Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09438


This item is only available as the following downloads:


Full Text
'
Anuo de 186.
Ter^a-feira 15
O DIARIO public-se lodos os Hia que nao
fnr'm Ha guarda: i prccn 'I aasiijnelurs lie de
4j'iion rs. por qnartel, pae.it* ndmiiladnt. Oj
nnuncii los assig.....tes sao inseridos a razio
de 11 ria por Mnna, 40 ris e lyp-i mueran.-
le, e t- repctires pela meta le. Os que uio fo-
rem assignanU* p-gSo 8 i"*1 I""' I'"11. e l60
eni typo diflercute
PHASES DA LDA NO MEZ DB OOT0BRO.
1,1! dieta 4 as T hor e 4 minuten da larde.
Mingoeiilea II I""re47 mo. d mau
| na nova i dora e 34 miu. da manli.
Cretctule il ao*49 nulos Ja larde.
PARTID\ DOS CORRFIOS.
Ooianna Parelivna Segundas e S-ttas leiras.
Ra Cumie .lo Norte, c'ie^a rus QuarTas feiras
no maio di parle nas mesillas horas oai
Quintas feiras.
Hilm, Sttiuhatm, Uio Formlo, Porto Calvo e
Maceta no i", ii eii decida me/..
GaranliuiM e Bonito a 10 c J4.
Boa- Vista e Flores a lie 2.
Vicloria d*s Oui'itis feiras .
Olinda todoi os das.
PRR*M\R DF. 11 UR.
Prmeira a 10 Ii. 64 minutos da Urde.
Se^uuila a II h. IB minutos da manha.
de Outubro.
Anuo XXII

das da semana.
J Secunda. S. Cvpriano. Au I. d J. dosorph-
I lo J. do C. d 2- v., do I M da J V.
13 Tere. S. Eduardo Aud. do i. do civ. da I.
v. e'do 1. de pal do ?. dist de t.
II Querta S Calislo. Aud. do 1 do civ. da J.
v e do J. de par do l dst. de l
16 (,'iiinta S Tliere/.a de Je-uis tud: do J. d*
orj lulos, il I municipal da I. rara.
10 Sella. S Alarliniauo. Aud. do J'. do civ. da
I. v edo 1. de pax do I. dilt. de t.
17 Subbedo. S Florentino. Aud. do J do civ.
da I v., e "do J de pal do I. dilt. e J. de f
l Domingo. S. Lucas Evangelista.
CAMBIOS NO DA i? DE Ot'TCBRO.
Cambio sobre Londres 7 >ft d. p lia
a a Paiii 346 res por franco.
.. a Lisboa 100 "/, de premio
Dase, de leiras de boas tirinas I '/ P- Va
OuroOncas liespauiolas 0000 a
Moe.lasdc iljmo vel. li00 a
a a de Cjiuo nov.
a de 4*000...
Prala Palaees.......
a Pesos columnare
a Dos Me-.icanos
a Miudi......... !"<
Aecoesda Comp. do Uebtribe de SOsOOO
16(1000 a
9/100 ,i
U99H a
lf9'l a
.filio
60 d.
aomet.
SlfinO
IR800
l|t0
9 200
J/OO
jfono
lf40
l|T80
ao par.
DIARIO DE PERN AMBUGO
ADVERTENCIA.
A correspondencia, que, acerca de negocios do Po-
do-Alho, publicamos rm o n.226, he du Sr. Jeronymode
Albuquerquc Mello, e nao de Jos dt Albuquerquc Mello.
EXTERIOR
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PRRNAMBDCO.
LISBOA, 20 UF. 1ULHO DF. 484C.
Nao ero infundados os rumores, que se linho pro-
palado a resprito de una nnidinca ou modlfiuacao no
;.ibinete : essa acaba de rcalisar-sc. O Uxorio do liovsr-
no dehoje publica os competentes decretos, pelos quacs
sao nomeados para as repartieres, que vfio designadas, os
seguintes individuos :-- presidente do concellio e mi-
nistro do reino, o duque de Palmilla ministro da l'.i-
/enda, Julio Gomes da Silva Sanches -- da guerra, o
viscoude de So da Itaudeira da justica, Joaquim An-
tonio de Aguiar nos cstrangeirn floou o eoinje de La-
, radio, e para a marinha passou Luia Mosinho da Silva
r AllMiquerque, que eslava encarregado da pasta do
reino.
l.ste ministerio, assim constituido, e decidido a obrar,
segundo se dia. com nata energa do que o seu anteces-
sor, parece, que satisfar as exigenci is da revoluco.
He eerto, que desde a promulgaran da le da guarda na-
cional, a tranquillidade tem-se conservado inalteravel
na capital, e espera-se, que ein breve se restabeleca nas
provincias, logo que desipparecao de todo os peque-
os bandos uiiguelistas, que erro por alguiis pontos,
iiiim 24.
Esta madrugada deo S. M. a rainba lu, com toda a
lelicidade, ii ni bello infante. Diz-se, que receber o
nonie de Fernando, sendo padrinho seu irmao o infante
I). I.uiz, e maririnhaa rainlia dos Belgas.
Cbegou boje a esta capital, viudo de Inglaterra, de ca-
iniuhu para Alexandria, o prluclp" Ibrahim-Pacli. Hlho
primiigruito uo vice-rri do Egypto. Foi recebido com
todas as honras devidas a sua alta jerarchia, e assistio
ao Te-lleum. em eclo de gracas pelo feliz paito de S.
M. Acha-se liospedatlo no koltl de Hiagauja, e parece
qtie a sua demora nesla eorteser curta.
Tambem chegou honteii), procedente igualmente de
Inglaterra, o uiarquez de Sldaulta. Dii-se, que os
cabralistas o preteudeni catlieehisai, para que se una
ao seu partido mas parece, que S. Km:, vein pouco
disiiosto a eiivnlver-se eiu negocios polilicos.
O novo ministerio vai j dando signaes de. si. Varios
dos priucipaes empregados.cabralistas j tcem :idu de-
niillidos, e parece, que sern uniros niais. No exercito
liaverii uiuilas exoneiavoes, e enIi;rao para as fileiras,
e. segundo se diz, para os corpos da gunruicao de Lisboa,
os emigrados, que vierao de Uespanha.
0 coronel Cesar de Vasconcellos ainda nao tomoii
(nula i|a guarda municipal. Parece, que no paco se apre
sema algoiiia resistencia a essa uouieaco. e alti ibue-se
essa resistencia a iniluencia de D. Carlos Mascarenlias
e de suas prenlas, as filhas do marque/, de Santa Iria,
que sao damas da i.iiiiln.
Entretanto! o imvo ministerio, pelos seus actos, vai
merecendo a approvacao dos patrilas e dos homens da
revoluco, a qual parece querer consolidar "ao teeni
havido feliiiueute vingancas, e os cabralistas passeifio
inuilo sua vontade pur toda a parte.
i mtodo un dos tristes resultados da revoluco, nao
por ser ella a principal origeni, porque essa data do
disaipador syslema cabraliuu, foi a crisr monetaria r li-
nanieira. que estamos soll'rendo. Em consequencia do
estado prrcariu, em que o banco de Lisboa se deelarou,
as snas notas comef.irn a so'rer o agio de 120 rcis ;
porcni j tem chegado a 300 ris e a 3o0 ; e reeeia-se,
que ainda suba mais. O anlerior goveruo maudiui ad-
niiltir, dandii-lhe niaior valor, "varias inoedas estran-
geirai, como os soberanos ingleses, as pecas franee/is
de cinco francos, e 3 patacas despalilllas e mexicanas ;
pon'm estes remedios sao pallialivos, c carece-se de
lucios mata eQicate*, para, se na sanar, ou influs neu-
lialis'ar o nial.
Diz-se, que ao novo ministro da fazenda sc.apresent-
ia mu dos principar directores du banco, para pedir,
quro goveruo prorogasse a inoialoria. i|ue Ihe fora con-
i edida. Carece, que o iiiiuisiin nao S nao aiinuio pro-
)n>sta, mas at responder ao dito director, que, se o
ha neo nao tralasse quaiilo antes de pagar regularmente
as suas notas, elle ia tomar a esse resprilo medidas
mullo enrgicas. Esta decisiva resposta parece, dimana
da opinio, uiesmo de alguns accionistas, de que o lian-
co nao so'reo perfla algunia, c que tem capilaes b.is-
lautespara fazer frente a crise; mas que, como chefe de
agiiitagem, e recelando, que esta acabe, e com raso,
1MJM()1\IAS DJ^ M MKDICO. (*)
ion aiercnfcre J^umag.
PlilXERA PARTE
CAPITULO. XI.
(Continua$ao).
M-ICOUMA UOAT
Com que Vm., disse Nicotina, ama a inademoisella,
e ineriigana a inllii ?
Qurin Ihe disie, que eu amo inademoisella ? disse
Gilbeilo.
Essa he boa V-m. lem entrevistas com ella.
Quem Ihe disse, que foi com ella, que eu tive essa
entrevista ?
t.oin quem linha enlo Vin. negocio no pavilbo ?
Coa o feiiiiN'iro ?
Taives! voss sabe, que en tenho ambicio.
-*) VhU Masno n.' 225.
se a nova ordem de cousas se consolidar, quer ver, se
por esse incio empece a marcha dos negocios, e d lu-
gar a novos transtornos. A aniuiadverso contra os di-
rectores do banco e agiotas he consideravel.
DEM, 12 DB ACOST.
Contina a crise monetaria, e nao obstante o banco
ter recebido de Inglaterra algumas rruiessas em ouro e
piala, essas tcem sido iusufucectcs para fazer frente s
suas dimeuldades, as quaes se tornara mais palpaveis,
com a proposta, que a direceo daquelle estabclcciinento
fez de capitalisar as suas notas, dando o juro de cinco
por cento ao anuo. Esta medida, em vez de acreditar as
dilas notas, fe-las depreciar mais, porque se conbeceo
a impossibilidade, ein que se achava o banco, de satisfa-
i' a sua importancia; por conseguinte o descont das
notas, que tiuha estado ]>or algum lempo a 120 rs., subi
logo a 240 e a K0 rs.
Onii o aconteeinienio inesperado veio aggravar esta si-
tuaco. Em consequencia da revolta da Caliza, de que
fallare! n'oulro lugar, emigrrao pera Portugal varios
chefes e outros individuos Implicados naquella iusurrei-
e.in, e durante a revoluco do Minho, assiiu eomu depois
le terminada esta, leeiu desertado para Portugal uiuilos
soldados hespanhes. Posteriormente entrn no Tejo
n ni navio hespanhol com duzeutos e tantos soldados hes-
panhes, que haviu tomado parte na referida insurrei-
en da Caliza, e ijue o governo de Madrid, mandara des-
terrar, por castigo, para a il lia de Cuba. Estes indivi-
duos suhlcvro-sc a bordo do navio, que os couduiia,
e vierii buscar-asvlo r protecco a Portugal.
O Sr. (iiuw.iles ilravo, ministro hespanhol nesta cmle,
ii' I i mi 111 os ao nosso governo, como dcserlorrs novel
o goveruo portiigue,, nao s Ih'os recusou, consideran-
du-os como emigrados polilieos, mas pennittio, .|ue el-
les deseiiibarcassem em Cascaes, pequea piara de guer
ra, na embocadura do Tejo, a cinco legoas distante de
Lisboa. Gomales ravo ollieim para o seu governo, e
eate, decidido protector dos i.abracs, folgou de ter um
pretexto para levar a Helio a desejada iutervenco ar-
mada. Para isso i ii .i ii pas para a fronleira, e o capilo-gencral da (alia publi-
cou iluiis bandos: um, mandando arcabusar, uo praio de
lies horas, todos os individuos, que fus-eni appreheu-
didos no acto de desertaren! para Portugal; e ontro or-
denando aos commaudantes de tropas, que perseguissem
at dentro do territorio de Portugal qualqucr partida de
gente, que invadisse o territorio hespanhol.
A' vista de disposiedes lo hostis, o nosso governo to-
niou tambem as suas medidas, mandando formar duas
divisos de tropas : tima em Braga e outra em Elvas;
e ao mesino tempo parece ter participado ao governo in-
glez o aspecto, que lo tomando os negocios ; ein conse-
quencia do que, assegura-se, que o gabinete de S. Ja-
mes dirigir uma nota ao de Manto-Ildefonso, coinniu-
nicando-lbe, que nao consentiria, que um s soldado
hespanhol invadisse hostilmente o territorio portiiguez.
O eerto he, que o governo de Madrid desisti logo da
exigencia da entrega dos refugiados, que o governo por-
tugus mandara desembarcar em C ascaes; mas exigi
que fossein internados os hes|anlies emigrados, que se
achavo nos povos da fronteira, allegando, que fazio
correras nas povoaces hespanholas. e que se estavo
o e mis.indo para urna invaso naquelle reino, onde pro-
movan a desordem. O governo porliigncz, julgaudo
justo este pedido, mandn internar os dilos emigrados.
Tres olliiiaes inglezes da nao Albion, surta no Tejo, e
outros tantos Portuguezes. partirlo para a fronteira a
certlcnr-se da exeeufo desta ordem do goveruo por-
tugiiez, e a observar os movimrntus do exercito hespa-
nhol.
Consta, pois, que o governo hespanhol, informado do
leal peocedunento do nosso governo, mandara retirar as
suas tropas da fronteira, e desapprovra a conducta doSr.
Con'ales Bravo, que, di/ein, ser exonerado do cargo de
residente nesla corte.
Estas oceurrencias nao podio deix.tr de aggravar
mais a crisr monetaria, r fazer depreciar altamente tu-
llo que fosse moeda papel; resultando, pois, un aug-
mento consideravel no agio das notas do Banco, que che-
gou a 600 rs. por moeda Islo causou a maior sensaco
e clamor publico, sobre ludo nas classes pobres, a quem
era nimio mais prejudicial tal peda nos seus poucus ha-
veres, r qii.Hido a maioria da moeda circulante ero as
taes notas.
O governo, velando, como Ihe cumpria pelo bein estar
dos povos, e vendo, que a direceo do banco nao adop-
t.iv.i medidas algumas para restabclccer o crdito do di-
to cstabeleciincnlo, resolveo pr-lhe nina especie de tu-
tella, nomeando como coiuiuissarios regios junto ao dito
banco, os Exms. Senliores visconde de Oliveira, bario de
Villa-Nova de Foscoa, e oconcelhelro Luiz Jos Ribei-
ro. isse-se ao principio, que a direceo do banco nao
quera entrar em relaces com os ditos commissarlos,
.uuu banco. Isto, porin, parece apresentar por
emquauto grandes didlculdades, poique a conGanca.
tinha na solidez daquelle eslabeleclmcnto, est emgran-
de parte perdida.
Entretanto, a direceo publieou outra nova proposta
deeapil alisiro de noli-. ofl'ercccndo aos que as quizc-
rem capitalisar o Juro de nove por cento aoanuo pa-
gar mesmo, antes de lindo o anuo, a sua importancia,
ein prta, notas, ou na moeda, que nessa poca tiverciir-
so legal, < trocar as inesmas notas por ttulos de divida
EUDlIca, aeces dacoinpanhiadas Lesirias eoulros^elc
sla proposta fez baixar logo o agio das notas de foOO rs.
a 300 r*.; porm julga-se ser uma palliativo mui intnf-
Hciente, quando 0 mal carece de remedios radicaos.
UESPANHA.
O Jounial den Dbalt de 3 de selembro contlnha o se-
guinte :
Um crrelo extraordinario, de hoje, trouxe noticias
de Madrid de 211 de agosto.
(i A iiWlurtV Madrid eontm um decreto da ralnha D.
Isabel, pelo qual annuneia. que.tendo ouvidoo seu cou-
celbo de ministros, resolver casar com seu primo-ger-
maiio, o infante I). Francisco de Assis, duque de l.adiz,
Hlho mais velbo de D. Francisco de Paula. As cortes sao
convocadas para \A de setembro, afm de receberem a
participacao da real resoluco. Assevero, que tanibein
est decidido o casamento da infanta I). Lniza, irinaa da
i .iiii ti i. com o duque de Montprnsier.
A raiolia D. Isabel nasceo em Madrid a 10 de outu-
bro de 1830. S. M. tem, por conseguinte, 16 anuos de
Idade.
S. A. R. o infante D. Francisco de Assis nasceo a 13
deinaio de 1822. Fez 24 anuos de idade uomez de malo
ultimo.
ti O duque de Mnnlpensier nasceo em Neullly a 31 de
iiilho 22 anuos de Idade.
ti I). Mari* I.ui/.a Ferdlnanda, infanta da Uespanha,
nasceo a 30 de Janeiro de 1832 Tem, pois, S. A. R. mais
de 14 .unios e mel de idade.
Uma carta particular de Madrid, datada a 29 de a-
gosto, annuneia, que n rainha D Isabel contrahar na
noite precedente esponsaes com o infante D. Francisco
de Assis.
Eis-aqui a integra do decreto real cima referido :
u Nos, Isabel II, por graca de Dos e pela coiisiilulcao
do reino, ralnha de Hespaulia, a lodos os que o presente
vireni fazemos saber, que, tendo resolvido cuntrahir
in.iiriiiioiiiii eoni o nosso primo, I. Francisco de Assis
Maria, afim de que asdisposces do artigo 47 da cons-
tituirn lenho a devida excciico, usando da nossa pre-
aogaliva real, e depois de termos ouvido o parecer do
nosso concedi de ministros, determinamos convocar,
como pelo prsenle decreto coiivucamos as cortes do rei-
no para o dia 14 de setembro prximo futuro. Para este
elleiio ordenamos, que no dito dia I i de setembro des-
te crlenle anuo se renan os senadores c depulados na
capilal da Uespanha para urna sesso das cortes.
a Dado no nosso palacio, aos 28 de agosto de 1846.
A I! m sin
Referendado pelo ministro do interior.
l'l.lil.n Pidai..
Diga Inveja.
He a mesnia palavra, tomada em boa ou m parte.
Vio facamos de urna dlscusso de cousas urna dis-
cusso de palavras. Vm. nao me ama mais, nao he
assim ?
Por eerto que slm, amo-a sempre.
Ento porque foge de mlin ?
Porque, sempre que nos encontramos, voss briga
eoinmigo.
Brfgo, justamente porque mal nos encontramos, e
nada mais.
Voss bein sabe, que eu sempre tle o genio arisco,
e amante da solldao.
Sim, e sbe-se soiido por urna eseada...... Pcr-
de, nao sabia disto.
Neste pnineiro ponto esuva Gilberto derrotado.
Ora vamos, seja franco, se isso he possivel, Gilber-
to, e confrsse. que nao me quer mais bein, ou que nos
ama a ambas !
Pois bem e se assim fosse, disse Gilberto, que di-
ra vosse ?
Dira, que isso era uma monstruosidad)-.
. i- Nao. inasiiin_erro.
Do seu coraf ao ?
^- Da nossa sociedade. Ha povos, onde cada homem,
como voss sabe, tem at sete ou oito mulheres.
Nao sao clulslos, disse Nicotina com impaciencia.
Sao pbilosophos, respondeo, soberbo.Gilberlo.
Oh senhor pliilosopho, assim Vm. acharia bmn,
que eu Bzesse como Vm. fai, que eu tomasse cutio a-
inante ?
Nao quererla ser injusto e tyranitiro para cora vos-
s, nem comprimir os inovimentos do seu coraco...... a
sania liberdade consiste sbretndo em respellar o livre
arbitrio..... Mude de amor, Mcolina ; ru nao poderja
constrange-la a nma fldelldade, que, quantoa miin, nao
be natural.
Madrid, 29 de auoslo
O Heraldo publieou a noite pasaada (28) um supple-
niento, anniini iando, que a rainha havia escolhldo o in-
fante I). Francisco de Astil por sen consorte, e commii-
iiii ido a sua i -i ollia ao concedi de ministros, que ein
consequencia reunio-se hoiiteni, e ainda eslava em ses-
siio s 5 horas da tarde ; r tambem, que as corles aeluaes
Sero convocadas para 14 do mez seguiule para receber a
noticia assim eommiiuieaila ; que ellas se bao de dissnl-
ver logo depois, e as novas corles sero convocadas para
de/i mino.
O mesitio jornal prev a mais pciTeita felicidade para
a Hespanlia como resultado do casamento.
O Tiempo diz, n Aqucstn matrinionial foi resolvida
nos coneelhos da cora, e S. M. aceeltou por consorte
seu augusto primo, S. A. Serenissina, o Sr. D. Fran
cieco de Assis. Acceitamos respeiinsanieiite os desejos
de S. M. ; e desejaiiios, que esta .all.un a seja frtil em
miiilos das de lelicidade para a Uespanha. Tambem
se afnrma, que se decidlo ao mesmo lempo o oasamen-
.\iOiiSinna
Ah! exclamou Nicolina, voss bem v, que nao me
ama.
A discussao era o forte de Gilberto, noporque-o seu
espirito fosse precisamente lgico mas porque era pa-
radoxal. Dentis, por pouco que elle soubesse, sempre
sabia mais que Nicolina.....Esta s havia_ lido oque Ihe
parcela divertido : Gilberto havia lido nao soque Me
pareca divertido, mas tambem o que Ihe pareca til.
Gilberto, poitauto, discutindo.ganbava o sauguc-frio,
que perdia Nicolina.
Vm. tem memoria, senhor philosopbo .' pc(guntou
Nicolina coi 'co suiriso.
Algumas n/.es, respojideo Gilberto.
Ilecorda-se do que me disse, ha cinco metes, quan-
do eucheguei das Annuncladas com madcmoisella r
Nao, mas lembre-ino voss.
Vosse me disse : Eu son pobre! Era no dia, em que
nos liamos ambos iiiizni, debaixo de una das abobadas
do velbo castello em ruinas.
Bem, continu.
Voss trema multo nessedia.
Pode ser, so-i naturalmente tmido, mas faco o que
posso por me corrigir drsse deleito como dos outros.
De sorle que, quando Vm se tiver eorrigido dr lo-
dos os seus defeitos, disse Nicolina rindo; sera perleito.
Sere, ao menos, forte, porque he a sabedoria, que
las a forca.
Faz-mc o favor de dizer, onde leo isto ?
Que Ihe importa ? Vamos ao que eu Ihedlzia debai-
xo da abobada.
Nicolina conhecia, que perda cada vez mais terreno.
Pois bem d;ia-uie Vm. : Eu sou pobre, Nicolina,
ilngiiem me ama. nao sabem, que tcnlio aqui alguiiia
cuusa ; e Vm. baila uo enraro.
Vosse se engaa, Nicolina, se eu bata em aiguma
cnsa, ao dizer-lhe isso, devia ser na cabeja, e nao no
coraco. 0 coraco no be mais do que um bomba de
As corles actuaes vio ser lininediatainente convocadas,
aflu de serem Informadas da resoluco de S. M.
O Ero del Comerrio declara, que o estado do paiz he o
mais triste. Se a Franca approvar o casamento da ral-
nha com D Francisco, soh condifo de casar a infanta
com o duque de Monlpensier, he apenas um pretexto :
urna proposico feita sem esperanca de ser admlttlda,
para conservar o paiz no sen actual estado de ancieda-
cee dimeuldade.
A liazelo publica um decreto, assignado pela rainha,
e referendado pelo ministro do interior, annunciando
que deterininou conlrahir matrimonio com o seu primo,
o infante D. Francisco de Assis, e ordenando, que se
i-eiino as cortes a 14 de setembro, em conforinidade do
art. 47 daconsiituico.
O Kipeelador diz., que no momento, em que os Carlis-
tas vireni perdida toda as esperanzas de casar o conde di?
Montemolim (hlho de D. Carlos) com a rainha, correra
as ras, bradaodo s armas, e renovara a guerra
civil.
O Espaol declara, que o gabinete inglez recusou pro-
pr mu Cohurgo como seu candidato, dliendo, uue o
casamento da rainha era um negocio, eujadecisW per-
leneia exclusivamente i nata hespmhola, e que" ueste
centldo se receben intluatiCJo. Elle aftlrma mais posi-
livamenlr, que se decidi, que a irma da rainha case
som o duque de Monlpensier.
Os progessistas tenclono publicar um manifest a
afio e a Europa, protestando da inane!ra a mais deci-
dida contra o casamento da infanta com o dafque de
Monlpensier. Files querem, que a ino de S. A. R.
seja para D. Henrique.
Di fundos leem melhorado em consequencia do au-
nuucio oflicial do casamento da rainha.
Madrid, 2 d< lelembro.
Toda a imprensa da opposlfio reprovava o casamento
do duque de Monlpensier com a infanta D. l.ui/a O
partido chamado dos puritanos era to estregltoso nas
suas reerlminacOes, porque esperava derribare minis-
terio sobre essa questo, e tomar-lhe as pastas ; o Etpa-
nole o Eco del Comerrio anda oatacavo sob o fundamen-
to da sua lllegalidade. O Clamor Publico, dli o Heraldo,
trata o rmbaixador inglez em Madrid d'uma mane'ra
muito indecorosa, e aecusa-o de ter feilo um papel es-
tranho para enm o partido pii)/reila, assim como para
com os moderado!. O Clamor quera sem duvida que o
representante da Inglaterra declarasse guerra a Hespa-
nb.i, se ella dio repozesse iininediataiiiente os progrestit-
tas na posse do governo. O Eco do Comercio afnrinava,
que tres dos ministros, os Sis. Isturitz, Sanz, e Arme-
ro, linho-se demillido em consequencia d'uma nota
dirigida ao gabinete por Mr. Bulwer contra o casamen-
to da infama. Os correspondentes dos joi uaes inglezes,
em Madrid. Iiavio procurado Mr. Bulwer para saber
delle, se tinha feito um tal protesto, e elle Ibes afflr-
inou, que*>sse boato era totalmente infundado. O go-
verno s esperava a sanreo do rei Luis Fillppe ao
casamento do duque de Monlpensier para auuuiicia-lo
oflicialniente pi la gazeta. Crla-se, que a amnista pu-
blicada por occasio delle sera geral, e s excluirla
D. (.arlse a sua familia.
Madrid, 3 de Miembro.
Os jomars da oppnsifo conlinuavao a censurar o ca-
samento do duque de Monlpensier com :i infinta Ulna
carta auniinciava, que Mr. Bulwer havia dirigido a res-
prilo uma nota a Mr. Isturitz, na qual observava, que
un lal casamento nao podia ein sentido aigum ser con-
siderado eoiiio um aeonlecimcnlo particular; qoe n era
de una Importancia eurupea, tendente a compromet-
ieras relaces de anizade, que tiuhio subsistido por-
tadlo lempo entra a Uespanha e os seus melhores allia-
dis. ii O llrrildn aniiuneiava, que o infante D. Francis-
co ia ser promovido aoposlo decapto-general do exer-
cito.
Madrid, 4 de selembra.
O casamento da rainha com um principe hespanhol
pareca baver produzido geral satisfarn em loda a Hei-
paulia. O Heraldo aiinuiicava, que Mr. Hulwcr havia
renunciado a ntcnro de ir a San-Sebastian, exlglndoa
iiiiportaneia das quesles, ora em discussao, a sua pre-
senta em Madrid. O bilgue de guerra Kbro deo d vela
de t arili.igena para < ivito-Vecchia a 31 de agosto com
despacho para o ministro hespanhol ein Roma.
(Timei.)
compresso, destinada a impedir o sangue s extremi-
dades. Lela o WicciiiMiirio Phiiotophico, artigo Coroedo.
K Gilberto retesou-se com ares de grande persona-
gem lluiiiilli ido ante Balsamo, niostrava-se soberho
com Nicolina.
Tem raso, Gilberto, c na verdade devia ser na ca-
bera que voss batia Dizia, pois, voss. batendo na c.a -
beca : f ralo-me aqui como um cachorro, e Malicio an-
da he mais feliz do que eu. Respond ento, que nio ti-
uhio raso em nao ama- lo, que, se voss fosse meu Ir-
ino, o tunarla. Parece-me, que ftH com o coraco e nao
com a cabeca, que Ihe respond isto. Mas talvc?. me en-
gae, uue eu nao Ii o Diccionario Pkiloiopkico.
Nao teve raso, Nicolina.
Voss lomou-nie ento nos bracos ; voss he or-
pha, Nicolina, me disse voss ; eu tambem o sou ; nos-
la miseria e nossa ahjeccio nos fazem mais que irmao. ,
aiiieinn-nns, pois, Nicolina, como se realmente o fos-
seinos. Ali'in deque, se realmeute o fossemos, a so-
ciedade nos prohibirla, que nos amassemoscomo eu que-
ro, que t me ames. Ento beijou-me voss.
Pode ser!
Pensava ento o que dizia ?
Sem duvida. Nos pensamos sempre o que diiemos,
nesse momento.
De sorte que hoje...
Hoje tenho cinco meses de mais; tenho aprendido
cousas, que ignorava, e advluho o que nio sel ainda.
Hoje pens d'oiitro modo.
Ento voss he falso, mentiroso, fingido ? exclamou
Nicotina, irrilando-se.
Tanto como-o viajante, a quem perguntassent, no
fundo de iim valle e que pensa da paizagein, e a quem
fuessem a mesnia pergunla, quando elle chegasse ao cu-
nic da montanha. que Ihe fechava o horizonte. Eu afo-
ra alcauco maior exteusao de paizagein, nadanuiU.
I
1


W^'mm.-
&

_____PERMAMBUCO.
ASEMBLR'A PROVINCIAL.
SESSO KM 10 DR OUTUBRO DE 1846.
PRESIDENCIA DO SR. SO0ZA TEIXEIIA.
< '< >n i ii 11 i. .i > do numero antecedente).
O Sr. ftarlmlho Vcii* (pela ordem): -- Niio tendo sido
.linda distribuido na cana o relatorio do presidente da
proviucia, imprrssn ecom os documentos, a que se refe-
re o menino relatorio, isto lie, coui os mappas eslatistl-
cos doteriinri, kc. en desej.iva, '|ue a mesa me facul-
taste a ieilura do autographo drsse relatorio, que deve
estar na casa ; porque pretendo di/er algmna cousa acer-
ca clrllc.
O Sr. prepdenlc: Fol a Imprimir.
O Orador: Por ordem da casa?
OSr. Presidente: Milu, Senlior.
O Orador: Knto reservo me para quando cllcvicr.
He lido na mesa, e mandado Imprimir, o seguinte pa-
recer :
A commsso de exame das posturas, reprcsenlafe
c negocio das cmaras uiiiiiicipaes, examinando as pos-
tura! ile 16 de Janeiro deste correnteanno, proposla pe-
la cmara municipal da villa de Cimbres e Prsqucira, lie
de parecer, qties mesmas srjoapprovdas, eliminados
os artigo*3.' e 5 Sala das commissdrs da assembla
legislativa provincial, 6 de outubro de 1846. Pinlod'AI-
mtitlit. Cabial.
L-ie c approva-se'o seguinte parecer:
A roiniiiisso de exame das posturas, represen tardes
i- negocios das cmaras, examinando o oflieio junto, da
i un.ii i iniiinup.il desta cidade, que pede a esta assrm-
Jila una moratoria para pagar aqttantll de5:600000r.,
iin que fora condeiiiuada, na areno, que Ule inoveo a
tlicsourara provincial, lie de parecer, que o dito olhcio
.v.j.i renietlido a coinniisso de coutas e desprzas pro-
vinriaes Sala das commissors da assembla legislativa
provincial, 10 de outubro de 1846. Pinto d'Almeida.
t'ttbrnl. .
Fea adiado, por ter pedido a palavra o Sr. Vidria Ta-
rares, o seguinte parecer:
u A ooiiiinissfio de peticAeS, queui fol suliuiettida a
pellejo do padre Jos Mariulio Ka leo Padillia, professor
je relhorlea e potica do Ijco desta cidade, que pede a
rita assembla a repararan do daino, quesollre eniseus
ordenados, por se nao haver observado a seu respeito o
i|iie dispOe a lei provincial de 10 de juubo de 1837 e de
itOd'abril de 1839, he de parecer, que a mesma petiyao
seja remrtlida a commsso de instiiic-ro publica.
Sala das cuniinisses da assembla logis ativa provincial
de Prriianilmco, 10 de outubro de 1846. Cabial.
Hacha.
OSr. Peixotode tirito: F.u julgo indispensavel, que
e renov anda o rrquerimento para o rliainaiiiento de
alguns supplciites; poique niio lie posslvel, que os uos-
>os trabadlo coiiliuueiii da inaneira, por que vo: nos
temos, lie veidade, 28 Sis. presentes, mas, nao sei por
| i.ii Un.ule niii.ivi I. raro lie odia, que cnuipareeeiii
nais de 19: lioutem j se nao prrenchro as horas dos
trabalhos, per falta de numero; boje pode succeder o
ursino, porque lie lieni possivel, que algum de nos se
retire por ucnmmndado. ...
USr. Velln : -- F.u o estuu bstame, e nao posso dei-
xardr rciirar-me.
O Orador: Ahi est j uin Sr. deputado, que diz, se
retira, por incoiiiiuiidado : avista disto, mando mesa
o seguinte rrqueriiuento:
(i Kequeiro, que se rhamrm osdeputados supplenles
eni lugar dos srs. drpulados, que nao teem tomado as-
sr uto, e dos que teein participado iio comparecer na pre-
sente srsso.
Submettido volaro, he approvado.
ORDEM DO DlA.
Continuaciio da discusso das posluras addicionaes a< da t-
mara rio Monito.
(O Sr. l'i hiia retira se da sala.,)
OSr. Villrla Taram (pela ordeni): Senhor presiden-
te, eudesejava, que V F.x. me infoiinassr, se podeunis
conliuuar em iioksos trabadlos, vista do regiment, ten-
do a casa smente 18 Srs. drputados, visto que o Sr.
L'choa i avalranii acaba Ex que esl iiicoiiiinodadii* 1'mlia vontade dedizci- al -
,..nina i oii. i respeito das posturas, que se discuteiu ;
erla mesiiio fazer uin rrquerimeuto; mas uo sei se,
cito rile, podemos continuar.....
OSr. Presidente A discusao pode continuar, a vo-
taro he, que nao pode ter lugar.
O tirador : Etito punco pude durar a esso;.o que
i n lun quizera remediar, poniue o nuil rrqueriniruli
lia de ter urna votaeo ; mas.i ouio a discusso pode con-
tinuar, sempre dirci o mrii pciisamenlo respeito das
posturas.
< reio, que ouri o unbre Sr. 1. secretario la.....oflicio
do Kxm. presid lile, rundiendo posturas addiciouaesda
cmara do Botillo j e como tratamns de posturas dessa
..mi.ai.i, e, segundo me parece, estas posturas trato ilr
lignina cousa, que ti'in relacao com aquellas, creio que
he inais conveniente, que adiemos a discusso desta ma-
teiia.atc c|iie, sendo remettidas a commissao respectiva
estas novas posluras, a comiiissao de sen parecer, reco-
pilando todas. Mando i mesa un rrquerimento ueste
sentido:
< Rrqueiro o adinnirnto da disrussan das posturas da
cmara municipal do I onilo, al que, sendo n inettidas
;i cuiiuni-so n sprctiva as novas posturas boje manda-
das a casa pelo Kxm. presidente da provincia, a commis-
sao de si n parecer sobre ellas, picnu'ai.do mu meio de
combina-lns.
(Entra oSr.Netto, rompleta-se o numero legal.)
OSr Presidente:Havendocasa, consulto-a sobre se
admitir a discusso o requrrlinruto do Sr. deputado.
Admitlido, entra un discusso.
O Sr. Sanes Machado: M'olior presidente, o requeri-
uaento.me parece assisado; mas nem por isso Julgo, que
se o deva approvar, pois nao descubro esses supposlos
l
inconvenientes, que o nobe deputado apresentll: nn
sei porque nao ha de continuar a discusso de uina mate-
ria, que j eslava na ordem dodia,aproveitandn-se assiin
o lempo,que com sus discusso j consumimos; ea rasan
de haver oulras"materias nao impede, que isto se faca.
porque agora se discuten! estas posturas, em outra oo-
casino se discutir" as oulras. Continu, pois, a discus-
so desta materia, mesino porque nao ha grande copia
de materia na casa, com que nos orcupemns, e depols
trate-te das nutras ; e mesmo porque, sendo as ontras
posturas multo grandes, pode a commissao demorar-se
no seu exame, eospovos estarc privados das vanta-
gens, que estas Ihe pndem dar, porque todos nos abe-
mos, que estes obiecto de criacoespira o centro da nos-
sa provincia sao de importancia. Voto contra o reque-
rimrnto.
O Sr. VHiela Taimes : Sr. presidente, nao deseonhe-
co. que a casa prtde na aetualidade discutir as posturas
da cmara do Bonito, que j se aclio snbjeitas dis-
cusso, e depois tratar destas outras. que o presidente
remeneo, ein lempo competente ; mas eu quero, que se
faca nina obra mais perfeila. V. Ese. v, que sobre as
posturas, que se discuten!, apparecein umitas llovidas,
lem Ii u ido mesmo ulna calorosa riiscussAo ; prova de
que taes posturas uo sao perfeitas, que nao preenrhem
o t i 111 que a cmara municipal quiz atngir ; talve
mesmo, que a cmara municipal, pensando melhor na
sin obra, a reformasse, mandando-nos agora estas no-
vas posturas, de que fallo, e a casa est nteirada : ora,
nao ser mais conveniente, segundo oque se tem dito,
e a direccao, que o negocio tem tomado, reunir em uin
rorpn todas essasdisposiedes, tollas essas posluras, fa-
zer nina lei s, do que traannos agora de una, e da-
qui a ponen de outra ? F.u pens, que sim : e he por is-
lo, que julgo o ineii requerlinento de milita utilidade, e
o sustento anda. De mais, eu nao reputo este negocio de
vida e de morir ; i amina o. que he un, que he milito
conveniente diseutirmos quautn antes as posturas dessa
cmara ; ellas teem por lim prover o bem daquelles nni-
nieipes, e elles teem Indo o direito de procurar sens me-
Ihorainentos. mas acredito tamhem, que uin adiamen-
lo de pomais das, inminente para fconfeceionar-se urna
obra mais perfeila, au empeinrar o estado do munici-
pio. Suppoiiho, que a cmara me comprehende perfi-
tainente.
OSr Cahral: Sr presidente, pedi a palavra para de-
clarar rasa, que voto contra o rernierimrnto : eu en-
tendo. que coman terminar e nao espacar pnr mais
lempo a discusso das posturas, porque ellas torno pu-
blicadas em 10 de dezembro de 45, e esto em execucao
em vii lude da resolin ao de 25de outubro de 1831...
O Sr. filela Tarares : Hasao de mais para nao ha-
ver pressa.
O Orador : Se o nobre deputado he o mesmo, que
cmifessa descobrr uo sei o que de inconveniente ne-
tas posturas, para que protelar mais a discusso, para
que consentir, que os povos soil'rn, por mais tempo, os
ell'eitus desses Inconvenientes ? De mais, as posturas, a
que se refere o rrquerimento do nobre deputado, sao
addicioiiaes ; lias presupjidem a existencia das que se
ai lio em discusso, e tratao de objeclos mu dili'eren-
tes. Porlanlo, voto rnntra o requerimento.
Julgada a materia disentida, he o requerimento sub-
mei tulo vntaeJo e approvado.
Primeira riiscussio das paxt'irns da enmara da lloa-Vista.
{I'ide Diario n." 68, sessao de2de marco do eorrenle nano.)
Nao lia vendo quein pcf a a palavra, he o parecer pos-
to a vot.H.io e approvado.
OSr. Nimes Machado : Sr. presidente, eu uo sei qual
he a lei, que nos obrlgaui que truhamos tres discussdes
acerca de mu objecto oestes....
I'm Sr. Deputado : O regiment.
On(ro Sr. Deputado: Mais que o regiment, he a
constituido.
O Orador: A dispol(ao da constiluicn he geral, e
leui-se entendido em termos inuito habis, dandu-se-
Ihedesrnvolvimento nos reginieutos de ambas as cma-
ras; por ennseguinte uo he una dispnsicao especial pa-
ra a assembla provincial, que laminan em seu regi-
ment pode eslabelecer as regras para a discusso das
leis, enl. ndi ndo a MMlitnlclo do mesmo modo, porque
a tem entendido a assembla geral : all ludo quanto he
olijerto de urna certa ordem se discute por mel de re-
soliifao, subjrita a una s discusso ; salvo se o nobre
deputado emende, que o corpo legislativo geral nao po-
da adoptar os rslylns, que adoptoii ...
O Sr, Jnauuim filela : Aqu uo ha resoluedrs.
O Orador : F.ntao, o que ha ?
OSr. Mendes da Cimha : Prnjectos de lei.
O tirador: -- Projeclo de lei lie o genero ; a constitui-
dlo uo falloii em deerelos, nem em rrsolucdes, nem
em colisa algiima ; aprsenla o genero e nada mais :
nem nutra cousa poda fazer ; mas as diseussdes das as-
tcuibleiit, pela comtitui(lo, esto subjelaa aos seus re-
gulaiiientiis, e esses regiilainenlos sao explicativos da
Constltuicio ues-a parle, que deo s asseuiblas a faeul-
dade ile formarein seus regimenlos, combinando com
ella sois disposices, e adoptando aqnllo, que for mais
i ti|>i u para o bom andamento das discussdes....
O Sr. Xetto : Mai i mi as bases.
O Orador: Marrn as basrs, quanto aos projectos de
le, mas i.o quanto a mullan oulras especies de traba-
dlo, alias o nebie deputado ha de reeonhecer.queo cor-
po legislativo geral tem violado a consliliuro....
Or. Mendes da Cunhn : Na constlui(o primitiva
nao sr traa disso.
O Orador: F.ntao de que se trata ? 0 que he que se
oppoc a estas ininlias ideias ?
i'm Sr Depulmla: -- O acto addicionat.
O Orador : O acto aodieional!! em que artigo ?
O.Sr. Sello : Os iparle uo mirto na ordem do dia.
0 Sr. Peixolode /rilo : -- Veja o acto addicional, e ve-
r, que se cala inmediatamente.
O tirador : Sr. presidente, se se confrontaren) todos
os lugares paralli los do aelo aduii lon.al, ver-se-ha. que
tal uo pode ser sua iitelligeiicia para suhjrltar mu ob-
jecto tan simples como posturas municipaes a tres dis-
cussiies do eoiitra io, t.ii.inu-. ipie o acto addicional
i'kiiiln leero mu absurdo ; o que uo he admissivel ; bem
que, obra humana, se pode reputar chela de erres........
De sorle que nao rasa coinmign .'
Nunca Ihe disse, que a esposaiia, respondeoGilber-
to com dehpnzo.
Est bem I esl bem exclamen a rapariga exaspe-
rada, parecr-me, que JSicolina Legay vale tanto como
Sebastian Gilberto !
Todos os bomens teem seu valor, disse Gilberto;
mas a natureza ou a rduraeo pozrio-lhes valores d-
veisns e facilidades fliflrentes ; segundo o luaiorou me-
nor dcseiivolvimeiito desses valore ou facilidades, to-
nino elles dillerenles distancias uns dos oulros.
De inaiu ira que, ti ndo facilidades e valores mais
desenvolvidos do que os inciis, vosse se desvia de niini.
Naturalmente; vnss anda nao raciona, Mcoliua,
mas J ine compreheuile.
Sim, sim bradou Nicolina cada vez mais exaspe-
rada, sim, rouipreheudo.
Que comprrhrmle voss ?
Que voss he mu velhaco.
Pude ser. Muito uascein com instinctos nios, po-
rm ahi esl a voniade, para os corrlgr. Ahi esl Mr.
Rousseau, que nasceo com mos instinctos, e todava
corrigio-se, Farri como Mr Rousseau
Oh! meuDros, meii Dos! disse Nicolina,como pu-
de eu amar seiucUiaulr hoinem ?
Voss uo me anin Nicolina, replicou Gilberto fra-
mente ; agradri-lhe, nada mais. Vosf sabia de Nancy,
onde so va semnarisias, que a faiio rir, e militare,
que Ihe faziao nudo. Nos eramos mocos ambo, ambos
innocentes e desejusos de d.ixar de o ser A natureza
no fallava com sua Irresislivel voz. Ha urna certa cou-
sa, que se iullaiuinn em uossas velas, quando desrjamos,
uin desaso,a gd, cujo remedio procuramos nosbvri-s, que
nos toruno anda mais inquirios Ful leudo ambo un
di es livrcis, lembra-sr Nicolina, que vosse cedeo.....
nu digo bem, poique eu nada Ihe pedia, nem voss na-
da me recusava, utas que nos achmos a explicaeo de
uin segrrdo deconhecido. Durante mu ou dous metes,
essa explicaeo fin ventura '. Durante uin mei ou dous,
vivemos em vez de vegetar. Querrr islodizer, que por-
que nrsses dous mrzes fzemos uin feliz au oulro, deve-
nios fazer etei naiuf ule desgi .o. ados mu ao oulro. Ora
pois, Nicolina, se se lizesse semelhante ajuste, aodar ou
' ajus
1 livre
receber a ventura, i eniiiiuar-sc-liia o lvre arbitrio, o
que seria absurdo
Isso he philosophia? disse Nicolina.
reio, que sim, rrspouden Gilberto.
i.ntao, uo ha nada sagrado para os phlosophos '
_ Oh I te ha : ha a rasao.
De sorte que, eu que me quera conservar rapari-
ga honrada... .
Peide, j he mullo tarde para isso,
Nicolina cmpallldeceo e cornil alternadamente.
Honrada para voss, disse ella. Urna mulher casa-
da he sen,pie honrada, mediste vosse para consolar-me,
quando he fiel quelle, a quem o curafo rtcolheo.
Voss lia de Icuibrar-sc dc.i.a theoria acerca dot casa-
mento.
Fallei-lhe das unldet, Nicolina, visto que nunca
me bel de casar.
Vosse nunca te ha de casar?
Nao. F.u quero ser um sabio e uin phllosopho. Ora,
a s< lela ordena a solidan do espirito, e a plilosephia
a do corpo.
Senhor Gilberto, disse Nicolina, Vin. he um uiise-
ravr I, e creio, que ru valho mullo mais qur Vui.
Resmanlos, disse Gilberto, levanlaudo-sr, poli que
perdemos o nosto tempo, voss em diier-me injuriat, eu
em ouvi-la. Voss me amou, porque asiiiu fol do teu
agrado, uo he aatiin ?
Srm duvida.
Poli bem porque voss fes urna cousa, que Ihe
aprouve, nao he isto rasao para fazer-me infeliz.
mfim refonnarel meu julio, e dlrel, que issim appare-
c' urna lacuna....
0 Sr. Mendes da Cirono: Lacuna no que esta ex-
presan? ... ,
0 Orador : Vou examinar o acto addicional, quero
convencer-me....
Poim : Senta-se logo ? .
O Orador: Pol tuno quanto aqu se taz tao leisi1
Nao : nem ludo quanto aqu discutimos e votamos o j
lelt, e tedavia tem forca de obrigar, e he no numero de-
tas, que eu comprehendo at postura ; ellas nan carecem
desanceo. logo tao de uina natureza dlnerente das
leis: emfim ouvirel os nobre deputado, examinare! o
acto addicional ; e depoit respouderei.
O Sr. Peixoto dt Rrito : Antes de responder ao meu
nobre amigo, pennitta-se-me. que diga, que etla ques-
tao. como quetto de ordem. devla i propotla no prin-
cipio da discusso das posturas, c que, tendo depois,
deveriaapresenlar-te uin requerimento: mal itlo nao
passa de tlinples obervacSo.'
Paare questao e dlrel, que, se lvetse de fallar
para nutro que nao o meu amigo, que reconhrco como
pessoa inulto ratoavel, talvez me demoraste por algum
tempo; porm, para retponder ao meu nobre amigo, se-
rel breve.
A primeira duvida propotla pelo nobre deputado nao
meadmirou, porque elle, acoslumado com os trabalhos
da cmara dos deputados geraes, para a qnal a consll-
tiiicn no esubeleceo as bases, que estabeleceo para as
assembla provinclaet, acostninado, como ditse, a ver,
que os projectos de lei teem tret discussdei, e ot de re-
solnco urna, apresenlou a sua duvida; mas reparen
nobre deputado, que a sua duvida te ach intelramen-
te resolvida pelo acto addicional, ea vista de sua Ieilura
ettnu, que o nobre deputado se convencer.
A constltuicflo, marcando as bases para as aisemblas
provinciaet organisarem seu reglnientoi, nrnhuma
dlitinceo faz entre projectos de lei e resolucdei; logo
resol, ida est a primeira duvida, que apresenlou o no-
bre deputado: seja projeclo de rrtoliifo, ou seja pro-
vecto de le, aqu tem de passar por tres discussdes, se-
nindo deici iniiia a constiluico do estado : parece-me,
Outro de Francisco Xavier Pereira de Brito, agente re-
cebedor da mesa de diversa rendat internas provinciaet,
pedindo a attembla, que, por um actolegislnivb, dig-
nr-se de fixar a vrrdadelra IntelligeneU do 3. do ai li-
go 2fl do regulamenlode 16 abril de 1842, mandado ob-
servar pela lei provincial n. 130, de 2deinalo de 18s4
^'roinmiiodoiafo.
(Cnnliaunr-ss-Aa,;.
AlfanMega.
RENDIMENTO 1)0 DI* 12. .
DKSCtRIEGtd HOIE 13.
RrigueF Brigiie hespanholOthello--dem.
Brgue~aurabarrlcat e caixoet vatios.
Consulnflo.
RENDIMENTO DO DIA 12.
. 3:614/203
Geral. .
Provincial.

llovinuMilo ilo Por lo.
pois, qur est resolvida a questao em geral; mas, cha-
mando-a para a hypothese especial, de que se traa,
isto he com relacaoas poluras municipaes, diz o nobre
deputado, que no considera una nostura como uin
projeclo de lei, nem ot querer considerar como pro-
jeclo de rrsolucao, porque, sendo urna ou outra cousa,
teem de passar por tres diicustde ; e entao como quer
o nobre deputado considera-las ? F.u demonstrarri, que
o acto addicional declara oque ella sao: diz elle, na
parle primeira do artigo 13, que as lei e retoluedet da
assembla devem ser saneelonada pelo poder execuli-
voda provincia; eslabelece lego uina excepcaodesta re-
gra e na excepcao elle nao e Ii mitn a dlzer. que a pos-
turas municipaes te julgario como leis, Independenle
da sanceo, nao ; na excepcao chama at posluras leit,
ou rrsolucdes: (lt] ora, combinada ella tegunda parte
do artigo 13 rom o $ 4.*, a que te refere, parere-ine,
que est resolvida a primeira questao, que he taber, te
a posturas dat cmaras sao ou nao lei.
Mas o nobre deputado, desalojado de todas ai hypo-
these, recorre a nutra arguinentacao, e diz, que nao
pode considerar se le, sem MOCflo; estabelece isto co-
lon regrs ; eu apresento-lhe mu excepcao a essa re-
gra, que he a marcada na segunda parte do artigo 13,
e tendo aprescnlado uina excepcao, basta ella para mo-
dificara regra geral.
Parece-me, que lenlio respondido' ao meu nobre a-
migo, e que elle se satisfar com o que deixodilo.
0 Sr. Presidente d para ordem do da da seisao seguin-
te Ieilura de psreceret e projectos, discusso de pare-
ceres adiados, primeira discusso doi projeclo n. 19
e 20^ e segunda dos projectos ns 16 e 17 ; e levanta a
sessao Era una hora da tarde.)
SESSO EM 12 DE OUTUBRO DE 1846.
MESIDINCU DO SR. SOCZA TEIXEIBA.
SUMMARIO. EXPEOtESTi-. Outlo di ordem sobre poder
o.S'r. Francisco Jodo ser admitlido na casa, independenle do
parecer d'i eommissilo de conslituico Rejeito do re-
querimento do Sr. Sello, para que essa admissaa a'sim se
elfeituasse.Parecer da referida commissao oeercadoSr.F.
Joilo, e sua introduteo na sala. Leitura de tres pareceres
da commissao de cantas e orcamenlos de cmaras, e de um da
defaienda Discussiio do parecer de commis-ao de petices
acerca do padre mestre Jos Marinho FalcdoPadilhu. Pri-
meira discussiio doprojrrto, que quer, corroo no [oro com-
mum as causas da [azenda provincial. DcclaracAo da or-
dem do dia para a sesso seguinte, quesera a mesma daan-
teeedente.
As onze hora da manha, o Sr. 1. secretario fas a
chamada, e verifica estarc presentes 20 Srs. depu-
tados.
U Sr. Presidente declara aliena a setso.
O Sr. 2." Secretario l a acta da sesso antecedente, que
he approvada.
O Sr. 1." Secretario menciona o seguinte
XPEDIFNTE.
Um ofliro da cmara municipal da villa do Brejo, pe-
dindo ser habilitada a obler unta casa com asprreiras
com.....did ules para as suas sessdes e para as do jury, e a
acabar a obra da radeia da dita villa A' commissao de
commercio e obras publicas.
Outio da mesma cmara, solicitando providencias ca-
pa/es de remediar os males, que provirro da incorpo-
raeo mandada fazer pelos artigo 3. e 4." da lei pro-
vincial n. 137, de 31 de marco desteanno. <4'roBimi-
iio de estalislica.
Um requerimento de Jos Pollcarpo de Freitas, pro-
fessor do entino mutuo docollegln do orphaos, pedindo
a assembla, baja de elevar o sen ordenado a 700/000r. ,
e declarar, se elle pertence ou nao rlasse dos prnfesso-
res pblicos, e se Ihe couipeteui as vantagens Concedidas
aos ditos professores. -- A7 commissao de inslruc(o pu-
blica.
Samos entrados no dia 12.
M.naullan por Cear ; 22 dias, e do ultimo porto 8, bri-
gne-ecuna brasileiro Laura, de 163 toneladas, capi-
to Antonio Ferreira da Silva, cquipagem 14, carga
arroz e mal gneros do pal; a Novae (k ('ompanhs.
Passageiros:Joo Eugenio de Miranda, Portugus, TJm-
belino Morelra de Olivrira Lima, Joaqnim Alves l'ra-
silriro, Laudeslina Rosa Marques, Brasileiro, e 4 es-
cravos a entregar.
Can a raga he ; 2 das, hiate brasileiro S.-Joi-Uorinso, de
34 tonelada! capitn Manuel Fernande de Sousa,
equipagein 4, carga mideirn; a Jos de Ollveira 'lam-
pos. I'assageirns : Antonio Joaqun) Fabio, Antonio
Joaqum Fabao Jnior, Cyprlano Goelho de Albu-
querque, Miguel Archanjn anavarro, Brasileiro; Ja-
s Joaquim Otorio, Joo Benlo Xavier, Joo Jos Bar-
bosa, e Joaquim de Sonsa Silva e Cunta, Portugueie.
Sanio sabido no menino dia.
RIo-Grande-do-Sul ; brigue brasileiro Felit, capito A-
lexandre Jos Alvet, carga sal e mal gneros. Patta-
geiros, Antonio Marques de Araujo Ollveira, Joaquim
Antonio de Med iros Portuguezet, e 20 eteravos a
entregar. _______
rc.ii..ii.
Joo Xavier Cameiro da Cunha, fidalgo caval'.eiro da casa
imperial cavatlrtro da ordem de t'hristo, e administrador
da mesa do consulado desta provincia.
Fat saber, qur no dia 14 do corrrnte, a una hora da
tarde, se ho de arrematar ein prafa, na porta detta re-
parlicao, 657 diamantes em bruto, con) o peto de vinte e
niela oitavas, avallados a 200/000 rs. a oliava, appre-
hendldos na segunda barca de viga pelo guarda da al-
f andega Manuel da Konsrca de Araujo Luna: a arrema-
tarn he livre de despeza ao arrematante.
Pernambuco, 10 de outubro de 1846.
O adminitlrador,
Joio Xavier Carneiro da Cunha.
De i'laracncs.
ASSOCIACO OOMMF.R' 1AL.
Sao convidados os membros da atsociacao commer-
clal para assistirem a una reuno, que dever ter lugar
na sala da mesma assorlacao, no dia 15'do corrrnte, ao
meio-dia ein ponto, afim de se tratar sobre o citabelc-
clmenlo de uin bancocoinmerral nesta provincia.
Jas Jernnymo Monteiro,
Secretailo.
O arsenal de guerra precisa comprar duzentas vas-
souras de timb : quem tal genero lver para vender,
compareca no mesmo arsenal com sua proposta ale' o
dia 14 desre enrente mez.para tal compra ser ett'eituada.
Arsenal de guerra, 10 de outubro de 1846.
O escriptlll.il in
Francisco Serfico de Assis f'rralho.
= O lllm. Sr. inspector interino do arsenal de mari-
nha, em cuinpriinenlo d'ordem do F.xm. presdeme,
contrata, no dia 16 do eorrenle inez, pelas II horas da
inanhaa, o frriamento de una embarcacSo, que leve
com mudamente illia de Fernando otocentas sacras de
fariuha, e outro genero, assim romo varia piabas c
preso, e traga na vnlla um completo earrrgamriiin de
pedra decalcar, ot si ntenciadns, que tiverem ciimpri-
d o .as suas senirneas, e ludo o mais, queo commandan-
te da referida llho houvrr de remettrr para rsU ridade:
sendo o contrato feltoem vista de propostas aprrsenta-
das nesse dia, referida hora'.
Secretaria da In-perco do arsena I de marinha de Per-
nambuco, 12 de oulutiro de 1846. O secretario, Alexan-
dre Rodrigues dos Anj i.
sO lllm. Sr.capillo do porto manda faser publico,
que o expediente da capitana lera lugar lodo o das,
desde at olio horas da manha al as lie da pude, rm
cujo lempo ouvir at parle, que Ihe te tinao de fallar so-
bre negocios ordinario ; e que antes e depois, e mesmo
a qualquer hora da noite, dar simiente audiencia a
aquella, que, em conteqiiencid'occurrcnclas extraor-
dinarias, necessitem por itso de promptas providencia?
da capitana.
Capitana do porto de Pernambuco, 7 de outubro de
1846.
O secretario,
,1/c ninilrr Rodrigues dos Amos.
=De ordem do Sr. coronel pagador militar delta pro-
vincia, Jos de Brito luglrz, e rm virludc do officio do
E o tolo, ditte Nicolina, que me julga pervertida,
e finge nao lemer-ine !
Tem-la! a voss, Nicotina: Ora adeot! qur pode
voss contra ml.n ? O clume faz-lhe andar a cabrea a
roda.
O clume eu chmenla date com riso febril a ra-
iariga ; ah engana-se multo, se me ere cosa. Faz-me
tvor de dlzer, de que o seria eu ? Ha uestes contornos
mais bonita rapariga do que eu? Se en llvesse a litaos
alvas de madamoiiella, e te-las-hei, logo que trabadle
mal, nao a valerla? Meu cabello, ora veja-os, ea
rapariga desalou a fita, que os prenda meu cabellos
pudem envolver me do ps cabefa, romo um capole.
Son alta, sou bem feila, e Nicolina ajuslava a cintu-
ra com as nio ambas lenhodenles, que parecem pe-
rolas E olhou para os denles ein um rsprlhn, pendu-
rado na parede -- Quando quero sorrir a algiieiu, e o-
llia-lo ca de certo modo, vejo essa pessoa corar, estre-
mecer, torcer-se ao meu olhar. Vosse he o meu priinel-
ro .-luante, lie verdade ; mas nao he o pi iiueiro hoineni,
con) quem me mostraste namoradeira. Bem, Gilberto,
cnntituou a rapariga maisameacadora com o seu riso sa-
cudido, do que o era com as sua vehementes ameacat,
t ris ? Cr-mr, nao me forc a fater-te guerra; nao me
facas sabir inteiramrule do ocaiihainenlo, ein que anda
me detrm nao sei que vaga lembrauca dos conselhos de
uiiiilia mal, nao sel que montona prescripc-o das nil-
nhas orafrtcs de enanca, he eu chegar a perder urna vez
o pudor, guarda-te, Gilberto; porque leras de te incre-
par dat desgracaa, que dahi resultard, nao s para t,
mas tambe! para ot outrdt.
Anda bem, disse Gilberto, ahi eti vust ein certa
altura, Nicolina, r eu estou convencido de urna cousa.
D<; que couta?
De que se eu consentiste agora ein esposa-la,..
Entao ?
F.ntao / he que vosse me recusarla.
.\ ieolina n-Oeclio, e depois, cerrando ot punhos e ran-
geudo os dente, exclamou.
Creio, que len rasao, Gilberto; creio, que um-
bral eu cnineco a subir esa montania, de que me falla-
va ; que taiubcm vejo alargar-se o meu horionte ; q*e
laminan eslou destinada a vir a cr alguma cousa ; e he
na verdade multo poma cousa vir a er a mulher de uin
labio, ou de um philusopho. Agora, Gilberto, tralc de
descer arla sua escuda, c fafa por nao quebrar o pesco-
fo, anda que comcro a crer. que isso seria una grande
telicidade para os ouiroi, e talve mesmo par voss1.

E, dando as costas a Gilberto, coinccou a despir-se,
como ae elle all nao estlvetse.
Gilberto ficou por instantes iinmovel, indeciso, vacil-
lanle, porqur Nicolina, excitada assim pela poe/ia da
colera, e a cbamma do chime, era uina encantadora
creatura, Mas havia no roraco de Gilberto um desig-
nio bem determinado, o Je romper com Nicolina ;
Nicolina poda ser infeusa ao metiuo lempo aotsrtis
amorri e s luat ambices. Gilberto resisti
No Din de algn segundos Nicolina, nao ouvindo mai
rumor algum alrt de si, vollou-te, e vio a cmara
vasia.
Foi-se murmuren ella, ioi-se.
( hegou a janella, tudo ettava escuro, a lu eslava a-
pagada.
E madamoiiella! ditte Nicolina. .
Deseco enlo a escaria panlep, approximou-te da
porta do quarlo de tua ana, e applirou o ouvido.
Bem, disse ella, deilou-se sozinha, dorme. ~ *"'
amauha. Ol.' dcixe-me etiar, que eu taberei, leellso
ama!
(Oa^JtiMir--)- *y'|


al 11
Exm. Sr presidente da provincia, de 5 do corrente. se faz
publico, que em o dia tcrea-felra (hoje), 13 do corrente,
no ineio-dia, ter lugar, perante esta pagadoria, a arre-
matarlo, em hasta publica, compaiihia fixa de cavallaria de linha, que se acharan
nessa occasiao porta do edificio da thesouraria. O-
pretendcutes. entretanto, podra ver os referidos caval-
los no quariel d rcfei ida conipanhi-i. onde existen pi-
ra este lini ordenado KKin. onmmatidante das orinas,
segundo notlciou esta pagadoria o respectivo capitao
da campanilla. -
Pagadoria militar de Pernambuco, 7 de outubro de
1846.
O etcrvao ,
Jnnnuim Maiinhn t'ai'/ilranli dr tilhuqufrfiHf
O Srs. accionistas da cutiipanhia de Keliiribe sao avl
sadns, pira reolisarem nina prestacao de 6 por cento, no
prasode 30 das, contados at 21 de outubro corrente.
O secretario, II. J. Fern-indes barros.
H-
B^
Avisos maritiniog.
Para o Aracaty seguir brevemente o hiate Novo-
Olindn : quein nelle pretender carregar, se poder en-
tender rom o mestre do mesino, Antonio Jos Vianua,
no trapiche Novo.
Para o Rlo-Crandr-da-SuI saliir breve o velelro
brigue Cauro I, capitn Jos Maria Ribas, por ter
mainria do seu carregamento ; pode anda receberal-
gnnia carga, e otlcrcce superiores commodos para pas-
sagelros e escravos a freie : quein pretender, pude en-
teudrr-se rom Amnrim limaos, lia ra da Cadeia, n. 45.
Para o Rinde-Janeiro partir na qtiuia-lcia, 15 do
corrente nutubro, nao havendo inconveniente, o brigue
Santa-Maria-Hoa-Sorte. capitao Jos Joaquim Dias dos
Prazeres ; oque se faz sciente a todos os Srs., que teeni
escravos para embarcar, mandando os conhecinicntos a
casa de Ainoriin limaos, ra da Cadeia, n. 45.
^fa Vndese a escuna americana allanl-Mary ,
JD [ de lote de 12.3 toneladas ameri) anas de prl-
"-4Hfc .....ira marcha encavilhada de cobre e re-
lentemente pregada e forrada de cobre; acha-se com-
i lelamente apparelhada prompla a seguir viagrin : a
tratar com os seus consignatarios L. G. Ferreira S C.
O brigue brasileiro F.mjirna, de que he cap!"
tao Francisco Ferreira llorges est a chegar
de Lisboa e depois de descarregar a carga
iiuetra/, para este porto, seguir, poucos dias depois,
para o Ce ara: quein quier aproveitar-sc da brevidade
tanto para carga como para passagelros dirija-se ,
Francisco SeveriannoRabello Si Fllho, no largo da As-
sembla Provincial ..,.. r .
.-Vende-se a sumaca Aanfa-WarHi-fioa-Sorff, Tundea-
da an p dos arrecifes, com todo o sen apparelho : trata-
s a bordo com o mestre, at as 8 horas do dia, ou em
trra, na vendada ra larga do Rnzaro, n 21.
t=- 0 patacho porlugurz Maria U Joaquina, novo, for-
rado e encavlhado de cobre, tem 2/s deseu ca pegamen-
to proinptos, anda recebe alguina carga a fete, e passa-
geiros, para o que tem bons cuminndos : os pretenden-
tes trateuicom os consignatarios Firmino J. F. da llosa
& Ii nio, na ra do Trapiche, n. 44, ou com o capilao na
piara, Manuel da Costa e Silva.
__ br-gue viagem por estes i5dis ,
para o Rio-Gramfc-Jo-Sul o brigue ///-
flepemlenie : quein no mesmo qnizer
carregar transporlar-se ou embarcar
esetavos a fele filie a Manuel A Ivs
Guerra <>u com o capitn Fluctuoso Jo-
s l'eieira Dutra.
I.ea.
-- Joao da Costa I.ima Jnior far leilao por conta
e risco Q> quein pertenec de una purcio de barris
com presunto de Lisboa : quarla-feira, 14 do corrente,
un (-.es ila Alfnndega. ____
visos diverso.
*-r
Casa da F ,
na ra estrella do Hozario, n. l.
as cautelas deste estabele iincnto sohiro premiados
IM I 'lerla da Igreja de N. S. do Liviano nln os niiuieros
seguintes : 1085-- 100/ rs. *l8tt 100/rs. 655 --
50/ rs., 736 26/ rs., 3023 26/ rs., c 3187 25/ rs. ;
cutos premios sr principiad a pagar de hoje em diante
toilos os das nteis.
No .....siiiu estabelecimcnto acho-se a venda as cau-
telas da lotera das obras da inaliiz dacidade da Victo-
ria, cujas roda andaj no dia 25 do corrente mea: os
preces sao os do costunie.
F.izem-se quai'M|iier cortinados, qur de feitio ve-
Iho, qur moderno, forra-se quaesquer assenlos, romo
sof-, embiras fixas ou dr bataneo; fa/cni-se colches
elatlicut grandes ou prquciios; vai-sepi tapetes,esleirs
i ni qualquer pane ipie seja; ludo com prrfcicao, por ter-
se professado csscolucio em l'aiis. e com precososmais
rasoaveis, que se poder: na travessa da Concoidia.n. 13,
atrs da toi re do Catino.
= Alugo-se as seguintes casas: um sobrado de
um andar com sotan, todo pintado dr novo, na ra do
Sol, n. 23 ; os piimeiio e ti redro, e o trienio andares
com sotan dos sobrados do Atrrro-da-Hoa-VItla, ns. De
4, por 300/rs. anuuaes ; um sobrado com soto, tojas e
Srandc quintal, todo calado e pintado de novo, na ra
o Sebo, n. 50, por 300/rs. annuaes ; duas casas terreas
com quintal, cacimba e mais couimodos para grande fa-
milia, as ras, Formnsa, n. 5, e da Unio, n. 3; outra
dita pequea, na ra do Sebo, n. 54, por 8/rs. "'r."Aa''9'
Ulna nieia-agoa, na ra daSoledade, n 37, por5/00Urs.
inensaes : quein as pretender, dirija-se ao escriplono
def. A. deOlveiru, na ra da Aurora, n.2b.
= Precisa-se de um rapaz, para andar com um prelo
rendendo fazindas: a pesson, que estiver neslascir-
cumsianeias, dirija-se a ra Nova, n. 21.
= Aluga-se una casa terrea com bons commodos, co-
llona fura, quintal i cacimba, na ra Real, n. 5, ('ogo
adiante do sitio de Luiz Gome) : a tratar na ruada Sen-
zalla-Vrlha, sobrado n 130.
=A pessua, que auiiuncioii no Diario di Vernambuco, de
12 do crreme, querer fallar com o Kuropeo marcenei-
ro, que teve tenda na ra do Aiago procure na ra da
Concordia dctis do Carino-V. Dio, na tenda de ipar-
ceociro,
= Jta ra de Hurlas, casa n. 22. primeiio andar, en-
sina-Ie.em quanlodurarcm asfiria da academia, relho-
rica, gioiiietrio e geographla : aquelles Senhores, que
quizi ii ni aprender, comparcio dashborasda inanha
as 5 da tarde.
Ollcrece-se nina mulher para ama de nina casa de
poura familia: na ra do Amoiim, n. 29.
t= -abbado, II do corrente, as 11 '/i hora da noi-
te, drixou-se, por esquieimento, na biquiuha de S. Pe-
dro, em Olinda, um anoc I lavrado, com a flima H. A. C,
com 3 '/} oilovas de peto, na uccasiao, em que se tomara
banlio e como lie lugar de nuiitos pretos irem ti.maragoa.
pode ser, por algum achado: a pessoa. que achou ou a
quein fr odrecido.querendo restituir, leve defronle da
iiiesina Mea, ao Sr. capitao Anselmo, ou ua ra Nova, n.
<.' 18, que aera gratificada.
O abalxo assignado declara, que o annuncio inseri-
do no Diario d Pernambuco, de 10 e 12 do corrente, a rei-
peito d ter sabido de sua casa o Sr. Agostinho Cesar
I. lyine, njfa he porque desconfie de ra fidelidade. c ilm
para evitar qualquer duvida com teus devedorct J0&3
Luiz Yianna.
LOTERA DA MATRIZ nA CIDADF. DA VICTORIA.
Antonio da Silva Gusinao, thesoureiro desta lotera,
tendo hoje poslo a venda nos lugares do costume os b-
Ihetes da I .'paite da I.* lotera concedida a favor das
obras da igreja matriz da eldade da Victoria, julga con-
veniente declarar, que est disposto a empregar todos
os seus esforcos, para que o andamento das respectivas
rodas se realise com toda a brevidade. Para conseguir
Me fin, necessario be, que a vendados bilhf tes teja
rpida; e esta dependen*! tmente da concurrencia dos
compradores espera o annunclante, que os meamos
compradores, convencidos j da regularidade e presteza,
:om que teein sido extrahidas as lolerias, de que he the-
aoureiro, a prnuiptidao, rom que sao publicadas as lis-
tas geraes, e eft'ecluadoo pagamento dos premios, con-
rorro de sua parte quanto teja possivel, para que nao
conlinurm esses espacamento de praios para anda-
mento das rodas, tmente devldos a falta de extraccSo
dos bilhetet. Ue este un dos objectos, em que se deve
ter uin verdadelro provincialismo. As differentes lote-
ras concedidas pela assembla provincial teein por liin
o beneficio de varios estbeleclmentos utejs : a reedi-
ficarlo e sumptuosidade dos nossns templos, e a con-
clus'o de um theatro magnifico, de que tanto se resente
a nossa provincia, sao de su mina ulilidade, e devem ex-
citar o patriotismo de seus habitantes. Se estes se coin-
penelrarem da justeza destas rases, e concorrerem, co-
mo he de esperar, para a prompla venda dos bilhetes ,
as ioterias se rehabilitar", e tbrnar adquirir o mere-
cido crdito, mxime aquellas, cu|os processos forao
sempre regularsimos.
Na rxpeetaliva de que se realise quanto expnsto tica,
o thesoureiro da lotera ora annunciada tem designado
o dia 25 do corrente me para o andamento das rodas
espectivas, prazo que' nao deseja exceder, pola que
nutre rsperancas de poder ainda no presente aiiuu an-
niiiieiar a lotera, que, segundo a escala, a esta deve se-
guir.
Para maior facilldade na venda dns bilhetes, estes se-
rao dados as casas,em que se vendem, em trocados pre-
miados na recente extraecoda lotera;e abaixo selrans-
creven plano, pelo qual tem de extrahlr-sc adaVictorla,
que ora se annuncia.
PLANO
pnrn rada urna das meiat loteras concedidas pelo i.', arti-
go nico da lei provincial n. 106, de 9 de maio de 1842, a
favor das obras da
li.l.l U MITRII D < IIHIil DA VICTORIA.
4000 bilhetes 8/000.......32:000/000
12 por cento de beneficio 3:840/000
8 por cento de imposto a favor
do thesouro......2:560/000
4000 verbas de sello a 150 rs. 600/000 7:000/000
Liquido rs. 25:000/000
1 premio de...........6:000/000
1 dito de............2:000/01.0
> linos de ....... 900/000 1:8 3 diiosde ...... 500/000
5diiosdc ....... 211O/OO
8 ditos de ....... 100#000
12 ditos de .....
16 ditos de .....
20 ditos de .....
1263 ditos de .....
2 ditos 1. e 2." branco
1:500/000
1:000/000
81 0/000
600/000
48II/0O0
400/1100
8/000 10:104/000
158/000 316/000
50/000
30/000
20/000
Rs. 25:000/000
1334 premiados .......
2666 brancos.
'4000 total.
A". H. Os premios de dous < seis contos de ris sao
subjeilos ao segundo imposto de 8 por cento 110 acto
do pagamento, segundo a Iri novissiuia ; assiui como
aos dous priineiros nmeros, que forein publicados de-
pois de e.eo ula a urna dos premio, caber em surte
os dous premios classificados neale plano por l. e 2.
brancos. Hecife, 21 de agosto de 1845.0 thesoureiro,
liifinid da Silva liusmo.
Approvo. Palacio de Pernambuco, 30 de agosto de
1846.Pinlo Chicharro.
Ha um uiez, pouco mais ou menos, que, no quin-
tal da casan. 38 da ruada ."anta-Crui, appareceo una
fi-anga, e lia 15 dias, que appareceo no mesmo quintal
um gallo e outrafranga: julga-se perlencerema algiiem,
que inore na ra do Sebo, ou paleo da Santa-Cruz ;
o mu for seu dono, pode mandar busca-lot na inesma
casa cima.
__Aluga-sc um escravo ptimo para todo tervteo,
lauto de casa como de ra : na ra das Trincheiras, n.
46, I andar.
Quein annunciou querer comprar una Hiblia por
Antonio Percha, dirija-se a ra do Hangel, n. 52.
= Una crioula forra oflerece-se para ama de urna
casa de honiem solteiro : na travessa de S.-Pedro 11
34.
= Tirou-sc una carta, por engao, do corrcio. vinda
da ilha de S. *Hgurl para o Sr. Manoel de Mello: c.
como baja igual nonie, por isso roga-se a quem perten-
cer a mande procurar ua ra Direita n. 40; vindo
dentro da dita carta um papel do parodio da frrguczia
de S. Vicunte, de unas nuss.is que o iiiesmu Sr. Manoel
de Mello niaudou diier.
Aluga-se una esrrava, que seja fiel, para vender
na ra : quem a tiver dirija-se a ra do Pires, n. 14.
Precisa-se arrendar urna casa terrea, que lenha
quintal e cacimba e pelo menos tres quarlos ; sendo as
ras: Direita, Agoas-Verdes, Hortas, Cruces, Laran-
griras, pateo do Carino : a fallar na ra larga do Roza-
rio, venda n. 50. onde tanibein vende-se urna vacca boa
de leite, com bezerro novo.
__Avisa-se ao Sr. J. J. R-, que pague quanto ames
os 5/000 rs.. que, por gra^a, lirou da ino do teu colle-
ga: isto far pessoahnente, e, quando nflo, passar por
alguus dissaborea: o que nao era da tnlenrrao do seu col-
lega, mas a inuita basofla do Sr. R. a isso obliga o seu
collega.
= OSr. Antonio Correta Sodres tem tuna carta viu-
da do Porto : na ma do Ufcbug, loja de Pereira kGuc-
des.
=Affonso Saint-Martn, na ra Nova, n. 14, 2." andar,
recebeo agora, pelo ultimo navio de Franca, manteletes
de gros de aples guarnecidos de franja de retroi;
mantas e chales de seda de novo goato e inuito aupe-
riores ; cortes de seda bonitos para vestidos ; chapeos
de seda ricamente' ornados; ditos de palhinha muilo
superiores ; ditos de pomels ; ditos para meninos c
meninas ; lencos de aelini. de priincira qualidade, para
senhora ; luvasde pellica de ineio braco com boles
e competentes pulseiras ; ditas de malha de retroe pe-
lo ; ditas de pellica multo tuperiqres para lionieni ;
panno prelo fianeez fino muito leve e de cor fixa ,
por ser todo de la proprio para sobre casaca ; setini
zler preio snperior melhor casimira. Os Srs., que
pretrnderrin ver qualquer deatea objectos ter a
bondade de mandar avisar ao annunciatue que inme-
diatamente Ih'os levar em suas casas. V
__Precisa-se de dous lavradores em casa do doura-
dor, ou fabricante de candielros de gax na ra No-
va n. 52.
-- Precisa-se d> um caixeiro pequeo que 6aiba 1er,
para loja de miudezas ; a fallar na rutjUrga do Rozarlo,
lojan.36. ,
Johnson, Ingleza val ao Rio-de-Janeiro c leva 2
Aliaos menores.
Ilroadhurst, Ingleza vai ao Rio-de-Janeiro.
Alugo-se duas casas terreas na ruada Alegra no
bairroda Uoa-Visla : a tratar na ra da Scnzalla-Vellia,
n.70.
Thomaz Iiaplitta Duarte retra-se para fra da pro-
vincia.
Foz-se publico, que ficio sem effei-
ro os annuncios publicados por est uies-
mesnio Diario,n9. ai5, aifie 217, a res-
peito ila casa do allecitlo Antonio da
Silva, ebefe da extincta. lirma conimer-
cial ile Antonio da Silva 6f Companbia ,
desta 1 iraca e que a liqu'niacSo da dila
casa fica a cargo de l). Maria Anna Joa-
quina da Silva viuva e testameuteira
daqoelle linado.
O abaixo assignado,'morador na
rna de S.-Francisco desta cidade, offe-
rece e faz effecliva a gratificaco de 5os'
rs. a quem lite pegar ou der noticias
certas de seu escravo calira de nome
Angelo, vindo, hi pouco tempo,da pro-
vincia doCear para onde talvez se en-
caminhe ; desappareceo no dia 11 do
corrente ; tem os signaes seguintes : re-
presenta ter 3o annos de idade ; tle es-
tatura alta clteio to c>rpo pouca bar-
ba urna beliilu, que pouco ou nada se
conhece noolbo direito prlo qual en-
xerga menos do que pelo esquerdo.
Pede igualmente as Ilustres autoridades
policiaes se dignem empregar tuda a
vigilancia para que elle nao consiga eva-
dir-se, mudando o nome, ou negando se 1
captivo de Jos Joaquim de Freitas
Guimardes
Aluiao-se as grandes c bem cons-
truidas casas ns. 4'- e 44, sitas na Sole-
dade com grande quintal com ). par-
reiraes larangeiras, sapoli^, limoeiros,
e mais nrvoretios de frnclo j'oco de boa
agoa estribara senxdta para pretos ,
e todos os mais arranjos necessarios para
urna grande familia : ambas ou separa-
das: a Iratiir com Joaquim Lopes de Al-
meida caixeiio do Sr. Joao .Matbrus.
Trapassa-se a l<>| t n. 1.6 ta ruado
Queimado smente rom a aimucao : a
ti atar na inesma roa. lojt n. 8.
I abrica de chapeos tle sol,
rus do S^sseio-Fnldico, n. 5.
Tinao 1 .onbet tem a honra de participar ao re*-
peitavel publico que acaba de receberde Fran-
ca pelos ltimos navios fiancezes um bello
sorlimento do ultimo gosto sendo : chapeos de sol,
para homem e senhora de seda lisa, lavrada e furta-
cores com cabos e castes muilo ricos ; seda de todas
as cores e qualidades ; panniuhos eulrancados e lisos;
ludo para eobrir chapeos de sol; chapeos de sol de pan-
ninho de todas as corea para homem, com caboa e
castes ricos : tambein concert os inesmos, tanto
de homeiii como de senhora ; pos trm ludo quanto he
necessario para os ditos e promette multa brevidade,
para faier qualquer concert : ludo por preco com-
inodo.
AVISO IMPORTANTK
AOS
SENHRKS DE ENGENH.
F. E. Alves Ftimna coin armazn de assucar na ra da
.Sen/.alla-Vcllia, n. 110, recebe assucares coniinis-
siio, com as vantajosas cnudifes indicadas na tabella
scgiiinte:
OAWMsMMVi
DAS COMMISSOES DE VENDA.
Commlsso de venda de caixas.......
" ,SZZ* e barrCaS Pr U'-n por cento
i, de sacos em combois as
costas de cavallos. '
ii por encostar ou deposi-',
lar assucares, a espera de .. .
obter augmento no pie- >
co, e por qualquer teni-k""" """'
po, que Ihes convier. /
Fazem-se adinnfrimenli com garantia solida nesta
braca.
I nicamente.
AOS SF.NHORKS NEGOCIANTES EXPORTADORES.
Pela compra por sua conta e soque ou i
ensaque de assucares, no referido ar-f 0u-r(,nta ,.,:is
iiiaiem, inclusive o canelo para o rm-j'j d fv
barque dos mesmosassucares.Coiu-l' ^~
misso de bracagem..........]
Recebein-se em pagamento lettras a 60 dias, agradan-
de as firmas.
Do-se todas a'sgarantias ao gosto do comprador.
(Na uoite do ilia 4 para auiaubccer
o dia 5 do corrente, lurtiao do quin-
tal da casa de Jos Joaquim do Espirito-
Santo, no becco do Veros, que volla
para a ra Velba urna bacia de cobre ,
grande com duas arrollas c mria e dtas
libras e com ps de cobre por baixo.
Hoga-se a quem for offerecida, baja de
appreliender a quem for tfferecer, que
ue agradcela generosamente, fazendo-
se publicar o seu nome no Diario.
Aforao-se, e tambein se vendem, por precns rasoa-
veis, terrenos dr 200 a mais de 300 palmos de fundo, a
maior parte com arvorrdos de fi ucuf, e todos vantajosos
para se edificar, por nao preciaarem de aterro, as mas
novamente alienas, nos lugares de S -Jos-do-Mangui-
nlio e Capunga : a tratar ua ra Velha, n. 55
== Prcisa-se de um hoinein portugurz, que saiba le-
cer fazendas de algodo, pelo mesmo inelhodo, que se
trabalha na cdade do Porto, ou Lisboa ; e de oulro, que
saiba faier velas de cebo, iguaesas que se fazem as fa-
bricas da cidade do Porto : aquelles, que se acharcui
munidos desaes requisitos, dirijao-se a loja nova da por-
t larga, do Passeio-Publiro desta cidade, que acharad
com quem tratar um negocio de interesse
= Aluga-se o sobrado por cima da venda, na praca da
S.-Cruz, ao p da padaria de una s porta : a tratar na
inesma padaria.
=Traspassa-se as chaves de um armazetn de carne,
na ra daPraia, n. 31, vendendo-se oque tem dentro :
na ra do Vlgario, n. 22, ou na ra Nova, n. 65, primei-
ro andar, se achata com quem tratar.
Casa da aferpao, na ra das
LarangeirAs, n. 20.
O abaixo assignado continua a ser o arrematante da
afencesdos pesos a medidas deste municipio ; por is-
so declara, que pi Inclpla a al'erir para o anuo de_ 1HW *
1847 de hojeem diante das 8 horas da manliaa as j
da tarde. Oulro slm declara mais, que o Sr. Joo Hi-
lario de Rarros nao lem inai gerencia alguma un
iraballiosdaaruialai'ericao e que tem encarregatlo .
em sua ausencia de fazer at suaa vezes ao Sr. J,oa.
Jos de Moraes. Antonio tlontolves ie moran.
Precisa-se de una ama de lene ; na ra da Praia .
n. 22. pi imero andar ...... .... a..
- Precisa-se de una ama para urna pequea .asa de
ramilla, sendo livre ou subjeit, para o servleo de rum
ecozinha : na ra do Hospicio, casada rtqulna, ni.
- Precisa-se de urna boa lavadeira de var.ella .que
nao se demore com a roupa no rio mais de 10 atas ,
as Cinco-Pontas sobrado n. 16.
- Ainda resto para se alugar, para a festa duas ica
tas, urna e.n S.-Anna com commodos P grande
familia quint! con. bastantes larange ras '<*;'
e a mura iioCordero a beira do rio defronle do ir.
Gabriel Antonio com duas salas e sete quarlos ai
lar em S.-Jos-do-Manguioho sitio defronle da igreja,
com portan de ferro. ,
- Aluga-se, porlO^OOOrs. inensaes, o pnineiro an-
dar do sobrado da ra estreita do Rozarlo, n. l
tratar na ru. do Noguelra n. 27.
Joaquim Vicente Ferrelra Machado retira-se par
Rahia al o da 15 do corrente. '
= Permitte-se a qualquer pessoa a faculdade de tirai
madeira e ferragens dns restos da gleo AToea-/lroro.
enealhada na eora dos Passarintios. Esta autor.sacao he
dada pelos fiadores do arrematante,Firmino J. r. da ho-
sa Si Irniao. .
= Rogase a Senhora Rosa Maria Antnnes, moradora
no bairro do Iteclfe, queira ter a bondade de vir resca-
tar os seus penhores. de hoje a 3 dial, que tem na loja
de marcenelro da rna daCideia de S.-Antomo, ti. I, na
mande Antonio Teixeira dos Santos: do contrario, ven-
der-se-ho, para seu pagamento, pois ja se tem annun-
clado tres vezes.
Precisa-se de um bom amassador.que entenda Detn
de masselra, e se Ihe dar o ordenado conforme o seu
merecmento : na praca da S.-Cru/., padaria de una so
porta junto ao sobrado. Na mesma vendein-sc mais de
dtenlas barricas vasiaa, inulto novas, lmpas e quasi to-
das americanas. ,
riisinao-sc meninas com todaperfeicao a saoei
priineiras huras, grammatica portugueza, arithmeli-
ea, doutrlna christa, coser, marrar, bordare tazerla-
varntn : assim como tambein ensinao-se meninos, lauto
em particular, como fin suas casas Quem de seu pres-
umo se quizerulilisar. drija-se ao Alerro-da-Koa-Msta,
loja de iiiiudecat, n. 54, ou na ra Velha, n. 110, onde a-
ebar.i com quem tratar.
Jos Joaquim de Desquita, abaixo assignado, annun-
cia ao publico, que vai abrir loja de fazendas na esqui-
na do sobrado dos Ouatro-Cantos. ao p da outra sua lo-
ja. por viriude doarreiulainenio da proprietaria.que tem
em seu poder contratado por 5 anuos.
Jos Joaquim de Mtsquito
Aluga-se o sobrado do becco do Pa-
dre," rf 8 : quem o pretender dirija-se
a ra do Trapiche armaze^m n. 19 a
tratar com Domingos Sorianno (.oncal-
ves Kerreir. ^
Roga sea quem forrm ouerccidaa3 voltas de cordao.
com urna medalha e um diamante querendo restituir,
dirija-se a ra Direita u. 23 que ser recompensado
Quem precisar de urna pessoa hbil e coin bastan
les conhecimentos para administrar qualquer enge-
nho annuncie a sua morada.
Precisa-se de 10 serventes de pedreiro libertos
ou escravos ; pagando-se o jornal pelos dias de tra-
badlo ou por empreitda da obra, para a qual se quer:
na ra Direita .sobrado n. 121.
D. Isabel Joaquina Velloso de Azevedo embarca para
o Rlo-de-Janeiro ou oulro qualquer porto do Sul, a
sua eserava Isabel de nac^io Angola.
-- Aluga-se urna canoa de carregar agoa que estela
estanque e em bom estado ; um preto ainda que nao
seja moco para trabalharem um quintal: quem tlver
urna e outra cousa para o dito Hin annuncie.
Aluga-se una casa terrea, rom cotninodos para
familia na ra da Alegra n. 42 : a tratar na ra da-
Aurora n. 44.
t) abaixo assignado declara a todos os seus deve-
dores que Augusto Cesar Laymer deixou de ser seu
caixeiro, desde o dia 4 do corrente; e por isso, que qual-
quer recibo passado pelo mesmo Sr. depois desla da-
ta, nao Ihes ser levado em conta.
Joao Luis mu/ni.
Aluga-se pelo teinpo da fi-sla ou an-
imal, una casa muito fresca e aillo ,
enm militas arvorrs, que estiio daudo
fructo, naruado Bom-Sucesso, emOlnda: a tratar no
pateo do Carino, n. 18, segundo andar.
ATIRRODA BOA-VISTA, LOJA, N. 14.
Pannos finos pretos, cor lixa, a 4/ e5/rs. ocovado.
merinos putos, I l/O0Oe4^HO0 rs. o covado ; lencos de
seda para hoiueiu ou senhora, a 800, 1/280 c l^fiOO rs.;
chales de seda, a 10/000 rs. (do mrlhor gosto, que trm
viudo), estes chales teein o campo escuro ; ditos de cam-
po branco, fio de Kscocia a 3/500 rs. ; ditos de laa,
de bonito gosto, a 2>400. 2/800 e 3*000 rs.; fustes de
cordao. de bonitos padies. a 640, 800e 1#800 rs.; brins
francezes de quadros, cor lixa, a 320 rs. o covado ; ditos
nglezes, a 280 rs.; niuisulnas decores para vestidos,
pelo baralissmo preco de 280 rs.; riacados francezes,
a 160, 200. 220, 2t0 e 280 rs.; cassa lisa ordinaria, de
largura de'vara, a 280 rs; zuarle de largura de dita, a
280 rs. o covado; panniuhos pretos e er de rosa com
lustro, a I60 rs. o covado; cainbraias adamascadas, por
4000 i s.; ditas bordadas cun llores iniudas, com 9 varas,
por 5/000 rs.; ditas de cores, por 2/000 e 3/000 rs. o
corte; laa para calcas, a 500 rs. ocovado; pelle india-
no, a 440 rs. o covado, ou a I/440 rs. o corte de 3 '/, co-
vados; lilas muilo linas a 500 rs. o covado; c outrss
mais fazendas por muito coniniodo preco. Os preten-
den tes. que nao poderem vir a esta loja,mandem buscar
amostras, que se Ihes dar promplanieute, tanto das
que teein preco marcado, como de outras.quc quizerem.
ARREMATACO.
Hoje 13 do corrente, s 3 '/, lloras da tarde, apor-
ta do lllm. Sr. doutor juiz de direito da l." vara do
civel, Antonio Tristao dr Serpa Brando. na ra Nova,
n. 14, se ho de arrematar, de renda annual, as catas de
Joao Thomaz Pereira, ns. 29 c3l da ra da Praia ; tendo
a inesma arremataco dividida na forma srgumte: os
dous priineiros andares avallados em 350 rs. ; armaiem
com todos os fundos, da casa n. 29, por200/rs.; a da
casa n. 3l, com os meamos fundos em 200/rs.; um cor-
redor da casan. 31. por 60/ rs.; urna casa sobre pilares
no fundo das mrsuias propnrdadcs, por 109/rs.; por
execuco, que Ihe encamiiiha Manoel Jos Goncalves
Braga, por dito julzo. escrivao Reg. Os pretndeme-
podem dirigir-se, no indicado da, s 3 '/,horas da larde,
visto ser a ultima praca. Pio vo praca os segundos
andares e soto, pelo exequente ter concordado com os
inquiliiios a continuaren! pelo mesmo arrendamentu .
se pnrventura rccolherem a deposito geral, no da do
sru venclmento o importe da inesma renda, que se ha
de vencer em drzembro detlr anno, e do contrario tam-
bein i rao em seu devldo tempo a praca de renda
annual.
Compras.
= Comprase una prela sadia, que saiba perfelta-
I mente coilnbar, eugominur, coser ou fazer renda ;
1 airas da matriz da. boa-VUU, u- 22

____


-- Compr-o-se 2 ou 3 molcqucs officiaes Je sapa-
ttifo : sendo ile bonitas figmas, pagao-se bein : ua ra
da Concordia a direita segunda casa terrea.
-- noipro-se rsi i iv (i, de ambos os sexos para f
ra da provincia cun habilidades, onsem ellas ; sendo
de buuil.is figuras p.ign-sebem : na ra da Concor-
dia; passando a ponte/inda a direita segunda casa
l rre.-i.
Cninpi"i-se un par de bancas ; una commnda um
(Mirador; ludo c un ponco uso; 2 venesi.inn is um
candieirnric meio desala, um par el.....angas bordadas
um dito ilc lauternas ? na Piquia da ra do I.ivranieu
to, luja de 6 portas, se dir ipii'in compra.
-- Compra-sc qualqucr partida de vidro braneo que-
brado : no fundo da igreja da S.-Cru/. da Boa-Vista ,
venda n. I.


Vendas.
:
~ Vendeni-se 8 eseravos; una pela, por 300/000 r. ,
que serve bein a una cas i e lie boa qmtaud ira ; 3 di-
tas boas para lodo o servico ; mu preto, de 40 anuos.
pnr 300/000 r*. muitn forle para todo o trabadlo ; um
bonito erioulo, de 20 anuos bom pagem e olticial de
alf.iiatc; 3dilos, bous para o trabadlo de campo na
ra do Crespo u. 10, primeiroandar.
Vende se mu piano mulla bem construido e de
ba H vo/.es porpreco eoiiimodn ; na luja da esquiuada
ra do respo que vira para S -Francisco.
Vende se para montana de scnlmra um silhao
milito rico riitiin de velludo carmisiiii quasi novo ,
por preco roinmoilo ; duas canoas de carreira inailo
lindas una porcao de pal lias de coqueiro : ua rua da
Seuzalia-Velha n. 110.
Vendein-sf os utensilios de tuna venda por preco
comiiiodo ; pipas, inei.as ditas barricas e barris vasios ,
balancas e pesosein tennis : na rua do Collegio 11. 'I.
Veiubni-se 12 csrravns sendo : 4 lindos mole-
rme de 12 a 18 anuos: um dito bom ro2inheiro ; 2
nos de 7 a 10 annos ; 2 pardos, de 17 a 20 anuos de
boa fiema, sendo mu dellcs bom earreiro ; um prelo
1 anoiiro de 30 anuos ; urna parda de 25 anuos ; 3
prelas de 17 a 20 anuos, de boas figuras, com algumas
habilidades; una dita, de 25 anuos, com urna cria
iinilatiiih.a, de 2 anniis, com habilidades : na rua do
Collegio 11. 3, segundo andar.
A 7./0n0rs. o corle de cam-
bra i a de lis I ras e barra
fie seda.
Na ruada Cadeia do Recife 11. 35, vendem-se cortes
de rambraias de lislns e barra de seda, a7/DOO rs. ;
ditos de dita teeida caberla a5000 eVrs ditas piu-
ladas, 1 :U-tHHi rs. ; meados franec/cs, iniiiln finse lar-
gos de bonitos padroes a 240 rs. o corado ; ditos de
listras imitando seda, a 220 rs. o covado; brius listea-
dos de cores. ilr puro linho, a800rs. a vara.
\rndc-se polass.i branca de superior qualidade,
em bariis pequeos ; Pili casa de Matheus Alislin 4
oinp.iiilii.i. na rua d.i \ H'.nidcg.i-\'cllia. II. 38.
A iiOOrs. o corle de (Msiuti-
ras Trance/as, el.^licas..
us todas por preco inais barato do que em outra qual-
quer parle.
Vendem-se casaes de pombos, grandes, boni ba-
tedores c de boa rara por preco coiuinudo; na rua da
I -'Inri Mina n. 16.
Vendp-se por preco commodo a venda nova da
travrssa do Carioca na rua da Praia: a tratar na tnes-
111] venda
Vende-se Utn sobrado de um andar e so-
tan na rua da Aurora, n. 34 ; lainbem se
rd- truca por tima casa terrea rrcebendo-se o
resln cmdinhcirn : na rua da Cadeia do Hei.de n. 38 ,
se dir com qupin se deve tratar.
\ emleiii-se ilua- eseravas de bonitas figuras ,
milito mocas seui vicio neni achaques ; na rua de
S. Rila, ti.91
\ ende se nina toallia de fil de linho bordada ,
com bico igual ao'inesiuo bordado ; um lenco de cam-
bn 1 bordado de marca obra de gosto ; tete pannl-
II los de barba, uns bordados e outros de lavarinto :
na rua da Gloria sobrado n. 7.
Vpndp-sp a refinacao das Cinco-Pontas, n. 106 ,
bein afregue7.ada : a tratar na menina refinacao.
=i Vende-se nina venda na travessa dos Remedios ,
com poueos fundos multo afreguezida e com com-
modos para morar familia ; ofl'erece uiuilas vaiilagens ,
que se dirn ao comprador : a tratar na nipsma venda.
~ Vrnde-sc um piano em meio uso por preco coin-
tnoilo ; na rua dos Martyrios 11. 6, primeiro andar ,
aonde se poder ver, das' 6 as 9 horas da manliaa c
das 4 as 6 da tarde.
Vende-se una preta sadia e de bonita figura; na
rua da Cadeia-Vclha 11. 30.
Vendem-se 5 pseravas tendo urna dellas de 18
annos, que cozinha bem o diario de una casa; outra, de
20 annos.qtie co/.iilia.cngommae lava de sabo c varrel-
prla para trabalho do mallo; na rua do Queimado.l O supplemento.Jndispensavel aquem *m aobra, rii.
y m I ge gratuitamente aos compradores. Odito supplrini.n.
'-- Vende-se uro pardo.de 20 anuos carrelro ; 3 le tras as tres diflerentcs reccita para a cnmpotico a
eseravos, do servico decampo; 8 negrinhas de 13 a agoa sedativa; esa-precioso remedio, que u.nanha repu.
sein e teem prin- lacao ja tem gando, e que deve existir em todas a casas
20 anuos de bonita figuras quP cosem
ripios de engommado ; 3 eseravas quitandeirai e Uva-
dpiras: na rua Direita n. 3, defruntc do becco de S.-
Pedro.
= Vendem-sp, no dpposito dp farinha de mandioca,
da rua da Cadeia de S.-Antonio, n. 19, saccas com boa
larinda de Mag, tb/fts.; ditas de S.-Mathpus, a4/rs.
ditas de arroz dp casca, a4/rs. ; ditas de inilho, a 4/rs.;
e una porcao de faccos vasios, de estopa.
= O corretor Olivpira tem para vendpr cobre em fo-
Iha p prpgos dp dito para forros de navios : os prrtcn-
dentPs dirljao-se ao raestno, ou aos Senhores Mcsquita
Si Dutra.
Vende-se por precIsSo urna preta da Costa. ,
moca, dp bonita ligiiri ; na rua Direita n. 53.
== Vendem-se 3 cabras ( bicho ), paridas ha pouco,
com abundancia de leile c multo azadas para dar Irite
a chancas ; adverle-se que sao multo mansas c nasci-
das na praca : na rua Augusta, n. 10.
Na loja da esquina ra rua to Collegio,n. 5,
detiiiimarSesSerafim & C.,
vende-se, alin de um bonito sortiinenlo de tazendas ,
por precos bastantes moderados, as seguintes :
Cortes de novas casimiras francezas, a .... 4/000
Ditas dita* lucidores, a......... ?(S^l
Ditas prelas francezas o covudo, a 3/000
Pannos, preto, azues, verdes e de outras cores
diBrrentc, dpsdp 2/400 rs. o vovado a 12/000
Cortes de calcas de pelle do diado, a 1/440
- Chales de laa e seda, grandes, a...... 2/560
la; urna parda, de 30 anuos, qu'e coziuha, cose e engom- j Lencos de cambraia guarnecidos a bico, a /640
mi algmua eousa ; outras para o servico de campo e 1 Lindezas para vestidos o covado a /240
casa: na rua da Concordia a direita, segunda casa I Rscocpzps de laa e algodo, com vadee* fingimlo
terrea passando a pontezinha. I seda, o covado, a .... '...... /320
Vendem se 28 eseravos sendo : preto. prelas I Cortes de laa c seda pira vestidos a 7/000
pardos, pardas, moleqiies negrinhas e inulatiuhas Chia-cassas o corte a........ 2/240
de bonitas fiemas, setu virios, e chegados prxima- Cortes de rlleles de fuslo francei. a 1/000
Na rua da Cadeia do Recife n. 35, vendem-V cor-
les de casimiras superiores, francezas e elsticas de
padroes ain'la nao vistos .1 5/500 rs. ; chales de seda ,
mudo bous e grandes a 12/ p M/r. ; ditos de laa con!
palmas de seiim ; ditos de dita rom listras assetinadas ,
a3/r
rs.
adamascada a ROO rs. lencos de seda rom franja, de
quadrinbos e palmas de telim de cores, a I/2C0 r. ; di-
tos de dila de cores a 800 ri.
mente do Aracaly : na rua da Cruz, no Recife 11. 51.
Ven.le-.se, na rm <(a Cruz, n. (>o,
cera em velas, de. snpcrioi qualidade sor-
limenlo. ao gosto to comprador, e por
preco mais commodo do que em oulra
qualqucf parle.
Na rua do Crespo loja nova
11.1*2, de los r>aquiii da
Silva Haya ,
vende-se um ren sortiuipiilo de casticaes de finissima
rasquinlia, com suas competentes lauternas de gus-
tos os ni.iis modernos que teem apparecido pelo di-
minuto prreo dc8/, 10/rl2/rs cada par.
Na esquina da rua do Collegio, loja n. 5, ven-
dc-se um cabritilla, de 1.1 anuos, pouco mais ou me-
nos, por 400/000 rs. ; duas prelas tle Angola, tle
quor do campo, por terom vindo do Ico.
Vendem-se moemlasde ferro para engenhos de as-
siic.ar, para vapor, agoa r Instas, de diversos taannos,
por preco coiiiiiiodo e igualmente taixas de ferro roado
, 1 e balido, de todos os lanianlios : na praca do Cnrpo-San-
* j" ; (l',"'.dl' cainbrata de algodao e spda a 2/300' lo, n. II, em casa de Me. < almont i Companhia, ou na
,;.. .'!"!J. .? rs;.; ""! ',p.c-'>"'l"'aia branca iubde Apollo, ariiiazem, 11, 0
Vende-se um luolerao de 18 a 20 annos de linda
figura, pioprio para carregar cadeii inlia, ou para arma-
zetn de assiiear por ser multo corpulento ; na rua do
Rangel, 11. 36, primeiro andar.
Lencos finos para grvala, a......./400
- Vende-se cha hysson de superior qualidade em
caixas de 48 libras por barato puro ; na rua da Crtu ,
n. 2.
Vendem-se, pelas entradas de 70 por cento 30 ac-
coes da companhia de Meberibe ; na rua do Cabug, lo-
ja de orna se dir queui tem.
-- Vende-se utn vestido de setitn branco lavrado
com bleos de blonde e (lores do lucidor gosto possi-
vel cque s servio no acto de casamento; vende-se
pin piec asan, pin -preco mu i lo em con la : no becco do
l'eixoto, 11. 15.
Vende se farinha de S. Malheus de superior qua-
lidade por prefo coiiimodo ; a bordo da garopeira
Senlior-du-Hnm-Fim fondeada defruntc do Passeio.
Veiideni-se 5 bonitos molecotes ; 5 bonitas iipgri-
nlias ; 3 inolpqucs : na rua estrella do lio/ario 11. 19 ,
segundo andar, por cima da lenda de barbeiro defron-
le da rua das Laraugeiras.
Vende-se una mulalinha, de 14 a 15 annos de bo-
nita liutira boa para mucama de casa com alguuias
habilidades ; n.io leiu vicios era achaques ; veio do
1 de nina divida : na rua da
' 30 Aracaly para pagament'
e lautos annos, a 400/000 rs. cada lima : eslas silo Concordia passando a ponteiinha a direita, segunda
proprias para o servico de engenho, ou outro qual-
casa lerrea.
/rjff1' Vendc-sc um ravallo rujo mul
iv.j n,, nieio no lamaulio multo inatileui
.iT-'. ILJf-1' le, cora exrellenle figura carrega
na rua Augusta
mito novo ,
aleudo e. for-
ga de meio;
n. 60, confronte ao becco do Peixolo.
Economa para as senboras.
Farelfinovn,
Sao chegados a loja da rua da Cadeia do Itecife, n. 33,
uns bonitos delicados e pcnnomicos inanlelcles lo-
dos dp boa Ia lavrados e imitando seda proprios pa-
ra as senlioras irem ao bando pela festa, pelo diiiiiuuto
preco de 2/TIOO 1 s.
1 Na rua Nova, loja n. 80, ha ricos chapeos para' Ri(|,;m oTlllilov fl> II-i III lili Inri
senl.ora dogosio o mals moderno ; dilos dp diUerrn- K fi '' "lUPS (!t. I I.l III 1)11 I <* ().
em saccas grandes vende-se no armazein do Bacelar ,
confronle a rscadinlia da alfandcga c em casa de J.
J. Tastu Jnior na rua do Amoriin.
les minelos
-_eret
lodos abertos na copa c as abas de rica
cartazana pnrem com un gosto tal, que aqu anda
nao lorio vistos e por isso se aiimiuciao para quein li-
ver bom gnsio.
_ Vende-se urna negra milito 11109a e de elegante fi-
gura, com habilidades, que se dlroao comprador; cinco
iiioleques de 12 a 14 anuos, 2 negros de 24 a 30 annos, e
4 mulatas de 18 a 24 annos, entre ellas nina perfidia n-
gnmmadeira r rnsturrira : na rua da (.adela do bairro de
S.-Antonio, n 25.
Vende-se carne do sertao, milito gorda e nova, por
ter trazlo 10 dias de viagem do Aracalv : na rua da Ca-
deia do Recife, n. II.
Ise.trrao, a 240 rs o covado.
Na rua da ('adela do Recife n 3" vende-se esla fa-
mosa fizenda denominada ascarro pelo adiuiravel
preco de 240 rs. o covado.
AO BARATEIRO DA RUA DOCREPO, IX) JA. N. 3.
ATTKIVCAO !
Na loja. n. 3. da rua do t respo ao p da esquina con-
fronte ao a reo de Santo-Antonio vendem-se lindsimos
cortes de srtiin lanado no mrldor gosln do par/, a 3/HOO
rs. o corle. Esta lazenda. pelos seus brllhautUiio e uo-
dernos lavrnres. tai.lo por ser propria para colines ro-
mo pelo spii moderado preco, se torna rrconimendavel
e digna de grande concurrencia. Vendem-se igualmen-
te lindissimos leiifos de setim de modernos lavrores
roprios para grvala, a 3/W 0 r. Alin disto, coiiliuuao-
se a vender cintas uindernas. algumas drllas seguras de
tintas a 140. 160 r 180 rs. o covado ; Inucainha para ves-
tidos, que finge omito bem qualqiier seda de alio preco,
a 240 r. o covado ; panno fino aiul escuro proprio para
farda e muiln superior, a 4/ rs. ; dito verde-escuro, a 2/
rs. ; dito inulto superior fazenda para sobre-casaca, ai
4/000 rs. ; balsemiras, fazenda de laa para vestidos de
senhora, padrVs esculos, porcm moderno, a 320 rs. o
covado ; cassa-clnta, com vara de largura, a 320 rs. o
covado: assim romo um sortiinenlo completo de laten-
das para trafico, como sejao algndes entracados, mes-
ciado e alistradn, a 240 rs. o covado ; e tildo o mais por
prefOS incderadns. Dao-se francamente as amostras sob
o competente penhor.
-- Vendem-se varios eseravos entre elles 2 prelas
paridas de pouco com habilidades e de boas figuras ;
una prrta rom dntis dilus de 5 anuos : na rua Nova,
n. 21, segundo andar.
= Vendc-ir mu sobrado de um andar e soliio na
rua da Aurora n. 34 : a tratar na rua da Cadeia do
Recife, n. 38.
Vende se a retalho nina partida destas verdadeiras
sanguesiigas, chegadas ltimamente, em pnrccsde 100
para runa, por pirco co.....iodo. Na rua do Auioiini, n.
35, primeiro
da alfandcga.
andar, ou no arinaiein de Bacelar, no caes
Fotassa branca,
la mais superior
(juilid.ide cid
borricas petftienas, e desembarca-
mo pas.sado, vende-se por pre-
go commodo : cincasa de L. G.
Ferreira & C.
Hap-^rineipe.
l\io-ile-Janeiro
niiii--
pelo
lula -
Fnrnba SS>F,
da inuito acreditada fabrica de Molino Strazig sendo a
ultima chegada a ele mercado em pequea e gran-
de poic*: a tratar com J. .1. Tasso Jnior.
Vndese chaupauba de muito boa qualidade ;
na rua da Cruz n. 55.
Chapeos fio Chile.
Na loja de 3 ponas n. 3. da rua do repo ao p da
esquina do arco de S.-Antonio ha um bom oilimen-
to de chapeos do t hile, de todas as qualidade ; e ven-
dein-se por preco mais moderado do que em outra nual-
quer pane. H
Yollarcle.
Na loja da esquina da rua rio Collegio n. 5. de Gui-
'" fina."'" <0J"l>",h"-' !& carias fan-
cejas, nn, enirc-fina* e ordinaria ; dlu portugue-
Aralia de cliegar to
esle cxrclli't.ii- ri|ic, o niellior c
pio|irio |>.iia consumo desle |>az ,
I oiii aroma, exquisito p..ladar e fc
le ila le..|ilac5o : esla pitada lie digno de
arr apreciada pelos Rinidoresdo bom ra
p, aos quacs se convida a experimenta
rcm. Vende-se no deposito, no rua do
Tiapiflie, n. 34; no Itirro to lierife,
Rourgard, Antonio Francisco de .Moraes.
ruge Car loo Keneira Sosres .Itmior, l'on
les & Mello, (ilidies & Mello, Aiignslii
Ferreira l'iro&C, Joaoda Cunlia .M.i-
g lliaes ; na (!0 Cie.spo Henritpie &
C ; rao do Qneimadn, Campos k Al-
ineida, Odrera & (nimaies ; ruado?
Quarleis, Viclnnno de Castro Mmira
rua dn Livramcnlo, Francisco Cavalcan-
li do Allniquerque; rua do Culiug, Jos
ilo^qnim da Costa, I Dtiiirle, Tlioiimzde Aquino Fonsccay pra-
ca da Independencia Clirinlovo Gui-
Ihei me Bu-kriiineld,Fortnalo Fereira .la
Fonseca Bastos; Alerro-da-Boa-Visla,
(aciano l.uiz Ferreira, Esliuui Leal &
rmo, Antonio Ayres de Caalio &. C.i
praca da Boa Vala Manuel Francisco
filil guts. e Alexi nilie Jos Lopes, tua
do 1'ozi.riodo loa-Vista
= Vende-ie urna preta moca de boa figura pro
So ss
1N M
Si ^^v
QOOOO
* O i H 9 5
tt *r^*No
50
s
un
zz
8
O
s

i
5!
U o
'-t
s-8
o-o.
n
1?.
a i.J3
l*
m
51 o
. .=
5i.2
. a
. ._
- -
}1
4
c
i
u s a
6
i
2
'5


= a
s
o
8
LxJ O ffl I v
- rlM '
aSsj
= = .
sil:
1 & s
u w 2 S a
2
8 .3
d
' -
o
o
. si
o
o
o
.i .. a '
i o .
c S-o
2 o o .
= 82
o S
'Bil
n u-3
' = O
.2 o
o-
= ;
" S S
.S
1 u i
i .2
S.iS2
c:?o
P =
al*
r
S s
9 Z
< u
S e
n %.
= Bn
1P
= "ic""
i-iis-i:i
a 5 s jS* 3
2s = &i.= -ar22
til
zl
2 = 2
para lenicdi.ir promptaiiiente aos accidentes e incoin-
mndns repeutinot.
\ emle-se na praca da Independencia, livraria ns.6e8
= Vende-se un ptimo carro de duas rodas, por prc.
co muito commudo ; na rua do Arago, n. 12.
Vende-se um cavallo de carro por preco
muito commodo ; no Alcrro-da-Boa-Vijta
. n.3G. '
= Acaba de chegar livraria da esquina da rua do
Collegio e vendem-se os poueos exemplares que u
reslao. das obras completas do insigne Luiz de Camori,
da mais ntida e correcta edico que tem apparecido'
por preco mais commodo do que e mandando bus-
car na Kuropa.
Vende-e urna burra de guardar dinheiro ; urna
earteira de escrever com cadeira ; caisa con> borbole-
tas e insetos, para historia natural: quein pretender,
annuncle.
e= Vende-se uma porcao de carnauba em arrobas e
a retalho : na rua Nova, venda n 65.
t= Vendem-se biihas, chegadas ltimamente, em
porcfio a 7000 rs. o tent ; no largo do Corpo-Santo
armazen) n. 6, de Jos Mara Palmeira.
Vende-se urna c- 30 palmos de comprimento c 7 de bocea; na rua de
S.-Rita n. 85.
= Vendem-se 7 ou 8 terrenos j aterrados com ali-
rerce na frente e fundo rom 150 palmos de fundo e
a frente que os compradores quizerein j e tambeiu uma
porcao de cantarla da Ierra e de Lisboa no uiestuo ter-
reno no fin da rua da Concordia, junto a travessa do
Montriro por preco commodo : a tratar na rua larga
d Roiario n. 18. Na inesma casa ha ordem parase
dispor de 20 acedes da companhia de Beberibe por me
nos alguma cousa do valor, em que se achn.
Vendem-se espadas prateada^, enire ellas algu-
mas multo ricas para officiacs superiores : na rua No-
va loja de ferragens n. 16.
Vende-se mu violo envnelo uso
modo : na rua da Madre-de-l)eos, n 9.
Vende-se um relogio de nuro patente ingle/,
o inclluir regulador possivcl ri.-sc ,i contento:
_ na rua do Qiieimado loja n. 7.
= Vendem-se cadeiras de anglco por prepo com-
modo ; na rua Augusta, n. 31 ou na rua Imperial,
n. 145.
\ endem-se palitos de fogo por todo o preco; na
ruadas i rures n. 40.
= Vende-se una porcao de miudeas, ennsistindo:
em al filele de ns. 7 e8 ; bolesp.ira calcas rodaqurs
c abertura ; dilos dourados para casacas e jaqus; re-
tro?, sonido; lololaria para nrelhas ; fitas de debrtim,
de c re ; caixas para rap ; pcnles para desenibaracar;
ditos dourados para prender cabello; e outras militas
eousas, que se vrndeio por barato prego para ajuste
de comas ; ua rua das Crines II. 4(1 se dir quein
vende.
por preco com-
Eseravos Fugulos
No Altrro-tln.Boa-Viila n. 1 primeiro andar caa de
modal rancuai, de Madama Millorhau ,
vendem-se multo fina cambraia alienas brancas ;
(arlatana branca e de cores multo larga ; lindos e rl-
qiiissltiios capotes brancos de cambraia e fil bordado ;
vestidos com bordados ricos, de cmbrala fina fil e
tarlalana ; muito ricas inanias largas de bico prelo e de
tarlatana ; cadeees ; romeiruM cullarinhos bordados ;
llores finas rie tudas as qualldaBes ; litas finas e novas,
tanto para chapeos de senhora romo para vestidos e
loucas de senhora e meninas ; luvas de pellica para
homein e senhora ; ditas de seda para senhora ; um
lionito sortiinenlo de lindos chapeos de senhora loucas
c chapeos bordados, muito alvos; loucas para meni-
nas ; bicos de blonde ; ditos de reros ; ditos de linho ;
nadados para vestidos ; ntremelos bordados caparti-
llios e lacos para os dilos e bolinas de senhora ; lenco
de inao de cambraia de lindo bordada ; cambraia im-
primida; grvalas-para liouiem ; ricas e bonitas plu-
mas para bailes ; luvas de linho para hoiuem cordao
de seda paia chapese vestidos; pasamanara ; filas de
velludo ; per. quilos para camisa de domen, ; fitas de
linho para vestidos ; mercearia francera; e outras mul-
las razendas da ultima moda ; tudo chegado novameute.
OLIVRO DE TODOS
oo
Manual da ladi,
' ontendo
lodos os eselarreimentos ieorico e pralicos necea-
rlos para poder preparar eeropregar, tem o .oecorro do
prufessor, os reinlos, e se preservar e curarse promn-
tainente, com pouco dispendio, da mor parle da moles-
tia curaveis, e conseguir utn allivio quasi equivalente
sade, na molestias fncuravei.
Seguido
de um tratamento epecitieo eonlra a coqueluche e de
regra hygieuicas para prevenir as molestias ;
pelo doutor G. de Ploesquellec,
Preco 4/000 rs.embrochura.
-- OlTerece-se a eralificagao de 100/000 rs. a quein
capturar ou descubrir o escravo pardo escuro de
iioine Benedicto chelo do corpo ponca barba ; re-
presenta 30 annos, pouco inais ou menos ; he muito es-
perto e bastante capadocin ; e julga-se que por onde
se achar se inculcar por livre e niesmo lera mudado
o nntne ; era uiarinheiro e emende de pescador; fu-
gio de bordo do brigue Caitro-Primeiro no da 13 de
setembro. Este escravo pertence ao Sr. Antonio Dias
de Sou/a Castro do IIio-de-J.iueiiu. Quein o captu-
rar, reconbeccndo-sccro proprio, recebera gralifica-
co cima, na rua da Cadeia n. 45 em casa de Amo-
riin Irmos Pede-se Igualmenle a todas as autorida-
des policiaca todo o escrpulo no exame de qualqiier
rscrnvo capturado certa deque se Ihe firai por ludo
summamenie agradecido.
Deseja se saber aonde existe a preta Constanca de
n.acii Miiujulo ou Calduda de 31 annos ealatura
mais de ordinaria magra falla adocicada ; trin no
rosto uns pequeo riscos da sua naco que mal se
percebem por seren finos; veio do Rio-de Janeiro, no
me/, de abril de 1843. para aqu ser vendida: quem del-
ta souber he favor fa/eruma pequea declaracao pelo
jornal, para ser procurada.
Ao a li.iimi asslgnado, morador no lugar Pn-Ferro,
da fregiiczi.i do Hinque, comarca de Garanhuu, fngl-
rao ou furirao, no dia 12 de abril do cor-'"ile auno, os
seguintes eseravos : um, de nome Migdel, erioulo, com
25 annos de idade. pouco inais ou menos, alio e chelo
do corpo, sem barda, com alguus denles podres na fren-
te, falla grossa, p dalos, com bastante marcas de
chicote, olhos grandes: uma negra, crioula, casada
com o mesniu negro cima, estatura regular, ecca rio
corpo, pellos em p, beicos grossos e de idade de 18 an-
nos, pouco mais ou menos: outra dila do genlio de
Angola, de nome l'lm i mi., milito ladina, c bonita figu-
ra, estatua regular, com 14 a 16 anuos de idade, ollios
grandes, ps lucios cambados, e lambeiu tem pelo cor-
po algumas marcas de chicote : a pessoa, que a alguin
delles pegar ou poder d ir noticia certa, pode ritriglr-
se ao mesiiio abaixo assiguado, ou a Jos Joaqum de
FrctasGuiniares, morador na rua de S. Francisco des-
a eiilaile, onde ser mili generosamente recompen-
sada ,-;ntimi'ii Cnvalranlr de Andrad*.
= Fugio, no dia 28 de setembro prximo passado ,
um eacravo erioulo, de nome Jos Nublo; anda raleado,
estatura regular ; anda vestido de prelo ; bem fallante ,
nllii-i.-il Me allnale. Roga-se as autoridades policiaesa
apprehenso do dito escravo e levi-lo a sen senhor na
estrada de Helin sillo, que fol do fallecido vigario de
S.-Anloiiio,que serao generosamente recompensados.
= Fugio. no dia 4 do correte urna escrava cabra ,
de ene verme ida belfos grossos alta e magra, per-
ita arqueada gaga e aprrssada no fallar ; tem vsla
um tanto espantada : quema pegar, leve a rua Nova,
n. 46 que ser generosamente recompensado.
= Fugio, no dia II do corrente uma escrava, criou-
la de nomeCatlianna de 14 a5annos, pouco inais
ou meno estatura relugar cor preta ; levou vestido
branco camisa de algoriotinho panno da < osla j
usado ; julga-se le sido setlurida por prsoas, que es-
tavao vendo a festa do nicho na porta da rua de seu
senhor: quem a pegar, leve a rua das Cruzes u. 22,
segundo andar que ser generosamente recompen-
sado.
= Fugio, no dia 8 do corrente a prea Roa de
naco Angola de 40 anno pouco mala ou menos ,
estatura regular ; levou vestido de cinta J bstanle
usado panno da Costa e urna bandeja com toalha :
quem a pegar, leve a rua Nova n. 41, secundo aud"
quesera gratificado.
= Fugio, no da II do corrente, urna parda de no-
me Raymiinda de boa altura, corpo chelo, roslo re-
dondo cuxerga pouco por ter belida nos olhos ; lein
na nuca um sedeuho aberto ha pouco e com tita pas-
sada que talve tenha lirado e dexado fechar o sede-
nNo; tem igualmente na inesma nuca logo abal*o do
sedenho, uma cicatrl grossa e feia, dn tamaito da pal-
ma de uma mao que foi causada por "um caustico ,
cabellos almelados e nao plchaius ; levou um vestido de
chita encarnaJaj desbolada c com um remend novo
da inesma fazenda no rodap, da parte de dclrs ; po-
rcm Calvez tenha mudado de ronpn porque earregoii
comsigo um chale de chita encamada un vestido de
lisiado azuleamarelh. um avenial velho de cliltaazul
dourada ; ja tem feito varias fgidas Inciilcaiido-sc
forra c miseravel e inclino na ras desta cldade :
quem a pegar, leve a rua da Cru no Recife n. 3, que
ser recompensado.
*io.; >attp.- de m. r.ng ?*u.-i vi y


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EM9X9FCE4_LXZPM9 INGEST_TIME 2013-05-01T00:25:42Z PACKAGE AA00011611_09438
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES