Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09429


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Full Text
Auno de 1846.
Sexta feira 2
I O DMMO f>M\c*-se todos o dias que nao
fuiK-m He guarna: o preco da aiti^nalur lie de
ifnOt rs. por quartei, pagni adiantados. Os
I ,nniincins dos assig'ianles 5o Inseridos a rato
Je .0 iis p'"- linfa*, 40 ris e-n iTpu lifTeie-
le r repetlces pe melade. Os que nao fo-
rem assianantes pagjo 80 ris por linlia, e 160
em typo difirante
PHASES DA LA NO MEZ DE ODTBRO.
\u* cl.eia a 4 aj7 hora e 46 minulos da Urde.
Minaoantea lia I horae 47 mi. da man.
La ora a 20 1 hora e 24 tnm. da manh.
Creacenle a 27 aos49 minutos da Urde.
PARTIDA DOS CORRFIOS.
Coianna Parahyha, Segundas c Sextas Ir iras.
Rio Grande do Norte, chega nis Quarias feiras
no meio dia e parte uas mesmas horas as
Quintas feiras.
Cslio, Serinhacm, Rio Formoso, Porto Calvo e
Mucpvo no l.. II t1\ decida mes.
Garanh'unse Bonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Floros a De 2.
Victoria as Quintas feiras .
linda todos os dias.
PREAMaR db hojs.
Prmeira a 1 h. 18 minutos da Urde.
Secunda a I h. 42 minutos da roanhia.
de Outubro.
Anno XXII N. 19-
DAS da semana.
28 Secunda S. Wenceslao, aud. d- J. dos orf.
e do J. do C. d 2. v., do I M da J v.
20 Tere S. "Igual reo sujo; I. rratero n.
m.;'s. Gudelia.
30 Quarta 8 Je-onvino, aud. do J. do civ.
da 2. v e do J. ie par do 2 dist. He t
1 Quima 6 Vi issimo, rd .lo J.de orphaus, e
do I municip! Ha I. v ,
2 Seta S Geueroo, au.i do J. do civ. da
I. v. edo J. dr pa do t. dist. de t.
3 SaMiado S Carnudo, aud. do J do el, da
l.v..cilo.l de paxdo I. dist. e do J. de t.
4 Domingo O SS. toiario de Nassa Senhora.
CAMUIOS NO DA I DE OUTUBRO.
Cambio sobre Londres 27 <[., d.p. lja
Paiis 355 ris por franco.
. Lisboa 1 no '/a ds prenwo
D*S*. de letras He boas firmas I '/i P- %
OuroOncas hespani'ola tOIWW 1
. Modasd* Oino vel. i6j7no a
o n de UilOO nov. JtjOOO a
> de 4(000... 9#I)00 a
Prata Pataces....... laWe a
Pesos columnares t(090 a
o Dito* Mevicauos. , Muida.......... I]780 a
Acedes da Comp. do Reberibe de 50J000
COd.
aomei.
310200
li.*8(>0
10*200
9 20n
2^0iill
2V000
l|MO
U80t>
ao par.
DIARIO DE PERNAMBUGO
EXTERIOR.
RIO DA PRATA.
WECOCICES DE i I.
Montevideo, 18 dt agosto de 1846.
O abaixo assignado*, plenipotenciarios, teem hon-
ra de traiisinlitir a S Exc. o Sr. lulirtstro de relajes ex-
tfriores, copias certificada fas bases da pacificajo,
adoptadas por seus respectivos governos em o inei de
maio.
Essas bases foro acceitas, em sua malor parte, pelo
enverno de /."uenos-Ayres e pelo general Oribe ; e os
abalxo assignado teeni agora inslrinjes para aprese n-
U-las aeccitajo di> governo desta republica.
t- Elles confian plenamente, que estas ba-.es ser.o accel-
7,as, e que S. Kxc. anniinciar sua acquiescencia com a
menor demora possivel. O restabeleciineuto da paz he
uin nbjecto de tal tuaneira desejavel, que he do dever de
todos os Interessados reunir os seus esforcos para apres-
sar o sen conseguiuenlo.
Os infrascriptos aproveitao esta opportunidade para
renovar a S. Exe. o ministro das reljeles exteriores, le.,
te. Bardo e/faudis. W. ti. Ouseley.
Y. 0. Acoiupanha urna copia authentica das bases,
assignadas respectivamente dberdeen tuizot.
lonievido, 27 de agosto.
O abaixo assignado. ministro das relajdes exteriores,
levou inmediatamente ao conhecimento do governo a
coininunicacao dos Srs. ministros das potencias media-
doras, e as copias auihenticas das bases de pacificajo,
adoptadas pelos ditos governos, cin o incz de maio ul-
timo.
0 governo da republica, que havia ja acceitado sem
hrsitajo, em 14 dejnlhode 1845, as primeiras bases
de pacilicacao, adoptadas pelas duas potencias, acceita
igualmente as modificajdes, que se lizero a essas bases,
as novas proposict^es, que Ihe acaban de ser apresenta-
das pelos Srs. plenipotenciarios, e que tein a honra de
incluir juntas, com aacceitacao particular de cada urna.
O governo espera, que esta persistencia de sentimen-
tos de coneiliaco convencer emfim Europa, que nao
he da republica do Uruguay, que tein que desconfiar, e
que nein ser com o seu governo, que ter de usar de
1 o u'cao para a realisacao de suas vistas generosas e pa-
cificas para com as repblicas do Prata.
Persuade-sc o enverno, que, em assumpto de tanta
transcendencia, sao os lacios, que devem responder a
esta aeccitajo, porque he com elles, que se ha de che-
gar execujo do modo, por que se hao de terminar os
disturbios e solTrimentos. que trouxes pessoas e s cou-
sas a contiiiuajo de urna guerra desnecessaria e atroz.
0 abaixo assignado tein ordem de aproveitar a occa-
sio para manifestar aos Srs. plenipotenciarios das po-
tencias mediadoras, que, se o governo da republica des-
cansa completamente na prudente e intelligente dispo-
1.1. ..- .....;,(.. i. _....,...*.- a>.--------...... .1., !.-,...,,,..,
V......I'" ffntSS 55 it~mti.i i-m"' ff=]!S
e de Inglaterra, he porque espera, que conhecera f-
cilmente a urgente necessidade, de que qualqner arran-
j'i. por pacifico que seja, tenha garantas solidas para o
presente e para o porvir.
Confia tambe 111 o governo da repblica, que os Srs.
plenipotenciarios (aio de sua parte o que Ihrs acnnse-
Iha o pratico conhecimento, que hao adquirido dos suc-
cessos, c o direito, que teni. para ser esculado por todos
os que, apreciando os beneficios da paz, desejao, que se
realise quantu antes.
O abaixo assignado, tc. Francisco Magarinoi,
Os governos de S. M. a rainba da Cram-Bretanha r de
S. M. o rei dos Franeezes lomro em consideracao as
proposices feitas pelo general Rosas aos plenipotencia-
rios das duas potencias, em 26 de outubro de 1845, co-
mo base de parificaran das repblicas Argentina e Orien-
tal. Apreciando a sollcitude, que o general Rosas mani-
festa, pelo resiahecimenlo da ordem e da paz ; e para
que renasco as boas relaces cominerciaes, que unirn
ate o presente as duas repnblicas aos governos de Ingla-
terra e Franca, sentem nao poder arceitar aquellas pro-
posicoes na forma apresentada Mas, nao leudo as duas
potencias vistas separadas nem interessadas, nein outru
desejo qualquer senao o de ver slidamente estabelecida
a paz e a independencia dos estados do Prata, tal qual
foi reennhecida pelos tratados; confiando tamben) no
desejo, expresaado pelo general Rosas, de cooperar para
o restaheleeimento da tranquillldad.'', prlos principios
de jiistica e deequidade, concordrao as segnintes pro-
pnsiceg, com o lim de rhegar a um ajuste completo e
definitivo das artuaes dlfilculdades :
(Seguem as proposicries da potencias mediadoras,
em linio coni'nrmrs rom as que publicamos no Diario
n. 215, de 28 do prximo passado.)
Acceilaco do governo da Republica do Uruguay.
1.a O governo da repblica lem se associado sempre
a todas as tentativas feitas pelos representante das po-
tencias mediadoras, ou por seus almirantes, para con-
seguir a susprnro dr hostilidades, e lem feito esforcos
repetidos, beiu que imitis, para que os piisionciros se
trocassem e para regularisar esta guerra cruel.
Acceita, pois, esta base com satisfacen, e nao so far til-
do quauto delle dependa, para que o armisticio se reali-
se o m:iis depressa possivel, senao que prope, ao mes-
tno lempo, que se eslenda a lodos os poutos do territo-
rio, onde ha forcas suas.
2.a e 3.a As inslrucdes dos governos mediadores aos
seus plenipotenciarios e as repetidas notas destes, tinho
oprrsrntado a evacuacao de territorio pelas tropas ar-
gentinas, como tuna medida esseiicialuiente previa, que
bavia de preceder toda o qualquer negociacao, para o
restabclccimento da paz. .Nesla intelligencia, expressa
r repetida, acceitou o governo a mediaco desde o mo-
mento, etn que lhe foi offererlda, Agora, a evacuacao
do territorio j nao forma senao uina das bases da nego-
ctaco. Altan disso, o desarmamento dos cstrangeiros,
de que nao fallao as inslrucccs dos governos mediado-
res, e slm as notas dos seus plenipotenciarios, nao se ti-
rilla promettido, segundo se v neases ltimos documen-
tos, senao depois da evacuacao, e como consequencia
della. e boje deve ter execuco Cmnidiaiamente ao mea-
ron lempo, que se fuer a evacuacao.
Finalmente, as citadas notas dos plenipotenciarios nao
tratavao senao do desarinamento dos seus respectivos
"'iiina.es, e agora trata-se do desarmamento de lodos os
cstrangeiros.
Sem embargo, o governo da republica nem por Isso
AVia de aceitar as prnposic&es iegunda e tereeira em til-
do oJlue Lontin, como tinba acceitado as proposicOes
Primitivas. Espera smente, que OS Srs. plenipotencia-
rios acharad conforme com o principio de reciprocida-
de exigir do chefe das forcas sitiadoras, que, ao mermo
lempo que se desannein lodos os estrangeiros, que estao
ao servico do governo, se faca outro tanto com os es-
trangeiros, que nao sao argentinos, c que servem as
fileiras daqurlle. Parece, que se pode dar com justica
esse sentido ao periodo da segunda base, que precreve
o desarmamento dos eslrangeiros em armas, uo s em
Montevideo, enri em qualquer nutro ponto da republica.
Nesse numero se comprehendem particularmente os
subditos bespanhes, que o general Oribe iiianlm a seu
servico, apezar das reclamacors do encarregado_ de ne-
gocios de S. M. C., quimlo o governo oriental j licen-
ciou a todos os que estavao a seu servico, logo que isso
se lhe pedio. Essa medida de reciprocidade tt) justa
teria sido seguramente indicada de urna maneira espe-
cial pela iinp ircialnl ule das potencias mediadoras, se
ellas eslivessrm exaetainente informadas Ua composi-
9S0 dos excrcitos belligerantes.
4.a O governo acceita cita propositan, nao s pelas ga-
rantas, que ella lhe ofiferece para a evacuacao do seu
territorio, sean i.iinliein para a obrigaco, que lhe irn-
pe de evacuar a ilba de Martim-Garcia.
5.a e6. O governo nenhuma ditRculdade lem para a
plena acceita^ao destas duas bases, cuju conieudu nao
comprrhende, e cujos principios, ncllas estabelecidos,
nao sao senao o reconheciineuto da soberana nacional,
que do mesino modo existe na Republica do Uruguay.
7.a O governo da republica acceita esta base com toda
a furca da sua vontade e enm o maior reconheciineuto.
Para obter o que ella estabelece, se tem derramado na
republica tanto sangue e se tem feito os mais dolorosos
sacrificios. Logo que chegue o anhelado momento de
sua execuco, o governo ser escrupuloso em dar as or-
deus conforme a cointituicao e a lei eleitoral, para que1
se proceda nova eleicao, segundo as furnias prescrip-
tas, com toda a liberdade e fura da preseuca e CoaCfJrO
de qualquer forca armada.
Conviu reconiiiiendar aqui aiirnran dos Srs. pleni-
potenciarios mediadores, que nao be possivel, depois de
um abalo como aquelle, que tem sotlVido o paiz, espe-
rar, que a paz, que se celebre, seja duradoura e solida,
se o novo governo creado em consequencia desla elei-
cao nao se adiar apuiado pela gar-iutia estipulada das
duas potencias, que concorrem para a sua creaco, e
tem interesse em que se consolide, para que se uo re-
novero as ciremustancias, que motivaran a sua nter
veneno
8.a A amnista geral e completa sem restriccao al-
1:11111a. para as pessoas e propriedades, he o olvido mais
sincero de todo o passado, nao he, da parte do governo,
mais que a connrmacfio da sua doutrinae a applicacAo
de mu 1 disposic.-'m legislativa, que se apressou a propor
a asseinblc.i geral, logo que, em 11 di1 agosto de 1845,
Ule .-1111111111 -ion a mediaco das duas potencias.
Quantu aos direitos c reclamares legitimas doses-
trangeiros, o mais inviolavel respeito he lei da nacao e
principio do seu governo.
0.a O eoverno oriental considera, que esta base figura
nr/projecto nicamente coum garaalia, para queogo-
\emador de Buenos-Ayrrs acceitasse as anteriores;
poique o governo da republica acceitou, ha multo tempo,
as que ueste projecto Ule competen!, e poi tanto deve
smente dizer, que, a respeito da nova, nao temappli-
cacao, nem er, que possa t-la, logo que baja certeza
de que a fiel, estricta e leal execuco de todas as ante-
riores nao ha de inlerromper-se por actos da sua parle,
que posso ser reprovados com justica, e que, portauto,
eslo acceitas as consequencias desla estipulacu, se a
estricta e leal execuco das precedentes loruasse neces-
saria a sua reclamaco.
Montevideo. 27 de agosto de 1846. Esta conlorme
Francisco Magarinoi.
Montevideo, 7 de setembrode 1846.
ORIBE 1.110.01 A M MU.
I Ion tem de tarde, quando j eslava composta esta fo-
Iha, recebemos < Defensor de llribe,_ numero extraordi-
nario, que (ora publicado de manlia.
Sempre pensamos, que a publicaco official, que fez
0 governo, dos documentos relativos a negociacao proilu-
/.iria o ilcito iniiiiediato de arrancar a mascara e descu-
brir o pensamento oceulto dos que liulitio fingido accei-
lar as bases da pai. O seguinle ai ligo do Defensor, que
publicamos sem coininetaiio algum por boje, dir por
si s mais que quantu poderiaiuos dier :
J eslava 00 prlo o nosso numero de boje, quando
vimos o Comercio de Lafone da vesprra.
Publica nina porcao de documentos relativos s ne-
gociaces peiidenles enlre os governos legaes das rep-
blicas do Rio-da-l'rala e os de Inglaterra t Franja ; po-
1 m be lal a perfidia, que preside a essa publicaco, que
temos julgado do nosso dever anticiparmo-nos a de-
nuncia-la perante a Icaldade dos nacionaes e dos eslran-
geiros.
Sao tantas as intrigas e as ficedes. deque em todo o
lempo da lurta laucn mao o intitulado governo de Mon-
tevideo para manler urna pusico falsa e usurpada, que
poneos sero aquelles, a queiu baja encontrado despre-
venidos a nova farca, quesepropfic representar. O bom
senso dos habitantes da repblica basta por si s para
fazer jutlca a intrigas, cujo nico fin he engaar aos
incautos ; de maneira que, sem entrar agora em consi-
deraces, que anda julgamos prematuras, limilar-nos-
hemos a mu poucas e brrvissimas indicaees.
As bases de pacilicacao ajustadas com o honrado
agente dos governos de Inglaterra e Franca sao honro-
sas e justas. Ellas perene Mr 111 completamente OS mais
arden tes desejos dos Argentinos cOrientaes, e sao urna
prova evidente das inlences benvolas, que realmente
a 11 i 111,aoaos gabinetes de Inglaterra e de Franca, qual-
quer que fosse a conduela, que tcnlio observado al
boje a mr parle dos seus renles.
Os homens de rrvoltas e perturbar-oes, os inimigns
encarnizados da ordem das instiluicoYs, nao pndem in-
vertir os fictos notorios! porm, tirando forras da sua
nroprll fraqueza e do inconcebivel extravio de alguns,
iiipenlio-se todava em prolongar as suas intrigas e
ficedes.
Nao pude explicar-se de outro modo a publicaco, a
que nos referimos do Comercio de Lafone. Misturando
com documentos verdeiros e legitimo pretencoes ab-
surdas e ridiculas, procuro produzir uina coufuso,
que convm aclarar.
A mais absurda das pretencoes do intitulado gover-
no he a de apparreer na quandade de governo da Rep-
blica Oriental, e de suppor-se parte em urna negocia-
cao para, a qual nao poda ser chamado.
As bases de pacificaco nao attribuem outro carc-
ter ao intitulado governo, que o de eoverno de Montevi-
deo ; e este mesmo, provavclmente nao lb'o do senao
Zcer.JU,g'lr50enCOntrar UmfaCt, 0 facto verdadeiro, Innegavel, he que o Intitulado
governo nao he, mesmo em Montevideo, senao um phan-
tasma, semoutras facilidades, que as que lhe concedem
os ministros de Inglaterra e de Franja, osquaes propt la-
mente governo ; porm os gabne'.es, de queesses mi-
nistros dependem.julgrao, que devino reconhecer nos
homeni de Montevideo a qualidide de governo desta ci-
dade, abandona la de sua pnpulacan natural.
a Nein una vez seqnr d-se nal bases outro ttulo,
que o de governo de Mannidin aos que falsamente se^cha-
inofonerao oriental ;e anda que he certo, i|iie nao se
designa o presidente da republica senao como general
Oribe, he ceno tambein, que nao se d outro titulo- ao
ftovemadorde Buenos-Arres, ape/ardequ a uinguein
possa occorrer a ideia de negar ao Exm. general Rosas a
categnri 1, que lhe pertence.
Kste he o espirito, que preside as bases de pacifica-
cao ; espirito, que se prelendeo dlsfarcar nos artigo do
Comercio, e que, sem embargo, apparece bemclaro, so-
brrludo as bases 8.a e 9 a
Quando chegar a occasiao, entraremos em algumas
explicaces, que nao sao proprias da aclualid ule, sobre
os seutiineutos de benevolencia, que sempre anlmarao
o governo da repblica, a respeito tanto dos nacionaes,
como dos estrangeiros. Por ora, iiinilar-nos-henios a
notar duas musas:
1 Que dessas bases resulta manifestamente, que os
governos de Inglaterra e de Franja recoiiliecem pelo
menos o faci innegavel da autoridad, que exerce o
presidente di repblica em lodos os pontos, onde nao
dominan os canhoes ingletes e franeezes.
2." Que o intitulado governo nao he reconhecdo
com outro carcter senao o de goeerno de Montevideo, e
que nao be absolutamente parte na n gociajo das esti-
pulajoes, devendo limilai-se a sua iiitervenjo a expri-
mir a sua adhrsao, ou a sua opposijo ao licenciauen-
lo das tropa estrangeiras, que coiistitueui toda a sua
forja.
O desejo que temos de conservar a posijo, qtl< DOl
propozemos guardar, agora obsta a que fajamos notar
quauto se afasia do espirito, e mesmo dalettrada Mi-
ses de pacilicacao, a nota dos Srs. ministros Ouseley c
Defiauds, com dala de 13 deagoslo, publicada tambein
110 Cnmmercio. Por consequencia nao farcinos observar
tudo o que tem de oll'ensivo, limitando-nos a rogar, que
se compare o seu teor com o das proprias- bases a-
) rutada*.
Estas demonstro positivamente o absurdo, que en-
volve a posijo tomada pelo intitulado governo, quando
exprimi a sua adhrsao a cada una das bases, como se
houvessem sido para elle um objeclo de uegociajo.
" Esta ideia faz com que nos abstenhamos de notar o
ridiculo papel, que pretende reservar-sc o intitulado
governo, quando falla de dar as ordens, conforme
com ti tu icio e a le eleitoral, para que se proceda no-
va eleicao : quando se serve do Sr. Creus para diri-
gir ."C""."."J*ec de(""'''la nelos fictos uolurios ; ein
nina palavra, quando apparece aceeilando cada urna das
base' 'romo se lhe fossem verdadeirainente submettdas.
> Hall adiaute rhegar a occasiao ae, publicando as
bases como foro ajustadas e convencionadas com o hon-
rado coinniissionado dos governos de Inglaterra e de
Franja, fa/.ermos notar tudo o que tem de reciproca-
mente honroso, para as parles interessadas.
O nosso lim, escrevendo estas linbas, foi nicamen-
te de cha mar a attenjo de lodos sobre a m f, com
que se ir< a publicajao no i'ommercio de Lafone, evitando
assiin, que sejo sorprendidos os que anda nao couhe-
jo bem os ardis, de que sao capazes os que tantas cala-
midades trra attrahido tobic estes desgiajados palzl.i
(fomerci' del Plata.)
INGLATERRA.
SUICIDIO HO PI.NTOR IIAYbON.
Sobre conducta de sir Iloberl Peel. Sorte dos artistas
em Inglaterra.
*'.....'[11 1 nii 1 j annunciassemos o suicidio deste des-
venturado artista, julgamos dever reproduzir 01 porme-
nores, que sobre o mesmo facto piiblicou o Observador de
Londres, pormenores,que augmenlaio a adniirajo, que
exeitou a nobre conducta de sr Robert Peel, e que
ilrri mi.n .m alguma luz sobre a sortc dos artistas em In-
glaterra.
Sem ser pintor de primeira ordem, Haydon mereca
por mais de um titulo a estima dos seus compatriotas.
Possuia a fundo a historia da arle, ensinava bem as suas
theorias, cconi as suas obras lnlia contribuido muito
para desenvolver o goslo da pintura no seu paiz. Sobrio,
laborioso, de extrema bondade e ^uraniamente piedoso,
mas de carcter excntrico e lacilurno, nao possuia de-
grajadamente essa qualidade, rjue no iniindn sulisliiuc
inulta, vezes todas as outras, a de saber viver. Foi elle,
que, a respeito do heniieyeio, que pintn Paulo Defini-
dle na escola das Bellas-Artes, escreveu ha alguns anuos
a um jornal fraucez essa carta lio chela de ei udijo, e na
qual se nssignava : Ilnmauu Hadon, pintor de historia,
rara mi'i n Alba (passaro raro em Aibiou).
Amorte de Robert Ha j don cliamou naturalinente
a attenjo de lodo sobre a posijo precaria dos artistas
em Inglaterra. Isolados pela mor parle uns dos outros,
desleixados do publico, em geral pouco cunhecedor, a-
bandonados a si mesmos por um governo, que nem pro-
tege as artes nem aquelles, que as cultivo, ueuliuns re-
cursos leem o artistas inglezes, para niilisarein neu ta-
lento, alura o patrocinio de alguns lidalgos ricos, patro-
cinio as mais das vezes pouco Ilustrado, e que, com-
quauto em certas occasies seja um auxilio para o ar-
tista, quasi sempre faz niel arte, porque a reduz aoseu
nivel. Assiin be, que aquelles, que, como Robert Hay-
don, desdenho dobrar o seu pincel aos caprichos da mo-
da, p aspirao a vos mais sublimes, s cncontro, como
elle-, no lim da sua carreira, a miseria, a desespera, ao,
e algumas vezes o suicidio.
fsSjo he possivel prreorrer sem a mais profunda enio-
jo as paginas de um diario, que o pobre pintor escrevia
com inulta regularidadc, e no qual dava conla, dia por
dia, das angustias, que o levro por fim a tomar a sua
fatal resoliicu. He uina historia alllictiva, que cumpre
ler para mimar ideia das provajes crueis, que tantas e
tantas veze solliem os artistas, quando desce ao mun-
do real e se flchao em lucia com as uecessidades da vida.
F.ocontrSo-e-s nesse diario |ieusamen!n como os se-
guinU-s:
Abril 4. Primeiro dia da minba exposico. Cho-
veo todo o dia, e ninguem velo, seuo Jerrold, Bowring,
Fox Maule e Hobhouse. Que dill'ercnja! Ha 26 anuos a
chuva nao os tcrU cstorvado de rir.
-'
Resultado do primei-
ro dia da minba exposijio
eml820: I em 1846 :
19 I. 16. II. II- 6d-
Nao tenho eipcrancas senao em Dos.
possivel coinpdr um annuncio melhor, que o meu para
attrahir o publico, r aluda assiin a receita nao leve aug-
mento nem de 1 s. Ha cotovelladas, ha brigas na porta.
0 aperto be tal, que lem havido desinaios, e tem-se gri-
tadoAqu del-rei! Quinto aos ineus carlazes, todos
os reera, mas ninguem os l. He um furor, uina loucu-
1 -i, de que eu nao julgava capa/.ei os luglezea. A ininha
posijo lorni-se inui perigosa, mais pengosa do que
i|ii 11 -1.1 coniecei a trabil'iar, ha 38 annos.
Este sobreludo contrista o corajo :
Maio 21. Traballiei muito no meuquadro c adian-
tei-o iiiuilo. Comttda eslava multo triste, porque nao
pude darhoje ao meu querido lilho odinhciro, deque
careca para.ir ver os sem amigos de collegio.
Junho 3, Fui ver o meu bom amigo Keinp. que
meadiantnu algum dinhero, para meajudar asaliirdas
minlias dimculdades Quando os ineus quadros estivereiu
acabados, j o seu valor estar empeuhado. .Nao impor-
ta, acabeino-los.
E agora coineca a crisc. As ideias do pobre pintor per-
turbo-se.
. Junho 10. Rccebi um toril (citaco) pela primeira
ve/, na minba vida. Fui ver o meu credor, hoinem de
bem, <|iie me conceder algum tempo para pagar. Oh.
a Cadeia! a miseria!
.. I1111I10 14. Oh! meu fleos! permitti, que implore
a \nssa benjo solirc as ininlias obras, queucnhuina dif-
ficuldade me eatorve de termlna-laa. Outorgai-me o
vosso divino auxilio. Tirai de fontes invisiveis amigos,
que posso salvar-ine dos euibarajos, em que a falta de.
dinhero mevai collocar, aiiiiin, a ininha familia, e lazci
que eu possa, na prxima semana, render-vos grajas pe-
la ..ioii.i icciupjo.
lunho 16. Estive sentado desde asduas at as cin-
co horas, a olbar para o nieu quadro como um idiota,
com o cerebro opprimido pelo peiar e pelos olhares da
ininha pobre familia, aquem fui obligado a declarar o
estado, em que irte acho. Enipeiihmos a nossa prata para
nos livrarinos di tome, se acontecer alguma cousa. Es-
crevi a sir Roberl Peel, a....... a........ dizendo-lhe, que
tinlia uina Minina grande a pagar. Oll'ereci uin dos ineus
quadros, o Gabinete do Duque, a....... Quem foi o primei-
ra que me respondeo? Coiuquanto csteja atormentado por
Disracli e acabrunliado com o peso dos negocios, eis-
aqui a carta, que sir Robert Peel leve tempo de escrever-
iiic 110 mesmo dia :
o Whitehall, 16 de junho de 184b.
Senhor. Sinlo saber, que continan os seus emba-
11. os, a mando-Ule para os alliviar a somina de cincoen-
U libras, que tiro de uin fundo limitado, que na actua-
ii.i.a.j.'uiui ;1 niiuia ilisodsico^ Seu obediente cria-
do, Rodebto Peel.
Esta carta deveria ter reanimado o pobre Haydon ; mas
o golpe eslava dado, pois que logo depois acha-sc a no-
ta seguinle:
11 Junho 21. Passei mal a nnite, rezei elevantei-me
muito agitado.
E na inaiiha seguinle, dia do seu suicidio, estas sim-
ples palavras:
a lieos me pi rdi'ic. R. Haydon.
E mais cuibaixo este verso de Shakspeare:
Slrelch me no longer ou Ihis rough tcorld.
(Lbai).
Logo que sir Robert Peel leve noticia da inortc do pin-
tor, mandn 200 libras sua viuva; passados alguna
dias, iiiandoii-lhe mais 100 libras do seu bolsinho, ea
noticia de Ulna pensao de 50 libras concedida pela rai-
nba Depois, em una reunio, que se fea em casa do ad-
vogado Talfntud, qual assisliro, entre outras perso-
nagens (listinctas, lord Morpeth, sir John Can Hobhou-
se, o conde d'Orsay, e os Sis. W. II. Hainilton e Dr. Hovr-
aing, nomeou-se urna commisso para o lim de abrir,
em proveito da familia do pintor, uina subscripjao para
a onal as pessoas p>eseules conlribuiro com 3U0 libras.
Ao publico, a cuja indillerenja se deve amorte de Hay-
don, cumpre seguir to nobre exemplo.
NOTICIAS SCIENTIFICAS.
NOVAS un us DE LaLLEMAND SOIHE O XHATAMENTO DA
MRBIMOa PULMONAR.
Todas as folhas franeczas leem fallado da viuda de I-
brahini-Pach Europa, onde o attrahio a esperauja
de achar allivio ou remedio para uina moleslia, que o
afllige, na sciencia dos mdicos franeezes. A molestia,
que n principe egypcio padece, he una all'ecjao grave
le pello; o medico, em quem depositou a sua confianja,
he Lallemand. Logo que Ibrahiin-Pach chegou a Eu-
ropa, assentou casa em Pisa, que, pela bondade do seu
clima, tem faina de exellenie residencia para quem sof-
fre de peito; porm, depois que o doenle tiulia expe-
rimentado incontestavel allivio no benigno clima tosca-
no, de.repenteo medicoassislente d com elle no fun-
do do Rossilhn. cujo clima de certo nao he mais l'avo-
ravel, que o de Pisa, c escolhc para resideucia a al-
deia de Vernrt-Ics-Bains. nicamente famosa pelas suas
abuiiilaiiiissiioas agoas thermae sulphurcas. Os moti-
vos desta especie de extravagancia, que tem sido se-
guida de excellenles resultados para o doenle, sao ex-
postos pelo medico francez em uina carta ltimamente
comuiunicada por Arago academia das sciencias de
Parla.
Lallemand reprova o procedimento geralmente adop-
tado pelos outros mdicos 110 traiamenio da phthisica
pulmonar. U seu costume, diz elle, he mandar os do-
entes s agoas thermae no vero e no outono, que he
preeisanieut" a poca, em que elles menos necessidade
tceiu de soccorros. A efiieacia das agoas sulphureas no
tralainento dos tubrculos pulmonares he incontestavel;
mas a sua applicajo nem deve ter lugar ua poca, em que
geralmente se aconselho, nem pela maneira, por que
ordinariamente se applico. As convalescenjas, conti-
na, tem sempre lugar na primavera ; be, pois, muito
antes deta poca, que deve ter lugar a applicajo do
tralamento, para r|uc na piimavera e no vero a natu-
reza possa tirar partido da sua acjo salutar.
Oulra modilicajo anda mais importante consiste na
applicajo do remedio. P-lo em contacto coro o esto-
mago un com a pelle, por meio de banhos e de bebidas,
poder produzir algum beneficio; mas a applicajo im-


MUTILADO


mediata sobre os nrgaos respiratorios he Infinitamente
nr's proveltOM.Lalleinand qu< r,qur os dorles vio res-
pirar as cii"iii.-ii-oi >!.is .- ^i>; s Milphiirrai nos pioprios
sitios, iin qur ellas brolo, l'.ira estr liiu fat i-oii-triiii
1111:1 rtpacnuil sala, dentro da jn.il a fonle snlphiirra li-
ca comprrhi mlida: lie nesla sala,que odoentedevc pas-
~n ivi'li, respirando continuamente 0 yaz, que cada
instante as agoa* et| n exhalando.
Ao principio apenan l podrr conaervar-ie por espa-
do se ncosiuina, r pouco e pomo l val pastando o dia lodo
inieiro, e por lien senipre. Trriniuadu o invern, rollara
o dnente para sua casa e rccouiecar. to anuo seguinte,
te for preciso,
< "ni este methoilo allirina o medico franrrz trrtrum-
phadod.....nitas phihisieas tubercillOMS, pe hitamente
deaenvolvldas, e bem provadat pela auacultacAo; quin-
to 1- molestias dr menor gravidadr, o resollado he .nu-
da niais Seguro, segundo '"' natural, nina ro que o (Ca-
lamento leja applicado como coiivni.
Fa/endo esta importante coiuinunicac^lo a academia,
O Ilustre a-timiomn participa igualmente, que Lallr-
inanil enviar denlro de punco una cvposico limito
mais cirrumstaneiada dos seus principios, alim de que
todosos mdicos posso tirar das sitas observares o
partido, que poderem, ein urna inolesti., que at agora
tem -ido reputada inciiravel, desde que se acha com-
pletamente desenvolvida, e que por lso inesmo tem si-
do o opprobio da scieucia e a desesperaban dos praticos.
Ser.....grande trrico feito a homaiiidadr, posto que
nao seja ja o primen o, dique ella hedevodora ao il-
llistre profettor de MonIpillic r.
(J. do Commerrio.)
.' '-"! "... .. I '_______-i -J.
INTERIOR.
Rio-dle-ianeir No dia l. de seiemliro foi sanecionada a resolucao
di i-M'inlilr.igfral legislativa, que aulorisa n governn a
supprir, em cada 11111 dos anuos linauceiros de 18-15 a
1846. 1840 a 1847. 1847 a 1848, 01 cofres das rendas pro-
rindan do tirar rom 40:O0iJ0O0 rt., da P.irahyha coni
30:000/ rs e do Rlu-Cranda-do-Nortrcom 20.cbo'.
Por decreto de 7 d" 1 oriente, fro promovidos ao
posto de rapios-tenentes os primrirns teueutes, Jos
Eduardo Wandenkidk. llenriqir Manuel de Morara e
\ alie, e Joto Mai ia Pe reir de I.acerda ; e ao de piiinei-
rns tenentes, os segundos le.....tes. Manuel Pedro dos
liei*, Antonio Carlos de Azrrrdo t.ouliuho c Antonio Jo-
s da Crin.
No dia II do rorren/r (srtcmbrn; 'oi sanecionada a
resolucao di asseinhla geral legislativa, que conc ede ao
.mri no un crdito de 56.07.">fHil9 rs para pagamenln
da divida de rxcrcciiis lindos, liquidada d-sde oanundi-
1827at jnniio de 1845. Ogovemo pagar a referida
divida, 011 coni o producto de apolices da divida |nihli-
ca, que Tica aulurisado a cinitlir, 011 dando-as drreta-
nieole aos crcoores pelo pirco, que com clles conven-
cional-.
Km ennseqiieneia daapprovacia, quede S. M. o Im-
perador do llrasil inerrceo o eouipoitainenlo do .Sr.
Alexandre I.eslie Montgoinery, ciimmaiidaute do brigue
de guerra luglez firman, durante a viagem de SS. MM.
II. s provincias do S11I, us lords eommissarios do al-
inlrantado promovern ai|iicllc ollicial ao posto de capi-
to de mal c guerra,
-\cahi de ser saneeionado o decreto da asseinbla
geral legislativa mandando, que se receban uai cst.i-
ci-s publicas as llioedat de ouro de 22 quilates na ra-
so de 4/1100 rs. por oitava, e as de prata ni raso que o
aoverno cttauelecer, e aulorlsandn a retirada da circu-
lado da loiniua de papel-ni->eda,qiiehjr nceessaria para
Oelenr a esse valor e ni-lle conse va-lo.
-Ki-rebeiuos hoiitem (I8de si 1. mln .. I'.ilhas il<> Cabo da
Boa-fiaperanca at 14 do met hattado.
< onlinuava anda a guerra dos Cafres, e, nio obstante
agrande forc.i,queotliiglczeslinhao na frontelra, pa-
r ce, que os seus InlmlgOS leeui sido bem suecedidosent
todosos seus projectos. Os aires linlio penetrado al
Grah iin's Town e em ludo o districto de llitcnhage
havio ai 11 balido todo o gado du gOVerno e cortado a
coiniuiinlcacao entre a tropa ein campauha eos seus de-
psitos na 'iu do Itio-dns-Pi-ivis.
O tramportr Apollo, sabido de Montevideo com o re-
giment ingles n. 73, chegoii ao Cabo no dia 11 de a-
gosto.
O Sr. Antonio Jos Galdiuo de Snuxa. pagador do
arsenal de guerra, fol pronunciado a prlino e livrameii-
topelo juic de direitoda 9.a vara do criiue da corte, r
suspenso do sen eiuprrgo, como incluso no.artigo 170
do cdigo criminal, que iuipc penas ao eriine de peeu-
lalo. [Do Diario doKio-Je-Janeiro.)
OSr. Fruante convida aos Sr... Reg Monteiro eMen-
des da t unha .1 iiilrodu/.ircm na sala o Sr. diputado elci-
to, r. Brndo rile admittidn com as formalidades do eity-
lo, presta juramenta, e toma atiento.
o. Si i. halieto c Itoiua prefino igualmente o devido
juramento,
U Sr. Prndenle : A'a forma do regiment vai proce-
ihi-M- eleicao de pi-i-sidi-iiti-, vii 1 presidente, secreta-
rios ("ii-us supplciltes.
lili i'(iio de prndente.
Sao recolhidat a urna 22 cdulas e sai eleito o Sr.
ilauocl dcSou/.a leixeia com 15 votos.
Kleico de vtee-preiidente.
Sao reculhidas a urna 22 cdulas c sai eleito o Sr.
Manocl Menih-s da (.'iinha Aievedo com 18 votos.
/-./i / u 1I1 srrn I iiim e leutlupplenlet.
Sao recolhidat a urna 23cdulas, e sahem eleitos os
Srt.FelU Peiiolo de l'rito e iMeiiocom 17 votos, Joai|uim
Jos Nuurs da Cunda Machado com 9, Luir l.'u.ni.- Pc-
reira com 7, Jo.iquhn Francisco de Karia cun 5.
U Sr. Presidente d |iara ordem do dia da sessiio seguin-
te eleieo de co......issocs; e levanta asesso. -- Erao
2 horas c incia da tarde.
111 mu n PEuv.iiiBim
Variedade.
0 que de mais notavel havia occorrido na corte at 19
de seteuibro prximo passado, ultima data dos jornaes,
que d'alll recebemos pelo vap r Pernambucana, chegado ^
iionlem dos pnrtos doSul. estiva consignado nos arll-
gos, que ein outra parte lico Iranscriplos.
^a Babia, cujas gatelai alcanco a 28 do referido mex,
as colisas uiarcho regularmente.
A provincia das Alagoas gozava de tranquillidade.
(JurrespoiHleiicti.
._..:.-_ IHHBI
PERNAMB CO.
AdSEMBLE'A HROVINCIAL.
SESSO l)F. ABERTURA KM O 1. DE OUTUBRO
HE 1840.
i'i.isiiii-M-i, no -imiiiii SOC7. TBIXUtA.
Scmmirio. Erpeiliente Nomeacao da deputa(an, que
deve introdutirl na casa o presidente da provincia.
Admisso do Sr. Nanea Machado, Juraiueutn dos
Sis. brrelo e Roma Kleicanda mesa. DeclaracAo
da ni il 1 mi do dia para a sessaoseguinte.
As dei horas na manha, presentes us Srs. deputadns
em numero sulTieiente para havii casa, furto pelo Sr.
presidente convidados a irein assislir a missa votiva ao
Espirito-Santo.
Acabada esta volto elles casa, e ahi sendo as II
horas e Hiela,
O Sr. 1 Seeretario interino faz a chamada e verifica
ettarem presentes 22 Srs. deputadns 1 tendo faltado os
Srs. Nunes Machado, Urbano, Mello, Peixoto de Unto,
Monlx, Mugucira Paz, Arrulla, baru de Sitas, una, Pe-
dro Cavalcanti, llarbalho Uchoa, Rocha, Reg barros,
Carueiro da < unha, Mauoel ( avalcanti.
O Sr. Prndenle declara aberla a sesso.
O Sr, 2. Seerelnriii Interino le a acta da sesso antece-
dente, que he approvada
OSr. \. Seeretario interino d conta de um otticio do
secretario da provincia, participando, quruKxin. pre-
sidente compareca na sesso de hoje, a I hora da tarde,
para recitar o seu discurso Inleimria.
OSr. Presidente Hornea para uienibros da deputacao,
3lie tem de recebero Kxm. presidente da provincia, aos
rs. Relio, (lleudes e Villela Tavares ; e suspende a
sesso.
A I hora, contina a sesso, e a deputacao, encarre-
gada de recebero Kxm. presidente da provincia, sai da
sala, e pouco depois iutiodu/ o menino Kxm. Sr., que,
tendo tomado assenlo a dircita do Sr. presidente da
assi nibla, 1,17. u relntario, que a lei Ihe incinube ; e
terminado elle, retira-se com as mesillas foimalidadis,
com que entrara
O.Vr. 1. Smilaria interino le o seguinte reqiu-i i ment
do Sr. Iv-mi.1 :
(i Requeiro, que se d assento na casa ao *r. deputi-
do Nuiles Machado, (pese acha na ante-sala niel puli-
do pi inn iraucute a coiuuiissu de cunstillliffio o seu
parecer a espeito.
A pin.ido. entra em discos o, e he approvado-
Teudo a commisso saludo da sala, entra pouco de-
pois, c manda mesa o seguime parecer, que he ap-
provado :
A commisso de constituido, a queni foi presente
o reqiieriuiento do Sr. deputadu Pessoa de Lacerda. leu-
do examinado as actas geral e parciaes da eleicao dos
1111 inbios delta assembla. recoulieceu, queoSr don tur
Joaquim Nones Machado he um das mciubroscHrctivos
del la e por isio, he de parecer, que se Ihe d asseutu
na casa.
Paco d'asseinbla provincial. I. de outubro de 1846.
Lopee Auto. tltndei da Cunha.
Sn. Redactarte.Por inaior que seja o respeito, que
consagre ao digno tribunal da relaco todava venho
perante o publico rogar-lhe, que bija de suspender o
seu jtti/o acerca do couipromisso, que alcaneei da maio-
ra de meiis credores, e contra o qual se ha opposlode
nuil inaneira, que se a asseinelha s inha.o iiieu ligad.il
InlinigO, Jos Jeronymo Alonteiro. Obtive di I." varado
civil, oceupada eutao pelo inulto probojult, oSr. dou-
tor Antonio da Silva Neves, tentenoai lavorarelt, que
foro confirmadas pelo inetino tribunal da relaeoi o
inen liiimigo einbargou esta aenlenca, e os seus embir-
gos foro reerbidotj mas anida me resta o di re i tu de
embargar o ultimo accordSo; anda me resta o direito
de imtcrpiir o recurso de revista : espere o met inillll-
gu pelo iiUinio resultado, e n.io coilia anticipadamente
n lonros di victoria, que anda nao alc.uifou de lodo.
V'eulri, porlanlo, protestar anle o publico, contra a in-
ser(, 1 l'eita 110 Diario de Pernambueo de 29 de seteuibro
protimo pissado, que vou einpreg.ir os meios legtimos
pira provara iiiiuh 1 boa f, e como no inen coinpru-
oiisso nao te dio a menor falta. Dos permit 1, que o
nieu perseguidor nunra se veja na uecessidade de pedir
..... cnuiproinisso ; mas Dos, que he lainbein de Jus-
tina, alguin dia Ihe far sentir, se s pede compromlt-
toodevedor, que quer prejudicar os seus credores, 011
aquelle, (pica islo lev foliado pelas circumstancias,
que houvcrein occorrido,
A'uno Mara deSexas.
I'uhliCrCO.'s.i pedido.
Illm. : Rim. A'r No dia26 do correte, indo o juiz de
paz do districto de Cacimbas, do termo de >anto-\n-
lo, los Severino Cavalcanle de Alhiiqiierque, assistir
.10 jury, que actualmente est reunido na cidade da
Victoria, fol preso, ao subir para a casa da cmara, pe-
lo subdelegado Antonio Brnrique de Miiauda, que j.i
all para rite nin o etperava com algtiinaa praca, eo
coiiiuiandaiite do destacamento ((aquella cidade.
|Ual se havia divulgado a noticia deste acouteeimenlo,
tillando vejo ilii-igir-se para a iniuha residencia nao pe-
quea porcSo de soldados, e siispeitandu eu, que me
qileri'i f.izer snllrer o iiiesuin desacato e violencia, de
que lora victima o tobredito Jote Victorino, e que mi-
itltit mhUIa >I^K lU a*p n ,....... I----------- *
1 -......... ...............*v UU pi.HK .,-|pir
principiara realltar-ae, pude apenas retir ii-im-' jiara
esta cidade. evitaniln assim o insulto, com que era a.....a-
cailu, e arredando mbretudo a pottibllidade de serios
eouilictns, que to extraordinario procedlinento era ca-
paz de IHUlivar. Depois de haver aqu chegado, conslou-
....., que a iniuha casa fura posta em cerco e varejada :
oque taniheni suecedeo com a casa do cidado Joo Ma-
rinho I.ins de Mello, onde presuiniro ter-iue cu occul-
tado.
Nosei qual o crime, de que me acensan ; mas pasta
por certo, que, detejando a polica da cidade da Victoria
cohonestar o alternado praticado contra Jos Severino,
o tem indiciado na inorte de um Alexandre Jote Fran-
cisco, por rujo motivo Ihe est formando culpa o cele-
bre delegado, Pedro Bezerra Perelrade Araujo Beltro,
sendo lestenuinhas deste moii-ii uuso processo, um gen-
io do subdelegado, Antonio Benriquei, una pela mo-
radura em lenas deste, e Pedro Celestino, quein o
niedo arrancara certas declaraces, de que ao depois se
desdisse, l'azendo ver, que s a coaceo, em que o poze-
ro, lh'as .avia extorquido. Entretanto, nao existndo
pravas coiiira lus .Severino, 011 s havendo as de ori-
gens su-.peii.is. jaz elle (onitinlo na enxovla, apenar de
ser presidente da cunara, jui de paz, e capito da
guarda nacional, c, pur mais que tenha requerido a
sua transferencia para a sala lvre, t.....-se-lhe negado
este favor, que se ha concedido Manocl Antonio de
Oliveira, que tentn matar um menino de II anuos, e
ursino a reos, que esto .uinpiiudu senlenca. ionio
Simplicio Guies Pereira, etc. Nao contente o delega-
do com licitar dito Jos Severino exposto 11a einovia ao
furur dos facinorotot, que a p ivoao, pretende reuirt-
te-lo para esta cidade, (|uaudo se uliimar o processo,
que se etU InitaUrando, e be ento, que mais receia o
niesino Jos Severino pela sua existencia; receio, que
nao parecer exagerado queui souber. que, ha poucoi
metes, fui, ni comarca de S.-Autao, as3assinado, pre-
texto de resistencia, um preso, que at eslava algema-
do e que a 15 de agosto p. p., as 10 horas do dia, le-
vou um liro, ao entrar para a cidade, o uiesuio Jos Se-
verino !
Pela luoolnta narracto, que acabo de faxer, poderi
v. Etc. avallar o lyatema de perseguicdi-N, que ii-ni
adoptado o delegado Ped o Itellro, c seus astelas, Au-
louiu Henriques de Miranda. Zacarias Rodrigues de
Son/a e outroi, contra us seus desairelos, eidadus na-
'i'-os, e autoridadeti penegulcOet, que terfio natural-
mente de produtir os mais uoetloi resultados, se V.
Kxe. n" tratar de pr-lhcs termo, tendo em vista, que
nesta provincia he smente o delegado de S. M. o I., e
IMPRESSES DE UM BAILE DE TRAJES.
Os do pn(o de Madrid em frvereiro de 46.
Estranhar muitos o pretender passar para o papel
as impresses de um baile. F.ssa momentnea imprrs-
sao de pares, (|ue teein por pretexto a agilidade dos pe,
mas cujo fin dista iiiuilo do pretexto, he, primeira
vi-qa, a colisa, que menos se amolda a um quadro nu a
un artigo. Somos de outra opinin. lhando-o como
siena agradavel da vida, avaros de recordaedes, que
cuidadosamente enthesouraiuos para a vclhice, como
lenitivo de achaques, e ultimo al"
quando nos fallece o porvir, e a espe
rogativa de enganar-uos ; eremos
trina de que nao ha historia, que ensine tanlo como a
propria historia, nem inaior gosto do que o de deposi-
tar em apoutaiiientos ntimos as penas, os prazeres, as
nirditafucs. os successos prsperos, adversos, indili'e-
rentes, as phases todas de nossa existencia, e desla es-
pecie de legado, que nosaa juveutude deixa nossa ve-
Ihice, conformar o retrato cabal, o coulidente fiel, que,
ao sentir a soledade dos ltimos anuos, possa rrfrescar
a reminiscencia dos inelhore dias. Esta previsao he a
mais difflcll da prevlsdes. porque deve ser principal-
mente na juveutude, quando somos prdigos da vida,
por sso iiiesino que ento i-mueca o drama, cujo lute-
resscesl na iiiesma incerteza e no seu mysierlo. E quem
assim pensa deixaria de fazer de um baile regio urna cu-
riosa pagina de suasemoces, de seus prazeres? lmpos-
llvel. Porm sto, c mais nada do que isto, ser mu baile
J de trajes no pajo de Madrid no anno de 46 ? Contentar-
nos-hemos com urna lista de uoines ede trajes? Algo
mais he, algo mais pede.
Se com rasu disse um autor celebre, que por urna s
folha de um diario de annuncins de uossos dias se polle-
ra, d'iqul a mullos seclos, vlr no conhecimento do es-
tado da nossa sociedade, dedazir nossa actual inaneira
de existir, nao ha de a reunan de trajes de um seculo
chamar nossa atlenco, excitar nosso animo, mais do
que pelo eslrauho das formas, e pela variedade das co-
res ? Por certo, que nclle ha motivo para bem serias re-
llexes, para gozos mais reaes, se bem que menos clamo-
rosos do que os dos sentidos. A opporlunidade deste re-
rreio, que ao mesmo lempo he iiiuaapparico do seculo
de nossos avs, n.io poder pr-se em duvida.
O actual eslava, anda nao ha milito, na infancia, e
nao se dill'errncava do anterior seno pelo nome ; pois
bem sabido he, que as sociedades nao corto ou inodili
cao -11 1 existencia no 31 de detembro do anuo, ein que o
HOMO kalendaio d por (indo o seculo. Este coula 46
anuos; tem j carcter proprlo ; rompeo com seus pas
em dras, instituices, eostiiines e trajes ; est mais ri-
co de experiencias, mais ufano de esperancas, do que
outros leculoi na iiiesma idade ; he um homein, que vai
Cumecando de cnvelltecer, e o contraste com o anterior
he talvez j, mrmeute nu trajes, o que ha de ser at o
lini. Na ultima meta-le, este seculo, como outros, nao
levar por\'enlnra inail (loque osgermeiisdo que ha de
oaracteritar o seguinte. Invejoi dos contoi orieutaei,
que ein a ineniniee oiivimos, sobre nossa fabulosa rique
M e podero, queremos approximar-uos dos aniigos tem
pos, e fazer um parenthess dcalguinas horas ao calami-
toso presente. Pensando todos os dias 110 que vira, com-
prateiuo-noi em provar, quinto ser possa, os prazeres
de nossos avs. Entre o fastio da actualidadc e a ancie-
dade sempre crescenle do porvir, bom he de quando
em ipiaudo sabir a respirar o tranquillo ambiente do
paitado.
A isso convida um baile de trajes, c o secretu encanto
dessas meditares he para nos seu maior altractivo K
eonii 1 ime para a illnsao o haver-te designado a poca, a
que devi.io pertencer os disfarces, a qual d unidade
renniao, propriedade ao conjuucto. Os bailes de trajes
sao diveno digna de um re. Queira elle o esplendor,
que acompauba as iiiouarchias modernas, laes grande-
zas teein os reis no passado, que necessariameiitc ho
de olhar para elle com mais complacencia do que para
o fu turo. > .
Gratas rrcordaroes ho deixado, em todos os que t-
veiuos a honra de concorrer a clles, os dous bailes da-
dos pela ralnha, no paco, em as nuiles de 18 e 22 de feyc-
refro prximo. >
No prlmciro, dco-se a opporluna partictilaridade de
-11a iilagestade a rainha I), l/abcl e Sua Alteza ten m
dado euuiecii pelo minuete, amiga dauca, cabida elu
desuso, e todava a nue ritrorosamente pedan os Iml.
jes da companbia. As augustas senhoras o dancarao
com os duques da Roca e de S. Carlos, e com a graca
e solemne garbo, que nao poda espcrar-ie de quem,
apreudendo-o, aprender apenas una dauca histrica,
de mera erudicto 11a arte, por assim dzer. O minuete
agradou sobremodo : deve confessar-se, que he a dan-
ta dos reis. Nem a engracada walsa, nem o cansado cor-
rer da inglea, nem a quadritha de eterna voga, sao ou-
tra colisa mais do que o pi 1 texto de apaixuuada cou-
versacu, fra do alcance da vigilancia materna. A dau-
ca n.io he mais do que um pasteio cadencioso. as an-
tigs, pelo contrario, se deixava ver a consciencia mes-
mo na llanta ; e seus respeitosos ademanes c reveren-
cias poderiao servir-nos hoje para tratar os assuinptos
mais graves.
E quem ha de ennumerar os muitos e excedentes tra-
jes, que all appai 1 rilan Kqueiu deixar de ennu-
mera-los, quando era o to proprins romo elegantes ?
Vamos ensaia-lo mis, que, pela dilliculdade, tero be-
nigna de-culpa as iuexactides, que cummetlermus.
Sua Magestade a rainha I). Izabrl, e sua augusta ir-
ma a ufana D. Luia Fernauda, vestan ricos trajes da
poca de Fernando VI : e, noiueaudo-as, est dito, que
eslavo bellas e radiantes, como o esto as prineczas,
nene uieo-da da juveutude, que chamn os quinte.
S. M. a rainha mi aprrsenlou-se com um magnifico
traje da corle de Franca 110 tempo de Lu XVI, chama-
do ento circaciana, e suas gr.1c.1s realcavo com o
soniMi de quem cuutempla reproduzidos as lilhas seus
altractivos,
S. A. o infante D. Francisco a com o-n-macan vestido
de guarda de corpo de Lu XIV. As senhoras iufautas
suas lilhas levavao lindus trajes da poca de Feman-
do VI.
O duque de Rinzarcs vesta o uniforme de guarda de
corpo de Carlos III ; o conde de Sania Colonia o de'e-
nhor di corte de i.ui/ XV; o duque ele Hijar, um da
e o duque de,Ua'siro Termo, o auti-
rainha todas correipondrao, contribulndo para elle
com seu bom gosto e com suas gracas. Basta, pois, a in-
ilieaco succ'mta, que vamos ensaiar.
As duqiiezas de Abrantvtc Ahumada levavao excellen.
tes trajes do lempo de Fernando VI : as marque zas viu.
vas de Santa Cruz e de Val verde vestio outros riquissi-
mos da corte de Mara Luza. Diste tempo era um mu
elegante da condena de Ouate, e do de Carlos III, un
mu proprio da joven condessa de Requena. A joven
Senhora de Sania Crur. Irradiava suas grabas com um
lindo vestido tomado de urna peca franceza bem eonhe-
clda : a bella e joven Senhora de Muoz brilhava eoin
um elegantsimo do lempo de Carlos III ; e an mesmo
heSto"do'Veiplrt" > refera outro, com que a linda c joven Senhora de
leranca perde a nre- 'ipeleta chamava a atientan com sobejo mollino, a
e praticamos a dou- cndeBia de Toreno, que resplandeca por sua abundan-
te pedraria, e as joveus Senhoras Camarasas, que escuso
elogio noineando-as, o vestidas de Senhoras do tenqla
de arlos III. A joven Senhora de Snrrondegu di.tin-
gulo-se por um airoso traje de cracovlanoa.
A bella marqurza de Santa-Cruz havia tldo a feliz
Ideia de tomar o seu do retrato de certa dama, que se
.cha ein a nossa academia de pintura, e faze-la assim
revlver com inveja do original.
As senhoras marqurza de Aleanlces eduqurzade Alba
se apreseiitio com um traje, que le tornou all notavel
pelo contraste, o de dama hesp.uihnla na semana lauta.
A visita das Igrrjas, rrnifrt-rous de todas as clanes as
grejas e as ras nos serenos das da primavera, rra
antgamentr a necaslao de que as damas de donaire c ta-
fulas vestisseni trajes dr lucio, que erao como as galas
da dilr, que pamente se ihes devia iuppr.~Esse traje
levavao as de Alcanices e Alba- e deve eoufessar-sr,
ao entraron com elle no templo, roubario ao eco nie-
lado dos pensamenlos dos hoinens.
Surpreza agradavel causn a todos ver circular pela
sala do baile numerosos criados com bandejas de chave-
nas de chocolate e tacaszinhas de doce, que foro servi-
dos aos circiimitantei, conforme o mais severo ritual da
mais ceremoniatica lociedade de um juli da chancella-
ra. A rehabllitacao do olvidado chocolate e de pasti-
Ihas as abas regies nao devia fazer receiar pela cela doi
nossos tempos. No tala-i inmediato espera va-nos o se-
culo XIX com suas transpiren les gelatinas, suas pesadas
tufas, e seus pratos iiioiiumentaes que smenle por es-
tarci sobre a toalha se couhecem corresponder arte de
Cnreme.
Nao foi ,s esta. Oulras multas circumstancias con-
tribuyo a dar harmona ao coiijuneto, e a completar a
liiisii. Os saldes regio*, acabados ? adornados na po-
ca d'el-rci I). Carlos III, esto desde ento vestijos em
harmona com os trajes da reunan. Suas tapetarlas,
seus leetos e alcatifas, e o ar de antigtiidade de seu coii-
juneto, nao se compadeceiu com o triste fraque, nem
com a atrevida bota; comprazein-se sim, grilo porque
os vllltrm as casacas bordadas e ai livelas.
E como te isto fra pouco para a illnsao, em que nos
recreavamos, pareca, que al a conversaco estava do-
minada por mu convenio anterior e lacilo. Nada ou vi-
mos, que nos recordaste o anno 46. Julga-lo-hiu todos
inpossivel; porm o faci he, que quatro horas se pas-
sro, m-iii que n'uma to grande reunio chegassemos
a ouvir una nica vez essas palavras, que sao hoje o pe-
sadelo da poca emprtiat caminaos de ferio projec-
tos de lei..... deste pobre paiz, onde as leis nao passo de
projectos. O contrario observamos: que multas pes-
soas idosas. como se fascinadas all pelo ulluxo da ca-
belleira empuada e du minarle, resiltcitavao antigs re-
cordaces em circuios de contemporneos, em que ao
curioso, que se approximava, nao era dillicil percebrr as
palavras caractersticas de outros reinados o conmino
e a cmara um vice-reinada Gibrallar a guerra cem o
ingles ai frolae de America a conducta de dinheiro o
erario escorado......
Anda mais : e nisto o acaso havia concorrido, como
outras militas vezes, para a illnsao. U ministril, que
naquella imite Izabel II, Unha a seu lado era.....florida
branca I (Continuar-se-ha.)
COMME.HCIO.
Alfandega.
RENDIMENTO DO DIA 1" .
Geral. .
Provincial.
Consulado.
RENDIMENTO DO DIA !.
2:959/121
591^000
10//758
607/758
RIO-DE-JxNKIRO.
CAMBIOS NO 1)U 18 01 SETEHISO.
Precos da ultima hora da prata.
Cambios lobre Londret....... 27 '/i V
Pars........ 340
Haiubiirgo...... 635
Metaea. Oncas heipaiibolaa..... 30/100 a30/500
da patria...... 30/:W0 a 3ti/500
Pesos hespanhoei...... 2*050 a 2/100
. da patria....... 1/995 a 2/000
Pecas de 6/400, velhai. 16#000 a 16/800
Praw.......... 108
Apolicei de 6 por cento...... 79
proviuciaet........ 76
(Jornal do Commercio.)
I/, .por 1/000
corle de Carlos IV
que a sua inissu he muquir e fazer cumprir a lei, atq l^draria ; o niarqiiez de Pobar, um mu airas
teger os seus administrados contra a sanha dos parlidl,, Jc Pbillppc V ; e o principe de Anglone, oulr
e assim uiaiitcr a unlein e tianquillidade publica. de Lu/. XV. U duque de Fras e o marquez
Aguardo, pois,as providencias, que V. Kxc. julgar tu,i_
fenle dar em atlenjao s iristei oceureucias^ ,.-
hcao relatadas. Dcus guarde a V. Etc. Recifc. 28 j.
letrmbro dr 1846. Illm. e Exm. Sr. conselheiro aJu-
101110 Pinto Chichorro da Gama, presidente da pAVin
ca de Peiiiambuco. Manuel Camello de Albuqu^rque
Em \ 1 rinde do despacho retro do Illm. Sr.
civel, attesto, que nenhum divideudo se le
todo o tempo, que tem decorrido depois
inisso, que obleve Francisco Jos da Costa,
chegado o que se tem apurado nos atsuca
nllO-NoVO para u su luciente COSteio do US
como cunta alguma leiu prestado dito l-ofc*|a'"Jj
nlioaseii cargo: e por ser verdade passtiopiv
Rccife de Pernambuco, 30 de setembroXi,. j^g"
Thomas de Aqufno Fonse'ca.
Eslava reconhecido.
r. juiz do
feito mi
'o compro-
ior nao ter
s do Enge-
'esnio ; assim
o enge-
o presente.
1
go traje de abbade, com que ojcbeii pela primeira vet
ueste luesimi palacio o Sr. fc\ \. Carlos 111.
O .' r conde de Allaniia. apresentou-se com um rico e
rigoroso traje de comuM-ndador-iiir da ordem de Al-
cntara, do tempo (JVfe hilippe IV ; o duque da Rocca
com outro du de Lefenaeiii 1750. do gosto mais exquisi-
to ; o duque de/5. Carlos levava um exquisito traje d
corte bungariyf o de branles, outro magnifico da poc
de lernamJirVl; o de Alba, um de principe runo c
ln!"''I"SSi5c Santiago, outro cxcelleute de guardas hes-
paiijutla, .Jo tempo de arlos 111. Vesta o de Revilla-
RJP'dii um traje da corte de Luii XV, com riquissima
o marquez de Pobar, um mu airoso da corle
o da corle
viuvo de
Anuida tivrro a patritica ideia de vcsiir-ie, o primeira
de soldado dos tercos castrlhauos de llalla, c o segundo
de guarda hespanhola as guerras dcsta inesuia uayo.
OSr. de Rubianes e o Sr. de Alcafar D. Scrapio qui-
aero msslrar-nos os amigos uniformes de seus coi pus
actuars, esc aprcsrutru com multa opporlunidade, o
primeiro de alabardeiro do Sr. D. Fernando VI, o se-
gundo de ai tillieiro hcspauhol em 1700.
O duque de Medioaceli, o de Ahumada, o de S. Lou-
rencu, e o marquez de Halpice, aprnvellro a occasio
para honrar a memoria de suas familias, vestindo o pri-
meiro o uniforme du regiment de Jan, o segundo o
de Saboya, u tercelro o de Jerez, O quarto o dai rdeos ;
regimentos lodos levantados ou coninnindados por eus
antepassados.
A descripeo completa dos trajes das damas seria cu-
riosa, porm havia de ser prolixa, e terio que ir os de
niuilas necctsarlaiucnte seguidos de elogios, que ott'cn-
derio a outras mu dignas dellcs, Ao pemainenio de
BABIA.
CAMBIOS DO OU 27 DE SETEUSO.
Londres..........
Paris........... 365 I franco
liamburgo.......... 680 o marco
Lisboa........... 120 p. c. depr.
Oncas hespanhola!....... 32/IKK) a 32/500
- mexicanas........ 31/500 a 32/000
Modas de 6*400........ 17/600 a 18/400
de 4/000....... 9/800
Prata. ........ 105 a 106 p c.
Apolicei do leguro Lealdade. 20 p. c. deprendo
i do governo de.'ip.c. 551>. c. dedescon.
keces do bauco........ 10 p. c.depr. ni p
( Corrrio Mercantil-)
.iiov 11 ir 11 lo do Torio.
Navios entrados no dia 1
Ro-de-Janeiro, 11 dial, c de Macei, 17 horas; paq >'e >
de vapor Pernambucana,e 240 toneladas, rominandan-
te Joao Millo Henriques, equipugeni 30. Ta/ a iru
bordo : para esta provincia, os douiores Joaquin
.Niines Machado, Flix Peixolo de Brilo e Mello, cun 1
criado, Jernimo Villela e Cattru Tavares o te-
nente-coronel Manoei Ignat'o Carvalbo de Mendon-
9a, o capito de fragata daar. -da nacional, Caelano
Alves de Suiua, com I criado olicarpu Jos da Ro-
cha Pitia, com 1 escravo, Luit Hiplito Mariano, Hen-
rique liiiilheriue llagel, Jos Romaguera, 1 aulo Joa-
quim Tilles Jnior, Jos da Silva Pires, Manocl Jos
unes Guimaraes, Guilliei me da Silva, e Jaciutho Ma-
nocl da Silva : para as provincias do Norte doutor
Jos Thomaz dos Santos e Almeida, com I criado, An-
tonio Feliciano Nuues Belforl, com 1 escravo, D. Mara
Joaquina, 1 desertor de inaiiiilia, e 1 eicravo a en-
tregar.
Aracaiy; 10 dias, hiatebrasilriro KocoOlinda, de 86 to-
neladas, capito Antonio Jos Vlauna, equipageiu Id,
carga varios gneros ; a Joo da Silva Santos. Passa-
geirut: Halter Granger, luglez; Antonio de ello tol-
la, com um eicravo, Mauoel Antunel de Oliveira,
com 3l cscravos a entregar.
Terra-Nova ; 48 dias, brigue ingiez Fu/tnri, de 163 tone-
ladas, capito benjamn Pagun, equipageiu II, ca/aa^
bacalho; a Le reton Scliarainm & G. SeguiOv111
a Baha.
Antuerpia; 47 dlaa brigue belga Chumo, de 164 tonela-
MUTII Ann



das, capitao B. C. Kr toisn, cquipagem 10, carga a-
zendas: a N O. Bieber & C.
Sanios lahiilnt no memo da
Macei, Baha, Serglpe e Rio-de-Janeiro; 'aPor ^-^"j
ra brasileiro Guariassu, cnmmandaule o capitao i"
neute Gullherme Carlos Lassaiice.
Liverpool; galera Ingle Columbui.npHm ""'r'r;^n
corea assiicar e algodo. Pa beX B. Doea, Infle*"! ?*' ^"T^l
Crar; briguo brasilei... r7/,.-0t.n.,. capitao Manorl
Rodrigues de S, carga varios gneros.
id ,!: Silva llezerra. enm 4 rilados. An
Jo* da Silva llezerra, rom
Passageiros:
ikoiio iosqoiin
ItaplIfiaraartTiia'Thr'odoroda Costa, Joaquim F
l.eile. co,.. sua familia, o. Francisco Dultra Macedo,
Urasileiros; I/idoro Antonio de Miranda, Frederico
Jos Pereda, Portuguecs.
Uiioreofiio.
No da 30 do passado, nao eiilrou uera sabio embarca-
cao algitnia._________
MhI.
Manoel Joaquim Silreira, ptcal da freguezia da Boa-
Vista un virlude da lei, etc.
Faco saber ans proprietarios de estabelerimentos p-
blicos da referida frrguezia, que. em ruiiipriuiento do
J.rt. 12 til. 2. das posturas addicionaes de 3 de abril
de 1840, devem regaras testadas dos ditos estaleciincn-
iiis at o nielo da rua, se do lado opposto houver Igual
onrlgicSo, alias toda a largura da rua, todos os das, as
10 horas da inanha, a 1 e as 4 da tarde, sob pena de In-
correrem na malta imposta pelo citado artigo : e para
constar mande! publicar o presente.
Recife, 30 de seteuibro de 1846.
Manotl Joaquim, Stlveira.
Dec taraces.
dos: os pretendentes dirijao-se aF. J. F. da Roza & o achara
11 inao.
Para o Rio-Grande-do-Sul sai muito breve obri-
gue Veos-te-Guarde, pode receber alguma carga e osera-
vos a frote : o pretendentes entendo se coni o capitao
Manoel Jos de AzevedoSanlos, ou na rua da Cadeia do
Recife, armazein, n. 12.
- O patacho nclonal A'oro-Sarnira, forrado e encav-
Ihado de cobre, e de prime!ra marcha, segu para a Ba-
bia em poucos dias: para carga e passageiros, trata-te
com Machado m Pinbeiro, na rua da Cruz, n. 00, ou
coiii o capitao, Joaquim Bernardo; de Souza.
Avisos diversos.
O vapor Penutmbucana recebe as malas para os por-
tes do Norte, hoje 2, as tres horas da tarde. Asearlas
devem ser entregues nesta administrado, ate as duas
horas mpreterivelmente, '
= O abaixo asslgnado, riscal da frrguezia def.-Jose,
avisa aos habitantes della, aquelles, que liverein qual-
quer genero de n. godo, ou industria de portas abenas,
que d'ora em dame devorad agoar as testadas do edifi-
cio ro que secomprehcndereni seusestabelrcinientos,
tres vezis ao dia sendo as 10 horas da iiianha, a 1 e as
4 da tarde conservando-as vanadas al ao ineio da
rua, nu inda a largura desta. se do lado opposto nao bou-
ver igual ubrigac.no, sob pena de seren impostas aos
contraventores as penas eominadas no arl, 12 ^ I. e
2." do tit. 2 das posturas addcionaes de 5 de juulio
Freguezia de S.-Jos, 28 de seiernbro de 1846.
/anaci doi Res Campillo.
NOVAS PUBLGACES LlTTEttA-
BIASEMFAUIS.
jV livraria da rua da Cruz do
Recife, n. 56.
Harmonas da creaca ou consideraedes sobre as ma-
ravilhas da na turna, especialmente sobre o ms tinelo dos
animaos, contemplado cmno prnv.is evidentes e de...ns-
trativas da existencia, da sabedoria, da bondade e da
ouini|K>tencia do Creador. Pelo dnutor Caelauo Lopes de
Moura, natural da Baha. Com estampas.
Lices de geographi, pelo abbade Gaultier, tradu-
zidas em porliiguez por una sociedade de ltteratos por-
tuguezes. Nova edicao, inteiraniente refundida econ-
siileravolnienle augmentada, feta sobre a ultima de Pa-
rs de 1845, conlendo agora, pela vez primeira, muin-
teressautes e numerosas addices, e nuidancas imlis-
pensaveis sobre as novas divisos dos oslados da Euro-
pa, e importantissimos desenvolvliuentos sobre a geo-
graphia, topographia e estalistlca do imperio do Brasil,
do reino de Portugal e das repblicas americana*- Por J.
I. Roquete. Aconipanhadas de una estampa geomtrica
ecosmographica. I voluiiieem 12, ene. Pars 184b.
Alias geograpliico, para servir de explicacao as rote-
ridas lices de goographia de Gaullier, composlo de 14
mappas. I v em 4. mximo.
l.odhrfl dn bnm rom. ou repras de eivilidade e de Dem
viver noXIX.seculo. Por J. I. Iloqucie, professor de
litteratura portuguea no collegio Stanislo. 1 vol. em
12. Pars I85.
Cdigo epistolar, ou regras e advertencias para escre-
ver com elegancia toda a sorte de cartas, aronipanliadas
de modelos cobre lodos os assnmplos oxlralii.los dos mf-
lhures escrptores autigos e moderno, nacionaos e es-
trangeiros ; olt'erocido a nioridade porlugueza o brasl-
lera, por J. I. Roquete, professor de lltleraliira porlu
guea no collegio Stanislo. I v. em 12. Pars 1846.
O cdigo epistolar e o do bom lom sao inseparavels :
uni seui ooulro he obra incompleta.
Acha-se venda por (#000 rs. cada exemplar, as li-
vrarias da praca da Independencia, ns. 6 e 8, e na es-
quina do largo do Collegio, a muilo inleressanle obra in-
titulada
SYNOPSIS,
OD
Deducco chrrmologica dot fados mais nolaveis da his-
toria do llraiil pelo general
J. I. DF. A' REO E LIMA ,
autor dn compendio da meima historia.
Alm de toda a historia do Brasil, desde o sru desco-
briiueuto at 1843, conten esta Inleressanle obra o ex-
cerpto de toda a Icgislaco orgnica do p.-m, dos estabe-
leciuieiitos pblicos, fundacocs pas, e um ictrospeclo
sobre a hisloi la da America desde a mais remola anli-
gudade. Conten mas as dalas de todas as bullas,
ves pojititicios e rescriptos cere do Brasil, as dos t;
dos e convcnccs. que se r.frrein nossa historia,
iiislitiiicdcs de todas as ordrns honorfica e re.igi
guidade. Conten mais as datas de todas as bullas, bre-
ves pontificio* e rescriptos cere do Brasil, as dos trata-
. *------ .... ia,in,-ii e as
osas,
nomos de todos os donatarios, govrrnadores, ca-
pliaes-genoraes, vice-reis, prelados, bispos e ariebispos
do Brasil, nduiidu os faetns mais nolaveis desuasad-
ninsliacrs. Esta obra encerra finalmente os annaes
do Brasil, abriigendo toda a sua historia civil, poltica
Cfeclesistica al o presento.
Um s voluino em 4." portugus com 4a0 paginas em
excelleute papel, edlco uitlda c frita com todo o cuida-
do e esmero. ,
Nao recomniendamos a obra, porque lodos conhecem
o eu autor ; mas podemos asseveiar, que na lingoa
porlugueza nao existe nina produecao qualquer, que
Ibe nussa ser comparada, tanto pela utilidade, como pe-
lo n.elliodo novo e simples deoscrever a historia cliro-
noloKcamente ; nao ha individuo algiim, de qualquer
classe ou condicio, que soja, que nao tenba precisan de
consultar cudc sabrr orna dala.
as uietwa loiat, cima mencionadas achar-se-ha
Uiiibem venda por 2/000 rs. cada exemplar a bom es-
cripia Resposta ao padre Jannario pelo mosiiio autor,
ou Elucidaco do ponto controvri iiveis da historia do
Brasil. Ela obriiiha he multo ii.leressante e necesaria
para intellgencia de varias passagens da Sytiopm, onde
viu citada.
Theatro publico.
Domingo, 4deoutubro, nao pode haver eipeclaculo,
porte eir apioinpiando a grande peca nova A con-
quista di A/nlmo, ou o valor dos l'orlugueies na India.
Lirama original poi lugui z em 6 quadros, para beneficio
do director, domingo, II de oulubro. __________
AmscS martimos.
= Antonio Rodrigue da Cruz embarca para o Rio-
de-Janeiro o scu escravo Joto, erloulo.
O PSTILHAO.
Sahio o n. 17, e acha-se a venda nos lugares do coslu-
ine, e na loja da esquina da rua do Collegio.
Mauoel Ferreira Ramos embarca para o Hio-rje-
Janeiro o seu escravo, de nonie Francisco, nacao Ho-
cambique. .
Traspassa-se um armazein de carne, em bom lugar
e com freguezia ; na rua da Piala, u 31 ou na rua tova,
n. 65. .
Rufino Rebotica Chave embarca para Tora da pro-
vincia o su escravo ciioulo, de nomo Mariano.
Terca frlra, sois do crreme, por sor a ultima pra-
ca, tein de ser arrematado, por venda, um terreno entro
as duas pontos da Magdalena,ponhoradoa Jos Joaquim
MezerraCavalcanti, por exeeuvode Manoel /.eferino dos
Santos; rujo terreno se acha aforado a los
Magalhrs.
Arrenda-seum sitio grande com duas casas de po-
dra e cal, para urna grande familia, com cinco vivnros
do pelxe, pasto annual para oito ou dez vacras, boa a-
gna ue beber, inultos i>s de fruleiras de varias quilida-
ies, boa ba.va para melos, melancias e capim : qnem
o pretender, dirija-scao inesmo sitio oni.^auto-Amaro,
logo no principio da estrada, que ral para Bclem, a fal-
lar com seu proprirtario, J. B C. Trcsse.
Aluga-se a loja do sobrado novo da rua da Palma
logo aosahrdo boceo do Pocinho com sofl'riveis coni-
modos fresca com cozinlia; quintal e cacimba por
proco commod : a tratar no mrsiiio sobrado.
-- Ojuidairuiandade do SS. Sacramento da fregue-
zia de >..Jos convida aos Srs. irmaos para mesa geral ,
no dia 4 do corrento nu lugar o horas docoslunie.
Qnem precisar de um rapaz braslleiro de 20 an-
uos para caixeiro de qualquer arrumacao ou inesino
para cobranzas exceptuando taberna annuucie.
Un rapaz, de 21 annos se oTe-
rece para caixeiro de alguma casa es-
rangeira ; d fiador a sua conduela *
etem boa lettra : quem o pretenJer, 9A-
minrie.
Na rua Nova, n. 18, loja de M. A. Caj,
receber,pelo ultimo navio de Franca casi
a mais fina qu'e tem viudo a este mercr
lolepreto tanto para colirios como para
sacas ; que esl muilo na moda : tamben]
"><""> na sua loja,
is, cnlH'tes c:
)vos erogados
aba-se de
Jiira pro la
Jo ; chama-
tolas de ca-
!e vende una
golaaquein quiter ; e outras umitas /ozendasja an-
uuuciadas. /
Da taberna da esnnina do boceo Jo Pcixe-Frito sr
ha de eUeituar a venda ateo dia 10 do corienie, sem
falla : os preteiideules dirijao-se a Francisco Antonio
de Carvalho oua Jos Joaquim Dias Fernandos.
Os abaixo assignados rogao ao Sr. Joao Jos Riboi-
.o de Parla ex alfrres de polica qiioira. no praio de
8 dias, dirlgir-se a rua Nova n. 47, a satisfnier a quan-
lia de 20^ rs. que deve desde seteuibro de 1843 sob
pena de se recorrer aos meios judiciaes. UritoS Car-
neiro. .
Aluga-se, polo tempo da frsta um sitio no Caldei-
reiro a inargcni do rio com boa casa coxoira estri-
bara commodos para pretos com boa agoa de be-
be r, baixa que sustenta, de capim dous cavados, e
diversos arvoredos de fructo : quem o pretender di-
rija-sca ruado VKrario n. 19.
Aj-rcnda-sc.yiielo tompo da frsta, um excelleute si-
tio com boa casa do vvenda com 8 quartos tres sa-
las todas com janellas, multo arvoredos de fructo,
Hn para a do Poco, por conunodo proco : a tratar na rua
larga do Rosario, no segundo andar do sobrado por
cima da botica do Sr. Harlliolomeo.
Precisa-sede um rapan, que tenha pratica de ven-
da ; na rua Imperial, n. 145.
Agencia de passaporles
Na rua do Collegio, n. 10, c no Ateiro-da-Boa-Vista,
loia. n. 48, tiro-se passaporles, tanto para dentro co-
mo para lora do imperio; assim como despacbao-se es-
cravo: ludo com brevidade.
Frecisa-se alugar urna preta para
vender diariamente : quem a liver, an-
nuncie.
=Arrenda-so, pelo tempo da frsta,um sitio a niargem
do rio Capibaribe, confronte a olaria do leen te-coro-
nel Antonio tariieiro, bom plantado o com capim para
sustentar a um cavado; casa de vivenda de podra e cal,
com duas salas, sote quartos e coziuba fra : trata-sena
praca da i'oa-Visla, botica, n.6.
= Arronda-se, pela frsla, ou por anno. a casa e sitio,
que foidr Antonio Cocllio da Silva, situada no lugar do
Corlume-dos-Loelhos : quem pretender dinja-se ao
lili Mili' Sitio.
~ Aluga-se urna casa na esquina da rua do ftognci-
ra muilo propria para negocio como venda de nio-
Ihados, etc. por j ler lido osle eslabrlecnnento, com
quintal, cacimba poiliio para a rua e bom sntao para
inoradla : na praca pa Independencia, liviana, ns. b c 8.
Precisase alugar um escravo, que soja bom do
enxada monsaliiieiiio, para ajudar a llmpar um sitio
porto da praca : na rua dos t.oelhos, na Boa-Vista, n. Id.
~ Precisa-se de um pequeo para caixeiro de sala e
rua : na rua larg do Rotario padaria n 42.
Antonio (oelho do Rozarlo embarca para lora da
provincia a sua escrava de nonie Joauna de nacao
BeiiL'ucla.____
COLLEGIO DE S.-ANTONIO.
Nodia6deoiitubroabioin-eno dito collegio o cur-
sos de gfoor.qihiii philosophia e geometra para aquellos
Srs. osludautes que pretenderen! nabiliuir-se para os
exanies de marco do 1847: portanto, aquellos, que qui-
zerem fioquenlar alglins dos tilos pr. paralnos po-
deni comparecer a matricular-se al o da 5 do dito me.
Recife, 28 de seteuibro de 1846. O directur, Krrtiar-
dino freir de Figueiredo Abreue Castro.
Aluga-se o segundo andar e sotao do sobrado n.
38, da rua do hangei, por conunodo proco; a chave a-
cha se no primeiro andar do inesmo : trala-sc na rua
Velha, n.55.
Avisa-se aos Srs. assignantes do
correio particular, enlre esta cidade e a
da Parahiba ora existente em casa t!e
James Crabtree & Companhia que da-
qui em dianle se fechar a mala as 5
horas da tarde, as quartas-feiras, e
nao as 6 horas, com at agora.
AO BOM TOM PARISIENSE.
KUANOVA.N 7.
TEM PETTR ALFAITB,
a honra de participar ao seus fregueses ,
ja, rua Nova, n. 7. Tem pannos pa-
ra calcas, cnID'tes e casacas, de todas as qualidados, os
mais novos erogados agora de Paris, e a collcccao dos
mais recentes ligurinos.
Drsapparerro do porto do abaixo assign.ido, junto
ao caes, na rua da Praia, una have de malsdeqnai i'lil
palmos de enmprido : quera a entregar, receberil l/OHO
rs. de graiificarao. intonio lliai da Silva Cardeal
*-Fuglo, 110 dia 28 do panado, as III horas da iiianhaa,
um uiolrqiie, de nonio Miguel, nacao Cacange, altura
pegular, pouco mais ou menos de 18 anuos de idaite, cor
fula, lingos branca: tem una ferida na peroa esr|iierda ;
leven ehapeo do palha, calca de rlsi-ado de asseuto bran-
co, j velha e rota n'iim joolho, camisa nova de riscado !
azul com asseuto branco; fui encontrado no inesmo dia
da fuga polo AteiTO-dos-Afogado ; j tem fgido outraa
veies, e tem-so dirigido senipre ao engenho do Sr. Luis
Pires,para onde talvez tenha ello ido agora: quem o pe-
gar leve o no Roeife, rua da Alfandega-Velha, n.38, que
sea generosamente recompensado.
Alii".a-!>e titn ai ni.'izem na rua es-
trella do Kozario dehaixo do sobrado
n. i proprio para qualquer eslabele-
rimento por ficar em bom local en-
tre a igreja e a rua doQucimado : a tra-
tar no Aterro-da-Boa-Vi.sta loja n. io.
Trapassa-se a chave da loja da rua
do Queimado n l\Q> : a tratar na mes-
ma rua loja n 8.
0 Sr. Manoel Gregorio da Silva dirija-se a rua do
Rangel n. 11, a negocio de son uteresse.
D-se dinheiio a premio com penboros de ouro ,
mrsino em pequeas quantias ; na rua do Rangel, n. II.
Aluga se mitade de una sala repartida propria
para hoilieill sulleiro : a tratar na na larga do Rozarlo,
venda da esquina que volla para oquartel de polica ,
n. 21.
Fazem-se qiiaesquer corlinados tanto de camas
como de jmilas qur para decoraedes do bailes, ou
de sociedade ; quaesquer fiiracde de cadoras e sophs;
colches elsticos ; eeiiilim, tudo quauto for concer-
iionto n lapecaria ; e tambein so val por tapete e eslei-
rs oii qualquer lugar que soja ; ludo com perfrico ,
por si ler profrssado osle ollieio em Pars: na travessa
da CiJncordia n. 13. detrada torre do Carino.
= |Aluga-se o segundo andar do sobrado n. 26, atrs
da injiti i/ da ltoa-\ ista, com coniinoilos para grande l.i-
iiiiliake"eco fin conla: na mesina rua, n. 22.
/ Awla tit navt'gatjo.
Agostohn Fernandos Calanho de Vasconcellos conti-
na a ensillar navigaco pralica e llieoica ; na rua im-
perial, n. 39.
Oll'erece-se um homrm portuguez para trabalhar
oni qualquer eatabeleclmento, desdo as 6 horas da ma-
nilla as 6 da tardo, e dar conheciinoiilo de sua condue-
la : quem o pretender, anuunce, ou dirija-se a rua
Nova, n. 58, que se dir onde o podeni procurar.
Da casa da rua da (adela do Recife, n, 34, no dia
30 de si-t.-iiiln u p. p pelas 7 horas da uianha, furla-
o 7 colhores de piala pequeas, na oceasii'io f ni |ue
nina escrava saliia da sala de juntar ; cujo ladrao f.i iim
iiiulatiuho. que reprsenla ler 15 a 16 anuos : aqu.m
forain iciccidas, naja de ai appiliOimci.
Lina dolida.
Existe no engenlio Covas.tendo sido apprehendida nos
ni mus e (!,, estado deploravrl, una mullier branca,
que ripresenta vinte o tantos anuos de idade, a qual nao
diz onde era moradora : d indicios de ler lido alguma
educaco, canta beni c suppde-se ser da praca, ou de
lugares vizinhos. Hoga-sc as pessoas, a cuja familia olla
perlenca, liajao de procura-la; pos nao se acoimnoda
em casa, o pode, por alguiu descuido, ganhar os nialtos
e acabar desgiacadainenle.
s=Um hoiiiem activo se oll'erece a quem dedo precisar,
para fazi r riagrus, ou inesmo rein coinpanhia de al-
guma pessoa. que precise transitar por esta provincia,
sobre olguiu negocio e dar fiador a sua conducta :
quem precisar, nnnuncie, ou dirija-se a rua Nova, loja.
n. 58, que se dir aonde deve procurar.
= Umasrnhora de bous coslumes se encarrega da
iuV- J. muidos ue peno, uiprtiiua <- eini|ieui-
dos e tamil' ni recebe meninos para desmamar; no
que prometi esmerar-se : quem do scu presumo se
qulisr utllisar, dirija-se a rua Augusta, na primeira
loja tro sobrado novo, viudo do lado de Santo-Anlonio.
Na inesina cas i vonde-se um berco ainda em bom uso,
por pceo conunodo.
=Aluga-se nina boa casa para passar a festa, no Ca-
xang, com duas salas, cinco quartos, corintia fttra,
esti diaria com um quarlo para escravos, e cun bom
quintal : quera pretender, dirija-se a rua estrella do Ro-
larlo, n. 30, primeira andar, ou no Caxaug, ao p
de Agoa-Fria.
Rap Princeza de Lisboa e Principe
do Rio-de-Janeiro: na rita do Livra-
menlo, loja n"(' Na loja cima, acliar sempre os tomantes ai boa pi-
tada do rap Priuceza de Lisboa, e do .ovo rape P,c-
pe do Rio-de-Jaueiro, as libras c a relalbo. Esle rap
torna-se reconiiuendavel, pelo seu aroma agradavel, e
pela rapidez,com que deslila, sem seecar c fatrr lorios,
nem ferir o nariz; assciiielhaiido-se na cor e finura ao de
Lisboa.
OuRAS MARTIMAS,
A' venda, na livrarii da esquina do Collegio.
Diccionario de uiarinha, por Joao Pedro do Ainorim
1 vol., 1841 ; Roteiro geral dos mares, costas, ilhas e
haixos reconhecidos no globo; Parle undcima, que
coniprenonde as costas do brasil do Cabo-do-Norte ateao
Rio-da-Prata, com a Patagonia, t hile e Per at ao is-
thmo de Panam, com as ilhas adjacentes, e navegaco
nestes mares por Antonio Lopes da Costa Almeida, 1 vol.;
Pillo instruido, ou compendio iheorico-pralico de pj-
lolagem por Amonio Lopes da Co^ta Almeida, 3." edicao
correla e augmentada, 1 vol., 1845; Astronoma esphe-
rica e nutica doNorie, Iraduzida polo capitao-teuente
.arvalho e Mello ; Problemas naiilico-aslronomlcos de
n.niri nara ~ Norie' para servir de conlinuacao explicajao daa ta-
= O patacho portuguoi Mano-J Libboa al 20 do corrente me de oulubro, por ter a
Su^.^ de"um,uez' """"
que
Compras.
Compra-se um par de brincos de ouro que sejo
K'iiuenos e de bom gosto ; na rua Direila, n. 0.
Compra-se urna iirgrinha ou mulatinha de mal
de 6annos que sirva para andar com meninos; na rua
larga do Rozara loja de iiiiudczas n. 35.
Compro-ae tres escravos de 20 a 30 annos ; na
ua da Florentina n. 7.
i\a rua da Cadeia do Recifr n. 89. terceiro andar,
compra-se um cavallodeboa figura que tenha carre
go bailo al mel e si'ja de carro.
-- Coinprfio-sc efl'ectivamonle, para fra da provin-
cia escravos de ambos os sexos de bonitas figuras :
na rua larga do Rozarlo, n. 24, primeiro andar.
Compra-se um bolo, estando em bom estado ; na
rua do Trapiche n. 44, primeiro andar.
Compra-se una casa terrea prrferindo-sc em boa
rna ; na na de Hurlas, n 84.
Comprao-sc cU'ectivaincnle, para fra da provincia,
es.iavos de ambos os sexos, de 12 a 20 annos, com ha-
bilidades ou sem illas; sendo de bonitas figuras, pago-
se bem : na rua das Cruscs, n. 22, segundo andar.
Vendas.
bem se troca por outra, que nao tenha cria c pie lave
l" corlnhe o diario de nina casa ; as Cinco-Poulas na-
dara n. 154
Chittt6decoresfixa8,a 140 rs. o
eovado.
Na primeira loja de fazendas do Aterro-da-Boa-Vista,
,, |0, veni'em-se chitas linas, ile bonitos padr.Vs, a lt
r corles de cas-a, a 2000 rs. oiilros muilo supe-
riores, para vestidos de baile, a3000 o 3.MIH rs. ; risea--
dos tecilos, dos mais delicado costos, a 220, 240 e 2N
rs o eovado; X3t inurcullna de e0rM.de Imdissiinos
padr.Vs!" 260.s. o eovado ; merino, a 1000, 3000 e 40CO
s. dos mais superiores, que existen, no mercado;
superfinos brins de lloho de qoadro e lislras. a 1000
rs a vara ; riscado* escocezes, a 220 r*. o eovado, a-
.enda, que nao desbota; loncos de cassa de bonito.
gosto, para grvala, a 200 rs. ; h<"*^"V'\e!Z
ea pequea proprios para meninos, a 140 o ou rs 11>n
dez' de ricos padiespara vestidos, a 220 rs. e outras
militas fa.endas, por proco mais b.rato, que em outra
qualquer parlo. ___._
Vendc.n-se tres oscravas de nacao Angola, sendo
urna dola* perita eozinhoira. comprado!.a c que lava
de sabao; outra engomina.coso. cuinba e lava; e a outra
he ptima quitandolra; toda* muilo mocas c de bonitas n-
guras; e um escravo de nacao. do todo o servico de cam-
po: na ruadas < ruze. n. 22, segundo andar.
Na rua Nova, loja de Manoel do Amparo caj,
vendeni-se casacas de panno fino, de todas as cores e
qualidados ; sobrocasacas de panno e merino com gota
de velludo ; ditas de duraque. lase de brins de difieren-
te qualidados; rohesde chambre de chita e de laas, para
andar em casa ; jaquelas de panno de dillerenles core
e qualidados ditas de merino com gola de velludo; dilas
de brins e de viseados do todas as qualidados ; lardas
para guarda nacional; colletes de solim macao proto ;
ditos de velludo de euros, muito moderno o bonitos pa-
drees; ditos de seda de dillerenles gstos ; dito de
fustos do coros e brancos ; calcas de panno de dilleren-
les qualidados ; ditas do casimiras do coros, dominio
modernos padrfles ; dilas de nielas casimira ; dilas de
merino preto. duraque o de brins de todas as cores e
qualidados. Ha mu completo soriimrnto de casimiras
de dilleiente qualidados ; liqiissiioos cortes de vellu-
do para colletes ; brins de todas as qualidados ; casimi-
ra branca muilo fina; merino minio superior ; solim
niaoo o mais superior, que ha no mercado ; pannos
finos de todas as cores e qualidados ; chapeos de sol de
seda, com barra verde e ainarella, muito modernos;
chapos do i hile, linos; dilos franceje. e de castor
preto ; sodios ; titas de seda ; bieos; llores para cha-
pos; o outras umitas fazendas ja annunciadas, que a
vista dos fregueses sero plenles.
Vende-te um escravo, moco, de boa figura, re-
foi cado, de todo o servico e proprio para o de campo ;
2 moloques, de nacao, de 12 a 14 annos, proprios para
ollico ou pagens ; 3 prelas, mocas, do muito boas tigu-
ras, de lodo o servico ; sendo urna por 350 rs., e oulra
por 250/rs. i na rua larga do Rozario, n, 24, priiueiro
andar.
= Vende-se um carro novo de quatio rodas ; um es-
polho de Jacaranda para vestir senhoras ; duas bancas
redonda* dmelo de sala; doze cadenas de angico ;
nina inaiqueza dito ; um jogodo bancas dito ; dous es-
pedios pequeos ; urna coininoda de Jacaranda ; duas
cunas pequeas de armaco ; um candleiro demachi-
nsmo ; -""l" de l'^ge ; un; bal ito de h"*-
to"'pequeo; nina rica bandeja decasquinha prateada ;
dozoilu casaos de chicaras o pires, com seispratos, tudo
de porcellana ; um niulalinho de 9 annos ; um relogio
de ouro saboueto ; una negra de nacao, que lava, en-
goiiima eeozinha; um mulato de ineia dade : na rua
da Cadeia de S.-Antonio, n 19.
= O eorretor Oliveira lom para vender cobre em to-
Iha o pregos de dito para forros de navios : os preten-
dentes drljao-sc ao inesmo, ou aos Scnhores Mcsquita
S Dulra.
OLIVRO DE TODOS
ou
Manual da sade,
t'ontendo
todos os esclareciinentos iheorcos c praticos necessa-
rinspara poder preparar eempregar, sem o soccorro do
.pidesfcor, os remedios, o se preservar e curar-se promp-
taineiito, com pouco dispendio, da mor parte das moles-
:!..:.-;".:;".". i-, : :?w*p:: \i:.. ..!!v;c sadc, as molestias inrurarels.
Seguido
de um tralamonto especifico contra a coipeluche, c de
regras higinica para prevenir as molestias ;
polo doutor G. de Ploesqucllec.
Proco 4/000 rs. em brochura.
O siipp'lemenlo, ndisponsavel a quem tem a obra, da-
se gratuitamente aos compradores. Odilo supplomon-
to traz as tros diHerrntes recetas para a composicao da
agoa sedativajesie precioso remedio,que tamanha repu-
lacaoj lom ganlio, e que deve existir rm todas as casa
para remediar promptamentc aos accidentes c incoiu-
inodos repciitiuos. ,
Vende-sena praca da Independencia, livrarians.be8.
Vondein-se 31 escravos chegados do Aracaty ,
sendo 10 prelos 6 pretal 4 moloques 6 cabrinhas ,
5 mulatas, sem vicios nem achaques, por serem ven-
didos naquelle lugar por necessidades e entre elle
toein algn com habilidades sendo um bom destila-
dor : a tallar com Jos Francisco da Silva.
Veudo-se, por proco conunodo um caixao bem
frito de guardar ea.leira de arruar : na prac.a da In-
dependencia, loja n. 3.
Lirnts recibidos de novo, e a
venda na Hvrariu da esquina
do Collegio, a S.,000 cada
exemplar.
As mulheres celebres da revoluco
franceza, ou o rpiadro enrgico desalmas
sensiveis, i vol. ; scenas da vida contem-
pornea, i vol. ; memorias de Mara Ca-
pella, por ella escripta, 2 vol; esta obra, que faz gran-
des sonsacan em Franca, e acaba de ser vertida ein por-
tiiguoz pelos traductores lisbonenses do Judo trranie,
contenas materias egninles: um diabrele, rrcorda-
coes da infancia, um doudo, o collegio de S Diniz, ami-
go da infancia, festa da Alsacia, enredos matrimoniaes,
as o ii.has toi.donclas, os viiinho, distracoe, entrada
no mundo, Pars, outra irma, golpe sobre golpe, em-
tini. a casa alheia, os segrodos, iiinaa terceira. um casa-
menlo na familia, um co.acao de mulher. nioric e vida,
as cartas, principio de um romance da vida real, a mi
nha sombra, um desencanto, o ineii amigo o amiga ve-
lha, declaraco, os passoios a cavado e a roila a desan-
dar, reconciliacao, una fraquea, um lobis-liomc, prl-
inelros iracos d'obra grande, a nossa loja de ourives.
vida de folganfas, mou marido, preparalivo, a scena de
Orleans, Glaudici, visita s forjas, novas provocacoes,
corte na Id. ia, reforma, os diainanles, urna lilleraU,
experiencias, hospedes, projectos, mou retrato, vinda e
siuiiie, o rozalgar, susptitas, calumnia, a justija, priso.
lelle do diabo edrap, a l80
rs. o corle.
Vendem-se cortes da bem conheclda fazenda pelle do
diabo com tres covados o corte ; e de drap, com duas
varase umaquarla pelo baratissimo preco de quatro
patacas. Esta laionda he de puro buho padrOes esca-
ros de quadros e ptima para calcas pela sua con-
sistencia e por n. oln ir o sujo.
Vende-se um sobradiuhj, na r'.a do rAdre-Florian-
no novo em chaos proprios com souo, e bom quin-
tal n. 69, pegado ao sobrado do fallecido fre Caeuuo;
na rua Nova n. 52 primeiro andar, /
T


Potassa branca,
da mas superior qualidade em
barricas pequeas, e desembarca-
da no dia 30 de agosto prxi-
mo passado, vende-se por pre-
co cornmodo : emcasa de L. G.
Ferreira & C.
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confronte a escadinha da alfandega ,
J, Tasso Jnior na ra do Amonio.
Xa rua do Crespo, loja nova
n 12, da Silva Maya,
vendem-se bonitos e ib-li.. idos cortes de cambraia, com
Metras di-soda, ao mdico preco de 7/ rs. ; casimiras
(rauoesas elsticas a 6/rs. cada corte ; cortes da limi-
to acreditada indiiiiua a 3J000 rs. ; ditos da victoria ,
fasenda imitando seda, a 4/000 rs. ; chales de laa ar-
rendados de cores milito mimosas a 2/400 2/800 a
3/000 rs. ; roinciras de MI de linho enfeitadas com b-
co proprias para senhora 8 nieninas, a 1/000 e 1/bOO
rs. ; veos de dito para chapeos os quaes mullas pes-
soas teein comprado para caiiiisinhas de criancas a
1/280 rs. ; Chalet de laa e seda, iniiilo delicados em la-
vrore e de assento escuro fatenda iiteiranieiite no-
va os quaes rivalis/io com os de seda, a 7/000 rs.; pan-
no tino azul epreto a ifitiO rs. ocovado ; um rico sor-
limeiito de cambraia para vestidos a 3#j00 4/000 e 5/
rs. o maiscominodo possivel; calcinitas de nieia pa-
ra meninos, a(i40rs. ; mantas de seda cscoceta a 0/
rs. ; ditas niais ricas a 10/ rs. ; alpaca preta a 800 e
1/OO rs. o corado dita de cores, a 2#000 rs. ; merino ,
muito lino, tododela, a 4/000 e 4/500 rs. o covado.
lndependrntedestas f.izendas, ha nesia loja um com-
pleto sortimeuto de outras umitas fazendas que se
vendem mais em conta do que cui outra qualqucr par-
te livres de scrcm engaados.
Kap-Principe.
Acaba de cliegar to l\io-ile-Janeiro
=

s:
|......-g* i* fl 5>-^ =
.....r.....8" 3 ^
s...... ..... s J5
o
O
e*
I i -4
^ U -- -~ ^
.. 4- X 3 O l ^.
3 O O
Ifi
li ai* o
i
o
Potassa.
psle exce
lente
rape,
o melhor e
propno |)sra
e ftc
e
o iVo
mais
pelo
hela-
de
in ra-
irna
consumo desle paiz
Iciin armna, exquisito p il.nl u
de da lcstiluco : esta pitada
ser apreciada pelos enndores
p, aos qnaes se oonviiia a es jerimenla
rem. Vende-se no deposito,
Trhpiclie n. 34; no bairro
Hourgard, Antonio Francisco
na mi do
do Kecife,
de Mora es,
ftnior, Pon-
Augusto
Vende-se polassa americana ,
mu lo nova por ser prxima-
mente cbejjoda, e cuja qualidade
he a melhor, que lem viudo, por
preco cornmodo : narui da Ca-
deia do Kecife, armazem n. 12 ,
de Bailar & Olivcira.
Vende-se, na rua da Cruz, n. Go,
cera em velas, de superior qualidade, sor-
timento ao gosto do comprador, e por
preco mais rommodo do que em nlra
qualqucr parte. \
CutflAUA /'
vende-se no arinazein de Tariuha, do caes do Cnllegio ,
de superior qualidade, em porcao e a rctalho por ha-
rato preco.
Vende-se eo!la da Rabia muilo superior ; no ar-
roaiein de Alvrs Vianna, na rua de sciualla-Vrlha ,
n. 110.
= Vende-se una linda canoa de carreira ,jiova e
niiiitu bem construida deainarrlln; nina porcSo de pa-
llia de coqueiro : na rua da Senzalla-Vellia II. 110.
bb Vendem se, no deposito de farinha de mandioca,
dama da Cadria dr S.-Antonlo, n. 19, sacras com boo.-
larinliadr Mag, a.r>/is.; ditas de S.-Matheus, a4/rs.;'
ditas de arroz de casca, a4/rs. ; ditas de inillio, a 4/rs ;
e una porcao de saceos vasios, de estopa.
- Ha venda de.I. J. R. I.ouler, ruada CrU! n. 35 ,
vende-se nina porcao de sebo derretido e em rama.
= Vende-se um b'.m escravo ptimo para O semeo
de campo 011 para oulra qualqucr oceupaeSo por
pre^o cornmodo ; na rua Oireila n 18
Vende-se carne do serian e lingoicas muito no-
vas ; na praca da Roa-Vista n. 18.
= Vende-se azeite-doce para luz. melhor e mais ba-
rato do que o de coco ; e azeile-duce lino em garra-
mes de 25 garrafas : no deposito de ateite de carrapato,
na ruada Senzalla-Velha, n. 110.
= Vinho de Tenerife, em barris, de excellente qua-
lidade ; cerveja branca e preta, a melhor que ha liar-
clay 8t tlonipanhia, em porcao, ou a rctalho; c fio de
sapatelro, por preco cornmodo: vende-se na rua do Tra-
piche, n. 40.
=5 N. 40. rua do Trapiche, um chronometro para na-
vio, de Londres, perfeito, e mili bem regulado ; relogios
de miro, patente inglez, muito bous e baratos ; corren-
tinhas de ouro, padrrs-^l'riueipc Alberto.
Vende-se nina parda 11109a. sadia, sem vicios e ro-
busta, que sabe engoinmar, cioinhar e coser na rua da
Aurora, a fallar com o coronel Joaquim Jos Luit de
'Sonta.
= Vendem-se mnendas de ferro para engenhos de as-
sucar. para vapor, agoa e beatas, de diversos lmannos,
por preco conunodo e Igualmente taixas de ferro coado
e balido, de lodos os lmannos : na praca do 1 mpo-San-
to, n. II, em casa de Me. i.almont u (Jompanhia, ou na
rua de Apollo, armazem, n. 6.
Jos Culos l'erreica Soares Ji
les & Mello, Guedesck Mello;
Ferreira l'intoc^C, .loao da Cunha 31a-
g'lbes ; rua do Crespo Ilenrique &
C. ; roa do Queimado, Campos 8 Al-
iiicnl,!, Codrra \ ( nim.u ;ics ; ruados
Qnarteis, Victorino de Castro Moura ;
rua do Livrarnenlo, Francisco Cavalcan-
t de Albuqiierr|ue; rua do Cabug, Jos
Jv.quim da Costi, Francisco Joaquim
uarte., Tboinnzde Aquino Fonseca; pr.i-
ca (i i Independeni ia Cliristovao Gui-
lbernielirf*k Fonseca Bastos; Alerro-da-Boa-Vista,
(aetano l.uiz Ferreira, Estima, Leal &
Irtno, Aulonio Ayres de Castro & C.}
pr na da Boa Viste Manoel Francisco
liodiigues, e Alexamlrc Jos Lopes, rua
do Bozurioda Boa-Vista.
Bichas ramies de Hamburgo.
Vende se a rctalho nina partida destas verdadeiras
sangiiesugas, ehegadasiillimauente, em poreesde 100
para cima, por ruceo coininiutn. M; da .,.:::Gr;;, .
'Mt, primeiro andar, ou no aruiazem de bacelar, no caes
daalfandega.
Vendem-se tiscados frarice-
dreiro : dons escravos carrclros ; um mulatnlio de'
13anuos ; 6 negrinhas de 14 a 20 annos com varias
habilidades; 4 ditas quitandeiras e lavadeiras ; 2 par-'
das de meia idade : na rua Oireita, n. 3.
MADAMA THEARD, MODISTA, NA RUA NOVA, N. 32,
acaba de receber, pelo navio francez Nclie-Malhilde um
sorliinenlo de chapeos de seda e palha do ultimo gos-
to para senhora e meninas ; flores de todas as qualida-
des ; guarnieses de vestidos ; ramos de flores com peo-
nas ; capcllas de flores ; tudo para enfeites de noivas ;
plumas, as mais ricas, que teein apparecido ; bicos
pelos e brancos; ditos de blondc : corddes de seda pa-
ra vestidos de todas as cores. Nesta casa se acha um
soi liinento de cabellos para crescentcs c inarrafas. Ma-
dama Theard cncarrega-se de fater e enfeitar vestidos
para noivas.
c= Vendem-se 50 travs de qualidades : massarandu-
sapucaranna sapucaia c camassari de caruncho
decompriinentode4l,42,43, 44. 45e46, e urna de 48
palmos proprias para esteios de pontcs, ou trapiches :
na rua da Praia tanque d'agoa de Silva Cardial.
Na rua do Rangel, n. II, anda ha para vender
militas obras de ouroe prata das j annuncladas ; 3 ta-
boleiros para vender fazenda envidracados ; vestidos
de seds, proprios para noivas ; ditos de cassa, chita c de
laa ; mantas de seda, para meninas e senhoras ; meias;
luvas ; e outras multas fazendas que se vender por
barato preco, para se acabaron.
-- Vendem-se aous botoesdebrilhariies ; urna calza
de prata dourada : na rua do Passeio-do-Collegio fa-
brica de chapeos de sol, n 5.
= Vende-se um preto cozlnheiro; na riia Direita n.
40, das 9 horas da manhaa as (i da tarde.
-- Vende-se um preto de excellente figura perito
olfieial de marceneiro nao tem vicios rieni achaques ; o
motivo da venda se dir ao comprador: na rua Nova,
n.59.
l/cilonas ,
d'Elvas superiores em qualidade; no armazem do
Guimaraes, confronte a escadinha da aifandega.
Vende-se cal virgem prximamente ebegada ; na
ruada Moeda,n.l5, por preco cornmodo, em barris
pequeos.
\a rua do Crespo, loja de
Campos & Haya, n. 8,
conlinuao-se a vender muito modernos cortes de tala-
carca de muito lindos gostos pelo mdico preco de
4/000 rs. ; cortes de cassa-chilas de bonitos padrdes e
cores lixas pelo barato preco de 2/240 2/500 e 3/500
rs. com sete varas; ricas mantas de seda dos mais
delicados gostos a 16/000 rs.; cortes de cambraias ,
dos mais modernos gostos, com listras de cores, a 5 500
rs.; chales de lalagarca imitando la e seda a 2/500 e
.'('non rs. ; rlscados francezes, largos, a240rs.o covado;
chitas francezas largas a 240 rs. o covado ; cortes de
chitas envlezadas de muilo lindos padrrics a 3/200
rs. ; assiin como outras maltas fazendas que a vista
dos compradores se vender por menos do que em
oulra qualquer parte.
Vende-se superior vinho branco da
Madeira, em barris de 4 e 5 en* pipa ;
cerveja engarrafada e em barricas de
\ duzias ; genebra bollandeza em f'ras-
queiras de i5 frascos; potassa da Bussia ;
dous fortes pianos dos autores de Colard
& Colard de patente de Londres de
6 oilavos e meio ; tudo de superior qui-
l'nlaile e por mdico preco : na rua do
Vigario armazem n. 4, de Bothe & Bi-
doulac.
Vende-se cobre para for-
ro de navios : no armazem de A.
V.da Silva Barroca, na rua da
Madre-de-Dens/Jefronteda ijireja
Vendem-se colleccdes enradernadas do peridico
() Cdilitilico ; na praca da Independencia, liviana,
ns.6c8, s
fusima
de gos-
pclo di-
j\a rua do Crespo loja nova
n. t', de Jos Joaqun da
Silva Haya ,
vende-se um rico sorliinenlo de casticaes de
casquinha, com suas competentes lanternas
tos os mais modernos que teem apparecido
minuto preco de8/, 10/ e 12/ rs. cada par.
Vendem-se, por preco cornmodo ,
saccas grandes com superior millio; no
primeiro armazem do caes da Aifan-
dega.
Farinha SS>F,
da multo acreditada fabrica de Molino Strazig ,
ultima chegada a este mercado em pequeas
des porces : a tratar com I. 1. Tasso Jnior.
Prelo nmo,
em saccas grandes, vende-se no armazem do Bacelar,
zes, a IGOrs.o covado; no Aler-
ro-fla Boa Visla loja n. 14.
= Vende-se cera em velas do Uio-dc-Janeiro, sorli-
inenlo coinplelo.de lalGem libra, em eaixas e as li-
bras, a vimlade do comprador : na rua da Senzalla-Ve
I ha, n. 110, armazem de Alves Vianna.
= Vende-se polassa branca de superior qualidade,
em barris pequeos ; em casa de Malheus Ausliu iS
Coiupanhia, na rua da Alfandega-Velha, n. 30.
Para pasar a (esta.
Na loja n. 3. da rua do < respo ao p da esquina do
arco de S.-Antonio vende-se uina excellente e vasta re-
de de panno de linho o mais encllente possivel, nova
C sem defeitoalgiiui.
Vende-se nina pequea porcao ( cerca de 100 al-
queires,' dr sal de Lisboa a bordo do patacho portu-
gue?. Mura S Jvnquina : a tratar com Fumino Jos F-
lix da llosa Ji lrmio.
G a ni bit oes a 1440 rs. o
corle.
sendo a
e gran-
Na loja n. 3, do barateiro da rua do Crespo ao p da
esquina do arco de S.-Antonio veudein-se grani-
brees para caifas, a qualro patacas e meia o corlr
Esta fazenda, recebida iiovaiuenle, be fabricada de la e
algodo ; porm tem um encordoado e tecido de tal
maneira, que, junto nos seus modernos e ricos estam-
pados no ultimo gosto, a faz inui fcilmente, tomar por
qualquer casimira IVanceza.
Vendrin-se. no ariuarein n. 19 do porto das ca-
noas na rua Nova as madeias seguidles : caibros
nios Iravessas e eiichameis ; todas de boa qualidade.
Vende-se um bom cavallo de carro, por preco coni-
uiodo ; no Aterro-da-Boa-Visla n. 36.
fta rua Nove n. 44? fabrica d
cbapeos vendem-se chapeos de mola,
de merino ; ditos de palha da Italia, tan-
to paia hornen como para meninos c ne-
niis do melbor gosto possivel ebe-
%*t\os no ultimo navio di Franca
= Vendem-se 4 lindos moleques de 16 annos ; uin
dito de 7 annos ; dous pardos, um delles proprio
para pagrm rom 17 annos e o outro, de 10 annos ;
iiiii cabra, de 20 annos, bom carreiro ; un prelo de
30 a o u m, eanneiio nina parda, de 25annos com li-
gninas habilidades: na rua do Collegio n. 3, segundo
andar.
Vende-se, ou aluga-se pelo tempo da festa urna
casa de pedra e cal, com grandes eommodos sila no
Monleiro defroute da igreja: a tratar narua do Quei-
mado n. 11.
= Vendem-se 8 rscravas entre ellas uina negrinha,
de II a 12.anuos que cose chao, c tem principios de
entornillado; uina dila, de 16 annos, que coiinha o
le nina casa : na rua da CoCOidw pastando a
ponlriiiiba a direita, segunda casa terrea.
= Veudem-se 28 escravos sendo: 6 escravos mo-
cos ; 2 moleques sendo um delles bom ofcial de pe-
Persanra.
Biquissimas cobertns pf ra camas ,
da
muito superior fazenda denominada Persianna Es-
ta fazenda he fabricada no reino da Persia e a prlun I-
ra vez, que apparece neste mercado : quanto a sua
aualidade e duraco appellaiuos para o enlendiuiento
os compradores, que, a vista da superioridade da fa-
zenda nan deixarride tecer-lhe grandes elngius : cus
la cada robera o pequeo dinheiro de 3/000 rs. e ven-
dem-se smente na loja de Antonio Luis dos Sautos &
Coiupanhia, narua do Crespo, n. II.
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!C ... fu l.-o. ce._ u o
Ba rege de algodo, a 2^560
rs. o corle.
defronte da rua da Madre-de-Deos vendem-sc cortes
de superior laa, paracalpas, a sete patacas o corle de
tres covados e meio.
Na loja n. 50 do bom
barateiro, da rua da Cadcia ,
vende-se um novo sor lmenlo
de cambraias com listras de
cores, e de lindos gostos, pelo
diminuto preco de 5500 a 5$
rs. o corte.
e^f*WWaraf<&Wai
I
i
^ LOJA r{
Efc PORTAS N
Chegou um novo sortimento de fazendas nes-
ff ta loja, conslstindn em madapoloes de 20
Jb varas a peca, a 2/240. 2/800 3/. 3/200, 3*500,
9 4*OO0,4#200,4T>00. 4#800,5/000, 5/500 e 6/000
<$ rs. ; chitas, a 140, 180, 180, 200. 220 e 240 rs.;
dita multo fina, a 280 rs e francesa, dos mais
* ricos desenhos e Ilotas lixas, a320rs. ; casimi-
^& ras de lindos padrees e de pura laa ; chales de
fj seda; ditos escocezes de laa e seda ; fazenda
' para habito de tercelro ; luvas de seda para se-
^ uhora a 320 rs. ; contras inultas fazendas fi-
fi as, bem como : pannos finos e ordinarios, por
2 cornmodo prcc.o; sarja hespanhola, a 2/240 rs.;
S dita para forro de obras a 720 rs. ; ganga, boa
S para escravos a 100 rs. ; brim trancad'), deal-
.. godao a200 rs. o covado ;' e outras umitas pe-
5i chinchas, por baratissiuio preco.
ifcfittWcfi
%tteiiQlo!
Na rua da Cadria loja n. 50, de Cunha & Aorlm ,
continua-se a vender o formldavel rap Paulo Cordeiro,
do Rio-de-Janeiro em botes e as oitavas. Tanibeni
anda resta para vender urna pequea por(o de ancoras
com cal virgem de Lisboa.
lleiascasimiras, a5200 reis
o corle.
Na rua da Cadria loja n. 50, de Cunha & Ainorim ,
vendem-se cortes de meias casimiras com 3 rovados e
meio cada um pelo baratlashno preco de dez patacas.
= Vendein-se muito superiores cordal de tripa pira
vlolo e rabeca ; bordes para os mesmos ; papel pau-
tado para msica, chegado prximamente : na praca
da Independencia loja n. 3.
Vende-se peixe secco, barato ; no armazem de
porta larga defronte da escadinha.
Vendem-se bichas de Hamburgo, grandes; e tam-
bem se alugo, por preco cornmodo : no Atei ro-da-llua-
Vista ao p da ponte, na primeira venda n. 2.
= Vende-se um par de castieses de prata moder-
nos: na rua Augusta, n. 11.
~ Vendein-se cartas de jogar francesas e finas; na
rua Nova, n. 25.
Vende-se um preto da Costa de todo o servico ,
para lora da provincia ; uina canoa que carrega mais
de mil lijlos; um par de rodas novas proprias para
carroca de engenho : a tratar com Manoel Antonio da
Silva Molla, na rua de Apollo n. 34.
ees Vendem-se dous inulalinhos de 12 a 14 annos ;
um moleque, da inesma idade pouco mais ou menos,
todos proprios para pageos ; duas esrravas boas lava-
deiras e que coiinhao o diario de uina casa : no pateo
do Collegio n. 37, segundo andar.
Medicina Universal.
Pillas vegelaes de Jumes IVIorison.
A medicina vegetal universal he o resultado de 20 an-
nos de investigaces do celebre James Vlorison. Por
meio destas pilulas conseguio o seu autor innumera-
vels e admiraveis curas, desde as alfececs, que ataco
a crianca de pello, at as molestias chronicas do an-
ciao.
A Europa saudou este remedio como remedio univer-
sal pira todas as doencas, e at hoje ainda nao fui des-
mentido tal titulo.
Esta medicina vem acoinpanhada de uina receita, que
eiisina e facilita a sua applieacn Consiste em tres
prrparacrs. a saber: duas qualidades de pilulas dis-
mil i. por nmeros, e um po; cada qual gota de mo-
dos de aeces diversas.
As pilulas n. 1 sno aperitivas ; purgo sem abalo os
humores biliosos c viscosos, e cxpulso-os com efiiea-
cia.
As de n. 2 expulsfio com esses humores, igualmente
com grande forca, os humores serosos, acres e pulri-
dos, de que o sangue se acha amiudo infectado ; per-
correm todas as partes do corpo, e so cesso de obrar,
quando teein expulsado todas as impurezas.
A terceira preparaco consiste em una limonada ve-
getal sedativa ; he aperitiva, temperante e adorante ;
torna se em eoinmum com as pilulas e facilita-Ibes os
melhores efleitos.
A nosico social do Sr. Morlson, a sua fortuna inde-
pendente repellen! toda Ideia de charlatanismo; e
as adiniraveis curas, operadas com o seu syslenia no
Collegio de raitde de Londres, sao mais que garantes da
elliea. ia do seu remedio.
Recomuirnda-sc esta medicina, que nao pede nrm
resguardo de lempo, nem de posicao da parle do dorn-
te, a todos os que, atacados de molestias julgadas mea-
ra veis, se quizerem desengaar da sua vi i lude.
xal, que a humanidade feche os ouvidos aos inte-
ressados em desacreditar estes remedios to simples,
lo eommodos e to vrrdadeiros!
Vende-se na rua da Cadeia, n. 46.
Vendem-se brzerros francezes, de Nantes de
superior qualidade os melhores que teem vindo a
este mercado, por atacado ou iiiesmo em duzias a
voni.ide dos compradores por mais barato preco do
que em oulra qualquer parte : na rua da Cruz, n. 20.
Escravos Fgidos
Fugio, no da 29do prximo passado, urna negri-
nha crioula. de 14 a 15 annos ; levou vestido de chita
azul, j velho ; julga se nao te levado mais oulra rou-
pa ; he bem parecida bem fallante ; nao Win slgnal
algum particular; he natural das putes do Rio-Foriuo-
so ; fui comprada a Senhora I). Mara Luiza de Moma,
hoje moradora na Boa-Viagem. Esta negrinha tinha
pouco conhecimeiito aqu ua praca por nao andar na
rua; hedesuppor, que nao fosse para muito longe.
Roga-se a todas as autoridades policiaes e capites de
campo de terem todo ocuidado de a pegarrm e levarem a
rua da l'raia a seu senhor, l.uiz Marques da Silva
Mello defronte do trem armazem n. 5, que gratifica-
r generosamente.
Na rua da Cadria loja n. 50, do bom barateiro, ven-
dem-se corles com 14 covados de barege, com listras de
cores pelo diminuto preco de oilo patacas o corte. Es-
ta fazenda he ptima para vestidos e mnwjueteiros, 1*1*
sua transparencia e lindos gostos. i
Laas a 2#!t40 rs. o corte.
Na loja n. 50, do bom barateiro da rua da Cadeia ,'PF.RN.; NA TYPS DE m. r DE FABIA lS^6
*
- ____
MUTILADO
\


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