Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09444


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Full Text
Anno de 1840.
rerfa-taira 20
O O/zf/rVOpulilici-se lodosos dia* que rio
i.'i' "i ">' rmarda: o preco itaassignilur lie de
tfilOO rs. por quartel, piifirtf ailtanlattiii. Os
miiiuiicios dos assipiantcs s'io inseridos ruo
de ?a ris por lina, 40 rea o tv;..i Heren-
le, e as reiwtices piw melado. O que nao fo-
rein iss^imuU- |>|tS.' 80 ris por linlia, e 100
em lypo diferente
PHASES DA LUA :>(J MEZ, DE OUTUBHO.
l,u chela 4 al 7 hora e 40 minutos da Urde.
iMm^iMiite a lia I Iiirae47 rain, da mu
Lua nova a 2" a i dora e 14 mo. da rn.inli.
Oescente a 17 aos49 minutos da (arde.
(.PARTIDA DOS CORIUIOS.
Coianua e Parnlivna .Segundas e Setlas f'eiras.
Rio Grande ilo Norte, Onega nu Iguaria feiras
no meio dia parte as mesmal horas as
Quintas feiras.
Cali, Serrnhaeiii, Rio Konnoso, Porto Calvo e
M i.. v no I,*, ii e i de cada mc.
Ciaraiiliiins e Bonito a 10 e 21.
Boa-Vista e Flores alie 2H.
Victoria as Quintal fsrai .
Ulinda todos os das.
PRRAMaR de uojk.
Primeira a 5 h. 18 minutos da Urde.
Secunda a 5 h. 42 minutos da manlia.
vie Ouiiibro.
Aino XXU
N. 454L
oas da semana.
II Sc. S. Podro de Aleanlara. Au orpl.edoJ.doC. da J. v.,do I M da 2 -
SO Terca. S. Joo Cantal Aud. do J.dociv.
da i v. c do J. ilc pal do 2. dial de t.
'I Quarta S Maleo, Aud. do J do r.iv. da J,
v i do J. de pal ilo 2 dist. da l.
21 Quinta S Mara Salome'. Aud doJ.daor-
1 haaa, do I municipal da I. vara.
11 Sexta S l,i ,. i oui. Asid, do J. do civ da
I.T. cilof. de paz do I. dist. de t.
24 Salitrado. S Raphael. Aud. do J. do civ.
da I. v., c do J de pat do I. dist. el. de 1
2 i Uomiugo. Ss. Crispim e Cirspiriano.
CAMMOS NO DA 19 DE OlITIJBRO.
Camino sohre Londres 27 //, d. p. I# a 0 d.
a Paris 245 ris por franco.
I.ishoa 100"/, de premio.
Doto, da letras deboas tirinas I '/, p. /oonici.
(),.,l)ncas hesparilinlas JrtO00 a 3lJ2on
Moedasde ojl'rl) vcl. |6i20O a llt*40U
de (Jifia nov. I|I000 a Ififtlie
4*000.. -
Prna Palaces.......
a Pesos coluinnares
a Ditos Meiirauos.
n'ioo a
l,)U0O :.
1^990 a
ll)?0 a
uda.......... ifi<">
O'O.'i
2/0 Ol
2|000
l|4ll
IJHOn
Accoesda Comp. do ftclitribe de SOOOOao par
DIARIO DE PEEN AMBUGO.

EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PERNAMBITCO.
lisioa, 30 ni r.osTO de 1846.
A revoluco. que acaba V verlficar-so, poi a desco-
luitoo verdadriro estado rio pas. Manlfeatou, que esse
in dito, de que tanto se blaiouava, era oplemelo ; |ite
iiui i-.\i-tia o equilibrio entre a receila c a despea, e
multo menos mu accresslmo de recelta,coni que se faiia
alarde ; pola que tildo liso le baseava un tributos, pola
inalur parte vexatorios e inexeqiveis,
O actual governo, para obviar a osses males, nomeou
urna cniiiuiss.io ile fazenda, a qu.il, ao inesmo lempo
que uzease grandes cortea na verba da despeza, apre-
sentasse meins mais rears de attender ii deapexai pu-
blicas. A coinmissao, depoisric eolli-r o inaior Quinero
de daiios possiveis, ncalia do .ipresentar an governo par-
te dos srus trabnlhos, enjos resultados sao os que veetn
transcriptos nos Diariai do (ioverno, de 25 c de 2/ do cor-
rente.
No primeiro appareee a carta de lei, que manda sup-
piimir o imposto ou contrlbutclo pessoal para as Mira-
das; 0 augmento do subsidio do vinhn verde; eo dirci-
to de cotisumo de violo ris rin alqueiro do sal.
O Diario de 27 conten; I.. os donativos Coitos pela
familia real, importantes cm 118 conloa de ris, a bene-
ficio do oslado, a saber.' S. M. a rainlia, A eolitos ; S.
M. elrri, 30 cornos os Scnlinres infantes I). Podro e D.
Luiz, cinco eontos; S. M. a imperan i o sua augusta li-
lha, "ito coritos; a Senbora taranta I). 1/abel Mara, 10
eontos
2. A carta de lei, ordenando, que so laca no orca-
ineiito rio 1846 a 1847, approvado polas cmaras legisla-
tiva! a redcelo de 1:241:989^574 rs.; o se imponha a de-
dcela de duas decimas, nao s nos vencinientos o gra-
tilicacdos pagos pelo estado, mas tatiibcm nos juros da
divida fundada interna e externa, pagos pola junta do
crdito publico, epelA tbesouro.
A redcelo de 1:241 987,0574 rs. dovr sor Pellada ina-
neira seguinte:
Junta de crdito publico....... 614:400/000
Encargos gentes,
Ministerio do reino. ,
.Minisioi o. da l.i/i oda. .
Miuistoi iu da justifa. .
Ministerio da guerra. .
Ministerio da marrulla.
Ministerio dos estrangeiros.
7II:700/IMIO
63:021/000
86:37^(MIU
tfcfiDQ/IHM)
2011:000^000
164:908/874
8:000/000
l:24l'!)8!l/574
Os novos ineios de receila ou diminurcao de despea
Importancia da 2.* dcima laucada nos
vi'iicimcutos..........
Dita ilo tuna 2 declina lanzada nos ju-
ros da divida Interna, duas na ex-
terna ...........
Dita de duas dcimas, nos juros pagos
pelo thosutiro.........
Que i cimillos importancia das econo-
mas e (lcenos........
E aos donativos da familia real. .
Fax o total de res.
339:645/994
157:622/001
52:129/744
840:397/739
1:241:989/574
118.000*000
2:209:387/313
Acredita-so.que estas reduccocs o mcios do receila Mi-
rlo mais reai's o vord.dr iros, do que o looiu sido aquellos
imaginados at agora, o que, o quipaiiiila a no na a dcs-
po/.a, o govoruo se acbai ( ni estado do pagai eni da
ao- leus servidores, o alleuder a nutras deapezas,
He i scusailo di;er que tildo que lie oiuprogado publico
(lama alianioute conlia a deduceiro de (iras dcimas, e
mi sino ha quem, di si jando uiuilu as eeouoinias, s.rp-
prove cata ('(onoinia om prosene.i das criticas circunis-
taiu ias.cn ipic nos adiamos. Existe ooiuiiido una coli-
sa, em que u>dai-4U>iicurdM e lie na deaigualdade desta
di i h 11 ian ; pols que mu ompregado, que tonlia un cont
de ris, pode milito bom passar coui 800/i., ao passo
que nao acontece o iiiesiuo COI 11 O que tetilla 200/ rs.,
e que fica rednzido a 160/ rs. Espeia-se, que as cma-
ras provero do remedio este mal.
O conde das Aulas foi transferalo do i ominando da
diviaao militar da Kslioioailiiia para a do Uillbo, e en-
oarrogado do coinlli indo de todas as loicas, que all
existem, anu de pacificar o paii. Espera-so, que assii
o consiga.
O conde de I orrrlim Irrou em Lisboa em lugar do
conde das Antas, e dirigi nina proclamaran ao excrcilo
reroiriondaiido-lbo a iiiaiuuein ,in da obediencia c dis-
eipllna, que tern observado,
Os jnrnaes cabralislas, ionio li ni do ion igarcni o con-
de cun o partido dominante, teeein llie elogios. J li
zeroo niesino. o ooiii igrral iniuito.ao duque de Palme I-
la, e ao goveiuador civil, porin vendo, que eio balda-
dos os seus esforens, passran a dii igir-lbos os inaiores
vituperios, sobro ludo ao (Ilustre diplmala, que a iui-
Sreusa estiangeira roiloca a par dos Moltornioh o dos
esselrode. Esscs uiisi lavis scribltroi perderlo a Iras-
iiipntana.
Na Italia, osiao contenlissimos coni o nosso papa, y contra os suslenlaciilos da lyranm.a e do oliseuran-
.' C .....: .1 ~ .1 .. ....I.II...... .....^ .....i.i.li i n.ilili.". illl ,1 liann
Na Hespanha, continua a tralar-se da questao do ca-
samento da rainlia. O pretondente, a quem boje se d a
preferencia, he ao Infante I). Franrisco de Assis, h lio do
infame D.Francisco de Paula. O general Floros osla nr-
ganisando oru Hespanha una expedlcfo contra a rep-
blica do Equadnr. Falla-so do intrigas palacianas, de
accordo rom o dito general, para formar da dita i epui.li-
ra una muan lua, e enllocar no llirono un dos tillms
da rainha ( hrislrn.a e do duque (le Kiaiuaros.
Em Franca, eonnnottoo-so uin novo attentadocontra
a possoa do Re. No da 29 de jullio. durante as feslas
anniversatarias da rcvoluciio, un Individuo chamado
Henr! dispsreu contia u ni dous tiros de pistola.
(|iio nao o (illondro. O legioida fol preso, e vai ser
julgado pela enmara dos pares. Uzem que osla dolido.
as novas elelcoe parlaiueirlares a que se proceden em
Franca, alcaucou o partido conservador urna rnaioria
de 10(1 votos.
Em Inglaterra apprnvou o parlamento a lei para a
redcelo dos dircitos dos assucares, sendo admutidos
igiialiiienle, tanto os elaborados pelo tiabalbo livre, eo-
ino pelo tiabalbo escravo. Tambrn se reduzio at ao
numero de 50 o numero das varadas no castigo dos sol-
dados do exeroilo. O nosso governo seguio esleexem-
plo para o estrello portuguez)
S. Santidade publicou nina amnista poltica, a qual
compreliendeo niuilos niilhares de condemnados e emi-
gradOS, Alm disso, tem leito reformas as pautas das
alfandegas, e tirado a Influencia, que os jesutas tinhao
no cnsiuo publico, ineuiiilniidii a eduCSfio di inncid.i-
dc a seculares de roconliecida insli iioeao o iiioralidado.
-- Na Allemaulia, venlila-se acaloiadaiitcnte a ques-
illo da suetessao de Dinamarca. He sabido, que neni o
re nein o principe real tem lillios, e que o herdeiro pro-
suniptivo lie n principe do Hesse. A Dinamarca possrio
hojo, por lieranc.i da actual familia n'iiiaiit.', ns'iliir.ulos
He Si lilcswig, llolsloiii o I.iiioioburgo c o roi, para se-
gurar esta rica heranca, proiiiulgor un decreto, decla-
rando, rpio coiisiderava os ditos ducados, como fui loan-
do perpetuamente parte da mnarchia dinamarquesa,
Contra esto decreto nao s loenr protestado inultos prin-
cipes nllerniies, que julgao losados os soiis diroilos COM
tal dlsposi(lo mas taniberu os oslados ou diotas dos
inosinos ducados, que mi vcein coni bous olbos o do-
minio dinamarqus. Parece, que a questao ser deci-
dida pela dieta germnica.
l.iSHOA, 12 nKSKTIMBHO IIK 1846.
Os partidarios fanal ros do principo proscripto tccnt
feito diversas tentativas a favor da sua perdida e ca-
duca cansa; pornt o resultado, que lecm tido cssas
loucnros, (Icvciao tur desoilKailldO os satlites do
obscurantismo,que o rstabelecimento do reinado
da opprcssiio lyrannia nrahou para sempre cm
ni iiio.al nos campos de Kvoramonle, e que o exilado
de Italia vai perdendo de todo esse prestigio, que,
linha, pelo menos entre a ponte persadora e illus-
trada, que seguio as suas bandeiras desde 1X28 at
I83i
No concollio de A boira de Nobrega, districto de
Braga, na noite do 22 para 23 de agosto, doram-so vi-
vas a I). Miguel, tendn procedido a pata demonstra-
eflo sediciosa (Iqas roiinios dos prinoipaos cheles da
fafefto miguelina. Osrovoliosus IcntArflodirigir-so
a Pico-do-ltegalados, para alli praticarom omesnio;
iorm, leudo sabido, que o general bardo do Aluiar-
;om, linha mandado marchar sobre os ditos pontos
o regiment de infanlaria, n. 3, debaodirSo com-
pletaniente, fugindo para os montos. Ha quem as-
segure.que esta iliMiion.sii'.ico iia lilhadeesquenta-
mento de raberas, e nflo parlo de combinac/ics im-
purtantos,porque parece,que os agentosda lae(onii-
guelina teein encontrado grandes dilliculdades, o nao
monos conlratonipos.
0 governo, logo que sotihe dos acontocimontos de
Alioiui de Nobrega, niandou marchar de Lisboa o
conde das Antas, alim de lomar o coinniando supe-
rior das torcas militares no MinbOl o qual, apenas
chegou ao Porto, parti logo para Braga, oaae foi
magnrflcamente recebfdo por aquelles habitantes.
S. Exa., coniaaclividado.quelhchc propria,ordenou
a marcha de diversos destacamentos de tropa para
varios pontos. Esta providente medida leve un xi-
to completo; porm essas tropas lialro ou disper-
sarlo inteiramente os bandos migiiolistas, que em
conseqtioncia das oceurrencias de Ahoim de \oluc-
ga se linhio reunido, e que andavo por Portel la,
Gaios, Si/flo, K.-Miguel-do-Prado,contras povoaces
inimedialas, fa/endo locar os sinos c bosin&S, para
ver so conseguirlo fa/er levantar o povo cm niassa,
como se linha levantado cuntaos Cabaos; porm
80 conseguiaO o desengao deque o povo, que Jer-
ruhou a tyranuia cabralioa, uo a quer ver substitu'*
la pela iniguelisla.
Os revoltosos tcntarfi de novo rennir-se no con-
celhode Vieirae em Villa-Chita; mas, atacados por
forcas do regiment de infantaria 3., e cardadores 3.'4
debautlrflo novaniente, alrcvendo-se apenas a hos-
tilisar a tropa de longo.
Em Monte-Alegre e Rui viles, lanihem apparecrffo
alguna guorrilhas; mas.imineilialamonteque seapre-
seniou a tropa, fugiro, depois de dispararen! algtins
Uros.
Posteriormente na Villa-Moa, c as imnieiliacoos
de Penaliel, rcuniru-se algunsgruposcom inlcn^iies
de proclamaren! I). Miguel; mas, conslando-lho, que
do Porto marcliava sobros ditos pontos oregimeii-
to.do infantaria *.*, guarda municipab a artiharf,
dissolvriio-sc os ditos grupos, sem qu bouvaese
manir novidade.
Em consequencia (leste estado de fermentaeo. 0
conde das Antas delerminou dividir as forcas do sen
oommando em duas columnas: urna, as ordena do
coronel Bogado, oceupa os pontos cutio os rios Lima
o Cavado, pola parle dos arcos, onde se tem mani-
festado a agitaeflo; a oulra, commandada pelo coro-
nel Joaquim Euzehio, oceupa o outro lado pela par-
le do Pico-de-Begalados Eslas disposices dero um
pleno resultado; pois, segundo as ultimas parlicipa-
cOesdn dito general ao governo, a tranqiiiilidade se
arlia rostabelecida em todas as povoac,oes,onde o es-
pirito vertiginoso da revolta miguelista se havia mos-
trado mais audaz. O referido general elogia o com-
Crtamentodas Iropas, que tem sido cxcuiplar, uo
vendo a menor queixa de violencia 011 excesso,
couimetlidos pelos soldados contra os habitantes. He
isto niaisunia prova dequanlo eoncorre para a boa
disciplina de um ejercito, uo so a boa escolha dos
seuscommandantes e officiaes, mas tamhcm a con-
vic^o de que defendem tima causa justa. As tro-
pas, que boje operao no Minbo contra os miguelis-
tas, sSo as inesias, rom poucas excepQes, que Cuiti-
balero contra a revolta, <|tie leve em resultado a
queda dos Cabraes. Por aquella occaaio foro im-
mensos os queixumes dos poyos contra a Indiscipli-
na e exeessos da tropa, e foi isso o que (leo motivt)
desagravel oecurrenein, que leve lugar tiesta capital,
quandoaqui desenibarcou o regiment 11. 16.; bo-
je todoselogio o regular comportamento dessas tro-
pas; porm a differenga consiste em que entilo e-
ro os satlites daoppressfio e lyrannia contra povos,
que pugnavto pela sua iiberdade e independencia:
boje so os soldados da Iiberdade e do progresso
Hamo.
0 conde das Aulas oceupa-se actualmente om per-
correr a provincia do Minho, alim de inspirar eon-
lianca aos povos e restabeleeer.completamente o so-
eego. S. Rx, dirigi aos habitantes do Minho unta
proclamacflo, em que Ibes moslra qdOo sao loucu e
dcsgraijadas as tentativas mguellstas, porque o che-
fe desse partido tem sido roconbecido por todos in-
capaz de reinar. Pede-ibes, que nHo desloatrem o
glorioso pronunciamcnto.qucaoalio de COMU111 mar;
que se fralornisem cont os liberaos, que Iho abriro
lis bracos; o que conlieni no governo, que ama a jns-
tica, e qnej lem alliviado o continuara a alliviar os
pinos de lodos os tribuios onerosos, som sor preciso
invocar novas leis. novos nomos o novas bandeiras.
lia toda a conlianca de que 0 conde das Antas con-
siga pacificar completamente as provincias do Norte.
Para so conheoer qual he a opiniSo dos povos a rea-
poilodas tentativas inigiioiistas, relerirei o seguinte
i'aeto, que he bastante significativo, Na villa de
Guimarfles, urna das da provincia do Minho, onde a-
vultlo mais os partidistas de I). Miuuel, hutive a :io
do mez passado nm grande incendio, que devorou
seto propriedados do casas, entre ellas algiimus de
grande valor. O logo nS0 teria progrodido tanto, se
os bahilanlos uoso porsuadissem da que era nina
revolta miguelista; e so quando so deaenganrflo
disso, he queacudirfloao lugar do desasir.
as immediacos do Hoja, provincia doAjcnteio,
apparecoo lamhom urna pequea guorrilha miguelis-
ta, que, sondo logo perseguida pela tropa e povo ar-
mado, dispersoii-se totalmente, Btstndo aquelle dis-
tricto em completo socego.
I.is-aqui qual he o estado do paiz.quepor cerlo uo
deve inspirar receio lgum, nem nesmo aos que i'o-
i-crii mais timoratos. Porm os inimigos da nova
ordeni de cousas, os agenlos cahralinos, que gorat-
mento se acredita seren os principaes instigadores
das tentativas miguelistas, despeitadoa, da peda dos
bmpregos, que tinhao, ou peja (alta dos lucros, que
Ihesprovinha da escandalosa agiolagem,que era a
ordemdodia do rgimen cabralino, nCSo cessfio de
oapalbar, que a revolta be geni, o que o conde das
Antas maullara pedir mais torca, porque as guorri-
lhas miguelistas tinhflo engrossado Felizmente lu-
do esta prevenido contra a l'alsidade das tentativas
miguelistas, por seren geialmente consideradas co-
mo absurdas e 1 opugnantes.
a 30 do mez passado, fez-se a eleicfto municipal
do Porto, e apezar de se dizer, que o paiz jaz sob um
jugolyrannico, quatro bandos corroan i urna par.-.
votarem na dita eloicflo. os moderados do partido
triumphante lizero a sua lisia, os esaltados con-
feccioiiar.nl outra, o os cabraes 0 miguelistas sahl-
rflocada um com a sua. <>s Cabraes, apezar da di-
vergencia dos eleilores da situaclo, (Icrfo vencidos.
o sahirfiO eleilOS os Srs. lose da Silva Pa8S08, Manuel
Joaquim Machado, Jos Podro de Barbo/a Lima,
Paulo Jos Soares Duarlc, Justino Icireira Piulo
Bastos, Joo Antonio da silva Guimarfles, Pilippe
Jnse de Almoida.Jos Joaquim Pinto da Silva, Anto-
nio Martinsdos Santos, Custodio l.ui/ do Miranda,
o Antonio Jos Antunes Navarro,
(is miguelistas incluirfio na sua lista, entre o
nomo do visconde da Varzea os dos Sis. .lose da
Silva Passos, Eugenio Ferreira Pinto Bastos, o Ito-
borlo Wan/eller. Em uniros pontos da provincia do
Minho proeedeo-ec tamhem eloicflo municipal,
licando em toda a parle Iriumphanle o partido da
sitnaco.
11 govrrno trabalha activamente com a comnussffo
de fazenda para preparar medidas convenientes, que
neabem com o agio das olas do banco, que linda
se conserva lo 360a 400 rs. por mneila ; e restabe-
lecer o crdito publico. Alguiis individuos, (|iic es-
lavflo despeitados, tcem-se desengaado das boas
intoncOcs do governo a osle respeito, o decidirfl-
se alinal a coadjuva-lo, facilitando recursos ao
thosouro.
A direcefio do banco do Lisboa acaba de publicar
um mappa demonstrativo do estado daquello esta-
beleeimento o moviinenlo desde 1 de agosto ale 3
de selembro, o qual he o .seguinte :
.Notas na circularlo, de piala o cobre, om Lisboa e
Porto em i de agosto......Rs, 3:T74:936/3O0
Ditodiloem: de selembro. .
Notas capilalisadas em Lisboa om
4 de agosto............
Dito dito em Lisboa e Porto em 3
de Miembro...........
Depsitos em papel e metal em t de
agosto. ............
Hilo dito ditocm 3 de selembro. .
Dividendos por pagar en
agosto..........
Dito dilo em 3 de selembro.
4 de
Total da responsabilidad!' do ban-
co em 4 de agosto.........
Dito dito dito em 3 de selembro. .
Mclhria do banco.
3:349:956/400
L>.V.iC6f400
:l!l-':.ul/600
1:164:701060:2
1:057:518 .07
79:769*400
45:37.1*200
.r>:044:!Go662
4:845:423*707
199:544#8!l5
Para fazer frente a responsahilidade de 4:845:423/707
rs. aiiida em debito, ha valores em fundos, penho-
res, Icllras, mooda, 6tc. na impor-
tancia de.............. 1 o.-i:.i n.n*o:iK
Lm vista, pois, deste mappa, liea de sobejo de-
monstrado, que o estallo do banco de Lisboa, uo so
uo he desesperado, como algueni lalvez queira in-
culcar, mas nem sequer precario, e acredita-se, que
em breve reassumira o seu antigo crdito
O governo, no so em consequencia tbi espirito
do soeiilo, mas seguindo o exemplo dado pelo go-
verno e parlamento de Inglaterra, que acaba de redu-
zir o numero das varadas nos castigos do oxercito,
publicou nina ordem do da. pela qual no fica son-
do pormillido aoscoininandanles dos corpos o dar
mais do .'lOvaiadas nos toldadua delinquentes. Ne-
nhiini ente, que soja amigo da humanidade, deixar
delouvar Uto saina o Ilustrada medida; porem be
tal a cegiieira do partido cabralino, que os seus or-
gflOS perioiliqneiros, queteom eonslanlementeela-
mado, que o governo he Inlmigo do excrcito, agora,
que o governo promulga urna medida honefica para
o oxercito, no reparando na ooiitradce,o palpavel,
om que eahom, impugufioa medida, clamando, que
ella fura perder a disciplina mililar. Misoravel par-
tido, o iniseravel i 111 prensa !
i) ministro da guerra dirigi aos rommandanles
das divisos militares uma circular relativa ao pro-
cedimonto,quedovemterpara cornos seus subor-
dinados as prximas luturaseleic/ies parlamentares.
0 nobre visconde de Si da Bandeira, que uo se es-
quece, sendo ministro, da doutrina, que soatentou
como particular as ultimas oleices, acerca da Ii-
berdade na votacfln, recommenda aos ditos com-
mandanlcs das divisoes militaros, que no exeroBo
influencia alguma na Iiberdade dos votos dos seus
subordinados, o que, quando os tiiinullos, que pos-
so haver, exijflo a eoadjivaco da loiaja armada para
rstabelecimento da ordem publica, ejsa so deve
rnneeder-se a requerimento por escripto daautori-
dado civil, ou pelo menos na presenta de loslemu-
nhas. Idnticas circulares teem sido dirigidas pidos
oulros ministros aos cholos das repartieres, que Ibes
so subordinadas.
Este procedimenlo do governo tem sido altamen-
te elogiado, poique demonstra na apparoncia, que,
COnscio dos seus aelos, uo quer devor a sua eleicilo a
meios ilcitos, nem alcancar urna rnaioria pola
ameacae prepotencia; moslra om lim, que os actuaos
governantes querem seguir urna vereda totalmente
opposla a que seguiflO os Labraos lodos esto con-
vencidos de que o governo ha de influir as cloicOes;
porm pidas vias lgaos, que tem sua disposi-
co, e nao de um modo tilo escandaloso e reprova-
do cuino o l'azio os Cabaos.
O general bardo do Casal, nomcado para comman-
dar na provincia de Iras-os-Montes, veio a Lisboa
conferenciar com o ministro da Cuerra, antes de ir
tomar cotila dftdilo eliminando.
o antigo iiopuiaiioCavio regressou do Minbo, on-
de parece ter ido fazer una digressflo rlpitoral. Diz,
queem Braga no querem sonao gentonova no par-
lamonto, e que nao volarfl nem rfelle, nem em
Bodrigo da Fonaeca Magalhfies, nem em Soure, nem
em Julio Sanchos, ce.
As eleicoes devom ter lugar a II de oulubro pr-
ximo, o as amliiccs sao fin mensas. Os Cabraes teem
feito algumas reclamarles as commissOes de recen-
seamento; o que prova, que no estaodispostos a
abandonar a urna como anteriormente propalaran,
Eni Sanlarm formirfio-se duas commissAea eleito-
raes:uma de moderados, e otra de exaltados. Na
primeira flgurflo os nomos de Cesar de Vasconcel-
os, barflo de Almeirirn, Vc. He natural, que esta
sepi a que triumphe.
Varias coinmissoos eleiloraos das provincias pu-
blicflo programmas de aceonlo com as ideias minis-
leriaes. Entretanto, nflo se piulo por ora f i xa r qual
soja o aspelo do i'uturo parlamento.
Diz-se, que nomo Aguiar, nem o Julio Sancbes,
nem o Mozinho, acluaes ministros, serflo elcitos
Jeputados por Lisboa. Se isto acontecer, sera na
vordade nina ingratidBo, sobro ludo relalivamante
ao ministro Joaquim Antonio do Aguiar, que mili-
to trabalhou para derribaros Cabaos, c que pare-
ce servir do boa loa ruvoluC,3o.
OUVe una lounioenicisa do duque de i'alniel
la, a que assistiro diplomticos, politicos, gene-
raos e altos funcofonanos. Os jomaos eabralistas
di/eni, que a fuilCCfio foi em obsequio do ministro
nglez; mas8. Esa. nem sequer liappareceo.
IMS 13.
A familia real acaba de partir para o seu palacio de
vean na villa de Cintra, anude, dopnis de visitar Mafra,
para que rl-rel guio do dlveillmenlo da cafa, se de-
morar alaUU) lempo : teiirioiramlo comtiido vir a I.ls-
iina aaslaiir celebrato do annlversarlo natalicio do
principe real, que be a 16 do eorrente.
Allirma-se, que Ifl procura a lodo o cnslo o padre
Casiinirii, um dos cheles mi({Uelisi,is mais acrrimos,
alim le li vi .r r- os povos da Minbo de iriu faoalico seduc-
tor perlaoao.
Os ornaos do Porto transrrevem nina doclarafo de
un lal Joo Pinto Soares, 011 Jo.i'i dos Unis, na qual diz,
que Jos ( abral o convidara para espaasear ccrtni Indi-
viduos, alguna dos quera forao com ilcito espaucados.
Acredita-se, que este docuiuento ser urna das peras de
aecusacio contra o ex-ininisiro da justifa.
rom continuada a linprensa a clamar contra a perma-
nencia do coneellieu" Dll 1/ no pafO ; nao poiip.rudu
atainracas, para ver. se o obrlgo a sabir de Portugal.
Comtudu parece, queS Exc. est pouco disposto a isso.
a ri.io que* sabir do paco de modo nenbiiin.
Na iladoira acaba de ter lugar nm tumulto popular
contra o doutor RallaJ, Subdito britannico, com o pre-
texto ile que i iisinava iIoiiii inas contra a rcligo chris-
101 (j duutor i';-'! obrigado abandonar aquella illu
pricipitadanicntc, enibarcaiido-se n'um navio. O go-
voruo envin aquella illia o concelbeiro Antonio Jos de
Avila, ruin 0 lilulo de oominissario regio, afrin de ave-
riguaras causas, (|iie derao lugar ao tumulto, e tomar
as medidas convenientes para restalielecer a tranqullll-
dado, remediar o mal occorridn, c eslirpar as causas,
que posso ter determinado aquello acontechnento.
O peridico a Htvolii(o do Minho, cuja publicacao ae
havia srrsperidido, tornuu de novo a apparecer porm
rrdlgido por outra genic. A nova redncfAo, qual se
itsegura per ncoiom prssnas Ilustradas e conspicuas,
declarotl no sen primeiro numero, que einittlr as dou-
trina o opinies. que reputa uleis ao desenvolvimento




h
?TZ=zrT._______-X________-H
econslldaco do ninviineuto nacional ; no acechando
cintodo a responsabilidad,- de qiiacsquer artlgos publi-
cados nn arrie anterior dest- peridico.
Os Iliteratos, que irataoda reforma da Imprenta, na*
blioio mu mrmurandum 011 relatarlo, no qual, inanies-
i indo o .nii.n. fin que ainda se acha a arte tvpogra-
phica Pin Portugal, prope entre outros iiiclhrainon-
tos a aubaliiuicao dr rolo s amigas balas a iiuroduc-
Vio d<- machinas o do malrlzes dp tvpo pslrangpiro
os pivlcis di- ferro, Sc
O Sr. Gonzalos bravo, ministro dp liespanha (tests
corlo, acaba dp spr chamado a Madrid p.|o seu governo,
edi*-se, quesera substituido pelo Sr. Donoso Corlo*.
A Kreohcn ah Minho ttete a sogiiintc ancdota occorri-
da ao antigo folhetinista do liuirigay. I'arpcp, qup
achanrin-ao o Sr. Gonzalos bravo pntrp ao somiin, no seu
boliche, a bordo do vapor, quo o conduelo a Cdiz, pp|a
volta da mria-noitp p spntio violPiitaniPiitp preso polas
godas. Esforcou-se por escapar as mana daqiipllp, quo
parocia querer allomar contra a sna vida ; p por algiim
tpmpo nao o podo conseguir. Alinal appareceo cont,
c rcconhocco-se. qup o aggressor ora un patsagoiro in-
gloz, somnmbulo, que imaginava aehar-se a hra(os
CBn un intruso on-upador do bpiichp, quo Iho per-
tcncia, tondo-sp equivocado com o sitio, cin que tinba
a mii cama. *
Estiremos ameacadoa dp ficar pstp invern privados
de ilie.itro lyrico, punan. SPgiindo nos consta, osla a
empresa contratada, e o pmprpzario, quo lio Vicente
Conailini, o iiirsiuo (|iie anterinrniento ora, parece,
oli.incara, que n nova companliia spria rompnsta de ar-
tistas do mais reculillo, ido mor.'cimento. Veremos.
Formnu-se aqui nina coinmisso coinposta do duque
da Tercena, iiinrqtiez de Froiiteira. sen IriilAo D. 'ar-
los conde de Santa Hara, tenento coronel Tabnrda,
Soma (.oiitinho. Lopes Lima, l'ereira dos Res, Dial
doAzevedo, o .los I astllho. Esta commiaso tein por
objecto rolhor auxilio* para aoccorrer 01 sargentos e sol-
dados, que loeni levado baixa por cahralistas.
Acabado annunri.u-se, que liouvo una reunan em
casa do duque da Torrrira, pin quo se decidi, qup o
partido cabralista nao tomasse parte lias prximas e fu-
turas eloicos. O motivo, que se d, para que a sua der-
rota nao soja patente, nao he a sua pouca frca nuinoii-
i. e iienhiini prestigio, mas sini rnntidernrem folies ea-
Inalistas) Hlogal o decreto da lei eloitoral, por ser con-
tra a carta, visto excluir inuitos inoinbros elegiveis o
respeitabilissiinosdo partirlo cahralisla. Estes membros
retpeilabilt$imtu sao os omprogados pblicos, o como
.s s. nao podom ser elegiveis, segn.lo a nova le de
eleicdes, estas sao millas, segundo a douirina cabralina.
Jiisum lenealit.
i.
xa
noira algunia quoixar so do urna medida, que os privou
do cargos, dp qup abusaran para engaar o throno.
Julga tainlieui a mesina improns* un desacato au.
toridade real o inviolahilidade do soberano o empe-
nho, que nsCabracs mostro om se inculcaren) validos
da corda.
Arompanhoa mi-si va do conde de Tliomar varias car-
tas escripias pelo duque do Palmolla em 1842, 43 e 44,
nasquaes trata de negocios polticos, deelarando-lhe,
que accelta a restaoraco da carta como facto consum-
i ulu ; os esforcos qup fez para so concluir a conven-
cao tftminerciakpnm a Inglaterra, p Analmente, que jul-
ga o.ni poder continuar a exercer as funccftei de conce-
Ineiro do estado, om ennsequencia do decreto do 1. de
agosto do 1844 Ignora-se qual he o fin da publicacao
todaa as outras da sua penna, tiuha o eitranbo carcter,
observado por houiens profeuionaes n'um grande nu-
mero de individuos, aflctados em anas faculdades in-
tellectuaos, e con tiuha ideias incoherentes e extravagan-
tes, rasoavelmente ligadas e claramente expreasadas.
Parece, que, se Joseph Henri tivesse sido condemnado
norte, tinha inventado nielo* de fazer condecida, de-
pois da sua execuco, a existencia desses documentos,
que provariao, que a 114a tentativa-contra a vida do re
nao era >a. Na sua opinio, essa descoberla Inspira-
rla pesar aos seus juizes, por hav-lo tratado com tao ex-
tremo rigor, e, pata usar das sua* proprias expresad**,
darla ain golpe mortal na* penas capitae*. Anda nao
se tinha tomado doclsao algutna sobre a pelicao de gra-
ta assignada por Josrph Henri. Todava crla-se, que
-- ------. lilil! ... w lllll 11. jMllilllll'rtU I--------------O-------------I------ ----------*------------------------- "-
destns cartas ; suppondo-se geralmento, que o conde de a pena seria coinmutada om mala lempo de prisao.
l'priuinoii em liespanha a grande qiieslo do casa-
mento da rainha I). I/.abel ||. S. M. esenlheo para es-
poso sen primo, o infante I). Francisco de Assis, lilhodo
luante I). Francisco de Paula. As cortes devem-se
reunir em breve paraapprovar este enlace, que pun
se ellecluara sein demora.
Este casamento trin sido goraluipnlp bem acceito por
toda a Uespanha nortm nao acontece o mermo como
que jedixprojea.idoentrea infanta I). Loira Fernanda,
fringa da rainha, o hoideira pies.....ptlva do throno,
como duque de Montpeiisier, lilho do rei dos Franco-
tea. A iinpronsa prugiesslta brtpanholn publicou logo
un protesto contra este enlace; e (ma a oppoticaoo
impugna, fundaudo-so em una renuncia f. ita por 1111:
duque de Orleans fin 1713, por occaaiffo du tratado de
I lie.h, ,1 Croa de ll< ipaoha, por si e seus descenden-
tes: o como a cnnsliluirao hespanhola prohibe, que a
rainha ou sua irinaa rase eoin mil principe, que nao
pnssa sueceder na corda, sustenta a dita Imprenta, que
o duque de Moiitpensier, achainlo-se excluido do lili li-
no heipaohol, nao pode contraliir matrimonio com a
dita loranta. a Imprenia ministerial, quo sustenta o
inatiiiiiuuio, responde s objecces da sua adversaria,
que rrnuneia nao he exclutan, e que o tratado de Utrech,
alem de nao ser lei, nao est em todo u sen vigor Kis-
aqui o assiimplo, que hoje oceupa os nimos em lies-
panha.
Em Fiama o minitterlo Gui/.ot enu vencedor as
elelcdet i.or nina eonaldr-ravel maloria, havendo-ac ati
diminuido o numero dos deputadm legitlmista*. u
cmaras, lego depois Himno, so rao adiadas tenos nrinripioa de Janeiro.
Jiise Henri, que disparou contra o re ilu.is pialla*
no dia 2!) de julho ultimo, foi eondeinnado a trabalhoi
jmhlicos perpetuos pela tribunal dos parea. Acredita-
e, que este desgranado ti m a rasAo alienada. I ogoque
solibe da sua oondeinnacan, moslnni-se ludignado por
o nao lereiu condemnado amorte, e deolarou, que as
pistolas, rom que disparara contra o rei, ndo tlnho
piojeelis. Julga so. que a pena, que Ib* fui Imposta, Mu
sera eommutada om prista perpetua.
0 parlamento ingli / rncerrou-SC a 2S de agosto
depois di- ser approvada em ambas as cmara* o MI,
que diminue os din-lio* dos assucarrs, e admitte
estes, qnr sejao producto do livre, qur do eseravo.
A colheita da batata na li lauda aprsenla-so este .11,111,
poior. que o anuo paseado, o urna lo.....ameaca aquello
pais. 0 giiveinn ie inelhniar a comlican Social .los Mndeles.
-- Na Bulla v.ntilla-se a q'uc.siau da Mtincclo dos
conventos, o a da expulaio dos jezuitas. Parece, que
alinal usultri.....manos Acarad derrotados, c oajetuilaa
serlo expulios do territorio belvetlco,
Na Italia contina o rnihuilasmo pelo papa,
qual, apenas appareoe as ras,, he logo san.lado pela
muitidao com osgiitos de viva o pal dopovo viva o
nosso Ih.iii papa- Assetura-se, que S. Santidad
tratado fazer grandes reformas, mo obstante os emba-
races, que Ule oppoo opartido retrogrado, e que convi-
do*! a todas as pesioal illustr.nlas a apresen! ireiii-lh.
projertn* o regulainoiilos sobre o nielhor rgimen ad-
inistratiro para os povos.
Km I.eorne, Pisa, FlOrenca, aplos o OUtro* pontos
da Italia senliao ulliinameiilo folies tremorra de Ierra,
que, al. 10 dos rstiagos, que Mntrfe nos edificios, de-
rao motivo a inorrereiii ninas 70 pessoas, a licarein fe-
nda 180. oseui asylo perto do 4.0(111.
-- Na All 111.111 ha Condumio a oeeupar-sp com a ques-
tlo religiosa sobro a qualainda nada se decidi. Da-
se, que a liga das alfandegas llleiniea va
lias pautas, o estabelocor dlrrltos mais
jiara o coinmercio estrangoiro.
A (|iiettao entro a Dinamarca o os ducados de llolstim,
Schleiwig e Lancniburgo, que o rei de Dinamarca
quor, que perleucao de direilo ,1 siieeessao daquelle rei-
no, oceupa tamben) inuito a ailencaoda Alleiiiairba,
dis-se, quo o governo austraco le colloeai da parte
daquelles. que fazem opposico s prclencoes do rei de
Dinamarca.
DEM de 15.
Ao terminar a minha ultima carta annuncie a rou-
nio cabralista, me Uvera lugar em casa do duque .la
Torcera, a quarf fa eartista, havia decidido nao lomar parte as prximas
futuras elcicoei.
Agora apparece oulro documento inlereisante, e he
nina carta do conde de Thomar, datada de adiz a 28 do
pasaado relativa aua demlssao de concclheiro de
catado.
O conde de Thomar julga a sua demisso uin arto de
vngaura peuoal da parle do duque do Palmolla ; e ac-
eieseenla, qitesahc est.irein promptos oillros decretos
para o.exoneraren! de juiz da relavando Lisboa, o para
Iho sor cassadn o titulo de conde. Diz mais, que S M. a
riinlia se oppozra por muilo lempo asua eaawuracio de
concclheiro de rilado, na alinal Uvera que ceder ao*
iiuiueus do partido domname.
A imprenta done metano partido oceupa-so dosto as-
sumpio, o impugna al observaces do conde do Thomar,
demonstrando, que neta o rardeal pairiarcha, ni m o
inarquez do SalHanha, nom Joie da Silva I orvalho, uem
outrot concolheros-de osudo, que volaran pela caone-
ravao.ae devem consid rar animados do papirito de vltt-
gan;; e quo.alm disso, os<.abran, rnnlra quemo ntrli
inleiro o lublevou, e que tiverao que fugir, para nao
ser vicmas da txocravao publica, nao podem de ma-
n-s *---------------- n~ -*-- --- 1 .(.. ......i.. u.
lomar quor mostrar nisto, que Uvera intimas rela-
(5es coin o duque de Palmolla.
As noticias das provincias sao liaongoiras. vo-se dii-
ilpando os recelos de nina reaceo mlguolista, que apre-
sentasse um aspecto mais aasuatador. O vitconde de
?oti" Mar,lla' alll'go general de D. Miguel, e que em
1834 pedir a sua demasao de lenonlo-general, dirigi
ao l'obre i Pnrln una caria, protoilaiido rontra aa ten-
tativas iniguolislas desmenlindo as faliidadoi publi-
cadas a sen respeilo, o manifestando, que havia feito a
aua subinlttio ao governo da rainha, rrliraudo-se vi-
da privada, para gozar da fortuna que llie logaro
seus avi'is.
As amblcftei para sor deputado s.io inmensas ; por to-
da a parte se furmo coiiiiiissAps eleiloraes, o so publi-
can programlas asaaz curiosos. Parece-me, que tere-
nios representantes exclusivos de faculdades, artes e
ortlcios!
Pelas folhaa de Madrid, ehegadas hoje. consta officlal-
nienle o rasa monto da infama I). I.uiza Fernanda como
duque de Montpentler Rale enlacetem sido combatido
lenazmente pela Imprenta di opposivao, o assegura-sc,
que a Inglaterra se oppe tambcui 1 ello. Se islo he ccr-
fTiaiei.)
0 Sr. Laurenlino: lito nao prova nada; he
pe penna.
mu 1,,,^,
lo, qual ser o resultado desta questo I
Parece, que os carlistas, despeitados pela oxeluso do
lilho de I). Cirios para marido da rainha lento novas
desordena. Algomaa guerrilbas vio apparecendo na C'a-
taluulia. coinmandada por Trislany e Pirot.
Segundo o paquete, que ohogoii honlem, os fundo*
porlnguezes linhao subido na Bolsa de Londres de
42 a 4!l.
ALLKMANU4.
O Corretpmlrntc tic llnmhurgo do 29 de agosto publicou
una carta de Vienna, a qual dizia, quo o principo MpI-
ei nicli eslava oeeupado em Kienigsliurgo com a ques-
to do S. lileswig-llulsten, que ser considerada geral-
monte n'um ponto de vista federal, ea rosolucao da
dieta lera forra de lei. Todos os governos allomaos esla-
vo de aeeordo sobre osle ponto.
O llnrinhnlle le llamburgo de 4 de irlpinbro dizia, que
a poltica coniniPicial do Zollverein havia falhadocoiu-
pletamente. Etperava-se, que se Uvessem concluido
Datados coinmerciaes entre o/.ollveroin o 01 estados da
America; mas o congressn de Washington rejeitou o
tratado propoito, como (lesvantajoso o iiisullieienle, e
o governo do Brasil reculn recouiecer o principio pro-
poito
O Comipsicrend Xurtmlurg de ,ri dizia, quo as poten-
cias do Norte assuiniro nina attitude paaiva sobro a
questfio do casamento da rainha de liespanha, ainda
que hoiivessein preferido o conde de Monlemolin para
marido da rainha. Diyi.i-se, que fra o governo aus-
traco quoiu deifez a projectada unio do conde Trapa-
!' com a rainha.
A^SEMBLE'A PROVINCIAL.
SFJSSO F.M 17 DF. OUTUBRO DE 1846.
raEsiOKKCla no la. soozx teixeib.
(Continuacao do numero antecedente).
Discussao do parecer da cominisso de initruccao pu-
blica, acerca do roquerimeuto do padre Jote Gonjalo,
adiado da aesso antecedente.
I) Sr. AViio: -- Senhor presidente, eitou seinpre dll-
posto a doiapprovar o augmento inconsiderado da
deipeta publica, e por iito nao deve V. Kx. eitranhar,
que, j ulgando menos justa a preienco do reverendo Jos
Goncalo, me levante para impugnar O parecer da noble
comuiissao de initruccao publica.
Qualro tao 01 fu.ndamcntoa deise parecer, e outroi
lanos sao eonsegiiinleiuonte os pontos,por que paiaarei
a coiubat.'-lo: mas, antes de o fazer, permita V. Ex.,
que declare can, que, aluda quando attendivel folie
a lupplca daquelle padre, cu recusarla o mru voto ao
parecer, para nao deixar paaaar o principio de que os
oniprogos 110 Braail sao propriedade de quein o* exerce,
como ontondoo a nobre coimniiio.
O Sr. Menoncn: Mal 01 direito* adquiridoi ?
O Orador: Nao aei de que direito* adquirido! falla o
nobre deputado ; mas posso aaargurar-lho, que os 1111-
pregoa pblicos em um paiz constitucional, como o
1 reducir as
protectores
ROMA.
O metrao Jornal de 3 annunclou, que Sua Santidade
determiiinu comocar ii......-di.llmenle o caminho de
Ierro de Roma para .aples. Os fundos deviao de ser
loi nocidos por urna lubicripcfo diaria durante 5 annoi,
depois du que, se havia de dar aos subacriptores aplleos
de 100 escudos cada nina, vencendo juro*. O papa ti
una ltimamente distribuido nina dsaco dp 350 pseudos
pplos Israelitas indigentes. Ello mandou igualmente
nina quautldade de pao para o Ghetto.
GRECIA.
artas de Alhenas de 20 de agosto diii.io, que rciiiava
nat ftouteiraa da Thestalia rousidoravolagitacao, oque
havia multa |n ohahilidade do quo os mais violentse
turbulentos dos partidistas da oxtonsao das fronteiras
da Grecia, rffelluassem brevemente urna invaso na-
qtiella provincia com o tcito consrntimento do Sr.
bolettl.
TUROI'IA.
Os jprnaes de Sinyrna de I annunciavo a partida de
Mllemete \li de Couiinuliiiupla a 17, no vapor Oltoma-
ii.i-/.-.,ii-/ij,,/i,/, acompanhado pelos vaporesJtaarte-
eoi .Vlfl c lloulag. a esquadra ottomana, prestos a par-
tir para o Ar.hipelago, constava de 2 noi de linha, 3
Iragatas, 4 brigues, nina escuna, o 2 vapores, llalil
Pacha, govornador de Trebizonda, tinha quaii con-
seguido sullocar a nvolla nos diilriclos de Van e
Moni he.
(I imparta! dizia, que 01 piratas tinhlo ultimamenle
capturado, a vista de Ricarla. um pequeo navio, cuja
iripolacSo, hav ndo nppi.tio reiiitencia, fol passada a lio
de capada. O bngue de guerra ingle/. Sgren tinha che-
gado a Smvrna,
MAR HOCOS.
O Mhbar, jornal de Argel, do 2 de setembro dizia,
(jucas 11 ninas milicias Irazidaa pela mala de Oran in-
du/.i.-io aiguina apprebentio pela maiiuteuco da irn-
quillKlade da parte de \lari..co,s. Fonios informa-
dos, dil o Moer, de que no momento, 0111 que um
ad.lido do ministerio dos negocios cslrangoiros deseni-
banmi em Tnger, da crvela de vapor Veloct, para
entregar despachos ao cnsul grral francei. eslava a
popnlacao da ridade, e em particular a europea, n'um
estado de grande inquietaco. Circulavao boatos ater-
radores, relativos a Influeiicla adquirida por Abd-ol-
ha.ler a leste de Maocos. A noticia recobida por Ier-
ra nao h.de menos grave importancia. Diioiu haver-se o
emir apprnxiuia.lo de Taza, cidade Mouritca, 25 logoas
distante da frontina, o estar abertaniente conspirado
Contra o imperador. Se he exacta a nossa luforn.aco,
no de temer, que brevemente sobrevenda alguma rovo-
luvao em Marneos. O imperador Abderrahman est
11 nina pnsicao dlfficultosa. Se atacar o campean da
guerra santa, cercado como elle esl das sympalhlas dos
neis, arrisca o seu throno e at a propria vida. So con-
sentir, que elle continuo, por ser o prrigo remoto nao
lie menor. Ncssas dillieeis circuinstancias, provavel-
mentc se limitara o imperador a licar espectador, rm-
quanlo nos obramos, c a ora pelo nosso bom xito,
que o livrar de um perigoso inlmigo. I onseguinte-
imnte parece iuimineiite a Marrocc* urna expedico
franecza. *
nosao, nao ao propriedade do niiiguein.
O pi mu n o fundamento do parecer he o srguinte (le).
A vista delle rcconheco.que a commisio de instrueco
publica rnlende, que, nos termo* da lei provincial de 10
de junho de 1837, tem direito de ser jubilado com todo
o ordenado rrspeclivo o profesaor, que servir, tem a me-
nor ola, viole anuos consecutivamente ; poriu devo
tambeui rrconhrcer, que he coniequcncia necessaria
deslo principio, que carece de tal direito aquello, que
nao prcencher 01 viole anuos dr lervico, ou chegar a el-
los com alguma nota em sua reputaro. Ambas estas hj-
potheses se realiio infelitmentc nocaso.que no* oceupa.
Todava a nobre coimniiio concluio o leu parecer, opi-
nando, nao soque se desse ao peticionario o ordenado
de (00/000 rs. que tinha, quando oceupa va a cadeira de
philosophia do lyco do Recife, mas al que scihepa-
gasse o que deixou de receber, para prrfazer cita quan-
lia, deido que fui jubilado com irsenlos mil ril!
Eiujiislilicn;o du parecer allirma a nobre commia-
so, que cumpre levar om cotila ao peticionario o lem-
po, que servio na congregaco dos padres da Madre-de-
Deos como substituto da cadeira de philosophia raciouale
moral; poriu, nao tendo elle juntado documento algum
comprobatorio desse facto, nao ici como a nobre com-
nisso o dio jior verificado, o acreditou, nao soqueo
peticionario rniiuou aquella disciplina na Madre-de-
Deos, na* tamil.111, que preincaico all o lempo, que Ibe
laliou aa cadeira do lyco para completar 01 vinte anuos
de scrvlco, exigidos nela supraeltada lei. Sein duvida a
nobre coiumisso de lnslruc(o publica, que pertcnco,
leve de convenecr-se a vista de prova! irrecntaveis, que
nao .0 11111p.n1h.ua.1 o rcqucrimeuto do Reverendo Jos
Goncalo; c como nao chegalscm ao meu conhecimeulo,
pcrmilta-me ella rogar-lhe a exhibicao deisai provat,
para aerein discutida c apreciada* pela caa; e bem ai-
sim dizer-lhe, que, cuiquanto tac* prova* nao apresen-
lar, nao posso reconhecer a frca do primen o lundamen-
to do parecer om discuaso Vamos ao segundo (W)
Tambem nao consta, que o reverendo Jos Goncalo l-
rasse em concurso a cadeira referida, como assevera a
nobre coinmisso ; c antes dos documentos produzidos
pelo peticionario se colhe, que tal concurso nao se rca-
lisou ; poi*, alem de nao ser coilume proceder-se a elle
na men. lunada congregaco. onde os profexores e subs-
tituios orao iiouieadiis a libilun pelo respectivo prepo-
tito, do diploma, lirado pelo reverendo Jos Goncalo,
para continuar a servir 110 lyco, se manifcsla, que ello
requerco e alcan(ou acadeira de philosophia desta cida-
de pela simples raso de a estar cxcrccndo iiolv.ru do
Recife. *
Senhor presidente, nao he minha monjo dlacutir a-
gora a napacidade do peticionarlo, para entinar lo im-
portante discipliua mocidade braaileira; mal nao pol-
io deixar do reparar, que a nobre comminao recouhe-
9a nelle a ucceisaria aplido, 10 por harer-ie comerva-
do lautos anuos no exrrcicio do magisterio. Todos os
dia* 1 o. un 11 amos empregados, cujas prevaricaedes lo
notorias, ou cuja iucapacidade a outrot respeitos he pro-
verbial; c por ventura a ma couaervaco noi cargos p-
blicos prova, que se tenho coudutido com a inlellgon-
eia e probidude, que exige o servico do paiz ? Della ac-
1. mus em lempo algum autorisadus a tirar oulraicou-
. luso, s, que nao sejao em desabono dos superiores, que
os lulero, por ignorancia de seus feitos, ou por condes-
cendencia criminla ?
Mas a nobre coiiimiiio linha sobria rasao para pen-
sar o contrario a respeilo do Reverendo Jos Goncalo, le
observaste, que, apenas aulorisada a reforma do pesaoal
do lyco, o governo provincial confiou a nutro cidado a
cadrira de philosophia, que elle oceupava, detpcdin-
do-o assiui do lyco.
I'ario Sr. Uepulatlot: Foraooulro* inultos tambem.
O Orador: Por trr coinpauheiroi, nao se arge, que
lhe Rzeiac o governo a menor njustif a.
A Inaptidao do peticionarlo para o oxerelelo da cadoi '
que oceupou no lyco, he um facto notorio na pro/1'
cia; a aula de philosophia era por laso a monos IV,.,...'
tada daquelle ettabeleclmento: todo* fugiao de inan""
para ella seu* Altroa, certos de que nada apnnapri,
com lal profesaor; o, prrferiudo pagar aquoni oiMk
nasao parlicularinente, lastlinavio, que urna cadrirj is
importante estivesse lio mal provida : en meamo n,"
esludei os oulro preparatorios no lyco, fui obrlgido
procurar outro uiestre de philosophia na pessoa da '
digno bispo doMaranhao, que en tao ensinava iiucoi
vento do Carino, e em cuja aula foro mpus collp,, ""
Sr*. Vlllela Tavares e Joaqulm Villola, que tambrin "~
ae matrlculrao nado lyco. Sao eites o* servirosnr3u
lados pelo Reverendo Jos Goncalo, que lhe Valerio u !"
jubilaco com tresentos mil res aunuars, o a n*
coinmisso considera mal retribuidos, propondo, nu,".
lhe d o ordenado por inleiro! A villa drllps pii Sfrja 5C
tei de opinio, que obrigauemoi o peticionario a ..."
luir a importancia do honorario, que receboo ura?.'".
o lempo, que oceupou no lyco a cadeira de philosophia
em desvanlagem do publico, que poda enlSoaprrViiar
oulro professor ; mas reputar injusta a sua jubilaco
consldera-lo com ella privado de la propriedade. '
de maneira nonhuma.
O Sr. Sum Hachado: Ainda hoje a constituirn r*.
conhece omprogos vitalicios.
O Orador: Maa propriedade de algiiem..... de certa
nao reconhece.
O Sr. Htgo Monleiro: Ainda algn* ha com rssaqua-
lidade, e devem conaervar-ae.
O Orador: Emprogo de propriedade, Sr. deputado'
Tenha a bondade de dizer quaes lo. que me fa parti-
cular obsrquio. He verdade, que me iPiubro de ter li.l.j
em um praxista recomiiiendavrl, (crelo queGamai que
nao ha opinio. por menos orlhodoxa, que nao tenha em
son favor una grave autoridad*; e por iato nao mp drvu
admirar, que algiiem tenha ainda a convierto, deque
entre nos os empregoi *So propriedade dos respectivos
servenluarios.
OSr. Reg MonUiro : Niiiginin diz iso ; mas diz-sr
que entro nos existem empregoi d* proprirdadr.
O Orador: Logo diz-10, que entre udjt ha empregos
que sao propriedade de algiiem.
O Sr. llego Monteiro: Ha, si 111 Senhor.
O Orador: Demonstre, demonstre islo, por qtirnihc
Vamos ao lercriro fundamento do parecer (MI.
Nao sei, .vr. presidente, como a nobre coinmisso cou-
sidera atacado o direito do peticionario com o facto da
sua jubilaco, tendo sido aulorisada e confirmada por
esta -asa a reforma, que uproduzio. Sem essa lutori-
9S0, coiivenho, que o governo nao eitivease habilitado
para opratirar; mas, desde que Ih'a conerdomos, rap-
prov.mos o que uiirou em vii lude della, perdemos o di-
reilo de eslranhar o seu procedimeuto, c ainda man de
o Molannos de Ilegitimo.
Oquarto c ultimo fundamento do parecer he u sr-
guinte (l).
Desconliofo a rasao, que detoriuinou a nobre coin-
misso a confiar lano na imparcialidad!' da aiieinlili'a
no priinciro caso, e a dar lo pouca importancia sua
deliberarn no segundo. Acredito, que em ambos esla-
va ella no seu direito, assim como quo nao transpoie-
mos as raias do nosso, nom nos afanaremos da jii*tir.a,
que deve oaraclerisar a* noasaa dreisdes, indeferindo a
protrnfHOdo reverendo Jos Goncalo.
Os documentos produzidos pelo peUcionario me con-
veiieem de que elle nao tem vinte aunos de lervico, como
parecen nobre cnmmiaso; porquanlo a sua piiineira
provisto foi passada om 1832, como passo a moatrai' ('>.
Se qui/.erniiu abuuar-lhe o tempo, que servio sem ella,
istn he, desde 01 ulliinoi mrzei do anuo de 1825, em que
0 fallecido leador Mariuk, rutan presidente de Pcrnain-
buco, mandn reunir no I j eco as cadeiras do humani-
dades, quo havia neata cidade, pomo mais contar elle
dp quatorzp anuos de servico; e ueste caso, canee, cu-
ino diste, de direito ao ordenado, que reclama, e a no-
bre commisso julga competir-lhr.
Senhor presidente, q nuera poder inelhorar a sol t
desse cidado, e de quautos nos dii geni supplicas seinr-
1 ha o tes. mal tenho, como mrmbro dona caa, rigorosos
deveroi a cumprir, e um desle he negar 01 diiiheiios
publicla quein a rllei nao livor direito. O dosonipi-
uho desle dever poe diariamenlo om dura prova ossru-
tinientos do meu co raco, forcando-me a mostrar-iiic
sevem militas vozes com aquellos, que maisafeicio 111.
inorrcem; se rondescendor com um, nao estarc habili-
tado para negar aos outroa o que lhe livor concedido nn
idnticas circuuistaucias: c por certu nao he para ter-
mos taes condescendencias, que a provincia nos honrou
com a tua ciulian. a.
Todos os dia* lastimamos acondicao dos rinpregadoi
n. .vi milis, qiic,alm de terem ordenados inesquinlios,
nao sao pago* em dia; e oa embarazos pecuniarios, coiu
que lucamos para enriquecer nosso paiz com os ineHio-
ramentos materiaps, dp quo carece. Eases senlinientos,
alias louvaveis, sero iuutois, se nao 1101 retolvoi ino-a
por em pralica a mala severa economa na distribuico
das rendasprovinciaos. Procrdoin to oraves males da
nimia l'acilidade, com que a asaemblca tem acolhi.lopre-
tenvdes da natureza deata I Vota-se pelo aiigmcntu da
ordenado de un ouiprogado, e nao se allende, que esae
eaemplovai despertar a amhnn de .nitros multl, por aua vez, reerbem iguaes favorpa. por forra do prece-
denlp oataheleeido A deapeza publica aiigineeta ae de
dia em dia : a necoiaidade de occorrer a ella leuilna "ii-
postos iqipressivoa : opovogeme, o seus males iro em
progresso, le nao prannos nacarreira das prodigalida-
dei. He lempo, Senliore*, do molhnrar a sorle daquel-
le!, que nos couAiro seus destinos: e nos o consegui-
remos se po/.iTinos pin prali oa a soguinte mxima do aa-
bioFonelon: O dinheiro do pa Miro s dtve ler detpendido
im prove todo meimo publico.
Vol, poriauto, contra o parecer em diacusao.
O Sr. Laurenlino : Sr. preaidente. eu cahi ria na ma'1
palpavrl conlradicco. ao agora, como meiubro da >ul""
inissu dp insiruccao publica, nao susteniaase o parecer,
quando nosta mosun cata, em 1842 ,j levante! I voz pa-
FRANCA.
11r.M11, nr.i.so REGICIDA.
tiFSZrSSlEf f,? di,"5,dy"rPeiVo d"e.'s's ridSc"!
las pr. caucOrS-. hogundo a nfor.naco dada por ello
nchou-ie n tubo .una relajan rlrcuuistauclada de ludo
" (l.....Ib' l.nc.onava later para levar a rtleito ene nro-
jecto. Elle doierivia, como havia carrrgado aa pnta-
las; declarava, quo ellas nao contiuhoprojrclil alLuin
o iiiencionava as palavras. que pioreriria no momento
da aua pnsao. para uiduzlr a crer, quo elle linha cm-
plices. I om elleiio, elle havia recorrido a esso expedi-
ente para salvar-so do priinciro impulso da iudignaco
publica Em suuiina, aquella composicio, assim como
Senhor preaidente, nao recusemos justica aos nonos rt pugnar, sobre este momio objecto. pelo din lo do
dveriarioi, quando riles a llvrrem. A reforma do lyco peticionarlo, a quem nao tinha visto nina nica voz, c
orn reclamada por todos 01 pal! de familia, que desoja- i 10 pela convievo, em que eslava, de leu direito o Jusli-
vo dar a seus lilhos una boa educacio Iliteraria na ca- ea. Firmado nislo, Armado no que allega em sua peli-
pital da provincia : a aairuibla a rrcouheooo, dando ao o e nos doeiimentoi, com que a auloriaou, fol que dei
prraidente amis ampia faculdade, para leva-la a of-'
lino.....
O Sr. Mendunca : Queria dar inrlhor ibrma ao eila-
bclcciincnlo.
O Orador: Nao, Senhor; mandou reformar o pei-
10.1I, e para a reforma do material e rcgulamcnlar nao
careca o governo de autariia;o nona. Eu era eulo
profrnor do lyco; all frrqurnlei as aulai preparato-
rias, r coiihcci por una experiencia larga, iiue, tem
grande reforma no petioal, aquelle oalabdeclnenlo lit-
terario nao prettaria ao publico as van tagens, que delle
devia etnrrar. L tanto foi urite seulido, que se decre-
tla reforma, que aaneuiblaapprovou-a, apena* lhe
fol aubmotlida pela presidencia.
Ora, tendo sido o peUcionario um dos priraeiros ob-
jecios da mencionada ref.irma, comoeniendeo anobre
i-ommissao de instrueco publica, que nada hara contra
n sua idoneidad* para continuar no magisterio com pro-
vr.to da mocid.de ? Como noj aesrgara no 1*11 parecer,
que o reputa, nos tertaot da Iri de 10 de junho de 1837,
com direito a ordenado de600/000 rs., desde a data.de
sua. jubilaco, por liavrr com picudo oa vinte irnos
de servico tem nou em tua repuUca* ? Nao pono con-
cebor. r
Senhor presidente, quando outras prova* faltastem i
nobre commiasao para apreciar ajuica, com que foi
jubilado csse profenor de lgica. baiUva o tou pruprio
reqoerimeiito, escripto e .asignado por ello, no qual de-
o parecer, que ora se discute! Sr. preaidente, por inalol
que leja a sympalhia, quoeu sinta para com o nobre de-
putado. que combate o pareeer, r.o le por que tatali-
da.le aclio-ine iempre 0111 opposi{o com rile.
Eu ciloi como fundamenta* cardiaca do parecer qua-
lro circumitanciai, que julguei allendivoia, o que forao
outras lanas pedral de ricandalo. outroi ionios mon-
tos, que achou o nobr* diputado, quo me procodeo. pa:
ra o combater, e dai quaes dodutio raiei contrarias a
concluso da coiiiuiiaiao.
Dase o nobre dopulado. que tenle no 1011 coracao
urna repugnancia invoncivel a augnionlnr as ospeaai
provincian : ou nao eiaaroi jamis de lomar estes 1011-
tiuiPiitai do nobr* dopulado, dp negar 01 dinh-iros p-
blicos para tudo quauto nao for jusl.i; pui.in, (jiiando
se trsta de faier Justica, quando se trata de pagar aos
servidores do eudo, r rrmunrrnr-lh 1 01 serviros pros-
udos ao inesuio estado, nao sei romo poaia nrgar-ie-
Ihoiaquillo, que por direilo so Ibes deve.
Dlnc o nobre dopulado, que a pilmeira couia, em
que tropecou a conimino, foi dlzer. que o poticlona-
rio ealava lio caao de Pl dt tei (lo favoi avelmi ule, ,ev^""
do-10-lhe em conUoi auno, que servio na Madre-dc-
D001 ; e alo quando uo aprsenla dociinirnto algum,
com que prove o quo allega. Parece, Kf. pyetidontr. que
nao carecemos de oulro documento mais do que bpi moa
Prriianibucanoa : loinoi lilhoa da provincia, sabemos,
qu* existi eniPeriianibuco a Madro-de-l)eos, que am
havia urna cadeira de philoiophla, e que all deo mas
liedes o que boje falla e requer diante de Pernambuca-


smm
.3-
nos : nao he uin faci occulto; nao se passou no Japo ;
tuilos s.ilnmus, que existi essa cadeira publica na Ma-
dre-de-Deos ; que o lenie era de nomeai;iu do preposi
lo, proprieiarlo della, ensnava na qualidade desubsii-
luio, e era pago pelo estado : logo para que mais docu-
mentos, principalmente, guando o peticionario esta em
nucir inipussibilidadc de os haver, pela dissolucao da
Madre-dc-Dcos?
Disse o nolne diputado, que os empregos publico, nfo
sao propriedade dos empreados, eque ja se passou a
poca, em que ulifjp em voga laes principios. Eu nao
quera sustentar es-a questao como tlice, uao quero di-
seCi que todos os empregos sao propriei .de de quem os
-.[i o-; mas a cai'eirado padre Jos Gonzalo era proprie-
dade sua ; eu a im o cntendo, ao menos segundo nii-
nlia opinio : aqui est o seu diploui que diz isto (If).
O nobre deputado argumenta contra, c argumenta
e.om estes mesuios documeiilo' ; e di/., que ojo ha rm-
prrgo de pr.tpricd de: port'ui, eu vejo aqui, que I ca-
deira de philosophia foi eoneedida ao padre Jos (011-
\alo vitaliciamente, e foi-lhe concedida eiu consequeu-
cia da disposlcan de uin decreto imperial : ora, se aquil-
lo, que se me d vitaliciamente, e que eu cntendo, que
he para eu usiifriiir durante inhiba vida, nao me per-
tcnce, nao he propriedade minlia, nao sei como se pos-
ta entender a palavra ilaliciamenle...
O Sr. Nello: -- Mas note, que alii se diz, tmquantolitm
servir.
O Orador: Eu responderei. f) padre Laui entino
Antonio Morera de Carvalho, autoridade competente, co-
mo director do lyco, passou ao peticionario os segiin-
tes documentos \l). Entreunto, veja o nobre denniado
o qucdispe n decirlo de II de iiovemliro de 1831 (U :
aqui se manila crear una cadeira de philosophia em
Pernainbuco, com o ordenado di- GOO/rs. ; e lie em con-
sequencia deste decreto, que se comerlo a cadeira vita-
liciamente ao padre Jos (.ni. 111..
O Air. Nello: Einquantn bem servir, eo facto soda
reforma prova, que nao servio sem nota.
0 Orador : Esta consequencia nao me parece exacta,
porque ento seguia-se, que todos quantos foro deinil-
lidos ou reformados nao linho a sufTieieucia nrcessa-
sarla, quaiidn o nobre deputadu sabe, que aquella re-
forma foi geral : ora, se os documentos, que ajunta o
peticionario, sao os dados, por onde mis podemos avhal-
as funccVit publicas de qualquer empregado, nao sei co-
mo considerar as rellrxcs do nobre deputado, que, no
mea fraco entender, nao teem aquelle valor, que me
niereceni suas opinio.es ; porque olli. alinele he que
se conhece, se o empregado dcsciupeiilioii ou nao as
liincces de seu cargo : logo por estes documentos se
nota, que o peticionario bem servio.
O Sr. Nello: -'- E quantos anuos servio elle na Madre-
de-lieos ?
O Unidor : -- Cinco anuos.
O.Sr.,Yeito: --Est isso provado no requerimiento?
O Orador: Nao o pode provar, pelas rasrjes ja ditas.
Mas dlsse o nobre depulado, que o peticionario foi
pt uvido em i32. O nobre diputado sabe, que aexlinccao
da Madre-de-Deos foi eni 1830, e elle tiuha cssa cadei-
ra all. ..
O Sr. .Vefin : Est engaado, desde 2,"i, que eslava no
lyco.
O tirador : Isso melhora a condco do peticiona-
rio ; porque, se eslava no lyco desde T.i. (em 21 aunos
de servleo.
(jn uno a data da provisto, que Ihe passou o l)r. Ber-
nardo, bem se ve, (|ue esta data lie da carta vitalicia, e
nao se refere ao tempo, que elle j exercia essa cadeira
como piolessnr ...
O Sr. Sello : Como professor, nao.
O Orador : Ento era como aprendiz ?
O Sr. Nello : Isso he o nobre deputado, que o diz.
O Orador : He a consequencia do aparte do nobre
deputado.
O.S'r. Nello : Eu nao autorisei tal consequencia.
O Orador : Disse o nolne deputado, que nao ha do-
cumentos, que proveni, que o peticionario tirasse ca-
deira em concurso : heoutra barrena, em que o nobre
diputado i nicnden, que tinlia troprcado a commisso :
nao he prova para requerimento, ne verdade ; porin,
alm de ser faci publico, aiuda boje estive eu com um
individuo empri gado na secretaria dogoverno, e que
lem milita rasan para estar ao facto destas cousas, que
me disse, que ex lie na secretaria este documento : bou-
ve un concurso em 24 .porque Manoel de Carvalho, ru-
ino presidente, quis dar a cadeira ao padre Fortuna, e
oppondo-se o peticionario, inandou p-la a concurso ;
elle oppz-se, e tirou-a.
Or Nello: Essa poca era revolucionaria; todos
os actos daquelle lempo lia/io esse ciinho.
O Orador : Nao sei; he um facto, e elle autorisa-nie,
nao havendo prova em contrario, a sustentar, que o ho-
ineni eslava habilitado para servir a cadeira. Se os exa-
minadores foran indulgente! para com elle, nao sei, nein
entro nessa indagarn : no conecito publico elle est
habilitado.
Disse taiubeiu o nobre deputado, que o exercer a ca-
deira por mu tempo nao prova capacidade do profes-
sor. Eu quizara, que o nolne dr| Hado fosse mais in-
dulgente, mais generoso para com l'ernanibnco, sua
patria : eu mi julgo a nossa patria tan atrasada, que
coiisentisse um honieni inepto inleiraiuenle ensinar a
nioeidade ; e tanto mais o nao julgo, quando a nossa
patria he um paii, que tein tanta presumpfto de Ilus-
trado.
liisse o nobre deputado, que a prova da inapldo es-
t na sabida do peticionario para fdra do lyco. Digo,
que nao he prova ; porque mil ros sahirao nessa occasiao,
a quem o nobre deputado nn far a mesilla accusacfio.
peticionario cunta viole anuos com os cinco da Ma-
dre-de-Deos, que fu rio de cnsliin publico; esl no caso
de ser attendido.
r. presdeme mullo mais dlsse o nobre deputado, e
a ludo eu respondera, a nao ojlllgar eseusado, porque
os argiiiiienlns dacnnimis5.no subslstem : nao deixarei,
cnmliido de responder a nina de suas reflexde*.
Dlsse o nobre deputado, que a provincia nao tein
nielo* para fazer laes despejas; que nos vamos abyi-
nin la, se allndermos a rrqiierinu nlos dessa naliireza;
eque nao devenios dispar com Unta facilidade do di-1 a
nbeiro publico A isto, Sr. presidente, respondo com
o rilo que quem pega em peso superior as suas forras,
o resultado he licar rsmagado dcbaixo dille ; e di'pois
peigiiiitarei ao nobre deputado, quem he o publico? o
iiue he l'a/endn publica ? O publico somos nos ; a fazen-
da publica he fazenda nossa.
Sr. presdeme, eu emendo, que o publico be a lolnl-
dade (los individuos, de que se cum|>dc a socledade, ou
seja nacional, mi seja provincial; e a fazenda publica be
0 capital resultante das ronlrihuicocs dol pailiculares,
i|iie. leudo de ser empregado em objcclns de geial uti-
lidade, vem a nverlcr obre os misinos eonlribuintes ;
e peruiitt'1-me V. T.xc, que me explique com exeinplos:
lie de utilidade geral inauter um exercilo para nos de-
lenilei ile qualquer agresso externa, he este auslenla-
do pela fazenda publica ; be de geial utilidade fazer cs-
1 dn Iccuienlos de i ai ida.le, sustenlo-seseus einprega-
dos com aquelle dinhelro ; he de geral utilidade educar
......idade, pagiio-se os mestres com aquelle dinlteiio :
cis-ahlo que cu emendo por publico, e por fazenda pu-
blica. Se a provincia nao lew mi ios para oeeorrer a es-
tas precisen., nao pegue em pesos superiores a suas Cor-
cas. Todos os aunos consignao-se nesta casa duzrntni
i nulos paia estradas. Slippl illiio duaS, ti a lia llic-se i ni
ditas, e j flco crin Coutos para oeeorrer a otitra pre-
i i.lies ; e, se neeesssarlo for, supprimao-se lemporaria-
iiii ote lorias quolr : sigao a regia do philosopho: l'ri-
meiio faze o nccctiarin, drpoit o uli e depii o deleilavel; e
nao se faro despezas de ulilidade e de recreio, como
ettrbdas, passcios c llieatros, com detrimento das despe-
jas necessarias.
O Sr. Ardo: E qunes sao ellas?
() Orador: A divida publica. I'onbao-se os empre-
ados < in din, e depols facfio-se obras.
Sr. presid ule, nao euleudo de econniuias com injus-
licaa ; se uo ha com que se pague a quem servio ao es-
lado, n3o se Ihe negu o direilo, eoufessem a divida, e
paguem quando poderem.
Poi tanto, voto pelo parecer.
0 Sr. filela Tavare: Sr. presidente, uo ped a pa-
lavra para tratar do mereeimento da questao ; aguard-
me para votar symbolicamente, segunde os raclareci-
mentos, que receber na discusso, bem que entenila.
3ne ella est um pouco desnaturada, (apoiaihs) e mili
esviada de seu caminho regular ; pois em ves de se
tratar dodireito, que temo peticionario, de obter a,ind-
io, que pede, temos entrado no examc de suas facilida-
des moraes, de sua intelligencia, etc. : o que me parece
excntrico c alheio desta casa. [Muit"i apolados) O paiz
tein es i aheleen n as escolas e academias, em que se de-
vem examinar os individuos, approva-los, ou reprova-
los ; e ims aqui nao podemos tratar desta questao, mor-
diente quando esse individuo aprsenla uin titulo de suf-
iciencia ; se elle a nao lem, culpa nao he nossa, c nein
aqui be lugar proprio para esse examc; (apoiddoi) pedi,
porin, .i palavra para explicar um facto, que o nobre
deputado cllou casa, c para o qual invocou o ineu tes-
temuuho, e o de meu irmao.
0 nobre depuUdo disse, como qiirremln provar. ou
dar a entender a falta de capacidade Iliteraria do petici-
onario, que tanlo isto era verdade, que elle nobre depu-
Udo, eu, meu linio, e nulros nao quizemos aprender
philosophia racional e moral com o peticionario, e ro-
mos aprrnd-la em escolas particulares : ora, "este fac-
to, isolado e contado desta maneira, pode com elleito
vir multo ein desabono do peticionario, c por isso eu
quero rxplica-lo.
Similores, no tempo, em que aprendi philosophia, era
liIho-familia. por consequencia obrigado a reapeltarc se-
guir as o dens e di le mu.n oes de meu pal, de quem me
nao possn lembrar seni saudade : meu pai huurava-se
com a amUade do Exiu. bispodo Mara'uho, oSr D. Car-
los de S. Jos ; conliava multo em sua capacidade, em
seus talentos, ele; e els-aqui a raso, porque nos quii
cumiar dirrrco desse hoinem lo respeilavel ; mas
isto nada conclue contra o pelicionario, nada prova con-
tr- a sua capacidade lilteraria;ese prova, prova de mais,
pnriiue devo declarar a casa, que n.io tlve a honra de
ser discpulo de nenbiiiii professor publico desta cidade,
c o nobre deputado nao negar, que liavio enian, assim
i'oino boje, professores mu habis e talentosos. Pode al-
gueni, v. g., por em duvida o nierecimento do Sr. Re-
verendo Francisco do Reg Hartos, professor de lalim,
que foi no lyco ? Creio, que nao : (npoiado) pois, Sc-
nltoi es, eu lian frequentei a sua aula, aprendi lalim com
o Sr. Antonio Perrira de Azevedo, emigrado porluguez,
professor que foi no collrgio da Lapa no Porto. Pode-
mos contestar a liahilid.ide e tlenlo do Sr. padre Mari-
nho, professor, aluda hoje.de i helorica, e enlao de geo-
graphia tambrin ? No : pois snlba o nobre diputado,
que ru nao tve a honra de ser discpulo doSr. Marnho,
e ouvi as licrtcs dn Sr. Lopes Gama e outros, sendo o Sr
general Paulo Vasconcellos quem me eusiiiou as pri-
meiras nores de geographia. Porlanto, o argumento,
de que se valeo o nobre depulado, para provar a falla
de capacidade Iliteraria do pelicionario, nao he conclu-
dente pois, a sc-lo, verla a concluir taiubem contra
lodos os lentes ento do lyco, o que nao pode ter en-
trado na ntenco do nobre deputado. He simiente isso
o que devo diter.
0 Sr. Nello : Sr. presidente, o nobre deputado, que
acaba de sentar-se, no me comprehendeo. Eu sabia,
que elle deixou de es ludar philosophia no lyrco, por de-
liberaco de seu pai, assim coinn, mjc foi com o comen-
timentu do meu, que Uve a satisfarn de ser seu collega
n'aula do digno hispo do Maranhn: mas acredito, que,
apezar das estrellas rrlajcies de amlzade, que havio
entre este digno prelado e o pai do nobre deputado, el-
le prefercria manda-lo para o lyco, se livesse mais cor,,
flanea na idonedade do pelicionario, e fosse nienos ge-
ni a conviccao de que all perdiao inteiramenle n lem-
po os estudanles dessa disciplina. Neslc sentido foi, que
cilei o seu exemplo.
Em resposla ao nobre depulado, inembro dacoimnis
sao, cumpre-me dizer, que ignoro, algurm conste,
que o reverendo Jos Gonsalo eusinasse philosophia na
Madre-de-Peos ; mas sel, que elle nao provou esse fac-
i, de que deduz o seu pretendido direito ao ordenado
deOO/rs.; c a nobre commsso nao eslava habilitada
para supprir fallas lo sensiveis, dando por averiguado
o que lie duvidoso.
Trnha euibora a nobre commisso por inconlrovcrso,
que o peticionario ensinasse cinco anuos inleiros na-
quelle convenio ; emenda mesiiio, que se Ihe devia le-
var em cunta esse servifo, quando o jubilaran : a con-
clnsao do parecer nao piide ser adniillida. porque elle
nao completoii os viole anuos, assim calculados, sm
nota, como exige a le de 10 de junlio de 1837, leudo sof-
li ido a maior, que poda soll'rrr, com a sua expulso do
lyco na occasiao da reforma.
O Sr. I.aurenlino : Nao apoiado : sahirao oiilros na
inesina occasiao, aquein se nao pode fazer semelhaute
elogio.
O Orador :Quando assim fosse, da injiistlca frita
aos mu ai i nao se segu, que lmbelo fosse injusta a ju-
bilaco do pelicionario. A corriipco e a parcialidade de
umjllit nao basta para qualilicar de injtisias todas as
s, iiien, is, que elle proferir ; e por islo nao devia a no-
bre commisso considerar menos aci riada a exrluso do
reverendo Jos Gonsalo, s porque com elle sahirao do
lyco professores, que ella reputa dignos de continuar
no ensino da noeiuade.
O Sr. A um j Machado : E os que entrarn sao todos
bons ?
O Orador : Alguns talvez nao sejo ; mas de sua in-
capacidade se mi pode tirar argumento em favor da
aptido do peticionario.
Sei. que o parecer ha de pastar.
O Sr. I.aurenlino A juslica pede, que se Ihe delira
0 Orador: A justica nao pede ijada, e si alguma
colisa pedsse, era contra a approvaco de parecer, qu
se discute.
Sr. presidente, volando pelo parecer, o nobre depu-
lado obedece aos impulsos de sua consciencia mas de-
ve aiti nder, que fuco oulro tanto, submeltendo |consi-
deraco da casa as raaoes, que trullo para votar contra
rile. Ambos estamos no nosso direilo.
Nodesejo, que a provincia deixe de pagar a quem
justamente dever : quero apenas, que examinemos com
a maor clrcuinspecro a validade dos ttulos, que apre-
senlarem seus credores. Se nao podemos decretar des-
pezas superfluas, temos incios sullicicntcs para oeeorrer
as necessarias ...
OSr. .iiirrnlino : -- Enlao nao falta nada.
O Orador : Falla sao pelicionario direilo ao orde-
nado, que rrquer.
Comino, Sr. presidente, declarando oulra ves a V.
Ex. que voto contra o parecer rm discusso, e volarri
contra lodos os que esliverem em idnticas circunstan-
cias, sejo quaes fortn os Interessados na sua approva-
co. 1 enho paciencia os ineus amigos : procurare! ser
generoso com o pie for tutu : mas com os diuheiros p-
blicos ..... lemos conveisada.
OSr. Preiidenle: -- A discusso deste parecer esta adia-
da pela hora.
OIDIM DO DI.
'on/iiuififo da disrutto doprojecto n. 19. (Vide Diario
n. 233,'srsno de 10 do corrente.J
Julgada a malcra discutida, he o aadiamenlo do Sr
(.ai in no da t ui,ha rrjeilado, eoprojeclo approvado em
primrira discusso, para passar a segunda.
/'rimrira diieunlio do projerlo n. 21, que concede abalimen-
lo aoex-arremalanU do impasto de/ffH.Q n. obre gado de
contumo no muniapio de Goianna.
O Sr. Nello : A discusso do parecer da cnniiiiisco
de instruei ao publica deixou-me assnz fatigado ; mas
nein por.isto eonienlirei, que passe desapercebidamen-
te este da nobre coninissao de faienda, que importa
um augmento consideravel de despesa, e eslabelece
nin precedente, que pude autorisar outros maores.
Se a nobre commisso enlende, como diz, que o pe-
ticionario nao pode ser, em caso aigiim, obrigado a
pagar integralmente o preco, por que arremalou a arre-
cadaco do imposto do gado vaccuin, no triennio de
1841 a 1844, parece, que devia tranquillisar-sc mais a
respeilo desse cidado, e deixar, que, Independenle de
medidas legislativas, elle suslentasse no loro compe-
tente o seu direito, que, sendo lo inanilesto. nao cor-
ria o menor perigo as inaos da juslica. Mas, se Jul-
gou, que as les vigeutes nao o favoreciao, c, para evi-
tar a accao deltas, necessiuva. o arrematante de una
dispensa nossa, bascada nos principios de equidade,
pcasiiado-iuc, que foi menos prudente, concedendo
ludo quantoelle pedio em um requerimento desacouipa-
iiliad,i de provas, sem ouvir o presidente da provincia
acerca da realidade dos fados, em que se b.iseou essa
prclenco.
Allega o peticionario, que, durante o sen contra-
to, foi desmembrada do municipio de Goianna a fre-
guezia daTaquara, cujo rendimeulo ligurou no calcu-
lo por elle felto na occasiao de contratar com a f.uenda
provincial. Mas como saberemos mis, se he isso exacto,
se nao iiidag.-irmos do governo a poca, ein que t es
reitoaser iudemnsados dos prejuizos, que poisao le
soflrdo...
O Sr. Nello : Venho os esclarcelincnlos.
O Orador : Os es.lareeinienlus, que O n ibre depu-
lado )>ede, sao fllhos do seu /..lo. que eu invejo...
1) Sr. Nello: Mas nao quer ter...
O Orador : Desejo le, mas o nobre depulado sabe
milito bem. que as ,n.....s dos lioin.-ns depeiidei.....lu-
las vi /.es do mu temperamento eu son mal dcil, man
accessivcl aos pedidos do meu proxtmoj 0 nobre de-
putado prima em sua ausleridade, o que lie tuna vlr-
tudc ; eu son mais accessivcl eomp.iixao, aqui esta a
raso da diflerenca : no lenlm cara para di/er que
nao, poique a miui lainbein me cusa a sollre um nao:
ao menos em todo o priineiro semestre de 1841 a 842
Talvez esteja engaado ; porin s a presidencia nos po-
der habilitar para averiguar facto lo importante.
Tenhii aqu a copia do ollieio, dirigido pela cmara
municipal da villa de Alhandra, a cujo termo pneme
a freguezla da Taquara, ni) f sm. presidente da l'arahi-
ba, eiu2()dr jiinhode 1843, recrea da questao de limites,
suscitada entre esta e aquella provincia; do qual consta,
que parte da mencionada fregue/.ia eslava cutan, eseni-
pre esleve na obediencia de Pernanibuco, por licar
aquein d.i linlia disputada, como passp a moslrar (n.
Ora, sendo assim, temos, que ein ludo o triennio do
seu contrato o peticionario arrecadou o imposto dessa
parle, que se acha fra da questao de limites : e esta
circumstaiicia nao he para despre/.ar-sc na apreciarlo
do prejuio allegado, se porvenlura entender a nssem-
bla, que o deve mandar ndemnisar. Como, pois,
prescindirmos de inforniacoes ofTieiaes a tal respeilo }
Occorrc.que a questao de limites dura, ha inultos au-
nos, entre as ditas provincias, como se maniesta dos
oflirlos, qiielenho em man, datados em 1809 e assigua-
dos pelos fallecidos senadores Joo Amonio Rodrigues
de Carvalho, e inarqrtei de Queluz, e toda ella versou
srmpre sobre parle la fregue/.ia daTaquara. Aluda
por esla iiiso, me parreein necessarias as sobredilas
Inforniaciies, para eonhecerinos, se linha o arreniatan-
te motivo rasoavel para contar com a arrecada\o do im-
posto em Inda a freguezia, durante osen triennio.
i '.mili.....reputo conveniente lbrrmoi. le o pelicio-
nario ou seu fiador represenlro ao governo contra a
siispenso, de que sequeixa, e recolheo aos cofres da
tliesotiiai i.i o prero do seu unili.it", alim de avaliar-
luos, nrsle caso, os favores, que ji IWu gojado, e
naquelle, se essa evcnlualidade fui COglUda por elle,
quandocontraton.com a latendaprovincial: oquepor
cerlo devenios ler ein vista na occasiao de tomar ronlie-
cunenlo da suppliea, que nos dirigi.
Finalmente, para fixar a indrmnisaco, creio, que a
nobre commisso deixou deguiar-se por dados seguros,
jurando de alguma sin le as palivras do arrematante :
mas cuinpre, que procedamos dill'erenleinenle, per-
eiint imlii ao governo qii.inlo poderia render o mencio-
nado imposto, no triennio de IS4I a 1814, nao sii em
Inda a freguezla da Taquara, mas lainliein na parle
della, que porvenlura anda se aehe na obediencia de
Periianiliucn
Por ora, Sr. presidente, lmilo-me a estas oliscrva-
fes, que repulo dignas da considerarn da casa, sem
dar o ineu jui/.o a respeilo da juslica do abale icqueii-
do : eporislo, no sentido deltas, mando mesa um re-
querimento de adianiento.
Requeiro o adiaiiienln da discusso do parecer, at
quecheguem os seguinles csclarcciincntos, que se de-
vein pedir ao governo.
o 1., em que lempo deixou de se arrecadar, por parte
desta provincia, na frrguc/ia da Taquara, o imposto do
cousumu do gado vaectim, e quaes os motivos desU sus-
penso.
2.", se a suspenso lem lugar em todaadila liegue/ia,
ou smenle em parte della: no priineiro caso, cinquan-
topodia ser calculado o rcndlnicnlo deis* Imposto, no
triennio de Sil a IS1I.
3., porque preco foi arrematada a mencionada ar-
recadacio.no municipio deGoJanna.emoadaun dos ni-
cmiios de 1830 a 1847.
4.", se contra a suspenso referida representro ao
governo, ou tlie.sdurai ia provincial, o eapilo Jo.iqiiiui
Biptilta do Vinal al. ou seu liador Manuel Percha: no
caso allirmativo, em que termos foi uniccbida a repre-
sen laco.
i. 6.*, se o preco do triennio de 1841 a 1844 foi inte-
gralmente rcculhido llirsouraria provincial; e, no ca-
so allirmativo, ein que dala le realisou o ultimo paga-
mento. /.npe Nello.
OSr. Nuntl Mitrliatln: Senlior presidente, eu nao le
nho expressiies bastante sulli.lenles para loiivar o telo
do nobre depulado, que acaba de sentar-se, quando
procura com tanto einpenlio pr-se deatalaia a pinta
do thelouro provincial, alim de evitar, que os diuheiros
pnldi.os se esciieni mal e indevidameiile ; mas o nobre
depulado nos far laubem a juslica de nao querer lo-
mar siimente para si esle privilegio; o nobre depulado
ha de conceder tambein um pomo de lelo a favor dos
Intereisel da provincia aos seus collcgas; e por isso lof-
frer, que Ihe diga, que, lindo mis na soeiedade inufloi
deveres, umitas obi igaciies, cuinpre combina-los de mo-
do, (pie lodos se conliiiiein, e nao choqiicni; e ser bom,
que esle lelo t^o nobre deputado em defender os diului-
ini pblicos nao 0 fascine apunto de ehegar um dia a
ollender a juslica. Ciiniprc, une cada um de mis seja
nina senlinella dos intei i SSCI pi ovineiaes ; masen nu
cntendo, que seja jelar 01 diuheiros publico* o negar a
justica a quem a tein; pmtanto, peco ao nobre depula-
do, que me permita oil'erecer-ihe ligninas observa-
efirs, para provar, que elle nn lem muila raso na sua
insistencia
Devo mais dijer, Senlior presidente, que aehn at m -
eessario n'nina cala ruino esla um liouicm dacorageni
do nobre depulado, que qneira seinpre ser o priineiro a
arrostrar todas as pre\ enciies. que sempre se do da par-
te dos Individuos, quando se uo vai com suas opinides,
e se nao salisfaz suas exigencias; aillo islo Decenario,
porque do priicediinenlo do nobre depulado resulta
BMa garanta para o publico, visto que assim o nobre
depulado, com o seu /.elo, nao deixar passar consa al-
guma sem discusso; por conseguinle nao passaraaqui
as colisas encapotadas. Eu Ihe agradeco este seu telo, e
lodo o mundo Ih'o agradece.
Senlior preiidenle, no prembulo do parecer da coin-
niit-o o nobre depulado acha todas as iiiformaciies, que
pedio, e enlao nao sel, para que mais demora.
Similores, filho daquelles lugares, darei ao nobre de-
pulado algunias informaces, lalvez n.io com luda aain-
plido, que o nobre deputado desejra; mas algiiuia
colisa Ihe posso dizer.
He verdade, Srnhor presidente, que de lempo inine-
norial existe essa lucia cnlre os habitantes da fregaren
daTaquara com a nossa provincia ; no meu tempo ines-
nio, quando fui nomeado juiz de direilo da cidade de
Goianna, c que Uve de mandar allixar editis por toda a
parle, a respeilo do exercicio do meu lugar, esses edi-
laes foro arrancados, o povo nao reconhecia a jurlsdlc-
co das autoridades do lermo de Goianna; negocio, que
foi levado ao coiiheciinenln dogoverno e da asiembla
geral: assim, nao se piide duvidar, que a Taquara nao
reconhece autoridades de Pernambuco.para consa algu-
ma, e milito menos para pagar Imposto!; edrpoisac-
cresce anda, que esta ssembfSa, reconhecendo esse
fado, tiimi a congrua ao vigario daquclla freguc/.la.......
0 Sr. Nello: Isso foi em 1844.
0 Orador: Mas, Sr. presidente, consideremos o ne-
gocio ein si mesuio. Ou o nobre depulado reconhece,
que os pelicionario leein direito; ou ento ha de re-
cor.lieecr, que a faienda ubi ou de m t.
OSr. Nello : Nao ; quero rsclarecimriilos.
O Orador : Que culpa teem, ou podein ter os par-
ticulares, quando a fazenda publica, que deve estarn
facto de todas as elrcumstaneias da provincia, manda
por ein prtca um imposto sobre um territorio, aonde se
nao pode cobrar? Nao teem nenbuma ; e sendo sen
contrato alterado por parte da faienda elles teem di-
partes, que, emvlrludede nina le, teem
OSr. Aillo : Na I> t lei alguma...
O Orador : Nao ha lei ? 0 pweoe* assim o dn (M).
Logo lia lei.
Sr. presidente, separada l freguexU daTaquara, nao
leudo os arrematantes recibido todas aquellas vanta-
gem, eouiqiie cout.ivn ein virtude do leu contrato ,
e nao provindo lito de culpa sua, ou de llgOM siuistro,
he fra de duvida, que.....ibora elles lucrasseiu o cn-
tuplo, teem direilo a rescindir o contrato, ou a seren
indeninisados, etc.; e se elle* pagrq as suas letlras
ein tempo, digo que sao os honiens de nielbor fe, que
ha.
Voto contra o requerimento.
I) Sr. Carnriro dn Cini/i.i nao desconhecc o direito, que
aslala ios arrematantes em apretencio, acerca da qual
versa o projeelo, ora em ilisi'iisso ; mas. como enlende,
que essa preteinao, para poder ser deferida com conhe-
clineiiio de causa, carece de ser esclarecida, e esclareci-
da com nforniaoors, que s do administrativo podein
partir, vola pelo adiaiueiilo : nao neeessii.indo, porin,
de linios cclareeiineiilos, quintos pede o requerimeu-
lo, que esse adiaiuento prope, runa ao Sr. presidente,
baja de o por a volaro por parles.
0 .Sr. llego .Mmiliiro, apelar de uo ter assignado o
parecer da commisso de fazenda, que ora se discute,
por nao estar na casa, decide-se a siisleiita-lo, porsup-
pn-lo fundado na rasan cita juslica; coneorda em que
se peco os csclarcciiiicnlos exarados no requerimento
de ailiainenio, porin enlende, ipie o laclo de se os pe-
dir nao deve empecer o aiidaiiiento do projecto, e por
isso he de voto, que elle passe a segunda discusso.
Tendo dado a hoia, a discusso lica adiada.
O Sr. Presidente d. para od..... do dii da sesso se-
guinte: -- leilura de pareceres epiojeclos, discusso de
pareceres adiados, e coiiliuiiaco du mesilla nrdein do
dia de hoje ; e levanta a sesso. fEro 2 horas da larde.)
IIHHH) IIE l'EltvAlllilCO.
Pelo brigue Umpreta tivemos folhas de Lisboa at 12
de seleiubro ultimo, e do Porto al 29 de agosto.
Tendo sido o Infante rcceninascido bapllsado parti-
cularmente no oratorio do l'.n ii-de-llileni. a2!>deju-
Iho, nuil o mime de D. Fernando, foi a soleinnidadi:
das ceremonias baplismaes celebrada ,i ii de agosto.
SS. MM.com S. A. o principe real, eos Se nJiore In-
fantes, duque do Porto e leja, foro para Mafra no dia
'.i de lelembro. flcando no paco de Belm as Senlioras
infintas I). Mara c I). Antonia ein couipanhia do iufau-
ie n. Fernando.
(ontiniiavo a appareeer gritos c iiiovimcnlos sedicio-
sos a favor de D. ulguel ein diversos pontos, como no
eoncelliode Abolindc Nobrcga.uasiimurdiaroes de Villa
Mea com dirrecio a Penaliel, ele: porin ullimamantC
parlicipuii ile lirada o general conde das Antas, o qual
bavia marchado para a provincia do Miiiho a sullbear
esses movuientos, que ein toda aquella provincia se a-
cbava resUbelccida a ordeni.
Por noticias da liba da Madeira al l.'i de agosto colis-
in, que no dia 9 liouver.i no Kiin.li.il um alboroto do
povo circumvitinho cidade, queje dirigi a residen-
cia da doulor, Kaliei. pedlndo, que" esse subdilo britan-
llico passasse para bordo do um navio, e sabisse da ilha ,
por motivos religiosos. As autoridades inlerviero ; e
conseguir.) socegaros liiiiiulIiMSos.
Na di i S de Miembro sabio para aquella Ilha, a bordo
do brigue de guerra Dentro, o concrlheiro Avila.na qn di
dade de commissario do governo, alim de indagar e ca-
balmente coilhecer a causa do movimcnlo luniultuario,
que all leve lugar.
Tinha-seprocedido eleico de enmaras inuiiicipacs,
e as que se liavio realisado al o dia 11, recahiro qua-
si exclusivamente nos candidatos do governo anual.
Eslava designado o dia 11 de outiihro para a clelro
de depulailos. Ja liulio havido reuuiies prrparalorias
cleiloraes do partida dominante.
Tendo havido a 4 de seleinbro una numerosa reunlo
do partido cartilla em casa do duque da Terceira, re-
solveo elle por iinaiumi.lnde nabaudouar a urna como
partido, e deixar o campo Hvrc aos seus adversarios,
liiudandn-se para isso i\\ iiicoiislilucionalidade c violen-
cia dos lucios, pelos quaes se ia proceder ,is | ovtiu i:
i IcicArs.
O viscunde de S.i da l'andeira, luinislro da guerra, ba-
via expedido circulares aos coiiiman.lautes das dille ren
les dtvisiies militares, em data de 5, recommrndando a
maior liliird.nle de voto, assim a respeilo dos milita-
res, como dos dentis cldadaoi,
i<\
iiiK'iild do l*orlo.
Navios entrados no dia 19.
i adey ; 32 dias, barca nnici ieniin Tejidar, de 215 tone-
ladas, capito H. II. M ao capitn. Vem refrescar e legue para o Rio-Gran-
de-do-Snl,
llio-Graudc-do-Sul ; 27 dias, briguc-escuua liespanhol
Modesto, de 83 toneladas, capilao Pablo Pa equipa-
geni 7, carga carne; a Joo Pinto de Ionios. Segua
par llavaiinah carribuu com agoa aberta.
Liverpool ; 44 dias, barca iugleza H'.'" Hussell, de 298
toneladas, eapilo John (ioulding, equipageui 16, car-
ga fa/endas ; a Hussell Mellors .V Coinpannia.
Rio-de-Janeiro ; 12 das, brigue beipanhol Artero, de
20(i toneladas, capilio Jos Iticomo, equipagem 13, em
lastro ; a N. O. Uieber st L'oilipanhla.
Navios saltillos no mesmodia.
Londres barca Inglesa Tirad, eapilo Alrxandre Lyell,
carga a mesilla, que trouxe.
Kio-Crande-do-Sul i barca americana Texidor eapilo
II. II. Maior, carga n uiesina, que trouxe.
tal.
O escrvo da mesa da recebeduria de rendas inter-
nas geraes, servlodo U0 inipedimcnlo do administrador,
manda iranserever OS seguinles arligos dos regulainen-
los e decretos abaivi declarados, alim de ver se por
esse linio serio ciiinpridas as suas disposiedes na parte,
que diz respeilo a algumas pessoas a ellas obrigadas,
que al o prsenle nao as teem coinprdo. Recebedorla,
17 de oulubro de I84l>. -- Estanislao l'ereira di Oliveira.
" Kegulamcnu de i i de aortt de IH42, sobre escravos.
Arl 27. Logo que passar poca da primeira matri-
cula, nenliiiin escravo poder sabir para fra da provin-
cia, sem passaporte pnssado pela polica ; pena de ser
iiqu i hendido como multado, e quem o conduzir, preso
e recollido as prisites publicas, donde nao sahr, sem
que teiiha ,uslilicado a posso di lie c pago urna mulla de
cincuenta mil ris, da qual ineta.le periencer ao ap-
io ehensiir, ha\ eiulo-o. r. a polica nao dar passaporte,
sem que a pessoa, que despachar o escravo, mostr com
certido da Matricula, que Ihe pertence (ou que esta.
matriculado] e que nada deve.
Decrelo de 4 de i'unho de 1845, sosn o momo jtm.
Art. 4. Os escravos, que cntrareiu nal cidade* e vil-



A
las coiii o desuno de serrn vendidos, serio manifesta-
dos na estacAo /i-i dos .'ii tcram novo destino.
n Ait. 6. Os chcfei di- polica nas capilaes das provin-
cias, i os si n d. legados nas cidad'-s e villas, remello
ri, di' qitioic ni quinte dlaf, ,is estacAes fiscacs, onde
se liiei a anrc.adaioda laxa, ralacflea ni'innars rom as
Encisas declaiates dos esclavos, que entrara.....n -a
Irem por mar, ou por ierra, aflu de que na matricula
respectiva se lacfio as notas e alteracoes, que Con m coa-
i luientes.
(i Rcyulamenlo de \!>dc junhudt 1844, sobreu
impuilo de lujas.
Are. 17, Ningucm podra abrir loja, casa, etc., para
cerciT qualquer industria emumcrrial OU prolissao sub-
jelta ao iinpusto, sem que primeiro faca declarafio, na
estacan fiscal, do lunar eni <|iiea pretende abrir, e a na-
turrza do negocio, para ser insrripto no lancaniento, e
proceder-te aos conveniente cxaincs; eoipie o con-
trario fi/.cr lucoi rer na limita de ontro tanto do impos-
to, nao exeedeml" pnriu, nunca a ti esculos mil ris.
' Art. 18. As cunaras innnieipaes nn poder dar as
licrncas amiiiaes ausque sao abrigados ao pagamento do
imposto, si ni que tenlnio apresentado coulicciinc uto de
o liaver pago, do auno anterior ou da licenca, que se i e-
quer.
Art. 10. \cidiuina acciio poder. o collectado prop.'.r
on defender ein juizo sobre o objeclo do negocio da res-
peeliva casa ou loja, etc., sem que mostr all, |M lo co-
lllieciinentO competente, estar quite do imposto do ulti-
mo anuo, no acto de propr ou defender acefio.
Art. 26. Quein montar ou comprar qualquer trae
ou carru.igeiii de quali|iier furnia OU driinininarao que
tela, para sen uso ou para alugui'l, ser obligado a ina-
jiifesla-la na repai lico Bacal, para ser inscriptas, no l.ui-
f menlo do anuo e o que o contrario praticarrm, n-
enrrerao na multa do duplo do imposto, e os que ocul-
tareni e uaarein de meius Ilcitos, para subtrabireui-si'
ao imposto, nao declarando, no acto do laiicaiiieulo, as
que eslo em circtiinstaucias de pagar o imposto divido,
aero subjeitos a igual mulla do duplo do imposto. Km
raso nenlnini, porm, exceder a mulla a dusentoi mil
rll.
lltgulamenlu de 2li de abril de 1844, tolire carias dejogar,
i Art. 58. O importador, que despachar cartas de ju-
gar para consumo, liea obligado a participar por es-
< ripio ao chefe das esta, oes seaesdo sello, os iioines das
pessoas, a quein venderm as mismas cartas, e a qiiauti-
dade de barallios vendidos a cada mu, e bein assim res-
ponsavel pela Importancia do sello da quantidade, que
bourel despai hado pila allandega, quando delic de la-
ice tal particip iro, ou quando ella, por exame liscal, se
verificar menos exacta.
^em _________!
I )et lili ;i(,t CS.
BBBBBDBB,
OsSis. accionistas da eumpanhla de Beblrlbr sfioavl
lados, para re.ilisareni una prestariio de (i por cento, no
prazo de .10 dias. contados ate 21 de oiitubro crrante.
O secretario, II. J. Ferwindes liarrot.
l'l I I.ICACI S LlTTRrURIAS.
Acha-se venda por liOOO rs, cada exemplar, nas li-
vianas da praca da Independencia, ns.(ic8, e na es-
quina do largo do ('ullrgio, a niuito interi ssante obra in-
titulada
SI NOPSIS,
oc
Vednefo chrnnolugiea dos faclos mais notaveit da lis-
iara do liras 11 pelo general
.1. 1. DE Ai REO E LIMA ,
autor do compendio da mesma historia.
Al, ni de loda a historia do Brasil, desde o sett desco-
hi i un ido ale 184.1, enutin esta iiiteressaute obra o <*x-
rerpto de toda a legislarn orgnica do pnlz, dos estabe-
leeinientos pblicos, fiindaroes pas, e un reliospecto
sobre a historia da America acude a mais remota anti-
gllldade, Contin mais as datas de ludas as bullas, bre-
ves pontificios e rescriptos acerca do Brasil, as dos Hala-
dos e convenroes. que se r, ferein nossa historia, e as
iiisninircs de todas as ordena honorficas e religiosas,
com os noliies lie todos os donatarios, governadores, ca-
p tes-generaes, vice-reis, prelados, bispos e nrieblspos
do Brasil, ineliiindo os laclas mais nolaveil de suas ad-
minisiraces. Esta obra eneerra filialmente os aiiuaes
do Braall, abrangendo toda a aua historia civil, poltica
cecclcsiastiea ale o presente.
Uln s vuluiiie i ni 4." portugus com 450 paginas em
excedente papel, iiliciio uilida c feila com lodo o cuida-
do e esmero.
Vio leeoniinendainos a obra, porque todos conheeeni
o sen autor ; mas podemos asseverar, que na lingna
jiortugue/.a tifio existe nina producefio qualquer, q
he possa ser comparada, lauto pela utilidade, como pe-
lo nieihndo novo c simples de eserever a historia rliro-
Jiologicaiuente nao ha individuo alguui, de qualquer
classe ou condico, que seja, que nao tenlia precisfio de
consultar, oudc saber urna data
Nas mesillas lujas, cima mencionadas achar-sr-ha
lambrm venda por2000 rs. cada exemplar a bem es-
cripta Rrsposla ao padre laiinario pelo misino autor,
ou Klucida^o dos pontos conlrov rlivris da historia do
brasil. Ksla obriubahe muilo inl'Tcssautc e neeessaria
para intelligeucia de varias passagens da Synopiis, oudc
vin citada.
A 1808 maridillos.
Frrla-se, para qualquer porto do Norte ou Sul, o bem
construido palhabote S. Jorto: quein pretender carregar,
dirija-sr ao mrstre, a bordo do iue>mo.
Para o Ass sai uestes Kdias o briguc tVlio, capito
Manoel Luiz dos Santos; recebe carga a fete e paisa-
geiros : os pretendentes dirijan :i ruada Cadeia-VeHia,
ariuazrm, n. 12, de hallar ik Oliveira.
--Para o Para, com escala pelo Maranlnio, sai infilli-
velinenle at II do correte a escuna tint'iut'-Munu
paia carga ou passageiros, para oque ti-m os mi Ihores
eassriados coininodos; trala-sc com nilva k Crillo, ra
da Morda, n. 9.
Para o Para segu viagem, at o dia 28 do crranle
incz de mimbro, o patacho Esperoncuitu-Maiooliiio, ca-
pito Jojqnioi Antonio (Mincalves dos Santos; aluda po-
de rceeber algunia carga miuda: a Halar com Uauocl
.loaqiiiui Ramos e Silva.
Yi.ult-.se a Ijitrar.i S.-Jos-la-
reia, muilo vtleira e piomplaa bfgmr
viagem para qualquer parle : quein a
pretender, dirija-se a ra Nova n. \i,
a lialit coto Ihoiio Ju-i; ta Costa.
llIMIS iilV i.stir>
Firmino Jos Flix da llosa prrdeo una carleira de
algibrira, levando alguns papis dentro, una pequea
quanlia em cdulas, ejunlamrnlc urna chave: ruga
a prssua, que a acbou, de l'h a entregar na ra do Tra-
piche, n. 44; e d para o adiado a quanlia, que se a-
cha dentro,
-No dia 32 do corren te, pelas 4 horas da tarde, por-
ta do III
bairro do Recife. avallado por l:0f/0OO rs., c cuja ar-
rematarn nn pdc ler lugar no dia, que fdra anterior-
mente alinniii lado.
Quein llver achado ninas chaves de gaveta em urna
corr nte Qorimado, loja n. 41, receber o importe da crran-
le. OU a "mi siii.i, se llie servir
Aluga-se nina casa na travesa do Marisco ; a tra-
ta' na na da Cidria de Santo-Antonio, u 14, primeiro
andar.
0 Sr. Manoel ( arneiro de Azevedo queira dirigir-se
a ra doCreapo, loja n. 15, para rceeber nina carta viu-
da das Alagoas.
-Jos" Rodrigues de Carvalho avisa aos seus fregue-
lei, que lliu-lliu a su i residencia, da ra larga do Roia-
iio para a rui do Qurimado, n. 3.
0 ab.iiMi assignado, cm resposta ao annuncio de sen
Irmfio, Caetana de Assis Campos, Inserto no Diario de
l'nniuntiuro u.227, de leica-feira, 12 do crrante, em
qual diz nao ter o autor do annuncio, que previne ao
publico,nn faca negocio algam com a eacravauertrndei,
por pertenec- a orphos, habilitaco algiima para o
fa/er, agora declara o abaixo assignado ser elle o autor
do referido annuiicio.c com habililacocs iguacs as dcscu
irino o (intitulado nitor}; pois tal annuncio foi to s-
mente pira beneficio de suas manas: e de novo previne
ao publico ,para.de qualquer furnia, nao faier negocio
alginn com a referida esclava Certrudes, sem seren pri-
meiro inventariados e partilhados os bens do scu finado
pai pelo juiz competente, sob pena de se turnar millo cin
lodo e qualquer lempo o negocio que de qualquer ma
neira se faca a raipelto da aita escrava.
Pedro de Aisit Campos.
Na ra Direlta, sobrado de Utn andar, n. 'Xi, ao pe
de dona ditos de varanda dourada, fazein-se jalei.is de
substancia, proprias para peitos flacos,ditas c oulros do-
ees de finetas para raen lo, doees l'eitos de diil'crentes
qualidades, de calda, eSi'CCO, bolos inglry.es. fraiicczes
e Inasileiros, bolinhos para eh, de diversasqualidadi s;
enfeila-sc, lian lejas do melhor gosto e pcrfeiio, com
llores e ramos de allinins e figuras do uiesmo; ditas de
bolo; airo/ de leite, pastis de nata, li enu deiras, tortas
de doce com llores c grinaldas por cima, e ludo quauto
lo- de sbramela.
No tabbado, 17 do crrante, inandando-se um prcto
leva un cavallo na Magdalena audoutor (Juciro/., acn
Icccn.qiic. do Maiiguilino para o Chora-Menino, tres ho-
nieiis pardos loinin o cavado ao preto, c como elle nao
entiegasse logo, dero-lhe pancada* di' ccele, c o mal-
tratio e coi rrro no cavallo para o Uecife. 0 caval-
lo tem os slgoaei seguintes: cauda cumplida e lina
aparada, cor rodada; o (erro nao me lembro ; tem 0
anuos, est magreiro cteni um i ftida no rspinha^o ;
quein o aprender, ou encontrar, poder traie-io no Ar-
roiubadoi, casa do capitfio Francisco I.uiz \ Irfii s, ou no
sobrado do Muangnape, aseiiproprio dono, o abaixo
asalgnado, que raconipeniara,
Si bastillo Antonio de Mello llego.
Lava-se e engomma-se por coiuinodo preco: na pa-
teo de S -Pedro, n. III
Devendo favores e amiiara a mnitoi habitadora)
dessa lo lia provincia, que habite! por0anuos, juigo d
inen dever parlieipar-lhes, queme aeho residindo lies-
la i iii te, onde ollen i o mili limitado prestimo cm sig-
na I de gialido. Itio-di -.laiu iro .') de sctcinbro de
I84(i.O com go Ftancllfo J"" de Ahonda.
.los' Mara Seve e Mauoel Joaquim Seve, abaixo as-
signados, la/eiii publico, que dissolvro boje amigavel-
ini ule a sei ied.ade, que tioho ria loja de fazeudas da
ra da i adeia do Uecife, n. ;'i", e que gyrava com a fir-
ma de Seve A limaos, brando d'ora emdlantc a mes-
illa loja pertencendoa Jos1 alaria Seve, a cargo de qoem
Dea la ni bem a liquidarn da extlncta firma. Recife, 10
de uutuliro de l4(iJos Maria Sire.Manoel Joai/uim
Ser.
Prerisa-se de urna pessna hbil para cobraneai ins-
ta praca i qiiem pretender, dii ija-se a ra da Cadcia,
luja, de i aleados, de Joo I.uiz Viamia
O provedor da irinaiidade da Senhora Santa-Anua,
crela na igreja da Madre-dc-Dcus, convida a niesina ir-
manii.iile para una mesa geral no dia 20 do crreme,
pelas4 uoraS da taide, para tral.uein negocios urgentes
de inleresse d.i mesina iruiaudade.
Itoga-se a qualquer pessoa, que precisar de una a-i
ma secca para todo d servlfode rasa de portas a dentro
dirija-se a Fra-de-Porlai, na ra do Bruin, do lodo es"
querdo, casa, n. 44.
Os.-sis. Antonio Anacido de Souia, Manoel Jos de
l'aiva, Francisco Antonio Siinoes, e Antonio Manoel Al-
ves Percira, dirijo-sr a ra do Vigario, n II, aneg-
elo, que Ibes diz n speilo.
I>a ruado Oucimailn, loja di.....eadernai;iio, con-
tigua a esquina da CoigrevacJo, n. 43, fa/.-se toda e
qualquer i lo aderna,;ao, eonloniie ixigneiu seusdonos,
pois para luto SC telll OS pieparos precisos, c sern ser-
vidos coma luevidade exigida, c pulidez possivel; lani-
bein se lzeiii pastas para secretarias, para o b." anuo,
e para meninos; e.uteiras para cdulas; ca toes para es-
cnptnrios, ele ; e vendciu-se linos ein bramo; pastal
para meninos cortas; taboadas, etc.
Muga-sc nina exei Mente casa assnbradada na ra
da Alegra, n '(, com varanda de Trro no sotan, eeoiu
c.......unios para grande familia ; a tratar nosCoelhos, na
l)oa-\ Isla, rasa II. 15, de Maicellino Jns I.opcs.
Arreuda-sc urna padarla na Passagein-da-Magdalena,
junto a ponte, i oiii nina (asa para venda e aruia/eni do
uso di uicuna padarla, e um sobradlnho para assisteu-
cia de quem a pretender; na ra da (liona, sobrado,
n. 59
ADVERTKNCIA.
.Ningucm contrate a comprado sitio Tobocas, da co-
marca de Golauna, dado a invintario pelo juizo de or-
pilaos dista eidade, esciivau Percira, procedido por fal-
leciiiieulo de I). Auna Tin re/a Vidal de Mene/es.
Quem tiver una vasa para alugar a luargem do Ca-
pib.nibe, aiuda inesiuu ufio sendo muilo grande mas
que nao exceda de A.-Josc do iMangiiinho ale a punta de
i chda, annuncic para ser procurado,
Francisco lose Alves l'ituniba embarca] para o Rio
Graude-do-Sul a sua escrava de noiiic Ca o loa, de na-
ci Angola.
Na tartedodiaSS do correte ines.e na porta do dou-
toi juiz dosfcilos dafazenda, seha de arrematar,de renda
anual, as prupriedades seguintes : urna casa lenca na
ra Vdba, n. 83, avallada emoeill muris; osegundu
andar do sobrado, n 1 do i eccu-Largo, avahado em
10(1/ rs por anuo; un sobrado de um andar c soto, na
ra das ( un Ponas, avahado em 200/ is. ; una casa
terrea, u. 2, no becco do Rozarlo de S.-Auloniu, avaha-
do por 50/ rs. por auno; duas casas terreas na ra Im-
perial, ns, 80 e 82, avalladas, a primeira em 0G# rs., e a
segunda em 100/ rs.; una casa terrea na ra do Caldei-
reiro, n. 84, avallada em 96/ rs. urna casa terrea, n.
100, na ra da Gloria, avahada em 84/rs. por auno; nu-
tra dita na ra da Gloria, n. 28, avallada em 84/ pur an-
uo; outra dita na in.i das l.uangeiras, n. 3, avahada em
72; outra dita, niria agua, un becco das llamaras, n.
ft. avahada em 3jl/rs. ; urna olaria no inesmo becco, n i
/, avahada em JW rs.; a casa lucia agua no uiesino bec-
co avahada cm 24* rs. ; as casas terreas na ra da Glo
is. 9. II, 13, 15 e 17, avahadas, a I." ein 4/rs.,c as
terrea, n. 37, na ra do Aniorim, avaliada em 72/rs. an-
nuaes ; urna olaria no lugar do Remedio, de Joao A-
nastado Camello Pessoa, avaliada ein 132/rs por an-
uo ; una casa c olaria na estrada do Gigui, n. 150, ava-
hada em 100/rs. annuaes; um sillo com cosa de vlvemls
na estrada do Rozarlnho, por 100 rs. annuaes; um te-
Iheiro, ii. 126, na estrada doGiqui, avallado ein 24/ rs.
annuaes; um sobrado e sotan na ra da Sanzalla, n 21.
avahado ein fyQjjl rs. por atino; urna casa terrea, n. 89,
na ra Imperial, avaliada cm 180/ rs.; lima.olaria no
lugar dos Remedios, de Remardo Damin Franco.avalia-
da por 120/rs.; urna casa terrea na ra d'Assuiupfao,
n. 70, avaliada em 60/ rs.; e todas por ezecucdes da fa-
zenda provincial contra diversos devedores,
Quem precisar de nina mullier para ama de uina
eas.-uie bnnieni suiteirn ou de pouca familia que co-
'.inha e cngoiunia mnito bem dirija-se ao becco do
Azeite-de-Peixe n. 14.
Hoje, 20 do crrante vo a praca do Sr. doutor
ni/ do civel da primeira vara dous escravos, por exe-
cucao : e como seja a ultima praya se faz o presente
annuncio.
~ Quem Ihc faltar nina fateixa dirija-se a ra da
Aurora n. 44
Quein precisar de um forneiro dirlja-sc a rita lar-
ga do Hozario aop do quartel de polica, n. 19.
a Quem aiiiiiiiu ion no da 17 do crranle querer
comprar um oculo dirija-se ao pateo do Carino, o. 5.
-- Precisa-se de um capellao para um engenho da-
qui a 6 leguas; na ra Direila n. 0, primeiro andar.
Afi'uusoSaint-Martn na ra Nova n. 14, segn
do andar, recebeo agora pelo ultimo navio, viudo de
Fraina, manilas de gros de Naples guarnecidos de
franja de reros ; mantas e diales de seda de novo gos-
lo e multo superiores ; cortes de seda bonitos, para ves-
tidos ; chapeos de seda ricamente enfrtados ; ditos de
palhinha multo superiores ; ditos para mrninas ; len-
fos de scliiii de primeira qualidade para senhora ; lu-
Vai de pellica de lucio lo aro com boles e coiiinen-
tentes pulseiras ; ditas prelas m all a de retroz ; ditas
de pellica milito superiores, para liouiem; panno prc-
to de Pars todo de la tino e limita fino na cor mili-
to proprio para sobre-casacas a 18/000 rs. o corle ; co-
slmlra preta, chamada setiinxeflr primeira qualidade,
para calcas, a 15/000 rs. o corte. Os Srs. que pre-
teiiderem ver qualquer dcstes objectos terd a bon-
dade de qiatidar avisar ao aiiniinciaiitc que iniuie-
diataiuentc lli'os levar em suas casas.
Aiilono Callos l'neia
de lint "os
a quem ctn-
l'cncc '!e Le3o \*i scietilc
vier a seus amigos, e aos Sis. de eti-
que li'fin tic Ihc cousignar as-
iii
orar de
suas (airan, que elle se acha re-
Dinia sobrado n.
Mtlititlo ua roa Direila suliraoo n. 29 ,
tirito ao do S-. doutor Ignacio INerv da
I'iiiim ra aonde lem alierto o *e f.-eii|i-
loiio eni o pimeito nuil, i, e continua
a rrcelier assurai nn commissao.
Aluga-se o grande sitio denuniuado Tuque, todo
cercado de limu, COUI nina grande casa, duas grandes
olai ias, bastantes pe de coqui iros e mais dulcirs, um
bull vlveiro fcilo pela nature/a, seis casas para prctos,
estribarla para cinco cavallot, UUU boa balza para ca-
pni: os pretendentes duijo-se a ra do Hospicio, ca-
sa 11. 3, que acharan com quem tratar.
rui-se publico, que lii-o seiH e(l*e-
lo os amiuuiios |iul.lu'ailos por este lites.
mo Diario ns. aiii, it() e 217 a 'es-
pcito da tasa do Icllecido Antonio da
Silva, chele da extiiuta firma eoinmet-
cinl de Antonio da Silva .V Companliia ,
lesla praca c que a liipii laco da dita
casa fica a cargo de I). Maria Anua Joa-
quina da Silva viuva e tetainenteiia
jaquelle finado.
i.(II
pas.
Conipra-se una canoa pequea que sirva para ti-
rar eiitiilho cm um viveiro ; na ra do Ouciinado,
n. 38.

Veisda.
Vendem-ae 6 lindos moleques de 12 a 18 anno
sendo um delles cozinbcro.; 2 ditos de 7 a 10 anuos
2 pardos de 16 a 20 anuos de lindas figuras, sendo
um delles bom carral ro ; 1 preto, de 3o anuos, c,\.on_
ro ; urna parda, de 25 annos ; unta preta com algm,,,.,
habilidades ; uina dita, de 25 annos, com nina cria nni-
lalinho de 2annos con: habilidades : na ra do Co|-
legin n. 3, segundo andar.
Vcndc-se uina por9ao de saceos com farlnha i|t
trra multo superior a 3/500 rs o olqucire c lai,
bem Ia retalha pela porvao que quizercm os compra-
dores ; na ra das Gruzes n. 37.
=Vende-se a melhor loja de iniude/as do Aterro-da-
lloa-Vista n 84 com poucos fundos ccom comino,
dos para inoradla independente da mesma ; tamben, se
troca por casas pequenis ou escravos : a tratar na
mesma loja.
Venoe-se um par de arrelos para dons eavalios
com ferragens ludo novo c chegado ltimamente d
Franca por preyo cnuiiundo : no Aterro-da-Hoa-Vij.
la n 54, loja de iniudezas de Thomai Percira de Mat-
tos Eestima.
Vendem-se varios trastes como sophs, canaps
radeiras, mesas de jugo e redondas de meio de sala,
rommodas tildo de Jacaranda; apparclhos de 10119a ,'
sem uso c outros usados garfas ; copos de vidro ;
palanquini ; cadeira de armar ; e inuitos utensilius ca-
seros ; tildo muilo em cunta por ter o dono de se re-
tirar para .1 Europa ; assim como bridas para cavallo,
na na doCabugii, n. Ili.
Vcnde-se una escrava mof 1 de bonita figura;
mu moleque, de 10 annos ; couros miudos ; sola ; be-
cerros ; um oculo ; um rrlogio de 011ro ; esleirs feitu
no Cear em porfiio e a retalho : na ra da Cruz, no
Recife n 26, venda de Luiz Jos de S Araujo.
-- Vende-se urna preta de boa figura com tima li.
Iha de 6 para 7 anuos bem possantc c propria para o
campo ; na ra Nova n. 65 primeiro andar.
= Vendetn-se varios escravos, entre clles Ulna pre-
ta parida dedons me/es com habilidades e tem bom
leite ; todoi de bonitas figuras e moros : na ra Nova ,
n. 21, segundo andar.
Vende-se polassa 3a Russia pelo muito mdico
prefo de 160 rs. a libra ; cal virgein de Lisboa ebegada
no ultimo navio ; no armazn da roa do Trapiche
n.17.
Vende-se urna capa nova para padre; na ra Direi-
t n. 6, primeiro andar.
Vcnde-se, para fra da provincia unta preta ; ein
Fra-dc-Porlas ra do Pilar n 17.
~ Vende-se um cavallo de estribarla que tem boas
qualidades, e por se adiar achacado dos ps, que, nao
(endo cura pide servir para tirar casu ; na ra da
Qurimado, n. 38.
=Vendem-se 40 banis rebatidos, proprios para re-
cebprein qualquer liquido : na ra de Apollo armazn
de la uoeii o drfonte do Sr. Jos Alfonso Moreira.
-- Vende-se lima parda de bonita figura de 17 anuos,
boa engninmadeira rozinha bem o diario de una casa,
cose emende de fa/er lavarinlo nao tem vicio de qua-
lidade algiima, o que se afianca bem como se vende
junto com um tilho tambem pardinho, de anno c Itteio,
imito honltiiihu : na ra do Crespo, 11. 12.
= Vendeni-se duas prelas leudo una dellas 24 an-
uos com nina cria de bonita figura, boa enzinheira
deforno, retina assucar faz doces, engoiniua liso,
faz renda, rose chao ; c a outra de 12 annos de boni-
ta figura faz renda ecose chao : na ra da (adeia ,1o
Recife n.53. primeiro andar.
NO ATERRO-DA-BOA-VISTA LOJA N. 3, DE JOAO
CHAKD0N,
vendem-se muito linas cassas&bertas, de novospadres,
para vestidos de senhora ; lapim preto ; sarja brspa-
nhola para vestidos; llores; lilas linas, novas e lin-
das, tanto para chapeos de senhora como para enfeites
de vestidos ; ricas luvas de seda c de pellica para se-
nhora ; boas indas usase abenas para dita ; chapeos
da ultima moda ebegadns agora para senhora; cha-
pros de sol de seda para hoiiiem ; ditos inulto rlcus ,
para senhora ; lindos e riqulssiuins chales mantas e
IC1190S de seda de quadros para dita ; pentes de segu-
rar da ultima moda ; ca^os para rspartilhos ; lacos
para bolinas de senhora; agnlhas franeexas multo fi-
nas de lodos os nmeros ; ligas para senhora ; ricas e
novas perfumaras ; e cutas militas fazendas de gosto e
da moda ; ludo chegado ltimamente. Na meiina loja
vende-se uina rica mesa de costura de rhar verda-
deiro com seus pertencesde marliin.
Vend rn-se vidroit para cspellios ,
varios Inmanhrsj ditos para vidruias:
ra da (rtiz, n 10
de di
de
na
e soceos
alidadc ;
na ra
t>a loja nova de calcados, de
h porlas, na na il.-i ('adeia
do Recife, ns. 48 e 50,
acaba de receber-se um completo snrtimeuto de calcado,
como seja : bonegunll gaspeados e de pona de lustro,
para huiiiem Csenliora ; sapalos ingletrs, de bezerro ,
abotinados e de oralhas, de entrada alta e baixa; ditos de
ininapala e de duas, tanto para huineiu como para meni-
nos de (i a 12 anuos; botius e mciosditos de bezerro,tanto
franceses como de Lisboa ; sapalos de tapete, para lio-
uiem e senhora ; ditos de m ello proprios para as pes-
ias que padeccm de frialdade; ditos de seiim dura-
que c iiiarruqiiim laulu prrtos como de cores para se-
nhora e meninas ; dilos de marroquini para senhoras
andarem por casa, a 480 rs.; ditos para meninas a
sapatos de lustro, para homem. e senhora e
ditos de clchete ; e otaras militas qualida-
na,
mais em 70/ rs, cada nina ; um sobrado de dous anda-
res na ra da Senzalla-Nova, n. 18, avahado cm 3011/ rs.;
um s,.i,,.,,!,, ,|,. dous andares na travesa du Carino, u. I,
avahado rm 344/rs. ; outro dito de tres andares, n. 29,
na ra do Aniorim, avallado em 300/ rs.; outro dito de
dous andares na ra da l raa, n. 29, avahado em 600/
rs., outro dito de dous andares na ra dos Martvrios,
avahado ein 250/rs.; a casa terrea, n. 18, no largo do
Parai/o, avallada ein 240/ rs.; urna dita de um andar
nas Cinco Ponas, n. 2, avahada em 380/ rs.; uina dita
dr um andar, n. 8, no Atrrro-da-bua-Vista, avaliada em
360/ rs. ; uina casa, n. 5. na campia da Hoa-Visla, ava-
liada cm 30/ rs.; um sitio com casa de sobrado, c ar-
vorrs de fructo, na estrada de lielm, avallado em 250/
rs. por anno ; um sobrado de dos andares a soto na
i na da Gula, n. 64, avahado ein 300/ n. annuaes ; uina
casa ierres, n, 20, na ra do Itozario da llua-Vista, ava
u. Sr. duulor juiz de Orphos, c a requeiimrn-
to da respectiva pioprietaria. se ha de ai rematar um hada cm 40/ rs. por anno ; una dita, ineia agoa, n. 43.
sobrado de dous andares, n. 37, sito na ra da Cadeia do | ua ra de S,-Franeisco por 42/ rs. annuaes; uina dita
200
lucilinas
desde eali.ado.s assim cuino um cuuiplelnsortimento de
perfumaras as mais finas possiveis ; luvas de pellica de
cAres, para senhora ; dilas para homem a 1/rs o par ;
ditas de seda bordadas, tanto compridas, ionio curtas;
chapeos de castor de Lisboa pelo barato pre\o de 7/000
rs. ; ditos de seda preta de aba larga, e ondas multas
diversas cousas por pi < io mais barato possivel.
Vende-se um oplimo cavallo rodado, novo ,
gordo, c mili bem fcilo anda baixo ; tem
muilo bniii galupe e be bastante ar'digo :
na ra da Florentina, n. 16.
Vende-se um elegante moleque de 20 anuos ,
si ni vicios nciii achaques proprio para carregar cadei-
riiiba un para aruiazem de assucar ou para pagem ,
pur montar bem a cavallo ; na ra du Itangel u. 36 ,
primeira andar.
=Vendcin-se 4 esclavos 111090S de bonita figuras ,
sendo um delles bom carien o e outro sapalriro ; um
pardo, de 20 anuos bom irabalhadur de envida ; um
iniilalinlio del3annos; nina iniilaiiuha, de 14 anuos,
que engomuia e cose ; nina dita, de 16 anuos ; nina ur-
g inha de 17 annos que cosee cuzioha; una dita, de
l'l anuos de nai,ao ; urna dita de 15 annos opliu
para mucama ; 3 esclavas quitandeiras e lavadeirai : na
ra Direila, n. 3, defroute du becco de S.-Pedro.
= Vende-se superior viulioda Figueira tanto ein ca-
adas cuino em garrafas e de oulros autores ; supetiur
1 lia '
Vende-se estopa ,
!a l'eilns, deyupetioi qu
da Cruz, n. o
V Vende-se urna machina de vapor; una dita para
fazer lijlos ; una senaria vertical ; um manejo : a vis-
ta do comprador far-sr-ha todo o urgocio : 110 Aterro-
da-Boa-VIsta, n. 5.
= Vende-se graxa superior, para vapores, engrnhos'
fabricantes de velas e para dar ein encerados, a 20
e 240 rs. a libra, e sendo em porfi dar-se-ha por me-
nos ; a fallar na ra da Praia, ariuazcn, 11. 18.
liscravos Fugidos
--- P"r'0 u,na
ila de no-
figuia
do I.ivrameuto defronte da torre da igreja venda
n. 38.
eiVende-se um mulntinho de 10 a 12 annos de idade,
proprio para criado : ua ra de S.-Jos, casa n. 60.
Vende-sr um escravo de 113930 oplimo para o
serviyo de campo, por ter bastante platica ; na ra 01-
raita, 11. 18.
preta cnonU
me Domingas bein parecida ,
lia cor tneM fula cilios grandes, na-
riz chalo ; continua, indar vestida com
sai.i liordada como amlo as prel9 "a
I! lila e um vesiitlo de chita Unga-se
encaieci'lamente as atiloritlade policiacs
e rapilaes de equipo de a pega re m e le-
vaietii a ra da Cruz 11. 10, que ser0
gene osamente rec mpensado*.
Fugio.no dia 6 do corrente,o preto Joao,crioulo,alio,
rosto cumplido um lauto fulo bstanle fallante, per-
nal lambas ps luchados, rendido da verilha direila ,
pelo que traz funda ; levou camisa de ciscado a/ul <'
ea|. asde ganga azul-ferrete; Intitiila-se lorroe gosti
muito de visitar as tabernas por ser amigo d'ago'ar-
di ote : quem o pegar, Haga a esta lypographia, que se-
r recompensado.
Fugio na madrugad do dia 17 do crrante o es-
cravo Jos denavao Id-bolo de30aunos pouco mais
ou iiieiios altura regular, cor um lajito futa, cara
nria upada proveniente de bebedelras olhos peque-
mse sabidos aiuaneira dos de poico belfos grandes e
rouxos um tanto fuciubudo i eos tuina deixar t'roscer u
bigud-c barba doqurixo formando a nmneira de don*
puteis, mucos lugares, onde Ihc saliem barbas; ps lar-
gas esqui das nadegas ; tem nas cosas nos pequeos
calombos que julga-se seren marcas velhasdedii-
cotc pernas finas ps pequeos imios grossas do
trabaiho andar apressado c atlraudo coi Bina perna
para diante ; quando dnrnie, eslaudo bebado sendo
acordado, levanta-se muito aprensado e repellndo va-
rias venes a palavra = em == levou camisa de algodao-
zinho Irancadn .calcas do nicsiiio de listras e sem cli.i
paisas; figos ; uvas queijos novos ; palos ; pre- p^o. Quein o pegar, levva ra Keal do Manguinho pa-
suukis ; chouri(os ; c todo os mais gneros de venda j ^aiia n. 5j que sl.ra recompensado.
mais baratu du que em outra qualquer parle : na ra
PF.HN.; N TTPi DE M. F. HB 'l'H l^'l^.
SEGU O SUPFLEtMENTO.


N..234.)
SUPPLEMENTO.
(1846.


EXTERIOR.
CORRRSPONnKNCIA DO DIARIO DE PERNAMBUCO.
I.1SBO, '97 DI ACOST DE 1846.
Acaba de sabir luz mu jornal miguelista com o titu-
lo de Tribuno '<4Imacate, que se diz ser o orgao do par-
tido vencido, que nao quer cnlliguco rom os liberaes;
mas que manifsta desejos de reformas, etc. Bem se v,
que esta doutrlaa nao est ein harmona. Querein refor-
mas e progresso, e nao querein tolerancia de opinies
polticas, nem iinio com os partidistas desdes priuci-
Iiios; he a contradicho mal palpavel. Parece, que ufo
ara inultos prnselytos, e que se ver abandonado por
aqucHes niesmos, que snppunha seus mais fortes siib-
lentaculos ; pois que nestes doze annos de systema re-
presentativo tem-se adiantado milito.
O governo acaba de stber, que se tramara urna rcac-
cao cabralina, naqual parece acliarem-se envolvidos os
coronis Marcrly, Sola, llanos e D. tirios Mascarenhas,
coininaiidante que foi da guarda municipal de Lisboa ;
assiin como alguns ofliclaes e soldados do dito corpo, e
de outros corpos; porm, sendo avisado com tempo, to-
mou as su as medidas. Os ditos coronis e outros ofliclaes
fdrao mandados sahir de Lisboa, escolbendo quarteis a
quatro legoas arredadns desta capital. Os soldados lo-
rio expulsos dos corpos.
Parece, que a desinteiligencia com a flespanha ae a-
cha-terminada. Afrma-se, que as tropas hespanholas
se retirarn da frnnteira ; e que Gomales Bravo ser
exonerado da embaixada da Hespanlia nesta corte.
Os apuros monetarios do banco continan, porm "-
pera-se, que vio pouco a poueo desapparecendo. O go-
verno ataba de conceder ao dito esiabelecimento a pro-
rogaco da moratoria por ntah 40 das ; mas assrgura-
se, que esta concesso ser seguida de outras medidas
* financeiras, que concorrao para segurar nesta parte a
auxiedade publica.
Na iiiinha seguinte correspondencia explicarei mal*
impamente estas noticias.
O estado da Hespanha nao he multo satisfactorio. De-
pois da queda do ministerio narvaez, bouve una re-
belli.n n* Caliza, que nac vingoo, c leve en. resultado
mais algumas victimas arcabutadas,- e outras, que, para
escapar inorte, buscaran 11111 refugio no nosso terri-
torio.
A questao, que actualmente all mais oceupa os ni-
mos he a do casamento difrainha; e cada partido tein
por aasim dizer o seu candidato. Os carlistas apresen-
tit o filho de D. Carlos; os progresilas o infante I).
Uenrique, filho do infante I). Francisco ; os conservado-
res teem varillado entre o duque do Montpencirr, lilbo
doreldosFrancezes, o conde de Trapani, irmao do re i
de Mapolea o principe Leopoldo de Coburgo, nimio
do marido da nossa rainha, e o llio primognita do
infante D. Frarrclsco, que tem o mrsmo noine. Este ul-
timo he, de que hoje mais advogo a causa, por verem
a opposicao, que todo o paiz manifestava ao enlace da
rainha com un principe estrangeiro Ein Hespanha
deve em breve haver eleices parlamentares, e he pro-
vavel que as futuras cortes resolvi esta espinhosa e vi-
tal questo.
Em Franca, desde o attentado de Fontainebleau
(queja abi ae deve saber), cujo autor pagou no patbulo
o scu arrojo, nada tem occorrldo de notavel. As cma-
ras ultimaro a legislatura, e frao dissolvidas : actual-
mente procede-se a novas elcces, as quaes se espera
que o partido conservador obtenha maioria.
No caminho de ferro do norte da frontilra de Franca a
Uruxellaa, occorreo ultinianiente 11 m grande desastre.
Prximo a Arras, um dos transportes saltou, nao se sabe
como, ira do carril, e rrastou comsigo por um alto
terrapleno quasi todo o resto do coiuboi. que foi cahir
n'un terreno pautanoso. Houvero inultas victimas.
O marque de Saldanha vinha no comboi, mas nao sol-
freo ncominodo algiim.
Em Inglaterra, depott dos trlumphos alcancados por
Sir Roberto Peel no seu novo s'ystema financnro nin-
guetu esperava, que 'sua admlnistracSo eahisse tao dr-
pressa. Foi urna questao rlandrza, que o elevou ao po-
der, esucciinibioon frente deoutra questao irlandesa"
esta ultima foi lei chamada de seguraba de vida --
que a cmara dos continuos acliuu demasiado repressi-
va. Os whigs- achSo-se, pois, snhores do4>ode.r, e
posto .|Ue os tena antecessores Ihe tenhJp aplanado o
terreno em multas grandes questes, teem comtndo an-
da a luctar com grandes obstculos. Um dos prlmeiros
e principar he a questao da diniiniiico dos dirntos
dos assneares, de que actualmente se oceupa a cmara.
A feliz solucto da questao do Oregon cutre a lnglatcira
e os Estados-Unidos nao sri socegou os nimos na r.uro-
pa, utas parece, quedar motivo terminar,m da guer-
ra entre o Mxico e os Estados-Unidos; porque, tendo o
Mxico empreheudido a guerra, julgando, que a Unlao
atera com a Inglaterra, reeoiiheee agora, que nao pode
luctar com o aeu poderoso adversario, e conia-se em
que acechar a mediar da Inglaterra.
--NaSuissa ainda se ventila a questao dos jezuitaj,
e com este motivo a repblica Helvtica se ada hoje
dividida -em duas colligacocs : urna formada pelos can-
les catholicos, outra pelos protestantes, prximas a
rem s litaos, ae aa desinteiligencia se nao concilla-
ren! de alguma maneira.
Na Italia, teem-se umitas esperances no noy pon-
tfice, oaiitiiiOcardenlMantai-Fcrretti, boje Fio IX, pela
inorte de Gregorio XVI. Assegura-se, que o papa he do-
tado de gratule illusiratao e bella qualidade, e que
pensa ein eslabrlecer na Italia um rgimen mais libe-
ral, porm enconlra grandes obstculos, tanto nos mem-
bros do sacro collegio, partidarios do Jliilu quo, como
na Austria, que nao gosta de reformas liberae.
Na Aileinanha. ainda se oceupao dos ltimos acon-
leclinento da Galilzia, t posto que ja se tenhao eilo al-
gumas concessors ao povo, este ainda se nao acbao
completamente socegados. O archiduque Fernando de
Esle deinittio-se do cargo de governador daquella pro^
vincia, e foi nnmeado o conde Rodolfo de Siadion. A
*orte da repblica de Cracovia ainda nao est rlxada.
Na Prnaaia trata-se de questes religiosas, e conti-
na a alimenur-se a esprranca de que o re rrrdenco
Guilherme d unta constluicao ao seu povo ; o que se
asaegura estar prximo a reallsar-se.
Na Russia, deve ell'ectiiar-se no outono o casamen-
to da era-duqurza Olga com o principe real de wur-
temberg Parece, que se restablecer em breve a BOa
harmona de relacOes entre a Russia e a Franca, em con-
srquencia do bom acolhimento, que recebeo neste ulti-
mo pas o grao-duque t oiistaitlino, quando recente-
mente visitn alguns dos seu porto.
Na Turqua, vao-se fazendo algumas reformas utes,
. iiltimameote errou-sr 11111 ministerio de instruccao pu-
blica. O sultSo fez rerrniemeute una excursao a varias
das ras provincias, para se iuteirar pcssoalmente das
ncces&idades dos seu subditos. *,
IDCS, Ckii.
Apeiar de que na inaior parte da provincias se gota
de completo socego, anda cm alguns ponto do Minho
os miguelista nao etao socegados; e geialmente so
affirma, que sao Instigado na suas tentativas pe
bralistas. para verem se assint pode ter lugar utna nter*
venci hespanhola, e com ella introduzlrem c nova-
mente os irutaos c^braes.
O certo he, que existe grande dusumao entre o partido
realista, cujos chefes uns teem protestado a favor dos
principios liberaes e outros contra. Entre os primciros
uta-seogeneral Povoas, Francisco Lope Velho, que
( foi geveruador. civil de braga, (ueiroz, sobcuibo do mar-
que" de Chave, o visconde de Azenba, e outros dl-
tinetos cavalheiros. Flgurfio entre os que anhelao pela
volta de D. Miguel, oadvogadodo Porto, Francisco Jero-
iivino da Silva, o visconde da Yarzea e outros cavalhei-
ros do Porto. Em Lisboa tambem D. Saucho Vlanoel, li-
Iho do Sr de Pancas, fez um protesto, adberiodo ao
principios dos migue I islas puritanos ; pnrem. apreseu-
tando-o a diversos lidalgo, que servirn D. Miguel, co-
mo os conde da lapa, de Pombelro, Bobadella e Redon-
do, a Arres de S Nogueira e outras pessoas dislloctas,
nao o quizerSo assignar ; porconsegttinte est de sobe-
o demonstrado, que as Ideias retrogradas estao em con-
slderavel minora, e que a sua poca J acabou.
O conde de Thomar c seu IrmSo Jos. Gabral forao
exonerados do cargo de concelheiro de estado. O TWe-
grapho e a Reitauraro, oceupando-se destas exoneraedes,
ccnsro o governo porrste procedhncnto; porein.coii.
sa singular, a JfattaiirdcAo, elogiando a admlnistrajao do
conde de Thomar diz que elle ainda ha de subjr ao po-
der; mas declara, que por emquanto nao o quer. O Tele-
jraplio.pcla sua parte, declara aberlamente, quenoquer
no poder Jo Cabral. Ora. sendo ete aecusado por
todo de ronrussioii.il i.i. ladra, despota e tjraimo, de-
du/.-se dilo, que o Ttltgrapho quer fater passar o conde
de Thomar por mais honesto, tolerante e digno de con-
sideracao. Eis-aqui, pois, esses dou follicularios ca-
bralinos renegando do dolo, que, ainda ha pouco, to
servilmente incensavao.
Correspondoncin.
Sn. Redactorei.-- O eu Diario do 1.' do corrente, n.
I8, velo bolar-me de perna para o ar, e Isto sdmeiitc
por culpa de ter apparerdo um augmentatlvo no nome
asslgnadn na correspondencia que nelje vem Inserida :
e por isso espero, que desta vez ponhao o nome tal qual
val afin de que sobre mim nao chovo tantas pragas:
no sol agora mais extenso, porque est o portador a
sabir; porm relo, que brevemente irel aos seus pes,
nao s para eonversarmos respeito ao Victorino como
niesiuo para Ihe contar com inludesa certa visita, que
um empreado publico, para averiguaciies, fez a alfan-
dega desta cidade. e as palavras cstrondosas, com que
inimoseou aos empregados da mesma repartico: e es-
pero que Vinca, me farad a honra de dar lugar no scu'pe-
riodico a esta minha pequea declaraco com a brevida-
de, que for compalivel com seus afazeres, c cot) que
milito obrigar ao seu criado certo
Vm Ccixo.
Macei, 14 deotitubrode lslii.
A aballo assi'^nada respondendo, anda por esta vez,
ao anunnclo de Bernardo .los de Barros inserido no
Di>ii)rf /Vrnaml.iiro de 15 do corrente '; declara ao rea-
pritavel publico que o facto de ser a rscrava Maria
adquirida pela annunclante depois de se adiar fra da
companhia de seu marido jamis poder ser contesta-
do ; e desafia ao tnemno Bernardo los de Barros que
presente o titulo, pelo qual afflrmou que a referida
escrava (ora de Manoel de Almeida Lima ; a vista delle
a abalxo aasignad melhor demonstrar o seu direlto :
assiin como roga ao inrsmo Bernardo irva-se de decla-
rar em que tempo loi a mencionada escrava para o seu
poder quanto anno ahi se conservou quando fugio,
e que meio empregou elle para a ua captura.
Jo$ephna Srbailiana Cavalcmti.
AVISO IMPORTANTE
AOS
SENUOnES DE EWll.NUO.
f. E. Aten Vimna com armazem de as'suear na ra da
Senzalln-Velhn, n. 110, recebe assneares cominis-
s,io, com as vannjosas condirdes indicadas na tabella
seguinte ;
DAS COMMISSClES DE VF,NI>\.
()oiiiiuissao de venda de caixas......1
de saceos e barricas por
barcacas.........
de sacos em combois as
costas de cavallos. .
por cnroslar on deposi-
tar assneares, a espera de
obter augmento uo l)rt-(um^-^oh
90, e por qualquer leu)-1
po, que Ihes ennvier. .'
Fazem-se adiantnmrntot com garanta solida nesta
prac.a.
AOS SKM10BES NEGOCIANTES EXPORTADORES."
Um por eruto
nicamente.
Viute rispor
Pela compra por sua coma e soque 011 1
ensaque de assucarrs, uo referido ar-(
' Oiiarcnta res
UeclaiayoCS.
_ 0 lllm. Sr. capilao do porto manda fazer publico,
Site o expediente da capitana lera lugar tollos os dias,
esde as oilo hora da inanha at as tres da larde, em
cujo lempo ouvlr as partes, que Ihe tenhao de fallar so-
bre negocio ordinarios ; e que antes e depois, e mesiito
a qualquer hora da noite, dar smenle audiencia a
aquellas, que, em conseqnencia d'occurrenclas extraor-
dinarias, necessitem por isso de promptas providencias
da capitana.
Capitana do porto de Prrnambuco, 7 de nutubro de
1R.J6. O secretarlo,
Alexandrr Roriguti do Aijot.
__O arsenal de guerra compra seis cadeiras con; as-
iento de palhinlia; quem osle genero tlver, mandar sua
proposta em carta fechada directora do nicsmo arse-
nal, e a amostra, at o da 22 do corrente 1111/.
Arsenal de guerra, 17 de outubro de 1846.
Joo Ricardo da Silva,
Amanuense.
rr-.K admlnistracao geral dos estabeleclmenlos de ca-
ridade manda fazer publico, que, no dia 20 do corrente
,hoje),irapraca pelo tempo, que decorrer do diada ar-
reinatafSo a 30 de junho de 1849,a renda das seguinles
rasas :
Ra da Cadeia de Santo-Antonio, sobrado de um an-
dar, n. 24
Dita .Nova, sobrado deum andar, n.57.
Dita do Qurinndo, dito de tres ditos, n. 15.
Dita da Roda, as lojs da casa, n. 38.
Os prelendentes diriiao-sc no dia aprazado, pelas 4
horas da tarde, a sala de suas sessdes, na ra do Colle-
gio, n. 4. ,.
Adminlstracao geral dos estabelccimentos de carida-
de, 12 de ouiiibro de 1846.
O eacriptnrario
h rameiUoA. C. Cousseiro.
Avisos mu iIiiik s.
= O brigiK Deoi-le-C.uarde sai para o Rio-Grande-do-
Sul hojd, 2> do corrente Impreterivrlinenie : os se-
nliores que teem a embarca esclavos queirao man-
da-tos a bordo hoje inrsmo c os conhecimentos na
ra da Cadela-Velha, armazem, n. 12.
Opilarhi) nac, nal J\ovo-Sarawa
spgtie para a Boliia lij, 20 ti" corren-
te, ini|Helerivelmente ; pode ainda icce-
lier nina pcpiena percao tic carga nnn-
rla, e passageiros, aos qtiae.- offerece ex-
ct'llentef conimodos : Irala-se com o ci-
piio, joaqoim fiernariles de Son.so, on
rom Vacilado 8 l'inlteiio, na mada Cruz,
n. (o priintiro andar.
- Para o Rlo-Grande-do-Sul sabir breve o veleiro
brlgue Castro-I, capitn Jos Maria Ribas, por ter a
maioria do seu carrrgamento ; pode inda receberal-
gilina carga, e ofleiece superiores coimuodos para pas-
sageiros e esclavos a frete : quem pretender, pdeen-
teuder-se com A11101 iiu limaos, ua ra da Cadeia, n. 4j.
Sigue vingem por e.-les if>tli-8 .
para o Uio-Grt;nde-:lo-Sul o brigue In-
depeudenle : quem no mesnio qnizer
earregar traiiport&r-se ou embarcar
awiavos a l'rete falle a Manuel Alves
(.tierra ou com o capilao Fructuoso Jo-
?. Pe eir Dutia.
l.cil.O.
_ M'Calmonth C. faro leilo, por iutrrvriifao do
corretor Oliveira. de grande soriimento de fazenda 111-
gletas todas novas e proprlas do mercado ; boje,
(5, T- 1- ini.(vrii?ih ininhii i'm nnnlo. .rin-
ao
zas, touas nomi, i--i------- ------------ ---
l do correle, s 10 hora da inanhaa cm ponto, prlu-
clpiando-se eom fazendas avarlada, por conta e risco
^quem pertcnccr.no.cu.ar.nazem, largo do Corpo-
uto.
visos diversos
Fazem-se espanadores ordinarios e tambem borda-
dos de ouro fino, por preco mala coinmodo do que em
outra qualquer parte : na ra do Rangcl, sobrado de um
andar, n. 43.
inazrin, inclusive o carrelo para o hii-^ cada iC
barque. dos mrsinns assucarrs.Com-11 *"
misso de brav'agrm..........
IIre i'hrm-sr em pagamento leltras a 60 dias, agradan-
do as firuuu.
Dao-sr todas as garantas ao gosto do comprador.
Arrenda-se um sitio 110 lugar de S.-Anna-de-1'ar-
naineiriiii com grande casa abarracada, com bstan-
les commodos para familia e cata com nviamentos pa-
ra fazer familia diversas arvores de fructo duas bai-
xas para eapim que sustenta animalmente 4 cavallos ,
e muito perto do rio ; o qual he o que dea entre os de
Jos Francisco Belin c Joaquim Jos de Aitioriui: a
tratar na ra de Hurtas, n. 140
-- Arrriidao-se duas grandes casas terreas abarraca-
das no lugar do Manguinhn onde finda a estrada da
Soledade com 8quartos cada una srntalla para prr-
t09 e estribara ; por preco muito coinmodo 1 a tratar
ua ra de Hortas, 11. 140.
Rofta-se a todas as pessoas habitantes nesta praca
r seus suburbios, que, se a caso se Ihes aprsente, otl-
recendoseus serviros, como forra unta parda de no-
me Raymunda de 16 anuos pouco mais ou menos ca-
bello cortado c annelado rosto chelo e redondo olhos
com bebdas e'a vista curta e 111a, com una cicatriz,quasi
daconflguracao e tamanho da palma de una man 110
lagar da nuca por detrs do peseoco, de a apprclien-
derem e iiiandarein a ra da Cruz, no Recile 11. 3,
Manoel Dias; pois que lie sua escrava, que Ihe fugio 110
da II do col rente que, alin de muito agradecido li-
car, se rrsponsablli.sa a satisfazer qualquer despeza, que
sr fuer com sua captura
Precisa-se de um amassador e que venda pao na
na ; paga-se bem, tendo fregueria ; assiin como de um
nrelo que eiilenda tambem do ofiirio : na ra larga
do Rozarlo, padaria n." 48, de Joo Manoel Rodrigues
Vallrnca.
O abaixo assignado faz sciente ao publico que
amigavflnrfnte dissolveo a sociedade que tinha na
venda do Bccco-I.argo 11 1 que g>rava debaixo da
firma de ("uimaies St Cunta c agora lica gyrando de-
baixo da firma do socio Cimba licando este obrigado
alndemnlsara praca do debito cnittraliido por aquella
firma. =; ernardo Josr da Cuvha.
Oll'erece-seum homein sem familia para adminis-
trador de qualquer engenho, ou fazenda 110 serto, que,
no espaco de 16 annos quando senlmr de engenho ,
aprendi todo o'ofncio necessario como carpina pe-
drelro uieslre de assucar. purgador destilador, nao
para usar delles inassim para saber a proposito go-
vernar; assiin como levantar engenho de agoa, mudar
de bestas para agoa ainda bem nao tendo a devida ca-
pacidad* la/ero que for mo d'agoa bom, de sorte
que nao falte agoa para tirar qualquer safra ; Unto 110
que diz respeito a agricultura como em todo o scrvlco ,
nao se faz preciso niestre. A vista de quem pretender
se dir o motivo, que o leva a por ein platica o seu pi es-
(ii.....e, nao o faiendo, nao quer pagamento. Quem de
Jseu presumo se qulzrr iitlisar annuncie.
Roga-se a pessoa, que se achar de posse de urna
carta contendo dentro um conlieriniento e factura ,
viuda do Porto pela barca Etpirilo-Santo para Antonio
Percira de Oliveira Ramos, que tenha a bondade de
entregar na praca da Independencia 11. 19, que se pa-
gar o porte.
Arrenda-seo sitio denominado Peixinho perto da
(idade de Diinda rom nina grande casa de atoradla ,
com bastantes cotnniodos diversos arvoredos de fruc-
to, entre os quaes um grande pomar de inangabeira* ,
bom pasto para vaccas de leitc e a casa be muito perto
do rio Beberibe, e por conseguiule|tein boa agoa para la-
var roupa : atratarna ra das Larangelras, 11. 21, a
qualquer hora do dia.
= Jos Nunes de Falla mtidou-se, da ra estrella do
Rosario para o largo do Collegio, parede-meia ao so-
brado amarello. No segundo andar da uiesina casa com-
pra-se urna negrinha ou miilatlnha de 10 a 12 annos,
pouco mal ou menos, e tambem se adverte a negra Je-
ronyma lavadeira, para entregar a roupa, quando vier
do rio, no inrsmo sobrado cima.
= Desappareceo, no dia 23 de agosto prximo passa-
do, do engenho S.-Braz, frfguezia de Scrinhem um
eicravo de nome Joaquim crioulo alto, cheio do
corpo, cor nao muito prrta sem barba, com urnas
esplnhas pela cara queixo ponludo cara larga, ps
grandes e chatos cabello um lanto vrriurlho do >ol ;
tem unta cicatriz na coxa da perna esquerda de uina
ingoa que Ihe veio a furo, por io, quando anda,pare-
ce puxar alguma cousn pela mesma perna ; levou ce-
r11 las e camisa de algodo umks caifas de brim uina
camisa de madapoln ; representa ter 22 annos pou-
co mal ou menos. Este escravo foi comprado no Re-
Ctffl vindo do C'ear por isso pode ser que fosje em
procura do caminho para li ou que esleja ein algnin
lugar acollado. Roga-se as autoridades pollctaes, ou
capitaes de campo de o pegarcm c levaren) ao seu
senhor, Francisco Goncalvea da Rocha proprietario do
inrsmo engenho que serao generosamente recom-
pensados.
Aluga-seuma morada de casa, sita noMonteiro:a
tratar na rua Direila, n. 72.
A pesoa, a quem lite faltar um quarto, que appa-
rrceo domingo noiir, dirija-sr ao pateo do Carino, n.
17, que, dando os signaescertos, Ihe sera entregue. _
-- Precisa-se de uina imagen) de N. S da Conceifao ,
que seja mui bem flJUl ; uuein a tiver c a quizer trocar ,
dirlja-se a rua Bella n. 4o
__ AliigSo-se as grandes e liem cons-
trnidis casas n. 4a e 44, sitos na Sole-
dade com grande qnintal com a par-
reiraes larangeitas, snpolU-, moeiros,
e mais arvoredos de frnclb poco de hoa
agoa c.Mribatia senzalli para pretos ,
e todos os mais arranjos necessanos para
urna grande familia ; ambas ou separa-
das: a tratar com Joaquim Lopes de Al-
meida raixe.ro do Sr. Jofto Malbeus.
- Na padaria epastelaria franceza do Aterro-da-Boa-
Vista, n. 60. recebeo-se ltimamente um completo sor-
timento de coirfeitos, amendoas roberas, doces de as-
sucar errttallsado, rom licor por drntro.ainrndoas reaes,
e outros eonfeitosdos mais ticos, etc. etc.; boeelas don-
radas e confeitadas para rneher dos niesmos. proprias
para fazer presentes ; agoar'dcnte de Franca de supe-
rior qualidade; verdadeiro marrasquino de Zara; absyn-
tho uisso, da marca verdadeira; vinho de Kordeaux en-
garrafado.etc. etc.; e Igualmente se acceltao encommen-
das de doces finos, c bandejas para cha, ludo por pre-
co mais coinmodo. '
Furli o, do sitio de Santo-Amaro de Agoa-r na, na
noite de 13 para 14 do corrente, tres cavallos, sendo um
eastanho, co m urna estrella pequea na testa ; outro a-
lasao, todo tapado e outro ruco de trente abena
Quem oaapprrliriidcr e levar ao inesmosltio, ou no Red-
fe, a Jos Francisco Ribeiro de Sousa, na rua da Alfan-
dega-Velha ser gratificado eom MflXH) rs. Roga-
se tambem as autoridades policlars de osapprchendereme
captiirareni o individuo, ondeelle estlvcr, parase proce-
der contra elle na forma da Ici.
Um homein idoso, bem morigerado e conhecido,
bom estiidante de graiumalii as portuguesa c latina, se
ollerecea dar lices de ambas eiji casas dos alumnos e
aloiun.rs, queirndo sruspais, mais ou tutore, r a vis-
ta do proposto se far ver as vantagens e o preco : Desta
typograpbia se dir quem lic.ou na travessa do Poctnho,
n. 3.
Agencia de passaporles
Na rua do Collegio, n. l, c no Atcrro-da-Boa-Vta,
loja, n. 48, liro-se passaportes.'taiitopara dentro co-
mo para forado Imperio; assiin como despacbao-se es-
cravos: tudo com brevidade.
LOTERA da matriz da cidade
DA Vlt TORIA.
Aclio-se a venda as loias de cambio dos Srs. Ma-
nual Gomes, c Vlrira, no bairro do Recile, r nodeS-
Antonio na loja do thesflureiro, rua do yuelmado, e na
botica do Sr. Morena, na rua do Cabuga, os Ulllieles
da 1.* parle da 1.* lotera concedida a favor da obras
da igreja matriz da cidade da Victoria, para cujas rodas
est determinado o andamento para o dia 25 do corren-
te niez. Nos niesmos lugares rrcebem-se os brinetes
premiados da lotera do I.ivramento, cnt troca dos da
que ora se auuiineia.
Otl'erece-se, para fra desta praca, um rapazbrasl-
leiro, branco. casado, com poma familia, para ensillar
primeiras letlras, graninialica e franje, por ter ja oc-
cupado cite mrsmo lugar ; o qual eneina os cus alum-
nos com o melhor lo possivel, e a sua enhora tam-
bem ensina iitrtiiuas ; a pessoa que quizei utiliSai-sc do
sen presllino. dlrl]a-se a rua das Agoas-Verdes, n U0, a
tratar com o inrsmo, o qual dar coiiheciuiento da sua
conducta e do uiesmo tratainento dos seus alumnos.
0 abaixo assignado advoga tanto no civel como no
erime; para o que est competentemente habilitado
com ovo provlmento do Kxm. Sr. presidente da rela-
co : todos os que se quizerem utilisar do seu presumo
o achar na casa de sua residencia na rua de S.-rran-
cisco, n. 82, casa onde morou o advogado Caetano de
Sousa Antnnrs. e ltimamente o Sr. escrivao de pro-
testo Tito. Antonio Borgti da Fonscea.
Prccisa-se alug.ar un moleque, para o servieo exter-
no de una casa de pouca familia, mas que seja betn in-
telligcute c sem vicios, e paga-sc bem. Dingtr-se a rua
do K.ingel, n. 59, seguudo andar.
^flClfiW Arrenda-se um sillo na Magdalena, na
* estrada da Torre com boa casa duas
- ': ,,,i,i-, (i quartos, cozinha fra estriba-
rla casa para pretos ; a tratar no Aterro-da-Boa-Vis-
ta n. 43, ou no mesmolugar .sitio n. 78.
FirniiuoJ. F. da Rosa ft Irmao previnein no respel-
tavel publico e principalmente ao cominerclo que
lesde a presente daW nao seradmlttido rcribo alguiu
obrado por prssoa alguma que nosrjao os proprlos
mteressados; assiin como nao sera valida qualquer tran-
sacao de compras, ou venda, = Rcclfe, 14 de outubro
le 1846.
neseja-sealugarumpreto para todo o servieo, e
[ueseja li'el ; pagase bem l na rua larga do Rozarlo ,
i. 48, segundo andar.
Joaquim da Silva Lopes pede as
autoridades policiaesc aos capitaes de campo a captu-
ra de um escravo, que Ihe fugio no dia 10 do presente
rz, com os slgiiaesseguntes : ehama-se Jos Antonio,
naco Rebolo; altura regular, grosso do corpo bo-
ta figura e de cara; falla muito bem que parece ctiou-
; tem o p esquerdo muito grosso, que parece ter
rvsipela, e tem una ferlda muito grande na perna
siiuerda; este escravo foi cativo de Manoel Heiirique
la Silva, morador na cidade de Goianua ; ha Infonua-
es que fra para l. Quem delle der noticias, ou o
roucer. teceber a reconipenja. Este escravo foi arre-
nalido em praca publica pelo Julio da segunda vara.em
19 de setembro do presente auno. Oaiiuunciante mora
ua rua da Cadeia do Recite, n. 29.
I
Casa da afer Laraiiftrira* n. 29.
O abaixo assignado continua a ser o arrematante das
aferlcrJes dos pesos e medidas deste municipio por is-
so declara, que principia a afer.r para /',n d* 184 %
1847 de hoje en. diante .das 8 horas da WIAm
da tarde. Outro s ni declara mais que o Sr. Joao Hi-
lario de Barros nao tem mais gerencia alguma nos
iraballtos da actual aferifo e que tem f "rregido,
cu sua ausencia de fazer as suas vezes ao Sr. Jaao
Jos de Moraes. <4nlomu uniaive ae Moran.
AO BOM T0M PARISIENSE.
RUA NOVA, N 7.
tempi 1 ti:, alkmatk,
tem a honra de participar aos srus fregueses que
dissolveo, desde o dia 15 de setembro passado a so-
ciedd, que tinha con. os Srs. Colomblrz fr. C. : as
pesoas, que uquift rem favurecer com a sua frrguczU,
i, acharad na sua loja, roa Nova, n 7. Trm pannos pa-
ra calcas, colletes e casacas, de todas as qualidades, os
mais novos chegados agora do Paris, e a colleccao dos
mais recentes hgurinos.
=Joao Jos de Carvalho Moraes. agente nesta pro-
vincia, do contrato do tabaco rap Prtnceza-de-Portu-
gal, fa publico, que desd'ora cm dlante acacha a ven-
da o mesmo rap, chegado prximamente de Lisboa
pela escuna Felit-Uniio, e se vende em caixas e a reta-
Iho, libras c meias dilas.e em frascos,pelo pre^o marca-
do pelos contraladorcs, de 3^600rs.cada libra.emdinhel-
ro de contado : 110 Reclfe, rua da Cadeia, loja de mlu-
difras, n. 51.



T'
miiS

Os Srs. donos de obras e mestres
pedreiros que tiverem de concertar al-
gumas cuas elhei soja preciso algns materiaos per-
teiicentr ao mismo officlo queiro diriglr-sc ao r-
matelo n. 8, por detrs do thealro velho que acharad
tudo e niaiscm conta do que cut outro qualqucr de-
posito.
Alugo-sc duas casas terreas, ein S.-Amaro, sitio
do Vcigas i-mu ;') quartos, duas salas quintal e cacim-
ba : a tratar na ra Nova, n. 3.
Precia-se de 2 ofticiaes de charuteiro para tra-
b.ilharem em Olinda na ra do Coxo ; paga-so a 180 rs.
Quem precisar de 300/000 rs. a premio, sobre pe-
ihoresde ouro ou prata, dirija-se a ra da Gloria,
ii. 56,
NOCIKIHDG
HARMONI'O-THEATRAL.
A commisso administrativa faz selente ao Sr. socio,
que nao assignro acede do segundo emprestimo vo-
luntarlo e aquellos, que, lendo-as assignado, nada at
boje teempago que em sesso de II do correntr dcll-
brroua sociedad.', que fossem climlnadoi, se, no pra-
ZO de 30 dia, nao pagarem ou as nielas inensalidades ,
a que esto ohrig.idos pola rcsolucSo de 14 de abril
de 18." ou por intelroas acedos, que assignro.
Aluga-se para armatein de assucar o i outro
(|ii il'i ii.-r estabelocimcnto o armazein da ra de Apol-
lo, n. 30 ; pols orl'erecc grande vantagein por ter des-
embarque no fundo para a mar : a tratar coiu Joao
Kstevcs da Silva.
Aluga-se una casa terrea, no sitio do Cordeiro a
inargom do rloCapibarlbe coin'coinmodos bastantes
para ramilla, corintia fra e estribarla: a tratar no pa-
teo do Carino o. 17 coin Gabriel Antonio.
Aluga-se mu preto para capinar un sitio e urna
prcta para o servico de casa, e que saiba coiiuhar, la-
var e comprar; na ra do Rangel u. 54.
Aluga-se uin sitio no lugar da Capunga,
a inargem do ro Capibaribe coin boa
casa cocheira estribara baixa coin
milito caplm : a tratar na ra do Kangel n. 59, prime-
io andar ou uo mesmo sitio junto ao cnsul ingle; de
inaohSa at asK horas e de tarde das 5 em diante.
fabrica de chapeos de sol,
rua do l^sseio-Puldico, n. 5.
,, jv Joao I.onbet tem a honra de participar ao res-
peitavel publico ,. que acaba de receber de Fran-
ca pelos ltimos navios francotes um bello
sortlmrnto do ultimo gosto sendo : chapeos do sol ,
para honiom e senhora de seda lisa, lanada c furta-
enrrs rom cabos r castdos multo ricos ; seda de todas
as cores equalldades ; panninhos entrampados e lisos;
tudo para cobrir chapeos de sol; chapeos de sol de pan-
ninhode todas as core, para homem coin cabos e
castoes ricos: tainbem concertaos mesinos, tanto
de homem como do senhora ; pois tem tudo quanto he
noeessario para os ditos e prometi umita brevidade,
para faer qualqucr concert : ludo por preco com-
modo.
Preoisa-se nlugar urna ama secca, para casa de pou-
ca familia, que saiba boui soilnhar, e nao lenha vicios,
c paga-so bem. Diiigir-se ra do Rangel, n. 59, se-
gundo anclar.
-- Prensa-sede dous lavradores em casa do doura-
dor, ou fabricante de candieiros de gaz na ra No-
va n. 52.
Compras.
('ompro se las escravas mocas ,
sendo urna delhscostoreira e engomtna-
deira e a ontra engommadeira e co'i-
nheira ; no Aterrn-da-Boa-Yista. n 36.
Conipro-sc eireclivamente esclavos de ambos os
sexos de 12 a 24 anuos ; pago-se bem, agradando: na
na larga do Rozarlo, voltiudoparaos quarteis Ji.24,
primeiroandar.
Vendas.
Vendo-so potassa branca de superior qualidade,
em barris pequeos ; em easa de Matheus Austin (5
laiiiipanliia. na ma da Alfandoga-Volha, n. 30.
Vende-se carne do serto, multo gorda c nova, por
ter tra/.ido 10 dios de viagein do Aracaty : na ra da Ca-
deia do Recife, n 11.
Farinl.a SS>F,
da mullo acreditada fabrica de Molino Stratig sendo a
ultima chegada a este mercado em pequeas e gran-
des porces : a tratar coin J. J. Tasso Jnior.
]Va ra do Crespo Ipja nova
n. I "i, de Jos Jnaquimda
Silva Maya ,
vende-se um ricosortimento de casticaes de finissima
casquinha, com sua competentes lanternas de gos-
los os mais moderno que teem apparecido pelo di-
ininuto proco de8/, 10/ e 12/rs. cada par.
= Vendem-se moendas de ferro para engenhos de as-
sucar, para vapor, agoa c bostas, de diversos tainanhos,
por proco coinmodo; e igualmente taxas de Ierro coado
e batido, de todos os lmannos : napraca do Corpo-San-
to, d. 11, ein casa do Me. Calmont iS Conipanhia, ou na
ra de Apollo, armazein, n. (i
Fotassa branca,
da mais superior qualidade em
barricas pequeas, e desembarca-
da no da 30 de agoslo prxi-
mo passado, vende-se por pre-
co commodo : eujeasa de L. G.
Ferreira & C.
= O correttfr Olivelra tem para vender cobre em fo-
Iha e pregns de dito para forros de navio :. os preten-
dente dlrljo-se ao mesmo, ou aos Senhorcs Mosquita
&Dutra' f
Na loja da esquina da ma do Collegio.n. 5,
de Guiniares Serafn. & C.,
vende-se, aliu do um bonito sortlmrnto de fatrndas ,
por procos bastantes moderados, as seguintes : ..
Cortes de nova casimiras fraucezas, a .... 4/000
Ditas ditas melhores, a......... 5/000
hii.-n pretas francezas o corado, a 3/000
Pannos, preto, a/.uos, verde e de oulras core
diBerenles, desde 2/400 r. o vovado a 12/000
Corte de caifas de pollo do diabo a 1/440
Chales do ia e oda, grande, a...... 2/560
lencos de cambala guarnecido a bico, a /640
Lindeza para vctidos o covado a /240
Escocezcs de la c algodo, com xadrez fingindo
eda o covado, a.......... J^
Cortes de la e leda para vestidos a 7/000
Cliita-rassas o corte a........ 2/240
Corles de colleles de fusto francez a .... 1/000
Lencos finos para grava, a....... /400
Casa da F ,
na ma estrella do Hozado, n. G.
Neste estabeleclmento acho-se a venda as cautelas da
lotera a favor das obras da matriz da cidade da Victo-
ria, da qual andar as rodas no da 25 do correte mea:
osJ.prcc.os das cautelas sao os do costume.
ADMIRAVKIS
NAVALHAS DE AC DA CHINA.
Teem a vantagein de cortar o cabello sem oll'ensa da
pollo deixando a cara parecendo estar na sua brilhan-
tc mocidade.
Este ac vrm exclusivamente da China, c sii nelle
trabalho dous dos inelhores e mais abalisados cutllei-
ros da nunca excedida e rica cidade de Pekim capital
do imperio chim.
Actor Shosb.
N. B. = He rocommendado o uso deetas na val has tna-
ravllhosas por todas as sociedades das scienclas inedl-
ro-clrurglcas tanto da Kurnp-i como da America, Asia
e frica nao sopara prevenir as molestias ,da cutis,
mas tambemcoiiin um moio cosmtico
Vende-se na ra do Crespo loja n. 16, na esquina da
ra das Cruzcs.
= Vende-se, por 2204000 rs., um preto reino, forte,
bom para trabalhar e botar sentido a um sitio ; 6 es-
cravos, bons para o traballio da praca e campo ; um di-
to omcial de sapateiro, eque he bom pagem ; urna pre-
ta de 35 annos por 280^1)00 rs. que cozinlia lava e
lie quitandeira ; 3 ditas entre ellas um cose faz renda,
e engoinma ; uina inulatiuha, de 12 anuos cose e faz o
mais servico do una casa : na ra do Crespo n. 10
primeiro andar.
Vende-se um escravo de naco Angola de 26 an-
uos trabalhador do servico de campo; um mulati-
nho de 9 annos multo lindo, proprio para aprender
officio ; urna escravacrioula de 21 annos, que engoin-
ma cose, coznha e lava : na ra das Cruzes n. 22 ,
segundo andar.
Vendem-se oclos para todas as vistas ; ditos com
dous punhos, com cabo, para theatro a 4/000 rs. ; lu-
vas brancas para andar a cavallo a 100 rs. o par ; bico
branco lino, da largura do qualro dedos, a 280 rs. a vara:
dito preto da mesma largura a 160 rs. a vara ; fita de
velludo para cabrea de senhora ; prunas de pato, para
secretaria ; caixas grandes do bufalo e do raz, para ra-
p ; supeusorios a polka a 640 rs. o par; e outras limi-
tas miiidetas baratas : na ra larga do Rozarlo loja de
miudrzas n. 35.
'=Vendem-se no fnn da ra da Aurora n. 4, tam-
bores o rodetes de moendas antigs por proco barato ;
dous caldoirotos grandes, de ferro coado a 4o rs. a li-
bra.
= Vende-se una cabra ( bicho), rriadeira do meni-
no com um filho que tem 8 das : na ra Nova
n. 3.
= Vende-se umrelogioe urna corrente ludo de ou-
ro obras modernas ; por proco coinmodo na ra da
Praia de S. Rita Nova, n. 10 ; assim como se vende ein
separado,
~ Vende-se um alambique r sorprntina pipas c
barris ; tudo era do una fabrica de licor ; 2 pesos de
duas arrobas cada um ; 3 taixos ; 2 candieiros tudo de
cobre, por preco rasoavel : na Soledadc estrada de
Joo-Ferreira n. 19.
Vende-se sebo de rim do boi em porcao grande e
pequea ; na ra larga doitozario ns.6e II.
= Vendem-se 7 prrtas, dr 14 a 25 annos com habi-
lidades ; um moleque de 17 annos de naco do ele-
gante figura ; una mulatiuha de 13 anuos cose bem e
faz ronda ; 3 pretos para o servico de campo um dol-
les por 100/000 rs. ; no piteo da Matriz n. 4, segundo
andar.
Vende-se urna preta, de 18 annos,
de elegante figura coslureir, cozinliei-
ra e muito propria para lodo o servi-
co de casa ; (\ pardas, de 18 a 20 annos,
de milito Loas li-iu as e entre ellas una
perfeila engommadeira coslureira, ren
deira e cozinlieira ; 4 moleques de ia
a 14 annos sem vicios nem achiques ,
5 pretos de naco, de asa 3o annos, pro-
prios para todo-o servico : na 1 ta da Oa-
deia de S Antonio n. i5.
queta de panno fino verde por nao servir ao dono : na
111a estreita do Rozarlo venda n. 45.
\a loja nova da rua do Cres-
po, n. 16, esquina, que vi-
ra para a rua das Cruzes, de
Jos Manoel Monteiro Braga
vendem-se cortes de cassa, multo finas.com ultras
de seda, de mu rico gosto, com 13 covado* e tres quar-
tas, a 6/000 rs.; cambralas brancas com listra de cores,
de gostos o mais modernos ; ditas brancas, com listras
abenas com 8 varas ; peca decambraia adamascadas ,
para cortinados; casimiras elsticas enfestadas de lis-
eras e lisa; panno preto e decores, muito lino; alpaca
aiule preta; chales de seda, mullo ricos; ditos de laae
seda ; ditos a nova Alhenas cinteiro para as mocas de
bom gosto, para fazerem a cintura delicada; suspen-
sorios do seda, e oulras multas frzendas que sera o pa-
tentes aos compradores; tudo de muito bom gosto e
moderno ein rasao dos poucos das, que a loja lein.
= Vende-se una bomba de pao, muito boa por es-
gotar coin mulla presten urna canoa : na rua de Apol-
lo tanqne d'agoa n. 28, no antigo porto das canoas.
Vrnle-e a vendada rua de Agoas-Verde n. 15,
inulto boa para principiante com poucos fundo c o
sen aluguel he muito em conta ,de2/ a 3#r. ; o mo-
tivo, por que e vende, se dir ao comprador : a tratar
na un -ih:i venda
Vende-se urna rscrava coiinheira, lavadelra, e que
faz doces, de 23 anuos; una dita, para fra da provincia,
que cose, engomma fas lavarintoe borda de 20 an-
nos ; uina ditapara todo o servico por 350/rs. ; uina
dita, por 250/rs.; um bom escravo pescador e canoeiro,
por 350/ r.; um moleco para fra da provincia de
l8annos: narude Agoas-Verdes, n.46.
Vende-se rap, ltimamente chegado de Lisboa ,
as libra e oitavas ; na loja de fazendas ,#na esquina do
beccoda Congregaco, 11. I.
Vende-se uin sobrado de dous andar e mirante,
construido modernamente ; duas casas terreas com
bous coinmodos em boa rua do bairro de S.-Antonio ;
lambeni se troca 11111 bonito sitio com urna excellente
casa de vivenda, casa para pretos, cocheira muito bem
plantado por um predio no bairro da Boa-V ista ou
sens suburbios : a tratar na rua de Agoas-Verdes, 11. 46.
Pecas de ouro
marcar jogo; na rua larga do Rozarlo ,
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Vende-se um relogiodc prata; um dito de ouro,
com muito puuco uso. e bons reguladores, e liorizoutaes;
una crreme de ouro paraos inesinos; tudo por mdico
proco : na rua do Vigario armniem n. 8
= Vendeni-sc 2 pelos mocos, tendn um 20 annos ,
de bonUas figura, de todo o servico, mesmo para o de
campo ou aunan mi de assucar; duas pretas, de 20
annos, pi prias de indo o servico ; uma parda ; um par-
do liom para pagem ,e para oulro qualquer servico ; 2
bonitos moleques de 12 annos ,
zario,
andar.
indo para a
na rua larga do Ro-
dos Quarteis, n. 24 primeiro
Yollarcle.
Na esquina da rua do Colleglo loja n. 5 de Guima-
res Serafim Si Companhia, vendem-se carta francezaa,
finas, entre-Unas e ordinarias ; ditas portuguezas ; to-
das por preco inais barato do que em outra qualquer
parte.
= Vende-se uina rabeca com pouco uso ; urna ja-
falso
n. 20.
= Vendem-se na Hita de S.-Miguel na villa de
Alagoa freguesiada S.-Crus urnas herancas : a tra-
tar na rua das Cruzes, 11. 30.
Vende-se una corrente de ouro de lei tendo j
palmos escacos com o peso de 42 oitavas: na ruado
Din iin nln n. 18.
= Vendem-se duas pretas de naco, que engommao,
e coiinhao ; um carro novo, de 4 rodas; um espelho
grande para vestir senhora de Jacaranda ; uina com-
inoda do dito vindado Porto; 2 bancas de dito.de
nclo de sala uin relogiode ouro, sabonete ; um oou-
lo grande de ver ao longo ; una bandeja de casquinha
pratesda rom 18 casaos dr prrs r chicaras, 6 pratos ,
ludodeporcellana ; um habito de Christo pequeo:
na ruada (.'adela de S-Antonio, n. 19.
Xa rua Nova, loja de Hipli-
to Saint-Mar.ii. &C,
he chegado um completo sortimento de faiendas fran-
cezas sendo : HAPEOS DE SEDA F.NFEITADOS, para
senhora, muito finos ; ditos de palhinha abertos c fe-
ehegados, para senhoras c meninos ; manteletes para
senhora, multo ricos sonidos de todas as cores ; cha-
les ; mantas .lilas ; sedas brancas ditas ; ditas matiza-
bas de cores muito ricas para vestido; crep sorti-
do ; fil de seda branca e preta ; blcos de blonde ; len-
cos de garca ; veos para montarla muito finos ; sus-
pensorios ; luvas de pellica comprldas coin borlas
.lo ron o branco, guarnecidas de litas dr cores ; ditas
lisas, brancas e cor de palha; ditas curtas ditas e cor de
rosa ; ditas eecuras; ditas branca, prelas cor de palha
e escuras, para homem ; ditas de castor branco c ama-
relio proprias para militar ; ditas de seda curtas e
rompridas, para senhora e meninas ; muito rico sapa-
tos de couro de lustro, para homem, senhora e meninas;
ditos de inarroqtiim ; ditos de duraque e setini de todas
as cores c brancos para senhora ; sapaloes de Beierro
para homem ; muito bons suspensorios de seda e de
borracha para lioiiiem e meninos ; lencos de seda, pa-
ra senhora, grandes e pequeos, finos ; ditos desgrva-
la pelos e de cores, para homem ; saceos de la para
guardar roupa; ditos para caca; cliumberas de 1 e 2
canos bordadas ; espingardas francesas ; estojos ma-
thomatico completos ; costureiras para senhora ; bo-
nete para homem e menino ; jogos de xadrez domi-
n e vispora ; ellins ingleses c trncese;; chapeos de
palha abortos para meninos ; chapeos de sol, para bo-
rneo! o senhora ; bengalas de canua, finas com castoes
multo lindo para passelo ; calzos de flore, muito ri-
cos com pluma e sein ellas ; capellas ditas ; un com-
pleto sortimento de perfumaras de Plvcr ; figuras de
pnrcollana, inulto lindas ; casticaes de casquinha ; e-
pelhos grandes e pequeos : candiero de lato para
cima de mesa ; pontos de tartaruga para prender ca-
bello o man ufas ; plumas soltas, brancas e de core ; e
outras militas fazendas, todas viudas pelo ultimo navio
de franca, por-preco commodo.
~ Vendem se 28 esclavos, sendo : pretos, prelas
pardos, parda moleques negrinhas e mulatinhas
1I0 bonitas figura sem vicios, e chegados prxima-
mente do Aracaty : na rua da Cruz, no Recife n. 51.
= Vendem-e barricase meias ditas com farinba gal-
lega muito sup. rior; barricas e meias ditas com cal
l-vkVeiM de Lisboa ; barricas com potassa branca e preta;
1'echaduras para porta de armazein ; peneiras de rame;
rodas de arcos para barricas ; bichas de Uamburgo ;
tudo por preco commodo : na rua do Vigario arma-
lem n. 9.
= Vende-se superior vinho de Rordeaui, ein quar-
tolas ; assim como ago'ardcnte de Franca ( cognac ) ,
em barris ; na rua da Cruz, 11. 20, casa de Avrial Ir-
mos.
Hap-Ga^se.
O encarregado da agencia do Rap-Gasie netta pro-
vincia tem a honra de participar ao seus fregueses ,
que se acha venda no deposito da rua da Cruz 110 Re-
cife, n. 38 urna das mrihorea fornada que aqui teem
viudo do Rio-de-Jaueiro do muito apreciado rap
gosso c ineio-grosso fabricado coin as melhores qua-
lidade de fumo da Virginia rujo aroma rivalisa ao
mais superior rap princesa de Lisboa.
Vendem-se bezerro francezes. de Nantes, de
superior qualidade os melhores que teem vindo a
oslo mercado, por atacado ou mesmo em duzias a
vonlade dos compradores por niais barato preco do
que em outra qualquer parte : na rua da Cruz, n. 20.
= Vende-se um ptimo carro de duas roda, por pre-
co multo commodo ; na rua do Arago, n. 12.
Acalifio de (lugar livraria da
esquina do Collegio obra comple-J
tas do insigne Luu de Cam5(9 em tres
volumen da mais nilid* e correcta edt-
cao, que tem apparecido : e vendcin-s?
por preco cxce&sivaniente mdico os
poucos exemplares que j resl3o.
Vonde-se um ravallo ptimo de
carro, por preco muito commodo ; no
OLIVRO DE TODOS
ou
Manual atad;
Hontendo
todos os esclareclmentos theorlcos e pralicos neceas,
ros para poder preparar e einpregar, sem o soccorro do
professor, os remedios, o se preservare curar-sc promp-
tamente, com pouco dispendio, da mor parte das moles-
tias curaveis, e conseguir um alllvio quasi equivalente
a saidr, na molestias inctiraveis.
Seguido
de um tratamento especifico contra a coqueluche, e de
regras higinicas para prevenir as molestias ;
pelo doutpr G. de Ploesquellec.
Preco 4/D00 rs. em brochura.
O siippleniento, indispensavel a quem tem a obra, da-
se gratuitamente ao compradores. Odlto supplemen-
tr tra as tres ditloi-entes receltas para a composifab da
agoa sedativa; osle precioso remedio,que tamaita repu-
tarlo j tem ganho, e que deve existir em todas as casas
para remediar promptamente aos accidentes e incom-
mndos repentinos.
Vcnde-sc na praca da Independencia, livraria os. 6 c 8,
Potassa da Kussia,
verdadeira em barris petjue-
nos e desembarcada no dia
10 de setembro pioximo pas
sado : na rua da Cruz, n 10 ,
em casa de Kalkmann& Ro-
sen mu nd
ATERRO DA BOA-VISTA, LOJA. N. 14.
Pannos finos pretos, cor fu, a 4/ e5/r. o covado ;
merino preto, a 1/000 e 4^803 rs. o covado ; lencos de
seda para homem ou senhora, a 800, 1/280 e 1/600 rs.;
chales de seda, a 10/000 rs. (do melhor gosto, que tem
vindo), estes chales teem o campo escuro ; ditos de cam-
po branco, Ao de Kacocia a 3/500 rs,; ditos de la,
de bonito gosto, a 2/400, 2/800 e 3#B00r.; fustdcs de
cordo, de bonitos padrees, a 040, 800 e 1/800 rs.; brins'
francezes de qtiadros, cor fix.i.a 520 rs. o covado ; ditos
inglezes, a 280 rs.; mursiilliias de cores para vestidos,
pelo baratissimo preco de 280 rs.; riscados francezes,
a 160, 200 220, 240 e 280 rs.; cassa lisa ordinaria, de
largura de vara, a 280 rs.; zuarte de largura de dita, a
280 rs. o covado; panninhos pretos e cor de rosa com
lustro, a 160 rs. o covado; cambralas adamascadas, por
4/000 rs.; ditas bordadas coin llore miiidas, rom 9 varas,
por5/000 rs.; ditas de cores, por 2#000 o 3/000 rs. o
corte; la para caifas, a 500 rs. o covado; pelle do dia-
bo, a 440 rs. o covado, ou a 1/440 r. o corte de 3'/, co-
vado; lilas muito linas a 500 rs. o covado; e outras
mais fazendas por muito commodo preco. Os preton-
dentes, que nao poderem vir a esta loja,mandem buscar
amostras, que se Ihes dard promptamente, tanto das
que teem preco marcado, como de outras, que quizrrcin.
AUMIIUVEIS
NAVALHAS DE Ago D* CHINA.
Teem a vantageni de cortar o cabello sem ofl'ensa da
pelle, deixando a cara parecendo estar na sua brilhan-
te mocidade.
Este ac vem exclusivamente dn China e s nelle tra-
balhao dous dos meiliore e mais abalisados cuteleiros
da nunca excedida e rica cidade de Pekim capital do
imperio chim.
Actor Shaw.
N. B. He rocommendado o uso destas navalhas ma-
ravilhosas por todas as sociedades das scienclas inedico-
cirurgicas.tanto da Europa como da America,Asia e fri-
ca, nao s para prevenir as molestias da cutis mas tam-
bem romo um tneio cosmtico.
Vendem-se na ruado Crespo, loja n.8, de Campos
& Maya.
Aos Srs. propietarios de
engenhos.
Vendem-se taixas de Ierro coado moenda de can-
oa, para agoa ou animar rodas dentadas, crivos ,
buceas de fornalhas e mais- objectos necessaiios para
rngoiiho por prreo commodo ; na fundico de ferro ,
de Me Callum & Coinpauhia na ruado Brum no Re-
cife ns. 6, 8 e 10
Fardo novo,
em saccas'gr.Tndes vende-se no armazein do Bacelar,
confronte a scadinha da alfandega e ein casa de J.
J. Tasto Jnior na ruado Amoriin.
Escravos Fgidos
Offerece-e a gratificacao de 100/000 r. a quem
capturar, ou descobrir o escravo pardo escuro di-
me Benedicto chelo do corpa pouca barba ; re-
presenta 30 annos, pouco mais ou meno ; be muito es-
perto e bastante capadocio ; e julga-se que por onde
se achar se inculcar por livre c mesmo tera mudado
onomc; era marinheiro e emende de pescador ; ru-
gi de bordo do brigue Catiro-Primeiro, no dia id de
setembro. Este escravo pertence ao Sr. Antonio Oas
de Souza Castro do Rio-de-Janeiro. Quem o captu-
rar, reconliecendo-seiero proprio, receher a gratifica-
cao cima na rua da Cadeia n. 45 em casa de Amo-
riin Irmos Pede-se igualmente a toda a autonda-
de policiae todo o escrpulo no exame de qualquer
escravo capturado certa de que se lhe ficara por tudo
summamente agradecido.
= Fugio do dia7 do prximo passado .dacasadoseu
aenhor, o bacharel JacinthoPaes de Mendonca ocscra-
voSeverlno, dr allura regular rcco do corpo cor un
pouco fula barba quasi nenhuma rosto couiprido. r.s-
te escravo foicotnpradaao Sr. Manoel Joaquim e este
du ter elle ido escravo de Jos Siabra morador entno
na Alagoa e hoje no engenho Babilonia. Quem o pe-
gar, leve a travetsadoQuelmado caa de Manoel rir-
uilnoFerreira,quereceber I00|000r.de gratificacao
t= Fugio, no da 11 do corrente, uina parda do no-
me Raymuoda de boa altura, cohollos anudados e
cortados, corpo cheio roto redondo, enxerga pouco
por ter bellda nos olhos; tem na nueaumocicatriigrossa
quasi do tamanho da palma de urna mo e acluij des-
U cicatriz tinha um sedenho aborto, ha 3 das de que
Ulve teiilia tirado a fitae deixado fechar; levou um ves-
tido de chita dosbotada que fol encarnada cujo ves-
tido tem no rodap da parte de detras um remondo
novo da mesma chita ; be de suppor que se inculque
forra porque J assim fezum vez que rugi o mais
far agora porqne furtou do easa um chalrs de chita
encarnada um vestido de chita riscada, azul e ainarel-
la de urna menina, de menor corpo que ella c urnas
chiiiellas, tragos estes com que talvez ande venida,
para melhor so inculcar forra: quem a pegar, leve a rua
da Crui no Recife, n. 3, quesera bem reoninpensado.
= Fugio no dia 7 do corrente o cabra (."aciano, es-
cravo da viuva de Gcncalo Jos da Costa e S ; he_ mar-
ceneiro ; desronfia-se que esteja occullo trabalhando
ein alguma leuda ; lem o signao seguintes : magro ,
lalguma cousa corcovado.de 20 anuos, rosto ooinpri-
Do allura regular cabellos e olhos pretos nariz e
bocea regulares ; he bastante vivo contador de histo-
rias : quem o pegar, leve a rua da Madre-de-Deo a
casa da dita viuva ou na rua do Trapiche n. 34, que
ser generosamente recompensado.
Ateno-da-Boa-Vista, n. 36.
pkkk.: n tif nt i, r i* ra.RU-
,,8,6


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