Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09398


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Full Text
lili IIITIf I01EI0 221
Por tres>mezes adas, fados 5$OoO
Por tres ezes yeicidas 6|060
mtm

OARTA FEIBA & H SETEMBRO II |||
Par ansa adJaniada i 9$000
Parte fraaea pan sabseriater.
NCABBgQADOS DI SUBSCBIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Nati!, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
y, e Sr. A, da Lemos Braga; Ceara o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Bibeiro Gui maraes; Par, o Sr. Justino J.
Ranos; Amazonas, o Sr. Jernimo daCoata.
PARTIDAS DOS QORfrOS.
Olinda todos os dias as 9l/2 horas do da.
Iguarassu.Goianna a Parahiba as aegund as e
sextas-feiras.
S. Antio.Bezerros, Bonito, Ctrtar.AUinho a
Garanhuns as tereas-feiras
Pao d'Alho, Naiaratb,|Limoeiro,Brejo, Paa-
qaeirs,lngazeira,Flores,Villa-Bella,Boa-Viats.
Ouricury Px as qaartaafairas.
' Cabo,Serlnhem,Rio Formoso.Una.Barreiros
Agua Preta.Pimenteiras e Natal quintas feiraa
Todos os crrelos partemfas 10 horasdamanha
iS
EPHEMERirJW DO MIZ DI SETEMBRO.
4 La ora as 7 boras a 52 mnalos da man.
11 Quarto crescenta as 10 horas e 56 mina toada
manbaa.
18 La chala as 11 horas a 42 mina toa ds tarde.
27 Quarto minguant ai 4 horas e 5 minutos da
manhaa:
PREAMAR DEHOJE.
Primeiro ss 9 horas e 18 minutos da manhaa.
Segando as 9 horas e 42 minatos da tarda.
23
24
25
20
27
28
29
IAS DA SIMABA.
Segunda. S. Lino p. m.; S. Tecla t. m.
Terca. N. Sen hora dss Mercez;S. Geraldo c.
Qearte. S. Firmino b. m.; S. Nionizia v. ro.
Ouinta. Ss. Cypriano e Justina mm.
Sexta. Ss. Cosme e Damiio irmaos mm.
Sabbsdo. S. Wenceslao duque; S. Salomio b,
Domingo. S. Miguel Archanjo; S. Fraterno.
AUtM&ftuiAa ,UUS IBlfiL'hAEh DA CAPITAL.
Tribunal do commercio ; aegundaa a quintaa.
Relaco: tergas, quintaa a sabbadoa as 10 boras.
Fazenda : tercas, quintas e sabbadoa as 10 horss.
Jvizo do commercio : quartas ao mel dia.
Dito da orphios: torgas e sextas as 10 horaa.
Primeira rara do civel: tercu a scxtasao meio
ata.
S6?aii??i d. ,I?'1: &**" "doaa 1
lora da tarde:
PIBTE OFFICIIL.
f Ministerio da guerra,
Decretan. 2,821 de 21 de agnlo de 861.
llera as disposices do regulamento approvado
pelo decreto n. 2,171 do Io de maio de 1858,
na parta relativa A nomeago dos recrutadores
e s respectivas gratiflcages-
Hei por bem determinar que ss disposices do
decreto n. 3,171 do 1* de maio de 1858 sejam eje-
cutadas com as seguales alleragea :
Art. 1. Os recrutadores seria no meados polo
ministro e secretario de estado dos oegocios da
guerra, sendo os das provincias por proposla dos
respectivos presidentes.
Art. 2 A gratificado dos recrutadores ser
de 6O3 meosaes, percebeodo, alm disso, os que
orem oQiciaes do exercito, as vantagens geraes
correspondentes a seus posto.
O marque?, de Caxias, do meu conselho, presi-
dente do de ministros, ministro e secretario de
estado dos negocios ds guerra, sssim o tenha
entendido e faga executar com os despachos ne-
cessarios.
Palacio do Rio de Janeiro, em 21 de agosto de
1861, 40 da independencia e do imperio.Com
a rubrica de S. M. o Imperador.Mrquez de
Caxtas.
o capitao da 4a Felippe
da Ia Augusto
ctP?f 4" cnP"hia o capitao da 6a Andr de
isa Albuquerque.
Para'a 5a companhia
de Si e Albuquerque.
Para a 6a companhia o capitao
de Si e Albuquerque.
Communicou-se so coronel commaodante su-
perior, interino do Recife.
Dita.Os Srs. agentes ds companhia brasileira
do paquetes a vapor mandem dar transporte no
primeiro vapor que passar do norte, ao ex-solda-
do do 1 batalho de infantera Ephigenio Cardo-
so da Silva, que havendo regressado do presidio
de Fernando por haver cumplido a pena de seis
ENCARREGADOS DASUBSCB1PCAO DO SUt
Alagoas. o Sr. CIsudino Falco Dias; Baha
Sr. Jos Martin. Alve,; Rio d. j..lro, '
oao Pareira Marti di.
EM PEBNAMBUCO.
Os prepretarios do DIARIO Manoel Figueiroa
de Feria & Filho, na sua livraria prega da Inde-
pendencia ns. 6 e8.
snnos de priao tem de ser enviado para a corte
por parte do Dr. chele de polica.
Mandou-se tambem dar passagem para o Ma-
ranho ao juiz -municipal e de orpbios dos ter-
mos reunidos do Brejo e Tutoya bacharel Domin-
gos Monteiro Peixoto.
Dita. O presidente da provincia, tendo em
vista as informales ministradas pelo inspector
do arsenal de maroha em 5 e engenheiro eocar
Anda assim, Benjamim Constan! usa desta
metaphora com referencia i separaco entre o
poder real e o puder ministerial; a esta sop-
rselo que considera a chave da organisago so-
cial ; mas nao afflrma, diz que talvez conseguir
manter o equilibrio e harmona dos poderes
polticos. r
A possa constituido nio di s deflnicio dessa
roelaphors; e era indispensavel recoirer aos
pnucipfos geraes para ter a sus significado. A
- .i o uioiiun. om j B eugeoneiro eocar- v-^'v^ roes para ler a sua signilicago. A
regado das obras do melhoramento do porto em i ,p8u'f-e a letra do artigo, devia concluir-se que
18 ludo do maz mrrunln raulia ... An. O POder madrnitnr na nn ..1...1-. *.\_,
18 ludo do maz corrente. resolve que nos dez
mezes do exercicio de 1861 a 1862, a contar do
presente, as despezas que se tem de faser pela
rubricaObrasdo ministerio da maroha, se-
jam reguladas pela segoiote
TABELLA.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediento alo dia SI de setembro
ale 1861.
Officio ao Eim. conselheiro director interino da
faculdade de direito.Com a inclusa copia da
informaco da thesouraria de fazenda datada de
tS do correle respondo ao oflicio que V. S. me
dirigi em 16 dbsle mez, solicitando o pagamento
das despezas feitas com os concertos de que ne-
cessitavam os armarios existentes na secretara
dessa faculdade.
Dito ao coronel commaodante das armas.
Attendendo ao que ponderou o capitao Jos Pe-
dro Nolasco Peretra da Cunha no final do officio
que devolro, e a que Ilude o de V. S. datado de
16 deste mez, nao s recommeodei ao inspector
da thesouraria de fazenda a expeJigao das con-
venientes ordens para serem pagas de seus ven-
cimentos pela cdllectoria da villa de Garanhuns
as pracas de artilharia destacados no termo do
Buique, mas tambem concordo em que passe a
ser com man Jado pelo mesmo capitao, continuan-
do a permanecer na freguezia em que se acha o
destacamento do 10 batalho de iofantaria exis-
tente naquella comarca.
Dito ao chefe de polica.Remetto V. S.,
para seu conhecimenlo e execuco na parte que
loe tocar a inclusa copia do termo de cntralo
celebrado com Joo Faique e Antonio Machado
Gomes da Silva para o servigo de carros de praca
nesta capital.Remelteu-se outra copia i cma-
ra do Recife.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Transmiti i V. S. para os convenientes exames
as inclusas copias das actas do conselho adminis-
trativo do arsenal de guerra datadas de 9 e 18
do correte mez.
Dito ao mesmo.Mande V. S. pdr em hasta pu-
blica, conforme indica em sua informagio de 17
do corrente sob o. 858, o arcanttameoto do terre-
o que existe devoluto junto ao edificio, em que
funeciona o tribunal da relaco com as condiges
constantes do final da citada informagio.
Dito ao mesmo.Transmiti V. S. o incluso
requerimento documentado, afim de que mande
pagar a quantia que se estiver a dever ao len-
te do 9 batalho de infantaria Manoel de Azeve-
do do Nascimeoto, por haver apresenlado na qua-
lidade de recrulador na freguezia da Boa-Vista
nesta capital tres voluntarios edous recrutas para
o servigo do exsrcito como se v dos documen-
tos anoexos ao mesmo requerimento.
Dito ao mesmo.Declarando-ma o Exm. pre-
sidente da Baha em officio de 31 de agosto ulti-
mo, que expedir ordem para ser paga mensal-
mente ao negociante Manoel de Barros Silva, a
contar do 1 da juoho do anoo correle em dian-
te, a quantia de 240000, que de seu sold consig-
nou naquella provincia o alteres do 2 batalho
de iofantaria Francisco Jos Gomes, assim o com-
munico V. S. para seu conhecimenlo.Com-
municou-se ao commandante das armas.
Dito ao mesmo.Estando satisfeita pelo tenen-
te coronel commante do Ia batalho de artilharia
da guarda nacional deste municipio, como se v
do incluso officio, a exigencia da V. S. conlida
em sua ioformago de 5 do correte, sob n. 826,
acerca da duraco do corrame que tem de ser
substituido pelos 240, constantes do pedido que
derolvo e me foi remedido pelo respectivo com-
mandante superior, com officio junto de 4 deste
mez, n. 135, recommendo-lhe, que atientas ur-
gencia deste corrame, cujo fornecimento nao
pode por esse motivo ser effectuado pelo arsenal
de guerra, mande entregar ao commandante da-
quelle batalho a quantia de 1:7809000, que se-
gundo o calculo da cootadoria dessa thesouraria,
troa-se necessaro para pagamento do mesmo
corrame.Communicou-se ao commandante su-
perior do Recife.
Dito a inspector do arsenal de maroha.Re-
commendo Vmc, que, entendendo-se com o
inspector de saude do porto, faca-examinar urna
das baleiras empregadas no servido do lazareto
do Pina, a qual, segundo consta de officio do
mesmo inspector datado de honteni, acha se em
mo estado, remettendo-me o resultado desse
exame com declarac) da importancia a dispen-
der com os coocertos de que precisar a mesma
balieira.Communicou-se ao inspector de saude
do porto.
Dito ao director das obras publicas. Respon-
dendo o officio que Vmc. me diriga hoje, sob n.
228, lenho a dizer que fico inleirado da resolu-
to tomada pelo gerente da companhia de illa
mmaco a gaz de mandar proteger o cano que
passa pela ponte provisoria do Recife com travs
feitas de madeira collocadas debaixo do mesmo
cano, (cando assim sem effeito a ordem de 18
do corrente, pela qual mandei que fossem pinta-
dos de edr diflereote os arcos da referida desti-
nados a passagem das embarcares do servico do
porto.
Dito ao Dr. Manoel de Figueirda Faria.Agra-
deceodo Vmc. o offerecimeolo que fez das
moedas de diversos paizes da Europa menciona-
das na relaco que acompanhou o seu officio de
19 do corrente, a que respondo, cabe-me decla-
rar-lhe que dei s referidas moedas o destino in-
dicado pe Vmc. no seu citado officio, remetien-
do-as para o museo do gymnasio provincial.__
Fezse a remosta das moedas ao regedordaquelle
estabelecimento.
Portara. 0 presidente da provincia, tendo
em vista a proposla apresenlada pelo tenente-
coronel commandante do batalho u. 7 de infan-
taria da guarda nacional do municipio do Recife
sobre que ioformou o respectivo commandante
superior interino em officio de 14 do correle
resolve promover a alteres da 5a companhia d
mesmo batalho o guarda Igoacio Ferreira dos
Santos Pimeatel, btm como transferir para ou-
tras companhias do predile batalho por assim o
haverem pedido os officiaes seguntes :
Para a Ia companhia o capitao da 3a Jos Tho-
maz Pires Machada Porlella.
Para a 3%compaobia o capillo da 5a Jos Cae-
"no do Albuquerque,
Com a nova barca de escavaco.
Pessoal e material..........,.....................
Reboquade bateles com areia, calculado em 20
das pw cada mez a saber ;
12 bateles a. 5000................. 60*000
12 ditos a 4*000..................... JmOOO
Para 2 bateles novos a construir.................
Coocertos provareis..............................
Barca velha de escavano.
Concertos oreados pelo arsenal de marnha......
Para 6 mezes de trbalho da barca......;.......
DESPEZAS.
Difieren tes obras.
Com a tapagem da barreta das jangadas..........
Com o dique da ilha do Nogueira................
Obras diversas e eventuaes.............'.......,"
Para a obra do caes contratada com o baro do
I.ivramento..................................
Para 9er appllcada obra do dique em conti-
nuagao do caes do norte do arsenal de marinha
e com o pagamento de ordenado e outras despe-
zas eventuaes..................
Despachos do dia S1 ole setembro
de 1861.
?e?uertfnen Antonio Francisco de Barros. Informe o Sr.
inspector do arsenal de marnha.
Basilio Xaer de Souza.Em visla do que dis-
poe o art. 12 do regulamento n. 113 de 3 de Ja-
neiro de 18*2, nao tem lugar o que requer o suo-
plicanle. v
Caetano Bessooe de Assis Campos.Passe por-
ua concedendo a licenga pedida.
Joaquina mbelina dos Passos. Nio tem
lugar.
Joio Luiz de Almeida Bibeiro.Bemeltido ao
Sr. juiz municipal do termo de Iguarass para
cumprir o disposto no art. 12 do decreto de 30
de agosto de 1851.
Manoel da Costa Mangirico. Tendo de ser
posto em arrematado o arrendamento do terre-
no de que trata o supplicante pode comparecer a
elle se lhe conyier.
Manoel Firmino Ferreira. Concedo a licenca
que pede, pagos os direilos naciouaes.
Pedro Jos Ferreira.O supplicante nao satis-
fez o disposto no art. 39 1 e 2 do regulamento
de 28 de Janeiro de 1851.
Theodor Rampk. Nao ha ordem do governo
imperial para o despacho que pretende, isento de
direito.
INTERIOR.
RIO
Mental.
1.552*131
2:160*000
1:600*000
94g829
1:124*456
870*691
1 000*000
1:570*200
1:000*000
Not 10 mexe.
15:5278310
21:600*000
16 000*000
948*296
11:2445560
5:224*146
10:0004000
15:7021000
10:000*000
TOTAL.
54:069*606
16:468*706
35702$000
18:000*000
34420*741
158:661*053
Antonio Marcelino Nunes Goncalves.
de torgas de terre, pode-se dscorrer sobre pol-
tica geral.
Refere-se respoosabilidade dos ministros
pelos actos do poder moderador.
Esta questo tem sido tratada na cmara dos
deputados com grande desenvolvimenlo ; a nio
parece bem que no senado nao se levante pelo
meooa urna voz para protestar contra as doutr- n surdos se checa com
SfS 1 i" 80bre Mla matetia pe, Sr* que 'VW ,ervid0 trsanos da opinio que
ministro da justifa. o orador aVstenta. !"" hu
Nao coocebe moparchia constitucional sem Tambera a constiluclo hespanhola de 1812 e
respoosabilidade ministerial por todos os actos | todos aabem quanto domioaram uella as ideas
o poder moderador, na posse exclusiva de'tal
chave poda abrir e fechar a conatituico como
! bem lhe parecesse : tal a for5a da metaphora ;
mas aemelhante intelligencia importara um
absurdo, constitucionalmente fallando; e oor
sso passa o orador adiante.
O poder moderador delegado privativamente
ao imperador, diz o art. 98 da constitnico. Este
adverbio nao tem a sigoificsCio que i forca se lhe
quer dar nesta questo para eximir os ministros
ne responsabilidade pelos actos daquelle poder
a sua sigoificaQo tem referencia assembl
geral, com o firn de deixar bem claro que ella
nao intervm nos setos do poder moderador.
tambem o art. 148 diz que compete nriv.iti-
xamente ao poder executlvo em pregar a forca
armada de mar e trra como bem lhe parecer
conveniente i seguranza e aefeza do imperio ; e
anda ninguem deduzio deste privativamente
que os ministros de estado nao sao responsaveis
pelo emprego da for? armada de mar e
ierro. *
Para araltar a forca desta argumentaco re-
corre-se i fonte da egisla5ao. Essa foote est
as oDrls-.de Beojamin Constant; as ideas deste
publicista foram em geral adoptadas pelo nosso
egisladpr constitucional: mas o desenvolvimen-
lo do poder moderador, tal qual est coosagrado
na nosea eonstituicio, funda-se em bases oppos-
tass adopUdaspor Beojamin Constsnt.
tile quera a separaco completa entre o po-
der real a o poder executivo; assim constitoio o
poder neutro no re, e o poder executivo nos
ministros de estado.
Mas a nossa constituido reuni o poder mo-
derador e o executivo no imperador: contra a
base essencial do systema adoptado por aquelle
publicista. r r i
Nao foi portento s o tratado de Benjamn
Conslanl que servio de fonte i nossa constitui-
?ao; os redactores desta, adoptando em geral o
systema e as ideas desse publicista, seguiram o
desenvolvimenlo dado ao poder real na consti-
tuiQao franeeza de 1791; e tanto isto assim que
os arls. 131, 133 e 135 da constituyo do impe-
rio sao tsadundos quasi litleralmente da consli-
tuigao de 1791.
Sendo assim. recorra-se as disposices dessa
conslituicao, e ver-se-ha que ella diz que o po-
der executivo reside eze/uiivamente (expresso
muito mais forte do que o privativamente de
nossa consti^uigo) as maos do rei.
Ora, haver quem pretenda que este exclusi-
vamente. Jorna irrespoosaveis os ministros de es-
tado peles actos do poder executivo?.... Vfja-se
a que absurdos se chega com tal lgica de
sujeita respoosabilidade alguna ;
trina hoorosa, q.ie nao resiste aos argumentos
com que a combaten em seu ultimo discurso o
nobre depulado a que o orador j se referi;
discurso esseque, nesta parle, mereca ser tam-
bem estampado com letra de ouro, porque tra-
tou magistralmente deste objecto.
Do que tem dito se v que nu se pode dedu-
zir do privativamente aconcluso de irresponsa-
miidade dos mioistros ; a proposito opposta
que tirada pela lgica constitucional, embors
outra seja a que por ventura possa tirar a lgica
commum.
O actual Sr. ministro dos negocios estrangei-
ros, entrando tambem na discusso deste assump-
to, concluio aceitando a respoosabilidade dos mi-
nistros por acuelles actos do poder moderador
qua tem condiges legaes.
Mas a doulrioa da responsabilidad moral dos
ministros, sem a legal, Uaz comsigo, como o
orador ji diss, acabar com a ioviolabilidade da
coroa. o dogma poltico que todos os actos do
poder sao dos ministros e nao da cora ; e que
por lodos esses actos sao os minislros respon-
saveis. r
A doulrioa que o orador impugna nao a da
coostiluicao ; ella consagra expressamente a res-
poosabilidade dos ministros, sem dislincco de
actos de um ou de outro poder. Isto o que est
na constiluico, em todos os arligos lidos pelo
orador, e at as fooles qua foram coosultadas
pelo legislador.
A coostiluico nao faz differenca ou dislincco
quanto responsabildade dos ministros entre os
actos do poder moderador e a sua execuco. O
primeiro acto da execugo areferenda ; nao ha
neceasidade de nenhura outro para tornar-se
elTectiva a respoosabilidade do ministro.
Ha actos do poder moderador que sao uoicos :
a nomeagao do senador um s acto ; a proro-
gaQao das cmaras tambem, etc. ; oelles a rere-
renda o primeiro acto de execuco ; trazem a
execugao em si mesmo.
Por qualquer lado que se considere a queso
a conclusao que todos os actos do poder sao
dos ministros de estado, e que estes sao respon-
saveis por todos aquelles.
Examioando-se algumas das p'rerogatvas do
poder moderador o que se v ? que em muilos
casos nao sao isentosde responsabildade.
urna dou- niara ten,p0r8riaf daod(> occiao ao Sr mois,ro.
da justica para, por roais de urna vez, sustentara
verdadeira doutrioa da constiluigo, de modo tal
que chegou a satisfazer, na conclusao, ao nobre
deputado que publicara esle folheto, considerado
debY"* Pe|o nobre senador que encetou hojeo-
Certo de que o seoado hade reconhecer a con-
veniencia de nao aceitar esta discusso. ou pelo
menos de nao lhe dar o desenvolvimeoto que pa-
rece estar as vistas do oobre senador por Per-
nambaco, entende todava que cumpre-lhe offe-
recer algumas considerages sobre o discurso au
a casa ha pouco ouvio.
Antes, porm. de entrar na materia, parece-lh
conveniente declarar que. em sua opioio. esta
questo nao deve ter o alcance de tornarse mi-
material ; erabora lodosos minislros."sem excep-
gao doSr. ministro dos negocios estrangeiros.es-
t<*jam de perfeito accordo na doutrioa sustentada
pelo Sr. ministro da justiga na outra cmara-
uasta para reconhecer que nao tem semelhan-
te alcance ponderar que urna queslo que nao
tem actualidade, nem compete ao governo resol-
Propoz se o no"ue senador por Pernambuco a
susteotara respoosabilidade dos ministros de es-
tado pelo actos do poder moderador ; mascoo-
vem nao esquecer que o modo de por a questo
ofluo na opiniao que se tem de formar a seu res-
peito.
Ora, a forma da questo prevenio muito o no-
bre senador e induzio-o a sustentar doutrinas
que nao sao conformes a constituico do es-
tado.
O que cumpre que fique assentado e reconhe-
cldo por urna vez como verdade da letra e espi-
rito da constituigo quo as attrbuiges do po-
der moderador sao da privativa competencia do
imperador.
Quanto i responsabildade dos actos desse po-
der, j o Sr. mioiitro da justiga declarou que os
ministros de estado tioham a respoosabilidade
pohlica, tanta quanta precisa para cobrir a co-
roa as discusses do parlamento.
Assim resolvida a questo. at o nobre depu-
lado sutor do folhelo em que se fallou, deusa
por satisfeito O nobre senador por Pernambu-
co, porm, fez surgir a questo no senado.
Aescolha do senador. poTexe b o SS !f V"' .Dres,89,e mais aUenio s
recahe em um do, trea^oposi,. Ao enve-'! cbSart. ZlaMt d' USl5,> cerl 1ua
respoosabilidade algum. ; mas tambem n mesmo "X'JSSZZ! \ tD.ea?.0 "*OIio-
DE .1WKIRO.
SENADO.
SESSAO EM 14 DE AGOSTO DE 1861.
Presidencia do Sr. vieconde de Abaet.
As ooze horas da manhaa, achaodo-se presen-
tes trila e cinco Srs. senadores, o Sr. presidente
abre a sesso ; lida a acta da anterior approva-
Q3
EXPEDIENTE.
O Sr. 1. Secretario l um officio do 1. se-
cretario da cmara dos Srs. deputados, acompa-
nhando urna proposigo da mesma cmara, so-
bre matrcula de diversos estelantes.Vai a im-
primir.
Sao lidas as redaeces.
l.\ da proposigo do poder executivo com as
emendas da cmara dos Srs. deputados, fizando
ao',?o?a naTal pafa anno flnanceiro de 1862 a
1863.
2.a, da emenda do seoado proposigo da ou-
tra cmara que approva a penso concedida a D.
Candida Fraga Noves.
Ficam sobre a mesa para serem votadas na
pnmeira sesso.
O Sr. D. Manoel referlodo o que se tem passa-
do acerca da indicago do Sr. visconde de Albu-
querque relativa i deliberagio lomada pelo Sr.
presidente, de vedar a publicago de alguos inci-
dentes occorridos as discusses do seoado, es-
tranha que ja nao leoha entrado em discusso o
parecer da moria da mesa e o voto separado
sobre esse assumpto, Bem ao menos honlem, dia
em que nada houve que fazer, a ponto de ser a
ordem do diatrbalho de commisses ;e pede
ao Sr. presidente que nao deixe de por com bre-
vidadeem discqsso urna materia to importante,
at para qae se nio diga que S. Exc. tem medo
da discusso ou receia que o parecer caa.
O Sr. Presidente diz que O nobre senador se
quizer observar o systema qae tem sido seguido
na designago das materias para a ordem do dia,
ha de fazer a justiga de reconhecer que alguma
cousa se tem feito e anda se fari nesta sesso.
O parecer a que o nobre senador alludio na-
tural que leoha larga discusso, nio sendo para
ella sufficiente a sesso de honlem, e nao de-
vendo ser preterida a discusso da le de fiago
de forgsa de trra, que eslava a ser distribuida !
na casa, como foi, loria o debate de ser interrum-
pido sem resultado algum.
Logo que nio houver objeclo lo importante
como este ver o nobre senador dsr-se para a
ordem do dia o parecer e voto separado ; tanto
mais que indiflerente ao presidente do senado
que o parecer passe ou veoha a cahir. O que o
eoado decidir ha de de certo ser melhor.
ORDEM DO DA.
Estando prsente o Sr. ministro da guerra
entra em Ia discusso a proposta do poder exe-
cutivo, com as emendas feitas e approvadsa pela
cmara dos deputados fixando as forgas de trra
para o anuo flnanceiro de 1861 a 1863.
O Sr. Mrquez de Olinda tendo de oceupar a
atlengio do senado com um asaumplo importan-
te, nio acha outra occasiao de tratar delle seoio
esta, em que estando em t* diaousto a Bxacio
da corda; por outra, nao concebe monarchia
constitucional sem este dogma,qud os actos do
poder moSkYador sao obra dos ministros, os quaes
responden) porelles.
Para demonstrar esta proposigo nio precisa
servir-se de argumentos deduzidos das theorias
do systema constitucional; nao porque nao sejsm
mui valiosos, mas porque legem habemus. Este
aphorismo tem suas exigencias; requer a spre-
sentago da lei; ora nesta lei que nao se en-
contr a doutrioa que o orador combale.
Nao se serve, pois, dos argumentos deduzidos
da theoria e ndole do systoma, visto serem-lhe
desnecessarios; tem na conslituigio disposges
que consagrara a respoosabilidade dos ministros,
sem excepgo dos actos do poder moderador; e
nada menos de dous arligos to claros e expressos
que nio deixara consa alguma a deseiar.
Diz o arl. 133. (L) :
< Os ministros de estado serio responsaveis. >
Baseando-se oeste artigo que o orador toma
por postulado que os ministros de estado sao
responsaveis pelos actos tanto do poder executi-
vo como do moderador, dos quaes sao elles os
nicos executores.
Mas anda ha outro artigo mais explcito, o
135, assim concebido. (L) :
Nao salva oa mioistros da responsabildade a
ordem do imperador vocal ou por escripto.
Ora, o imperador ao mesmo tempo poder
moderador e executivo ; logo, quaesquer ordens
que der nao salvara os minislros do estado da
respoosabilidade, quer essas ordens emanem do
poder moderador, quer do executivo. A consli-
tuigio nao distingoe.
Nao ba artigo algum da constituigo que decla-
re que os aelos do poder moderador nao estao
sujeitos respoosabilidade; portanto deve to-
mar-se o art. 135 oa sua letra. A letra diz que
a ordem do imperador nao salva orministros da
responsabildade.
Observa-se que o art. 132 impoe aos actos do
executivo a necessidade de referenda ; mas urna
cousa referenda exigida para que quaesquer
aclos tenham execugo, e outra cousa a respoo-
sabilidade que possa resultar desses setos.
Deste art. 132 o mais que poderia concluir-se
era que os actos do poder moderador nao ne-
cessitara de referenda; e com effeito ha na cons-
tituigo disposigo que torna a aanegio das leis
independente de referenda, e s a exige para a
promulgeco. Ah temos acto do poder mode-
rador sem referenda.
A nica conclusao, pois, que a lgica admitti-
na era que taes actos nio precisam de referen-
da ; mas nunca que dellea nio sao responsaveis
os ministros, porque a responsabildade destes
est consagrada em artigo especial da consti-
tuigo.
Assim o argumento deduzido do art. 132 em
Dja invalida a genuina intelligencia dos arte.
10 Passar agora a considerar os argumentos em
contrario, apresentados as discusses ds outra
cmara.
Sio deduzidos do art. 98 da constituigio. Cum-
pre portanto entrar na sus analyse, a ver oque
importara.
Mas antes deve declarar que esta materia j
foi tratada magistralmente o anno passado em
um folheto attriboido a um nobre depulado que
anda este anno tomou parte no debal.
A proposito desse folheto, disse eotio o orador
que devia ser estampado com letras de ouro ;
confirma anda tal dito, tanto mais que, tendo de'
servir-se de argumentos empregados nesse es-
cripto, nao desoja dar lugar a que se pense aue
faz seu o trbalho alheio. H
O art. 98 diz.. (L) ;
t O poder moderador a chave de tola a or-
ganlsagao poltica, delegado privativamente
ao imperador.
Esta phrase tea todo o cabimento em qual-
quer tratado de direito publico constitucional
mas nio em urna lei. E' urna metaphora tirada
de Benjamn Cooalaut, mas este publicista s a
empregou em urna nota, leve muito cuidado de
nio se servir della em seus arligos Ugisl
do maior liberalismo, diz que o poder execulivo
compele exclusivamente ao rei. Quereriam por
ventura os seus legisladores com esta expresso,
excluir os mioistros de respoosabilidade 1 Nio
por certo ; esse adverbio foi empregado em rela-
gao ao poder legislativo, para mostrar que elle
nao parlicipava em cousa alguma do executivo.
Portanto, a interrupgodad no arl. 98 da nos-
sa constituigo nao est de accordo com a doutr-
na das suas fontes; forgada e inadmissivel
Depois de a coostituigo dizer que o poder
moderador delegado privativamente ao impe-
rador, conlioa assim (l) c como chefe su-
premo da oago e seu primeiro represeotante.
Tem-se querido deduzir desta qualdade direitos
que nao esto definidos na constituigo.
Com effeito nao se achara em toda a constilni-
gao designadas as attrbuiges do primeiro re-
presentante : a consequencia, a eguir-se a letra
deste artigo, seria que o imperador tinha a ple-
nilude de todos os poderes. Ou sendo isto um
absurdo constitucional, a conclusao que nao po-
dem taes patarras indicar direitos especiaes ; im-
portara to somente um titulo, urna designaco e
nada mais.
Prosegue o 'art. 98: < para que incessante-
mente vele sobre a maoutengio da indepen-
dencia, equil-brio e harmona dos mais pode-
res polticos. E' sempre a raesraa metapho-
ra ; e na falta de defioigo dessas attrbuiges,
aeguindo-se o sentido natural das palavras em-
pregadas, o resultado seria que a cora poda
ludo. r
A nica consequencia, portanto, que em tudo
isio nao ha urna nica palavra que tenha re'.agao
com a Inculcada irresponsabilidade dos aclos do
poder roolerador; esta materia tratada em ou-
trns arligos ; no 98 ui.
Mas supponha-se que o privativamente do aft.
98 consagra a irresponsabilidade dos mioistros.
Qual a consequencia ? Que o imperador pode
para os actos do podar moderador escolher os
executores que quizer. Mas ests doulrina falsa,
eo orador desde o principio declarou qua tomava
como postulado que os uoicos executores dos ac-
tos do poder moderador e executivo sao os mi-
nistros.
Aquella illagao lira-se combinando o art. 98
com o 102. Este diz : O imperador o chefe
do poder executivo, e o exercita pelos seus miois-
tros de estado. O art. 98 esle: < O poder
moderador delegado privativamente ao impe-
rador. Desde que u um caso s exercia o po-
der pelos seos mioistros, e no outro o poder lhe
delegado privativamente, a consequencia da le-
tra da lei, guardando silencio sobre os executo-
res dos actos do poder moderador, nao que os
ministros sao irrespoosaveis pelos actos desse
poder, mas que o imperador pode escolher a
quem quizer para execulor de taes actos.
E isto o que d a lgica? Pois bem ; veja-se
o que resulta desta lgica. Diz o art. 103 :< O
imperador, antes de ser acclamado, prestar as
maos do presidente do seoado, reunidas as duas
cmaras, o seguiote juramento, etc. Como este
artigo fez parte do capitulo do poder execulivo,
a consequencia 4 que o imperador, como poder
moderador, nao est ligado por juramento algum ;
mas s como poder executivo. Repare-se bem
no que aqu vai 1
O art. 99 diz : c Alpessoa do imperador n-
violavel e sagrada : elle nio est sujeito res-
ponsabildade alguma. Como este artigo echa-
se no capitulo do poder moderador, seguia-se
que, cumo poder executivo, o imperador est su-
jeito i responsabildade ; que a sua pessoa nao
inviolavel e sagrada I
Ji se v como a argumenlagio que o orador
combale iosuslentavei.
O Sr. ministre da justiga acceita, verdade,
a respoosabilidade dos ministros pelos actos do
poder moderador; mas respoosabilidade lio so-
mente moral, que es nio sujeita aoa tribuoaes,
como no caso de actos do poder executivo ; e
firma se para isso no principio de que ninguem
pide ser punido por actoa que nio sio seus.
nos quaes nio tem parle.
Mas esta doutrina exp&e 4 discusso + pesaos
nviolivel e sagrada (Jo imperador, que, nio est
respoosabilidade alguma ; mas tambem o mesi
acontece quanto a alguos actos do poder execu-
tivo Quando o ministro deve limitar-se a fazer
urna nomeago entre os nomes apresentados em
urna hsta, e assim procede, tambem nao lhe vem
d ah responsabiliiade alguma.
Mas supponha-se que a carta imperial nomeia
senador um homem que nio veiu na lista trpli-
ce ; ha ou nao ha respoosabilidade? Esobre
quera ha de ella recahir se o ministro de estado
nio responder pelos dos actos do poder mode-
rador ?
Dir-se-ha : ah est o poder competente para
neo approvar o diploma bem ; mas porque o
acto criminoso nao leve consumraago, nem por
isso deve flear livre depunigo oque o praticou.
O ministro que refereodasse semelhaote carta ira -
penal devia serresponsabilisado.
A auspenso dos magistrados, urna das attr-
buiges do poder moderador, por ventura acto
que nao possa envolver responsabildade?
O art. 154 da constituigo exige que preceda
audiencia dos juizes, informago necessaria. e
que seja ouvido o conselho de estado. Se ne-
nhuma destas formalidades for preenchida, e a
suspensao for logo fulminada, quem responder
por isso, se o ministro nao for responsavel pelo
acto do poder moderador ?
A nomeugao de mioistros, a mais livre das at-
trbuiges do poder moderador, nica de que o
arl. 142 da constiluigo aulorisava'o exercicio
sem ser ouvido o conselho de estado, est por
. "I !?en,a de 1Ui'quer respoosabilidade ? O
art. lie da constituigo determina que os Brasi-
leros naturalizados nao podem ser ministros de
estado ; se for oraeado um individuo nesse caso
quem responder pelo ataque lei fundamental
se nao o ministro que liver referendado o decre-
to de nomeago.?
Cr ler demonstrado que a doutrina susteotada
pelo Sr. ministro da justiga errnea ; que todos
os actos do poder sao dos mioistros de estado, que
por elles respndeos. Nao desejando prolongar
a discusso, nada mais accrescenta.
OSr. visconde de Jequitinhonba (pela ordem)
entra em duvida se na discusso da fiago de for-
gas de mar e trra lcito estabelecer discusso
80. Pol.,lic" Berl No regiment nao v direito
estabelecido para o que hoje se praticou. Os pre-
cedentes tambera nao o autorisam, porque tenha
dez anuos, pelo meos, nao acootece cousa se-
melhante, e appella para os senhores que teem
stdo presidentes da casa.
Como declarou ha dias,'que se toroaria o fiscal
do regiment, e estara sempre com elle na mo,
er que isto justifica a reclamagio que acaba de
a I' J!e1uer Pis ao Sr. presidente que haja
de decidir esta questo. se o regiment permitte,
ou nao. urna discusso destas por occasiao de tra-
tar-se das forgas de Ierra.
Nao deve haver privilegiados no seoado ; e o
orador quer saber se tem iguaes direitos, para
usar delles, nad neste momento, mas quando me-
lhor lhe parecer.
O Sr. presidente agradece ao nobre sOnador as
observages que lhe dirigi. Anda ha bem pon-
eos das declarou que na segunda discusso de
forgas de mar nio permittiria um debate so-
bre poltica ; e que na primeira s teria con-
sentido em observages geraes sobre poltica, mas
relativamente a objectos que tivessem relagao
com a materia de que se tratava.
O nobre senador, porm, hade reconhecer a
dilculdade em que o presidente do senado achou-
se hoje para fazer quaesquer observages neste
sentido ao orador que primeiro oceupou a tri-
buna.
O Sr. Visconde de Jequitinhonhs : O que de-
sojo saber se o precedente fica estabelecido.
O Sr. Presidente entende que nao deve ficar.
O Sr. D. Manoel (pela ordem) protesta que os
estylos da casa sao que se pode fallar sobre po-
ltica geral na 1 discusso da fixagio de forgas
de mar e Ierra, e appella tambem para os senho-
res que Um sido presidentes do senado.
O que acontece agora est de novo demonstran-
do a parcialidade do Sr. presidente e a argente
necessidade de eslsbelecpr-se urna vasta discus-
sae sobre o parecer da mesa e voto separado, da
qual ha de resultar um exame do procedtmento
de S. Exc.
Etretento nio se trata dessa discussio, em-
quaoto senda cabalando e arrancando os votos
dos senadores para que o parecer passe I
Pede ao seoado que tome nota do como as coa-
cas vao indo, e que fique sabeodoque ha privile-
giados. r
O Sr. presidente observa qae o nobre senador
esis hoje um pouco mais prevenido do que ha-
Diiuaimento se moatra contra os aclos do presi-
dente do senado.
Quando fallou nos embaragas em que boje se
vio, pensou que todos comprehendessem que al-
ludia a difficuUide qae tem o nobre sanador por
Pernambuco de ouvir fcilmente.
O Sr, Souza Ramos (ministro do-imperio) pon
O Sr. ministro da iusliga disse que todos os
actos do poder moderador, sendo executados-
pelos mioistros de estado, nessa execugo iocor-
reriam elles oa responsabildade dos delictos que
praticassem. '
Ora. o senado ha de estar bem presente em
que toda a argumenlagio do nobre senador por
Pernambuco limitou-se aos actos da execugo; a
execugo pertence aos ministros, e ninguem
poe em duvida a sua responsabildade quando na
execugo aberrarem do dever.
Assim sendo a questo torna-se de pequeo al-
cance, e o nobre senador poda chegar ao mesmo
accorlo que chegou o nobre depulado pelo Pa-
03.
O quo importa, o que essencial, refere-se
pessoa a quem compete o exercicio das fuocges
do poder moderador. O nobre senador propoz-
se a refular a arguraeotago dos que sustentara
que esse exercicio pertence privativamente ao
imperador, mas nao se oceupou com a exposigo
da doutrina que oppe a esta, de raaneira que o
orador nao pode dar-lhe urna reiposta complete,
e apeoasacompanharalgunsdos argumentosda-
quella ordem de que o nobre senador se servio.
Ltges habemus, disse o nobre senador, e assim
quer que a questo se resolva pela letra e espiri-
to da constiluigo.
A letra da constituigo clara no art. 98 que
diz .
O poder moderador a chave de toda a or-
Kanisagao poltica, e delegado privativamente ao
imperador, etc. A letra lio positiva, oppe o
oobreseoador urna interpretago arbitraria {sus-
tenta que este artigo deve ser entendido pelo art.
U que diz: c O poder legislativo delegado
assembl geral com a sanego do imperador,
e que a palavra privativaiuente nao serve se-
nao para dizer que as cmaras legislativas nen-
dhuma inlervengo tem nos actos do poder mo-
derador.
Mas bem claro est que a constituigo tratando
dos poderes separadamente, nunca podia pensar
que alguem confundase o moderador com o le-
gislativo : portaoto o adverbio nao pode ter a
sigoificagao forgada que o nobre senador lhe at-
tribue.
E se o nobre seoador quer entender o art. 9S
coofrontando-o com outros perltelos, porque
nao procurou antes entende los pete comparago
com o art. 102, concebido oestes termos: imperador o chefe do poder executivo e o exer-
cita pelos seus mioistros de estado ? Compa-
rndolo prxvamento do art. 98 com as palavra*
do art. 102,e o exercita pelos seus ministros
anles do que a confronlago feita pelo nobre se-
nador, tem-se o genuino sentido do art. 98.
Se da letra passa-se ao espirito da constitu-
gao, v-se que o fira do poder moderador decla-
rado no art. 98 velar incessantemenle sobre a
maoutengo da independencia, equilibrio e har-
mona dos mais poderes polticos.Ora, confun-
da-se o poder moderador com o executivo, como
o oobre senador quer que se confunda, e veji-se
que funeges fica exercendo o poder moderador
quanto obrigago de velar incessanlemeote so-
bre o poder execulivo e mais poderes polticos.
Ora, desde que prevalecer a doutrina do no-
bre seoador, quaodo pretende qu os actos, lau-
to do poder executivo como do moderador, sao
actos dos ministros, qae por elles sao responsa-
veis, pergunts-seem que fica consistindo a sepa-
raco entre o poder moderador e o executivo, di-
viso consagrada na constituigio como o princi-
pio conservador dos direitos dos cidados, e. o
mais seguro meio de faxer efleclivas as garantas
que a mesma constituigio offerece? Nio have-
rio mais essas doas poderes separados ; elles fi-
caro confundidos e formando um s ; isto de-
sapparecer o moderador, e ficar o execulivo
dominando sobre todos os mais, contra a letra a
o espirito da conslituigio.
Basta esta coosideragio para mostrar que a
doutrioa do nobre sensdor nio procedente.
Entende o nobre senador que a constituico de-
ve ser interpretada recorrendo-se A sua fonte i
entretanto attribue-lhe fonte diversa da que te-
ve. O Ilustrado autor do folheto que o nobre
senador tomou por bussola, e que merecen oa-
seus applausos, o primeiro a reconheeer que
semelhantes disposices da nossa constituico
foram exlrahidaa de Benjamn Conslanl; e com
effeito parece fora de contestado que o nosso
legislador constitucional recebeu inspiracoes de
doulrina daquelle publicista.
E' pois por essa doutrioa que deve entender-sa>
a da nossa constiluigo ; e desde que o nobre se-
nador soccorreu-se a Benjamn Conslanl, porque
esqneceu-se da sua doatriaa sobre o poder neu-
tro, a que chamoupoder juuiciario dos outros
poderes fNao est claramente demonstrado que
o poder judicario dea outros poderes nao pode
de modo algum achar-se confundido com nennum
dellea ? que as auas attrbuiges nao podem ser
conferidas ao mesmo poder a que pertence o exa-
livo ? Isto asta saltando aot olhos ; desde que
,," '-------..-.-- (W.uviv imperio; pon- cuhvo r iaio esta sanan Jo aos o hos ; desde qu
ders que a questo levantada pelo nobre senador Ul acontecer acabou-se o eaueliaro uneTcoM
por Peroambuco tem Mo larga tf.tsutio oa c. Wuic..p quer- n w PUno que a cqui


mti
3 -TSDO
DIARIO DI PERNAMBUCO. Q1RTA fRA S5 DI SETEMBRO RE 1811.
011101 HTXII lili
15 por isso que Benjamn Constan! diz mu
oeilivmete que desde que o poder neutro se
confundir com o executira, nao hetera mais ra-
zio de ser da exitiencia de deus poderes, nao se
poder mais explicar a cooservagao de dous po-
dares ; acrescentando qae lemelhaole amalgama
o latera urna contusas, na pralica ser um
O que mais admira i que teja 4o lsd^me se
diz liberal, e por excelleaeia propngDador doa di-
reilot do povo, que se tare*) semelhsnte qaes-
Ool (Apeiados.)
Urna simples pergunla esclarecer muito o as-
pto. Mote-seque nao a trato de desneceesi-
das fobccet do poder moderador; alo se
p5e em duvida a coaveniencia deseas uocgf s ;
no que ee fax quettie do exercicio deltas, pre-
lendendo-se que dos ministros ; dos ministros,
guando os meamos que susleotam tal doutrioa
nleodem que elles oio lem o poder de fater o
bem anda que o queiram ; dos ministros, que
oio homens de aspirages, envolvidos na politi-
ce, sujeitos Is patxoes, a eltes que os Iiberaes
quereui alar o exercicio das funcges do poder
moderador I
E' como iocoocebivel, por todos os principios,
-- doutrina tio absurda, que basta urna conside-
rado para destrui-la. No caso de conflicto entre
o cmara dos deputados e o ministerio, qvaodo
e maoifesla entre estas dos entidades um an-
tagonismo declarado, lem o poder moderador de
pronunciar-so entre a dissoluco da cmara e
desnissio do gabinete. Cnropreheude-se esta at-
irbuigio sendo o acto privativo da corda; mas
orno querem os Iiberaes, lato se o acto doa
mioiiro, o que ee segu que elles vem a ser
juizes do conflicto em que sao parle ; sao elles
tifopriot que tm de decidir entro a sua conser-
vacio e a da cmara I
Por ventura offerecem os ministros mais garan-
tas de manler a independencia dos poderes?
Nioguem o dir ; esta doutrina mesmo um at-
teolado contra os principios que devem defender
os que se appellidam de Iiberaes. E o orador
coovida-os a que apreseolem doutrina de Beoja-
miu Constant de qual resulta coofusao entre o
poder neutro e o eiecuiivo
A letra da constituigao, diz o nobre senador por
Peroambuco, torna os ministros responsaveis,
porque diz o art. 133: Os ministros serSo res-
ponsaveis. Mas porque rasio nao leu S. Exc.
o ortigo precedente concebido oestes termos:
Os ministros de estado referendario cu assig-
uarao lodos os actos do poder execulivo, sem o
que nao poderao ter execucio.
A letra da lei, portaoto, a propria que est
dizendo que os ministros de estado, referendando
os artos do poder execulivo [sem o que elles nao
poderao ter execucao), serio responsaveis ; eo-
irctanto que nada absolutamente disp6e sobre
responsabidade dos actos do poder moderador.
lias, como j disse, esta questao nao lem a
importancia que se Ihe qucr dar. O Sr. ministro
Oa juslica ji declarou que os ministros de esta-
do icm a responsabidade politic* des actos du
poder moderador; esta doutrina salisfez o illus-
trado debutado, autor do lolhelo doanno pasea-
do. O nobre ministro ainda fji adianle: susten-
tou que na execucao dos actos do poder modera-
dor, os minietros linham a retpoosabilidade le-
gal dos desvos que pralicassem.
Tudo islo, pois, parece que deve iranquillisar
nobre senadora respailo da doutrina sustenta-
da pelo gabinete.
Limilando-se ao que Tica dito, julga que deve
por aqui termo s observares que Ihe foram sus-
citadas pelo discurso do nobre senador por Per-
oambuco.
O Sr. D. Manoel pronuncia um discurso.
A discussao fies adiada pela hora. O Sr. pre-
sidente d a ordem do dia, e levanta a sessao de-
pois das 3 horas da larde.
poca, e fslleceu na ra da Alfandega em suas
velbas ceeintiaa. >
De Garanhuns temos novicias at 15 do cor-
rente.
As autoridades, que se tem mostrado enrgi-
cas e perseverantes, continuam a eropregar todos
os esforc o a lomar todas providencias ne-
ceaaartat para a captura do etaassieo do infeliz
commaodanle do destacamento da guarda naci-
os! aquella villa. Ct-ae porm com ando e
tendemeoto nao atar ataie omisiado na comar-
ca oseo facanhudo acelralo, que mais nado ou
mato tarde vira a cahir sempre na rede que se
Uto tem extendido, como tem com oulron acon-
tecido, grecas a polica local encarregada a pos-
teas presliaosas, como so acha, tendo-so sem-
pre o actual delegado, o Sr. Baptista Peixoie,
portado honrosamente no desempeoho de suas
funcges desde 1856, em que leve a sua primeira
nomeago de subdelegado dalH.
- Por denuncia do Sr. Dr. promotor publico ji Appellanle, o juizo
se achara instaurados os competentes procestos (tonita de Mello.
DESGNALO DE DU.
Assignou-se dia para julgamento dasteguintes
appellaces crimes:
Appellsnte, o juizo ; sppellado, Manad F*rrct> nsator
ra da Costa Rodrigues. '-
Appellanle, o juizo ; appellado, Joo Cardse
do Araujo. sibbbb -._at>*JM
AppoUante, Dr. Gaspar do Meueies a Drett-
mnnd ; appellado, Fraoetoco Antonio Bandoira do
Helio.
AppoUante, o juizo; appellaan, Mara
bosa das Virgeus.
AppoUante, o juizo; appellado, JeroRimo
Evangelista daCunha.
Appellanle, o juizo; appellado, Benlo Fran-
cisco de Mcete.
A ppellaole, o juizo; appellado, Augusto Flo-
rencio dos Santos.
Aipellante, o juizo ; amellado, Francisco
Va atAa e^k i A\\as^tit-^^ a^K A^^t^ka L^wm
nal IVl w VR**JItV Un tvuvo
appellado, Trajino A-
pelos crimes de resistencia e homicidio, pratica-
dos pelo assaasino ja referido.
Dvera a 12 partir de Aguas-Bellas para o Bui-
que o Sr. capitao Jos Pedro Nolaico Pereira ds
Cuoha, delegado ltimamente nomeado para pelladas, Rila e sua filha.
DISTRIBU1COES.
Ao Sr. desernbargador Bastos, a appeilagio
civel:
Appellanle, Francisco da Cunha Pedrosa ; ap-
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
Acha-se pendente do conselho supremo mi-
litar, em ultima instancia, o processo i que nes-
ta provincia ha pouco respondeu o Sr. capitn
Manoel Porfirio de Castro e Araujo, por denuncias
de inimigos seus, as quaes foram cabal e satis-
factoriamente destruidas pelo advogado incum-
bido de sua defeza, ante o conselho de guerra
que foi sujeito o referido Sr. capitao, e no qual
toi absolvido, teodo tido apenas um vol contra.
E' de esperar que, o conselho supremo militar,
confirma a semenca proferida pelo de guerra, e
assim um acto de justica e equidade ser prati-
cado.
Admira que aioda entre nos hajarn homens
tao pouco dignos de si que descara a ouvir mise-
ravis calumniadores que, querendo viver na re-
laxacio e no deleixo, procurara iofamir seus
cheles, e torna-Ios o alvo de seus boles, apezar
de terem consciencia da fslsidade do que avan-
cam. Se conservamos silencio at agora; em
preseoca de negocio de tanto importancia, foi
isso devido a aguardarmos essa decisio final, e a
suppormoa que ar-se-hiam correr os tramites
legaes esse processo; mas de presente, que
uvimos dizer que de novo se preparara, no mys-
lerio da intriga, novos planos para o prolonga-
nento do processo desse nosso amigo, nio po-
demos deixar de como que chamar a silencio
de quem quer que seja, afim de evitarem-se no-
vas comolicaces um militar que tem 23 annos
de servico* em campanhas e paz, sob as ordens
tos nossos generaes marquez de Caxias, viscon
de d6 Camam e outros muitos, sempre obteodo
louvores e elogios, e sem que se observe em sua
f de officio urna nota sequer, pelo que, nao ha
muilo obleve o habito de Aviz, como premio de
seus bons servidos, e galardio de sua honradez
e probidude.
O Sr. Castro e Araujo j commandon, durante
a campaoha de Rotas, um regiment decavalla-
cia de linha, e obteve elogios quaodo o deixou,
tem que nem urna voz, sa erguesse para dizer a
menor ecusa sobre a sua conducta militar e par-
ticular, no decurso do tempo em que esleve em
xercicio.
Natural desta provincia, o Sr. Castro e Araujo,
como geralmente seus comprovincianos, presa a
oua dignidade e procura sempre marchar pela
aeoda do direilo e da justica.
Estamos convencidos de que o conselho supra-
mo militar, apreciando as provas da defeza jun-
H8 do processo, confirmar como j disseroos a
sua absolvicao ; e doede Jj sntecipimos nossos
votos de respeiio seus membros, por se have-
rem compenetrado do dever do honroso cargo
que oceupam.
Por portara de 21 do correte foi promovi-
do elferes da 5a companhia do balalhio n. 7
de infantaria da guarda nacional deste municipio
c guarda Ignacio Ferreira dos Santos Pimentel.
Por portara de igual data foram transferi-
dos para outras compaohias do mesmo balalhio
os seguinles officiaes, que assim o pediiym, o
capitio da 3a companhia, o Sr. Jos Thomaz
Pires Machado Portella, para a Ia o capilo da
5a companhia,o Sr. Jos Caelano de Albuquer-
que, para a 3a o capitofda 6a companhia, o Sr.
Andr de S e Albuquerqoe, para a 4a o capilo
da 4a, compaohia, o Sr. Felippe de S Albu-
querqoe, para a 5a o capilio da Ia companhia;
o Sr. Augusto de S Albuquerque, para a 6.a
Honlem. anniversario do passamento de S.
M. o Sr. D. Pedro I, de eaodota memoria, as
fortalezas aalvaram no espago marcado, bem co-
mo os vasos surtos do porto etttveram de bao-
deira & meio pao.
Por portara de 20 do correte foi provisoria-
mente nomeado para ot oTicios de partidor e dis
lribuidor do termo de Seriohiem o Sr. Miguel
dos Anjos Pereira.
Fallecendo ha pouco o Sr. Lourenco Manoel
fiotelho de Moraes Sarment em Nova Friburgo,
entre as verbas testa mentaras do acto de sua
ultima vontade, foi encontrada a de 75 missas
pelas almas de SS. MM. II. os Srt. D. Joso VI
e O. Pedro I.
O fallecido suecumbira com 87 annos, e tioha
ido etervio da relaco e chancellara da corte.
No Diario do Rio Grandt encontramos a
aeguinle noticia de um macrobio, a qual damos
ciencia doi leitore; desejindo-lhes igual lon-
gevidad?.
Com cento e cinco annos de idada (105) fal-
lecou honlem Mara Rodrigues Ramos, natural
da Colonia do Sacramento. Erar de typo indgena,
gozava de regular sude; sobra tu bordio per-
corria aa ruaa da cidade, visitara as pessoas de
eja amizada, o suba as oseadas de qoalquer so-
brado.
Foi catada coa Francisco Rodrigues Ramos,
natural do Rio do S. Francisco, de quem Ocou
viuva ha 26 annot.
leve 15 niea do cata), toado 8 bomens e 7
jDolheres, 26 netos, 26 bisnetot, e talaraetot.
Babitora o Rio Grande desde sua tria ir*
aquelle termo, afim de prestar o respective ju-
ramento, e entrar em exercicio do mesmo cargo.
Acaba de sabir i lux um volume de poezias
do Sr. Francisco Antonio Cezario de Azevedo,
acadmico do 5 abno da nossa faculdade de Ji-
mio. E' urna rica colleccao dos melhoros tra-
balhos desse joven Uleulo que tanto promette, e
ao qual saudamos, e desejamos um porvir ri-
sooho.
No dia 23 do crtenle, pelas nove hars da
ooite, Jos Marcellino de Souza, porluguez, mo-
rador ra da Linguela, disparou sobre si um
tiro do pistola. Corapareceu immediatamente o
Dr. Manoel Francisco Teixeirs, e logo depois o
cirurgio Jos Antonio Marques, os quaes flzeram
a competente vistoria, e declararan), que nao ha-
via vestigios do tiro ser de bala, ou chumbo. O
subdelegado do Recite fez logo o auto de per-
guntas ao ferido, e este res jondeo, ora que ti-
oha feito por sua vontade, ora que tinha sido
seu patrSo Justino Antonio Pinto, e outras vzes
por um vulto, que elle ferido nio p,dde conhecer
o mesmo subdelegado den busca nos bahs do
dito Jos Marcellino, e ahi eocootrou chumbo fi-
no e grosso, e na broca da chave, que elle tra-
zia na algibeira doas espoletas, e perguntando-
lhe para que elle tinha aquelle chumbo, e espo-
letas, respondeu, que era restos de urna ca;ada
que elle tinha feito a quinze dias
Fui marcado, pelo Sr. Dr. delegado do 1*
districlo, o dia 26 do corrente, s 11 horas da
raaohaa, para se reunirem na secretaria de poli-
ca os Srs. Drs. Pilaoga, Esievio, Cavalcaoti
Carneiro Monleiro, Brancanto eSoriano de Souza,
afim de assigoare.n o relatcrio do exame proce-
dido no cadver da enanca, de que temos por
vezes trotado, depois de expenderem as suas ra-
zos ; sendo tambem convidados os Srs. Drs. Pe-
dro Cezar e Dornellas para assistirem.e tomarem
parte, se quizerem na discussao, que por ventu-
ra se suscite.
Falleceu honlem, e foi sepultado no ceml-
lerio publico, o Sr. Jos da Cunha, negociante
importante e propietario do trapiche denomina-
doCunha.Era portuguez, mas habilava des-
de muitos annos esta provincia, oode tempre
gozou de boas relscoes.
Nos dias 19, 20, 21 22 e 23 do corrente fo-
ram recolhides casa de detencio 19 homens e
3 mulheres, sendo 10 livres e 12 escravos, a sa-
ber: a ordem do Dr. chefe de polica, 4, ioclu-
sive o pardo Fraocisco, escravo de Heliodoro
Fernandes da Cruz; s ordem do Dr. juizespecial
do commercio 1 ; a ordem do subdelegado do
Recife 1, que o pardo Francisco; escravo de
Joaquim Alves Moreira ; a ordem do de Sanio
Antonio 5, que sao : a parda Justina, escrava de
Ignacio Joaquim de Souza Leio, e os crioulos
Luciano, escravo de Joo Pedreira Siqueira. Ma-
noel, escravo de Joo Joaquim Alves, e Mara,
escrava de Gal lino da Silva Martina; a ordem do
de S. Jos 3, inclusive o Africano Domingos, es-
cravo de Antonio Pereira da Silva Lima ; a ordem
do da Boa-Vista 1, que o crioulo Ventura, es-
cravo de Clorindo Ferreira Catio ; a ordem do da
Capunga 1, que o Africano Jis ou Eufrazio,
escravo de Jos Claudioo Leite ; a ordem do do
Poco 1; e a ordem do dos Affogados5, inclusive
o crioulo Eustaquio, escravo do Dr. Brandao,
Benlo ou Roberto, Africano escravo de Paulo de
tal, e Ignacio Umbem Africano, escravo de No-
reo de tal.
Passageiros do vapor Cruzeiro do Sul, s-
hido para os portos do norte :
Luiz Manoel Rodrigues Vilarinho, Irineo Ja-
nuario de Olivera, Henriqne Cassel, Canordin Lat-
merger, Henriqe Vicholt, Canordin Grebe, Chris-
tan Freeazeilhs, Antonio Dias, os soldados Ma-
noel Antonio do Oliveira e Severioo Pontea Perei-
ra Moura, Tilo Soriano Gouveia, D. Mequilioa
Cardoso da Cruz Gouveia, Augusto Muoiz, E. Lo-
duc, Joaquim Gomes Pessoa, Jos Antonio Pinto
Abreu, Joao Xavier do Reg Barros, e 1 escravo
de Jos Pioho.
Passageiro do hiate nacional Garibaldi,
vindo da Bahia : David lieorique Saz.
Matadouro publico.
No dia 22 do correle malaram-se para o con-
sumo desia ciiiade 100 rezes.
No dia 2399 ditas.
mortamdade do da 24.
Bernardina Miria da Conceico, Peroambuco, 40
aonos, viuva, Boa-Vista ; ioflammacao chro-
nica.
Affooso, Peroambuco, 3 mezes, Boa-Vista ; con-
vulsoes.
Joaquim, Peroambuco, 5 annos, S. Jos ; gastro
interne.
Mara Joaquina, Peroambuco 20annos. Boa-Vista ;
molestia interior.
Manoel, Peroambuco, 3 mezes, S. Jos ; gastro
bronchile.
Joaquim (igoora-sea naturalidad*) 60 aonos, sol-
teiro, Boa-Vista ; apoplexia.
Pires
as
dos ; nio fsitar
O recurso crime
Recorrente, o juizo ; recorrido, Manoel
Campello Jacoae da Gama.
Ao Sr. desembargador Caelano Santiago,
appellaces civeis :
Appellante, Jos Correia de Araojo ; appella-
do. Manoel Joaiuim de Albuquerque Los.
Ao Sr. desernbargador Silveira, as appella5es
civeis :
Appellanle, D. Anna Delphina Paes Brrelo ;
appellado, a irmandade do Saolissimo Sacramen-
to do Cabo.
Ao Sr. desernbargador Gitirana, as appellaces
civeis :
Appeflanle, Paulo de Amorira Salgado; ap-
pellado, Francisco Cavalcaoti de Albuquerque
Mello.
Ao Sr. desernbargador Lourenco Santiogo, as
appellaces civeis :
Appellanle, Jos Joaquim Pereira ; appellado,
Manoel Ferreira Ramos.
Ao Sr desernbargador Costa Jlotta, as appella-
ces civeis .
Appellanle, o juizo ; appellado, D. Lauriana
Rosa Candida Rigueira.
Ao Sr. desernbargador Peretti, as appellaces
civeis :
Appellanle a cmara municipal; appellado,
Basilio de Miranda Varejio.
Ao Sr. desernbargador Ucha Cavalcaoti, as
appellaces civeis :
Appellanle. Joio Vieira da Rocha ; appellado,
Joio de S Albuqnerque.
O recurso crime:
Recrreme, o juizo ; recorrido, Ferreira &
Marlios.
Aa Snr. desernbargador Assis, o recurso
crime :
Recorrenle, o juiao ; Tecorrido, Jos da Rocha
Paraobos.
UABEAS-COBPfS.
Na peticio de Francisco Xavier de Azevedo,
pediudo ordem de habeas-corpus, foi concedida
para o dia 28 do corrente, s 11 horas do dia.
A' 2 horas encerrou-se a sessao.
CommunicaiiOS.
CMR0N1CA JUI: UHIA.
TRIBUNAL 01 RELUCHO
SESSAO EM 24 DE SETEMBRO DE 1861.
fRESIDENCIA DO EXM. SR. CONSELHE1RO ERMELINO
DELEO.
As 10horas da manha, achando-sepresen-
tes 09 Srs. desembargadores Rocha Bastos, Cae-
lano Santiago, Silveira, Gitirana, Loureogo San-
tiago, Motla, Peretti, Ucha Cavalcaoti, Assis
e Guerra, procurador da corAa, foi aberla a
sessao.
Passados os feitos _e entregues os distribui-
dos, procedeu-se aos seguinles
JULG AMENTOS.
RECURSOS CRINES.
Reccorrenie, a cmara municipal de Peoedo;
recorridi*, o juizo.
Relator o Sr. desernbargador Caetano San-
tiago.
Sorteados os Sr3. desembargadores Gitirana,
Motla e Ucha Cavalcanti.
Reformada a pronuncia.
Recorrente, Joio Chrysostomo Pacheco Soa-
res ; recorrido, o juizo.
Relator o Sr. desernbargador Molla.
Sorteados os Srs desembargadores Ucha Ca-
valcaoti, Silveira e Lourenco Santiago.
Adiado.
AGGRAVO DE PET1CO.
Aggravante, Jos Gabriel Pereira Ljrra Jnior ;
aggravado, ejoito.
Relator o Sr. desernbargador Caetano San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores Gitirana
e Assis.
Deu-se provimento.
Aggravante, Luiza Vicencia de Aodrade Lima ;
aggravalo, o juizo.
Relator o Sr. desernbargador Silveira.
Sorteados os Srs. desembargadores Caetano
Santiago, e Gitirana.
Deu-se provimento.
Aggravante, Joo Donnelly ; aggravado, o
juizo.
Relator o Sr. desernbargador Gitirana'.
Sorteados os Srs. desembargadores Caetano
Santiago, o Motla.
Negou-se provimento.
DILIGENCIAS CRIMES.
Com vista ao Sr. desernbargador promotor da
justica, as appellaces crimes:
Appellsnte, o juito; appellada, Alexandrina
Mara da Luz.
Appellaote, o juizo; appellado, Vicente Fer-
reira Lima.
Appellanle, Joas Veluliano Cutsno Machado ;
appellado, o juizo.
Appellaote, Joio Rodrigues de Souza appel-
o, o joizo.
A apellante, o juito ; appellado Joio Guedet.
Ao assistirmos a brilhante fesle, com que os
proprietarios do grande laboratorio vapor de
lavagem e eogommado de rbupa inauguraran)
sen estabelecimenlo, foraos tomados enthusiasmo, porvermosmentada ntrenos urna
empreza, que promeltia lio uteis servicos em ob-
jecto de primeira necestidade.
Quizemos logo dirigir ao publico algamas re-
flexes, animando o a coadjuvar lio importan-
te estabelecimenlo; porm julgamos mais acer-
tado, esperar algura tempo,para podermos fallar
i vista da prova pratica ; (nio que para nspre-
cisassemos delta, porque em nossas viageos, ti-
vemos occasiao de visitar estabelecimentos seme-
Ihaotes, e de nos convencer que o servigo era
em ludo satisfatorio, quer emquaoto a rapidez,
quer emquanto a perfeico da lavagem, e o
oenhum estrago da roupa ;) porm. nem todos
se achavam nat mesmas circumslancias, o mili-
tas pessoas ha, que nao creem, aeaio depois de
terem visto.
Aora quee laboratorio j foneciona ha mais
de um me-z, e que, como nos, muitos j tem re-
cebido roupa por diversas vezes, podemos appa-
recer no publico, sem receio de serreos desmen-
tidos, e asseverar que elle vai preonchendo ta-
tisfatoriamenle o fim a que se propoz.
Nenhuma empreza pode nascer florescente,
raorraente entre nos, aonde costo se largam
preconceitos arreigados, e aonde ludo mais dis-
pendioso : ^por conseguinte estamos certos de
que os Srs. Aguiar Ramos & C. teem de hitar
com algureas difBcnldades, e teem mesmo de ex-
perimentar alguna.dissabores principio; porm
convm que nio desaoimem, que um dia tirarao
o Justo premio dess coragem, e de so* dedica-
gao aos melhoramentos materiaes do paiz.
Nio possivel que urna empresa, que tem por
fim fornecer em poucos dias roupa perfeitamen-
te lavada, offerecendo a garanta de pagar qual-
quer pega que se extraviar, deixe de prosperar
era urna cidade, aonde todos viviam em terri-
veis embaragos, nio s pela demora e estrago
da roupa no rio, como pelo extravio de pegas.
Lutem os proprielarios com os preconceitos,
nio recuera peranta a maledicencia, e a igno-
rancia, empreguem todo que estiver ao seu al-
cance para que o servico .continu a ser satis-
factoriamente f-ilo ; que estes, principios noci-
vos s empresas tntre nos, terio de um dia expi-
rar, e entio se seguir o triumpho de urna idea
de verdadeira utilidade, cuja realisagio pralica
deve ter custado aos dignos emprehendedores
grande dispendio, e muitos dissabores, por que
como geralmente sabido, ludo entre nos dis-
pendioso e difficil.
Nos que, pelo amor que temos nosso paiz,
desejamos ve-lo florescer ; que descubrimos as
empresas de utilidade publica : o principal ele-
mento de sua prosperdad, nio podemos deixar
de dirigir os bens merecidos louvores aos Srs.
Aguiar Ra-mos C. pela lerabrauc que liveram,
e de Ihes desejarmos os mais prsperos resulta-
dos, pedindoao publico que coadjuvem com sua
concurrencia urna empresa lio til, cujo valor
d^eve ser aquilatado pelas difficoldades, em que
vivamos com as lavadeiras, o que ella veio fa-
zer desaparecer.
Acceilem pois os proprielarios esta manifes-
tagio dos desejos que nutrem pela prosperidade
de seu laboratorio.
Um seu freguez.
J *** leaf>0 e de rba, nio permittindo
mandar lazar do proposito aa estantea e outroa
l?^_?,* das expositores srrangem seus pro-
[nttradores ou taboletas envidraga-
quem empreste ou alugue por
alguna dias ananos ou eatnoaes envidracadot
para raaabrrapr vista os aajactot divertoaam
pequaaa quaatMades apreaentada por cada etpo
na aa expotitora.
awamdo-aacaoiiderar a expotieba de 7 da ao-
vemnro como aaponlanea, par cauta da falla de
tempo a aiagaem admirar a falta do simetra e
de regularidada dos mostradores envidracados.
E5tes quizitoa. atas irregularidadae prever-te-
hao para a segunda exposigia, aa a goveroo or
servido mandar abrir d'aqui a dona ou tres santa
n esta capital, com o sem o concurso das provin-
cias convidadas a concorici 1 d '
prximo.
CUama*omoB a attengao dWeoheres photo-
graphos para acudir com sua milagroza a arte, na
reprodcelo em formato.o maior possivel de vis-
tas de diversos edificios ou monumentos amigos
e modernos desta capital,Olinda, Iguarass e ou-
tras ; vistas principies da capital, ruaa, pontea,
caes, algamas casas particulares, amas vistas dos
arrecifes e do porto detta capital a mar baixa
mostrando a largura dos recites descoberlos.
urnas vistas dos mesmo* recites do porto aa
horas da cochete das grandes mares deste mez,
seriara devidamente apreciadas pelos amadores
e seram dignas de figurar na exposlgio de Lon-
dres
A reproduegio de arvorea de laminos e cir-
cunferencia extraordinaria como a oiti-cica de 20
a2 palmos de dimetro que aa disse existir
ti'uraa malta de Sr. Mendonca do Porto Calvo,
seria devidamente apreciada o poderia sor re-
mettida para a exposigao de Londres; o que se-
ria mais fcil, mais econmico e mais rasoavel
do que mandar mutilar urna veneranda moradora
das maltas, tiraodo-lhe oam multa rteose muito
dispendio nm pedago de todo o dimetro, de 6
palmos de altura, sobre 4 ou 6 do grossur.
Ha nos raattos, ao longe mesmo da capital,
ervorea vejetaado e circondando com aaas raizes
e ramos, outras arvores mais velha, que repre-
sentan llguras e deeeohot muito originaes auen-
trando a singularidades a natareza.
Estas obras da natureza tem um typo tio par-
ticular, que todos os vem com grande admiracao
e prazer e nio se achara na Europa.
A reproduegio pela photograpbia de movis
antigos, fabricados, no paiz. camas, mezes, ar-
marios, oratorios, sofs, cadeira de madeirs ma-
Cica torneada ou eteulpiada, cadeira guarnecidas
de couro, etc.
Vasiihas eufensis de prnta liza ou lavrada,
que amigamente eram de uso domestico, joiasde
ouid de modelos e gestos amigos, pulceiras, o-
raes, gargantilbat. redomas, anneis, etc.
Quem possuir boje essas antiguidades artsti-
cas, o as levar a exposigo, ha de por certo ser
bem accolhido, por estes objectos serem raros e
terem um typo especial que caracterisa a poca
em que se usaram e o goslo do paiz ; em quaoto
que aoje todos ot objectos destinados aa uso que
os antigos tiveraa, aie tem typo local, sao ot
modelos quo se usam e que esta* em moda em
Fraoga ou outros paizes da Europa ; portanto nao
lem psra os verdadeiros apreciadores o ruereci-
mento dos objecloa antigos, fabricados no paiz e
conforme o gosto do eok.
Peroambuco, 20 de setembro de 1861.
F. M. Duprat.
TUEATR0.
O Marinhelro de S. Tropz,
De ha muito que por enfermidade nos conser-
vava-mot em nossa pobre hsbitacio, apreciando
os reiterados espectculos da bumanidade; e
urna vez que os tinhamos a vivo, nao procurava-
mos ver as imittges dadas no nosso theatro ;
nao porque nos filtasse gosto, nem porque nos
julgase-mos incompetentes para a apreciagio de
materias theatraes; tanto assim, que sabemos
devidamente aquilatar o genio artstico do Sr.
Germano Francisco de Oliveira e da Exm. Sr. D.
Maooela Lucci
No sabbado ultimo tomamos a firme r. solucao
de ainda urna vez admirar estes dous vultos dra-
mticos, e depois de termos andado urna boa le-
gua desde Olinda al aqui, dirigindo-noa ao Sao-
la Isabel, compramos o bilhetioho de urna cadei-
ra que ficava entre o uumero 22 e 31, onde aguar-
dsmos a representagio anaunciada O Marinhei-
ro ds S. Tripe*.
Do fado viraos a execucio desse bello drama,
e podemos dizer que em nenhum dos theetrosdo
imperio pode elle ter sido melhortnenle desem-
peado. Nio fallamos por tradigio; aqui tan-
to como na corte, vimos o marioheiro de S. Tro-
pez pele Sr. Joo Caetano, e agora eomparando-
o com o Sr. Germano dieemos sera medo de errar
que a superondade ett da parte do amprezario
do nosso Santa Isabel. A naturalidaofTa verda-
dera inlerpretagao, a mimioa mais apropriada,
a declamacao esclarecida, lado isso foi sublime.
Apreciemos por partes:
Logo no primeiro actj, o Sr. Germano traba-
lnou perfeitameote e o seu trabelho foi coroado
pelos ipplausos do publico, nnico juiz do artista,
nica corda digna da sua fronte.
No segundo e terceiro acto, o illuslre actor ele-
vou-se a essa altura em que se acha collocado
como primeiro actor brasileiro : no quarto e quin-
to, porm exceden tudo e, se o Sr. Germano
nao era entio o objecto da admiragao do publico
que exialico o contemplara, era o rei da scena !!
Oh I o Sr. Germino, incontestavelmente o
primeiro artista brasileiro, o genio do palco que
pousou no senario do Santa Isabel, e se as nos-
sas palavras oio podem comprovar o que dize-
mos, que o digam osapplausos da noite de 21 do
correnle, que o digam essas palmas, filhas legi-
timas da conviegio e do eprogo !1!..'
Aceite o illustre artista os nossos embons pe-
lo triumpho que obleve, cerlo de que se bem que
oceultot, somos um dos seus apreciadores.
Depois do Sr. Germano vem a Sra. D, Maooe-
la fazer como actriz o que s o Sr Germano
capaz de fazer como actor 1
Com a altivez do genio, e a modestia da artis-
ta, apodera-se dos Corages de todos, e no palco
a dolo desse publico, que frentico a applaude.
Na parte que Ihe foi destribuida, a eximia ar-
tista trabalhou como era de esperar, ao seu tra-
balho foi apreciado pelos espectadores que no ca-
lor do enlhusiaamo, renden m cultos ao seu ge-
nio, e o devido preito i raulher que, com a juda
de sua arle tanto concorre para o progresso e a
aperfeigoamento do nosso theatro.
Era quaoto a nos em testemunho de nossa ad-
miragao Ihe enviamos os reguintes versos de um
seu apologista.
i Avante e sempre na florida senda.
porta, para evitar o ser precipitada da janelle,
como acontecen
cellos.
Qum not dira a nos que, paitados 221 annot
os hespaohoes baviim de querer renovar o plei-
to que tio vergoohosamente perderam nesto
dia 1 1 BBb
B com tudo nada i tan certo. poia que, alada
ha bem poucos dina, um jornal ibrico diaia qae
ata aecessario qaa a Sr. D. Pedro V sscriiemsse
a ata throno fsmdmde ios povos I I
Qael seja eiia Mfcidade, taberna lo noa j
pala experiencia. Bflfanam-se os ~
peaaam que Ihea tar fcil o triumpho
do fraccin amento da nacha cas diversas parcia-
lidades poltica. poia que, todat essas diversas
parcialidades, sio antas de tudo, portuguesas, e
portanto todat ellas bao de fundar-te n'um s
que, levando 1 fronte o seu augustoxhe-
fe, derrotaran) mais urna vez, como j o flzeram
tanta* outras, os ELeapaohoet, isto se lodavia
elles quizerem patsar das palavras is obras, e
aventurar-se na temeraria e tresloucada empreza
de atacar Portugal.
O parlamento portuguez volou j a somma de
quatro ceios conloa de ris para as ortiticages
de Lisboa e Porto, e as pragas fronteirss vio ser
postas em estado de defeza, e o ezercilo em p
de guerra. Isto pelo que toca iniciativa doa po-
deres pblicos.
Pelo que perteoce i iniciativa dos cidadios,
nio tb os de Lisboa e Porto, mas tambem os das
outras diversas cidades e villas lem orgsnisado
commisses encarregadas d'agenciar, por meio de
subscripcao quantias com as qaaesse possa so-
lemnisar pomposamente o dia 1. de dezembro,
como o primeiro dia de gran le gala nacional.
Suppomos que os milhares de Portuguezes
disseraioados em todas as provincias deste vado
imperio, nio quererio ficar, nestas demonstra-
ges, quem dos seus irmios oio ausentes; e,
pois. esperamos que em todas as capitaes de pro-
vincia, se organisem tambem commisses, para,
por meio de subscripges agenciadas por ellas,
se poder solemnisar com dignidade este dia, des-
pertando e estimulando ainda mais, se possi-
vel, o* bros nacionaet, e dando assim de nos um
documento tssutpeilo do que. apezar 'ausentes,
arde sempre em.nossos corages o puro e divino
fugo do amor da patria.
J o musir autor da Revista Diaria disse no
Diarto de Pernambuco de seguoda-teira 19 do cor-
rente, que os subditos de S. M. P, pretendiam or-
?anisar nesta cidade urna associacio denominada
. de dezembro, para solemnisar eile dia por
meio d'uma mamfeslagio qualquer ; e pois que
at o presente nada mais nos consta, sirva este
artigo de despertador para que-a idea, que alias
nio nossa, seja aproveitada.
" ma>' pajea i da aoucot *
a lo noa ja 4,4a a franqueza ee dirig*"
Hetpanhoet sa gn. aproximando sa,
atpao es* vtsta bao de Narcta iverats atera- iaataatarM| I 8.^0!^
Correspondencias.
E\posicao geral dos productos nataraes
agrcolas e industriaes.
ARTIGO IV.
Com a publieagio do nosto terceiro artigo, es-
tampado no Diario de Pernambuco de 19 do cor-
rete, temos procurado levar aoconhecimento do
publico em geral e das pessoas que suppem que
as exposiges, s se usa levar nraravhas da na-
tureza, das artes ou da industria ou nada; e pelo
contrario estamos persuadidos que a illustrissima
commissio da exposigio annnnciada definitiva-
mente para o dia 7 de novembro prximo futuro.
Ser muito agradecida a todas as pessoas que
concorrrem para a dita ejiposigio, com qualquer
producto natu.al, agrcola, artstico eu industrial,
mostrando assim obom desejo de accompanharo
progresso e augmentar,o mais possivel, o.numero
e a diversidade dos objectos, que reunidos, virio
abrilhantar a grande festa industriaren) occasiio
da primeira exposigo geral, que ser inaugurada
em 7 de novembro prximo rindouro.-
Dezejamos sinceramente que o graode concur-
so dos expositores e dos objectos a expor tornem
iosufficientes os commodos do palacio do gover-
no destinados al'hoje a os receber.
, Quer seja em palacio, que sejt em qualquer ou-
tro edificio, neceasario que os objectos de gos-
to, de pbaotasia, de valor, emflm em geral todos
os objectos de pouco volme, e de algum apreeo
dos donos expositores, sejam arranjados em es-
tantes, taboletas, vertieses eem mostradores ho-
risootaes eavidragados e feixados para os objectos
nao voarem ao terem fsorte de aerem mutilados o
amarrotados como acontecen nos dias e noiles de
15 18 de agosto prximo passado no museu do
Gymnasio com as preciosidades, qae com Unto
trabalbo e tanta dedicago i acionera, e ao Brasil,
o distincto incansavel e sabio naturalista Bruoet,
tere o talento de tpromplar n'um espago de tem-
po multo curto, para oa apresentar a altissima
apreciagio e sabedoria do nclito Monarcha Brasi-
leiro, quando aqui estere em novembro e dezem-
bro do 18W.
Vivida planta tua fronte cinge;
^ue peito ha ahi que leu sentir nio entenda ?
'< Plido rosto, a eommocio nao finge 1
A Sra. D. Carmela trabalhou bem na sua par-
te, bem como a Sra. D. Jesuina.
Os Srs. Nunes, Valle, Vicente e Teixeia nada
deixavam a desejar.
Ainda ama rezparabens aos artistas do nosso
theatro, parabeos ao seu digno mestre o nosso
primeiro actor o Sr. Germano Francisco de Oli-
veira.
Recife, 22 de setembro de 1861.
i. E. 1.
0 da 1. de dezembro.
A perda da batalha a'Alcacer-Quibir, em 1580,
nao s sepultou nos areaes d'Africa o moco e
guerreiro rei D. Sebastiio, e a flor da nobreza de
Portugal, mas tambem deixou seriamente com-
prometida e ameagada a independencia da fa-
brica.
A corrupcao e a immoralidade, que logo aps
comecaram i grassar espantosamente, i ponto
de fazer murebar oa louroa com que, em Dio, o
nosso D. Joio Mascarenhas engrinaldara a fron-
te, completaran) a calastrophe, e os governado-
res do reino, depois do fallecimento do cardeal-
rei.aiudados por urna parle da nobreza, vende-
ram Portugal ao novo hespanhol 1
Felippe II, o diabo do meio dia, empolgou fi-
nalmente a preza que tanto cubicara ; e elle e os
seus successores, pelo largo espago da 60 anuos,
fizerin pesar sobre a nossa patria o frreo jugo
de Castella.
A paciencia da naci procisou deata longo es-
pago de bumilhacao e affrootaa para acharnova-
mente os seus bros, amortecidos, mae alo ei-
linclo.
Raiou, finalmente, o dia i.' da dezembro de
1640, e os nossos maiores, enttndendo qae o ni-
co remedio eslava na valenta dos seus bracos,
e despedagaram osgrilhes, e expulsaram os op-
preisoresl Disseram vice-raioha que sihiue
pela porta, ae nio quera aahlr pela janella, a
dnqueza de Mantua sabio eHectivameote pela
- missem as portas da cata, e esperassem que cla-
ao traidor Miguel de ascon- re8e\ dliend0 ao me8mo tempo sqe ^^
eslava no seu direilo.
Este, com pouca demora, mandou por um filho
o eemmandanle da palrulha, que eslava
na freote dessa casa, pedindo-lhe que Ihe fallaaso
na porta da delras.jO infeliz Jos Leonardo, quo
nada linha lamer do aggretsor, qaam alo co-
anecia, e que nio poda suppor que um homem
M pardease aaasditalodo-aa tatasjjtaa, por cauta
da ama priaia da goucot dias, aa boa f a com
para tasa porta fatal,
per uaaalresta, race-
la* *ae aaaaeu a norte
laataaiana. II DasMis dista, at gaatata da es-
colta, veado-aa taat obefe, anandarata a dalles
pariieipar-am o eocerride ; mas a eratiaoto
aproveitander-se do terror que apossara-te dessa
oteoita. mal tms4; como j disse, o*4 conse-
guir dispersa-la por meio de ameicas. Eolio,
dirigtndo-se ao cadver de sua victima, tirou-
Ihe a ordem e o officio de requisicao efugio.
Logo que recebi a noticia fatal, i ama hora da
madrugada, ped alguna soldados de linha ao te-
nenle Manoel Uiouizio de Souza, qae ainda es-
lava aesXa villa, e m'as preetou em o, da 8. o
com oslas pragas fui em direegs ao sitio onde
morara o criminoso, por me parecer que ella
anda se eootervava debaixo de cerco; porm,
teodo o guia que me cooduzia (o propno quo ma
trouxera o aviso) errado o camiobo, fomos ter j
perto do mencionado sitio, a um terceiro de urna
cesa, e dirigiodo-me para oHa, trvi a voz de urna
pessoa que (aliara alto, e era a preprio crimino-
so, o qual contava a aeat prenles a amigos o
como flzera a mora: essa casa era a meima em
que houve a funecio de casamento. Immedia-
mente grileiaos soldado que tomassem as por-
tas e jasadlas de semelhatile casa, e avaccaodfd^
postel-me junto de urna janella que se abrir
nosst approximagio, intimando tal criminoso
que se rendeste. Em acto successivo, pois que
ludo isto foi de momeulo, teodo os soldados se
collocado n'um dos lados dessa casa, debaixo de
urnas fructeirat, e por conseguinte deixado aa
portas e janetlas em numero de cinco, franca,
nio entrando a que eu defenda ; o criminoso,
abrindo a porta da freote, saltou fora, dizendo-
me que eslava prompto para tudo, deu urna r-
pida volta com o corpo. proeuraodo-me com a
vista e com a bocea do bacamarte que trazia ar-
mado, e deslumhrado por ser aioda escure [3 ho-
ras da madrugada) e sahir elle de urna casa em
que havia luzes, nio me descobrio na quina del-
ta ; tomando entio o lado opposto aquelle era
que se pozersm os soldados, (que era o mesmo
da quina em que me achava), amparou-sa de
urnas arvores e ganhou o malto quo eslava mui-
to vizioho dessa habitagio ; s quaodo encoben
e fora de minha visia, foi que gritou que me
matava naquelles tres dias, porm correndo sem-
pre, Ainda botei-lhe um atalho por nma var-
zea, mas debalde ; porque com pouco nao ouvi mais a voz, e sendo ainda noite, nao pude
rasleji-lo. ,
Nesse mesmo dia e nos immediatos contiouei
as diligencias [documentos 2 e S), sendo que che-
guei reunir quati ottoceoios pessoas, nio por
que temesse esse criminoso, pois que nio esta-
mos mais ua poca dos Roldos, mas aim por
que teodo elles mullos prenles, que natural-
mente o protegeran), occullaodo-o das vistas da
polica, mister me era por piquetes as estradas,
e procura-lo ao mesmo tempo em diversos
puntos.
Aioda hoje nio obstante nio existir mais tal
criminoso neste termo, ou se existe, lio oocul-
lo que nio tem sido possivel descobrir-se seu es-
condrijo, continuo empregar os meios a mea
alcance, para que nio fique impune o horrendo
crime por elle commellido na pessoa de um ho-
mem que muilo me mereca, por um empregado
de cootianca, e de quem alera disto, eu era ami-
go ; portanto falso dizer-se que saccedeno
o assassinato no dia 21 de agosto, quando o foi a
19, em 26 ainda eslava o asaassioo ido e salvo,
querendo-ae com isto inculcar que o lemi ou en-
tio que com elle transijo.
E' verdade que, quando me eoconlrei com
Narciso em casa de seus pareles, eu o tive sob
a pontaria de um clavinole, que na occasiao ar-
rebatei das raaos do guia que me acompanhava,
e ficava prximo a mim ; porm quando mesmo
eu pdeme impunemente mala-lo, allegando ao
depois que o zera por elle resistir repugnava-me
commetler aeco lio reprovada : antea quero que-
me lancera, posto que injustamente, o labo de
imbcil, que o da aesastiao. O encontr inespe-
rado do reo que eu suppuoha debaixo de cerco,
a ispropriedade das horae, o agodameolo com
que ea ia, e mais que tudo o deleixo dos solda-
dos de linha, que sem disciplina, como derant
sobejas'provas, j aquiej ao Buique, portiram-
se na occasiao peasimamenle; foram as causas
que actuaram para que nao ae prendesse o cri-
minoso em qnestio. Ainda mais : se as gran-
des cidades nem sempre a polica pode capturar
os criminosos que encontr, por que a irritagio-
de seu animo e o ulerease de escapar i punilo.
Ihes fazem s vezes praiicar actos espantosos de
ligeireza, com mais razio isto deve succeder no
sertio; porque alm de se darem as mesmas cau-
sas, ha pouca gente,
mattos.
Mais algumas paiavrat, econcluirei: soa o pri-
meiro recoohecer que me fallam as hablitages-
precisas para Jesempenbar, como desejo, as fuoc-
ges do cargo, de que estou revestido ; porm o
que posso aiUrmar 4 V. S. que nio me cabe o
burlesco titulo de mslifluo agente eleitorai, por
que sendo subdelegado desla villa desde 4 defe-
vereiro de 1856, e ltimamente delegado, por
nomeaco de 9 de margo do correte anoo, at
boje nao abusei ainda de mea cargo, principal-
mente por cansa de negocios eleiloraes: prova
exuberantemente o que acabo de allegar o resul-
tado das eleiges aqui procedidas, e quando isto
oio seja aufiiciente, invoco o proprio testemunho
de meus desaffeigoados polticos.
Nio obstante o longo exercicio qae ten*o Iqaa-
si 6 aonos) de utordsde*policia1, o que demons-
tra alguma cousa em meu faror, posso, tranquil-
lo em minha consciencia, dizer: que nunca sof-
fri a menor reprehensao, quer dos cheles com.
quem lenho servido, quer dos juizes de direitor
cujas correices ho sido submeltiios os meas
feitos; que jamis transegi com criminosos, tan-
to que provoco quem quer que seja para pro-
T,r o contrario ; que nao ha presentemente um
s individuo convicto do crime, salvo algum reo
afflaogado, no termo de minha jurisiigio ; e qaa
finalmente nelle apenas te commetteraro, du-
rante esse loogo espago de tempo, quatro assassi-
natos, sendo que dous de seus autores foram sen-
tenciados, um fugio, nio estando eu entio no
exercicio da subdelegada, e sim de visgem nessa
capital, e o ultime, que Narciso Correia de
Mello, tambem nio pode alada ser preso pelas
razos que j expend.
Paro aqui, reservando-me para outra occasiio,
se tanto anda me obrigarem.
Garaohuos, 13 de setembro de 1861. De V. 9.
constante leitor,
Antonio Baptista de Mello Peixoto.
Srs. redactores ("*).Mais urna calumnia mais
urna infamia, e infamia propria e congenila do
carcter de um homem como Jos Antonio da
Silva e Mello, acaba de ser laogada sobre a minha
reputagio, facto que se fosse real, se por mim
livesse sido praticado, de certo que merecera a
execragio publica, tornaodo-me iadigoo da con-
fianza do goveroo imperial, e da dos meut cou-
cidadaot.
No Constitucional de 8 de agosto, diz o Sr.
Mello com tudo o seu cyuismoque eu tenlei
tingar no caminho da perdigao urna filha de Ma-
noel Domioguet,-e que nao consegu os inten-
tos de minha m ndole, porque a isto se oppoz
a mai : admira-mn a alma vil e negra cora que
Deus dotou a este ente-para mim asjueroso .-pa-
ra assim querer manchar a minha reputagio de
magistrado, a minha conducta como thomem, e
tirar-me o conceito e estima que possa gozar dos
meuscoQCidados.
Para que assim obrasse era preciso ter descido
como o Sr. Mello, a escala extrema da depravagao
e corrupgo, nio ter principio algum de moral,
e que fosse dotado do cyoismo dessecelebrrimo
advogado, para que prevaleceado-me da mi-
nha posicao, abusasse de entes confiados a minha
guarda.
Quaodo um facto desta ordem trazido para
as columnas de um jornal, que se diz orgao de
um parlidn, e que esta facto ataca a repotaco de
um magistrado, parece-me, que se devia exigir
documeotos, e nao um simples, conta-se, coos-
ia-nos, dizem.
Admira-me que ocelebre Mello, nio apr-
sente as lestemunhat do um facto desta ordem.
O celebre Mello, que coosliUio-ae o assassino da
reputagio dos empregados desla comarca ; porque
oio se aproveitou de urna occasiio tio bem aza-
da, para dar urna queixa por um crime, que me
loroava Incapaz e inhbil para exercer cargos
pblicos?
Porque nao d o Sr. Mello urna queixa peran-
te a relacio para por toda luz o meu procedi-
miento como magistrado nesta comarca ?
Nio o faz de certa ; porgue o seu maior prazer
consiste em atassalbar as reputages alheias, em
crear fados que nao es tao de acardo com a crea-
gao e educago que tiveram, e impula-los para
assim lograr os seus intentos, que sao intrigar
toda a comarca para ter bons lucros.
Quanto ao mais que diz o Sr. Mello, eu Ihe
pergunlarei, se juiz de orphos do Limoeiro
lem jurisdigio sobre orphos e tutores que nao
sao do seu termo ? Basta po:s que eu carregue com
os mus peccados.e o maior ter desagradado ao
honrado advogado, que desde que fui no-
meado juiz municipal, constituio-se n.eu inimigo
gratuito, porque essa nomeaco cora que fui hon-
rado pelo gabinete de 10 de agosto de 1859.
lroslornou-lhe todos os gigantescos planos de
fortuna, porque S* S. sabia que aeria o nico bi-
ce realisagao de seus faniasiados castellos de
ter a comarca do Limoeiro fechada na nao,
como alardeara a apregoav*.
Daqui vS-se que ea nio posso agradar a tao
honesto carcter como tem o celebre Mello: pu-
bliquen! Vmcs. mais estas lionas escripias ao
correr da peona.
Limoeiro 14 de agosto de 1861.
Marco Tulio dos Reis Lima,
campos vastos, gruas a
Illm. Sr. redactor do Diario de Pernambuco.
Teodo apparecido no Constitucional de 30 de
agosto passado urna noticia, toda alterada, e de
maoeira a me trazer desar, acerca da morle do
infeliz tenente do destacamento desla villa, Jos
Leonardo Trances ; rogo a V. S. o especial obse-
quio de traoscrever no seu conceilurdo Diario, a
correspondencia e os documeotos que esta
acompanham, sendo que oesla data vio iguaes
pecas para serem publicadas no referido Consti-
tucional.
Por este favor muito obrigado Ihe ser seu as-
signante e constante leitor.
Garaohuns, 13 de setembro de 1861.
Antonio Bapisla de Afelio Peixoto.
Illm. Sr. redactor do Constitucional.Lendo-o
Constitucional de 30 de agosto prximo passado.
nelle deparel com a narragio do assassinato do
infeliz tenente Jos Leonardo Francez. de tal sor-
te alterada, que, nao restabelecer eu o facto,
como na realldade se deu, irroga-me ella urna
grave injuria ; portanto espero que V. S., impar-
cial como o supponbo, e a quem um officioso in-
formante illudio, nio se negar em consentir que
no lugar onde minha reputagio foi deprimida,
abi mesmo eu a defeoda. Isto posto, passo a
referir o facto em queslio com todas as suas cir-
cunstancias, e a demonstrar a injustici com que
son acensado. *
Nio quereodo Narciso Correa de Mello prestar-
se ao servigo da guarda naciooal, e j teodo por
vezes recalcitrado s ordens de seu teoenle-co-
ronel, o commandante 'Superior da comarca, em
officio de 13 de agosto prximo passado, a mim
dirigido, requlsifou-me sua prisio (documento
o. 1). A18 do mesmo mez mandej que o tenen-
te Jos Leooardo Francez, commandante do des-
tacamento desla villa, com a competente ordem
que passei e com o officio de requiaigo, que me
pedir em coofianga para mostrar i esse guarda,
e ver se por meios brandos consegua que se en-
tregaste fizesse effectiva a sua captura. Che-
gando o referido teoenle ao sitio Estrella, oode
morava Narciso, poz a casa deste na madrugada
do dia seguinie (19), debaixo de cerco, levaodo
comsigo apeoas 6 soldados o estes mal armados,
o guarda rebelde porm, que ainda estar acor-
dado, por que linha chegado havia pouco tempo,
da casa de nm san cimbado, na qual passra
quasi toda a noite daquelle dis, asaiatindo ama
funecio de casamento, entio que eslava cercado;
e, fallando patrulhada parle de dentro, diste-
loa qae cada devia, e que s abrira a por la de
soa casa quando amanhecesse. Avista disto,
aquelle tenente, cuja prudencia era bem conhe-
cida oeste lugar, mandou que os toldadot to-
(*) Por afluencia da matara tem deixado de
ser publicada a presenta correeoondencia.
Artiacco,
DOCUMENTOS.
N. 1.Secretaria do commando superior da
comarca o Conente, em 3 de agosto de 1861.
Illm. Sr.Abem do servico publico e disciplina,
e de conformidade com as determinages do
Exm. Sr. presidente da provincia, rogo V. S.,
de mandar escoltar e por disposigio do Sr. te-
oenle coronel do balalhio n. 28 de infamara, o
guarda naciooal da primeira companhia do mes-
mo, Narcito Correia de Mello, por ter este recal-
citrado a urna ordem de prisio conectiva, quo
Ihe fora Impasta, segundo me foi oficialmente
partecipado por aquelle tenente coronel.
Daos guarde V. S. Illm. Sr. tenente Anto-
nio Baptista de Mello Peixoto, dignissimo dele-
gado da polica do termo de Garantan.O com-
mandante superior, Jos do Carvalbo de Araojo
Cavalcaoti. f
Est conforme. O escrivio. Francisco JoeaS
Cordeiro doe Santos.
N. *.Publica forma de om requerfmento com
o theor de um altestsdo do Dr. juiz de direilo,
como abaixo melbor se declara.
Aatoaio Baptista de Mello Peixoto, delegado
de polica do termo de Garaohuns, abem de sea
direilo, prensa que V,. S. ae digne de atrestar-
Ihe ao p deste a fguiate:
1*. se quando Nareizo Correia de Mallo aasss-
stnou a ofeliz tente Jos Leonordo Francet,
comirMu-i por dias em armas, e aTrontando
a fprca publica, sem qae esta o ceptorar-se, ou
aa, pelo contrario desappaveceu deste termo logo
depois desse acta reprovado ;
3*. se a snpplicaote tem, aa nao feito o qne
Uta possivel, para qae esse assaasino nio esca-
pe da accio da justica : para laso pede T, S.
Illm. Sr. Dr. juti da direilo deata comarca defe-
rimenlo.E R. MeAntonio Baptista le Mello
Peixoto.


Mil Di IIMIMICO. *- aARTA FURA 25 M WTHlft> 1 Uel,


E mais te nao continua em lito requerimento,
depois do qual so ra e mostrara o attesUdo do
iheor seguale:
Deferido, atiesto que o criminoso Narcito Cor-
rei do Mello, perseguido polo supplicaiite e os
doeaaie goales policiaco do termo o forca arma -
da, com rigor, tooosaauOiyuaootO desdo o rao-
meato do crime, hoje oeasideTo-o homisiado ftn
da comarca, teodo desaparecido desde e prin-
cipio.
Osupplicanle tem procedido como lhe cusapre
na porseguicao desse grande criminoso, sendo que
mais do que tem feito lhe nao possirel, oera li-
cito exigi-lo.
Villa de Garaohuns. 12 de setembro de 1801.
Ojala do di re (o interiao, J. Duarte.
I mais se nao eootioha era dito {testado.
N. 3,Publica (orma de um requerimento com
tboor de um atistalo de Sr. Dr. promotor pu-
blico, como abaixo melhor se declara :
Aotooio Baptieta de Mello Peixoto, delegado
de polica do termo de6araahuas, Bem de seu
direito precisa que V. S. se digne de attestar-lhe
o p desle o segua te :
1.* Sa qu.mdo Narcito Correia de Mello assat-
aou o iaeiiz tenlo Joa Leonardo Francez,
coaserroD-s en armas, por das, e afrontando
a forca publica aem que ata e capiurasse, ou
se pelo contrario desappareceu ddste termo ro-
go depois desse acto reprorado ;
a. Se o supplicaate Um ou nao feito o que
Ihe possirel, para que esse assassioo oao es-
cape da accio da justigj: para o que pede a V.
S. IUm. Sr. Dr. promotor publico desta comarca
dearimento.E R. M.Antonio Baplista de ^el-
lo Peixoto.
E mais se nao contioha em dito requerimento
t depois do qual se ria e mostrara o aUestado do
theor seguate:
Attesto que o Sr. teaeote Antonio Baptista de
Mello Peixoto tem-ae tornado digno do maior
louror pelo seu espirito de recliJo, prudencia,
activdade, energa, interesse e telo que sabe de-
senrollar oo cumprimento de seus aerares, co-
mo probo empregado de polica que qualida-
s estas, que, se possirel tem elle anda mais
desenrolrido na perseguidlo e captura de Nar-
ciso Correia de Mello, que s deixou de ser pre-
so mediatamente depois do assassioato do ia-
ietis Jos Leonardo Frsocez, porque nao ansian-
te o Sr. delegado ter sabido incontinente acom-
paohado de seis pravas do nono batalho de in-
antaria, por falalidade e inesperadamente so rio
s aflaal em presenta do homicida, que nao ati-
rou sobre o Sr. delegado, a quem so ouvir-lhe
a roe procurou de pontaria feta, por ser anda
noite, e nio ter podido apanha-lo a descobeito,
sendo que logo depois precipitadamente se p6z em
fuga, perseguido pelo Sr. delegado e duas nicas
pracas das que o acompanharam, nao sendo pos-
sirel mais fazer-se a priso, por se ter foragido,
entraohado oo rasto matto contiguo. Desde en-
lio, que o Sr. delegado tem sido constante, per-
tinaz, perseverante e incansarel oo emprego de
zneios tendentes a conseguir a captura do refe*
rido Narciso, que nao podendo ter um s mo-
mento de reponen, aperar de seus numerosos p-
renles que moram em quaei todos os pontos des-
ta comarca e tora della, os quaes em abono da
verdade se dere dizer, altamente se team pro-
nunciado contra lio execrando procedimento de
seu desventurado parete, coasta ter sabido pa-
ra looge do termo. Permitta-me o Sr. delegado
que eu me prevalece desta occaslao mais para
Ibe tecer os meus lourores por ter oss criticas
circumstancias em que V. S. se rio collocado e
na irapossibilidode de (azer no momento a pri-
so, preferido antes, que o perseguido lograsse
a fuga temporaria a ler atirado, por exemplo,
sobre elle a commetter lalrez um outro assassi-
nato ; porque embora se possa allegar a oppos-
q~3o de effectivaforca como houve, urna pronun-
ciada resistencia em summa sempre repugnan-
te o contacto com a pessoa, mxime se autori-
dade, que tingio as mos ou se salpieou com o
aaogue de seu semelhaote ; se a lei nos nao al-
canga, somos todava presa de um eterno remor-
so alem do rebaixamento e da perd da conside-
rado e estima publica.
A prudencia pois do Sr. delegado, sua ioal-
terarel placidez de animo, sua coragem em Qm
S9 dere o nao accumular-se desgrana sobro des-
grana. A eoergia e forca de rontade que sabe
tero Sr. delegado nos da a bem fundada espe-
ranza de que semelhante homicida nao escapar
por muito lempo accao da justica.
Garaohuns 12deseiembro de 1861.O promo-
tor publico, Jos da Costa Dourado.
oais se nao contioha em dito atiastado.
(Estaram recouhecidos e sellados.)
COJi.Ut.hCIO.
Novo Banco de Pernambuco,
O banco paga o 7* dividendo de 12$
por aeco, relativo ao semestre lindo
em 31 de agosto prximo passado.
NOVOBANCO
DE
Pernambuco.
Thomaz de A quino Ponteas, 30 saceos com 195
arrobas de assucar.
Brlgue ingle Dante, para Greenoek, carrega-
ram:
Johostoa Ptter di Cn 1,300 seocos com 6,500
arrobas de assucar.
Polaca franceza /arman*,, pasa ItarseiUe,
carregaram :
K. A. Burle C, 1,500 aaecoa com 7,500 arro-
bas de assucar.
Becebedoria de rendas internas
apiiraain da Pwrmoismmmain
rUdimeirtdodiaza23. .. 24:540*360
dem do da 24. ..... 7181115
f.S58*475
Randiraento do dia 1 a i3. 396:18M>209
dem do dia 24...... 2:835886
4t845|605
MoTimep to do porto.
Nonio entrado no dia 24.
Baha7 das, hiato nacional Garil/aldi, do 109
toneladas capitao Custodie Jos Vianaa, equi-
pa ge m 8, carga 400 barricas com faria de
trigo e oulros gneros.
Nao bouveram entradas.
'em
a.
Jjja
as

Horas.
y
a
i

ktknuitphtra
v>

! Dirtf*.
I
s m | Intensidad*.
a
-a
o
2
oo
-I
| Fakrtmlieit.
ia '^ i*
&
3
3
8
5T
be
| Centigrado.
\ Bygr o mitr.
| Cisterna hydr*-
mttrica.
O
4
5
H

H
c
O
5
I
i
A noite clara, rento SE regular e assim ama-
ohecou.
OcILtAJAS'DA ARE'.
Preamar as 8 h 54' da maohaa, altura 5 p
Baixamar as 3 h 6 da tarde, alturs 1,8 p.
Observatorio do arsenal de marint.a, 24 de se-
tembro de 1861.
Romano Stepplb,
______ 1. secretario.
EdUaes.
EM 24 DE SETEMBRO DE 1861. .
O banco descoma na presente semana a 9 /
ao aoao at o prazo de 4 mezes e a 10 J" al o
de 6 mezes, e toma dinheiro em contas correales
simples e com juros pelo premio e prazo que se
conrencionar.
illandega,
Rendimento do dial a 23. .
dem do dia 24......
328:157*850
8.212313
336 370J163
Movlmento da alfandega,
Volumes entradoscom fazendas.. 172
> > com gneros.. 169
Volames sahldos com fazendas.. 55
> com gneros.. 5
== 341
60
Descarregam hoje 25 de setembro.
Calera franceza Berlhmercadorias.
Bngue portugusMirgaridaidem.
Brigue oglozBarckhillmercadorias.
Brigue hamburgnezOlioidem.
Brigue haooverianoJpitercarne dechsrque.
Polaca bespanbolaIndiaidem.
Brigue americanoCanshiogcarrao.
Brigue brasileoHenriquesal.
lmportao.
Palliabote nacional Garibalde, riado da Babia,
-consignado a Antonio de Paula Bello, manifes-
tou o seguate :
427 barricas farinba de trigo ; a N. O. Bie-
ber & |C. 1
1 calxao c-f um piano ; ao Dr. Brito.
150 fardos uzeaba de ai^odao, 55 caixas ridros
para ridracas ; a ordem.
Brigue bamburguez Olio, riado de Antuerpia,
cousignado a Kalkmana rmeos & C, menifestou
0 seguate :
174 caixas velas ; a N. Bieber & C.
2 ditas faienda de lia, 1 pacole amostras ; a
Schafheitlim 4 C.
2 caixas lirros, esponjas, aabo, rape, torcidas,
1 lanterna e 1 relogio,; a Barroca & Medeiros.
2 caixa e 2 barricas'manleiga em potes, 1 ca-
xa camisas para senhors, 1 csixinha folhaa de
zioco ; a Ch. L. Cambroooe.
% caixas e 6 barritas forrageos, 150 caixas ri-
dros para ridraca, 17 barra pregos, 4 caixas
marmore, 25 dilas papel de escrever, 1 dita dito
de cores, 4 ditas cristal, 1 pacote amostras ; a
Breoder Braalia
20 barricas e 40 caixas cognac, 1 dita e 2 paco-
tes amostras, 2 fardos e 1 caixa papel : a D. P.
Wld 4 C
155 caixas ridros para ridraca, 1 dita palitots
de Mgodao. 7 ditsa fazenda da dito, 14 ditas pa-
pel de escrorer, 2 ditas amostras ; a Luiden
Wild 4 C.
100 caixas rolas, 1 dita papel pintado, 1 dita
dita de pbaatazia, 110 fardos dito de embrulhos, 1
pacote 1 caixinha amostras ; a ordem.
Exportaban.
Dia 23 de setembro.
Barca ingleza Athole, pata Gtbrallar, earr-
gara :
Patos ffasn & C, 1:322 tacos com 6,610 (ar-
robas de afincar.
Barca portuguea Flor ie S. Simo, para Lis-
boa, carregaram :
Caralbo logueire V C, 2 saceos] com 125
arrobas de assucar.
Briguapnrtugnez Rtlompmg: para Lisboa, car-
regaram :
A. cmara municipal do Recife faz publico
para conhecimento de seus municipes o oQicio
abaixo transcripto,que recebeu do Exm. presidente
da provincia, e courida-os a que, prestando toda
a alinelo para a recommenda^lo de S. Exc,
far^am de sua parte quaito lhesfor possirel para
que a cultura do algodo, e do trigo oeste muni-
cipio se desenvolv de modo que possa dar um
resultado satisfactorio, risto como pelas disenedes
que se tem manifestado nos Estados-Unidos da
America do Norte, a cultura destes gneros de ve
necessariamente proporcionar grandes rantagens
aquellos que ella se dedicerem.
A mesma cmara, pois, espera de seus muni-
cipes que ojo deixaro de atleader esta recora-
mendacao, empregaodo seus esforcos para lio
til fim do .qual grandes raotageas derem resul-
tar para o paiz.
Paco da cmara municipal do Recife em sesso
ordinaria de 16 de setembro de 1861.Lu: Fran-
cisco de Barros Reg, presidente.Francisco Ca-
nuto da Bosriagem, official maior serrSodo de
secretario.
Quarta secQio.Palacio do gorerno de Per-
nambuco em 10 de setembro de 1861.
A cmara municipal da eidade do Recifej de-
re tar noticia das diseoces ciris, que actual-
mente agitam os Estados-Unidos da America do
Norte, e que a guerra entre elles ateada, nao po-
de deixar de tar prejudicado grandemente lodos
os seus trabalhos agrcolas, resultando d'ahi, co-
mo fcilmente se comprehende, nao s a escas-
sez dos artigos de sua prodcelo, senSo tambera,
e como coasequeacia necessaria a elerago do
prego de cada ura delles.
Sendo os Estados-Unidos da America do Nor-
te o paiz, d'oade se exporta a maior parte do- al-
godo, que alimenta as fraudes manufacturas da
Europa, e especialmente as da Inglaterra, e bem
assim o trigo consumido no Brasil, a luta, que
hoje perturba iquelles estados, dere necessaria-
mente acarretar urna crise. que de receiar dlo
se faga esperar muito, por isso que, aegundo in-
formaedes miouciosas, se ha verificado que a
cultura do algodao naquelles paizes tem defiaha-
do coosiderarelmeate, e a exportaeo do trigo, e
de oulros cereaes para o Brasil tem deerescido
tambera na mesma proporcao.
Coaviado prevenir as serias difflculdadee que
seroelbaote estado de cousas nos pode trazer, ou
chamar sobre assumpto to importsntea attencio
da cmara municipal da eidade do Recife, para
que, dando mais urna prera do leu patriotismo,
procure persuadir aos larraderes, seus munici-
pes, a conveniencia, ou antes a necessidade, de
se promover na maior escala possirel ; nio s a
cultura do algodao, que esta provincia j expor-
ta, mas nao em qoanlidade correspondente fer-
tilidade e propriedade do terreno, seoao lambem
a do trigo, que to satisfactoriamente produz
nesta provincia, como o tem demonstrado diver-
sas experiencias, ponderando-lhes ao mesmo lem-
po a opportuoidade que as circumstancias ac-
tuaos Ihes proporeionam de auferirem grandes
raatageos e lucros cerlos dosesforcos,que em pre-
garen] nesse numero de industrias.
O nosso algodo, por sua qualidade superior,
goza do maior aprego e procura nos mercados es-
traogeiros, e o trigo, quo agora conrm cultivar,
como urna medida de prereogo, pode rir s ser
mais urna tunta abundante de riqueza, que, in-
demoisaodo generosamente os sacrificios, que
hojb zerem os nossos larradores, desenvolver
os recurso* do paiz e augmentar no futuro o
bem estar da populacho.
Esta presidencia confia que a cmara munici-
pal do Recife, acompanbando o gorerno neste
pensamento, se sentir bastante animada para
promover por todos os meios ao seu alcance o
maior deoenrolrimento possirel da industria
agrcola do sea municipio, relativamente cultu-
ra dos dous gneros, que me tenho referido,
cumprindo que me d conhecimento de quanto
for obleado em desempenho dss recommenda-
gSes, que lhe fleam traosmtidas. Antonio Mar-
celino Nunes Gongalves.
De^rdem do IUm. Sr. inspector interino
da thesouraria de fazenda de Pernambuce se
faz publico, que teodo de proeeder-se a arrema-
tarlo perante esta thesouraria do arrendamento
do terreno que existe deroluto junto ao edificio
em que funeciona o tribunal'da relago, Qcam
marcados os das 28 deste mez, o 2 de outubro
prximo futuro para a referida arrematadlo,
podendo as pessoas que a elle quizerem concor-
rer apresentar-ae na mesma thesouraria, nos
mencionados das.
Secretaria de thesouraria de fazenda de Per-
nambuco 24 de setembro de 1861.
Serrindo de official-maior,
Jfonoef Josi Pinto.
Secretaria do gorerno de Pernambuco 20 de
setembro de 1861.
Pela secretaria do gorerno se taz publico, para
conhecimento de quem iotoressar possa, que te
acham em coocurso os ofilcios de partidores do
termo do Limoeiro, creados pela lei provincial
n. 504 de 2S de maio deste anno, accumulando
oro as funcedes de contador o outro as de distri-
buidor; afim de que os pretndanles te habiliten)
e apretentem os seas rerraerimentos instruidos
ns forma do decreto n. 817 de 30 de agosto de
1851 e arito n.252 de 90 de dezembro de 1854.
Aotooio Leite de Picho.
A cmara municipal 4a eidode do Recife faz
publico para conhecimento de tes municipes
que retesen do Exm. presidente da provincia o
officio abaixo transcripto, ae qual acerapaaha a
relace dos pradactea, que pode ser aprsenla-
dos nette municipio, e eapera quo todos concor-
rtm pera que o conrlte do gorerno da proriocia
proda- o desojado- amollo, e esta prompta a dar
todos os esclarecimeotos, e apreseotar lodo o au-
xilio, que della depender para que se realise to
til eaeaio, o qual ter lugar ao dia 7 de oerem*
bro proxioM futuro, come fax ceno o gando
officio deS. Exc. de 13 do corrale, lambem a-
baixo transcripto.
. Paco da cansar mnskipal do Racife. sor eos-
sao ordinaria de 16 de Miembro de 1861.Luiz
Francisco de Barros Reg presidente, Francisco
Canelo da Boa-riagem ocial maior sorriodo de
secretario.
4* aeceo.Palacio do gorerno de Pernambu-
co, em 4 de setembro de 1861. Devendo ter lu-
gar nesia eidade no dia 2 doesembro rindeare,
oo palacio do gorerno, nota exposigo dos pro-
ductos naturajt^ industriaes desta provincia, e
das que lhe ew limitrophes, ou lhe ficam mais
prximas; de eooformidade com aa otdens impe-
riaes, recomsaendo acamara municipal do Reci-
to, que, fazeodo ebegar atta noticia ao conheci-
mento de todos oa seus municipes, procure por
todos os meios do sen alcance anima-los do e-
sejo de coocorrerem para a referida expoaico
com os productos,que all podem figurare se a-
cham especificados no cathatogo aonexo as ins-
trueces. de que remelle o incluso exemplar irn-
presse ; fazendo-lhes esta cmara rer as grandes
rantageos, que ho de resultar da referida expo-
aico, nao sd para a agricultura, mas tambem
para a industria do paiz, como umdos mais con-
venientes meios de auiraagao para o desenrolri-
ownta jetee importantes tantea de riqueza na-
cional, a que o goveroo presta a mais seria ai*
tencae, contando com 0 concurso Ae lo Jos os ci-
dados, e especialmente das municipalidades, ae
mpeoho do preencherem por este modo um dos
principos flns de sua instituido.Antonio Bar-
cellino Nunes ongalves.
4a seceo.Palacio do gorerno de Pernamba-
eo, em 13 de setembro do 1861.Daelaiando-me
Exm. Sr. ministro da agricultura, coramercio
9 obras publicas em aviso, expedido em 19 de
agosto unirte, aob a. 18, ene a eapeeico desta
provincia dere ter lugar no mez de norembro, e
nio em dazambro, como por engao toditas,
instrucQoei, de que remelti a cmara municipal
da eidade do Recife um exemplar impresso em
officio de 4 4o correle, aproase-me a commuoi-
car a mesma cmara em addita ment no meu ci-
tado officio, que a exposicio ser a berta nesta
eidade no dia 7 de novernbro prximo rindouro.
Antonio Marcellino Nenes Goagalres.
O IUm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da proriocia de 144o correte, man-
da (azer publico que at o dia t7 de outubro pr-
ximo vindouro estar aberta a concurrencia para
o contrato da collocaco de earris de ferro deno-
minadostrhos urbanosa partir desta eidade
at a povoacao dos Apipucos. O contrato ser
feito nos termos da lei provnola! n. 518 do21 de
juoho do correte auno.
Epara censtar se msodou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria prorincial de Per-
nambuco 17 de setembro de 1861.O secretario,
A. P. d'Aonunciacao.
Secretaria do governo de Pernambuco
18 de setembro de 1861.
Pela secretaria do gorerno se faz publico, para
conhecimento de quem iateressar possa, que se
acham em concurso os oficios de partidores,
contador e distribuidor do termo da Escada,
oreados pela lei da assembla legislativa desta
proriocia o. 504 de 29 de malo deste aoao, aQm
de que oa preteodeates epreseotem os seus re-
Suerimeutos instru ios aa forma do decreto n
17 de 30 de agosto de 1851 e ariso n. 252 de 90
de dezembro do 1854, oo prazo de 60 das, con -
lados desta data.Antonio Leite de Pinho.
O Dr. Francisco Domingues da Silva, juiz de di-
reito da segando vara criminal e substituto da
do commercio desta cidads do Recife e seu ter-
mo, capital da provincia de Pernambuco por
S. B. Imperial e Constitucional o Sr. D. Pedro
11 a quem Deus guarde, ote.
Fago saber pelo presante, que por este juizo,
e cartorio do eactiro que este subscrereu, corre
urna execugo de senlenga entre partes exequen-
tes, Paulo Guelpher e executado Pierre Pueche,
que teodo -se Jeito penhora em dinheiro que se
acha recolhido ao deposite geral na quaatia de
quatroceotos mil ris, perlaqceolesao exeeulado,
em audiencia de dia rite e doua de agoste det-
te anno, por parte do solicitador Rodolpho Joo
Barata de Almeida procurador bastante do
exequeote me fora feito o requerimento se-
guiute :
Anno do oascimento de Nosso Senhor Jess
Christo de mil oitocentos e sessenta e um, aos
rite e dous de agosto do dito anno, nesta eida-
de u^lecife de Peraambuco, era publica audien-
cia ^uot feitos e parles fazia o Dr. juiz de di-
reito da segunda rara criminal substituto da do
commercio Francisco Domnguez da Silva, oella
pelo solicitador Bodolpho Joo garata de Al-
meida procurador doexequenle Paulo Guelpher,
foi acusada a peohora que se segu feila ao exe-
cutado Pierre Pueche, requerendo que a este oo
s ficassem assignadosdebaixo de pregosob pe-
na de langamento os seis das da lei, como diz
aos credores iocertos passaado so oseditses do
estro, visto como semelhante penhora tinha
sido effecluada em dinheiro.
Achando-se presente o solicitador Joaquim d
Albuquerque Bello munido da procuraco bas-
tante do executado, por parte deste pedio rista.
O que ourido pelo dito juiz assim deferio:
Extrabi o presentado protocolo das audiencias
e junto o mandado de peohora e as procurares
dos litigantes.
Eu Joo Viceule de Torres Bsodeira escrereo-
te juramentado o escreri. Eu Banoel de Carra-
Iho Paos de Aadrade escrirao o subscreri.
Por forca do deferimento dado a este requeri-
mento o escrirao respectivo fez paasar n presen-
te pelo theor do qual sero citados os credores
iocertos por todo o conteudo no requerimento
aqu ioscripto, afim de que, dentro de prefixo
praso de dezdas, comparecam nesle juizo alle-
gando o que Ihes for a bem de seu direito e jus-
lica sob pena de revelia.
E para que chegue noticia a quem iateressar
possa maodei passar editaes que sero afiliados
e publicados pela imprensa.
Dado o passado oesta cidale do Recife, aos
24 de setembro de 1861.
Declaro que rai ser assigaado pelo Dr. juiz
de direito da primeira rara criminal e substituto
da do commercio, Bernardo alachado da Costa
Doria.
Eu Manoel de Carralho Paos de Andrade es-
crirao o subscreri.
Bernardo Hachado da Costa Doria.
Declarares.
Consolado provincial.
Pela mesa do consulado prorincial se faz pu-
blico aos deredores de impostos de decima ur-
bana, de 4 e 12 por cento sobre diversos estabe-
lecimentos, de 50$ sobre casas de modas, perfu-
marlas, e chapeos estrangeiros, e finalmente o
imposto sobre carros, carracas, mnibus," e ve-
hculos oertencentes ao anno fiaanceiro fiado de
1860 a 1861, qu oo ultimo de setembro corroa-
te flada-se o prazo para o pagamento de seas
dbitos. Ilcando sujeitos os que nao pagarem. a
aerem remellidos para o juizo dos feitos da fa-
ozoda.
Mesa do consulado prorincial de Pernambuco,
1 de tetembro de 1861.Theodoro Bachado Frei-
r Pereira da Sjlra.
Arsenal de guerra,. ,
Por ordem do IUm. Sr. coronel director 4o
arsenal de guerra, se faz publico, que nos ter-
mos do ariso do ministerio da guerra de 7 de
marr;o de 1860, se tem de mandar manufacturar
o seguiote:
169 sobre-casacas de panno rerde.
176 caigas de panno rerde.
206 frdelas da brim.
588 calcas de brim.
660 camisas de algodaoziaho.
588 pares de polainas de panno preto.
Quem quizer arrematar o fabrico de ditos ar-
tigos, no prazo de 30 das, comprela na sala da
directora do mesmo arsenal, peiaj 11 horas da
machia do dia 24 do cerrante mez, com aa
proposta. emqub declare o menor prego, o qual
seu fiador.
Arsenal de guerra de Pernambuco 20 de te-
tembro de 1861.
4) amanense,
Joo iemro da Silva.
Trifeuaai oto eaetatmerelo
Pela secretaria do tribunal do commercio da
proriocia de Psroembueo te f pvfbHea t ins-
ripcie ae registra publico do commercio do
controlo de sociedade feito am 29 do julho do
correte por Joe Antonio Carpinteiro da Silva e
Maooel Carpinteiro da Silra, Hesp*nh6es, domi-
ciliadas o eslabelocidos oeste eidade. aob a Orma
de Carpinteiro di C. da qual s usar o tocio
Joo Aotooio; dereodo dita aocledade durar
por lempo de 3 annos, contados de & de junhe
deste, com o capital de 24:015*000 ra. fornecido
por ambos em gneros, armago, utoasis e divi-
das aCliras existentes no ealabelecimento so-
cial.
Secretaria do t-ibunal do commercio de Per^
oambuco 21 de setembro de 1861.
Julio Guimare,
Official-maior-
2* secgoSecretaria do governo de Pernam-
buco am 24 de setembro de 1861.
Pila secretaria do goreroo so faz publico que
o despacho proferido pelo Exm. Sr. aninigtro e;
secretario de estado dos negocios da justica no
mez de agosto prximo findo em requerimento
de partes desta proriocia foi o seguate:
fot 24Rodrigo, africano livre :Pedido de
emaucipagao.Preeochida a condigo do tem-
po requeira de ooro.
Antonio Leite de Pinho.
Carreio.
Pela administragao do correio desta eidade se
faz publico, para fios convenientes, que em rir-
tude do disposta no art. 138 do regulamento ge-
ral dos correios de 21 da dezembro do 1844 e art.
9 le decreto n. 785 de 15 de maio de 1851 se
proceder a consqmo das calas existentes nesta
dminiatrscao, pariencentes ao mes de setembro
do 1860, no dia 2 de outubro prximo, s 11 ho-
ras tfa dia, aa perla do mesmo correio, e a
respectiva lista desde j exposta aos interes-
aados.
Correio de Pernambuco 25 de setembro de
leal.
O administrador,
Domingo* dos Pastos Miranda.
Correio.
Pe administragao do corro) desta eidade se
fae publico, que em virlude da conrengo pos-
tal calafetada pelos ovemos brasileiro e francez,
serie expedidas malas para a Europa ne dia 1
de outubro prximo, de conformidadecom o an-
ouocio deste correio publicado no Diario de 29
de Janeiro deste auno. As cartas sero recebi-
das at 2 horas antes da que for marcada para
a ahida do vapor, e os joroaea at 4 horas
antes.
Correio de Pernambuco 25 de setembro de
1861.
O administrador,
Domingos dos l'assos Mirando*
Pela thasourana provincial se faz publico,
que as arrematages dos contratos abaixo men-
cionados foram transferidos para o dia 3 de ou-
tubro prximo rindouro.
Reparos da casa em que foucciona o collegio
dosorpbos de Santa Thereza era Olinda.
Rendaa das casas pertencentes ao patrimonio
dos orphos. ]
Venda do piano do collegio dos orphos.
Secretaria da thesouraria prorincial do Per-
nambuco 19 de setembro de 18610 secretario,
A. F. e'Aonunciago.
Consulado de Portugal.
Por este consulado se faz scienle.que todas as
pessoas, que se julgarem com qualquer direito ao
espolio do finado subdito porluguez Joo Joa-
quim Correia, se devero apreseotar dentro de 15
das com os seus ttulos em derida forma, sob
pena de nao serem posteriormente attendidas
quaesquer reclamages.
Consulado de Portugal em Pernambuco aos 23
de setembro de 1861.
Por esta aubdelegaeia se faz publico, que
se acham recolhidos casa de detengo, ordem
o disposigo deste juizo, o preto Eustaquio, que
diz ser escraro de D. Thereza Zeferina Pereira da
Silra, moradora oa litis dos Ratos, o qual foi
preso por suspeito de estar fgido, e no acto da
piiso estava armado de um caivete de mola e
um ccete ; assim como tambem eatao recolhidos
os pretos Roberto e Ignacio, aquelle por estar
fgido ha 3 das, e nio dizer o oome do aeohor,
e s dizer que escraro do engeohe Pinamduba,
e este por suspeito de estar fgido, duendo ser
escraro do lenle coronel Nereu de S e Albu-
querque, sem que apreseotasse documento em
como rinha da casa de sea seohor para o Recife
como disse ; outro sim acha-se depositado um
praochao grande e largo, era poder do Porlu-
guez Jos Harlins Lopes, que diz o ter achado
amarrado oo mangue : quera.se julgar com di-
reito a taes objecios comparece, que provando
sero entregues.
Subdelegacia dos Affogados 22 de setembro de
1861. Josi Buarque Lisboa, subdelegado aup-
plente.
Tendo a directora das obras militares de
mandar concertar o telhado do hospital militar,
concertar 12 caixilhos. por 3 linhas em 3 tesou-
ras. pintar e caiar interna e externamente o edi-
ficio, assim como a botica, convida as pessoas
que deste servigo se quizer incumbir a apresen-
lar as suas propostas na mesma directora nos
dias 24, 25 e 26 das 10 horas da maoha s 2 da
larde, as quaes derem ser confrontadas com a
que spresentou Banoel Luiz Coelho de Almeida,
e ser o serrigo arrematado pelo proponente que
mais rantsgem offerecer a fazenda nacional. Di-
rectora das obras militares de Pernambuco 23
de setembro de 1861.
O escriplurario,
Joo Monleiro d'Aodrade Maheira.
O IUm. Sr. tegedor do Gymnasio manda
avisar aos pas, tutores ou correspondentes dos
alumnos internos, meio-pensionistas e externos
do mesmo gymnaaio, que no dia 23 do correle
principia o recebimeoto daa meosalidades corres-
pondentes ao ultimo quartel, que se fiada em de-
zembro deste anno. Secretaria do Gymnasio 21
de setembro de 1861.
O secretario, A. A. Cabral.
A thesouraria provincial, em cumprimento
da ordem do Exm. Sr. presidenta da provincia,
tem de comprar para o collegio dos orphos desta
eidade os objectos segutotes :
300 raras de panno de linho.
10 duzias de lengos brancos.
9 ditas de guardanapus.
100 cobertores de algodo.
12 pratos traressos forrados de louga ridrada.
1 momlio de caf
1 balanga para pesar carne e pao.
24 bacas de folha pialada para lavar rosto.
24 pratos de folha para farinba.
4 bancos de 4 ou 5 varas de cumprimento.
Quem quizer vender taes objectos aprsenle
as suas propostas em cartas fechadas no correio
desta eidade, no dia 3 de outubro prximo vin-
douro, pelo meio dia.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 21 de setembro de 1861.O secretario,
A. F. d'Annuncieco\
Tendo a directora das obras militares de
mandar por tres veoezisaas ua sala do expedien-
te, e doua caixilhos com ridros oa sala das ordens
do commando das armas por ordem do gorerno
ds proriocia, convida as pessoas que deste servi-
go se queira encarregar, a comparecerem com
suas proposias nos dias 23, 24 e 25 do correte,
das 10 ho.as da maohaa s 2 da tarde, na refe-
rida directora.
Directora dae obras militares 06 Pernambuco
19 de setembro de 1861.0 escriplurario.
Julo Monleiro de Andrade Malvina.
Tendo a directora das obras militares de
mandar caiar e pintar as casas de guardas do pa-
lacio do gorerno, thesouraria e alfandega, convi-
da as pessoas que deste servigo se queiram en-
carregar, a comparecerem oa dita directora nos
dias 23, 24 e 25 do correte mes. das 10 horas
da machia s 2 de tarde para este lira
Directora das obras militares de Pernambuco
21 de setembro de 1861.O escriturario,
Joo Monleiro da Andrade Malvina.
A companhia de careliana precisa comprar
17 carillos para oserrieo di mesma, tendo estes
50 pollegadas de llera e gordos : quem os tiver
dirija-se a esto quartel, das 10 s 2 da tsrde,
obrigaodo-so o mesmo reniedor receber a Im-
portancia dos meamos ns thesouraria de fazenda,
recebendo urna etuJela de coramondonte.
Quartel no Campo dae Priocezas 21 de tetem-
bro de 1861.Manoel Joaquim Bochado, len-
te, com mondante irrterioo.
Q\0' agrcola e industrial,, quetera* lu-
gar no palacio dogoverno no dia 7 de
novernbro rindouro, manda pelo pre-
sente azer publico que no di 26 de
outubro prximo come^arao a ser alii
receidos os objecto que tenham de fi-
gurar na mencionada EXPOSIA'0.
Sala das sessdes da commitsao 20 de se-
tembro de 1861.O secretario,
Joaquim Pires Machado Portera.
O rapor Camaraoib* lira a mala para Ma-
ralo, amanha 26, as 9 horas da maohaa.
Consellio de compras savaes.
Teode-se de faier, sob aa condigdes j conhe-
eidaa, em 2J e 25 do corrento mez, oo contratos
abaizo declarados, por lempo de 3 mezes, fiados
em dezembro prximo, manda A conselho convi-
dar aos preteudentcs apresenlarem as suas pro-
postas nesses dias s 11 horas da manha.
Ne dia 21.
Do fornecimento de vveres, e oulros objectos
de consumo, para os navios da armada, e esta-
belecioaentos de marioha, seado arroz do Mar-
alo, szeite doce de Lisboa, agurdente de rite
graos, assucar braoco grosso, bacalho, bolacha,
carne secca, caf em grao, carnauba em relias,
carne rerde, caogica ou milho pilado, farinba de
mandioca, feljao, moaleiga franceza, mate, pi,
sabo, toucioho do Lisboa, vinagre de dito e rel-
ias stearinas.
Dito de dietas, para os deenles das enfermaras
de marioha e dos Africanos, assim como dos ua-
ros., compostas de araruta, aletria, assucar bran-
co refinado, beWchioha, cevadioh*, cha, galli-
nhas, manleiga ingleza, tapioca e rinbo de Lis-
boa.
E dito do materiaes, para as obras a cargo de
arsenal de marioha, oendo cemento braoco do
Bolooha. cal preta, dita branca, podras de alve-
earia e de cantara, brutas, e ljalo de alvenaria.
No dia 25
Dito para a companhia de aprendizes artfices,
de bonetes do uniforme, lengos de seda preta,
frdelas de panno azul, blusas de algodo da
mesma cor, bonetes para o servigo, sapatos, ca-
misas de algodoziobo braoco, saceos, colxes e
travesseiros de linho cheios de palha, leogoes de
algodozioho braceo, fronhas de dito, colxes de
algodo, e cobertores de la.
Dito para os imperiaes marinheiros e aprendi-
zes de dito, de bonetes de panno, camisas e cal-
gas de brim brsnco, camisas e caigas de algodo
azul, lengos de seda preta, fardas e caigas de
panno azul, sapatos e saceos.
Dilo para os fuzileiros navaes, de bonetes de
chapa com palla, fardas e"caigas de panno azul,
frdelas, caigas e camisas de brim braoco, gr-
valas de couro, polainas de panno preto e sapa-
tos.
E dilo para a lavagem de
arsenal, pragas da compaohia de aprendizes ar-
tfices, e das enfermaras de marioha e dos Afri-
canos.
As propostas coaviado que declarem os nomes
| dos fiadores, e referirem-se a um s fornecimen-
to, inda o preteodeote propondo-se a mais ou-
lros, assim coreo serem entregues em carlss fe-
chadas.
Sala do conselho de compras naraes, em 17 de
setembro de 1861.
O secretario,
Alexandre Rodrigue dos Aojos.
O pslhsbote nacional Bous Ataigos, capitio
Francisco Jos de Araujo, segu psra a Bahia em
poucos dias ; paro o reste da carga que lhe falta
trata-se com seu consignatario Fraocisco L. O.
Azeredo. oa ra da Madre de Dos n. 12.
ParaoAracaty
Recebe carga e passageiros o hiaje < Santa
Aona a tratar com Gurgel Irruios, na ra da
Cadeia do Recife n. 28 1* andar.
Para o Rio de Ja-
neiro
Pretende eeguir com muito breridsde o brigue
escuoa /oven Artkur, para o resto ds carga que
lhe falta tratase com os aeus consignatario?
Azeredo & Meodes, oo seu escriplorio ra da
Cruz n. 1.
Barca Flor de S. Simo.
Sabe impreterivelmeote ro dio 29 do corren-
te para Lisboa e Porto, para onde recebe anda
alguma carga e passageiros: a tratar com Carra-
lho Nogueira & C, ra do Vigario n. 9, primeire-
andar.
Para,
Segu era direilura al ao dia 30 do correle o>
patache Emulagao*, capillo Antonio Gemea Pe-
reira : para o que lhe falta, trata-se com Moreira
& Ferreira, iua da Madre ae Dos n. 8.
i
Rio de Janeiro
a re jira e bem conhecida barca nacional Ama-
lia, pretende aeguir com mui'.a breridade, tena
parte de seu carregamento prompto ; para o rea-
to que lhe falta, passageiros e escraros, para os
quaes tem excelleotes commodos, trita-se com
os seus consignatarios Azevedo & Mondes, no
seu escriptorio ra da Cruz n. i.
B ihiu,
Segu a sumaca Hortencia, capillo Belchiei
roupa da maruja do Maciel Araujo ; para o reato da carga que lhe
falta e passageiros, trata-se com Azeredo & Mon-
des, ra da Cruz n. 1.
Rio de Janeiro.
Segu com breridade o palbabote Piedade, re-
cebe carga a frete e passageiros : a tratar com
Cela no Cyriaco da C. B. & Irmo no lado do
Corpo Sanio o 23.
THFATRO
DE
Santa Isabel.
PENLTIMA RERESEMVtAO
EMPREZAGERMANO.
38 KECITA DA ASSIGNATUaA.
Quarla-feir-a 25 de Setembro de 1861.
Subir scena o interessante drama em 5
actos original francez de Br, Dumas lho.
JHl mua
DAS
CAMELIAS.
Da operaA Traviata.
PERSONAGENS.
Amando Duval................. Germano.
O Sr. Duval pai................ Nuces.
Gastao Rieux................... Valle.
Salot-Gaudeus................. Ray mundo.
G usa vo........................ Teixeira.
O conde de Giray.............. Leite.
0 Sr. de Varrille.............. Vicente.
O doulor...... ................ Campos.
Arthur........................ Olireira.
Um criado........ Santa Rosa.
Margarida Gauihier........... D. Manoela.
Olimpia......... D. Isabel.
Prudencia Duverooy........... D. Jesuioa.
Nanioe.......................... D. Carmela.
Nichete....... 1). Leopoldina.
Anais......... D. Aona Cbaves
Convidados, creados, etc. etc.
Terminar o espectculo com a graciosa come-
dia em um acto.
0 DILETANTE.
Tomam parle as Sras. D Banoela, Carmella e
Anna Charos, e os Srs. Germano, Raymuudo,
Vicente e Teixeira.
. Come;ar s 8 horas.
atjsos martimos.
Exposico.
A commiHio directora da EXPOSl-
REVL f.0IIP.\MII\
DE
Paquetes inglezesa vapor
Al o dia 28 deste mez espera-se da Europa o
rapor Tyne, o qual depois da derrora do costurae
seguir para o Rio de Janeiro, tocando na Bahia,
para passageos etc., derer-se-ha tratar com os
agentes Adamsoo, Howie & C, ra do Trapiche
Noro o. 42.
Cear e carac.
Segu nestes dias o hiate Sobralense, capitao
Bates, recebe carga a frete e passageiros; a tra-
tar com C'etano Cyriaco da Costa Moreira, ao
lado do Corpo Sanio n. 23.
Para
pretende seguir com muita breridade o brigue
nacional Veloz, tem paite de seu carregamen-
to prompto : para o resto que lhe Talla, trata-se
com o seu consignatario Azevedo & Bendes, no
seii escriptorio, rus da Cruz n. I.
(MPAMHIA PERNAMBUGANA
DE
Navegado costeira a vapor
Para Liba, Rio Grande do Norte, Ma-
cau do Assu', Aracaty, Ceara',
e Acaracu'.
O rapor Jaguaribe, commandante Lobato,
sabir para os portos do corte al o Acaracu ne
dia 7 de outubro as .4 horas da tarde.
Recebe carga at o da 6 ao meio dia. Eocom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete al o dia
^a sabida as 2 horas : escriptorio no Forte do
natos n. 1.
Leudes.
'......' .......m
ConliiHiiicao do leilao
DE
Mercaderas americanas.
Quarta-feira 25 do corrente.
O agente Antunes far leilao no dia cima de
urna immensidade de objectos americanos como-
sejam '. secretarias, carteiras, cadeiras de diver-
sos gostos p de balando, marquetas riquissimar.
camas de ricas obras de lalha, malas, bahs e
saceos de viagem. obras de metal principe ^ra-
teado sendo apparelhos para cha e caf, galhe-
teiros, copos, campanillas, cestas para fructas o
fruteiras, porta licores etc., etc lindos jarros
com bacas de folba, balances, limpadorqs de
ps, cestas com os necessanos para riagem, ri-
cos estoios para barba, cabecadas com brides,
gamarras, chicotes, selins e silhes, candieiroa
para gaz e azeite, eaixinh*s de msica, caitas
com ferramentas, sabonates transparentes para
janel'a, relogios de parede e muilos oulros arti-
gos que se torna eofadonho mencionar, arados,
grades, carros de moe carretees, carrocas, ma-
chinas para cortar capim, ditas para descarogar
milho, rebolos e dous carroa elegantes e leves
com arreios para um ou dous carallos.
laStfftefti
A 27 do corrente.
Walter Thonpson, capitao da barca ingleza
Colima, da qual consignatario o Sr. llenry
Gibsoo, far leilao por inlerrenco do agente
Oliveira, econta e risco de quera pertencer, pre-
cedida a aulorlsaco do IUm. Sr. inspector da
alfandega e nomeaco de um empregado desta
repartico par* o'effeito nomeado, da porgao do
forro de metal relho, que se aproveilou do cas-
co da dita barca por oceasiae do concert, que
foi obrigadaa fazer oeste porto em consequencia
do seu recente desastre :
Sextafeira 27
do corrate, ao meio dia em ponto, na porta de
detraz do armazem de fazendas do referido Sr.
Gibsoo, com frente para o eses d'ApolIo.
ijbiiJLo
Quarta-feira 25 do corrente.
DE
Farinba de trig
O gente Hyppolito far leilao por conta do
quem pertencer de cerca de 700 o tantas barri-
cas de farinba de trigo sendo 500 de marca Haxall
e 200 de marca Columliia: no armazem do Sr.
Antunes Guimares & C, no Porte do Batios, as
11 horas em ponto.
LEILAO
Quarta-feira 25 do corrente.
PELO AGENTE
Ro Grande do Sul pelo
Rio de Janeiro,
a barca braaileira Restauradlo segu com bre-
ridade ; recebe carga a frete escraros pera
ambos os portos : trata se com,os consignatarios
Marques, Barros & C, largo do Corpo Sanio nu-
mero 6.
Francisco Aires de Pinho far leilao por n-
tervengao do referido agente, no seu armazem
da ra do Vicario n. 8
DE
Um completo e variado sortimenio de merca-
dorias despachadas recentemente, ossim como
demeias para homem, seohora, meninos e me-
nas, pentes, relogios e botoes de direrses quali-
dades, cutilarias finas, eicotaa, loras, peitos
para camisas e nma infinidad* de oulros objectoa
para fechar cantas.
-*-


<*)
M
- QUARTA fURA 25 DE SETEMBRO DE 181.
O annunciaote espera a concurrencia -de seus
amigos e freguezes do oeDciooado da pelas 10
horas da mantas em que ter principie o i-eilao.
Atteneao.
A 26 do corrente.
filia, poco para agua, cora muito grande terre-
no de frente e fundo, grande casa de vivenda em
bom estado, livre de qualquer onus : os preten-
dentes podero teros eselarecimentoa do mesmo
agente, s^ndo o leilo as It horas do dia cima
do armazem a. 82 da ra do Vigario.
LEILO
Quinta-feira 26 do corrente.
O agente Aotunes far leilo da armaco e
dividas da loja perteocente a Joao Paula de Sou-
za. aita na ra estreita do Rosarlo a. 17, no dia
cima designado as 11 horas em ponto.
LEILAO
A 25 do corrente.
Rostron, Rooker & C. faro leilo por ioter-
veoco do agente Oliveira. de 500 barrica de
farinha de trigo da marca WB Thomas Pbiladel-
pbia Superfloe, e da colheita nova em bom es-
tado e aem defeito algum, multo boa para bola-
cha e inda de Philadelphia pela barca america-
na Conrad entrada neste mez :
Quarta-feira 25
do correte as 11 horas da maohaa em ponto,
no armazem do Sr. Jos Duarle das Neves, bec-
co do Gongalvea. no Recife.______
Avisos diversos.
Exposico
INDUSTRIAL.
A commisso encarregada
de convidar os Srs. membros
das corporaces de artes e in-
dustrias, desta e da cidade de
Olinda, a prepararem os tra-
balhos que pretendem apre-
sentar exposico de 7 de no-
^embro, suppondo que alguns
desses senhores deixem de
emprehender a realisaco de
suas ideas patriticas por
falta de meios, convida a
aquelles que estiverem nes-
sas circumstancias a dirigi-
rem-se, no mais breve espago
de tempo, livraria n. 6 e 8
afim de que a mesma prorao-
Ta a maneira de ajuda-los
se fazerera representar nessa
festa das cinco irmas, Ala-
go as, Pernambuco, Parahiba,
Bio-Grande-do-Norte e Cear.
L01IIM1
Acliam-se a venda na thesourana das
loteras ra do Crespo n. 15 e as casas
commissionadas os bilhetes da segunda
parje da quinta loteria de S. Pedro
Maityr de Olinda. A extraccao tera'
lugar impreterirelrnenteno diaquarta-
eira 2 de outubro prximo. As sor-
tes de 6:000f e 3:000^ serao pagas 3
dias depois da extraccao e as outras lo-
go a entrega das listas.
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Offerecc-se
urna ama para cosinhar e comprar em casa de
homem solteiro ou de pouca familia : na ra Di-
reitan. 46.
Carvalho.Nogueira & C. na ra
do Vigario n. 9, primeiro andar, sacam
sobre Lisboa e Porto.
L i va se e engomma-se com aceio
e promptidao : na ra das Aguas-Ver-
des sobrado de um andar n. 21.
Becco da Boia n. 2.
Loja de roupa feita.
Caf e Lunch.
No terceiro andar, na mesma casa faz-se
comida para pensionistas,
por prego muito commodo.
22fina & Nova-22
Instrumentos de msica.
Tem chegado pelo ultimo Tapor francez um
eorti ment de instrumento de msica de todas
as qualidades, binculos muito boos com duas
islas urna para ver no mar e outra em trra,
nivel para nivelar as ras, laaternas mgicas com
ua vistas de caricaturas, flauta harmooica mui-
to boas com excellente vozes, tem lambem boos
relogios de cima de mesa com eorda para 8 dias,
-ditos de algibeira de prata dourada. ouro e
plaqu euitsos e palete ioglez ; ha grande sor-
Simenlo e cordas muito boas para contrabaixar
"violo e rabera, agua para pratear lalo e cobre
muilos outros artigos que se vendero muito
m conta quea duvidar veuba ver.
Escrava rugida.
Fugio do dia 23 do corrente urna oegra de no-
me Mara, crioula, idade 45 annosr pouco mais
ou meaos, com os signaea seguiotes : estatua
baixa e magra, cor fula, bei^os grosios, [alta de
dente* na frente, peitos metidos para dentro,
com o ombigo muito saliente, ps bixentos, com
os cabellos cortados de pouco, e mal cortad*, le-
vou vestido de cbita rota cor de btate, panno
da coate azul e rolo : qwem pegar leve-e a ra ;
do Cabugi o. 16, que ser gratificado.
Informa- ae ao annuuciaole que tanto iote-
cessa fallar com o Sr, Guilberme Purcel, que es-
t aaal informado quanio a aer, ou em lempo al-
gum hav*r sido aquello pregado do eacriplo-
rie da pairada de ierro, pois ba bastante tempe
retir ou separa Europa, havendo sido ero certo
tempo apenas interprete de um dos eognoheiros,
alem da Secada.
OiTnrece-se para o serrijo interno de uffli
catada pouca faroiiia urna mulher, na ra do
Jbofel o, 33.
Vende-se por preso muito bsrato urna ermacie
enveroisada e eovidracada propria para qualquer
I estabelecimento de fatendas, miudezaa ou boti-
ca : a tratar na ra do Crespo n. 15, thesouwria
das loteras.
I Vendem-se duas casas sitas na estrada ao-
O agente Evaristo aulorisado pela proprietaria 'v* doCaxang, sendo urna de negocio o outra
levar a leilo um bora sitio em Santo Amaro,'de morada, tonda todas as acommodacoes para
com o aliobamenlo para a ra da Aurora, o umi estribara para dous cavallos, poco de lijlo
qual tem pertode 200 coquelros ja em deafructo. e a|gumas plantas, as quaes se vendem com o
sapotis e multas outras frucleiras, 2 viveiros fe, do negocio que ora existe, tende muito
i ainda para acabar, com muito boa i Doa* 'reguezias : oa pretendentes dirijsm-se a
ra do Crespo u. 15, que l acharo quem d
as explicares.
Bastos^ H-ego acabara de receber grande
quanlidade de roupas para enanca assim como
seja de fuslo e l e de seda, pelo diminuto pro-
co de 2J500, 3 e a 4*. vestidos de cambraia
bordados para baplisado de enancas a 169, ca-
saveque e capas de fusio de briro, para se-
nhora e menina pelo diminuto preco de 3| e 4
*5Z$Zfu,lo muUo orapridas para senbor
Lilleralura brasileira
OBRAS DO B A CU AREL
M. A. A) vares de Azevedo.
NOVA EDICAO'
6 voluioss en 8o encaderoados 12S0OO
Recebem-ae assigoaturas para esta obra at o
Um do correte mez, oa livraria ecooomica ao
P a ?IC0 de Sant0 Antonio, depois o preco se-
ra de I09 para os nao assignantes.
Aluga-se
um andar com frente para a ra doa Patoa e fon-
do para a da Roda n. 23, o qual tem duas sa-
las, dous quartoa, terrajo, coziaba e aamidoro
para aguas servidas, com entrada para ambas as
ras; a tratar na praca da Independencia n. 22.
Ama.
Precisa-se de urna ama forra, prefere-se cri-
oula e de idade media: na ra da Roda o. 11.
Advertencia.
O abaixo assignado avisa aos seas devedores
que se da data deste a 8 dias nao forem satis-
fazer seus dbitos tero o desgosto de serem
chamados juzo, visto o abuso de franqueza
que os mesmoa tem feito para com o mesmo
abaixo assignado ; adverte mais que so se emen-
de com os de conta anliga, assim como tambem
se eotende este com os que tem peohores de
ouro, sendo a maior parte delles sem juros, e os
que tem, sao os mais razoaveia possiveis, pois
foram tomados mais por fazer favores do que
por interesse.
Recife 24 de selembro de 1861.
Antonio Procopio de Souza Barullos.
Alugam-se duas casas novas na estrada
dos Afflctos, junto ao Maoguinho, e bem assim
duas Daixas de capim : quem pretender dirija-se
ao mesmo lugar, primeiro sitio de portao de
ferro, ou ra das Cruzes n. 41.
O Sr. Jos Bernardino-de Vasconcellos Co-
imbra tem urna caria vinda de sul: oa ra da
Imperatriz o. 12, loja.
Preciaa-se de urna mulher de meia idade
para ama de pequea familia : na ra do Hosoi-
cto n. 6. r
Genaro Milo, Pedro Paulo Milo, Joo Milo
e Miguel Carrelo, subditos italianos, retiram-se
para fra do imperio.
- Aluga-se o segundo andar da ra do Ran-
gel n. 10, com commodos para pouca familia :
a tratar na mesms.
- A pessoa que aaounciou por este jornal de
corrente querer 800000 com aeguranca
de um predio nesta cidade, drija-se ra Dt-
reita n. 54, loja.
Aluga-se o sobrado de um andar e loja da
ra Imperial n. 45, e no mesmo ae vende um
telheiro e um bom forno muito proprio para
qualquer estabelecimento, advertiodo-se que o
dito sobrado se acha limpo e aceiado: a tratar
no mesmo.
Um homem estrangeiro, mestre de refloa-
cao de assucar e perfeito na sua arte, cfferece-se
para qualquer fabrica : a tratar na ra da Lin-
guete n. 28.
Jos Garca da Silva retirase para o Rio de
Jaoeiro: quem for delle credor de qualquer
quantia queira apresentar-se-lhe documentado
na ra do Queimado 0. 7, dentro de tres dias
que ser satisfeito. '
Sendo o recenhecimento um doa mais ss-
grados deveres do homem, nao quiz deixar de
por este diario, agradecer aos Ilion. Srs. Dr!
chefe de polica e mais autoridades, Franciaco
Mamede de Almeida, Dr. Hanoel de Figueira
Faria, tenente Viegas, e geralmente a todas aa
pessoas que prestaran seus soccorros afim de
evitar o incendio que no dia 23 do corrente pe-
las 7 horas da noite ia produziodo em minha co-
cbeira oa ra do Imperador. Aceitera, poia, os
mesmos senhores os meus votos de gralidfio e
cordeal estima.
Recife 24 de setembro de 1861.
Jos Goncalves Malveira.
Quem precisar de um menino com idade de
14 aonos para caixeiro de taberna, o qual j tem
alguraa pritica, drija-se a travessa do arsenal de
guerra n. 13.
Precisa-se alugaruma ama de boa condu-
ta para coziohar e comprar para casa de familia :
oa ra da Imperatriz n. 22, primeiro andar.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
esquina da ra Bella n. 37: para ver e contra-
tar emenda-se com Jesuino Ferreira da Silva
oaa horas do expediente da alfandega.
Roga-se a algum dos Srs. passageiros do
Cruzeiro do Sul, que por engao tivesse levado
com sua bagagem um caixa com louga para ser
entregue ao primeiro tenente da armada Ernesto
Ignacio Cardim, de o mandar entregar na capita-
na do porto, ou declarar a sua morada para ser
procurado.
Aluga-se o armazem do sobrado n. 62, si-
to na ra da Guia : quem o pretender dirija-se
a ra de Hortas n. 14, que achara com quem
tratar. *
Aluga-se urna casa terrea com muitoa
commodos, quintal murado, cacimba, portao pa-
ra o rio, propria para se passar a festa, na po-
voa;So do Honteiro : a tratar na ra do Queima-
do n. 36, loja de ferrageos.
Quem precisar de urna criada portugueza
para o servico interno de casa de familia : diri-
ja-se ra de Apollo n. 37, terceiro andar.
Quem precisa; de urna ama para todo o
servico para casa de homem sokeiro, menos la-
var, engommar e nem comprar na ra, porm
iodo dormir em casa : dirija-se a ra nova de
Sinta Rila n. 34.
La va-se e
aceio por preco
leis n. 12.
Preeisa-se de um excellente copeiro na
-rna do Vigario n. 2.
Traves enxams.
Vndete travs e enxames, madeirat
de muito* boas quali Jadc de todos os
comprunentos e grossuras por preco
commodo : a tratar na ra da Praia .
i9 ou 53.
Precisa-se de fu caixeiro que entenda de
taberna, e que d informales de sua conducta :
na ra da Imperatriz n. 4.
o o. n fr-rpj
S = *- c
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O Sr. Jo5o de Freitas Barros quei-
ra a ppa recer na ra da Cruz n. 28,
escriptorio de Lima Jnior & C, para
receber urna carta vinda do Rio de Ja-
neiro.
Aluga-se o sitio da Capunga (do Roberto)
a margem do rio Capibaribe, tendo um grande
sobrado pintado, e forrado de novo, com cchei-
ra, estribara, qoarto para feitor, galinheiro, ca-
cimba com excellente agua -potavel, e urna im-
mensidade de arvoredos fructferos, tendo mais
urna excellente balxa de capim, com caes a freo-
te do rio ; quem preteoder, dirija-se a ra Nova
n. 13, a tratar cem Antonio Roberto & Pilho.
Lines particulares,
_ Um rapaz habilitado prope-se alec-
cionar francez, inglez, grammatica por-
gueza e arilhmelica : a tratar na ra do
Ctbug o. 3, aegundo andar.
A commisso liquidadora dos ere-
dores da massa do tallecido Manoel
Buarque de MacedoLima, pedeaosSrs.
devedores a reerida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commisso todos os dias uteis das 10 ho-
ras da manbSa as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
%fc commiiSo roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nSo a obrigue a laucar
mao dos meios udiciafes ou do jornal
para ha ver essas importancias de que
sao seus devedores.
Na ra do Apollo n. 24, segundo
andar, aluga-se urna escra*fftde boa con-
ducta que seja perfeita cozmheira.
4os sealiores acadmicos
Na bem conhecida lojado leaode ouro, de Jo-
s Goncalves da Silva Raposo, ra do Cabug n.
2 C, receberam-se ltimamente, chegado da Eu-
ropa, ia mais ricas Otas de gorgurao de diversas
larguras, proprias para cartas de hachareis, e as-
sim como para irmandades, asseverando-se ven-
der mais barato do que em outra qualquer parte,
por vir en direitura : a ellas, antes que se
acabem.
O bacharel Witruvio po-
de ser procurado na ra
Nova o. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do Carmo.
I
AtteiNjo.
Tendo-se perdido no Te-Deum na ordem ter-
ceira de S. Francisco, duas pulseiras de coral, e
havendo-se j obtido orna por ter a pesaoa que
achou feito entregue ; roga-se a quem tenba
achado a que falta, o obsequio de leva-la co-
cheira de carros fnebres, no pateo do Paraizo,
onde est a outra para ser confrontada, e junta-
mente as alvicaras.
24 do
eogomma-se com perfeico e
commodo : na ra dos Quar-
Vende-se um escravo proprio para todo o
servico: na ra da Cadeia velha n. 35.
Vende-se a taberna do largo de S. Pedro
n. 1, propria para principiante: quem a preten-
der dirija-se ao sobrado n. 3, no mesmo correr.
Mantiga iogleza
florad,000alibra,
franceza a 640 rs., touclnho a 860 rs. a libra,
i 100 rs., caf a 240 rs., e tambem carne
na ra das Cruzes n. 24,
e linguica do sertao
esquina da travessa do Ouvidor.
A 16,500 ris, dinheiro
vista.
Palitos de panno fino preto forrados de seda
muito boos: na ra do Queimado d. 47; ebe-
guem antes que se acabe.
Alugam-se duas das melhores easas no
Cachang : a tratar' na ra da Paz o. 42.
Compra-s urna escrava de eflr preta ou
mulata, de lfl a 28 annos de idade, e que seja
perfeita costaraira e eogommadeira : na ra da
Aurora taberna n. 48.
Vidros para vidra^a.
Veode-se por prego1 commodo, na oficina de
funileiro da ra larga do Rosario n. 20 em por-
fo e a rotelho, por ter ttcebido grande quanli-
dade de todas as marcas.
Saques sobre Lisboa.
Manoel Ignacio de Oliveira Filho sacam so-
bre Lisboa : no largo do Corpo Santo, escrip-
torio.
Na travessa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continuase a tingir
com toda perfeicao para qualquer
cor e o mais barato possivel.
Ultima moda.
40-Rua do Queimado-40
Ricos manguitos de cambraia bordados, a ba-
lao, o mais superior que ha no mercado, viudos
no paquete francez de 13 do corrente mez, e
tambem um grande sortimeolo de chales de me-
rino de todas as qualidades.
Roupas feitas ba-
ratissimas,
NO
armazem de fazendas e
roupas feitas
DE
Raymundo C. Leite&Irmo,
N. 12Ra da ImperatrizN. 12.
Neste armazem que ora se acha,bastante sortido
de roupa feita de todas as qualidades, tanto pa-
ra homem como para meninos, se esto vendendo
as mesillas por baratissimos precos, como se-
ja m : sobrecasacos de panno fino, obra inteira-
meote boa por ser feita a moderna a 25gOOO, di-
tos de panno superior, obra do melhor que se
pode desejar a 309000, palitos de casemira finos
a 18S000, ditos sacos, obra de moderno gosto a
129000, ditos de meia dita a 68000, coletes de
casemira de cores finas a 4)500, dites de brim
de cres e braocos a 2g500, calcas de dito finos
a 3S5O0, 49000 e 59000, paletos casacos de alpa-
ca obra muito boa por ser de alpaca fina a 8S000,
dito dito sacco a 39500 e 4*000, uniformes de
casemira a ultimo gosto, sendo preciso trotar que
sao de casemira finissima a 269000, camisas
francezas peito de linho muiti finas a 359000 a
duzia ; havendo tambem muitas outras fazendas
e obras feita.*, as quaes todas se vendem por
precos muito commodos.
S vende barato.
8 3-Rua estreita do Rosaiio-3
Francisco Pinto Ozorio continua a col-
SJ locar dentes artiGcisea tanto por meio de
SJ molas como pela preaso do ar, nao re-
ceba paga.alguma sem que as obras nao
9 flquem a rontade de seus.donos, tem pos 2
^ e outras preparares as mais acreditadas a
ay para conservado da bocea. Z
#
Aluga-se o seguodo andar da ra das La-
rangeiraa n. U : a tratar na ra Nova n. 20.
Allencafl
Ra Nova n. 15.
O preto Miguel Antonio Roberto eocarrega-se
de limpar diversaa ras deita cidade, para o qual
recebe assigoaturas dos Srs. que quizetem as
frentes de suas casas limpas, com especialidade
os commerciantes, pode ser procurado a qual-
uer hora em casa de seu senhor, ra Nova n.
5. Assignatura 29 mensaes, devendo principiar
do 1 de outubro em diaote.
O agente de leilOes Vicente Ca-
margo declara ao respeitavel fajJNico
3ue o Sr. Marcolino Antonio Alves de
rito, nao esta' mais incumbido a re
ceber as sas con tas desde o dia 21 do
corrente.
Aluga-se a casa da ra da Roda n. 31 : a
tratar na ra da Senzala Nova o. 4.
O bacharel Gusmo Lobo, promotor
publico e advogado, pode ser procurado
em casa de sua residencia, ra do Ca-
bug n. 61 D.
Na ra da Senzala Nova n. 1
afamadas chinelas do Porto boas
com o approrado remedio para
19000. Y
vendem-se as
a 19800, potes
matar ratos a
Vtnde-se carne do serto da mais nova que
ha no mercado e tambem superiores linguicas
por preco cemmodo: na ra da Senzala Nova
n. 1.
Vende-se um terreno com 38 palmos de
frente e 150 -de fundo, com 4 meias-aguas de
pedra e cal, no campo-verde ra da Traigao :
quem o pretender dinja-se ao mesmo lugar, ta-
berna n. 44.
Compram-se moedas de ouro: na ra No-
va n. 23.
Paul Gissas, subdito frsncez, retira-se
para fra do imperio.
O Sr. Francisco Antonio da Silva tem urna
carta vinda do Rio de Janeiro : na ra do Tom-
ba n. 15.
Vendem-se duas rotulas usadas para porta
e janella : na ra do Tambi n. 15.
Sitio na Capunga.
Aluga-se o sitio na Capunga Velhs do Sr. Bar-
tholomeu Francisco de Souza, perto do rio, e
com bastantes commodos ; cocheira, e quartos
para pretos. com arveredo, parreiral, etc., ele
quem o pretender, dirija-se a ra larga do Ro-
sario n. 34. botica.
DE
Escultura em Mar more
Caes do Ramos n. 30.
Se fazem pelos precos seguintes :
Coosolos Luis XV de 12ja 159.
Jardineiras dem dem de lOfi a 309.
Consol* lisos de 99 a 1*9.
Mesas redondas de 189 a 359.
Lavatorios de 159 a 309.
Aparadores de SOf a 35J.
Letras gravadas douradas ou embutidas con-
forma os caracteres tamanboa da 100 rs. cada
urna a If.
Pedra para eolloear as ditas, cada palmo em
quadro a 1.
Conceitase alabastro, jaspe e porcelana.
Recebem-se podras usadas eso troca, quer se-
as o vio d* trastes, anda mesmo quebradas.
Nodia 22 de julho do corronle aono, au-
sentou-se de bordo do vapor Iguarass um
mulato criado.de nome Faustino, idade de 21 a
22 annos, pouco mais ou menos, natural da cida-
de da Granja e de propriedade do Sr. Jos Anto-
nio de Barros, resid seguintes : alto, corpo regular, cor amarellada,
cabellos carapinhos, nariz proporcionado, bocea
grande, beigos grossos, boos dentes, malfeito de
ps, anda sempre bem vestido e penleado ; o
supracitado mulato anda pela ra da Aurora in-
titulando-se forro : roga-se as autoridades poli-
ciaca e capitaes de campo a apprehensio do pre-
dilo mulato, e leva-lo ao largo da Assembla .n.
12, aegundo andar, ou em casadolllm. Sr. coro-
mendador Manoel Goocalves da Silva. Gratifica-
se com 509.
gane eieeitftt mmmtmv&mu
|Apurado gosto.j
Gupgel & Perdigao.
Recebera m pelo ultimo paquete "trancen
superiores vestidos de seda de cores, de
differeotes gostose feilios, manteletes de
novo modelo, capas compridas a prophe-
ta o mais rico e moderno que tem vindo
a este mercado, superiores cortes de
cambraia bordados, lequea de madrepero-
la de diversos precos, todas estas fazen-
das exislem em .pequea quantldade,
experiencia para ver se agradam no mer-
cado ; na ra da Cadeia loja n. 23.
Por barato preC/O.
Colzas de laa e seda proprias para ca-
ma e cobertas de piano a 5, faienda
que pela quahdade vale 159, gollas e
manguitos de fustao, ditas de cambraia
de linho a 39 o par, puohoa e gollas de li-
nho ou de fuslo bordadoa proprios para
roupao a 39, salas balo de madapolao a
3C : na loja de Gurgel & Perdigao, ra da
Cadeia o. 23.
A mesa regedora da irmaodade de Nossa
Seohora do Rosario, erecta na igreja de S. Fr.
Pedro Goocalves do Recife, convida a todos os
seus irmaos para reunirem-ae na referida igreja
no dia 26 do corrente, s 9 horas da manhaa,
afim de elegerem a ora mesa que tem de func-
cionar no anno de 1862.O escrivo,
Manoel Jos Caroeiro.
urna pessoa com as necessarias habilitagoes
para o commercio.e que entendede escripluraco
mercantil, estando arrumada, deaejs, por moti-
vos justos, empregar-ae em outra qualquer casa
d6 commercio, para o que se offerece : jquem
retender, pode entender-se com o Sr. Joaquim
ot Ribeiro de Oliveira, na ra Direita n. 55,
declarando o negocio.
&M,
Precisa-se do urna ama de meia idade para co-
sinhar o diario de urna casa de pouca familia :
aa ra Imperial n. 215, taberna.
Atten^o.
Santos Gaminba & Irmaos lando em diversos
anoancios por este jornal pedido aos devedores
da massa de Camioha & Filhos, salisaco de
seus compromissos, o nao tendo sido attendidos,
declaran) que teem autorisdo ao Sr. Joaquim
Anastscio da Cunha para cobrar amigavel ou ju-
dicialmente a importancia das cOntas constantes
de ums relaco que entregaran) ao dito Sr. Joa-
quim Anastacio.
No dia quarta-feira .18 do correte fugio a
escrava Rita, com oa signaes seguintes : crioula,
altara regular, cor fula, ps e mios grandes, ros-
to cumprido, e tem um sigoal de fstula em um
dos queixos : roga-se a quem a pegar leva-la no
Forte do Maltoa, na preosa delBnlo & Jos Luiz.
Claudio Dubeut faz sciente ao Srs. aman-
tes do Cachang que domingo 29 haver mnibus
s 6 1|2 da manhaa, e volta as5 da Urde, e con-
tinua todos os domingos e dias santos as mesmas
horas.
Offerece-se um mogo com todos conheci-
menlos dos serloea do norte, por ter andado nel-
les e ha pouco tempo ter chegado para fazer co-
branzas ou outros quaesquer negocios, por ter
pralica, e garante sua conducta por pessoa de ca-
pseidade nesta praga, ou do contrario annunciar
sobre sua conducta : a pessoa que do seu presu-
mo se quizer utilissr, sanuncie por este Diario.
Aluga-se a casa da ra Imperial n. 75, pro-
pria para negocio ou moradia : a tratar na ra
do Mondego n. 47.
Precisa-se de ums ama de meia idade para
todo o servico de casa de pouca familia : na ra
dis Cruzes n.22.
Quem precisar de um caixeiro de harma-
cia, queira annunciar por esse Diario.
Eu abaixo assignado declaro que de hoje
em dianle assignar-me-hei por Hanoel Goucil-
ves de Oliveira Sanios, visto haver um com igual
nome. e juntamente faz sciente ao respeitavel
publico e seus amigos, que se acha estabelecido
com loja de fazendas na ra da Cadeia do Re-
cife n. 50-A.
Recife 23 de setembro de 1861.
Manoel Goncaloet dos Sanios.
Pede-se a um senhor morador da ra do
Rangel, que ha 58 dias est para dar urna quan-
tia que outro pagou por elle, e que tem entreti-
do com ter a receber grossas quantias de onze
diversas pessoa*, importando em maia de doua
contos de ris, todas pessoas respeitavais, etc.,
queira mandar terminar este negocio de urna
vez, para nao dar lugar a outras explicares.
O abaixo assignado faz publico que deixou
de ser caixeiro do Sr. Romo Serapio Gomes-
por assim lhe eonvir, desde 22 do corrente.
P. Hereulano de Figueiredo.
Jos Baudel, subdito Francez, relira-se para
fora do imperio.
Aluga-se o seguodo andar do sobrado n
37 na ra do Amorim ; a tratar na ra dafMdeia
n. 62, sogundo andar.
O pretendeole dz laja de ferrageos da ra
do Queimado pode deixar carta fechada neata li-
vraria com as letrss iniciaes A. G., com seu no-
me e morada para ser procurado.
Aluga-se o seguodo andar do sobrado da
ra da Penha n. 6, com booa commodos para
qualquer familia ; a tratar na ra da Cruz n. 24,
primeiro andar.
Precisa-se alugar um sobrado de um andar
no bairro de Santo Antonio, que tenha commo-
dos para familia ; na ra do Imperador n. 67.
Aviso.
Precisa se fallar cora o Sr. Jos Hara da Costa
Pinto, a bem de seu interesse, no escriptorio de
Guilherme Carvalho & C, ra do Vigario n. 17.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra da Imperatriz n. 40 ; a tratar no mesmo.
Alugam-se o segundo e terceiro andares
com sotao da casa da ra do Trapiche n. 44 : a
tratar no mesmo armazem de fazendas.
OSr. Fraucisco Antonio da Silva tem urna
carta vinda do Rio de Janeiro, na ra do Tambi
numero 15.
Tendo-se desfeilo um negocio com a renda
do sitio Mangueira, na estrada de Belem, anun-
ciado oo mez paasado, novamente est vago para
ser arrendado com as commoddades j declara-
das, Uto muitas e boas arvores de fructo, p-
tima agua doce, salubridadedo lugar, etc.: quem
o preteoder, dirija-se ao proprietario na ra da
fundigo da Aurora, em Santo Amaro, em frente
do porto das canoas, casa da esquina que tem o
lampio ; ou encruzilhada da mesma estrada
de Belem : a tratar com o Sr. Andr Alves Gama
em sua taberna.
Extraccao das caspas por
meio do Tricopherous,
Na ra do Queimado casa de cabellereiro.
Casa para alugar.
Na ilha do Retiro, Passagem da Hagdalena, a
primeira que se acha destacada, a melhor do lu-
gar, tanto pelos commodos, como por estar na
melhor posigo : a tratar na ra Nova n. 38, loja.
Aluga-se urna caaa com excellentes com-
modos, com grsnde sitio com arvoredos, cacim-
ba com bombs, tanque, cocheira e estribara, a
qual est edificada com frente para a principal
estrada, e muito perto da cidade : quem preten-
der, dirija-se a ra da Cadeia n. 9.
A commisso liquidadora dos credores da
casa do fallecido Hanoel Buarque de Hacedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou contaa de litos, que se diri-
jam com os seus ttulos ra da Cadeia do Re-
cite n. 26. primeiro andar, das 10 horas da ma-
nhaa s 2 da tarde, para serem verificados e clas-
ificados nela referida commisso
Sitio muito fresco.
Aluga-se ou vende-se um sitio na Torre,
margem do rio, com boa casa de aobrado muito
bem feita, com bastantes commodos. estribara
paja 4 cavallos, cocheira para carros, caaa para
feitor, cacimba com boa agua de beber com bom-
ba de puxar agua, frucleiras da diversas quali-
dades, capim para 3 ou i cavallos, bom banho do
rio, sitio murado, elo : quem pretender, dirja-
se s ra Nova n. 15. primtira andar.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n.
11 da ra das Cruzes, llmpo e asseiado, para
pequea familia ou escriptorio, por nao ter
grandes commodos : a tratar no caes do Ramos
o. 10.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra da Cruz do Recife n. 31, proprio para escrip-
torio o u homem sdteiro, ou mesmo para pouca
familia': a tratar no armazem do'mesmo.
Cheguem
BARiTfi PAR LIQUIDAR
Na ra da Imperatriz n. 40,?s-
quna do becco dos Ferrei-
ros, loja de Manoel Jos
Guedes de Magalhes
Sedinhasde qaedros de todas as cor! e muito
encorpadas, covado a 720 rs., corlea de cambraia
brancos com 3 ordeos de bordado a 3$, ditos com
3, 4, 5 e 6 babados de diversaa cores a 39500,
ditoa de Urlstaoa com 3 babados a 2$500 e 3},
ditos de cambraia de aeda a 59, baldes de 14 a
40 arcoa dos melhores que tem apparecido a 39,
39500 e 49, ditos para meninas de lodosos tama-
nbos.cambraieta franceza muito fina,pe(a a 79500
e 8j, cassas com salpicos brancos e de cores, co-
vado a 240, pecas de cassa de salpicos braocos e
de erres com 8 lit varas a 39500. cobertas de
froco matizadas para cama a 99, chales de troco
com pona redonda e borla dos mais modernos a
89, ditos de lia e seda a 29500, ganga amarella
muito boa, covado a 240, cambraia de cor muito
bonita, covado a 300 rs., alpacaa de cor para ves-
tido, covado a 30, popelinas, riscadinhoa para
veaiidoa de seohora e meninas, covado a 300 rs ,
liras bordadas a ponto inglez de todas aa largu-
raa a 19180, 19440. 19600 e 29. msoguitos a ba-
ldo com gollinha para aenhora a 2 o 39. cbiUs
francezas Boas a cores fitas, covado a 220, 240,
260 e 280 rs., cambraias de seda de cores enfei-
tada a 5*0 rs., ditas de forro de oito varas a
Ptca a 19600, e outras muitas fazendas de barato
prtto.
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso, San toa & C. sacam a tomam
uq*ts sobre a praca de Lisboa.
r
i
ATTENCO.
Faz saber Manoel Joaq~uim da Silva Haia a to-
dos os seus freguezes, que queiram comprar ba-
hs e malas fules pequeos e grandes, todas es-
las obras bem feitas o debaixo dos preceitos quo
competen) a estas obras, O mesmo offerece a sua
loja a qualquer official de babuleiro ou a outra
qualquer pessoa que queira vir com os freguezes
a examioaiem as miabas obras, assim como faco
saber a todos que dizem que eu trabalho com
couro salgado irem a uona loja para receba-
ren) dez mil ris (10$) por cada palmo que ua di-
ta loja eocontrarem : na ra do Imperador nu-
mero 71.
Preciss-se de um rapazinho que tenha ra-
uca de taberna e afOance sua conduela : na ra
Nova n. 48.
Urna pessoa que se retira para fra permu-
ta por fazendas um predio que rende 1 por con-
t ao mez, visto a falta que ba de dioheiro r a
quem convier, dirija-ae a esta iypographii em
carta com as eoiciaes H. S.
Offerece-se um moco psra caixeiro de ta-
berna, ou para escripia de qualquer estabeleci-
mento, com bastante pralica e tem muito boa
leltra, e d bom conbecimento da sua conducta :
a tratar na ra dos Harlyrios o. 36.
Celleireiro
Na ra da Cadeia do Recife
d. 55. primeiro audar.
J.Godotedo, artista cabelleireiro acaba de es-'
tabeler-seTia ra da Cadeia do Recife o, 55, pri-
meiro andar, e ahi encontraro os freguezes a
aceio necessario no desempeoho de sua arte.
Recebe encommendas de cabelleiras, meias di-
tas, chinos,- merrafas, enenimentes psrs bandos,
crescentes, trancas para anneis, trancelins, ca-
deas, braceletes etc., et<\ Cortes de cabellos e
trizados, lavagem de cabeca com a excellente
agua imperial.
Aluga-se urna excellente casa de
campo com todas as commoddades de
familia, com sitio grande, cocheira, es-
tribara etc., a casa construida ha pou-
co tempo com terrado a roda, sita .
entrada do Poco: a tratar com os pro -
prietariosN. O. Bieber & C, successo-
res, ra da Cruz n. 4.
Attenco.
Roga-se ao Sr. Jos C. Reg Valenca
o favor de vira loja do Passeio Publico
h. 11, a negocio que nao Ignora.
Sacam sobre Lisboa
Aranaga, Hijo & C, ra do Tiapiche
Novon. 6.
Aluga-sa urna preta escrava para ama do
leite, que tem eom abundancia, e muito cari-
nhosa para, meoinos, quem precisar dirija-so i-
ra do Crespo loja n. 20 de Adriano& Castro.
A bem regulada polica
De tres cousas neceasils ;.
Verdade, e proximidade,
E cumprida a ordem risca.
Sem verdade nada serve,
Porque ns rellgiao est:
Assim a proximidade
Para com justico obrar.
Nao havendo estas cousas,
' melhor nao ser vvente ;
Porque condemnado est
Toda a pessoa que mente.
Polica mal entendida,
Com mentiras, e sem razio,
Arraalam muitas desorden,
E socego nao ha oo.
Attenco.
Jos Vsz de Oliveira, natural da freguezia de
Santa Mara Magdalena de Gouvinhaa, na pro-
vincia do Douro, em Portugal, assisienU no Ro
de Jaoeiro, na ra do Hospicio n. 42, declara
que tendo neata proviocia de Pernambuco, um
seu to de nome Joaquim Pereira da Croi, o
nao tendo sua familia recebido noticias suas ka
muito tempo, motivo porqoo o considerara talvez
fallecido; neata incerteza roga o especial obse-
quio alguma pessoa que o conbeca ou tiver
conhecido, de dar algumss ioformaces a respai-
lo, nesta cidade de Peroambuco, em caaa do
Sr. Azevedo & Mendes, roa da Cruz ni.
Rio de Janeiro 10 do aetembro de 1861.
CURATIVO.
Molestia syphilitica.
Altesto que as Pilulas Paulistanas do autor
Carlos Pedro Elchecoin, de S. Pauio. Um sido
applicadas a algumas pessoas de mioha casa, a
curou tambem doua pretos de molestias syphili-
ieos em poucos diss; e pela mioha fraca opi-
mao assevero quo produzem rapidoa resaltado*,.
principalmente para os humores.A. B.Qumrtim.
DEPOSITO GERL,
119.Ra do Parto119
RIO DE JANEIRO.
Attenco.
Todas as pessoas que estio a dever quantias
antigs ao estabelecimento de seceos o anolaaaaa
ao largo do Carmo, esquina da ra de Hortas a.
2, tenbam a bondade de mandar pagar seus de-
bito*, do contrsrio tero de ver seus noates aca-
ta olh.
Precisa se de urna ama para comprar o fa-
zer o servico de cozinba : ua ra da Cruz a. 47,
primeiro andar.
Aviso.
Os mnibus Apa do largo do arsenal o Beija
Flor parliro para Iguarass domiogo 29 da tor-
rente, as 4 horas da madrugada, para a festa dan
Santos Cosme e Daroio e voltario .asada 9
passageiros concordaren : oa bilhetes codea sa
na ra do Crespo loja da esquina a. 8.
A abaixo assignada tendo oksjdo daao asa-
tencas seu favor no juizo de or aos desta e>-
dade, nis quaes foi reconhecida ti ,,a natural da
finado Estevo Casado Lima, Tujas sealeacas ta-
rara confirmadas por accordao do superior tri-
bunal da relaeo em dala do 21 do correnta asas.
vem de novo prevenir ao respeitavel paMico ii
o teodo feito no Diario de Pernambuco da 4
de novembro do anoo paaaado), a a quem cea
vier, para que ao depois sa nao chame a gaa-
rancia, que os bena deixados pelo dito sea pai, a
hoje parUIhados entre os derasis aerdeirao. estaa
sugeitoa a nova dirsso, para profazar a qaioka
tmeditario da mesma abaixo assigaada, pala ja*
oo podem aer alienadoa oa referidos boas saa>
pen de nullidade. Recito 33 da aetamare am
1861Rosa Candida de Lima.
Joseph Acito e Vicente A cito, lUliaaee. a
Alexsndrina Hara, Brasileira, retiram-se para a
Cear.
No dia 26 do corrente osas, palas 10 I
da manhaa, na praca publica da jaiso m m
e ausentes do termo do Olinda, sa ha da ai
lar por venda, a quem maior lance crecer, ala
conformidade com o art. 41 da decreta a ii da
junho de 1859, um cavallo da cor alasaa, per-
teocente a beraoca do finado Andr
Amoldo.
Muito doseja entender-se com Sr.
Ferreira da Silva, ama peeeaa aNanaana*..
gada da corte, afim de tratar da godo da ara
intereste, por parta da aua familia : aa raa
Hospicio o. 24.
Pede-se a pesaoa qaa traca* aa
quo ealara no armario da aacariatia aa >
doa Militares, na oecaaa da sania,
troca-lo na roa das Triocbeiraa a. &
Acha-sc justa eom a Sr. asadla-----
Santos, herdeiro do Domingos Jee m l
por compra, a caaa n. 111, ato raa Imperial i
ro doa Afogados): qaeaa a aeeame peana oaasmt.
no prazo de 3 diaa dirija-se i raa torra *> Ra-
mio ns. 15 o 17, oa aaaaaeto.


DIARIO M tllNlIBUCO. *- QUUTA IRA 5 BU SETEMBRO DI 1801.

.
m
36,
ra das Gruzes de Santo Antonio, 36,
PROGRESSIVO
nossos
as boas
apreciadores destete ge
A. F. Duarte Almeida, socio que foi do armazem progresso, faz scieule aos seus fre-
guezes que tendo separado a sociedade que tinha com seu mano, acha-se de novo estable-
cido com dous aceiados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes
de Souza, e o Sr. Paulo Ferreira da Silva; o primeiro na'razo de Duarte A Souza, e osegundo
na de Duarte Alme ida* Silva: ettes estabelecimentos offerecem grandes vantagens ao pu-
blico, nao s na liiipeza e asseio com que se acham montados, como em communidade de
prego, pois que para isso resolveratnos proprietarios mandarem vir parte de seus gneros
en direitura, afim de terem sempre completo sortimeuto, como tambem poderem offerecer
ao publico urna vantagem de menos 10^ cento do prego que possam comprar em outra qualquer parte, por isso desejando os proprietarios acredi-
tarem seus esiabeiecimenios tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim poder ver o
publico que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas pouco praticas, em qualquer um destesestabelecimentos, que sero to bem servi-
dos como se viessem pessoalmenle, na certeza de nunca acharem o contrario do nossos annuncios, o assim fundados as vantagens que oflerecemos
pedimos a todos os sentares da praca, senhores de engenho e lavradores que mandem ao menos suas encommendas a' primeira vez, afim de experi-
mentar, certos de continuaren!, poisque para isso nao pouparo os proprietarios torcas para bem servirem aquellas pessoas que frequentarem
estabelecimentos, abaixo transcrevemos algumas adictos de nossos pricos, por onde ver o publico que vendemos baratissimo, attendendo a
qualidades de nossos gneros.
Manteiga ingieza especialmente escollhida a 900 rs. a libra e em porcao ter abatimento, reeommenda-se aos
ero que mandem ao menos experimentar, serios de nada perderem pois para isso confirmamos o que levamos dito.
rvf^v GZa a me,hor do mercado a 64 rs* alibra e em barris a raz0de 60 ,,br*
t hySSOIl e pretO 0 melhor do mercado de 1*700 a 29800 e em por5ao lera abatimento, e afianca-ce a boa qualidade.
FreSUntO Hambre nglez e hamburguez a 900 rs. a libra e em por5o a 800 rs.
FreSUntOS portuguezeS vindos do Porto de easa particular a 560 rs. por libra e inteiro a 460 rs.
Marmelada dos melhores autores de Lisboa premiada as exposiees universaes de Londres e Paris a 1&800 a lata.
CaixaS COm estrelmha pevide e rodinha 7000 a i* e 800 rs. libra eem porcao ter abatimento.
Latas de ameiXaS francezas com cinco libras a %000 e lflOOO a libra.
PaSSaS em caixrnhas deoito libras, as melhores do mercado a 2*000 e a 400 rs. a libra e caixa de urna arroba a 7000.
Espermacete Superior 720 ... em c.xa e a 740 rs. a libra.
Conservas francezas inglezas e portuguezas a eoo e soo rs. o frasco.
LrVlltiaS portuguezas e francezas a 800 rs. o frasco afianca-se serem as mais bem preparadas que tem vindo ao mercado.
L,ata COffl DOlaxintia de SOda de diversas qualidades, a muito nova a 1*450. e grandes de4 a 8 libras de 2*500 49500.
itwunt^m^> Pm' PortofiDO-8enuD. ^ctar, Carravellos, Madeira secca, Feitoria e Camones a 1&200 a 1
Vllho em pipa proprios para pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 39800 a 4*800 a aada.
Latas COm frUCtaS de todas as qualidades que ha em Portugal de 700 a 19000 a lata.
Pera em CaiXaS de 4 a 8 libras a melhor que se t de desojar e tem vindo ao mercado de 4 a
LOrintQiaS em frascos de 1 \\% a 2 libras de 1*600 a 2*200.
Latas com peixe savel pescada
Caf do RO o melhor que ha a 240 rs. a 1
Frascos de amendoa
ELIXIR DE SALDE
a 1J280.
em barril.
6 a caixa e 19280 a libra.
_ e outras muitas qualidades o mais bem arraojado que tem vindo ao nosso mercado de 1*400 a 19600
L.ai 10 ttlO o melhor que ha a 240 rs.
com 2 libras, proprias para mimos, por serem muito bem enfeitadas e de superior qualidade a 3 cada um.
Lomos melhr qUe teraS d n mercad 400 rs' a garrafa e 2*560 a canada-
Vinhn RriJSlTi'iv108 na,V0S' Cb0UrSaS mUrallaS eou,ras 1ua,dades' me,hr 1< se pode desojar de 600 a 1280 a libra.
1UUO DrueauX de boa qualidade a 800 e I a garrafa e de 89500 a 109000 a duzia,
MaSSa de tomate eni latas de urna libra do mais acreditado autor de Lisboa e vinda a pr imeira vez a nosso mercado, de 1
Banha deporCO refinada melhor que m pede encontrar neste genero a 480 rs. a libra e 460
CervejaS das melhores marcas 500 rs. a garrafa e 5J000 a duzia da branca.
Vinagre puro de Iisboa a 240 rs. a garrafa e 19980 a caada.
Doce da goiaba da Casca emcaixo a 19 e em porcao a 900 rs.
Azeite dOCe purificado a 800 rs. a garrafa e 93000 a caixa com 12 garrafas.
IrOgnaC a melhor qualidade que temos no mercado a 1?>000 a garrafa e 103000 a duzia.
QuijOS SUSSOS chegados ltimamente a 500 rs. e em porcao ter abatimento, afianza se a boa qu
Genebra de Hollauda a 600 rs. o frasco a 69500 a frasqueira com 12 frascos.
PalltOS llXadoS para denles a 200 e 160 rs. o maco com 20 macinhos, e flor a 280 rs.
dem do gaz 3000 a groza e 280 a duzia de caixas.
Chocolate o mais superior que temos tido no mercado portuguez, hespanhol e francez de 1
AzeitonaS as melhores e mais novas que tem vindo a nosso mercado a 19200 aancoreta
AmendoaS thegadas no ultimo navio a 480 rs. a libra e em porcao
Al pista o mais limpo que tem vindo ao mercado a 180 rs. a libra e
A tm dos gneros annunciados
al 9200 a libra.
do Porto, e a 13600 as de Lisboa,
ter a batimento.
a libra e 53500 por arroba,
encentrar o publico um completo sortimento de ludo tendente a molhados.
Padaria.
Aluga-se a padaria da travessa do Pires, a est prompta de tudo, com muito bous commo-
aos, e est anda irabalhando, sendo seu alague!
muito commodo : a tratar na ra da Senzala No-
va n. 30.
Precisa-se de urna ama boa cozioheira : na
tus do Crespo o. 16, para homem solteiro.
Aluga se urna casa na rua lo Nogueira com
o quartos. 2 salas, cozinha fora ; a tratar na rua
do Queimado n. 53.
Para acabar.
Urna porcao de rtulos para caixa de charutos,
por prego mu commodo, ditos para boticas, di-
tos em braoco, deroto das dores, economa da
vida humana, gramraetica portugueza do Sr. Cas-
tro Nones, aritbmetica do mesmo, cartas de ABC
taboadas. cathecismo da doulrioa chrisla, nove-
na da Senhora da Conceijo, dita da Senhora
Saot'Aona, dita da Sen-hora do Cirmo, trezena
de Santo Antonio, mez de Maria, cartas de en-
terro, pautas de differentes larguras e grossuras,
camiaho do co. contendo alem da novena de
Nossa Seohora da Penha amitos versos e devo-
res importantes : na rua do Imperador n. 15.
Aluga-se a lojadocasa da rua do Codorniz
B. 4>, lugar proprio de concurrencia para deposi-
ta u taberna, econvindo. -existe na mesmauma
armacao de taberna, que se enderi por mdico
preeo ; e taaabera se aluga o segundo andar da
mesma : a tratar na rua do Vigario o. 8, primei-
ro andar ou segundo com o proprielarlo.
Na rua Dkreita, sobrado n. 33, defronte do
Sr. Jos Lula, faz-se doces de diversas qualida-
des, e tem lambeta seceos e de calda, faz se po-
de-ls e bolos para qualquer presente, com ca-
bellas, ramos, flor-es, tado de alfioios, tambem
ae fazem bao dejas de bolinhos de diversas arraa-
ces com figuras, lilas com letreiros, tudo com
perftiico e toomodo prego, tambem ae faz pas-
tis de nata, pudins, arroz de leile, doces d'ovos
a jaita* de subUancia.
mu
exposicaode candieiros
ECONMICOS
%^^
a
O proprietario deale estsbelecimenlo avisa ao
nubco que contina a ler uo riquiastmo e va-
ravel sortimento de candieiroa para todos os ser-
vico? que se precisar, como um randa deposito
de gaz da melhor qualidade que te>o apparecido,
e experimentado pelos compradores, conhecidos
verdaderamente eeooomieos.
Caadieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz,
Caadieiros economices a gaz,
Caadieiros econmicos a gaz.
Candieiroa econmicos a gaz.
Na rua Nova o. 20 a 24.
Altent>ao.
A. L. Delouche tem a honra de annunciar ao
publico e principalmente aos Srs. logistas, que
est morando em Paris, e que se encarrega de
mandar qualquer encommenda que se lhe flzer
por prego razoavel: quem quizer se utilisar de
seus servicos, procure as informagoes com o seu
irmo na rua Nova n. 22.
O Dr. Antonio de Vasconcelos Menezes de
Drummondl acha-se prtftopto para o exercicio de
sua prousso de advogado em todos os dias uteis
das 10 horas da manha s 4 da tarde, no seu ea-
criptono. rua do Imperador n 43, primeiro an-
dar, e lora dessaa occasies, e para casos urgeo-
tes, em seu domicilio na rua do Hospicio n. 17.
Aluga-se urna casa em Beberibe : a tratar
com J. I. M. do Reg, na rua do Trapiche n. 34.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva pa-
ra prestar-se ao servige de cqziohsr e comprar :
na rua do Imperador n. 37, segundo andar.
Escriptorio de advocara.
O bacharel A. B. de Torres Bandeira contina
no exercicio da sua proflsso de advogado, e of-
ferece-se para desempenha-la tanto nesta cidade
como em qualquer outro ponto para que o eha-
mem : pode ser procurado em sua residencia, na
rua do Imperador, sobrado n. 37, sgundo andar
entrada direila. '
Quarta-feira, 25 do correlo mez, a 1 hora
da tarde, depois da audiencia do Itlm. Sr. Dr
juiz municipal da 2/ vara se ha de arrematar a
armagoe mais pertences da taberna n. 41 da
rua Imperial, penborada a Faustioo Jos Gomes
da Silva Reg, por execogo de Hanoel da Silva
Santos, para pagamento de alugueis do predio
tudo avaiiado por 257a620. como melhorment
se verificar do oscripto em mo do porteiro, e
dos referidos oUjectos existentes na mesma ta-
berna que se acham francos a
examinar.
qoem os quizer
Loja.
praca da
Aluga-se a loja da rua Direita n. 87, com ar-
macao, propria para qualquer eatabelecimento.
nao se olhando a prego : a tratar na loja da rua
do Queimado o. 46, de Gea 4 Bastos.
Precisa-se de um homem para dis-
tribuidor deste Diario no bairro do Re-
cife : na livraria n. 6 e 8 da
Independencia.
O abaixo assigoado, como liqaidatario da
extincta sociedade e rma- de Ferreira 4 Cruz
faz publico, que tendo de ser vendido o engenho'
Santa Luzis, om escravo e urna escrava, em lai-
lo publico, para pagamento dos eredoros, tudo
cosa auiorfsaco do Exm. Sr. juiz do commercio
O abaixo asafgoado antecipadament convida t
todas aa pessoaa que pretenderem comprar o dito
engenho e adqoerir urna linda propriedade por
ser muito perto detla praga, a irem ver e exami-
nar, para no dia que for marcado deBoilivamente
poderem estar completamente habilitados; e pa-
ra var o preto e a preta, podis dirigw-ie re-
fioacao da rua de Hortaa n. 7. pan \oiai as|n-
formagos que foram precisas.
Beolo Al res d* Cruz.
Mearon & C, mudaram seu de-
posito de rap area-preta, do primeiro
andar n. 23 da rua da Cruz para o ar-
mazem n. 19 na mesma rua.
O Sr. Brasiliano Francisco de Paes Brrelo
tenha a bondade de vir fallar na loja do-Germano,
relojoeiro, na rua Nova n. 21, visto igoorar-s*
aonde o mesmo senhor mora.
Aluga-se, o sobrado n. 2 B da rua do Apollo
i a casa terrea n. 27 da rua do Burgos a tratar na'
rua da Aurora n. 36.
Gabinete medico cirurgico.*
# Rua das Flores n. 37.
# Sero dadascons&llas medlcas-cirurgi- m
# cas pelo Dr. Estevo Cavalcanli de Albu-
aj querque das 6 as 10 horas da manhaa, ac-
Q cudindo aos chamados com a maior bre-
J vidade possivel.
# l- Partos.
# 2.* Molestias de pelle.
S 3.* dem dosolhos.
9 4.' dem dos orgaos genitaes. to
9 Praticar toda e qualquer operago em m
a) seu gabinete ou em casa dos doentes con- a
f forme Ihes fdr mais conveniente.
- Aliiga-'ss um segundo andar na rua do En-
cantamento e outro diio com muitos commodos
na rua do Vigario : a tratar na rua da Cadeia n.
33, loja.
Hanoel Alvos Guerra aaca sobre o Rio de
Janeiro.
Precisa-se de 3;500# por um an-
no, dando se por hypotheca um predio
nesta cidade ; a deixar Carta com a ini-
cial F., na livraria da praea da Inde-
pendencia n. 6 e 8, com todas as
diccoes.
sNr. Constan
con-
s
alfaiatede Paris,
estabelecido na rua do Imperador Da-
mero 42, retira-ae para o Rio de Ja-
neiro. As pessoas que so qofxerem
utilisar dos seua servigoa e das fazendas
excellenles, que lhe realam, lograrlo
pelo preco mais commodo, afim de li-
quidar. Outro aim, avisa aos seus de-
redores remissos, que veoham salisfazer
as suas dividas at o fim do eorrente mez
alias far publicar os seos nomes por
extenso e proceder contra eller judi-
meote, que asaim o obriga o cumpli-
mento dos seos empenhos conlrabidos
3
m
P em Pars. dj|
eooo)e>5
Citrolactato de ferro
\3nieo deposito na botica d loaqnlm Marnuo
da Cruz Crrela & C, ruado Cabag a. U,
em Pernambaco.
com
H. Thermea (de Chalis) antigo pharmaceutico aprsenla hoje urna nova preparacao de ferro
o nome de elixir de citro-lacUto de ferro.
a P*recer ? publico um luxo empreaar-se um meamo medicamento debaixo de formulas lio
vanaoes, maao homem da sciencia comprehende a necessidade e importancia de urna tal varie-
dade.
a AJumu,a. um 0DJect0 de lnull importancia quandoeiia, maDtendoa esseocia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas aa
tdadea, para todos os paladares e para todos os temperamentos.
Use numerosas preparagoea de ferro at hoje conhecidasnenhuma rene tao bellas qualida-
des como o elixir de citro-laclado de ferro. A aeu sabor agradavel, rene o tomar-se em urna pe-
queai dose, e ser de urna prompta e fcil diasolugao no estomago, de modo que completamente
aaaimilado; e o nao produzr por causa da lactina, que contem em suacomposigo, a conslipaco de
veotre trequentemente provocada pelas outras preparages terroginosas.
Estas novas qualidades em nada alteram a sciencia medicamentosas do Ierro, que sendo urna
substancia da qual o medico se nao pode dispeusaa em sua clinica, de incomparavel utilidade
qualquer formula que lhe d propnedades taes, que o ortico possa prescrever sem receio. E' o
que cooseguio o pharmaceutico Thermes com a preparago do citro-lactacto de ferro. Assim este
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas preparages terroginosas, com o
atiesta a pratica de muito mdicos distinctos que 0 tem ensaiado. Tem sido empregado como im-
menso proveito as moletias de languidez (cblorose paludas cores ) na debilidade subsequente as
hemorrbagiae. as hydropesias que apparecem depoiadaa intermitentes na incontinencia: de urinas
por debiimade, as parolas brancas, na escrophula. no rachtiamo, na purpura hemorrhagica, na
convalescencia das molestias graves, na chloro anemia das mulheres grvidas, em todos os casos
em que o sangue se acha empobrecido ou viciado pelas fadigas, affeceoes chronicas, cachexia tuber-
culosas, cancrosa, syphUiiica, excessos venreos, onanismo e uso prolongado das precaoges mer-
Estas enfermidades sendo mui'frequenles e sendo o ferro
principal substancia de que o
;. -..*... p.i. as ucutur, u ouior ao ciiro-iaciaio de ferro merece louvores e o
recoohecimeoto da humanidade, por ter descoberlo urna formula pela qual se pode sem receio
usar do ferro. r
medico tem de tancar mo para as debelar, o autor do citro-lactato de ferro merece louvores
*el-
Consultorio medico-cirurgico
'--K\h\BA:GL01ULY CASA BO T13TllllLO--d
Consulta por ambos os systemas.
Em consecuencia da mudanga para a sua nova residencia, o proprietario deste eatabeleci-
ento acaba de fazer urna reforma completa em todoa os seus medicamentos.
O desejoque tem de que os remedios doseu estabelecimentonao se confundam cornos de
nenhum outro, visto o grande crdito de que sempre gozaram e gozam ; o proprietario tem tomado
a precaugao de inscrevero seu nome em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos todos squellea que forem apresentados sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar queira ter maior certeza acompanhar urna conta assignada pelo Dr. Lobo Mosaozo e em pa-
pel marcado com o seu nome.
Outro sim : acaba de receber de Frange grande porgao de lindura de acnito e belladona, re-
medios estes de summa importancia e cujas propriedades sao tao conhecidas que os meamos Srs
mdicos allopathas empregam-as constantemente.
Os medicamentoe avulsosqur em tubos qur em linduras custarSo a 1J o vidro.
O proprietario deste estabelecimento annuncia a seus clientes e amigoa que tem commodos
sutncieutes para receber alguna escravoa de um e outro aexo doentes ou que precisem de alguma
operago, afflaocando que sero tratados com todo o disvelo e promptido, como sabem todos
aquellas que i tem lido escravoa na casa do annunciante.
A siluago magnifica da casa, a commodidada dos banhos salgados sao outras tantas vanta-
gens para o prompto restabelecimento dos doentes.
As pessoas que quizerem fallar com o annunciante devem procura-lo de manhaa al 11 horaa
e de tarde das 5 em diante, e fora destaa horas acha rao em casa pessoa com quem se podero en-
rua da Gloria n. 3 casa do Fundo.
ender
Dr. Lobo Moscoso.
Dentista de Paris.
15Rua Nova15
FredercGautier,ctrnrgiodentista,faz
todas as operaces da sua arte ecolloca
dentesartificiaes, tudocom a superiori-
dadeeperfeigoqueas pessoasentendi-
das lhereconhecem.
Tem agua e psdentifriciosate.
CONSULTORIO ESPECIAL H0ME0PATH1C0
DO DOCTOR
SABINO 0. L. PINHO.
Rua de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6,
Consultas todoa os diaa uteia deade aa 10 horaa
at meio dia, acerca das seguintes moleatiaa
molesuai datmulhtrt, molestias das crian-
cas, moltsltas da pelle, molestias dos olhos. mo-
lestias syphxlttxcas, todas as especies de febrts
febres intermitientes e suas consequeneias '
PHARMACIA ESPECIAL HOMBOPATHICA .'
Verdadeiroa medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessariaa in-
falliveisem seus effeitoa, tanto em tintura,como
em glbulos, pelos pregoa mais commodos noa-
slveis. r
N. B. Os medicamentos do Dr. S&bino sao
anuamente vendidos em aua pharmacia: todoa
que o forem ra della sao falsas.
Todaa as carteirsa alo acompanbadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
fiS' ?B11nte1P"lras: Dr. Sabino O. L.
Pmho, medico braaileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos qu se pe-
de, As carteiraa que nao levarem esse impresso
assim marcado, mbora tenham na tampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
^&t&-&&tt-&
fff?fWi
Gompra-se
cabellos compridos.
Na rua do Queimado casa de cabelleireiro.
AVISO
Compra-se na rua da Cruz do Recife
armazem n. 63, junto ao Corpo Santo,
moedas de o uro de 20.
Compram-se moedas de 209 a 209700: na
foja da rua do Queimado n. 46.
Compra-ae urna preta e urna mulata que
sejam perfeitas cozinheiras, engommadeiras e
eos tu reiras : na rua da Cruz n. 1, escriptorio de
Azevedo & tiendes.
Na rua do Queimado n. 6, loja de fazendas
por baixo do cabelleireiro, compram-se moedas
de ouro de 168 e 20, e libras slerlinas.
Vendas.
Funilero e vidraeeiro.
Grande e nova oflscina.
Tres ptrias.
31Rua Direita31.
Neste rico e basa moudo esUMecii
contrario oafreguezea o sacia perfeil.
Dado e barato no seu gestero.
URNAS de (odas aa qualidades.
SANTUARIOS que livaliaaaa com
BANHEIRUS de todoa os lamaos*.
SEMICP1AS dem dem.
BACAS idea dem.
BAHUS idem idem.
F01.ua em cihj de lodos as gr
TRATOS imitando esa perfeicao Mi
lana.
CHALE1RAS de todaa as qualidades.
I'ANELLAS idem idem.
COCOS. CANDIEIROS e flandres aawa
quer sortimento.
VIDAOS de lodos es tamaakos.
botar dentro da cidade, em toda a* porte.
Recebem-se encommendas de qaahroor aSe
reza, concertos, que todo aerS deaaaitofcMa a
contento.
Arroz de casca.
Vcnde-se superior arroz de casca aerea aMf
a arroba,: no armazem de Francisco C t Aie-
vedo, rua da Madre de Deea a f.
O rival sem segundo, na
rua do Queimado n. 55
de fronte do sobrado no-
vo, est vendendo lado
bom e baratissmo,pois
j tem dado provas de
suas boas fazendas, e
por precos que admi-
ra ni, a saber;
Caivete para aparar peaaa a 99
Ditos com 2 folbas moito latea a
Frascos de macaca pe rola moito fino a
Dito de oleo muilo fine o
Tranca de lia com 10 varas, bosnias ca-
res a
Franjas de lia com 10 varas, besitos co-
res a
Sapa tos de tranca de algedio s
Ditos de dita de laa a
Caixas com iscaa para charuto* a
Cartas de alfioetes sonidos francezes s
Caixas de ditos ditos a 80 r. e
Escoras para limpar denles moilo fioas
200 rs. e
Duzia de facas e garlos, cabo preto a
Massos com grsmpas muito boas
Candes com clcheles a
Ditos com ditos de superior qualidade a
Dedaes de ac para senhora a
Sabonetes moilo grandes a
Apitos de chumbo para enanca a
Rialejo para meninos a 40 rs. e tes)
Enfiadorea para vestidos, muito gran-
des a 60 rs. e Sapaliohos de lia para meninos a as*
Ainda tem orna variedaoe de miidiiao ame se-
ria enfadonho menciona-las, pois so i vista ama
se pode apreciar as qualidades
Precisa-se alugar um aobrado do um andar
e sotio naa seguintes ruaa : Livramento, Quei-
mado, Imperador, Direita, largo de Pedro II :
quem tiver, pode dirijir-se rua Direita n. 66,
2* andar.
Precisa-se alugar um preto ; no botequim
da rua larga da Rosario n. 25.
Preciaa-se de 8:0005 com seguraoca em um
predio de maior valor em rua principal desta ci-
dade, pagando-se o premio mensalmente, tam-
bem so consignar a pessoa que der o dinbelro
1*2 a.15 mil saecoa com assucar por commiiso
conveocionada : a quem convier anuuncie.
Compras.
^ Compra.se moedas de 20,{f: na
rua da Cruz n. 48. pagase mais do
que em outra qualquer parte.
Na ra da Cruz n. 48, compra se
moedas de 20$ pagando-se mais do que
em outra qualquer parte.
Aos senhores aca-
dmicos.
Na bem conhecida loja do leo de ouro de Jo-
s Goncel*es da Silva Raposo, rua do Cabugi n.
2C. recebeu-se ltimamente ebegado da Eu-
ropa, as mais ricas litas de gorgurao de diversas
larguras proprias para cartas de hachareis, assim
como para irmsndades, asseverando-se vender
mais barato do que em outra qualquer parte, por
vir em direitura; a ellas antea que se acabem.
A loja da bandeira
gNova loja de funileiro dai
rua da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos da Fonseca participa a
todoa os seus freguezes tanto da praga
como do, mato, e juntamente aorespeita-
velpublico, que tomou a deliberado de
Sbaixar o preco de todas as suas obras, por
cujo motivo tem para vender um grande
sortimento de bsha e bacias, tudo de
dirTerenles tamanhose de diversas cores
em pinturas, e juntamente um grande
sortimento de diversas obraa, contendo
banheiros e gamelas compridas, grandes
e pequeas, machinas para caf e cane-
cas para conduzr agua grandes e peque-
as, latas grandes para cooservar fari-
nha e regadores ao uso da Europa, ditos
grandes e pequeos ao uso do Rrasil e
camas de vento, latas de arroba a 1*,
bahs grandes a 49 e pequeos a 600
rs, baciasgrandes a 5 e pequeaaa a
800 rs.,cocos de aza 1 1J 1 duzia re-
gadores regulares multo barato, ditos
pequeos a 400 rs., de todos estes objec-
tos ha pintados e em braoco e tudo mais
se vende pelo menos preco possivel : na
loja da bandeira da rua da Cruz do Re-
cite n. 37.
(MMH9KM9M3 ms mmmm\
Sementes de horlalices.
Na rua da Cruz do Recife n. 32, deposito de
pao e bolacha, vende-se mais barato do que em
outra qualquer parte, novaa sementes de horla-
lices sendo couves de todas aa qualidades, na-
bos blancos, rdso e encarnado, rabaoetea de dif-
iranles cores, feijao e ervilhas de diversas qua-
lidades, salsa, quento e todas aa mais sementes
precisas para ae ter urna liada borla.
Ricos cortes de medina de
seda.
A loja da Boa-F na rua do Queimado nu-
mero 22, acaba de receber ricos cortes de
vealjdo de medina de seda de lindoa padrea,
e a fazenda maia fina, mais nova e mais bonita
que ba no mercado, eada corte tem 90 o 11 co-
^rlr, "** ^ u b",i'no pre?o de
*f)O0O o cort ; as senhoras de bom gosto que
tiverem de sssisti.r a balese a casamantos se
quizerem levar um vestido da ultima moda
mandarem ver na mencionada loja da Boa-F*
os roa do Queimado a. 82. '
Madapolo
Vendem-se pegas de madapolo ama taltusas
a 3g, pecas de cas-a para cortinado com 2t vara*
a 9, ditaa com 10 varas s 600. ditos s 3j, dstos
decambraiaade caroxiobos coas 17 varas s 8SL
ditas com 8 \\2 varas a 4f, ditas trate** a e
corea a 3, diua de cambraias trasca* s laMt
ditas Qnas a 2*500, 3 e 3*00, ricos astee *-
lenes para senhora. de diversas qostisoaVs. cor-
tes de cambraia de babados a 39 e 3)5CO sato
balo de 20 e 40 arcos a 3} s 3*4: m reo ata
Imperatriz, loja de 4 portaa s. 5C. de Moga.i.is
iS; Mendea.
Magalhaes, Hiendes
recebenm pelo vapor fraocea diversas qoahda-
des de fazendas, a aer : risesde ssescez pora ves-
tidos a 300 ra. o corado, popelina de cor majase
bonitos gostos a 200 ra. o corado, fustao peta
vestido a 320 o covado, Uazioaas entestada*
400 ra. o covado, sed 10has de qoadros s 64a)
gg-?**. chitas de cores fixss francezas s
20. 240, 260 a 280, chitas ioglezaa a 160, isO o
300 rs. ; na rua da Imperatriz. tota ata 4 sertas
numero 56. ^
A'rtlllVEU.
16Rua da Cadeia do Recife1
LOJA. DE MUDEZ AS
m
IFonseca <$. Silva!
Toalhas, lencos e fronhaa de labjria-
Iho de aiversos gostos, que a vista so
diri o preco, espelhos dos radas s 8M
rs. a duzia, pentes para tranca a 1)400
a duzia, caixas de raiz a 19*00 a dazia.
Qlas de linho branco a 440 rs. o asaco'.
Ovejas douradaa para cales s 640 rs a
duzia, pentes de lailaroga virados a af-
raila um, botes para ealr^a pequeos a
a 160 rs. a groza, argolas dooradas a
lgO a duzia, boies para pon nos dazia
de parea a 39, ditoa para casevequee a
240 rs. a duzia, gramposenfeitadosa480
rs. o par, caitas com apparelbos de no-
necas a 1},2$ e 3f cads ama, caivetes
de2folhaacom pequeo toque a 1fSOO
rs. a duzia, ditos grandes de 2 e 3 fo-
lhas a 2f e 3f. pap.l amlsade a 600 rs.
o pacote. mena de lodos] os tamaahos
para meninos a 1(800, 29,29200 e 29400
a duzia, ditaa para mentos a 29, 29400
e 296OO, pentes de maaee virados a 800
ra. cada um, escovas com espelbo para
cabellos a 800 ra*. rada urna, troco ros-
so a 400 rs. a peca e finos a 240 rs., fi-
tas de velludo de o. 6, 8 e 10 a I92O a
peca, sabio inglez a I96OO a duzia, tio-
teiroscom figuras bronzssdos a 500 e
800 rs. cada um, cbapeoa de sol de seda
para senhoras e meninas a 39, escencia
de sabio para tirar nodoaa a 1f o viiro,
pentes de tartaruga para tranca a 3|30
cada um, voltas de coral com dous tios
compridos a 295OO cada urna, ditas de
tres fios a 3|, bonecos de choro a 320
500, 800. 19 e1|400 cada um, eadeiras
douradaa com pomada a 800 e If cada
urna, colheres de metal principe para
cha a 29 a duzia, ditaa para sopa a
3J500 a duzia, ditas para terrina a 29 ca-
da urna, caizinhas com pertences para
senhoras a 240. 320, 500. 640, 800 e 19
cada urna, colheres de metal para cha a
320 e 500 rs. a dazia. bahuziohos com
espelhos contendo perfumaras a S9 ca-
da um, caizinhas de vidro a 29500, cal-
zas com espelhos e perfumaras, pro-
prias para toilele de seohora a 69 esda
urna, bem como moitos cbjectoa de cos-
to e outras miudezas por procos com-
modos. 1
3
Arados americano te machina,
par alara rroupa:emcasadeS.P.Joe
nhston & G. rua dasenzala a.41.
"5>Hei MMflMMarsmVK
Na loja de marmore 8
Vende-sa pira liquidacio meias de Z
cor a Sf a dazia.
o


URIO DI fiMaMJDCO. JJ QOITl WRA 25 M S1T1EBR 01 lteii
--------------
Gaz liquido.
Em casa de Samuel P. Johnston & C, ra da
Seozala Nora n. 42, Tendem-se latas com S ga-
loes de Kerosine.
Potassa da Rnssia e cal de
Lisboa.
No bem couhecldo e acreditado deposito da ra
da Gadeia do Recite a. II, ha para fondor a ver-
dadeira potassa da Russie, ora o do superior
quilidade, aasim como tambera cal virgem em
piira ; tudo por pregos mais baratos do que em
outru qualquer parte.
romcio itw-iaa
Raa daSenzalU Ib va n.42.
N-iste istabelecimeatoeontina ahavarum
coupleto sortimento demoendaseaeias moen-
das jura mgenho,achinas da vapor otaixas
ta farro batido a .coado, le lodos ostamanhos
para dito.
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
para coatas e factura, papel mata-borro; ven-
de-se na toja d'aguia branca, ra do Queimado
numero 16.
cebarlos edoscobartosr pequenes grandes, da
ouro patente inglez, para homeme seohort da
um dos raelhoresfabricantesde Liverpool,vin-
dos pelo ultimo paquete inglez : em casada
Sonthall Mellor dG.
Superiores organdysa
720 rs avara,
Veadem-se fiaissimos orgaudys do muilo bo-
nitos padres, pelo baratissimo precfl de 720 rs.
a vara, fazeoda que sempre se vendeu por
1J?200, assira pois, quem qaizer comprar (azenda
fina muilo bonita e muito barata chegar 4 ra
do Queimado n. 22, na bera conhecida Iota da
boa f.
Reiogios baratos.
Na ruaNova o. 21, ha grande porco de relo-
gios foliados, dourados o de ouro, patentes e ori-
zonlaes, suissos e ioglezes, os quaes sero ven-
didos pelos presos da Factura. Cada relogio leva-
r ura recibo em que se responsabilisa pelo re-
gulamento durante seis mezes.
LIE2OT
toe
champa,
de Chateau Laronzire, em gigos de 15 garrafas
(9 grandes e 6 pequeas) a 15? cada um ; na
praga da Independencia n. 22.
Para os bailes e theatf os.
Riquissimos cintos dourados com lindas fivelas
lambem douradas e esmaltadas, e com ricas pon-
tas para cahirem sobre os vestidos, muito prc-
prios para as senhoras que liverem deiraos bai-
les e theetros ; vendam -se pelo baratissimo pre-
go de 9, 5g e 63: na ra do Queimado n. 2-2,
na bem conhecida toja da boa f.
ftiammm mmmmmm-%
Na ra da Cruz n. 10, casa de
Kalkmann IrmSos &C, tm ex-
posto um completo sortment
de amostras de objectos de bor-
racha, proprio para machinas de
engenhos, sendo correias para
transmittir movimento, canudos
de borracha de qualquer com-
priment e grossura, pannos de
borracha, rodetas de dita, so-
bre ditos artigos tomam-se en-
commendas.
A$ o corte
de caiga demeias casemiras escuras
cor ; na ras do Queimado n. 22,
boa f.
de urna so
na loja da
f?3 Em casa de Kalkmann Irmos A
@ &C, na ra daCruz 11. 10, exis- $|
Sfo te constantemente um completo *
} sortimento de &
^ Vinhos Bordeaux de todas as A
} qualidades. ^
i^ Dito Xerez em barr. &
} Dito Madeira em barrs e caixas. m
$fe Dito Muscatel em caixas. a
$ Dito champanhe em gigos. *
a Cognac em barril. s
gfe Cerveja branca. 3*
Agua de Seltz. ggk.
^g Azeite doce muito fino em caixas. jg
S Alvaiade em barris.*
a Cevadinha em garrafoes. a
Vende-se urna'boa armago de ama relio,
toda envernisada, que serve para qualquer esta-
belecimento, e por prego razoavel: aa ra do
Crespo n. 15, loja.
iltentao
Casemiras a
4.000 o corte, na
toja do Pavo.
Vende-se (musimos cortes de aasenw-
ra entestada de cores pelo diminuto
preco de Ift o corte para Calcas, assim
como tem das mesmas para vender a
2#400 rs. o covado proprias para pa-
letots, calca e collete, recommenda se
muito esta fazenda aos Srs. alfaiates que
costumam a fazer roupa para vender,
porque tao cedo nSo achara urna pe-
cbincha igual : na ra da Imperatriz n.
[60, loja de Gama de Silva.
Grajatas da moda.
Vendem-se gravatinhas eslreitas muito supe-
riores, tanto pretas como de cores, pelo baratis-
simo prego de f ; na roa do QdWmado n. 22,
na loja' da boa f,
Bramante de linho muito
superior.
Vende-se superior bramante de linho totn finas
taras* de largura, pelo baratissimo prego de 29400
a vara : na ra do Queimado n. 22, na bem co
ohecida loja da boa f.
Superiores tiras
bordadas.
A 2,0500
.-'
-.R01JP4 FEITA AINDAMISBARATAS.;
SORTIMENTO COMPLETO
DI
^aieendas eobras feitasJ
BU
LOJA EARMAZEM
DE
NA
a
aa do Queiiuao
4$, frente amateU*.
Constantemente emosumgrandeeva-
ciado sor ti ment deob recasaca sp re tas!
de panno e de cores muito fino a 289, |
lOJ e 35$, paletots dos meamos pannos
a 203,22$ e 24$, ditos saceos preros dos
mesmos pannos a 149.169 188, casa-
cas pretasmuitobem feitas edesuperior
panno a 289, 308 359. sobrecasacas de
cssemira da core muito finos a 159,168
e 188. ditossaccos das mesmas casami-
ns a 10$, 1*9 e 14g, caigas pretas de
casemira fina para hornero a 89, 99, 10f
, l, ditas decasomira decores a 7$,89,
9$ 8 10>, ditas Je orina brancos muito
A 1: a 51 69, ditas de ditos de cores a
3. !35(). 49 e 49500, ditas de meia ca-
seitca de ricas cores a 48 e 4$500, col-
: i ii4s pratos de casemiraa 59 e 69, ditos
lautos decoras a 48500 e 59, ditos
tranco fie seda para casamento a 59,
litosda89,eoUetesdebrimbrancoede
uslao a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
~Y)0-3 S. paletotspretosde merino de
corda o sacco e sobrecasacoa 78,89 e 9o,
ooUetes pretos paraluto a 49500 e 59,
as oretai da merino a 49500 e 59, pa-
etots deaipaca preta a 39500 e 4j!, ditos
sobroeaaaco a 69,79e 88, muito nocol-
letas de gorguro desedadecoref muito
1 .' 1 faianda a 3J800 e48. colletedo vel-
ido de crese pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de pan no pro-
tos e do cores a 149,159 e 169, ditos de
t se mira sacco para os mesmos a 69500 o
79, Utos de alpaca pretos saceos a 39 a
1J500,Jilossobreeasacos a 5$ e 59500,
'.a leas de case mira preta se decores a 69,
6.55OO 79, camisas para menino a 20 '
t dazia,camisas ingieras prega (largas '
muitoiop^riora 329 a duzi a pan acabar.'
Vssim como temos urna officins deal-
alate ondemandamos execntattodas aa
obrascon brevidade.
nmm momo aNsnsKMeaieeiel
A 280 rs. o covado.
Cassas pretas finas, fozenda boa : na ruado
Vendem-se caixoes vasios proprios
para bahaleiros.funileiros etc. a l,j(280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ah se dir' quem os tem
para vender.
Luvas deJouvin.
Goes & Bastos, na loja da ra do Queimado n.
46, deve receber hoja pelo vapor francez as me-
lhores luvas de Jouvin, assim como tamben tem
de camurca branca.
Vende-se um cabriole! descobeito de duas
rodas com 2 ou 4 assentos, em bom estado : na
ra Nova n. 22.
Rari da-de,
Vende-se urna das melbores loja de ferrageos
da ra do Queimado; com poucos fundos o muito
afreguezsda tanto psra a praca como para o ma-
to : quem a pratender annuncio para ser procu-
rado.
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
vende-se a verdadeira raiz de coral a 900 rs. o fio.
Caixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, chegado de sua propria encommenda muito
lindas caixinhas de costura com msica 'propria
para mimo, que se vende muito barato.
Vendem-se osengeDhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pes:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
Queimado n. 22se encontrar um bonito sorti-
mento de superiores tiras ricamente bordadas"
que se vendem pelo barato prego de 39000 4*000
e 59OOO ris a peca, avertindo-se que ha mais
de dmVpeca d cada padrao, quero mais depressa
andar melhor servido ser, na roa do Queimado
o. 22 na'lojada Boa-V.
Fil liso e tarlata-
: na branca a 800
ris a vara.
Vende-se fil liso muito fino e assim tambem
tarlalsna branca muito Boa, tanto urna cousa co-
mo outra sao proprias para vestidos, nao s para
bailes como para assistir-se a casamentos, andera
antes que se acabe na ra do Queimado n. 22
naloiadaBoa-F.
leo?os a 320 rs.
Na loja do pavo.
Vendem-se lencos grandes de cambraia de seda
de varias cores com flores, (azenda que sempre
se vendeu a 19, est se torrando a 320 rs. : na
ra da Imperatriz n. 60, loja de Gama & Silva.
Chales manta de seda.
Podendo-se usar como chale ou como manta por
serem muito grandes a 69 cada um, na ra do
Queimado n. 17, a primeira loja passando a bo-
tica.
Cambraias francezas.
Padross miudinhos e cores Oas a 280 o covado:
na ra do Queimado n. 17, a primeira loja pas-
sando a botica.
i Chales de merino estampados, que em oulras
lojas so vendem por 49 e 59 na loja 4a boa (
na ruado Queimado n. 22, vendo-se pelo bara-
tissimo preco de 29500.
S Gama & Silva.
Grande exposieto*de fazendas
baratissimas, na ra da Im-
perftrlan.60, loja do
VWlkft.
Vene Se cort5s^!e pttanta-
sia, fcaenda de muito gosto
com babados pelo diminuto
preco de 4#500; ust ra da
Imfleratriz n. 60, loja que tem
lm pTRO to para nao haver engaos.)
3^500.
Vende-se ricos cortes do cambraia de soda
com avena) ou duas saias 3$500 : na ra da
Imperatriz n. 60, loja do pavo.
3,200, 3,500 e 4,4300.
Vende-se Quissimos cortes de cambraia bran-
ca" o de cor com dus e mais babados pelo dimi-
ntHopr'$d,'e!9*0,-S5500 e 4J : na ra da im-
peratriz n. 60, loi* do pavo.
a i5foee.
Velfle^s* finicissimos cortes de cambrsia bra'n-
cwro bordado muito delicado proprios parar
baile ou casamento a 159 na ra da Imperatriz
n. 60, loja do psvo.
Nova |>ec\iiiicAia.
Vende-se fnissimas pe^as de cambraias"fraft-
cezas de carocinhos com 17 ij vitras 'p'lr dimi-
N Inifl f\s* hrtn f Ha nm drtinu'opieco de 8$ apees, ditas das mesmas com
..I* **, 5 8 3I4 pelo preco de 4$ a peca, tambem se
vendem das meabas a 500 rs. a vara, sendo
brancas e de cores ; na ra da Imperatriz n. 60,
loja do pavo.
PupeUna 2&0 rs.
Vende-se pupelioa de quadriobos a imitaco
de sedinhas de quadro palo diminuto preco de
280 rs. o covado : na ra da Imperatriz n. 60,
foja do pavo.
CAi*\y a 500 va.
Vende-se chaly multo fino a 500 rs. o cova-
do : na raa da Imperatriz o. 60, loja do pavio.
Sedas a covado.
Vende-te grosdensples preto maito encorpado
a lj>600 e 1800, ditos de cores azul, cor de rosa
cor de cana mais barato que em outra qualquer
parle ; na ra da Imperatriz r>. 60, loja do pavo.
Setas-de t|\vadYu\\os
Vende-se sedas de quadrinhos fazenda muito
encorpada a 500 e 640 rs o covado : na ra da
Imperatriz n. 60, loja do pavo,
Cassas com salpico graudo a
200 rs.
Vende se cassas com salpicos graudos e lislras
a 200 rs. o covado, fazeoda muito nova : na ra
da Imperatriz d. GU, loja do pavo.
Cassas pintadas a 240 rs
Vende-se cassas pintadas n.uito miudinhos I
padres a 240 rs. o covado : na loja da ra da
Imperatriz onde est o pavo.
Sentido ao Pavo.
Vende-se neete eslabetecimento um grande e
variado sortimento de fazendas tanto para ho-
meos como para senhoras, de todas as fazendas
se do amostras com peohor ou maodam-se le-
var em casa das familias pelos caixeiros da casa,
assim como o respeitavel publico achsr todos os
dias uleis.este estabelecimenlo aberlo das 6 ho-
ras da manhaa as 9 da uoite.
Cera de carnauba.
A dinheiro.
Vende-se urna pequea porcao de cera de car-
nauba muito boa, que se acha depositada no ar-
mazem da Companbia Pernambucana commo-
do proco. ^^^
Vende-se era casa de Adamsodjplowie &
C, ra do Trapiche Novon. 42, biscoitos ioglezes
sortidos, em pequeas latas.
Sobrado.
Vende-se o obrado de um andar n.
37 eont grande quintal, tito na ra de
trrament a tratar com Berardino
Abacisco de Aze?edo Campo, na ra
eUreita do Rosario n. 47.
Vendo-so um oseravo mulato de 17 anuos
do idade : no hotel Trovador, roa larga do Ro-
sario n. 44.
Attenco.
Vende-so urna armaclo oom todos seus perten-
ces sem lile*faltar nada, pois qnon a comprar
s sorlir a casa e continuar, no melhor lugar da
prega da Boa-Visla, o so vende por diminuto pro-
co ou se fas todo e qualquer negocio: quem pre-
tender, dirija-se ra do Imperador n. 36, a tra-
tar com Norberto Guimariso.
c Attenco.
Vendem-se daas carrogas com pipas para agua,
o tres bois mantos itera carro : na fabrica do sa-
bio sita na ra do S. Miguel, nos Affogados.
Nova remessa de macaes.
Nova remessa de macaes.
Nora remessa dem&cftes.
Nova remessa de macaes.
Sodr & 6. receberam nova remessa do ma-
caes, e esto vendeodo a 109000 cada urna cai-
xa com 200 macaes: na roa %stretta do
rio n. ti.
1
M LOJA EARMAZEM
DE
Joaqumi Francisco dos Santos.
40tua do Queimado40
Defronte do becco da CongregagaZo, letreiro verde.
cava romo e capel la,
VENDE-SE 0 SEGUlftf E :
Para casamentos.
Ricos cortes de vestido do fil ou blond de seda branca
mais moderno O superior que ha no morcado.
Para bailes.
Linios cortes de vestidos de fil ou blond de seda branca bordados a branco o
cores.
Ditos de tarlatana branca bordados a branco e cores.
Ditos do cambraia branca bordados a branco com murta elegancia.
Saias bordadas
Ricas saias de cambraia branca bordadas com o mais apurado gosto e mais fio aa
que ha no mercado.
Ditas de dita recortadas mais baratas. f.iZ
Poya baptisados.
Rico! corles de vestido de cambraia branca bordados com multa elegancia, o
mais moderno e mais superior que ha no mercado.
Manteletes.
Ricos manteletes de seda de cores o pretos bordados e lisos com enfoites, bem
como arrendados, por presos commodos.
3000 a peca.
Pecas de cambraia lisa larga fina com 6 a 6 1(2 varas, muito barato.
Lencos.
Ricos lencos de cambraia de linho borJados a 35,4$ e 58 cada um.
Chalis,
Ricos chales do tooqnim brancos bordados de pona redonda ede 4 ponas.
AIem das fazendas cima mencionadas tem um gra nde sortimento de todas ai .
qualidades, que nao possivel mencionar-se pelo grande espado que lomara.
Vende-se va loja de Nabuco 4 C. na
ra Nova n. 2:
Siotos dourados com fivelas.
Ditos prateados dito dito.
Ditos de fita com tirelas de ac.
Tambem se vendem fivelas solas.
Sintosde couro de lustre para meninos.
Farinha de mandioca a 19 a sacca : nos ar-
mazens de Tasso Irmos.
Vende-se um bom escravo muito proprio
para agricultura, ou mesmo para a cidade, muito
saodavel e Gel, tendo 28annos de idade : na ra
do Livramento n. 4
m
Vende-se na loja de Nabuco &. C- na
rus Nova n. 2, excellente agua do Orien-
te para limpar cabeca, dita de Bolot pa-
ra limpar denles e tirar dores, esceocia
de sndalo para lencos de senhora, cro-
me de bandolina para conservar os ca-
bellos, agua de colonia e outras perfa-
marias.
ARMAZEM
DE
ROTJPA FEITA
DE I
Lencos brancos.
Vendem-se lencos brancos proprios para algi-
beira, pelo baralis'simo proco de 29400 a duzia :
na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Aos terceiros da
veneravel ordena deS.
Francisco.
J chegou a verdadeira eslamenha de lia, na
loja de 4 portas, ra do Queimado n. 39, o se
apromptam hbitos desta fazenda a 409, e tam-
bem ha de algodo que se apromptsm a 28$ cada
um, e se vende a fazenda por mdico prego.
Para acabar.
Cortes de cassa franceza de 2 saias e 3 folhos,
com 12 e lavaras a 3^500 e \$, lindos cortes do
la para vestido com 24 covados a 59, poca de
cambraia lisa com 8 e9 jardas a 2^500, 39000 o
3^500, chita larga franceza, covado a 200 rs ,
cassas escuras francezas, covado a 240 : a ellas,
que em vista da reducto em preco, pouco pode
aturar : na ra do Queimado o. 44.
Capachos de coquilho.
Na loja de Alvaro & Magalhaes, rus da Gadeia
do Recife n. 53.
Ra Direita esqui-
na da travessa
deS. Pedro ni6.
ftiquissimo sortimento
i de lamaucos moda do Porto cora mais perfeico
e a mesraa seguranca, assim como tamaDCOS de
J todas as qualidades para senhora, hornean e me-
h nio, que se vende tanto a retalho como peque-
i as e grandes porgos, por menos prego do que
! eo outra qualquer parte.
Baloes para meninas.
Vendem-se baldes para meninas, de todos os
Attenco
m
Queimado o. 47.
I^
armazem de fazendas
DE
SANTOS COELHO.
Ra do Queimado n. 19.
Lences de panno de linho a 19900.
Cobertas de chita de ramagem a 1$800.
Lences de bramante de linho grandes a 39300
Cortes de phantazia de soda a 89.
Algodo monstro a 480e 640 a vara.
Bramante de linho com tO palmos de largo pe-
lo barato prego de 29 a vara.
Toalhas de fu.tao a 509 cada um i.
Ricas empellas de'ores de laranja para noivas,
pelo burato prego de 59.
Bramante de algodo com 10 palmos de largo
a 19*90 a vsrs.
Vestuarios de seda "para meninos e meninas,
pelo barato" prege de 89 cada um.
Corles de seda eOm toque de mofo a 25$.
Collinha? de traspasso muito finasv preco do
9000. ..
kCom os cobres a procura-I
rem comp'am tudo que
% enconcrarem. i
gNa loja de miudezot da ra da Im-01'
peatriz n. 58, junto a & l
^ loja do Pavo. H
^ Bicos o rendas de seda, bicos o ren- |g
das de aigodo, fitas de seda Usas e la- S
vradas, fitas de velludo, trancas de dito, W
gf froco.de todas aa cores, trangas de lfia, ^p
botoes de seda para cagaveque, ditos de afc
f vidro para dito, poetes para prender ca- :
W bello, peotes para alisar, luvas de seda W
^h para senhora, meiasde algodo para ho- A
S mem o tonhora, e outros mnrtos objuc-
" tos proprios de loja de miudeza que se- w
9 ria enfadonho meociona-los, que s com d
mt 6 vista edesejo do novo dm destees- A
T tabelecimenlo nao deixar de fazer no-
9 gocio visto esta/ disposlo a vender maia 9
j| barato do que em outra qualquer parte, fk
Luvas de Jouvin.
Vendem-se duas rotulas usadas para porta
e janella : na ra do Tambi n. 15. *
Vendem-se por todo o prego as miudezas
existentes na loja n. 38 da ra do Imperador, a
retalho ou em porco, tambem se vende a prazo,
agradando o comprador.
mjmjm&MttM mwMMNM Myitll
Liquidado 1
NA
Loja de marmore.
H Na loja de marmore vende-se para li- II
rt> quidagao por pregos muito barato, um
^ variado sortimento de fazendas de mo- i
das para senhoras, roupa feita para ho- su
mem e vestimentas para meninos e bem 9
assim quadros a oleo para decorago de 9
salas e capellas.
5^vIn?r^?Vi -T? "j,^ &m*-*mv'PG3 M tamanlios, de madapolao e de mussulioa a 39 e a
Tj't," loja defazendas sita na ra da ^ na rua do Que(a^0 n. 22, loja da boa f.
Madre de Dos n. 9, com poucos fundos e mui-'
to afreguesada era roupa feita e inteirameote
apropriada para um principiante, com a qual
far-se-ha todo negocio em razio da pessoa ter de
retirar-se para fra : quem pretender pode di-
rigir-se mesma que achara com quem tratar.
Attenco.
Ha. rua do Trapiche n.46,em casa de Ro r n
Kooker &C. existe um bom sortimento delt-
nhas'decoreae brancaaemcarretoi do melhor
bricaatedelnglaterraasqoaes ao vendem por
drecos muirazoaveia
Joaquina Francisco dos Santos*
140 RUA DO OUEIIUADO 401
Defronte do becco da Congregado letreiro verde
Neste estabelecimenlo ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, vontade dosfreguezea, para o
que tem um dos melbores professores.
Casacas de panno preto, 409, 359 e 30000 Ditos de setim preto
$ 3*4e@dj
idaco de certas!
i fazendas Anas. I
Vendem-se mantas de reros para grvalas,
tanto pretas como di cores a 500 rs.
na rua do ;;.
Sobrecasaca de dito, 359 e 30900
Palitotsdedito ede cores, 359, 309,
25g000, 109, 189 o 20;000
Dito de casimira decores, 225000,
159, 129, 79 o 99000
Dito de alpaka preta golla do vel-
ludo, francezas UJOOO
Ditos de n >rino-sitim pretos o de
cores, 93000 89000
Ditos de alpaka da cores, 59 o 39500
Ditos de dita preta, 99, 79. 9 e 3&500
Ditos de brim decoras, 53, 49500,
4S00O o 39500
Ditos de bramante dslinho branco,
6S000, 59000 o 4$000
Ditos de merino de cordo preto,
159000 e 8^000
Clisas le casimira pxeta e decores,
129.109. 99 e {000
Ditas de srinceza e marin de eor-
dio pretos, 59, 6^500 e 45500
Dita de brim branco o do cores.
5g000, 49500 e 19500
Ditas de ganga de cores 3f000
Goliates de velludo preto e do co-
FJ*s _.re. ,i8 e bordados, 123, 95 89000
PJ^ Usos e bordados, 69.59500,59 e 39500
59000$
Ditos de seda e setim branco, 69 e 500l'<
Ditos da gurgurao de seda pretos e
de cores, TgOO, 69OOO, o 49 59001
Ditos de brim a fustao branco,
39OO, 2J500 o 89O0(i
Seroulas de brim de linho, 29 e 220(
Ditas de algodo, 500 o $i8',
Camisas de peito de fustio branco !
e de cores, 29400 o 2?20(
Ditas de peito de linho 5$, 4J e 3*001 J
Ditaa de madapolao branco o de
corea, 39,2*500, 29 19801
Chapeos pretos de massa.f rancezes,
formas da ultima moda 10.89500 e 7 j?00( *
Ditos de feltro, 69, 5$, 49 e 2900C]
Ditos deso de seda, inglezee o
francezes,149,12J, 115 e 7900J
Collarinhos de linho muito finos
novosfeitios.da ultima moda 980(i
Ditos de algodo p50( j
Relogios de uro, patentes hori-
sontaes, 1009, 909, 8O9 e 70900C
Ditoa de prala galvaniaados, pa-
tente hosontaes, 408 309000|
Obras de ouro, aderecos e meios
aderecoa, pulseiras, rozetaa a
anneis f
Toalhas do linho. duzia 109000 69 a 99000$
Ditas grandes para mesa a 49OOO e 59000}
BA DO CRESPO N. 17.
Riquiasimas ehapelioas de sedo para
senhoras, de diversas coros a 129.
Cassas de cores bonitas padres a 240
rs. o covado.
Cassas e organdys de corea a 280 rs. o
covado.
I
Chitas de todas as qualidades e procos.
Muitissimasfazendas finas que se ven-
dem por pregos baratissimos para-liqui-
dar, do-se amostra daa fazanas. +
Continua-se a vender as superiores luiot do
pellica de* Jouvin, tanto pora bornean cooao para
senhora ; na roa do Queimado n. 22, na loja da
boa f.
412Grs.opapeL
Agulhas Victoral
vende-se na
Queimado n.
loja Esperanca
33 A.
pa
Mantas de retroz para gra-
vatas.
%
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Meias baratissimas.
A 29400 a duzia de pares de meias brancas 0,
as para hornera : na roa do Queimado n. 22
na loja da boa j.
Ricos cortes de vestidos bran-
cos bordados.
A' leja da boa f na rua do Queimado n. 22,
chegou novo sortimento de ricos cortes de vesti-
dos brancos bordados com 2 e 3 babados, os quaes
continusm a ser vendidos pelo baratissimo prego
de 59 cada corte : na rua do Queimado n. 22, na
bom conhecida loja da boa f.
Superiores organ-
dys.
Na lojo da boa f, na rua do Queimado n. 22,
vamde-se finisimo organdys de muito lindos pa-
dres, .pelo baratissimo prego do 720 rs. a vara,
fazeoda e 19200, e quem nao andar muilo de-
pressa ficar sm apeehiooka ; na rua do Quei-
mado n. 22. na loja da boa .
**&*
Rua Nova n. 32.
Loja de modos do TbomS Lopes do
Sena, precisa-se de urna tachera que
saiba cortar vestido para sjudsr a outra.
No pateo do Carmo taberna n. 1, vende-oe
garra lo es com O garrafas de vinagre do melhor
qoe ha a IfW rs.
mm
Viva o paquete das novidades.
i
Pois est torrando miudezas muito ba-
ratas, afloi de apurar dinheiro para con-
sumo do paquete, rua da Imperatriz n. 54,
loja de Joaquina de Aievedo Pereira J-
nior, declara o seguinte :
Cartes de clcheles muito finos a 40 rs.
Caixas de ditos ds trra a 80 rs.
Lioba do gaz a 10, 20 e 30 rs.
Dita de carretel, 100 jardas a 30 rs.
Pares de meias cruas e de cores para
menino emenina a 120 rs.
Duzia de meias cruas muito finas a
2S400.
Dita*de ditas entre finas a 29100.
Linha branca em carlao, 200 jardas a
80 rs.
Iscas para charutos a 60 rs.
Caixas com palitoa de Especia a 160 rs.
Frascos de agua do colonia de Piver a
440.
Ditos do chairo maito finos a 800 rs.,
Lubin a IfOOe.
Jarras do banha pequeos a I96OO.
Ditos de dita grandes a 89500.
Fraacos da banha pequeos a 320,
grandes a 500 rs.
Sabonetas de espuma maito grandes -a
100 rs.
Ditos, de moropelas a 310.
Duaia de meias cruas pan senhora a
9400.
Ditas brancas muilo finas a 39300.
Fio de raiz de coral muito fino a TOOrs.
Espelhos de columna pedo ferro a IgoOO
Csrteiraa de agulhas muito finas a 400 rs.
Ditaa de marroquim mais linas a 800 rs.
Baralhoa portugueses a 120. .
Ditos franceses a 240.
Croza de botes de louca brancos a 120
Agua de Lavaader muito fina a 640.
Dita frambuzia a 600 ra.
Tesouras muilo finas para unhas e cos-
tura a 500 rs.
Caivetes do 1 (olha a 80 ra., 2 (albas
a 160 rs.
Cabo de maxfim a 400 rs.
Meias alvos para homom a 19800.
Proco fino do todas as cores a 400 rs.
Dito grosso idem a 500 rs.
Caixaa de papelo oom aJfinelao a 120.
Pares de espalo* fie Ha para homem
19280.
Tesaura para costura a 200 rs., e gran-
des a 640
Duzia de botes de louca para paletots
a 120.
Sapatinhos de merino a 19500, e vallu-
dioho a 29000.
Rosarios o crozas de coco, 1 o 120 rs.,
eduzia a 19400.
Caixas com parfamaria a 49


Huta Df
MI QCJARTA FKIB4 K MI 8RBMBR0 01 Mil.
Jdaautm Francisco do Mftip Santea aviaa aos
Mus fraguras desta prat e o* de Mu, qae tem
posto A Tend sabio de ua fabrica enchinada
Recitenoarmazem dosSrs. Travasaoa Jnior
4 C ua roa do Amorim n,.5; masa camella,
caetenha, preta eutraa aualidadea por menor
prego que de outraa abricaa. No meamo arma-
ban tan feito o seu dapoiito da velas da carnaa-
xa simples sem mistura alguna, cono aa da
ompoaicSo.
Chegou a apreciavel agua bal-
samica para a bocea e
de a tes
A loja d'aguia branca acaba de receber urna no-
va remansa da mui proveiteea a procurada agua
?*i**" pM aaocca a deotes. O bom resul-
w iUI ,gB' '* ,oflre *** co sa-
bido pelas immensas pessoss que a compraran
e que seotiam a falla della, aa qne de nov
compraren) acharao que o uso della faz conser-
var os denlas saos, livran lo-os da carie, fortale-
cer as gengiraa e tirar o mo balito da bocea,
ando mesma agradavel aroma, podeodo-se
mesmo usar della nao a pela maoha como a
qualquer hora, coa acert depois do fumar pa-
ra tirar o cheiro do fumo, ou quando se tenha de
sabir para ter-ae a bocea aromtica : para iseo
porm, bastan alguraasaotas della em agua pu-
ra. O proveito d'agua balsmica aiada ehega a
mats, ella sarve com acert e prompti Jo para
acabar a dor de denles, ensopando-se nella om
tocado de algodao e deitaodo-o no ha/sco do
dente, este adormece e em pouco deslPparece a
Jor. Para se obter om frasco de to proveitosa e
apreciavel agua balsmica, dirigir-ae com 19
loja d aguta branca, roa do Queimado o. 16, ni-
ca parte onde ella se rende. Adverte-ia que os
irascos ao marcados com o rotulo da dita loja.
Novo sorli ment
de cascarrilhas de seda,
franjas e galo com lagos
n vs relas.
A loja d'aguia branca acaba de receber am
novo e bello aortimento de cascarrilhas de seda
com duas relas Qngiodo pafo, o melhor que se
pode dar em tal genero e rende a 2$ a peca, as-
sim como franjas de seda de diversas crese lar-
guras por precos admiravelmente baratos, e
tambem um novissimo galgozioho de seda com
lacas as relas proprioa e de muito gosto para
enfeites de vestidos. A barateza com que a loja
d aguia branca costuma vender os objectos aH
bem conhecida e agora comprova a mais com a
limitec&o dos procos porque est vendendo os
aitigos cima, para verincar-se dirigir-ae com
dinheiro a dita loja d'aguia branca ra do Quei-
mado n. 16, que na realidade acharo barateza.
agrado e sinceridade.
Na loja de Nabuco & G., na i
ra Novan 8, vender a me- $
llior tinta para marcar roupa *
# *# mmmam
g Gneros baratos,
"Manteia* ingiera a 960 rs. a libra, franceza a
6I? tnoac,nh<' 360. cha a 2*560, esperma-
780. arre. aWO. caf e 240, sabio ma-
cass a 200 rs amarello a 140, cevada a 160
batata a 60 rs., caos engarrafada a 240 a garrafa'
dita de azeiloeas a 240. aieite de carrapato a 440
re., dito de coco a 440, e em porco por menos.
vinno a 500 rs., velas de carnauba a 400 rs fa-
rello a 1*600 a sacca : aa travessa do pate do
Paraizo n. 16, casa pintada de amarello com oi-
lao para a ra da Florentina.
Relogios.
Vande-sa em casa de Johnston Patar & C.
ra do Vigario n. 3 om bello aortimento da
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
orna variedado de bonitos mnecHas para o
meamos.
Attenco
Veode-se confronte o porto da fortaleza das
Cinco Pontas o seguinte : carrocas para bei, dita
para cavados e para agua, carriohos para traba-
lhar na alfandega e carnudos de mo, rodas pa-
re carrocas e para aarrinboa, eixoa para ambos,
torradorea para caf com fogo, boccaa de fornos,
baodeiras de arcos de todas as qualidades, do-
bradicas de chumbos de lodosos tamanhos fecha-
duras de ferrolhoa. traoquetas, ferro de embutir
de todos os tamanhos, ferrolho de chapa.
Peitos de esguio de algodao
para camisas a 500 rs.
Na loja d'aguia branca vende-se muito bons
peitos de esguio de algodao para camisas a 500
rs. cada um, dinheiro a vista : na loja d'agui
branca ra do Queimtdo n. 16.
PROuRESO
largo da Peulia _
Francisco Fernandos Duarte, proprietario deste
armazem de molhadoa, partecipa aoa aeua freguezes. assim como aos seohorea da praja, de enge-
ano e lavradores que d ora em rante quizerem-se afreguezar ueste estabelecimeuto, que se acha
com um completo aortimento de gneros ps mais novos que ha no macado a por serem a maior
parte delles vindoa de conta propria, est porlanto rsolvido a vende-loa por menos 10 por cento
Jo que em outra qualquer parte, aflangando a boa qualidade e acodicionamento, assim como ser-
vir os portadores menos praticoa to bem, como ae os seohorea viessem pessoalmente, para o que
nao se poupar o proprietario em prestar -(oda atteoc&o, afim de continuaren) a mandar comprar
las eocoramendas, serlos de que, toda e qualquer encommenda comprada neste estabeleeimento
aoompanhari urna conta impreasa com o mesmo titulo de armazem Progresso.
Hamelga tagUza pwfwtomeaU fio?, 1|000 ri.. Hbr,t TeDde.
se por este preco nicamente pela grande porco que tem e se for em barril.se fara abatimento
MUnteig* franceza 6W t llbrt e ,m harril, 860 m
tilla nySSOIl 0 meihor qHe ha no me^jo a j^o a libra.
9O do Wim^chegadosnaau ultimo vapora 2400.
dem rato, ^ ra# lnlero a 640 n 11bra
aem smsso a 640 rt t ibra #n por6io ge faz a btBieill0#
P reanlo de ftambre lBgU,. 700 ra., ^
Prezunto de lamego. ^ .. ultrM .mli)it9,440 llm
a mais nova que ha no mercado a 160 rs. a libra, e em arroba a ,4f500.
yrmasete. 760 ra., libxa> eB MUt a 740 rj>
Latas eom boVaxVuua de soda da aeferete ,uaUdsdea 11|W0
iLatms com peixe em postade BU1 quaIidade, 11#400.
\xeitOOaS mWltO UOV ,000 ra. o barril, a retalho a 310 rs. a garrafa.
ttoce de Vlperebe eia Iallai ^ 2 UbrM por 1#200^
i .o tintas para podim 1800 rfc a Ub[^
Banua de porco refinada. m r.. Ubra, em batr1.440
O A 1 1^ maianora do mercado a 900 ra.,a em laUaa da 21ibra por 15700#
, Primeir* vez que vieram a este mercado a 640 rs. a libra.
C nouneas e palos au0 n0TM nmmM libra>
Palitos de dente Hxadoscoin ao maM por m rg.
jocolote francez, 1|SI0O ra> a libfa dUo ^^ 800 rf
i-,]? do aa|nado Abreu a de outros muitos fabricantes de Lisboa
1000 rs. a libra.
i oo engarrotados PorU> Bordeaux% CltC(r6ll0f(# md84tei tijooo garafa.
innos en pipa de 500f ^ ^40ri a garrafa> em canada| a ^^^ 4^0,
Vinagre de Lisboa mai.,uperior a 240 rs. a garrafa.
1? t l- d VmaS acre,lUad8S marc" 5 ou". em garrafa a 500 rs.
_ para sopa a mais nova que ha no mercado a 640 ra. a libra.
Etvittias traneews 640 11(l.
MioU 4e amendoa. m ., Ubr(> m MB m .
i\ozes mu0 D(yag a I20 rt a llbfai
Gastanhaspiladasa240r8alibta;
Cav
**^ muito superior 240 re a libra, e a 7 a arroba:
\ t*PQ7
do Maranhao a 3# em arroba, e em libra a 100 rs.
Fumo americano ,-
_, -. >5 ihra, se for em por^ao se far abatimento.
|eVadin^ae Franca. 240 r... libra.
^ftgn muUo D070 a 320 rs a libra
ncinno de yab0ll a 860 rg a librt# a 10j> a arroba<
Farinna do MaranYiao
!**la!?d aisiutiaa M uw .Se.....
CU {..di";:\ SnSJ*" '"i"'' wco.tt.rt o to..it.,.l publico I..0 qowto uo-
I
Acabad
chegar
Encyclo-
pedica
Loia de Cazendas
[Ra do Crespo numero 17.1
DE
Guimarces A Villar.
Para acabar com certas fazendas ven-
demos baratissimos:
Chapelinas de seda de riquissimos gostos
a 12} cada ama.
Ditos de palha de Italia i 28}.
Gollinhas e manguitos de punbo de su-
perior qualidade a 3$.
Gassas de cores flxas e delicados padroes
a 280 rs. o covado.
Sedas, cambraias, cassas, chitas e todo
quaoto perleoce para adornos de se-
nhora por baratissimos precos.
Calcado Heli de 2 solas e aola fina.
Para homens.
Grande aortimento de roupaa feitas e
chapeos de todas as qualidades.
EAU MNEME
NATUHALLEDE VICHY.
Deposito na boticaf raneeza ra da Craz n. 22
Para bailes ou ca-
samentes*
Vendem-ae na loja do pavio rieoeortos de tar-
htana branca bordados a matiz, fazenda do ulti-
mo gosto, ditos de merino bordados com delica-
das cores : na ra da Imperatriz n. 60, loja de
Gama & Silva.
Bom e assim barato
ningaem deixa de comprar ama pasta para pa-
pel por 11000. Na loja d'aguia branca acha-se
amaporgio de beaa e prfeitaa pastas para pa-
pel com calendario perpetuo, e indico daa fealaa
muda veis, pelo que se tornam de muita ulili-
dade, e o pequeo preco de laOOO cada urna
convida a aproveitar-se da occasiao em qoe ae
eatao ellas vendando por metade do que sera-
pre custuram ; a asi ai dirijam-ae a roa do
Queimado, loja d'aguia branca n. if, qua (ser
bem aervido.
Vestidos brancos
bordados.
Anda restam alguas cortea de vestidos brancos
bordados que continuam-se a vender pelo bara-
tiaaimo preco de 5y, com 2 e 3 babados, de gra-
5 : na ra do Queimado n. 22, na bem conbeci-
- loja da boa M.
Ra do Queimado n. 10,
loja de i portas
de Vena* Jg Mala,
yendem-ae barato aa seguintes fazendas, para li-
quidar.
Corles de casemira Qnoa de cor a 3j500e 4f.
Diloa de dita ditos da cor preta a 5j> e 6j).
Ditos de brim de puro lioho a lyCOOe 2.
Panno preto, azul, verde e cor de caf, covado
aSgOQO.
Corles de superior velludo d*e cor a 4g e 51000
Manteletes de fil preto bordado a 4a.
Viaitaa de aeda a bertas a Gl a 4.
Mantas da dita ditas a fil a 4 e 5a.
Riquissimos cortea de aeda a 80, 90 a 1001.
Ditos ditos de dita a 15, 20 e 25.
Cbaleacom palma de aeda a 2a e 21500.
Cortea de cambraia bardada a 1J800.
Lencos bordados com bico, duua a 11500 a 2a
Chelea da teuquim a 15 e 30a.
Ditoa de merino bordado a 4, 5 e 61.
ChlUs Irancezas, qualidade superior, covado
a 240 ra.
Ditas inglezas, corea fizas, covado a 160 ra.
Lencos de aeda da India a la.
Gambraiaa lisas muito finas, com 8 varas a'pe-
gaa3l5O0e4a. r
Cazavequea e espiabas da fuste branco a 81 e
9000. ^
Melasde algodao cr superior fazenda a 41.
Chapeos a Garibaldi a 14 e 15.
Enfeiles e chapeos travista a 9,10 a 12a.
Herneslina, riquiasima fazenda para vestido
de saohora, covado a 400 e 500 rs.
Ambrosios, idem idem, covado a 500 ra.
Mimes do co, covado a 500 rs.
Sediohaa de quadros, covado a 700, 800,900 e
Manigitas de cambraia bordados, um 500 rs.
GotUnbaa idem. urna 320 rs.
Superior aa eaparlilhoa para aenhera a 4fl.
Brim branco de linho, vara a 700, 800 e 1.
N. 0. Biabar & G., succesaores, ra da Cruz
n. 4, tem para vender relogios para algibeira de
oaro a praU.
Carros e carrosas.
Em casa de N. O. Bieber
A G. successores ra da Cruz
numero 4
Veadem-ea carree amerteanos mu alegantaa
a levas para daa 4 pasawaa recebem-se ra-
oommoaKtaa para eujo fim ellas poaauem maa-
paa com vario* deseahoa, tambem vtadem car-
rosas para condcelo do tunear tic.
Rival
sem segundo
Na rus do Queimado a. 55. loja de miudezaa
de Jos de Azevedo Maia e Suva, tem destinado
acabar com certas e delerminadaa miudezas pelos
precos abaixo declarados, e venham logo poia
esta acabando.
Caixas com agulhaa francezae a..........
Novellosde lloba para marcar a 90 ra. e..
Ditos de linba de corea e muito grandes a
Carretel de liuha, superior qualidade a..
Linha branca do gaz a 10 rs. e...........
Dita dita,a melhor que ha, novello grande
Pares de meias de cores para meninos a
Duzia de meias cruas muio superiores
Dita de ditas ditas a....^...............
Pares de metas de cores para meninos a
Linha em cartio Pedro V a..............
Caixas com phosphoros de seguranca a
Caixas de folhaa com phosphoros (so a
csixa val 100 rs.) a........ ...........
Duzia de phosphoros dogas a..........
Frascos d'sgua de colonia superior a....
Ditos com che i ros muito finos a........
Dosis de meias muito Boas para senhora
Caixas de apparelhos para menioos a 240
_ e............
Trancas da la e delinbo sortidas a......
Sabonetes grandes e superiores a........
Groza de botoes pequeos pera calca a..
Grozade botos de lauca a..............
?aras de tramoia superior a 120 e........
Groza de peonas de ac a................
Carteiras muito superiores a............
Baralhos portugueses a..................
Tesouras muito finas para coatura a....
Ditas para unhas a 240 e..................
Baralhos para voltarete a 240 e..........
Fraseos debanha de orco a................
Frascos grandes de lavando embreada, su-
perior qualidaje a.................... 800
Frascos de oleo de babosa a 310 e...... 500
Frasees de danha muito fina a240e...... 320
Agolheiros eom agulhas a................ 80
Cestihas de Hamburgo.
S ua loja d'aguia do ouro, roa do Cabugi a.
11, qomreebeo um completo aortimento de
nudas eestinhas de todos os tamanhos proprias
para aoiaasdeaacola, assim como maiores eom
tampa proprias para compras, balaioa proprioa
p,r.wUl!MilM v>r>l>rtoa paraaqueiroa, ditos
muito bonitos para brinquedoa de menfuoo, di-
tos maracas pin tadinhos queso venden por pro-
cos mito baratas- r
120
40
40
. 30
20
60
120
MOO
2*000
160
20
160
100
240
400
500
3*000
500
40
160
120
no
160
500
500
120
400
400
320
040
ao novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na roa Nova junto a Con-
ceieo dos Milita-
res n. 47.
Um grande o variado aortimento de
roubae feitas, calcados a fazendas e todos
***** Nvendem por precos multo modi-
ficados como de seu coitume,assim como
sejam sobrecasacoa de superiores pannos
e casacos feitos peloa ltimos flgurinoa a
6*> *8*. 30* e a 35*, paletols dos mesmos
pannos preto a 16f, 18f. 20 e a 24,
ditos de casemira de edr mesclado o de
novo padroes a 14*. 16, 18*. 209 e 24,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9*, 10*. 12$ a a 14*. ditos prelos pe-
lo diminuto preco de 8*. 10*. e 12J, ditos
de sarja de seda a sobrecasacadoa a 12*,
ditoa de merino de cord&o a 12*. ditoa
de merino cbinez de apurado gosto a lo*,
ditos de alpaca preta a 7*. 8*. 9$ e a 10*.
ditos saceos pretos a 4*, ditoa de palha de
aeda fazenda muito superior a 4*500, di-
tos de brim pardo e de fusilo a 99500, 4
e a 4*500, ditoa de fustao brsnco a 4*.
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 7, 8a, 9*0 a 10, ditas
pardas a 3 e a 4, ditas de brim de cores
finasa2J500, 3, 3*500 e a 4*1, ditaa de
brim brancos finas a 4*500, 5$, 5*500 e a
6*,ditaa de brim lona a5flea 6$, colletea
de gorgurao preto e de corea a 5$ e a 61,
ditos de casemira de cor a pretos a 45500
e a 59, ditos defustio branco e de brim
a 3* e a 39500, ditos de brim lona a 4f,
ditoa de merino para luto a 4* e a 49500,
calcas de merino para luto a 48500 e a 5jj,
capas de borracha a 99. Para meninos
; de todos os tamanhos: calcas de casemira
refa e da cor a 5g, 69 e a 79, ditaa ditaa
e brim a 2j, 39 e a 39500, paletotssac-
eos de casemira pretil a 6$ e a 7, ditoa
de ora 69 ea7f, ditoa do alpaca a 39,
sobrecasacoa de panno preto al29e a
14, ditos de alpaca preta a 59, bonete
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos,
meios ricos vestidos de cambraia feitoa
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babadoa lisos a 89 e a 12$, ditos de gorgu-
rio de cor e de la a 5* e a 69, ditos do
brim a 3*, ditos de cambraia ricamente
bordadoe para baptisadoa.e muitas outraa
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanli-
dade; assim como recebe-se toda e qual-
quer enoommenda de roupaa para ae
mandar manufacturar o qua para este fim
temos om completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al-
1 raate dirigida por um hbil mestre que
xaa deZeRn,pid"0ePerfel50 nad,aei-
S.miaWttt^iMimeteMeie!
Enfeites riquissimos.
Vendem-ae ricoa enfeites de retrez, ao os me-
lhores e mais modernos que ha no mercado, pelo
barsimo preco de 8: na ra do Queimado
n. 22, na loja da boa f.
Vende-se dous pares de rodas novas para
carrocas, muito em conta: na roa Augusta n. 59.
Attenco.
Hontem pelss 5 horas da tarde, perdeu-se da
igreja do Espirito Santo at o caes do Imperador,
um masso de cartas : roga-se porlanto a pessoa
que o eebou, o obsequio de levar ou mandar
ra do Queimado n. 29, que se gratificar exi-
gindo.
Calcado
Gravatinhas deraizde
coral,
o melhor que possivei. Vende-se mui bonitas
jEK ,____ D.-io n!A.'ln l K 8rTa,lD,Das de raz de coral eom duas e tres
*0 ------ RUa Uireita ------4D to,u? '> **>* Pontaa, sendo ellas bstame
Bpridas, avfsta do que sao baratiasimaa a
Magnifico sortimento.
Semprecondescendente e prazenteiro eom 9t
freguezes que Ihe trazem dinheiro, o proprieta-
rio desto grsnde estabeleeimento continua a of-
ferecer ao publico, por precos mdicos e sempre
iDl**i?,e* "* i% 0B,ri beHo sortimento
de calcado francez, inglez e braaileiro o vejam:
Homeni.
Boneguina Victor Emmanuel. 10*000
a coaro de porco..... IO9OOO
a lordPslmerslon(bezerro 99600
> diversoa fabricantes(lualrej 99000
Jobo Russell. ..... 8oO0
Sapates Nenies (batera inleira). 59500
patenta......... 5000
sapatoa liancu (portuguezes). : 2J000
(francezea)..... 1J500
9 entrada baiza (sola o vira}. 55500
muito chique (urna aola); 3g0O0
Senhoras.
Borzeguina primor Joly]......5$500
brilhsnlina......51000
gaspa alta. ...... 59OOO
baiza......; 4*800
31,32,33,34.....49500
do corea 32,33.34. 4SOO0
aapatoa com sallo Joly)......8200
francezea fresquinhos. 29240
31,32.' 33 e 34 lustro. ... I9OOO
E um rico sortimento de couro de lustre, be-
cerro francez, marroquim, aola, vaquetas, coo-
rlnhoa, flo, laiaaa etc., por menos do que qual-
quer outro pede vender.
Em casa de Adamson, Howio & C, ra do
Trapiche Novo o. 42, vende-se :
Rolhasde cortica nissimas.
Lona o fille.
Fio de vela.
Superiores tintas de todas as cores.
Sellins, silbos, e arreioa para carro ou cabriole!
Exposico de cutilerias
finas, na ra Nova n. 20.
Ueste riquissimo estabeleeimento se encontra-
r sempre am riquissimo sortimento de cutilerias
em todo o genero que se pode imaginar, assim
como tambem um riquissimo sortimento de me-
taes finissimoa cocheados pelo verdadeiro plsk
paraaervico de almoco e jaotar, camas de ferro
para casal e solteiro, bandejas a imitacio de cha-
rio em temos e avulsos, finas e ordinarias, toda
a qualidade de louga de porcelana para cozinha:
na ra Nova o. 20, loja do Vianna.
Chapeos para senbora.
Ricos chapeos de seda e de velludo para se-
nhora, pelo baratisslmo preco de 15 e 163: na
ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
600 rs. a groza.
Aa mais superiores o afamadas pennaa de eco
denominadas laoca ; na ra do Queimado n 40.
0 e 39000: assim bom e barato s na loja
fl aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Saiasdecordao.
Superiorea saias de cordo a 39, 3*500 e 4*.
tea alcozoadas muito superiores a M ; na ra
do Queimado n. 22, loja da boa f*
Nova remessa a 3,000, na
loja do Pavao.
Acaba de ebegar orna porclo de madapola
francez enfestado com 14 jardaa que sa in c. .Tffi;."rui da Ini,,er1"2 D- W *Ja C

O torrador
Vende-se manteiga ingiera fina a 900 ra. a li-
bra, franceza a 640 is. da melhor que ha no mer-
cado, assim como se torram amitos gneros per-
tencentes a molhadoa : no largo do Terco n. 23.
50 A Ra da Cadeia do Recife 30 A.
ASJftOOe 1500.
Ricas gollinhas de fustao bordado com botoes
de diflerentes qualidades a 1$500, ditas de dito
com flores a 2g500, e maia fazendas que se vende
por preco commodo.
Aossenhores selleiros.
Oarello preto de boa qualidade a 19800 o co-
rado : na roa do Queimado n. 17, a primeira loja
paasando a botica.
. Madapolo coqueiro
a 3* a peca, com pequeo detelto : na roa do
Queimado n. 17, a primeira loja passando a bo-
tica.
Feijo de corda.
No armazem de Tasse Irm&oa 1 ra do Amo-
rim n. 35.
RuadaSenzala Novan.42
Venda-s a om casa do S. P. Jonhston 4 C.
ellinse silb5esnglezes,eandaeiro.e easti(aas
bronzaados,lonas aglazas, flo davala,chicote
paracarros, amoniaria.arraiospara carroda
am odouf cvalos ralogios da ouro paienie
nfrai.
Ciatos dourados e enfei-
les de cores.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo va-
por inglez os bonitos cintos dourados com fivelas
de novos e delicados moldea, assim como lindos
enfeites de gostos novissimoseinteiramente agra-
dareis, o como seu costume, est vendendo lu-
do mais barato do que em outra qualquer parte,
e para deaeogano dlrigirem-ae a dita loja d'a-
guia branca, raa do Queimado n. 16.
* mmmmmmmm
H Avisa-ge aos pae* de familia
% que existe na loja de Nabuco &
SC., na ra Nova n. 2, um gran- g
de sortimento de vestuarios de dj|
O diversas qualidades e de gostos
9 os mats modernos, para meni-
( nos e meninas de 2 a 6 annos, ^
quesevendem por precos com- A
H modos. sjm
MKI
Vende-se um grande aillo na estrada do
Arraial, com baatantes arroredos de fructos,
caae de vivenda, eom cacimba do pedra eom boa
2ua de haber : a fallar no meamo sitio com Jo-
Marques, confrente ao sitio ios Buritis.
W
Nova pechincha a 400 rs.
o covado.
?eada-Mliaziabaaenfeatadaa ao gosto chi-
nes as maia modernas que tem viudo pelo di mi-
nato preco de 400 re. o covado: a ra da Im-
peratrli a. 60, leja do Gama & Silva.
A 19600.
Um resta do lata* do mermelada de Lisboa a
do Rio Grande do Sul, de 1 112 liara a Sf cada
lala: aa praca dalodepaadeacia n,,
com necessarios para costura
Acaba de chegar para a loja d'aguia branca mui
lindascaixinhaa matizadas,com espelho, tesoura,
caivete,agulheta, agolheiro, dedal e pooteiro,
tudo praliado e de apurado gosto, emflm urna
caizioha excellentepara um presente, e mesmo
para qualqoer senhora a possuir, e vendem-se a
109 o 129 : na loa d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos fiolssimos de linho propros
para os tabaquistas por serem de cores escurase
fizas, pelobsratissimo preco de 69 a duzia ; na
ra do Queimado o. 22, na bem conhecida loja da
boa f.
Lencos de cam-
braia com padroes de se-
da a 2$500 a pega.
Na loja d'aguia branca tambem se vende mui
bonitos e finos lencos de cambraia imitando seda,
issoaelo baratissimo preco de 29500 a peca de 8
10 lencoa. E' esu urna das pechinchas que custa ),, de cima
apparecer, e quando assim approveitar-se da
occasiao, porque elles servem taoto psra algibei-
ra como para meninos, e quem os vir na loja
d'aguia branca, na ra do Queimado n. 16, lera
vontade de comprar mais de urna pec bondade delles.

Nova california
5 de
Fazendas baratas. 2
Na roa da Imperatriz 48, juta aj
* padaria franceza.
2 Cortes de cambraia branca com bebadi- 9
2 bos 49 e 49500 superior 59, cambraia Ii-
S k Mw 5*' e ^ nco> 'nfeiles para se- #
' nbora 6e6SSO0, sintos os mais delicadas
l para senhora 29500. 39, ehapelina para eri-
anC. gosto ingle. 3,500.4, para baplUa.o
39, cortea de vealide de seda Eacosaexa da
8m bonitos gosto 129 estao se acabando, ri-
cos lencos de Ubyrintbo 19.11200. chapeo
rte sol para senhora de bonitas cores liaos
59, cabo de marfim 59500, cortea de cam-
braia brancos com flor de seda 59 a^.
do francez 200 rea o covado. completos
sorlimeotos de baldes de arcos 39 sorti-
nnnnl0ie mei" p^, n,eD0 "taa
200 e 240 ris o par. chales de larlsuaa
de cores a 640 ris. lencos branco com bor-
ras 160 ris chitas inglezas a 180 e 200 rs
dita franceza a 240 e 280 rs. o cavado
pegas de cambraia de forro eom 9 varas
29 : junto a padaria franceza n. 48.
i
5
9
i
9
Escravos fgidos.
[Fazendas e ron-j
pas feitas baratas.
NA LOJA DE
F JUSiaflSS
PORTO
[48- Ra da Imperatriz48]
Junto a padaria franceza.
Acaba de chegar a este estabeleei-
mento am completo e variado sortimento
de roupaa de diversas qualidades como
sejam : grande sortimento do paletols
de alpaca preta e do corea a 39 e 3#50O,
ditoa forrados a 49 e 49500, ditoa france-
zea fazenda de 109 a 69500, ditoa de me-
rino preto a 6*9, ditoa de brim pardo a
3f800 a 49. ditos de brim de cor a 89500,
ditoa de ganga de edr a 39500, ditoa da
alpaca de la amarella a imitaco de pa-
lha de seda a 39500 e 49. ditos de meia
caaemira a 49500, 5$ e 59500, ditos da
casemira saceos a 13|, ditos sobrecasacoa
a 159, ditos do panno preto fino a 209,
21,289. ditos brancos de bramante a
9500 e 49, caigas de brim de cor a 11800,
1500, 39, ditas brancas a 39 e 49500, di-
taa da meia caaemira a 39500, ditas de
casemira a 69500, 71500 e 99, ditaa pre-
tas a 41500. 79500, 99 e 109, colletes de
ganga franceza a I96OO, ditos de fustao
|800. ditos brancos a 2J800 e 39, ditos
de setim preto a 39500 e 49500, ditoa de
gorgurao de aeda a 49500 a 59, ditoa de
casemirs preta e de corea a 49500 o 59
ditos de velludo a 79,81 e 99.
Completo aortimento de roupa para
meainos como sejam calcas, colletes, pa-
letots, camisas a I98OO a 29. ditas de fustao
a29500, chapeos francezea para cabera
, fazenda superior a 89800. 88500 e 168.
ditos de sol a 8f o 68500, ditos para
nhora a 41500 o 59.
Tachas e moendas
Braga Filhe C. tem sompre no seu depo-
sito da ra da Moada n 3 k, um grande sor-
manto 8a tachas e moasdas pira engunho da
muito acreditado fabricante Edwin Mawatra-
mr 00 meimo da potito ou na ra do Tnpkbe
o. I.
Fugio no 1 do correte, do engeako Alto.
freguezia d Agua Preta, o escravo Miguel, aaco
Aogola, porm bastante ladino, alto, aeceo edr
preta, rosto comprido. falta de dente na frsate de
lado superior, pernas finas, pea compridoe e sec-
eos, pouco barbado, idade 32 annos pooco maia
ou menos, tendo um pequeo principio de car-
pira e tambem trabalha de bsnqueiro emcaaade
caldeira, e levoo urna eni e compaseo ruga-
se as autoridades policiaca e capiliea de campo
qne o pegarem levarem-00 ao mesmo en reas
ou 00 Recife na ra do Livramento em casa dea
Srs. Corris & Irmaos o.20, que serio geaerosi-
mente recompensados.
Eogeoho Alto, 4 de setembro do 1881.
Escravo fgido.
Desappareeea no dia 13 do corrate, da raa
do Livramento, om mulatioho da neme Jacta-
tho. com os signaos segaintes: idada 1 annos
pouco maia ou menos, bem parecido, fallante o
biataote esperto, cabello meto corradio, lavo ba
pouco lempo boubas as persas e aa, da am
ainda tem aignaea; tem no caleasmar da um
dos ps um especie de tnmor, do qoe mts ja bastante, qaeiza-se que i noite nao eaarga
levou vestido duas camisas do medeaolaa dkaa
calcas, urna de azulao e outra da ristasuana aa
cabeca um bonet do caraca, sopapa aa aaa "te-
nha sabido dessa cidade ua comasaaia de aljruaa
maloto, por ler vindo para vrader-ae. a ataar
qua s quera ir para casa do aaa acabar, ade
tem pai e mi: roga-se a todas aa aatawidaaua
policiaes e capitaes de campo, bem cama a te-
das aa pessoss em eral, qae kajam 4 capta-
ra-lo e levarem-no a sea saakor Caetaaa late
de Almeida, morador no engeaho Irlr laawaaa.
termo da Escada, ou nesta praca, aa raa do Li-
vramento, a Correa & lrmaee, que aari rusa
pensado.
Recife 23 de setembro de 1881.
Fugio do abaixo assignado ao dia de se-
tembro correte a negra Doaiegaa, da aaeeaCaa-
sange, baiza, gorda, peilula. tem aa aasmal aa
beico de cima. levoo asia prate de
j velha, chalea de riscado do edr 1
tambem velho, ter 28 a 30 aaaaa da
comprada a Araenio Antonio Caraasro
da, o foi vista no mesmo dia aa Caiaati. aasT
onde est morando o aaa ex-aeaaar, o
ter ido para o eogenho Bram 00
he tambem propriedade do asesan
consta ler andado na Moateiro: aea-a a %*i*s
as autoridades policiaca e capitaes de campa aaa
a peguem e tragam-na ao Rf elle, ra da rasara
Florianno o. 56 ao Sr. Bernardino e Seaa Pr-
reira Leile, que pagar bem a quem a tr*acar.
Ausentou-ae no dia 15 da corrate aaeag*-
nbo Jacir, freguezia de Seriaaaem, o escravo
de oome Cidraque, pertearente aa kV. Pna-ssra
de Caldas Lins, o qual tem oo m gata tas saaaara *
alto, cabra fechado, corpa regalar, ataaa vives
tem pelo rosto algumaa^maacaaa ta aaaaa e ca-
l um pooco amarello por ler acdlrlda da aVi*-s.
Cooduzio comaigo om surrio da paite da caraas-
ro, no qual levou urna manta o camisa da tata
azul, bem como mais algama reaaa da aeaadae
da mesma edr. Presme-se cae cata aocina ta-
nha seguido para o Recife : raaa-aa. pailnii. aa
autoridades ou pescte particateres a rsalis"
meamo escravo, pelo que serie laccaanmsadacL
podendo leva-lo ao referido casamata Jasara, ca
00 Recife i toa estrella da asarte a. 9.
Fugio no dia 10 do setembro da carrate
anno, o escravo do abeiio asaagaada, da aocaa
Marcolino, tem oa aigaaea aegaiatea: cabra
idade de 29 annoa, altara regular, am cala
cheio do corpo, aem defeito algasa, tem Uaaa-
Ihado na alfandega ao Sr. Arceaic. A
que o encontrar pode o levar aa eaaisa
do qoe gratificar, O meamo abaixo
procedei contra qualqoer peaeoe qoe por vasa
tura o tenha occalto.
Domingos Caldea Prea Ferreua.
Desappareceu ao dia 13 da carralo, da sa-
li de S. Jos do Maoguiaao, a cacravo asteis,
maior de 50 annoa, da amo Jaacjaim. com aa
signaea seguintea: cabellas braacaa, alia, ateca
do corpo, o esa alpargatas ; cata isaiaso tea pro-
priedade do Sr. Manoel Jos Pereira PacWco, m
Aracaty,d'aada vela para aaai fagida: saaja-aa
a todas as autoridades policiaca o acjaasaojaaa
que o encontr, de o* capturar o eatreaa-U na
itio acimacitade, oc aa raa Ja Traasca a. 15
a Jos Teixoira Basto.
Escravos fgidos,
Fugiram jantes, na dia 18 4a
voa Pedro o Jocaaa, teada
seguintes : crenla, da idade da _
mais ou manos, cae peate, catatara asta.' corpa
secco, rosto comprido, deatea limados, tem a de-
do mnimo do ama da- "
lho que levou sobre ai
trouu do roupa, eonteada am
de fraojaa o bordada* braacaa, am Iraca te
um cobertor nave, daaa vestidos da cante 1
asadoa, o am novo car da raa
de algodiomnho a madapoUa, 1
escravo eom na fagic, da
branca, da idade da 35 aaaaa,
manca, estatura mata e.ae recalar.
e bracos seceos, cabeca rada
eabeilea corridoa, am acamo Barbada a <
godee, aada apreaaado a iacmaa a
trente, bem ladiao a fallaate da 1
levou calca o camisa
chapeo de Mitra. Peram
dtaa noa arrabateaa dasda ddade da Recite.
poe-as terem aaeaida fara Caraare. a*a
Jaanna eacrava da Sr. Caateaa Jccd. aa a
corto Urem asfalta
em direcclo ao Rio da'Peixc, P<
Soasa, por aar o re aari te Padre
aaa lugares aoada tal cacrave
ridadea polidscs o capitlcada
Silva, qae acrfto aaa
1 acidada, tanto pelo
doaaeraro.


(8)
.
MARIO DI riBIAMBDOO. m. QTJaRTA RkJRA 15 DE SETRMBRO DI 1861;
Litteratura.
lm amor na Laponia.
A' Sru. cokoessa Laura Sweykowsk*. '
(Co*linuaco do n. 219.)
O quene, entrando era casa, achoujsut peq
aa lapona sentada juato di jauella o W
quinho de p ello sobro" os joei
cabera n.is tunos, ssnMciosa e feroz.
A' alguma distancia d-lla a velha uiulher,
cuj guarda allilude de defensiva rabujent* ira que o
cao prudente conservase distante do gerifalte fe
riJo, cujo bico e garra cite acaba de experi-
mentar.
Miguel parou nn) momento porta, cont-'m-
aiando cotn nma alinelo desconfiada as duas
l>oraonagens inimigas. Sem, duvida, elle conhe-
cia de looga data a dse de benevolencia de que
a velha era capaz; porque, sem ter ao menos in-
terrogado a doncella, bastou-lhe ter langsdo um
elhar sobre a attitude das duas personageos para
aquilatar assaz exactamente a scena, que acabara
e passar-se entre ellas.
Vamos, Kafig, nao atormentes esta menina '.
bem sei que gostas de ordinario de arrancar as
xnais bellas peonas aos lindos passaros ; mas pre -
vioo-te, miuha velha fada, que esta pequea nao
i urna victima que eu te trago, e entendo que a
do ves tratar com dogura e anonade.
Ninguem sabe o que faga par te agradar I
diz Kflg com um toro de mo humor e enco-
Ihendo os hombros ; gritas seoipre e creio agora
que impossivel con tentar-te.
Ha, entretanto, alguem quem seria isto
muito fcil, murmuro Miguel meia voz, lan-
a ndj osolhos para o lado do orra, sempre im-
movel no profundo vo da janella, e cuja attitude
altiva e immobilidade de estatua pareciam cn-
nunciar urna irresolugao fmplacarel. Ella pare-
ca profundamente iodifferente tudo quanto se
passava em torno de si, e ouvira o dialogo de
Miguel e Kafig, como se se tratasse de urna outra
pessoa que nao ella.
A' um sigoal assaz imperioso, que llie fez seu
jenhor, c velha mulher deixou a sala, e desap-
pareceu por urna especie de buraco, praticado na
s urna moca de saneo e que se le pode fallar
discreta meo le. E's capas de tomar urna resolu-
to e de nao dobrares. Escuta pois minhas pa-
^M, e principalmente fies persuadida que el-
las sao a pura verdade e que deveris d'ora em
diaole conformar com ellas tu a vida I
Miguel sem duvida nunca linha feito um dis-
curso to longo ; asaim, em sus ingenua admi-
|rac5o, Julgou elle proposito parar nao s pra
tomar folego, seno tambera para dar Norra
lempo de reflectir sobre sua eloquencia e bem
compreheole-la.
A'doazelle conserrara-se de tal modo iropsssi-
rel, que poder-se-hia acreditar que ella nao li-
nha compreheudido e que era alguma outra que
elle se diriga.
fcl'e deu anda dous passos"para junio della e
com urna voz mais baixa e tilvez mais accen-
tuada :
Estamos aqui no Ora do mundo,diz elle ;
este canto de trra meu ; inaccessivel to-
dos e minguem entra em meu gaard sem minha
permissao. Decid que d'aqui nao sahnas.
Ento Norra,anda que assaz grande fosse a fir-
meza e deciso de seu carcter, nio pode deixar
de experimentar um verdadeiro sentimeoto da
medo.
Um fri corrou-lhe por todo o corpo e tgttou-
ihe as mos convulsivamente ; ella empallideceu;
seus labios tremeram, porem nao levantou os
olhos, e cujo olbar expressao Miguel espiava com
urna especie de inquietacau ; e ella guardou sem-
pre este silencio, que lendo primeiro espantado
o roubador,acabava por irrita-lo um pouco.
Nio,continoou elle, anda mais perto del-
la,nao sahirs mais d'aqui ; estes lugares, que
sao meu dominio, loruar-se-ho, podes es-
colher,ou teu reino ou tu prisao.
Nao s pois um christio ? pergunlou
Norra.
O quene desatot em risadas.
E's pois ura scelerado, contiouou a don-
zella,-4um ladro de mulheres ?
E deu um passo para elle, e olhou-o com seus
olhos scintillantes.
Ests em meu poder,rejorqoio o gigante,
e tuas injurias nao me poderiam ferir ; podes
m'as prodigalisar vootade, sa que ellas te al-
imaa : felgsrei multo com isso, porque te fa-
parede entre dona troucos d'arvore, cobertos porrera bem sem me fazerem mal.
Norra compreh*ndeu que elle fallara a rerds-
de, e como nao quiria dar-lhe o espelaculo de
sua colera impotente, calou-se.
Nao vejo,retorquio o quene, o que tan-
to tees a chorar l em baixo I Tiro-te de urna
misoravel cabana para dar-le urna das mais lin-
um pedazo de panno guisa de porteira.
Quando o gigante viu-se snnho com Norra,
tomou de repente um semblante quasi embara-
ce Jo. Era agora fcil de ver que elle represen-
tava um papel,e que este papel nio era positi-
vamente de seu emprego.
Foi, pois.com passos lentos, e nao sei com que! das cesas" da Noruega eras pobre, faco-te rica ,
de circunspecto no an Jar, que elle aproximou-se vivas com os lapoes. vivirs com os queoes.
a J0!re(? laPD- Pronunciando estas ultimas palavras, a voz do
- Vejamos Norra. diz elle estendendo-lhe sua gigante tomou urna expressao de emphaje natu-
longa mao. queres tu fazer as pazes ? Na verde- r,i que provava assaz em que cuota tioha elle sua
de, sioto ver-te zangada e desejra que fossemos raga, e os sentimentos de orgutho, que exper-
amigos. mentava sua arvore genealgica.
Sua mao estirada procurava sempre a da don- I Sem duvida Norra nao partilhava suas ideas e
sella ; mas Norra conservava sempre os brames sentimenlos tal respeito, porque encolheu
alUyaraente cruzados sobre o peilo e nao pareca hombros e respondeu assaz altivamente
aisposta a responder as perguntas do quene, que:
os
Esses lapoes, que
pareca resignado a empregar para com sua cap- | hnralos e bons
pareces desdeohar, sao
, sao meus paes e meus ir mos;
tita me.os nicamente de dogura. tu, malvado, tu. que foste minha tenda como
pois a guerra? -contiouou elle ;Um ladrio, de noito. com leus miseraveis com-
plices, tu s meu roubador e meu algoz___
aproximando se della, ao passo que a donzella
agarrada, por assim dizer, ao vo da janella e
quasi apoiada ao muro, nao poda mais fugir.
O silencio de Norra era to desdenhoso e tal -
vez sua allilude porque ella dissimulava hbil-
mente seu temor mais altiva ainda e mais so-
berba do que o gigante, cujo accentosupplicava,
continuou :
Ao menos falla-me I O que queres? pe-
de-me o que quizeres, eu t'o concederei.
. Pois bem leva-me casa de meu pae.
E' s o que nao posso fazer.
EutSo vae-te e doixa-me.
Havia urna tal resolucao, urna tal energa na
voz, no gesto, na expressao do rosto de Norra,
que Miguel comprehendeu desde logo com que
estranha natureza linha elle de haver-se. Elle
enconlrava de ordinario entre a gente de sua tri-
bu pequeas coragens em grandes corpos : desia
vez, polo contrario, encontrara em um pequeo
eorpo urna grande coragem.
Este contraste nao o admirara somente, agrada-
va-lhe tambem, e o prestigio que j tantas vezes
douzella eercra em torno de si, pareca de-
""ufi* i6-""88- l0.P"a COm eUe-
Miguel uao se irntou, pois, como poder-se-hia ti0 poderosa energa, qu
cre-Io ; pelo contrario, admirou essa resistencia 0 carcter da donzella-
quasi heroica, que elle poderia, ao menos assim poder sustentar
u pensava, esmagar com um gesto,com urna pa-
tarra.
Esse Miguel, apesar de seus modos de obrar as-
saz scelerados, nao era todava como mullos de
seus companheiros, urna alma vil e inteiramente
perdida. Elle eslava em guerra aberta com os
lapoes ; portento, julgava-se com odireito de fa-
zer-lhes prisiooeiros ; mas, despeito de sua
voz rude e suas sobrancelhas encrespadas, por
cusa neohuma no mundo teria elle permillido
que arrancassem um cabello da cabera de Norra ;
ama va a energa por toda a parle onde a encon-
lrava e na donzella mais que em quslquer lugar.
Seus senlimentos pela joven prisionetra agita-
ram-se-lhe tumultuosamente no corarjao, e elle
ver-se-hia assaz embarazado para explicar o que
experimentava por ella. A gentileza, a graca pi-
cante de Norra obravam por ventura cora urna
forca tanto maior, quanto ella estava melhor en-
cuberta sob essa natureza servagem, que sempre
iioha vivido com seres vulgares e grosseiros ? de p desde a vespera noite
E' o que talvez seria dilicil decidir.
Como quer que fosse. elle se senta desarma-
do ; com toda aua forgs trema diante dessa fra-
sjueza ; bastar-lho-hia fechar a mao para ani-
quila-la ; emquanto ella estava ahi peranle elle
audaciosa, quasi ameagadora, parecia-lhe que
lie tinha medo della. Bem va elle que inspira-
va Norra urna especie de aotipathia, e era infe-
liz por isso; julgara-a teimosa e dizia comsigo
que talvez nao chegasse venc-la; e por isso
experimentava urna especie de despeito tanto
mais insupportavel, quaoto nao lhe era possivel
allivia-lo pela colera.
Temeu redobrar a irritacao da donzella appro-
ximando-se della ; e por isso recuou era vez de
a vanear. Sentou-se alguma distancia, resolv-
4o a recorrer de enlo em diante nicamente
persuaso e dogura ; por cooseguiote quiz sem
mais demora enlabolar com ella as negociares
diplomticas. Mas nem sempre a fineza se allia
i forca, e esses beroes do campo de batalha sao
laras vezes dexlros plenipotenciarios.
Miguel devia em breve dar disso urna prova
cruel.
Queloucuralexclamou o quene interrom-
peodo-a, roas desta vez com alguma violencia;
desde que tua tribu infiel est no paiz, ella nao
lem cessado de commetter crimes de toda a espe-
cie; teu primo, irmao ou amante.Nepto, como
julgo que o chamam, alira sobre nos como sobre
lobos ferozes : tres homens dos nossos ji cahiram
aos golpes dos vossos ; vos plhae?, extorquis, as-
solaes por toda a parteoode quer que vos acheis...
Tinhamos o direito de tos vingar, e nao fazemos
mais do que defender-nos. Quando enlrei em tua
tenda, nada teria me impedido da immolar teu
av.... e elle vive anda ; os'meus companhei-
ros queriam matar-te.... eu te salvei.
E' oecessario talvez agradecer-te Idiz Nor-
ra com urna irona amarga : previno-te que tetei
alguma difficuldade em decidir-me & tal.
Podes oo agradecer-me; mas ao menos
procura obedecer-me.
" E o qe ordenas ?
Mais tarde o sabers,diz Miguel que jul-
gava sem duvida que pela primeira vez levara
as eousas assaz longe.
_ Via as feigdes de Norra urna tal decisSo e urna
e nao se engaara sobre
estava agora certo de nao
a posico da alta luta, e tema,
patenteando-lhe repentinamente seus projectos,
nao fazer mais do que irrita-la mais ainda contra
elle o tornar a realisaco. delles mais diffiril
Tu s urna loucazinha 1diz ello sorrindo, e
com urna voz j ameigada ; mas nao importa I
faze o que quizeres ; tua vootade tu me agra-
das assim. nicamente, lindo passaro, intil
desprender tuas azas, porque ests na gaiola, e
previno-le que a porta est fechada."
E como se tivesse achado seu gracejo do me-
lhor gosto, poz-se a rir.com esse riso estupido da
tolice, que Norra nao senta, o menos que
possivel, desejos de fazer echo: Ella nao pode
deixar de encara-lo cora um ar de ingenua admi-
racio. como se perguntasse si raesraa o que
quera elle dizer, e na venfade ella nao compre-
hendia ainda seus designios.
Miguel, quem as preoecupacoes que lhedava
Norra nao faziam sera duvida esquecer os cuida-
dos de ura outro genero, lembrou-se que estava
que o sol eleva-
va-se sempre no cu e que elle ainda nao tinha
almorzado ; chamou Hafig, e a velha, sem duvida
bem par dos hbitos de seu senhor, entro lo-
go, trazendo um pratocoberto de carnes queotes,
de um cheiro appetitoso, que ella poz em urna
mesa junto da chamin, com um cntaro de cer-
veja e urna garrafa de agurdente recentemente
comprada bordo de um brigue russo, que anco-
rara nao longe d'ahi.
Hafig, que encarava sempre Norra com esse
olhar, que os poetas clsssicos dio inveja, po-
zera um talher apenas.
Miguel approximou-se da mesa sem fazer ob-
servado alguma.
As grandes commocoos nio fazem perdBr o ap-
petite mocidade; dir-se-hia antes que o exci-
tan).
A' despeito de suas inquietacoes, de suis tris-
tezas, e abalos multiplicados, que sofficra desde
a vespera, nossa pequea herona morria de fome.
Isto nao urna figura de rhetorica, mas urna
exactissima e mui prosaica realidade. Nada mais
Ora bem I facemos as pazca?
As pazes I assigna-las-hei comligo sob a
tenda de meu av,respondeu Norra sem pare-
cer notar seu gesto.
A fronte do quene sombreou-se ; elle retiran a
mao que offerecera e que Norra nio tomava ; col-
locou o* coioveos sobre a mesa como um ho-
rnera que quer ter todas as suas commodidades,
para enlregar-se i urna oceupacio, que deve du-
rar muito lempo ; e poz-se a contempla-la.
A impaciente vivacidade da donzella contras-
lava assaz singularmente com a calma e a fleug-
ma de seu tirano. Ella levantou-se logo, e co-
meQou a passeiar pela sala, langando de lempos
i lempos olhos inquietos sobre as portas e ja-
cellas.
Oh I tudo est slidamente fechado 1 diz
Miguel, que voltaodo lentamente a cabeca, a-
companhava com o olhar lodos os seus movi-
mentos.
E fallara a verdade : Eyslein-Gaard era de
tendido como urna cidadella.
Nao ests presa nesta sala. Si queres sa-
bir I diz o gigante pegando na mo da don-
zella e conduzindo-a como o feria com um me-
nino.
Depois abri a porta, cujo ferrolho, para seu
use pessoal, estava enllocado to alto, que Norra,
ainda mesmolerantando-ae as ponas dos pea,
nao poderia toca-lo ; conduzio-a depois espe-
cie de vergel, que cercara a casa, tendo o cui-
dado de mostrar-lhe que o pequeo lago semi-
circular, que vioha terminar por cada extremi-
dade em urna linha de rochodos pique, verda-
deramente insuperaveis, era um obstculo assaz
serio entre ella e a liberdade.
A berca que Ircuxera Norra eseus companhei-
ros porta do gaard, eslava slidamente amar-
rada urna estaca, e retirada na praia por urna
arga, na qual sua cideia era presa por um gros-
so cadeiado.
Norra sem dizer urna palma* observara Indo
isto com o olhar serio e refWtido docaptiro, que
inspecciona sua prisao... E que captivo nao co-
meQ* por meditar a eraso?
O quene, quam esta lnresligaco nio podia
escapar, eocolheu altiramente os hombros, duen-
do pobre moca;
Oh I bem le havia eu previnido : d'aqui bao
sahirs.
A' meos que nao me nascam azas I diz
Norra que estava bastante convencida da verdade
do que elle dizia ; mas cuja coragem natural e
vivo humor inspiravam-lhe urna especie de pon-
to de capricho em contraria-lo al o fin.
Eoto, lem paciencia at l, diz o quene
com grossas risadas, cujos ecos os rochados ale-
gremente Ibe reenvirara.
E como para melhor- provar a sua captiva que
nada tinha a temer deixando-a s, entrou em
cass.
Norra rodeou o pequeo recinto.
Nao era um jardim inglez; a natureza incum-
bira-se de todos os trabalhos, e nenhura dese-
nhador linha-lhe levantado o plano ; talvez que
por isso fosse mais encantador, admirarelmente
cortado d'aguas, ornado de verduras, arrores e
rochedos ; o terreno ondulara com os mais fie -
xireis morimeotos e com as linhas as mais har-
moniosas. Era um paraso, do qual tinham feilo
urna prisao.
Duis lindas renas e urna pequea races que
pastaran) solas, approximram-se da passeiante
e comeram em sua mi a herra, que ella lhe es-
lendeu. Pareca essa alma meiga e terna, que
tinha necessidade de amar, que ella se prenda
j aos companheiros de seus enfados.
Ella foi seotar-se na exlremidade do pequeo
lago, em um rochedo coberto de musgo, e, olhau-
do para a agua que trema seus pea, abando-
nara-se a tristes pensamentos. Repassara em
sua lembranc,a os diversas acoolecimenios, que
alguns mezes tioha'm iraustornado sua vida ; via
Henrick chegando ao acampamento da tribu dos
Kilpis ; recoroViva-se da impressao estranha, que
lhe causara sua primeira vista ; lembrara-se das
boas maoeiras do mancebo ; lembrara-se tam-
bem de seu coracao, que corra para elle prin-
cipio insensivelmente, depois rpido, e finalmen-
te eolregando-se inteiramente esse lindo des-
denhoso, que nao o quera... Era em um recinto
de rochedos, semelhaote este... dir-se-hia que
a meama cscala cahia dos eumes com a mesma
espuma eo mesmo murmurio... e elle lhe per-
gunlra se ella quera desposar Nepto : o in-
grato nem mesmo .sabia que era amado I...
era de mlster para sustenta-la do que sua incri-
i re forrea d'alma e sua omnipotente energia mo-
Pela primeira rez em sua rida, elle notou que ral; mas suas pernss comecaram a fraquear e
nao era taires um grande leltrado ; darif mela-; urna livija pallidez invadia-lhe as faces e os la-
cle de seu vigor para ter um pouco de espirito ; bios descoredos.
e disse consigo que era bem infeliz quem nio! A vista dos alimentos deu alguma cousa de
poda com seu dioheiro apprender durante urna mais urgente ainda o de mais violento essa seo-
noite a fallar como o ministro, que vioha de tem- sacio intensa, que ella jamis coohecra.
pos lempos pregar o Evangelho na margem do Miguel, que a observava, sem piedade por essa
lago quando fszia bom tempo e em Eystein-Gaard tortura, sentou-se mesa sem lhe offerecer nada
quando chuvia. Da ultima vez o dito ministro
nao tioha fallado menos de urna hora sem tomar
folego I
Por urna tal facilidade e urna to maravilbo-
sa eloquencia, Miguel cedera o mais famoso de
suas facanhas,sua grande victoria sobre os ma-
j'mh&iros russos, dos qoaea elle s tinha abatido
urna meta duzia, sem outras armas que nao seus
lemiveis punhos.
Mas, nesse momento, nio valiam punhos. Era
com mel e nao com vinagre que coovioha apa-
shar essa fioa mosca de azas brilhaoles.
Vamos 1 pede-mequalquer outra cousa 1
diz elle donzella, penaa sentou-se longe del-
la, e desta rez muito longe, para que ella io
podesse experimentar algum medo.
E' a nica que eu quera de ti Irespon-
deu Norra com altivez egual vez primeira.
A conversa parou de novo ; o quene procurou
em teu espesso cerebro urna nova materias mais
opporiuna e mais favorarel; mais julgou nao
te-la encontrado, porque foi com urna roz assaz
embancada que elle disse sua captiva ;
Tu bem aabes, Norrasinha, que aqui s se-
nhora absoluta.
S quero ser aenhora de ir-me embora.
Vejo que harer alguma difficuldade em
sos emndetenos,diz o quene paseando a larga
mi pelo rosto ; mas pouco importa, e deixarei
correr o tempo.
O lempo nada far,responden Norra.
E a clareza de suas patarras e a firmeza de sua
roz indicavam assaz que ponto era determina-
da e ioabalarel sua reaolacao.
Veremos, minha bella t
Miguel levantou-ae, e coa as mos por detraz
das costas comecou a andar largos passos ao
comprido da grande sala, onde se achara, e cujo
soelho de pinho gema sob seus pacaos.
Depois de trez ou quatro rollarn um andar, ia
que se acelerando sem cessar.elle parou de repen-
te diante da donzella e olhando-a fixamente.
___ M/taa* *1I_ .ti .1 ____. *
Norra,diz elle, ainda que lapona, sei que dizendo :
ecomeuglulonamente diante da fome della.
O instioclo da natureza, qne se faz ouvir s re-
zos, principalmente na mocidade, com urna irre-
sistivel violencia, impellia a pobre faminla para
essa mesa appetilosa ; um moriraento mais forte
que sua vootade lhe fez estender a mi.... Foi
apenas urna rpida e passageira fraqueza ; a ron-
tade readqueriu emfim seu imperio, e trium-
phou.
Norra suffocou a roz da natureza. fez calar o
grito de.suas entranhas e roltou bruscamente pa-
ra a janella. Ella tinha vencido o desejo. tinha
vencido a necessidade, linha vencido a fome.
XXVI
O gigante, testemunha desta luta, to ralente-
mente sustentada, esperiraentou pela donzella
umi especie deadmlracio, tal ao menos como el-
le era capaz de sent-la.
Mi Idiz elle, qne seria antes capaz de
deixar-se morrer do que de estender a mi.
A' um inimigo? sim, sem durida,diz Nor-
ra chamando em seu soccorro tudo que lhe res-
tara de torcas.
Sem chamar Hafig, cuja rista elle sabia que
era odiosa i pequea lapona, Miguel foi ao ar-
mario, lirou um grande copo allemio, ornado de
dirisas e figuras pintadas, urna larga toalha de
flores, urna faca, um gsrfo e urna colher, cujos
cabos eram de chifre de renna, e poz tudo com
muita symetria diaole de seu proprio lugar.
Depois reio ter com Norra, e carregaodo-a co-
mo ama peona, e com ella o bsnquinho, senlou-
se mesa.
A pobre moca deixou-se carregar, e o gigante
serriu-s com o cuidado minucioso e a compla-
cencia altenciosa de um pretendente impaciente,
que janta pela rez primeira frente frente com
eua bella.
Emquanto ella comia, elle tere a discripcio de
nio lhe dirigir nem urna palavra, e coolenfou-se
de olha-la muito.
Mas quando acabou, elle estendeu-lhe a mi
Depois, occorria-lhe tambem a scena despeda-
cadora dos aduzes, e a solido profunda, desola-
da, que se linha seguido sua partida... ella o
enconlrava na Noruegs na fralde do pequeo
bosque de pioheiros, com sus bella Edwioa. Oh I
como ao primeiro laucar d'olhos ella compre-
hendera que era aquella quem elle devia amar I
Recordava aioda esses das lo amargos e tao
doloroso na grande sala de Harald-Geard, sem-
pre junio delles com o olho impassivel, com o
corac.au desolado, muda testemunha de sua
bella e reciproca ternura : assistia aioda essa
potica e tocante ceremonia das bodas... senta
anda nos labios a impresaio do beijo, que dera
as candidas mos da noiva... Gomprehendendo
emflra as maguas de sua alma, Henrick empal-
iidecera ven lo-a approxijiar-se delles... ella via
anda sua pallidez I...
Depois comecava de aovo sua carreira Iouca
pela planicie coberta de nev, esclarecida peloa
siugulares clares da aurora boreal...
Mas essas recordacoes parociam parar ahi: ella
julgava nio ter rirido mais!... Desde esse mo-
mento tudo nella tornara-se confuso, obscuro,
incerlo, e aparecia-lhe que ella corra atraz de
seus pensamentos sem poder apanha-toa, reuni-
tos, coordenal-os.
Norra estar mergulhada nessa desordem,
nesse cabos, em que tentara inulilmento reco-
nhecer-se, quando urna mo pesada, discantan-
do sobre seu hombro, e urna roz rude, reliniado
a seus ouvdos, viera m chama-la a realidade
presente, adrertindo-a ao mesmo tempo que nem
mais linha a liberdade de entregar-se s suas
queridas scismas.
A mi a aacodia rudemeote, e a roz imperiosa
e busca lhe dizia :
Queres tu passar o dia a mirar-te no lago,
paga maldita ? E' bastante que en seja obrigada
a guardar-te em casa, sem rer-me toreada ainda
a seguir-le sobre estes rochedos, onde urna christ
nao pode areoturar-se sem se arriscar cem rezes
a cahir.
Quem te obriga a rir ? diz Norra sem
roltar-se par Hafig, cuja roz j ella tinha reco-
nhecido.
Aquella que aqui manda, respondeu a
megera, e que teu senhor e meu.
Nao tinha senhor respondeu altiramen-
te a filha dos Kilpis.
Conrea entretanto que obedezas, res-
muogou a velha, empurrando diente de si a
pequea lapona; ramos, andemos, e de pressa
para o gaard I
Esta mulher era to mi, tinha um semblante
lio feroz, qne Miguel em comparacio pareca o
melhor dos homens. Assim, entrando na sala
Norra nao pode deixar de procura-lo com o olhar
e seniiuqussi nao acha-lo.
Ella nao o riu ainda no dia seguinte, nem nos
dous das posteriores. Sempre em presenga da
horrirel velha, caja mais chara felicidade era
persegui-la, Norra cahiu em brere em um im-
menso enfado ; nada sabia dossegredos do ho-
rnero, en cujo poder os acontecimeotos haviam-a
collocado ; via perfeitamente que elle levar
urna rida mysteriosa ; mas era-lfae impossivel
advnhar que sorte elle lhe reservara.
Nio lhe parecia possivel que elle quizessa l-la
Lpara sempre priiiopeira : ao menos desejra sa-
ber com que condices elle consentira em resti-
tuir-lhe a liberdade.
Nio ignorara que (inha harido mais de nmi
querella entre sua tribu e os quenes : nunca in-
dagara qual delles tinha ou nao justica ; apenas
sabia que eataram profundamente irritados uns
contra os outros ; mas dizia ella comaigo que se
nao tinham assassioado no primeiro dia, era
certemeote porque nao tinham contra ella ms
tencoes. Sem duvida depois de heverem-a guar-
dado algum tempo, para excitar o medo e o pe-
zar de seu ar, troca-la-hiam por um bom
resgate.
Era talrez para tratar eale ponto delicado que
Miguel ddixra Eystein-Gaard ; taires em sua
rolla lhe trouxesse elle a boa ora, da tua li-
berdade.
Ella desejra pois agora a rolta quanto temer
a preseoca de seu roubador. A's reses, ver-
dade, recordara-sa de certas iosinuaqea pouco
tranquilisadoras, se tossem sinceras, que o se-
nhor do gaard se permittira no dia de seu roubo ;
porm pareciem-lhe de tal modo ioeroims,
que nao podia acredita-las : nao podiam deixar
de ser mos gracejos, nos quaes nio derla
pensar.
Entretanto, a donzella estar entrega t todas
as angusties de urna incerteza, que tornara-se
cada rez mais cruel.
Miu*" ollou na noite do quarto dia. Tinha
elle desempenhedo alguma deesas expedices
arenlureiras. as quaes Norra suepeitsva que elle
tomara parte multas res* ? Nao sei. O certo
que nao voltou so: dous ou tres homens o acom-
panhavam.
Norra ouviu barulho de vozes e de passos ;
correu Janella. mes era esta to alta que nio
lhe foi possivel descohrir nada.
No dia seguinte quando ella desceu, a primeira
pessoa que encontrn no pateo, foi Miguel, que
eslava com um semblante assaz alegre, e cami-
nbava esfregando as mos.
Norra j tinha visto sob um telbeiro relias e
fardos de diversos tnjannos, sobre os quaes elle
langava de lempos lempos um olhar satis-
feilo.
Vendo a donzella, seu rosto illuminou-se, e
leu sorriso tere alguma cousa^ affectuoso.
Dirigiu-se Norra esem man prembulos:
Vamos, fadazinhs, diz elle, pois que
eis-me de rolta, abra;a-me para me desejar a boa
rinda ao nosso gaard.
Nao tenho necessidade, diz Norra re-
cuendo assaz vivamente para evitar o contacto
ameacador desses grossos labios,de te desejar
a boa rinda tua Casal
Dize: A' nossa casa I feiticeira, diz o
quene sem parecer descontente, nem zangado
com essa recusa to clara. Hoje me recusas
um beijo, arnanha me dars mil.
Norra nao esponleu ; mas o gesto de sua pe-
quea cabeca desinquieta punha suficientemente
em duvida a assergao do gigantesco fatuo.
Mas, prosegaiu o quene bem persuadido
que tioha achado um argumento decisivo, nio
sabes que eu sou rico?
Que me importa mira isso? respondeu
Norra encolhendo os hombros comdesdem.
Anida maisldiz Miguel agarrando-lhe
na mi e puchando-a para junto de si, nao sa-
bes que eu quero desposar-te?
Norra ouvindo taes patarras Qcou dominada de
um verdadeiro mdo. Quiz fugir, mas como a
fo?te mao do gigante a detinha sempre, ella de-
bateu-ee com a febril e pal pa tote energa do
passaro preso. O quene porm a segurara sem-
pre, e nao parecia disposto asolta-la lo cedo.
Deixa-me, deixa-me, t me fazes mal,
dizia Norra que resista sempre e se conservara
distancia, rergada, com o corpo para traz, com
a cabeca o mais affastada possivel de tao amorosa
persooagem.
Mas tu me nao amas? diz este com a ad-
miraco de urna loucura lio collossel como
elle.
A perguota pareceu to ingenua donzella, que
ella respondeu com urna risada expansiva, joven,
argentina, que fez brilhar aos olhos do quene,
sempre pasmado, seus Irinta e dous dentes. Unos,
alvos, agudos, bem ornados, semelhantes aos de
um cachorriobo.
Assim, proseguiu elle, julgas me nao
amar ?...
Nao julgo... estou certa 1respondeu a
donzella com urna alegra malicise.
Paciencia I diz o gigante com urna im-
perturbarel tranquilldade ; tempo vira 1...
Tena bem que esperar I diz Norra sempre
zombeteira, e que nem se quer parecia duvidar
que poJesse hsver algum perigo para si em affron-
ter o hornera, em- cujo poder o destino a col-
locra.
Veremos qual dos dous candar primeiro,
diz Miguel; esperaremos juntos ; tenho para
isso toda minha rida e... toda a tua 1
Esta perspectiva nada tinha de tranquilisados
para a prisioneira, e desta vez foi-lhe necessaria
toda sua torga d'alma para nio deixar patentear-
se seu desespero.
Miguel deixra sua mo : o primeiro uso que
ella fez de sua liberdade foi affastar-se delle.
E nesse interim e que taremos nos? per-
gunlou ella esforgaudo-se por oceultar seus ter-
rores sob um alegre gracejo.
Nada I respondeu o quene
bastante para descancar agora
para te guardar.
Elle fallava com urna boa f
convicQo to ingenua, que nio
Norra duvidar da sinceridade e desuts palsvras ;
ellas lanjaram-a em um desespero que at enlo
nao conhecera. Picar para sempre com tal ho-
rnera, associar-se i um tal destino, era maia do
que ella podia supportar; pereca-lhe que s desse
momento que ella comprehendia a immensa
extenso de sua desgrana. .
Urna nova rida comecOu para ella : ao ator-
doemeoto dos primeiros das, io concebirel de-
pois de semelhaote catastrophe, e que lhe tirare
quasi a coosciencia de sua dr, succedeu de re-
pente urna completissima e mui lucida intelli-
gencie da desgrana que a aguardara : ella sentiu-
ae domioade do amargo pezar da liberdade per-
dida. Como todos os presos, Norrano leve
mais que urna idea Da e incomari^fe : a de
fugir. ^bjW
Passava os dias a olhar o lago, cujas aguas
seus ps oceultaram abysmos, e em roda de si os
grandes rochedos inexorareis. A' ooite, por
quanto a noite de Norra era quasi sempre urna
noite de iosomnias, ella meditara, como todos
que se acham presos, mil planos de eraso mais
ou menos absurdos.
Nio s neohum delles deria realisar-se, como
ainda nao foram tentados: serviam ao menos
para consolar seu pensamento inquieto.
Durante algumas semanas oede reio distrahir
esta insupportarel monotona : ella caminhara
do ennojo para o medo : o isolamento, o isola-
mento loterrivel (Tara urna alma joven, torna-
va-se para Norra urna morle lenta, porem certa ;
sua saude se alterava ; ella empallidecia e em-
magrecia. Nao ra Miguel todos os das, mas
urna rez por outra e com inlerrallos irregulares.
Se bem que fosse paca ella to temirel a preseo-
ca d'aquelle a quem chamara seu algoz, era-lhe
entretanto menos odiosa que a de Hafig, cuja
perseguido tomara s rezos requintes odiosos'.
Mas, como estara em sua natureza ousar muito
e lerar -audaciosamenle as cousas, em lugar de
tentar dobrar sea esreereiro, ella antes quera
atTroola-lo pela altiva attitude de um inimigo,
que se tem podido vencer, masque nao se pode-
rla abaler, e que sempre se conserva de p dian-
te do seu vencedor. 9
Entretanto, urna tal situaQlo, prolongando-se,
torna va-se verdaderamente intoleravel: momen-
tos baria em que Norra se senta desfallecer ;
porem ella reagia sobre si mesma, e era justa-
mente nesses momentos que Miguel a achara
mais altira e mais intractarel.
Havia mais de um mez Norra faltara as
lendas.
Urna larde estar ella segundo o costume sen-
tada na exlremidade do lago, em um rochedo
sombreado por um pioheiro; ella amara essa
estacao longinqua e solitaria, donde nao ra a
casa de aeu tyranno ; ahi ao menos a roz ralha-
dora de Hsfig nio lhe chegara mais at os ouv-
dos.
Norra ahi paseara s rezes tongas horas, im-
raovel como o pelicsM pensatiro, que parece
fazer porte do rochedo, sobre que eal pouaado.
De repeote ou vio como um raido nos tojos ;
Norra preetou ouvdos, e ao mesmo lempo roltou
os olhos para onde bmo barulho desacoslumado
atwabia sua attenco.
XXVII
Um homem saino do tojo e parou dianle della.
Baatqu Norra um olhar para reconhecer a ca-
bera chale, viperine e odioaa do mais cobarde de
seus roubadores, d'aquelle que quizera mata-la,
d'aquelle que tinha morto a pobre Snalla, para
dizer em uma palavra, de Mager.
A'vista do miseravel um louco terror apode-
rou-se da donzella. Ella leranlou-se como pa-
ra fugir ; suas pernas trmulas recusaram-lhe
eale aervico, seos pea pregaram-se no chao.
Sua bocea abrio-se ; ella quiz gritar: nao achou
porem palavras e a roz ficou-lbe presa na gar-
ganta : semelhanle ao passaro fascinado, ficou
sem morimeolo, quasi sem vida.
Vendo o offeito que sua preseoca sinistra pro-
duca sobre aua victima, Mager nao ouaou ap-
proximar-se. Elle fez com a mi um sigoal pa-
ra traoquilisa-la, e poz um dedo na bocea para
pedir-lhe ailencio.
Nao me aproximarei, diz elle com ama voz
submisse, queai reepeilosa sem que m'o permit-
simular seu desgosto, que nio tenho motivo al-
gn para gostardo ti!
Nio gosta, ae quizeres, diz Mager com um
imperceptivel mormento de hombros, qne dei-
xava ver assaz claramente que pouco cuidado
lhe daram o* sentimentos mais ou meos effec-
tuneea de Norra, sua vctima ; deixa-me somon-
te fater-le um servido.
Tena interesse nisso ?
Evidentemente respondeu mager que nio
seotis necessidade de tomar risos de virlude, e
que julgava talvez que o mais seguro meio de
inspirar conflanca donzella era ostentar inge-
nuamente seu cynismo perante ella, mager cba-
mava a isto jogar as carias na meza.
Dsejss sahir d'aqui ? proseguio elle no fim
de um oslante. maneiras esse quer que seja de
h ".1* Pre? d'Z Nrr" JUDlsnd0 8m~Mo. de duro, que sem locar em
uas 33 roaos.
*
fMl.J.
f+-
; tenho tralhado
; Qcarei aqui...
evidente e uma
era possivel
las; nio temas nada de mim ; tenho cousas im-
portantes a dizer-le e que far-te-bio bem feliz I
A pezar de aeu profundo terror por esse mise-
ravel, Norra comecava a sentir um tal enfado de
aua recluaao, estera lio firmemente resolrida a
tentar todoa o meios possireis de rasao, que
cooseotio em ouvir, em olhar, em deixat apro-
xlmar-ae esse aer odioao.
i me queree ? diz Mager com ama ros,
que elle quiz tornar meliflua e insinuante, e que
pareceu i donzella hypocrita e fingida.
O Cacto respondeu ella, wm prbcurar dt-
Anda mesmo que eu le pedisse cem speciet
para prestar-te eate serrigo que me expe.
Te-las-hias no mesmo dia em que eu en-
trasse em minha tenda.
E* m'uito agradarel, pensou o horrirel bre-
geiro, receber assim de ambas as mios, e Tej-
me forjado a conrir que o filho de minha mii
um homem hbil.
E depois desta especie de aparte comsigo mes-
mo, elle voltou-se para a laponasiohs, e como a
raposa junto da arvore, dirigindo-ae ao corro em-
puleirado no ramo.
Desee ura pouco de ten observatorio I lhe
diz elle, e passemos para detraz destes rochedos,
porque aqui me podem ver. Bem sei, accres-
centou elle, que Miguel est ausente, mas aquel-
la que por ele desempenha o officio de carcerei-
ro e de espio nao est longe ; se ella me visse
aqui, aeu senhor o saberis logo ; e eu nao tenho
desejos de renovar coohecimento com o punho
desse trplice bruto, mais besta ainda do que el-
la gorda.
Norra desceu ainda que com um resto de re-
pugnancia, e Mager, seguido de mui perto pela
donzella, qual mostrara o camioho, avancando
com o passo prudTe e cauteloso que se nota
em todas* as variedades de raga pellna, e mais
ainda nesaes vagabundos oolurnos, aos auaee
sua prfida flexibilidade lem feilo dar o nome
vermiformes guiou a laponasinha pere uma
moita de betulaa anias e de arbustos de folha-
gem compacta, que devia abrigar a ambos.
Agora, diz Norra sentando-se alguma dis-
tencie delle, e scgsindo sempre com os olhos o
movimenio de suas mos inquietas, falla, avia-
te, e principalmente nao minies.
Nunca minio, diz Mager, quando oio ne-
cesssrio.
Quem te manda ? continuou a donzella co-
mo se quizesse fazer-lhe passar por um interro-
gatorio.
Entao.posso eu ter vindo por mim mesmo,
impellido por um bom movimento ?
Nao te julgo capaz I Se tivesses tido esse
bom movimento, julgo que ser-te-hia aecessa-
rio esperar um mez. ^
Que moga dos diabos 1 ella pensa como um
lirro....
J res pois que alguem te enria I
E' rerdade!
Quem e ? meu ar ?
Mager encolheu os hombros.
Eoto, Nepto ?
Tambem nio.
Quem eoto ? falla.... podem sorpren-
der-nos.... todas estas demoras sao crois ; tu
me fazes morrer I diz Norra, cujo espirito come-
gara a ser atraressado por uma raga auspeita.
Venho da parte de um official.
Um sueco talrez 1 exclamou a donzella.
E tornan Jo-st> de repente tao pellide, qje Ma-
ger julgou-a encommodada, elle aproximou-se
para sustenta-la ; porem ella repellio-o com
uma das mios, fulminando-o cora o olhar, e
apoiou a outra rigorosamente contra o peilo pa-
ra conter as descompassadas palpitages.
Seu nome ? diz ella com uma roz arque-
jante e entrecortada, sen nome? ... sabes o seu
nome ?
Elle m'o nao disse : desembarcou d'aqui
meia legua, em casa de um dos delegados do
goveroador; tem ares de um principe : quando
felle, como se commandasse e todos lhe obe-
decen).
E' alto ?
Alto e magro.
Mogo?
Mogo e bonito.
Sosioho ?
Nao ; traz comsigo um amigo.
Como esse amigo ?
Mas baixo, mais forte, com mios que suf-
focariam um lobo, e olhos que parecem carvdes
accesos.
Meu Deus I pensou Norra, sao elles....
elle I ....
- Ah I ah diz Mager esfrogando asmaos,
isso que te faz reQectir .'
Por que nio partimos j t diz Norra levan-
tando-se.
De ragar I diz o quene trocando-lhe no
brago para obriga-la a sentar-se; nao se sahe
d'aqui como tu penses.
Sahirei como entraste.
E' duridoso I o gaard est cercado ; ha por
toda a parte olhos, que nos espiam.... De mais,
eu mesmo rim de noite ; se partisses agora, no-
taran) logo em tua fgida, dariam o alarma e
os seriamos perseguidos, tu agarrada e eu mor-
to 1 adeus minhas cem especies ? Nao sebes que
Miguel aqui lodo poderoso e que em uma le-
gua de circunferencia mais temido e meis obe-
decido que o re?
Nao importa 1 pensou Norra, Henrick est
ahi, e quer me livrar.... Meus males esto aca-
bados 1
Quando queres tu que partamos ? pergun-
lou ella Msg.
Procura estar prompls s onze horas : sahe
do gaard sem barrulho : elle fechado noile?
Como a porta de ama prisao.
Onde teu quarto?
Na frente, do lado do lago.
Ousarias tu descer por uma escada de cor-
das ?
Para fugir, ousarei tudo.
Bem 1 deita-te cedo, e para nao excitar
suspeitss procura nao estar mntto alegre : ests
com olhos de quem rio a liberdade 1 elles te
trahiram ; julga que nada eal feito, quando
tudo nao estirer feilo ; que a menor impruden-
cia pode perder-nos e que com Miguel o menor
castigo a morte I
Pensare! nisso I 'diz Norra, quem o pen-
samento da liberdade e a lembrangade Henrinck,
de Henrick ao p de si e quem em poucas ho-
ras ia tornar a re/, faria affrontar lodos os sappli-
cios.
Sempre rastejando pelas^pedras e escorregando
por entre os tojos, Mager, depois de ter pedido
donzella que nio acompanhasse, desappareceu
pelo mesmo caminho que tomara para rir ter
com ella.
Picando s, o laponasinha foi logo accommet-
tida de ama febre de pensamentos, que nada
poderia exprimir.
E' oecessario ter perdido um momento a es-
peranga para saber com que profunda alegra
sauda a alma sua rolta 1 E' de mistar lerenlen-
guescido na solido e no abandono para bem
comprehender com que prazer profundo se ac-
colhe o amigo que chega 1 E' necessario ter tudo
temido para experimentar o sentimento ioeffarel
do bem-estar, que se apodera de nos. quando a
seguranca nos a final restituida.
Muilos obsiaculos erguiam-se aioda entre a
captiva e aua liberdade ; mas sua confianga em
Henrick era lio grande l ella nio podia duvidar
que Mager oio tivesse riodo da parte do official:
ella julgava-se j como salra I Mas nosso co-
regio assim feito I esse dia, o uoico, o oltimo,
que ella teria de passar em aua prisao, pareceu-
lhe mais comprido que todos os oatros reuni-
dos.
A pobre moga reio sentar-se alguns pasaos
da cass, dianle daa janellaa do gaard ; ella jul-
gava que ae a vissem asaim tranquilla e calma,
teriam menos suspeitas della, e que adormece-
ra a desconQaoga de Hasig at o momento eu-
premo. Ella passou toda a tarde a acompanhar
no cu a marcha quase iaseosivel do sol, que
demorara-se em um crepsculo sem fim ; se-
gua sua queda lenta por detraz das monlanhaa,
dos rochedos e daa arrorea.
Eotretanto Norra tere a coragem de oio entrar
em caaa seno hora do coetueee, cem uma ni-
ca differenga de que i penar de toda eua alten-
gao, baria em suas maoeiras ama alegra, una
petulancia de are, que sent crescerem-lhe as
pennaa e desembaracareaa-e as azas. Era a
Norrasinha de outr'ore, uma Norra, que a velha
Hafig jamaia tinha viste certamenle, -e como a
felicidade dea oatros sempre a loroava inquieta e
ciosa, ella mullas vetea olbou para sua captiva
com uma attengg smpelosa.
Dezejara saber, dizia eVa
pode torna-la de lio boa lesa
ellaenteiticotj, nao est aqui;
ella nio lhe pode arrancar pn*
meases. Elle nio assaz pateu para la
dar de longe I .... Teria olla
noticia dos seos ? Mas a atarea est ea osa la-
gar, e nio rejo cobo se chega aqi
tenes ou sem ezae___
a Nio importa I ella est elegi ;
gria nao natural, en a sispetto. .. Nii
deve estar alegre aqui I acreocenton ella
nma certa amargura no sorriso e nio sei cao do
sarrastreo na ros.
A relha pois redobrou de aspereza, avrao do
riolencia pere com a deeneita. Ella dea i asea
spero, de ega-
aaanea
ao meos que nos despedage coa a vos,
arranha coa o gesto e que non eeaetra
olhsr.
E' superfino dizer qne Norra oio so apartara
com essaa demooslrsgoea haeji. Por reatara
Hafig exisle agora para ella T Qoaodo se tea a
cabega no cu, oo so aeotea a drgala)
que morliQcem os pos na estrada.
S seu pensamento fazia-lhe asoeccer aaa
odise preseoga.
Quando soou a hora, ea qne aunada
lume as duas aulheras se retiraraa i asa
psenlos, e nessa bora nossa herona, soga
nisso, o cooselbo de Meger oo quizara ai
Hafig, este sempre dcil s suee instrecgoes
fiel sus disciplina, dea ame rolla ea roda do
gaard, inspeccionen todas aa cosaco, vcrtlcoo
que tudo estara em pas no geera a oa roda;
fez Norra auoir eeu quarto, fecbou a coa lm
roltaa, e soltou no terreire ee dous cica terete
como roh^, quem ella confiara a polica ex-
terior dWgaard; .pois, ecceodeu tos cachimbo
e adormeceu oa fuaaca, soohaodo qee asatstia
ao caaamenlo de Norra e de Miguel, qee Ibe ca-
chis oa bolsos de lindes pecas de prata, braacas
como aere.
Eotretanto, um pouco antee daa oaze bares.
einde baria bstente cleridade para qne ae dia-
tioguisee bem oe objeeloe.Norra ourio Ovas to-
ree pancadas dadaa em sue jenella ; dir-ee-hia
punhedos de ereia fias, qu* cahiaa graaieaado
conlre as ridreges..
Eocostar a mesa a parede, deitar a esleir so-
bre a mesa e trepar aobre a cedeira, tade isto foi
para a donzella obra de um mi o ato.
Suas miosiobaa tireraa grande difflcaliado
em fazer recolher a linguete ooferrujada, e tai
machucando seus dedos delicados qae ella ceaoa-
guio abr-la : ioclinou-se vivameala para Meo,
e viu um homem oceupado ea ecanar os deas
caes do gaard, que, deilados i seas pea, pare-
ca ;lember-lhe as maos.
Norra recooheceu logo Mager.
O miseravel cumpria sua palavra: son interna-
se bem entendido responder pela sea boa fe.
Nunca o rosto de um hornea de boa regaoijera
tanto o corago de uma donzella, cobo acata
momento a vista desse lerrivel ladrio.
Estaos prompta ?diz elle coa aa ves
lo baixa, que sem a maravilhosa soaordade da
noite. Norra nao a teria certaaente ouvida>
Sim, masevao descer?
No mesmo momelo um pequeo oanrall
cahia seqs ps; era uma escada de carda,
bem amarrada, que Mager habituado s eipali-
goes temerarias, achara ea seu arseaal de ma-
chinas suspeitas.
Norra desalou com presteza as prmeirse, de-
sen rolou todo o rolo, araarrou-o sjtidaaeate ao
p de sua cama, langou a escada pela janella.
gelgou sem empelledecer o balco aereo, o ca-
megou a descer os degros iocerios coa a sega-
ranga de movimeotoa do esquilo, ajeo voltija da
ramo em ramo. Nunca a gymnastica lapeaa ti-
ohe-lhe sido mais ol!.
A escala porm oo chegou al o cao o po-
bre Norra viu-se de repente suspensa ealra o coa
e a Ierre, na altura de um meio andar.
Meger adiaotou-se para recebe-la aos bracos,
porm a intrpida moga, pondo os pea aa pare-
de, imprimiu a corde um movimento de vibregio
esss rioleato, e soltando-a de proposito foi ca-
hir sobre as ponas dos ps ao aeio de ua aoa-
ticulo de reir, que a receben melhor osate a-
brandando aua quede.
Bem saltado Idiz Meger: agora, caai-
nho Fars tuas despedidas ao gtard.ea qaal-
quer outro dia.
Pegou-Ihe no braco e sea dar-lbe teapo da
reflectir, conduzio-a correado para o lado daa
rochedo*. Norra poz a mo sobre o pegona a
sacco de couro, que trszia ai datera, para veri-
ficar se sua faca de lamina larga estara seapre
presente, e segoiu seu guia sea dizer uaa pa-
lavra.
A primeira parte do eaainho se (es eeaiaci-
dente ; nicamente Meger arraslara a donzella
com tente repidez. que ella rio-so obngado a
psrar para lomar folego.
Mager oo tinha dito aioda naa patarra.
De repente, depois de nuaeroaas rollas aa
um labyrintho de arrores e de pedras, elle affas-
lou os tojos, e descobrlu sus compenheira asna
especie de tnel, carado no vive asease de ro-
chedo, porm to estreito, qne ere iapoeai el ca-
minharem deus hombreados, e lio baixo, que era
oecessario curvarse para entrar aelle, e riele
jsva-se antes do que se caminhava.
A laponasinha nao pie evitar aa certo asedo
rendo essa buraco escaro, ao qual era oecessi-
rio entrar. lastioctiramente ella recuou na
passo como fazem as mais corajosas natarozaa
diante das treras.
E' o caminho da liberdade: nio ba outro;
ouzars tu seguir-me ?diz Mager.
Passa 1diz Norra eslendeodo s aio.
Mager entrou so tunoal, oode a donzella sa-
trodaziu-se logo tambem andando peoireleneate
de gatiohas.
A pasaagem alargon-se no fia de porte da
cento e ciocoenta passos, e nossos dous nda-
nosos acharam emfim o cea lirro.
Salvos Idiz Meger respirando com forca.
Crs la ?Pergunlou ama roz boa porto
delle.
Ao son desta voz, cujo acceolo certaaente an-
da tioha de Iranquilisador, Mager estremecen da
cabega at os ps. Norra, coao qae ((ainada
por uma apperico sobrenatural e lerrivel, ia
sua coragem abaodona-la de repente, a taina
sobre si mesma.
Irritado, ameagador, coa oa cantos da bocea
cheios de espuma, com riios aos olhoa, brea-
diodo seas dous punhos eooraes. Migael an-
ta ra diante dos fu gil vos, Parecia na lobo diaa-
te de ama raposa e ua cordeire.
E' a segunde res qae me trabes 1 anran-
rou o gigantesco quene ; perdoei a primeira, asa
com a condigao de que nio continuaras. Vas
pois pagar por ambas !
Mager, longe de todo o soccorro, toreado a
eonfessar si proprio qae merecer todos os cas-
tigos, bem persuadido de que Migael nio a pon-
paria, e que era absolutaaeote intil fazer-lhe
uma supplics, que nao sera ouvide, achou para
morrer alguma cousa do cyniaao de toda a aaa
rida.
Ah I diz elle coa seu mo riso,zangsa-te
porque quizeram-le deenioher esle gentil pas-
saro eres na verdade qoe ana ale o tenba
croado para ti ? Desde quando tena visto cesar-
se a perdiz como corvo aarinho?
Cela-te miseravel Iurrou o feroz Migael
esteodendo a mo para agarra-lo.
Meis lesto que elle, Meger evllon sea tacto por
um prompto desvio de corno, e pondo entre ai o
Miguel uma molla de espinhos, dea *> costas
pare o rochedo, e encarando-o coa oa olbar
meis zombador aioda:
Hoje a tomaa,diz elle,aaa nio a goea-
rs muito teapo Teus senhores e meas esta
sobre leu (reco : amanhs arranear-la-hiO.
Mentes)urrou o quene em aa paroxismo
de furor, que o tornara horrirel de rer.
Mioto to pouco. proseguiu aquello,
que se daqai a duas horas a pequea oio esti-
rer as mos de Henrick Steinborg, otueial do
re, daqai a tres gente do goveroador estar
em Eyistein-Gaard E fui eu quem os pea
sobre teu trago. Ah l Ah I eia ahi o que eio ta
faz meis rir ; achaa teu senhor finalmente I
E tu tea algoz! exclamou Migael.
XXVIII
E dando-um punho furioso porcias das bta-
les anias, veio cshic seas ps. Depois, agar-
rando-lhe na argenta com uaa mi, eom a en-
tra pegou uaa podra e dn ama s pancada os-
magou-lhe a cabeca.
Sea sangue e milos ssltaram aobre os vesti-
dos de Narra, que desasios de espanto e da
horror.
( CeattniMir-se-io. J
PERN. TYP. DE af.P.PEFABJAt\FILHO. Wit.


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