Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09399


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Full Text
llf IXITII iDino 222
Ptr tres^aezes adia liados 5$000
Por tres mezes vencidos 6J000
QUIRTi ISBA 26 II SETEIBRO II lili

P*r un atiutadt i 9|00 0
Ptrie fruet itra subscripUr.
CARREGADOSDASBSCRIPCAO DO NORTF.
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra; Araca-
ty, o Sr. A, da Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira ; Maranhao, o Sr. Xanoel Jos Mar-
tn! Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS D0S4C0KRK10:>.
Olinda todos os dias as 9J1/S horas do dia.
Iguarass.Goianna Parahiba as segundas e
ssxtas-feiras.
S. Antao.Bezerros, Bonito, Cariar,Altinho
Garanhons as tercas-feiras
Pao d'Alho, Nazareth,|Limoeiro,Brejo, Pea-
queira.Ingazeira.Flores, Villa-Bella,Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quarta* (airas.
Cabo,Serlo hSam, Rio Form oso, Un a,Barreiros
Agua Preta.Pimenteiras e Nata 1 quintas feiras
Todos OS correios partemjai 10 horas damaffh aa
EPHEMERIDES DO MI& DE SETEMBRO.
4 La ora as 7 horas o 52 minutos da man.
11 Quarto crescente as 10 horas e 56 mimtosda
manha.
18 La cheia as 11 horas e 42 minutos da tarde.
27 Quarto minguante as 4 horas e 5 minutos da
manha:
PREAMAR DEHOJE.
Primeiro as 10 horas e 6 minutos da manhia.
Segundo as 10 horas e 30 minutos da tari*.
US DA SENARA*
Segunda. S. Lino p. m. ; S. Tecla v. m.
Terca. N. Senhora das Mercez; S. Geraldo c.
Quarta. S. Firmino b. m.; S. Nion'uia v. m.
Quinta. Ss. Cypriano e Justina mm.
Sexta. Ss. Cosme e Dsmio irmos mm.
Sabbsdo. S. Wenceslao duque; S. Salomeo b,
Domingo. S. Miguel Archanjo; S. Fraterno.
Auuia.uiA.i ,UUS IRlbLhAES DA CAPITAL.
Tribunal do aommereio; segundas quintas.
Relaca o:tergas, quintas *aabbadoi ai 10 horas.
Fazenda: tercas, quintas e aabbados as 10 horas.
Jdizo do commercio: quartss ao meio dia:
Dito da orphos: tercas e sextas aa 10 horas.
Primeira rara do eiva: tercas e sextssao meio
da.
Segunda rara do Ival: quartai sabbados a 1
tiora da tarde:
ENCARREGADOS dsubscripcao DOSTJL
Alagoaa, o Sr. Claudino Falao Dias; Baha,
Sr. Jos Martin. Aires; Rio de Janeiro, e Si'
oao Pereira Martina.
EM PERNAMBLCO.
Os proprietarios do DIARIO Manopl Figueiroa
de Faria & Filho, na ana livraria praca da Inde-
pendencia ns. 6 e8.
PARTE 0FF1CUL
GOVERNO DA PROVINCIA. ^
Expediente do da 3 ele setenAto
de 1861.
Officio ao Exm. presidente do Rio Grande do
Norte.Passo s mos de V. Kxe., para ter o con-
veniente destino a guis dos soldados da compa-
nhia de caladores dessa provincia Msnoel {Anto-
nio de Oliveira e Silvio Pontes Pereira de Moura,
que vieram para esta escoltando dous presos.
Dito ao coronel commandante das armas.
Queira V. S. mandar postar em frente do caes 22
de novembro s 4 horas da tarde, urna guarda
com baodeira aira de fazer as honras do estylo
aa Exm. bispo diocesano do Cear, que tem de
pgnir para o norte no vapor Cruzeiro do Sul ;
I evidenciando V. S. ao mesnio tempo para que
e lorlaleza do Brum d urna salva a hora em que
o apor demandar a barra.
Dito ao inspector ds thesouraria de fazenda.
Nos termos de sua inormaco de 19 do correte,
sob n. 871, mande V. S. pagar ao major Jos Ig-
nacio Xavier, conforme requisitou o comman-
dante superior interino da comarca de Flores em
officio de 20 de agosto ultimo, a quaotia de ris
1Si;680 em que, segundo os documentos que de-
volvo, coberlos com o citado officio, importam os
?encimemos dos guardas oacionaes destacados na
villa de Ingazeira durante o mez de julho deste
anoo.Communicou-se ao predito commandante
superior.
Dito ao conselho administrativo. Autoriso o
conselho administrativo a comprar para o hospi-
tal militar os objectos mencionados no pedido in-
cluso.Communicou-se ao commandante das ar-
mase a thesouraria de fazenda.
Dito ao director das obras militares.Approvo
o ajuste que Vmc. fez com Jos Pereira de Al-
cantara do O', como me communicou em seu of-
ficio de 28 de agosto ultimo para executar a pin-
tura e catadura de que necessita o hospital mili-
tar pela quantia de 1:133; cumprindo que Vmc,
sempre que tiver de solicitar approrago de ajus-
tes semelhanles, ministre logo todos os esclare-
ci meo tos precisos afim de se poderem consultar
devidameote os interesses da fazenda.Commu-
nicou-se thesouraria de fazenda.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.Al-
tendemio ao que Vmc. expdz em sea officio n."
250 de 14 do corrate, e tendo em vista a infor-
maco da thesouraria de fazenda datada |de 20
deste mez, o autoriso a mandar abonar aos arma-
dores desse arsenal, que estiverem promptos para
o servico duraste a noite, mais um tergo do jor-
nal que actualmente perceber.Communicou-se
a raesma thesouraria.
Dito ao director do arsenal de guerra.Atten-
dendo ao que pedio Antonia Joaquina Maria da
Cooceico no requerimeoto sobre que Vmc. in-
formou era officio de 6 do corrente, o autoriso a
mandar alistar na companhia de aprendizes desse
arsenal, quando houver vaga, o menor Antonio,
lilho da supplicante; cumprindo que nao seja
excedido o numero que dere ter a referida com-
panhia, de conformidade com o disposto no avi-
so de 14 de junho de 1856.
Dito ao mesmo.Mande Vmc. recolher aos ar-
mazens desse arsenal as espadas e bainhas men-
cionadas na relacao junta, aasigoada pelo com-
mandante do corpo de polica, e informe nova-
mente qual o estado dallas.Communicou-se ao
supradito commandante.
Portara.O presidente da provincia, atienden-
do ao que ioforniou o juiz de direito interino da
2a vara desta cidade com referencia ao requeri-
meoto do tabellio *de notas desta capital Fran-
cisco de Salles da Costa Mooteiro, resolve con-
ceder-lhe seis mezes de licenca para tratar de sua
saude.
Dita O presidente da provincia, tendo em vis-
ta o que. iuformou o juiz de direito interino da
2a vara desta capital em officio de 21 do corren-
te sobre o requerimento do tabellio da notas
Fraocisco de Salles da Costa Mooteiro, a quem
nesta data ae concedeu seis mezes de licenca para
tratar de sua saude, resolve, nos termos do art.
Io do decreto 1,294 de 16 de dezembro de 1853,
comear a Pedro Alejandrino Rodrigues Lins para
exercer temporariamente aquelle officio, durante
o impedimento do supradito serventuario Costa
Mooteiro.
Dita. O presidente da provincia, atleodendo
ao que eipdz o chefe de polica em officio de 21
do corrente, sob o. 938, resolve que se corrija a
portara de 28 de agosto ultimo pela qual foi
Olympio Tbeodoro da Fooseca nomeado para 2*
supplente do subdelegado do 1* districto da fre-
gnezia de Barreiros, visto ser o verdadeiro nome
do proposto Olympio da Fooseca Coutinho, e
manda que neste sentido se expeca o competente
titulo.Communicou-se ao chefe de polica.
Despachos do dia 3 de setembro
de 1861.
Requerimentos.
Antonio Rodrigues Pinh.-iro.A appellaco do
supplicante corre seus turnos no tribunal da re-
lacao.
Francisco das Chagas Cordeiro Campos.Re-
me nidos ao Sr. juiz municipal do termo de Igua-
rasi para cumprimento do disposto no art. 12
do decreto n. 817 de 30 de agosto de 1857.
Capito de mar e guerra Francisco Xavier de
Alcntara.Informe o Sr. inspector da thesoura-
ria de fazenda.
Fraocisco Lopes da Silva.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda.
Jos Antonio Pereira.Informe o Sr. comman-
dante superior da guarda nacional do municipio
do Recife.
Pedro da Silveira Pinto e sua mulher.Satis-
faga a exigencia da thesouraria de fazenda:
melhoras ; parece porm que nao sao sensiveis
as que tem experimentado. Nao tem entretanto
soffrido com a ausencia do S. Exc. na capital, a
administrado, porquanto alli mesmo nao cessa
S. Exc. de trabaihar diariamente, sendo que* to-
dos os dias despacha e sssigoa o expediente.
Pens que com a entrada do verlo S. Exc. se
restabelecer.
Por emquanto marcha sem opposico sua ad-
mioistraco.
O Piratininga, nem por ser hoje Brasil,
deixou de embirrar com viajar para o sul deade
que comprado para esse Qm. Chegando aqui no
8 de agosto s 11 horas da noite, a bal roo u o bri-
gue italiano Giuseppe, produzindo-lhe urna ave-
ria que foi posteriormente jolgada insignificante.
No dia seguinle o capito do brigue requer ao
Dr. Castello-Branco, juiz do commercio.que em-.
bargasse a sabida do vapor, e protestando contra
o commandante Sera mais formalidade e tumul-
tuariamente foi o commandante, sem ser ouvido,
intimado para nao seguir viagero, ao que obede-
ceu. Para evitar a discussao sobre a legalidade
ou nao do acto do juiz que o demorara, tomou o
DIARIO DE PERNaMBUCO-
Reforma eleitoral. Elelco
directa.
XIV
Suppomos ter demonstrado no artigo prece-
dente que em todas as provincias do imperio exis-
ten), desde muitos anoos, de trea cinco oligar-
cbias eleitoraes, e que ltimamente a lei dos cir-
cuios augmentara consideravelmente o numero
deasas olygarchias, dando origom ao appareci-
menlo de urna ou duas mais em cada circulo
eleitoral.
Tambera nos parece ter mostrado que, excepto
essas oligarchias eleitoraes, oenhuma outra exis-
te, nem pote existir no Brasil, tanto por nao ha-
ver entre nos nenhuma so dos elementos sociaes
que toroarsm possiveis os funestos governos ot|-
garebicos em outros estados, quanto porserem os
costumes de lodos os nossos concidados, gran-
des e pequeos, ricos e pobres, absolutamente
adversos semelhanle forma de governo, como
fcil ver na historia das nagdes, onde esses Kover-
S222T iS exPed,,eD,5 querer que pro- nos funeciooaram, comparada com o que se pra-
n?l?SV JU,Z avallaSa0 d0 laraoo. afim de tica, e sempre se praticou entre nos.
E!^&nu!TiS> q! COm alglma mwff.m.iar,e,qUai,0 J'trt *> MlI dos votantes universaes, para seduzir a
j2ff?2ZJLmJ?l!&2? d v"?or eo,P"'e dependente desses eleito es. par. de.viar
ES LtftSsJ! f r"ham c9pe" COm~ pela Tl0,encia e pelo terror o maior numero pos-
Rrai fto n.Pn .d ^'T' 8^iV P0,s. sil los votantes adversos, para falsificar o pro-
bado 18 anlrmlu n^a?hea"0 VSL T1U ""' i ce9SOt elei,oral desde eeiseameolo al oPac-
bado a 18. su permilundo-lhe o mo lempo ae- cordao final da relacao, essas sim. temo-las em
8 Dizem Z fZfJSiSi d P"Sad0, de.m"siada abundancia.'e percusa dellase das
d SS I!ommandante apresentou ao juiz Jis que tornara possivel a sua existepcia, que nos
tLZ n, .m.H .JkU ?.f l\9 ytmo' aby9manlo em desmoralisacao cada vez
dizerem os entendidos que nao tuina elle pelo mais lamentavel
Sld,eA ba|fOC? competencia para deter a a' proporgo que o andar do tempo nos desvia
X!SKS SS* TISl co"?00,d'ito daare das nossas primeir.s eleiQ5es, em que a honesti-
ficana garantido com umjtmples protesto inti- dade dos costumes domsticos
mado ao commandante ; e que, aioda mesmo que transportada para
daquella poca,
o exercicio dos direitos politi-
S3RSKL&EELX!l d" c.ompanhia ", l'e' "em comportavaacorrupQoac-
nelwP|wnresponsaTelporqMlqaerpre- tual, propor?o que a honestidade individual
foi sendo substituida as eleiedes pelos interesses
tas oligarchias que de eolo
s eleiedes, foram acabando os
juizo como procurador nato do proprietario do na- .
nMta? m...r!faa'.?nhlre"-- qUaDt mm "~Hvos das diversas oligarchias que
neslas materias nao tenho opioiao. em dianle fizeram as eleicoes, foram ac
Est convocada a assembla provincial da v-erdadeiros partidos, os quaes s tem por fim
legislatura de 1862 a 1863. Parece que o partiio "lis.ar pensamentos de utilidade geral, sendo
vencedor para sua propria ruina teri urna assem- "ubsUtuidos por faccoes, cuja nica mira real ,
bla unnime. O Argos j deu a voz de preparar, e fo1 empre em toda a parte, satiafazer interes-
e manda aos seus correligionarios cerrar fileirat, ses particulares.
o que por certa annuncio de temor de ver fu- Ta. profunda a gangrena moral que j nem se
rada a chapa. N&o julgo, porm, que deva haver **?"* ^hypothese de haver ainda quem por
semelhanle temor da parte de um partido que,
tendo sido numricamente vencedor na ultima
eleico, e por urna maioria consideravel se diz,
e legalmente o representante genuino da voo-
tade da provincia.
Tendo indicios o chefe de polica de que
em urna tasca allemia nesta capital, onde se
reunem e embriagan) quantos marinheiros nacio-
uaes e eslrangeiros por aqui psssam,se com mol-
lera um homicidio enterrando-se a victima no
quintal, procedeu aos necessarios exames e nada
se colheu que pudesse certificar o facto. Conli-
nuam eoiretanto as iodagaces. Parece, porm,
que a noticia nao lem fundamento ; entretanto o
chefe, como aabe do
....Nunca louvarei
Capito, que digaeu nao cuidei
nao se descuida e vai seu canaioho.
amor ao bem publico se d ao rainimo" trabalho
desinteressadamente, e por isso nao admiramos
que hija quemsupponha animada por interesses
oligarchicos, ou outros mais recnditos, a redac-
cao deste Diario, quando seu nico intento nestes
artigos esclarecer acerca de to importante
questo os negociantes e os agricultores que a
sustentara, e cujos alrazos, sem muitos dalles uis-
so peosarem. procedem na mxima parte da cor-
rupeo eleitoral. Essa corrupgo j fi indicada
em 184* pelo grande cidado Paula Souza, que
eloquentemente reclamava a reforma da leglsla-
Sao que a gersva, e de ento pars c nunca mais
deixou ella de ser indicada, ora no senado, ora
na cmara dos deputados, como provmos nos
precedentes artigos com os discursos originaos dos
merabros da assembla geral.
J que o Sr. Lamegoemaeu discurso sobre
as necessidades da provincia, por esquecimeoto
naturalmente, nao chamou a attencao do minis-
tro da marinha sobre a indiclinavel necessidade
de melhorar a barra do Itajahy, permitta-me S.
Exc. que eu o faga, e oxal o Sr. ministro da
marinha aceitasie a nossa roclamaco como um
appendice aquello discurso I
E* por todos conhecida a importancia do ncleo
colonial existente no Itajahy e creado pelo Dr.
Blumineau de quem tira o nome e a quem o go-
verno comprou a colonia; Alm desta colonia,
tambem est fundada a n aseen te colonia Brus-
que, e prometiera ambas mutta riqueza e muito
pregresso. Accresce, que, indepeodentemente da
colonisago, as feriis margeos daquelle rio pres-
tara-se a um lisongeiro futuro para a laroura, e
j um importaote ponto de commercio a villa
do Itajahy, especialmente pela exportaco do
madeiras. A navegacao dahi para a corte e para
esta capital continua, e reclama, tanto como a
da Laguna, melhoramentos oa barra e urna pra-
ticagem regularmente feita.
Quando, como sabido, tanto se interesas o
governo por abrir espaco emigraco para o paiz,
porque se nao manda esludar a barra daquella
rio, que alias quasi se pode dizer leva o colono
porta do seu eslabelecimento na nova patria ?
Deve-se, portanlo, esperar que o faca a provincia
com seus mioguados recursos ? Se o governo
quer os finscolooisaco no Itajahyempregue
_j_ Se relativamente Frange tinha Helio razo.
INTERIOR.
quando R'a citaco com que dudamos o ultimo ar-
tigo, decarjSJBjSuie naquella poca nao havia no
seu paiz pa^^k politioo, mas faccoes to so-
monte, queoma elle, que escreveria qualquer
autor que rresenciasse o que por aqui vai em ma-
teria eleitoral 1
Habituados a presenciar todas asqualilades de
corrupgo eleitoral, muitas dellas horriveis, e
todas impunes, talvez os nossos eleitores imagi-
nis que isso que Helio chamava corrupeo elei-
toral em Franca era cousa estupenda e parecida
com a que se exerce as farsas eleitoraes da nossa
trra.
Pouco bastar para lhes mostrar que as im-
putarles de immoralidade feitas eleico direc-
ta fraoceza, nao chegariam todas ellas juntas pa-
ra um dos mais veniaes peccadosda mais hones-
ta das nossas eleicoes indirectas. Por exemplo,
causou ingente alarido e grande escndalo o fac-
to seguiute :
A cidade de Louviers, as margeos do Eure,
cujas aguas tem o privilegio, por causas at hoje
incgnitas, de serem muito favoraveis fixidade
das cores nos artefactos, se bem que pequea,
muito importante pelas ricas manufacturas de
pannos finos que ali se fabricara, e de que nos
fazemos aqui muito uso. Os industriosos habi-
tantes daquella cidade desejavam, como era bem
natural, um ramal de estrada de ferro, que traos-
porlasse seus valiosos productos para a liona
mais prxima. Declararam por tanto esse seu
tambem os metos, e um dalles dar fcil e nao desejo no acto da eleico do seu deputaqV Tan-
perigosa sahida aos productos das colonias all to baslou para se levantar em toda a Franca in-
estabelecidas, e bem assim fcil e nao perigosa en- crivel celeuma de inaudita corrupeo, e a cama-
trada, quer aos navios empregados alli no com- ra dos deputados, quem alias as diversas fac-
mercio, quer aos que da Europa conduzem emi- ces aecusavara de corrupta, aonullou aquella
granles. Qualquer despeza com esta obra ser eleico por implicar mandato imperativo,
sem duvida mais productiva do que outras que j Frometteu um banqueiro millonario cerlo
se fazem diariamente alli em pura perda. Quan- districto eleitoral o eslabelecimento naquelle dis-
do mais nao seja, medite o governo alli, como na trido de um banco agrcola, e levantaram-lhe
Laguna, urna praticagem regular, e nao permit-' que tinha seduzido individualmente alguns elei-
ta que se limite ella, como diz o ultimo relatorio lores. A Franca em peso deitou irrevogavel ana-
do presidente da provincia, a ser feita por um in-! thema ao banqueiro corruptor de eleicoes. A jus-
dividuo em urna canda de sua propriedade. tica publica tomou conla delle, e levou-o perante
Jaque estou com a palavra, pedirei agora o tribunal dos jurados. Na sua accusa$o o pro-
a attencao do Sr. ministro da justiga para o ter-1 motor publico graduando os crimes eleitoraes do
mo de S. Jos. Este termo acha-ae completa-! pobre deputado dtsse que havia o rico banqueiro
mente desmantelado, nao tem juiz municipal for- attenlado primeiro conectivamente contra a lber-
mado, e, adiando-se na corle o juiz de direito! dade eleitoral de todos os elenres do dislricto,
Santa Catharina.
Desterro, Io de setembro de 1861.
De ha muito que Ihe n&o dou novas da Ierra ;
nao porm culpa mioha e sim della ; cahio na
modorra do eos tu me, e em sua esterilidade quan-
to a sueeessos de importancia privou-me do pra-
zer de a representar as columnas do seu jornal.
Demais.... cumpre confessa-lo, acho tao peque-
niDos osaconlecimeolos que s dizem respeilo e
ioteressam aos que, esli envolvidos oas intrigas
e discusses da Ierra, que, sobre nao querer-me
constituir orgo dellas, pens que nao merecem
as honras de subir s columnas do Jornal do
Commercio.
Infelizmente a nova de maior importancia que
tenho a dar-lbe que relativamente ao commer-
cio vamos aqui de msl a peior. A's causas ge-
raes de sua paralisaco juntou-ae para nos a bai-
xa da farioha, principal producto de nossa lavou-
ra, de maneira que podemo-nos dizer sob urna
crise. Sei de um negociante que busca cobrar
perto de 200:0009, lue D* poder conseguir
nem a oilava parte ejpquanto as cousas torem por
este caminho.
O cofre provioclal e mesmo o geral aodam ma-
gros como a bolsa de Job, e seoo que o digam
alguns dos que nos fins dos mezes tem conta a
sjustar eom os respectivos thesoureiros.
O Dr. Galvo contina molesto em S. Jos,
para onde foi ha cerca de um mez afim de buscar
com liceoca, leem andado s duas' varas de Me-
rodea para Plalos, at que a de direito foi ter ao
presidente da cmara municipal, ea do juizo mu-
nicipal ao segundo ou terceiro vereador. Seria
isso o menos se as decisdes nao fossem, como
quasi sempre acontece em casos idnticos, dicta-
das pelas paixes do momento, ioteresses de lo-
calidades ou pela ignorancia do direito. Posto
assegursr ao Sr. ministro que ha dias alli um juiz
em um processo de cootas de fabrica de urna
igreja condemnou na aentenca a municipalidade
as cusas por ser pobre a fabrica I
E' iodispensavel tambem attender-se para o
(Oro da villa de Itajahy. Termo novo e oode
novo tambem o juiz e eacrivo et tuti quanti,
necessario ser conveniente dirigido. Do-se alli
destes despachostrocado em dinheiro miudo
voltee outros....
Por morte do thesoureiro da thesouraria de
fazenda nacional, foi interinamente nomeado para
substitui-lo o ex-commandante da polica Jos
Silveira de Souza, a quem a assembla provin-
cial ou sua maioria demittio do commaodo da
respectiva forca. Reparou assim interinamente o
Dr. Galvo a injustica feita quelle cidado, s
quem seus proprios adversarios nao negara ioteU
ligencia e muita honradez. Nomeou-o definiti-
vamente o Sr. ministro da fazenda, que, alm de
reparar urna injustica filha das paixes eleitoraes,
e fazer urna ptima escolha, dar por esse meio
amparo a urna nao diminuta familia.
Depois do que renho do esetever, soube que
o Brasil ainda fez nova arribada, mas creio-que
envergonhado nao quiz vir para o ancorado uro,
e t ficou pela barra do sul, onde um ou dous
passageiros resolveram-se s embarcar, comprar
cavados e seguir por lerrs para o sul, desespera-
dos de tanto caiporisno.
[Carta particular.)
eitor
afr
toda a provincia. Contara que na freguetia de
Maraoguspe se passra o facto tristemente curio-
so de vencer a eleigo urna das facetes, que nao
ttnha um s membro na mesa, nem maioria na
fregueza, mas que para isso fra preciso com-
prar dous mesirios um cont e qunheotos ca-
da um. Que ttiumpho eleitoral I O triumpho do
crime impune I
Na Granja houve, ao que nos afumara, urna
especurtcio coiUcliva, que mostra que apuro
tem chegedo a velhacaria eleitoral. Os influen-
tes locase venceram as eleijes, como ellas cos-
tumam vence-las por toda a parte. Conseguida
a chamada victoria (que victoria), semore, j se
sabe, em favor da ordem ou da llberdade, lar-
gou-se parte dos hes influentes para o Sobral,
onde estavam os pretndanles do circulo, e ah
principie ama transosla perfeitameote cora-
mercial. Orgarara os taes influentes em dous
sontos e quinhentosmil res as desperas da cam
paoha sieitoral, e desde logo declararam que os
votos sjriam para o canlidato que chegasse ao
prego.
Os jornaes da corte publicaran urna declarago
assigoata por certo juiz municipal, pela qual se
obrigav elle a dar votago do collegio do Ip
candida os designados no termo, que sssignou.
Ha fa:tos de corrupgao na nossa historia elei-
toral, qje parecem incrivels. No anoo de 1840
a fregueza do Saboeiro forgicou urna listi de
ral e duzentos eleitores, era quanto a provincia
toda dava apenas oitocentos. Com aquella lista
elegeo urna s fregueza lodos os deputados, ha-
vendo por tanto duasdeputages. a da fregueza
do Saboeiro, e a da provinci do Cear Os sup-
postos deputados nao trepidaram em se apre-
sentarem na cmara, e esta e o governo, em
vez de mandar a honrada deputago do Saboeiro
perante os tribunaes, deu-lhe por nico castigo
o pagamento da ajudade custo, sem duvida para
os consolir, e promover imitadores para o fu-
turo.
Quand o Sr. marquez de branles foi eleito
senador, o juiz municipal do Aracaty desconfia-
ra que te-ia votos contrarios aos seus desejos da
parte de seis eleitores, e lembrou-se de se lvrar
delles, njodando-os notificar na vespera da elel-
gao para irem levar trila mil res pertencentes
ao cofre dos orphos, cidade da Fortaleza, d'ahi
a trila legoas. Os pobres eleitores obrigaram-
se a mandar os malfadados triota mil reis por
outra penos, mas o juiz dectarou que s confia-
ra aquelle thesouro dos seis eleitores. Offerece-
ram estes jma letra de cambio garantida, e dan-
do tianga d'igual somma. A' nada o ministro da
justica humana se moveu, e por que os eleito-
res nao partiram hora proscripta, declarou-os
desobedientes ao seu honrado tribunal, e langou
rasndado de prizio contra os rebeldes.. Cinco
dos miseros eleitores esconderam-se at se aca-
bar a eleico, mas um delles, que ainda acredi-
ta va quaisto de eleigo universal indirecta cou-
sa sera, apresentou-se para volar, no que foi
imprudente por que o juiz deu com elle oa ca-
dela denpiedsdameote.
Urna das trapagas eleitoraes mais astulas, e
que, nao ser a impiedade que denot, provo-
cf"". r" 'oi a que se dea em ama das fregu-
zias do norle, no tempo em que as urnas nao ti-
nnsm guarda de noui, e ficavam trancadas as
matnzes.
Certo vigario, grande partidista, reconheceu
que pelas listas que estavara na urna tinha per-
dido a eleigo. Cooferindo com os seos correli-
gionarios este respeito, assentaram em comprar
um homem, que se fmgisse raorlo, e fosse leva-
do matriz j noutioha para ser eocommenda-
do, e enterrado. Com effeito, ultimados os tra-
bnos eleitoraes d'aquelle dia, veio para a ma-
triz o fingido defunto, devidamenleamortalhado.
O honrado vigario encommendou cora a maior
seriedade o seu guerrilheiro eleitoral, e disse
que sendo j larde ficaria para ser enterrado no
dia seguiute.
Pela manha vindo os mesarios contiauar os
trabalhos eleitoraes, nao encontraram a urna, e
dando busca pela matriz s acharara os restos da
mortalha despedagados, por que o supposto de-
funto tambem linha desapparecido por urna jaoel-
la, que ficra aborta.
O Correio Paulistano de 12 do mez passado
traz as diversas tarifas, pelas quaes se compra-
vara os votos aas ultimas eleicoes. Houve alguns
votos de eleitor, que chegaram um cont de
reis. Foi este o mximo prego; o mnimo foi
de cera mil reis, mas o termo medio, que cons-
tituyo o prego corrente, foi de quinhentos mil
reis por voto.
Os votantes primarios, os universaes eram mais
baratos, e n'aquella trra, pelo que diz o Pau-
listano, parece que sao encurralados em case-
bres, maneira de bois bravos, cuja disperso e
nao podem brilhar pelas qualidades do estylo,
nem pela originalidade dos peosamentos, pateo-
leiam o patriotismo desnleressado de quem os
emprehende, e essa gloria vale mais do que a
gloria Iliteraria, e do que os lucros auferidos dos
meios tudigoos da eleigo indirecta.
Esse escripto provaria que seu autor quereria a
eleigo pura, epor isso mesmo represeotago na-
cional verdadeira, que impossivel sem eleico
pura. *
Em verdade, a pureza das eleiges, a realidade
da represeotago nacional, o facto da liberdade
poltica, e a existencia de partidos polticos ver-
daderos sao cousas, nenhuma das quaes pode
existir sem xislirem todas as outras ao mesmo
lempo. Oode existe urna dellas, existem todas,
onde urna s nao existe, ninguem poder encon-
trar una dellas.
Partido poltico verdadeiro aquelle que tem
uoicameote em vista o bem geral, o interesse coro-
mura. Um aggregado de vontades, um grupo de
horaens, por quererem ou nao quererem as mes-
mas cousas, nao formara um partido, e se o que
querera nao tem nicamente em vista o bem ge-
ral, constituem urna faego, e nao um par-
tido.
Se, pois, j tivessemos por fortuna nossa verda-
deros partidos polticos, estara provado que j
temos represeotago oaciooal genuina, e liberda-
de politica real. Nao podendo existir nenhuma
d'essas cousas sem a pureza das eleiges, seria
rematada loucura nossa estar pugoaodo pelo que
j teamos, nessa bypolheso, e quebrando lan-
gas, maneira da D. Quichote, contra o phan-
tastico adversario da eleigo universal indi-
recta.
A existencia de verdadeiros partidos polticos
a prova mais incontestavel da realidade da liber-
dade poltica em qualquer oago. Bem poucas
sao as que tem essa fortuna, porque um partido
poltico cousa mais rara do que se pensa geral-
raente. E' cousa to rara que Hallo nao hesita era
declarar que a Franga nao tem partidos, e apenas
tem facgdes.
Em verdade para Hallo, e para todo o homem
sensato, os socialistas eram e sao urna faego ini-
raiga do direito natural, quinto mais da liberda-
de poltica. Os legitimistas constituem outra fae-
go, que ainda sonha, que pode acabar com a
igual dada perante a lei, quauto mais com a li-
berdade politica. Os bonapartistas nunca re-
conheceram, nem quizeram outra cousa mais
do que a forca, como principal ou nico meio de
governo, o que absolutamente iocompativel com
a liberdade politica. Os chamados partidos cons-
titucional e conservador, em que ento se divi-
da a maioria da Franca, eram capitaneados por
directorios ou oligarchias corrompidas, que ti-
nham em vista os interesses individuaes de seus
merabros e adherentes, e nao o bem geral, e que
por isso eram facgdes, e nao verdadeiros partidos
polticos.
Por este molo j v o leitor que em Fraogas
exista, como nos parece, que tambem s existe
no Brasil, um ou outro devoto da pureza da elei-
go, isolado e por itso mesmo sem influencia, que
geme na solido, como Jeremas, pela sorle que
ameaga a Jerusalem poltica.
Prouvera Deus que as nossas lamentsges nao
tivessem maior fundameuto do que as do celebre
publicista franeez, o qual declara altamente aos
seus patricios, que ellas aioda nao foram capazes
de contituir verdadeiros partidos polticos, como
os Inglezes.
Apo7r de estar bem longe de ser anglo-mano.
veja o leitor, com que reapeiio, com que enlhu-
siasmo Hallo se exprime acercados partidos
inglezes :
:< Depois do culto do direito natural, nao sei
< que baja no mundo cousa mais bella as insti-
luices humanas do que o espirito de par-
tido em Inglaterra ; aquillo que urna virtude
nos grandes homens das outras nagdes habito
geral entre os Inglezes. Sabemsacrificar-se por
urna idea, e veem no poder, nao um Qm pes-
soal, mas um meio de servir essa ils, e de
a nao resta cousa alguma do homem vulgar ;
nenhura sentimento de rivalidade penetra no
> seu coracao todo entregue ao bem publico,
<< e nioguem alli julga licito um acto, cujo nico
resultado fosse a simples mudaoga de pessoas.
a u amor proprio abdica, oode se aceita de ante-
ir mo o juizo da opioio; o poder um lugar de
passagem ; entra-se nellesem orgulho, sahe-se
<< sera confuso, e leva-se ao depo-lo a cooside-
rago, e o affocto dos adversarlos polticos.
Os nossos leitores, que s tiverem experiencia
do governo representativo, pelo que entre nos se
pratca, h de suppor com toda a razo que essas
liohas, que alii ficam transcriptas, sao algum so-
olio da redaego deste Diario, ou quando menos
fgida sa recaa. Ali comem e bebem custa\C0P'a de alguma novella sentimental de governo
promettendo-lbes ura banco Ifricola, e que urna
vez entrado na via do crime contra o interesse
geral, descera at corrupeo individual, porque
esse era o encadeamentoinetitavel dos interes-
ses, urna vez que qualquer individuo sacrifica o
interesse geral.
Parece-nos estar sorprendendo um sorriso nos
labios dos nossos leitores ao verem que eram es-
tes e outros fados anlogos o que constitua a
enormidade da corrupgao eleitoral directa em
Franga, e estamos que de bom grado se resigna-
ilam a supponar caso mal, em troca das descargas
cerradas que se do as matrlzes, das puDhatada*
que abundam em todas as nossas eleicoes, e da
iocrivel corrupgao eleitoral que pollue os nossos
comicios.
De parte dss mortes 6 ferimenlos das ultimas
eleiges j fallamos n'um dos nossos precedentes
artigos, e respeito de corrupgao diremos, como
um celebre publicista pergunta-se onde est a
< corrupgao, e nos responderemos, onde que
c ella nao est. Ainda oas ultimas eleigea
passaram-se actos de corrupgao, que & forc de
cyoismo excitavam o riso.
Na porta de algumas matrizes da provincia do
Ce>r estavam agentes das diversas facgdes com-
prando votos publicamente, e em voz alta di-
zendo eu dou des, quinte, vinte mil ris por ca-
da vote. Se o agente da faego adversa cubria o
lance, o primeiro faccioso lornava a cubri-lo, e
assim foram em alguns lugares desde viole e cin-
co al cem mil ris por voto, que era vendido
effectivamente quem mais pagiva. Para o es-
cndalo ser maior, o primeiro exemplo destas
torpes immoralidades, foi dado por um padre.
Affirmou-noso Sr. commandante superior Fran-
cisco Maooel Das que s no Ico exceder quaren-
U contos de reis o custo da compra dos votos, e
I pelos dados que tem,.calcula que essa despeza
das facgdes, recebando, alem disso, um salario.
Se ao menos o sangue humano nao viesse sal-
picar este degradante monluro de-abjecgo, seria
someote urna comedia, immoral sem duvida,
mas que teria, como todas as comedias, um la-
do jocoso. Infelizmente o Correio Paulistano
accrescenla: O santuario foi profanado; osan-
gue brasilsiro, que s devia correr em favor
da defeza da integridade do imperio foi derra-
mado na campaoha eleitoral, na qual fallece-
< ram victimas do punhal, e do bacamarte nao
i poucos cidados. *
Mas, para que ir to longe buscar provas da
incrivel degradsgo, que desceu a eleigo in-
directa no imperio, quando lodos por ahi dizem
entre nos que na penltima eleigo de Olinda ti-
veram voto decisivo tres eleitores comprados na
propria mesa eleitoral quinhentos nTil reis cada
um I
Bem diz Helio que da independencia, mesmo
pouco Ilustrada, anda se pode esperar alguma
\ cousa, mas que da dependencia ainguem espere
seno baixeza, mentira e indignidade.
a Tendo de escolher, diz este grande observa-
< dor, entre o despotismo e urna represeotago
falsa, nao estou louge de acreditar que a con-
dicao do homem peior no governo desta. No
governo desptico nao livre, sem duvida, mas
a n'uma represeotago mentirosa o exercicio de
saus direitos polticos para elle somonte urna
occaso de fazer mal.
Para todo o homem hone*sto a condemnago
eterna do uosso systoma eleitoral est oos seus
proprios feitos, e um dos grandes servigos que
podara fazer ao paiz qualquer cidado, seria es-
crever a historia completa das soas eleiges com
todas as nigromancias, compras, trapagas, vio-
lencias, peloticas, ferimenlos e mortes, que a
vo degradando, e deturpando cada vez mais.
Quauto maia verdadeiro e completo fosse esse
trabalho, tanto maior, tanto mais acerba seria a
critica, e sem duvida a derrota desse mal fadado
systema.
E porque muito desojamos a publicago de to
benfico escripto, diremos q%e nos archivos do
ministerio do imperio, e da cmara dos deputa-
dos devem extatir dados ofciaes, que mnito fa-
cilitaran! esse importante trabalho, que sem mui-
to custo poderia ser completado com informagdes
fidedignas das diversas localidades.
Se estas nossas lionas disperlarem no animo
de algum joven patriota a vonlade de fazer este
servico ao paiz, a radaego deste Diario desde
j Ihe offerece as suis columnas com os an-
tecipados agradecimeotos. Bem sabemos nos,
at por experiencia propria, que estes trabalbos
meio honesto de triumpho para um principio, urna
le, urna medida administrativa, em vez de re-
pnmirem as tendencias egosticas pessoaes, sem-
pre adversas liberdade poltica, agularem essas
paixes, alimentando-as com os dioheiros do es-
- e eP.lre8an<,0-,nes o empregos e as func-
Coes publicas, como se foram pasto immundo de
nojenlas harpas.
Verieis a lzanle cadeia de ouro, que enlaca
em reciproca escravido o poder, o deputado/o
loflueote local e seos guerrilheiros homicidas,
e sabenets que essa cadeia custou milhes pagos
por vos,- e foi adquirida com a vergonhosa pros-
tituigao do voto, com a vossa degradago moral.
Venis todas as facgdes aecusaudo-se recipro-
camente de aereada urna dellas a causa do nosso
atraso, e todava que bem poucos de seus m-
nuentes tero no corago o desejo sincero de Ihe
por um termo pelo uuico modo possivel da elei-
co directa, confiando-a aos cidados indepen-
demos e Ilustrados, nicos que lamentam real-
mente o nosso estado e cuja maior parte nao mi-
lita as iileiras da politica activa.
Verieis finalmente a corrupgao. lavrando, como
a lava do Vesuvio, dos altos picos minlsteriae
pelas encostas petrificadas das facgdes eleitoraes,
redunndo cinzas em seu caminho a moralida-
des privada e a f publica, nao parando o medo-
nno incendio seno por falta de alimento i l no
ultimo casebre do indio semi-barbaro do alto
Amazonas.
Verieis cousa ainda peior do que ludo isso ; a
consciencia publica depravada pela guerra da
morte travada entre a eleigo e a lei moral; o.
sentimento do justo e do honesto a extinguir-se
nos espirtos, pelo funesto imperio de criminosos
prejuizos; o mal moral assumiado em ludo a au-
torizada e os foros do bem publico ; o ioteresse
individual mal entendido a converter-se em ni-
ca crenga politica, em regra geral de comoorta-
mento.
Os proprios excessos do estupendo egosmo
estaoj destruindo o seu nico alimento, porque
ahi vo defiahando de aono em auno, e reduzin-
do-se cada vez mais as rendas publicas, e parti-
culares. O castigo de Deus nunca Mtou ini-
quidade dos homens; sua infinita justica, in-
comprehensivel para a fraqueza da razio humana
abrango nao poucas vez*s alguns innocentes, da
envolta com os culpados, e todos nos havemos.
de soffrer as penas do sacrilego sacrificio que a
maior parte fz ao bezerro do ouro. Em verda-
de, a produego da provincia vai de anno era
annoem espantosa e aterradora diminuigo. Em
1856 a nossa exportago total para as outras
nagdes foi de quinze mil contos. Em 1857 a
1858 ainda foi de quatorze mil contos. Em 1859
j se reduzio onze mil cootos, e no anno Gnan-
ceiro passado de 1860 apenas chegou sete mil
contos I
Onde ir parar essa escala descendente de to
horrorosas proporgdes? E que dizem, que fazem
os homens do supposto voto universal? Parece
que nem em til cousa pensam. Seja qual (dr a
sua bandeira, nenhum delles inventa, descobre,
iodica, propde o mais simples obstculo aos
progressos do pauperismo geral, que ahi vena
prximo, ameagando-nos com os seus conhecidos
horrores.
Nao, enganamo-nos. Uns propfiem que sa
mudem os empregados, subatituiado-os elle?
porque dizem que o mal est s nos homens, a
mudados elles, ludo Ucar sanado. Outros di-
zem que a lei ptima, e os horaens que ella leva
o empregos, excellentes, e que com qualquer
geitinho tudo ir s mil maraviibas.
E nos diremos com Helio, quando perguotan-
do-se onde nao est a corrupgao, ninguera slba
responder, por ella estar em toda a parte, o mal
geral; os remedios ordinarios nao bastara, e se a
reforma da lei nao diminuir o mal, e nao fdr
melhorando pouco pouco os costumes, nao ha
salvagao possivel, como propheticamenle annun-
ciava em 1844 o venerando Paula Souza. Per-
mita Deus que a nosss prolongada incredulida-
de naquella prophecla, nao torne j tardo
e improflcuo o arrependiuente, e qae em vez da
ainda ser possivel eneaminbarmo-nos pela pu-
reza da eleigo para a realidade da representa-
do nacional, nlo estejamos j coodemnados
pela justiga eterna a cahir em continuas sedi-
QOes, e permanentes revollas, excitadas ora
d aqu, ora d'ali, no nico intuito de saciar egos-
mos, que sao os mais implacarais iaimigos da
liberdade poltica.
representativo.
Pois ha trra no mundo, diro elles, onde o
partido que larga o poder, sahe respeitado e es-
timado pelo partido que o toma ? Pois ha onde
seno use deiosinuaedes malvolas, de couslan-
te deturpago das melhoras iuteogoes, de injurias
para tornar odiosos os adversarios polticos ? On-
de os partidos teoham em vista somante a ver-
dade para chegar ao bem commura, e nao oso-
phisma para saciar o ioteresse privado ? Pois a
divisa argentina, morram os sehagins unitarios,
mais ou menos modificada a ferocidade da forma,
nao encerra o pensameoto, a norma do compor-
tamento de todos os partidos do mundo ?
Nao, leitores, felizmente nao assim. Essas
divisas e essas normas sao aa divisas e as nor-
mas das faegdas nos governos representativos,
onde nao ha liberdade politica por nao haver
eleigo pura, que produia represeotago nacional
verdadeira. Essas linhas qua ahi ficam trans-
criptas sao urna verdade to real, como qualquer
outra verdade histrica, e mais provada do que
muitas outras. N'ellas se acham indirectamente
delineados os sigoaes, pelos quaes se reconhe-
cem os,verdadeiros partidos, e se differengam das
faccoes.
Tirai Inglaterra o seu milho de eleitores di-
rectos ; reduzi pela eleico indirecta vinte ou
triota mil o numero dos seus eleitores, e veris
que estes ho de ser elevados ao eleitorado por
meioa anlogos acuelles que se praticaram em
Franga e em Portugal, e muuo parecaos vuiu
aquelles que estamos presencoando entre nos ; e
ento, em vez dos seus psrtidos sdmiravelmente
raoralisados, e altamente moralisadores, por se-
rem verdadeiros partidos polticos, teria a Ingla-
terra o que tiveram todas as aagdes, onde existi
o voto universsl indirecto, e muito aproximada-
mente o que nos temos.
Em lugar dessa belleza constitucional, em vez
dessa perfeigo quasi ideal, verieis aspirantes ao
mando, ao podero pelo fofo orgulho de ridicula
represeotago, quando nao pela criminosa es-
peranza de riqueza mal adquirida. Verieis par-
tidistas, ou, para bem dizer, facciosos clamaren
hoje pela realisago desta ou daquella medida
administrativa, pela abrogago desta ou daquella
lei, e amanh&a, assumindo o poder, alvo nico
de suas anti-sociaes decsmagdes, nao se lem-J
brarem mais das medidas, que indicaram, e agar-
rarem-se com ambas as mos propria lei, cuja
abrogago propunham.
Verieis miaotauroa desalmados devorando a li-
berdade poltica com a torpeza do interesse pes-
soal.
[ Jornal do Commerno, do Rio,) 1 pi tora de meos 49 4uxaatoa contos de rei em 1 ijo. inglorios, luteranamente UHaOuq ; aas se
PEBNIWBUCO,
REVISTA DIARIA-
Por occasio da passagem do Exm. dioce-
sano do Cear por esta cidad.e, osestudaotes Cea-
renses, que frequentsra a nossa faculdade, foram
cumprimentar a S. Exc. Rvma.; que receben-
do-os com paternal benevolencia, dignou-se da
ouyir atlenciosamente a seguinle sllocugo pro-
ferida pelo Sr. Jos Julio de Albuquerque Bar-
ros, como interprete dos sentimentos dos seus
collegas:
Veneravel prelado I
Os Cearenses, alumnos da Faculdade de Di-
reito do Recife, vem humildemente depositar aos
ps do illustre principe da igreja, a quem por
maree de Deus foi sabiamente confiado o gover-
no da diocese ceareose, as mais sinceras bome-
nagens de respeito e amor para com o pai espi-
ritual, que a munificencia de S. S-, o pontifica
romano, e de S. M., o imperador do Brasil, lhes
acaba de conceder.
c Senhor, nos temos orgulho di pertencer ao>
numero desses pobres de espirito, que, ainda nos
infelizes tempos que correm, tm a fraqutza da
acreditar nessa to menoscabada realeza espiri-
tual, que por sua origem, objecto e fim a ve-
nerabilissima de todas as realezas, e cujos au-
gustos emblemas, s liara e o bculo, devoran
sempre manter sobre o proprio diadema e o scep-
tro a superioridade e a excellencia que elevam a
orden>espiritual sobre a temporal.
c Senhor, nos eremos firmemente que o ho-
mem nao vive s do pao, mas de toda a palavra
que sahe da bocea de Deus (l),ou antes nos eremos
em um ouiio pao que uio amaaaado com trigo
e fermento, mas que d saude e vida eterna a
quem delle se alimenta : o pao da palavra san-
ta e aquelle que foi consagrado na mesa de Be-
thtem para ser distribuido per toda a humanidad
at a consumago dos aeculos.
c Assim, veneravel prelado, ns vemos em vos
o Helquisedech da nova lei [i), rei e pontifica-
ao mesmo tempo. Ouvimos e pela f sabemos.
que o Espirito Santo vos instituio govemador so-
bre a grey de Christo (3], e por isso vimos ssu-
dar em sua passagem o novo pastor enviado por
Deus para apascentar o rebanho cearense, e, era.
nome da Trindade Santissima, abrir-lhe e fe
char-lhe a cancella do redil. Ouvimos o pela fj
sabemos que sois urna alampada doSeohor das-
tinada a luzir diante dos homens para que elle
vejam vossas boas obras e glorifiquen} vosao psi
(1) Non in solo pane vivit homo, sed in omn
verbo quod egreditur ex ore Dei. Dsut. VIII, 3,
(2] Tu es sacerdos in ternura secundum os-
dinem Melquissdech. Ps.CIX.Ep. Bebr. VU.17.
Verieis zangos polticos, ambicionando o po- ( (3) Spiritqs, Saactus posu.it Episcopos. regen,
der pelq poder, gomo Wi nico fim, s oc omolocclesUq? Pe, Acl. Apos', XI, 18.


<*
MM
DU&10 DI mNAHBUCO. *= OUtfTA
26 DI SETEMBRO BE 1811.
'X
eeleste (4) ; sois sagrada pateos, que farta a to-
me das alonas bem formadas com o verdadeiro
man do co, que a carne do Filho de Deus;
sois cliz d'ouro, que sacia a sede do espirito
con o liooWHvioo, que o puro sanue do cor-
leiro immaculado. Carvamo-nos, pois, revren-
les aoa voseos sagrados poderes, jurisdiccional e
sacramental.
Senhor, o reoenheeimenlo de vossa divina
msso na igreja da Fortaleza bastante par sig-
scar todo o nosso jubilo pela vossa elevadlo a
to atta digoidade ; porque a vossa sabedria e
virtudes evanglicas sao garantes do fiel desem-
oeafao de vossos to difficeis, quao gloriosos de-
f0fBI.
Sim, veneravel prelado, de vossa safeedoris
spenmos que a diocese do Cear, sob s direc-
co de seu primeiro pastor, ser urna verdadeira
igreja do Deus vivo, columna e firmamento da
verdade (5). Confiamos que as voms virtudes
justifiquen! essa enchente de alegra que nos
ransbordou o corago so crear-se o novo hispa-
do ; porque nao do redil que procede o bem,
neo do bom pislor, imagem do Christo.
Que grandiosa e memoravel poca se abre
agora para a provincia do Cear 1 Hosanna ao
Filho do Deus vivo, cujo reinado se vai ainda
mais firmar entre nos I Bemdito o Summo Pon-
tfice, que vela iooessantomente sobre as sues
velhas, e bemdito aquelle que vem de sua parte
a abrir-nos os inexhauriveis thesouros da divina
graga I
J vemos, senhor, rom ineffavel prazer a
vossi mo caridosa ministrando aos fiis o pao
ios aojos, e todos esses roysteriosos sacramentos
inspirada ensinaodMs verdades do Evsngelho,
eombatendo o vicio e exltenlo a virtude; j ve-
mos as vossas boas obras edificando com o expro-
pio todo o rebanho confiado ao vosso amor e so-
licita de paternaes. Procedendo assirh, senhor,
st escripto que vos salvaes a vos mesmo, e a
todos aquelles que vos ouvem. (6,/
Eis porqu, veuerevel prelado, vos dirigi-
mos as mais sinceras felicitagdes, e rendemos
granas ao Allissimo pelo vosso ingretso no epis-
copado. Eis porqae, afastados da trra natal,
kioge da Fortaleza, privados de sssistir a vossa
entrada triumphante e de juncar a vossa psssa-
gem com virentes palmas e c'ra os nossos vest-
idos, aqui vimos em meio do caminho desfolhar
a vossos ps ama flor, murcha embora, mas bro-
tada do melhor ramo do corago.
Resta-nos agora, sabio e virtuoso prelado,
troplorar a vossa bengo para que, por grega de
Deus, sejaraos to bons cordeiros, quanto sois
bom pastor.
S. Exc. Rvma. agradecen em termos mui ex-
pressivos e obsequiosos essa felieltago dirigida
com tantis mostras de respeito e amor; fez mul-
tes elogias ao corpo acadmico deste cidade,cujos
seotiraenlos religiosos, manifestados pela creago
da irmandade do Bom-Conselho e por outros actos
nao ments significativos, faziam-lhe conceber as
mais lisoDgeiras esperances sobre o futuro do
Brasil; q terminou concedendo aos felicitantes,
nunca leve a letnbraoca de marcar urna Thisgo Sarrio de Castro, Jos Joeqaira Rodrl-i sacerdocio ; pelo que prevemos a esperanza, que
la pira esses e outros melhoramentos! guos dos Santos, Cerlos de MoraesCamiao, 2o seguramente conceber S. Exc. Rvms. de em
m signa
a bengao
de reconhecimento e
imptrala.
ITeclo paternal

o Sr. tabelliao desta capital Francisco de
Salles da Costa Monteiro foram concedidos seis
mezes de licenga para tratar de sua sade, sen-
do nomedo para exercer temporariamente o re-
ferido ofllcio o Sr. Pedro Alexandrioo Rodrigues
Los, sobre informaco do Sr. Dr. iuiz de dircito
3a 2a vara.
Per portara de 23 do correte foi corregi-
do o engao dado no nome da pessoa nomeada
para 2* supliente da subdelegada do Io districto
de Barreiros, sendo ella o Sr. Olympio da Fon -
ceca Coulinho.
A pessoa de quem j publicamos algumis
considera'oes sobre o estado materU desta ci ia-
tte, remelle-nos de novo as seguintes, que offe-
recemos leitura publica, afim de seren (leu-
damente aproveilados.
Mandando a presidencia que a thesouraria
provincia! coovidasse por editaes as pessoas que
pretendam contractar a construego de potesem
varios lugares da provincia, notamos um esque-
imenlo bem lamentavel, qaal o de nao men-
cionar urna ponte to necessaria nesta cidado e
de grande utilidade, que o publico raoito recla-
ma, e senle-lhe a falta ; nosso ver raiis ur-
gente do que a da Aurora, que j se acha con-
graciada e em mos de principiar, nao obstante
conhecermos tambem sua utilidade; urna pon-
te qae ligue os dous bairro, da Boa-Vista e S.
Jos, nos Coelhos ou algures, onde se julgar
mais conveniente.
Avaliando que alera de ser urna das pootes
mais despeo liosas pela solidez e elegancia que
reqoer, maiores vantagens se devero conceder,
e al mesmo o governo poder fazer algum adi-
antaraenlo, garantir, promover ou conceder im-
premimos.
Sendo pesado as cidades os pedagios, an-
da que seja este um dos impostos qua com me-
nor repugnancia se paga, por que se v a justa,
e immediata applicaco delle, e seu gozo, aceres-
ce que talez seja insufilcieDte o tributo que de-
vam pagar os carros e animaes nessa ponte ; pelo
que, poder o governo [concorrer ou coadjuvar
da maneira que os mais praticos e habilitados
jolgarem til e conveniente, terebrando nos no
entretanto apenas a concesso de loteras para
sse fim.
. Um dos maiores propugnadores do embelle-
cimento desta cidade, a Veneza Brasileira, que
a natureza doto ,de tanls riqueza, lastimamos
que o accrescentameoto della nao se tinha feito
de maneira a merecer esse noroe pomposo, nos
vemos como todos os dias os atierros se fazero
iodistinctamente, fechando-se todos os canaes, e
sera duvida por assim marcar a plsnta da cidade.
A corte do Rio de Janeiro est gastando cen-
tenas de coutos de ris para abrir um canal, afim
le ter communicego com o centro da cidade on-
de vo edificar urna grande prega de mercado,
obras estas que tem de dar muita importancia, e
tornar aquelle ponto bellissimo alravessada em
diversos pontos por lindas pontes de varios gostos
systemas, ao passo que nos atterramos, fecha-
mos todos os nosios canses naluraes. .embra-
mo s a cmara municipal que reformando a planta
da cidade nesta parte, mande 'conservar alguns
canaes que ainda existem, e foram preservados
da gaoa de edificir, quandu temos to grande
planicie para estender a cidade, por exemplo: o
canal da ponte da Aurora para o hospicio; o da
fundico do Starr; o que existe por traz da casa
da detenco, conservando a communicego com
o centro do bairro de S. Jos ; outro mais para
9 vireiro do Muniz, e mais os da Passagem para
o Manguinho, Ticarona etc., etc., e informara-
nos que estes dous ltimos pdem se communicar
com um pequeo rasgamentn, ftcando por esti
forma urna rede de communicaco por agua com
grande utilidade publica, logo que se facam as
pequeas pontes em frente das roas que lnes aira-
vessarera, proporgo de suas maiores necessi-
dades.
A cidade de Pctropolis na provincia do Rio
de Janeiro seodo toda costa de pequeos ros,
aprsenla o maravilhoso effeilo de urna infinida-
de de poolezighas mui simples o coa errores por
toda a margem; o que mais realc aquella linda
cidade.
Paesandjo a outro ponto, e sobro o mesmo
assumpto, nao podemos deixar de fazer o reparo
de que todas as admiuistracea que temos lido,
depois da patritica presidencia do Exm. Sr. vis-
conde da Boa-Vista, se tenha cingido s obras
strictamenle marcadas nos ornamentos, ao passo
que f azi ara outras despezas ainda mesmo nao
marcadas nos orcamentos geral ou provirrUal, e
descobrindo sempre um meio de justifica-las,
cram logo approvadas. Um presidente filho da
provincia, desejoso de lhe fazer bem, teria man-
dado plantar ou crear um jardim un espaco que
rodeia o palacio da presidencia, o qual sera ser
anda um pisseio se franqueasse ao publico ; um
jardim commam, poco despendoso, conservan-
do um jardioeiro, depois do creado por pessoa
Jiabilitada, o que nao sera difficil aqui encontrar,
aahindo as despezas pela verba geral como repa-
ros e asseio do palacio da presidencia, despeza
su que serla sem duvida approvada.
O que significa esse grande apago que cir-
cula o palacio, rido, e despido de verdura ?
Esperamos daa boas disposiedes do Exm. Sr.
presidente nao desprezar essa nosst idea, e at
mesmo cuidar oo planto do Campo das Princezas.
- a A notsa assembla oisto pecca tambem por
(4) Sic laceat lux vestra corara hominibOT :
ut cideant opera vestra bona et gloriflcent pairea
vestrum, qui in coslis est. Math. V, 18.
(5] Ut scias quomodo oporteat te in domo Dei
eonversari, qua est Ecclesia Dei viv, columna
vsaamentum veritalfs. EpHt. Timo*. Ilt, 5.
(6) Hoc enim facaos, et teipsum salvum fa-
ces, et os. qui u audiant. BplH. Tinolh.
l'i lo.
9
M-
por que Boesa populacao clama todos os dias,
vida de dmraecdes; e oem ao menos por meio
de loteras, quando os cofres provinciaes nlo
comportassem lessas despezas.
< Lamentamos ver ainda sem caes o espaco que
medeia da casa de detenco ao theatre, apresen-
lando todos o dial nossas vistas urna praia im-
maada com o sea coosequenle aroma, qae se
tema insopportavel certas horas a quem passl
pela ponte da Boa-Vista, um dos lugares mais
lindos dests cidade, que encanta aosestrangeiros
que aqui aporlam, e causa-lhes asco ao mesmo
lempo vista desee quadro tao proteico e B8n-
zeabuodo. E, justsmeote a nica parte de cies
que est por fazer-te, e aecresceotandO-se um
punco mais o do Capibaribe, e alm da casa de
detenco, taremos a cidada toda caoalisada ; o
piovidencando-so sobre a plaotajo de irrvores
por tolo elle, ser de um effeito maravilboso e
salutar, e nem se diga .que isso urna utopia ou
um devaneio de imaginaco, o que com um
pouco de patriotismo e vontade se conseguir.
Que dos ricassos da nossa trra ? nao devera
esperar < do governo. Que dos Maus, Soutos,
Ipaoomas, qu todos os dias prestam seus capi-
laes gratuitamente em beneficio do melhoramen-
to da corte do imperio, proenrem imita-los os
que astiverem aqui em posico de o fazer.
Esta cidade que goza de urna viraco cons-
tante, que tanto suavisa o calor do vero, quan-
to se nao tornarla amena se essa viragio espar-
gisse por entre frondosas arvores, lornando-se
por consequencia mais pura e agradavel?
Lera bramos que se slgum da quizerem fazer
esse beneficio devero plantar as arvores tao jun-
tas como o fazem no Rio de Janeiro no rico ar-
rebalde do Botafogo, e nao como aqui se uza, e
naquelles caes que a ra for larga devero ser
plantados a margem do rio, e do lado do passeio.
Desejaremos ver realisado ludo o que levamos
dito, tanto mais quanto que para nos isto ques-
tj de lempo apenas.
Rdspondeu a conselho de julgameuto o sol-
dado da primeira comp&nhia do corpo de poli-
ca, Antonio Jos de Souza, o qual se ausentara
do servico desde o anno de 1853, apresentaodo-
se voluntariamente ao'mez de agosto. Declarou
o reo no acto de ser interrogado que havendo-se
retirado para a villa de Flores de onde natu-
ral, ahi comaietteu um crime de frimentos gra-
ves, pelo qualrespondeu ao tribunal do Jury da-
quelle termo, e foi coodena do a 3 aonos e 15
dias de priso simples, cumpriudo a predita sen-
tanga no presidio de Fernando de Noronha.
Nao obstante os mos procedentes do aecusado,
julgou-se todava a desergo atlenuada em vista
das disposicoes do regnlamenlo de 2 de dezem
uro de 1853, era vigente para a secgo volante,
e foi o reo condemnado tres mezes de priso e
perder todo o lempo que anteriormente tinha
servido. .
No summ.irio vinlo da freguezia do Pogo da
Panella contra Manoel Jos do Nasciraento, opi-
nnu o ministerio publico que se deveria proce-
der novo interrogatorio do reo, cumpriodo que
fosse assignaio por dus testemunhas presen-
ciaes, segundo o disposto no art. 99 in fio do
cdigo do processo criminal.*
Em consequencia da cnegada do vapor in-
g'ez da Europa no da 28, foi transferida para
esse dia, tarde, a sahida do vapor Camaragibe,
pan o Maranho.
Domingo, 22 do correte tomaram ordem
de presbytero os seminaristas do 4o anno theo-
logico de Olinda. Genuino Walfrido de Souza
Gurjo, Manoel Ulbado da Costa Ramos, Avelio
Marques da Silva Giimares e Izidro A'.ves da
Silva.
Domingo ^29) cantar sua primeira roissa, no
Seminario de Olioda, por tcasio da festa reli-
giosa o presbytero Geouino Walfrido de Souza
Gurjo.
Tendo-se dado alguns engaos o quanto
dissemos acerca do nosso amigo o Sr. capito
Manoel Porfirio de Castro e Araujo, elle nos en-
viou a seguinle ractifleago, qual abaixo publi-
camos, cmo para prova do que avengamos sobre
sua conducta e vida militar :
Meu charo redactor. Agradecendo V. S.
pelo testemunho de amirade considerago que
solemnemente deu me em sua Revista Diaria
de non le m, rogo-lhe queira rectificar os equvo-
cos que notei na ordem de slguns dos soeus ser-
vigos, que V. S. se dlgnou publicar.
Commaniei algum tempo o 3" regiment de
csvallaria ligeira na gtiiirnigo do Algrete em
1859, por ausencia do respectivo chefe, mas nao
durante a guerra contra Rozas ; nesse tempo, isto
durante a cimpanha da Confe*derago Argenti-
na em 1852 exercia eu o lugar de assistento do
deputado quarlel-meslre general servindo ao
mesmo tempo de secretario maior do Exm. Sr.
general baio de Porto Alegre commandaote da
diviso auxiliadora, que fez parte do grande exer-
cito alliado contra o dictador de Buenos-Ayres.
rio volt o oTorpiln braciloiro & piovincia 00
Rio Grande do Sul, passei a servir s ordena do
Exm. Sr. raarechal de campo Francisco Flix da
Fonceca Pereira Pinto, desde julho do referido
aooo de 1852 al o fim de 1858, data em que foi
dissolvida a diviso de observaco, da qual era
S. Exc. digno commanJante em chefe, e eu o
assistente cncarregado da repartigo do ajudante
general junto sua pessoa. S. Exc. seguio para
o cumulando das armas da Bihia, e eu recolhi-
me ao meu regiment o 3 de cavallaru ligeira,
cujo enramando assumi no 1 de Janeiro de 1859
at fevereiro seguinte.
Nao servi nunca sob as immediatas ordens
do Exm. Sr. msrechal visconde de Oraam. Era
S. Exc. o commandaote da 2* diviso do corpo de
exercito de observago no campo de Ibcuhy em
1858, e eu diriga a repartigo de ajudante ge-
neral oo quartel general do commando em chefe ;
S. Exc. porm tratou-me sempre cora muta de-
licadeza e bondade; e at o presente me honra
com a sus confianga, e particular amizade, do
mesmo modo os mais distinctos Srs. generaes de
quem cima tratel. Manoel Porfirio de Castro
Araujo. .
No dis 24 do correle foram recolhidos
casa de detengo 3 horneas, sendo 2 livres e 1
escravo, a saber: 1 a ordem do Dr. chefe de po-
lica, qae o Africano Miguel, escravo de Fran-
cisco Mamede de Almeida, e 2 a ordem do sub-
delegado de S. Jos.
Nao tendo a repartigo do registro do porto,
at hontem tarde, fornecido nenhum jornal
desta cidade, a lista dos passageiros, vindos do
sul, no vapor Cruzeiro do Sul, domingo 22 do
crranle, .damos em seguida a dos que vieram do
Rio de Janeiro, exlrahida do Correio Mercantil:
Para Pernambuco. William Stanley, Ri-
chard Abraham, Anlonio Luiz de Olivelra Azeve-
do, 2o cadede Germano A. Machado, Marcolino
Ferreira da Costa, Ricardo Jos da Silva Graga,
Dr. Jernimo Vi Hela de Castro Tavarese 1 escra-
vo, Dr. Moooel Joaquim de Mendooga Casiello-
Branco e 4 escravos, D. Antonia e Fredelida Al-
buquerque Baodeira de Mello, Dr. Silvino Caval-
canti de Albuquerquee 1 escravo, Dr. Gabriel Ra-
poso Soares da Camera e 1 escravo, Dr. Fraocisco
de Serra Carneiro e 1 escravo, Jos Thomaz de
Aguiar Pires Ferreira, Dr. Fumino Rodrigu'es
Vieira, visconde de Camaragibe e 2 escravos, Dr.
Joo Alfredo Correira de Oliveire Andrade e 2
escravos, Manoel Perei-a de S, Manoel Polycar-
po Moreira de Azevedo, Justino Francisco de As-
sis, Io cadete Odilon de Carvaiho Moura, 1 2 sar-
gento de fuzileiros oavaes, 1 grumete, 2 ex-pra-
gas do do exercito, 1 desertor e 3 escravos.
Para a Parahiba r O pbarmaeeulico do
exercito Irino de Sooza Brto. baro de Marangua-
pe e 1 escravo, Dr. Ant >nio M. de Arago e Mel-
lo, 1 criado e 1 escravn. Dr Biogo vdho Co.ai-
canti de Albuquerque 9 1 escravo, senador Fre-
derico de Almeida e All uquerqae 1 filho e 1 cria-
do, Dr. Joaquim do Niscimeoto Costada Cunhs
Lima el escravo, 1 aos pegada e 35 soldados.
Para o Natal.\ iraga do oxercito.
Para o Cear. Mr. Franklin do Amaral,
Benedito Jos dos Sanioseum filho, Barnardino
Jos Pereira Pacheco, I r.-Domingos Jos Noguei-
ra Jaguaripe, Dr. Miguel FernaodesViera, Vicen-
tenente Joo Antonio Pereira da Lago, Manoel
da Cruz, 1 primeiro cadete, i oldaSi e 1 re-
cruta.
Passageiros do biate brssileiro lnvenci'vel,
sshidos para o Aracaty : Manoel Feliape da
Silva,'Antonio Nogueira da Costa e 1 eterna a
entregar.
0RTAMDP8 00 OA Sf5.
Jos da Cunha, Portugal, 76 aonos, casad,
Recife ; apoplexie fulminaote.
Paulo, frica, 40 anno, eamvo, Santo Ari-
tiejoio ; tizico.
Guihermioa Maria dos Prazerea, Pernambu
10 aonos, S. Jos ; gastro inlerite.
Francisca Alexandrina do Espirit Santo, Per
nsmbuco, 32 bonos, casada, S. Jos; tizics.
Anna, Boa-vista ; tubo digestivo. Ignora-ie a
naturalidad e idade.
:
te Ferreira Gomes, Josi
lina Rainot e 3 filbos,
pragas do exercito.
Para o Maranho.
Albina Alvin dn Ro-
cher, Dr. Simplicio de ouis Mendes el escravo,
Martiniano Antonio da
da Silva e Sooza, e um
oio Vieira da Silva,
Flix Bandtira, D Pan-
uro cabo de esquadra e 3
CONSULADO PROVINCIAL.
Relaco das alleracoes qae hoaveram
ao*presente lancmento da dcima
urbana da fregueeia de S. Jo-
s, feito pelo laocador Ceelho, a
saber:
Ra dos Martyrios.
N. 10.Francisco Antonio das Cha-
gas, urna casa terrea arrendada
por................................ 240S000
dem 14.Bernardo Jos da Costa
Vlente, urna casa terrea arren-
dada por........................... 39600O
dem 20. Antonio Valenlim da
Silva Barroca, urna casa terrea
arrendada por.................... 2i0000
dem 24.Maximino Jos de Bar-
ros, urna case terrea arrendada
por ............................... 20JO00
dem 34. Herdeiros de Francisca
Maria da Caoceigo, urna cesa
terrea arrendada por............. 3008000
dem 3.Candido Francisco Gomes,
um sobrado com urna loja e um
andar arrendado por............ 80IJO0O
dem 11.Carlos Frederico Barbo-
sa, ama casa terrea arreodada por 2JOj000
dem 13.Marianna da Conceigo
Pereira, um sobrado com urna
loja e um andar arrendado por.. 25{000
dem 15.Antonio Ferreira Braga,
urna casa terrea arreodada por.. 144$O0O
dem 19.Domingos Antunes Vil-
laca, urna casa terrea arrendeda
por............................... 2163000
Travessa dos Jarlyrios.
N. 8.Jos Pacheco da Silva, urna
casa terrea e um quarto contiguo
arrendada por..................... $368000
Idom 5. Francisco Antonio das
Cha gas, um sobrado com 2 tojas e
um andar arrendado por........ 4568000
Ra Augusta.
N. 2.Maria da Cruz Neves, um so-
brado com 4 lojas e 2 andares,
arrendado por.................... 1:0708000
dem 8.Francisco Rodrigues da
Cruz, urna casa terrea arrendada
por.....,......................... 3608000
dem 14 O mesmo, casa terrea
arrendada por.................... 360000
dem 16.O mosmo, casa terrea
arrendada por.................... 3008000
dem 30 Manoel Antonio de Je-
ss, urna essa terrea arreodada
por ............................... 2408000
dem 36. Manoel Pereira Lemos,
urna casa terrea arrendada Jior.. 2408000
dem 54.Joio Simdes de Almei-
da, urna casa terrea arrendada
por................................ 2888000
dem 56.Joo Francisco Pontes,
urna |casa terrea arrendada por.. 3008000
dem 58.Antonio Nobre de Al-
meida, urna casa terrea arrendada
por................................ 192SO0O
dem 60.O mesmo, casa terrea
arrendada por.................... 2008000
dem 62. Antonio Joaquim de
Oliveira, urna casa terrea arren-
dada por.......................... 608000
dem 104.Jos Francisco Brando
Castro Jnior, urna casa terrea
arrendada por.................... 3608000
dem 110Francisca Thomazia da
Conceigo Cunhs, urna cesa ter-
rea arreodada por................ 2408000
dem 5. Dr. Jos Joaquim de
Souza, um sobrado de um andar
e urna loja arrendado por......... 4448000
dem 9.Irmandade das almas do
Recife, urna casa terrea arrenda-
da por............................ 1938200
dem 21.Joaquim Moreira Pinto
e outros, um sobrado com urna
loja, um sudar e aotSo arrendado
por............................... 6408000
dem 23.Os mesmos, casa terrea
arrendada por.................... 6008000
dem 25.Joaquim Moreira Piolo e .
outros, urna casa terrea arrenda-
da por ............................ 5528000
dem 29.Pedro de Souza Tenorio,
urna case terrea arreodada por.... 3608000
dem 31.Jos de Freilas Barbosa,
um sobrado com 4 tojas e um
andar, arrendado' por............ l:O6S$0OO
dem 33. Viuva e herdeiros de
Joo Moreira Marques, um so-
brado cora 4 lojas e um endar ar-
rendado por...................... 7088000
Iiem 37. Joaquim Ferreira Va-
lente, urna casa terrea arrendada
por. ............................. 30OJO00
dem 61. Joaquim Dias Fernn-
des, urna casa terrea arrendada
por............................... 4008000
dem 65. O mesmo casa terrea
arrendada p r.................... 3608000
dem 89.Joo da Cunha Soares
Guimares, urna casa terrea ar-
rendada por ...................... 1208000
Travessa da ra Augusta.
N. 4 Cosme Damiaooa Ferreira,
urna casa terrea dividida em 27,
arrendadas todas por ............ 3:5528000
dem 52Joaquim Antonio de Vas-
concellos, urna case terree dividi-
do em tres e um soto arrendada
por................................ 4208000
Ra da Palma.
N. 72.Viuva e hordeiroa de Jos
Gongalves Ferreira e Silva, urna
casa terrea arrendada por........ 1808000
Ilem 49.Manoel Firmiou Ferrei-
ra, urna cese terrea arrendada por. 4568000
dem 53. Manoel Ferreira Antu-
nes Village, urna casa terrea ar-
rendada por....................... 300J000
dem 96. Izidoro dos Aojoa da
Porciuocula, urna casa terrea ar-
rendada por...................... 18080000
dem 57. Amorim & Irmos, urna
case terrea arrendada por........ 3008000
Ra da Concordia.
N. 34.Herdeiros de Pedro Anto-
nio Teixeira Guimares, um so-
brado com urna luja, um andar e
urna meia-ague, arrendado'ludo
por................................ 894SO0O
dem 36. Os mesmos, urna casa
terrea arrendada por............... 4208000
dem 46.Mannnl Anlonio da Ja
sus, urna casa lertea com um le-
Ihairo arrendada pur............. 4808000
dem 63.Izidoro dos Anjoa da Por-
ciuocula, urna casa terrea arren- .
dada por.......................... 3008000
dem 71.Manoel Fumino Ferrei-
ra, urna casa terrea arreodada por 3008000
dem 77.O mesao, urna casi ter-
rea com aotu e 2 quartos no oi-
lo, arrendado por................ 5888000
Travessa do Pocinho.
N! 29.Antonio Pedro daa Neves,
urna casa terrea arrendada por.. 1449000
rev ter collaboradores incausaves e dedicados
ata ao muito sublime e necessrio ministerio,
a que aspirara,
Tendo, poia.'S. Exc. Rvma. chegado a esta ca-
pital no dia 22 do correle no vapor Cruzttro
49 Sul, e achando-se hospedado no conventa da
Penha, ahi se reuniram os sobreditos seminaris-
tas esa Bumero de dezenove, e sendo apftsen-
lado* palo digno auperior do dito convento i S.
axc. Rvma., o diacooo Manoel Fellppe dos San-
tos recitou a allocugao, que abaixo transcrevere-
mos, a qual bem seu pesar nos (ai concedida.
Depois do que podemos saber que um cutre
seminarista, o Sr. Manoel Egidio d Costa No-
gueira, tinha homeoagem potica, mas que a nao
recitara per circumslancias imprevistss : pode-
mos tambem adquir-la e abaixo publicaremos
Receben o esperanzoso frelsdo as homeoa-
gens dos seus subditos com aquella affebildede,
que tao altamente o aracterisa, e que tinto os
penhorou ; de tal sorle que, sebeado estes que
elle tinha de ir cidade de Olioda visitar a S e
o seminario, nao hesitaram em acompanha-lo
at aquella cidade; e de volta percorreram com
elle varios estabelecimentos desta capital, e fi-
nalmente deixaram-o a bordo, d'onde voltaram
com os coragdea penhorados e partidos de sau-
dades, o que clarameota divisamos em seus sem-
blantes.
Felicitamos, portanto, a esses jovens aspiran-
tea ao sacerdocio pela posse de um pastor sabio
e prudente, e juntamente pelo amor e dedicago
que lhe consagraram ; e S. Exc. Rvma. por ter
encontrado essa mocidade, que promette as mais
lisoogeiras esperancas.
* # *
llocuco dirigida ao Exm. e Rvm. Sr, D. Luiz
Antonio dos Santos, bispo do Cear, pelo di-
cono Manoel Felippe dos Santos, como orgo
de seus cmpanheiros seminaristas cearenses
em Pernambuco.
2Sr,.mJor?oe- Todo incoDito**.emar-!doBrlconio fcomem, como artista, como ir-
gem as conjeclurss. *m mn '
Afinal "
Exm. e Rvm. Senhor. Permilti, qae cheios
de grande jubilo e de lisoogeiras esperangas, vos
manifestemos os sentimeutos de que. no eche-
mos possuidos : e digoa-ros receber aa homene-
gens de amor e profundo respeito, que vimos de-
por aos ps de V. Exc. Rvma.
Somos nos collegiaes do seminario episcopal
de Olnda, e como taea nos echamos sob os pia-
dosos auspicios e disvellos paternaes do virtuoso
e muito digno prelado deste bspado : porm j
boje somos humildes subditos de V. Exc. Rvma.
por sermos naluraes do bispalo do Cear, cujo
governo se acha confiado aos vossos cuidados ;
peto que, tendo V. Exc. Rvma. de paasar por es-
ta capitel para o lugar de vossj destino, nao qui-
zemos perder esla occasio pera vos comprimen-
lar, e so mesmo lempo maoifeatar-vos os seoti-
mentos de que estamos possuidos pela merc.
levantou-sc o panno, e cosaegou a pe-
ga. As supposigo;s impacientes ceieram o lugar
ebriosidade vivamente excitada.
O drama a Gargalhada, seja dito com a devi-
venia a um tmulo recente e illustre, o
drama a Gargalhai vale pouco. Valia mui-
to mais o seu autor ove saadamos na sut pasaa-
ge* por esta cepita!,, quaada se eoaaminhava e
praias brasilices, jalgando-se s do exilio aern
presentir nellas a anorte, e que nos deitou, pss-
saodo um testemunho inapreciavel da sua hon-
rosa estime-con vertida hoja em monamente de
saudade ao viajante cosmopolita, a quem Daos
eompensou a luz dos olhoa com o fulgor do ao-
tendimento e a claridade do espirito.
A idea fundamental da peca, apezarde com-
mum, dara de ai fetieea contrastes e lances va-
riados, se os caracteres, excepto o do protogo-
oista no terceiro acto nao fuasam apenas contor-
nados u'um esbcelo de perfil. Ha all a base
de um drama; mas nao se pode dizer que
drama sahisse, vivo e feito, robusto a viril das
mos do seu credor. E' um quadro para um ho-
rnera, e eremos que nao foi outra a intengo do
autor. A fortuoa que o tem susteolado nos thea-
tros do imperio as mos de dous artistas rivaea
e emboa altamente nomeadoa, confirma esta idea,
corroborada ainda na quiola-feira no thealro
normal. O mrito vem mala da execogio do que
da concepgo.
Todava, masmo para o protogonista, os dous
primeiros actos sao frouxos a pouco favoraveis.
As mesmas peripecias que preparam lance ca-
pital nao tem o vigor, o relevo, a altura e a
energa qae poderiam ter afim de predispor os
espectadores a encarar o dramtico vulto qua no
ultimo acto se revela. Querer-se-hia lomar
mais inesperado o contraste, deavendando-o
sbito ? E* natural. No thealro, porm, preciso
extremo cuidado com eases sobresaltos que a
um grande laclo artstico salva e illustre,
O ado, novo para oda. lulava^oin ama das
mais difflciildedes que podem
naluraes. O drama que trouxera, escdlbera, a
apresentra, fra totalmente reformado da verao
primitiva, verso mesclada e barbara que nem o
conselho dramtico aulorisava, oea o bom gosto
das plateas tolerava de cerlo al ao meio. O re-
sultado desta correcgo geral, que levara comsi-
go todas as locugdes viciosas e anU-grammati-
caes da copia apreseotada, foi subsislirem as
ideas n'um molde e forma diversissima. D'ahi
resultava necessariameote um singular tumulto.
O oeosamento familiar, avivando reminiscencias,
e fazendo resurgir a phrase, mal apagada anda
gravada fundo pelo habito no espirito, levanta-a
em conflicto com a nova phrase, recommenda
memoria por um esludo fresco. Nesta situago
ardua os esforgos do eogenbo, que, livres, se ap-
mao.
Mendes Leal Jnior.
(Do Diarib do Rio Grande do Sul.)
Passando em vista a publicago dos ltimos
trebelhos da cmara dos Srs. depujades, depara-
mos com a adopgo, sem debata, fe un projecto
autoriaando o governo a adiaartar desde j cem-
penhia brasileira da paquetea a vapor 6 mezes
da subvengan que percebe.
Esse acto dos eleitoa da nagio, por sem du-
vida digno da louvorj demonstra a deaejo, o em-
penno qua team, apazar do estado pouco lisoo-
geiro de ooaaaa oaascas, da proteger e auxiliar
ernprezss da reconb'ecida utilidade puMica, no
numero das quaes enumeramos a referida com-
panhia.
Nos paizes mais adiaotados do que o nosso,
onde os capltaes abundara, e o espirito de ssso-
ciago se acha mais desenvolvido, as grandes
emprezas ho sempre encontrado nos respectivos
governos um ponto fixo d'apoio e protecgo, quer
directa ou indirecta ; e por isaa todos vemos co-
mo ellas florescem e por toda a parte progredem ;
e poU seria mui aensivel, que en nossa trra,
que ainda se recente da falta de capitaes bastan-
tea para a sueteotago das differentes industrias
e emprezas, o governo deixaase desajudada urna
empreza, que to bons serrinos ha prestado ao
mesmo goveroo, ao commercio, e em geral a
todo paiz, como incontestavelmente tem feito a
companhia brasileira de paquetea a vapor, apezar
das difficuldades e embaragoa com que luta.
Essa dehberago da cmara temporaria muito
concorrer para coadjuvar .companhia em seu
louvafl empeohu de bem servir ao paiz ; e pois
serit^nra desojar, que, o governo secundando
o peosamento da amara, faga o que esliver a
seu alcaoce, em ordem a proporcionar a mesmi
companhia a cadjuvago de que-tanto precisa,
e temos bem fundadas esperanges de que ella,
tendo a sua frente o acluel gerente, o honrado
torher os Jetes "Sr. Hermenegildo A. Pinto, que ha sido incaosa-
vel em promover o metboramenio dessa empre-
za, a par de mus estricta ecunomia conseguir
traze-la e is da prosperidaie, a que tem irei-
to, e sinceramente desejamos.
M.
21 de selembro de 1861.
que Deus nos fez de dar-nos um pai espiritual, plicariam exclusivamente execugo do todo,
que ha muito reclaruavam os oossos inleressea.. tinham de repertir-se continamenos) preoecu-
Ns nos congratulamos, Exm. e Rvm. senhor,! pando se com as minucias da locugo.
de perleocer ao novo rebanho, que vos foi confia-1 Apezar desta difiiculdade, lerrivel, apezarde
do, certos de que seremos dignos, em todo o | estranho ao nosso publico, apezar da commogo
tempode nossa vida, do glorioso titulo de Glhos
christos por nossa obediencia igreja, oossa
boa rai, por tiossa snbmisso aos piedosos en-
sinos, que nos dar o nosso sabio e virtuoso pre-
lado. E nao sao infundadas as nosses esperan-
gas ; porque ahi est a vossa caria pastoral, irre-
fragavel documento dos conhecimentos, da ro-
busta intelligencia, do amor paternal, e por con-
sequencia das preciosis virtudes com que Dos
ornou a pessoa de nosso pastor. A llnguagem
evengellice deste documento nos representou os
primitivos tempos do chrisliaoismo, quando o
apostlo da gentes a fortificou na verdade por
meio de suas epstolas, as quees revelara a sua
alme inflammada as chammaa do divino amor.
Nos prevemos, Exm. e Rvm. Sr., os abundan-
tes fructos, a ioteira felicidede, de que gozar
aquella porgo da familia brasileira, que vos foi
confiada.
E' verdade que a vossa misslo pesadissima,
e anda mais pesada se torna pelo deserranjo do
novo bspado, e mo estado em que se schi>m as
cousas*.na igreja cearense ; porm ludo isto des-
apparecr, j pela vigilancia daquella que foi
posto em atalaja, j pela boa ndole do povo Cea-
tense, e que por isSo mesmo prestar prompta
obediencia seguir a voz do seu pastor. Enlo
teremos a pieos seisfego de ver os nossos com-
provincianos, guiado pelo sebio e virtuoso rrele-
do, seguirem a marcha da verdadeira civilisago,
que s -a "relegio de Jess Christo pode fazer
prosperar: o desta sorle daremos um brilhante
espectculo peraole o mundo.
E nos, que agora nos consideramos os mais
tenros dos vossos tilhos, confiamos em Dos que
em breve vos auxilieremoc com os nossos esfor-
gos, posto que frequissimos, oo cultivo da vinha
do Senhor, e que a nossa trmula e dbil voz,
animada pela vossa, se algara em prol da nossa
felicidade e bem-estar. ^m^
Exm. e Rxm. Sr., anciosns '^ftoia vossa
presenga, para animar-nos em rmaW desider-
tum com o contacto da vossa auloridade, har-
mooiseda com es nosses justas aspirsges. E
como agora j vimos com os nossos proprios
olhos aquelle, a quem o Senhor escolheu para
dirigir nossos deslios, resta-nos rogar incessan-
temente ao nosso Seohor que, nao obstante as
virtudes eminentes e qualidades preciosas, com
que Elle se dignou oroar-nos, eetenda sobre vos
a sua poderosa protecgo, que vos conceda urna
longa vida, cheia de doces sstisfsges, urna san-
tidade perfeita ; e finalmente a forga e coragem,
de que necessitais pera o cumprimento da alta
misso que vos foi confiada vara gloria da reli-
gio catholica e para salvago felicidade das
vossos diocesanos.
Cheios desses sentimenlos, nos ousamos pedir
a vossa santa bengo.
HOHENAGEM POTICA.
A S. Exc. Rvm., o muito illustre Sr. bispo do
Cear D. Luiz Antonio dos Santos, por occa-
sio da visita dos seminaristas seus subditos.
As vossas vitludes, saber e valor,
Viemos, senhor, aqui hoje saudar:
Aceitai, portanlo, a pobre homenagem
Em simples linguagem rasteira e vulgar.
O docso protesto fingido nao ,
Merece-vos f preclaro pastor:
E' sincero voto de respeito e estima,
Que j nos anima no mais puro amor.
Ha tempos nutrimos, com f e constancia,
A doce esperanga de ver-vos um dia :
Desejo mais forte do que este jamis
Peilo de morlaes sentir poderis.
Nos que ao sacerdocio assumir queremos,
Com veras devemos de goso exultar;
Porque no prelado sabio e virtuoso
Astro luminoso vamos encontrar.
D'agore entrevemos do nosso bspado
Feliz resultado, airoso porvir I
Feliz,slm, porqngja ledo Senhor
.iras
Correspondencias.
Coste, Dr. Joaquim Vieira
escravo, Dr. Luiz Anlo-
cadete Augusto Ale-
xandrino Pereira, D. Vitoria dos Prazeres Reis,
Jos Gregorio de Men< onga, Dr. Francisco Jos
Furtado e 1 escravo, A ogelo Carlos Muniz e 2
escravos, Miguel Francisco do Amaral, Dr. Fa-
bio Aleandrino de Ca-valho Res e 1 escravo,
Dr. Jalo Pedro Das Viiira e i escrava, e 3 pra-
ges do exercito,
Para o Para.CapRio Jos seteno de An-
drada Caaiso, sua sdnhora 4 fllhof, padrd
(C'oninua/-e-Aa.j
Communicadog.
Nao podemos deixar passar em silencio a feli-
citago que dirigiram os seminaristas cearebses,
que aeacnam actualmente no seminario de Oln-
da, ao sea muito digno prelada o Exm, e Rvm.
Sr. D. Luiz Antonio dos Santos em sua passagem
por esta capitel.
Nisto temos somente em vjsts mostrar a ani-
macao, que Botemos nestes jovens aspirantes so
De f e de amor, Tras diffuodir.
A mitra que a frente vos orna sagrada
Vos foi outorgada por merc divine,
Para que mais alto visse a christaodsde
Bradar a verdade da santa doulriaa.
O vosso rebanho, por ver-vos ancioso,
Se julga diloso de vos possuir;
Ide, pois, bem como pai espiritual,
Com a f pastoral faze-lo nutrir.
Aos nossos patricio?, pono bom prelado
Sabiu e Ilustrado, j felicitamos ;
E, que oesses dias, tal como desejam
Alegres vos vejam, a Dos invocamos.
Um artista brasileo n mal.Primeira representado da
Gargalliadadrama emires ac-
tos por Arago.
Apezar da noite tempestuosa e negra,urna
deesas noites dos climas meridionaes, em que
os tufoes do sueste parecem querer vingar-ae
por urna vez dos tungos dias de um firmamento
sem nveos, puro e dtspbsno, como se o manto
azul da Virgem Celeste servase de toldo a re-
gies sbeneoadas, e ero vez de encobrir, revolea-
se aos homens a presnca de Dos,apezar da
noite inclemente de quiola-feira, urna platea es-
colhida e numerosa esperava com anciedade ao
thealro de Maria II a apparigio do ador brasi-
leiro, o Sr. Germano Francisco d'Oliveira, cuja
estrs, no drama a Gargalhada, estiva sonun-
ciade.
Como de suppor, cada qaal fazia os seus
commenlarios ; este desejando ver realisadas
no actor a qualidades que prefera ; aquelle du-
vidsodo da possibilidade de tal realissgo, sem
de urna estra, apezar de ter trazido comsigb o
peso de urna grande reputago, que nao pouces
vezes aggrave as proves e faz suecumbir os mais
sudazes o confiosos, o Sr. Germano sabio victo-
rioso desses multplices obstculos, justificou o
seu nome, econquislou de chofre um lugar dis-
tinclo nos anuaes da arle portugueza.
E' difficil pascar asaim das regioes de ignoto ao
clar&oda mxima publcidade, eestarapide tran-
sigo cheia de perigos, mas o Sr. Germano
galgou u'um sello : e, o que meis, mereceu a
palma colhida, o seu nome era ainda hontem es-
coltado de urna duvida curiosa hoje scompa-
nhado de urna justa gloria.
Nos dous primeiros actos, em despeito mesmo
do pouco movimeuto delles, os espectadores in-
telligentes descobriram logo no Sr. Germano o
artista verdadeiro, habituado a pisar firme o ta-
blado, a sondar os segredos da sua difficilima
arle, eatraduzlr com propriedade e energa to-
dos os senlimentos do corago. Lameotva-se
nica mente que tivesse escolhido um quadro
mais vasto para desfogar o aea notavel talento,
comprimido alli naquelle estreiteza de sceoas. O
olher vivido e a diego fcil e correcta, a acgo
cuidadosamente calculada, e a intelligente divi-
so do periodo, difiiculdade de exposigo em que
naufregam muitos artistss alias profusamente do-
tados pela natureze manifestaran] desde logo
nos praticos e entendidos que o Sr. Germano,
nos eslava ao nivel da sua fama no imperio,
raasganhsrie legtimos louros na primeira scena
da capital, habituada a outros triumpbos. A cu-
riosidsde e a atlengo cresciam com estes esti-
mlos e todos esperavam a verdadeira scena
dramtica das pegas para julgsr o artista.
O final do segundo ecto foi ama commoco
unnime. Aquella gargalhada stridente, pavo-
ross, mais lerrivel que todas as coovulses do
choro, anounoio inespeaOude uuia alleuagdu re-
pentina, e todavia preparada pelo actor com arte
esmerada, fez estremecer urna fibra intima no
corago de todos os espectadores. Era um rir
mais que humano; era um rir que doia um de-
safio s lagrimas. Ficara umasensago oppres-
siva.
Dizem pessoas que tem habitado o Rio de Ja-
neiro, que o terceiro acto desta pega o triumpho
mais brilhante do celebre actor Joo Caelano
dos Ssntos de quem o Sr. Cermeo competidor
oo Brasil. Nao sabemos como elle ter caracle-
risado es3e desvare pungente, que dilacerando
a alme, a forra a romper era lagrimas, em pal-
mes e bravos. Duvidamos porm de que o possa
fazer com mais propriedade, com mais vehemen-
cia, com mais trgica expresso do que o faz o
Sr. Germano. Far muito se fizer tanto.
Nao seria fcil ver um olher desvairado com
mais verdade, nem mais sombra e phantastica
poesa n'uma alienagao pathetica. Os ltimos
periodos do terceiro acto, pelo Sr. Germano, se
pode nottr-se-lhe alguma cousa, estarem ci-
ma do pobre raixeiro Aodr. Couhece-se que
mais altes aspiragoes chsraam o artista. O trajo
civil contemporeneo desdiz quasi daquella ex-
presso solemne, digns de tragedia. Ir-lhe-hia
melbor a toga e s chlamyde, o arnez e a garna-
cha. A alma do actor nao cabe na figura vulgar
do alienado, que apenas tem um lsmpejo ephe-
mero, urna scintillago pessegeire de sentimento
e de dfma. E' Hemlet, Othelo, o rei Lear
qu lhe Convm ; a paixlo com os seus furo-
res, a tempeslede com os seus risos, a falelidede
como seu s'ligma Hernani. Didier, Ruy
Blas. Andr deixa apenas adivinhar o artista
brasileiro : um grande vulto completara o gran-
de actor.
O publico foi sensato e foi justo. No terceiro
acto o appjeuso tomou o carcter de entbusias-
mo. Repetidas exploades de bravos e palmas aco-
lheram os prncipees effeiios, e no final, a pla-
tea unnime, vietoriou especialmente o setor
hospede, distinego raramente concedida entre
nos, como para honrar o seu mrito e dar-lhe
cao o bapttsmo, porque j o tinha competente,
mas a cooflrmago do artista com o seu suf-
fregio.
Seria iojustiga se nesta commcmorago esque-
cessemos os actores nacionaes, cujo zelo, boa
vonlade.e espirito de frateroidadesao dignos dos
maiores elogios. No drama a Gargalhada lodos
os papis se toroam secundarios em preseoga do
de Andr. Esses papis secundarios foram po-
te ii execulados lodos pelos primeiros actorea do
thealro normal Que, para auxiliarem o aeu col-
lega, nao hesitaram em ceder-lhe o passo, e com
espontanea bisarria lhe prestaram o concurso
cortez de talentos afieitos ao primeiro plano E'
honrosa e digna esta absteogo n'um terreoo,
cheio de antagonismo ; onde se sabe que as ri-
validades e as competencias se armera de capri-
chos implacaveis. E' um testemunho que se con-
verte em glora, tanto do actor estrangeiro, como
dosseus collegas era arte. Ha nestas maoifes-
tagdes urna nobreza que altala em cade urna
coosciencia do proprio valor, substitue a emu-
legio proficua s porfas ridiculas. Quem se abs-
tem assim oo desee, sobe. Damos sinceramen-
te os parebens aos nossos actores por este pro-
cedimento, diagnostico de civilisago, que recom-
mendendo-oosl fora, ensioara osorgulhoa pyg-
roeas; damos-lhe sinceramente os ernboras por
esse procedimento, tanto como ao artista laurea-
do pelo seu iriumpbo. E elles aabem qua lh'o
diz ama voz que oem Ibes mente nem adula oin-
goem.
Consintam-nos duas palavraa acerca do actor
que fez a sua estrs. E' para fallar do bomem
depois de tet fallado do artista.
D elle ai oda relavo maior aos seus dotes por
unta rara modestia, qualidade pooco vulgar nos
da sua proflsslo. heno de modos, fino de trato.
intelligente sem ostenlago, investigador e estu-
dioso sem sflmpor, o Sr. Germsda resiga os dons
do seu engenho com as prendas da sua pessoa, e
tem tanto jas eatims social cerno s cordas ar-
tsticas. O filho do Brasil honra a sua patria, e
os filbos de Portugal souberam (preciar o filho
Srs. redactores.Lendo na Revista Diaria de
21 do corrente urna noticia de perseguigao, por
que est paseando em Quipap o respectivo pro-
fessor o Sr. Ricardo da Fonseca Medeiros, e
esta sendo assigneda como causa urna Utra qua
o mesmo Sr. professor alli egenciava com mea
procurador, spresse-me narrar o fecto em.corro-
borado da noticia publica.
Em novembro do anno lindo mandei aquella
povoa'co o meu ceixeiro Leuriudo Perseliano do
Cervelho Gema, recommendendo-o ao meu ami-
go, o j referido Sr. professor, afim de cobrar do
Sr. Bernerdino Jos de Seone, um debito por
elle contrahido em minha cesa de negocio. Ef-
fectivemente foi elle selisfeito, parle em dinhei-
ro e psrte n'uma letra aceite pelo mesmo Ber-
nerdino a 4 mezes e garantida pelo Sr. Antonio
Lopes Muniz.
Ora, vollando aquelle meu caixeiro, e dndo-
me conta de sua commisso, verifiquei que a le-
tra oo fra sacada nos devidos termos commer-
ciaes; e por isso immediatamente, fiz volta-la
para Quipap ao meu amigo professor o Sr. Me-
deiros, a quem incumbi da substituigo por ou-
em forma mercantil; mas elle devolveu-m'a por
Ira nao ser isto preciso, visto que era o gerente
pessoe capaz, tendo porm mandado sella-la, e
tragado a palavra Pernambuco, que substituto
pera de Quipap,* onde justsmeote foi sacada, e
aceite a letra.
E' isto o que deu-se, e esta foi tambem a inter-
ferencia que leve o meu amigo por pedido meu o
pare obsequier-me. sendo pera admirar que dehi*
leveotesse o Sr. Vicente Cempello de Araujo,
subdelegado de Quipap crime de eslelliooato 111
Mas como o tacto acha-se patente, a auloridede
superior ha de tomar conhecimento delle, punin-
do o abuso que se faz do poder publico confiado
para a garanta dos direilos de cidado; e para
que isto tenha effeito, offerego a exactido della
em sue verdedeira origem.
Recife 25 de selembro de 1861.
Jos Gongalves Malveira.
Publica^oes a pedido.
dos juizes, juizas, escrives,
escrivas e mais devotos
que ho de festejar a excel-
sa Senhora da Conceico da
Escada, na igreja da Con-
ceico dos Militares, no an-
no de 1862.
Juiz por eleigo.
O Illm. Sr. Dr. Luiz Brralo Correia de Me-
nezes.
Juiz por devogo.
O Illm. Sr. negocente Jos Maria Gongalvaa-
Vieira Guimares.
Juiz protector.
O Illm. Sr. tenente da armada Manoel Anlonio
Viegas Jnior.
Juiz perpetuo.
O Illm. Sr. Dr.' Alexandre Pereira do Carmo.
Juiza por eleiceo.
A Exma. Sra. D. Marianna Accioli das Neves.
Juiza por devogio.
A Exma. Sra. D. Olympia Romana de Jess.
Juiza protectora.
A Exma. Sra. D. Alexandrina Rita do Am-
paro.
Juiza perpetua.
A Exme. Sra. D. Olympis Lins Ribeiro.
Escrivo por eleigo.
O Rvm. dicono Jos Estoves Vianna.
Escrivo por devogo.
O Illm. Sr. negociante Antonio Canioha.
Escriva por eleigo.
A Exma. Sra. D. Hara Amslia'da Silva Pinto.
Escriva por devogo.
A Exma. Sra. D. Ermelinda Lins Bastos.
Procuradores por eleigo.
Os Ulnas. Srs.
Manoel Jos de Castro Vianna.
Carlos Augssto Viegas.
Augusto Pacheco de Qusiroga.
Procurador por devogo".
O Illm. Sr. Anlonio Candido Guimares da
Silva.
Procurador geral.
O Illm. Sr. Jos Firmino de Oliveira Regs.
Mordomos.
Os Illms. Srs. :
Coronel Antonio Gomas Leal.
Tenente-corooel Sebaslio Lopes Guimares.
Mejor Sebastio Antonio do Reg.
Mejor Luiz Casero do Reg.
Cepito Reymundo da Silva Meia.
Tenente Joaquim Mechado.
Alferss Joaquim de Gusmao Coelho,
Francolino Bernardo Quinleiro.
Em pregad o publico Joaquim Leocadio Viegas.
Dr. Mauoel Pereira de Moraes Pioheiro.
Dr. Fedro Alexandrino Affonso de Mello,
tinervino Augusto de Souza Le.
Dr. Aotooio Reymundo Taveres Belford.
Jos Pedro.
Ignacio Accioly de Almeids.
Jos da Silva Loyo.
Jos Maria de Cervelho.
Jos Gongalves da Silva Brito.
JoS Rodrigues Coelho.
Jos Dias da Silva Gulmeriea.
Jos Antonio da Costa e S.
Jos Joaquim da Costa.
Jos Leopoldo Bourgard.
Joo Fernaodes Lopes.
Joaquim Lopea da Costa Maia.
Joaquim dos Santos Novas.
Pedro Luiz da Oliveira Regia.
Simplicio Coelho Rosendo Filho.
Pearo Affonso Regueire.
Horacio de Gusmao Coelbe.
Jaquea Boeefoad.
Caelano de Assis Campos.
Manoel liarla do Nasciment.
Manoel Joaquim da Silva Brasileiro.
JoSo Polycarpo dos Santos.


' .- '
lordoma*.
A* Exmas. Sras.:
D. Anna Joaquina dos Santos.
D. Anna Francisca da Castro Vanos.
D. Anna Francisca do Nascnento.
D. Anna Bourgard.
D. Candida deSouza Mallos.
D. Emarentina Candida de Barros.
D. Franaelina de Gouveia.
D. Frsncelia fferreira Cato.
D. Francisca de Paula.
D. Henriqueta Josepbioa de Souza Coelho.
D. Ignez de Albuquerque Mello.
D. Isabel Carolina Bourgard.
D. Maria Adelayde Pereira do Carmo.
D. Joanoa Maria dos Santos Helio.
D. Senhorinha Luzia de Caslro Vianna.
D. Leonor Bastos dos Santos Porlo.
D. Zumira Jorge Basto.
D. Adelayde Jorge Basto.
D. Maria Gertrudes da Sil*a Basto.
D. Carlota Dionizia Bourgard.
D. Adelayde da Sflva Mauta.
D. Maria Cleefa de Gusmao Maia.
D. So&a Henriqueta Manta.
D. Maria Mathildes Teiielra e Silva.
D. Ermioa Celestina Alves de Meudonga.
D. Maria Pialo de Lemos.
D Maria da Conceijo Lins de Souza.
D. Olympia de Gusmao Coelho.
D. Olympia AfTonso de Helio.
X>. Amelia Alves de Mendooja.
I). Olympia Lamenba Lias.
D. Olympia Lins de Barros.
D. Theodora de Souza Braga.
D. Maria Luiza de Souza.
D. Joanna Theodora Alves.
O coadjutor pro-parocho,
Ignacio Antonio do Re
a
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1A.RW M *IJa\MUCO. OLISTa FEIRA 2$ DI SETEMBRO M 1M1
Wt!Z
(3)
AV-a.
ktf mosphera
? .8 8 jB jS atigrado.
o
tu
COMMIECIO.
Praca do Recife 24 de
setembro de 1861. -
AlS cuatro Vi oras la tarde.
Cotaeoes da junta de corretores.
Cambios:
Sobre Londres-25 d/ por 1&000 90 d. vista.
Sabr Farlugal113. 114 e 115 0t0.
DescoBlos :
9 0[0 ao anno.
Da 15.
Descont :
9, 10 e 12 01O ao anno.
Leal Serpresidente.
Frederico Guimaressecretario.
so
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I Pranetx.
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A noite clara, vento ESE tonanca que gradnal-
terral e asslm ama-
ARE
mente foi rondando para o
ohecau.
0.9CILL.VQAO DA
Preamar as 0 h 30' da maohjaa, altura 4,8 p.
Baixamar as 3 h 54' da tarde, altura 2. p.
Observatorio do arsenal di marinha, 25 de se-
tembro de 1861.
Ro*AXO STF.PPLB,
. secretario.
irna hydre
mttriea.
ez.
O
9
OD
s*
2 3
*t
;s
s *
*

o
s
Edilaes.
Novo Banco de Pernambuco,
O banco paga o 7* dividendo de 12$
por accao, relativo ao semestre findo
em 31 de agosto prximo passado.
AllandcRa.
Rendimento do dia 1 a 24. 336:370*163
Iiam do da 25. 14.255S181
rteeife faz publico
municipes o o(ficie
A amara municipal d
para conhecimento de seus
abaixo transcripto,que recebtjuao Exm. presidente
da provincia, e convida-os 1 que, prestando toda
a atteticao para a recomo lendaco de S. Exc,
facam de soa parte quaato hes (or possivel psra
que a culturado slgodio, e do trigo oeste muni-
cipio se deseovolvs de modo que possa dar na
resultado satisfactorio, visto 5omo pelas diseoQes
que se tem manifestado oes Estados-Unidos da
America do Norte, a cultura deates gneros deve
necesariamente proporcioner grandes vaotagens
quelles que 6 ella se dedici rem.
A mesma cmara, pois, esc era de seus muni-
cipes que nao deixaro de a tender esta recom-
mendaco, empregmdo sei s esforcos para tSo
til Qm do qual grandes vaniagens devem resul-
tar para o paiz.
Pago da cmara municipal do Recife em sessao
ordinaria de 16 de setembro de 1861.Luiz Fran-
cisco de Barros Reg, presidente.Francisco Ca-
nuto da Bosviagem, offlcial
secretario.
Quarta sec(ao.Palacio dj>
nambuco em 10 de setembn
A cmara municipal da cidide do Recife j de-
350.625&34
Mevlmenlo da alfnndega.
Volumes entradoscomfazendas..
> > com gneros..
273
421
= 694
ve ter noticia das disencot
mente agitam os Estados-U
Norte, e que a guerra entre
de deixar de ter prejudica.de
os seus trabalhos agrcolas, r
mo fcilmente se comprehen
maior servindo de
governo
de 1861.
de Per-
s cms, que actual-
idos da America do
lies aleada, nao p-
grandemente todos
sultando d'ahi, co-
e. nao s a escas-
sez dos artigos de sua prodcelo, seo3o tambera,
e como consequencia necessaria a elevagao do
preco de cada um delles.
Sendo os Estados-Unidos da America do Nor-
te o paiz, d'oode se exporta a] maior parte do al-
godo, que alimenta as grandes manufacturas da
Volamos sahidos com fazendas.. 55
> com gneros.. 57
------112
Descarregam hoje 26 de setembro.
Brigue inglezBarckhillmercadorias.
Galera f rancezaBerlhmercadorias.
Brigue hamburguezOttoidem.
Brigue porluguezMirgaridaidem.
Escuna inglezaPrincipe Realfarinha.
Brigue hanoverianoJpitercarne dechsrque.
Polaca tiespanbolaIndiaidem.
Brigue brasileiroHeoriquesal.
Brigue americanoCashingcarvo.
Importai-to.
Brigue iDglez Barkhill, vindo de Liverpool,
consignado a James Ryder & C.; manifestou o
seguate :
1 barrica gouiuia do tiin. 1 caita liquido para
tirar nodoas, 3 barricas potassa : a Aguiar Kimus
&C.
266 barris manleiga, 31 caixas cha, 39 dilas e
4i fardos tecidos de algodo ; a J. Pater & C.
33 caixas e 26 fardos tecidos de aigod&o, 2 cai-
xas miudezas.: a Adamson Howie &C.
16 caixas phosphoros, 3 fardos lonas ; a J. II al -
liday.
3 caixas tecidos de algodo ; a Arkwright & C.
4 ditas tecidos de linbo ; a Kalkoiana & Ir-
tnos.
156 barricas farinha de trigo ; a H. Forster
&C.
10 caixas tecidos de algodo ; a Rostron & C.
11 ditas cha, 2 fardos tecidos de la, 15 tone-
ladas carvo de pedra ; a Soulhall Mellors & C.
100 saceos arroz, 25 barris manleiga, 10 fardos
e 5 caixas tecidos de algodo ; a Mills Latham
&C.
4 caixas tecidos de algodo e la, 3 dilas phos-
phoros ; a Henrique &. Azevedo.
2 fardos tecidos de la ; a James Crabtree &.C.
16 caixas e 5 fardos tecidos de algodo, 1 caixa
dito de linho: a Heury Gibsoo.
2 caixas colxas de algodo, 1 dita chapeos de
sol de dito, 1 dita dito de alpaca ; a Jo3o Keller
4C.
146 fardos e 100 caixas tecidos de algodo ; a
James Ryder & C.
2 caixas fundos para guitarra, 2 ditas phos-
phoros, 1 dita tecidos elsticos ; a Mello Lobo
&C
24 fardos e 4 caixas tecidos de algodo, 90 pa-
cotes cordoalha ; a Patn Nash & C.
25 volumes oleo de belmonslem, 70 fixos e 1
caixa lubos de ferro ; a ordem.
89 barras com 16 toneladas de teilhos de ferro;
a J. H. Hamsson.
90 feixes ps de ferro, 15 volumes ferragens,
20 ditos enchadas, 1 barril pregos, 100 pegas cor-
doalho, 3 caixas barbante, 10 fardos fenno ; a S.
P. Johnston & C.
Exporiafao,
Dia 24 de setembro.
Barca ingleza Athole, para Gibraltar, carr-
garam :
Patn Nash & C, 1:350 saceos com 6,750 ar-
robas de assuear.
Brigue portuguez Relmpago, para Lisboa, car-
regaram :
Jos da Silva Loyo Jnior, 90 saceos com
450 arrobas de assuear.
Barca portugueza Flor de S. Simo, para Lis-
boa, carregaram :
Carvalho Nogueira & C, 78 saceos com 390
arrobas de assuear.
Brigue inglez Danle, para Greenock, carrega-
ram :
Jos Mellozo Soares & Filho, 800 saceos com
4,000 arrobas de assuear.
Hecebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco.
Inglaterra, e bem
Brasil, a lula, que
deve necessaria-
Rendimento do dia 2 a 24.
dem do dia 25. .
25.258*475
747*376
26:0059651
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 24.
idem do dia 25. .
41 845*605
1:117*633
42952*348
MoTimento do porto.
Navio sahido no dia 25, *
Araeatyhiate brasileiro Invnciv*l, capit ao Jos
Joaquim Alves da Silva, atrgt varios gene-
ros.
Na houYram entradis.
Europa, e especialmente as d
assim o trigo consumido no
hoje perturba quelles estadok,
mente acarretar urna crise, ( ue de receiar nao
se faga esperar muito, por is 10 que, segundo iu-
formacoes minuciosas, se hs verificado que a
cultura do algodo naquelles paizes tem definha-
do coosideravelmente, e a exdortagao do trigo, e
de outros cereaes para o Brasil tem decrescido
tambem na mesma proporgo
Conviodo prevenir as seri. s difculdades que
semelhante estado de cousss 1 os pode trazer, vou
chamar sobre assumpto to in portante a attenco
da cmara municipal dacidaledo Recife, para
que, dando mais urna preva coieu patriotismo,
procure persuadir aos lavradares, seus munici-
pes, a convenienoia, ou antes] a necessidade, de
se promoveros maioresoala plossivel ; nao s a
cultura do algodo, que esta provincia j expor-
ta, mas nao em quantidade con espondente fer-
lilidade e propriedade do tern no, senac tambem
a do trigo, que to salisfac orismente produz
nesla provincia, como o tem ( emonstrado diver-
sas experiencias, pouaerauJu-' h9 n mesmo lem-
po a opporlunidade que as circumstancias ac-
tuaos lhes proporcionan) da auferirem grandes
vaotagens e lucros certos dosjei torcos, que empre-
garem nesse numero de indaslrias.
O nosso algodo, por sua i;ualidade superior,
goza do maior apreco e procura nos mercados es-
trangeiros, e o trigo, que agoia convm cultivar,
como urna medida de presencio, pode vir s ser
mais urna foote abundante d i riqueza, que, in-
demnisando generosamente < s sacrificios, que
hojb fizerem os nossos lavra lores, desenvolver
os recursos do paft e augmeitar do futuro o
bem estar da populaco.
Esta presidencia confia que a cmara munici-
pal do Recife, acompauhando o governo oeste
pensamenlo, se sentir bstente animada para
promover por lodos os meio i ao seu alcance o
maior desenvolvimeoto possivel da industria
agricola do seu municipio, re itivamente cultu-
ra dos dous gneros, que me tenho referido,
cumprindo que me d conh cimento de quanto
fr oblendo em desempenho das recommenda-
coes, que lhe ficam transmilti las Antonio Mar-
celino Nunes Gancalves.
De ordem do Illm. Sr. inspector interino
da thesouraria de fazenda ce Pernambuco se
faz publico, que tendo de pn ceder-se a arrema-
tado perante esta thesourcria do arrendamento
do terreno que existe devoluo junto ao edificio
em que funeciona o tribunal da relago, Gcam
marcados os das 28 deste m >z, e 2 de outubro
prximo futuro para a re'erida arrematago,
podendo as pessoas que a elle quizerem concor-
rer apresentar-se na mesma thesouraria, nos
mencionados das.
Secretaria da thesouraria < e fazenda de Per-
nambuco 24 de setembro de 1861.
Servindo de < fficial -maior,
Manoel fos Pinto.
Secretaria do governo de Pernambuco 20 de
setembro de 1861.
Pela secretaria do governo se faz publico, para
conhecimento de quem intersssar possa, que se
acham em concurso os offlciis de partidores do
termo do Limoeiro, creados pela lei provincial
n. 504 de 29 de maio deste anno, accumulando
um as funegoes de contador e outro as de distri-
buidor, aflm de que os pre te a den lea se habilitem
e apresentem os seus reqai rmenlos instruidos
na forma do decreto n. 817 de 30 de agosto de
1851 e aviso o. 252 de 30 d dezembro de 1854.
Antonio Leite de Pinbo.
A cmara municipal da cidade do Recife faz
publico para conhecimento de seus municipes
que recebeu do Exm. presii ente da provincia o
officio absixo transcripto, a > qual acompanha a
relago dos productos, que nodem ser apresenta-
dos noete municipio, 6 OSp
ram para que o convite do
produsa o desejado e (Te i lo,
todos os esclarecimentos, e
xilio, que della depender p
til ensaio, o qual ter lug
bro prximo futuro, como
officio de S. Exc. de 13 do
baixo transcripto.
Pago da cmara municipal do Recife, em ses-
so ordinaria de 16 de sete&ibro de 1861.Luiz
Francisco de Barros Reg (residente, Francisco
Canuto da Boa-viagem offiqial maior servindo de
secretario.
4* secgao.Palacio do averno de Pernambu-
co, em 4 de setembro de i 161.Devendo ter lu-
gar nesta cidade ao dia 2 c e dezembro vindouro,
no palacio do governo, um i expsicao dos pro-
ductos naturaes e induslrii.es desta provincia, e
das que lhe sao limilropi es, ou lhe ficam mais
prximas; de conformidad i com as ordena irape-
riaes, recommendo acamaba municipal do Reci-
fe, que, tazando chegar es a noticia ao conheci-
mento de todo* o* aeus municipes, procure por
todos os meios do seu alca ice aeima-los do de-
sojo de coocorrerem para a referida expsicao
com os productos, que alli pode* figurar eui
Chara especificados no cali a logo aonexo as ins-
trueges, de que remette ( incluso exemplar im-
presso ; fazeado-lhes essa cmara var as grandes
?aitagms, que hito de resollar da referida expo-
sigo, nao s4 para a agricultura, mas tambem
para a industria do paiz, como um dos msis con-
venientes meios de animagio para o desenvolv-
manto de to importantes foote de riqueza na-
cional, a que o governo presta a mais seria at-
twrcSe, contando com o concurso de todos os ci-
dados, e especialmente das municipalidades, no
empenho de preencherem por etfe modo um dos
prlncipaea flns de sua instituigio.Antonio Mar-
celttao Nones Gonealres.
4* secjo.Palacio do governo de Pernhmba-
co, em 13 de setembro do 1861.Declarando-me
o Exm. Sr. ministro da agricultura, commercio
e obras publicas em aviso, expedido em 19 de
agosto ultimo, sob n. 18, que a expsicao desta
provnola deve ter lugar no mez de novembro, e
nao em dezembro, como por engao se diz as
iastruscoei, de que remed a cmara municipal
da cidade do Recife um exemplar impresso em
officio de 4 do crtente, apresso-me a commuoi-
car a mesma cmara em additamento no meu al-
tado officio, que a exposigo ser abarla nesta
cidade no dia 7 de novembro prximo vindouro.
Antonio Marcellino Nunes Googalves.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprlmeoto da ordem do Exm. Sr.
presdanle da proviocia da 14 do correte, man-
da fazer publico que al o dia 17 de oulubro pr-
ximo vindouro estafa aberta a concurrencia para
o contrato da collocago de carris de ferro deno-
minadostrilhos urbanosa partir desta cidade
at a povoago dos Apipucos. O contrato ser
feito nos tersaos da lei provincial n. 518 de 21 de
junho do correte anno.
E para censtar se mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 17 de setembro de 1861.O secretario,
A. F. d'Anuunciago.
Secretaria do governo de Pernambuco
18 de setembro de 1861.
Pela, secretaria do goveroo se faz publico, para
conhalmento de quem interessar possa, que se
acham*em concurso os officies de partidores,
contador e distribuidor do termo 'da Escada,
creados- pela lei proviocia n. 504 de 29 de maio deste anno, aflm
de que os pretendentes apresentem os seus re-
querimeutos instruidos na forma do decreto o
817 de 30 de agosto de 1851 e aviso o. 252 de 30
de dezembro de 1854, no prazo de 60 das, con-
tados desta data.Antonio Leite de l'inho.
Pel capitana do porto da Pernambuco faz-se
publico o aviso abaixo, para conhecimento dos
navegantes Capitana do porto de Pernambuco,
25 de setembro de 1861.
O secretario,
J. P. Brrelo de Mello Reg.
AVISO AOS NAVEGANTES,
c Imperio do Brasil.Ministerio dos negocios da
marinha.
Pela secretaria de Estado dos. negocios da
marinha, faz-se publico para conhecimento dos
oavegantes, que a contar do dia 7 do futuro mez
de setembro deixar de acender-se a luz do anti-
go pharol do Cabo Fri, sendo substituida por
autra collocada no lugar denomiuadoFocioho
do Cabo, exlremidade sul da ilha do mesmo
aome.
A torre do novo pharol, que de forma cir-
cular, tem de altura 48 ps, e acha-se situada na
latilude de 23 1' 10" S., e loogitude de 41* 58'
0" O Gw. O pparelho de luz, que a corda, da
primeira ordem, do systema catoptrico, gyrato-
rio, apresentando 4 eclipses da duraco de 5" nos
6' que gasta para completar urna i-evolugo. O
foco luminoso acha-se elevado 470 ps cima do
nivel do mar. Finalmente esta luz, viva e bri-
lhante pode ser avistada, em noites nao nebulo-
sas, da tolda de um navio, na distancia de 25 mi -
Ibas, em um arco do borisonle de 225, isto ,
desde o rumo de N. E. magntico at o de 0.
a Rio de Janeiro.Secretaria de Estado dos
negocios da marinha, 30 de agosto de 1861.
O director gral.
Francisco Xavier BomUmpo.
O Dr. Bernardo Machado da Costa Doria, juiz de
direito da primeira vara criminal .substituto
da do commercio desta cidade do "Recite e seu
termo capital da provincia de Pernambuco pox
S. fil. I. eC, o Sr. .D. Pedro II, que.Dos
guarde ele.
Fago saber pelo presente que Jos Flix de Al
meida me dirigi.a petico do theor seguinle :
Illm. Sr. Dr. juiz docommercio.^-fz Jas F-
lix de Almeida, que devendo-lhe'Antonio Celes-
tino Alves da GUutia u quantls ae 3U1*570 rs.,
proveniente da coala de Iivros que vai junto
117*970 documento numero 1] das duas lettras
que vo juntas sob ns. 2 e 3 (356*600) e mais
27* [documento sob numero 4), oecessita o sup-
plicante a bem de seu direito que V. S. se digne
de mandar citar o suppli^ado para fallar aos ter-
mos de urna acgo ordinaria em que o suppli-
n| oaf de pedir-lhe a referida quantia e os
juros re^_tivos e cumu depois da inconciliacao
se teoha ausentado osupplicalo para lugar in-
certo, porm dentro do imperio, rquer o sup-
plicante a V. S. que, em visia do que dispe a
art. 45 do decreto n 737 de 25 de novembro de
de ireaoal de gerr, da comprar as $<-
toa segulntes:
, Para o hospital militar.
1 pan ella de tetro estanhedo de 12 galdes.
lditae do dito do 10 ditos.
4 da dtte dita do 8 ditos.
2 ditas de dte dito de 5 ditos.
t cassarola de ferro estanhadi de a. 12.
2di4aadadi(edlloo. 10.
1 ditas de dito dito o. 8.
Quem quier venderaes oojectos, presente as
suso propostas em aorta fechada, na secretaria do
onselho, s 10 horas da machia do dia 30do
corresta soez.
tala das sessoes de conselho administrativo,
para tbrnecimento do arsenal de guerra, V de
setembro de 1811.
Btnto /Mi Lamtnha Um,
Coronel presidente.
Francisco Joaqium Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Directora geral da instrueco
publica.
Paco saber de ordem do Illm. Sr. Dr. director
geral, que S. Exc. o Sr. presidente da proviocia
por officio de 23 do corren te, ha ver approvado a
deliberagSo tomada pela junta dos professores do
curso commercial Peroambucano em sesso do
dia 11, de prorogar-se at o ultimo de Janeiro
prximo vindouro, o prazo de que trata o art. 36
do regulamento interno daquelle estabelecimen-
to, de 14 de dezembro do anno passado, afim de
que possam os respectivos estudanles fazer os
exames de preparatorios a que esto obrigados.
E para qne chegue ao conhecimento daquelles
aquem interessa, mandou-se publicar o pre-
sente.
Secretaria da instruego publica de Pernambu-
co, 25 de setembro de 1861.
O secretario-interino.
Salvador Henrique de Albuquerque.
Crrelo.
Pela admioistraeo do correio desta cidade se
faz publico, para fios convenieptes, qu em vir-
usas do disposto do art. 138 do regulamento ge-
ral dos correios de 21 da dezembro de 1844 e art.
9 do decreto n. 785 de 15 de maio de 1851 se
proceder a coosumo das cartas existentes nesta
admiriistraco, pertencentes so mez de setembro
de 186(7, no dia 2 de outubro prximo, sll ho-
ras do dia, na porta do mesmo correio,' e a
respectiva lista desde j exposta aos ioteres-
achado nos campos do eogeoho Goararapes :.
quem se julgarcom direito iw dito cavallo, com-1
parece na mesma subdelegada, que provando lhe
ser entregue.
Subdelegada de lfuribeca 23 de setembro de
1861.0 subdelegado,
Jos Antonio de Albuquerque.
THFATRO
DE
Santa Isabel.
ULTIMA REBESEXTAt, VO
EMPREZA-GERMANO.
39* RECITA DA ASSIGNATRA.
Sabbado28 de Setembro de 1861.
Subir scena o ioteressanle drama em 5
actos, ornado de msica
D.CEZARDEB..
Toma parte toda a companhia.
Teminari o espectculo com a linda come-
dia em um acto.
Para,
Segu em direilura al ao dia 30. do correte o
patacho cEmulaco, capito Antonio Gomes Pe-
reira : para o que lhe falta^trata-se com Moreira
& Ferreira, ra da Madre ae Dos o. 8.
Baha
Soguea sumaca cHorteocia, capito Beichior
Maciel Araujo ; para o resto da carga qua Ida
hita e passageiros.trata-se com Azevedo i Mea-
das, ra da Cruz n. i.
sados.
Correij
1861.
de Pernambuco 25 de setembro de
1850 1 e 3* se digne de mandar proceder a
dita citagao por edilaes, sendo o supplicanle ad-
mitlido a justificar o allegado, passando-se os
edilaes, depois dejulgada por sentenca a justifl-
cajo requerida. Nesles termos requer e pede a
V. S. deferimenlo.Espera receber merca.O
advogado, Cuoha Teixeira.
E maisseno conlinha e nem outra alguma
cousa se declarava cm dita petico aqu trans-
cripta, na qual o meu antecessor deu o despacho
do theor seguinte :
Distribuida, como requer.Recife 27 de agosto
de 1861.Domiogues Silva.
E mais se nao continha e nem oulra alguma
cousa se declarava em tal despacho aqu copia-
do, por torga do qual tora feila a dislrbuico ao
escrivo que este subscreveu, e tendo o justifi-
cante produzido suas provas que mostraram a
ausencia do supplicado justificado e estando com-
petentemente sellados e preparados os autos to-
ra ni estes conclusos ao meu antecessor, que deu
a sentenca do theor forma modo e maneira se-
guinte :
Julgo por sentenca a prsenle justificado l-
tenla a prova dos autos; pague o justificante as
custas.
Recife 11 de setembro de 1861.Francisco Do-
miogues da Silva.
E mais seoao continha em dita sentenga aqui
copiada em virtude do qual o referido escrivo
fez passar o presente edital, com o prazo de 30
das pelo theor do qual chamo, cito e bei por
citado ao justificado Antonio Celestino Alves da
Cunha para que dentro do referido prazo com-
prela oeste iuizo para allegar i sua defeza por
todo o conteudo na petico cima transcripta, sob
pena de proseguir causa seus termos a sua re-
veiia, portaoto toda e qualquer pessoa prente,
amigo ou coohecido do referido justificado po-
der fazer scieote do que cima fica dito.
E para que chegue a noticia de todos mandei
passar ediUes que sero afflxados nos lugares do
costume e publicados pelmprensa.
Dado e passado nesta cidade do Recite de Per-
nambuco aos 21 de setembro da 1861, 40" da in-
dependencia e do imperio do Brasil.Eu Ma-
noel de Carvalho Paes de Andrade, escrivo o
subscrevi.
Bernardo Machado da Costa Doria.
ara que todos concor-
loveroo. da provincia
je est prompta a dar
ipresentar todo o au-
|ra que se reaiise to
T no dia 7 de novem-
faz certo o segundo
brrenle, tambem a-
Deelara^es.
O vapor Camaragibe que dovia
tirar hoje as mala para o Maranho,
transferio a sua-sabida para o dia 28 a
tarde, afim de ser portador das que da
Europa se esperara neste da.
O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
Correio.
Pela administrarlo do corro} desta cidade se
faz publico, que em virtude da convencao pos-
tal celebrada pelos governos brasileiro e francez,
sero expedidas malas para a Europa no dia Io
de outubro prximo, de conformidade com o an-
nuncio deste correio publicado no Diario de 29
de Janeiro deste anno. As carias sero receba-
das at 2 horas antes da que for marcada para
a sahida do vapor, e os jornaes at 4 horas
antes.
Correio de Pernambuco 25 de setembro de
1861.
U administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
Pela thesouraria provincial se faz publico,
que as arrematares dos contratos abaixo men-
cionados foram transferidos para o dia 3 de ou-
tubro prximo vindouro.
Reparos da casa em que funeciona o collegio
dosorphos de Santa Thereza em Olinda.
Rendas das casas pertencentes ao patrimonio
dos orphos.
Venda do piano do collegio dos orphos.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 19 de setembro de 1861 O secretario,
A. F. d'Aonuuciagao.
Consulado de Portugal.
Por este consulado se faz sciente, que todas as
pessoas, que sejulgarem com qualquer direito ao
espolio do finado subdito portuguez Joo Joa-
quim Correia, se deverSo apresentar dentro de 15
das com os seus ttulos em devida forma, sob
pena de nao serem posteriormente atlendidas
quaesquer reclamaces.
Consulado de Portugal em Pernambuco aos 23
de setembro de 1861.
Por esta subdelegada se faz publico, que
se acham recolhilos casa de detengo, ordem
e dlsposico deste juizo, o preto Eustaquio, que
diz serescravo de D. Thereza Zeferina Pereira da
Silva, moradora na llh dos Ralos, o qual roi
preso por suspeito de eslar fgido, e uo acto da
priso eslava armado de um caivete de mola e
um ccete ; assim como tambem esto recolhidos
os pretos Roberto e Igoacio, aquello por eslar
fgido ha 3 das, e nao dizer o nome do seohor,
e s dizer que escravo do engenho Pinamduba,
e este por suspeito de estar fgido, dizendo ser
escravo do lente coronel Nereu de S e Albu-
querque, sem que apreseotasse documento em
como vinha da casa de seo seohor para o Recife
como disse ; outro sim acha-se depositado um
prsncho grande e largo, em poder do Portu-
guez Jos Marlins Lopes, que diz o ter achado
amarrado no mangue : quem se julgar com di-
reito a taes objectos compreos, que provando
sero entregues.
Subdelegada dos Affogados 22de setembro de
1861. Jos Buarque Lisboa, subdelegado sup-
plente.
TeBdo a directora das obras, militares de
mandar concertar o telhado do hospital militar,
concertar 12 caixilhos, por 3 lionas em 3 lesou-
ras. pintar e caiar interna e externamente o edi-
ficio, assim como a botica, convida as pessoas
qne deste servido se quizer incumbir a apresen-
tar as suas proposta* na mesma directora nos
das 21, 25 e 26 das 10 horas da manha s 2 da
tarde, as quaes devem ser confrontadas com a
que apresentou Manoel Luiz Coelho de Almeida,
e ser o servido arrematado pelo proponente que
mais vsntagem offerecer a fazenda nacional. Di-
rectora das obras militares de Pernambuco 23
de setembro de 1861.
O escripturario,
Joo Monteiro d'Andrade Malveira.
O Illm. Sr. regador do Gymnasio manda
avisar aos pais, tutores ou correspondentes dos
alumnos internos, meio-pensionistas e externos
do mesmo gymnasio, que no dia 23 do correte
principia o recebimenlo dasmensalidades corres-
pondentes ao ultimo quartel, que se linda em de-
zembro deste anno. Secretaria do Gymnasio 21
de setembro de 1861.
O secretario, A. A. Cabral.
A thesouraria provincial, em cumprimento
da ordem do Exm. Sr. presidenta da provincia,
tem de comprar para o collegio dos orphos desta
cidade os objectos seguintes :
300 varas de panno de linho.
10 duzias de lencos brancos.
9 ditas de guardaoapus.
100 cobertores de algodo.
12 pratos travessos forrados de lou;a vidrada.
1 moioho de caf.
1 balance para pesar carne e pao.
21 bacas defolha pintada para lavar rosto.
24 pratos de folha para farinha.
4 bancos de 4 ou 5 varas do cumprimento.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suas propostas em cartas fechadas no correio
desta cidade, no dia 3 d' outubro prximo vin-
douro, pelo meio dia.
Secretaria da thesouraria provincial So Per-
nambuco 21 de setembro de 1861.o secretario,
A. F. d'Annuncivqo.
Ral
ou
Os apuros d'um esludanle.
Na qual a Sra. D. Manoela desempenha 4 dife-
rentes papis
Come;ar s 8 horas.
Sendo esta a ultima recita da minha empreza,
faltara por certo ao mais sagrado dever se nao
aproveitasse a occasio para dirigir o meu siocero
voto de agradeciraento ao Exm. Sr. presidente da
proviocia, pela conflao;a que em mim depositou
julgando-me habilitado desempeohar to im-
portante misso, bem como i Ilustre directora,
pelas maneiras delicadas com que sempre se
hiuve para comigo, e finalmente ao dislincto ad-
ministrador, cuja bondade jamis Gcar no olvido.
A ISo nobres cavalleiros, o muito que poderia di-
zer, nada seria comparando com o que de jus lhe
pertence.
O artista fadado a comprehender os seotimen-
tos para melhor exprimi-los, nao esqueceria por
certo a gratido que toi sempre a divisa dos
que presam a fidelidade no cumprimento ele seus
deveres. Ao terminar meus trabalhos sceoicos,
resta-me pois reiterar os respeitosos votos de es-
tima e simpathia ao publico peroambucano, a
quem peco desculpa de alguraas faltas commet-
tidasna ardua e espinhosa trela de agradara
todos.
COHPAMIA PEmiBUCAIU
DB
Navegado costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cau do Assu', Araeaty, Ceara',
e Acaracu'-
O vapor cJaguaribe, comrnandante Lobato.
sahir para os portes do norte at o Acaracu nc
dia 7 de outubro as 4 horas da tarde.
Recebe carga al o dia 6 ao meio dia. Eocom-
men las, passageiros e diuheiro a frete at o dia
da sahida as 2 horas : ^|criptorio no Forte do>
Mallos n. 1.
^seripte
Atsos martimos.
Para o Cear,
segu no dis 23 do corrale imprelerivelmenle o
brigue brasileiro Henrique, capito Antonio
Fernandes Loureiro ; quem nelle quizer carregar
a frete mdico, ou ir de passagiam, dirija se aos
consignatarios Almeida, Gomes, Alves & C ra
da Cruz o. 27.
L*les.
REAL fMPANHLl
DE
Paquetes inglezesa vapor
Al o dis 28 deste mez espera-se da Europa o
vapor Tyne, o qual depois da demora do costume
seguir para o Rio de Janeiro, tocando na Bihia,
para passagens ele, dever-se-ha tratar com os
agentes Adamson, Howie & C, ruado Trapiche
Novon. 42.
Cear e Acaracu.
Segu nesles dias o hiate Sobralense, capito
Rilas, recebe carga a frete e passascirns: a tra-
tar cora Cetano cynaco da Costi Moreira, ao
lado do Corpo Santo n. 23.
Para
Consolado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico aos devedores de impostos de decima ur-
bana, de 4 e 12 por canto sobre diversos estaba-
lecimentos, de 509sobre casas de modas, perfu-
maras, e chapeos estraogeiros, e finalmente o
imposto sobre carros, carrosas, mnibus, a ve-
hculos pertencentes ao anno flnanceiro findo de
1860 a 1861, que no ultimo de setembro corre-
te finda-se o prazo para o pagamento de seas
dbitos, ficando sujeitos os que nao pagarem, a
serem remetlidos para o juizo dos feitos da fs-
aznda.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco,
2 de setembro de 1861.-Theodoro Machado Frei-
r Pereira da Sjlvs.
Coiselho adainistrativo.
O conselho administrativo, peca foroeeimanto
Rio de Janeiro,
pretende seguir com muita brevidade o brigue
nacional Veloz, tem paite deseo carregamen-
to prompto : para o resto que lhe falta, trata-se*
com o seu consignatario Azevedo 4 Mendes, no
seu escriptorio, rur. da Cruz n. I,
Rio Grande do Sul pelo
Rio de Janeiro,
a barca brasileira Restauracoo segu com bre-
vidade ; recebe carga a frete e escravos para
ambos os portos : trata se com os consignatarios
Marques, Barros & C, largo do Corpo Santo nu-
mero 6.
O palhabote nacional Dous Amigos, capito
Francisco Jos de Aranjo, segu para a Baha em
poucos dias ; para o resto da carga que lhe falta,
trata-se com seu consignatario Francisco L. O.
Azevedo, na ra da Madre de Dos n. 12.
Para o Araeaty
A 27 do corrente.
Walter Thonpson, capito da barca ingleza
Colima, da qual consignatario o Sr. Henrv
Uibson, tara leilo por intervengo do agente
Oliveira, e conta e risco de quem pertencer, pre-
cedida a autorlsago do Illm. Sr. inspector da
alfandega e nomea;o de um empregado desta
repnrtico para o effeito nomeado, da porcao do-
forro de metal velho, que se aproveitou do cas-
co da dita barca por occasio do concert, que>
foi obrigadaa fazer neste porto em consequencia
do seu rcenle desastre :
Sexta-feira 27
do correle, ao meio dia em ponto, na porta de
detraz do armazem de fazendas do referido Sr.
Gibson, com frente para o caes d'Apollo.
LEILO
Sexta-feira 27 do correte.
J. P. Adour &C. faro leilo por iotervencSc*
do agente Pinto, com autorisarao do inspector
da alfandega e por conta e r3co de quem per-
tencer de urna caia com 60 duzias de enfeites-
de vidrilho para seohoras, as 11 horas em pont
do dia cima mencionado a porta da alfandega.
Transferencia
DO
Leilo de mercadorias
americanas.
Sexta-feira 27 do crvente.
Em consequencia de iocommodo o agente Au-
lunes far leilo no da27 indubitavelmeale do-
urna immensidade de objectos americanos, como
sejam : secretarias, carteiras. esleirs de diver-
sos gostos e de balancu, marquezas. riquissimas
camas de rica obra de lalha, malas; bahs o sac-
eos de viaeem obras de metal principe praleado-
sendoappareiho para cha e caf, galleteiras, co-
pos, campaiohas, cestas para fructas o fructeiras
porta-licores, ate. etc., lindos jarros com baca
de folha, balaogas, limpadores de ps, cestas com
necessarios para viagem, ricos estojos para bar-
ba, cabezadas com bridas, gamarras e chicotea
de diversas qualidades, solios e silhdes, candiei-
rospara gaz e azeile.caixinhas de msica, canas
com tarramentas, saboneles transparentes para
janellas.. reloglos de paredes e outros muilos ob-
jectos que se torna enfadooho mencionar, arados
grandes, carros de mo e carrosas, e carreloes..
machinas para corlar capim, ditas paro descaro-
Car milito, rehollse dous carros elegafftes e le-
ves para um ou dous cavallos.
Leilo
A 26 do correte.
O agente Evaristo autorisado pela proprietaria
levar a leilo ora bora sitio em Santo Amaro,
com o aliohamenlo para a ra da Aurora, o
qual tem perto de 200 cojueiros j em desfructo.
sapotis e muitas outras fructeiras, 2 vireiros
sendo um aiuda para acabsr, com muito b-.v
visla, poco para agua, com muito grande terre-
no de frente e fundo, grande casa de viveada eui
bom estado, livre de qualquer onus : os preleo-
denles podero ler os esclarecimentos do mesmo
agente, sendo o leilo as 11 horas do da cima
no armazem n.22 da ra do \igario.
LEILO
Quiata-feira 26 do correte.
O agent Antuoes tara leilo da armacao e>
dividas da luja perleocente a Joo Paula de Sou-
za, sita na ra eslreita do Rosario n. 17, no dia
cima designado as 11 horas em ponto.
Avisos diversos.
Santa
ra da
Expsicao.
A commissao directora da EXPSI-
CAO' agricola e industrial, que terV lu-
gar no palacio do governo no dia^T de
novembro vindouro, manda pelo pre-
sente fazer publico que no da 26 de
outubro prximo cotnecarao a ser alli
recebidos os objectos que tenham de fi-
gurar na mencionada EXPOSIQA'O.
Saladas sessdes da commissao 20 de se-
tembro de 1861.0 secretario,
Joaquim Pires Machado Portella
Por esta subdelega ca se faz setenta que se
acha depositado um cavallo caavaaho, equal f&ra
Recebe carga e passageiros o hiate
Anna a tratar com Gurgel Irmos, na
Cadeia do Recife n. 28 1 andar.
Para o Rio de Ja-
neiro
Pretende seguir com muita brevidade o brigue
escuua Joven Arthur, para o resto da carga que
lhe falta trata-se com os seus consignatarios
Azevedo & Mendes, no seu escriptorio ra da
Crus n. 1.
Barca Flor de S. Simo.
Sahe impreterivetmente no dia 29 do corren-
te para Lisboa e Porto, para onde recebe anda
alguma carga e passageiros: a tratar com Carva-
lho Nogueira & C., ra do Vigario r>. 9, primeiro
andar.
Rio de Janeiro
a vel lira e bem conhecida barca nacional Ama-
lia, pretende seguir com muita brevidade, tem
parte de sen carregamaato prompto ; para o res-
to qne lhe falta, passageiros e escravos, para os
quaes tem excelleotes commodos, tnta-se con
os seus consignatarios Azevedo $ Ueodes, n0
sea esciiptario rus di Gnu a. 1,
Exposigo
INDUSTRIAL,
A commissao encarregada
de convidar os Srs. membros
d^s corporacoeade artes e in-
dustrias, desta e da cidade de
Olinda, prepararem os tra-
balhos que pretendem apre-
sentar expsicao de 7 de no-
vembro, suppondo quealguns
desses senhores deixeui de
emprehender a reasaco de
suas ideas patriticas por
falta de meios, convida a
quelles que estiverem ues-
sas circumstancias a dirig-
rem-se, no mais breve espago
de lempo, a livraria n. 6 5 fc
da praca da Independencia,
afim de que a mesma prorno-
va a maneira de ajuda-lus
C
i


(*)
DIARIO M PlJUlMCO, 4- QUISTA
-r
se fazerem representar nessa
feata das cinco irmas, Ala-
go as, Pernatmbuco, Parahiba,
Rio-Grande-do-Norte e Cear.
LO IIIU4
Acham-se a venda na thesourana das
lotera* ra do Crespo n. 15 e as casas
commissionadas os bilhetes da segunda
parte da quinta lotera de S. Pedro
tfaityr de Olnda. A extraccao tera'
lugar impreter eelmente no dia quarta-
eira 2 de oulubro prximo. As sor-
tes de 6:000$ e 3:000$ serao pagas 3
dias depois da extraccao e as outras lo*
go a entrega das listas.
O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Attenco.
Em audiencia do Sr. Dr. jais de orphaos, do
dia 3 de oulubro prximo, s 11 horas do dia, se
ba de arrematar por venda em ultima praga,
requeriraento de Urcula Hara daa Virgeus, um
terreno coro casadepalha coberla de tenas, rom
30 palmos de frente, igual largura no fundo, e
com boas larangeirasflpu estrada de Joo Fer-
nandas Vieira, freguezia da Boa-Vista.
Sorvees.
Todos os dias de trabalho, das 6 1)2 horas at
8 horas ; na ra da Imperatfiz n. 3.
Modas.
Lindos vestidos e capelina psra casamento,
chapeos para meninos e mocinkas, escolhimento
de objectoe de modas para senhoras ; vendem-se
na luja de modas de madame Buessard Millo-
cha u, ra da Imperalriz n. 3.
Vndese urna escrava com vacias habilida-
des ; no pateo de S. Pedro n. 16.
Bales.
Chegaram loja de fizendas da ra da Cadeia
do Recite n. 45, esquina da ra da Madre de
Dos, novas saias balo de cordao para 3$ urna,
enfeites finos e bonitos a 69, borzeguins de se-
nhora para 49500, 50, 5*5(10 : na mesma loja
tem um completo sorlimeoto de calcado de Iran-
ia de Lisboa para homens, senhoras e meninos
Na padara da ra dos Pescadores precisa
e de um trabalhadorede um cozioheiro.
S* Jos d'Agonia.
O secretario da contraria de S. Jos d'Agonia,
roquejimenlo da commisso nomeada para or-
ganisacao dos novos estatutos, convida a todos os
seus irruios comparecerem domingo 29 do cor-
rente, s 10 horas da manha, no consistorio da
mesma, alim de em inesageral a commisso fa-
zer entrega dos seus trabalhos, e dar-se princi-
pio a discusso dos meamos.
Manoel Francisco dos Santos Silva.
Frederico Chaves aluga seu sobrado aito no
Poco da Panella, com muitos boos commodos
para familia, cocheira. estribara, casa para cria-
dos, jardim aoi lados, cacimb*. e bom terreno ;
^oem o pretender, pode-se dirigir-se a ra da
Imperalriz n. 19.
Deseja-se fallar ao Sr. Franc!sco Jos Cor-
reia Guimares, na praca da Iudependencia nu-
mero 22.
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o
I
o
a.
" B = jr-
O O I
26 Dfi SETEMBRO DE 1861.
O Sr. Joao de Freitas Barros quei-
ra apparecer na ra da Cruz n. 28,
escriptorio de Lima Jnior & C, para
receber urna carta vinda do Rio de Ja-
neiro.
Aluga-ae o sitio da Capuoga (do Roberto)
a margem do rio Capibaribe, tendo um grande
sobrado pintado, e forrado de novo, com cochei-
ra, estribarla, quarto para feitor, galinheiro, ca-
cimba com exceliente agua polavel, e urna im-
mensidade dearvoredos fructferos, tendo roais
urna exceliente balzs de capim, com caes a fren-
te do rio; quem pretender, dirija-se a ra Nova
n. 13, a tratar cwm Antonio Roberto & Filho.
*
Lines particulares,
_ Um rapaz habilitado prope-se alec-
cionar francez, inglez, grammatica por-
geza e arithmetica : a tratar na ra do
Cibug n. 3, segundo andar.
Para bailes.
Enfeites de llores para cabellos, os mais deli-
cados e modernos que tem apparecido no mer-
cado ; ven Je-se na ra do Queirnado n. 6.
Saques sobre Lisboa.
Manoel Ignacio de Oliveira <& Filho sacara so-
bre Lisboa : no largo do Corpo Santo, escrip-
torio.
Na travessa da ra das Cruzesj n.
2, primeiro andar, continuase a tingir
com toda a perfeicao para qualquer
cor e o mais barato possivel.
Sitio na Capunga.
Aluga-se o sitio na Capunga Velhs do Sr. Bar-
tholomeu Franeisco de Souza, perto do rio, e
com bastantes commodos ; cocheira, e quartos
para pretos.com arvoredo, parreiral, etc., etc.:
quem o pretender, dirija-se a rus Urg do Ro-
sario n. 34. botica. \
Claudio Dabeux faz sciente aos Srsl aman-
tes do Cscrmng que domingo 29 haver mnibus
s 6 1[2 da manhaa, e volts as 5 da tarde, e con-
tinua lodos os domingos e dias santos as mesmas
horas.
Importante
Aviso
Aluga-se
Veode-se muito barato ; na travesss do
do Paraizo n. 16, frente de amarello.
pateo
Milhoefarelonovo
muito barato ; na trave
. 16, frente de amarello
4,000 rs.
Veode-se milbo novo a-f sacca ; na ra
Nova n. 69.
Aluga-se urna bonita escrava, fiel o boa en-
gommaJeira, que abe tambero coziohar ; na ra
da Seozala Nova n. 37.
Precisa-se de urna ama para comprtr e co-
ziohar para casa de homem solteiro ; na ra do
Queirnado, loja n. 42.
Aluga-se o primeiro andar do so-
brado n. 112 da ra Imperial : a tra-
tar na ra Dreita n. 6.
Joo Jos de Gouveia %
qp com armazem de fazendas na ra do @
^k Queirnado o. 29, esquina do Collegio, Gjk
avisa ao respeitarel publico que ha re- !
formado o seu eslabelecimento, sorlin- *B
^ do-o tanto em boa qualidade como em ^
a gosto, com as melhores fazendas ingle- a
^ zas, francezas, suissas e allcmes, achan- w
^ do-se disposto a vende-las o mais bara- @
^ lo possivel, e por isso convida aos seus &k
^ freguezes e ao publico em geral para o S
vS? honrarem com a sua concurrencia e *&
O abaixo aslignado participa ao respeitavel
publico, que estando em sua casa morando de
favor, Paulino Herculaoo de Figueiredo comoj
sleve por outra vez, e como se intitulasse cai-
xeiro no Diario de 24 do correte, nao o sendo
mais, sim estando em minha casa por favor,
como provo com pessoas que o sabem e como o
dito Paulino me cobrasse algum dinhero offere-
ci-lhe disso a porcentagem de cinco por ceo-
1o e como relirou-se de minha casa aviso a nao
*agarem-lhe conta minha.
Romo Senpiao Guimares
Avisa-se
aossenhores devedores da loja de miudezas da
ra da Imperalriz n. 49 que foi arrestada a Hy-
Jarino Soares da Silvera, que venham quanto
antes pagar a importancia de seus dbitos na ra
da Concordia n. 61, do contrario vero os seus
ornes pelos joroaes desta cidade al que salisfa-
U0MPANHI4DA \1A FRREA
DO
Recife ao Sao Franciscos
(limitada.)

Do dia 1* de outubro de 1861 at onlro aviso
tavero doos trena para Escada, nos dias de tra-
alho que parliro.
De manhaa :
Da Escada 6 horas.
Das Cinco Ponas as 8 horas e 30 minutos.
De tarde
fia Escada as 2 horas.
fias Cinco Ponas as 4 horas e 30 minutos.
Nos domingos e dias santos haver o trem do
coaiume.
AietgnadoB. H. Bratnah,
Sucerintendente.
O Sr. acadmico do terceiro anno
Joao Jos de Moura Magalhaes, quetra
apparecer a ra das Cruzet n. 44, se-
gundo andar.
Aluga-se o primeiro andar do so-
brado da ruada Imperatriz n. 40, a
tratar no menno.
um andar com frente para a ra dos Pilos e fun-
do para a da Roda n. 23, o qual tem duas sa-
las, dous quartos, terrajo, cozioha e sumidouro
para aguas servidas, com entrada para ambaas
ras; a tratar na praca da Independencia n. 22.
Advertencia.
O abaixo assignado avisa aos seus devedores
que se da data deste a 8 dias nao forero satis-
fazer seus dbitos tero o desgosto de serem
chamados juizo, visto o abuso de franqueza
que os mesmos tem frito para com o mesmo
abaixo assignado ; adverte mais que s se emen-
de com os de coala antiga, assim como tambem
se eotende este com os que tem penhores de
ouro, sendo a maior parte delles sem juros, e os
que tem, sao os mais razoaveis possiveis, pois
foram tomados mais por fazer favores do que
por inleiesae.
Recife 24 de setembro de 1861.
Antonio Procopio de Souza Barcellot.
Alugam-se duas casas novas na estrada
dos Afilelos, junto ao Maoguiaho, c l/ein SSSim
duas baixis de capim : quem pretender dirija-se
ao mesmo lugar, primeiro sitio de porto de
ferro, ou ra das Cruzes o. 41.
O Sr. Joi Dernardino de Vascoocellos Co-
imbra tem urna caria vinda do sul: na ra da
Imperalriz n. 12, loja.
Precisa-se de urna mulher de meia idade
para ama de pequea familia : na ra do Hospi-
cio n. 62.
Genaro Milo, Pedro Paulo Hilo, Joo Mlo
e Miguel Carrelo, subditos italianos, retiram-se
para fura do imperio.
Aluga-se o segundo andar da ra do Ran-
gel n. 10, com commodos para pouca familia :
a tratar na mesma.
r A pessoa que annunciou por este jornal de
24 do corrente querer 800#000 com seguranza
de um predio nesta cidade, dirija-se ra D-
reita o. 5i, loja.
Aluga-se o sobrado de um andar e loja da
ra Imperial n. 45, e no mesmo se vende um
telheiro e um bom forno muito proprio para
qualquer eslabelecimento, advertiodo-se que o
dito sobrado se acha limpo e aceiado: a tratar
no mesmo.
Um homem estrangeiro, mestre de refina-
do de assucar e perfeito na sua arte, cfferece-se
para qualquer fabrica : a tratar na ra do Tra-
piche n. 28.
Quem precisar de um menino com idade de
14 aonos para caixeiro de taberna, o qual j tem
alguma priiica, dirija-se a travessa do arsenal de
guerra n. 13.
Precisa-se alugaruma ama de boa condu-
la para coziohar e comprar para casa de familia :
na ra da Imperalriz n. 22, primeiro andar.
Lava-se e engomma-se com perfeicao e
aceio por prero commodo : na ra dos Quar-
leis n. 12.
Aluga-se urna cabra com 25 annos de ida-
de, sadi, sabe engommar, coziohar e lavar, lem
assim urna outra livre, pessoa capaz, com as
mesmas habilidades ; na ra da Praia, no pri-
meiro aodar n. 31, que ah as ver, e ajustar.
O abaixo assignado faz sciente aos credores
eos devedores da taberna n 11 da ra da Santa
Cruz, que desde o dia 14 do corrente mez qu
deixou a sociedade de Rios & C, Qcaodo sobre a
posse de Frederico da Costa Rios, logo nada mais
tem com dita casa.
Joaquim Clemente de Lemos Duarte,
Vendem-se 2 caballos de estribara e.3 bes-
tas de roda ; a tratar na ra da Senzali Velna n.
13i, do primeiro andar.
Alugam-se 2 ou 3 pretos propios para todo
e qualquer servico : quem precisar, procure no
hotel Trovador, que ahi se dir quem os aluga.
Offerece-se um moco portugaez para cai-
xeiro de cobraocaa ou escriptorio, tem boa forma
de letra e d fiadores a sua conduela : quem
precisar queira ter a bondade annunciar por este
jornal.
Oflerece-se urna mulher de meia idade para
ama de qualquer casa : quem precisar, dirija-se
a ra dos Pires n. 19.
Antonio Henrique Rodrigues vai a Portu-
gal, e deixa por seus procuradores os Srs. Ma-
noel Nunes da Silva e Theotonio Feliz de Mello.
L. Margo!, subdito francez, vai para as pro-
vincias do norte.
Roga-se ao Sr. Francisco de Viveiros di
Costa Amorim, natural da ilba de S. Miguel, fi-
lho de Francisco de Viveiros e de Maria de S.
Jos Francisca d'Alagoa, ou a algn familia
que Ihepertengt, o favor de dirigir-se a esta ty-
pographia parase^lhe dar noticias ds parle de
urna atranca que lhe tocou por morte d seus
pas.
Veode-se a taberna da ra de Hortaa n.
15, bem areguezada tanto para a torra como pa-
ra o mato ; a tratar na mesma.
J. Roberto, subdito ingles, retira-se para a
Sabia. i
Na loja de;4 portas da ra do Queirnado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
manto de roupas feitas, para cujo fim tem mon-
tado urna officina de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfeito mestre vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhartoda e qualquer obra que se Iba
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade tos
Illms. Srs. offlciaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fardos com superiores preparos
e muilo bem feitas, tambem trata-se fazer o ar-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinos que de
l vieram ; alm disso faz-se mais casaquinhas
para montara, frdelas ou jaqueles, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de eata-
do maior e de cavallaria, quer seja singelos ou
bordados a espequilha de ouro ou praia, tudo ao
gotto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
esiylode Combra aonde se fazem as melhores
eonhecidas at hojo, assim como tem muito ricos
desenhos a matiz de todas as cores propries para
fardamenio de pageos ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
arrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiancando
que por tudo se fica responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
dia que se prometter, segundo o syslema d'onde
veio o mestre. pois espra a honrosa visitados
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B
recebeu um completo sortimento de gollinbaa d
missanga, sendo de todas escores
A Uencao
Ra Nova
n. 15.
O preto Miguel Antonio Roberto encarrega-se
de limpar diversas ras desta cidade, para o qual
recebe assignaturas dos Srs. que quizerem as
frentes de suas casas limpas, com especialidade
os commerciantes, pode ser procurado a qual-
quer hora em casa de seu senhor, ra Nova n.
15. Assignatura 2# mensaes, devendo principiar
do Ia de outubro em dianU.
O agente de leiloes Vicente Ca-
margo declara ao respeitavel publico
que o Sr. Marcolino Antonio Alves de
Brito, nao esta' mais incumbido a re
ceber as suas contas desde o dia 21 do
corrente.
O bacharel Gusmo Lobo, promotor
publico e advogado. pode ser procurado
em casa de sua residencia, ra do Ca-
bug n. 61 D.
do corrente anno,
vapor Iguarass
au-
um
No dia 22dejlho
sentou-se de bordo do
mulato.criado, de nome Faustino, idade de 21 a
22 annos, pouco mais ou menos, natural da cida-
de da Granja e de propriedide do Sr. Jos Anto-
nio de Barros, residente all, cujos signses sao os
sesuiotes : alto, corpo regular, cor amarellada,
cabellos carapinhos, nariz proporcionado, bocea
grande, beicos grossos, bon* deotes, malfeito de
ps, anda sempre bem vestido e penleado ; o
supracilado mulato anda pela ra da Aurora in-
titulando-so forro : roga-se as autoridades poli-
ciaes e capiles de campo a appreheuso do pre-
diio mulato, e leva-lo ao largo da Assembla "o.
12, apgundo andar, ou em casa do Illm. Sr. cora-
mendador Manoel Gonculves da Silva. Gratifica-
se com 500.
HW MMSMB eWStteSMISMSeWEI
Apurado gostoJ
i Gurgel k Perdigo.
Receberam pelo ultimo paquete francez
superiores vestidos de seda de cores, de
diiTerentes gostose feitios, manteletes de
K novo modelo, capas compridas a prophe-
t* ta o mais rico e moderno que tem vindo
a este mercado, superiores cortes de
cambraia bordados, leques de madrepero-
la de diversos precos, todas estas fazen-
das existem em pequea quantidade,
experiencia para ver se agradam no mer-
cado : na ra da Cadeia loja n. 23.
Por barato preco.
Colxasdela e seda proprias para ca-
ma e cobertas de piano a 5, faienda
que pela qualidade vale 159, gollas e
manguitos de fusto, ditas de cambraia
H de linbo a 3$ o par, puohos e gollas de li-
g nho ou de fuslo bordados proprios para
K roupao a 39, saias balao de madapolo a
ata 3$ : na loja de Gurgel & Perdigo, ra da
E Cadeia n. 23.
Oflerece-se
urna ama para cosnhar e comprar em casa de
homem solleiro ou de pouca familia : na ra Di-
reita n. 46.
Carvalho.Nogueira di C. na ra
do Vigario n. 9, primeiro andar, sacam
sobre Lisboa e Porto.
Li va se e engomma-se com aceio
e promptido : na ra das Aguas-Ver-
des sobrado de um andar n. 21.
Becco da Boia n. 2.
Loja de roupa feita.
Caf e Lunch.
No terceiro andar, ta mesma casa faz-se
comida para pensionistas,
por prego muito commodo.
Aluga-ae o primeiro audar do sobrado da
esquina da ra Bella n. 37: para ver e contra-
tar enlenda-se com Jesuino Ferreira da Silva,
as horas do expediente da alfandega.
Aluga-se o armazem do sobrado n. 62, si-
to na ra da Guia : quem o pretender dirija-se
a ra de HortaS n. 14, que achara coso quem
tratar.
Aluga-se urna casa terrea com muitos
commodos, quintal murado, cacimba, porto pa-
ra o rio, propria para se passar a feata, na po-
voaejo do Monteiro : a tratar na ra do Queirna-
do nT 36, loja de ferragens.
Quem precisar de urna criada portugueza
para o servico interno de casa de familia : diri-
ja-se ra de Apollo o. 37, terceiro andar.
Quem precisar de urna ama para todo o
servico para casa de homem solteiro, menos ta-
rar, engommar e nem comprar na ra, porm
iodo dormir em casa: dirija-se a ra ora de
Santa Rita s. 34.
Jos Garcia da Silva retira-se para o Rio de
Janeiro:. quem for delle credor de qualquer
quantia queira apresentar-se-lhe documentado
na ra da Queirnado o. 7, dentro de tros das,
que sera satlsfeilo.
4os seuheres acadmicos.
Na bem conhecida lojadoleaode ouro, de Jo-
s Goncalves da Silva Raposo, ra do Cabug n.
2 C, receberam-se ltimamente, chegado da Eu-
ropa, as mais ricas fitas de gorgurao do diversas
larguras, proprias para cartas de hachareis, e as-
sim como para irmandades, asseverando-te ven-
der mais barato do que em outra qualquer parle,
por vir em direitura : a ellas, antes que se
acabem.
O bacharel Witruvio po-
de ser procurado na ra
Nova n. 23, sobrado da es-
quina que volt, para a
camboa do Carmo.
^99f 99999999999)9999999999
Aiugam-se duas das memores casas no
Cachang : a tratar na ra daPax n. 42.
A commisso liquidadora dos cre-
dores da massa do tallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aos Srs.
devedores a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commisso todos os dias uteis das 10 ho-
ras da manhaa as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commisso roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a obrigue a laucar
mSo dos meios judiciaes ou do jornal
para haver essas importancias de que
sao seus devedores.
Na ra do Apollo n. 24, segundo
andar, aluga-se urna escrava de boa con-
ducta que seja perfeita cozinheira.
Aluga-se a casa da ra Imperial n. 75, pro-
pria par negocio ou moradia : a tratar na ra
do Hoodego n. 47.
Quem precisar de um caixeiro de hsrma-
cia, queira annunciar por esse Diario.
Eu abaixo assignado declaro que de boje
em diente assignar-me-hei por Manoel Goncsl-
vesde OliveiraSantos, visto haver um com igual
nome. e juntamente faz sciente ao respeitavel
publico e aeus amigos, que se acha estabelecido
com loja de fazendas na ra da Cadeia do Re-
cife n. 50- A.
Recife 23 de setembro de 1861.
Manoel Gongaloes dos Santos.
Pede-se a um senhor morador da ra do
Raogel, que ha 58 dias est para dar urna quan-
tia queoutro pagou por elle, e qne tem entreli-
do com ter a receber grossas quantias de onze
diversas pessoa, importando em mais de dous
contos de ris, todas pessoas respeitaveis, etc.,
queira mandar terminar este negocio de urna
fez, para nao dar lugar a outras explicacoes.
Jos Baudel, subdito Francez, retira-se para
fora do imperio.
Aluga-se o segundo andar do sobrado n
d7 na ra do Amorim ; a tratar ua ra da Csdeia
n. 62, segundo andar.
Precisa-se alugar um sobrado de um andar
no bairro de Santo Antonio, que lenba commo-
dos para familia ; na ra do Imperador n. 67.
Aviso.
Precisa se fallar com o Sr. Jos Hara da Costa
Pinto, a bem de seu interesse, no escriptorio de
Guilherme Carvalho & C.rua do Vigario n. 17.
Alugam-se o segundo e terceiro andares
com sotaoda casa da ra do Trapiche n. 44 ; a
tratar no mesmo armazem de fazendas.
.OSr. Francisco Antonio da Silva tem urna
carta vroda do Rio de Janeiro, na ra do Tambi
numero 15.
Ra Direita esqui-
na da travessa
deS. Pedro ni6.
Rlquissimo sortimento
de lamancos moda do Porto com mais perfeicao
e a mesma seguranza, assim como lamancos de
todas as qualidsdes para senhora, home-m e me-
nino, que se vende tanto a retalho mo peque-
as e grandes porgos, pnr manos lBu ao que
em outra qualquer parte.
Casa para alugar.
Na ilha do Retiro, Passagem da Magdalena, a
primeira que se acha destacada, a melhor do lu-
gar, tanto pelos commodos, como por estar na
melhor posico : a tratar na ra Nova n. 38, loja.
Aluga-se urna casa com excedentes com-
modos, com grande silio com arvoredos, cacim-
ba com bomba, tanque, cocheira e estribara, a
qual est edificada com frente para a principal
estrada, e miito porto d cidade : quem preten-
der, dirija-se a ra da Cadeia n. 9.
A commisso liquidadora dos credores da
casa do fallecido Manoel Buarque de Macedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou contas de Irnos, que se diri-
jis com os seus ttulos ra da Cadeia do Re-
cite n. 26. primeiro andar, das 10 horas da ma-
nhaa s 2 da tarde, para serem verificados e cas-
siOcadOB pela referida commisso
Sitio muito fresco.
Aluga-se ou vende-se um sitio na Torre,
margem do rio, com boa casa de sobrado muito
bem feita, com bastantes commodos, estribara
para 4 cavados, cocheira para carros, casa para
feitor, cacimba com boa agua de beber com bom*
ba de puxar agua, fructeiras da diversas quali-
dades, capim para 3 ou i cavallos, bom banh do
tio, silio mursdo, ete : quem pretender, dirija-
se a ra Nova n. 15. primara andar.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n.
11 da ra das Cruzes, llmpo e asseiado, para
pequea familia ou escriptorio, por .nao ter
grandes commodos: a tratar no caes do Ramos
n. 10.
Cheguem
BARATA UU LIQUIDAR
Na ra da Imperatriz n. 40,es-
quina do becco dos Ferrei-
ros, loja de Manoel Jos
Guedes de Magalhaes
Sedinhasde quadros de todas as cores e muito
encorpadas, covado a 720 rs., corles de cambraia
brancos com 3 ordens de bordado a 39, ditos com
3, 4,5 e 6 babados de diveraaa coros a 39500,
ditos de Urlaiana com 3 babados a 2g500 e 3,
ditos de cambraia de seda a 59, baldes de 14 a
40 arcos dos melhores que tem apparecido a 3$,
3*500 e4#. ditos para meninas de lodosos lma-
nnos,cambraieta franceza muilo fina.peca a 79500
e 8, cassas com salpicos brancos e de cores, co-
vado a 240, pecas de cassa de salpicos brancos e
de cores com 8 lrt varas a 39500, cobertas de
froco matizadas para cama a 99, chales de froco
com ponta redonda e borla dos mais modernos a
89, ditos de lia e seda a 29500, ganga amarella
muito boa, covado a 240, cambraia de cor muito
bonita, covado a 300 rs., alpacas de cor para ves-
tido, covado a 320, popelinas, riscadinhos para
vestidos de senhora e meninas, covado a 300 rs.,
liras bordadas a ponto inglez de todas as largu-
ras a 19280,19440,19600 e 29, manguitos a ba-
lao com gollinba para senhora a 2 e 39, chitas
francezas flnes e cores tizas, covado a S20, 240,
260 e 280 rs., cambraias de seda de cores enfei-
tada a 540 rs., ditas de forro de olio vara* a
peca a I96OO. e outras multas fazendas de barato
preso.
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso, Santos & C. sacam e tomam
squea sobre a praca de Lisboa.
r
v
Attenco.
Santos Cminha irmaos lando sem diversos
annencios por este jornal pedido aos devedores
da massa de Camioha & Filbos, A salisfsco de
aeua compromissos, e nao tendo sido attendidos,
declarara que teem autorisado ao Sr. Joaquim
Anastacio da Cunha para cobrar amigarel ou ju-
dicialmente a importancia das contas constantes
de urna relaco que entregaran) ao dilo Sr. Joa-
quim Anastacio.
Precisa-se de ums ama de meia idade para
todo o servico de casa de pouca familia : na ra
dis Cruzes o. 22.
ATTENCO.
Faz saber Manoel Joaquim da Silva Maia a to-
dos os seus freguezes, que queiram comprar ba-
hus e malas foles pequeos e grandes, todas es-
tas obras bem feitas e debaixo dos preceilos que
competen) a estas obras. O mesmo offerece a sua
loja a qualquer ufficial de bahuleiro ou a oulra
qualquer pessoa que queira vir com os freguezes
a examioarem as minbas obras, assim como fago
saber a lodos que dizem que eu trabalho com
couro salgado virem a minha loja para recebe-
rem des mil ris (10$) por cada palmo que na di-
la loja enconlrarem : na ra do Imperador nu-
mero 71.
. Precisa-se de um rapazinho que tenha pra-
lica de taberna e afance sua conducta : na ra
Nova n. 48.
Urna pessoa que se retira para fra permu-
ta por fazendas um predio que rende 1 por cen-
lo ao mez, visto a falta que ha de dinheiro : a
quem convier, dirija-se a esta lypogrephi em
carta com as eniciaes M. S.
Offerece-se um mogo para caixeiro de ta-
berna, ou para escripia de qualquer eslabeleci-
mento, com bastante pratics e tem muito boa
lettra, e d bom conhecimento da sua conducta :
a tratar na ra dos Martyrios o. 36.
CabelleireL
Na ra da Cadeia do Recife
n. 55. primeiro audar.
J. Godofredo, artista cabelleireiro acaba de es-
tabeler-se na ra da Cadeia do Recife n, 55, pri-
meiro andar, e ahi enconlraro os freguezes o
aceio necessario no desempeoho de sua arte.
Recebe encommendas de cabelleiras, meias di-
tas, chinos, marrafas, enchimentos para bandos
crescentes, trancas para anneis, trancelins, ca-
deas, braceletes etc., etc. Cortes de cabellos e
trizados, lavagem de caberla com a exceliente
agua imperial.
O Sr. Francisco Antonio da Silva tem urna
carta vinda do Rio de Janeiro: na ra do Tam-
bi o. 15.
Sacam sobre Lisboa
Aranaga, Hijo & 6., ra do Tiapiche
Novo n. 6.
Aluga-se urna preta escrava para ama de
leite, que tem com abundancia, e muito cari-
nhosa para meninos, quem precisar dirija-se
ra do Crespo loja n. 20 de Adriano^ Castro.
A bem regulada polica
De tres cousas necessita ;
Verdade, e proximidade,
E cumprida a ordem risca.
Sem verdade nada serve,
Porque na rellgiao est :
Assim a proximidade
Para com justica obrar.
Nao havendo estas cousas,
E' melhor nao ser vvente ;
Porque condemnado est
Toda a pessoa que mente.
Policia mal entendida,
Com mentiras, e sem razio,
Arraslam muilas desordena,
E socego nao ha nao.
Attencjo.
Jos Vez de Oliveira, natural da freguezia de
Santa Maria Magdalena de Gouvlnhas, na pro-
vincia do Douro, em Portugal, assislente do Rio
de Janeiro, na ra do Hospicio n. 42, declara
que tendo nesta provincia de Pernambuco, um
seu to de nome Joaquim Pereira da Cruz, e
nao tendo sua familia receido noticias suas ha
muito tompo, motivo porque o coosideram talvez
fallecido; nesta incerteza roga o especial obse-
quio alguma pessoa que o conhe;a ou tiver
conhecido, de dar algumss ioformscoes a respei-
tO, nesta Cidade de Pernambnm, em rain do
Sr.- Acercdu & Mendes, ra da Cruz n. 1.
Rio de Janeiro 10 de setembro de 1861.
CURATIVO.
Molestia syphilitica.
Altesto que as Pilulas Paulistanas do autor
Carloa Pedro Etchecoin, de S. Pauio, tem sido
applicadas a atgumas pessoas de minha casa, e
curou tambem dous pretos de molestias syphili-
ticas em poucos dias ; e pela minha fraca opi-
niao assevero que produzem rpidos resultados,
principalmente para os humos#s.A. B. Quartim.
DEPOSITO GERL,
119.Ra do Parto119.
RIO DE JANEIRO.
Alten^o.
Todas as pessoas que eslo a dever quantias
antigs ao estabelecimento de seceos e molhados
o largo do Carmo, esquina da ra de Hortas n.
2, tenham a bondade de mandar pagar seus d-
bitos, do contrario teio de ver seus nomes nes-
ta folha.
Precisa-sede urna ama para comprar e fa-
zer o servido de cozinba : ua ra da Cruz 47,
primeiro andar.
Aviso-
Os mnibus Apa do largo do arsenal e Beija
Flor parliro para Iguarass domingo 29 do cor-
rente, as 4 horas da madrugada, para a festa dos
Santos Cosme e Damio e voltaro quaudo os
passsgeiros concordaren) : os bilhetes vendem-se
na ra do Crespo loja da esquina n. 8.
A abaixo assignada tendo obtido duas seo-
tengas seu favor no juizo de orphaos desta ci-
dade, as quaes foi reconhecida ilha natural do
finado Estevo Casado Lima, cujas sentengas fo-
ram confirmadas por accordo do superior tri-
bunal da relaco em data de 21 do corrente mez,
vem de novo prevenir ao respeitavel publico (j
o tendo feito no Diario d Pernambuco de 24
de novembro do anno paasado), e a quem con-
vier, para que ao depois se nao chame a igno-
rancia, que os bena deixados pelo dito seu pai, *
hoje partilhados entre os demais herdeiros, eslo
augeitoa a nova divisao, para prefazer o quinh&o
hereditario da mesma abaixo assignada, pelo que
nao podem ser alienados os referidos bena sob
peni de nullidade. Recife 23 de selemhro de
1801-iloaa CauUIda ue Lima.
Joseph Acito e Vicente Acito, Italianos, e
Alexandrina Maria, Brasileira, retiram-se para o
Cear. -
Acha-se justa com o Sr. Claudino Jos dos
Santos, herdeiro de Domingos Jos dos Santos,
por compra, a casa n. 111, da ra Imperial (ater-
ro dos Afogados) : quem a mesma possa obstar,
no prazo de 3 dias dirija-se ra larga do Ro-
sario ns. 15 e 17, ou annuocie.
Preeiss-se de um exceliente copeiro: na
ra do Vigario n. 2.
Lilteratura brasileira
OBRAS DO BACHAREL
M. A. Alvares de Azevedo.
NOVA EDICAO'
3 voluioss en 8 encadernados i 2$000
Recebem-se assignatura*psra esta obra ate o
flm do correle mes, na livraria econmica ao
p do arco de Santo Antonio, depois o prego se-
r de 16$ para os nlo assignantes.
Precisa-se de um caixeiro que entenda de
taberna, e que d informacoes de sua conducta :
na roa da Imperalriz o. 4.
Cintos.
No armazem de fazendas de J. J. de Gouveia
ra do Queirnadon. 29. existe um variado sor-
timento de riros e modernos cintos douraaos e
ditos de seda bordados primorosamente a ouro.
Precisa-se de um menino portuguez para
caixeiro de urna taberna na cidade .-aja Victoria
tratar na padaris da ra Direita o. 84.
Escravo peca.
JVJeD?"M um molque. muito boa peca, de
idadelO aunos.sem defeito algum : quero pre-
tender dirija-se ra do livramento n. 22 aue
achara com quem tratar.
Enfeites para cabeca.
No armazem de fazendas df J. J. de Gouveia
ra do Queirnado n. 29. vendem-se lindos en-
feites de cores do ultimo goito.
Na noite de 21 do corrente desde o
iheatro al ao Hospicio sitio n. 10, per-
deram-se duas almofadas de um carro !
roga-se a quem as schou manda-las
entregar no referido silio ou na ra do
Trapiche n. 4, primeiro andar, que se-
r gratificado.
Accidentes epi'eplicos.
Alporcas.
A m polas.
A reas ( mal de) .
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou extenua-
do
Debilidade ou falla de
torgas para qualquer
cousa.
Desinleria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidade no ventre-
Ditas no 6gado.
Ditas venreas.
Enchaqueca.
He'rysipela.
Febre biliosa.
Ftbi'e interrailen'e. I
Vende-se
Urna burra de ferro com pouco uo,
-or pr^cocommado : no escriptoto da
/ua, da Cadeia n. 3, das 9 horas a* 4 da
tarde.
SYSTE1A MEDICO DE H0LL0W1Y
PILULAS HOLLWOTA.
Este nesiirnavel especifico, composto inteira-
mente de hervas medicinaes, nao contera mercu-
rio nem alguma outra substancia delecteria. Be-
oi gno a mais tanra infancia, e a compleicio mais
de/icada, igualmente prompto e seguro para
desaneigar o mal oa coropleisao mais robusta-
6 enteiramenle innocente em suas operacese ef-
fetos; pois busca e remove as doencas de qual-
quer especie e gto por mais amigas e tenazes
qu? sejam.
Entre milbares de pessoas curadas com este
remedio, muilas que j estavam s portas da
morte, preservando em seu uso conseguiram
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do inultimente todos os outros remedios.
As mais affliclas nao devem entregar-sea des-
esperarlo; fa$am um competente ensaio dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para^qualquer das seguales enfermidades :
Febreto da especie.
Golta.
Hemorrhoidas.
HyJropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammacoes.
Irregularidades de
mensiruaciio.
Lombrigas de teda es-
pecie.
Mal de pelra.
Manchas na cutis,
Abslrue$o do ventre
Phlysica ou consurnp-
o pulmonar.
Retenjo de ourina.
Rheumaiismo.
Symptomas secundario.
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo ( mal) .
Vendern-se eslas pilulas no eslabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na lojs
de todos os boticarios droguista e outras pessoa
encarregadas de sua venda em toda a America
do Sul, Havana e Hespanba.
Vendem-se as bocelinhas a 800 rs., cada
urna dolas contem urna instruc^ao em portu-
guez para explicar o modo da se usar destas pi-
lulas. r
0 deposito g-aal em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Crus n. 22 em Per-
nambuco.
* Consultas medicas.
Sero dadas todos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escriptorio, ra
'a Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas
da manha menos aos domingos sobre:
l.8 Molestias de olhos.
2.* Molestias de corceo e de peito.
3. Molestias dos orgos da geracao e
do anus.
O ezame dos doeutes ser feito na or-
dem de suss entradas, comecando-se po-
rm por aquelles que soiTrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos, acsticos e p-
ticos sero empregados em suas consul-
I ta;6es e proceder com todo rigor e pru-
C dencia para obter certeza, oa ao menea
probabilidade sobre a sede, natureza e
causa da molestia, e dahi dedozir o plano
de tratamento que deve destru-la ou
curar.
Varios medicamentos serlo tambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeiraqualidade,
promptido em seus effeitos, e a necessi-
dade do seu emprego urgente que se usar 2
a delles.
m Pralicar ahi mesmo, ou em casa dos
- doenles toda e qualquer operado que
julgar conveniente para c restabeleci-
mento dos mesmos, para cujo fim se acha
prvido de urna completa colleccao de
instrumentos indispensavel ao medico
operador. V
KdieseMM Mwts wwiseiewecieg
Pijblicacoes do Instituto Ho-
meopathico do Brasil.
THES01R0 HONEOPATHirO
OU
VADE-MECUI DO UOMFOPATHA.
(Segunda edic^o consi-
deravelmente augmen-
tada.)
Diccionario popular de medicina ho~
meopalhico
PULO CR.
SABINO 0- L. PINHO.
Continuara as assignaturas para estas obras a
20*000 em brochura at dezembro. Desse lempo
ISwftDle ,Mi*n,torM 8erio !? r.
Ba de Santo Amaro (Mundo Novo} n. 6.
-



DIARIO HBNAMOUimL -Jjmik IEUU i6 M SET1MBRO DI 1861
>
i
36,
PROBiSSISTA
<5)
ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
PROGRESSIVO
/M/nll '80C10qUJe/0,do armazen> Progresso, faz sciente aos seus fre-
?ma d eParad0 a sociedide que tinoa com seu mano, acha-se de uovo estabele-
Z S t l *C^lad0S, armaz*ns de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes
t ^ nf,'rtBS/i' Pal0Ie"eira daSva; o primeirona razo de Dnarte Souza, e osegundo
?ud ?a /Alm"da*Sllva:etesestabelecimentos offerecemgrandesvanfagensao pu-
blico, nao s na littipeza e asseio com que se acham montados, comoem communidade de
! m'S,13 que Par?,sso resolvern, os proprietarios mandarem vir parte de seus gneros
Uvern seue<
apreciadores destete ge
em ceixinua* de cito libras, as melhores do mercado a 2#000 e a 400 rs. a libra e caixa de urna arroba a
7000.
iTaMedSn A 5' Pr^ qUfl PT1 COmprar em oulra ^V P"le Pr M0 desejando os proprietarios acredi-
que pot Sr 2 ^''"" ^uam e V^V qu"dade de gneros vendidos em seus armaseis, a assim j pod2 ver o
ducom? vfcLm L i000"" rm Pr P6830" Pueo P'"c". I*" destesestabelecimentos, quesero to tem 8e vi-
EatSlC?'8' M CeeM DUf,' Charem COnlMrio de noss08 nuncios, sim fundados as v.utagens que ornos
SmZTZIE71S 6S d' W' 8ei*re8 d'' who e w*" 1- <*' ->, 5us commendas prhneira vez, LdiZu
S& ".u,,Bi"i Pis PM isso -fuP os proprietarios forc, para bem servirem aquellas pessoas que equeLem nossos
^^m? ?ileZa e,Paci,lman.le collhida a 900 rs. a libra e em porcio lera abatimento, recommenda.se aos
ero ^ue mandem ao menos experimentar, serlos de nada perderem pois para isso confirmamos o que levamos dito.
nWmTraaCeza a melhor do mercado a 640 rs, a libra e em barris a razao de 600 rs. a libra
Ptvkh, ntnfi!lkret0 me,hr d merCad de W70 a 2*800 e em PorSo ler +****, a boaqualidade.
r resimiu IiamDre nglez hamburguez a 900 rs. a libra e em porcio a 800 rs.
resun OS portllguezes vindos do Porto de casa particular a 560 rs. por libra eioteiro a 460 rs.
/*; dS meU,0res utores i Lisboa premiada as exposices universaes de Londres e Pars a 18800 a lata.
Caixas com estrelinha pevide e rodinha -rnnA.
f ata* Ha amAvaa F^viue e roumua a 7000 a caixa e800 rs. a libra eem porco ter abatimento.
p iaa UO ttUiei* francezas com cinco libras a 4&000 e 1&000 a libra.
FaSSaS em caixinlwsdeoito lib
Ssssur^r*superior -em -'7* '*'
ErvUhM Ce2aS IngleZ>S C Prlu8Mas o. oo r, tnm.
Lata com Kxinha dTsda t '" *** """ *"* "" pr'ar""! '"e ,e" ** Km^-
Vinho .,mf,, D I dedive-M!quUMM, a nuito no., HM50. .grr.f. 13,7u1a Po"<'fi"-e. "'. Crcavello, Madeira secca, Fnloiia .Cmnes a 1*200 a 1J300
Pera em aixas d" 'd'8" q"a'd*"B """,m Poru"!*1 J' 70'l001" '*"
Coritas JH* ^ ffir^ 5&.' ""a6" ""^ *6*' ?*" "M' "*-
Cafrdomo't^ltX^r:
Frasees de amendoa ...ri. '"*
Vinagre braM0, melhot l^J^"".''" *'"' M'em "0,b" e'"ei,,d"e e!"pe"<" ,""i'la,",'3*eM' "n-
Lombos J. ** 6"f 256 ada.
Vinhe Bordeax'XTr TZT""' "*"* "*"* D,e""" qM !e p6de dM^' dm' '289 '"
Maso rio lnm.u 7 e 800 "* d 85 '0 .
Banba de porci fiZT 7' "U "'""^ "" d li'bM ^'' f ii *. *
Cervejas das mefcor^^mareas "Z ^ "'" TT" 'm "''lib" > b"rtl-
Doce da goiaba da casca ^m caixao. ... por5o a 900 rs.
^nonL PUrtfiCad a a0 a 8fa e'98000 a caixa com 12 garrafas.
UOgDJIC a melhor qualidade que temos no mercado l000 a garnrfa e 108000 a duzia-.
pfSSf r de,H0ailda a 600 "' fsco e 68500 a frasqueiru-om 12 frescos. W
balites IlXadOS p.ra denlesaSOO e 160 rs. o m^o com SO m.einhos, e flora 280 rs.
dem do gaz a WOOO .grezae280 aduziadewixas.
AzeTt^nas mairupe"r que temoslido no merMdoPor,u8uez- *~Phoi *.** de 18a i2oo Ute,
"SmKllSr^^ ^'e--do. nosso merejo a 1,200 eancoreta do Porto, e a 18600 es da Lisboa.
Alni*t "" rS" UbM e em porso l8fa a bamewo-
* o ma.s hopo eros^qunciados encontrar o p^iceum completoeortimento de ludo tendentes molhados.
II
a 18280.

o mais
A-lm dos
Padaria.

-A'Uga-se a padaria da ttav^ssa do Tires, a qual
s.a prompia de tudo, com muito booscommo-
Cos e est anda trabathande, sendo seu aluguel
?"n30,Bai : 8 ,r"tar Darua da Se,Ka,a N-
Manoel Airea Guerra a*ca
Janeiro.
sobre o Rio de
q IT ^,u8*e ,uma casa na-ra doNoguecra com
lSlT^o"[!kcaziQbto" a lralar flarus
jPara mbar.
Ua porcio de roluloa para caixa de charutos
por pjo -mu com modo, dito* parablicas di-
tos em braBco. devoto das dores, economa da
vida hnat8, ^rammatica porlugiieza do Sr. Cas-
tro Nuaw, anthmetica do mesma, cartas de ABC
taboadae, calheeismo da doutrioa chrislaa, oeve-
l'Jo/^Th0X 4* Conce;io, dit. da Senhora
Sant Adm, dita da Senhora do.Cn-mo, trezeoj
de Saoto Aotonio, mez de Hara, cartas de en-
terro pauUe de difiranles largura* e grossurao.
camiJho do co. contendo alem da novena d
Nossa Seohora da tPenha muitoa versos e deo-
$5ea importaatea : na ra do Imperador n. 15.
Aluga-se a lojado casa da ra do Codorniz
n-<. lugar proprio de concurrencia par* deposi-
to &u laberoa, co&viado, existe na meama urna
arowco de taberna, que se vender per mdico
preso; e tambea. se luga o segundo sudar da
meamai a tratar na ra do Vigario n. 8, primei-
ro andar ou segundo com o proprietaiio.
Naa-uaDireita, sobrado n. 33, defronte do
Sr. Jos Lu, faz-ae docea de diversas qualda-
des, e tem tambem aeccos e d calda, faz se po-
de-ls e boloa para quaiquer cresente, com ca-
pellas, rasaos, flores, tudo de alilnins, tambem
se fazem bandejas de bolinhoa de diversas arma-
5oei com figuras, Utas com letreiros, tudo com
perfeigo e ommado prejo, tambem se faz pas-
tis de nata, pudias, arroz de leite, doces 'ovcs
B jalea* de sabitaocia.
Atten^o.
1. ,. Ditouche tem a.honra de annunciar ao
publico e principalmente aos Srs. logistas, que
eet moraado em Pars, e que se eoearrega de
mandar qualquer encommen^a que se he flzer
por precd razoavel: quem quizer se tilisar de
seus servfcos, procure as-informaeoes eem o seu
irmaonajFua Nova n. 2-2.
O Dr. Antonio de Vaaconcellos Heoezes de
urummodd1 acha-se prompto para o exercicio de
*".* Kfcl"0 fe ''Oo-eiB todos os dias uteis
das io hdras da manhaas A da tarde, no seu es-
cnptonoJ ra do Imperador n. 43, primeiro au-
nar, e Rija deesas occasies, e para osos argn-
tea, o. leu domicilio na ra do Hospicio o. 17.
"~ Aldga^ee urna casa em Beberibe : a tratar
com J. fl. :. ao Reg, na ra do Trapiche n. 34.
rracisa-se de urna ama.forra ou capUva pa-
ra prestjr-ae ae trrico de cozinhar e comprar:
na ra do-Imperador n. 37, segundo ndar-
Eseripierio de advocada.
O bacbarel A. R. de Torres Bandeira contina
no exertieio da su proflssao de advogado.e of-
ferece-e para desempenha-Ia lauto nesta oidade
como em qualquer eulro ponto pars que o cha-
mem : pode ser procurado em sua residencia, na
rua d0 tmparador, sobrado n. 37, tgundo andar.
entrada direita.
f Ka*' WSS*5S SSBSitS
s
st.
MIL
expsicodecandieiros
ECONMICOS
>0 &%%.
Oproprietario deste estabelecimento avisa ao
*abieo que contina a ter um riquisatmo e va-
ris vtl torlimeaiode candieiroa para todos osser-
Tttoi que se precisar, como um rende deposito
vfz da me'nor qualidade que tem apparecido,
eei|erimentado palos compradora, condecidos
verdajeiramente econmicos.
Csodieiros econmicos a gr.
Candieiros econmicos a gai,
Candieiroa econmicos a gaz.
i Candieiroa econmicos a gaz.
andieiros econmicos a gaz.
Ja rua Nova o. 30 24,
\
8
Dentista de Fark
I 15Rua Nova15
fredericGautier,eirurgiodentista,faz
todas as operaces da sua arte ecoHoea
denteeartificiaes, tudo com asuperiori-
d>df P,rfeico que as pessoeaentendi-
asibereconhacem.
Tem agua e psdentifriciosate.
Loja.
Aluga-e a loja da rua Direita o. 87, com sr-
U,C!-' f.ropla P"r" <>ua',iuer estabelecimento,
nao Se olhando a preco : tratar na loja da rua
do Queimado o. 46. de Ges & Bastos
-- O abaixo assigoado, como liqqidatario da
exlincta aociedsde e firma de Ferreira & Cruz
faz publico, que tendo de ser vendido o engenbo
Santa Luzu, nm escravo e urna scrav, em l*i-
lao publico, para pagamento dos credoro. tudo
com autorisagio do Exm.Sr. juiz do commercio
O abaixo asaignado antecipadamanle convida a
todas ai pessoas que pretenderen, comprar o dito
engeOho e adquerir urna linda propriedade por
ser muito perlo desta praca, a irem ver e exami-
nar, para no da que for marcado definitivamente
poderam estar completamente habilitados: e pa-
ra ver o preto e a preta, podem dirigir-se re-
tn acio da rua de HorUa n. 7, e para todas asin-
tprnajoei que foren precisas.
PQt9 4lMidGr8i.'
~ Meuron & C., mudaram seu de-
posito de rap area-preta, do primeiro
andar n. 23 da rua da Cruz para o ar-
mazeu n. 19 na mesma rua.
OSr. Brasiliano francisco de Pes Brrelo
tenha a bondade de vir fallar na loja do relojoetro, na rua Nova ji. 21, visto tgnorar-se
aonde e mesmo aeohor mora.
trabinete medico cirurgico. g
a Rua das Flores n. 37.
Serio dadascoosiltaa medicaa-ctrurgi- m
9 cas peto Dr. Eslevo Cavalcanl de Albu- S
9 querque daa 6 as 10 horas da manhia, ac-
sj cudindoaos chamadoacom a maior *re- I
9 vidade possivel.
I Partos.
2.0 Molestias de pella.
J 3. dem dosolhos.
9 *.' dem dos orgaoa geaitaes. S
9 Praticaroda e qualquer operaco en Z
t aeu gabinete ou em casa dea doentes co- i
9 forme Ihea r. mais conveniente.
^ajaj 5
--- Precisa-sede3:500^ por um
no, dando se por hypotheca um predi
nesta eidade ; a deixar carta com a ini-
cial F.. aa livrariasBla praca da Inde-
pendencia n. 6 e 8, com todas as
diccSes.
*au' tiesas, subdito france
Dar fora do imperio.
ELIXIR DE SALDE
Citrolactato de ferro
UnUo deposit na botica d Soaquim Martiiiuo
Aa Crux Crtela & C, tua do Cabng n. U,
tm Pernam\>uco.
com o nom^dreliir3 ^SSl^tuT^11"0 apr"ent8 hje ""' D" prepar85lde ferro
riad.p,:rmc.v KaKS's 5.3: c^prrhVnr^^iri1^?!?^^^ **-*
va
dada.
a necessidade e impoitancia de urna tal varie-
auando^e/u^.tT biecl de ?lultJaportancia em therapeutica; um progresso im
Sedes oar.' ti2 "i "h"6061* d med'cameDlo. o torna gradavel, (acil e possivel par. t
raaaes p.ra todos os paladares e para todos os temperamentos.
menso,
todas as
r----------. r.._ ,^s os temperamentos.
com0oMr7rT\Ft"?x"T?i6 '.e"0 al. hJe conhecidasnenhuma rene lio bellas qualida-
auaa d e'"d >-lactaclo de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-seem urna pe-
eefflldvV nL nJTa PrmpU 8 f2C\ d!8oluC*o o e.tomago. de modo que completamente
S5e^eflu.tim.SfdUIIr por,cau8a da ,acUn. 1e contem em sua composigo. a constipado de
ventrefrequentemenle provocada pelas outraa preparacoes terroginosas. Vh
auhUnri. !*? n"" (ualdaae8 em ?ada Iteram a sciencia medicamentosas do Ierro, que sendo urna
wSSShr^l^ii^^ a- HPOd,e dispeu"a em ua tlinica. de ncompaavel ulilidade
que S;.io o n2rmare.d,PnrTPKiedade8 taef' qu0 P",ico P0Ma P^screver sem receio. E' o
medicamento JeS! hu nril""'1? Cm a PrePa"Cio do citro-lactacto de ferro. Assim este
Suata?nr-H?,Z!mhT Primejr.lu8 entre as numerosas preparacoes ferruginosas, com o
menso roveUn". UZSTSt d,9l!ncl 9" <> 'em ens.iado. Tem sido empregado como im
hemnrrh.J.i "V a '" ** laDu,deM chlorose paludas cores ) na debilidade ubsequenle as
onibidad n.. Ld;T.8hV!.qUe aPP"cem depoiadaa intermitentes d. incontinencia: de urinas
?An.-1 *J Perol" brancas, na escrophula. no rachitismo, na purpura hemorrhaaica na
:''" mol"l,a8 graves na chloro-anemia das mulheres grvidas, emto os o casos
c"l08 c.arrgn?/!vCfanTPbreC,d T,Cado *,hi^ ffw5" chronca., c.cheii. tuber-
euris! cancroaa' yP1"1*. excessos venreos, onanismo e uso prolongado das precaocoes mer-
medlt/m*ntarn?*?'.'eDd0 m" Requemes e sendo o ferro a principal substancia da que o
conhecimentn d? hm.nPH.ra d^ekr- al0r do cit'o-lactato de ferro merece louvores e o
uar do "rro .h"dade, por ter descoberto urna ormui. pela qual se pode sem receio
Consultorio medico-cirurgico
3--W3ABA GLOR1V CASA DO \3TDAO-3
Consulta por ambos os sysleraas,
nanii.. W?10 ^ lem de T* 08/emedios do seu estabelecimento nao se confundam com os de
recaucia^*Y? "ed de S 86mpre fozaram e gozam P'oprieUrio tem tomado
dostooa5 aal m!I .!" Dme ?^ l0dos 08/olu'o. Revendo ser considerados como falsif.ca-
!?ar aJeirf tar mJr ri^?m aPresenlad08 se esU marca, e quando a pessoa que os mandar com-
l mq.rc."o^S o0.ree?ome"CO,DPanh"r *"*""* aMg"da Pe, ^ Lb M,a0Z0 e em Pa"
M^i.Jliro Am : aCaba de recebe.r de Fran5 g"nda por$ao de tincturs de acnito e belladona re-
mp^8.nde,KUmma,mporUnc"ecuJasPrP^ conhecidas que os mesmosrs
mdicos allopathas empregam-as constantemente.
irascustarao a
clientes
19 o vidro.
tem commodos
m de alguma
promptido, como sabem todos
Os medicamentos avulsosqur em tubos qur em tinctu
. m PrP"elano lestei estabelecimento annuncia a seus clientes
lufficieoles para receber alguna escravoa de um e outro aexo doentes ou que precise
opera^ao, affiaocaudo que serao tratados com todo o disvelo -------****
aquellas que i tem tido escravoa na casa do annunciante.
n. n^.8liUasa ma8D"da **. a commodidadados bnhos salgados sao oulras tantas vanta-
gens para o prompto restabelecimenlo dos doentes.
e de taM.^^^Hi^ifL6?18'^' fon\. a">?ciantedevem procura-lode manhaa at 11 horaa
:.dA7d!.Mda? ed?hftD: ^%?ee dtrFiio,aro!el,"ioc"apessoa com quem 8epodera -
Dr. Lobo AJoscoso.
CONSULTORIO ESPECIAL H0ME0PATH1C0
DO DOLTOR
n SABINO O.L PINHO.
Lilia de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos oa dias uteis deada as 10 horaa
at meio dia, acerca daa aeguiates molestias :
molestia* dai mulhertt, molestiat da crian-
cas, moUttiat da pe*, moiettas dot olhos. mo-
lestia syphiliticas, todas as especies de febres
febres intermitientes e suas conseqvencias,
'axaaucu bspkoul hohbopatbica.
verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
naradoasom todas as cautelas necessariaa. in-
? .fIei,B ,eu8 effeitos, tanto em tintura, como
Sfeai? P PreC" mai* comn,odo8 P8"
N. B. Os medicamentos do Dr. Satino sao
nieamante vendidos em sua pharmacia; todos
que o forem (era della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas do ua>
tmpreaso com um emblema em relevo, teudo ao
redor aa aeguratee palavraa : Dr. Sabino O. L.
Pinno, medico bwwileiro. Este emblema poato
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
da. As carteira* que nao levarem esse impreseo
asim marcado, emboratenham na tampa o no-
mo do Dr. Sabino sao falsos.
Preciaa-ae de:900ft com aeguranra em um
predio de maiorvalor em rua principal desta ei-
dade. pagando-ae o premio mensalmente, tam-
bera se consignar a pessoa que der o dinheiro
m a 15 rorl saceos com assacar por commiiso
convenciooada : a quem convier anuuncie.
Ahtga-se urna encllente casa de
campo com todas ^$ commodidades de
familia, com sitio grande, cocheira, es-
tribara etc., a casa construida ha poa-
co tempocom ierraco a roda, sita *
entrada do Poco: a tratar om os pro
prietarios N. O. Bieber & C, uccesso-
res, rua da Cruz n. 4.
G ompras.
an-
io
con-
na
do
ir, retira-se
Comprase moedas de 20$ :
rua da Cruza. 48, pagase mais
que m outra qualquer parte.
N> rua da Cruz n. 48, cempra-se
moedlae de 20^|pagando-se mais do que
em outra qualquer parte-
Compra-se
cabellos compridos.
Na rua do Queimado casa de cabelleireiro.
AVISO
Compra-se na rua da Cruz do Recite
armazemn. 63, unto ao Corpo Santo,
moedas de ouro de 20.
iCompram-se moedas de 20 a 20*700: na
loja da rua do Queimado o-. 4o.
Compra-se urna preta e urna mulata que
sejam pereitas cozinheiras, engommadeiras e'
A0el^lra/ snVua da Cruz n. 1, eacriptorio de
Azevedo & Ueodes.
~iL ^a fua do Oueimado n. 6, loja de fazeodas
por bauo do cabelleireiro, compram-ae moedas
de ouro de 16* e 20, e libras sterlinas.
Comprara se moedas de ouro: na rua No-
- Compra-ae urna eacrava de cor prata ou
mulata, de 18 a 20 annoa de idade, e que seja
perfeila coslureira e engommadeira : na rua da
Aurora taberna n. 48.
Roupas feitas ba-
ratissimas,
NO
armazem de fazendas e
roupas feitas
DE
Raymundo C. Leite Alrmo,
N. 12Rua dalmperatrizN. 12.
Veste armazem que ora se acha bastante sortido
de roupa feita da todas as qualidades, tanto pa-
ra homem como para meninos, se esto vendendo
as mesmaa por baratissimos precos, como se-
jam : sobrecasacoa de panno fino, obra ioteira-
mente boa por ser feita a moderna a 25$000, di-
tos de panno superior, obra do melhor que se
PO^e Oesejar a 3oooo, palito, de oaeemir* flooa
a 188000, ditos sacos, obra de moderno goslo a
120O0, ditos de meia dita a 6*000, coletea de
caseroira de cores fiuas a 4*500, dites de brim
de,!;?!;l8 e. branco a 2f!500, calcas de dito finos
a 3J500, 4*000 e 5*000, paletos casacos de alpa-
ca obra muito boa por ser de alpaca fina a 88000
dito dito sacco a 3*500 e 4000. uniformes d
casemira a ultimo gosto, sendo preciso notar que
sao de casemira finissiraa a 26S000, camisas
franceses peilo de linho muito finas a 35*000 a
duzia ; havendo tambem militas oulras fazendas
e obras feitas, as quaea todas se vendem
precos muito commodos.
Vende-se um terreno com 38 palmos de
freole e 150 de fundo, com 4 meias-aguas de
pedra e cal, no campo-verde rua da Tratco:
quem o pretender dinja-se ao mesmo lugar, ta-
berna n. 44.
Fimileiro e vidraceiro.
Grande e nova officina.
Tres portas.
31Rua Direita31.
Neste rico e bem montado estabelecimento en-
contrarao os reguezes o mais peifeilo, tem aca-
bado e barato no seu genero.
URNAS de todas as qualidades.
^2],r^RI?? que "''m com o Jacaranda.
J#uirn.R,4Scde. l0d08 lan"h<>-
SEMICtiriAS idem idem.
BACAS idem dem.
BAHUS idem idem-
ddLItA em 98i"8 dc todas s grossuras.
PRATOS imitando em perfeico a boa porcel-
lana.
CHALE1RAS de toda? as qualidades. '
TANELLAS idem idem.
COCOS. CANDIEIROS e liendres para qual-
quer soriimento. H
uiu1.080? de'od08 8 t8manhos. mandando-se
I i?" a c,dade. em toda a parte.
Kecebem-se encommendaa de qualquer natu-
reza concertos, que tudo ser desempenhado a
contento.
3^500.
Arroz de casca.
Vende-se superior arroz de casca novo a 3*500
a arroba^: no armazem de Francisco C de Aze-
vedo, rua da Madrele Dos n. 12.
O rival sem segundo, na
rua do Queimado n. 55
defronte do sobrado no-
vo, est vendendo tudo
bom e baratissimo,pois
j tem dado provas de
suas boas fazendas, e
por precos que admi-
ram, a saber;
Caivete para aparar penna a
Ditos com 2 folhas muito finos a
Frascos de macar perola muito fino a
Dito de oleo muito fino a
Tranca de laa com 10 varas, bonitas co-
res a
Franjas de la com 10 varas, bonitas co-
res a
Sapatos de tranca de algodo a
Ditos de dita de 13a a
Caixas com iscas para charutos a
Cartas de alneles sorlidos francezes a
Caixas de ditos ditos a 80 rs. e
Escovas para lmpar denles muito finas
200 rs. o
Duzia de facas e garfos, cabo prolo a
Massos com grampas muito boas a
Cartes com clcheles a
Ditos com ditos de superior qualidade a
Dedaes de ac para senhora a
Satoneles muito grandes a
Apilos de chumbo para criao;a a
Rialejo para meninos a 40 rs. e
Eofiadores para vestidos, muito gran-
des a 60 rs.e
Sapatinhos de lia para meninos a
Anda tem urna variedade de miudezas quese-
ra enfadonho menciona-las, pois so vista que
se pode apreciar as qualidades e os presos.
Madapolao
Vendem-se pecas de madapolao fino entestado
a 3g, pecas de cassa para cortinado com 20 varas
a 9, ditas com 10 varas a 4*500, ditas a 3*. ditas
decambraiasde caroxinbos com 17 varaa a 8*-
dilas com 8 112 varas a 4JL ditas brancas e d
cores a 3, ditas de cambraias brancas a 1*600,
ditas linas a 2*000, 3 e 3500, ricos cintos e en-
feles para senhora, de diversas qualidades, cor-
tes de cambraia de babados a 3 e 3*500, saia
balo de 20 e 40 arcos a 3 e 3*500 : na rua da
Imperatriz, loja de 4 portas o. 56, de Magalhes
& Alende?.
80
320
200.
100
200.
8C0
1500C
lg280
40
100
200
400
3*500
40
20
40
100
200
20
100
80
400
por
A loja da bandeira *
[Nova loja de funilem) da
Vendas.
HUA MUDA
40-Rua do Queiioado-40
Reos manguitos de cambraia bordados, a ba-
i"0,-M.* ,uoerior I"6 ha n mercado, vindos
no paquete francez de 13 do corrate mez, e
tambem um grande sorlimento de cbaresde me-
rino de todas as qualidades.
Arado s'amencano te machina-
paialaTarroupa:emcideS.P.Jos
m\99 4 C; rua daSeozala n.tfi.
rua da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos da Fonseca participa a
todos.os seus reguezes tanto da praca
cmodo mato, ejuntamente aorespeita-
vel pubhoo, quetomou a deliberafao de
bajxar o prego de todas as suas obras, por
cujo motive tem para vender um grande
sorlimento do bahs e bacas, tudo de
differentesaa.snanhose de diversas cores
em pinturas.,* juntamente um grande
[aortimento de diversas obras, contendo
enheiros e gstelas compridas, grandes
e pequeas, machinas para caf e cae- i
ca para conduur .agua grandes e peque- j
Baa, lataa grandes para conservar fari- i
nha e regadores ao uso da Europa, ditos '
grandes e pequeos ao uso db Brasil e i
camas de vento, lataa de arroba a 1 3
bahsgrandes a 4 e peque noa a 600 ]
rs., bacas grandes 5 e pequeas a '
800 ra,,cocoa de aza >; 1 a duzia re-
gadores regulares multo barato, ditos
pequeos a 400 rs., de todos estes objec-
tos ha pintados e em branco e tudo mais
se vende pelo menos prego possivel : na
loja da bandeira da rua da Cruz do Re-
cite n. 37.
xmmmmm m mmmmg
Sementes de horlalices.
Na rua da Cruz do Recife n. 32, deposito de
pao e bolacha, vende-se mais barato do que em
outra qualquer parte, novaa sementes de horla-
lices eendo coaves de todas aa qualidadea. na-
bes blancos, rojo e encarnado, rabaneles de dif-
S!8.0?0'' ffl'ja? 6 e"ilh" de ^versas qua-
lidades. salsa, quento e todaa aa mais sementes
precisas para se ter urna linda horta. lornies
Ricos cortes de medina de
seda.
mJ5 da BZ*'gf "ru* d0 0eJBdo nu-
mero 22, acaba de receber ricos cortea de
vestido de medina de aeda de lindoa p.dres!
.a fazenda mala fina, mais nova e mais bonita
que ha no mercado, cada corle tem 20 e 21 co-
25000 o cort; as aeohoraa de bom gosto qee
tivrese de sssutir a baile* 9 a cassmentos, "
qmzerem levar um vestido da ultima moda
maadsrem ver ns mencionada loja da Bo-F
ns res do Queimado n. M. J D0* r6'
a
e
portas
Magalhes, receberim pelo vapor francez diversas qualida-
des de fazendas, a ser: tiscado escocez para ves-
tidos a 300 rs. o covado, popelina de cor muito
bonitos gostos a 200 rs. o covado, fustao para
vestido a 320 o covado, laazidhas entestadas a
400 rs. o covado. sedtuhas de quadros a 640 e
560 o covado, chitas de cores ti xas francezas
220. 240, 260 e 280, chitas inglezas a 160. 180
300 rs. ; na rua da Imperatriz,Toja de 4
numero 56.
g Na loja de marino re
Vende-sa pira liquidacio meias de n
cor a 2 a duzia. m
Altencao
Bastos'& Reg acabara de receber grande
quantidade de roupas para enanca assim como
seja de fustao e la e de seda, pelo diminuto pre-
co de 25500, 3 e a 4, vestidos de cambraia
bordados para baptisado de criaocava 16 ca-
sa veque e capas de fustao e de brim,. para se-
nhora e menina pelo diminuto preco de 3 e 4
a8lP2e000 fU,ll mal0 CO01prid" Para seDh,>r
22~8ua & Nova-22
Instrumentos de msica
Tem chegado pelo ultimo vapor francez' um
sorlimento de instrumento de msica X ,odia
sr1m.dn;rbn0CUl8 ffiU, "> o dS
vistas urna para ver no mar e outra em terr
.,!-?.'," D"*l"."Ia"> 'lernas.^38 com
to bn*,rn'mdeC",1?al,ra8' flau,a btmoSid m"
iin. Hm-exceilen,e Tozes- em tambem bon,
diif,os de.c,.ma de a cora corda para 5.,
d los de algibeira de pra?, dourada ouro V-
plaqu suissos e patente ingkz ; ha grinde sor!
lmenlo de cordas muito boas para cSrsbafxar
nolao e rabee., agua p.ra pratSar lati "cobr
e muitos outros artigos que se vendero m^iS-
em conta quem duvidar veuha er
n^TS7:X ffiluVailJ? i"" t0d
.Manteiga ingleza
flor a 1,000 a libra,
fr,ncez".?* ". toucinho a 360 rs a libra
esquina da travessa do Ouvidor. ***
A 16,500 ris, dinheiVo
vista.
Palitos de panno fino prato forrados de
muilo bona: na rua do Queimado n. 47;
guem antea que se aeabe.
Vidros para vidraca.
I Vende-se por preco commodo.ua ofllcin. de
2 i".r da,U* Ufa fl0 RoM,io D- m Por!
fX!L&lh0' Pr X*r recebid0 8de quanti-
dade de todas as marcas. h"uu
Traves enxams.
Vende se travs e enxames, madeiras
de muito boas quali Jados de todos os
comprimentos e groseuras por preco
commodo: a tratar na rua da Praa r,
?9 ou 53.
seda
ene-
l



URIO DE MMMUUUO. QC1NTA FttRM* M 8ETHCB1* OI.1M1.
Ga* liquido.
Em casa de Samuel P. Johnsion & C, raa da
f SenialaNova n. 42, vendem-se lata com 5 ga-,
toes de Kerosie.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conheeidoe acreditado deposito da na
Aa Gadeia do Recite a. 12, ha para Tender a ver-
djdeira potassa da Russia, ora e de superior
qaalidade, assim como tambem cal virgem em
ptdra ; ludo por pregos maii baratos de qua em
outra qualquerparte.
DA
FUNDIDO LOW-MOi)
Ra daSenralla Nova n.42.
Naste astabelecimento contina a havsrun
completo ortiaaentodamoendasasseias moda-
das pin instando,achinas da vapor ataixas
le ferro batido coade,le todos ostamanhoa
para dito,
Ei
mm
ebertos edescobertosr pequeos a grandes, da
uro patente inglez, para homame senhora da
na ios melhores fabricantesde Liverpool,viu-
dos pelo ultimo paquete inglez : em casada
Sonthall Mellor &C.
Superiores organdysa
720 rs avara,
Veadem-se Qaissimos orgsudys de muito bo-
nitos padres, pelo barstissimo prego de 7t0 rs.
a vara, fazenda que sempre se vendeu por
t$200, assim pois, quem quizer comprar fazenda
fiua rauilo bonita e muito barata chegar & ra
do Queimado a. 22, na bem coobecida loja da
o (.
Relogios baratos.
Na ra Nova n. 21, ha grande porcao de relo-
gios foliados, dourados e de ouro, patentes e ori-
zoulaes, suissos e inglexes, os quaes sero ven-
didos pelos pregos da factura. Cada relogio leva-
r ura recibo em que se responsabilisa pelo re-
gu!amento durante seis mezes.
Papel pira msicas, pa-
pel pautado e riscado
para contas e facturas, papel mata-borrao; van-
de-sena loja (Haguia branca, ra do Queimado
numero 16.
fmmmm oh fitefi*&*g
Na ra da Cruz n. 10, cata de 1
o Kalkmann Irmao &C, tem ex- *
9 posto um completo sortimento
de amostras de objeotos de bor-
racha, proprio para machinas de
engenhos, sendo correias para
transmittir movimento, canudos
de borracha de qualquer com-
primento e groisura, pannos de
borracha, rodetas de dita, so-
bre ditos artigos tomam-se en- gf
commendas.
A 2$ o corte
de caiga de meias casemiras escuras, de ama a
cor ; na ras do Queimado n. 22, na loja da
boa f.
Em casa de Kalkmann Irmaos
& C., na ra da Cruz n. 10, exis- f,
te constantemente um completo $
sortimento de j
Vinhps Bordeaux de todas as \
qualidades. j
Dito Xerez em Larris. ^
Dito Madeira em barris e caixas. ^
Dito Muscatel em caixas. t
Dito champanhe em gigos.
Cognac em barris. j
Cerveja branca. ^
Agua de Seltz. j
Azeite doce muito fino em caixas.<
Alvaiade em barris.
Cevadinba em garrafoes.
Vende-se urna boa armago de amarello,
toda envernisada, que serve para qualquer asta-
belecimento, e por prego razoavel: na ra do
Crespo n. 15, loja.
champagne
de Chateau Laronzire, em gigos de 15 garrafas
(9 grandes e 6 pequeas) a 15$ cada um ; na
praga da Independencia d. 22.
Para os bailes etheatros.
iquissimos cintos dourados com lindas (velas
tare bem douradas e esmaltadas, e com ricas pon-
tas para cahirem sobre os vestidos, muito prc-
pri os para as senhoras que tiverem de ir aos bai-
les etheatros ; vendem-se pelo baratissimo pre-
go de 49, 5j) e 6$: na ra do Queimado n. 22,
a bem conhecida loja da boa f.
sctieMjaKsae ue, msitmmtm*

illeuco
Vendem-se caixOes vasios proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a 1#280:
quetn pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ah se dir' quem os tem
i para vender.
Luvas deJouvin.
Coes & Bastos, na loja da ra do Queimado n.
46, deve receber boje pelo vapor francez as me-
lhores luvas de Jouvio, assim como tamben tem
de camurga branca.
Vende-se a taberna do largo de S. Pedro
n. 1, propria para principiante: quem a preten-
der dirija-se ao sobrado n. 3, no mesmo correr.
5K0UP4 FEITA AINDAMISBARATAS.
SORTIMENTO COMPLETO
Raridade.
Casemiras a
1.000 o corte, na
loja do Pavo.
Vende-se fimssimos cortes de aasemi-
ra entestada de cores pelo diminuto
preco de 4jjl o corte para calcas, assim
como tem das mesmas para vender a
20400 rs. o covado proprias para pa-
letots, calca e collete, recommendase
muito esta fazenda aos Srs. alfaiates que
costumam a fazer roupa para vender,
porque to cedo nao acham urna pe-
chincha igual : na ra da Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva.
Gravatas da moda.
Vendem-se gravatiohaa estreitas muito supe-
riores, tanto pretas como da cores, pelo baratis-
simo prego de 1$ ; na ra do Queimado n. 29,
na loja da boa f,
Bramante de linho muito
superior.
Vende-se superior bramante de linho com duas
varas de largura, pelo baratissimo prego de 29400
a vara : na ra do Queimado n. 22, na bem co
onecida loja da boa f.
Superiores tiras
bordadas.
Na loja da boa f na ra do
Queimado n. 22 se encontrar um bonito sorti-
mento de superiores tiras ricamente bordadas
que se vendem pelo barato prego de 3)000 49000
e 50000 ria a pega, advertiodo-se que ha mais
de urna pega de cada padro, quem mais depresaa
aodar melhor servido ser, na ra do Queimado
d. 22 na loja da Boa-F.
Fil liso e tarlata-
na branca a 800
ris a vara.
Vende-se fil liso muito fino e assim tambera
tarlatana branca muito fina, tanto urna cousa co-
mo outra sao proprias para vestidos, nao s para
bailes como para assistir-se a casamentos, andem
antes que se acabe na ra do Queimado d. 22
naloia da Boa-F.
Lencos a 320 rs.
Na loja do pavo.
Vendem-se lencos grandes de cambraia de seda
de varias cores com flores, fazenda que sempre
se vendeu a 1$, est-se torrando a 320 rs. : na
ra da Imperatriz n. 60, loja de Gama & Silva.
Chales manta de seda.
A 2$500
Chales de merino estampados, qae em autras
lojas se vendem por 4 e 59 na loja da boa f
pa roa do Queimado n. 22, venda-ae pelo bara-
tissimo prego de 29500.
S Gama & Silva.
Vende-se o sobrado de um andar n.
37 com grande quintal, sito na ra do
Livramento a tratar com Bernardino
Francisco de Azevedo Campos, na ra
streita do Rosario n. 47.
Sobrado:
tazenias e eras feitasj
DI
A
LOJA EARMAZEM
DE
loes k Bastoi
NA
8s.ua do Queliaado
ti. 4$, frauto amarel\&.
Constantemente emosumgrandeeva-
riado sortimento dejob re casaca sp retas
de panno e de cores muito fino a 28$,
30g e 359, paletots dos meamos pannos
i 21)5,22$ e 24$, ditos saceos prelos dos
mesmos pannos a 14Jf, 169 e 18$, casa-
os pretasmuitobem feitas edesuperior
panno a 289 30$ 35. sobrecasacas de
asemira da core mullo finos a 159,16$
i 13$, ditossaccos das mesmas casemi-
ras a 10$, 12$ e 14$, caigas pretas de
easemira fina para bomeni a 8j, 99, 10/
!, ditas de easemira decores a 7$.8$,
$ ^ 10&, litas de brim brancos muito
' i-, 1 5J 9 69, ditas de ditos de cores a
t$ 9500. 49 49500, ditas de meia ca-
-a le ricas cores a 4$ e 4$500, eol-
*tea jr^ios de casemiraa 58 e 6$, ditos
1* ditos de corea a 4$500 e 59, ditos
raneo de seda paracasamento a 5J},
utos da 6j>, colletes debrimbranco e de
' ustao a 39, 39500 e 4, ditos de cores a
3500 e 3$, paletotspretos de merino de
tordosacco esobrecasacoa7|,8$ e9&,
-o'.'.otes pretos paralulo a 4^500 e 5$,
as pretas da merino a 4#500 e 5$, pa-
Htots dealpaca preta a 3j>500 e 4$, ditos
sibreessaco a 69,7 e 8$, muito flnocol-
latas de gorguro desedadecoresmuito
ooa'azndaa3980O e4$, colletetde vel-
lado de cores e pretos a 79 e 89, roupa
,nri menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149.159 a 169, ditos de
easemira saccoparaos mesmos a6j500 e
7?, litos do alpaca pretos saceos a 39 a
IS500,ditossoareeasaeos a 5$ e 59500,
algas de easemira pretas e decores a 69,
63500 a 79, camisas para menino a 209
1 miitoiuperiora 329 aduziapar* acabar.
-im como temos urna officina deal-
' late ondemandamos executartodas as
obraaeom brevidade.
Vende-se carne do sertao da mais nova q
ha no mercado e tambera superiores linguicas
por prego commodo: na ra da Senzala Nova
a. 1.
Vende-so urna das melhores loja de ferrageoa
da ra do Queimado, com poucos fundos e muito
afreguezada tanto para a praga como para o ma-
lo : quema pratender annuncie para ser procu-
rado.
Raiz de coral.
N3 loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
vende-se a verdadeira raiz de coral aDOrs. o fio.
Caixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, chegado de sua propria encommenda muito
lindas caixinhas de costura com msica 'propria
para mimo, que se vende muito barato.
Vendem-se os engenhos
S- Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pes:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro aodar, que acha-
ra com quem tratar.
Podendo-se usar como chale ou como manta por
seren muito grandes a 69 cada um, na ra do
Queimado n. 17, a primeira loja passando a bo-
tica.
Cambraias francezas.
Padrss miudinhose cores fixas a 280 p covado:
na ra do Queimado n. 17, a primeira loja pas-
sando a botica.
do
| Vende-se na loja de Nabuco & C. na
jl ra Nova n. S :
O Siotos dourados com fivelas.
^ Ditos pratcados dito dito.
a Ditos de fita com fivelas de ac.
* Tambera se veuem fivelas soltaa.
g Sintosde courode lustre para meninos.
&&&&&-$
Farinha de mandioca a 15 3 sacca: nos ar-
mazens de Tasso Irmos.
Vende-se um bom escravo muito proprio
para agricultura, ou mesmo para a cidade, muito
saudavel e fiel, tendo 28 annos de idade : na ra
do Livramento n. 4.
Vende-se na loja de Nabuco & C. na
rus Nova n. 2, excellente agua do Orien-
te para limpar cabega, dita de Botot pa-
ra limpar denles e tirar dores, esceocia
de sndalo para longos de senhora, cro-
me ae bandolina para conservar os ca-
bellos, agua de colonia e outras perfu-
maras.
Vendem-se duas rotulas usadas para porta
e janella : na ra do Tambi n. 15.
A 19000.
Um resto de latas de mermelada de Lisboa e
do Rio Grande do Sul, de 1 112 libra a 29 cada
lata: na praga da Independencia n 22.
MjqgBMBllMM HJTal1*ainrifri MMI9H
3a^% ^i- WWfW rnltiW wm aran 93IV cji* ara wu sp JJV "T"
Lencos brancos.
Vendem-se lengos brancos proprios para algi-
beira, pelo baratissimo prego de 29400 a duzia :
na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
i Aos terceiros da
veneravel ordem deS.
Francisco.
J ebegou a verdadeira estamonha de la, na
loja de 4 portas, ra do Queimado n. 39, e ae
aprorootam hbitos desta fazenda a 409, e tam-
bera ha de algodo que. se apromplam a 28$ cada
um, e se vende a fazenda por mdico prego.
Liqudalo
NA
Loja de marmore.
Grande exposi^o de fazendas
baratissimas, na ra da Im-
peratriz n. 60, loja do
Veade se cortes de phanta-
sia, fazenda de muito gosto
com babados pelo diminuto
prego de 4#500; na ra da
Imperatriz n. 60, loja que tem
um pavo do lado de frr, (is-
to para nao haver engaos.)
3500.
Vende-se ricos corles de cambraia de aeda
com avental ou duas salas a 3$500 : na ra da
Imperatriz a. 60, loja do pavio.
3,200, 3,500 e 4,000.
Vende-se Qaissimos corles de cambraia bran-
ca e de cor com dous e mais babados pelo dimi-
nuto prego de 3*400, 3$500 e 4$ : na ra da Im-
peratriz n. 60, loja do pavo.
A 15#000.
Vende-se Cnicissimos cortes de cambnia bran-
ca coan bordado muito dalicado proprios para
baile ou casamento a 159 da ra da Imperatriz
n. 60, loja do pavo.
Nova pec\nnc\\a.
Vende-se'finissimas pegas de cambraias fran-
cezas de carocinhos com 17 1(2 varas pelo dimi-
nuto prego de 8$ a pega, ditas das mesmas com
8 3|4 varas pelo prego de 4$ a pega, tambem se
vendem das mesmas a 500 rs. a vara, sendo
brancas e de cores ; na ra da Imperatriz n. 60,
loja do pavo.
PuptUna a 2&0 rs.
Vende-se pupelina de quadrinhos a imitagao
de sedinhas de quadro pelo dimiouto prego de
280 ra. o covado: na ra da Imperatriz n. 60,
loja do pavo.
Caa\y a 500 rs.
Vende-se chaly muito fino a 500 rs. o cora-
na ra da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Sedas a cavado.
Vende-te grosdenaple preto muito encorpado
a 18600 e I98OO, ditos de cores azul, cor de rosa
e cor de cana mais barato que em outra qualquer
parte ; na ra da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Sedas de t^aadrinaos-
Vende-se sedas de quadrinhos fazenda muito
encorpada a 500 e 640 rs o covado : na ra da
Imperatriz n. 60, loja do pavo,
Cassas com salpico graudo a
200 rs.
Vende-se cassas com salpicos graudos e liatras
a 200 rs. o covado, fazenda muito nova : na ra
da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Cassas pintadas a 240 rs
Vende-se cassas pintadas n.uito miudinhos
padres a 2401*. o covado : na loja da ra da
Imperatriz onde est o pavo.
Sentido ao Pavo.
Vende-se neste estabelecimento um grande e
variado sortimento de fazendas tanto para ho-
mens como para senhoras, de todas as fazendas
se do amostras com peohor ou mandam-se le-
var em casa das familias pelos caiteiros da casa,
assim como o respeitavel publico achara todos os
das uteis este estabelecimento aberto das 6 ho-
ras di manhaa as 9 da noite.
Cera de carnauba.
A dinheiro.
Vende-se urna pequea porgo de cera de car-
nauba muito boa, que se acha. depositada no ar-
mazem da Companhia Pernambucana commo-
do prego.
Vende-se em ces3 de Adnmson. H^hie &
C. ra do Trapiche Novon. 42, biscoitos^lezes
sortidos. em pequeas latas.
Para acabar.
Cqrtes de cassa franceza de 2 saias e 3 folhos,
com 12 e lavaras a 39500 e 4$, lindos cortes de
la para vestido com 24 covados a 59, pega de
cambraia lisa com 8 e 9 jardas a 29500, 39000 e
39500, chita larga franceza, covado a 200 rs ,
cassas escuras francezas, covado a 240 : a ellas,
que em vista da redugo em prego, poco pode
aturar : na ra do Queimado n. 44.
Attencao.
Vende-se por prego muito barato urna armago
enverniada e eovidragada propria para qualquer
estabelecimento de fazendas, miudezas ou boti-
ca : a tratar na ra do Crespo n. 15, thesouraria
das loteras.
Vendem-se duas casas sitas na estr-da no-
va do Casanga, sendo urna de negocio e outra
de morada, tendo todas as acommodages para
urna estribara para dous cavallos, pogo de lijlo
e algumas plantas, as quaes se vendem com o
resto do negocio que ora existe, tendo muito
boas freguezias : os pretendemos dirijam-se a
ra do Crespo u. 15, que l acharo quem de
as ezplicagoes.
Vendem-se duas rotulas usadas para porta
e janella : na ra do Tambi n. 15.
Baloes para meninas.
Vendem-se baldes fara meninas, de todos os
tamaitos, de madapolo e de mussulina a 39 e a
Vende-se um escravo mulato de 17 anuos
de idade : no hotel Trovador, raa larga do Ro-
sario o. 44.
Attencao.
Vende-se urna armago com todos leus perten-
ces sera lhe faltar nada, pois quem a comprar
a aartir a casa e continuar, do melhor lugar da
praga da Boa-Vista, e se venda por diminuto pre-
co ou se faz todo e qualquer negocio : quem pre-
tender, dirija-se i rui do Imperador n. 35,a tra-
tar com Norberto Guimarea.
Attencao.
Vendem-sa duawcarrogas com pipas para agua,
e tres bois mansos para carro : na fabrica de sa-
bio sita na ra de 8. Miguel, nos AHogados.
Nova remessa de mactts.
Nova remessa e mames.
Nova remessa demaees.
Tova remessa de macaes.
Sodr & C receberam nova remessa de ma-
caes, e esto vendendo a 109000 cada urna cai-
1a com 200 maclas: na ra eitreita do Rosa-
rlo n. 11.
.
ERMAZEM
DE
Joaquim Francisco dos Santos-
40In do Oueimado40
Defronte do becco da Congregando, letreiro verde.
VENDE-SE O SEGUIRTE:
Para casamentos.
Ricos cortes de veatido de fil ou blond de seda branca com ramo e capella, o
moderno e superior que ha no mercado.
Para bailes.
Lindos cortes de vestidos de fil ou blond de seda branca bordados a branco e
mais
cores.
Ditos de tarlstana branca bordados a branco e cores.
Ditos de cambraia branca bordados a branco com muita elegancia.
Saias bordadas *
Ricas saias de cambraia branca bordadas com o mais apurado gosto e mais finas
que ha no mercado.
Ditas de dita recortadas mais baratas.
Para baptisados.
Ricos cortea de vestido de cambraia branca bordados com mulla elegancia, o
mais moderno e mais superior que ha no mercado.
Manteletes.
Ricos manteletes de seda de cores e pretos bordados e lisos com enfeites, bem
como arrendados, por pregos commodos.
3#000 a peca.
Pegas de cambraia lisa larga fina com 6 a 6 1(2 varas, muito barato.
Lengos.
Ricos lengos de cambraia de linho bordados a 39,49 e 59 cada um.
Chales,
Ricos chales de touquim brancos bordados de ponta redonda e de 4 pontas.
Alem das fazendas cima mencionadas tem um grande sortimento de todas
qualidades, que nao possivel mencionar-se pelo grande espago que tomaria
as
ARMAZEM
DE
ROUPA FEITA
DE I
Joaquim Francisco dos Santos-
40RUADO QUEMADO 40|
Defrone do becco da Congregacao letreiro verde
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas aa
qualidades, e tambem se manda executar por medida, i ventade dosfregnezes, para o
que tem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto. 409, 359 e 309OOO Ditos da setim preto
Sobrecasaca de dito, 359 a 30900
Palitotsdeditoedecores, 359, 309,
25SOOO, 109, 189 e 209000
Dito de casimira de cores, Z-29OOO,
159, l. 79 e
Dito de alpaka preta golla de vel-
59O0C
59000*
Na loja de marmore vende-Se para li- I
S quidago por pregos muito barato, um
||j variado sortimento de fazendas de mo- Jf,
if das para senhoras, roupa feita' para ho- an
11 mera e vestimentas para meninos e bem J|
m assim quadros a oleo para decorago de m
W salare capellas.
*tof t^iSA ^fYii r^Mya r*ma fu ^iWBi li^fifl fi*>W3 am^ ?,;s& 1*1
S^ fcWW rjn*j ^WvnHViriSw ero.&^&^^&wKKtrfwmm
5| Vende-se a loja de fazendas sita na ra da izw na rua d0 Queimado n. 22, loja da boa f.
adre de Dos n. 9, com poucos fundos e mul-
99OOO
ludo, francezas HgOOO
Ditos de raerin-sltim pretos a da
cores, 9$000 89000
Ditos de alpaka da cores, 59 e 39500,
Ditos de dita preta, 99. 7*. 59 39500
Ditos de brim decores, 59, 49500,
4S00O a 3#500
Ditos de bramante delinhobraneo,
6g000, 59000 e 4J000
Ditos de merino de cordo prato,
159000 e 89000
Clisas le casimira preta e de corea,
129,109,990 6J000
Ditas de priuceza a raariu da cor-
do pretos, 59, 69500 e 49500
Dita debrimbranco a da cores,
5$000, 49500 e 29500
Ditas da ganga de cores 3$000
Goliates de velludo preto e da co-
res, lisos e bordados, 12J, 9J a 89OOO
Ditos de easemira preta e de cores,
lisos a bordados, 69.59500,59 e 39500
59OOC:
3*O00j
2920(1
lg28C
Ditos de seda setim branco, 69 e
Ditos da gurguro de seda pretos e
de cores, 7|000,69OOO, a 49
Ditos de brim a fusto branco,
39500, 28500 e
Seroulas de brim de linho,29 e .
Ditas de algodo, 500 e
Camisasde peito de fusto branco
e de cores, 29400 e 2*201
Ditas de peito de linho 5J, 4$ e 3#0OC
Ditas de madapolo branco a da
cores, 39, 29500, 29 9 19801
Chapeos pretos de massa.fraDcezea,
formasdaultimamoda 105,85500 e 7#000
Ditos de feltro, 69, 5ff, 49 e 2Q00C
Ditos de sol da seda, inglezes a
franeezes,149.12$, 11$ e 79000
Collarinhos de linho muito finoa,
novos feitios da ultima moda 98<
Ditos de algodo $500
Relogios de uro, patentaa hori-
sontaes, 1009, 909, 809 e 709000
Ditos deprata galvanisadoa, pa-
tente hoaontaes, 40$ 309000
Obras de ouro, aderegos e meioa
aderegos, pulseiras, rozetaa a
anneis
Toalhas de linho. duzia lOjjOOO 69 a
D'tss grandes para mesa a jfOOO e
s
99000;
59000;
1
:
armazem de fazendas
DE
SANTOS COELHO.
Rua do Queimado n. 19.
Lences de panno de linho a 19900.
Cobertas de chita de ramagem s 1g800.
Lenges de bramante de linho grandes a 39300
Cortes de phantazia de aeda a 89-
Algodo moostro a 480e 640 a vara.
Bramante de linho com 10 palmos de largo pe-
lo barato pr*o de 29 a vara.
Toalhas de fmto a 50* cada um.
Kicas capellas de Boros de laranja para noivss,
pelo barato prego de 59. .
Bramante de algodo com 10 palmos de largo
19290 avara.
Veslaarios de seda para meninos e meninas,
pelo barato pre^-o de 89 cada um.
Corles de aeda com toque da mofo a 25|.
Gollinhas de traspasa muito finas a prego de
29000.
| Atteneo
j|Comos cobres a procura-fi
B reincorap-aintudo que
% enconcrarem.
^Na loja de miudezas da rua da Im-
M peatriz n. 58, junto a @
loja do Pavao. @
^ Bicos e rendas de seda, bicos e ren- ffg
das de aigodo, fitas de seda Usas e la-
vradas, fitas de velludo, trangas de dito, '
^ froco de todas escores, trangas de la, 0
A botes de seda para casaveque, ditos de *jk
f vidro para dito, peales para prender ca-
V bello, pentes para alisar, luvas de aeda V
fik para senhora, meias de algodo para ho- Cfe
h mem e senhora, e oulros muitos objec- S
" tos proprios de loja de miudeza que se- '
s9 riaenfadonho meociona-los, que s com
& vista e desejo do novo dono desle es- fe
? tabelecimento nao deixer de fazer ne- :
9 gocio visto estar disposto a vender mais V
^ barato do que em outra qualquer parte. b
mamama mm***
to afreguezada em roupa feita e inteiramente
apropriada para um principiante, com a qual
far-se-ha todo negocio em razo da pessoa ter de
retirarse para fura : quem pretender pode di-
rigir-se mesma que achara com quem tratar.
Attencao.
Na ruado Trapichen.46, em casa de Ro r n
Rooker &C. existe um bom sortimento de 11-
I nhas'decrese branca semcarreteis do melhor
| tbrleantedelQglaterras quaes aa vendem por
i dracoa muirazoaveia
999989 9999* 9999999999
Sdaco de certas;
! fazendas finas.
S
Luvas de Jeuvifl.
Continua-s a vendar as superiores luvas de
pellica de Jouvio, tanto para hornean como para
senhora ; o rua do Queimado o. 22, oa loja da
boa f.
RUA DO CRESPO N. 17,
Riquissimas chapelinaa de seda para 9
senhoras, de diversas corea a 129. 9
Cassas de cores bonitos padres a 240 9
rs. o covado. 9
Mssas e orgaadys de cores a 280 rs. o 9
corido. 9
Chitas de todas aa qualidades e pregos. 9
Muitissimas.fazendas finas que se ven- 9
dem por pregos baratissimos para liqui- 9
dar, dio-ae amostra das fazendas. 9
999999999 99999 999999
A120 rs. o papel
Agulhas Victoria
vndese ni loja Esperanca
Queimado n. 33 A.
9
I
Mantas de retroz para gra-
vatas.
Vendem-se mantas de retroz para grvalas,
tanto pretas como de cores a 500 rs. : na rua do
Queimado n. 22, na lof9\la boa f.
Meias baratissimas.
A 29400 a duzia de pares de meias brancas fi,
as para homem : na rua do Queimado n. 22
na loja da boa j.
Ricos cortes de vestidos bran-
cos bordados.
A' loja da boa f na rua do Queimado n. 22,
ohegou novo sortimento de ricos cortes de vesti-
dos brancos bordados com 2 e 3 babados, os quaes
continuam a ser vendidas pelo baratissimo prego
de 59 cada corte : oa rua do Queimado n. 22, na
bem conhecida loja da boa f.
Superiores organ-
dys.
Na lojo da boa f, na raa de Queimado n. 22,
vende-se finissimo organdya de muito lindoa pa*
dres, pelo baratissimo prego de 720 rs. a rara,
fazenda de 19200, a quem nao andar muito de-
prassa ficareem apechincba ; na rua do Quei-
mado n. 22. na loja da boa f.
Viva o paquete das novidades.
ruar
do
r
RuaNova n. 32.
Loja de modas de Thom Lopea de
Sena, precisa-se de urna senhora que
saiba cortar vestido para ajudar a outra.

le ^
8
No pateo do Carmo taberna n. 1, vende-ae
garrafoes coan 5 garra fes de vinage do melhor
que ha a 15360 ts. *"
Pois est torrando miudezas muito ba-
ratas, afim de apurar dioheiro para con-
sumo do paquete, rua da Imperatriz n. 54,
loja de Joaquim de Azevedo Pereira J-
nior, declara o seguinte :
Cartes de clcheles muito finos a 40 rs.
Caixaa de ditos da trra a 80 rs.
Linha do gaz a 10, 20 e 30 ra.
Dita de carretel, 100 jardas a 30 rs.
Pares de meias cruas e de corea para
menino emenina a 120 rs.
Duzia de meias croas muito finas a
2g400.
Dita de ditas entra Boas a 29200.
Linha branca em carto, 200 jardas a
80 rs. -
Iscaepara charutos a 60 ra.
Caixas com palitos da Especia a 160 rs.
Frascos de agua da colonia de Pivar a
440. OM
Ditos de cheiro muito finos a 800 rs.,
Lubln a 1J000. ^^^
Jarros de banba pequeos a 19080.
Ditos de dita grandes a 39600.
Frascos de banha pequeos a 320,
grandes a 500 ra.
Sabooetes de espuma muito granies a
Ditos de mompelaa a 320.
Duzia de meias cruas para senhora a
29400.
Ditas brancas muito finas a 39300.
Fio de raiz de coral muito fino a 700rs.
Espelhos de columna pede ferro a l$50
Carteiras de agulhas muito finas a 400 rs.
Ditas de marroquim mais finas a 800 rs.
Baralhos portuguezea a 120.
Ditos franceses a 240.
Croza de botes de louga brancos a 120
Agua de Lavander muito fina a 640.
Dita frambuzia a 600 ra.
Tesooras muito floas para unhas e cos-
tura a 500 ra.
Caivetes del folha a 80 ra., 2 folhas
a 160 rs.
Cabo da marfim a 400 ra.
Meias airas para homem a 19800.
Froco fino de todas as cores a 400 rs.
Dito rosso idem a 500 rs.
Caixas de papelo com alfineles a 120.
Pares de -sapatoa de lia pan homem
al|r0.
Tesoura para costura a 200 rs., e gran-1
dea a 640
Duzia de boaoes de louga para paletots
a 120.
Sapatinhos de merino a 1A500, e vellu?
dioho a 29000. /
Rajados e crazas da coco, 1 a 120 rs/,
eduzW a 19400. f
Caixas oom perfumara a 4#
f
------
afl


--' *'

-i
DIAIIO
QUINTA FURA 28 M
==t
o m itni
Joaquina Francisco de Mallo Saatoa Tita aos
seus freguezes desta pra$a e oade fra, qae ten
exposto i venda sabode aua fabricadeDoaaioada
R.ec4Jo~noarnazem doaSra. Travassoa Jnior
4 C, a*ra. do Anorta n. 58; aaasaa anareila,
caaUaha, preta outras qualidadea por menor
pre$o.e.ue da oatraa fabricas. No cimo ama-
len tes feto o aeu deposito do velas de caraau-
za simples sem mistura alguna, cono aa do
eompoaicao.
Chegouaapreciavel agua bal-
smica para a bocea e
denles
A loja d'aguia branca acaba de receber una o-
ra renessa da mui proveitosa o procurada agua
balsmica para a bocea e denles. O bom resul-
tado 4 tal agua j nao aoffre duvida cono sa-
bido palas inmensas pessoasquo a compraram
e que aentiam a falta dalla, as que de novo
conocarem aehario que o uso della faz eonser-
Tor a deotes saos, livrando-os da carie, fortale-
c.n" Bengivaa e tirar o nao hlito da bocea,
dando nesma agradavel aroma, podendo-se
mesmo usar della nao s pela nanha cono a
qualquer hora, e con acert depois do fuar pa-
ra tirar o cheiro do fumo.ou quindo ae tenha de
sanir para ter-se a bocea aronatica : para isso
porm, bastan algunas gotas della en agua pu-
ra. O proferto (Tagua balsmica ainda chega a
mais, ella serve cora acert e promptido para
acabar a dor de dente?, ensooando-se nella nm
bocado de algodo e deitando-o tfo buraco d T ^ "',aler0 64 "' ,era'
^a^ob^ ^^^ t ***m SttlS* rs. a libra en porco se faz a b.Um.ato.
Pmuto df>ftabwiogl9Z.700r,.Ibril.
Pregunto de'lameg*. m .. 1br, nUro, M0 m

Jor. rara se obter nm frasco de to proveitosa e
apreciare! agua balsmica, dirigir-se con 1
leja d aguia branca, roa do Qneimado n. 16, ni-
ca parte onde ella se vende. Adverte-se que os
frascos rao narcados con o rotulo da dita loja.
Novo sortimonto ? malDOy*quahamercado 16"aubta*ema"ba*w-
j. (1.fll de cascarrilhas de seda, Latas eom boiaxinlia de soda
franjas e jralo com lacos ,!**!._ f^* aa d, 8ef6teate quaiid,de.. 15400
? franjas e galo com lacos
n vs relas.
A loja d'aguia branca acaba de receber un
coro e bello sortinento de caacarrilhas de aeda
eom duas relas fingido palo, o merhor que se
pode dar en tal genero e vende a 2 a peca, as*
ain como franjas de seda de diversas core e lar-
guras por presos admiravelnente baratos, e
tambera um novissimo galaozioho de seda com
lajoa as relas proprios e de nuito gosto para
eafettesde vestidos. A. barateza com que a loja
d aguia branca costuma vender os objectos ji
bem conhecida e agora comprova a mais con a
limitaco dos presos porque est tendendo os
aitigos cima, para veriflear-ss dirigir-se com
dinheiro a dita loja d'aguia branca ra do Quei-
mado n. 16, que na reatidade acharao barateza.
agrado e sinceridade.
S vende barato.
Na ra da Senzala Nova n. i vendem-se as
araadas chinelas do Porto boas a 18800, potes
SS^L0 aPProTa Gneros baratos.
Manteiga inglesa a 960 rs. a libra, franceza a
610 oaeinho a 360, cha a 28560, esperma-
csss a 200 rs amarello a 140, cevada a 160
batata a 60 rs., cana engarrafada a 240 a garrafa'
dita de azeitooas a 240, azeite de carrapato a 4i
"'Y-3S>C0C0 a 40, e em por?ao Pr menos.
u a.5ZLr8-' velas de cnauba a 400 rs., fa-
rello a 28600 a sacca : na travessa do pateo do
Paraizo n. 16, casa pintada de amarello con oi-
tao para a roa da Florentina.
Relogios.
Vende-se ero casa de Johnston Pater 4 C.
ra do Vigario n. 3 um bello aortimeato V
rologtosdeouro.patente ingles, de nm dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tarabea
una rariedade do bonitos irancelisspara os
msalos.
Atteoco
Vende-se confronte o porto da fortaleza das
Cinco Ponas o seguinte : carrosas para boi, dita
para cavallose para agua, carriohos para traba-
Ihar na alfandega e carrinhos de mao, rodas pa-
ra carrocas e para carrinhos, eixos para ambos,
torradores para caf com fogo, boccaade tornos,
baodeiras de arcos de todas as qualidades, do-
bradi;aa de chumbos de todos os tamanhos fecha-
duras de forrolhos, tranquetas, ferro de embutir
de todos os tanaohos, ferrolho de chapa.
Peitos de esguio de algodo
par% camisas a 500 rs.
Na loja d'aguia branca vende-se nuito bons
peitos de esguio de algodo para camisas a 500
rs. cadaum, dinheiro a vista: na loja d'aguia
branca ruado Queimtdo n. 16.
rnmmm mmmm-mmm*
Largo da Penlia _
Francisco Fernandes Duarte, proprietorio deste
armazem de molhadoa, parlecipa aos leus freguezea, assimjcomo sos senhores da praga, de enge-
ono e lavradores que d'ora em vante quizerem-se afreguezar neste estabelecimeuto, que se acha
com um completo aortimento de gneros os mais novos que ha no mercado o por aeren a maior
parle dellea vindos de conta propria, est portento resolvido a veode-los por menos 10 por cento
Jo que en outra qualquer parte, aaogando a boa qualidade e acoodiciouanento, assim como ser-
vir os portadores menos pralicos to bera, como se os senhores viessem pessoalmente, para o que
nao se poupar o propietario em prestar toda atiengao, aGm de continuarem a mandar comprar
las encommeodas, sertos de que, toda e qualquer encommenda comprada neste estabelecimento
acompanhar una conta inpreasa con o nesno titulo de arnazen Progresso.
Manteiga imgUza perUiUmente ftor. imo r... ubr., rende-
ae por este prego uoicanenle pela grande porgo que tem e sefor em barril se fara abatimento
Manteiga franceza, 6W r8.. ub e m b.rni. seors.
na iiysson 0 n,elDOr que na ao merca)l0 a 2^00 a nor,.
dem preto, im>, lihia,
Qneijoa do reina dem nvato a m ra iatero, 640 ri# a Iibra
Encyi
clo-
pedica
Laia de Cazendas
Ra do Crespo numero 17.1
DE '
Guimardes A Villar.
Para acabar com certas fazendas ven-
demos baratissimos :
Chapelinaa de aeda de riquisimos goslos
a 12$ cada urna.
Ditos depalhade Italia a 283.
Gollinhas e manguitos de punho de su-
perior qualidade a 3$.
-Casias de cores fizas e delicados padres
a 880 rs. o covado.
Sedas, cambraias, casias, chitas e tudo
quanto pertence para adornos de se-
nhora porbaratissmos precos.
Calcado Mell de 2 solas e sola fina.
Para horneas.
Grande aortimento de roapas feitas e
. chapeos de todjs as qualidades.
immm MbHeaBj wswmk
Para bailes ou ca-
samentos.
Vendem-se na loja do pavio ricos cortoa de tar-^
latana branca bordados a matiz, fazenda do ulti-
mo gosto, ditos de merino bordados com delica-
das cores : na ra da Imperatriz n. 60, loja de
Gama & Silva. '
Bom e assim barato
ningoen deixa de comprar una pasta para pa-
pel por 11000. Na loja d'aguia branca acha-se
unapor5ao de boas e perfeitas pastas para pa-
pel con calendario oerpetuo, e ndice daa fes tas
mudaveis, pelo qad le toreara do nuita utili-
dade, e o peqaeno preco de IJjOOO cada una
convida a anrpveitar-se da occaaiao en que se
eaiao ellas vendendo por netade do que sem-
pre cuaUiam; assim dirijam-se a roa do
guemado, loja d'aguia branca n, lf. que Caer
bem lerttdo. ^ *
Vestidos brancos
bordados.
Ainda realam alguna cclea de vestidos brancos
bordados qua contiouam-se a vender pelo bara-
tsimo pre?o do 5|, com S e 3 babados, da gra-
C : a ra do Queimado o. 22, na bem conheci-
4 aoja da toa .
fcatas com peixe em posta de mQitaa qualidade8. 1#400.
\xeitenas mnito novas. tsm r8; 0 bartili. relalh0 a 320 .. garrafa.
Ooce de Mnercne em l.tla, de 2libr por lm
Paralas pars podm a 800IS tlibra>
Banba de parco refinada. 480 .. libra, m barr1. m r8.
1- ,f 1***Cnaisnovadomercadoa900ra.,aemUUaado21ibraporl#700
Paias de lombo
. -" a pnmeira vea que vieram a este mercado a 640ra. a libra.
Cnonn^as e paios MUl0 n070g, m a 1bra
Palitoa de dente Uxadoscom20macnhoapor200r8.
Chocoiate ftancez a 1#200 a libra> dUl0 porlguez a 800 m
>larmevada imperial, -A lk ,t
.u./S do ''nado Abreu e de oulroa muitos fabricantes de Lisboa
a 1#000 rs. a libra.
e S*WPa*att0S Porto, Bordeaux.Carcavellos.o moscatel a 1*000 a garafa.
OS em pipa de 500> 560 e 640f| t garraf8i em canadag 35004SOOO 4#500;
Vinagre de Lisboa n m ,
c 0 mai8SUperior a 240 rs. a garrafa.
J das mais acreditadas marcas a 5* a duzia, e em garrafa a 500 rs.
biStreilinna .,
_, Para sP a mais nova que ha no mercado a 640 rs. a libra.
Etvittias ttwueMs. 640 ,all..
Mwle de amendoa. m .. u, aill com,.....m
i^iozes mult0 D0Tag a 120 rf a br8
Castannas piladas. m libra; -
aiC fflllill) 3Bperiora 240re a libra, e a 7 aarroba:
vrro7
do Maranhao a 3tf em arroba, e em libra alOOrs.
Fumo americano .*.,..
-^ ,. a 15 a libra, sefor em porcao se fara abatimento.
SevadinhadftFr,Dcat240aUbr
agu mut0 n0T0 a 320 rg> a 1br>>
inno de LUboa a 360 ri> a librte 110> a arroba>
Familia do Maranta*. B1 no. m llbt,
Toneiuh, iai*li0,^llllci.
ln.u.,1.7^ ^A-I""i de8 libras a 2500 cada una.
curar XnS^^thif mencionado ercontrar o respeitavel publico ludo quanto pro-
EAU MiNRL
NATURALLEDE V1CHY.
Deposito na boticafranceza ra daCruzn.M
Ra do Queimado n. 10,
loja de l portas
de Ferino .J Maia,
vendem-se barato as aeguiotes fazendas, para li-
quidar.
Cortes de casemira finos de cor a 39500 e 4$.
Ditos de dita ditos de cor preta a 53 e 6j.
DUos de brim de puro liobo a lj#O0 2.
Panno preto, azul, verde e cor Ae caf, covado
a yOv.
Cortes de superior velludo de cor a M e 5J000,
Manteletes de fil preto bordado a 4#.
Visitas de seda abertas a fil a 4$.
Mantas de dita ditas a fil a 4 e 59.
Riquissinos cortes de seda a 80, 90 100*.
Ditos ditos de dita a 15, 20 e 25.
Chales com palma de seda a 28 e 2*500.
Cortes de cambraia bordada a 1*800.
Lencos bordados con bico, duzia a 1*500 o 2*
Chales de louquim a 15 e 30*.
Ditos de merino bordado a 4, 5 e 6**'
Chitas franeezas, qualidade superior, corado
a 240 rs.
Ditas ioglezas, cores fizas, covado a 160 rs.
Lencos de seda da India a 1*.
Cambraias lisas muito finas, com 8 varas a pe-
ga a 3*500 e 4.
Cazavequea e capinbaa do fusto braneo a 8* e
9*000.
Meias de algodo er superior fazenda a 4*.
Chapeos a Garibaldi a 14 e 15*.
Enfeites e chapeos traviata a 9,10 e 12*.
Herneslina, riquissima fazenda para vestido
de senhora, covado a 400 e 500 rs.
Ambrosios, idem idem, covado a 500 rs.
Mimos do co. covado a 500 rs.
Sediohas de quadros, covado a 700, 800,900 e
1*000.
Manguitos de cambraia bordados, um 500rs.
Gollinhas iden, una 320 rs.
Superior espartilhos para senhora a 41.
Brin braneo de lioho, vara a 700, 800 o 1*.
N. O. Bieberdt C, snecessorea, roa da Cruz
n. 4, ten para vender relogios para algibeira de
ouro eprata.
Carros e carrosas.
Em casa de N. O. Bieber
6 G. successores ra da Cruz
Humero 4.
Venden-socarros anericanos mal elegantes
e leves para daas e 4 pessoas e receben-ae en-
eonaeattaa swra cojo fin ellea possuen map-
pss com-varioa detMbfl, tanbem venden car-
rocaa para conducho de Macar etc.
Rival
sem segundo
Na roa do Queinsdo n. 55, loja de niadezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, ten destinado
acabar con certas e determinadas miudezas pelos
precos abaixo declarados, e venham logo pois
est acabando.
Caixaa com agulhas francezaa a.....i.,
Novellos de lioba para marcar a 20 rs. e..
Ditos de linha de cores e muito grandes a
Carretel de linha, superior qualidade a..
Linha branca do gaz a 10 rs. e...........
Dita dila.a melhor que ha, novello grande
Pares de meias de corea para meninos a
Duzia de meias, cruasfeuio superiores a
120
40
40
30
20
60
120
2*400
Ditade ditas ditas a...................... 2*000
Pares de meias de cores para meninos a
Linha em cariao Pedro V a..............
Caixaa com phosphoros de seguranca a
Caixas de folhas com phosphoros (so a
caixa val 100 rs.) a...................
Duzia de phosphoros do gaz a........,.
Frascosd'agua de colonia superiora....
Ditos com cheiros muito' fios a........ 500
Duzia de meias muito Anas para senhora 3*000
Caixas de apparelhos para meninos a 240
r- e............
Trangas da la e delinho sortidas a......
Sabonetes grandes e superiores a........
Groza de botes pequeos psra calca a..
Grozade boloes da louja a..............
Varas detramoia superior a 120 e......'..
, Groza de pennas de a?o a................
Carteiras muito superiores a............
Baralhos portuguezes a..................
Tesouras muito finas para costura a....
Ditaa para nnhas a 240 o..................
Baralhos para ToUarete a 240 e..........
Frascos de banha de or$o a................
Frascos grandes de lavande ambreada, su*.
perior qualidade a...................
Frascos de oleo de babosa a 320 e..'.'.'.'.
Frascos de danha muito fina aS40e....'.'
Agalheiros com agulhas a................'
Costinhas de Hamburgo.
S na loja d'aguia de ouro, raa do Cabag n.
1 B, lindas eestmhas de todos os tanaohos pronras
para memnssdeescola, assim eono maiores eom
tanpa proprias para compras, hlalos proprios
paracoatura, ditos proprios paafaquairts, Sitos
nuito bonHos para brroquedos da mealBo di-
???l,J?l*tflli,h,i <,nese ?ne Por pre-
sos maito baratea- *
160
20
160
100
24Q
400
500
40
160
120
120
leo
500
500
120
400
400
640
800
500
S20
80
icaba de
ehegar
ao novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceieo dos Milita-
res n. 47.
Un grande a variado sortinento da
reupas feitas, calcados a fazendas e todos
estes se venden por precos nuito modi-
ficados cono de seu costune,assim como
sejam sobrecasaeos de superiores pannos
eccsacos feitos pelos ltimos figurinos a
16*,28*, 308 ea35, paletots dos mesmos
pannos preto a 10|, 18f. 20* e a 24,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novos pidres a 14*. 16*, 18*. 20* e 24,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9*. 10, 129 a a 14*. ditoapretoape-
lo diminuto preso de 8*, 10*. el2g, ditos
de sarja de aeda asobrecasacadoa a 12,
ditos de merino de cordo a 12*, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 15,
ditos de alpaca preta a 7*, 8*, 9* e a 10,
ditos saceos pretos a 4*, ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 4*500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 3*500, 4*
e a 4*500, ditos de fusto braneo a 49,
grande quaotidade de calcas de casemira
preta e de corea a 7, 8, 9 e a 10, ditas
pardas a 3* e a 4*. ditas de brln de cores
finas a2S5O0, 3, 3*500 e a 4S, ditas de
brim brancos finas a 4*500, 55, 5*500 e a
6*. ditaa de brim lona a 5* e a 6S. colletes
de gorguro preto e de cores a 5$e a 9$.
ditos de casemira de cor e pretos a 48500
e a 5*, ditos de fusto braneo e de brim
a 3* e a 3*500, ditos de brim lona a 4f,
ditos de merino para luto a 4* e a 4*500,
caigas de merino para luto a 4$500 e a 5,
capas de borracha a 9*. Para meninos ]
de todos os tamanhos: caigas de casemira I
prefa e de cor a 5f, 6* e a 7*. ditas ditas 8
de brim a 2J, 3* e a 3*500, paletotssac-
eos de casemira preta a 6jj e a 7, ditos m
de ora 6* ea75, ditos de alpaca a 3*.
sobrecasaeos de panno preto a 12* e a 1
14, ditos de alpaca creta a 5, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos,
meios ricos vestidoa de cambraia feitos
para meninaa de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 8* e a 12$, ditos de gorgu-
ro de cor e de la a 5* e a 6*. ditos de
brim a 3*, ditos de cambraia ricamente
bordados para baplisados.e muitaa outraa
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade; assim como recebe-se toda equal-
quer encommenda de roupas para se
maodar manufacturar e que para este fim ^
temos um completo sortimenlo de fazen- X
das de gosto e una grande officina de al- X
raale dirigida porum hbil nestre que 1
pela sua pronptidoeperfeiconadadei-S
xa a desojar.
Enfeites riquissimos.
Vendem-se ricos enfeites da retroz, sao os ne-
lhores e nais nodernos que ha no nercado, pelo
barttiasimo pre$ode8*: na ra do Queimado
n. 22, na loja da boa f.
Vende-se dous pares de rodas novas para
carrosas, muito em coma : na ra Augusta n. 59.
Attencao.
Hontem pelas 5 horas da tarde, perdeu-se da
igreja do Espirito Santo at o caes do Imperador,
um masso de cartas : roga-se portanto a pessoa
que o acbou, o obsequio de levar on mandar
roa do Queimado n. 29, que se gratificar exi-
gindo.
10*000
10*000
9*500
9*000
8*500
5*500
5$000
20000
1S500
5$500
38000
51500
58O0O
5*000
48800
4*500
48000
38200
2*240
1*000
iray.
O toreador
Vende-se manteiga inglesa fina a 900 rs. a li-
bra, franceza a 640 is. da nelhor que ha no ner-
cado, assin como se torran nnitos gneros per-
teneenles a molhadoa : no largo do Terco n. 23.
50 A ma da Cadeia do Recife 50 A.
A2#500e 1#500.
Ricas gollinhas de fusto bordado com boloes
de differentes qualidades a 18500, ditas de dito
com flores a 2*500, e mais fazendas que se vende
por prego commodo.
Aos senhores selleiros.
Ourello preto de boa qualidade a 1*800 o co-
vado : na ra do Queimado n. 17, a primeira loja
passando a botica.
Madapolo coqueiro
a 3* a pe^a, com pequeo defeito : na ra do
Queimado n. 17,. a primeira loja passando a bo-
Calcado
45 Ra Direita 45
Magnifico sortimento.
Senpiecondescendente e prazenteiro con os
reguezes que Ihe trazen dinheiro, o propieta-
rio deste grande cstabelecinento continua a of-
ferecer ao publico, por presos mdicos e sempre
inferiores aos de outro, o aeu bello sortimento
de caljado francez, Inglez e brasileiro e vejam :
Homem.
Borzeguins Vctor Emmanuel. .
couro de porco. ....
lord Palmerstoo (bezerro .
diversos fabricantes (lastre)
John Russell. .
Sapales Naotes (bateria inteira). .. ,
patente.........
Sapatos nanga (portuguezes). i .
(franceses).....
9 entrada baixa (sola e vira). .
muito chique (urna sola). .
Senhoras.
Borzeguins primor (Joly)......
brilhautina......
gaspa alta.......
baixa......;
31,32.33,34.....
decores 32,33.34. .
Sapatos com salto lioly). .
francezes fresquinhos. .
31,32,33 e34 lustre. .
. um rico sortimento de couro de lustre, be-
zerro francez, marroquim, sola, vaquetas, cou-
rinhos, fio, taixas etc., por menos do que qual-
quer outro podo vender.
Em casa de Adanson, Howie & C, ra do
Trapiche Novo n. 42, vende-se :
Rolhas de corti$a fioissimaa.
Lona e flele.
Fio de vela.
Superiores tintas de todas ss cores.
Sellins, silhes, e arreioa para carro ou cabriolet.
Exposico de cutilerias
finas, na ra Nova n. 20.
Neste riquissimo estabelecimeolo se encontra-
r tempre um riquissimo sortimento de cutilerias
em todo o genero que se pode imaginar, assim
como tambera um riquissimo sortimento de me-
taes flnissimos conhecidos pelo verdadeiro plak
para servido de almoco e jantar, camas de ferro
para casal esolteiro, bandejas a imita$o de cha-
rao em lernos e avulsos, finas e ordinarias, toda
a qualidade de louca de porcelana para cozinha:
na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Chapeos para senbora.
Ricos chapeos de seda e de velludo.para se-
nhora, pelo baratissimo preco de 15 e 16*: na
ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
600 rs. a groza.
As mais superiores e afamadas peonas de a;o
denominadas langa ; na ra do Queimado n 40.
Lindas caixinhas
con necessarios para costura
Acaba de ehegar para a loja d'aguia branca mui
lindas caixinhas mazadas, com espelho, tesoura,
caivete, agulheta, agulheiro, dedal e ponteiro,
tudo pratiado e de apurado gosto, emfim urna
caixinha excellentepara um presecte, e mesmo
para qualquer senhora a possuir, e vendem-se a
10* e 12* : na lo,a d'aguia branca,ra do Quei-
mado n. 16.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos fioissimos de linho proprios
para os tabaquistas por serem de cores escurase
fizas, pelo baratissimo preco de 6* a duzia ; aa
ra do Queimado n. 22, na bem conhecida loja da
boa f.
Lemjos de cam-
braia com padrees de se-
da a 2#500 a pega.
Na loja d'aguia branca tambem se vende mui
bonitos e finos longos de cambraia imitando seda,
isso pelo baratissimo prego de 2*500 a pega de
10 longos. E' au urna daa pechinchas que custa
appoiccor, o quando acaim apDrOVeUr-80 da
occasio, porque elles servem tanto para algibei-
ra como para meninos, e quem os vir na loja
d'aguia branca, na ra do Queimado n. 16, ter
vonlade de comprar nais de una peca, tal a
boadade delles.
tica.
Eeijo ele corda.
No armazem de Tasse Irmos: roa do Amo-
rim n. 35.
Ruada Senzala Noy a n. 42
Venda-sa em casa da S. P. Jonhs ton & C.
ellinsa silhesnglezes,candeiro.< a castigaos
bronzaados,lonas aglezss, fio de vela,chicote
paracarros, amoniaria.arreiospara carroda
aa adous cvalos ralogiosde ouro patente
nglez.
Nova remessa a 3,000, na
loja do Payo.
Acaba de ebegar una porgo de madapolo
francez entestado com 14 jardas que se vendem
a 3* a pega : aa ra da Imperatriz o. 60, loja de
Gama & Silva. '
Gravatinhas de raz de
coral,
o melhor que possivel. Vende-se mui bonitas
gravatinhas de raiz de coral com duaa e trea
voltase lagos as ponas, sendo ellas bastante
compridas, avista do que sao oaratissimaa a
2*500 e 3*000 : assim bom e barato s na loja
d'aguia branca, ruado Queimado n. 16.
* # &*&
"^ Avisa-se ao$ paes de familia 0
J que existe na loja de Nabuco &
0 C., na ra Nova n. 2, um gran- fjk
9 de sortimento de vestuarios de S
S diversas qualidades e de gostos g|
Os mais modernos,' para meni- gfc
^ nos e meninas de 2 a 6 annos,
| que se vendem por preoos com- A
^ modos.
#?* # m^mmm
Vende-se um grande sitio na estjhda do
Arralal, eom bastantes arvoredos de fruetos,
casa de vivenda, con cacimba de pedra com boa
agua de aeber: a fallar no nesno sirio eom Jo-
s Marques, confronte ao sitio dos Buritis.
Nova pechiticha a 400 rs*
o covado.
Vende-se l&azinhas entestadas ao goato
Bel as mais modernas que ten vrntf \
bato prego do 460 rs. o forado : na ra da
gosto chi-
e ten vrntf pelo dimi-
jTado: na ra da In-
ptratrlx a. 60, laja de Gama 4 Silva.
Saias de cordo.
Superiores salas de cordSo a 3*. 3*500 e 4a
ditas alcozoadas muito superiores a 5 : na u
do Quemado n. 22, loja da boa f.
CftC#39
: Nova california |
n DE
Fazendas baratas. S
jNa roa da Imperatriz a. 48, junto aS
padaria fraaceza.
^Va4!600 ^perior 5. mbraia li-
2 Escossia 5,- e 6, ricos enfeiles para se-
nhora 6e6J500, sintos os mais delicados #
para senhora 2*500. 3, ch.pelina p, a cri- 3
3 5Sc!",Dl"*!^.'*,Pr.h.ptsad0
S h!'^1" d.e v.ei,id0 de seda Eacoaieaa de
bonitos gosto 18 eslo se acabando.
S Z l nS." de ^""b" 1. 1*200. ch peo 5
de sol para senhora de bonitas cores, lisos 5
5, cabo de marSm 58500, corles de can- S
braia brancos com ffor de seda 58. risca- 2
do francez 200 ria o corado, completos S
sortimentos de baldes de arcos 3 aoVlU l
P s 160 ris chitas ioglezas a 180 e 200 rs I
S ni..TCeZaK*-20 e 280 o corado 2
pc9c" de cambraia de forro com 9 viras S
PBABIttCIA-BAllTHOLOHE
PilulaadeMlexou.
Pilulas americanas.
Vermfugo inglez.
Pilulas Holloway.
Ungento Holloway.
quer pane: na ra larga do Roaario. n.l q"!"
EscravoTTfuyidosT"
^iwattieftie tmmm 9ntmm*t
Attencao
Fazendas e rou-j
pas feitas baratas.
NA LOJA DE
[48- Ra da Imperatriz48j
Junto a padaria franceza.
Acaba de ehegar a este estabeleci-
mento um completo e variado sortimento
de roupas de diversas qualidades como
sejam : grande sortimento de paletols
de alpaca preta e de cores a 38 e 38500,
ditos forrados a 48 e 48500, ditos france-
zes fazenda de 108 a 68500, ditos de me-
rino preto a 68, ditos de brin pardo a
3g800 a 48, ditos de brin de cor a 38500,
ditos de ganga de cor a 38500, ditos de
alpaca de la amarella a imitago de pa-
lha de seda a 38500 e 48. ditos de meia
casemira a 48500, 5$ e 58500, ditos de
casemira saceos a 13|, ditos sobrecasaeos
a 158, ditos de panno preto fino a 208,
223,288, ditos brancos de bramante a
38500 o 48, calcas de brim de cor a 1 $800,
2#500, 38, ditaa braocaa a 38 e 48500, di-
tas de neia casemira a 38500, ditas da
casemira a 68500, 7$500 e 98, ditas pre-
tas a 48500, 78500,98 o 108, colletes de
ganga franceza a 18600, di toa de fusto
2|800, ditos brancos a 2g800 e 38, ditos
de setim preto a 38500 e 48500, ditos de
gorgifrao de seda a 48500 e 58, ditos de
casemira preta e de cores a 48500 e 58
ditos de velludo a 78,8 e 98.
Completo sortinento de roapa para
neninoscomo sejam caigas, colletes, pa-
letols, camiaas a 18800 e 28, ditas de fusto
a28500, chapeos francesea para cabeca
fazenda superior a 68500, 8|500 o 108
ditos de sol a 6f e 68500, ditos para se-
nhora a 4J500 e 58.
Tachas e moendas
Braga Filho C. tem serapre no saudepo-
sito da raa da Moeda a 3 1, um grandesor-
meato da tachas o moendas para engenho i*
muito acreditado fabrlants Edwin Mawatra-
tar so mesmo deposito oo na ra do Trapicha
n. *.
eacTavBit". qrUU'e-ra 18 do corrente u80 *
escrava Hita, com os signaes seguintes rrionl
altura regular, cdrfula, ps e mos grande ro.1
to cumpndo. e ten um sign.l de fi*. "a en u
dos queuos : roga-se a qem a peni lvala
Forte do M.t.os. na prensa deM A Sos Luir.
Escrava rugida.
Fugio no dia 23 do corrente urna negra de no-
:'I'. d.ade W annos, pouco mais
ou menos, com os signaes seguintes : estatua
baixa e magra, cor fula, beicos grossos falta da
denles na frente, peitos metidos para dentro
com o umbigo muito saliente, ps bixento com
Zit'T'0? dV0UC0' e rUdo. li
So ss'/? ?rto: que*m a ?i" ieve-a'
ao Labug n. 16, que ser gratificado.
Fugio no Io do corrente, do engenho Alto
AngaU?.m fl^gui Prela' escr" Miguel, ni io
Angola, porm bastante ladino, alto, aecco. cor
f.rtn8; rS,? coroPr,d0' H d dente na fren e do
lado superior, pernas floas. ps cmpridos e soc-
eos, pouco barbado, idade 32 annos pouco mais
ou menos, tendo um pequeo principio de cai-
pina e tambem trabalha de banqueiro em casa de
caldeira e levoa urna enx e compasso : roga-
se ss autoridades policiaes e capites de campo
2.16n e8Vem le"rem-'o o mesmo engenho
ou no Recife na ra do Livramento em casa des
Jars. Corris & Irmaos n. 20.flue sero generosa-
mente recompensados. e="ua
Engenho Alto. 4 de setembro de 1861.
Escravo fgido.
Desappareceu no ia 13 do corrente, aa iu
do Livramento, um mulatinho de neme Jecin-
tho, com os signaea seguintes : idado la nuos
pouco mais ou menos, bem parecido, fallante e
bastante esperto, cabello meio corredio, teve ha
pouco lempo boubas as pernas e ps, de que
anda tem Biguaes; tem no calcanhar de um
dos ps um especie de tumor, do que manquei-
ja bastante, queixa-se que noite nao enchersa
levou vestido duas camisas de madapolo e duas
calcas, urna de azulo e outra de riscadinho, na
cabeca un bonet de caracs, suppoe-se que te-
nha sabido deas* cidade na companhiade algum
matulo, porter vindo para vender-se. e dizer
que s quena ir para casa de seu senhor, onde
'lf.1.' ma> ,-roga:ae a ,oda 8S autoridades
pohciaea e capites de campo, bem como a to-
das as pessoas em geral, que hajam de captu-
ra-lo e levarem-noa seu senhor Caetano Pinto
f, /' ordor D0 eogenho Sete-Ranchos.
termo da Escada, ou nesta pracs, na ra do Li-
"enS.0' Crra lim0S' que r recom-
Recife 23 da setembro de 1861.
Ausentou-aeno dia 15 do corrente do enge-
nho Jaciru freguezia de Serinhem, o escravo
de nome Cidraque, pertenceote ao Dr. Franusco
de Laidas Lipa, o qual tem os seguintes signaes *
alto, cabra fechado, corpo regular, olhos vivos,
tem pelo rosto algumas manenastfe panno, e os-
la um pouco amarello por ter soffrido de sezes.
Conduzo comsigo um surro de pelle de carnei-
ro, no qual levou urna manta e camisa de bata
azul, bem como nais alguna roupa de algodo
da nesma cor. Presume-se que este escravo te-
nha seguido para o Recife : roga-se. portento, as
autoridades ou pessoas particulares a captura do
mesmo escravo, pelo que aero recompensadas,
podeodo leva-lo ao referido engenho Jacti. ou
no Recife ra estreits do Rosario n. 29.
Fugio no dia 10 de setembro do "corrente
anno, o escravo do abaixo assigoado, de nome
Marcolino ten os signaes seguintes: cabra.
idade de 29 annos, altura regular, un unt
cheio do corpo, sen defeito algum, tem traba-
Ihado na alfandega ao Sr. Arcenio. A pessoa
que o encontrar pode o levar ao abaixo assigoa-
do que gratificar, O meano abaixo assigoado
proceder contra qualquer pessoa que por ven-
tura o tenha oceulto.
Doningos Caldas Pires Ferreira.
Deaappareceu no dia 13 do corrente, do si-
tio de S.Jos do Maoguinho, o escravo crioalo,
maior de 50 annos, de nome Joaquim, com oe
signaea seguintes: cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas ; eate escravo foi pro-
pnedade do Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
5*ty' d'onde 7eio P"ra "1n ugdo: roga-sa
a todas as autoridades policiaes a a qoem quei
que o encontr, de o capturar e entre^a-lo t
nioacimaeitado. ou na ra do Trapiche n. 15.
a Jos Teixeira Dsto.
Escravos fgidos,
Fugiram juntos, no dia 14 de agosto, os escra-
vos Pedro e Joanna, tendo a escrava os signaes
seguintes: crioula, de idade de 20 annos, pouco
mais ou menos, cor prela, estatura alta, corpo
secco, rosto comprido, denles limados, tem o de-
do mioimo de urna das mo* anzolado de um (a-
Iho que levou sobre o mesmo dedo ; levou urna
*,rou.xs .^e ronPs contendo um chale encarnado
de franjaa e bordados .brancos, um len$o braneo,
um cobertor ntvo, dous vestidos de chita clara,
usados, e um novo cor de rosa, algumas camisas
de algodozioh e madapolo, anda seduzida pelo
escravo com quem fugio, de nome Pedro, semi-
oranco, de idade de 35 annos, pouco maia ou
menos, estatura mais que regular, corpo, pernas
8 u it08 8ecco* cabera redonda e chata alraz,
cabellos corridos, um pouco barbado e usa de bi-
godes, anda apressado e inclina o corpo para
freate, ben ladino a fallante de modo agradavel;
levou caifa e camisa de algodozioh braneo e
chapeo de feliro. Koran vistos nos prineiros
das nos arrabaldes desta ddade do Recife, e sup-
poe-se teren seguido para Caruar, d'onde foi a
Joanna escrava do Sr. Castao Joa, ou o nais
certo teren seguido pana, o centro da Parahiba
em direceo aa Rio do Pehte.Pomba! e cidade de
Souza, por ser o referido Pedro conhecador des-
ses lugares aonde foi escravo : rogase aa auto-
ridades policiaes a CApitieade campo, ou qual-
Eer Pesoa. .e oa apprehsndam e tragara ra
Cabug n. 9 ao Sr. capitio Caetano Siliario da
Silva, que sarao recompensados coa toda genc-
roaidado, Un'o pelo senhor da eaerava como pelo
do escraro.



(8)
MARIO DI tlBIUOOQO: QUINTA rUR**tl SETEMBRO DI 1861:
=
Litteratura.
Um amor na Laponia.
A' Sra. cosdes**. Lilia* Swetkowssj.
[Continuarn do 221.)
XXVIII
Migueleo tinlia o eos tu me de trazer consigo
3es ; nao tretou de prodigar Norra os cuida-
dos, que seu estado reclamara, nojhe desatou
ais li-
0 oficial fea aignal sos soldados que bailas- co para a frente, como se quisesse affastar esse
sem os canos de su as armas. norrivel phantasraa.
Seja!diz ento dirigiodo-se para elle o Soffreu o que mereca, diz Henrick ; nao
jreo official,teas a vida e a liberdade. mu que esses sceleradoi se castiguem i si pro-
Que provas me das disso? prios : um bom exemplo para os eutros... Eu
Mioha palavra,diz aqoelle coto algn logo vi, continuou elle,* que esse miseravel era
altirez, e peoso que ella deve bastar um ho- capaz de ludo, al mesmo de trehlr um cemplice.
mem de toe* sorle ; mas aviemo-nos, nio tenho Elle pareca alm disso nutrir contra Miguel um
)-noTdei
pervder; procura
necessario andar," ede pressa I
Assim fallando, elle agarrara asss bruscamen-
te 3 donzclla, e a punha dejp ; porm levantara
apenas urna massa inerte e sem vida, que vacil-
lou ecahiu.
O quene fez ouvir urna terrivel jura, apertando
e braco da laponasinha al machuca-lo.
Essa fria brulalidade nem se quer leve por ef-
feito desperta-la de seu profundo entorpeci-
saenlo.
Que a peste carregou as mulheres 1diz o
bandido sem saber que partido tooiasse, e olhan-
do era lomo de si coma circumspecgo de um
homem, que tem tudo a temer.
Mas de pressa me aviei com este I con-
tiGuou elle empurran Jo com o peo cadver de
Mager.
E seu olhar tomou de repente urna expressao,
que pareca estremecer Norra, se podesse ve-lo ;
porm ella estava sempre desmaiada.
Miguel nao podia pensar em entrar no gaard,
passando pelo caminbo que seguiram Mager
e sua companheira. Era com muita difficul-
dade que duas pessoas, com o uso de todos os '
seus membros, promptos e flexiveis, poderam ah'
passar; nao era possivel passar por ah urna j
mulber desmaiada. >
O outro caminho era longe, e para segui-Io.
era necessario tempo ; alm disso, se bem que ,
fosse deserta essa parte do paiz, corria-se risco'(
de encontrar pessoas, que se admiraran) d9 ver
um hortera carregando assiii urna mulher dea-1
maiada.
Entretanto convinlia tomar um paito, qual- i
quer que fosse; elle nao podia* ficar assim em ]
pleno campo ; tanto ruis quaodo o deliquio de'
Norra contiouava sempre, e nada podia fazer au-
gurar que elle cessasse logo.
Como na noite fatal do primeiro roubo, Miguel
tomou pois a donzella nos bragos, e carregou-a
sobre seus robustos hombros: e passaodo por j
cima do cadver de Mager, tomou um caminbo
semicircular, que devia conduzi-lo margem op-'
posta do pequeo lago.
Era este o partido mais prudeote, ou, para nee- i
Ihor dizer, era o nico que se poderia tomar.
S >:i: duvida elle era perigoso ; mas Miguel era
um desses homeoa quesabem empregar oa exe- ,
c : _" o essa promptido e energia, com o soccorro '
das quaes muitas vezes sao bem succedidas as
mais atrevidas emprezas.
Tinba elle andado os tres quarlos do seu ca-
minho, ejulgava-se j salvo, quando de repente.'
cm urna volla da estrada, viu-se cercado por
urna pequea tropa deseteou oilo homens, per-
tencenles forga publica, de que dispoe o gover-
nador de cada dislriclo.
Entre elles reconheceu immediatamente o uni-
forme de um offlcial sueco.
Estes homens estavam armados desbrese ca-
r-.. inas, e nao parecan dispostos a dar quartel
ao bandido, porque apenas avistaram-o, preci-
pitaram-se para elle para cerca-lo. Miguel com
essa justeza de previdencia,privilegio do ho-
mem, que se tem muitas vezes medido com o pe-
rigo, comprehendeu desde logo que estava per-
dido.
Com effeito, toda a resistencia devia ser intil,
e era mesmo perigoso tenta-la.
Como estava anda alguns passos distante dos
assaltantes; servindo-se de Norra como de um
esculo, contra o qual bem sabia que nao ousa-
Tiam atirar, elle fez urna" prudente retirada,'
recuando passo passo, at que se achasse en-
costado urna pequea eminencia, que domina
va a estrada.
Chegando ah, tendo sempre Norra em sua
frente:
Se um s de vs der um passo,bradou-
lhes com urna voz estrondosa,quebr a moga
contra este rochedo.
Uavia urna tal energia. urna tal violencia e
urna to grande ferocidnde ncsle momento cm
suas eicoes, em seu gesto e em sua voz, que os
recem-chegados nao poderam duvidar que elle
fosse capaz de cumprir sua espantosa ameaga :
assim. um signal do oflicial, todos pararam.
O joven sueco adiantou-se sosinho para elle.
Entrega essa moja,lhe diz elle, e leras
a vida salvan
Miguel eslremeceu de colera', mas comprehen-
hendeu que a partida estava perdida para si;
urna viogaoga redundara em nada, porque nem
ao menos elle tea tempo de gosa-la : o menor
attentado contra a vida da joven tapona ia ser
immediatamente expiado poasua morte. Esses
homens estavam mui resolvidos a poupa-lo e ba-
v;j nos olhos do offlcial urna firmesa e um ar-
dor, que asss diziam Miguel que se elle nao
acceitasse a paz, era a guerra, todo o transe,..;
urna guerra em que elle infelizmente suecum-
biria. ,
Tudo ou nada,responden elle com urna
- vo7, que pareca affronlar os cinco ou sois mos-
quetes dirigidos contra si ; nao quero a vida sem
a liberdade.
tempo para esperar.
Miguel entregou Norra nos bragos do sueco e
desappareceu no mesmo instante por delraz dos
rochedos com urna tal rapidez, que pareca que
a trra acabava de engoli-lo.
Todos os homens da pequea tropa cercaram
o offlcial. Olhavam com urna benvola curioai-
dade a laponasinha, que Henrick tinha sempre
desmaiada nos bragos. Emm, elle Ihesez signal
que se alTaslassetn e deitou- docemente no chao,
prodigaodoMhe os mais affectuosos cuidados e oa
nomes os mais terooa.
Como se o som dessa voz bastasse para reani-
ma-la, um fraco rubor tingio logo as faces de
Norra. mais paludas que a flor de abrolea; de-
pois ella abriu os olbos, encontrou o olhar do
mancebo, ejulgando sem duida sonhar ainda,
fechou-os logo.
O offlcial a tinha encostado contra urna arvore
ese ajoelhara ao p della; apoiara sua lnguida
cabera sobre seu peito, e tinha em suas niaoaas
duas mos della, trmulas ainda e geladas e aa
aqueca.
Norra,dizia elle,mioha querida Norra,
ests salva ; nao tens mais nada a temer; recobra
os sentidos! Sou eu, um amigo, Henrick quera
le chama I
Assim fallando, elle approximoude seus labios
um frasco, que um dos homens acabara de tra-
zer-lhe, e forcou-a a beber algumasgottas de um
cordial generoso.
O licor benetico fez tornar a joven completa-
mente si; pela segunda vez ella abriu os olhos
e contemplou o mancebo com urna especie de
ioeffavel arrebatamiento.
Es tu ? meu Henrick I murmurou ella.
E abracaodo-o estreitamente, apoiou sua che-
ca sobre um "peito, cujas palpitacdes nesse mo-
mento nao eram menos tumultuosas que as suas.
Sim, respondeu Henrick, sim, mi-
nha querida Norra, sou eu, teu amigo, leu ir-
mo, que veiu salvar-te das mos de teus inimi-
gos.
Oh 1 Henrick 1 como s bom I diz Norra
pegando urna das mos do mancebo, que ella le-
vou rpidamente aos labios, com um gesto de
adoraco apaixonada.
Como ests agora, pobre menina ?
Melhor... ioteiramente bem.
Podes andar ?
Nao sei ; queres que eu experimente?
Assim fallando, ella poz as duas mos sobre os
hombros de Henrick, e levanlou-se ; depois, deu
alguna passos, apoiada no braco do mancebo.
Talvrz que ella se julgasse feliz de fazer-lhe sen-
tir esse leve fardo, e por um momento descansar
assim sobre elle.
Onde vamos nos? perguntou-lhe ella,
erguendo seus lindos olhos brithantes e meigos.
A' casa do governador, onde desembarque),
e que dar-nos-ha meios para irmos ter com leu
av
Henrick evitava pronunciar o nome de Nepto ;
Norra por sua parte nao cuidava em Ihe perguo-
tar noticias de Edwina. Ella era toda do pr-
seme ; o passado nao existia mais, e ella nao ou-
sava anda langar os olhos para o futuro.
A pequea escolta os segua alguma distan-
cia. Elles camiohavam lentamente conversando
e contando cada um suas aventuras.
Nos j conhecemos as de Norra.
Henrick Ihe disse que seus Irabalhos o-tiuliam
cooduzido s praias do fjord ; soubera que os
Ktlpis tinham acampado nos arredores, e quizera
ir dormir urna vez ainda sob suas lendas.
Nao me tiohas pois esquecido ? pergun-
tou-lhe a donzella com um olhar e urna voz, on-
de se podia 1er lodo o seu reconhecimeolo e
alegra.
Nao sabes tu, querida Norra, que em quan-
to eu viver ters em mim o mais sincero e o
mais delicado dos amigos?
Tu m'o tens dito, respondeu a douzella
pegando-lhe docemente na mo, mas nao ou-
sava acredita-lo.
Cabecinha louca 1... Ah encontrei leu avd
na desolag&o, e Nepto em urna colera que nao se
pode dizer. Elle hatera o campo sem descobrir
o menor trago de tua passagem ; de bom grado
tea elle brigado com lodos os homens de tua
tribu por terem-te deixado roubar, e jurava tirar
urna vinganga terrivel de teua roubadores ; mas
nao os conbecia. Nepto acreditara mesmo que
era eu o culpado 1
Como se tu jamis livesses podido amar-me
bastante para isso I diz a laponasinha suspen-
dendo-se mais coquelemente no brago de Heo-
lick.
O sueco nao julgou proposito responder
esta ultima ubaorvocao.
Vendo eu que suas pesquizas e esforgos eram
inuteis, quiz juntar a elles os meus, continuou
Henrick, e conheceudo menos do que elle o
paiz, dirigi-me desde logo justiga. Fallara m-
me de vossas rixascom os quenas ; deram-me
respeito de Miguel ioformages pouco tranqui-
lisadoras. Vim para aqu. Vivi algum lempo
com Elphege, observando tudo, sem dizer cousa
alguma. Emm, cousegui saber que cinco ou
seis quenes tinham penetrado ha um mez pouco
mais ou menos em vosso acampamento, Incoo-
trei um dos que tinham feito parte da exoedicao ;
. era esse ladrao Mager, que admiro nao ter visto
desde logo comtigo.
Miguel acaba de mala-lo, diz Norra.
' E tremendo esta honivel lembranga, poz urna
< das mos sobre os olhos, eslendendo o outro bra-
odio.'que me tranquilisava. Quinto mim, qoe
s cuidava nos meios de salvarte, promell-lhe
ludo que me pedisse : se Ihe fosse de mister me-
lado da Suecia, nao lh'a tea recusado, tio feliz
era eu de trabalhar para tua liberdade, minha po-
bre Norra I Concordamos cm tudo. Elle asse-
gurou-me que podia penetrar em casa de teu rou-
bador por urna passagem secreta, e que s elle
era possivel trazer-te a mim : nao julgou con-
veniente que eu o acompanhasse com minha
gente, com o temor, dizia elle, de que nossa
presenca nos arredores 6zesse nascer alguma
suspeita. Bem que elle tivesse recebido apenas
urna parte de aeu dinbeiro, nao sei como fui, mu
pareceu-me que elle cuslava, a voltar ; Uve te-
mores, e fui ao teu encentro. Saba Deus o que
teria acontecido se eu nio llvesse escutado os
meus presenlimentos ; emm, encontrei-te agora
sabes tudo I -
Sim, respondeu Norra apertando com ter-
nura o brsgo do mancebo contra seu seio, sei que
te dovo a vida, e mais que a vida 1
Vs d'aqui, continuou Henrick, a casa do
governador. Teu avd est acampado a alguma
teguas apenas de distancia : amanha levar-te-
hei elle.
Oh I o mais importante est feito, diz Nor-
ra, e agora que estou livre de Miguel parece-me
que eatarei bem em qualquer parle.
Chegram dentro em pouco a casa do gover-
oador, onde foram accolhidos com urna rdante
sympatbia. Todos felicitaran) o joven offlcial pe-
lo bom xito de sua emproza ; e o representante
official do governo, que s desojara ter umaoc-
casio para mostrar seu zelo em favor dos lapoes,
tratou a filha dos Kilpis com toda a casta de def-
ferencias.
Norra nunca se vira em urna festa egual, a
perspectiva de alguna dias junto de Heorick aug-
mentara sua felicidade.
Mas, no da seguinte ao de sua liberdade, vu
ella chegar casa do governador a pessoa, cuja
presenga justamente leria menos desejado :
quero fallar de Nepto.
Avista intempesliva do pobre rapaz leve im-
medialamente por effeito causar um verdadeiro
coostrangimenlo aos nossos principaes persona-
gens.
O lempo nao tinha adogado o humor feroz do
cagador.
Entretanto, sua conducta para com Norra era
cheia de medida, e elle testemunhra com muila
corlezia seu reconhecimento ao joven offlcial ;
mas era assaz visivel para todos que esse reco-
nhecimento pesava-lhe aiogularmenle : Nepto era
sombro, taciturno e como quehumilhado peran-
te elle.
Nao tizera menos que Henrick ; nao mostrara
menos zelo, nem menos actividade ; nao teria
mostrado menos coragem ; mas o successo, essa
cousa to caprichosa, lo independente do ver-
dadeiro mrito, tinha ainda urna vez Iludido seus
esforgos e recompensado os de um outro. Era co-
mo urna especie de fataltdade, que nao cessava
de persegui-lo: estava caogado de lutar contra
ella, por que bem via que a luta era intil.
Depois de dous dias passados em casa do bai-
lio,nao era necessario talves menos Norra
para restaurar-se de suas fadigas e emoges,
resolveram por-se caminho para o acampamen-
to dos lapoes.
O menos desejoso de partir, quem o criria?
era Nepto I sus conducta, alm disso, era singu-
lar. Em vez de sentir como outr'ora o desejo de
separar Norra de Henrick, ou de collocar-se en-
tre elles, deixava-os sempre juntos, e evilava-os
tanto um como ao outro. Pareca que havia no
simples facto de sua presenca como que urna se-
creta censura, dirigida sua desgraga.
Elle se mostrara alm disso mui generoso com
os homens do governader, que tinham acompa-
nbado o offlcial; dobrra sem que Heorick o sou-
besse a recompensa por elle offerecida, e tinha-os
tornado seus amigos dedicados.
Na manha do da em que Norra e Henrick de-
viam pr-se i caminho para o acampamento,
ninguem mais viu Nepto ; elle partir durante a
noite, e muitoa dos homenr do bailio fallavam
tambem ; foi forgoso partir sem elle.
Norra estava raoilo oceupada com Henrick pa-
ra notar na ausencia de seu primo.O sueco pe-
lo contrario a senta como ama nova complica-
go : Norra pareca ter esquecido completamente
suas tristezas paseadas; ella eatava ioteiramente
entregue i ua alagria, e eu libertador a via, nao
sem algum espanto, descer com o mesmo ardor
e a mesma imprevidencia o abysmo fatal, ao qual
j uma rez chegra to rpidamente.
Elle quiz por tanto, ainda mesmo que fosse por
um golpe violento, dar um outro curso aos seus
pensameotos.
Nao me fallas de Edwina? diz elle de re-
pente olhando-a lilamente.
Ah I respondeu a donzella, nao porque nao
pense nella I
Henrick pode ver que elle ferira em cheio, por
que esse nome baslou para trazer urna sombra
sobre a fronte do Norra, cuja risouha alegra des
vaneceu-se logo.
Elle censurou si proprio esta pequea cruel-
dade, bem que a tivesse julgado neceasana, e,
desminiindo logo suas palavras por seus actos,
continuou a trata-la com essa familaridade af-
fectuosa e indolente, que desde logo e desde suas
primeiras relages, tizera nascer na alma de Nor-
ra, por sua imprevidencia, seotimentos, quede-
FOLHETIM
4 DAMA DAS PEROL AS
POR
A. DUMAS F1LH0.
(Continuaco.)
VI
Sentamo-nos 6 mesa. Que encantadora ceia 1
A duqueza tinha pequeas manas que s a sua '
raga poderia fazer com que nao parecessem ri-
diculas ; s beba vinho do Porto e nao beba mais
do que um copo ; nao coma seno peiznhos in-
glezes que lheserviamem um sacco eso tirava os
do meio ; tinha um prato especial de prata qoe
depois das refeiges era fechado em um estojo de
marroquim, e nada no mundo, em sua casa fa-la-
faia comer em outro.
Foi por essas confidencias ligeiras, que se fa-
ziam sem que eu as excitasse, que ella ebegou s
outras. A mesa estava perlo do fogo, com todas
as iguarias que compunham a ceia. Essa mesa
era redonda, pequeta, familiar. O relogio dava
as horas intimas e calmas da noite. O criado,
ailencioso, servindo como urna sombra nao podia
compreheoder-nos. Rapito, foi urna ceia encan-
tadora, antes do flm da qual ella despidi o
criado, apezar de ser pouco incommodo, e-depois
do qual sem saber como, mas muito naturalmente
eu te asseguro, achei-me aenlado sobre o tambo-
rete, em que ella tinha posto os seus pezinhos,
olhaado-a e ouvindo-s. Que de encantos tinha
esse comego de intimidado Ella dizia-me tudo
e nao pensava em mentir ; era esse eterno ro-
mance do coracao, sempre o mesmo, e cuja pri-
meira prova jolgam ter tido todas essss mulheres
que tem soffrido pelo corago.
Tinham-a casado aos dezoito aooos, e ella tem
viote eum com um homem quem nio amsva ;
este nao tinha fortuna, e aquelle tinha j urna for-
tuna grande, ou devia te-la um dia. A' essa fal-
ta de amor independente de sua vonlade, o duque
juntava outras razdes pessoaes para que essa
umio desde o principio, fosse collocada as mais
desastrosas condigoes; nio s nio ama va sua
mulher como nao ama va as outras. Era homem
de um grande nome, dotado certsmente de um
espirito original, ainda mogo, collocado natural-
mente em urna das primeiras poaiges de seu
paiz ; nobrezs, espirito, fortuna futura, posigio
presente e tudo arrastrava, compromettia, disper-
dicava nss fadigas do jogo.de todas as fadigas a
mais baixa, a mais vergonbosa e as que mais
abate o homem. Comprehendo a polidez, o
anniquilamento mesmo que resultam das orgias e
do amor das mulheres ; ha nellas ama energia
que as rehabilita, um resaludo que u poetisa,
ma causa que as descuTpa. A alma Um por
um instante o seu quinbo, lodos os sentidos 0-
zeram o seu offlcio ; os Olbos vendo bellas for-
mas, as mos tocando-aa, os ouvidos ouvlndo
(*) Ylio tartn. Mi}.
j palavras de amor que, verdadeiraa ou falsas,
; sempre sao to doces de ouvir; a bocea saboreau-
' do torio e direito os vinbos e os beijos; o ol-
fato aspirando os perfumes concentrados e mistu-
I rados das flores, dos fructos e das mulheres. Mas
( essa pallidez reflexo de um tapete verde ; mas
| essas palpebras, queimadas e coradas por um
[ olhar sempre fixo ; mas essas costas curvadas pe-
la tango da cabega para um s ponto; esse tre-
mor nervoso nascido de emoges que se devem
oceultar ; essa orgia muda as partes inferiores
viam ser ioteiramente o encanto e o tormento de
sua vida, oa antes, sua propria vida I
O que feito de Elphege? e porque-nio te
acompanoou elle? perguntou Norra por aua
rez.
Ella corre tambem por seu lado; procra-
te como eu ; ella batia um lado do paiz, emquan-
to eu corra o outro: Tiohamo-nosjurado encon-
trar-te, ainda que para isso devessemos bater to-
da a tatureza, a Finmaik e a f.apooia I
Ah I diz a donzella apoiando suas duas mos
sobre o brago de Henrirk, sei que sois booa cora-
ges e generosos amigos, e nao sinto dever-vos
tanto seno por que me envergonhe de poder pa-
gar-vos to pouco I
Tu nos pagaste de antemao, diz Henrick
apertaodo-lhe ambas as mos. Nao sabes tu, lou-
quinha, que nos ambos le amamos como nossa 11-
tha, e qoe os paes sao mais felizes pelo que do,
do que os filhos pelo que recebem? Elphege
nio te menos dedicado do que eu, e ser urna
felicidade para ambos nos ler-le prestado algum
servico.
Norra nao respondeu ; mas duas lagrimas de
eoternecimento correram-lhe pelas faces pal-
udas.
Talvez, diz Henrick, que nio quera que el-
la se abandooasse muito tempo i essa perigosa
emogo, talvez que hoje metmo vejamos esse
bom Elphege; concordamos em urna entrevista
nao longe d'aqui, para-nos darmos con tas de nos-
sa empreza, e, caso fosse necessario, continur-
teos juntos o que nio podessemos fazer separa-
damente.
XXIX
Henrirk nao se enganava,, e na tarde do mesmo
dia, quando j estavam urna pequeoa diatancia
do acampamento dos lapoes, viram Elphege, que
se diriga elles.
O encontr foi cheio de cordealidade. e elle
beijou a laponazinha as faces como se fura urna
irma muito amada.
Henrick que sabia o prego do lempo, e que
sempre parecia apressado em chegar alguma
parte, como homem para quem a vida nao mais
que urna viagem, empenhou seus amigos depois
de urna curta demora, que se pozessem S cami-
nho flm de chegarem quanto antea s lendas.
Reflecte, diz elle Norra, qoe ha um mez
que teu av nao te abraca.
E' o que eu Ihe lastimo de todo meu cora-
go I diz Elphege rindo-se; mas nio podemos ir
to depressa como pareces quere-lo. Norra vai
aqui achar amigos conhecidos, que estimars sem
duvida tornar a ver; ao menos de passagem.
Quem sao?
Nepto em primeiro lugar.
Ah I diz Norra, mas hootem i tarde nos o
vimos.
Um outro ainda.
Ah 1 o velho Packel, diz Henrick por sua
vez.
Nio adevinhaste, nem um, nem outro Tra-
ta-se de um cerlo quene, chamado Miguel,
creio eu.
Ou viudo pronunciar o nome daquelle, que ra
seu roubador, e cujs victima estlvera ponto de
ser, a laponazinha experimentou urna emogo
profunda. Um tremor convulsivo apoderou-se de
toda sua pessoa, e se ella nao se tivesse agen-
tado, ou, para melhor dizer, agarrado ao brago
de Henrick, teria cabido nochio.
Oh I por favor, partamos, diz ella, juntando
as mios, nio fiquemos aqui nem mais um minu-
to l que eu nao encontr esse homem.
Ora pois I Norra, que querem dizer esses
loucos terrores, e o que podes temer comlgo ?
S a vista delle me faz medo, respondeu
Norra paluda e com um eatremecimento na voz.
E fallava^ainda, quando dous horaons, sahin-
do de delraz dos rochedos, appareceram diante
delles.
O que isso ? perguntou Heorick, que im-
mediatamente reconheceu um delles, que o ti-
nha acompanhado na expedigao da vespera.
E! MigueLmeu offlcial 1 respondeu esse ho-
mem fazendo salonlioencia militar.
Mas, contioaou Henrick com urna voz que
elle quera tornar severa, nao me ouvistes dar-
lhe a liberdade e permiltir-lhe que vivesse ?
Podes responder por ti, mas nao pelos ou-
tros I diz Nepto apparecendo de repente : cada
qual, pens eu, tem o direito de vingarsuas in-
jurias como enten Je. Hontem soltaste o rouba-
dor de Norra, podas faze-lo ; isso competa a ti !
Hoje, eu, que nao o ulgo suficientemente puni-
do, e que tehooutros crimes para accuaa-lo,
nao me considero quites com tio poueo : alm
disso, agarrei-o sam cont^au miaha ringaoga
diz respeito nicamente i mim, e, acrescentou
elle endireitando-se altivamente, nada tens com
isso I |
Henrick viu-se toreado reconhecer que no
lugar do lapao, fallara como elle ; mas repugna-
va-lhe deixar morrer sem mesmo tentar salva-lo
um homem quem dera sua palavra.
Pois bem I diz elle a Nepto. admitliao to
dos os crimes de Miguel e a juslga de tuarquei-
xas, s tu quem compele vingar a ti proprio, e
crsque um offlcial do rei deixar-le-hia assassi-
nar um homem sem defeza ?
Quaodo mesmo assim fosse, exulamou Nep-
to, o.que terias tu que censurar-me? Nao Ihe
farei final de conlaa mais do que o que elle me
quiz fazer Pergunta-lhe como ter-me-bia tra-
tado se me tivesse encontrado em minha tenda,
na noite, em que, com seus bandidos foi roubar
oosso acampamento 1 .. E Norra I acrescentou
elle com um feroz brilhar d'olhos, nio ousou elle
lancar as mos sobre ella ? S isso merece a
morte.
A ninguem permittido vingar-so si pro-
prio ; j que o agarraste, entrega-o juslga, que
e quem incumbe impor-lhe o castigo de seus
crimes.
A justica I diz o lapio com um rito amar-
go, ha sem duvida urna justica para o noruego
o sueco ; mas nao para o desgragado lapio.
Nunca ouvrs dizer que um dos oossos viesse
perante os tribunaes sem abi encontrar juizes
corrompidos, qoe faiem pender para um lado a
concha da batanea. Nio I nio 1 nada de juizes I
nada de justica noruega I
Henritk, asss embaragado, e que alias nc se
achava ahi seno como simples particular, sem
ltalo algum offlcial, consultou Elphege com o
olhar, como para perguntar-lhe que partido to-
ra asse.
O artista responden por um gesto, que poder-
se-hia assim traduzir :
Para nos o mesmo, forgoso deixa-lo
fazer.
Nepto, cujo fino olhar sorprender todas as
mudanga.s que se operavam no rosto dos Suecos,
viu perfeitamente que sua causa estava ganha,
e que elle era, como dizem, senhor da situago.
Ouvi, meus paesiohos, diz elle sentando-se
tranquilamente seus ps em urna raz de be-
tula, que se ergua do chao com mil nos como
urna serpele sobre a estrada, Nepto nao um
cobarde I Se elle alguma tem ferido, sempre de
frente I elle mala, nio assaasina. Miguel ter
mais do qoe merece porque bater-me-hei com
elle.
Mas assim, exclamou Henrick, um verda-
deiro duello que tu propes ?
Crs tu que s em Slockholmo que os
homens se batem ? retorquiu o lapio. Sim um
duello.
espada ou a pistola ? perguntou o offlcial,
asss admirado do que ouvia.
Nao : quero o aotigo duello da Norlandia,
o duello faca !
- Acautela-te ; tens de tratar com um inimi-
go terrivel : esse Miguel robusto como o deus
Thor, bastara que elle se deixasse cahir sobre ti
para esmagar-le ; tenho grande medo que tua
obstinacao te seja fatal.
'' Amo mui puucu a ida para temer a morte I
diz Nepto com um tom fri.
Faze, pois, o que entenderos, respondeu o
official ; nos seremos tuas testemuohas : Deus te
proteja.
Durante este dialogo entre os mancebos, Norra
oo pronunciara urna s palavra : porm deixra
Henrick, einsenslvelmente se affaslra delle para
approximar-ae de Nepto. ->
Ella abandooaTa-ae livremente aos seus pensa-
mentos, com os bracos cahidos ao longo do cor-
po, com a cabega inclinada sobre o peito.
Certameote eslava tocada da nova prova de
affei;ao, que Nepto Ihe dava, e seotia tanto mais
o perigo, que ia elle expor-se por sua causa,
quanto sentia-se incapaz de jamis testemuohar-
lhe bastante reconhecimeolo : acettsava-se de
ser ingrata, evia qoe ers impossivel nio se-lo.
Entretanto, nio fez seu primo obser?ago
alguma ; bem sabia quanto seriara suas observa-
ges inuteis : cootentou-se apenas com olhar
para Elphege, e para Henrick com um ar, aue pa-
recia dizer-lhes :
Impedi-o, vos outros, que podis.
Nisso aioda Norra se'.enganava, porque os dous
amigos nao poderiam impedir o combate ainda
mesmo que oquizessem.
Com effeito, era Nepto um desses homens, que
se obstinara em seus designios, e cujas resoluges
se reforgam, quando alguem lenta comba-
te-las.
Henrick apreciara sua coragem e sua rara ener-
gia ; elle sentira summamente que esse duello
tivesse para elle orna conaequencia funesta ; a
rivalidade entre ellos tinha um carcter asss sin-
gular, visto como um nao desejava o que obli-
nha, entretanto que o outro oo oblinha o que
desejava, mas ambos se apreciavam reciprocamen-
te e Henrick fazia votos sinceros por aquelle, que
se julgra muito tempo seu rival.
Quanto Elphege, fra da questo. elle dizia
comsigo mui simplesmenteque esses'.homens,que
se achavam em presenga um do outro, detesta-
vam-se, mes que elles eram bravos ; que ambos
tinham armas, e que afioal era melhor acabarjeom
isso.
Achando-se as cousas oeste p, todos compre-1
heoderam que o melhor ora dar-lhe pressa.
Onde est teu adversario? perguntou Hen-
rick laucando os olhos em redor de si ; ordina-
riamente sao oecessarios ao meos dous para se
baterem, e eu so vejo um.
Nepto, sem dizer urna palavrs, subi apressada-
mente a encosta asss spera do caminho, lazen-
do signal aos mancebos que osegaissem.
Quaodo chegram ao cimo do declivio, viram
do outro lado um agreste e fresco valle, sombrea-
do de pinheiros, e baohado por urna correte^
que deseta das mooUnhas. loogioquas chegando
ao solo mais liso do valle, essa corrente perda
de repente aua impetuosidade primitiva, e rola-
va cpm um curso.pjajs egual e enorme volume
de suas aguas.
Justamente diante do lugar, onde achavam-se
nossos personagens./jUa dividia-se e envolva
em seus hmidos brav*s urna pequea ilha, per-
feitamente descoberta, que, fallar a verdade,
nao era outra cousa mais do que urna plata-for-
ma de rochedos; Seria diicil, para acabar ama
ria, encontrar um lugar melhor do que esse
campo-fechado, aberto aos eombateotes pela oa-
tureza.
Um pequeo grupo d'homens estava de p na
mesma margem da corrente, e no meio delles
dislinguia-se Miguel, que bem se podia reconhe-
cer pela sua estatura. O quene parecia assaz de-
sappootado ; a expressio de seu rosto revellava
ao mesmo tempo furor e desdem ; dir-se-hia um
lobo preso por um bando de raposas. O assassi-
no de Mager bem desejara langar-se sobre seus
ioimigos, e faze-los em pedagos; mas alem de
que elles tinham a vantagem do numero, esta-
d'alma ; esse concubioate monstruoso, estril, de
um homem e de urna carta, para mim, para to-
do o eme seosato, e com mais forte razo para a
mulher que por ellas deve soffrer urna das cousas
mais repelientes que ha no mundo. Entretanto
o duque, apezar dos seus trila e qualro aunos,
eslava reduzido s amar isso. Deboxes preco-
ces, enormidades inexoraveis, leriam feito delle
um homem perigoso em amor, se nio tivessem
tomado o partido mais simples de torna-lo um
homem intil. Tudo nelle eslava enorlo, excep-
to a sede de dioheiro e a $axo do jogo.
Olha para elle ; aquelle homem que est no
fundo do camarote da duqueza ; aquelle hornera
louro com suissas e bigodes ingleza 1 D'aqui
pode ver como paludo; mas mais do que
pallidez o que cobre o seu rosto paludo, a cor
desmaiada de um aangue corrigido torga de me-
taes. Esse bomem tinha olhar doce e altivo ; se
o viras de perto, o olhoest vitreo agora, a pal-
pebra cabida, a bocea est desguarnecida; o labio
inferior pende sem torga, incapaz de pronunciar
ama palavra enrgica ou de dar um beijo nervo-
so ; olha bem para esse homem que conversa, e
so neste momento parece um homem do mundo,
to com effeito, pois bem I ao sahir do baile
ir embriagar-se com.raparigas que se tornanam
virgens sendo suas amantes ; ir perder, quinze
ou rite mil fraocos, e amanba, cambaleando,
paludo, avinhado, entrar no quarlo de sua mu-
lher e Ihe tomar os brilbantes para pagar as suas
dividas de jogo, por que assim que as paga mala
ordinariamente. Eis-ahi o homem I Sendo dado
um marido desse quilate, acha-se fcilmente o
que pode tornar se a mulher I.
E entretanto, alenlioa ficilidade desse mari-
do corrompido a liberdade illimitada que deixava
mulber, tinham produzido um effeito ioteira-
mente contrario aquelle que se devia esperar.
A nalureza destnela da duqueza, que se leria re-
voltado cootra urna lyrannia, obstinou-se com
nio ter nada de serio a censurar si mesmo, obs-
tinou-se em seas deveres uoico meio de conser-
var-so fiel ao homem i quem havia amado e
quem nunca mais devia tornar a ver. Mas um
dia esse homem que ella eaperava sempre encon-
trar foi morlo dizem aos, qae por accidente, am-
bos que por vontade. E quaodo ella soube dessa
morte seu primeiro movimento foi retirar-sa das
sociedades. O duque recuiou-se isso. Entio
a duqueza tentou esquecer langando-se no meio
do ruido o por urna deesas resegos lo frequen-
tes as mulheres, da exagerago do retiro cahiu
na exagerago contraria. O apoio myalerioso de
sua vida seria linha-lhe taludo, e ella vaclava.
Por um Hitante duvidou do Deus ; e entao co-
megaram todas as loucuras que sabes, loucuras
todas exteriores, por que nao se tem urna raali-
dadea apresentar-lhe, e nenhura daquelles que
ctam como seus amantes se atrevera a affirmar
que o foi ; ella nao mulher de sa entregar por
metade. J nio podia amar bastante para so en-
tregar inteiramente, e 6 de urna raga muito para
para perlencer i um homem quem nao amas-
se. Eu tivera por tanto razio em dizer-lbe que
nao acreditava no mal que della ouvira dizer, e
sabia j o que devia sobre o que se diz com tanta
facilidade das senhoras da nossa alta sociedade.
Tu sorris.... Sei bem o que pensas ; qae tenho
ioteresse em exaltar as mulheres dessa sociedade,
por que amo urna qae ella perlence. Erro,
meu amigo ; sempre as defend quando as ouvia
atacar, e acredita-me, nocaias nanea no deleito
de certos escriptores que, para ae fazerem 1er e
applaudir por algumas mogas baixas e por urna
massa burgueza sampre disposta a atacar ama so-
ciedade de que quera fazer parte,molham a peona
na falla de urna dessss mulheres, e a imprimere
luz do dia, mentindoassim missio do escrip-
tor, que proteger os traeos. Alm disso, amo
e defendo todas as mulheres ; ellas valem mais
do que nos e nunca a calureza teria a idea de en-
carregar-nos da difficil misso de que as eocar-
rega. Se ellas fazem mal, temos nos a culpa ; e
quando vem o castigo, o que ellas expiara o
nosso orgulho, o nosso egosmo, a nossa cruel-
dade. O que te direi ? A duqueza urna mu-
lher de quem mais cousas tenho ouvido contar ; e
em sua alta poaicio, em seu espirito que um
dos mais promptos e mordazes que conheco, ser-
lrre-him todava fechadas mui las portas por on-
de no entanto passam faltas muito mais graves
do que as della. Pois bem 1 Toroei-me confi-
dente do passado dessa mulber, conheco-o em
seus menores deUlhes ; ella m'o confiou em um
desses momenlos em que o coragao daa mulhe-
res se expande sem vergooha, sem reticencias,
livre, ingenuamente I e eu i'o repito, em tods es-
sa vida, nao ha nada que Ihe possa exprobrar
seriamente, eu.seu amante, alo o mais seve-
ro e implacavel dos juizes. Todavia exagerei-lhe
o mal commetlido, e ella diz-me multas vezes:
c Quanta a sua boodade em amar-me depois
de tudo o que tenho feito I
Na poca em que a cooheci, ella comegava a
cangar-se dessa repulago ruidosa que a acom-
panhapjp por toda a parte. Entretanto esse ge-
nero de vida quasi que se torosva urna necesei -
dade, e, como todas as mulheres, s sabiria dalle
se alguem Ihe estendesse a mo. Nio sabendo
quem eu era, tiohs comecado comigo, apenas
me vira, urna dos seus galanteios costomados,
como tizera com o principe, qae como viste, to-
mra-os ao serio ; mas essa bella e nobre crea-
tura conhecia que pisava em terreno faUo, que
sua alma fazia urna especie de aposta impossivel
de sustentar por muito tempo; esem saber onde
ira, mas comprehendendq que era acompanha-
da por um homem honrado, fez-me bruscamen-
te confidencias e expansoes intimas e pedio
fraocamonu o meu apoio. Todas as proezas, to-
dos as pequeas mentifcs foram deixadu do par*
te, e nao bouro mais |ali leoao (luis almas &m>
ram armados al os denles; estavam prever-idos
era psra duvidar qoe i primeira lenta ti va nio
Ihe fizessem pagar caro seos mus designios.
Miguel tinha suas duvida, e assim conserva-
va-so em ma prudente reserva, roendo seu
freio, dissimulando suas coleras e addiando suas
viogangas.
Apenas vio Norra ; seus olhos de um azul pal-
udo, tirando para pardo, como as ondas desse
mar do oorte, que elle tantas vezes cooMmplara,
iojectaram-se de sangue, e soas faces, natural-
mente coradas, tomaram de repente ara reflexo
de purpura ; mas nio Ihe dirigi a palavrs. O *
sentimento que experimentara perante ella era o
da confuso, do pesar, do desejo : elle bem com-
prehendia que nem se quer Ihe era permittido
exprli-lo, e guardava um silencio altivo ; mas
quando vio Henrick, levantou-se e com um ges-
to violento, eslendendo a mo para elle :
E' assim,Ihe diz elle, que os officiaes
suecos cumprem a palavra dada?
O que prometti eu que oio cumpri ?per-
guntou Henrick com urna altivez esraegadora : a
vida t matel-le ?... a liberdade ? .. flz-te
prender? Nao tenho culpa que te fosses deixar
agarrar algures. E' oecesssrio qae eu te proteja
contra as vingaogas de todos aquellos, quem
insultaste, ollen leste, pilhaste ? Tem a armada
o dever de fornecer escoltas i bandidos de tus
especie ?
Nao eras tio altivo,retorquio o quene com
urna risota, na qual parecia destiliar todo o sen
odio,nao eras lio altivo ha dous dias quaudo
eu tinha tus concubina em meus bracos I
Miseravel!exclamou o mancebo,queres
fazer-ae arrepeoder de mioha geoerosidade e
hio de tuas palavras iofamei manchar perante
nos aquella mesma que te impedimos de nodoarl
Nepto cada dissera ao ouvir o insulto jogado
assim face de Norra ; mas iropallidecera sin-
gularmente,dessa pallidez verde, que indica
aos physiotogistas que a bilis se extravasa no
sangue. Para-certas organisages nervosas o
ultimo limite da colera que podem chegar. Um
griu de mais, e ellas nio poderiam supporta-la :
sus cabega stouraria, ou a apoplexia os fulmi-
nara instantaneameote.
Bem I bem 1murmurou elle com urna voz
estridente, que Ihe passava sibilando eotre os
deotes,lango isto em tua conta : vamos ajuslar
tudo juntamente, e j.
Quanto Norra, ella ouvira sem corar a mise-
ravel calumnia de seu algoz : olhoo para Henri-
ck com um ar calmo, com oio sei que de meigo
e resignado, como se qukesse dizer-lne:E'
por tua causa que me iosurlam ; oo me las-
limo.
Henrick foi talvez o mais encolerisado de to-
dos.
Cala-te, miseravel,diz elle com urna voz
impenosa, coa os olhos scintillantes ;o mo-
mento grave : em um instante ters morto um
homem de mais, ou, tu mesmo sers morto:
pensa pois no passado e no futuro.
U quene encolheu os hombros sem dizer urna
palavra : era bem visivel que o passado e o fu-
turo nio o ioquietavam, e que todas as suas
preoecupages se limitavam ao presente.
Digamo-lo todava, quaodo elle comprehendeu
que a batalha era de eolio em diante inevitavel,
posto que um duello fosse cousa para ai assaz
nova e ello preferase escolher qualquer outra
msneira de terminar sua querella com Nepto,
oio deu mais o menor signal de temor ou de he-
sitago.
Como vos bateis?perguntou Elphege, que
nunca tendo 4ido cousa alguma a deslindar, nem
com ura, nem com o outro dos dous adversarios,
parecia de todos os aasislentes aquelle, quem
deviam coovir mais as delicadas funeges de joiz.
Nao ha duas maneiras de se bater,diz
Nepto, jogaodo ao cbo, diaote de Miguel, que
o olhava com os punbos fechados e com aa so-
branceras iocrespsdas, um cinto e duaa facas
de larga lamina de ago sueco, e cujos fortes e
curtos cabos de marfim eram incruatrados de
cobre.
Aquellos, que teem visitado o museo de Chris-
tiania, teem visto, no meio de todas as sortes da
instrumentos de destruigo, os cintos e punhaes
destinados aos duetlos, outr'ora lo frequentes,
hoje mais raros, dos homens do norte. Era sem
duvida urna das mais terriveis naneirss de arris-
car a vida, e exiga em um gru quasi egual a
forga, a coragem. o sangae-frio, a energa e a
presteza de vista. Nao conhejo maneira mais
temivel do matarem-os os homens, ede todas as
iovencoes, que teem por lira chegar destruigo
de seu ser 6 esta ceVtamente urna das mais horri-
veis.
O quene que conhecia esta maneira de comba-
ter comprehendeu immediatamente a importan-
cia que ella ia dar sua forga physica ; vio nella
um feliz presagio para .si, e agitando os bragos,
cujo solido vigor conbecia, pensou que o pobre
Nepto ia em breve passar o que se chama em lia-
guagem vulgar um mu quarlo-d'hora.
A corrente, em cuja margem achavam-se nos-
sos hroes approsentava um aspecto singular.
Era um desses cursos d'agua, como ae encontra
um assaz grande numero nessa parle da Norue-
ga, que descera das montanhas, levando comsi-
go os pedagos dos grandes pua abatidos pelo
machado doa lenheiros, os quaes vio fluctuando
tona d'agua sem que se d alguma direceo
seu livre curso. Urna dessas pontea atrevidas,
chamadas poules alpestres, e que, feitas de um
Irooco de pioheiro e laocadas de ittaa outra
margem da corrente, unem as duaa bordas por
urna pinguella que treme sob os ps de quem
passa, era o nico accesio oflerecido aos via-
jores.
( Continuar-st-ha.)
gas e sympathicas. Quanto ao seu primeiro a- ella o echo harmonioso dos lempos felizes de sua
mor, esse ainda era capaz de esparsir sobre sua
fronte um pouco de melancola, de molnar esses
bellos olhos de urna lagrima nova ; mas nao po-
dia preencher sozinha essa alma que se toroava
mais exigeote, e confeseou-me que chegra a
tentar amar segunda vez; conservava dessa crian-
ga que fra objecto desse novo amurchamo-o
crianga, por que se aioda vivesse, teriam ambos
apenas quarenla aunos,conservava dessa crian-
ga urna memoria religiosa e santa. Somonte de-
via em pouco comprehender, se que nio com-
prehendia j, que esses primeiros amores, temos
como as primeiras folhss de abril, frescas como o
orvalho, perfumadas como as flores naturaes,
passam como as folhas, como o orvalho, como o
perfume.
Todas as mulheres tem conhecido esses amo-
res sem nelles se deterem ; exercitam-se com el-
les para se prepararem amorea mais serios. O
tmulo tinha poetisado um pouco mais esse a-
mor, e morte devia elle ter vivido tanto tem-
po. Fra, pois, psra o marido dessa mulher, se
fosse digno della, urna victoria fcil e proveitosa
consola-la dessa recordagao, respeitando-a como
merece ser respeitada toda a cousa ionoceute, e
faze-la passar docemente ao amor que, as von-
tades da natarexa, deve succeder i esse. Ten-
se dito, e dir-se-ha ainda intilmente, muitos
culpados que casam duas fortunas, dous nomes,
duas posiges, sem se occeparem com as al-
mas.. .
A duqueza sentia-se,pois,empellida apesar seu
para necesaidades novas, para revelagoes, qua Ihe
eram desconhecidas. -Seria eu o destinado a re-
cebe-la oo limiar dessa outra vida ? Seria eu
quem i acompaoharia ? Alcancei a conviegio
disso, a vontade e a forga, na maneira por que
ella me patenteou immediatamenle seos secre-
tos pensamentos e me interrogou respeito do
trabalho singular de sua alma. Ah I que doce
noite passamos I Certamente j ella me perten-
cia; dessa con&anga infiolta passsria sem aper-
ceber, primeira tenlativa que eu Qzesse, a ac-
ceder todas as vontades do meo amor; mas esse
seotimento, talvez nio tivesse subsistido, e o que
eu quera agora dessa mulher, eram sua alma,
sea pensamento, todo o bem que nella descobria,
todo o amor que em sua alma deve nascer um
dia, e nao a vulgar expanao dos sentidos sor-
prendidos em um momelo de fraqueza. Eu
a ouvia, enundando-me desss voz doce que aio-
da na vespera me era desconhecida, e cujo som
ia, a partir dessa noite. vibrar constantemente
aos meus Ouvidos ; eu tinha as suas mios as
miuhas, e minha alma ia de mim ella e voltava
cada vez mais feliz, mais rica, mais altiva. Ella
me tinha dito que eu representara um papel no
seu passado; fra esse papel bem insignificante
nao ser o acaso que nos reuna nessas condigoes
eicepcionaes e reduzia-se isto, que lio ha a-
chado encantadora nos principios do seu primeiro
amor, a primeira valsa que havia dansado com
o home.m quem amava ; pedir-Ihe que lh'a
trouxeise no dia seguate. Desse esse lempo,
tioham-a tocado juntos, essa musiga. cra para
vida e essa valsa era feiu por mim.
O fogo estava extiacto, as luzes empallideciam;
o da appareceu : era oecessario separar-me.
A leus, disse-lhe eu.
Oh I oo, al vista, disso-me ella ; v
descangar um pouco e volte de dia, s o recebe-
re j.
Parti. Era dia claro; os criados do hotel olha-
ram-me boqui-abertos, com curiosidade, sor-
rindo-se uns para os oulros. Com effeito, essa
sabida material dava lugar s mais promptas
sopposiges; confesso que pouco me preoc-
cupei com ellas ; outras eram as ideas que me
abaorviam.
Nao havia mais tentar luta, meu charo e alm
disso, desque servira? eu amava decididamen-
te : tinha esquecido madama de Wine comple-
tamente, e quanto aos meus planos, combina-
es e tbeorias ludo tinha voado com as horas
elizes dessa noite. A duqueza era o mea nico
pensamento, eu Ihe pertencia, ella poderia dis-
pr de mim, como bom lbe parecesse ; em flm,
eu amava, repito-te, e essa palavra nio tem dous
sentidos.
Quando achei-me na ra, vollei-me e vi-a i
janella sorrindo-me, e eoviando-me um ultimo
adeus com encantadores sigeaes de cabega. Que
felicidade o ser amado por essa mulher 1
Eu nao tinha vontade nenhuma de dormir,
comecei a passear pelas ras. A' nove horas,
devia Vladimir ter acordado, fui i casa delle ;
era a uoica pessoa com quem podia converaar
respeito da duqueza e ainda precisava fallar i
respeito della.
Entao, disse elle com ar salisfeito ao ver-
me entrar, nio sou smavel ?
Como I
O que fez hontem ? Nao ser de amigo dei-
xa-lo s onde deviam ser dous? Creio que nao
perdeu o tempo. Ora vamos l, coote-me isso.
Oh I nio era assim que me deviam fallar dessa
mulher.
Com effeito, eu lh'o agradeco, meu charo
Vladimir, reapoodi com tom um pouco fri ; po-
rm nada tenho a contar-lhe.
Entretanto diaseram alguma cousa.
Com effeito conversamos.
. Deque?
De tudo o que se deve conversar.
E de que mais ?
De nada mais.
Ora vamos I.... est gracejando l
AQango-lhe que nio.
Ora vamos, meu charo, i discrlgio d'uma
bella virtude 1 replicou elle um pouco picado.
Vladimir nio era desses homens de quem se
pode fazer francamente confidente de impresses
intimas; i elle devia eu o ter conhecido a du-
quesa e em summa, alm de que fra compro-
mell -la nada confessar, teria sido quasi que in-
gratido da minha parle parecer que desconfieva
de um amigo commum. Tratava-s, pois, de di-
zer-lhe o qua podia ser dito.
Nao ha oiscrigo, repliquei eu, seno onde
ha segredo, e repito-lhe, meu charo amigo, que
posso confessar tudo. o Que &i noite passafla
a duqueza aioda nio tinha voltado quando eu
cheguei; esperei-a, ceiamos s duas horas da
madrugada. Acarnos cooversando depois e mais
nada.
E quando saiu de casa della?
Esta manha.
E diz.... Ah I meu charo, de mais 1
Dou-lhe a minha palavra de honra que hoje
nio sou para a duqueza mais do que. era hontem,
quaodo nao a conhecia ; alm disso, sabe bem,
que, pesar de tudo o que se diz, ella oo mu-
lher lio prompta ; e se tem por ella e por mim.
um pouco do amizade, meu charo Vladimir, nio
falle mais seu respeito, como o faz agora ; um
favor que Ihe pego, e em summa e seu dever de
amigo.
Ah I voc tambem acredita as historias
que Annette Ihe coma, e acredita na saa vir-
tude I Bem, bem, v andando que tem cami-
nho longo. Quer que Ihe diga urna cousa ? D'a-
qui oito dias ella nos ter intrigado, porque
tem urna phaotasia por voc ; v que voc quer
toma-la ao serio, far lado o que poder para
afasta-lo de mira, que sei a verdade ; depois par-
tir, deixa-lo-ha equi e eolio voc vira dizer-me
que eu tinha razio. Eu o espero e nao Ihe fica-
rei querendo mal.
Um amigo verdadeiro nio Is/ia fallido melhor ;
essas palavras cahiram aobre mim como glo a
flzeram um buraco fri no coragao. Sent que
meu amor ia ter um adversario nesse homem,
que, se o viese todos os dias, elle envenenara
as minhas alegras.
A duqueza nio nos intrigar, disse eu ; nao
tem aemelhanle desejo a nio teria poder para fa-
ze-lo Ella serve-se respeito dos termos os
mais affectuosos e creio que merece o apoio do
todo o homem, e principalmente de um homem
de quem falla como de voc. Voc tem-me con-
tado vinte vezes que tinha andado loucamente
apaixonado por urna danaarina e que podia affir-
mar qae ella ihe tinba sido fiel ; procuroi desen-
gana-lo 1 Nio, porque tudo possivel. Acredl-
te-me, quando um homem do moodo tem ama-
do urna mulher de theatro ou ama mulher aman-
cebada, toma o habito, para lisoogear a saa aman-
te e para se desculpar seas proprios olhos, do
denegrir todas as outras mulheres em proveita
daquella i quem ama e de aizer que as mulheres
da alia sociedade sao mau corruptas do fue
as corlezias ; um desses dictados relhos aos
quaes a ioteresse de aos, a maldade a a lolica
da outros, de lempos em tempos urna prova ise-
lada Um dado urna falsa veroaimilhaaca ; mas
voc ter muito bom senso para se fazer echo dis-
so, principalmente agora que o aeu amor pela Ul
dama aaiu um pouco do seu coragao por causa
das observagea da bolsa. Seja, pois, amigo, da
duquesa, como convm ser amigo das mulheres
para defend-las, e far por ella o qoe, haveado
occasiio, ella tarta por Toce.
(Continuar-se ha.]
PEM. TYP, DE M. F. DE PARIA cjt f ILHO, I9tt,
_--------_.
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IIHKl
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