Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09445


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Full Text
Auno de 1846.
O 0///MO pul>lic-e toHoJ ot di que nao
forem He guarda: o preco da aufenslur lu de
JnOO rs. por quartcl, pigor adianladns. Ui
niiuncios dos assignanles sao inseridos n razo
,lc 20 res por linfia, 40 ris en typo difieren-
te, e es repelicoe pela metadc. Os que nao fo-
rera assi(?nanle p.go 0 ris por linba, e 160
em typo difliiente.
PH ASES DA LA NO ME7, DE OTOBIU).
\h cheia ituT hora e 46 minuto da larde.
Mineoanlea la 1 hora a 47 min. da man.
La ora a 2" a i hora e 24 min. da mann.
Crescente a 27 aos49 minutos da tarde.
(PARTIDA DOS CORREIOS.
Goiann'a e Paraliylia Segundas e Sextas feiras,
llio ('.randa do Norte, cl>ea as Quinas feiraj
ao meio dia e parte uas mestnas horas as
Quintas feiras.
Caho, Serinhaam, Rio Formlo, Porto Calvo e
Maceyd. no I.', II e 21 de cada mez. '
Garanhuns e Kouito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a t J e 2K.
Victoria as Quintas feiras .
Olinda todos os dial.
PREAMAR DE HUJF..
Prmeira a 6 h. fl minutos da tarde.^
Secunda a 6 h. 30 minutos da manha.
de Outubro.
Anno XXII
DAS DA SEMANA.
19 Sg. S. Pedro de Alcntara. Aud. di J.dos
orph.edoJ.doC. da 2. v., do J. SI. da 2 t.
20 Terca. ,S. Joo Caccio. AUd. do J. do civ.
da i. v. e do J. de paz do 2. dist de t.
24 Quarta. S Maleo. Aud. do J. do civ. da 2.
v e do J. de paz do 2 dist. de t..
22 Quinta. S Maria Salom. Aud. do J. de or-
phos, do I municipal da l.vara.
23 Sexta. S Jo.'o Hom. Aud, do J. do civ. da
I. t. edo J. de paz do I. dist. de t.
24 Sabbado. S Raphael. Aud. do J. do cir.
da I. v., e do J de paz do l. dist. e J. de 1"
2i Domingo. Ss. Crispim e Crispiniauo.
CAMBIOS NO DIA 20 DE OUT8RO.
Cambio lobre Landre 27 V, d. p. | 0 <".
> 1-P
Pars 315 rn por fn
Lisboa 100 /, de premio
Desc. de letra de boas firmas '/vP- '/o
OuroOnrss liv5|'an!iolas lO'OOO a
> MoedasdeOJtOO vel. |6j200 a
a de (litno nov. iflfOOO a
. | de 440110... 9/100 a
Prata Palacoe......... I J9t0 a
i Pesos columnares 11990 a
Ditos Mexicano. '1920 a
Miuda......... I|nc0 a
Accoeda Comp. do llelieribe de S0J000
no mez.
311200
l|40O
IdjlOO
920O
2/OO
200O
l|40
IJ80I)
ao par.
DIARIO DE PER1VAMBUCO

'\Vla.'n-
-"-~
PARTE flFFICIkl
I
MINISTERIO DOS NEGOCIOS ESTRANGEIROS.
R'O-DB-JANKIRO, 1*DBABBILDK 1846.
O abaixo assignado, encarregado de negocios de S. M.
0 rei dos Francezes no Hra(|l, tem a honra de transmit-
tiraS. Ec. o Sr. Antonio Paulino Lirapo de Abreu,
ministro e iccretarlo do estado dos negocios estrangei-
ros de S. M. o Imperador de Brasil, una carta rogato-
ria dirigida pelo Sr. presidente do tribunal civil de prl-
mclra instancia do Sena s autoridades judiciarias da
Habla, relativamente a urna sentenca arbitral entre os
Sis. Bitterlin aln e Gcrard.
Estes dous Francezes fonnriio urna sociedade com-
mercial ein Franja c continha un dos artigos do seu
contrato que em cato de conleslaco entrt a> tociot, seria
e'ln decidida em Part por um tribunal arbitral.
S. Exc. o ministro dos negocios csirangcirMen Paria
ordena ao abaixo assignado, que solicite a eacucao da
.entruja. A reciprocidade ollcrecid para todo o
casos seinelhantes cin Fran9a, a execucao no territo-
rio francs de todo os julgauentos proferidos pelos tri-
iHin.-u's brasileiros, ein cumprlmento de caitas roga-
torias anloga, resulta do teor uiesnio da teBJenea.
O abaixo a signado aproveita-se desla occasiao para re-
novar a S. Exc. oSr. ministro dos negocios estrangelros
a seguranca de sua alta coniideraco.
Cavallciro L. de St. (ieorgei.
.' Skccon.1 9. Rio.de-Janeiro.= Ministerio dos ne-
gocios estrangeiros, 12 dejunho de 1846.
O abaixo assignado, do concelho de S.'M. o Impera-
dor, ministro e secretarlo de eslado dos negocios estran-
geiros, tem a honra de aocusar o reccblmento da nota,
que Ihc dirigi cin/lala de H de abril prximo'passado
11 Sr. cavallciro de St, Gcdrges, cncarregado de nego-
cios de S. M. o-fei dos Fra11ce7.cs.
Neita nota lolicita'oSr. de St. Georges, de ordem dt
seu governo, que seja cumplida c exceutada pelas au-
toridades judiciarias da provincia da llahia urna senten-
cia arbitral, pronunciada ein Pars entre 09 Francezes
Bitterlin ain cGerard, para o que aprsenla urna carta
precatoria dirigida s mesillas autoridades pelo presi-
dente do tribunal, civil de primeira instancia do Sena,
alim de que se tiansrira para a caixa'de depsitos c con-
sgnajes de Par, por intermedio do cnsul de Franja,
qu naquella provincia representa legalinente os inle-
1 esse coiiiiuerciaes dos Francezes, a somma de dezase-
le mil francos, e o mais, que pertence anliga firma
social de A. Gerard & C. em deposito na caixa econ-
mica da dita provincia.
Funda o Sr. de St. Gcorges este pedido na reciproci-
dade, que se ollerece em Hranja para aexecucao pelo
n 1 liimaes francezes, de iguaes sentcncas proferidas pelas
autoridades judiciarias brasleiras.
O governo imperial, cnlendendo, que a auturidade,
que proferio a gentenja no caso referido, acaba, seguu-
il;i os priiieipios geraes de direto, nos limites do terri-
torio, a que ella pertence, recunliece tamben), que estes
principio piidem ser modificados por tratados, usos,
011 por via de reciprocidade na uaco, que faz les rc-
qultieoef.
Sem duvida, nenliuiii tratado ha entre a Franca e o
Hrasil, em vil lude dnqnal tenhiio execucao ueste as sen
tencas dos tribuuacs daquclle estado ; he igualmente
incontestavel, que a Franja nao admitte reciprocidade
ein tal materia, e a jurisprudencia de seus tribunaes,
liiiii como a sua propria legislaco, nao tolerao o uso,
3ue atiesta o Sr. de St. Georges, e que parece inferir-sc
a carta precatoria.
O abaixo assignado, para assim o asseverar, tem em
attenjao o me se dispe no artigo 121 da ordenanca de
Franja de 1629, e a opiulao de scus mai distincloa ju-
risconsultos, de que nao se acha ella revogada, cjulga,
que a reciprocidade oft'crccida na precatoria he urna iles-
sas clausulas, de que se usa em taes inslrumeiilos, sem
que 1 munido dillas resulte urna nlu igajao constante c
pi imnente de platicar o sen contedoeiii todo e qual-
quer caso.
.Nao obstante o que lca expendido, e por direito no
tenha nenhuuia najSo de executar nina sentenca pulo
nuiciadaem pai'z estrangeiro ; eomtudo, ha ve nao con-
veniencia reciproca para o Brasil e a F'ranr.a na modili-
cacao deste principio, o governo imperial estar por
esta inodificaj.io, una vez que o governo de S. M. o
reidos Francezes declare, que ein'casos srmelhautes e
MEMORIAS DE LM MEDICO. (*)
pon aicjranDrc JDuma.
I'IUKIIIA PARTE.
oa saiSaQo
CAPITULO XII.
CRIADA X AMA.
O estado, fin que Nicolina entrara para o seu quarto,
nao era o da tranquillidtule, que alleclava. De toda essa
depravajo, d.-iji rtarprovas, de loda essa fir-
meza, que julgara ostentar, a rapariga s possuia real-
mente urna dose de jactancia sullicicntc para a tornar
perigosa, c.i/e-l.i parecer corrompida. Tinha Nicotina
a imaginajao natui.iliiienle desregrada, o espirito cor-
rompido por pessimas leituras. Acombinajo dessa ima-
ginajao e desse espirito exallava-lhe o> ardeiites (eotttj
dos; mas nao era una alma secca; e se o seu amor pro-
prio, que ludo poda sobre ella, consegua algumas ve-
zes suspender-llic as lagrimas nos olbos, essa lagrimas,
epellidas viiileiilainenle, rcvcrtio-lhe ao curajao, cor-
rosivas como guitas de chumbo derretido.
L'ma s demoiKtrajao fura uella segnificativa e real.
anlogos sero executadas as sentenca proferidas pelas
autoridades e tribunaes brasileiros, ncando por eta de-
claraco estabelecida esanecionada pelos dous governo
a maneira pela qual se dlrigiimi siles para o futuro eiu
s.ini Ihaiiteassuinplo.
Oabaixo assignado aguarda a este respeito urna res-
posta positiva c categrica da Sr. de St. Georges, para
dii-se andamento requisijiio. de que trata a sua refe-
rida nota de U de abril ; c aproveita-se desta occ.isio
para reiterar-lhc as expresses de sua estima e obse-
quio.
Paria de Cayr.
Rio-de-Janeiro, a ISdejurthodc 1846.
'O abaixo assignado,' encarregado de negocios de S. M.
o rei dos Francezes no Brasil, recebeo a nota, que S.
Exc. o Sr. bario de Cavni, ministro e secretarlo de es-
tada dos negocios estrangeiro de S. M. o Imperador do
Brasil, llic fe a honra de Ihc dirigir aos 12 deste mez,
relativamente ao negocio dos Srs. Bllterlin aint1 e Ge-
rard, na Baha.
Quando o abaixo assignado leve a honra de transmit-
ir S. Exc. o Sr. ministro dos negocios estrangeiros a
carta rogatoria dirigida s autoridades judiciarias brasi-
leiras sobre aquelle negocio, solicitou a execucao da
iiiesma carta cun a condijao de haver reciprocidade da
parte das autoridades franec/.as ein casos anlogos.
O abaixo assignado julga ser o interprete fiel dos pen-
samentns do governo do rei, assegurando a S. Exc. o
Sr. ministro dos negocio estrangeiros, que a recipro-
cidade he considerada pelo governo frailee?, como ,1 base
geral de todas as suas relaje com o goveruo impe-
rial : e elle est especialmente autorisado para se expri-
mir desta sorte no caso, de que actualmente c trata :
todos os despachos recebidos pela legajo sobre nego-
cio seinelli.mies o aulorisao a isto. Assim, ltimamen-
te S. Exc. oSr. Guizot, tendo-lhe dadoordem para so-
licitar a exlradicjao de 11111 baiica-roteiro fraudulento
refugiado no Brasil, accrescentava : Pens, que Ihc
11 si ni fcil obler isto, prometiendo, ein nonic do go-
verno do rei, reciprocidad; ein casos anlogos, a
O Sr. presidente do tribunal civil de primeira instan-
cia do Sena, oll'erecendo reciprocidade, fez inais do que
empregar urna simples formula ; elle deve ser conside-
rado aqui como orgo do governo do re.
O abaixo assignado se compraz em persuadir-se, que,
vista de urna declaracao tfio formal da sua parte, dc-
ilarajao, de que elle vai transmlttir copia ao governo,
S. Ex, o liaran de Gavr, ministro dos negocios estran-
geiros, acceder ao pedido, qne elle tem a honra de
Ihe l'azer, e que ora renova, lomando a liberdadede anda
Ih'o recoinmendar.
O abaixo assignado aprovelta-c desta occasiao para
ofl'erccrr a S. Exc. o Sr. barao de Cayr as seguranzas
de sua alta considerajao.
Cavalleiro de Si. Ccorgei.
1." SkccIon. 21.Rio-de-JaneiroMinisterio dos ne-
gocios estrangeiros, em23 dejunho de 1846.
Oabaixo assignado, do concelho deS. M o Impera-
dor, ministro e secretario de estado dos negocios estran-
geiros, tem a honra de participar ao Sr. cavalleiro de
St. Georges, encarregado de negocios de S M. o re doi
Franceses, que tiesta data fo remllala ao ministerio
da justija a carta rogatoria, que s autoridades Judicia-
rias da llahia dirige 0 presidente do tribunal civil de
primeira instancia do Sena, para que se d o convenien-
te, andamento sentenca arbitral proferida entre os
Francezes Bitterlin jJn eGerard, e acredita, que pelo
prximo vapor, que vai partir para os portos do norte
se expedirn pelo mesnio ministerio as neccssaiias ins-
(1 uijes ao presidente daquella provincia.
O governo imperial satisfaz assim ao que foi solicitado
pela legajao de S. M. o rei dos Francezes, por nola de
14 de abril deste anno, na persuasao de que, como de-
clara o Sr. St Georges, CID a que ltimamente Ihc diri-
gi riu data de 18 do crreme mez, em casos semelhan-
tes e anlogos serio executadas em Franca as sentenjas
proferidas pela autoridades e tribunaes brasileiros.
O governo imperial, apreciando devidamenlc esta de-
clarajSo, nao julga entretanto, que ella baste s por si
pai a poder no futuro produzir todos os s_eus elVetosem
casos scnielhantes e anlogos, se nao fr estabelecida e
sar.CCrOnid pelos dous governos como regara lixa c in-
vaHavcl, e nos termos os inais positivos c l'onuaes, exi-
gidos em taes ajustes, a maneira, pela qual se dirigira
as autoridades c tribunaes de um dos dous paizes na
execucao, que houvcreni de dar s sentenjas proferidas
no outro estado; e, aguardando o abaixo assignado a
este respeito as orden, que tiverem de scrtrausinitti-
dasanSr. de St. Georges, aprovelta-se da occaslffo para
1 eitei ar-lhe as expresses de sua estima e obsequio.
Haro de Cayr
1." Secco. Rio-de-Janeiro.--Ministerio dos nego-
cios estrangeiros, cin23dr jiinhn de 18411.
lllm. e Exui. Sr. Patio smaos de V. Exc. a carta
rogatoria, que me transmitlio o encarregado de nego-
cio de.S. M. o rei dos Francetes, solicitando, emeon-
sequeneia de rccoiiimendajao receblda de seu governo,
que se de cumpriiiienlo r exeeiijo pelas autoridades
da provincia da Rahla sentenca arbritral, prolerida
pelo tribunal civil de primeira instancia do Sena, entre
os Francezes fiittern aln e Gerard, aflu de que V. Exe.
e digne de expedir as orden precisas ao presidente
da dita provincia, reinettendo-lhe a mencionada carta
rogatoria, para que tenha all o soleilado andamento.
t.om este aviso receber tanibem V. Exc. os papis
inclusos, que se servir devolver-me opportunanicntc,
com os quaes informo a V. Exe., que o governo Impe-
rial, posto que por direito nao tenha nenhuma najao
de executar sentenca pronunciada por um tribunal es-
trangeiro, cujajiirisdiejo acaba nos limites do territo-
rio, k que pertence, convelo eomtudo, que se fi/.esse
inodificajao desse principio com o governo de S. M. o
rei dos Francezes, nina vez que por urna nota reveis.il
declare o mesnio governo, que ein casos seinelhantes e
anlogos serio exeeuladas as entenjas proferidas pelas
autoridades e tribunaes brasileiros.
Pela nota de 18 de junho crreme, vera V. Exe. os
termos, em que promelte a legacio franceza a recipro-
cidade ueste caso.
Dos guarde a V. Exe -- Paran de Cayr. Sr. Jos
Jnaqn m Fernandes Torri'S.
(Jornal do Commercio'
m*
y
inoiKtraju
(?) Vide Dmio n." 228.
Era o sorriso cheio de desprezo, com que acolhera os
primeiros insultos de Gilberto: ee sorriso punha-lhe a
descoberto todas as feridasdo coracao! Era Nicoliua por
certo urna rapariga sem virlude, em principios, mas
havia posto certo preco ua derrota e quando sedeo,
como sedera toda iuleira, suppoz fazer um presente.
A indillercnca e faluidade de Gilberto a avltavao scus
propriosolh'os. Acabava de ser speramente castigada
pelo seu erro, e sentir cruelmente a dor dessa pontean ;
mas tomou bros sob o latego, e a ai inesina jurou volver
a Gilberto, se nao todo o mal, ao menos parte do mal,
que I lie elle havia feito.
Moja, vigorosa, cheia deseve rustica, dotada dessa fa-
culdade de esquecer, tao preciosa para queiu qur que
s aspira a dominar aquellcs, "que o aino, Nicolinaen-
tregou-sc ao somno depols de combinar o seu planozi-
nlio de vinganja com lodos os demonios, que Ihc la-
ziao a honra de habitar-ihe o corajozinho dedezasc-
le .unios.
De inais, iiiadeinoisella de Tavcrncy Ihe parecia tanto
e at anda mais culpada queGiluerto. Umadonzella no-
ble, obstruida de prejuizos, iniuiuecida de orgulho, que
no couventodc Wuucy trata va as princezas pela terceira
pessoa, dava um tro as duqueza, lu niarquezas, e na-
da sque Hcavao abaixo; uina estatua fra em apparen-
cia, iiisensivel sob ea codea de mai inore; essa estatua
jiare ia-llie ridicula e mesquinha, quando se fazia mu-
|ber para uui Pygmaliiio d'aldcia, como Gilberto.
E cuinpi e dizer, que .Nicoliua eoni esse enso delicado,
de que a natureza dotou as iiiulhere, enlia-se Inferior
a Gilberto, no espirito smenle, porin superior no de-
imais. A nao ser essa supremaca do espirito, que o seu
imante havia adquirido sobre ella, pelo cinco 011 seis
innns de leiturs, assim mesino criada deuin barao ar-
ruinado, julgava ella rebaixar-te, dand~e a un cam-
ponez.
Que faria ento sua ama, se na rcalidadese havia da-
do a Gilberto:'
Nicotina relleclio, que ir contar nao o que suppozera
ver, mas o que pensava ter realmente visto, a Mr. de Ta-
Werney, seria um erro enorme. Primeiro por causa do
ASSEMBLE'A PROVINCIAL.
SESSO EM 20 DE OUTUBRO DE 1846.
UMMlfCU DO SR. -ni /.v ll '. M'.ii'- -
SUMM ARIO, f.xpedikhte. |-protiaro do parecer da eom-
miit de legiilacad sobre a pretenco de Franciico Xa-
vier Pereira de llrito, e da commiitao de pintura da ca-
ntaral, auloriando a de Nazarelh a entregar a.casa,\quc com-
prara para celebrar suas seisoes. Adiamenlo do parecer da
commissjo de inslruccao publica acerca rio requerimenlo do
padre Jos das Caminas. Approvacao de um ouropurecer
da meima commiitao, acerca do requerimc'nto do padre Joti
onfato. fejeicao do requerimenlo, peto qual a meima
commiitao pedir eselarccimenlos acerca do profetsor 'de
(s'oianna; eria emenda doSr. Lopes Nelto ao metmo reqne-
riinmto. Conliiiuacao da primeira diicusiao do projeclo
n. 21, acerca ria prelencao do es-arremalanle do impotlo
di 20I)0 r. por cabera de gario consumido no municipio de
(ioianna.
\soiize horas da manhaa, o Sr. 1." secretarlo fa a
Chamada, c verifica estarom presentes 21 Srs. depu-
tados.
O Sr. Presidente declara aberta a sessao.
O Sr. 2." oVcretario l a acta da sessao antecedente, que
he approvada.
U Sr. 1." Secretario menciona o seguinte
EM-rlIll MI
Um oflicio do secretario interino da provincia, parti-
cipando, que foro enviadas s cmaras muncipaes das
villas do Cabo c Hrejo copias dos pareceres, pelos quaes
a respectiva comiiisso approvou as contas das mes-
illa- cmaras, relativas ao auno municipal de l844 1843.
Inteiraria.
l!ma pelijo de l>. 1/ib.-I Maria da Costa Ramos re-
querendo, por s e como totora de seus lilhos menores,
que se Ihe mande pagar aquantia de i:f>64#10rs., em
que foi orjada a obra do caes e rampa, que actualmente
existe ua praa do Collegio. A' commisso de obras pu-
blical.
Outra de Jos Bernardino de Sena, professor de latiin
do lyco, expondo, que, lindo sido nomeado para reger a
cadena de lingoa nacional, depols de linda- .i- horas,
que a lei Ihe tem marcado para o ensno da latim, e -ne^
axsaaaiaBBiaMiasiiiaiMaaMaaaiflHiiMaaataMHBiiBaa
carcter de Taverney, que se riria, depois de haver es-
bofeteado e posto na run a Gilberto; depois por causa do
carcter de Gilberto, que adiara a vinganja mesquinha
e desprezlvel.
Ma fazer soli'rer Gilberto em And reza, tomar direito
sol.ie ambos, v-los empallidecer ou corar, aoolhar da
criada, tomar-se a enhora absoluta, e fazer talvez, qne
Gilberto chorasse o lempo, emqucaino, que elle bei-
java, s tinha grosseira a casca ; eis o que Ihe allgou,
> lisungeoii o orgulho; oque Ihe parecco com enalto
vanlajoso ; o que ella deo por deliberado,
E adormeceo.
Era dia claro, quando ella despertou, freica, ligeira,
e com o espirito bem disposto. I.evou o tempo ordinario
em veslir-se, isto he, uina hora; porque, s para desem-
barajar-lhe os longos cabellos, urna inao menos hbil ou
mais escrupulosa do que a sua absorvra dobrado lem-
po; exainiuou ao espelhinho os olhos, c pareeero-lhe
mais bellos do que nunca ; em coulinuajo do etaine,
passou dos Olbos a bocea: os labios nao se havio desbo-
tado, e se arredondavo, como una cerej.i, sob a som-
bra de nni nariz delicado, um pouco arrebltado; o eol-
io, que tinha o maior cuidado de roubar aos beijos do
sol, eslava to alvo como uina ajucena; e nada se podia
apresenlar mais rico do que o pello, e mais delgado que
a cintura.
Ao ver-se tao bella, penson Nicoliua, que poderla fa-
rilmeiite inspirar ciuines a Amlreza >o eslava ella hi-
ten ament coi rompida, como se v, pols que tuto pen-
snn ii'iini capricho ou pliantazia, e essa ideia Ihe occor-
reo persuadida de que inadeinoisella de Taverney amara
a Gilberto.
Armada assim physca e moralmente,-abri Nicotina
a porta do quarto de Andre/.a, como por sua ama eslava
autorisadaa fazer, quando s sete horas nao eslava le-
vantada.
Nicolina parou, ao entrar no quarto.
Amlreza, paluda, e com a Ironte coberta de suor, na
qual lliictuavo-lhe os lindos cabellos, eslava estandida
na cama, respirara apenas, e e eslorcia algumas vezes
no profundo soinno, com a triste expressao da dor.
cedendo, que a thesouraria provincial recuse pagar-lhr
a gratilicacao, que por lei Ihe compete, vem impetrar
d'assemblea, Ihe mande paga* o que de direito Ihe com-
petir. ~ A' commiitao de faxcnila o orcawunto.
L-se, e Oca adiado, por pedir a palavra o Sr. Nunes
Machado, o seguinte parecer :
\ i ommisio de instruejio publica, a quem foi re-
meitido o requerimenlo do Reverci-do Jo. das Caii-
deias e Mello, professor publico de prlnelras leltra da
povonjodol.oreto, pira sobre elle dar o seu parecer,
examinndoos documentos, com que instru- o peticio-
nario o seu dtn requerimenlo, coinquanto veja, que o
peticionarla tem eraprtgado no ensno da mocidade 21
anuos; eomtudo.comoTdestes fossememaula particular,
e sem auloi-isajiio alguma publica.e nao se considerando
a commisso autorisada a dispensar na lei, he de pa-
recer, que seja indeferldo. Sala das coininisses da as-
seinbla legislativa provincial de Pernambuco, 17 do
ontubro de 1846.Perciradf Carralho.- Ferreira brrelo
l.ape tfelto.
Solidos na mesa eapprovados os seguinles parece-
res :
A commisso de exainc das posturas representa-
jes e negocios das cmaras miinicipaes, a quem foi
submettida a repreaentacau da cmara municipal da
villa do I.imociro, que pede a esta assembla autorisa-
eao para entregar a casa, que havia coinpMdo por 240/
rs., cuja escriptura desappareceo, para celebrar suas
sesses. c nao tendo al ao presente pago aquella quan-
tla, accresceiitando, que o dono da mencionada casa est
prompto a acceil-la sem onus algum, assim como que
aclualmentc existe na inesuia villa una outra, propria
para suas sessocs ; he a commisso de parecer, que se
autorise a respectiva cmara a entregara referida casa,
de que trata a sua representajao, e que ueste sentido se
oflicie ao governo provincial. Sala das comniislfies da
assembla legislativa provincial de Pcruaiiibueo, 2o de
outubro de 1846 Cn6rn/.-/'in(ode Atmeida.
A'commlssSo de legislacin examinou a repretenta-
jJo, que a esla assembla dirigi Francisco Xavier Pe-
reira de llrito, agente recebedor da mesa de diversas
rendas internas pjovinclaes.
K Allega o peticionario, que, competindo-lhe a mulla
dc3por", 0.imposta aos devedoresda dcima,reinssosein
seu pagamento, pelo ^ I." do artigo 21 do regulamenlo
del de abril de 1842, mandado observar pela lei pro-
vincial n. 130, de 2 de maio de 1844, como gralilicacuu
iln sen trabadlo, tem-se entendido que elle nao tem
direito a essas multas,miando sao ellas cobradasexecuti-
vamente.a vista do 3. do artigo 23 do citado regula-
menlo, por isso que nesse artigo dizcomo gratlicajo
das cobranjas.quefizcrrinlecomoqurqucjulgue elle
peticionarlo, que entender o artigo por essa maneira be
materialia-lo muilo, e que a multa foi estabelecida,
nao tanto para puiiir a oinissao e negligencia do de-
vrdor, quanto para com ella gratiflcar-se o trabalho dos
agentes recebedores, conclue pediodo, que esta as-
senilila, attendendo, que o conheciniento, que vai re-
mettido para o jui/.o, alim de proceder-se ao meio exe-
cutlvo, deve levar uina verba lanjada no verso e assig-
nada pelo geme recebedor, se digne fixar a verdadelra
inlelligencia do ai ligo 23 3-. do regulamenlo, deca-
raudo,'que ao peticionarlo coinpeteui as multa cobra-
das ejecutivamente.
.. A coniinls5o pesou bem as raes apresenUda
pelo peticionario; mas em vista das disposijes mu
claras do regulamento entende, que ao 3." do artigo
23 se nao pode dar a inlelligencia, que quer o peticio-
nario.
O 1 do art. 21 iinpe aos devedores, que nao paga-
rem na recebedoria as dcimas dentro do prazo designa-
do no uiesmn artigo, a inulta de tres por cento do valor
das inesmas dcimas, anda mesmo que as paguem de-
pois, accreseentando, que os que nao sallsflierem vo-
liiiitarlainente a dcima devida e a multa iicorrida, e-
r;io executados por uina e outra; c o 3do art. 23, au-
torisando os agentes recebedores a cobrar as multas in-
corridas, diz, que ellas Ibes pcrtcncci.ie como gratili-
cacao dascobrancos, que li/.erem --: consegiiinlemente,
nao se pndeudo di/.er, que as dcimas cobradas por exe-
eucSo siio cobradas pelos agentes recebedores, quando,
a"vista do art. 22, a cnbranca agenciada por elle deve
preceder ao recurso ao meio exeeulivu, he claro, que
Ibes naopodem competir as multas cobradas per execu-
c8o; alias, segur-sc-hla, que Ibes competera gratili-
cacao, tanto pelo que cobrao, como pelo que nao co-
bran ; o que he diametral mente opposto a lettra expres-
sa do regulamento.
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Os lcnjoes enrolados e amarrotados sob si, nao Ihe
havio coberto o corpo meio vestido, e n" uina desorden!,
que revelava as suas agitajes, tiuha a face encostada
a um braco, e com a outra luioccrrava o pclto chcio de
manchas.
De vez cmquaudo a respiracao, suspena por iuter-
vallos, se Ihc escapava como doloroso estertor, e ella
suliava um gemido inarticulado,
Considerou-a em silencio Nicolina por algum tempo,
e nieneou a cabeja, porque era juila couisigo mesiiia,
e enteudia, que nao havia belleza, que podesse luclar
com a de Audreza.
Depols foi janella e abri um caixllho.
Una torrente de luz iiuiundou o quarto, c fez tremer
aspalpebras rouxradas de inademoisella de Taverney.
Esla despertou, e, querendo erguer se, sentio lio
grande eansaco, cao mesmo lempo tao aguda dor, que
tomou a cahr sobre o travesseiro, soltando um grito
Oh! meuDeosl que tem asenhora?
He tarde? pergunlou Audreza, esfregando os olhos.
Muilo tarde ; a seuliora demorou-sc hoje na cama
inais uina hora do que costuma. .
Nao sel oquelenho, Nicolina, disse Andreza, olhan-
do em derredor de si, para se certificar bem onde esla-
va. Sinlo-inc como constipada. Tenho o peito partido.
Nicotina filou nella os olhos antes de responder.
He um coincco de delluxo, que a senhora pllhou
la i vi/. esla noite, disse ella
Esta noite? respondeo Audreza admirada. Oh! ac-
creseeiiiou ella, ao ver a desorden! dos scus vestido, cu
ento nao medespi ? tomo foi ito?
Euici! disse Nicoliua, recorde-se atenhorA.
Nao me record de nada, disse Andreza, pondo a
maos na fronte : que me acoulecco? eslou eu douda?
Esrntou-se, olhando segunda vez em derredor de si
com ares de espautada.
Depois, fazendo um eforco :
Ah! sim, disse ella, lembro-me: houtein eslava eu
tao abatida, tao exhausta..... era essa trovoada sem du-
vida; depols.....


.
ti
Anda nfimo apartando-te da lettra do regula-
inenlo, a comuiisiao emende, que he conforme cora o
s.-n espirito, c iiiiii o liui, que se teve ein vista ua crea-
ro dos agentes recebrdores, que es(eg uao perecbo as
multas cobradas por execujo. 0 Un do regulamento,
creando os agentes, fbi sem duvida evitar o recurso ao
neio executivo, e por isso ostabeleceo, que a cobranja
poderia ser agenciada, antes do recurso ao incio execu-
tivo, por esses agentes, e concedeo-lbcs as inultas, co-
mo gralilicajao das cobranjas, que fiserem, para que
e!les empregasseni toda a diligencia possivel, afin de
nao ser necessario o recorrer-se ao meio executivo ;
mas, se elles liverem de receber as multas em todo o
caso, qur as dcimas se cobrciu sem rxecuclo, qur
por meio della, he evidente, que Ihes ser indlflerentc
a cobranca, antes ou depois do recurso ao meio execu-
tivo, e que conseguinteineote, nao tendo nteres cm
que se ella faca sem ser pelo meio executivo, nao em-
pregard as diligencias necessarias para assim aconte-
cer, podendo assim tornar- desl'artc a sua interven-
cao quasi intil.
ii Km vista, pois, das rasdes expendidas e de outras,
que omitte por brevidade, mas que nao podem esca-
par perspicacia da casa, entende a commissao, que se
indi-tira prctenjao do peticionario. Sala das tesscs
das coiuinissdrs, 17 de outubrodc 1846. Joaquim'Ville
la. l'edro Cavalcanti.
He lido, e, apoiado, entra cm discusso, o seguinte
irijiicriuicmo :
- I'or parte da i.oinmsso de instriicjiio pul>lica, re-
queiro, me se peca ao governo informajdet acerca dos
inappas dos alumnos, com que teni oprofetscr publico
le primeiras lettras da cidade de Ooianna cobrado os
iCUI ordenados dos anuos decorridoa de 15 de outubro
de IK27 para cu. Carvalho.
_________________________________(OMiiimar-i-fca).
,2
BrigueConeeicafumo.
Sumaca.Vora-.4urnradem.
BrigueEmpretamercadorias.
I larca-- Eiptrilo-Sanlodem,
liare a II'.1" Ruuellidein.
Consulado.
III tKIII DE i'Eiiiuiiirco.
Vi asscmbla est dada para a ordrin do dia de boje
.i mcsiiia da scssoantecedente.
He de 10 do crrente a ultima data dos Correiot Mercan-
til, que nos tronce da Baha o paquete inglez Penguin,
,|iir tiontein aqui aporlou.
Os seus diversos artigo*, ou se occnpo de cousas, cu-
ja noticia smente aquella provincia podem aproveitar,
ni de ncoiitecimentos da Kurupa, de queja se acho iu-
i i-i indos os nossos leitores, qur pelos extractos, que mo-
dernamente temos feitu, qur pilo mntrdo na nossa
correspondencia de Lisboa, que .linda houteiii publi-
i unos.
(ISr. Antonio Ignacio de Aievedo vai graugeando alli
mili pronunciadas sympatliias, eprocedeudo de manei-
i i a justificarlo juio, que a seu respeito inauifestmos,
quando noticiamos liavrr elle tomado posse da presi-
dencia.
LONC.EVIDADE.
F.xlste nesta cidade, e reside Pin casa daSra. I). Mara
Rosa da Assumpj.io, viuva de Mauoel Redrigues do
Pasto, nina parda de nome Feliciana, que coma 122 an-
uos de idade !.
I'.ssa parda, nao obstante a sua velbicc, aiuda le, se
bem que com oculos, qiialquer impreso, que se Ihe a-
present; conserva perfrilas as suas facilidades intel-
lectuaes; come, como se moca fura, qualquer especie
lo manjar, e a toda a llora, sem que, por isso, deixe
ilc fa/.er regularmente a digestao; e, anula que ti pega,
nula sem arrimar se lo basto, de que, tal vez mals por
inania do i|iie por necessidade, costumo entre nos
aryorar-se as inulhcres de certa classe, logo que chego
alm dos quarenta anuos.
l'm amigo acaba de nos revelar a existencia dessa
iiiulhcr; e como a jiilgassemos excepcional, mo.Tinie em
o nosso clima, c por isso digna de especial mencao, re-
lolvcmo-iiot a dar-lhe publicidade.
Correspondencid.
Sri. Redacloret,Tendo-se supplicado a Santa S para
a nossa assoriario brasileira todas e as mesinas gracas,
ipie tem sido concedidas associajo geral, boje esta-
belecida ein todas as dioceses do inundo para a propa-
l'.ii ao i- i-iisinii da le i-11 Iki i u .i; benignamente se dignou
Sua Santidadc de concederaquellas grajas no breve.que,
lia dous mr/.rt, recbenlos, cujo objecto lie a catlieche-
se e civilisaco dos Indios, e nsirucjo dos povos. Co-
rno, pin i ni. este breve, segundo as nnssas leis patrias,
uo podesse ter o seu pleno ell'eito sem a permissao do
governo, tratamos logo de a requercr.c agora mesmo a-
i abamos de receber o imperial beneplcito, para que o
mencionado breve tenba a sua inteira execujo : infor-
raacor, qnelulgamos dever levar ao conbeciincnto de
iodos, com a deelaracao de que daqui em diante serao
os associados obrlgados a pagar so mil rla cada qua-
tro mezes, ou tres mil ris por anuo, que por ora di
verlo enviar ao Reverendo padre Joaquim Jos Barre-
10, nj Recite, emqiiamo oulra cousa se nao determina.
Rogo aos Srs. Redactores, o favor de publicarem es-
te aviso, e Ibes licarei mui obrigado.
Thomaz, bispo.
RENDIMENTO DO DIA 20.
Geral...............1:411^953
Provincial. .......... 234/543
Diversas provincias..........
1:049/184
BAHA.
OMSIOS DO III* 14 DE OUTDMO.
Londres........... 265/t por 1/rs.
Pars. ....... 3851 franco
Hamburgo.......... 880 o marco
Lisboa........... I20p. c. depr.
Oncas hespanholas....... 32/JoO a 32#5
. mexicanas........ 31/500 a32#t>00
Moldas de 6**00........ 17/800 a 18/400
de 4/000....... 9/800
- O hlatc Sovo-Olinda pretende aahlr para o Aracaty
no dia 30 do correte, por ter a mior parte da carga a
bordo, e tratada: quem ainda pretender carregar, falle
com o inestre do mesmo, Antonio Jos Vianna no tra-
piche Novo.
Avisos diversos.
Prata.
Apolices do seguro Lealdade. .
do governo dc5p. c.
Accftes do banco. ." .
100 a 106 p. c.
20 p. c. de premio
55 p. C. de de-con
10 p. edepr. ni. p.
(Correio Mercantil.)
II nv ment do Porto.
Navioi entrados no dia 20.
Rlo-de- Janeiro pela Rabia ; 16 dias, e do ultimo porto
4, paquete ingle l'enguin, commandante Leslie. Tras
a seu hoido:Tilomas Dousley, com sua seuhora, I
escravo c maispassageiros, que seguem para Ingla-
terra.
Parabiba ; 31 horas, hiate brasileiro S.-Ctuz, de 24 to-
neladas, capitn Nicolao Francisco da Costa, equipa-
geni 4, carga loros de mangue ; ao capitao.
Navio tahido no metmodia.
Rio-Grande-do-Sul ; brigue brasileiro Deoi-ti-Guarde ,
i apilan Mama l Jos de A/.evcdo Sanios, carga sal e
mais gneros. Passageiros : o lente Manuel da Cu-
nda Yanderley Lius, I. Constancia Joaquina do Espi-
rito Santo, lii asilen o- ; Jos Manuel de Sonsa, Mauoel
Joaquim de Novaes com 1 escravo Joo Comes da
' u ola e Silva, Portuguc7CS, e 13 escravos a entregar.
Dedaragcs.
O NAZARF.NO N. 57,
est a venda as 2 horas da tarde na livraria da praja da
Independencia, ns. 0 e 8, e ua ra estrella do Rosario,
casa da F.
Traiartlgos de Interesse, que devem ser lidos, e ex-
cellentes noticias estrangeirai.
Dcirja-ie saber, se existe nesta provincia Jos Ja-
nuarlo Soares Ferrelra, natural da villa de Santa-Comba,
em Portugal, vindo para esta cidade em 1820; o mesmo
ou quem der noticias, dlrija-se a ra do Vigario, n. 25,
priineiro andar.
= Ttma senhora de bons costumes se enearrega da
crlajio de meninos de peito, impedidos e detimpedi-
dos. e lambein recebe meninos para desmamar ; oque
promette fazer com esmero e delicadeza : a mesma
faz sciente, que mudou a sua residencia para a ra Au-
gusta, na loja do primeira sahrado novo, e tainbem
vende tres varas de bico largo de ramagent com re-
cortes fundos de multo bom gnsto, e um berjo em mui-
to bom uso. Quem de seu prestino se quizer militar,
dirija-se a casa cima indicada.
= O abaixo asslgnado participa a quem convier, que
um par de brincos, que, pelo Diario de 18de agosto dette
anuo, annuneiou ter tomado a um preto, existe em poder
mente a soeledade, que tintino em a loja de fasendas da
ra daCadcia do Recife, n. 57, e que gyrava com a fir-
ma de Sevc V lrmaos, licando d'ora ein dlantc a nies-
ma loja |iertencendoa Jos Mari'. Scve, a cargo dei|uei,,
lica tambeui a liquidajao da extlncta Arma, Recfafi, m
de outubro de 1846.-Jote Marta Seve.Manoel Joaquim
Ser.
AVISO IMPORTANTE
AOS .
SENHORES DE ENGENHO.
P. E. Alve Vianna com arma/.em de assucar na ra da
Senzalla-Velba, n. 110, recebe assucares commis-
sao, com as van lijosas condlcdea indicadas na tabella
seguinte:
DAS COMMISSOES DE VENDA.
Commissao de venda de caixas......
de taceos e barricas por
barracas.........
ii de sacos em combis as
costas de cavados. .,
por encostar on deposi-1
tar assucares, a espera de f
obter augmento no pre- j
co, e por qualquer tem-j
po, que Ihct convier. .'
Fazem-te adianlamnlo com garanta solida nesta
praca.
Umporcento
nicamente.
Viniereis pop
| una arroba.
AOS SENHORES NEGOCIANTES EXPORTADORES.
O arsenal de guerra compra seis cadeiras ruin as-
senlo de palliinha; quem este genero lver, mandar sua
proposta em carta fechada directora do inesiii arse-
nal, e a amostra, at o dia 22 do crreme mez.
Arsenal de guerra, 1" de outubro de 1846.
Joao Ricardo da Silva,
Amanuense.
Fecha-te a mala para F'almoutli pelo paquete ingle/.
Penguin, comiiiandanle Leslie, as 9 horas dodiaquiu-
ta-feir.1, 22 do crreme, no consulado britaunL-o, ra
da Cruz.
Avisos martimos.
CCMIVIEBCIO
AlfaiuJe^a,
RF.NDIMENTO DO DIA 20. ;.....9:452/148
DESCAHREUtO HOJE 21.
BrigueRenumydebacalho.
lirigue--CoHd<-/yar(ufamilia.
PatachoOtaoidem.
IlriguiWrandieinidem.
aap8t>a>naBMiSMMti|Mijjii i j
Nicotina mostrou-lhe com o dedo a cama, amarrotada
un, mas i nberta, apezar dadesordem.
Ellaparou; pensava no estrangeiro, que a havia en-
carado de lo singular mane ira.
Depois?..... disseNicotina com ares de quem se in-
teressava, a senhora como que se ia Irmbrar.....
Depois, repeli Andrrza, eu adormec junio ao era.
vo. Desde enio, de nada mais me lembrn. Talvez su-
bisse para aqui inria adormecida e me lan;asse na ca-
ma, sem me adiar com forjas para me desci.
Devia-me chamar, senhora, disse Nicolina ein lom
navioso ; nao son eu a criada da senhora?
Nao me lembrei, sem duvida, ou nao tive animo,
dtte Audieza, com tincera candura.
Hypocrila! murinurou Nicolina.
K aei rescenlou :
Mas a senhora etteve entilo at milito tarde ao cra-
vo. porque, antes que a senhora subisse para o seu quar-
to, ouvi cu bulla em baixo, c desci.
Aqui Nicolina parou, rsprrando sorprender algum
inovinienlo de Andreta, um sigual, um rubor; mas ella
licou serena, e de certo modo, se Ihe poda ver at a al-
ma pelo lmpido espellio das feires
Eu desci, repello Nicolina.
1- etilSo? ) iguuiou Andreza.
Pois sim, a senhora nao eslava no cravo.
Andrrza levantou a cabera ; mas nos bellos olhos nao
te ihe podia ler mais que espanto.
Isso be extraordinario! diste ella.
He como digo senhora.
Tu dlzes, que eu nao eslava na sala; mas eu nao
me arredei de la.
A senhora ha de prrdoar, diste Nicolina.
Onde estava eu entao?
A senhora deve sab-lo melhor do que eu, dia
Nicolina, encolhendo os hombros.
Creio, que le engaas, Nicolina, diste Andreta,
rom a maior luanilina. Eu nao deixei o tamboiete Pa-
rece-me smenle recordar-me haver lido fri, sentido
petadellot, c grande dlfflculdade cm andar.
F'rela-se, para qualquer porto do Norte ou Sul.o bem
eiuisii nulo pallialiuie s Jodo: (|iiem pretender carregar,
dirija-se ao mestre, a bordo do mesmo.
Para bAladul uestes Sitias o brigue Echo, capilao
M.ainii I I,ui/ dos Santos; recebe carga a fete e passa-
geiros: os prelendentes dirijo-te ra da Cadeia-Yelha,
arniazeni, n. 12, de hallar --Para o Para, com escala pelo Marauho, sai iufalli-
velmente at 31 do crreme, a escuna G'aianle-A/ariu ;
para carga ou passageiros, para oque tem.osinelhores
easseiados co......odos, trala-sc com Silva ti Crillo, ra
da Moeda, n. 'J.
.Para o Para segu viagem, al o dia 28 do crreme
mez de outubro, o patacho Esperonca-do-Maranhn, ca-
pilao Joaquim Antonio Coucaives dos Santos; aiuda pu-
de receber algiima carga iniuda: a tratar com Mauoel
Joaquim Ramos e Silva.
Vt'iide-se a barcada S.-Jos-Fer-
reira, muilo velriro e piotnptaa seguir
viagem para qualquer parle : quem
pretender, dirija-se a rus Nova n. \i,
a halar rom Iliogo Ji>. ta CosIa.
Para o Rio-Grande-do-Sul sahir breve o veleiro
brigue Catiro-1, capilao Jos Mara Ribas, por ter
maiora do seu carregamento ; pode anda receber al-
giima carga, c otlerece superiores commodos para pas-
sageiros e escravos a fele : quem pretender, pode en-
teiider-se com Amorim Irmos, na ra da Cidria, n. 45.
Segu viagem, por estes i5 dial
para o Bio-(irandcJoSul o brigue In-
depentlente : quem uo mesmo quizer
carregar transporlar-se ou embarcar
escravos a frete falle a Manuel Alves
Guerra ou com o copito Fructuoso Jo-
s Pe eir Dutra.
Para o Marauho sai ein poucos dias o brigue es-
cuna nacional Laura, de primeira marcha, forrado c pre-
gado de cobre; tem excellentcs commodos para passa-
geiros: a tmtar com o capito ou com Novaes fcC, ra
do Trapiche n. 34.
Oh! disse Nicolina, s gargalhadas. todava, quan-
do eu a vi, a senhora andava multo bem.
Tu viste-me?
Sim, tem duvida.
Mas, ainda agora, dizias tu, que e
na sala.
He que foi na sala, que cu vi a senhora.
Onde foi ento?
No vestbulo, junto escada.
F.u! disse Andrrza.
A senhora mesma; creio, que conheco bem a se-
nhora, disse Nicolina, com um riso, que affeclava a bo-
iihoinia.
Entretanto, ettou certa de nao me haver arredado
da tala, replicou Andreza, procurando, ingenua, na me-
moria o que sso seria.
F. eu ettou cena de ter visto a senhora no vestbu-
lo, dssr Nicolina. Ate pense i, accrescentou ella, du-
plicando a alien, ao, que a senhora vollava de passear
uo jaidim. Homcn la/i i urna bella noite depois da tro-
voada. F. o passeio noite he agradavel: o ar he mais
li i s.n. as llores ciieiro melhor, nao acha, ininha te-
nhora ?
Mat lu bem tabes, que eu nao ousaria pastear
noile, diste Andrrza, sorrindo; sou lo medrosa!
Pdr-tc passear com alguem, icplicou Nicolina, e
entao nao ha nudo.
E com quem queret tu que eu patteie ? diste An-
dreza, que bi ni louge eslava de enxergar em lodat as
quettOes da cainareira um interrogatorio.
Nao julgou Nicolina a proposito levar mais longe a in-
vestigado. Essc sangue-frio, que Ihe pareca o cumu-
lo da disiimulacao, Ihe fazia inedo.
Por itto julgou prudente dar outro geito conver-
tacao.
A tenbora ditte ainda agora, que padeca? prote-
guio ella.
Sim, com efl'eito, soll'io muilo, retpondeo Andreta;
ettou %batida, fatigada, itto tem ramo alguina. Nao
li/. honleui noite uiais do que faco todos ot dial. Te-
re! de adoccei !
do Sr. subdelegado do districto da oa-Viita, queman- Pela compra por tua conta e soque oul
dou, Ih'os entregas; assim igualmente Ihe cntregou ensaque de assucares, no referido ar-r ,
um cordan com tretvoitat, e urna crui, que, pelos Dia- mateni, inclusive o carretojiara o em- ri'otdc 26,27 e 28 de junho de 1845, annuneiou ter toma-
do a um pardlnho; ludo islo por julgar ser lunado : at-
siin, quem fdr teu dono pode procurar em casa do mes-
mo Sr. subdelegado, pois desde j se julga o abaixo as-
signado desouerado Cuitodio Manoel (ionealvee.
Prcclsa-se de una ama de lelte para criar urna me-
nina, que trm um inex de nateida ; na ra Nova, loja de
alfaiate, n. 46.
Antonio Jos lsboa, de boje em diante.se assigua-
r por Antonio Jos Lisboa de Oliveira.
a= Preclsa-se de una senhora, que taiba perfeitamen-
te a musir, e piano, para entinar em cata de familia ;
lrata-sr na ra Dlreita, tobrado, n. 29.
\ i i enil.i-se um silio no lili! da eslrada do Arraial,
para a do Monleiro, com cata de pedia e cal, grande
baixa para capim, de verfio e invern, arvoredosde fruc-
lo e pasto para oito vacias de leite, e por preco rasoa-
vel; e com a vstate far melhor negocio: quem o pre-
tender, dirija-se a ra Velha, n. 83: na mesma ven-
de- ou hypotbeca-se una casa terrea sita no Aterro-
dos-Afngados, n. 42.
= Perdeo-ac no da de Sama Tliereza, a noite. na or-
dein terceira, urna medalha de ouro com dous diaman-
tes; a pessoa, que a achou, quereudo restituir, dirija-te
a ra estrella do Rozarlo, priineiro andar, n. 43, que ah
se daro os inait sgnaes c o adiado.
Hoje, 21 do crrenle, pelat quatro horas da tarde,
peanle o Dr. julzdo civel da segunda vara, tem de ul-
timar-se a arremata^ao de urna casa de sobrado na ra
da < .iilii.i do Recife, e a parte de um outro sobrado na
ra do Amorim do inctuio bairro, por cxecuc.o de Geor-
ge Kenworlhy S C e inait credores contra Couto Vian-
na ti l'iiiio, e he esta a ultima pr.n.a das tres, que tem
por lim a adjudicafo, se nao houverquem arremate.
Quem precisar de una niulher para ama de nina
casade homem solleiro ou de punca familia que co-
tinlia c eugomma muito bem dirija-se ao beceo do
Azeitc-de-1'eixe n. 14.
Quem Ihe fallar urna fatcixa, dirija-te a ra da
Aurora n. 44.
Precisa-te de un capelln para um engenho da-
qui a 6 iegoas ; na ra Direila u. 6, priineiro andar.
-- Alluusn Saint-Maiiin na na Nova ii. 14, segn
do andar, recebeo agora pelo ultimo navio, vindo de
Franca, maullas de gros de Naplet guarnecidos de
franja de relroi; mantas e chales de seda de novo gos-
lo e muilo superiores ; cortes de seda bonitos, para ves-
tidos ; chapeos de seda ricamente enfeitados ; ditos de
palliinha muilo superiores ; ditos para meninas; len-
cos de seliui de primeira qualidade para senhora ; lu-
vas de pellica de mel braco com bolct e compeu-
tentes pulseiias ; ditasprelaa inalha de retroi ; ditas
de pellica milito superiores, para homem; panno pre-
to de Paria todo de la fino e muito lito na cor mui-
to pinjlo para sobre-casacaa a 18/000 rs. o corte ; ca-
simira preta, chamada setlm zflr primeira qualidade,
para calcas, a 15/000 rs. o corte. Os Srs., que prc-
teuderem ver qualquer deslet objectos te rao a bon-
dade de mandar avisar ao anniiuciante que (inme-
diatamente Ih'os levar em suas casas.
Aluga-se o grande sillo denominado Toque, todo
cercado de linio, com una grand*casa, duas grandes
ni.o i,is, bastantes ps de coqueiros e mais fruteiras, um
bom viveiro feito pela natureza, seis casas para pretos,
estribara para cinco c avallo., uiia boa baixa para ca-
pim : os prelendentes dirijo-se a ra do Hospicio, ca-
sa n. 3, que acharad com quem tratar.
Precisa-se de urna pessoa hbil para cobrancas nes-
ta piafa : quem pretender, dirija-se a ra da Cadcia,
loja, de i ali adns, de Joo Liiiz Vianna
Na ra do Queimado, loja de cncadernacao, cou-
tigua a esquina da Congregacao, n. 43, faz-se toda e
qualquer cncadernacao, conforme exlgirem seus dono,
pois para isto te tem os preparos precisos, e sero ser-
vidos com a brevidade exigida, c polidez possivel; lain-
beni se fazem pastas para secretarias, para o 5." auno,
c para meninos; carteiras para cdulas; cartes para es-
criploriot, clc. e vendem-te livros em bramo; pastas
para meninos; cartas; laboadas, etc.
Jos Mara Seve e Manoel Joaquim Scve, abaixo as-
signados, faiem publico, quedissolvro hoje amigavel-
barque dos mesmos assucares.Com-i
missao de bracugem..........
Recebem-se cm pagamento lettras a 60 dias, gradan-
do as firmas.
Dao-sc todas as garantas ao gosto do comprador;
-Jos Rodrigurt de Carvalho avisa aos seus fregue-
ses, que mudan a sua residencia, da rua larga do Roza-
rio para a mi do Queimado, n. 3.
AO BOM TO.M PARISIENSE.
w'RA nova.n 7.
TEMPETTE ALPAIaTV,
tem a honra de participar aos teut freguetet que
ditsolveo, desde o da 15 de setembro passado a' so-
eledade que tlnha com os Srs. Colomblez & C. : as
pessoaa, que o quizerem favorecer com a sua freguezia.
o acharad na sua loja, rua Nova, n. 7. Tem pannos pa-
ra calcas, colletes e casacas, de todas at qualidadet, os
mais novot chegados agora de Paria, e a collccco dos
mais recentes flgurlnos.
=Joao Jos de Carvalho Moraes, agente netta pro-
vincia, do contrato do tabaco rap Princeza-de-Portu-
eal, fax publico, que desd'ora em diante se acha ven-
da o mesmo rap, chegado prximamente de Lisboa
pela escuna Felit-linio, e se vende em caixas c a reta-
Iho, libras e meias ditas.c em frascos, pelo preco marca-
do pelos-contratadores, de 3^600rs.cada llbra.emdinhci-
ro de contado : no Recife, ruadaCadeia, loja de iniu-
de/as, n. 51.
Os Srs. donos de obras e mestres
, que tiverem de concertar al-
gumas casas e Ihes seja preciso alguns materiaet per-
tencentet ao mctmoofftcio queiro dirigir-te ao ar-
uiazeiu n.8, pordetrt do theatro velho que acharad
tudo emalaemcouta do que em outro qualquer de-
potito.
__Aluga-te para armaiem de assucar ou nutro
qualquer estabelecimento o arma/.em da rua de Apol-
lo, n. 30 ; poli oft'erece grande vantagem por ter des-
embarque no fundo para a uiar : a tratar com Joao
Esteves da Silva.
Aluga-te urna casa terrea, no litio do Cordeiro a
inargem do rio Capibaribe', com commodot batanles
para familia, cozinhafra e estribara : a tratar no pa-
leo do Carino n. 17 eom Gabriel Antonio.
Aluga-te um preto para rapiar um litio e 'urna
preta para o servifo de casa, e que saiba cotinhar, la-
var e comprar: na ruado Rangel n. 54.
pedrei
ros
yr4BV
Oh! senhora, disse Nicolina, ai vezet ha desgos-
10*.
Dctgostos! repeli Andreza.
Sim i ot desgottot produiem o metino ell'eito que a
cansaco. Eu conheco itto.
Bom! e tu trns drsgostos, Nicolina?
Estas palavras forao ditas com urna especie de desde-
nhosa negligencia, que deo a Nicolina o animo de coin-
jar a sua rrserva.
Sim, senhora, replicou ella, abaixando os olhos, te-
uho desgostos.
Andreza, indill'rrente, deseco da cama, e emquantu
se despia para tornar-se a vestir, diste:
Conta-me isso.
Com ell'eito, vnha cu justamente ter com a senho-
ra, para Ihe dizer....
E parou.
Para dizer o que ? Meu bom Deot, come ettt com
arel de cipanlada, Nicolina!
Tenho aret de etpantada como a senhora os tem
de fatigada; he que soll'rrmos auibat
0 soffremos amba detagradou a Andreza, que frangi o
sobr'olho, e le ourir esta cxclamaco:
Ah!
Mas Nieona admiroii-se pnuco da exclamaco, ainda
Jue o toiu, com que fora feita, devira dar-lhe que re-
ectir.
J que a tenbora o quer, eu cornejo, ditte ella.
Ora, vejamos, retpondeo Andreta.
Detejo catar-ine, mioba aenhora, continuou Nico-
tina.
Etsa he melhor! ditte Andreza,... ainda nao tem
drtatete annot e ja peutat nisto P
A tenbora nao tem mais que desasis.
~ E entao?
Entao! aiuda que a senhora nao lenha mais de des-
asis annot, nao se leinbra alguinat vezet de casar-te ?...
Onde ve vott Uto? perguntou, severa, Audrea.
Nicolina abri a bocea para dizer urna incivilidade;
mat conhecia ella Andreta, e tabla, que astiin cortarla
Fabrica de chapeos de sol,
rua do Passeio-PuLlico, n. 5.
Joao Loubet tem a honra de participar ao ret-
peilavel publico que-acaba de receber de Fran-
ja pelot ltimos navios franceses um bello
tortimento do ultimo gosto sendo : chapeos de sol,
par} homem e senhora de seda lisa, lavrada e furta-
cores rom cabos e castdes muilo ricos ; seda de todas
ai cores e qualidades ; pannlnbos enfranjados e lisos;
indo para cobrir chapeos de sol; chapeos de so| de pan-
iiinho de todas as cores para homem, com cabos e
castdes ricos : tambeih concerta os mesmos, lauto
de hollino como de senhora ; poli tem tudo quanlo he
necettario para ot ditos e promette muita brevidade,
para fater qualquer concert : tudo por prejo com-
inodo.
__Precua-ic de dous lavradores r em casa do doura-
dor, ou fabricante de candicirot de gaz na rua No-
va n. 52.
-- Arrcnda-seositio denominado Peixinho perto da
i idade de Olinda com una grande cata de inoradla ,
com battanlet commodos dlvrrtot arvoredos de fruc-
to, entre os quaes um grande pomar de mangabelras ,
bom pAsto para vareas de leitc c a casa be muito perto
do rio llebci ibe, e por conseguiUe'teni boa agoa para la-
var roupa : a tratar na rua dat Larangeiras, n. 21 a
qualquer horado dia.
toda a explicajao, que alias nao estava bastante adianta-
da ; mudou, portanto, de parecer.
O laclo he, disse ella, que eu nao posso tabrr o que
Sienta a senhora, sou una pobre camponeza, e vou con-
orine a natureza.
O termo he singular.
r ~ Como nao he natural amar alguein, e fater-te del-
ito amar.
Pode ser ; que mals ?
Pois bem! eu amo urna pessoa.
-- E essa pessoa a ama?
Creio, ininha senhora.
Nicolina comprehendeo, que a duvida era poueo tig-
nificaliva, e que em temeihante ocratio havia necessi-
dade de aflirmaliva.
Quero diier, que tenho certeza, accrescentou ella.
Muito bem I pelo que vejo emprega bem vust o
teu lempo cm Tavernry.
A gente ha de pensar por forja no futuro. A senho-
ra, que he bem nascida, lera sem duvida una fortuna dr
algum prente rico ; eu, que ncm prenles tenho, ac-
roiinooda -ine-liei com o que achar.
Como tudo isto pareca multo simples Andreza, et-
queceo ella pouco e pouco as palavras, que Ihe parec-
rao incvis. e delxou-se ir sua bomlade natural.
Vamos ao caso, disse rila, com querr lu casar ?
Oh una pessoa, que o sen hu a oonhece, diste Ni-
colina, cravando ot teut bellos olbot nos de Andreza.
Que eu conheco ?
Perfeitamenle.
Quem he P lu malas-me a paciencia, vejamos.
Recelo, que a ininha escolha desagrade a senhora.
I A inim !
Sim, ininha senhora.
Tu mesma enlo a julgas pouco conveniente ?
Nao digo isso.
Pois bem entao dize sem temor, lie do dever dos
amos toinareui parte nos utrrestes dot criados, que os
terveni bem ; c eu estou tatisfeila coiutlgo.
He bondade de miuha senbora.
Entio,|dize depressa, acaba de me antear.
/


=5==
II
na
n.Vi-o ecreSrio avisa aos Srs. socios, que os bi
..i.uj...!. distribucm
tetes para a recita do di i 22 do coi-rente se
a casa da sociedade nos das 21 e 22
_i iuir,-si- para se passar a le, ou annualmente, I
pequeo sitio na estrada da Casa-Forte para o Arraa I ,
coiu casa para grande fuida bastantes arvoredos ,
creado de limao boa agoa de beber : a tratar na ra
larca do Bozario venda n. 50.
--Ha 8 das, pouco maisou inriios, perdeo-se o 1. vo-
inme do urna obra ein lingo logloia : roga-se, por mul-
to favor a pessos que aaclmu, de restitui-la na ra da
Crin, n 61. priineiro andar.
Troca-so urna iuiagein de S. lose, de vulto de pou-
co mais de un palmo ; e outra de S. Joaquim que leja
incluir ; quein tiver, anniincie.
O Sr. Francisca Jos do Reg dirija-se a ra Im-
perial n. 37, para receber urna carta, vinda da ilha de
S.-MIguel ltimamente. -
O novo proprictorio da barca dos
banhos tem a honra de fazer scienle ao
respeilavel puhlico que os banheiros da
sua barca se achilo com milito asseio e
Sis. concluientes podeni
Preco oo rs cada ba-
se", tirancu
os
vir seta recelo.
nho.
-- Paulo Cbavannes, de nacao suissa
Maranhau
relira-se para
ua cunhda e una filha menor.
da
o Maraunau com a suo tuinmuii *. ........--------.
= Aluga-se una sala no priineiro andar da casa
ra do Trapiche n. 34.
Roga-se a peasoa, que ae achar de posse de una
carta, contendo dentro uin conhecimento e factura ,
ilndu do Porto pela barca Ktpirilo-SaiKo para Antonio
ereirade Oliveira Ramos, que tenlia a bondade da
entregar na praca da Independencia, n. 19, que se pa-
gar o porte. _
Arrenda-se uro sitio no lugar do S.-Anna-ac-Kar-
nanieirim com grande casa abarracada com bastan-
tes colninodos para familia e casa com avianieiilos pa-
ra fater farlnba ; diversas arvores de fruclo duasi bai-
>aa para oapim que sustenta annualinente 4 cavados ,
e limito perto do rio ; o qual lie o que fica entre os de
Jos Francisco Belm e Joaqulni Jos de Ainorini a
tratar na ra de Horias, n. 140.
Arrendao-sc duas grandes casas terreas abarraca-
das no lugar do Mangulnho onde finda a estrada da
Soledade com 8quartos cada urna seiualla para pro-
tos e estribarla ; por meco muilo commodo: a tratar
na ra de Hortas, n. 140.
^-- Roga-se a todas as pessoas habitantes nesta praca
i seos Suburbios, que, se a caso se Ihes aprsente, olle-
i,rondo seus servicos como forra una parda de no-
nie Raymunda de 16 annos pouco mais ou menos, ca-
bello cortado e .-mudado rosto chelo e redondo olhos
con belldase a vista curta e m, com umacicatrlz.quasi
da configuraco e tamnnlio da palma de nina mao no
lugar da nuca por detrs do pescoco, de a apprehcn-
deroni e mandarein a rua da Cruz, no Rccifc n. 3, a
Manocl Das; pois que he sua escrava, que llie fugio no
dia 11 do corrente que, aliu de milito agradecido n-
car, se responsabilisa a sallsfazer qualquer despesa, que
se fuer com sua captura
Preclsa-sc de m amassador e que venda pao na
na ; paga-se beni, tendo fregueiia ; assim como de um
meto que entenda tambem do odelo : na rua larga
ilo Rozarlo, padaria n. 48, de Jofio Manocl Rodrigues
Val lenca.
O abaixo assignado faz selente ao publico que
aiiiigavelinenie dissolveo a socledade que tinha na
venda do llccco-I.argo .ni, que gyrava dcbalxo da
firma deCuiniares t Cuiha e agoia fica gyrando de-
baixo da firma do socio Cuiha cando este obligado
aindcmnlsara praca do debito contrahido por aquella
firma. = Bernardo Jos da Cunha.
Ofl'ereec-scuui homein sein familia para adminis-
trador de (|iialquer engenlio, ou fatenda noserto, que,
no espaco de 16 annos quando senlior de engenho,
aprenden todo o olficlo necessario como carplna pe-
dreiro mostr de assucar. purgador destilador nao
para usar delles mas sim para saber a proposito go-
vernar ; assim como levantar engenho de agoa, mudar
.le Instas para agoa aluda bem nao tendo a devida ca-
pacidad* fazer o que for nio d'agoa bom de sorto
que nao falle agoa para lirar qualquer saia : lauto no
que diz respeiio a agricultura comoein lodo o ttrico ,
nao se faz prenso mostr. A vista de quem pretender
se dir o motivo, que o leva a por ein platica o seu pres-
umo, e, nao o lascado, uo quer pagamento. Quein de
seu prrstimo ae qulter utilisar annuncie.
= Jos Nunca de Fai a inudou-se, da rua estrella do
Rosario para o largo do Collegio, parede-mela ao so-
brado amarello. No segundo andar da niesina casa com-
pra-se una negrinha ou mulatinlia de 10 a lannos,
pouco mala ou menos, e tambem se adverte a negra Je-
ronyina lavadeira, para entregar a roupa, quando vior
do lio, no inesmo sobrado cima.
Aluga-se urna morada de casa, sita uoMontelro: a
tratar ua rua Direita, n. 72.
Apessoa, a queni llie faltar uin quarto, que appa-
receo domingo nnie, dirija-se ao pateo do Carino, n.
17, que, dando os signaescei los, Ihe ser entregue.
Precisa-se de nina imageni de N. S da Conceicao ,
que seja mu bem ieila ; quem a tiver e a qulzer trocar ,
dirija-se a rua Bella a.'40.
Nicolina reuni todas as auas forjas e penctrajao.
-- Pols bem he.... lie Gilberto, disse ella.
Com grande espanto de Nicolina, Andrea nem pes-
lanejou.
Gilberto, o pequeo Cilberto, o filiio da inhiba
ama?
Elle inesmo, senbora,
Como he esse rapaz, que tu queres esposar.'
Sim, senbora, he elle.
K elleama-tc?
Nicolina suppi-sc chegada ao momento decisivo.
Tein-iii'o dito vinte vetes, respondeo ella.
Pola bem! esposado, disse, tranquilla, Andrea;
nao vejo ahi obstculo nenhuiu. Tu nao ten mais pas,
elle ne or.lio ; sao cada un senlior de si.
Sem duvida, balbuciou Nicolina, cstiipelacta de ver
o geito, que o negocio lomara, to em desaccordo com
as suas prevlses. Que a senbora permute ....
luti'iranicute ; su acho, que sao ambos aluda limi-
to moco*!
Teremos mais tempo a vlver juntos.
Vosses nao sao ricos, neni uin ncmoulro.
Trabalbarcii.os.
Ein que l. almibar elle, que nada sabe fazer ?
A' isto nao pode Nicolina resistir mais ; tanta dissimu
laro apurava-lhe a paciencia.
A senhora me p. manir diier-lhr, que trata bem
nal o pobre Gilberto, responden ella.
Essi be boa! disse Audreza, nata-o como elle me-
rece, he um preguicoso.
Oh! senbora, elle est sempre a ler, 6 deaeja ins-
trulr-ae.
__ Cbeio de m vontade, continuou Andrea.
Nunca para a senbora, replicou Nicobua.
Como he isso?
A aenhora o sabe melhor que ninguem, pols o
manda cacar para a mesa.
Eu!
) E o fai algumas vcies camiobar diz legoas para a-
, char alguiua caja,
= Uesappareceo, no dia 23 de agosto prximo passa-
do, do engenho S.-Braz*freguezla de Serinhaem uin
escravo de noine Joaquin rlenlo alio, chelo do
corpo cor nao milito preta sein barba rom unas
esplnhas pela cara iiucixo pontudo cara larga pl
grandes e chatos cabello um unto vormclho do sol;
tem una cicatriz na coxa da perua esquerda de urna
jngoa que Ihe veio a furo, por isso, quando anda,pare-
ce puxar alguma cousa pela incsma peina; levou ce-
roulas e camisa de algodao urnas calcas de brini una
camisa de madapolao; representa ter 22 anuos pou-
co mais ou menos. Este escravo foi comprado no ne-
clfe vindo do Cear por Isso pode ser que fosse ein
procura do caminho para l ou que csteja era algum
lugar acoitado. Roga-se as autoridades policiaes, ou
capitaes de campo, de o pegaren! c levaren! ao seu
senlior, Francisco Goncalves da Rocha, propnctario do
inesmo engenho que serao generosamente recorn-
pril-ldOS.
= Na padaria e pastelaria franceza do Alerro-da-uoa-
Vista, n. 60, recebeo-se ltimamente um completo sor-
limento de confeltos, amendoas cobei las, doces de as-
sucar crlstalisado, rom licor por dentro.aincndoas reaes,
e outros confeitosdos mais ricos, etc. etc.; bocetas dou-
radase confeitadas para encher dos mesmos, proprias
para fazer presentes ; ago'ardente de Franca de supe-
rior qualldade; verdadeiro marrasquino de Zara; absyn-
tho sulsso, da marca verdadeira; vinho de Hordeaux en-
garrafado.etc. etc.; e igualmente se accdtao encoinincn-
das de doces finos, e bandejas para cha, tudo por pre-
eo mais commodo. ,
^= Furliao, do tillo de Santo-Amaro de Agna-na, na
noite de 13 para 14 do corrente, tres cavajlos, sendo uin
easlanho, com urna estrella pequea na testa ; outro a-
lasao, todo tapado ; e outro ruco de lente aberta.
luein os.ippr. hender e levar ao mesinosilio, ou no Recl-
, a Jos Francisco Ribclro de Sonsa, na rua da Alfan-
dega-Velha ser gratificado com 50/000 rs. Roga-
se tambem as autoridades pollclaes deosapprehendereinc
capturaren! o Individuo,onde elle cstlvcr, parase proce-
der contra elle na forma dalei.
-- Uin homcui idoso, bem morigerado e condecido,
bom esludantede grammalicasportugueza e latina, se
ofi'erece a dar llces de ambas cm casas dos alunnios e
alnnin..-. querendo seuspais, mis ou tutores, e avis-
ta do proposto se far ver as vantagens e o prejo : nesta
typographla se dir quem he.ou na travessa do Pocinho,
u. .'i.
Agencia de pa.ssaporles.
Na rua do Collegio, n. 10, c no Aterro-da-Hoa-Yisla,
U>ja, ii. 48, tirio-He passaportes, tanto para dentro co-
mo para flora do Imperio; assim como despacho-se es-
clavos: tudo com brevidade.
LOTERA OA MATRIZ UA CIDAOE
DA VICTORIA.
Acho-se a venda as lojas de cambio dos Srs. Ma-
noel Gomes, c Vleii a, no bairro do llccile, c no de S.-
Antonio na loja do lliesoureiro, rua do Queimado, e na
botica do Sr. Mor< ira, na rua do Cabug, os bilbeles
da 1.'parte da 1." lotera concedida a favor das obras
da Igreja matriz da cidade da Villora, para cujas rodas
est determinado o andameiilo para o dia 26 do corren-
l. otes. Nos mesmos lugares recebem-se os bilhcles
premiados da lotera do I.ivramento, em troca dos da
. I ue ora se annuncla.
= O abaixu assignado advoga tanto no civel conm no
crluie; para o que est competentemente habilitado
com novo provimenlo do Exm. Sr. presidente da rcla-
\o : lodos os que se quizcreni ulilisar do seu prrstimo
o acharad ua casa de sna residencia na rua de S.-Fran-
cisco, n. 82, casa onde morou o advogado Caelano de
.Sonsa Antunes. c ultiiiiaiiienle o Sr. tscrlvao de pro-
testo Tito. Antonio Borgei da Fonteca.
Flrmlno J. F. da Rosa & Irinao prevlncm ao respei-
lavel publico e principalmente ao cominerclo, que
desde aprsenle dala nao seradniitlidorecibo algum
cobrado por pessoa alguma que nao sejao os prop ios
inleressados; assim como nao ser valida qualquer iran-
saceo de compras, ou vendas, = Reclfe, 14 de oulubro
de 1846.
Deseja-se alugarum preto para todo o servifo e
que seja iiel ; paga-se bem : ua rua larga do Rozario ,
i. 48, segundo andar.
Joaquim do Suva Lopes pele as-
autoridades policlaese aos capitaes de campo a captu-
ra de um escravo, que Ihe fugio no dia 10 do presente
me/, com os signaesseguintes .- chania-se Jos Antonio,
de nacao Rebolo; altura regular, grosso do corpo bo-
nita figura e de cara; falla multo bem que parece cnou-
lo; tem o p esquerdo inulto grosso, que parece ter
eivsipela, e lem una ferida muilii grande na peina
esquerda; este escravo tai cativo de Manocl llciiiique
da Silva? morador na cidade de Goianna : ha informa-
ccs que lora para l. Quem delle der noticias, ou o
troiieer. reeeber a recomprnca. Este escravo ful arre-
matado -ni praca publicapelo julio da segunda vara,em
19 de selembrodo presente auno. O annunciante mora
na rua daCadeia do Renli-, n.29.
das
. -Na tarte do dla22 do corrente met, e na porta do dou-
tor juiz dos fcitos da fatenda, se ha de arreinatar.de renda
animal, as proprledades srgulntcs : ultia casa torrea na
rua Velha, n. 83, avallada em cem mil res; o segundo
audar do sobrado, n 1 do Hecco-Largo, avallado em
100/rs. por anuo; um sobrado de um andar e solao, na
rua das Clnco-I'ontas, avallado ein 200/rs. ; macasa
terrea, n. 2, no becco do Rotarlo de S.-Antonlo, avalla-
do por ,'0^ rs. por auno ; duas casas terna na rua Im-
pel al, ds. 80 c 82, avalladas, aprimeira em SWnfa
segunda em 100/ rs.; una casa terrea ua rua do Caldei-
reiro, n. 84, avallada em 96/ rs.; urna cata terrea, n.
I00,na rua da Gloria, avadada em 84/ rs. por auno; ouira
84/ rs. por an-
't'isa da aferifo, na rua
Larangeira*, n. *i9.
O abaixo assignado continua a ser o arrematante das
al. i Icies dos pesos c medidas deste muiiicipio ; por is-
so declara, que principia a aferlr para o anuo de 1840 a
1847 de hoje em dlanle das 8 horas da mattMa as .>
da larde. Outro sim declara mal, que o Sr. Joao Hi-
lario de Barros nao tem mais gerencia alguma nos
trabalhos da actual afericao c que tem enearregdo ,
em sua ausencia de fazer as suas retesan Sr. Joao
Jos de Moracs. ylnonio Gontahrs de Moraet.
Aluga-se um silio no lugar da Capunga
a margem do rio Capibaribc
, com boa
casa cocheira estribarla baixa com
mil io capini : a tratar na rua do Raugcl n. 59, priinei-
ro andar, ou no inesmo sitio junto ao cnsul Ingles; de
inanbaa al as 8 horas e de tarde das 5 ein diante.
iaauiiiiiniaisr"" nitiririii .
A' f, que nunca del a menor attencao a isso.
__ \'caca.... disse Nicolina soltando una gargalhada.
R Ira tal vez Andreza dessa argucia, e nao adiviulira
lodo o le- que nos sarcasmos da criada se continha, se
tivera o espirito na sua disposifo ordinaria. Mas cslre-
ineclo-lhe os ervos, como as cordas de um Instrumen-
to, tocado ein demasa. Cada acto da sua vontade, cada
inovimento do corpo era precedido de tremores nervo-
sos. O menor inovimento de espirito servia-lhe de dilfi-
culdade, que era preciso vencer; em eslylo de nossos
dias, diramos, que ella estava irritada. Palavra lellz,
conquista de pbilologia, que records esse estado de arri-
pio revoltai.te, ein que nos lauca a sueca.i de um fr
agro, ou o contacto Que quer diter esse espirito? perguntoii Audreza,
reanimando-so de repente, e recobrando, com a impaci-
ncla, toda a perspicacia, de que a privara a sua mulle-
xa desde o coineco da scena.
Eu nao tenho espirito, ininlia senhora, disse Nico-
lina. Isso h^ bom para as grandes senhoras. Eu sou una
pobre rapariga, e digo simplesmente o que he.
__ Mas o que he isso enifin, vejamos ?
A senhora calumnia Gilberto, que a trata com to-
das as attcn{es. F.is-aqui o que lie
Nao faz mais que o seu dever na qualldade de cria-
do, idepois.'
Mas Gilberto nao he criado, senhora; ni
le filbo de nossos autigos abegOes ; da-se-llie ca-
ma e mesa, em compensacao do nada que fat ; tanto
pelor para elle, se rouba. Mas que significa defender
voss to calorosamente esse rapas, que ninguem ataca ?
Ob! eu bem sel, que a seuliora nao o ataca, disse
Nicolina, com um sorrlso cheio de maldade, pelo con-
trario.
Ahi temos anda outras palavras, que nao compre-
hrndo.
Porque a senhora nao quer son duvida conipre-
hend-las.
Oh que pechiucha !
Vende-* a casa de 2andres da rua ioMlrt^n
12 com grande quintal, pnrlflo para o rio ,, cdaos^i<
prlos mijos commodos ; o qual rende ...ais e u
por cont ao me. nesta typographla, se dlra com quem
fe deve tratar. ,j. ,i_ j
- Vende-se a armaco da bem conheclda "
fazendas da osquina do Livramenlo n. I por p> ^
commodo : a tratar ua mesina loja.
ominodo : a tratar ua inesma ioja. s _
\, nde-sc um sobrado na esquina do becco ae og
edro n. I, em que mora 0 Clrurgllo Leal de uin ai.
aretolao.comSquaitos e terrado : na rua Direita .
uin sobrado de dous andards na travessa do Carino, n. I,
avadado em344/rs. ; outro dito de tres andares, u. 19,
na rua do Amorim, avadado em 300/rs.; outro dito de
dous andares na rua da Piala, n. 29, avadado em 00U#
rs., outro dito de dous andares na rua dos Marlyrios,
avadado cm .'iO'rs. ; a casa terrea, n. 18, no largo do
Paraizo, avadada em 240/ rs.; uina dita de un andar
as Cinco-Pontas, n. 2, avallada em .180/rs. ; una dita
do um audar, n. 8, no Atefro-da-Hoa-Vista, avadada ein
360/ rs. ; uina casa, n. 5, na campia da Boa-\ ista, ava-
llada em 30/ rs.; um sitio com casa de sobrado, e ar-
vores de fructo, na estrada de llolm, avadado em itl/
rs. por anuo ; um sobrado de dous andares c solao na
rua da Guia, n. 64, avadado em 300/ rs. aiinuaes ; una
casa terrea, n.20, na rua do Rozarlo da Boa-Vista, ava-
dada ein 40/ rs. por anuo ; uina dita, niela agoa, ".43.
na rua de S.-Franclsco por 42/rs. annuaes ; urna dita
terrea, n. .'17, na rua do Amorim, avallada ein 72/rs. an-
nuaes; ama otaria no lugar do Remedio, de JoSo A-
nastacio Camello Pessoa, avadada em 1.52/rs por au-
no ; una casa c olarla na estrada do Giquia, u. lab, ava-
llada em 100/rs. annuaes um sitio com casa de vlvenda
ira estrada do Ro/arinho, por 100 rs. annuaes; uinte-
Ihelro, n. 126, na estrada do Giqli, avadado cm 24/ rs.
annnaes; um sobrado o sotan na rua da Sen/alia, n. 21,
avallado ein 60/ rs. por anuo, nina casa terrea, u. 89,
na rua Imperial, avadada ein 180/ rs.; una olarla no
lugar dos Remedios, de Bernardo Damin Franco.avada-
da por 120^ rs. ; nina casa ten ca na rua d'Assuinpcao,
n. 70", avadada em 60/rs.; e todas por execuces da fa-
/.eiida.provincial contra diversos llovedores,
Quem tiver ai-hado urnas chaves de gaveta cm uina
correte de piala querendo-ai entregar na rua do
Queiniado, loja n. 44, reeeber o importe da corren-
te, ou a mesilla, se Ihe servir.
--Aluga-se nina casa na travessa do Marisco : a tra-
tar na rua da Cadeia (Je Santo-Antonio, n. 14, priineiro
andar.
Compra.
Compro-se algiins prs de laranja de oindigo, que
sirva para embarque: na rua do Vlgarlo, n. 25, priinei-
ro .nula i
-- Compra-so una canoa pequea quo sirva para li-
rar entulho ein um vivolro ; na rua do Queiniad..,
n. 38.
__Compro-sc eHeelivanienle eseravos de ambos os
sexos, de 12 a 24 anuos ; pago-se bem, agradando: na
rua larga do Rosario, volliiido para os quartels n.24,
priineiro andar.
__Cumpio-sc, na rua da Cruz, n. iHi. esclavos, para
fina da provincia que sejao mocos e de bonitas figu-
ras, COtn ofiicios o prendas, ou sein ellas; pagfio-se b. ni.
Cimiprao-se duas juntas de bous bols e gordos:
na rua do Queiiuado, n. 4.
Compra-sc uina coinnioda de Jacaranda um par
de bancas dito un toucador dito uin par de mangas
de vldro bordadas Uin dito de lanlornas una mesa de
i.iiii.ii duas veiioziauuas ; ludo com pouco uso : na es-
quina do Livraiiieiilo loja do 0 portas se dir quem
compra. _____________
Vendas.
M
u'
M
i
--Vende-se una capa nova para padre ; na rua Direl-
taj, n.6, priineiro andar.
=Vendem-se 40 barris rebatidos, proprios para re-
ceberein qualquer liquido : na rua de Apollo arma/, ni
de lauoeiro dbante do Sr. Jos All'onso Moreii a.
mm ms s::p: s::es: m ::&:'Mm-M&w;
AGOA DO JA PAO. 3
Ksta preciosa npoa tem em si o remedio ef- W
Dcaz de fazer nasecr e amaciaro rnliello, |jrar O
toda a caspa, al que (que a calvcifa limpa, i^
aclarar o roslo, aoiaciar a pello u evitar es-
piohascarnees ; o metliodo, que ensna o seu
uso, acompauha os vidros. Ella lem merec- B
Sfi doloda acceitacno em todas as parles da Eu- g
{i ropa, visto ler sid.i cxaininadae approvarla f
g pelasociedadede medicina do Japilo : vende- ::
7b se nicamente na praca da Independencia, ns. !3
Qf I3e 15, loja de Joaquim l'ercira 'Arantes, Q
i pelo preco de 1000 rs.; assim como outras mu i-
X las perl'iimarias e calcado. J
tac w
ss se::c:: B::^e;:eB::?z^s:3.a:!
Vende-se um cachorro, proprio para sitio ; na na
daPenha, loja n. 2.
SMOSnail*.^ <-fTSrf-r-';-'--1V--' '"' ur.-SfcuL.'Jl l~l11 SMSSII.'
Hasta, inademoisclla, disse, severa, Andreta, ex-
pliquc-ino j o que quer dizer.
A senhora sabe cortamente melhor que en, o que
quero diter. ....
Nao, nao sei nada ; c sobre tudo nao adivinho na-
da, porque nao tenho tempo para adivinhar os enigmas
que voss me propoe. Voss pedc-ine o incu consenti-
nu ni.i para casar, nao he isto ?
Sim, senhora ; e rogo-lhe, que se uo enfade com-
migo, porque Gilberto me ama.
E que lonho cu com que Gilberto a amo, ou nao a-
ni". Saiba, que na verdade me fatiga inadenioisella.
Nlcoliua poz-sc as pontinhas dos pcs. A colera, por
tanto lempo comprimida, fez emlim exploso.
Depois disto, disse ella, a senhora disse talvez j a
mesina cousa Gilberto.
K cu fallo com o Sr. Gilberto .' Deixe-me cm pat,
maianu... lia, vosse est douda.
Se a senhora nao Ihe falla, ou nao Ihe falla mais,
pens que nao ha uiuito lempo.
Audreza deo alguns passos para Nicolina, a quem me-
dio d'alto abaixo com admiravel Jesdenhoso olhar.
Ha una hora, que voss procura fazer una ii
lencia. Acabe com isto. l-'.u Ih'o ordeno.
Mas.. disse Nicolina un pouco abalada.
Voss diz, que eu fallei a Gilberto ?
Sim, senbora, digo-o.
Uccorreo cnto Andreza una ideia, que ella por
muilo tempo olhra como impossivel.
K esta desgracada nao est com ciumes, Dos me
perde exclamou ella, soltando una risada. Tranquil-
lisa-te, ininlia pobre Legay, eu nao olho para o tea Gil-
berto, c ate nem posso diter, de que cor sao os seus o-
Ihos.
t Andrea se senta disposta a perdoar oque, ao seu
ver, j nao era uina grosseira, ius una loucura.
Nao fazia isso couU a Nicolina ; ella he, que se julga-
va oll'cudida, e nao quera perdo
do Torno relina assucar, lz doces, engoinna
faz renda, cose chao ; e a outra de 12 anuos dt. too ni
ta figura faz renda o cose chao : na rua da Cadeia do
Recifo n. 53, priineiro andar. .rvem
= Vendem-se bous fogoes completos, que '" in;
para navios, e sao proprios para casa de pouca "">"'
moinhos grandes de moer cale proprios para deposi-
to : na rua da Cadeia do Reclfe, loja de ferragens, ir. JO.
Vende-se uina cama de auglco nroinpla. com z
colchos; uina mesa redonda de nielo de sala, ae Jaca-
randa ; uina dita de escrever, de amarello; e "!-
versos trastes; tudo com pouco uso por preco
modo : ua rua da Cadeia de S.-Antonlo, n. 1
Vendem-se 4 escravas sendo uina dellas engoui-
madeira, cozinhrira.e que cose alguma cousa, outra.qut
corinha o diario de urna casa, e as outras, que lavao or
saboe varrdl, o servem.parao servio de campo ua
rua da Concordia pastando a ponte/uiha a mreiia ,
segunda casa terrea. ...
Vende-se a ai ma. o da loja da prava da Hoa-> is-
la que foi de sapatos ou aluga-se : a tratar na veuaa
da esquina da mesmacasa. .^
Vendcni-se.barris de brou-louro de multo noa
qualldade por pre0 de 6#400 rs. ; no armazem de ca-
bos defronle doCorpo-sauto, n. 17.
= Vende-se urna pequea morada de casa, na rua
dos Galos, da cidade doOlinda, em chaos proprios. com
un terreno de um lado : a tratar na rua da Roda, n .tu.
Vende-se um preto de najan de bonita ligura ,
sem vicios nem achaques vende-se para comprar uin
preta lambein se troca sendo a preta de bonita n-
gura e que nao lenha vicios : na rua da Concordia ,
pastando a pon./inda .adireila, segunda casa terrea.
\ endeni-se passas muidas para fazer podius ; ce re-
jas o amoixas areca; feijdes ; ervilhas ; leflha ; cliani-
panda ; viudo do l'orlo ; Scherrj ; Madeira ; viubo ao
Klien-i ; Sun. nies ; Clarette, em quartolase caitas di-
to engarrafado a 400 rs. inuito bom; superior cognac:
rhiiiu de Jamaica; ai rae ; genebrade llollauda ; vinho
de Malaga, rellio, em melasgarralas ; frascos de todas
asqualidades defructas da Europa; repolhos conser-
vados; barris pequeos de caviar, de uina libra ;mos-
tarda franceza e iuglcia ; Srhcrry cordial; laus de tal-
mo ; sardinhas; ervilhas c mais outras conservas o
pelxe e carne ; conservas de pepinos e ceboiliuhos; cer-
voja preta o branca da celebre marca Barclay ; ezeile
doce superior ; cha ; [charutos regada. Estes gneros
sao iodos da inelhor qualldade, e se acbao amostras
para os senhores compradores, no armazoin do Fernan-
do de I .o, ... na rua do Trapicho n. 34.
> Vende-se nina porcao de terreno de marmlia .sito
na rua de Apollo, onde existo um guindaste, desembar-
que de laltas c um tanque d'agoa : a tratar com
Antonio Pinto de Mosquita, que tein ordein do dono
p.-rra isto.
Vcndc-scpara fura da provincia una preta ; em
Fra-do-Portas rua do Pilar ii 17.
=Vende se um terreno na praiu de S.-llita, entre o
deposito de c.-mao e o telhelro de Franca z Irmao, com
30 palmos de fronte o corea de 200 ditos de fundo ; a
dinlieiro, oua prazo ; lainbem se recebe uin escravo
em troca : na rua de S.-Rlta n. 85.
-- Vende-so um sobrado de dous andares sito na
rua estrella do Rozario em chaos proprios, e que ren-
do 28/rs. iiiensaes : na rua do Nogueira u. 27.
= Vendo-so sarva-parrilha multo nova c superior,
por proco coiinuodo : no armazem do Braguez, ao pe da
Conceico.
=Vende-se um moleque, de 14 a 16 annos, com prin-
cipios de carplna sein vicios nem molestias ; na rua do
Vigario n. 25, priineiro andar.
NO ATER RO-DA-IIOA-VISTA SOBRADO N. 1, CASA DF.
MODAS FRANCI-.ZAS DE M. MILLOCHAU ,
v. mi. m-sc trlatanas finas, brancas c de cares, cam-
bralas finas brancas lisas e bordadas ; bolillas do-
res de todas as qualidades ; ricas plumas ; veos de
montarla venios e blancos lindas grvalas de cassa
|i. imprimida para hoiiiem ; fil de seda e de lindo;
inanias dedico preto ; veos pretos ; um sin lmenlo do
collaruhose pescocinhos ; caiiilslnhase romeiros bor-
dados para senhora o meninas ; bleos pretos de relroz;
ditos de lnho limito largos, para cabecao ; lencinhos
de seda para grvala de senhora ; fitas de velludo ; tou-
cas para senhora r meninas, cainlsluhas para liomeiu ;
trancas e curdoes para ornar vestidos '; mercearia fran-
cesa; a outras maltas nsendes, por preco barato.
NO ATERRO-D\-BOA-VISTA SOBRADO N. I, CASA
DE VOOAS FRAKCFZAS, DE M. MILLOCHAU,
acb.i-se un lindo, escolhido o novosortimento de cha-
peos do seiihin a do seda crep bco palha de arroz,
pilba bordada enfeitados com llores e plumas finas;
blcos de blondo branco e preto ; blcos de llnho ; titas
linas de todas as qualidades o larguras ; luvas de pelli-
ca c de soda ; c outras mais fazendas da moda franceza,
tudo por preco commodo.
a enten-
Como he! Disse Andreza, que comecava
der, mas que nao podia ainda crer.
Digo, que, se a seuliora so falla Cilberto a noite,
como r./. honiem, nao he o mel deconhecei-lhe bem
exectaineiile as feicdes do rosto.
Veja o que diz, se se nao explica (inmediatamente,
disse Andreta,paluda ....
Oh! he bem fcil, disse Nicolina, abandonando to-
do o seu plauo de prudencia... vi esta noite....
Cale-se, fallao-mc l debaixo, disse Andreta.
Comelleiio gritara do algrete una voz :
Andreza Andreza !
.leo senlior seu pai, senhora, disse Mcolina, com
o esli augeiro, que passou aqui a noite.
Desea, diga, que nao posso responder, que estou
iucoiiiiiiudada, evolte; quero acabar, como couveni,
esta extraordinaria dls. usso.
Andi. /.a! ^lilou de novo o barao he M. de Balsa-
mo que quer simplesmente dar-te os bons dias.
Va, j Ibc disse, repeli Andreta, mostrando a por-
ta Nicolina, rom um gesto de rainha.
Mcodaaobrdecr
lo ella onicnava, s
em replicar, sein pestauojar.
Uas, depois que Nicotina sanio, etto Andreza urna
cousa extraordinaria ; por mais rctolvida que estivesse
a nao apparecer, sentia-sc como arrastrada por una for-
ja superior e irrlsistivcl para a janells, que I.egav del-
xra soaberta.
\ io cutio Balsamo, que a saudava profundamente, li-
tando nclia OS olbos.
E caubaleou, e sosteve-se aos caixilhos para nao per-
der o equilibrio.
Bom dia, ineii senhor, respondeo ella da sua parle.
E pronunciou estas duas patarras justamente naocca-
siao, ein que Nicolina dava o seu recado ao barrio ; eu
qual, ficou estupefacta e boqui-aberta, sem nada coin-
in che odor desta caprichosa coutradieco de Andreza.
IQuasi ao inesmo tempo Andreza, abandonada de to-
das as forjas, cahlo sobre una poltrona.
Balsamo contlnuava a olha-la. (Conlinaar-M-ka/.


Vende-se potasaa branca de superior qualidade,
em barris pequeos; ein casa de Matheus Austin > iuI. mili.i. na na da Alfandega-Velha, n. 36.
Vende-se ramo do serto, multo gorda e ora, por
ter Irazido 10 dias de viagem do Aracatv : na ra da < u-
deia do Recife, n. 11.
Farinha SS>F,
da milito acreditada fabrica de Molino Strazig sendo a
ultima rliogada a este mercado mi pequeas e gran-
des poreoes : a tratar coni I. J. Tasso Jnior.
Na ra do Crespo loja nova
n. 12, de Jos Joaquimda
Silva Maya ,
vende-se um rlcosortimento de casticaes de finissima
casquinha, com suas competentes lanternas de gos-
tos os niais modernos que Icem apparecido pelo di-
minuto preco de 8/ 10/ e 12/ rs.. rada par.
b Vendem-se moendas de ferro para engenhos de as-
sucar, para vapor, agua e tiestas, de diversos tamanbos,
por preco commodo i < igualmente taixas de ferro coado
e batido, le todos os tamanhos: na praca do Corpo-San-
to, n. II, em casa de Me. Calmont Si Companliia, ou na
ra de Apollo, arma/em, n. 6.
Potassa branca,
da .iais superior (jualidade em
barricas pequeas, e 'desembarca-
da no aia 30 de agoslo prxi-
mo passado, vende-se por pre-
co commodo : emeasa de L. G.
Ferreira & C.
t= Ocorretor Oliveira tein para vender cobre em fb-
llia e pregns de dito para l'orins de navios : os preten-
ili'iites diiijo-se ao luesino, ou aos Seiihorcs Mcsquita
t Dutra.
Na loja ta esquina da rusti Collegio.n. 5,
de vende-sc, alt'-m de um bonito sortiinrnto de fazendas ,
por precos bastantes moderados, as seguintes :
Corles de novas casimiras franec/as, a .... 4/000
Ditas ditas melhores, a......... 5/000
Ollas pretas francezas o eovado,.... 3/000
l'annos, pelos, azues, verdes e de outras cores
dlHrenles, desde 2/400 rs. o vovado a 12/000
t.'orlrsde calcas de pelle do diabo a 1/440
l'.hales de la.i e seda, grandes, a...... 2/Titifl
Lencos de eambraia guarnecidos a bico, a /fi40 :
I. i Donas para vestidos o eovado a .... /240
F.scocezcs de laa ealgodo, com xadrez fingindo
seda o eovado, a.......... /320
fortes de laa e seda para vestidos a 7/000
Chita-cassas o corte a........ 2/240
Corlesdecolletcsdc fustao francrt, a .... 1/000
Lencos linos para gravata a....... /400
Casa da V ,
riB ru eslreila do Rosario, n. (.
Neste estabelccimento aebiio-sea venda as cautelas da
lotera a favor das obras da matriz da cidade da Victo-
ria, da qual andars as rodas no dia 2t do eorrentc mez:
os piceos das cautelas sao os do costume.
= Vcnde-se, por 220#000 rs. um preto velho, forte,
bom para traballiar e botar sentido a um sitio ; 6 es-
cravos, bons para o traballio da prafa e campo um di-
to oiclal de sapateirn, cerne he bom pagem ; nina pe-
la de 35 anuos por 280/1)00 rs. que eozinha, lava e
he quitanricia ; 3 dilas entre ellas um cose faz renda,
e eiigoiiiina ; urna mulatiiiha, de 12 anuos cose e fazo
mais servico de nina casa : na ra do Crespo n. 10
primeiro andar.
Vendem-se no lim da ra da Aurora n. 4, tam-
bores e rodetes de moendas antigs por preco barato ;
dous caldeiroies grandes, de ferro coado a 40 rs. a li-
bra.
Vende-sesebo de rim deboi em porcfio grande e
pequea ; na ra larga dollozario ns.6e II.
Vcndem-sc 7 pretas.de l4a25annos, com habi-
lidades ; um moleque de 17 anuos de naco de ele-
gante figura ; umamulatiiiha de 13 anuos, cose bem e
tai renda ; 3 prelos para o servico de campo um dcl-
les por 160/000 rs. : no pateo da Matriz n. 4, segundo
andar.
Ventle-se urna preta, de 18 anuos,
de elegante figura eoslureira, cozinhei-
ra e muilo propria para todo o servi-
do de casa ; 4 pardas, de 18 a ao anuos,
de mnito Loas figuras e entre ellas urna
perfeita engommadeira, cnstureira, ren-
deira e cozinheira ; 4 moleques de 12
a 14 annos sem vicios nem achaques ;
a prelos de naco, de aa a 3o annos, pro-
prios para lodo o servico : na ra da Ca-
dcia de S -Antonio n.
=/
Vcnde-se a vendada ra de Agoas-Verdes n. 15
multo boa para principiante com poucos fundos e o
M'ii aluguel he mnito em ronta de2/ a 3/ rs. ; o mo-
tivo, por que se vende, se dir ao comprador : a tratar
na mesma venda.
Vende-se rap, ltimamente chegadn de Lisboa ,
as libras c oitavas na loja de fazendas na esquina do
beceoda Congregacao, n. 1.
Pecis de ouro
falso para marcar jogo; na ra larga do Rozarlo ,
n. 20.
Vendem-se na ilh.i de S.-Miguel na villa de
Alagoa fregueiada S.-Crus urnas beranca : a tra-
tar na ra dasCruzes, n. 30.
Vende-ie urna crreme de ouro de le, tendo 5
palmos eacacos com o peso de 42 oitavas : na ra do
Queimado n. 18.
= Vendem-se duas pretas de nar.ao, que engomnio,
e cotinbo ; nin carro novo, de 4 rodas; um espelho
grande para vestir senhora de Jacaranda ; uina com-
moda de dito vinda do Porto ; 2 bancas de dito de
meio de sala um relogio efe ouro, sabonete ; um ocu-
lo grande de ver ao longe ; uina bandeja de casquinha
plateada com 18 casaet de pires echicaras, 6 palos ,
tildo de porccllana ; um habito de Christo pequeo:
na ruada L'adeia de S -Antonio, u. 19.
Na rua Nova, loja de Hipli-
to Saint-Martin&C.,
he ehegado um completo sooliento de fazendas fran-
cezas sendo : CHAPKOS l)K SEDA ENFEtTADOS, para
senhora muito linos ; ditos de palhinha aberlos c fe-
i llegados, para senhoras e meninos ; manteletes para
senhora muito ricos sonidos de todas as cores : cha-
les ; mantas ditas ; sedas brancas ditas ; ditas matiza-
das de cores muito ricas para vestido ; crep soni-
do ; nidc seda branca e preta ; bicos de blonde len-
cos de garca ; veos para montara muito tinos; sus-
pensorios ; luyas de pellica compridas com borlas
de retroz brauco guarnecidas de litas de cores ; ditas
lisas, brancas c cor de palha; dilas curtas ditas e cr de
ro^a ; ditas escuras; ditas brancas, prelas cor de palha
e escuras, para homcm ; ditas de castor branco cama-
relio proprias para mililar ; ditas de seda curtas e
compridas para senhora e meninas ; muito ricos sapa-
tosdecouro de lustro, para homcm, senhora e meninas;
ditos de marroqulm ; ditos de duraque e setim de todas
as cores e brancos para senhora ; sapates de beterro
para liomem ; mullo bous suspensorios de seda e de
borracha para homeme meninos ; lencos de seda, pa-
ra senhora grandes c pequeos linos ; ditos de grva-
la pretns e de cures, para homcm ; saceos de laa para
guardar roupa ; ditos para caca; chumbeiras de 1 e 2
canos bordadas ; espingardas francezas ; estojos na-
Ihematicos completos ; coslureiras para senhora ; bo-
netes para homcm e meninos ; jogos de xadrez domi-
n e vispora ; sellins inglese* e franceses ; chapeos de
palha abertos para meninos ; chapeos de sol, para ho-
mcm e senhora ; bengalas de canna, linas com casles
muilo lindos, para passrio ; caixos de llores, muito ri-
cos com plumas e sem ellas ; capellas ditas ; um com-
pleto sortimeiilo de perfumarlas de l'iver ; figuras de
porccllana, muilo lindas ; casticaes de casquinha ; es-
pelhos grandes e pequeos : caudieiro de lalo para
cima de mesa ; peines de tartaruga para prender ca-
bello e marrana plumas solas, brancas e de cores ; c
outras m o i l as fazendas, todas viudas pelo ultimo navio
de Franca, por preco commodo.
Vendem-se na rua do Crespo loja n. 8 de Campo
& Maya.
Aos Srs. proprietarios de
engenhos.
Veudem-se taixas de ferro coado moendas de can-
na para agoa, ou animaes rodas dentadas, crivos ,
boceas de 1'omalhas e mais objectos neeessarios para
engenho por preco commodo ; na fuidiro d ferro ,
de Me Callum & Companhia na ruado firuin no Re-
cite ns.6,8cl0.
Farelo novo,
em saccas grandes vende-se no armazn do Bacelar ,
confronte a escadinha da alfandega e em casa de J.
i. Tasso Jnior na rua do Ainoiim.
^^^*a#*fe Vende-se nova alpaca, superior,
a ia8ors. panno fino de cores
ixas, a 5ooo rs. ; casimiras de iSa
pura, a iSoors. ; ditas com pint-
ea mistura, a iooo rs ; cortes de
a5.
Vende-se um relogio de prata ; um dito de ouro,
com muilo pouco uso, e bons reguladores, e horizontaes;
urna crreme de ouro para os inesmos ; tudo por mdico
preco : na rua do Vigario armazem n. 8
= Vendem-se 2 prelos mocos tendo um 20 annos ,
de bonitas figuras de todo o servico inesmo para o de
campo ou armazem de assucar; duas prelas, de 20
anuos, proprias de todo o servico ; uina parda ; um par-
do bom para pagem ,e para outro qualquer servico; 2
bonitos moleques de 12 annos : na rua larga do Ro-
zarlo indo para a dos Quaiteis, n. 24, primeiro
andar.
Volt a rete.
Na esquina da rua do Collegio loja n. 5 de Guima-
res Serafim & Companhia, vendem-se cartas franceza
finas, entre-linas e ordinarias ; ditas portuguetas ; to-
das por preco mais barato do que un oulra qualquer
parte.
i\a loja nova da rua do Cres-
po, n. 10, esquina, que vi-
ra para a rua das Cruz es, de
Irse la noel .11 on teiro Braga
vendem-se cortes de cassa muito Anas com llstras
de seda, de mu ricos gosto, com 13 covados e tres quar-
tas a ti/000 rs.; cambraias brancas com listras de cores,
de gostoa o* mais modernos ; ditas brancas, com listras
abertal, com 8 varas; pecas de eambraia adamascadas ,
para cortinados; casimiras elsticas enfesiadas, de lis-
tras Hitas ; panno pretoe decores, muito uo; alpaca
atulc preta; chales de seda, muilo ricos; ditos de laa e
seda ; ditos a nova Alhenas cintelroa para as mocas de
bom gotto para fazerem a cintura delicada ; suspen-
sorios de seda, e outras multas frzendas que sero pa-
tentes aos compradores ; tudo de muito bom gosto e
moderno em rasao dos poucos dias. que a loja tein.
Vende-se urna bomba de pao muilo boa, porrs-
fotar orna mulla preateza urna canoa ; na rua de Apol-
a tanque d'agoa n. 28, no aotigo parto das canoaa.
AT1RRO DA BOA-VISTA, LOJA. N. 14.
Pannos finos prelos, cor fixa, a 4/ tBftl. o eovado :
merinos prelos, a l/UOOc 4/803 rs. o eovado ; lencos di
seda para liomem ou senhora, a 800, 1/280 e 1/600 rs.;
chales de seda, a 10/000 rs. (do inelhor gosto, que tein
viudo), estes chales tecm o campo escuro ; ditos de cam-
po branco, fio de Escocia a 3/500 rs. ; ditos de laa,
de bonito gosto, a 2/400, 2/800 c 3/000 rs.; fustes de
rendan, de bonitos padres, a 640, 800c 1/800 rs.; Irnos
francezes de quadros, or fixa, a 320 is. o eovado ; dilos
inglezes, a 280 rs.; imiisulinas de cores para vestidos,
pelo baratissimo preco de 280 rs.; riscados francezes,
a 160, 200. 220, 240 e 280 rs.; cassa Usa ordinaria, d
largura de vara, a 280 rs.; zuarte de largura de dita, a
280 rs. o eovado; panninhos prelos c cor de rosa com
lustro, a 160 rs. o eovado; cambraias adamascadas, por
4/000 rs.; dilas bordadas com flores miudas,com 9 varas,
por5/000 rs.; dilas de cores, por 2/000 e 3/000 rs. o
corle; laa para calcas, a 500 rs. o eovado; pelle do dia-
bo, a 440 rs. o eovado, ou a 1/440 rs. o corte de 3 '/i co-
vados; lilas muito linas a 500 rs. o eovado; e outras
mais fazcndas_ por muilo commodo preco. Os prelen-
dentes, que nao poderem vir a esla loja.uiandem buscar
amostras, que se Ihes dar promptameme, tanto das
que tecm prefo marcado, como de outras, que qui/.erem.
fi
di
o u
i.

asan
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g
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ADMIIUVEIS
NAVALAS DE AC DA CHINA.
Teem a vamagein de corlar o cabello arm oflensa da
pelle deixando a cara parecendo estarna sua brilhan-
te mocidade.
Ksie ac vem exclusivamente d China e snelle tra-
balhao dous ikis melliores e mais abalisados cuteleiros
da nunca excedida e rica cidade de l'ekiin capital do
nperio chiui.
AcToaSHAw.
. B. He recoinmendado o uso destas navalhas ma-
ravilliosas por todas as sociedadei das ciencias medico-
cirurgieas,tanto da Europa como da America,Asia e fri-
ca, nao so para prevenir as molestias da culis mas tam-
bera como um meio cosmtico.
{ cassa fina, com 7 varas, a ,'iooo 3
fh rs ; assim como as mais fazendas 4t
Bf* j annunciadas e outras militas $
J5 the^adas de novo. jt
I>'a loja nova de calcados, de
4 portas, na rua dnCadcia
doltecifc, lis. 48 c 50,
acaba de receber-se um completo sortimento de calcado,
comoseja : bonegunis gaspeados e depona de lustro,
para liomem e senhora ; sapalos inglezes de bezerro ,
abotinados e deorelhas, de entrada alta e liana; ditos de
nina pala c de duas, tanto parahomcni como para meni-
nos de 6a 12 annos; bolins e meios dilos de bezerro,tanto
francezes como de Lisboa ; sapatos de tapete, para ho-
rnera e senhora ; dilos de orello proprios para as pes-
sas que padecem de frialdade; ditos de setim dura-
que e n i a 111" i ii i m lano prelos como de cores para se-
nhora e meninas ; ditos de marroquini para senhoras
in Ja 11 ni por casa, a 480 rs.; dilos para meninas, a
200 rs. ; sapalos de lustro para homem, c seuhora c
meninas; dilos de clchete ; c oulras militas qualida-
des de calcados; assim como um completo sortimento de
perfumaras as mais finas possiveis; luvas de pellica de
cores, para senhora ; dilas para bomem a 1/rs o par ;
ditas de sella bordadas, tanto compridas, romo curtas;
chapeos de castor de Lisboa pelo barato preco de 7/000
rs. ; ditos de seda pela de aba larga, e outras muitas
diversas colisas por preco mais barato possivel.
Vende-se um ptimo avallo rodado, novo ,
gordo, e mui bem feilo anda baixo ; tem
muilo bom galope e he bastante ardigo :
na rua da Florentina, n. 16.
Vende-se um elegante moleque de 20 annos ,
sem vicios nem achaques proprio para carregar cadei-
11iiha ou para armazem de assucar ou para pagem ,
por montar bem a cavallo ; na rua do Itngel u. 36 ,
primeiro andar.
Vcndcin-s 4 cscravos mocos, de bonita figuras ,
sendo um delles bom carreiro c outro sapateiro ; um
pardo, de 20 annos bom trabalhador de cuxada ; um
inulaliiiho del3annos; urna mulalinlia, de 14 annos,
que engoninia e cose ; nina dita, de 16annos ; urna nc-
grinha de 17 annos que cosee eozinha; urna dita, de
13 anuos de naciio ; unta dita de 15 annos, ptima
para mucama; 3 esclavas quitaudeiras e lavadelras : na
rua Direita, n. 3, delimite do neceo de S.-Pedro.
= Vende-se superior vinho da Figucira tanto em ca-
adas como em garrafas e de outros autores ; ^uperior
eli.i ; passas; ligos ; uvas ; queijns novos ; paios; pre-
suntos ; rhourieps ; c todos os mais gneros jle venda;
mais barato do que cm outra qualquer parte : na rua
do lavr.imeiiio delimite da torre da igreja venda
n.38.
Vende-se um mulalinho de 10 a 12 annos de idade,
proprio para criado : na rua de S.-Jos, casa n. 60.
Vende-se um cscravo de nacao ptimo para o
servico de campo, por ter bastante pratica : na rua Di-
reita ,n. 18.
Vendem-se 6 lindos moleques de 12 a 18 annos ;
sendo um di lies cozinheiro ; 2 ditos de 7 a 10 annos ;
2 pardos de 16 a 20 annos de lindas figuras sendo
um delles bom carreiro ; 1 preto de 30 annos, cauoei-
ro ; urna parda, de 25 anuos ; uina preta com algumas
habilidades ; una dita, de 25 annns, com uina cria mu-
lalinho de 2annos com habilidades : na rua do Col-
legio, n. 3, segundo andar.
Vcnde-se urna poixo de saceos com familia da
lena muito superior a3/500 rs. o alqueirc e tam-
bera se i ei.ilh.i pela por, ao que quizerein os compra-
dores ; na rua das Cruzes n. 37.
Vcude-se um par de arreios para dous cavallos ,
com ferragens tudo novo c ehegado ltimamente de
Fran;a por pre{o commodo : no Aterro-da-Boa-Vis-
ta n. 54, loja de miudezas de Thomas Fc-reira de Mal-
los Estima.
Vcndeiu-se varios trastes como sophs canaps,
cadeiras, mesas de Jogo e redondas de meio de sala ,
commodas tudo de Jacaranda; apparelhos de louca ,
sem uso e outros usados garfos ; copos de vidro ;
palanqun! ; cadeira de arruar ; e mullos utensilios ca-
seiros ; tudo muito em coma por ter o dono de se re-
tirar para a Europa ; assim como bridas para cavallos:
na rua doCabuga, o. 16.
Vende-se urna escrava moja de bonita figura ;
um moleque, de 10 annos ; couros liudos ; sola ; be-
leos ; um oculo ; um relogio de ouro ; esleirs feitas
no Cear era porcao e a rclalho : na rua da Cruz, no
Recife n. 26, venda de Lult Jos de S Araujo.
Vende-se urna preta de boa figura com urna 4-
Iha de 6 para 7 annos bem p ossanle e propria para o
campo ; na rua Nova n. u5 primeiro andar.
= Vcndcni-se varios cscravos, entre elles uina pre-
ta parida de dous mezes com habilidades e tera bom
leile ; todos de bonitas figuras e mocos : na rua Nova ,
n. 21, segundo andar.
-- Vende-se um cavallo de estribarla que trin boas
qualidades, e por se adiar achacado dos pea, que, nao
tendo cura pode servir para tirar casta ; na rua do
Queimado, n. 38.
Bahia e um vestido de cinta. Roga-se
encarecidamente as autoridades poliches
e capites de campo de a pegarem e |e.
varem a'rua da Cruz, n. 10, que serao
generosamente, recompensados.
Fugio, na madrugada do dia 17 do crreme, o es-
cravo Joi de 113900 Rebolo de 30 anuos pouco nias
ou menos, altura regular, cor um tanto fula, cara
ineia opada proveniente de bebedeiras olbos peque,
nos e sabidos a maueira dos de porco beicos grandes e
rouxos um tantr ,'ociiiliudo ; costuma deixar crescer o
bigode e barba do queixo formando a inaneira de dous
plnccis, nicos lugares, onde Ihe sahem barbas; ps lar-
gas esqui das nadegas ; tem as cosas una pequeos
calumbo, que julga-se serem marcas ve I has de chi-
cote pernal fiuas, ps pequeos, raaos grossa du
trabalho, andar apressado e atirando com uina perna
para diante ; quando dorrae, estando bebado sendo
acordado, levanta-sc muito apressado e repetindo va-
rias vezes a palavra = em = ; levou camisa de algodo-
zinho trancado calcas do inesmo de listras c sem cha-
peo. Quein o pegar, leve a rua Real do Mangulnho pa!
darla n. 51 que ser recompensado.
Oflcrece-se a gratiflcaco de 1O0/O00 rs. a quem
capturar, ou descobrir o escravo pardo escuro de
nome Benedicto cheio do corpa pouca barba ; re-
presenta 30 annos, pouco mais ou menos ; he muito es-
perto e bastante capadocio ; c Julga-se que por onde
se achar se Inculcar por livre e inesmo ter mudado
onoine; era mariiiliejro eentendede pescador; fu.
gio de bordo do briguc Catiro- Primeiro no dia 13 de
setembro. Este escravo perlcnce ao Sr. Antonio Dias
de Souza Castro do Rio-de-Janeiro. Quera o captu-
rar, reconhecendo-se sero proprio, recebera gratifica-
cao cima na rua da Gadeia, n. 45 em casa de Anio-
rira limaos Pede-sc igualmente a todas as autorida-
des policiacs todo o escrpulo no exaine de qualquer
escravo capturado certa de que se lhe ficar por ludo
summaracnte agradecido.
= Fugio no dia 7 do prximo passado da casa de sen
senhor, o bacharel Jacintho Paes de Menilonca oescra-
voSeverino, de altura regular secco do corpo cor um
pouco fula barba quasi nenhiinia rosto coiuprido. Es-
te escravo fol comprado ao Sr. Manocl Joaquim e.este
diz ter elle ido escravo de Jos Siahra, morador cul;iu
as Alagas c hoje no engenho Babilonia. Quera o pe-
gar, leve a travessa do Queimado, casa de Ittauoel Fir-
ininoFerreira,quereceber IO0/0O0rs.de gratiflcaco
= Fugio no dia 7 do crrente o cabra Caetano, es-
cravo da viuva de Goncalo Jos (Ja Costa e S ; be inar-
ceneiro 1 deaconfia-se que esteja oceulto trabalhando
era alguma tenda ; tem os signaes seguintes : magro,
alguma cousa corcovado de 20 anuos, roslo coiupri-
do altura regular ,' cabellos e olbos pretus nariz e
bocea regulares ; he bastante vivo contador de histo-
rias : quera o pegar, leve a rua da Madrc-dc-Dcos a
casa da dita viuva ou na rua do Trapiche 11. 34, que
ser generosamente recompensado.
Fugio, no dia 19 do crreme um escravo cabra
de 30 anuos pouco mais ou menos de nome Miguel ,
baixo reforcado do corpo ; cora uina cicatriz na ca-
bera sobre a testa do lado esquerdo rosto redundo ,
olhos encovados macaesdo rosto estufadas e mais alias
do que o rosto aspecto bastante carrancudo, ps apa-
Ihetados; levou calcas de lascado j desbolado, cami-
sa de madapolo bonete de panno trancado e pala do
inesmo grande um botao de metal ainarello no fun-
do do dito ; di-sconiia-.se ter tomado a estrada de S.-An-
to para Garanhiins por ter sido comprado a Tlt coio-
nio de S.-Cruz Oliveira morador 110 lugar do Crreme,
comarca de Caranhuns. Quem o pegar, leve a casa de
Joaquim Antonio do Forno rua das Ciuco-Pontas 11.
38, que ser gratificado.
= Fugio, no da 5 do corrente urna pela crioula ,
de nome Theodora cega de um olho cora todos o-
denles da frente podres. Consta que esta preta anda
senipre unida enm oulra de nome Narcisa e que oc
calugi he em una das caslnhas da Ribeira, fregueziadui:
S -Jos. Quera a pegar, leve a rua Augusta, n. 34, eq
ser gratificado.
Escravos Fgidos
Fugio urna preta crioula de no-
me Domingas hem parecida figura
lia cor meia fula olhos grandes, na-
riz chalo ; costuma andar vestida com
saia bordada como andio as pretas na
NIGUAS
PITT0RESC0S.
ensen
DECIFUACAO
Temer a morle he mil vezes peior do
que morrer.
0 enigmalista, nao estando afecta-
do das fofas presumpcOes, de que mili-
tas pessoas coslumSo revestir-sc, tein ape-
nas em resposta as prudente-picantei oh-
servacOes do Sr. *J" do Dia'io Novo n.
39.6, a dizer-lhe : que de bom grado as
acceita, c continuar a acceitar ; fogan-
do-Ihe, com o mnior empenho, a graca
especial de lhe fornecer o methodo, ou
regias, que a semelhante respeito existt-
rem, e que inculca n5o ignorar.
VI UN.; KA TTP. DE M. F, DB FARI* 18/|6,j


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