteslro
ao peticionarlo da maneira a mal honrosa possivoi.
Estas Infonnacdet, pols, oslao em contrapnsi(o com a
da i.....iniisso'adininislrativado auno de 1842, e que n.i-
da poda saber do estado do adiaulainento dos orphos,
o. m apreciar a capacdade Iliteraria do professor, ele.
'/iimurfo;
Approvo, pois, o projeclo, tal qual se acha, e decla-
ro, que nao sei com que lim se trouxc tal luformaco
a casa.
OSr. Xetlo : --Foi para o Sr. destruir o que ella diz.
0 Orador:Ento bem ; fico-lhc at obligado.
O Sr. lirtelo ola, que a nforniaco apresentada pelo
.Sr .Nctto em nada pode Influir no caso em queslo; de-
feudo o professor das aecusares, que nena inforina-
co so Ihe fazein; o concille, declarando, que votar pe-
lo projeclo cm discussao.
Julgada a materia discutida, he o projecto approvado
em priineira discussao.
Approvo-se em priineira discussao as posturas da c-
mara de Cimbres.
v a.senibla, a requiriineiilodo Sr. primeiro secreta-
rio, dispensan iulervailo, que. o regiment marca ciitrel
una e outra discussao, aliui de que se posso dar va-
nos pi ojelos para ordein do dia.
(I Sr. Presidente d paraordeni do dia da sessoseguin-
le: Icilura de projeclos e pareceres, priineira discus-
sao dos projeclos os. 25 c 2(i; segunda dos de ns. 20, 21
e 22, desle anuo, e das posturas da cmara municipal
da villa da Boa-Vista ; e levanta a sesso. (Erao duas
horas da larde,.
forma da lei, ella deve pagar, c inais quatro por cont
favor da obra da groja matriz de. Sao-Jos doRecife. -.
T rom misino de petices,
lleudo, iilgado objecto de delibera;ao c mandad,,
imprimir o seguinte projecto :
A asseiiibb'-a legislativa provincial de Pernanibueo n .
solve :
Art. I." Picaautorlsadoo pretldenta daprovncii -,
mandar concluir quanlo antes a obra do thcalro publi-
co dista cidade.
Art. 2. Fie Igualmente autorisado a Qfnvenciooa,
com os accionistas, da mam-ira que Jhe parecer nu|,
conveniente, o pagamento das quotas, que adiantarSo
para a faelura do mesmo theatro, fatendo cessar a ad-
inloltttacao dos mesmns accionistas.
Art. 3.* Fica creado o lugar do administrador pan
dirigir o theatro, dopols de concluido, nomeado po|n
presidente da provincia, com o ordenado de l;800/IKlo
rs.; pudendo ser Horneado desde j, e encarregado da
ilirrri ;'in da libra.
Para concluso da obra licao destinadas desdo j a,
sobras, que posso haver nos arligos de despeas decre-
tada! pela lei do or,amento vigente, e o producto di.
loteras concedidas por esta assembla.
Art. 5. Emquanto nao correr a roda de urna lote-
ra do theatro em um auno, se nao permiltir o anda-
mento de oulra qualquer.
> Art. 6." Ficao revogadas todas as leis e disposire,
em contrario.
Paco da assembla legislativa provincial de Pcr-
nambuco, 23 de outubro de 1846.J. A'. Maehado,--
l'eixotode Hrilo.Agonio Ferriira.
He approvado o seguinte roqijerimcnto :
llequeiro, que, pelos canaes competentes se peca
com urgencia cmara uniuicipal da Victoria :
a 1, Ulna relaiao nominal dos arrematantes dos cun-
t i los e seus fiadores.
2o, quanto eslo a dever os arrematantes at 30 de
seieniiirii ultimo, do anuo corrente.
.'(", urna relaco nominal dos devedores da cmara,
com as quantias respectivas, que cada un deve.Pin-
to de Mni citla.
DIARIO DE PERVAIBCCO.
CorrespoiKlcnri s.
SESSAO EM 83 DE OUTUIIRO DE I84.
PRESIDENCIA DO sil. SOUZX TEIXEIS*.
Sl'MMAlllO. expediente.-- .l;o i irnlai -,n, di um projeclo dot
Sri. Xunes Machado, Veixoto de llrilo t Affonso terreira.
acerca da conclusiw da obra do thcalro publico. Appro-
m,mi de um requerimento do Sr. Tiliurtino, para que te
pecad cmara da cidade da Victoria diversos tsrlarecimen-
los a resprilo do estado da sua divida activa. Approvafa,
em priineira discussao, dos projrrtos nmeros 2.'>c26; ttm
segunda, don.id.
\s on/.e limas da maiiha, o Sr. 1." secretario faz a
chamada, c verificaacharein-tc pretentet 23 Sis. depu-
tados. .
O Sr l'iesidenle declara aborta a sesso.
OSr. i." Secretario le a acta da leitaoantecedente, que
he approvada.
O Sr. I. Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENIE.
lu ollicio do secretario Interino da provincia, parti-
paudo, que Iransiuillio a cmara municipal do I.imoeiro
urna copia do parecer, que a autorisou a entregar a casa,
que h.ivia comprado para as suas sessoes. Inteirada.
Oulro do iiiesino, aceusaiido rcinessa de urna infor-
maran do engriihciro 1. I.. Vaulhicr acerca do pedido
de .'i .i 30 coutos do res, que, para habilitar-se a con-
cluir a obra do theatro publico, fez a respectiva coin-
misso adminislradra. -- A'commitsao de commcrcio e
obras publicas.
l'mapctico, em que o cidado Francisco Ribeiro de
llrilo pede, se o aulurise a vender a sua propriedade do
Cajiieiro por Hielo de urna nica lotera, cujos premios,
conforme o plano, que se hourer de organisar, comlem
das diversas casas da mesiiia propriedade, c cu jo capital
possa abranger o valor desse predio, as dspotas do pro-
cesso da lotera, os doic por cont do imposto, que, na
u"'iejis.-..i,jjjiriOftjai
ma
un
ais me alegra, lie meu filho. O mou charo Filippe, que
n feliz acaso nos depara assiin, sem dizer : Agoa val !
E o baro ria cada vez mais.
Pelo modo, disse gravemente balsamo, a minlia
predcelo Ihe d pra/.cr? Estimo ; mas uo sen lugar, ba-
rao......
Em ineu lugar ?
liana algumas o dens, tomara algumas providen-
cias......
De veras ?
De veras.
Pensare! nsto, charo hospede, Dentare! nisso.
Pois ora tempo.
I man, he seriamente, que o senhor me diz isso?
Mas serio nao pode sor, baro ; porque, se quer re-
oeber dignamente a pctsoa, que Ibe fazo favor de visi-
ta-lo, nao tem um minuto a perder.
(' baro iiieneoii a cabrea,
V. seuhoria rst ein duvida, crcio eu ? disse Bal-
samo,
A' fque confosso, charo hospede, que sou o iahj
endurecido incrdulo.....
Tul ueste iiioiiienlo, que o baro se dirigi para o la-
do do pavilho de sua lilha, para Ihe dar parte du pre-
dio, o do hospede, o que chainou :
Andrea! Andreza!
Sabemos como esta respondeo ao convite de seu pai, e
como o fascinador olhar de balsamo a allrahio, mo gra-
do sen, para a janella.
Nicolina abi eslava, olhando admirada para I.a Brie,
jue Ihe faxla signaos, eprocurava eomprenendor.
Com os di.ibu- a cousa lie dillicil de crer, repetia
o baro, e vendo___
I',lis. cuino he preciso absolutamente, que \ seuho-
ria veja, volte-so, disse Balsamo, apuntando para a extre-
midad,- da avenida, onde -alupava um cavallareiro, que
. um o tropel do c, va I lo fa/i.i resoara trra.
Oh oh exelamou o b.uo, ah est com effeo....
O senhor Filippe gritn Nicolina, poudo-se as
pontinhas dos pe

Na assembla a ordem do da de boje constatj^de;
coiitinuaco da de hoiilem, leitura de projectos e pare-
ceres ; priineira discussao dos projectos de nmeros 23,
28, 29 e30; segunda do de n. 5, e tereeira dos de nme-
ros 16,17 e Itl.
.Su. Redactares. Tendo sido injustamente preso, no
lia 18 do corrente, como consta o documento junto, he
de ineu rigoroso dever agradecer proinptldo, coiuquo
o Sr doulor Fonseca, na qualidade de advogadn, solici-
tou a minha soltura, e a presteza, com que o Sr. subde-
legado Pessoa procedeo s pesquizas, que dero coi re-
sultado o reconhecimento da minha innocencia, ea mi-
nha dita soltura; assiin como declarar o espirito do gra-
[nl.m, de que estou possuido para com o carceroiro da
caileja delta cidade, o Sr. Manoel Thomax dos Santos,
que, alm de me tratar excedentemente durante as l
horas, por que estivo recolhido mesma cadeia, nada
me quit levar pola carfragem, e at se me oflerrceo
para servir-me em ludo quanto ao seu alcance estivos-
so ; para com as diversas possoas, que ine penhoraiu
com as suas vizitas e obsequiosos ollcrecimeiitos ; e pa-
ra com lodosos einprrgados da sala livre da menciona-
da cadeia, pela nianeiia iillieosa, por que coinllligu se
portars : o para que esse mou agradocimento, e essa
il.-ol.iracii sojo to conhecidos, quanlo desojo, peco a
publicar,io drstas linhas, rogando-Ibes ao mesmo tempo,
que as l i .ni acompanhar do documento, que cima
me retiro.
Recifc, 20 de outubro de 1846.
Manoel Joaquim Pinto Machado Guimares.
lllm. Sr. Lourtnco Jos das Xtvtt.--Amigo, como ou fus-
seinjustamente preso, no dia 18 do corrente, a ordem do
Sr. subdelegado de S.-Antonio ( o que logo se passou a
ordem do Sr subdelegado de S.-Josc), pelo simples lac-
lo de ter dito um son molcque, (ou de queui est para
Ibe pertenec), que me tiuba entregado um bahuzinho
com unas juias de miro, por elle roubadas nesse mes-
mo dia, e como se ospalhasse esse boato, e possoas que
me nao conlieco tenhao-se persuadido, que eu fosse
capaz do acollar um tal roubo; motivo,por que Ihe rogo
o obsequio do declarar ao p desla, so, depois de fazor
suas pesquisas, veio ao couliccinclito, deque tal dito
era falso, por cu nesse dia ter estado na elecao de N.-
S.-do-Terco, c finalmente se depois de fazer todas as
posquizas necetiarlat e inforuiacra a ineu respeito, so
sim, ou nao est de lodo desengaado, de que tal dito do
molcque foi falso, e por islo injusta a minha priso, as-
siin o espera este, que lie de Vine, criado e muito obri-
gado Man : I Joaquim Pinto Machado Guimares.
a S. C, 20 de outubro de 1846.
lllm. Sr Manoel Joaquim Pinto Machado Guimariti.
Em abono da verdade o molcque a quera declarou, que
Ibe tiuba entregado o ouro, que tiuba tirado de sua sc-
nhora, foi a dous soldados de polica; que o couduziro
a sua casa, indo eu vero resultado, e, que all chegaii-
do, a vista do que Vine, mostruii ler oslado na elcicao,
me convenc sor falso o que o molcque dizia; c por Isso
quando Vine, fallou, para ir-se em casa do Sr. delegado,
mi fui, c fique! pouco adianle da sua casa, fallando com
varias pessoas, alque na volta dos dilos soldados vi di-
Dar-sc-ha acaso, que seja o senhor seu filho, charo
baro? perguntou negligente balsamo.
Por Dos, que he sim, sculior, he elle mesmo,
respondeo o barao estupefacto.
He um enlucen, disse balsamo.
V. senhoria entao be decidamante feiticeiro? per-
guntou o barao.
Um sorriso de triumpho assomou aos labios do eslran-
geiro.
Crescia o cavado vista d'olhos, em breve te divul-
gon, que vinha coberto de suof, e circulado de um va-
por hmido, depois que transpunlia as ultimas lliihas de
arvores, e anda elle corra, quando mu joven nllioi.il de
ti Ihe mediano, coberto de lama, e com o rosto averme-
lliado pela rapidez da carrelra, se apeav.i do corsel, e
vinha abracar sen pai.
Pelo diabo dizia o barao, abalado em sua credu-
lidade. Pelo Jiabo /
Sim, meu pai, dizia Filippe, ao ver aioa pintada a
duvida no rosto do velho. Son eu! ou eu mesmo !
__ Sen, duvida que s tu, responde b.irSn bem o
vejo, essa lie boa f*Mas por que felii acaso s tu ?
Meu pai, dissc Filippe, graude honra esl reserva-
da uiissa casa.
O velho emprrtigou-te.
Uma illustre visita se dirige para Tavcrney ; den-
tro de urna hora estar aqui Maria Aiilunieta Josepha.ar-
chiduqueza d'Austria e dcllina de Franca.
O barao deixou cahir os bracos, to humilde agora,
como sarcaslicoe irnico se mostrara dantos, e voltan-
do-se para Balsamo :
Perde, disse elle.
Senhor, disse Balsamo, cortejando Taverney, del-
xo-ocomo senhor seu filho ; ha muito que Vv. scuho-
riat se nao avisto, c o senhor deve ter mil cousas a di-
zer-lhe.
E depois de haver saudado a Andreza, que, toda ale-
gre pela chegada do irmo, se precipitava ao seu encon-
tr, retirou-ge, f.i/.ondu un signal a Nicolina e_La Bne,^
que sem duvida o entendern, porque o seguir, e des- j
Nosso amo mo(o, disse La Brie, com um grunliido I apparrccro com elle por baixo das arvores da avenida,
de alearla.
Meu
irmo ineu irmo exelamou Andreza, esteu-
dendo-lhe os brac.es pela janella.
(Coutiauar-n-aa)


,3.
zer: Vamos para caa do Sr. subdelegado de S,-Antonio:
esomtit) na ra Nova, (|uandii all cheguci, he que
vi a Vine, alli, e o Sr. subcelegado fazer as pcrgunlas,
que Vine, vio, e depois pcrguntar-lhc o seu nome, e di-
zer: Lcvem o Sr. para a cadeia, para ainanha se averi-
guar esle objeclo. Sube depois, por meu filho me diz.cr,
c|iic o Sr. subdelegado averiguando este facto, se colle-
gio claramente, que Vine, parte nenhuma tmha lulo em
tal objeclo; e por isso estou nteiramcute convencido,
como estivo logo de principio, que Vine, parte alguina
leve em o referido dito do moleqtte: e sou, poi'tanto, rom
altencoDe Vine, atiento venerador ccriadotouroiro
Jos das Ntvti. x
Srt. Redactores. Por mais insultuosa que seja a cor-
respondencia de Jos Jeronyino Monteiro, no seu Diario
n. 237, de 23 do crreme tan, fa^-o proposito de nao
rcspitnder-lhe, visto que de manelra nenhuma quero
prevenir o julgainento dos tribunaes ; depois, porin,
que este fdr proferido, prometi entrar em lica com o
correspondente, e nesta oceasio appellarei para ojuilo
do publico, quem expnrel ininuciosaineiitc os moti-
vo! do meu procedimento. Sou, Srs. Redactores, seu,
etc.Nuno Mara de Seixai.
Senhores Redactores Com sua licenca; delxcm, que
me dirija em primeiro lugar aos scnliores livreiros
depois fallaremos.
Cuidado com Isso, senhores livreiros! vejan, que uina
lollimlia de resa ja uo custa s, como em oulro teiupo
cuslava, 3-20 ; e que 480 rs., as actuaes circumslanclas,
Juasi equivalan esmola de tuna mlssa, e que se nao
evem deilar a ra. lie o caso, Senhores Redactores:
Tendo de retirar-me para o malto, donde melhor me
lora nao ter viudo, porque enlao nao teria sido tilo nial
tratado poralguinas raposas, a que tive a imprudencia de
me expr, alli pelas proximidades da igreja da Solcdade,
entre diversos arranjos, que liz, live de comprar, c de
facto comprei una folhinlia de resa iinpressa na Typogra-
phitt Impartial por una senhor S. Caminha, que certamen-
le nao lie o De Libellie. Como se dcinorassem os caval-
losparaa ininha condueco, ej, gratas a Dos, nao me
era preciso gallar o meu precioso lempo em conferencias,
que m'o roubavao todo, e as quaes nada aproveilei,
pui-ine, com todaa minha pachorra hollandeza, a exami-
nar a compra, que havia fefto ; e enlao conheci, que lora
coinpletainente engaado, e que, nao obstante haver des-
i'inbulcado os meus ricos 480, via-nir na triste necessi-
dade de ariauj.tr por mitn mrsino para meu uso una
l'ulliiiilia de resa! Com elleito, nao vi aluda em dias de
minha vida miseria igual da tal folhinha! Alm dos
erros typographicos, que dcixro passar, mais bastos
ijue mu ni o- por esses mangues em dias de la, encon-
tr! erros, que sao, sem duvida alguuia, da propria lavra
do autor da folhinha. Por exeuiplo, no Pnenolnnda: Duit
cruces el indicu, ser Isto erro typographico mas L'nica
t>ero indica! fes!, in quib. rlsi ex dilpensalione '.rm. Rm
Kpiscop. Domni Joannis a l'urificalione 21 /ftniari'i 1844
com ponto final, e sem se Ihe ajuntar mais nada, iicni se
entender o que se quer dizer; isto he erro do autor.
Mas deixemosestes e oulrosc rros.dc queest clieio o tal
Pramoianda, por ser parte da folhinha'que puncos pa-
dres Icem. Dcxetnos tambem Otilios erros de menor im-
portancia, romo scjn, na tahua das feataa mudaveis,
dar a festa de Pentecosts a 25 de ionio, e as Tmporas
do invern a 14, 16 e 17 de deiembro : o querer que noj
dia 5 de Janeiro os padres resem na missa o Credo, o
que, se for grande a pressa de obra, os pode retardar no
ar.iliainriilii da enipleitaila : o ter notado com una sii >Jj
o dia 3 de maio, que he dia santo de guarda, ele,, etc. ;
deixemos tudoisto: o queme zangou de veras foi: a
despiedade, com que no ilia 9 de agosto foi posto no an-
dar da ra S Alfonso M. de I.eigorio, e de tal mancha,
que este Santo, talvez de injuriado, uo apparrceo mais
em todo o auno; dando-se de moto proprio e poder ab-
soluto a casa aos Santos Martyrel Cyriaco, ele: a arbi-
trariedade, com que arraucou da ultima dominga de a-
gosto a festa do Santissimo Coraco de Maria, anticipan-
do-a para o dia 20' do mesino mez, <|ue devtra pertcn-
cer de direito a S. Hernardino de Sena : a preferencia,
que quiz dar a degolacio de S. Joo llaptisla, dcixando-
a no dia, que devera perlencer aoSaiitissiuio Coraco de
Maria, e mo a quereiido transferir para o dia I.* de se-
trmbro, que nao caba a S. Hernardino de Sena, <> qual,
como se lisse, devra ter cado liem accoiiiuiodado no
da 26de agosto: a indiscreta devoco, com queqUis,
que se resasse da ConceirSo no dia 27 de novemb o, que
devia de justlca perlencer a S. Cyriaco, etc., a quem,
como vimos, elle accoiuinodou no da 9 de agosto. Ora,
tildo isto e o mais, que he milito provavel me escapaste,
unido aos inultos erros typographicos, de que liz cima
menean, os quaes toruno inintilligvcis os breves da fo-
lhinha, que, s per si, Independente de erros, umitas
vetes fazem engasg.ir os padres, me fez arrepeuder, den
tro il'alma, de ter rniprcgado lo mal os meus 480, e me
faz agora queiiar-ine a \ mes., rogaudo-lhes, que, a ser
possvel, queirao publicar no seu jornal estas llnhas,
para que, s/alguem quizer, como cu, gastar os SCUS vin-
tn!, o uo faca engaitado.
Sou, Senhores Iledaclores, etc., etc.
O Urcviario explicado
(andiga de Pernambuco.por S. M.I., o Senhor D l'edro ir,
que Dos guarde, ele.
Faco saber, que no dia 24 do corrente, ao meto dia,
napoMadainestna.se ha de arrematar em hasta pu-
blica lint faqueirodeduas duzias de lalheres, rom ha-
cia e jarro de prala, pesando ditas mil dineutas e Hi-
te nta oltavas, no valor de 730#000 rs., c a eaixa do mes
mo no valor de 30/000 rs., impugnadas pelo guard Ha-
noel da Fonsecade Araujo Luna no despacho por fac-
tura de Jos Antonio da Costa S Irmiio, sem numero ;
sendo dita arrematar.) subjrita dirritos.
Alfandega, 23 de outubrode 1840.
Miguel Arehanjo Monteiro de Andrade.
Declaracao.
CCIWfflERi..O
AllaiKiejja.
RENDIMF.1STO DO DIA 23........4:404,01)30'
DESCARREGA HOJE 24.
Brigue--Coni-(/-//artiginercadorias.
Ilarea"/."'imei-idem.
HrigucEmpresadem.
BarcaEspirito-Sanloidem.
lirigucConclicaofumo
Consulado.
RF.NDIMF.NTO DO DIA 23.
Geral..............
Provincial. .........
Diversas provincias..... .
8007202
284/252
44/016
1:134/530
llo\ lucillo (lo m orlo.
Navios entrados no dia 23.
(ainaragibe; 4 dias, hiate brasileiro JVoro-Drilino, de 25
toneladas, capitn Kstevao Ribeiro, equipagetn4, car-
ga varios gneros ; a Jos Manoel de Sonsa
Parahlba; I dia, lancha brasilea l'ureza-de-ilaria, de
10 toneladas, capitao Uernardiuo los Randeira, cqui-
pageni 5, carga toros ; ao capullo Passageiro, Do-
lulngos Bapllsta. Uraslelrn
Ass ; 28 dias, brigue brasileiro Jpiter, de 248 tonela-
das, eapiln Amonio Jos dos Reis, equipagent 18,
carga sal; a Antonio Goncalves Ferreira. Passagei-
ros, Antonio Jos Correia, Francisca Jos Crrela, D.
Carlota Virginia coui 1 filho, D. Sabina 1 hereza de
Jess
Aracaty; 16 das, sumaca brasleira Carlota, de 04 tone-
ladas, capitao Jos Goncalves Simas, equipagem 10,
carga coui os, algodo e sola : a Liliz Jos de S Araujo.
Passageiros : Joo da Silva Salgado Brasileiro An-
tonio da Costa, Hespanhol, e 14 escravosa entregar.
Navios taidos no mesmo dia.
Ilio-Crandedo-Sul ; brigue brasileiro Castro-I., capi-
tao Jos Mara Ribas, carga sal. Conduz. 7 escravosa
entregar.
Rio-de-Janeiro patacho brasileiro Oliveira, capitao Jo-
s Das Correia da Silva, carga a inesma, que trouxe.
Couduz 8 escravos a entregar.
ttdilal.
Miguel Arehanjo Monteiro dt Andrade, oficial da imperial
orden da Rosa, catalleiro da dt Chriilo, e inspector da al-
earlas seguras exilenla na adminislracao do correio
por se ndo conheeercm seu danos.
A saber :
Anua de Sequeira e Albuquerque.
Anastacio Jos Machado.
Candido Kmigdio Pereira Lobo.
Francisco Goncalves, Hespanhol.
ii Sergio de Oliveira.
Ignacio Goncalves Luna.
Joanuim feixeira Duarle Sampaio.
Jos de Aquinn Konscca.
i) Kstevao deOliveira.
Tlieatro publico.
QUARTA-FEIRA, 28 DO CORRENTE.
(oa santo)
Se representa,eui beneficio do ponto, a grande peca
D. SEIIAST1AO RE PE PORTUGAL,
on
A 1IATAL1IA DE ALCACER-MUIR ,
Dividida em 5 quadros.
1 (i llomenagem. 2. o Brinde. 3." o Jioufco. 4.
0 Viiin/ino.--5.0 Surte da guerra.
N. R. Como tem de apparecer pela |." ve/, a msica
barbara, composla de timbales, pandeiros, pintos, eam-
pahihas gaitas, tringulos, carrilhdes, e outros ins-
trumrntosdesta nature/a, de que sanos Momos do I.e-
p.....i..piando acoinnanbioosseuires,e que umamador
nos faz O especial obsequio de prestar por esla note; e
como hnver quem estranlie aquella desharnioniosa e
extravagante apparlcSo;lhe transorevemos aqui aquelles
versos do Sr. I). Antonio, grao-prior do Ciato, para nos-
sa delesn e jiistilicaco.
Desafinada e fnebre harmona
.. De revollanle msica o precede,
Que nos roehedos coiuavos quebrada,
K de escabrosos troncos repellda
i. Mais barbara se torna'.!!!
Tambem llavera a harinoniosa iiiusieamililar europea,
queassiste ao brhide.que d el-re ao imperador de Mar-
reos.
0 5 acto he todo preenchido das diversas aeces da
hatalha entren Tainisla e o Mocazim.
Avisos inaiilmios.
__Para o Ceara seguir, por estes 8 dias, o brigue bra-
sileiro StH>rM, deque he capitao Francisco Ferreira Hor-
ges : para carga ou passageiros trata-se com o mes-
nio capitao, ou com os seusconsignatarios, Francisco Se-
vei innno Rabello St Fillio, no largo ira Asseinbla Pro-
vincial.
Para a Haba, com escala por Macelo, esta a seguir
viageui o bem construido paiabole S.-JoSo por ter
parte do seu carreganiento prompla : quem no mesmo
quizer carregar ou ir de passagem, dirila-sea bordo do
me sino, que est fondeado defionle do Korte-do-Matto.
T- Os Srs. passageiros e carregadores de esclavos no
bcrganlim Independente para o Rio-Grande-do-Sul ,
apronipteiu seus passaportes at o Bill do corrente me/.,
que lie .piando o mesmo bergantim pretende largar.
A barcaca V.-Jos-Ferreira de superior Construc-
eo e milito velera pretende sabir liara o Itio lir.in-
de-do-INorlc at o din 28 do corrente : quem nella (jui-
carregnr dirija-sea Diogo Jos da Costa, na na
Nova n. 12, ou ao mestre na prala do rorle-do-Matto.
EsParaGenova obligue sardo Data, de primelra mar-
cha, novoe forradodeeobre, pretende seguir no principio
de novembro ; ainda Ihe falla alguma caiga : quem o
quiCI carregar, ou ir de passagem, para oque tem ex-
ci Mentes comuiodos, dirija-sc ao capitn, Domingos llo-
tano, mi a Oliveira limaos ItCompanhla, na roa da
Cruz, n. 9.
=. brigue nacional S -Mauocl-Auguilo pretende sa-
bir a 28 do corrente para o Hio-di -Janeiro ; pude
andareceber algilina carga inluda c esclavos: quem no
dito quizer carregar ou mandar escravos, dirija se a
pracado Corpo-Sanlo, a fallar com Manoel Stuides, ca-
pito do misino hriguc ou a casa de I.uiz Antonio
Barbosa de Hrito.
O brigue-eicuna llemiqueta, que acaba de forrar
de cobre, c he cavilhado de igual metal ha de sahir
para o Maianho, no fim da prxima semana, e j re-
cebe carga miuda; para eujo ajuste se nata com Frail-
is, o loaquim l'edro da Costa, naiua da Cadetada Re-
cile.n. 17,segundo andar, ou no auna/un n. 12, da mes-
illa ra.
Para o Ass sai uestes 8 dias o brigue fcelio, capitao
Manoel I.uiz dos Santos; recebe carga a fele e passa-
geiros: os pieteudentes dirijo-sc ra daCadeia-\clha,
annnzein, n. 12, de rallar It Oliveira.
= O hiale Novo-Olindu pretende sahir para o Aracat\
no dia 30 do corrente, por ter a niaior parle da carga a
bordo, c tratada: quem ainda pretender carregar, falle
com o mestre do mesmo, Antonio Jos Viaiina no tra-
piche Novo. ,
--Para o Maranho, ainanha, 25 do corrente, salina a
escuna nacional (Jalante-Maria, forrada e pregada de co-
bre, de primelra marcha ; recebe ainda alguma carga
miuda, elcmosinais asseiados coinmodos para passa-
geiros : a tratar na ra da Moeda, com Silva S Crllo.
Leudes.
Kalkmann & Roseiiniund farao leilo, [por inter-
vencao do correlor Oliveira ,
terca-feira 27 lo corrente ,
das fazendas do seu arina/.eni, entre ellas, veslilos para
senhoras, e nutras umitas fazendas recenleniente lle-
gadas. Reunindo-se'sufliciente numero de compradores,
ser ludo vendido pelo maior previ), queder, para fe-
char contas.
Sch.-.fhritlin Si Tobler farao lellio, por intervencao
docorretorOveira, de grande sortimento de fazendas
nelcias, francezas.sulssas ealleinas, todas propriai do
mercado: segunda-feira, 20 do corrente, s 10 horas da
inanha, no seu arniazein, na ra da Cru.
M,c Calmoot tV C.' iransfercm o seu leilo de fazen-
das, annunciadn para hoje, para qiiinla-feira, 29 do cor-
rente, s 10 horas da inanha, em eonseqiiencla de novas
lazendas avalladas c llmpas, que alesse da serao des-
pachadas n'alfandega.
Avisos diversos.
O Sr. Manoel Teixcira Soares appareca na ruado
Crespo, n. 19, para receber una carta vinda de Macelo.
Jos Carlos Manso da Costa Reis retra-se para o
Rio-de-Janelro,para continuar com osestudos, levando
comsigo o seu escravo Luiz.
__Recebem-se escravos para se vender por mdica
coinmisso; cobro-se dividas dentro e fra da praca ;
despnchao-se escraVOI; liro-se passaportes, com a maior
brevidade e mais coinmodo preco doqueem outraqual-
quer parte; dando a ludo a devida seguranra : na ra
d'Agoas-Verdes, u. 46.
-- Amanha, 25 do corrente, no pateo do Para Izo, ca-
sa n. 4, ao p da retinacao, ha, de madrugada, mao de
vacca, gallinha de cabedella, lngoa, rim e mais algumal
cousas de comidas: assim como se faz jantaies para lo-
ra ; a tratar na mrsma.
Os Sis. advogados e solicitadores,que quiserem ser
inscriptos no almanack desta provincia, inipresso nesta
Ivpographia, dlgnein-sc mandar seus nonies e iiioradiai
flivrarla da praca da Independencia ns. (i e 8, uestes
Ires dias
Adverte-se ao Sr. capitao (mestre; da escuna W-
liz-liiio, qti,-, quaudo receber passageiros em qual-
quer porto, Ihes declare o pessimo tralain. nio, que Ibes
i osinin i dar: isto-he, comidas deterioradas, e essas mes-
illas poucas ; alm do seu genio brutal, poli chegOU a
ter o arrojo e atrevimento de quebrara cabera un
belllllimo passageiro de r, que veio com o tal Sr. ai-
raes (ou mestre), de Lisboa, nesta ultima viagem- evi-
tando assim, que'alguma pessoa, que ignore o seu com-
portamento, nao entre mais <-ni tal na\io, como passa-
geiro.= Por um iiimniieirii.
= Aluga-sc uuiapadaria com os priucipacs utensilios
e multo Dona coinmodo*. A casa lie propria para qu.il-
quer estabeleciuiento, c tem coinmodos para morar fa-
milia por ser asobradada, na ra imperial contigua a
fabrica de saho : trata-te na ra Direta, u. 82, primei-
ro andar.
AOSCAVALLKIROS.
Acaba de chegar a ra Nova, n. 47. um completo sor-
timento de brides e pcadeiras de lodos os modelos, que
se aelno a venda por coinmodo preco.
-- Jos Dias da Silva faz publico, que, tendo fallido o
seu Irmto Joaquim da Silva MourlO, e sendo elle o inaior
credor, uegocioii e se obrigou por todas as dividas de
dilo seu irnin, lieando com a loja deste |>or sua conta ;
o que faz patente,aliui de que em teiiipoalgiiinninguem
se siippouha illudido : outro siui declara, que dito seu
irmn iienliunia ingerencia ter em a inesma loja.
-- He chegado ltimamente de fra imi grande sor-
tinienlo ile liigo ilo ar, COinpOStO de 0 c 9 bombas, e que
sobe a nina altura extraordinaria; bem como foguetes de
diversas cores, por prefo mais eoiiuniido do que em ou-
tra qualqiic r parte: e tambera se recebera cncoininenuaa,
para mandar vir da qualldade, que o comprador qui-
zer : no Aterro-da-lloa-Vsta, loja de miudezas n. 54, de
Thomaz Pereira de Mallos Estima.
Na ra de Hurtas n. 22, primeiro andar ensilla-
se emqii mo diirareiii as ferias di academia rhelo-
rica, geometra e geograpliia : aquellis senhores, que
qulzerem aprender compareci das 8 horas da ma-
ullan as ,"idn tarde.
O Sr. que por engao ou por grara tirou do
crrelouma carta, vlnda da llhn deS.-Miguel, para los
Soares da Silva Pinientel queira ter a bondade de a
entregar na na larga do Rolarlo n. 24.
AITIMAO!
Ileseneaininhou-se, da casa da ra da Cru/., u. 9,
teieeiro andar hnver dolis lue/es |ioueo mais ou
menos, nm allinele de peilo de scnliora cncastoa-
do ein ouro irnh.alhode relevo contendo o retrato de
urna menina sentada em una alniofadn de idade de
10 a 18 ineies com meias bor/.egiiius e louea : pre-
vne-se a toda e quah|iiei p.ISSOS que teolia visto tal
allinele de o Ira/.er a sohredila casa que se dar tres
ve/as o valor do retrato nao se exigiudn o ouro, heni
eoiuo se guarda s< gredo. Faz-se taininho einpenho.por
assim o exigir a pessoa, aqneui elle pertence; pois para
qualquer outra lie /aro
Perderan-se hyotMI rs. do convento do Carillo at
a run Direita ; qui ni os aehou quereudo restituir di-
i'ija-se a na da Assumpco n. .'10. segundo andar ,
que se lile liara.. .'i.vllllO is.
Fi l( ianno Augusto de Vascoueellos olVerrce-se a
mandar conduxlr as fazendas despachadas na altaude-
ga para a casa de seus douos por metade da'quantia,
pela qual se eoiiduzeiu actualmente obrigaudo-se a
entregar as fazendas, laes e quaes ns receber dos Snrs.
despachantes: qualquer pesssoa, a quem interessaro
presente aiiuuueio pode cnleuder-s.r com o lilho do
annunclaute Thomaz de Vascoueellos Albuquerque
Maranho cncarregado da capata/.ia da inesma alfan-
dega, nulamente creada.
-- Fazem-se quaesquer cortinados tanto de camas
como para janellas e para decoraees de bailes ou
sociedades ; l'uraces de cadenas, suplas, coh-hes elai
lii os. e Mu 11 ni ludo quaiito fui eniicernente a lapecaria;
tambem se vai por tapetes e esleirs em qualquer lu-
gar que seja ; ludo com perfeieo, e por se 1er professa-
do esle olhcio em Parla, por pceo O mais i.iso.im I ,
que se pode fazer : na Iravessa da Concordia, n. 13, atrs
da torre do Carino.
Arrendase urna padaria com casa sita na Pas-
sagem-da-Magdalena ; a tratar na ra da Gloria, so-
brado n 59,
Uia (le Apollo n. r0.
AlUga-Se o armazn cima declarado com embar-
que no huido para a mar proprio para arma/.cn de
assucar ou mitro qualquer eetabelechnenlo ; a tratar
sobre o seu singue!, com Jos Percha, na sua venda ,
na ra da Seiualla-Nova, n. 7.
Precisase de 200000 rs. a premio com boa Ar-
ma para garanta', quem quizer dar, anniineie.
MugaS6 a metade do primeiro andar do sobrado
da ra doltaiigel, u. II, proprio para pequea familia,
e tambera se sluga todo.
I'reeisn-se de um menino portiiguez, de 12 a 14 an-
uos, para caixeiro de loja de miudezas: na praca da In-
depend neia, n. 4.
iis abaixo awlgnados perdrio uma lettra da quan-
tia de Itii.slMiil rs., acci Ha pelos Sis. I'ontes Si Mello, em
3de sclenibro do prximo paliado, a (i metes a vencer ;
previne-se, que niiiguem fnea negocio algum coma re-
ferida lettra; poli os acechantes se acho prevenidos
para nao paga-la senSo aos aniiiinciantes : roga-sc a
qualquer pessoa, que a tenha adiado, o obsequio de en-
trega-la, na ra da Cadeia do Recife, n.00, pelo que se
Ihe Reara muito agradecido. Junklieym & tiulltU.
= Precisa-se deiimn pessoa milito capaz, que de fia-
dor a sua conducta, para tomar tonta de um arina/ein
de carne, tendo prattea de comprar c de se enearregar
de um ludo : na ra do Vigario, ariiiazcm n. 22, que a-
. liara com quem tratar.
m Alugn-sc ditas casas terreas, para se passar a fes-
la, em Olinda na ladeira do Varadnuro, junto ao primei-
ro beeco, subindo a ladeira, com coinmodos sullicicntes
para luna glande faiuilia : (|ucm as pretender dirja-
se ein Olinda ao Sr. Antonio Porfirio l.eite, com loja de
sapateiro junto as mesillas casas, ou em Fora-de-Portas,
na ra do Pilar, n. 108, das 2as 9 horas do dia, e das 2
da tarde em (liante, que acbai com quem tratar.
Airenda-se, pelo lempo da festa, ou por anuo, o si-
tio, que foi de Antonio Coelho da Silva, com casa de
sobrado bastante grande, o oulras < inniuodidades : lio
iiiesmo sitio no lugar do Cortuine-ilo-Coelho.
Arrenda-se, por festa, um sitio a tnargem do rio,
confronte a otara do teiienie-coroucl Carneiro com
grande casa, bstanles .livores, e outras coniiuodida
des, que se faro ver a quem pretender : na ra da
Santa-Cruz, n. 74.
Se nesta praca existir o Sr. Antonio Jos da Silva Cris-
piano, queira, por este Diario, auuiiiiciar sua morada,
para ser procurado, sobre negocio, que Ihe interessa,
ou procurar Antonio de Almeida Gomes, na ra de
Apollo, armazem n. 2 A.
Arrenda-se um armazem de carne em muito bout lu-
gar, vi ndendo-sc o que tem dentro, c assegura-se, que o
aluguel he ein conta, e muito afreguc/.ado : na run do
Vigario, n. 22.
= Hoiiteni, 21 do crreme, amar damanba, em
oceasio, que urna canoa conditzia sete travs embona-
das, da ra da Praia para Sauto-Ainaro, quebraran as
cordas de duas travs, e desappareccro. na oCCaaMo ein
que a canoa passava a ponte, que, por ser ainda escuro,
nao se pode ver o rumo, que ellas tomarlo, sendo tima
de 4(1 palmos e outra de 28 ; a pessoa que de taes travs
soubr e der noticia no Atterro-da-Bua-Vista, n. 22, ser
gratificado,
= Aluga-sc um escravo ptimo padero, por preeo
coinmodo : no paleo de N. S. do Tcryo, sobrado de um
andar, n. 26.
Alu'ga-se a loja do Alcrro-da-Boa-Vista, com a ar-
maco, que na mesilla existe, toda ein idraeada, propn*
para qualquer negocio os preicndentes dinjao-si| ao
Atterro-da-Hoa-Visia, loja de calendo, n. .18, que adia-
ran OU] quem tratar.
Arrenda-se ou coinpra-se um sitio de boa "'"
com balsas, e noqual posso imbalharcftectlvamente _,i
Mcraroa, nao distando mais de legoa e niela desta ii-
dade : na run Direita, n. W, primeiro andar.
Preeisa-se de um rapa/ portiigue/, de 12 a 211 an-
uos, eque tenha pratica de venda: nal laneo-Pontas,
n. 71 ; na inesma CaM vendeni-se rolas de llnmburgo, e
muito bom doce de goiaba.
-- VlUga-se moa loja por baixo do sobrado encarna-
do da mal nio : quem a pretender, dirija-se a ra
Nova, loja n. II.
Andr de Mcdeiros Caslello-Braneo ret.ra-se para
Portugal.
Arrendo-se, em S.-Anna, algumas casas para a
festa, e outra no Cordelro defronte do sitio do Sr. Ga-
briel, sendo algumas dellas com coinmodos para nu
inerosa faiuilia : a tratar em S.-Josc-do-Mangulnbo,
sitio de portan de ferro, dcfronle da eapella.
Roga-se as pessoas, que Uvereut comas eoniio capi-
tao .lames T\lcr, do brigue inglezCouMtezi-o/'-OurAain, ar-
ribado a este porto com avaria, se sirvo aprcsenta-las
at o da 23 do corrente Impreterlvelmente, no escripto-
rio dos consignatarios, Lathain S Hbbert, ra do Tra-
piche, o. 32, para seren satisfeilas, nao se responsabi-
lisando estes pelo pagamento dellas; passado que seja o
da cima mencionado.
-- Quem precisar de un rapaz portugus de 20 ali-
os que sabe le, escrever e contar para caixeiro de
venda nadarla ou outra qualquer arrumacao dirja-
se a rita Direita n. 23.
Kst.i tratada .i compra da casa terrea n. 9, sita na
ra das Larangeirai, a viuvae herdelros do tinado do-
no da dita casa e ao presente marido da dita vitlva.
Roga-se a quem se julgar com direito por qualquer
motivo que seja a referida casa ou parte della ba-
ja den declarar por esla folha.por estes 3 at 8 dias.afim
de s, evitarera duvldaspara o futuro; e pede-w, que te
dirija a run Nova lujan. 58
Fi-fcisi-si-tic nm ofIcal.le laloei-
e de Diiirn Itinilfiro : no Alerro-
ro
n G5.
du-Bon-Vis'n
-- Precisa-se de unta senhnra, que sai lia perfeitamen-
te n msica c pinto, para ensinnr ein casa de familia ;
trata-se na ra Direita, sobrado, n. 29.
LOTERA n \ MATRIZ DA CIDADF.
DA VICTORIA.
Aeho-se a venda nal lujas de cambio dos Srs. Ma-
nuel Comes e Vienta, no burro do Recife, e no de S.-
Anlonio un loja do Ihesoiireiro, rila do Qiteintado, e na
botica dO Sr, Mor. ira, na ruado Calinga, os bilheles
da I.* parle da 1" lotera concedida a favor das obras
.la Igreja matrla da cidade da Victoria, para cujas rodas
est.i determinado o andamento para o dia 26 do corren-
te mes, Nos meamos lugares recebem-K os bilhetes
premiados da lotera do Livrnnento, em troca dos da
que orase annuneia.
= O abaixo assignado advoga tanto no civel como no
eriinc; para o que est.i competentemente habilitado
COIll novo proviuienlo do Cxin. Sr. presidente da rela-
co: todos os que se qulzerem utlllsar do seu prestlrao
O acharad na casa de sua residencia ira rita de S.-Fran-
CltCO, n. 82, ias,i onde inoroii O advogado Caetauo de
Sonsa Anlunes, e ltimamente o Sr. escrlvflo de pro-
testos, Tito. Antonio Barga da Fomrca.
-- Precisa-se de dous lavradorcs j em casa do doura-
dor, ou lahricante de candieiros de gaz na ra No-
va n. 52.
Quem precisar de uma ama secca, dirija-sc a ra
de S.-Jos u. IX.
Precisa-se de tiin rapaz de 10 a 12 annos para
caixeiro de venda ; na ra Imperial n. 145.
Lni/. Fe mandes Va/, lem
to
sua seohora ,
ii. i, ta viuv.1
na i'ii;i
de AlTonsii
O Snr.
nma carta tic
Crespo loj.
8i Co npinliiii.
Aluga-sc tima casa terrea, no sitio do Cordeiro a
uiargem do i lo Capibarihe eoni eominodos bastantes
para familia, coziuba fra e estribara: a tratar no pa-
teo do Carino u. 17 com Gabriel Antonio.
Coiwpr.is.
Compra-te unta jireta que saiba engoniiiiar e co-
zinlinr ein uinn casa de pouca familia, sem achaqties-
dando-se em pagamento una preta: na luja de livros, da
praca da Independencia, na, 6e 8 se dir quem quer.
Cotnpra-se o vocabulario ou diccionario pot-
ingue/, de Bluteau ; no Aterro-da-Boa-\ ista n 36.
-- (ioniiirn-se 10 pipas com ago'ardetite branca (
i de 20
Nova, no primeiro andar por cima da loja de fules
Colomblez ttC, ao p da matriz.
toinpio-se elleeli\auientc escravos de ambos os
sexos de 12 a 24 anuos ; pago-sc bem, agradando: na
ra larga do Rotarlo, volUndoparaoquar*e, n.24,
primeiro andar,
-- i ompro-sc, na uta da Cruz, n. 66. escravos, para
fra da provincia, que sejio mocos e de bonitas figu-
ras, tora ollicios e prendas, ousein ellas; pago-se bem.
Vendas*
as Vende-se um terreno ou sitio, muito perto des-
ta praca com mais de 100 palmos de frente e 400 de
fundo com porto para embarque e desembarque, com
2 casas una dellas com 2 salas 3 quartos c cozinlta
lora e a outra com 3 salas 7 quartos cotinha fra ,
estribarla para 2 cavallos, um terrado porto de fer-
ro murado na frente e cercado em roda alm de mi-
tins heiufeitorias por mdico preco : na ra Nova, lo-
ja n. 58.
AlIcncfio !
Na ra da Cadeia, loja n. 50, de C.unha & Amorini ,
ainda ha para vender o forinidavel rap prinerza de
Lisboa J bem condecido dos frcguej.es, pelo baratis-
shno preco de 3,0000 rs. cada bote ; dito de Paulo Cor-
deiro do Rio-de-laueiro, a 1/400 rs. o bote._ Os to-
mantes que gosto do bom e barato. venbo a esta
loja que scio bem servidos.-
Por 500^000 ris!
Vende-sc. at 30 do coi rente me/., aarmacao, e o tras
passo da bem conhecida loja da esquina do I.ivrameiito.
n. 1, ptima para qualquer estabelcciinenlo pela sua
mrllior posco : trata-sena ra Direta sobrado n.2.
Vende-se una bomba de pao, que esgota agoa
com o nu i preste/a propria para alguma cacimba, ou
enibarcaco ou para outro qualquer estabelecimento,
em que se queira usar della: a tratar com Jos Pereira,
na sua venda na rita da Senttlia-Nova n. 7.
pn Vende-se Um alambique e serpentina; 2 pipas,
que serv rao de ago'ardentC ; barris ; 2 pesos de duas
arrobas cada um na Solcdade, estrada de Joio-Ferrei-
ra n |9.
-- Vcnde-se um pifio de naco de bonita figura,
sem vicios ueiii achaques vende-se para comprar uma
preta ; e taubem se troca sendo a preta de bonita fi-
gura c que nao leulia vicios : na ra da Concordia ,
passando a pnntczinba a direita, segunda casa terrea.
I oiitinua a estar a venda o bello sitio dos Afogados,
que foi do fallecido Joaquim Ignacio Correia de Itri ttu. e
cuja ptima casa c mais proporedes sao de todos bem
sabidas; quem, pois, o pretender, dirija-se a ra do
Quelmado, loja da casan. 17, que ahi encontrar com
quem deve tratar.
= Vende-se cal virgeui ein meias barricas chegada
prximamente por preeo mais coinmodo, do que em
outra qualquer parte; M ra da. Moeda, armazem n. 15,


A
H:i::^9:.T;s:;g9::g&:2&8::i2:gajH
(25 AGOA DO JAPAO.
jg lista preciosa agoa tem cm si o remedio ef- *
y/P licaz de fazer nascureamaciariirnhullo, tirar V*
jfjj toda a caspa, at i|iie Oque a cabera limpa, N
km aclarar o rosto, amaciar a pelle o evitar es- w
g- pinhascaniaes : o nicthodo, que ensilla O scu
|g uso, acompanha os vidros. Ella tem merec- *
C|5 do todo acceitacilo cm todas as partes da Ku- f}
\M ropa, visto ter sido examinada e approvada QJ
* pelasoeiedadede medicina do Japlo : vende- tjS
>jj se nicamente na praca da Independencia, ns. w*
SJ 13 o 15, loja de Joaqiiim Poreira Alantes, v(
5jS pelo pre^ode lOOOrs.; assim como outrasmui- aj
~l tas perfumaras e calcado. H!
Vende-se cal virgeiu limito superior c nova, tingada
prximamente di- Lisboa : na ra do Apollo, armazem,
li. 34, de Mendei & Terroso.
Vindi -se mil sclliiu rom sni) pertenec rm inui-
to lioni estado ; a fallar com o Sr. Gabriel, na arcada
daalfendega.
MACAES,
Vriulcm-sr camastras com excrllcntrs niaees por
proco rominoilo ; no airo da Concrlcao.
= Vende-se potassa branca de superior qualidade,
rm barril pequeos ; eni casa de Matlirus Ausliii
Com)>anlia. na rua da Alfandoga-Vellia, n. 30.
Vende-te carne do terto, muito gorda e nova, por
ter trazado 10 (lias de viagrm do Araeaty : ua rua da Ca-
dria do Recite, n II.
Farnlia SS>F,
da muito acreditada fabrica de Molino Strazig sendo a
ultima cliegada a este mercado em pequeas c gran-
des porces : a tratar com J. J. Tasso Jnior.
Na rua do Crespo loja nova
n. 12, de alos Joaqun) da
Silva Haya ,
unissima
de gos-
pelo di-
vende-se uin ricosortimenlo de caslicacs de
catqnlnna, com suas competentes lanternas
tos os mala modernos que teem apparecido
minute proco de8/, 10# e I2# rs. rada par.
as Veiidein-se moendas de ferro para engeiihos de as-
lu ai, para vapor, agoa e bestas, de diversos lmannos,
por pirco coniniodo ; e Igualmente taixas de ferio roado
e balido, de todos os tainanlios : na praca do Corno-San-
to, n. II, em casa de Me. Caliiionl & Companliia, ou na
rua de Apollo, ariuazeni, n. 6.
I olnss branca,
da mais superior qualidade em
barricas pequeas, e desembarca-
da no (lia 30 de agosto prxi-
mo passado, venderse por pre-
go conunodo : m casa de L. G.
Ferieira & C.
= O corretor Olivcira trm para vender cobre em fo-
Iha e prrgos de dllo para forros de navios: os prclcii-
diiitis dirijao-sc ao mesmo, ou aos Scuhorcs Mrsquita
^ Huta.
Na loja ila crquina ta ruailoCollegio.n. 5,
dct.nimaracsScniim & C.,
rende-te, aiin de um bonito sorliinento de fazendas ,
por preces bastantes moderados, as seguintes :
Corles de novas casimiras IVanrczas, a .... 4^000
Dita* ditas ini'lliorrs, a......... /OOO
Ditas pelas frauerzas o covado, a ty'ooil
Pannos, pri'tos, a/.ues, verdes e de outras cores
(inicenles, drsde 2/400 rs. o vovado a 12/000
tan tes de calcas de pelle do diabo a 1/440
Chalet de la e seda, grandes, a...... 2/(i0
Leucot de eaubraia, guarnecidoa a bico, a ^040
lindezas para vestidos o covado, a /240
Etcocezeade utaealgodto, com aadret flnglndo
seda o covado, a.......... /320
("ortos de Ia e seda para vestidos a 7/000
ChUa-oaaaaa i o corte a........ 2/240
Cortes lie rolletes de fustao francez, a /0IKI
Lencos finos para grvala a......./400
2 pardos de 10 a 20 anuos de lindas figuras, sendo
um deiles bom carreiro ; 1 preto de 30 annos, canoci-
ro ; mna parda, de 95 anuos urna preta com algumas
habilidades ; una-dita, de 23 annns, com urna cria mu-
latinho d'' 2 annos com habilidades : na rua do Col-
legio n. 3, segundo andar.
ADMIIUVEIS
NAVAI.ll \S DE AC DA CHINA.
Teem a vantagcni de cortar o cabello tem oll'ensa da
pelle dcixando a cara parecrudo estarna sua brilliau-
te mocidade.
Este ac vem exclusivamente d China c snelle tra-
balho dous dos melhores e mais abalisados cuteleiros
ila nunca excedida e rica cidade de Pekim capital do
imperio chim.
Actor Siuw.
N. B. He recomniendado o uso destas navalhas ma-
ravilhosas por todas as sociedades das .ciencias medico -
cirurgicas.tanto da Europa como da America,Asia c fri-
ca, nao so para prevenir as molestias da cutis mas lm-
belo como um meio rosiuetico.
Vcndem-se na rua do Crespo, loja n.8, de Campos
t Mu
Aos Srs. proprietarios de
engenhos.
Vendeni-se taixas de Ierro condo mnendas de cali-
na para agoa, ou animaes rodas dentadas, crivos ,
boceas de foriiallias e mais objectos iieeessarios para
engentio por preco commodo ; na finidieo de ferro ,
de Me Callan & Compaobla na rua do Brum no Re-
cite ns., 8e 10.
Farelo novo,
em saecas grandes vende-te no armazem do llacrlar ,
confronte a escadinha da alfandega c em casa de J.
I. Tasso I u ti i or na rua do Ainorim.
Vendcni-se varios esclavos, entre elles una pre-
ta parida de dons mozos com habilidades ,e tem bom
leile ; todos de bonitas figuras e mocos : na rua Nova ,
n. 21, segundo andar.
Vende-se, por preco nimio com-
modo urna part3 recolhida, que, nlm
de ser capaz e muito Imliil para tomar
ronla de urna casa enfeude de coziiiha,
cose e faz renda : na rua do Crespo,
n. to.
-Vende-se polassa da Rus-
si a pelo milito mdico pie
co de 100 rs. a libra ; cal vir-
ein de Lisboa chegada no
ultimo navio : no armazemda
rua do Trapiche n. 17.
-- Vendem-se bicos e rendas de todas as larguras;
dn-se as amostras deixando penhor i litas de ensile
todas as largura!, por preco commodo: na rua do Cres-
po Iota de iniudeaa, n. 11.
- Vende-se nina venda com pinicos fundos e em
bom local : na rua do l.ivraineiito, II. Mi.
Venderte nina eicrava crloula de 21 anuos, que
engoimna cote chao coalnha< e lava de salino ; mu
lindo mulatinlio de 0 anuos proprio para aprender
ofiieio ; *uin esclavo de naco Angola de 20 anuos, tra-
balhador do servido de campo : na rua das Cru/.es n.
22, segundo andar.
W^Mi^BiiMWM
a i
na
(asa (la F ,
i na f.^licila to liii/aiid, n. (>.
Neste i -i i ln li c.nn niu acho-se a venda as cautelas da
Inleria a favor das obras da matriz da cidade da Victo-
ria, da qual andarO as rodas no lia 20 do correte mea:
os precos das cautelas sao os do costil me.
Vendc-se um relogiode prata ; um dito de ouro,
com muito pouco uso. c bous reguladores, e horizoiiiacs;
urna torrente de ouro para os incsinns ; tildo por mdico
l'iiin: na rua do Vigario, armazem n.8
= V'eiidriu-sc 2 pelos mocos, tendo um 20 annos ,
de bonitas figuras de todo o servico mesmo para o de
campo, ou armazem de estucar; duas pelas, de 20
anuos, propriasde todo o servico ; una parda ; um par-
do bom para pageui, e para outro qualquer tervieo; 2
bonitos niolcqucs de 12 annos, : na rua larga do Ro-
zarlo, indo para a dos Quarteis, n. 24, priiuciro
andar.
Yollarele.
Na esquina da rua do Collrgio loja n. 5 de Guima-
res .Vralini & Companhia, vendem-sc cartas francezas,
linas,' entre-finas e ordinarias ; ditas portuguesas ; to-
das por preco mais barato do que em outra qualquer
parte.
!\a loja nova da rua do Cres-
po, n. 16, esquina, que vi-
ra para a rua das Cruzes, de
JoscManorllontciroBraga
vendem-sc corles de caita, muito finas com listras
de seda, de mu ricos gostos, com I3covadose tres guar-
as a 6/000 rs.; cainbraias brancas com listras de cores,
de gostot asmis modernos ; ditas brancas, com listras
alunas, com 8 varas ; pecas de rambraia adamascadas ,
para cortinado; casimiras elsticas enfesladas, de lis-
tras e lisas ; panno preto e decores, muito fino; alpaca
aiul e preta ; chales de teda, muito ricos; ditos de lita e
seda ; ditos a nova Alhenas cinteiros para as mofas de
bom gosto para fazcreui a cintura delicada ; suspen-
sorios de seda e oulias multas fizendat. que ser o pa-
tente! aos compradores; tudo de muito bom gosto c
moderno em raso dos poucos diat, que a loja tem.
a= Vendem-se duas pretas de nac.ao, que engoinmao,
c coiiuliao ; mu carro novo, de 4 rodas ; um espelho
grande para vestir srnhora de Jacaranda ; urna com-
nioda de dito viuda do Porto ; 2 bancas de dito de
nielo de sala um relogio de ouro, sabonete ; um acu-
lo grande de ver ao tange ; urna bandeja de casquinha
prairada com 18 casaes de pires e chicaras, 0 pralos ,
ludo de pnrecllana ; um habito de Chrislo pequeno :
na ruada Cadeia de S-Antonio, n. 10.
Vendem-sc 6 lindos moleques de 12 a 18 anuos ;
sendo um deiles cozinheiro ; 2 ditos de 7 a 10 annot;
na do Crespo loja n. tt,
de Campos & Maya ,
continuoste a vender ricot oortet de cambraia aberta
delislias ile cines a rainlia \ ii loria a 0/OO rs. ; di-
IOIde ditas de listras de cores, a .'i/OOO re. ; lindas inan-
ia-de lalagarca, COIII lUtrat de seda, a 4/.r>00 rs. ; man-
tas deseila, dos mais delicados gostos a l.'>/rs. ; '.in-
dos cuites de lalagarca, para vestidos a4/000 rs. com
14 covadot; ro les de cambraia de listras de cores, a
3/200 rs. ; coi tes de rassa-rhitas a 2/240 c 2/500 rs. ;
alpaca preta a S00 rs. o covado ; c outras militas Ca-
lenda! por commodo preco,
o BOM V1NII0 no porto/
Ha na rua do Trapiche n 40, tanto em cascos com en-
garralado ; lamb ni ha outios vinbos de ptima qua-
lidade.
Vendem-se cortes de cassa pintada de cores fixas,
az/0t0rs. ditos de cainbraetada quadroa eteocetet,
a 2*400 rs. ; ditos de cambraia de cores av.elludadas a
3/000 rs. ; ditos de Iludiente que finge seda a 3/500
i s. ; cassa-cl'ilas oniu 4 palmos de largura a 100 rs. o
covado ; riscadinho francez a 220 rs. o covado ; poyal
di gangaatul com 14 covadot a 1/ rs. ; alpaca pre-
ta de superior qualldade a 800 rt. o covado; meias
casimiras de ipiadros a 480 e 1/200 rs. o covado ; e ou-
tras umitas l'a/emlas de linho e seda por barato pceo;
na rua do Crespo loja n. 10, de Jos Joaquim de 'rci-
tas Ciiiiniaraes.
2.?00 ris.
Vende-se ajiperior rap de Lisboa alianfando-sc ao
comprador a boa qualldade ; na rua da Cadeia do Ue-
cife loja deJoao da Cimba Magalhaet.
-- Vende-se una parda de bonita figura de 17 anuos,
boa engoinmadeira lozinhabein o diario de una casa,
cese emende de fazer lav.irinio nao tem vicio dequa-
lidadcalguma, o que te afiance ; bem como se vende
junto com um lilhu tambem pardiuho, de auno e meio,
muito bonitinho : na rua do Crespo, n. 12.
Vendem-sc 4 esclavas sendo urna dellas engom-
madeira, rozinheira.e que cose algiima cousa, outra,que
coziuha o diario de una casa, c as outras, que lavao de
sabao e varrella, e terveui para o tervieo de campo; na
rua da Concordia passaudo a poutcziulia a direita
segunda casa terrea.
O bazar da rua do Crespo, lo
ja n. 5, ao p do arco de
S.-Antonio ,
modernamente sonido para a fesla. Kste importante os-
labeleciment de varias e bellas fatendas.de gostos in-
teiramenle novos ollerece a eoosideraeau dos concur-
entes de entre as mais notavris as seguintes :
Alpaca para jaquetas e sobre-casaras, a me-
ntor, o covado a..........
(.bal) de Lia e seda riquissiinos vestidos, o co-
vado, a ..........
Casimiras bremeiises, o covado a......
lirios de puro linho, ricos, estampados, a vara a .
Riscados parisienses riquissiinos, para vestidos,
o covado, a ............
Ditos francezes para jaquetas e sobre-casacas,
a fresca, o covado, a....., /280
Chalet delacnbcrtosdescdarui ricos lavrores, a 0/500
Lencos igualmente cobertos a seda com franja, a 1/440
Mantas a la-moda, de seda, listra Jas a stima Ifi/DOU
Chales de garfa teeidos aseda, a......3*520
I.imleiart' loufainhas, o covado, a .... /240
i .a-..i-eh ila -. padres novos, o covado, a /320
os mais superiores, o covado, a 4/500 c 5/000
Vende-se um cavallo pequeo muito man-
so com bons andares e proprio para .scnlio-
ra;-na rua de Domingos-Pires, n. 12.
Vendem-sc duas ricas redes do mais moderna
gosto que teem apparecido ; na rua do i.im imadu ,
n. 57;
JL
Continuiio-se a vender chapeos linos de ca,
tor; panno de algodao para sancos : na ru
da Alfandega-Velha, n. 5, cata de Joao Stc\var
Vende-sc urna grande casa no Monteiro, ainargein
do Capibaribe com duas salas na frente 5 quartos
tala e ante-sala atrs coiinha, quarto para eseravos
quintal murado c outro aberto at o rio pelo preco'
me se ollerccer ; na rua Direita, 0. 67.
" = Vcnde-sc cal virgein.em caixas e barricas che-
gada ltimamente de Lisboa ; no escriptorio de Fran-
cisco Severianno Rabrllob Filho no largo da Atsen,.
bla Provincial.
Vende-te um miilalinho, proprio para criado ,<|,.
12 a 14 annos ; na rua da Gloria, n. 50.
~ Vende-se para fra da provincia ou para engr-
udo urna eserava de nacao de elegante figura de 22
annos que engomma cose, borda fas lavarlnto r
cozinha bem; una ditacozinheira de 24 annos; nm,
dita, por 350/rs. para todo o servico ; uina dita, por
220/000 rt., para engenho ; um bonito nioleque., de l(i
annot mostr refinador ; dout escravot, inui robus-
tos por 700/000rs. : ama de Agoas-Verdet, n. 46.
= Vende-ae um sobrado de 2 andares e mirante
mui bem construido, com exeellentes coiniiiodos para
nina das mais numerosas familias mui arejado |ca-
sinli.is com bons cominodos titas no bairro de S.-An-
tonio : na rua de Agoas-Vardes, n. 46.
Vendem-se lencos de seda da India, a 1/440 rt. ;
riscadinhos francezes, de bonitos padret, pa-
ra vestidos de sen lima de corct nat, a 240 rs.
o covado ; corles de casia-chitas de ricot pa-
dres e de cores muito fixas com 7 varas, a 3/
rs. o corte ; chitas largas francezas padres
muito modernos c de tintas muito finas, a 320 r-.
o covado; cortes de meias casimiras, de superio-
res padres e de uina duracao superior a casi-
mira a 2/400 rt. o corte ; ricos chales de laa e
seda muito modernos a 3/, 3/500 e 4/J00
8 rs. ; cassas finas, o mais rico possivel de cores
SS fixas c de ricos padres a 5/200 rs. o corle ;
S panno preto e de todas as cores c qualidades ;
'< liretanha cesguiao depuro linho;chlese man- 0
",<^ tas de seda e crep ; ossim como um completo ?t
9i sortiinento de fazendas linas-; ludo por preco 58*
23 tan em conta que he Impossivel a vista da fa- g|
S 'enda o comprador deixar de comprar : na rua gj
59 do Quelinado nos quatro-cantos casa ama- g
oj relia loja n. 20. g|
Vende-ae una marqueta com assento de palhinha ;
um jngo de espelhos grandes ; una cama grande; um
bcrco: ludo em bom uso, por preco commodo : na rua
das Laraugeiras, n. 2.
Vende-so una preta de nacao de 33 annos que
lava c emende softrlvelmento de corintia por proco
commodo ; ua rua da Cadeia-Velha n. 29.
Vende-sc una venda em muito bom local, e bem
afreguezada para a torra com commodo! para familia,
quinta c cacimba; vende-se com os fundos a vontade dos
compradores com melado a vista c o mais conforme o
trato : a tratar com Antonio Pereira dot Santos na rua
da Aurora n. 48.
=Vende-se um eteravo crieulo de 40 annos que
entende do servico de padaria alguina cousa c he
muito tervical e fiel ; na rua larga do Roz.ario padaria
n 48.
Vende-se nina casa e venda, no becco da Lingocla,
n. 12 ; a tratar na mesma casa.
es Vendem-se espadas plateadas para olnciaes su-
periores c subalternos ; na rua Nova, loja de ferragens ,
n. 16.
: Vendem-se aceites da extlncta companhia de Per-
naiubucn o Parahiha para fazer pagamentos a mea-
nte ; na rua da Cruz. n. 9 casa de Olivcira Irmoi Si
Companhia.
Vende-se tal do Aat, de superior qualldade, em
porfi de com alqueires para cima, a 1/200 rs. ; a bordo
do hiato Andorinha fundoado defronle da Lingola ,
ou a tallar com Jos Antonio de Magalhaes Basto.
Vendem-se charutos regala boa fazenda em
caUinhna de 100, 200 e 250, a 1/920, 2*400 e 3/000 rs., c
o cont mais em conta, conforme a porcao; fumo em Ce-
iba de priineira e segunda sorle a roialho.por preco
commodo ; charutos fabricados na tena boa fazenda ,
a 7/500 rs. o inilheiro seni caba e em caixas a 8/
rs.': d-se por este proco por o dono ter grande por-
cao : na rua larga do Roza rio n. 32.
Vende se uina llama de 4 chaves quasi nova ; na
rua da Praia armaiem n.5.
ao Vende-se urna prela de muito boa figura, coinA Offerece-se a gralificaco
una lillia de6 anuos, propria para o campo; na rua captur
Nova, ii.05.
No Korle-do-Matto, eslaleiro do Manocl do Soma
Couto ha um bonito c bem construido boto pintado,
croque e os competente! remos, ele ; ajusta-te com
Caudillo Agostinho de Barros na praoinlia do Corpo-
Santo II, (iti,
Anda est para te vender una pequea porcao de
peixe seero muito barato; no armazem do bacelar, de-
fronte da escadinha da alfandega.
Ainda se continuo a vender por prec.0 conuno-
do sapatoes e sapatos para liomom ditos de couro e
inarroquini para sonhora ; tainbcm algunia faienda,
niadeira e alguns livros : na rua Nova loja n. 58.
Vende-se uina prensa de imprimir sellos, boa para
una adiuinislracao, ou casa de negocio, por trr a com
uiodidadr tic poder iiiiular os sellos; una porcao de
azogue ; Ulna porfio do assido murialico para os la-
toen os : na travesa da Concordia ,n. 13, atrs da lor-
ia do Carino.
= Yoiidoiu-se 100 mrios de sola de superior quall-
dade: a tratar cora Joaquim Lopes do Aimeida cai-
xeiro do Sr. Joao Mallious ou com Antonio de Aimei-
da Gomes na rua de Apollo, n. 2 A
Eseravos Fgidos
lirmela
1/000
8/000
/600
1/120
i| orinos
a nova .
vende-so na rua da Cruz venda de Miguel Joaquim da
Costa & Companhia, n.00.
=Vendrin-se passas muidas, para fazer podios ; cere-
jas amelxat teccat; feljdei; ervllbat; lentlba ; charn-
panha ; vinho do Porto ; Scherry; Madeira ; vinho do
llheiio ; San te roes ; Clarotte, em quarlolas o caixas di-
to engarrafado a 400 rs. muito bom; superior cognac;
rhiim do Jamaica ; arrae ; genebiade llollamla ; vinho
de Malaga volho, em meias garrafas ; fiascos de todas
as qualidades do fructas da Kuropa ; repolhos conser-
vados ; barris pequeos de caviar, de uina libra ; moa-i
tarda francesa e Ingiera ; Scherry cordial; latas de sal-
mao ; sai dinlias; ervilhas e mais outras conservas de
peixe o carne ; conservas de pepinos o ceboilinhos; cer-
voja preta (branca, da celebre marca Barclay: azeite
doce superior ; cha ; charutos regala, l'.stes gneros
siio todos da inolhor qualldade e se achao amostras
para os sonliorcs compradores, no armazem de Fernan-
do de I.ueca na rua do Trapiche n. 34.
Potassa da lUissia,
verdadeira em lia iris peque-
os e desembarcada no da
U de sclembro pioximo pas-
sado : na rua da Cruz, n 10 ,
em casa de Kalkmann& Ko-
senmund
= Vende-te superior vinho de Bordeaux ,
tolas ; assiin coma ago'ardcnte de Franca i
em barris ; na rua da Cruz u. 20, casa de
imios.
= Vende-se um ptimo carro de duas rodas, por pre-
CO muito commodo ; na rua do Aragao, n. 12.
= Vende-se graxa superior, para vaporea, ongenhos;
fabricantes de velas e para dar em encerados, a 200
o 240 rs. a libra, e sendo cm porcao dar-sc-ha por me-
nos ; a fallar ua rua da Praia, aruiazcm, n. 18.
Veiitlem-.se vitiros jiara espelhos ,
de vario* (amanhog; ditos para vitlracas:
na i ua da (Jrtiz, n iu
Vende'-SC estopa e saceos
la feilos, desupeiioi tjualidade \
ta Cruz, n. io.
NO ATERRO-DA-BOA-VISTA SOBRADO N. 1,
DE MODAS FHANCFZAS, DK M. MILLOCIIAU,
acha-te um lindo, cscolhido o novo sortiinento de cha-
peos de senhora de teda crep, bico palha de arroz,
palha bordada enfoitadot com llores e plumas finas ;
bicos de blonde brancoe preto ; bicos de linho ; litas
linas de todas as cualidades c larguras ; luvas d pelli-
ca e de seda ; e outras mais fazendas da moda franceza,
todo por meco commodo.
~ Vende-se por prteisao urna negrinha de nacao,
muito lida de 16 anuos; na rua de lionas, n. 84.
em quar-
cognac ) ,
Avrial Ir-
de di
na rua
PITT0RESC0S.
Lotera do Iio-de-Janeiro.
Meios bilheles da stima lotera beneficio do hospi-
tal da Santa Casa da Misericordia vendem-se na ru i
da Cadoia do Ilecife loja de cambio u. 38 de Slanoi l
Comes da t unha Silva.
= Vendem-se 3 prctos, tendo um deiles bom oanocirn
ile barraca o que governa, de20 a 22 annos ; 5 uegri-
nhas de 12a 10annos ; uina preta de bonita figura,
3ue cozinha o diario de uina casa e he perfelta lava-
eir tanto de sabao como de varrella ; 2 moleqiies de
lindas figuras proprios para todo o servido de 10 a II
annos : na rua eslreita do Rozario, n. 19, segundu
andar.
- Vende se farinha de tri-
go da marca SSSF de rami-
nho : no caes da Alfandega,
armazem do Bacelar, a tratar
com ifaiioct da Suva Santos.
= \ ( ndciii-sc charutos regaba em caixas e arela-
Iho, os mais superiores que teem apparecido ueste
mercado chogados ultiuiainente da Bahia por menos
I i ci. o do que em outra qualquer parte ; ditos feitos no
paiz de superior qualidade ; fumo em rama de pri-
ineira e segunda qualldade tanto em porjio como a
relalho por prefo matto^oinniodo : na fabrica noia
da rua Direita dclrjfiitc dayavessa daPenba.
de 100>000 rs. a quom
ar ou deseobrir o escravo pardo escuro de
no'me Benedicto cheio do corpa pouca barba ; re-
presenta 30 annos, pouco mais ou menos ; he muito es-
perto e bastante capadocio ; c julga-se que por onde
se adiar se Inculcar por livre e mesmo lera mudado
o mime ; era mariiiheiro e entende de pescador ; lu-
gio de bordo do briguc Caitro-Primro, no dia 13 de
sotombro. Este escravo pertrnce ao Sr. Antonio Dial
de Souza Castro do Rio-de-Jaueiro. Qiicm o captu-
rar, reconnecendo-sosero proprio, receberagratifica-
cSo cima na rua da Cadeia n. 45 em cata de Aino-
i no h oaos Pede-se igualmenlc a todas as autorida-
des policiaes todo o escrpulo no exanie de qualquer
escravo capturado certa de que se Ihe ficar por tudo
suinmamente agradecido.
= Fugio jio dia 7 do oorrentc o cabra Caelano, es-
cravo da viuva de Gcncalo Jos da Costa e S;i ; lienin-
ceneiro ; deseonfia-se que estoja oceulto traballiandu
oni algunia tonda ; tem os sigaaes seguintes : magro ,
alguma COIiaa corcovado de 20 anuos, rosto compri-
do altura regular cabellos e olhos pelos nariz e
bocea regulares ; he bastante vivo contador de histo-
rias : qnein o pegar, leve a rua da Madre-de-Deos a
casa da dita viuva ou na rua do Trapiche n. 34, que
ser generosamente recompensado.
= Desappareceo no dia 4 do crreme, um pardo
escuro de neme Cimillo, de 10 annos ,_ cheio do corpo;
levou Calcat aiues o camisa de madapoln ; andava com
una crlenlo no p por motivo de ser mullo vadlo ;
eslava aprendendo o officio de marceneiro. Roga-tea
3ualr|tier pessoa, que o pegar de levar ao Aterro-da-
na-Vista loja d cabellereiro, n. 11, que ser gene-
rosamente recompensada.
Fugio no dia 21 do correnle pelat 10 horas da
noite nm pardo, de nonio Fideles, jvelho; repl-
tenla ler 50 a 60 annot baixo, gros90 do corpo pernat,
bneos e nios curiase grossas cabeca grande, cara
descarnada, qucixo de rabeca olhos pequeos, fun-
dos e verme lhos beicos linos nariz chalo, com falla
de alguns denles bastante largo dos peilos quebrado
das verilhas falla baixa e mansa ; he sertanojo do Ico ;
andar descamado cabello carapinhado e tortido como
do negro barbado ; ievon camisa nova de ciscado azul,
de algodao trancado com listras brancas chapeo de
pello. Este pardo ja fez um fgida com outro escra-
vo e foi pegado a diante de Iguaraatai 7 legoas ; he de
suppor que tenha seguido o mesmo destino. Roga-se
as autoridades policiaes e capiles de campo que a
apprehendao e leveni a rua da Cadeia do S-Antonio ,
n. 19, que toro recompensados. Adverle-ae, que rile
levou mais um sin a u de couro aoudc conduz roiipa.
DECir RACAO
O roubo de millioes cnnolirccc osladrOes.
' 1
MI UN.; NA T, DE M. F. I>K IA11A1
*'l<;,


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