Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09437


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Full Text
------:
Auno de 1846.
O DIARIO puhlici-se todo os dias que nao
forem de guarda: o preeo da asignatura lie de
i|l>on rs. por quartel, papos adinatndos. Os
nniincins dos signantes sao inseridos a rasao
de JO ri| por linha, 4o ils en typo difieren-
le, e as repelires pe* meU.le. Os que nao lo-
rern assignantes p.go 80 res por lint, e 160
ni typo diffarente.
PI1ASES DA LA NO HEZ DE OUTBRO.
l,u cheU a 4 as 7 hora e 48 minutos da lard.
Miogoaotea ll I hora e 47 min. da man.
La nova a JO a i hora J4 min. da manli.
CrescenU* 17 aos49 minutos da larde.
Segunda-feira I
PARTIDA DOS '.OBRFIOS.
Goianna e PanfliTl'a Segundas e Sertas l'eiras.
Rio Grande do Norte, chega as Quartas feiras
ao incio dia e parte as mesmas horas Das
Quintal feiras.
Galio, Serinhaem, Rio Formoso, Porto Cairo e
Macey no l., lie 21 decida me/..
Garanbuns e llnnito a 10 e 4.
Boa-Vista e Flores a 13 c 28.
Vicloria as Quintas l'eiras .
linda todos os dias.

PRE\H\R DE UIUl
Primeira a 9 h. 18 minutos da Urde.
Segunda a 9 h. 42 minutos da manha.
de Outubro.
Auno XXII N. 27.
DAS DA SF.MANA.
2 Segunda. S. Cipriano. Aud. d < .1. dosorph'
e do J. do C. da 2. v., do I. M da t.. V.
13 Terca. S. Eduardo Aud. do J. do civ. da I.
v. e do J. do pat do 2. ilist de t.
II Quarla S Calislo. Aud. do J. do ct. da 2.
v e do J. de par do dist. de t
ii Quima. S Toaren de Jess. Aud.doJ.de
orillaos, do I municipal da I. Tara.
6 Sexta. S nlarliniano. Aud. do J. do civ. da
I. r. edo J. de pido I. disi. de t.
17 Saldado. S Florentino. Aud. do J. do civ.
da I. v., e do J de pal do I. dist. e J. de f
8 Domingo. S. Lucas Evangelista.
CAMBIOS NO DIA 10 DE OUTUBRO.
CtiiUio sobre1-ondres 27 >f. d. p. Ifa
Paiis 345 ris por franco.
. ,. Lisboa Ifln % de premio
Hese, de letras de boas firmas I '/, P- /*
OuroOneas hMpanliolai.. nfimo a
. Moedatde mino re. i6"> a
a deojtnnnov. Id^ono a
> de 4 jIhmi. ..
PrataPataces.......
a Pesos columuares
Ditos Mailcauot.
Miuda..
11780
A mies da Comp. do Relieribe de SOjOOO ao par.
9^100
11990 a
Ifoao a
If020 a
IfTGO
I. .!.
aomei.
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I f.f Son
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9'ion
J/lli/ll
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if40
DIARIO DE PER1UAMBCO
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PERNAMBUCO.
LISBOA, 18 DI JUI.IIO DE 4846.
Ja ah se deve estar ao facto da grande revoluco. por
que araba de passar este pai ; mas lie natural, que se
ignorem as verdadeiras causal, que Ihe derao orlgcm,
ou que esta tenho sido referidas cora parcialidade ou
exagrraco.
Cumprr-nos, pois, como escriplor imparcial, fa>er
urna sueclnta, mas verdadeira resenha dos motivo*, que
causro a revoluco, dos seu progreisos e desenl ice.
As violencias e fraudes pralicadas por ordein do mi-
nisterio Cabral as ultimas ele Ices, e os actos conens-
sinnarios de Jos Bernardo da Silva Cabral, entilo minis-
tro da justica, a queiu geralnicnle aecuso, nao s de
ter parte na agiolagem de transaredes ruinosas para a
nacao, entre o governoe varias companbias lliiancciras;
mas tambero de vender por dlnheiro os empregos de es-
crives, parochos e outros, dependentes da sua repar-
ticao, que cxtorquio aos povos o importe das luvas que
davo, para serrn agraciados, levando-lhe nialores emo-
lumentos do que alei determinara : estes e outros vexa-
mes havio ja exacerbado demasiado o animo dos povos.
e de ha multo se receiava urna sublevacao, porm nin-
guno iinagiiiava, que fosse tito prxima e tan rpida.
O governo, querendo reformar o antigo regulamento
de saude, publicnu urna le sobre este assuinpto, du-
rante a sua dictatura ein 1844, a qual se mostrou ser
inexequivrl; e, tratando da sua reforma, fe nutra lam-
ben eiiilnenleniente vexatorla, e contra a qual se cla-
mou inulto no parlamento, por parte da opposicao. To-
dava, levou-se execucao, nao obstante mostrar-se
coin toda a evidencia os seus inconvenientes. Entre os
limito exames, que a dita lei de saude apresentava, era
un delles, exiglr-se a quantia de 600 rs por un bilhele
de enterro, sem o que o cadver uao era conduiido a
sua ultima inorada.
0 vigor, com que os agentes do poder queriao execu-
tar esta clausula, nao se commovendo das lagrimas da-
quelles, que a morte de um pai, de um marido, de uin
irinao, ou de um lilho, liavia laucado na desolaco, a-
cabou de irritar os nimos, e n'uma das freguezias do
concelho de GuimarSes, junto a Arcos-de-Val-de-Vet, as
muflieres se aniotinro, por se nao querer dar sepul-
tura, sein que se pagasse a competente propina, o ca-
dver de urna desgranada, que bavia fallecido.
Este mollm conseguio-se apazlguar nioinentaneamen-
te com o desenvolvimento de forra armada ; porm sub-
tequenteiiiente, e com pouca delnnga, o governo qulz
levar a efl'eito o systema da contribuico de reparlico,
que as cmaras acabavao de votar.
He incontestavel, que este systema, sendo bem esta-
belecido, he preferivel ao nosso actual systema tributa-
rio ; porem quere-lo executar de chofre, sem priuieiro
predispr para isso- os puvos, he o passo mais iinprcvi-
dente, e ousamns al dizer, o mais absurdo, que qual-
quer governo pode dar. Km todos os paizes, a mudan-
ca de systema tributario tem sempre sido origem de
graves desordens. Entre nos, inesmo na capital, onde
a illiistraco he inultlsslmo superior das provincias,
causou a dila mudanca urna reac9.n0 manifesta ; o que
se poda, pois, esperar, indo, pedir gente rudc e j in-
dispostae Irritada, que'declarasse, quaesos seus rendl-
inentos predlaes e indnstriaes, pura Ihe laucar noros tri-
butos, sendo estes de mais aeompanhados de urna con-
tribuicao pessoal? Una sublevacao ; e fo isso o que
aconleceo ; por consegulnte, a ult'una revoluco de Por-
luaal nao teve objecto nenhum polilico, nao fol Instiga-
da por nenhum partido; nella tom.irao parte indivi-
duos dos diversos bandos polticos, qm desgracadamen-
te nos divldem, mesmo algiins, que j tinlio apoiado O
ministerio Cabral foi vei dadeirainente rjm iiiovimen-
to popular, espontaneo urna daquellas resolmes de-
finitivas, que um povo ipiilqner tuina sem aceordu ni'in
plano, para se llvrar de um jugo, que considera insu-
portavel
A provincia do Mlnhn he a mais populosa e mais in-
dustiial de todas as provincias de Portugal, e era alli
por ronseguiute onde o fisco linha mais a investigar e a
exigir para a execucao do novo systema tributario A
exigencia, pois, das listas, para o recenseamento dos
< mili iliiiinlrs, foi alear o mal, exiinclo fogo da desor-
dein, que a lei de saude baria accendldo,
Na Ja referida fregue/.ia de Ai-cos-de-Val-de-Ve, e 0111
outras do inesmo concelho de Guinaiaes, inanifestoii-
se logo aberta npposicn satisfaeo da dila exigencia,
e querendo os agentes do poder forcar os povos a cum-
prir esta disposifo, as muUieres se pozero de novo fin
campo, fazendo-se mais notavel entre ellas urna tal fn
ria da Ftmie; mime que a historia j au pode deixar de
consigpar. A's miilheres seguirao-se os homens; os
agente do .poder fnran maltratados uns, c outros fugi-
rao para escapar morte os cartorios das adinlnislra-
coes, onde se entregavao as laes lisias, frio invadidos,
destruidos e quelinados em praca publica e a sublc-
vacao ficou deade entSo deelarada.
Esta gente reunida em grupos, e armada, pela inalor
parte, de chucos e lenices marchou, sobre a villa de Gui-
maraes, que adheno logo ao mnvimeulo, collocando-se
i fi ente dos sublevados varias pessoas influentes da dita
villa, entre ellas mullos prenles e adherenies do vis-
conde de Aienlia, antigo general de D. Miguel, e rico
proprletario.
A' iViruida .tje r- grupos revoltosos transii.n.iG
por mu ros inga res, os sublevavo no mesmo sentido
engrossavu as suas lileiras; de maneira i|iie, quandu
chrgrio a raga, ciflade distante de Guiniaiiies quatro
legoa, ja o seu nuinrra monlava a quatro cu cinco mil
Foi .!,: uiide aclir.io in.iior resistencia ; pois
;ilo de
'
homens.
que, estanajp de guamicao'na dita ciilade o regiinent
inlantana 11. 8; noquiz nnuir ao iiinvinienlo ; e, nao
se podendo medir em forras com os sublevados, intrin-
chelrou-se no seu quartel, edificio acastcllado, onde se
suslentou e resisti al ao lim da revolta, apezar dos
repetidos e vigorosos ataques, que soft'reo da parle do po-
vo armado.
A re vidueo teve comeco nos das 13 e 14 de abril ul li-
mo, e soube-se em Lisboa no dia 18. O governo envlou
logo para o Porto, u'um vapor, o regiment de infan"
ria n. l ; e no mesmo navio foi Jos Bernardo da Si
(-abral, ministro que era da justica, revestido de ampios
poderes de maneira que se ihe deo o epitln lo de
re do Norte-.
A noinea(o deste hoinein, cujos precedentes cro ter-
. iris, indlg ion os inimiaos e Indianos o* seus proprios
amigos, se amigos pode ter um lioiilem t3o rancoroso e
intratavel. Todos predisseriio, logo, que a causa dos
tabraes estar perdida, e assim aconleceo.
Jos Cabral, chegando ao Porto, apezar da sua reco-
nbecida energa, quiz levar a efl'eito multas medidas pa-
ra debellar n niovimento popular; porm todos os ho-
mens decentes o abandonaran, e s enconlrou apoio no
fainlgerado Lcssa, o chele dos cacednos daquella ci-
dade.
Kntretanto, a revolta ia progredindo, e os bandos po-
pulares nao s se balio com as columnas de tropas, que
se Invino formado, mas atacavao c desarinaviTo alguns
destacamentos, que encontravao.
Em linvc, toda a provincia do Minti se achava su-
blevada, excepcao das duas cidades, Porto e draga.
Nao parou aqui; a provincia de Tras-os-Montes seguio
logo o exemplo, e alli se collocou frente da insurrei-
c.io D.Fernando de Soma Hotelho, filho do conde da
Villa-Ueal, a casa mais rica e Influente daquella provin-
ia, desde que se extinguid a do conde de Amarante,
narquez de Chaves. A revolta tomou nesta provincia
tal incremento, que o visconde de Vinhaes, couinian-
dante das Corea* militares subordinadas ao governo,
vfij-se ubrigadado a concluir um armisticio com os re-
voltosos.
Denle entao acreditou-se geralmente, que esta triuin-
pharia. Propagou-se inmediata mente com a rapldet do
raio, provincia da Beira, e a parte da Eslreinadura.
Os revoltosos, medida que se sublevavo as princi-
paes trras, creavao logo juntas governatiras, seme-
Ihanca do que se pratica na Hespanha em idnticas cir-
cumsuncias. Muilos miguelistas de consideracan a-
dherirfio ao movimento, e entre elles ligurao o j citado
visconde de A/.enlia, o general Alvaro Xavier da Fonse-
1 a 1 oiiiinlio e Povoas, o visconde da Varzea, sobrinhn
do marque de Chaves, e coronel ,|ue foi do batalho de
voluntarios realistas de Lamego, Rodrigo Tudella, an-
tigo coronel de milicias, e que foi ferido tres veses no
cerco do Porto, servindo D. Miguel, o lho do deseni-
bargador Casal Ribeiro, rico proprietario de Coimbra, o
visconde de Andalu e outros. Estes individuos foi 111a-
rao parte das juntas de Guimarfies, Lamego, Guarda,
Villa-Real, Viseu, Coimbra eSantarcm ; e foi por isso,
assim como porque grande parte dos couibatentes po-
pulares tinhao pertencido ao excrclto de D. Miguel,
que o governo eabralino publicava na sua folha ofllcial,
e dizia no parlamento, que o movimento era miguclisla ;
boato, que ao principio fez hesitar inultos liberaes, in-
clusos os membros da opposicao em Lisboa. Porm de-
pressa se soubea verdade; em breve se ennheceo, que,
e os miguelistas tomavao parte na revoluco, era ni-
camente com o lim de debellar o inhnigo commum os
Cabraes isto be, aquelles miguelistas, que pertcn-
cemaopiniao illuslrada deste partido, c que sabem ser
impossivel o restabeleciiuento do antigo rgimen, e a
volta de D. Miguel a Portugal. Nao queremos diier, que
mi tenho havido alguns faualicos absolutistas, que sup-
pozessem terensejo para de novo exaltar o reinado dos
(Vadea, edopoMo, qutro e mando, e aconteciinentos pos-
teriores corroboro rsla nossa asserco; porm o desen-
gao, que tiverao, nao foi tardo.
Bem depressase conheceo, tornamos a repetir, que o
movimento nao era miguelista, veudo-se unidos es
membros deste partido, que temos mencionado, c for-
mavo parte das referidas juntas os mais extremos li-
beraes, como sao os Senhores Jos Alexandre de Cam-
pos, Passos Manuel, (ambos ministros de estado, duran-
te a revoluco de setembro). Monte Aleme, antigo de-
putado, Manoel de Castro Pereira, Barjoiia, lose Coe-
Iho de Carvalho, Pina Cabral Loureiro, Moiislnho, Ju-
dice Salino.1 ; e entao todo o partido da opposicao se de-
cidi a apoiaro movimento por todos os 110 ios.
Entretanto, o governo nao se descuidava de lomar me-
didas para se sustentar. Logo que soube da revolta, pe-
dio e obleve das cmaras a suspenso das garantas rili
todo o reino, e a creaco de coininisses militares para
tutear os revoltosos ; e posto que ao principio nao pren-
desse iiingueiii em Lisboa, apenas vio que a revolta ia
tomando incremento, nao hesitou em faz-lo, e Corao
presos obarao de Villa-Vova de Foscoa, rico capitalista
e amigo ministro da faienda, os redactores da llevohuuo
de Selembro c do Patrila, Antonio Rodrigues deSampaio
e Leonel Tavaresi.abral, o editor do ultimo destes Jor-
uaes, Manoel de Jess Coelbo, e outros individuos ; alein
de mais alguns. que frao procurados, masque, homi-
siandu-se, nao fro encontrados.
No paiiamenio. a opposicao fez tambem as suas ma-
Dlfesucoe contra o governo eabralino. Na cmara dos
pare, o visconde de Fonte-Arcada, exigi a impressno
10 Diario do Governo de algumas fallas de membros da
dita cmara. O conde de Thomar, ministro do reino,
rtisse, entre nutras cousas, que os ditos discursos n.o
se tinhao inserido, porque elle os julgava como jnslili-
caco da revolta F.nto o conde de I.avradio respondeo,
que, em vista do que aeabava deouvir, julgava a cma-
ra coacta, e acabado o systema representativo, nao ha-
vendo publicidade de debates; e que tanto elle como
os seus amigos polticos nao podiao deixar de protestar
solemnemente OOOt.a tal procedimento, retirando si-
da cmara, o que vcrlficou, assim como todos os mem-
bros da opposicao. ,
Na cmara dSs deputados, a opposicao por va do de-
puladoSoure.apresentou um projeeto de niensage.n ao
brono, pedindo a deinisso no ministerio, por ser o au-
tor dos males, que allligio opaiz, epor consegulnte a
origen, principal da revolta ; e apezar de se miid.
ren, a favor desta mensagem alguns dos deputad s que
havISo apoiado os Cabrae, m. que. ^"nadoaem
vista da sua marcha retrograda e escandalosa. Ihe ha-
v!o lirado o seu apoio. a .rande maiorU, ^J"
servil oue linha no pariamento, nao obstante- --------
VSMS. nao esitoi. en, rejeilar a dita men.-
neariiEste passo de so-
n que eslava prouipta
ne SSSSngm "u-de gente se compunha a
^eSiSto'o ar.,3o entre o viseonde de Vinliae. e
os cheles das forcas revoltada no Miiibo, "as-oa-Man
es Ber., e mandando aque.le chefe dizer a.ose tia-
bral. aue era impossivel luctar com o pala todo s b e
Gr e etfo lo cbam.au o duemt de P.lw|l>. que*^ -
chava na su. quinta de t:alhariz, do outro lado do Tejo,
to uou o encargo da composio do gabinete.
Comtndo, durante a clise, os Cabraes, que se tinhao
acolhido ao quartel da guarda municipal, no Carino, e
da, qual o commandante geral, 1). Carlos Mascarenhas,
irinao do marque de Fronleira (que havia sido noiuea-
do, nos fins do governo eabralino. governador civil de
Lisbnaj, era e he un exaltado cnbriilista, nao quisrrao
deixar de mostrar, anda no lim da sua vida poltica, os
aeus-instinctos sangninarios, e o dia da Ascenso (21 de
junho). foi Din dia de luto para esta capital.
Na espera deste dia, noiie, soube-se, que a villa de
Almada. du outro ladodo Tejo, se havia sublevado,
e no dia seguidle reiiniro-se varios grupos de gen-
te na praca do Coinmercio ( vulgo Terreiio-do-li-
co), caes do Sudr, c outros pontos da margein do
Tejo. Estes grupos nao manifestavo ao principio nen-
huma allltuile hostil; porm, havendo-se destacado for-
cas de tropa, pela tarde,para os dilos ponto, e Halando
estas de fazer evacuar o povo aquelles lugares, este op-
poz resistencia. Entao comecro as hostilidades de par-
le a parle. Devenios diier, que o povo eslava desarma-
do ; e que a Corea, armada com as suas lancas, espadas e
espingardas, s teve aluciar contra algumas pedradas
e pauladas. A partida era bastante desigual, e escusado
he di/.er, que a inaior peda foi da parte do povo. Po-
rm o que causou maior indignaco, indlgnaclc, que,
petar na estar hoja mais apazlguada, anda dura, foi o
proei-dimi-ntn da tropa, que, quando pela alta noile se
retirou a quarleis. foi assassinando muitas das pessoas,
que encontrara. Entre as victimas conta-se un empre-
gado do comuiissariado chamado Hernardino, homein,
que havia l'eitn grandes servicos lberdade. Lisboa a-
presentava 110 dia 22 de junho 11 mais triste aspecto : as
casas fiscaes eslavao todas fechadas; assim como o
banco ; vio-se destruidas pela demolicao e pelo incen-
dio as casas de guarda cas guantas, assim como algu-
mas barracas das dependencias da alfandega, resultado
da rritacfio publica : no Terreiro-do-Pa90 viao-sc pi-
quetes de cavallaria, infaniaria e pe^as de arlilharia ; e
reinava por toda a parte a cllcrvescenca propria de tacs
occasies.
Soube-se, nesse dia, estar Horneado o duque de Pal-
mella presidente do conselho, c ministro da Cazenda e
interinamente do reino e justica ; o marque/, de Salda-
nha, que se achava em Londres, para os negocios es-
gocios estrangeiros ; e o duque da Terceira, que havia
servido com os Cabraes, licou com as paslas da guerra e
mariiiha. Este ministerio assim construido nao poda
satisfazer de maneira algunia s exigencias publicas.
Todava tomou logo varia medidas salulares. Bevogoii
as leis de reparlirao e de sade, que tinhao dado motivo
revoltalevanl'oii a suspenso das garantas--dissolveo
as cmaras declaran, que se formarla a guarda na-
cional amis que ludo mandn sahr inmediata-
mente de Portugal os irmos Cabraes, que, tendo-se aco-
lhido, coinoj dissenios, ao quartel do Carino, pastrao
dalli para casa do ministro hespanhol, Genuales Bravo,
seu declarado amigo, c consocio na versatilidade polili-
ca, donde com osen apoio ciintinuavo a tramar una
contra-ievoluco, de accordoconi os 1 oiniiiandaiites dos
eorpos da guarnico, que eran todos do seu partido. Os
Cabraes, desengaados de que nada eonseguiao, for.lo
primeira para bordo de um brigue francez surto no Te-
jo, mas, tcniln clu-gado o paquete ingle, trasladrfio-se
para este, e dirigiro-se aladiz, onde permanecein, e
esto publicando ns maioies vituperios e calumnias
conlra a nova ordein de cousas, e contra as pessoas res-
rieitaveis, que a abra(ro, ii'uin peridico daquella 11-
dade, intitulado 0 Commerciu, que assaliarro coin o di-
nheiro, que levro de Portugal Felizmente para o so-
ci-goe prosperidade deste paiz, conspiran de lunge, <
poileni perders esperancas de tornar a dominar tan ce-
do nelle, porque a sua memoria he boje mais execran-
da do que a dos proprios miguelistas.
No estado, em que se achava opaiz, governada cada
provincia por urna jimia ndepriidrnlc, que decretara o
que bem Ihe pareca, nao era possivel haver ordein, so-
bretiulo nao havendo, por assim diier, um governo, que
tivesse forja para cenlralisar o poder. Loiiheceo-se, que
era iiidispensavel a organlaaelo definitiva de um minis-
terio, e Col isso o que se Cez. O duque de Palmilla BcOII
com a pasta da la/.enda ; para o reino ful iiomeado Luli
da Silva Moslnho e Albiiqii'-rque, presidente da junta di
Leiria para os negocios estrangeiros, o conde de I 1-
vrado para a justica, o depotado Joaqiiim Filippe
deSoure, e para a uiarinha e interinamente da guerra,
na ausencia do marque!de 8atdnha, o coronel do eiier-
cto Jos Jorge Loureiro. Este ministerio nao satisfa/.ia
aluda as exigencias da revoincio, porque ola 11 repre-
seulava ; porm, sendo coniposto de homens sabios, pro-
bos e honestos, lomoii tambem varias medidas salula-
res, iiomeou as princpaes autoridades administrativas,
e conseguio com estes e outros actos merecer a conli-
,-,,,,., das juntas, que todas se dissolvero, excepcao das
de Coimbra e Santarem, que se mostraran renitentes, e
ameacio mandar marchar as forcas populares, que ti-
nlio sua disposico, sobre Lisboa, se o governo nao
deinittisse os comiiiandanies dos eorpos da guarnico da
capital, sobietndo o da guarda municipal, que, como ja
diemos, era I) Carlos Mascarenhas ; c nao publicaste
desde logo a lei da guarda nacional.
A'divergencia entre o governo e estas duas juntas,
que durou por alguns dias, deo lugar a que diversos
partidistas exaltados da revolta tahissem de Lisboa, e se
rosten) reunir aos revoltosos de Santarem. Algunia tro-
pa tambem deserlou para alli, e para Villa-Franca., on-
de se comecro a organisar alguns eorpos. Isto junto
ao receio de que todas as noites rebentasse nina contra-
reroiucflo promovida r.c'.as cabrallstat, c fciu pela tro-
pa de tlnba, tanha os nimos n'Um estado de inquiela-
cao impossivel de descrever.
Aliii-I, depois de algumas conferencias entre o gover-
no e varios membros das duas juntas, resolveo-sc aquel-
lea exonerar do coi.....ando da primeira divisan o con-
de de Santa-Mara. Horneando para o substituir o conde
das Antas. D. Callos Mascarenhas rol tambem exonera-
do docuininando da guarda municipal, Meando coniinaii-
dando Interinamente o segundo commandante. O coro-
nel do primelro regiment de infantaria, Marcrlly, foi
igualmente exonerado, e substituido pelo coronel Mi-
randa, c o inajor Joaquim hento Pereira tirado do de ca-
tadores n.' 2. Foro tambem nomeads geoeraes para
as demais divlses piilitares das provincias.
Satisleilas estas exigencias, dissolvero-se as jimias de
Santarem e Coimbra J assim como as forjas populares,
que Ibes eslavo subordinadas.
Occorreo entao um facto, que poderia ter consequen-
clas desastrosas, se nao fosse o conde das Antas.
G regiment n." 16, que liavia acompanhado Jos Ca-
bral para o Porto, que era oque mais linha luctaito
contra u movimento popular do Minho, e contra o qual
havio terriveis accusacocs de ruubos, estupros c outros
excessos, Coi mandado regressar imprevidentcinente a
Lisboa, c mais imprevidenleuienle mandado desembar-
car, pela hora do ineio dia, no arsenal de uiarinha.
Apenas a populaca soube disto, rrunio-se ein grande
numero lias Immeaiacdes do arsenal, e logo que o regi-
ment se poi (111 marcha para o seu quartel no campo
do Ourique roinecoil adiiigir-lhe doeslos, e daspalavras
passou s obras. Pedraa e outrot projeclls Corao arreme-
jados contra o dito regiment ; do que resultou alguns
-oblados Irruios. Quando chegario ao alto da Palriar-
cbal-Quelmada, os soldados, que se virio to aperdata-
nienle accossados, qufirro faier frente ao povo ; porem
ueste niomento appareeeo o conde das Aulas, com al-
guina (breade cavallaria 11." 4, e mandando esta cercar
D regiment. O lt assim eamiuh.ir para o quartel, ten-
lo coll.icado alguns piquetes de nutra tropa, para em-
barcar a pertegulclo ao povo, a quein dirigi palavras
de COliCiliacao. Assim conelulo, sem uniles resultados,
sta insensata aggresso, que pudia ter funestas conse-
qurnclas
Entretanto, o governo la tomando algumas medidas
para consolidar a nova ordein de coutat, e evitar quan-
to Ihe fosse possivel os desastres inherentes a urna revo-
luco. Foi Ulna destas conceder moratorias ao banco
de Lisboa, c cnmpaiihia ConAanca, ai quaes se achavao
eiiipenliail.is em grandes transacees linanceiras coin o
governo passado. 'feudo os nottuldorrs de notas ido
tinca-las ao banco por metlico, nos primeirol mo-
meiitos da ci ise poltica, este cslabelceiineiito, depois
de pagar LOOGy coutos em quatro dias.seaebou impossi-
biliado de as talUfater i ritta, e por isso pedio um
pratO de tres inc/es, que Ihe foi concedi.lo. A compa-
nhia Conflanea pedio e obteve o mesmo praio para as
suas ordena. Por esta occaslo falliro algumas casas
commerciaes.
Todava os partidistas da revoluco nao eslavao ncm
satlsCeitos nein tranquillos. Queriao as consequencias
da revoluco, e exigin sobre ludo a Cormacao Jmme-
diata da guarda nacional. Ao principio estas exigencias,
paren- que foro li tas pelos directores das masas ,
porm, vendo, que se uo salisfazio o seusdesejo* com
a proniplido, que querio, appell.iro para inanilesta-
ces publicas. A primeira leve lugar no Passeio-Publi-
co, d'onde se dirigi una inullidao de individuos com
msica na lenle a caminho da casa do duque de Pal-
mella, porm nao chegaro la, porque eucontrarao o
mude das Antas e este Ibes disse, que a lei da guarda se
publicarla 110 dia segulnte. Como nao se venheasse
assim, poique a lominisso eucarrrgada de a formular
uo havia acabado os seus trabalhus, houve, passados
dousdias, outra grande icunio de grupos no Passeio
e no Bocio. Esias rrunloei astegura-se terent sido pro-
movidas pelo celebre Mantas, que foi commandante do
l.'i." batalho da guarda nacional, um lanatico polilico,
incapaz de qualquer raciocinio. IVsla vez o governo
tomou as suas providencias, mandando situar tropa em
varios pontos ; i- fazendo-se saber aos coinniissiouados
do povo, que a lei da guarda nacional se publicara no
da seguate, os grupos se dltpersrfio.
Ellectivaineiite publicou-se cssa lei ; a-sim como as
nonieaces do coinuiandaiite geral, ;quc he o visconde
de S da Manden a; do estado maior, e dos comuiandan-
tes dos batalliiies.
Posteriormente leve lugar outro facto, que inanifestou
a Impopularldade de alguns membros do gabinete. O
duque de Palnulla, logo que subi ao poder, publlcou
una ampia aiiinisiia para lodos os Implicados na revol-
ta de Torres-Novas, cen coiisequcncia du que volt.irn
B Portugal o conde de Hnni-l-'ini.o coronel Passos, o depu-
lado .los Eitevffo Coelbo de Magalhes, Manoel Jos
Mendes I.eite, e Ot emigrados de Hespanha, de que era
con.....uidante o coronel Cesar de Vasconcellos. Em-
quanto aeslet, o ministro da guerra ordenou que fos-
sein para o deposito de branles ; porm Cesar de Vas-
concellos uo julgmi Isto coherente, e dirigio-se a Lis-
boa, acompanhado de Manoel da Suva Passos, outras
pessoas, aflu de represeutarin ao governo, que os emi-
grados nao devi o Ir pira branles. A recepcao de
Cetar ful brlihante, la p irte dos seus amigos polticos.
Porao-no buscar a Villa-Nova da Bamba, n'uin vapor
lodo riiibandeirado, coin msica e fugeles. O gover-
no anniiioaque os emigrados viessem pira Lisboa, e
entao ot tfii correligionarios poltico tratarao de Ihe
Caieroma rcepcio, na verdade estrundosa. Alm de
doiis vapores euibandeirados, coin msicas e Coguetes,
que os Corao buscar, sendo consid ravel o numero de
pessoas, que coiicorrcro a esse acto, por tuda a eteu-
sao da prata estavo girndolas de fugeles, que se
lantayao ao ar, a medida que io passaudo os vapores,
que os condii/iao varios sinos repicaro, e os vivas
mais enihusiaslas atroavo osares. A' noitinha houve
um grande jantar ao saino do ihealro de I). Mara II, ao
qual loncorrcro mu individuo por cada classe, dos
emigrados, e muitas dislinetas pessoas, enlre ellas os
gi.....raes hespanhoes I). Fernando Infante e D. Martin
Irlarte, boje refugiado em Portugal, ein cousequencia
de aconteciinentos polticos. O jantar M presidido pelo
visconde de S da Baiideira. e ao (i liouverao diversos
brindes, sendo o primelro a 9. M. a Bamba, e profen-
ro-te varios discursos patriticos. Depois houve repre-
semao no theatro, a que assisllrao lodas os convidados
ao fcstiui. .
Soube-se por este lempo, que alguns sectarios lana-
ticos do partido de I). Miguel, que havio tomado parte
na tevoltado Minho, instigados pelo estulto B.bc.ro Sa-
raiva, que em Inglaterra tem comniellido a missao de
reanimar de ve/, em quanto este exnime partido, jUl-
gaudo ter entelo para reallsar .lignina cousa, se reuni-
,.,0 ,,0 ,0.....,.....liversos pontos do MinhoeTrM-oo-
Montes, edero vivas ao principe proscripto ; porem
bem depressa sollrero ornis completo desengao,
porque nao id foro perseguidos e derrotados pela tra-
pa das ditas provincias, e pelo povo armado em guarda
nacional mas tiinhcm aquelles individuos do seu par-
tido, como o general Povoas, o visconde da Vanea,
Casal Ribeiro e outros que reonheccm a unpossibilida-
de do resUMO de D. Miguel, e do antigo rgimen, -nao
s pelos progressos do si-culo, como por outros inultos
motivos, declarara a sua manifesta desapprovacao a
loes moviinentos e a sua adheso a nova ordem de cou-
sas estabelecida Todavia o governo mandn marchar
ahzuma't l'orpas para as ditas provincias, i- nomeou, em
ooosequeocia de varias contestosles entre os poros e
algumas autoridades subalternas, dous cheCes superio-
rec vis para as provincias do Norte. Cm delles era o
coucellielro de estado Bodrigo da Fonseca Maitalhcs,
o qual, nao sendo bem recebido ein Coimbra, onde hou-
ve um metlna sua chegada, tere que regressar apressa-
daincnli- a Lisboa.
hste desaire para o governo causou sensafao, que se
aiiL'iuenioii coma uta ndrcisocut nao tomar certas me-
didas para consolidacO da revoluco, como a demisso
de alguns altos funcionarios declarados inimlgos do



^^
2
movimento. ElM indooiso se attribue a intrigan da
camai-ilha, que tem andado a illudir o gabinete com a
viuda do mnrqucz de Snld.inha, para tomar ronta da
paila da guerra, allegando, que cnlao ic adoptarln a
medidas exigidas polas circumstancias. Entretanto, he
sabido, que o dito marque;., ausente de Portugal lia
milito tempo, o drsgntoso com revr7.es domestico*, nao
quer aeceitar o encargo, para qnr lu nomeado, e lato
faz com que. ha das, se espallie o rumor de tuna nova
11111b111.il ;i<> ministerial.
PERNAMBCO.
A&SEMBLE'A PROVINCIAL.
SESSAO EM 9 DE OimBRO DE 1846.
MESIDIXClA DO SOUZ TEIXEI1A.
(Continuarlo do niimrro antecedente).
OSr. Mues Machado: Senlior presidente, pedi a pa-
lavra, sobre a onlriii, para oH'oreoer considerar,:) da
casa un rei|iieriuieiito, que julgo de importancia, eso-
bre ludo, porque elle tatvet lenha de justificar uin pro-
jecto, que 1 Huilln tenho de ollerecer cmara.
Senhor presidente, lie sabido, que urna das maiores
dilliculdadcs, com que lucta a provincia, com que Ho-
llinamos, para promover os srus mellioramentos, be a
/'jila de meios, a deficiencia de rendas; eu procure!, Se-
jihur prcsiileiite, examinar a causa, 011 as causas disto,
eo que pude collior foi, que, sein duvlda nenhuma,
muilo concorre para a dimnuico das rendas da pro -
vini'ia a falta da ba arrecadaco, 011 nos agentes liscaes
jirnpriaiiieutc ditos, 011 na protelacio e incerteza das
exeeiicdes judicialias, mi por ambas as causas; por isso,
Senhor presidente, cu ollercro casa 11 soguinlc reque-
11111111(0:
' Heqiteiro, que, por intermedio do Exm. Sr. presi-
dente, se pecio informacoes sobre o numero dos deve-
dore da la/onda provincial, com declararo das rea-
{fies, que tenbo sido remettidas a juizo, dia, mea e an-
uo, e do numero de cxccuciies, que se tceui feito.
Apoiado, entra ein disetisso.
OSr. I.npe Mello:Como o nobre autor do requeri-
mcnlo, desejo couliecer o estado da cobra 119a da divida
activa provincial; mas persuado-mr, que he insufciente
11 ineio po- elle lembrado. Que nos importa o numero
dos llovedores da provincia, que leem sido executados,
011 cujas c\couc.des foro j solicitadas pela thesouraria,
se nos nao constar o d'aquellos, que ni'in esse pequeo
incommodo anda soflicro, c cujos ttulos de debito
porventura durino 110 archivo da thesouraria i Por ve-
ies soliciti'i nesla casa a relarao de todos, persuadido de
que na eobranra da referida divida se 11 jo continua pro-
ceder com a desojada energa ; qui/. saber a queiu caba
a esponsabilidade da demora.....
OSr. Fillrla Tarares: A culpa he fcil saber de
juein he.
O Unidor: Mas eu nao sabia, :.em posso saber sein
melhoresesclaieciiiienlos.
Drpnis de repetidas instancias aprsenla ro-nie urna
relacao de laes devedores, que por diminuta me nao pa-
receo rompida ; pois nao reputava verosimil, que se d-
mosse fazenda provincial topouco, qualquer que foite
a diligencia emprrgada pelos agentes do juizo e da the-
souraria.
Consta-nic, que a presidencia solirilou outra 1-elac.o
de devedores, que aluda nao llie fui reiuettida epara
veriHcar, se em materias desta ordem se ha procedido
como convein, peco licenca ao nobre deputado para fa-
zer mu pei|iieno ailditamrnto ao sen requerimento.......
O Sr. Mues Machado: Pois nao....... at inesino urna
corrcr-o.
O Orador: Nao me considero habilitado para corri-
gir os trabalhos de ningueiu, e menos os do nobre de-
putado, cojos talentos aprecio, c cuja superior idade de
luios 11- Miiln .. o.
Quizera, que, em lugar do numero dos devedores, cu-
jos pagamentos de divida a thesouraria lem requerido
fin juizo, se pedisse a relacao de lodos os devedores da
lateada provlurlal, com declararo da causa de seus
dbitos, edo lempo, em que foro cuulrahidos
Temo, que, se coinplicarmos muilo o pedido, com
diligencias eslranhas .1 thesouraria, e dependentes do
juizo dos feilos, nao_ chegiiein essas iiiforiuacdrs du-
rante a presente sosso ordinaria, ficaudo a assembla
inhibida de occorrer a lo palpitante necessidade com o
remedio conveniente.
Kutendo, que, em grande parte, essa morosidade na
1 obranca se pudo .atribuir a inaneira,pnri|iie se procede
00 Julio dos feitos; e parecr-uie Illa lano mais exacto,
quinto 11111 esladist 1 respeitavel, oSr. coucelheiro (Tes-
tado, Alves 1 raneo, assim udeclarou ao poder legislati-
vo no rclatorio da reparticu da fazenda, lldo pelo seu
snecessor este anuo. O que diariamente observamos
nesta e as oulras provincias do imperio, apoia a opi-
niao eniiltida pelo digno nieuibro do gabinete de 2 de
t'everelro. Tftlvfi ronvenha mandar proceder cnbran-
1;a ila divida provincial no foro coininum, tirando-a do
juizo privativo; porm, para o fjennos srm tenieri-
dade, convein examinar,ao uieiino tempo, o que a tal res-
pcito teiu-se feito uaquelle juizo e na thesouraria, alim
de conlieceiiiios a queiu deve ser imputada a morosida-
de, se porventura humor.
OSr. Villrla Tarares: O l'un do requerimento he bo-
lir em certas colisas, que estilo encapotadas.
O Orador: Ignoro, se o nobre deputado leve em vis-
ta outro li 111 : fallo em relacao ao que maiilfc-iou c ues-
te sentido man lo a mesa o ineu rei|iieriiueuto.
Pcca-sc a relacao dos devedores da fazenda provin-
cial, com dcclaraciio das pocas, emque forao coutrahi-
das as dividas e suas causas e valores.
Apoiado. entra em discussao.
OSr. Mues Machado : Senhor presidente, se o no-
bre deputado quer fazer do seu additamento un reque-
iiiienlo separado, eu votare! por elle ; e dou a rasad.
Eu dissr, quaiidn falle!, que cousiderava como una
das causas, que leem diminuido o rendimento provin-
cial, a falla de vrrdadrira fiscalisaco,que poda provir,
ou dos agentes fiscaes propriaiurntc ditos, oj enio dos
agentes judiciarios, que promovciu as rxecuc.des: ora,
cu no ineu requerimento Uve sem vistas saber do pro-
cedimento dos agentes judiciarios, a respeiln das exe-
cuces de fazenda, e por isso nao generalisei o ineu re-
querimento ao* agentes fiscaes; quero saber como as
colisas corre 111 pelo juizo da fazenda. A lembranca do no-
ble deputado lambeni he muilo boa, mas nao para o
ineu fin, pois oque quero por ora he tratar com os ho-
iiieui do foro, comeases agentes, que cntro, f concur-
ren 1 para a boa arrecadaco; portanlo, peco ao noble
deputado, que .sopare o seu requerimento do ineu; e
nao receie, que, por falta do cumplimento de deveres
daspessuas, a quem se pedoui as ufonnaedes, deixom
ellas de vir; eu estou corto, que o presidente ha de a-
char em suas attribuiedes meios deobrigar a todas as
autoridades a cumprirem com os seus dea/eres, oobriga-
1 asaque deoni com promptidaoessas informacoes; pui que
nSo entrado, quoaiguein se possa considerar hoje ci-
ma da le. o do seu dever : a soeiedade teni molos para
fazer com que cada um enlre 110 seu dever; he preciso
acabar esta tolerancia criminosa, que at boje tein liavi-
do; tqlerancii criminosa (repito) a respeito do cumpli-
mento dos deveres de cada mu.
Senhor presidente, aqu eslo as ras/Jes, porque voto
contra o aditamrnto du nobre deputado, e peco-lhe,
que, com os seus bons desejos de me ajuda, nao apr-
sente urna especie de entrave para o tfiu, a que uiepro-
punlio j vi,., que eu tiuha um fin limito especial; vo-
te pelo meu requeriuienlo, queeu voto pelo seu.....
O Sr. flielto : Est feita a trausaccao.
U Orador :He una transacaoiinha deslas adiuissi-
ves, legitimas c rasoavois. Vote pelo ineu requeri-
iienio, que eu voto pelo seu, faco-se os pedidos sepa-
rados
Julgada a materia discutida, sao os roquerimrnlos
siiccrssivaiueiile subuietlulos votaco, e approvarios.
O Sr. yuu4 Machado: Senhor presidente, agora vou
mandar meta oprojecto, quepaiso a lr:
A assembla legislativa provincial resolve :
Art I.' O conheclmenlo das causas da fazenda pro-
vincial lica perlencendoao foro coininuui, e seu julga-
ntenlo segunda vara cilnie da capital, sendo o proces-
soo inesmo estabelecido para as causas da fairnda ge-
ni, e guaes vantagens para o juizo escrivo.
O Orador (con(lnuando) : Eu deixo, Sr. presidente,
de desenvolver as raides, que me levrao a ollerecer es-
te projecto ; apenas direl a casa, que nao tere! duvlda
em aeceitar, na discnssn, as alteracfies, que mrus col-
legas entenderein dever fazer-lhe ; e que talvez inesmo
eu me resolva a melhorar a sua redaccao. Mando o pro-
jecto para a mesa.
litigado objecto de deliberacao, manda le imprimir.
Me lidn na mesa.julgailo objectodedeliberacao.e man-
dado imprimir o leguinto projecto :
o A assembla legislativa provincial resolve :
Art. nico. 0 subsidio e ajuda de cusi dos depu-
i.iilus provnonos para 1 legislatura de 1M8 a IM9ser
em tudo regulado pela le provincial n. 127 de 30 de
abril de 1844.
Ficao revogadas as lels e 'disposiedes em contririo.
Pafo da assembla legislativa provincial de Pernam-
bueo. 9 de outubro de 1848. filela TavartM.
Saq ldos e approvadoi 01 aejruiiles pareceres :
- Aeommisso de instruecao publica rxaminou com
a dovida altencao o requerimento dirigido a ests assem-
bla por Dainazo Antonio de Alcntara, professor do
primeirai lettras da villa de N. S. do O* na comarca do
abo. Allega o peticionario, que seu ordenado lhe nao
i" 1 mili. alugar urna casa para nella licionar a seus
alumno!, e o obriga a receb-los na da propria residen-
cia de sua familia ; o que lhe parece nocivo ao aprovei-
tamonlo dos nfimo* alumnos, emeonsequencia das re-
petidas dstrarcdps, que occasiona ; e conclue pedindn
urna (riatilioac.au correspondente a dote aunos, que tem
de magisterio, como se concedeo aos professores da
Hoa-Vista, Santo-Antonio o Heherlbe, ou equivalente ao
aluguel de urna casa coinmoda, que possa ter aquella
apptlcacSo. Enteude a mesina coniiuisiao, que le lude-
lira pretencao do supplicanto, por tenido suppriuiida
pola le provincial n. 110, de 29 do abril de 1843, a gra-
11 lie 1 van. que at ornan perrebiao o profossoret de pri-
meiras lettras para alugueis de casa, c nao militaren!
em favor doli a* causas especiaos, que determinrao a
con. esso das gratilicaedes percebldas pelos tres pro-
fessores referidos. Sala das coinmlssdcs, 9 de outubro de
1846.l.opet NeUo.--l.aurrnlinn.
> Silvestre Antonio de Oliveira e Mello, professor de
priineira* lettras na villa do l'o-do-Alho, roquera esta
assembla Ulna grallflcican correspondente terca par-
te de sen ordenado, allegando haver exercido o seu ma-
gisterio por mais de dote anuos as villas do Urejo e
de l'.io-.lo- Mlm com aproveltaiuento de grande nu-
mero de seus alumnos, que frequentrao a respectiva
aula.
11 I- nuil i-so o peticionarlo no artigo 10 da le de 15 de
outubro de 1827, o cita fin seu favor o exeinplo de Jo-
s Joaqiiim Xavier Sobreir.i, professor de primeiras let-
tras da freguezia da Boa-Vista, que obtrve ltimamente
desla assembla igual gratificaco, por sciiiclliantc mo-
tivo,
Provou elle com certdos, extrahidfts as estacdei
competentes, ter entrado no exercicio do seu emprego
em setembro de 1830, e ter recebido seu ordenado sein
intfrrapfio at setembro de 1844. Acerca do numero, e
aproveitainento de srus alumnos, e selo a asslduidade,
com que durante a 12 anuos exerceo o seu magisterio,
juntou ao seu requerimento tres altestacdes.passadas.em
9 de outubro pe 1844, pela cmara municipal da villa do
Brejo da Madre-de-O-os, que assevera ter sido o peti-
cionario, quando all servio, aisidtio nocuuipriinonto de
seus deveres, prudente ezeloso; sendo a sua aula fre-
qurntada por grande numero de escolares, que apro-
vcit.'n.ni nutra passada em 21 de agosto de 1844 pola
'amarado Po-do-Alho, e concebida nos mesmos ter-
mos; e a tereeira da inesma cmara, datada em 10 de
marco de 184.*), na qual atnrma ella smente, que a aula
do peticionario tem sido e contina a ser frequrntada
por mais de 50 alumnos.
Observando, que essa.prctnhcao lora seinpre desat-
endida pola presidencia fin tres admiuilracdfi conse-
cutivas, segundo consta dos documentos produzidos pe-
la parte, e que sao iiisuffioioiites as attestaedesapresen-
tadas, para se conhecer o numero dos alumnos, que
frequentrao em cada anno a aula do peticionario, eo
aprnvoitanioiito, quo livoran, visto depender, nos ter-
mos da citada lei de 15 de outubro de 1827, a concessao
do semellnutes gratilicaedes da elevafio tiesto numero,
do ou aproveitanieuto e do zelo e asslduidade do pro-
fessor, he de parecer a commissao de instruecao publi-
ca, a quem foi presente o requerimento do mencionado
nrnfessor, que se pe{o iiiformacosdogoverno provin-
cial a respeito da pretencao, e do numero e aproveita-
meutii du; alumnos,que em cadaanuu frequentrao a aula
do peticionario,desdo o uirz de setembro de I830at o de
setembro de 1844.
Pareceres dacommino dm negocios das cmaras sobr ai! compatriota, para escrever a historia do seu paiz ;
Volturas da de Cimbres, e suerca da moratoria, que pedio a faremos O nOSSO juizo e o eiuittjremos com fr.in-
I'0.0 1I.1 assembla legislativa provincial de Pernain-
buco, 9 de outubro de 1840.Lope NeUo.Laurenlino n
oiun-m do ou,
Primeira discuss-jo dasposl uras addicionaes s da cmara
do Urrjn, '\"te Diario 11 68, sosso do 24 de marco do
corrala anuo.)
O Sr. fello observa, que a nao impresso das postu-
ras originaos da cmara he una falla, por isso que con-
corre para quo se nao as possa confrontar com o pa-
recer da coiiimisso, que est em discussao, e que as
emenda; diz,que,com quanto,segundo uncir dizer, soja
esse o estylo da iasa.julga todava, que, recoiihecdo elle
como lian conveniente, au devo sor seguido e que,
suploslo nao peca sejao iinpressas estas posturas, en-
teude coiiitudn, que o devem ler as domis, que tenho
de ser siibiiioitidas discussaq, para obviar aos liicon-
vonienles, que da falta da impresso se seguem; solicita
di commissao algu mas explicaedes acerca da redaccao do
artigo I. do seu parecer; o declara, que esta lollcHaco
he bateada no desejo de etclarrcer-se sobre a materia
do inesmo parecer, e nao na volitado de combat-l
O Sr. Cabral declara, que, quanto a nao impresso das
posturas originaos, a couiinlisao nada mais tizera do
que seguir os estelos adoptados na casa; e d ai expli-
caedes podidas pelo precedente orador.
OSr Peixolo de Hrilo cnnfessa a conveniencia da im-
presso ; porm, observa, que, nao sendo estylo da ca-
sa a mesa linha duvidado de tomar por si esse arbi-
tro ; e declara, que est prnmpto a mandar, por parle
da mesa, fazer essa impresso, logo que a assembla o
determino embora reconheca, que ella trai um aug-
mento do doipeza.
OSr. Mues Machado promincia-se contra a idria da
impresso de todos os papis, que vierrm a casa, alle-
gando, que ella liara augmento de dospea, e que qual-
quer deputado tem o diroito de pedir o adiaiiienio de
qualquer materia, quando julgar que se a nao podo dis-
cutir sein se examiiiarem os respectivos documentos; e,
observando, que he contra a hygicue publica a permissn,
que di o arligo 1." das posturas, para se criarem porcos
em os quintaos dos povoados, pode a siippreiso da par-
te desse artii;o, que urna tal pfrutimSo concede.
OSr. Cabral, por parte da conimsso, declara, que es-
t disposto a adoptar quaesquer emendas, que tenho o
runlio ila conveniencia diz, que estando nosse caso a
od'erecida pr.lo precedente orador, elle aaccoita ; e al-
lega, que a mctiua cnmuiisso, ao redigir o arligo, de
que se trata, leve em visla o art. 71 da lei do l. de ou-
tubro de 1828.
Pela ordrm, roexionSo ainda acerca da redaccao do
art. I." os Srs. Netlo, I-iurciitiuo, Cabral, Pedro Caval-
canli e Poixoto.
Nao liavendo numero legal para ae votar,
O Sr, Presidente d para ordem do dia da sosso teguin-
te leltura de |iarecerci e projectos, coiitinuaco da pri-
ineira discussao das posturas addicionaes da cmara de
Bonito e primeira das da Boa-vista ; c levanta asessao
(Era urna hora da tarde.)
SESSO EM 10 DE OUTUBRO DE 1846.
Pll.SIDENCU 00 SI. SOEZ TIlXEIIt.
SUMMARIO. ixfkoikwte. Hrevediscurso doSr. Ilarbalho
Veha, pedinsht o autographo do relalorio da presidencia.
denla ridade para ndemnisar a thesouraria provincial de
5:600/000 n., que [ai condstanada a fagar-lhe. Parecer
da commissilo depelices a respeito da pretencao do padre
Jos MarinhoFalco Padilha. Requerimento doSr. Pei-
xolo de Hrilo para se chamaren ossupplentes necessarios pa-
ra completar acata. Ordem do dia. Declarara dada
essosrguinte, que ser leituro di projectos, discussao de
pareceres adiados, primeira discussao dosprojeclos nmeros
19 20,1 segunda dos de nmeros 16 e 17.
s onze horai da manhaa, o Sr. 1.' if retarlo fai a
chamada, e verifica ettarem prsenle! 19 Srs. depu-
lados.
0 Sr. Presidente declara aborta a sessao.
O Sr. 2. Secretario le a arto da letsao antecedente, que
he ipprovada sem discussao.
0 Sr. 1 .* Secretario menciona o srguiute
IHMIWHi
Uinofftcio do secretario interino da provincia, remet-
iendo 01 exeinplaret impressot dat leis provtiiciaes, pro-
mulgadas na sessao extraordinaria deste anno. Man-
drio-se distribuir, ,
Ou tro do inesmo, enviando osartigoi addicionaet at
posturas da cmara municipal do Bonito A' commissao
de negocios das cmaras.
Outro do inesmo, aecusando renieiM-de uinoflicio do
chefe de polica interino, cobrindo outro do delegado
supplente do termo do Rio-Formoso, acerca de urna ca-
sa, que uaquelle termo sirva para prlsao. ^'rnmmiisiio
di obras publicas.
Outro do inesmo, remetiendo um odicio da cmara
municipal da villa do Bonito em additamento ao seu rc-
latorio de 9 do me/.prximo passado. A' commissao de
negocios de cmaras.
Outro do mesmo. declarando, que antei de receber o
offlcio, que pedia o exemplare das leis provinclaes, pro-;
mulgadas na sessao extraordinaria do corrente anno, j
linha enviado 24 colieedes das referidas leis. /n-
rada.
Oulro d'adininlstracao geial doseitabelecimentot do
caridade, remettendo telt exemplare da conta da recei-
ta e despeza doi mesmos eitabeleclinenlos, verificada
do l. de Janeiro a 30de junho do corrente anno. Man-
dara1o-se archivar.
Un reniierimento do padre Lourenco Correa de S,
vgaro da freguezia de Sao-Jos do Reclfe, e adminis-
trador da obra da respectiva Igreja matriz, pedindo a
continuarn da graca, que, na sessao extraordinaria, foi
concedida a favor da obra da mesma igreia, que se acha
parada, por ser insuIHciente a quantia de2:000/000.--
A' rommisso de faunda e orcamenlo.
Una pelifo da assoclaco coinmercial desta cidade,
pedindn a extineco do imposto de 160 rs. por caixa e 80
rs por fecho d'assucar, e bem assim do de 40 rs. por sac-
ca d'algodo. A' commissao de commercio.
(Contnuar-se-ha).
Recebemos jornaes inglezei de 5 a 12 de setembro
ultimo.
A rainha, o principe Alberto, e seus lillios andavo em
excursos ma ri ti mas no real hiato Victoria 1 Alberto, vi-
sitando varios portos e estabolecimontos do liltoral. ten-
do do ltimamente pousar na residencia de Osborne,
ilha de Wieht.
O parlamento iugloz foi encerrado, df pois de urna das
mais longas e mais importantes sessdrs, de que ha me-
moria. Ser niistiT volver nao menos de mel leculo a-
trs.para encontrar outra igualmente laboriosa. Ella du-
rou desde 22 de feverelro at 28 de Agosto, isto he, 187
das ; 570 bilis rrcebero a saneco real ; eo certo he,
qu. depols da reforma, nSo adoptou o parlamento in-
gle/, medida alguma, cujas consequencias ie posso con-
siderar como iguaes aquellas, que o povo tem dirrito a
esperar, ou sejo boas ou ms, dos novos actos sobre os
coreaos e a pauta. At se pode dizer, que essa rcvolufo
devida ousada iniciativa de Sir R. Perl he destinada a
exercersobie os deslinos da Inglaterra urna influencia
igualmente profunda, porm muilo mais ampia, do que
a reforma r\clusvamcnie poltica, de que se honra o
velho ministerio Whig.
As noticias da India alcancavao a 5 de agosto. Sclnde
tinha sido assolada polo cholera; de 18 a 23 de junho,
haviao perecido dola 8,000 pessoas, das quaes 8K5 eran
Europeos iiioliiindo 815 soldados; ; tiuhao morrido 585
Sepoys, o7,000 indgenas. A molestia bava cessado, c ia
remontando o rio.
Tinha apparecido nina frbre mortal em Sukkur entre
as tropas europeas ; sobreyinha a innrte em menos de 6
horas depois do ataque. J haviao 70 morios
As noticias mais recentes da America chrgavoa 19 de
agosto. Tendo-se encerrad o congresto, os senadores o
representantes, assim como lodos os cidados residentes
em Washington, que podan, linho-se retirado da cida-
de para buscar algum lugar, onde a calina fosse menos
Intensa, e as viraedes mais refrigerantes ; pelo que, na-
da havia oecorrido de algum interrise.
T 11 han chegadoalguma* noliciai do exordio de ope-
raedes ; mas todas ellas se limitavo a preparativos para
avancar.
Nada havia de mainr importancia do Pacifico ; ainda
que geraluiente le esperava, que em breve chogasseno-
ticia da tomada de S.-Francisco e Monteroy pela eiqua-
dra dos Estados-Uuidos.
Foi pelo vapor Ant ilope, ruja vinda annuncimos aos
nosso lo toros em o numero 218, que recebemos os jor-
naes, que cima nos referimos.
Sabio ello de Liverpool 110 dia 12 de setembro noite,
e nao no dia 10, como, a vista das infnrmaces, que ti-
nhamos, dissemos naque lia occasio, que succederia.
Ali'-m das mili leves imperfeiedes, que de ordinario
coiluinao apparecer as prcas de qualquer machina,
quando pela primeira vei servem, nadaapresenlouasda
deste vapor, que nao corrrspondesse completamente a
expectativa dos seus fabricantes.
Sua rarreia he com efieito veloz; tanto que, durante
um temporal, que enroiitrou na costa de Portugal, eque
durou 3 das, leve mullas occasldes de fazer 11 a 12 mi-
litas por hora, e inesmo, sendo posto d encontr a um
vento forlissiino, e luctando com um mar bastante bra-
vo, delava cinco uiilhas por hora.
A rxcepen do temporal, que deixmos mencionado, e -
dos ventos fortes, de eucontro 01 quaes navegou, lea la- urna serio tle raciocinios, com urna demonslra'.'e
mude de25.este navio leve-osse
ve
a
de
pa
ga, que Hazla.
O paquete inglez tinha tbido de Falmout a 9 do inei
ultimo.
queza. Quando foi publicado o Compendio da his-
toria do Brasil, pouco liaviamos lidn acrenlas nos-
sas cousas; lemos porlanto a producco do Sr. ge-
neral Abreu e Lima com o interesse, quo nos inspi-
rava a obra de um dos nossos patricios, mas sein
rcIlcxSo, sem estudo, e apenas distinguimos o seu
estylo as tres ultimas pocas, o desejaramos, que
todo o compendio fosse naquelle mesmo estylo
D'ahi a tem pos appareceo a criticado Instituto, un
n. 21 da ftvista, de que somos assignantes; ecomo
nfio tinhamos feito estudo particular sobre a his-
toria do Brasil, assentmos, que o Instituto tinha
rasSo, e que o compendio continha todos aquellos
erros c deleitos, que se nolavSo no primeirojuizo 1
tal Varnhagcn. Sentimos, com cffeito, a critica pe|a
iarte do amor da patria oli'endido, mas julgamos de
10a f comprchendido as penas de plagiario ao
nosso Ilustre compatriota, a quem so conneciamos
de nomeada.
Annunciou-se, porm, a sua Resposta, e fomos as-
signa-la immediatamente ; mi era s a curiosidade,
que nos mova, era tambem o interesse, que toma-
vamos pela reputacio do nosso patricio. Logo que
podemos haver o nosso exemplar, foi lido de um s
jacto; lemo-lo com a avidez de um sequioso ; para
dos nflo era j o interesse, nem era a curiosidade,
era, porm. o estylo desdeas primeiras palavras, esse
estylo fluido, correte, luminoso o ao mestno tempo
caustico o picante ; estylo, que arrebata, que enleva,
que seduz; estylo tilo vigoroso como insinuante,
tilo cheio de graca como de energa, sem interrupcilo,
sem quebra de um s lio. Pela primeira vez na
nossa vida litteraria admiremos a forca do eipresslo
unida ao raciocinio, a defesade um escripia acom-
panhada do ataque mais violento contra a critica
do mesmo escriplo. Em cada phrase, em cada pe-
riodo tinhamos de notara forr-a da argumentacilo,
sustentada pelo estylo cadente e ferino, que, a golpes
de cimitarra, fendia o crneo dos aggressores. oh !
esse estylo vale um thesouro, he urna arma tcrrivel,
sendo companhado do solida instruecao.
Pela primeira vez entilo tivemos vontade c resig-
narlo para estudar a historia do nosso paiz. Ad-
mirados pelo fundo de erudiccAo, que mostrava o
nosso compatriota naquella sua Resposta, quizemos
imita-lo no estudo; viloesforco nem estudo, nem
comprehensSo potlom igualar-lhe De que servira
a tenacidade, quando nos faltava o melhor? Sim,
faltlo-nos muitos conhecimentos, que-sobro ao
nosso compatriota cuja vida dedicada s lettras
chou um manancial inesgolavel no seu grande talen-
to. Sem embargo, a Resposta ao padre Januario foi
um estimulo para nos, que, quando nSo o podessemos
imitar, ao menos queramos comprehende-lo; e, pura
entender factos daquella ordem. era mster esttitlar.
Com effeito, temos a firme convicclo de que ainda
ninguem, que oserevesse sobre a historia do Brasil,
estudou mais, indagou oucsgolou o thesouro tlosnos-
sos factos com mais criterio, com mais adinco, com
mais vontade de acertar do que o nosso compa-
triota; ha na sua Resposta um fundo de orudicciio,
nflo s da historia do Brasil, como cm muitos ramos
de bella litteratura', que nos pasmou ; e he um mili-
tar, homem de armas, oceupado na guerra por tan-
tos annos, que assim escreve: prova do que o Sr. ge-
neral Abreu e Lima nasceo Iliterato.
Muito sentimos, que o nosso compatriota nflo li-
vesse adoptado para este seu opsculo outro titulo,
que nflo o de Resposta ao padre Januario, titulo mes-
3uinho, o que indica antes urna defesa ou salisfacflo
oque urna serie de provasconvincentes, como as
que elle accumulou naquelle escriplo; preferamos
antes, e loria sido muito melhor, aproveitando, como
seaproveitou, da occasiflo para discutir todos os fac-
tos duvidosos da nossa historia, dar ao seu trabalho
o seguinte titulo: l)ilucidat;flo tle varios pontos
coutrovertiveis da historia do Brasil. Com effeito,
desde Gabriel Soares deSouza, ou Francisco da Cu-
nta, a quem se altribue alternativamente o primeiro
manuscripto nacional, acerca do Brasil, hoje repro-
duzido Ichaixo de limitas formas, at o compendio
do nosso compatriota, sflo'tantos os escriptores co-
mo as opiniOes, acerca de muitos factos da primeira
poca da nossa existencia, entre os quaes sobresa-
liente) da vinda de Americo Vespuccio asduas pri-
meiras exploracOes em serico d'el-rei D. Manoel,
o de quem fosseocommandanteda segunda explo-
rarlo, que plantara os padres na cosa do Brasil; e
se o .Maranhflo fura na verdade urna SO donataria
conferida aJoilo de Barros e depois a l.uiz de Mello,
ou tres, como pretende o tal Francisco Adolfo Varnha-
gen ; alm de muitos nutras, como a existencia de
urna nagao, chamada Tapuya, expulslodos France-
zes de Itamarac por Duarte Coelho, &c., &C, .
Todos estes factos foro perfeitamente dilucida-
dos, e muitos outn s, pelo Sr. general Abreu e Li na,
na sua Resposta; e, pela primeira vez, houve quem
mostrasse com a evidencia das provas mais incon-
testaveis, que Americo Vespuccio nunca viera ao
Brasil, como empregado no servido d'el-rei D. Ma-
noel : que o Maranhflo fra sempre urna s capitana ;
3ue fra sem duvida Christovflo Jacques o comman-
ante da frota, que viera em 1503 ao Brasil, e plan-
tara os padres nos lugares mais azados para seren
vistos : que fra Duarte Colho, e nflo Pero Lopes de
Souza, quem expulsara os Francezesda feitoria de
Itamarac, &c, &c He na realidade admiravel a
forca de argumentacilo, com que o nosso cotuda
triota, apoderandn-se de todos estes factos, os dis-
seca, e divideem termos, at achar o seu ncleo, o seu
centro luminoso, combinando depois todas as cir-
cumstancas, o tempo, as pessoas, os lugares, coi
A escuna Fetit-Uno trouxe-nos jornart poi I11gur7.es
at 29 de agosto prximo passado ; mas, como viossem
acompanhadoi de cartas do nosso correspondente na-
Juclla capital, que, alcancaiido a 30do mesmo mez.miu-
auienle te uceupo dos negocios de Rui tugal, e cuja pri-
meira dala hoje publicamos, resol JaK nao transcrever
delles o que dizia respeito s occui lthcias daquelle reino.
Communicado.
SYNOPSIS
ou dextceio chronologica don factos mais notareis da
historia do Brasil.
III
Nos dous artigos anteriores fallamos do estylo do
autor da Synopsis, do plano da obra, e fizemos urna
analyse succinU de alguns factos, que nos parecerflo
mais importantes; agora diremos a nossa opiniflo
acerca das habilitarles, que tem o nosso iltuslre
da-la, confronta-la com todos os nossos escriptores,
para conhecer-se at que ponto de evidencia levou
o nosso compatriota as suas demor.strscOcs.
Consistir s nisso o morito da Resposta ? oh que
nflo; muito mais ha que admirar em outros ramos
dos conhecimentos humanos. Todo aquelle trecho
sobre os retratos inventados, pag. 3* a 36, Ufe subli-
me, e denota que o autor nflo he estranho s bellas
artes ; outro sobre o enthusiasmo intimo e subtilissuno
para escrever a historia, r-ag. 3.7, tem urna finura,
um sal tico tflo picante na maneira de redargir,
urna forca tflo espansiva de argumentaeflo, que es-
maga e pulverisa o seu antagonista a comparaeflo
enlre Southey e Beauchamp, a historia de l'aulislas
e mamelucos; e finalmente muitos outros inciden-
tes, silo tratados com tanta luz, com Unta sagaci-
dade, com tanta graca e belleza, que, em nosso
concoito, a Hesposta do Sr. general Aoreu e Lima he
um docummento solemne de gosto e de erudiceo.
Esle opsculo ho o complemento da historia do
Brasil, c sem elle nflo passariflo nunca os nossos es-
criptores, antigos ou modernos, de esfarrapados
chronistas, copiando miseravclmente umoiroutro dos



muitos, que tambem copirSo, sem criterio, o pn-
mciro, que escreveo. Iloje, gratas brilhante penna
Jo nosso compatriota, estao dilucidados com admi-
ravel engenho, todos os Tactos controversos da nossa
historia.
Para aquellos, que sunpozorem, que a Ilesposta do
Sr. general Abrou e l.ima ao p-idre Januario he
simplesmento urna defesa sobro defeitos argidos
aoseu compendio, torearosdeaccresentaramda, nno
obstante a Smpropriedade do titulo, mal cabido em
nosso conceito, que bem longe est aquclle opus-
rulodeser urna simples defesa; pelo contrario, he
a prova maisdecidida, maisincontestaveldamanoira
de encarar certos tactos, postos em duvida por al-
guns autores, ou inteiramente viciados por outros.
Iloje nilu ha Tacto algum controverso na primeira
poca da nossa existencia depois do trabalho do
nosso illustrc compatriota. Emquanto a parte re-
lativa ao padre Januario cabe-lhe bem o adagio
que diz veiopor lllae sahio t06queado ; omlim,
nada mais diremos para niTo infringir o prcceito do
parre nepultis ; e se alguma cousa merecesse do nos
era to somonte agradec monto, por haver provocado
urna obra, que, como ja dissemos, he o comple-
mento da historia do Brasil.
Se alguern julgar, quo os nossos artigos tivcrilo
por fim recommendar as obras do nosso compa-
triota, esta onganado completamente, porque a tan-
to niJo alcaucil o nosso amor proprio ; o nico objec-
to foi tito smenle fazer um ensaio das nossas torcas
em urna critica Iliteraria, dopois de havermos es-
tudado a historia do Brasil. Se este eshoco agradar,
o triumpho ser nosso, que nilo do nobre genoral,
cuja penna nflo necessila dos nossos encomios nem
das nossas recommendaces ; o sen eslylo brlhante,
claro e conciso lie um passaporte, que o far viajar
por toda a parte, onde houver gosto e desejo de so-
l.la nstruccao ; por ora s quizoramos urna cousa,
e he, que as fadigas li Iteraras do nosso Ilustro pa-
tricio achem entre os Pernambucanos o. acolhi-
mento favoravel, que merecem. A gloria, a fama de
oscriptor no Brasil exclama elle no seu profaeo,
o sem embargo ninguemlhepde negara gloria Ili-
teraria, que os seus escriptoslhe teomgrangeado.
Zoilos? quem os nilo temcom tanto merecimento;
Aiistarchos, como os do Instituto histrico, estos
la zea mais honra do quo mal, porque ditolugar
urna completa victoria.
Finalmente, concluimos a nossa tarcfa como a-
iiiielle, quese lauca pela primeira vezem um rio cau-
daloso echega oulra margem fatigado, mas conten-
te e satisfeito, olhando para o ponto, donde partir, e
contemplando o abysino das aguas, que atravessra;
agora j temos mais confianza em nos mesmos; e
poderiamos repassar a correte com tanta segu-
ranza como boa vontade ; se houver quem nos
tacho do exagerados, .Ihe diremos, que a esto res-
peito s seguimos o impulso da nossa consciencia e
nada mais; entretanto, pedimos venia a modestia do
autor, e Ihe protestamos todos os nossos respeitos
c homenagens.
dal. Jos Antonio Touinhn, Francisco Antonio Pinto Je
Sueiroz, Jos Francisco do* Santos, Antonio Pereira
Silva, Manoel i Mdii .i] ve- Roucinha, Antonio de Sou-
za, Jos Braz, Joaquim da Silva. Joaquim Antonio Ro-
drigues.
Rio-de-Janciro; nidias, brigue brasileiro Utilitario, de
132 toneladas, capilao Manoel da Silva Santos, equipa.
geni 15, carga carne ; a Ainorini limaos. Passagciro,
Jos Antonio Mattozinho, lirasilriro.
Navios itihidos no metmo din
Ccar e Mamullan; brlgue-escuna Jotephina, capitao Jo-
s Manoel Barbosa, carga varios gneros. Passagoiros,
o coronel Francisco Fideles barroso, com 1 esclavo,
commandante superior Joaquim Mondes da Cruz Gni-
mares, vigario Joo Barbosa Cordeiro, Manoel Anto-
nio da Rocha Jnior, Jos Aurelio de Mallos, major
O POSTILHAO.
O ii. 18 fez a distribuirlo da mala, e acha-se a venda
na prava da Independencia, linaria n. (5 o 8, e na typo-
graphia l'nio.
Ollerrce-ae urna iniilhrr para ama de casa de lio-
mein soltriro, para lavar, cngoinniar c cozinhar: na
ra I* ova, n. 51.
Ollerece-se urna miilher para ama de casa de ho-
mem solteiro, ou de pouca familia, dentro da praca:
quem de leu prestimo se quizer utilisar, dirija-sc ao
becco do Amoriui, casa n. "28, segundo andar, por cima
de um policiro.
Precisa-sede una ama para unta pequea jasado
familia, sendo llvre ou subjeita, para o servico de ra
ecoziiiha: na ruado Hospicio, casada esquina, u I.
A pcs*t,que da casa do Sr. doutor Paiva levou um
imi
ie co,
Alfa ti lega.
RF.NDIMF.NTO 1)0 DA 10........1:940/113
DESCARREG HOIE 12.
ilrigucFlix-Unidomercadorlas.
Brlgue hespanhol(kheltodem.
Consulado.
RENDIMENTO DO DA 10.
Geral........... 114/446
Provincial. ;........ /225
112/671
PRACA DO RF.CIFF., 10 DE OUTUBRO DE 1846,
AS TRES HORAS DA TARDE
AEVISTA SEMlNtL.
Cambios As Iransacces da semana foro pequeas a
27 /, d p. 1/rs
Assucar -- Apenas enlrro de novo oilo canas e he
procurailo.
Algodao ~ Futrar', na semana 397 saccas, e venderao-
se de 5/300 a 5/400 rs a arroba de primeira
sorte, e de 4/800 a 4/UOO a de segunda.
Couros Sem alteraco.
Azeite doce Voiidoo-sc a 2/ rs. o galn.
Bacallio -- Cliegou um ca riega ment de Terra-Nova
com 1/300 barricas, que fui vendido a preco
oceulto,
Carne secca Existe uo mercado 45.000 arrobas, nao
leudo soll'i ido dH'erenca (le preco.
Farinha de trigo Nao entrn carregaiiienlo algum, e
a venda foi moderada
Passas Vendro-se a 3.600 calza.
Vinlios dem a 97/ rs. a pipa do de Hespanha.
Entraran, depoisda nossa ultima revista, jeinbnrcacaies
e saliirao 2, existindu boje no porto 37 : sendo 1 ameri-
cana,27 brasileiras, I belga, 1 dinamarqueza 1 hespa-
nliola, 1 inglesa, 2 portuguesas e 3 sardas.
Ilovitiicnlo lo Porlo.
Navios entrados no dia 10.
Liverpool; 27 das, vapor inglez Antlope, commandante
H. /. Obrian, de 600 toneladas, equipagein 40 carga
fmulas : a Dian Youle tt C. Passagoiros, Sypriano
Vanzolei, W. Snuthall, F. Fidel, c mais 14, que sc-
gueni para o Sul.
Terra-Nova ; 37 das, escuna americana Gallant-M ary,
de 173 lonelas, capilao liihli/n Enncs equipagein 7,
carga bacallio: a I., G. Ferreira 8c C.
Kiii-dc-Janciro; ndias, brigiiebrasileiro Amia, de 182
toneladas, capilao Jacome Vicenle, equipagein II,
carga fazendas e mais gneros : a too Francisco da
Cruz Segu para o Rio-Grande-do-Norte e Aracalv.
Navios sahidot no 'metmn dia.
Babia; brlgue belga Gustavo, capitao B. C. Hetelser,
cun parte da carga, (|ue trouxe.
dem p Rio-de-Janciro; vapor ingles Antlope, coinman-
dante Henry Otirian, carga auiesma.que trouxe. Passa-
geiros os iiicinos. que trouxe, e daqui, Weber, com
sua si nlicu .i. e urna criada, logices,
l'arahiba; lancha brasileira .V.nitu-frii;. capitao Nicolao
Francisco da Costa, carga varios gneros.
Navios entrados nu dia 10.
Babia; 7dis,(>arca ingleza / pilao John liobbs, equipagein 14, em lastro; a Johns-
lon Paler C
Porto : 36 dias, barca portugueza Espirito-Santo, de 314
toneladas, capilao Rodrigo Joaquim Correia, equipa-
gnu 36, carga vinho i mais gneros ; a Francisco Al-
ves da Cunda. Passngelros, Domingos Filippe Ferrel-
ra Campos, Jos de Soma Pinto, Jos (aciano de Car-
vallin, < ustodia Maria da Silva Magalhfies, Joaqnhll
Antonio Pcreira, Jos Maria da Cruz, Antonio I.eile,
Antonio Rodrigues Gomes, Manoel Gomos l.eal, Joa-
quim Ferreira llamos, Ricardo Jos da Costa, Jos
Joaquim Pereira. Jos Pcreira, Jos Francisco Custei-
ra, Adolphodo Espirito-Santo, Antonio Pinto de Azc-
vedo, Joaquim Jos Goncalves, Francisco Jos Fer-
nandos, Augusto da Silva Antonio Joaquim de Suuta,
Ramos, Domingos Jos Tcixoira, Manoel Ferreira I.o
pe. Jos Rodrigues de Paranhos, Antonio Rodrigues
de Andrade, Antonio Joo Vidal, Antonio Joaquim Vi-
de, com I filho, Innoconcio Francisco Braga, Mara
Jos da Conceicao, com I lilha, Antonio Firmliio Sami-
co o capitao-tenente da armada nacional imperial,
Mariino Aunibal Bntt.com suasenhora.I filha,2escra-
vos e 1 criado.
Rin-Grando-do-Norte e Aracaty ; brigue braslleiro ta-
la, capitao Jacoino Vicenle, carga ,i mes na, que trouxe.
Ktac.
Miguel Arehanjo Monleiro de Andrade, official da imperial
ordem da Ilota, cavalleiro da de Chritto, e impeelor da al-
fandega de Pernambaeo, por S. MI. o Senhor D. I'edro II,
que Dos guarde, etc.
Faz saber, que a 14 do crreme mez, ao melo-dia. a
portada alfandega, se lio de arrematar em hasta pu-
blica, 25 caixas, marca WI, ns. 1 a 25, com vinle o cinco
duzias de garrafas com vinho champagne, viudo do Ha-
vre no brigue francs rmorique, portencentes ao ne-
gociante Frederico Robilliard.para pagamento de diroilo
c inulta em que fura c.iililemn.iilii c dll OXPCUCo do
despacho da thesouraria da fazonda, de 6 do crrenle.
Alfandega, lOdeoutiibro de 1846.
Miguel Arehanjo Monleiro de Andrade.
Joo Xavier Carneiro da Cunha, /dalgo caval'.eiro da cata
imperial cavalleiro da ordem de Chritlo, t administrador
da mesa do consulado desta provincia.
Faz saber, que no dia 14 do corrente, a una hora da
tarde, se lio do arremataren! praca, na pona desla re-
partir, 29 garrafas de licor a 160 rs. cada urna, appre-
hondidas na primeira barca de vigia pelo guarda da al-
fandega, Manoel Joaquim Paos cairelo : a.arremataco
he livre de despeza ao arrematante
Pero unliuro, 10de oulubro de 1846.
O administrador,
Jo-io .Viei'r i'arnciroda Cunha.
Joaquim Jos Barbosa Jnior, Lucio Ignacio de Athai- chapeo trocado, donando um balan, hala de o mandar
destrocar no arinazem da ra da Cruz do Recite, n. 43,
visto que a pessoanao se adorna com seuielhante forma,
nao obstante ser mais novo.
Joaquim Jos Pereira embarca para os portos do
Sul o seu escravo Antonio, de nafo Congo.
= Fugio, uo dia 28 de setembro prximo passado do
engenho Gongafari um preto, de uome Joo de 30
aunos, de na.-.m Camunda estatura ordinaria; tem
urna cicatriz ao p de um olho nina falta de caballa
airas de un i cnelli.i ; foi visto lia estrada llov quem
o pegar, leve a ra Imperial no priuioiro sobrado n.
31, quo sera recompensado.
Precisa-se de una boa lavadeira de varrclla que
nao so demore com a roupa no rio, mais do 15 dias
as Cinco-Pomas sobrado n. 16.
O Sr. Europeo, que leve loja de niarceneiro na ra
do Aragao declare aonde inora presentemente, para
ser procurado a negocio le seu inleresse.
-- Viuda ristao para so alugar, para a festa duas ca-
sas urna em S -Auna com commodos pira grande
familia quii al com bastantes larangoiras c cacimba;
e a mitra noCordriro a boira do rio delimite do Sr.
Gabriel Antonio com duas salas o solo quartos a fal-
laren! S.-Jos-do-Manguinbo sitio dcfronlc da Igreja,
com porlao de forro.
-- A pessoa que annunciou no Diario de Pernam-
buco de8o9 do corrente dous sitios nos Afogados
quoira declarar com quem so (leve tralar, no Re il'e
-- Aluga-se por 10/000 rs. meusaes o primeiro an-
dar do sobrado da ra estreila do Roza rio n. 18: a
tralar na ra do Nogueira n. 27.
Joaquim Vicenle Ferreira Medeiros retira-se para
a Babia al o dia 15 do corrente.
< asa da a feriado, na rtia das
La rango ira a n, '20.
O abaixo assiguado continua a sor o arrcuiataute das
ali'iiei'ies dos pesos e medidas deste municipio ; por is-
so declara, que principia a alorir para o atino de 1846 a
1847, de hojo em (liante das 8 horas da iiianhaa as 5
da lardo. (Julio sim declara mais quo o Sr. Joo Hi-
lario do Barros nilo tem mais gerencia alguma nos
Irahalhos da actual alercao e que leiu cncarregado ,
em sua ausencia de fazer as suas vejes ao Sr. Joo
Jos de Muraos. Antoniodoncalves de Maraes.
= Caelauo de Assis Campos, om rtsposla ao aunun-
ciodo Diario de Pernambuco, de 10 do corrente einque
se previne ao publico para que nao conlale com o
inesiiio a compra da cscraca Demudes, por l'a'cr esta
parle do uns hens de orphos anda nao inventariados,
tem a diter, para que se uio forme ino juizo a seu
respe i lo que lal auuuiicio he feito por pessoa quede
forma alguma eslava habilitada para o fazer ; e por nao
querer mostrar-se lao punco decenio com o autor do
referido aiiiiuucio nao declara aqu o seu nome i
que seria baslaulo para 0 lidicularisar. Quaiido. pon ni
ao poder que se Ihe nega, de venda a escrava Gol tru-
dos (juaudu chogar o caso de ser preciso faze-lo ao
comprador se apresenlar a lega I id.ule da venda, c a au-
lorisacao do respectivo juiz pois nao foi e nem sera
do coMUine do annunciamc fazer vendas simuladas.
Precisa-so do una ama de leile ; na ra da Praia
n. 22, primeiro andar
= OB'errce-se um moco, para caixriro de engenho,
i ni. Im ni tom alguma platica de machina de vapor, e por
issose torna mais mil a algum engenho, que leiiba va-
por, e d li,niiii a sua conduela : quem o pretender, di-
rija-so a ra -Nova, n..42-
= Permilte-se a quaiquer pessoa a faculdade de tirar
madrir e ferragens dos restos da galera A'oi'n-/luror(i,
De. larayoes.
ASSOCIACAO COMMER IAL.
-- Sao convidados os membros da assoeiaciio coinmer-
cial para assistirein a una reunan, que devora lor lugar
na sala da inesuia assnciaco, no dia 15 do corrente, .ao
meio-dia em ponto, afim de se tratar sobre o estabele
cmculo de pin banco coniincrci.il nesta provincia.
Jote Jeronymo Monleiro,
' Secretarlo,
O arsenal de guerra precisa comprar duzentas vas-
souras de timbo. : quCm tal genero liver para vender,
compareca no inesino arsenal com sua proposla al o
dia 14 desle corrente mez,para tal compra ser elt'eituada.
Arsenal de guerra, 10 de oulubro de 1846.
O escriplurario
Francisco Serfico de Asiis Carralbo.
A
vises martimos.
Para o-Ro-Crandc-da-Sul sabir breve o veleiro
brigue Castro I, capilao Jos Maria Ribas', por ter
maioria do seu carrgamenlo : pode ainda receber al-
guma carga, e ollercce superioi'es commodos para pas-
sagoiros e escravos a frote : quem pretender, pdeen-
lendor-se com Amnriiu limaos, na ra da Cadeia, n. 45.
Para o Rio-de-Jaueiro partir ua quinta-foira, I5do
crreme oulubro, nao havendo inconveniente, o brigue
Santa-Maria-lloa-Snrte, capilao Jos Joaquim Dias dos
Prazeres ; oque se faz scienlea lodos os Srs., que tpem
escravos para embarcar, mandando os couhecimentos a
casa de Aiiiorim limaos, rua da Cadeia, n. 45.
Vende-se a escuna americana allanl-Mary ,
de lote de 123-loneladas amerianas, do pri-
meira marcha encavilhada de cobre e re-
centomente pregada e forrada de cobre; acha-se com-
I'lelamente apparelbada prompla a seguir viagem : a
tratar com os seus consignatarios L. <. Ferreira & C.
O brigue brasileiro Empreza, do que he cap-
to Francisco Ferreira Borges est a chogar
de Lisboa c depois de desca regar a carga ,
que Ira/para esto pollo seguir, poneos dias dopois.
para oCear : quem quitar aprovciiar-sc da brevidade a
tanto para carga como para passageiros dirija-se ,
Francisco Scvciianno Rabcllo 8i Filho no largo da As-
scinldea Provincial
-Vende-se a sumaca Sanla-Maria-lloa-Sorte, Tundea-
da ao p dos arrecifes, com todo o son apparrlho : Hala-
se a bordo com o mostr, al as 8 horas do dia, ou ciu
torra, na vendada rua larga do Rozarlo, u. 21.
es 0 patacho porluguez Maria li Joaquina, novo, for-
rado o enoavilhado de cobre, tem Va de seu carregamou-
topromplos ainda recebe alguma carga a froto, o passa-
geiros, para o que tem bons commodos : os pretenden-
tes tratein com os consignatarios Firmino J.F. dajtosa
& Irmo, ua rua do Trapiche, n. 44, ou com o capjlao na
piara. Manoel da Costac Silva.
Sigile viagem por estes 15dias .
para o Uio-rande-tlo-Sul o brigue Jn-
depentlenle : quem no tnesmo quizer
carregar transporlsr-se ou embaicur
escravus a frete falle a Manuel Alve.s
(nena nn rom o CopiluO Fmcluoso Jo-
s. I'e eir Dulra.
I.cilao.
= James Tyler, capilao do brigue inglez Counteti-of-
Durhnm, far Icilo, por conla e risco de quem perten-
cer, eui presenca doSr. cnsul de S. M B., e por nter*
vcnciio do corrolor Oliveira, de urna porcao de couros
salgados verdes: hoje. 12 do corrente, s II horas da nia-
uhaa, no ariiiazrm do Sr. Silvestre as Cinco-Puntas
" visos diversos
I abrica de chapeos de sol,
rua do l'i-sseio-l'ulilico, n 5
r.lu.io l.ouliet tem a honra de participar ao res-
peitavel publico que acaba de receber de Fran-
ca pelos ltimos navios franceses um bello
soi liiuento do ultimo gosto sendo : chapeos de sol,
para hoiiirm e srnbora de seda lisa, la viada e furta-
cores rom cilios c eastoes muilo ricos ; seda de todas
as cores e qualidndes ; panniuhos ciiir.incados e lisos ;
ludo para cobrir chapeos de sol; chapeos de sol de pan-
nlnhode todas as cores para houieiu com cabos e
casinos ricos: tambem concertaos mesmos, lauto
de homem como de senhora pois lein ludo quanto he
uecessario para os ditos e prometi milita brevidade,
para lser quaiquer concert : tndo por preco coni-
modo.
Deseja-se saber a inoradla, ou assistencia nesta cl-
dade do Sr. mnior Francisco Xavier Carnriro da Cu-
nha, a negocio de seu inleresse.
(Micalhada ha cora dos Passarinhos. Esta autorlsaeo he
dada pelos liadores do arreinalanlc.FirminoS, F. da Bo-
sa ti 11 man
= Roga-se a Senhora Rosa Maria Autiiurs, moradora
no bairro do l'.ocil'o, quoira ter a blindado de vil resba-
laros seus pouhoi'cs, do hoje a 3 dias, que tem ua loja
de marcoiieiro da rua.da (adela do S.-Antonio, n. 18, na
mande Amonio Tcixoira dos Santos: do contrario, von-
der-se-hao, para seu pagamento, pois j so lein auuun-
ciado tros vozes.
Procisa-sc do um bom amassadnr.quc onlonda bem
de inasseira, c so Iho dar o ordenado conforme osen
merecimento : na praca da S.-Cruz, nadarla de una so
porta, junto ao sobrarlo. Ka inesuia vendom-se mais de
duzentas barricas vasias, milito novas, limpas o quasi lu-
das americana*.
= Aluga-so o sobrado por cuna da venda, na piarada
S.-Cruz, ao p da padaria do una s pona : a Iralar na
mesma padaria.
= 'I homai baptiata Duarto retira-se para fura da pro-
vincia.
Traspassao-sc as chaves de um arma/.em de carne,
na rua da Praia, n. 31, vendondo-se 0 que tem dentro:
na rua do Vigario, n. 22, ou na rua Nova, n.65, primei-
ro andar, so achara com quem tralar.
~ A abaixo assignada. leudo lido, no Diario de Per-
namlmca de 6 do correlo, um aiiiiuncio assiguado por
bernardo Jos de Barros, declara ao resprilav I publi-
co, que rila so acha competentemente aulorisada polo
juizo da 2.' vara do rivcl para poder ligiiraT em JUICO ;
e que a escrava Maria, que, no mencionado anniiiicio,
dis o dito Barros ser sua prop irdade, por compra feila
a Jos Ribeiro da Silva, marido da abaixo assignada,
nao lora approheudida pola polioia, mas sim reculhida
ao callabouco volunlariainrnle pola aniiuiiciante, de
cuja casa havia olla fgido, ha quasi dous anuos e meio,
ni ni he propriodade do iiiesiuo barros, pois que a
annuneiante a liouve depois de estar lora da coinpanhia
de sen marido, conservando-a em seu poder mais de
tres anuos, e que mesmo a venda, que se diz ter o ma-.
rido da numiiicianle feilo de seus escravos, he Inteira-
mente phaulaslira, dolosa, e com o lim de defraudar a
anniini i.inie, e mais credores, como om juizo so pro-
var. Jotephina Sebatliana Caralcanti de Albuquerque.
Hisno-se meninas com loda porfoicao a sabeir:
|u um nos leltras, grammalica portugueza, arilhuirli-
ca, doutrina chrisia, coser, marear, bordare fazer la-
varinto : assiui como tanibcm ensinose meninos, lauto
em particular, como em suas casas Quem de son pres-
umo se quizer utilisar, dirija-so ao Atorro-da-Koa-Vista,
loja de niiudozas, n. 54, ou na rua Velha, n. 119, onde a-
chara com (|uem tratar.
Jos Joaquim de Mosquita, abaixo assignado, annun-
cia ao publico, que vai abrir loja de fazendas na esqui-
na do sobrado dos (ualro-Canlos, ao p da nutra sua lo-
ja, por virtude doarrendameniu da pruprietaria,quc lein
em seu poder contratado por 5 anuos.
Jos Joaquim de Mesquila.
rado do lieccu do Pa-
pi Hender diiija-sc
9
Aloga-se o sob
dr, n. H : quem o
a rua do Trapiche nnuzein n uj a
tratar com Domingos Soriauno GoiiCnl-
ves l'erreira.
Roga-sea quem forem ollerccidas ,'i solas de cordo,
com urna incdalha e um diamante qiierondo restituir,
dirija-se a rua Dirella h. 23 que sn recompensado.
Quem precisar de urna pessoa iiabil e com bastan-
tes cunbeclmenlos para administrar quaiquer enge-
nho aununele a sua morada.
Airencia de jiossaportes.
Na rua do Collegio, n. 10, a no Aterro-da-B<-\ isla,
loja, u.48, tiru-se pas-.ipml.s, tinto para dentro co-
mo para forado imperio; asstin como despachao-se es-
cravos: ludo C(>m hrtiwdadc. ,
= Hoje, 12 do corrente, a porta do Sr. doutor juiz
de orpbaos a horado costmne e a roquorimenlo da
respectiva pinpriclai ia se lia da arremalar por ser a
ultima praia a casa de dous andares n 37, sita na rua
da Cadeia .lo bairro lo Recite avallada por 16:000/ rs
PreCla-Sede 10 srvenles de pedreiro, libertos .
nu escravos ; pagandu-se o jornal pelos das de tra-
balho ou por emproilada da obra, para a qual se quer:
na rua Direita .sobrado n. 141.
I). Isabel Joaquina Velloso do Atevedo embarca para
o Hiu-do-Jaueiro ou oulro qoalqMt porto do Sul, a
stia escrava Isabel de nafta Angola.
Aluga-so una canoa de carregar agoa que esteja
estanqu.- o em bom estado ; um piolo anida que nao
soja moco, para trabalhar om um quintal: quem tiver
una o oulra cousa para o dito lim annuiicic.
Aluga-sc uina casa terrea, rom commodos para
familia na rua da Alegra n. 42 a tratar na rua da
Aurora n. 44. .
O abaixo assiguado declara a todos os seus deye-
dores que Augusto Cesar I.aymor deixou de ser sen
caxeiro, desdo o dia 4 do corrente; e por isso, que quai-
quer recibo passado pelo mesmo Sr. depois desta da-
ta, ii ni Ibes sera levado om cunta.
Jimio I.ni: Yianna.
Aluga-sc pelo lempo da (esta ou an-
imal, una casa mullo fresca c s'""
cmn militas arvores que esto dando
fructo na rua do Rom-Siicesso : a tratar no pateo do
Carino, u 18 segundo andar.
arremtame do imposto do20porcento sobre o
consumo das ago'ardoiiles de pridiietao brasileira avi-
sa ios Sr,, que .liiiiI i n.iu pagarn dito consumo, ve-
uho t'.i/e-lo nos dias 12 boje 13 o I i do corienle: narua
Direita, n. 80: lindos osquaes, seproiedera n> loiina da
lei contra os que deixarcni de pagar.
ATI-URO DA BOA-VISTA, COJA. V 14.
Pannos linos pelos, cor flxa, a 4/ r5/rs. o covado ;
merinos prrtos.a i^uoo o 4*-8o0 rs. o corado lencos de
seda para homem ou senhora, a 80.1, 1/28(1 o l|U00 rs.;
chiles ,|c seda, a I0#000 rs. (do mrlhor gosto, que tem
viudo osles chales leein o caiup i oscuro ; ditos de cam-
po brauco, lio dcKscien. i .iy.'illl) rs. ; ditos de l.ia,
de bonito gosto, a4/400, i^SOO o 3*000 rs.; fustoes de
cordo, de bonitos padroes, a 640, 800 e 1/800 rs.; brlns
rrancezes de quadros, cor Bxa.a 320 rs. o covado ; ditos
inglezcs, a 280 rs.; mu sulin.is decores para vestidos,
pclobaialissinio puco de 280 rs.; lascados Iraucezes,
a 160, 200 220. 240 e 280 rs.; cassa lisa ordinaria, de
largura de vara, a 280 rs.;/.liarle de Ingina do dita, a
280 r. o covado; panniuhos prelos o cor de rosa com,
lustro, a 160 rs. o covado, canibraias adamascadas, por
4/IMH) rs dilas bordadas com lloros liudas,com 9 varas,
por5/000 rs.; ditas de cores, por 2*0(10 c 3/000 rs. o
corte; lia para calcas, aoOOaa. ocovado pelledodla-
bo, a 440 rs. o covado, ou a 1/440 rs. o corle do 'I-, co-
rados; idas multo linas a 900 rs. o covado; e oulras
mais l i/, nd.is por milito conimodo proco. Os preten-
demos, quo nao podcroui vir a osla loja,niaodem buscar
amostras, que se Ibes darao proinptanicnle, tanto das
qiietecm prcso marcado, como do oulras,que quizerem.
AO BOM TOM PARISIENSE.
UUA NOVA,'(I 7-
TEMPRTTK \LFAIATK,
tom a honra de participar aos seus fregueies que
dissolveo, desde o dia 15 de setembro pastado a so-
ciedad,- que ludia com os Srs. Colombiez & C. : as
possoas, quo o quizerem favorecer com a sua freguezia,
oachar na sua loja, rua Nova. n. 7. Tem pannos pa-
ra calcas, collotes o casacas, de todas as qualidades, os
mais novos chogados agora do Pars, e a collecco dosj
mais recentes ligurinos.
CASAS PARA ALIGAR.
Aluga-se o tercoiro andar o solao da cusa da rua do
Quelinado, n. 28, com bastantes commodos, todo pintado
e caiado ha ponto : quem o pretender, dirija-se a mes-
ma rua, loja de ferragens n. 3? A.
ARRF.MATACO.
Tcrca-foira, 13 do corrente*, s 3 '/s horas da (arde,
.orta do lllm. Sr. doutor juiz dedireilo da I." vara do
cvel, Antonio Tristo de Serpa Brando. na rua Nova,
n 14, se bao de ai rematar, de renda annual, as casas de
Joo Tiloma/ l'creira, ns. 49 o 31 da rua da Praia ; sendo
a mesma arrematadlo dividida na lortna srguinte: os
dous prnioiros andares avallados em 350J rs. ; armazein
com lodos es I.....Ins, da casa n. 20, por400/rs.; a da
casa n. 31, com os meamos filudos em 200/rs.; um cor-
redor da casa n. 31, por 60# rs.; nina casa sobre pilares
no fundo das mesmas propriedades, por 100/ rs.; por
cMciicao, que Ihe encaminha Manoel Jos Goncalves
Braga, por dito juizo. ptcrlv'O Reg. Os prelendenles
pudoui dirlgir-se, no indicado dia.s 3 '/jhoras da tarde,
visto ser a ultima praca. Nao v3o prca os segundos
andares e sotan, pelo excipiente ler concordado com os
inquillnoa a continuaren! pelo mesma arrendamento,
gp porvonlni i ro, i.lhoroin a deposito gcral, no dia do
seu venciinenlo o importe da niesina renda, que se ha
de vencer Pili dozonibro (leste anuo, e do contrario tam-
bem rao nu sen dolido lempo a piafa de renda
animal.
= He chivad"''leja de ferragens de Jos I.uiz Perei-
ra, na rua Nova, n. 6,um novo sortlmento de panchas,
ihaleiras, cacarolas r fregldelras de ferro sob porcolla-
ia : osle novo lioni de co/.inha toma-se recommeudavel
poloassoio e durarao, que oUciccc, lornando-se mais
mil a sade, por ser livre de ferrugein e eslanho. Os
Srs. que nao foro servidos, querao apparecor em
lempo.
-- D-se dinheiro a premio sobre prnhores de ouro
e piala : ua rua Imperial, n.47, defronte do vveiro do
Uuniz.
Aluga-se o (rreiro andar da casa da rua larga do
Rozarlo antgameute dos Quartels u. 20 com bas-
tantes commodos para familia: a iralar na mesma rua,
n. 18.
D-se dinhern a premio com penhores mesmo
em pequen is quaunas ; na rua do Rangrl n. II.
Pin isa-so de um rapaz brasiWro ou porluguez.
para caixeirn do venda, telina ou nao platica em F
ra-de Pollas, no paleo do Pilar.
.1 u i ii i lio Alluuso Bolelho embarca o seu -' r re
cabra do nonio Itavuiundo para lora da provincia.
~ Antonio .los,' Das Braga subdito do S. M. F re-
tira-so para lina da provincia.
Procisa-so do nina parda, ou piola de mais de 30
aunos. para una casa do pouca familia: na rua Nova,
loja n. 58.
Na ruado Rangel, n. II quer-se fazer negocio
com os escravos de Francisco Jos Gomes, de no mes ;
Bernardo Maria de Angola o Genoveva crioula : se
alguem se julgar com dlrelto aos inesmos annuiicie
por esla folha ou dirlja-sc a dila casa no prazo de 3
dias.
Precisa-so alugar um moleque bel c sem vicios ,
que soja bem ntelligonie para o servico externo de urna
casa de poma familia. Dirigir-sc a rua do Rangel n.
50, segundo andar.
__Precisa-se de tuna ama para o servipo interno de.
una casa de pouca familia que saiba cozinhar, engoin-
mar c tratar de meninos e que nao lenha vicios. Diri-
gir-se a rua do Rangel n. 59. segundo andar.
= l'roeis.i-so de um bom refinador de assucar: na rua
da Senzalla-Nora, n. 4.
= Precisa-se de um homem porluguez, que saiba le-
cer fazendas de algodao, pelo mesmo inethodo, que se
tiabalba ua cidade do Porto, ou I.isbda ; e de oulro, que
saina faier velas de cebo, iguaes as que se fazeiu as fa-
luo is da cidade do Porto: aquellos, que se acharem
munidos desses requisitos, dirijo-se aloja nova da por-
ta larga, do Passoio-Publico desla cidade, que acharan
com quein tralar uui negocio de inleresse.


A
F.i-se publico, que ficao sem effei-
to os munidos pul.hondos por 'Ste mes
momo Diario ns. ai>, 216 e 217, a res-
pi'ito (la cana do I clleciilo Antonio da
Silva, chefe da exlincta firma commer-
cinl de Antonio da Silva Jf Companhia ,
desla praca e que a liquidaciio da dita
casa fica a cargo de I). Mara Auna Joa-
quina da Silva viuva e lestamenteira
daquelle finado
Precisa-se de 200/1100 rs. a premio com garanta
de boa Tirina ; quem quizer dar, annuncie.
Compras.
Conipriio-sr 2 ou 3 moloques ollieiaes de sapa-
telro ; sendo de bonitas figuras, pago-sc bein : na ra
da (.'oncordia a direila segunda caisa terrea.
-- Coiuprao-se escravos de ambos os sexos para f-
ra da provincia com habilidades ou sem ellas ; sendo
de bonitas figuras pagao-se bem : na ra da Concor-
dia passando a pontczinha a direita, segunda casa
terrea.
Compra-se um par de bancas ; una cama ; um
toueador ; ludo com pouco uso 2 venesiannas um
, -imli no di un i i desala, um par de mangas bordadas ;
um dito de lanternas: na esquina da ra do Livramcn-
to, loja de (i portas, se dir quem compra.
~ Compra-se, ou trora-se poroutros livros a Bi-
blia pelo padre Antonio Pereira e Flos Sanctorum, usa-
do*: quem quizer, annuncie.
Comprao-sc cavados para a companhia de caval-
laria : na ra Helia, sobrado n. 14 quarlel da residen-
cia docapilfio commaiidante da inesuia companhia.
Compra-se qualquer partida de vidro brinco que-
brado : no fundo da igrrja da S.-Cruz da Boa-Vista,
venda n. I.
Compro-se escravos de ambos os sexos, entre
elles duas protas,ou pardas,engommadeiras: na ra
\ova, loja de fcrrtgcns, n. 16.
Vendas.
- *oncleni-/.e 4 lindos inuli ,|nr. de 16 a 18 annog
um dito, do 7 anuos; dou pardos sendo um dilles
proprio para pagem | un dito, de 10anuos; um cabra,
I. JO .nio. bom carreiro ; um preto de 30 anuos,
canoelro ; urna parda, de 25 anuos coin algumas ha-
bilidades ; duaspretas, de bonitas figuras, de 18 an-
uos rom habilidades : na rua do Collegio, n. 3, segun-
do andar.
Vendem-se 8 escravos; urna preta, por 300f000 rs.,
que serve bem a una casa e he boa quitaud. iia ; 3 di- travr
tas boas para todo o servfo ; um preto, de 40 annos, "'_v
por 300/000 rs. multo forte para todo o trabalho ; um
bonito criouln de 20 anno bom pagem e olticial de
altaiale; 3 ditos bons para o trabalho de campo, na
ruado Crespo n. 10, primeiro andar.
Vrnde-sr un piano uiuito bem construido e de
boas vozes por preco coinmodo ; na loja da esquina da
rua do Crespo que vira para S.-Francisco.
A 7/OOOrs. o corte de cm-
brala de lis I ras e barra
de seda.
Na na da Cadeia do Recife n. 35, vendem-se cortes
de raiubraias de lislr.is e barra de seda, a 7/uOO rs. ;
ditos de dita teeida e aberta a 5*000 e rs ; ditas pin-
tadas, a 3/000 rs. ; riseados franeeies, milito finos e lar-
gos de bonitos padres a 240 rs. o coi.ido ; ditos de
llstras imitando seda, a 220 rs. o covado; brins listra-
dosde (o'i~, depuru linho, a 800 rs. a vara.
Vende-te potassa branca de superior qualidade,
rm barris pequeos ; em casa de Matheus Austin &
Companhia, na rua da Alfaiidcga-Velha, n. 36.
\ SiSOOrs. o corte de casimi-
ras francesas, elsticas.
Na rua da Cadeia do Recife n. 35 vendem-se cor-
tes de casimiras superiores, fia o ce zas e elsticas, de
padroes anda uo vistos a 5/500 rs. ; chales de seda .
milito bons e grandes a 12/e 14/rs. ; ditos de laa com
palmas de selim ; ditos de dita rom listras asselinadas ,
a 3/rs. ; ditos de camliraia de algodo e seda a 2/300
rs.; ditos de ia a 2/ rs. ditos de camliraia branca
adamascada, a 800 rs. ; lencos de seda com franja, de
qn nli inluis e palmas de setim de cores, a 1/200rs. ; di-
tos de dita de cores a 800 n is
Economa para as senhoras.
Sao chegados a loja da rua da Cadeia do Recife, n. 35,
uns bonitos, delicados e econmicos manteletes to-
dos de boa laa lavrados e imitando seda proprios pa-
ra as senhoras irem ao banho pela festa, pelo diminuto
preco de 2/000 rs.
= Na rua Nova loja n. 30 ha ricos chapeos para
i nlioi.'i dogosto o uiais moderno ; ditos de dill'ereu-
tes modelos todos aberlos na copa e as abas de rica
cartazana portan com mu gosto tal, que aqu ainda
uno foro vistos e por 9so se atinuncio para quem ti-
ver bom gosto.
Vende-se urna negra inuito moca e de elegante fi-
gura, com habilidades, que se dirao ao comprador; cinco
nolcqucs de 12 a 14 anuos, 2 negros de 24 a ."10 annos, e
4 mulatas de 18 a 24 annos, entre ellas urna perfrita en-
goinmadeira c costure ira : na rua da Cadeia do bairro de
S.-Antonio, n 25.
Vende-se carne do srrto, milito gorda e nova, por
ter trazido 10 dias de viageui do Aracaty: na rua da Ca-
deia do Recife, n. 11.
Asear rao, a 240 rs. o covado.
Na rua da Cadeia do Recife n.35 vrnde-sc esta fa-
mosa la/, nila denominada ascarro pelo admiravel
preco de 240 rs. o covado.
CARNAUBA,
>cole-se no arina/ciii de familia, do caes do Collegio ,
de superior qualidade eui porcao e a rrtalho por ba-
rato pi eco.
AO BARATEIRO DA RUA D[> CRESPO, LOJA, N. 3.
ATTEMVAO!
Na loja, n. 3, da rua do i respo ao p da esquina con-
fronte aoareo de .Santo-Antonio vendem-se lindissliiios
corles de setim lavrado no nirlhor gosto do paiz a 3/000
paridas de pouco com habilidades e de boas figuras;
una pilla com dous filhos de 5 annos : na rua Nova,
n. 21, segundo andar.
Farinha SS>F,
da multo acreditada fabrica de Molino Strazig sendo a
ultima chegada a este mercado ein pequeas e gran-
des pnrc.iV; : a tratar com J. J. Tasso Jnior
-- Vndi ..i-se passas miudas, para fazer podlns ; ce-
rejas c ameias seccas ; feijoes ; ervilhas ; lentilhas ;
eli.iinpanlia ; vinho do Porto ; Scherry ; Madeira; viuho
do I! linio ; Sauternes ; Clarette, em quartolas, cabas
c engarrafado ; ago'ardente de Franca ; rum de Jamai-
ca ; Arrac ; vinho de Malaga vellio em meias gar-
rafas ; frascos de todas as qualidades de fructas da Ku-
ropa ; repolhos conservados; mostarda ; Scherry cardlal;
latas de salmao sardinhas ; ervilhas e inais outras
conservas de peixe e carne; conservas de pepinos ece-
bolludos ; azeite doce em caixas; superior cha ; cha-
rutos regala ; estes e mais outros gneros : na rua do
Trapiche, armazem n. 34 de Fernando de Lucca.
Vendem-se sapatos para homein e senhora inulto
baratos : na rua Nova, loja n. 58.
= Vende-se urna venda em milito bom local e com
pouros fundos ; aprazo ou a dinhriro : a tratar na rua
das Flores, n. /I.
Vende-se champanha de milito boa qualidade ;
na rua da Cruz n. .Vi.
Chapeos do Chile.
Na loja de 3 portas n. 3, da rua do Crespo ao p da
esquina do arco de S.-Antonio ha um bom sortimen-
to de chapeos do Chile, de todas as qualidades ; e ven-
dem-se por preco mais moderado do que em oulra qual-
quer parle.
Volt a rete.
Na loja da esquina da rua do Collegio n. 5, de Gui-
maiaes Serafim & Companhia vendem-se cartas fran-
eezas finas, entre-linas eordinarias ; ditas portugue-
sas ; todas por preco mais barato do que em oulra qual-
quer parte.
Vendem-se casaes de pombos, grandes, bons ba-
tedores e de boa rafa por preco ooinmodo; na rua da
Florentina u. 16.
Vcndeui-sr 4 eseravas, I preta engominadeira. cos-
tureira de lavarinto, bordado, bnacozinhrira e ludo fas
com perfeico; 2 mulatas, de 12 a 13 anuos, boas para
mucambas; e urna preta de 16 annos, com habilidades,
de elegante figura : no pateo da.Matriz, sobrado n. 4 ,
segundo andar.
Vende-se nina casaca de panno preto superior ,
frita mili rrccntemeiite por perito artista a moda,
que est em voga ; una mesa redonda de jacarau-
d nova do melhor gosto, para meio de sala : na
rua Nova loja n. 8.
= Vende-se um faldamento de ofl'icial de guarda na-
cional por minio barato preco ; na rua do Crespo lo-
ja n. 8.
Vende-se, por preco coinmodo a venda nova da
travrssa do Carioca na rua da Praia: a tratar na mes-
enda.
= Na padaria da Soledade n. 14 ha urna porco
de trastes para se venderem minio superiores por
preco coinmodo.
Vendem-se 12 apolices da companhia de Beberibe ;
tiesta lypograpliia se dir quem vende.
M Vende-se um sobrado de um andar e so-
to na rua da Aurora, n. 34 ; taiiibem se
. troca por urna casa terrea rrcebendo-se o
resto em dinheiin : na rua da Cadeia do Recife n. 38 ,
se dir rom quem se deve tratar.
Vendem-se duas eseravas de bonitas figuras ,
multo mofas sem vicios tem achaques ; na rua de
S. Rita, n. 91.
= Vende-se urna esurava para engenho de 22 an-
nos com habilidades ; 3 duas com habilidades ; urna
dita por 220/000 rs ; 3 lindos molrqiies de 13 a 14
annos ; dous escravos para lodo o servico; um dito bom
pescador de rede por 350/000 r. ; um elegante sobra-
do ; duas casas terreas rm boa rua ; na rua de Agoas-
Verdei n. 46
~ Vende-se una toalha de fil de linho bordada,
cun liiro igual ao un sino bordado ; um leiifo de cani-
braia bordado de marca obra de gosto ; sete pantii-
uhos de barba uns bordados e outros de lavarinto:
na rua da Cluria sobrado n. 7.
Vende-se a retnacao das Cnco-Ponlas_, n. 106,
bem afreguezada : a tratar na mestiia refinacSo.
= Vende-se urna venda na travrssa dos Remedios ,
com pouens fundos milito afreguezada c com com-
niodos para morar familia ; oll'erece militas vanlagens ,
que se diro ao comprador : a tratar na mesina venda.
= Vende-se um piano em nielo uso por p>eco coui-
moilo ; na rua dos Martvrios n. 6, pritneiro andar ,
aonde se poder ver das 6 as 9 horas da nnuilifia e
das 4 as 6 da tarde.
Vende-se una preta sadia e de bonita figura ; na
rua da Cadeia-Velha n. 30.
Vendem-se 5 eseravas sendo nina dellas de 18
annos, que cozinha bem o diario de urna casa; oulra, de
20 annos.qiie coziiilia.engommae lava de sabo e varrrl-
la; una parda, de .'10 annos, que cozinha, cose c engom-
ma alguiua cousa ; outras para o servico de campo e
casa : na rua da Concordia a direita segunda casa
terrea passando a pontczinha.
Vendein se 28 escravos sendo pretos, pretas '
pardos, pardas moloques negriuhas e mulaliiihas ,
de bonitas fumis, sem vicios, e chegados prxima-
mente do Aracaty : na rua da Cruz, no Recife u. 51.
Venile-.se, na rua da Cruz, n. 6o,
ceta em velas, de superior qualidade, sor-
tmenlo ao go.sto do comprador, e por
preco mais rommodo do que em oulra
quahjiier parte.
Na rua do Crespo loja nova
n. 12, de Jos Joaquimda
Silva Haya ,
vende-se um rice sortimeuto de castifaes de finissinia
casqiiinha, com suas competentes lanternas de gos-
tos os ni.iis modernos que treta apparecido pelo di-
minuto preco de 8/, 10/ c 12/rs. cada par.
= Vende-se um sobrado de um andar c sotao na
rua da Aurora n. 34 : a tratar na rua da Cadeia do
Recife n. 38
-- Na esquina da rua do Collegio, loja n. 5, ven-
de-se um rahrinha, de 13 annos, pouco maisou me-
nos, por 400/000 rs. ; duas prelas de Angola, de 20
e tantos annos, a 4011/000 rs. cada urna : estas sao
proprias para o servico de engenho, ou outro qual-
rs. o corte. F.sla fazenda, pelos seus brilhantismose mo-1 qer do campo, por teretn vintlo do Ico.
demos lavrores, tanto por ser propria para colines co-l Vendem-se mocadas de Ierro para engenhos de as-
mo pelo seu moderado prre o, se torna recoiiiineiidavel.'aucar, para vapor, agoa c bestas, de diversostainanhos,
por prefo rommodo e igualmente taixas de ferro coado
e balido, de todos os tamanhos : na prafa do Corpo-San-
to, n. II, rm casa de Me. calmout Jl Companhia, ou na
rua de Apollo, armazem, n. 6.
Vende-se urna parda mofa, sadia sem vicios e ro-
busta que sahe eiigommar eoziuhar e coser; na rua
da Aurora a fallar com o coronel .loaquim Jos Luis de
Souia.
Farelo novo,
em saccas grandes vende-se no armazem do Bacelar ,
confronte a escadinha da alfaudrgn e em casa de J.
i. Tasso Jnior na rua do Aiiiorlin.
Bichas grandes de Ifaiii!)iir<.'o.
Vende se a retalho uina partida dcstas verdadeiras
endem-se varios escravos, entre olles 2 prelas Jsanguesugas, chegadas ltimamente, em porcoes de 100
e digna de grande concurrencia. Vendem-se igualmen-
te limlissimos lencos de setim de modernos lavrores
roprios para grvala, a 3/000 rs. Alm disto, coutiiiuo-
se a vender chitas modernas, algumas dellas seguras de
tintas a 140, 160 e 180 rs. o covado ; loufaiuha para ves-
tidos, que finge milito bem qualquer seda de alio prrfn,
a 240 rs. o covado ; panno fino azul escuro proprio para
farda e inulto superior, a 4/ rs. ; dito verde-escuro, a 2/
rs. ; dito inuito superior fazenda para sobre-casaca, a
4/000 rs. ; balsrmlras, fazenda de laa para vestidos de
canora, padrors cscuros, porciu modernos, a 320 rs. o
covado ; eassa-chita, com vara de largura, a 320 rs. o
covado: as-im romo um sortimento completo de laien-
das para trafico, como sejo algorics enlifados, nirs-
clados e alistrados, a 240 rs. o covado ; e ludo o mais p.>r
prefos moderados. Do-se francamente as amostras sob
competente penhor.
Vendem-se vario
para cima, por preco coinmodo. Na rua do Amorim, n.
35, primeiro andar, ou no armazem de Bacelar, no caes
da alfandega.
Vende-se superior vinho forneo da
Vladeira, rm barra de 4 e5 em pipa ;
cerveja engarrafada e em barricas de
4 duzias ; genebra hollandeza em fras-
queiras de i 5 irascos; potassa da Hussia ;
dous fortes pianos dos autores de Golard
& Golard de patente de Londres de
6 olavos e meio ; ludo de superior qua-
lidade e por mdico preco : na rua do
Viga rio armazem n. 4, de Rothe& Bi-
doulac.
Potassa branca,
da mais superior qualidade em
barricas pequenns, e desembarca-
da no mo passado, vende-se por pre-
go coinmodo : emeasa de L, G.
Ferreira & C.
Rap-Principe.
Acaba de ebegar do liio-de-Janeiro
este excellcnle rap, o melltor e mais
proprio para consumo desle paiz pelo
foom aroma, exquisito paladar e facilida-
de da destilaco : esta pitada be digna de
ser apreciada pelos amadores do bom ra
p, acs quaes se .onrda a experimenta
rem. Vende-se no deposito, na rua do
Trapicfoe n. 34; no bairro do Recife,
liourgard, Antonio Francisco de Moraes,
Jos Callos Ferreira Soares Jnior, Fon-
tes & Mello, Guedes & Mello, Augusto
Ferreira l'into&C., joao da Cimba Ma-
galbaes ; rua do Crespo Ilenrique &
C. ; rua do Queimado, Campos & Al-
tneida, Codrra & Gtiimares ; rua do?
Quarteis, Victorino de Castro Monra
rua do Livramento, Francisco Cavalcan-
ii tic A l!)ht|uen|iie; roa do Cabug, Jos
.loaqtiim da Costa Francisco Joaquim
Hitarte, Tliotnezde Aqutno Fonsecay pra-
ca da Independencia Cbristovao Gui-
llierme Brekemfield,Furtunulo Fercira da
Fonseca Bastos; Aterro-da-Boa-Vistn,
Caetano i.ttiz Ferreira, Eslima, Leal &
Irmo, Antonio Ayres de Castro & (.'.;
praca da Boa Vista Manocl Francisco
Bodiigties, e Alexandrc Jos Lopes, rua
do Hozrio da Boa-Vista.
Vendem-se vultos para espelbos ,
de varios tamaitos; ditos para vidracas:
na rua da Cruz, n io.
Vende-se estopa e saceos de di <
ta feilos, decupeiior qualidade; na rua
da Cruz, n. to
Vende-se um sobradiuho, na rua do Padre-Florian-
no novo rm chaos proprios com sonlo, e bom quin-
ii. 69, pegado ao sobrado do fallecido fre Caciano:
primeiro andar.
Vende-se, por precisjo urna preta da Cosut
mofa, de bonita figura ; na rua Direita u. 53.
os Vendem-se 3 cabras ( bicho ), paridas ha pouco,
com abundancia de leite e milito azadas para dar l,-t a crianfas ; adverte-se que sao muito mansas e nasci-
das na prafa : na rua Atipuja, n. 10.
Na loja da esqnina da rua do Collegio,n. 5j
de tuimaraesSeraim & C.,
vende-se, altn de um bonito sortimento de fatendas,
por prefos bastantes moderados, as seguintes :
Cortes de novas casimiras franceras, a q^
Ditas ditas mrlhorcs, a.......... tyrjon
Ditas pretas francezas o covado, a 3fjll
Pannos, pretos, azues, verdes e de outras cores
diQerentes, desde 2/400 rs. o vovado a 12/000
Cortes de calyas de pelle do diabo a \p^
Chales de laa e seda, grandes, a......1fi'i\
Lencos de cambraia guarnecidos a bico, a ^i
I.indezas para vestidos o covado a .... /^
Kscocezes de laa ealgodo, com xadrez fingindo
seda o covado, a........../32o
"orles de laa e seda para vestidos a 7/000
Chita-cassas o corte a........2/24o
Cortes de rlleles de fustio francez, a /ooo
Lencos finos para grvala a ........#400
Vende-se cha hysson de superior qualidade rtn
caixas de 48 libras por barato prefo ; na rua daCru:
n.2.
Vendem-se, pelas entradas de 70 por cento 30 ic-
ees da companhia de lieberibe ; na rua do Cabug, lo-
ja de cera se dir quem lem.
rua ISova u. 62
A>oa de .lapao.
Est esta agoa mu acreditada em Pernambuco pa-
ra impedir a caspa, limpar a caln-ca e amaciar o ra-
bello,assim como para limpar as espiuhaseeiiipinges, at
que fique o rosto alvo e a caliera perfeilamenle limpa:
esta agoa, que se nao tem podido descobriroutra igual,
eat_ approvada c lem merecido toda a eslima, Unto no
Japo e Kuropa, como no Brasil: vende-se no Recife,
rua da Cadeia, u. 56; na lloa-Visla, rua do Aterro, n.72;
e em S. Autouio, rua do Livrainento, loja u 23.
*wcfrsitfce*&$tt:;
Vende-se nova alpaca, superior,
a iioors. panno lino de cores
fxas, a 5oon rs. ; casimiras de Ia
pura, a iBoors. ; ditas com poj-
cb mistura, a
cassa fina co
iooo rs. ; cortes de
n 7 varas, a 3ooo
rs ; assim como as mais iazendas
j iiiitinni iul.is c
ebegadas de novo
outras muitas
= Vende-se urna preta mofa de boa figura pro-
pria para trabalho do mallo ; na rua do Queimado ,
n. 17.
Vende-se um pardo, de 20 annos carreiro ; 3
escravos do srrvifo de campo ; 8 negriuhas de 13 a
20 anuos, de bonitas figuras que coseui e teem prin-
cipios de cngoininado ; 3 escrava quitaudeiras c lava-
deiras : na rua Direila n. 3, defrontc do becco de S.-
Pedro.
= Vendem-se, no deposito de farinha de mandioca,
da rua da Cadeia de S.-Antonio, n. 19, saccas com boa
tari tilia de Mag, a 5/ rs.; ditas de S.-Matheus, a4/rs.;
ditas de arroz de casca, a 4/rs. ; ditas de milho, a 4/rs ;
e una porfo de saceos vasios, de estopa.
= O correlor Oliveira lem para vender cobre em fa-
lla e pregns de dito para forros de navios : os pretrn-
dentes dirijao-se ao luesino, ou aos Senhores Mesquita
iDutra.
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= Vende-se uin vestido de selim bramo lavrado ,
com bicos de blonde e llores do melhor gosto possi-
vel e que s servio no acto de casamento; vende-se
Enr precisan, por pirco muid) rm conta : no becco do
eiioto, 11. 15.
Vende se farinha de S. Matheus de superior qua-
lidade por pceo coinmodo ; a bordo da garopeira
Senlior-do-Bom-Fim, Tundeada defronte do Passeio.
Vendein-se 5 bonitos moleeotes ; 5 bonitas negri-
nhas ; 3 moleques : na rua rstrrita do lio/ario n. 19,
segundo andar, por cima da tenda de barbeiro defron-
te da rua das Larangeiras.
Vende-se una inulatiiiha, de 14 a 15 annos de bo-
nita figura boa para mucama de casa com algumas
habilidades ; nao tem vicios nem achaques ; veio do
Aracaty para pagamento de una divida : na rua da
Concordia passando a ponteiinha a direita segunda
casa terrea.
Vende-se un ravallo rufo muito novo ,
-ftw- lucan 1111 lamaiiho limito maniendo t for-
Jrl} te com excellente figura carreea de meio;
na rua Augusta n.OO, confronte ao becco do Peixoto.
Escravos Futidos
-- Offerrce-se a gratificafao de 100/000 rs. a quem
capturar, 011 descubrir o rsrravo pardo escuro dr
nnine benedicto choio do corpo pona barba ; re-
presenta 30 annos, poueo mais ou menos ; he muito es-
perto e bastante capadoeio ; e julga-se que por onde
se achar se inculcar por livre e mesmo ter mudado
o mue era inai inlieiio e enlende de pescador; fri-
gio dr bordo do brigue Castro- Primeiro, no dia 13 de
setemliro. Este escravo prrlrnre ao Sr. Antonio Dias
de Souza ('astro do Rio-de-Janriro. Quem o captu-
rar reconhecendo.se ser o proprio, recebera gratilira-
cao cima, na rua da Cadeia n. 45 rm casa de Amo-
rim h inos Prde-se igualmente a todas as autorida-
des policiaes todo o escrpulo no exame de qualquer
escravo capturado certa de qurse Ihe fiear por tudo
sumamente agradecido.
= Fugio, no dia 7 do corrente Caetano, cabra, fulo,
de 22 annos, baixo, meio corcovado mui pouea bar-
ba algumas espinhas na cara, todos os denles eseuros
ou sujos, nariz um tanto afilado, com a pona revirada,
pannos no pescofo rosto descarnado ofiici.il de inar-
cnciro estatura regular corpo secco ; costuina an-
dar calfado : quem o pegar, leve a rua da Madre-de-
Deos n. 1, que ser gratificado.
Deseja-se saber aonde existe a preta Constanfa de
natao Munjolo, ou Cabinda de 31 anuos, estatura
mais de ordinaria, magra, falla adocicada ; lem no
rosto uns pequeos riscos da sua naf fio que mal >e
percebeni por seren finos; veio do Rio-de-Janeiro, no
mez de abril de 1843, para aqu ser vendida: quem del-
lasoubrr, he favor faier una pequea declarafo pelo
jornal, para ser procurado.
= Ftigio, do engenho Aramaragi, de que he propie-
taria 1) Mara da Penha Lima, no dia 27 de seleinbro ,
um cabra, de nome > anoel com oflicio de carpina ,
baixo corpo regular cabello meio pichaim, p1 com-
pridos rosto redondo, de 20 anuos sem barba (
iiialineiitc einiiucHiido e mesmo isto mullo pouco
da inesiua Senhora, fugio outro escravo no mes de
junho de nome Pedro Antonio criuuio rof fula ; re-
presenta 25 anno cabello pichaim pouea barba, cor-
polcnto rosto redondo tem falta de um denle na fren-
te do lado superior ; bein fallante, e bem parecido;
tem pelas costas 3 ou 4 cicatrizesde chicote. Quem os
pegar, leve ao dito engenho, que ser |bein recompen-
sado.
*s
PFIIN
Vk TVP- DE H. F. DK FABIAi8G


Auno de 1846.
Segunda fe ira 12 de Outubro.
N41,
M QQM
DE
PERNMBCO.
(SOB 08 AUSPICIOS DA SOCIEDADE COMMERCIaL.)
Subscreve-se na Praca da Independencia, loja de livros n. 6 e 8, por lafooo ris por anno, pagos adiantados.
PRESOS CORREJNTES DA PRAA (Corregido Sabbado as 3 horas da tarde.)
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EXPORTADO.
Agurdenle Canea -
Al^oJo 1 soi le- -
Assucar branco em caitas -
mascavado
m barricas ou sac-
eos, branco -
> mascavado .
Couros seceos salgados. -
Meios do sota
Jlliifrcs da'terra -
" do Dio Graude -
IEXPORTS.
Huin ----_..
Colln I. qualily -
Sugar in cases wliiie -
brown------
lor barris or llags
wbile -
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Dry salted liidcs -
l'aiine ludes -
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Arroba.
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Libra.
Ilum.
Ceulo
CAMBIOS.
Londre..........,...............31 '/, epnr 1/ r. a 0 dial
l.hboa......................... 100 por cenlo premio,por metal cllccluado
Franca.........................345 ris por franco.
Rio de Janeiro....................ao par
PH.VTA iniuda................... I780 a
Paiaces Brazileiros........ ifOOO a
lesos (olumnarios........ 1^080 a
I i los Mexicanos........... I 070 a
OURO. Moedas de 6400 velbaa... loooo
l.elrai.
Ditas ditas novas...
Dilas de 4000............
Uncas hespanholas... ....
Ditas Patriticas..........
a
16*000 a
O 100 a
>I|000. 1
10000 a
l#78l)
2000.
2000.
I9t0.
IOjSOO.
10*200.
0^200-
3l500
31000
por cenlo ao mea.
FKfT ES.
ASSUCAR.
1 Uvero ol.....................\
Cana'e.ilre Ambur^oc Havre.....1
iucluinilo porios Ingleses ... J
Genova cm saceos .. .......tem tiansarres
llaniburgo caitas........... )
'llallico.......................
IViesle pira caitas..............1 1
lisiados- Unidos.................] I
Portugal......................./ \ I
r'ranca........................ frs. 40 e ti. %.le primagem
ALGODAO.
Portugal................... 600 por 05) sem piiinagem nominal
'T*.................... 30 por (fe IOp0/-.o camb.de ICO p Ir nominal.
'"'IT.................. /.I -eip.% deprima,,,, nominal.
Harcelona..,,,.,...........
Inglaterra Seceos I
H ranea...............
Calados Unidos. ......
counos.
t 1 10 0 ... por tonelada e 5 por cenlo, nnm'nal.
........... '" bancos por toneladas, coi.HOp ceotn
.........". .. Ko lia.
&B"3*n-:vsM
."-*
T]
I
Da din II de prt, os charutos 011 cigarro*, o fumo e.c rulo ou em foll-
vele
os cani-
s para la-
PagarSO p. c os saceos decanliamatso grossaria 011 gimes da In.l.
mes era lumia de p-.ml.al, as i.linofailas para carruagens, as pedras lavradaa para la-
geno, as pedras dec.iuti i. pira porles, portas e jmilas, ns pedias laad para
me,mmenlos, cepas, cnnliaes c cornijas, o assucarefjoado, c. vstaltndo ou de qual-
quer manera cor.lcilado, o cha, agoardcDle, a cerveja a cidra, a e.ieora, o mar-
rasipi.no, ou oulros licores, e os violtos de qualquer qualidade e | rcccdencia
Pagar 40 p. c as ale.tifas ou tapetes, o canhamaco ordinario nti groMrrM, s
l.alancasde qualquer qualidade, e milpa fcila, nao especificada na tarifa, asertas pa-
ra jugar, as tseovas de cabo de marfitn, o logo da Chin., col ca las. oi| qualquer 011-
ro logo de arl.hcio o papel pintado, prateado. ou dourado, sendo .le qualidade
linas, o papel pi.Udo para tonar salat iwn ml\~,\........:............ ______1 .1.11.1
I
un
<>
. ."h .limlo,0 papct pintado, prateado. ou clourado, sendo de'|.iali,l.des
linas, o papel pintado para lunar salas cm collecces ou p.izagcns, o papel de llol-
oda, imperial ou outro nao especilirado na tarifa > plvora os s ibonele, o sabio,
J> seto etn velas, as velas do Mearioa ou composico, as amei.as, 011 muras fructal
en. Irascos ou latas, xas, cm calda, ou em espirito, o chocolate de caco,, ordinario,
o vinagre, os earrinhos, car.uagens ou cins jo^os, rodas, arreios para urna e ou-
tra colisa, as esleirs pan, loi rae casas, os carros para coduzir gente, os sociaveis,
til 1 .Ti..05 TT* ""e""* de P0,ccl'". '(oalquer ohjecto de louca nao com-
prehend do na tarda os lustres o, clices para licor 011 vin.o de vidro liso ordn.a-
ml'nkl u mo,d o mol f;'"6":1""" ?.,ie v"lro '" "dado ou lavado, de fundo corlado ou liso,
ton. molde ou lavor ordinario os clices para Cliampanne ou cervria, as canecas
sctr'.odn':""."01? "I"'"". ^rrafas de vidro'.,. I q,,a!,,'lhc mai |
^...^hV J i".' """'"' '' vidro pre'ta, ou esc.r, da'
nes.na capac.d.de, comprehendidas os que se. ven. para licores 011 Le-ltov : os copos
Si ,tT,'oum,:i:,',,0;;a"a',a' ,5'"""??,,le vi,, Z
1
ou l^Lrflanl? l!f0; "lc''"r''0 "'nC0 V" \'"' em folha' =h.....>" ">.rr.
rr.nlS"|rr" ,p,c-011"iS cmgro, barrilh. cauolilho Wpbuilha fiema fin.
,ie qualquer naca, que sol.recarregar os gneros brasileos de maior dircilo oue
iguaei de ottlra nafo. '
)s artigos nao especificados na pauta pago o dircilo ad vaforrm sobre hetun
aprsenla,! pelo despachante pudendo po.in ser impugnados por qualqorr officl.1
encaso de dnyi.fa sobre a classIBcacao ,1. me.cadoria, pdde a parle requerer
a, I, ..amento par. designar qualidade e valor da paula, que L compele. V
Sao isenlas de
importadas.
diieitos.s machinas ainda nao usadas 110 lugar, em que Torea
c. sobre o valor do mcr-
0 paga nicamente '/, p. c.
nal naa'zSo'sIi'iiH,0 ~"" '"''t'" P"85-?? ,0,l)re 'lcSo de nina paula sema-
r.d5 ""'"* PreeioSM em ,,ar" PR"o de direilos 2 p
cado e. pralaeoouro .moed.do nacional ou eslraugeir,
Vm escravos exportados pasSo a^OOO por cada un
necessario. para pa.a/nento do. "pZ^ffnJ'"'*"".....,W1" M *><
pagio 6p.'crobrePov.lrd.vend.' 'd *'e P^'". ou de baudeii.
REVISTA SEMANAL.
s'irrl'..- "B '/ Pe1"?n" tiansaccies
-.^&&ss*tae .r........
preces'uStU."11' CU UQUE ^ *P"- 4:00 arrobas, ., T.ndaJ i0.
Tem-Jl o,
utensWrM.1;'0, '"^ *" *"> Uro P"'" "ourar. ou qu.esquerobra, e
Pegar 4 p. c. as joi.s deouro ou prata, ou qu.esquer obra, de ouro.
.s fagUaS; ZlTZ.: oulr"pedr"preciO"soU" "<. *m
Pagar 30 p. c/todos os mais objectos.
tSSpsasis ttSrtftsss ulitis
Crdireitosdasf^nd.,. que^.go.por vara, d.v. entenderle v.r. qu.drad..
..rn^lr'mantr^ ^S?S?Z?1" do *** m.s o Go-
foretn maiore. de 6 e men.resX 1 ? U PU Y Tig"''n>. parte da. que
dlmlonil-os, segundo Ir-e paree" P' "' ''0S pr5 da5 erdori, ou me.m
O Covern. U.utorUado. e.ubelecr umdireiu.diff^.,^ ^
n American..........
brasileas....... .............................................
iwsa...........;;;;.........................................;
>^'ga..... ..........ft ...................................
Dina.narqueza.... ....."".....*.......................
Hespannol..........................................................
^.........;;;;;;;......................................;;;;
Portuguez................I'.'.''.......................................!
bardas.........................................
................................. ....................
...............................
A Provincia goza tranquillidade.
Toul
I
11
I
t
1
2
8
37


____________________(5)
LISTA das Embarcares existentes nesle porto al o (lia 10 de Outubro de 1846.
BNTHADAS.
Outubro 10
1846 Al).ii
J III no

Aolio
l'ctcmhro
DONDE Vg.
Outubro
ciSCO
Terr Nova
S. Metheiu
Itio (i runde do S
Rio Grande du S
H Granito do Sul
II. Grande do S.
Ass
liacaly
IIo Grande do S.
Parahibe
baha
Baliia
Matanho
Ass
Maranho
Itio Grande do Sul
a
Pon.) Aleare
R. G doS. ellJ
Itio de Janeiro
H G do Snl
Ass
Rio He Janeiro
llaliia
\ r .ici.lv
S. HatMu
Aracaly
Asa
NAQA,
Junho 10
Setembro l
Outubro 5
Setembro 4
Setcnhro 20
Outubro 8
Maio I"
Acoslo 31
Scterabio 4
Gabo
Londres
B. E M .laga
Babia
Figueira
Lisfwa
Montevideo
NewOrleans
G. M eGibraltar
sumaca
brigue
b- igue
brigue
br'gue
n
patacho
' ''K"e
b -esc
lli.te
sumaca
b -esc
simiaca
Salicho
rigua
baica
bi i); ue

Patacho
rigue
brigue
h.igue
nri ne
biate
Garop
sumaca
brigue
barca
brigue
brigue)
brigue
bri-rse.
escuna
brigue
taUcl'o
n
Amcr.
Itrazil.
gue
Delga
Din.
Ilesp.
Ingl.
Port.
Sarda
NOMES.
Gallanl Marz
Sania Mara Boa Sorte
Dens-te- luarde
Independenle
Sania Maria Boa-sorte
Ecbo
reliz
Flor da Verdad
Castro I.
delnquela
S. Antonio Flor do Rio
Santa Auna
Josepbiua
S. Joo
Esperance
Tigre
Generse
Argos
Doui Irmos
Novo Saraiva
Paqmle de Peinambuco
Competidor
Vlot
Victoria
Novo Cliiila
N. S. do Bombn
Santa Cruz
Despique
Amelie
Louise
Otbello
Countess Durliem
TONS.
123
68
138
193
J-V
2!>0
!87
88
191
184
27
92
174
41
122
iM
298
IS7
177
101
189
149
169
181
86
30
74
193
MESTRB.
Mara Joaquina
Feliz Uniao
Pylade S Ore
Providencia
Daro
209
210
Joseph Eunes
Manoel Joaqu'm Nunes
Mauoel Jos* de A:evedo S
F. J Pereira Dutre
J. ), Da dos Prazeres
Manoel l.uii dos Santos
Aletar.dre Jos* A lves _
l.i.iz Goncalves Victoria
Jos Maria !\ihai
JosJoaquim .Vives da Silva
T. Gonpelves d'Abneida
Joo de Dos Pereira
Jos Mana Barbosa
Urbano lo dos Santos
J. a Gonralves dos Santos
Domingos Ferreira
Jos i!e Oliveira Souza
los da Cosa Pinimla
Jos Antonio Maria
Joaquim Bernardo de Souza
Joo Gonsalvrs lleij
Ignacio Maiques da Fonseca
Jos Mara da ConceicSo
Bruto Jos d'Almeida
Antonio Jos Vianua
Domingos Soares Gomes
Jos Joaquim Alves
Jos Joaquim Duartc
379 E. Nodson
L. Elbers
W.Keconiez
261 Tyler
108
93
148
91
179
Mnoel da Costa Sil
Jos Francisco Mendel
Antonio Girendelo
M lvolich
Domlragos Buzzeno
CONSIGNATARIOS.
L. G. Ferraba 8c C.
Jos Velloso Soares
Baltar S Oliveira
Manoel Alves Guerra
Amo'im Irmios
Jos Pereira dt Cimba
F. J. Feliida Roza & IrmSo
Larvalho Gomes.
Amorim Irmos
F. Joaquim Pedro da Coste
Jos de Oliveira Campe!
Novaes S G.
Manoel Duarte Rodrigues
Jos Maria Barbota
M Joaquim llamos e Silre
Va-Mnenlo 8i Amorim
Amorim Irmos
a
Joo Francisco da Crui
Machado &t Pinheiro
Leopoldo Jos da C. Areujo
Feliciano Jos Gomes
Amorim Irmos

Joo de f Iva Santos
Luiz Borges de Siqueira
C. Ciraco da Cosa Moreira
Alachado S Pinheiro
A Ordem
N. O. BieberkC.
Nascimento & Amorim
Latliam & Hihbcrt
F. Jos Felir Rose S Irmio
Tliomaz d'Aquino Fonsece
M. Joaquirr Ramos e Silva
Le Bretn Schramm Sl C.
Oliveira Irmos S C
DRSTINO.
A.racaty
Meceyd
Ceeri e Marala
Arribado
Lisboa

Pernambuco na Typojraphie de M. f.'de Ferie,I84

*>


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