Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09436


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Full Text
Auno de 18*o.
O DIARIO puhlic-se lodos os dias que nSo
forem de guarda: o preco da aisi?ntur lie do
40000 rs. por quartel, pagnt atliantados. Os
annuocios dos ssigantes sao inseridos ramo
do JO ris por linha, 40 ris oto typo diueren-
te, e s repelires pela melado. O que nao fo-
rem signantes pago 80 ris por liolia, e 160
em lypo diflere.itc.
P11ASES DA LA NO MEZ, DE OUTUBRO.
I,tw che a 4 as 7 hora a 48 minuloj da tarde.
Mineoantea 12 a I hora e 47 min. d man.
La nova a 20 a i hora e 24 min. da umili.
Crescente a 27 aos49 minutos da tarde.
Sabbado
PARTIDA DOS COBB.F.IOS.
Ooianna e ParahTlw Segundas e Sellas feiras.
Rio Grande do Norte, chega un Ociarlas feiras
ao meio dia e parle lias mesmas lloras as
Quintas feiras.
Caho, Serinhacm, Rio Formoso, Porto Calvo e
Maceyd. no l., II e 21 de cada raez.
Garanhuns e Bonito a 10 o 2 t.
Boa-Vista e Flores a 13 c 2S.
Victoria n is Quintas feiras .
linda todos os dias.
PREAMAR DE HO/S.
Priineira a 8 h. 30 minutos da tarde.
Segunda a 8 b. 54 minutos da mauha.
de Outubro.
Anno XXII
N. 226.
DAS DA SEMANA.
5 Segunda S. Placido, and. d.> J. dos orpb.
do J.doC.d2. v.,dol.M da!..v.
0 Terca S. Bruno, aud. do J. do civ. da I. v. e
do j. de paz do 2. dist. de t. ...
7 Ouarla 6 Marcos, aud. iln J. do civ. da 2.
v e do J. de par do 2 dist. de t.
s Quinta S Brgida, aud. do J.de orphaos, I. municipal da I. vara.
9 Sexta S. Dionizio, aud, do i. do civ. da
T. e do J. de pai do I. dist. de t.
10 Sahhado S Pcnicio, aud. do J. do civ. I.
v., e do J de pal do I. dist. e J. de fda
11 Domingo O Patrocinio de S. Jos.
CAMBIOS NO DIA 0 DE OUTUBRO.
Cambio solireLondres 27 Yj < P 'Ia
ii ii Pars S4& ris por franco.
. Lisboa 100"/, de premio,
Desc. di" letras de boas tirinas I '/P- V
OumOneasliesoanliolas.. JOflOOO a
Modnsdc J00 vel. |6j600 a
0 deSMOAnov. lfOOO a
, ile 44000..- H/PlOO a
Prat- Patacoes........ J9ur> a
j Pesos columnares l(fn a
Ditos Mexicanos. I920 a
1 Miuda.......... a
Accesda Comp. do MpMN de 50,000
60 d.
311200
I580O
1CJ200
9*201
2/ouil
2)1000
,0940
1*780
ao par.
DI ARIO DE PERU AMBUCO
PERNAWIBUCO.
A5SEMBLEA PROVINCIAL.
SESSO EM 8 DE OUTUBRO DE 1846.
PRESIDENCIA DO SR. SOOZl TEIXE1RA.
(Continuaeo do numero antecedente).
OltDEM DO III.
ConmuafAo da discusso do projecto n. 17 e dos requeri-
mentos doi Sr. Netln, t Cabra!, adiadot na sesslio de honlem.
(Vlde Diario n. 225 de 9 do corrente).
OSr. Mendonca: Senhor presidente, hontciii, quan-
do entrou ein discussao esse parecer, n;o eslava cu na ca-
ala, e por isso nao estou bein ao facto da discussao; mas,
1 a vista do que agora se apresen, eu farei algumas re-
flexes acerca dos requerimentos, que se achao sobre a
mesa; e, quando se tratar da materia do projecto, falla-
rel a respeito delle.
Dous sao os requerimentos. que e achao sobru a me-
sa: um, em que sepedem informaces ao governo a res-
peito da subdivisao, que sequer fazer na freguezia ve-
iba; outro, que quer, que o projecto se remeta a com-
missao de estatislica. para que esta declare, quaes os li-
mites, que devem ficar pertcncendo a urna c a outra
freguezia. Eu estava disposto a votar contra ambos.......
O .Sr. Mendfi da Cunha: He o melhor.
O Orador: .......mas, para ser coherente coinmigo
mesmo, eu, coinquanto esteja persuadido, que o gover-
no nao poder obter inelhorcs informaces do que 89
que teve em vista a commissao, quando formulou o pro-
jecto, que ora nos oceupa, todava, tendo votado por um
requerlmeuto, que, seuielhantc ao pn.nciro daquelles,
deque agora fallo, appareceo na mesa, quando se trata-
va da rjy*auracao da freguezia da Varzea, votarci tam-
bem noreste.
Quanto ao segundo requerimento, porem, nao posso
deixar de declarar a casa, que estou na mais firme reso-
lucao de negar-Ihe o meu voto ; porquanto a commissao
d'estatistica nada mais pode fazer do nue aquillo que j
fez, isto he, tirar da freguezia de Sao-Sebastio do Ouri-
cury cunir a de Santa-Mara, aparte que j outr'ora
lhe pertenceo; pos que nao ha um mappa cstatistico,
onde se acliem consignados os nomes dos lugares, por
onde devao limitar as duas freguezias, que o projecto
se refere.
Tendo assin motivado o meu voto, aguardo-me, eu o
repito, para dizer alguma cousa sobre a materia do pro-
jecto, quando se elle achar em discussao.
O Sr. JVeMo : O nobre deputado, que me precedeo,
provou a conveniencia do meu requerimento, quando
disse, que ao calcance da commissao de estallstica, da
qual he digno membro, nao esteve, apezar da inaior di-
ligencia, designar ns lmites dessa porco da freguezia
do Oiiricury, que o projecto incorpora a do Salgueiro.
Como havemop declarar conveniente essa medida, se os
jiroprlos autores della confossiio desconhecer a sua ex-
tenso ?
Fez o nobre deputado urna rrflcxao, que me pareceo
ponderosa.accrescentando ser a intencao dacomissao de
estalistca restituir freguezia do Salgueiro o que, ha
pouco lempo, lhe foi tirado em favor do Ouricury. Se
ella eBtivesse consignada no projecto, evitara sem du-
vida a obscuridade, em que licmos acerca de taes limi-
gocio
inos ao
tarad
que poder
se tivi
convi
freguez
lhe foi U-
dos lugares; ora, se o nobre deputado entende, que o
projecto poda passar, sendo assim redigido, parece-
me, que sso mesiiio se pode conseguir, julgando-se
digno de passar asegunda discuisao ; porque cntao ah
se pode emendar o projecto em sua materia, ou em sua
redaccao.
Se o nobre deputado entende, como eu tambem en-
tendo, que nos nao podemos julgar da utilidade de urna
materia gemeonhecer todas as suas partes e> relaces, e
se a nobre commissao de estalistca est_ prouipta para
nos dar todos esse csclareciinentos, nao ha precisao,
que se ade, para que volte a ella, quando na segunda
disseusao os pode dar; mas, se se considera, que a com-
missao nao eta bi-ni habiliuda para dar lodos os es-
clarecimentos precisos, entao vote-sc o requerimento,
ue os pede ao governo, que elle nao se acha aqu na ses-
iii |i ni concorrer comnosco na discussao; porem eu de-
claro, que nao voto, nem por um, nem por outro; cn-
tendo, que o projecto pode passar i segunda discussao,
e entio ahi, que se pode fallar mas largamente, la-
remos aquellas iiiudancas, que a discussao nos mostrar,
que se devem fazer; ou entao rejeitaremos o projecto.
Nao voto contra o primi'iro requerimento ; nao pelo in-
conveniente, que apresentou o nobre depulado, que
suppoe, que do tacto desta casa pedir nformayes ao
governo, como que vai prevenir o seu julio, porque o
governo pode entender, que nos, pedindo-lhe Inlorina-
edes, damos importancia ao objeclo, e entao, ou daru
um juio puco exacto, ou entao expor-se-ha a mil con-
flicto e contraredade da asscmbla, o que nao sera i> in-
veniente e acarretar um desar ao presidente. Declaro,
que nao levo as consideracoes de respeito e deferencia (los
poderes uns para com outros a tal ponto, que UnIS .....
a lberdade de pensar e proceder, anda que contrario
seja opinio do outro mesmo pedida; cu nao Julgo,
tes: por exemplo, se no projecto se tivesse dito: fica re-
vogada alan. e restituida freguezia do Salgueiro a par-
le, que emvirtude della lhe foi tirada, etc., ou cousa seme-
lhante, estarlao conhecidos aquelles limites, e nao se
darlao para o futuro os conflictos de jurisdiccao, que
receie. Mas, concebido, como est o projecto, seiu a
necessarla clareza, e quando nem seus prop ios autores
conhecem a extensSo do terreno, de que se trata, como
pedir se a presidencia, que se pronuncie a respeito de
sua utilidade ?
Nao emenda a nobre commissao, que, por motivos es-
tranhos conveniencia publica, propponho.quo de novo
medite sobre a materia, e procure esclarecer-nos. Se-
ria eu o prmeiro a dar o exemplo de docildade, se se
mostrasse, que um trabnlho meu careca de correccao.
Do conflicto das opinides he, que surge a verdade, e
paiaadescobririnos he, que temos lodos o direito de
manifestar com franqueza e liberdade nossa opiniao
nesta casa. Deste direito no dcsistire nunca, e exer-
c-lo-hel senipre, embora me arrisque a onender mal
entendidas susceptibilidades.
Por haver-se pedido informaces ao governo, quando
se tratou da restauracao da frcgueiia da Varzea, nao se
segu, que as pecamos agora acerca do projecto em dis-
cussao. Se duvidamos da sua utilidade, consultemos;
aos que o propozero : mas nao vamos Incommodar a
presidencia, que tem outras oceupascs, pedindo-lhe
informaccies, antes de adoptado em priineira discussao
Senhor presidente, tenho pouca queda para dividir a
cada instante as freguezias da provincia, e mesmo nao
sel, se ir multo de accordo, nao direi com a dignidade
da casa, porm com a forca moral das nossas decisfles,
essa tendencia perniciosa, que mostrao as assembleas
provinclaes para alteraren! todos os das as suas leis.
Nao neg a conveniencia de urna ou outra alteracao
dessa ordem ; mas persuado-me, que deve ser iiita
com prudencia tal, com Unto conhecmento de causa,
que levcm coinsigo o cunho da utilidade gpral.
lima porc-ao de cidadiios moradores n'aquclles lugares
pedein a alteracao proposta ; vejamos, se riles tverao
justo motivo para o fazer, ou se outros interesses, que
no os do publico, os levaran a dar seinf Ihante passo.
Oucamos os deinais nteressadns na materia, e mostre-
mos assim, que nao estamos dispostos a attender a pre-
tencoes, que nao forem dignas d'esta casa. Talvez eu
mesmo me pronuncie ainda por este projecto, e venha
a ser um de seus mais ardentes defensores : entretantOj
quero ser esclarecido, e a nobre commissao nao ser
tao severa coinmigo, que me negu esses csclareci-
inentos, condemnando-ine a votar contra aquillo, que
talvez merecesse a mnha approvacao. Nao se profe-
rio anda urna s palavra sobre a utilidade do projecto :
anda nao o honramos com a nossa approvacao em pri-
meira discussao : nao o subinettamos, pols, presi-
dencia, que terdesedar intilmente ao trabalho de
enviar-uos informaces talvez favoraveis, quando te-
nhamos de rejeila-lo por desconveniente ; c, posto esta
rejeicao nSo seja offensiva da presidencia, melhor sera
adoptaiinos a lembranca do nobre deputado, depois
de sabermos o que pretende a commissao de estatsti-
ca com o seu projecto.
Voto, porlantn, pelo meu requerimento.
*/ O ir. Vwms Machado: Sr. presidente, cu vejo, que
o nobres deputados, que teein controvertido este ne-
o que pode provr, nao de falta sua, mas da foiile, onde-
as foi buscar. Emfin na segunda discussao emendare-
mos o projecto e veremos o mais, que convein lazer
por consequencia peco aos nobres deputados autores
dos requerimentos, que consinti, que o projecto tcnlia
as honras da segunda discussao.
Sr. presidente, eu nao admiti ein parte alguma pro-
posicocs absolutas, nunca as emitt ; estou prevenido
contra ellas, porque nao conheco no mundo nada abso-
luto; aeho, que o mundo he um complexo de contingen-
cias, de eventualidades....
OSr. Mendet da Cunha : E de desaforo,
O Orador.... e de vicsstudes ; e por isso nos nao po-
demos adniiltir nada comoabsolulo: eu s conheco Ini-
mutavel o Ente-Supremo ; tudo mais he subjeito as re-
gras das variaces, as mudancas, c subordinado a mil
contingencias; trago isto, Sr. presidente, para dizer, qui-
nen! sou amigo das divisoes de freguezias, neni uiinu-
go, absolutamente fallando ; nao me previno a lavor,
nem contra as divisoes ; c, sempre que a discussao, ou
os documentos me provarem, que he conveniente o di-
vidir una freguezia, eu a divdire, e vice-versa ; o que
eu devo procurar saber e attender he a coimnodidade
dos povos ; de outro modo nao concorrerri com o meu
voto para essas creaces e divisoes.
O Sr. Villela Tavaret: Ouricury esta muito grande,
deve ser dividido, d uiuitos eleitores.
OOrador : Sr. presidente, eu emendo que nestas
divisoes se deve attender muito ao menor espaco, que o
Oldado tenha de correr para alcancar aquillo, de que
precisa;esta* grandes comarcas, essasgraudcs freguezias
nao me agrado. Eu, Sr. presidente, se tivesse muitos
meios para sustentar inultos parochos, pona em cada
ra um parocho ; podesse eu ler meios para sustentar
dignamente as autoridades, que eu pona em cada ra
em juiz de direito, um juii de paz. um delegado, um pa-
rodio, etc, ; portanto, aqui temos, porque nem sou a-
inigo das divisoes, iiem sou iiimigo; sao as circums-
tancas, que me nao de determinar, a votar pro ou con-
tra. ..
Votemos pelo projeito, jiara que mesmo se nao diga,
que nio conhecemos as localidades de nossa provincia,
entrmosnos detalhesda questao, e resolveremos cntao,
se convm ou nao dividir.
0 Sr. filela Tavaret: Convein, cenvem ; assim nos
podessemos dividir lamben! Taquaritinga.
O Orador: Econio sou deste parecer, voto contra
ambos os requerimentos.
O Sr. ilendei da Cunha, depois de breve; rrlli-Mi.-s, de-
clara, que votar contra os requerimentos e contra o
projecto ; e bem assim, contra todos os projeetus de
divisoes de freguezia, cmquanto nao fr divinamen-
te inspirado ou to humanamente Ilustrado acerca da
materia, que chegue um evidencia.
OSr. Aune Machado: Sr. presidente, eu estou ciu
parte concorde com o nobre deputado.
"5r. MetidM da 6'un/ia:--Dos queira, que concorde
na outra parte.
O Orador: Veremos, se tanto ser possivel ; entre-
unto, estou de accordo em parte : o nobre deputado
bein ouvio, que eu dsse, que votava contra ambos os re-
querimentos porm nao posso concordar com o todo
de suas ideias, porque perrao naquillo, que eu acabei de
censurar, sao multo absolutas, e, a poderem ser acceiUS,
a faculdadede legislar tornar-se-hia, se nao impossivel,
muito difficl de exercer-sc ; porquanto o nobre depu-
tado estabelecco, com as suas proposices, um conflicto
permanente entre o corpo legislativo e o poder executi-
vo Pedindo-se informales ao governo, isso parecer
nina especie de assenlimento, que damos o materia ; e
entao, nao se podendo deixar de estar por ellas, porque
o nosso julzo fica assim prevenido, vamos desconcci-
tuar, a bandonar afaculdade de legislar, votando as pa-
lavrasde outrem ; e se nao estamos por essas informa-
edes, e volamos em sentido contrario, coilocamos o pre-
sideiileemumaposicao forjada e dilhcl, porque, ou
ti-in de saucL-ionar a lei contra a sua opmiao, o que pu-
de importar um desar, ou, se o nao saneconar, provo-
. ai um confiiclo permanente entre a assemblca c o pre-
sidente.
Eu pens dOerenteinentc, pois nao julgo, que o facto
do presidente ter informado sobre um objecto seja de
una tal gravidade, que o inipeca de modificar suas opi-
la o presidente, e se me pedissem iiiformac
qualquer negocio dira assi-inblca : Aln vos remeti
essas infovmaces, que oblive, c em vista dellas me pa-
rece, que se pode approvaro negocio, etc. Aqu esta um
modo mais natural e proprio de informar, seiu ule min-
ear a presidencia de tal frina, que, no caso de urna vo-
taco contraria, o inhabilite para mudar de resolucao, e
o ponha em conflicto com a asscmbla ; e. a nao ser as-
sim, a passareiu os principios do nobre deputado, que
quer, que ou se nao ouca o presidente, ou, aouvi-lo,
que se esteja por suas inforinacucs, e, no caso contra-
rio, que mo admitte a possibilidade de nina inodlflcacax)
de ideias, nos nao poderemos mais legislar ; porque, Sr.
presidente, bem que a represeutacao provincial, na lo-
talidadc de seus menibros, se possa considerar como in-
teirada do estado da provincia, e de ludas as suas uecefl-
sldades, todava eu i-stiui acostiimado a ouvir no parla-
mento considerar o governo como o mais proprio, mais
habilitado para informar mais circunstanciadamente ex
vi do grande contacto, em que est com lodos os pontos
da provincia, com todas as autoridades ; quando os Se-
nhores, a qiiem faltao sem duvida essas relacoes tao ge-
raes, nao se pudem considerar como conlieennenlo geTal
da provincia, e quando muito cada um pode saber do que
se passa na sua localidade, nao podein saber tudo, c co-
nliecera todos; isso s o pode conseguir o governo, que,
no lugar, em que est, tem meios de obter todos os es-
clareciuientos de todos os lugares : mas, como os pode-
res do estado eslao constituidos de nianrira, que M au-
xilio mutuamente, pode, em raso de necessldade, se
pedlrera esolarecimentos recprocos, e Isto sem incon-
veniente portanto, nao se diga, que vamos sobrecarre-
gar a presidencia de um novo trabalho ; elle sera tao
imples, que rifo pode inconiniodar : com o despacho
Informtm taes e taei autoridades, etc., e com a reniessa des-
se despacho para onde dever ser, est tudo harniouisa-
do. Ser bom, Sr. presidente, (pie, quando cada um de
nos bou ver de tratar de qualquer objeclo, eslude-o pr-
meiro, aura de nao estarmos a todo o momenlo pedin-
do informaces : ningueni se apresse aofi'ereccr projec-
tos, sem estar bem instruido de todas as vantageiis. que
podem justiliea-los.
Sr. presidente, eu peco lieenca para dizer ao nobre de-
putado, que nao pensa bem, quando julga, que o pres-
deme negar sanecao a umacto legislativo, s porque elle
pdenlo estar de accordo com a sua opinio ; absoluta-
mente fallando, nao admiti a proposico, poisj Ii/ rer,
que, em alguma circumstancia. o presidente podia mu-
dar de opinio sem desar : o contrario he a tenaeidade,
que eu nao admiti em ningiiem, e muito menos nos
poderes do estado. Se o presidente, sobre Informaces
alheias, emiltlo urna opinio, o facto simples de ser essa
opinio contrariada pelo corpo legislativo o nao autori-
sa para negar a sancco, pois pdenlo ter havido multo
boas rases, e mesmo a apresentacao de novos doeu-
mtntos ; e eu nao quero fazer do exereicio de nina attri-
buijo legal um fundamento de orgillho e de amor pro-
prio ; nao admiti, que o presidente, smente por ter,
em celia ein-iinislancia dada, emiltidn un juizo a res-
peito de alguui negocio, lique com elle to identificado,
que lelhe torne desairoso o mudar deconceito, nao;
acho.que nao lita mal presidencia mudar de conselho,
todas as veses que a publicidade da discussao, as ra-
ses da lei o convenc.-rein de que a sua opinio repou-
sava sobre bases inexactas ; que elle nao teve a consul-
tar cellos documentos, que vieio a tribuna ; o contra-
rio sao principios perigosos, que nao podem passar sem
correctivo.
Sr. presidente, o governo nega a sanecao a nina le,
ou porque considera olfenslra dos interesses do pala,
debiendo, que a responsabilidade recaia sobre aquelles,
que a votro......
O Sr. Netto: O governo concorre comnosco as leis ;
he to responsavcl como nos somos.
O Orador:N temos visto isto lodos os dias : o gover-
no, vencido em sua opinio, no seu pensamento, nao
faz de tudo questao de gabinete ; os nobres deputados "
teein multas Tese* presenciado; e se nfiofosse assim, es-
taramos sempre em conflicto permanente......
OSr. A'eilo: ~E o Sr. deputado nao ter nunca la-
mentado essa paciencia do governo ? ...
0 Orador: Tudo tem meio termo : os principios do
nobre deputado, em absoluto, vo estabelecer o capri-
cho, o quero porque quero, o perign de, ou se appro-
varcm sempre todas as opiuics do goveno, ou reprova-
las todas, e o mesmo delle com as cmaras ; c seinclhan-
le estado de lucta permanente he errvel: o governo
einitte no parlamento a sua opinio, que este contrara ;
sem se attender a cutas consideracors, como a da
gravidade e importancia do objecto, a indeclinabilidad.-
dos principios, nao me parece, que s por isso deva lle-
gar a sanecao aos actos legislativos : em ludo ha una
certa graduaco : se o governo obrar o contrario, tal-
vez nao proceda neiu conveniente, nem moralmente.
Quantas vezes, Sr. presidente, as questes particu-
lares c administrativas, o governo tem side contraria-
do em suas opinies, sem que por isso dcixede executar
o acto legislativo, que o conlrariou? Portanto, ja se v,
que nao se pode dar urna questao de gabinete em todos
os casos, em que a opinio do governo he contrariada
pelo gabinete : nao admitamos o principio ein tal e.\-
tenso, que seria estantos sempre cm guerra viva....
O Sr. Sello : Os bous ministros nao qucrein ser to-
lerados.
O Orador : Bem ; mas faca-se questao naquillo, que
se costuma chamar questao de vida e uorte, nos nego-
cios de alta poltica, c nao por qualquer questao de ex-
pediente.
Si nhor presidente, entendo muito bem, que quera
tem conscienca de seus actos e de si, nao deve consen-
tir, que sejao contrariadas suas opinies ; entendo, que
o governo tem o direito de formulara sua poltica e de
ollereee-la ao parlamento, para a approvar, c que se
deve retirar, quando esse seu pensamento poltico nao
merecer a approvacao do parlamento ; mas ludo tem
termos; as questes da alta poltica, acho, que o go-
verno nSo pode transigir ; mas questes de expediente
nao podem cousidcrai-se questOtS de gabinete.
.. Senl.orrs, eu achei muio sublime o proced.mento c
nies.casscmiraojuizo do corpo legislativo, prclenn- um grande ministro !, ..uanuo, iarg.ii.uo o ji-.
de
que passe assim mesmo defeituosa. porque existem na cmara
h votos, romane mo ronlo, isto he, no tenho matoria para
f:n- rolar as emendas. Islo sim he lerrivel ; nas a mi-
nha questao he, que nem de tudo se pode c deve faicr
questao de vida e morto.
Os ministros, Sr. presidente, devem considerar ques-
tao de gabinete, por exemplo, a nomeacao dos magis-
trados, por onde correin os interesses mais vitaes do
pala, dos altos funectonarlos pblicos. 8tc. quando o
ministro, que tivesse documentos urefragaveis e ex-
traordloarioi para prov... as malversacoes de cero
magistrado, fosse levado aos apuros de, contra a sua
opinio, couceder-lhi- um premio, cu entendo, que
se (1,-vra retirar antes; mas por tudoibicr qu-slao,
lambe.n alo TOO por ah : Sr. presidente, nao admito
nenhuina proposico. que possa autonsar o capricho,
a tenaeldade : o ..obre deputado, collocado na presi-
dencia, nao obrara como reflexionou, porque elle nao
be tenas.,..
') Sr. Mendes 0 Oradiir. O nobre deputado s he tenaz com a
forca de sua conscienca; frad'aln, nao he tenaz ; a
sua conscienca Sim he um reducto incxpugnavel....
O Sr. Mendes da Cunha: -- Nio die assim o l.idador.
O Orador : O nobre deputado meta debaixo dos pes
o Lidador ; sobre tudo quando o Lidador e seus re-
dactores se quizerem comparar com a conscienca do
nobre deputado ; .-lies, que se espelhem por ella....
O Sr. Mendes da Cunha: hu conheto um por um.
O Orador : -Senhor presidente, eu nao quero cansar
a casa mais com as iiiinhas humildes reilexes ; eu so
o que desejohe, que o principio do nobre depulado mo
passe sem correctivo: o nobre deputado pode inodili-
ca-lo. explica-lo, 8c.c...
O Sr. Mendes da Cunha : Nao estou resolvido a isso.
Orador; Concilio votando contra os requerimen-
tos, e pelo projecto, para que passe a segunda dis-
cussao, ,,.
OSr. Mendes da Cunha sustenta a sua primitiva opi-
nio, e responde ao antecedente orador.
O Sr. Mendonca : Sr. presidente, quando eu, ha pou-
co falle!, disse, que, coinquanto eslivesse a principio re-
solvido a volar .outra os dous requerimentos, desista
todava desse proposito, quanto aopriineio delles, e
antes de dar os motivos d'essa desistencia, declare!, que
me reservara para oecupar-medo projecto emsi inesmo,
quando, depois de decidida a questao dos requerimen-
tos, se passasse a tratar delle e smente delle : por con-
seguate, parece-me mal cabido o reparo, que fex o no-
bre deputado, que me precedeo, de nao haver-ine eu
o. cupido da materia desse projecto, porquanto eu mes-
mo, como dito lita, prev.. a .asa de que o nao farli.
Hntr.ianto, como o nobre deputado o deseja, cedp des-
sa iiiinlia resolucao, e mesmo antes de terminada a dis-
cussao dos rrqucriincntos, occupar-nie-lie do projecto.
Ar nenhum de vos, Senliorrs. he por certo estranho,
que, sempre que una conimisso se arlia encarrrgada
de qualquer trabalho, busca adquirir todos osesclare-
ei.lenlos, que concorrer possao para habilita-la a bem
desenipeiihar esse trabalho.
Isto posto, tendo esta asscmbla exigido da commissao
de estatislica o seu parecer acerca de um requerimento,
-ni que os habitantes da povoaciio do Bacho-da-Garca
pedio remedio aos males, que sorl'rio, quanto ao pas-
to espiritual, d.pois que dita povoacao fora incorporada
a freguezia do Ouricury; ella, desejosa de ser Justa, ede
coneoner, quanto em s coubesse, para o bem dos re-
qticrentes, buscou nl.-irar-se das rasoes, em que ba-
leavao ellei sua pretenclo e achando-sc entao na casa
o Sr. .\ogueira Psz, que mora para aquelles lugares, di-
rigio-se aesteSr., e pedlo-lhe alguinas infoimaces a
semelhante respeito ; elle Ih'as presin, e depois de rae-
dura rellexSo, reconhecido pela oommissfo, que o ni-
co m.-ii. de obviar o nial, de que os peticionarios se
queisavlo, era a restluico dessa povoacao a freguezia
de Santa-Mara, cujo parodio inforinava ter ido umitas
vetes administrar sacramentos aos peticionarios ; depois
de ter observado, que, a mesma cmara municipal da
Boa-Vista nao sconfirniava a informacao do parocho,
tomo as allegaces dos requereules, resolveo propr
essarcslituicao.'e o fez no projecto, que ora nos oceu-
pa, e cujos defeitos. Albos nicamente da falla de da-
dos, pois, como j disse, nao havia um mappa estatis-
lico, donde colher os nomes dos lugares, que deviao ser-
vir de limites s duas freguezias, podem ser agora re-
mediados.
Parece-me, Sr'. presidente, ter demonstrado, que a
commissao autora do projecto, e a qual Uve a honra de
pertencer, nlo procedeo precipitadamente ; e nuco tor-
mnloo depois de convencida dos bens. que delle (Jeviao
provir: e por sso scnlo-ine, repetindo. que voto pelo pn
ineiro dos requerimentos em discussao, porque he bem
possivel, que os esclarecite utos, que elle quer, se pecao
ao gdvemo, no caso de vircm, nos ponhao em estado de
marear nominaimente eases liraltes.com que tanto se m-
coininodou o nobre deputado, a quem respondo.
O Sr Villela lavares :-Sr. presidente, eu naose, que
mi lado me persegu- a respeito de Ouricury; antes de
ser eleito deputado, de ler esta honra, escrevia para o
Diario-Novo artigas sobre Ouricury; fui para o Rio-de-
laneiro, e a primeira vez, que tive a honra de fallar no
recinto da cmara dos Srs, deputados, foi logo era Ou-
ii, ni \. voltei, o anuo passado, para aqu, assisti a fes-
so extraordinaria, e, se me nao engao, falle sobre ne-
gocios de Ouricury, c eis-mc boje outra vez. a bracos com
Ouricui j (Usadas.)
Apresenato-ee algumas rases contra o projecto, que
V. Exc. acaba de subni.tler consideraco da casa; e
coinquanto resprite milito a opinio e o juizo dos Srs.
deputados, que se oppem a sua passagem; todava nao
posso conformar-me com isso, porque entendo, que os
argumentos apresen lados pelos nobres deputados nao
sao to valiosos, que coneluo a rejeicao do projecto.
Sr. presidente, arguiiicnta-sc contra a conveniencia
do projecto, c contra a man.-ira, por que elle est con-
cebido, e quer-se, que se peco ao governo informaces
a respeito, afim de que, segundo ellas, possamos votar
Com conhrciiiicnto de causa; mas eu creio, que a mate-
ria esl bastante esclarecida para resolvermos, que o
projecto he conveniente; e que se achao bem marcados,
he designados os limites do lugar.que se pretende des-
membrar da amiga freguezia do Ouricury. (Apoidos)
Pura a couiecco desic projecto concorrCro quatro



--
rMBMi que, cm man entender, sao cardiaes ; aprimei-
ra ranishen requerimento dos povos, que lia luan es-
sa porcn da freguezia de Ouricury,denoininada Riacho-
da-Oarca; a segunda lie a representado da cmara mu-
nicipal da Hoa-Vista, qac tambeni reclama essa medi-
da; a tereeira he urna outra representaco do parocho
do Salgneiro, que diz ler sempre administrado o pasto
espiritualaos habitantes daquella porfo da Mitiga (r
gnrzia de Ouricurj, fin consequencia da grande distan-
cia, cm que elles se acho enllocados do teu parocho ; a
quarta finalmente sao as infnrmacdes, que nesta casa, de
viva voy., e tamlieni oulr' ora por escripto, foro dadas
pelo juiz de direito daquella comarca, e pelo noble de-
putado (que nesta materia tem .lignina autoridade} o Sr.
NogueiraPaz. (Apoiados) Ora, te pois a commisso teve
todos estes dados para formular o projecto, que se acha
em discussao, como pretender agora reinetter ao pre-
sidente o negocio, afim de que elle informe sobre a con-
veniencia 011 desconveniencia da medida? A' quem
tem o presidente de recorrer para obter estas informa-
efles ? A cmara iniinicipnl I .lia j informou ; por
consequencia he isso urna redundancia. Ao parocho?
Tambem iinformoii. Ao juii de direito? Tambem, de vi-
va voi, e por escripto. expoz o seu parecer. Logo para
que essa protelaeo ? Para que inais esclarccimcntos ?
Oiiereremos, pnrventura, ouvir certas autoridades do
Oiiricurjr ? Dos me livre; porque estas autoridades
salvas honrosas cxccpces) sao stispeitas, c informarais
de tal maneira, que de suas nformaces e conclua a
nloconveniencia, a nao utidade dadesincmbraco....
O Sr. .Yeito : Os delegados e subdelegados anda sao
lo partido oppnsto ?
O Orador : Nao Sr.; mas o vigario, o juiz de paz d'al-
li tamben* nao sei se anda o sao ... (rinda), logo nao
ha a quem pedir novas informaedes : nao havendo, para
qtle este trabalhn ?
\ amos agora aos limites : eit entendo, que, dizendo-
se, flea desmembrada da antiga freguezia do Ouricurva
parle ou porcao de territorio, denominada Riacho-a-
tlarta, tem-se ditnquanto he suflicientc para marcar os
limites desse lugar, que se pretende desmembrar ( o-
jmimlns); porque, Srs., nao ha limites, que sejao mais
condecidos do que os limites naturacs : se, por exclu-
ido, a freguezia de Snnto-Antonio pertencesse, como
amigamente i perteneco, do llecifc, c nos qu/.esse-
mos dcsinemhra-la do Recife. seria preciso dizer mais
loque:Ara desmembrada do Kecife a porcodo terri-
torio, ipie se chama Santo-Antonio? Creio, que nao...
OSr. Netlo : Santo-Antonio he urna Iha.
OOrailnr: Be quasi o mesmn : ha mnitos outros li-
mites naturacs; nao sao smente as ilhas, que os tecm, c
he Uso oque luccede rom o lugar denominado Riacho-
da-llarca....
O Sr. Vello: Isso he, que he preciso demonstrar.
O Orador: Nao he preciso, porque j est denions-
trado; o projecto nao faz mais do que repr as cousas
no leu amigo estado, c por consequencia nao vejo rasfio,
para que seja tito impugnado.
Tenho, poli, provado a utidade do projecto com as
informacrs das autoridades do lugar; tenho provado
tamlieiii, que nao ha necessidade de marcar mais limites,
porque existem os naturaes; e prove ltimamente, que
he una redundancia ouvir o presidente da provincia,
porque elle nao pode informar s por si, c tem de re-
correr a essas mesmas autoridades locacs, que ja nos
informarn.
Mas, enhoret, para que levantar-se nesta casa tanta
celeuma .' Poiveniiira mis nao sabemos, que Ouricurv
he nina grande freguezia, que he urna cousa extraordi-
naria, tao rousidrravcl, que at recelo, que a assem-
bla geral Ihe d a categora de provincia ? Nao d ella
150. nu IROeleitores ?...
O Sr. Snnn Machado : Eleitoralmente.......he maior
que o Kspirito-Santo....
O Orador : E agora lembro-me de outra cousa. V.
ESC me perdoar esta franqueza, e peco aos nobres de-
purados, que me escutem. Voto pelo projecto, e quero,
< mesmo ambiciono a diviso de Ouricurv, por urna
rande conveniencia, por una grande utidade do lado
poltico, que perlcnijo, e iicni isto ser un desar;
porque cu tenho principios, tenho lado poltico, a que
perlcnco, e desejare sempre, que esses principios e
idcas tiiumphem, mnrmente quando estou convenci-
do, que ellas sao as que podem fazer a felicidade do
meu p.iiz. I Muitos apoiados) Ora, Sr. presidente, eu nao
sei quaes sao as bases, cm que os nossos adversarios se
fundi para julgarcni, que muito breve hao de voltar ao
jioder, derrocar a poltica dominante, fazerem-se se-
nhores do paiz;e tambein euvim do Rio-de-laneiro, e
,10 vapor, em que vim, noviero taes noticias ... talvez
vessiVj) por algum bulan aerosttico, porque, depois que
cheguel, he que 01190 diter, que nos vamos para baixo e
ellespara efma; (muitas risadas) .mas, visto isto, he pro-
> avel, que os nossos ailversarios retomem suas antigs
poaicOea, que governem a provincia, como j gnvern-
rao por 7 annos; e cntao, nao ser melhor dividir Ou-
ricurj-, para assim vertnoi, se pilhamoi un votinho a-
qui, un 1 o acola...doque llcar a freguezia grande, como
esta, entregue aos nono adversarias f Nao acha V. Exc,
que este argumento he conveniente ? (JUuias risadas)
Voto, pois, pelo projecto.
O Sr. Hrrelo : Senhor presidente, cu nao tenho
nesta questo mnhumas vistas polticas, nem impolti-
cas : para aitpilo, que entre nos se chama poltica, eu
nao vou ceriamente. Como cidado. se algiima vez ;ou
urgido aentrjar na poltica, em qualidade de padre, fujo
della, o maisj que posso. Essa poltica sublime, trans-
cendente, n$o se fez para miin. O meu estado, a mi-
li ha idade, as minhas circunstancias, nao m'o prrmil-
ti'in. Qiianto. porm, ao particular, que actualmente se
discute ; depois que ouvi o nobre deputado, que fallou,
lia ponen, e que eu imagino ser o illustre autor do pro-
jecto, julgo-mc em verdade bastantemente orientado
sobre a materia, tanto a respeito da utidade do pro-
jecto, como a respeito dos limites da paro.hia e das
conveniencias, que existem, para que ella se divida, c
scni duvida estou por isso....
O Sr. Netlo : Estou nessas idelas, porm em ter-
mos.
O Orador: E nem eu quero divises seno em
termos : o que se acaba de ouvir he suflidente, para
que cada um de nos forme o seu juizo, e muito mais
supposta a probidade e reconhecida intelligencia do
nobre deputado ; mas emendo, que convm, que guar-
demos as formulas, elembro por este motivo, que se
ouca o Exm. Sr. presidente da provincia, c que jamis
prescindamos disto, isto nao custa, e nos o deveremos
fazer.
OSr. filela Taeares : Ouvir o presidente he urna re-
dundancia.
O Orador : He redundancia, aue nao nos faz mal,
' que nos pude fazer algiim bem. He co.stume ouvi-lu :
basta, para que o oucamos agora. O que eu disse a res-
peito do Exm. bispo diocesano, he o que digo a respei-
to do Exm. presidente da provincia; do contrario nao
seria coherente. Vamos em regra dcste modo, e porque
o nao farcinos ? Devem ser ouvidos o prelado c o pre-
sidente. He este o meu voto, e nao me afasto delte.
OSr. Laurentino:Senhor presidente, cu sou o pri-
meiro censor de mim mesmo; c por isso,depo9 dos sa-
bios e longos discursos, que os nobres oradores teem
i'eilo, julgo ser una temeridade atrever-me eu a pedir a
ialavra para fallar nesta materia; parecc-mc, que sou
tnperduavel, no tribunal do bom senso; mas eu nao me
poderia perdoar a mim mesmo, se sahisse desta casa
sein me esclarecer a respeito de algumas duridas, que
tenho na materia.
he o que desejo ver demonstrado; dse jo, ao menos pa- da assembla legislativa provincial da presente legisla-
tura. Afa Outro da cmara municipal da villa do Limoeiro, fa-
zendo ver a necessidade de ser restituida a cadeira de
ra mulla tranquillidade.
Ao parocho, que pastora 100 ovelhas, sobre as quaes
tem de excrcer aquclle direito ccclesiastico, que Ihes foi
conferido, porque se Ihe divide o rebanho, diminue-se a
jurisdicrao e o poder ecclesiastico? Creio, que nao: di-
vide-se apenas o numero de pessoas, sobre que tem de
excrcer aquella poder : logo nao posso convir, em que a
materia sepiecclesiastca, e tanto estou persuadido, que
tenho rasan, que tenho o apoio dos legisladores, que
confecclonrao a constituicao, dando a esta assembla
um poder absoluto cmdiviao ecclesiastlca; e, conhe-
eendo elles bem, que nos nao tinhamos jurisdieco para
deliberar acerca de materias ecclcsiasticas, dero-nos tal
attribiien, porque reconhecro, que tal natureza nao
tinlia, r por isso nao pozero a condiccao de ser ouvido
o Exm. bispo.....
O Sr. Ilarreto: Nao he absolutamente ecclesiaslica,
nem absolutamente civil; he mixta.
O Orador: Mas, como eu, Senhores, ful creado por
meus pas na relgio, fui ensinado por elles a respeitar
os ministros da igreja, eu nunca dispensarla esta forma-
lidade, eu quizera at, que, se fosse posslvel, mandasse
a assembla ouvir o prelado, s por deferencia, pelo res-
peito devido ao lugar, que elle oceupa ; mas esta ideia
infelizmente nao passou, e em seu lugar estabeleceo-se a
de ser ouvido o Exm. presidente, porque aqu sejulgou,
que o canal, por onde podamos haver as informarles
do Exm. bispo, era este ; porque o presidente, natural-
mente por essa mesma rasan de deferencia, ouviria o
prelado: foi por esta raso, que vote! por tal ideia, ten-
de a audiencia da presidencia, em tal materia, como um
vehculo, pelo qual tivesscinos o parecer do prelado,
sein Ihereconhcermoa esse direito; e nao para reco-
nhccerinos naquelle o direito que negamos a este ; e por
isso voto contra o requerimento, que pede as infonna-
ces.
Ha poueo ouvi, Sr. presidente, um nobre deputado,
cujas opinioes tamo respeito, pronuncar-se contra to-
das as divisfles defreguezias ; oque tanto mais me ad-
mirou.quar.to o nobre deputado todos os das nos d a
ideia de querer ser frade: o mesmo nobre deputado dis-
se, que nina fregueiia de 200 leguas dividida ao ineio, li-
cava cada urna de 100 legoas, e que os povos nessa distan-
cia podio recorrern parodio, eo parodio soccorre-los:
ora, Senhor presidente, eu, para responder ao nobre de-
putado, declaro, que me pronuncio por toda as divi-
ses, e que, se me fosse possivcl, reduziria todas as fre-
guezias a una legoade distancia; equanto a segunda as-
serro do nobre deputado, eu Ih'aperdo, porque o no-
bre deputado, sendo juiz, eacostumado a receber em-
bargos todos os das cm seu tribunal, persuade-se, que
tambem a morte pode ser embargada, at que um inise-
ravel, que locta com ella, opprimido de dores, possa re-
correr ao parodio em 100 legoas de distancia.
OSr. Cabial: Sr. presidente, mal pensava, que o
raen requerimento, tSo simples, ttcette tanta bulla.
OSr. Mrndes da Cunha : Prova deque era couiposto.
O Orador : Trndo sido lido hontem o projecto, 110-
tei, que niiiguein fallava, nem pi, nem contra, e ten-
do cu de votar, e nao n podeudo fazer, por falta de co-
nlieiini'iiin necessarios, entend, que, recorrendo ao
presidente, elle me forneceria esses esclarecimentos ;
porm boje apparecro bastantes argumentos a favor
do projecto documentos, etc. ; enifim discutio-se a
materia, est ella siillicieiileinonte esclarecida; e por is-
so peco lcenca para retirar o meu reqiirriiucnto.
Consultada a assembla, couveni cm que o Sr. depu-
tado retire o seu requerimento.
O Sr. .Vello : Kequer tambem retirar osen requeri-
mento.
A assembla accede a esse pedido.
Contina a discussao acerca da materia do projecto.
OSr. Tiburtino: Hsl em discussao a utidade do
projecto : na primrira discussao trata-se disso ; he su-
bre ella, que vou fallar.
Sr. presidente, certo de que os nossos constituintcs
teem o direito de reclamar desta casa ludo, quanto fr
honesto e justo ; e convencido de que esta Ilustre as-
sembla Ibes deve prestar toda a attcnco, procurando
grammatica latina da dita villa, que foi supprimida; re-
clamando a ci cacao de urna cadeira de primeiras lettras
para meninas; pedindo algumas providencias mais; c
solicitando aapprovacao dos artigos addicionacs s suas
posturas. A' commissao de negocios das cmaras.
Outro do secretarlo interino da provincia, acensando
1 einessa de 40 rxeinplares do novo regulaincnto da re-
partlcao das obras publicas, expedido em 20 de setem-
bro prximo passado. Mandou-se distribuir.
Outro do Sr. deputado supplente Isidro Francisco de
Paula Mesquita, participando, que, por molestia, Ihe nao
he posslvel comparecer na casa por agora, nem talvez
em toda a sesso. Inteirada.
Um requerimento do padre Jos Goncalo, pedindo,que
a assembla, i mu usando a disnosicao do artigo 25 da le
de orcainento do anno de 1844, mande abonar-lhe todo
o ordenado de professor da cadeira de philosophlca do ly-
cco, com que foi jubilado, e que aquclle artigo reduzio a
metade. -- 4' commissao de instrucro publica.
(Continuar-sc-ha).
Communicado.
as I""'00-Sr- presidente, se teem agitado na casa:
1. Pode esta assembla dividir freguezias seni ouvir o
r.xtn. bispo? 2.' neesla questo de divsao defreguezias
puramente ecclesiastlca?
Seiihores, ouvi sobre estas questes grandes e brilhan-
ics discurso de cluquentes oradores, c, por mais que
me eslurcasse para convencer-ine, eu jamis pude con-
M'.LT "i blsP'vesse direito de ser ouvido nes-
tas materias, eque ailivisaode freguezias fosse urna ques-
to puramente espiritual; porque sempre entend, om
materias ecclcsiasticas sao aquellas, que dizem reapeho
a dogma, ou a disciplina : que nao he dogma o de que se
trata, esta respondido por si :ics.-. ..he disciplina,
tudo, quanto possa melhorar sua sorte, dentro dos li-
mites de suas attribuicdei; c tendo de dar o meu voto
em favor do projecto, que se acha em discussao; nao
qui comtudo faze lo, sem que primen ament apresen-
tasse as rases, que orienlo este meu prucedimentu.
Os moradores do Hiacho-da-Garca pedem ser incor-
porados freguezia de Santa-Mara, c, para fundamen-
taren! este seu requerimento, apresentu as allegaces
comprovadas e conlirmadas pela cmara municipal du
lugar, e pelas nformacocs ou attestados do parocho de
Sauta-Maria. E nao ser til, Sr. presidente, que estes
povos do Uiacho-da-Garca sejo soccorridos do pasto es-
piritual pelo parodie de Santa-Mara, que Ihes Kca mais
em contacto? He sem duvida: quantas victimas, Sr. pre-
sidente, nao sueeiiinliem aos insaciaveis golpes da Parca,
sem ao menos receberem este ultimo consol do pasto
espiritual,pelalongitude, em que seachodasua matru,
pela impossibilidade, que tem o parocho respectivo, de
soccorre-los, por essa mesma longitude ? Porm diz-se,
que faltao os dados topographicos para essa diviso : oh,
Senhores, aqu nao se trata da diviso de una freguezia;
trata-se da incorporaro de una parte de territorio a
una outra freguezia, que Ihe est mais vi/.inha; c de
um territorio j condecido.
Senhores, a utidade do projecto est demonstrada, c
por isso a esta illustre assembla compete prevenir c
remediar o nial, deque se qucixo* o moradores do llia-
elio-il i-i, ii i a. Voto, portanto, pela utidade do pro-
jecto.
.litigada a materia discutida, he oprojectu submettido
a votajo, c approvado rin primeira discussao, para
passar a segunda.
Primeira discussao do projecto n. 18. (Vid Otario n.
224, sesso de 6 do crreme),
Nao havendo quem sobre elle pcc.a a palavra, julga-
do discutido, e submettido a votaco, he rejeitado.
O Sr. Presidente declara achar-se extincta a ordetti do
dia, e convida os Senhores deputados a trabalharcm
eill emnin isses.
Tendo-se elles recolhido respeteiva sala, e voltado
das sesses as duas horas da tarde,
0 A'r. Presidente d para ordem do da da sesso seguin-
te leitura de pareceres e projectos, discussao de pare-
ceres adiados ; e levanta a sesso.
SESSO EM 9 DE OUTIIBRO DE 1866.
PHi:SIIIENCU DO SR. SOUZ TIIXEIRA.
SUMMARIO. KxraoiENTE.Ordetn do dia. ~ Requeri-
mentos dos Srs. Aunes Hachado c Nelto, pedindo informa-
Ces^ acerca dos devedores da fastnda provincial Jppro-
vaeo desles requei intentos Projectos dos Sr Nunes Ma-
chado e Villela Tarares, o do primeira para que as causas da
[aicnda provincial corrao no [oroeommum, e o do segundo,
marcando tubsidio para os deputados da legislatura futura.
Approvac&o de dous pareceres da commissiio de inslrucco
publica sobre os professores di primeiras lettras do Pao-
d'Alho t N. S. do O', do Cabo. Primeira discussao das
posturas addieionaes da cmara do Hmtilo. Declararn
da ordem do dia para a sesso seguinle, que ser leilura de
pareceres e projectos, conlinuafo da premura discussao das
posturas supra-referidas,e primeira das da cmara da Ooa-
Vista.
As onze e ineia horas da inanhaa, o Sr. 1. secretario fas
a chamada, e verilica estarem presentes 20 Srs. depu-
tados. e
O Sr. Presidente declara berta a sesso.
O Sr. 2. Secretario l a acta da sesso antecedente, que
he approvada sein discussao.
O Sr. 1* Secretario menciona o seguinte
IXPEDIENTE.
Um oflicio do secretario interino da provincia, envi-
ando um uliicio cm que a cmara municipal desta ci-
dade pede autorisac.o para continuar a reger-se pela
lei do orcainento municipal, quesendou eni lili de se-
temhro ultimo, al que se decrete a nova lei. .t'com-
mi'Mo de negocios das cmaras.
Outro ila rann n'Mnicipa! da villa da ."-oa-Visu re-
metiendo a copia da acta da eleico dos Srs. membros
STNOPSIS
ou deilucrao chronologica dos fados mais nolaveis da
historia do Brasil.
II
Promettemos no primeiro artigo, sobre a obra
do nosso illustre compatriota o Exm. Sr. Gene-
ral J. I. Abreu e Lima, emittir u nossa opiniSo
acerca da materia, e fazer urna pequea analyse de
alguns factos por elle publicados, que nos parecem
muito importantes. Comecaremos, pois, pelo final
da Inti'oiliuvfin, que he o ponto de partida, visto
que o autor principia os seus animes no anno de
1492, poca do descobriment da America. Kstes
ltimos annos do seculo XV sflo tao feriis cm
aconlecimcntos, que inuitos delles fa/em parte da
nossa historia, porque o descobrimento do Brasil
foi justamente a consequencia necessaria das via-
gens de Christovflo Colombo parte septentrional
du America e da de Vasco da Gama India. Foi para
assegurar a navegaciio e commercio da India orien-
tal, que Pctlralvcs Cabra I sabio de Lisboa com urna
esquadra, c descobrio o Brasil. A bulla deAlexan-
dre VI em 1493, o tratado de Tordesillas em 1494,
e a elevaco de cl-rei I). Manonl ao throno de Por-
tugal em 1495, silo factos muito importantes, eque
se preudern a nossa historia por muitos fios.
Com eflcito, a volta de Vasco da Gama em 1499,
com a certeza de haver descoberto passagem para
a ludia pela ponta oriental da frica, foi sem du-
vida a precursora do descobrimento do Brasil, e to-
dos os acontecimentos, que se ligo a este simples
facto, pertencem-lhe exclusivamente, qurcomo pre-
cedentes, qur como consequentes. O autor, estabe-
leccndo urna rpida passagem entre o seculo ante-
cedente, e aquelle, em que teve origem a nossa exis-
tencia, deduzio perfeitamente a serie dos factos, que
se ligilo entre si, de sorte que aquelles, que lerem a
Introduccflo, achar-se-hilo habilitados para enten-
derem a narradlo dossuccessos de 1500, sem neces-
sidade de recorrerem historia universal. Acerca
das primeiras cxploracOcs da costa do Brasil, e de
outras noticias mais at o anno de 1531, a Synopsis
contem tudo quanto ha a este respeito, e at mui-
to mais do que havia at certo tempo ; pois que a
maior parte desses factos, outr'ora controversos,
estilo boje perfeitamente dilucidados com muito cri-
breza, de espirito religioso, cquasi matenalismo, a
que estamos reduzidos. 0 clero do Brasil teve tam-
bem sua poca de gloria, j fomos um povo reli-
gioso, com saudaveis cnstumes, hojenem clero, nem
costumes, e a nossa divisa he indiflcrencA em
materias de religilo. 0 autor da SttuopsU n3oes-
queceo a historia de todos os estabelecimentos p-
blicos, fundacOes pias e a legislac.lo orgnica em
lodas as pocas, principalmente durante a adminis-
tracSo do grande marqtiez de Pombal; he sobre tu-
do de admirara legislacilo a respeito dos indgenas
do Brasil.
O seculo XIX tem para nos outra importancia, por-
que vivemos nelle, somos, como se costuma tlizer,
juizese partes ao mesmo tempo, isto he, julgamos
por nos mesmos os factos, em que temos nosso
q u i tilmo, e sem embargo he a poca mais dillcil
de escrever. Qualquer escriptor pegar da penna
ousadamente e compilar a historia do passado,
consignada cm livros ou documentos pblicos, e
ninguem Ihe pedir contas; mas escrevei a historia
contempornea, fallai dos nomens vivos, julgai-os
em suas proprias presoncas, ou chamai-os ao
tribunal da vossa consciencia, como se foreis jui-
zes de suas act;0es, de seus actos pblicos, e tercis
urna conspiraejio declarada contra vos, contra a
vossa intelligencia, contra os vossos escriptos, con-
tra a vossa honra e probidade ; ou tendes de pros-
tituir-vos, endeosando ao cobarde, ao assassino, ao
prevaricador, ao rebelde, ou haveis de dizer a ver-
dade contra a chusma de em pregados, que teem le-
vado o Brasil s hordas de um abysmo ; cm ambos
os casos he bem triste a sorte do escriptor cons-
cicncioso, porque trahe a si mesmo, mentindo ou
dizendo a verdade.
A nossa historia, nessas duas pocas da indepen-
dencia eda menoridade, he fertilissima em successos
graves, que compromettem a honra de muitos no-
mens, que anda existem j todava, se o autor da Si-
nopsis, como simples compilador, he digno de todo
o elogio, como historiador contemporneo excede a,
toda nossa expectaciio ; ninguem visa melhor os fac-
tos do que elle, ninguem os encara com tanta finura
e acert; o seu verdict he sempre fulminante, mas
ha nelle um fundo de Justina manifesta, porque s
julga vista do facto, abstrahindo toda a consiera-
c3o pelas pessoas, que nelle figurrSo. Notaremos de
passagem urna circumstancia, que d um mereci-
mento intrnseco obra do nosso compatriota, e he
a classifica<;3o dos factos, que pertencem historia
propramente dita, e dquelles, que pertencem
estatistica; em ambos os casos a narrac3o he diver-
sa, porm sempre notavel pela clareza e conciso.
Quando para descrimina-los nlo bastasse a leitura
de cada artigo, supriria nesse caso o ndice, que n3o
he menos engenhoso, e arranjado com um tino ad-
miravel; qur pelos nomes pronrios, qur pelo das
cousas mais insignificantes, achar-se-ha no ndice
o fio para entrar nesse grande laberinto.
A Synopsis nio he urna historia, mo. de certo; he
sim a reliman, o complexo de muitas historias, por-
que a cada facto deo o nobre autor urna redaccSo
especial; porm nisso mesmo se excede o nosso com-
patriota, porque cada facto, cada acontecimento
foi descriptocom seuslaivos esuascores.com seu
direito e seu avesso; de qualquer maneira, que se
encarem, ah est, nao s o successo, como aconte-
ceo, mas as causas, que o moti vro e a sua mora-
lidade. Citaremos, como exemplo dessa maneira de
narrar, t3o succinta e tSo clara, o artigo sobre a de-
portac3o dos senadores, pag. 393, e o que diz res-
peito ao conde do Rio-Pardo, commandante das ar-
terio pelo mesmo autor. Kcfro-mc sua exccllen-
te Besposla ao padre Januario, ou Analyse do pri- ma5 '"o-Crande-do-Sul, pag 382; outro sobre as
meirojuizo do Va.nhagen, aqui publicada o .Sm> ?^i^:o5^.^,flr!^j!.JE:
prximo passado.
O seculo XVI he talvez o mais importante para a
nossa historia, porque nelle comeca a nossa exis-
tencia poltica, qur como simples colonos de par-
ticulares, qur como leudo da cora. O repartimen-
to das trras do Brasil, e os primeiros passos para
a sua povoac3o teem grande importancia em toda a
serie de factos, que se passar3o at o estabeleci-
mentode governos regulares no Brasil. Oautor, com
m3o de mestre, detalhou todos estes successos, e
os collocou de forma, que, de una so vista, pde-se
comprehender toda a marcha do nosso systema co-
lonial na primeira c na segunda poca" da nossa
existencia civil. 0 seculo XVII comprehende, porm,
a marcha de um povo mais regular, com leis pro-
prias, e governos competentemente estabolecidos
A conquista do MaranhSo e povoac3o do Para mos-
trfio evidentemente, que a parte colonisada tinha
j forqa sufliciente para completar por si s a sua
organisacfio. Kslc systema foi parausado pela inva-
sSo dos Hollandezes ; mas nSodeixou de continuar
depois, sendo, como foi, o triumpho contra os inva-
sores devido tao smente aos esfor^os dos Brasi-
leros. No principio daquelle seculo j eramos um
povo de grande nomeada, e os Hollandezes s tive-
r3o contra si a nossa resignacao e a nossa coragem.
Todo este periodo at meiados do seculo XVII
esta perfeitamente comprehendido e melhor des-
cripto pelo autor da Si/noptis. o ultimo meio
seculo he s notavel por alguns factos particulares,
e por alguns melhoramentos na administrado, du-
rante o reinado d'el-rei l>. Pedro II.
O seculo XVIII tem outro carcter mui distincto: he
o seculo das grandes descobertas, a poca do de-
senvolvimento material pelas immensas riquezas,
que os Brasileiros desentranhro da trra : he o
periodo mais fecundo em grandes resultados. At
luis do seculo XVII apenas cxistiSo approhensOcs de
de que o Brasil possuia minas de ouro e de pedras
preciosas ; porm no seculo XVIII estas apprehcnsoes
tornr3o-se realidades, pelo descobrimento dos dia-
mantes e de muitas minas de ouro e de diversos me-
taes. 0 autor da Synopis, fazendo de cada facto desta
ordem um artigo especial, consignou com muitasa-
bedoria e talento a historia dos nossos descobri-
montos na poca devida, como se pode ver pelo
artigo sobre os diamantes, pags. 192 e 193, c so-
bre as primeiras noticias de minas de ouro, pag.
152, etc. Todava a Synopsis nSo he s nota-
vel pelo lado dos descubrmentos; porque, alm da
populac3o e de novos estabelecimentos, como os das
capitanas de Minas, de Goyaz e de Matto-Grosso,
de Santa Calharina e do Itio-Grandc-do-Sul, descre-
ve com muito criterio e acert todas as nossas
desavencas e disturbios domsticos, a invas3o dos
Francezes no llio-de-Janeiro a principios do secu-
lo XVIII, e a guerra com os Hespanhoes as fron-
teiras do Sul e Leste.
nambuco em 1824, pag. 337 e 338, &c. Ha em todos
esses artigos um estylo t3o natural, e ao mesmo tem-
po elevado, um tacto t3o fino para julgar dos acon-
tecimentos, um fundo tSo abundante de bom senso,
que excede a todo o encarecimento. O autor foi, en-
tretanto, demasiado parco em recriniinacOes eem
elogios, contentaudo-se em consignar o facto com
suas circumstancias, como se v dos artigos acerca
do Conde de Caxias, a quem parece tributar muita
considerado e respeito.
Finalmente, fallaremos de dous artigos importantes,
consignados, o primeiro no anno de 1837, pag. 369,
e o segundo no anno de 1843, pag. 406; os quaes s
tem significarlo para a nossa provincia, porque se
referem ao encana ment das aguas pota veis do Prata,
e construcc3o do novo theatro no largo de pala-
cio. Eis-ahi dous modelos, porque conhecemos os
objectos, e podemos apreciar por nos mesmos as suas
descripcocs graphicas. Com effeito, bastan3o estes
dous artigos para dar urna idea succinta da maneira
de narrar empregada pelo autor, quando descreve;
todas as circumstancias para dar urna ideia do objec-
to fr3o miudamente detalhadas; e quem n3o tiver
visto estas obras, bastar ler as suas descripcOes
para formar urna ideia do que ellas s3o. Emlim, ao
menos para nos, que lemos vidamente a obra por
primeira e segunda vez, que comparamos entre si
muitos artigos, que consultamos e at analysmos
com escrpulo muitas noticias inteiramente novas,
parece-nos a Synopsis um monumento de intelligen-
cia, um colosso de trabalho, o um thesouro de saber
profundo. Desojaramos, portanto, que fosse lida por
todas as classes, por qualquer pessoa do povo, eque
essas noces da nossa patria se generalisassem at o
mais pequeo, sem dislincco. No seguinte artigo
consignaremos a nossa opiniito sobre outros escrip-
tos do nosso Ilustre compatriota, autor da Synopsis.
P.B.
Correspondencias.
Sri. Redactores. Se me havia dito, que, cmuin dos
nmeros do D.-novo, da semana passada, sahlra uina
correspondencia anouyma, e bastante acrimoniosa, con-
tra um dos examinadores do concurso de 28 do mez pas-
sado, e depois desta publicaco, tem-me constado, que
pessoas mal intencionadas, provavelmcnte iniihas dcs-
afectas, teem felto crr, que eu 13ra o autor de tal cor-
respondencia, e esta imputaro, que me nao deveria in-
quietar, porque, seguro no testemunho de minha cons-
ciencia, pouco me importario esses rumores, todava
sou forcado a declarar, que nenhuma parte Uve n'esse
impresso, e como eu, o sabem os Redactores do D.-novo,
de cujo mlster me nao servira em caso nenhum-
He verdade, que tenho rasoes mu poderosas para
queixar-ine da injustica, que me fizero nesse concur-
so, a que me refro ; mas, tendo eu tentado um recurso,
como ineio nico e honesto de reparar-me dessa injus-
tica, nenhuma precisan terla de soccorrer-me do favor
da imprensa, e por um modo tao inslito, e quando o
faca, como o farei mui breve, sabere poupar as regras
da decencia, que em mim requer o carcter de homem
social.
Sueiro, Srs. Redactores, dar acolhimeulo em sen
mavel jornal a estas linhas, tracadas pelo seu cons-
tante leltor Joaquim Pinto de Campos.
Senhores Redactores Vendo no I.idador, n 131, e no
Entretanto que o autor marcava em cada periodo
a "serie de factos, que Ihe pertenciSo, delineava com
talento e cordura a nossa historia ecclesiaslica, do
maneira que, se quizermos desentranhar do corpo
da obra, e por em seguimento todos os artigos a
respeito da igreja brasileira, taremos sem duvida
a sua historia abreviada desde o estabeleciment
do primeiro bspado do Brasil, meiados do seculo K!"nh" <
\V .,.- .,.,,,,,,, Je i:. C0(r, La,|H<( as SUBS alternalivi*r"*T^"5* !' "i'' '"*'" 'luc ">K umm resbettw. uao ..^ ~
de ini?ra,.,lomm,,ni X jl i i a,lernalnasI so dentar de fazer ver ao respe lave publico mais algu- f
ue engrandec.mentoe decadencia, de riqueza e po-1 mas particularidades, que teem occorrldo, e de que me I


T
tfin feito participaao minha familia; e be, que o dele-
gado do Po-d'Alho, ante de prender meus escravos c
fater o processo contra minha senhora por ter des-
pejado aquelle seu morador, diiia algumas pessoas da
plebe, que em sua casa iio, que fe"Vf T P!Z',m
da Anna do Ramos ; e parece que o seu dito tcm a guin
fundamento, visto que depois que elle prendeo os escra-
vos, e tratou de processar a senhora tem sido visto ao pe
da janellade urna das salas de minha casafem cuja sala
asalstequasl snnpre a Sra.) um vulto armado, pelas sele
ou oito horas da noitc ; pelo que suppouho esse vulto
procurar fazer com que se verlhque oprognostico, e tai-
vez desejo do Sr. delegado do Po-d'Alho. Agora digo
ao Sr. delegado, que deixe-sc de querer ser propheta ou
agoureiro, e lembre-sc, que essa Anna do Ramos pos-
sue com que sult'ragar sua alma, e tem milito quem por
ella chore, quando houver de morrer por qualquer ina-
neira. Rogo-lhes, Senhores Redactores, o favor de pu-
blicaren! esta advertencia, que venlio fazer ao Sr. delega-
do do Po-d'Alho, o qual, nao contente de perseguir-me,
trata tambem de provocar-me, e pela maneira a mais
perigosa, e Dos qurira, que as vozes de um foragido e
ultrajado penetrem os ouvidos daquelle delegado. Sou,
Senhores Redactores, seu constante leitor e assignantc
Jos de Albuquerque Mello.Outubro 2, de 1846.
Alfande^a.
RENDIMF.NTO DO DA 9........3:690/120
DESCABUEG HOJP. 10.
BrigueOthello--mercadorias.
Consulado.
RENDIMT.NTO DO DA 9.
Geral.............. M$>$>
Provincial............ _Wf
325/170
llovnicnto do Porto.
Navio entrado no dia 9.
Lisboa ; 39 dias, escuna portugueza Felii-Unio, de 93
toneladas, capitao Jos Francisco Mcndes, equipageni
12, carga vinho c mais gneros do palz; a Thomaz de
Aquino Fonseca. Passageiros, Jos Vicente Marques,
Francisco Piuheiro llorges.com 1 criado, Portugueses.
Navio lahido no meimu dia.
Paralilba; Iilatc Trei-Irmaoi, capitiio Florianno Jos Pc-
reira, carga grneros do paiz.
Ubiervaeao.
No dia 8 nao entrou nem sahio embarcacao algunia.
De: la rages.
=De ordem do Sr. coronel pagador militar desta pro-
vincia, Jos de Brito Inglez, e em vil lude do oflicio do
Exra.Sr presidente da provincia, de 5 do corrente, se
faz publico, que em odia terca-feira. 13 do corrente,
ao mrio-dia, ter lugar, peante esta pagadona, aarreT
matacn, em hasta publica, de 19 cavallos pe lenccntcs a
conipanhia fixa de cavallaria delinha, que se acharad
nessa occasio porta do edificio da thesourana. Os
pretendentes. entretanto, podem veros referidos caval-
los no quartel di referida companhia, onde existem pa-
ra esse fin orden do Exm. cominandante das armas,
segundo noticiou esta pagadura o respectivo capilao
da companhia.
Pagadoria militar de Pernainbuco, 7 de outubro de
1846.
O escrivao
Joaquim Maiinho Cavalcanli de Albuquerque.
O lllm. Sr. capitao do porto manda faier publico,
que o expediente da capitana tera lugar todos os das,
desde as oito horas da inanhSa at as tris da tarde, em
cujo tempo ouvir as partes, que llie tenhao de fallar so-
bre negocios ordinarios ; e que antes e depois, e mesmo
a qualquer hora da nolte, dar sinenlc audiencia a
aquellas, que, em consequencia d'occurrencias extraor-
dinaria, necessitem por isso de promptas providencias
da capitana. __' .
Capitania do porto de Pernanibuco, 7 de outubro ae
1846.
0 secretario,
Alexandre Rodrigues dot Anjoi.
Tliearo publico.
HOJE, 10 DO CORRENTE.
Beneficio do director.
GRANDE PECA NOVA
A CONQUISTA DE MALACA,
ou
O VALOR DOS PORTUGUE7.ES NA INDIA.
Drama histrico original, tirado da Ana Porluqueta,
de Manoel de Faria c Soma, parte 3.', dividido em b qua-
dros, e 5 actos. _,
1. quadro, o Juramento.2., o Combate.-- ., os Iu-
mulos da India.-iA, TraicSo ao traidor.^.)-* o > V
Defensora.--*!.0, o Funeral de D. Simdo de Mello. f
N. H. O maior numero possivel de tropa, que poder
conter o theatro, formar o ataque dos Portugueses, em
tre columnas, contra os Momos : sendo lodos vestidos
ao carcter do secuto XVI. Na vespera do espectculo
llavera ensaio geral a ferro efogo;oqucse faz scienle
s autoridades competentes, e aos Srs. inspectores de
quar eiroi^.^ w| chega0 0 tempo das calmas, e mul-
tas pessoas vao passar os domingos no campo, passao os
espectculos a ser aos sabbados .
publica.
Apollo, trillazn n. 2,ou com o capitao, Ignacio da Fon-
seca Marques,
0 patacho nacional Novo-Samivu,
pregado e forrado de cobre, de superior
marcha segu para a Baha imprele-
riveimente at o dia i5 do correte ,
com a carga que tiver : para esta ou
passageiros aos quaes offerece cxcellen-
tes commodos trata-se com Machado
& l'inheiro na ra da Cruz n. Go ,
ou com o capitao, Joaquim Bernardo de
Souza.
I.eiles.
AO PUBLICO.
Hoje, 10 do corrente a 10 horas da manhaa con-
tinua o leilo de fazendas ferragens e miudezas da loja
da esquina do Livraiuento n. 1, da Viuva de burgos 8t
Filhos aonde continuar a se arrematar por todo o
prc9Q que se oll'erecer, sem limites.
= JamesTylii, capitao do brigue Inglez Counten-of-
iir/miii, far lelo, |ior conta c risco de quem pertcn-
.r, empresenta doSr. cnsul de S. M 11., e por iuter-
vencao do correter Oliveira, de urna porcao de couros
salgados verdes: seguuda-felra, 12 do corrente, s 11 ho-
Ahiga-seo sobrado do becco do Pa-
dre, n. 8 : quem o pretender, dirija-se
a ra do Trapiche armazem n 19 a
tratar com Domingos Sorianno Goncsl-
ves Kerreira.
Precisa-se de 10 serventes de pedreiro libertos ,
ou escravos ; pagando-sc o jornal pelos dias de tra-
balho ou por empreitada da obra, para a qual se quer:
na ra Direita sobrado n. 121.
Francisco Scverianno Rabcllo embarca para fora
da provincia o seu escravo Joao de uaco Costa.
O abaixo assignado tendo declarado pelo Diario
de Perwmbuco, n. 190, nao considerar o Sur. Paulo Jos
de Almeida desonerado do que Ihe devia a firma do
Arrenda-sc um sitio grande com duas CMM *P*
dra e cal, para urna grande familia, com cinco viveros
da peixe, pasto animal para oito ou dez vaccas, ows-
do* ae beber, muitos ps de fruteiras de varias quali.i-
des, boa baiU para nielo.s, melancias c capun quem
6 pretender, dirija-se ao mesmo sitio einSauto-Au.-.o,
logo no principio da estrada, que vai para llelem, a rai-
lar com seu proprici.irio, J. B C. Tresse.
D;o-M dcO/atc 400/rs. a juros, sobre penhores de
o, ou prata- na"ra da Gade'ia do Kcclf.. i..46.
= Puntes & Sampaio faiem scicnte ao publico que
Thoniai Rodrigues Ferreira deixou de ser seu caixeiro,
de hoje em diante. .
Recifc, 6 de outubro de 1846. ^^ ^ ^^
existir nesta provincia o Sr.
= Deseia-se saber, se existir nesia |iiu>mu.
Jos Perora Rabcllo Vareiro, natural *3&B~
AmedaCoa7delarapeo presente ter recebido do "**&**" dar noticias em Fora-de-Portas .
Sr. Bernardo Rodrigues Grannozo e Costa socio liqui- panana n. i. refinador de assucar: na ra
datario da extincta firma de Almeida Costa tanto a con- .^ZZ'"JL,
ras da manha, no armazem do Sr. Silvestre
co-Pontas.
uas Cin-
Avisos diversos.
On. 133 achar-se-ha a venda, hojea larde, napraca
da Independencia, liviana ns. 6 c 8; na ra doColle-
gio, loja de livros da esquina ; e na typographia Uniao ,
tanto ette numero, como os anteriores.
=Orl'crece-sc para administrar um engenho, umapes-
soa competentemente habilitada e acreditada, sobre
quem pode descansar os interesses do engenho : quem
precisar, annuncie.
= OH'erece-sc um 111090, para caixeiro de engenho,
tniuliein ti'ni alguma pratica de machina de vapor, e por
isoe torna mais til a algum engenho, que telilla va-
por, e d fiador a sua conducta : quem o pretender, di-
rija-se a ra Nova, n. 42.
= Permitte-se a qualquer pessoa a faculdadc de tirar
madelra e ferragens dos restos da galera Nova-Aurora,
enralhada na Doro* dos Passarinhos. Esta autorisasao he
dada pelos fiadores do arrematante,FirminoJ. F. da Ro-
sa 81 lrmo.
= Roga-se a Senhora Rosa Mara Antunes, moradora
no bairro do Recite, queira ter a bondade de vir resga-
taros seus penhores, de hoje a 3 dias, que tem na loja
de marceneiro da ra daCadeia de S.-Antonio, n. I8,na
nio de Antonio Teixeira dos Santos: do contrario, ven-
der-se-ho, para seu pagamento, pois j se tem annun-
ciado tres vezes.
= Precisa-sc de um bom amassador, que emenda bein
de masseira, e se Ihe dar o ordenado conforme o seu
merecimeuto : na prata da S.-Cruz, padaria de una so
porta junto ao sobrado. Na inesnia vendem-se mais de
duzentas barricas vasias, inuilo novas, limpas c quasi to-
das americanas. .
= Aluga-se o sobrado por cima da venda, na pra{a da
-Cruz, ao p da padaria de una s porta : a tratar na
para
Avise s maritinioSi
-Vende-sc a sumaca Sonla-Mario-floa-Sorif, fundea-
da ao p dos arrecifes, com todo o seu apparelho trata-
se a bordo com o niestre, al as 8 horas do da, ou em
tena, na venda da ra larga do Rozarlo, n. l\-
= 0 patacho portuguez Mario U Joaquina, novo, for-
rado e encavilhado de cobre, tem V, de seu carregainen-
toprompto; ainda recebe alguma carga a frete. epassa-
geiros, para o que l.ni bons coiiimndos : OPKttBden-
tes tratemeom os consignatarios hi-1111110 J. F. da llosa
& Irmao, na ra do Trapiche, 11. 44, ou com o capitao na
prata, Manoel da Costa c Silva.
Segu viagem por estes i5dias .
para o Rio-r.renJe-ilo-Stil o brigue In-
dependenle : quem no mesmo quizer
carregar transportar-se ou embarcar
enclavo a frete fulle a Manoel Alves
Guerra nu com o capitao Fructuoso Jo-
s l'eieira Dulra.
O brigue nacional Jpiter, qlie deve chegar do
Ass por estes dias, e segu para o Rio-Grande-do-
Sul recebe passageiros; para o que tem racellentea
coinmodos, e escravos : a tratar na ra da Cadeia-Vc-
Iha, n. 33. ,
Para o Rio-de-Janeiro propde-se a sahu prev u
brigue nia-A/ori-oa-Snri, capitao Jos Joaquim
Dias dos Prazeres, por tera malaria do seu carrrganien-
to : pode ainda receber alguns volumes miudos, assim
como escravos, para o que tem bous coinmodos, c mes-
mo passageiros: para o que trata-se com Amorim Ir-
mos. ra da Cadcia, n. 4, ou com o capitao
Para o K'.ta' ""ne viaeem, no da 11 do corrente, o
briguVnacionaTCompelidor; pode receber carga a frele.
bein como passageiros: para o que trata-se na ra de
S.-Cruz, ao p da padar
inesnia'padaria.
Perdco-sc um chapeo do Chile, da pra9a da Inde-
pendencia at a esquina da ra do Rangel que volta
para a ribeira. O chapeo esta roido na aba, nao he tor-
rado, e est com trancelim de re trox preto, em tomo
da forma, de maneira, que deixa cahir urna bolota.
Queni o achar leve, a casa do Sr. Jos Higlno, ao ca-
noeiro Jos Marcellino de santa Isabel, que recompen-
sar generosamente.
m 1 'bomas baptista Duartc rctira-sc para fora da pro-
vincia. .
=Traspassa-sc as chaves de um arniazc 5 de carne,
naruadaPraia, n. 31, vendendo-se oque ten. dentro:
na ra do Vigario, 11.22, ou na ra Nova, n. oj, primei-
roandar.se achara com quem tratar.
A abaixo assignada. tendo lido, 110 Cuino de fer-
nambnro de 6 do corrente, um annuncio assignado por
Bernardo Jos de Barros, declara ao respeitavel publi-
co, que ella se acha competentemente autonsada pelo
iuio da 2.' vara do civel para poder figurar em ju.zo
e que a escrava Mara, que, no mencionado annuncio,
di o dito Barros ser sua propriedade, por compra relia
a Jos Ribciio da Silva, marido da abaixo assignada,
nao fora apprehendida pela polica, mas s.ni rccolhida
ao callabomo voluntariamente pela annunciante, de
cuia casa havia ella fgido, ha quasi dous anuos e meio,
nem he propriedade do mesmo Barros, pois que a
annunciante a houve depois He estar lora da companhia
de seu marido, conservando-a em seu poder mais de
tres anuos, e que mesmo a venda, que se di ter o ma-
rido da annunciante feito de seus escravos, he inicua-
mente phanlastica, dolosa, e com o fim de defraudar a
annunciante, e mais credorrs, como em mizo se pro-
var Josevhina Sebastiana Caralcanli de Albuquerque.
Um honiem, de idadede 54 annos, sem familia, com
disposiro e robustez para todo e qualquer servico do
campo, se oeiece para administrador de engenho,
tanto distante, como perto da praca, anda beni para lora
da provincia, por ter smeteme prat.ea, iyio smente no
quedizrespeitoagricultura, como, no espacxi de lban-
nos, que fol senhor de engenho. aprendeo todo oflicio
necessarioao mesmo engenho, como mestre de assucar,
lirU'Millun"i"w v6v-r--------- .^. r.
purgador.carpina e pedreiro; que, sendo necessano fa-
ier qualquer obra, nao se fa preciso mestre : assim co-
S
ta de lvro como a importancia de urna lettra de 410/700
rs., no seuvencimcnto.= Leopoldo Jos da Costa Araujo.
Galvao & Ferreira fazem saber a seus credores que
haiao de apresentar suas contas hoje 10 do corrente ,
as 10 horas da manhaa, na ra da Senialla-Nova, venda
n. 39.
D. Isabel Joaquina Velloso de Asevedo embarca para
o Rio-dc-Janeiro ou outro qualquer porto do Sul, a
sua escrava Isabel de naciio Angola.
Aluga-se urna canoa de carregar agoa que esteja
estanque c eni bom estado ; um preto ainda que nao
seja moco para trahalhar em um quintal: quem tiver
una e outra cousa para o dito ti 111, annuncie.
Aluga-se una casa terrea rom coinmodos para
familia na ra da Alegra 11. 42 : a tratar na ra da
Aurora n. 44.
O abaixo assignado declara a todos os seus deve-
dores que Augusto Cesar Laymcr deixou de ser seu
caixeiro, desde o dia 4 do corrente; e por isso, que qual-
quer recibo passado pelo mesmo Sr. depois desta da-
ta, nao Ihes ser levado em conta.
Jna Lui Vianna.
O Sr. Pedro Garca Pratcs tenha a bandade de ap-
parecer, na ra do Crespo n. 6, a negocio de seu 111-
teresse.
Roga-se a quem forein oft'erecida 3 voltas de cordao,
com nma mcdalha e um diamante querendo restituir,
dirija-se a ra Dlrelta 11. 23 que sera recompensado.
Quem precisar de urna pessoa hbil e com bastan-
tes conlieeiinentos para administrar qualquer enge-
nho annuncie a sua morada.
Aluga-se pelo tempo da flta ou an-
imal, una casa multo fresca, e sitio,
com inultas aores que estao dando
fruclo na ra do Boni-Succsso : a tratar no pateo do
Carino, 11. 18 segundo andar.
Aluga-se urna casa terrea, sita na travessa do Di-
que n. 14 : a tratar na ra da Crus, 11. 12 com o pa-
= O arrematante do imposto de 20 por cento sobre o
consumo das ago'ardentcs de produccao brasileira avi-
sa aos Srs., que anda nao pagro dito consumo, ve-
uhao faze-lo nos dias 10 (hoje), 11,12, 13 c 14 do cor:
rente: na ra Direita, n. 80: lindos osquaes, se proceder
na forma da le Contra os que dciviirm de pagar,
ARREMATADO.
Ter9a-fcira, 13 do corrente, s 3 /, ''ras da larde, a
pona do lllm. Sr. doutor juiz dedreto da 1. vara do
livri, Antonio TrlstSo de Serpa Brandio, naruaKora,
n. 14, se hao de arrematar, de renda animal, as casas ele
Joao Thon.a/. Pereira, ns. 29 e 31 da ra da Praia ; sendo
a mesma arrematacSo dividida na forma srgiiinte: os
dous primeiros andares avallados em X*)S rs. ; armazem
com todos os fundos, da casa n. 29, por 200/ rs.; a da
casan. 31, com os mesnios fundos cni200/rs.; un cor-
redor da casa n. 31, por 60/ rs.; una easa sobre pilares
no fundo das mesillas propriedades, por 100/ rs., por
exeeu9o, que Ihe encamnha Manoel Jos Ooncalves
Braga por dito jalao, escrivao Reg. Os pretendentes
podem dirlgir-se, no indicado dia, as 3 '/3horas da.tarde,
visto ser a ultima pra9-a. Nao vao praca os segundos
andares e soto, pelo exequente ter concordado com os
nqulinos a continuaren! pelo mesmo arrendainenlo ,
se ponentina recolherein a deposito geral, no da do
seu vencniento o importe da mcsina renda, que se ha
de vencer em desembro deste anno, e do contrario tam-
bem rao em sen devido tempo a praca de renda
annual. -------- per(,._
dir o motivo de por em pratica o seu prestimo.
- Hnsnao-se meninas com todaperleijao
a saber :
prlmeiras lemas, grammatlca portugueza, aiiihmcti-
ca, doutrina christaa, coser, marcar, bordare fazerla-
varlnto : assim como tambem ensnao-se meninos, tanto
,, paiii.iilar.comoem suas casas Quem de seu pres-
tlmo se quizer utilisar, dirija-se ao Aterro-da-lioa-Vi. ta,
loja de miudezas, 11. 54, ou na ra Velha, 11. 119, onde a-
char com quem tratar.
Jos Joaquim de Mesquita, abaixo assignado, annun-
ciaao publico, que vai abrir loja de fazendas na esqui-
na do sobrado dos Quatro-Cantos. ao p da outra sua lo-
ja, por virtude dolrrendamento dapropnetaria.quc tem
em seu poder contr atado por 5 annos.
Joi Joaquim di Mesquita.
Perdrao-se tres voltas de cordao, c tres ditas de col-
lar, com um par de cornalinas de orelhas. da ra do Li-
vrainento at a ra do Crespo; quem achou, querendo
restituir dona, que be urna pobre, leve a dita ra do
Livramento, casa do Sr.Medeiros, quesera recompen-
Sa Prevlne-se ao respeilavcl publico que nao con-
trate a compra da escrava Gertudes com Caetano de
Assis Campos ; pois que ella faz parte ic uns bens per-
leiicentesaorphaos.equcainda nao furao inventanados.
A mesa rgedora da irmandadede S.-Benedicto do
convento de S.-Franclsco desta cidade pretende fascr a
festa do mesmo Santo no dia 25 do \forrcntc. Roga aos
seus irmos quero pagar os seus annuaes, e algumas
pessoas assentarem na dita irmandade, c os raos sub-
jeitos tambem 110 mesmo da a pagarem tambcui, pois
he no domingo.
Joaquim Jos Dias Pereira embarca para os portos
do Sul o eu escravo Antonio de naca-J Congo.
= He chcadn aloja de ferragens de Jos Luis Perei-
ra, na ra Nova, n. b, um novo sortiniento de panellas
chalchas, ca9arolas e fregideiras de ferro sob porcela-
na : este novo treui de eozinha torna-se recomiiiendavel
peloasseio e dura9o, que ollercce, tornndose mal
til a sade, por ser livre de ferrugein e rstanho. Os
Srs. que nao forao servidos, queuao apparecer em
tempo.
Na noite do dia 4 Para amanhecer
o dia 5 to corrente urtrao do quin-
de Jos Joaquim do Espirito-
becco do Veras, que volta
Velha urna bacia de cobre ,
tu I da casa
Sanio, no
para a ra
grande com duas arrobas e meia c dt as
libras e com ps de robre por baixo.
Roga-se a quem for offerecida, baja de
apprehender a quem br oll'erecer que
se agiadecer generosamente fazendo-
se publicar o seu nome no Diario.
SOOIEDADE
HARMON1CO-THEATKAL.
A commissao administrativa na forma do artigo 41
dos estatutos convida pela segunda ves aos Srs. socl"s
em geral para rcunio da sociedade domingo II do
corrente pelas 10 horas da manhaa no theatro de
Apollo : scientifleando-os de que neste dia sera apre-
sentado o projecto de novos estatutos.
D-se dinheiro a premio sobre penhores de ouro
e prata : na ra Imperial, n. 47, defronlc do vivrro do
Muuiz.
Aluga-se o terceiro andar da casada ra larga do
Rozario, amigamente dos Quarteis n.20, com bas-
tantes cominodos para familia : a tratar na incsma ra,
n. 18.
Dase dinheiro a premio com penhores, mesmo
em pequeas quantias ; na ra do Rangel, n. 11.
Precisa-se de um rapaz brasileiro ou portugus
para caixeiro de venda, tenha ou nao pratica ; em F-
ra-de-Porta, no pateo do Pilar.
Jacintho Aflbnso Bolelho embarca o seu escravo
cabra de nome Rayinundo para fora da provincia.
Antonio Jos Dias Braga subdito de S. M. F rc-
tira-se para fura da provincia.
__Precisa-se de urna parda, ou preta de mais de .10
annos. para utua casa de pouca familia: na ra Nova,
loja n. 58.
Na ruado Rangel, n. 11 quer-se fazer negocio
com os escravo de Francisco Jos Gomes de noines :
Bernardo Maria de Angola, e Genoveva crioula : se
alguem se julgar com direito aos mesmos annuncie
por esta folha ou dirija-se a dita casa no j.razo de 3
dias.
Precisa-se alugar um moleque fiel e sem vicios
que sejabem intelligente para o servito externo de urna
casa de pouca familia. Dirigir-se a ra do Rangel, n
59, segundo andar. ,
Precisa-se de urna ama para o servio interno de
nina casa de pouca familia que saiba cozmliar, engoin-
mar e tratar de meninos e que nao tenha vicios. Uin
gir-se a ra do Rangel n. 59, segundo andar.
-- \lugao-se qualro casas para se passar a lesla.ou por
anno, no sitio So Cajueiro, e dous sitios nos Afogados :
da Senzalla-Nova, n. 4.
= Maria Ignacia dos Santos embarca para o Hio-ae-
Janeiro, o seu escravo Pedro, de na?ao Cabunda.
= Precisa-se de offieiaes de alialate, lauto de obraa
grandes, como de pequeas : na i na Nova, n. OU.__
= Precisa-se de 100/rs., a 2 por cento ao mes, por
cspa90 de 6 a 8 niczes, com boas firmas : quem osqm-
ser dar, annuncie. .,:.
= Precisa-se alugar urna preta 11109a, para o servio
interno e externo de una casa de pouca lamilla : quein
tiver, dirija-se a ra Nova, loja n. 19.
= Trecisa-se de um honiem portuguez, que saina le-
cer fazendas de algodao, pelo niesnio methodo, que se
trabalha na cidade do Porto, ou Lisboa ; e de outro, que
saiba faser velas de cebo, iguaesas que se fazem as la-
bricas da cidade do Porto : aquellcs, que se acharem
munidos desses requisitos, dirijao-se a loja nova da por-
ta larga, do Passcio-Publico desta cidade, que achara
com quem tratar un negocio de interesse
Precisa-se de um caixeiro, 111090, para um depo-
sito de pao e bolacha, que saiba escrever bein, e que
gote de crdito sobre sua conducta: quem estiver nesta
circumstincias, dirija-se antiga ra dos Quarleis, boje
larga do Rozarte, n. 20
Perdeo-se, na noite de 6 para 7 do corrente, na es-
trada do Reeife at os Apipucos. um relogio de caixa de
ouro lisa, com mostrador de lou9a, deseoberU e ja ra-
rachada, com as horas em le tiras romanas, eeom o no-
me de Gerard. Paris, no Interior da caixa do mesmo .
quemo adiar e quiser restituir, dirija-se a ra da Crus,
.1 20, em easa dos Senhores Aviial Irmaos. que seb-
ear nao s agradecido, como tambem sera geuerosa- (
mente recompensado.
SOCIEDADE THEATRAI. MELPOMF.NF.NSE.
O concelho deliberativo fa/seienteaos Senhores socios,
que os bilhetes para o espectculo de sabbado (10) priu-
eipio a entregar-se, na ra da Cadeia-\ clha, loja de
miudezas, n. 9. ...,
O concelho, querendo coarctar certos abusos, que or-
dinariamente se praticao, previne: 1. que s0'era,'""
gretso o individuo decentemente vestido; 2., que, tendo
nomeado para esta recita empregados bastante exactos,
sero baldadas quaesquer tentativas, para que entre.n
pessoas de um onde outro sexo, sem ocouipetente billie-
lc;3, que, tendo o referido concelho, tomado paraaso-
ciedade um novo rgimen, tomante exige dos Senhores
so, ins nina mensalidade, e envidara seus esfo^os, para
.preseotar-lbes espectculos, em seus devidosmczes;4\"
linalniente, que so serao <:onsideradoS socios aquellcs,
qqe procurarem os bilhetes desta recita, para poder re-
gular o dividendo das seguintes. Outro sim, o respec-
tivo thesoureiro s entregar as partes a seus verdadei-
ros donos ou a pessoa devidamenle autorisada.
-- Urna pessoa capaz se oterece para
fazer qualquer escripia e tra/.e-la em da,
empregando-se nisto tao smente nos
dias ideis e feriados : os Srs. que
de sin prestio se quizerem utilisar, nos
referidos dias annunciem para seren
procurados ficando scientes de que
serao agradados e satiseitos
Alugao-sr 2 sitios vm na campia, e outro na
ra da t asa-Forte com bons coinmodos ; o segundo
andar do sobrado amarello da na Augusta, com mul-
los comraodo ; a loja do dito com 3 portas propria
para venda ; urna loginha na travessa do Monteiro ;
una casa, na ra do Cotovello na lloa-\ ista n. 7 ; os
terceiro e quarto andares do sobrado da ra d
rim n. 19: a tratar 110 primeiro andar
brado.
AVISO IMPORTANTE
AOS
SENHOBESDE ENGEiNHU.
P E Alves Vianna com armazem de assucar na ra da
Senzalla-Velha, n. 110, recebe assucaes conimis-
ao. com as vantajosas eondl(0ea indicadas na tahella
segulnte:
ItABTIUMK^
DAS CObUOSSOES DE VENDA.
A1110-
inesiuo so-
Conmiisso de venda decaixas......1
.. de saceos c barricas por) ijmp0rceuio
barcajas...... nicamente.
,, >, de sacos em combois as \
costas de cavallos. .
h por encoslar ou dcposi-\
tarassucarcs.acsperade viniereis por
obter augmento 110 P'e- >ulna arroba.
90, e por qualquer tem-1
po, que Ibes convier. /
Fazem-se adianlumeno com garanta solida nesta
pra$a.
AOS SENHORES NEGOCIANTES EXPORTADORES.
Pela compra por sua conta e soque oui
ensaque de assueares, 110 referido ar-f Q,larenta ris
maten), nclusiveocarretuparaoeiu-/ cada ,g
barque dos mesnios assueares.Com-1
misado de bracagem.........;'
Rccebem-se em pagamento leltras auO das, agradan-
do as firmas. ,
Do-se todas as garantas ao gosto do comprador.
= Roga-se a ceno Sr.. morador na ra da Praia, que
mande pagar, no pr..so de 8 dias, na loja da ra Nova,
n 60, 38/ rs. de saldo de una casaca de panuo, e uina
calca de casimira, que inandou fazer o anno passado,
para Ir na procissao de (rpo-de-eos:do contrario, le-
ra o praser de ver seu nome porexteuso neste Diario.
Compras.
quem o pretender, alrlja-ai
lar por piejo couimodo.
Compra-se, ou troca-sc poroutros livros, a Bi-
blia pelo padre Antonio Pereira ellos Sanctorum, usa-
dos: quem quizer, annuncie.
Couiprao-se cavallos para a companhia de caval-
laria : na ra Helia, sobrado n. 14 quartel da residen-
cia do capitao commandanteda mesma companhia.
Compra-se qualquer partida de vidro branco que-
brado : no fundo da igreja da S.-Cruz da Boa-Vista ,
venda n. I.
__Compra-se uina banda com bacalhaos de ouro ,
com pouco uso e sem defeilo para ofncal subalterno
da guarda nacional; na prara da Boa-Vista venda
n. 13. ,
= Compra-se una obra de Cuniliati theolngia mo-
ral em portuguez. h impressao de 1826 a 1829; na ra
da Cadeiado Recifc ,11. 54 a fallar com Joaquim Ri-
beiro Pontes.
1 Comprase urna carroca nova ou com algum uso ,
..............litio. ,ara tra-lnii.-irvn nnra carregar nma pipa por balso do leilo
Pa 1 ua da Aurora casa de C, Starr Si C.
i tu. itii Ann
___


4
Comprfio-se escravos de ambos os sexos, entre
elles duas pretas,ou pardas.cngonimadeiras : na ra
Nova, loja de fe-rragcns, n. 16.
Comprfo-so :t escravos, de 20 a 30 .annos: na
ra da Florentina, n. 7.
Vendas.
= Vendem-se 4 lindos moleques de 16 a 18 annns ;
mu dito, de 7 anuos ; don pardos sendo mu dcllcs
proprio para pagein ; un ililo, de 10anuos ; un cabra,
de 2l) anuos bnm carrciro ; un preto de 30 annos ,
canociro ; urna parda, de 25 annos com algumas ha-
bilidades ; duas pnlas, da bonita) Agliras, de 18 an-
uos com habilidades : na rua do Collegio, n. 3, segun-
do andar.
= Vendc-sc uin oratorio grande de Jacaranda pro-
prio para se di/.er missa ; na ra da Seuzalla-Velha,
ii. 70.
Vendeui-se 8 escravos; una preta, por 300^000 rs. ,
pie ierra 1..... a una casa e he ba quitaudcira ; 3 di-
las boas para todo o trrico ; um preto, de 40 annos,
l>or 300/000 rs. milito forte para todo o trabalho ; uin
bonito nimilo de 20 anuos bom pagem e oflicial de
ail'aiale: 3 ditos bous para o trabalho de campo, na
rila do Crespo u. 10, primeiro andar.
Potassa branca,
da mais superior qualidade em
barricas pequeas, e desembarca-
da no dia 30 de agosto prxi-
mo passado, vendese por pre-
co commodo : emeasa de L. G.
Fcrreira & C.
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Farelonovo,
em saccas grandes vende-se no armazeni do Bacelar ,
confronte a escadiulia da alfandrg.i e em casa de J.
J. Tasso Jiinior na ra do Amorini.
luchas >aiities de Hainl)iiio.
Vcude se a retalho una partida destas verdadeiras
sanguesugas, chegadas ultiiuamentc, em porefiea de 100
1.1ra cima, porpreco conuiiodo. Na ra do Amoriin, n.
5, primeiro andar, ou no armaiem de bacelar, no caes
$
ila alfaiidega.
Rap-Principe.
Araba de chegar to Hio-ile-Janeiro
rsle excdlente rap, o melhor e mais
proprio para consumo deste paiz pelo
liom aroma, exi|ii! de da dcstilacao : esta pitada lie di-na de
ser apreciada pelos amadores do bom ra
p, aos quaes se <:onviila a experimenta
rcm. Vende-se no deposito, na ra do
Trapiclie n. 34; no bairro do Recife,
liourgard, Antonio Francisco de Aloraes,
Jos Carlos Ferreira Soares Jnior, Fon-
tes & Mello, Guedes & Mello, Augusto
Ferreira Pinto & C, Joao da Cimba Ma-
o-..llifie.s ; ra do Crespo Henrique fk
C. ; ra do Qneimado, Campos & Al-
meida, Corlrra & GuimarSes ; ra doy
Qnarteis, Victorino de Castro Moura ;
rua do Livramento, Francisco Cavalcan-
ti de Albtiquerqiie; rua do Cabug, Jos
Joaquim da Costa, Francisco Joaquim
Uuarte, Tbomazde Aquino Fonseca; pra-
ca da Independencia Cbristovao Gui-
hermeBrekenifield,Furtunato Pereira da
Fonseca Bastos; Aterro-da-Boa-Vista,
l'aetano l.n'u Ferreira, Estima, Leal &
Innao, Antonio Ayres de Castro k C;
praca da Boa-Visto Manoel Francisco
Kodiigues, e Alexandrc Jos Lopes, rua
doBo7rioda Boa-Vista.
Vendcm-se globos de vidro,
muilo bonitos, pan candieiros
de machina tanto em porgo
como a retalho por prego m-
dico : na rua do Cabug, lojas
de fazendas de Pereira & Gue-
des, ns. 4 e6.
Vende-se um piano milito bem construido e de
boas vo/.es por preco commodo ; na loja da esquina da
rua do Crespo, A 7.^000 rs. o corte ce cam-
braia de listras e barra
de seda.
Na ruada Cadeia doRecife n. 35, vendem-se cortes
de cambraias de listras e barra de seda, a 7/000 rs. ;
ditos de dita tecida caberla a5/000 e 6/rs ; ditas pin-
tadas, a3/000 rs. ; riscados francezes, minio linos e lar-
gos de bonitos padres a 240 rs. o covado ; ditos de
listras imitando seda, a 220 rs. o covado; brins listra-
dos de cores, de puro iinho, a 800 rs. a vara.
= Vende-se potassa branca de superior qualidade,
em barris pequeos ; em casa de Mathcus Austin &
Companhia, na rua da Alfandega-Velba, n. 30.
A S>OOrs. o corte de casimi
ras francezas, elsticas.
Na rua da Cadeia do Recife n. 35 vendem-se cor-
tes de casimiras superiores francezas e elsticas de
padroes aluda nao vistos a 5/500 rs. ; chales de seda ,
inuito bonse grande* a 12/ e 14/rs. ; ditos de laa com
palmas de setini ; ditos de dita eom listras assetinadas ,
a 3/rs. ; ditos de cambraia de algodiio e seda a 2/300
rs. ; ditos de laa a 2/rs. ; ditos de camhraia branca
adamascada, aSOOrs. ; leudos de seda com franja, de
quadrinhos e palmas de setim de cores, a 1/200 rs. ; di-
tos de dita de cores a 800 ris.
conomia para as senhoras.
Sao chegados a loja da rua da Cadeia do Recife, n. 35,
uns bonitos delicados e econmicos manteletes to-
dos de boa laa lavrados e imitando seda proprios pa-
ra as senhoras iremao banho pela festa, pelo diminuto
preco de 2/000 rs.
=-; O corretor Oliveira tem para vender cobre em fa-
lla e pregos de dito para forros de navios : os pretcn-
dentes dirijao-se ao mesino, ou aos Seuhorcs Mesquita
& I mu i.
Vendc-sc nina negra milito moca e de elegante fi-
gura, com habilidades, que se diroao comprador; cinco
moloques de 12 a 14 annos, 2 negroi le 24 a 30 annos, e
4 mulatas de 18 a 24 annos, entre ellas una perfeita en-
gominadeira < costurcira na rua da Cadeia do bairro de
S.-Antonio, n. 25.
Vende-se carne do sertao, milito gorda e nova, por
ter trazido 10 dias de viagem do Aracalv : na rua da Ca-
deia do Recife, n. II.
\eiide-seuin bonito esclavo ptimo para o ser-
vico do campo por ter do incsiuo bastante ortica,
ou para qualquer ouiro frrico, por ser bastante h-
bil : na rua Dircita 0. 18.
Ascarro, a 1MQ rs. o covado.
Na rua da Cadeia doRecife n.35 vende-se esta fa-
mosa fatenda denominada ascarrao pelo admiravcl
preco de 240 rs. o covado.
CARNAUBA,
vende-se no arniazcm de farinha, do caes do Collegio ,
de superior qualidade em porfo e a retalho por ba-
rato preco.
= Vendem-se, no deposito de farinha de mandioca,
da rua da Cadeia de S.-Antonio, n. 19, saccas com boa
farinha de IMag, a 5/rs.; ditas de S.-Iatheus, a 4/rs.;
ditas de arroz de casca, a 4/rs. ; ditas de milho, a 4/rs.;
e una porcao de saceos vasios, de estopa.
= Vendem-se moeiidas de ferro para engenhos de as-
'.iii ai, para vapor, agoa e bestas, de diversos lmannos,
por preco commodo ; e igualmente taixas de ferro coado
e batido, de todos os tamaitos : na jirafa do Corpo-San-
to, u. II, em casa de Me. Calinoiit X Companhia, ou na
rua de Apollo, arinazem, n. 0.
Vende-se urna parda moca, sadia sem vicios e ro-
busta que sabeengouiiuar co/.iiihar e coser;.na rua
da Aurora a fallar com o coronel Joaquim Jos I.uizde
Sonta.
Na esquina da rua do Collegio, loja n. 5, ven-
de-se um raliriuha, de 13 anuos, poucomaisou me-
nos, por 400/000 rs. ; duas pretas de Angola, de 20
e lautos anuos, a 400/000 rs. cada tuna estas so
proprias para o servieo de engenho, ou outro qual-
quer do rampo, por terem viudo do ico.
AO BARATEIRO DA RUA 1)0 CRESPO, L0A, N. 3.
ATrENCAO!
Na loja, n. 3, da rua do i respo ao p da esquina con-
fronte ao arco de Santo-Antonio vciulem-.se liudissimns
cortes de setim lavrado no melhor gosto do paiz a 3/000
rs. o corte. Esta fazenda, pelos seus brilliantisniose mo-
dernos lavrores, tanto por serpropria para colletcs co-
mo pelo seu moderado preco, se torna recoininendavel
e digna de grande concurrencia. Vendem-se igualmen-
te lindissimos lencos de setim de modernos lavrores
roprios para grvala, a 3/000 rs. Alin disto, continuao-
se a vender chitas modernas, algumas dellas seguras de
tintas a 1-40, lOe 180 rs. o covado ; loucainha para ves-
tidos, que finge limito bem qualquer seda de alto prefo,
a 240 rs. o covado ; panno lino aiul escuro proprio para
farda e muito superior, a 4/ rs. ; dito verde-escuro, a 2/
rs. ; dito inulto superior ,fazenda para sobre-casaca, a
4/000 rs. ; balsemiras, fazenda de laa para vestidos de
senbora, padres escuros, porin modernos, a 320 rs. o
covado ; cassa-chita, com vara de largura, a 320 rs. o
covado; assim como um sortimento completo de fazen-
das para trauco, como sejao algoddcs entrabados, mes-
ciados e alistrados, a 240 rs. o covado ; e tudo o mais por
pref os moderados. Diio-se francamente as amostras sob
o competente penhor.
Na rua do Crespo loja nova
n.tl, de Jos Joaquim da
Silva Maya ,
vende-se um rico sortimento de castijaes de finissima
casquinha, com suas competentes lanternas de gos-
tos os mais modernos que teein apparecido pelo di-
minuto preco de 8/, 10/ e 12/rs. cada par.
= Vende-se um sobrado de um andar e sotao na
rua da Aurora n. 34 : a tratar na rua da Cadeia do
Recife n. 38.
Vendem-se 28 escravos sendo : prctos, pretas '
pardos, pardas moleques negrinhas e mulatinbas ,
de bonitas figuras sem vicios, e chegados prxima-
mente do Aracaty : na rua da Cruz, no Hecife n. 51.
Vende-se, na rua da Cruz, n. 6o,
cera em velas, de superior qualidade, sor-
timento ao gosto do comprador, e por
preco mais commodo do que em outra
qualquer parte.
Farinha SSlSF,
da muito acreditada fabrica de Molino Strazig sendo a
ultima chegada a este merrsdo em pequeas c gran-
de porfei: a tratar com J. J. Tasso Jnior
Vendem-se varios escravos entre olles 2 pretas
paridas de pouco com habilidades e de boas figuras ;
una preta com dous lilhos de 5 annos : na rua Nova,
n. *||, segundo andar. '
Vndem-e passas miudas, para fazer podins ; ce-
rejas e ameixas seccas ; faijfles ; ervllhas ; Icnttlhas ;
chainpanha ; vinhodo Porto; Schcrry ; Madeira; viuho
do P.Orno ; Sauternes ; Clarctte, em quartolas, caixas
c engarrafado ; ago'ardente de Franca ; rum de Jamai-
ca ; Arrac ; vinho de Malaga vclbo em meias gar-
rafas ; frascos de todas as qualidades de fructas da Eu-
ropa ; repolhos conservados; mostarda; Scherry cardial;
latas de salmao sardlnhas ; ervilhas c mais outras
conservas de peixe e carne ; conservas de pepinos e ce-
bolinhos ; azeite doce em caixas; superior cha ; cha-
rutos regaba ; estes e mais outros gneros : na rua do
Trapiche arniazein n. 34 de Fernando de Lucca.
Vendem-se sapatos para homem e senhora limito
baratos : na rua Nova, loja n. 58.
m Vende-se urna venda em muito bom local, e coin
poucos fundas ; aprazo ou a dinheiro : a tratar na rua
das Flores, n. 71.
-- Vende-se champanba de muito boa qualidade ;
na rua da Cruz n. 55.
Chapeos do Chile.
Na loja de 3 portas n. 3, da rua do Crespo ao p da
esquina do arco de S.-Antonio ha um bom sortimen-
to de chapeos do Chile, de todas as qualidades ; e ven-
dem-se por pre90 tnais moderado do que em outra qual-
quer parte.
Voltarctc.
Na loja da esquina da rua do Collegio n. 5, de Gui-
naries Serafim & Companhia vendem-se cartas fran-
cezas finas, entre-linas e ordinarias ; ditas pnrtugue-
as ; todas porpreyo mais barato do que cin outra qual-
quer parte.
Vende-se panno fino verde proprio para bilhar ;
urna cadeira de arruar, forrada de seda ; macacos para
arrumar carga ; encerados paracobrir gneros : na rua
do Amorim n. 15.
=Ainda se achao alguns terrenos para se venderem
na linha da rua da Concordia, parte aterados, parte be-
neficiados, e parte alagados junto a travessa do de-
funto Monteiro. Queni o pretender, dirija-se a rua lar-
ga do Rozario, n. 20, que achara eom quem tratar : a
penheiro e taiubem a prazo.
Vendem-se casaes de pnmbos, grandes, bons ba-
tedores e de boa rafa por preco commodo; na rua da
Florentina n. 16.
Joao Stuart ainda tem para ven-
der clmles pretosde cores, e tambem pan-
no de algodiio para saceos : na ruada Al-
fantlega-Velha, n. 5.
= Vende-se urna preta de Angola, com idade de 24
annos, pouco mais ou menos, com urna cria de mais de
uiuanno; bem ladina e sadia; sabe bem cozinhar o dia-
rio de urna casa, engoinma e ensaboa, e faz emfin, to-
do o servieo de uma casa, de portas a dentro ; quem a
pretender, cntenda-se com Joao Manuel Rodrigues Va-
lenca em sua casa, de manhaa at as oito horas e de tar-
de de uma as tres.
Vendcm-se 4 escravas, 1 preta engommadeira. cos-
turcira de lavarinto, bordado, boa cozinheira e tudo faz
com pcrfcico; 2 mulatas, de 12 a 13 annos, boas para
mucambas; e nina preta de 16 annos, com habilidades,
de elegante figura : no paleo da [Matriz, sobrado n. 4 ,
segundo andar.
Vende-se uma cabra ( bicho ), parida, ha poucos
dias, com 3 caliritinlios muito boa leileira; na rua das
l.arangeiras n. 18.
Vende-se uin preto 111050 proprio para todo o ser-
V90 ; na rua do Queiinado, loja 11. 6.
Vende-se cal virgem em barris pequeo-. che-
gada prximamente por preco commodo; na rua da
Moeda armazem n. 15.
Na rua Augusta, n. 34, continua-se a vender casaes
de rolas brancas bamburguezas.
Vende-se tuna casaca de panno preto superior ,
feita mu receiitemente por perito artista moda,
que est em voga ; uma mesa redonda de jai-aran
ila nova do melhor gosto, para nielo de sala : na
rua Nova loja n. 8.
= Vende-se um fardainento de official de guarda na-
cional por muito barato preco ; na rua do Crespo, lo-
ja n. 8.
Vende-se por preco commodo a venda nova da
travessa do Carioca na ruada Praia: a tratar na ines-
ma venda.
Vende-se urna morada de casa terrea sita na rua
dos Pescadores n. 1 : a tratar na mesma casa a qual-
quer hora do dia.
Na padaria da Soledade u. 14 ha uma porcao
de trastes para se venderem muito superiores por
pre(o commodo.
Vende-se uma negrinha de 15 a 16 annos de
bonita figura por preco commodo ; na rua da Praia ,
n. 18.
Vendem-se 12 apolices da companhia de Bcberibe ;
nesta typographia se dir quem vende.
Vende-se a barcada .-^n(onio-7'riumphanle, bem
construida de 18 caixas : na serrara de Constantino ,
na rua da Praia.
NO ATERRO-DA-BOA-VISTA LOJA N. 3, DE JOAO
CHARDON,
vende-se merino muito fino de 4/000 rs. at 6/000 rs.
o covado ; pannos francezes finos chegados agora ,
de 4/500 a 12/000 rs. o covado os mrlhorrs, que ha
nesta praca ; muito bous e ricos lencos de seda sarja e
setim preto e de cores para grvalas ; bons chapeos de
sol de seda para homem ; lindas bijoutarias chapea-
das de iiiii'u ; grande sortimento de cacado de todas as
qualidades para senhora ; bonitas e galantes perfu-
maras, chegadas agora ; miscro<.copios muito finos ;
oculos finos de todos os graos ; chavenas de porcellana
para caf ; ricos apparelhos da verdadeira porcellana
franceza dourada para cha caixinhas de dita para
guardar salio e escovas ; escarradores de dita; globos
de cristal para caudieros de machinas e outras mais
fazendas de lojas francezas ; tudo por preco commodo.
2e Vende-se um sobrado de um andar e o-
g'| tito na rua da Aurora, n. 34 ; tambem se
IL troca por uma casa terrea recebcudo-se o
resto em dinheirn : na rua da Cadeia do Recife ,11. 38 ,
se dir com quem se deve tratar.
Vende-se uma preta, por 260/000 rs. ; no Mundo-
Novo 11. 58.
Vendem-se duas escravas de bonitas figuras,
muito mocas sem vicios nein achaques ; na rua de
S. Rita, n. 91.
= Vende-se urna escrava para engenho, de 22 an-
nos eom habilidades ; 3 ditas com habilidades ; uma
dila, por 220/000rs ; 3 lindos moleques, de 13 a 14
annos ; dous escravos para todo o servieo; um dito bom
pescador de rede por 350/000 rs. ; um elegante sobra-
do ; duas casas terreas em boa rua ; na rua de Agoas-
Verdes n. 46.
= Vende-se uma escrava, de bonita figura, de 14
annos com principios de costura e eugominado ; na
rua do Crespo, n. 6.
Ao AUrro-da-Boa-Vitta, n. 1 primeiro andar caa de
modal franeeiai, de Madama Milluclmu ,
vendem-se inulto finas cambraias alienas brancas ;
tarlatana branca e de cores muito larga ; lindos e ri-
quisslmos capotes braucos de cambraia e fil bordado ;
vestidos com bordados ricos, de cambraia fina fil e
tarlatana ; muito ricas mantas largas de bico preto e de
tarlatana ; cabeedes ; romeiros e collarinhos bordados ;
llores linas de todas as qualidades ; fitas finas e novas,
tanto para chapeos de senhora como para vestidos e
toucas de senhora e meninas ; luvas de pellica para
homem e senhora; ditas de seda para senhora ; um
bonito sortimento de lindos chapeos de senhora toucas
e chapeos bordados multo alvos ; toucas para meni-
nas ; bicos de blonde ; ditos de retroi ; ditos de linho ;
babados para vestidos ; ntremelos bordados ; esparti-
llios e latos para os ditos e botinas de senhora ; lencos
de uau ue caiubiaia de iinho bordada ; cambraia ini-
MUTILADO L
primilla ; grvalas para homem ; ricas e bonitas p|H.
mas para bailes ; luvas de linho para homem ; cordao
de seda para chapeos e vestidos; passamanaria ; filas de
velludo ; perequitos para camisa de homem ; fitas de
linho para vestidos ; merecaria francea ; e outras inul-
tas fazendas da ultima moda ; tudo chegado novamente.
Vende-se uma toalha de fil de linho bordada ,
com bico igual ao mesmo bordado ; um lenco de cam-
braia bordado de marca obra de gosto ; setc pannl-
nhos de barba, uns bordados c outros de lavarinto :
na rua da Gloria sobrado n. 7.
= Vende-se um escravo crioulo, de 20 annos sem
vicios nem achaques ; para fra da provincia : na rua
de Domingos-Pires n. 7.
Vcndc-sc a rennacao das Cinco-Pontas n. 100 ,
bem afreguezada : a tratar na mesma refinacao.
= Vcnde-se uma venda na travessa dos Remedios ,
com poucos fundos, muito afreguezada e com com-
modos para morar familia; o'erece multas vantagens ,
que se dird ao comprador : a tratar na mesma venda.
= Vendc-sc um piano em mel uso por preco com-
modo ; na rua dos Martyrios n. 6, primeiro andar ,
amule se pinina ver, das 6 as 0 horas da manhaa e
das 4 as 6 da tarde.
Vende-se um cavallo ruco", muito novo ,
mciao no tamanho, muito manteudo e for-
te coin excelleute figura carrega de nielo;
na rua Augusta n. 60, confronte ao beceo do Peixoto.
Vendc-sc um escravo moco de boa figura, para
todo o trrico, e que he ganhador de rua ; 2 moleques,
de 12 a 13annos; 3 pretas mocas, de todo o servieo, sen-
do uma dellas perfeita lavadeira ; urna dita, por 350/
rs. : na rua larga do Rozario, voltando para os quar-
teis, n 24, primeiro andar.
Vendem-se 8 escravas, sendo : una parda, de 12
annos ; urna preta boa cozinheira ; 3 ditas do servieo de
campo; 3 ditas com habilidades; 2pretos, por barato
preco ; no pateo da Matriz sobrado n. 4.
Vendc-sc superior vinho branco da
Madeira, cm barris de 4 e 5 em P'Pa i
cerveja engarrafada e em barricas de
4 duzias ; genebra hollandeza em l'ras-
queiras de i5 frascos; potassa da Knssia ;
dous fortes pianos dos autores de Colan
& Colard de patente de Londres de
Goilavos e meio ; tudo de superior qua-
lidade e por mdico preco : na rua do
Vgilrio armazem n. 4, de Bothe & Bi-
doulac.
Escravos Fgidos
Oflerece-se a gratificafo de 100/000 rs. a quem
capturar, ou descobrir o escravo pardo escuro.de
nome Renedicto chcio do corpo pouca barba ; re-
presenta 30 annos, pouco mais ou menos ; he muito es-
perto e bastante capadocio ; e julga-se que por onde
se achar se inculcar por livre c mesmo tera mudado
o nome ; era marinheiro e entende de pescador ; fu-
gio de bordo do briguc Catiro-Primeiro no dia 13 de
setembro. Este escravo pertence ao Sr. Antouio Dias
de Souza Castro do Rio-de-Janeiro. Quem o captu-
rar reconliecendo-sc ser o proprio, receber a gratifica-
do cima na rua da Cadeia n. 45 em casa de Aino-
rim lrniaos. Pede-se igualmente a todas as autorida-
des policlaes todo o escrpulo no exame de qualquer
escruvo capturado certa de quese lhe fiear por ludo
sumamente agradecido.
-- Continua a estar fgida desde o dia 17 de setem-
bro prximo passado a escrava Bernarda crioula.cor
fula corpo secco e baixo falla gaga denles limados ,
barriguda de 26 annos cose, engomma coziuba, la-
va de sabao e varrella. Quem a levar a Manoel Gomes
Viegas receber 50/000 rs. de gratificaco.
= Fugio, no dia 7 do crreme Caetano, cabra, fulo,
de 22 annos, baixo, meio corcovado, mui pouca bar-
ba algumas espinhas na cara, todos os denles escuros
ou sujos, nariz um tanto afilado, com a pona revirada,
pannos no pescoco rosto descarnado olliii.il de inar-
ceneiro estatura regular, corpo secco ; costuma an-
dar calcado: quem o pegar, leve a rua da Madre-de-
Deos n. 1, que ser gratificado.
Deseja-se saber anude existe a preta Constanca de
iiae.'ni Mu ii julo ou Cabinda de 31 annos estatura
mais de ordinaria magra falla adocicada ; tem no
rosto uns pequeos riscos da sua na{o que nial se
percebeni por serrn finos; veio doKio-de-Janeiro, no
mez de abril de 1843, paraaqui ser vendida: quem del-
ta souber he favor fazer urna pequea declaracao pelo
jornal, para ser procurado.
taJ'i
NIGMA
PITTORESCOS
deita
IIECIFRACt
He grande pobresa nao ter uniros ha-
veres, que nobre/.a.
ftllM.; Ni TVP IIB M. K. 1IK VAIll* |X/|6 >
J.


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