Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09440


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Full Text
Auno de 1&6.
O 01ARIO public-se lodos o* das que n3o
for'in de uuarda: o preco daassiirnalur.i he de
i/000 rs. |or quartel, pagos adiantadnt. Da
(anuncio* dos assie.aa.iles uo inserid* n ratn
de 50 reia par linfia, 40 ri* e n Upa diUereii-
te, e repetir*)* pe iMUult. O que nao lo-
rem Minnle5 p-.g5o 80 ru por lian*, e 180
em typo dTerente.
PHASES DA LOA NO MEZ DE OU rUBRO.
l.u cheia a 4 a* 7 lior 40 minuto* da Urde.
Minra e 47 ma. da man
La nova a M a I Nora r J4 inin. da manh.
Crcenle a 27 ao49 minutos da Urde.
Quinta-feira lS
PARTIDA DOS CORF.IOS.
(iolanna Peralivl* ,.Se?nnds e S'ilii leira.
Rio Grande do Norte, chega na* Quarla* feiraj
no raeio da e parle lias mes...ai hora* nal
Quinta* frra*. i
Cilio, Veriiihaem, Ro Formlo, Porto Calvo e
Macey no l.*, 11 e Sl dcada me*.
1',,-ii.iiiIiiiiij Kouito a 10 e 24.
Boa-Villa e Flores a lie 2.
Victoria na* Quintas letras ,
Ulinda todos os das.
PRKUUR DE H'iJfi.
Priineira a 0 li. 3U minutos da Urde.
SKiiuda i0b.il minuto* da manliia.
de Outubro.
Auno XXII N. 50.
das da semana.
IS Segunda. S. Cvpriauo. Au I. d > J. dotorple
I do J. do C. da 2. v., do I M .la v.
13 Tere. S. Eduardo Aud. do J. do civ. da I.
v. e do J. de pe do 2. clist de t.
1 I Ouarta S Calalo. Aud. do J do riv. da 2.
v.edoJ. de puf dozdil. .f* l.
la Quinta S l'l.ereza de Jess. Aud doJ.d*
n.ilif.os. do I municipal da I. vara.
10 Sexta. S Viarliniauo. Aud do J. do civ. da
i.. cdoJ. depazdo i. dial. det.
17 Sabbado. S Florentino. Aud. do J dot,
da I v.,edoJ de as do 1. dist. e J. de t'
A Domingo. S. Luc* Evangelista.
CAMI'IOS NO DA 14 DE OUTOBRO.
Camliio sobre Londrr* 27 a ,. Paites* rti por franco.
. IJthoa 100 % de premio
Deac. de letras de boas firmas I '/, p. /
OiiroOnca* beipanliola* I0000 a
Modasdr njinovel. Ij'0 a
i de B*4(in nov. if(MI a
. a de 4*000... 0/100 a
Prata Palace*....... I0
j Pesos columnares I "90 a
Ditos lacanos. i|J0 a
. Miuda......... I|70 a
Aecesde Comp. do llelieribe de 40*000
Od.
aomei.
Il|200
Id*-*
l*|70O
9'J0n
2|00
l|40
1*7(0
-o par.
DIARIO DE PERWAMBUCO
________ _________________________ :-.. I ..."--------------------------------------------
PA-T FFIC A .____
(\>ii>n.n do i'is \ i'uiis.
QUARTEL-GEPJERAL NA CIDADE liOiEClr'R, !4
l>El>UTUURODGl846
O DE M DO DA N. 128.
Na confn midade do regiilamenlo de 1764, dar-e-ha o
loque de recolher as 9 horas ; o que se (ai publico de or-
deni do Sr. general eoiiiinaiulanle da armas, para de-
vida execuco.Jote da Silva uimaret, ajudanle de
ordeus.
-
PFRNAM8 ASSEMBLA PROVINCIAL.
SESSO EVI 13 DE OUTBRO DE 1846.
PREaiDENCU DO SU. SO0Z TEIXEIBt.
Continuaciio do numero antecedente).
Leem-se na mesa os seguintes pareceres; dos quaes
flea o primeiro adiado, por ter pedido a palavra o Sr
Nune* Machado, e o segundo be julgado objeeto de. deli-
beracao e mandado imprimir.
i. Jos Pollcarpo de Freitas, professor de primeiras let-
tras no rollrgio dos orphos da cidade deOliuda, paia
evitar dtivldas acerca das vaiitagcns.qiic julga competir-
lhe, pede, que esta assembla declare, se elle se acba, ou
nao, na classe dos professores publico*.
A commissao de iustrucpo publica, considerando,
que pelo arllgo 31 da lei n." 158, do I. d'abril do corren-
te anuo, foi o presidente da provincia autorisado a dar
estatutos e regulaiuenlos adminislraco dos orphaos
e instruceu primaria da provincia, be de parecer, que
seja archivada a petlco do dito professor, para ser a-
preciada, quando se tratar da approvaco daquelles e*
1.unios e rcgillainentns. Sala da* con.nussoes d'assein-
bla legislativa provincial de l'ernanibiieo, 13 de outu-
bro de 1846. l.ope Nello. Carvalho. Ferreira llar-
reto.
A commissao administradora dos estabelecimentos
de canil.ule no seu relatorio de 31 de agosto doeorrente
anuo, solicita desta assemhla a concesrao de umaqiiota
aiiiiuai para concert dos predios do patrimonio deaaf*
estabelecimentos, allegando acbarem-se em sua intali-
dade abatidos, por nao terem sido reparados em tempo.
Tainhem pede, que se llie permita aextiaccao de nina
lotera annual de crin eolitos de ris, para coin a porecu-
tagem della edificar no siti il.is Coelhos, pertencenle
ao dito patrimonio, mu hospital ooni as proporciV* con
venientes para reculber inaor iiumero de enferinos, vis-
m nao estar em propor^o coin a populacao da provin-
cia osi|iie podem ser admttidos na casa, que aclual-
inente serve de hospital de cu id.ule
A commissao decantas e despezas provinciaes, a-
inccianilo lan justa rrclamacao, e conveneid i deque o
esclarecido zelo da referida coinmJaMO ser iisiillieiente
sein o auxilio dos colres provinciaes, para evitar a ani-
qmlacaodo patrimonio daquelle* cslabclecimenlos. e os
males ir.separaveis da aCCUIIllllaOHO, as ponte*, mas c
(iracas desta cidade, dos desgracados, que uellas diaria-
mente expiriio as garras da miseria, e privados dos soc
corros, que devero esperar da ci-'illsacao e humaiiidade
do povo periiambucaiio, entende, que se deve adoptar a
seguime resoluco:
' A assembla legislativa provincial de Pernainbuco
resolve:
> Artigo-1." Ficfio concedidas adminislraco dos es-
tabeleciinentos deeaiidade desta provincia viole lote-
ras de cen contos de ris cada una, as quaes se i fio ex-
trabidas comu l'or niais conveniente, c de preferencia
oulra qualqiirr.
Arl. 2.* Do capital das loteras sobreditas se dedil-
vira o lien, liciu dedn/.e por cenlo, para ser exclusiva-
mente empegado na i ililicacio de un hospital de cari-
daile, que se far nu sitio dos Coelhos, e lera a denouii-
narao de -- Hospital de Pedro II. =
" Art 3. O presidente da provincia lira autorisado a
despender annualiiiente coin a reedilicayo e concert
dos predio* constitutivo* do patrimonio dos cstabclcci
mentus de caridad.- desta provincia, a qu inlia de seis
contos.
Art. 4.' No crreme anuo linniicciio a quania, de
que trata o artigo antecedente, ser dcdii/iila (las sobras,
que hoitvcreiii na appracao da renda provincial, e da
importancia do ordenado do secretarlo do govrrno; fi-
caiulo para isto revogado o artigo 3." I." da lei n.u I8
do 1." de abril de 1846, na parle relativa oo dilo secre-
tario.
a Arl. 8* Fico revogadas todas as dispoticoe* em
contrario.
Sala dascoinniistoe* da assembla legislativa provin-
cial de I1, i o.i ni lu. o, 12 de outubro de 1846. Lopti .Sil-
lo. Villrla Tnrarrs.
OSr. i .o Secretario le o srgiiinte requeriniento:
Requelro, que se pecao ao govci no da provincia as
seguintes hifuriuacoes: o iiiiinero das Ficguezia* da pro-
vincia, ana denuliifuacno, cxiensfin, e populacao di cada
una ; deelararfio dos lugares, euiii rjue conGuSo, lugar
aoude eslSo as respectivas inalrizes, e suas distancias as
extremas. A'unrs Machado, a
Apoiado, entra em diseussiio.
OSr. Kelto lie de npinifio.que o requei imenlo, lal qual
seaeha, nao deve ser appiovado, porque exige da pre-
sidenr a infoimacocs, ijue ella nao e.-i habilitada para
dar; jBStiSca tita liio habiiitacn ; e declara que, coin
quanio esteja disposio a volar pt lo rrquei iuu ui<> do Sr.
d. pilludo, na parle relativa denoiuinacao das fregue-
zlas e ao seu numero, deixai de volar pela outra, pe-
las rascs, que j leo.
(I Sr. Aunrj Alachado suslenla o seu requerimento, al-
legando: primo, que as dillieuldadrs, que na salisfa-
cao do pedido, que por elle se faz. procurou rnxergar o
Sr. Nelio, nao sedan, porque abi te nao marca o prazo,
dentro do qual deve a presidencia prralar as intuma-
(.""; secundo, que, anda mriu que mis mioi nia-
coes venbo a casa d'.-iijiii a annns, deve ser approvado
o i. quei iiiicnlo, que as pede, p.o. sao ella* de grande
utilidade a provincia, e a qualquor tempe que che-
giiem, piideni orientar a caa nos negocios, de que bou-
ver de tratar.
O Sr Hamlo vota pelo requerimento, por julga-
lo til, e por se dar a cirruinitancia de nao se exigir, que
, venbo ja e j os rtclareviuirutos nelle pedidos,
i O .".r. fgueirrdo declara, que vota de boa vontade pe-
lo requerimento, e al I he addicionaria, se fo*se possi-
vej, uiaii un iiienibio; isto be, que c sobreteja em
qiialqurr divio de freguezias, emquanto nao vieren da
presidencia o* esclareciuienlos pedidos. (iadn) Ac-
crescenta. que, anda que nao fosse posiivel ao Kxin.
presidente dar as iiiforiuacoes estatislicas pedidas no re-
querimento, coin a conveniente exaclido, ao menos
pndc-lo-hia faier approxiinaiivaiuente, c que isto mes-
mu seria boin, alm de acoslumar aos presidentes da*
provincias a pensarein mal* snbre os dados ettatilttiMM,
to iiici ssai ios aos uielboraineiitos moraes e niateriaes
da provincia, c inesnio a inforiiiarem s assembleas nos
seus relatorios, qnasi seniprc delicienles nessa parle,
solio- as dilliculdades, que se leein a vencer para se re-
colliriein eses dados eslalislicos, indill.rentes agricultura, industria, artes e pro-peri-
d ule real da provincia; e. f.izendo inais outras reilexes,
conclue, volando a favor do requerlineulo.
U;-sc na mesa una emenda do Sr. N.tto, suppressiva
dj ulliina parte do requerimento do Sr. Nunes Machado.
Apolada, entra em diseusso.
O Sr. JVfHorr*pondc as observacie* do ar. Figueuedo,
c conclue, prdindo llcenca, para retirar sua emenda
Consultada a assembla, anime ao pedido do Sr. de
pillado, e approva o requerimento do Sr. Nuiles Ma-
chado ...
Entra em discussao o parecer da commissao de emi-
tas e orcamento das cmaras iniinicipaes, acerca das
tontas da cmara do Uouito. (Vid Otarlo n. 20, es-
sao de 12 do coi rente.)
Depois de pequeas observaces do Sr. >eito, lie o
parecer julgado discutido a approvado.
inililM DO DA,
Conlinuiif.io da disemino do profera n. 19, relalivo a* eau-
lai da fazenda provincial.
OSr. Villrla Tararee: Senhor presidente, tendo de
entrar na diseusso deste projecto, julgo de meu dever
prevenir a V. Ex. ea casa, que cu teubo.sobre a materia
suhjeit.i una oppiniao talvez heni diversa daquella, que
be adoptada por muitos dos nicus nobres amigos, alguns
dos ipiaes tcem atiento ueste recinto : pude ser, qUC es-
la opiniao seja singular, que eu nao tcnlia bastantes ar-
gumentos para iuslenta-la; mas isso ier defello de tul-
Sha intelligenca, e entao pey aos nobres depnladns,
que me esculao, que lenliao toda a indulgencia para
toiiiinigo.
Devo tanibein prevenir casa, que cu consagro muilo
respeito a legislaco do ineu palz caos decretos emana-
dos do poder competente, mormente, quando esses de-
cretos, antes de baixarem, sao levados consulta de um
corpo tau respeitavcl, como o concelho de estado, de cu-
jas lu/.es e patriotismo me nao he licito duvida mas,
Sr. presidente, nein porque cu pense destalle, me jul-
go inhibido, naqualidade de depulado provincial', de
proferir na casa alguuias reflexes, assin sobre a l.gisl.i-
cao do ineu pal*, como sobre as ordena decretos do go-
verno, mxime, quando emendo, que essas reOesoea
sao convinhaveis c conducentes ao llm, que me pror
polillo
Senhor preiideate, he inlnha oplnlo, que a lei n.24-2
dezDdeuuv.....bro de 1M1, que estabeleceo e creou os
jiiitos privativos para os fetos da la/einl.i nacional, si-
nfn he diaiiietralineiile upposta a lellra da coustituicao
do imperio, ao menos nao he muilo conforme COtn osen
espirito, porque na coustituicao se achfio designado*
quaes os juizes, que havera. tanto para o civil, ionio
para o crinie, qual o carcter desses junes, a nalurc/a de
tuatobrigaedea; eno ejo, queatll se ettabeleca ouiro
loro privilegiado, alm do dos militares e eeclesiasiicos,
lias causas ni.lmenle militares e ecclcsiislicas : ora, a
reaefio daaVulto* dos feiios da hienda importa um i"-i-
lleaio, e o estabeieciuiento dejuizes, que nao sao os de
..ircilii no eriineeeiMl.reconhecidos pela coustituicao :
logo eu posso concluir, sem prccipil.icao, que a cuacan
Seise loro especial nao he muilo conforme coin a cons-
loiio do imperio. Se, porm, enlendo, que a le de 98
de nuvenibro de 1841 nao esl em barman! i coin o Ululo
6 do pacto fundamental da nacfio, cao contrario pare-
ceoiiposla aoseu espirito...... nao posso deix.ir de en-
tender lamben., que 0 decreto de Mdejulhode Ibo.qiie
determina, que as asscinbl.is pnniiiciaes erm odireilo
de decretar, que os (ello* d.t fatertda provincial corroo
por este ou aquelle juizo. nao he luuito coi.foiinc com o
eaplrito do acto addicional. (Apoiadot,
Scnhores, ningueiii he maiscioso doque eu, dos "Jirel-
tos das prerogativ.is e das all ibuicocs das assen.bleas
provinciaes; cnteudo uicsnio, que estas asseiublcas, es-
l.indo niaisein contacto coin os interrsses iniinedialos da
provincia, eslfio inais no caso de curar seus inale* e pro-
mover o mu bein ; eu quimera, se me fosse poss.vel, am-
pliar anda inais a espheia de nossas attribuiioes ; mas,
cinquanlo o podi complente nao fuer essa obra, cu a
nao recoiihei o, nao quero sabir do crculo, que a le......
naca. Netla materia, alias tan importante, ede taogran-
de momento, cu nao devo, eu nao posso conclu, por
presu.iipces, siiu pelo que est escriplo ; e nao estando
tal douliina rxarada no aclo addicional. nao posso ilei-
>ar de me pronunciar contra ella....,
OSr.Jote liento: Apoiado.
0 Urtidor:Donde podemos mis concluir, que as asseni-
ldas provinciaes leen, odireilo de legitUU sobre a mate-
ria en! oiiesto ? Ser do di.cilo. que leein ellas, de hsca-
li- ir as re.das provinciaes? < indo,que este argumento
neira, por que entendeo ou concebcu o decreto de 14 de
julho de 1846.
Scnhores, o nobre deputado entendeo, que por e*e
decreto, nao smenle a assembla fcgislativa provincial
pode decretar, que us fritos da fazenda provincial cor-
ri por mu foro diverso d.iquelle, que se acha rsUbe-
lecido pela lei de 2!l de novembro de 1841. senao tanibeni
esi.bi'li'cii as regias do processo, e slohe o queeu
vejo uo seu projecto, que conten tres disposicoes. 1.
Que o co.ibeciinento dos feilos da l'atenda provincial
passe liara o foro cominuin. %.' Que sen julgamento
seja pela 8." vara crinie da capital. 3." Que o processo
seja o inesnio cslabelecdo para a* causas da (atonda
gcral.
Uuanto priineira dsposicaoja cni.lli a minlia opi-
niao, e agora direi de inais a inais, que o nobre deputa-
do proferio honleiii na casa una proposicao, q......sta
inleiraucnte de accordo com as ininhas conviccoes.
Eu entend), que, pela proiniilgacao da le de 9 de no-
vembro de 41. o juizo dnsfeitos da liuenda nao poda
arrogar-*a o direito de processar nos feilos da faieuda
provincial ; porque essa lei trata smente da lazenda
nacional, e j se inostrou com toda luz a multa dillercn-
ca, que ha cutre fazenda nacional e provincial : por
Bonsequencia deverio os fetos da fazenda provincial
continuar a correr pelo lora) ciinnnuin. como corran ;
sendo que por isso e nao pelo decreto de 14 de julho de
1846, enlendo, que pudimos estabelecer a priineira pro-
posicao do projecto, (Apoiado)
"uanto a segunda e terceira proposicao, por mala
Mlorco, que faca, nao posso opinar por ellas, e direi os
motivos, que icnhu para conibati-las.
Senhorea, foro coininuin, tomado no sentido abstrac-
to, con.prebende, he verdade, nao su o juizo cu el,
Domo O julio criminal, porque, em regia, f.'.ro com-
iiiuin be o que nao he privilegiado ; (iipainilot) lea,
quando se Talla em hvpothese, ou em relaco a alguui
nlijeclo ceno e determinado, loro eomiiiiiiu he sem-
pre aquelle, que Icm a iialin cza da causa, de que se
traa....
0 Sr. Mendet da i'uii/.i : Apoiado, islo lie claro.
O Orador : Assim, pois, se traannos deotline, pa
os quaes nao ha mu foro privilegiado, o foro coniniiini he
O julio criminal, e nunca o civel; e vice-versa, se tratar-
11)01 de Objeeto* puramente chis, foro coininiiin he o jul-
io do el val, nico competente para processar em tais fri-
to* Esta diiutrina he sa ; e acredito, que com jnsii.a
D0 pode ser impugnada. (Apoiadot)
Senhorea, esta luloha proposicao he tanto inais ver-
dadeira, quauto a argumenlavao do nobre deputado nos
leva a esta concluso r= que podemos ampliar. OU res-
trlugir as allribuivoes dos juizes, creados por leis ge-
raes, desnaturar niesmo suas funecoes, OU confundir ai
deun itti COin ai de outros, aiunicutai a jui isdicc.ao
distes, c diminuir daquelles r= objeeto absolulanien-
te alheio de mis, objeeto, que so compele a ass.....blea
geral legialativa. 'Apoiadot) Piide ser, que eu esleja
engaado, mas o que concilio da legislaco de ineu
par lie Justamente aquilio, que digo.
E de oais, anda inesnio soccorrcndo-iins do decreto
de I i de julho de 1846, supponho, que nao podemos ti-
rar a illaco de que nos he permillldo crear ou designar
um j 111 / privativo para os feilos provinciaes : o decreto
nos' da a esculla entre o jui* privativo, cread., por le
geral, e o foro cominnm, na dlter f8ro commuin nio
he designar d'entrei o jnitet, que o conipc-eni, um
e-p cial para fiincciouar nos feilos provinciaes. os p-
denlo* maullar esses fritos para o loro couimum, inde-
nendeilteineilte do decreto, mas nao podemos dlter,
que corrAo pela priineira, ou iegunda vara, Stc. inc;:
isin he o que eu emendo, e o contrario importa a creacao
de um Julio especial. Tanto he verdade o que cu acabo
dedizer, que no inesnio decreto de 14 de julho ass.ni se
i sl.ili.lccco. (/.r o decreto)
Estas curtas observaces serao bastantes para l.i'.i .
CTerao I.....re depulado, ineu amigo, que, em verdad.',
netia p.nie n teu projecto he pouco tuitentavel. Entre-
unto, pode ser, qu? a discussao me oliente demudo,
que mude de vol, siiigindii-nie a opinao do nobre de-
pul ido. i
sobreest assumptoalgumas consderatdes, aem todava
ter a pretutnpcaoHe que os meut argumentos vao con-
vencer inais a assembla.
Altendendo, Sr. presidente, para a lei, que creou o
privilegio do furo da fazenda, slohe, o juizo privativo
para as cansas da laicnda, vejo, que ella se exprime por
esta mancha br),
4SSUI. pois, para tabermot, se esta le comprehende
os fritosd* lazenda provlnetal, cumpre examinar o que
devenios entender pelo termo /umi.inarioiaf ; porque,
se porvenliua esse termo comprehende, nao s a fazen-
da geral. como tamben) a provincial, he claro, que a le
be applicavrl aos leilos da fazenda provincial ; e se nao
comprehende, segue-se o contrario. Isto posto, digo,
que o termo alenda nacional nao inclue em si a fatenda
provincial, pelas rasi.es, quepasso a tubmetter a con-
sideraco da casa.
Sr. presidente, antes de se achar ettabelecido o aclo
addicional. isio he, quando nao ludamos esse tal ou
nuil s\ sleii.a federativo, que adoptmus em consequeu-
cia das reformas d.i lei constitucional, e que consagra
una certa Independencia do poder legislativo geral e
provincial, nao ha duvida, que nenhuu.a dlsliiicvao ha-
via entre fazenda geral e provincial, entre ben geraes
e provinciaes, e que coiiseguintenielile toda a lazenda
publica era coiiiprcbendida dehaixo da denoininacao
geral de fazenda tmri'oiini ; porm, lgo que, pela pro-
mulgacSo do acto addicional, se estabeleceo este *y*(e-
ina federativo lal ou qual, deque eu acabei de fallar.
esiali.le.co-se iunbeiu a distineco entre fatenda geral
e lazenda provincial, sendo fatenda provincial aquella,
que particularmente perlenec provincia, e fatenda
geral aquella, que perlenec i nacto; c conseguinlemen-
te, quando se falla de fazenda nacional, falla-se da que
pertence nacao, e este termo nariimaf he aynonimo di-
geral. Verdade he, (|tic, considerando o termo nananul
como svnonino de publico, pode-te chamar a fazenda
provincial nacional, porque he publica ; mas os termos
nao tio cnipn gados inste sentido ; emprrga-se o termo
nacional emcourraposlciio a proiinri'ol ; de maneira que
pode diter-se, que nao he provincial o que he nacional,
que nao he nacional o que he provincial, porque, con*-
litucionalnieiite fallando, diz-se lazenda nacional a que
pertence a naci, e ola he particularmente de nenliu-
ma das provincias ; e fazenda provincial aquella, que
pertence esta ou aquella provincia, e nao nacao.
Ora, que esta distineco existe, e que a exprrssao ,a-
snii/.i iincomi/ he empregada em conlraposlc-o a exprs-
sao lat*MU prneiiirial demonstra-se claramente pelo ac-
lo addicional, e essa deiiionstraco se dedut do artigo.
cine hoiilcni live a honra de lembrar ao meu nobre aini-
go, que se a-scnta iiiinha direila, quando fallou, io
he, o segundo membro do ^ 7 do artigo 10, onde o le-
gislador constitucional explica o que sao empragado* ge-
s e provinciaes. El* o que elle diz (l).
portarla acuelle de crear um juizo privativo para as cau-
sas das cmaras inuiiicipaes nesia especie ; mas lu isso
O que nao sucede, porque essas causas correin pelo Toro
eoinmiiiii. Poderemos suppr esse direito como conse-
,..i, ncia do direito de inipr? lambeni nao ; porque o
direito de inipr he claro, elle se acha explcitamente
estabclecioo uo acto addicional, c porque in.pun.os. nao
e segu logicaineiite, que podemos crear, ou desigual
luizes, attribuiro exclusiva do poder geral, e tao lin-
poi lame, que nc. escapara ao legislador escreve-la, e
oue certo nao pi.denint tomar por illacco.
Mas, Sr. presidente, o nobre deputado, autor do pro-
ieclo, para lundainenla-lo, recorreo a esse decirlo e
14 de ulhn de 1846, ea.guu.enloii taii.bem com ascon-
veniencias publicas, deinonatrando, se nao com eviden-
cia, ao menos con. alguu.a clareza, que se nao ten. isc,-
lisado bein, que nao icm do bein.arrecadada a divida
activa da proviucia pelo juno do* fritos da fatenda. (A-
Tu"respeito a Intelligencia do nobre depulado. autor
do projecto, rrcoi.l.eco eu* conhcciinentoJ pralicos e
*eus talemos, honro-me multo com a sua amizade tran-
ca r leal; mas o nobre deputado ha de dar-nie licenca
Pelo ipie respeita a terceira e ultima proposicao do
projecto, farei anda nina breve consideraefio.
Scnhores, as fonniilas do processo nao san una colisa
indill'erenle ao direito das paites, (iqi.i.u , das formulas depende milito o lucio de veriliea.-se
ei*edireito, c sao ellas gaianlidoras da lbenla.le, da
propriedade, e da vida inesnio do culada.. : jpofifal
assim, pois. como pbdem deixarde fazer parte do cdi-
go do processo e das bis geraes do imperio, e calincni
sobo dominio das assen.bleas provinciaes, que. COIU-
quauto nosofferecao multa* garantas, nao podem le-
glslai para todo o m)ieiio, e nein sobre lal assiunplo
Pretender, que as assen.bleas provinciaes possao esla-
beleeei regras do processo, formula* garant doras do
dir. itn das parles, nao he introdu/.r o desnrdem e a
aiiarehia inesnio no foro judi. ario? Como poderlao as
relacoes dos disti ielos, e o supremo tribunal de justica
Mohecer dos recursos ntrrposlos, havendo lana vare
dade de regras do processo. podenilo cada provincia la-
lerreipelln o que Ihe pareoraM? Acha o nobre de-
pulado que islo he curial .'
Senhorea, o Hin, que leve o nobre depulado com o
sen projecto, fui fazer com que a arrecadacao e liscah-
saco das rendas piovuciacs seja inais pronipla; que a
provincia nao continu ueste desfalque em que
cha, pela milita moroidade, e talvez delcixo ineiino ,
que exista nos prnressns da fatenda provincial : enteiido,
que,como esto as cousas, a liscalisacaohe in; mas para
istu basta, que digamos os feilos provinciaes corrao
pilo loco cunn.um. sem declaracao de qual seja o
jui.enem de regias do processo ; porque ja se enlcii-
de, que n processo, einquanlo nao for reformado por
lei geral, subsiste o niesmo; (apoiadot) alm de que, ja-
mis cousenliiei, que se diga, que para o feilos da fa-
zenda he i... llim o processo urdiuaho, multo toroso, e
prolelauo. ,
Sao estasas rrflrxoes, que tenlio de aprrsentai Aca-
ta que as lomar na consideraco, que Ihe parecer
justa.
O Sr. Joiiouim Vltla: Sr. presidente, cu estou con-
forme com o nobre autor do projecto, na Ideia cardial,
iiie elle apres. iitou ; julgo de grande utilidade, que O*
rito* da fazenda provincial sejan lirados do juizo priva-
tivo dos fritos da fazenda geral, e que a assembla, fazen-
do-o,estnoscudireilo;e entendo-o assim, Sr. presiden-
te, porque, atlcndendo lei, que creou o juizo dos feilos,
cielo, que ella nao couiprrhcndco. nein poda compre-
hender o fi itos da fazenda provincial. Iloiiiein, na ca-
sa, o nobre depulado, autor do projecto, desenvolv o es-
te pensamenlo, a meu ver, muilo bein, de maneira que
Ota ir. presidenU-, *c por fatenda nacional se enleu-
deise, nao so a fazenda gcral, a que pertence i na9aoao
todo, como tanibem a provincial, Isto he, a que perten-
ce a cada una das parles, de que se compdc ee todo,
qUC se denomina Dacin seguir-se-hia, "que o acto
addicional eonafderava como empreados geraes os In-
dividuos enipregados na arrecadacao, hscalisacao e
coulabilidade da fazenda provincial, mas elles nao sao
cinprrgados geraes, < sin. provinciaes; logo he claro,
que a exprrssao fatenda nacional, empregada no aclo
addicional, nao eouiprchrnde a fatenda provincial, an-
tis foi empregada em contrapotlejo ao termo fatenda
piorincial ; querendn legislador estabelecer urna dis-
tineco bein notavel entre os empregado* rnearregadoa
da arrecadacao, fl*cali*aci e contabilidade da fazenda
nacional, e os que se cuipicgfio na arrecadavao, hsca-
llsaco e contabilidade da fazenda provincial.
Parece, pois, que fiel denionslrado, que, segundo a
terminologa constitucional, o termo fazenda nacional
nao comprehende a fatenda provincial. E qual a rasao,
porque, despnzand.i a intelligencia, que nos da o aclo
addicional, Invenios de cutenaer, que a rxpressao fa-
zenda nacional, empregada na bi, que creou o juno pri-
vativo dos frito do fatenda, abrange a fatenda provin-
cial, quando, ao contrario, devenios entender, que he
empregada eni couttapoticao fazenda provincial
M i-, m presidente, cu vou mal* longe, vou demoii-
ir.ir. ineimo pela le, que creou o juizo dos fritos da
fazenda, que o termo fazenda nacional, nrlla emprega-
ilu, se .leve entender como sjnonino de fazenda geral,
em contraposicSo fazenda provincial, c isso se depre-
bende, coinbinaiido o arligo 1." enm outros, em que
a lei usa do termo fntmita nacional. Por cxe>uplo o arti-
go 8." assim dispe (l).
Ora, havera duvida, que esses procuradores da la-
zenda nacional, de que aqui se falla, sao procuradores
da fazenda geral? t icio, que nao porque no arligo
al ...auao-se-lhes ordenados: logo temo* na. mesma
lei a exprrssao fazenda nacional lomada como synonimo
de fazenda geral, e conseguintemente em contraposifao
ao termo provincial Temos anida o arligo II, que esta
concebido nesles termos (l).
Aqui lambeui se ve. que thesouru publico nacional
se cniprega em conlraposicao thesouro publico pro-
vincial ; porque iiingnein dir, cine nesta palavra nacio-
nal coin relaco ao ihesouro se Inclue o thesouro pro-
vincial : logo temos ainda na mesma lei o termo nacionn'
como sviioiiimo de afni. Em outros artigo* ainda po-
derla mostrar o momo. Porm, Si. presidente, vou
ainda mais longe na miiiha argiiinrntacao, e ereio po-
der demonstrar, que, se a lei do juizo do* frito* da fa-
zenda dissesse tamben respeito aos feilos da latenda
provincia!, a assembla geral teria cxorbilado de suas
atlribuices; oque basla para demonstrar, que a le nao
os inclue. pois nao devenios suppr. que uin poder po-
ltico nuizesse exorbitar de suas at|ribui(e*.
Antes da reforma consliluclonal, o poder geral exer-
cia as atlribuices, que denois pa**ar|o para as assem-
bleas provinciaes, e nina della. era decretar os mi n
concernentes a boa a.recadaVao da fazenda Phlica
como se deprfhende do f) II do artigo 15, que diz.
assim (l).
Porm deiiois que se publicou o acto addicional, e que
velo a disposico tainbein constitucional do ^5. do art.
10 licou pcrtcnc.'do s ass.niblas proriuciaet eatavat-
tribuic.i.....a parte relativa fazenda proviucial, Isto he,
pa*soupara a assembla provincial a atlribuicao de de-
crrlar os ineios coiiceriiente.s boa arrecadacao da fa-
tenda provincial, que al enlao eraexercida pelaaseni-
bla geral, conjiincian.cnie com a de decretar os nielo
cunee i nenies a arrecadacao da fatenda geral. Se, poi*.
a atlribuicao se dividi segundo o objeeto, de cuja arre-
cadacao se teni de tratar, he pertencenle a fatenda na-
cional ou provincial, he evidente, que a assembla ge-
ral licou desde enlo inhibida de legislar sobre o* ineios
'III, UC I ll>i lli !! MU I -- r^ --------------- --, -^
,, secutar cou*a algu-1 de ar.rcadar a fatenda provincial; alia* deixarlao deh-
p;rVV,;er".uma.-breve.-reieie* a re.peito da uta- ^[^Z^T^^i^^^^ *e,Pre|c.r eviremada* asa,tr,buit, e dara isto.ug^ 4 to-
i
mm



nmeros conflictos. Ora, isto he tanto verdade, que, ae
altenilernws mais especies, a respeito das quaes tinha
a assembla geral o ampio direito de legislar, veremos,
que se verifica a nicsnia conclnso, depuis que esse di-
reltn fni parlilhado entre o poder legislativo geral e pro-
vincial Sallemos, que o poder legislativo geral, ein vii-
[iitic iln;. 16 do art. 15 da constiiuicu, tinha o poder am-
pio de crear e (iipprimir empri'gos pblicos, e estabe-
leeer-llies ordenado?, sem distioeco de empregos ge-
raes, eprovineiaes; mas, depois que essa attrihuico lu
dividida pelo acto adilicinnal entre a assembla geral e
provincial, lem a assembla geral o iiicmiio direito am-
pio de crear c siippruiir empregos provinciaes, ecsla-
belecer-lhcs ordenados? Ora, o que se verifica nessa es
pecie he oque seda respeito da especie, deque tra-
tamos.
Assim, pni. Sr. presidente, creio ter mostrado, que
a le, que creou o julio dos feilos da fa/enda, nao com-
prehende os fritos da foseada provincial,e sendo isto lo
conteslavel fao menos pora inltn. julgo-me autorisado a
eoocluir, que, se os feitos da hienda provincial sao bo-
je pr.iressados no Julio privativo dos fritos da hienda
nacional, be por un abuso, por una ni inlerpretacao
da lei de sua creac, e que nos, tirando o julg iiuento
dessesfritns aojiii/n privaiivo, nao f.iiruios oais do que
cortar o abuso pondo as rousas no estado, ein que esta-
ra", se porventura se nao dsse o abuso, e lili interpre
tacan. Pnrqoe, Sr. presidente, pergunlo, se nao se lives-
e entendido mal esa lei, se se Ibe dsse a iiilelligcneia,
que acabo ile inoslsar ser a verdadeira, uo cstario os
fritos da faienda provincial no foro cominillo, como ra-
la van antes da lei? Muguen! o contestar. Loga.inandan-
iin-os proeeaw no foro commutn, festabcleceuios as
musas no p, pin que estavo antes, e sem tlennos al
leraco aluiiuia. usamos de un direito ncoiilcsl.iwl,di-
que se suppunha esta assembla esbiilbada, julgando-
iie, que a assembla geral tinlia legislado sobre a arre-
. adacao da faienda provincial, como se fura competente
para isso. _
Mas. Senbor presidente se me coiilormo com a ideia
ra dial dn projecto, que reconheco de grande ulilidade,
lodavia nao concordo ein que possamos estabeleccr um
juiso privativo para conliccer das causas da faienda pro-
vincial e por isso peco liernca ao meu nobre amigo, au-
tor do projecto, cujas loses alias milito respeito, para fa-
icr algiimas pequeas consideracoes,addieiouando-as s
que j a este respeito leeni sido apresentadas na casa,
lulgo nao ermoscompetentes para estabeleccr mu joi-
,i> pi'iviiuvo, que he o que importa a dcsignaco dojui
da segunda vara do criine, para conhecer das causas da
faienda provincial ; porque esloit convencido, que de-
pois da inlerpretacao do acto addicioual nao podemos
crear autoridades judiciarias, nein alterar a naturea c
attribuicfiesdas creadas por lei ge rara.
Sr. presidente, uo.....remoiitarei a essas pocas an-
teriores Inlerpretacao do acto addicional, para inves-
tigar as ampias attrbucdcs, de que goiavo as assem-
Idi'as provlnciaes; nao discutir!, se essa interprctaco
fni antes urna reforma do acbl addicioual, do que pro-
piamente iimi inlerpretacao ; porque omitas vezes, se
nao nela tribuna, ao menos pela impreusa, tenho mani-
festado, o meu pensainento a este respeito. Fosse, pois,
ou nao reforma essa Inlerpretacao, o certo he, que ella
est sanecionada pelo eonsentlmento da naro, c que a
(Invenios respeitir, como lei do estado, embora os le-
v.isladorrs, qne a confrcconro, sabissem ou nao do
circulo, qdr Ibes eslava tracado. Assim que, Sr. pre-
sidente, considerando a inlerpretacao do acto addicio-
ual como lei do eslado e lei constitucional, iigando-
llie tanta forca. quanta ligo a conslitiiiro primitiva e
sua reforma, devo, em materias taes, como a que se
discute, guiar-ine necessarianiente por ella; e he ein
vista dril i, que digo, que a assembla provincial nao
est autorisada para fazer o que o projecto consigna ein
sua segunda parte.
Antes da inlerpretacao do acto addicioual, algumas
asseiublas legislativas, em virlude do 4." do art. IU,
entendern poder legislar sobre as autoridades Indicia-
rlas, mesino em relacao sua nalurea e attribocdcs,
c ueste sentido legislarn; mas, depois de promulgada
n inlerpretacao do acto addicioual, que no art. I." rxpli-
cou, que a palavra pnlicia roinprehendia a polica mu-
nicipal e administrativa, e nao a judiciaria, nao resta
oais duvida, que as assemblas provlnciaes sao incom-
petentes para legislar sobre esta maleria. Assim, por
'xemplo, o nobre autor do projecto nao poder negar,
que as assemblas provlnciaes sao incompetentes para
crear novas autoridades judiciarias, aliu daqudl as,
que eslo estabelecidas pela le geral (nao fallo em rcla-
v,i ao numero). Dir, poroi. o nobre autor do pro-
jecto, que nao cria una autoridade indiciarla nova, e
simcor.fere o julgamciilo dos feilos da faienda provin-
cial a nina creada por lei geral. que he o juiz da se-
gunda vara dorrime, mas Tic islo anda o que nao po-
demos fa/cr, em vista do art. 2 da interpretarn do
acto addicional, que d a intelligeuca do 7 do art. 10
do mcsiiio acto addicional.
Ksse v 7 do acto addicional dava as assemblas pro-
vinciaes o direito ampio de legislar sobre a creaco e
suppressao dos empregos provuciaes, e nessa atlribui-
>o eslava implcitamente incluida a de legislar sobre
na naturea e atti ibuiroes ; mas este artigo foi nter
pretorio pela manelra seguinte (lf).
Temos por consequencia, (|ue depois da inlerpretacao
iln acto addicional, nao podemos alterar a ualurc/a e
as attrhuicdes dos empregados provinciaes creados por
leisgeraes, una vei (|ue estas leis sejo relativas a ob-
jeetos, sobre que nao podem legislar as assemblas pro-
vinciaes. lias, pergnntarei ao nobre deputado, autor
do projecto, os iui/es de direito do criine, sao ou nao
rlnpregadoi provinciaes, creados por lei geral ? Sao. K
essas leis geraes. que crearan os jui'S de direito do
criine, u.io sao relativas a objectos, sobre os quaes nao
podemos legislar? I za e altribuicdcs desees empregados.
O nobre deputado concede-nie isto ; mas o projecto
do nobre deputado, na parte, em que o combato, altera
a nalurea e altribuicdcs do juii de direito dn criine :
logo nao o podemos adoptar nesta parle. Ora, que o pro-
jecto altera a nalurea e atlrihuicdcs do juiz re direito
do criine da 2.' vara he claro, porque d-lhe a faculda-
dede conhecer de causas, cujo jiilgamcuto Ibe nao per-
tence.
Sr. presidente, a alterarn das attribuicdrssr pode fa-
zer, qur aiiguieiitaiido-as, qur diminuiudo-as, e nao
se supponha, que si se alterno as altribuicdcs, qiiando
se restringein : auipliando-se, tambem se alteran, por-
que a jnrisdicco suppdr uecessariamenle urna relaeio
cutre dons termos, um donde parte, nutro onde termi-
na ; e se esta relacao se amplia, nao ha duvida, que a
jursdirco he alterada.
Por outro lado, Sr. presidente, ainda mesino deixando
de parte a raso da iucninpeteneia desla assembla para
crear iimjuizo especial, eu digo, que nos com isso va-
mos caliir nos mesmos inconvenieiites, que queremos
evitar; poique, se o nobre autor do projecto recouhe-
ceo, que era Inconveniente, que os feitos da faienda
provincial fossem acciiuiulados aos feitos da faienda ge-
ral, para seren julgado* pelo iiiesmo juiz, porque esse
jull, por maior que seja a sua intidligencia e aclivida-
de, nao lem o teiupo neceasario para decidi-las coma
precisa promptido, deve com ir, que a iiicsma incon-
veniencia se d, encarregando-se o julgaiuento das cau-
cas da faienda provincial a um juis do criine, que lem
causas de nutra naturea ajulgar: entretanto que, pas-
sando as causas da faienda provincial para o foro com-
num, esse trabalho se divide por mu i tos juizes, e nos
sabemos, que o trabaiho dividido lorna-se multo mais
suave. A li in de que, Sr. presidente, segundo o projecto,
he umjuis, que trm de conhecer ein toda a provin-
cia dos feitos da faienda provincial; e uo seria isto dar
urna lalitude extraordinaria a jnrisdicco desse juiz.
que pela lei grral he circumscripta a nina comarca? Nao
sera islo conservar os grandes embaracos, que hoje se
observad, quaudo ojuidos fritos da faienda nacional
te de esteuder a sua arco sobre toda a provincia ?
Sr. presidente, eu desejaria, que o nobrejuli de d-
reilo da 2.' vara do criine fosse o juiz dos feitos da fa-
ienda provincial: porque estou convencido, que ella
inulto ganharia com isto. Sua intelligeuca e probidade
estn a toda a prova, c oala, que todos os magistrado'
rivaiisassem com elle ; mas nem sempre podemos satis-
facer os nossos bons drsejos, e he esse um dos que creio
nao poder satisfacer.
Assim, pois, Sr. presidente, concluo, declarando, que
concordo na ideia cardial do projecto, para que os lei-
tosda 11/nula provincial corro no foro coinlnum, e
por isto approvo o projecto em primeira discussao, es-
perando, que na segunda seja emendado quaoto se-
gunda parle.
OSr. f'raneiico Joo ; Sr. presidente eslava quasi
re -ulvidn a votar synibolicamente nesta questo; mas
Procedeo-se arrematacao das duas carracas do servi-
coda companhia dos rbeirinhos, e da afrricao e revisao
dos pesos e medidas do municipio; foro arrematantes
d'aquellas JoaquimFernandes de A/.evclo. e Joo Hypo-
lito do Nascment pela quantia de57/000 rs. cada urna;
e desla, Antonio Goncaives de Moraes por 12:301/000
ris.
Deliberou a cmara quanto a ultima arrematacao,
que se nio lavrasse o competente termo, sem que fosse
approvada pelo Exin presidente.
o leudo apparecido lanzadores s ribeiras do mer-
cado desta freguezia e da loa-Vista, casinba da ra
Imperial, e a alguna lalbos do acouguc das Cineo-Pon-
lao larga tem sido a discussao, lio contrarias leein sido las, resolveo a cmara, quesecxedisse a necessana au-
entre si as opinioes dos diversos membros da casa, que 'torlaaclo ao procurador, para tnr os arrendanientos
eu suppunha e suppouho ainda, que nada tenho a aceres- desles objeclos a quein mais vaniagens oU'erefa a mu-
centar; mas, como, Sr. presidente, houvesse um ponto, nicipalidade, dependendo os mesmos arrendatnentos da
ein que me pareceo. que a uiaioria, ou todos estavo
accordes, e seja esse o ponto ein que mais do que em
outros en seja discorde dos nobres deputados, que a-
presenlro as diversas opinides emttidas, por isso me
resolva fallar.
ttr. presidente, os nobres deputados denlo como II-
i| o na e reconhecida a ulilidade do projecto mas eu
suppouho, que a assembla nao est por ora habilitada
para danom seguranca o sen juiso uesta parte, e que
mesiiio iiiiiiiiii.iv.i a opnio daquelles, que julgo, que
a especialidade dos juies dos feitos pode ser contraria
boa ii ii rail.ir m da faienda, qur geral, qur provin-
cial.
Ora, que nao est habilitada a assembla para dar
um jui/.o seguro sobre esta materia, parece-me, que nao
lia duvida, e que en nao sou temerario, aventurando
esta proposico; porque para prova-la tenho diversos
dados: tenho em primeiro lugar o rea lorio, ainda que
breve, que o governo da provincia acaba de f.uer-uos
na abr tura da presente sesso, e, no meu pensar ,
creio, que, no entender da assembla, he esta urna pr-
ca, que, pela experiencia e pelas observaedes dn admi-
nistrador da provincia, se deve ter mono ein atleucn,
porque do resultado dessa experiencia he que se co-
nhece, quaes os factos ou duvidis, que se eiicontro n
pralica, para nue as leis produzo os beneficios, que ti-
veroeiu vista, pnriu all nada se diz, que revele urna
tal necessidade, d'ondedeve concluir-se, que ella nao
existe, ou nao he das mais salientes.
A outra raso, que tenho ainda, he a falta de esclare-
cimeiitos, que o nobre deputado, autor do projecto, con-
fessou ter; pois que os rrquisitoii antes de o apreseular;
e emqiiauto nao vierein Pites esclarecimenios nina
vez que o governo nao nos disse causa algiima, parece-
me, que a assembla uo est habilitada para obrar a
respeito.
Mas, Sr. presidente, ainda aqu nao esta tildo ; eu
entendo, que a Ideia cardial do projecto se redil! a jul-
gar conveniente, que o frocoininiim trate desles pro-
Cessos, e nao um jui/o especial; mas a experiencia de
homens de estado de diversas cores polticas tem sido,
que a creaco desles juzos especiaes he utl...
OSr. Villitii Tm-aret : O Sr. Alves llranco diz o con-
trario no seu relatorio
O Sr l'eixalo de Hrito ;--lle una grande autoridade na
materia.
OSr Menilet da Cunha : K nem ha oulra maior no
l-rasil. e nao sei mesiiio se igual.
O Orador : Por singular nao lie suffieicnte. liem ,
mas a falta de csclareciueiitos......em Hu, ru, confiado
nos apartes de mu Sr. deputado, que me lem animado
lano, atrevo-me a propr, que este projecto fique a-
diado, at que venbo rsses esclareciiiieutos : mnde-
me V. Exc. panel, que proporei o adiaineuto.
O Sr. 1." Secretaria le o seguinte requermenlo :
Requeiro o adamenlo do projecto em discussao,
euiquauto que nao chego os esclarecimenlos solicitados
da presidencia, acerca do numero e eslado das causas da
(aleuda provincial.CVirnrro da Cunha.
Apiado, entra em discussao.
Tendodado a hora,
OSr. Prndenle declara adiada a discussao,edpara or-
deni do diada sesso seguinte:leituia deprojeclosepa-
ecerrs; discussao dos pareceres adiados ; coiitiuuaco da
primeira discussao do projecto relativo s causas da fa-
ienda provincial ; o resto da ordeiu do dia j dada ; pri-
meira discussao do projecto n." 21 deste auno, e das
posturas da cmara municipal de Cimbres ; c segunda
das addiciouaes da da i'oa-Visla ; e levanta a sesso.
(Krio mais de 2 horas da tarde.)
SESSO EM 14 DE OUTUBRO DE 1846.
PHF.SIDENCU DO SR. lOOls TEIXEIRA.
SUMMARIO fxpeoik.ntk. .l;i/ enmmitsan de cnnla' e oreammlo das cmaras uretra das do
llrejae Cabo. Admissaa do Sr. Ignacio Coireia de Mel
Omlinuacaa da primeira discussao doprojecto relativo
s causas da fazenda provincial.
\% onze horas da manfia, o Sr. 1." secretario fai a
chamada, c verifica cslarein presentes 21 Srs. depu-
tados.
0 Sr. Presidente declara abena a sesso.
O Sr. 2. Secretario le a acia da sesso antecedente, que
he approvada.
i'A"r. 1." Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Lina petico do padre Jos dasCandcias e Mello, pro-
f'essor publico deprimriras lemas do I.oreto, pediudo
ser jubilado com todas as vaniagens concedidas aos pro-
fessnres, que conlo 20auuos de servido; levando se-lhe
em cunta 7 anuos, que rnsinou particular, c gratuita-
mente. A' romiaiiuin de instrurcao publica.
Outra de Antonio Mariana de llarros Leiie, professor
publico de primeiras lemas da cidade deGoianna, pe-
diudo nina (;i .nuil ai .ni igual a que foi concedida, na ses-
so extraordinaria deste anuo, ao professor da freguezia
da Boa-Vista : ^'rommittdo de inslrucro publica.
t'ontinuar-se-ba;
Cmara Mmiit ijial do Recife.
SF.SSAO EXTRAORI VARIA DE 30 DE SETEMRRO
DE 1846.
I'IIISIIU M l\ DO SR. III i.ii U III urkllnl I .
Presentes os Srs. Mello Cavaleauti, Carueiro Monteiro,
Dr M'ry e Reg Barros faltamlo com causa os Sr.
Oliveira.e sem ella o Srs.' intra, e Kgidio Ferreira; abri-
se a sesso, e foi lula e approvada a acta da antecedente.
O secretario interino leo um ollicio do cordeador, a-
preseiitando a planta do Aterro-os-Afogados, e dosier-
renos aunrxos. Remettida a coimuisso de cdilica-
fo
Outro do fiscal da freguezia de S.-Jos, participando
o mo estado,em que se acba o aterro da ra Imperial, da
parte da mar grande.One se ollicie ao Rain, pesiden-
te da provincia, expoudo-se o couledo no precedente
ollicio, e pedindu-se a expedico de suas ordi'ns, para
que sejn os iiiesmos aterros reparados pela reparadlo
das obras publicas, como em oulra occasio jo fro,
vislo ser aquella estrada provincial.
Oulrodo fiscal da fregueiia do l'oco-d.i-Pauella, apre-
sen i.iiulii oauappa do gado inorlo para consumo daqucl-
la freguezia.- lntcirada.
Oulrodo fiscal de S.- Lourenco,dandoconta do gado,
que lora morlo para consumo da fregueiia, e pediudo
esclareclmenlo acerca da coiuprteucia de suas attribui-
ccs, por estar em duvida, se aparte da povoaco da Lu,
que prrtence a mesma freguezia, e para a qual foi no-
meado um fiscal supplenic, deve ser por elle fiscalisa-
da Que se responda ao fiscal, que as suas atlribuicdrs
sao extensivas ein toda a freguesia, que ficar compre-
hendida dentro deste municipio; deixando de fum eio-
nar as partes, que forem pertencrnles outras fre-
guriias; nao podendo aquellesupplente do flsc.il, ainda
un sino, que eslivesse juramentado, exercer attribuico
algiima, Si nao no seu impedimento; e que se remeta
por esta mesma occasl.io ao referido fiscal un modelo
do mappa, que deve apreseutar, do gado, que se matar
para consumo dos habitantes d'aquelle lugar.
approvaco da cmara.
Foi noineado o Sr. vereador Mello Cavalcanti para
substituir ao Sr. Alves Ferreira no lugar de ineinbro da
commisso deediflcacao, e para inembro da comniisso
de polica, em lugar do Sr. Mello Cavalcanti. o Sr. Egi-
do Ferreira.
Deliberou a cmara, que se rxnedlsse diploma ao ve-
reador supplente, que deve substituir ao Sr. Alves Fer-
reira, i mi vidaudo-o a lomar assrnto no dia 10 de ou-
tubro.
Despachro-se as petiedes de Jos Fernandes da Silva,
Joaquim do Rozario Guimaraes, Jeronyma Manoela do
Nascimenln, Manoel Jos Bstos Mello, e Antonio Jos
Xavier da Cunha.
O Sr. presidente mandou, que fosse imposta a inulta
de 4^000 rs .designada no artigo 28 do titulo 2. da lei do
l."de ouiubro de 1828. aos Srs. vereadores Cintra, e
Egido Ferreira, por uo lnverein comparecido sesso,
e nao terrm justificado as suas fallas Eu, Jodo Jos Fer-
retea de l./in/r, secretario, asubscrevi.
Declaro em lempo, que, antes da approvaco da acia,
foro* julgadas improcedentes as multas, visto que, por
votaco, se decidi, que aquellas s podem ser impos-
tas por drliheraco da mesma cmara. Eu, Joo Jos
Ferreira dr Aquiar, secretario, o declarei. Reg Albu-
querque presidente. Carneiro Monteiro. Mello Caval-
canti. Dr. Seru da Fonseca. Reg Barros.
IDEIA II UM BANCO COMMERCIAL NA PROVINCIA.
O convite.que nestes iiltimos das tem feilo a Associa-
cao '-ommercial a todos os seus membros, para se dls-
cutirein boje em plena sala as bases d'um banco parti-
cular, d-nos occasio de junlarmos os nossos votos aos
da honrada Assocac.o Gominereial, para que esse pro-
jecto se leve a eflelto. e para a felicitarmos cordlalinen-
te pelo modo generoso e benfico, com que ella qner
perpetuar em Perna'mbueo o annlversario do nome da
ICtUal Imperan i/ do Brasil.
As ideias de economa financeira estn de tal sorle der-
ramadas pelas classes inedias da popula.,o. que nao la-
ver ninguem de taes classes. que hoje desconheca as
vaniagens, que podem vir provincia de um banco
rouimercial, qur elle seja de deposito, qur de cireu-
laco, qur de negoeiacdes e descernios, como nos pare-
ce, que de preferencia deve ser.
A escassez do numerario em crculaco, mismo desse
depreciado papel, que he umverdadeirocancro do estado,
e o enorme premio, com que os usurarios da nossa pra-
ca arriman dos pobres necessitadns 18 a 24 por centn ao
auno das qiianlias, que liles nii|iivsl.iii rlilu /iii.iii/ii-
ranriu, seriosi por si argumentos de uiui grande peso,
para concluir a necessidade de um banco de empresti-
mos e descomas entre nos, sr alguns pensameutos de
mais elevada esphera nos nao forcasseur a reconhecer
nesta providencia urna medida indispensavel para o
paiz.
Com efTeito, na actualidade, um banco particular em
qualquer das provincias do Brasil, organisado segundo o
systnna dos bancos particulares da America do Norte,
ollerrce recursos degrandissimo valor nao s arssa pro-
ncia, como a cada una das suas vizinhas : ser es-
se o ineio ilcllas lerem as suas transacedes ordinarias
rxaclameule reguladas, e dos negociantes, agricultores
e eniprehendedores (que nao faltard), poderem ser au-
xiliados e impelilos em seos planos, por mais atrevidos
que sejo, ou animados a nao desalentar, em caso de
esfagnaco de gneros ou outro sinistro fortuito. Nos
precisamos, que as construcedes se multipliquen!, que
os estaleiros trabalheiu, que algumas fabricas coinecein
a appareccr, que o trabalho suhstitua a preguica; e nada
disto se pode conseguir rpidamente sean por ineio de
um banco particular, devidamente organisado. Nos
precisamos de estradas, de alguns camiiihns de ferro,
de muitos ranaes, de militas machinas, e de varios es-
tabefreimentos pblicos, e nada disto ser possivel ob-
ter-se em ponen teuipo seno com os dividendos, que
posso cabera provincia, de uin consideravel numero de
acedes, que ella deva tomar, por seu proprio interesse.
ao primeiro banco commerrial, que em seu gremio se
organise, sob a vigilancia do governo, como he de cos-
tme em taes casos, para que a autoridade faca manter
rigorosamente todas as eondieoes c seguranzas, com que
esse banco fr fundado.
Depois, e he este o principal motivo de nos alegrar-
mus, todos sabeiu, que os bancos nacionaes segueni a
sorle dos estados, a que pertencein ; e o nosso estado
est lao fraco, lao dbil, to incerto d'um futuro!., que
nos laudamos a erre^o de um banco connnercial na
provincia como a um batel de grande pujanza, em que
nos podemos salvar no ineio de um grande movimenlo.
Por outro lado, os bancos particulares, que assento or-
dinariamente ein bases seguras e racionaes, iuspiro
a lodos nina coufiaiica, que he quasi sempre justificada
pelos factos. Dos bancos nacionaes da Europa, apenas
o de Londres aprsenla o phenouieno iiniro de invuliie-
rabilidade.no ineio das crises linanceiras, por que todos
os outros lian p is.ailii, suscitidas pelos prnprios govrr-
nos : os particulares, porui, dr cada um dos estados da
America Septentrional, apenas abalados em suas evo-
Incoes pela poltica singular do penltimo presidente,
nao so nunca o foro em seu crdito e counanca, mas
teem prrslado serviros de um patriotismo sem exemplo
a cada um desses estados federados, hoje to prsperos
e felizes.
He igual servico, que neis esperamos do banco com-
nercial de Pernambuco. de que hoje val tratar a honra-
da Associaco i ommercial, e cujas bases esperamos ver
publicas com auxirdade.
Pelo vapor S.-Salvador, entrado ante-lioiitem dos por-
tos do Norte, recebemos diversos jornaes daquolle lado
do imperio.
Os do Cear alcancan a 7 do corrente.
A 14 de selembro ultimo aportouahi, viudo de Caye-
------------------------- --------s
O asiasslpo, nessa malaventurada porco da Ierra d
Santa-Cruz, nao tinha cansado o braco, como presuma-
mos ; apenas repousava do seu infernal trabalho, e, qUa.
maiiboso leo, Hngia dormir, para, mais a volitado, _.
desapercebidainente devorar a victima, cara que prete...
dia saciar a sede de sangue, que o devorava.
A maneira barbara, por que, diz um correspondente
do Pedro II. un tal Iguaciu Lopes Magilhes, iuspecloi-
de quarteirao da seria Meruoca, em Sobral, matara a
pancadas una virgem, de 10 a 12 anuos, por uo icr el-
la querido acquiescer aos seus concupiscentes desejos -
ocynisino, que, concluido o martyrio da pobre menina)
oslenlou esse malvado, acoiiipanhando-lhe o cadver
at o lugar, em que ia ser sepultado ; sao provas nials
que convincentes desse nosso julio.
As gaietat ao Marauhs chego a30de selembro ul-
timo.
Sao mu serios os recelos, que nos Inspira essa provin-
cia.
O Sr. Angelo Carlos Mus, desenvolcendo unta inu
mal cabida susceptibilidad!', e querendo dar largas ao
drspeito, de que se acba possuido para com a asseiuhl,'...
legislativa provincial, por ter esta, de encontr aos seus
mais pronunciados drsejos, decretado urna pequea re-
dueco no corpo de polica, depois de fechada a mesma
assembla, e .sem que extraorduaramrute a convocas-
"I
lentou i
determinara.
Este prncedimento acintoso do Sr. Munli tomn ain-
da mais forte e compacta a opposco, que j se Ihc la
ii.i, e o val por eni apuros, dos quaes nao sabemos, co-
mo eelleaahira.
Alin disto, o homicidio tambem se vai pondo all em
voga, e de Ul surte, que delle nao escapar a propria
antoridade publica, embora o respeito, de que a cerca
o seu cargo, embora o acataiuento, a que, segundo as
conveniencias sociaes, tem todo o direito, aluda quau-
do da lei se desvie, pois que, uesse caso, a mesma Iri a
punir.
O assassinalo do promotor publico da Chapada, o ba-
eharrl Joo Jos da Silva, que, noticia a Revista, ao sa-
bir da casa da cmara, onde tinha ido assistirao soneto
dos jurados, recebeo um tiro na cabeca, e a elle suc-
sumbio, he um lestemunho irrecusavel de que no Ma-
ranho van as cousas marchando para o mo eslado, que
figuramos, e que inuln deve assuslar a lodos os que sa-
ben! apreciar as consequencias desastrosas da tallada
seguranca individual, levada ao ponto, ein que he preciso
que esteja, para que se d Tacto igual ao que cominemo-
rado drixainos.
As gazetas do Para Iraiem como ultima data a 26 do
supradiado me/, de selembro, e nada contem, cuja no-
ticia inleressar possa aos nossos subscrictores.
tst ilion .i, p. ni i|,,, ... i... .< .. ><,<><<<,< ,, > u vwiivocas-
para dar-lfie* cunta dos fundamentos do seu acto, as-
nlou de nao sanocionar a le, que una tal redueco
COMME-"-lOt
AI fondera.
RENDIMENTO DO DIA 14........6:078/407
DESCARREOAd HOJE 15.
liriguellelisariofumo.
EscunaFelii-Unidomercadorias.
Brigueanraideui.
A arrematacao annunciada para odia 14 fica transfe-
rida para o da 16.
Cnnstiliwlo.
RENDIMENTO DO DIA 14.
Geral. .
Provincial.
na, depuis de ha ver snll'rdo privarles iucaleiilavels,
de ter passado quiuze dias sobre as agoas, em um fraco
bote, a que servia de vela o panno de um coleho,
Antonio Alves Pedroso. piloto do brigue poi tugue/S-
Joo-Paptisla, que, tendo a II de julhod'esle anuo, sa-
bido do Para com destino a Lisboa, a 14, pelas sete e
meia horas da uiauha, sosobrra na lalitude norte 3.
30", e ua longitude ao O. de Londres, de 46.*
Traiia elle por coiiipanheiros de viagrm, e que tam-
bem o ioli.io sido de infortunio, sele marlnnelros, e
dous mocos.
A favor d'esses infeliies, que o respectivo cnsul fez
inmediatamente recolhcr em una casa, onde Ibes foro
prestados os soccorros, de que mais necessitavo, pro-
moveo-se naqut'lla praca urna subscripeo, cujo pro-
ducto, at o da 16 do referido incide seiumbro, j iiion-
lava a 250/000 rs.
O praier, de que nos ochavamos possuidos, quaudo,
pela ultima vez, fallamos dessa provincia, nosabandona
agora, para dar lugar ao senliuienlo de dor, que, de or-
dinario uos acommrlte, quaudo, mallogrados na mais
chara das uossas esperancas, vemos recahir sobre nos o
mal, que outr'ora nos allllgira, e do qual nos suppunha-
mos inteiramrnte livrrs.
503/643
38/251
541/894
!im iiiiciilo (lo i'oi lo.
A'ni-io entrado no dia 13, as II /loras da noite.
Para pelos portos intermedios, 15 dias, e 12 horas do ul-
timo, paqin'tede vapor S.-Sulvudor. de 240 toneladas,
ia......i.itul me o I.* tenenle Antonio Carlos de Aseredo
Coutinho, equipagem 33. Trac a seu bordo : para
esta provincia, Antonio Carlos M irlini da Cunha, com
I escrava, Domingos llrnrique de Oliveira, com 2 es-
cravos, Jos Luiz Penara Luna Juuior: para o Rio-de-
Janeiro, D. i'bi'i e/a da Gama Sousa Franco, Jos Joa-
quim da Gama e Silva, com 5 esclavos, os cominissa-
rios da armada, Eriiesto Martina Cuclho e Joo Vicen-
te Ferreira, o rserivo da dita, Francisco Mara Lenca,
Ignei Mara do Carino, Francisco Martns loiberiii li-
ba com sua senliora e 3 li I los 8 reclutas para
a marinha, 5 ditos para o exercito, 2 cabras c 4 escra-
vos a entregar.
Navios entrados no dia 14.
Rio-Grandr-do-Sul ; 43 dias patacho brasileiro Lou-
renco, de 133 toneladas, capitn Jos Mara da (iraca,
equipagem 11, carga carne c couros'; a Amoriin
Irmos.
Babia ; Odias, sumaca brasileira Nova- Aurora, dr 114
toneladas, capitn Domingos Jos da Silva Papafina,
equipagem 13, carga -eneros do paiz ; a Ainorini li-
maos.
F.iliuuoili por Madeira e Canarias, 35 dias, e do ultimo
porto 21; paquete inglez C'rane, coinmaudante ole-
nenie J. A. Luvis Traz a seu bordo: para esta pro-
vincia, a Senliora Vogelor, com 1 lilba : para a Uahia,
Joo M.nedliun ile Fian, a, e 1 passagelro dr proa: pa-
ra o Rlo-dc-Janeiro, as Scnhora's Rusdeu, e Rudge,
com 1 lilhu.
Aoi'i'o sabido n mesmodia.
Paralnlia, llio-(',r.iiiile-do-.Norte e Ce.aia ; brigue brasi-
leiro Itnm Jess, i apilan Pedro Jos de Salles, carga
farinha, por conla do governo.
friif.i.
Miguel Arehanjo Monteiro de Andrade, offieiat da imperta
ordem da Rosa, cavalleiro da de Chrislo, e intpiclor a al-
fandega de Pernambuco,por S. M.I., o Senhor D. Pedro II,
ue Heos guarde, etc.
ai saber, que no dia 16 do rorrente, ao ineio-dia e
na porta daalludega, se ho de arrematar ein basta
publica os segu nies livros iiiipressos.iio valor de 103/860
rs., a saber : 5 Kstudns sobre os oradores parlamenta-
res, por Timn; 4 tratados de acedes publicas e civis,
por Mangin; 5 lenas de morir, por F. Gnlsol; 1 histo-
ria moderna da civilisaco da Europa, por F Gulsot ;
1 historia moderna de Mielielet; 2 liedrs de eloquencls
judiciaria, por M. Berryer; I diccionario da legslacao.
por Chabrol-Chauaiie; I Influencia do chrislianisuio
sobre o direito civil romano, por Trolong ; 2 historias da
Virgem, pelo abbadeOesiii; I Molestias nientaes. por Ej-
Siiirol; 1 diccionario de medirina. por P. II. Nyslrn; I
hisologia, por J. Acbille Coule, com estampas colori-
das; 2 Historias das ordens religiosas, por llerinu ; bu-
puguadas pelo amanuense Goncalo Jos da Costa eSi.
no despacho por factura de Francisco nenio dr Oliveira:
seudo dita arrematacao subjeila ao pagamento dos di-
reilos.
Alfandega, 14de nombro de 1846.
Miguel Arehanjo Monteiro d An&tadt.
Utt larayties.
ASSOCIACO COMMF.Ri 1AL.
Sao convidados os membros da assorlafSo connner-
cial para assistirrin a nina reunan, que dever ter lugar
na sala da inrsnia associaco, hoje, 15 do crreme, ao
meio-dia em ponto, afim de se tratar sobre o esuibele-
ciiurntu de Uin banco connnercial nesta provincia.
Jos Jeronymo Monteiro,
Secrelai lo.
= O Illm. Sr. capilo do porto manda fater publico.
que o expediente da capitana lera lugar todos os dias,


m
desde as oito horas da manha at as tres da tarde, em
cujo lempo uiivir.'i as par, s, que Ihe tenhao de fallar so-
bre negucius ordinarios ; e <|iie antes e depois, e inesino
a (|ii.ili|iier hora da noite, dar smeiile audiencia a
;u|iirll.is, que, em conscqucncia d'occui rendas niram-
dioarias, necessitem por isso de prouiptas providencias
da capitana.
Capitana do porto de Pcrnainbuco, 7 de outubro de
1846. O secretario,.
Mera Adre Rodrigues dos Anjos
A administradlo geral dos csiabelccinicntos de ca-
ridade manda htri publico, que, no da 20 do corren-
te, Ir a praca pelo lempo, que deeorrer do dia da ar-
rematado a 30 de junho de 1849, a renda das seguinles
casas :
Kua da Cadeia de Santo-Antonio, sobrado de un an-
dar, n. 24
Dita Nova, sobrado de um andar, n.57.
Dita do Qu> imado, dito de tres ditos, n. 15.
Dita da Ruda, as lujas da casa, n. 38.
Os pretendenles diriiao-se no dia apratado, pelas 4
horas da tarde, a sala de suas sessoes, na ra do Colle-
gio, II. 4.
Administrarn geral dos estabeleciinentos de carida-
de, 12 de outubro de 1846.
O escripturario
Franritrn A. C. Cousseira.
O rapor S.-Salvador recebe as malas para
os portos rio Si 11 hoje 15 do con rule ,
no mriu-dia : e as correspondencias, que
vierem depois desla hora.pagard o por-
te rinbrario.
BBDBQDDBr
Oh Srs. acciuifitas da'companhia de Beblrlbe sao avi-
ados, para reallsareni una prestsco de G por cento, no
prazode 30 dias, contados ati1 21 (le outubro corrente.
O secretario, B. J. Ferntndts barros.
SW
Avisos marilimns.
nat i. ti.-il Novo-Saraiva
a, no dia 20 rio coireti-
O patacho
segu para a BhI
te impreterivelmente j pode ainda rece-
ber urna pequea perco de caiga uti-
da, e passageiros, aos quaes olerece ex-
cellentQf roinmodos : trala-se com o ca-
pilo, Joaquim* Bernaides tle Sonsa, 011
com Machado fc l'inheiro, na ra da Cruz,
n. 60. niimer andar. As pessoas, que
leejn tratado passagens no tillo novio, san
prevenidas a reihsa-las at o dia 17 to
corrente, passado o qnal, se dispor dos
lugares, que all lionverein tomado.
O brigue nacional Despique segu
para o Ass, imprelerivelincnte no dia
16 do corrente : tecebe carg* e passagei
ros, Indo a commodo preco. Traa-se com
0 rapito, Jos Joaquim Duartc, 011 com
Machado & l'inlieiio, na ra ta Cruz ,
n: 60.
Para o Aracaty seguir brevemente o hiate Novo-
Olinda : quem nelle pretender carregar, se poder en-
tender com o mestre ao inesino, Antonio Jos Vianna,
no trapiche Novo.
Para o Rio-Grande-rio-Sul sahir breve o veleiro
brigue Caslra-I, capilo Jos Mara .Ribas, por ter a
maiorla do seu carregainrnto : pode anda receber al-
giiina carga, eollereee superiores coniniorios para pas-
sageiros e escravos a fretc : quem pretender, priecn-
tinder-se com Amoriui limaos, na ra da Cadeia, n. 45.
Para o Rinde-Janeiro partir boje 15 do cor-
rente mimbro, nao bavenilo inconveniente, o brigue
Santa-Maria-lloa-Sorle. capilo Jos Joaquim Dias (los
Prazeres ; oque se faz scientea todos os Sis., que teeni
escravos para embarcar, mandando os conhecliiientos a
casa de Amoriin limaos, ra da Cadeia, n. 45.
Vende se a escuna americana (ialtanl-Mary ,
de lote de 123 toneladas amerUanas de pri-
uieira marcha encavllbada de cobre e re-
centeniente pregada e torrada de cobre ; ncha-se com-
1 lelamente apparclhaila piompta a seguir viagcni : a
tratar com osseus consignatarios L. G. Kerrelra t C.
O brigue brasileiro Emprria, de que he Ci.pl-
tao Francisco herreira llnrges est a chegar
de Lisboa e depois de desc.irregar a carga ,
que traz para este porto seguir, poucos dias depois,
para o O ara: quem qlilser aproveitar-ae da brevidade
tanto para carga cuino para passageiros dirlja-se a
Francisco SeverianiioRabello 5i Pililo, no largo da As-
sembla Provincial.
>Kue v'mgom por esl para o Blo-(. r nde-do-Sul o brigue ///-
dependente : quem no mesnio quizer
carregar tranapOilar-se ou etnbarcar
esciavnsh fele file a Manuel Alves
Qtterra nu com o capilao -Fluctuoso Jo-
s Fee ira Dulin.
Para o Oar e Acarac pretende seguir com
bnvidade a sumaca Santa-tiras: quem na
_ nirsma qnlzer carregar. dirija-te ao lado do
( orpo-Sanlo, bija de cabos, n. 25, ou ao mestre Jos
Joaqiliju Alves. ___^_^_^__
m
#
visos diversos.
Roga se a pesso.i, qne veio da baha e a quem o
Sr. doulor Casimiro de Sena Madurcira entregou una
carta para o Si Jos Goncalves Ferrel'a e Silva que
tenlia a boudade de entrega-la em casa do dito Sr. na
ra da Cadeia.
Do-se 200*000 rs. a juros sobre penhores de oura,
O abaixo assignado julga de teu dever responder
aoaniiuncio de Josephina SebastianaCavalcante, e fazer
inteirar ao publico, que a escrava Mara, dada, til) cou-
clllaco no juio de paz, por Jos Ribeiro, em pagamen-
to ao abaixo assignado, nao foi adquirida por Josephina,
depois que se ausentou da companhia de seu marido,
dito Ribeiro, pos que. quando ella foi com seu marido,
em dezembro de 1840, para a prain do Gamella da liarra-
rande, levou dita escrava. de que inmensas pessoas
d;io lesleiuunho, e Jote Ribeiro a deo cin pagamento
multo depois em 1841, sendo que a escrava foide Wa-
neel de Almeida I.lma. que pode certificar ; e nem Jose-
phina poder exhibir legitimo titulo de acquiscao poste-
rior a 1840, e nein contestar, que a escrava foi de Lima,
a einbora tenlia ella conseguido cousas, que, contadas,
pareceni sonho, odireito do abaixo assignado nao hade
Alngao-sc um sobrado sem loja, para pastar a festa,
em Oliuda, uolugar do Varadouro, no qual anda esta o
Si. doutor Carlos, e fica desoecupado no lim do corren te;
bastante fresco, com bastantes commodos coznba lo-
ra, grande >|uiuul e bom banheiro no mesino ; lein
una sala para jantar afrescae couijanellas na mesiiia,
que boto para o pantano: a fallar a Joaquim Lopesae
Alimul.i. eaixeiro doSr. Joo Matheus.
-Precisa-tealugaruina preta, para o servico interno
r externo de urna cata de pouca familia: na ra INova,
loja o. 10. .
e=Deseincainnhoii-te do poder dos abaixo assignaos
uina lettra de rs. I:l48/22, passada pelos Srs. Joao E-
vangelista da Costa e Silva (\ C em 23 de marvo do
corrente anno, a prazo de 5 niezet, e a favor dos abai-
xo asslgnados: previne-se, que nlnguein faca neg
l'nircf-lil HIIIIIU, U IIIIIIIU uu auflifl -B-------------- ., r -I ,.. .,,,,, ,, -, 11 ,,, I es s,'
ficar suUbcado. A escrava nao pode sen. responsabili- cic-algn, com,a referid- lettra pois os acce.tan les,.
sobrado,
se
de
prata ou diamaui, s ; na ra larga do Hozario, sobra
que vidta para a ra do Cabug no pruneiro andar,
dir quem os da.
OOercce-sc um mofo portuguez para eaixeiro
venda do que Irlo praiica bastante para, a tomar por
balance e d fiador a >ua conducta; quem de seu pres-
tinio se qui/rr utilisar anniincie.
__ Fazem-se qiiaesquer cortinados, quer defeitove-
Iho.qur moderno, forraO-se quaesquerassentos, co.....
sof, cadeiras fixas ou de balauco; faiein-se eolebdes
rlasiicnt grandes ou pequemis;vai-sepor tapetes,esleirs
ein qualqncr parle que teja; idocom perfelcao, por ter-
se prnfessado esse rnelo eiii l'arlt, e rom precosntmais
rasnaveis, que se norier: na travesa da Concoidia, n. 13,
atrs da torre do I.'aruiO.
-- iroro-se, e tambein se vendem, por pircos rasos-
veis, lerieuos de 2C0 a mais de 300 palmos de fundo, a
maior parte com arvor. dos de frtelo, e todos vanlajosos
para J edificar, por nao precisaren, de ate, ro, as ras
novaineute aberut. nos lugares de S.-Josc-do-Mangul-
nho c Capupga; a tiMar na ra Velha, n.
dade ser vendida, e va para onde fr, o abaixo assigna-
do protesta mostrar ein todo lempo seu direito ~ btr-
nardn Jos de Barros.
Precifa-se alugar urna ama, que tenha bom e gas-
tante leite, que nao tenha molestia, e prelere-se captiva:
na ra da Aurora, n. 42. segundo andar
=^Precisa-se de um rapaz de Iti aunos, pouco inals ou
menos, para vender fatendas com un prelo : quem a
lito se quizer propor, dnija-tea ra Nova, n. 21.
=Preclsa-se de20O#li0O rs. a juros de dous por cento,
poro metes, sobre hvpotheca, ou boa tirina : na Boa-
Vitta, ra da Matriz, n. 25
Oerrce-sc para destilador de qualquer enge-
nlio por ter disso grande pratica um linmem ; riuein
de seu prestiuio se quizer utilisar dirija-te a ra Nova,
n. 33, que se Ihe Informar a respelto.
O secretario da iruiandade Ue N. S. do Terco avisa
a lodos os irinaoi para coniparecerein em mesa geral,
no respectivo consistorio domingo 18 do corrente ,
pelas ) horas da inaiiha, afirn de se proceder a eleicao
da nova mesa regedora.
Joo da iinha Magalhaes embarca para o Sul o
cu esclavo Benedicto.
Francisco Antonio Batios participa ao respeitavel
publico que mudou a sua residencia, da ra de S.-Rj-
ta ii. 88, para a ra estrella do Rozario, sobrado n. 22,
priiueiro andar aonde se aeha prompto para toda e
qualquer obra de encadernacao com asseio pronipti-
du e preco commodo ; tambein apara papel c vende
superior tinta de eserrver.
SOt IEDADF. THF.ATRAL MEI.POMF.NF.NSE.
O priuieiro secretario segunda vez convida aos Srs.
socios para sessSo boje, 15 do corrente pelas U ho-
ras c .....a da larde na casa do Sr. presidente na tra-
vesa do Veras alim de deliberar-se de um objeclo ,
que pede urgencia.
Do-se 800/000 rs. a premio sobre hvpotheca em
una casa terrea ; na ra Direila n. 3, se dir quein
os d.
Precsa-se de um eaixeiro para ainiazem de car-
ne rio Cear que j le.ha bem pratica c d fiador a
sua conducta ; na ra Direila sobrado n. 29.
-- Est para desoecupar-se um sobrado no inelhor
lugar de Olinda milito pi opilo para se passar a festa,
por ser ein lugar mui divertido e niuilo perlo.do han lio.
tanto salgado como doce ; cuja casa he a da esquina ,
que tein urna frente para o porto das canoas c uutra pa-
ra a greja de S.-Sebastio ; lew bastantes coniniodos
para lamilla c esclavos estribara com portan quintal
murado com cacimba : quem o pretender dirija-se
atrs do theaUovelho n. 20, segundo andar.
-- S.libado, 17 [rio corrente, vo em praca do Sr.
doulor juiz do cvel da segunda vara dous escravos ,
por execueo : e como seja a ultima praca se faz o pre-
sente anuuncio.
Sociedade Itecreio e Lealdade.
A eommissao administrativa avisa aos socios, que o
dia manado para a partida, he 31 do corrente; e as
propostas de familias reeeber-se-ho no dia 17 pelas
7 horas da nolte, na casa da sociedade. A niesma tem
uarcdo o dia 18 do corrente pelas 5 horas da tarde,
para haver sessSo extraordlna.ia da sociedade, ahm
de se deliberar de objectos de Inleresse da mesina.
O abaixo assignado morador no engenho Tibiri ,
faz scente ao respeitavel publico que, existindo entre
elle e a casa do fallecido Antonio Haptista Ribeiro de
Faria, morador neslacidade, comas a ajustar, das quaes
resulta saldo a favor du aniiunciaiite como em jui/o o
authenticar previne no entanto, que iienhuma tran-
saccao se faca com una le ta ou obrigacfio de seu pu
nho .signada em 1840. = lenriiun Luil da Silva.
-- Na ra do Raugel n. 38, segundo andar, ensl-
no-se meninas com loria a perfeicao a eserever, 1er
contar, grammalica portiigueza, bordar de todas as
qnalidadcs de miro, iiializ linha, 5:c. ; vesteni-se ao-
jos ; fatciu-se flores, imitando a natureta e qualquer ar-
voredo com toda a seniellianca ; fazem-se chapeos de
todas as qualldades, lavarlntot, espauadores, c lingeui-
sc peinas de todas as cies.
Aluga-se urna pela escrava que sabe engommar,
r.i nbar coser c fazer lodo o mais servico de una ca-
sa de familia por preco commodo ; na travessa de S.-
Pedro. n.3.
O abaixo assignado fai scente ao respeitavel pu-
blico, que encamiiihra Antonio de Paula Mello, por seu
bastante procurador, ao engenho Mangabeira, comarca
das Alagoas, afiin de cobrar ou fazer entrarein inven-
tario a divida noe iicou de\ enri o fallecido \ cente
Jrronymn de Carvallio e teuilo mandado retirar dito
procurador eip o dia 7 de agosto pioximo passado, por
nao ter eiiiiipridocom asrdeos de que foi encare-
gado por isso desde o dilo dia 7 de agosto que Ihe
escreveo.co inesiuo fez a viuva mandando retirar,!'
que nao eontinuasse enidila cobrauca loando desde
esse dia en. (liante suas ordeus sem igor algiim r pro-
curacao bastante a tal fiui.= Joo h'erreira dut Santos.
= Alugao-se as seguinles casas : um sobrado de
um andar com soto, lodo piolado de novo, na ra do
Sol, n. 23 ; os priinciro c triedro, c o icrceiro andares
com sotan dos sobrados do Atcrro-da-boa-\ isla, ns. b c
4, por 300/rt. aiiuuaes ; um sobrado com sotao, lojas r
raiidequintal, todo calado e pintado de novo, na i u
do Sebo, n. 50, por 300/rs. anniiaes ; duas casas lerrea
com quintal, cacimba e mais commodos para grande la-
milla, as ras, Formosa, n. 5, e da Uiiino, n. 3 outra
dita pequea, na ra do Sebo, n. 54, por 8/ rs. inentae
urna incia-agoa, na ra da Soledade, n.37, porS^lOOrs.
mentara : quem as pretender, drija-se ao escriptorio
deF. A. de livera, na ra da Aurora, n.2o.
=Aftonso Saiiit-Martiii, na roa Nova, n. 14, 2. andar,
recebeo agora, pelo ultimo navio de Franca, manteletes
de gros de aples guarnecidos de franja de retroz ;
maulas e chales de seda de novo goslo e mullo supe-
rioies ; cortes de seda bonitos para vestidos ; chapeos
de seda ricamente ornados ; ditos de palliiuha mullo
superiores; ditos de pomels; ditos para meninos e
meninas lencos de seliin, de prinieha qualidade, para
senhora ; luvasde pellica de nirio braco com botoes
e competentes pulseiras ; ditas de malla de retroz pe-
lo ; ditas de pellica mullo superiores para hoincni ;
panno puto fraucez fino milito leve e de cor lixa ,
por ser todo de la proprio para sobre casaca; setim
zfr preto superior inelhor casimira. Os Srs., que
pretenderen] ver qualquer destes objectos, lerfl
boudade de mandar avisar ao annuiiciaute que iniine-
diatan.cntc Ih'os levar em suas casas.
__ Joaquim di Silva Lopes pede as
autoridades policiaete aos capitaes de campo a captu-
ra de um escravo, que Ihe fugio no dia 10 do presente
inez com os signae teguintes : cliaina-se Jos Antonio,
de naco Rebolo; altura regular, grosso docorpo bo-
nita finura e de cara; falla mullo bein que parece cnou-
| ten. o pe rsquerdn multo grosso, que parece ter
er'vslpela, e tem urna ferida milito granae na perno
esiiuerda "elle eteravo foi cativo de Manoel rJeiinque
da Silva, morador na cdade de Goianua : ha infonna-
tes que fiira para l. Quem dellc der noticiat, ou o
i, un. ir. reeeber a recouipeuca. Eite eteravo Tm arre-
matado em prafa publica pelo julio da segunda vara.em
19 de setembrodu presente anno. liauuuuciaute inora
na ra da Cadeia do Recife, n.2<>.
acbo prevenidos para nao paga-la tenao aot annun
elantes; e roga-se a qualquer pessoa, que a tenha adia-
do, o obsequio de entrega-la na ra da Cruz, n ou, pri
meiro andar, pelo que se Ihe ficar multo agradecido.
Machado k Pinneiro.
=No da 18 do corrente, a porta do Sr. doulor juiz de
direilo da segunda vara do civil, se ha de arrenialar.por
ser o ultimo dia da prata, um terreno na estrada de e-
lni, com 180 palmos de frente e multo fundo, com ar-
vores de fructo, avaldo em 259/200.
Anda resta para vender urna porcao de pene
tecco, multo barato no arinatein do Bacelar, delConte
da escadlnha da alfandega.
Predsa-sc de um rapaz para eaixeiro de urna ven-
da : na ra Imperial, n 145.
O abnixo assignado, morador na
rna de S.-Francisco tiesta cidade^ olTe-
ratificacao de 5o.s
, ou der noticias
cerla-t de seu escravo cabra de nome
Angelo, vinrio, ha pouco tempo,da pro-
vincia rio Cear para onde lalvez se en-
caminbe ; dcsappareceo no dia n do
corrente ; tem os signaes seguinles : re-
presenta ler 3o annos de idade ; tle es-
tatura alta cheio to curpo pouca bar-
ba urna belidu, qne pouco on nada se
rece e faz effectiva a g
rs. a quem Ihe pegar
con
>ece no ollio direilo
a menos do que
i"
lo
Pede igualmente as ii
qual en-
pelo esqueido.
ustres auluridades
policiaes se dignem empregar toda a
vigilancia para que elle nao consiga eva-
dir-se, trudando o nome, ou negando ser
captivo tle Jos Joaquim de 'reilas
Guimcires
Alugao-se as grandes c bem rons-
e 44, silas na Sole-
/
Iruidas casas ns. .)>
datle cin glande quintal com % p
r-
reiraes
hnioeiros,
agoa
larangeiras, sapolis,
mais arvoretios de l'rncto poco de boa
estribara, senialla para prcios,
e todos os mais arranjos necessarios para
ama grande familia ; ambas oti separa-
das: a tratar com Joaquim Lopes de Al-
meida eaixeiro do Sr. Joao Malheus.
AVISO IMPORTANTE
AOS
SENHORES UE EKGENHU.
P. E. Aires Vianna, com arniazcni de assucar na ruada
Senzalla-Velha, n. 110, recebe assucares conimis-
so, com as vantajosas eoudicoes indicadas na tabella
seguinlc :
das gommissOes de venda.
Cominisso de venda decaixas......,
ii ii de saceos e barricas porf
burcacas.........j
,i ,, de sacos em comboisa.sj
costas de cava los. .
por encuatar ou deposi-j
lar assucares, a espera del y.
obter augmento no prc-
co, e por qualquer lem-
po, que llics conver. ./
Fazem-se adiantnmenlos com garantia solida nesta
praca.
Um por cento
nicamente.
nte res por
una arroba.
AOS SEMIORES NEGOCIANTES EXPORTADORES.
le ou i
o a r- f
Pela compra por sua con la
ensaque de assucares
e soque ou (
o referido
un in nu res
uikteui, inclusive o car re lo para o em-' ,or cada r(,
barque dos niesinos assucares.l.nni-l*
barq
missao de bracageui.
Recebem-se em pagamento lettra) a 60 dias, agradan-
do as firmas.
l)o-se todas as garantas ao goslo do comprador
(asa da aferieAo, na ra das
Lai;nii<'ii'<>, n. 0.
O abaixo assignado continua a ser o arrematante das
afericocs dos pesos e medidas deate municipio ; por la-
to declara, que principia a aJVrlr para o anno de^ 1840 a
1847 de hoje em diantc das 8 horas da manota as 5
da larde. Outro siiu declara inals, que o Sr. Joao Hi-
lario rie Ha. ros nao ten. mais gerencia algunia nos
irabalbos da actual afericao e que tem rncarregtdo ,
em sua ausencia de fazer as suas vetes ao Sr. Joan
Jos de Morara. Antonio (ioncnlves de Moraes.
ATFRRO DA BOA-VISTA, I.OJA, N. 14.
Pannos finos prelos, cor lisa, a 4/ e5/rs. o covado ;
merinos pretos, a l/OOOe 4/800 rs. o covndo ; lencos de
seda para liomein ou senhora, a 800, 1/7280 c 1/600 rs.;
chales de seda, a 10/000 rs. (do inelhor goslo, que tem
vindoj, estes chales Ierro o canino escuro ; ditos de cam-
po blanco, lio de Escocia a 11/50(1 rs. ; ditos de laa,
de bonito goslo, a 3^400, 2/800 e UOOO rs.; fustes de
cordo, de bonitos padres, a 640, 800 e 1/800 rs.; brins
francezes de quadros, cor lixa.a 320 rs. o covado ; ditos
iuglezes, a 280 rs.; mursiiliiias de cores para vestidos,
pelo baratsimo preco de 280 rs.; riscados francezes,
a 160, 200 220. 2*0 e 280 rs.; cassa lisa ordinaria, de
largura de vara, a 280 rs.; zuartc de largura de dita, a
280 rs. o covado; panniuhos prelos e cor de rosa com
lustro, a 160 rs. o covado; cambraias adamascadas, por
4/000 rs.; ditas bordadas com flores iniudas, com 9 varas,
por 5/000 rs.; ditas de cores,' por 2/000 e 3/000 rs. o
corte; la para calcas, a 500 rs. o covado; pelledodia-
bo, a A0 rs. o covado, ou a 1/440 rs. o corte de 3 '/> co-
vados; lilas multo linas a 500 rs. o covado; outras
mais fa/.cmas por milito commodo preco. Os prrlen
denles; que nao pnric.cn. vil a esla loja,manden, buscar
amostras, que se Ibes darO promplamente, tanto das
que teeiu preco marcado, como de outras,que quizereiu.
Avita-se as pessoas que teeni negocio nesta pra-
ca e que precltarein de eaixeiro sendo que Ihe ap-
pareca um te olle. iiendo chelo do corpo olhos
mel apitombados barbas vermelhas edreorada ,_e
chegado prximamente da Parahiba, o nao queiro
as suas casas c iivrem-se delle como o diabo se llvra
da Cruz, = '; experimentado dodito.
AO BOM TOM PARISIENSE.
Rl)A NOVA,N 7.
TEMPr.TTC VLFAIATK,
tem a honra de participar aos teut fregueiea que
dlssolveo, desde o dia 15 de te(cu.bro pastado a so-
ciedade que linha com os Srs. Colombez & G. : aa
petsoas. que oqulzeram favorecer com a sua freguezia,
o acharad na sin I ija, ra Nova, n. 7. Tem pannos pa-.
ra calcas, colletes e casacas, de todas as qualldades, oe
mais novos chegados agora de Paria, e a collcccio de*
mais recentes figuriiios.
Aluga-se o sobrado por cima da venda, na prajada
S.-Crut, ao p da padaria de una s porta : a tratar na.
mesilla padaria. ..
A ntono Carlos Pe reir de Burgos
l'once de Le8o iar. sciente a quem con-
vier a seus amigos, e aos Srs. de en-
genho qne teem ile Ihe consignar ai-
ncar de suas safras, que elle se aeha re-
sidindo na roa Direila sobrado o. 29 ,
junto ao do Sr. doutor Ignacio Nery da
Fonseca aonde tem aborto o .'en escrip-
torio em o primeiro andar, e continua
a receber assucar em eommissao.
Far-se publico, que c3o seo efei-
lo os snnuncios publicados por esle ines-
mo Diario ns. 3t5, aiGe 217, a re-
peilo da casa do fallecido Antonio da
Silva, chele da exlincla firma commer-
cial le Antonio da Silva & Companhia ,
desla praca e que a liquidacao da dita
casa fica a cirgo de I). Maria Anna Joa-
quina da Silva viuva e testamenteira
daquelle finado
Joao Jos de Carvalho Moraes, agente nesta pro-
vincia, do contrato do tabaco rap Princeza-de-Portu-
gal, faz publico, que desd'ora em diantc se aeha ven-
da o memu rape, chegado prximamente de Lisboa
pela escuna Felii-l'mSo, e se vende em caixas c a rcta-
Iho, libras e lucias ditas,e em frascos, pelo preco marca-
do pelos con tratadores, de 3/600 rs. cada libra ,em diuhei-
ro de contado : no Recife, ra da Cadeia. lojade.tniu-
dezas, n. 51.
= Arrenda-se um sitio na estrada de Joo-de-Harros,
limito perto desta pra(a, com boa casa de vlvidenda e
COtn arraigos precisospara recreio c commodo de qual-
quer familia : a tratar, na ra da t:adeia-Velha, loja n.
60.
Detappareceo um carallo castanho, pequeo, na noite
do dia 12, com o ferro seguinte--H,com a cabeca algu-
iii.i eousa grande, querendo pellar, e a smela lambem
pellada com una feridinha, cauda um pouco curta; sup-
prie se ler sabido pela porta do quintal : quem delle
siuiber ou o tiver pegado, querendo fazer o favor de ret-
tituir, dirija-se ao Aterro-da-Boa-Vista, no segundo andar
da casa n. 26, quesera bein recompensado.
Precisa te alugar una preta captiva que saiba
coiiuhar e engomuiar : na ra da Roda, n. 26.
Ensina-se peTeitamenle a fzerem-
se mcclms de tirar logo, para quem qui-
ler comprar phosphoros e ( s mais pre-
parativos ; ludo mnilo em conta : na ra
larga do Hozario, ns. Ge ii, ao p dos
quarleis.
Aluga-se trpia casa com mu tus
commodos sila no Poco-do-Fanella : a
datar na i ua do Queimariu. loja n. 8.
Na noile do dia 4 para amanhecer
o dia 5 do corrente furlro do quin-
tal da casa de Jos Joaquim do Espirito
Santo, no becco do Veros, que volta
para a mi Velha nina bacia de cobre ,
grande com duas arrobas e meia e duas
libras e com ps de cobre por baixo.
Roga-se a quem for offerecida, baja de
apprehender a quem for offerecer, que
se agradecer generosamente fazendo-
se publicar o sen nome no Diario.
l-abrica de chapeos de sol,
na rio l'ttsseo-l'oljlico, n. 5.
rJoao I.nubet tem a honra de participar ao rea-
peltavel publico que acaba de receber de Fran-
ca pelos ltimos navios francezes um bello
sorti.nenio do ultimo goslo sendo: chapeos de sol,
para hoiueni e senhora de seda lisa, lavrada e furta-
cores com cabos e casUVs miiilo ricos ; seda de todas
as cores e qualldades ; pannuibos euti ainados e lisos;
ludo para cobrir chapeos de sol; chapeos de sol de pan-
ii i nho de todas as cores para hoiiirm com cabos e
i.i-..... ricos : tambein concerta os inesmos, tanto
de homein como de senhora ; pois tem tildo quanto he
uecessario para os ditos e promette multa brevidade,
para fater qualquer concert : tudo por preco coui-
modo.
Precisa-se de dous lavradores em casa do doura-
dor, ou fabricante de caudlciros de gaz na ra No-
va n. 52.
iobn-on, Ingleza vai ao Ro-de-Janeiro e leva 2
lilhos menores.
Mo idln.i -t Ingleza vai ao Rio-de-Janeiro.
Alugo-se duas casas terreas na ra da Alegra, no
bairroda Itoa-Visla : a tratar na ra da Sentada-Veibn,
n.70.
= Aluga-se una casa terrea com bons commodos, co-
zinhafra, quintal e cacimba, na ra Real, n. 5, ( logo
adianto do sitio de I.uiz Comes;: a tratar na ra da Sen-
zalla-Velha, sobrado u. 130.
a Na ra de Hortat, cata n. 22, primeiro andar, eu-
sina-se,em quantodurareiu asferias da academia, relho-
rlca, geometra c geographia : aquellri Senhores, que
quzerem aprender, compareco das 8 horas da manba
as 5 da larde.
Alnga-se um escravo ptimo para lodo servico,
lano de i-asa como de ra : na ra das Trincheirat, n.
46, I andar.
Aluga-se urna escrava, que seja fiel, para vender
na ra : quem a tiver dirija-se a ra do Pires, n. 14.
Antonio C'etarde Uerredo retira-te coiu tua fami-
lia para fura da provincia.
Alugo-se duas pretas para venderem ateite de
carrapato e que teji boa vendederas ; quem tiver,
aniiuncle.
Compras.
Compra-te a peca D Sebatlso nao a de Plmenta
de Aguiar inipressa ein 1817 mnima de Santos c
silva inipressa depois da constituir ao ; 2 pares de cai-
xllhos para a Ico va, que tenhao 5 a 6 palmos e nielo,
3 pares ditos para janellas, da mesilla largura : no iea-
iro a fallar com o director-


-A

Compra-so un mulo de ver ao longo nao sendo
grande ; niii.i cabra ( bicho ) com urna cria que soja
boa li-ilrira e criadeira de meninos ; quein tiver an-
nuncio.
= '"ompra-seuina prela ada, que saiba perfeita
mente oojlnhar engoimar, coser ou fazer renda
atrs da matriz da Boa-Vista, n. 22.
Compra-se nina negrinbn, fe Jl
x4 nnnos de idade, que sej* fie bonita fi-
gura, e lenlia algumas babilidades : na
na ''a Cruz, n. fin primeiro andar.
Comprao-so 2 ou 3 moloques olnciacs de sapa-
telrc, ; sendo de bonitas figuras, pagao-se bem : na ra
da Concordia a direita segunda casa terrea.
- f'omprao-se escravos de auibos os sexos para f<>-
ra da provincia com habilidades onsoin ellas sendo
dia passando a pontezinha a dlrelta segunda casa
terrea.
Vendas.
-- Vende-e. ou Iroca-se por predios nesta praca, no
balrrns de Sanio- \m.....n ou Koa-Vista, o bem conheci-
do sitio do padre Francisco Jos de Lira, immedialo, ou
nfimo na pnvoacao de Iteberibe, de trras proprias,
inargem da estrada real, bem perto do rio, para quem
qtllter tornar banhns, com grande pomar de larangeiras,
r peinare de nutras e diversas fruetas, plantadas em
boa nrdeni e symetria, com duas casas grandes e novas,
na r i: 11 ;. 111 da mesma estrada, urna de vivenda, e mitra
para negocio, pela posicao vantajnsa em que se acha,
cercado de liman em toda a sna exlensao, estando tres
partes do terreno ooberto derapneira de machado, que
pode dar interesse a quem a redualr a lenha ou carvo,
lieando a trra desoecupada para plantarles, lias qnaea
se pode faier bastante interesse, por ser o niesmn sitio
dividido em duas parles iguaes, una de alto e outra de
baixa, em que se podo fazer grande horta e plantacos
de capim i quem o pretender, dirija-so a ra d'Agoas-
Verdes, no principio da entrada de S.-Pedro, casa n. 18.
=Vende-se para montarla de senhora um silhao
multo rico coxim de velludo cariiiisim quasi novo ,
por proco cominndo ; duas canoas de carreira milito
lindas ; nina porcao de palhas de coquelro : na ra da
Scnzalla-Wlha n. 110.
Vendem-se os utensilios de una venda por prec.o
coinmndn; pipas, nieias ditas barricas p harris vasios ,
balancas p pesos em temos : na ra do CoIIpro n. f 1.
Vendem-se 12 esrravns sendo : 4 lindos mole-
ditos, de 7 a 10 annos ; 2 pardos, de 17 a 20 anuos, de
boa figura spndo um dplles bom carreira; um preto
annoiro do 30 annos ; nmn parda do 25 anuos ; 3
piolas, do 17a 20annos, de boas figuras, com .ligninas
habilidades urna dita, de 25 annos, com una cria
inulatlnha do 2 annos com habilidades : na ra do
f'ollegin n. 3, segundo andar.
A T.^OOOrs. o corlo do cam-
braia do listras o barra
do soda.
>a na da Cadeia doRecifp n. 35, vendem-se cortes
decambraias de listras o barra de soda, a 7/u00 rs ;
ditos de dila teeida caberla, a5*000 o6frs ditas pin-
tadas, a.WOnO rs. ; riscados francezea, muitn finse lar-
gos do bonii.s padres a 2-10 rs. o covado ; ditos de
listras imitando seda, a 220 rs. o covado; brlns lislra-
Uosdeeo'os, depuro llnho, a 800 rs. a vara.
=> Vende-se potassa branca de superior qualidade,
em barris pequeos ; em casa de Mallieus Austin &
Coropanhia. na rua da Alfandega-Velha, n. 36.
A SlOOrs. o corto do casimi-
ra* francojas, clsticas.
Na rua da Cadeia do Recife n. 35, vondem-se cor-
tes de casimiras superiores, francezas o elsticas, de
padres anda nao vistos a 5/500 rs ; chales do seda .
inulto bous e grandes a 12/e 14/rs. ; ditos de lita enm
palmas de setlm ; ditos de dita rom listras asselinadas ,
a 3/r. ; ditos de cainliraia de algndo p seda a 2/300
rs. ; ditos dp la a 2/rs. ; ditos de camliraia branca
adamascada, a 800 rs. ; lencos de seda com franja, de
quadrinhos o palmas de seiim dp cores, a 1/200 rs, di-
tos dPdita dp cores a 800 ris.
Vende-so carne do sertao. muitn gorda o nova, por
ter trazido lOdias de viageiu do Aracaly : na rua da Ca-
deia do Recife, n II.
Isoarro, a 240 rs. o covado.
Na rua da Cadeia do Recife n 35 vendo-se esta fa-
mosa fazonda denominada ascarrao pelo admiravcl
proco de 240 rs. o covado.
AO RARATEIRO DA RCA D? CRESPO, I.OJA, Di. 3.
ATTF.NgAO !
Na Inja, n. 3, da rua do i respo ao p da esquina con-
fronte ao arco dp Santo-Antonio vendom-sc lindi*iinns
cortes de setlm lavradn no inelhor gnstndopaz a3/OO
rs. o porte. F.sla fazonda, pelos seus brilbantisnios e mo-
dernos lavrores. tanto por ser propria para colleles co-
mo pelo sen moderado proco, so torna rerommendavol
e digna de grande concurrencia. Vendem-se igualmen-
te Mndissimos lencos de setiin de modernos lavrores
roprlos para grvala, a 3/O'O rs. Alm disto, contuiuo-
*e a vender chitas n.ndcrnas. algumas dolas seguras de
tintas a 140. IG0 e 180 rs. o covado ; Inucaiuha para vrs-
"""* 1"e finge milito bem qiialquer seda de alto proco,
n 240 rs. o covado ; panno fino aiul escuro proprio para
farda e muitn superior, a 4/ rs. ; dito verde-escuro, a 2/
2iJ ""lil superior fazonda para sobre-casaca, a
4/tlOO rs. ; balseiniras, fizenda de laa para vestidos de
senhora, padres oscuros, poiin inodeinos, a 320 rs. o
covado ; cassa-chila. com vara de largura, a 320 rs. o
ovado: assim como um sortimento cninplelo de fazen-
das para trafico, como sej.io algodes entracadns, iiips-
lados p .lustrados, a 240 rs. o covado p tildo o mais por
preco* moderados. Do-se francamente as amostras sob
o competente penhor.
' Vendpiii-sp varios rsrravos entre ellos 2 pretas
paridas de potico com habilidades o de boas figuras;
nina preta com dous fllhos de 5 annos : na rua Nova,
ii. 21, segundo andar.
Farinha 8S>F,
da limito acreditada fabrica de Molino Strazig sendo a
ultima chegada a este mercado em ppqupnas e gran-
des pnrces : a tratar com J. J, Tasso Jnior,
Vende-se champaiiba de multo boa qualidade;
na rua da Cruz n. 56.
Chapeos do Chile.
Na loja de 3 portas n. 3. da rua do Crespo ao p da
esquina do arco de S.-Amonio ha um bom sur lmen-
lo de chapeos do Chile, de todas as qualidades ; e ven-
dein-se pur preco mais moderado do que em outra qual-
quer parte.
Vnllarrle.
Na rua do Crespo loja nova
n. 12, de Jos Joaqun, da
Silva Maya ,
vendo-se. um rico sortimento de casticaes de finissima
easquinha, com suas competentes lanternas de gos-
tos os mais modernos que leein apparecido pelo di-
minuto proco de 8/, 10/ c 12/ rs. cada par.
=^ Vendem-se inoendas de ferro para engenhos de as-
sucar, para vapor, agua c bpstas, de diversos tamanhos,
por proco eommodo ; e igualmente taixas de ferro coado
e batido, de todos os tamanhos : na jirafa do Corpo-San-
to, n. II, em casa de Me. Calmont & Companhi, ou na
rua de Apollo, arinazem, n. (i
Potassa branca,
da mais superior qualidade em
barricas pequeas, e desembarca-
da no dia 30 de agosto prxi-
mo passado, venderse por pre-
go eommodo : eincasa de L. G.
Ferreira & C.
= Vendem-se, no deposito de farinha de mandioca,
da rua da Cadeia de S.-Antonio, n. 19, saccas com boa
larinha de Mago, a 5/ rs. ; ditas de S.-Matheus, a 4/rs.;
ditas de arroz de casca, a 4/rs. ; ditas de milho, a 4/rs.;
e una porcao de saceos vasios, de estopa.
= O corrotor Oliveira tem para vender cobre em fo-
Iha o pregns de dito para forros de navios : us prelen-
dentes dirijiio-se ao luesuio, ou aos Scnbores Mesquita
& Dutra.
Na ln|,'i da esquina ta ruada Coliegin,u. 5,
de Gnmaraes Sera (im & C.,
vende-se, alm de um bonito sortimento de fazendas ,
por prpcns bastantes moderados, as seguimos :
Cortes de novas casimiras francezas, a .... 4/000
Ditas ditas lucidores, a......... 5/000
Hilas pretas francezas, o covado, a 3/000
Pannos, pretos, azues. verdes e de outras cores
dilleronles, desde 2/400 rs. o vovado a 12/000 j
Corles de caifas de pello do diabo a 1/440
Chales de laa e seda, grandes, a...... 2/5(i0
l.enros de camliraia guarnecidos a bico, a /640
Lindezas para vestidos o covado a /240
Kscooozesdc laa ealgodo, coin xadrez finf scila o covado, a.......... /320
'orles de laa e seda pira vestidos a 7/000
Chila-cassas o corte a........ 2/240
Corles de foleles de fustao francs a 1/1100
Lencos finos para grvala a....... /400
- Vende-se cha hysson de superior qualidade em
caixas de 48 libras por barato proco ; na rua da Cnu ,
n. 2.
Vende-se farinha de S. Matheus de superior qua-
lidade por proco eommodo ; a bordo da garopeira!
Senhor-do-Rom-Fim fondeada defronte do Passoio.
Vendcin-se 5 bonitos molecotes ; 5 bonitas nogri-
nhas ; 3 moloques : na rua estrella do Rosario n. 19 ,
segundo andar, por cima da leuda de barbeiro defron-
le da rua das Larangeiras.
Vende-e nina mulalinha, de 14 a 15 annos de bo-
nica figura boa para mucama de casa com algumas
habilidades ; nao tem vicios nein achaques ; velo do
Aracaly para pagamento de unta divida : na rua da
Coneordia passando a pontezinha a direita seguuda
casa terrea. ,
- Vende-se urna burra de guardar dinheiro ; una
carteirade eserever com cadeira ; caixas com borbole-
tas e insetos, para historia natural colla da llahia, em
porees : na rua do Trapiche, n. 34.
= Vende-se nina porcao de carnauba em arrobas e
B relalho : na rua Nova, venda n 66,
Vondcin-se bii has chegadas ltimamente em
porcao a 7000 is. o eenlo ; no largo do Coipo-Santo ,
armazem n. 6, de Jos Maria Paliueira.
Vf'iiifp-sp urna Canoa, nova
30 palmos de comprimeiilo c 7 de bocea ; na
S.-ltila ti. 85.
= Vendem-se 7 ou 8 terrenos j atorrados com ali-
cerres na frente e fundo com 150 palmos de fundo e
a frente que os compradores quizerrm ; o tambeiu urna
porcao de canlaria d.i torra o de Lisboa no mesiiio ter-
reno no fin da rila da Concordia, junto a travessa do
Moiiteiio. por proco eommodo : a tratar na rua larga
do Rcario n. 18. Na mesma casa ha ordem para se
rihmor de-i0 accoesda eompanhia de Beboribe por me-
nos algiima colisa dn valor, pin que se aeho.
Vendem-se espadas plateadas entre ellas algu-
mas milito ricas para olTiciaes superiores : na rua No-
loja de fe i 'ragens II. 16.
0 covado ; pannos francezes finos chegados agora ,
Je 4/500 a 12/000 rs. o covado os inrlhores, que b
nesta praca ; inuito bons e ricos lencos de seda sarja o
setiin preto e de cores", para gravatas ; bons chapeos de
sol de seda para homem ; lindas l.ijoutarias chapea-
das de ouro ; grande sortimento de calcado de todas as
qualidades, para senhora ; bonitas e galantes perfu-
marlas, chegadas agora ; misero-.copios multo finos ;
oculos finos de todos os graos ; chavenas de porcellana
para caf ; ricos apparelhos da verdadeira porcellana
franceza dourada para cha oalxinhas de dita para
guardar sabao e escovas ; escarradores de dita; globos
de cristal para candieiros de machinas ; e outras mais
fazendas de loj as francesas tudo por prefo commodor
Vende-se um preto moco de multo bonita figura
de 22 a 26annos de todo o sorvico, e que he propri
para armazem de aasiiear ; duas bonitas oscravas dc
todo o srrvic.0 de 20 annos ; dous moloques de 12 a
13 annos proprios para oifieio ou pagons ; una par_
da de 20 annos com habilidades : na nn larga do
Rosario Indo para osquarteis n. 24, primeiro andar.
Sementes de hortaliza, chegadas agora de Lisboa,'
muito nova?, de rbanos, rabanetes brancos. ditos en-
carnados, repolho, cebolla, salea, alface e coentro de
touceira : na rua da Cruz, n. 62.
Vende-so, por precisao, urna mulata recolhlda, de
Idade 18 a 20 annos, e com algumas habilidades, pro.
pria para moeamba : na rua estelta do Rozarlo, primei-
ro andar, n. 31.
Vendem-se, em Olinda, duas casas sitas na rua ds
Manguelras, unidas urna a outra, ,e urna das quaes tem
uin famoso soiao com inulto bons coinmodos, ton,
loja e um formidavel quintal com cacimba, e he envi-
dracada, tendo na frente um bom aterro : os preten-
den tes dirljao-se ao pp do arco de S.-Antonio, rua do
Crespo, casa de Manoel Jo* Goncalsrs Hraga, qr
acharan com quem tratar: adverte-se, que faz-se todo o
negocio.
Vendem-se 500 at 800 gerimuns ou o numero ,
3ue o comprador quier ; bota-se na porta : na praca
a Boa-Vista botica de Ignacio Jos de Couto ou an-
nuncle.
Vende-se, na rua da Cruz, n. 6o,
cera em velas, de superior qualidade, snr-
limento ao gosto do comprador, e por
preco mais rommodo do que em oulra
qualquer parle.
Farelonovo.^
i!-iHb":Jii
z *- t*^ z


com
rua de
por proco com-
Vende-se um violan em meio uso
modo : na rua da adre-de-l)cos, n 9
Vende-te mu relogiu de ouro patente Inglez,
o inelhor regulador posslvel da-se a conteni:
na rua do Queimado loja n. 7.
= Vendem-se cadeiras de angico por preco rom-
mo'm ; na rua Augusta n. 31 ou na rua Imperial ,
ii. 145.
=V'ondem-se palitos de fogo por todo o proco ; na
rua das i rures n. 40.
= Vende-se urna porcao de miudozas, consistindo :
em .liuelos do ns. 7 o 8 ; botos para caifas rodaqnes
paliprliira ditos dourados para casacas o jaques; re-
tioz sonido ; lolularla para orelhas ; fitas de debrum ,
de c res ; caixas para rap ; pontos para desembaracar;
ditos dourados para prender cabello; o outras militas
colisas, que se vondei por barato preco para ajuste
de comas ; na rua das Ciucs u. 40 se dir quem
vende.
pazeitda da moda.
Vendf-.se na rua Nova n. i2, um
novo e liedlo sorlimenlo fie corles de bn-
rege raienda de seda muito propria paia vestidos de baile
. Vemle-.se ntn;i preta.de 18 annos,
de elegante figuta costureira, cozinhei-
ra e muito proprin para lodo o servi-
co de casa ; 4 pnlns, de 18 a ao annos,
de rnnilo boas figuras e entre ellas urna
perfeita engon.rriadeira costureira, ren-
deira e ctzmbeia ; 4 moleqnes de la
a 14 annos spm vicios n.em achaques ;
i preto's de nato, de aaa 3o annos, pro
prios paiu todo o servico : na tua da Ca-
deia de S Antonio n. i5.
-- Vende-se urna venda em um bom local de Fora-
do-Portas com 3 portas bem snrlida
~ Vondem-se casaos de pnmbos grandes, bons ba-
tedores e de boa rafa por preco eommodo; na rua da
Florentina n. 16.
Vende-se por proco eommodo a venda nova da
travessa do Carioca na rua da Piala: a tratar na mes-
ma venda.
= Vende-sp um inolpque de 14 a 16 annos de boni-
ta figura : na rua dp Hurtas n. 92.
Vendem-se iingoas superiores chegadas prxima-
mente do Rio-Grande, por prec.o eommodo; na rua da
Praia armazem n. IS.
= .vendein-se 7 prptas.de 14 a 25 annos com habi-
lidades ; um uiolequc de 17 annos de nacao de ele-
gante figura ; urna mulalinha de 13 anuos, cose bem e
ra renda ; 3 pretos para o servifo de campo um del-
le por 11)0/000 rs : no pateo da Matriz u. 4, segundo
andar.
~ Vende-se nina escrava perfeila cozlnhelra lava-
deira e que faz todo o mais servico de una casa, de 20
annos ; J ditas, de 20 annos; 3 ditas para lodo o servifo;
una dita, por 350/000 rs. ; um bom esclavo por 350/
rs. ; um inoleque earniceiro de 18 annos ; una parda,
lina ama de casa : na rua de Agoas-Verdes, n. 46.
Vende-.-e a aun. 9110 da loja da es
n. 1
a (ral 11
da
na
Viuva
mesma
, nao muito
, lavadeiru ,
c serve para
preco muito
! r "l4 Companhi, vendem-se cartas fran- dla 1I0 Hrcilc loja de Ai
i" '".""I:/".'!!." "" fj>rdtnarias ; ditas porlugue- dii rom quem se deve tu
ual-
as todas por preco mais barato do que em outra q
7," Z""1,'""'. "",a "",,',a d' B1 d' "'"ho bordada ,
braia bordado de marca obra de gosto ; sote panni-
nho, de barba, uns bordado, e outros de
na rua da Gloria, sobrado n. 7.
1 pan
lavarinto
loja de Antouio Francisco de Aloraes, se
ie deve tratar.
= Vende-se superior vinbo de Hordeaui, em quar-
tolas ; assim enmu ago'araente de Franca ( cognac )
em barris; na ruada Cnu, u. 20, casa de Avrial I
nios.
^0 ATERRO-IJA-HOA-VISTA LOJA N. 3, DE JoA
CHaRIjQN,
vende-se merino multo fino de 4/000 rs. at 6/000 rs.
quina do Livramciilo
de Burgos & Filbos
loja
Vende-se nina preta
moca ptima roznhcia
engomm.i soTrivf Imenle ,
todo o mais servico por
cmnmodo ; naiua doCabuga loja n. 6
Vende-se una bonita negrada Costa; iia rua do
Hospicio, n.26.
-- Vende-te una escrava moca de bonita figura; um
moleque ; sola couro niiudos e bezerros : na rua da
cruz, yenda n. 26 do Luiz Jos de S Araujo.
-- Vende-se nina ptima escrava de nacao de boa
conducta sem vicios nein achaques para todo o ser-
vico de casa e rua ; na rua de Agoas-Verdes, n.22, pri-
ineiro andar. '
V rap de Lisboa a 2/800 rs. a libra ; alianca-se ao com-
prador a sua boa qualidade : na rua da Cadeia do Re-
cile loja de Joo da Cunha Magalhaes
Vende se farinha da ierra, limito superior ; dita de
S.-Malheus pin saccas p a relalho por menos proco do
que oiii oulra qualquer parte : na rua das Cruzes ii. 37.
Veiidcm-se, pelas entradas 30 aplleos da com-
panlna de Keberibe ; na rua do Cabug loja de cera, se
dir quemas vende.
= Vendem-se 250 e tantas oitavas de prata em obras :
na rua ISova venda n. 65.
iv SEB0-
a rua dol.respo, u. II, vendem-se nove barris com
eo derretido pur proco eommodo.
Vondiin-sr 3 muleques de 12 a 14 anuos ; na rua
de Agoas-Verdes n 17
-Vende-se iiiiian.iilaunha.de 14 anuos, muito liu-
aa. opnma para mucama, e que cose e enguuima ;
di'I"'*!'"''* de '. ,Ofta0n"0' el'' varias6 habiii:
dadles; 3 cscravas, de 20 a 22 anuos; na rua Direita,
os Srs. prop otarios de
ongt nhos.
Vendem-se taixas de Ierro coado
na para agoa, ou animaos rodas dentadas, crivos ,
boceas de lonialha e mais ubjectos noeessailos para
r."Ku' < 'J'or l"e,io co"""0 de Me Calluui Companhi na ruado Hrun, no Re-
ene ns. o, o c 10.
Vende-se ou permuta-se por casas de
menor valor, dando-se pelo menos em di-
nheiro 1:600/000 rs. as casas de dous an-
narua do Rangel, em chaos proprios, ou a
quinta parte de outras casas lanibem de dous andares
em chaos proprios ; e as 4 parles que tres herdelros
leem no valordestas cuiijunctamenle tambetn se ue-
gociaia : a tratar na rua Nova sobrado n. 47.
Vendem-se barris de niel, por barato preco : na
rua da ( adeia-Velha, n 32. v
= Vende-se una parda, de bonita figura que cose
lava roupa faz renda t cozinha o diario de urna casa '
na rua do Crespo loja n. 10. '
= Vende-se superior carnauba pelo preco de 5/rs
a arroba : na rua do Crespo lujan 10.
Vende-se um bom escravo de naeao, ptimo para
o servico de campo ou para qualquer oceupacao, por
er bastante habl na rua Direita, n. 12. ^ V ^
em saccas grandes vende-se no armazem do Bacelar,
confronte a escadinha da alfandega c em casa de J.
J. Tasso Jnior na rua do Amorim.
Vendein se 28 escravos sendo : pretos, proias,
pardos, pardas moloques negrlnhas e mulatinhas
de bonitas figuras, sem vicios, e chegados prxima-
mente do Aracaly : na rua da Cruz, no Recife n. 51.
--Vende-e um molecao de 18 a 20 annos de linda
figura, proprio para carregar cadelrinha, ou para arma-
zem de assuear por ser mui tu corpulento ; na ruado
Rangel, n. 36, primeiro andar.
Ao publico.
Vendem-se na esquina do Livramen-
to, n r, da Viuva de Burgos & illios ,
de boje al sabbado prximo in/ms
compridas escuras a 200 rs, o par e a duzia a 2/OO0
rs. ; meias para meninas, lauboni escuras a 160 rs. o
par o a duzia a 1/600 rs. ; suspensorios finos, a 200 rs. o
par e a duzia a 2^000 rs. ; botos do duraque v a 800 rs.
agrnza; milheiro de pennas para eserever a 2/800 rs..
cortes de vestidos de cambraia enirt bailados e oulros
com barra a 3/200. 3/500 e 4/000 rs. cada corle ; pecas
d o cassa lisa, enm 17 varas a 5/500 rs. a peca ; e nutras
fazendas baratisslmas que se vendein para llquidacao.
Vendem-se 5 oscravas sendo una dolas de 18
annos, que cozinha bem o diario de nina casa; outra, de
20 annos.quecozinha,engoiiiuiae lava de sabao e varrel-
la; urna parda, de .'10 annos, que cuzinha, cose e engoin-
iin alguiua eousa ; outras para o servifo de campo e
casa : na rua da Coneordia a direita segunda casa
terrea passando a pontezinha.
;_.. .
Escravos Fgidos
i Fugio, no dia 12 de mimbro urna escrava de Vi-
cente Amonio do Espirito-Santo, morador na rua da
Gloria da Koa-Vista ; a qual tem os signaos seguimos :
parda escura caa amarcllaca estatura regular; re-
presenta 30 annos orelhas acabaadas cabello pi-
chaim, nariz grosso denles aliono., cara larga, quei-
xofino. falla descansada e explicada, peitos cabidos ,
cheia docorpo linios e pos carnudos, tornuzellos gros-
sos. Foi comprada na Parahiba do Norie ; de nume
Filippa e costiima mudar de nnme e diz ser forra.
Quem a pegar, ser generosamente recompensado.
s Fugio no dia II do crreme dia da festa do N.
S. do Rozarlo pelas 5 horas da manha mu prelo de
nomo Silvestre de 40 anuos poueo mais ou menos ,
de nacao Mocambique ; l.p muito barbado dpstentado;
tem a marca da sua torra ao p das Ionios, estatura re-
gular inulto grosso do corpo ps grandes e grnssos,
pernas tambeiii grossas ; tem as nadegas multo grandes
e empinadas quando anda parece que coxeia por nao
poder andar de pressa e osla muito gurdo ; he mullo la-
dino o conversador com quem Ihe prestaattencao ; he
Juebradoda verilha esquerda ; levou camisa de algo-
o da torra ceroulas e calcas de algndao/.iuho entran-
cado enuiliiz inlii comsign um bauziulio de uiadeira e
junlamenlp um snrrao do pello de carneiro com nina
rede volha o outras muitas pecas de roupa. Kule 'ic-
io foi do serian do lo d'onde veto ha 5 me/es otra
esta cidade do Recife anude foi vendido. Hoga-se as
autoridades possoas particulares e i -apilaos de campo,
ou oulra qualquer pessoa que delle souber e der noli-
ca, do dirigir-so a rua larga do Rozarlo, n. 22, Indo
para o quarlel de polica, que ser bem recompensada
deseu trabalho.
Oflerece-se a gralifieacio de 100/000 rs. a quem
capturar, ou descubrir o escravo pardo escuro de
nomo Benedicto cheo do corpo pouca barba ; re-
prpspnta 30 anuos, pouco mais ou menos ; he multo es-
perto o bstanle capadocin ; e julga-se que por onde
se achar so inculcar por livre ., e mesino lera mudado
o nomo ; ora mai inheiro e r momio de pescador ; fu-
gio de bordo do brigue Catiro- Primeiro, no dia 13 de
setombro. Este escravo perlence ao Sr. Antonio nia
de Souza Castro do Rio-de-Janeiro. Queta o captu-
rar, i-ociinhecondo.se sem proprio, reeober a grallica-
cao cima na rua da Cadeia n. 45 em casa de Aiho-
rm Irmos Podo-so igualmente a Indas as autorida-
des polieiaos todo o esciupuln no came de qualquer
e scravn capturado certa deque se Ihe licai por ludo
summamculo agradec' o.
= Fugio, no dia II do crreme, una parda, de no-
nio Ra> inunda de boa altura, corpo cheio rosto re-
dondo cnxrrga pouco por ter bolida nos oliins; tem
na nuca um sedeuho aborto ha pouco o com fitapa-
sada que talve tenha lirado e deixado lechar o sede,-
nho ; tem igualmente na mesma nuca higo abaixo do
sedenho, una cicatriz grossa e fila, do tamanho da pal-
ina de una ino que fui causada por mu caustico,
cabellos almelados o nao pichaius ; levou um vestido de
chita encamada j desbulada c cun um remondo novo
da mesma fazonda no rodape, da parte de detrs ; po-
rm lalvez lenha mudado de roupa porque earregou
coinsigo um chale de cinta encarnada um-vestido de
rispado azul o aiuaiello um avenial velho de chita azul
dourada ; J tem felto varias fgidas nculcaudo-se
forra c miseravel e mesino as ras desta cidade :
quem a pegar, leve a rua da Cruz no Uccife n. 3, que
ser reo,impensado
~ Fugio no dia 8 do crrenle um mole cote de
nacao Uci.gueja, esjaturu regular pouca barba ec-ta
oresclda um puucu descarnado do rosto cor nao mul-
lo prea bastante borracho alguuia cousa regrista ;
ten. os pos un pouco niolii,Hados de bichos, cabello
grande beicos um pouco grossos ; he cauooiro e padel-
io ; levou camisa e ceroulas do algodo do fra chapeo
le palha. Rcga-se as autoridades puliciaes e possoas
particulares ou por quem possa ser encoolrado o
iiandein pegare levar a rua do Rozario, padaria n
18, que se recompensar generosamente.
mttA.J NA TYP DE M. t Ul K1HU I V|(l


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