Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09401


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Full Text
lili IXITI I0IE10 224
'
Por lres:mezes adianlados 5)000
Por tres meies vencidos 6$000
S1BBAD0 28 M SETEMBRO DI lili
Por aano adianado 19$00 0
Porte fraico para o subscriptor.
NCARRBGAD08 DA SBSCBIPCAO DO NORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Aleaodrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
ty, o Sr. A, de Leraos Braga; Cear o Sr. J. Josa
de Olireira; Maranho, o Sr. Manoel Jos llar-
tina Ribeiro Guimarea; Para, o Sr. Justino J.
Ranos; Amazonas, o Sr. Jernimo daCosta.
Olinda todos os das as 9jl/3 horas do di.
Iguarass,Goianna Parahiba as segundea e
sextas-feiras.
S. Antio.Bezerros, Bonito, Carnar.Altinho
Garanhuns as tergas-feiras
Pao d'Alho, Nazareth,|moeiro,Brejo, Pes-
queira.Ingazeira.Flores.Villa-Bella.Boa-Vate,
Ouncury eFx as quarlasfeiraa.
Cabo.Serlohiem.RioFormoso.Uoa.lvfrreiroa
Agua Preta.Pimenteiras e Natal quintas feiras
Todos os correios parlemos 10 horas damanfaia
EPHEMKRIDES DO MIZ DE SETEMBRO.
4 La nova as 7 horas 52 minutos da man.
11 Cuarto crescente as 10 horas e 56minutosda
manha.
18 La cheia as II horas c 42 minutos da tarde
77 Qoarto minguante as 4 horas e 5 minutos da
manha.
PREAMAR DEHOJE.
Primeiro as 11 horas e 41 minutos ds manha.
Segundo as 12 horas e 6 minutos da tarde.
OAS DA SENARA*
23 Segunda. S. Lino p. m.; S. Tecla t. m.
24 Ter?a. N. Senhora dis MercezjS. Geraldo c.
25 Qoarla. S. Firmino b. m.; S. Nfonizta v. m.
26 Ouiota. Ss. Cypriano e Justina mm.
27 Sexta. Ss. Cosme e Damiao irmos mm,
28 Sabbsdo.S. Wenceslao duque; S. SalomSo b,
29 Domingo. S. Miguel Archanjo; S. Fraterno.
AuL>i&nolA2> U iroHIZB DA CAPITAL.
Tribunal do commereio ; segundas quintas.
Relacao:tercas, quintil eaabbaBos ai 10 horas.
Fazenda: tercas, quintas sabbados as 10horas.
Jaizo do commereio : quartaa ao mel dia:
Dito de orphios: tercas sextas as 10 horas.
Primeira rara do tivel: tercas e itasao meio
dia.
Segunda Tara do irel: quartaa a sabbados a 1
ora da tarde:
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia SS de setembro
de 1861.
Offlcio ao Exm. presidenta do Maranho.Te-
nho a honra de passar s mosde V. Exc. o in-
cluso offlcio acompanhado de um masso do cir-
culares, que a coramisso central da exoosigo
desta provincia remetle commiisao que V. Exc.
houver de nomear para dirigir os negocios dessa
provincia, relativos i mesraa oxposico.
Dito ao coronel commandante das armas.
Transmiti por copia V. S., para seu conheci-
mento, o aviso da repartico da guerra de 10 do
corrente, declarando que a nao poder o msico
Algemiro de Souza Soares satisfazer ao mesmo
tempo as obrigages que conlrahio pelos contra-
tos celebrados cora a guarda nacional e a 1* li-
nha dever prevalecer o primeiro eogajamenlo,
urna vez que a guarda nacional restitua a quan-
tia que o referido msico recebeu pelo seu con-
trato no exercito. Offlcion-se cora igual copia
ao commandante superior do Recie.
-Dito ao mesmo.Com a inclusa copia das in-
lurraacoes da thesouraria de fazenda, respondo
ao offlcio de V. S. de o. 1,323, e datado de 19 de
agosto ultimo, a que veio aonexo o do coraman
danta do destacamento da villa do Ouricnry, cons
tante do original inclusa, e dos quaes se v que o
pagamento, de que se trata, so pode ser satisfei-
to pela collectona daquella villa, que para isto
se acha habilitada, e nao pela thesouraria do fa-
zenda.
Dito ao mesmo.Pode V. S. autorisar o com-
mandante da fortaleza de Itamarac, a mandar
fazer oa concertoa de que necesaria a canoa de
transporto, nao excedendo a respectiva deapeza
da quantia de 4#000.
Fica assim respondido o offlcio que V. S. rae
dirigi em 5 do corrente, com referencia ao que
devolvo firmado polo predilo commandante.
Communicou-se thesouraria de fazenda.
Dito ao mesmo.Queira V. S. mandar assentar
praga, no caso da ser julgadu apto para isso, ao
recruta Andr Avelino de Franca Masjareolias,
que existe preso no quartel do 10. balalho de
infantina. Communicou-se ao commandante
superior do Recite, que o apreseolra.
Dito ao mesmo.Em solugo ao offlcio de V.
S., sob n. 1208 e data de 2 de agosto ultimo re-
metto-lhe por copia o aviso expedido pela repar-
ticao da guerra em 9 do corante, com referencia
ao tenente Pedro Alc-mtara Tiberio Capistrano e
primeiro cadete Marcolino Jos de Campos, que
pertenciam, o primeiro ao stimo balalho de
infantaria e o segundo ao sexto balalho, e fo-
rana transferidos para o 9.a da mesma arma es-
tacionado nesta provincia indo annexa referida
copia a f da offlcio do premio lente.
Dito ao presidente da relago.Pelo offlcio
que hontem me dirigi V. S. Iiquei ioleirado de
ter o desembargador Marlioiaoo da Rocha Bas-
tos entrado o'aquella data no ejercicio do seu
cargo.
Dito ao prove lor da santa casa da misericordia.
Tendo em vista a ana informago de 24 do
corrente dada acerca do requerimento que de-
volvo, no qual Silvioo da Silva pede que Ihe sa-
ja entregue o exposto seu afilbado de oome Jos
oautoriso a mandar eflectuar essa entrega de-
pois de iodemnisar o supplicaote as despezas
feitas com o referido exposto.
Dito ao commandante superior de Goianna.
Expega V. S. as suas rdeos para que o bala-
lho o. 12 de infiolaria da guarda nacional sob
seu commando superior presta urna guarda de
honra para assislir aos actos da testa do orago da
freguezia de Goianna.
Dito ao commandante da eslaglo aaval.Con-
ven! que V. S. d pela parle que lhe toca as
providencias necessarias afim de que o hiate
construido nesta provincia para o servico da ca-
pitana do porto do Maranho siga para aquella
provincia, como determina o Exm. Sr. ministro
da marinha no aviso constante da copia junta.
Dito ao mesmo.Scieole pelo offlcio que V. S.
me dirigi em 24 do correte de que o vapor
Ipyranga Acara prompto por toda a presente se-
mana tenho a dizer-lhe em resposta que pode
faze-lo seguir para o seu destino no dia 28 des
te mez.
Dito ao commandante de polica.Devolvo
V. S. o offlcio do commandante do destacamen-
to da cidade de Caruar, a que se refere o de V.
S. datado de 16 do corrente, alien de que mande
proceder de conformidade com o regulamento de
2 de dezembro de 1853 contra o cabo de esqua-
dra docorpo sob seu commando Aolunio Nunes
da Costa pelo eslravio do dinheiro que recebeu
para pagamento das pregas destacadas naquella
cidade.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Estaodo salisfeita, cerno se v da informago jun-
ta por copia, a divida apreaentada pela coutado-
ria dessa thesouraria no parecer eacripto no ver-
so do offlcio. que devolvo, do chefe de polica de
22 de abril ultimo, sob n. 223, e a que se refe-
rem as inforraages de V. S. de 13 e 25 de agos-
to prximo Godo numero 711 e 756, o autoriso a
mandar pagar ao negociante Manoel Ribeiro de
Carvalho, quando bouver crdito, a quantia de
3JJ520, em que importam as diarias abonadas pe-
lo delegado do termo de Garanhuns ao recruta
do exercito Manoel Barbosa, segundo se eviden-
cia do Incluso pret em duplcala.
Ordenou-se tamN-m o pagamento pelos cofres
provinciaes ao almoxarifado do arsenal de guer-
ra de 1:48-3pO0O ris, importancia de objectos
fornecidos por aquello arsenal ao corpo de po-
lisia.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.-
Mande Vmc. lazercom urgencia, como aolicilou
o commandante da eslago naval em offlcio de
24 do correte, os concertos de que necessila o
machinismo da canhonheira lguatimy. Commu-
nicou-se aquelle commandante.
Dito ao juiz dos feitos da fazenda. Mande
Vmc. passar carta de emaocipacao africana li-
vre Mara F, como determioou o Exm. Sr. mi-
nistro da justiga no aviso constante da copia jun-
ta.Communicou-se ao inspector do arsenal de
marinha e ao curador dos africanos livres.
Dito ao juiz municipal da primeira vara.Re-
meta Vmc. opporlunamenle para o presidio de
Fernando, afim de cumprirem a pena a que fo-
ram condemnados os escravos Lourengo e Joao,
que perteoceram a Manoel de Mello Calcio de
Menezes. ^
Dito ao director das obras publicas.Mande
Vmc. examinar o estado em que se acham as ca-
sas pertenceoles ao patrimonio dos orphaos, o.
27 da ra do Vigario, e n. 17 da raa das Laran-
geiras, e bem assim orgar os reparos de que ellas
yrecisam, dando-me coola de ludo para ser to-
mado na devida considerago.
Dito ao meimo.Devolvendo o requerimento
de Francisco Botetho de Andrade sobre que Vmc.
informou em offlcio de 17 do corrente, tenho
declarar-lhe que achaodo-se j feitos sete bragos
do caes do Forte do Mallos em frente da praga
projeclada alm do lugar onde devia ser cons-
truida a rampa nao convm aos interesses da fa-
zenda quesejam ellas demolidas. Portento a re
ferida rampa deve j agora ser feita na extremi-
'dade do caes que est construido, isto das
sete bragas, devendo o particulares concorrer
com a quota que teriam de pagar, se porreotura
era lugar da rampa, se coostruisse caes em freo-
te de suas propriedades.
Dito acamara municipal do Recife.Ao offl-
co, que me dirigi a cmara municipal do Re-
cite em 21 do corrente, relativamente proposta
que faz Jos Augusto de Araujo por factura de
dous largos que falta da estrada do matadouro
publico da Cabanga, respondo duendo que op-
pondo-se semelhante proposta, o que dispe o
6 art.,2' da lei provincial n. 516 de 18 de ju-
nho ultimo, nao pode ser altendido em aua pre-
teogo, salvo se quizer sujeitar-se disposigo
da citada lei.
Dito cmara municipal de Caruaru'.Res-
poniendo o offlcio queme dirigi a cmara mu-
nicipal de Caruar em 18 do cerrente, tenho
Jizer-lhe que msnde pdr novamente em praga
os imposto3 da freguezia do Alliono sem o abate
mencionado no citado offlcio.
Dito mesraa.Remeita-me com urgencia
cmara municipal de Caruaru' a informago que
lhe ministrou o subdelegado do districto de Pa-
nellas, eque deixou de acompanhar o offlcio ds
mesma cmara datado de 18 do corrente.
Expediente do secretarlo.
Offlcio ao Exm. conselbeiro Francisco Xavier
Paes Brrelo.De ordem de S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia, aecuso recebidas as commu-
mcages que lhe tez V. Exc. de ter assumido o
exercicio do cargo de juiz de direito ds comarca
do Rio Formoso no -:ia 21 do corrente, e no dia
seguiste entrado no gozo da liceoca de 6 mezes
que lhe foi concedida pelo goveroo imperial.
Dito ao engenheiro fiscal da estrada de ferro.
S. Exc, o Sr. presidente da provincia, manda
declarar-lhe que pelo seu offlcio de 24 do corren-
te ficou ioteirado de haver naquella data entrado
no exercicio do cargo de ajudante de Vmc. o en-
genheiro civil Firmino Bodrigues Vieira.Com-
muuicou-3e thesouraria de fazenda
Despachos do dia SS de setembro
de 1861.
Requerimentns.
Antonio Francisco de Barros.Em vista da in-
irmago u3o lem lugar o que requer.
Carneiro & Irmo.A'vista da informago da
thesouraria de fazenda nada ha que deferir.
Candido Emyglio Pereira Lobo.Informe o
. director das obras publicas.
Estanislao d'Abreu,Informa o Sr. director do
rseunl de guerra.
Jos Mara de Figuoiredo.Informe o Sr. juiz
unicipal do termo do Rio Formoso.
Joaquim Coelho de Sani'Aona.Informe o Sr.
spector da thesouraria proviocial.
Jos Cesar de Mello Falcao Remettido ao Sr.
juiz municipal do termo do Limoeiro. para cum-
primento do dsposto no art, 12 do decreto nu-
mero 817 de 30 de agosto de 1851.
Lourengo, e Joo, sentenciados.Ao juiz mu-
nicipal da primeira vara se expede ordem no
sentido em que requerem.
Seguudo-tenente Pedro Joaquim Vianoa Lima.
Informe o Sr. commandante superior daguar-
a nacional da comarca do Rio Formoso.
ENCARREGADOS DASBSCRIPCAO DOSi,
Alagoas. o Sr. Claudino Falcao DIm; Baha
Sr. Jos MartineAlTti; lio ale Janeiro,
oao Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
Os proprietarios do DIARIO Manoel Figueiroa
de Paria & Filhe, na sua lirraria praga da Inde-
pendencia ns. 6 e8.
fo
Sr.
m
in
INTERIOR.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
CF.ARA'.
Fortaleza, 1S de setembro de
1861.
A chegada a este porto no dia 11 do corrente
do vapor Jaguaribe, procedente dessa. veio pdr
termo s mil coojecturas que se faziam acerca da
demora do vapor do Rio, o qual devendo aqu
estar a 2 ou 3, at ao momento em que escreve
esta, nao apparece. Esta demora bastantes trans-
toroos causa ao commereio, que muitas vezes por
urna interrupgo deatas, v malogrados os mais
bem combinados projectos ; e se islo acoutece
em relacao nossa pequea praga, o que nao se
far sentir as maiores, como Maranho e Par ?
Fallo destas, porque as da Baha e Feroambuco
esto acoberto de taes eventualidades, pela na-
vegago dos vapores das lionas de Southamptoo,
e Brdeos que visitara seus portos, mas tambera
soffrem em suas transaeges para o norte.
O Jaguaribe trouxe a coofirmago da noticia
![ue aqui corra, de ter si io nomeado juiz dos
eitos da fazenda dessa provincia, e juiz de direi-
to da comarca desta capital o Dr. Miguel Joaquim
Ayres do Nascimeoto, o qual segu ueste vapor
a lomar conta do seu emprego ; mas, segundo
me consta, creo que pouco tempo o exercer,
porque breve ser promovido a dezembargador,
por causa de algumas vagas que se deram lti-
mamente, e para dar lugar a alguem que almeja
substitui-lo.
A nossa assembla proviocial eocerrou os seus
trabalhos a 5 do correte, depois de urna proro-
gago de cinco das para poder coocluir a lei do
orgamento. Esta prorogago era bem dispensa,
vel, porque estril como foi, (e romo soem ser
todaa as assemblas proviociaes), nada fez que
recommeodasse a maior parte de seus membros
a serem repleitos ; ter-lhe-hia sobrado lempo,
se os ttignissimos tratassem mais dos seus deve-
res legislativos, e nao cabalastem tanto, de ma-
neira que muitas vezes se lia no jornal que pu-
blica seos trabalhos Hontem nao houve sesso
por falta de numero e qussi diariamente
Verificndose na? haver cata, etc., etc. Esta,
era theoria, lo bella inslituigo, nenbum re-
sultado proveiloso lem dado ; a maneira porque
se ho conduzldo, Ihes tem acarretado merecido
descrdito, e creio que infelizmente jamis se
rehabilitarlo.
O presidente da provincia negou a sanego aos
tres seguintes projectos de lei:
Io, que conceda 7 annos de licenga a um pro-
fessor do eosino primario da cidade do Grata,
para estudar em urna das academias do imperio,
deixandoem seu lugar pessoa competentemente
habilitada, paga sua custa ;
2o, que dispensava varios professores de virem
fazer exime capital, devendo este ter lugar na
cabega da respectiva comarca perante urna com-
missao nomeada pelo presidente da provincia,
sob a presideocia do juiz de direito ;
3, finalmente, quecreava cadeiras de primei-
ras leltras em varias povoagoes quasi despo-
voadas.
E' para lastimar que S. Exc. nao fizesse o mes-
mo, a respeito de um que conceda cinco annos
de moratoria, a certo devedor da provincia ; e
deoutro faiehdo um emprestimo de trinta cootos
de res, em preslages anouaes de dez contos a
Mr. Mathcus Camossin para msnutengo de sus
fabrica de cortume no Aracaty I
Istj a meu ver, nao outra cousa seoo o
effeito do patronato que entre nos tudo tem in-
vadido, e da facilidade com que os digntmmos
dispem dos dinheiros da provincia.
Na miaba opinio, se o tal subdito de S. M. o
imperador dos Francezes, chegar a por a mo nos
trinta conlos, a provincia nunca mais os reem-
bolsar ; e afinal tornar-se-ha proprietaria de
tanques de corlume ao Aracaty, assim como j o
de tabaco dep, em virtude de emprestimo se-
melhante feito ao Dr. Marcos Jos Theophilo,
para urna fabrica de rap ; e Deua queira, que
ainda em cima nao tenhamos polmicas com o
goveroo francez, por effeito de reclamagoes fei-
tas pelo tal Mr. de Camossin 1
Se S. Exc. houresse pratieado com estes dous
projectos, que hoje se acham convertidos em lei,
o mesmo que obra a respeito dos tres primeiros;
e se nQ dsse execugo aoa enxertos feitos na
le do orgamento. dando, subvengdes a cortos me-
ninos para tefaxerem hachareis e padres, eu ex-
clamara cheio de prazer :
Hosanna Hosanna] e com o maior enthu-
siasmo entoaria cnticos em seu louvor.
A assembla provincial creou o imposto da de-
cima sobre os predios habitados pelos proprieta-
rios ; este imposto j aqui existi alguns annos,
sendo o seu producto appllcado para as obras da
matriz da capital ; depois da concluso desta,
anda se cobrou no aono de 1859, em virtude da
disposigo contida na lei do orgamento que vi-
gorou esse anno, e que tioha sido votada por
emboscada no anterior ; mas como quasi lodos
os dignissimos moram em casa propria, e a jus-
tiga Ibes entrava por casa, logo nesse anno a de-
rogaran! ; e agora mesmo, nao obstaote ser idea
iniciada pelo presidente da provincia, soffreu
bastante opposigo, e s passou com modifica-
goes, taes comoisentar do pagamento as viuvas
pobres que morassem om casa sua, e marcando o
mximo da decima, o qual foi para esta capital,
309 por anno, para asoutras cidades 159, para as
villas 10J>, e para as povoagoes 69.
Nao peoso com aquelles que zeram opposigo
ao imposto, porque enteodo, que sendo a decima
urbana imposto predial, nao podem nem devera
ser isentos delle, aquelles cujos proprietarios os
habitam.
Passemos a oulro assumpto.
O vigario da minha freguezia, o reverendo Cir-
ios Augusto Peixoto d'Alencar, acha-ae suspenso
de rdeos e beneficio pelo reverendo governador
do bispado, conego Aotonio Pinto de Mondonga 1
Confesso que tenho tanto receio de tocar neste
negocio, como em urna casa de maribondos ;
mas um correspondente nao pote por certo sal-
tar por cima de um negocio que hoje a ordem
do dia, o thema de todas as conversagoes, e que
oceupa diariamente a imprensa.
Vou, pois, fazer a diligencia de relatar-lhe o
fado, como elle se deu, e de modo a nao offen-
der nenhum dos dous dignos levitas do Stnhor
que nelle figurara, afim de nao ser (fulminado
com alguma excommunhao.
L vai.
O reverendo vigario entendeu que devia obse-
quiar o diocesano sua chegada, e lembrou-se
de faz-lo pe lindo aos seus freguezes. morado-
res as ras por onde o prelado devia fazer o seu
trajelo, lhe laogassem flores na occasio de pas-
sar. O obsequio reuna simplicidade a econo-
ma. Reflectindo. porm, que S Exc. Rvma. po-
da tomar outro camioho e que assim Qcariam
nutilisadas as flores, entendeu-se com o presi-
dente da munieipalidade, e de accflrdo com este
marcou o transito que S. Exc. devia fazer, e o
publlcou em annuncio nos peridicos dessa cida-
de Pedro 11 e America. Aqu lhe transcrevo o
aonuncio, para que seus leitores quem bem ao
tacto deste negocio que lauto barulho tem feto,
esta (azendo, e creio que ha de fazer as alias
regies da igreja cearense :
= O ABA1XO ASS1GNADO, de acedrdo com
o Illm. Sr. presidente da cmara municipal, pre-
vine ao publico de que o transito que lem de fa-
zer S. Exc. Rvma, o Sr. bispo diocesano, da ca
Ihedral para seu palacio, o seguinte :
Sahindo da calhedral, seguir pelo becco da
casa do Sr. Vasconcelos e quartel da guarda na-
cional, e d'ahi subir pela ra da Boa-Vista a
entrar no becco da casa do fallecido Sr. Antonio
Nunes de Mello, at ra da Palma, pela qual
subir al o becco da casa do fallecido Sr. major
Facundo, pelo qual seguir at sahir na ra do
Palacio epiacopal.
Cear, 4 de setembro de 1861.
Carlos Augusto Peixoto d'Alencar.
O vigario
O nosso governador de biapado julgou-se of-
fendido em seus direitos, e menoscabado em sua
autoridade, porque eotendeu que s elle poda
marcar o caminho que o bispo devia seguir, e
o fez sentir ao rererendo vigario no seguinte of-
flcio :
c Fortaleza 6 de setembro de 1851.
Illm. e-Rvm. Sr. Appareceu hontem no
peridico Pedro II, e hoje na America, um an-
nuncio assigoado por V. Rvma,, marcando o
transito do Exm. e Rvm. Sr.'bispo desta diocese,
quando chegar, desde a igreja cathedral at o
seu palacio, sem que eu fosse ao menos oavido a
este respeito, e tendo alias lhe psrtecipado, por
offlcio de 21 do passado, que S. Exc. Rvma. nao
pretende fszer sua recepgao solemne na cathe-
dral no mesmo dia de sua chegada por molivoa
justos. Nao tendo V. Rvma. parte alguma no
goveroo da diocese, nao tendo ordem superior,
nem consenso pira fazer esse aonuncio, proce -
deu 7. Rvma. muito irregularmente, e em me-
noscabo de minha autoridade, sem que tivesse
ao meos a delicadeza de me consultar a seme-
lhante respeito.
< Portento, julgo do meu dever estraohar-lhe
mu severamente o seu procedimenlo, e ordenar-
lhe que se absienha de todo e qaalquer acto no
governo da diocese, que nao fdr de sua pura e
restricta jursdiego parochial sob pena de ser
responsabillsado.
Deus guarde a V. Rvma.
Conego vigario Antonio Pinto de Mendonca,
governador do bispado.
c Illm. e Rvm. Sr. Carlos Augusto Peixoto
d Alencar, parocho collado desta freguezis.
Acho que o tal offlcio est crespo de mais ; e
que o reverendo deu ao acto do vigario maior
vulto do que na realldade tinha. Nao julgo o
procedimenlo deste no caso de poder ser eslra~
nhado mui severamente, e acredito que o reve-
rendissimo conego governador nao empregaria
taes expressoes, se nao andasse de pona com o
seu irmo em Christo.
O meu vigario lancou a barra alm, e sem
mais demora respoodeu pela forma seguinte :
Illm. e Rvm. Sr.Acabo de receber o offlcio
de y. Rvm. datado de hoje, em que me eetranha
mui severamente o procedimenlo que Uve de an-
nuneiar pelos peridicos Pedro l e America o
transito do Exm. Sr. bispo desta diocese da igreja
cathedral ao seu palacio, procedimenlo, que V.
Rvm. cooaidera como um menoscabo de sua au-
toridade I
oAlm disto, V. Rvm.mefazsentir minha pou-
ca delicadeza de o nao ouvir semelhante res-
peito, e ordeoando-me, que me abstenha de
qualquer acto no goveroo do bispado, que nao
for de pora e restricta jurisdigo parochtal neata
freguezia, sob pena de ser responsabilisado 1111
E' to descoramunal o assumpto do offlcio de V.
Rvm., to altamente ofleosivaj suas expressoes,
que apenas posao ere-las pela razio nica de
considerar ser isso o effeito do despeito em deli-
rio I As iracas e pequeas manifeslages de pra-
zer, que pretendo dar por occasio da chegada
do venerando prelado, que me deve por salvo
das violencias e injustigas de V. Rvm., nao sao
de natureza offlcial, e nem tem cousa alguma
com o goveroo do bispado, no qual nao me te-
nho envolvido e nem pretendo; por que sei at
onde chega mioha autoridade ; essss manifesta-
ges sao apenas obsequios particulares, que eu
e alguns amigos muito espontneamente resol-
vemos prestar ao nosso prelado, para o que en-
tendi continuare a entender, que nao preciso
do beneplcito de V. Rvm., que parece nao com-
prehender a posigo em que o collocou a coofian-
ga do prelado, quem. V. Rtdj, prepara j com
Ar.B'iS.^V^ ES"* *P" .:* ** -faltad.
A razio do annuncio sio obsequios que
transito se lem de prestar ao prelado, faca, ou
nao elle no dis de sua chegada sua entrsda pon-
tifical na cathedral, e sao de natureza tal, que
ninguem os poderla obstar, nem o mesmo prela-
do, aiodi quando por effeito de sua bondade os
quizesse dispensar V. Rvm. pois que oeohuma
parte tem nesses obsequios, deveria ter ao me-
nos a delicadeza de nao pretender embaracs-los
com essa mesma autoridade, que alias deveria
servir pira mais anima-los.
Nao tem portaoto V. Rvm. poder algum para
respoosabilisar-me por tal motivo: mas se a
tanto chegar o desalio pode desde j maodar-me
responsabilisar ; por que o annuncio tem de re-
petir-se tantas vezes, quantos forero os dias que
demorar o prelado. Deste modo, repillo com
da a indignarlo a reprehenso que s V. Rvm.
merece, por exorbitar de auas attribuiges.
Dos guarde V. Rvm.
Fortaleza, 6 de aetembro de 1861,
Illm. e Rvm. Sr. Antonio Pinto de Mendonga,
governador do bispado.
O vigario, Carlos Augusto Peixoto de Alencar.
Nao parou aqui, para mais completo desabofo,
fez imprimir no primeiro jornal que se publicou
os dous offlcios precedidos desle t'rizante cabe-
ralho :
O despeito em delirio.
Quem poderia crer que o governador do bis-
pado, aquelle mesmo, a quem o prelado fez a
honra de confiar os seus poderes, pretendera
obstar as manifeslages de prazer, que o parocho
assisteocia ceremonia fnebre de muilos dos
convivas que foram promplos a comparecer ao
i"?ilar! .dad0 Pe!o Pira. os amigos da filustre
tallecido por occaaio de ser escolhido senador...
INessa occasio o Dr. Manoel de Souza Garca,
secretario da repartigao da polica recitou urna
oragao fnebre que foi publicada no Cearence n.
Recommendo-lhe a leitura dessa pega que no
meu humilde entender acho extravagante e riJi-
cula, e em desharmonia com a illustrago de seu
autor. Lembrei-me do Aliquando bonus dor-
mxlat Homerus de Horacio. kV mais urna Ver-
rena do que o panegrico de-um Ilustre morto.
Que descomponenda na imprensa I Que incon-
veniencia em dizer que o fallecido nao deixava
apa si alguem que vatesse 1 Que moxioifada de
igreja calholica com irmandade ; irmandade com
igreja catholica, lagrimas vertidas, fronte enrus-
gada etc., etc. II!
No que reapeita a lulas de sacerdote com sacer-
dote, elleque lhe ajustero a conta.
Abstenho-me de maior analyse par que se nao
julgue que fago adheso ao dislincto morlo, a cu-
jas cinzas vol profundo acatamenlo; ou que
desrespeiio os actos religiosos com que a igreja
suffraga os fiis que deixaram de existir.
Odia 7 de setembro, anniversario da nossa
gloriosa eroancipago poltica foi aqu festejado
conforme o permitiera as circumstaocias da Ier-
ra. Na vespera noite tocaram 00 largo do pa-
lacio as msicas da policia e educandos e per-
correram as ras da cidade, o que se repeli ao
alvorecer do primeiro dia dos brasileiros. For-
~-----l v viacvi, que o paroeno "i'utecer uo primeiro da aos Drasiloiros. For-
. da cathedral com seus generosos freguezes pre- maram em grande parada os batalhes ns. 1 e 3
para Dar O dia da chpfnrta ,.,,>. llu onarrla nuliui.l ... *. ______'-
para para o dia da chegada do prelado ? Ninguem
de cerlo o acreditara, se nao houvesse o irrece-
savel documento que o publico vai lr, e admi-
rar I E* to extraordinaria esta loucura que nao
devo esperar para daqui a oito dias dar-lne pu-
blicidade 00 jornal Que redijo; por Isso pego a
I da guarda nacional e o corpo de guaroigo de
primeira lioha ao mando do commandante supe-
rJoio Autonio Machado. Houve cortejo a
efllgie deS. M. I., e foi o mais concorrido, a que
aqui leoho assistido, S. Exc. convidou para jan-
lar ao commandante da brigada, commaudmles
r M*,mw' "*" ,ou,J" vi PVU a '"' '"""uuaiiie ua Drigaaa, commaudmles
*.., sr. redactor, que tenha a bondade de pu- dos corpos, deputados provinciaes, corpo consu-
llCir em Suas columnas a nfTii-iii mi hnnl.m lar. n nlinmx nmr.a na..n.. .... __. ._______
blicar em suas columnas o offlcio que hontem
rae dirigi o Sr. governador do bispado i esse
respeito, e a resposta que lhe dei.
Fortaleza, 7 de setembro de 1861.
O vigario, Carlos Auguilo Peixoto de Alencar.*
Ignoro se o Rvd. governador se decidi logo
que recebeu a resposta do seu offlcio a suspen-
der o vigario e manda-lo processar ; se isso foi
o resultado de instigages de alguns caridosos
ministros do Evangelho; ou se deu esse passo
em virtude da publicago que o Rvm; vigario fez
das pecas de architectura que cima fleam trans-
criptas; o que sei que no dia 9 do correte,
appareceu luz, e fot intimida ao Rvd. vigario a
seguinte:
Portara.Nao contindo a bem do respeito,
e acatamenlo auloridale ecclesiastica, de que
somos depositarios, deixar desapercebida a des-
obediencia formal, injuriosa, que o Rvd. parocho
desta freguezia, Carlos Augusto Peixoto de Alen-
I car nos fex em offlcio de 6 do correle, por occa-
I siao de estraohar-lbe alodeajla interferencia em
ae<> o governo do bispado, como fosse o aonuo-
lar. e algumss ouiras pessoss das que compare-
cern ao cortejo. O jantsr foi esplendido, e digno
do dia, e de quem o dava.
A noite houve no theatro Thaliense, depois
dos vivas do estylo, o de se cantar o hymno da
independencia ante a efflgie do monarcha, a re-
preseotago do dramaOs Tempos da Indepen-
denciapela companhia que aqu se acha soba
direcgo do actor Cojmbra o theatro eslava api
nhado, e muitas familias Rrram privadas de as-
sislir ao espectculo, pela pequenez do edificio.
Hontem seRuiraa para Santa Anna no vapor
Camossin o capito Veiga com 30 pragas ; para
assistir as eleiges de cmara e juizes de paz a
que se vai proceder, por terem sido annuladas
as que se fizeram em setembro do aono prximo
passado.
O alteres Julio Cesar da Fonseca, tambera se-
guio no mesmo vapor com destino a Granja, a
tomar conta do destacamento que all se acha.
A assembla provincial o anno passado autori-
sou o presidente da provincia a gastar at a
quantia de 30 contos de ris, com a criago de
co que %e impresso no, 'peridico, Pedro7/e St^TsSSS ** '^'.TV Cr,SC? d
America A 5 o 6 do corrente, determinando o SlVSE Tal .! rirlude de9s? aa,""'
programma do iranslto do Exm. e Rvm Sr bis- SLf-MiS3 Pre8,denle de". "o desta pro-
po desta diocese em sua chegada afim de oue a >. co","tu .c.om Reputado provincial
impunidade actos desta ordem nao tornera f/nT'"? J, d? Ml,t(>s. a creagio de dita fa-
0 futuro iocorregivel o seu aulor e desmoralice a plh 1 qusnlla, "'tada.derendo o conljjlador
autoridade superior no exercicio legitimo de seus am.wV 0M C po"DDO-
deveres; pela presente suspendemos das ordens dn nm %'',ue ha n e do beneficio ao dito parocho Carlos Amto y rlSW! P"""?' oom o n*goeio de
Peixoto de Aleocr, e determinamos que** a S* SSaS f"lei f"-me cer'
proeessado pelos crimes de desobediencia e io-1 ii,,<,m mi',... ,
juri.s escripias I dirigidas contrO>ns, seu supe- ?VfShX r?nir.i.C,nlr"ld recons,de-
rior eclesistico como determinara os ttulos 29 2w lKrl u dr' e que *"?" a,le"
e 30 do livro 5o da constituico svnodal e nara 5 ,m eilas.: co,ao a Pessoa de 1uem
isso o nosso secretano lirando 5SmaulhenU- a i""'1 lem fama .de mldiienl8. na '^dou cre-
ca, do nosso officio^ da resposl. do Rr pt ^^JjTl^n j***?,/?V* 1 "i?'9
rocho e desta portara, remell quaato antea so nesau z" resultado de onnhas
Rvd. parocho Raymundo Francisco Ribeiro, ora; FntrVn m.ia.o..; a 1 ,.
nesta capital, a quem nomeamos juiz comm.ssa-f POr da comoanhVuSaS*I^L^ "
no para a presente cauaa. L.s. .._.??.* ras,lei. que nao dos
rio para a presente causa.
O mesmo secretario far intimar esta ordem
ao Rvd. parocho Carlos Augusto Peixoto de Alen-
car, para que a cumpra e guarde religiosamente.
Fortaleza, 9 de setembro de 1861.
Conego visitador geral, Antonio Pinto de Men-
donga, governador do bispado.
O meu vigario foi plantar flores e eolhera&ro-
Ihos1! ,
O Rvd. vigario de Baturit que liaba vlndo
capital esperar ecumprimentar o diocesano, vio-
se creio que bem a seu pesar envolvido nesta
questo, da qual tal vez nao aaia aem um, e po le
ser que dous desaflectos, seno iniaigos. Nao
lhe invejo a honra do juizado.
O que mais ainlo neste negocio a perda que
o meu vigario tem de soffrer do trabalho que le-
ve de compor e decorar o aermo que tenciooava
pregar no Te-Deum que pretenda fazer celebrar
em acgo de ragas ao Todo Poderoso, pela feliz
chegada a esta capital do digoo diocesano, e para
cuja celobragio haviam concorrido os seus paro-
chianos com a necessaria quantia para as des-
pezas.
O reverendo conego governador, tambem diri-
gi um offlcio de censura ao presidente da c-
mara municipal, por se haver entromellido em
materia que nio era de sua competencia; mas
esle que nao quer por forma alguma estar em
desharmonia com a igreja responden :
Peccavi
e contriclo, e arrependido exclamou bateado nos
pellos:
Mea culpa
Mea culpa
Mea mxima culpa.
Nao sei, nem quero prescrutar de que lado es-
t a justiga, porque nada pesco de direito, nem
mesmo do civil, quanto mais do ecclesiastico.
Quaoto razio creio que falta a ambos III...
Virgem Saotissima I Como me escapou isto ?
Eu que quera nao offender a nemhum, e ficsr
as sua gragas, creio que acabo de iocorrer no
desagrado de ambos.
Nem mais palavr." Mal respeito. basta de com-' tTSSflSguBll
promeltimento; dar-lhe-hei conta do resultado ?~?A '.S *
do processo wuiuu j & sgora jep019 do mei0 dia> cnegou ao meu
ORvd. Hypolito Gomes Brasil, foi nomeado I ?.h^lnto,Juf^
vigario eacoituendailo desta freguezia, em juan-
(n rlurip n imna4imA>.iA a ^ Ja 1
mais pequeos, conta-se a falta de dinheiro que
vao sentir as casas exportadoras, que esperavam
nao pequeas soramas do norte, e que veera che.
gsr o momento de descobrir o fundo de suas
caisses-fortes, e ficarem reduzidas a nao terem
numerario para a compra de gneros que diaria -
mente affluem ao mercado. Se a nao sabida do
vapor do Rio como se diz porque a companhia
nao tioha barco prompto, obrigasse-a o goveroo
a fretar algum dos muilos que alli h, ; se porm
como geralmeote se diz isso occasionado por
insinuarlo do mesmo goveroo que teme que os
deputados desertem, ento isso bem deponente
contra o governo que nao tem forga sufficieote
sobre os seus amigos para os demorar ; e anda
mais, para os representantes ds nago que nao
querem cumprir o seu dever, e que antepem o
seu ioteresse particular ao pequeo sacrificio de
mais alguns dias de estada na corte.
O nosso cofre provincial est no mais deplora-
vel estalo possivel; consta-me que nao ha em
caixa um real, e que muitos emprogalos esto
ainda por pagar de seus vencimeotos pertencen-
tes ao mez prximo passado ; e assim mesmo
votam-se emprestimos a Mr. Csmoiu, do-se
moratorias, e cream-se fazeodas modelos I I I
Fort6 maoia de querer ter luxo, quem nem ao
menos pule ter opanem nostrum quotidianum.
20 de setembro.
O negocio da suspensio do meu vigario cada
vez se azeda mais ; a imprensa quasi que se oc-
eupa exclusivamente delle : um periolico hebdo-
mandario que aqu se publica, o Sol, passou a
apparecer duas vezes por semana em defeza do
governador do bispado. A maior parte das con-
versas nao constara de outra cousa, e muita gen-
te approveita a occasio para saciar suas indis-
posiges particulares, quer contra um quer con-
tra outro dos principaes actores que usurara
neste drama.
O presidente da provincia demiltlo varios offl-
ciaes da guarda naciooal do batalhao do Ip,
que linham sido nomeidos durante a vice-presi-
dencia do conego Pinto de Mendonga, por nao
to durar o impedimento do proprietarlo.
No dia em que sahio do Maranho o vapor Ca-
mossim, (5 4o corrale) laogavam fugeles ao ar
os amigos do presidente dessa provincia o Exm.
Sr. Dr. Nuoea Googalves, porque acabaram de
portos do norte, e que val partir hoje mesmo para
essa ; asseveram-me que vai nelle de passagom
o digno inspector da thesouraria de fazenda des-
sa provincia o Sr. commendador Joo Baplista
de Castro e Silva, que com parte de ana illustre
familia aqui veio descangar algum tempo do la-
borioso exercicio de seu emprego. Empregados
....k,. Vi.r. V 1 -^7 I Donoso exercicio de seu era prego. Empreados
r procer p\ ssfl.-aiffi! ^&^*p*j&ji.*s22
geral. a qual tinha sido favoVavel a S. Exc. Isto I orn*X i,g^2!. Lu. V F*
mecommunicou um meu amigo que e.rTortro!SSv^ta,^.^IiLV. SS!
daquelle vapor.
Honlem e ante-hontem, fez-se leilo porta
d'Alfaodega desla cidade, dos objectos encontra-
dos dentro de uraa porgo de caudas que ah fo-
ram embarcados o anno passado no hiate Exala-
co por certos iuduttriosos, que (si vera est fa-
ma) queriam eoriquecer-ae 6 cusa do seguro 1
Acharara-so caixas.cheias de barricas e botijas
vaziaa, etc., etc. para sentir que a especula-
cao nao (osse avante, e que morrease em comego
to innocente quaoto lucrativa industria e que
seus autores nao oblivessem urna corrente ao p,
como Brevet d'invention.
No dia 2 do corrate a irmandade de Nossa
Senhora da Cooceigo do Oileiro di Prainha, fes
celebrar na matriz desla cidade um offlcio solem-
como homem particular fazem honra a provincia
que Ihes d o sor. O, ventos e os maies lhe
sejam propicios.
Basta por agora.
Rio Grande do norte S3 ce setem-
bro de 1861.
O dia 7 de setembro passou aqui, como de
costume, s escuras; e nem este grande cometa
poltico seria percebido em sua apparigio desle
anno, no giro, que faz em de redor da elypse,
que pelo dedo da omnipotencia lhe foi tragada
oa durago dos seeulos, se nio foram o brigue
Aracaty, e a lancha da caphania do porto, que
ataviados com as suas mais lustrosas e fluctuantes
-. iuiuii i mu wuuv niim- i fliiBtilii nos annunciaram. que era um dia de
napelo eterno descanso d sima do seu protector grande gala e os jornaes. Dous e Dezembro, e
o finado senador por esta provincia, desembar-1 fito Grandense do Norte, que em artigos das
redaeces nos explicaran,, que era elle o qua-
dragessimo anniversario da independencia, e d
imperio do Brasil.
A ingraiido dos beneficiados, meu caro Sr.
nao fere s mente o coragao, senio tambem a
alma, e a memoria dos bemfeitores III
A grandeza da odifferenga, com que aqui tra-
emos o da 7 de setembro rivalisa perfeitamente
cora a grandeza dos beneficios, que, disse o Rio
Grandense do Norte, nos elle trouxe ; e eu pa-
mente assim o creio.
Isto porm nio admira, por que est de or-
dinario a marcha das cousas humanas.
Em Roma, sabe-se que em um dos aniver-
sarios da batalha de Zsmas. que humilhou por
urna vez a alta cerviz da poderosa cidade da ir-
raaa de Pigmaliio, e coostitoio deffloitivamenle
na Europa, e em Arica a supremaca da dos so-
briohos do usurpador Amulio, e netos do fraco
ralbo Numitor, o povo rei. em vez de estar no
Capitolio, dando gragas Jpiter ptimo, mxi-
mo, da victoria, que em da igual ihe permittira.
que alcangasse, pelo contrario achava-se na pra-
ga das batalhas polticas aecusando por um iraa-
gioano crime do coocusso o proprio general que
nesse referido dia vencer o here de Cannas, e
de Trasimeno, e que apresentou por toda deffesa
a lembranca desse alto feito, e taanou por todo
o disforgo o privar da posse de seta ossos urna
patria to ingrata.
Quem festejar hoje em Portugal o dia 85 de
julbo de 1139, em que derrotados o poderoso
Ismario. e seus quatro res alliados no Campo de
Ounque foi proclamada a independencia da Lu-
sitania do jugo de Casiella, proscripto o capli-
veiro dos Mouros, e eregido o throno do glorioso
filho do conde D. Henriaue, cuja desceudencia
aioda hoje reina naquelle hemispherio, e impera
neste que habitamos?
Em S. Paulo mesmo, oode em uma eminen-
cia sobre a margera oriental do riacho chamado
Ipyranga, foi proferido pelo magnnimo fuoda-
dor do imperio o brado estrondosoindependen-
exa, ou morte, quem alli, antes de 1830, fes-
tejava o da 7 de setembro? Ninguem: e se
muitos Paulistas sabiam. que fora na sua pro-
vincia, e distante apenas uma legoa da capital,
que se dera eue portentoso successo, era por qu
quando passavam pela colina, que domina a
chcara do brigadeiro Jordio, viam nio looge
da estrada, e ao rez do chao um alicoree em for-
ma de polgono regalar cercado de alguns grupos
de pudras, que mais simbolisavam a demoligo
de um edificio, de que a projectada conslrncgo
de um monumento ad perpetuam rei rnemoriam.
Digo antes de 1830, por que foi nesse anno,
que alguns acadmicos do curso jurdico losti-
tuiram uma soctedade com o fim patritico de
festejar-se digna, e solemnemente o dia 7 de
setembro, arraocando-o dest'arte as agoas do
rio Lelhes, debaixo das quaes viva mergulhado.
E supponho, que foi dessa soctedade, ou pelo
menos imitago della, que nasceram as bri-
Ihaotes reunios, que hoje existem no Rio de
Janeiro para commemorarem a gloria desse dia.
Ora, se em Roma, oode a idea da patria, como
diz Cesar Cantu, era uma religio, se dava uma
ingraiido lo negra, como a que refer; se em
Portugal, onde os portuguezes adorsm as cinzas,
e os descendentes de Affonso Heorique, e aioda
hoje esto promptos derramar a ultima gotta
de seu sangue. com tanto que a Pennsula, Hi-
berica nio forme uma s monarchia heapanhola.
ae realiza um esquecimento semelhante; se na
Pauhcea, que se ufana de ser a patria dos Tibiri-
gas, do, Buenos Camargos, dos irmios Andradaa-
e do proprio 7 de setembro, se notava uma in-
dilferenga tio estranhavel para esse da* ainda
em sua infancia ; que muito que nos outroa
Rio Grandense do Norte eocorramos no mesmo
crime do lezo patriotismo, nos, que na crize de-
bsixo de cujo pezo gememos. ad temos motivo*
para chorar, e nao para rir?
A* vista pois do que digo creio, que justifl-
cavel o nosso delicio, e que por isso estamos no
caso de ser absolvidoa por todos os juizes, que
nao forem cegos, ou parciaes.
Est sendo publicada no Dous de Dezembro a
correspoodencia offlcial do Sr. Dr. Leo Velloso,
expedida por elle, quando andou l pelo ser-
to. Por ella se v, que S. Exi em seu iti-
nerario, smente para as campias floridas, a.
animaes nao se limitou a olhar gordos,
e nedios, como esli os deste anoo; se nao
tambem que se nio esqueceu de despachar
o seu expediente. Entre os actos publicado
avultam as Iicengas concedidas pessoas parti-
culares, para abrirem aulas de primeiras lettras ;
o que revela, que as cadeiras desta sciencia, que.
nio foram preenchidas, esto fazendo falta A
educago di mocidade, que habita aquellas p-
ragens; e que o povo nio podendo dispensar
este alimento para a perfeigio moral de seus fi-
Ihos, procura adquiri-lo i sua custa. uma vez.
que o governo lhe nio pode dar gratuitamente.
Assim mesmo nao julgo isto um grande mal ;
por que dando-se igualdade de mrito litterario
ninguem dir, que nio seja prelerivel o peda-
gogo, que pago pelos alumnos i aquelle que 6
estipendiado polo governo. O primeiro nio tem
remedio seoo ser assiduo, zeloso. e cuidadoso,
por que do desempenho destas qualidades, que
lhe vem a maior, oa menor matricula de alum-
nos, e por eonsequencia o augmento, ou dimi-
nuido nos meios de sua subsistencia ; o segan-
do, garantido na totalidade de seu ordenado, e>
na permanencia do seu emprego nio sent ou-
tro estimulo, para o exercer, senio o de agra-
dar ao riscal, qne Ihe pass, o attestado, com qae>
cobra o mesmo ordeoado.
E" preciso Ir ver eom os proprio! olbos, o qua>
instruego publica par esses centros, pira s
poder enlio bem apreciar, quanto est looge o-
proveito, que delta se lira da despeza, que com
ella se faz; nem alguem se engae com os mappas
que de l se remettem, por que do numero aup-
posto de alumnos ao numero real delles, a diffe-
reoga s uezes est na razio de um para quatro.
Parlicipo-lhe, que appareceu mais um leitor
das minhas cartas ao seu jornal : o Ilustre re-
dactor do Dous de Dezembro desta cidade. No o.
48 de 13 do correte, referi do-se elle minha
correspoodencia do primeiro do mesmo, publica-
da a B no Otario n. 204, contesta a diviso, qua
eu dase, que constara haver no partido poltico
conservador desta provincia em exaltado ou ver-
melho, e moderado ou ligeiro ; bem como o cal-
culo que flz da probabilidade do gsnho da victo-
ria pelo partido liberal na prxima eleigio de de-
putados provinciaes, uma vez que se realisem as
hypolheses, que Ggurei.
_ Diz e affirma o illustre redactor, que tal divi-
san nio ha ; que o partido conservador marcha.
unido, e indivisivel pan alcangar o triumpho ; a
que em todo caso prefere perde-lo reunir-se ao>
partido liberal para o obter. Semelhaotementa
que nao ha probabilidade algama, da que renga
o partido liberal; porque ainda quando se admit-
a, que elle igual em numero ao conservador,
nio o no que diz respeito Is pessoas habilita-
das para votaren, nos deputados, porquaolo os
eleitores conservadores esto para com os eleito-
res liberaea na razio de 8 para 1.
Nio tendo eu vendido fazenda da minha loja,
aem mesmo garantido a exactido da nolicia qua
dei, dizendo apenas que procarava apachar agua
as fontes mais crystalinis e beber inspirage*
nos mais acreditados orculos, est visto, que nio
sou obrigada i sustentar a verdade da noticia
contra a o^oio do ilVultre redactor do Dous de


_
DURIO DI PIRHMBUCO; t- SABBADO 28 DI SETEMBRO BE 1861.
III
Dezembro, e sim deixar ao criterio do publico
sensato apreciar urna e outra asserge, at que o
leaopo ea opportunidade vieseem proferir a sen-
tenga oo pleito entre o illustre redactor e os meua
informantes ; pois, como eu disse, os problemas
4a poltica resolvem-se pelas consecuencias, e
iiio pelas premissas.
A aaaneira attencioa, porm.com que me Ira-
toa o illustre redactor, me impem o rigoroso
levar de dar urna pequea respoata s suas pro-
postges, tanto para lhe ai frer somenos em
avalheirismo, como para mostrar acatrrenlo,
que tributo a todas as suis sempre ponderosas
apeaeiaces.
Nao lia ahi quem ignora, que o partido conser-
vador oo Rio de Jeneiro.deade que te abraos as
cmaras se manifeatou dividido em duaa seccoes
-leudo urna o titulo de extrema e outra o de mo-
derada ; ou, segundo a expresso vulgar, verme-
Iba e ligeira.
Tambem nao ha ahi quem nao saiba, que o Sr.
Dr. Amaro, deputado por esta provincia, adherio
i parcialidade ligeira, da roesma forma, que o
outro deputado o Sr. Dr. Gabriel, vermelba.
Se verdad que da cbeos que parle todo o
vaovimenlo para as dtversaa partea que compem
o corpo, se esta lei da physica pode ser applica-
Rio de Janeiro o chronometro que marca o dia
e hora da politica para todas as provincias do im-
perio ; se nao nenhuma iojusliga affirmar que
o Rio Grande do Norte nao est no auge de dar
direccoes politica da corte, mas sim de as rece-
rjer de l, est visto que nao nem um absurdo
crer que na poltica conservadora desta trra
sena de dar igual divisan que se est dando no
Rio de Janeiro ; e para roim a presumpgo con-
traria que me parece menos provavel, quan-
do nao improbsbilissima : eu duvido mesmo, se-
jam quaes forem os motivos de convierto con-
traria, que tenha o illustre redactor do Dous de
Dezembro, que o Rio Grande do Norte conserve
indissoluvel o n6 gordio, que j foi decepado pe-
las espadas dos Alexaudres do Rio de Janeiro.
Admittida, portanto, a possibilidade da sciio,
nada mais social, nada mais natural do que ver o
Sr. Dr. Amaro frente da seceso ligeira, e o Sr.
Dr. Gabiiel, representado por seu irroao o Sr. Dr.
Octaviado, na vermelha.
Ese eu indiquei logo estes nomes, nao o foi
por nem urna malicia, seno porque assiin fui
informado, e nao suppuz, como anda hoje nao
supponho, que naja desar para ueohum desses
enflores, em serem chefes de duas seccoes poli-
ticas, cada urna das quaes corita em seu seio os
mais eminentese abalisados estadistas do Brasil.
Isto pelo que diz respeilo diviso do partido
conservador; quanto, porm, possibilidade da
junego de urna de suas seccoes com o partido
liberal, confesso que admiro como o illustre re-
dactor a nega to decidida e redondamente.
Cuando nao vessemos as liges da Grecia, de
Roma e da rsVuco franceza, nao bastaran) as
nossas mesmas para nos convencer, de que em
poltica a nica proposigo impossivel 2 com 2
som marera 4 ? Pois aqui mesmo nesla provincia
j nao houve urna onio oeste sentido? Nao foi
aqui mesmo nesta proviocia que o Ilustre redac-
tor vio, ainda o anno passado, a impiedade com
que os 8 eleitores sobre um sacriQcaram o Sr.
Dr. Pinag? Nao foi aqui que elle vio o procedi-
menio dos 8 eleitores sobre um nos collegios do
Apody e Maioridade Como, pois, vista de
lacios lo positivos, de exemplos tao frisantes,
duvidar de urna maneira calhegorica e absoluta,
da possibilidade de qualquer estrategia poltica no
sentido de ganhar a victoria ?
Sim, eu sei em que que se firma o illustre re-
dactor para achar impossivel urna diviso do
partido conservador nesta provincia, e ainda mais
impossivel a junego da urna dessas seccoes ao
partido liberal e impossibilissima a victoria desle
na prxima eleigo de deputados provinciaes ;
na firmeza de eu carcter, na sinceridade de sua
consciencia.
Seguramente julgar os mais por si, urna jus-
ca que sempre foi admittida ; mas o illustre
redacter nao poder deixar de concordar comigo,
que de todas as bases que se apresentam para os
julgajientos humanos a mais precaria e varillan-
te decididamente esta ; da mesma forma que a
mais segura e solida aquella que assenta em
urna prudente desconfianza para com os caracte-
res alheios, sobre ludo quando sao indistinela-
niente apreciados no lempo de eleices, porque
nessa poca, como disse o fallecido senador An-
tonio Carlos fleam suspensas todas as garantas
da honra e da honestidade, e ltimamente o Sr.
viscoode de Albuquerque. nao ha senao um cri-
ne, que nao vencer a eleicao.
limtio), terminando esta resposta, queja vai se
tornando extensa de mais, direi smente anda,
que razo lem o illustre redactor de negar ajus-
leza das observage* que tu. Blembro mi.ilanle
empenhados para alcangar o triumpho da sua
causa, o illustre redactor deve sahir estacada
para repellir ludo, o que ainda mesmo por sus-
pita possa ser prejudicial ella.
Eu sei, que a guerra politica, como a guerra
militar lem seus misterios, seus segredos, que nao
coovm, que transpiren) ao conhecimenlo dos
adversarios, e que nao so nesta, seno naquella
tambem, que os Metellos devem queimar as suas
tnicas, quando estas souberem o que elles pen-
sara ; mas nao sendo eu nem membro effectivo
de nenhum partido poltico, nem tendo engajado
o meu pundonor, com a coodigo de romper ou
rasgar, esl visto, que nenhum vinculo, nem um
juramento de religio politica mo prende, para
quedeixe de cumprir o dever dechronista, que
obrigado levar ao publico ludo aquillo, que por
sua uatureza nao esl fra das observares da
chronica.
Fique, pois, o illustre redactor com as suas re-
servas e a sua opinio, que eu Ucare com as an-
onas, e o lempo, se se veriQcarem as hypotheses
que figuiei, decidir entre nos.
Os Dr. Antonio Fernandos Trigo de Loureiro,
promotor publico desta comarca, e Adelino An-
tonio de Luna Freir, secretario do governo, aca-
bara de praticar um rasgo de patriotismo, digno
certamenle dos louvores, com que no acto da
aceitaco os honrou o Exm. Sr. Dr. Leo Velloso.
O primeiro offereceu-se para leccionar gratuita-
mente geographia e historia, e o segundo lingua
ranceza, no Alheneu desta cidade.
E'com exeroplo desta ordem, que se demons-
tra o verdadeiroamor da Patria, assim sirva elle
para convencer aos egostas, que essa patria so-
mos nos mesmos ; e que por isso que os servi-
dos que ella prestamos, como se exprime o con-
selheiro Bastos, sao outras tantas quantias de di-
Tiheiro dadas premio, para seu lempo nos se-
rem irremissivelmente indemnizadas com os res-
pectivos lucros.
Eocerrou-se 19 do correle a 2* sessao ordi-
oacia dos jurados desta capital, convocada para o
dia 16. e que principiou trabalbar effectivameo-
te 17.
Nella foram sobmettidos julgamenlo tres
reos, processados por crimesde ferimentos e of-
fensas phisicas, sendo dous graves, e um leve. O
jury julgou justiflcavel, e por isso absolveu um
dos crimes gravas, que foi praticado por Momea
Hara dos Prazeres, a qual entretanto esteve pre-
sa perto de oito mezes ; condemnoo um anno
de priso com trabalho e multa (minino do art.
205-do cdigo criminal) o outro reo de crime de
igual uatureza, Leonardo Jos da Fonseca, que
i est preso perlode tres annos, porhaver ap-
pellado da primeira deciso sobre este mesmo
delicto a vara de direito ; finalmente impoz a
pena de um mez de priso e multa (mnimo do
art. 201 do mesmo cdigo) ao reo Jos Lourengo
das Virgens, aecusado por ferimentos leves, e
que j se acha preso mais de seto mezes.
Por esta estalislica se v, que desta vez a agua
benta nao andn por ahi cahindo a jorros ; e por
ella tambem se mostra, que os jurados desta ca-
pital, que sem aggravar a ninguem, sao os mais
alustrados .da provincia, j|vo comprehendendo,
que a Justina o primeiro elemento constitutivo
4* toda a sociedade, e quesera a sua mais perfei-
ta distribuirlo nenhum pnvo deve ser feliz.
Poderiam estas penas, vista das circunstan-
cias aggravantes, que acompanharam estes de-
udos, ser um pouco mais elevadas, e por conse-
cuencia mais anlogas aos graos, em que podiam
elles ser classiflcidos.
Nao sendo, porm, possivel abonar aos reos a
priso anterior por elles aoTrids, (art. 37 do
cdigo criminal,) o recurso que resta aos juizes,
que nao sao adstrictos as allgala, tt probata,
para modificaren) os rigores da justiga ci'il com
a benevolencia da justicia natural, (orgtremsuas
coosciencias, tirando parte do que perteoce urna
para sacrificar s exigencias di outra.
Reforme-se essa art. 37 do cdigo criminal, e
*er-se-ha, que os jurados mentiro menos ve-
zes s suas consciencias, u penas sero mais
nem proporcionadas, a as absolvieses reduzdas
talvez do um terco, ou metada, to que presen-
temente to.
Quando livermos casas proprias, em que a de-
tengo nao seja urna nena verdadeira, mas a sim-
ples seguranza do reo para nao fogir; quando
as circumstanciasdo Brasil permittirero, que se-
jam mais regulares e frequenles as reunioes dos
jurados; quando as relaces nao se acharem es-
rasgadas debaixo de milhares de proceisos de-
cidir ; pule ser al aalutar a dispesigo do art.
37 do cod. crim. ; por hora, porm. que todas
eates vanlagens ato negativas, ella nao so um
mal, como urna da causa, que eoncorrem para
as decisoes que vemos e nos parecem favoraveis
a oa reos.
Assim mesmo elles nao se emendara I Traba-
Ihava o jury, e um um saseito de nomeTbeoto-
nio descarrregou sobre outro chamado Jos Ma-
linas urna cacetada, que se este nao lhe mata a
forca aparando-a com urna bengala, talvex ca-
base esteodido por ella. O delnqueme foi pre-
so ere flagrante delicio, e est sendo ptoeeseado ;
natural que seja pronunciado, e que fique ahi
guardado na cadeia para responder na futura
sessao, na qualjiade allegar, imitaco de lodos
os que nao sao solteiros, que lem mulheresefi-
lhos, e pedir aos juizes que se lembrem e le-
nham compaixo delles ; porqusoto no cdigo
moral dos turbulentos, rixosos e malfeitores, nao
sao elles, que sotes de irem de proposito e pre-
meditamente perpetrar os crimes, devem se lem-
brar, que sao paes e maridos, seno os juizes para
os por no andar da ra, fim de que. acorocoadus
pela impunidade, se srrojem novos e mais gra-
ves attentados contra a ordem publica e seguran-
za individua!.
O Exm. Sr. Dr. Leo Velloso na superabundan-
cia das mais benficas intences, que animara u
seu corago generoso, nao querendo deixar aqui
o seu oorae sement conhecido pela economa,
que tem feito dos dinheiros pblicos, procura
perpetuar a memoria delle, e de sua esclarecida
e moderada administrago, dotando esta capital
com urna santa casa de Misericordia, que sirva de
asylo pobreza desvalida, que anda por assim,
pde-se dizer, em cardumes pela provincia.
Dominado por este philaotropico pensameoto,
e na considerado, de que o cofre provincial em
nada o poder coadjuvar, visto que cada dia suas
forcas gradualmente se debilitara, nomeou S.
Exc. commisies em toda a provincia, para o fin
de ageociarem subscripcoes, por meio das quaes
se possa realisar lo patritica iospiraco.
Certamenle, em urna aclualidade diflioil e em-
barazosa, como esta, em urna crise fiuanceira,
em que as queixas dos ricos baralhara-se com as
lagrimas e gemidos dos pobres, emprebeoder urna
obra desta natureza, que oecessita de ca pita es
para sua conservado, o aclo da mais temera-
ria dedicacao patritica, da mais afervorada ca-
ridale religiosa, que uro administrador poderia
manifestar na provincia do Rio Grande do Norte,
e que so por isso nunca sero excessivos os lou-
vores, que sederem S. Exc, nunca demasiada-
mente eslremado o reconhecimenlo dos benefi-
ciados para com o seu bemfeitor.
Como, porm, o trabalho constante, intelligen-
te, e bem dirigido, ainda nao encoutrou diflicul-
dades, que nao vencesse, como Deus ainda nao
deixou de auxiliar cora a omnipotencia de seu
braco as emprezas, que tem por alvo soccorrer a
humauidade afflicta, devemos por isso todos es-
perar, que esta chegar ao seu termo, sem em-
bargo dos embarazos, que se lhe antepoera ; da
mesma forma que chegaro aos seus, nao obs-
tante as predicoes aioistras quo contra si liveram
o magnifico hospicio de Pedro 11 na Praia Ver-
melha.ea magestosa casa da Misericordia na
de Santa Luzia oa cidade do [lio de Janeiro.
Sejam, porm, quaes forem as probabilidades
de nao feliz xito do projeclo encelado, seja qual
fdr a ingralido, que espere a memoria de S.
Exc., em lodo o caso confiamos, que o Sr. Dr.
Leo Velloso nao recuar diante de nenhuma
considerado desta ordem, lembrando se, que o
principe dos poetas porluguezes j disse :
Mas nao deixe alauemde ter disposlo,
A' grandes obras Wmpre o pexto.
Que por esta ou por outra qualquer vta,
Nao perder seu prego, e sua valia.
E quanto aos subscriptores, permittam aque-
les, que se digoarem 1er esta carta, ou pelo me-
nos este trecho della, que lhes eu repila aqui a
opinio de um grande pliilosopho moralista nos-
so contemporneo, e j Horneado conselheiro Bas-
tos, o qual era urna de suas obras diz assim :
A esmola tem alguma coma de milagroso, e di-
vino ; tila nao empobrece, nao faz falla, quem
da, e (elida, quem a d, e a quem a recebe.
E n'outro lugar exprime-se desta maneira :
Quem d o seu dinheiro aos pobres, vai pelas
suas proprias indos colloca-lo no ci.
Estas palavras, que parecem haver sabido dos
labios do incansavel Apostlo das Gentes, pode-
riam servir de formula s commiases, para re-
petireowi, quando batessem s portas dos subs-
criptojV pedindo esmola para a santa casa da
misericordia desta provincia.
Ahi vem entrando o Jaguariba ; c bom foi
isso, porque se nao o fosse, nao sei onde eu ira
cora este testamento : foi urna reaeco, que me
veio hoje antipalhia, que consagro ao papel,
peona e tinta.
L.
PEHfUMBUCO.
REVISTA DIARIA.
Regressou de suj viagem provincia do Cea-
r, onde gozou da lcenca que lhe foi concedida,
o Sr. commendador Joo Baptista de Castro e
Silva, inspector da thesouraria de fazenda desta
provincia.
Reassumio S S. o exercicio desse emprego.
Amanba tem lugar a feslividsde religiosa
de Santos Cosme e Damio, na villa de Iguarass,
de que sao os padroeiros.
Sendo esta urna das funeces religiosas mais
coocorridas entre essas que se celebran) as ad-
yacencias desta cipilal, para a referida villa de-
vem partir dous mnibus para conduegao dos do
votos desta cidade, que all vo assislir aos actos
da festa.
Pedem-nos a publicado das seguinles li-
nhas, ao que acquieseeraos por parecer-nos o seu
objeclo digno de reparo, dadas as condicoes alle-
gadas :
Perguota-se, a quem competir, se a essa do
neceo dos Ferreiros, e que d para a ra do Q-
maro, vai ser reedificida, sem embargo de es-
tar na planta determinada a sua demolico, bem
como aquella das demais do mesmo correr do
referido becco, por meio da competente exapro-
priaco? s>
Que'**m-se os moradores da ra da Sau-
dade do bairro da Boa-Vista, que desde o dia 19
do correte mez at o dia 26 do mesmo (cora
excepto smente do domingo 22) se nao acende
0 lampeo a gaz, que se acha collocado na qui-
na, que volia para a ra da Uoio, lado do nor-
te, sendo que, por isso, se tem conservado esse
lugar inleiramente s escoras as noites dos so-
breditos dias
Domingo 22 do correte teve lugar na ca-
thedral de Olioda a festa da Virgem excelsa a Se-
nhora das Dores com toda a pompa e brilbaotis-
rao. o.ue lhe devido. O templo eslava bello,
pregou o Rvm. Sr. D. abbade, o qual muilo sa-
tisfez a espectattva publica. Houve boa msica de
orcheslra, tocando tambem a msica marcial de
guarda nacional, o a noite houve Te-Deum, ten-
do sido innumeravel o coocurso dos fiis, de mo-
do que encheu-se o magnifico templo da cathe-
dral de povo tanto desta como daquella cidade.
Chamamos a attengao dos oossos leilores
para o discurso, pronunciado na sessao de anoi-
versario do Hospital Porluguez de Beneficencia,
pelo Sr. acadmico do 2" anuo Jos Avelino Gur-
gel do Amara!, que se acha publicado na nossa
8a pagioa. E' um bello trabalho, que prova bas-
tante o talento de que dolado esse senhor.
Hootem fnodeou em nosso porlo o vapor
Versinunga, trazendo-nos jornaes de Alagoas at
4, que nada do digno de meoco.
O subdelegado da freguezta de Sanio Anto-
nio do Recife o Sr. Haooel Ferrelra Aotunes Vil-
lana, acba-se no exercicio da subdelgaos de dita
freguezfa, e mora oa ra larga do Rosario.
A pessoa que nos ha foroecido apontamen-
toa sobre a aoalyse que se tem procedido na po-
lica acerca da crianca achala mora, remelle-nos
1 de novo o seguiote historiado da reuoio medica,
i relativa ao mesmo objecto.
a No dia 26 do correte s 11 horas reonio-se
na secretaria da polica a commissao comeada
pelo Sr. Dr. delegado, afiat de dar o seu parecer
sobre a questao de ter ou oo nucido viva a
eriaoga, que fora encontrada no,caes do Ramos
no dia 18, composla dos Srs. Drs. Pltanga, Car-
neiro Uonteiro, Estevo Cavjlcanti, Braooanle e
Soriano de Souza. comparecendo tambem os Srs.
Dra. Doradlas e Pedro Cesar., e na presenta dos
Srs. Drs, (befe de polica e delegado e de grande
auditorio, tendo chegado tambem pouco depois
o Sr. Dr. Guamo Lobo, promotor publico, foi
lido pelo Sr. Dr. Soriano de Souza, relator de
commisslo, um extenso e bem elaboras!* rala lo-
rio, no qual demonstrara elle minuciosamant
todas as leides encontradas pela commisslo no
cadver da crianca, quando por ella examinado
oa tarde do dia 21 no cemitero publico ; bem
como todos os caracteres que se aolavam as vis-
ceras eontidss no frasco, qne se achara na se-
cretaria da polica, quando se proceder ao pri-
meiro exarae na aaohaa do mesmo dia 21, sendo
essas, oa pulen des, coraco e tbymua ; fiado o
que chegave s concluses aeguintea :
c 1.a Que houve morte.
2.a Que a crianza era recemnaacida : qne
havia vivido e reaplrado, sem com tndo ae poder
marcar quanto lempo.
8.a <}ue a tita* de met te ferare os dmeos,
que existan) oo pescogo e parle posterior da ca-
beza.
4.a Provavelmenle foram produzidos por
mos criminosas,que apertaram forlemente o pes-
cogo, dando aioda pancadas pela ouca.
5.a Que eslaa manobras nao podiam deixar
de ser criminosas.
a Terminada a leitura do relatorio, e sendo
dada a palavre ao Sr. Dr. Pedro Cesar, procurou
este sustentar o auto do corpo de delicio, que
com o Sr. Dr. Dornellaa hala feito ; allegando
em seu favor ter a auloridade policial exigido a
maior brevidade possivel na apresentacio do mes-
mo auto : alm de que, dizia o Sr. Dr. Dornellaa,
hbil medico desta capital, ser bastante o exame
do habito externo do cadver da criauga, para se
chegar ao conhecimenlo de que ella havia nas-
cido ou nao viva : mas que elle nao querendo,
in lotum, sujeitar-se eati opinio, havia aber-
to a caixa thoracica, e tirando della os pulmdes,
coragao e o thymus e depositando em urna baca
de rosto cootendo agua, estas visceras tenderam
deposilar-se no fundo do vaso, o que para elle
demonstrara nao ler havido respirago ; e quan-
to a profunda ecchymose encontrada na parte
posterior do pescozo, allrbuia elle ao choque de
algum corpo duro, contra o qu te do pescogo da crianza batido, ns occasto de
ser langada de cima do caes.
Seguio-se o Sr. Dr. Dornellaa, que susten-
tando ler a crianza nascido mora vista do exa|
me do corpo de delicto, que fra tambem por
elle feito, concluio dizando, que nao bavia sido
mais minucioso no exame que proceder, por
quanto havia contrahido o coslume de limitar-se
simplesmente ao exame do habito externo do
cadver, mesmo porque entre nos, a auloridade
se contenta com muilo pouco.
Quanto a ecchymose profunda, que se nota-
va na parte posterior do pescozo, dizia o Sr. Dr.,
que bem poda ser effeito de algumas leses du-
rante a vjda, mesma intra uterina, e que deixas-
sera semelhantes vestigios.
OSr. Dr. Braocanle em sustenlazo s con-
cluses ti o a es do relalorio, de cuja commissao
fazia parte, dividi em quatro pontos a sua argu-
meologao.
Ero primeiro lugar demonstrou. que a crian-
za nao morrera na occasio do parto; porquaoto
appellando elle para as causas, que podiam dar
lugar s morte do feto durante o trabalho do par-
to, nao eocontrou Dem urna, que se devesse
attribuir a morle da crianza em queito : visto
como dado mesmo o fado, de que o parto fosse
feito pelos ps, e que a cabeca se demorasse na
cayidade da bacia e o pescogo fosse comprimido
pelas contraeces do eolio uterino, aioda aqui,
seria a compresso do cordo umbilical, neces-
sanamente engajado com a cabeza da crianza, a
causa de sua morte ; porquanto, se as contrac-
Qoes do eolio uterino sobre a parle posterior do
pescogo podessom produzir nesle ponto lo pro-
fundos ecchymoses, claro que, o cordo tam-
bera asstm comprimido teria, j ha muilo. pro-
duzdo a morle da crianga.
Era segundo lugar provou, que ella nao mor-
rera iramed)atamente depois do parto em cooae-
quenca de causas naturaes ; porquaoto, anily-
sando todas ellas cada urna por si, nao pode, por
mais que desejasse, encootrar urna s, que de-
vessei attribuir a morte da crianza em questao.
bm terceiro lugar demoustrou pelo estado
dos pulmoes que elles haviam respirado ; por-
quaoto alm de oulras razes apresntadas, nao
?" 1Dda "le,* occasio comezo do tra-
balho de putrefaego, pequeos pedazos de pul-
mao, depois delirados do alcol e exprimidos
completamente, sendo postos dentro de um vaso
contendo agua, procuravam a superficie da mes-
ma e nella sobrenadara completamente.
Quarta finalmente chegava a concluir, que a
morle nao podia ter sido effeito, seno de violen-
cias criminosas.
O Sr. Dr. Estevo Cavalcanti fez largas con-
siderazoes respeilo das leses profundas, en-
contradas na parte posterior do,pescozo, con-
cluindo, que nd*podiam ser eslas leses produ-
zidas pela compresso do eolio uterino sobre o
mesmo pescozo, mas sim por mos criminosas
depois de extrahida a crianca. Nesta occasio dei-
xou ver o Sr. Dr. Este,vao os profundos conheci-
mentos que tem da obstetricia.
Passou depois a provar que persista aioda
na sua primeira opinio de nao ler a crianza res-
pirado, Ormando-se principalmente no seguinte
fado, de conssrrar-se o coraco da crianca depois
de dividido em diversos retalhos ou pedazos, na
superficie dagua, o que nao coincida com al-
gumas experiencias, que havia feito e quo nao
achando exphcaco alguma para semelhante phe-
oomeno, conclua portanto: que a crianja havia
nascido viva ; que oo havia respirado; e que
nao sendo as leses do pescogo, produzidas pelas
conlraczes uterinas durante o trabalho do parto
eram resultado de raaos criminosas,
a O Sr. Dr. Pitanga discordando completamente
dos oulros membros da commissao, procurou in-
validar as suas concluses, recorrendj varios
argumeutos, que nos impossivel dar aqui por
extenso, concluindo afina! que a crianga nem
nascera viva, nem respirara e nem morrera por
violencias criminosas, mas sim por effeito do
parto.
O mesmo Sr. Dr. Pitanga, tendo discordado
completamente dos outros membros da commis-
sao apresentar o sen relatorio em separado.
t O Sr. Qr. Carneiro Monteiro abunda em lar-
gas considerages tendentes a sustentar as bases
do relatorio que nem de leve foram atacadas ;
esleadeudo-seffincipalmenle sobre as provas da
docimasia hydrolalica pulmonar, de que moslrou
ler profundo conhecimenlo.
Findo o debate e tendo a commissao de as-
signar o relatorio, suscitou-ae urna grave ques-
tao, que foi, sedevia ser este assignJo pelos
Srs. Drs. Dornellaa e Pedro Cesar, que tendo sido
convidados lomaram tambem parte na discusso.
Foi porm resolvido pea maioria que nao lendo
elles feito parte da commissao nomeada para o
exame ujlerior, de que se proceda o relatorio
em questao, e aendo convidados somente para
tomarem, se quizessem, parle na disenssao como
factores do primeiro auto do corpo de delicto
nao poderiam jamis asaigoar ae com os oulros
membros, tanto mais que o seu parecer j havia
sido exposto no auto de que. cima tratamos.
O Sr. Dr. Pitanga fez algumas considerages
com o m de demonstrar que os Srs. Drs. Pedro
Cesar e Doroellaa deviam aasigoar-se no relato-
no ; sendo porm materia j vencida, flcou des-
l arte terminada a questao ; e levantou-se a reu-
niao as 2 e meia horaa da tarde, tendo antes o
Sar. r. Pedro Cesar requerido ao Sr. Dr. delega-
do que mandasse submetter outra commissao o
relatorio apresentado.
No dia 30 do correte fioda-se o prazo para
pagamento do imposto de 2 e 4} sobre os di-
versos eslabelecimeotos nscionaes e estrangeiros;
depois desse dia ler-se-ha de pagar o triplo.
No dia 26 do corrente foram recolbidos
casa de deteogo 19 homens e 3 mulheres, sendo
ltvres 17, escravos 5, a saber: a ordem do Dr.
chafe de polica 13, inclusive os^ardos Januario
e Rufino, escravoa do vigario Camillo de Meo-
dooga Fortado ; a ordem do subdelegado do Re
cife 4; a ordem do de Santo Antonio 1, que -
africano Anlonio, escrevo de Antonio Siqueira
Cavalcanti Jnior; e a ordem do de S. Jos 4,
inclusive os africanos Julio e Mathias, escravos,
o primeiro de Franciaco de Amorim, e o segundo
de Adriana de tal.
M0RTAL1DADE DO DA 27.
Felicia Perpetua dos Aojos, Pernambuco, 38 an-
nos, solteira, Santo Antonio, tisica.
Antonio, Pernambuco, 8 dias, Boa-Vista, espas-
me.
Leopoldina, Pernambuco, 18 mezes, S. Jos, con-
rulset.
Communicados.
ExpesieM fes productos naturaes c in-
dustriaes na provincia.
TV IV
uissemes de urna maneira goral algumas pala-
vras tabre a pwduego animal em nosao ultimo
artigo, e varas* continuar o que encelamos acer-
ca da produego vegetal, para o que transcreve-
remoa algumas informages que nos foram eom-
municadas por um jornal francas, e exlrahidas
oe aiuos eeariauM que, acerca de idntico aa-
aumpto, temos aob os noisos olhos.
A economa rural nos d a produegao debaix*
de tres formas diversas, mas qjae ao por tal ma-
neira solidariaa,que oo seria fcil admittir pro-
gresso agrcola sera auxilio e desenvolvimento de
todas ; ao eslaa as componentes, e querr o
resultante. Cum effeito, se por meio doa instru-
mentos e procesaos obtem o homem os cereaes,
a ruadeira de conatruccio, diversos oulros vege-
taes, etc., aio menea oecessidade tem como j
1duil" de alimentar o animal, de promover o
melhoramento das ragas, ludo tendente obtaa-
gae de um grande auxiliar para a agricultura,
assim como de explorar o reioo mineral onde s
delle poder extrahir a materia prima de seus
instrumentos, de suas habitages, ele. etc. D'a-
hi a reconhecida necessidade de promovermos a
prosperidade da produego dos tres reinos.
No que concerne agricultura est o program-
la do governo, com excepgo dos animaos vivos,
baseado e destribuido por aquella maneira, e com
applicago aos productos de nosso paiz.
Nos portanto, acompaoharemos sua marcha, e
trataremos, depois dos productos agrcolas, dos
productos aoimaese mineraes, restriogindo quan-
to ao primeiro deates, ao que esl simplesmente
especificado no programma que lem de regular
nossa exposigo.
A primeira secgo do catalogo que acompanha
as ditas instrueges comprebende os productos
da industria agrcola e os naturaes : se porem
dermos urna classiflcago mais desenvolv Ja,acha-
remos, que deve ter ella a seguiote deslribuigo.
Primeira diviso, productos vegetaes, propia-
mente ditos, e cultivados.
Segunda diviso, productos manipulados ou
preparados em fabricas ruraes.
| Terceira, productis filbrestaes.
w Esta classiflcago toda deduzida da primeira
secgo das citadas instrueges, parece-nos que
poder ser melhor desiribuida ae, comparando-a
com outra que abaixo traoscreveremos, tiver
maior desenvolvimenlo e applicago aos nossos
productos.
Em um dos principaes jornaes da corle encon-
tramos alguns trechos das instrueges dados pe-
la commissao ranceza encarregada da acquisigo
dos productos aue derem figurar na exposigo de
Londres em 1862. Essas informages quo pre-
tendamos referir mais tarde, eque j nos tinham
sido commuoicadas por um amigo aqui, foram
citadas com tanto appello e em um artigo to
bem ellaborado, que nao podemos furtar-nos de
meociooar em nosso escripto o que magistral-
mente se disse ali.
Disse o jornal que nos referimos, tratando da
classiflcago que incumbe ao jury ou commissao
encarregada da exposigo : Mera questao de or-
dem nao esta classiflcago; primeiro que lu-
do urna necessidade para o estudo, e nada pode
concorrer tanto como ella para se aprecisrem o
valor e.a utilidade d'um producto. S assim se
podero bem comparar entre si os productos da
mesma origem, quer provenham da industria fa-
bril, quer da agrcola, que tiverem alguma ana-
logia quanto ao modo da produego. o Estas
palavras que se dirigen) commissao, j foram
por nos enunciadas, ainda que de urna maneara
menos eloquente, quando nos oceupamos dos ex
postores. Ellas deflnem nao deixar duvida a
importancia dessa classiflcago para que tanto
clamamos. De nossa parte nao nos dirigimos de
modo algum commissao, em quem deposita-
moa o mais fundado conceito, mas receiamos que
nao se ache ella embaragada por falta de dados.
Talvez a idea ou antes o receio de que sua clas-
siiicagao nao se ache de harmona com a scien-
cia, faga hesitar o expositor na remessa de dados
concernenles descripgo do producto e todas
suas phases ; seria isso um erro, e que poderia
accarretar embaragos commissao ; quaesquer
que sejam as informages, aeja qual for a forma
que lhe quizerdar o expositor, sao sempre ufis
indiipentaveis. Sero palavras estas quo nao
casaremos de repetir, e insistiremos fazercon-
veucer aquellos que por mal entendido acanha-
mento se qoizerem limitar remessa dos pro-
ductos simplesmente.
A commissso franceza de que fallamos mais
cima, tendo por seu presidente na parle agrco-
la o Sr. Boussingault, chimico ootavel, organi-
sou a seguiote tabella, para qual, a semelbanga
do que se pratieou na corte, chamamos a atten-
go dos commissarios.
I
Agricultura.
Productos vegetaes.Cereaes legumes e
diversas plantas, cujas raizes, talos e folhas
se erapregam como alimentos ; cogumelos, etc. ;
cucurbitaceos alimentares ; plantas para forra-
geos [plantos fourragres), ditas oleosas, teciveis,
tinclureaes, narcticas, odorferas ; fructos fari-
nceos, oleosos, de pevide e de careco ; produc-
tos hortcolas uteis.
a Productos animaes.Pelles, couros, pello,
dina, la, chifres, plumae, penougem, mel, cera,
casulos, sedas, etc.; ovos, queijos, etc.
Productos preparados em fabricas dependentes
de estabelecimenlos ruraes.
Farinhas, fculas e productos a"ellas derivados.
Cereies descascadosj farinhas de cereaes e ou-
tras, fculas e glteos, massas, producios de pa-
daria e pastelera suscepliveis de conservago.
itsucares e materias assucaradas.Xssncs-
res cryslalisados, brutos e mascavados ; refina-
dos, candis, de uva, de leite, etc. ; de fcula, e
outros.
Bebidas fermentadas Vinhos, cerveja, ci-
dra, pesada e outrai bebidas fabricadas com o
sumo de varias fructas, aguas ardentes, espiritos
diversos e alcools.
Conservas alimentares.Alimentos conser-
vados por dessecagio e compresso, poraubtrac-
go do contacto do ar ; alimentos fumados, cura-
dos e salgados ; vinagres, cooservss e temperos
cidos, alimentos conservados em azeite ou gor-
dura, fructas cooservadaa em assucar e al-
col.
III
Florestas, caca, pesca, etc.
Cultura florestal. Leona, amostras de ma-
deiras, parles de vegetaes florestaes empregados
como materias primas, carvo de lenhe, trra le-
nhosa torrificada, corligas.
Caca. Animaes monlezes e outros, dese-
nhados ou empalbados, ovos de passaros, couros,
pelles. pello, plumas, pennugem, clina, seda,
bicos, chifres, denles, escamas, etc.
t Pesca. Desenhos ou exemplares seceos de
peixes e moluscos, perolas, ncar, coochas, etc.,
modos e instrumentos de pescara.
Productos espontneos. Cogumelos, tubaras,
etc. ; fructos fculosos, ditos de pevide, cargo,
?ages ; gommas e resinas.
Esta classiflcago deve ser ocompanhada de
urna secgo especial para as machinas, quer se-
jam adoptadas as fabricas ruraes, quer de imme-
diata applicago agricultura, e de que nos
posteriormente nosoecuparemos, fazendo mengo
de algumas que, usadas e fabricadas enlre nos,
podera figurar em nossa festa agrcola.
Aa instrueges do Sr. Boussiogoult devem faci-
litar consideravelmente a nossa.classiflcago, j
sufficientemenle detalhada pelo governo, e em
geral podemoa dizer que tem immediata applica-
go aos nossos productos.
O bem tragado artigo que citamos mais cima,
expressa-se da maneira seguinte, acerca da clas-
siflcago do Sr. Boussiogoult:
a Esta primeira classiflcago permute a cora-
parago doa productos anlogos, e basta ella
para que, ae" houver, se possam estabelecer as
differengaa dos mesmos productos viodos de pro-
vincias ou diatricloa diversos. E' para assim di-
zer, a primeira parte da exposigo.
Nos nada mais teamos a acrescentar eatas
palavras, & nao deaejar abundar as mesmas
ideas.
Se aquellas instrueges podem ter applicago
entre nos, como disso estamos convencido, j o
que propriamelesyatema est feito para aquel-
lo ramo de industria. O que resta perianto gru-
par os productos das diversa* localidades, e des-
tinguir propriamenle os productos anlogos, o
que ser conseguido, nao s pela classiflcago do
directorio, como particularmente pelas informa-
ges e oulros dados fornecidos pelos proprios ex-
positores.
Admtlida que seja a classiflcago franceza, e
fazendo applicago aos nossos productos, creio
que poderiamos em resoltado offerecer dados que
dessera urna idea muito approximada e mesmo
ventajosa do que nossa cultura. N'essa appli-
cago devoremos ter muilo em vista os productos
que psjrlicularment* fazem o objeclo de nossa
riqueza, e apresenta-lo debaixo do maior numero
poaeivel do yariedadeayde formas, oo antes cons-
tituir delles, por aaaiat dizer urna diviso parte,
na sesma aecgo aaa aue eativerem elassificaao*.
Se para estes ch aspar ai os a representar nao so
lodasassuas traosformaces operadas no paiz.
como o meios mais ou menos aperfeigoadoe de
que oos servimos para oble-las. taremos iocoo-
'eaaaalmente feito um grande passo, e colindo
prove! >so resultado. Picaremos por este mel
aptos promover o melhoramento agrcola que
nos dar resultados inmediatos, e de urna utili-
dade pratica reconhecida.
Os producios secundarios nao Oca rio por este
faci excluidos, nem deixaro de obter mais tar-
de um idntico aprego, tanto mais que sua im-
portancia e utilidade avsogaro proporgo que
pelo seu desenvolvimenlo d'elles carecer a indus-
tria nacional.
B. M.
# THEATRO.
O artista e o homem.
I
O theatro dramtico principiou a ser conheci-
do, e devidamente apreciado com a feliz chegada
do Sr. Germano Francisco de Oliveira, esta ca-
pital no anno de 1850, quaodo apenas o espirito
girava em um {aperlado circulo, sentiodo ao mes-
mo lempo o impulso que surdaraenleannnneia-
va novas luzes, espargidas mais tarde pelo pro-
pheta da nova escola.
Nesse tempo de obscuridade para o theatro,
onde os segredos da sublime arte appareciam fu-
gitivos tira vez de um denso vu, ocsultando as
suas mais ioteressantes formas, fazendo compre-
hender to somente, que o futuro devia legar-nos
intelligentes interpetres dessa belleza al enlo
desoonhecida, surgi como que por encanto o Sr.
Germano, artista de subido mrito, para descorti-
nar essa irnagem querida que furto se oos spre-
seotava, e com a represeotago do drama =G*r-
galhada=r, mostrar-nos que a verdade oo urna
quimera, e que o homem pode pela simples de-
clamago penetrar o sagrado da seosibilidade, de-
pois de conseguir com arte a admirago dos.que
lem oo peito um corago de poeta I 1
Quaodo o espirito divagava no espago immeoso
entre o aborrecimeoto, e a insipidez d'quelle tem-
po, estraoho e impaseivel toda sorte de alra-
zos, veio o artista, veio o bem fadado nuncio do
progresio offerecer-nos em troca do marasmo
que presedia poca, oovos gosos, novas luzes
bondosamente repartidas pelo seu esclarecido ta-
lento aos que presta rain merecido culto ao artis-
ta inspirado, que oo desempenho de seu papel,
modesto e reservado recebia lo duplicados ap-
plausos I Coohecia-se n'quelle imperante de to-
dos os coragoes, o verdadeiro genio, a gloria de
oossos dias, e julgava-se pequeo o espago para
urna alma to grande I Mais larde coube ao San-
ta Isabel, a honra de urna memoravel estra, e
ei-lo colhendo em todas as mais emprezas, innu-
meraves louvores e um nobre incentivo para os
que trilharem a seoda gloriosa das criaedes do
espirito,
Aioda hoje o mesmo artista idolatrado nos
lempos idos, e se o correr dos annos alguma cou-
sa tem influido no caminho de sua nobre profls-
so, foi to somente para mais e mais aperfei-
goa-Io.
Honra ao mrito.
II
Em toda parte o publico o mesmo, exigente
sempre no que diz respeilo vida intima dos ar-
tistas que se expem s mais curiosas vislas ;
comtudo opinamos contri essa perigosa exigen-
cia, por eotendermos que o artista s deve ser
julgado pelo seu Irabelho na scena, ficindo o
resto, que proprio da humaoidade, para a se-
vera puoigo da sociedade a que tambem elles
perteocem. Todava o Sr. Germano, bem conhe-
cido do nosso publico, lem de tal forma susten-
tado a digoidade propria ao homem de bem que,
seja dito sem ofleosa, hoje o empresario de
mais coofianca, Do s para o publico, como
tambem para os artistas, que segundo nos cons-
ta, depositam nelle todo futuro sem reclamarem
a menor garanta. E' que o Sr. Germano, lem
em Pernambuco tima tradiego booroza que o
col loca a paz dos caracteres mais elevados 1 Que-
remos lembrar a poca em que vimos o empre-
zario lulando com a poderosa torga do deslino que
o subjugava, e mesmo assim, superior ao desa-
lent que passo a passo aegue o homem prejudi-
cado. reliabililou-se erguendo a fronte orgulboso
para dizer aos seas collegas= assim que se mo-
bilita a arte I Em Pernambuco, tem o Sr. Ger-
mano, urna reputago conquistada pelo seu m-
rito real, e mais que tudo pelu maneira exemplar
no fiel cumprimeoto de seus contractos, quer pu-
blica, quer particularmente.
Quando nao fossem bastantes a docilidade de
seu genio e educago a mais fina e appurada,
bastar-lhe-hia o seu irrepreheosivel procedimen-
to na qualidade de empresario doihoatro de San-
la Isabel, visto quo outros em idnticas circuns-
tancias s do Sr. Germano, tem praticado aeges
vergoohosas, menos presando pela conducla-
a mais sensuravel, a dignidade que deve ca-
racterisar o chefe de urna corporago, qualquer
que ella seja. O Sr. Germano pois, digno da es-
tima e coosiderago de todos.
Respeilo ao homem de bem.
III
A empreza Germano d hoje o seu ultimo es-
pectculo, depois de haver satisfatoriamente cura-
prido as condiges a que se submelteu. Resta-
nos enviar ao distiocto artista as nossas felicita-
ges pelo muilo que nos agradou, fazendo-oos
experimentar seosages bellas, alm do aprego
devido s bellas produeges I 1 1 Concluimos
fazendo votos ao co pelo regresso do Sr. Ger-
mano, certiQcando-lhe que deixa em Pernambuco
urna sincera esaudosa recordago.
/. P. S.
Correspondencias.
MoTimento do porto.
JVainos encado* no dia 27.
Macei a portos intermedios48 horas, vapor
nacional ferstnunga, commandante Manoel
Rodrigues dos Santos Aloura.
Aas5 das, hiate nacional Santa Cruz, do 101
toneladas, capito Jos Victorino das Nevos,
equipagem 9, carga sal e palha : a C C. da C.
Moreira.
Ass12 diaa, brigue nacional Seta Ir mos, de
303 toneladas, capito Belmiro Baptisto de
Souza, equipagem 12, carga sal e palha : ao
capito. Tato lngaro pratico eaeguio para o-
Rio de Janeiro.
Nao houveram sabidas.
Srs. Redactores. Reassumindo o Illm. Sr.
commendador Joo Baptista de Castro e Silva o
exercicio de inspector da thesouraria de fazenda
desta proviocia, de volta de sua viagem ao Cear,
cabe-nos a satisfago de apresentar-lhe as nossas
felicitages.
E prevalecendo-nos da occasio, nos congra-
tulamos com os seu3 empregados por v-los
aioda sob a direcgo do honrado chefe, que por
sem duvida esforgar-se-ba em restabelecer a or-
dem em sua repartigo, garanlindo o direito de
seus administrados.
O amigo da verdade.
COMMKKCIO.
si ce a. m o. 5" et Horas.
2 B 00 * n a B e es si e m kthmosphtra o
2 n n z m s Dirtccao. m a H O osea M
13 A 00 a o e x 1 nttnsidads. 1 -2 s-g
-a ~* *. 30 4 ce -a ce | Pahrenheit. Si e -i 90 o 5
1 8 to es - ta es s I 1 Cintxgrado. v Z m i* o o r-1 O
M ~* ~j -1 os Bygrometro. M
O o o O o Cisterna hydre-metrica.
en os co o M 93 5! x CJ i os Franctz. a> o M -i a" O
O o o ca o H Inglet.
que gradual-
e assim ama-
A noite clara, vento NE fresco
mente foi rondando para o terral
ohecau.
OSCILI.AJA D.V XARE*.
Preamar as 11 h 6" da manha. altura 4,6 p.
Baixamar as 5 h 18' da tarde, altura 2,2 p.
Observatorio do arsenal de marnba, 27 de se-
tembro de 1861.
Romano Stepple,
1. secretario.
Eitaes.
Novo Banco de Pernambuco,
O banco paga o 7- dividendo de 12
por accao, relativo ao semestre findo
em 31 de agosto prximo passado.
Ufandega.
Rendimento do dial a 26. ,
dem do dia 27. ......
359:9ie094
10.792J447
370:710541
Hovlmento da alfandejca.
Volumes entradoscomfazendas.. 457
com gneros..
Volamos sahidoa com fazendas..
com gneros..
589
233
Descarregam hoje 28 de setembro.
Escuna inglezsPrincipe Realmercadorias.
Brigue inglezBarckhillmercadorias.
Galera francezaBerthmercadorias.
Brigue hanoverianoJpiter carne de charque
Brigue amoricanoF. Curiungcarvo.
Uecebedoria de rendas Internas
tferaes da Pernambuco
Rendimento do dia 2 a 26.
dem do dia 27.
96:4619551
1:1211995
27:603*546
Consulado provincial
Rendimento do dia i a 26.
Idea do dia 27.
444861215
1:249*663
45:7359880
O Dr. Bernardo Hachado da Costa Doria, juiz de
direito da Ia vara criminal, e interino do es-
pecial do commercio desla cidade do Recife de
Pernambuco e seu termo, por S. M. imperial e
constitucional o Sr. D. Pedro II. a quem Deus
guarde etc.
Fago saber aos que o presente edital virem e
delle noticia tiverem, que no dia 28 do corrente
mez se ha de arrematar por venda a quem mii
dr em praca publica desle juizo, as 2 horas da
tarde, na ra do Crespo n. 1, os objedos ava-
hados pela maneira seguinte : 3 chapeos de cas-
tor para homem 18, 7 ditos de fellro 28#, 9 di-
tos de seda preta 549, 8 ditos de seda enfeitados
para seohora 489, 3 dilos a Garibaldi 99, 9 ca-
pellasde flores 99, 22 chapeos de sol de sarja la-
vrada para sen hora 1109, 5 leques 15$, 1 palma
e capella de flores brancas 19, 15 duzias e meia
de pares de meias de algodo para seohora 459,
5 dazias e meia de pares de meia de seda branca
para seohora 509, 2 duzias de dita de algodo fi-
no todas para crianca 15$, 3 dnzias e meia de
pares de luvas de algodo 7$, 6 duzias de seda
para seohora 369, 5 duzias de dita para crianga
209, 5 duzias e 8 camisas para hornera 85JS100,
27 veos de seda para chapeos de senhora 135500.
3 enfeites de froco de seda para cabega 39, 4 en-
feites de vidrilho 49, 5 colchas de seda lavrada
para cama 409, 8 pannos de la adamascada rs.
I238OO, 3 capotinhos de merino 159,10 cortes de
vestidos de cambraia em carles 609, 1 casave-
que de grosdenaple de seda preta 89. 17 mantas
85$, 4 mantas de garga 49,8 casaveques de cam-
braia lavrada 241, 4 chales de seda lavrada de
cores 89, 16 booezinhos de velludo para crianga
I69, 20 pares de manguitos de cambraia 209, 28
lengos de seda de cores 22&400,13 mantas de se-
da avrada de cores 139. 9 chales pretos de la
ordinarios 99, 3 ditos de toquim malisados de
cores 309, 5 ditos de merino bordados 10$, 10
ditos de ditos finos 509,22 dilos com lisias de se-
da 889, 17 dilos de algodo e seda 25$50O, 2 di-
tos de tapetes 59, 11 ditos de merino com franja
de algodo 33$, 6 pegas decassa pintada 81$600,
831 varas de cassas pintadas 2999160, 189 cova-
dos de chita franceza 379800, 8 corles de collete*
de seda, velludo e merino I69, 8 cortes de caiga
de casemira 249, 3 caigas de dita 129, 3 chapeos
de sol de seda 129, 3 booets para homem 2$0C0,
10 roupesiohos de fuslo para criaoga 3O9OOO.
2i covaados de las ltstrada 8$, 3 chales de meri-
na, ordinario. 69, 27 covados de musselioa cor
de cana, 6$480 rs., 9 mantas de linho prelo, 459,
90 peitos de camisa 369, 31 tiras bordadas 99920,
6 duzias de grvalas de seda I89, 9 corles de col-
letes de merino, bordados, 99, 5 ditos de setira
branco bordado 109, 8 ditos de setira lavrado 89.
10 dilos de gorguro 209, 29 gollinbas 99280, 5
lences, 8 lengos de seda de cores, inferiores,
2$500, 8 ditos de setim prelo, 129, 6 ditos de
sarja de seda com principio de mofo 4$, 23 co-
vados de seda branca lavrada 189400, 43 covados
de selim preto 43$, 36 covados de grosdenaple
de cores 289800, 18 covados de dito em rolalho
99, 80 covados de seda e de grosdenaple mofa-
da 209, 8 covados de sarja hespaohola 89, 12 co-
vrdos de selim encarnado 4#800, 64 covados de
tafet rxo 259600,15 covados de grosdenaple,
tomdos preto, 12$. 19 covados do veludo preto
539200, 2 gollinhas de sargelim.49,5 paletols de
algodo 109, 10 varas de bretanha 69. 3 cortes
de vestido da chaly 6$, 161 covados de chaly or-
dinario 5I$520, 3 casaveques com 3 saias de
cambraia de algodo 249, 3 varas de algodo
bordado 69, 7 pegas de cambraia adamascada
56$, 30 varas de dita em retalho 996OO, 5 pegas
de musselina branca 809, 17 varas de cambraia
de salpico, transparente, 89500, 50 varas de filr>
de hoho bordado 309, 163 covados de chaly de
seda e la 130$400, 2 covados de paono fino azul
45, 13 ditos de dito prelo 6$, 20 ditos de dito cor
de rap 509. 5 paletols de brim 159, 9 ditos de
alpaca 18, 5 ditos de fuslo 15, 3 ditos de panno
Ono 18. 9 varas de cassa 2J520, 4 ditas de cam-
braia transparente 3, 7 pegas de riscadinhe de
quadros 42, 154 covados de dito 26240. 5 pegas
M*^m5"ia "Ia fioa ,?J' 56 gu"daoapos
119200, 4 pegas de musselio* 339600. 20 covados
de dita em relalho 396OO, 3 roupezinhos, 9 cal-
cinhas e 7 jaquoziohos tudo de fusiio para crian-
za 209. 4 tapetes de pelles de carneiro 63400, 8
12 varas de bretanha de duas larguras para in.
gol 17$, 27 varas de dito mais estreito 43$200
39 varas de dito adamascado 6$400, 14 covados'
de casemira parda 149, 42 varas de cassa lisa 21
14 varas de cassa de liatra 3$360, 60 covados d
merino de algoeo 129, H pegas de brim (ha al-
gopo de linho 999, 2 cobertorea de papa 3,
uma porgo de tarlataoa 69, 80 covados da ria-
cados escossezes 149400,13 ditos de la e seda
4160, 10 cortes da colletes de fuslo 69400, 8
varas de brim de forro 800 rs., 13 ditas de mus-
selina de cor 3/, 200 covados de la de quadros
369, 790 varas de brim de diversas qaalidades pa-
ra caiga 2429800, 5 garraflnhas d'agua de cheiro
4$. 23boiea de baoha 4$, 11 fraaquinhos do
cheiro 49, um cabida de ferro 49, 1 mesa grande
de pinho 5$, um espelho de moldura dourada
39, 1 burra de ferro 509, urna armacao de ma-
deira de louro 300, oa quaes foram penhorados
a Aslonio Pereira da Silva por execugo que lho
movem Kalkmann Irruios 4 C.
E oo ha vendo laugador que cubra o prego da
avaliago a arrematago ser feita pelo valor da
adjuuicago com o abaiimeoto da lei.
O presente ser publicado pelos jornaes e af-
iliados nos lugares do costume.
Recife 13 de setembre de 1861. Eu Manoel
Mara Rodrigues do Nascimento.escrivo o aubs-
creri.
Bernardo Machado da Costa Doria.
Directora geral da instruego
publica.
Paco saber de ordem do Illm.Sr.Dr.director geral,
que S.Exc. o Sr.preaidenta da proviocia declarou
dor officio de 23 do corrente, haver approvado a
celiberagao tomada pela junta dos profesaores do
juros commercial Pernambucano em sessio do


URIO DI MHIJCO. SABBADO 28 Df SETEMBRO B 1M1.
(*i
dia 11, de prorogar-ae al o ultimo de Janeiro
prximo viodouro, o prazo de que trata o art. 36
do regulamento ioter.no daquelle estabelecimen-
(o, de 14 de dezembro do auno passado, aura de
qB poasam oa respectivos saludantes azer os
sames de preparatorios a que esto obrigados.
E para que chegue ao conhecimento daquellea
aquem interessa, mandou-se publicar o pre-
sente.
Secretaria da instrucco publica de Pernambu-
co, 25 de setembro de 1861.
O secretario-interino.
Salvador Uenriqut de Albuquerque.
O Rer, Jos Leite Pilis Ortigoeira, juiz de paz
do primeiro districto da freguezia de S. Frei
Pedro Gongalves do Recite, ele,
Fago saber aoi Srs. eleitores desta freguezia
Antonio Gomes Miranda Leal, CaeUoo Cyriaco
da Costa Horeira, Joa Pedro das Noves, Rer.
Jos Leite Pitia Ortigaeira, Maooel do Nascimeo-
to Araujo, Jos Marques da Costa Soares, Joao
Francisco Marques, Manoel Francisco Marques,
Domingos Heoriques Mafrs, Anattacio Jos da
Costa, Antonio Heoriques Mafrs, Estevo Jorge
Baplista, Luiz Antonio Gongalves Peona, Jos
Francisco de S Leilao, Maooel Jos Raptista,
Herculaoo Jos Rodrigues Pinheiro, Joto Fran-
cisco Autuoes, Joo da Sitas Faria, Dr. Minoel
Francisco Teixeira, Manoel Estanislao da Costa,
Antonio Jos Silva Grasil, que no da 24 de
covembro do correte auno devem comparecer
na matriz do Santissimo Sacramento da freguezii
de Santo Antonio, afim de elegerem os membros
da assembla legislativa provincial, os quaes tem
de (uoccionar nos annoa de 1862 e 1863, confor-
me ludo se acha determinado por lei, e ordeos
transmitidas a este juizo peta cmara muni-
cipal .
Primeiro districto da fregnezia de S. Frei Pe-
dro Gongalves do Recife, 24 de setembro de 1861.
Eu Iooocencio da Cunha Goianna escrivo o es-
crevi.
Padre Jos Leite Pitia Ortigueira.
e obres publicas eos a visg expedido em 19 de
agosto ultimo, sob a. 18^Bfe expoeigo desta
provincia deve let lugar no- mes de oovembro, e
pao en dqzembro, como por engao se diz as
iostrucgdet, de que remelli a cmara municipal
da cidade do Recife um exemplar impresso >m
afielo da 4 do correte, spraaso-me a eogimuni-
car a mesma cmara em addttamento no meu ci-
tado offleio, que expeetjto ser aberta nesU
cidade ua dia 7 da nvemete prximo vindouro.
Antonio Mavcelliuo Nanes Gooealvee.
O IUm. 8r. inspector da Uieseasaria pro-
vincial, em cumprimeoto ds ordem do- Exm. Sr.
presidente da provincia de 14 do correla man-
da tazar publico que at o dia 17 de outubro pr-
ximo Tiodouro estar aberta a concurrencia para
o contrato da collocago de carris da ferro deno-
minadostrilhos urbanosa partir desta cidade
at a povoago dos Apipucos. O contrato ser
feito nos termos da lei provincial n. 518 de 21 de
junho do crreme anno.
Epara censtar se maodou afxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 17 de setembro de 1861.O secretario,
A. F. d'Annunciaco.
AVISO AOS NAVEGANTES,
i Imperio do Brasil.Miislerw dos negocios da
marinha.
Pela secretaria de Estado dos negocios da
marinha, faz-se publico para conhecimento dos
navegantes, que acontar do dia 7 do futuro mez
de setembro deixar de acender-se s luz do enli-
go p ha rol do Cabo Fri, seo do substituida por
outra collocada oo lugar denomiuadoFocioho
do Cabo, extremidade sul da ilha do mesmo
nome.
< Atorre do novo pharol, que de forma cir-
cular, tem de altura 48 ps, e acha-se situada oa
lalitude de 23 1' 10" S., o loogitude de 41 58'
O" O Gw. O apparelhode luz, que a corda, da
primeira ordem, do systema catoplrico, gyrato-
rio, apresentando 4 eclipses da duraco de nos
16'que gasta para completar urna revolugo. O
Z LSE,'" rfL L" 'iSI Meo luminoso achaVelevado 470 ps .. do
para conhecimenlo de seus municipes o officio
abaixo transcripto,que recebeu do Exm. presidente
da provincia, e couvida-os a que, prestando toda
a atiengao para a recommendagao de S. Exc,
ajam de sua parte quaalo lhes for possivel para
que a cultura do algodo, e do trigo oeste muni-
cipio se desenvolva de modo que possa dar um
resultado satisfactorio, visto como pelas disencoes
que se tem manifestado noa Estados-Unidos da
America do Norte, a ealtora destes gneros deve
necesariamente proporcionar grandes vantagens
queiles que ella se dedicarem.
A mesma cmara, poia, espera de seus muni-
cipes que qo deixaro de attender esta recom-
mendagao, empregaado seus estorbos para to
ntil fim do qoal grandes vantagens devem resul-
tar para o paiz.
Fago da cmara municipal do Recife em sesso
ordinaria de 16 de setembro de 1861 .Luiz Fran-
cisco de Barro Reg, presidente.Francisco Ca-
nuto da Rosviagem, officiel maior serviodo de
secretario.
Quarta seceo.Palacio do governo de Per-
nambuco em 10 de setembro de 1861.
A cmara municipal da cidade do Recife j de-
ve ter noticia das disencoes civis, que actual-
mente agitara oa Estados-Unidos da America do
Norte, oque a guerra entre elles ateads, nao po-
de deixar de ter prejudicado grandemente todos
os seus irabalhos agrcolas, resultando d'ahi, co-
mo facilmente.se comprehende, nao s a escas-
eez dos arligos de sua produego, senao lambem,
e como consequencia necessaria a elevago do
prego de cada um delles.
Sendo os Estados-Uoidos da America do Nor-
te o paiz, d'oode se exporta a maior parte do al-
godo, que alimenta as grandes msnufacturas da
Europa, e especialmente as da Inglaterra, e bem
assim o trigo consumido no Brasil, a lula, que
boje perturba quelles estados, deve oecessaria-
mente acarretar nma crise, que de receiar nao
se faga esperar muito, por isso que, segundo io-
formacoes minuciosas, se hi verificado que a
cultura do algodo naquelles paizes tem definha-
do coosideravelmente, eaexportago do trigo, e
de outros cereaes para o Rrasil tem decrescido
tambera na mesma proporgo.
Cooviodo prevenir as serias diCQculJades que
semelnante estado de cousas nos pode trazer, vou
chamar sabr assumpto tao importante a attengo
da cmara municipal da cidade do Recife, para
que, dando mais urna preva do leu patriotismo,
procure persuadir aos lavraderes, seus munici-
pes, a conveniencia, ou aotes a necessidade, de
se promover na maior escala possivel ; nao a a
cultura do algodo, que esta provincia j expor-
ta, mas nao em quaotidade correspondente fer-
tilidade e propriedade do terreno, senao lambem
a do trigo, que tao satisfactoriamente produz
nesta provincia, como o tem demonstrado diver-
sas experiencias, ponderando-lhes ao mesmo lem-
po a opportuoidade que as circunstancias ac-
tuaos lhes proporcionsm de auferirem grandes
vantagens e lucros certas dosjesforcos, que empre-
garem nesse numero de industrias.
O nosso algodo, por sua qualidade superior,
goza do maior a prego e procura nos mercados es-
trangeiros, e o trigo, quo agora convm cultivar,
como urna medida de prev^ogo, pode vir a ser
mais urna fonte abundante de riqueza, que, in-
demoisando generosamente os sacrificios, que
hoje zerem os nossos lavradores, desenvolver
os recursos do paiz e augmentar no futuro o
bem estar da populago.
Esta presidencia confia que a cmara munici-
pal do Recife, acompanhando o governo oeste
pensameoto, se sentir bastante animada para
promover por todos os meios ao seu alcance o
maior desenvolvimento possivel da industria
agrcola do seu municipio, relativamente cultu-
ra dos dous gneros, que me teoho referido,
'cumprindo que me d conhecimento de quanto
r obtendo em desempenho das recommends-
Cdes, que Ihe fleam transmittidas. Antonio Mar-
celino Nunes Gongalves.
De ordem do Ulm. Sr. inspector interino
da thesouraria de fazeoda de Pemambuca se
faz publico, que tendo de proceder-se a arrema-
tago perante esta thesourcria do arrendamento
do terreno que existe devoluto junto ao edificio
cm que funeciooa o tribunal da relaco, Qcam
marcados os dias 28 deste mez, e 2 de outubro
prximo futuro para a referida arrematago,
podeodo as pessoas que a elle quizerem concor-
rer apresentar-se na mesma thesouraria, nos
mencionados dias.
Secretaria da thesouraria de fazeoda de Per-
nambuco 24 de setembro de 1861.
Serviodo de official-maior,
Manoel Jos Pinlo.
A cmara municipal da cidade do Recife faz
publico para conhecimento de seus municipes
que recebeu do Exm. presidente da provincia o
officio absixo transcripto, ao qual acompaoha a
relago dos productos, que podem sor aprsenla-
dos oeste municipio, e espera que todos concor-
ra m para que o convite do governo da provincia
produsa o desejado effeilo, e esl prompla a dar
todos os esclarecimentos, e spreseolar todo o au-
xilio, que della depender para que se realiso to
til ensaio, o qual ter lugar no dia 7 de novem-
bro prximo futuro, como faz certo o segundo
officio deS. Exc. de 13 do correte, lambem a-
baixo transcripto.
Pago da cmara municipal do Recife, em ses-
so ordinaria de 16 de setembro de 1861.Luiz
Francisco de Barros Reg presidente, Francisco
Canuto da Boa-viagem official maior servindo de
secretario.
4a secgo.Palacio do governo de Pernambu-
co, em 4 de setembro de 186!.Devendo ter lu-
gar nesta cidade no dia 2 de dezembro vindouro,
no palacio do governo, urna exposigSo dos pro-
ductos naturaes e industriaos desta provincia, e
das que lhe sao limitrophes, ou Ihe Qcam mais
prximas; de conformidade com as ordens impe-
riaes, recommendo acamara municipal do Reci-
fe, que, fazendo chegar esta noticia ao conheci-
menlo de todos os seus municipes, procure por
todos os meios de seu alcance anima-los do de-
sejo de concorrerem para a referida eaposigo
com os productos,que all podem figurare se a-
cham especificados no csthalogo annexo ss ins-
trucgdes, de que remelle o incluso exemplar im-
presso ; fazendo-lhes essa cmara verse grandes
vantagens, que ho de resultar da referida expo-
sigao, nao s para a agricultura, mas tambem
pata a industriado paiz, como um dos mais con-
venientes meios de animagao para o desenvolvi-
mento de to impertantes fontes de riqueza na-
cional, a que o goveroo presta a mais sera at-
tengo, con lando com o concurso de todos os ci-
dados, e especialmente dae municipalidades, no
empenho de preencherem por este modo um dos
prtacipaes Qns de sua iaatiluico.Antonio Mar-
ellino Nunes Gongalves.
4* aecjo.Palacio do governo de Pernanba-
co, em 13 de setembro de 1861.Declarando-me
o Exm. Sr. ministro da agricultura, commercio
1 moreno de caf.
1 eaMca. para pesar caroe e pi.
24 bacas defolhs pintada paca lavar rosto.
24 pratos de folha para farinha.
4 bancos de 4 ou 5 raras de cumprimeoto.
Quem quizer vender taes objectos spresente
assuas propostas em cartas fechadas no correio
deeaaeJeVade, no dia 3 de outubro prozimo vin-
douia, palo meio dia.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambueo 21 da setembro de 1861,O secretario,
____ A. F. d'Annunciecao.
Exposicao.
A commissao directora- da EXPOSI-
CAO* agrcola e induitrial, que tera' lu-
gar no palacio do governo no dia 7 de
noTernbro vindouro, manda pelo pre-
sente azer publico que no da 26 de
outubro prximo comeca rao a ser all
rebebidos os objectos que tonham de fi-
gurar na mencionada EXPOSIQA'O.
Sala das sessoes da commissao 20 de se-
tembro de 1861.O secretario,
Joaquim Pires Machado Portella,
THFATRO
DE
Santa Isabel.
nivel do mar. Finalmente es*a luz, viva e bri-
lhaote pode ser avistada, em noites nao nebulo-
sas, da tolda de um navio, na distancia de 25 mi-
litas, em um arco do horisonte de 225, iste ,
desde o rumo de N. E. magntico at o de O.
c Rio de Janeiro.Secretaria de Estado dos
negocios da marinha, 30 de agosto de 1861.
< O director geral.
c Francisco Xavier Bomtempo.
Declaraqoes.
Consolado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico aos devedores de impostos de dcima ur-
bana, de 4 e 12 por ceoto aobre diversos estabe-
lecimentos, de 50 sobre casas de modas, perfu-
maras, e chapvs estrangeiros, e finalmente o
imposto sobre carros, carrogas, mnibus, e ve-
hculos pertencentes ao anno nauceiro fiado de
1860 a 1861, que oo ultimo de setembro corren-
te finda-se o prazo para o pagamento de seus
dbitos, fleaodo sujeitos os que nao psgarem, a
serem remetlidos para o juizo do3 feilos dafa-
eznda.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco,
2 de setembro de 1861.Theodoro Machado Frei-
ra Pereira da Sjlva.
Correio.
Os Srs. Francisco Caelano de Assis e Licinio
Jos Gomes da Silva qoeiram dirigir-se a repar-
tigo do correio afim de receberem cartas da Pa-
ralaba.
Tribunal do coinmereio.
Pela secretaria do tribunal do commercio de
Pernambuco se faz publico que nesta data foi
inscripto no registro publico o contrato de so-
ciedade feito em 31 de agosto do correte anno,
por Domingos Alve3 Malheus e Antonio Lopes
Rodrigues, brasileiro9, domiciliados e eslabeleci-
dos nesta praga sob a firma de Malheus & Ro-
drigues, devendo dita sociedade durar por espa-
go de 3 anuos contados daquella data, com o ca-
pital de 44:0008 fornecidos pelo socio Malheus
com o liquido da sua massa commercial.
Secretaria, 27 de setembro de 1861.
Julio Guimares,
Official-maior.
Pela mesma secretaria se faz igualmente
publico que nesta data foi inscripto no livro da
matricula dos commercisntes o Sr. Jos de Aze-
vedo Maia, cidada portuguef, domiciliado e
estabelecido com sua casa de commercio de fa-
zendas por grosso e a retalho, na provincia da
provincia da Parahiba do norte.
Secretaria, era utsupra.
Julio Guimares,
Official-maior.
Cooselho administrativo.
0 cooselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes:
Para o hospital militar.
1 paoella de ferro estanhado de 12 gales.
1 dita de dito dito de 10 ditos.
4 ditas do dito dito de 8 ditos.
2 ditas de dito dito de 5 ditos.
1 cassarola de ferro eslanhada de n.12.
2 ditas dedilo dito n. 10.
2 ditas de dito dito o. 8.
Quem quizer vender taes objectos, aprsente as
mas propostas em carta fechada, na secretaria do
cooselho, s 10 horas da manha do dia 30 do
correte mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 25 de
setembro de 1861.,
Bento Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaqivm Pereira Lobo,
Coronelvogal secretario interino.
Correio.
Pela administrago do correio desta cidade se
faz publico, para fios convenientes, que em vir-
tude do disposto no arl. 138 do regulamento ge-
ral doscorreios de 21 de dezembro de 1844 e art.
9 do decreto o. 785 de 15 de maio de 1851 se
proceder a consumo das carias existentea nesta
administrago, pertencentes ao mez de setembro
de 1860, no da 2 de outubro prximo, sll ho-
ras do dia, na porta do mesmo correio, e a
respectiva lista desde j exposta aos ioteres-
LXT1MA.
UERI.S*;VIAt YO
EWPREZA-GERWANO.
39* RECITA DA ASSIGNATURA.
Sabbado 28 de Setembro de 1861.
Subiri cena o ieteressanle drama em W
actos, ornado de msica
D.CEZ4RDEBAZM.
Toma parte toda comprahia.
Teminar o espectculo com a linda come-
dia em um acto.
Os apuros d'um estudante.
Na qual a Sra. D. Manoela deaempenha 4 diffe-
rentes papis
Gomegar s 8 horas.
Sendo esta a ultima recita da minha'empreza,
faltara por certo ao mais sagrado dever se nao
aproveitasse a occasio para dirigir o meu siocero
voto de agradec me oto ao Exm. Sr. presidente da
provincia, pela confiaoga que em mim deposilou
julgando-me habilitado desempeohar to im-
portante misso, bem como A illustre directora.
Dalas maneiras delicadas com que sempre se
nouve para comigo, e finalmente ao distiocto ad-
ministrador, cuja bondade jamis ficar no olvido.
A tao nobres cavalleiros, o muito que poderia di-
zer, nada seria comparando com o que de jus lhe
pertence.
O artista fadado a comprehender os sentimen-
los para meluor exprimi-los, nao esqueceria por
certo a gratidao que foi sempre a divisa dos
que presam a Qdelidade no cumprimenlo de seus
deveres. Ao terminar meus trabalhos aceoicos,
resta-me pois reiterar os respeitosos votos de es-
tima e 8impathia ao publico pernambucano, a
quem pego desculpa de elgumss faltas commet-
lidas oa ardua e espinhosa tarefa de agradar a
todos.
ParaoAracaty
'eaega a paawgairos hiaie Santa
Aira o Rio de Ja-
neiro
Pretende seguir com multa brevidade o brigue
escuna Joven Artkur, pava e reata da carga que
iba Wta trata ee eam oa seos consignatarios
Azevedo & Mendes, no seu escriplorio ra da
Crus n. 1.
Barca Flor de S. Simo.
Sahe impreterivelmente no dia 29 do corre-
le para Lisboa e Porto, para onde recebe anda
alguma carga e paisageiros: a tratar com Carva-
Iho Nogueira & C, ra do Vigario n. 9, primeiro
andar.
Rio de Janeiro
a vel jira e bem conhecida barca nacional Ama-
lia, pretende seguir com muila brevidade, tem
parte de seu carregameoto prompto ; para o res-
to que lhe falta, passageiros e escravos, pera os
quaes tem exeellerrtes commodos, trsta-se com
es seus consigo alario Azevedo & Mendes, no
sou escriplorio ra da Cruz n. 1.
Atsos martimos.
GOMPAimiA PERXAMBUCASA
BK
Navegado costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cau do Aaiu', Aracaty, Ceara',
e Acaracu*.
O vapor Jaguaribe, commandante Lobato,
sahir para os portos do norte at o Acarac no
dia 7 de outubro as 4 hars da tarde.
Recebe carga at o nW6 ao meio dia. Eocom-
meadas, passageiros e diuheiro a frete al o dia
da sahida as 2 horas : escriplorio no Forte do
Mattos n. 1.
Attencfto.
A fabricicio da obra do slfaiate pernambuca-
no, acompanhado pela illustiaco da machina de
costura, exista oa ra Nova n. 67, por consequen-
cia a freguezia desta tenda lea servida continua-
mente com brevidade, tambem o publico que
coetuma abracar nma inveoco nova, pode achsr
slgnmas obras feilas pela machina, por nm prego
razoavel ; na ra Nova n. 67.
Na ra da camboa do Carmo, sobrado o. 8,
no segando andar, precisa-se de duas prelas que
sejam fiis e deligentes para tomarem po-de-l
e doces de vendagem.
Alnga-se urna casa na Boa-vitgem, com
bona commodos : quem a pretender, dirija-se a
ra do Imperador n. 67.
Aluga-se nma escrava que C3zinha o dia-
rio, lava e compra na ra : a fallar na casi n. 1,
ra do Seve ou Uaio, oa liba dos Ratos.
O abaixo assignado participa ao respeitavel
publico, que teodo-se eliminado da sociedade Or-
thodoxa Luterana Amor a Caridade, e que leudo
tirado por diversas pessoas do seu conhecimenlo
algumas esmolis para a testa do padroeiro da
mesma sociedade, entregou o dito diuheiro ao
Sr. thesoureiro interino, como se v do recibo
abaixo. e pelo que faz o presente para que ne-
nhuma duvida baja com o mesmo seohor. Re-
ate 26 de setembro de 1861.
Joaquim Lopes Machido.
Recebi do Sr. Joaquim Lopes Machado a quan-
tia de O^OOO, dinheiro que lirou para a festa do
nosso padroeiro. Recife 17 de agosto de 1861.
Betarmiao da Costa Dourado,
Thesoureiro interino.
Leiloes.
Rio de Janeiro
o palhabole Piedade recebe carga e escravos a
frete ; a tratar com Caetano Cyriaco da C. H.
Irmo, no lado drrCorpo Santo n. 23.
4
REAL fiOMPAMIll
DE
Paquetes inglezes a vapor
Al o dis 28 deste mez espera-se da Europa o
vapor Tyne, o qual depois da demora do costume
seguir para o Rio de Janeiro, tocando na Baha,
para passagens ele, dever-se-ha tratar com os
agentes Adamson, Hovrie 4 C, ruado Trapiche
Novon. 42.
Ceara e Acarac.
Segu nesles dias o hiato Sobralense, capillo
Rales, recebe carga a frete e passageiros; a tra-
tar com Caetano Cyriaco da Costs Moreira, ao
lado do Corpo Santo n. 23
LEILAO
MOVIS.
O agente Hyppolito autorisado pelo
testamenteiro do fallecido Justino Pe-
reira de Andrade, fara' leilao de todos
os movis existentes no sobrado da ra
do Amorim n. 41, consistindo em rao
bilia completa de Jacaranda', lou^a, v-
dros, crystal, candelabros, serpentinas,
vasos de porcelana, quadros, loucas e
urna grande infinidade de artigos que
serao vendidos a golpe de martello, e
bem assim diversas obras de ouro e pra-
ta : terca-feira i' de outubro as 11 ho-
ras no segundo e terceiroandar domen
donado predio.
LEILO
No da ter^a-fera 1 de
outubro.
O agente Evaristo, nao tendo effectuado o lei-
lao do sitio de Santo Amaro, que faz frente para
a ra da Aurora, o qual fra anounciado para o
dia 26 do correnta (setembro) transfere para o dia
1* de outubro vindouro, oo qual se ter de ef-
fecluar o leilao do mesmo ao meio dia, no ar-
mazem da ra do Vigario o. 22.
LEILAO
DE
sados.
Correij
1861.
de Pernambuco 25 de setembro de
O administrador,
Domingos dos Passot Miranda.
Correio.
Pela administrado do corroa desta cidade se
faz publico, que em virlude da convenci pos-
tal celebrada pelos governos brasileiro e francez,
sero expedidas malas para a Europa no dia 1
de outubro prximo, de conformidade com o an-
nuncio deste correio publicado no Diario de 29
de Janeiro deste anno. As cartas sero recebi-
das at 2 horas antes da que for marcada para
a sahida do vapor, e os jornaes at 4 horas
antes.
Correio de Pernambuco 25 de setembro de
1861.
O administrador,
Domingos dos Passot Miranda.
Pela thasouraris provincial se faz publico,
que 3S arrematares dos contratos abaixo men-
cionados foram transferidos para o dia 3 de ou-
tubro prximo vindouro.
Reparos da casa em que faneciona o collegio
dosorpbos de Santa Thereza em Olinda.
Rendas das casas pertencentes ao patrimonio
dos orpbos.
Venda do pisno do collegio dos orphos.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 19 de setembro de 1861.0 secretario,
A. F. d'Arjnunciaco.
O Ulm. Sr. regedor do Gymnaato manda
avisar aos pais, tutores ou correspondentes dos
alumnos internos, meio-pensionistas e externos
do mesmo gymnasio, que no dia 23 do correte
principia o recebimento das meosalidades corres-
pondentes ao ultimo quartel, que se Onda em de-
zembro deste anno. Secretaria do Gymnasio 21
de setembro de 1861.
O secretario, A. A. Cabral.
A thesouraria provincial, em cumprimeoto
da ordem do Exm. Sr. presidenta da provincia,
tem de comprar para o collegio dos orphos deata
cidade oa objectos seguintes :
300 varas de panno dn linho.
10 duzias de lencos brancos.
9 ditas de guardanapos.
100 cobertores de algodo.
12 pratos travessos forrados de louga vidrada.
Para
MOV
Rio de Janeiro,
pretende seguir com muita brevidade o brigue
nacional Veloz, tem paite de sen carregamen-
to prompto : para o resto que lhe falta, trata-ae
com o seu consignatario Azevedo & alendes, no
aeu escriplorio, roa da Cruz n. 1.
Rio Grande do Sul pelo
Rio de Janeiro,
a barca braaileira Restaurado segu com bre-
vidade ; recebe carga a frete a escravos para
ambos os portos : trata se com os conaignatarios
Marques, Barros & C, largo do Corpo Santo nu-
mero 6.
mik
O palhabote nacional Dous Amigos, capito
Francisco Jos de Araujo, segu para a Babia em
poucos dias ; para o resto da cerga que lhe falta,
trata-se -com aeu consignatario Francisco L. O.
Azevedo, na ra da Madre de Dos a. 12.
Para,
Segu em direitura ate ao dia 30 do corrente o
patacho aEmulacio, cap i lio Antonio Gomes Pe-
reira: para o que lhe falta, trata-se com Horeira
Sl Ferreira, ra da Madre ae Dos a. 8.
Baha.
Segu a aumaca cHortencia, capito Belchioi
Maelel Araujo ; para o resto da carga que lhe
falta e passageiros. trata-ae com Azevedo & Meo*
dea, ra da Cruz n. 1.
Segunda-feira 30 do corrente.
O agente Antunea far leilao em aeu armazem
na ra do Imperador n. 75, de varios movis que
sero entregues sem reserva de prego, bem co-
mo um carro de 4 rodas em bom estado que ser
eolregue por todo prego obtido pois nao ha li-
mite, as 11 horas em ponto do dia cima.
CoDtiouacao do leilao
DE
Mercaduras americanas.
Quarta-feira 2 de outubro
O agente Antunes continuar a vender em
leilao urna immensidade de objectos americanos
como sejam obras de metal prateado e de ma-
deira, malas para visgem de todos os tamanhoa
e saceos, arreios, sellas, silhea e outros muitos
arligos de gosto que se torna nfadooho mencio-
nar, as 11 horas em poolo do referido dia na ra
da Cruz armazem n. 15.
LEILAO
Sem limites.
O agente Hyppolito autorisado 'pelo Sr. Anto-
nio Duarte Carneiro Vianna, levar a leilao a
grande exposiqo .de candieiros de gaz, silo na
ra Nova a. 24, e bem assim grande quaotidade
de gaz, cadeiras, boleas, quadros para salas dt
differentesqualidides e gosto, existiodo entre
elles um par histrico, costureiros, balaios, ca-
ma de ferro, ferros para engommado (econmi-
cos), diversos objectos americanos proprios para
qualquercasa de familia e outros muitos arligos
que se tornara eofadonho mencionar, affiancan-
do-seque tudo ae vender sem reserva de prego
algum : sexta feira 4 de outobro do correte an-
no, as 11 horaa em ponto, na aupracitada expo-
sic.ao, deade j sero vendidoa oa mencionados
objectos sem reserva de prego.
Avisos diTeraos.
Os Srs. assignantes deste DIARIO
que se achain em atraco de pagamento
queiram mi ndar satisfazer seus dbitos
ata o fim do corrente mez a ra-ao de
6$ o quartel como esta' estipulado para
ot que nfio pagarem em tempo, icando
entendido que mesmo a esse preco nao
lhes permittido juntar dous e tres
quarteis.
Lava-se e engomma-se com toda perfeicio:
na ra das Aguas-Ver dea o. 38.
Precia-se de urna ama que compre e faca
o aerrico de cozinna ; na ra da Cruz a. 47, pri-
meiro andar,
Hoje 28 do corrente, depois da audiencia
do Sr. Or. juiz municipal da 2." vsra, tem de ser
arrematado por ser a ultima praga, i canoas pa-
ra deposito de assucar por 2009, balanga grande
509, um terno de pesos 3$, 5 pesos de 2 arrobas
109, urna eseada 3$, urna beianca de signal 5},
por execugo de Antonio Ignacio do Reg Me-
deiros contra Tiburcio Neves & Wanderley.
Sabbado 28 do corrente, peraote o Sr. juiz
de paz do 2. districto da freguezia de S. Fr. Pe-
dro Gongalves, depois de linda a audiencia, ir
em praga os beos seguintes : urna cama franceza
e urna mesa redonda de amarello, tado no valor
de 95$, por execugo de Antonio Ferreira de Li-
ma contra Joo Jos Mendes.
Em dias do fim de agosto perdeu-se um par
de oculos com 4 vidros, de srmacao de prala,
faltando urna astea pequea ; quem o achou,
querendo restituir, leve-o a ra do Rosario da
Boa-Vista n. 55, de ser gratificado.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra da Cruz do Recife n. 31 ; a tratar no arma-
zem do mesmo-
Precisa-se de urna ama de idade para cui-
dar nicamente de changa ; na ra da Cruz do
Recife n.31.
Em praga publica do juizo dos feilos da
fazeoda provincial se ha de arrematar a quem
mais der os beos seguintes:
Urna cata terrea na ra do Bom-Gosto, fre-
guezia dos Afogados n. 19, com 18 palmos da
frente o 50 de fundo, pequeo quintal em aber-
to, em chaos foreiros e avahada em 50$.
Outra dita na mesma ra n. 21, tendo 18 pal-
mos de frente e 50 de fundo, quintal em aberto,
chaos foreiros e avallada em 50.
Cujaa casas fonm penhoradas por execugo da
fazenda provincial contra os herdeiros de Joa-
quim Caetano da Luz.
Urna olaria na ra da S. Miguel n. 6, sobre
pilares, coberta de tenas, com competente forno
e um quarto, em bom estado, avaliado o seu
rendimeoto annual em 600$.
Cujo rendimeoto foi penhorado por execugo
da fszee-la provincial c^itra Jos Buarque de
Macedo por Maooel de Suuza Jardim.
Um carro de 4 rodas pintado de verde e ava-
liado em 4009.
Outro c*rro de 4 rodas com todos os seus per-
teoces, n. 44. em bom estado e avaliado em 600-5.
CujOs carros foram penhorados pela fazenda
provincial contra Augusto Ficher.
:A renda annual do sobrado no largo do Para-
so n. 49, com commodos para familia, avaliada
em 2509.
Cuja renda foi penhorada por execugo da fa-
zenda provincial contra a viuva e herdeiros do
marquez do Recife.
A renda annual da casa terrea no Pogo da Pa-
oella o. 75, avaliada em 729.
A renda annual da casa terrea no mesmo lu-
gar n. 76, avaliada em 48$.
A renda annual da casa terrea no mesmo lu-
gar n. 77, avaliada em 48$. ^
A renda annual da casa na Casa l-wle n. 4,
em meo eUado avaliada em 369-
A renda aoaaal 4a o no mesmo lugar o. 5,
em mo estado, avaliada em 369.
Cujas rendas foram penhoradas por execugo
da fazenda provincial contra a viuva de Miguel
Francisco Gomes.
A renda annual da casa terrea na ra Direita
dos Afogados n. 35, com 2 quartos, 2 salas, co-
sinha fora, quintal com cacimba, avaliada em
969000.
Cuja renda foi penhorada por execugo da ra-
teada provincial contra Antonio Yaz Salgado.
A renda annual da casa terrea no Campo Grao-
de n. 5, avallada em 96$.
Coja renda foi penhorada por execugo da fa-
zeoda provincial contra Paulido da Silva Min-
delo.
A renda annual da casa terrea no Monteiro n.
17, com solio e sitio bem plantado, e teodo com-
modos para familia, avaliada em 5009
Cuja renda fot penhorada por execugo da fa-
zeoda provincial contra Antonio Pinto de Barros.
A renda annual da casa te/rea na ra do Om-
ito Cantos, em Olinda, n. 4, com commodos pa-
ra familia e um pouco arruinada, avaliada em'
969000.
Cuja renda foi penhorada por execugo da fa-
zenda provincial contra os herdeiros de Antonio
Jos de S Aranjo.
A renda annual da casa terrea na ra de S.
Pedro Martyr, em Olinda. n. 4, avaliada em 96$
Cuja renda foi penhorada por execugo da fa-
zenda provincial contra Maria Elias do Carmo.
A renda annual da casa terrea na estrada de
Joo de Barros, n. 3, avaliada em 1203.
Cuja renda foi penhorada por execugo da fa-
zenda provincial contra Alexaudrino Ignacio.
A renda annual da casa terrea na ra dos Pra-
zeres freguezia da Boa-Vista n. 14, com suffl-
ciente commodo para familia, avahada em 120$.
Cuja renda foi penhorada por execugo da fa-
zenda provincial contra o vigario Feliciano Pe-
reira de Lyra.
A renda annual da casa terrea na Capunga n.
61, com 2 salas, 2 quartos e sem cosioha, toda
arruinada, avaliada em 809.
Cuja renda foi penhorada por execugo da fa-
zenda proviocial contra Manoel Camello Pessoa
por Ivo Correia do Nas.cimento.
A renda annusl da casa terrea na ra do Quia-
bo n. 56 freguezia dos Afogados com commodos
para pouca ftmilia, em mo estado, avaliada em
409000.
Cuja renda foi penhotada por execugo da fa-
zeoda proviocial contra oa herdeiros de Jos Vi-
torino Corris.
Urna casa terrea no largo do Amparo n. 1, com
21 palmos de frente e 53 ditos de fondo, com a
frente de podra e cal e os oites de taipa, ava-
liada em 1509.
Cuja casa foi penhorada por execugo da fa-
zenda provincial coaira a Irmaodade do Sr. Bom
Jess da Graga do Amparo.
Os pretndanles comparegam as 10 horas do
dia 3 de outubro do corrente auno oa aala das
audiencias, que a ultima praga.
Aluga-se
um grande armazem com frente paca
ora ampa entre o trapiche do Cunha
e da companhia na ra do Amorim : a
tratar com Luiz Borges de Cerqueira na
ra do Vigario n. 5.
Em virtude da delibera cao dos
credores da massa fallida de Siqueira &
Pereira, em reunio de hontem, sao con-
vidados todos os Srs. que se julgareax
credores da dita massa a apresentarem
seus ttulos no prazo de 3 dias na loja
de Jos Moreira Lopes, afim de pode-
rem ser verificados e habilitados a votar
e ser votadot. Recife 28 de setembro
del86t.
tazeni progressisla
DE
Jos de Jess Moreira A C.
Ra estreita do Rosario (esquina
da tua das Larangeiras n. 18.)
Os propietarios deate eatsbelecimento avisara
a seus numerosos freguezes e bem assim aos se-
nhores de engenho, lavradores e mais senhores
desta prags que ae acham com um eompleto sor-
limento de gneros dos melhores que podem vir
a este mercado, os quaes esto resolvidos vendar
maisbaralo do que outro quslquer; offerecem
eata vanlagem por vir por conla propria: abaixo
descrevemos alguna dellea:
Manteiga ingiera oerfeitamente flor a 880.
Dita franceza 640 is., em barril faz-se algum
sbilimenlo e afiaogam a boa qualidade.
Cha hysson da primeira sorte, o melhor que ha
a 2$700.29000 e 29240 a libra.
Dito prelo a I96OO.
Chocolate francez a 1;>120.
Dito portuguez a 800.
Prezunto portuguez vindo do Porto o melhoc
que pode ha ver a 500 e 440.
Paios e lioguigas dos mais novos a 660 res a
libra.
Caxinhas douradas com paasas proprias para
mimo a 2*000.
Ditas com urna arroba a 79OOO e 400 rs. a libra.
Caixas com roassas linas de todas as quali-
dades.
Estreiioha, pevide e mais massas por 79000 e 720
a libra.
Marmelada imperial dos melhores fabricantes
de Lisboa a 966 a libra.
Massa de tomates o melhor que ha em latas de
1 libra ele meia libra a 960
Vinho Figueira a 600 ra. a garra*.
Dito Lisboa a 560, 480 e 400 idem.
Dito do Poito em pipa a 720 idem.
Dito engarrafado do melhor que ha a 1$000 a
garrafa, e em caadas far-se abalimeolo.
Cat em carogo do melhor que ha a 240 rs. a
libra.
Arroz a 100 rs a libra, e em cuias faz-se abali-
meolo.
Velas de carnauba a 440 rs.
Alm destes gneros mencionado acha-se um
completo sortimento tendeles a moldados, que
se procara, oa quaes ae menciooaro em outra
occasio: sQanga-se a boa qualidade, bom peso
e boa medida, s no PROGRESSISTA.
Compram-se as seguintes obras : Sturne.
calculo deferencial e integral; Lacroix, calculo
defdrencial e integral; e Regnault, clnica: na
praga da Independencia lis. 6 e 8.
Aluga-se o primeiro, segundo andar, sollo
e a loja propria de negocio do sobrado da ra
reila n. 9, com fundos para ra da Penha.
ou em separado : na ra atraz da matriz
da Boa-Vista n. 36, ou no mesmo sobrado.
A pessoa que annuneiou vender a loja do
ferragens, dirija-se ra da Imperatriz n. 47
terceiro andar das 6 s 9 horas da manha.
No dia 2 de outubro. Onda a audiencia do
juiz municipal da segunda vara, vai em praga
para ser arrematada por quem mais der, a pro-
priedade denominadaDoas-Unaa, sita na fre-
guezia de Jaboalo, a qual tem excedientes com-
modos, avaliada por 11:0009000 res, penhorada
a Joo Hypolito de Meira Lima e su t mulber.
por execugo que contra oa mesmos move Ma-
noel Joaquim Ferreira Esteves, pelo cartorio do-
escrivo Cunha.
Na ra do Hospicio n. 17 se dir quem tena
paca alugar dous escravos.
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO H0LL0WAT.
Milhares de individuos da todas as dages
podem lestemunhar as virtudes deste remedio
incompa ra vele provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle zeram tem seu corpo a
membros i rite ira mente saos depois de has or em-
pregado intilmente outrotratarnentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessascuras ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que Ih'as
relatara todos os dias ha muitos annos; e a
maior parte dellas sao tao sor prendentes que
admirara os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraran) com este soberano remedio
o uso de seus bragos e pernas, depois dedur
permanecido longo tempo nos hospitaes, o tea
deviam soSrer a amputagao I Dellas ha mui-
cas quehavendo deixado esses, asylos depaje-
limentos, parase nao submeterem aessaope-
rago dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusao de seu reco-
nhecimento declararan! estes resultados benfi-
cos diante do lord eorregedor e outros magis-
trados, afim de mais autentica rem sua a firma-
tiva.
Ninguem desesperara 4o estado desaude sa
tivesse bastante eonfianca para encinar este re-
medio constantementeseguindo algum tempo o
tratamento que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontesuvelmente.
Que tudo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
lireil
unto
As melho-
res machinas
de coser dos
mais afama-
dos autores de
New- Yerk :
v en d e m ae
unicam ente
no armazem
de fazendas
de Raymundo
Carlos Leite
& Irmlo, nu-
mero 12, roa
da Isepesetriz.
a 22
Compram-se escravos eriealos de 14
annos : na ra da Imperatriz a. 12, roja.
Compra-ae urna negra qua aoja prendada
bons costumea : na ra da Imperatriz n. 12.
Alporcas
Gaimbras
Gallos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabega.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas de anus.
Erupges escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Friuras.
Gengivas escaldadas.
I n chaces.
Inflammagao do ligado.
lnflaumago da bexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulhes.
Queimadelas.
Sarna.
Supurag5es ptridas.
Tinha, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos.
Cceras na bocea.
do ligado.
das articulacoes.
Veias torcidas ou no-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de tedos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas da sua venda em toda a
America do sul, Havana Hespanha.
Vende-se a 800 rs., eada bocetinha conten
urna instruego em portugus para explicar o
modo de faxer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 22,
Pernambuco.
PH\RMACIA-BiVRTHOLOMEO
Roa larga do Rosario n. 36
Rob l'Affacteur.
Ptalas de Allexoa.
Pilulaa americanas,
vermfugo iaglez.
PilulasHollo-vray.
Ungento Hollovrav.


w
DIARIO DB PlftftMUJCO. SABIiDO 18 06 SETEMBRO OB Uf 1.
Atten^o.
CaUforni* de fazenAts
por todo pYe$o, na Ma
do Queimado 45 na
bem eoahecida \ ja do
eTtaueJo.
Os proprietarios deste estabelecimeoto estao
tazeod.o urna liquidarlo sem limite de prego e
por isso previne ao respeitavel publico e em par-
ticular aos seus freguezes que preslem alinelo
para o que vai abajxo transcripto.
oletea de velludo de cor e pretosa 5*. ditos
de gorguroj de seda a 3 e 4J camisas fraoce-
Z86 a lg280, caigas de brim, de ganga a 3g e 2,
duzias de metas para senhoras a 3$ e a 49, ditas
para meninos a 2#, ditas para meninas 29500.
ditas para bomens 1J400 e o par a 140 e outras
militas qualidades por lodo o prego, chapeos de
castor braocoa 10, ditoa de seda a 5$, paoooa
para mesa a 49 com bolotas, ditos ditos a 39S00,
aberturas brancas a 280 e de cor a 280, chitas
boas a 120 o corado, obras feitas de todas ae
qualidades assim como tambem tem chalin de
urna cor a 540 o corado, manteletes pretos por
!0 59500, enfeites de vidrilho pretos e de lencos grandes de gorguro de seda pretos intei-
rosl600elS800. grvalas a 640. 560 e 320, vesti-
dos de seda pretos a 4(9 faxendaa que cuslou 60g e
709. assim como tambem de cor pelo mesmo
preco. ditos que nos cuslaram 1409 ditos borda-
dos de velludo a 809 e a 609 cada un, assim
como temos velludo preto a 29500 o covado, dito
de cores a 29500, fil bordado a 19 a vara, mui-
to Unos challes de frocos a 4$ e 58 cada um,
meias prels e brancas de seda muito Anas a
*K* 29 o par, ditos de seda lisas para senhora
25"" o par assim como bordados.com bico a
ISbOOo par colarinhos de algodao a800rs. a du-
zia e um 100 rs., ditos de linbo a 400 ib. um, as-
sim como tem golas manguitos e camisiuhas,
grosdenaples de cores e pretos selim preto
maco, cortes de casemirss de cores e pre-
tas, saidas de bailes, tudo por prego que con? 1er
o freguez o que garantimos que oo setnieita
diuheiro.. '
Aluga-se
Trempe n. II :
dara.
Na ra da Madre de Dos n. 6. armazem de
Machado & Rodrigue, vende-se milho em saccas
Doaa a 39500 cada sacca dinheiro vista.
Vende-se urna taberna em muito bom lugar
e de poueos undos, para principiante : para in-
ormacoesdinjam se ra do Sol o. 29, taberna,
que se dir quem vende.
. Precisa-se alugar urna escrava para o ser-
Tico de urna cae de pouca familia ; na ra lar-
ga do Rosario o. 21.
urna casa [ terrea na rus da
a tratar na ra Direita n. 24, pa-
Jajme,
cabelleireiro, trancadore
deseuhador em cabellos,
contina em seu esUbelecimento na rus do Quei-
mado n. 6, primeiro sudar, a exercer as funecoes
de sua arte com asseio e promplidao. Tinge ca-
bellos e barbas por um processo facilimo, exlrahe
as caspas por meio do tricopherous ; este excel-
ente remedio nao s extrahe as caspas como faz
reBasccr os cabellos: itto garante o annuncianle.
Barato.
Linha da carretel, 200 jardas a 60 rt.
Clchete* fraocezes, caixinha a 60 rs.
' Agulhas francezas, caixinha com 6 papis (es-
tao principiando a errojar) a 120 rs. : na ra do
Uueimado, loja d'aguia branca n. 16.
* Na ra do Queimado, loja de ferragens n.
13, vendem-se queijos novos vindos dos portos
do norte pelo vapor Jaguaribe.
Vendem-se
na ra deHortag o. 106 os seguales trastes de
amarello : 2 meias commodas, 2 cadeiras de ba-
lanco. 1 jogo de consolos, 1 sof, 1 cama france-
sa, 1 mesa redonda.
Vende-se um cavallo rozilho muito novo
carregador baixo, com 7 palmos de altura, mui-
to propno para carro ou cabriolet : na Iravessa
da Trempe, aitio n. 2.
Leite puro,
Ven_de se na ra estrella do Rosario, loja n.
30, a 320 rs. a garrafa, e se garante a boa quali-
dade : quem o quizer deve lazer a encommenda
na mesan casa no dia antecedente at o malo
da.
Aluga-se o sitio n. 3 no Caldeireiro ; quem
o pretender, dirija-se a ra da Cruz n. 30, escrip-
torio do Sr. Joo da Silva Faria, ou a ra do
Moodego n. 51.
Os abaixo assignados tenham a bondade de
apparecer na ra Nova n. 21, loja do Germano.
Americo de Urzedo.
Luiz Francisco da Veiga.
Jos Antonio Ferreira da Silva.
Justicio da Silva Maie.
Francisco Xavier Venancio Pimenta.
Pedro de Aasis Campos.
Euzebio Bezerra Cavalcanti.
Manoel Rezendo do Reg Barros.
Tachygraphia.
O lachygrapho C. Faleo d licoea de sua arte
por mdico prego : as peisoas que quizerem uii-
lisar-se de seu prestimo. deixem seus nomes e
moradas na ra estreita do Rosario o. 16, aonde
acharo as precisas informsces.
Ama de leite.
Existe para ser alugada para criar urna escra-
va moga, sadia, com bastante leite e novo : quem
a pretender, dirija-se a ra da Cadeia n. 41, no
primeiro andar, ou no largo da igreja da Eslancia
-numero 22.
Agencia de passaporte.
Claudino do Reg Lima lira passaporte para
dentro e fora do imperio por commodo preco e
presteza : na ra da Praia n. *7, primeiro andar.
A irmandade das almas, erecta na matriz
de S. Fr. Pedro GongaUes do Recife, convida a
todos os seus" irmos para assistirem no dia 29
do corrente a festa e Te-Deuoo que a mesma ir-
mandade tem de fazer ao seu padroeiro o arerran-
jo S. Miguel.
Manoel Moreira Campos,
Escro interino.
M SI.
annunciante da ra Di-
reita n. 43,
pergunta-lhe Jos Garca da Silva se tinh* (como
de suppr) alguma; fizeira no fronlisptcio do
f.... ., pela qual fosse impatado de observar cor-
rectamente o seu annuncio porque desgracada-
menlea um formidavel Olllllll! que o deix-
ra de comprehender : prvino-o, porlanto, que
se a luz fiel do esclarecimento para si mais es-
cura que a senda infernal da estupidez, peca de-
Tidas explicacea a quem melhor a saiba inca-
ninhar; (desprezaodo aa de alguna alcateyas!III
que anda peior u Mibam definharj e depois ve-
ana concluir o trato na caaa de que trata o res-
pectivo annuncio, pois Dio lem o direito abso-
luto de insultar a ninguem to experiaotemente
pelas folhaa publicas, mas aer deaculpado pela
ignorancia que o orna...... sqai fica, porlanto, o
mesmo Sr. Garcia aa suas ordaps por mais tres
xlias para ser lembrado do tal Iralo fqae ignora)
cumprido risca como sempre foi de seu eos-
lame.
Atten^o.
Consta-noa que a irmandade das almas da fre-
guezia do Corpo Santo, leva araaoh5a, pela pri-
neira fez, na festa de S. Miguel, uma grande
primeiro andar.
Ensiao de preparatorios.
O bacharel A. R. de Torres Baodeira, professor
de geographia e historia anliga no Gymnasio des-
ta provincia, tem resolvido abrir novos cursos de
rhetorica, de geographia e de philosophia, assim
como das lioguas franceza e ingleza, a principiar
do da 20 do corrente ; na casa de sua residen-
cia, ra do Imperador n. 37, segundo andar en-
trada a direita.
O abaixo assignado faz publico que perdeu
o meio bilhete n. 1802 da segunda parte da quin-
ta lotera de S. Pedro Marlyr de Olinda, que
corre no dia 2 de outubro vindouro, e roga a
pessoa que o tiver echado o queira entregar ao
abaixo assignado, que prometi fazer valer seus
direitos contra quem com elle se apresentar e
j prevenio o Sr. thesoureiro para s pagar ao
mesmo abaixo assignado, caso saia premiado.
Bacharel Antonio AnoesJacome Pires.
Quem quizer alugir urna crioula que lava,
engomma e cosinha tudo com muito asseio e
porfeigio. de pouca idade, robusta e asseiada,
pode tambem servir para comprar se fr preciso
que capaz e de muito boa conducta : nesta ty-
pographia se dir quem alugs.
Furtarara no dia 25 do correle da loja do
arco de N. S. da Conceico n. 6, urna cartera
contendo dous recibos e urna lettra de 400$, sa-
cada no dia 18 de junho a vencer a 18 de outu-
bro pioximo vindouro, a favor do Sr. Joaquim
Perora Camello aceita pelo Sr. Maximino Mar-
tos da Silva Borges, endocda pelo Sr. Jos Au-
topio Ferreira Vinhas, cuja lettra lem a firma do
annunciante em virtude de querer deaconta-la
poinvconcordando com o aceitante j delle re-
cebeu algum dinheiro que existe racibo separado
j tendo o annunciante prevenido aos Srs. ci-
ma, previne ao respeilavel publico que nao faca
negocio algum com a mesma poia nao lera vieor
Kecife 26 de setembrode 1861
Jos Salvador Pereira Braga.
NSo sabendo a directora da so"
ciedade Kecreio Familiar a mo
rada dos senhores socios, por s-
so convida-os a virem pagar as
mensalldades; e outrosim a to-
maren! bilhetes de entrada para
poderem ser admittidos na par-
tida, que devera' ter lugar" sab-
bado 28 do corrente, devendo
os mesmos senhores procurar os
ditos bilhetes na ra d'Alegria
n 3, ou na do Hospicio n. 44,
das 3 horas da tarde a's 9 da
noite.
V secretario,
Jos Alves da Silva Pereira.
H ~~ fi0*0 d Ro,,rio 0Ddil0 porluguez vai para
Oflerece-se urna mulhf r de meia idade para
:":.dnoq.q&ernT9:: ,ue,D preci8,r- dirij-e
Dm homem eatrangeiro, mestre de refloa-
vio de assucar e perfeito na aua arte, cfferece-se
Mr"* f*br,ca: ,r,ur u- d t'-
Atten^o.
Tendo o Sr. Jos Garca da Sirva annunciado
por este Diario para se retirar para o Rio de
Exposicao
INDUSTRIAL.
A com mis sao ^ncanregada
de convidar os Srs. membros
das corporacoes de artes e in-
dustrias, desta e da cidade de
Olinda, prepararen! os tra-
balhos que pretenden! apre-
sentar exposicao de 7 de no-
vembro, suppondo quealguns
desses senhores deixem de
emprehender a realisago de
suas ideas patriticas por
falta de meios, convida a
aquelles que estiverem nes-
sas circumstancias a dirig-
rem-se, no mais breve espaco
de tempo, livraria n. 6 e 8
da praca da Independencia,
afim de que a mesma promo-
va a maneira de ajuda-los
se fazerem representar nessa
festa das cinco irinas, Ala-
gas, Pernambuco, Parahiba,
Rio-Grande-do-Norte e Gear.
LOTIBI4
Acliam-se a venda na thesourana das
loteras ra do Crespo n. 15 e as casas
commissionadas os bilhetes da segunda
parte da quinta lotera de S. Pedro
Maityr de Olinda. A extraccao tera'
lugar impreterirelmente no dia quarta-
eira 2 de oulubro prximo. As sor-
tes de 6:0004 e 3:000^ serSo pagas 3
dias depois da extraccao e as outras lo-
go a entrega das listas.
O thesoureiro,
Antonio fase Rodrigues de Souza.
Francisco Jos de Alencar Alcaotarino fa-
bricante de sabio e da velaa de todas aa quali-
dades, achando-se presentemente desempregado
olT-rece-se para contratar negocios ledenles a
sua arte com qualquer pessoa nesli ou em ontra
provincia : quem quier de seu prestimo se uli-
lisar dinja-se a ra do Brum n. 42. podendo em
antea se conformar com os seus ex-p'atrea Scolt
Wilson & C, de quem foi fabricante por 4 an-
nos e de mais algumaa pessoss saber seu com-
poitamento.
nwB
DE
Escultura em Marmore
Caes do Rfftnos n. 30.
Se fazem pelos precos seguintea:
Consolos Luix XV de 12ja 15^.
Jardinoiras dem idem de tOfi a 30.
Consolos lisos de 9 a 12j.
Mesas redondas de ltj) a 25.
Lavatorios de 12 a 30.
Aparadores de 20$ a 35$.
Letras gravadas doundas ou embutidas con-
forme os caracteres e tamanhos de 100 rs. cada
urna a i.
Pedra para collocar aa ditas, cada palmo em
quadro a 1.
Concerta se alabastro, jaspe e porcelana.
Recebem-se pedras usadas em troca, quer se-
ma ou nao de Irastes, anda mesmo quebradas.
Precisa-se de urna ama para o servico in-
terno e externo de urna casa de pouca familia :
l do Carmo (outr'ora Sarapatel) n. 1,
Importante
Aviso
Na loja de4 portas da ra do Queimado o. 39,
acha-se um grande armazem com lodo o srti-
mantode roupas feitas. paracujo Cm lem mon-
tado urna offleina de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfeito mestre vindo de Lisboa pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que ee' Iba
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
lllms. Srs. offlciaes Unto da armada como do
exerclto.
Faz-se fardas, fardos com superiores preparoi
e muito bem feitas, tambem traU-se fazer o far-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinoa que de
la vieram ; olm dlsso faz-se mais casaquiohas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singlos ou
bordados a espequilha deouro ou prjia, ludo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadorea e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbra aonde se faftem as melhores
conhecidas at hoje, assim como lem muito ricos
desenos a matiz de todas as cores
.o2-
:S|
3&
T
* O 2 fin _
f!Hii
proprios para
Aluga-se
um andar com frente para a ra dos Patos e fun-
do para a da Roda n. 23, o qual lem duas sa-
las, dous quartoa, terrajo, cozioha e sumidouro
para aguas servidas, com entrada para ambas as
ras; a tratar na praca da Independencia n. 22.
Prederico Chaves aluga seu sobrado sito no
Poco da Panella, com muitoa bons commodoa
para familia, cocheira. estribara, casa para cria-
dos, jardim aoa lados, cacimba, e bom terreno ;
quem o pretender, pode-se dirigir-ae a ra da
Imperatrizo. 19.
tardamento de pageos ou criadoa de libr que se 5
tari pelo gosto i franceza. Na meama casa en-i m
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
,---------w jaqueta
tranceza bordadas ao meamo gosto. Affiancando
que por tudo se fica regponsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nlo se falta no
da que se prometter, segundo o systema d'oode
veio o mestre. pois espra a honrosa visita doa
dignos senhores visto alienada perdem em es-
penmentar.
Na loja d'aguia de ouro, roa do Cabug n. 1 B
recebeu um completo sortiraenlo de gollinbas de
missanga, sendo de todas ascores
Attenco.
Em andiencia do Sr. Dr. juU. de orphios, no
da 3 de oulubro prximo, s 11 hor.s do dia, se
ha de arrematar por venda em ultima praca.
requerimentodergula llanadas Virgeus, um
terreno co* caaa de palha coberta de telhaa, com
d palmos de frente, igual largura no fundo, e
com boas larangeiras, na estrada de Joo Fer-
nandes Vteira, freguezia da Boa-Visle.
Sorveles.
Todos os dias de trabalho. das 6 I [2 horas at
o horas ; na ra da Imperatriz n.3.
Na padaria da ra dos Pescadores precisa-
se de um Irabalhadorede um cozlnheiro.
O bacharel Gusmao Lobo, promotor
publico e advogado. pode ser procurado
em casa de sua residencia, ra do Ca-
bug n. 61 D.
No da 22dejulho do corrente anno, au-
seniou-se de bordo do vapor Tgaarass um
mulato criado, de nome Faustino, idade de 21 a
aD n08' poaco mais ou menos, natural da cida-
de da Granja e de propriedsde do Sr. Jos Anto-
nio de Barros, resid-nte alfi, cujos signaes sao os
seRuioles : alto, corpo regular, cor amarellada,
cabellos carapinhos, nariz proporcionado, bocea
grande, beicos grossos, bons denles, malfeito d
ps, anda sempre bem vestido e penteado ; o
supracilado mulato anda pela ra da Aurora in-
titulando-se forro : roga-se as autoridades poli-
ciaes e capitana da campo a apprebeosao do pre-
dito mulato, e leva-lo ao largo da Assembla n.
12, segundo audar, ou em casadolllm. Sr. com-
mendador Manoel Gongalves da Silva. Gratifica-
se com 50.
Apurado gostoj
Gurgel & Perdigao.
Receberam pelo ultimo paquete francez
superiores vestidos de seda de cores, de
differentes gostos e feitios, manteletes de
novo modelo, capas compridas a prdphe-
ta o mais rico e moderno que tem vindo
a este mercado, superiores corles de
cambraia bordados, leques de madrepero-
la de diversos precos, todas estas fazen-
das existem em pequea quanlidade,
experiencia pra ver ae agradam no mer-
cado : na ra da Cadeia luja n. 23.
Por barato prego."
Colxas de lia e seda propriaa para ca-
ma e cobertas de piano a 5, faieoda
que pela qualidade vale 15, gollas e
manguitos de fusto, ditas de cambraia
de Moho a 3opar, punhos'e gollas de li-
nho ou de fusto bordados proprios para
roupSo a 3. saias bailo de madapolo a
3S : na loja de Gurgel & Perdigo, ra da
Cadeia o. 23.
em casa de
na ra Di-
9

9
m
9

9
O bacharel Witrutio po-
de aer procurado na ra
Nova n. 23, sobrado da es-'
quina que volla para a
camboa do Carmo.
f
nmea, que segundo nos informa pessoa enlen- Janeiro, desda j declaro que o nao pode fazer
aiat na materifl, urna das mais elegantes que' "n> 1* d cumprimen) ao que tratoa na ra
WtP composto o insigne professor Fscftjnet. I Mreita n. 43, poia o mesmo senhor oo ignora a
JraatnccaodeMBlraU. 6
HN
Offerece-se
urna ama para cosinhar e comprar
homem solteiro ou de pouca familia
reita n. 46.
Carvalbo,Nogueira & C. na ra
do Vigario n. 9, primeiro andar, sacam
sobre Lisboa e Porto.
Ltva-se eengomma-ie com aceio
e promptidao : na ra das Aguas-Ver-
des sobrado de um andar n. 21.
Becco da Boia n. 2.
Loja de roupa feita.
Caf e Lunch.
No terceiro andar, na mesms casa faz-se
comida para pensionistas,
por preco muito commodo.
Aluga-se o armazem do sobrado n. 62 si-
lo na ra da Guia : quem o pretender dirij-se
a ra de Hortas n. 1, que achara com auem
Iratar. *
Aluga-se urna casa terrea com muilos
coni modos, quintal murado, cacimba, porto pa-
ra o rio, propria para ae passar a festa, na po-
voacSo do Monteiro: a tratar na ra do Queima-
do n. 36, loja de ferragens.
Ra Direita esqui-
na da travessa
deS. Pedro ni6.
Rlquissimo sorlioiento
de tamancos moda do Porto com miia perfeico
e a meama seguranza, assim como tamancoa de
todas aa qualidades para aenbora. homem a me-
nino, que ae vende tanto a retalho como peque-
as e grandea porcoes, por menos prego do que
em outra qualquer parle.
Jos Mara da Coila Piolo retra-se para
fora do imperio.
- -w v ^ -v ar^ar av^av *' ^^^pr^pr^B^k^^P
Aiugam-se duas das melhores casas no
Cachang : a tratar na ra da Paz n. 42.
A commissao liquidadora dos ere-
dores da massa do fallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aos Srs.
devedores a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commissao todos os dias uteis das 10 ho-
ras da manhaa as 2 da tirde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commissao roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a obrigue a lancar
mao dos meios judiciaes ou do jornal
para haver essas importancias de que
sSo seus devedores.
Aluga-se o segundo andar do sobrao
37 na ra do Amorim ; a Iratar na ra da Cadeia
n. 62, segundo andar.
Precisa-se alugar um sobrado de um andar
no bairro de Santo Antonio, que lenha commo-
doa para familia ; na ra do Imperador n. 67.
Alugam-se o segundo e terceiro andares
con soto da casa da ra do Trapiche n. 44 ; a
tratar no mesmo armazem de.fazeodas.
Casa para alugar.
Na ilha do Retiro, Passagem da Magdalena, a
pnmeira que se acha destacada, a melhor do lu-
gar, tanto pelos commodo?, como por estar na
melhor posicao : a tratar na ra Nova n. 38, loja.
Aluga-se urna caaa com excedentes com-
modoa, com grande sillo com arvoredos. cacim-
ba com bomba, tanque, cocheira e estribara, a
qual est edificada com frente para a principal
estrada, e maito perlo da cidade : quem preten-
der, dirija-se a ra da Cadeia n. 9.
A commiaso liquidadora dos credores da
casa do fallecido Manoel Buarque de Macedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou contas de hvroa, que se diri-
jan) com os seus ttulos ra da Cadeia do Re-
cife n. 26. primeiro andar, das 10 horas da ma-
nhaa s 2 da tarde, para serem verificados e clas-
sifleados pela referida commissao
Sitio muito fresco.
Aluga-se ou vende-se um sitio na Torre,
margem do rio, com boa casa de sobrado muito
bem feita, com bastantes commodos, estribara
para 4 cavallos, cocheira para carros, casa para
fetor, cacimba com boa agua de beber com bom-
ba de puxar agua, fructeiras da diversas quali-
dades, capim para 3 ou 4 cavallos, bom banho do
no, sitio murado, etc : quem pretender, dirija-
se a ra Nova n. 15. primtire andar.
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso, Santos 4 C. sacam e tomam
saques sobre a praca de Lisboa.
Devido voto de grado.
Bheumaiisnio na eanella da perna.
Declaro que, padecendo eu no loogo tempo de
quatro annos e meio de rheumatismo na csnea
da perna, soffrendo excessivas dores, que impos-
sivel me era dormir bem, nao podendo obter me-
moras, recorr ao Sr. Ricardo Kirk. escriplorio
na ra do Parto n. 119, e com urna applicaco
das suas chapas medicinaes flquei perfeitimenle
bom no curto espaco de 31 diss. Por Isso tributo
ao meamo senhor os votos de mena sinceros agra-
decimentos. Roa da Prainha n. 3*, Rio-de Ja-
neuo.-.Antonio Rodrigues Sette.
(ratida
a mais sincera
Rheumatismo em im tornozelo*
Ilavendo eu padecido do rheumatismo em um
tornozelo, que por me causar agudissimas dores,
nao me era posaivel andar nem dormir bem, e
usando varios remedios e medicamentos sem
achar o mnimo refrigerio, recorr ltimamente
?o Ricar<, Ki,k morador na ra do Parto n.
119, o qual applicando-me suas chapas medid-
oaes, flquei perfeitamente bom. E por isso pe-
nhorada da mais sincera gratido, Ihe tributo o*
devidos agradecimentos.
D. Mara Theodora Monteiro.
Ra da Pedreira da Glora n. 62, Rio de Ja-
neiro.
Chapas medicinaes elctrico
magnticas epispasticas.
O abaixo assignado faz publico que se acha
eocarregado de tomar as encommendas e de
mandar vir do Rio de Janeiro as chapas medici-
naos do Sr. Ricardo Kirk, lio coohecidas pela
sua efflcacia em differentes molestias: as pessoas
que pretenderem, podero dirigir-ae i ra do
Queimado, botica n. 15. que acharo nma expli-
caco para appcaco das ditas chapas
Jos Alexaodre Ribeiro.
Pilulas, paulistanas.
Sao chegadas do Rio de Janeiro as verdadetras
pilulas paulistanas ; aa pessoss que fizeram en-
commendas. ou que ae quizerem uliliasr deste
aalutar medicamento, diriiam-se 4 ra do Quei-
mado, botica n. 15.
Hemigens Kneipp, faz sciente ao
respeitavel publico e seus freguezes, que
se acha habilitado fazer escadaria re-
donda, segundo o mais moderno e ele-
gante gosto, e pelo preco o mais rasoa-
vel possiyel, garantindo sempre solidez
e bemfeitoria as suas obras: quem
pois de seu prestimo precisar, dirija-te
a ofiicin do mesmo na ra da Impera-
triz n. 25. ^
Cabelleireiro
Na jrua da Cadeia do Recife
d. 55. primeiro audar.
J. Godofredo, artista cabelleireiro acaba de es-
tabeler-se na ra da Cadeia do Recife n, 55, pri-
meiro andar, e ah eneoctraro os freguezes o
aceio necessario no desempeoho de sua arte.
Receba encommendas de cabelleiras, meias di-
tas, chinos, marrafas, enebimentos para bandos,
crescenle, trancas para anneis, trencelins, ca-
deias, braceletes etc., etc. Cortes de cabellos e
fnzados, lavagem de cabeca com a excellente
agua impetial.
Sacam sobre Lisboa
Aranaga, Hijo & C, ra do Tiapiche
Novon. 6.
A bem regulada polica
De tres cousas neceasita ;
Verdade, e proximidade,
E cumprida a ordem risca.
Sem verdade nada serve,
Porque na religi&o est :
Assim a proximidade
Para com justica obrar.
Nao haven Jo estas cousas,
E melhor oo ser vvente ;
Porque condemnado est
Toda a pessoa que mente.
Polica mal entendida,
Com mentiras, e sem razo,
Arraslam muitas desorden?,
E socego nio ha nao.
Attenco,
Jos Vaz de Oliveira, natural da freguezia de
Santa Mara Magdalena de Gouvmhas, na pro-
vincia do Douro, em Portugal, assistente no Rio
de Janeiro, na ra do Hospicio n. 42, declara
que tendo nesla provincia de Pernambuco, um
seu lio de nome Joaquim Pereira da Cruz, e
nao tendo sua familia receido noticias suas ha
muito tempo, motivo porque o coosideram talvez
fallecido; nesta incerteza roga o especial obse-
quio alguma pessoa que o conbeca ou tiver
conhecido.de dar algumas informacoes a respei-
lo, nesta cidade de Pernambueo, em casa do
Sr. Azevedo & Mendes, ra da Cruz n. f.
Ro de Janeiro 10 de setembro de 1861.
Attenco.
Todas as pessoas que esto a dever quantias
antigs ao estabelecimeoto de seceos e molhados
o largo do Carmo, esquina da ra de Hortas n.
2, tenham a bondade de mandar pagar seus d-
bitos, do contrario teio de ver seus nomes nes-
ta folha.
Aviso.
**s^as*<^-*
VgJ'.->
COjIFAMIA da yia frrea
DO
Recife ao Sao Francisco.
(limitada.)
Do dia 1 de outubro de 1861 al ontro aviso
havero doui treos para Bscada, nos dias de tra-
balho que partiro.
De manba :
Da Escada as 6 horas.
Daa Cinco Ponas aa 8 horas e %0 minutos.'
De Urde
Da Escada as 2 horas. -
Das Cinco Ponas aa 4 horas e 30 minutos.
Noa domingos e dias santos haver o trem do
coslume.
Aaeignado-ff. H. Bramah,
. 3uDerintendenle.
O Sr. acadmico do terceiro anno
Joao Jos de Moura MagalhSes, queira
apparecer a ra das Cruzes n. 44, se-
gundo andar.
Aluga seo primeiro andar do so-
brado da ma da Imperatriz n. 40, a
tratar no mesmo.
i..."
Os mnibus Apa do largo do arsenal e Beija
Flor partiro para Iguarass domingo 29 do cor-
rente, as 4 horas da madrugada, para a festa dos
Santos Cosme e Damio e voltaro quaodo os
passsgeiros concordaren) : os bilhetes vendem-se
na ra do Crespo loja da esquina 8.
Precisa-se de um excellente copeiro: na
ra do Vigano n. 2.
Liiteralura brasileira
OBRAS D BACHAREL
M. A. Alvares de Azevedo.
NOVA EDIQAO'
3 volumss en 8o encadernados i 2$000
Recebem-se assignaturas para esta obra at o
fim do corrente mez, na livraria econmica ao
p do arco de Santo Antonio, depois o preco se-
r de 16# para os nao assignanles.
Saques sobre Lisboa.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho sacam so-
bre Lisboa : no largo do Corpo Sanio, escrip-
lorio.
'. Na travessa da ra das Cruzes) n.
2, primeiro andar, continuase a tingir
com toda a perfeico para qualquer
cor e o mais barato possivel.
Advertencia.
O abaixo assignado avisa aos seas devedores
que se da data deste a 8 dias nao forem satis-
fazer seus dbitos tero o desgosto de serem
chamados juizo, visto o abuso de franqueza
que os mesmos tem feito para com o mesmo
abaixo assignado ; adverte mais que s se emen-
de com os de coala anliga, assim como tambem
se entende este com os que tem peohores de
ouro, sendo a maior parte delles sem juros, e os
que tem, sao os mais razoaveia pqssiveis, pois
foram tomados mais por fazer favores do que
por inteiesse.
Recife 24 de setembro de 1861.
Antonio Procopio de Souza Barcelloi.
Roga-se ao Sr. Francisco de Viveiros di
Costa Amorim, natural da ilba de S. Miguel, fi-
lho de Francisco de Viveiros e de Mara de S.
Jos Fraocisca d'Alagoa, ou a alguma familia
que lhe pertengs, o favor de dirigir-se a esta ly-
pographia para se lhe dar noticias da parte de
urna heraoca que lhe tocou por morte de seus
pais.
Precisa-se alugar urna ama de boa condu-
ta para cozinhar e comprar para casa de familia :
na ra da Imperatriz n. 22, primeiro andar.
Urna pessoa que se relira para fra permu-
ta por fazendas um predio que rende 1 por cen-
to ao mez, visto a falta que ha de dinheiro : a
quem convier, dirija-se a esta typographii em
caria com aa eniciaes M. S..
Aluga-se urna cabra com 25 annos de ida-
de, sadia, sabe engommar, cozinhar e lavar, bem
assim urna oulra livre, pessoa apaz, com as
mesmas habilidades ; ns ra da Praia. no pri-
meiro andar n. 31, que ahi ts ver, e ajustar.
O abaixo signado faz sciente aos credores
eos devedores da taberna n 11 da ra da Santa
Cruz, que desde o dia 14 do corrente mez que
deixou a sociedade de Ros dt C, fkaoo sobre a
posse de Prederico da Costa Bios, logo nada mais
tem com dita casa.
Joaquim Clemente de Lentos Duarle,
J. Roberto, subdito inglez, retira-se para a
Baha.
Antonio Henrique Rodrigues vai a Portu-
gal, e deixa por seus procuradores os Srs. Ma-
ooel Nuoes da Silva e Theotooio Flix de Mello.
L. Margot, cidado suisso, vai para aa pro-
vincias do norte.
Perdeu-se desde a ra da Cada do Recife
a do Crespo, urna entrada n. 18, que lem de ser-
vir domingo 29 do correte no mnibus Apa do
largo do arsenal para Iguarass ; por tanto pre-
vlne-se ao Sr. Jesuino Affonso de Barros, para
nao dar ingresso aqoem com dito bilhete ae apre-
sentar, igualmente roga-se a quem o achar fazer
o obsequio de entregar na ra do Roaano loja
n. 33. '
-~ Perante o juiz de paz do segundo dfstricto
da freguezia de S. Fre Pedro Goocalves, lem
de ser arrematados no dia 28 do corrente, finda
a audiencia, os bens seguintea : urna commoda
de Jacaranda com tres gavetas grandes, e tres pe-
queas, uma banca de quatro ps de amarello,
um bab de couro bruxiado, e um relogio de
prata com correle fuliada e uma chave, penho-
rados Conrado Augusto de Parias, por Satyro
Serafim da Silva.
O escrivo.
Antonio da Silva Reg.
Aluga-se o sobrado n. 2 B da ra de Apollo,
e a casa terrea n. 27 da ra do Burgos : a tratar
na ra da Aurora n. 36.
p MVBHGM.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar-e
que compre ; na ra direita de Santa Rila n. 5.
Quem precisar de um piano inglez forte,
ptimo para aprender, dirija-se a ra da Impe-
ratriz n, 22, segando andar, que se dir quem
vende. *
Na noite de 21 do correle desde o
thealro al ao Hospicio sitio n. 10, per-
eram-se duas almofadas de um carro :
roga-ae a quem as achou manda-las
entregar no referido sitio ou na ra do
Trapiche n. 4. primeiro andar, que se-
r gratifcalo.
SYSTE MA MEDICO DE HOLLOWAY
PI LULAS HOLLWOTA.
Esle inesliraavel especifico, composlo in teca-
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio nem alguma oulra substancia delecteria. Be-
bmo mais tenra infancia, e a compleicao mais
delicada, igualmente prompto e seguro para
desaneigar o mal na compIei$ao mais robusta;
enteiramenie innocente em suas operac,5ese ef-
fetos; pois busca e remove as doencas de qual-
quer especie e grao por mais amigas e tenazes
qu^ sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muias que j estavara s portas da
morle, preservando em seu uso conseguiram
recobrar a saude e torces, depois de haver tenta-
do inultimenle todos os oulros remedios.
As mais afilelas nao devem entregar-sea des-
esperado; facam um competente ensaio dos
eficazes efleilos desia assombrosa medicina, e
prestes recuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguales enfermedades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias ( mal de) .
Asinina.
Clicas. /
Convulsoes.
Oebilidade ou exienua-
cao.
Debilidade
ou falla de
torcas para qualquer
cousa.
Desinleria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidade no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca.
Herysipela.
Febre biliosa.
Febre inlermiten'e.
Febreto da especie.
Gotla.
Hemorrhoidas,
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammaces.
Irregularidades de
menslruacao.
Lotnbrigas de teda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis,
Abstrucco do ventre.
Phlysica ou consump-
cao pulmonar.
Retencao de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secundario.
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal) .
Vendem-se estas pilulas no esUbelecimento-
geral de Londres n. 224, Strand, enalojs
de todos os boticarios droguista e outras pessoa
encarregadas de sua venda em toda a America
do Sul, Havana e Hetpanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs., cada
uma deltas contem uma instruc;o em porlu-
guez para explicar o modo da se usar desias pi-
lulas.
O deposito gaal em casa do Sr. Soum
pbarmaceutico, na ra da Cruz n. 22 em Per-
nambuco.
i
Consultas medicas.
Serlo dadas lodos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escriptorio, ra
a Cruz n. 53, desde s 6 al s 10 horas
da manhaa menos aos domingos sobre:
1.* Molestias de olhos.
2.* Molestias de coracao e de peito.
3. Molestias dos orgaos da geraco e
do anus.
O exame doa doeules ser feito na or-
dem de suss entradas, comecando-se po-
rrn por aquelles que aoffrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos,acsticos e p-
ticos sero empreados em suas consul-
tares e proceder com lodo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, natureza e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamento que deve destru-la ou
curar.
Varios medicamentos sero tambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de aua verdadeiraqualidade,
*" promplidao em seus effeitos, e a necessi-
dade do seu emprego urgente que se usar
delles.
Pralicar ahi mesmo, ou em casa dos
doentes toda e qualquer opersco que
julgar conveniente para o restabeleci-
mento doa mesmos, para cujo fim se acha
prvido de uma completa collecco de
instrumentos indispensavel ao medico
operador.
PublicaQes do Instituto Ho-
meopathico do Brasil.
TIIESOIRO HOHEOPATHIfO
OU
VADE-MECl M DO HOMFOPATHA.
(Segunda ediccao consi-
deravelmente augmen-
tada.)
Diecionirio popular de medidla ho-
meopathico
PELO DR.
SABINO 0- L. PINHO.
Continuam as assignaturas para eslaa obra
zUaOOO em brochura at dezembro. Desee lempo
s.umintA ** "to**8'" 9eiio to**" rs.
Ra de Santo Amaro Mundo Novo) l. 8.



-- -. -'' -.- -- '-"'' .'"''.- ....
DU1I0 Bl II1MAUDCO SABBatfX) 18 ti SETEMBRO DI 1161.
(5)
1%,
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
PROGRESSIVO
ELIXIR DE SAUDE
e:
Citrolactato de ferro
I3nUo deposito na botica d Joa^uim MartiuVio
d* Cnu, Crtela A C, Tua do Cabug n. U,
ea Pemambaeo.
com
A, F. Duarte Almeid, socio que foi do armazem progresso, faz sciente aos seus fre-
guezes que tendo separado a sociedade que tinha com seu mano, acha-se de novo estabele-
cido com dous ceiados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes
de Souza, e o Sr. Paulo Ferreira da Silva; o primeiro na razo de Duarte ft Souza, e osegundo
na de Duarte Almeida A Silva: ettes estabelecimentos offerecem grandes vantagens ao pu-
blico, nao s na liiipeza e asseio com que se acham montados, como em communidade de
preco, pois que para isso resolverain os proprietarios mandarem vir parte de seus gneros
em direitura, afim de terem sempre completo sortimento, como tambem poderem offerecer
ao publico urna vantagem de meaos 10 por cento do preco que possam comprar em outra qualquer parte, por isso desejando os proprietarios acredi-
taren) seus estabelecimentos tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assirn J poder ver o
publico que pode mandar snas encommendas, mesmo por pessoas pouco pra ticas, em qualquer nm dosles estabelecimentos, quesero to bem frvi-
dos como aaviessem pessoal mente, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuneios, e assim fundados as vantagens que oflerecemos,
pedimos a todos os senhores da praca, senhores de engenho e lavradores que mandem ao menos suas encommendas a* primeira vez, afim de experi-
mentar, certos de continuaren!, pois que para isso nao pouparo os proprietarios torcas para bem servirem aquellas pessoas que frequentarem nossos
estabelecimentos, abaixo traqscrevemos algumas adices de nossos prcos, por Onde ver o publico que vendemos baratissimo, attendendo as teas
qualidades de nossos gneros.
Manteiga lUgieza especialmente eseollhida a 900 rs. a libra e em porcao ter abatimento, reeomrnenda-se aos apreciadores destete ge
ero que mandem ao menos experimentar, serlos de nada perderem pois para isso confirmamos o que levamos dito.
, dem iraDCeza a melhor do mercado a 640 rs. a libra e em barris a razo de 600 rs. a libra
L na nySSOIl e pretO 0 melhor do mercado de 1$700 a 2#800 e em porc,3o ter abatimento, e afianza-ce a boa qualidade. 0
Presunto fiambre nglez e hamburguez a 900 rs. a libra e em porcao a 800 rs.
PreSUntOS portugUezeS vindos do Porto de casa particular a 560 rs. por libra einleiro a 460 rs.
Marmeiada dosmelhores autores de Lisbo* premiada as exposicdes universaes de Londres e Pars a 19800 a lata.
CaixaS COm estreiinha pevde e rodinha a 7*000 a M e 800 r9. a libra eem porcao ter abatimento.
Latas de ameixas francezas com cinco libras a 49000 e 1*000 a libra.
PaSSaS em caixinhas de oito libras, as melhores do mercado a 2000 e a 400 rs. a libra e caixa de urna arroba a 7*000.
Espermacete Superior 720 rs. em caixa e a 740 rs. a libra.
Conservas francezas inglezas e portuguezas eoo e soo rs. o frasco.
jLryinaS portuguezas e francezas a 800 rs. o frasco afianca-se serem as mais bem preparadas que tem vindo ao mercado.
Lata COffi bolaxinha de SOda de diversas qualidades, a mutto nova a 1*450. e grandes de 4 a 8 libras de 2500 a 4500.
VinhO era garrafas Duque de Porto, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca, Feiloria e Camones a 1*200 a 1300
a garrafa e a 139 a duza.
VinhO em pipa proprios para pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 3*800 a 4*800 a caada.
Latas COm I nietas de todas as qualidades que ha em Portugal de 700 a 1*000 a lata.
Pera em CaixaS de 4 a 8 libras a melhor que se tde desejar e tem vindo ao mercado de 4* a 61 a caixa e 1*280 a libra.
Corinthias em frascos de 1 li2 a 2 libras de 1*600 a 2*200.
r ("A i? Peixe Savel pescada e outras muitas qualidades o mais bem arranjado que tem vindo ao nosso mercado de 1*400 a 1*600
Cat do RlO 0 melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
rra COS ae amendOa com 2 libras, proprias para mimos, por serem muitobem enfeitadas e de superior qualidade a 3* cada um.
Vinagre branco o melhor que temos tido no mercado a 400 rs. a garrafa e 2*560 a caada.
LOmOOS de porco, paios nativos, chonricas murallas e outras qualidades, o melhor que se pode desejar de 600 a 1*280 a libra.
Vinno BordeauX de boa qualidade a 800 e 1* a garrafa e de 8*500 a 10*000 a duzia.
MaSSa de tomate em latas de urna libra do mais acreditado autor de Lisboa e vinda a pr imeira vez a nosso mercado, de 1* a 1 9280.
Banha de porCO refinada a melhor que se pode encontrar neste genero a 480 rs. a libra e 460 em barril,
CervejaS das melhores marcas 500 rs. a garrafa e 5*000 a duzia da branca.
Vinagre puro de Jisboa 240 rs. a garrafa e 1*850 a caada.
DOCe da gOaba da Casca emcaixao a 1* e em porgo a 900 rs..
Azeite doce purificado a 800 rs. a garrafa e 9*000 a caixa com 12 garrafas.
UOgnac a melhor qualidade que temos no mercado a 1*000 a garrafa e 10*000 a duzia.
QUIJOS SU1SSOS chegados ltimamente a 500 rs e em porcao ter abatnenlo, afianza se a boa qualidade.
Genebra de Hollanda a 600 rs. o frasco a 6*500 a frasqueira com 12 frascos.
PalltOS llXadOS para denles a 200 e 160 rs. o mago com 20 macinhos, e flor a 280 rs.
dem do gaz a 3*000 a groza e 280 a duzia de caixas.
Lnocolate o mais superior que temos tido no mercado portuguez. hespanhol e francez de 1* a 1*200 a libra.
AzeitonaS as melhores e mais novas que tem vindo a nosso mercado a 1*200 a ancoreta do Porto, ea 1*600 as de Lisboa.
AmendoaS chegadas no ultimo navio a 480 rs. a libra e em porgo ter a batimento.
Al pista o mais limpo que tem vindo ao mercado a 180 rs. a libra e 5*500 por arroba.
A lm dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sortimento de ludo tendente a molhados.
H. Thermes (de Chalis) anligo pharmaceulico aprsenla hoje urna nova preparagode ferro
o nomt de elixir de citro-lacUto de ferro.
Parecer ao publico um luxo emprecar-se um meamo medicamento debaixo de formulas lEo
variadas, maso homem da sciencia comprehende a necessidade e importancia de urna tal vari-
A formula um objecto de multa importancia em therapeutica; um progresso immenso,
qiiaooo ella, manteado a essencia do medicamento, o toroa agrada-, al, fcil epossivel para todas as
idaaes, para todos os paladares e para todos 03 temperamentos.
Das numerosas preparares de ferro al hoje eonhecidasnenhuma rene to bellas qualida-
des como o elixir de cilro-laclado de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-se em urna pe-
queaaaose, e ser de urna prompta e fcil dissolugao no estomago, de modo que completamente
assimuaao; e o nao produzr por causa da lactina, que contem em suacompoaigao, a cooslipagao de
venire irequentemenle provocada pelas outras preparaedes terroginosas.
k E,,*! noT qualidades em nada alterara a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
substancia da qual o medico se nao pode dispeusaa em sua clnica, de Incomparavel ulilidade
qualquer formula que lhe d6 propiedades taet, que o pratico possa prescrever sem receio. E' o
que consegro o pharmaceulico Thermes com a preperago do cilro-lactacto de ferro. Assim este
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas preparaces ferruginosas, com o
alicata a pralica de mullo mdicos distinctos que o tem eosaiado. Tem aido empregado como im-
menso proyeito as molestias de languidez (chlorose paludas cores ) na debilidade subsequente as
hemorragias, as hydropesiaa que apparecem depoisdas intermitentes na incontinencia: de urinas
por demudado, as parolas brancas, na escrophula. no rachiliamo, na purpura hemorrhagica, na
convalescencia das molestias graves, na chloro anemia das mulheres grvidas, em todos os casos
em que o sangue se acha empobrecido ou viciado pelas radigas, aTeccoes chronicaa, cacheiia tuber-
culosas, cancrosa, syphihlica, excesaos venreos, onanimo e uso prolongado das precaogoes mer-
CUTAOS*
Estas enfermidades sendo mui frequentes a sendo o ferro a principal substancia da que o
medico tem de laucar mi para as debelar, o autor do cilro-laclato de ferro merece louvores e o
reconhecimento da humanidade, por ter descoberlo urna formuia pela qual se pode sem receio
usar do ferro. v
Consultorio medico-cirurgieo
3-.ttI3A.1IA. GLOE1A CASA. DO F\JNttA~3
Consulta por ambos os systemas.
enera da madanca para a sua nova residencia, o proprietario
e vidraceiro.
Grande e nova oflicina.
Tres portas.
31RuaDireita31.
Neste rico e bem montado estabelecimento en-
coritrarao os freguezes o mais perfeilo, bem aca-
oado e barato no seu genero.
URNAS de todas as qualidades.
SANTUARIOS que rivalisam com o Jacaranda.
BANHEIRUSde todos os tamenhoj.
SEHICUl'lAS idem dem. -
BACAS dem dem.
BAIIL'S dem idem.
FOLHA em caixas de todas as grossuras.
PRATOS imitando em perteicao a boa porcel-
lana.
CHALEIRAS de todaa as qualidades.
TANELLAS idem idem.
COCOS, CAND1EIROS e (landres para qual-
quer aortimeoto.
VIDRQS de lodos os tamaohos, mandando-se
notar aentro da cidade, em toda a parte.
Recebem-se encommendas de qualquer nata-
reza, concerlos, que tudo ser desempernado a
contento. \
O rival sem segundo, na
ra do Queimado n. 55
de fronte do sobrado no-
vo, est vendendo tudo
bom e baratissimo,pois
j tena dado provas de
suas boas fazendas, e
por precos que admi-
ran), a saber;
Padaria.
Aluga-se a padaria da travessa do Pires, a qual
est prompta de tudo, com muo bons commo-
dos, e est aioda trabalhando, sendo seu aluguel
muito commodo : a tratar oa ra da Seozala No-
va n. 30.
Manuel Alves Guerra saca sobre o Rio de
Janeiro.
Precisa-se de um menino portuguez para
caixeiro de urna taberna na cidade da Victoria :
a tratar na padaria da ra Direita n. 8i.
Para acabar.
Urna porjo de rtulos para caixa de charutos,
por pre$o mui commodo, ditos para boticas, di-
tos em branco, devoto das dores, economa da
vida humana, gramraatica portugueza do Sr. Cas-
tro Nunes, arithmelica do mesmo, cartas de ABC,
taboadas, cathecismo da doutrina christa, nove-
na da Senhora da Conceigo, dita da Senhora
Sanl'Anna, dita da Senhora do Ormo, frezeos
de Santo Antonio, raez de Mara, cartas de en-
terro, pautas de dilTerentes larguras e grossuras,
camiho do co. contendo alem da novena de
Nossa Senhora da Penha muitos versos e devo-
c5es importantes : na ra do Imperador o. 15.
Aluga-se a lojado esas da ra do Codorniz
il 6, lugar proprio de coocurrencia para deposi-
te ou taberna, econvindo, existe na mesma urna
armado de taberna, que se vender por mdico
preco; e tambem ae aluga o segundo andar da
mesma ; a tratar na ra do Vigario a. 8, primei-
ro andar ou segundo com o proprietaiio.
Na ra Direita, sobrado o. 33. defroote do
Sr. Jos Luiz, faz-se doces de diversas qualida-
des, e tem tambem seceos e de calda, faz se po-
de-ls e bolos para qualquer presente, com es-
polias, ramos, flores, tudo de alQoins, tambem
sa fazem baodejae de bolinhos de diversas arma-
$des com Uguras, Atas com letreiros, tudo com
perfeico e ommodo preo, tambem se faz pas-
tis de nata, pudins, arroz de leite, doces d'ovos
e jaleas de substancia.
mu
exposicode candieiros
ECONMICOS
O proprietario deste estabelecimento avisa ao
iutilico que contina a ter um riquisstmo e va-
riavel sortimento de candieiros para todos os ser-
vicos que se precisar, como um grande deposito
de gaz da melhor qualidade que tem apparecido,
e experimentado pelos compradores) coohecidos
verdadeiramente economices.
Candieiros econmicos a tt.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos s gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Na ra Nova d. 30 a 24.
Alten A. L. Delouche tem a honra de annunciar ao
publico e principalmente aos Srs. logistas, que
est morando em Pars, e que se encarrega de
mandar qualquer encommenda que se lhe flzer
por preco rzoavel quem quizer se ulilisar de
seus servicos, procure as informsgoes com o seu
irmio na rua|Nova o. 22.
O Dr. Antonio de Vasconcellos Menezes de
Drummond acha-se prompto para o exercicio de
sua prosso de advogado em todos os dias utels
das 10 horas da manha s 4 da tarde, no aeu es-
criptorio. ra do Imperador n 43, primeiro an-
dar, e fora dessaa occasioes, e para casos urgen-
te?, em seu domicilio na ra do Hospicio o. 17.
! Aluga-se urna caaa em Beberibe : a tratar
com J. I. M. do Reg, na ra do Trapiche c. 34.
Escriptorio de advocada.
O bacharel A. R. de Torres Bandeira contina
no exercicio da sua protlsso de advogado, e of-
ferece-se para desempenha-la tanto nesta cidade
como em qualquer oulro ponto para que o cha-
mera : pode ser procurado em sua residencia, na
ra do Imperador, sobrado o. 37, agundo andar,
entrada direita.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
frodericGautier,cirurgiaodenlista,faz
(odas as operaces da sua arte ecolloca
dentesartilciaes, tudocom a superiori-
dadeeper(ei(oqueas pessoas encendi-
das Ihereconhecem.
rea agua e psdentifriciosete.
aMA^ifi **^.*tM*.M*"malnm-mniar i i
BWHMr IWimBWi lR uWm ,Ml 'aH Uto |1]3|
O abaixo aasignado, como liquidatario da
extincta sociedide e Arma de Ferreira & Cruz,
faz publico, que tendo de ser vendido o engenho
Santa Luzia, um escravo e urna eacrava, em le-
lio publico, para pagamento dos credoros, tudo
com autorisaco do Eira. Sr. juiz do commercio
O abaixo assignado anticipadamente .convida a
todaa as pessoas que pretenderem comprar o dito
engenho e adquerir urna linda propriedade por
ser muito perto deatapraga, a irem ver e exami-
nar, para no dia que for marcado definitivamente
poderem estar completamente habilitados; e pa-
ra ver o preto e a preta, podem dirigir-ae re-
Gnacjio da ra de Horlas n. 7, e para todas asin-
formaedes que forem preciase.
Beuto Aires da Cruz.
Curso de rheto-
rica.
O acadmico Uanoel di Costa Honorato tem
aberto o sea curso particular de rbetorica na r
Oifeita n. 88, primeiro andar.
Offerece-se um mogo portuguez para cai-
xeiro de cobrancas ou escriptorio, tem boa forma
de letra e d fiadores a sua conducta : quem
precisar queira ter a bondade annunciar por este
jornal
|Gabinete medico cirurgico.g
0 Ra das Flores n. 37.
a e..i. j_j________i. .. ^
Sero dadsscons&Uas medicas-cirurgi- _
sj cas peloDr. Estevo Cavalcanli de Albu- A
9 querque daa 6 as 10 horas da manha, ac- *$
g cudindo sos chamados com a maior bre-
g, vidade possivel.
% l-o Partos. m
9 2. Molestias de pelle.
*) 3.* dem dosolhoa. j
0 -l.* dem dos orgaos ecitaes. 0
O Praticartoda e qualquer opera gao em M
^ seu gabinete ou em casa dos dotntes con- m
0 forme Ihes fdr mais conveniente. Z
^8*
Alugam-se2ou 3 prelos prop.ioa para todo
e qualquer aervigo: quem precisar, procure no
hotel Trovador, que ahi se dir quem os aluga.
stna
o -
O
09
ti ui i II fffftiw-ffffffffK
S' Josdigonia.
O secretario da contraria de S. Josa d'Agonia,
i roquarimenlo da commisso nomeada para or-
ganisagao dos novos estatutos, convida a todos os
seus irmios comparecerem domingo 29 do cor-
rente, is 10 horas da manha, no consistorio da
mesma, aflra de em mesageral a commisso fa-
zer entrega dos seus trabalhos, e dar-se princi-
pio a discussio dos meemos".
Maooel Prancisco dos Santos Silva,
Em consequenc
iba de fa
ment acaba de fazer urna reforma'complela em todoa os seus medicamentos.
proprietario deste estabeleci-
Canivete para apsrar peona a
Ditos com 2 folhas muito finos a
Frascos de macag perola muito fino a
Dito de oleo muito fino a
Tranga de laa com 10 varas, bonitas co-
res a
Franjas de Isa com 10 varas, bonitas co-
res a
Sapstos de tranga de algodao a
Ditos de dita de ISa a
Caixas com incas para charutos a
Cartas de alfinetes sortidos francezes a
Caixas de ditos ditos a 80 rs. e
Recovas
O desejo que tem de que os remedios do seu estabelecimento nao se confundam com os de 200 rs. o *
nennum outro, visto o grande crdito de que sempre gozaran e gozara ; o proprietario tem tomado Duzia de facas euarfos cabo nrPtn *
a precaugao de nscrever o seu nome em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifican lasaos com grampa multo boa,.
dos todos aquelles que forem aposentados sem esta marca, e quendo a pessoa que os mandar com- Carioes com clchetela
prar queira ter maior certeza acompanhar urna conU assignada pelo Dr. Lobo Mosaozo e em pa-
pel marcado com o seu nome.
Outro sim : acaba de receber de Franga grande porgo de lindura de acnito e belladona, re-
medios estes de summa import.ncia e cujas propriedades sao to conhecidas que os mesmos Srs
mdicos allopathas empregam-as constantemente.
Os medicamentoa avulsosquer em tubos qur em linduras cuslaro a 19 o vidro.
O proprietario deste estabelecimento annuocia a seus clientes e amigos que tem commodos
sufficieotes para receber alguna escravos de um e outro sexo doenles ou que precisem de alguma
operagao, afflacgando que sero tratados com todo o disvelo e promptido, como sabem lodos
aquelles que i tem tido escravos oa casa do annunciante.
A situago magnifica da caaa, a commodidade dos banhos salgados sao outras tantas vanta-
gens para o prompto restabelecimento dos doenles.
As pessoas que quizerem fallar com o annunciante devem procura-lode manha at 11 horas
e de tarde das 5 em diante, e tora destas horas acharao em casa pessoa com quem se podero en-
ender : ra da Gloria n. 3 casa do Fuodo.
Dr. Lobo Moscoso.
CONSULTORIO ESPECIAL HOSiEOPATHICO
DO DOUTOH
n SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todoa os dias uteis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguiutes molestias
molttliat datmulhtrtt, molestia! das crian-
zas, moksliat da pelle, molestia dos olhot, mo-
lestias syphilitieas, todas a especies de febres,
febres intermitientes e suas eonsequeneias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMKOP ATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias. in-
falhveisem seus edeitos,tanto em tintura, como
em glbulos, pelos pregoa mais commodos pos-
aiveis. r
N. B. Os medicamento, da nr. Sabino sao
nica man te vendidos em sua pharmacia ; todosi
que o forem fra della sao falaas.
Todaa as carteiras sao aeompanhadas de um
mpreaao com um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguintes palavraa : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico braaileiro. Bate emblema posto
Igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, emboratenham natampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Avisa-se
aos senhores devedores da luja de miudezas da
ra da Imperatriz n. 49 que foi arrestada a Hy-
larino Soares da Silveira, que venham quanlo
antes pagar a importancia de seus dbitos na ra
da Concordia n. 61, do contrario veroosseus
nomes pelos jornaes desta cidade at que satisfa-
gan! auas contas.
Precisa-se de urna ama para comprar e co-
zinhar para casa de homem solleiro ; na ra do
Queimado, ioja n. 42.
Aluga-se o primeiro andar do so-
brado n. 112 da ra Imperial : a tra-
tar na ra Direita n. 6.
Jos de Gouveia
com armazem de fazendas na ra do
Queimado n. 29, esquina do Collegio,
avisa ao respeitavel publico que ha re-
formado o seu estabelecimento, soriin-
do-o tanto em boa qualidade como em
gosto, com as melhores fazendas ingle-
zas, francezas, suissas e allemes, acban-
do-se disi-osto a vende-las o mais bara-
to possivel, e por isso convida aos seus
freguezea e ao publico em geral para o
honrarem com a aua coocurrencia e
confiaoga.
O abaixo assignado, proprietario do enge-
oho Bom-jardim sito na comarca de Porto-Cal-
vo, ondee residente, para evitar duvidase ques-
tes que porventura possam apparecer no futuro
sobre a propriedade denominada Santa Bita, ou-
tr'ora Vasa-Barria, sita no termo de Seriohem
da comarca do Rio-Formoso, previne a quem in-
tereasar possa, que dita propriedade nao pode
ser legalmente alienada por modo algum sem
que o mesmo abaixo assignado convenha e con-
ainta em sua alienago, visto como um de seus
coosenhores por titulo de heranga de seu -finado
soaro Jos lavares do Amaral. Portanto, pelo
presente, protesta usar dos recursos que a lei lhe
faculta contra quem quer que porventura sejul-
gue com direito a mencionada propriedade.
Becife 27 de setembro de 1861.
Alexsndre Beraardioo de Helio.
Aluga-se o segundo andar da casa n. 15 da
ra do Vigario ; a tratar na taberna da casa n.
13, na mesma ra.
Compras.
Aluga-se urna excellente casa de
campo com todas as commodidades de
familia, com sitio grande, coebeira, es-
tribara etc., a casa construida ha poa-
co tempo com trraco a roda, sita *.
entrada do Poco: a tratar com os pro
prietariosN. 6. Bieber & C., successo-
res. ra da Cruz n. 4.
Pela 2.a vara do civel se ba de arremata,
(por aer a Ultima praga) no dia 2 de oulabro. fia-
da a audiencia, a caaa terrea da ra da Praia n.
42, em cbo proprio, com 15 palmos de frente e
48 de fundo, soto e trapeira, avaliada em dous
contos de ris, requerimenlo do inventarianle
o vigario Flix Jos Marques Bacalho.
Charlea Wilson volta para Montevideo.
Offerece-se para ser ama de casa de homem
solteiro ou de pouca familia, urna mulher branca;
a pessoa que precisar, dlrija-se a ra do Fagun-
des n. 32, a quaiquer hora, e l achara com quem
tratar.
Cassino Militar Peroam-
bucano.
A directora roga a todos oa senhores socios
que hajam de comparecer na terga-telra, 1. de
outubro, pelas 5 horas da tarde, em o lugar do
coatume, afim de tralar-se com urgencia de ne-
gocio importante.
Recite 27 de setembro de 1861.
Antonio Vilella,
Secretario.
Na ra Imperial n. 27, tem um escravo pa-
ra ae alugar para todo servigo. i
DA-se a quanlia de 26| pelo aluguel de
urna negra para o servigo interno e externo de
urna caaa com pouca familia : a tratar no caes
d'Apollo no segundo andar do sobrado n. V.
Compra-se moedas de 20$ : na
ra da Cruz n. 48, paga se mais do
que em outra qualquer parte.
Na ra da Cruz n. 48, compra-se
moedas de 20#pagando-se mais do que
em outra qualquer parte.
Compra-se
cabellos compridos.
Na ra do Queimado casa de cabelleireiro.
AVISO
Comprase na ra d Cruz do Recife
armazem n. 63, junto ao Corpo Santo,
moedas de ouro de 20}?.
Compram-se moedas de 20JJ a 20&700: na
toja da. ra do Queimado n. 46.
Compra-se urna preta e urna mulata que
sejam perfeitas cozinheiras, engommadeiras e
costureiras : oa ra da Cruz n. 1, escriptorio de
Azevedo & tiendes.
1 Compram se moedas de ouro: na ra No-
jva n. 23.
I Compra-se urna escrava de cor preta ou
(mulata, de 18 a 20 annos de idade, e que seja
, perfeita cosiureira e engommadeira : na ra da
I j Aurora taberna n. 48.
______deudas.______
Vende-se um terreno com 88 palmos de
(rente e 150 de fundo, com 4 meias-aguaa de
pedra e cal, no campo-verde ra da Traigo:
quem o pretender dinja-se ao mesmo lugar, ta-
berna n. 44.
9MM9MSeN MSfiW M6tteCM9MK
4 Ioja da bandeira
Nova Ioja de funileiro da
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Maooel Jos di Fonseca participa a
todoa os seus freguezes tanto da praga
cmodo mato, e juntamente ac respeita-
vel publico, que tomou a deliberago de
baixar o prego de todas as suas obras, por
cujo motivo tem para vender um grande
sortimento de bahs e bacas, tudo de
differentes lmannos e de diversas corea i
em pinturas, e juntamente um grande
sortimento de diversas obras, contendo
banheiros e gamelas compridss, grandes
e pequeas, machinas para caf e cane-
cas para conduzu agua grandes e peque-
as, latas grandes pira conservar fari-
nha e regadores ao uso da Europa, ditos
grandes e pequeos ao uso do Brasil e
camas de vento, latas de arroba a ljf,
bahs grandes a 4$ e pequeos a 600
rs., baciasgrandes i 5} i pequenaa a
800 rs.,cocos de aza \lf i duzia re-
gadores regulares muito barato, ditos
pequeos a 400 rs., de todos estes objec-
tos ha piolados e em branco e tudo mais
se vende pelo menos preco possivel: na
loia da bandeira da ra da Cruz do Be-
cife n. 37.
80
380
200
100
200
800
18000
13280
40
100
2ce
400
3J>500
40
20
40
100
200
20
100
gran-
80
400
Ditos com ditos de superior qualidade a
Dedaesde ago para senhora a
Sabonetes muito grandes a
Apilos de chumbo para criaoga a
Ralejo para meoinos a 40 rs. e
Enfladores para vestidos, muito
des a 60 rs. e
Sapaliohos de la para meninos a
Ainda tem urna variedade de miudezas que si-
ria enfadonho menciona-las, poiss vista que
se pode apreciar as qualidades e os pregos.
INadapolo
Vendem-se pegas de madapolo fino enfestado
a 3g, pegas de cassa para cortinado com 20 varas
a 9, ditas com 10 varas a *&500, ditas a 3, ditas
decambraiasde caroxinhos com 17 varas a 89,
ditas com 8 Ii2 varas a 4, ditas braocas e cores a 3J, ditas de cambraias brancas a 1600
ditas Gnas a 2&500, 3 e 3$500, ricos cintos e eo-
feites para senhora, de diversas qualidades, cor-
tes de cambraia de babados a 3 e 39500, saja
balo de 0 e 40 arcoa a 39 e 39500 : na ra da
Imperatriz, Ioja de 4 portea d. 56, de Maealbes
& Mendes.
Magalhes, Mendes
recebenm pelo vapor francez diversas qualida-
des de fazendas, a ser: riscado escocez para vea-
lidos a 300 ra. o rovado, popelina de cor muito
bonitos gostos a 200 ra. e covado, fusto para
vestido a 320 o covado, llazinbaa entestadas a
400 rs. o covado, sedinhas de quadros a 640 e
560 o covado. chilas de cores Oxas francezas a
220. 240, 260 e 280, chitas inglezas a 160. 180 e
300 rs. ; na ra da Imperatriz, Ioja de 4 portas
numero 56.
H Na Ioja de marmore 2
Vende-a* p*ra liquidago meies de au
cor a 29 a duzia. *
Attenco
Bastos'4 Reg acabara de receber gran Je
quantidade de roupaa para crianga assim como
seja de fusto e l e de seda, pelo diminuto pra-
go de 2JJ500, 39 e a 49, vestidos de cambraia
bordados para baptisado de criangas a 169, ca-
saveque e capas de fusto e de brim, para se-
nhora e menina pelo diminuto prego de 38 e 49,
capas de fusto muito compridas para senbora
a I29OOO.
22Ba & Nova22
Instrumentos de msica.
Tem chegado pelo ultimo vapor francez um
sortimento de instrumento de jnusica de todas
as qualidades, binculos muito bons com duas
vistas urna para ver no mar e outra em trra,
nivel para nivelar as ras, lanternasmagiess com
suas vistas de caricaturas, flauta harmnica mui-
to boas com excellente vozes, tem tambem bons
relogios de cima de mesa com corda para 8 dias,
ditos de algibeira de prata dourada. ouro e
plaqu suissos e palete ioglez ; ha grande sor-
timento de cordas muito boas para cootrabaixar
violo e rabeca, agua para pratear laio e cobre
e muitoa outros ariigos que ae venderao muito
em conta quem duvidar veuha ver.
Manteiga iogleza
flor a 1,000 a libra,
franceza a 640 rs., toucinho a 360 rs. a libra,
arroz a 100 ra., caf a 240 rs., e tambem carne
e linguiga do aerlo : na ra daa Cruzes n. 24,
esquina da travessa do Ouvidor.
A 16,500 ris, diaheifo
vista.
Palitos de panno fino preto forrados de seda
muito bons: na ra do Queimado o. 47; ebe-
guem antes que se acabe.
Vidros para vidraca.
Vende-se por prego commodo, na oficina de
funileiro da ra larga do Rosaiio n. 20 em por-
cJo e a retalho, por ter recebido grande quanti-
dade de todas as marcas.
/i MUA
40-Bua do Queimado-40
Ricos manguitoa de cambraia bordados, a ba-
lo, o mais superior que ha no mercado, vindos
no paquete francez de 13 do correte mez, e
tambem um grande sortimento de chales de me-
rino de todaa as qualidades.
Arados americano se machina-
patala?arroupa:emeasa deS.P Jos
nbston & C. ra da>etala n.4V


*r
ituo di amajoco. g supo 22 wi scmeBa. di imi.
Gaz liquido.
Em casa de Samuel P. Johostoa & C, roa da
Seozala Nora n. 42, vendem-se latas com 5 ga-
les de Keroaine.
Potassa da Riissia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido a acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recife n. IX, ha para Tender a ver-
dadeira potassa da Russia, aova e de superior
qaalidade, assim como tambem cal rirgem em
pudra ; tudo por pregos mais baraio* do que em
outra qualquer parte.
MICHO LOW-Mf!
RuadaSenzalla Nova n.42.
Nesta Jstabeleciment contina ahavarua
completo ioramtnto demoeadssemeias moen-
ds otrangenho.aMchinas de Tpor etaixai
te ferro batido* coado, para dito,
Papel para msicas, pa-
pe pautado e Titeado
para contaa e factura, popel mata-borro; ven-
de-se na loja d'aguia branca, ra do Queimado
numero 16.
'
, mimm.
cobertos edescobertosr pequeos o grandes, de
ouro patente inglez, para homem e lenhora de
nm dos melhores fabricantes de Liverpool, vin-
dos pelo ultimo paquete inglez : em casad
Sonthall Mellor C.
Superiores organdysa
720 rs avara.
Veudem-se Ooissioios orgaudys de muito bo-
nitos padroes, pelo baratissirno prego de 720 rs.
a rara, fazenda que sempre se vendeu por
1200, assim pois, quem quizer comprar fazenda
fina muilo bonita e muito barata chegar i ra
do Queimado n. 22, na bem conhecida loja da
boa f.
Relogios baratos.
Na rua Nova o. 21, ha grande porfi de relo-
gios foliados, dourads e de ouro, patentes e ori-
rontaes, suissos e inglezes, os quaes sero ren-
didos pelos presos da factura. Cada relogio leva-
r um recibo em que se respoosabilisa pelo re-
gulamento durante seis eaezes.
Na roa da Cruz o. 10, cata de
Ralktnann Irm5os&C, tem ex-
posto um completo sortimento
de amostras de objectos de bor-
racha, proprio para machinas de
engeraos, sendo correias para
transmittir movimento, canudos
de borracha de qualquer com-
primento e grossura, pannos de
borracha, rodetas de dita, so-
bre ditos artigos tomam-ie en-
commendas.
MM89H M6M6MSM9 MftflMMSMOM
a
|i.tM)0 o corte; na
loja do iaTo.
i
A 2$ o corte
de caiga de meias casemiras escuras ele
cor ; na ra do Queimado n. 23, na
boa f.
urna s
loja da
ehampag
mmm&mm ## mam
$$ Em casa de Kaikmann IrmSos |
& C., na ra da Cruz n. 10, exis-
0 te constantemente um completo a*
$) sortimento de ft
Vinhos Bordeaux de todas as A
q qualidades. g*
Dito Xerez em barris. g
Dito Madeira em barris e caixas. m
g Dito Muscatel em caixas. m
.Dito champanhe em gigos.
g Cognac em barris.
^ Cerveja branca.
Agua de Seltz.
&& Azeite doce muito fino em caixas.2
Z Alvaiade em barris.
3| Gevadinha em garrafoes.
Vende-se urna boa armacio de amareilo.
toda envernisada, que serve para qualquer esta-
belecimento, e por prego razoavel: na ra do
Crespo n. 15, loja.
oe
de Chatoau Laronzire, em gigos de 15 garrafas
(9 grandes e 6 pequeas) a 15$ cada um ; na
praca da Independencia n. 22.
Para os balese (heatros.
Riquissimos cintos dourads com lindas fivelas
tambem douradas e esmaltadas, e com ricas pon-
tas para cahirem sobre os vestidos, muito pro-
prios para as senhoras que liverem de ir aos bai-
les e theatros ; vendem-se pelo baratissirno pre-
C-o de 43, 5$ e 6#: na ra do Queimado n. 22,
na bem conhecida loja da boa f.
I
Alenlo
ftOUPAFEITA AINDAMIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
DI
azeodas e obras feitas J
HA
LOJA EARMAZEM
DE
ees k Basto!
NA.
una do Queimado
a. 4$, frente amareUa.
Constantemente emosumgrandeeva- m
nado sortimento desobrecasacaspretas 8
le panno e de cores muito fioo a 28, Sfc
M$ e 35, paletota dos meamos pannos 9
i 20 j, it e U$, ditos saceos pretoa dos &
oiscaos pannos a 14, 16 185, casa- &
is pratasmuitobem feitasedesuperior &
panno a 38, 30$ e 35. sobrecasacas de *
ssemira da core muito finos a 15, 16$ |
e 13$, iitossaccos das mesmascasemi-
risalOS, ts e 14$, calcas pretas de
tasemira una para homem a 8, 9, 101
e 12, ditas decasemira decores a 7$,8,
9 10*. ditas de brim brancos muito
flu i 5} e ti.;, ditas de ditos de cores a
3, 1500. 4 e 49500, ditas de meia ca-
simira de ricas cores a 4$ e 45500, col-
letespretos decasemiraa 5 e6, ditos
i Jilos de corea a 4$500- e 5, ditos
oranco sle seda paracasamento a 5
litos da 6, colletes debrim branco e d
i (ustao a 3, 3500 e 4, ditos de cores a
500e3, paletotspretosde merino de
i tordosacco esr>brecasacoa7f,8 e9,
colletespretosparaluto a 4500 a 5,
as pretas da merino a 4500 e 5, pa-
, >;t)ts dealpaca preta a 3500 e 4$,ditos
j s >'ureeasaco a 6,7e 8$, muito finocol-
. Utas de gorgurao desedadecoresmuito i
->oa!azndaa3800 a4$, colletesda veU
| ludo de crese pretos a 7 e 8, roupa
i jira Tienino sobre casaca depanno pra-
los o de cores a 14, 15 a 16, ditos de
easemra saccoparaosmesmos a6500 e
7, ltosde alpaca pretossaccos a 3 a
13500. litossobrecasaeos a 5$ e 5500,
:i tras de casemirapretas e decores a 6,
f>$500 a 7, camisaas para menino a 20i
1 duzia, camisas inglezas prega alargas '
njitoperior-a 32 a duzia para acabar.!
. Usiineomotemoa urna offleina deal-
d ilate ondemandamos executartodas aa
obras eom brevidade.
Vende-se carne do serlo da mais nova que
ha no mercado e tambem superiores linguicas
por prego cemmodo: na roa da Senzala Nova
n. 1.
nio
armazem de fazendas
DE
SANTOS COELHO.
Ra do Queimado n. 19.
Lences de psnno de linbo a 1900.
Cobertas de chita de ramagem a 1$800.
Lences de bramante de linljo grandes a 3300
Cortes de phantaz Algodo moostro a 480e 640 a vara.
Bramante de linho coro 10 palmos de largo pe-
lo barato precede2 a vara.
Toalhas Op fu*lao a 50 cada urna.
Ricas capellas de florea de larauia para ooivas.
pelo barato prego de 5.
Bramante de lgo*dao com 10 palmos de largo
a 1290 a vara.
Vestuarios de seda para meninos e meninas
pelo barato prego de 8 cada um.
Cortes de seda com toque de mofo a S5J.
G'linn Vendem-8e caixSes rasios proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a 1,^280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ah se dir' quem os tem
para vender.
Raridade.
Vende-se urna das melhores loja de ferrsgeos
da ra do Queimado, com poucos fundos e muito
freguezada tanto para a praga como para o ma-
lo : quem a pretender annuncie para ser procu-
rado. e
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
vende-se a verdadeira raiz da coral a 900 rs. o fio.
Gaixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabog n. 1
B, e cnegado de sna propria encommenda muito '
lindas caixinhas de costura com msica -nropria
para mimo, que se vende muito barato.
Vendem-seosengeuhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primetro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pes:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
Leinjos brancos.
Vendem-se lencos brancos proprios para algi-
beira. pelo baratissirno prego de 2400 a duzia :
na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Aos (erceiros da
veneravel ordem deS.
Francisco.
J chegou a verdadeira estamonha de la, na
loja de 4 portas, ra do Queimado n. 39. e se
apromotam hbitos desta fazenda a 40, e tam-
Dem ha de algodo que se apromptsm a 28$ cada
um, e se vende a fazenda por mdico prego.
Luvas de Jouvin.
boa f" : D" rUa d Oueimado D- loja da
Enfeites para cabeca
No armazem de fazendas de J. J. de Gou vea,
ra do Queimado n. 29, vendem-se lindos eu-
reiles de cores do ultimo goito.
Sementes de horlalices.
Na ra da Cruz do Recife n. 32, deposito de
pao e bolacha, vende-se mais barato do que em
outra qualquer parle, novas sementes da .horla-
lices, sendo couves de todas as qualidades, na-
bos brancos, rozo e encarnado, rabanetea de dif-
fereotes cores, feijao e ervilhaa de diversas qua-
lidades, salsa, queoto e todas as mais sementes
precisas para se ter urna liada horta.
Ricos cortes de medina de
seda.
J! da Bwa"F na rua d0 Queimado nu-
!^m aL ,Ca5B d! receber ricos cortes de
vestido de medios de seda de lindoa padroes
a fazenda mais fina, mais nova e mais bonui
que ha no mercado, cada corte tem 20 e SI co-
IJJJj, e 'endem-se pelo baratissirno proco de
aguo o cort; as senhoras de bom gosto que
tiverem de assistir a bailes e a casamentos, se
qunerem levar um vestido da ultima moda
mandarem ver na mencionada loja da Boa-Fe*
na na da Queimado n. 22.
Novidade do Pavo.
Vendase finissimos cortes de esmbraia de
*atos4oslBrgoaede vas saias fazenda que se
vepaa a 10 pelo dimioalo preco de 4 r na rua
da lmparitmn. 60, loja de Gama & Silva.
-"-le. puieo do Carmo taberna n. 1, vende-se
garraoes com 5 garrafas de vinagre do melhor
que fea a J|300 rs.
Ven4e-se finissimos cortes de aasemi-
r entestada de cores pelo diminuto
pre como tem das mesmas para vender a
2#i00 rs. o corado proprias para pa-
letots, calca e collete, recommenda *e
muito esta fazenda aos Srs. alfaiates que
costumam a fazer roupa para vender,
porque tao cedo nao acham urna pe-
chincha igual : na rua da'lmperatriz n.
60, loja de Gama & Silva
Gravatas da moda.
Vendem-se gravatinhas estrellas muito supe-
riores, tanto pretas como de cares, pelo baratis-
sirno prego do 1; na rua do Queimado n. 22,
na loja da boa f,
Bramante de linho muito
superior.
Vende-so superior bramante de lioho eotnduas
varas da largara, pelo baratissirno preco de 2400
a vara : na rua do Queimado n. 22. na bem co-
nhecida loja da boa f.
Superiores tiras
bordadas.
Na loja da boa f na rua do
Queimado n. 22 se encontrar um bonito sorti-
mento de superiores tiras ricamente bordadas
que se vendem pelo barato prego de 3000 4000
o 5J0D0 ris a pega, advertiado-se que ha mais
de urna pega de cada padreo, quem mais depresaa
andar melhor servido ser, na rua do Queimado
n. 22 na loja da Boa-F.
Fil liso charlata-
na branca a 800
ris a vara.
Vende-se fil liso muito fino e assim tambem
tarlatana branca muito fina, tanto urna cousa co-
mo outra sao proprias para vestidos, nao s para
bailes como pava asslstir-se a casamentos, aodem
antes que se acabe na rua do Queimado n. 22
na loia da Boa-F.
Lencos a 320 rs.
Na loja do pavo.
Vendem-se longos grandes de cambraia de seda
de varias cores com flores, fazenda que sempre
se vendea a 1, est-se torrando a 320 rs. : na
rua da Imperatriz n. 60, loja de Gama & Silva.
A 2$500
Chales de merino eslampados, que eos oulras
ioiai se vendem por 4 e 5 na loja da boa f
ruado Queimado n. 22, vendo-so pelo Btra-
Mssino preco de 2600.
S Gama & Suva.
Grande exposicao de fazenda
baratissimas, na rua da Im-
peratriz n. 60, loja do
Veade se cortes de phanta-
sia, fazenda de muito gosto
com babados pefo diminuto
preco de 4#500; na rua da
Imperatriz n. 60, loja que tem
um pavo dolado de frr, (is-
to para uo hav^r engaos.)
3^500.
Vendo-so ricos cortes do cambraia de toda
com avental ouduas saias a 3$50 : na rua da
Imperatriz n. 60, loja do pavao.
3,200, 3,500 e 4,000.
Vende-so finissimos cortes de cambraia bran-
ca e de cor com dous e mais babados pelo dimi-
nuto prego de 32O0, 3S5O0 e 4|: na rua da Im-
peratriz b. 60, loja do pavao.
A 150000.
Venite-so finicissimos cortes de cambraia bran-
ca com bordado multo delicado proprios para
baile oa casamento a 15'. na raa da Imperatriz
n. 60, loja do pavo.
Nova pecnincYia.
Vende-se fioissimas pegas de cambraias fran-
cezas de carocinhos com 17 1{2 varas pelo dimi-
nuto prego de 8$ a pega, ditas das mesmas com
8JM varas pelo prego de 4 a pega, tambem se
veVem das meenaas a 500 rs. a vara, sendo
brancas o de cores ; na rua da Imperatriz^ 60,
Itfja do pavo. ^r
Pupelina a 2&0 rs.
Vende-se pupelina de quadrinhos a imitago
de sedinhas de quadro pelo dimiouto prego de
280 rs. o covado : na roa da Imperatriz n. 60,
loja do pavo.
CUa.y a 500 rs.
Vende-se chaly muito fino a 500 rs. o cova-
do : na rua da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Sedas a ovado.
Vende-te grosdenaplea preto muito eocorpado-
a 1600 e 1800, ditos de cores azul, cor de rosa
o cor de cana mais barato que em outra qualquer
parte ; na rua da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Sedas de <\i\a&T\n\ios.
Vende-se sedas de quadrinhos fazenda muito
encorpada a 500 o 640 rs o covado : na rua da
Imperatriz n. 60, loja do pavo,
Cassas com salpico graudo a
200 rs.
Vende se cassas com salpicos graudos e listras
a 200 rs. o covado, fazenda muito nova : na rua
da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Cassas pintadas a 240 rs
Vende-se cassas pintadas n.uilo miudinhos
padroes a 240 rs. o covado : na loja da rua da
Imperatriz onde est o pavo.
Sentido ao Pavo.
Vende-se neste estabelecimenlo um grande e
variado sortimento de fazendas tanto para ho-
mens como para senhoras, de todas as fazendas
se do amostras com penrior ou mandam-se le-
var em casa das familias pelos caixeiros da casa,
assim como o respeitavel publico achara todos os
das uteis este estabelecimento aberto das 6 ho-
ras da machia as 9 da noite.
Cera de carnauba.
A dinheiro.
Vende-se urna pequea porgao de cera de car-
nauba muito boa, que se acha depositada no ar-
mazem da Companbia Pernambucana commo-
do prego.
Baldes para meninas.
Vendem-se baldes para meninas, de todos os
tamaitos, de madapolo e de mussulina a 3 e a
4 : na rua do Queimado n. 22, loja da boa f.
Mantas de retroz para gra-
vatas.
Vendem-se mantas de retroz para gravatas,
tanto pretas como de cores a 500 rs. : na rua do
Queimado^). 22, na loja da boa f.
Meias baratissimas.
A 2400 a duzia de pares de meias brancas fl,
as para homem : na roa do Queimado n. 22
na loja da boa j.
Ricos cortes de vestidos bran-
cos bordados.
A* loja da boa f na rua do Queimado n. 22,
chegou novo sortimento de ricos cortes de vesti-
dos braceos bordados com 2 e 3 babados, os quaes
continusm a ser vendidos pelo baratissirno prego
de 5 cada corte : na rua do Queimado n. 22, na
bem conhecida loja da boa f.
Cassa organdys a
280 rs., na loja do Pavo.
Vende-se muito bonitas cassas organdys a 280
rs. o covado : na rua da Imperatriz n. 60, lojt
do Pavo.
Para cortinados.
AO PAVAO'. .
Veode-se pegas de cassa adamascada propria
para cortinado 20 varas a 8$ : na rua da Impera-
Mesaran loja de fazendas da rua da Cadeia I triz n. 60, loja do Gama & Silva,
do Recife n. 45, esquina da rua da Madre de
Dos, novas saias balo de cordo para 3 urna,
enteiles finos e bonitos a 6, borzeguins de se-
nhora para 4500, 5. 5500 : na mesma loja
tem um completo sortimento de calgado de tran-
ga de Lisboa para homens, senhoras o meninos.
Attenco.
Na rua do Trapiche n.46, em casa de Ro r d
Rooker &C. existe um bom sortimento deli-
nhas.dacorese brancasemearreteis do melhor
tbricantedelnglaterraaaquaea ao vendem poi
dracoa muirazoaveia
Vende-se na loja de Nabuco & C. na
rua Nova n. 2:
Sintos dourads com fivelas.
Ditos prateados dito dito.
Ditos de Ota com fivelas de ago.
Tambem se vendem fivelas solas.
Siotosde courode lustre para meninos.
Farinha de mandioca a 1
mazens de Tasso Irmos..
a sacca : nos ar-
Vende-se na loja de Nabuco & C." i
rua Nova n. 2, excellente agua do Orien-
te para limpar cabeca, dita deBolot pa-
ra limpar denles e tirar dores, esceocia
de sndalo para lencos do aenhora, cre-
ma de bandolina para conservar os ca-
bellos, agua de colonia e oulras perfa-
marias.
Vendem-se duas rotulas usadas para poTta
ejanella : na rua do Tambi n. 15.
, A 10O0.
Um resio de latas de marmelada de Lisboa e
do Rio Grande do Sul, de 1 112 libra a 2 cada
lata: na praga da Independencia n 22.
^andKSfe-eiNKaKais msm k
Liquidado
NA
Loja de marmore.
H Na loja de marmore vende-se para li-i
H quidago por pregos muito barato, um S
H vanado sortimento de fazendas de mo- X
das para senhoras, roupa feita para ho-
mem e vestimentas para meninos e bem |f
v assim quadros a oleo para decoraco de S
H solas e capellas. 9
Superiores organ-
dys.
Na lojo da boa f, na rua do Queimado n. 22,
vendo-so flnissimo organdys de muito lindos pa-
droes, pelo baratissirno prego de 720 rs. a vara.
fazenda de 1200, e quem nao andar muito de-
pressa ficar sem a pechiacha ; na rua do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Bales.
tdaco de certas!
fazendas finas. \
RUA DO CRESPO N. 17, I
Riiuissimas chapelioss de seda para
senhoras, de diversas cores a i2.
Cassas de cores bonitos padroes a 240
rs. o covado. 0
Cassas o organdys de cores a 280 rs. o #
covado. q
Chitas de todas as qualidades e prego*. 0
Muilisaimas fazendas finas que se vea- *
dem por pregos baratissimos para liqui-
dar, do-se amostra das fazendas.
ara liqui-
as. #
A129 rs. o papel
Agulhas Victoria
rua do
vende se ni
Oueimado n.
loja Esperanca
33 A.
0) WA
vende para paletots.
Lazinha muito miudinhas de cor escura pro-
pria para caigas, collete e paletots a 400 rs. o
covado : na rua da Imperatriz n. 60, loja de Ga-
ma & Silva.
Roupas feitas ba-
ratissimas,
NO
armazem de fazendas e
roupas feitas
DE
Raymundo C. Leite & Irmo,
N. 12-Rua da ImperatrizN. 12.
Neste armazem que ora se acha bastante surtido
de roupa feita de todas aa qualidades, tanto pa-
ra homem como para meninos, se esto vendendo
as mesmas por baratissimos pregos. como se-
jam : sobrecasaeos de panoo fino, obra inteira-
mente boa por ser feita a moderna a 255000, di-
tos de panno superior, obra do melhor que se
pode desojar a 30000, palitos de casemirs finos
a 180000, ditos sacos, obra de moderno -gosto a
12000, ditos de meta dita a 6*000, colotes de
casemira de- cores fiase a 4&509. ditos de brim
de cores e brancos a 2JI500, caigas de dito finos
a 98500, 4000 e a000, paletos casacos de alpa-
ca obra mnito boa por ser de alpaca fina a 8f000,
dito dito sacco a 3500 o 4000. uniformes de
casemira a ultimo gosto, aendo preciso notar que
sao de casemira finistima a 26*000, camisas
francezas peito de linho muito finas a 35000 a
dazia; ha vendo tambem. muitaa outras fazendas
e obraa feilas, as quaes todas se vendem por
pregos- muilo com modos.
Para tcabar.
Cades de casta franeexa de 2 saias e 3 felhos,
com 12 e 15 varsa a 350O e 4$, lindos cortes de
ff etdo coas 34 covados a 5f, peca de
braia lisa com 8e9 jardas a 2500, 3JOO0 e
~i, chita larga franceza, corado a 200 re ,
I escuras franeeias, corado a 240 : a ellas,
qwem vista da reduelo em prego, pouco pode
aturar : na rua do Queimado n. 44.
Milho e farelo novo
Veode-se muito barato ; na travesea io pateo
do Paraizo n. 16. (rente de amareilo.
Vende-se em cas* de Adamson, llovi &
C, ruado Trapiche Novo n. 42, Uscolioeinglese*
eorlidoa. em pequeas latas.
Vende-se um oscravo mulato de 17 anuos
de idade : no hotel Trovador, rua lana do Ro-
sario a. 44.
4,000 rs;
fiVeade-te milho novo a 4 a sicca ; ni rua
me i. 69. .
Mov renessa de majaes.
Nova rcmessa de maces.
Nva remessa de maces.
Nova remese de maces.
Sodr ft C. receberam ora remessa de ma-
ges, e eslo vendendo a 10000 cada urna cai-
xa coa 208 magias: na raa estrella do Rosa-
rio n. tt.
LOJA E iRMiZEM
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40In do Queimado40
Defronte do becco da Congregando, letreiro verde.
VENDE-SE O SEGUINTE:
Para casamentos.
Ricos cortes de vestido de fil ou blond de seda branca com ramo e capell o
mais moderno e superior que ha no mercado. *
Para bailes.
Lindos cortes de vestidos de fil ou blood de seda branca bordados a branco e
cores.
Ditos de tarlatana branca bordados a branco e cores.
Ditos de cambraia branca bordados a branco com muita elegancia.
Saias bordadas
Ricas saias de cambraia branca bordadas com o mais apurado kosIo e mais finas
que na no mercado. -
Ditas de dita recortadas mais baratas.
Para baptisados.
Ricos cortes de vestido de cambraia branca bordados com mulla elegancia, o
mais moderno e mais superior qua ha no mercado.
Manteletes.
Ricos manteletes de seda de cores e pretos bordados o lisos com enfeites, bam
como arrendados, por pregos commodos.
3#000 a peca.
Pegas de cambraia lisa larga fina com 6 a 6 1[2 varas, muito barate.
Lencos.
Ricos lengos de cambraia de linho bordados a 3, 4 e5 cada um.
Chales,
Ricos chales do touquim brancos bordados de ponta redonda ede 4 ponas.
Alem das fazendas cima mencionadas tem um gra nde sortimento de todas ai
qualidades, que nao possivel mencionar-se pelo grande espago que tomara.
%m m a t c aa sma kku aaiaaa m aaBBaaai aa____________________._________

ARMAZEM
DE
ROUPA F
f DE |
Joaquina Francisco dos Santos.
40RIADOQIEIMD040
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de ronpa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda ezecutar por medida, i vontade dosreguezes. para o
que tem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto, 40, 35 e 308000
Sobrecasaca de dito, 35 e 3000
Palitotsdedito ede cores, 35, 30,
255000, 10, 18 e 200O0
Dito dejasimira decores, 225000,
15, 12, 7 e 9000
Dito de alpaka preta golla de vel-
ludo, francezas HgOOO
Ditos de nerin-sltim pretos e de
cores, 93000 8000
Ditos de alpaka da cores, 5 e 3*500
Ditos de dita preta, 9, 7. 5 e 3500
Ditos de brim decores, 5, 4*500,
4$000 e 3*500
Ditos de bramante dalinho branco,
6S000, 5000e 4$000
Ditos de merino de cordo preto.
15000e 8000
: Galsasie casimira preta o decores,
i .10, 9 o 6J000
Ollas do orinceza a marin de cor-
do pretos, 5, 6500 e 4500
DiKa-ftnSbimnbraiIC0 decores,
5S000, 4500 e 500
Ditas do ganga de cores 3S000
; Golletes de velludo preto e de eo-
! tei.luoi o bordados, 12, 95 e 8000
u los de casemira preta e do cores,
Usos o bordados. 6, 550O, 5 e 3500
5O0j
5000;
500
3O00J
220(<
1528(|
220(j
300(;
160(
Ditos do setim preto
Ditos de seda e setim branco, 6 o
Ditos de gurguro do seda pretos o
de coros, 75OOO,6*000, e 4
Ditos de brim e fustao branco.
3500, 255OO o
Seroulas de brim de linbo, 2 e
Ditas de algodo, 1,500 e
Camisas de peito de. fustao branco
o decores, 2*100 e
Ditas de peito de linho 55, 45 e
Ditas de madapolo branco e de
cores, 3, 2*500, 2 a
Chapeos pretos demassa.francezea.
formasdaultimamodal0|.8500e 7000;
Ditos de feltro, 6, 55, 4 e 2OO0|
Ditos de sol de seda, inglezes e
franceses, 14, 125, 5 e 79OOC
Collannhos delinho muito Anos
novosfeilios da ultima moda 98OOJ
Ditos de algodo 50f'j
Relogios de uro, patentes hori-
sontaes, 100, 90, 80 e 7000t]
Ditos deprata galvanisados, pa-
tente hoaontaes, 405 30O0fJ
Obras do ouro, aderemos e meioa
adere5oa, pulseiras, rozetas e
anneis ,
Toalhaa da linho. duzia 109000 6 a 900f>S
Ditas grandes para mesa a 4*000 e 50001
Viva o paquete das novidades
Pois est torrando miudezaa moito ba-
ratas, aflni de apurar dinheiro para con-
sumo do paquete, rua da Imperatriz n. 54,
loja de Joaquim de Azevedo Pereira J-
nior, declara o seguinte :
Carios de clcheles muito finos a 40 rs.
Caixaa de ditos da torra a 80 rs.
Linha do gaz a 10, 20 e 30 rs.
Dita de carretel, 100 jardas a 30 rs.
Pares de meias croas e de cores para
menino emenina a 120 rs.
Duzia de meias croas muito finas s
254OO.
Dita de ditas entre finas a 2*200.
Liohi branca em carlo, 200 jardas a
80 rs.
Iscas para charutos a 60 rs.
Caixas com palitos de Especia a 160 rs.
Frascos de agua de colonia de Piver a
440.
Ditos de eheiro muito finos a 800 rs.,
LoWn a 15000.
Jarros de banha pequeos a 1J600.
Ditos de dita grandes a 3*500.
Frascos e banha pequeos a 320,
grandes aSOOrs.
Sabonetes de espuma muito grandes a
100 rs.
. Ditos de mompolas a 320.
Duzia de meias cruas para seohora a
294OO.
T
Ditas brancas muito finas a 3*300.
Fio de raiz de coral muito fino a 700rs.
Espelhosdecolumne pede ferro a 1JJ500
Carteiras de agulhas muito finas a 400 rs.
Ditas de marroqoim mais finas a 800 rs.
Baralhos portuguezes a 120..
Ditos franceses a 240.
Croza de botoes de louga brancos a 120
Agua de Lavander muito fina a 640.
Dita frambuzia a 600 rs.
Tesonras muito finas para unhas e cos-
tura a 500 rs.
Caivetes del folha a 80 rs., 2 folbas
a 160 rs.
Cabo de marfim a 400 rs.
Meias alvas para hornea a 19800.
Froco fino de todas as cores a 400 ri.
Dito grosso ideas a 500 rs.
Caixas de papelio com alfinele* a 120.
Pares da sapatos de lia para homem
a 1*280. V
Tesoura para costara a 200 rs., o gran-
des s 640
Duzia de botoes de loaga para paletots
a 120.
Sapatlnhos de merino a 19500, e rellu-
dinho a 2*000.
Rosarios eerases de coco, 1 a 120 rs.,
eduzia a 1400.
Caixas com perfumarla a 4
L


~nm
ai*M O* IMltlNk^ ^BADO 2| SEIEMBRO 011861.
Joaqulm Pnncisco de Mell Santo* til im
seos freguezes desta praca e o de ra, que tea
ezposto & venda sabio de sua fabrica denominada
Recifeno armazem doaSra. Travisto* Janior
4 C, na roa do Amorim a.58; mim amarella,
casianha, preta outras qualidades por menor
prego que de outraa fabricaa. No meamo arma-
bem lea feio oaeu deposito drelas de carnea-
ra simples eem mistura alguma, como as de
eomposigao.
C hegotati apreeiavel gua bal-
smica para a bocea e
dentes
A loja d'aguia branca acaba de receber urna no-
ta remessa da raui praveilesa e procurada agu
balsa nica para a bocea e denles. O bom resul-
tado de tal agua j nao aolTre duvida como sa-
bido pelas immensae pessoas que a compraren),
e que sentiam a alu dalla, a as que de novo
comprarem acharo que o uso della faz conser-
var os dentes saos, livraodo-os da carie, fortale-
cer as gengivaa e tirar e mi balito da bocea,
dando i meara a agradavel aroma, podendo-se
meamo asar delli nao s pela maaha como a
qualquer hora, e coa acertdepoia do fumar pa-
ra tirar o chairo do fumo, ou quando se tenha de
sabir para ler-se a bocea aromtica : para iaso,
porra, bastam aigumaa gotas della em age pu-
ra. O proveilo d agua balsmica anda chega a
aais, ella serve com acert e promptido para
acabar a dar de dentes, ensopando-se nella um
bocado de ilgodae e deitando-o no buraco do
dente, este adormece e em pouco desapparece a
dor. Para se obter um frasco de lio proveitoas e
aprecia vel agua balsmica, dirigir-se com 1$
loja d aguia branca, roa do Qoeimado o. 16, ni-
ca parte onde ella se vende. Adverte-se que os
frascos vio marcados com o rotulo da dita loja.
Novo sorti meato
de cascarrilhas de seda,
franjas e galo com lacos
n is relas.
A loja d'aguia brenca acaba de receber um
novo e bello sorti ment de cascarrilhas de seda
com duas relas Qngindo pafo, o melhor que se
pode dar em tal genero e vende a -2% a peca, as-
sim como franjavde seda do diversas cores e lar-
guras por precds admiravelmente baratos, e
tambem um oorissimo galaozicriio de seda com
lacee as orelaa proprios e de muito gosto para
enfeites de vestidos, A. barateza com que a loja
d'aguia branca cosame vender os objectos j
bem conhecida e agora comprova a mais com a
limitacio dos pregos porque est veodendo os
arligos cima, para veriflear-se dirigir-ge com
dioheiroa dila loja d'aguia branca ra do Quei-
mado n. 16, que na realidade acharo baraleza.
agrado e sinceridade.
S vende barato.
Largo daPenha _
Francisco Fernandes Dejarte, proprietario deste
rmazem de molhados, partecipa aos seus freguezes, assim|como aos seohores da prega, de enge-
oho e lavradores que d'ora em vante quizerem-se afreguezar neste estabelecimenlo, que se ocha
com um completo sortimento de gneros os mais novos que ba no mercado e por serem a maior
parte delles viudos de conta propria, est portento resolvido a veode-los por menos 10 por cento
loque em outra qualquer parle, afiancando a boa qualidade e acondiciouamerito, assim como ser-
lortadores menos pra lieos tio bem, como se os seohores vieasem pessoalmente, para o que
OOunar O nronrefarin am nreclHr Inri llanrln fin. Aa *nntlntarnm minriir un
Na ra da Senzala Nova n. 1 vendem-se as
afamadas chinelas do Porto boas a i$800, potes
r Pprovado remedio para matar ratos a
Gneros baratos.
Manteiga iogleza a 966 rs. a libra, franceza a
. n'A,10acw,h0 a 3>. cha a )K. esperma-
cete a 760. arros a 100. caf a 240, sabio ma-
cass a 200 rs amarello a 140, cevada a 160
batata a 60 rs., cana engarrafada a 240 a garrafa'
dita de azeito as a 240, azeite de carrapato a 410
rs., dito de coco a 440, % em porcio por menos,
vioho a 500 rs., velas de carnauba a 400 rs fa-
rello a 2600 a sacca : na travessa do pate do
I arauo n. Ib, casa pintada de amarello com oi-
tao para a ra da Florentina.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C.
rus do Vigario a. 3 um bello sortimento de
relogiosdeouro.patente ingles, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonitos irancelins para os
mesmos.
Atteneao
Vende-se confronte o portio da fortaleza das
Cinco Ponas o seguinte : carrocas para boi, dita
para cavallose para agua, carrinhos para traba-
lhar na alfandega e carrmhos de mi,, rodas pa-
ra carrocas e para oarrinhos, eixos para ambos,
lorradores para caf com fogao, boceas de fonos,
baodeiras de arcos de todas as qualidades, do-
bradicaa de chumbos de todos os lmannos fecha-
duras de ferrolhos, tranquetas, ferro de embutir
de todos os lmannos, errolho de chapa.
Peitos de esguio de algodo
para camisas a 500 rs.
Na loja d'aguia branca vende-se muito bons
peitos de esguio de algodo para camisas a 500
rs. cadaum, dioheiro a vista: na loja d'aguia
branca ra do Quejando n. 16.
?Ir os portad
nao se poupari o proprietario em prestar' toda atlencio, aflm de continuaren] a maridar comprar
suas encommendas, sertos de que, toda e qualquer encommenda comprada neste estabelecimenlo
acompanhar urna conta impressa com o mesmo titulo de armazem Progresse.
ftantelg* iagUia verfetame&te ftor, nm .. lll>fii tende.
se por este prego nicamente pela grande porcio que tem e sefor em barril se fara batimento
NUnteiga f raneeza, m t. Ubf, e em bri,, 560 .
iaaa UySSOH 0 ,eihor que ha a) merMd0 a j^oO a libra.
Uem preto a moo, libra
Queijos do reiaoehegadosnMU uUiB0 T8pora ,
Vdem prato a 600 rs lnleiro a 64a rg a ,ibra
l<*el* SaiSftO a 640 a Hbra em porco se faz a batimento.
Pteauto de Hambre ogl61.700 hbra.
Prezuiito de lamego a mrs., bra inlero, 440 ri.
**** a mais nova que ha no mercado a 160 rs. a libra, e em arroba a 4J500-
Premasete a 760 n a librat em caia a 740 ri
Latas.com bolaxinUa de soda ae deferent4 qualdadel rfJW0
Latas com peixe em posta de muila8 qualdade,, ljM00. g
Azeitoaas multo novas. lsm rs 0^ril>. t6itm m a garrafa
Ooce de Vlperebe ea latlM dd 211bra8 por WMm
^4*lfia*** pars podim a 800 rs. a libra.
Baaua de porcorefinada, 480 a Ubrti em barr1 a 440 rs
O A \ lT maUnova do mercado a 900rs.,e em lattas de2tibra por 1#700
^^ a primeira vez que vieram a este mercado a 640rs. a libra.
CWneas e palos ffluUo no>08 560 rs> a Iibra
Palitos de dente lUadescoin 20 macah0i por200 ri.
* ? P61 1*200 a lib". ditt0 Portognez a 800 rs.
,-J do bolado Abreu de oatros muilos fabricantes de Lisboa
aljfOOOrs.alibra.
^^^S^1^*^08 Porto, Bordeaux,Carcaellos, e moscatel a 1000 a garafa.
0m P*l?a de 500, 560 e 640rs. a garrafa, em caadas 3500 4SO00 4500.
Vinagre ae Liabaa. mli,wl>e,lot. m m, g,mt..
* das mais acreditadas marcas a 5 a duzia, e em garrafa a 500 rs.
*** para sopa a mais nova que ha no mercado a 640 rs. a libra.
Erviinas franelas. 6W UUa
Milo de amendoa a 800 ra bra diu com cma a m
^ozes mult0 D0Tag a 120 rg a 1bra>
CastanhaspUada8t240raalibra.
ale m^l0 perior 240rs a libra, e a 7 a arroba:
\ vro7
* w" de Maranhio a 3 em arroba, e em libra a 100 rs.
Fumo americano 10 ,.
m _. a lj hbra, sefor em por$aose far abatimenio.
SevadinnadaFr,ncaa240rialbra
sag mui(0 D0V0 a 320 rs< a libM
it oueinno de LiIbot a 860 tt a librte 110J a atroba>
FarMilva d Mataut oor. m ., Hbr,
Toaelnna ingl.SMt, .Ub
curar lendenUi "molbad*61'61'08 lnencion"do encontrar o respeitavel publico tudo quanto pro-
I
Encyclo-
pedica
Loja de Cazendas
[Ra do Crespo numero 17.j
DE
Guimares A Villar.
Para acabar com certas fazendas ven-
demos baratissimos :
Ghapelinas de seda de riquissimos costos
a 12$ cada ama.
Ditos de palha de Italia a 28J.
Gollinhas e manguitos de punbo de su-
perior qualidade a 3j).
Cassas de cores fizas e delicados padrSes
a 280 rs. o covado.
Sedas, cambraias, cassas, chitas e tudo
quanto pertenee para adornos de se-
ntaora por baratissimos precos.
Calcado Meli de 2 solas e sola fina.
Para horneas.
Grande sortimento de roupas feitas
. chapeos de todas as qualidades.
U mlNRAL
NATURALUEDE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n. 22
fina.
feitas e j
Para bailes ou ca-
samentes*
Vendem-se na loja do pavio ricos cortos de lar-
latana branca bordados a matiz, fazenda do ulti-
ma gosto. ditos de merino bordados com delica-
das cores: na ra da Imperatriz n. 60, loja de
Gama & Silva.
Borne assim barato
ningaem deiza de comprar urna pasta para pa-
pel por 19000. Na loja d'aguia branca acha-ae
urna porcio de boaa e perfeilaa pastas para pa-
pel com calendario perpetuo, e indico dae feaUa
mudaveis, pelo qae se toraam de nanita utili-
dade, e o pequeo preco de 1|000 cada urna
convida a aproveitar-ae da occaaiio em que se
ettio ellas veodendo por metade 4o que secu-
pre custuram ; assim dirijam-se a ra de
yuemado, loja d'aguia branca n. 16, que liar
bem servido. *
Vestidos brancos
bordados.
Ainda restam algnns corlea de vestidos braneoa
bordados que continuam-se a vender pelo bara-
tsimo preco de 59, com 2 e 3 babados, de gra-
c : na ra do Quelmado n. 22, na bem conheci-
da loja da boa f.
Ra do Oueinado n. 10,
loja de 4 portas
de Fertao Mata,
vendem-se barato as seguintes fazendas, para li-
quidar.
Cortes de casemira finos de cor a 3$500e 49.
Ditos de dila ditos de cor preta a 5# e 6#.
Ditos de brim de pnrolioho a ljtfOOe 2tf.
Panno preto, azul, verde e cor de caf, covado
a3$000.
Corles de superior velludo de cor a 4g e 5#000,
Manteletes de fil preto bordado a 49.
Visitas de seda abertas a fil a 4f.
llantas de dita ditas a fil a 4 e 5#.
Riquissimos cortes de seda a 80, 90 e 100$.
Ditos ditos de dita a 15, 20 e 259.
Chales com palma de seda a 29 e 29500.
Cortes de cambraia bordada a I98OO.
Lencos bordados com bico, duzia a 19500 e 29.
Chales de touquim a 15 e 309.
Ditos de merino bordado a 4, 5 e 69.
Chitas francezas, qualidade superior, covado
a 240 ra.
Ditas oglezaa, cores fizas, covado a 160 rs.
Lencos de seda da India a 19.
Cambraias lisas muito finas, com 8 varas a pe-
ga a 39500 e 49.
Cazavequea e capinhaa de fuslao branco a 89 e
99000.
Meias de algodo cr superior fazenda a 49.
Chapeos a Garibaldi a 14 e 159.
Eofeites e chapeos i traviata a 9,10 e 129.
Uerneslina, riquissima fazenda para vestido
de seohora, covado a 400 e 500 rs.
Ambrosios, idem idem, covado a 500 rs.
Mimos do co, covado a 500 rs.
Sediobaa de quadros, covado a 700. 800,900 e
I9OOO. '
Manguitos da cambraia bordados, um 500 rs.
Gollinhas idem, nma 320 rs.
Superio-38 espartilhoa para senhora a 4|.
Brim branco de linho, vara a 700, 800 e 19.
N. O.Bieber& C, siccessorea, ra da Croa
n. 4, tem para vender relojes para algibeira de
ouro e prata.
Carros e carrosas.
Em casa de N. O. Bieber
4 G. successores rut da Cruz
numero 4.
Vendem-se carros americanos mal elegantes
leves para dnas e 4 pessoas e recebem-se en-
commendaa para cajo fim ellea possuem map-
paa com varios deseosos, tambem renden) car-
reca para conduccao de Manear etc.
Rival
sem segundo
Na rus do Queimado n. 55, loja de mindezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem destinado
acabar com certas e determinadas miudezas pelos
precos abaizo declarados, e vennam logo pois
esta acabando.
Caixas com agulhss francezas a..........
Novellos de llnha para marcar a 20ra. e..
Ditos de liona de cores e muito grandes a
Carretel de liuha, superior qualidade a..
Linhs branca do gaz a 10 rs. e...........
Dita dita,a melhor que ba, novello grande
Pares de meias de cores para meninos a
Duzia de meias cruas muio superiores a
Dita de ditas ditas a......................
Pares de meias de cores para meninos a
Lioha em cariio Pedro V a..............
Caitas com phosphoros de seguranca a
Caixaa de folhas com phosphoros (so a
Caiza val 100 rs.) a...................
Duzia de phosphoros do gaz a..........
Frascos d'agua de colonia auperior a....
Ditos com ebeiros muito finos a........
Duzia de meias muito unas para senhora
Gaizas de apparelboa para meninos a 240
" e ..........., .
Trancas de laa e de linho sortidas a......
Sabonetea grandea e superiores a........
Groza debotoes pequeos para calca a..
Grozade botdes de loucs a..............
Varas detramoia superior a 120 e........
Grozade pennaa de ac a................
Carteiras muito superiores a............
Baralhos portuguezes a..................
Tesouras muito finas para coatura a....
Ditas para onhas a 240 e..................
Baralhos para voltarele a 240 e.........,
Frascos de banha de orco a................
Prascos grandea de la vande embreada, su-
perior qualidade a....................
Frascos de oleo de babosa a 320 e......
Frascos dedanha muito fina 8 2400......
Agnlbeiros com agulhas a................
Cestinhas de Hamburgo.
S na loja d'aguia de onre, ra do Cabugi n,
IB, 6 quem receben um completo sortimento de
lindas cestinhas de todos os tmannos propriaa
para meninasdeescola, assim como maorea com
lampa propriaa para compraa, bjalos proprios
para costura, ditos proprios parafaqueiros, ditos
multo bonitos para brinquedos de meninos, di-
tos maracas pintadinhos que se Tendea por pre-
coa maito baratos- *
120
40
40
30
20
60
120
29400
29000
160
20
160
100
240
400
500
39000
500
40
160
120
120
leo
500
500
120
400
400
320
640
800
500
320
80
icaba
chegar
:ao novo armazei
D*
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceieao dos Milita-
res a. -47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calcados e fazendas e todos
estes sevendem por precos muito modi-
ficados como deseu costume,assim como
sejam eobrecasacos de superiores pannos
e casacos mitos pelos ltimos flgurlnos a
269,289, 3Q9 e a 359, paletots dos meamoa
pannos prelo a 16J, 18J. 209 e a *49,
ditos de casemira de edr mesclado e de
novos padrea a 149.169. 189.209 e 249,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
rea a 99, 109,129 e a 149. diioapretoa pe-
lo diminuto preco de 89,109, e 125, ditoa
de sarja de aeda a sobrecasacados a 129,
ditoa de merino de cordio a 129, ditos
de merino chinez de apurado goalo a 159,
ditos de alpaca preta a 79. 89, 99 e a 109,
ditos saceos pretos a 49, ditoa de palha de
aeda fazenda muito auperior a 49500, di-
tos de brim pardo e de fuslao a 39500, 49
e a 4950O, ditoa de fuslao branco a 4,
grande quanlidade de calcas de casemira
preta e de corea a 79, 89, 99e a 10, ditas
Sardas a 39 e a 49, ditas de brim decores
nasa2S500, 39, 39500 e 9 4|, ditas de
brim brancos finaa a 49500,5f, 59500 ea
69, ditas de brim lons a 59 e a 6g, colletea
de gorgurao preto e de corea a 5$ e a 61,
ditos de casemira de cor e pretos a 4(500
e a 59, ditos defustio branco e de brim
a 39 e a 395OO, ditoa de brim lona a 4f,
dilos de merino para luto a 49 e a 49500,
caigas de merino para luto a 4(500 e a 55,
capaa de borracha a 9&. Para meninos
de todos os tamaohoa: calcas de casemira
5 rea e de cor a 5f. 69 e a 79, dilaa ditas
e brim a 2J, 39 e a 39500, palelotasac-
eos de casemira preta a 61a a 7, dilos
de cor a 69 ea 7Mditos de alpaca a 39,
aobrecasacoa de^rnno preto a 129 e a
14, ditoa de alpaca preta a 59, boneta
para menino de todas aaqualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamaohoa,
_ meios ricos vestidos de cambraia f eitos
Eara meninas de 5 a 8 annos com cinco
abados lisos a 89 e a 12$\ ditoa de gorgu-
rao de cor e de lia a 59 e a 69, dito de
brim a 39, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados.e muitas outraa
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanli-
dade ; assim como rec6be-&e toda equal-
quer encommenda de roupaa para aa
mandar manufacturar e que para este fim 3
temos um completo sortimento do fasan- S
das de gosto e urna grande officina de al- fi
leate dirigida por iya hbil mestre que *
;?: ieu;e,ora,plid*erfei?so "dadei-1
Vende-se um grande sitio na esMBda do
Arraial, com bastantes rvoredos de fructos,
casa de vivenda, com cacimba de pedra com boa
agua de beber : a fallar no mesmo sitio com Jo-
s Marques, confronte ao sitio dos Buritis.
A* PfUMVERA.
16Ra da Gadeia do Recife__16:
LOJA DE MIUDEZAS
. DE
jFonseca & Silval
Toninas, longos e froohas de labyrin-
tho de diversos gostos. que a viata se
dir o preeo, espelhos dourados a 800
rs. a duzfe, pnrjtes para tranca a 19400
a duna, caizas de raz a moo dmia
Das de linho branco a 440 rs. o maco'
fivelasdouradaa para calco a 640 ra. a
duzia, pedes de tartaruga virados a 59
cada um, botdes para caiga pequeos a
al60rs. a groza, argolaa douradaa a
10500 a duzia, botea para poohos duzia
de pares a 39, ditos para casaveques a
240 rs. a duzia, grampoa enfeitados a 480
re. o par, caizas com apparelboa de no-
necas a 19,2$ e 39 cada urna, caivetes
de 2 folhas com pequeo loque a 1(200
rs. a duzia, ditos grandes de 2 e 3 fo-
lhas a 25 e 3J, papl amlsade a 600 rs.
o pacote, meias de todos os lamanhos
para meninos a I38OO, 29,29200 e 2*400
a duzia, ditas para meninos a 29, 29400
e 296OO, pentea de massa virados a 800
rs. cada um, escoras com espelho para
cabellos a 800 rs. cada urna, froee gros-
so a 400 rs. a peca e finos a 240 rs., fi-
tas de velludo de n. 6, 8 e 10 a 19200 a
peca, sabio inglez a I96OO a duzia, tin-
teiroscom figuras broozeados a 500 e
800 rs. cada um, chapeos de sol de seda
para aenhoras e meninas a 89, escencia
de sabo para tirar nodoaa algo vi 1ro,
pedes de tartaruga para tranga a 3J500
cada um, voltas de coral cora dous los
compridos a 29500 cada nma, ditas de
trea Dos a 3J, booecoa de choro a 320,
500, 800, 19 el$400 cada um, cadeiras
douradaa com pomada a 800 e 1$ cada
urna, colheres de metal principe para
cha a 29 a duzia, ditas para sopa a
8(500 a duzia, ditas para terrina a asea-
da urna, caizinhas com pertencea para
sen horas a 240, 320, 500, 640, 800 e 19
cada urna, colheres de metal para cha a
320 e 500 rs. a duzia, bahuzinhos com
espelhos contendo perfumarlas e 59 ca-
da uro, caixinhas de vidro a 29500, cai-
zas com espelhos e perfumaras', pro-
priaa para toilele de senhora a 69 esda
urna, bem como muilos objectos de gos-
to e outras miudezas por pregos cora-
modos.
Vende-se
Urna burra de ferro com pouco uto,
por preco commodo : no escriptoiio da
ra da Gadeia n. 3, das 9 horas as 4 da
tarde.
Cintos.
No armazem de fazendas de J. J. de Gouveia,
ra do Queimado n. 29, exiate um variado sor-
timento de ricos e moderooe cintos dourados e
ditoa de aeda bordados primorosamente a ouro
Vendem-se 2 cavalloa de estribaria e S bea-
tas de roda ; a tratar na ra da Senzala Velba o.
131, no primeiro andar.
Modas.
Lindos vestidos e capellaa para casamento,
chapeos psra meninos e mocinhas, escolhimenlo
de objectos de modas para aenhoras ; vendem-se
na loja de modaa de madama Buessard Millo-
cbau, ra da Imperatriz n. 3.
PATil
Nova pechincha a 400 rs*
o covado.
Vende-se lazinhas enfeslsdaa ao gosto chi-
nez as maia modernaa que tem vindo pelo dimi-
nuto prego de 400 rs. o covado: na ra da Im-
peratrlz n. 60, loja de Gama & Silva.
Calcado
Ra Direta 45
Magnifico sortimento.
Sempra condescendente e prazenteiro e'om ea
treguezee que Ihe trazem dinheiro, o proprieta-
rio deste grande eatabelecimento continua a of-
ferecer ao publico, por pregos mdicos e sempre
inferiores aos de outro, o sea bello sortimento
de colgado francez, inglez e braaileiro e Tejam:
Homem.
Borzeguina Vctor Emmanuel. 109000
couro de porco..... IO9OOO
> lordPalmeraton{bezerro 99500
. diversos fabricantes (lastro) 99000
> John Russell. i 89500
aaaldea Nantea (batera inleira). 59500
55000
2J000
IpM
58500
38000
Saiasdecordo.
Superiores saias de cord8o a 39, 39500 e 4a
I ditas alcozoadas muito superiores sil; na ra
do Queimado n. 22. loa da boa *
&
tente. .
Sapatos nanga (portuguezes). : .
(francezesj. .
9 entrada baiza (sola e vira}.
multo chique (urna sola); .
Senhoras.
Borzeguine primor (Joly)......55500
brilhautina......58000
gaspa alia.......59OOO
* baixa......: 48800
31,32,33,34.....4&500
de cores 32,33.34. 48000
Spalos com salto (Joly). ..... 38200
francezas fresquiohos. 29240
31, 82. 83 e 34 lustre. 1*000
E um rico sortimento de couro de lustre, be-
zerrofrancez, marroquim, sola, vaquetas, cou-
riobos, fio, unas etc., por menoa do que qual-
quer outro poda vender.
Em casa de Adamson, Howie & C, ra do
Trapiche Noto n. 42, vende-se :
Boinas de corliga fiofssimas.
Lona e fille.
Fio da vale.
Superiores tintas de todas as cores.
Selline, silbos, e arreios para carro ou cabriolet
Exposico de cutilerias
finas, na ra Nova n. 20.
Neste riquissimo estabelecimenlo se encontra-
r sempre am riquissimo sortimento de cutilerias
em todo o genero que se pode imaginar, assim
como tambem um riquissimo sortimento de me-
taos nissimos conhecidos pelo verdadeiro plak
paraservigo de almoco e jantar, camas de ferro
para casal e solteiro, bandejas a imilago de cha-
rao em ternos e avulsos, finas e ordinarias, toda
a qualidade de louga de porcelana para cozinha :
na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Chapeos para senhora.
Ricos cbapeoa de seda e de velludo para se-
nhora, pelo baratissimo prego de 15 e 169: na
ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Lindas caixihas
com necessarios para costura
Acaba de chegar para a loja d'aguia branca mui
lindascaiziohas matizadas,com espelho, tesoura,
caivete, agulheta, agolheiro, dedal e ponteiro,
tudopratiado e de aparado gosto, emm urna
caizioha excellente para um presente, e meamo
para qualquer senhora a possuir, e vendem-se a
109 e 129 : na lo.,a d'aguia branca,ra do Quei-
mado n. 16.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos nissimos de linho proprios
para os tabaquistas por serem de corea escuras e
fixaa, pelo baratissimo prego de 69 a duzia ; na
ra do Queimado o. 22, na bem conhecida loja da
boa f.
Lencos de cam-
braia com padres de se-
da a 2#500 a peca.
Na loja d'aguia branca tambem se vende mui
bonitos e finos lencos de cambraia imitando seda,
isso pelo baratissimo prego de 29500 a pega de
10 lengos. E' essa urna das pechinchas que cusa
apparecer, e quaodo assim approveitar-se da
occasio, porque elles servem lauto para algibei-
ra como para meninos, e quem os ir na loja
d'aguia branca, na ra do Queimado n. 16, ter
vontade de comprar maia de urna pega, tal a
bondade delles.
*em Wjjujt aa* w*rm wmm ia eTarTW WWiyt wWm erToW wWm sr*lt
!
Attencao
[Fazendas e rou-
.pas feitas baratas.
NA LOJA DE
PAHBIS
PORTO
[48--Ra da Imperatriz48j
Junto a padaria franceza.
Acaba de chegar a eale eatabeleci-
mento um completo e variado sortimento
de roupaa de diversas qualidadea como
aejam : grande sortimento de paletota
de alpaca preta e de cores a 89 e 3950O,
ditos forrados a 49 e 49500, ditos france-
zes fazenda de 109 a 69500, ditos de me-
rino preto a 69. ditoa de brim pardo a
38800 e 49. ditoa de brim de cor a 89500,
dilos de gaoga de cor a 39500, ditoa do
alpaca de lia amarella a imilago de pa-
lha de seda a 39500 e 49. ditoa de meia
casemira a 49500, 58 e 59500, dilos de
casemira saceos a 138, Qilos sobrecasacos
a 159. ditoa de panno preto fino a 209,
228,289, ditoa braneoa de bramante a
89500 e 4, caigas de brim de cor a 11800,
2J500, 39, ditas brancas a 39 e 49500, di-
tas de meia casemira a 39500, ditaa da
casemira a 69500, 71500 e 99, ditas pre-
Us a 4500. 79500,99 e 109, colletea de
ganga franceza a I96OO, ditoa de fuslao
21800, ditos brancos a 28800 e 39, ditos
de aelim preto a 39500 e 49500. ditos da
gorgurao de seda a 49500 e 59, ditoa de
casemira preta e de corea a 49500 e 59,
ditoa de velludo a 79,88 e 99.
Completo aortimento de roupa para
meninos como sejam caigas, cohetes, pa-
letota, camisas a I98OO e 29, ditaa de fasta o
a29500, chapeos francezes para cabega
fazenda superior a 69500, 88500 e lfM,
ditoa de aol a 68 e 69500, ditoa para se-
nhora a 48500 a 59.
Tachas e moendas
Braga Filho 4 G. teto sempre no ion depo-
sito da rna da Moeda n 3 A, um grande sor-
memo d tachai moendas para enganho de
mimo acreditado fabricante Edwin Mawatra-
tar no mesmo deposito ou na rae, de Trepiehe
n. i.
Vende-se a taberna da ra de Hortaa a.
15, bem afreguezada tanto para a trra como pa-
ra o mato ; a tratar na meama.
Vende-se urna escrava com varias habilida-
des ; no pateo de S. Pedro o. 10.
i Nova california

DE
9
9
Fazendas baratas. 2
Na rna da Imperatriz n. 48, jauto a J
: padaria franceza.
Corles de cambraia branca cora babadi-
_ nhos 49 e 49500 superior 59. cambraia li-
Z Escossia 59, e 69, ricos enfeites para se-
J nhora 69 e 68500 sintoa os mais delicados
para senhora 29500.39, chaj>eljoe para cri-
I ?'orto "g 38500, 49, para bapllsado
i9. cortea de vestido de seda Escosseza de "
bonitos gosto 129 estao se acabando, ri-
9 eos lengos del.byrintho 19.1J200. chapeo
I de sol para senhora de bonita? corea, lisos
9 59, cabo de marfim 59500, corles de cam-
9 braia brancos com fT6r de aeda 59. risca-
9 do francez 200 ris o covado, completos
9 sortimentoa de baldea de arcos 3, aorli-
S 500 e 24 flr,'" ? Pr- cl "e tarlalana
de cores a 640 ris. lengos branco com bar-
t raa 60 rea chitas inglezas a 180 e 200 rs.
dila franceza a 240 e 280 rs. o cov.do S
f peC 2*I!ilIa padat ffsnceza n. 48. S

taixasconi vidrospara
vidra^a.
HaTHSndefl,"M 8'"8 C0ID VdfO P"a Vid?a
2eo 'gSLTJT'0': Da ,oja ds rua da Cad
Novas pechinchas
na loja do Pavo.
AinhUfH'"' 8r8"ri0 d padroes mnito miu-
n nasa inn"08 ptra Udo" de "dorase me-
n Lta/,8' KC0T,d0' teodo 4 P,lB'M d0 '""
Sr'...rM UJDbe,B e8la frenda mult0 Propria
S- ?m"lld.-8 de .pa88ar a e8ta "o caropo ; na ra
da Imperatriz n,60, loja de Gama & Silva.
Enfeites riquissimos.
bS^mo^^
r^aWci:M roa d0 ^--
O torrador
Vende-se manteiga iogleza fina a 900 rs. a li-
bra, franceza a 640 is. da melhor que ha no mer-
cado, assim como se torrsm mnitos gneros per-
tencenles a molhados : no largo do Tergo n. 23.
9 Avisa-se aos paes de familia ,
9 que existe no loja de Na buco & S
9 C., na ra Nova n. 2, um gran- rife
9} de sortimento de vestuarios de em
diversas qualidades e de gostos
0 os mais modernos, para meni- m
^5 nos e meninas de 2 a 6 annos, &
^ que se vendem por precos com- a
a^ modos, ;
#### #f #e949tt
BuadaSenzaJaNovan.42
Vende-se em easadeS.P.Jonhaton 4C,
ellinse ailh5aanglezes,eandeeirot e castigaai
bronzeados,lonaa nglezes, fio devela,chicote
para carros, e montara .arreio apara carro da
um eloua cvalos rologiosde ouro paiect*
nglez.
Nova remessa a 3,000, na
loja do Pavo.
Acaba de ebegar nma porcio de madapolo
francez entestado com 14 jardas que ae vendem
a d a pega : na ra da Imperatriz n. 60, iota de
Gama 4 Silva.
Gravatinhas de raz de
coral,
o melhor que possivel. Vende-se mui bonitas
gravalinhas de raiz de coral com duas e ires
vollase lagos nss ponas, sendo ellas- bastante
S"a&wuVisla d0 i" AS Darali"im '
zow e S9000: assim bom e barato 16 na loia
d aguia branca, roa do Queimado n. 16.
Escravos fagidosT"
Escrava rugida.
Fugio no dia 23 do correte urna negra de no-
me Hara, crioula, idade 45 annos, pouco maia
ou menos, com os signaes seguintes : estatua
baixa e magra, cor fula.beigos grossos, falu da
denles na frente, peitos metidos para dentro
com o umbigo muito saliente, ps bizentos, com
os cabellos cortados de aouco, e mal cortado 1-
vou vestido de chita rdxa edr de batata, panno
da cosa azul e rolo : quem a pegar leve-a a ra
do Cabug n. 16, que sera gratificado.
Fugio do engeoho Penanduba, sito na fre-
guezia de Muribeca, no dia 1. de agoato do eor-
rente anno, o eacravo de nome Joa, cosa os sig-
naes seguintes : psrdo claro, barbado, baizo. bom
corpo, cabello carapinhado, tem nma grande ci-
catriz em umdoa bragas proveniente ea am Sa-
ib, urna coatella do paito direit mato Ma me
as outras, e j foi surrado ; consta qae ell* anrfa
pela Passsgem da Magdalena inlitulaoaa-se for-
ro : quem o apprebender, leve-o ao referido en-
geoho, ou ao paleo do Torga o. 44, saaisdu e
um andar, que sari generosamente graiilcate.
Daaappareceu no dia 13 do eorrenta, do si-
tio de S. Jos do Manguind, o estrave erioeie,
maior de 50 annos, de neaae Jeeejeies, com ae
signaea seguintes: cabellos braneoa, alte,
do corpo, e osa alpargatas; este eacravo fei n
priedade do Sr. Manoel Jua Pereira Pacbece,
Aracaty, d'onde veio para aqai fgido :
a todaa aa autoridadea policiaca o a ejri
que o encontr, de o capturar e entrefe-la ae
itio cima citado, oa aa rea do Trapiche a. 15
a Joa Teixeira Baato.
Escravos fgidos.
Fugiram jautos, no dia 14 da
vos Pedro eJoaana, tendo a escrava ae
seguintes : crenla, de idade de V anees
mais ou menas, cor peala, actotea ajan.
steco, rosto compride, deaUa limadae, lesa
do mnimo da ama dae saiai anzolado de a
Iho que levon sobre o aname dedo ; laves
Irouxa de reepa, comeada
de franjea e bordedea braecee, w
um cobertor navo, dees vestidas de
usados, e um nevo car da rea, a!
da algodioziako a asada polio,
eacravo cea quem fugio, de i
branco, de idade de 35 anace, poeto
menoa, estatura mato ajea refalar.
e bracos anease, caaeee rodeada e
cabellos corridos, am acece aarbede
Kdea, aada aa rices de e iacftea e
ota, bem iadaam saltSaila de aaeaV
levou calca e
chapee de feltre. F,
diaa aos acra baldea deete ridads de
poa-aa tarea aanide peca Careara, aTi
Joaaaa escrava de Sr.
fea
am dkeeeae ae fea de
Saaaa, per ear e
ofareeaeede
ridadea poHetoaa a
uer paseos, qae ea) a;
oCabogia.daeSr
Silva, qae arrio
VaBHBBBalBBBBBBBV aBBBBBaBBBB. -'-
^aWe^aW! ^eaBjajazt JZ19
do eacravo.
WaBeP L


(8)

MURI DI flRMJUOCO. u SAMADO 18 iB SBTBMBtO DB IMl;
Litteratura.
Disearso recitado no Hospital Porto-
gaez de Beieficeocia, no diado seo
sexto anniversario.
S>nhoree.E* a primeir vez ns minha vida
qup uto pedir a pslarra em occaio lao solom-
ne como eala, para nccopar por alguna momen-
to a atieogao do publico illustr*do que sempre
se rene para assislir osles (sujos em que a In-
diligencia, lem lomado aempre o piimeiro lugar;
em qim a voz auloriada de lanos orsdores die-
Iinelos que forre a m o orgulho do nosso'paiz ; se
irm (eilo ouvir eom entero profunda- adroira-
>;o ; em que o genio sublime e penetrante, a
erudigso tasis e enriquecida |com os doni iin-
roorlaes da civliaagao, lem-se dado s roaos para
nesasa harmonios e encantadora linguagem,
moslrsr sciencla os (ruetos iovjadosque della
leo colhldo. K ousar muilo, aenhores, quin-
de, dallando da parle a modeslis que no dizer
de aio escriptor, nao hoje msis do que um do-
cumento de hvpoerlsls, eu reconbpgo-rne imcom-
pelenl* p sem habililsg&es, em um nene eniflm
que me faga conherido de As. Porem te le, ae-
nhores, que quinde le eeqoeee lamanha obscu-
rilade, que qusndo as auffoes a propris vuzda
conscieoria, que qnsrido se descennece ess dlf*
ttciantli de lber, que quando emllm se olh ai
eooln i Hilo, porque ni una grande eaea
que nos impela a isso, 4 porque elisia elm de
(odn aieouNf que lite deiermTuim a Ignoraoili,
m tullo, urna bemenagem prestada a um dos
mili sublime* premios e dn mita reteale elr-
tude ptegaua impostas pelo Difiri, Meef re e I
que eu timbem, dominado pelo sawr Iluto que
ftiflhi mo me leipireu, alo pene deUir de ro-
lar aqu ende lli le un verdidelra reilidade,
i Indi idmlragie, Por tinto, fe doigneidi-
nnt# file imito mi get itie iolelligenle hoi
doe do enleodimeote, vea eeron di fterii que
>___.lbe* edorm i frente, di qu i norra ierra n
>fl#eb*fbeie, rail* Mollar no aoior o dediinle potra ietni '*!
u torea I mnhi intelllgeoel, ron sio faina.
nerage e esperance, no meu leneio,
*fifires,-0ih*nu'e pin o que ni polo no
do, observando esn inierroinirel delirio do pro*
ltisittisfito, lonhindo eom o queda de estholi'
tumo, guinde o polos doiii turbe di perrer
ioi que eeb o ril4 praietio de esttiulieo querem
demr > bsres de Pudro do iou destino, para
arroja li u'um oeeeino ende a impiedido poda
surnr-se dos revam por qua alia housar da pa.
ir na tampostsde que lhe prepan, contemplan-
do eise idifTereqtUmo como que hoja aa olha
psrao Evaiigelho a eia daspreto cora que sa
(illa no nome da cruz, recelando por toda a par-
ta desss face palada e desfigurada que aprsenla
a nligiao ilo Cilvario : Poitugtl dava-aa cun o
edificante exemplo que no novo mundo viera dar
seualilboa, cortando dessa arrore que fcVa eolio-
cada no centro do uoiverao para abrigo da huma.
uidade, um ramo de um logar em que o meiua-
preco a tem deissdo murchar, para aqui rega-la
e aquece-Ia como esse sol que leda o luto e
expansio de que capaz,o furor e o amor re-
ligioso.
II
H), aenhores, certoa aconlecimentos na vida
das nacoea, certas phaaea menos propicias por
que ellas paaaam, cerda eleiges meos acera -
los que ellas tomam, que originan] muita vez a
sua decadencia, e algumaa outras o seu despeda-
camento. Revolvam-se aa paginis da hiatoria,
e nelUs se contemplarao tristes exemplos do que
acabo de dizer : ver-se-ha o orgulho de urna
nago que tora florescenle e poderosa, abater-se
no futuro a ponto de aua altiva liberdade gemer
sob um jugo oppressor e lyrannico ; ao desvario
de urna poltica precipitada e cootradiloria rom
os verdadeiros principios de justi;a, arroja-la n'um
cataciysma que traz a sua destruirlo, e que faz
perder depois na noile dos lempos a sua memoria.
Ha porm urna cousa a assegurar a essa fatuida-
dade, a essa desgraga que arrasta tantas oulras
desgracas, ei-ls: Se o nome de Deus nao andar
adiante de todas as obras do hornero, se aver-
dade nao or alimento do espirito, assim como a
virtude o alimento do corago,se a razo rec-
ta e eaclarecida or ludibriada pela torga da ig-
norancia,ae a justiga eodireito nao andarem
annexos i auas decisoes,senao houver urna
ptrf-ia harmona da ordem com a liberdade,
quaodo emfira de nads valerem essascondigoes
indispensaveis a existencia de um povo. pouco
alem delle estar o cabos.... Portugal mais de
urna vez contemplou esse abysmo; mais de urna
vez enlregaodo-se a merefi dessa sfide de con-
quistaa, tremeu por seus dia, neaaas formida-
veis guerras que no dizer do grande Napoleio,
nao 3o mais do que um officio de barbaros cu-
ja arie coosiste em ser o mais forte em um pon-
to dado. E porque Portugual tremeu ? Tremeu
porquo o seu pensamento.de todos osdias, o seu
sooho dourado, fura aempre a dilalag&o dos do-
minios, a sua maior gloria,o fazer-se respei-
taar pela torga, a sua maior ambig&o coquiatar,
nao se lembrando que quando um dia a civiliaa-
go penetraaae na Europa arraalaria comsigo o
abandono dos velhos usos da barbaridade; nao
se lembrando de que as torgas maleriaes s tem
mrito e valor, a despertsm o reapeilo e o te-
mor, quando andam unidas a maior aomma poa-
aivel de forgaa moraes ; nio ae lembrando em-
llm que os mais nobrea combales sao oa do espi-
rito, que aa mais gloriosas luass&o aada ntelli-
genria, pola que trazem no dizer de Berrier o dea-
tino e dirtegao da sociedade.
III
Mas Portugal sempre tere urna estrella mys-
terlosa que diriga os seus paasoa, que diriga os
seus destinos!.... Lvando constantemente seus
fllhos ao campo da peleja, nao surgiam deaae es-
tado constante de luisa, aomente grandea capi-
taes. Apparecia um Camos immortaliaando os
snus faltos, estampando n'um poema a imagina-
gao sublimada de um outro Virgilio ; apparecia
um Bocage deixando aobre-aahir a tua vida cons-
tante de louvorea e disperdicios, rasgos da mais
penetrante IntelligencU ; apparecia um Pombal
apagando con* o aeu despotismo a ogueira da
inqijisigo; um Csbral dominado por entre as
FOLHETIIII
suas aventuras de mu celeste inspiragao, plan-
ta'idono novo-mundo que eocoatrara.o estandarte
da cruz ; e aluda depois de velho aborrectdo e
tristeappareceu um Garret lio grande quanto
aabio, ea qnem um escriptor de nossos diaa cba-
mou nao um Iliterato mas urna litteratura.
E fot por Uso que Portugal nao aumiu-te do
mappa das nagdes; toi por que aa legies de
seus genios que. se elevavam a altura de siuii-
deuses na scienca, resgatavam-oo com a furca
de aeuseseriptos, do abatiraenlo em que o col-
locara i legidea de aeus soldados; toi porque
pregavam no topo das muaatbas vencidas opa-
vilhao da aua gloria, de iovolto com a cruz.
E a cruz anda quem o alenla I., o seu con-
forto a aua vida I.. Os seus fllhos abragam-n'a
atravessam com ella eases immensos ocanos
que nos sepsram, e vem no novo mundo adora-
la como symboloda verdadetra religiao I..
IV
E o quo essa vossa instiiulclo, senbores,
seoio um signal de que o nome de Chrislo, voa
docee saudavel, aeoao urna prora do que oba-
decendo a ella abragaes oa voeeoe Iroiloa opprimi-
dos pelas inclemencias da eorle infeliz? que
s ella ordena tu fraternal olio cuja praga es-
l ns vida verdadelra i vida ds elerntdade ; oque
s ella aconselha qee ae enchuguem es lagrimea
do opprlmido, que se modero e aorande l dr do
desvallido, prometiendo em paga, levar-nos des-
ss vlls que le chama o valle do lagrimas, pelo
caminho myslerloso que ni di Ierra so do. %
Mae IffoilO o qoe distingue o chrisllanlsmo do
lodas i$ rellgiea do hemosf perguoia Carlos
No4iif )-d que elle em lugar do por mm isoe-
losrlo s (afinadlo pd-le no oorMae} d quo em
logar de ser om prol doi ricos o ios prorllofti*
dpi di vida, d em prol doi pobres o doi muqu'
sroi j d quo om ro do imper um novo jugo pan
o fotortf, quebrou o jugo do lorroi 401 poiirs io-
ore 01 |oroooi piuidai.
Kio orno bomi lubimo oiprouio do noto m-
nplor 11 doioobi o rbristiiiiimo, o ihristuoli-
so quo fot o nlvi'guirdi di rid do hitmi8lrfi<
do, porque (oi^M do leiui Chriito quo ole io-
gnou )iri um6 uico gomo Moywi, mu,
pin todi bumisidido como Rodomptor do mia-
do, M ejimof eomo olio ippiniiu, Oueimoi
um onodoe oioriplor,
Quindo loiui rolo 1 tirri, lodii roilgiooi
oros mprisi o todoi o poroi moribundo, mi
minie toi ronorir oronon o imperios; pon*
rol nagir quo olio roiuieltin mortoi, mi oto io
podo negar q no ; o titule de iilridor do Uoirerie, que elle
toma para i, niu podara aehtr um toeredolo ;
o au t quer invoca.lo como um Deus, a ate'
lar vanara-lo como um bamfeitor, E vejamos id
da que cabos horrvel olla voio tlrsr 0 mundo I
Huma entregue a Tiberio, levantando (ampios o
tiberio, adorando os crimea de Tiberio, encon-
trando oa taroeidade de Tiberio o lypo dos h-
roes, oaa tuaa depravaQoea oe atributos da um
Deus; o universo saguiodo o exemplo de Roma,
e sepul(anlu-se nassa objecgo nenhuma moral
entra os povos, a trra (ella um mercado de es-
cravos, as nagoes entregues so ferro dos sida*
doa ; os direitos do homem descoohecidos, 01 da
sociedade isoladoa, un povo pravilegiado o todoa
oa maia barbaroa; oa vence lores dzendo sempre
al dos vencidos;o philosopbo repellido a es*
perauga dlzeodo ao desgragado :morra I O
sangue humano correndo por sobre 01 altarea
para agradar a idoloa em que ji ae alo cria, e
nos espectaculoa pblicos para regosijar a urna
populagao lio vil, como eases Deuses. Esaqui
como se achara a civilisagao oa poca da vioda
de Jess Chrislo. Oh que a dmirego nio tem
limites quando chega a penetrar na noite infer-
nal em que elle fez brilhar e aua luz I.. Em todaa
as insliluigea religiosas da Grecia e Roma nao
havia antes urna idea, um principio, um aenti-
mento que fosse regenerar as nagoes; a virtude
roesmo elevada ao ihrono nao teria bastado para
lbe restituir a vida. Doua permittio que ae ten-
tasse isso para nos deixar ver toda profndela do
mal; e o derradeiro sopro da amiga sabedoria toi
exhalado com os Aotooinos, sem ulilidade para
o mundo. E porque para salvar o mundo, nio
bastava erguer as suas ruinas, Jess Chrislo veio
a lempo para a humaoidade, ea sua vioda subli-
me nos ltimos lempos da repblica prova da
Providencia.
V
Portaoto, a nagio infante que sorri, aprende
com os filhos dovelho aborrectdo e trislea
adorar o Messias, poudo em pratica os mais edi-
ficantes exemplos que elle nos ensinara como
preceilos; aprende com elles a pratica da carida-
de, e da caridade para com seus irmios, dupla
virtude, cuja sublimidade, cuj belleza, cujo en-
canto, o cdigo de todas as nagoes o Evangelho
nos eosina como a mais nobre de todas as vir-
tudes. Ah I senbores, aqui a candado conforta
o coragao desses desgragadoi, que veera buscar
alivio a sua dr, um Unitivo & suas maguas, aqu
08 desesperos do soffrimento nio Ihoa dilacera
tanto a alma ; porque a generosidade de vossos
coragoes a vossa piedade, fez nascer no peito
delles a eaperaoga, e a eaperanga alia-se interne-
menta a nossa miseria, diaae-o Chateaubriand.
E de feito, aenhores, como nio seriam eraea io-
felizea duplamente desgragados, se gemessem
sem a espraoga, se gemessem blasfemando da
aorle, e maldizeodo-se a ai proprio, ae lbe fal-
taste esse conforto dos dosgragadoa aeaperaoga
que unida ao homem como a me a aeu filbo
enfermo, embala-o em seus bragos, recoaia-o em
seu seio, e que sacia-o com o lelle mysteriojo
que mitiga a dr. Aqu aioda que o martyrio e
o tormento lbe faga desejar o temo de aua pere-
grinagao fatal, lbe faga dosejar a morle, aqui nes-
ae palacio e complasceote aaylo, urna voz aecreta
Ihe confortar a alma ; e vendo diaole de el aem-
pre urna mi aecreta enchufando aa lagrimea,
elle se anima e sccelta o delicioso calix que a es-
peranga lhe oflerece e em largos sorvos el|s) sua-
visa os seus males, e exclama j nao quero
morrer 1.. Oh I que sublime inspiragao do cu
a caridade; ella tio grandiosa, tio chela de
magoiOcos mantos que por msis seductores que
sejam os sophlsmaa de urna impostura philoso-
phica que o pretenda desvirtuar, nos nio deixa-
remos de adora-la como urna emogio celeste,
como um novo man de que ae servio o chns-
lisnimo para abrandar as ioclemenciaa da dr,
a imitsgiu daquelle de que ae servio o Deui dos
exerettos, para abrandar as torteras da tome. E
aer carldoao e praticar a caridade, por awpra-
tiea a aaaravboea verdade de que oa hosaena
deven amar una aos outros; porque de beira do
tmulo alm eat a eternldade, oa elernidade
Deua quo divinisa esse amor, impoodo-o como,
preoeito o quo abrir- as portea augustas do
templo da verdadeira felicidade. Queris saber
o que a eeridade ? O grande apostlo das gen-
tes resufflio-a neataa loqueles patarras: a ca-
ridade a paciencia, diz o apostlo, meigs e
nio porfa prlmaaias com outrem ; nio ao ensi-
nua com a lemeridade, nio ae ensoberbece. Nao
tem ambiges, nio sooha com elogios, nio se Ir-
rita e oem julga mal. Folga com a justiga, e
exulta com a verdade. Tudo tolera, ludo er,
ludo espera, tudosoffrel..
Recebei, pols, senbores, essas desmerecidas
palavras como urna prova de que admiro de co-
ragio o contemplo enlevado eaaa virtude que
pondea em pratica ; porque olla urna daquellta
que maia domioam a aantidade da religiao do
Calvarlo, que no lempo tem a aua frente Pedro,
oa eternldade Daual..
Ib iBor ia La
ponia.
8WKTK0
A* 0NA. C0HDESSA LAUHA UWtXOWSlA,
{Continuacao do n. 923.;
XXIX
Chegido que fol tribu, havli j olio din que
velho filo 10 lerifltire Bill; hara quiote das
quo ole sppareiera io llmlir de sus leoda.
? aaiiagio que reloava entre es Kilpis gastarla
K-. .?*' fV '" ,l0,# ,if,f )' oieopgee
oe ira el ei, e que ponto lude que lhe dlili irei-
peito loiereiisvi e psixonars a mullidlo, lite
"rio para nono ipoitele umi rifle de mais
pan trsbilhar letivsmenti e eom arder si gran-
de obre que emprehendri,
MSffV u' r'N f,MP i*waerto qui io
dirigli eilee sobra i eriot dei griniei reihe-
i!! ViitVot 4,iM rreraa io seu eoeeo-
tro e eradenm-lhe deleoge i
JZI9a ^P'ww P'd odMd pie eii
orto,
Agrupsndo-ie io redor delle, cono orelhu em
reda de piater de ieu reoinho, diirirn todoi em
mu ssimpimmto umi eutreda ilgums eouia tu.
rau iieu em brara todoa ea iiliinm em frente
de tonda de Peekel auerian todoi entrar eom
elle, e fol eom grande diffleuldide que Ola re
Mosefufu detu-lei e demera-loi ai porto.
Entrando o tend, eehou o ralbo eitandide
eebre pellos no molo de sua bebiieelo i elle
abandonara seu tatito para deisir oe iiui eireule-
rom mal faeilmeoie aa reda da si. feua dous
fllhos asisvsm iui esbeeaira Neplo de um
lado a Norra da outro.
Kra faeil da ver que idBaquara era extrama.
Pe ton pos I lampos elflmurmurava algumaa
pelevraa ; dapoia, como aiabruohado, raeshla
em longoa silencios.
Teodp entrar o ministro, levantou-aa sobre oe
eoiovolloe o olhou-o Oamoola 5 depois, voltou se
para Nepto duendo-lhe ;
Poete tu quem o mandou chamar T An-
da po eatou morlo.
Nepto aacudiu a eabaga o (ei signal que nio
era elle. *
Ora poial sim..... diz Peekel vollaado-ae
bruscamente para o mipiatro, vou morrer I
Quando aprouvr i D*us, que lem contadoa
todos os cabellos de noaaa cabega I respondeu
Johanaen ; o que importa morrer bem I
O velho lapio aacudiu a cabega sem dizer pa-
lavra ; mas, para um phyaionomiata, aioda que
pouco exercitado, a exnajasao de seu rosto signi-
ficara assaz claramenteP^ue o que importara pa-
ra elle era nio morrer.
Espero, proseguiu Olavo, que morras como
christao.
OJgno teoho vivido I
A resposta nio pareceu muito tranquillisadora
ao ministro ; porm elle nio deu eotender sus
tnquielagio. Elle sentou-ae cabeceira do leito,
mu perto do moribundo. Nepto e Norra ti-
nham-se afastado mu discretamente para deixa-
rem ama liberdade maior ao entretenimeoto su-
premo.
Olavo nesse momento, com urna unego tocan-
te, comegou fallar-lhe aa grandes verdades do
k ma .chri,la. e ez-lhe ouvr easas palavras
cheias de consolago e de esperanga, que tantas
vezes tm ajudado a partir.
Mas era claro que esaa piedosa doutrina nio
trazia a paz consciencia perturbada do velho
pescador, porque elle continuava i agilar-se em
sua cama, voltaodo-.se para um e outro lado, e
nao respondeodo s exhortagea piadosaa nio
ser com gruidos confusos ou interieigea impa-
cientes.
De repente fox uoa graude eatorgo e levantan-
do a voz:
c Nepto, meu filho Nepto, leva-me para to-
ra, morrerei mais suavemente ao ar livre e com
a luz do sol para regosijar meusolhosexlinctos.
Se Johanseo estlresse completamente tran-
quillo sobre as disposiges religiosas e moraes
daquelle, quem asaiatia com um zelo tio lou-
vavel, elle se considerarla mu feliz ao ouvlr-lhe
exprimir um tal deaejo.que poda taires trazer a
retraclagio publica doa erroa por tanto lempo e
tio caramente conservados pelo chefe em aua
tribu.
Infelizmente elle nio tinha bastante confianca
naa diaposigdes interiores de Peekel para jul-
g"-."^ cerlo de semelbaote reaullado.
Nao toi, pois, sem urna certa tnquielagio que
elle viu Nepto (azer signal cinco ou seis ho-
mens mais prximos de sua tenda, ecarregar
com elles aa pelles o tapetea, que aerviam de ca-
ma fnebre aeu evo, para transporta-lo en-
trada de aua tenda. Todava Johanaen nio ou-
aou fszer objeegio alguma : sabia perfeitamente
que nenhuma probabilidade havia de que o ei-
cutsssem.
Peekel, chegaodo tora, experimentou de repen-
te, como um aeotimenlo de bem-eatar, aspirando
a frescura da briaa marinha, que aoprava do
fiord : maa aeua olhoa cangadoa nio poderam
aupportsr o brilho da lux viva, e tapou os com
aua mi trmula.
-- Meu fllho, diz elle anda Nepto, volta-rao
do lado da montanha.
XXXII
E aabido que todaa aa ragaa do norte ligam
ideas religiosas de urna oaturexa particular ao
eapetaculo doa altos lugares: multas vezea aa
montanhas foram para elles como ea altares da
oaturezs, que lhes-lembraram aeu callo, de an-
temio preparados para oe aeua aacriflcios.
alado orna ves, mea oso aeatea ultimoa tem-
poa,Olavo bem o sabia,oa lapee tioham-se
reunido sobre as montanhas, psra ahi adoraram
em recintos de pedra, que elles chumara teilhe,
assaz semelhantes aos eromleoht druidicos, o
graode Deus Jumala, aoberano do cu, repre-
aantado aob a forma humana, elegido de urna
corea de pequeoas missangas. eom um collar de
brilhinles falsos, e com urna taga de prata sobre
os joelhos; Aijecke, personQcagio da torga e da
bondade, que por tmsgem nio tem maia que um
tronco de batuta, groiaeiramente trabalhado, cu-
ja raz representa a cabega ; Sloura-Pam, que
tem sob seu poder as aves do ou. os peixes do
mar, oa animaos da Ierra; Safakka, que presi-
de aos psrlos, e Jabbe-Akka. deusa da morle.
O primeiro pedido de Peekel pareceu pola ao
misslooario de peasimo agouro, por que elle adi-
viohou daade logo em que diepoeicio de espirito
devls eslsr o enfermo, quo 0 fssla. Elle com-
prehendeu inmediatamente quo urna lula la aer
loevltavel, e que elle loria de se rerim graodes
embaragos; mas Olavo jolgava mu bem ea cou-
sas psrs dslsar de ver que ser-lhe-is Impoialrel
nio aeeoltar urna aeraelbante lula. Nio lhe rea-
tara pola mala que um recurso : era fazo-la re-
verter em vaolagem da alma, que elle quera
aalrar o da mullidlo uumorooieeima quo la ter
por lesiemuohe. Agora alo harta maia qee re-
cusr -umpovo lolelro o escalara.
Peekel,parguoloo alie ea moribundo eom
urna ro (orla,or* em Chrislo 1
Crelo om todos o deusea,reepoodeu o la-
pao.
Ha um id Dius,3li o mliilooirlo eom um
lom tai.
lito quer diiir que ed contraen um,ra-
truaau o moribundo, decidido e defeader-ae pal
ojo a palmo, eom umi obiliooeio que pareeeu
o pebre eaeerdeto um dos maiilam rete anifl-
loa, da quo o miliario eiptrlto io podeera eerrir
pera perder urna alma a deaeeiimiohir mullas
eutreit
Tu sconhscM um (eonliouou Perkal, o
elle d o luimigo doe 1101*01: eotai de roa rin-
de eoe ooeiee pitras, oi idorinmoi o amara-
otee todoi oa dauai de oomoi pin, o ellas nos
paaiegiim a noi felim folln; o que d que lem
(lio de msti para 00* o (r. que dUra lU gran-
lile roe tem Iteradlo do erro I
, Elle lorie feito molhor ee nos lirraira do
Imposto I
eaeerdote eom eco u a auipaltsr que olo (ira.
ni (aoilmaote partido dona eeguaira voluntaria,
can vezas msis perigosa que urna ingenua igno-
rancia.
Pockal.-prooegulo elle eom um tom grare
a triste, aioto a obatinacio culposa, eom que
roaiatee gran de Daos, quo eu rlnha trazer-ie.
Tua vida toi ionga a numoroeaa tuaa faltaai pro-
cura dimiour-llies o paao pala eiooaridade de
leu arrepeodimeoto o de teua rolos t declara po-
rania todos osles homeos, quo iufeiitmento en-
gaaste, declara que oio eres, oem 00 sortile-
gio, nem oa magia, era noa encantos.
Ah I como querea tu que eu nio crea no
2ue pratiquei durante minha vida T Pergunta
quellea, quem eu predice o futuro, quem
dei conforme eeus deaejoa o bom lempo ou e chu-
ra, a calma ou a tempeatade, sim, pergunta-
Ihes ao meua sortilegios sao mentiros, e meua
encantos urna impoatura I
O velho Peekel falla va ainda, quando um vio-
lento accesso de (osse veio abalar aua frgil car-
caga, como um vento de tempestado urna casa
arruinada.
Julgaram que elle ia expirar.
Norra approximou-se delle, limpou-lne o suor
da teata, e appresentou-lhe urna infusio de tu-
inas de anglica.
Nio I agurdente I murmurou o velho.
Este pedidu podia parecer exlranho da parte
de um moribundo; mas, durante toda a aua
doenga, o lapo nao tinha querido outro reme-
dio a nao aer esse terrlvel excitante, que em aeu
eatado critico podia toroar-se um toxico mortal.
Norra fez o que Iho pedia aeu av.
Peekel molhou os labios na bebida ardenle :
um rubor fraco, indeciso, aubio-lhe logo s Ta-
ces, que em brevetoram invadidas por urna pal-
lidez nova.
Todos comprehenderam que era feito do ve-
lho ; e o mioisirn timo momento assigoalaase urna volta verdade,
6 segundo a linda phraae da Escriptura, < que
elle morrease no Senhor, o lhe diz inclinaudo-ae
para elle :
Peekel, tu vas morrer: recommenda tua
alma ao Chriato I
Ao Chrislo e Jumala 1murmurou o ve-
lho com urna voz traca como um suspiro.
Foi a derradeira palavra, que elle pronunciou
oeste mundo.
Um minuto depois, aeommetteu-u urna agita-
gao convulsiva : longos calafrios passaram sobre
elle e o sacodiram ; um aobresalto violento o fez
saltar tora da cama, sobre a qual tornou a cahir
pesadamente. Eoto, abri aeua grandea olhoa,
que muito lempo conserrara meio-fechados ;
olbou para o aol, nesse momento por cima de
sua cabega, no raeio de aeu curso celeste, e pro-
curou com o olhar o cimo da montanha, fulgu-
rando aob aeu diadema de ajeve prateada. Os
msculos de seu peito iotumesceram-se; elle
quiz aspirar urna porgo de ar; maa oem o ar
lhe pasaava mala pela garganta aperlada :a ba-
lito fallou-lhe aos pulmdes, e elle flcou um mo-
mento como que pasmado.
Olavo tinha recuado alguna passos, recolhido
em suas orages. Elle comprehenlia que urna
persistencia mais longa ora intil, e que suas
exhortages sem cabimento teriam um resultado
inleiramente contrario ao que elle ae propuoha,
iato que elle nio feria maia do que irritar easa
alma, cega pelo prejulio, e obscurecida at a
hora suprema por pensamentos terrestres.
Limilou-se pois a iovooar por ella em urna
oragio silenciosa a tonta eterna de toda a mise-
ricordia ede lodo o perdi.
Entretanto, urna fraea centelha brilhou no
olho exilado ; o palrlarcha dos Kilpis eatendeu
H
4 DANA DAS PEROL AS
ton
A, Dl'MAS FILHO.
[ConiinudeM,)
Bm poueo mosirou-ie elle o irraio do que era
d'iotftii psred ler modifirsdo ai sois convic-
c0f e piuoii de urf Mreme I ouiro. Quinde le
achara toronoieo, (li eahlr eom ir de peffelii
piran era prtii valla a i bar i ppt lia
MivtWi I td/Msiiri
enn velin
aiiradv i fog* I MMvMiv-g tddi ni* bulas
rr,*ne eom lili Uffdl:, a lili m espera,
rnir 11 liraiiaiNi gumli; A duquera to-
sem frms e sem realidale ; nio amemos neala
mulher seoio tudo o que oa msis leem dlreitode
amar oella. t Jurava mira meama ouoca aer
aeu amante, quera tanto ver nella urna crealura
superior s oulras, que envergonhava-me a ve-
zas a idea de asiemelhs-la pela posee, aos
outros amoraa vulgares que eu llvers preceden-
temente. Tornsodo-se minha amante, pareca
que entrarla na calhegorla de todaa aa outraa mu-
Iherea, e era o qoe eu nio quera. A eipreaslo
prvales dos meua senlimenlos pareiis-me Insuf-
iciente, tei o que eu flzesse, loulil para mlm,
degradante psra all. Eu nlsva apaliensdo do
meu amor, Isio a, de ums coma immslerlil d'ahl
a iramsierialilade da meus denjoi. Era lelli pi-
ra eom 1 minha eooicletiel em resposis s mal-
fiioi de Yladimir de podar dizer tomlge mes-
aso : Ella e leu pura, &ue v d pira tnim mesmo.o
t Dlr-lo helf Eo chava que tilo tinha bail-
is bulante, que Me era bstanle ente, en
bstanle duveflor aer outros homens para Mf
pretender 1 pene guspleta de sernelbinie ajg,
lidf; Odirari qee dial Wafielo mat-rtal viene
mm iudvMivivfHv
iueraj a.qtfijifgair
ttiuatvituMadlfraft-
if 1 utin mtm mu,
>j ni) um Mi tmnn aoiiii rfin mm m-
Vi mi, u m m

IbHI ji,
m gd Ifrl
$, MMlran
l.dTrf MIH
ilnle- Idll I fifia pira
MIM. Mil flejfiHfP ftft
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le lene fenheetde,
a/*! rwpi|i
rd,llHfldlll,IMI
m (MvwaHivi idmlradi dijia t\!m\, t
..mi 11 retel eeton que na ilili qn l
11 Miera pf 1 mi dmr que inm 1 Kgt|g hh
Ums ooito, era o quo eu quera cootar-te em
primeiro lugar, chagua! caaa della a oaze ho-
ras ; maa em vez de acha-la aobre o camap,
leudo Muaeel, aeu poeta fsvonto, vi-a em pe no
mel do quaro, com a cabega chela de florea, com
oa hombros e bragos n<, o peacogo o o pello ra-
diando com eaaaa perolaa opulentas que adora, e
3ue lio bam lha aasenlam. Trajsva um vsatldo
eslumbraote de edrea, da reodas, do bordados,
do novidada, de tentacoea da toda a oaala. Suas
mloiiobie eslaram calndae do luvss e a pallasa
prompts. A crisds hsrmoolssva aa ultimas do-
brss ds ssls ludo eteiliro, nesse quarto onde
eu me tinha escondido, no mel desse perfume
ludeserlptlrel quo exhala, e dessa idmlrsvel
desordsm quo urna mulher joren o velli, uue ee
reste para um baile, cria lio (aall e Inrolunts-
nameuie em torne de al, Quando me viu entrar e
parar pasmado, voltou a eibeea, elbou-me eom
avallen, veaou ata eedalado tfa aata eom a pon-
te doa dedoi. a eem ums poeleiv greeluiimente
amaoeirada de pastora Pompadour no grifldaui
de um minuete, gvtou teniimenli em lome de
si psrssemoslrir, equsndo Deou em fraila de
mlm disse-me eom eei res de oYIihoi
Ora devlena n*i au evu urna veil duque'
llVRIr,
_ Ifdiifvd, Pirasi'ni ubi gaita i (ruelne
Aariii I em sua iedei eitei ehivitea Y vira re*
rabee 'Ufo i. iiranf imjfi y*{f *ldai#i
urna do auas mioa p4M Nepto e a oulra para
Norra ; tentou reuoi-los ; maa as forgaa lhe fal-
taram, e antea que essas duaa mioa ae hoavea-
sem tocado, aa auaa tinham perdido a torga de
atlragio...
Norra ajoelhou-se junto delle, fechou-lhe oa
olhoa e beijou-lhe piedoaamente a teata, qea a
sombra ainislra invada ja.
Eolio, oa lapes, que ae achavam ao redor da
tenda, comeganm a soltar gritos quelx sos e la-
raentagdes fnebres.
Entretanto Jahioaen impoz-lhes sltajajcio, e
por algumaa palavras commovidas esforgou-se
por atteouar o mu effeito, que podera proiuzir
sobre os assisteotes i obstioacia do velho chefe.
Oa doua diaa aesuintea foram consagrados is
suas fuoeralhaa. *
Era rariaaimo que um lapio morrease justa-
mente em occasiio que podesse aer enterrado em
quanto o ministro eslava de paaaagem ns tribu.
As mais das vezes elle chegava muilo depois ds
morle, e quaodo ia murmurar orages aobre o
tmulo, ja a relva e aa flores o cobriam : alguna
edsgoa de musgo tlohim feito esquacer o de-
noto.
Olavo leve poia razio de pretextar a posigo
Sua Peckei oecupara entre oa aeus para (aser-
ie aoleonea exoquiae. Elle oio pode oppor-ae
Inleiramente certsa priticas, lembraoga doa
velhos cosamos lapes ; nio pele impedir que o
morlo, vestido com aeus trajes favoritos, totee
collocado em um ireooz, como ontr'ora oe rete
do mar em aua Varea re preferencia, e deposita-
do em urna caverna, cula entrada ao fecha eom
pedagot de rochedo ; fot necessario qoe elle dei-
xasse collocar junto do defuoto aou machado,
seu furil e urna pedra de logo, para occorr-r s
auaa primolraa oeaeatldadea no outro aeoodo.
Mae le praieon leve oo menos por effeito al-
lenuar um poueo o que divert lalre do mu
pingoso pare e fl, aempre frgil dessa iribj,
oessss csromoolas, quo lembrsvam as pelorea
dpoiae di Lipools, o pode ee menos euvsiieir-
Ihei o rttoi eVIetiei o reivindicar oe dlratloede
urna rellgilo lio fssil de eequeeor.
O mlNiooirto demorou-ee etgooe din aioda oe
tribu i quera rer naso n srraoiavam oa oeato-
olee da luneeito; quera prloefpalejeote saata-
llr Norra eom nue sooselhoi; eeporava que ella
Molerle aeue piracaras antes de tomar um ver-
tido decisivo, a pennri floilmoote que e gravi-
dedo dee elreuniisnsira nio menn quo o eom-
muohln mate ealretla elnde de aeus tolreme
approslamiim e donnlle de nu primo,
O ministro luiherooe, qoe o unes ttoke eoofee-
ssdo, olo eonheeia o coragao Veo mulberoo.
Nepto tomou sam oppoalelo algumo o dtroeio
da Iribo, qoe aeu ar eonaarrara al* o ultimo
da f alie (be auecedau aomo eoeoedem-ee todos
os prtncipee chamados legtimos.
E morlo o rol, vive o ral I
Entre o noro chafe o a doonlla nio hoova es-
pecia alguma do partilhi; aquello moetrou Uuie
gaueroadado, quanlo olla desenlsresee: ea
herdoroa daram prova do urna tal iodifferenfa.
Em Norri essa indifT^renga ere sincera ; talvet
que om Nepto nio foaae maia que o resultado de
um hbil caleulo; talvet quo elle dteeeese con-
sigo que o futuro realigjzia um dia oa aoohoa do
paissdo : de que serdj btio dividir o que serls
necesssrio reuoir unr^VVT
Como quer que foaae, nada, nem em auaa pa-
lavras, neo em sua conduela, podia trazar e
menor sombra s susceptibilidades msis delica-
das da doozalla.
Elle viva junio della como vivirla lano do
urna irmi.
Norra bem quizera deixar a tribu : ella senta
urna necesaidade rdante de aol ida o ; nio acha-
ra a Lapooia bsslante deserta ; quizera fugr,
longe, bem looge, para o outro lado da vida.
Porem ella ere lio joven alada I
O suicidio nio desconheci lo na Noruega. Oa
homens se matam neale paiz como algurea, oio
pof tplten concentrado, oa por furor de paiiio
desesperada ; mas, pouco pouco, lentamente,
e como por effeito do clima, ebega-ae urna ia-
leosidade de melancholia tal, que vida torna-
se insupportavel : forgoto morrer I ..
Gragas Daus, essa doenga do suicidio, aem-
pre terrivel, s vezes contagiosa, ainda nio pe-
netrou na Laponia. Os lapes leem sem duviOa
muitos malea reaes a aoffrer para croerem ima-
ginarios, e a Providencia d ao homem mais
torga para aupporlar ..s provangaa, que lhe en-
vi, do que para lutar eonlra aa fantasas voluo-
tariaa de urna imaginagio traoaviads.
Norra fez pois um appello sua energa mo-
ral, e aioda que ella nio livesae o aaeoor inte-
resae na vida, bem*que este mondo lhe perecease
vasto, ella poz aua coragem na paciencia, e oio
permiltindo mais ai ter esperanga resolveu
entretanto esperar.
Entretanto a morle de Mager, caja verdadeira
causa e circumstanciaa diveraaa os quenea igno-
raran!, assim como a desspperigio ds Miguel,
causram entre ;eltos urna admirago, que ea
breve mudou-ae em irritagio, e depois em furor.
Nessas duas mortes violentaa virase elles a mi
dos lapee. Aasim surgi entre elles um dezejo
de vioganga, que s ae devia extinguir no aangue
de aeua inimigos.
Mager, com sua cabega fracturada, tora expoe-
to duraote dous das porta de sua easa, e eate
espetaculo excitara um profuudo horror esa toda
a aldeia.
O roubo de Norra e a anzencia de Miguel, qoe
nenhum fado ainda tinha explicado, mas cuj
circuoataaciaa, por aso meamo que erara real-
mente ignoradas, pareciam mysteriosss e terri-
veis, tinham acabado por levar aeu cumulo o
odio e a exaaperagio de urna raga contra a
oulra.
Muito peior toi aioda, quanlo um pescador,
que laogsva auaa redes oa correle, ea cuja
margeos tivera lugar o duello do queoe o do la-
pio, achou o corpo de Miguel fluctuando tona
d'agua por eotre oa pioheiros.
Elle cooseguio para-lo oa paasagem e traze-lo
para trra. Abmdooando por esse dia a pesca
menos importante daa trulaa e lucios, foi oa
gaard visioho tomar um carro descoberto, poz
oelle o cadver e em breve chegon entsada da
aldeia, que anda eslava sob a irapressio dolo-
rosa causada pela aorle de Mager.
Sem responder iuelles, que o interrogavaa,
JTJ
grave, concentrado, eom o II
austera, iiaanla fiante fe
parar aa algaaM, chegon aC
encaixilhada ea naa liaba
tulas, quo tra coa* ojaw F<
Depoto, do repente deeoiUrte o
a gesto soberao
seo iraio. *
Estava horrvel de ver
j dez lvida e verd, particular asa
corpo tinha metalo coa* noa bolas
d'agua, que o llana penetraos
j disformes, tinhaa toraato
i mes ; a horriel f.rida, que
va, pareca bridar vioganga
O primeiro moaenlo foi emmv
urna especie de stopor asilo se pena.
colera ; e logo lodos esees
raa viver aaia a nao ser para
chefea doa qaenss a qaartsmi sesieajl O
O pequeo ncleo
maneira a formar alaste, a
ravel; porm havia ns ci
craacidissas assiero Os hiiaus, qas f
parte da aesaa trisa, e esjs esafiss srs
na hora ds penga; as se
prevoir.
O* queoes nio lesa,
longe ton voolades, esas viva esseflbav
travesea o occeano, asa qm sasi
eslingoi-la, s qoe faz sa ateas*
plandecei o penas meato da Europa
America adairada ; elle nao K
cheicki do Lbano, essss gvjsOeaf
aas aobre oo altos esas* Oso
Ibantea ioeendio celestes,
plsrrlesceoies, qoe lerna I travs Os
brie a sotieia eassrada, e a ftausj
sim dizer de sai triss a
distanetsa e os abyaaos sobre
Maa asm por isso elles
de eoamonieegao aroejsts s raNfa.
grapbo, qss se chases o bw vea, ;ff
l0aVp99 IH aTW sfMMffyy.
Com efetas, a* palf>Wo kua>1s,
grasdsta e ne fovas se aaaamuibs
asas ss issvvco tsansseo, aT oasar ^ osjs
eilreai4as>e as awna sao peala Ou ferro #
4 me astees oo porotow, sao
irolstir oo oVs Os vuufito o
lem lo fes tt iaftoseeae, sao so
O sftmstrs miioaif^roaalaaajs _.
vtotohs oaave prssiavs, s qaa # aso aaauor *o>
*^^o H ^ P99%0999 aWdf oVlUnf 0 i
w%r99f #tj?^ajfo#nf*sJaa 0 gnPsjf 0$j0f0 saa> oojda ^
m*w ww |?Vf g)tv fdp^kjkjjmff 90 04
esa s assssrrs Os i
bsocola oo porto
Dos eoeovirom
arsz vsraasine
asda tm ana
gas, oqaotoraio
valla at a
eosfOsae
Ota
CsOeOia
olooto.
la-assssgsra, csrriasi asss
Dentro sas
para amprsbanaaiaa o
Aqortls, fas ttaba laaaOa
aaolo, Osclars-a
s la Os saprssa,
folarasnle,
aos so sraaarss. sa
asas praprtsa sgrasss ; U
a qsaOra srrsUaaOa s
lapes sempre praasssa s
direitos, viainbsa i
bo. eiliceiroa, fsasata raes,
ludo a leaer, |
coa sa qaass era
ss nio as qaiis a
pse.
O aaranrio, aa anisa, a
approvagas, por
tigos Germanos Isa
guiraa este Visearse, a
zea provarea ao ssaaar
fia.
Csoveneisnon-ss qas
eme os lapes ; q
rigor, que liaban
pariaa aenos asas
Nepto principalmente tai
aseallaates.
No Ota aeguiote,
divididos tm paasieaaa
hoaeas, dirigiraa-ss aa
pes
Era Os taras, ss sos sa aaOs
ua moaenlo, sa que a Isa as sal.
re o horisoots, aj
aeio-die. Os h
oaohos, aas aa asi
denhar.
A trisa totsira estava
Ihor dizer, agraaaOa. apertaOa sea
rado. E' aaaa tue o hbil
reuoe ea alguaa
dume Oo* penes, aas sMs asar Seasr
da ua s lingo ea san es-a.
Oito oa Oes qsaaas
aobre s reteos Os fiord,
pameato-, sa ejaaata s
va-as ds todas as p
nica, aa montanha ss aa asar
as sabida* foraa iatsrcsartaOas.
A presenga inaapsraOa
dos, cajas latenges arase sata
espantos desde lago
por oatureza assaz lisia*, sq
ss aa nemas Oa ajas *ir Aa
traraa ea Ua, asas
rancia coa pista Oaa
militar,
Ea vsz de apprsvsilarea
Isa do terroso, s da
po, Oe maneira que as ex
sivel aos tiros Oa ininaife,
reonas e se sgrsparam sas
ncleos serrado*, caaa para
o partido qas tsshaa a
delles corra prsvar NsajO
aen lado easue leo Ja. |
(I) Tradaza-as a asnssfa i amaestro.

uiraiiHivjifldi ggitrlggifi %m Hidi a va
iJTifdi m fjrilif; Mliri riaiHdi.n, A Hiri i\,
lid AHMlIri vadli i y raga gmg
"aiirt#ligfif iiimi itfflHfiii nIv
JVt'
apar
de
ff'M
tf.
de.
uta avellirt
l
VMIIVi
-K* ptmtUy ludirr flipendeu itii Mfrlg<
O que toi ?
Arraojai que pasaariamos o noaso lempo ao
pe do lar como hootam, roc, da robe cham-
bre, no aeu camap, eu, aobre um coxim, no
chio com oa aeua pezinhoa oaa minhas mioa, e
beijando-os como mereeem. Tenha poia a bonda-
de de lbea partecipsr que vio tirar oa aeua aapa-
llnhoade selim ; que olo devem mala daoaar co-
mo oa pea de urna mulher que nads lem oo co-
ragao, o que oata noite olo harer baile pira el-
les.
E seau dliser quero le exclamou ella oom
ar felllceiro e baleodo no tapete com um doa pe-
sinos revoltidoi.
Bu dlrei -Nio quero I e veremos, quem la-
var a melhor.
Teoho eurlosldsde de ver Isso : digs-me l:
filo quero que vote ti so baile.
a Peti bem. Nio quera qua roed vi ao
ballena
erofque d bevtli e II lhe firiim a aorle.
Porque II lhe tirlim a tr)rla.
po quer diier que leu benili,
Porque l vvtilli a II te finia idrla,
e per que tavNV nvajai a imo'ie I
b per uva lenho eiunn e nao-le I repel
eu come umi ifigii,
a-v vareta f
aa 9 gJpJlT
" W que Iba tlr dliif f
aa AiffdiperguetiT
, -Astfii, pfvlbi
villa!
sHLi
-BlIMfgl ,
bu Mulle van I iiifigiai illiraliiMi.ris
" fftfOrlaOfiff mu v nu vaflg rsifi.
I dan horda
?ua
si
Ir ia
Hllimill ftl II
% I IrMgjdl lilil mil,
baile, maa que quera que foaae eu quea lh'o
prohibisse.
Que pone eu lerii tido, disse-me ella, ae
voc me deixasse ir I
Maa eaaa pequeo incidente devia ter conae-
quenclaa muilo promptas, aa quaee nio deviam
serviraeolo para precipitar as obscuras e tran-
quillas peripecias deaae emor. Essa cunhada que
ea vira oa opera e que eal naquelle camarote,
ao lado delle, o que egora deixa o menoe que
ple ; easa cunbada, que (Ora informada da vida
retirada ds duqueza, que indegava-lhe a cansa,
queja comegava a auspells-la sem poder dar-ibe
um nome ; essa cuohads pedir Aonelte para
Ir ease baile, esperava-a e dovie leva-la. E
olo ae tez por lano rogar psra flear furiosa
uando ae viu torgada Ir a. No dia segolnte
)1 essa da duqueza e depois de lhe ter confes-
ado s sus susencls muilo nolads e comrneolada
01 roiperi, perguolou-lbe a razio.
Anneite deu-he a resposta ordinaria ea teas
enos.
Ettiri encommodads
Un a baronets nao n contentiva com isas,
por que dlfll que labia o que devia pensar, e
coniou-lhe ee novoi boatos qee corriam sen
reipsiio leunantindo i
*< TVl lid amtssde eom um Huno, perigoso
eevbeelmealo, que avds eeniindo por toda a
pifie que nio a deiti a qua lhe eprnentou om
i migo na i quem vee relava ledei os din,
uando iui vert ioiiirri fqoa, i (irrito em que a arlsaipatloha aqui ae
ivfaiib-teu ana inri Mina oraulio oo aeo
oiriaolo, Ifiieri qee ene anlio d um irlifti,
n mui!v.i;, ln qua peora toflioda nme-
(iiiliirifiaoiir O leu ama Mtf itntpt
en Mgggj a qua ndi igridml vira i nmiin
aiThi diu liiMorfli 1
- fl ijlfflal/a lugifi mlflhi querida ntttif
fiilgflHU'fna Annilla, mu fintiii ola mt
II raadea mu nene, que ni inii den
ttj iim lailir i qui ote aviii laiai M din
UiJ
hoaea ds bem. Previas asa _
co direito : elle qas faga s ajas
BBSjfO.
Na a eaaa noite Aonstto
na. Ealava saiisfeiiissiaas i
poodido. Eu lbe Orase sos
tt caobada podia prcjsOicsr-lbs
effeito, a baronets era asas Oraos si
sas, qoe passam vate aaass alo
pararem, a almofadarea a saga
devea cahir, e que nao tsrtsa
lerabrasse de ss atirar nella; aa
nos anda esperara, e a proporges
miouir as probabilidades de qoeda,
e ditera :
Eu nanea rebi e fazea Os asa k
de forgada e agr naa aova! aeraatss, a
Rilancis odiosa contra as anlherss jovsas,
a amada*. Hara, pois, tafos l
que tinha de se ringar sobro
lio respeilada. Por oolro lado,
quanto fosse possivel, impedir aas
tinnasse con os esos fvliatorlss, qas aria
menos por mal Jado do qas por totics,
mi inlengio do qne pof habtle. B\_
guisos se eeham em ama osciio Krrs >
oossa, liraa a desforra fallando a ai le. d
alo que oe eondemoo a (empreaOu o s
Fui procorar wia^my, rosne* ib* o
pssssvi, a aaoVfaa o tm
pare o futuro. Juros por taso
ter dito uara palavra 4v Oosia
si perra i *i oo mimmpmt oov
eosasfu Os osavRTaemvv IVWVVvO i
dnpm 1 lo, rallo ajoo om
oleetarraoitilv
rlr.'Mfl
oapfi
relhe'
t
esn-
taffTez
oaoe
aovo o
f sWsassBaV*v|eMstf
IM. 11f. frf gf


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