Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09435


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Full Text
^
-V
Auno de 18*o.
Sexta-feira 9
O PMWO puhlic'-se todoi os alias que nao
fni*m desuarda: o preco da asignatura lie ile
iOOO rs. I""' W' adiantada*. Os
nnuncios los assignantes o inseridos a razio
"le 20 ris Por ,in," 40 Ti" "^ '^P" <,'8eren-
i e repetirte' pela metade. 0$ que nao fo-
rero aSSsjoaotet P*go 80 tls Por ltnt>*< l60
em typo'difirante.
PI1ASES DA LA NO MBZ DE OUTUBRO.
1 na chei 7 'lor' *8 '"'"lo' larde.
MioffMOMI 12 hora e 47 min. di man.
la' nova a 2 l hor e 14 min. da manli.
Crescentea 2' aos49 minutos da larde.
PARTIDA DOS CORRFIOS.
(roianna e Paralivl Segundas e Sextas feiras
Rio Grande do Norte, ciega im Quarlas feiras
no incio da e parte lias mesillas horas as
Quintas feiras.
Cebo, *erinhaem, Rio Formoso, Porto Calvo e
Maceyd no l.. II e 21 de cada mez.
Garanhuns e llonito a tO e24.
Boa-VisU e Flores a 13 e 28.
Victoria as Quintas feiras .
Olinda todos os das.
PKEAM\R DE LtDJS.
Primeira a 7 li. 42 minutos da tarde.
Segunda aSh.fi minutos da manhSa.
de Outubro.
Anuo XXII
N. &.
DAS DA SEMANA.
5 Segunda S. Placido, aud. d> J. dos Ofpfc.
edo J.do C. da 2. v., cloJ.M. da 2. v.
6 Tere S. Pruno aud. do J. do civ. da I. v. e
do J. de pal do 2. disl de t.
7 Quarta B Marcos, aud. do J. do civ. da 2.
v e do J. de par do 2 dist. de t.
S Quinta S Ungid, aud. do J.de orplios, do
I. municipal da I. vara.
9 Sexta S. Dioni/.io, aud. do J. do civ. da I.
y. edo .1. df paz do I. dist. de t.
10 Satinado S Pi-nicio, aud. do J. do civ. I.
v., e do J de paz do I. dist. c I. de t'dn
11 Domingo O Patrocinio de S. Jos.
CAMBIOS NO DA 9 DF. OUTUBRO.
Camliio sobre Lonlr-s 27 Yi d. p. (f a 60 d.
Paiia 31.'i rris por franco,
i T.isltna 100 /a de premio.
Desc. de letras le boas tirinas I '/iP- /oinei.
OurnOneas lirspaiitiolas.. 10fnno a Slfano
Modns de iljtno vrl, i.ife)0 a l#S0O
.i defiltOflnov. t'ijono a Ifljf70li
> | .le 4(000...- 9/100 a 0
Prala Palaces........ 14990 a i/iiil
Pesos colimiiiares. 1*990 a 2(000
I Ditos Mexicanos. IJ90 a l|l94
Miuda......... '#'" I*'0
Accoes da Comp. do Helierilie de S0000 ao par.
DIARIO DE PERM AMBUCO
v-.-aar--*.- .--'
PERMAMBUCO.
AtSEMBLK'A PROVINCIAL.
SESSAO EM 7 DE OUTUBRO DE 1846.
Pin SIDENC1A DO 8ENI10R Sin./, i TEIXEIRA.
Continuado do numero antecedente).
OltDEM DO DA.
Entra tm dinutio opnrecer, adiado da estilo dehonlem.
da commiiso de initruccao publica, iobre o requerimenlo do
profeisor de Katareth.
Sr. Laurenlino: Sr. presidente, como mrmbro da
coiuuisso de instrueco publica, tive a infelicidade de
nao merecer a approvaco dos ineus Ilustres cuiiipanliei-
ros o parecer, que dei sobre o primeiro requerimen-
lo, que me veio as maos ; por Uso assignci-ine vencido;
e, julgando-me, per consequencia, obrigado a dar as
rasors de inhiba assignatura, passo a faze-lo ; mas, an-
tes que orealise, Sr. presidente, tenbode apresenlnr um
pedido a ineus Ilustres companhrros, e he, que, atten-
do deficiencia de conheciiuentos, que me Miste,
ininlia vida campestre, iuteiramente afastada dos ne-
gocios pblicos, pouca ou nenhuma pralica, que te-
11 lio dos trabalhos parlainenlares, e ltimamente de-
bilidade da faculdades moraes de um homem co-
mo eu, que. sendo sexagenario, e me adiando j sem a-
quelle vigor, de que gozo os mcus nobres collegas,
nao posso encadear meu discurso, una vez interrumpi-
do : e por isso dignem-se de ser para comniigo, quando
nao generosos, ao menos ca ilativos, deixaiido-inc de-
senvolver os fracos pensamentos, que me occorrem,
-ni me pertubarem com apartes.
Sr. presidente, ac 1er o re(|uerimento do peticionario,
de cuja pretenco ora se trata ; eu nao pude deixar de
ine sentir penetrado de grande commiseraco para com
elle, e tao grande, que p le ser tachada de fraqueza,
como espero que seja ; mas a que eu responder! que,
eut fecit no>, mu/i nos ip.t noi: eu nao posso, nao est
em inhibas maos o reprimir os impulsos do meu cora-
co; nao posso ser inditteicnte aos males da humauida-
de nao posso s-lo, quando vejo o peticionario, (indi-
viduo a queui couheco) na llr da sua idade, onerado
de familia, pobrissimo, dedicado ao servico publico,
exercer COU1 todo o alineo o seu magisterio com probi-
tlade, ser accommettido de urna opthalmia tao rigorosa,
e que, posto que a nao couiprovasse com certidao de
facultativos, pela falta delles na<|iielle lugar, comludo
una experiencia consuetudinaria nos obliga a orar, he
nlli.i da vida sejentaria, que tem pausado ; molestia,
que llie den em resultado aperdadeum olho, e o estar
aiueacado da perda do outro, e de una maueira tal, que
poiler dizer-se, que lica reduzido a inleia desgraea ;
jiorque lica privado de prover aos meios de sua subsis-
lencia ; nao pude, torno a repetir, Sr presidente, olhar
com iudillerenja para isso ; votei vencido, persuadido,
como eslava e anda estou, de que se devia olhar para
elle com couitulierk.ci'o ; poim ineus nobles compa-
nheiros nao annuirao a isso, baseando-se, como era de
esperar deslas lu/es, as disposijes da lei: e a pri-
meira rasiio, que ine derao, foi que isto era fazer una
excepcao na lei.
Sr. presidente, eu nao sei o que he fazer excepcao na
lei, quando se trata de obrar com justica | eu entrado,
que, quando assini se obia, nao si1 faz nina excepcao na
lei, faz-se apenas una excepcao na applieacao da lei : a
casa vai favorecer, vai decretar ou legislar, ueste caso,
sobre um facto, que nao poda providenciar : a niesma
lei, a que se referirn os nobres depuladoi, he a nies-
ma que en chamo em favor do peticionarlo, (l) J v a
casa, Seilhorea, que a lei nao previa este caso, que a el-
le te nao pudem applicar as diaposicoea da le porina
cata pde resolver a respelto, providenciando agora o
que a lei nao previo, em allencao a molestia, que O pe-
ticionarlo adquiri, e que o priva dos meios de provi'i'
a sua subsistencia.
Olltra rasan, que dero os nobres denotados, foi que
nos nao podamos fazer esmolas com a i'a/enila publica.
Na, Sr. presidente, temos autorldadc para diapor da
l.i/i aula publica, todas as vezes que foi- em bcnclii -io da
sociedade: ora, eu emendo por anciedade a reunlfio de
individuos; de que ella se compete, e nao sei, como po-
demos ebegar ao fin de ti licitarmos a sociedade, tra-
tando cun indiil'eii'iica a rssses individuos: se a socie-
dade merece as atteucdes c as vistas do corpo legislativo,
os individuos, d' que 'lia se COinpoe, estn nas mesinas
circnnistancias ; por conscguinle cu nojulgoessa re-
flexo lo forte, que traga em cousequrucia o iiidefe-
liiiiento do requeiimento do peticionario.
MEMORIAS DE M MEDICO. (*)
poh aicranDrc J^umajs.
1'ltlMEIRA PARTE. -- -
^aa 3.3A'i^o
CAPITULO XI.
MICOLIUJA MGAY.
Ilavia Gilberto passado todo o tempo, que Jurou o in-
terrogatorio de llalsaiuo, em mortacs c inexpriiniveis
agonas.
Agachado na escada, poique nao ousava mais ir at a
porta, para rscutar o que se dizia na cmara vrrincllia,
entrn, afinal em um desespero, rujo desfeeho devia, sem
llovida alguma, ser um uiotini devido aos assomos de
um carcter como o de Gilberto.
Osrntimento de sua fraqueza c inferiordade ainda
mais Un- augmentara o desespero, lialsamo nao era mais
que um ) io ni ni; Gilberto, espirito forte, philosopho
(*) Yids Diario u." 220.
Ili/eiii, nao s os mcus companheiros de commisso,
mas alguns outros deputados, que islo era estabelecer
um precedente perlgoso, c (|uc faria nina grande revol-
ta. porque todo o inundo quererla ser logo jubilado:
nao posso perceber estas cousas de precedentes cm taes
casos; precedentes, quando se trata de estabelecer um
acto de justica, de caridade e de cquid.ldc, nao sei que
Lragffo, ou posso trazer inconveniente algiiin i socie-
dade ; toda a lei lie mu precedente ; quando esta casa
legislou. que os professores, que exercessein sen ma-
gisterio por tantos anuos, fossein jubilados com tai or-
denado, estabeleceo um precedente, nesse caso previs-
to por ella ; mas o nicsnio peticionario est lo convenci-
do, que a lei existente lhc nao aproveita, que por isso
recorre a asieinbla ; porque eutende, quesoaquise
pode faiera inodificacSo, que pede.
T.iinlieiii me clieguu aos ouvidos oiitra raso, e fui
que esta casa nao pode praticar equidades, que su pude
fazer justica; he nutra propusico, que eu nao posso com
prehender : Senhorcs, eu entendo por equidade a jus-
tica applicada com blandura, com bondade : una au-
torldadc qualqucr, um tribunal, una assenililca obra
nial, porque praCOU un acto de equidade .' Suppo-
nho, que nao
Senhores, ao professor apenas falto ijuatro annos
para se adiar eoniprehendido na disposicao da lei ; re-
qurr a esta assenibla um subsidiu para o ajudar a inan-
ter a vida : as rases, que cu Iculio para opinar, que se
Ih'o deve dar, sao as que tenho apresenladn c como
estou ncoiiimodado, c nao tenciouo fallar mais, sent-
me, declarando desde j, que voto contra o parecer.
O Sr. Lopes A>Ho : -- Como memoro da commisso de
in-.li iie. a" publica, nao posso deixar de responder ao
uobre deputado, que acaba de senlar-se.
Anda qtfiuido a enfcruiidadc do professor de \;un-
reth, cuja petyo occasionou o parecer, que se discute,
fosse adquirida no srrvico publico, como suppde 0 uo-
bre deputado, nao estava elle no caso de ser jubilado
com nicnos de seis anuos de exercicio, havendo-se
ii'uma le, reguladora das jubllacrs, determinado, que,
em h\ pnilie.es M'inelli.mies, s com dez anuos, nao in-
lerroiiipidos, de bous servcos tenbo lugar asjubila-
ces com honorario proporcionado ao lempo du exercicio.
>o he veresiml, qualquer que fosse o telo desse ser-
vidor do estado, que o magisterio o lizesse cegar era
lo curto espaco ; e se o contrario pndesse-se provar, a
cniise(|uenci.a seria,.que, nao devendo nos distribuir
eni esmolas os dinheiros piii.cos, nada terianios a de-
ferir, por sr verificar deagracamets t'9 peticionarlo
una das contingencias, a que se expoz, acceitando o seu
emprego.
Occorre, que o proprio nteressado nao apoia a asser-
eo ilo nobre deputado, que j o considera victima de
ceguera total e irremediavel, allegando apenas haver
perdido umolho eno saber o queajuize do outro. Sen-
do possivel a salvaco deste, como conccder-lhe j a
jubilacao peuida, e privara provincia de seus servicos,
sr pin ventura chegara restabelccer-se ? Em lodo caso,
abriramos a porta a abusos iucalciilavcis, cstabelecen-
do una excepcao odiosa na lei, que conten e deve con-
tar regias geraes, e comprehensivas de quaiilns cida-
dos se acharcn em certas c determinadas circuiiislau
cias.
Mo he na verdade, que a consequi ncia do zelo pa-
tritico sejo mullas vezes os andrajos da miseria ; po-
ii-ni qiianlos cidadiios se vem mendigando ii pao da ca-
ridade albeia, depois de consuniircm no tervlco do pas
os bens e a saude ? Os soldados poilciaet e da guarda
nacional, que na guerra de Panchas e Jacuipe adqulri-
ro honrosas l'eridas, ou perderlo bracos e peinas em
defesada provincia, vo coiisuiiiindo a existencia naa
pracas e ras publicas, tem abrigo, c entregues a lome :
j curamos da surte delles, c de ou tros inultos indivi-
duos, que jazi ni em tao triste situaco Se o quizesse-
iiiiis fa/.er, nao bavciia renda bastante para livrar da
miseria tanla gente e esquecc-la para nos lenibrar-
mos de quera prettou servidos menos relevantes, e por
sua familia e seos amigos tem mais garantas contra a
indigencia, lora injuslica revollante, e impropria desla
asscmbla c da coiiimsso, que dco o parecer cni dis-
cussao. V
\eni prevalece, Sr. presidente, a considrracao /ge
i]in reverte em beneficio da sociedade a detpetafrita
assim com qualqucr de seus nienibros : pois, sob- ser
menos orlhodoxa, temos leis, que marcao as nowat al-
tribufes, e nellas nao encontr a facilidad, d, distri-
buir em esmolas dcsta ordeui o producto das ufpoticAet,
que paga o povo pernaiiibucano. A proceder o argu-
mento, nao teria eu raso de pedir ao nobre deputado,
que o produzio, o concurso de seu voto para ine dan-m,
(ao un nos por mu anuo) as rendas da provincia, porque
assim alcaiica.a eu grande fortuna, e a sociedade me-
aai>aHaa>aBisEnpaatJtjtaaBaaai3B ir.wiiruginr -. a^aavafi
prematuro, acreditava pouco em feliiceiros. Mas esse
homem era forte, Gilberto fraco; aquflle bravo, este ain-
da o nao era. Por vinte vezes te levanloii Gilberto com
a inleneo de, DO ultimo caso, fazer frente a lialsamo;
mas por oulras tantas \eiei se Ibe dobrro as pernal
trmulas, e elle cabio sobre os joelhos.
Dina ideia Iheoccorico ento, Ir procurar una calcada,
deque l.a lirir, que era ao inesino lempo coxioheiro,
criado grave e jardinriro, se servia para prender s pa-
redes os jasmhis e madre-silvas, encostala galera da
escada; porque de l nao pertleria mu susurro de tudo
quanlo tao ardentemciite desejava sorprender.
, Sabio, portanto, para fri, e correo ao lugar, onde sa-
bia adiar a escada nee a parede. Mas, quando el-
le se abaixou para pegar nea, pareceo-lbc ouvir algu-
ma bulla do lado da casa ; Voltou-se.
Suppoz ento enxergar Ha obscuridade atraves do
quadro negro do porta aber'a una forma humana, mas
to rpida, losubtil, que antes pareca pertencer a um
espectro do que a um ente vivo _
cixou cahir a escada, eidiriglo-se, com ocoracao pal-
ptame, para o castello. J .
Cenas maginacoes sor de neccssidade supersticiosas ;
sao ordinariamente as rhais ricas e exaltadas; adnitteiii
antes a fbula do que-arasao; cimo, que o natural be
em deinasia vulgar, arrastradas, como sao pelo inst.ncto
para o hnpossivel, f>u pelo menos para a ideialinade. He
por isso, que lo aaixonadas sao por um bello sombro
bosque, porque as> abobadas tenebrosas devem ser po-
voatlas de pliantas'nas ou de genios. Os anligos, que tao
grandes poetas fijio, sonhavo com essas cousas cm
pleno dia; smenlle com a ditterenca, de que como o
sol para elles, foc de luz ardrnte, da qual por assim di-
zer us s temos o relexo, repellia a ideia de larvas e
ilianlasmas, bavioclles imaginado as rsonhas Drades,
e as Oreades lirgeiras.
Gilberto, ilho de una trra nebulosa, onde as ideias
sao nidia lugmbres, julgou verpasiii iuavisao. Desta
llioraria de condi(o com a prosperdade de um de si-us
meuibros ?
Concilio, Sr. presidente, declarando, me, posto mul-
to me compadece, como bomem, do professor de ISaza-
relh, como uiembro desla casa nao posso deixar de ap-
provar o parecer, que se discute.
OSr. I.nurenlinn : 0 nobre deputado, que me pre-
cedeo, disse, que eu exagerara o nial do peticionario :
porque o dei como inipnssbilitado de todo, quaudo elle
nao diz que o est ; a pelico delle be esta (l).
Ora, un linuiem, que he accommettido por una moles-
tia, que Ibe traz ein resultado a perda de um olho, que
tem una molestia em outro, nao deve recelar a perda
delle ? Por cerlo ; poim a sua probidade he tal, que sii
disse a verdade, nao quil exagerar, nu quiz dizer coli-
sa, que nao podesse provar : se uo jiinlou attestailo de
facultativos, he porque os nao ha DO lugar, que elle ha-
bita ; e por isso apreseutnu Ulna altestai;o da caniara,
outra do promotor, Otilia do coronel chefe de lego c
uelegado da comarca ; e assentou, que com isso (atienta
a falta de facultativos) llnlia provado.
Quis o nobre deputado tirar argumento do numero de
inesties. que encanecer no servico, e que nao perdein
a vista, para seuppor a prelenco do professor ; isto he
mu argumento, perde o meu amigo, que me nao pare-
ce liilm delle: pois o nobre deputado quer argumentar
cun ii ficto de outros para o laclo deste ?
Seuhorea, o peticionario, como eu Ja diste, nSo julga
estar incluido na lei ; conhece, <|uc o nao est, mas pe-
de una excepcao.....
0 5r. A'rllo : Una esiuola.
O Orador : NSo Sr. ; porque, se fosse cstnola, inan-
da-lo-bia para as cmifraras, para as portas dos conven-
to! ; pede una como penso, que, se nao he de nteira
juttca, lie de equidade.
Quanto aos soldados, entendo, que, se elles perderao
a tade no servico do estado, 0 estado devera carregar
com elles....
0 Sr. Peixolo de Brilo : A asseinblea geral icm-os
attendido.
0 Orador: Bat respondido: a ataembla ollinu
para aquellet, queestavSo debalxo de tuae vistas ; olhe-
mos nos para aqnelles, que eslo debaixo das nossas
vol contra o parecer.
0 Sr. Hrrelo : Sr. presidente, eu tenlio um eora-
co bastantemente iuclinado beneficencia e caridade
nao ha COUSB, que me satisfaca e consol mais do que
fazer bem ao meu seiuelliantc, ecom dobrada ratuo,
quellc, que se acha cm urgencia, que tem precltfles
reas, c que exige, por suas circiinistancias deslavoravel
soccorros da sociedade, ou de qualqucr individuo del-
ta ; mas, quando se Hala do actual negocio, adio-ine di-
vidido entre a caridade e a lei : os movimentos do meu
coraco me nduzeni aprestar me ao peticionario, am-
parando o seu particular, para que se llie d o que elle
pede, e sem restrieco alguma; consultando, porni, a
le ; c.ven lando aqu, bem ou mal, funcees legislati-
vas, achel, que a caridade deveria llcar em reserva pa
ra outra occasiSo. I'.ls o motivo, por que fui de parecer,
que se min poda deferir O requerimenlo do professor,
como elle o deteja.
Talvez elle nSo lizesse multo em forma as suas allega-
fdes, e n seu requeriiuento nao seja tracado cun a ener-
ga e oideni, que deveria ter, e que tauliem piir isso nu
alcance o teu fin. As ranecjea de iegfvfador excluem
ueste cato as do hoiuem seutivel e as do padre. Julguei,
que me nanera periiiittido fazer una invasaii na lei ; no
que seaelia marcado e estalielecidn : julgiiei, que un
parecer de cninniisso deveria estar de accordo com a
[egislaco do pala, e que obrar de nutra inaneira rra
obrar de motu proprio esem regia. Asslajnei por isto o
parecer.
Eu amo, e amo atsai a inatruccSo publica ; certamen-
te mull o a nccessid.iiie, que nos temos, de soccoii-
la, de anima-la, j concedendo ordenados tnfflcientci
aos proie-.ores. dando-lhes garantas, Jemfim favore-
cendo-a. por uniros nieins importantes: mas contra a
le nao se faz couta alguma, e, olhaudo-a, foi que co-
nhrci, que n peticionarlo na poderla ser deferido.
Ski rases do nobre diputado sao multo valiosas, eon-
tervo grande forja, pelo lado da caridade, Dorlin nao
pelo lado legal, por este lado perdein iiileiranienle Pula
a sua energa : por islo voto pelo parecer.
Coinliidu, se a asscmbla entender, que deve annuia
tupplica do professor. en declaro, que receberei etsa
dellbrraco com o uiaior prazer, e que multo ine satisfh
re nuil a detci iiiiuaco da casa. Se ella 0 li/.ei, esta fei-
lo : eu, porcni, iinaginci, que me nao era possivel pen-
sar de outro modo, e nem expriniir-ine do outra ina-
neira.
U Sr. Xunet Machado: Senhor presidente, ha tem-
que me vejo perseguido com a questo das nieias
pos,
vez, apezar da sua iucrcdulidadr, oque Ibe bavia dito a
innlliei de lialsamo. ao fugir, vrio-lhc ideia; nao podia
o fcilicciro ter evocado mu phantasiua, (|iiando Uvera
o poder de arrastrar para o mal o proprio aojo da pu-
reza r
Todava, tinha sempre Gilberto segundo movimento,
prior que o primeiro: o da rcllexo. (.haiiiou era seu
soccorro todos os argumentos dos etpirilot fortes contra
espectros, e o artigo alma do OMITO mundo do Diccionario
l'liilotoplrii Ihe rcstiluio algum animo, dando-llie modo
uiaior, |ioi i'in mais fundado.
Se elle tinha com ell'eilo visto algueiu, devia ser nina
|m -.na liini viva, e ainda mais muito interessada cm vir
assim esprcitar
O terror indicou-lhe o baro de Taverney, a couscien-
cia soprou-lhe ao ouvido outro nome.
Olliou elle para o segundo andar do pavilho. Como
dissruios, a luz de Nicotina eslava apagada, c as vidra-
yas do sen quaito nenhuiiia clardade revelavo.
Nao bavia na casa toda nem um sopro. nem rumor,
nem luz, excepto no quarlo do estrangeiro.
Olhou Gilberto c escutou de novo, e como nada visse
nem ouvisse, tomou outra vez da escada, bem conven-
cido agora, que Uvera os olhos turbados, como quem o
coraco lhc bate em deinasia, eque essavsao tora antes
uma interuiillencia da faculdade vidente, como te pode
dizer em termos technieos, do que o resultado do exer-
cicio de suas faculdades.
Quando elle acabava de encostara escada, epunhao
p no primeiro degro, abria-se e leehava-se a porta de
Balsamo, para dar passagein a Andreza, que deseco sem
luz etem rumor, como sea guiara, e suslivera nina po-
tencia sobrenatural.
Chegou Andreza desla son ao lini da escada, pattou
por junto de Gilberto, a quem rocou coin o vestido no
escuro, em que se elle achara, e conlinuou o seu ca-
minho
verdades ; agora niesino ella appareceo : o nobre depu-
tado, que com Indo o rigor lgico acabava de dar as
rases,porque assignAra o parecer, quesedlscute, inde-
l'ei indo o requei inientu desse piol'essor, nao sei porque
se levantou de novo para fazer urna inodilicaro ein suas
Ideias, apiesenl.indo a pnssibilidade de votar contra
principios, que elle recouhecco da vigorte jusUca....
o Sr. Samlo : Sao nioviniciiins do coraco.
O Orador Sim mas o nobre deputado sabe, como
bem o disse um celebre orador francez, dando a raso,
por que Dos tinha enllocado a caliera sobre o cora-
co....
OSr. Brrelo : S elle he, que o sabe, nao o disse a
uiiigiicm.
O Unidor : ~ Ainda ha ponco o expliCOU o niesino no-
lire deputado ; foi para que a cabera subordinasse as
tendenclai do corajao, e a rasfio governatse as pal-
Xdes, que delle niiscciu.
Seiihur presidente, eu nunca posto de l'.i/er mal ao
iiicu lemelhaute i o meu coracfo nao o quer, alllige-se
COUl IttO ; mas que hei de cu fazer, quando o meu de-
ver a lauto me obliga, como, por ezemplo, quando
ni/., julga contra a Iberdadede alguein? Com multo
ni.i viiiade o taco, tiro a llberdade ao meu temelliante,
meu CoracSo se eontrltta, quando me vejo na necessi-
dade de mandar laucar no fundo de uma priso um pai
de familia i masque culpa tenho eu de que elle se ie-
nha constituido, por seus actos, nas circiiuistancias de
nao poder gozar desse precioso dora He o inesino,
que me acontece agora : condoo-me do pretndeme,
pon'iii nao Me posso conceder o que requer. Eu bem
podla, Senhores, mear nesse direitotte ipotentawo-
rlati que para niiin nao lie multo liquido....
OSr, ;Weiii/i'j iln t'iiii/in : Para iiiim he milito liqui-
do, que a assejnbla nao |ide estabelecer tal direito.
(I Orador : -- \ 0U para ahi ; mas einliin a lei est fe-
ta, cunipre dar-lhc execuco, a menos que se nao rc-
vogueetse acto legislativa Ha poneos dias se noineou
una Commisso especial para rever as leis provinciaes ;
medida, ctijo Bill he por cerlo mclhorar alguns erros
e desvos, que pon-entura lenho havido nos actos le-
gislativos, por consequencia, se nao podemos legislar
sobre aposentadoras, a comniisso que proponha revo-
gaco do que existe.
Senlior presidente, eu desejava prestar o ineii voto ao
nobre deputado, que combate o parecer ; mas, Senho-
res, QUO posso. O nobre deputado disse, que era pre-
ciso conceder a um individuo aqulllo, que se concede a
todos; maso nobre deputado nao vio, que, qiierendo
votar contra o parecer, elle enlloca o individuo de me-
Ihor situaeo loqueo todo .' A regra para as aposrn-
tadnnas dos professores est estabelecida ; O nobre de-
pillado quer dispensar na lei cm lavor de um indivi-
duo. O nobre deputado sabe, que os ordenados sao es-
tabelecidos 'ni rclae.io ao servico, que se presta, de sua
importancia, c assim, he tanto uiaior ou menor, quan-
to lor uiaior e mais Importante o tervlco j e se nao, me
diga o nobre diputado o que darla a um professor, que
aqui se apicsentasse com 19 anuos II ineaes e 2!) dias ;
luetade do ordenado sem duvida : entretanto, o reque-
lenie, que coota apenas 6 annos de exercicio, quer mu
dos i ivnresda lei, a metadedo ordenado !....
O Sr. Laurenlino : Um ordenado proporcionado ao
tempo, que servio.
o Orador : Nao existe proporcSoalguma : a lei mar-
con dnus termos ; est coinprchendido ein algum del-
les \n ; nto lie precito urna lei nova para esse ci-
dadu; ora, isso nao he possivel, legislaco de tal especie
lo he admisslvel, e essas revogaedet e alteracdet dos
actos legislativos ti-.ueni Inconvenientes tcniveis.
Eu lamento a detgraca desse individuo, mas nao vejo,
que a falta de um olho o Itnpostlbillte de continuar no
magisterio ; ca-n, em une soniente se pollera ter com
elle alguma ciiuleniplaco, indeiiinisaiido-o desse mal :
portanto, se se verificar a cegueira absoluta, de que
Dos o vri-, e as.iin fique ivduzido a nu poder nem
ensinar. nem empregar-so em outro genero de vida,
volte el, que mis laremos o que lur de justica : por ora
nada se piide fazer seuo o que o parecer diz.
Senhor presidente, o meu oorajao quer multa cousa;
poim do meu querer p ira a possibilidade moral de
realitar raeut detejos ha uma dlfVerenca linmensa, pois
nemteinpretr pude fazer aquillo, que se quer, nema
pnssibilidade physiea justifica aiitorisa o facto : nina
lorea, que eu nn possa vencer superior s niinhas,
pnilc lirarnie esla cas te i, mas a violencia, a forca nao
constilue direito, e nao he esla a norma, que deve diri-
gir notsa conducta, nem regular as nottaa declsdea j
se amatoria votar um acto qualquer esta votado, mas
nao he tmente saber, se pude votar materialmente,
pnrcni tim se estava nn seu direito vola-lo, pois que a
laculdadc de votar nao lie un arbitrio ; ha regias c rc-
O baro de Taverney adormecido, La Hrie deitado, Ni-
colitia no outro pavilho, a porta de Balsamo fechada,
tranqulllisavao o mancebo a respailo de qualquer sor-
preza, que podesse haver.
Gil herlo fez um esforjo violento e aconipanhou de pel-
lo ndreza.
Etta alravcssou a ante-camara, e cnlrou na sala.
Gilberto a segua com o coraco espedafado. Comlu-
do, posto que a porta lieasse aberta, elle parou. Andre-
za foi senlar-se no lamboictc do cravo, sobre o qual ar-
dia ainda a luz.
Rasgava Gilberto o jieito com as unhas. Era nesse nies-
mo lugar, que im-ia hora antes bavia beijado elle o ves-
tido e a mo dessa unilhcr, sem que ella se agaslasse ;
era ahi, que bavia esperado, era l que fra feliz! Nao
havia duvida, que a indiligencia da donzella proceda de
una detsas coriupcois profundas, como Gilberto hava
.Hilado nos romances, que comnunhlo o fundo da bi-
lilniihei i do baro, ou de umadessas traiees dos sen-
tidos, como elle tinha visto analysar cm alguns tratados
pbvslologlcos.
__ Peni.' iiiiiiiinirou elle, oseillaudo de urna ideia a
outra, se assim he, aprovi-itar-ine-hei como os outros
d-ssa corrupeo, ou sorpreza dos sentidos. E, pois que
o aojo rasga a sua tnica de candna, lanr.arei cu mao
de alguns fragmentos dessa caslidade !
esta vez eslava Gilberto resoluto, e lancou-sc para
a tala.
Mas, quando elle ia iranspor o limiar, sanio do escuro
Ulna inao, que enrgica Ule travou do braco.
Ah apanhei-te desla vez! Atrevido! disse-1 he ao
ouvido irritada vo* nega aluda, que tens com ella en-
trevistai ; nega-me agora, que a amas i.......
Gilberto nem for;as leve para sacudir o braco, e ar-
rancado ao arroxo, que odetinha, eque alias nao era tal,
que rcsislisse a um esforco; pois que era nem mais nem
menos o puiilio de uma rapariga.
MUTILADO


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cris lizas i' indi-clinivcis, que devem modular a acedes rar inais aos que pago o taxa : c portante ese onus
do hoinem; In una musa chamada justica dcvr, a I nao ser obra da cniipanhia ; mas de nina necpssldade
que cumpre prestar tullo; mas tem-se confundido tu-In-al da provincia. Eqnlndo, Sr. presidente, o povo v
I '
do : o* jurados, por cxeniplo, porque o disse, que In*
mu iiiliiin.il dp conscicncia, cntcnrleo-se, que nao ti-
nha liinile o spu pnder, a vontade era a norma dos jul-
game'i;>r. e daqul o descrdito da iiistitiiico. pin POO-
sequ '. > acto inquatiftcaveis, e poli, temo* rcgras
temos ui principios de Jusiica, a lealdide no cumpli-
mento do proprio devpr, qiiP nao pod-'inos preterir, a
nao ser, qup nos queirantos ilnIglr iIp una mancha Ir-
racional, attPnilendo s ao numero de votos; mas isto
parecp-mp, qup niiigucm quema.
Os profpssores, Sr. presidente, csto, por assim di/.er,
ein mellinr posico, que inulto! outros empreados 'p-
blicos de una categora milito oais elevada, que to-
dava nao Ippiii apospnladorla marcada Pin Ip: porlanto,
j se le/, em favor desta classe o mais que se podia fa-
.er; estalipleccro se as vantagens do cnsino: se nao
oiivlnhio, para que req ucranio a cadeira?
Concilio, .Sr. presidente, volando pelo parecer.
OSr \." Secretario observa, que algn* Srs. deputa-
dos, contra o regiment da casa, aehao-se pertencendo
a tres CbmmllsPI permanpntps, e que por Ijso dcveui
ser disppnsados dp urna dellas,
Uppois dp breves reflexes do Sr. NpIIo, sao eiibstiiui-
doj : na coinmissao de ordenados, os Srs. Nunes Macha-
do p Mcndonca pelos Srs. Figueircdo e Pessoa, e na de
lcgislacaio, o Sr. Abreo c Lima pelo Sr. Pedro Gaval-
eanti.
Continua a discusso do projecto n. 16. (Xid Diarinn.
224 de 8 do crreme.)
0 Sr. Fiqoeiredo : Sr. presidente, appnas li o projec-
to, que ora se aeha em discusso, consignei-lhe logo o
ineii vol f at pretenda d-lo symbnlicamenlc; poique,
ambicioso por ludo, (pie di?, respeito aos mcllioiameu-
tos materiaes de nossa provincia, em negocios desta or-
dein, como que son arraslado por nina dedicaco cega.
TodaVtl, eoiuo hoiilem se talln na casa a respeito da
ioexequibilidade do projeclo, e de eaminho se tocou na
companhia de cherihe, esta nimba predilecta, liquei
logo tentado. Sr. presidente, de pedir una palavra para
Ora, milito estimo, Sr presidente, que o nobre depu-
rado, que combateo o projecto, se ache hoje concorde
contraigo!.....una ideia, que elle tanto iuipiignnu, quan-
do me apreseiitei na casa, pedindo una aiiimaro para
a Companhia de Keberibe. J elle hoje concorda em que
o governo pode, em alguns casos, ou por meio de pri-
vilegios ou por outras medidas directas ou indirectas,
favorecer ulguma empresa mil. que, ou por causa de
obstculo*, que forleuiente se lhe autcpeiii, ou pelo a-
trasoda Industria, ou por falta de capitaes e misino
lecertograo de iutclligcmia, ou por outras circums-
lanclaSi nao pude prosperar asombra da espontaneida-
ile do- particulares, ou llvre concurrencia das cum-
pa nh as.
O Sr fos Pedro : Eu j conced s>0 ?
O Orador : Hontem mili positivamente.
O Sr. Jos Pedro : Nao me leinbi o.
O Orador : Apello para a leiubranca da casa. Ese
nao concorda comiuigo, porque nfio combateo o nobre
deputado o projecto pelo lado do privilegio e nlerven-
cu do governo as emprezas, que i.e a grande queman
econmica? Deixando, porm, Sr. presidente, esta ques-
illo, pnis que o nobre deput ido aqucrabandoiiar, voltar-
iiie-hei para a supposta ucxcqublidadc.
Disse o nobre deputado: 1., que o projecto era inexe-
quivcl. porque o producto da laxa nao poda oH'crccer
Uin lucro sufflcienle aos capitalistas ; 2.", que os cnntTl-
bunies fcario inas onrrados, porque, havendn ne-
.cessidade de se augmentar a taxa, terio os coiilribu-
intes de pagar mal do que pago actualmente 3", que
os capitalistas, visto que a ponte nao oll'erecia vaula-
gens su lucientes, nao applicario os seus capitaes em-
prea ; mo adiara esta concurrentes para a compra de
snas apollces:relo, queo nobre deputado disse isto: nao?
O Sr. Jote Pedro d signal de approvacao.
O Orador:Sao estas as objecces, ou ponto de inexe-
quibiiidade apoulados pelo nobre deputado, equeeunao
posso enxergar Primeiramente notarei, (|ue os argu-
mentos do nobre deputado se destroem reciprocamente;
porque, se a taxa da ponte nao olicrecrr lucros aos em-
prejiendednres, temos, que os (|iie pago a taxa nao
sero mais onerados do que j estilo ; e se foreni mais
onerados, entilo apparecer lucros para os emprehen-
dedores, ou capitalistas ; e se apparecem lucros, desap-
parecer o recejo da falta de concurrencia. Temos, pois,
que as rasdes do nobre denotado se guerreio, se repel-
len! recprocamente, sendo comparadas. Mas au as
comparare! ; quero agora considera-las separadamen-
te ; e assim mostrare! a V. Exc, que nenhuuia dellas
procede.
Quanto a prlmeira raso, isto he, de que os lucros do
pedagio nao podem oll'erecer indeuiiiisacao aos capita-
listas, basta lembrar o que foi dito pelos nolires ilepu-
tados, que fallro a favor do projecto, elles j diss'io,
que, nao liavendo lucros,se podia augmentar o lempo do
privilegio,quanln fosse bstanle para iidemuisar a com-
p.inlii.i ; por este lado vemos, que cessa o inconvenien-
te : alera de (pie, a taxa devia augmentar na prnporciio
do numero dos objectos tasados ; porque j se demons-
tran, que, em virtude do projecto, sao laxados maior
numero de objccios do qucaqiiellcs.que n teeni sido at
agora, porquauto, alm dosanimaes, icro de pagar o
imposto os que passo a p, c lodos os vehculos, que
transitaren! pela ponte, ficaudo assim alargada a esphe-
la da laxa, a esphera dos Interesara.
Mas disse o nobre deputado, que os contribuintes so
onerados coui maior laxa. Primeiraiueule direi ao no-
bre deputado, que, una vez que estas laxas sejo re-
partidas por niuitos objectos, e com igualdade, nao se-
ro lao onerosas aoscoiiiribuiotes ; em segundo lugar,
observare!, que a ponte teni necessariamenle de ser
construida, porque est vindo abaixo ; he una necessi-
dade, que deve ser satisfella iiidispensavelmente nao
lie nina despea de luxo : se, porm os cofres da pro-
vincia seacliao exauridos, como nos asseverou hontem
o nobre deputado, he visto, que, para se cunstruir a
ponte, se deve derramar nova contribuifu, ou one-
Quein llnha preso Gilberto era einm Nicolina Lega).
Ora vamos, que quer anda? pergunlou elle deva-
g.irillho e iliip.ii-ielile.
Ah! tu queres pelo modo, que eu grite, articulou
Nicolina com toda a plenitudeda voz.
Nao, nao, quero que le cales, pelo contrario, res-
pondeo Gilberto com os denles cerrados, e arrastrando
Nicolina para a ante-camara.
Puisbem! ento, segue-me.
Era o que Gilberto quera ; porque, seguindn Nicoli-
na, se desviava de Audreza.
Seja, eu a sigo, disse elle.
E com eilei io poi-sc a andar atrs de Nicolina, que se
dirigi para o algrete, fechando a polla sobre si.
Mas, disse Gilberto, madeinoisella vai recolher-se
ao (eu quarlo, chama-la-ha para ajuda-la a despir-se, e
S in. nao estar l.
Se Vin. pensa, que me oceupo agora disso, na ver-
dade engaase muito. Que me importa, que ella me
chame, ou nao? O que eu preciso he fallar com Vm.
Nicolina, vosse pode deixar para amanha o que
tem a dizer-me ; madi inuisella he severa, vo>s beiu
o sabe.
Ah! siui, inetta-sc ella a ser severa, principalmen-
te COIllllllgO?
Nicolina, amanhaa, eu lhe prometi.......
Tu proineltes! Sao boas as tuas promessas, e pode
a gente contar com ellas 1 Nao me tu.has tu promellido
esperar-me hoje, as seis horas, do lado de Maison-Rouge ?
Onde eslavas tu aessahora? Dolado opposlo, porque
fosle tu, que guiaste o viajante. Tuas promessas, fleo
agora tanto caso dellas, como das do director do conven-
to das Annunciadas, que proteslava guardar osegredo
da conlissao, e a revelar todos os uossos peccados su-
perior.!.
Nicolina, lembre-se, que a desped rao, sea virem....
E a Vm. nao o despedirn? Vm., que he o amante
de mademoisella; nao, oSr. baro ba de aturar essa!
que o resollado das c.ontribuicps, que paga, he eui-
lirrgado em sen beneficio ; quando o povo v, que o
suordoseu rosto he applicado em utilidade cninmuin,
nao exaspera com os tributos ; anda que elle o sinta,
supporta-o com salsfacao : o que o povo nao quer ver
be, que o suor de sen rosto sirva para sustentar o lino,
e alimentar .-, ociosidade dos mandoes; (apnindoi) o luxo e
oclosidade dos ulicos (mnitos apaiadnt); quando elle v,
quer seu suor he aproveitado em sen beneftclo, exulta,
e se ennobrece.f'onfessarelaV.Exc. uina enminoco, que
sent. Passando, ha seis anuos, pela estrada de S.-Aina-
ro-Jaboatn achei-uie horrorisado, c desanimado de
continuar a miiiba viagem, porque nao va dame de
mira senao atoleiros, tremedaes, sorvedouros Iminen-
WSj coinpadeci-me da aorta dos iiiattutos, inuitos dos
qo ie. vi qasi submergdos nos lamacaes e camaUSti.
anuo passado, tendo de transitar pelo inesmo lugar,
liquei uiaravilliadode acliar-me em urna estrada lindis-
alina, calcada, direita e toda risonha;j entao vi os niat-
tutns proseguiido o seu eaminho descmpecadainente, e
nuil contentes, e al como que divise! contentamento
nos prnprios aniniaes que vinlio carregados: ludo
me pareca tan bello, que julgava pstar lendo um dos
bons pedaros da orina : c quein nao se comprazer de
ver to bem applicadas as rendas publicas? ( lUutloi a-
poiadot)
OSr. Jaii Pedro : A mposico tem limite.
O Orador: Eu via, pois, os inattutos, Sr. presidente,
guiando os seus carros, seus carneiros, e apresentando
lllll perfeto contraste com aquillo, que eu liavia com
dor presenciado.
Sr. presidente, a qualquer viajante nao custar pagar
um vlntempara terunia passagem segura: pile, pisando
sobre nina elegante ponte pensil, dir com orgulho : J
o nnito dinheienterve para ni.
Vamos agora ao terceiro arguiBPiito da inexequlbili-
dadp, isto he, falta dp concurrencia de capitaes.
Estou persuadido, que nao haver seinellianle falla, e
tenlio um exemplo na companhia de Heberibe, cuja
empre/.a est mu alm da da ponte pensil; e porque o
nobre deputado emenda, que estes capitaes possao adiar
eiuprcgo mais vantajoso, seja-me permiltido observar-
llie, que hoje todos os honieus sensatos, os capitalistas
mais calculados j recoiihecein, que o aliiguel do di -
liben,i est elevado muito cima dos interesses legti-
mos da Industria, aclia-se mu cima das forcas da pro-
dueco. (muiloi apoiadoi) e desejo podet dar-lhes
einprego mais justo e rasoavel. t.reio poder aHirmar
ao nobre deputado, que haver muito quein se queira
aasoclar empresa, mesmo pessoai estrangeiras, com
tinto que a provincia oll'ereca aquellas condices, com
asquaesos capitaes tendera baratear ; comanlo que
timbamos seguranra de propriedade, pessoal, predial,
e dos cabedaes ; (m'iiloi (ipoirfoi) e para que possainos
gmar de lanianhns beneficios, necesiario ser, que o go-
verno oll'ereca cooliauca, que baja tolerancia poltica,
religio, justiea c uioraldidc. (Ipniado*) Sein estas
eomli(oes sociaes, neui os capitaes aflluir para a in-
dustria, e, ao contrario, lereuios de ver desapparecer
sse pinico, e frgil, e timido, que anda se acha rolan-
do por alguinas especulaces, que eu antes chaiuari'i
traficancias. (Muitntapaiadot) Devo declarara V. Exc,
que estrangeiros exisiem, que desejo animar militas
emprezas uteis, estradas de ferro, .ve .ve; porque es-
to convencidos, que em paiz nenhuiu do mundo se po-
der empregar os capitaes na industria com lucros mais
cellos e aventajados, assim possao elles confiar as
nossas instiiiiroYs, as nossas garantas, (muiloiapoiadnt)
que, na verdade, sao mu flacas ; o nosso estado pol-
tico he anda mu oscilante.....
Disse o nobre deputado, que a companhia de Heberi-
be anda insprava drsconfianca. Eu ailirmo ao nobre
deputado,que est supinamente engaado: a companhia
esta radicada, consolidada, e lia de progredir, gracas ao
patriotismo peruaiubucano, gracas a Dos, porque ani-
da l nao teem podido penetraros manejos da poltica
da nossa Ierra. A fia neo ao nobre deputado, que as
acedes da cnmpanbla esto todas vendidas, e as presla-
res mu adiautadas, e lalvez nao seja necessario esgota-
las (visto que a obra se vai fazeudo com menor soinina
do que a exigida pelo ortauento). Est lao acreditada,
e tanto nao uecessita mais da aililliacfio publica, que
me tenlio lenibrado de propr esta assembla, que
autorise ao inspector da ttiesouraiia provincial para
vender as apolice, alini de empregar o sen producto em
algunia mitra empresa, que se ade esmorecida, como,
por exemplo, a do theatro, que, na verdade, merece
ser acabado, nao s porque lem-se cora elle despendido
muito dinheiro, como porque j ningiiein pode aturar
a capoelra, (rh>idaseapi>i o novo scenario. Sr. presidente, reeonbeco multa van-
lagem no projecto ; talvez necessite elle de mais algn
desenvolvinieiito, que se deve guardar para a segunda
dlsciisso : e at me parece, que empieza dessa urdeni
eonvem ser toda coinmetlida au administrativo, que po-
der:) entu entrar nos pormenores do contrato e deta-
llie da obra. Voto, pois, pelo prejeclo e nao s por
elle como por ludo que lir tendente aos inelliorainentos
industi aes e materiaes da provincia.
O Sr. /.mirentiiio : O projecto j ful hontem to de-
balido, que me parece nao se poder dizer mais nada
sobre elle ; mas ( nao sei, se he por falta de comprrhcii-
so niinha) cu nao tenho podido aiiuuir aos argumentos
dos Senborcs deputados, que o combateui.
Diz o projecto o seguinte (l). Os nobres deputados
nao se llie oppcin, mas julgo, que elle nao he exequi-
vel, por falla de meins, pelo estado miseravel de nos-
sos cofres, Eu nao entro na questo da allliiencia de
capitaes, de lucros, etc., que isso j est debatido e de-
uousirado; nao entro nisto, o que pergunlo he: he til,
e necessaria a ponte ? He : qiial he o meio de a fazer?
O de una empresa particular: pois autorise-se o go-
verno a contratar essa empieza ; porque, se hoiiverein
capitaes, se linuverem lucros, nisleremos nina obra de
grande utilidade ; se nao houverem, uo se faz mal .li-
gnina provi uci i. A vista disto, voto pelo projecto.
O Sr. Joaquim Villela : Sr. presidente creio, que
- Eu, disse Gilberto, procurando defender-se, nao ha
motivo algiim para me deitarciu fura.
Develas! le-lo-ha elle autorisado a nauorar-lhe
a lilha' Nao o julgava tan philosopho como isso !
Podia Gilberto com una palavra (novar a Nicolina,
que, se elle era culpado, nao havla pelo menos eouipli-
cidade da parle de Audreza, Hasiava coular-llie o que t-
nba visto, e por mais incrivel que fosse o facto, Nicoli-
na, gracas a essa boa opinio, que as mnlliercs teem
ninas das outras, o teria sem duvida acreditado Purera
mais priifuiida Ideia suypenden o mancebo no momento
da revelaeo. O segrrdh de Audreza eradaqueiles, que
enriquecein um lioniein, qur deseje este os thesouros
do amor, qur procure oulros mais materiaes c po-
sitivos.
Os thesouros, que Gilberto ambicionava, ero os de
amor. Calentn, que a colera de Nicolina era menos pe
rigosa, do que desejavel era a possesso de Audreza.
Fez no mesmo instante a sua esculla, c calou a singu-
lar aventura, que observara.
Est bem! cuino vosse o quer absolutamente, expl-
quenio-iios, disse elle.
Oh! islo nao ha de levar muito teuipo, exclaniou
Nicolina, cujn carcter, absolutamente contrario ao de
Gilberto, uo a dcixava ser senhora de nenhuuia das suas
ensaci's; mstil teusraso; nos estamos mal ueste al-
grete ; vamos para o ineu quarlo.
Para o seu quarlo repeli Gilberto aterrado; be
irapossivel.
E porque?
Ser pxpormo-nos aspr sorprendidos.
Ora adeos! replicn Nicolina com desdenhnso sor-
riso; quera nusha de soi pia-iulcr. madeiuuisella? t.'oin
elleitu, ella deve ter grandes zelos (leste bello senhor.
Por sua infeliddade, Muelles cojos legredos sao sabidos,
nao fazem incdo. Ah! mademoisella Audreza com chi-
me de Nicolina! Nunca peosei ter essa honra,
nao se questiona na casa a respeito da utilidade do
projecto; e aquel le mesmo Senhor deputado, que o com-
baleo, nao deixou de reconhecer a utilidade da obra,
que elle prope ; todos, pois, julgo, que he uina obra
Ue grande vantatiem publica uina ponte sobre o rio Ca-
pibarlbe no lugar dos Afogados, que facilite o transito,
qur dos individuos, qur das mercadorias, que do cen-
tro veein para a cidade; as rases, porlanto, de oppo-
sii,o ao projecto sao apenas tiradas da inexequibilidade
da obra; mas ellas nao rae conveiu-eiu de que o projec-
to nao deva ser adoptado.
O nobre deputado, que combateo o projecto pela sua
inexequibilidade, tomando por base do custo da ponlc
o mesmo quantitativo consignado no projecto, isto he,
aquantiade lOOcontos de ris, e calculando os juros
deste capital a 8 por centn, concluio, que o projecto nao
podia ser levado execucao, por isso que nao appare-
i crian capitalistas, quequizcssein encarrrgar-se da o-
bra, por nao ter possvef, que o pedigio all cobrado
rendesse os juros ea annuidade necessaria para amor-
lisar o capilal no decurso do lempo dado no projecto.
Para essa demonslraeo, o nobre deputado calenlou o
pedagio animal, que pode dar a ponte proposta no projec-
lo, pelo reiidimentn animal das duas barreiras, que exis-
teni naquelle lugar, nos lugares denomiiiados Glqui
e Molocolonib que tcetn rendido perto de 9 contos de
ris por anno.
Mas, Sr, presidente, eu entendo, que, uiesino calen-
lando-se com esses dados adoptados pelo nobre depu-
tado, pde-se sustentar minio bem a cxequibidade do
projecto, pois he muito de esperar, que a empresa seja
lucrativa, e baja o estimulo que convida os capitalis-
tas.
Podemos lomar por base da denionstraco ou o pra-
zo de 15 annos, ou o de 20, segundo consigna o pro-
jeclo; mas, se calcularmos, quer era relaco a un, qur
em relacao a outro, veremos, que a obra he exequi-
vel.
Se tomarinos por base o lempo de 20 anuos, teremos,
que, calculando o juro a 8 por cento, o capital de 100
contos de ris, (tomando esta quanta como cusi da o-
bra) dever render o juro anuu.il de 8 contos de ris,
e a annuidade de f> contos, para que seja amortisado ;
o que prefaz a quanta de l'l contos, que deve anim-
al me ule render o pedagio da ponte Ora, se comparar-
mos essa quanlia com o rendimento actual das duas
barreiras, que importa em 0 contos, temos uina dille-
renca de 4 contos para menos do que he preciso; mas
nao he assim, Sr. presidente, que devenios calcular. O
pedagio da ponte nos Afugados deve render multo mais
do que rendeui hoje os das duas estradas, em que ha
barreiras. Alera de que ha una terceira estrada tam-
bera muito frequeutada, que vem ter a ponte dos Afo-
gados, e onde nao ha actualmente barreira, accresce,
que as duas, cujo rendiuicnto servio de base ao calcu-
lo do nobre deputado, smente pago pedagio os caval-
los e carros, entretanto que o projecto prope, que na
ponte dos Afogados paguem os pedestres. E se estes se
podem avahar na raso do duplo dos cavados e carros,
que passo pelas barreiras actuaes, he claro, que, pa-
gando elles ineaile. como dispde o projecto, dever o
pedagio laucado sobre os pedestres render quanlia
igual a que hoje d o pedagio sobre os aniraaes, e eis
coiiseguinteinente duplicado o rendimento actual, ele-
vaudo-se de 9 contns 18; quanlia superior aquella,
que, segundo o calculo, que fiz com as bases adoptadas
pelo nobre deputado, he necessaria, para dar o juro e a
annuidade precisa para reunir o capital no liui de 20 an-
uos. E quando mesmo se calculem os pedestres em nu-
mero igual, temos, que o rendimento deve augmentar
na raso de inetade, eelevar-se 13 contns e quinhen-
tos mil ris; quanlia anda superior a de 13 contos. E
note-se, que nao est incluido no calculo o accrescitno,
que deve provir dos individuos e aniniaes, que vieron
da terceira estrada.
Ora isto he cora referencia ao prazo de 20 an-
nos : se. -.ilcula, i,ios sobre IA annos, nao ha duvida,
(tue a annuidade deve augmentar, e que, devendo ser
de b:im//m rs. i/3, deve o reiidimentoser de l4:6uu>OOI)
rs. 1/3, para dar os juros de 8:000*1)00 rs., e ir animti-
sando o capital; mas bem v a assembla, que a di Be-
renca he pequea, mesmo em rclacu ao calculo mais
favoravel ao nobre deputado, isto he, tomando-sp o ac-
crescimo proveniente do pedagio sobre us pedestres na
raso de inetade do reiidimeulo das barreiras actuaes ;
!' 'I"1". nc lliu'10 de presumir, que o que devera pagar os
individuos e aniniaes, que vierem pela terceira estrada,
de que fiilei, seja sufudeiitc para cobnr essa ditleren-
cadel:,6e66rs.
Masf Srs., que certeza temos deque a ponte dos Afo-
gados s se fara com 100 contos de ris ? Os mesmos au-
tores do projecto antevean a possibilidade de que ella
se fizesse com 80 contos. Ora, lomando por base, nao
100, mas 80 contos, temos, que, em referencia au pra-
zo de 15 anuos o juro e annuidade devero ser de
11:733/333 rs., asaber6:400 rs. de juro, e 5:333/333 rs.
de annuidade, e, era referencia ao prazo de 20 annos,
devero ser de 10:400/000 rs., descerni a annuidade a
4:000/000 rs. E quera sabe.se inesmo com menos de 80
contos se nao poder fazer a obra ? V u vou, porm, mais
adiaule Supponhaiuos, que todos estes clculos sao fal-
sos, que, cotii-cdcndo-se o prato de 15 a 20 anuos, o ren-
(liuieiiio do pedagio nao he suBieiente para dar o juro
do capital a 8 por cento, e a annuidade necessaria para
auiortisa-lo, qur se despendo 100 contos, qur 80: o
que se segu ? Que se nao deve fazer a obra ? Nao. Se-
gue-se, que se deve prorogar o privilegio por tanto lem-
po, quanto seja necessario, para que o lucro da empre-
sa pague aos capitalistas o juro de seu capital, e os v
indeiunisando dille segne-se, que, em vez de 1520
annos, devenios eslabeleccr 30 a 40, em uina palavra
lauto lempo, quanto seja necessario para fazer a obra
ezrqufVel.
Sr. presidente, eu concordo na ideia de que nao de-
venios aq'iili aislar sobre bases incerlas : sera um or-
cameiito inir; podanos calcular com exactido o prazo,
era que deve \aurar o pedagio, pois que esse calculo de-
pende csscncutxbncntc, nao s do rendimento animal,
que pode elle dar, seno do cusi da obra, e por isso
approvo, que se Rom riso forrado), terri ve I como o mugido da leinpes-
tade, aniedi uniou iviida mais a Gilberto, do que o uve-
ra feito uina invectiv.-i ou ameaca
Nao he de madeiiioisella, que eu tenho medo, Nico-
lina, tenbo-o pin vese!,
Ah! sini, he verdade, Vm, seuipre me disse, que
onde nao liavia escndalo nao liavia mal. Osphilosophos
sao .-ligninas vezes jesutas; o director das Annunciadas
me di/aa a mesilla colisa, C antes que Vm. lu'o disses.se :
he por isso, que Vm. lera .as suas entrevistas com made-
inoisella iioitc. Ora, delxemo-nos disto; basta de ra-
ses de cabo de esquadra cctno esta...... venha ao ineu
quarlo, he niinha vontade. .----- "
Nicolina! disse Gilbertr,, rangendo osdentes.
Eotao: disse a rapariga ,nue mais ?
.....a sentido! disse Gi ,'bcrlo
Ton
,. i-- ....... ------; -.ociiu.
I-. fez um gesto auicacador.i
Oh nao tenho medo, ym. j 111
las porque llnha ciumes, Nnss,. t(M11
. me bateo una vez,
Osse lempo me auiava V111.
Era 0110 das depois do nosso Ibello diade niel, e eu me
deixei bater. Mas boje nao ha( de a cousa Ir assim. Nao!
nao nao poique \ ni. nao rae. ama mais, c cu he, que
tenho os ciiiuies.
-- E que fars tu ? disse Gilberto, trovando do punho
da rapariga.
Oh gritare! lauto, que madeiiruiisella lhe pergun-
rito d Vm. a Nicolina o que s aella
.porlanto, que me
tara, com que direi
deve actual mente. Aconselho-lhe,
solt.
Gilberto largou a ino de Nicolina.
Depoi tomn a escada, e, arrastrantJo-a com precau-
co, fo encosta-la por fra do pavilhalo, de modo que
quasi attiugia a janella de Nicolina. \
Ora veja o que he o destino l disseVsta ; a escada,
que devia provavelmeiite sei vir para levaV de assalto a
cmara de uiadeinuisella,servir siiiiplesmA m,- para drs-
cer da trape! ra de Nicolina Legay. Isto lisongeia-me
muito. -------------- ^"----------
-------------------------- -^-i
contratar, como mais conveniente 'for, para que nos
nao arrisquemos, ou a dar menos tempo do que o ne-
cessario, e lornarnios iuexequivel a empresa, ou dar
de mala, onerandoo povo sein npcpssldadc.
Disse-se lambeui, que, existindo duas contribu.
ces, seonerava multo o povo, pondo-llie uina tercplr;
primeiramente, Sr. prpsidPiitc, notarei, que os indivi-
duos, que passarem na ponte dos Afogados, nao paga-
r 3 imposires, porque elles naa.passara" ao inesmo
tempo pelas duas barreiras anteriores aponte; ho de
vlr de una, ou outra estrada, e assim s pagarfi duas,
c nao tres linposlrdes. Era segundo lugar direl, que Isso
nao he motivo, para que se delxe de promover una
empresa, que se considera de grande utilidade; crp|0,
Sr. presidente, que ninguem se qtiplxar de una linpol
sicao, que lhe facilita o transito Pelo que me diz res-
peito ao menos, son obrigado confessar, que quere-
rla ver estradas, canaes. etc., abertos por toda a pro-
vincia, quererla ver a maior facilidade as vas de coin-
municaco, anda que se pagasse um pedagio em todas
ellas ; porque estou convencido, que as grandes van.
tagens, que resultan da facilidade dos transportes, nao
podem ser abafadas pelo inconveniente de se pagar uin
insignificante imposto nesta ou naquella barreira. Poii
pode alguera duvldar, que he uin benpflclo para a po-
pulaco a factura de uina ponte, e que ella preferir
pagar 10 ou 20 rs. de pedagio a nao possui-la, 011 inesmo
a passar por ella eni um estado de ruina, e enin risco
Se o nobre deputado se visse no risco, era que eu J
me vi, certo que pagarla o pedagio de boa vontade, coin
tanto que a ponte se fizesse. J rae acnnteceo, Sr. presi-
dente, levar una queda na ponte dos Afogados que
quasi fleo com o braco quebrado: e nao seria melhor,
que eu pagasse uin pedagio qualquer?
Mas, Sr. presidente.se esse argumento de que nao de-
venios onerar o povo cora a iniposlco de inais una bar-
reira fosse valioso, inesmo assitn nao de verla levar-
nos a votar contra o projecto; porque cre o, que, pan.
sando o projecto, c sendo feita a ponte dos Afogadus,
podeni-sc abolir as outras duas barreiras, sem prejui-
zo para a fazenda provincial.
A ponte dos Afogados se acha Uo arruinada, que, se
lhe nio fizerera os concertos necessarios, ou a nao fi-
zereni de novo, ir abaixo e a populaco nao ter por
onde passar. Ella deve, pois, fazer-se, e, a nao passar
o projecto, ter de ser feita a expensas do thesouro. Ora,
essa despeza que se hotiver de fazer cora ella, ser
poupada. no caso de passar o projecto, e ento com esse
mesmo quantitativo poder-se-ho fazer os reparos as
duas estradas, abollndo-se as barreiras ; porque, se se
fizer a ponte cusa dos cofres provinciaes, crcando-se
se uina nova barreira, est por Ierra o argumento de-
duzido da nova iinposico.
i)isse-se mais, Sr. presidente, que a empresa erainexe-
(nivel, porque no nosso paiz nao ha capitaes. Eu reco-
nheco, que com elicito raridadedos capitaes he o maior
inconveniente para rcalisaco das emprezas, mas nao
posso supporo nosso paiz em uin atraso tal, que nao te-
lilla capitaes para urna einpreza da ordem dessa, que
prope o projecto.
O Sr. los Pedro : Nao disse isto.
O Orador:Pois nao allegou a falta de capitaes como
una das rases da inexequibilidade do projecto, e nao
deo isto lugar atea uin nobre deputado responder, que
nao devianios contar s com os capitaes do paiz, pois,
oBerecendo-se vautagens aos capitalistas, poderia esse
estimulo promover importaco de capitaes estrangei-
ros ?
O Sr. Joii Pedro: Nao argumente! com a rarldade
dos capitaes.
O Orador : Bem: ento dir! smente, que nao de-
venios reepiar, que a einpreza se nao leve a effeito por
falta de capitaes, pois nao creio, que na nossa provin-
cia nao haio 100 contos de rispara uina einpreza, m-
xime sendo feita por associaco, que, eomu sabemos
todos," he um meio pnderosissiino de formar grandes
capitaes pela reunio dos pequeos
' mu 'lou, pois, Sr. presidente, que, sondo de grande
utilidade a obra indicada no projecto, e nao vendo de-
monstrada a sua inexequibilidade, voto por elle, certo
de qup varaos cora essa obra fazer um grande beneficio
populaco.
Julgada a materia discutida, he o projecto approvado
era prlmeira discusso, para passar a segunda.
OSr. Presidente: Primeira discusso do projecto n.
17. (Vide IMario n. 70, sessfio de 26 de marco do corren-
te anno.)
OSr. Cabral manda a mesa o seguinte requerimenio :
Requeiro, que seja ouvido o governo acerca do pro-
jecto em discusso. Meando adiado por 15 das.
Apoiado, entra em discusso.
Vai a mesa o seguinte requeriincnto:
k Requeiro, que torne coinmissao de estatistica, pa-
ra declarar os limites, que deve ter a freguezia subdivi-
dida.Lope Nello.
Apoiado, entra em discusso.
Depois de breves reflexes sobre a ordem, dos Srs.
Cabral, Neito e Aflbnso Fcrrcira, por falta de casa, fica a
discusso adiada
O Sr. Presidente d para ordem dn dia da sessao seguin-
te leitura de projeelos e pareceres, discusso de pare-
ceres adiados, cnnliniiaC/n da ordem do dia de boje, e
prlmeira discusso do projecto n." 18 deste anno : e le-
vanta a sessao. (Era uina e uieia hura da tarde.)
SESSAO EM 8 DE OUTBRO DE 1846.
PRESIDENCIA DO SU. SOL'/. TEIXKIH.
SUMMARIO. expediente. Approvacao de doui parecer
da cnmmisso de negecios das cantaras. Continuarn da
discusso do projeclo n. 17, e dos requerimentos dos Srs.
KtUo 1 Cabral. Retirada destts requerimentos, a pedido
dos seus autores. Appnivafdo do projeclo. Discusso e
rejeifo do projecto n. 18. Declaraco da ordtm do dia
para a sess&o de hoje que he textura de projeelos e pareesres.
e discusso de pareceres adiados.
Asonze horas da inanha,o Sr.1.* secretario fas a cha-
mada, e verifica es taren 1 presentes 19 Senhore depu-
tados.
Nicolina eonheceo, que eslava superior, e por conse-
grante deo-sc pressa a triumphar com essa preolpltacao
das nralheres, que, quando nao sao realmente superio-
res no bem ou no mal, pago srniprp caro essa prlmei-
ra victoria multo de prompto alcancada.
Gilberto sentir a sua falsa posico; e por Isso segua
a rapariga, reunindo todas as suas faculdades para a
lucta, que presenta.
F. primeiro que ludo, como de precauco, asseguron-
se de duas cousas.
Primeira, ver, ao passar ante a janella, se mademoisel-
la de 1 averney anda eslava na sala.
.S7^n;ja7frmUa!Uo chegarjia quarlo de Nicotina,
se se poderia, sera grand^rWco de quebrar o1 pescoco,
alcancar o primeiro degro da escada, c dahl deixar-se
escorregar at o chao.
Em simplicidade nao differia o quarto de Nicolina do
demais da habitarn.
Era um palinuro, cujas paredes bavio coberto de un
papel cinzeuto com raiiiageus verdes. Una cama de ven-
to, e uin cabide, ero todos os seus movis, Alm distch
Andreza liavia emprestado a Nicolina um enorme cat-
xao de papelo, que Ibe servia ao inesmo lempo de coin-
moda e mesa.
Nicolina sentou-se a borda da cama, Gilberto no n-
gulo do caixo. rtiher
Nicolina havia-se serenado, ao subir a escada. iinei-
lo, pelo conti ario, aiiida todo trmulo dos anteriores l-
balos, nao podia recuperar o seu sangue-frlo, e ,rn*
aiigmeiitar-se-lhe a colera, a proporcao que esta par -
cia extlnguir-sc na rapariga pela forca da sua voniau .
Iloiive ura instante de silencio, durante o qual Nico-
tina medio Gilberto da cabeca aos ps com ura olhai r-
deme e Irritado. -aatTS
rdmtiiuuir-s-fca)'
MUTILADO


O Sr. Prndente declara aberta a scsso.
O Sr. 2. Secretario le a arta da sessao antecedente, que
he approvada sem dlscusso.
O Sr. Io Secretario menciona o seguluie
IXPEOIFNTE.
TIm reauerim-nto docaplto Joio Haptista do Amaral
e MHloTdo leocnle-coroncl Manoel Percha de Morar..
pr irlro. orno arrematante, e o segundo, como fia-
Zdocontrato de 2^500 por cabrea dogado vaccum.que
econsun.isse no municipio de Gelatina, notnenniode
1841 a 1844, prdindo o abatimento da quinta parte do
nreco or que haviSo arrematado o dito contrato, visto
l.iversi'lo desmembrada a freguezla daTaquara do mu-
nicipio de Golanna. A1 commeao de faienda e orcamento.
Sao lldos e approvados os secuintes pareceres:
' A commissao de exaines das posturas, representa-
rse* e negocios das cmaras mtinicipars, examinando
o officio junto, da cmara municipal do Cabo, Indican-
do urna casa prnpria para as suas sessoes e reuniao dos
orados, fazendo-se os rncenos necessarlos, he de pa-
recer, que seja dito officio reinetlido commissao de
comnercio e obras publicas. Sala das commisses da
asseuiblra legislativa provincial de Pernambnco, 7 de
'outubro de 1846. Cabral. Pinto de Almeida.
. a commissao de exame das posturas, representacoes
i! negocios das cmaras mnnicipaes, examinando o re-
latarlo junto, da cmara municipal da villa do Pao-d'A-
lho.que represent a necessidade da construeco deduas
nonios nos riachos, que corlao a nfima villa, do con-
cert da matriz, alin de outras obras ; he de parecer,
nue o dito relatorio seja remettldo a commissao ae com-
mereio e obras publicas Sala da commissoe da assem-
blea legislativa provincial de Pernambuco, 7 de outubro
de 184G Cabral.Pintode Almeida.-
uc (Continuor-e-fca;.
CaMlY.EflC.0,
Durham, far leilo, por conta e risco de quem pertpn-
cer, em presen9a doSr. cousul de S. M B., e por inter-
veiiro do corretor Olivelra, de urna porcao de cot ros
salgados verdes: scgunda-felra. 12 do corrente, as 11 ho-
ras da maohaa, no armazein doSr. Silvestre ua Cin-
co-Pontas. ________^^
Avisos diversos
= O arrematante do imposto de20porcento sobre o
consumo das agurdenles de produeco brasileira avi-
sa aos Srs., que ainda nao pagrao dito consumo, ve-
nhao faze-lo nos dias 9 (boje), 10, 11, 12, 13 e 14 do coi-
rente: na ruaDirelta, n. 80:nndos osquaes.seprocedcra
na frina da lei contra os que de.xarem de pagar
ARREaUTACO. .
Terca-felra, 13 do crreme, s 3 '/, horas da tarde, a
porta do Illm. Sr. doutor Juiz dedireilo da 1. vara do
civel, Antonio Trlstao de Serpa Brandao. na rua INova,
n. 14, se nao de arrematar, de renda annual, as casas ae
Joo ThomazPerelra, ns. 29 e3l da ra da Praia ; sendo
a i ursina arremataco dividida na forma srgulnte: os
dous primeiros andares avaliados ein 350 rs. ; armaiem
eom todos os fundos, da casa n. 29, por 200/rs.; i
AVISO IMPORTANTE
AOS
SENHORUS DE ENGENHO.
P. E. Alve Vianna com armazem de assucar na ra da
Senzalla-Vela, n. 110, recebe ass.icares a <'n"''
sao. com as vantajosas condicOes indicadas ua tanein.
tegulnta:
DAS COMMISSCIES DE VENDA
Commissao de venda de caixas.
de saceos e barricas por
barcacas.........
de sacos cm combois as
costas de cavsllos.
t por encostar ou deposi-
tar assucares, a espera de
obter augmento no pre- > uu trb
co, e por qiialqurr tcm-l
po, que llics convier. ./
AOS SF.NHORES NEGOCIANTES EXPORTADORES.
IJmporceuto
nicamente.
Vinte rispor
ir
covado;
vados: illas muito finas a 500 rs. o "ffl VnS
mais fazendas^por inulto ^"'""^^^nandeX car
denli -, aoe nao pnderrm vir a esta loja.manut hi>u
SU H Ibesdaiao F7r''K
que ice... proco marcado, como de ^ ' 1 PerdSo-Se, iied..bpara7 do corre U, nao.
Atfandega.
RENDIMENTO DO DA 8.......7:884/675
DESCAI.BEG HOJE 9.
BrigueQrtMomercadorla*.
Consulado.
RENDIMENTO DO DA 8.
360/903
Theatro puMico.
SABbADO, 10 DO CORRENTE.
Heneficio do director.
GRANDE PECA NOVA
A CONQUISTA DE MALACA,
oo
O VALOR DOS PORTUGTJEZESNA INDIA.
Drama histrico original, lirado da Aa< Por tugue ta,
de Manoel de Faria e Souza, parte 3.', dividido em b qua-
T.'ladro, o Juramento.2., o Combate- 3., o Tu
muuJH, India.--*', Traicao ao traidor. 5." o Heoea
Mjrt*-.', o Funeral de O. Simo de Mello _
N /. O nialor numero possivel de tropa, que podi r
conter o theatro, formar o ataque dos Portugueses, em
tres columnas, contra os Mouros : sendo lodos vestaos
ao carcter do secuto XVI, Na vespera do espectculo
haverensaio eral a ferio e fogo; oque se laz sciente
s autoridades competentes, e aos Srs. inspectores de
quartrires. .
N. Como est chegado o tempo das calmas," e inul-
tas pessoas vao passar os domingos no campo, passao os
espectculos a ser aos sabbados para commodidade
publica^
B""
Avisos martimos.
= 0 patacho portuguez Maria U Joaquina, novo,
do c encavilhado de cobre, leu Va deseu carregam
rado e
to proinpto;
dias
tor-
ne u-
alnda recebe alguma caiga a frrte, e passa-
geiros, para o que tem bons coinmodos : os pretenden-
tes iralemcoui os consignatarios Elimino I. r. da llosa
I Innfio, na ra do Trapiche, n. 44, ou com o capiluo na
praca, Manoel da Costa e Silva.
Sigue v'iBgem por estes i5
para o Rio-Gran.te-do-Sul o l'rigue In-
dependenle: quem no mesmo quizei
carrejar transporlar-se ou embarcar
escravosa frete filie a Manoel Alves
Guerra ou com o capilo Fructuoso Jo-
s Feeira Dulra.
O brigue nacional Jupirr, que dee chegar do
Ass por estes dias, e segu para o Rio-Grande-do-
Sul, recebe passageiros; para o que tem ce lentes
cominoilos e esclavos : a tratar na ra da Cadeia-Vtj
Iba, n. 33. ...
Para o Rio-de-Janeiro projioe-se a sabir brevi o
brigue .S'(in(a-//ari Dias dos Prazeres, por lera maioria doseu carregaineii-
to: pode ainda rrerber alguns volumes muidos, assiiu
como esclavos, para o que tem bous coinmodos, c ims-
nio passageiros: para o nuc trata-se com Amoriiu li-
maos, ra da Cadeia, n. 45, ou com o capilao.
Para o Aracaly seguir brevemente o hiate Aoro-
Olinda : quem nelle pretender ca regar, se poder* en-
tender com o inestre do mesmo. Antonio Jos Vianna,
no trapiche Novo. ....
b Para o Assu* segu viagem, no da 11 do corrente, o
brigue nacional Competidor; pode receber carga a rrete,
bem como passageiros: para o que trata-se na ra ae
Apollo, .rmazein n. 2,ou com o capito, Ignacio Ua ron-
seca Marques.
O patacho nacional Novo-Saratva,
pregado e loriado de cobre, de superior
marcha segu para a lian a tmprele-
riveimeute at o dia i5 do corrente ,
com a carga que tiver : para esta ou
passageiros aos quaes oferece excelen-
tes commodos trata-sc com Machado
& Finheiro ua ra da Crui n. 6o ,
ou com o capito, Joaquim Bernardo de
Soma
Para o RIo-Grande-do-Sul sai muito breve o bri-
gue Ueoi-tc-Uuarde; pode receber alguma carga c esira-
vos a frete : os pretendemos eutendao-se com o capito
Manoel Jos de Azrvedo Santos, ou na ra da Cadeia do
Recife, armazem, n 12.
I.ciloes.
s= James Crabtrre & Companhia continuarn o scu
leilo por intervcncSo do correloi Oliveira de grande
soi-timento de fa!endas inglezas f as mais proprlas do
mercado : boje 9 do corrente, as 10 horas da ma-
nhaa no seu armazem da ra da Cruz.
---------- AO PUBLICO.
Hoje. 9 do crreme, as 10 horas da manha, conti-
nala o leilo de fazrndas, ferragens e n.udezis da toja
da esquina doLiviamento, da VTuva de Burgos U rillms
onde continua ase arrematar por todo opreco, que oUc-
recerem, sein limites. .
>m James Tyler, capilao do brigue inglez CMn(M->^-1aluga.
casa n. 31, cornos mesmos fundos em 200/rs.; um cor-
redor da casa n. 31, por 60/ rs.; una casa sobre pilares
no fundo das mesmas propriedades, por 100/ rs.; por
execuco, que Ihe encamliiha Manoel Jos Goncalves
Braga, por dito juizo, escrivo Reg. Os pretendentes
podein dirlgir-se, no indicado dia, s 3 '/>horas da tarde,
visto ser a ultima praca. Nao vao praca os segundos
andares e sotao, pelo exequente ter concordado com os
inqulllnos a continuaren! pelo mesmo arrendamento ,
se pnrventur.i rccolherem a deposito geral, no da do
sen venclinento o importe da mesma renda, que se ha
de vencer em deiembro deste anno, e do contrario tain-
bem irao em seu devido tempo a praca de renda
annua'- n
= He chegado aloja de ferragens de Josc Lula Perei-
ra, na ra Nova, n. 6, um novo sortimento de panellas
chaleiras, cacarolas e fregidelras de ferro sob porcella-
na : este novo Ircm de cozinha torna-se recominendavel
pelo asseio e duraco, que oft'erece, tornando-se mais
mil a sade, por ser livre de ferrugem e estanto. Os
Srs. que nao forao servidos, queiro apparecer em
tempo.
Na padaria da Soledade n. 14 ha una porcao de
trastes para se venderem, muito superiores, por preco
coinmodo.
Alugilo-seiluas protas para venderem azeite de
carrapato; na ra estreita doRozario, n. 16.
SOOIKOAUE
HVRMONl ;0-THE\TRAL.
A commissao administrativa na forma do artigo 41
dos estatutos convida pela segunda vet aos Srs. socios
em geral para reuniao da sociedade domingo, 11 do
corrente pelas 1(1 horas da inauhaa no theatro de
Apollo : scienllficando-os dtque ueste dia ser apre-
sen tado o projecto de novos estatutos.
Compra-se quaiquer partida de vidro branco que-
brado : no fundo da igreja da S.-Cruz da Boa-Vista ,
venda n. I.
Hoje, 9do corrente as 11 horas da manhaa se
ho de arrematar, em audiencia do doutor juiz do ci-
vel da priiiieira vara os gneros que exislio na taber-
na de Joaquim da Silva Moura; e igualmente os trastes
levados a praca a requei ment de Joo Alves de tar-
vallio I o lo, cuja praa dever sor frita a vista dos objec-
tos que exisleiu na ra doCollegio.
Precisa-se de urna ama com bom leite de boa
conducta e sem filho : na rua Nova, n. 46.
Precisa-se de una inulher idosa e que seja des-
impedida de familia paracozinhar para duas pessoas
ua rua da Praia, n. (Mi.
__Aluga-se, por preco coinmodo o primeiro andar
do sobrado n. 3 do Aterro-da-Boa-Vista : a tratar na
loja do inesuio sobrado.
D-sc dinbeiro a premio sobre penhores de ouro
e prata : na rua Imperial, n. 47, defronte do viveiro do
Muuiz. .
Aluga-sc o terceiroandar da casada rua larga do
Rosario amigamente dus Quartris n. 20 com bas-
tan t-s coinmodos para familia: a tratar na mesma rua,
n. 18.
__D-sc dinheiro a premio com penhores, inesuio
em pequeas quantias ; na rua do Hangel n. II.
Precisa-sede um rapar brasilelro, ou portugus,
par caixeiro de venda, trulla ou nao pralica em lo-
ra-de Porlas, no pateo do Pilar.
~ Jachudo Allbnso Botelho embarca o seu esclavo
cabra de nome Rayuundo para flora da provincia.
Antonio Jos Dias Braga subdito de f. H. r rc-
tira-se para fra da provincia
Precisa-se de una parda, ou preta de mais de JO
annos para una casa de pouca familia : na rua Nova,
loja n. 58.
Na rua do Rangel, n. II quei-se fazer negocio
coui os escravos de Francisco Jos Gomes de Domes
Bernardo Maria de Angola e Genoveva crioula : se
alguein se julgar com direilo aos mesmos aniiiincie
por esta follia oudirija-se a dita casa no prazo de
.dias. ,
Precisa-se alugar um moleque fiel e sem vicios ,
que seja bem iiitelligente para o servijo externo de- una
casa de pouca familia. Dlrigir-se a rua do Rangel, n.
59, segundo andar. ... j
Precisa-se de una ama para o servico interno de
una casa de pouca familia que saiba cozinliar, engoin-
mar c tratar de meninos e que nao lenha vicios. Diri-
gir -se a rua do Rangel n. 59, segundo andar.
= O abaixo assignado, testainenteiro do fallecido Joao
Antonio Martin* Novaes, avisa a lodosos devedores, que
devino ao mesmo fallecido, que, emquanto antes, ve-
nilla pagar os seus dbitos, para se nao ver na nccessi-
dade de os chamar ajuizo.
Jor Maria da Coila Carvalho.
Dao-sc 2:000/ a juros divididos em duas ou ires hy-
potheeas em casas terreas dentro da cidade, assim como
se do mais algumas quantias, com penhores de ouro e
prata, e tambem iebatem-se sidos c ordenados : na rua
do Rangel, n. 36, primeiro andar.
__Perdro-se, das oito horas at as nove da noite do
dia 4 do coi rente, em otcasio da festa do Coipo-Santo,
a quantla de 51/000 rs.; quem os achou c quuer resti-
tuir dirija-sc a rua do Vigario, venda n. 14, que sera
recompensado.
Alugo-se quatro casas para se passar a l'esla.oui por
anno, no sitio do Cajueiro, e dous sitios nos Amgados :
quem os pretender, dirija-se ao mesmo sitio, para tra-
tar por preco coinmodo.
Precisa-se alugar um esclavo para servir urna casa,
que seja fiel c diligente: na travessa do Queunado n.
3, a fallar com Manoel Firinino Ferreira.
Abrio-sc urna aula particular de primciras let-
tras, na travessa do Pocinho n. 5, confronte a rua de
S.-There*a c so se admilte al o numero de 12 a Ib
alumnos ; e a vista doapais dos mesmos, se expora as
vantageiis, que se otTerecem e o preco.
Aluga-se inetade do primeiro andar do sobrado da
ruado RaiiM n. II proprio para pequea familia;
tambem se aluga todo.
Aluga-se urna olaria e sitio com viveiro c coqueiros,
no lugar da ilha do Reliro com frente para os lundos
da casa, em que tem venda o Sr. Machado, pelo preco de
20U0O0 rs. : a tratar na mesma olaria. Na mesma ola-
ria tambem se aluga um casa para se passar a Testa.
Antonio Jo; dos Santos Braga embarca para o Ilio-
de-Janeiroa sua escrava crioula, de nome Joanna.
--O procurador de causas, Manoel Lucas dos Santos
e Oliveira mudou-seda rua Direili para a rua Bella,
casa do fallecido Joo Zurrick u. 32.
= Aluga-se una casa mobillada no li
xang.i dn lado do rio e da sombra
Quarenta ris
por cada @.
Pela compra por sua conta c soque ou
ensaque de assucares, no referido ar-
matem, inclusive o can topara o em-
barque dos mesmos assucares.Com-
missao de brac/igeni........ '
Do-se todas as garantas ao costo do comprado!
Arrenda-se um sitio grande com duas casas de pe-
iraca. Nao vao praca os segundos drar cal, para nina grande lamilla, eom cinco viveiros
" de peixe, pasto animal para oito ou dez vaccas, boa a-
goa ae beber, militas ps de fniteiras de varias qualula-
des. boa balxa para meloes, melancias e capnn : quem
cVrf nao rnTS****** mAm "* V**'
mente icci'mipensado.
SOCIEDADE THEATRAL MELPOMENENSE.
iniudezas, n. 9.
o pretender, diiija-seao mesmo sillo cin santo-Amaro,
logo no principio da estrada, que val para Belem, a fal-
lar com seu proprietario, J. B C Tresse.
== Aluga-se um sitio a inargein do Capibaribc, tom
boa casa estribara para 4 cavallos cocheira urna
grande baxa para rapim, vizinho aoem que mora o
consol Ingles na Capunga ; quem o pretender an-
nuncie. ___
Aluga-se urna elegante casa com trapelra, no lugar
de S.-Anna-de-Oliveira, com quatro salas, sele quartos,
cozinha fora, estribarla, cocheira, com um jardim ao la-
do com varias flores, alguns arvoredos de Iructo, terre-
no murado e capini plantado pira um cavallo ; tenuo a
vantngem de licar perto da estrada e do rio : os preten-
dentes dirljo-se a praca da i'oa-Visla, botica n. b, ou a
esta typographia, que se dir quem aluga.
Furtrao, do segundo andar da ca-
sa n. a da rua estreita do Rosario., urna
corrente de ouro com o peso de 3o, oi-
tavas, e um tranceln de dito, cujo pe-
so se ignora. Este birlo deo-se por elle
no din 5 di corrente ou talvez que se-
ja mais antigo. Roga-ae a quaiquer pes-
soa, n quem tats objectos forem offircci-
dos per venda ou empenhados de os
tomar e annunciar por esta folha que
pelo seu trahalho ser generosaniente re-
compensada.
O abaixo assignado tendo comprado a Jos Ribei-
ro da Silva a escrava Maria, foi esta por
erlo baldadas quaesqiier tronUvat, para^j---
pessoas de ..... n de OUtrO. sexo.sei.i o. onir u '"r^'
e; 3 *. que, leudo 0 i ele, ido concell.o. lo na o paraa
cl^dadeun. novore,.......i, smente exige d .^"'^ ^
socios urna .nc,.sali.l...lc. e c.vi.l...^ g^SSwl
.prrsenta.-ll.es MnecUCBlOS, e seus de id '''""* ^
analmente, que so lertoconillradoi Mm<~
que procurare,,, os bill.etes desla recita, paW pode, re_
guiar o dividendo das segu.nies. Oulro, Sil, *j
tito thesouieiro id eiUie,,,., H partaajeBJW
ros donos ou a pessoa devidaiuenle autorisada.
Lina pessoa capaz M ollercce
fazer quaiquer escripia e trae-la em
ando-se nisto 13o rnente
dias uteis e Crudos : os Srs.
andar au-
para
dia,
em prega noo-se msiu ""..... nos
dias uteis e feriado* : os Srs. que
de seu presumo se quiwrem utibsar, nos
referidos dias annunc.em para serem
procurados, ficando scientes de que
serio agradados e. atiaeltO
- Alugo-se 2 sitios, vm "a campia. ou'r ''"
ruada lasa-Forte, com bons coinmodos u,,do
andar do sobrado amarello da rua Augus a.^coni ...u1-
tos commodos; a loja do dilo com 3 PW*aK
para venda; urna loglnha na iraveasa do Monte., o
urna casa, na rua do Cotovello na Boa-\ sta. n ./.o
terceiro e quarto andares do sobrado da rua do Amo
rim n.15: atraa, no primeiro andar do mesmo so
brado.
Agencia de passaporles.
Na rua do Colleglo, n. 10. e no AMiW^C^toU,
loja, ... 48, tiro-se passaporles, tanto nara J co
mo para fra do imperio; assim como despachao-se es
cravos: tudo com brevidade.
AO BOM TOM PAR1SIENSF.
RUA NOVA, N. 7.
TEMPRTTK, VLFMATK,
, a lionra de participar ao. seus fregueses
Y a dia 15 de srlembro passado ,
linha com os Srs. ( olombiez & C
, que
a sos
sent
d'aCadHa'.'eemVegue"a mesma Josephina que nao
podia requerer nem estar en. juizo se.n outorga de
se,.,na, ido, vis.o que he casada; e porqita. tof^
dlla Josephlna apanhou a escrava consta que a vemleo,
en. despelto do direito do abaixo assignado constante
de litlos indubitaveis e certa* fas esle aviso que pro-
testa l.avcr dita escrava de quem quer que a tiver em
seu poder e de sustentar o scu direito : e para qne en.
tempo alguin se possa aegar ignorancia, ea polica es-
leja alerta faz o presente aniiiinclo.
Uernardo Jos de farroi.
=Oo-se de50/ at 400/ rs. a juros, sobre penhores de
ouro, ou prata na rua da Cadeia do Recife, 11. 4o
= Oll'erece-sc urna iiiulher para ama de casa de no-
mem toltairo, ou de pouca lamllia;sabB bem engoininar,
e cozinha toda qualidade de manjares : .|uen. do seu
prosll.no sequlser militar, dirija-se ao boceo do Aze.te-
dc-Peixe, casa 11. 14.
= Pontos t Sampaio fazen, Mienta ao publico que
Tilomas Rodrigue* Ferreira dcixou de ser seu caixeuo,
de hoje ein diante,
Recife, C de outubro de 184b.
Puntee h Vnmpaio.
= Deseja-se saber, se existir nesta provincia o Sr.
i Percha Rabello Va.ero. natural de Portugal: quem
dar noticia* em Fra-dc-l'orlas ,
ai.prehcnilida pola polica, e a requeL.
,liina Sebastianna Cavalcanti foi olla J** jra calcas, collctes o casacas, de todas as qualidade!
dissolveo, desdo o da 15 de ^'fZ.^e^
dedada que lu ha eom os Srs. ( olombiez St.
pessoas que oqnizeren. favorecer con. a sua freguez.a-
requerimenta ^'.X.^'ua s,.i loja, rua Nova, ... 7. le... pannos pa-
raca cas, collctes o casacas, de todas as qua .dado, os
mais..ovos cl.egados agora de Pars, e a collcccao dos
mais recentes ligiiri.101.
-_-, Roga-seacorloSr., morador na rua da Prala, que
mande pagar, .10 pra/o.le 8 da*, na loja da .""Nova
O. 38/r*. de saldo de urna casaca de panno, c urna
calca docasiu.ira, que ...ando., fazer ^rSXS
para i, na procisso de ( o,|.o-de-l>eos:do contrario, to-
ra o praier de ver scu nomo por extenso ueste Uiarw.
com duas salas
cinco quartos cozinha tora, lugar para estribara o
pretos : os pretendentes dirijao-se a praca da Moa-Vista,
botica 11. (i, ou a esta tvpographia que se dir quem
Jos.
dellc souber queira
padaria n, 122.
= Precsa-se de um bom refinador do aMUCar. na na
da Senzalia-Nova, n. 4.
z= Maria Ignacia dos Santos embarca para oH.o-ae-
Janciro, o scu oscravo Pedro, do naco tabunda.
= Precisa-so do olliciaos de alfaiale, tanto de obras
arandes. como de pequeas : na rua Nova, 11. 0.
= Precisa so do 1(10/rs., a 2 por ccnlo ao mes, por
espaco do a 8 me/es, com l.oas tirinas : quem os qui-
sor dar, annuiicio.
= Precisa-se alugar urna preta moca, para o servico
Interno e externo de una casa de poma familia : que
tiver, dlrlja-se a rua Nova, loja 11. 19.
= l'recisa-se do um homeiii portuguez, que saiba te-
cer fazendas de algodo, pelo inesnioj melhodo, que so
trabalha na cidade do Porto, ou Lisboa ; e do outro, que
saiba faer velas de cebo, guaesas que se fazoin as la-
bricas da cidade do Porto : aquellos, que se achaicn.
mu nidos dosses requisitos, dirljo-so a loja nova da por-
ta larga, do Passcio-Publico dosla cidade que achara
com quem tratar um negocio de interesse
= Precisa-se de um caixeiro, moco, para um depo-
sito de pao o bolacha, que saiba oscrever bem, c que
go'O de crdito sobre sua conducta: quem osliver ne*UI
circumstancias, dirija-se autiga rua dos Qua. teis, hoje
larga do Rozario, n. 20.
-- Aluga-se, para passar a festa, um sitio na estrada do
Montelro, com bastantes laraugeiras, jaquelras e outras
fructas; con. a melhor agoa possivel, boa casa c porto
do banho, t da parte da sombra : a tratar no boceo das
Barreiras, n, 4.
Joo Carneiro Machado Ros embarca para o R10-
Grande-do-Sul o seu escravo pardo, de nome Fran-
CASAS PAR A ALUGAR.
Aluga-sc o terceiro andar e solao da casa da rua do
Queiuiado, n 28,con. bastantes coinmodos, todo pintado
e calado ha pouco : quem o pretender, dirija-sc a mes-
ma rua, loja de ferragens 11. 37 A.
ATKRRO DA BOA-VISTA, LOJA. N. 14.
Pannos finos pretos, cor lixa, a 4/ e5/rs. o covado ;
merinos pretos, a 1/000 e 4/803 rs. o covado ; lencos de
seda para homein ou senhora, a 800, 1/280 e l/bon rs.;
chales de seda, a 10/000 rs. (do melhor gosto, que tem
viudo), esles chales tem o campo escuro ; ditos de cam-
po branco, fia de Ksuocia. a 3/500 rs.; ditos de la,
de bonito gosto, a 2^400, 2/800 e 3*000 rs.; fusles de
cordo, de bonito padroes, a 640, 800e 1/800 rs.; brlnt
francezos de qnadros, cor fixa.a 320 rs. o covado ; ditos
iuglezes, a280rs.; inursullnas de cores para vestidos,
pelobaratissi.no preco de280rs.; riscados Irancozos,
a 160, 200 220. 240 e 280 rs.; cassa lisa ordinaria, de
largura de vara, a 280 rs.; zuarto de largura de dita, a
280 rs. o covado; panninhos pelos e cor de rosa com
luslro, a 160 rs. o covado; cambraias adamascadas, por
4/000 rs.; ditas bordadas con. flores iniudas.oo.i. 9 varas,
Compras.
Compra-sc una banda com bacalhos de ouro ,
com pomo uso e sen. deleita para oliicial subalterno
da guarda nacional: na praca da lloa-\ Isla venda
"oo Compra-so nina obra de Cuuilia(i (heologia mo-
ral em porluguoz. u.prosso de 1826 a 1829; na rua
da Cadeia do Recife, 11. 54, a fallar com Joaquim Ri-
l.eiro Pontos. .
Comprase una carrofa nova ou comalgum uso ,
que Sirva para carregar nina pipa por baixo do leito :
ua na da Aurora casa do C. Starr C.
Compra-se, para a villa doRio-Iormoso, umu
escrava que launa habilidades, principalmente h
de cozinliar, e que seu senhor alianec sua conducta ;
na rua do Queimado, loja n. 68.
Comprfio-se escravos de ambos os sexos, entro
alies duaspretas,ou paidas.engoinmadeiras : na rua
Nova, loja de ferragens, n. 16.
-Cotnprflo-se :t escravos, de 20 a 30 annos: na
rua ds Florentina, n. 7.
Comprao-se duas esclavas mocas e sein vicios, sen-
do 11... dolas boa coslnhelra c euguminadeira e a ou-
tra costurelra engonuiiadolra; pagao-se bem: no Ater-
ro-da-Boa-Vista 11. 36.
Vendas.
pnrMDO rs.; ditas de core, por 2#000 e 3/0O0 rs. o
corte' laapara cal9as, a 500 rs o covado; pcUedod.a-
l>o, a 440 rs. o covado, ou a 1/440 rs. o corta de o,2 ce-
= Vendem-se 4 lindos moloques de 10 a 18 annos ;
um dito, do 7 annos; dous pardos, sendo um driles
proprio para pago.., ; ..... dito, de 10anno* um cabra,
lio 20 anuos, bom cancho un. preto de 30 annos.
canociro ; urna parda, de 25 annos con. algumas ha-
bilidades ; duas pre.as do bou (as flgurf., de 18 an-
uos con. habilidades : na rua doCollegio, 11. S, segn-
do anclar. 1U
^ Vendo-sc..... pardo cancro; 3 moloques, de 18
a 22 annos ; 2 escravos, do sorvicodc campo ; 5 negn-
nhas, con. varias habilidades: urna inulalinl.a de 14
anuos 3 pelas qiiian.leiras, e que coznhao be... o dbi-
rlo de urna caa ; urna parda dmela idade.de mu.to
boa conduca : na rua Direila, n. 5. ___
= Vende-se un. oratorio grande de Jacaranda pro-
prio para se dizo. u.issa; na rua da Senzalla-Velhs.
"'--''Vendem-se na rua do Crespo n. 15, pecas de
bico do Po.to bom eonhecido por tre.110.as ou tala-
gge proprio para babados pelo diminuto preco de
-Ve'ndm-'e 8 escravos; urna preta, por 300/000ir; ,
oue serve bem a urna casa e he boa quitandeira ; 3 di-
, ,s boas para todo o servico ; um preto, de 40 annos,
or 300*000 rs. milita forte para todo o trabalho ; um
bonito crioulo de 20 annos bom pagem c officlat de
alfaiale; 3 ditas bons para o trabalho de campo: na
rua do Crespo n. 10, primeiro andar.
__ Coutiuiia-se a vender chocolate novo a 40 rs. ;
caf em grao a 140 rs.; dito moido, a 180 rs.; cevada,
a 100 rs. ; bolachinha nglea a 200 rs. ; passas a 240
rs. ; inanleiga inglesa a 800 rs. ; dita franceza, a 600
rs. ; dita do porto a 360 rs.; espennacete de 5eni
libra a 720 rs. ; dito de 6, a 800 rs. ; carnauba de 6,
7 e 9 en. libra a 320 rs. cha hysson a 1/920, 2/240 e
2/880 rs. ; dito prrola, a 2/400 rs. ; dito ucbiui, a 1/600
rs. ; toucinlio do Lisboa a 240 rs. ; alplsta a 320 rs. o
quartoirn, medida velha ; arroz branco a 320 r*. a
cuia ; feijao a 240 rs.; arroi vermelbo a 280 r*.; di-
to de casca a 100 rs ; queijos novos e frescaes, |a 1/400
rs. ii.llho a 120 rs. : no pateo do Carino esquina da
roa de Uorlas, lado direito, o. 2.
-i


Fotassa branca,
da mais superior qualidade em
barricas pequeas, e desembarca-
da no da 30 de agosto prxi-
mo passado, vende-se por pre-
co commodo : emcasa de L. G.
Ferrara & C.
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sendo 10 prrtos ( prrtn A innloqup* C cabrillhai ,
0 mulntis ipiii vicios nrm icbaqnpl por son ni vin-
didos ii:h|ii>.|||. lunr por npcnildadei e entre "Mes
tppui alcunt com habilidades, sendo mu boin destila-
dor : a fallar rom Jos Francisco da Silva.
Fardo novo,
fin sacras grmdes vende-se no arinazfm do Ilacelar ,
confronte a eseadinlin da lUandraa e rm casa de J.
I, Tasso Jnior na ra do Ainorim.
Bap-Prncipe.
Araba de rlirgar Jo Hio-de-Janeiro
osle rxerilente rap, o mellior e mais
proprio para consumo deale pMz pelo
liom aroma, exqniaito paladar e facilida-
de da lcslilrtcao : esla pilada lie digna de
ser apreciada pelos amadora* do bom ra-
pe, aos qnae.s se convida a experimenta
rem..A'Vende-se no deposito, na nn do
TrajRche, n. 34; no bnirro do Recife,
Bourgard, Antonio francisco de Moraes
Jos Cailos l'eneira Sonres Jnnior, l'on
tes &: Mello, Guedes& Mello, Angosto
Ferreira l'into&C, Joaoda Cunha Ma-
gilliaes ; ra do Crespo Henritpie 6^
ti. ; roa do Qneimado, Campos rk Al-
meida, (Jodrra & Cnimaies ; ra doy
Qnarlcis, Vicloimo de Castro Moura ;
ra lo Ltvramenlo, Francisco Cavalcan-
li de Allini|iici<|mi'; ra do Culiug, Jos
Jontpiim (la Costi rancisco Joaquim
Duarte, Tlioma/de Aijtnno Konsecay pr.i-
c.i da Independencia Christovfio Gu-
campo; 3 ditas com habilidades; 2 pretos, por barato
prec.o : no |>ateo da Malrii, sobrado n. 4.
Vend.-m-se globos de vidro,
iniiiio bonitos, par candieiros
de machina tanto
como a retallio
dico ; na ra do Cabug, lojas
de fazendas de Pcreira & Gue-
des, ns. 4 e6.
Vende-se um plano muito bem construido e de
boasvozes. porpreco commodo; na toja da esquina da
ra do ( respo, que vira para S.-Francisco.
A 7,j?000rfl. o corle de cam-
braia de lislras e barra
de seda.
Na ruada Cadria do Recife n. 35, vendem-ie cortes
decambrnias de listras c barra de seda, a 7/000 r.
ditos de dita tecida e aborta a5000e6/rs ; ditas pin
tadas, a3/000 rs.; risrados franrezrs, muito finse lar-
gos de bonito! padroos a 240 rs. o covado ; ditos de
listras imitando seda, a 220 rs. o covado; brins listra-
dos de cores, de puro linho, a 800 rs. a vara.
= Vende-se potassa branca de superior qualidade,
em barris pequeos ; em casa de Matheus Austin &
Couipanhia, na ra da Alfandega-Velha, n. 3.
4 SiOOrs. o corle de casimi-
ras francezas, elsticas.
Na ruada Cidria do Recife n. 35, vendem-se cor-
tes de casimiras superiores frnncezas o elsticas de
|i nli ui's .iin.i.i nao vistos a 5/500 rs. ; chales de seda ,
limito bous o grandes a 12/rH/rs. ; ditos de laa rom
palmas de setim ; ditos de dita rom listras asselinadas ,
a 3/rs. ; ditos de cambraia de algodaq e seda a 2/300
rs.; ditos de laa, a 2/rs. ; ditos de cambraia branca
adamascada, a800rs. ; lencos de seda com franja, de
qundrinhos r palmas de setim de cures, a l/2G0ra. ; di-
tos dr dita de cores a 800 ris.
= Vendem-se dnas bonitas negrinhas de 10 annos ;
2 mu.11 miIios, de 7 unios ; 1 bonilo moleque de \4 an-
nos por prejo commodo : na ra da Cruz, no Recife,
ii. 51.
Economa para
Sao chrgados a loja da ra da Cadeia do Recife, n. 35,
mis bonitos delirados e eronomiros manteletes, to-
dos de boa liia l.ivrados e imitando seda proprios pa-
ra as senhoras i rom ao banho pela festa, peio diminuto
proco de 2/000 rs.
O corrotor Ollvoira tem para vender cobre em fa-
lla e piegos de dito para forros de navios : os preten-
demos dirijan-so ao mismo, ou aos Senhorcs Mcsquita
& Duna.
Vende-se una negra muito 11109a e de elegante fi-
gura, rom habilidades, que se (I i 1 ,,n ao comprador; cinco
moloques de 12 a 14 anuos, 2 negros de 24 a 30 annns, e
4 mulatas de 18 a 24 anuos, entre ellas tuna perfeita en-
gnniinadeia e rnstureira ; na ruadaCadeia do bairro de
S. -Antonio, 11 25.
Vende-se carne do sertao, muito gorda e nova,
r trazido 10 dias de
dla do Roeife, 11. 11.
as senhoras.
or
a-
Vende-se um bonito esrravo ptimo para o ser-
V90 do campo por tor do niesino bastante pralica,
011 para qiialquer outro servico, por ser bastante h-
bil : na ra Dircita n. 18. "
Asear rao, a 140 rs. o covado.
c lindiisimos lencos de setim de modernos lavrores
i'oprios para gravita, a 3/000 rs. Alm disto, continuao-
-o a vender chitas modernas, algumas deltas seguras de
tintas a 140, 100 e 180 rs. o covado ; luucainha para ves-
tidos, que finge multo bem qualquer seda de alto preco,
a 240 rs. o covado ; panno lino azul escuro proprio para
farda e inulto superior, a 40 rs. ; dito verde-escuro, a 2/
rs. ; dito inulto superior fazenda para sobre-casaca, a
4/000 rs. ; balsemiras, fazenda de laa para vestidos de
senbora, padrrs oscuros, porm modernos, a 320 rs, o
covado ; cassa-chita, com vara de largura, a 320 rs. o
covado: assim como um sortiinento completo de fazen-
das para trafico, como sejao algoddes entracados, nes-
clados e alistrados, a 240 rs. o covado ; e tudo o mais por
proros moderados. Dao-se francamente as amostras sob
o competente penhor.
.>'a ra do Crespo, loja nova
n. 12, de Jos Joaquim
da Silva Maya,
vendem-se bonitos e delicados cortes de cambraia, com
listras de seda ao mdico preco de 7/ rs. ; casimiras
francezas elsticas a 6/rs. cada corte ; cortes da inul-
to acreditada indianna a 3/000 rs. ; ditos da victoria ,
fazenda imitando seda a 4/000 rs. ; chales de laa ar-
rendados, de cores inulto mimosas a 2/400 2/800 a
3/000 rs. ; romeiras de fil de linho, enfeitadas com l>i-
co proprlas para senhora e meninas, a 1/000 e 1/600
rs. ; veos de dito para chapeos os quaes multas pes-
sons teem comprado para camisinhas de criancas a
1/280 rs. ; chales de laa e seda, muito delicados em la-
vrores e de assento escuro fazenda inteiramente no-
va os quaes rlvalisao com os de seda, a 7/000 rs.; pan-
no lino azul e preto a 2/560 rs. o covado ; um rico sor-
tiinento de cambraia para vestidos a 3/500 4/000 e 5/
rs. o mais commodo possivel; calcinitas de mria pa-
ra meninos, a 640 rs. ; mantas de seda escoceza a 6/
rs. ; ditas mais ricas a 10/rs. ; alpaca preta a 800 e
1/600 rs. o covado ; dita do cores, a 2*000 rs. ; merino ,
multo fino, todo de laa, a 4/1)00 e 4/500 rs. o covado.
Independentedestas fazendas, ha nesta loja tira com-
pleto sortiinento de outras muitas fazendas que se
vendem mais ein conta do que em outra qualquer par-
te livres de serem engaados.
Na ra do Crespo loja nova
n. 1% de Jos Joaquim da
Silva IIaya ,
vende-se um rico sortiinento de casticaes de finissima
casqulnha, com suas competentes lanternas ]' de gos-
tos os mais modernos que teem apparecido pelo di-
minuto preco dety\ 10/ e 12/ rs. cada par.
Fariuha SSsF,
da muito acreditada fabrica de Molino Strazig sendo a
ultima chrgada a este mercado em pequeas e gran-
des porfes : a tratar com J. J. Tasso jnior.
Vende-se, na ra da Cruz, n. 6o,
ceia em
timento ao
preco mais
qualquer parte
un sobrado de um
tratar na
e lisos de marran a 1/000,1/440. 1/600 c 2/000 rs.
tambera se concertao pentes de tartaruga, velhos : n&
loja de tartarugueiro no pateo do Carino, leja da es-
quina que volla para a ra das Trinchelras n. 2.
Vendem-se casaca de pombos, grandes, bons ba-
tedores e de boa raja por preco commodo; na ra da
Florentina, n. 16.
Joao Stuart anda tem para ven-
der chales pretosde cores, e tambem pan-
no de algodSo para saceos : na ruada Al-
fandega-Velha, n. 5.
= Vende-se urna preta de Angola, com idade de 24
annos, pouco mais ou menos, com urna cria de mais de
um anno; bem ladina e sadia; sabe bem cozinhar o dia-
rio de urna casa, engomma e ensaboa, e faz einfim, to-
do o servico de urna casa, de portas a dentro ; quein a
pretender, rntrnda-se cora Joao Manoei Rodrigues Va-
lonea em sua casa, de manba at as oito horas e de tar-
de de una as tres.
c=Vendem-se 4 escravas, 1 preta engommadeira. cos-
tureira de lavarinto, bordado, boacozlnheira e tudo faz
com perfoifiio; 2 mulatas, de 12 a 13 annos, boas para
mucainbas; e unta preta de 16 annos, com habilidades,
de elegante figura : no paleo da .Matriz, sobrado n. 4 ,
segundo andar.
89
am^^^g^fr&frtU-tt:-
velas, de superior qualidade, sor-
gosto do comprador, e por
commodo do que em outra
DEG PORTAS HJ2
V
'enoe-se
a 1280 rs. ,
ixasj a 5ooti rs.
pura, a 1800 rs.
nova alpaca,
panno fino
superior,
de cores
casimiras de la
ditas com poj-
*, ci> mistura, a 1000 rs ; cortes de
{{ cassa fina, com 7 varas, a 3ooo 5
k j annunciadas e outras muitas $
|k chegodas de novo. ti
Vende-se urna cabra (bicho ), parida, lia pomos
dias, rom 3 cabritiuhos inulto boaleiteira; na ra das
l.aiaimeiras n. 18.
Vende-e um preto mojo proprio para todo o ser-
vico ; na ra do Queimado, loja n. ti.
Vende-se cal virgem em barris pequeos che-
gada prximamente, por preco commodo; na ra da
Muida arinazem n. 15.
n. 34
andar e sotiio ,
ra da Cadeia
Vendo-se
ra da Aurora
Recife, n. 38.
Vendem-se 28 escravos sendo : pretos, pretas
pardos, pardas moloques negrinhas e mulatinhas
de bonitas figuras sem virios, c chrgados prxima-
mente do Aracaly : na ra da ^ruz, no Recife n. 51.
= Acaba de chegar livraria da esquina da ra do
lliciinc liicki nilie!d,l,'urluu;iiii IVieira da
Fot
inseca tastos ; Alerro-da-Boa-Visla,
(aetano l.uiz Ferreira Estima Leal &
Irmo, Antonio Ayres de Castro & ('.;
praca da Boa VistJ Manuel Francisco
I odligues, c Alcxindrc Jos Lopes, ra
do roztirio da lioa-Vista.
Bichns grandes de Ha ni bu roo.
VenJe se a retalho utna partida dostas verdadeirns
anguesiigas, chegadas ltimamente, em porcoesde 100
para cima, por piejo commodo. Na ra do Ainoriin, n.
35, primeiro andar, ou no arraaiem de bacelar, no caes
da alfaudega.
Vcnde-se superior vinho branco da
Madeira, rm barris de 4 e S em pipa j
cerveja engarrafada e em barricas d
dtizias ; genebra bollandeza em fras-
queiras de i5 Irascos; potassa da Bnssia ;
dous foites pianos dos autores de Colord
& Colard de patente de Londres de
(i oiiavos e meio ; tudo de superior qua-
lidade e por mdico preco : na ra do
V gario armazem n. 4, de Bothe ck li-
doulac.
Vende-se um escravo moco de boa figura, para
todo o SPIVI90, eque he ganliador do ma ; 2 moloques ,
de 12 a 13 anuos ; 3 pretas 11109,11, de lodo o serviro, sen-
do nina dillua pertrlla lavadeira ; urna dila por 3511/
rs. : na ra larga do Rozario, volcando para os quar-
teis, 11 24, primeiio andar.
Vendera-se 8 escravas, sendo: urna parda, de 12
annos; tuna preta boa coziobeira ; 3 ditas do servico de
Na ma da Cadeia do Recife 11 35 vende-se esta fa- ollreio e vendem-se os pouco* exemplares que j
osa fizenda deiioiuinada ascarrao nclo adniiravcl I lc"ao- das obras completas do insigne Luiz de Guildes,

inosa
piejo de 24 rs. o covado.
CARNAUI1A ,
vende-se no armazem de fariuha, do caos do Collogio ,
de superior qualidade em por9io e a retalho por ba-
rato proco.
= Vendem-se, no deposito do fariuha de mandioca,
da raa da Cadeia do S.-Antonio, 11. 19, incoas com boa
larinhade Mago, a5/rs.; ditas de S.-Malhoiis, 4/rs
ditas de arroz de casca, a 4/rs. ; ditas de milho, a 4/rs.;
o urna porcia do carros vasios, de estopa.
=-- Vendem-se moendas de ferro pura engonltos de as-
mear, para vapor, agua e bostas, do diversos lamanlios,
por preco commodo e igualmente talxBS de ferro coado
r balido, de todos os t.imnnlios : na praca do l'nipo-San-
to, 11. II, em rasa de Mr. < almotit A l_onipanliia, ou na
ra de Apollo, armazem, n. 0.
Vende-se una parda 11109a, sadia sem vicios e ro-
busta que tabeen gommar cozlobar o coser; na ra
da aurora a fallar com o coronel Joaquim Jos Luitde
Souza.
Vende-se a venda da rita da Madre-de-Dos, n.
24, com poneos fundos, pelo donse retirar para fo-
rado imperii; a tintar na mesma venda.
Vende-se a venda n. 55, na ra Nova, a dinhei-
ro, ou com desobliga praca, um terreno, urna ca-
noa grande a tratar na mesma venda.
-- Na esquina la ra do Collegio, loja n. 5, ven-
de-se um ealirinha, de 13 anuos, pouco maisou mo-
nos, por AOO/000 rs. ; tinas pretas de Angola, de 20
e tantos anuos, a 400/000 rs. cada una : estas silo
proprias para o servico de engenho, ou outro qual-
quer do campo, por tercm vintlo do Ico.
Vende-se urna casa terrea, sita na ra Velha da
Boa-Vista, por preco commodo; na travessa das
llarreiras, n. 4.
Vendem-se, por barato preco, 20 e tantas ca-
beras de gado gordo, e entre ellas dous bois man-
cos, para carro ; na Magdalena, otaria, que foi do
fallecido Joilo Rafael Cordeiro.
Vcnde-se, ou aluga-sn um terreno com serra-
ra ; na ra de S.-Rila, n. 15, segundo andar.
Vcnde-se urna mobilia, contendo 12cadeiras,
urna marqueza, um jogo do bancas de pao d'oleo,
por preco muito em conta; na ra das Cinco-Pon-
tas, n. 154.
Vende-se um oratorio grande de tres faces,
porprio para capella particular em algum sitio; 4
unagens de difTerentes invocacoes; tudo por pre-
Co commodo : na ra do Rangel, n. 17.
Vende-se urna volta de cordflo, com 6 oitavas
de ouro de lei, muito proprio para pescoco de me-
nino, ou canana de olcial; 2 anneis ; um anne-
Ino; um botilo; um par de brincos; urna meda-
1a; um rozario; um alfinete; tudo de ouro e sem
feitio : no largo do Carmo, venda n. 1.
Vende se peixe secco, por preco
muilo barato ; no armazem do Bacelar,
defronle da escadinha da alfandega.
Vendem-se tijolos de alvenaria, tapamento e
telha do niclhor barro, e marca grande, por bara-
to prego na Magdalena, otaria, que foi do falle-
cido Jofio Rafael Cordeiro.
AO RARATEIRO da ra DO CRESPO, ixija, n. 3
ATTEISCAO!
Na loja, n. 3, da ra do 1 respo ao p da esquina con-
fronto ao arco dr Santo-Antonio vendeni-se lindissimns
ortos de setim lavrado no mellior gnstodo pniz n 3/000
rs. o corte. Esla fazenda, pelos seus brllhautismose mo-
lemos lavrores, tanto por serpropria para colines co-
da mais ntida o correcta edlco que tem apparecido,
por proco mais coiumodo do que se mandando bus-
car na Europa.
Vende-se um cavallo de carro por preco
muito coininodo ; no Alerro-da-boa-Vista,
n. 36.
NO ATERRO-DA-IIOA-VISTA LOJA N. 3, DE JOAO
CHARDON,
vendem-se multo futas cassasabertas, de novospadrdes,
para vestidos de senhora ; lapiui preto ; sarja hespa-
nliola para vestidos ; lloros ; fitas finas novas o lin-
das, lauto para chapeos desenlila como para enfeitos
do vestidos ; ricas luva* de seda c de pellica para se-
nhora ; boas nielas lisas o abortas para dita ; chapeos
da ultima moda chegndos agora para senhora; cha-
peos de sol de seda para honieni; ditos muito ricos ,
para senhora ; luidos o riquissimos chales mantas e
lencos de seda de quadros para dita pontos de segu-
rar da ultima moda ; calcos para espartilhos ; lacos
para botinas de senhora; agulhas francezas muito fi-
nas do todos os nmeros ; ligas para senhora ; ricas e
novas perfumarlas; o cutas muitas fazendas de gosto e
da moda ; ludo chegado ltimamente. Na mesma loja
vende-se urna rica mesado costura de charo verda-
deiro com seus prrtencesde niarfim.
-~ Vndem-se passas iniudas, para fazer podins ; 08-
rejas o ameixas sorras ; frijrs ; orvilhas ; lontilhas ;
ch.iiiipanha; vinhodo Porto; Scherry ; Madeira; vinho
do Hhrno ; Saulernes ; Clarette, em quartolas, caixas
c engarrafado; ago'ai denle de Franfa ; ruin de Jamai-
ca ; Airar ; vinho de Malaga velho era molas Br-
ralas ; fraseos de todas as qnalidades de fructas da Eu-
ropa ; icpolhos conservados; inoitarda; Scherry cardinl-
latas de salmiio sardinhas ; ervilhas e niaii outras
conservas de peixe e carne; conservas de pepinos ece-
oolinhos ; azeite doce 0111 caixas ; superior cha ; cha-
rutos rogaba ; ctese mais oulros gneros : na ra do
Trapiche armazem n. 34 de Fernando de I.ucca
-- V endein-se varios escravos entre olios 2 pretas
pandas do pouco com habilidades e de boas figuras
una preta com dous filhos de 5 annos : na ra Nova'
11. 21, segundo andar.
Vendem-se sapatos para 1......rm c senhora limito
baratos : na ra Nova, loja 11. 58.
Vende-se urna morada de caa terrea as Cinco-
Foruai: a tratar na ra Oirrila, sobrado de uin andar
defronle do boceo do Serigado.
= Vende-se una venda era multo bom local e com
poucos fundos ; aprazo ou a dlnhelro : a tratar na
das Floros, n. M.
Vende-se champanha
na ra da Cruz n. 55.
Escravos Fgido
s"*^
de muito boa qualidade ;
Chapeos do Chile.
Na loja de 3 portas, n. 3, da ra do Crespo ao p da
esquina do arco do S.-Antonio ha um bom sortiinen-
to de chapeos do Chile, de todas as qualidades ; e ven-
dera-se por preto mais moderado do que em outra qual-
quer parte.
Voltarele.
Na loja da esquina da ra do Collegio n. 5, de Gui-
naraes Serafini & Companhia, vendem-se cartas fran-
cezas finas cnlre-finas eordinarias ; dita portugue-
sas ; todas por preco mais barato do que ein outra qual-
quer parle.
= Vende-se panno Ano verde proprio para bilh
una cadeira de arruar, forrada de seda ; macacos para
arromar carga ; encerados para cobrir gneros : na ra
do Amorini n. 15.
==Ainda se adido algum terrenos jiara se venderem
na IIuna da ra da Concordia, parte atorados, parte be-
neficiados, o parto alagados junto a travesa do dc-
luntoMonteiro. Oiiein o pretender, dirija-se a ra lar-
ga do Rozario, n. 20, que achara com imeui tratar a
mo pelo scu moderado pu'90, se torna recommendavel 1 penheiro e tambera a prazo ski inun a
e digna de grande concurrencia. Vendem-se igualmen-1 Vendem-ie pentes de' tartaruga, da moda, abertos
Offerecc-se a grallflca9ao de 100/000 rs. a quem
capturar, ou descubrir o escravo pardo escuro de
nonio Benedicto chelo do corpo, pouca barba ; re-
presenta 30 annos, pouco mais ou menos ; he muito es-
perto e bastante capadocio ; e julga-se que por onde
se achar se inculcar por livre e inesmo tora mudado
o minie 1 era mai iuheiro c en leude de pescador; I li-
gio de bordo do brigue Catiro- Primeiro no dia 13 de
setembro. Este escravo pe lenco ao Sr. Antonio Dias
de Souza Castro do Rio-de-Janeiro. Quem o captu-
rar, roconhecendose soro proprio, recebera gratifica-
9:10 cima, na ra da Cadeia n. 45 emcasa dr Amo-
nio lrniaos- Pode-se igualmente a todas as autorida-
des policiars todo o escrpulo no exante de qualquer
escravo capturado certa drquese Ihc ficai por tudo
sumamente agradecido.
Fugio, poucos dias antes de 25 de dezembro do
anno lindo o escravo Grigorio Jos crioulo ; levando
urna fouce de corlar 'aunas duas camisas e duas ce-
rn las de algodiiozinho da torra; he alto vistoso de
mais de 40 annos, bem emperna! do ; tem um talho na
cara e diversos polo corpo duas costuras ein cada una
das candas adquiridns rm orcasiao de vaquejar gado,
e nos pos o dedo indire he muito aborto Este esrravo
foi do coronel Oiiixaliira ecomprado 0111 Pornanibuco.
Quem o pegar, leve ao engenlmUna, ou Tibiri da Para-
hiba do Norte que ser recompensado.
Fugio, em Janeiro de 1845 o escravo Rufino le-
vando de um sou pareeiro 2 cavallos, duas vestes, col-
leto, camisa.o alora do camisas c cetonias,a baca,que se
Ihc dora ; falla atravessado 111090 barbado uo mal
parecido ; trin um talho na cabera e outro no peilo ;
alto, grosso, pernas grossas ; foi comprado a Joaquim
Jos llarboza do 1 apio em S.-Jos do Rio-Graude-
do-Norte. Toda a despeza que bouver com a captura
doste escravo, sera promptnmoiite pnga e recompen-
sado o sou trabalho entregando-se o referido escravo
nos engenhos Una ou Tibiri da Parahiba do Nono.
Continua a estar fgida desdo o dia 17 de setem-
bro prximo passado a eserava Bernarda rrioula.cor
fula corpo secco e baixo falla gaga denles limados ,
barriguda, do26annos, coso, engomuia cozinha, la-
va drsabaoe varrella. Quem a levar a anorl Gomes
Viegas rocebor 50/000 rs. de gratifica9.n0.
-- Desojase saber aonde existe a preta t.onstam a de
na9io Munjolo ou Calduda de 31 anuos estatura
mais de ordinaria magra falla adocicada ; tem no
rosto mis pequeos riscos da sua na9.n0 que mal se
percobein por serom finos; veio do Rio-de-Janeiro, no
moz do abril de 1843, para aqu sor vendida: quem del-
lasouber, he favor fater una pequea declaracao pelo
jornal, para ser procurado.
Fugio, no dia 4 do coi rente urna eserava cabra,
decr verinellia, boleos grossos alta, magra, pernas
um tanto arqueadas ; lora as costas marcas de chico-
te e a vista um tanto espantada : quem a pegar, leve
a ra Nova 11. 46, que ser recompensado.
= Fugio no dia ten,a-feira, 6 do correle um pre-
to de nonie Joao de na9.n0 Congo, de 25 anuos, pou-
co mais ou monos estatura regular, bom foito do cor-
po, ; tora falta de um dente na frente, do lado superior,
e alguuia falta de cabellos na cora da cabera por ser
ganhador de ra levou calcas de algodao trancado
azul, quasi novas, e camisa de ciscado azul trancado ,
bonete inglez dos que uso os pretos da aifandega ,
tambera bastante usado. Roga-se as autoridades e ca-
pitiics de campo que delle tiverein uolicias de o ap-
prohenderem o lovareui a aeu senhor Antonio Montei-
ro Pereira, inoradoi na ra do Llviainento loja do fa-
zendas n. 12, que promptainonte se pagar qualquer
despeza que fizoroin e se gratificara a quem tomar
o cuidado da dita diligencia.
= Manoei Ferreira Ramos roga a todas as autorida-
des policiaos que lhe apprehendao um escravo de na-
9ao Mocaiublqne de nome Francisco, alto, olhos pre-
tos rosto romprido nariz chato pouca barba, per-
nas muito linas; levou camisa e ceroulas de algodao rls-
"o, o I embrulho de panno da Costa debalxo do braco,
Rendo nina camisa r uina ceroula, iguaes as que le-
vou vestido ; cujo escravo fugio no dia 4 do corrente
e lora recibido rmpagaiiiruto de I'rancisco Jos dos
Prazercs 1 amboini ; eeonio o afiiiiiuciaute desconfa ,
que o dito escravo estoja occuUp por alguem para
inos fins protesta usar de todMftrlgor da loi contra
quein o tlver oceulto ; c ou"credP*Bma gratificafao a
quem o trouxer.
-"......-%%.
PKHN.j NA TYP. DE M. F. Uti KARIA-i^qvJ
mutilado!


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