Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09430


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Full Text
A mo de 1846.
Sabbado 5
O DfJRlO pnl>lic-se todos 05 das que (o
forem de guarda: o preyo da asignatura lie de
4J11O0. rs. por quartel, pagoi ailmiiladnt. Os
annuncins dos assignantes 3o inseridos a razo
de 2 ris por linha, 40 ris eii typo difieren-
te, e repetire pela meladc. Os que nSo fo-
rero assii-nanles p*go 80 ria Por t'"11"' l6
ein lypo diflerente. _
PHASES DA LA NO MEZ, DE OUTUBRO.
1,11 chela a 4 ai 7 hora o 46 minutos da larde.
Mineoaiiiea lia I horae47 min. da man.
La nova a Ma 1 liora J4 min. da maali.
Crescenie a 27 aos49 minutos da Urde.
PARTIDA DOS COBRFIOS.
Goianna f Paraliyl.a Segundas e Sedas feiras.
Rio Grande do Norte, chega as Quartas feiral
ao meio dia e parle uas mesmas lloras Das
Quintal feiras.
Calm, Serinhacm, Rio Formoso, Porto Cairo e
Maceyd. no l., II e 21 de cada mez.
GaranhunJ e Bonito a 10 e 24.
Roa-Vista e Flores a H e 2.
Victoria as Quintas feiras .
Olinda todos os das.
PREAVKR DE HOlK.
Primeira a 2 h. 54 minutos da Urde.
Secunda a 4 b. 8 minutos da manha.
de Outubro.
Anno XXII N. 20.
DAS DA SEMANA.
28 Secunda S. Weoceslo, au.l. do J. dos orf.
edo J.doC. d2. v., doJ. M. da 2 v.
29 Terra S. Miguel Arclianjo; s. rratero n.
m. t. Giidelia. '
30 QuarU S Jeronymo, aud. do J. do civ.
da 2. v e do J. de par do 2 dist. de t.
1 QoioU S Virissiino, aud. do J.de orpliiios, e
do I municipal da I. vara,
2 Seila S Generlo, aud. do J. do civ. da
I. Y. edo J. de pazdo 1. disl. de t.
3 Sabliado S Candido, aud. do J. do civ. da
I v., e do J de paz do I. disl. e do J. de l.
4 Domingo O SS. notario de Nossa Senliora.
CAMBIOS NO DIA l DF. OUTBRO.
Camino sobre Londres 27 Paiis J55 ris por franco.
Lisboa 106% dr premio
Desc. de letras de boas firmas I VeP- Vo
OmivOncashcspanholas.. 80|000 a
Moedusdr GJino vcl. I6j700 a
de djioniiov. mfono a
. de AjOOO... 8#000 a
pTala Palaccs....... U90P a
i Pesos columnarcs 1 jfOSi a
a Ditos Mexicanos. l|0?u a
Miuda.......... I#7"
Actes da Comp. do Reberibc de >0|000
60 d.
aomez.
ai'-'i'
ICWOII
16^900
9.'0"
2/0D
20000
IJ940
11800
ao par.
DIARIO DE PERRTAMBUCO
PAPTE OFFIC.AL.
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DO DIA 19 DO PASSADO.
Officio__Ao Inspector Interino do arsenal de marl-
nha, ordenando, que. por c mande dar ao coiii:naiid.inte do liiate Carador tudo quan-
tu pedir para habilltar-se a etrlluar o concert e uova
collm-aciio das bolas da barra da Parahiba.
Dtu___A mesmo, di'tri-minando, faca por a dlsposl-
t5o dochrfe de polica o recruta Cosme Jos da Silva,
que pela juuU de justica Tora julgado Incapaz do servi-
eo.___Participou-se ao cliefe de polica.
DitOjr-rAoa delegaaos das comarcas, liicumbindo-lhes,
ein consequeacia de rrcoinmrndaco do governo impe-
rial, a prouioco de assiguaturas para a fasela Oficial,
que na corte se publica ; e determinando, que ,-i thesou-
raria da fazenda rcnietto o produelo das subscripfdes,
que grangcarcui. acuiiipaiihado do urna rala^o nomi-
nal, declarativa dos iiouiri dos subscriptores, das suas
residencias, e do lempo, por que subscreyeui. Ofci-
ou-se a respeitoao presidente'interino da relac.lo e aos
cheles de todas as repai tlcdes da provincia.
DitoAo bacharel Gervasio Goncalves da Silva, dan-
do-se por iuteirado de hnver S me. entrado no rxercicio
do cargo de juiz municipal da primeira vara desta ci-
dade. .
DEM DO DIA 22.
Ofncio- A' cmara municipal desta cidade, declaran-
do, deve por segunda vez ein praca o Imposto das aferi-
edes dos pesos e medidas do respectivo municipio.
DitoAo juiz municipal da segunda vara, nomcando-o
?residente das loteras e juiz privativo dos Africanos.
Izerao-se as convenientes participaedes.
DitoAo delegado do termo de Goianna, dando-lhe fa-
culdade para arrendar a casa, que aclia apropriada pa-
ra quartel do respectivo destacamento policial ; e a fa-
zerpara ella passar o uiesnio destacamento, logo que es-
teja contratado o arreiidamento. l'ai ticipou-se ao Ins-
pector da thesouraria das rendas provinciaes.

INTERIOR.
Babia.
Ja para bem Urde podemos passar pelos olho uin
J/oritino Chnmicle de 21 de agosto. A noticia inals impor-
tante he a da venda dopiimeiroassurar estrangeiio ad-
iniltido debaito dos elidios da noca Iri: foiao 1,204 cai-
xas Harona, preco de 57 s. 6 d. a 58 s. 6d., pagos os
direitos. .
Suppunha-se, que Henry, o miseravcl perpetrador uo
Ultim anen.ado cuinfm a vMa rt- !.! PM"K"; """>
quaudo fosse, para satisfazer as formalidades, condcni-
nado a pena capital pelo tribunal dos pares, sena essa
pena coiuiuutada em outra menor.
Ficava cada vez mais certo o triumpho do governo
fin Franca na queslo das rU^dcs : ein 9 collegios ha-
vi.osido eleitos o presidente e secretario do lado dos
conservativos. '
O editor de um jornal publicado ein Argel e mais du
colonos tiiihSo levado a presenCa do governo da metro-
pole urna represcnlaco, pediudo que a Argellasejao ap-
1>1 ii .idas as leis, que regem a Franca.
Ibrahim Pacha eslava de volta no F.gypto.
O n i de aples liavia prohibido a aduiissao do Piano
de flomi o que delxava interver, que S. M. Napolitana
nao gostava das medidas llberaes de Sua Santidade.
(o Correio mercantil.)
PERNAMBCO.
AaSEMBLt'A PROVINCIAL.
SESSAO EM 2 DE OUTUBRO DE 1846.
FHESIDINCI* DO SINHOI SOCZ TEIXE1SA.
SuntBio. Expediente. Reqiierlmenlo do Sr. Barro-
so, para que seja o Sr. Ucha Cavalcanll aiimittida a
tomar assenio. Rellexdes do Sr. Prixolo de l'rilo
acerca d'este rrquei imento. Eleico de coinmissdes.
--Adinlsso uo menino Sr. Ucha. Declaracao da
ordem do dia para a sesso seguinte.
As dez horas e niela da manha, o Sr. 1." secretario
faz a chamada, e verifica esUrem presentes 20 Srs. de-
putados.
O Sr. Presidente declara aberta a sessao.
O Si 2.* Seerefarfo le a acU da sessao antecedente, que.
he approvada.
O Sr. 1. Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Olio oftlcios do secretario da provincia :
O l., participando, que de ordem do Exm. ?r. presi-
dente da provincia havia remettldo cmara da villa da
Boa-Vista uina copia do parecer da commlssode rendas
munleipaes. ntrirada.
0 2.", coinmunicando tersidn'a thesourarla das rendas
provinciaes iulelrada de achar-se o l. secretirio auto-
rlsadopela assembla legislativa provincial, para rece-
beras quntas destinadas para o expediente da secreta-
rla, asseio da casa e publicacao dos trabalhos por ttcJU-
graphog. Inleirada.
O 3., dando parle de ter sido reinettida i thesourarla
das rendas provinciaes a relncao nominal dos Srs. depu
Udos da assembia legislativa provincial, queassislirao
a sessao extraordinaria c a sua prorogaciio, aflu de Ihes
seren pagos os respectivos subsidios. Inleirada.
0 4., coinmunicando ter sido a thesourarla das ren-
das provinciaes sclentificada da autorisacao da despeja
de t:2B2jr090 rs.'com a publicacao, por tachigraphos, dos
trahalhos de assembia ein a sessito extraordinaria e sua
P riirngacan. Inleirada.
0 5.", participando, que S. Exc. o Sr presidente da pro-
vincia tem feilo remetter ao inspector da thesourarla
das rendas provinciaes urna copia do parecer da com-
misso de fazenda e orcaniehto, sob n. 8 Inleirada.
0 6.", fazendo constar, que, de tonforinldadc com o
parecer da commissao de juslifa.civil e criminal, pela
assembia approvado, delerminou-seao procurador lis-
caldas rendas provinciaes, promovesse.a rescisao do
contrato, pelo qual o bacharel Jeronymo MartrDiano
Flgueira de Mello se obrigou a organisara cstalistica
civil e poltica da provincia. -- Inleirada.
0 7.', coinmunicando. que a cada una das cmaras da
provincia foi enviado um exemplar das posturas decre-
tadas pela assembia. Inleirada.
O 8.", ai clisando remessa dos autograpnos das leis
provinciaes den. 147 JAS inclusive, ltimamente pro-
mulgadas. --Inleirada.
Outrosdoze do secretario Interino da provincia:
Tres dos secretarios das assembleas legislativas das
provincias de S.-Catharina, Piauhy e Para, acompa-
nh.indo os respectiros aclos legislativos. inleirada.
O 1.a, aecusandn remessa de dous o II i nos das cmaras
munleipaes das villas de Garanhuns e Exu, acompasa-
dos das posturas, por ellas organisadas. A commuiuo
de neqoriot dai cmaras municipaes.
0 2, acompanhando um officio, em que a cmara da
villa do Cabo refere-se a una representacao a elle anue-
xa, em que pedem-se providencias acerca da falta de
una estrada, que facilite as communicaces entre os
numerosos engenhos do sul para esta cidade A rom-
mii'n dns negocios das camarns.
O 3, remetiendo um officio do procurador fiscal da
thesourarla das rendas provinciaes, a que acompnnha
urna cerlidao da sentenca, que sobre a rescisaoido con-
trato fello com o bacharel Jeronymo Martmiano r igueira
de Mello, para a organisacao daesUtlstlca da provincia,
proferio o juiz da 2. vara do civel. -- A commissao di
juslica civil e criminal.
O 4., enviando um officio da cmara municipal desta
cidade, acompanhado de um aditlamento ao orcaif>nlo
da respectiva receila e despeza, para o anno de 184b a
lg47 A' commissao de cantas das cmaras muniripnr.
0 5, acensando remessa d'um officio daJcamara mu-
nicipal de Flores, acompanhado do talaneo fla MMcf4-
ta e despeza no anno financelro de 1845 a 1846, ^dn o, -
camenl para o anno de 1846 a 1847. ^ corneo de
cantas das enmaras municipaes.
0 6 remetendo o relatorio da directora do collegio
dos orphos de Olinda. JI'ommiMo de in.trurfio pu-
6/ea
O 7, enviando o relatorio da cmara de Po-do-Alho.
e um officio, em que a do Cabo reprsenla acerca da
casa, de que precisa na povoacao de Sossa Senhura do
O' para as suas sesscs, e para as do tribunal .Jo jury ;
e a respelto dos movis e mais objertos, que a dita casa
sao necessarios. A' commissao de negocios das cmaras
muttiripaes. ,
O 8.", aecusando remessa do relatorio do Inspector da
thesourarla das rendas provinciaes. A commtssaode (a-
tendn e orcamenlo. aW__
09 remetendo o relatorio da cmara de Mores, a-
companhado de duas posturas. -- A' commissao de nego-
cios dos cmaras. _
O 10 enviando os relatorio das cmaras do Re -
fe, Olinda, Iguarassu1. Brejo. Nazarelh.Lluioeiro. Flo-
resta. Goianna. Garanhuns, Bonito e Boa-Vista. A
commissao de negocios das cmaras. ^^_^___
MEMORIAS DE UM MEDICO. (*)
por aieyanDre J&umag.
PRIMEIRA PARTE.
k
CAPITULO X.
A VIDENTE,
Balsamo veio ao encontr da donzella, que entrara no
Juarlo sem desviar-se da linha direila, firme no seu an-
ar, como a estatua do eommendador.
Parece, que essa apparicao, por mais extraordinaria
que podesse ser aos olhos de qualquer outro, oue no
uaisamo, o nao sorprendeo.
i.ii ordenei-lhe, quedormisse, disse elle ; edorme?
Andreza soltou um suspiro, mas nao respondeo.
Balsamo appioximou-se da donzella, e carregou-a de
una inaior porcao de fluido
(?} Vide Diario n.* 218.
Quero, que falle, disse elle.
A donzella estremeceo.
Ouvlo o que Ihe disse ? perguntou o estraugeiro.
Andreza fez slgnal que slm.
Entao, porque nao falla?
Andreza levou a mo a garganta, como para exprimir,
que as palanas uo podiao sahlr.
Bein sente-se ali, disse Balsamo.
E travou-lhe da mao. a niesma que Gilberto, hapouco-
beiira. sem que ella dsse por isso, e este nico contac-
to Ihe produzio o mesmo estreinecimento, por que a vi,
mos j passar, quando Ihe viera o fluido, ha pouco,
do alto. .
A donzella, conduzlda por Balsamo, deo tres passos
para tras, e senlou-se em urna poltrona.
Agora, disse elle, v?
Os olhos de Andreza dilatrSo-se, como se ella quizera
abracar todos os ralos luminosos derramados noquarlo
pelos divergente clarOes de duas velas.
Nao Ihe digo, que veja com os olhos, continuou Bal-
samo ; veja com o peito.
E tirando de dentro da vesta bordada una varinha
de ajo, pousou a extremidade no pejto palpiunte da
Esta saltou. como se uina setu de fogo Ihe attravess
ra a carne, e Ihe penetrara at o coracao ; os olhos fecha-
ro-se-lhe Iinmedialainente. .
Ah! bein, disse Balsamo, comeca a ver, nao he
a|ni?
Ella fpzum sigual de cabeca affirmauro.
F. vai fallar, nao he?
Sim, respondeo Andreza.
Mas levou ao mesmo lempo a mao afronte com gesto
de indisivel dor.
Que tem ? perguntou Balsamo.
I Oh padeco muilo!
Ol.0, remetiendo o relatorio da directora do lyceo
desta cidade. A commissao de initrufilo publica
O 12., enviando os relatarlos das admlnistracoes dos
bens dosorphaos e estabeleelmentos de caridade. A
commissao de cantas e despeza* provinciaes.
Um requerimentii, em que o padre Jos MarinhoFal-
cao Padllha, professor de rethorlca e potica no lyceo
d'esta cidade. pede que por nina res .lufao seja reparado
0 il i ni n < i, ipir sofl're em considerar-seo seu honorario co-
mo dividido em ordenado e gratlflcacSo, quando cunta
mais de olio anuos de servieo, e a lei provincial de .40 de
abril de 1839 determina, que os professnres, que frao
prvidos antes da lei de 10 de junho de 1837, percebao os
seus ordenados indisidamente, sem dislincao de ordena-
dos e gratilicaVcs; c que, se estes professores liverrin 2.)
annos de servieo, e ronlinuarem em o exerclcio do seu
magisterio, vencao mais metade do ordenado, que per-
cehiao. A' commissio de peticors
Outros cinco, ron que Domingos de Azeredo Coutinho,
Jos Antonio d Miranda, Jos Francisco de Souza Vla-
galhaes, Jos Lopes Vianna e Antonio dos Santos Mira,
pede ni o lugar de continuo da assembia, queseacha
vago, pelo falleclmento de Alexandre Ribeiro Miranda
Fnntoiira, que o exen-ia. 4' commissao de mima.
O.Si. Peixulo de Rrilo. declarando existir na mesa um
lequerlmenlo.cni que o Sr.Barroso prope.seja covidado
a tomar assento na assembia o Sr. diputado i'arbalho
Ucha, que se acha presente, observa, que por nao es-
tar anda feita elelco da commissao de poderes, de que
depende a deelsao desse requei iuiento, entende, que so
depols de reallsada una seinelhaiilc elelco, primeira,
de que.a casa se vai oceupar, he que dito requermenlo
deve ser lomado em considera9:";o.
A mesa coiiforinou-se com a oplniao do Sr. Peixoto
ile Brito.
ORDEM DO DIA.
Eteiclies de commissOes.
Procede-se elelco da commissao de conslituicao e
poderes, e, corrido o escrutinio sahem eleitos os Srs.
Mendes da Cunlia com 21 votos, Nunes Machado com
19, c Joaqulin Villela com 17.
OSr. 1.' secretario l o seguinte reqiierinientc do br.
1 ii i ii-ii. que be approvado:
Requeiro, que seja convidado a tomar assento o
Sr. Alvaro Barbalho Uchoa Cavalcanti, que se acha na
casa...
Retlrando-se a commissao para a respectiva sala, vol-
ta pouco depois, c manda a mesa o leguinlc parecer, que
he approvado:
A commissao de constitulco e poderes, a quem loi
presente o requeriinento do Sr. depuUdo Barroso, pro-
pondo a adinlsso do Sr. Barbalho, recorreo, na falta de
diploma, acta geral, e nella reconheeeo, que o Sr.
Alvaro est no numero dos depurados cu'cctlvos : e, por
isso, he de parecer, que se Ihe de assento. 1*090 da as-
sembia legislativa de Periiambuco, 2 de outubro de
1846.Alendes da Cunha. Aune* Alachado.-- Joaquim Vil-
lea.
O Sr. Presidente convida os Srs. Jos Pedro e Joaquim
Villela a inlroduzlrem na sala o Sr. deputado eleito ; e,
adinit liiln este com as formalidades do cslylo, presta ju-
ramento e toma assento.
Prosegne-se na elei9.n0 das commlssoes, e sao eleitos :
Para a de fazenda os Sis.: Peixulo de l'rilo com 21
volns, Jos Pedro com 20 e Bego Monteiro COM 17.
Para a de contas e despezas provinciaes nsSrs.: Vil-
lela Tarares com 19 votos, Reg Monteiro com 17 c Net-
lo com 17.
Para a de commercio os Srs. : Costa com 22 votos,
Machado R ios com 18 e Barroso com 18.
Para a de rrdaccao de leis os Srs. : Peixoto de Unto,
Alfonso Ferrelra e Villela Tavares, com 20 votos ca-
da um
Para a de instruc9o publica os Srs. : Barreto com 20
votos, Nello, e Laurentino, com 15 votos cada um.
Para a de cstalistica os Srs. Roma, e Pessoa, com
18 votos cada um, e Carvalho Mendoza, com 16.
Para a de Juslica civil e criminal os Srs. : Atlonso
Ferrelra, e Bocha, com 17 votos cada um, e Abreo c Li-
ma, com 12.
Para a de negocios ecclesiasticos, os Srs.: Brrelo, e
Faria com 18 votos cada um, e Mendes da 1 unha ,
com 14. ,
/'ara a de posturas e negocios das cmaras os Srs.:Ti-
borlino com 19 votos Cabral com 16 c Duarlc
com 17.
OSr. Son/a Tcixeira deixa a cadeira da presidencia,
que he OCCUpada pelo Sr. Mendes da 1 unha.
Passa-se a elegir a roinmisso de rendas municipaes,
e paia nieinbrns della sao oleaos os Srs. : Tlbuitiiio
com 20 votos, Roma, e Souza Leo, cun 15 cada um.
Terminada esta elei9i>, e, quando se a tratar da de
commissao de sade publica, volla o Sr. Souza Teixei-
ra, e rcassume a cadeira da pie sidrncia.
Continuando o processo da ele9ao das commissao sao
Para a de sade publica os Srs.: Carvalho Mendon-
ca, c Abreo c Lima, com 14 votos cada um, e Laurenti-
no com 13.
Para a de pet9oes os Srs. : Rocha com 17 votos ,
Duarteconi 16, e Cabral com 13.
Paraadelegislacao os Srs. : Cunha Machado com
18 votos. Joaquim Villela, e Abreo e Lima, com 12 votos
cadaum. .
Para a de ordenados os Srs. : Costa com 18 votas.
Nunes Machado.com 17, e t'arvalho Mendoza com II.
Paraadef6r9apoliei.il os Srs :Jos Pedro coni 17
votas, Nunes Machado, e Machado Bios.com 13 ca-
da um. ... ..
O Sr. Presidente d para ordem do da da sessao se-
guinte :-- leituras de pareceres e proiecios; 2. cus-
sao do projecto n. 5 diste anno; 1." dos de ns. 10 e 17,
lanibeiu deste anno; e 1." das posturas das cmaras mu-
nicipaes do bonito e Boa-Vista : depois do que, levanta
a sesso, a 1 Cmara Municipal do Recife.
SESSAO EXTRAORDINARIA DE 26 DE SETEMBRO
DE 184fi.
PRESIDENCIA DO SI. BEGO ALBL'UUGRQUE.
Presentes os Sis. Mello Cavalcanti, Carneiro Monteiro,
Cintra, Bego Barros, Alves Ferrcira, e F.gidio Ferreira,
fallando com com causa os Srs. Dr Nery e Oliveira,
abrio-sea sessao, e foi lida c approvada a acia da antece-
denle. ,. ,
O secretario leo um officio do Exm. presidente da pro-
vincia, que participava a nomeafo, que v M.o Impe-
rador fizara, do bacharel Gervazio Goncalves da Silva,
para o lugar do juiz municipal da 1." vara desla cidade.
Inleirada.
Outro, do mesmo Exm. Sr., participando a nomeajao,
que S. M. o Imperador fizera, do bacharel \ cente Fer-
reira Gomes, para juiz municipal da 2. vara. Inlei-
rada.
Outro, mandando, que a camarade as necessarias or-
dens, para ser preparada a igreja matriz de S.-Frei-Pe-
dro-Goncalves, para ccleb^o da mlssa votiva do r.s-
pirito Santo, por occMifto da abertura da assembia pro-
vincial, no dial." de outubro prximo. Inleirada, e
expedio-se a conveniente ordem.
Outro em resposta ao que acamara ihe dirigir em
data de 16 do correle, mandando, que fosse de novo
posto em pra9a o imposto das aferies de pesos e me-
didas, a fim de ver, se apparece maior U1190. Uandou-
se aniiuiiciar para o dia 30 deste mez.
Outro, coinmunicando a desappar9ao do contagio da
febre amarella na ilha da Roa-Vista, para que cessem as
providencias sanitarias, que a tal respelto se tenhno Ha-
do. -- Inleirada, e cominlinicou-se ao cirurgio da ca-
Oulro, remetiendo por copia o imperial aviso de 26 de
agosto ultimo, que declara, que os certificados do cur-
so particular de medicina, que se estabelcceo na corte,
pelo syslema honireopalico. nao temo carcter dos ttu-
los, a que alinde o art. 14 da lei de 3 de outubro de 1832;
e que, portanto, nao estao coinprehendidos naquella dis-
posifo legislativa, nem podein habilitar algiicm, que
nao seja medico ou cirurgio, para que exer9a a homceo-
paihia. -- Inleirada.
Outro, exiglndo, em cumprimento de aviso imperial,
al n l:m de uovembro prximo futuro, duas tabellas,
sendo uina om descripvao de todas as verbas das des-
pezas municipaes desta cidade, c outra com todas as
verbas da receita do municipio seu cargo. Inleirada,
e expedio-sc a conveniente ordem a contadoria.
Outro, remetiendo, em cumprimento do aviso Impe-
rial, um exemplar do prospecto para a fundayo de uina
gazeta 0ftlci.1l na corle, e declarando igualmente, que
havia ominado os delegados de polica para promore-
rem a .signatura da referida gazeta. Inleirada.
Outro, remetiendo, em virlude do aviso de 24 de agosto
prximo passado, copia do decreto de 3 de junho deste
auno, que convoca, no divido lempo, a nova assem-
bia geral legislativa; e que, havendo a assembia ge-
ral legislativa, pel.i le n. 387 de 19 do referido mez
de agosto, dado novo regulamenta para as eleiyes,
renuitia igualmente 12 exeinplares da dlia le, pela qual
ileveiu d'nra em Alante ser feitas ditas eleijoes, para que
a cmara os fizesse distribuir pelas autoridades, que nel-
la s tiein de fnneciouar, eexpedisse as convenientes or-
dens, para que s mesmas ele9oes se proceda as po-
cas, e com as formalidades naquella lei prescripus.
Inleirada.
Outro do Sr. vereador Oliveira, participando, em res-
posta ao officio, que Ihe foi ende^ado, que brevemen-
Porque padece?
Porque o siiilini me obrga a ver e hilar.
Balsamo levanlou duas ou tres vezes as m,ios cima
da fronte de Andreza, e como que arredou uina poico
de fluido, prestes a faze-la ambientar,
Anda padece? perguntou elle.
Menos ; respndeos donzella.
Bem ; entao vea onde est
Ficro os ollios de Andreza fechados, mas o rosto an-
nuvlou-se-lhe, e como que exprimi o mais vivo es-
panto.
Na cmara vermelha, murmurouella.
Com quem?
Com o senhor, continuou ella estremecendo.
Que tem ?
Mcdo! vergonha!
De que? Nao esUinos neis sympathicamente u-
uidos?
Por certo.
Nao sabe, que se flz, que aqu viesse, foi com puras
iolenjes?
Ah! sim, he verdade, disse ella.
Eque a respelto como irmaa?
Sim, sei.
Eo rosto se Ihe serenou, mas logo se turvou de novo.
A senhora no me diz ludo! continuou balsamo.
Nao meperda inteiraiuente?
He, que vejo, que, se me uoquer mal mim.quer
ulveza outros.
Pode ser, murmuren Balsamo; mas nao se oceupe
com isso, accrescentou elle em tom de mando.
Andreza recobrou a serenldade habitual do rosto.
Dormeui todos uesta casa?
Nao sei, disse ella.
EntSo olhe,
Para que lado quer, que olhe?
Seja primeiro do lado de seu pai. Onde est elle ?.--
No sen quarto.
Que faz ?
Est deitado.
Dorme?
Nao, l.
Que l elle? .
Um desses mos livros, que quer seuipre me obri-
gar a ler.
E que a senhora nao le.
O rosto de Andreza exprimi um soberbo desdem.
Nao, disse ella. _,, ,
Bem. Por esse lado estamos tranquillos. Olhe do
lado de Nicotina, no seu quarto.
Est no escuro. ,
__ Tem neccssidadcdc luz para ver lar
Nao, se o senhor o ordenar.
Pois sim. ordeno. Veja!
Ah! la vejo.
K entao? .
EsU mcia despida; encost devagarinho a porta do
quarto; desee a escada.
Bem. Onde vai ella?
Pai ou porla do pateo; escondeo-se por tras da
porta, espreiu, aguarda. .
Balsamo sorrlo-sc.
Ser a senhora, disse elle, que Nicolina espreita e
aguarda?
Nao,
tira bem! eis-ahi o principal. Quando uina don-
zella rst.i livre do pai, e da sua criada grave, nada mala
tem a temer, a menos que.......
Nao, disse ella.
Ah! ah! a senhora responde-me ao pensaiueuto.
F.u o vejo!
Deste modo, a senhora aao ama a ninguem?


>
te comparecera s sessrs da cmara, visto que jil se
ai hava iiicllioradodossciisriuominndos de saude. In-
te i rada.
Oulro do fiscal da Ros-VIti, representando sobre
una edifiev n de Jos Frruandei l'.iras, no lugar da
ponte do UclnVi. = Reincllido uo cordeador, para infor-
mar a respeito.
O.itro dil uicsnin fiscal, representando acerca diedi-
fcaco, queesi Pifado Antonio iot \ieir.a, na ra do
aterro d'nqiicll i fregu /ia Inleira la.
Onlr.i di. fiscal supplriitr do llecil'e, dando conta das
multas, que iiupz al o dll 13do concille, coja impor-
tancia chcgoii ftOf rs. Inleiraila.
Oulro do fiscal dos (tingado*, presentando o mapp i
do gado inorto para consumo d'aqm lia freguc/ia. lu-
te'rada.
Forio approvadns tres pareceres da COUillliSlfio de
cdificaco. apresen! idos sobre ai prlictVs de div rsos
prclen,lentes de terrenos de mariiiha. Fol reuieltida a
couimlssao de anide nina npi escolaran de diversos
marchantes estbele! idos tiesta cidade. \l in(lou-se 011-
vir o arreni ilinii' do i iipostu dis afcricrs de pes is e
medidas desti.....Mllcipio, sobre una qucixii api es lita-
da pelo fiscal di frrguezi.i de S.-Loiirruco contra u mes
mu ai rematante.
O Sr. vereador Mello Cav aleaiiti fe* o scgiiinte re-
la qiiriiincnln, que loi approvado, f rm ooiisequcnrla
xprdio-Se o eonvenienle oltieio ao fiscal, de que fa2
nencao P dllo rcqueriinenlo. e cngeiihciro!
i. 'feudo o 8r, verendor < inlra chainado a allcncoda
i .miara acerca da Irregularidad? e dcsordein, em que
si ai nao as edilieares principiadas na Snledide e i a-
punon, onde nao se lecni guardado as posturas e plano
da cidade ; requeirn, que a i amara ondene ao fiscal da
Boa-Vista e rngenhelro cordeador. qne Informen! coni
urgencia sobre essas rililicaces, expoudo ludo i|'i lulo
leni liavido a tal respeito, c se coin elleito exlstui 011
nXu essas Irregillarldadei, e a rasan,por que nao teem os
mrsinns procedido, como Ib' cuiupre. Recife, 215 de
si leuiliro del84li. O vereador, Mrlhi Cavalcanli.
ll Sr. vereador Alves Ferreira declarou ni scsso,
que era esta a ultima, a que nssistia como vereador, por
i, i ile seguir como, juli municipal, para a comarca do
R in-do-Kormoso.
liespacharao-se as nlicors de Manoel Antonio da
Silva llios, Jos Maria de .lesos Mouiz, Manoel de -onza
Couto. Theodoro Jos de S.-Anua, Manoel Jos de Aze-
vedo Santos, Francisco deS Prixnto, Domingos Fran-
cisco da Cruti Jornia Joaquina Laura, Jos Manoel
alartins, Cuustaiitinn Jos Raposo, Jo F.gas de astro
lima, Manuel Joo Kibclro, Francisco Antonio de Ol-
veira, Thomaz de \quino Fonseca. Antonio R"ntu de
Ariujn, Jos Ignacio de Anuda, Joao Thomaz l'ereira,
Francisco Xavier Mailins Bastos, .laciullio Ignacio M ir-
lini, francisco Jos Tetielra, los Francisco Ferreira
lialo. Francisco Antonio de Figueiri do, e outros.
Dada a hora, levautou-sc a sesso. Ku, Luis de /'rien
Milla .Imitar, secretario interino, a escrevi. llego Alba-
/nrri/iif presidente. liarrns.-- Mello Cavulcanli. -- laiii-
fra,'iirMrn Munlriro.Alvet FerreiraEgidio Ferreira.
Vuried.iile.
II UTICO.
IMPRF.SSRS DE UM BAILE DF. TRAJES.
(It do puro de Madrid em feverriro de 4(1.
(i secundo baile di'trajes dado no paco lian Coi me-
ra repetir di> piimciro. A crrinnslaiiria de uan ser
obligatorio aprrsciilar-se coin traje amigo fez (leste
Inile nina especie de votaran, cm que rada qual se in-
.liiinu an seculo mais do sen gusto. All DOS adiamos no
din lio inesperado e fortuito da catata liiudad.l l'lllll 0
fraque preto, especie de luto, que o seculo se linpof,
como presi nlindii j seusdesaslres; e he furioso coutir,
que o fraque licim vencido.
S. M, a ralnha I). Izabel II. vesta um gracioso tra
je de aldea i do cantan de Reina; S. A sua augusta Ir.
niiia, oulro liniligsiuiode jardioeira francia | e S. A. D.
I.uita Thereta, lilha inais velha do sereiiisslmo Sr. in-
fame I). Francisco, nutro mili airoso de Judia.
O Sr. I)ii(|ue de S. Carlos rom um excedente traje de
Carlos I." de Inglaterra; o joven marques de Mirabel
cmn oulro lludlaslmo de senlior da rte de Filippc 3.,
o marque; de Mnulaoes coin um e.vcelleule tainbeui de
cavalliiro da iirdein de Sant-Iago ::o 10 mu rrlii..!..,
e D. Pedro Carvajal coin outro proprio desti puca.
elianiavao justa e uiererldmiente a atteocnn de todos.
A joven iii.irqiieza de Santa Cruz apresentoii-sc coin
um gracioso v slido de Malhorquioa; a joven seuhora
de Santa Cruz coin outro rxcellentB deGrega; a joven
senhora de Munox coin oulro precioso de Siciliana;
e a linda joven senhora de Alameda con mn mili
airoso de dama amiga Bitas joveos havian querido, por
Sitas gTacas,dar una provp dlstincta da do baile ante-
rior, c deisrannos na duvida cni qual delles fra
sen trinnipllii iiiaior.
A consiiencia nao conseiitecnntimiariiios seni nina
advertencia previa. Oissenios, que crao bolillos os tra-
jes de grande iiuuiiro de liud is jovens. A verdade he,
qUC neiu liem o sabemos. Coin as bellas acontece lio
se poder deslindar cabalmente a par-, que em agradar
leni da pessna, e qu il a de sen enfeite e vestido. Al
guin coulra derla de ter a l'orinnziira.
Que campo de observacoes nllcrccia aquella reiiniao
a puspa iiieuos ineditidora?
Viao-se na priuieira uoite circular pela sala e por
entre os vetustos trajes uns {antos cavallieiros cun
iiiiiformes do dia, 011 tambeiu iuiii o sobredto fraipie :
erao os scuhores ministros da ci,roa. Um uilulsteilo
constitucional olhado l do seculo passado |>rela\ a-se
a reflexes curiosas. A biiuiildade de nosso Irajar ile
hoje ero os ministros, que all 1 representaran, o Con-
traste dcsfavoravel ao auno 4I> erao piles, que o esia-
hclcclao. Anacbruiiisiiin ullicial, o nico peroilttldo alli.
c sein poder rill Ma vida de perpetua lucia tirondrr
o rorpo ao menos por lloras, nao imputa rao esses sc-
uhores estas linli 1. a espirito de oppusi\ao. Se o fra,
deve confessar se, que nao a hareria mais superficial
ncni menos tcmivel.
K estes bailes palenieavao logo, que somos nos os ho-
mens os que em artigo trajes nos havciuos separado
inalsdn gosto antie. Postas ellas a avariar ea dar ca-
rreter d'outra poca aos se.is, apezar de seus louvaveis
Psfnrcos, tiverao menos ensanchas do que mis. Fiis
seda, a esa 1 l>.....gem d'uiu verme, do qii.il inultos ho-
inen* se poderifio (|Ueixar mais do que do tigre, cuja
feroeidadecoiilieceni apenas por Rntton, seus vestidos
mise dlftVrencflo tamo dos anligixcoino os nnssos, em
que a serta fol qmsi tntalinenle proscripta, quem sabe
se em vhigauca daquelle aggravns. Para esse curto enn-
Iraste entre o vestido amigo e o moderno das damas
contribua, que quelles se havia coniiimnlcado a mode-
raran dos de hoje. Neiihiima se aventurou a encerrar-
se cm um donaire formal, neni a encoracolar-se n'uiu
loueaili) desses, qne era uecessario irdejoelhos na car-
ruavein, A despello de nulo oque da inconstancia fe-
menina se diz, em nina uoite, c inesillO por nina ordein
real, nao se havian resnlvldn a fizer nina tal iiiielaiua
nos sens gustos. Havian todava adquirido novas armas
contra o sexo, que ellas nao poderiio chamar fnrle sem
sorrir-se. Os polvilhns. e, o que parecer mais eslranlio,
as cabelleiras. que senos alligtirao ridiculas al em u
nome, erao iiaquella nnltc melos efficazes de poderosa
l'aseiiiacao. Acostuinadiu a souibar dos trajes amigos
vistos em painel! desbotados de ante-salas de I.iras e
Manriques, mo compreheiidiainos de que podiao ena
inorar-se. uossos avs. F. uestes bailes conheceinos, que
quelles trajes, animados pela frescurados poneos an-
uos, e o fogo dos olhos.....rdionaes, er;o tanto 011 mais
[einiveisdo que os modernos. lanos para nos rir, c ,id-
miramo-los. Quanto disto siiccederia, se podrjseinos
transportar-nos na rralidade as pocas histricas.
Tnlia de particular este baile, que nao seriao lalves
os moros, que nelle achassem mais intimo recreio. Para
inultos, que havian conhecldo 1 arlos lll, o disfarfar-se
naqnella imite era rol ver por horas ao traje da sua 1110-
cidide. Para elles o ridiculo nao era o que tomavao ,
era oque vinho de delxar.Para militas, sen papel de
mais nao as reduzia alli ennojosa vigil incia das rapari-
gas. Tanibeni para ellas havia secretos encantos. Co-
mo aquelle, que alravessava a sala, usava vestir seu 11-
n/inrpai-coinoiim ilesconhccido.que eslava silenciosoe
indi Arente asen lado, vesiia o que priineiro a reques-
I ni de amores. De sua boda e das suas prendas era o
rico traje, coin que asslstia, que a moda havia lidocomo
prohibido por niuitos anuos, e que a moda e o regio bai-
le Ihe periuiltiao tornar a apresentar ao menos ou-
Iravei.
Xos trajes, mais anda do que em outras cousas, se
revelan, como alli se poda observar, as condifoes e o
carcter de lima sociedade. O vestido se enriquecen e
carregnu de adornos, quando o governo era innuarchico
e aristocrtico, isto he, pessnal ; e a ordein das jerar-
chias fuia, que passasse aos individuos o culto c vene-
raran, que se dava s colisas. Hojc a soberana esta
l'uillS eutidadecidlectiva, c o panno e s cassas Sio o
trocada e a estofo deste novo rei. Desde 7H9 o traje
nuil,11 o ruino paras ilniplleidadedo nossos das. Ui-
ia-se complicado eenriquecido, ciiupianlo a sociedade
lernianeccra estacionaria i porm, ao cmprehciidcr a
oiima entidade collectiva, e o panno e as cassas Sao o
brocada e 0 estofo (leste novo rei. Desde 7H9 11 traje
tomn o 1 uni para a jlinplleidadedo nossos dias. II1-
via-
p ..,
marcha forfada, quecbamrao revolucao, preciso loi a-
ligeiraras equipageus e disfarrar-se em povo.
Nal Pin nada h icsgotado a moda seu engeiiho como
no toncado das damas; e esta ohservaco, que hoje ha
perdido parle da sua forca, desde que ciibreiu a cabe-
ca v.0111 n singelissiuio chapeo, licaria dciiinuslrada, sem
ser uecessario recorrer ao reinado de Marco Aurelio,
ruja llllllber, sengiiiido conlo autores graves, se a-
presentoii emplleos anuos coin 3IHItoncados liU'erentes.
Km nosso fraco entender, nada t.'iu de estrauho, iiue
Isto soja o que mais vari, pois que os cabellos ajudio
e milito ,1 expresso da phvsiouoniia. He verdade. que
a psse respeito cedem em iniporlancia aos olhos, iui-
prudentes delatores d'alina, Ultimo inli incliciraincnto
da mocidade, temiveis ainda, ao amoi tccer-lhe o fogo,
como he lemivel c magnifico o derradeiro resplandecer
de mu volco, que inorre. He verdade, que cedem em
iniporlancia bocea, que, coin suas mil gradacoes do
sorrir, cousegue dizer colisas, para que mu idioma he
torpe Instrumento, Porm ha de conceder-se por for-
ra, que, depois do olhar c dosorriso, que illuiiiiua o
semblante, o cabello heoalliado, que.....Ihor conspi-
ra pira os seus lias. 0 pudor, a Ir inquillid.ide, aira,
acharan nelle formal de cxpressfui.que nao parecem con-
veneinnacs nein cap ellos is. A essa iiupoi Inicia do ca-
bello, sin coiiuexn iuimediala com as feifes, que re-
vela i,n.o ; i;;:;;;;, CUiUpriS, CSilin ;:::e:!cc, ;."
a moda, qne nisso se mo engaa, ensaiasse nelle sua
fecundhlade de Prolheo. V. sem duvida, que se vio em
apuro como havia de variar, no dia.ein que se leuibrou
deoseinpoir. As cabreas nevadas, que contraslo com
a frescura da te* 011 com o fogo dos olhos, que sahe
d'entre a nevecoiiio a lava do HecU, sao Cngracadis ;
porm levao consigo tal molestia, que todos coiiviuha-
nios eiu que os polvilhns erao una repreheiisivel exag-
geraco da variedade. Quando, mais do que agora, se
pnticavao a abnegarn r o sallriiueiiln p ira CO isegulr o
reo, a moda, para conseguir o beiu parecer, podia tim-
hein luipor seus cilicios: hoje as modas term de ser
cnininoilas como as doulriuas. Neiu se couiprcliende
como com aquellas cabelleiras, que se tinlio a nrivir
diariamente, se podia entrar s 9 110 concelno. quando
com o cabello corlado Ibesoura mo podein conseguir
boje os nossos presidentes, que as sesses do parlamen-
to coiurceui antes das duas. Porm a parte do adorno
de nossos avs, que mais nos agrtidou. Ionio os aciitos
Moda amiga das beldades que nao os tiuhiio a nao os
piV, erao como os pontos e accentos de nina physiono-
inia, (pie, no seu lugar proprio, mo s do sentido, se-
mii.....pie he mais icmivcl, u lirio, tirara tal tiuho os
de algiiiuas, que mo se sabia o que admirar mais, se
suas /mr/riVor, se seus nen'in.
Ao pomposo vestir de nossos avs corrcspnndio re-
gios sales, e nelles tiestas uoites fazio os trajes anti-
gs todo o seu elleito. Quando vemos as casas secula-
res, que chamamos ile'orijaiLit, salas de ledo clevadis-
silllOi largos e boleados b lices, e portas de doas meta-
des, neiu nos recordamos de donaire c do espadim,
un. da iiiipoi 1 un i 1 c poesa, que dava ao balean a se-
verdade da disciplina douieslica, nem de que a i..ulli-
do de saletas de 6 ps, que a vaidade iiiveulnu para
ijue todas as classes entrein no regio costume de ouarlo
Fu? disse desdeiihosamcnte a donzrlla.
F. porque nao? parece-uie, que beiu jiodia amar
algiiem. As mocas nao saheui do convenio para viverein
recluas, e d.i-se a liberdade ao coraco ao uicsiuo lempo
que ao corpo.
Vii li a iiirnrou a cabeca.
Meu corarn esl livre, disse ella tristemente.
K tal evprcsso de candidez e modestia virginal Ihe
alriiioseoii tanto as fecors, que Balsamo radiante inur-
iniirnu:
Um lirio! una pnpllla! nina vidente !
F. jinitou as niaos em sigual de alegra e agradeciinen-
to ; depois vultando a Andreza:
Mas, se mo ama, conliuuou elle, be sem duvida
amada ?
Nao se, disse a donzrlla com brandura.
Como! pois a enhnra nao sabe! respondeo flalsa-
mo coin bastante rodesa, procure! Quando interrogo he
para ter una resposta.
F. tocn Ihe segunda vez o pello com a varinha deaco.
A donzrlla estremecen anda, mas sob a iinpresso de
urna dr visvelinenle menos aguda que a prmeira.
Siui, siui, vejo, disse ella, nao me trate tao mal, que
inr pode matar.
Que he o que v ? pergiinlou Balsamo,
Oh! istohe iinpossiver. respondeo Andreza.
Fiilo, que v?
Um rapaz, que desde a minha voll.i do convento,
me segu, me espreita, me olha coin ternura, mas scui-
pre 011 olio
Quem lie esse rapaz?
Nao Ihe vejo a cara; mas s a roupa; quasi que tra-
ja como mu operario!
Onde esl elle?
No liui da cacada: padece, chora!
Porque Ihe nao v a cara?
Porque a tein escondida com as mos.
Veja atravs das maos.
Audrria moslroii fazer uinesforco,
Gilberto! exclamou ella. Ol I bein dizia cu, que
era impossivel!
E porque Impossivel?
Porque elle uo ornarla amar-ine, respondeo a don-
zrlla, com a expresso de 11111 supremo desdem.
1 a Isa mn son io-se como quem couhrce o hoiiiem, e sa-
be, que nao ha distancia, que o cora;ao nao Iranspouha,
anda que essa distancia seja um abysuio.
R que faz elle 110 lim da escada?
Ora espere, tirou agora as nios da cara, agarrou-se
ao corrimo, levamou-sc, sbe.
Para onde sbe elle ?
Para aqu.
Ser boui fechar a porta.
He cscosado, elle uo ousar entrar.
Porque?
Porque tcip inedo, disse Andreza com um sorriso
de despiezo.
tas escutar.
Sem duvida ; l encostaelle o ouvido porta; est
escolando,
Fnlao elle a incoinmodal
Sim, porque quer ouvir o que eu digo.
E he capaz de abusar disso, aiuda para com aquel-
la, que ama?
.sim, n'um momento de colera ou ciuine; oh! sim,
em um desses moiiiriilus he ale capaz de ludo.
F.iiiu, desembarcenlo-nos drlle, disse Balsamo.
. inarchou estrepitosamente para aporta.
Sem duvida uo era aiuda chegada a hora da bravura
para Gilberto, por que, ao tropel dos passos de Balsamo,
teniendo ser sorprendido, cavalgou-se 110 corrimo e dei-
xou-sc escorregai- at ciubaUo.
posicao com a saa tradicao de que os filhos cstivessem a
todas as horas vista dos pais para estreitar coin o tra-
to intimo o innu santo dos carinos,
Porm, he de uotar.quc, apezar de tildo o que dizemos
i respeito da volubilidade da moda, nao teem liavido nel-
la transieces tan violentas como cm outras materias.
As aberraees chegrao mui longe; porque houveocca-
so -n Franca, poiirn antes do anuo 89, em que as mu
Hieres, renunciando al certo ponto a seu traje peculiar
adoptarn em grande parle as modas dos homens, como
para pagar a visita aos do nosso sexo, que sem temor
do ridiculo nvadein as modas femeninas. Em sna per-
petua revolucao. nunca as das mulheres passarao 1.10
perlo da rbita das nossas, como naquelle tenipo ; po-
rm nao simiente nao se atlrahirao e confundir.), como
parcela de receiar, senao que se afastrao bem depress 1
como hoje esto. De qiialquer modo, he certo, que nos
extremos a moda passou rpidamente; o que prnva, qu-
ien! havdo sempre grande fore neite imperio, que a
sua tvrunnia no prejudlca, nein a Inconstancia, nem
.1 varledsde das fiirinas.
Nao he lo grande, como se ere, esta inconstancia ca
moda. Pelo contrario, os homens podein queixar-se de
que est pregulcosa, de que mo se inove. de qne nao
repara no feio, que os ha helio. A moda tem-se demo-
rado. Tambem se demorou no tenipo de nossos avos;
porm demornii-se as casacas bordadas, as aboloadu
ras de ac, as rendas e na seda. Para nos leve ella o
capricho de fazer ponto no piebeo chapeo redondo de
aba curta, reprovado .10 inesmo teinpo pela hygiene e
pelo bmii gosto; e no ancho gibao, com que sem escr-
pulo de eonsclencia podiao vestir-se os austeros solita-
rios da Palestina 0 chapoznho e o fraque parecem
haver-se cnntnlidndn em sua tranquilla voga, com nota-
vel mingiia do allnho masculino, que nao pode tirar par-
tido para si da variedade de tecidos, que a industria val
pondo em voga; porm poucos halles mais como os do
paco, em que nos enamoramos dos amigos trajes, e irao
perdendo terreno quelles na opiniao, e pouco a pou-
co maillfestando-se as tentativas de reforma. A do
chapeo redondo he a que mais urge. Tein que lanca-lo
antes de tildo nocainnho da incessante variedade de
formas; o que contribuir a desacredita-lo, como ha des-
acreditado outras cousas. E nao se opponha a isto a ob-
jeccao do inedo de que nao se sabe onde iriamoi parar
Sim, sabe-se; pare-se sonde sequier, em nada para-
remos tao feio como no actual chapeo redondo. Do
fraque devenios desfazer-nos pela dissimulada transiecao
ila recente casaca franceza. Os jalecos eslao emboa
via de retrocesso. A commoda pantaloua e a econo-
inica bota, filhos queridos da revolucao, que nos poz o
sen sello, seno sempre o maior escolhoda reforma; po-
rm tambem ha meos indirectos suaves de os transfor-
mar. Alguinas pequeas prendas de nossos dias terao
que conservar-se. tifio se dir, pois, que nesta ligeira
indcacao nao haveiiios lido todos os caracteres de ver-
dadeiros reformadora: at o de havermos parado em me-
tade da carreira.
T.o rerlo he, que os actuaei vestidos vanno pouco,
ue estamos certos de que os bailes de trajes do seculo
aturo nao terao por argumenta os do prsenle, be o
fossem, ncher-se-hia Ulna sala de fraques pelos e de
gabesaiues, que recordars quando multo una junta
preparatoria 011 una reunio de rompanhia para eleger ea-
pitiio. E lie de advertir, por carcter dill'ercncial de tal
biile, que nelle nao poderio apresenlar-se, como nos
dn pacn, duques e marqueses com uniformes de regi-
inentoi levantados por seus ascendentes; porque este
indicio de que aluda tinlio rrpresentaco e poder indi-
vidual, qne tao patriticamente euipregro pelo com-
iniiui, nao cabe, j, quando decahida sua inlluencia, o
povo se ha encarregado as ultimas guerras de daros
soldados e os capiles.
Campo agradahilissimo de tao variada meditacao. os
bailes do paco delxirSo em nos profundas recordaces.
F: todava, se algueiu me houvrra pergunudo, se alli me
diverlia, me houvrra visto perplexo para responder;
porque das diversrs, como de inultas feridas das bata-
ihas, costumiinoi nao dar por ellas sepio depois que ar-
refecem. lmpressrtes tito gratas quizemos consigna-
las em apontamentos ntimos, para pelo lempo adianle
nos recrcariuos com a sua recordacio. Por severos, que
lenhainos parecido coin as modas conleinporaneas, pro-
testamos em desaggravo sen, que, scalgiim da ouvissi-
iiios aos que nascem hoje escarnecer della, Ibes adver-
liriamos carinhosa......iir, que em aruuu iiajes imio
tein i'eiio rir no mundo, a nao ser a despida tnica das-
(Periodco dot Pobres no Po'lo )
rUfawlega.
RF.NDIMENTO DO DIA 2.......3:072/427
Bl-iilli.i HOIE 3.
Urigueiiinirii'0mercadorias.
lOVIllit'DlU (lo l'oi lo.
_____________________,___________________
_.
Rio-de-Janeiro, com escala por Antilhas ; brigue fran-
cei NMt-MalhUie. capino Giillbert. em lastro.
Una: hiate brasllelroiYnro-WMtino, capilao F.stevao Ri-
bero, carga gneros dopaiz. Passageiros : Francisco
1 .es de Moraes, Antonio Joao Pinentel, Brasileiros ;
Francisco Magalhaes Bastos. Porluguez.
Araealy ; sumaca brasileira Felicidade, capino Jos de
Freitas. carga varios gneros. Pnssageiro, Antonio da
Costa Carduzo, com 2 filhos menores.
Vracaty ; hialc brasilero Tentador, capilao Valentn,
Marques, carga varios gneros. Passageiros, Francis-
co Gomes de Mallos Jnior, coin I orlado. Ignacio Jo-
s de Alineida, com I criado Antonio da Silva Hastos,
Francisco Haptista Rarros, Joo Dimasceno Giran, coin
2 criados, Joao Antonio de Mmira, coin I criado. JnSo
Baptisla Barros, Pascoal Nones l'ereira, Jnaqiiim K-
giieiraMarolindo, Lulz Gonzaga Menezes Lira, com
sobriuho menor e 2 escravos.____________________
!..... |a>>ajssBasjjsjayssjsjjgBssjBgsjssjsja
"_______buuuA.__________
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade, o/firinl da imperial
ordem da Rma, cnvalleiro da de Chritlo. e inepretor da al-
[andega di Pernambueo.por S. U.I., o Senhor D. Pedro lt
q"e Deo guarde, ele.
Fas saber, que no da 3 do crreme, ao meio dia, na
porta da inesma alfandega, se ha > dejarremalar, em has-
ta publica, deasete duzias degravatas de srda, no valor
de 265#OO0 rs.; trete mantas de seda no valor de l.iO/rs.;
e 24 ditas de dito, no valor de 190/rs.; impugnadas pe-
lo guarda Melitao Borges Ucha, no despacho por factu.
ra de Didier Coloniblet tC, sobo n. 1073; sendo a ar-
reinataco snbjeila a dirrilos.
Alfandega, 2 de outiihro de 184(5.
Miguel Arehanjn Monteiro de Andrade.
Declnratyues.
~0 arsenal de marinha precisa comprar pranrhoes de
lomo de 30 palmos de comprido, e 2 .42 1/2 ditos de lar-
gura, sendo de 4 3costados, c madeira escolhlda.
As prssoas, que senielhante objecto se pro|>ozerrin
vender, sao convidadas pelo lllm.Sr. inspector couipa-
recerem nesU secretarla, no dia 5 do correte mea, pelas
II horas da man lia, com as suas p ropos las rm cartas
fechadas.*
Secretaria da inspeceo do arsenal de marinha de Per-
naubuco, 2 de outubro de 1846.
O secretarlo,
Alerandre Rmlriguei dm Anjot.
O concelho de adminUtraco do quarlo batalho de
arlilharia a p de primelra Hulla precisa comprar col-
choes para nsdoentei do hospital reglmeiital a cargo do
inesmo batilhao:;os concurrentescomparecer ateo dia
5docorreute no quarlel do Hospicio, para ajuslar.
Joaquim Candido Pemoa dcSeixa;
2." lenle agente

Os Sis. accionistas da coinpanhia de Bebribe sao avi-
sados, para redlisarein nina prestaran de (i por centn, no
praio de 30 dias, contados at 21 de outubro corrente.
O secretario, B. J. Fcrnandei barroi.
PUBLlCACz\ MTTKRARIA.
Esl no prelo e vai saliir em breves
dias a sexla edic5o da mui conliecida e
vulgaiisada raminnlica nortugueza do
professor Salvador Ileniiqties de Albu-
querqtie; corrigida, e fonsideraveltuente
aoffineulada : eslar venda na luraria
do edilor esquina da ra do Colle-
gio.
Thefifro ptiblteo.
Domingo, 4deoulubro, nao pode haver espectculo,
por se csi.ar api limpiando a grande pe9a nova/* a-
71111M dt Ululara, ou o valor dos Portugueses na India.
Urania original porluguez ein (iquadros, para beucHcio
do director, domingo, II de outubro. _
visos niiirilniM S.
Navios entrados no dial.
Cadey ; 37 dias, brgur nglez Olive- Hraneh, de 126 to-
neladas, capito Fraucis l.e as, equpagein II, carga
sal; a Le Bretn Schramm IU C*
S.-Malheus ; 21 dias garoprira brasileira SrnJiora-rfo-
liom-Pim, de 30 toneladas, capito Domingos Soares
Gomes, equpagein (i carga farnha; a Lnz I orgrs
de Sirqueira. Segu para Trieste.
Sumatra ; 75 dias, galera americana Soaloo de 440 to-
neladas, capito Wllliam G. Nulting, equpagein 18,
carga pincola ; a I G. Ferreira & C*
.Vui iik sabidos no mesmo dia,
Rio-de-Janeiio ; brigue iuglez Ulive-tJranch capilao
Framas Le has, carga a inesma, que irouxe.
Portos do Norte ; vapor brasileiro /'ermimbueana com
ni.unanle Joo Mllilao llemqurs. Leva a seu bordo:
lu Serafim, Italiano; doutor Francisco de Paula Ro-
drigues de Miinula com 1 escravo, c 09 que vieran
dos portos do Sul para os do Norte.
Andreza -olioii um gritoziuho de susto.
Nao olhe mais para esse lado, disse Balsamo. Os
amores vulgares san cuusas de milito pouca importan-
cia. Fallemos do liarn de Taveruey ; ser do sru gosto?
Eu quero tudoo que oseuhorquer, disse Andreza
com um suspiro
lailn, o baio he bem pobre?
Pobrissnio.
.Tao pobre que Ihe nao pode dar diatraccao 11c-
iilunna?
Nenhuiua.
Knto, a senhora aborrecc-se nesle castello?
Mortalineute.
lein talvezambicao?
Nao.
Ama a seu pal ?
Sim, disse a donzella quasi hesitando.
Todava pareceo-me honteiii a uoite, que sobre es-
se amor tilia! havia una iiuvem? replicou Balsamo,
sorrindo.
Teulio um desgoslo delle haver loucaiueutc Cbaii-
jado toda a fortuna de miuha mai, de sorle que o pobre
Maison-Rouge deloha de guaruico toda a sua vida, e
11.10 pode mais usar dignamente do nome da nossa fa-
milia
Quem he esse Maison-Rouge ?
Meu irmao Fiiippe.
Porque Ihe chama Maison-Rouge ?
Porque hconoine. ou melhor, era o nome de um
castello nosso decujo nome usavo 05 primognitos da
familia, al que Ibes murria o pai; eulo he que se cha-
uiavo Taverney.
E a senhora ama seu irmao ?
Oh? sim, mullo, milito.
Mais que todas as cousas?
Mais que tudo.
= Para o Assu' segu viagem, no dia 11 do corrente, o
brigue nacional Compclidar; pode receber carga a frete,
bem como passageiros: para o que trata-se na rua de
Apollo armazem 11. 2, ou com o capilao, Ignacio da Fon-
seca Marques.
palaiho nacional Novo-Sara iva,
pregado e fonatlodc cobre, de superior
marcha segu para a Rabia impreie-
livelmenlc al o dia i5 do corrente,
com a caiga que liver : para esla ou
passngeiros aos quaes olerece exci-llf n-
les comniodos Irata-se com iiliubulo
tk l'inheiio na rua da Cruz n. 60 ,
ou com o capilao, Joaquim Bernardo de
Sonta.
E porque o ama coin essa paixo, emquauto ama a
seu pai lao moderadamente ?
Porque ie:u una alma aobre, e darla por iiiiin
a vida.
Quando sru pai ?.......
Andreza calou-se.
Nao responde?
Nao quero.
1 al-.uno nao julgou sem duvida a proposito torear a
vontade da donzella. Talve alciu disto soubrsse J a
respeito do bario quanto desejava.
E onde est actualmente o cavalieiro de Maiion-
Rouge?
0 scnbor pergunta onde est Filpe ?
Sim.
De guaruico em Straburgo.
Esla o vendo ueste iustaute?
Onde?
tan Slraburgo.
Nao o vejo.
A seuhora coiihece a cidade?
No.
Couheco-a cu; procuremos auibos, quer ?
Quero.
hst uo Iheatro ?
Nao.
F.st no boliquim da Praca com os outros officiaes ?
Nao.
Rrcolhco-ic ao cu aposento 1 Quero, que veja o
quarlo de seu irmao.
Nao vejo nada. Creio, jque elle nao eit inais em
Straburgo.
Couhecc a estrada? _
Nao. -f
Nao importa! eu a conheco; siga-moda, Eitielle/
em Saverne ?
ILEGIVEL


^
.- O brlgue Felit, capilao Alcxandre Jos Alves ,
parle para o Rio-Grande-do-Sul segunda-feira 5 do
arrete o*Sis. que teem escravos a remoller, inoi
rao levaros coiiliecimentns a casa dos proprlelarios, Flr-
iiiiiiO Jos Flix da Rosa Si lrmo na ra do Trapiche ,
"Para o Rio-Grande-do-Sul sai muito breve obli-
gue Um<-UUuarde; podo rocelior alguma carga o escla-
vos n frete : os pretendemos entendao-se CwlU o eapitno
Maiiorl Jos de Azevedo Sanios, ou na ra da Cadcia do
Recife, armaxciu. D. 14.
visos diversos.
__Antonio Tereira da Cunta embarca para o Rio-de-
Janeiro a sua escrava de mime Marta.
= Do quintal il i casa, onde reside a viuva Sebastiana
Mirla da i'oneoijo, na ra Direlta, n. 109, Curiarn, na
nnite de 29 de marco .lo correte auno, um tacho gran-
de, obra de Lisboa, oqual lem miis de una arroba de
peso; o cobre he escuro ; e furiru taiubein dous pe-
nis : roga-se a quem noticia tlver do raptor desse furto
0U jonber donde existen! os olijeclos, o favor de avisar, t
que inulto se llie agradecer: e issopara evitar o prejuizo
di mes na viuva.
_ 0 Sr. J. A M., que morou na ra do llangel, queira
annunciar sua morada para se procurar, ou venta pa-
gara coma, que est devendo ao bilhar do Passeio; do
contrario ver seu nouie por extenso.
= Precisa de de 50/000 rs. a juros por dous mere, so-
bre firma: queni quizer dar, aniuiucie; e se qulier ga-
randa de algiiin bem, ludo arrauja-sr.
= Aluga-se um snbradinho airas da Igreja de Santa-
Rita, ciii frente para o mar, e com coinniodos sulb-
cicntes para una familia pequenajest concertado epin-
liido de novo: quem o pretender.dirija-se a ruada Piala,
ariuaicni de carne do Sr.Taborda.com quem poder tra-
tar sobre sen aluguel.
=No dia 6 do corrente se devein arrematar os gneros
da taberna da ra do Passeio-Puhlico, prrte ucriilc a
Jnaqiiiiii da Silva Mnura, levados a praja pelo julio da
1." vara do civel, a requcrlmenlo de Joo Alves de Car-
valho Porto.
=So dia 3 do corrente, as 12 horas, *e deve arreina-
nr toda a 10119a existente na luja da casa 11. 19, sita na
ra da Cadeia dn ttecife, levada a praca por execuco de
Frederico Rnbilliard contra Ludgero Teixeira Lopes, c
isto cun audiencia do doutur juiz do civel da segunda
vara.
-- Precisa-sede uina ama de lclte : na ra de Santo-
Amaro, 11. 32
ttx-wwnTUMinnm
A commisso administrativa marcou o dia do cor-
rente, pelas 6 horas da tarde, para receber as propostas
de convidados para a partida dente mez; e adverte, que,
passado o da marcado, nao adinillirir proposta al-
BU"S0C IE6Ata TRErVTRA L M EL-
rOMENUTNSE:
O I." secretario faz certo os Sis. socios que. ama-
nh 1 (4). pelas 6 horas da larde, ha sessao para deliberar
sobre 11'ui objecto de urgencia na casa do Sr. presiden-
te, travessa do Veras.
-- D. Leopoldina Leonor Olinto de Carvalho c Silva,
viuva do ninjor do 2.* batalho de arlilharia, Jos Olinto
det'arvalho e Silva, retira-se para o Rio-de-Janeiro,
levando, nu sua compaiihia urna ilha menor,e suas cs-
rravas de nonies Innocencia e Luiza.
Esta tvpographia precisa de dous compositores.
-_= As pessoas, que teem fallado para a admisso de a-
prendizes de compositor nesla typographia, podem a
ella dirigir-se.
Qualquer pessoa, que se julgar com curiosidade
stitncienle para curar una ferida cancrosa em um lio-
I iiiciii, diriia-se a ra larga do Rozarlo, 11. 38. segundo
andar.
= ()flerece-sc uina mulher para ama de casa de 110-
ineni solteiro ou de pouca familia : na 1 na de Horlas ,
11. 28.
= Preclsa-se de tresenlos mil ris a juros por espaco
de seis uiezes, dando-se boa tirina, ou liypolheca em um
boiu iniilalo canoeiro.
= Aluga-se, por auno ou pelo tempo da fesla, a me-
llior casa, que ha na praia de S.-Francisco em liuda,
cun duas salas de frente, qnalio quitos, co/inha fra,
cacimba, eoqiieiros; eacha-se caiaila Esta casa he p-
tima para quem quizer usar dos bauhos salgados pola
que distar da borda do mar pouco mais de lOOpassos.
A tratar na rua de Mathias-Ferrera, no sobrado oude
mu ou o capilo Passos.
Manuel Jos de Magalhes Basto participa ao pu-
blico que n;iu tein sociedade com pessoa alguma e s
si 111 sern validas quaesquer transaojos liriuadas pelo
aniiunciaiite : asslm como ruga aos devedores prove-
nientes de iransacjes tanto antigs como modernas ,
de s pagarem ao aiinuuciaule o importe de seus d-
bitos.
~ Aluga-se uina casa para passar a fesla ou por a-
ilo no Cnxang : a tratar na 1 na do l.respo n 15, pri-
nirlro andar.
Quem Ihe faltar urna vacca com bezerro, queira
dirigir-se a Capunga casa confronte a de Joaquim da
Cosa que Ihe sera entregue pagando as despe/as.
Os Sr*. Antonio Peixolode arvalho Jos da Sil-
va Campos e Mauocl Jos Machado, teem cartas na
rua da Cruz, n. 60.
Manuel Jos da Cunha, subdito de S. M. ridelis-
sima fai silente ao respeiiavrl publico que d'ora cni
dianle se asslgnar Manuel Jos da Cunha Faria.
Traspassa-se mu arinazrm de carne, em bom lugar,
e com freguia : na rua da Praia, 11 3l, ou na rua fliova,
n.65.

Nao.
r st em Serbruck ?
Nao.
Esl ein Naney?
Espere, espere!
A donzclla nieditou; ocoracao balia-lhe, aarrebentar
o peito.
-- Vejo-o! vejo-ol disse ella oom excessivaalegra;
oh! un u charo Filippe, que ventura!
Enioqueha?
Meo cnaro Filippe* continuou Auditza, cujos olhos
siutilavo de prater.
Onde esl elle?
A travessa ca vallo uina cidade, que conhejo per-
feilainente.
~ Qual?
Naucy! Nancy! onde be o convenio, cni que es-
live.
Est bem certa de que he elle ?
Oh! slui, os ardiles, deque elle est ladeado, al-
luiiiiu-lhe o rosta.
Abcholes ? disse Balsamo admirado. Para que sao
esses ardiles ?
Elle esl cavado! cavado I ao lado de um bella
carruagem loda domada.
Ah!ah! disse balsamo, que pareca coinprehender,
e oque ha nessa cariuagcni!
Uina mulher 11109a. Oh! como ella he magestosa I
como he gentil! qnsnlo he bella Oh! que causa extra-
ordinaria! parece-nic lc-la j visto ; nao, nSo, cngauuva-
me, he Nicolna, que se parece com ella.
Nicolna parece-se com essa joven senbora, tao so-
berba, to inagesiosa, lo bella ?
-- Si ni! sim!inas como ojasmlm se parece com a
ajucena.
Vejamos o que se paisa em Nancy actualmente.
= Desapparrceo, no dia 29 de setembro prximo pas-
sado da casa n. 15 da rua de Apollo, leudo viudo da
Parahiba, ha pouco mais de um mes, um honiciii, forro
pardo escuro de nome Theodozio; representa 25 a 30 an-
uos, barba serrada; levou caltas prelas, camisa de 1 asea-
do com listras romas e cor de rosa, e chapeo preto; tre-
me Ihe a falla ... sino uo esl cni seu juizo perfoiio.
por ter sido aliectado do mal de vento. Roga-se a lodas
as autoridades policiaes. c ao oflicial do regis o do porto,
se alguem, por malvadeza, preiende-lo embarcar, que,
por liuinauidaHe o appheudao e niandeni conduzir a
casa cima indicada oude se pagar a despeza da con-
dujo.
I Alugo-se as seguintes casas : um sobrado de um
andar com soto todo piulado de novo na rua do
Sol, n. 23 ; outo dito de um andar com so to lojaa ,
quintal e cacimba todo pintado e caiado de novo ;
na rua do Sebo, n. 50, por 300/ rs. animaos ; os pri-
uieiro e terceiro e o tereeiro andares com soto dos so-
brados ns. 4 e 0 do Aterro-da-Hoa-Vista, por 300/000 rs.
a 11 uuaes ; 2casas terreas comquiulal cacimba e com-
uiudos para grande familia as ras Formosa 11. 5 e
(Julio. ii.3; nutra dita pequea na rua da Uuio, n. 1
A por IO/11OO rs. mensaes ; nutra dila na rua do Se-
bo 11. 54, por 8/000 rs. mensaes una niea agoa na
rua da Soledade n. 37, por 5/000 rs. mensaes : quem
as pretender, dirija-se ao escriplorio de F. A. de Oli-
veir.i 8 Filho na rua da Aurora 11 26.
Aluga-se o segundo andar e soto do sobrado n.
38, da rua do Rangel, por commndo preto; a chave a-
eha se no prlmciro andar do mesino : trata-se na rua
Velha, 11..Vi.
Rufino Rcbouja Chaves embarca para fra da pro-
vincia o su escravo crioulo, de nome Mariano.
Te^a feira, seis do corrente, por ser a ultima pra-
ca, tem de ser arrematado, por venda, um terreno entre
as duas puntes da Magdalena,penhorado a Jos Joaquim
HrtrrraCavalcanli, por execuco de Manoel Zeferino dos
Santos; cujo terreno se ada aforado a Jos Simes de
.Magalhes.
Arrenda-seum sitio grande com duas casas de pe-
dia e cal, para uina grande familia, com cinco viveiros
de peixe, pasto animal para olo ou dez vaccas, boa a-
ua ue beber, inuitos 1 s de fruleiras de varias qualida-
es, boa baixa para melrtes. inelaiicias e capim : quem
o pretender, dirija-se ao iiirsmo sillo cni ."auto-Amaro,
logo no principio da estrada, que val para Helni, a fal-
lar com seu proprieta rio, J. B C. Tresse.
Quem precisar de um rapa/, braslleiro de 20 an-
uos, para caixero de qualquer arriunacao ou inesnio
para colii-auras exceptuando taberna, anuunce.
Lu rapaz, (le 11 annus se offe-
rece para caixero de alguma casa es-
'.rangeira ; d fiador a sua ccndncla ,
e ten boa ledra : quem o pretender, an-
iiuncie.
Os abaixo assignados rogo ao Sr. Joo Jos Ribei-
ro de Farias ex alteres de polica queira, no prazo de
8 dias, dirigir-se a rua Nova 11. 47, a satisl'atrr 1 quan-
tia de 20/ rs. que deve desde setembro de 1843 sob
pena de se recorrer aos meios judiciaes. Vrilo&i Cur-
neiro.
-- Aluga-se, pelo tempo da fesla um sitio 110 Caldei-
reiro a margemdo rio com boa casa coxeira, estri-
barla, comuiodos para pelos com boa agoa de be-
ber, baixa que sustenta, de capim dous cavados, e
diversos arvoredos de fructo : quem o pretender di-
rija-se a rua do Vigariu 11. 19-
Precisa-sede um rapaz, que tenha pralica de ven-
da ; na rua Imperial, n. 145.
AO BOM TOM PARISIENSE.
KUA NOVA, N 7.
TEMPETTE, ALFAIATE,
tem a honra de participar aos seus freguezes que
dlssolveo, desde o dia 15 de setembro passado a so-
ciedade que linha com os Sis. I'oloinbiez 8c C. : as
pessoas, que o quizercni favorecer com a sua freguezia,
o acharad na sua loja, rua Nova, n. 7. Tem pannos pa-
ra cal\as, codetes e casacas, de todas as qualidauVs, os
!! aevos. rhejjadof agora de Paris, ea collcc9o dos
mais recentes hgurlnos.
Fugio, no dia 28 do passado, as 10 horas da manha,
um moleque, de nome Miguel, nacSo Cafangr, altura
regular, pouco mais ou menos de 18 anuos de idade, cor
fula, iingoa branca; tem uina ferida na pernarsqurrda ;
levou chapeo de palha, calta de riscado de assemo blan-
co, j velha e rota n'iiin joelho, camisa nova de riscado
azul com asseulo branco; fui encontrado no inesino dia
da fuga pelo Alerro-dos-Afogados; j lem fgido outras
vezes, e lem-se diiigdo senipre ao eugenlio do Sr. Luiz
l'ires.para ondelalvez tenha elle ido agora: quem 11 pe-
gar leve o no Recife, rua da Alfandcga-Yelha, n.38, que
sei generosamente recompensado.
Alu",a->e n 111 ttiiiiazem nariia.es
treila do Hozario debixo do subAi
n. a proprio para qualquer eslabelc-
cimenlo por ficar em bom local ei-
Ire a igreja e a rua do Quilinudo a fTci-
tar no Aleno-da-lioa-ViMa |.
Trqvtssa-se a chave da lojadaja
do Qneimailo 11 ^6 : a Iralar na mS-
ma rua loja n 8.
Aluga-se o sitio junto a igreja de S.-Jose-do-^n-
guinho. COIII diversos arvoredos de fructo, caeiiuJ^uY
agoa de beber, boa casa de vivenda, reedificada de novo
e piulada com gosto, coutendo tres salas, cinco quar-
tos, um gabinete, copiar, cozuha fura, estribara para
dous cavados, c mais um excedente soto, com una
sala e dousquartos : a Halar na rua Velha, n. 55. -
U-sc dinheiio a premio com prnhoiis de 0T0 ,
incsmo cni pequeas quanlias ; na rua do Rangel, u. 11.
IV
__A mulher chepa a cabeta porlinhola, e chauorift-
lippe, que obedece; l se approxima, descobrc-se**es-
peiloso. ...
Poder a senbora uuvir o que elles vao dizer '
Esculare, disse Andrrza, fazendo a Balsamo o (fes-
to de quem reeoininenda, que nao l'.n.ao bulla. m
O1190 I 01190! murinurou ella.
Que diz a joven senbora?
Ordena-lhe, con.....Igo sorriso, que l',n,a apresara
marchados cavados. Diz-lbe, que he preciso, que an-
colia esteja prestes no da seguiule, as seis horas da na
nlia, purque quer descantar quaudu altear o dia.
Onde? .
He o que meu mano Ihepergunta. Oh! meu Dos!
he em Taverney, que ella quer descanf ar. Quer ver meu
pal. Obi to magnifceme princeza descantar ein lo
pobre inorada...... O que faiemos nos, sein piala, quasi
sem roupa ?
Tianquillise-se. Nis providenciaremos a isso.
Ah obligada limito obligada!
F. Andrrza, que se hara erguido um pouco, lornou a
cahir aniquilada sobre a poltrona, soltando um pro-
fundo suspiro.
Imuiedialamrnte, Balsamo chegou-se a ella, e, mu-
dando com passagens magnticas a direceo das corre-
les de rleclricldade, resliluio a iranquillidade do soiinio
a esse bello corpo, que de moido se indi nava, rasa ca-
beta aiordoada, que calila sobre o ai quejan le peno.
Audirza drornlac :::=:tras de enrar em rcslabelece-
dor e completo repouso.
Recobra forras, ihe disse Balsamo, ntando-a com
sombro xtasis ; daqul a pouco terei anda necessldade
de loda a tua lucidez.
O' silencia! continuou elle com o carcter da mais
crcnlc cxallatao, s tu nao engaas! be, portan lo, a ti
smente, que o homem deve ludo sacrificar. Bem toclla
Aula de navogn^an.
Agostinho Fernandes Catanho de Vasconcellos conti-
na a ensinar navrgato pratica c theorici; na rua Im-
perial, n. 39.
~ Offerece-se uin honirm portusuez para trabalhar
em qualquer estabeleclmento, desde as C horas da nia-
nha as(i da tarde, e dar coiiheciineulo de sua condue-
la : quem o pretender, anoiincie, ou dirija-se a rua
Nova, n. 58, que se dir onde o podem procurar.
Da casa da rua da Cadeia do Recife, n. 34, no dia
30 de setembro p. p, pelas 7 horas da manha, furl-
ro 7 colheres de praia pequeas, na occasio em que
una escrava sahia da sala de jantar ; cujo ladrSo foi um
niulatinlio. que representa ter 15a lo anuos- a quem
forem ollerecidas, haja de as apprehender.
-- Aluga se nieade de una sala repartida propria
para homem solteiro : a tratar na rua larga do (tozado,
venda da esquina que volta para oquartel de polica,
n. 21.
Fazem-se quaesqtier cortinados, tanto de camas
comode ianellas qur para deenrates de bailes ou
de sociedade ; quaesqtier fungAcs de cadeiras e sopli;
culchAes elsticos ; eem fin ludo quauo for concer-
iiente a tapizara ; e tambem se vai por tapetes e estei-
rasem qualquer lugar que seja ; ludo com perfe^o ,
porse ter professado este offlcio em Piris: na travessa
da Concordia 11. 13, detrs da torre do Carino.
Um homem activo se ofl'erece a quem delle precisar,
para faier viagrns, ou meino ir ein couipanhia de al-
guma pessoa. que precise transitar por esta provincia,
sobre algun negocio, c dar fiador a sua conduela:
quem precisar, aiiniineie, 011 dirija-se a rua Nova, loja.
11. 58, que se dir anude deve procurar.
Aforo-se, e tambem se vendem, por prejos rasos-
veis, terrenos de 200 a mais de 300 palmos de fundo, a
iiaiur parle com arvoredos de fructo, c lodos vantajosos
para se edificar, por nao precisaren! de aterro, as ras
iiovanienle abenas, nos lugares de S -Jos-du-Maugui-
nho e Capunga : a tratar na rua Velha, n. 55
Anloiio Cni los Telena ile Burgos
I'OllCC le Leo lai scienle a quem con-
vier o seus nmigos, e aos Sis. de en-
genhn que leem de Ihe consignar as-
Mirar de suas safra que elle se 8cha re-
sidindo na roa lliieila sobrado n. 29 ,
junio uo do Sr. tloulor Ignacio Nery ta
ronsece oonde lem aherloo ten escrl*
otio, en. o piimeiio andar, e continua
a iiceber ssurar em commis3o.
jiiDjiras.
~ Coinpra-se nina espingarda de espoleta e de dous
canos sendo boa ; na ru 1 do Qiieimado, loja 11. 4.
Coinpra-se nina carleira de madeira de urna s
face, que esteja ein bom estado ; quem lver. aiiuuii-
cie
-- Compro-se 2 ou 3 moleqiies, oflieaes de sapateiro,
sendo de bonitas figuras pago-se bem : na rua da
Concordia passando a poiiieziuha a dlrdia seguu
da casa lc|rea.
-- Compra-se um par de brincos de ouro que sejo
pequenos e de bom gosto ; na rua Direila, 11. 0.
Compra-se una uegrinha, ou mulaliulia de mais
de II.unios que sirva.para andar com meninos; un rua
larga do Rotarlo loja de miudezas n. 35.
-- Compro-se tres escravos de 20 a 30 anuos; na
ruada Florentina 11. 7.
iNa rua da Cadeia do Recife 11. 20, terceiro andar,
comprase um cavallodeboa figura que tenha carre-
go balso at nieio e seja de carro.
- Compro-se ell'ectivnnientc, para fra da provin-
cia escravos de ambos os sexos de bonitas figuras :
na rua larga do Hozarlo, n. 24, primeiroandar.
Compra-se nina casa terrea preferindo-se cni boa
rua ; na rua de Moras, n 84.
Compro-se elleclivaniente, para fra da provincia,
escravos de ambos os sexos, de 12 a 20 anuos, com ha-
bilidades ou sem ellas; sendo de bonitas figuras, pago-
se bem : na rua das Cruzrs, 11. 22, segundo andar.
Vendas*
Arabode chegar a livraria da esquina da rua do
Collegio.c vendein-se os poneos exemplares, que j res-
ino, das obras completas do insigne Luiz de Canies, da
mais ntida e correcta edico. que tem apparecido, por
nivea mais conimodo do que se maiidou vir da Europa,
__Vende-se una uegrinha, de 15 a l anuos, de boula
figura : na ruada Praia, 11. 18.
Vetidem-se Inipeos linos de castor, e
superior panno de algodo, proprio pare
saceos deassticar : na rua da Alfantlega-
Velha. n. 5.
__Vendeni-se cortes de cassa pintada de cor fixa ,
a 2/000 rs. ; ditos com 7 varase niela, de mu lo bom
gusto a 2#500 rs ; corles de chitas patentes a 3/1)1)0
rs. ; riscados franerzes a 220 rs. o i ovado ; ditos de
nu-oduA e seda a 280 rs. ; pejes de ganga azul com 13
covudos a 1/000 rs. ; zuarle da India com 4 palmos
de largura proprio para esclavatura a 240 rs. o co-
vado ; contras umitas fazendas, por barato preto: na
ruado Crespo loja 11. 10, de Jos Joaquim de Frrilas
Guiuarrs.
Vende-se um preto bom refinador ; na rua da
Gloria n. Il.
= O correlor Oliveira tem para vender cobre eni to-
lda e prrgos de dilo para forros de navios : os preleu-
dentes dirijo-se ao inesnio, ou aos Scnliores Mosquita
& Dulra.
lie esta mulher, meu Dos! Bem puro he esse anjo! e
tu o sabes, pois 1 rraste os aojos e as inulheres! Mas,
para mi.....|ue vale nesle momento a belleza? que va-
le a innocencia? Una simples inforuiacno, que s a bel-
leza e innocencia me podem dar. Morra a creatina por
mais bella, pura e pe feita, que seja, com tanto que a
sua bocea falle! M-rro as delicias do mundo iileiro,
amor, paixo, xtasis, comanlo que cu possa senipre
marchar, com seguro e Iluminado passo K agora, don-
zeda, agora, que pelo poder da miiilia rontade em al-
gnns Instautea de somno recobraste tantas forjas, como
se houvesses dormido viole anuos, agora acoida, ou an-
tes mergulha-te de novo no leu previdente somno An-
da preciso de que falles ; desta ve* s para iiiini fallars.
E balsamo, eslendeiido outravez as.....os para Andrc-
za, com um sopro iodo-poderoso, obrigou a donzclla a
endireitar-se.
K, quando a vio disposta c submissa, tirou da cartn a
um papel dobrado em quatro, que comiuha una niadei-
xa de cabellos prelos. Os perfumes, deque ella eslava
impregnada, lavio tornado o papel diaphano.
balsamo |ku a madelxa de cabellos na mo de An-
drrza.
Veja, ordenou elle.
Oh anda, disse a donzclla alOicla. Oh! nao, nao ;
deixe-me socegada ; padefo muto. Oh! meu Dos!
meu Dos Anda agora senla-nie to boa !
Veja! respundro Balsamo, pondo iniplacavel a pon-
a da varnha d'aeo obre r.npim Andreza torceo'a mos ; precurou subtrahr-se lj-
raunia do experimentador : velo-lhe escuma aos labios,
como outro'oraaos da py tilla sentada na trpode sagrada.
Oh! vejo, vejo, grilou ella coui desesperatao da
vontado vencida,
Que v?
Urna mulher.
Rap Princeza de Lisboa e Principe
do Rio-de-Janeiro: na rua do Livrtt'
trienio, loja n"f*0', n. 14.
Na lija cima, adiarn eniprc os lomante* a boa pi-
tada do >ap Prinee/.a de Lisboa, e do novo rap Prnci-
pe do llio-ile-laneiro, ss libras o a reUl'iO. Ksto rapi-
torna-so recouiniendavel, polo seu aroma agradavel, e
pela rapidez.com que destila,sem seecar o raser loues,
neni ferir o nariz; assenielhando-se na cor e finura ao do
Lisboa.
Chitas de cores fixns,a \ 40 rs. o
covado.
Naprimeira loja de fazendas do Aterro-da-Boa-VIsta,
n. 10, vendrm-se chitas finas, de bonitos padres, a 140
rs. ; corles de cassa, a 200o rs. < oulros muito supe-
riores, para vestidos de baile, a 3000 e 350tl rs. ; risca-
dos tecidos. dos mais delicados gostos, a 220, 240 e 280
rs. orovado; ? nmrculiuas ric cores, de liiidissimos
padres, a 260 rs. o eovado ; mei in, a 1000, 3000 e 4000
rs. dos mais superiores, que exlsteill no mercado;
superfinos luios de Iludo de quadros e listras, a 1000
rs. a vara; riscados eseoeezes, a 220 rs. o eovado, fa-
tenda, que nao desbola; lencos de cassa de bonitos
gostos, para grvala, a 200 rs. ; bonitos lenco* demar-
;-a pequea proprios para meninos, a 140 c 80 rs. ; lin-
;leza de ricos padres para vestidos, a 220 rs. c outras
inultas faiendas, por preto mais barato, que em oulra
qualquer parte.
Vendein-se tres escravas de nafo Angola, sendo
urna dolas perita cozinheira. compradera e que lava
de sabio) oulra encamina,rose, coiinha c lava; eaontra
he ptima quitandeira; todas muito motas c de bonitas fi-
guras ; r um escravo de naco, de todo o servico de cam-
po : na rna das < ruzes, n.' H, segundo andar.
= Vende-se um escravo, moto, de boa figura, re-
forjado, de todo o servljo e proprio para o de campo ;
2 iiiuleques, de naco, de 12 a 14 anuos, proprios para
olio io ou pageos ; 3 prelas, motas, de muito boas figu-
ras, de todo o servico ; sendo uina por 350 rs., e oulra
por 250/ rs. na rua larga do Botarlo, n, 24, primeiro
andar.
Vende-se um carro novo de quatro rodas ; um es-
pelho de Jacaranda para vestir senhoras ; duas bancas
redondas de nido de sala ; doze cadeiras de anglco ;
tima marqueza dito ; um jugo de bancas dito ; dous es-
pedios pequeos; una commoda de Jacaranda ; duas
ramas pequeas do ai macan ; un candieiro demachi-
nisuio ; mu oculo de ver ao longo ; um bal.lo dcChris-
to, pequeo; nina lira bandeja de casquuha prateada ;
detoilu casaos de chicaras e pires, com seispralos, ludo
de porcellaiia ; um mulatiuho de 0 annos ; mu relogio
de ouro sabunete una negra de najo, que lava, en-
gomina e oozinlia ; mu mulato de lucia dade : na ru;t
da Cadeia de S.-Amonio, n 19.
Vendeui-se 31 escravos chegados do Aracaty ,
sendo 10 pelos (i prelas 4 moloques 6 cabritillas ,
5 mualas, sem vicios nein achaques por seren ven-
didos naqiielle lugar por necessidades c entre elles
leeiu algiins com habilidades sondo um bom destila-
dor : a tallar com Jos Francisco da Silva.
Vende-se, por prero comniodo um caixo bem
feilo de guardar cadera de arruar: na praja da In-
dependencia, loja n. 3.
Vende-se una parda de bonita figura que cose,
faz rendas c hcos c lava roupa : na rua do Crespo, lo-
ja n. 10.
Vende-se um relogio do algibeira pequeo de
ouro ; um allincte de peilo tanibeni do ouro com
mu diamante no nieio : na rua da Senzalla-Velha, n. 70.
\ ondein-se chapeos do Chile prximamente che-
gados ; na pracinlia do i orpo-Santo n. lili casa do
Gaudino Agosluho de Barros.
Vende-se cera em velas sorldas fabricada no
Rio-de-Janeiro; na praciulia do Corpo-Santo, n. 86.
casa de Gaudino Agostinho de Barros.
Vendeni-sc bezerros francr/es, de Piantes, de
superior qualidadc os mollinees que leeiu viudo a
esto morcado por atacado, ou uiesmo cm duzas a
vontade dos compradores por mais barato proco do
que em oulra qualquer parle : na rua da Cruz, n. 20.
OBRAS MARTIMAS,
A' venda, na livraria da esquina do Collegio.
Diccionarios de niarinha, por Joo Pedro de Amorlni,
I vul., 1841; Roteiro geral dos mares, costas, ilhas c
baixos reeouliecidos no globo; Parto undcima, que
comprimiendo as cosas do Brasil do Cabo-do-Norte ate ao
Biu-da-Prata, com a Patagonia, Chile e Per ataois-
thiuo do Panam, com as ilhas adjaconles, o uavegajo
uestes mares por Antonio Lopes da Costa Aducida, 1 vol.;
o Piloto instruido, ou compendio theorico-pratico de p-
Icilagem por Amonio Lopes da Costa Aducida, 3." edico
conoca e augmentada, 1 vol., 1845; Astronoma esplic-
ric.i o nutica de Borle, iraduxlda pelo capio-ienemo
Carvalho r Mello; Problemas iiaulicn-astronoiuicos de
Norie, para servir de oonlinuato rxplicajSo das la-
boas nuticas do mesmo autor, traduzida pelo inesnio,
Na loj.-i n. SO do bom
barateiro, cbi rua da Cadeia ,
vende-se um doto sorlimenlo
de cambraas com listras de
cor s, e de lindos gustos, pelo
diminulopreco de 5i100 a 5^
rs. o corle.
LriS
, a ntfMO rs. o eorte.
Na loja n. 50, do boni barateiro da rua da Cadeia ,
defronte da rua da Madre-de-Deos vondein-se cortes
de superior la para cuijas, a sele patacas o corte de
tres corados e meio.
rrcT. i xmr^n.imr^.suaK-. mnicmcsa i n un s saSSSSi
Ah! inurmurou Balsamo, com barbara alegra, a
scicncia nao lie, pois, um nome vo, como a virtude
Mesmer vencoo a i rulo. Vamos, relrale-mc cssa mulher,
para que cu saiba, se a senhora a vio bem.
lie alia, brajos membrudos, cabellos prelos, odios
a nos.
Que faz ella?
~ Corre, va, parece arrebatada por um cavado mag-
ntico, alagado do suor.
Para que lado vai ella ?
Por all, por all, disse a donzclla, apontando para
Oesle.
Pela estrada ?
-- Sim.
De Chaln* ?
-- Sim
Hom, disse Balsamo; tomoii ella a estrada, quceu
vou seguir Vai a Pars, como eu ; esta bem ; encontra-
la-hei em Paris. Descanse agora, disse elle a Andrea,
toniandollio a madelxa de cabellos, que ella nao havia
a'os iirjos de Andreza cahiro-lhe immoveis aos lados.
__Agora, disse Balsamo, volte ao cravo.
Audi oa (leo um passo para aporta; mas, como as
peinas, por extremamente fatigadas, recusassein cami-
nhar, canibaleoii.
Recobre forja, e continu, replicn Balsamo, en-
vol vendo-a com moa nova misso de Huido.
Aorfa R>lt?9 ge:rv^3o corscl, que porlia em cUiu-
prir a vontade de seu senhor, por mais injust que ella
seja.
Marchou.
Balsamo abri a porta, e Audreza, semprc adormecida,
deseco vagarosa a escada.
(Conlimmr-M-ko,/.
^_____


A
m
as
Fotassa branca,
da mais superior qualidade em
barricas pequeas, e desembarca-
da no da 30 de agosto prxi-
mo passado, venderse por pre-
^o cinmoilo : emcasa de L. G.
Ferreira & C.
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Potasm.
Venderse poiassa americana,
mu i lo nova por ser prxima-
mente chegada, e cuja qualidade
lie a mellior, que lem viudo, por
prego commodo : na rua da Ca*
deia do llccife, armazem n. 12 ,
de Bailaren Oliveira.
Vcriile-se, un ra ila Cruz, n. 6o,
erra em velas, timento 10 goslo do comprador, e por
preco msis rommodo do jiie em otilra
qualqiier parle.
CARNAUBA,
Tdulo-sr no armazoiii r faiinha, do mc do Collogio ,
de superior qualldaae em purfao ea rrlalho por b-
talo piTfO.
- Vcn(|p-sr fo'lada Baha inulto superior ; noar-
maieiu de Alves \ ianua na ra de Sentalla-Vellia ,
n. 110. l
= Vende-se nina linda canoa de carreira ,1101a c
niiiiiu bem construida de auiarelloi nina porco de pa- I
Iha de coiiuelro : na ruada Srnzalla-Vrllia n. 110. I
= Vi iiclini se, no deposito de farinha de mandioca, I
da ra da Cadela de S.-Antonio, n. 19, sanas com boa
farlnba de Mag, a 5^ rs.; ditas de S.-Malheiis, a 4/rs. .
diUs de arroz de casca, a4/rf. ; ditas de millio, a 4/rs.; j
c tuna porcao de saceos vastos, de-slopa.
= Vende-se um b<.m escravo plinio para o sorvico
de campo, ou para otitra nualquer oicupavo por
preco commodo ; na ra Direila n 18
= Vende-se carne do sei tan e liitgoifast milito no-
vas ; na praca da Moa-Vista n. 18.
= Vende-se azciie-docc para lu melhor e inais ba-
rato do que o de coco ; e azrile-docr lino em garra-
fes de S& garrafas : no deposito de aicitc de carrapato,
na ruada Scnzalla-Vellia, n. 110.
= Vinlio de Tenerife, em barris, de excellente qna-
lidade ; cerveja branca e preta, a mellior que lia-- llar-
clay 8 C.ompauliia, em poiro, ou a retallio ; C fio (le
sapateiro, por prc{0 commodo: vende-se na ra do Tra-
piche, u. 40.
n N. 40, ra do Trapiche, um chronometro para na-
vio, de Londres, perfeito, e mu beni regulado ; relogios
de ouro, patente Ingles, omito bous e baratos oorren-
tinhas de ouro, pa(lies=l'riucipe Alberlo=.
;~ Vende-se urna parda 11109a. sadia, sem vicios e ro-
busta, que sabe POgOUltuar, co/inhar r cosrr 11a rua dn
Aurora, a fallar com o coronel Joaquim Jos Luii de
Souza.
m, Vendem-se nioemlasde fpno para pngpnlios dp as-
sucar, para vapor, agua e bestas, de diversos tainaiihos,
por pi-ep commodo c Igualmente taixas de ferro coado
e batido, de todos os taannos : na praca do 1 nrpo-San-
to, n. II, Pin casa de Me, t.almont A Lonipanhia, ou na
rua de Apollo, armazeui, n. 6.
ISa rua do Crespo lo,ja nova
n. 12, de Jos Joaquim da
Silva Maya,
vende-se um ricosortimento de castices de flnlsllma
casquinha, com suas competentes lauternas de ges-
tos os mais modernos que teeiu apparecido pelo di-
minuto preco de 8/, 10/ c 12/ rs- cada par.
Vendem-.se, por preco commodo ,
saccas grandes com superior milho; no
pnmeiro armazem do cae da Allan-
dega.
Farinha SSsF,
da multo acreditada fabrioa de Molino Strazig sendo a
ultima chegada a este mercado em pequeas e gran-
des porcAes : a tratar com J. J. Tasso Junior.
Farelc novo,
em saccas grandes vende-se no armazem do Bacelar ,
coufroute a'escadinha da alfandega e cm casa de J.
J. Tasto Jnior, na rua do Autorim.
>Ta rua do Crespo, loj nova
n 12, de Jos Joaqun.
da Silva Haya,
venilem-se bonitos e delicados cortes de cambraia, com
Ultras de seda, ao mdico preco de 7/ rs. ; casimiras
l'r.ineivas elsticas a 6/ r. cada corte ; cortes da mili-
to acreditada Indlanna aSWOO rs.; ditos da victoria ,'
f.iienila imitando seda a 4^000 rs. ; chales de lai ar-
rendados, de cores milito mimosas a 2^400 2/800 a
3/000 rs. ; romeiras de fil de linho eufeiladas com h-
co proprias para senhora e meninas, a 1/000 e I/C00
rl, ; veos de dito para chapeos os quaes multas pes-
soas teein comprado para camisinlias de enancas a
1/280 rs. ; chales de la e seda, muito delicados em la-
vrorej e deassenio escuro, fazenda inteirainente no-
va os quaes rivalisao com os de seda, a 7/000 rs.; pan-
no lino ar.ul e preto a 2/56U rs. ocovado ; um rico sor-
timentn (le i-ambiaia para vestidos, n 3#500 4/000 e 5/
rs. o mais commodo possivel; calcinitas de niela pa-
ra meninos a (M0 rs. ; mantas de seda escocesa a 0/
rs. ; ditas mais ricas a 10/ rs. ; alpaca preta a 800 e
l#600 rs. o corado ; dita de cores, a 2W)0 r. ; merino ,
milito fino, todo de 18a, a 4/(100 p 4/500 rs. o covado.
Indepenilentedestas l'izendas, ha nesla loja um com-
pleto torilmente de outras militas fazeudas que se
vendein mais ein conta do que em outra qualqucr par-
te livres de seren engaados.
Rap-Principe.
Acaba de cliegtr to llio-de-Janeiro
este ese-lente rap, o mellior e mais
proprio para Consumo desle paiz pelo
liom aroma, exouidito pdad'ir e ficilida-
de da lrslilacao : esla pitada lie digna de
ser apreciada pelos similores do liom ra-
p, aos quaes se convida a experimenta
rem Vende-se no deposito, na rtn do
Trapiche n. 34; no bairro do rVecife,
Rourgnrd, Antonio Francisco de Moraes,
Jos Carlos Perreira Soares Junior, l'on
les &: Mello, Guedes & Mello, Angosto
Ferreira Pinto &C, Joao da Cnnlia Ma-
galliaes ; rua ilo CresiO llenrique i
C. ; roa do Queimado, Campos ck Al-
meida, CcnVra & Gnimaraes ; rua doy
Onaileis, Victorino de Castro Moura ;
rua to Livramento, Francisco Cavalcan-
t de AILurpiercpie; rua do Calmg, Jos
Joaquim da Costa, Francisco Joaquim
Duarle, Tliomazde Aijuino Konsecay pra-
ca da Independencia Christovao Gil-
IhermeBrekemfield,Fortnalo l'creira da
Fonseca Beatos; Alarro-da-Boa-Vlata,
Caetano l.uii Ferreira lstima, Leal ck
Irmao, Antonio Ayres de Castro & ('.;
praca da Boa Vista Manoel Francisco
liodiignfs. e Alixandic Jos Lopes, rua
do Hoz.irio da Boa-Vista.
Bichas grandes de Hainbui^o.
Ven.le se a retalho urna partida dpstas verdadelrat
sangiiesngas, (llegadas ulliinaiiieiite, em porciies de 100
para cima, por pceo commodo. Na rua do Aiuorim, n. I
35, primeiro andar, ou no armaiein de Bacelar, no caes I
da alfandega.
= Vende-se cera em velas do Rio-de-Janelro, sorti-
mento completo, de la 16em libra, em caltas e as li-
bras, a vimtnde do comprador : na rua da Seuzalla-Ve-
Ihe., n. 110, ariiiazeui de Alves Vianiia.
= Vende-te potassa branca de superior qualidnde,
Pin barris pequeos ; Pin casa dp Malheus Austin (\T
Compaiihia, na rua da Alfandega-Vclha, n. .').
Para passar a IrMa.
Na loja n. 3. da rua do ( respo ao p da psquina do
arco de S.-Antonio vende-se nina excellente e vasta re-
de de panno de linho o mais excellente possivel nova
e sem defciloalgiiui.
6an;l)rtes a 1440 rs. o
cono.
Na loja n. 3, do baralpiro da rua do Crespo ao p da
esquina do arco de S.-Antonio vciideiu-sp gram-
bres para raleas, a quatro patacas e meia o corte.
Esta mtenda, recibida iovaiui'iite. he fabricada de laa e
algodao ; porin teni um rncordoado c tcldo de tal
maneira, que, junto aos seus modernos e ricos estam-
pados no ultimogotto, a Caz mui fcilmente tomar por
qualqucr casimira francesa.
Vcndeni-se, no arma/em n. 19 do porto das ca-
noas ua na Nova, as madeias teguilltes! caibros ,
nios tiavessas p encharnela ; todas dp boa qnalidade.
Vende-se um bom cavallo de carro, por preco com-
modo ; no Atrrru-da-lloa-\ isla n. .'it.
Vende-se, ou aluga-sc pelo lempo da festa una
casa de pedia e cal rom grandes couiinodos sita no
Monleiro defronlc da igreja : a tratar na rua do Cjuei-
mado, n. II.
= Veiidem-tc 8 esclavas entre ellas nina negrinha,
de lia l'2 anuos que cose chio e tem principios de
engommado; nina dita, de 16 anuos, que cosinha o
diario de nina rasa : na rua da Concordia passaudo a
pnnie/iiih.i a dirrita, segunda casa terrea.
MADAMA THF.AR) MODISTA NA UA NOVA.N. 32,
acaba de receber, pelo navio francez Nclie-Malhilde ui
soi liinento de chapeos de seda e palha do ultimo gos-
to para senhora e meninas ; llores de todas as qualida-
des ; guaruices de vestidos ; ramos de llores com jn li-
nas ; capellas de llores ; tudopaia rnfeites de uoivas ;
plumas, as mais ricas que leem apparecido ; bieo;
pelos e blancos ; ditos de blonde : cordrsde&eda pa-
ta vestidos dp todas as cores. Nesta casa se ai lia um
sortiuiento de cabellos para crescentes c marrafas. Ma-
dama Tlieard encarrega-sc de fajer e enfeitar vestidos
para noivas.
Na rua do IIngel, n. 11, anda ha para vender
umitas obras de ouru e prata das j annuncladas ; 3 ta-
boieiros para vender fazenda envidracados vrstidos
de seda.proprios para noivas ; ditos de cassa, chita e de
laa ; mantas de seda para meninas e senhoras ; meias;
linas ; r outras militasfazrndas que se vender por
barato prr;o para seacabarem.
Vendem-se aous botes de brilhantes una caixa
de prala dourada : ua rua do Passeio-do-Collegio fa
brica de chapeos de sol, n 5.
A/cilonns ,
d'Elvas superiores em qualidade; no armazem do
Guimuiv.;, confronte aestadlnha da alfandrya.
Vende-se cal virgem prximamente chegada ; na
ruada tioeda n. 15 por pre{o commodo, em barris
pequeos.
= Vende-te um par de castif-tes de prata moder-
nos na rua Augusta, n. 11.
\ rua do Crespo loja de
Campos & Maya, n. 8,
continuao-sea vender muito modernos cortes de tala-
garfa de muito lindos gostos pelo mdico prefo de
4000 rs. ; cortes de cassa chitas de bonitos padrOes e
cores fixas pelo barato preco de 2/240 2/500 e 3/500
rs., com sete varas ; ricas mantas de seda dos mais
delicados gostos a I6/D0I) rs. ; cortes de cambraias ,
dos mais modernos gostos. com lislras de coret, a 5 500
rs.; chales de lalagarfa imitando laa e seda a 2/500 e
3/D00rs. ; riscados francezes. largos, a240 rt. o covado;
chitas francezas., largas a 240 rs. o covado ; coi les de
chitas enviezadas de mullo lindos padrflet a 3/200
rs. ; assiin como outras militas fazendas que a vista
dos compradores te vender" por menos do que em
outra qualqiier parte
Vende-se superior vinlio branco da
Madcira, em barris 'le 4 e 5 em pipa 5
cerveja engarrafado, e em banicas de
(limas
gene
bra bollandeza em Iras-
a
queiraa de i5 frascos; potasas da llussia ;
doiis fortes pianos dos autores de Colard
ck Colard de ptente de Londres de
6 oilavos e meio ; ludo de superior qua-
lidade e por mdico preco : na rua do
Viga rio armazem n. 4, de Bolheck Bi-
doulac.
-- Vende-se cobre para for-
ro de navios : 110 armazem de A.
V. da Silva Barroca, na rua da
iMadre-de-Deos,defronteda igreja
= Vendem-se muito superiores cordas de tripa para
violto e 1 abra ; hui'drs para os mesuios ; papel pau-
tado para msica, chegadn prximamente : na prafa
da Independencia loja u. 3.
= Vpiidp-se peixe seco, barato ; no armazem de
porta larga defronte da escadiuha.
Vendem-se bichas de llamburgo, grandes ; e tam-
bem se alugao, por prefo coimuodo : no Aterro-da-Uoa-
Visla ao p da ponte na piimeira venda u. 2.
Vendem-se cartas de jugar afrancesase finas; na
rua Nova, n. 25.
Vende-se um preto da Costa de todo o servif o ,
para lora da provincia ; nina canoa que carrega mais
de mil lijlos; um par de rodas novas proprias para
carrof a de engenho : a tratar com Manoel Antonio da
Silva ttotta na rua de Apollo n. 34.
Vendem-se dous mulatinhos de 12 a 14 anuos
mu moleqiie, da mesuia idade ponen mais ou menos,
todos prop ios para pageos; duas escravas boas lava-
(leias e que coiinuo o diario de una casa : no pateo
do (.ollegio n. 37, segundo andar,
Persianna.
Biquissimas cobertas para camas, da
muito superior fazenda denoininada Persianna Es-
ta lateada he fabricada no reino da Pprsia e a prlun I-
ra vez, qup apparrcp npste mercado : quanto a sua
qualidade eduracto appellamos para o enteiidimento
dos compradores, que,avistada tuperioridade da fa-
zenda nao deixar de tecer-lhe grandes elogios : cus-
a cada concita o pequeuo diuheiru de3/000 rt. e ven-
dem-te tmente na loja de Antonio Luii dot Santos St
Conipanliia, na rua do Crespo, n. 11.
Agoa de Ja pao.
Est esta agoa mui acreditada ein Pernambuco pa-
a impedir a caspa, limpar a cabera e auiaciar o ca-
betlo.attiin como para limpar as espiiliaspeuipinges, at
que fi(|iip o rosto alvo e a cabeca perfeitau.....le liinpa:
esta agoa.aque se nao tem podidodetcobriroutra igual,
al approvada e tem merecido toda a estima, tanto no
Japao e Europa, como no Brasil: vende-se no Recife,
roa da Cadela, n. 55; na It.ia-Vista, rua do Ateno, n.72;
e ein S. Antonio, rua do I.ivraniento, loja n 23.
= Vende-se superior vinfco de Rordeaux em quar-
tolas ; assim como ago'aruenle de Kranfa ( cognac ) ,
em barris ; na rua da Cruz a. 20, casa de Avrial Ir-
imios.
Vende-se um ptimo carro de duas rodas, por p/e-
na rua do Aragao, n, 12.
ro niiiito commodo
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Vendem-se vidros para cspellios ,
de varios tamonbos; ditos para vidracas:
na rua da Ouz, n. 10
Vende-se estopa e saceos de di
ta feilos, tlesupetior qualidade na rua
da Cruz. n. 10.
Na botica da rua do Ttangel, vendem-se os reme-
dios teguintet, dos quaes n experiencia tem confirmado
os melhoret ell'eitot : dentico, que tem a propriedade
de limpar os denles cariados, e. reatituir-llies a cor es-
maltada, rm muito poneos dias ; o uso do dito reme-
dio fertlflea as genglvat e tira o mo oheira da boaca,
proveniente nao s da carie, como do trtaro, que 'se
une ao pescofo destes igaos ; o remedio he designado
pelos numeos 1. e 2." : orchala purgativa, mui til as
enancas e as pestoas de toda e qualqiier idade ; he com-
posta de substancias vegetar,, nao conten mercurio,
netn droga alguna, curar calos, em poneos dias; dito para curar dores ve-
nreas antigs, e que leem resistido ao tratamento ge-
ralmenle applicado ; dito para provocar a nienstruafao,
e acoderar a aefao do tero nos partos naturaes, em
que nao se precisadas manobras srientllicat da arte;
dito para resolver tumores lymphaticos, vulge glannu-
las ; dito para curar bobas t cravos seceos, o mais effi-
caz que teconhecc at aqu ; dito oximel de ferro, mui-
to til as ehlorozes, vulgarmente chamadas frialdades;
pos anti-biliosos de Manoel Lopes; capsolasde gelati-
na, contendo balsamo de cupahiba ; ditas de oleo de
recinos purificado ; ditas de eubebas em p fino ; ditas
de assafetida; ditas com pos purgantes; dltat de ruibardo
da China; ditatde sulphato de quiniuo de 1 e 2 graos cada
capsola; algaleas, velinhas plsticas; pilulas de sal de ca-
li iciuho; agoa das Caldas, chegada prximamente; reme-
dios que curo a frialdadedentro de 40 diat, inesmocitan-
do incitado; oleo inuitp bom para conserva r o cabello.qur,
aliu de nao deixar cahir o cabello, llmpa a caspa, P
cujo uto continuado faz reapparecer o cabello perdido ;
pilulas especifica para curar as gononheat chrouicas,
quando a leso no pasta da ureta ; igualmente um xa-
rope anti-heinorragico, applicado nos caos, em que se
delta sangue pela bocea : o prefo de todot etiet reme-
dio! he mui ratoavel, e os bons resultados da sua appli-
cafo he que devem fazer sua apolngia.
Vnde-se un bote novo e construido de boat ma-
deirat; no (clhelro atrt da Igreja de S.-RIta.
= Vende-te carnauba de muito superior qualidade,
pelo barato prcf o de 6/000 rs. a arroba; na rua do Crci-
po loja n. 10.
Vendem-se as memorias
do Dr. Antoniarchi, ou os lti-
mos momentos de Na polea1 o, 2
vol.in 8., eneadernados: na li-
vraria da rua do Col le io.
= Vendem-se moedas dotiradas para marcar jogo ;
na rua larga do Roiario defronlc da travessa das Cru-
zes n. 20.
= Veudem-se phosphoros de ptima qualidade; che-
gados prximamente a 10 rs. a caixa : na rua larga do
Rozario, defronte da travessa das Cruzes n. 20.
= Vende-se um globo celeste ; na rua da Cadela do
Recife, loja n. 57, de Seve 8t Irinilo.
= Vendem-se fezes de ouro e izarcao em barril
pequeos de 4 arrobas; na rua do V gario, armnein
n. 5.
Vende-se tuna venda em urna das melhoret mas
tiesta prafa, a dinheiro, ou comdesobriga a prafa ; unta
eauoaque carrega 700 lijlos; 1 terreno em Relni ; tudo
por pirro commodo : na rua Nova n. 55.
Vpnde-sesupprior cera dp carnauba em porfo e
a retalho ; prunas de rim ; tudo por preco coimuodo :
na rua da Cadeia-Velha, n. 2.
Vendein se 4 negrinhas de 14 a 20 annos ; duas
pretas de 20 a 22 anuos ; um preto para todo o icrvi-
fo da prafa e campo de 20 a 24 anuos com algumas
habilidades: na travessa da matriz de S.-Antonio, con-
fronte as catacumbas cata terrea n. 18.
Escravos Fgidos.
Fugio, no da 29 do prximo passado tuna negri-
nha crinula. de 14 a 15 annos ; levou vestido de chita
azul j velho ; Julga-te nao ter levado mais outra rou-
pa ; he bem parecida bem fallante ; no tem slgnal
algiini particular; he natural das partes do Rio-Formo-
to ; fui comprada a Senbora I). Mara Luiza de Moura ,
lioie moradora na Roa-Viagem. Esta npgrinha tinha
po'ucn conhecinipiito aqui na prafa por nao andar na
rua; hedesuppor, que nao fotse para muito louge.
Roga-ae a toda as autoridades pollciaes e capitaes de
campo de terem todo o cuidado de a pegaron e levareni a
rua da Prala a leu senhor, I.ulz nlarques da Silva
Mello defronte do treni armazem n. 5, que gratifica-
r generosamente.
Ainda continua fgido desde a noite de sabbado,
29 de agosto o inoleco'te Francisco ; representa 18 an-
nos ; olhos grandes beifos grossos nariz chato den-
tes limados sempre mullo rlsouho; e, aprzar de ter de
nacao falla como crioulo por ter vindo pequeo; le-
vou camisa de algodaozinho tranfado; caifas de zuarle
azul um suspensorio de meia de cor, jaqurla de pan-
no verde rota no rolovello esquerdo chapeo de pa-
lha e mais una trouxa com o reto de sua roupa; cons-
ta ter sido visto, nos pi luciros dias drpois da sua fuga,
para o lado dos Afogados. Roga-sc a todas as autori-
dades policiacs promovi a captura do referido escra-
vo assim como aos capitaes de campo, aos quaes te
pronielte generosa recompensa te o levarem a Alvet
Vianua, na ruada Sriizalla-Vclha n. 110.
g:
pitt0resc0s.

ENTOEA
decifhacaO
A aves f.travessao abismos voando ,
os iiomeus navegando.
pvjtw.; w. itp pf


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