Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09433


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Full Text
A"no de 18*6.
Quarta-feira
-
O O/^ff/Opuhlic-se lodos o dias que nao
forera de ^arda: o preco da as*it*natura lie de
4//P00 rs. poi' quartel, paeor ndiantadns. Os
annuncins dos assifijuantes s de 20 ris por lin'm, 40 rts en typo difieren-
te, e repelirea pela melade. ()j que no fo-
rem asignantes p-go 80 ris por linne, e 160
ero typo diuerente.
PHASES DA LOA NO HEZ DE OUTOBRO.
l.u chela 4 |T hor 40 minutos da Urde.
Minxoantea 12 a I horae4T mn. da man.
La nova alili I hora e 34 min. da mjnli.
Crescentea 27 aos49 minutos da larde.
PARTIDA DOS COHRFIOS.
Golanna Paralivna Segundas e Sextas feires
Rio Grande do Norte, c-liega nn Ouartas feras
o meio da e parte uas mesinai li oras nal
Quintas feiras.
Cabo, Seriuhaem, Rio Formoso, Porto Cairo e
Maceyd no l., II e 21 decida me/..
Garantios e Knuito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores alie 2.
Victoria ns Quintas feiras .
Olinda todos os das.
PREAM\R DE H')JS.
Prmeira il h.l minutos da Urde.
Secunda a 6 h. JO minuto* da maolia.
de Outubro.
Anno XXII
N. MS.
DAS DA SEMANA.
5 Seiinda S. Placido, aul. d- J. dos orpk
e do J. do C. da 2. v., do I. M da 2 v.
6 Teto S. Bruno aud. do J. do civ. da I. V. e
do J. de paz do 2. dist de t.
7 Ouarta S Marcos, aud. do J*. do civ. da 2.
v e do J. de par do 2 dist. de t.
8 Quima S ungida, aud. do J.de orplios, do
I. municipal Att I. vara.
9 Sexta S. Dionizio, aud. do J. do civ. da I.
T. edo J. de paz do I. dist. do t.
10 Sabhndo S fenicio, aud. do J, do civ. I.
., e do J de paz do I, dist. el. de fda
11 Domingo O Patrocinio de S. Jos.
CAMBIOS NO OA I DE OUTU8RO.
Camino sobre Londres 27 'f. d. p. la
ii Paiis 345 ris |ior franco.
J.ishna 100 "/ de premio
Desc. de letras de linas Brotas I '/i P- %
OuroOnras liespannolas 30*000 a
> Modas dr Cjino vel, idiO'iO a
ii deOjlnonov. !0OO a
de 4j000... O^ioo a
Prata Patarcs........
a Pesos coluinnares.
ii Dilos Meiicanos.
60 d.
aorne*.
3l|p2n0
in80
16*200
9 200
I AC
2*000
1*940
Miuda.......... 1*700 a 1*780
A croes da Comp. do fteneribe de iOsOOO ao par.
IV.I'JI'
l#990 a
i|9I0 a
1*700 a
DIARIO DE PERKTAMBUGO
PAPTEOFFICIAL.
Coinniaiirio das Armas.
ORDEM DO DA, N. 127.
Impedirlo, por haver tomado assento n i assembla pro-
vincial, o ea pilan Franeisro Catn lio Possoa de Larrrda,
secretario do couimando das armas, he rncarrrgado n-
terin iinente desle emprego o Sr. tenente Francisco An-
tonio da Fonseca Galvo.Antonio Correia Stra.
PERNAMBUCO.
i AaSEMBLE'A PROVINCIAL.
SESSAo EM 5 DE OUTUBRO DE 1846.
MESIDENCH DO SENIIO". SOCZA TEIXEMA.
SUMM ARIO. expediente. AppravacSo do parecer da com-
niiniin de inilrureio publica aterra da prrtencao de Manad
Alvares Pereira a un reintegraran na eadeira de lalim dn
I.imntira Rec/amacao dn Sr. I.npet A'ello. Cnnfi'1111,1-
fiiii da discusin sobre a restauraran da freguezia da Vanea,
e a retpeila dn requerimenta dn Sr. .Ve/lo, e do adiamenln do
Sr. A'unri Machada. Discursos dm Sri Harrct, Vit-
lela Tarares, Pigueiredo, Mendes da i.'unhn, l'eiino de
tirito i Paria. Retirada do requerimenta a pedido do leu
autor, e iutpenin do reito da diseussao, pela hnra. Derla-
racho da ordem do dia para a tesso seguinte, que he a
meima da antecedente.
(Continuayo do numero antecedente).
ORDEM oo DI.
Continuncilo da discunsn do arl. I." do projeclo n. 5., que /!-
enu adiada da sessio antecedente, com orequerimento do Sr.
Xetlo, e adiamento do Sr. Aunes Machado.
O Sr. Harreto : J me nao lembrava de ter pedido a
palavra, equasl que prescindo della...Senlior presidente,
disse ou na sesso passada, que se nuvisso o Kxm. hispo
diocesano, a respeitn das divisos das grojas, disse isto,
e he o que tenho sempre dito; nao ful portanto urna no-
vldade. Kusei.que so onvia este particular aoKxm. presi-
dente da provincia, oque este far ouvir o diocesano,
mas eu quererla, que fossemos inesmos os que dessemos
este exeiiiplndoo nuvir...
OSr. A'unri Machado: Nao apoiado.
" Orador : Porquanto, como eu o tenho dito tantas
vezes, se o Exm actual presidente he una possoa assaz
habilitada, e que jamis prescindir do o mandar ou-
vir, ni'in senipro iguaes pessii.is se acharad na govor-
ii in. .i. As pessnasdo verdadeira competencia as mate-
rias ecclesiasticas, e creduras da maior atlen(ao sao os
diocesanos.
O Sr. Kunei Machado: Nao se noga nada disto. O
prelado est em contacto coin todos os seus sacerdotes,
e por consequencia com os parochos, sabe, c conhoce
as necossidados espiriMiaes do geu robanho, e jamis
poderemot prescindir da sua audiencia, em couaas, que
llie di/eiii respeito tau de porto. A quostao he do modo
de o ouvir.
0 Orador : Quanto ao modo, tomemos o expediente
de o mandarinos mis ouvir. Se potventura o actual
presidente o manda ouvir, talvoz oulro o nao faca, e
bom he, que aplainemns e tiremos todas as din idas,
porque assiiu iremos sempre de un modo aconiinoda-
do rasan, i ordem, e milito legal, edesrmpccndo : da-
remos as-im mu exeniplo dejustica, o mesmn de defe-
rencia para com a prime-ira autoiidado ei-ilesia>tii-a.
Basta, que digamos :Ouca-se o prelado diocesano.
OSr Aunes Machadn : -- Nao goslo do precedente.
O Orador: Kn direi oque pens, o o unbre diputa-
do pensar t.iuihoin, como Me parecer Julgo, que esta
deferencia he mui justa da parlo desta assemblea; por-
que nos devenios ser os priiuriros, que dimos o ejem-
plo de honra e de estamento s autoridades, o espe-
cialmente s autoridades ecclesiasticas. Aqui se disse,
que o F.xm. presidente uo deixaria de, por si nies-
liio, mandar nnvir o Sr. hispo : mas, se elle ti m de
ser ouvidn, porque nao ser mandado ouvir por nos?
Aonde existe esta dilculdatle ? I'm i'-in observmi-Si- a-
iinl i. que o I-'.mii. diocesano pndia levar milito lempo, o
espado, que Iheparecesse, e que isto atrararia aconclu-
sao do negocio : mas eu enlendo, queS. Exc. nao pode
jmala deixar de attonder gravidado, e importancia
do negocio, porquanto elle bom v, que esta assembla
tem ponen lempo de trabalho, e que he necessario,
que as infiirmacdcs baja a maior brevidade possivel,
para que se possa nconrrer aludo o mais, que ho in
dispensavel na materia; nem o prelado quererla passar
por dotlrixado. ou fallo d'aquello melindro, que con-
vem : jmala elle guarda la osla resposla em sua gave-
U. Nao he isio possivel: nSo. O Sr. hispo osla coslu-
mado a ordem do expedienle, conhoce oque he preci-
an obrar em negocios do urgencia, e ou, como sacer-
dote, como parodio, o como drpulado, desojo, que nos
tenhanios para com elle a deferencia, que em i calida-
de devoremos ter. Isto convem multo, c coiivem sem-
pre as cousas ecclesiasticas.
OSr. Sella: Ho preciso, que se inaiilenho as nos
as aiii-ibuices em sua pureza.
' )ruW .-Fu nao quero, que nossas altribuito
perro cousa algiima da sua pureza, o por isso mesinu
3ue desojo Isio, ilesejo, que ludo se faca sem quebra
o noaso ilever e da uossa honra; he por isso que desojo,
que se auca o .-r. hispo. Convem, qiieseconheca, que as
pessoas. que conipiVn osla assembli'a.sao religiosas. Os
povos leem suas vistaa fixas sobre os seus representan-
tes, e talvoz oxislo suas prevencdei, preveuces tillias
da poca, filhas do tempo...
OSr. Kunei Machado : Nao he a assemblea, que as
tem eilabclecido: ao menos esta nao as ha de estabe-
lecer.
OSr. Peixolo de Rrito : Jexcrceo uin tielo sobre as
dcliberacdes da assemblea.
OSr. Pigueirrdo : NSo oxereeo tal tielo.
O Sr A'unri Alachado : Entao eslava no seu direito?
O Orador : Ora pergunlo : oslo p.-iiz nao lem auto-
ridades ? K se as tem do que servem ellas ? Ha mu ho-
rnero, mu fiinccionarin publico, una autoridade mesmn,
que (segundo so acaba de dizerj obra contra a lei, e
nao In quero a responsabilisc ? I. nao ha quom Ihe lo-
me comas ?...
OSr. Aunes Machado: Mas, o analhema, a exconimu-
11 lian ?
O Orador : As cxcommunlides nqo pndem recahir,
senao sobre materia corla.
O Sr. Jonquim Villela : Apoiadissiino.
O Orador : Honra-ine milito com o apoiado do no-
lire dcpiitadn, que sem duvida alguiua se tem dado
uin esludo aturado e profundo das materias ecclesias-
ticas, tem verdadelros conliccimentos no negocio : bon-
ro-ine multo com isto.
Sonhores, ou fallo sempre nesta casa coin constran-
tt iniciiio, eisto faz com que eu me limite o mais possi-
vel: nao tenho habito.e hodeperdoar-me nina palavra,
lilli.i da franqueza: sao os Sonhores a causa disto (v esta
digresso), porque, em se fallando no meu uoine para
depuiado, ludo so arvora cnniia elle.
OSr. Aunes Machado : --Esles Scnhorcs entende-sc em
sentido milito lato ?
O Sr. Neto : Refere-so a oulros, e nao a mis.
O Orador: Eu sei, que tenho aqui os ineus amigos.
Torno ao discurso; nao tenho o habito das assemblas,
o daqiii uascc o ombaraco o repugnancia em fallar, em
rxpriiuir-me : mas, aguillinado de mu lado o do outrn,
ouvindocousas, que toudoni ao meu ministerio, sendo
o iimcn ecclesiastico, que as vezos me acho presente,
nao posso conler-me, e nem posso calar-mc.
Voiei: Tem coinpanlieiro, all esl o Sr. padre Fa-
ria.
O Sr. Mendei da Cunha : Est all o Sr. Faria, e aqui
eslou eu, que posso leras honras do fiado.
O Orador: Hem : nao posso oslar com melhorcs
conipanlioiros ; mu padre, um fraOo, un vigario, fa-
zem lalvoz o domo. Eis as rasos, por que, oiihoros, ex-
pend os sentiiuentns, queso ouviro Desojo, que la-
ja com o chefe espiritual desla dioi ese aquelle respeilo,
que em lodo o lempo se Ihe deve consagrar, respeito,
que Ihe compete pelo seu grao, pela sua elevaco : so-
mos seus filhos ospirituaes, devrenlos ser-lhe submis-
sos, no que for de raso, o aoiuquebia de outrusdireitos
OSr. Sello : A asseuibla subuussa ? Salva a redac-
cao.
O Orador: Nao digo isto i peco, que tenharoos toda
deferencia.
O Sr. Aune Machado : Urna inao lava a outra, e am-
bas lavao o rosto.
O Orador : A'o devoremos concorrer para predis
l-li- o Sr. bispn das regalas, que Ihe compel ni ; pelo
contrario, convem respeila-lns.
i/a Sr. teputado : He preciso, que todos respeitem as
decisos desla casa, tomadas legalmente.
O Orador: Nos nao olamos aulurisados pata tomar
comas ao Exm diocesano...
Um Sr. Oepulndn : Nem elle a nos.
' O Orador E nem elle o tem felto.
O Orador: Se nao submissa, ao menos nao to for-
te. Senlior presidente, eu sinto nesla casa um efl'eitn
bom extraordinario : suppoudo-me eom afgiiin sonso,
apenas aqui me acho, couheco-me n'uin corlo oslado
do estupidez...
O Sr. Aune' Machado : Ha aqui alguma cabeca de
Medina ?
O Orador : E para miin somonte Antolho una ques-
eo : he una cousa, que parece a mais simples, e da
maior evidencia : digo eu COlullligO : be possivel, que
possa haver nina cabeca bem niganisada, que ponlia
isio i ni duvida ? Cnmeca a diseussao, discurso d'aqui,
apoiado d'acol, objeceo de um lado, observarn de
oulro; eo resultado ? A voidade mais simples lm na se
no lalij rintn mais iinponetravel. Arguuienla-se pni, ar-
gumenla-so contra, o apparoco tanta cousa, que lie im-
possivel saber j, de que parle est a raso: quando
entro aqui (aflirnio-lhes), perco a miuha raso, pirco o
bom sonso...
OSr. Ae/o: Sendoassim, pelo contrario deveria II-
lustrar-so...
O Orador : lllustro-me de mais : he de tanta illustra-
cao, que ou me queixo. .-eiibor presidente, ouca-se o
Sr. hispo; hosla a miuha opinio: sola urgeiieia, diga-
se-lhe isio un -ino. e elle responiiei com urgouela
Nao, elle nao obrar de oulro modo: nao se allastar
disto.
O Sr. Villela Tarares : Senlior presidente, uo pre-
tenda tomar parle nesla qneslo; nao somonte porque
j se Km dito ludo quanlo se pude dizer sobre ella, se-
nao o principalmente porque desojo nao tratar de ques-
liVs, que directa ou ndirectainenle tuqiiem na possoa
do prelado diocesano, que alias milito respeito; masa
qiiem nao posso conceder dlrellot, que nao vejo eonslg-
uailus na consliliiico do paiz ; porque, por niaior que so-
ja o aealainento, que eu diva algueni, nao posso, em
negocio strieli juris, conceder o que a lei nao concede.
Isio he um favor, e nao posso fazor osse favor, mordien-
te na quelidade do legislador. Entretanto, lenbo iiuvido
na easa eiiullireui-se laes propositos, tenho ouvidn ex-
pender-so tal diiiiti ina respeito da materia subjeila
diseussao, que nao posso deixar de dizer alguma cousa
e nan liinilar-nie no meu vol symbolico.
A queslo hojej lem mudado alguma cousa de face
hontem tratava-se do diteilo, boje trata-so daeoneenienein
o da defer ncia: o noble deputado, que acaba o sentar-
se, proiuetleo linnii in sustentar, que aus prelados dioce-
sanos compete o direito de sor ouvido em todas as ques-
tties, que ili/oni respeito a crearo, diviso o snppresso
de frrguezias ; creio inesnio, que o nobre depuladk pro-
nielleo apresenlar a lei, em que se funda essedareilo;
mas pareco-uie, que nao cumpli essa proniessa, porque
selimitou a mostrar, que ha apenas conveniencia, oque
nos llovemos proceder desta forma, por rfe/ereneu ao pre-
lado; entretanto, como se liatn bou tem do direito. o eu
-' hoje um aparte do nobre depulado, que seasseiiia
mulla esquei'da (o Sr. Figueiicdo), polo qual v-se,
que elle lie deesa opinlo, direi alguma cousa sobre o
assumplo.
Senlior presidente, a Ideia de diroilo nao he una ideia
isolada, mas Haz coiusigo sempre una outra ideia, que
he a de obrigaco ; seo prelado diocesano, pois, tem o
direito de ser ouvido em todas as questes, que di/em
respeilo a creacao, suppresso e diviso de freguezias,
corresponde esta assemblea a obrigaco de ouvir o
prelado ; (apoiadoi) mas essa obrigaco deve derivar do
alguma lei: ora, so o nobre deputado me apresoutar essa
lei, em que esleja consignada a obrigaco, que lem a as-
semblea, de ouvir previamente o prelado, quando livor
de dividir, crear ou supnrimir freguezias, eu me darei
por convicio nesu quistan, fe recorrerinos ao acto addi-
cional veremos, com a luz do meio-dia, que o diroilo,
que tem a assemblea provincial, de legislar sobre a di-
viso judicial, civil e eeclesiastica, nao tem limitaran
alguma; ese essedireito he ampio, e nao tem limitarn,
como pode o nobre depulado sustentar, que Ionios obri-
gaco de ouvir o prelado?.....
O Si. A'unri Alachado: 0 hispo tem obrigaco de
honrar as decisos desla casa, quando legalmente to-
madas.
0 Orador: 0 direito nao deve ser allegado por al-
guem, senao como elTelto de nina lei, ou essa lei soja
natural, ou civil: ora, onde essa Ip, para dar-so osse ef-
feilo, d'onde derivar esse diroilo ? No aelo addioional
nao vejo ni; porque, como j disse, all so nao iiupo a
menor lliuilaro ao diroiiu de legislar sobro a divisan d -
vil, judiciaria o eeclesiastica, segundo o I." do arl 10,
e he eorreutissiino, que, quando a disposicao da lei be
genrica, he ampia, quando se nao d cundidlo, nem II-
milaco, nao podemos circiiuserev la. reslriiigi-la, PII-
inil.i-la : portanto, nao ho do l."do arl. 10 do aelo addi-
cional. que o prelado dediz esse pretendido direito.
Ser do arl. 14, eui que se Hala da saneco? Menos ; por-
que vejo ah eslabelecido, que, se o presidente entender,
nue deve UOCClonar a lei, o far por esta ou aquella
forma; oso entender, que a nao deve sanceioiiar. deve
enva-la a assembla, coin a forma determinada ; por
Consequencia he o presidente o nico juiz ilasanccn
das lels, em outra limitaco mais do que a maleada no
acto addiclnnal: donde, pois, pode o prelado tirar ar-
gumento, de que Ihe compele o diroilo de intervir nesta
qneslao? Sonhores, ou sei eiu que se funda o dioce-
sano.
No ministerio de 2 de fevereiro, o Sr. Manoel Alvos
franco baixou un aviso com dala de 27 de fevereiro
de 44. em que rocoiiimonda aus presidentes das provin-
cias.....
Votes: Recniimonda, reeninmeiida.
O Orador : ......rocoininenda, Insina aos presiden-
lea das provincias, nue frii conveniente, que sejo ouvi-
do* os prelados a respeilo das creaces, divisos e sup-
presses de freguezias......
O Sr. I'arreto : O ministro lez o que devia fazer.
l'm Sr. Depulado: Fez una ociostdado.
O Orador:Mas isto nao piule destruir oque est
consignado no acto addicional, non pode servir de re-
gra para esta assembla......
UmSr. Deputado:He un additamento a constilui-
cao.
O Orador : O aviso nao piide regular as decisos des-
la assembla ; he nina insinuarn dn governo aos pre-
sidentes ; o eu, so fura presidente, eslou, que podia dei-
xar do nuvir o prelado, enlendo, que eslava em nieu di-
reito, quando assim obrasse ; porque no acto addicional
se oslabelece a limitaran, que tem o direito de sanecio-
nar, o nao vejo esta, do que trata o aviso : isto he opl-
niao inhiba, porque enlendo. que o ministro n.io pude
por limitaces, que o acto addiiional nao po/.; mas, ten-
ilo apparecido este aviso, os presidentes de provincia,
por conveniencia, ou por esta deferencia, de que Iratou
o nobre deputado, devein ouvir obispo ; mas nos, que
ia?o estamos fin inmediato contacto eom ello ; mis, que
Ionios as nossas attribuiroes ixplicilainento marcadas
no acto addicional o leis respectivas, nao lomos obriga-
co nenbiinia de ouvir o prelado.
Sonhores, pois um aviso do ministerio he argumento
to forte, que, sii por elle, deva deixar doler execucSo
nina lei desta assembla, que dividi una fregneilar
11 11 ni Argumento to forte, que o pillado, transpondo
os limites de sua juiisdieco o do sua autoridade, deixe
de ciar exeeiico aos aclns do poder legislativo provin-
cial ? Suppnihn que nao : essos actos sao leis, o, de-
pois de promulgados, llevemos todos obedoce-los. Eu
ii.i> folla sii com a miuha raso, fallo tambero com a au-
toridade d.....Uro aviso do governo.
O ministerio actual, em dala de (i de jiinho do enren-
lo anuo, mandn um aviso ao prelado diocesano, duen-
do, que, coinqiiniito fosso conveniente, que S. Kx. inste
ouvido ueste negocio, todava a falla de sua audiencia
nao importar* urna nullidade no processo da eoulocco
da lei; por consequencia, i|iie devora eoiisidera-la como
lei do paiz, o que a exocutasso logo : he o governo
nie.nio quein resolvo a qneslo, negando ao piolado
diocesano esse direito de intervir na creaco o suppri's-
so de freguezias, convindo apenas em que a audiencia
do ordinario he conveniente....
O Sr. Brrelo; -- A contradiccSo, em que cahe um a-
viso eom oulro, explica a ra-o d.i duvida.
O Orn>lor : -- Em iieiiliuin desses avisos se diz, que ao
prolado compete, o direito de ser ouvidn ; o primeiro a-
visn Insina, quoiicja ouvido, por deferencia, por con-
veniencia, por illidade, mas nao por direito.
Anda nutra argiimcntacan : sea assembla, na crea-
rn de una freguezia, na diviso de outra, ou na lip-
pressan de aigiiina, livor pleno cnnhoeiinonto das ne-
eessidailes ilosse territorio, estver Convencida e com-
penetrada de ludo quanto deve fazer, se nao precisar de
osclareeiiueiitos, lia de por forra ouvir o prelado I Sup-
pnubo.que nao ; porque me parece, que sii procura es-
elarecimenlos quem ignora a materia, quom tem llovi-
das soliro ella ; mas, so eu estiver inulto convencido de
que tal freguezia s<- deve croar, que a diviso deve ser
leita por laes o laes lugares, que conlieco, para que
preciso ilas iuii'in!accs do biio4*....
O Sr. ParrelofyEfVava eselarecer-se anda mais.
O OiarforT*--Sr. presidente, todas estas rasos me le-
van a votar contra o renuerlinento ; o anda mais porque
nao quero, que osla assoinlila so contradiga mi la a
punco lempo. (Muitos apoiadoi) Os nobles depulados de-
vein oslar loiubrados, que na sesso extraordinaria des-
le anno tratoii-se desta qnesln ; oSr, l)r. Faria, fallan-
do sobre ella, argtiiiioiitou muilo bem, disse ludo quan-
lo se podia dizer, para que a assembla li/.esse aqullo,
que qiierem agora alguna Sr*. depulados ; isio he, pa-
ra que fosso ouvido o prelado diocesano ; mas os atVU
montos do nobre deputado, nao obstante aforra de sua
lugica, nao convencern a assembla, e ella entendeo em
sua sabednrin, que so podia prescindir dessa audiencia ;
que o hispo nao linba lal dirolro : ora, se, anda lia pon
co tempo, a assembla recoiibeceo isto, como sanecio-
nar agora o principio de que ao ordinario compele o di-
iiireiio do sor ouvido em ques toes desta ordem ? isto he
tima oontradicfo muilo llagranle; e cu, como quero
ser coherente, voto no luesuio sentido, em que Cllto
votel ; Isto ho, contra o reqiieriinento.
II Sr. Laurentinn : O nobre depulado, que roo pre-
cedeo, provenio inous pensamontus : por conseqiieiieia
nao tenho mais que accresceutar, e por isso desisto da
palavra.
O Sr. Harreto : Ped a palavra, porque me tinha es-
!mecido una cousa : o nobre depulado, que acaba de
aliar, disse,que eu liiiliapromeltido honteiu casa, que
presentara a lei, a respeilo desla materia, que, tornan-
do a fallar agora, nao prosentei seinelliantc lei : real-
mente o nobre deputado lem raso. Nao sendo ou for-
mado em leis, nao leudo essos velhos bacamarles de di-
reito, faltou-uie lambem o tempo do os procurar, e con-
sulta-Ios ; mas eu me record, que, folheando, nao a-
gora, mas em outra oceasiao, luios de direito, cu tinha
auhado, que as autoridades ecclesiasticas deverio ser
ouvidas e consultadas em casos idnticos. Parece Aira
de duvida, que os bispos sejo sempre ouvidos e con-
sultados oro cousas do sua jurisdiejao : e sri assim IrSo
os negocios de accordo.
O .Sr. Aillo : E isso ho dogma ?
0Orador : Nao he dogma; o estamos mis aqui para
Irnlar do dogma ? Eu pens, que litio. Sr. presidente,
inesnio no servifo mesino no expedienle de qualquer
repanicao, sempre se mando ouvir as pessoas e as au-
toridades, que podeiii cali ilnieiile informar os negocios,
que se desojan decidir rotiforme as regras da juslica :
osle proceiliinento salva as autoridades do qualquer om-
baraco, que pnssa sobrevir oslo procediuoulo prova,
que se obra de boa fe. Ora, se assim oliln as mais auto-
ridades, porque o nao farcinos nos ?
I'ai Sr. De/aitado As leis da groja nao podem obli-
gar o poder temporal nenias especies.
O tirador : As lels da groja podem, em alguns ca-
sos, nbrgaro poder temporal ; o se nesta especie o nao
nbrigo, he mu riever do poder lempoml submotlor se,
para que s nao desvio, para que nao faca una iuvasao
lias formulas, que estn eoiisiguadas,
L'm Sr. Ueputado : -- Nao ha diroilo, senao em virlu-
de de lei.
0 Orador : Disse o que penaet : basta-ine, e eslou
satisliito com isto.
O Sr. Pigueiiedo : Sr. presidente, acanhn-me alguin
tanto do fallar acerca da materia, que so aeha em dis-
eussao, dianle de um proffssor occlosiaslico, que, se se
dignar, como espero, de lomar a palavra, poder des-
unir [odas essas apprehoiisoes, que os nobles depula-
dos, que se oppoeiu ao requermeulo, leem signihi'ado
acerca do diroilo, para inim iiiqueslioiiavol, que tem o
Ordinario, de intervir coin o seu parecer o assenso na
dlviso, desnieiiibraco o suppresso dos beneficios ec-
cleslaslcos. Hem podi a eu, pois, doscancar nos cunhe-
inioiilos professiunaes do nobre deputado, quom me
eliro, se livesse a certeza de que elle, por osla vez ao
nonos, sabisse do seu modesto silencio; mas nao sei
nlhandn para o Sr. Dr. palia) se elle me aeouipanhar, e
por isso arriscar-nie-hei a improvisar algumas reflexos
em prul de uin direito milito importante, qual o que
tem o prelado em todos os movimeiitos parochiaes.
Parece-nie, Sr. presidente, que os nobres depulados
pielendeui malerialisar .....ilo as parolinas ou fregue-
zias ; qiiereni-nas siinienle considerar romo um invento
puramente temporal, o que ludo o que ollas expriiuein,
cifra-so as linbas, que dotoruiino o seu circuito : he ii
isto o que ou chamo inatei alisar as parocllias. .. .
O Sr. Aunei Alachado: t onsidereino-las pelas rela-
(des, i|ue ellas leem coin as fiin.-co civis.
O Orador: He por isso, que ou dizia, que as materia-
liso, ou lomporaliso muilo. Mas vejamos o que, chrls-
tanmeiito fallando, se emende por parocbla. He sem
duvida o dislricto, einqiie um pastor de segunda ordem
exoroe as fu uceos sagradas do seu ministerio....
O Sr, A'une Machada: Mas olhe o Sr. deputado, que
a igreja est no estado.
O Orador: Sim ; mas a Igreja nao porde os seus di-
reitos, por se acbar no estado. Desde que os nobres de-
leitados quizerrin lomar as parocllias, uo no sentido
material ou temporal lmente, mas no espiritual; desde
que se conveiieeioin, de que as freguezias constitucn,
beneficio* eccleaiastlcos, e bem consideraren) a uature-
7.1 de laes benelicins, dever iiecessarainente confes-
sar, que o pudor temporal nao deve fazer alteraco al-
guma eeclesiastica, sem consultar o piolado, que teui
diroilo de sor ouvido.
Ja disse, Sr. presidente, que una parnchia importa
un beneficio (eclesistico;e o beneficio ecclesiastico Im-
porta o direito perpetuo, que lem o parodio, de apas-
centar um pequeuu rrhanlio, o do receber desso sagrado
ministerio mu liiictn, um rendimenlo. Jii uerpeluumper-
cipieni ex ecclenn bonis ob sacrum minislcrium; note-se
bem: nb sacium minirli riiim. Pin lano, o parodio, bem
considerado, lie urna autoridade rssencialmente eecle-
siastica; exerce luneroes ospii lilaos. Tanto o ofliclo,
como o bcnelicio, lie de diroilo ecclesiastico ; e se o he,
mo pude ser iiidilleieule ao piolado Indo quanlo so re-
le ir i essas liiiuroes. (Ira, sem duvida, que qualquer
dlvlaao as liegiiezias val influir vslvcliuenlc u'cssas
luneroes parocliiai s___
O Sr. Nunei Machado: Se nao he ndiflerentc ao his-
po, taiiilieni o nao be autoridade civil.
O Orador: Vaque nao Si ja; mas ou argumento so-
bre o diroilo episcopal. Cria-so una parocbla ; quein
Ihe pode dar pastor be inqiieslioiiavoluieiite obispo; e
porque.' Porque elle competo allendor s ovelhas: at-
lindilt' vubis it iini'i'isn grrgc. Por consequencia, ao bispo
compete lmbelo Interferir sobre a creaco, isio he, dar
o seu voto sobro a uccossidaile da ptirochia.
O Sr. Aunes Machado; O paradlo tem func(cs mis-
tas, ecclesiasticas e civis.
O Orador: l'uis, se tccni, o se ellas nao podem oslar
tic BCCOrdo com as luiieees paroohiaos, a que priucipal-
eiile so deve atleiider, quando se nata de freguezias,
pois estas un sao creadas para os arranjos leiuporaos,
separe-so a diviso eeclesiastica da civil; mas nao se des-
nature o principal por amor do accessorlo..... Como la
dizeudo, nao piide ser udll'eiente ao prelado o que diz
respeilo ao rgimen de sua dicesi-, sol) pena de ser elle
iuliel sua uiisso. Alni do que, Sr. presidente, o di-
rcilu de dividir, alterar 0U innovar os beneficios, e por
consequencia as freuuealas, he mu diroilo ecclesiastico
por SUa nalUrea, que, por concordatas, e polo direito
chamado do padrosdo, est ente nOi conimoijido ao po-
der temporal mas que por isso inesnio nao piide ser
i mi eido, sean na forma dos cnones, que exigem a
previa audiencia do ordinario, romo lie expreasu uo sa-
grado concilio trideuiino. Nao piide, portanto, esta
aaaeuibla deixar de Ir, ueste negocio, de accordo com
0 poder espiritual. Penso-o assim : talvci esleja em er-
ro, do que folgarei sabir, so me convenceren) com ou-
trns argumentos, que nao soja o arl. do acto addicional
maten.ilisado. Assim lieqiieapoio o ivquei i.....uto, que
quer, seja ouvido o prelado, uo por mera deferencia,
mas por dever rigoroso.....
(/ Sr. Xetlo: K como eu nao en leudo assim, por cau-
sa das dundas, volt relira-lo.
ti Orador : -- Sr. presidente, eu disse, que a raso, por
que, entre nos, cabo assembla provincial Minar a ini-
ciativa na diviso eeclesiastica he pelo diroilo do patro-
no. ... O patrono be quein dota e odtica a igreja: Palro-
num [aciunt dos ediftcalio; o pur isso se Ibes da algumas
humas: palrmw debelar hunos.... pratrnlet ; ni'S sempre
suppusla a dependencia para com o poder da igreja; e he
por isso, que, sem interferencia do ordiuario, nao sao
os benciicios prvidos....
O Sr. Xunes Machada: He pelo artigo da constituirlo.
O Orador: Similores, a coii-.tiluir.ao deve entender-
se pelu modo scientilico, nao podo deixar de ser enten-
dida de confu aullado com os caones C concorda lis;
fui sobre oslas bases, que a constiiuico foi edificada.
Mil absurdos resultara.!}, se a quizenuos entender sen
V




referencia n philoophia, que a dltnu. Ora, pergnnlo ru
aos nobres d-putados : nao ion o poder temporal 0*1-
reilo ilr iioinrar ns hispo' Tem : a constituirn assim
o d-z mili iinipleiinriilr: mas podar o mnnarrrin no-
nirai- bispn a unciu qur que uo lenlia ni hahilitirdes
cannicas? Ningn -ni |dir-uir-ha. Til'' lilll. R porque.'
Pnrqne o mnnarch i d--ve cnnforinir-se rnm o direito.
qiir Mu' roiilW a fitcnldadr de aprptcnlar, rti*ve regnlar-
se pelis lela dllgrM i. POina pamente |.-in feltn, ape ir
de, ua constituirn, nao vireni soio estas palavras :. no-
m"'f tii*pn* e puirrr ua lirarfieiti* rrrlrniaitico*....
Um Ir. l)fpilludo: Porque a conslilii cao Me deo rs-
se diieilo.
Cifrador: leo-lhe; mas porque, ccnm-l Porque
liedle o padroriro; mas n padroriro nodcvc-se afas-
tar das leis cannicas, si.lireindn rm materia lieuelieial.
A COMIItutcao ri.i de accoido coin esta dotitrina, e neiu
pode deixar de estar... .
O Sr. \rllo : Issn he preciso, (|e se demonstre.
OOrador: --Jadale, i|e a lei nao deve ser olliada
ciii olhos puramente matcriacs: loica lie encara-la em
jiresenca dos principios, que rrgulao as scicncias jur-
dicas e (ociara....
O.Sr. ISrllo: Demonstre isso, que para iiiiin sera o
grande Apollo. '
O Orador: Pois que-lo aindi mais.' Ja demonstro,
que a fregiiczia he mu |j.-in-li<-it.....elcsiaslico qual a
rasan, porque aoinonarcha compete apreseni ai osp im-
chos ; r porque nao o deve fa mulas e retas cannicas ; lo he, son que os beneli-
ciarios sejo pcssoas idneas ; para o que o prelado pro-
cede un concurso .... ol prova de uit'rilo ....
/ m Sr. Unialado : O direilo de nnmcaco provcm da
cnnstituico ler adoptado a rcligio catholica romana.
O Orador: Por conscqucuci.i, seus cationes, suas
Iris....
O Sr. .Vello : Rm materia dogmtica.
OOrador : A instituirn cannica dos hispo e. col-
laco dos parodio he cousa iiidillerenle ao dogma .
Nao de cerlo. A reja naufragara, se Ihe nao Ciase per-
inittnla a principal ingerencia na insllluican e rgimen
dos pastores de primeira e secunda ordem. Olanlos bis-
pos hertico ; quantos padres schismaticos!!!....
Val Sr. Deputado : Alisa comtitiiico declara....
O Orador : Ru a entend! bem ; mas nao como a en-
tende 0 nobre depiilado ; porque me parece, que desse
modo de ver resulta.) os absurdos, que apnntard ....
Supporin os nobres deputailos. que a assembla tem
dircito dedividir incontullo Epiarnpo: bem. Logo laui-
bem ter o ilireito ile supprimir inrnntutla Epirapn; e
por nmsegiinle de acabar rom todos os parochos da
provincia, sein que o prelado possa dar nein un ge-
mido.
O.Vr. Xunei Machado : Esta hypothrse he gratuita.
O Orador: Nao est nos principios; e eis-aqui o
iiobredcputado oque multa de don trina* enoneas. O
que se diz tas parochias piide-sc dizer dos hspidos, e
terrinos em ultimo resultado, que o poder legislativo
pin le acabar Cnill a rrlgio, sull'ucaudo o dirrilo da igre-
ja, nao ou viudo-a
Um .S'r. Deputado: O corpo legislativo pode dividir
os bispados.
O O-adar: Ora, continan na mesiua redundancia
Nao pode sem iulervrncodo pontilice he aquestn ; e
se o eoiitrario acontecer, lemosabiiso, coin o que nao
argumento.
Oiitro absurdo, que inulta da d.ititrina do nnbies
depntados.Tanibem a asseinblas piovinciaes podeni
legislar sobre conventos; mas. se se entender onrligo
ceganienlc, poderO asassemhlas piovinciaes ti ir re-
t is i laustracs, e estaliclecer isences a sna vontade e
ilisirirao, creando al nina teltA... Mas queiu dir,
que csse poder da assrmhlca nao incontra lliultea nos
caones da igreja, ua iiiilependcncia du poder espiri-
tual? Mngucm: nnrtnnto, olhenio para conliuiic4o
COIII seniblante rhrlMio, pois el a he christaa.
O Sr. .Viinrn Marhado Rsla recxiio nao tem funda-
mento; porque na constiiuicfio existe un artigo, que
diz, que a rcligio do estado lie a catholica rom na.
II I hadar : E lie csse ai tifio, que nos Obi ifia a nao
Irgislarmos em materias ccclcsiaslicas, seno de accordo
com o prelado.
.Senhor presidente, a questo he milito importante;
[apoiadat) en nao exponho aqui seuo as doiitriuas, <|tie
sao da miiiha conviecu; (apoiados) nao tenho InteKMfi
1.1 iilin-.....
Votti : Estamos por isso.
O Orador: ... defendo principios; e nos todos nao
devenios saei iliear os principio inleresses da occasio,
porque sem ns principios nao podemos viver, nao pdf
vivera Suciedaiie ; (iimilin aimiadot) poilanlo, discuta-
mos framente esta questo, e eiilo me parece, que os
nobrrs depntados couvird couiinigo no dircito, que
tem o pillado, de Mr ouvido lias innovaces das fre-
guezias.. .
O Sr. Xelta : Demonstre o dircito.
II Orador : Nao he possivel contentar ao nobre de
pillado : ntl nao sei porque nao me trullo frito enten-
der, qoaiido julfio liavir marchado romos unios lgi-
co*. Mis ripelirci rcsuiiiidaiiienle o met paisano ulo.
O que iinpoiti non parocliii' liii|).irli un lieiieflclo;
o que ligntica Ulli beneficio p.irodiial ? Importa a
cura das,limas : queui principalmente Incumbe a ura
de almas ? Ao prelado ; logo ludo qiianlo diss.r rescri-
to a cura de almas nao pode ser indilli rente ao prelado ;
logo ludo quanto disser respeilo a cura de almas he da
attribuiyn do prelado diocesano ; e como a divisan de
freguezias teiilu rrlac.ao com a cura da* almas, conve-
niente he, que para rsta divIsAo se 0119a o prelado.
Seullor presidente, se se entender este artigo da cons-
Utulflo lilleralnicnle, de modo que a asseiubl.'a possa
alterar (regnrtla* fin alinelo aos cam uei, sem ns-
peilu a li.n ii.iniia e connexu do estado com a igreja, pa-
rcce-ine, <|tie devenios recelar di sciincliavos mili peri-
'.inii inuo as zmiiii.iias ao uitinno, que pre
inuitn, e mullo
I) Sr. filela Tauarn: Est em discusso o elogio do
prelado diacesano?
II (hadar : Nem o sen vitunerio.....
O .Sr. /Wlln ; Se qni/.esse faz.er comparafoe, nao mo-
leslava com isso o bispn do Rio-de-Janeiro.
O Orndnr: -- Nao faco comparacries, e nem eslabelecr
allnocs, que pnsso ollender algueni, e milito menoi
a pessoas, que leein merecido dircito aos uieiis respeitos.
Portanio, conclnire o meii desilinhado discurso, diien-
do, que voto pelo reqneiimento do nobre deputado.
porque entendo, que o p-elado tem dircito de ser ouvi-
do : he esta minha opinio. que supponhn se poderacre-
tlitar, ao menos como mili incenua.
Hisse-se aqui, que oprel.nl>. nao execiltantlo a Id.
listn de mu eeto. Creio, que nao; porqiiP o prelado nao
fez ni lis duque, recelando, que adiviso noeslivesse
nos interessis d i Igreja, representar ao poder compe-
tenle, como llie permitleiii as leis do pai; e einqiianlo
se representa eonlra as leis, cuja execucao.em certas
eirciniislaneias. piule se tornar prejudicial, nao se incor-
re em desobediencia ....
Fojm : I.eis, nao.
Olr-irfor; I.eis, sim. Veja-e o cdigo criminal......
E entreunto que procuro o artigo,iento-nie, declarand,
que voto pelo reqiieriinento. (Comeca a ler o cdigo).
O Sr. Mi ndr da Caaht diz. que votar pelo requerl-
mento ; mas declara, que assim proceder, nao por en-
tender, que ns hispos teein dircito a ser oiividos sobre as
divisoes das fregnivias, porquaiilo csse dircito nao se
achaconsifinido na lei, nem nunca e\istio, anula mes-
inn as niais remotas picas ; mas sim por estar persua-
dido, que nadase perde em ter para com riles cssa de-
ferencia.
OSr. Pei.rnta deRrilo: lie, sem dtivida. milito na
a posic.aii do orador, que tein de suc-eder ao nobre de-
putado. que acaba de filiar, p iicipilincnte em inate-
terias desta o dem ; todava, como e nao traa de mu
proceillinentn novo, que teoha de lomar ea assemblca,
e considere en a qnesiu, que nos oceupa, como nina
ustihVaco do procedinienlo. que a asseinb'la j leve
na sessai anterior, e ao infinta lempo nina resposta a
qnein qur que Piitenden, que a assemblca provincial
tinha exorliilado de-tas attribuicdes ; en, como mein-
bro della, me julgo obligado a dizer alguina cousa a res-
pelto.
I'arere-me. Sr. presidente, que a questo se tem alar-
gado mal* do que o necessario para nos resolvennos em
favorou contra o requerimenlo, que sediscule; parc-
ce-me uiesnio, que o nobre deputado, que, ha pouco,
se assent in. tr.itou a questo de ;'iir runtil'irni/o, quan-
do eu considero, ipie ella lie de jurr roatlilaio.
En concordo, c inesnio para evilir una discusso i>ro-
lougada, queseja inulta conveniente iiuvir o Exin. bis-
po ; mas era preciso, para que luto se desse por Curca do
dircito. que o acto addicion.il assim o determina**!', e que
reronhecesse este diieilo ; mas mis nao estamos agora
confeccionando a le fundamental, nao sei, pois, pira
que se trata disto : se estivesseinns la/.-ndo a constitu
co, patn, que conviria estabelecera formula, por que
tanto claman os nobres depntados, e se esforco por sub-
enlend-la na cnnstituico do imperio ; mas este nao he
o nosso oflicio. mis so.....s meros execntoi es d i COtlstlUli-
c.o e nao podemos estahelccer no dircito dr_ legislar,
to ampio romo ella nos confer-, un i liuiitaro na di
viso eeclesiastica. que se nao ach escrita : e nein de
ontra forma. Senlinre, se pode entender aconstitiiico,
sol) pena de coiisiderarnios, o que nao posso perniittir,
Ignorancia nn leitUlador, que, eitabelccendo uin tal di-
rcito, nao o lign a muro dircito, que lie o que derla ler
o Exm. prelado, de nos faz'-r reconliecer, cumplir c res
peilar csse sen inculcado diieilo
Donde derivo os nobre* deputado* o dir-ilo de sor
o Emii. prelado ouvido acerca das divisoes PCcle*lall4
cas ? Onde est elle ese-ripio ? E liega o nobre deputa-
do, que o Emi. prelado oo exeentou as leis provin-
riaes, ltimamente sauccinuada* ? e ipie, sendo-llie i c-
incllidas por olficio que as nao cuuipria, sem que ouviss- alguem, sem que
imvi-se o governo geral ? Ora. pergiiulo eu, se o le-
gislador, tao previdenle, to sibio, como he, tem es
labeleeldooa nido* de faxervigorar as delermlnacde*
legltlatlva*, qinmlo ellas eiicoutru Impedimento* le-
gaei, por exemplo, quando o presidente liega a saneco
de nina lei, se, nesse caso, elle quer, qneo acto legis-
lativo volie i;i asscinbla, receba una volaco niaior, OH
oais significativa do que aquella, que receb, o da pri-
meira vez, e manda, que teja considerado como lei,
quando obtiver os don* Irrcos da volaco, e que, anda
negada a saoeen, ueste caso, seja publicada pela *-
sembl.!; se elle, em laes circuiustaiicias, dco ao v\r-
cutivo o tria apenas suspensivo, poderla querer, que
o prelado livesse un n lo absoluto ? e que a cxecii.ao
da- leis piovinciaes licasse dependente de una vonta-
de ? Seilnoret, oqnese d aqui d-sc laiiibciu na asseni
bli'.a geral; all ha a diicussSo na* duas cmara*, a fuso
della, quanilo nao accordes. e o recurso da renova-
rn do projecto em duas legislaturas, quando a le nao
rciebe a saneco imperial ; pnanlo, vemos, que nein
ao mimar, ha deo a c iiisiitnco mu tvln absoluto ; en-
tretanto, o Exiu. prelado julgou-M com dircito de exor-
cc-lo....
O Sf -Vc/lo : Elle di, que he rei na suadiocese.
OSr. Figttchrdo ; llei n:io ; inais principe sim.
O Orador Eu concordare! na conveniencia de
que se oura o Exin. prelado, mas nao llie ri'coobeco
csse dirrltO, e entendo, que i'sla asscuilila nao Ih'o
que
um di-
e, na siis-
a noss.i re-
llitu i la uin i <-! )- _..._
reito do Ex.n. prelado, que rrconnccenios
mita de oue neste sentido se pollera lomar
oilicn. voto contra, reservando-me para votar pelo
id lamento, que me paree-salvar estas ii.lell.gendas.
O Neho (pela ordem) da. que quera retirar o *eu
equeViineiUo'r maa"que;Vted"o multo, deaejo. f ouvlr
s'r; Parla, qu ha pedido a palavra, desiste des.a In-
"() Sr.' Furia : Senhor presidente, voto a favor do re-
llicrlmento do Sr. Lopes Nelto. que iuiporla cm uvi-
la um adiamenlo do projecto ; nao *u porque nellesi
eniier, que jeja ouvido o Exm. diocesano, audiencia ,
iue ulco indispensavcl em laes materias, como as que
l'izen. objecto do projecto em discusso, senao Unibem
por ser este o indo de examinar com man altencao a
nalerh, procurar esclarecer-nie sobre a conveniencia do
nrui.clo, c por consefiiinte votar coin conheciinento de
cans- porque, nao leudo cu couhecimeiito algum desse*
lUEare*. c estando actualmente baldo de iuforniaces a
respeilo, nao posso dar um voto consciencioso, como
desejo. E como no requeriincnto se nao indique o lempo
ilo adlamento, o que turna-n indefinido, c os adiamento*
indeliuilos sejao contrarios ao art. 72 do regiment, voto
tanibein pelo additaucnlo do Sr Nunes Machado, que
stippre essa falta.
Mas, Senhor presidente, esta dis-iusao tao imple, ,ps (,a 1(, fun,|amrtal do eslado ; porquanto, re-
tctilo tracaddpelo reqiierimeii- |^|)hpcpn(lo a coniliiuifo e toda a legi*U(o patria a
incoinpativeis com a nossa forma de governo; lembro.
me at, que ha urna lei da assembla geral, que manda
observar as Id* pnrtugufzas, c anida hoje nos regula-
mos pela ordenaces do reino, hite estado de coua*,
rlitia eu, pasou a nos, tanto assim, que o Imperador do
Brasil continuou apresentar para o* beneficio*, como
nadroeiro, c assim se conservou, e nesla* circiinistan.
ele foi feito o aclo addiconal. Se, pois. quando se fe* 0
acto addicii-nal, era esla a doulrina crreme, era este o
modo de procedernncriac.ao de novo* parochos; se nao
he isso urna prerogaliva inherente exclusivamente ao
padroado: se o legislador nao poda ignorar o direilo
nlo em voga, e que a creacao e divisan de beneficiui
era da compel.ncia do poder eccleslaslico-, enorevo-
gon expressamentr csse direito, e se nao se pode suppr,
que qiiizese invadir a prerogaliva da igreja, iouUli.
sai a sna independencia cssencial, suhjeltandnai cousa
espirituae* s temporaes: he evidente, que a sna lim-n-
co n.io foi, nein podia ser, eabulhar o poder espiritual
do direito essenelal, de imervir em tae* creafdei, alvo
se dcsprezaruio loda a regra* da hermen. ulca, e sup.
pozermos no legislador inlencao meno* justa; elaio. tan-
lo mal*, quanto no brasil nao ha o gro-meairado, e
ursino o padroado est limitado pelas leis, de ninnrira
que o Imperador nao pode apresentar, para os brui-f).
cios. a qnein Ihe aprouver ; he preciso, que preceda
concurso, approvacao e proposla do prelados.
OSr. Mrndrtila Cunan : A'asseiubla geral he, que
compete interpretar a coi stilnicao.
O Orador : A Interpretado authenllea; mas creio,
que a interprelacio lgica compete a qualqner.
Aluda diego ao mesmo resultado, Sr. presidente, at-
iendo perfeita harmona, que deve haver entre as dij-
(josns, por mili boa que sejao as iuieiices dos nobres .1(j,|,. ,|al-n reconliecer, poique faria absti-nc.io do di-
dcputadii. que me impugnan.
rinanto aos avisos, que foro roninieniorados, devo
dizer, que nao os pude coiuprchcinler bem, e nlie cin
regra desconfi dos avisos, que multa* veje* sao parto
do espirito de partido ; qna*i sempre sao as quoldcs,
que elle* deciden!, consideradas pelo lado dos inli ressej
individiiaes........ Infclizuieiile aaillll acontece. Estes
ni. .sinos, de que ora nos oceupamos, me parece envol-
veren), incoherencia de principio; porque, ou aasscui-
bla provincial pode alterar a divisao das freguezias,
por direito seu, e discreciouario.ou nao; se pud.-in, e se
com e'eito ella usou desse direito, para que censurar
o presidente da provincia, por liavrr sanecionado a*
leis antes de onvir o prelado? E note a atiembla, qui-
no ultimo aviso e diz. que o prelado nao deve deixar de
anccioiiar a Id, podendo apenas represenlar contra a
divisan, para haver o inonan lia de nao apresentar be-
neficiarios, quando entender ser desnecessari i a divisan.
E esia ? se he lquidoo din ito da asscinbla, se ella pode
dividir discrecionariamente, ser peruiilti.io.iogover-
no negar a aprrsrnlacao ? O governo pode ludo ; o his-
po nada? Valba-no Deo* com osavisus I .
Senhor presidente, j demonslrei a nalureza das paro-
chias, e o* grandes absurdo, que sr seguino da dou-
lrina, que he adversa ao nieu modo de pensar ; ja pro-
ve, que, em que e quebreni os lacos enlreilos, que
ligo a Igreia ao Imperio, nao se pode prescindir da in-
tervenco do prelado no caso snbjeito. Deploro, que
questo desta ordem teuha sido to facilmeiite decidida
pelo ministro, que alias nao parece eslar de accoido
com os principio*, que adopti.u, quando censura a pre-
sidencia, por nao haver consultado previamente ao
prelado.
O Sr. Nelto : Assim como censura o biipo.
OOrador: De*confie-se de quem....... nao daquel-
les, que, para sustenlarem a sua diguidade e o deveres
do seu sagrado ministerio, teein a coragem de arrostrar
a desafeico dos hoiuens do seculo.....
O Sr. \unet Machado: He preciso assim obrar para
merecer a graca celeste.
O Orndor : Nao se desconfi de quem nao tem a pa-
ciencia d.iqucllcs, que nao *e affligem Jouvindo here-
-si is. ...
t).Sr. AaneiJaf ochado:L tem um biipo muito res-
n ilo de legislar ; porque o poder desta assembla esl
liutltado pela ronitltnico do Imperio.
i ni.....iln rom a opinlAo du nobre deputado, quanto
a liirea dos avisos ; coiuludu vejo, que csse avisos es-
to de .1. cordo com a nossa opinio ; em ncnliiiiu dcl-
les con-idera i. governo, que o Exiu. hispo leillll direi-
to de ser t.lvido; julga til, e coiiveiiiente, porm
nao reconhece, que essa falla indina nullidade no pro-
resso legislativo. Vou ler o aviso, que o nobre depu-
tado, o Sr. Villela, me uiandou, lalvcz para evitar de
fallar segunda ve* (li).
Terecina sereno.lllm t Exm. Sr. Tendo Sua Ma-
geiladc o Imperador ouvido a tecefto de ju-lica do ron-
ceibo de estado acerca das qursics suscitadas entre o
bispo de Pernainbuco e a assembla legislativa da pro-
vincia do Ciar, por ter esla creado diversas freguezias,
sem previa inforiiiaco do referido hispo : honve por
bem o Mesmo Augusto Sr., confu mamlo-sc com o pa-
recer da sobredila srecao, oidcnar-nie, que fi/esse sa-
ber a V. Exe., que, supposto mi posso ser considera
dos millos c illcgaes os actos das assembla legislativas
provine!... ibr a creacao iu divisan i| i- iii.is,
pelo simples fado de nao haver precedido audiencia dus
respectivos prelados, convir, comludo, que os presi-
dentes de provincias nao saiiccioneni rcsoluccs senie-
Ihaute* si ni previa liiformaco de tae* prelado; e que,
no caso deiiisistirem as asseuiblas, como Ibes permute
o artigo 15 do acio aildicioii.il, o presidentes informen!
ao governo Imperial sobre a inconveniencia das divisoes
cedesiaslicas a que tiveieni m gado a saneco afini
de que Sua Mag.slade O Imperador usando do direi-
lo que Ihe compele na apresenlaco dos parochos ,
nao os siiiln I. i. i seuo onde as dicesi s o* reclamen! ;
o que comiuuiiicoa V. Exc.para sua nldligeucla c exe-
ctico.
Deo* guarde a V. Exc. Palacio do Rio-de-Jjneiro. em
27 de fevereii o de IM4. Manat Alve bronco. Sr. pre-
sidente da provincia de rernamlxico. '
O Orador (continuando) : Por occasio de lr o avi-
so, quero fornecer um arpumento ao nobre deputado,
para no combater com elle: acompauliaudo-o cuna
puiica forra, que quer dar aos avisos, estando nesla opi-
iilio .permita,que llie record, que j honve iniuis-
que nao devia sabir do el
to de adiamento, lomoii outra direccao: da simple* con-
veniencia do adiamento pira oiivir-se o dioces ino pas-
sou-se(no sel como) a questo de direito, islo he, de de-
ver ou nao ser elle ouvido, quando se trata di divisao
ecclesiaslica ; porque, reronheeendo todos os nobres de-
pntados, que teein lomado parte nesla discusso, ser con-
veniente, ser util ouvi-lo, me parece, que se devia votar
pelo adiamento, c nao dar-se discusso a direco, que
se Ihe deo.
Como, porm, adiscusso se ache actualmente neste
termo, me ha de prriiiiltir acamara, que en aventure
alguuias rellexoes breves, que submettaao seu Ilustra-
do juizo algumas consideraciie resumida*, nao tanto
pira convencer ao nobre deputado o Sr. Perreira Brre-
lo, deque nao he elle o nico ccclesiaslico, que tem a
honra deter as*i-nto nesle recinto, e que eu. que lam-
ben) tenho a honra de senlar-me nest.it cadeiras, tenho
laiiibe.il a de ser ccclesiaslico, se bem que indigno.....
,1/iiilinSfiihorei: Nao apoiado.
O Orador: ....... como principalmente porque jul-
go do nieu dever exprimir coin franqueza o que simo.
Se bem que, Senhor presidente, entro netta discusso
com milito uiedo e repugiinici i; l.. porque ua sesso
panada (em marco) fui infeliz ii'uiiia discusso delta na-
luri-zi, e pelo calor, que lem turnado a discusso, e pelo
prouunciaiiieiitn, que diviso na casa, me parece, que o
se re i nesla ; 2.", porque os nobre* depntados, coin quem
trullo de coiiibalei-iue, sobro niuito ciu luzes......
A jiiih Senhoret: Nao, nao.
OOrador: .....3o, pelo protesto formal, q-ie ante-
honlem ouvidaquelle lado, quiudo um nobre depiilado
cxclainoii eoiu forca. que nao se rouseguiria januis fa-
ter p issar nest.i casi o precedente de reconhecer-*e
como um dever uuvir ao Exm. ordinario em negocio*
desta ordem. Mas confio em que os nobres deputado* f.i-
ro justica s uiinhas iulences.
Senhor presidente, a base de lodos os argumentos, ou
antes o u nieu argumento dos nobres deputa los, que sus-
lenlo nao ser um dever desta assembla uuvir u dioce-
sano, quando se trata da creacao das parochias, e que do
pur cuiiscguiute as assemblas proviuciaes um poder
absolulo, exclusivo, discrci-iouario, acercada divisao ec-
cl.'si i.tica, lieo^l.* do art 10 do acto addicional, que
di/.: \'s assemblas proviuciaes compele legislar sobre
a divisi) eeclesiastica: e d.-ste poder dado asassem-
hlas proviuciaes concllenlos nobres dcpiiladoscsse po-
der, como j disse, absoluto, exclusivo ediscreciouario;
pelo lucilos eill Inda adiscusso nao vi oulro aigumen-
tu valiosu, nao seren alguns lacios, que apenas podeiu
corrobora-lo. Ma* o* nobre* deputado* lio de peruilt-
tir, que Ihes diga, que aconsequencia, que tiro, nao he
necesitarla,
Seiihures, islo he entender muito lillcralinciite o art.
do acio.iddiciou.il; e, s daudo-se-lhr esta iiitdligeucia
demasiado lili' ral, he que se pode concluir o que os
nobres deputado* Ilutentio; mas, Senhnres, nao he na
letlra da lei, que comate a (ciencia do direito ; una ju-
risprudencia esclarecida nao se firma s na letlra da lei,
procura inais .lignina cousa : procura o espirito da lei,
procura a ni.-ule do legislador, allende s cirtuinslan-
cias dos lempos, auscostumes, aos usos e ao estado da
suciedad.- 8tc. Sr/rir leget non hoc etl verbum earam lenere
ted vim ae poH'Ulm. E se atteudermoa ao espirito da
lei e inlenca.) do legislador, ao estado da sociedade,
quando ella fni fcita, estado, que anda subsiste, e har-
inoilia pe fcita, einqiie deve eslar este artigo com ou-
Iros da coiisiiiuico do imperio, me parece, que podere-
uios tirar una illaco ooutraria a dos nobres deputados,
islo he, que he uin dever das assrmhl.19 proviuciaes nu-
vlreill os prelados diocesanos, quando *c tratar da divi-
sao ecclesiaslica.
Eu tenho, por sem duvida, que a creacao de novos bis-
pados e |i ii minas pcrlencc por direito proprio ao po-
der ccclesiaslico; isto he expresso em lodos os sagrados
caones da igreja ; e nein nutra cousa pdeser, porque
dividir os ficis em pequeos rebanhos, circunscriptos
em i ii ios limites e localidades, para com inais promp-
lidau Ihes seren administrados os bens espii ituacs, sem
Ingerencia alguuia na ordem civil e politica das naciies,
he expediente, que, por sua nalureza, nao pode competir
seno ao poder espiritual, dado poraqurlle, que, pelos
iiicsnios motivo* de lew dus liis, ii.stiiuio diversos
graos de |ioder e auloridade ua herarchia sagrada. Di-
vidir, limitar, transferir, ampliar a jurisdirco ecclesias-
lica nunca se me podi r convencer, que nao seja da
privativa competencia do poder eclesistico.
No gozo deslc poder proprio c inauferivel esteve sem-
pre a igreja, nos prinu iros seculos ; e e bem elle fosse
snllieiulo lignina* iiiodlflcacdea por concordatas entre a
Sania S e alguns suberauos; todava a igreja o nao
perdeo, u.-iii o podia perder. Para o incu intento, cu
me refirird siuente a Portugal....
OSr. AVMo: Deve referir-se ao lirasil
O Orador: Nao se allliga o nobre deputado, eu irei
a Portugal, e de l passarei ao Brasil. Mesmo em Portu-
gal, ? que outr'ora perlencemos) Sr. presidente, ape-
zar ilas ainplissiinas prrrogalivas do grao mrslrado, con-
cedidas pela Sania S, sempre se respeitou ese direito ;
militas veies a crcaco e divisao das parochias era fcila
com o concurso do poder ccclesiaslico, e depois confir-
mada pelo soberano, c coin rasao, por ser elle quem
dota va as i: rejas, etc. I miel ia referir muito* rxeinplos,
.o,is, pm a nao cancar a paciencia da casa, produzirei
apenas un bem iiotavel, pelo acontcciuienlo desastroso
e l.riivel, que Ihe deo motivo : pelo terremoto de 1755,
as parochias de Lisboa perduran os seus antigos limites,
tornalldo-ae ninas muito pequeas, e unirs demasiado
.Mensas, c querendo a ranilla D. Maria, em 1780, reme-
diar isso e fazrr una nova divisan, fez vrrao caidial pa-
iriarcba I). Peinando, que, sendo islo de sua competen-
cia c jurisdirco, (notr-sc bem, de sua competencia e ju-
risdirco) a houvesse de fazer : o carbal a fez, como se
vi do plano da divisan, que anda nacollccco dai Id* ex-
travagante*; e a divisao fui confirmada pelo alvar de
III de abril de 1780. Hasta esle faci, para Juitilicar a
miaba opinio.
Este estado de couaa* passou para n, depoi* da inde-
pendencia, porque continuamos a icger-nos pelos cos-
tuines e leis de Portugal.
(Aqui, houvero varios apartes, que nao onvinios).
O Orador: Nao csiuti fallando coin lelaco a ordem
poltica, porque acl, que depo9 da independencia co-
ini'ramos a reger-nos por oulra forma de governo, fallo
na ordem civil; e nao ha duvida, que continuamos a re-
lio, que acouselhou aos presidente*, que nao sauccio- ger-nos pelas le* portuguesa*, salvo aquellas, que erao
.ndepeudencia cssencial do poder espiritual quando
conservou o privilegio do fdro ccclesiaslico na materias
puramente espirituae ...
I) Sr. Piqueireda : Nao he privilegio.
OOrador: Chamo-lhe privilegio, porque at>te
no podio tirar.
... eenvolvendo a creacao e divisao de nnvaa parorhia*
negocio puramente espiritual qual he a limitacn,
transferencia, divisao da jurisdiccao spiritual, he claro,
que a mente do legislador, no aclo addicional, uufui vio-
lar esta independencia ; e sim coniervar a concurrencia
de ambo o poderes, porque nao dcvinus suppr a le
fundamental em deshariuonia comaigo mesma, n'uma
parte respeitando a independencia do poder espiritual,
e n'oulra destruindo esW independencia.
\iinl i diego ao mesmo resultado, alleudendo nalu-
reza dos beneficios parochiaes entre n*. Sim, *e bem
a cre.19.10 de urna parorhia seja em si um negocio pura-
mente esniritual. poique o fado de designar, que una
certa porco de fiis, circunscripta em cerlo limites, re-
ceba de um sacerdote o patio espiritual, etc., nao tein
re n ao algiima com a ordem civil ; todava, como os
pirocho* sao apresentados pelo soberano padroriro e
pagos pelo estado, e a legislacao Ihes tenha dado al-
gumas altribuces civi, elle teein lambn alguna
cousa de temporal; e sendo isto assim, nao he confor-
me ao hom sent, e mesmo a julica, que para a crea-
cao de parochias desta nalureza concorro siuiiillanea-
nienteainbosos poderrs.oecclesiaslicoeo civil?Certainen-
tc; porque, assim como 11,10 he licito fazer altcracao al-
giima no territorio, nem crear empregados ecclesastl-
cos pagos pelo estado, sem aulorisaco do soberano ci-
vil, e supremo pidroeiro ; seindhanteinente nao he li-
cito transferir limitar, estender, dividir a jurisdirco e-
piriliial, sem o consenso, ou approvacao aquella aulo-
ridade, que s a pode dar.
(Jhego final mente ao mesmo resultado, attendendo ao
fin nico, por que se devcni crear e dividir parocliia;
este fin he o bem espiritual dos povos Nao ser assim?
(diriglndo-se assembla.) Ora, pergnnlo ru quem
pode conhecer as iiecessidadcs espirituae* dos fiis ? Se-
r o poder civil, que ingerencia ncnhiiina tein, nem
pode ler na ordem espiritual ? Cerlo, que nao; sao iui
os diocesanos, cada um em sua diocese. Por consequen-
cia, entendo, que nao i he conveniente, como confes-
*5o os nobres deputados, seno lambem necesario ou-
vi-lus em laes materias: he mesmo um dever.
Mas, dlsem o* nobres deputados, o aclo addiconal d
assemblas proviuciaes o poder de legislar sobre a di-
visao eeclesiastica. Eu respondo, que d'ahi s ae pode
concluir, que hoje as assemblas provinclaes teein in-
gerencia uessa divisao, podem mesmo decreta-la : e is-
to iiingiiein contesta ; mas nao se segu, que o posso
f.ner exclusivamente, excluida a inlo venco dos dioce-
sano. Miii-. Senli,nes, antes da constiliiico e do acto
addicional, o poder de confirmar as divisoes cedesiasli-
cas, 011 decreta-las de accordo com o poder ccclesiasli-
co, existia 110 soberano, como gro-mestre e padroriro;
mas, mudando-se a forma do governo, e leudo a igre-
ja* de ser doladas pelo poder legislativo, deviu passar
essa atiribuii.au para o poder legislativo 1 portanlo, o ac-
to addicional nao le/, mais do que transferir csse poder,
do Imperador para as assemblas proviuciaes; e como
csse poder, que o Imperador tinha Coma padroriro, nao
era absoluto e exclusivo, como deiiiouslrri, he evidente,
que o que passou s assemblas proviuciaes taiiibem o
nao he.
U Sr. Mendei da Canha : V. a divisao he attribuicao
do padroriro ?
O Orador: Tanto melhor para mini. Se a divisao nao
he attribuicao do padroriro, como no Brasil nao baja
seno o padroado, csse dircito nao pode estar no poder
civil, c sim no ('eclesistico.
Disse.......obre depulado. que nao est determinado
em direilo algum, que se deva uuvir aos bispos. Ora,
ineus Scnliorcs, esla determinado em todos o* caiione*
recebidos no imperio ; esl deierminadu pela nalure-
za mesiua do objecto ; esl determinado nos antiguissl-
iiiiis usos e cosiuincs; esl determinado mesmo na cons-
liiuiru, quando garante a independencia dos dous po-
deres. Dir-inr-ho os nobres deputados, que 110 arligo
do aclo addicional s se falla as asseml.-las provin-
ciaes, sem se fazer mrnco do poder ecclesiaslico. IjU
direi, que nao era precisa essa mrnco, porque nos nao
devenios entender a cousiiin'n;ao is.ilad.un. ute dos ca-
ones da igreja, r sim rm harmona coin riles; porque
a mesma consumirn declara, que a rcligio catholica
he a do pal* 1 ecitarri uin exemplo: a ronsiliuicn di'.
que an Imperador rmpete noinear bispos. e nada iii-iJ
diz; mas. pergnnlo ru, pelo simples fado da nomeacio
he o eleilo, bispo completamente ? Nao. Precisa anda de
ser confirmado pela Sania S, e se o nao fr, deixa de er
bispn, fica sem elleilo a Hornearn, cuino aconteci coin
o iliiHi.u' Antonio Mara de Moni a eleilo bispo do Bio-
dc-Janeiro.
Urna ro: Renunciou.
O Orador : Renunciou por insinuarn do governo,
visto que a Sania S o nao quera coufirmar.
Um nobre deputado lamcutoii a falta de uin governo
forie, que chame aos srus devere* os bispo., que s !"'-
rem erigir em legisladores. Ali! Senhore, para que
um governo forte para comer Traeos Eu quiera uin
governo forle, mas na ordem civil, para iinpr silencio
ao crlme, fazer rcspeliar as leis e a* garantas, que el-
las pionieitein ao cinado; mas um governo forte n
ordeni ecclesiaslica Para que, Senhores, para conler
os padrea, que he a gente mais pacifica r sollredora.que
eiiconhecorSese tralasse de um dero podo oso r presli-
gioso, como o clero francez, que pesa ua balanca \\o\\-
tlca, bou; mas para ocloo do brasil, pobre, sein pre-
ligio, tolerado antes que esliniado Mal para os b*-
posdo Brasil, que, vendo tirarein-sc-lhes una a una to-
da* as suas regalas, apenas reprrseuio, prdcn, Min-
plicao, e anda assim u.iii sao altendidos!
O inesnio nobi e deputado alleoou a deciso do gover-
no na questo da fregii.zia de Maraiiguapc ; nina eia
decala nao he contraria a inhiba opinio, porque o
aviso do governo,que, ha pouco.se leo na cana,ordena o
presidente, que nao sanecione lei, creando 011 dividindo
l'reguezia, sem que tenha sido ouvido o bispo diocesano-
Dissse outro nobre deputado, que esla aasemblra J
sanecionou o direilo de nao ouvlr o prelado diocesano ;
ma* eu nao posso enxergar tal saneco, porque o pio-
ceimenio desta e de outra* assemblas tem sido multo.


Irregular nesta materia-, urna vetes tem ouvidn o or-
dinario, contras nao: como, pois, estasanccionauo .
Disse-sc Umbra, que nos prlmeiros soclos o
dircilo rsscuci.il dn |>. lutado...
O Sr. Jonnuim Villela : Apniado.
O Orador :-... por too proprio. Nessesp.unc.ro se-
culos, p pas coiuenlirao, que otinciropiilitmns ronhrinassem os
Lupos, mas nem por iss elle perderao o pode. ; lina
cous he opodereiitsi, contra colisa he o excre.cio,
oh modo do cxccicin do poder ; urna autor.dado pode
consentir expressa 011 laciamente, que outra exeica o
seu poder, seni por so perder o mesmo poder.
Dise-se tambe.n, que, e os prelados devein ser ou-
vldo. ellos loein vrtn, podem impedir a execuco da
l.-i, nue e? fi'.c'i- scni a sui audiencia. Nao te. seguc til
coum- De n;io poderem impedir a lei, nio e segu,
o lie rio > ton lio direito de ser onvidos.e como gosto i.iui-
tde fados e exemplos, iraroi mu. O Imperador do Bra-
sil romo ohefe do poder rxooutivo, ti'in seni duvida o
direito de nom-ar os bispus ; mas, se a -Santa Sr n iu
conllrmir o bUpo elelto, ici scni eil'-ito n nomeaco ,
cmno jacouleoeo entre nos; e por isio deixava de ser
um direito do Imperador o namear os oispoi ? N.io por
corto. .
Oi repptidose numerosos apartes, une se me trm da-
do, o vio dando, me teem confundido, e feito perder o
flo de ininlias i lela*, de imneira que as nao posso inais
reunir ncte inonienlo, c por sso seiito-nn-.
DSr.MenHet insiste na-sua opiuiao, responde ndo ao
precedente orador.
O Sr. Fiqu/iredn, respondendo ao Sr. Mondes da Cu
nha, produ-algiiints rases; apont i o artigo do cdigo
criminal, que conced* s autoridades a f.iculdade de
sobr'estar na excciifao da lei e orden* legitimas, em-
iiinto se represen! acerca dos inconvenientes de sua
rxecuviio, e disso conclue, que o piel ido diocesano ti-
nlia obrado em regia: faz ver, que amigamente na
creaco d H freguezi is sempre Tora ouvid i o ordinario,
oupelu nieiinsa mesa de conscieueia o ordens, que era
mu tribunal ecclesiaslico, de modo que nunca o poder
espiritual ficava ignorando o que se passava acerca da
dirocfo d is parochias, e de uniros quaesquer benefi-
cio, ole. etc. etc.
O Sr. Netlo, poralguinas rasoes.que allega, requer re-
tirar o sen requeriiuoiitii.
Consultada a assembla, defere o requcrlineiito do
Sr. denotado. ....
Temi dado a hora, Rea a discussuo adiada.
USr. Presidente d para ordem do dia da sestao se-
gu uto a coiilinuavao da que eslava designada para
boje, e levanta a IMliO. (Krao ditas horas da larde.)
SF.SSO EM 6 DE OUTUBRO DE 1846.
mi siiu.m.h do sb. toen tiixiib*..
SUM MARIO, exfcdirnte. Apreseulataa de mu projeclo do
Sr. Neltn.que redat o tubsidio dos deputados provincia,
na legislatura futura, ea ajada de cuito de ida ecoila 1/01 que
monirem fura di cidade. Adame 11(0 do parecr da com-
missandeintlrucrn publica acerca da jubilaran requerida
pelo professor de primevas leUrm de Satareth, Francisco de
Paula i'ereira d'Amlrade. Hequerimcnlo 1(0Sr. Aunn
Machado, para que te cliamem supplenles. Oiseurtot do
me$moSr., e do Srs Pedro Caualcaati e Peixoln de Un-
to t'on'i'imariio d.i discutan dn projeclo, que reiluum
a fregurtia da Vaixea, c do udiamenlo do Sr. Nunes Marlia-
dn. Discursos dos Srs. Netlo, /Virolo de Iriln e i\unes
Hachado Approracio do ailiamento. l'rimcira discas-
sao dn projeclo, que aulnria o gocernn a contralor rom 11 m-i
romjiun'iia a tubttUuicao da actual ponte dos Jfmjadnt por
outra, que srja pensil, oudepedra e cal Discursos doi
Srs. liarrow. Jote Pedro, Nettn e Sunce Murando.
Adlamealo desea discutido. eclaraco da o-dem do da
para a sesso seguinte, que he conlinuiifo da precedente, hi-
tara de pareceres eprojeclot, discussao de pareceres adiados.
Asome horas da inanhiia, o Sr. 1." secretario faz a
chamada, c vciilica eaUrein prsenles 22 Similores de-
pulados.
O Sr. Presidente declara aborta a sessao.
O Sr. 2." Aeerario l a acta da sesso antecedente, que
he approvada.
O Sr. I. Secretario menciona o seguinte
IXPEIUKNTE.
Um olficio do secretario interino da provincia, par-
ticipando, que o Exm. presidente tem scienlihcado a
thesouraria das rendas piovinciaes da noimacao de Uo-
iningus de Azeredo Coulinlio para continuo da secre-
taria da assembla.--Inleirada.
Um requerlilieuto de Antonio Juliao Rogelio, vigario
dal'regueiia de S. Louronco de Tijucunapo. pedindo,
que a asseiubli niarqua urna quota para o doma.....uto
e pintura da capella-mr da igreja matriz dasuafreguc-
zia. 1* commii'a de alenda e oreamenlo.
Foi lido, e julgadoobjecto de d prnjecto :
A assembla legislativa proviticial de Pcruaiiibucu
decreta:
Ait.l.Duraiiie a legislatura de 1848 a 1849, os inem-
bros da assembla legisl.Uaa provincial veiiceraoa dia-
ria de tres mil edcenlos ris.
Art. 2." A iodeinniiacao, para as desperas de ida e
Volta dosque morareiii torada cidade, sera de quatro
mil ris por cada dia, contados na rasio de seus leguas.
l'acoda asseiiiulea legislativa provincial de Peruam-
buco.Bileoiilubru de I84t).Lopes Nrlto
Fui lido, e por se ter assignado vencido um dos mem-
bros da commissiio, jicou adiado, o seguinte parecer :
Fraiui.co de Paula Pendra de Andrade, prol'essor de
prim 11 as leltras na comarca de Nazarrth, requer a esta
assembla, que autoi ise a preside lela para o jubilar
coin o ordenado, que julgai conveniente, allegando ter
seis anuos de sei vico, e achar-se p.bie, oneado de fa-
milia, carecer de uulro imio de vida, e havor perdido
um 0II10 e eslar exposlo a perder o ouli 1111 bonsequon-
cladas molestia, que padece. Acomilllssflo de iustruc-
jo publica he de parecer, que. nao sendo esses fun-
damento sulficientes paradeteruiiiiai-se a aposeuta-
dorla do peticionario, a vista da lei provincial 11. 4-i, de
10dejiinhodel837, que regulaajubllaco dos profe
sores, se indeliaa pi.teiicao do supidicaule. paco da
assembla legislativa provincial de i'ei nanibuco, O de
outubiode 1846.Perreira lirtelo. Lopet Netlo.Lau-
rcnlino Antonio Pereira de Carvalho V'ucido *
(Continuar-se-na.)
m 1 1------------------------------ "**
Coi're8|w>iiUt'iMin.
Nao son gladiador, nem entro oin tnrneios paraalcan-
car palmas de victoria ; o que consumo o l'nn nico das
minlias diligencias o fadiga he colher, he oleai^ar o
dinheiro, que elle deve a casa de Coteswoilh Ppwell
Prjor, de Londres, de quem sou procurador : a islo se
limilo inriis ardemos votos. Tamben* nao 1110 acho
animado de sanha, que, como he notorio, he um sent-
ment iinproprio da niinha organisacao : o que 0111 ver-
dado me excita vivamente, me estimula, eme cuche
de solicitnde e de esforco, he o desojo de compelliro
de-do Sul, c de ir a Jaguario, dirija-** esta aumi"
nistracSo.
Avisos matilimos.
meu contendor a pagar o que deve aos liten consii
tilintes ; e, se quizer firmar comiiiigo una /.(a, desde
j me comproiuetto a cuinpri-la religiosamente, el-la;
resiitua o meu antagonista aseu legilimo dono os fun-
dos ejuros occorridos, que, ha tantos anuos, temindevi-
danienteem seu poder, e ou desde j wmWP~'n'J 0 brigno nacional Jpiter, que deve chegar do
rom, nao o lizer, cons.nla. que ,1 rop M P1 lo* da Cadea-Vc-
O brigue nacional Despique, chega-
(Jo lionleii) do Ass, segu para o Uio-ile
J&neiro, por estes 8 das ; recebe Blgtt-
niH carga oiiada, pasaageiro e eaclavoa
a rcle : trata-sc coin Machado ok l'inlici
r. na ra da (Jru/., n. Go.
na : este novo trem do izlnhl torna-se recon ^r
Moanelo o dnraca... qua oBerece, lornando-M mw
H',1., s.iiMle, por ser livre deleni.u'eui .* eslaii "- O
Sis., que nao forao servidos, quoirao appaioctl em
.-PreCtM-s de um rapa/ porUlgue, que tenha pra-
ilca de venda, o que estoja as oironnislaiiea do .1 to-
mar por bataneo, dando liador a ua conducta: un ra
do Rotarlo da noa-Vlia, n. i ..
PrecitW-M do um oiixeno para venda, do \i 1 11
minos, o do ilimi apiendizos de cliaruleiio oniloia
de-l'ortas, venda n. 84.
Joaquim Antonio
de Medoiros, Portugtiez, retira-
se para o Rio-Grande-Sul.
Agencia le passaportes.
Na rao do f'llMlO, O. 10, o no Aterro-da-Koa-\ ItU,
" lojofn., ilrao-e paiMporte, Unto jara dentro, co-
- m para fura do imperio: assiui como despacliao-se e-
[orosses dos im's^cosiuin^s Vom aquoUe ie.o, com I commoilos c cscravo, : a tratar na ra
aquello ardor, com aquella lealdade, que sao pruprios 'na, :j'
ie um homein, que sent toda a consciencia do seu de-
no violar a couhanca,
ver, eque se eslima assai para
que nelle se lia depositado.
Assovera o meu contendor, que vai empregar os meios
legtimos para provar sua boa fe, e demonstrar a legali-
dade do seu comproinissu : a proposito da primeira pro-
posicao, devo dizer-lhe, que, em presenca de tal deca
racSo, sii me resta exultar de pra/.er j pois que 0 pri-
meiro acto da sua parte para mostrar sua boa f he
saldar coinuiigo sua cunta, he pagar-me. Emquaiilo,
porui, nano lizer, consinta, que algn espirito nial
escrupulosos, algumas consciencia mais timoratas ron
liiiiieiu a nutrir teimosas apprehensdes. Quanto a iin-
poccabilidade do coinpromisso. ... ah Uso lia de sor
mais espinhoso ; porque o mesmo iiieu contendor foi
quem Iheescreveo no rosto a eutenca, que o coiideni-
na, quando intentoncontra uiiui umaacco de lujuria,
o lffio de mini 1600 20 contos do ris, por hav-lo pu-
blicado se he obra das trevas, entao ha nlguiu vicio
nolle/ ...
Anilina o meu contendor, que anda tem de embar-
gar o aceordao c de intorpor o recurso ne nvi;la.
Pois bem Tambeui o empraio para esses tribunaes ;
e desde que se proferiro coulra niiin em prinieia ins-
lancia a sentoni;a, que se allude, niinlias vistas se ele-
vrao para os tribunaes supeiiores, como o Moloiro de
Berln appellava paraos tribunaes iiilogcrriuios d'aquel-
la capital.
Tambera me uo opponho a que o publico suspenda
seu juizo, como humildemente supplica o meu conten-
dor : mas, grande deictrafianca teuho de que tal liiapen-
sao nao lite soja concedida : porque a notoriedade dos
factos tom dado a esta questao um tal grao de clama e
de verdade, que 11:10 he poivel duvidar mais lempo ;
particularmente dopoisdi publicacSu do ultimo aceor-
dao, no qual os liiudaiiienios do meu direito se BCDaO
firmados do nina inaneira inconciissa.
Finalmente, acompaulio o meu adversario nos votos,
que dirige ao Allissiuio, para presorvar-me de liiiioslos
siuislros, que possao emliaracar miiilia posieo coiu-
ineroial, e obrigar-ine a i.plorar a benevolencia dos
inous credores : Dos nos ouca Mas, se por fatalidado
suoceder, que a fortuna me d do rosio, o so declare
obstinadamente contra mim, como alias tem succedido
a tantas casas de iiuilor crdito o respeitabllidadr, eu-
tenda bem a praca, que ou renuncio desde j o 0111 ter-
mos mui categricos a toda c qualquer concessao ou
favor, que os usos commoroiaes lio alinelo o aulori-
sein : por exomplo, nao accoltarei compromisso alguiu,
em que se me conlira a laculdade do alienar, a ilion bi I-
praxer, r segundo ineui capricho o vontadea, todos os
bous, que nicos podem servirdogaraulia aos inous ere-
dores, pomlo-os assiui a descollnos, e na conliucneia
(para nao dizer na certeza) de hcareui a niiiilia nica
iiierc de...,
Nao : um tal coinpromisso, eu o rejeitai 1a sempre,
milico embora pareca elle ao meu antagonUla um pri-
mor de boa f, o prutnpyto da logiliinidado, UUI exom-
plo de lisura, MU tu lo digno de sor sauccionado pelos
tribunaes do paiz. Sou, Senhore Redactores, de Tin.',
amigo e venerador Jos Jeronyoio Moiiteiro.
Para o Aracaty seguir brevemente o hiato A'orn-
Olindii: quem nell pretender carrejar, se pod'Ta en-
tender coin o mostr do mesmo, Antonio Jos Vianna,
no trapicho Novo,
Para o Uio-de-Janoiro propoe-so a sabir breve 0
brigue Snnta-Mir>t-/Ina-Snrir, capilao -Ins loaqultll
1 >i. 1 s, 111 -. Praxere, por tora inalorladoaeucarregamen-
to: pode,-linda receber algiiu volumes iniudos, assim
como oseraros, para o que tem bous couiuiodos, c nies-
1110 passagriros: pira o que trata-te com Amorini Ir-
111.10. ruadaCadeia, n. 45, ou com o capitn
= Para o Assn' segu riagent, no dia 11 dooorrente, o
brigue nacional Competidor; pode receber carga a frote,
beiu como passagoiros : para o que trata-so ni ruado
Apollo, armatein D. 2,mi com o capilao, Ignacio da Fon-
seca Marque.
O p.itacho nacional Novo-Samhni,
pregado e Ion a ilo de cobre, de superior
marcha segu pira a Baha imprcle-
cravos: tildo coin Inevidado.
- Sapada,ia da Soledad,- ,.. 14 ha una poicao de
trastos para se venderem, nmilo superiores, por preco
'^^nnio Ahes Rarbota lai Mile.....aos Srs. nogociantes
qne.U'Bdoli1odl.olvldan*iilgael.neoteaocld^dedo
m r Barbota no dia 30 de sneuii.ro elle lem.sta-
l.elecido osen anoa-em de compra o yenda de assuca ,
debalxo da firma de Barboua <"-
na 111a do lliuin ,
veira.
Casa da F,
.
rivelnteiile ,
com a carga
passageiros,
al o dia 1
que liver
5 ilo
: para
corrt.Mii
esta ,
011
les cotiimodo ,
ck l'inlieiio na
aos quaes olTcrece excellen-
lrata-sc com Machado
1 ua ila Cruz n. Go ,
ou com o capitSo, Joaqun! Bernardo de
So\\,\
Para o Hio-Grande-do-Sul sai multo breve o bri-
gue lhoi-l,liiiarde; pode receber .lignina carga o osera-
vos a fele : os pretendemos entenda se com o capluo
Maiioel .los de Azeredo Santos,
Rocife, armazcm, 11. 12.
na ra esirei'a 'I" ltoxrio, u.
Na cata rima linda so vende um resto do cautelas da
lotera do N. S. do Llvratnonto; da qual hio de correr as
rodas 00 dli do correte me, Rqne o numero que li-
car de bilhete.
Precisa-so df um caixeiro, de 12 a 14 annos, para
vend ; na rui Direila, 11. 23. Na inesmi casa se dir,
nueiii d tlOiH) r. a premio, sobro peuliore.
Preoisa-se do um I10111 refinador do assucar : na
ra da Cru, venda 11. Oi, so dir.
Alnga-se una casi terrea para pnuoi ramilla, jun-
to com um fornioso sitio pequeo, dentro dosta praca :
quemo pretender, dirija-so ,10 principio da ruada Mole-
dado, 11. II.
;:<.!> ou na ra da Cadoia do
annos na
em ntoio
-MME--GI0
Atfnndega.
RENDIMENTO DO DA 6.......1:264/696
ni -e.uui 1. mi HOJE 7.
riguoGustavomcrcadorias.
ilriguclnrocebollas.
CmiKiilado.
RENDIMENTO DO DIA 6.
Oeral............118#n57
Provincial............. 1VI8
44/778
l.ciloe-.
AO PUBLICO.
Iloje, ns 10 horas da inanlia em poni, se proce-
der ao leilflo, que fazem a Viuva Burgos & l'illins,
das razendaa, rerrageiu c miadezaa, em lotes tam-
ben* pequemos, que serfloarrematados por todo pre-
co, que oRerecem : na loja da esquina lo Livrameu-
lo, n. 1.
James''rablree & ''imipauhia contlnuarO o seu
loilo por inlorvencao do oorrolol Olivoira do grande
tortlnieiitu de fiuenda inglezaa as mais propnas-do
nieroado : irxta-felra i" do corenle as 10 horas da
manilla no eu arinazem da rua da l'ru/..
- 0 corroior Olivoira lard lelllo de grande porefia de
llinbilia, toda nova, viuda do Porto pelo navio rViilurn-
Pttti, o de maisalguma com pouco uso. de uina pesaoa,
que ltimamente se rellrou para RSra da provincia; a-
alm como de obras Se prala, rrloglo patente ingle, de
cima de meta, e outms objecto, que se vendorad seui
limites para liquidafo de coillas: quiita-l'oia, 8 do
correnlo, as 10 horas da inanlnia 0111 ponto, no arma-
ein da rua de Apollo, defronlc do tanque d'agoa, lio an-
tigo porlo das canoas.
Compra-so, para a villa do Rio-Formoso, urna
eserara, que leona habilidades, principalmente a
decozilihar, c que sen senhoraliaiico sua conducta ;
na rua doQueimado, loja n. 68.
Compro-se esrravos ile ambos os sexos, entre
piles duaspretas, ou pardas, engomadeiras : na rua
Nova, loja de fermgens, n. 16.
Compro-se :i esclavos, de 20 a 30
rua da Florentina, n. 7.
( iimprao-se ilmis sellins inglezes, bons,
uso : na rua das Cruzcs, n, 28
< oinprfin-se iros alqiieires de mndobini daiosia,
(do redondo), nao excedendo o proco de 4 ihiO ri aoal-
queire : quem liver ,1........ole.
Conipifni-se 600 can idas do ,i70ilo de carrapalo ,
1111 rua da Moeda, n. fl : a Halar com Silva & Grillo
Compra-so nina fabrica de charutos, que teja era
hom lunar e tambeiu com bois IVegiteclas: na rua Nova
11.21, 2." andar. Na.....smAcasa, eo/em-se costuras de
todas as qii.ilidados, milito bem fritas, f lainliom so 011-
,.......na o marca-se.tndo com multa iterfi leftooassalo, c
por menos, que em oulra qu llquer p irte.
~ I onipio-se quino varas o niel OU seis varas
blCO do ramagoin, largo e lino : na rua lionas, 11. 112.
I visos diversos.
Huiiuit'iitu lo ro-lo.
A'nriot entrados no dia 6.
Rio-de-.laiieiro; 21 lias, brigue brasileo Saudades, de
260 toneladas, capitn TiagO Aguise, equipagem II,
porga l'aiiiilia por conlado govorno: a Amoiim Iriuaos.
Passagoiro. Alfonso Pcrcira, l'ortiiguez.-Sigue para
os porlos do Norte.
\ssu; II dias, brigue brasileiro Despique, de 19.1 tonela-
das, capilao Jos Joaquim Duarte, equipagem 10, car-
ga sal. cornos o sola: a Machado & Plulieiro. Pasiagoi-
ros: .Manoel Peroia de Sousa Targino, 0 Jostaval-
cauli, Brasileiros.
A'atiio sahido no mesmo dia.
Partos do Sul; brigue hespanliol Vencedor, capilao Joio
Rosos, carga a iiicsma, que trono,
Rio-do-Jaiieiro; brigue brasileiro Desengao, capilao Jos
da Silva Nevos, caiga sal o mais gneros. Passagrira ,
I). Leonor Leopoldina, com 2 esclavos, c 16 ditos a
entregar,
Ofctfrfafo.
A galera americana Soooo se fez hoje a velaparaTiiesle,
r uo houteiu.
Uc. l.tiigul'S.
Srt. Redactores. (*)-- A declaracao, protesto, rogativa,
ou como inclhor SO possa chamar, que o meu conten-
dor, N. M. de Srixas, publicou em a sua lolha de l dn
Lunniir, reclamada niinha parte una rosposU ajusta
la 1 le n.i.....iie : ou Ih'a daroi seni demora, alim de ar-
rodar de sobro mim o rll'tito das insiuuacOCS malignas,
que o mesmo Seixas Uve em VitU, quando escreveo sua
arleira Jeremiada Antes, porcui, de ludo, eu nao posso
esconder a sorpresa, que me cansou aeuiolhaifte publl-
caco; porque, versando ella sobre um assuinplo
que so tem revestido de um carcter lao feio, c lo pou-
co decoioso para aquello litigante, era de presumir,
qur todo o sou zelo c cuidado se applicassem a evitar a
luz da publicidade.
Assim poim nao succedeo, c nocossario se faz, que
eu me dirija ao public.i desta cidade, e. em particular a
praca do conuuerco, para igniffcar-lhr, que na pu-
blifacao do luminoso accordo, que acaba de er pro-
ferido pela roela o sabia lolaciio dosia provnola, eiu l'a-
voi dos inous coiistiliiiiiles, iienhuiiia iiileucao Uve de
recolher Ionios de ti iuiiipho.
Ilom he, poi, que o ir.eu contendorsaiba bem oque
eu quero, o que ambiciono no pleito, que sustento.
(*1 Desde 3 d'esle niez temos em nosso poder esta cor-
respondencia : a grande allliiencla de materias, portn,
smenle boje no permittio publica-la. 0 H.
O arsenal de guerra precisa comprar, para a ilha
do Fernando, dillorrntos iiiedicamcntos ; convida, por-
tanto, aos Srs. nliaruiaceuiicos, que os liverciii para ven-
der, comparecao iiestearsen.il, aleo dia 8 desle cr-
lenlo mez, para, a vista da rrlacaodo mesuios, aprsen-
la rom as sua proposta* em cana locha Ja.
Ai-sen.,; e Currr-i, 5 do uuiubro de 1846. Oeserip-
turario, Pranritco Serfico de Assis Carvalho.
__U arsenal do guerra compra, para a ilha de Fernando.
os gneros aballo declarados ; a pessoa, que taes genero
livor para vender, coinpareca 110 mesmo arsenal coin
amostra dos mesmo*, e pruposla em carta fechada, ate
8 do correle mes. A sabor: assucar brauco, aleiria ,
arroz pilado, bolaeha, vinho timo, cera em volas, fo-
Iha de llandres ib.liradas. 8 111 asiros de 1 anas.ai i. com
70 palmos de comprido e 12 pollegadas de dimetro, po-
dras de amolar (de m), de graa dura, pregos caixacs,
focbaduras de broca para portas, ditas singlas, arcos
de ferro para pipa, comparo de carpiua, limas mela-
cauua laiiceteira, ditas chalas, ditas muras sortidas,
litas chalas de desbastar, ditas chalas de 9 pollegadas,
usoura para funileiio, mceles para dito, verrunias
de guarnicao, lorniuhos sonidos de mao, alicates de
poma e chatos, bucho de pescada, colla da Baha, paos
de jangada para balea e 24 vidros de lainpeOe, para il-
luiniuaco de rua.
Arsenal. 5 de outubro de 1846.0 escripturario,
f raneeo Serfico de Assis Caivalho
A peSsoa, que botou urna carta na caixa do cr-
relo, cora 120 rs. dentro, com direccao ao Rio-Gran-
is de
Jos alaria Da D si iento, que, por havor outro
de Igual nomo, se assiguar, d'agora 0111 yante,Juse bel-
lo da Silva Dias.
.Xluga-se, para passara fesla, Uin tilla na estrada do
Montoiro, com bastantes larangoira, jaquoira o outras
filelas; com a inelhor agoa possivel, boa casa o porlo
do banho, d da paito da sombra : a tratar no beceo das
Barroiras, 11. 4.
Dao-se 2:000/ a juros divididos em duasou Iros by-
polheeas 0111 casas torreas dentro da cidade, assim como
se d.io mais algumas quantias, com ponhoros de ouroo
prala, o lanibiui rebaleiuse suidos o ordenados: 11.1 Illa
do Rangel, n. 36, prlmeiro andar.
I hegando ao conbeeinionlo do ahaixo assignado,
que Manuel Florentino Cameiro da Cunda fez imprimir
nesia cidade, o disliibuir com osla tulla urna virulenta
correspondencia contra elle; roga ao lespeil.ivel publico,
sus|.....lasen juizo, al que o abaixo assignado musir-
as i'alsidados, de que a inesina est obelada Etlneo
Cavulcante de /ilhuquerqne.
Juo Carneiro Machado Itios embarca para o llio-
Grande-do-Sul o sen escravo pardo, de nomo Fran-
cisco.
Altigflo-setilias pretas para venderem azeite de
carrapalo* na roa estrella doRozario, n. 16.
Urna crioula forra se ofTerece para ama de rasa
dehnmem solteiro; quem de sen presumo se qui-
zer ulilisar, dirija-se a linvessa de S.-Pcilro, n. .14.
Fugio, no dia primeiro de marco do corrente
anuo, do serillo do Apudy, um cabra, ile nonic llay-
muiulo, baixn, espadaudo, ventas largas, pouca
barba e pouco cabello na testa, de surte que parece
calvo; sabio a cavallo, comcha|>eode couroeuma
espingarda ; SUppoe-se ter ido para as pintes do Sul 1
quem o pegar, leve ao sen soulior, na villa do Apudy,
ou a Manoel Antonio de Oliveira, em Olinda, que
sera bem recompensado.
Aluga-se urna casa para se passar a festa, ou
por anuo, no Catanga, pe lo do rio : quem a pre-
tender, dirija-se a rua do Crespo, n. 15, primeiro
andar.
Fugio, no dia do corrente, urna escrava da
Costa, de nomc Cenoveva. de idade de 20 anuos,
pouco mais ou menos, estatura regular, pellos bas-
tante grandes, levou saia de ciscado azul e eabecilo
de algodozinho ; tem dous tlhoa as costas, mar
cas que trouxe de sua tena, e o maior signa!, que
tem, he ser muilo Iraca e ladina. Roga-se as au-
toridades policiaes o aos capUfics de campo de
inandarcm levar a sua senhora, na rua da Coneci-
cao da Boa-Vista, n. 46, que se pagarao todas as
despezas
.= O abaixo assignado, testamenteiro do fallecido Joan
Antonio Martin Novaos, avisa a lodosos devedoees, que
devliioao mesmo fallecido, que, einquanto antes, vo-
nhSo pagar os seus dbitos, para os nao ver na necessi-
dade do os chamar a juizo.
Jote Maria da Coila Carvalhn.
= No dia 6 do corrente, ao uieio-dia, se devora ar-
rematar, com audiencia do 1 r. jui do clvel da tegundl
vara, toda a louca existente na loja da cata li J
roa da Cadol do Reirife, levada a praca por OMCueaa ao
Ficderico Robilliard contra l.udgeio fexeira Lopes.
= Hoclieadolojadeferrageiis de .loso I.uu I'ere,-
ra, na rua .Nova, n. 6, um novo soi lmenlo de panelas, .
chaleiraa, cacarolas c Iregideira de ferro aob porcella- o competente peuhor.
Vendas.
Vende-so a venda da rua da Madre-de-Deos, 11.
21. rom poneos fundos, polo dono so retirar para lo-
ra do imperij : a tratar na mesma venda.
Vende-so a venda n. 53, na rua nova, a dinliei-
ro,oii com desobliga praca, um terreno, una ca-
noa grande: u Ilutar na mesma venda.
Na esquina da rua do Collegio, loja n. 5, ven-
de-seum calirinlia, de 1.1 anuos, pouco maisou me-
nos, por 400*000 rs. ; tinas prelasde Angola, de 20
p tantos annos, a 4011/000 rs. rada una : estas alo
proprias para o servico de engaito, ou outro qual-
quer do campo, por lerem vindo do leo.
Vende-so um par de mangas de vidro, lisas, por
preco eoniniodo, na rua do Itangel, n. 42.
Vende-se uma casa terrea, sita na rua Velba da
Boa-Vista, por preco rommodo; na travessa das
Barreiras, 11. 4.
Vende-se uma escrava boa quitandeira; no
Hundo-Novu, n. 58.
__Vendem-se, por barato preco, o o tantas ra-
becas d gado gordo, e entre ellas dous bois man-
cos, para carro: na Magdalena, olaria, que foi do
fallecido Joo Rafael Cordoiro.
__Vende-se, ou aluga-se um terreno coin serra-
ra; na rua de S.-Rita, n. i:i, segundo andar.
Vende-se uma mobilia, conloado IScadeiras,
uma marqueza, um jogo tle bancas de pao d'oleo,
por proco milito cm emita; na nm das C.inco-I'on-
tas, 11. 154.
Vende-se una venda com poueos lundos, na
rua doMondego, n 70: a tratar na mesma venda.
Vende-se um Oratorio grande de tres races,
porprio para capelia particular em algumsitio; 4
linagens de diBerentes nvocacflea ; ludo por pre-
co commodo : na rua do Rangel, n. 17.
_. Vende-se urna volta de CordSo, com 6 oitavas
de ouro de lei, muito proprio para pesetico de me-
nino, ou canana de ollieial; > aunis; um anne-
Io; um boto; um par de brincos; urna nieda-
llia ; um rozario ; um altinete ; tildo de ouro c sera
feitio : no largo do Carino, venda 11. I.
Vndese |>eixi; aecco, por pieco
multo barato; no arinazem do Bacelar,
defronle da ese dinha il alfandega
Vendem-so lijlos de alvenaria, tapamenlo e
telha do melhor barro, e marca grande, por bara-
to preco : na Magdalena, olaria, que foi do falle-
cido Joo Rafael Lordeiro.
.0 UAEATEaO DA RUA DJCRESPO, l-O-'A., K. 3.
ATTK.NgAO !
Na loja, n. 8, da rua do iretno ao p da esquina enn-
rronte .10 arco de Santo-Anlonio vende.n-se lindiss.nios
cortes do selioi lavrado no un Ihor g.isto do pal?, a d^UOO
rs ocorte. Isla la/euda, pelos seus biilbanlisiiiose mo-
dernos lavroies. 1.1.lo por ser propria para colletes co-
mo 110I0 son moderado puco, so torna recommeiidavel
e dignado grande eoneiinoncia. Vcndoin-so igiialiuon-
if Kudissinios lencos de setim de modernos lavrorrs
ioihos para grvala, 1 0i0 rs. Alm disto, coiiliuuao-
,e .1 vender cbiua modernas, slgiima dola* seguras de
lilas a HO. 160 e 180 rs. o cavado ; ioiieainha para ves-
tidns, que Unge iudo bem qiial.|iior soda de alio preco,
a -2-40 1 s. o i-ovado ; punan linoaiiil 1 si-uro proprio para
farda e milito superior, a 4* r. ; dito vei do-oscuro, a 2/
rs. ; dito minio supoi ioi la/enila para sobre-casaca, a
4/OOH rs. ; balsoiinras, lazenda do la a para vestido de
senhora, padres oscuros, porm modernos, a 320 r. o
covado 1 1 assa-cliila, coin vara de largura, a 320 rs. o
Covado: assim como um sortiiiiouto completo de faten-
das para trauco, como sojao algodes enu arados, mes-
1 lados o .-disuado, a 240 rs. o covado ; e ludo o mais por
procos moderados. Do-se francamente as amostras sob
mm


\


A
Potassa branca,
da mata superior qualidade em
barricas pequeas, e desembarca-
da no lia 30 de agosto prxi-
mo passado, vende-se por pre-
go commodo : emcasa de L. G.
Ferreira & C.
nftfira irirs o n

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~ Vendem-se 31 escravos rhepados do Ar.icnly
rndn 10 prctos 6 prrt.is 4 iimlequc* G calumbas ,
6 miil.it is. lera vicios nein achaques por srrem ven-
didos iiaqiicllc liig.ii' por necessiriades r entre riles
tct'iu alguna i'oin h.iliilid.Klcs sendo un boiu destila-
dor i a tallar COIIl los Francisco da Silva.
Vrndc-se mu rrlc.gio de algihcira pequeo de
ouro ; un altiiicic de peilo t.iiubeui de ouro com
un diamante no nieio : n.i rna da >rn/nlla-Vellia, n. 70.
Vende se nina pretade na^fin, de ilade de 18 a 20
anuos, bonita figura e iiiuito sadia; co'iulia o diario de
una casa, tein principios de engoimnadeira e de lavadei-
ra; vende-se por un capriebo : no aterru da Boa-Vista,
ii. 29, no tanque d'agoa.
liop Princezn de Lisboa e Principe
do fio-de Janeiro- na rna do Livra-
mento, toja "t', n. 14.
\a loj.1 cima, acharad enipre os tomantes a boa pi-
tada do rape- Princc/,1 de Lisboa, e do novo rape l'iinii-
pe do Kio-dc-Jaueiro, as libras r a nlaliio. Este rap
toma-se recomnieiid.ivel, pelo seu aroma agi.idivcl, e
pela rapidiz,coni que destila,sein leccar e rater im roes,
nein lirii o nariz; asseuielhaiido-sc ua cor 6 linura ao de
Lisboa.
Farelo novo,
em saccas grandes vende-se no armazn do Bacelar,
confronte a escadinia da allaudega c eui casa de J.
J, Tasto Jnior na ra do Aiiiorim.
Yen.le-.se, im rui da Cruz, n. Go,
cera eni velas, ile superior qtialiilaiie, sor-
tmenlo ao gusto do comprador, e poi
precn mihis rommodo do que em oulra
qualquer parte.
Na ra do Crespo loja nova
n. 12, de Jos Joaquimda
Silva Haya ,
vende-se uin rico sortiniento de casti^aes de
timento decambraia para vestidos, a 3/500. 4/000 e 5/
r. o maisconiiiiodo posslvel; calcinhas de meia pa-
ra 'menino-, a 640 rs. ; mantas de seda escocesa a 6/
r. ; ditas niais ricas a 10/rs. ; alpaca preta a 800 e
l/COO rs, o corado ; dita de cures, a 2#000 rs. ; merino ,
milito fino todo de l.ia a 4/1)00 e 4/500 r. o covado.
Independente destas f.izendas, ha nesta loja uin com-
pleto S'irliiiiento de outras militas fazendas que se
vendeni mais em conti do que cm oulra qualquer par-
te livres de seren engaados.
Rap-Principe.
Acaba de chegar do Rio-de-Janeiro
este excellente rap, o melhor e mais
proprio para consumo desle paii pelo
liom aroma, exquisito paladar e f^cilida-
de da destiladlo : esta pitada lie digna de
ser apreciada pelos amadores do bom ra
ru, 868 quaes se convida a experimenta-
rcm Vende-se no deposito, na rin do
Trhpicbe n. 34; no bairro do Reeife,
Roorgard, Antonio Francisco de >ioraes,
Jos Carlos Ferreira Soares Jnior, Pon-
iesen: Mello, Giicilesfc Mello, Augusto
Ferreira l'into&C., .ioao da (jimha Ma
g'lbaes 5 ra do Crespo Ilenrique Si
C. ; rna to Queiroad, Campos & Al-
meida, Ccdrra & Guimaries ; ruado?
Quarteis, Victorino d Castro Moura ;
^ua do Livramcnlo, Francisco Cavalcan-
ti de Albuqoerque; ra doCabug, Jos
Joaquim da Costa, Francisco Joaquim
Uarle, Tboinnzde Aquino Konseca/ pra-
ca da Independencia Chrislovo Gu-
lherniefirekentfield,Purtunaio l'ercirada
Fonseca Bastos; Alerro-da-Boa-Vistn,
("aciano L.tlil Ferreira, Estima. Leal &
Innao, Antonto Ayres de Castro & ('.;
praca da Roa Vista Manoel Francisco
liedi igui s. e Alesandre Jos Lopes, ra
do Hozurioda Boa-Vista,
Bichas Vende se a retalbo nina pan ida dest.u verdadeiras
saiiguesiigas, cbegailas ultiiiiaiiiente, em porees de 100
para einia, porpreco coinmniln. .Na ra do Aiiioriui, u.
35, primeiro andar, ou no aruiairiu de bacelar, no caes
daalTandega.
\ ende-sc superior vinbo branro da
Madeira, cm barrisde 4 e S em pipa ;
cerveia engarrafada, e em barucas de
4 (luzias ; ginebra hollandeza em Iras-
qneiras de i5 frascos; potassa da Russia ;
dous fortes pianos dos autores de Colard
Si Colard de patente de,. Londres de
6 niiavos e mcio ; ludo de superior qm-
litlade c por mdico preco : na rna do
Vgario, armazein n. 4, de BotbeikBi-
dnulac.
Vendeni-se cartas de jogar franceasc finas; na
ra Nova, n. 25.
= Vende-se potassa branca de superior qualidade,
em barril pequeos ; em casa de Mallleiis Austiii i
Companliia, na ra da Allaudega-Vi Iba, n. 36.
t a ni breos a 1440rs. o
corte.
Na loja n. 3 do barateiro da ra do Crespo ao p da
esquina do arco de S. -Antonio vi ndiin-sc gain-
bi'-fl.-s para calcas, a quatro patacas e meia o corle
Vende-se um plano multo bem construido e de
boas vozes por preco coimnodo ; na loja da esquina da
ra do Crespo que vira para S.-Francisco.
A 7.^000 rs. o corle de cam-
braia de lislras e barra
de seda.
Na ra da Cadeia do Recite n. 35, vendem-secorte,
decambraias de lislras e barra de seda, a 7/D00 rs. ;
ditos de dila tecida eaberta a5/000 e 6fr.; dilas pin-
tadas 3/000 rs.; rlscados franceies, mullo finos e lar-
eos de bonita padrdes a 240 rs. o covado ; ditos de
tras imitando seda, a 220 rs. o covado; brins listra-
dosde cots, de puro linho, a 800 rs. a vara.
= Vende-se, por prreisao uin raoleque de 10 a
17annos, pouco mais ou menos, que cozlnbae tein
principios de sapateiro ; na ra Velha da Boa-Vista ,
n. 22.
Vendem-se 30 couros seceos doRlo-Grande-do-
Sul ; a bordo do brigue nacional Initptndenle fundea-
do ao p1 do caes do C'ollegio.
~ Vende-se uin escravo bom canoeiro de barraca,> e
que he de governo e tambem toca cano de carreira, de
20a22annos, de linda figura, proprio para qualquer
officio : na travessa da uiatiiz de S.-Antonio confron-
te as catacumbas casa terrea n. 18.
__Vendem-se duas escravas mocas com algumas
habilidades ; um moleque de lOannr.s ; sola ; beser-
ro ; couros iniudos ; una porcode barricas de sebo ;
um ocnlo ; esleirs : na ra da Cruz n. 26.
Vndem-se passas miudas, para fazer podins ; lin-
goas salgadas ingieras milito boas; carne salgada ,
em barra pequeos ; escovas para varrer casa ; cliain
panha ; vinho do Porto; Scherry; Hadelra ; <:onstancio;
Clarete; ago'ardente de Franc; caixas com 15 frascos da
verdadeira genebra de llollanda ; gigos com_ 12 botijas
da inesma ; cerveia branca, tanto em porfo como a
relalho ; frascos de fructas para fa/er podios; frascos de
deuiostardi; meias garrafas de Scherrv cordial; latas
com salmo ; mais outras conservas ce peise e carne ;
latas com tinta de varias qualidades ; oleo de linhaca ;
charutos regala : na ra do Trapiche armazein n. 44.
4 tSSOOrs. o corle de casiim
ras francezas, elsticas.
Na roa da Cadeia do Recifc n. 35 vendem-se cor-
tes de casimiras superiores, francezas e elsticas, de
padrdes ainda nao vistos a 5/500 rs. ; chales de seda .
milito bous e grandes a 12/e 14/rs. ; ditos de l.ia con
palmas de setim ; ditos de dita eom listras assetinailas ,
a 3/rs. ; ditos de cambraia de algodao e seda a 2/300
rs.; ditos de l.ia, a 2/rs. ; ditos de cambraia branca
adamascada, aSOOrs. ; lencos de seda com franja, de
qiiadrinhos e palmas de sethu de cores, a l/2G0rs.; di-
tos de dita de cores a 800 ris.
__ Vendem-seovas de tainha do Rio-Grande, supe-
riores ; assiin como ha todo auno superior inarmela-
da : na ra da Praia armaiem n. 24.
= Vendem-se duas bonitas m-grinlias de 10 annos ;
2 miilatinhos) de7 anuos ; I bonito moleque de 14 an-
nos por preco coniuiodo : na ra da Cruz, no Reeife ,
n.51.
= Vende-se, para fra da provincia, ou engenho, um
preto de nacao Angola de 25 anuos ; na travessa da
Gloria na l'.oa-Vista, sobrado n. 4, das 6 as 9 horas da
manhaa.
s= Vende-se una negrinha de lia 14 annos crioli-
ta propria para aprender qualquer cousa de bonita
figura ; na ra das i ruzes n. 41, primeiro andar.
Moje estar a venda na ra da Cadeia ,
dous bonitos bois de carro, por barato
preco.
= Vende-se una colleccao de breviarios para os Srs.
sacerdotes ; na ra da Cadeia de S.-Antonio sobrado de
u ni andar, n. 18 porciiuade una loja de trastes.
cerca do sitio do Sr. Ignacio Nunes, urna casa ha pouco
acabada de consfuir, depedra e cal, com quintal enas-
tantes commodos para una familia, e em lugar proprio
para se passar a festa, por ser a beira do rio: na ra do
Queimado, n.44.
Asear rao, a 240 rs. o covado.
Na ra da Cadeia do Reeife n 3S vende-se esta fa-
mosa fazenda denominada ascarrao pelo admiravel
preco de 240 rs. o covado.
__ Vende-se estepa e saceos de di-
ta feitos, de superior qualidade na ra
da Cruz, n. 10.
a^^W*fie#^
as senboras.
finissima
de gos-
pclo di-
casquinha, com suas competentes lauternag
tos os mais modernos que leeni apparecido ,
minuto pirco de8/, 10/ e 12/ rs. cada par.
Farinba SS>F,
da multo acreditada fabrica de Molino Straiig sendo a
ultima chegada a este mercado em pequeas e gran-
de* porees : a tratar com J. J. Tasso Jnior.
Potassa.
Vende-se potassa americana,
ntiilo nova por ser prxima-
mente chegada, e cuja qualidade
he a mellior, que tem viudo, por
preco commodo : na ra da Ca-
deia do Reeife, armazem n. 12 ,
de Bailar & Olivcira.
Na ra do Crespo, loja nova
n. 12, de Jos Joaquim
da Silva Maya,
yendem-se bonitos e delicados cortes de cambraia, com
listras de seda, ao mdico preco de 7/ rs. ; casimiras
fraileras elsticas a 6/rs. cada corte ; corles da limi-
to acreditada indianna a 3/000 rs. ; ditos da victoria ,
fasenda imitando seda a 4,0000 rs. ; chales de la ar-
rendados de cores milito mimosas, a 2/400, 2800 a
3/UO0 rs. ; roiueirasde fil deliubo, enfeitadas com bi-
co propras para senliora e meninas, a l/UOO e 1/600
rs. ; veos de dito para chapeos os quaes umitas pes-
toaa teeui comprado para ramisinhas de rriaucas a
1/280 rs. ; i bales de la e seda, muilo di licadus em la-
vrore e de assento escuro, fazenda iuteiamrntt no-
va on quaes rivalisn cun os de seda, a 70O0 rs.; pan-
no lino aiul e preto a 2/560 rs. o covado ; um rico sor-
F.sta fatenda, recebida Dimitiente, lie fabricada de Ia e
algodao ; porui leui uin encordoado e tecido de lal
mancha, que, junto aos seus modernos c ricos estam-
pados no ultimo gosto, a faz mui fcilmente lomar por
qualipirr casimira franceza.
Vendem-se, no ariuaiem n. 19 do porlo das ca-
noas na ra Nova, as madeiras segiiintes: caibros ,
maos travesas c encliameis ; ludas de boa qualidade.
Vende-se facililla da trra muilo superior a
3/200 rs. oalqueire ; feijiio mulalinlio, muilo superior ,
a 7/000 rs o alqm-ire da medida velha ; una frasqueira
com 10 vidros dourados ; una panfila de ferro, de 8
pollegadas ; dous ferros de engummar inuilo supe-
riores : na rna du ( ildeireiro u. 80.
= Vendem-se uioedas douradas para marcar jogo ;
na ra larga do Roiario delimite da travessa das Cru-
zes, n.20.
= Vendem-se phosphoros de ptima qualidade, che-
gados prximamente a 10rs. a caixa : na ra larga do
Roiario, defronte da travessa das Cruzes n. 20
Vende-se um globo celeste ; na ra da Cadeia do
Reeife, loja n. 57, de Seve & Innao
= Vendem-se fezes de ouro e izarcao em bar is
pe I neiio-. de 4 arrobas ; na i ua do Vigario, aruiriem
Para passar a lesla.
Na loja n. 3. da ra do Crespo ao p da esquina do
arro de S.-Antonio vende-se urna excellente e vasta re-
de de panno de linho o mais excellente possivel nova
e srui defeiloalgiiui.
Vndese um escravo moco, de boa figura, para
todo o servico, eque he |;anbador de ra ; 2 inoleques,
de 12 a 13 anuos ; 3pretas mocas,,de todo o servico, sen-
do nina dellas perfeita lavadeira ; una dita, por 35(1/
rs. : na ra larga do Roiario voltaudo para os quar-
teis, ii 24, primeiro andar.
Vriidr-e um mol,ao sadio de bonita figura de
Hialinos, pouco mais ou menos que emende de pa-
ila i i.i. e lie proprio para qualquer servico: na ruada Ca-
deia-Velha u. 30.
Vendem-se 8 escravas, sendo: una parda, de 12
anuos ; una preta boa cozinheira ; 3 ditas do servico de
campo; 3 dilas tom habilidades; 2pretos, por barato
preco : no pateo da Malrii, sobrado n. 4.
Vendem-se globos de vidro,
muito bonitos, pan candieiros
de machina tanto em por cao
como a relalho por preco mo
dico : na ra do Cabug, lujas
de fazendas de Fcreira & Gue-
des, ns. 4 e6.
Vende-se um violio de fabrico francrz por pre-
co inulto commodo ; na ra Cadeia-Velha, loja u. 3.
Economa para
S.io ehegados a loja da ra da Cadeia do Reeife, n. 35,
mis bonitos delicados e econmicos manteletes, to-
dos de boa Ia lavrados e imitando seda proprios pa-
ra assenlinras ireinao banllu pela festa, pelo diminuto
preco de 2/000 rs.
= O correlor Olivelra tem para vender cobre cm fo-
lli.i e pregns de dito para forros de navios : os preleu-
denles dirijao-se ao inrsnio, ou aos Senliorcs Mcsquita
b Dutra.
Vende-se urna negra muilo moca e de elegante fi-
gura, eom habilidades, que se di r:".n ao comprador; cinco
moleque* de 12 a 14 aunos, 2 negros de 24 a 30 annos, e
4 mulatas de 18 a 24 annos, entre ellas urna perfeita en-
gnuintadf ira c roslureira : na ra da Cadeia do bairro de
S.-Antonio, n 25.
Vende-se, por preco commodo, a venda nova da
travessa do Carioca, na ra da Praia.
Vende-se carne do sertao, limito gorda c nova, por
ter trazido 10 das de vingem du Aracaiy: ua ra da Ca-
deia do Heiile, n. 11.
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"9 *
Chegou um novo sortltnento de fazendas nes- <*
f ta loia consisllndo em madapoldes de 20 M
Z varas, a peca, a 2/240.2/800. 3/. 3/200, 3*500, W
* 4J000,4/201), 4/RO0, 4*800.5/WK), 5/500 e 6/000 <*
** rsTchitas a 140, 160. 180, 200, 220 e240 rs.; M
S diu muito fina, a 280 rs e franceza, dos mais *
^ ricos desenlise tintas fixas, a.i-iOri. ; casimi- **
*5 ras de lindos padres e de pura la ; chales de B
fS, seda; ditos escocezes de la e seda ; fazenda g
para habito de terceiro ; luvas de seda para se- j
'S nhora a 320 rs. ; e oulras militas fazendas fi- *J
B as, bem como : pannos finos e ordinarios, por S
*Z. conimodo preco; sirja hespanhola, a 2/240 rs.; j.
'S dita para forro de obras a 720 rs. ; ganga, boa W
* para escravos a 100 rs. ; bi mi trancad >, de al- 0
jL godao a 200 rs. o covado ; e outras mui tas pe-
S chinchas por baratissiino preco.
$24jei^%Kf*%5?5
__ Vendem-se vidros para espelhos ,
de varios tamunhos; ditos para vidracaa:
ua ra da Cruz, n io-
= Vende-se um ptimo carro de duas rodas, por pre-
co muito commodo ; na ra do Arago, n. 12.
CARNAUBA,
vende-se no armazein de farinha, do caes do Collegio ,
de superior qualidade em purcao ea reUlho por ba-
= Vendm-se, no deposito de farinha de mandioca,
da ra da Cadeia de S.-Antonio, n. 19, sacras com boa
larnhade Mage, a5/rs.; ditas de S.-Mathens, a4/rs.;
dilas de arroz de casca, a4/rs. ; ditas de millio.a 4/rs.;
e urna porcao de saceos vastos, de estopa.
=i Vendem-se moendas de ferro para engenhoi de ai-
siiear, para vapor, agua e beatas, de diversos tamanhos,
por preco commodo e igualmente Uixas de ferro coado
e batido, de todos os tamanhos : na praca do Cnrpo-San-
to, n. II, em casa de Me. i.al moni A Companhia, ou na
ra de Apollo, armazein, n. 6.
__Vende-se una parda moca, sadia sem vicios e ro-
busta que sabe engommar cozinhar e coser; na ru*
da Aurora afall aromo coronel Joaquim Jos Luis de
Suuza.

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2--3
3=2=32
-A.2 u

= 1^2.3
""- -
r
o
u
^fl.'J
Vendem-se snfs, bercos.cadeiras, mesaide nielo de
sala, jogo de bancas de diversos moldes, coniinod ase meias
cnmiimd.is euiarnuezas.de angico,Jacaranda e amarelln,
ludo do mais moderno gusto e mais commodo que em
nutra qualquer parir; ua ruada Caiiiboa-do-Carino, n. 8.
Vende-se um bouito escravo ptimo para u ser-
vico do campo, por ter do mesmo bastante pralica,
ou para qualquer outro crvica, por ser bastante h-
bil : na ra ireita n. 18.
-- Vende-se, no Poco na ra da Poeira, confronte a
Escravos Fgidos.
Oflerece-sc a grallficacao de 100/000 rs. a quem
capturar, ou descubrir o escravo pardo escuro de
nome Benedicto eheio do corpo pouca barba ; re-
presenta 30 annos, pouco mais ou menos ; he inulto es-
peno e bastante capaducio ; e julga-se que por onde
se achar se inculcar por livre c mesmo lera mudado
o nome; era inarlnhelro eentendede pescador ; lu-
gio de bordo do brigue Catiro- Primeiro no dia Id de
setembro. Este escravo perlence ao Sr. Antonio Das
de Souza Castro do lUo-de-Janeiro. Qlirn o c>|ilu-
rar, reconhecendo-sesero proprio, recebera a gratifica-
cao cima na ra da Cadeia n. 45 em casa de Anio-
rim Irmos. Pede-se igualnienie a lorias as autorida-
des policiaes todo o escrpulo no exanie de qualquer
escravo capturado, certa deqursc Ihe ficara por ludo
sumamente agradeci.io.
Fugio, no dia l. do mezprximo passado, a escrava
"llltana, crioula, de idade de 25 annos, abura regular,
secca dn corpo, bem preta, nariz chato, com un dente
quebrado na frente, e no lado dlrril.i do prsrnco uinal
cicatrizes; roga-se as autoridades policiaes ecapines de
campo, que a prendao e levem-na ra Dircila n. 82,
primeiro andar, onde scriio recompensados.
PITT0RESC0S.
OLTHOSH
DECIFIUCit
O casamen'o lie a sepultura do amor.
Pl'KN
.", N TYP DE M. F DE FAMA
_i846
MUTILADO


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