Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09434


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Full Text
Auno de 18*o.
O DIJR10 puMio-.e todo, o dia. que nao
xssssvkts^......-
ro typo difireme.
PHASES DA LOA NO ME7, DE OOTDBRO.
iiwchei. m7 hora 46 minuto, d. urde,
incoante. 12. I hor.e <7 m.n. da man
(;rceniea o*' minuto, d. Urde
Quinta-feira 8
PARTIDA DOS C0BRF10S.
r.oiannn Parabvn. Seronda, e S-xtas l'eiras.
Rio Grande do Norte, cliega as Quarta. feir.
ni> meio dia e parte uas mesmas horas nal
QuinUs toras.
Calm, Serinhaem, Rio Formoso, Porto Calvo e
Maceyd no i.", ii e 21 decida mez.
("laranliunJ e rto.lito a 10 e 24.
Bo- Vista e Floros a He 28.
Victoria as Quintas feiras .
Olinda todos os das.
PREAMlR DE HOJE.
Primeir a 6 h. 4i minutos da Urde^
Secunda a 7 n. l minutos da manha.
de Outubro.
Anuo XXI
IV. 2*
DAS DA SEMANA
Segunda S. Placido, au.. J. do. f.
e do J. do C. da 2. V., do J. M da 2.. v.
6 Tere. S. Bruno ud. do J. do c.v. da I. V. e
,1o T. de pat do 1. dist de t.
I Ou.rt reos, aud. dn J. do civ. da .
v e do J. de pat do 2 dist. de t
8 Quin.a 8 Ungid, ,ud. do J.de orpliaM, do
|. municipal da I. vara.
Sexta S. Monillo, aud. do J. do cir. aa
v edo J. de paz do I. dist. de t.
10 Sabbado S Penicio. aud. do J. do civ. I.
., e do J de pa do I. dist. e de fda
II Domingo O Patrocinio de S. Jos.
CAMBIOS NO DIA l DE OUTUBRO.
Cambio sobreLondrM 27 d. p. lf a 0 d.
>, Pniiiti ris por Iranco.
Lisboa l00/de premio.
Desc. de ielras de boas firmas I '/iP- /
O,,mOnc* lirs>an'iolas JojOOO a
, Moedaadrfltnnvel. 1J" a
deUMOOnov. I1)00 a
de 4*000... ItflOO
Prata Patacoes.. ..
Pesos columnares
. Ditos Mejicanos.
Miada..
1 a
IJ990
l99 *
.90 a
7(10
Auesd.Comp.doReb,rbe de 50,000
aomei.
Ilflnfl
If.fSOO
IB200
9 20i
]/iluO
2(000
1,11940
1*780
ao par.
DIARIO D FERMAMBUCa
PARTE CFFIC'Al.
Governo da Provincia.
KXPEDIENTE DO DIA 23 DO PASSADO.
Offlcio-Ao Exm. brigadeiro conunandante das arma,
,d" ando, para ler ecucSo o imperial aviso de 28 de
i,ultHO. que designe un. dos oIRciaes subalter-
ne da erceira latir doexercilopara fazer o tervlco do
rastro do porto, e determne-lhe. apresente-sc ao ins-
,1^1," interino do arsenal de mariuha -- Part.c.pou-se
'I i. Lrror interino do arsenal de marmita 8 ao prove-
a inspector interino
dor da sade.
\
l)i o -Ao inspector da thesouraria das rendas provin-
ciaes, instando pelo balanco da respectiva receta e dcs-
' uea em o anno financeiro prximo passado.
bito-Au director do Ivcco. determinando, fac
enneurso para a cadelra de primelras lettras de 1
a abrir
. ... Una.
T)to--A jUX privativo dos Africanos, ordenando, que.
iexecucao do imperial aviso de22dejane.ro de MI,
faoren.over, do poder do Ihesoureiro doju.zo para a
hesou aria da *ESL, o producto dos .alario, dos mes-
.no.i Africanos.- Parlicipou-sc ao Inspector da ll.esou-
"Dftod--Aoidspector interino do arsenal de marmita.
ciuc deveria, segundo a lema desse tratado, conserva
la com nove ps de aRoa, deixa-.t ficar as vwi com
sete Accusro mesmo o governo russo de tavoieccr
esses entuplmentos em lugar de cumbalc-los. Dise-se
e imprimio-se, que muitas ve/.es as autoridades russas
liierao laucar saceos chelos de pedias nos lugares, em
nue os entuplmentos podem ser com preferencia deter-
minados. Os navegantes ingle/.es, sardos c, njes.no
crocos, li/.ero em Vienna representacoes para obtirein,
que a Austria, principalmente interessada na questao
da liberdade dessa navogaeo, exija a exectirao do tra-
tado Atehojeessas reclamacoes nao t.verao resultado
aluu'm. He provavel, que a Baviera far agora repre-
sentacoes no mesmo sentido, e he possivel, que seja
ottvidaa lingoagem de tima potencia allemaa.
P,la parte que lhe toca, o re de Baviera cutnprio no-
emente a sita tarefa. Abri urna communicacao atra-
vincia, a se apresentarem neste recinto.
Sr. presidente, hoje tenho urna rasao nova. ">'
que agen, enlenda como l.oje II em urna foIha. q ao
iqui na" ,st. a assembla. mas tmeute ac. bjnrt
debaixo deste ponto de vista, que *%M5*f*""
der-se autorizado, e jusliliear-se de nao compare,
c'do"cxntftiente europeo. 0 seu canal, como cons-
ollereceo o inais feliz, resultado ; ao resto da
- obra
iaes
ciu do Nascimento. *-..__
Dito-A eommissao administradora das obras do thca-
uo publico, declarando-sc sciente de haver ella eleito
paraPseu thesoureiro o commendador Angelo Francisco
Carnelro.. ____
EXTERIOR.
Europa compete agora desembaracar essa grande o
dos impedimentos, que as rivalidades cominero
quizerem oppr extensao, de que he fufentlvel.
1 (Journuf des Debat.)
(jornal do Commercio.)
nMiaiiiir a
correr risco a ord.in publica. refere
Nao sei quaes sao os exempto, a "ue
a |UP S.
o

e provar,
to para responder a p.oposicoes desta or*
queque,,, assim pensa, ^^^^S^maatl
conseguir, por esse meio, desv.rt.nr '*!'**?
,s|>,,,,!,lc_ merecen MJ-"*-? XSSfigS'i
PERMAMBUCO.
7e o" Danubio existe umaTlanicle de 89 i r r
ara, e que foipreci.. at.avessar por meio deuin iw-
... de vallas ; o'canal l'oi *S*f*^J?S?E
menos, na direcSo. que llnhalodlcado Cario. Mag-
_______i......_= o. ,np .i nila se viaoaleims vi sti
0 CANAL LUIZ.
Pai. Sdejulhode l&M.
Sabemos, pelas noticias de Allemanha, quantoJtol bn
succedidau.ua obra grandiosa "nprehendida ha quas.
dote anuos; e que pareca rodeada de d.ll.culdades, que
nao podrao ser vencidas senao por utna grande perse-
Ve4.aKuar'opa acaba de adquirir urna nova via de navega-
cao lluvial, que ha de ser da maior importancia para o
seu commercio. O Rheno e o Danubio, e por OMMraa-
eia o mar Negro e o mar do Norte, fleao reunidos por
, canal en. que se navega, ha alguns me/es e q. e
permlUe. u,,.' navio sabido de Rotterdam ou de^Lon-
dres de levar a sua carga pela Baviera. Austria, Hungra
cValachia, at Tresibunda e Con.tan ""P1':,***":
nal. que se chama Ca.ial-Lnlz (Ludwgl-kauad) he_obra
do re Lu. de Baviera. Uoalisa o pensamcnlo concebido
por Carlos Magno, ha oilocentos anuos. mm
V 0 Rheno. essa arteria principal da vitalidade coi -
cial do continente, recebe o Mam em frente de Mayen-
M. Este. io. que penetra na Allemanha do oeste ee.te.
ne navegavel etn urna grande parle do seu curso. He e.
Ba.uberg. que se acha a entrada do canal. Entre, U el
dade e o Danubio existe umaT.lan.ee de 1
altura
tema
no, para os lugares, en. que anda se viao alg
giYdo. trabalhos cou.e9a.loi, c que se cha.., K>-
hrolina. U... pequeo rio, o Allnmhl. lo. alargad, e
portea leito reclilicado he. que o canal deseu.bocca em
Kihlhlii, no Danubio. ow,rio
Com eslabeleci.nento desta nova va de MW"
ganhar ..commercio da Franca con. o If ""
co.no o da Inglaterra, da Hollauda eda Be gica ; porque,
.inda <|ue, oLando para a carta W*V$* "?
prlu.eira vista, que o canal, que se dirige do iue.
para o noroeste .eja principalmente destinado pata1 a.
apoveitado pela Hollauda e pela Blgica, nao '"
nconhecer que a distancia de Blraiburp. Fg*
desce.do-se o Bh'eno, he menor de que **""*"
subindo-.e o rio at essa foz do Mam. A Su.ssa e algu
mas partes da Franca poderiao ut.Usar esU nova wa de
WNeS.P.0rTanal u,n s cavallo pode puxar 2.000 quintar
qua
rio
so medio nao".'e eleva a mais de 800 quintaos
As eu.ba. ca9es nesse canal teoui 1J pe de lan
seu bordo superior, e 14 p. na sua base, e ten.
profundidade.
A n.elhor inaneira de fazer apreciar e.unova \iade
coinintinicacao he de compara-la com o canal d<
euedoc e co.n o de Hulstein.
Eis-aqui o parallelo, que se pode esUbelecer entre o
novo canal e a obra de tul. XIV. Essas duas obra.- sao
de iaual importancia. _____.J
Oca.ialdeI.ui7.ten. 23 milhas de extensao, e o cana^
do laiiouedoc nio tein mais de 22 /.
O priineiro ap.csenta II poules, e o segundo nao
m.isPde99. 0 canal deLui, f"c4 cavadoM.espato de 2
anuos, e o do sul no de viute annos. de lbbl 1881. Un.
e outro custrao. pouco mais ou n.eno. o iiie.iuo preco.
cerc. de 33 milhoes de francos poniue ***y*
canal bavaro excedrao n.uito as It4" I""""0
O famoso canal de Holstoiu. que une o mar Haluco ao
mar do Norte, te... 4 '/. '''ilha,s, d,c mpriiiifnlo-
Fallamos aqu do canal dellolstom. anda V g*"
lio pouca extensao. porque estes tres cauae. ""*"
ceiu a eommunicacu entre os principaes mares ita r.u
ropa. OnossocanaldosDous-MaresjunU o ledtu
neo ao Ocano ; o canal de Hulstein une o mar Bltico
ao mar do Norte, c linalii.ei.le o canal de Cuiz pu< <>
communicacao o mar doNorte com o mar Negro. ra"-
se-hla tambe.,. ciUr o canal de Gothemburgo ou de
Trollhcetta, que une u mar Ballico ao mar do Korle.
He necetiario, para compleur esta. InforinafOc*. in-
dicar os obsuculos, que se oppozerao ale agota, a que
o Danubio servisse. tanto quanto deveria. de anida ao
commercio dos paizes, que atiavessa. tsses obstculos
sao do duas especies : ... que a natureza an.onloa na loz
do Danubio no mar Negro, e os que a poltica "*
surgir, para obstaren a una coinuiunicaao, qu. y -
judciari. o commercio marilinio da. .uas provincias
u.eridionae.. -~rtr
O. obsuculos natura/s proveen de que este gra oc
AaSEMBLE'A PROVINCIAL.
SESSAO EM 0 DE OUTUBRO DE 184I.
PBESIDENCU DO SR. MOU TBIXEI..
SUMMARIO. exmdiente. Apre'enjaro de um projerlo do
Sr Sello que reduz o ,uh,ido dos depalado, prorinr.a,,.
m Im*.I...iw ulura.ea ajuda de culo de ,da e voltadm que
moraremfiradaHdade.- Adhmeulo do parear da ram-
miZodeinstruero publica eerea dajubilacao reqncndu
no proZ-Zr depriZira, lettra.de Na-.areth t**
Wula Pereira d'Andrade. Requmenlo jSrJfWM
Ma.hado, para que ,e ehamem .vplene.. ^NMlife
momo Sr., edo Srt Pedro Cavalcanti e Penlo de Srx-
. I" "rnJinunrn da dUcuuo do projerlo, que staum
a,
do
iallVw"^"-'-M o9oWr,.o contralor m urna
ZpaZnl' aiuLiluicao da arlua, ponte do, ^^
oulra, que seja pemil, ou de pedra e ral Discursos aos
sT llarroso, 7o$ Pedro, Sello e Suncs MMo. --
MUmenlo dea disrussao. Decaracao ***
vara asrssasequinte. que he conlxnuacao da precedente, I -
Za de pareceres e projeclos, di.cusso de parecer, adiado..
(ContinuaciTo do numero antecedente).
Aehando-sc na ante-sala o Sr. doputado Pedro Coval-
"oT'Presidente convida os Srs. deputados Faria e Joa-
, i, Villela a introducir... na sala o Sr. deputado ; e.
r ando elle con. as formalidades do cs.ylo. presta Ju-
srrovlnea'sene^ueavlr apresentar-se ^"1 ,e cor
responder a expectativa do publico, sitou a sua conf.a1.9a, sen. que ao ... os se d.^a
se quer essa honra, que nao se pode campa
seV.Ex. me dar licemja
(lepo
que l.iio
Senhor presidente, nao se, .. -,
para fa/.e aqni a mltn mesmo un.adelcsa, porque boj
apparece no jornal, que publica as nossas sesu s uma
conespondencia do Sr. Sebast.ao lo Reg. ^'' "r ^
Vsry^t-QnL mand.-.o por e.crip.o para
2 eSUdo na mesa. e. apelado, entra en discussao o sc-
guinte reqiierimento.
o sr canal um so cavallo pode pnxar 2.00U q .inur.
quando o vento he favoravel, e 1,000, quando, he co, t,a-
?io. Disto, por consequencia, resulta um POd 1 -X'"
quinta.'., emquauto nos pequeo, canaes ...glezes o pe-
.?. .,_._ ... ..^ wnnmiiiitaes
>ura no
1 ps de
Proponh que se convide:., tantos supplentes.quan-
s basten para completar, en. sua lotahda. e o numo-
*epdotbroidtt-emW M%hsTpeiroCaaican,i : Ou eu nao entondo^ben o
roqueimentod Sr. deputado. ou me parece, que clh
nDh^uri.e"n.qU se chamen tantos .UPplen.
teqnantos basten para completar, mia J**;
o ...mero legal dos n.einbros da MMMta '"^P6'-
iriiiilo nue lugares sao os que se vao supp.tr.' Sao os
Zmelle. qu?.tendo.co...parecido. por acaso nao ve-
lavras.
eu disse na )nin.eia vez, qui
l'al-
seseuidadns c pcnsaniiii.os "^**!?|,J
sideraudo como a maior honra oobter a voUcfiO dos po-
da votaco como que desmenta
sses'desojo, de obter votos, por lima es-
......CulSn ilntV'1 l.itllt'.l '.
vos, drpos
[nucrdiiiieulo
nisso
Sr^ue^^c-orrer as'asor' t,ue leve para renunciar,
equl"-.' Ihe^enprestoi, \l^^\ ,UC
me importa sabor as rasos, que o prodozi
anda mesmo que e.srt
nu*
pr'oponhorjTtificarofacto) digo. que. quando recorra
l __ _-... nnolhe nao emprrstei. 1
o documento.
S S nao tovo slo em vista, nao se. o que q.uz '"
Sr prosdonto. cu fu. inen.bro da co.n.n.ssao de cons-
mmmm
a eou.uiisso inenorou o facto
11.a, que ella man
esses papel, todos
meus con.pa.......
..delicia aaslgnada pelo sr.e-
srgiiudo pude enteufler,
o contrario ; porque
mo se sabe o
pseripto, de qu
mas li hole nutacorrwpo
ba.tiao do Rogo Ranos, qu
contraria o lacio. Talwv. resullassi
com ellcito, lido c relido o ollicio de n. s.
"oTttaKSSSi con. apublieacao do refe-
, Ido 0liiec!! hrlglSo nao sei aquem, por que .ospe.loe
V. ElC. ter
decidir na minha vutacao.
O Sr A"n Hachado: Sr. presidente
rccYnnocido, sen duvlda. que este reqiierimento faz al-
u dnor^nca na redaccSo, quanto ao primelro. que
aneseiitei differenca feita limito de proposito. Ku ie-
JSeri! que se convidassem a tomar assenlo tantos snP-
ilavia nao nos prrvr.ii.au ------- -
fallo daquelles, une, por falta de compaie-
c participacao. se pode multo rasoavelnunle
que nao co.nparecer : portanto, creo, que
est multo n.anileslo o sentido do ...eu requer.uiento^
ma mas sin.
cimento
M.-pella I q
dei-
l.onra de repreavnwi ,------."'.., .. ,v. 0ffl.
leiaverdade, apara lwacceltocdoutodaaR won
Co, que esseSr. inandou publicar:
dil 1 -te officio
SrU,S.-l.a"lo do Bego \ logo nao sei M^*^
, .. c- i .leemacao. nu me uz, .01 ue
re.pondencla deste s.., acoawsa"q h.
,1 io nre/ar os votos da provincia, e te-Ios r. nunttado,
S I eLo eon.eslan'lo o laeto, exhibi o doeu.nen-
to fleoprova de urna llianelra exuberante ; emcou-
eqSencaCque. e, disse ^J^SASSSi
r:;;r rr tarsRS''- -riird!-?
ao*.:-,:':'.,.......t^^^jss^SSL^^
he nonti c renuncia, o. votos de urna prov mcia.
Ami os o facto, o publico, para nuen appello,
ajui!e. eS. S. provon a>to de f e de tcaldade de ,eus
"-SffltfWffSS 'Tovidencia :
,' s r. en, u.das as oeeasii.es. en que nos
0 Orador -Nunca, Sr. presidente, nunca talOie-
mos ten-se pretendido manchar a honra daquelles,
^fdevern inerecera conldere8o e respe,.., de todos
21WMM honeito. mas nos nunca llveiUO. a ...dignl-
, 0 arrojo da dher, que um presidente de
prorincl. llnha lanj.do ,d"li"h73St
um fin especial pela assembla. e os appllcado p.
niiiii ins eloitnres ; minea o dissoinos. ..
0&CP*n (-...v./oB-.O-Talve-. o dissessen, par
plicacde.anda mala vargonhoaai. ,,.-
ohrador: Est ngauado, *^JgZ
do Rogo renunciou a honra de ropicstu ...
e iuteresses de sua provincia? Supponho concordar.-, commigo; alia, eu nao se oque he ver
d,Coe.no disse, Sr. presidente, li multas veies a conc-
ita ap-
EuVopitorSrrpresidente, que a assembla pode
Mrdevourpelonicu roqueriinenlo. nao faco mesmo
mullo empenho, para que elle passe; entend, queea
do me., dever apresenta-lo hoje, porque aisiui o tinha
i.iometlido na sessao anterior.
1 Setibores, eu entendo. que o numero legal dos nem-
hra. do corno legislativo, qur goral, qur provincial,
So he utnacousIludiUerente e aquello, que ten me-
\ l.niira de ser eleito represenUnte da sua pro-
vnda e ab" d d!a e.n que a asse.nb.a .cu. de une-
2f., ae dar-se pros.a, ou por deferencia ao publ -
en enho deduc ca se compon! co.n a toul.dade
desesmembros, correspondendo assim todos os que
ntoreorao os sudragios de seusconci.ladaos a cxpeclau-
vanubl "a, afim de eviur os ..mitos Inconven.enles, que
.. _._ yapun "<_"' e Mei iuius rasos e rases
os, rolauma|ja note, da outra vez. quefsta ^^ ^^ q ^.^
IC elle mesmo provou con. o eu docunieulo; sal
vo.se S S.quu tornar pateules asrases dessa sua rcuu -
... r..: ... ..... ,> i..v..i, i nnhlicacao dosse doou.n" li-
rio, que na.ua foz .0 drideem muitos ramos, rol^u. a j .-..-- lorisSo CsU minha opintao; o maior uo
\Hrada no litar por baixios looret.,
"USr Pedro Cavalcant,;:-Acho, que nao tenho.
) Orador; Po eu acho, que te......
O S, /Vd.u Cuoulcanl, : Conl.e90-.ne melbor que o
''^^r'.-^o'uuvtTmas tenho do uobre depu-
potados, salvo se os Seuhores eslao persuadidos, que a
provincia nao pode negar-Ibes a sua co.1ha1.9a, e con-
sidero-se excluidos do direito, que julgao ter. de de-
putados perpetuos. .... .
Or. Ptdm Vavalcanti : Istoja nao fax ettc.to ne
s perpetuos.
o nobre deputado j teve
u.na historia : estacousade
umita historia: no secu-
ela Pernainbuco, j nao ha




te
OSr- Ptiro Cavalcanti: Repito, isso j nao fazef-
feiio.
O tirador : Por que raao nao f.it rff.ito ? Porque
provhir i. cnu'iec ilr i ilii direito, que I lie riiiiipi'l''.
i--i iiiin pura a representar quem i!- parece; lie porque
j. entino 110 Itvrr gozo do seu dircilo de volar, e uo
in.iis ha de iliixar ile o guiar.
O Sr. Pedro Cuvalcanti Semprc esleve genhora des-
sc direilo.
O Orador : Senhnr presidente, fico aqui; dei as ra-
socs, por que oQ'ereci o uieii reqiieriiiienlo, e creio, que
tenlio provado, cpie o Sr. Sebastiao do llego reiiuiieou
o lugar de deputado; e nao me sentarei, sein Ihe agra-
decer a bisan ia que teve em me fornecer um do-
cumento to authentico, e de que se nao pode appcl-
Ur.
0 Sr. Pedro Cuvalcanti: Sr. presidente, eu nao me
importa de votar pelo requerimento ; e tanto isso he as-
aim, que, se o nobre ileputado tivesse explicado o senti-
do drili-, 11 ni Ihe fazer i rlli v ir-., eu Ihe dara o meu
voto,
Sr. presidente, se o nobre deputado quer, que ae clia-
iiiem os supplentes em lugar dos deputadus efleclivos,
que nao teein c viudo, nein participado, se veem ou
nao; se he esta a mente do nobre deputado. eu voto pe-
lo requerimento ; mas levantei-me para fazer alguiuas
nli-'ii icei, em raso do i|ue o Sr. deputado disse com
rel.icao ao Sr. Sebastin do Reg, porque, me parece,
IJUll I 'li .11 Sobl i' elle lllli odioso.
O nobre deputado disse, que elle queria arrogar a *i
1.1111,1 iiuportancia, que siippuiiha haver perigo na causa
publica, te acaso fosse repellido; o nobre deputado
iuvrrtro as palavras do olticio do Sr. Sebastiao do Reg ;
elle reputou injusta a decisao da assemhla, a i>eu
respeito, est no eu direito, o uobre deputado nao Ihe
pude negar esse direito, ellejulga essa decisao injusta,
e diz cutan, que a repetirn de iuju^tlcas taes pode ser,
te n.'io oll'ensiva da srguranca publica, ao menos peri-
goM para as nossas iistituiecs. Ora, islo nao se refere
prssoa do Sr. Sebastiao do Reg, refere-se a iujustica,
pela qual rile supptie, que passou ; elle est persuadido,
que ; assembln Ihe fez essa iujustica; e a repelico dei-
as injiistiras (diz elle] pode ser, se uo prejudicial se-
ni ni i publica, ao menos as iuslittiicors; uo sel, pois,
par* que o nobre deputado fui buscar eisas ideias de
idiotismo.. ..
O Sr. Sunei Machado : Nao foi ahi, foi na parte em
que elle negou a tal renuncia.
Orador : O Sr. deputado pode obrigar o Sr. Sebas-
tin a vir aqui? Nao: logo o direito de renuncia est
erncedido....
O Sr V'unn Machado : Klle liega a renuncia.
O Orador: Nao vejo tal ; o lim da correspondencia
loi mostraros unitivos da renuncia: o Sr. deputado, sup-
ponho, que disse, que o Sr. Sebastiao havia renunciado
o lugar de deputado, que multo ambicioiiava; elle
quiz mostraras rases, porque tiuha renunciado
l.evaiilei-me to Minenle jiara dar estas explicarnos,
e voto pelo requeriniruto.
0 Sr Peixoto de Hrilo: Senhnr presidente, eu tenho
menle, desejus de volar por este requerimento; que-
ra anda mal do que elle pede, quera, que se rsgolassc
todo mi......-re de supplentes; que se chaiuasseui todos
o que fusiein necesarios, at eneontnfrmoi os orado-
res opposicionistas, porque assim darianios urna prova de
que uo desi jamos estar a sos. de que qiierrmos coinpa-
nheiros. e coinpauheirus to dignos, como sao os nobres
opposicionislas; mas, em vista da disposiro do regi-
ment, ou me vejo em emba acus, e os nieus embarazos
nao iiascrm Unto do regiment como da ordem de cou-
sas ; porque o regiment foi felto para os casos ordina-
rios, considerando o legislador as consas rmuiiia mar-
cha ordinaria; e he, em abono da m ni,ule, oque nao
existe, porque, se os negocios caminhassem ordinaria-
mente, os depulados, que tivessem impedimentos para
nao comparecer nesta asseiubla, deverio, na forma do
regiment, participa-los u asseuibla. cumprindo assi
a di le un nai, ,io do regiment : he isto o que elle deter-
mina em varias partes......
OSr. Pedro Cavalcanti: Mas qual he o meio de
coagr'
OSr Sum Machado: -- A decencia publica c a con-
eieni i a do proprio deputado.
O Orador: Ora, se honveise, da parte dos nobres
liiembros da casa, oais zelo. niais respeito a esses deve-
ri ,. i lies (ei i.id sido eliminados mas uo os cumprem,
e nao vejo um remedio legal para obriga-los, nao vejo
no regiment urna regra, paraquando se verificar una
hipotliese destas; centrado, que inulto sabio foi o le-
gislador, quando norstabeleceo penas para semellian-
tes faltas; porque sao ellas de natureza tal, que prrten-
ceui ao juizo publico, que rsio na aleada da saneco
moral; e na verdade ahi est o publico, que ajuiza das
ni issas accajes, na qualidade de homens pblicos, na qua-
lidade dejieus reprrsriilantes, e v quaes sao aquelles,
que deixo de cumplir seus deveres em una posifo lo
importante como a de rrpresenta-lo, nao s abandonan-
do os lugares, como at dando a perceberalguin desde
nene abandono......
0 .Sr. A'ello; -- Uso he facto velho, e ellei teein sido
reeleltoi
0 Orador: Mas, Srs., essa falta de participabanpdr
rbegar militas vrzes a um poni tal, que estorvr al os
trabalhos ordinarios da asseuibla : eutendo, pois, que
este he um daqnelles casos, em que se torna nrcessario
cstabelecer um precedente; he um daqnelles casos,
en que as assemblas exercem um direito proprio, es-
tabelecendo una regra preventiva, que, no meu enten-
der, nao pode ser oulra sruo u cliaiiiareiu-sc supplen-
tes para preencher os lugares dos deputados, que, sen-
do rrconhecidos como taes, nao do a menor salisfaco
de sua conduela, quando Jeixo de comparecer....
O Sr. Mendetda Cunlta : Ainda he cedo.
0 Orador: A hypothrse, que ligurei, pude estender
leao ponto de forniareui urna maiurla na casa, e ento
(icaria ao arbitrio driles o continuarrm ou nao os tra-
balhos da asseuibla ; nesta caso, pois, he preciso, qut
o remedio srja igual aoiual ...
O Sr. Pedro Cavalcanti: Quando elle zerein mani-
ra, nao abandonarlo a menora.
O Sr. Sello: i oliln inais com o numero do que
en ni a raso.
Urador: F.u lamento o erro, em que teein estado
os nobres depulados ; riles estarn, porcino, arrepeu-
didos. porque reconhecer comiuigo, que as opiuies
as ideias, as opposicors, eiutilll, S gaullo muilo lies-
tas casas, fallando, cuibora tenho una i voi, porque
le la. .ni mi vir ..
O Sr. Pedro Cavalcanti: Eu, como nao errei, n
tenho de que arrepender-me.
O Orador : Duvido os nobres opposiconisias, que
tenho a precisa liberdade para exprimir seus peusa-
nientoi ? Nao nos Carao, por cello, esta injuria: ve-
nhii, pois, concorrer couinoscu, vrnho cmbala -
noi: sao taes os dselos, que tenho. de ve-Ios licites
assentoi, que, e me fosse possvel, permiltiria a esco-
llia dos supplentes. que mais Ihesagradassein....
OSr. Pedro Cavalcanti: Nuguem pedio favor.
O Orador: Senhores, felizmente a liypolh.ie.quc eu
ligurel.j nao se pode veriticar.ns estamos em sessao, e
em numero legal; mas nossos trabalhos podem nao conti-
nuar regularmente; alni disto, pode dar-se oulrn incon-
veniente,qual o de ser mu individuo reconheiido deputa-
do, e com assento na casa, mas que uo concorra a ella,
que seja empregado publico, c que, em virtude da cons-
lituico, tenha deixado de exercer o eniprego: como ir
podrr chamar iiipplente para preencher seu lugar, quan
do elle esl considerado como deputado, quando seu
lugar de adminiatraco ou dejuslica est vago, esl ser-
vido por ouiro ? E at notarei mais, que urna duplcala
de subsidios dar-sc-ha para este, que se considera im-
pedido, epara ooutrn, que o veni substituir.
Nfio sei, Sr. presidente, se eu beui entend o peusa-
iiienio do meu nobre amigo, autor do rrqueriiiirntn,
permllta-nieelle, que aventure duas vistas em seu re-
queiiii i,i ; iiriuieira, o cumplimento de sua palavra,
Imuido, em sessao anterior da casa, nos prometteo de
i rnnva-lo ; segunda, um desalalo, que quiz ter o meu
obre amigo, de arguices menos justas, que Ihe foro
eitas como deputado, e que elle, conforme os eitjlos
parlamentares, entendeo dever combate-las na tribuna'
A vista do que tenho dito, e do numero de deputado'
que exisie na casa, eutendo, que se pode dispensar i
ippmvaco do requerimento, contra o qual eu voto
.litigada a materia discutida, he o requerimento sub-
uirttldo volar,iii e rrjeltado.
uiniKil 00 DU,
Conlinuaclto dadiicuimn doart. 1." da projecto n'. ., edo
a diamento do Sr. Sanes Machado.
O Sr. 1 .* Secretario: A discussao ficou adiada hon-
tem ; o Sr. Netto rrquereo retirar o seu requerimento,
e a asseuibla Ih'o permlttio ; ficou o do Sr. Nunes Ma- i, rendente: ~ Hrimeira
diado, que a mesa entendeo nao esUr prejudicado pela 15. fyid. Piano n. 70, sessao de 2o de marco do correte
reinada do outro. atino).
lite enxergar no nosso procedimento a confssao do seu
upposio(direitn. e, de mais a maii.interrotnprremos sem
iccessidade a discussao do projecto, que, por urna vota-
,o, a asseuibla julgnudigno da sua conslderacao.
Ouca o presidente a quem qulter, ou o gnveruo man-
dar ouvir: obre o que mais acertado entender em sua
sabedoria, san cionaiido ou dcixando de sanecionar o
projecto, se passar na casa.... mas nos... facainoi a
nossa obrigaco, aproveitando em favor da provincia o
tetnpo, que a Ici manda dedicar-lhe cada auno. Voto,
portanto, contra o requerimento.
.litigada a materia discutida, he o adiamento posto
votaro e appprovado.
OSr. Preiidenle: Priineira discussao do projecton.
O Sr. Sello: Oj termos, em que este requerimento
se aeha concebido, me induzein a crer, que est prelu-
dicadn com a retirada do outro. Nrlie te diz, que teja o
adiamento por I5rfi'a> : mas que adiamento heeise? 0 no-
bre deputado apresentoii-oasslin, por entender, que, so-
licitando a audiencia do bispo, eu queria adiara discus-
sao do projecto. Agora, portn, que desisto de Mi au-
diencia pelos motivos, que hontem expend, desappa-
rece a raso do requerimento, e nao se pode declarar,
que seja por 15 dias um adiamento, que deixotl de exis-
tir. Por estas consideracoes, que subtnetto casa, me
parece, que a mesa, (perdoe-me ella este juizo) uao de-
via considerar vigoroso o requerimento do uobre depu-
tado, e que, a insistir na sua deliberarn, cuinpre a V.
Kxc. por a votos essa queslo.
OSr. feixolo de Hrilo: -- Seuhor presidente, en levan-
to-me para dar tuna explica9o acerca do procedimento
da mesa.
fst laucado na acia o requerimento do Sr. deputado,
para que se ouvisse o prelado, que foi retirado a leu
pedido ; o nobre depitlido. que acaba de fallar, fez
outro, que he o segulnte (U). Temos, pas, um adia-
mento, para que se pero esclarrciinentos ao gorerno:
pin tamo, este pedido uo pode estar prejudicadn por
11......1 nai, em que se pedio esclarec memos ao Extii.
bispo; sao materias diversas, inteiramenlc diversas;
materia, que considero nova, em relaco aquella outra.
Ku apenas descubro agora no requerimento do nobre:
deputado, pela retirada do outro requerimento, defeito
na redaevan, que pde-se remediar, e he por isto, que a
mesa entendeo, que elle uo eslava prejudicado; e estou
persuadido, que entendeu bem (apoiadoi); mas, quando
algtiin Sr. deputado se nao conforma com a decisao da
mesa, apprlla para a decisao da casa, e em tal caso o
Sr. presidente a consultar. Se, pois, o nobre deputa-
do insiste na sua duvida, o Sr. presidente consultar a
asseuibla...
O Sr. Sello : Nao insislo, porque seria loucura ; as
assemblas costutno setnpre sustentar as dreisoes da
mesa. .
OSr. Sunei Machado : Quando ellas sao justas, co-
mo aeonteceo agora.
O Orador : Como o nobre deputado nao insiste, esl
terminada a queslo.
O Sr. Preiidenle:Contina a discussao do art. do pro-
jecto, com o adiamento proposto pelo Sr. deputado Nu-
nes Machado.
O Sr. Peixoto de frilo : Eu tinha fallado sobre o in-
cidente, agora vou fallar sobre o rrqueritnrnto
Ku votoem favor do requerimento, porque creio, que
elle comalia .algnina colisa, que ha, eque, no meu en-
tender, se deve conciliar
Hontem, pela discussao, vimos, que a admnistraco
da provincia encoutra na maiirira de sanecionar as leis,
3ne dizeiti respeito divisan de freguezias, diiculda-
es suscitadas pelo governo geral na expedir.10 dos
dous avisos, que dlzem respeito a este objeetn. Os avisos,
que delerininao, 011 dooconselho administrativo aos
presidentes das provincias, de niiosaiiccioiiarrm as leis,
ane divoan, crlein, oiisuppriino freguezias, sem au-
iencia do prelado, esto escriplos de tal maueira, que
delles se deduzem duas iiitelligettclas, ambas possiveis,
e ambas rasoaveis: tima consiste em que o presidente
da provincia nao lanccioue taes leis, quando a asseui-
bla provincial nao trulla ouvido o prelado previatuen
te; oulra he, que 110 inervado constitucional, que elle
tein, para a saneco das leis, as nao sanccioue. sem ouvir
0 Kxin. diocesano : ora, a vista disto, convetn, que o
Exm. presidente tenha um tneio para sabir drssas dilli-
1 uld ules, e que ns nos prrslemos a elle, c nao descu-
bro um mais apropia.ido do que o oHerecido pelo re-
que 1 iinentu, piu que um nllii io da asseuibla, pedindo-
Ihe inforniacues acerca da conveniencia da divisu ec-
clesiastlca, dar lugar a que o Kxiu, presidente pruden-
tementOiio emita o seu juizo, sem ouvir o Exm. pre-
lado, e assim se evitar oulra difllculdadr : pode sitcee-
der, que no pequeo esparo de 10 dias tornr-se difticil
ao Exm. prelado colher iiiforinacoes acerca de um ob-
jeclo, que vai ser inteirainente novo para elle...
O Sr. Sello: Asfregue/ias nao sao novas para o
bispo.
O Orador : Nao sao novas as freguezias, mas sao no-
vas as dn sues ; militas vrzes essas divisoes passo rpi-
damente, podan nao ollerecer occasio para grandes
iliseu-ssoes, 1; ento ser muilo curio o prazo para as 11-
formacrs e em tal caso, 011 o Exm. presidente tein de
sanecionar as leis sem essas iuforuia(oes,ou nao as sanc-
1 ioiiai ,. porque fallo as nlorinacoes ; e temos, no pr-
ineiru caso, denegadas as d.iei ainnai ue, dos avisos, e
110 segundo caso, inulilisadas as leis provinclaes ; e eu
creio, que o Exm. presidente est resolvido a seguir a
segunda hjpnthese, para assim conservar a harmona
imlispcnsavel entre si e o governo geral ; e a nos com-
pete facilitar ma adiiiinislrai ao,
Eu hotitriu disse, que uo reconhecia no prelado esse
direito, que se Ihe quer dar, a ainda hoje o repilo ; mas
he muilo diversa a queslo, que nos oceupa, porque
requeimenlo pede esclarrciinentos ao uovrrno, e me
persuado, que elle os pedir ao Exm. diocesano, e as-
sim temos cliegado a um lim justo, sem que tendamos
reconhecido o direito, que algitem quer, que tenha o
Exm, diocesano; e ficara ludo inrlhornirnte concillado.
Nada mais dire a respeito, porque sumeieute me pare-
ce o que hei dito, para que se vote pelo adiamento.
0 Sr. Sello: Nao se admire V. Exc. de ver-ine agora
pronunciar contra o requerimento do nobre deputado,
tendo sido o_ pritueiro a reclamar a audiencia do dioce-
ano. A raso, por que o fa9u, he obvia, e aisaz valiosa
para livrar-iue da pecha de contradictorio.
Ursejava, que o prelado nos csclarecesse acerca da 11 ti
ldadr do projecto em discussao, sem que esse acto de
mera deferencia para com a priineira auloridade eccle-
siaslica da provincia, 011 de mera conveniencia, parame-
Ihor llusirar.an nossa, podesse ser considerado como o
reconlirciiiienlo explieilo 011 tcito do pretendido dirri-
10,10111 que ae lupprm alguus bispos dollrasil, para
iiilervirem na COnleCylo das leis relativas aiviso
eeelesiasn-... I otuo o uobre deputado, que me prece-
deo, declarasse ser a sua intriifo, quaudo mandou
mesa o prrquerimento, tirara presidencia do embara-
0 Sr. Barroio: Sr. presidente, tendo abandonado
a carreira litteraria, trocando as armas de Minerva pelo
rude arado do lavrador ; falto de talentos, e alheio dos
usos parlamentares, j V. Exc. ve, qual nao ser o meu
aeaiihameiiio e recelo, quando sou toreado a fallar pe-
rante pessoas Ilustradas, habis oradores, e legislado-
res provelos: portanto, eu peco a V. Exc, c cma-
ra, que seja benigna cotnmigo, se porvenlura eu nao
corresponder sua expectativa, desenvolvendo os mo-
tivos, que levro a commlsso, a que tive a honra de
prrtrncer, quando concebeo o parecer e projecto, que
se acha em discussao
Parece-tne, Sr. presidente, que o parecer nao pode
passar, porque eu nao tenho a necessaria habilidade,
para sustenta-ln como convinha ; mas, ao menos, de.se-
jarei, que elle nao fique pago, utterecendo-iue a
fazer simplesincnte o oflicio de apresrnlador, daudo os
motivos, que levro a commlssao a redigir o projecto e
os seus fundamentos.
Senhores, a cotutnisso teve dous tins em vista : o
pritnelro, encorajar as emprezas por nielo de compa-
nlii.as, que tantos beneficios ho feito a minios paizes,
e eu jos fructos mis j vamos saboreando ; o segundo
he a deficiencia dos cofres pblicos proviuciaes, que
nopodio de prompto despender urna quantia sulli-
ciente para se construir urna ponte bem feita, tal qual
se acha no projecto: depois a couituisso fundou o seu
parecer no preco da obra, isto he, calculen pela itnpor
tanda da construeco da ponte do Caxang, e d'ahi de-
duzlo, ou orcou o preco desta ponte projectada, em 80
a 100 contos de rs. ; porquanto, leudo custado a ponte
do Caxang qtiarenta e oito contos c tantos mil ris,
c sendo o rio Capibarlbe mais largo outro tanto, ou
pelo menos dous trros, nos Afogados, lugar indicado
para construeco da ponte, entendeo a coiumisso, que,
com outro tanto ou dous tercos mais de despeza, se podia
construir ahi a ponte ; pois que, se aquella custou -1N
cotilos, accrescetitando-ie-lhe dous tercos, que sao 32,
fazem 80 cotilos ; eseoriofor mais largo outro tanto,
terrinos despeza do duplo ; o que prefaz noventa e seis
a rein contos de res.
OSr, Sello:Se as ribanceiras dorio forem seine-
Ihantes.
O Orador; Eu nao posso fazer um calculo to exac-
to, nen a rompanhia a presen ton un menlo a tal respei-
to, e eu nao sou obrigado a apresentar aqui senu os
dados mais provaveis; c o que lie provavrl he isto.
A coiumisso limitou-se a calcular a importancia e
lucros da obra projectada, e julgnu, que em 9 ou 10
anuos poderla a conipanhia salvar o capital e juros de
10 por cento. epara isso toroou por base os rrndiuientos
das I1.11 reirs do Giqui e Motoroloinb, cujos rend
memos, nos annos de 1843 a 1846, foro de 26:583>/000 rs
Ora, sendo o produelo do triennlo referido a quantia de
26:583^000 rs. como dito llca, claro he, que cada auno
deve prodiizir a de 8:861/000 rs., qual juntando-sr
4:430>5000 rs. do pedagio. que se deve cobrar de cada
prssua, por isso que srmpre a um cavallo acompa-
11 ha um individuo, temos um rrndimento auntial de
13:291/500 rs. ; cuja quantia, annualmrnte abatida no
capital c juros, tein, ao lim de 9 a II anuos, amortisado
o cusi da obra feita. conforme a base, que se adoptar
de 80. ou 100:0fl0/t)00 rs.; licando anda um saldo a fa-
vor da riiiiip inhia de 3:000/000 rs pouco mais 011 me-
nos, no caso de ser sobre o rtileulo de cen contos de
ris ; ede 11:549/750, se f6r sobre o de 80:000iu00 rs.
Portanto, concedendo-se-lhe mais tres ou seis annos,
a eiunpaiilii.i pode tirar um lucro quasi igual ao capital,
jue etupregou por isso que parece rasoavrl, que ella
nao tire smente oempregoem attrnco a algumas des-
pezas eventuaes, etiiesmo para que se possa encorajar as
assoei.iriies em cuque/is semelhanles, com preferencia
as parlictilarrs.
Tanibrm entendeo a coiumisso, que seria preferivel
una ponte de pedra c cal, concedendo-se para isso 20
ou 2j anuos ; por isso que, devendo-se gastar rom esta
quasi o duplo, e dindo-se para a ponte pensil 12, ou
15 annos, segundo o calculo frito, por una regra de
proporco, se deve dar 20 a 25 annos pela outra. pouco
mais ou menos.
Foro esle, pois, os fundamentos, que a commisso
teve em vista para dar o parecer, que se acha em dis-
cussao, pelo qual voto.
O Sr Jai Pedra diz, que est bem persuadido, que ac
lualmente, e talvez que por muito lempo, uo ser pos-
sivej cmpieliendei nina s obra publica alian das que se
acho em andamento ; por isso que a renda publica
provincial, iusuRicicnte para satisfa/.er a ludas as neces-
sidades da provincia, nao d seno para os concerlos
das obras existentes ; e que oestas eircumstancias, para
fazer-se a ponte dos Alogados nao ha outro recurso se-
no o da empresa particular, e que por isso concorda
com a ideia dos nobrrs autores do projecto ; mas que ve,
pelas bases nelle estabelecidas que julga rasoaveis e
nao niseeptiveis de alteracao, que o projecto, a passar,
nao poden ser executado.
Ooiador entra n'analyse de cada urna das basesdo
projecto, e diz, que concorda com os seus autores acer-
ca da uuporanca da obra, visto que essa importancia
he dupla da quantia, que se rasin com a ponte do Ca-
xanga, que tein meiade do coiiiprimento da ponte dos
Arogailos. He tambein de parecer, que as laxas do peda-
gio ou pnrlageui. rstabelecidas no projecto para 11-
drmnisar os emprestimos dn capital despendido, e seus
...-,-. _,---------- privilegio para
a cobranca do pedagio pouco pode ser augmentado, va-
lo que, a 1er muito longo, os etnprezarios se verio o-
cn, em que le ver colimada, se. no curto prazo de
dez dias, concedido prlo acto addicional, para ir pro-
nunciar sobre a saneco das leis proviuciaes, nao al-
cancar do diocesano as iiiformacrs, que delle ha de
solicitar, em virtude dos avisos hilos hontem na ca-
sa, entendo dever decidir-me pela rejeicao do rrque-
rimrnto. Esses avisos nao sao obrigatorios para nos,
e nao passo de simples instrucedes dadas pelo go-
verno ao seu delegado na provincia; e nrlles inesmos o
governo rrconhece u dirrito, que nos deo a constituirn
reformada, de entenderuios com a dlvisao eccleiiastica,
independente da vnntade do hispo. Se os dez das sao
poucos, como considera o nobre deputado, c o bispo
dentro delles nao enviar as iiiformacdei solicitadas pela
presidencia, esta nao incorrer em responsabilidad)- al-
gutna, nein uiesiiio no desagrado do governo, qualquer
que srja a resoluco, que, por motivo semelhante, baja
Je tomar a tal respeito; e le forem suffieientes, e o hispo
Ih'ai enviar, obrar trilla drllascomo Ihe parecer acer-
tado, pois os avisos Ine nao importo a obrigaco de se-
u peiisameiitn do prelado.
Entretanto, me partee, que, a abracarmosa opiniodo
oobre deputado, iremos occasionar embarazos mais gra-
ves, dando novo vigor a pretencio exagerada do bispo,
,- ---D-. ,...,...,, ... ,111,ni o
brigados a grandes despezas, para, no fin desse temno
entregarein prrfeila a ponte que sem duvida darla
- ara se reclamar o rspacaiiirnto desse pra/o.
Has bases, o orador julga, que o projecto nao
ulado porque,.uppondo rile, que as vanla-
itbmetter-se a novos lucrosas annuidades, que
ament se forem rralisando, e a de vencer o ca-
uiolivo para se reclamar o espacamento desse pra/o.
Cornelias bases, o orador julga, que o projecto nao
sera executado ; porque, uppondo rile, .-.-
gens de su'
successivaoi.ine r iiireni reansaiino, e a de vencer o ca
pital prriultivainente empregado na obra, at o ultimo
auno do prazo do privilegio, c nao maiores lucros, ao
menos aquelles. que actualmente otlrrrcc a emprrza
eintiura esse capital se v animalmente amorlisando'
sejno contrabalatifadas pelas despezas com o costeo da
ponte e o pessoal empregado na adminitracao, Ihe pa-
rece, que com menos de 13 contos de ris annuaei de
reiidiiiiento liquido nao poder a emprrza coiivir a nln-
guetn ; e isto memo no caso de contentarein-se os eni-
prrzarioi com os lucros de 8 por ernto, e ter de se a-
inortiiar animalmente 5 cornos do capital despendido-
para o que ser preciso, que o prazo do privilegio sej
de 20 anuos. Mas, como elle orador nao v, que o pe-
daeio estabelecido para a ponte possa dar rita quantia
de 13 eolitos, por isso que actualmente nao a do os pc-
dagios das estradas, que vao ter a essa ponte, cujos pas-
sageiros sao, com punca differenca, os meamos, que os
dessas estradas, Julga, portanto, iiicxcquivel o prolccto
c por isso vota contra. '
OSr.JVrtlo:Sr. presidente, eslava um pouco in-
clinado a votar contra o projecto : isto mesino dei a en
tender ao uobre memliro da couiinlsso, que, ha pouco
falln : eu o fazia, porque julgava tambein inexeqiVr
Snlbllldade foi completamente demonstrada pelo nobre
epiiUiln.
Eu, Sr- presidente, sou um pouco Icigo as materias
de lina mas e como tal arriscado estou adizer algumas
lieresias : desdeja, portanto, previno a asseuibla, parl
que m'as perdoe, e ao nobre deputado, para que m'aj
corrija, se porventura apparecerem.
O nobre deputado entendeo, que a ponte dos Afoga-
do nao podia custar seno o duplo do que custou a pon-
te do Caxang ; e a raso, que deo. foi a mesina, que nos
anteriormente haviamos ouvido do membro da com-
misso ; isto he, que, sendo a ponte de dobrada largu-
ra, devia faier-se, com a aua construccio, dobrada des
peza ; mas o nobre deputado nao considerou, que lL
ponte do ''axang est em malnr distancia da capital, ,
3ue 01 niateriacs, entrados pela barra, tendo de ler cou-
uzldoa at l, do um aerrracimo de despeza, que se
poupa na ponte dos Afogados, cojos materiaes vo des-
embarcar mesmo na obra : tambein nao attendeo a nu-
tra con.sider.a9ao, que deve influir muito na diinimilco
do preco, e he, que aa margenado Capibarlbe no lugar
do Caxang sao aobremaneira baixas, ede arela move-
dica, que reclama grande aterro e grandes paredes,
por causa da inundaco do rio durante o invern ; tra-
halho este mu dispendioso, e deaneceasario na ponte
dos Afogados, cujas cabecas exlstem j, c que, ae nao
podem ficar taes quaes, para uina obra de mais elevada
importancia, pelo menos provo a solidez do terreno,
em que eato plantadaa.
Outras consideracei mais poderla fazer; porm jul-
gp ociosas, accrescenlando to smente, que o calculo
formado pelos nobrrs deputados, de que a nova ponte
rusta o dobro da outra, porque orlo te.n all dobrada
largura, carree de exactidao ; sendo que nem essa rx-
tenso est verificada, nem, quando estivease, o nobre
deputado demonstrou, que a ponte do Caxang foi frita
com a devida economa, e que nao sr pude dar maior na
dos Afogados. Quero acreditar, que nao houve extra-
vos dos dinheiros pblicos naquella obra ; mas por Uto
nao drixarei de entender, que esta, feita por urna rom-
panhia, possa eflectuar-se com menos despeza, guardada
a proporco drvida.
O nobre deputado, calculando o preco da obra, mui-
to desvantajosamrnte para osemprezarios, em cem con-
tos de ris, r qurrendo, que fosse de oito por cento o ju-
ro desse capital, orcou em trezr contos de ris aqitann'a,
que animalmente cumpria retirar, para pagamento del-
le e da respectiva annuidade, caso seconcedeise o pri-
vilegio por vinte annos: quantia essa, que, na sua opi-
nlo, nao podia a emprrza alcatifar com o prdaglo es-
tabelecido no projecto. Se assim foisr, nao deixarla de
ser rxequivel a obra, como pretende o nobre deputado,
pois as mos temos o remedio de semelhanles males,
pndendo prorogar o privilegio por mala seis, olio ou de/
annos, se fosse neerssario..,.
O Sr. Joi Pedro: Nao podemos.
O Orador: Desejaria, que o nobre deputado me de-
monstrare nao termos agora a faculdade de conceder
rompanhia da ponte pensil dos Mugados o prazo de 55
annos, que concedemos companhia do encanatnento
das agoas do Prata.
Sr. presidente, quero conceder ao nobre deputado,
que a empieza se nao realise, a naogaranlirmos o juro
c annuidades mencionadas pelo nobre deputado, lucro
a vil liad iss 1110, c que bem puncas einpre/as Icein tirado;
ainda assim, he exequivel a obra, pois o nobre deputa-
do ineaino, com o orcatnrnto, por elle apresentado, da
renda ordinaria das barreiraa do Giqui e Motocolomb,
.lijas estradas despejo na ponte dos Afogados, mostroii,
que, sem alteracao do que se acha em vigor, ae pode
fcilmente arrecadar animalmente all cerca de nove
contos de ris. Ora, se elle qulter attenderao accressi-
1110 da popularn, ao incremento do commrrclo, duran-
te aquelles viole .annos, e alteracao da laxa actual, que,
segundo o projecto em discussao, se estend-r aos pe-
destres, e tambein aos habitantes dos Afogados, que se
acbao aqiiin daquellas barrenas, mas que estaroalm
da da ponte, pela qual necessariamente ho de passar,
libra drin 1 ma rein a capital, ae tudo isto, digo, conside-
rar o nobre deputado, rrconhecer, que, longe de ser
impraticavel a ponte em queslo, o projecto garante a
sua rxeriieo, concedendo aos emprezarlos vntagens
superiores a que elle Ihes queria dar.
Oisse ainda o nobre deputado, que, estando os capi-
laes 11a provincia muito caros, pudendo elles dar um ju-
ro de doze por cento, por certo ningn os quererla etii-
pregar n'uina etnpreza, que anenas podia dar oilo
O Sr. Joii Pedro Nao disse isso.
O Orador : Tratou desaa caresta de capitaes, e as-
argurou. que por causa della, sein o lucro cerlo de oito
por cento, ninguem concorrer para emprezas desla or-
dem, sendo fcil alcanca-lo maior, e com todas as se-
guranzas as transaccoes particulares. Isto he contra-
rio evidencia tos fartos, que eslo debaixo de nossas
vistas ; porquanto a companhia de lleberibe em pou-
cos dias alcancou o capital de aeiscenlos contos de ris,
para rll'eciuar a empreza do encanamento das agoas po-
la veis, autorisada por eata asseuibla....
O Sr. Joi Pedro: Cujo interesse he de trinta c seis
por cento.
O Orador: -- Pois de -sr trinta e seis por cento cam-
panilla, que fizer a ponte dos Afogados ; se he, que que-
remos a obra, sem sacrificio dos cofres proviuciaes ; ani-
memos por esta furnia o espirito de associaco, que sr
vai desenvnlvendo na provincia ; excitemos a dar to
til direccan a seus capitaes, quem pode concorrer para
qbras aemelhantes: suppramoa a fraqueza dos cofrrs pu-
Klicos, r promovamos d'rsse modo o uielhoraineiilo
material do paia: vejamos, sr ainda sr forma urna com-
panhia, como a dr lleberibe, que graogcou na provincia
o seu avnltado capital.
^ O Sr. Joi Pedro: E hoje ainda lucta com a descon-
fianza.
O Orador : Nao ha tal desconfianza : as acees teein
sido muito procuradas : puncas' se teein vendido, e es-
tas nao soll'rcro rebate alguui, apezar de nao haverem
ainda dividendos, por uo estar a obra concluida : le,
pois, aqui arraujou-se cun tanta brevidade sescenlos
contos para aquella emprrza, porque se nao ha de ar-
ranjarceni para esta ? Oa emprezarios terd a srgui a ga-
ranta da tranquillidadc publica, que niuguem os ata-
car impunemente; os grandes lucros, que uieneioiiei,
e avultro cada vez mais, desde que se for amorlisando
o capital empregado; os favores concedidos compa-
nhia de Keberlbe; e nao sei como trocar todas essas
vantagens pelas contingencias das transaccoes particu-
lares,ein que, sedu/idos pela esperanca de juros avulta-
dos, sao umitas vezea victimas da fraude dos mutua-
rios.
Parcceo ainda ao nobre deputado, que, aendo de pe-
ora, no lim dos vnte annos, a ponte estar destruida ou
muito arruinada, o que importar dobrada despeza para
a companhia, que a deve entregar ao governo em bom
estado. Nao me cnalumo dar ao estudo de materias se-
mclhantes, comtudo, icm esforco, podra citar o rxein-
plo de obras desaa natureza, fritas 110 tempo dos anlgos
Romanos, e que ainda existrm na Italia, e em nutras
partes da Europa : citarei, entreunto o da poutenlo
Recile, conati uida pelos Hollandezes, creio que em IOJ9,
durante a administraran do principe de Nassau, o qual,
por estar a vista, nao aera rrjeltado pelo nobre depuia-
do. Os pilares dessa ponte ainda existrm, e estao ser-
vmdo, apezar de terem mala de diuenlos anuos, e de
aer a crreme das agoas all muito mais rpida do que
nos Afogados; porque uo ha de durar ouiro tanto a
nova ponte, sendo o clima o meamo, e licando ella em
Ppsicao mais vanujnaa ? Porque ae ha de arruinar em
vinte anuos, sendo construida, quando sr do na pro-
vincia inelhores meios de gabntir-lhe maior duracao
do que lem tdo a do Recife7 j
Senhor prealdente, as rasus expendidas pelo nobre
deputado, longe de provarcm a Inexequibilidade do pro-
jecto, demonslio u probabiliklade de MI effectiiada a
obra em questo com a mesura rapidez e rnlhiisiaina,
quepreiidiocoiirecco doaqueducto do Prata: dote-
. moa, pois, nossa provincia conl mais esse melboraiiien-
)
erro, eque o projecto devia pMW, porque a sua. I i,cn"or presidente, o nobre deputado escaDda .ao*
__------------------------ ,-_ *~ h- ku ce-1 e com um aparte meu, quand avancei, que tejan^
BBB
MUTILADO



,nas dinheiro, logo que dexasscmos de^nceder ^
,es aos arrematantes da renda Provm"'"' *'"
ate. que pretenden ...ostra.-, que laes rebates concor
rea para termo mail dinheiro para o fut .o
O Sr. Jos Pedro : Nao disse .so
disse o contra-
rio.
O Orador
- Se disse o contrario, nao devia ofender-
le, por.nanifesLara.ninl.aoph.iao ; ...a., ein. flin, dis
seise ou nao. o que he ceno he, que eu lindo aqu. o
^olrloTpedro responde ao orador, que o precede,
mostrando-lhc como o Ilota el le offenJ.. ~n ij seu
.parte, c diz que se d por sat.sfe.to de ter elle retirado
assuas cxpresiors. ,.i~. .in
Entrando na materia, sustenta a sua opiniao, amplib-
caudo as suas explicares ; e conelue respondcndo os ar-
...i.ueiitosdo orador, que antes dclle tallou.
- OSr Sanes Machado : Sr. presidente, vou fallar
coin milito romo por ter de fallar depois do nobre deputado, que
.,. prccedeo, que heprofessional na materia, pois tem
frico estudos especiaes ; apc/.ar disto, e coin permissao
delle, quero dar a minha opiniao a respeito do projeclo
parece-ine, que a discusso tein sido un pouco des-
iada do caminho .londe devera estar: os nobrcs dcpu-
dns collocrau-a talvez no terreno de urna segunda dis-
VI
lados enllocar.!..-
cusso; mas agora, que ped a palavra, outro remedio
nao tenho, seno tratar a questo no terreno aonae
Senhores, mis temos considerar a utilidade da obra,
r sua exequlbilidadc : quanto a sua iiuhdade, de certo
ninguem a contesta lodos estamos concordes; vamos,
pois, questo da cxcquibilidade.
Sr. presidente, a nexcquibilidadc de nina'obra pode
cousiderar-se, ou nn raso das difflculdades de sua
coiistrucyo material, ou entao em respeito aos meios de
.llevara ett'eito : quanto as dilHculdades da construc-
,o, estou, que o nobre deputado tambem nao nega,
que se possa fazer a ponte, porque boje nada he Impos-
sivrl, em vista dos gandes descobrimentos, que tem
iiito a scicneia ; nao lia empreza, por miior o i.ials dif-
licil, que exced os recursos da Intelligencla humana ;
,o inundo admira trabadlos de urna cxecuyo maravi-
Ihnsa ; os nobres deputadm conhecei.i isso melhor do
que eu. Vamos, pois, considerar a qucslo pelo lado
da falta de meios pecuniarios eoutros, em que a consi-
lerou o nobre deputado.
. Disse o nobre deputado, que na nossa proWiftia' os
oapitaes ero muito caros, equeessa caresta uipossi-
bilitiva acreacao de empresas, que nao poden, trazer
as vanlagens, que d o dinheiro a juro, cu. enjo en.pre-
so rende, pelo menos. 12 por eruto ; entretanto, eu
tela lodos os dias cstirem-se applicanclo capitaesein
empiezas, que do muito menor juro, como, por exem-
pl<>. co casas, etc '
O nobre deputado, calculando este juro, tmnou nina
base muito gratuita, he aquella do reiidlmenlo da bar-
rena, suppondo, que as colisas ficavo estacionarias,
iiuai.do salir o nobre diputad i, que empretas laes tia-
/eni o inelhorameuio da agricultura, o augmento ua
pupulacn, e por conseguintc o transito ha de ser malor,
rt.nnbeiii o rcndimenlo da barrei.a ; he esta a coi.se-
i.uencla dos nielhoramentos uiatcilacs de un paiz ,
de seus unios de communlcayn
Sr agora passo na ponte mil eavalgaduras, qu.indo se
melhorarem as viasdeco.....lunicacao, pastar&dduatinll,
e luilu ir u'um progressivo augmento, segundo ensi-
lla a sciencia e provo os factos. Assim, vemos de pe-
quenas povoayes surgirem grandes eidades, pelos es-
forcoda civillsayo, que ensilla e planta o espirito das
einprrzas e grandes drscoberlas, que inudao os costu-
inrs, e tra'.em todjs a coiiimodidadrs da vida.
A oulra base, que o nobre deputado^ apreaenlou. Ib I
a do teuipo necessario para aiiiorlisayo do capital em
vista da peque.ihcz da annuidade; mas nao lie menos
gratuita, poique o nobre deputado suppe estaciona-
rio o capital euipregado, quando elle, pelo correr do
lempo, vai todos os anuos diminiiindo a cifra na rasr
dos lucros e da annuidade, como succede, quando
capituliso e accumulo os juros e interesses.
O nobre deputado disse, que o rend ment da barreira
nao podia augmentar, porque na proilmldade da ponte
existan outras barreiras; e que, alrui de ser mu grande
peso e grvame agricultura, faria niesuio desviar a po-
pulacio daquelle lugar. Eu peco llcenea ao nobre depu-
tado, para duer-lhe.quc o que aggiavaa agricultura he a
falta de meios de coiiimunicacao, he o estado miseravel
dr nussas estradas, adlmculdade das conducefles por-
tante, desde o inouiento, em que o nobre deputado concor-
rer, para que esses entraves drsapparcyo, em lugar
de aggravara agricultura, a melborar e loe dar Incre-
mento, se.n que se resiuta do pagamento de dous, tres,
qiialro portagens, nas estradas; porque tainlib.. as
vantageni sobeni, e se augmento os lucros, que niaJio
bein compensan essas barrenas. X,
U nobre deputado lainbeiu muito gratuitamente avan-
(oii, que o tenipo era muito.....
O Sr. Jos Pedro : N;io avance! tal.
O Orador: -- Ento retiro o que ia adizer.
Senhorrs, o nobre deputado reconheeeo, no calculo,
que fez, que Ihe fallava anda augmentar una cifra,
pois que attendeo smente s cavalgaduras, sen. allen-
der e inelter em conta os conductores, circiiinslaneia,
que nao pode ser desatlenilida, e que dest.oe nleira-
nientc a base, em que repousa o calculo do nobre dr
putado, a menos que suppoulia que os aiiiinaes enr*
regados se dirige... por si ...rs.iios, c condiizcni as car-
gas para acidade ; mas isto nao he assim: porlanto, ja
V o nobre deputado, que nao sooilo cuntas, que teeill
de render as laxas; pelo culinario ellas poden, subir e
renderdoie ou mais contos, que talvez n.po|>1riy um
juro uiaior, do que oque vence o dinheiro aclliabliiriile
e assim mais a annuidade; julgo, que be inuijo/sulli-
ciente o teuipo, que estabelcce o projecto, C nS "''
necessario mais, p&ra se auiortisnr o capital.
Senhores outra raso da duvida do nobre d'P"ti"0
ib i a falta de capitaes, mas ainda aqu o uure deputado
nao leve exaclido ; pois me parece, que o""tou so
comnosco, coni esta praca, e nao se lejWv*4i 4ne a
grandes pracas, aonde esses capitaes al)uud#>, e nao
aehao appllcacjo muito lucrosa ; como, P0^"l"j>i J
o It in-d( l.Hieiro. aonde todos os dias inven"
prezas, |. u a se dar cmprrgo aos capitaes ; ai
res, o dinheiro se empresta a nielo porcenlo
menos;-logo os clculos do nobre deputad
exactos, e tica evidente, que o projecto, alin'
vantagens, ira/, urna muito grande, a de cha
laes estrangeirosa nossa provincia.
Senhor presidente, eu acbo muito justo, que1
deputado insista em suas dlas; eu faco oulr
quando tenho a consciencia deque digo a verda
io leguinle, que he a metma da antecedente, e a primei-
ro diecmiao do projecto, qut rtdu: omoiirfio.
As onze horas e um quarto da manhaa, o Sr. 1." secre-
tario faz a chamada, e verltica estarem presentes 22 Se-
nhores deputados.
O Sr. Prndente declara abena a sessao.
O Sr. 2. ecretario l a acta da sessao antecedente, que
he approvada.
O Sr. 1. Secretario menciona o seguiute
EXPF.DIF.Klt.
Um officio do secretario interino da provincia, remei-
tendv os exemplares dos decretos do governo geral, de
n.0' H.\ H5. Foro mandadoi archivar.
m requerlmento de Silvestre Antonio de pliveira
Mello, professor publico de primeiras leltras do Pao-d'A-
Iho, em que pede, Ihe seja concedida, na raso do terco
do seu ordenado, agratlfcacao, que Ihe compete a vista
da disposico do art. 10 da lei de 15 de outubro de 1827.
.1 'dimmis.iii de initrucco publica.
Outro de Alexaudrc Lopes R.belro, expondo a utilida-
de de una inspeceo c liscalisaco regular, que d ga-
ranta aos agricultores do algodo ; assim como da crea-
co de,nina capatazia, que tire os agricultores da abso-
luta tutela dos prnsanos, e istu coin menos dispendio
do que ora teein os referidos agricultores; e pediudo
MMmbla a uecessaria approvaro das condicoes, que
oll'erece e.n seu requeriinento, e pelas quacs se obriga a
estabelecer a dita capatazia c nspeccao, percebendo as
vantagens especilicadas na mencionada petie.ao. A
commiimo di fazendn c orcamento.
Outro dos empregados da secretarla do governo da
provincia, pediudo a revogacao do 27 Jo art. 31 da tai
provincial n. IftS, do 1 de abril do correute anuo. -*j
A' commitmo de faienda e orcamenlo.
Outro de Domingos Antonio de Alcntara, professor
publico de primeiras lettras da villa nova de N. S. do O',
requerendo agraca de Ihe ser arbitrada una gralilica-
eXo igual aos seus serviros, e correspondente ao teuipo
(I. II''--. ou equivalente ao aluguel de nina casa, quelhe
sirva para dar aula a seus discpulos. A' commiuo de
instruccao publica.
(Continuar-se-ha).
Sm
r... isso nao deve obstar a que cada um diga oq* ""'
parecer justo, c por isso he que tenho at aneado es t* !"'"
quenas reilexes ; pediudo ao nobre deputado discul-
pe de o ter feito, e declarando, que voto pelo pTP~
jecto. N
OAV. Preiidente : A discusso lica adiada por causa
da hora A ordein do da para a sesso_ seguiute be
leitura de pareceres c projeclos, discusso de parecer!
adiados e cuiitinuaco la ordem do dia de boje. Esl I*
> -iiii.i a sessao. (Eroduas oras e um quarto da taran
SESSAO EM 7 DE OUTUBRO DE 184G.
MK.S1DESC1A DO SENHOR SOI./.A TEIXEISA.
Sl'MMARIO. f.xfeo.ente. iicurtoi dotSn. Laurentino,
Afilo, Afnelo e A'unn Mochado, arma do parecer adiado
'obre o profritor de primcirai Ultras de Xaxarrth. Ap-
proracio do parecer. Liicuriot doi Sn. Figueiredo, Lau-
rentino e Joaquim Villela a retpeilado projiclo, quemando
tubilituir a ponte dot Afogadoi. -ipprocafo do projecto
em primeira ditcusio. Nomearao doi Sf$. Figueiredo
e Pruoa para a eommii'ao de orrienadot, e doSr. Pedro Ca-
valcanti para a dr legislarn, em u/iitilurdn a oulro Art. ,
que, entura a riaimtnta, eslavo oecupadot em m-iisdeduai
commiisoes permanentes. Primeira discusso dopnjtclo,
que nandu pairar da freguezia do Outirury para a deSan-
la-Moria da i na- Visia a pnrrio daquella, que se denomina
RiachO'tla-tiarea. Declararan ia ordem do dia para a
4IUII) IIb l'KliVAHIilCO.
O nosso theatro, de eujo sceuario havio como que
desapparecido as rcpreseiitaciVs dramticas, que, ao
iiirsni lempo que divertein, moralisu o povo ; o nosso
theatro. cujas portas, ha alguus lempos, apenas se
abran de auno em anuo para dar entrada a algunia
conipanhia italiana ; o nosso theatro, que, por assim
diser, achava-se condeiiinado, cometa r.nliiii a sabir
do seu torpor, e a proporcionar aos habitantes d'esta ca-
pital alguus instantes de enireleniiienlo, durante os
quaes, esquecldosde inesquinnai intrigas, se conser-
vem reunidos em um nicsiuo lugar, em contacto mu
mediato, n speilindo-se e acataudo-se, como se ami-
gos frao, ou pelo menos indillereiiles.
Basa inudanca, essa transfoiniaro, essa passagem do
nada para algiima eousa he, sem duvida, devida ao
Sr. Francisco de Freilas Camba. que, vcrdadeirameiite
empreheiidedor, e subjeitando-se at a alguus sacrih-
cios, pequeos para outro qualquer talvez, mas para
elle de alguina Importancia, pois que nao sao muilos os
seus recursos, conseguio dar ao ilicalro, quanto aos
seus arranjos interiores, u.na perspectiva, se nao Intel-
raucnte boa, ao menos inelhor do que aquella, que,
ainda nao ha muito, apresenlava; e organisar una
compai.bia, que, coinquanto csteja baldados requisitos
necessarios, para que a possamos Chamal perfeila, he
lodavia supportavel, se poiidcrariiios, que lie oompotla
individuos, que, se alguma cousa f.zein, he sonien-
guiados pelo genio, porquanto nao tivero escola ; c
os deleilos poden ser esquecidos, se attender.nos,
faz parte d ella a Sa.* Joanna Mara de Freilas Gain-
. que a um expressivo accionado, a una esnrcsaao
adavel, e a um garbo puramente cmico, junta a
orto apreciavcl qualidade di- estudar mui bem o seu pa-
pel, e jamis aparlar-se do carcter da pcrsoiiagein.
aue representa.
* Kstes esforpos do Sr. l,aiuba bearao, porem, iniin-
lisados, seos habitantes d'esta cidade nao concn en ni
s representacoea, e nao o coadjuvarem, por esse meto
a vencer as dilnculdades, coin que de presente lucia
Kilos, pois, sequcrein continuar no gozo d'csse passa-
tenipo, de queja cstiveio privados, nao devem abando-
na, o einprezario a si iiiesmo, devem aninia-lo; .como
smenle com a concurrencia podem isso conseguir, he
por mel d'ella que devem procurar provar-lhe essa sua
icsolucao. ,,
Para sabbado esta annunciada urna mu bella _pcca
Seja esta una das vezes em que essa prova se manifest
Convencidos de que a colonisaco he un dos unios
mais apropriados para remover os enibaracos, coin que
a agriculura entre nos lucia, depois da extlnccSo do
trafico da esclavatura; ao lemos na Preste um artigo,
einqiieoSr. Catineaii-I.aroche, ao metma lempo que
analvsa n obra, que sobre a colonisaeao em Algerla pu-
blicu em l'aris o Sr.Moll, expende mui bellas e aprecia-
veis idrias acerca da colonisaeao em geral, decidinio-nos
a traduzi-loparaoil'erec-lo aconsldoracaodos nossos lel-
lores, que, estamos persuadidos, muito ganharao, se,
compenetradosdetsss Ideias, tentaren realita-laa.
Eli o artigo : lelao-no os nossos subscriptores, e sem
duvida applaudiro a nossa eseolha.
COLONISAEAO E AGRICULTURA DA AI.CERIA,
POR M. MOLL
professor no conservatorio nal das artes e officios.
Ha quinte anuos, nao tein apparecido questo algu-
ma mais controveraa que a da Algeria. Neiibiinia lia com
eil'eilo, que mais fuerera a atte.iro publica. Esta ques-
to ten. duas faces, e deve ser considerada sob dous
dillerentes pontos de vista. En. I. lugar, pelo que diz
respeito s colonias, em geral; en. 2.". pelo que se re-
fere conquista algeriea, e.n particular.
Anexar da systeniatica opposico dos economistas
modernos, que," de forma alguma admitirlo a oolonisa-
cao. por conslderarein-na a origem de um monopolio
prejudicial aos interesses dos consumidores, a questo
colonial, generalisada, consiste no seguiute : Desde adrs-
coberta do Novo-Mundo, as relacoes dos Europeos com
a America inspirro-llies appetites, que o sol c o china
da Europa nao podem salisfazer; e que o habito conver-
teo em necessidades. A Europa, pois, lim de obter cer-
tos producios, v-*e obrigada a por o Novo-Mundo Cin
COntrlbUicSo Quauto s naques europeas, nao se trata
de examinar, se ellas res latirlo ao allracliyo dos produc-
,os colouiaes, ou se Ihe obrdccer : resta tmente de-
dir, se os pagar com trabalbo indgena, ou com de-
fiheiro. Ora, as nossas colonias, por lliO inilhrs de g-
neros col onlnes, que a Franca todos os annos importa,
apenas fornrceu. b~ uiilhes.
Efe, pois, evidente, que nao s a Franca deve conser-
var as colonias, que possue, mas tambem augmentar-
Ibes o i.muero, para conseguir o complemento do de-
ficil do seu piovimenlo colonial. Dizem alguus : As co-
^ iyniasdos metropelcs mais de/pezasdo que lucros.
l,\esta queixa fundada, porventura .' A Martinica, Gua-
deliil'e e llourbon tres colonias nossas productivas,
.,,7B ti Franca, em despezas inlllures, administrativas,
en l2:i,8f) francos, e pago 3,3*i.9O0. Os fundos
Cl.;,liu7fda Franca, pois, smenle cntrao para essas
desne/"s a' M,482,U25 francos; e os dircitos, que s
pelo fl,.uea.' A coiiibif'^o destes dous factos assaz prova, quanto
as colonia sAo eminentemente vantajosas, quiir se as
considera pelo lado do iileresse.que d.-.o ao estado, quer
se as exal'nine em suas relaces coin o interesse da iiip-
tropole l'as. se esta verdade parece demonstrada, quan-
do appliitada s colonias em geral, que multas yezes es-
li situabas em coiisideravcis distancias de ua metro- ...., cunan, .n. -.------Y--------............
po le, coli muito uiaior rasao o deve parecer, quaudo se tein-se julgado demasiadmcatc pesada ao oUdo, quan-
'rau de nossas possesses nas costas da frica. Oque
nos qult fazer ver M. Mol, o autor das obras, que ana-
lysamos, em os dous interessantes volumes, que aca-
ba de publicar sobre a COlooisacSo e agricultura da Al-
geria.
Quando se enceton essa conquista, decidlrfio os no-
.neiis mais proeininenles. que a Algeria devia ser con-
siderada como ponto militar no Mediterrneo; que se-
ria sen.pre una rocha estril, onde a Franca em vao der-
ramara o oiiro e o suor de seus filhos. Esta opiniao,
portin, [i est decahida.
Os que mais cncarnigadameiile repellio outr ora a
colonisaeao, sao hoje os seus mais ardentes defensores.
Coniprehendeo-sc em fin, que lo'4" que te qulter co-
lonisar esta conquista, ella ser para a Franca um ines-
golavel iinnancial de rqiie/i. Aabolico da esclavatu-
ra, decretada por todas as incesela Europa, ameaca de
ruina infallivel as colonias de escravos, que actualuieu- ;
le temos. Prevista pois, esta inevitavel catastropue,
cuinpre cuidar no futuro. Quando aextinecao da escra-
vido tiver coiisummado a ruina de nossas colonias da
America, quein nos abastecer de gneros colouiaes ...
Senhores da costa d'Afrlca. se colonisarinos, podemos ter
acerleza de, un dia. substituir por una nica e immensa
colonia, cultivada por Kurnpcos,todas as que tiveruios per-
dido. Kntao.naos a Franca achara na culturado solo
algerico osld inllhoes dos productos colouiaes que
consom ; mas poder tambem abastecer eoin estes pro-
ductos urna parle di Europa.
Mas, se tao reconhecida he em Franca a neceatldade
de colonsar, qual a raso, por que no dcimo-quinto
auno nao esl a colonisaeao mus adautada do que no
primeiro ? Qual o motivo, por que, ha quinze annos,
smente no nome somos possessores.' Responder a estas
duas perguntas he o que procura II. Mol. Segundo elle,
mullas sao as causas do estado estacionario da coloni-
saeao algeriea. A primeira e a principal be a'inerrtca da
conquista, a dilliculdade de estabelecer a dominaran
sobre iinn base certa e estivel. A raya indgena he bar-
bara, porin guerreira. Ella nao tein consentido que
Impunemente se Ihe ovad i oterritorio.
Tein sido, pois, necessario fazer preceder de um e\,i -
cito a popularo colonial, e, desde a conquista, o gover-
no d'Algeria ha sido commettldo a um chele militar.
A mor parle dos chafes, que neste governo se teeiu
.. succedido, diz-nos M. Mol, teem olhado para a Alge-
ria, como para un campo de balalha, e nao como pa-
ra una colonia estabelecer. Sendo duas as suas
mlttdes, a de guerrear e a de fundar, sto he, a de rfcj-
truir cade crear, smenle se teem riles oceupado da
" primeira, tem attenderein, que na frica haviao lar-
cumstaneias Inteirainente diversas das que se dao mi
ii Europa, e que a Franca nao poderla siipporlar por
(( multo lempo as enormes despezas, que a Algeria re-
clama, com o nico flin dr proporcionar a una parle
do nosso eiercito ai oocatidet daditllngulr-te. Nis-
to enxerga o autor um grande obstculo aos progreatot
rpidos da colonisayo. Entretanto, na sua opiniao. lie
urna necettldade, a que nos devenios submettrr. Se-
gundo elle, inesino com o governo militar, e apc/.ar dos
seus Inconvenientes, pode a colonisaeao progredir. A
COnqultta da Algeria nao pode ter Un ulil. senao fora-
COinpanhada da Idela da colonisayao. Una cousa sem a
outra, he una loucura ; he um perfeito desperdicio de
s,Migue e orno. A colonisayao he o /Sm, a guerra o mci'o.
Ao inesino lempo que se la/ a guerra, para repellira
popularn rabe, e conquistar territorio, oumpre attra-
hira esse territorio una populayo nova, Ulna popula-
rn europea, que fecunde a agricultura. Se desde que
pozemot o p em a costa africana, o que aucedeo, ha
quinze annos, apenas um exeriiln houvesse conquist ido
una porcia de territorio, houvesteinot expedido para
iln nina oompanhia de colonos, ha quinze aiiuus, teria-
inot senhores dr fado, e nao tmente no iiuiue, de una
parte nol.ivel d'csse paiz. Entretanto que, pelo exclu-
sivo sistema de guerra, at aqui seguido, lia quinze an-
uos, que todos os dias reronieyainos o trabalbo da vrs-
pera. Se, pois, queremos chegar a un resultado til,
he de indispentavel necessldade tratar ao ines.no teuipo
da colonisayao e da guerra Una sem a outra, nada
podem produilr. A pralica, pon'-in, da colonisaeao. nao
he tao fcil como se pensa. A primeira questfio, que a
seiiielhante respeito apparece, be a seguiute : donde ti-
rar a populayo colonial ? I'ossue a Franca os elementos
necessarios para colonisar, isio he, urna poplayao agr-
cola, que tenha os recursos pa lunarios precisos, para
expatriar-se, c a lito esteja dlspesla? Em Inglaterra,
>< una grande paite do tolo conslilue morgados. Aliu
disto, existe |o dlreito de prlmogenltura, Temos all
pois, um contlderavel numero de homent, que teem
Instruccao e capitaes, mas que nao podem postuir ter-
ras. a Allemanha, una parte do solo consiste, na
verdade, Clll pequeas beldades ; mas. ein militas re-
. gioes, essas beldades sao indivislveis, e, quasl em to-
n das as partes, subjeitas ao dominio feudal. D'iSlO n -
.. sulta, que,atiim como em Inglaterra, haahl umitas
pratoaa dltpostaeaexpatrlareni-se. Em Franca, nada
u d'lsto ha. Desapparecro todos esses bices do di-
u reitO de prop iedade do solo, e 0 desineiiiliraiuciilo
i. periuitte obte-lo por mili mdica quantia." lie, pois,
mais dillieil i ni Franca, do que em qualquer outro pait
da Europa, acnar urna populayo colonial, Has, este
obstculo he porventura iusupe avi I:' tjiiein nns iinpe-
de de ir reeriitar, em um paiz eslraugelro, colonos, que
rbssein pira o solo algerico de couciiirencia com osquea
Franca pude fornecerf Todos os annos, urna parte nota-
vcl da populacSo das margena do Rheno e do Bosque-
Negro, vai buscar una nova patria na America do
Noi te.
Muilos lugares da Italia regorgilo de una popula-
yo superabundante, que seria bem fcil estabelecer
cin frica. A difliculdade nao est en! aelia. ln II O! pa-
ra colonisar, esl em chamar os capitaes para a Al. loa
poique com os capitaes Obtem-ae bracos. Para cha-
mar os capitaes frica, convcni, primeiro que ludo
dar-Ibes a srguranya, que o eslado actual das cnisas ....o
ollerece. Para chamar os capitaes frica, cuiupre,
que ella teja constituida cirilmente. EinquantO esse pail
eativer eaclutlvamente tubjelto autoridade militar, Is-
to he, a lima autoridade excepcional; einquanto ajus-
liya nao fr ahi representada e praticada, como em Fran-
ca, por una magistratura Inamovivel; eniipiantn o r-
gimen da el abi nao vigorar, os capitaes, privados de
garantas legaes, desviar-se-ho da frica. E cntao,
nao ser possivcl a colonisayao. No eslado actual das
cousas, he coin eil'clto preciso, que baja na Algeria un.a
autoridade militar poderosa ; nas ( un.pie taubciu que
baja tuna autoridade cir/1, igualmente poderosa, para
dar colonisayao um impulso serlo.
Depois de ter analviado os dillerentes systemas de co-
lonisay.'.o, que ale boje se teem empregado emas diver-
sas partes do globo, diz-nos M. Mol, que o nico ap-
plicavel he o de eolonuMcio pelo governo | e desenvol-
ve o plano, que mais adaptado julga, para que isto se
consiga. Coincya por estabelecer, que, por inleresse da
defeza, ha necessidade de grupar os colonos. estado,
pois, deve fundar eidades priucipaes, oceupadas por sol-
dados nossos, e burgos protegidos por un. fosso circular.
Easet burgos serio otitros tamos centros de explorayoes
raes, e, no caso de ataque dos rabes, servirio de abri-
rugos. Serio divididos ein tres grandes categoras, se-
gundo a importancia das despezas, que exigissem dn es-
tado Segundo este plano, a cunslrucyao de um burgo,
que podesse conlerof) familias di* colonos cultivadores
cuslaria ao estado 300,1)00 francos, inclusive os adiam-
ntenlos, que se Qsessem aos colonos, ein auimaes, instru-
mentos agricolas, sementes, rayoes, etc., e a rotcadura
de 200 heladores de Ierra.
Por conseguintc, para estabelecer e fixar no solo afri-
cano urna populayo colonial de (5,000 familias smenle,
ou de 2f5,000 individuos, deveria o estado drsenbolyar
300 milhdes. Mas 65,000 familias sao muito pouco, em
relaco a e.Ucnso do territorio algerico : logo, nao he
S300 inilhes, que ser preciso despender, porin mui-
to mais. No entretanto, a questo nao consiste smenle
na quiita do dinheiro necessario para as despezas a Ihaei -
A combinayo, apresenlada pelo autor, he, na theori.i,
a melhor c a mais rasoavel ; mas, na pralica, lera ella a
mais realisavcl ? Se a execuyo dos camlnhos de ferro
to o nao ter a de um projecto tao gigantesco come, o
de colonisar uin territorio, que, em extensao, ne ifcuat
ao da FrancaT ___,. j.
Concedamos por um momento, que na gerencia uin.
negocios se achc um ministerio, que se atreva WB*"W
a expensas do estad., conaegulrf ejte ministerio o as-
tenttmento do poder legal E te oobtlver v-1!01 ^
lo-h. tempre? Nossas maloria, parlamentare.. rt _
B ((iloiiisayao ;
e re-
s ella frcoiu-
vH, que a nao -n lab ara. De mais, fe,.. aCOlonltai
esta do estado, mi haverao senao colonos a i. s <1
cursos pecuniarios ; no entretanto MM* -
u.cttida a partlculare. neoeatarlamenM >f"f "to.
nos, que possuo o capital indispensavel para co onUai.
Nohe, pois. con, o estado. ...as con. 08 V^gff
que se deve cuitar para colonisar a Algeria. Opipedo
estado deve limitarse a prestar um excreto pa.a prote-
ger os colonos, ate que o seu numero cbegui. ao me
sirio, pira que se riles detendao por s. inesmns; a cons-
tituir civilmente a Algeria, para que possa uella Pl?'"
cer a contianya c por conseguintc o crdito : U
capitaes dos p irliculares passara em niassa para ella.
Todas as grandes colonias do mundo teem siaooreauna
por particulares. Sirvainu-uns, pois. deste exeinplo.
0 segundo volme de M Mol, di/, mais especialmen-
te respeito a classe agrcola, aos futuros colonos aa Al-
geria, do que aosecononiistas Nellc traja o autor O
quadro da cultura de todas as plantas, que coniportao o
clima e o solo algercos, desde o Higo ate o ail, desae
a lucerna at o algodo c a calina de assucar. Faz-no
ver os iminensos recursos, que, a este respeito, nos ol-
ferc esse paiz ; porquanto pode Inruerer, ao mesino
lempo, os producios do norte da Europa e os tropicaes
de nossas Anilinas. Este volunta tras um dos mais inte-
ressantes e completo tralado sobre a IrrigacSo; esta pla-
tica agrcola, que tem por lim decuplar o valor do solo.
No norte da Franca, e ein todos ..s paites,que se achao
na niesina latltude, a irrigayo ntringe-se geralmcnte
aos prados naturacs ; mas no meio-dia da Franca, na
llrsp.uiha, na Lonili irdia, be ella applicada indist.ncta-
mentc aos prados, s ierras araveis, e sobretudo aos tar-
dins. Pde-se, pois, Julgar dos Imraeusos resultados.
que a irrigayo deve produtlr na Algeria, se se atteu-
der, que nas circuniviz.inbaiiyas de Alger, na planice de
lliininab. se afra por mil francos, e por mais anda.
um i liectre de trras suscepliveis de rega. Apezar o
interesse. que de una I il questo (leve provir ao futuro
da colonia, nao acouipaiihareinos o autor na dooup-
yodos processos, que indica. Semelli me trabalbo nao
se analvsa: seria preciso cita-lo por i.iteiro. Couvida-
mos, pois, otleltoret aaprecla-lo napropnaobra
lie u grande ou pequea rallara, que mais convem a Al-
geria ? ,
(liinl o sgstema geral de cultura, que, de Referencia, deve ser
adoptado na Algeria ?
Sao estas as diiasquestoes.quc M. Mol eslabelece ues-
te segundo volunte, e cuja soluy.io elle busca.
Na Algeria, oque superabunda, he a tena-, o que tai-
ta, sao os bracos necessarios para fecunda-la. A cultu-
ra, que se deve preferir, he aquepozer a mmor porrn
de terreno em relaco com o menor numera de bracos.
Ora. a cultura em grande escala pode por si so resolver
este problema. Em (loas poreiies de terreno ein ludo en-
tre si iguaes, a cultura em pequea escala he muito
mais productiva duque amina, deque acabamos de
fallar. Como mesmo numero de bracos esta sera mais
do que aquella.
Todas as vezes. pois, que em um paiz qualquer a po-
pularan cstiver indistinclaineiite e-palhada pela super-
licie do sen territorio, a cultura em grande escala ser
a nica proveitosa. A Algeria. tao extensa como he,
poderia nutrir c conter una populayo igual a da Fran-
ca ; mas. no entretanto, a Algerla nao tem habitantes.
-ai lindo (Peste tacto, pretendeiu alguiiias pessoas, qui-
ne uecessaria i Algerla a cultura em pequea escala;
que s ella povoar o pala. He um erro He verdade.
que em lodo- os paizes populosos da Europa domina a
cultura em pequea escala, bem como em Flaiidrcs,
na Alsacia. e em una grande parte da Blgica ; he ver-
dad.-, que, sempre que a populayo he rara, tem lugar o
inverso, como na Moldavia, na \ alachia, na Hussia, lia
Piussia. D'abi se conclulo, que a cultura em pequea
escala eoneorre para o augmento da populayo. Mas
isto he confundir o efleito com a causa. Nao he porque
a cultura em pequea escala reina em uin paiz.que esse
pail he populoso : be, pelo contrario, porque elle he po-
puloso, que tem necettldade de reatrlnglr o curte dos
bosques, porque he preciso trabalbo para lodo o mundo.
Transporta! 500,009colonos Algerla. Pensis, que, se;
os distribuir! por des uillboes de hectrea, pnronrdo me-
nos, do que se osdistribuisseis por uin inilho de hectrea
lmente .' Pensis, que, em de/, iiiillioes de hectrea,
produzii.n.....no- do que em um inilho ? Jase vos
disse : Nao he a trra, que falta Algeria, sao os bracos.
Oaal he o sgstema de agricultura mais adaptado Algeria?
lodos os cararteics da agricultura racional podem re-
du/.ir-sc a dous typos mu dislinclos.
(i lia una agricultura, em que o elemento artllela!
K be que......ai- concorre para a produeyo. Esta ign-
cultura leude a crear milito producto bruto ein nina
mnima porefio de trra, e, para conseguir isto, aecu-
(i nula neasa pequea tupcrflcle urna contlderavel som-
(( na de trabalbo e de despezas.
i. Ha outra, que, pelo contrario, dcixa a naturc/a
(i predominar na obra da produeyo, e que, procurando
o reducir o trabalbo, taulo quanto Cor possivcl, nu
n appliea seno o absolutamente necessario para dirigir
as l'oryas naturacs, e pcrinitte, que da trra apenas se
u tire um mini.no producto bruto, comanlo que com,
ella se faca urna despeza ainda mais ii.ininia.
u o primeiro tyttema he seguido nos paizes ricos,
onde a Ierra lie frtil e tein um subido valor, ondeos
producios teem um preyo elevado, onde as vendas sao
facis, c onde, sobretudo, ha una numerosa popu-
(( lacio de trabalhadoies iuraes, que por baixo preyo
(i alugo seus bracos.
ii O segundo coivciu a todos os lugares, em que se dao
clrcunistanclas avettaa s que lico referidas ; as loca-
.. lidades dilatadas, em que o solo, rico ou pobre, cha-
K se ein n.o estado, e teem pouco valor, em que a po-
.. pulayao esl iiidistincta.....nte espalbada, ou emquna
.....ao-d'obra he rara e cara, os capitaes sao pouco abun-
K dautes, c pagan una laxa forte.
Sem contar, pois, com os arrabaldcs das eidades.se que
sempre constilueni Ulna 2011a excepcional, principal-
mente consagrada a cultura de jardlus, nein com as lo-
calidades suscepliveis de Irrigacio, pde-se dizer, que
o segundo destes dous systemas be o nico apphcavcl a
Algeria.
Sao, pois, a cultura arbrea, e a cu/turo pastoral as que
devem constituir principal base da agricultura algeri-
ea, poique sao as nicas, que, como menor numero de
brayos, e com mal mdica despea, podem lomar pro-
ductiva urna malor poryo de territorio.
Se M. Mol coinpoz um bom livro. se em alguns mezes,
POI QUe viajou na costa d'Africa, pode colber tantos re-
los importantes, que escapro a lodosos que nessas
excutces o precedrro, nio fui smenle por ser pro-
fessurdo conservatorio das artes c odiaos, mas lambeiit
or ser agricultor pralico, e por juntar a una sabia
ibeoria urna pralica esclarecida por longa experiencia ;
porquanto ni a pralica pode dar esse Uclo, essa villa,
que babilitao a compreheiider o todo de um lyilcma.
Se, em nossos dias,os hoinens praticoi fossein o nicos,
que escrevesscm sobre a agricultura, teriamos menos
obras acerca d'essa sciencia, mas ellas serio iucoulesta-
vclinenle inelhores.
CiTISKAlJ-LuROCHE.
MMEtttlO.
Alfandega.
ih.NDl.MI..>iO U DIA 7.....
\
2;297/i83

JmIITII ADO



-4-
KEM'AllltKUil) HOJH 8.
BrigueOthtllo mercadorias.
ArigueDainolagedo.
niPORTAGAO'.
(JUSTAVO, brigue belga, viudo '' Antuerpia, entra-
do no crreme moz, consignado a i. O. Itieber & Coiu-
panhia, manifestou osoguinte :
30 barris pregos, 2 caixas rame de lalo; a Lultkens.
4 caixas a) barricas drogas, 1 eaixa fazendas de algo-
dan ; a J. koller Companliia.
48 volumes papel, 41 raizas ferragens ; a Braader a
Brandis.
8 caixas espingardas a ordem.
10 caixas ferragens, 25 ditas queijos ; a N. O. Biebcrfe
Coinpanliia.
100 caixas vidros para vidracas ; a Avrial Frres.
1 eaixa livros eni branen ; a Lenoir Puget & Coiu-
panhia.
2 caixas suspensorios; a E. Bnlli.
1 eaixa e 3 fardos faicudas de algodao ; a S. Tobler.
2 caixas livros e 6 ditas suspensorios a Kallnuann Si
Itoseniniind.
OI'HKLLU, brigue hespanhnl, vindo de Barcelona e
Malaga, entrado no crreme inez, consignado a "iasc-
inento U Aiiiorim, manisfcsluu o seguinte :
De Barrelima.
W0 pipas, 10 ineias ditas e 20 barris vinho, 30 fardos
papel de eiiibrulhn, 30 ditos aincudoas, 6 ditos comi-
nhos, 8.'),000 cebollas, 24 c-aixinhas chapeos para ho-
nirin ; a Mascllenlo & Amnriin.
Ur Malaya.
lo barris azeilc dce, 60 ditos vinho, 750 caixas pas
UM, 100 ditas aineixas, 1S0 ditas massas, 10 barricas al-
pista, 100 ceiraj ligos, 80 potes uvas: a !Sasclmcnto S
Amorlm.
O eral. .
Provincial.
Consiliario.
RENDIMBHTO DO DA 7.
"I-
15*726
47/669
63/195
lio. miento do l'orto.
.Virio sahidos no da 7.
Mar-1'acilico; barca americana Hoir.ir, capitn A S. To-
be}, caiga pelrechos para a pesca.
I'araliiha, Rio-Grande-do-Norlc e loara ; brigue brasi-
leo S.iii(lailu-iln.Rin capilao Tiago Agese, carga
farluha, por coma do gnverno.
De. huaga >.
-De ordena do Sr. coronel pagador militar desta pro-
vincia, .los de llrito lugiez, e eni virtude do ollicio do
I ah. si pn sidcnlc da provincia, de S do crlenle, se
i i, publico, que em odia leica-feira, 13 do crreme,
ao ntcln-dia, ter lugar, peante esta pagadura, aarrr-
matarita, em hasta publica.de I9cavallus pertencciiles i
coiiipauhia lina de .avallara de linha, que se acharad
neisa OCOailao porta do edificio da thesouraria. Os
prrtcndeutfs. cniretantu, podem ver os referidos caval-
los no quariel da referida coiupanhia, onde existen) pa-
ra essellm ordenado Eira, coininandante das armas,
segundo nnticiou i esta pagadoria o respectivo capilao
da coiupanhia.
P igadjria militar de Pernambuco, 7 de outubro de
184(1.
O escrivao ,
Joaquim ilaiinho Cavaleanli de Albuquerqne
O lllni. Sr. capilao do pono manda lser publico,
alie o expediente da capitana ter lugar todos os (lias,
esde as oilo horas da inanha al as lies da larde, em
elijo lempo uuvir as parles, que Ihe teuhao de fallar so-
bre negocio! ordinarios ; e que antes e depois, e iiiesnio
a qualquer hora da iioile, dir smente audiencia a
aquellas, que, em consequencia d'occurrencias exlraor-
diuarias, iieccssitcm por isso de promntas providencias
da capitana,
Capitana do porto de Peruambuco, 7 de outubro de
1846.
O secretario,
Alexnndre Rodrigues do Anjos
Pl l LICACOF.S LITTF.IURI >S.
Acha-se j venda por tyoOO rs. cada exeiuplar, as li-
ranas da praca da Independencia, ns. 6 e 8, e na es-
quina du largo do Collegio, a uiuilo iuteressame obra In-
titulada
Si NOPSIS,
OH
educrio chmnohgiea do* (netos mais noumeii da his-
toria do llrusil pelo general
J. I. DE UREO E LIMA ,
autor do rompendio da mesma historia.
Alm de toda a historia do Brasil, desde o sru desco-
lo imcnlo al 1843. coiilm esta iuteressame obra oex-
ccrplo de toda a legislacao orgnica do paz, dos eslabe-
leciiueutos pblicos, lUudacors pas, e um retrosperto
sobre a historia da America desde a mais remla anti-
gllidade. Conten mais as datas de todas as bullas, bre-
ves pontificios c rescriptos cere du Brasil, as dos trata
dos e eouvougoes. que se 1. Te re ni noss.i historia, e as
instiluigdrs de todas as ordens honorficas e religiosas,
coiu os noiiics de tudus os donatarios, goveruadores, ca-
p ues-generars, vice-reis, prelados, bispos c anebispos
do Brasil, ineluiido os fados mais notaveis de suas ad-
ninistragcs. Esta obra encerra fiialuieiite os annaes
t- eeclesistica at o presente.
Um s volume em 4." portuguez com 40 paginas em
escolente papel, ed;u uilida e fcilaconi todo o cuida-
do e esmero.
No reconuncndainos a obra, porque todos conhecein
o sru autor ; mas podemos asseverar, que na llngoa
poi tugue/i nao existe urna produeco qualquer, que
llie possa ser comparada, tanto pela utilidade, como pe-
lo methodo novo c simples de escrever a historia chro-
iiologicamente ; nao ha individuo alguin, de qualquer
c-lasse ou condigno, que seja, que nao tenha preciso de
consultar, oude saber una dala.
Nal mesillas lujas, cima mencionadas, achar-se-ha
laiiibcm venda por2/000 rs. cada exeiuplar a b.....es-
cripia Itcsposla ao padre Januario pelo niesmu amor,
ou F.lucidaco dos pontos controverliveis da historia do
Brasil. Ksta ohrinha be muito interessante e necessaria
para intelligeiicia de varias passagens da Synopsis, onde
vin citada.
I. (loes.
AO PUBLICO.
No da 9 do correle, as 10 horas da inanha, conti-
nuar o leilao de fazeutlas, ferragens c miudezas da loja
da esquina do Livramento, da Viuva de Burgos Si Filhos,
nde contina a se arrematar por lodo n prego, que oli'e-
reccrem, sem limites.
= James Tylcr, capilao do brigue ingle/ Countess-of-
Ourham, far leilo, por couta c risco de qiiem porten-
cer, empresenja doSr. cnsul de S. M. B., e por inter-
venco do corretor Oliveira, de una porco de couros
salgados verdes: segunda-felra, 12 do correte, s 11 ho-
ras da iiiauha, no armazciu do Sr. Silvestre uas Cin-
co-Ponas.
Avisos diversos.
l'recisa-se alugar urna preta moca, para o serrino
interno e externo de uina casa de pouca familia : quem
liver, dirlja-se a ra Nova, loja n. 19.
= l'recisa-se de uin homein portuguez, que saiba le-
cer fatendas de algodao, pelo memo| methodo, que se
irabalha na cidade do Porto, ou Lisboa ; e de outro, que
saiba fazer velas de cebo, iguaesas que se lzem as fa-
bricas da cidade do Porto: aquelles, que se acharem
munidos desses requisitos, dirijiio-je a loja nova da por-
ta larga, do Passeio-Publico desta cidade que achara
com quem tratar um negocio de interesse
= Preeisa-se de um caixeiro, 111090, para um depo-
sito de pao e bolacha, que saiba escrever bem, e que
go'e de ci edito sobre sua conducta: quem esliver nestas
circiimst>ncias, dirija-sc amiga ra dos Quarteis, hoje
larga do Rozario, n. 20.
oa Roga-se a cerlo Sr., morador na ra da Praia, qur
mande pagar, no prazo de 8 dias, na loja da ra Nova,
n.OO, 38/rs. de saldo de una casaca de panno, e urna
calca de casimira, que mandn fazer o anoo passado,
para ir na procisso de Crpo-dr-Drcs: do contrario, te-
r o prazer de vr seu nome por extenso neste Diario.
= Precsa-se de um boin refinador de assucar: na ra
da Scnzalla-IV'ova, 11. 4.
= Mara Ignacia dos Santos embarca para o Kio-de-
Janeiro, o seu escravo Pedro, de naco Cabund.
a O Sr. Antonio Dinlz, que innrou na ra Augusta :
queira lirigir-se a ruaDireita, u. lili, a negocio, ou an-
11 un. 1 ai sua morada.
35 Precisa-se de nfliciaes de alfaiate, tanto de obras
grandes, como de pequeas : na ra Nova, n. 60.
= Precisa-se de 100/rs., a 2 por cento ao mes, por
espaco de 6 a 8 mezes, com boas tirinas : quem os qui-
zcr dar, annuncie.
= Jos Ferrrira faz seieiite ao respeitavel publico,
que de hoje em van te se assignar Jos Ferreira da Sil-
va Lelte.
=Dao-se de50/ at 400/ rs. a juros, sobre penhores de
mu .1, ou prata na ra da Cadeia do Recife, n. 46.
= Arrenda-se um sitio, que seja de boa Ierra, que
possa aecupar pelo menos 12 escravos, e que nao exceda
a una legoa de distancia dcsla cidade : na ra Dirrila,
n. 36. tercero andar.
= Manuel Ferreira d'Assumpcao coinpiiiu um buh-
te mi.'un n. 46, de Nossa Senbora Jo l.ivramenlo, de
Ocledade com a Senhora D. Anua Luzia Lelte,
=s OII'erece-se una inullier para ama de casa de ho-
ni. ni solleiro, ou de pouca fainiliasahe bem engoiiiinar,
e coziuha loda qualidade de manjares : quem do seu
preslimo sequizer utilisar, dirija-se ao boceo do Azeite-
dc-Peixe, casa n. 14.
= O Sr., que foi ao armazem de (.'andido & Coiupa-
nhia buscar una chave, para ver se Ihe servia o arma-
zem, que se aluga na ra da uia, tenha a bondade,
caso nao queira o dito armazem, de ir leva-la.
= Joaqiiiin Antonio de Medciros, Portuguez, retira-
se para o Rio-Grande-do-Sul.
ib Puntes & Sainpaio faxein sciente ao publico que
Thomaz Rodrigues Ferreira deixou de ser seu caixeiro,
de hoje em dianle.
Recife, 6 de outubro de 1846.
Pontes k Sampaio.
a Aluga-se una boa casa, para grande familia, 110
Poco-da-Panella, propria para passar a festa : quema
pretender, pode entender-se coin uanoel da Silva Ne-
vos, em era-de l'orlas.
=; Deseja-se saber, se existir nesla provincia o Sr.
Jos Pereira Rabello Vareiro, natural de Portugal: quem
delle souber queira dar noticias em Fra-dc-Ponas ,
padaria n. 122.
=-1 Compron-se para o reverendo Sr. doutor Thomaz
Pompeo di' Sonsa Brasil o 11. 3097,da 1.' parle da3." nova
lotera da igreja de N. S. do Livramento.
CASAS PARA ALUf.AR.
Aluga-se o tereciro andar e solao da caa da ra do
Oiniinailn, 11 28,com bstanles commodos, todo pintado
e calado ha ponen : quem o pretender, dirija-se a incs-
111a ra, loja de ferragens n. 37 A.
ATI RRO DA BOA-VISTA, LOJA, N. 14.
Pannos finos pretos, cr fixa, a 4/ eS/rs. o covado
merindt pretos, a 1/000 e 4/800 rs. o covado ; lencos de
seda para liouiem ou senhora, a 800, 1/280 e 1/bOO rs.;
chales de seda, a 10/0110 rs. (do uirlhor goslo, que leui
viudo;, esles diales leni o campo escuro ; ditos de cam-
po blanco, fi 1 I- Kscocia. .1 .'Ij.'iilu rs.; ditos de l.ia,
de bonito gusto, a 2/400, 2/800 e 3j000rs.; fustes de
cordao, de bonitos padres, a 640, 800c 1/800 rs.; brins
francezes di' quadros, cor lixa,a 520 rs. o covado ; ditos
ingleses, a 280 rs.; miirsiiliuas de cures para vestidos,
pelo bar.itissiuio proco de 280 rs.; riscados Irance/.-s,
a 160, 200.220, 240 e 280 rs.; cassa lisa ordinaria, de
largura de vara, a 280 rs.; xuarte de largura de dita, a
280 rs. o corado; pauniohos pelos c curdo rosa coin
lustro, a 160 rs. o covado; cainbraias adamascadas, por
4/000 rs.; ditas buriladas com flores iniud.is.com 9 varas,
por 5/000 rs.; ditas de cores, por 2/000 e 3/000 rs. o
corle; la para calcas, a .'vOU rs. ocovada; pello do dia-
do, a 440 rs. o covado, ou a 1/440 rs. o corle de 3/2 co-
rados; lilas inulto linas a SUOrs. o covado; e outias
mais Duendas por inulto rommodo prreo. Os preten-
demos, que 11.ni poderrm vir a osla loja,inaiidem buscar
amostras, que se Ihes darn proiiiplanieute, tanto das
que teem proco marcado, como de oulras.que quizereui.
~ \ ni 1 una praca do lerreno penhorado por Mauoel
Xcf'criiio dos Sanios a Jos Juaqiiiiu lleierra Cavalcunli,
e aforado a Jos Siuies de Alagalhcs, na estrada 1ra-
vessa, qur vai da estrada geral da Magdalena para o si-
llo de Manuel Goncalvos da Mlva, que se liuha aunuu-
ciado devor ser na lerca-fora, 6 do crreme ficou
transferida para lexta-feira, 9, por motivo da uiudaufa
dnjui da 1.* varado civcl, por oude corre a execu-
co.
Honleni, 7 do coirente, desappareceo um mulati-
nln. de 3 anuos de dado, com os signaos seguimos :
rosto redondo, olhos na flor do rosto, e beicos dubrados;
julga-se ler sido furtado, c por isso roga-se as aulo
ridades policiaes ccapiuiesde campo, liajo de piolar
toda a vigilancia, que geiierosaiiienle se recompensa-
r a qin ni 11 levara ra Augusta, 11. 64
A prssoa, que lem una caria viuda da provincia de
Al .gas para >ebaslio Amonio do Rogo, queira fazer
0 favor de entregar 11a piafa da Independencia,loja de li-
vros, ns. 6 c 8, ouanuunciar, para ser procurada.
Perdeo-se, na noite de 6 para 7 do crreme, na es-
Irada do Recife at os Apipucos, uin relogio de eaixa de
ouro lisa, coin mostrador do louca, descoberla c j ra-
1 ai liada, com as horas em lrllras romanas, o eom o no-
no de Gerard, Pars, no interior da eaixa do ineimo :
quem o adiar o quier restituir, dirija-se a ra da Cruz,
11 20, em casa dos Seuhores Avrial I rumos, que sed-
ear nao s agradecido, como lambeta ser generosa-
mente recompensado.
SOCIEDADK THF.ATRAI. MELPOMENENVE.
O concellio deliberativo fatsclenle aos Senhores socios,
que os bilhetes para o espectculo de sabbado (10) prin-
eipiao a entregar-so, na ra da Cadea-Velha, luja de
uiiudezas, 11. 9.
O concelho, querendo coarelar cortos abusos, que or-
dinariamente se pralictTo, previne: 1.", que so lera iu-
gresso o individuo decentemente vestido; 2., que, leudo
noineado para osla recita emprrgados bastante exactos,
sern baldadas quarsquer tentativas, para que rntrem
pessoasde unin deoutros sexo,sem ocoiupotente bilhe-
le 3 que, lendo o referido concelho, lomado paraaso-
eiedade um novo rgimen, smente exige dos Senhores
socios urna meiisalidado, convidar seusesforros, para
prrsrntar-lhes especlaculns, cm seus devidos mezes;4.a,
finalmente, que s serao considerados socios aquelles,
que prociirarrm os bilhetes dosla recita, para poder re-
gular o dividendo dus seguimos. Oulro sim, o respec-
tivo tbesoureiro s entrruar as partes a seus verdadei-
ros donos ou a pessoa devidamenio aulorisada.
lima pesoa ra|)z se oll'eiece para
lazer qualquer escripia e traze-la em dia,
ecnpregatido-se nisto, lao smenle nos
dias ultis e ferisdos i os Srs. que
le sen preslimo se quizerem ulilisar, no>
rele idos das atinuticiein para seren
procurados (cumio scientes de que
sero agradados e satisfeitos.
Hoje, as 4 horas da tarde na pra-
ca do juiz de orphaos, no Aterro-da-
Boa-Visla tem de se arramalar, por
venda um sitio de trras foreirat?, com
casa de vivenda, ainda poracabar exis
tente em altura de respaldo de recebet
madeiras de coberta ; tem o lado do Sul
murado onde tem quartos de despejo,
coebeira, estribara,quartos para pretos;
tem alguns ps de fructeiras junto a
groja de S -Amaro do bairro da Boa-
Vista a va liado em 4:ooos*ooo rs. cuja
arrematacao be f'eita a requerimento da
viuva do desembargador Jos Libanio de
Sonza.
Alugao-se2 sitios um na campia, c outro na
ra da Casa-Forte com bons commodos ; o segundo
andar do sobrado amarelio da ra Augusta, com mul-
los 1 oininodov; a loja do dito com 3 portas propria
para venda ; una logiuha na travessa do Mnuieiro ;
nina casa na ra do Cotovrllo na Boa-Vista n. 7 ; os
tereciro e quarlo andares do sobrado da ra do Amo-
rlm 11. IS: a tratar 110 primeiro andar do inesmo so-
brado.
Compras.
11. *
f*Be
Compra-se uina banda com bacalhos de ouro ,
com poueo uso e sem defeito para ollicial subalterno
da guarda nacional; na praca da Boa-Vista venda
n. 13.
.lompro-se cavallos para a coiupanhia de
avallara; quem os tiver, dirija-se a ra
Bella sobrado n. M, quartel da residencia do
capitn coniiiiandaiite da mesma coiupanhia.
=r Compra-se uina obra do Cuniliati tocologa mo-
ral cm portuguez impresso de 1826 a 1829; na ra
da Cadeia do Recife ,11. S4 a fallar com Joaquim Ri-
boiro Ponlos.
- Compra-si- una ca mea nova ou comalgum uso ,
que sirva para carregar nina pipa por baixo do leito :
na na da Aurora casa de C. Starr Si C.
I ( lid is.
= Vendem-se 4 lindos moloques de 16 a 18 annos;
um dito, de 7 anuos; doiu pardos, sendo um delles
proprio para pagem ; um dito, de lOannos; um cabra,
de 20 anuos bom carreiro ; uin preto de 30 anuos ,
canoeiro ; uina parda, de 2S anuos coin algumas ha-
bilidades; duaspretas, de bonitas figuras, de 18 an-
uos com habilidades : na ra doCollcgin, n. 3, segun-
do andar.
Vondc-se um pardo carreiro; 3 moloques, de 18
a 22 anuos 2 escravos, do srrvico de campo ; S negri-
nhas com varias habilidades; una mulalinha de I i
anuos 3 pretal qulandeiras, o que cozinho bem o dia-
rio de una casa ; una parda de moia idade de muito
boa conducta : na ra Direila, u. 3.
= Vende-te uin oratorio grande de Jacaranda pro-
prio para se dizer missa ; na ra da Scnzalia-Velha,
n.70.
Vendem-se na ra do Crespo 11. 15, pecas
lucn do Poilo bem couhecido por tretuoias 011 la
gago proprio para babados pelo diminuto preco
i/So'
rs. a peca.
s de
VOndein-se 8 escravos; urna preta, por 300/000
que serve bom a urna casa e he boa quilandeira ; 3m
tas boas para todo o servico ; um preio, de 40 an^P,
por 300/000 rs. muito forte para todo o trabadlo ; mu
bonito rriaulo de 20 anuos bom pagem e ollicial de
alfaiate ; 3 ditos bous para u trabalhu de campo: 11a
ra do Crespo n. 10, primeiro andar.
Couliuua-sr a vender chocolate novo a 240 rs. ;
caf em gran a 140 rs.; dito moido a 180 rs.; cevada,
a 100 rs. ; bolachinba ingiera a 200 rs.; passas a 240
rs. ; manleiga iugleza a 800 rs. ; dita france/.a, a 600
rs. ; dita de poico, a 360 rs.; espermacete de 5ein
libra a 720 rs. ; dilo de 6, a 800 rs. ; carnauba de 6,
7 o 9 em libra a 320 rs. cha hyssou a l#)20, 2/240 e
2/880 rs. dilo perola, a 2/100 rs. ; dilo uchiin, a 1/600
rs. iniii inliii de Lisboa a 240 rs. ; alpista a 320 rs. u
quartelrSn medida velha arroi branco a 320 rs. a
cuia ; feijao a 240 rs.; ano/ vermelho a 280 rs. ; di-
lo de casca a 100 rs ; queijos novos o frescaes, a I/400
rs. inill,o a I20 rs. : no pateo do Carino esquina da
ra de linrlas, lado direilo, n. 2.
Vende-so nina cabra ( bicho ), parida, ha poucos
dias com 3 cahritiohos muito boa Icitcira; na rita das
l o nr M .1 n. 18.
Vende-Mi um piolo moco proprio para lodo o ser-
vicu ; na ra do Oueimado, loja 11. 6.
Vendo-sc cal virgem em barris pequeos cho-
gada prximamente por proco coinmodo ; na ra da
Muid 1 .11 nia/i 111 11. IS.
Vendem-se nieios bilhetes da lotera do Livramcn-
lo que curre hoje a 4/500 rs. ; na ra Direila n. 12.
-- Vende-se mu bem construido sobrado de dous an
daros com o seu competente mirante em urna boa
ra ; 2 casas terreas, por preco rasoavel na ra de
Agoas Verdes n.46.
Chapeos do Chile.
Na loja de 3 portas n. 3, da ra do Crespo ao p da
esquina do arco de S.-Antonio ha um bom sortimen-
to de chapeos do Chile, de todas as qualidades ; e ven-
dem-se por prero mais moderado do que em oulra qual-
quer parte.
Vollarele.
Na loja da esquina da ra do Collegio n. 5, de C.u-
maros Serafim S Coiupanhia vendem-se cartas fran-
cezas finas, enlre-nas f ordinarias ; ditas portugue-
sas ; todas por preco mais barato do que em outra qual-
quer parle.
= Vende-se panno tino verde proprio para buhar ;
una cadeira de arruar forrada de seda ; macacos para
arrumar carga ; encerados para cubrir gneros : na ra
do A11101 un 11.15.
=- Vende-se una prea ; em Kora-de-Porlas ruado
Pilar 11. 17.
Vrndcm-se pontos do tartaruga, da moda, abortos
c lisos de manara a 1/000 1/440, 1/600 e 2/000 rs. ;
lambeiu o coucerlo pontos de tartaruga, velhos : na.
loja de lartarugueiro 110 pateo do Carino, laja da es^
quina que v.illa para a rila das Ti ncheiras II. 2.
Vendem-se casaos de pombos, grandes, boni ba-
ledores o de boa rara por preco coinmodo; na ra da
Florentina n. 16.
-Alabando chogar a lvraria da esquina da ra do
Collegio,e venilcm-se os poucos exeiuplarrs, que j res-
tan, das obras completas do insigne Luiz de Cantos, da
mais ntida e correcta edico, que lem apparecido, por
proco mais euiiiiiinilo do que se mandn vir da Kuroxp.
Joo Siuart ainda tem pura pen-
der diales prelostle tures, e tambeqM pan-
no de algodao para saceos : na uva I.* Al-
fandega-Velha, n. 5.
Anda se achao alguns terrenos para s
na linha da ra da Concordia, parte alorados,
lleudados, e parle alagados ijunto a trave.
fumo Moni.-iro. (lueiii o pretender, dirija-se
gadoRo/aro, n. 20, que achara eom quem
penhriro e tambeiu a prazo.
= Vende-se una preta de Angola, coin diado de 24
annos, jumen mais ou menos, com una cria A5c maii de
rio de urna casa, engomma e ensaboa, e fazemfim, t0_
do o servico de urna casa, de portas a dentro ; quein a
pretender, entenda-se com Joao Manuel Rodrigues Va-
lonea em sua casa, de mauhaa at as olio horas e de tar-
de de urna as tres.
^-.Vendem-se 4 oscravas, I preta engommadeira. cos-
turera de lavarinto, bordado, boa cozinhoira e ludo fa,
com perfeico; 2 mulatas, de 12 a 13 annos, boas patJ
mucambas; e uina preta de 16 annos, com habilidades,
de elegante figura : no paleo da Matriz, subrado n. i
segundo andar.______
O LIVRO DE TODOS
ou
Manual da sade,
Conlendo
todos os esclaredmentos theoricos e praticos necesta-
rios para poder preparar e empregar, sem o soccorro do
professor, os remedios, o se preservar e curar-se promp.
laiiicnle, eom poueo dispendio, da mor parte das moles-
tias curavels, e conseguir uin allivio quasi equivale ni,.
sade, as molestias incuraveis.
Seguido
de um tratamento especifico contra a coqueluche. f e
rrgras hygienicas para prevenir as molestias ;
pelo doutor G. de Ploesquellec.
Preco 4/000 rs.em brochura.
O supplemento, indispensavel a quem tem a obra, da-
se gratuitamente aos compradores. Odito suppleuiPD-
to tras as tres diflerentes recoltas para a cninpnsicao da
ngoa sedativa; este precioso remedio,que tamanha repu-
i Kan j.i toni ganho, e que deve existir em todas aicasa
para remediar promptamente aos accidentes e inroni-
inndos repentinos.
Vende-se na prafa da Independencia, livrarla ns.e
a botica da ra do Rangel, vendem-se os reme-
dios seguimos, dos quaes a experiencia tem continuado
os nielhores effritos : denlilico, que tem a propriedadi
de I impar os denlos cariados, e restituir-Ibes a cor en-
mallada, em inulto poucos dias ; o uso do dilo reme-
dio fortifica a geniivas e tira o ino chriro da bocea,
proveniente nao s da carie, como do trtaro, que s"
une ao peseneu .lestes ni -aos o remedio he designad..
pelos nmeros t. e 2.: orchata purgativa, mu ulil as
inanias e as pessoas de toda e qualquer idade ; he com-
posta de substancias vegetaes, nao conten mercurio,
nriii droga alguma, que possa prejudicar: remedio para
curar calos, em poucos dias ; dilo para eurardores vi'-M
iioi cas antigs, e que teem resistido ao tralaiiienlo ge-
ralmenlr applicado ; dilo para provocar a menslruaco,
e accelorar a ace..io do tero nos partos naturaos, em
que nao se precisa das manobras scieiitificas da arle.
dito para resolver tumores lyinphaticns, vulgo glndu-
las; dilo para curar bubas e rravos seceos, o mais elli-
CM que seconhece at aqui; dito oximel de ferro, mui-
to un as chlorozes, vulgarmente chamadas frialdades;
pos anli-biliosos de Mauoel Lopes; capsolas de gelati-
na, contendo balsamo de cupaliiba ; ditas de oleo de
rocinos purilicadu ditas de eubobas em p fino ; ditas
deassafetida; ditas com pus purgantes; ditas de ruibardo
da China; ditasde sulpliatodequinino del o 2 graos cada
capsula ; algaloas, volinlias elsticas; pilulas de sal deca-
baciuho; agoa das Caldas, chegada proxiinanicnte; renie-
diosquo ruro a l'rialdadrdeiili de 40dias,mesinoeslati
do incitado; oleo muito bom para conservar o cabello.que,
alm de nao deixar cahir o cabello, llinpa a caspa, f
cujo uso continuado faz reapparecrr o cabello perdido ;
pilulas especificas para curar as gononheas chronicas,
quando a lesao nao passa da ureta ; Igualmente um U-
rope anti-heniorragico, applicado nos ca-os, em que se
deita sangue pela bocea : o proco de lodos esles reme-
dios he mtll rasoavel, e os bons resultados da sua appli-
cacao he que devein fazer sua apologa.
Chrgou um novo sortimento de f'nzendas nos- **
9 ta loia consistindo em madapoloos de 20 jjn
j varas, a pega, a 2/240.2^800 3/ 3/200, 3*500, %
P 4*000,4#20tl, 4*500. 4*800,5/000,5/500 o 6*000 *f*
1 rs. ; chilas a 140, 160, 180, 200. 220 o 240 rs. ;
S dita muito fina, a 280 rs e Trance/a, dos mais &
* ricos desenlise limas fixas, a320rs. ; casinii-
* ras de lindos padres e de pura laa ; chales de Hj
seda; ditos escocezrs de la e seda ; fazenda JJ)
T para habito de lerceiro ; luvas de seda para se- j.
? uliora a 320 rs. ; contras umitas fazondas li- JJ
p. as, bem como : pannos linos e ordinarios, por ,, coinmodo prego; sarja hespanhola, a 2/240 rs.; a
n dita para forro de obras a 720 rs. ; ganga, boa ftf
para escravos a 100 rs. ; brin trancado, de al- Q)
it gudo a 200 rs. o covado ; e outras inultas pe- ^j
n chinchas por baratissimo preco.
Vendem-se bezerros Oanceies, de Santos, de
superior qualidade os mellones que leein viudo :
este mercado por atacado ou inesmo em d
vouixde
que eni
aereado por atacado ou inesmo em au/.ias
de dos compradures por mais barato proco da
io un i a qualquer parte : na ra da Cruz, n. JO.__
Escravos Fgidos
venderem
parte be-
a do de-
rua lar-
tratar : a
Kiigio, \poucos dias ames de 25 de dezeinbro do
anuo fuido escravo Crigorio Jos crioulo ; levanuo
urna i.iner de1,i.ilar .'anua. dii.as camisas e duas ce-
roulas de'1 algndotinho da tena ; he alto vistoso ao
mais de 4fi anuos, bem empernardu ; tem um lalho n
cara o dlvrrsos pelo corpo duas en -luas em cada una
das candas adquiridas emurcasiaode vaquejar gado,
e nos ps/o dedo indico he muito aborto hste rscra""1
fui du i oitoni I tjuixaliira e comprado em Perranihuco.
Quem o negar, leve ao engenliolliia, ou Tibiri da Para*
lnba du Norte que ser roeoiiipeusado.
Fuvgio, em Janeiro de 1845 o escravo Rufino le-
vando tle um seu parceiro 2 cavallos duas vestes, col-
lele, ciniisa.e alm de camisas eceroulas.a baeta.que se
Ihe dia ; falla alravessado moco barbado nao n'"
parecido ; tem um lalho na cabega o outro no pello
alto/grosso, pernas grossas ; foi comprado a Joaqun1
Jqse arboza do l apio em M.-.lu do Rlc-Craude-
tfo-Nurtc. Toda adespeza que houvor coma captura
deste escravo, ser promptamrnle paga o recompen-
sado o seu trabalbo eutregando-se o referido escravo
nos engenhosUna ou Tibiri da Parahiba do Norte.
i Continua a estar fgida desde o dia 17 de seiem-
bro prximo passado a cscrava llernarda orioula.eor
nula corpo secco e baixo falla gaga denlos limados ,
barriguda de26annos coso, eiigouuua coziuha, !
va de s ib,io e \.u i rila. Quem a levar a ^ anocl Goi
Viegas recebor 50/000 rs. de gralilicagiin.
Desojase saber aonde existe a preta Conslanga '
naco Munjolo ou Cabinda de 31 anuos esialura
mais de ordinaria magra, falla adocicada ; tem no
roslo mis pequeos riscos da sua nagao que mal si
percebem por seren finos; voio do Rio-de-Janeiro, n
mez de abril de 1843, para aqui sor vendida: quem dol-
a souber, he favor faier nina pequea declaragao pelo
jornal, para ser procurado.
fF.iiN.;
MI TYI' [K IW. f l>l K4IUA
iSif-.
---------- t--------- w ....--, -i-wssssi *<- i.asi* \||t: mua uc
ui aaao i;c aaioa e *U, t>c bem coz'ubar o da- j
ka itii AnnL
SEGU O SUfPLEMEINTO.


)
N. 234.)
Supplemeivto.Quinta-feira 8 de setembro.
(1846
Communicado.
SYNOPSIS
o (hlucco chronMoyira dos /actos mais notavcis da
historia do Brasil.
I
Com esto titulo acaba de publicar-sc urna das niais
importantes obras, que tem sahido dos nossos pr-
Jos; se o autor nflo Dra j conhecido como um dos
primeiros lilteratos do Brasil, esta producto da
su peuna seria o seu maior elogio, e Ihe dara o
lugar, que Ihe compete, como homem de lettras.
Com elTeito o Esm. Sr. general Jos Ignacio de Abreu
e Lima, nosso Ilustro compatriota, j era muito co-
ndecido pelo seu Bosquejo histrico, poltico e lu-
terano ilo Brasil, obracheia do erudiceflo e de boas
doutrinas; as suas Memorias sobre o Guaco e sobre
a Elefanca daodelle a ideia mais distincta los seos
vistos conhecimentos, nflo s em bella liltcratura
como em muitos ramos de varias sciencias, a que se
tem dedicado com um afllnco digno do melhor sorte;
c ltimamente o seu Compendio da historia do Bra-
sil he um.ctisaio, queja produzio a Synopsis ou
deducco chronologica, e brevemente outros muitos
trahalhos acerca do nosso paiz.
Digamos, pois, alguma cousa sobre a Synopsis,
objeelo deste artigo. Antes de ludo devenios notar,
que o plano da obra be inteiramentc novo, c que
em litleratura moderna nada existe neste genero.
He verdade, que eu preferira, que o nobre autor,
em lugar do titulo, que tomou para sua obra, de
Synopsis ou dedcelo chronologica dos fados mais
Otareis, etc., dsse-lhe antes o de Anones do Brasil,
que corresponde com mais exactidao ao plano, que
adoptou; porm, vendo elle lalvez, que este titulo
linda sido mal cabillo em outras obras, como, por
excmplo, nos Annnesdo Hio-Granilc~do-Snl, pelo V. de
S. Leopoldo, Annnes do Maranhdu, por Berredo, e
outros, preferio dar sua "lira um titulo, que abran*
gesse, niio s o conteudo nella, como a forma, por
quescachava amatoria distribuida. Semembargo
Si/nopsis tem um merecimento sobre todas as obras
deste genero, que he a exatidio mais escrupulosa
na collocac/io dos factos, casando perfeitamenle o
sen encadeiamento com as regras da chronologia.
Antes de entrannos na analyse da obra, diremos
alguma cousa sobre o estylo do autor. Comeffeito,
nos nossos tempos he muito raro eucontrar-se um
cscripto, em que tenha de admirar-se o estylo, ou
antes em que nao apparecfodeleitos salientes de dic-
cjio; parece, que ninguem cuida da sua lingoa, c que
a maneira de dizer, o estylo, he a cousa mala insigni-
ficante para quem escreve. Os antigos foro nissn
tao escrupulosos, que a primeira condigao para po-
der escrever era sem duvida o manejo da lingoa se-
gundo as regras da boa diccilo ; nilo se recoinmen-
dava somonte o ornato e a elegancia, mas a clareza
e a concisfio, al.m da pureza la lingoagem, ele-
mento, sem o qual ninguem se atrevera a ese-rever
para o publico; hoje revivenlo entre nos os fepos
dcGongora, e quasi sempre apparecem esses escrip-
ias cheios de imperfeiQes, e sobre tudo de pessimo
gosto: estylo pesado e nauseabundo, contrario as
regras de bem dizer.
O estylo, porm, do Sr. general Abreu e Lima, a-
lm de correcto esimples, he de urna belleza ad-
miravel, pelo manejo da lingoa portugueza, que elle
conhe.ee com perfeico ; ninguem escreve com mais
elegancia, ninguem com mais energa e conciso;
suas palavras teem um nflo sei que de attractivo, que
embcllesiio, que convidflo a ler, que persuadem e
fieo de tal modo gravadas na memoria como os ver-
sos de urna epopea. as paixes violentas, ninguem
exprime esses airelos d'alma com mais naturalida-
de, com mais singeleza, ao mesmo lempo, que em-
prega a energa sufiHenle para dar-Ibes a forga de
dicgo, seineliianle corrente de urna lava Qur
narrando, qur pintando ou descreyendo, o seu es-
tylo he sempre claro e conciso, sem fallar s regras
da arle nos diversos modos de dizer. Se em lugar
de um esbnco, (izeramos urna analyse, copiaramos
pedacos inleros de seus artgos de urna belleza
classica; oxal podessem as suas obras correr por
mfios de todos, e que ao menos se corregssem mui-
tos desse vicio de lingoagem tilo commum entre nos,
porque acreditao, que um estylo guindado com pa-
iavras obsoletas conslitue a belleza da diccHo.
Como urna prova do que acabamos de dizer, cita-
remos o seu prefacio, em que elle empiegou o jogo
desla palavra para fazer um artigo. Na verdade, os
prefacios nada dizem, e seilistnguem somonte pela
sua orginalidade, e com effeito o da Synopsis be
todo original, mas de um gosto fino, com muita
graca e com muito talento. Para escrever-se assim,
nio sse requer muito eonhecimento da lingoa, se-
nfiousode escrever constantemente, alm do genio;
dizemos genio, porque sem elle inutes serio todos
os esforgos da arte: quem nilo liver talento natural,
gosto, aptido mais que commum, embora rabiscara
e borrara um artigo original, e por fimsahira um abor-
to. Pelo contrario, o genio exclue toda especie de
esforgo ; porm, se nessas concepges elevadas o ge-
nio emprega a energa, que Ihe sobra, entao o es-
crptor he inmitavel, quando narra simplesmente,
ou quando pinta rom as cores das paixes; em am-
bos os casos o esc iptor se eleva sobre si mesmo, he
o genio, que o faz sobresahir e realgar.
A introducgfio lie de outro genero, eso notavel pela
clareza e concisiio. Todava nilo he pelo estylo, que
niais elogio merece, porm pela erudiegao, que della
ressumbra. Se nilo tivessemos outra prova dos vas-
tos conhecimentos do nosso compatriota, este pe-
dago de bellajitleratura classica seria para elle e
para nos um Titulo irrefiagavel. Com eireito, tudo
quanto se tem escripto sobre a America desde a mais
remota anligudade, se acha all compendiado rom
urna precisAo, com urna clareza admiraveis Aquella
ntroducgiio s por si (aria um artigo especial sobre
o nosso conlinenle; anda ninguem havia dlo lau-
to ik'ii mais em tito poucas paginas. A introducgfio
he ['olanlo una das mais felizes concepges, que
al hoje se tem realisado entre nos, gragas ao saber
profundo e ao talento do nosso compatriota, honra
a sua dedicaglo e patriotismo, honra a nos oulros
tambem, nos Pernambucanos, porque esta gloria
nos pertence como lilhosda mesma provincia.
Fallaremos do plano da obra, engenhosamente
concebido e melhor escrutado : a Synopsis compre-
hende, como j dissemos, os annaes do Brasil des-
de o seu descobrimento at o anno de 1843 : he
a sua historia civi
complou manuscrptos, indagou, examinou, e des-
cubri thesouroi, que permanecifio oceultos pela de-
cida dos que os possuifo organsou com notavel
criterio innumeraveis noticias estatsticas, e formn,
pela primeira vez, o quadro synoptico dos nossos
Tastos. O que he, porem, de admirar, o que m ira-
vilha sem duvida he a re lcelo especial para cada
acoutecimento; a Synopsis ten artgos lilo bem es-
crplos, quo podem apresentar-se como um modelo
etassico, e sobre tudo pelo que diz respeito a mora-
dade dos toctos depois da redacgflo. N.lo he so o
estvlo a invojar, be tambem o tacto fino em julgar
dos" acontecmentos, pesando-os na balanca do cri-
terio, e dosenso commum.
Em outro artigo diremos a nossa opmiio sobre a
materia da Si/nopsis, visto que este ja vai longo, e
entilo Taremos urna analyse abreviada de alguns fac-
tus nolaveis, que apparecem pela primeira veznesta
obra. Todava, considerando a pro lucgflo do Sr.
general Abreu el.ima como um modelo classico da
nossa moderna litleratura,desojaramos, que ella fos-
se adoptada as nossas escolas, como um livro elemen-
tar, nAo s como compendio da nossa historia pa-
tria, mas tambem como um excellente modelo de
eslvlo. Vulgarisar a historia do paiz he gravar de
certo modo o nosso pasta.lo na memoria de nossos
lilhos, afim de que, ao menos, recordem as pocas
gloriosas da nossa infancia nacional. Infelizmente
merecemos muilo mais como simples colonos do que
depois da independencia; a nossa honra, o nosso bro,
o nosso pundonor roro ja proverbaes, e Pernam-
buco sobre tudo foi um povo valente c generoso,
cujas recordages he mster reviver, afim de melho-
rarmos de condigao.
Finalmente,aiSynopsis he um livro popular, cheio
de nleresse para todas as classes da sociedade. Quem
ou com o capitao, Jonqtiim Bernardo de
Sotiza.
Pira o Rio-Grande-do-Sul sai multo breve o bri-
gue feos-te-Haante; pode receber almilla carga c cscra-
vos a frete: os pretendenics entendi se com HiiiiK'l Jos le Azevedo Santos, ou na ruada Cad -
Recife, arnnzem. n 12.
lado
l.coes.
ha por ah, que nilo necessite saber de urna data, de
um nonic Ilustre, de um facto da nossa historia i1
O militar, o advogado, o ecclesiastco, o artista, qual-
quer pessoa ernlim achara nesla obra quanto deseje
saber acerca da nossa existencia como uaciio; he um
monumento indelevel, que recorda lacios e pessoas,
que liga o passado com o prsenle, e abre as portas
do futuro pela licit, que nos transmute. Como ver-
dadeiros Pernambucanos, desejariamos ardentemen-
te, que o nomo do nosso compatriota fosse Uio po-
pular entre nos como a sua obra ; he o justo galardao
do homem de lettras, do generoso patriota, que de-
dica toda a sua vida ao trabalho pela gloria da sua
patria; anda esperamos, que ella Ihe uo soja in-
grata.
= James Crabtree & Cempanhla continuarn o seu
leilo por intervencao do carretal Oliveira de gran de
soiliineutode f.emlH Ingle/. 1* as MHnl p-opriis do
mercado: sexti-feira 9 do correle. as 10 horas da
manliai no cu aromen, da rin da Cruz.
O correlor Oliveira fu leil > de grande porcao de
iniliilia. toda nova, viuda do "orto pela invio Ventura-
filh, e de mais ftlgumi com pouco uso. de un 1 pessoa,
que iiltimmiente se rellrnu pira fra da provincia; B-
sim como de obras de prata, relogio patente ingle, de
cima de mesa, e outros objectos, <|ue se vendei sem
limites para llquldaflo de coalas; hoje, 8 do corrente,
as 10 lloras da manliaa em ponto no arinaiem da rua
de Apollo defionle do tanque d'agoa, no mitigo porto
das cauuas.
folh
tomar e annunrinr por esta lolha qu
pelo sen trabalho ser generosamente re-
comnensida. .._
- Precisa.se de urna ama branca, c prefere-se estran-
tendo de -0 anuos para cima, P'ra
- ______..!> -iii-Kllllll.il -----
nina casa: nalra-
geira.
servir a un
homem so.teiro. e que saiba eneon. ,.r. co.inhar,
coser e f.uer lodo o inais arrao|o ae
vessa doQiieimailo. venda n. B, se una. -^,
ArrcnoSo-sc. ra S.-Anna. algnmas casas
festa, sendo urna H
fr :;r^o^;,,.:ia;-se,;,,1-i.n,a..e1,as
fc Un commodos para grande familia w
das ficao pe.to do rio ; outra tarahem. no luga.
,ir. defronte do s,t,o .0 Sr o.br U "
a fallar cu
/visos diversos.
~ Precisa-se de 11111 rapaz porliiguei, que tenha pra-
lica de venda, c que esteja as circuinslaiicias de a to-
mar por li il 1111:0, dando fiador a sua conducta : na rua
do Uo'.ario da iioi-Vista, n. 2.
O abiixo assignado, tcstamenteiro do fallecido Joao
Antonio Martin* Novaes, avisa a lodosos devedoies, que
devifio ao mesmo fallecido, que, emipianlo antes, ve-
nlio pagar os seus dbitos, para os nao ver na necessi-
dade de os chamar ajuizo.
Joti Mara da Co llao-sc 2;000^ a juros dividido* Pili duasou ires hy-
polherai em casas terreas dentro da cidaile, assim como
se dao mais algnmas ipiantias, com peuhores de ouroe
prala, e taiuln ni rcbueiu se sidos c ordenados: na rua
1I0 llangel, 11. ->l, primeiro andar.
Aluga-sc nina casa para se passar a festa, ou
por anuo, no Caxanga, perto do rio : quem a pre-
tender, dirija-se a rua do Crespo, n. 15, primeiro
andar.
Anlono Carlos 1'freiia do Burgo*
quaes toda
do Cordeii..,
do rio. com sete (piarlos e duas salas
S.-Jos-do-\languinlio, sitio de porlao de ferro, de
ff Ahlt-m. casa com muito, commodos si-
~ lia. no melhor lugar do Poco-da-Panella : tra-
ta-sc na rua doQueimado, loja n. 8.
- Faz-se necocio com mu sobrado, na travessa da Ma-
dre-de-Deos, n. 7. de duna andares e sotao.com verandas
de ferro a pra.0 OU a troco de cscrayo, e tamben, de
casas ternas, pelo motivo de se precisar HkM
ta, determinaces: olVcrecen-se todas as commodldades
ao comprador : trala-se na rua da t.ruz n. JO.
- Roga-se aqual.,.ie. prente o., herdeirodo fallecido
Itidoro Gomes Aronca. que residi nesta t****** "J
vor de se dirigir a rua do Rangel n. II para ab. be.
quem se deve habilitar para rrwbrr a.M nrrint,
,,,.e ten. na aldeia de Pai-Plres. termo de Al.nada, eu
- TIL** um sillo a margen do Capibaribe, com
boa casa, estribara para 4 cavallos cocheira u.na
grande l.aixa para capim, viziuho ao em que mora_ o
consuloinglct na Capunga ; quem o pretender, an-
nuncie. ... 1 1 j-
Trnspnssa-se a loja do sobrado da
do Queimado n. 4f) rnente com
tratar na mesma rua ,
a
P. B.
UsSrs. accioiilttai da coinnanhia de Bebiribe saoav
sados, para reallsarein uina prestacao de 6 por ceuto,
piaio de 30 dias, contados at 21 de outub.o corrente
O secretario, II. J. Fernundes barra.
I
Thcntro publico.
SABbADO, 10 DO CORRENTE.
Ilentficio do Jireclor.
GRANDE PECA NOVA
A 1.0NQUISTA DE MALACA,
ou
O VALOR DOS PORTUGUE7.ES NA INDIA.
Drama histrico original, lirado da Asia Portiiqutza,
de Manoel de paria e Suuza, parte 3.*, dividido ciu (iqua-
dros, e ;>ai'los.
I quadro, o Juramento.2., o Cmbale 3.a, os Tu
muoi da India.-*'. Trairo no traidor. fi." ollcoea
Defensora. ., o Funeral de I). Simio de Mello.
.V. H. O maior numero possivel de tropa, que poder
comer o iiiratro. formar u ataque dos Portugueses, em
(res lluninas, contra os Momos : sendo lodos vestidos
ao carcter do scculo XVI. Na vespera do espectculo
baver ensaio geral a ferro e fogo; o ipie SC faz scienle
s autoridades coiiipclcules, c aos Sis. inspectores de
(iiiarleiroes.
JV. II. Lomo esl chegado o lempo das calmas, e mu
las pessoas vao passar os domingos no campo, passao os
espectculos a ser aos sabadus para coimnodidade
publica.
Amsi s manlinios.
briglie nacional Despique, chega-
do hontem do Ass, segu para o Hio-de
Janeiio, por estes 8 di*s ; recebe algu-
ma carga miada, passageims e escravoa
a rcle: trata-se com Micbado ck Pinhci
ro, na rua da Gru, n. 60.
O briguc nacional Jpiter, que dere chegar do
Ass por estes dias, e segu para o Rio-Gra.ule-do-
Sul, recebe passageiros; para o que lein exci lenles
cuminodos e escravus : a Iraur na rua da Cadcia-Ve-
II1.1, ... 33. .. ,
Para o Rio-de-Janeiro prnpOe-se a sahir breve o
Dngue iiin(a-A/ri>i-/too-5nr Dias dos Prazeres. por lera u.aioria do seu carregauen-
lo : pdeainda rrceber alguns voliiuies iniudos, assim
coino escraros, para o que tem bous coinmoilos, e nies-
1110 passageiros: para o que Irata-sc coi Au.oriu. li-
maos, rua da Cadeia, n. -15, ou com o capitao
Para o Aracaly seguir brevemente o hiate JV'oro-
O/inrfa : quem nelle pretender ca^regar, se poder en-
tender com o inestrc do mesiiio, Anlouio Jos Vianna,
no trapiche Novo.
= Para o Assu' segu viagem, no da 11 do corrente, o
brigue nacional Competidor; pode receber carga a frele,
bem como passageiros: para o que IraU-se na rua de
Apollo, rinazem n. 2,ou com o capilao. Ignacio da I-on-
seca Marques. .- c
U patacho nacional JMovo-baraiva,
pregado e forrado de cobre, de superoi
marcha segu para a Baha imprele-
rivelmcnte at o dia i5 do corrente ,
ou
com a carga que tiver : para esta
passageiros aos quaes offerece excellen-
poltca e ecclesiastca duran-1 t(,s commodos, trata-se com Machado
te quasi tres seculos e meio de existencia. Oautor (l. lrmm 11 Cm
l5.. s iimiimi M>mntD an nue acbou impresso.ioc 1 iiiiiclio na iu da Oru ,11. 00 ,
ao se limttou somente ao que achou impresso,
de Leao laz sciente
a seus amigos, e aos
, que teem de Ihe
^urar de suas subas, que el
sidndo na rii ireita
iiinlo ao to Sr. doutoi
ronce
vier ,
eenho
a quem
Sis. de
consignar
elle se acha
sobrado n. i()
Nei-y 1'
con-
en-
as-
re-
lgnacio
Ponseca aonde tem a'berlo o ^e'^ escrip-
101 io em o primeiro andar, e continua
1 receber assncar em commissSo.
Perdeo-sc, das oito horas ate as nove da noite do
dia \ do corrente. em occasiao da festa do Corpo-Santo,
a quaolia de 51^000 rs.; quem os achou e ouiser rcsli-
tuir, dlrlta-se rua do Vigarlo, renda u. M, que sera
recompensado.
~ Alugao-se quatro casas para se passar a testa.011 por
auno, no sitio doCajueiro, e dous sitios nos Afogados :
quem os pretender, dirija-se ao iiiesmo sitio, para tra-
tar por preco commodo.
Precisa-se alugar um esc avo para servir una casa,
que seja fele diligente: na travesa do Queimado, n.
3, a fallar com Ma......I Finnino Kerreira.
-- Abrio-sc una aula particular de primeiras let-
tras na travessa do Pocinho 11. 5, confronte a rua de
S.-Thereta eso seadmitte at o numero de 12 a lo
alumnos; e a vista dos pas dos mesmos, se exporo as
vaulagens, que te oll'erecein e O prefo.
Aluga-sc uietaile do primeiro andar do sobrado da
ruado Haugel n. II proprio para pequea familia;
tambem se aluga lodo.
Aluga-sc muaotarla e sitio com viveiro e coqueiros,
no bigarda illia 1I0 Retiro com frente para os fundos
da casa, em que tem venda o Sr. Machado, pelo prejo de
20I,#IKMI rs. : a tratar na mesilla olaria. Na mesma Ota-
ria lamban se aluga um casa parase passar a festa.
Amonio Jo''dos Santos braga embarca para o Rlo-
de-Janeiro a sua psorava crloula, de uome Joanna.
__O procurailorde causas, Manoel Lucas dos Santos
e Oliveira iniidou-seda rua Dircila para a rua bella,
casa do fallecido Joo Zurilck 11. 32.
a noile du da 4 para amanhccei
o dia 5 to correnle furl'So do quin-
de Jos Joaquin do lspiilo-
becco do Veras, que volla
urna hacia de cobre .
arrobas e meia c dtas
baixo.
I al da casa
Sanio, no
para a rua
Vellia ,
com dnas
libras e com ps
Boga-se a quem for
grande
de cobre por
olerecida, baja de
ipprehender a quem for offerecer, que
se agradecer generosamenie fazendo-
se publicar o seu uome no Diario.
O a baixo assignado tendo comprado a Jos Ribei-
ro da Mlva a esclava Maria foi esta por andar al-
senle appreheudida pela polica c a reqiierinienlo
de Josephina Sebastianna Cavalcauli foi ella lirada
da Cadeia, e entregue a mesma Jo.ephina que mi
podia requerer nem estar cm juizo sem outnrga de
seu marido visto que he casada; e poique, logo que
dita Josepliina apaubou a eserava cun>ta que a vendeo.
Pin despeito do direito do abaixo assignado constante
de ttulos nduliilavcis e certos faz este aviso que pro-
testa haver dita eserava de quem qur que a tiver em
seu poder ede sustentar o seu direito : c para que em
lempo algum e possa allegar ignorancia, e a polica es-
leja alerta faz o presente aiinuncio.
Uernardo Jote de arros.
= No dia 12 do corrente, a porta do Sr. doutor juiz
de 01 pitaos a horado costume ea rrquerimento da
respectiva pioprielaria e ha de arrematar por ser a
ultima praca, a casa de dous andares n 37, sita na rua honra de participar aos seus freguezes ,
da Cadeia dobairro do Recife avallada por 16:000/ -ts.- ^sso|v(,0i desd,. 4a 15 de seiembro passado ^ 1
Furtro, do segundo andar da ca-
sa n. 1, da rua estrella do Bozario^ urna
de
corrente de ouro com o peso
39 oi-
tavas, e um trancelim de dito, cjo pe-
so se ignora. Este lurto deo-se por elle
no dia 5 d< corrente-, ou talvez que se-
ja mais antigo. Boga-se a qualquer pes-
soa, a quem taes objectos forem offereci-
di> por veuda ou empenhados r de os
Um por ceuto
uiiicamenle.
rua
a nrmacao
01a n, S.
Perdeo-se, no dia 1." de outubio, nina obneacao,
passada por Alexandre los Pereira. da quant.a de du-
/inl.is c setenta e tantos mil rs ; porem, como o dito Ale-
xandre nao souhesse lr. oniro assignou a seu rogo a
pessoa,que a tiver adiado, pode restitu la no Atcrro-da-
boa-VisU, venda n.8*. que se gratificar.
Antonio Lopes de Almeida, subdito de S. M. ., a
SCUnte, que, cu cooseq.iencia de ler encontrado outro
de igual uome, seassignar d'oraem vanle por Antonio
de Aliueida Gomes. i,.
Aluea-se uina elegante casa com trapeira, no lugai
deS.-A.iiia-deOliveira. co.n quatro salas, sele quartos.
cozinha lora, estribara, cocheira, com um jardn, ao la-
do com varias llores, alguns arvoredos de f,uclo, lerre-
110 murado e capim plantado para un cavallo; teoOO*
vantageni de licar perlo da estrada e do rio os PKiea-
de.ucs dirijiio-se a pra9a da loa-Vista, botica D.O, ou a
esta lyp'igraphia, que se (lira quem aluga. .,
I'recisa-se de um feilor para un.engenho, queseja
porluguez e robusto : na rua da Cruz n. 43.
AVISO IMPORTANTE
A os
SENBORES DE EINGENHO.
F. i:. Aires Vianna com armazn, de assucar na rua da
Senzalla-Vcll.a, .1 110, recebe assucarcs a couiinis-
sao. com as vanlajosas condii,oes indicadas na tabella
seguate:
QAWMMUk
DAS COHMISSES DE VENDA.
Couimissao de venda de caixas......j
11 de saceos e barricas por
barcacas.........
de sacos em comboisas
costas de cavallos. .
n por encostar ou deposi-\
tar assucarcs,a espera de/ vlUe r(Si, or
obter augmento no pie- uma arr0Da.
co, e por qualquer tem- \
po, que Ibes couvier. ./
AOS SENSORES NEGOCIANTES EXPORTADORES.
Pela compra por sua conta c soque otii
ensaque de assucaies. no referido ar-f Quar,nta r^|9
iiiazeni, inclusive o cairelo para o cm-; ca(ll g
barque dos mesmos assucarcs.Coni-l
mis.;io de bracage.n........ '
Daii-se lorias as garantas ao gosto do comprador.
Alugao-se as seguiile, casas : um sobrado de um
andar com solao tudo pintado de novo na rua do
Sol n. 2.1 ; outo dilo de um andar com solao loias ,
quintal e cacimba, lodo piulado e caiado de novo;
US 111a do Sebo, n. 50 por 300/ rs. annuaes ; os pri-
meiro e tiroriro e o tereiro andares con. sotao dos so-
brados ns. -le Odo Aterro-da-oa-Vsta, por 300/000 rs.
annuaes ; 2 casis terreas com quintal cacimba e com-
modos para grande familia as ras Formosa.__ n. J e
l'ni.io n.3; nutra dita pequea na rua da Umao, n. I
A por lo/iiOO rs mensaes ; outra dita na rua do Se-
bo n. M. por 8/000 rs. inensaes ; urna meia agoa na
na da Soledad.-, n. 37, por 5#000 rs. mensaes : quem
as pretender, dirija-se ao escriptoro de F. A. de Oli-
veira & Filho na rua da Aurora n. 20.
__Arreuda-se um sitio grande com duas casas de pe-
drae cal, para uina grande familia, com cinco viveiros
de peixe, paslo annual para oito ou dez vaccas, boa a-
goa ue beber, muitos |.s de fruteiras de varias qualida-
des. boa baixa para nielo, inelancias e capim : quem
o pretender, dlrija-se ao mesmo sitio em -aiito-Aiuaro,
logo 110 principio da estrada, que val para llelein, a fal-
lar com seu proprielaro, J. B C Tresse.
Aula le iiavcpiQo.
Agoslinho Fernandes Catanho de Vasconcellos conti-
na a ensina'r navegaco pralica e theorica ; na rua Im-
perial, n 39. _
= Aluga-se uma casa niobiliada no lugar do C,a-
xang do lado do rio e da sombra com duas salas ,
cinco quartos cozinha fra, lugar para esliibaria e
pretos : os pretendeiiles dirijao-se a praca da Moa-Vista,
botica 11.6, ou a esta ivpographia que se dlra quem
aluga.
AO BOM TOM PARISIENSE.
BU A NOVA, N 7.
TEM P KTT E A LPAIA TE,
MI ITIL ADO
/

que
a sos
ciedade que tinha'^oin os Srs. Colombiez c C. : a'
pessoas, que o quizereih favorecer con. a sua freguezia-
oachar na sua loja, rua Nova, n. 7. Ten. pannos pa-
ra calcas, colleles e casaca-., de todas as qualklades, os
mais novos chegados agora', de Pars, ea collecco dos
mais recentes tigurinos.
Aluga-se, para passar a festa, um sitio na estrada do
Monteiro, com bastantes laraugeiras, jaqueiras e outras
fructas; com a melhor agoa possivel, boa casa e perto
do banho, da parte da sombra: a tratar no becco das
Uarreiras, n, 4.
Joilo Carneiro Machado Ros embarca para o Rio-
Grandc-do-Sul o seu escravo pardo, de uome Fran-
cisco.
\


\
M
= He chegadn loja de ferragens de Jos I.iiii Pf rei-
r, na ra Nova, u. b.iiiii novo soi tiiniiito dr panrllai,
chlele, cacarolas fregidelras de Trro sol porcrlla-
n.-i : este iiiivo ii'in de i'ii/inli.i torna-se reconimeudavel
peloassein c dtiraco, i|iir o 11 < 11 i-1 tornndose mais
til a sade, por ser livrp dp ferriigrm f estanto. Os
Srs. que nu foro servidos, que i rao apparecer eui
tempo.
Hrecisa-se de um raixeiro para venda, de 12 a 14
naos, e de dous aprenditcs de charuteiro: em Kra-
dc-l'ortas, vpnda n. 84.
Napadaria da Suledade n. 14 ha uina porcao de
trastes para se vendern, muito superiores, por privo
coiiuuodo.
Casa da F,
na rua estrella (\o ho/uio, n. 6.
Na casa aeima ainda se vende um resto de cautelas da
lotera de N. S do Livramento;da qual ho de correr as
rodas no iln 8 do correle mes, fique o numero que ti-
rar de bilhetes.
Prrcisa-se de um liom refinador de assucar: na
rua da Crin, venda n. 66, se dir.
Aluga-se urna casa terrea para punca familia, jun-
to com um formoso sitio pequeo, dentro desta piara :
Jiirin o pretender, dirija-se ao principio da rua da Mile-
ade, n. l>I.
Alugflo-seduas pretas para vonderem azeite de
carrapato; na rua estreita do Rozarlo, n. 16.
Compras.
Cojnpra-se, para a villa do Rio-Formoso, urna
r-.cr.nn, que tenha habilidades, principalmente a
derozinhar, e que seu seuhoraliancesua conduela ;
na rua do Queimado, luja n. 68.
Comprflo-.se escravos de ambos os sexos, entre
elles duas prctns,ou pardas.engommadeiras : na rua
Nova, loja de ferragens, n. 16.
Compro-se 3 esclavos, de 20 a 30 annos : na
rua da Florentina, n. 7.
Campro-sc dous sellins iugiezes, bons, em meio
uso : na rua dan Cru7.es, n 28.
Coinpi o-se tres alqueires de modobim da Cosa,
(do redondo), nao excedendo o preco de 4<<0ti0 ris aoai-
queire : queui tiver anniincie.
Coinprau-sc 600 caadas de aieltp de carrapato ,
nu rua da Moeda, n. 9 : a tratar com Silva & Grillo.
Vendas.
Fotassa branca,
da mais superior qualidiide em
borricas pequeas, e desembarca-
da no dia 30 de agosto prxi-
mo pussado, vende-se puf1 pre-
co coinmoilo : etncusa de L. G.
I
erreira
&C.
r. r> r- sb
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de
-- Vpndem-se 31 escravos cliegados do Aracaty ,
sendo 10 pretos 6 pretas A mnleques 6 cabrinhas ,
!> mulatas swm vicios nem achaques por seri-in ven-
didos naquelle lugar por nece9sidades P entre elles
ici'iu algn* com habilidades sendo um hom destila-
dor : a fallar com Jos Francisco da Silva.
Rap Princeza de Lisboa e Principe
do Rio-de-Janeiro: na rua do Livra-
mento, loja nova, n. 14.
Na loja cima, acharad sempre os tomantes a boa pi-
tada do rap Princera de l.isliua, e do novo rap Princi-
pe do Rlo-de-Janelro, at libras e a retalno. Este rap
loma-s recommendavel, pelo seu aroma agradavel, e
pela rapidez,com que destila,sem seccar c faier torrdes,
nein ferir o nariz; assemelhaudo se na cor e finura ao de
Lisboa.
Farelinovo,
em saceas gnndes vende-sr no armazein do Bacelar,
confronte a escadiuha da alfandega e em casa de J.
J. Tasso Jnior na ruado Amoriin.
Ifiap-Prineipe.
Acaba de chegar /do Kio-iie-Janeiro
este PXC-lletite ra|u', o mellior e inai-
proprio para consumo deste paz pel
booi aroma, esqiusito paladar e facilula
de da deslilacao :,'esta pitada lie digna de
ser apreciada pelo amadores do hom ra-
p, os quac se :ouvida a experimenta-
rcm. Vende-se no deposito, na rua do
Trapiche n. 34; no bairro do Hecife,
Bourgnrd, Antonio Francisco de Morae
J les & Mello, Guedes & Mello, Augusto
Ferreira l'into 6k C, Joan da Cunha Ma-
galhSes ; rua do Crespo Henrique &
C. ; rua do Queimado, Campos & Al-
meida, Codrra ck Guitnaraes ; rua dor
Quarteis, Victorino de Castro Moura ;
rua do Livramenlo, Francisco Cavalcan-
ti de Albiiquerqne; rua do Cahug, Jos
Joaquim da Costa Francisco Joaquim
Httrle, Tboinazde Aquino Fonseca,* pra-
ca da Independencia Christovao Gui-
lheriiiefirekemfeld,Furtiinaio Fereirada
Fonseca Bastos; Alerro-da-Boa-Vistn,
Caetano l.uiz Ferreira, Estima. Leal &
Irmao, Antonio A y re de (lastro & C;
praca da Boa-Vista Manoel Francisco
H(Mitigues, e Alexandrc Jos Lopes, rua
do Boziirio da Boa-Vista.
Suchas grandes de Hambuno.
VenJe se a retalho urna partida destas verdadeiras
sanguesiigas, chegadas ltimamente, em porfrtesdelOO
para cima, por preco coiiiinoilo. Na rua do Amoriin, n.
35, priineiro andar, ou no aruiaicm de bacelar, no caes
daallandcga.
Vende-se superior vinho branco da
Madeira, em barris de 4 e 5 em pipa ;
cervej engarrafada e em barricas de
4 duzias ; genebra bollandeza em Iras-
quenas de i5(ra>co>; potassa da Bnssia ;
loiis fortes pianos dos' autores de Colard
& Cul. 6 oilavos e meio ; ludo de superior qtu-
litlade e por mdico preco : na rua do
V gario armazein n. 4, de Bothe & li-
doulac.
VendPin-se cartas de jogar francesas e finas; na
rua Nova, n. '25.
=1 Vende-se potnssa branca de superior qualidadp,
em barris pequeno* : em casa de Matbeiis Austin A
Compauhla, na ma da Allaiuli'ga-Vrlha, n. 30.
Vende se um escravo moco de boa figura, para
todo o servico, eque he gauhador de rua ; 2 moleques ,
de 12 a 13anuos ; 3pretas tuncas,,de lodo o servico, srn-
d nina drllas pri l'rji.i lavadeira | urna dita, por 35/
rs. : na rua larga do Roiario vollaudo para os quar-
teis, ii 24, pimu ii ii andar.
Veiidem-se 8 escravas, sendo : urna parda, de 12
anuos ; una preta boa coziiiheira ; 3 ditas do servico de
campo; 3dtas preco : no pateo da Maltis sobrado n. 4.
-Vend. m-se jlobos de vidro,
muo bonitos, par candieiros
de machina tanto em poico
como a retalho por prego m-
dico ; na rua do Cabug, lujas
de fuzendas de Fcreira & Gue-
des, ns. 4 e6.
Vende-se um piano muito bem construido c de
boasvnzes. pur prefo commodo ; na luja da esquina da
rua do Crespo que vira para S.-Francisco.
A 7./0001s. o corle do cam-
bala de I si ras e barra
de seda.
Na rua da Cadeia do Recilc n. 35, vendem-se cortes
de eambralas de listras e barra de seda, a 7/000 rs.
ditos de dita teciila e aberta a5>000 r .tfYs ; ditas pin-
tadas 3/000 rs. ; riscados franectes, mullo finos e lar-
gos de bonito! padres a 240rs. o invado ; ditos de
listras imitando seda, a 220 rs. o covado; brins iistra-
dos de cores, de puro linho, a 800 rs. a vara.
= Vende-se por precisao, um moleque de 16
17 annos, pouco mais ou menos, que cozinha e tein
principios de aapaleiro ; na rua Vclha da Boa-Vista ,
ii. 22.
Vendem-se 30 couros seceos do Rio-Orande-do-
Sul ; a bordo do brigue nacional /(dependente Tundea-
do ao p do caes do Lollegio.
Vende-se um escravo nom canoeiro de barcaca, e
que he de govpriioetanibein loca canoa de carrelra, de
20 a 22 anuos, de linda figura proprio para qualqurr
olficio : na travessa da mal ii de S.-Antonio confron-
te as catacumbas casa terrea n. 18.
Vendem-se duas escravas mocas com algumas
habilidades ; um moleque de 10 annos; sola; beter-
ro ; couros ni nulos; nina porciio de barricas de sebo
um oculo ; esleirs : na rua da I ruz n. 26.
Vndem-se passas miudas, para fazer podios ; lin
goas salgadas inglezas inuiloboas; carne salgada
em barris pequeos ; rscovas para varrer casa ; cham
panba ; viuho do Porto; Sclierry; Madeira ; Constancio;
Clarete; ago'ardeute de Franca; caixas com 15 frascos da
verdadeira genebra de Hollanda ; gigos com 12 botijas
da mcsina ; cerveia branca, tanto em pnrco como a
relalho ; frascos de fruclas para fa/rr podios; frascos dp
de niostard.i ; unjas garrafas de Sclierry cordial; latas
com salmo ; mais nutras conservas de peine e carne
latas com tinu de varias qualidades ; oleo de linhaca
charutos regaba : na rua do Trapiche, armazein n. 44.
= Vende-se urna negrinha de 12 a 14 annos crlou-
la. propria para aprender qualqnef cousa de bonita
figura ; na rua das i.ruzes n. 41, priineiro andar.
Hoje estar a venda na rua da Cadeia ,
dous bonitos boi de carro, por barato
preco.
= Vende-se uina colleccao de breviarios para os Srs.
sacerdolps ; na rua da Cadeia de S.-Antonio sobrado de
um andar, n. 18 porcimade uina loja de trastes.
Economa para as senhoras.
Sao chegados a loja da rua da Cadeia do Recife, n. 35,
mis bonitos delicados e econmicos manteletes to-
dos de boa laa, lavrados e imitando seda proprios pa-
Vende-se urna machina de vapor; uina dita para
fazer lijlos ; uina senaria vertical ; um manejo: avis-
ta do comprador far-se-ha todo o negocio : no Alerro-
da-oa-Vista, n. 5. '
__Vende-se a venda da ru da Madrc-de-Deos, n.
2*. com poucos fundos, pelo dono se retirar para fu-
ra do imperij : a tratar na mesma venda.
Vende-se a venda n. 55, na rua Nova, a dinhei-
ro, ou com desobriga praga, um terreno, uma ca-
noa grande a tratar na mesma venda.
Na esquina da rua do Collegio, loja n. 5, ven-
de-se um cabrinha, de 13 annos, pouco maisou me-
nos, por 400/000 rs. ; duas pretas de Angola, de 20
e Untos annos, a 400/000 rs. cada uma ; estas sfio
Uin u< no* itin i wTiwniai v ~--------- tuiw., Msi.t*-.,, .. .---- --- -----.'...,
ra as senhoras irrmao banho pela festa, pelo diminuto pr0pras ,)ara 0 servico de engenno, ou oulro qual-
preco de 2/000 rs. .'_._.
= O corretor Ollveira tem para vender cobre em to-
Iha e pregos de dito para forros de navios : os preten-
dentps dirijao-se ao inesmo, ou aos Senhores Mesquita
t Dulra.
Vende-se urna negra muito moca e de elegante n-
gura, com habilidades, que se dirio ao comprador; cinco
inoleqiiea de 12 a 14 annos, 2 negros de 24 a JO annos, c
4 mulatas de 18 a 24 annos, entre ellas una perfetta en-
gominadeira e cislureira: na rua da Cadeia do bairro de
S.-Antonio, n 25.
Vende-se carne do sertao. multo gorda c nova, por
ter trazido 10 dias de viagem do Aracaty: na rua da Ca-
deia do Recife, n II.
Vende-se um bonito escravo ptimo para o ser-
vico do campo, por ter do inesmo bastante pralica,
ou para qualquer outro servico, por ser bastante h-
bil: na rua Direita n. 18.
,lsearro, a 240 rs. o covado.
Na rua da Cadeia do Recife n 35 vende-se esta fa-
mosa l'i/i-iula denominada ascarro pelo admiravel
preco de 240 rs. o covado.
CARNAUBA,
vende-se no armazem de farliiha, do caes do Collegio ,
de superior qunlidade em porco e a retalho por ba-
rato preco.
= Vendem-se, no deposito de familia de mandioca,
da rua da Cadeia de S.-Antonio, n. 10, sacras com boa
I.u-nli.i (!' Mag, a5/rs.; ditas de S.-MathPUS, a 4/rs.;
ditas de arroz de casca, a 4/rs. ; ditas de inillio, a 4/rs.;
e urna porcao de saceos vasins, de estopa.
k Vendem-se moendasde ferro para engenhos de as-
sucar, para vapor, agua e beatas, de diversos tamanhos,
por preco comniodo ; e igualmente taixas de ferro coado
c balido, de todos os tamanhos : na praca do Corno-San-
to, n. II, em casa de Me. Calmont Companbia, ou na
luade Apollo, armazem, n. Ii.
Vende-se uma parda moca, sadia sein vicios e ro-
busta que saheengommar cozinhar e coser; na rua
da Aurora a fall arom o coronel .Joaquim Jos Luis de
Souta.
Rap-Gd'se
4 iiiOOrs. o corte de casimi
ras Ira ce/as, elsticas.
Na rua da Cadeia do Recife n. 35 vendem-se cor-
tes de casimiras superiores francezas e elsticas, de
padioes anda niio vistos a 5/500 rs. ; chales de seda ,
milito bous e grandes, a 12/el4/rs. ; ditos de laa com
palmas de setfm ; ditos de dita eom listras assetinadas ,
a 3/ rs. ; ditos de cainbraia de algodao e seda a 2/300
TV, ditos de laa, a 2/rs. ; ditos de cambraia branca
adamascada a 800 rs. ; lencos de seda com franja, de
quadrlnhos e palmas de splim de caires, a 1/200 rs ; di-
tos de dita de cores a 800 res.
_- Vpndem-seovasde taiuha do Rio-Grande, supe-
riores ; asslm como ha todo anuo superior marmela-
da : na rua da Praia ariiiaiem n. 24.
= Veudem-se duas bonitas negrinhas de 10 annos ;
2 imilatinhos, dc7 anuos ; 1 bolillo moleque de Hall-
aos por preco commodo : na rua da Cruz, no Recife,
n 51
= Vende-se, para fura da provincia, ou engenho, um
preto de nac.au angola, de 25 annos; na travessa da
Gloria na boa-Viste, sobrado n. 4. das 6 as 9 horas da
O encarregado da agencia do Rap-Gasse aesta pro-
vincia tem a honra de participar aos seus fregncies,
que se ada venda no deposito da rua da Cruz uu Re
cife, u. 38 urna das meihores fumadas, que aqui teeiu
viudo do Rio-de-Janeiro do multo apreciado r.-pi:
gosso e meio-grosso fabricado com as meihores qua-
lidades de fumo da Virginia cujo aroma rivalisa ao
mais superior rap princesa de Lisboa.
= Vende-se superior vinho de Rordeaux ein quar-
tolas ; assiui como ago'ardente de Franca ( cognac ) ,
em barris ; na rua da Cruz, n. 20, casa de Avrial Ir-
ma ns
A 4>oa de Ja pao.
Est, esta agoa inui acreditada ein Pernaiubuco pa-
ra iir 'dir a caspa, limpar a caliera e auiaeiar o ca-
bello sim como para (impar as espibase eiupiuj ,-Ji
que fique o rosto alvo e a cabrea perfcitaiuente limpa:
esta agoa, aque se nao tem podido descubrir oulra igual,
,si approvada e tem merecido toda a estima, tanto no
pao e Fui opa, como no Brasil: vende-se no Recife,
a da Cadeia, n. 55; na Moa-Vista, rua do Aterro, n. 72;
m S. Antonio, rua do Livramento, loja u 23.
ORRAS MARTIMAS,
A' venia, na timara da esquina do Colltgio.
Diccionarios de marinha, por Joan Pedro de Amoriin,
vol., 1841 ; Roteiro grral dos mares, costas, ilhas e
baixos reconhecidos no globo; Parte undcima, que
couiprehende as costas do Brasil do Cabo-do-Norte ate ao
Rio-da-Prala, com a Palagnnia, < hile e Per al ao is-
tlinio de Panam, com as ilhas adjacentes, e navegaco
nestes mares por Antonio Lopes da Costa Almeida, 1 vol.;
o Pillo instruido, ou compendio theorieo-pratico de pi-
lotagcm por Antonio Lopes da Costa Almeida, 3." edica
correcta e augmentada. 1 vol., 1845; Astronoma esphe-
rica e nutica por Matheus Valeute do Cont ; Explica-
co das tabnas iiamicas de Norie, traducidas pelo capi-
lao-ienenie Ca val lio e Mello; Problemas naiilico-as-
trouomicos de Norie, para servir de continuaran ev
plicaeio das taboas nuticas do inesmo autor, traduzida
pelo inesmo.

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quer do campo, por terem vindo do Ico.
Vende-se uma casa terrea, sita na rua Vellia .la
Boa-Vista, por preco commodo; na travessa das
Barreiras, o. 4.
Vendem-se, por barato pretjo, 20 e tantas ca-
beras de gado gordo, e ontre ellas dous bois man-
cos, para carro: na Magdalena, olaria, que fui do
fallecido Jo3o Rafael Cordeiro.
Vende-se, ou aluga-se um terreno coro serra-
ra ; na rua deS.-Rita, n. 15, segundo andar.
Vende-se uma mobilia, conlendo 12cadeiras,
uma marqueza, um jogo de bancas de pao d'oleo,
por pre?o muito em conta; na rua das Cinco-I'on-
tus, n. 154.
Vende-se um oratorio grande de tres faces,
porprio para capella particular em algum sitio; 4
magens de diferentes invocaces; ludo por pre-
^o commodo : na rua do Rangel, n. 17.
Vende-se uma volta de cordao, com 6 oitavas
de ouro de lei, muito proprio para peseoco de me-
nino, ou canana de olTicial; anneis ; um anne-
lilo; um botan; um par de brincos; urna meda-
Iba; um rozario ; um alfinete; tudodc ouro e sem
feitio: no largo do Carmo, venda n. 1.
Vndese peixe secco, por pieco
muito barato; no armazem do Bacelar,
defronte da esc-dinha da alfandega
Vendem-se tijolos de alvenaria, lapamento e
telha do melhor barro, e marca grande, por bara-
to pre?o: na Magdalena, olaria, que foi do falle-
cido Jo.lo Halad Cordeiro.
AO BARATEIRO DA RUA DO HJESPO. loja, N. 3.
ATTF.I\CAO !
Na loja, n. 3, da rua do respo ao p da esquina con-
fronte ao arco de Santo-Antonio vendem-se lindissimos
corles de se ti ni lavrado no melhor gnslo do pal* a 3/AiOO
rs. o corte. Ksla fazeuda, pelos seus brilbantismose mo-
dernos lavrores, lano por ser propria para cnlletes co-
mo pelo seu moderado preco, se torna recoiuiiiendavel
e digna de grande concurrencia. Vendem-se igualmen-
te lindissijiios lencos de setim de modernos lavrores
roprios para grvala, a 3/OnO rs. Alm disto, contiiiuao-
se a vender chitas modernas, algumas dcllas seguras de
tintas a 140, ICO e 180 rs. o covado ; Imicalnha para ves-
tidos, que finge muito bem qualquer seda de alto preco,
a 240 rs. o covado ; panno fino azul escuro proprio para
farda e muito superior, a 4'/ rs. ; dito verde-escuro, a 2/
rs. ; dito iiuiito superior fazenda para sobre-casaca, a
4/000 rs. ; balsemiras, fazenda de laa para vestidos de
senhora, padrdes escuros, porm modernos, aJ20is. o
covado ; cassa-chita, com vara de largura, a 320 rs. o
covado: assim como um sortimento completo de faien-
das para trafico, como sej.io algodes entrabados, mes-
clados e alistrados, a 240 rs. o covado ; e tudo o mais por
precos moderados. Do-se francamente as amostras sob
o compleme penbr.
Na ruado Crespo, loja nova
n. 12, de Jos Joaquim
da Silva Haya,
vendem-se bonitos e delicados cortes de cambraia, eom
listras de seda ao mdico preco de 7/ rs ; casimiras
francesas elsticas a 6/rs. cada corte ; corles da mui-
to acreditada indianna a 3/000 rs. ; ditos da victoria ,
fasenda imitando seda a 4/000 rs.; chales de laa ar-
rendados de cores milito mimosas a 2/400 2/800 a
3/000 rs. ; romeiras de fil de linho, enfeiadas com lu-
co proprias para senhora e meninas, al/000 e 1/600
rs. ; veos de dito para chapeos os quaes multas pes-
soas teeui comprado para caiuisinbas de criaucas a
1/280 rs. ; chales de laa e seda, muito delicados em la-
vrores e de assenlo escuro fazenda inteiramentr no-
va os quaes rivallsao com os de seda, a 7/000 rs.; pan-
no lino aml e preto a 2/550 rs. o covado ; um rico sor-
timento de cambraia para vestidos a 3/500 4/000 e a/
rs. o mais commodo possivcl; i a le olas de niela pa-
ra meninos a 640 rs. ; mantas de seda escocesa a 6/
rs. ; ditas mais ricas a 10/rs. ; alpaca preta a 800 e
l/BOO rs. o covado ; dita de cores, a 2#000 rs. ; mermo,
UlUltO fino todo de laa a 4/000 e 4/500 rs. o covado.
Indepeudenle destas Calendas, ha nesla loja um com-
pleto sortimento de outras umitas fazendas que se
vendem mais em conta do que eui outra qualquer par-
te livres de serem engaados.
Na rua do Crespo loja nova
n. l'J, de Jo.sc Joaquin (la
Silva faya ,
vende-se um rico sortimento de casticaes de fusima
casquinha, com suas competentes L-intcruas de gus-
tos os mais modernos que lecni apparecido pelo di-
minuto preco de 8/, 10/ c 12/ rs. cada par.
Farinha SS&F,
da muito acreditada fabrica de Molino Strailg sendo a
ultima chegada a este mercado em pequeas e gran-
des purces : a tratar com J. J. Tasso Jnior.
Yeiiile-.se, na rua oa Cruz, n. Co,
ceta em velas, de superior qualidade, sor-
timento ao gosto do comprador, e por
preco mais commodo do que em oulra
qualquer parte.
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Vendem-se chapeo linos de castor, e
superior panno de algodSo, proprio para
saceos de assucar ; na rua da Alandega-
Velha, n 5.
Vende-se superior cera de carnauba em porcao e
Kscravos Fgidos
Ofiferece-se a grallficacao de 100/000 rs. a quem
capturar, ou descubrir o escravo pardo escuru oc
noine Benedicto cheio do corpo punca barba ; re-
presenta 30 anuos, pouco mais ou menos ; be muito es-
perto e bastante capadocin ; e julga-se que por onde
se achar se inculcar por livre e inesmo lera muda""
onnine; era marinheiro, eenlendede pescador; fu-
gio de bordo do brigue Caitro- pi imeiro no dia 1-' '"'
setembro. Este escravo perlence ao Sr. Antonio l>,as
de Souza Castro do Rio-de-Jauciro. Qiieiu o cal'"'"
rar, reroiihecendo sesero proprio, recehera gratifica-
cao cima na rua da Cadeia u. 45 em casa de A''10"
riiu lrmaos. Pede-se igualmente a todas as autorida-
des polieiaes todo o escrpulo no ruine de qualil'
escravo capturado certa de quese llie ficai mr l"a
suinaiiienle agradecido.
WHH., HA TVP. PE tt. F. |>g FAJ.iA
_i46 )
II


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