Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09441


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Atino de 1846.
-
Sexta-feira 16

O DIARIO poMic-ie lodos o* dias que no
forem da Ruarda: o proco da assigoatura he de
ilion rs. por quartel, pagos adianltsdnt. UJ
.nuncios dos assignanles 3o inseridos rezo
de res por linfm, 40 reii en tvp'i difieren -
ie e M repetiros* pela metade. Os que nao fo-
rera assiiznanle Pffi 80 '*'* Por ltan"' c ,6
em lypo diferente.________'
PHASES DA LA NO MEZ DE OU TBHO.
lzi cheia a 4 asi hora a 40 minutos de Urde.
MtoMantea IJ. I b.>ree47 min. da raen.
I ua nove > hor *4 m'n- ,d' ml1
Creecenle a 17 aos4 ajinlosde Urde.
PARTIDA DOS CORRFIOS.
Goianna e Peralivl. Secundas e Settas leirai,
Ido Grande do Norte, clieg* as Quartai feira*
no meio dia e pane nal raesinai horas nal
Quintas feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formlo, Porto Calvo e
Mace* no I.*, II o 11 decid me*.
Jaranlnins e Bonito a 10 e 24.
Roa-Vista e Florea a lie 2.
Vlctori as Quintal feiraj .
Oiinda todos os Hias.
PREAWaR DE MOJ?.
Primeira I h. 18 minutos da urde.
Secunda a I h. 42 minutos da manilla.
de Outubro.
Anno XXII N. SI.
DAS DA SEMANA.
l Secunda. S. Cjpriano. Aud. do J. dosorph-
edo J. do C. dal. v.,doJ.M da 2 ?.
IS Tere. S. Eduardo Aud. do J. do civ. da I.
v. e'do J. de pal do 2. diit de l.
II Querte 8 Gelislo. Aud. do J. do civ. da 2.
' v e do J. de pal do 2 dist. de t.
s Quinta S Thereze deJesus. Aud.doJ.de
or, liaos, do I municipal da I. vara.
I* Sella. S Marliniano. Aud. do J. do civ. da
I. v. edo i. de pai do I. dist. de t.
17 Sabbado. S Florentino. Aud. do J. do civ.
dal.v., edoJ de pe do I. dist. e J. de P
18 Domingo. S. Lucs Evangelista.
CAMMOS NO DIA IS DE OUTBRO.
Cambio sohre Londres 17 Y, d.p. I#
Paiis I4& reis por franco.
Lisboa 100 / de premio
DuroOnces liesnanliolas SOIOOO
> Moedas de 400 vel. Ij6f)0
deJ400nOT. IttJfOOQ
a de 4000... 9/100
Prata Pataces........ IjOSO
a Pesos columnare* l|0
Ditos Mokanoe. f20
a Miuda......... 1/760 a
nceesda Comp. do lleberibe de sOfOOO
Od.
aomei.
SI|20O
ISMOO
iGftO
9'20n
IJOOO
2000
ifteO
l|70
ao par.
DIARIO DE PERUTAMBUCO
.'..! .i-IHH
PERNAMBUCO.
AoSEMBLE'A PROVINCIAL.
SESSO EM 14 DE OUTUBRO DE 1840.
PKEJIDINCIA DO S. ION* TEIXEIBA.
(Contiiiticao do numero antecedente).
.Sao lidos, eapprovados sem discusso os pareceres da
cuiiiinissao de cuntas c ornamentos municipaes, acerca
das coutas das cmaras do Brejo c do Cabo. (Vidc Diario
n.' 229, sesso de 12 do crreme).
OHDEM DO DI.
CotUinuffoi l.'discusso doprojecto n. 19,aeerra das can
ai da fatsnda provincial, edo adiainento do Sr. Carnciro da
Cunha.
O Sr. Sunes Machado : Sr. presidente, eu entendo,
que o adiainento do nobre deputado nao pode passar :
sao mis embargos extemporneos, proposlos autes da
sen tenca final.
s.iu de sobejo as rases, que se aprrsentro na casa,
pira provar a utilidade e conveniencia do projrcto ; e
in'iii que o nobre deputado se Ihe oppozcsse com
o sen seepticisino, todava negar nao he provar, e
mili vi, que o nobredeputado apresentasse urna sraso,
que destruisse as umitas, que se otl'erecrao na casa
para provar a utilidade e conveniencia do projecto o
nobre deputado recorreo ao facto de na casa se terem
pedido inforuiar,es presidencia, as quars teem rela-
i ao com o projecto ; mas o nobre deputado, se me en-
tendeo, drvra ver, que eu oneced Vasa rases, que
provo, independrnte dessas informadnos, a necessida-
dc e utilidade do projecto ; por exemplo, lembrei, que
a provincia, sendo inulto extensa,' estando rncarrrgado
a mu s individuo o conlierimento das causas tanto ge-
raes cuino proviuciaes, elle nao poderla dar prompto
andamento a estas meninas causas, e que por cousequeu-
cia, desde o momento, em que us Ihe tirassemos o ro-
nheciniento das causas proviuciaes, o trabalho dimi-
nuira, e por consequeucia as exeeujes se Cario com
niais prnmplido : aqu est urna rasao limito roete, in-
di'peiideute dcsta9 informafes, e que nos deve levara
conhecer a conveniencia do projecto.
Sr. presidente, se as infurmaedes (como eu espero)
chegarem a esto casa, em quaiito se discute o projecto,
pode ser, qut ellas nao sirvo simplesmrntr para pro-
var a utilidade doprojecto em geral, mas que nos le-
vem a alguma cousa mais; pude ser, que nos autori-
sem a tomar n.aij alguma medida ; poriu. p"' -iiquan-
to, entendo, que um s jui nesta cidade nao pode co-
nhecer devidameiite, e com a nessaria promplidao, das
causas da fuida geral e provincial ; e isto he tanto
mais exactn, quando nos vemos, que para o civel lia
dous juixes, elsto para as questrs particulares, e s des-
te municipio: mas quer o nobre deputado, que um
ju s baste para as causas da faienda geral e provincial
em tuda a provincia....
A'r. Cartuira da Cunha : He ]ii rciso, que se prove,
que as causas da lazeuda inonlo a mais do que as dos
particulares.
0 Orador : Pois ha duvida nisto? Nao se conheee,
que, litigando os particulares mis com os outros, o nu-
mero das causas ha de ser menor, do que o das causas
da fazenda, que litiga com todos os cidados?
Sr. presidente, as Informaccs nao devem tardar;
talve rhegnein a lempo de acoinpaiihar o projecto em
segunda disrussao.
U Sr. Carnciro da Cunha :- Entao, espere al ellas
viren,
0 Orador: Desejo, quevenhao ; espero, confio que
i lia viran, porque nao possu pirsumir, que a aulori-
dade, a queiii se pedirao essas infoi uiaccs soll'ra estor-
vos, que o impe^ao de as mandar....
O Sr. Carnciro da Cunhn: Por certo, ninguein pode
suppr, que nao veuhiio.
0 Orador: Senhur presidente, quando l'allei pela
primeira vrz e disculi o projecto, en nao me dirigi a
ningnem; uteu discurso esiaimpresso; apreaentel cau-
sas geracs, causas tiradas da actualidade, st'iii iiciiliuina
rela^ao a Individualidades; podendo queui qur que se-
ja rsur certo, que, quaiulo me ai liar habilitado para
dcscer s individualidades, o hel de finer, dando igual
direiloa meu resprilo ; noque tenho todo o einpenlio :
drsejo r at provoco, que se oa^a, e peco at por obse-
quio; nao me rrliro, pois, a individualidades; por ora
no vnii para ahi, e basta repetir, que estou convencido,
c limito convencido, ena inelhor boa f, que cora eflej-
to nina das causas, que faiccm que aarrecadaro, quer
geral, qurprovincial, nao seja feita com a necessaria
promplidao, he a inulliplicidadc do trabalho, que o
nobre deputado nao pode negar; por isso eu cnlen
do, que o projecto deve continuar, eque o adiainen-
to deve ser rejeilado, e assim voto.
Senhor presidente, he preciso, que nos lembreinos,
que o juizo dos fellos n3o foi aumente creado para arre-
cadar as dividas existentes, mas lambeiu para faxer com
que ellas nao crcscesseni; creou-se o julio como uina es-
pecie de anieaca permanente aquellas prunas, que teein
negocios com a fazenda publica, um juiz certo, um pro-
cesso mais prompto e rpido.....
O Sr. Carnciro da Cunha: Logo ha urna vantagem na
existencia desse juizo.
O Orador ; E quando appareceo nesta casa quera ne-
gasse a vantagem do juizo des fellos da faienda? O pro-
jecto nao o detlrc.....
O Sr. Villcla Taare: F.u neg essa vantagem.
O Orador: Sao opinlrs; o projecto nao destre; o
que nao quer he, que estejiio accumuladas em una s
pessoa as causas da fazenda geral c provincial. Voto,
como j disse, contra o adiainento.
OA'r. Figueircdo : -- Sr. presidente, o projecto tcm si-
do encarado por dous lados ; pelo lado da competencia
daassembla, < p< lo Indo da utilidade : os nobles de-
putados, que teein fallado sobre a materia, na verdade
ti ai ai ao Ihe um circul multo mais largo do que lora
misil i- ; porque, cotnnuanto a 'juesiao aeja melindro-
sa e dilliril, todava nao teiu um ulcance tiio ampio, co-
mo gurro os nobres drputados. treio, portanto, que
mu poucos argumentos sr pude reduzir a questode
inromprteiKa, acerca da quai fallarei em priuieiio lugar,
vollando-me ao depois para o lado da utilidade.
Ouanto a eoHiprlrnea, direi, Sr. presidente, que, quan-
do se estabrlccco um juizo privativo para as causas fs-
caes, julgou-se linproiogavi-1 a sua jurisd\o, mi so a
respeilo das causas da fazenda geral, como das pruvin-
claei, de modo que os juizes do foro comniuiu cnlindi-
nio, que nao tlnlio maisjurisdiccio para julgar as cau-
sas tiscacs, propriaiuenle da proviucia, e assim o eur
tendrSo com milita rasao ; porque a respe!to da arre-
cadarTio contenciosamente promovida nunca se fez dil-
ferenca de faienda geral e fazenda provincial, visto que
ambas teein um lim commuin, qual he a .u .f.ioan das
despeas do estado ; c tanto assim, que lima e nutra fa-
zenda sempre gOzrao do privilegio de causa.
Sr. presidente, a receila provincial nao pode ser lndif-
ferente ao estado ; assim como a receita geral nao pode
ser indiHrente receila provincial : o estado se resen-
te de dili'errnr.a, ou allera^ao de ambas ; a provincia es-
t no estado, e as rendas proviuciaes e geraes s3o ren-
das publicas, que smente se distingucm na applicar.n
ou di,ii-iiiiiii.io. Quanto pois, arrecadacao, os Inte-
resses da faienda geral sao idnticos aos da fazenda pro-
vincial, e por conseguinte podem ser contenciosamen-
te arrecadados pelos julios dos feltos da faienda e
sob os auspicios das leis geraes, tendentes judicatura.
A leidcll foi ao menos assim entendida por lodosos
juizes, por todos os tribun.ies, por todas as assemblas
proviuciaes, pelo supremo tribunal, e em lim por todos
os jurisconsultos ; pois que com elt'ei lo niio consta, que
ate hoje se teuha, as causas da fazenda provincial, |u o-
posto alguma exceptannVr/twloro fon, e nem o tribu-
nal supremo anntillado alguma, por Incompetencia de
juiz; e portanto digo, que, achatido-se hoje osjuics
dos feitos na posse de julgar as causas da fazenda pro-
vincial, he evidente, que, decretando agora a assem-
bla provincial, que ellas passem a ser agitadas no foro
ooinmiim, altera palpavelinente as atti ilmiy dos jui-
zes dos feitos, e amplia a dos juizes do foro comiiium ;
o que sem duvida alguma he contrario leltra e espi-
rito do 2. do acto addicional, que a respeito dos juizes
apenas e mili apenas concede, que as assemblas pro-
viuciaes posso legislar acerca do sen numero, mas mat
icm allcra(i) de la alureza e atlribuicCei...
O Sr. Joaqttim Villela : 0 numero das causas nao in-
Oue na jurlsdic^o,
0 Orador : O niimeru, nao; mas as especies das cau-
sas detenninip o circulo da jurisdlccao, porque juris-
ditfo vem alr o direito proprio, <|iie ten o juiz, de
julgar as causas, ou certos negocios de sua compelen-
'ia : assim, se esta assembla podesse deiiiiltir, por
exemplo, os juizes miiiiieipiaes, como o pode faier com
de direilo, seria ampliada a sua jurisdicc.ao : portan-
to se se tira ao juiz dos feitos a faculdade de julgar nina
especie de causas, as causas da fazenda provincial, para
rnmmett-las ao frn comnium, temos evidentemente
alterado as suas attribuitocs, hem como as dos juizes do
foro niiiiiiniiii.il que (repelirei) he muiontririo ti< wf
e espirito Ai, acto adili."'""'. I"" nsoiz, que nao po-
demos im-ar licita vistis se nao quaulo ao numero.
M.-is, .ilisscr.io os nobres depulados (eeste he o seu
grande avallo de balalha), que, no caso do projrcto,
uo se amplia a jui Isdicclo dos juizes do foro commiim,
porque cues j linhao esta jurisdlccao, que Ihe fra
usurpada pelo juizo dosfeilos; que trata-sc agora de cor-
tar por um abuso c um abuso, que esta assembla pode
coarctar. Mas eu responder! aos nobres depulados, que
assim pensao com um dileuiinn nuil simplis : ou os
juizes dos feitos julgao actualmente as causas proviu-
ciaes por direilo proprio e ordinario, ou nao; se julgao,
enlo, retiraudo-se-lhes essa attribuicao, passaiulo-se as
causas proviuciaes para o foro coinmum, ficiio altera-
das as suas attribuifoes ; o que a assembla nao pode
fiizer. Be, porin, elles niio julgao jure priiprio, por ser
esse direilo perlencente aos juizes do foro roniinuiii, na
forma da le, entao toda a controversia rcdii/.-sc i una
quesillo de conllieto de juriidic(u.
Voici : Nao, nao. (i'azurro naeain)
O Orador : im. siin conflicto de jurlsdirco e se
ha conflicto, nao compele esta assembla deeidi-lo.
mas Otilio he o poder competente, o supremo tribunal
de juslfa...
(i Sr. Peirolo de Rriio : Esl muilo lina....
1'oir : E ha nisto conflicto de jurisdieco.'
O Orador : Pois quando entre dous juizes de diver-
sa nature/.a. un diz, que Ihe pe linee julgar laes cau-
sas, enutro, que niio, pdr-sc di/.cr, que nao ha eonili.-
to? lia certameiite : (afolados) ha certainentc, e have.i-
do, compete a sua deciso ao tribunal supremo, em vist i
doart. 151 < 3." da cnnstililicao Entendo, pois, (fMP.sea
assembla provincial se inlromcttcr a julgar a quistan.
invade as altrlbuicOes, c viola a Independencia do poder
iiidu lirio...
O Sr. Sello : Urna lei provincial Ihe deo o eonhe-
ii un 11 r -1 deslas causas.
O Orador : Por isio niesnio lie, que he necessai 10
respcila-la.
O Sr. Netlo : Nos podemos dar, nao podemos tirar .'
0 Orador : Anda que tivessemos podido dar nao po-
demos agora tirar, e eu l chegarri.
Mas, Sr. presidente, se, por ma nterpretacfio do acto
addicional, como querem os nobres depulados, teem as
assemblas provinciaes consentido e declarado, que o
conhecimento das causas fiscaes proviuciaes pertem em
ao juizo dosfeitos, porque rasao llavera a assembla
geral revogado leis provinciaes. que conimetletn a de-
cisao destas causas a outrosjuizes, que nao o dos feitos,
como, ha pouco, succedeo com una lei paiahibana ?
Porque sera isso, senao porque se tem entendido, que o
juiz. dos feiios he o competente para julga-las, como rf-
'ffetivainenteteinjulgudo.' Persuado-me, que o proce-
dimento da assembla geral a respeito e uiesiuu o seu si-
lencio, vendo, que os juies dos feitos cstao na posse
dessa jurisdieco, favorece inulto e multo a opinio, que
advogo. (Afoiadoi)
(Ha inuitos apartes ; o Sr. presidente da sigual de
chamar a attencao ,
O Orador i Eu nao roe agasto com os apartes ; elles
nao me desaponto, e dou toda a liberdade aos nobres
depulados este respeito....
O Sr. Carnciro da Cunha: Continu, que val bcm....
O Orador: Quero anda dar de barato. Sr. presi-
dente, que com elt'eito tenho as assemblas provin-
ciaes ulirapassado, concedendo ao juiz dos feitos o jul-
gainenlo das causas da fazenda provincial, permltliudo-
Ihe nina attribuicao, que Ihe niio compete : quero con-
ceder ludo isto. M.Miio assim, direi, que o projecto
nao deve vingai porque entendo, que,-quando a prin-
cipio a jurisdic9odojuiiodos feitos estivesse falseada a
respeito das causas provtnciars, ella se revalidou c
convalesceo em face do artiuo 8 da interprelaciio do acto
addicioual, quando determina = que as delerminar.drs
excntricas das attribuices das assemblas proviuciaes
flqiiem em vigor, at que sejo revogadas por lei especial
da assembla geral.... ( Votes e Murro) Portauto, a lei
provincial, que permitte ao Juizo dos feitos julgar as
causas provinciaes da fazenda, j nao he una lei, de
que possamos dispor uosso alvedrio ; ella pode ser
aumente revogada mediante um acto de interpretaco
emanado da assembla geral, nos termos do artigo 25 do
acto addicioual, u por uiu acto ajiuullaioiio, oriuuUo
4a mesma fonte, na conformldade do artigo.... domes-
no acto addicional. He o mesino, nue acontece com a
guarda nacional, em quem nao podemos mais bolir,
nem mesmo revogando as leis provinciaes promulga-
das, que hoje cstao com o carcter de geraes....
Foim : Est o que queriao....
0 Orador : Portanto, parece-me, que a assembla
provincial he incompetente para o fun, que tcm cm
vista o prejecto ; primo, porque assim se tem sempre
entendido, e porque o iileresse da fazenda geral e pro-
vincial, quanto arrecadacao, he cominum e idntico;
secundo, porque nao podemos alterar as atlribuices
dos juises ; (erlio, porque aqueslao he de conflicto de
jurisdieco, que nao piidc a assembla decidir : i/uarlo,
porque emlim j.i hoje nao pode a assembla revogar
leis, que teem o carcter de geraes.
Mas tem-sc argumentado milito com um aviso, ou
decreto, e foi esse decreto, que nos trouxe o schisma...
Estes avisos..., Mas, Senliores, a minha conscicncia
nao tica socegada com a doutrina dos avisos.... anexar
dilles, nao reconheco a autoridade da assembla na
especie stibjeita : eu me explico.
Priineirainente conven observar, que o aviso foi bai-
xado por consulta, e a consulta he tomada cm seccao
docoucellio de estado, que compe-se de tres ou qua-
tro uiembros ; mais, indicando o decreto a opiuiao so-
lada de um couceleiro, d a entender, que os outros
foro de opiuiao contraria: ora, eu srguindo a doutrina
das maiorias, dou inals por esses otaros votos, do que
pelo voto solitario do concelheiro, que me reliro, com
iiuauto se rccoiilieca nelle inultos talentos e habill-
d.iilc.
0 Sr. Villela Taares : Olhe, que he o Sr, Honorio
Un linio Carnciro I.co.
O Orador : Reconheco, que tem niuitos talentos,
multa illustracao; mas nao he iufallivcl ; e mesmo
porque devo seguir a doutrina constitucional das maio-
rias.
Nao estou pelo aviso, Sr. presidente, por oulra rasao,
e he porque elle importa nina interprelaciio de lei, c
Dio reconheco no poder execulivo a autoridade de in-
terpretar U leis. Nao dou milito pelo aviso, porque
elle suppdc o contrario daquillo. que a lei suppe :
julga haver impossibiliiiade en lancai-se imposices
en se Mr o direito de estahelecri uS ineios da arrecada-
cao. quando o acto addicional, no artigo I., ^5., dan-
do s assembas provinciaes a (aculrtade de fif "*''**"
vezas I os im.."- >">r,< ella a*#.OWBr, nada estatu
.va arrecadafiio, nao se podendo coulunuir a pa-
cao com a arreeaeJafiio, ou modo de arrecadar, C(
os
inslitue una attribuicao separada; c entretanto sobem
s nobres depulados mu beni, que a respeilo de alM'i-
cors nao teein lugar as presiimpciV's: as altrlbuicOes de-
vem ser apreciadas no MOJO restricto, como mu ex-
prec-------------------- -
pressaniente delermiua o artigo 12 do aclo addicio-
nal (f). ,
Anda, Sr. presidente, se se tratasse da arrecadacao
por morfo administrativo, eu fechara os olhos, mas a
respeito da arrecadacao por modo conleneiuso, de certo
uo posso seguir oulra doutrina, atientas as leis vigen-
tes, ietlfio que ella deve ser feita segundo o systema jtl-
dlciarlogeral, deque nao pode prescindir assembla
provincial, sob pena de estabelccer o absurdo, quej.?
se nolou .
O Sr. Villela Tavares : Apoiado.
O Orador :-------que j se nolou.'... de poder a assem-
bla provincial eslabelecer tantos modos de arrecada-
cao, tantos juies, tantos ineirinbos e tantos procesos
especiis, quanlos forera os objeclos ou especies de
iinposccs. mas quera uo conliecera lainaiihas incon-
gruencias ? Quando se trata de negocios contenciosos
devem seguir-se as leis geraes.
Mas nao parlo aqu os absurdos ; o decreto eslabele-
ce um millo anda maior ; porque suppe, que actual-
mente nao ha Juizes proprio, ou ordinarios, para co-
nhecer das causas da fazenda, quando diz, que poden
ser coinmeltidis aos juizes dn loro comnium ou aos dos
feitos da la/.ciidii, como inelhor qui/riciu as assenibh a
proviuciaes; oque indica, que actualmente nao <\is-
tem juizes, (ine tenho juiisdic\iio propila pina julgar
i causas da faienda provincial. Hat nto tera isto un
absurdo .' o systema indiciarlo piule estar en suspen-
so '/ Pode deixar de haver juies cellos para todas as
causas? Niio cortamente.
Militas vozts : Ora, isto he verdade.
O Unidor: Mas, se isto se nao pode presumir, si-
da juizes certos, nao se pode conceder arbitrio na as-
scninla, em escolher o jui/. para as causas da fazenda,
sera ao mesmo lempo suppr-se alterafao na jurisdie-
co ordinaria c propila dos diversos juizes, de nue se
trata ; alieraco iiilciranienle contraria ao que dispue
o artigo Interpretativo, (^poiudo) (Ujiiio, pois, acredi-
tar ceganiente era avisos....
Si. presidente, disse-se na casa, que a le de 41 era
una lei inconstitucional, mas cu vejo, que o contrario
se d
e 17
utilidade publica, e por isso
O Sr. Mello: Para os reos ?....
O Orador : J disse, que a constltnicao galante o
a lei inconstitucional, mas cu vejo, 1"""'
di prebende da couslituicn, que no artigo 179 fc Ib
1 conserva o piivilegio de causa e de pessoa for
lidade publica, e por isso....
) Sr. Mello: Para os reos ?....
J Orador : J disse, que a constltnicao galante o
privilegio de causa c de pessoa, e o nobre deputado
deve saber o que quer dizer privilegio de causa e de
pessoa ; c he por isso, que vemos conservado o loro
militar, o foro parlamentar, quando o senado se erige
em tribunal de justica para conhecer das causas maio-
res do imperio, e teios at o foro da grande muuicipa-
lidadc, a assembla provincial. Portanto, como diier-
se, que he inconstitucional urna lei, que cria tira foro
especial para as causas de faienda provincial I Creio,
pois, que a assembla....
Um Sr. Deputado ; E seria til ?
O Orador : Sim : e eu passarci agora para a questao
de utilidade da lei de 41, e inutilidade doprojecto
O Sr. Nsllo: Tem grandes opinies contra.
O Orador : Tambera tenho a favor: porque pri-
nieiramrnte invoco a opinio da assembla geral, que
eslabeleceo a lei: depois o relalorio, que precedeo a sua
confeceo, apresentado por un ministro de estado emi-
nentemente linaneciro, ao menos na nossa trra (movi-
m. ilIii .
;in Sr Deputado: Quem loi 1
O Orador : Foi o Sr visconde de branles, que o a-
presentou a assembla, provando a necesidade do jui-
zo privativo para as causas da faienda ; e tenho tambera
a opinio do nobre depuudo autor do projecto, que a-
gora mesmo nos acabou de diter, que o julio dos feitos
era urna senlinella da faienda, una araeaca viva aos de-
vedores; (riladas) temos de mais a mais o principio de
que, liavendo um juiz especial, elle se torna especial
nauuelles conlieciuieutos lluanciaes, c do processo ue
faienda, e por isso pude mais hbilmente deseiiipenhar
as uucses da sua^ara, conservar a uiudade do juiga-
raenlo, e tornar a arrecadacao inals methodica do que
o podetu faier os juizes do foro coiiiiuuin. Isto em ge-
ral : agora, era relaco a nossa provincia, direi, que o
nobre deputado, autor do projecto, talve estela compe-
netrado da necessidade de remover as causas da razenda
para 0 foro coinmum, porque entendo, que um Juiz nao
pode acudir a tantos feitos ; mas a esta observacao res-
ponde-se, que, se os juizes do foro coinmum tlvessen
de julgar so as causas da faienda, ben ; mas, se elles
teem de aci umiilar as da fazenda cora todas as oulra,
que actualmente julgao, sera duvida leremos eunnalor
escala o inconveniente, que se pretende evitar.
Eu entendo, que o nobre deputado est de multo
boa f ,
O Sr. A*un Machado: Se nao qulzer entender, nao
emenda.
O Orador : Ora, que quer dizer seinelhante aparte
Se mo oiiisrrenlrader.... He por tal forma, que o nobre
deputado relrlbue a inaneira urbana, por que o estou
coinbatendo ?!!.... J estou abandonando a dlscusso;
porque....
O Sr, Sunes Machado: Pois quer, que Ihe diga unta
cousa? Ouando se presume as cousas, uo.,..
O Orador: -- Eu presumo fallar com todo o tent, que
he possivel. Creio, que o nobre deputado, ua melhor
boa f, emende, que as causas fiscaes provinciaes uio
podem ter prompto expediente no julio dos feltos ;
mas jstou, que labora era falso supposto, eque a falta
de ortica, que lera, a respeilo destes negocio, he que
o leva a ter idelas inexactas. Euasseguro a V. Exc.,
que os Inconvenientes, pelos quars niio e podera fasei-
mais prompta arrecadacao das dividas provinciaes sao
milito remediareis, c nodcpruidesorlc alguma contra
.1 Institnlco do juizo. Para fazer esta demoustrafo,
Sr. presidente, posso servirinc de um grande argumen-
to, que rae ministra o Exm. presidente da provincia,
que, talveziinprrssiouado pelos mcsiiios motivos, de que
parece achar-se pussuldo o nobre deputado, pedio ao
juiz dos feitos da fazenda una relaco de todas as causa
da fazenda provincial, seu estado, numero ecircums-
tancias, etc. ; e o juii satisfei de tal modo a presidencia,
que esia nada disse assembla era desabono do julio ;
e se a presidencia se nao houvesse coulentado com as ex-
pllcacoes e conta minuciosa, que Ihedcoojuli, era da
sua ob, igacao muilo rigorosajirdlr |V^era faToT
i rllo^STIfabllii^.oTnTn.lhor defesa do que
seu proprio olllclo presidencia : appello para o bom
senso da casa, c peco ao nobre deputado, que com pa-
ciencia atienda aos prlncipacs tpicos dcste ofncio, que
julgo niui doutrinal. (U o ofllci'o e rui-Hw fuendo reflsxts
e annotaces.)
J ve V. Exc, que o juiz, de quera fallo, deo exactas
nforniaces, indo raui alera da exigenca do Exm. pre-
sidente : e estou ccrtissinio, que elle se achara sempre
prompto dar quantas se exlgirem, e a apresentar-se
mesmo a barra para responder por sua reputacao : as-
sim como asseguro assembla, que o juis dos feitos
deseja ser aluciado das causas proviuciaes: eu o afnrmo
cm seu lime, (poiados)
O Sr. Sunes Machado: Est tornando a quetao pes-
soa I.
O Orador: Nao a torno peisoal; mas entendo, que
devo aproveilai a occasio de defender um amigo au-
sente...
i' Sr. Simes Machado: --Que nlnguem aecusou.
O Orador: Repito ; esse einpregado dar os escla-
recimentos com a mxima brevidade possivel; e por is-
so nao enxergo motivos para recelos infundados,...
Concluo, Sr. presidente, pronunciando-ine pela Inu-
tilidade do projecto; porque o que tenho dito e lldo
demonstra, quemaras sao as causas, que embaraco o
andamento dos feitos fiscaes ; causas, que sao niui re-
movlvcis, e que nada teein de seuirlliantes com as que
du o nobre deputado. para justificar o projecto. Dese-
java, que os nobres depulados ilenionstrassein, que a
arrecadacao anterior ereafto do juio dos fritos era
mais prompta e vantajosa do que na actualidade.
(Oulra mais relleM'n's continuou a fazer o orador, e
que nao podemos colher prla rapidez, com que fallava)
OSr. I'cirolo de /"rilo. Esl na ante-sala 0 Sr. depu-
tado supplente Ignacio Crrela de Me|lo ; e mandn a
mesa o sen diploma, que vai ser renetlido a commiisio
de conflltulcao e poderes, para dar o seu parecer.
(A coniinisso sabe da sala.)
O Sr. Mrndts da Cunha reclama a palavra para res-
ponder.
A mesa declara, que o regiment nao menciona tal
especie de palavra; e que por conseguinte, competlndo
ella, na urdem da iuscripro, ao Sr. Nuncs Machado, la
ser-lhe concedida.
O Sr. Suors Machado : Senhor presidente, eu nao sei,
IC deva queixar-iue da minha sorte, que permitte ochar-
me sempre n'uina posirao diflicil, quando tcubo de sus-
tentar o meu projecto.
Na primeira vez, que fallei, tive de responder a uin no-
kiirc deputado meu companheiro, que, bera que fliesse
siguanas i,ii-,ii\.u nes contra o projecto, todava tambera
ollereceo observaces em favor delle; hnje, entendendo,
que s 11 u lia da fallar sobre o adiamento.conio he costurar
n.i asseniblOa geral, deixei eracasaosaponUraeuto,que
tinha lomado, dos argumentos, que se aprcsentro con-
tra o projecto, eso agora he, que um nobredeputado
do lado contrario se dignnu tomar a palavra, bein que
lenta assistido a toda discusso : vou, pois, fallar de re-
pente, evou fallar, Senhor presidente, porque o nobre
deputado nao smente trouce para a discusso alguma
personalidades, como ollereceo certas questdes, asquaes
eu emendo dever responder (inmediatamente.
Senhores, o meu discurso sahio hoje irapresso; nelle
se nao acha uina s proposico, um s pensamento, que
possa entender-se, nem mesura como indirecta allusao
pessoa alguma; pela contrario, eu apresentei rases,
r rases, no meu entender, multo fortes e muilo Justifi-
cativas do projecto, sem me referir a Tactos de quem
qur que seja; e quando hoic a senielhante respeito fal-
lei, disse ao nobre deputado, queeu nao me traba refe-
rido a individuo alguin, eo nao Hiera, por nao ter o do-
cumentos precisos, que me habilitassein a formar um
ni i /o exacto de ninguein, porque, se ns llvesse, ru ta-
ria, loase quera fosse esse individuo : portanto, nio sei
coro o nobre deputado encontrou no meu discurso ca-
sas proposices, que o levro a faier a defesa desse
amigo ause'ute. Se o nobre deputado quer, como he
milito louvavel, e en cosluino faz-lo, defender seu a-
nigo, procure urna occasio propria, mas nao faca de
miiii o Instrumento de seus louvore,....
O Sr. Figueircdo : -- Eu nao louvo ; faco justica.
O Orador: .....porque, Senhor presidente, eu pode-
ra entender, que o nobre deputado como que quer pre-
venir juiao, vista a precipltaco, con que c apresta-




MUTILADO


a" as
ton, i- procurou defender seu amigo, que nao tinha sido
acribado nesla casa.
OSr, Sello: ~ Foi pelo seguro.
O Orador: Mas pu poderci scrvir-me de um ditado
niuilo i astri qurm nndene, nao teme
O Sr. Figueireda: Elle est prompto a apresentar-se
a harra da assembla, quando quizerrm, pa ra se d-
lo nder.
O "radar: Para que collora r-sc a queslo oeste ter-
reno do individualismo, se nada houvo que atitorise es-
te apello? I i! reconheco a sisudez do nohre depulado,
, i. rdito, que elle, depois de 1er o mru discurso, con-
l'essar.i, que cora efiVito o fervor de sua anidado o fasc-
rinou, e o fez envergar urna allujo, uina personalidad!'
aonde uiio havia cuusa alguiiia, que a indlcasse. ...
OSr. F'igueiredo: Retiro tildo quanlo disse a csie
respeito.
Orador: En to, para que chaiiio-ine para essa
tli-cosso? Declaro ao nohre depulado, que nao eslou
habilitado para formar um juizo a respeiln dos indpti
dos, que coucorrein para a arrecadacao das dividas
provinciaes, pelo que respeila ao judicial; se o estives-
se, eu emitliria n met ju mi eom toda a franqueza, seiu
me impoi'tarein eOtttitfencdee alguiuas; nao foi, pois,
por esse lado, que eu fundamente! o meu projerlo; fun-
ilamenli'i-o no iiiuilo irabalho, e na grande extenso de
territorio ; o que me parece rasao bastante justificativa
para provar, que um s individuo nao podia dar vasan
a todas as causas da provincia, collocado aqu na ca-
pital.
Sr. presidente, cu hrl de responder ao nobre depula-
do, e lanibeni responderei aos dous, que hontetn falla-
rao, naquillo, que me Icmbrar, pois nao lenho aponta-
inciilos ; e sem ir ni,lis longe, me servirei do documen-
to nflicial, que acabado fornreer-nos o nobre depula-
do documento, que nao pode ser suspeito, e o qual
prora COtn toda a evidencia a necessidade, que lia, de
approvar-se o meu projeclo,
Sr. presidente, o ofiicio di/., que dentro de um anuo
se expedirlo mil c tantos mandados, que he o inesino
que dizer, que mentrn-sc mil e tantos prucessos, a-
fra ns quesillos iucidenli's, que apparrceiu no correr das
, lusas : ora, o nobre depulado emende, que mu s juiz,
enllocado na capital, pode dar vaso e conliecer de mil e
tantas causas ? Por certo que nao ; o officio o demons-
tra porque diz, que dos mil e tantos mandados s con-
loe lanos feitos forao julgados. Dando proveio isto "
Provelo naturalmrnle, di o nobre depulado, da falta
das medidas, que Icmbra ojuiz dos feitos ii.--.se offieio.
Oh, Sr. presidente, eu nao sol, so deva considerar osle
nfficlo romo eui eplgrainina para o juis dos folios Quaes
sita as medidas, que prope S. S em favor do adianta-
nieiiKi das causas de la/.euda ? Medidas, que todas sao
dependentes delle....
O Sr F'igueiredo ; Est engaado.
0 Oradar:Todas, ou anllenos nina grande parle,
sao providencias, que estiio na aleada do Juiz toma-las ;
e at me dizcm, que elle o lom fcito ; mas porque rasao
so depois de provocado he, que o juiz dos feitos ontendeo
dever exigir da presidencia as medidas, que menciona
0 sen nfficlo ?....
OSr Figuredo : ,l.i tinha exigido milito antes.
O Orador : Desde que lempo osla este ju encarro-
ado do conlicciuiciito (testas causas na provincia?
O Sr. Ugurirtda: Desde o principio, que exige.
0 Orador: Senhores, eu nao quero aqui acensar
ningueiii ; sirvo-nie do ofneio para provar, que com ef-
l'eiio um s juiz nn pode conhecer, com regularidade,
ile mil o tantas causas dentro de mu auno ; pois mil e
tantos mandados sao mil e tantas causas ; eainda esta
piopnsicao nao he a verdadoira, a verdadelra he, que
mil e lautos mandados podoni prnduiir duas mil e tan-
11 causas, polas quesillos incidentes, que podein appa-
Sr. presidente, di; ojuiz lllilmi uta ------,,, ,a__
dados, e jnlguei como e tantos feitos. Priineiramentc
he preciso, que se prove, que esta desproporcao entre os
mandados espedidos e as execiicoes ultimadas nao pro-
codeo da falta de cumplimento do deveres ; e em se-
gundo lugar, que lorio su estas as rolacoes, que se re-
crhrro em juizo ; em siimuia, que Indas asfaltas, que
houvero, forao motivadas pslas rasos, que o ofiicio
menciona ..
O.S'r. Figueirtdo: Consulte a secretaria.
O Orador : Aqui est para que ped as inl'oi maces ;
quando ellas vieroni rntrarci nosso terreno...
U Sr. I nj i,/,,,/ : k niuilu estima isso o juiz dos fei-
tos da fr/onda.
(Orador : Tralemos da materia em geral, e niio des-
i.unos as indivldualid ules ; o i.obre depulado precipi-
tou-so, pelo fervor da amiadr : pnrlanln repito, que he
o niesmn ofiicio Muido a casa polo nobre doputadu
qtiem prora, que a medida, que eu aconsclho a casa, he
til o reclamada polas conveniencias publicas.
Sr. presidente, V. Exo. o a casa prosencirao o ouviro
a leltura dooffu-io, do qual consta, que forao expedidos
pelo juizo dos folios da fazenda mil o tantos mandados ;
mas, devendo-sc, mili rasoavelmonte, suppr, que igual
numero dexrodc ser expedidos, e que .mu i nao me-
nos numero do devedores licro as tlirsotirarias e re-
partios llcacs, porque scus agentes o deelaro, c do
por desculpa deas nao ter remeltido todas a demora r
falla de cobranca das que estiio no juizo, fica provado,
que milito anillado lie o numero das causas da (atonda
nacional e provincial que nao monuM lmenle a mil e
lanas, que ainda assiin nao be pouco, pnrm snhoni a
inulto n.ii- ; e coiisrguiilementc posso com rasiio atrir-
luar, qu.......juiz somonte nao pode bastar para o co-
nlieciinento desses l'oitos, com a presteza e celeridade,
que demanda o uteresse publico.
Sr. presidente, pcrguiito ao nobre deputadn, se elle
emende, que as qucsles particulares no municipio da
capital importo oin mais duque lodas asquesles da
lazenda provincial o geral em toda a provincia?
O Sr. F'igueiredo Muilo mais.
O Orador : Eu rntendo, que nao...
OSr. Carneiroda Cunha i Falta aestatistlca dos car-
torios.
O Orador : Eu tatnbem sou juiz, tambein estou no
foro...
O Sr. Figueiredo : Mas he no o i me.
O Orador : Nao admiti, que le diga, que as causas
da Hienda provincial geral em toda a provincia sejiio
menos do que as causas dos particulares, com referen-
cia smente ao municipio da capital : ora, se foi enten-
dido, c multo bcm. no meu ver, que nao era sufficicnle
um s juiz para o jiilgamento dessas causas dos parti-
culares, e r.'labolecoo-se dous, como julgar, que um s
chega para as causas de lazenda em toda a provincia ?
1 o .i' lio, qne osla rasao he muilo lorie...
OSr. Figueiredo: Atienda natureza do proersso
fiscal ..
O Orador : Sei disso ; he mais breve porm emendo,
que nao ha termo de compararlo, nein proporcao en-
tre o numero das causas entre particulares e as da i.i-
lenda geral e provincial ; todava nada lom que o pro-
ersso soja mais simples : ojuiz tem o mejana Irabalho
de procossar e julgar ; fazriu-se todas quanlas dili-
gencias admitir o proresso ordinario. Por certo s os
termos he que sao menores, essa diflerrnca no princi-
piar da causa ; o pioccsso civil he ordinario, oda lazen-
da principia pela execii(So ; porm, mais ou menos, ha
termos, ha dilaces, e por couscguinlc nada influr a na-
tureza do proersso, quando se mostea, que c numero
das causas nao guarda proporcao, he niuitissimn supe-
rior ; e por isso digo, que se uao pdc duvidar da ulili-
dade On projeclo.
Sr. presidente, tem-se combatido o projecto pelo lado
da incompetencia desta asseiubla, por dous motivos :
os nobrrs dopiiiados, (iuc hontein fallrao, concordo
em que a s-i n.lila he competente para legislar so-
monte na parte do projeclo, que transiere do juizo dos
feitos da fazenda para o foro couimum o connreimen-
lo das causas da fazenda provincial, mas discordo es-
tes no Ins depuladus emquanto querer o projecto. que se
designe um jui> para esse litigan nto : o nobre depula-
do, que boje lallou, nega i assembla o direito de legis-
lar sobre toda esta materia ; isto he, combate o projec-
to em lodas as suas partes.
Sr. presldeute, o nobre deputado, que boje fallou, co-
mecou por sustentar, que a lei, que errou osjuises do1
feitos de lazenda, era muilo constitucional; eu positiva-
mente nao a ataque! por esse lado, nem era isto pre-
ciso ao meu lim ; disse, que se podia duvidar da sua
constitiicionalidade; porm o nobre deputado trouce
isto para argumentar, que, coinmeltendo a lei ao Juiz
dos fritos o eonheciinenlo das causas da provincia, nos
nao podamos passar para outrein essa attribuifo, por
que isso importada a revogacao de uma^ lei geral. Eu
j respond a isto, provaudo com tods a evidencia, que a
lei nao f ill.it. da faiouda provincial, mas tao smente
da fazenda nacional, o que he di lie rente ; c asslm deve
licar de parle semelhante argumento por velho. 0 no-
hre diputado accrescenlou, queassiin se tinha entendi-
do geralmentc tanto, que ate hoje ainda nao tinha ap-
parecldo una opinio em contrario por consequencia
que essa tntelligencia flmava o sentido da lei; mas eu
direi ao nohre depulado : pi ilcitamente, que contesto
o facto, que elle apresentou dessa lei da Parahba, que
foi revogada pela assrinbla geral, ao menos em toda a
suacxlein.il, poiquen nobre deputado nao me mostrou
os termos, em que ella foi concebida para sabermos, se
procodo a pandado ; em segundo lugar, pec.o-lhe, que
lela o prembulo do decreto de julhn deste auno, para
ver, que essa inlrlligencia niio lem sido sempre dada
li'i, que creou esse juizo dos feitos ; ,'porquanto o il,-ci-c-
lo di/., '/ti* rm rnnsi^/ucnria dat tnuiliis duvtdat, etc.; logo,
so tri ni liavido duvdas, he porque tem-se entendido a
lei por diil, lentes maneiras, c conseguimcuiente esse
seu argumento nao procede de maneira alguma ; po-
rm ainda digo mais que, ainda que assiui fosse, isso
nao provava nada quanto ao direito, que temos, de le-
gislar no sentido do projeclo, nem que (levamos estar
sempre por esta intelligencia quando milito, pode-se
dizor, que tem liavido tolerancia de um abuso, que po-
demos e deveinos acabar, pois, como jlizver, he cm
virtude de una lei provincial, que o Juiz dos feitos co-
nheic das causas provinciaes.
Sr. presidente, lambein nao pude comprrhender o ar-
gumento, ipie o nobre deputado fez, cstabelccendo dif-
ferenca entre o direi lo de legislar sobre imposlos c de
legislar sobre o modo da arrecadaean, aflirmando que
as assembli'as provinciaes pndem decretar imposlos, mas
nao eslahelecer os meios da arrecadafo, que perten-
ceni a assemhla geral. Somclliaiile intelligencia dada
ao acto .kIiIk ioo.il he iuadmissivel por absurda, por-
Iii iiiiu isso Importarla urna prrfoita aiiiuill.il ,ni das as-
scuiblcas provinciaes, que, obligadas a promover o bem
da provincia, e pdenlo decretar os imposlos, ilcavo
com o mais importante do acto dependente da vontade
da assembla geral, e assim sem meios de obter a co-
branca dos impostos, para fazer face as despezas provin-
ciaes. Se assim fosse, bem nos poderamos retirar. Sr.
presidente,na faculdadc de decretar os impostos nao po-
de deixar do estara de crear os meios para sua perfoila e
prnuipta arrecadacao ; do contrario, seria una verda-
doira burla ; a assembla mi poderia chegar aos Bus,
para que cria os impostos.
Se a hores, antes da reforma, a assembla geral tinha a
faculdadc do legislar sobre einprrgados de urna manei-
ra extraordinaria c ampia mas depois do acto addicio-
nal, que separou os iiileresses provinciaes de urna cer-
ta o di tu dos i" r.u-s, essa altriliuico licou dividida com
as assrmbias provinciaes, que lambem a exercro sem
reslrieco ; porui, viudo a le interpretativa, osla ex-
plicnu como se devia entender esta faculdadc de le-
gislar.
O Sr. Figueirtdo: Fie quanto ao numero e nao quan-
to sattrlbuicors.
O Orador: O artigo tem duas partes; em urna ex-
plica o acto addicional e na mitra marca os casos da res-
lrieco, porque ello diz assim [le): isto he, o artigo quer,
que as assemblas nao possan legislar sobre aun huir ios
empregados, imente quando tlttt fortm gerati esuatat-
buicoei,rmarem sobre objertat, que nao ptrlencem at at-
lemblat prm : i..... -qu..-----.-,,,.; no ,.,s0 pl|1 qeut0l
porque a materia he de impostos, e qucin u pou.
deve poder estabelecer os meios de os arrecadar; do
contrario, seria intil aquello direito.
Senhor presidente, uo se me argumente com opi-
nioes, poique cu rrspeito a autoridade das pessoas,
quando ollas foiciu muilo 11 ua 11 lo a das. o suas opiuies
csliserem conformes COM os iuteresses pblicos, com a
moral o com a Justina mas anda assim mi me tullict
de ciuillii iiiciis |n osainentos.....
Senhor presidente, quanto a questo de que o que he
provincial be nacional, nao din-i mais liada : o nobre
diputado voltoii ella i mas j se lem dito lano a res-
pello, que nao me parece ser preciso mais.
Quanto a questo da allribuicdea, digo, que o meu
projeclo nao faz mais do que n-smir as colisas ao osla-
do, em que se acliavo aiileriorinente lei de4i : aniel
dclla as causas provincia, s currio no frocommuiii ;
passio, por urna le provincial, para o juizo dos feitos;
luiis do lu-sino modo vollciu as cousas a seu primitivo
oslado.
Vamos agora ao dileiiuna, que o nobre deputado apre-
sintoii, siippoudo baler-nos com tuna massa de Hercu-
les: cu digo, que nao lia conflicto algiim, porque a as-
sembla niio se arroga o rxorcicio das attribuices do
juiz dos feitos, que nada tem de coiiiiuum coin ella,
quando smente baveria conllicio; nao faz uiaisquc re-
vogarum acto sen, o explicar para a provincia una lei,
que lem sido mal entendida; portento nao ha conllicio ;
e oslamos no nosso direito, tomando qualqucr medida a
respeito dos ulelossrs propriaiiionle provinciaes ; c nao
se da a rasao do arl. 8., porque isso seria o maior dos
absurdos, pois equlvalerla a tornar |riiiaueulrs todas as
Icis piovinciaes, ou dar-Ibes O carcter de geraes, pri-
vando a assembla du di re ilo de revagar Ulna lei, que fez;
islo he, privando a assembla do direito de revogar seus
prupiios actos; islo nao pudo ser, o unto que cu ten-
ia.uio propor nina lei, revogandu a dos prefeilos, que al-
giieiu anda suppe em vigor.
Senhor presidente, cu nao don inicuamente pela ju-
risprudencia dos avisos; cu considero um aviso apenas
como una opiuo mais esclarecida; emendo, queaopi-
nio de um ministro, em rasao de sua elevada posico e
dos coiibcciiuontos, que selliedevem suppr, betuna
Oplno mais graduada, por consequencia que nos deve
merecer mais ettencao, poli se presume sempre, que u ni
ministro he um hpuieui basiautemenie entendido as
materias de sua prolissao, e que nao expedir avisos,
sem ter bem meditado, c consultado alegislaco: por-
i.uiio be essa a nica loica, que eu dou aos avisos ; mas
iso mi quer dizor, que ellos tenho for9a de obligar;
norin ai uelle, de que se trata, heais alguma cousa,
lile mu decreto, que o governo esl aulorisado a rx-
pedir; e de mais a mais se deve ter em coma, que ao de-
creto precodem eircumslancias tamaitas, que no* de-
vein merecer lodo o respeito.
Senhor prrsJdeiite, quanto ao que dssero os nobrrs
depulado/, que bouleiu fallro, direi, que eu no meu
projeclo nao innovo cousa alguma, sustento oque exis-
ta antcriorinrnle, e renro-me aoque j disse na pri-
inoira vez, que fallei. Voto pelo projeclo.
L-.se e approva-se o segninte parecer :
i, A coiiimissaodccoiisiituifo e poderes, encarregada
de dar o sou parecer sobre o cidado Ignacio Correa de
Mello, que se apresentou a tomar asiento nesla assem-
bla, por convite, que Ihe dirigi o seu I." secretario,
em consequencia de dclibcraco dclla, examinou a acta
Si-ral ; e, verificando ser o iiiesmo Sr. Ignacio Corroa de
ello 2."supplrnte na ordem da votaran, he de parecer,
que se Ihe de assento. Sala das comiuidscs, M de oulu-
bro de I84(i. -- Joaquim Yitlela. Mendei da Cunha.
OSr. I'niiriinte convida aos Srs. depulados secretarios
suputemos a iulrodiizirem o Si. depulado, o, sendo elle
admitilo com as formalidades do eostume, presta jura-
mento, e toma assento.
Tem versado a discusso sobre dous pontos ; primel-
ro, se temos competencia para tirar o julganicnto das
causas da fazenda provincial ao juiso privativo dos fei-
tos da fazenda nacional ; segundo, se, dada essa com-
petencia, podemos designar um juiz para as julgar.
liontem, quando fallei, concorde! na prlmeira ideia,
e discorde! na segunda; e hnje, nao obstante os argu-
mentos dos nobres depulados, que combatro a pri-
meira, e sustentro a segunda, ainda persisto na mesma
opinio ; e por isto, de novo peco licenca aos nobrrs de-
pulados, que fallrao em um c outro sentido, para ex-
pr as duvidas, em que laboro a tal respeito, esperan-
do, que os esclarecimentas ulteriora, que houverem
de dar, me llrem do erro, em que porventura esteja.
0 nobre deputado. que fallou era priineiro lugar, e'
que combateo a nossa competencia para tirarmos o jul-
gamento dos feitos da fazenda provincial ao juiz dos fei-
tos da fazenda geral, nao destrulo, segundo me parece,
os argumentos, com que le sustentou essa competencia ;
porque, quando eu esperava, que o nobre deputado
d.-ministras.e, em vista da lei, que creou o julto priva-
tivo dos feitos da fazenda nacional, que ella he applica-
vel tambera aos folios da fatenda provincial, vi, que el-
le apenas nos disse, que assim le havia entendido o
que me nao parece por certo um argumento plausivcl
para que tambein assim entendamos.
Creio, Sr. presidente, que cada um deve ceder de
sua- opininos em vista de i.asnos ponderosas, que o con-
venci de sua falsidadc ; mas nao porque simplesmente
se di/, que outros cntendem o contrario, sem que se
demonstre que cntendemmelhor. Assimpols.euquizera.
que o nobre deputado,(voltando-sc paraoSr. Figueiredo)
cingindo-sr ao circulo, alias muilo limitado, onde esta-
bcleci a discusso, isto he, examinando, se o termo [tien-
da nacional, de que se serve a lei, que creou o juizo dos
feitos da fazenda, abrange qur a fazenda geral, que>
a provincial, ou a geral lmente, inustra-.se, que he
comprehensivo de ambas. Mas parece-me,_que o no-
bre deputado nao entrn nesta dcmonstrac.ao. conten-
tando-sc apenas com dzcr, que assim se havia enten-
dido
O nobre deputado servio-se de outros argumentos,
3no j fro hem respondidos na casa; mai, todava,
i re i ainda sobre ellos alguma cousa.
O nobre deputado, nTejando se ao art. 10 & do ac-
to addicional, disse, que este paragrapho antorisa as
assemblas provinciaes a lixar as despezas provinciaes,
estabelecer impostos ; mas que, nao fallando o art. so-
bre arrecadacu delles, se nao pode deduzlr, que as as-
semblas provinciaes sejao competentes para legislar
sobre o modo da arrecadacao da lazenda provincial. Ko-
mi.mo. Sr. presidente, se esse argumento do nobre
depulado prncedesse, se dovessemos entender o artigo
em relaro apenas s palavras uelle empreadas, se-
guir-se-fia, que a assembla geral tambein nao tem di-
reito de legislar sobre os meios de arrecadacao da fazen-
da geral ; porque posso mostrar ao nobre depulado,
que as allribuices de una e outra assembla se acho
ost.iiu laidas nos mesmos termos. Veja o nobre depu-
tado o ', II do art. la da oonsiituiao, e se delles nao
dedutlr o direito de legislar sobre a arrecadacao da
fazenda nacional, cortamente nao o poder deduzir
de algiini outro. O nobre deputado nao me musir
un aitigo da constituirn, que d explcitamente as-
sembla geral o direito de legislar sobre a arrecadacao
da fazenda nacional.
Sr, presidente, o direito de legislar sobre o modo da
arrecadacao he urna consequencia do direito de lixar
as despezas e estabelecer os imposlos ; porque nao po-
demos ev ieer essa atlribuicao, sem que contemos com
a exoquibilidade da arrecadacao, e consegointemente
sem que contemos, que ella se far por estes ou a-
quolles meios, que mais convenientes julgarmos. >'ao
el realmente como lixareinos as despezas sem orear a
reeeita, e como m car,..... esta, sem contar com a exe-
quibilidade de sua arrecadacao : por consequencia, so
amn< direito de lixar as despezas, nao podemos deixar
do ter o aeTnoSnjrrrcc. ;, e rca|iar a recolta.
Ilisse lambem o nobre depulado, que nos, tirando os
feitos da fazenda provincial ao juiz dos feitos da fazenda
nacional, altoravamos as suas attribuicSe*, mas nao re-
Uectio, que, para que o podesse allirmar. misler Ihe era
priineiramentc demonstrar, que a lei concedeo a esse
juiz o direito de julgar laes eausas, pois que essa de-
monstrarlo deveria servir do base sua argumen-
taro. Como, pois, o nobre depulado nao deo essa de-
inonsti a, ao. e o contrario se tem demonstrado sem re-
plica, cirio, que o seu raciocinio esl por Ierra, porque
carece da proposiro maior, que Ihe deve servir de
base.
A.....sm.i i',..-ra tem o argumento, deque se servio o
nobre deputado, quando disse, que, passando feitos
da lazenda provincial para o foro cominum, allcra-
vainos as aliiibuicoes dos julzos do foro commum,
i-oiil'ei iiido-lhes o julgamento dosses fcilos ; porque, se a
lei, que creou o juizo privativo dos feitos da fazenda, nao
diz respeito aos felos da fazenda provincial, os juizes do
foro commum couservro a altribuicao de jolga-los,
que tiubo antes da proiuulgaro dessa lei; alem de
que, Senhor presidente, eu nao posso coucebor, que o
numero das causas, que sepropom peanle umjulz,
inllua de alguma iiiaueira em sua jurisdici o. Passando
os fcilos da fazenda provincial para o loro coinmuin, o
que se segu he, que os juizes do furo counnuiii tero
mais causas civels a julgar; mas islo pode influir em
suas attribuices?
Oiiantn ,iu dilcuuna, que apresentou o nobre deputa-
do nada direi, porque esl demonstrado, que o juiz dos
feitos da lazenda nacional nojulga os da fazenda pro-
vincial jure praprin.
Vio din i-lo do lacio, que o nobre deputado apresen-
lnu, a respeito de nina leda Parabiba, que fui revogada
pela assembla geral, mas dit-lhe-liei, que, se assim
acontecen, talvez fosse, porque uella se estabeleceo, co-
mo disse o nobre deputado, um juizo privativo, e nao
por se entender, que a assembla provincial nao pode
tabelecer os nietos de arrecadacao ; mas quer, que esse
direito soja to ampio, que at disse, que a asstmbU'a
tinha a case respeito todo o arbitrio, podendo estabe.
lecer tedos e quaesquer meios convenientes. Ora, he
nesse direito ampio levado arbitrio, que eu niio posso
concordar. Emendo, que temos em geral o direito de
estabelecer os meios ie arrecadacao, mas entendo
tambein, que esse direito tem limitato no inesino ct0
addicional, e que assim nSo podemos estihelecer essej
meios, quando clles disserem respeito a objectos, sobre
que nSo podemos legislar. Mas nos nao podemos .crear
autoridades judiciarlariai, nem alterar-Ibes as suas at-
trlbuices- logo o direito de citalcer os meios de arre-
cadacao esl limitado csse respeito, e poli nem pode.
moa crear um juizo privativo novo, nem dar ao juiz de
direito do criuie, que nao tem altribuicao de julgarns
causas elveis, o julgamento dos feitos da fazenda pro-
vincial. O que podemos, he escolher enlre os meios de
arrecadacao judiciaria estabelecidos pelas leis genes
aquello, que mais conveniente julgarmos, e ennaeguin-
temente escolher entre o Juizo privativo dos feitos da
fazenda nacional e os juizes do foro cumimim.
O nobre autor do projecto disse, que i vista di coas-
ti tu cao sao os juizes de direito do crirae os competentes
para julgar as camas civels c que assim desconherr a
existencia constitucional dos juitesdo clvel. Eu nao
vejo, Sr. presidente, na constituirn o que querono-
bre depiido; vejo no artigo 151. que o poder judicial
ser coiuposto de juizes e jurados, nos casos, e pelo
modo, que os cdigos determinaren), e no artigo 153,
que os juizes de direito sero perpetuos: mas daqu se
pode inferir que os juizes de direito do crime conhecio
ncccssariaiiienle das causas civels? Agora attendeiido
aos cdigos, onde se acho estabelecidos os casos c o
modo, por que os juizes devem exercer as suas attrlbui-
c.r-1, vejo, que os juizes de direito do crime nao teem
attrihuic'oes de julgar no clvel : por consecuencia, se
nao ibes piulemos alteraras attribuices, nao lhes po-
demos confiar o conheciinento dessas causas. Depois,
Sr. presidente, eu nao digo positivamente, que as em-
sas v.o para os juizes do civel, que aqui exittem ; que.
ro, que vo para o foro coininum, quaesquer que fo-
rera os juizes estabelecidos pela leglslaco: quando nao
houverem mais juizes do clvel, passem para os
3ue ficarem em seu lugar. O que nao quero he, que
emos a altribuicao de julgar no clvel a juizes propria-
mente criminaos.
O Sr. Nunes Marhado : Os juizes municipacs sao
juites criminaos, e jitigo no civel.
O Orador : Mas nao julgo os juizes de direito do
crime, que be o que estabelece o prejecto E se os jui-
zes municipacs, apezar de juizes criminaos, julgo no
civel, passando os folios da fazenda provincial para o
foro commum, terao de ser julgados por elles, que sao
competentes pela le geral.
Eis as considerares, que lenho ainda a ipresentar ;
c vista dolas voto pelo projecto rm primeira discusso,
sem todava approvar a sua segunda parte.
Tendo dado a hora, a discusso fica adiada.
O Sr. Presidente d para ordem do da da sesso segua-
le ;~ lei i u ra de projectos e pareceres, discusso de pare-
ceres adiados, cont'iiiuaru da de boje o primeira discus-
so do projecto u."2i deste anuo; e levanta a sesso.
l ao duas horas o meia da tarde.)
iUoviiueiiio do Porto.
Navios entrados no dia 15.
U Sr. Presidente: Tem a palavra o Sr. Mondes da
Cunha.
O Sr. Mendes da Cunha diz, que, visto nao estar con-
signada no regiment a especie de palavra, que pedir,
segundo havia declarado a mesa, deixa de fallar nesla
occasio,
O Sr. Joaquim Filela : Sr. presidente, direi pouco !
porque a discusso J le acha bastantemente adiantada,
e nnsiiio ahora, em que dcvcni lindar os nossos traba-
Ibos.
por se entender, que a assembla provincial nao pd
legislar sobre os meios de arrecadar a fazenda provin-
cial ; o que he conforme com a miiiha opinio, pois en
leudo, que o direito de legislar acerca dos meios de ar-
recadacao nao he to ampio, que nao tinha liiuitacues.
bem vio o nobre depulado, que nao concordei com ase-
gunda parte do projecto, por suppr o que ella dspe
excntrico de nnssas attribuices. Assim, pois, esse facto
citado pelo nobre deputado nao prova.que a assembla
provincial soja incompetente para tirar os feitos da fa-
zenda provincial ao juiz dos Iritns da fazenda geral.
Disse-se, que os felos da fazenda provincial passro
para o juizo privativo dos feitos da geral, em consequen-
cia de lei provincial, e ento disse o nobre depulado,
que, dado esse facto, nao o podamos mais desfazer, em
vista do art. 8 da interpretaco do acto addicional : eu
procuioi essa lei na eullee.o das leis provinciaes, e nao
a acbei; mas, se ella exisle, julgo iudubilavel, que a
podemos revogar, mesino dando ao art. 8. da intripre-
tacao o sentido, que d o nobre depulado, e com que me
nao conformo. A lei, que ereou o juizo dos feitos da fa-
zenda, he posterior inlii-pn t.K,o do ai lo addicional;
consrguintf mente a resoluco, que a assembla tomou
sobre osla materia, sendo posterior i osa lei, nao he do
numero das leis confeccionadas antes da lotei-pe. la, ao
do acto addicional, a respeito das quaes dispc o ar-
tigo 8."
Sr. presidente, o nobre depulado, querendo provar a
inuiihdadc do projecto, aprrsrutou duas rasos com
que qur justificar a cirafin do juizo privativo : I,', os
conhecimentos especiaos, que adquire um juiz privati-
vo ; 2.", a uniformidade nos juramentos. Mas eu pon-
dero ao nobre depulado, quanlo a primeira, que a ac-
riiinulac..io de trabalho, que pesa sobre o juiz privativo,
nao Ihe delxa militas vezes lempo para adquirir esses co-
iibeciiuenlos especiaos; e quanlo asegunda, que nao
julgo, que a uniformidade do julgamento seja uina
grande necessidade nos juizos de prinieira instancia ;
essa uniformidade acha-se nos tribunaes, e principal-
mente naquellc, que em ultimo recurso tem de julgar
todas as causas.
Agora passarei ao segundo ponto na parte, em que
discord do nohre deputado, autor do projerlo.
O nobre deputado concorda coinuilgo, em que no di-
reito de lixar as despeas esl incluido o direito de es-
Terra-Nova ; 34 das, barca inglesa Norval, de 245 la-
nciadas, capito Tilomas Kirk, equipagem 18, carga
bacalho ; a ordem.
Rio-de-Janeiro ; 24 das brigue brasilero Coneeift ,
de 162 toneladas, capitn Joaquim Jos deCerqueira
Porto, equipagem 13, carga varios gneros ; a Amo-
nio Irmos. Passageiro, Joo de Almeida Brlto J-
nior, Urasilciro.
Navios sahidos no mesmo dia,
Parahiha -. lancha Pureza-de-Mara, eapio Rernardino
lose ll.iinl.-i i.,, carga varios gneros. Passageiro, Joo
Ch risos tu mu, Brasilero.
Rio-de-Janeiro ; brigue brasilero S.-Maria-Boa-Sorte,
capito Jos Joaqun) Das dos l'razeres. carga sal e
mais gneros. < ond/, a senhora do capito, com 5cs-
escravos, e 19 ditos a eulregar.
Porlos do Sul; paquete de vapor brasilero S.-Salvador,
coinui.unante u I lente Anlouio Carlos de Azere-
doCoutinho. Leva a seu bordo: para Macei, Adol-
|iho .si lira ni ni, Paulo Joaquim Tollos Jnior, Jos Ma-
ra da Rocha Mara Rocha Pedro Lopes da Concei-
ciii, Mi mu -l Lopes de Sant'Anna, lente Antonio Jo-
s de Mello, Jos Antonio de Mendonca, com 1 escla-
vo, Jacintho Manuel da Silva, Manuel Joaquim de
Alunla Moda, a Sra. Vogeler, com sua lilba, Kruc-
keuberg, ManoelJns NuncsGuimares: para a Babia,
Perasso Giacouio, Luiz Barbosa Accioly de Brlto, Pe-
dro de Araujo Argolo Fernandos, com I escravo, Pas-
coal Ferreir de Mallos, Antonio Luiz Affouso doCar-
valho, Jos Antonio Gomes Netto, com I escravo, Ro-
mualdo Antonio de Scixas, com I escravo, Pedro Mu-
niz brrelo de Arago, com 1 escravo, I ento Jos Fer-
nandos de Almelda, Pedro Leo Velloso, com 1 escla-
vo, ilento Un no uii Herenguer Cesar, com 1 escravo a
entregar, Pedro Francolino Guin.ires, eom I escra-
vo e I dito a entregar, Francisco Mara de Almeida ,
com 1 escravo: para o Ro-de-Janeiro, Jos Roma-
guera Amonio Jos da Silva Gumares, com 1 es-
cravo, e o cadete Jos Nogrriros de Aluiclda Sarudio.
De
lar;ii,: i es.
o lllui. Si. capito do porto manda fazer publico,
3ue o expediente da capitana ter lugar todos os das,
esdo as oito horas da maujia al as lies da tarde, rm
cujo lempo um o a as parles, que Ihe tenho de fallar so-
bre negocios ordinarios ; e que ames e depois, e mesmo
a qualqurr hora da imite, dar smenle audiencia a
aquellas, que, em consequencia d'occurrencias extraor-
dinarias, necessitcm por isso de promplas providencias
da capitana.
Capitana do porto de PernanibucO, 7 de ontubro de
184G. O secretario,
Alejandre Rodrigues dos Anjos.
- A adininisit ,o,ao geral dos eslabeieciiuentos de ca-
ndado manda fazer publico, que, no dia 20 do corren-
te, ir a in .ai, .i pelo lempo, que decorrer do dia da ar-
rematay-o a 30 de junho de 1849, a renda das seguintes
casas :
Ra da Cadeia de Santo-Antonio, sobrado de um an-
dar, n. 24.
Dita Nova, sobrado de um andar, n.57.
Dita do Queinisdo, dito do tros ditos, n 15.
Dita da Boda, as lujas da casa, n. 38.
Os pretende utos dirijo-so no da aplazado, pelas 4
horas da larde, sala de !>< essles. na m do Collo-
gio, u. 4.
Adiuinstraco geral dos oslabcleciinenos de canda-
do, 12 de outubro de 1846.
O escripturario
Francisco A. C. Cousseira.
CORBEIO.
~ O paquete ingles recebe a mala para o Rlo-de-Ja-
neiro, (boje lGj ao uieio da em ponto.
CONSULADO BR1TANNICO. ,
~ Fecha-se a mala para Baha c Bio-de-Janeiro, pelo
paquete ingles Crane, hoje, IGdocorrrnte.a urna hora da
larde cm ponto, no consulado brilaiinico, na ra da
Cruz.
PUBLICACAO L1TTERAR1A.
Sabio luz iimacollccco de todas as pbrazes das fbu-
las de La Foulainr, trudu/Jdas c esclarecida! segundo
os melhores expositores; obra mullo til para os que
freqiiento a aula de francs: vende-se na llvraria da
ra da Cruz; n. 50, preco 480 rs.
>
MUTILADO


y*?
Avisos martimos.
= Para o Rio- 'e-Janeiro, domingo, 18 do corrente. a
escuna americana Galtanl-Manj recebe passagelros; pa-
,iue teui os melliores e inais asseiados commodos:
, uatar coin os consegnatarloi I.. O ierre!ra t c. _
__ O patacho nacional viovo-baraiva
segu para n Babia, no da ao do corren-
te impreterivelmente j pode ainda rece-
|jer urna pequea porcSo de carga mui-
da, e passageiros, aos quaes oFerece ex-
c lente? commodos : trata-se com o ci-
plto, Joaqun Bernardes de Sonsa, cu
com Machado & Pinheiro, na ra da Gnu,
11. 60, piimciro andar. As pessoas, que
leem tratado passagens no dito navio, s3<>
prevenidas a rea hita-las at o dia 17 do
crrente, psssado o qnal, se dispor dos
lugares, que alli hnuverem tornado.
Para o Aracaty seguir brevemente o hiate JVoco-
Olirula quem nelle pretender carregar, se poder en-
tender fiini o inestre do me sino, Antonio Jos Vianna,
no trapiche Novo.
Para o Rio-Grande-do-Sul saldr breve o vrleiro
lirigue jCatlro-l, capitao Jos Mara Ribas, por ter
111 nenia ilo sen carreganrnto ; pode ainda receber an-
guilla carga, e oderece. superiores commodos para pas-
sageiros e escravos a frete : quem pretender, podern-
Kiider-se com Amorim limaos, na ra da ldela, n. 4j.
lA* Vende-se a escuna americana Gallant-Mary ,
f&M de lote de 133 toneladas americanas de pri-
"TStm meira marcha encavilhada de cobre e rc-
, nteniente pregada e forrada de cobre ; aclia-se com-
pletamente apparelhada prompta a seguir viagem : a
tratar com os seus consignatarios L. G. Ferreira C.
Segu viagem por estes i5dis ,
para o Rio-Gran le-do-Sul o brigtle In-
lcpendenle : quem no mesino quizer
jarretar transporUt-se on embarcar
esciavos u frete falle a Manuel Alves
Guerra ou com o capitao Fructuoso Jo-
s Pe eir Dutra.
Para o Cear c Acarac pretende seguir com
brevidade a sumaca Sanla-6'ruj: quem na
inesma quizer carregar, dirija-se ao lado do
(orpo-Santo, loja de cabos, n. 35,
lonquim Alves.
oti ao uieslro Jos
l,cilao.
Fumino J. F. da Rosa blrmo, sexta l'eira, IC do
corrente, Carao leilao de urna pequea quantidade de
vinho da Figueira, marca M, ein lotes de una pipa, por
conla de quem perlenccr : na ocailo se apresentaraii
as coudicAes do pagamento aos arreuiatantas.
me
Avisos diverso.
rs., e os juros ae uous por ceuio aiiu, mj
em 31 de agosto de 1842: e como nao pagasse
tenipo tratado Ihe poz assignaco de 10 dias, p
torio do escrivao Magalhes, e ja esta feila api
= O abaixo asignado fa7. seienle ao pnblico, que Elias
Elizo Simplicio do (armo loe fez hypothrca especial
pe un pequeuo sitio, com duas casas de taipa, que pos-
suena estrada de Molocolomb, pela quantia de2U7/OII0
rs., e os juros de dous por cento ao mez, cuja foi feita
-; em seu
pelocar-
pcnbora
para se por em pracapara seu pagamento: c como cons-
lou ao abaixo assignado, que o dito Klias procurava
vender, por isso faz o presente aiiuuncio, para que uin-
guem se chame ignorancia.
I.uit Jos Marquei.
= O abaixo assignado faz ver as pessoas, que tintino
penhores ua venda do beceo da Cavalha, n. I, que di-
ta venda Ihe nao pertcnce, desde Janeiro prximo pas-
tado, e ns ditos ponhoi es se acho fin seu poder: por isso
I lies roga de os vlicni remir no prazo de 8 dias : do con-
trario, passa a vende-los para sen pagamento, ficando os
ditus Srs. sem direilo alguin aos niesiuos.
Heanlo Jote da Coila.
LOTERA da matriz da cidade
DA VICTO I A.
Achao-sc a venda as lojas de cambio dos Srs. Ma-
nuel Gomes c Vieira, no bairio do Recile, e no de S.-
Antonio na loja do lliesoureiro, ra do Queimado, e na
botica do Sr. Momia, na ra do Calinga, os bilheles
da I." parte da 1." lotera concedida a favor das obras
da igreja matriz da cidade da Victoria, para cujas rodas
rst determinado o andamento para o dia 2a do crlen-
te inez. Nos iiiisimis lugares recebeni-se os bilheles
premiados da lotera do Livrautcnto, ein troca dos da
que ora se annuneia.
= Precisa-se de mil Portuguez, que saiba ler, escre-
ver e contar, e que se propponlia a ser caixeiro de en-
grnho na comarca do Rio-Formoso : quem eslivernes-
ta circumitancias, dirija-se a loja do Sr. Manoel Oon-
calves da Silva, na ra da Cadeia do Rccife, para con-
tratar.
= Jos Nuncs de Faria mudou-se, da ra estrella do
Rosario para o largo do Collegio, parede-meia ao so-
brado amarello. No segundo andar da inesma casa ciun-
pra-se urna negrinha ou inulatiiilia de 10 a 12 anuos,
pouco ni ns ou menos, e tambein se adverte a negra le-
i.injina lavadelra, para entregar a roopa, quando vier
do lio, no iiiesmn sobrado cima.
= O collega responde ao Sr. J. J. U que seja mals
Verdadelro noque afirmar publicamente; record-**
para fallar vrrdade) de quantas unios correrlo os 5/ rs.
e que destino se Ibes quiz dar ; isto pur lodos que Ti-
rito se pode provar: embora tambein losse por greca de-
pois ile lo,las estas visitas dos 5^ rs., he que fAro ter a
man do Sr. G., que, olTercccndo-os ao collega, este Ihe
disse, quem deve I.....Sr. R., s dille lie que recebo; o
que se coiilirinouno da 13: enlao Sr. R. den o gostiulio
ou nao: quem deve nao lem capricho ; inasSr. R., sendo
tudo isto verdade, como ousa sua nierr dizer em sua
rrsposla de 14, que o collega fosse receber da mao do
Sr. G., quando no dia 13 Vm. tinha rendido a devida
eontumacia? Ora, Sr. R., outro oliicio.
Faiem-se espauadores ordinarios e tambein borda-
dos de ouro fino, por preco inais conimodo do que em
outra qualquer parle : na ra doRangel, sobrado de um
andar, u. 43.
Oierrce-se nina iiiiiUief |ara ama de casa ;.e hn-
iiieinsolleirooii de pouca familia; eiigomma bem e co-
'.inlia toda a dlversidade de manjares: quem della se
quizer ulilisar, dirija-se ao becco do Azeitc-de-Peixc,
casa, n. 14.
Precisa-se de um hbil ofBcal de charuteiro, para
fi'.ra da provincia, e que d conhf rmenlo de sua con-
ducta: ns ra larga do IVozarin, n 20.
Prrdro-se, da ra do Collegio al a matriz da lioa-
Vista, 25/ rs. em cdulas, no, dia 1* de tarde: alguma pes-
>ud, que a* atibaste, qiiercuua entregar, dirija-se a ra
do Collegio, n. 10, que, a vista dos signaes das cdulas,
licar ceno a quem pertencein, e se gratificar.
Oflerc'ce-se, para fbra desta praca, um rapaz bra si-
lrlro, brauco, casado, com pouca familia, para ensinar
piimriras leltras, grainiualca e l'jancei, por ter j oc-
cupado rite mesmo lugar ; o qual cnsina osseus alum-
nos com o inelhor irlo possivel, e a sua senhora tam-
bein ensina meninas: a pessoa que quirer ulilisar-se do
seu presumo, dirlja-sc a ra das Agoas-Verdes, n. 60, a
tratar com o mesmo, o qual dar conliecimento da sua
conducta e do mesmo tratamcnlo dos seus alumnos.
Perdero-se unas poucas de chaves de gaveta, ata-
das urna corrente de prata, na igreja da ordem tercei-
ra do Carino : quem achou, querendo restituir, pode
entregar a Bartbolomeo Francisco de Souza, na ra do
Rozario, n. 3G, mesmo independente da corrente, que
ser recompensado.
0 NAZARENO n. 55 est a venda, na praca da In-
dependencia, loja de livros, ns. 6 e 8, e na ra estreila
do Rosario, casa daF.
Os srnhores asslgnantes, que nao recebro a folha,
[enli.io a bondade de reclamar na livraria cima, visto
que, sendo o distribuidor novo, pode mu I bem coiumct-
ter falta no principio.
0 abaixo assignado advoga tanto no civel como do
erime; para o que est competentemente habilitado
coin novo prorlmento do Exin. Sr. presidente da rela-
cao : todos os que se qiii/.erem utilisar do seu prestimo
o acharad na casa de sua residencia na ra de S.-F*ran-
eisco, n. 82, casa onde morou o advogado Caetano de
Sonsa Autunes, e ulliinamentc o Sr. escrivao de pro-
testo Tito. Antonio Borgct da Fon"ra.
Precisa-se alugar una ama secca, para casa de pou-
ca familia, que saiba bem coiinhar, c nao lenha vicios,
e paga-se bem. Dirigir-se ra do Rangel, n. 59, se-
gundo andar.
Precisa-se alugar um mnleque, para o servido exter-
no de urna casa de pouca familia, mas que seja bem in-
Itelligentee sem vicios, e paga-se bem. Dirigir-se a ra
"do Rangel, n. 59, segundo andar.
No dia 13 do enrente; chamando-se um preto ga-
iiliador, no trapiche do algodo, para conduzir um gar-
ral'n vasio c urna caixa com um queijo grande do ser-
lio este desappareceo levando os ditos objectos. Ro-
ga-se a quem forrmofl'erecidos.o obsequio de os mandar
a ra do lirum casa de Mesquita & Dutra que sera re-
compensado.
Arre nila-se um sitio na Magdalena, na
estrada da Torre com boa casa duas
salas (i quarlos, corintia fra estriba-
rla casa para prctos ; a tralar no Aterro-da-Boa-Vis-
ta n. 43, ou no mesmo lugar silio n. 78.
Firmino J. F. da Rosa i Irino previnem ao respei-
tavel publico i e principalmente ao commercio que
desde a presente dala nio ser admitalo recibo alguin
cobrado por pessoa alguma que nosejiio os proprios
interessados; asslm como nao ser valida qualqurr Iran-
ia eeiio de compras, ou vendas, = Reclfe, 14 de oulubro
de 1846.
Manoel Henrlques Ribeiro retira-se para o Ro-
Graudr-do-Sul a tratar de seu negocio.
Deseja-se alugar um prelo pai a todo o srrvico e
que seja fiel ; paga-se bem : na ra larga do Roano ,
n. 48, segundo andar.
Precisa-se de ama imagem de N. S da Conceicao ,
que seja mili bem feita ; quem a tiver e a quizer trocar ,
dirija-se a ra Bella, n. 40.
Na ra Formosa esquina da ra da Uniao pre-
cisa-se de um criado fiel.
= Desappareceo, no dia 23 de agosto prximo passa-
do do engeuho S.-Braz, freguezia de Serinliem um
escravo de noine Joaquim, crioulo alio, chcio do
eorpo cor nao inuilo prcta sem barba com unas
espionas pela cara queixo ponludo cara larga prs
grandes e chatos cabello um lano vermelho do sol;
lem una cicatriz na coxa da perna esquerda de una
ngoa que Ihe veio a furo, por isso, quando anda.pare-
cc puxar alguma cuusa pela inesma |rVroa ; levou ce-
roulas e camisa de algodo unas calcas de brini, urna
camisa de madapoln; representa ler 22 anuos pou-
co inais ou menos. Este escravo foi comprado no Re-
i il'e viudo do Cear por isso pode ser que fosse em
procura do caminho para l ou que esteja em algiiui
lugar acoilado. Roga-sc as autoridades policiaes, ou
capiles de campo de o pegarem e levarem ao seu
Mnli.il. Francisco GoncaWes da Rocha proprielario do
mesmo engenho que se rao generosamente recom-
pensados.
o-sc 200#000 rs. a juros sobre penhores de ouro,
prata ou diamantes ; na ra larga do Rozario, sobrado,
que volta para a ra do Cabug no primeiro andar, se
dir quem os d.
OH'erece-se um moco portuguez para caixeiro de
venda do que teni pralica bastante, para a tomar por
bataneo e d fiador a sua conducta: quem de seu pres-
li ni o se quizer utilisar, annuncie.
Fazem-se quaesquer cortinados, qur de feitio ve-
Iho, qur moderno, forrao-se quaesquer asientos, como
solas, cadeiras fixas ou de balanco; fazem-se eolelmes
elsticos grandes ou peqiienos;vai-sepor tapetes,esleirs
ein qualquer parte que seja; ludocum pcrl'eicao, por ter-
se professado esse oflicio em l'aiis, e rom prerosns inais
rasoarels, que se poder: na travessa da Concordia, n. 13,
alias da torre do Carino.
O abaixo assignado julga de seu dever responder
ao aiiniiiuio de Josephina SebastianaCavalcanle, e fa/.er
inleirar ao publico, que a es< rava Hara, dada, ein cou-
cili.i\o no juio de paz, por Jos Ribeiro, em pagamen-
to ao abaixo assignado, nao foi adquirida por Josephina,
depois que se ausentou da compauliia de seu marido,
dito Ribeiro, pois que, quando ella foi com seu marido,
ein dezeuibro de 1840, para a praia do Gamella da Barra-
Grande, levou dila escrava, de que inmensas pessoas
do lesleiiiiinlio, e los Ribeiro a deo em pagamento
muito depois ein 1841, sendo que a escrava foi de Ha-
noel de Almeida I.iuia, que pude certificar ; c nein Jose-
phina poder exhibir legitimo titulo de acquisico poste-
rior a 1840, e nein contestar, que a esclava foi de I.iiu.i,
e embora lenha ella conseguido cousas, que, contadas,
parecen! sondo, o direilo do abaixo assignado nao hade
lcar sullcado. K escrava nao pode, sem respoiis.ibili-
dade, ser vendida, e v para onde fr, o abaixo assigna-
do protesta mostrar em todo lempo seu direilo ter-
nario Jos de llarroi.
Precisa-se alugar una ama, quetenhabom e bs-
tanle Icile, que nao tenha molestia, e prelere-se captiva:
na ra da Aurora, n. 42. segundo andar
=;Precisa-se de 200^000 rs. a juros de dous por cento,
ir ti mezes, sobre hvpollieca, ou boa firma : na Iloa-
Visla, ra da Matriz, n. 25
OhVrrcc-se para destilador de qualquer enge-
nho por ter disso grande pralica un hoiiiciii ; quem
de seu prestimo se quizer ulilisar dirija-sc a ra Nova,
n. 33, que se Ihe informar a respeito.
O secretario da innandadede N. S. do Terco avisa
a todos os iruios para coiiiparecerein em mesa geral ,
no respectiva consistorio domingo 18 do corrente ,
pelas 9 horas da iiianhaa, aliiu de se proceder a cleieao
da nova mesa regedora.
Joo da i uiiha Magalhes embarca para o Sul o
seu escravo Benedicto.
Francisco Antonio Bastos participa ao respeitavel
publico cpie niudoua sua residencia, da ra de S.-lli-
ta n. 88, para a ra estreila do Rozario, sobrado n. 22,
primeiro andar aonde se acha proinpto para toda e
qualquer obra de riicadernao ,' com asseio prompti-
do e preco commodo ; laiiibcui apara papel c vende
superior tinta de escrever.
Do-se 800/000 rs a premio sobre hypolheca em
na casa terrea a ra Direila n. 3, se dir quem
os d.
Precisa-se de um caixeiro para armazem de car-
ne do Cear que j lenha bem pralica e d fiador a
sua conducta ; na ra Direita sobrado n. 29.
Est para desoecupar-se um sobrada no inelhor
luar de Olinda muito proprin para se passar a festa ,
por ser em lugar mili divertido e muito perto do banho,
tanto salgad* como doce ; cuja casa he a da esquina ,
que tem una frenie para o porto das canoas c outra pa-
ra a igreja de S.-Sebastio-; tem bastantes commodos
para familia e escravos estribara com porfi quintal
murado com cacimba : quem o pretender dirija-se
atrs do theatro vrlho n. 20, segundo andar
Sabbado, 17 do corrente vao em praca do Sr.
doutor juu do civel da segunda vara, dous escravos ,
por execucio : e como seja a ultima praca se faz o pre-
sente annunco.
-- Na ra do Rangel n. 38, segundo andar, ensl-
nao-se meninas com toda a perfeico a escrever, ler ,
contar grammatica portugueza, bordar de todas as
qualidades de ouro, matiz Multa, Stc. vestem-se an-
jos; faem-se llores, imitando a naturexa e qualquer ar-
voredo com toda a seinelhanca ; fazem-se chapeos de
todas as qualidades, lavarintos, espanadores, c tingem-
se pe una de toilas as cores.
Alugc-se as seguintes casas : um sobrado de
um andar com sotao, todo pintado de novo, na ra do
Sol, n. 43 ; os primeiro e terceiro, e o terceiro andares
com sotan dos sobrados do Aterro-da-Koa-VIsta, ns. o c
4, por;VK)/rs. annuaes ; um sobrado coin soto, lojas c
grande quintal, todo calado c pintado de novo, na ra
do Sebo, ii. 50, por 300/rs. annuaes ; duas casas terreas
com quintal, cacimba e mals commodos para grande la-
milla, as ras, Formosa, n. 5, e da Unlo, n. 3; outra
dita pequea, na ra do Sebo, n. 54, por 8/ rs. mensaes;
urna mea-agoa, na ra daSoledade, n. 37, por54HX)rs.
mensaes: quem as pretender, dirija-se ao escriptorio
deF. A. dellveira, na ruada Aurora, u. 20.
=Aftbnso Saint-Martn, na ra Nova, n. 14,2. andar, |
recebeo agora, pelo ultimo navio de Franca, manteletes
de gros de aples guarnecidos de franja de retroz ;
mantas e chales de seda de novo gosto e multo supe-
riores ; cortes de seda bonitos para vestidos ; chapeos
de seda ricamente ornados ; ditos de palhlnba muito
superiores ; dilos de pomcls ; ditos para meninos c
meninas ; lencos de setiin. de prinieira qualidade, para
senhora ; luvasdc pellica de nieio braco com boles
c competentes pulselras ; ditas de malha de retroz pre-
to ; ditas de pellica muito superiores para hoineui ;
panno preto frailee/. lino muito leve e de cor xa ,
por ser todo de laa proprio para sobre casaca; sel un
zfr preto superior inelhor casimira. Os Srs., que
pretenderem ver qualquer destes objectos terso a
bondade de mandar avisar ao anuunciante que (inme-
diatamente Ih'os levar em suas casas.
Joaqnim da Silva Lopes pede as
autoridades policiaes e aos capiles de campo a captu-
ra de um escravo, que Ihe fugio no dia 10 do presente
u /, com os signaes seguintes ; chama-se Jos Antonio,
de naeo Relinlo. aliiii i regular, grosso docorpo bo-
nita hgura e de cara; falla muito bem que parece criou-
lo; tem o p esquerdo imiilo grosso, que parece ter
ervsipela, e lem una frula milito grande na perna
esquerda; este escravo foi cativo de Manoel Ilenrique
da Silva, morador na cidade de Goianna : ha informi-
edes que fura para l. Qem delle der noticias, nu o
troucer, recebera a recompensa. Este escravo foi arre-
matado em praca publica pelo juizo da segunda vara,em
11) de Miembro do prsenle auno. Oaiiuuiicianie mora
na ra da Cadeia do Recite, u. 29.
-- Aluga-se um sobrado sem loja, para passar a festa,
em Olinda, no lugar do Varadouro, no qual anda est o
Sr. iliiiiinr Carlos, e lca desoeeupado no liui do crreme;
bastante frSCO, Com bstanles commodos. rozinha fu-
ra, grande quintal e bom hanheiro no mesmo ; tem
una sal para jamar afrescae comjanellas na mesma,
que botio para o pantano: a fallar a Joaquim Lopes de
Almeida, caixeiro do Sr. Joo Malheus.
--Precisa-se alugar urna pela, para o servico interno
t externo de urna caa de pouca familia: na ra Nova,
loja n. 19.
=Dcscincainiiihou-se do poder dos abaixo assignados
nina lellia de rs. 1:148/262, passada pelos Srs. Joo E-
vangclista da Costa e Silva c\ C em 23 de maio do
corrente anuo, a prazo de 5 mezes, e a favor dos abai-
xo assignados: previne-se. que ningueui faca liego
ein alguiii com a referid- leltra pois os acivilantes se
aeho prevenidos para nao paga-la seuao aos aiiiiuu-
ciaules, e roga-se a qualquer pessoa, que a lenha adia-
do, o obsequio de entrega-la na ra da Crui, n. 60, pri-
meiro andar, pelo que se Ihe licar muito agradecido.
Machado & l'inheiro.
No dia 17 do crrante, a porta do Sr. doutor juiz de
dirrito da segunda vara do civel, se ha de arrematar,por
ser o ultimo dia da praca, um terreno na estrada de Be-
ln], com 180 palmus de frente e muito fundo, com ar-
vores de fruclo, avallado em 259/200.
Ainda resta para vender nina porciio de pcixe
secco, muito barato: no armatem do Bacelar, defronte
da escadinha da alfandega.
Precisa-sc de mu rapaz para caixeiro de nina ven-
da: na ra Imperial, n 145.
Altio-se as si-andos e bem rons-
triiidas casas ns. !\i e 44, sitas na Sole-
dade rom glande quintal com 2 par-
reiraes larangeias, sapolis, limoeiros,
e oais ai voietios de fruclo poco d<; boa
agoa estribara scnzalh para prctos,
e todos os oais arranjos necessarios para
nina grande familia ; ambas ou separa-
das: a tratar com Joaquim Lopes tle Al-
meida caixeiro do Sr. Jofio Malheus.
AVISO IMPORTANTE
AOS
SENHORES DE ENGENHO.
F. E. Alces Via una, com arinazcni de assucar na ra da
Senzalla-Velha, n. 110, recebe assucares cominis-
so, com as vanlajosas condiees indicadas na tabella
eguinte;
DAS C0HMIS8ES DE VENDA.
Cominisso de venda de caixas......i
de saceos e barricas por f UmnorcPn,0
.....b^amii'MBblMl,ia|Naia*lai
cosas de cavallos.
por encostar ou deposi-
tar assucares, a espera de
obler augmento no pre-
co, e por qualquer lem-
po, que Ibes convier. .
Fazem-se adiandunenii* com garanta solida nesta
praca.
Vinte ris por
una arroba.
AOS SKMIORES NEGOCIANTES EXPORTADORES.
Pela compra por sua conta e soque oui
' Quarenta ris
ada a
por sua conta e soque ou .
ensaque de assucares, no referido
iiiazeni, inclusive o carrelo para o em-)
bar
....,, .......... -^.....- ,-----...... ,.,,..
irque dos niesiuos assucares.Com-l1
inissaode braeagein..........I
Recebeni-sc em pagamento leltras a 60 dias, agradan-
do as firmas.
Dao-se todas as garantas aogoslo do comprador.
Casa Laraii^cira.s n. 'I',).
O abaixo assignado continua a ser o arrematante das
afericAes dos pesos e medidas deste municipio ; por is-
sn declara, que principia > aferlr para o anuo de 1846 a
1847 de boje em diaiitc das 8 horas da inaiihaa as 5
da larde. Outro sim declara inais que o Sr. Joo Hi-
lario de Barros nao tem inais gerencia alguma nos
Irabalhos da actual aferieo e que tem encarregudo ,
em sua ausencia de lser as suas vezes ao Sr. Joo
Jos de Moraes. Antonio toncnleei de Moran.
ATERRO DA BOA-VISTA, LOJA, N. 14.
Pannos finos pretos, cAr fixa, a 4/ e5/rs. o covado ;
merinos pretos, a 1/000 e 4/800 rs. o covado ; lencos de
seda para hoincm ou senhora, a 800, 1/280 c 1/600 rs.;
chales de seda, a 10/000 rs. (domelhor gosto, que tem
viudo), estes cbales leeni o campo escuro ; ditos de cam-
po branco, fio de Escocia a 3/500 rs. ; ditos de la,
de bonito gosto, a 2/400, 2/800 e 3*000 rs.; fusies de
cordo, de bonitos padrAes, a 640, 800 e 1/800 rs.; brins
francezes de quadros, cAr fixa,a 320 rs. o covado ; ditos
iuglezes, a 280 rs.; mursulinas de cAres para vestidos,
pelo baratissimo preco de 280 rs.; riscados francezes,
a 160, 200. 220, 240 e 280 rs.; cassa lisa ordinaria, de
largura de vara, a 280 rs.; xuarte de largura de dita, a
280 rs. o covado; panninaos pretos e cor de rosa com
lustro, a 160 rs. o covado; cambraias adamascadas, por
4/000 rs.; ditas bordadas com llores '^d"'''2m^v"as'
por5/000 rs.; ditas de cAres, por 2/000 c 3/WW rs. o
corle; la para calcas, a 500 rs. o covado; pelle do na-
bo, a 440 rs. o covado, ou a 1/440 rs. o corte de .,, co-
vados; lilas mullo linas a 500 rs. o covado; e outra
iii.us i i/i-mas por muito commodo preco. (Ispreleii-
dentes, que nao podereni vir a esta loja.mandcmbuscar
amostras, que se Ibes dar promptainentc, tanto das
que teem preco marcado, como de utas, que qulzerein.
AO BOM TOM PARISIENSE.
RANOVA,N.7.
TEMPETTK, ALFAIATK,
tem a honra de participar aos seus fregueses que
dissolvro, desde o dia 15 de setembro pastado a so-
ciedad.' que tinha com os Srs. Colombiez c. : a
pessoas, que o quizerem favorecer rom a sua treguezia.
o acharA na sua loja, rua Nova. n. 7. Tem pannos pa-
ra calcas, colletes e casacas, de toda a* qualidades, oa
inais novos chegados agora de Pars, c a colleccao dos
mals recentes ngurinos.
Agencia de passaportes.
Na rua do Collegio, n. 10, c no Aterro-da-Boa-Visla,
loja, n. 48. tirao-se passaportes, tanto para dentro co-
mo para fAra do Imperio; assiin como despachao-se es-
cravos: tudo com brevidade.
Faz-se publico, qoe ficSo seai eliei-
to os annuncios publicados por este mes-
mo Diario, ns. ai5, ai6esi7, a res-
peito da casa do fallecido Antonio da
Silva, chefe da extiocta firma commer-
cial de Antonio da Silva v Gompanhia ,
lesta praca e que a liqui'lac5o da dita
casa fica a cargo de D. Maria Anna Joa-
quina da Silva viuva e testamenteira
laquelle finado
Joo Jos de Carvalho Moraes, agente nesu pro-
vinci.i, do contrato do tabaco rap Princcza-de-Portu-
gal, faz publico, que desdora em dianle se acha ven-
da o mesmo rap, chegado prximamente de Lisboa
pela escuna Felit-l'niSo, c se vende ein caixas e a reta-
dlo, libras e nielas ditas,c em fraseos, pelo preco marca-
do pelos contratadorrs, de 3/000rs.cada libra.emdiuhei-
ro de contado : no Recile, rua da Cadeia, loja de miu
lie/ IS. II. 51.
Arrenda-se um silio na estrada de Joo-de-Rarros,
muito perto desta praca, com boa casa de vividenda e.
com arranjos precisospara recreio e commodo de qual-
quer familia: a tratar, na rua da < adela-Velha, loja u. 60.
OI.IVRO DE TODOS
o
.Muniia ila laildt,
l'ontendo
todos os esiiareeimenios throricos e pralicos necessa-
rios para poder preparar ceinpregar, sem o soccorro do
professor, os remedios, e se preservar e curar-se promp-
laiiieuie. com pomo dispendio, la inr parte das moles-
tias curavels, e conseguir um allivio quasi equivalentn
salide, lias molestias incuraves.
Seguido
le um tratamento especifico contra a coqueluche e dr
regias hygienicas para prevenir as molestias ;
pelo doutor G. de Ploesquellec.
Preco4/000 rs.em brochura.
O supplemcnto, indispensavel a quem tem a obra, da-
se gratuitamente aos compradores. Odllo supplemen-
te tras as tres diflrrentrs rrceitas para a composisao da
agoa srdativa;este precioso remedio,que lamanha repu-
tarn j tem ganho, c que deve existir ein todas as casas
para remediar promptaniente aos accidentes e Incom-
modos repentinos.
Vende-se na praca da Independencia, livraria ns.yes.
NO ATERRO-DA-BOA-V1STA IX)IK N. 3, DE JOO
GUARDN,
vende-se merino muito lino de 4/000 rs. at 6/000 rs.
o covado ; pannos francezes finos chegados agora ,
de 4/500 a 12/000 rs. o covado os inclhores, que ha
Desta praca ; multo bons e ricos lencos de seda sarja e
seiiin preto e de cAres para grvalas ; bons chapeos de
sol ileseda para homein ; lindas bijoutarias chapea-
das de ouro ; grande sorlimcnto de calcado de todas as
qualidade* para senhora ; bonitas e galantes perfu-
maras, chegadas agora ; niscroscopios muito finos ;
tirulos finos de todos os graos ; chavenas de porcellana
para cal ; ricos apparelhos da verdadera porcellana
l'ranceza dourada para cha caixinhas de dita para
guardar sabo e escovas ; escarradores de dita; globos
de cristal para eandieiros de machinas ; e outras mals
azendasde lojas francesa* tudo por preco commodo.
-- Precisa se alugar una preta captiva que saiba
coziuhar e engoimnar : na rua da Roda, n. 26.
Ensina-se perleitamenle a iazerem-
se mechas de tirar logo, para quem qui-
ler comprar phosphoros c < s inais pre-
tu.lo muito em conta : im rua
Ge 11, ao p dos
ns.
pai al i v os ;
larga do Rozario
(puntis.
Aluga-se urna casa com inultos
commodos sita no l'oco-do-Fanella :
tralar ua i ua do Queimado. loja n. 8.
fabrica de chapeos de sol,
na do Pi-sseio-lNibhco, n. 5.
./Jjsv Joao Loubet tem a honra de participar ao re-
peitavel publico que acaba de receber de Fran-
ii jielos ltimos navios francezes um bello
sin tmenlo do ultimo gosto sendo : chapeos de sol,
para bomrm e senhora de seda lisa, lavrada c luna
cores com cabos e caslAes muito ricos ; seda de todas
as cores e qualidades ; panninhos enlrancados e lisos ;
tudo para cobrir chapeos de sol; chapeos de sol de pan-
ninhode todas as cores para bomrm, com cabos e
caslAes ricos : tainbrm concerta os niesmos, tanto
de liouirm como de senhora ; pois tem ludo quanto he
neeessarlo para os ditos e pronirtie umita brevidade,
para faier qualquer concert : ludo por preco com-
iniiilo.
Precisa-sc de dous lavradores : em casa do doma-
dor, ou fabricante de candieiros de gaz na rita No-
va n. 52. .
-- Antonio Cesai de Herredo retira-se coin sua lanu-
da para fora da provincia. ___________________
Compras.
Couipra-se a pe;a Sebaslso nao a de Pntenla
de Aguiar iinpressa em 1817 mas sim a de Santos e
Silva, impressa depois da conslituicao ; 2 pares de cai-
xilhosparaalcova, que lenbao 5 a b palmos e meio ,
3 pares dilos para janellas, da mesma largura : no thea-
iro a fallar coin o director.
Compra-se um oculo de verao longe nao sendo
grande : una cabra ( bicho ) com urna cria que seja
boa leiteira e criadeira de meninos ; quem Uver an-
nUDC'e- M, .W -r 1.
= Compra-se nina preta sadia, que saiba perfeita-
inente coiinhar engoiiimar, coser ou fa/.er renda ;
atrs da matriz da Boa-Vista, n. 22.
(Jomprose tluas escravaa mocas ,
sendo urna delhscostoreira e engomma-
deira e a outra engommadeira e cozi-
nheira ; no Aterro-da-Boa-VUta, n 36.


m
C'ompra-se urna negrinha, de Jt a
i.'f annos de idade, que sej de bonita fi-
gura, e tenha algumas habilidades ; na
ra da Cruz, n. 6o, primeiro andar.
-- Compro-se 2 ou 3 moloques omciaos de sapa-
teiro ; tonda de bonitas figuras, pagao-se bom : na roa
da Concordia a diroila segunda cata torrea.
Comprao-se escravos de ainbns os toxot, para Co-
rada provincia com habilidades, ou sometas; sondo
do bonitas figuras nago-se bem: na ra da Concor-
dia passando a ponte/inda a direita segunda casa
terrea.
Vendas.
=Vende-se para montarla de sonhora um silban
multo rico coxim de velludo carinisii quasi novo ,
por proco coiiinindo ; duas canoas de carreira multo
lindas ; nina porcao do pajlus de coquelro : na ra da
Scnzilla-Velha.n. 110.
-- Vendoin-se 12 escravos sondo : 4 lindos mole-
3iioj do 12 a 18 annos ; mu dito bom enzinheiro ; 2
iios, do 7 a 10 anuos 2 pardos, de 17 a 30 annos de
boa figura, sondo um dellot bom carreiro ; un preto
rannoiro do 30 annos ; nina parda de 25 annos ; 3
protas, de 17 a 20annos, do boas figuras, com algumas
habilidades ; uina dita de 25 annos com urna cria
muhtinlia do 2 annos com habilidades : na ra do
Collegio n. 3, segundo andar.
a Vondo-sc potassa branca de superior qualidade,
om barrit pequeo* ; om cata de Matheus Austin 4
Coinpanhia. na na da Alfandega-Velha, n. 36.
Vondo-so carne do sortSo, muitn gorda e nova, por
tor trazido 10 .lias de viagem do Aracaty : na ra da Ca-
doia do Recife, n, II.
F.iriuha SS>F,
da inulto acreditada fabrica de Molino Straiig sondo a
ultima cliegada a oslo mercado om pequeas e gran-
des poicos : a tratar com J. J. Tasso Jnior.
Chapeos co Chile.
.Na loja de 3 portas n. 3. da ra do <'respo ao p da
esquina do arco do S.-Antonlo ba um bom sortlmen-
to do chapeos do (hilo, de todas as qualidades ; e von-
dein-se por proco mais moderado do que ein outra qual-
quor parte.
Vende-se urna preta, de 18 anuos,
de elegante figura costu reir, cozinbei-
ra e muito propria para todo o servi-
co de casa ; 4 pardas, de 18 a ao annos,
de mnito bous figuras e entre ellas urna
perfeita engommadeira, costureira, reri-
deira e cozinbeira ; 4 molequea de i a
a i4 annos v sem vicios nem achaques ;
a pretos de nacao, de aaa 3o annos, pro-
prios para todo o servico : na ra da Ca-
deia de S -Antonio n. a5.
= Vende-se um moleque de 14 a 16 annos, de boni-
ta figura : na ra de Hotas n. 92.
Vcndem-se I incoas superiores .chegada prxima-
mente do Rio-Grande, por proco coimnodo ; na ra da
Praia armasein n. 18.
../^"'"dein-sc 7 pretas.de 14 a 25 annos com habi-
lidades ; um moleque de 17 annot de nacao de ele-
Knte figura ; una mulatinha de 13 anuos, cote bem e
i ronda ; 3 protot para o servico de campo um del-
los por 160^000 rs. : no pateo da Matriz ii. 4, segundo
andar.
Vende-.e a armaco da loja da es-
quina do Livramento n. i, da Viuva
de Burgos & Filhos : a tratar na mesma
loja.
Vende-se urna preta nao muito
moca ptima cozinbeira lavadeira ,
engomma sorivelniente c serve para
todo o mais servico por preco muito
commorfo ; narna do Cabug loja n. 6"
~ Vende-se una bonita negrada Costa; a ra do
Hospicio, n. 26.
-- Vende-so urna escrava moca de bonita figura; um
moleque ; sola ; couros mnelos e bezerros : na ra da
Cruz, venda n. 26, de Luiz Jos de S Araujo.
cata : na ra da Concordia, a direita
errea pastando a pontezinba.
segunda cata
Valla rete.
Na loja da esquina da ra do Collegio n. 5, de Gui-
inaraes Serafim e Companhla vendem-se cartas fran-
t-ezas, finas, entro-finas eordinarias ; ditasportugue-
zai ; todas por proco mal barato do que em outra qual-
quor parlo.
= Vendom-se barricas e nielas ditas com familia gal-
loga muito sup. rior; barricas e nielas ditas com cal
virgoin do Lisboa ; barricas rom potassa branca o preta;
tornaduras para porla de armatoin ; penoiras do rame;
rodas de arrot para barricas; bichas de Hamburgo ;
tudo por proco coimnodo : na ra do Vicario anua-
lem n. 9.
Na ra de Crespo, loja nova
n. i 2, ()elostfoaqiiimda
Silva !Waya ,
vende-se um ricosortlinento de castlcaes de finissima
casquinha, com tuat competentes lanternas de gos-
tos os mais modornos que loom apparecido pelo di-
minuto proco leo/, 10/ o 12/ rs cada par.
s Vendem-se moondasde forro para engenhos de as-
sucar, para vapor, agoa e bostas, de diversos lmannos,
por proco coimnodo ; o igualmente taitas do forro coado
e batido, de todos os tamaitos : na niaca do Corpo-San-
to. n II, em casa de Me. Calinont 4 Coinpanhia, ou na
i ua de Apollo, o n ii/ c ni, n. 6.
Fotassa branca,
ra mais superior quarare em
barricas pequeas, e desembarca-
ra no dia 30 de agosto prxi-
mo pas.saro, vende-se por pre-
co commodo : cincasa re L. G.
Kerreira & C.
= O corrotor Olivoira tem para vender cobre em fa-
lla c pregos de dilo para forros de navios : os pretcn-
floiites dirijo-se ao niesiuo, ou aos Senhores Mesquila
t Dutra. *
Va loja (la e-quina da i uado Collegio,n. 5,
re (tiimaraes Serafn, & C.,
vondo-so, alcm de um bonito snrtiinonto de fazendas ,
por precof linslantos inodrrados, as scgiiintes :
Cortos do novas casimiras francozas, a .... 4/000
Hilas ditas inrlhorcs, a.........5tf0ll
Ditas prrtas francozas o covado a ...'.' '
Pannos, pretos, azues, verdes o do oulras cores
dinercnle, desde 2/400 rt o vovado a .
Corlot de caifas de pollo do diabo a '. .
Chalo, do laa o soda, grandes, a...... 2/560
Loncos do cambraia, guarnecidos a bico, a /640
Lindezas para vestidos o covado a /240
Kscocezet le laa ealgodo, com xadrez finglnd
soda o covado, a..........*32o
< ni-tos do laa o soda para vestidos a '. 7/000
Cliia-cassas, o corte, a......., 2/240
Cortes decollles de fusto francez, a '. \ i'/poo
Loncos finos para grvala a...... mqq
- Vondo-sech hysson de superior qualidade em
caixas de 48 libras por barato proco ; na ra da Cruz .
n. 2.
Vende-te urna mulatinha, de 14 a 15 annos de bo-
nita (mira boa para niiirama de casa com algumas
habilidades ; nao tem vicios iiem achaques ; veio do
Aracaly para pagamento de tuna divida: na ra da
Concordia passando a poutezinha a direita segunda
casa terrea.
Vende-se urna c-noa nova, com
30 palmos de comprimenlo e 7 de bocea ; na ra de
S.-Rita n. 85.
Vendeiu-te espadas prateadat, entre ellas algu-
mas multo rirat. para officiaes superiores : na ra No-
va loja de forrageni n. 16.
Vende-se um relogio de ouro patento inglez,
,. o inoiiior regulador possivol 1 da-se a contento:
na ra do Queimado loja n. 7.
lazcnda da moda.
Vende-.se na ra Nova n. i2, um
novo e bello sortimento de cortes de ba-
rege fazenda de seda da ultima moda,
milito |nopria para vestidos de baile.
-- Vende-te urna venda em um bom local de Fora-
do-Portas com 3 portas bem sortida o afregueada ,
coiuofuudode mais de cont doris: na ra da Ca-
doia do Recife loja de Antonio Francisco de Moraei, te
aira rom quom to devo tratar.
- Vondoin-sc 3 luolcqus de 12 a 14 annos ; na ra
de Agoat-Verdet, n 17.
Venre-se
rap de Lisboa a 2/800 rs. a libra ; afianca-ie ao com-
prador a sua boa qualidade : na ra da adela do Re-
cife loja de Joo da Cunta Magalhcs.
=VenJe se farinha da torra, muito superior ; dita de
S.-Malhous em saccas o a rotalho por menos proco do
queem outra qualquor parto : na ra dasCruzes n. 37.
Vendem-se, polas entradas 30 aplleos da coin-
panhia do Hoberibe ; na ra do Cabug loja de cera, se
dlru quemas vendo.
=Vendcm-se250c tantasoitavas de prata em obras:
na ra Nova venda n. 65.
SEBO.
Na ra do Crespo, n. 11, vendem-se nove barril com
sobo derretido por proco coimnodo.
=Vende-se nina miilatiiiha, do 14 annoi muito lin-
da ptima para mucama e que cose e engomma
urna negrinha do 13 a 20 annoi, com varias habili-
dades ; Jescravas, de 20 a 22 annos: na ra Direita,
Aos Srs. proprieta ros de
engenhos.
Vendem-se talxas de Ierro coado mnendas de can-
na para agoa, ou animaos, rodas dentadas crivos ,
boceas do fornalhas e mais objectos necessaiios para
engonho por proco commodo ; na fund, ao de forro ,
de Me Callum & Coinpanhia na ruado Brum no Re-
cite ns. 6,8 e 10.
,1,.-?^ Vende-se
I
Vende-se nova alpaca, superior,
a iaSors., panno fino de core*
fixas, a 5ooo rs. : casimiras de iSa
pura, a t8oors. ; ditas com pod-
cb mistura, a 1000 rs ; cortes de
cassa fina, com 7 varas a 3ooo
rs. ; assim como as mais fazendas
j annunciadas e outras militas
chegndas de novo.
Agoa re .lapdo.
Esta esta agoa inui acreditada em Pernambuco pa-
ra impedir a caspa, llinpar a cabeca e amaciar o ca-
bollo.assim como para limparasespinhaseempinget, at
que fique o rosta alvo e a cabeca perfeitamente llmpa:
esta agoa, aque te nao tem podido descobriroutra Igual,
(est approvada e tem merecido toda a estima, tanto no
Japo e Europa, como no Brasil: vende-ae no Recife,
ra daCadela, n. 55; na Boa-Vista, ra do Aterro, n. 72;
e em S. Antonio, ra do Livramento, loja u 23.
Vendem-se bezerros francezes, de Nanles, de
superior qualidade os inolboret, que leeiu viudo a
este mercado, por atacado ou metmo ein du/.ias, a
vontade dos compradores por mais barato preco do
que ein outra qualquor parte : na ra da Cruz, n. 20.
Vende-se um ptimo carro de duat rodat, por pre-
= Vendem-se boat vaccat paridas e i
todas aeostumadas ao paito noi arrabalnT^,rro,;
de: nailhado Nogueira, a fallar omn i*cW-
niesma ilha. m rei"llro d,
Vende-ie. um terreno com 200 palmo, a .
J500 ditoi de fundo com una casa do barro ""e
cada e j com alguma lavoura Q um b r-
*. nrP"cocomiXa0P;1-
ral, no lugar da '
los a fallar na nadara.
= Vendem-se ~
go ; na ra da S.
Vcndem-se 2cca.ae. denotas branca, de n.mb
Uf-
Vende-se una porcao de taboas de louro
muito em conta ; assimeomo umnorr5nir.refu-
>a largura e grossura .,1.1''"-
go
chdes de oleo
ou peruiuta-se por casas do
menor valor dando-se polo monos em di-
nheiro 1:600/000 rs. as casas do dous an-
daros na ra do Bango), em chaos proprios ou a
quinta parte do outras casas tambein de dous andaros,
em chaos proprios ; e as 4 partos que tres hordoiros
toom no valor dostas, conjunctainente tambein se ue-
gociata : a tratar na ra Nova sobrado n. 47.
= Vendo-so una parda, do bonita figura que cose,
lava ronpa faz ronda e corintia o diarlo de nina casa ;
na ra do Crespo loja n. 10.
= Vende-so supenor carnauba pelo proco de 5/rs.
aarrobn : na ra do Crespo loja n 10.
Vondo-so um bom escravo do nafta, ptimo para
o servico do campo ou para qualquor oceupacao, por
sor bastante hbil na ra Direita, n. 12.
j "" Vn"l|,"s'" u"> preto moco de muito bonita figura,
do 22 a 25anuos do todo o snico, e que he proprio
para armazn do assmar ; duas bonllns oscravas de
todo o sorvipo do 20 anuos ; dous moloques de 12 a
U annos, proprios para ofrioio ou pagens ; urna par-
da do 20 annos, com habilidades: na ra larga do
Roiario indo para os quarlois n. 24, primeiro andar
Semeiites do hortalica, chegada! agora de Lisboa,
muito nova;, dorbanos, rabauetes brancos, ditos en-
carnados, ropolho, cebolla, salea, alface e coentro de
touceira : na ra da Crus, n. 62.
Vondom-so, om Ollnda, duas casas sitas na ra das
Mangiiciras, unidas una a outra, e urna das quaes tem
um ramoso sotao com muito bons commodos, tem
loja filil formidavol quintal com cacimba, c he envi-
/"uu.dracada. tendu na fronte um bom atorro: ospieton-
lOonn'!!''"""* dirija-", aoP,! toaroo doS.-Antonio. ra do
T-CS <-rfaP?. Clsa de IManool Jos C.oncalvos Braga, que
oV/a acharao coniquem tratar! adverlo-se, que faz-ie todo o
n negocio. *
Vendem-se 500 at 800 gerlmuns ou o numero,
que o roinprador qui/or ; bou-se na porta : na praca
da lioa-Vista botica de Ignacio Jos de Couto ou au-
nuncie.
Vende-se,
90 muito coimnodo ; na ra do Arago, n. 12.
A'o|^frrro-/lo-floa-I'ita n. 1 primeiro andar caa de
modal franretai, de Madama Millochau,
vendem-se multo finas cambralat abenas brancas
tarlatana branca e de cores muito larga ; lindot e rl-
quissimos capotes brancos de cambraia e fil bordado ;
vestidos coin bordados ricos, de cambraia fina fil e
tarlatana ; muito ricas mantas largas de bico preto e de
tarlatana ; cabecoes ; romiros e collarinhos bordados ;
lloros finai de todas as qualidades ; litas finas e novas ,
tanto para chapeos de tenhora como para vettidoi e
toucas de senhora e meninas ; luvat de pellica para
honieni e tenhora ; ditas de seda para tenhora ; um
bonito soriitnento de lindot chapeos de tenhora toncas
e chapeos bordados multo alvos ; loucas para meni-
nas ; bicos de blonde ; ditos de rotrot ; ditos de linho ;
babadot para vestidos ; ntremelos bordados; espartl-
Ihos e lacos para 01 ditos e botinas de senhora ; lencos
de man de cambraia de linbo bordada ; cambraia im-
primida ; grvalas para homem; ricas c bonitas plu-
mas para ballet ; luvat de linho para homem ; cordao
de seda para chapeos e vestidos; passamanaria ; litas de
velludo ; perequitos para camisa de homem ; lilas de
linho para vestidos ; inercearia francera ; e outrai umi-
tas fatendas da ultima moda ; tudo chegado novamente.
e
08

si
I
o
s
rf5*
'8
o
Q
en
V
-
' o
"o
o
3

Q .5
H
o

na ra da Cruz, n. 60,
ceia em velas, de superior qualidade, sor-
timento ao gosto do comprador, e por
preco mais commodo do que em outra
qtialquer paite.
Prelo novo,
em saccas grandes vondo-so no armazem do Bacelar
oonrrontoaescadiiihadaiilfaiidoga e em casa de J.
J. Tasso Jnior na ra do Amorini.
--Vendem-se 28 escravos, sondo : pretos, pretas
pardos, pardas moloques nogrlnhat o mulatinhas ',
de bonitas figuras som vicios, e chegados prxima-
mente do Aracaty : na ra da Cruz, no Recife, n. 51.
Ao puhl.eo.
Vendem-se na esquina do Livramen-
to, n 1, da Viuva de Burgos & fillios ,
de lioje al satinado prximo rntrias
comprldat, escura, a 200 n, o par e a duiia a 2/000
rt. ; nielas para meninas, tambem escuras a 160 n. o
par ea duzla a 1/600 rs. ; suspensorios finos, a 200 rt. o
par e a duza a 2/000 rt. ; boldet de duraque a 800 rt
agrozi1 ; milheirode pennas para escrevor a 2/B00 ra,: i
cortes de venid.de cambraia. con. babados e oulros
com barra a .1/200 3/500 c 4/000 ... cada corte; pecas
de cassa lisa, com 17 varas a 5/500 rs. a peca ; outra.
fazendas baratlsslmas que te vende... pira llquidacao.
Vendein-ie 5 eicravat sendo uina dells de 18
annos, que cozniha bem o diario de una cata; outra de
O tn.ios.quecoznha.oiigoinmao lava de sabio e varrei-
la; urna parda, de 30 annos, que cozinha, cote e entroiu-
malgumacousa ; ouas para o servico de campo e
41
'tu
a.

le boa largura e granara ta
lodas as qualidades, porprecos ratoaveU- ni.?.0 '
da Ponte-Velba. M ,errf't
adviraveis
navajas de ac da china
Teera a vanugom de corlar o cabello seni oflVn.. .
pelle deixando a cara parecendo citar na sua hr t
te mocldade. ""D-
Kste ac vein exclusivamente da China e tnell.
balhao dous dos melhorete malt abalisadoi cutel.i "
da nunca excedida e rica cidade de Pekim ,.,.. "
Imperio chim.) Mpiul ">
Acto Sb4w.
N. B. He recommendado o uto dettas navalhai m,
ravilhosas por todas as sociedades das sclenclas mrdi
cirurgicas.tanto da Europa como da America,Asiaedt^
ca nao sopara prevenir at molestia* da cutis, inasta.
bem como um meio cosmtico.
Vendem-se na ra do Crespo loja n. 8, de Campo,
o Maya.
Casa da F,
na ra estreita do Hoznrio, n. 6.
Neste estabelecimento achao-se a venda ai cautelas di
lotera a favor das obras da matriz da cidade da Victn
ria, da qual andarn as rodas no dia 25 do corrate luci-
os procos das cautelas sao os do coitume.
-Vende-se um oculo de ver ao longo e nm candieira
de tala; na travesa da Concordia n. 13, atrs da torre
do Carino.
Vende-te uina porcao de sebo mnito bom i
tratar com Naxlmiano Francitco dat Nevet, no aco'u-
gue graude dat Cinco-Pon tas.
Vende-se um cavallo de tela do cor ruca
com excedentes andares, muito omom',
tem achaques o de bonita figura : na rstradi j
de Joao-de-Barros sitio da Capellinha, do finado vi
rio da freguezia de S.-Antonio.
= Vende-te urna mulatinha moca, de bonita figura;
na ra da Cadeia-Velha n 30
= Vendem-se travs de 40,45 e 52 palmos, de ramas-
sari de caruncho ; a hibliapnr Antonio Porelra de F|.
gueiredo : na ra da Praia, serrara de Silva Cardial.
ADMIRAVKIS
NA V AMIAS DE AC DA CHINA.
Teein a vantagein de cortar o cabello tem offensada
pelle deixando a cara parecendo estar na sua brua-
te mocidade.
Este a?o vom exclusivamente da China, e so neile
ira balhao dous dos melhnres e inait abalisados cntiln-
ros da nunca excedida e rica cidade de Pekim capital
do imperio chim.
A DTOR Siiohe
N. B. = He recommendado o uso deslas navalhai mi-
ravilliosat por todas as cociedades das scirnciai inodi-
co-clrurgicas tanto da Europa como da America, Asia
e frica nao s para prevenir as molestias da cutil,
mai tambein como um meio cosmtico
Vende-te na ra do Crespo loja n. 16, na esquina da
ra das Cruzes.
= Vende-se, por 220/000 rs. um preto velho, forte,
bom para trabalhar e botar sentido a um sitio ; 6 es-
cravos, bons para o trabalho da praca e campo ; um di-
to ollicial de sapateiro, e que he bom pagem ; uina pre-
ta de 35annos, por 280/000rs. que cozinha, lavac
he quitandeira ; 3 ditas entre ellas um cote faz renda,
c engomma ; una mulatinha, de 12 annos cose e fazo
mais servico de urna casa : na ra do Crespo n. 10
primejro andar.
Escravos Fu -I os
O li 3 ".-"
-- sis:
'3 S 5 = Sug
o 2
- 'i
ajah
v
'-"2
2 = 2.
.. S'i
DltJl
i S-- ti o 2 =. SSoS..
3 W'fl
.lili

ilJllH"ff
sSSaccSl sol
na
em
ra da
n "c yen,de-se a ,ista gerBl d lotera de
N. ^. do Livramento ; na praca da In-
dependencia, livraria, ns. 6e8.
Vendem-se bichas grandes de Ham-
bnrgo ; e tambem se nlug3o por pre-
co commodo : no Aterro-da-Boa-Vista ,
prnneiia venda ao p .la ponte n. i.
Vaiile-se potassa da l.us
sia, yerdadeira e nova
barris pequeos
Cruz, n. 10.
Acabao de ebegar livraria da
esquina do Collegio as obras comple-
tos do insigne ton de CamSes em tres
volumes, da mais ntida e correcta edi-
c&o, que tem apparecido : e vendem-se
por preco excessivamente mdico os
poneos exemplares que j re&lao.
Vende-se um cavallo ptimo de
cano, por preco muito commodo : no
Aterro-d i-Boa-Vista, n. 36.
= Vndete uina duzia de cadeiras americanat em
bom uso; na ra 4o Padre-Florianno, n. 41. '
= Fugio no dia 11 do corrente di da feta de ,
S. do Rozarlo pelas 5 horai da n.anhaa um preto de
nome Silvestre de 40 annos poueo malt ou menos,
de nacao Mocamliique ; he limito barbado destentado;
tem a marca da sua torra ao p das Tontos, estatura re-
gular muito grosso do corpo pt grandrt e grnisai,
pernas tambem grossas ; tem as nadegas multo grandei
o empinadas quando anda parece quecoxeia por nao
poder andar de pressa e est muito gordo ; he milito la-
dino e conversador com quem llie presta atteoco; lie
Suebradoda verilha esquerda ; leven, camisa de algo-
o da torra corontas o caifas de nlgndaozinho catrin-
eado condutindo coinsigo un bauzii.hn de madeira r
juntamente un. sin i au de pelle de* carneiro com nina
rede velha o outras militas pocas de roupa. K.sto pif-
io fol do sertao do Ico d'onde vrio ha 5 mofes pin
esta cidade do Recife, aonde foi vendido. Ilo^.i-se u
autoridades possoas particulares e captaet de campo,
ou outra qualquor poisoa quo dellesm.bor e iler noli-
oia, dedlrigir-sea ra larga do Rozarlo n. 22. i"du
para quartel de polica, que ser bem rrcompensida
de sen trabalho.
, Oftorece-se a grallficacao de 100>000ri. a qurm
capturar ou descubrir o escravo pardo esemo de
nome Uonodicto cheio do corpa pouca barba ; re-
presenta 30 anuos, punco mais mi monos ; he muitors-
pertoe bastante capadocio ; e julga-se que por onde
se achar se inculcar por livre e mesuio lera mudado
o nome ; era marlnheiro e emende do pescador ; fu-
gio de bordo do brigue Cailro-Primeiro mi dia 13 de
setembro. Este escravo prrtence ao Sr. Antonio Din
de Soiiza Castro do Rio-de-Janeiro. Quom o captu-
rar, reconhecendo-sesero proprin, reecher a gratifica-
cao cima na ra da Cadeia n. 45-, em cata de an.o-
rim 1. unios Pede-se igualmente a todat at autorida-
dei policiaet todo o escrpulo no rame de qualqne"
escravo capturado certa deque le Ihe ficar por ludo
sumu.au.euir agradecido.
~ Fuglo no dia 8 do corrente um molecote, de
nacao llenguola, estatura regular pouca barbaeeiU
crescida um punco descarnado do rosto cr no limi-
to prela bastante borracho, alguma coma regritta ;
tem os ps um pouco maltratados de bicho* cabello
grande beicos um pouco grossot ; he caooeiro e padei-
ro ; levou camisa c ceroulns de algodo de fura chapeo
de palha. Rcga-te as autoridades policiaes e possoas
particulares ou por quem posta er encontrado o
mandom pegare levar a ra do Rozarlo, padaria n.
le, que se recompeusar generosamente.
=_Fu*", no dia 11 do corrente, una parda, don-
me It.ij u.iintla de boa altura, cobellos Hurlados e
cortados, corpo cheio rosto redondo, enxerga pouco
por tor bollda nos olhos; tem na nuca umacicalrigross
quasi da tamanho da palma de una nio e cima U cicatriz tinha um sedenho aborto, lia 3 dias deque
talve te.iha tirado a rita c deixado fechar; levou um vol-
ido de chita desbolada que foi encarnada cujo ves-
tido tem ..o rodape da parte de detra uui romeado
novo da mesma chita he de tuppor que inculque
torra porque j assim fea um vez que fugio e mais
lara agora porque furtoudecasa un chales do chita
encarnada um vestido de chita riscada, azul e amarol-
k'i de,uu,a '"^nina de menor corpo que ella c urnas
cnuiellas, ti agei estes com que lalvez ande vestida,
para melnor se inculcar forra: quem a pegar, leve a ra
da Crui no Recife, n. 3, que ser bem recompensado-
"".?' watyp tn-n. r.Mrmii s'l^


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ETMEUHIFL_53T6UO INGEST_TIME 2013-05-01T01:01:44Z PACKAGE AA00011611_09441
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES