Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09397


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Full Text
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*" ;--''
lili HITl 1DMEI0 220
Por tres>niezes adiantados 5$O0O
Por tres notes vencidos 6)000
TERCA FE1EA 24 IE SETEMBRO 11 Itli
Pr mt-adiaoUde 19|000
Ptrlty franco pan snbscrinUr.
CAiaEGADOSD-SOBSCaiPCAO DO NORTE
Parahiba, Sr. Antonio Alaxandrino da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra; Araea-
y, 9 Sr. A, de Lemos Braga; Ceara o Sr. J. Jos
da Olireira; Maranho, o Sr. Maaoel Jo J Mar-
tina Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Hamos; Amazonas, o-Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS UUS OUKKKIU.
Olinda todos os dias as 9.1/2 horas do dia.
Ignarass.Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Antlo.Bezerros, Bonito, Cirear.AUnho e
Garanhuns as tercas-feiras
Pi d'Alho, Nazareth,|Limoeiro,Brejo, Pes-
queira,Ingazeira,Flores,Villa-Bella,Boa-Viate,
Ouricurr ePx as quartas(eiras.
Cabo,Serlo haem,Rio Formoso.Una.Barreiros
Agua Preta.Pimenteiras e Natal quintas feiras
Todos os correios parlem'as 10 horas damanha
EPHEMERIDES DO HEZ DE SETEMBRO.
4 La* ora as 7 horas e 52 minutos da man.
11 Quarto crescente as 10 boraa e 56 mioutosda
mahha.
18 La heia as 11 horas e 42 minutos da tarde.
27 Quarto minguante as4 horas e 5 minutos da
manha.
PRKAMAR DEHOJE.
Primeiro as 8 horas e 30 minutos da manha.
Segundo as 8 horas e 54 minutos da tarde.
US DA SIMARA
23 Segunda. S.Lioo p. m.; S. Teela r. m.
24 Terra. N. Senhora das Mercar,S. Geraldo c.
25 Quera. S. Firmino b. m.; S. Niooizia t. m.
26 Quinta. Ss. Cypriano e Justina un.
27 Sexta. Ss. Cosme e Damio irmos mm.
28 Sabbsdo. S. Wenceslao duque; S. Salomio b,
29 Domingo. S. Miguel Archsnjo; S. Fraterno.
AUUia.fti.lAa JUUS TR1BUNAKS DA CAPITAL^
Tribunal do ommereio ; segundas e quintal.
Relaco: tercas, quintas stbbados as 10 boraa.
Pazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 hora.
Juizo docommercio : queras ao mel da:
Dito de orphos: tercas e sextas *i 10 horas.
Primeira rara do t1 : tercas sexttsao meio
da.
Segunda Tara do eirnl: q artas sabbadoaa 1
bora da tarde:
ENCARBEGADOS DASBSCR1PCAO DO SL
Alagoaj, o Sr. Claadino Paleio Dias; Babia
Sr. Josa Martina Aires ; Rio de Janeiro. Sr
Joao Peraira Martina.
EM PERJAMBUCO.
Os proprietarios do DIARIO Manoel Figueiroa
de Faria & Filho, na sua linaria praga da Inde-
pendencia ns. 6 e 8.
PARTE OFFICIAL
Ministerio 'do imperio.
3* seccao.Rio de Janeiro.Ministerio dos
negocios do imperio, 6 de setembro de 1861.
Illm. e Eira. Sr.Accuso receido o officio que
V. Exc me dirigi em data de 9 dejulho ultimo,
submettendo approvaco do governo imperial
as seguiotesdecises por V. Etc. dadas s duvi-
das que Ihe (oram propostas pela cmara muni-
nal <1o B'ii jue :
1.a Que no impedimento deum vereador pode
ser chamado como suppleoie um sea irmo eu
cuuhalo immeliato em votos.
2.a Que osogro nao pode (uoccionar conjunta-
mente com o georo cerno Toreadores no mesmo
aoi, e na mesma cidade ou villa.
Em resposta tenho a declarar a V. Exc. que o
goveroo imperial approva as referidas decises;
a primeira porque a lei do Ia de oulubro de 1828
no artigo 23, smente prohibe o ser vico coujuuc-
to de irmos e cuahados, como j se acha decla-
rado em aviso de 6 de novembro de 1833, e a se-
gunda, por ser conforme ao aviso de 18 de margo
passado, pelo qual se declarou ao presidente da
provincia da Parahiba, que, embora nao esteja
na referida lei expresssmenle prevenida.esta es-
pecie, comtudo est no espirito delta excluir urna
semelhante concurrencia, sobretudo tendo ex-
cluido oscunhados, que sendo tambem afins, es-
li em parentesco mais remoto do que o sogro e
o genro ; devendo entretanto observar-se que no
caso de estar impedido o genro, nenhum incon-
veniente ha em que funcciooe como vereador o
sogro, ou vice-versa, cootanto que o exercicio
de taes funccoes cesse logo que se aprsente o
impedido.
Deus guarde a V. ExcJos Ildefonso de Sou-
za Ramos.Sr. presidente da provincia de Per-
nambuco.
6a secgao.Rio de Janeiro.Ministerio dos
negocios do imperio, em 10 de setembro de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Levei ao conhecimeuto de
S. M. o Imperador o offlcio de V. Exc. de 20 de
setembro do aono prximo passado, em que V.
Exc. submelle a sua imperial considerado a re-
soluto que tomara de mandar pagar ao conego
magistral Dr. Manoel lavares da Silva o ordenado
integral como substituto da cadeira de iosiitui-
goas cannicas do seminario episcopal dessa pro-
vincia, correspondente aos meies de maio e ju-
nho daquelle aono, fundando-se V. Exc. em estar
o proprietario da referida cadeira com Ucela na
Europa sem perceber ordenado algum, contra a
opioiao da thesouraria de fazenda, que entenda
que segundo o decreto de 18 de fevereiro do dito
anno apenas se lhe devia abonar a quiuta parte
do ordenado do substituido': e o mesmo augusto
seahor manda declarar a V. Exc, que vista da
terminante disposico do decreto n. 1,221 de 24 de
agosto de 1853, o lente que substituir a ouiro nos
seminarios episcopaes s tem direito terca paite
do ordenado do substituido : e portaoto nem pode
prevalecer coolra ella o fundamento da deciso
de V. Exc, nem a disposico do decreto de 18 de
fevereiro de 1860, porque especial a daquelle
decreto, que nao foi revogado por este, e antes
est confirmado pelo de n. 2,543 de 3 de margo
de 1860, que o tornou extensivo ao seminario de
Goyaz.
Deus guarde a V. ExcJos Ildefonso de Sou-
zaR irnosSr. presidente da provincia do Ma-
ranho.
Ministerio la justica.
2a seccao.Ministerio dos negocios da Justina.
Rio de Janeiro, 4 de setembro de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Levei ao alto conhecimento
de S. M. o Imperador o officio dessa presidencia
datado de 7 de fevereiro ultimo, acompanhando
outro do juizde direito da comarca do Pilar, em
que consulta a quem deve o juiz de orphos,
averbado de suspeito as causas de inventarios,
se nao reconhecer a suspeicao, chamsr para ad-
junto quando estiver sua jurisdiccao reunid* s
municipal, e dado o caso de nao achar-se no ter-
mo o juiz de direito, por isso que pela doutrina
dos avisos de 24 de outubro de 1837 e de 24 de
setembro de 1838 em taes suspeicoes deve ser
chamado para adjunto o juiz municipal ou o de
direito se estiver ao termo. Eo mesmo augusto
senhor, tendo ouvidoo conselheiro procurador da
corda, fazenda e soberana nacional, com cujo
parecer se conformou, houve por bem decidir
que, estando a bypothese de que se trata quasi
lateralmente figurada na ord. liv. 4 til. 96 25
in fine, a qual manda ao juiz da partilha tomar
por adjunto um dos vereadores do lugar que sa-
ja mas sem suspeita, disposigo esta firmada na
razo de seren os vereadores substitutos imme-
diatos aos juizea de fra e ordinarios, deve ser
chamado para adjunto em quaoto nao tur toma-
da alguma providencia pelo poder legislativo, o
suppleote do juiz municipal e de orphos.
Deus-guarde a V. Exc. Francisco de Paula de
Negreirot Sayo Lobato. Sr. presidente da pro-
vincia da Parahiba.
expediente da policia de 19 de agosto ultimo,
n. 807.
Mandou-ee tambera pagar a Guimares & Oli-
veira da quantia de 2739300 rs., importe de ob-
jectos fornecidos faculdade de direito.Com-
municou-se ao respectivo director.
Dito ao mesmo.Ao major do corpo de estado
maior de 2a classe, Sebastio Antonio do Reg
Barros, que vai em commisso do servico pro-
vincia de Alagoas, mande V. S. adiantar com
urgencia o sold do crrante mez.Providen-
ciou-se ao mesmo tempo, sobre a passagem dease
official para a supradita provincia.
Dito ao mesmo.Expela V. S. suas ordens pa-
ra que a collectoria das rendas da villa de Boni-
to, pague os vencimentos do soldado do 10 ba-
talho de infantaria Jos Aolonio da Silva Viei-.
re, que vai responder ao jury o'aquelle termo,
como declarou o coronel commandanle das ar-
mas em officio dtalo Je 17 do correte.Com-
municou-se ao commandanle desarmas.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Mande Vmc fornecer com urgencia ao vapor
Tpiranga, urna linha de barca da melhor que
houver nesse arsenal, visto ser excessivamente
fina, como declarou o commandanle da estago
naval em sfBcio de 16 do correle, a que apre-
seotaram ao commandanle do mesmo vapor.
Communicou-se ao commandanle da estago
naval.
Dito ao juiz municipal do Limoeiro.Res-
pondendoao seu officio de 10 do correte em
que Vmc. communica ter mandado por em con-
curso os officios de partidores, contador e dis-
tribuidor desse termo, tenho a dizer-lhe que de-
via Vmc remetter copia do respectivo edital pa-
ra ser reproduzido nesla capital, como determi-
na o art. 11 do decreto n. 817 de 30 de agosto
de 1851, o que far logo que este receber, cum-
prindo que, lindo o prazo legal Vmc. satisfar o
disposto no art. 12 do mesmo decreto.
Dito ao commandanle de Fernando. Para se
poder resolver sobre a continuado da obra do
agudo a que deu principio o coronel Antonio Go-
mes Leal nesse presidio, convm que Vmc. me
envi um ornamento da quantia s dispender-se
com a concluso da referida obra afim de ser to-
mada opportunamente em considerarlo.
E' quanto tenho a dizer Vmc em resposta ao
seu officio n. 61 de 2 de agoito ultimo.
Dito ao director das obras publicas. Recom-
mendo Vmc. que transfira a repirticao das obras
publicas para um salo contiguo ao consulado
provincial enlendeudo-se com o inspector da al-
fandega 'para obtenglo da respectiva chave ; vis-
to que o local em que ora est essa repartigao
tem de ser occupado com objectos da exposico.
Offlciou-so ao inspector da thesouraria para o
fim de determinar ao da alfandega que ponba
disposico daquelle director a chave de que se
trata.
Portarla.O presidente da provincia, atienden-
do ao que requereu Miguel dos Aojos t'ereira,re-
sol ve nomea-lo nos termos ";do 6* do art. 5 da
carta de lei de 3 de outubrO de 1834, explicado
por aviso do ministerio da jusliga de 14 de maio
de 1860, para exercer provisoriamente os officios
de partidor e distribuidor do termo de Serichem,
creados pela lei provincial n. 50* de 29 de maio
deste anno, emquanto nao forem definitivamente
prvidos na forma do decreto n. 817 de 30 de
agosto de 1851.
EXTERIOR.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia SO de setembro
de 1861.
Officio ao Exm. presidente das Alagoas.Te-
nho a honra de passar as.mos de V. Exc o in-
cluso officio aeompsnhado de um masso de cir-
culares que a commisso central desta provincia
remelle commissojque V. Exc. houver de no-
mear para dirigir os negocios dessa provincia re-
lativos a mesma exposico.
Dito ao Exm. presidente do Amazonas.De-
volvendo incluso o requerimento do alteres do
corpo de guarnido dessa provincia Antonio Jos
do Oliveira Ssmpaio, cabe-me dizer V. Exc.
em resposta ao seu officio de 10 de agosto ulti-
mo que, segundo aa informacoes da tnesouraria
de fazenda constantes das copias juntas nao exis-
te n'aquella reparticao a patente desse official.
Dilo ao coronel commandanle das armas.
Respondendo ao officio que V: S. me dirigi em
12 do correte, sob n. 1483, tenho a dizer que,
para regolarisar-se o pagamento da compra de
cavados de que necessita a companhia fixa de
cavallaria, convm como ponlerou a thesouraria
de fazenda, que o pagamento seja effecluado na-
quella reparticao em vista dos conhecimentos
que partease fim lhe forem a.presentados.
Neste sentido, pois, deve ser entendida a mi-
nhaordem constaote de officio de 10 do corrente.
Dito ao Dr. chefe de policia.Tendo por por-
tara de 19 do corrente, nomeado o bacharel Ru-
fino Auguslo.de Almeida, para o logar de admi-
nistrador da casa de delenco, vago por fallec -
melo do serveotuario lenente-coronel Florencio
Jos Carneiro Monteiro ; assim o commuoico
V. S. para sua inteligencia, acrescentando que
o nomeado nao pode entretanto entrar no exer-
cicio daquelle lugar, sem que teoba primeira.
mente obtido a exooerago, que acaba de solici-
tar ao governo imperial, do cargo de secretirio
de policia desta provincia que actualmente exerce.
Dito a thesouraria de fazenda Pode V. S.
mandar pagar conforme indica em sua informa-
do de 14 do corrente, sob n. 851, a quantia de
10*500 rs., em que importa as diarias abonadas
pelo delegado do termo de Caruar aos 4 recru-
tas constantes da relaco, que derolvo em du-
plcala, coberta com offlcio do encarregado do
Montevideo,
31 de agosto de 1861.
Acabou a expectativa em que as negociages
de paz nos traziam.
A 22 do correle celebrou-se as Piedras a
ultima conferencia entre os commissarios de
Buenos-Ayrese da Cobfederago na presenca dos
ministros mediadores.
Dos protocollos j publicados se deduz que
nem de urna nem de outra parte era sincero o
desejo de resolver pacificamente a questo de fa-
milia. As ultimas bases apresentadas pelo com-
missario do Paran importavam, a meu ver, a
submisso de Buenos-Ayres discrigo. Mas
julgue por si mesmo o leitor imparcial. Ei-las
aqu :
e Art. 1. Adiar-se-hs a incorporado dos se-
nadores e deputados da provincia de Buenos-Ay-
res ao congresso nacional installado conforme
os art.... da constituicao.
c Art. S." Os direitos de importado e expor-
tado, aero pagos oas alfandegas corresponden-
tes s povoa^des consumidoras, nao se podendo
estabelecer direitos differeociaes.
Art. 3. O governo de Buenos-Ayres contri-
buir para as despezas nacionae* com quatro mi-
Ihoes e meio de pesos fortes, pagos em mensali-
dades de 100.000 pesos fortes ou 2,000.000 de
pesos, papel, at se effectuar a incorporaco do
art. 1.
Art. 4.a Declara-re a ilha de Martim Garca
territorio neutro em caso de guerra debaixo da
garanta que os ministros mediadores se offere-
cem a solicitar dos seus governos.
Art. 5. A provincia de Buenos-Ayres nao po-
der ter navio algum de guerra que nSo esleja
debaixo das ordens do governo nacional e com
previa licenca doste.
Art. 6.* O goveroo nacional poder exercer
na provincia de Buenos-Ayres as relacoes exler-
nas no caso de reclamsces de individuos ou po-
tencias estrangeiras.
Art. 7. o se farl na provincia de Bue-
nos-Ayres armamento algum de tropas que nao
seja pars defeza da fronteira, notificado previa-
mente o governo naciooal.
c Art. 8. Nenhum iniividuo natural de Bue-
nos-Ayres, ou all residente, poder ser moles-
tado sob pretexto da sua adheso causa na-
ciooal.
Art. 9.# O governo de Buenos-Ayres entre-
gar ao nacional as mensalidades atrasadas, nos
termos do convenio de Junho.B
As basas apresentadas pelo commissario de
Buenos-Ayres por outro lado foram em aumma :
Art. 1.a Incorporarlo definitiva de Buenos-
Ayres ao resio da repblica por meio do ingres-
so dos seus senadores e deputados no congresso
nacional em 1865 quando all nao houver mais
membro algum que nao rena as qualidades exi-
gidas pelo artigo.... da constiluico nacional re-
formada.
Art. 2.a Dado este caso, proceder Buenos-
Ayres eleigo dos seus senadores e deputados
noa termos da lei nacional.
Art. 3.. Se em 1865 nao se liver verificado
o caso previsto no art. 1., poder Buenos-Ayres
effectuar ou sdiar a sua incorporaco.
Art. 4.a As leia feilas pelo congresso nacio-
nal oo sero obngatorias para a provincia de
Buenos-Ayres, emquanto a elle nao concorrerera
os representantes desta.
Art. 5.a as suas relacoes com as naces es-
trangeiras se limitar Buenos-Ayres geslo in-
dispensavel dos seus ioteresses.
c Art. 6.a Os tratados fetlos pelo governo na-
cional com potencias estrangeiras nao obrigaro
Buenos-Ayres seoio no caso de approva-los a
respectiva legislatura provincial.
Art. 7.a Os governos da confederado e da
provincia de Buenos-Ayres podero organisir aa
pautas das suas alfandegas come bem eotende-
rem, ficaodo por ah entendido que os direitos
de importarlo e exportaciose pagario oas alfan-
degas correspondentes s povoagoes consumido-
ras ou productoras, sem que se poss*am estabele-
cer direitos differeociaes.
Art. 8.a Emquanto se nao effectuar a incor-
porado do art. Ia, coocorrer o governo de Bue-
nos-Ayres para as despezas nacionaes com a
somma mensal de 750,000 pesos, papel.
a Art. 9.a Ratificado que seja este convenio,
far o governo nacional restabelecer as autorida-
des que exisliam em Cordova antes de dar-se es-
te conflicto.
Segundo as ultimas noticias, ficavam o dous
exercitos a 10 leguas um do outro. E' impossivel
calcular, porm, a que numero chega cada um
dells, pois que ambas as partes contendoras exa-
gerara conhecidamente as suas forcas. Como
succede sompre em situaces como a actual, cir-
culam a cada momento noticias .contraditorias. A
que boje corre a de ter o general Flores der-
rotado a diviso do general Urquiza, comminda-
da pelo coronel Lmela.
governo oriental chamou todos os redacto-
res de peridicos, excepto o do Pueblo, para re-
corr meodar-lhes que sustentem a neutralidade;
mas ao mesmo tempo consente que vo por tr-
ra elementos de guerra para o general Urquiza,
eslorvalo por outro lado toda a expedido do
mesmo genero para a gente de Buenos-Ayres.
Nao sendo j mysterioque os emigrados tomam
parte na guerra argentina a favor de Buenos-Ay-
res,.dobraram-se as guardas em Montevideo e
comecaram os sustos que do sempre em resul-
tados o desterro ou exilio de alguns membros do
partido colorado.
A noticia de mais vulto da 2a quinsena deste
mez sao as conferencias dos ministros de Ingla-
terra e Franca, para que se faga effectiva aos seus
compatriotas a indemnissco dos prejuizos soffri-
dos durante a ultima guerra.
O goveroo v-se embarazado no desempenho
deste compromisso, porque todas as rendas, es-
pecialmente as da alfandega, esto hypothecadas
pelos emprestimos do governo do Brasil. O mi-
nistro de negocios estraogeiros que temos um
pobre boraem que nao conhece, nem de ouvir
fallar, o direito internacional. De modo que nao
ser para admirar que se d um conflicto.
No 1 do mez que vem deve appirecer novo
peridico de opposigo ao governo. Ser o orgo
do partido blanco que procura a allianga perpe-
tua com o geoeral Urquiza. Os fundadores sao os
celebres Lucas Moreno. Iturriaga, Velasco e ou-
tres que taes, mu cjnhecidos pelos seus feitos
nos lempos de Oribe. Por todos estes anteceden-
tes de presumir que se compliquem os meces-
so* polticos na Banda Oriental, que est passan-
do por urna crise commercial bastante assusla-
dora.
A commisso permanente julgou dever tomar
conhecimento do direito que pode assistir ao
poder execulivo para convocar extraordinaria-
mente as cmaras, com o nico fim de nornea-
rera dous membros para o novo tribunal de jus-
ti?a; com ludo, como a constituicao lbe nao
contera semelhaote altribuico, natural que
todo este negocio nao redunde seno em descr-
dito do deputado que teve a lambraoca.
Nao oceuparemos a atlenco do leitor com a
relaco de medidas, ou puramente interinas, ou
de interesse essencialmente local.
Na Confederaco Argentina falleceram os Drs.
Jos Maria Zuviria e Roloo, senador este ultimo
pela provincia de Corrientes.
Carlas de Entre-Ros asseveram que o general
Urquiza faz lodos os esforcos imaginarios para
conseguir um arranjo pacifico, mas o Sr. Thor-
ton ficou muito desgosloso do papel que ambas
as partes o flzeram representar na mediago, e
recusa dar novos passos em tal sentido.
Houve em Tucuman um grande Incendio por
causa de um furioso furaco, sendo presa das
chamas urna vasta extenco de campos plantados
de canna de assucax, milho e outras semenlei-
ras, e cobertos de casas.irvores fructferas e ricas
madeiras de construccao.
Pereceram lambem algumas pessoas.
De Buenos-Ayres sahiram mdicos e outros
auxilios em soccorro daquella desgracada
gente.
Em Cordova contina o estado de sitio e a
perseguidlo dos liberaes.
O governador quiz que os deputados provin-
ciaes renunciassem os seus mandatos, mas elles
recusanm-se a isso.
O governador de Santiago dispde-se a resistir
invaso que com torgas de Catamarca e Cordova
est preparando o ex-governador Alcorta*
Em Buenos-Ayres falleceu o Dr. D. Yreno
Prtela, um dos membros Importantes do partido
liberal e senador da provincia.
[Jornal do Commercio. do Rio.)
INTERIOR.
RIO
DE JANEIRO.
10 de setembro.
O vapor Mrquez de Caxias, entrado anle-hon-
tem noite do Rio da Prata e porlos brasileiros
do sul, trouxe-nos cartas de Montevideo e Porto
Alegre at 31 do passado, do Rio Grande al 3 e
de Santa Catharina at 5 do corrente.
Do Rio da Prata adiantam as noticias apenas
um dia is que-ltimamente publicamos, e nesso
nada occortra que mere;a referir-se.
No lugar competente traoscrevemos a carta do
nosso correspondente de Montevideo, na qual en-
contrarlo os leilores mais algumas particularida-
des acerca dos successores j relatados por occa-
sio da ebegada do Mersey.
O que occorrra de mais interesse na provincia
de S. Pedro do Sul vai relatado na caria do nos-
so correspondente de Porto-Alegre.
No tla 25 do passado foi lancado agua na-
quelle porto um dos vapores da companhia Gua-
hyba, denominado See de Setembro.
Fallecer no dia 22 o Sr. brigadeiro Salustiano
Severino dos Res, a respeto do qual diz o Cor-
reio do Sul :
a Era anda urna dessas velhss e gloriosas re-
liquias doexercito da independencia, quedesap-
parecem d'enlre nos todos os dias, e que tinhs
feito a sua aprendlzagem naquella guerra immor-
tal em que Portugal disputou a palmos a sua li-
berdlde, e vio ovantes os seus estandartes atra-
vessar a Hespanha, transpr os Pyrioos e ir cra-
varem-se triumphadores n'uma derradeica victo-
ria s margeos do Garonna.
< Em 1815 veio oa diviso de voluntarios reaes
como capito de granadeiros, e nessa qualidade
commandou na India Muerta um balalho provi-
sorio.
t Em 1822 adberio causa do Brasil.fez o sitio
de Montevideo, e durante a guerra de 1825 servio
oa guaroico daquella cidade.
< Feila a paz foi destinado para S. Leopoldo
onde o achou a revolujo de 1835, bem quist
dos colonos, e cercado de amigoa e de sympa-
thias.
c At soffreu perseguicoes e trabilbos pala sua
lealdade; e quando finalmente pode-se recolher
a esta cidade, foi encarregado do commando do
batalho provisorio de guarda nacional, que com-
mandou at o fim da guerra.
< Official de urna bravura experimentada, de
aangue fri e firmeza de carcter, oo foi todava
eliz na sua carreira, e anda assim, morrendo,
lega ao Brasil dous officiaes distinetns em seas
dous filhos. o coronel JoSo Daniel Dmaso dos
Reis, do primeiro de cavallaria, e o major Salus-
tiano Jeronymo dos Reis, do terceiro de infan-
taria.
O general Salustiano suecumbio com 75 an-
uos de idsde. Rodeado de desvelos, de affago e
de cuidados; cercado por ama familia que o ido-
latrara, que realisou milagrea de amor e de ca-
ri nho,foi ainda assim vencido por urna enfermida-
de do coracao, contra que seus avancados annos
foram impotentes.
Morreu, porm, levando com sigo urna con-
solarlo suprema : viveu como um soldado leal a
suas bandeiras: morreu cerno pai que tinha hon-
rado este sublime nome.
Dando noticias de S. Boria escreve a mesma
folha em dala de 30 :
Temos cartas da antiga capital das Misses,
at 14 de agosto.
O Sr. iuiz de direito tinha ido a Itaqui abrir
correicio, fazendo-so acompanhar de forrea arma-
da, oo achando seno respeito e deferencia
sua autoridade.
< Apparecia extraordinaria mortandade no
peixe do Uruguay, As suas margeos estavam
cheias de residuos delle sem que a ruina alcan-
casse s aguas tributarias.
Os moradores tinham feilo algumas vetes
uso desse peixe morto sem soffrerem o mais pe-
queo inconveniente, sem acbarem-lhe o menor
mo gosto. Em geral estava gordo.
Perdem-se em coojecturas a respeito de se-
melhante phenomeno ; e ora do-no como pro-
duzido pe(o rigor dos fros, que tem sido exces-
sivos, ora como fructo de raizes nocivas arresta-
das pelas iocessantes cheias do rio, e ora final-
mente a urna episotia.
mas em escala muito menos vasta.
< Tinha havido bastante perda de gados; na-
turalmente com o rigor do invern.
No terceiro districto tiohsm sido frequenles
os casos de typho, ceifando algnmas vidas.
i Na villa reinava a coqueluche, sem lodavia
ha ver feito estragos.
O Mercantil referiodo-se cartas de Algrete,
diz que havia serias desintelligencias entre o Sr.
coronel Victorino, commandanle da guaroico e
do terceiro regiment de cavallaria, e o Sr. l-
ente coronel Jacintho Machado, commandanle
do terceiro balalho de infantaria, o qual fra
preso por aquello official ordem do Sr. general
commandanle das armas.
No Rio Graode constava por cartas ter-se per-
leira, e aqnelle da flleira para o lugar de secreta-
rio do mesmo batalho.
_ 13 _
Da ordem do dia o. 280 publicada ante-hentem
pela repartido do ajudaote general consta o se-
gu ote :
c Determina S. Exc o Sr. lente general
marquez de Caxias, presidente do cooselho de
ministre, ministro e secretario de estado dos
negocios da guerra, que, emquanto nao fr no-
meado qoem substitua os directores dos hospi-
taes militares nos seus impedimentos, sejam elles
substituidos pelo official do corpo de saude do
exercilo mais graduado que estiver empregado
nos mesmos hospilaes ; o que faga publico de
ordem do mesmo Sr. ministro, para conhecimen-
to do exercilo e execuco das autoridades a quem
competir. >
Nomeacoes.Do Sr. major do corpo de estado
maior de 2a classe Jos Ribeiro dos Santos Mon-
teiro, para ajudaote de ordens interino da pre-
sidencia da provincia de Minas Geraes.
Do Sr. lente do corpo de estado-maior de Ia
classe Domingos de Araujo e Silva, para repeti-
dor interino da escola central.
Do Sr. Joo Jos de Cerqueira Lima : para o
lugar de alumno pensionista do hospital militax
da provincia da Baha.
Remoco.Do Sr. major do corpo do estado-
maior de Ia classe Jos" Joaquim de Lima e Suva,
do lugar de ajudaote de ordens da presidencia da
provincia de Minas-Geraes, para o de Ia ajudante
do director do arsenal de guerra da corte.
Exonerado.Do Sr. lenle do corpo de esta-
do maior de Ia classe Jos Francisco Coelho, do
lugar de ajudante de ordena do Sr. coronel ins-
pector dos corpos e pontos fortificados da provin-
cia do Amazonas, devendo rocolher-se a esta
corle.
Transferencias para o 5 batalho da infantaria,
o Sr. 2 cadete do Ia da mesma arma Augusto
.Alexandre Pereira.
Para o Io batalho dearlilharia a p, o Sr. 2
cadete do corpo de guaroico da provincia da
Parahiba do Norte Manoel Clementino Caineiro
da Cunha Aranha.
Para a companhia de caladores do Rio Grande
do Norte, o soldado do Ia batalho de infantaria
Joo Firmino Galvo.
15
O vapor Brasil, entrado hontem dos porlos do
sul, trouxe-nos folhas do Rio Grande que apenas
adiantam dous diss s noticias que publicamos
no dia 10 do correle,
dido na altura de Tenerife o brigue escuna norte O Diario do Rio Grande de 4 enche mais de
americano M tino aquello porto com carga de vinho, azeile, sal tes de-Bag, S. G>briel e Algrete sobre a Irre-
e varias mercadonas, salvando-se nicamente a gularidade dos correios. As mala desta ultima
inpoIrcSo. | localidade tiohsm chegado ao Rio Grande com
Promovia-se urna subscnpclo naquella cidade e 56 dias de viagem !
na de Pelotas para a abertura da barra de S. Gon-! A mesma folha d a seguinle noticia :
?ia. n- j ^ j Temos cartas de Santa Victoria do 1 do
n?MQ? i RtuGrand' : -, (corrente mez, que nos do a triste nova de um
Hontem [HJJ pelas 9 horas da maohaa con- assassinato na pessoa de Joo Silveira da Silva
versavaemfsua janella o Sr. cnsul dos Estados- mogo de 25 anuos de idade, sobrioho do abastado
Unidos G. Uplon com o Sr. G. Wallter, que se
achaya do lado de fra, quando] este sendo de
subdito acommetlido de um ataque apopltico,
cahio morto I
O 8r. G. Valker era casado, e occupa*a o
mister de pratico entre este porto e Porto-Ale-
gre, tendo sido antes capito da barca Real Pe-
dro e piloto encarregado do vapor Protecgao.
No domingo [25) de maoha, na occasio de
fazer-se de vela o patacho brasileiro Eurico, vie-
rarn em um bote dous marinheiros para desamar-
rar urna espia que estava dada em trra. Na
occasio de soltarem um delles por nome Eli-
siario, natural de Lisboa, e casado em Ilajaby.
cahio ao mar. Apezar das diligencias do outro
compaoheiro nao loi possivel salva-lo.
Na maoha de ante-hontem, Ia do mez, foi
encontrado na Macega, junto ao trapiche da ca-
pitana, o cadver do Sr. William Sehrader,
guarda-livros muito estimado da casa dos Srs.
Jaoseu & Prenck, com um tiro de pistola oa
testa.
c Das averiguacoes lomadas, e do corpo de
delicio mandado fazer pelo Sr. Dr. delegado de
policia Garcez que imnrediatamente acudi ao
lugar, cooclue-se que o Sr. Sehrader suicidara-
se.
Ficava encarregado da inspectora da alfande-
ga o Sr. Fernando Ferreira da Silva, em subs-
tituirlo do Sr. Bernardino Jos Borges, que par-
ti para esta corte com licenga do governo im-
perial.
De Santa Catharina nada temos que accres-
ceutar caria que deixamos transcripta.
11 de setembro de 1861.
Da ordem do dia n. 289, publicada pela repar-
ticao do ajudante-general da guerra, em data de
anle-hoolem, consta o seguinle :
Nomeages.Do Sr. tcnente-coronel do corpo
de estado maior de 2* claase Jos Luccas Soares
Raposo da Gamara, para director do hospital
militar da provincia de Peroambuco, cujo lugsr
exerce interinamente. Decreto de 31 de agosto
Ando.
Do Sr. major do corpo de engenheiros Marco-
fazendeiro da fronteira do Chuy, Bernardino An
ionio da Costa, morto por quatro matreiros de-
pois de terem saqueado a casa do mesmo Costa,
de quem levarara roupa e chapeados.
A policia all destacada foi mandada retirar,
de modo que as autoridades locaes nada podem
fazer por falla de forca armada que a faca res-
peilar.
Os moradores da freguezia de Santa Victoria
queixam-se do abandono em que esto por parte
do governo, e muito receiam que urna to sen-
sivel falla de garanta anime aos matreiros do
Estado Oriental a perpetrarem novas mortes e
contiouarem no saque no nosso proprio terri-
torio.
De Santa Catharina alcancam as datas at 10.
Nada occorrra de importancia. >
Ro Grande do Sul.
Porto Alegre, 29 de agosto de 1861.
Na data em que lhe escrevo esta j ahi deve
estar causando bem serias apprehensoes a demo-
ra do Brasil, porque j l devia estar de volta
ha muitoe dias.
Coosolem-se, porm, comnosco, que lambem
cansamos de o esperar, e j lbe lindamos resado
pela alma (deixe passar a figura] quando ante-
hontem fundeon neste porto o Proteco com a
mala que aquelle trouxe.
Varios motivos concorreram para a demora
do Brasil.
O primeiro, segundo dizem, foi ter um juiz
municipal de Santa Chatharins entendido poder
embaracar a viagem do vapor simples requisi-
co de commandanle de um navio que soffreu
urna pequea avaria causada pelo Brasil; o que
nio admira comparativamente com o acto do
celebre juiz de psz que derogou a constituidlo.
O segundo foi porque j em frente barra do
Rio-Grande, cahindo um sueste, o commandanle
julgou prudente arribar a Santa Chatarina : e o
terceiro por se haver partido um parafuso da
machina.
Fosse como fosse, o que certo que a mu-
danza do nome em nada melhorou a sina do
_ t vw.|w -o ouguuuuiivs iw uauya uu uumo em uaua metnorou a sina do
lino Rodrigues da Cosa, para ser empregado em vapor, e est nos interesses da companhia oo
commisso activa no servico do ministerio dno manda-ln m*ia un mi n,>m,iQ r.m. a /-;.-...
commisso activa no servico do ministerio dos
negocios da agricultura, commercio e obras pu-
blicas.
Do Sr. Dr, em medicina Manoel Marlios dos
Santos Peona, para 2 cirurgio do corpo de
saude do exercilo. Decreto de 28 de agosto
Ando.
maoda-lo maia ao sul, porque a fama de Caliste
j ninguem lhe tira.
| Passo agora a dar-lhe conta do que por aqui
tem occorrido.
; Como lhe prometti respeitar sempre a verdade
no que lhe commuoico, e dous jornaes desta
- i capital, o Mercantil e o Correio do Sul, cootes-
Uo sr. desembargador da relago da corte Jos tassem a noticia, que lhe dei em urna das minhas
Mattoso de Andrade Cmara, para ministro ad- j cartas, da liga entre o baro de Porto-Alegre e
junto do censelho snpremo militar de jusliga, em Dr. Flix da Cunha aqui na provincia, devo de-
subslituic.80 do Sr. desembargador da mesma re- j clarar-lhe que, teodo o jornal A Ordem discutido
laco Antonio Simos da Silva, que passou a ser- : essa assergo minha com aquailes jornaes,
vir no supremo tribunal de justica." Decreto de
28 de agosto lindo.
Graduaco Ao Sr, Joo Alvos Xavier de Mel-
lo, Ia official da secretaria do conselho supremo
militar, foi concedida a graduago de official-
maior da mesma secretaria, Decreto de 31 de
agosto lindo, na cooformidado da imperial reso-
luto de 21 do dito mez, tomada sobre consalta
do mesmo conselho supremo.
EiouoracAo.Do Sr. alferes reformado do exer-
cilo Pedro Joaquim Nunea de Mesquita, do lugar
de quarlej-uiestre do asylo de invlidos da corte,
como pedio.
Remogo.Dos Srs. phsrmaceuticos alteres
do corpo de siude do exercito Joaquim do Prado
Araujo I.eite, da provincia de Pernambuco para
a de Sergipe ; e Benjamn Cincinato Uiioguass
desta ultima provincia para aquella, como re-
quereram.
Traoferencias.Dos Srs.20,,tenentes do 3 ba-
lalho de artilharia a p Manoel Ignacio Carnei-
ro ds Footoara. para o 2 batalho da mesma
arma; e Anonio Jos de Santa Aona, deate
para aquelle batalho, por assim haverem reque-
rido.
Do Sr. lente do 8a batalho de infantaria St-
meo Corris Lima, para o corpo de guarnico
do Cear.
Do Sr. alferes Jolino Franklin Bellota, do cor-
po de guaruigo do Cear para o 5a batalho de
infantaria.
Do Sr. alferes Xilderlco Cicero de Aleocar Ara-
ripe, do corpo de guarnidlo de Minai-Geraes para
o do Maraobo.
Dos Srs. alferes do 7a batalho de infantaria
Policarpo Jorge de Campos e Manoel Mauricio
Rebougas, este do lugar de secretario para a fi-
forca da lgica nao permittio que elles me des-
mentissem, e tcitamente confessaram-a porque
nada tiveram que responder a certas pergun-
tas. Apenas negaram que se estimulassem os
bros militares para dar forga a essa liga, mas
nesle ponto eu appello para o futuro porque s
elle que me pode fazer justica
E essa liga de que lhe fallei entre o baro de
Porto-Alegre e Dr. Flix escusado dizer-lhe
que comprehende tambem os Drs. Barcellos e
Amaro, porque nao teria explicarlo que esses
cavalheiroa fossem ahi adeptos sinceros de urna
mesma politice, e c se viessem hoslilisar se-
guindo outra.
Eu faria mesmo ama iojustica sua dignidade
e ao seu patriotismo se os julgasse capazos de
andarem fazeodo aemelhanles papis; e nem se
diga que o passado de alguns os priva de assim
procederem porque aguas passadas nao moem
moinho.
por fallar em aguas, noticio-lhe.e com gran-
de regozijo, que, leudo tindo no vapor passado
o Dr. Francisco Antonio Pereira Rocha, um dos
emprezaflos do encanameoto do aguas na pro-
vincia da Baha, contratar aqui igual servico, j
decidi com a presidencia deiti provincia aa
cpndiQes, e breve se lavrar o respectivo con-
trato.
Feito este passar elle a orgaoisar a companhia
e dentro em tres annos lera esta capital esse rilai
melhorameoto que ha tanto reclamamos.
Coosta-me tambem que as condices desse
contrato se incluir a de ser preferida a empreza
do encanameoto no contrato da illuminago a
gaz carbnico, para o qual tambem est autori-
sada a presidencia.
Os esforcos que o conselheiro Aotao lera
empregado para- a reallsacao desses e outros
melhoramentos s por si sao bastantes para lhe
dar direito gratido dos rios-grsndenses.
Cbegou do dia 9 do corrente da colonia Caseros
o judante do director da mesma, que, tendo
V- ?' 0l?n,a e Tind0 p0F lerra ,l 80 P'o
de Santa Barbara, distante dez ou doze leguas,
ah embarcan n'uma canoa de Joo Mariano Pi-
mentel e com este veio pelorioTaquary, gastan-
do dous dws. e meio os viagem.
. Noticio-lhe este facto porque a navegaco do
no Taquary at ao porto de Santa Barbara de
urna grande utilidade para o commercio dest
provintia, mrmente pan os municipios da Cruz
Alta o Passo Fundo, pela facilidade que lera
em tranaportar os geooros que d'ali veera.
Lonsta-tne que a navegago difficil en
alguns ponlos do rio, o a presidencia j maodou
proaeder aos necessarios exames, e tambem es-
colhero local para fundar umapovoaco: man
anda que essas difficuldades se nao possam re-
mover e: muilo Pfovavel ou mesmo certo que se,
pode abrir urna bo* estrada peU margern do rio
at ao ponto em que elle di ba oafegaco e,
isto j um grande melhorameoto para sta
provincia. v esl*
O novo chefe de policia Dr. Callado encetou *
sua adminulracao aqui com urna importante,
apprehensao. (1)
^Em Sania Maris da Boca do Monte deu-se a
ata ai do passado ama grave oceurrencia
Eis como nolicin um dos dous jornae* da
capital, e que verifiquei ser exacto :
s 10 horas da aoite d.esse dia era couduzdo
para a guarda da cadeia o official de Justica
trancisco Sisnando da Silva por ter altercado
com urna Chlm, quando em caminho um hando-
oe homens capitaneados pelo alferes da guarda,
nacional Jos Valentim dos Santos is veste con-
tra os dous soldados que conduziam o preso o o
proprio alferes gravou neste urna pnohaladi, da
qual ficou gravemente ferido; e, ainda depois
de recolhido o preso a urna casa prxima tentou
novamenle apoderar-se delle, e, ao podendo
consegui-lo correu algumas lacadas na pesso*
de Angelo Ribeiro de Freitas.queelizmeote ni
acertaram.
a Dez pessoas desse bando foram capturadas e
estao sendo processadas, mas infelizmente o.
alteres pode evadir-se.
Na freguezia das Torres, no dia 7 do corrente
um individuo de nome Augusto Gomes da Silva*
espancou atrozmente o vigario da mesma fre-
guezia Thiago de Pina Cabrai, deilando-o no
chao, calcando-oa ps e dando-lhe pauladas. O
vigano um velho sexagenario, mas dizem-me
tambom que muilo devoto de Baccho.
Em S. Francisco de Paula de cima da aerra foi
assassioado em um dos dias do mez passado Ma-
noel Antonio Duarle por seu sogro Manoel da
Paula Fernandos, que lhe disparou um tiro.
O criminoso acha-se preso.
No departamento do Salto, no Estado Oriental
foi gravemente ferido, e desse ferimento veio a*
morrer no dia 13 do passado, o cldado brasilei-
ro Leopoldino Machado de Oliveira, casado com a,
Brasileira D. Deolinda Joaquina dos Sanios
O assassino foi um indio brasileiro de noma
Manoel Alberto, que tambem ferio em urna mo
a D. Deolinda. Infelizmente evadio-se essa
malvado.
Leopoldino era pai de nove filhos, que o pu-
nnal do sicario deixa na orphandade.
O subdelegado do 3 districto de Piratinin
conseguio capturar o Oriental Jos Valeotim
Cssos e Clara Soares Sodr, reos do homicidio
perpetrado na pessoa de Francisco Marqup"
mando de Clara, os quaes acham-se recolhilos
cadeia d'aquella villa.
Alguns negociantes importantes desta oraca
reun.ram ha dias. e resolveram organisar una
companhia de seguros maritimos e contra o fono
,Sm c.0mmi8sl0 P" confeccionar os
SS 6 c?n;urne que j se acham inscripto
mais de cem individuos para accionistas.
Nos jornaes do Rio Grande vi tambem que va-
rias pessoas respeitaveis daquella cidade resolve-
ram rorma. urna associagao com o fim do promo-
ver a abertura da barra de S. Goncalo.
Isto prova que o espirito de associagao desen-
volve-se entre nos, e cedo comearemos a sentir
o impulso benfico dessa poderosa alavanca.
O ren di ment da alfandega desta cidade no*
tres ltimos annos tem sido o seguinle :
1858 a 1859..... 362:5513)977
1859 a 1860..... 348 5433288
1860 a 1861..... 411:1919065
Bem desejaria ter iguaes informacoes a respei-
to da alfandega do Rio Grande e Uruguayana
mas fleo na diligencia de oble-las para lhe trans-
mitlir, e assim flear o publico habilitado a co-
nhecer que esta provincia urna das que concor-
ram com avultsda somma para as despezas do-
estado, sendo a terceira na ordem das que tem
maior receita depois do municipio neutro, e s
lhe ficam superiores Pernambuco e Baha.
Se a represslo do contrabando liver o ap'oio de-
todas as autoridades da fronteira, nao deve ad-
mirar que no exercicio de 1861 a 1862 sua renda,
suba a 3,000:0009.
Vem a proposito, j que trato de contrabando*
chamar a attengo do corpo legislativo sobra
urna questo bem importante que me despert a,
leitura da nava lei da alfandega que passou oa*
cmaras orientaes.
Tratando da exportadlo, dispem os arls. 14 a
15 o segulnte :
Art. 14. Os coaros e mais productos do gado-
que sahirem da frooteira do Brasil pagarlo 4 por
cento desde o dia 5 de novemlfto prximo em.
diante.
Art. 15. Desde o mesmo dia igual imposto
pagaro os gados de todas as classes se exporta-
rem pelas ditse fronteiras, destinaodo-se seu pro-
ducto s rendas geraes ; assim como os outros
fructos do paiz, que tambem se exporlarem por
ellas. r
Est portento estabelecido mui expressamente
que de 5 de novembro do correte aono, os ga-
dos que se exporlarem do Estado Oriental para,
esta provincia sao sujeitos a 4 por cento. Nao
sei porm como se compadece esta disposico
com o estipulado no art. 4a e 5a do tratado de 12
de outubro de 1851.
Pelo tratado ficou isento por espago de der
anuos de todo o direito de exporlaglo o gado em
p que passasse da repblica para o imperio.
no art. 5a mui expressamente se estipulou que
essa isengao continuara por espago de seis me-
zes depois da iotimago por parte do Estado Ori-
ental ou do Brasil.
Ors, essa iotimago effecluou-se a 26 de junko i
logo dura a isengao al 26 de dezemdro.
Como ento que e lei fixou um praso dife-
rente, isto 5 de novembro, para dahi em dian-
te se comegarem a cobrar os 4 por cento dos ga-
dos que forem exportados em p para o Brasil?
Nao vira dahi algum conflicto com os nosso*
vizinhos?
Ninguem ignora que pela maior parte sao bra-
sileiros os moradores da fronteira, e que possuenx
grandes quantidades de gados que procuraram
passar para o Brasil antes de expirar o praso da
isengao, mas qual esse praso ? o dia 5 de no-
vembro ou o dia 26 de dezembro?
(1J Noticiamos esle facto no Jornal de 4 do
correnta.
Y. da R. .


mu
So s>
3TI2
p
>
f
DIA.RIO DI PtRlUMbUCO. h- TERQ1 IB Ja 24 DI TEMBRO BE 1811.
Qual tem mate vigor, o artigo da lei das altan-
degas ou os do tratado ?
Para mim fora de duvida que eile est cima
daquella lei por que eata nao poda ir de encon-
tr ao direito internacional; mas os execulores
o entendero da raesuia maneira?
' para que asim o eulendam que suscitamos
esta questo.
O poro prepars-se para as festaa da indepen-
dencia, e os politices para aa eleices de denota-
dos provinciaes.
Aquelle cuidado iUummages, bailes mascara-
dos, etc.; estes cuidam das combinaces das 11-
ga6, e cada um vai-se agarrando com as uobas
Aqui chegou o nosso secretario Dr. Luis Jos
de Carvalho Mello Mallos. J presiou juramento
do cargo, e consta-me que amanhaa toma conta
do mesmo.
Segu neste vapor o Dr. Pindahyba, ex-chefe
Je polica dcsia provincia, e a quem o governo
designou a comarca del'ury-Ass.
' um magistrado digno de considerarlo por
odos os ttulos.
Falleceu nesta capital no da 22 do crrante o
brigadeiro Salustiano Severino dos Reis.
' tempo de concluir esta, que o vapor nao
tarda largar.
Hoje mesmo j esperado aqui o quede l de-
ve ter sahido a 22, e por elle Ihe noliciarei mais
alguma cousa de que me nao record agora.
[Carta particular.]
[Jornal do Commtreio, do Rio.)
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PEQNAMliUCO.
Baha 19 de setembro de 1861.
Quem pensara ha cinco anuos que a corapa-
nliia Brasileira de paquetes vapor, to prdiga-
mente subvencionada pelo estado, lio brilhaute-
mente animada pela concurrencia publica, to
bem servida por commandaoles que sao dislinc-
tosoiciaes da armada, ebegaria desgranada si-
tuando em queseacba.se vera quasi obrigada
iuierromper o seu servigo, hitara, ezntim, com
urna posico Goanceira uisustenlavel I
Una erro s da direcgo bastou para produzir
esta crise. A acquisicao dos vapores Oyapock e
Cruzeiro do Sul, que em cada da de oaiegago
conromraem mais de um cont de res de carvo,
foi um presente funesto legado companhia. Sao
c'.les dous um cancro roedor que ho de acarrelir
sua morte, se nao se lomar urna resolugao deci-
siva.
Est provado que psra o trafago de nossas pro-
vincias baslam paquetes dolle e marcha do 7o-
canlins. ludo que exceder este modelo um
erro. Antes ter vaporesdeslas dimenses para fazer
tres viageos por roez, para o norte, de dez em dez
das, do que maiores para duas ou Analmente
urna viagem, como se pretende eslabelecer.
Tambem quando patriticamente proclamamos
nossa independencia, e, cheios de ardor e eulhu-
siasnao, constituimos este grande imperio, passa-
ria pel idea de alguem que, em menos de meio
sculo este ardor e enlhusiismo estara morto ;
que estes sedimentos exaltados de amor patrio
leriam cedido o passo ao indiffereutismo poltico,
ao egosmo ceosuravel que hoje livra intensa
e extensamente pelo paiz? Supporia alguem que,
n'uraa poca delicada como a actual, a cmara
flos senhores deputados nao fizess o oigamenlo,
nao cuidasse em eslabelecer medidas econmicas,
de prefereocia a quaesquer outras para fazermos
face ao dficit com que j arcamos ; que, em-
im, obrigasse o goveroo supprimir viagens dos
paquetes com grave detrimento para o co ruine r-
cip de Pernanibuco para o norte ; afim de couter
os Ilustres representantes durante es das em que
a asseaibla foi adiada?
Estas consderages e oulras mais alictivas e
pungentes me acodem de tropel k imagioago,
reeu charo redactor, e acredite que fago esforgos
sobrenaturaes para me couter, para nao dizer o
que sinlo dentro u'jilma. Sao, por ventura, ex-
temporneas, deslocadas aqui ?
Ne e> inconveniente esta irregularidad dos
yapores ; nao por causa della que comego he je
escrever-lhe, sern saber, comtudo, se terei pa-
quelo para conduzir esta missiva ?
A preguiga da assemblea geral vae-se esten-
deodo s proviuciaes : a desta provnci tambem
j^tem perdido varios dias em que nao p Je haver
sesso por falla de numero.
Ella votou urna indicago aquella pedindo
inainuriidades e prev^egios para seus menibrus, e
Desta questo, que lem sua importancia, ms que
l^o foi bem desenvolvida em uieu traco pensar,
gastou-se bastante lempo.
Entretanto a posigo econmica da Bahia se
nao egual, anda peior do que a do imperio,
e uem se trata de melhora-la. Eu creio que
verdade o que me disse ha das, um iolejligeole
depulado geral, que os nossos negocios eslavam
lao complicados, que nioguem se entenda ; que
cada um improvisava sua theoria ; mas que nao
havia quem sahisse do intrincado labyriotho,
sem ler um novo fio de Ariadoe.
E por isso que andamos s apalpadellas em
negocios to graves, fazendo boje huma cousa ;
amanhaa uulra em contrario, e complicando cada
vez mais a situago.
Esqueci-me de referir-lhe em miuha ultima
que, na ooite do nosso grande da 7 do corrente,
representou-se no thealro publico um novo dra-
ma de coroposigo do Sr. Dr Cincinato Pinto da
Silva, medico mu dislinct e mui joven anda,
denominado Os homens de cera, o qual foi bas-
tante aplaudido.
O nosso compatriota revelou seu grande talen- ; mualdo.
sita na baixa de Sapaleiros, para visitar as ac-
commod5c,es das orphaas. Quando all chegou
urna dellas recitou um tocante discurso, que
foi respondido por S. Exc. Rvma. com palavras
animadoras.
Neslaoccasiao deu o mesmo Sr. urna avulta-
d a es mola para o eslabelecimealo. Por fina fo-
ra M visitadlas lodos os sales da casa, em um dos
quaea eslavam os trabalhos feitos pelas orphias.
Mulos s suxioguiam pela peteico,
E' penna que a recelta desta asaociagie seja
to pequea, que nao conceda ampliar mais a
espbera da seus beneficios ; assim como desti-
nar urna caaa mate fasta para lio pi estesele-
cjsmsIo.
Usa as alustres seuhorss bahianaa da ceafra-
ria nao desaoiniam na sua obra de caridade, e
com o intento de favorecer i mais algunas infe-
lizes lembraram-se de dar na noute de 22 do
correte um concedo de msica vocal e instru-
mental, no grande salao da cmara municipal,
em beneficio das orphias desvalidas e desampa-
radas, para a qual j tem destribuido cercada
600 candes, que devem produzir utua~excellente
receila.
A' mulher est destinada urna grande misslo,
e bom -que as nossas patricias vo aasumindo
sua pesigp.
O Sr. depotado Alvaro Tiberio lem sido felici-
tado por varias commissoes de' cidadosdas di-
versas freguezias da capital pelo grande discur-
so que proferio na cmara temporaria na ses-
so de}
Cmo sabe o Sr. Tiberio um dos nossos
maiores talentos, e um dos maiores caracteres
da Babia.
O Sr. depulado provincial Francisco Nolasco da
Franca Antunes foi mandado por em liberdade
no dia 17 pelo tribunal da relacao que Ihe con-
cedeu habeas corpus, por verilear que o proces-
so contra elle instaurado era evidentemente
nudo.
Nunca se reuni tanta gente naquelle tribunal,
como nessa sesso.
0 Sr. Nolasco foi acompanhado por numerosos
amigos, Foram seus advogados peraole a rela-
lago os Srs. Portella e Junqueira Jnior, e o
primeiro desenvolveu urna bellissima defeza,
aps a qual o tribunal julgou a materia esclare-
cida, e passou 4 votago.
Votaram a favor os Srs. Sivs gomes, Peixoto,
Albuquerque, Snuza Brito e Pereira de Gastro, e
contra, oSr. Netlo.
A mesa administrativa da santa casa de mise-
ricordia, cuja frente est o seu provelor, que
o Sr. Figueirdo Leile, negociante rico, mas jo-
veo e cheio de de licago, que por urna inspira-
gao da Providencia foi escolbido para este emi-
nente e philanlropico cargo, envide os mais lou-
vaveis esforgos para mudaoga da casa dos expos-
tose das orphaas, oque urna medida argente
e dictada pela bumanidade; para ver se se di-
minue a mortalidade extraordinaria que caifa es-
t;s infelizes abandonados por seus progenitores.
Pode-se desde j presumir esta mudanga como
realisada ; porque o provedor e a meza sao per-
severantes, e nao recuam diante de difflculdade
alguma.
Sabio hontem para o Para com escala pora essa
proviocia, a canhoneira de guerra nacional lgua-
tmy, commandada peloSr. Io leneoie Francisco
Jos Coelho Netlo, a qual vai oceupar-se na de-
raarcagao de limites do imperio com a repblica
do Per, sob a direcgo do Sr. captro-tenente
JosdaCosls Azevedo, commissario por nossa
parle.
Gemem os prelo3 da Bahia agora por seu tur-
no com a diseusso da celebre queslio Moura
Mau, que tanto oceupou a imprensa do Rio de
Janeiro e que foi agora decidida era ultima ins-
tancia a favor desle banqueiro pelo tribunal do
comraercio desta proviocia.
E' um pleito importante cuja deciso ha de ma-
goar bastante o Sr. cooselheiro Nabuco, advoga-
do da parte, vencido.
Hontem passou-se na assemblea provincial um
fado, que nao ouso classicar: refiro-o sim-
plesmenle e deixo aos leitores formar respeito
o seu juizo I Depois de combater o parecer da
comroisso da polica interna o Sr. Romualdo
mandou mesa oseguinte requerimento :
Requeiro que fique adiado o parecer por oito
dias, como pede a moralidade publica da assem-
blea.
O Sr. Pedro Moniz : Nao posso acitar o
requerimento do nobre depulado por ser offeusi-
vo e injurioso assemblea.
VozesApoiado.
O Sr. Romualdo.Pego a palavn pela or-
dem.
O Sr. Pedro Moniz.Nou dou mais a palavra
ao Sr. depulado.
O Sr. Romualdo.Bravo, muito bero, isto o
que se chama imparcialidsde, mas emfim como
cada um tem seu candidato para proteger, tudo
deve fazer em prol delle.
O Sr. Barboza.Isto um insulto, que nao se
diz ao presidente da assemblea.
Vozes.Apoiado, muito bcra.
O Sr. Americo.Isto que immoralidade.
O Sr. Romualdo.Fra daqui nao ha^dedizer-
me isto, aposto
O Sr. Americo.Aqui e em qualquer parte di-
lo-hei.
O Sr. Romualdo.Nao o far porque antes
Ihe saltaro do nariz esses oculos.
Algus dputados.Isto de mais, um iosul-
to Sr. presidente chame orden) o Sr. Ro-
distinclo chefe Barroso nos termos os mate hon-
roso.
Acaba de thegar finalmente o vap^f if-Mtiitf
do Sul, e portanto vou terminar este
A nessa alfandega rendeu at hoja,
e a recebedoria de rendas internas 19:5858 r
Temos contado desde novembro e 1559 ai
agora 106 fallencias mais ou meaos gravta.
O Banco da Bahia reduzio a taya dos deacoo-
tos
Ocaaabio obre Landre* teta-u 25 1|4, sa
|re Paria, a 880 rs. o franca, abra Lisboa a 115
por cenlo da premio.
A escuna Carlota e a brgue Conee--o sa-
gue embrave para essa parlo, a levar graa-
to para este genero importante da lilteralura, e
se continuar a cultiva-lo, promette eoriquecer o
dosso thealro com excellentescomposigoes. To-
do o drama est escripto em urna bella lingua-
grm, e com muito espirito.
A obra de nossa alfandega que tem sido to de-
rxorada, acaba de ser embargada do lado do cor-
reio que est estabelecido em urna casa do Sr.
coronel Pedrozo, requerimento desle cidado,
e por orde.m do Sr. Dr. juiz dos feilos da fa-
zeuda.
O ministerio da justiga mandou suspender o
pagamento da despeza que at aqui faziam os co-
fres jjeraes com urna companhia do corpo de po-
lica desta proviocia. Porque razo tomou o go-
vprno esta deliberago ? Naturalmente ; porque
aquellos cofres eslo exsustos ; ms os provin-
ciaes esto mais cheios ? Eu acredito pamente,
e me fundo em mu bdas,razdes, que toda a des-
pezs da polica do imperio e algumas outras de-
Mam em sua lotalidade correr por conta daquel-
les cofres.
Foi commutada em deportago para fra do
imperio e mulla correspondente terga parte do
tempo de priso que anda tinha de cumprir, a
sentengs que fra imposta pela auditoria de ma-
rinha Manoel Alves da Costa Bastos, no pro-
cesso de apprehenso da escuna americana Mary
E. Smith, ultimo navio que demandou nossas
aguas com Africanos, e que foi tomado pelo bri-
ge escuna Olinda, commaodaote o Sr. capilo-
tenenie Bernardo Antonio Loureiro, em frente de
S. Mstheus.
O Sr, vice-prejidente nomeou por acto de 13
corrente a commissio que lem de dirigir expo-
sigo dos productos naturaes e industriaes, nao
s desta provincia, como das limilropbes ou mais
prximas, a qual compe-se dos seguinlcs cida-
dos: Visconde dos Fiaes, barao d Nag, barSo
de Matoim, dignitario Antonio Calmoo du Pin e
Almeida, coronel Antonio Pedroso de Albuquer-
que, lente coronel Theodoro Teixeira Goznes,
lenenle-coronel Francisco Antonio da Rocha Pil-
la e Argollo, Dr. Pedro da Silva Reg, commen-
dedor Jos de Barros Reis, fabricante Paulo Pe-
reira Monteiro, e proprietario Thomaz Pereira
Geremoabo. Sao todos fazendeiros, industriaes
e negociantes dos mais importantes desta pro-
vincia, e se quizerem podem concorrer para al-
caogarmos um grande resultado da fecunda idea
das exposigoes mandada por em execugo pelo
primeiro ministro de agricultura e obras publi-
cas.
Observo muita freza, por ora, e receio que 9
xninha proviocia perca sioda esta bellissima oe-
casio para apresentar os innmeros producios
naturaes que attestam a riqueza de seu solo co-
mo os productos variados de lavra de seus artis-
tas, que demonstrara a sua industria.
J o presidente da commisso recusou aceitar
o eucirgo, e isto uro mu agouro. Foi desig-
nado o Sr. bario da Matoim para tubstilui-lo nes-
10 honrqso cargo, e a vaga de um membro deixa-
da por elle foi preenchida com o Sr. Pedro Fer-
reira Bandoza.
No domingo 15 do corrente leve logar na m
triz da ra do Passo a reunio geral das senhoras
cebispo, vice presidente, commandanle da esta-
co naval, e muitas outras autoridades, como
um grande numero da pesaoas daa mate gradas
da capital.
Fiuda a missa, e mais actos religiosos toda es-
a britlhante companhia foi casa da Providencia,
da porco da charutos
aararn umearregameoto
rioha de trigo.
Estados-Unidos ItfOiO.
u "'*& 4W rs., Bahia 500 rs., Pernam-
MaUM.^rOtojs. 32SO0O.
aa segundo mbar- de viagem.
aces,
Pegas amerjcaeaa de 5 dlrs.
de 2 liS,
Mtate aaateoal papel, 6 a
* auro nacional, 8 liL .
4e Janmo, 15 de settmbror4* 1861.
Cambios.-Londres, 25 d. a 9ft d/viata.
Breasen, 1*545a 90 d/vista.
Chegou, procedente de PernamJjuao,
aarrento, o paliaba inglez Ve[erq% tona i
a
de 1,000 barrica* data-
Aa transages tem sido agora muilo frouxas I
atlravess a quadfa que "r""i>vrfl"i oom lo -
da a prpriedade diminuem de travesta e pouco
negocio se faz. .AP" AC
DIARIO DE PERNAWBUCO-
O St. Barbosa.A' ordem, Sr. depulado, islo
nao se diz.
0 Sr. Americo.(Levanlando-se, e enca-
minhando-se para a porta.) Veoha arranca-Ios
se capaz, vou para fra esoera-lo. veoha fazer
o que piomette. (Reclamages. Os espectado-
res levantam-se, reina confuso.)
O Sr. Pedio Moniz.A' ordem, ordem, eu
chamo o Sr. depulado Romualdo ordem
O Sr. Romualdo. (Diz algumas palavras que
pelo barulho nao poderam ser ouvidas )
O Sr. Podro Moniz.Tara julgar do meu pro-
cedimento ah est a provincia iuleira.
Depois desta scena, que proloiigou-se-einJa
com cousas smilhautes a essas que ah ficam es-
cripias, houve em urna das ante-salas grande ba-
rulho e voseria, produzidos, segundo consta, por
urna scena tamdem muito seria entre os Srs.
Americo e Japiass.
O resto da sesso ressenlio-se do excilamenlo
anterior ; vio-se o seguinte :
O Sr. Romaaldo.Pego a palavra.
O Sr. Pedro Moniz.Nao pode fallar.
OSr. Romualdo.Pela ordem.
O Sr. Pedro Moniz.Diga qual a queslo.
O S. Romualdo.E' que a hora esl dada, e a
diseusso nao pode continuar.
O Sr. Pedro Moniz.Continua a diseusso....
O Sr. Romualdo.Pego a palavra.
O Sr. Pedro Moniz.Nao tem a palavra.
O Sr. Romualdo.Pela ordem,
O Sr. Pedro Moniz.Continua a diseusso....
OSr. RomualJo. Pego a palavra pela or-
dem.
OSr. Pedro Moniz.Continua a diseusso....
O Sr. Romualdo.Pego a palavra.
O Sr. Padro Moniz Tem a palavra.
O Sr. Romualdo (depois de algum tempo).
Cedo por ora porque nao bs numero.
O S. Pedro Moniz.Vei-se proceder a cha-
mada.
E feila ella verQcouse poder haver casa.
Antes dsso o Sr. Vctor de Carvalho, revellou
que um dos candidatos aos lugares da secretaria
da assemblea, pedindo-lbe seu apoio, decla-
rou-lbe que comprava o lugar. (Apoiadosdo
Sr. Romualdo.
O Sr. Barbosa.Isso ninguem acredita.
O Sr. Pedro Caelano mandou urna emenda
para que em vez de ser dado o tugara Simpbro-
nio de tal fosse dado ao empregado adido da se-
cretaria do governo Joaquina Mauricio Fer-
rera.
O Sr. Pedro Moniz.Nao acceilo por ser contra-
rio ao regiment da casa.
Vozes.Isto despotismo : imposigao.
O Sr. chefe de eslago prestou no.dia 16 um
grande servigo, que passou desapercebido das pe-
ridicos da provincia. Est fundiada prxima
crvela Dous de Julno a alera americana Simo-
da. cuja iripolago se amolinou contra o capi-
lo. Es|e partecipou o occorrido ao cnsul, que
pedio auxilio capitana do porto. Um sargen-
to e Uta soldados mandados por esta reparligao
nao poderam contar os revoltosos, a mateos
exarcebaram.
A galera poz sua bandeira meio pao, a im-
mediamente parti da corveta um escaler com
um ofOcial e doze soldados do batalho naval.
Sete marinheiros americanos eslavam no castal-
io armados de paos e facas e difcilmente conse-
guio o oficial desarma-loa, prende-los e condu-
zi-los para a priao do arsenal.
O cnsul americano egradeceu este servigo ao
s noticias que publicamos hontem, do sul do
imperio, temos 9 acrescentar as seguintes :
Rio granee do Sul, 3 de setembro de 1861.
Pouoo andamento, diz o Commercial, tive-
veratn transaegescommerciaes desta priga do
decurso do mezcom qu lindamos esta nossa re-
vista ; a quasi que aa poda dizer, vista- dos ne-
gocios que se fizerap, qua ella estar,em som--
plets apathia,
Todava de vemos nos reeordar que este esta-
cionamenlo por que passaraos sente-se geral*
menta nesta poca, em que o mate forte commer-
co da provincia, e que Ihe desepvolve toda a ani-
mago ps trabalhos das xarqaeadas esto pa-
rados.
a Nao houve quasi pedidos da companhia para
os gneros do consumo, o que bastante se fez
sentir as importantes pragas de Porto-Alegre e
Pelotas, por cuja razo os logistase armazenei-
ros cingiram-se a comprar pequeas fraegoes, a
salisfazer-se como as circumstaucias exigiam
e segundo a maior necessidade que havia do ge-
nero.
Quantoao sorlimeolo da praga, melhorou
muilo, porque tjveraos regulares entradas de al-
guna artigos e avultadas de outros ; e neste ulti-
mo caso se conta o asaucar, para o qual pouco ou
nenhuns compradores houve, de viobos do Me-
diterrneo, que tratam-ae de armazeuar de fu-
mo, que offerece mulla difficuldade sus realisago,
e de caxaga, que tambem nao leve grande de-
manda.
Com ludo, este sorlimeolo e deposito que
mencionamos nao o julgamos em demasa a sor-
tir completamente os nossos mercados do inte-
rior quando o lempo permita desenvolverem-so
as nossas transages.
Do que temos menos existencia de azeite de
Portugal, manteiga, queijos flauengos. caf,
nielaro, vinagre nacional, presuntos, chumba de
munigo. breu, alcatro, e de certas miudezas que
geralmenle se recebem dos Estados-Unidos, e que
Sempra achara boa collocagao.
Tem sido muilo difBceis as cobrangas e a pra-
ga resente-se bastante deate faci ; no enlacio
persiste a confiauga no mercado, porque nao exte
le no geral mais que a morosidade, que breve da
ve desapparecer com a face que ho de lomar os
negocios logo que entre a nova eslago.
Desde Janeiro do carrele anua que temos as
nossas commujiices copa o imperio e Europa bem
desorganisadas, j pelo estado da barra, j por
temporaes que sobrevieram, e por fioa por cir-
cumstancias imprevistas que occorreram linha
dos paquetes brasileiros, o que bastante influio
sobre o movinaenlo commercial ; porm espera-
mos que principiem a cessar esles inconvenientes
por entramaos em nova eslago, que regularsar
nossas vias de communicago, e mesmo porque
nos consta que a gerencia da dita lnba dos pa-
quetes faz todos os esforgos para monla-la conve
nienteaente no devido p.
Acha-se j re'.ado o navio que deve levar a
carga de vitiho de 5. Clemente (cujo navio foi
condemnado), a Montevideo, onde era o seu ver-
dadero destino.
a Cambio.Sacaram-se sobre Londres, ocluin-
do algumas quaolias de Poito-.AIegre, 29,000 &
a 23 3[4, 23 7|8, 24 ds. por 15.
Sobre Pars 120,000 francos de 395 a 400 rs.
Sobre o Rio de Janeiro cerca de 180:00J, a
2 Olrj 90 dias.
Subte a Baha 25:0009 ao par.
Moeda nacional papel lem oscillado entre 5
a 6 O'o-
Fieles. Fretaram-se para a Europa 2 navios
para couios seceos e salgados : 1 para couros sec-
eos e salgados, de 160 toneladas por 500 libras
esterlinas, para Antuerpia ; 1 para couros seceos,
de 93 toneladas, por 450 libras esterlinas para o
Canal, idem para cinza 5 navios, 3 para Liver-
pool a O e VI rhs., 2 para o Canal, 1 a 35 1[2 5
ll'O e outro a 37 1 \' 5 OIq ; idem para Montevideo
2 navios ; 1 para carregar gneros da provincia e
oulro para levar um carregamento de vinhos, ca-
da um por 3:0005.
Assucar branco de Pernambuco. A maior
parte da carga do Mara Thereza foi para Pelo-
tas e do Espadarte armazenou-se.
As transaeges do mez foram limitadas e a pro-
cura fica muilo frouxa ; veoderam-se cerca de
800 volumes de 4^400 at 4^800 e alguma parti-
da pequea superior obteve 5$.
Hoje temos a seguinte existencia : 900 barri-
cas e 100 meias da Saudade ; 620 barricas, 150
, aucgauuu mais em
seu apoio qua eortando ama pequenina parte do
pulmo, esta nao sobrenadara completamente.
meias e 50 quartos do Espadarle ; 700 barricas
do Jorge, 690 barricas e lO meias do Norma, 690
volumes de varios navios ; total 3,608 barricas,
350 meias e 50 quartos, e mais as cargas do In-
vensivel e Carolina, que aioda nao manifes-
tara m.
Dito mascavo.A existencia regula por 400 vo-
lumes ; lem as cotages de 2j300al 3$700 a ar-
roba.
Dito da Bahia. Venderara-se do L'urico do
restante neste mercado 100 barricas branco a
4940O e o mascavo todo a 3J500 a arroba.
Da existencia vendeu-se 30fechos mascavo a
39200.
Picara em ser 820 barricas banco 194 fechos, e
250 barricas mascavo.
Carne secca. Cremos que nao chegou a com-
prar-se por conta propna 30,000 arrobas ; a
maior parte dos embarques sao feilos por conta
dos xarqueadores, e temos anda para exportar
urnas 200,000 arrobas, incluindo os navios que
eslo carregaodo.
Nao ha existencia da superior, toda bastante
desparelha e segundo suas qualidades, venderam-
se durante o mez de I96OO al 29600 por ar-
roba.
A safra nova, se o lempo nao peiorar, pode co-
megar muilo cedo, porquo no Estado Oriental o
gado nao tena sentido muito o invern, e apre-
senta-se hoje com regulares gorduras ; outro
tanto nao aconteceu nesta provincia, que a secca
e geada em alguns pontos muito prejudicou os
pastos ; e lugares houve, segundo o que nos
communicam, que teve-se da carnear para se
aproveitar o couro.
Caxaga. Veoderam-se 80 pipas da Saudade,
de 1389 a 1409, 30 da Polaca, a 1359, 30 do Ma-
ra Thereza, a igual prego : seguiram para Pelo-
tas alguns lotes e ficam era ser 287 pipas, sendo
102 do Salsipuedes, 76 do Almeida, 68da Polaca,
e 40 pipas viudas do Rio.
Couros salgados. Para vender concluiram-se
neste mez todas as exigencia a 150 rs. os couros
de vacca, e 170 rs. os de oovilho.
A continuago desfavoravel para este genero
dos mercados da Europa nao tem animado os ex-
portadores e especuladores a entrarem cm novos
tratos, uem lo pouco nos consta que selenba j
feito adiantanaentos.
Couros seceos.Venderam-se cerca de dez mil
para Hespanba e Mediterrneo, daodo-se pelos
levianos escolhidos de 260 a 380 rs. por libra, e
pesados de 300 al 320 rs. ; porm esta procura
nao reanimou a posigo do artigo, que se con-
serva no mesmo marasmo.
A varrer pequeas partidas, ha vendedores a
240 rs a libra.
Corduras. S noa consta de urna venda de
ptimeiras mos, que foram 4,000 arrobas do Ja-
guaro a 49500 a grax e 6 o sebo.
Nao sabemos que haja existencia as xarquea-
das, mas neste artigo tem havido um movimento
muito activo, que da segundas tem passado a ter-
cenas mos lotes importantes, tendo aloancado
neslas transaeges a graxa 4$800 e o sebo 69500.
As noticias recebidas nao podem ter promovido
estas compras, e s vistas futuras tero animado
a especulago.
Cambio.Londres, 23 7i8 a 24 ah.
Paris, 384 a 395 rs.
Hamburgo, 760 rs.
Rio de Janeiro, 3 OjO a 90 dias.
Freas.Inglaterra, Canal, 65 70 sb. e 5 0[0.
Sabio para Pernambuco,, A t, a brigue Mi-
queira.
Bahia.Referirao-nos carta do nosso correa-
"f ^* *- iiautt'i 1 v%w vro oiiri uaiic,
Ji.-rL-se no Diario do Commerci* :
Concluiram-se os trabalhos de que foi in-
cumbida a ofiitialidade e guardas miriohas da
crvela Herenice, neste aorta.
Poram-nos ministrados os seguinlea dados,
que, pela aua importancia, fonos levar ao co-
nhecimenlo du publico.
< No dia 21 do passado deram principia aos
trabalhos hydrographuoa afim de levantar-se a
planta do porto da Pajussra, e, depois de terem
determinado urna base de 800 ps inglezes, mar-
caram, por meio do [pantmetro os pontos mate
notaveis da praia que forma os. mesmo porto, de
sorte que assim conseguiram ter a planta de to-
do o terreno no mesmo dia.
No dia 25 liraram o contorno, marcando as
casas do povoado da Pajussra, coqueiraes, e cur-
raes de pescaras ; mas, tendo-se o tempo torna-
do chuvoso, foram constrangidos a suspender os
trabalhos desse dia. *
A' 25 occoparam-se aesse dia em marcar os
pontos mais salientes dos recifes, e os cabecos
dos baixos, collocaado para essa fina bias, com
bandeirlas nos mesmos pontos designados.
< A' 28, de posse daj planta dos recifes e bai-
xos, deram principio sonda, e determinaran]
as canees.
O porto da Pajussra contera 5 barras difie-
ren tes. A primeir, que a melhor deltas, de-
nominada Barra Grande e corre ao NNE SSO ;
a sua profundidade de 5 a 6 bragas na baixa-
mar; a segunda a Barra das Martes ; estrei-
ta, corre ao NE90, e lem quatro a cinco bracas
de profundidade na bracas de profundidade na
baixa-mar; a terceira a Brrela, assim cha-
mad] por ser mui eslreila ; acha-se moilo des-
truida, e tem urna pedra em frente, que sempre
est descoberta ; esta barra corre quasi a EO ;
a quarta a Barra Secca, assim chamada por
seccarna baixa-mar; d, todava passagem na
preamar, embaregoes miudas, e mesmo bar-
caga ; a quinta um canal, que est collocado cu-
tre a barra secca e a das mortes.
Existem no porto de Pajussra os seguintes
bancos ; um banco grande collocado (em frente
di Barra Grande, outro, collocado entre o ban-
co grande e a embocadura da Barra Grande, e o
outro collocado entre n banco grande e a Ierra.
Alm destes existem mais um banco ao lado
de O da Barra das Mortes 00 cabeco do qual est
collocada urna boia da capitana, outro em frente
da Barra Secca, e que conhecido por banco de
Jaragu, e um outro em frente do canal.
c Estos bancos compem-se de areia e pedra.^
Nao sao naturaes, e sim formados por podras
que sao all bogadas e que tem iudubitavelmen-
te concorrido para formago desses bancos. E'
um grande mal, que se vae fazendo tambem ao
porto, em que presentemente fundeou os navios,
o laogar-se o lastro dos navios estrangeiros no
fundeadouro. Em baixa-mar estes bancos ficam
descobertos, na preamar tem meia braga at ama
de profundidade. Ha neste porto cinco recifes,
que, parece-nos, se communicam entre si, nao
obstante a areia nue os separa.
tres bancos, que esto collocados dentro, de
duas a lre3 bragas na baixa-mar. Na parle de E;
ido do lado da Ponte Verde, existem 10 cur-
raes de pescara, que em grande parte tem con-
tribuido, e continuara a votribuir para mais obs-
truir o porto da Pajustara.
A maior profundidade, desle lado, no prea-
mar de urna braga, e na baixa-mar fica tudo
secco.
Eis o estado que est reduzido o porto da
Pajussra, onde podiam estar com mais seguran-
ga tundeados os navios e mais abrigados.
Deus queira que o goveroo empregue os
meros afim de ver se consegue restabelecer este
porto a seu antioo estado.
Muito lucrar esta capital com este melhora-
meoto.
EtiasdoAo amanhecer do dia hontem (ti)
nao se eocontrou na priso em que eslava no
quarlel militar, o alferes Joaquina Jos Luiz de
Souza, que tinha de seguir no prximo vapor ft-
ra Pernambuco, afim de ahi responder por urna
quantia superior a treze contos de res, de que
era portador para pagamento do sold do desta-
camento de Tararat. Foi preso na Palmeira dos
Indios. Desconiia-se que o mesmo alteres ainda
tem em si grande parle dessa quantia.
a A fuga leve lugar pelo lado opposto da priso
em que eslava, porque pelo outro lado nao pode
elle realisa-la, visto que era ali postada urna
senlinella pelns cadetes que davam dia, em vif-
ludeda descoofianga que elle Ibes causava. Dei-
ceu por urna janella, Onde deixou urna corda e
urna coberta amarradas. Tambero deixou em ci-
ma de urna mesa, no quarto em que eslava pre-
so, um bilhele, cujo contedo dava a entender
que ia suicidar-se.
a Elle um mogo de 26 snnos, bem parecido,
estatura regular, moreno, cabellos e olhos ne-
gros, barba preta e cerrada.
Por este fado esl preso o cadete Meira Li-
ma, que eslava de dia no quarlel.
E' um iuelizque anda comprometiendo aos
outros.
Consta-aos que a polica empenba todos o*
recursos de que dispe, para captura-lo.
Chegou, procedente de Pernambuco, 13
do correle, o patacho dinamarquez Elmira, com
3 dias de viagem.
te por intermedio dos vigarios geraes e parochos, niroM, n c. nr pii.n.. ; ., ,
IZZTiVlKrllt**queotar 'qttan^ia ^Z^S't^fS^iS**-
necessana para as despezas de papel a napraasao
annualmente, e em tal quantidade que sempre
hajam exemplares sufflcientes para
rem pelos fiis de todas as clssses, desde o rico
al o proletario. ^Ntot
Cada um contribuir eom a quantia que cotfce*
em suas forgas, porm aquelle qua assiguar a
de IO9OOO mil res para cima, lera a titule de
prataalor da instlatele.
Leuvamos ao Sr. Larena pala sua dedicagio
ao eervico da religo ; e eos aeme dos Brasilei-
ros, tetemos voto pala sua emprea a Ihe asee-
gusanos nossa sineara gnlido
Dando sciencia deate facto ao publico eenclutea-
moa lembrando a todas aa aaasos patricios que
quando os protestantes se esforgam por eocher o
mundo inlairn enm r.(.n qUe disiribuera
por toda a parte gratuitamente, nos deremos
empregar o maior empenho em fazer prosperar
necessaria para s despezas de impressao a dii-
tribuigo gratuita de obras da insirucgo religiosas
como as de que temos fallado,
Consla-no* que o Sr. vigario geral Dr. Cunha
Figueirdo, aulorteedo pelo Sr. Loreoa, nomeou
para director desta ipslituico nesta provincia o
Sr. padre mestre Joaquina Raphael da Silva, o
qual se tncarregar de receber as dotagoes offe-
recidas espontneamente pelos fiis e correspon-
dendo-se com o seu fundador, promover o seu
progresso.
Consta-nos igualmente que havendo o Sr. vi-
gario geral recebido 250 exemplares de cada urna
das mencionadas obras para distribuir gratuita-
mente por intermedio dos parochos, a estes se
vai dirigir por meio de urna circular, para que
se promova tambem pelas diversas freguezias a
necessaria subscripgo, de que temos fallado.
Todos, os Seis devem contribuir, afim de que vio-
do grande numero de exemplares, todos os seus
com parochianos possam receber a obra e parti-
ciparen] do lucro espiritual que esta inslituigo
pode derramar por toda a paite.
S. Exc. Rvma. o Sr. bispo diocesano, sempre
prompto a concorrer para o bem de seus Ulhos
espirituaes, mandou expontaneamente pagar do
seu bolsnho as daspezas dos direitos da alfande-
ga, e tendo examinado as obras, julgou-aa dig-
nas de serena destribuidas.
No vapor Cruzeiro do Sul, vieram de pas-
sagem, de volta de seus trabalhos legislativos,
os Exms, Srs. deputados assemblea geral, vis-
conde de Camaragibe, e Drs. Silvino Cavalcaete
e Joo Alfredo.
Hontem teve iugar, na igreja da Concelgo
dos Militares, a missa do stimo dia pelo repou-
so do teoente coronel Florencio Jos Carneiro
Monteiro, sendo coucorriJa por grande numero
de seus amigos e de seu fitho.
No domingo houve lugar a festa anniversa-
ria do hospital Portuguez, que j o haviamos
I annunciado aos nossos leitores o'ante mo.
Ao acto foi ligada toda a importancia, e ainda
desta feita respectiva aaaociacao deu urna copia
do si, que cada vez mais illustra a concepgo de
um eslabelecimento de tamauha importancia,
^ihvvi v.uu niais o\/un,utiuMi vviu^itijuicUtCi
".?";"?? ***. Caraairo Monteiro negando os facas
allegados pelos dous peritos, chegava conclu-
saa oppostas, dizendo que os pulmes nao li-
aban a cor propria do ligada, aeo mui diversa
poia que sendo o ligado de cor escara amarella-
da a de consistencia firme, aa pulraaes presentes
eram pelo costra rio de urna cor rubra a de con-
sisUacia esponjosa: negava ainda que houveasa
putrafaego, mesmo inciptaute. porquanto nao
se notara o. astor vaatigio aa ehetea caractarte-
tico da majarla ertasiiea era darornaasHio; a qua
portanto a saseratataeo a aa aaquaatoaisM* bo-
lhasda ar qua se 4apreaaaasa do aUawBo
podiam ser se nao devidas respirago, e qua
quanto a aUaai-la* iowfflato 4aa pulBo*9,
era esse um processo ioteiramenle deseonhecido
entre o vulgo dos homens, para que langassem
/rrAn?e eBPr?Mrt* conlribuiodo coa ? dol/0 He com a 8m d illud* .V.&l.e.a
PERNAMBUCO.

M REVISTA DIARIA-
No da 26 do futuro mez de oulubro lera come-
co a recepgo dos objectos, que devem fazer par-
te da nossa exposigao.
Os expositores devero faz-los encaminhar pa-
ra o palacio do goveroo, onde a mesma exposigao
tem de ser realisada 00 dia 7 da novembro.
Acha-se nomeado escrivo do almoxarifado
da lha de Fernando o Sr. tenenle Henrique Ti-
berio Capislrano.
"Foi removido de Sergipe para esta provin-
cia o Sr. pharmaceulico alferes do corpo de sade
do exercito, Beojamin Cincinsto Utioguass.
Sendo preso a interrogado peranle a subde-
legada de Santo Antonio o prelo Luiz, escravo
de um engenbo do termo de Pao d'lbo, e con-
tando se as respostas do dito escravo a denun-
cia de haver sido assassinada com agoutes urna
sua parceira, de nome Izabel, dirigio-se o Dr.
promotor publico ao Dr. chefe de polica, re-
meltendo-lhe certido do auto de perguntas para
os fins convenientes.
Em vista das indagages que procedern) o
delegado de Pao d'Alho e subdelegado do districlo
da Luz, verificou-se plenamente a falsidade da
informago, provindo-se quea.preta Izabel mor-
rera de urna enfermidade que n&o resultara de
castigos.
O nosso patricio, ora residente em Paris,
0 Sr. major do imperial corpo de engenheiros, e
engenheiro civil e militar, Egidio Jos de Loreoa,
querendo contribuir com o seu trabalho e dedi-
cagio em favor da impressao e dislribuigo gra-
tuita de livroa indispensaveis inslrucgo dos
preceitos de nossa santa religio calholica ro-
mana, exlrabio dos melhores e maia orlbodoxos
livros religiosos, spprovados pela igreja, o que
ha de mais til e necessario para a orago e fcil
comprehenso dos fiis que necessilam de saber
os myslerios de nossa religio; e com este ca-
bedal formulou duas ioleressantee obras, que pu-
blicou, urna destinada oraces e exercicios re-
ligiosos com o titulo de fiel companheiro do,
cArtoA enrequecida de finissimas eslampas, co-
meganro pela de N. 8. das Dores, protectora de
to illustrada eoncepco, e a outra com o titulo
de ealhecismo histrico da doutrina christa,
na qual se explicara em termos claros e abreviados
a historia santa e a doutrina.
O autor inspirado sem duvida pela divina pro-
videncia, concebeu urna idea summamente piado-
sa e til; e, realisaodo-a, insliluio um directo-
rio para, as diversas provincias do Brasil e Por-
tugal, onde a obra ser distribuida gratuitamen-
que tem correspondido a realisago ou a sua
pratica.
A concurrencia foi immeosa, e o eslabeleci-
mento eslava devidamenle ornado, apresentando
um espectculo de encantar aos vizilantes.
A festividade de N. S. da Escada, erecta
na igreja Conceigo dos Militares, effecluou-se
no domingo ultimo.
Foi este acto praticado com solemnidade con-
digna Senhora, que nella se celebrava.
Os desacatos ou actos de irreverencia, que do-
se mais ou menos frecuentemente em nossos tem-
plos exigem urna providencia, que os reprima e
faca cessar.
Nao nos cansaremos em exhibir a necessidade
ou o dever disto; por que todos a sentem, e
todos o reconhecem.
Assim, por tanto, parece que se obviarla
taes actos com a existencia do guarda da igreja
nos dias ordinarios porta do templo, e naquelles
de festividade com a de alguns irmos, alm da
senlinella em cada porta, para que nao s seja
vedado o ingresso pessoas vestidas com inde-
cencia, como ainda para arrumar os fiis con-
venientemente, fazendo cessar por tal modo a
algazarra, dicterios, etc. que ah vo em taes
occasies.
Esta medida de facilima adopgo, e tem por
efftiito evitar escndalos, irreverencias e immo-
ralidades sem numero.
Este ve entre nos, durante a demora do va-
por Cruzeiro do Sul, o Exm. e Rvm. br. bispo
do Cear, que residi no hospicio dos missiona-
rios capuchinhos, sendo ahi comprimentado por
grande numero de pessoas gradas da capital.
Durante o tempo de demora S. Exc. Rvm. vi-
zitou a maior parte dos nossos templos e estabo-
lecimentos pblicos, tanto desta como da cidade
da Olinda.
A's 4 e meia da tarde de hontem reembarcou
S. Exc. Rvm. na rampa da praga de Pedro II,
sendo acompanhado por um crescido numero de
sacerdotes e seculares.
Fez as houras do estylo o 2o batalho deinfan-
laria de linha.
Pelas 7 horas e um quarto da noite de hon-
tem, deram os sinos daa igrejas desta cidade
sigoal de incendio, que se havia manifestado no
registro do ga/, ua cocheira .do Sr. Josa Gongal-
ves Malveira, ra de Imperador, produzido
pela approximago do mesmo de urna luz na oc-
casio em que um dos caixeires pretenda dar-
lbe maior forga. Felizmente apenas resultou o
derretimeoto do cano, por se haver em conti-
nente fechado o registro, e suffocado a labareda.
Compareceu immediatameote o Sr. Dr. chefe de
polica.
Hontem tarde appareceu no horisonte, e
approximou-se de ierra, nao pedeodo tundear
no porto por ser noite, a canhoneira vapor
fguatemy, vinda da Baha, com 5 dias de viagem,
em consequencia de viajar vela, segundo a dis-
posigo de um aviso recente.
O Sr. medico do brigue escuna Fidelidade,
Dr. Horacio Cezar, obteve troca com o Sr Dr.
Ignacio Salvador Cardim, medico da corveta Dous
de Julho.
Apreseolou-se para servir no brigue barca
Itamarac', o Sr. Dr. Ignacio Alcibiades Velloso,
passando o Sr. Dr. Pampbilo Manoel Freir de
Carvalho, que neste servia, para o vapor Mag.
A corveta vapor Ipiranga, deve partir
25 do corrente. para o Rio de Janeiro, afim de
fazer oscoocertos de que precisa.
O brigue escuna Fidelidade prepara-se com
actividade para sabir em commisso ilba >de
Fernando de Norooha.
Hoje deve cahir n'agua, de um dos esta-
leiros do nosso arsenal de maiinha, um pequeo
vapor para o reboque de alvareogas e canoas do
trafego do porto. O macbinismo foi todo fabri-
cado no nosso arsenal.
O governo imperial determinou que um
official e pragas da nossa eslago naval, fossem
conduzir ao porto do Maranbo, o hiate aqui
construido para o servigo dos pialicos daquella
barra, regressando ao depois em algum paquete
ou navio do guerra.
No sabbade 21 do corrente ao meio dia,
reuniram-se na secretaria de polica os Srs. Drs.
Pitanga, Estevo Cavalcanti. Carneiro Moateiro
e Brecaote, nomeados pelo Sr. Dr. delegado afim
de procederem ao exame das viceraa da criaaga,
que fora encontrada no Caes du Ramos e dize-
rem se havia ella ou nao respirado ; e depois de
lido por todos elles, o corpo de delicto feilo pelos
Drs. Pedro Cesar e Dornellas no dia 18, na pre-
senga do Sr. subdelegado de Santo Antonio, no
qual auto concluiam estes peritos nao se haver
dado a respirago, passaram fazer o exame ne-
cessario as viceiras que se acbavam cootdasem
um frasco com alcool, o qual frasco eslava la-
crado e sellado com o sello da auloridade. Es-
tas viceras eram es pulmes e o corago, as
quaes se achavam separadas urna da outra : o
pulmo eslava ioleiro, tendo apenas algumas lo
cises na sua superficie. Tirados para fora estas
viceras, os peritos passaram a examina-las, e de-
pois de deitadas em urna bacia contando agua
tria a de ter cada um feilo o .seu exame respon>
deram o seguinte ;
O Sr. Dr. Pitanga disse que, nao tendo astado
presente ao auto do corpo de delicto da criaoca,
concluia com ludo do que nefle se achava exara-
do, que a crianga nao havia respirado; lauto
mais quanlo, dase elle, a cor dos pulmes
exactamente semelhanle i do flgado.
Maa os pulmes sobre-nadavam e a teto dizia
o Sr. Dr., que nenhuma importancia ligava, por
ser devido ao estado, adiaolado de putrefaego,
em que elles se acbavam: o que era ainda mais
comprovado pelas bolhas de ar que *e naostra-
vam no liquido contido no vaso d experiencia,
bolhaa de ar que dizia elle, serem resultado da
putrefaego.
O Sr. Dr. Estevo Cavalcanti foi do mesmo
conclua dizendo que a crianga havia respirado.
Fatlou por ultimo a Sr. Dr. Bracanle susten-
tando a opiaiao de Sr. Carneiro Monteiro e alle-
gando demais quaalo pequenina experiencia do
Sr. Dr. Estevo Cavalcanti, de ter cortado urna
parle do pulmo e esta nao sobre-nadar comple-
tamente, que nao sabia como concluir dahi que a
crianga nao havia respirado, porquanto a conclu-
aao legitima de urna tal experiencia seria pelo
menos, que naquella parle do pulmo a respira-
gao nao teria sido completa.
E&tava assim o caso indeciso, pois haviara duas
opinies pro e duas centra respirago da crian-
ga : ltela do que mandou o Sr. Dr. delegado
convidar ao Sr Dr. Soriano de Souza para dar a
sua opioio, e este depois de haver lido o auto do
corpo de delicto e de examinar as viceras presen-
tes, concluia com os Srs. Drs. Carneiro Monteiro
e Bracaote, mas que sendo o caso grave e para
que podesse elle fundamentar o seu juizo, reque-
ra aa Sr. Dr. delegado que se procedesse a ei-
humago do cadver da crianga, porquanto do
corpo de delicto por ser incompletissimo, nada
se poda concluir.
Todos os peritos presentes approvando a pro-
posta do Dr. Soriano de Souza, o Sr. Dr. delega-
do marcou s tres horas da tarde para que se
apresentassem no cemiterio publico.
Amanhaa talvez que possamos dar conta deste
exame e do rotatorio apreseotado pelos peritos.
A galera franceza Benhe, vinda do Havre,
trouxe a seu bordo os passageiros seguintes:
Vctor Luiz e Frederico Cleo Crenx.
A barca portugueza, Santa Clara, sabida
para Lisboa, conduzio a seu bordo o passageiro
seguinte:
Joo Jos de Pinbo.
Mataoouho publico.
No dia 21 do corrente mataram-se para o con-
sumo desta cidade 99 rezes.
MORTALIDADE DO DIA 22.
Josefa Epiphania da Fonseca, Pernambuco, 32:
annos, solteira, Santo Antonio, tsica.
Joo Venancio de Olireira, Pernambuco, 13 an-
nos, solteiro, Boa-Vista, anemia.
Antonio, Pernambuco, 4 annos, Recite, tisico.
dem do dia 23 :
Joaquina. frica,35 annos, solteiro, escravo, Boa*
Vista, tisico.
Albertioo, Pernambnco, 1 anno, escravo, Boa-
Visla. convulges.
Maria Joaquina ao Nasclmento, Pernambuco, 50
annos, viuva, Santo Antonio, bydropasia.
Communicados.
Exposico dos productos naturaes e in-
dustriaes na provincia.
ni
Tratando quasi que exclusivamente no lina de
nosso ultimo artigo das exposigoes agrcolas, pro-
mellemos mostrar como deveriam ser ellas pre-
paradas e realisadaa com proveitoso resultado
para o paiz. Nossas observages sobre tal as-
aumpto talvez j nao possam ter immediala ap-
plicaco.nesteanno, pelo limiladissimo lempo de
que dispomos ; serviro, porm, de norma no
presente e de utilidade pratica no futuro.
Se, como dissemos, a agricultura do paiz re-
sente-se por toda a parte de falta dos meios de
propagago ; se o espirito do lavrador ainda est
mal preparado para as escolas agrcolas, resta-
nos os meio9 praticos, em cujo numero se acha
em primeiro lugar a exhibigo e concurrencia dos
productos das diversas localidades. Para a rea-
lisago destas, devemos dirigir nossos esforgos,
afim de que preeocham o seu verdadeiro fina.
N'um paiz essencialmenle agrcola como o nos-
so, todo o meio de propagago que teoda a de-
senvolver pra ticamente a cultura, de subida
importancia, quaesquer que sejam as difflculda-
des que na sua execugo se possam encontrar. E*
assim que o eslabelecimento de sociedades agr-
colas as diversas comarcas de nossa provincia,.
com um carcter essencialmenle pratico, seria
talvez a fonte que melbor podesse abastecer as
nossas exposigoes cealraes.
Essas sociedades, composlas de agricultores do
local, se deveriam reunir paro discutirem em
co moa una os processos e meios praticos tenden-
tes aos melhoramenlos da cultura, estimulando
sua applicagae por meio de premios e oulras re-
compensas. Alm disso seus membros se cor-
responderan! com o directorio ou commisso
central desta cidade incumbida da acquisigo dos
productos destinados exposigao annual. Urna
serie de relagea sobre a natureza de cada um dos
productos so eotreteria entre s commissoes da
comarcas e o directorio, que daria em resultado
o estudo e verdadeiro conhecimenlo do producto
exposto, e dos meios necessarios ao melhora-
menta de sua propria cultura. As proprias co-
marcas poderiam, se assim Julgasse conveniente
a respectiva commisso, expor seus productos na
localidade, clasaifica-los e premia-los antes da
remette-los para a exposigao central. Servira
isso ainda mais de incentivo aos pequeos culti-
vadores, que nao podendo abandonar suas fazen-
das, teslemunhariara o aprego qoe aaerecem seus
productos.
O que aqui dizemos se entende nao s para
tudo que producto da lavoura, quer seja expon-
taneo, quer tenha passado por maoipulages o
transformages, como para os productos flores-
taes, e se estn Je igualmente s materias primas
destinadas industria fabril, e aioda aos ani-
maes, que nao figurando na exposigao deste anno
pelos motivos que mais tarde expenderemos,
nao podem deixar de oceupar um lugar impor-
tante as futuras feslas agrcolas do paiz.
Essas reuaiaa qua no presente s dteporiam
dos recursos particulares talvez, mate tarde leriam
do ser auxiliadas pelo governo, e prestar outros
servigos de maior importancia, que par das
exposigoes desenvolvessem a agricultura na-
cional.
A crego dos institutos agrcolas j foi mu
grande passo ; mas preciso que seus membroa
se compentrela da verdadeira misso quo lhes
foi confiada. Essas instituiges dispem de re-
cursos, que se nao sao sufficienlesoarao empre-
go directo dos melhoramenlos da cultura,servem.
para premiar os cultivadores, para estimlalos,
meios esles que tendera a chegar ao mesmo fim.
O instituto agrcola desta provincia, quando sa
achar regularmente constituido,' deve ser a pro-
pria commisso central a permanente das fu-
turas exposigoes ; delle cumpre partir a iniciati-
va em melhorameotoa desta ordem, e promover
sua realisago ; nena pralicavel o contrario sem
que se choquem duas corporages, que deman-
dara o mesmo fim por meios e recursos diver-
sos. Os esforgos de todos devem estar ceulralisa-
dos, para que no fim de cada anno ou em periodos
determinados mostrear os resultados da insli-
tuigo.
Urna sociedade agrcola um grande meio da
propagago. mas par dalle deve marchar o au-
xilio pecuniario, se s por ella se pretende pro-
mover o melhoramenlo da cultura. Esse auxi-
lio, porm, nao nos dado ainda obte-lo em
grande escala, e os recursos proprios devem ser
o grande naovel do seu deseovotvimenlo. O go-
verno, solicito como em fazr prosperar todas
aa inslituiges novas, nao deixar de prestar sua
assistencia obra que promore os melhoramen-
los agrcolas.
Estas generalidades qua aqui laogamo, quan-
do tratamos da industria agrcola, sao suscepti-
vete de um grande desearolvimenlo desde qua
se trata da sua applicacao, maa que nao sendo
de immediato rebultado nao convm insistir por
mais tempo em sua utilidade, o que taremos
talvez mate larde.
Se estivessemos j& preparados por aquelle meio
para testas como a que nos espera, isto se as
runies agrcolas pelo interior de toda a provin-
cia j tivessem inspirado o amor da progresso a
estimulado o desejo da preferencia, aioda quaa-


Uai DI f*ftl4MUC0. TERCA FURA 24 DI SETEMBRO 1 1M1.
(3>

do fosse esta a nossa primeira oiposigSo, nao
devanamos duvidar da seu xito, porque ento
feria industria, quedormiodo no paiz, mis ali-
mentada e cheia de forga, vinhe lerautar-se para
mostrar seus prodigiosos resultados. Assim nio
accoatece ; mas nem por isso de remos furia r-nos
ao emprego de somos esforcos. Venhaoios an-
da esta vez desmentir o dito do eslrangeiro,que
o Brasil o pab dss empresas em projecto,e
mostremos que todos applaudem ludo quanto
tendente ao progtesso e desenrolrimento de nos-
sos proprios recursos.
Para a expolelo de 7 de norembru j nao tem
applicaQao nossas ideas, que actualmente lerrera
para guiar o espirito daquelles que desejarem
partilbar da grande obra de nosso futuro.
Hoje devemos contar nicamente com o que
est feito, e s d'ahi deremos colher os resulta-
dos do presente.
A eiposigo de novembro potlanto pode ser
considerada como ama grande revista do que as
nossas dezenas de bobos temos feito, em geral
sem metbodo, sem scieocia e com o simples bom
senso.
Por ahi daremos comeear ; e Tamas com ef
feito dizer ao paiz o que sua agricultura, o que
sua industria, o que deve elle fazer para nao
T-las anniquiladas, e o que cnmpre cada um
-de dos promover para ajada-lo n'essa grande em-
prcza. Se um ensaio o que vamos fazer, elle
servir de meto para aquilatar o ooso progresso ;
se fr este oeohum, ser aquelle o ponto de par-
tida, o recurso nico que temos e de que conrea
tancar mo para nos conhecermos.
Continuando a occupar-nos da industria agr-
cola, Tejamos quaes as classes ou accedes de ob-
jectos que devem figurar na ex.posi(o e que fa-
zem parte dellas.
Considerando, como temos considerado, pro-
ductos
10 barris, vinagre; Jos Francisco de Si
Leilo.
100 caltas, batatas, 15 ditas ceblas, 5 fardas
papelo ; Aimeida Gosaes Alves 1 caixa leo de ameodoi doce; Joaquim de
Aimeida Piolo.
100 caixas, cbelas; Molta & Irmos
1 caixote, bracos de balanza; Manoel Tarares
Cordeiro.
SO barris, teacioho, 10 saceos cominos; a Jo-
s Marcelino da Rosa.
1 barrica azarlo, 2 caixas brochas, 1 dita vi-
dros, 1 dita garrafas, 8 ditas Le Roy, 3 ditas
plaas medfcioaes, 2 barricas linhaoga, 1 dita
cevada, 1 fardo relalho de pellica: Joaquim
M arito ho da Cruz Correa.
A barricaa cera em grume, 23 caixotes Telas de
cera; a Manoel Joaquim Ramos A C.
2 caixas livros impressos ; a Elias Jos dos
Santos Andrade.
2caixas mercurio doce; a Parete Viaooa
&C.
1 dita retroz ; a Thomaz de Paria.
1 dita calcado ; a Antonio Augusto dos Santos
Porto.
50 saccaa semea ; a Lniz Antonio Siqueira.
25 barris azeite doce ; a Azeredo & Menes.
1 fardo umcolcho, ecaixa e 2 volumesleitos
de ferro ; a Palmerra & Beltro.
104 oaixaa ceblas, 5 ditaa batatas ; a Vicente
Ferreira da Costa.
7 pipas e 16 barris viobo, 20 caixas cera em
velas, 5 barricas cera em grume, 300saccas se-
mea ; a Thomaz de Aquino Fooceca.
2 caixote agua das Caldas, 1 dito producios
medieinaes, caicas de pilulas. rolhas de cortica.
borrachas, etc ; a Ignacio Jos do Couto.
147 LigeJos, 1 calta la cardada ; liaia
Irruios.
1 caixa ceblas, sal e charutos; Mauricio
Minoel Jos Gon-
daquelli nalureza nao s os que sao de
producto espontanea como os que paasaram por i los dos Santos Ribeiro.
diversas traosformaces, podemos em geral dizer i 2 barril viobo muscatel
que sao elles classiQcados como gneros alimeo- > calves da Foote.
(icios, productos florestses, ou materias primas j 1 caixote leo de junipero, 1 dito man, 5 ditos
destinados industria fabril. Esta grande classi- brochas, 5 ditoa drogas medieinaes, 1 dito pi
ficajao tem suas subdivisoes oas ioslruc^es do de ouro e prata.l dito espirito deaalamooiaco, 1
gorerno, que nos dispenaam de eatrarem minu- [dito faais de vidro a copos; Joo da Silva
ciosidades de nomes, etc. Devemos porm aceres- Paria.
centar aqu para os expositores dos productos al- ', 2 calzles mermelada ; Jos Fernandos Lima,
guns desenvotvimentos que deem urna idea do 6 podras de cantara; Carvalho Nogueira
que ella ; A C. .
Seja-nos permittido, porm, antes de entrar-. 100 barris cal, 11 Cardos alhos, 10 golpelhas
mos nos meios praticos dessa classificaro, dizer lamendoas, 50 caixas ceblas, 5 saceos cominho,
elguruas pala v ras com relaco maoeira de en- : 30 barris toucioho, 20 ditos chongos ; i Azevedo
carar a agricultura e seas auxiliares, como tem & Mendes.
sido ella considerada as exposices agrcolas de Brigue americano J. Cushiny, viudo de Car-
outros paizes, e como deveria ser estudada en- dl, consignado a Scott Wilson i C, manifestou
tre nos. o seguinte r
Tratando da industria rural temos de proposito 446 toneladas de carvo de pedra ; aos mes-
litado nossa alinelo na producto vegetal; e mos.
assui fazemos por isso que o governo excluio em j Vapor nacional Cruzeiro do Sul, procedente
parte das exposices a produgo animal; entre- [dos portos do aul, manifestou o seguinte :
Unto se nosso fim o progresso e melhorameato ; 2 caitotea livros impressos ; a Nogueira Souza
da agricultura, ninguem desconhecer que par fi c.
desta deve marchar o melhoramentoe desenvolv-. 1 dito ditos ditos; a Aimeida Gomes Alves
ment daquella. A C
Os animaos domsticos sao tio atis como sao : 1 dito ditos ditos ; a Jos B. de Mello.
asplantas; se estaa servem alimentario, aquel- ] 1 dito ditos ditos; a Antonio M. de A mor ni.
1 dito xarop6 de Bosque ; a Joo da C. Bravo
les nao s concorrem para o mesmo fim, como
sao auxiliares que conlribuem para a multiplici-
dade dos objectos de consummacao, e facilidade
dos transportes.
A producto animal de um paiz pode dar urna
idea muito vantajosa de sua agricultura ; e esta
jamis podei chegar prosperidade deQohando
aquella.
Ser por tanto o animal domestico urna nova
e importante cathegoria a exhibir as nossas ex-
posices do futuro, e que em caso algum deve-
mos despresar, se aspiramos aos melhorameotos
da producao vegetal.
Entre nos parece que as ragas vo degeneran-
do de da em dia, e reclamam serios cuidados do
paiz. Para ellas portanto devemos tambero adop-
tar as exposigoes, tanto mais qae as localidades
criadoras, pudendo representar urna parte impor-
tante as exposigoes, ficam por isso privadas, e
exhibecn simplesmente os productos taes como
pelles, couro, pello, plumas, chifres, etc.; e an-
da assim parece quenSo sero ellas devidamen-
ae representadas com a ausencia dos animaes que
os produziram.
Nao sabemos precisamente os motivos que de-
terminaram o governo a excluir os animaes do-
msticos das exposigoes, ten lo litado um prazo
restricto duraco aquellas. Devemos crr que
as diffiouldades de um local apropriado, da ali-
meotago, e tal vez dos transportes dictassem
aquella etcluso. E' para desejar entretanto que
novas raedidis sejam propostas pela commisso
permanente, e adoptadas pelo governo, para que
aquellos embarazos desapparegain.
Contouomos occupar-nos do que cumpre fa-
cer para realisarmos nosso Qm ; e digamos mais
algumas patarras acerca dos productos vegetaes.
B. M.
Sul, commandante o capito de mar e guerra
Gartisio Mancebo.
JVstnossa/udoj no mermo dia.
Maceibarca inglesa -Su/tan, capito William
Hutcheny, em lastro deassucar.
Lisboabarca portuguesa Santa Vara, capito
Antonio Ventura dos Santos Nares, carga as-
sucar e outros gneros.
Navio entrado no dia 23.
Baha4 dias, canhoeira nacional Iguatimy,
commandante 1* tenante Nelto.
Navio sahido no mesmo dia.
Portos do norterapor nacional Cruzeiro do
Sul. commandante o capito de mar e guerra
G. Mancebo.
Mitae.
0 Dr. Bernardo Machado da Costa Doria, juis de
dlreito da primeira vara criminal e substituto
da do especial do commercio desta cidada do
Keoife de Pernambuco seu termo, por S. M.
*, que i>eue guares etc.
Fago saber aos que o presente edital Tiren, e
della noticia Urerem, que deixando de ter lugar
por impedimento d'este juizo a reuniaodos ere-
dores da massa-fallidade Manoel d'Azevedo Pon-
tes, no dia 13 do corre ota anea, para nomeagio
de depositario u-depositarios, que ho de rece-
ber e administrar provisoriamente a casa fallida,
da novo sao convidados para comparecer no dia
25 do andante, pelas 10 horas da manhaa, na sa-
la dos auditorios, para o mesmo fim.
E pera que o presente chegue ao conhecimen-
to de todos, ser publicado pela imprensa e afil-
iado na forma do estylo.
Cidade do Recife, 21 de setembro de 1861.
Eu Adolpbo Liba/ato Peraira d'Oliveira, ssere-
vonle juramentado o escrevi.
Eu Manoel Mara Rodrigues do Nascimento,
escrivo osubscrevi.
Bernardo Machado da Costa Doria.
Secretaria do governo de Pernambuco 20 de
setembro de 1861.
Pela secretaria do gorerno se faz publico, para
conhecimento de quera interesiar possa, que se
acham em concurso os officiss de partidores do
termo do Limoeiro, creados pela le provincial
n. 501 de 29 de maio deste anno, accumulando
um as funegea de contador e outro aa de distri-
buidor, afim de que oa pretendentes se habilitem
e apresentem os seus reqnerimentos instruidos
na forma do decreto n. 817 de 30 de agosto de
1851 e aviso o. 252 de 30 de dezembro de 1854.
Antonio Leite de Pinho.
A amara municipal da cidade do Recife faz
publico para conhecimento de seui monicipes
que recebeu do Etra. presidente da provincia o
officio abaito transcripto, ao qual acompanha a
relago dos productos, que podem ser a presenta-
dos oeste municipio, e espera que lodos coocor-
ram para que o convite do governo da provincia
produsa o desejado etleito, e est prompta a dar
todos os esclarecimenlos, e a presentar lodo o au-
xilio, qae della depender para qae se realise to
, a Joaquim B.
1 caixote jolas ; a Deocker &
COMMClO.
Alfandega.
Rendimento do dia 1 a 21. .
Llera do dia 23 -. .
Hoviiueuto da alfandeara.
Vulumes antradoscomfazendas.. 184
> > som gneros.. 192
Volumes sahidos
a >
com fazendas..
com gneros..
Descarregam hoje 24 de setembro.
Galera francezaBerthmerca dorias.
Brigue portuguezMirgaridagneros por fra.
Barca oglezaBarckhillmercadorias.
Brigue hamburguezOttoidem.
Polaca hespauholaIndiacarne de chsrque.
Brigue brasileiroHenriquesal.
Barca inglezaCurshungcarro.
Brigue hanorerisnaJpiteridem.
I suporta cao.
Patacho americano Palmilto, viuda do Balti-
tnore consignado a Phipps irmos & C.
650 barricas e 190 meias ditas farinha de trigo,
aos mesmos
614 ditas dita dita, a Johnston Paler & C.
Brigue portuguez ilargarida vio lo de Lisboa ;
consignado a Amoriai Irmos, manifestou o se-
guinte :
18 pipas e 60 barris vinhos, 30 caitas cera em
grume, 60 barris toucioho, 2 pipas vinagre, e 40
barris azeite doce ; a Francisco Severiano Ra-
belloA Filho.
1 fardode cobre, e 12 barris vinagre ; a Ma-
noel Ignacio de Oliveira & Filho.
1 caixa oleo de allazmea, 1 dita dito de amen-
doa doce, 1 dita dito de junipero, 1 dita man. 1
dita psde Joannes e mercurio, 2 barricas in-
cenco ; a Jos de Pioho Borges.
500 molhos ceblas; ao capito.
10 barris azeite doce ^SO ditos toucioho, 5
saceos cominos, 5 ditos erva-doce, 2C0 ditos
farelos; a Francisco Luiz de Oliveira Azeredo.
50 barris azeite doce ; a Joo da Silva Re-
gadas.
20 barricaa ameodoas, 8 aaccos cominhos, 8
ditos erva-doce; a Aranaga Filho & C.
50 saceos semea ; Ilenry Gibssoo.
5 birricas cevada, 1 dita papoulas, 1 fardo
malvas ; Bortholomeu Francisco de Souza.
1 caixa vinho ; Belmiro do Reg Barros.
1 caitote drogas medieinaes e peneiras, 1 bar-
rica gis braoco Csora & Barbosa.
1 caixote chiaellas de orello ; Satyro Serafim
da Silva.
8 barris vioho, 1 caixa balanga decimal:
Marques Barros & C.
2 eaixotes coelheiras do barro ; Taiso Ir-
mos.
1 dito rap e mludezas; Gregorio Paes do
Amaral.
2 barris vinho ; Jos Teixeira Leite.
1 dito dito ; Hsnoel Ribeiro de Carvalho.
300 caixas batatas, 10 pipas 2 meias 9 barris e
1 caixote vinho, 846 pedras de lagedo; Amorim
Irmea.
1 caixote mercurio; Vaz i Leal.
5 saceos cominhos; Manuel Marques de
Amorim.
100 caixas batatas; Marcelino Henrique Pe-
reira.
21 barricas cera em grume; a Faustino Car-
doso de Geavea.
8 caitas ceblas, 5 ditas batatas, 2 ditas a-
Ihos; a Jos Antonio Soajes.
100 barris cal; a Manoel Goncalves da Silva.
2 caixas massa de tomates; a Feliciano Jos
Gomes.
8 caitas doces; a Thomaz da Aquino Foo-
ceca Jnior.
1 caita diversas mercadorias
dos Reis.
1 dita ditaa ditas,
Barroso.
2 pacotes miadezas ; a Pioto de Souza & C.
Exporta$ao.
Dia 19 de setembro.
Barca portuguez a Flor de S. Simo, para
Lisboa, carregaram:
Carralho Nogueira & C, 55 couros espichados
com 990 libras.
Jos Velloso Soares A Filho, 20 saceos com
100 arrobas de essacar.
Barca ingleza Athole, para Gioraltar, carrega-
ram :
Patn Nash & C, 900 saceos com 4:500 arro-
bas deassucar.
Brigue inglez Rosalie, para Liverpool, carre-
garam :
Saunders Brothers A C, 44 saceos com 208
arrobas e 7 libras de algodo.
dem do.di a 20.
Barca porlagueza Flor do S. Simao, para o
Porto, carregaram :
Joaquim Jos Rodrigues da Canha, 13 meiaa
barricas com 51 arrobas e 10 libras de assucar.
Carvalho A Nogueira, 50 saceos com 250 arro-
bas de assucar, e 45 molhos com 458 meios de
sola.
Brigue portuguez Florinda, para Lisboa, car-
regaram :
Amorim Irmos, 250 ssecos com 750 arrobas
de assucar.
! Polaca fracceza lnkerman, para Marseille, car-
regaram :
E. A. Borle A C, 1800 saceos com 9:000 ar-
. robas de assucar.
{ Feliciano Jos Gomes, 236 saceos com 1:180
; ditas dito.
Brigue inglez Vanlt, para Greenock, carrega-
, ram:
Johnston Pater & C, 600 saceos com 3:000 ar-
robas de as3ucar,
Brigue portuguez Relmpago, para Lisboa,
carregaram :
jTaTiwI^ Thomaz ae Aquino Fonseca, 10 pipas com 850
j-3 idicdu caadas de agurdente caxaea.
Dia 21.
Polaca franceza Inkermann, para Marseille,
carregaram :
E. A. Burle A C, 464 saceos com 2,320 arro-
bas de assucar.
Brigue portuguez Relmpago, para Lisboa, car-
regaram :
Thomaz de Aquino Fonseca, 10 pipas com 850
caadas de agurdente e 9 ditas 4 meias e 31
barris com 3,140 medidas de mel.
Barca portugueza Flor de S. Simio, para Lis-
boa, carregaram :
Carralho Nogueira A C, 97 barris com 3,600
medidas de mel.
317:8853489
10.272361
20
167
376,
287
Recebedoria de rendas internas
ge raes de Pernambuco.
Rendimeoto do dia 2 a 22. 21:4881810
dem do dia 23......; &051f550
24.5(03360
Consalado provincial.
Rendimento do di 1 a 21. 37:130704
dem do dia 23......2:379*305
39510929
Moyimeiiio do porto
M a. m Ti a. 5' "-2 9> 9 Horas.
9 V w o a 5 c s n kthmosphtra O
* M 9 en M Dirtecao. eo B i-i e 09
-59 s P3 0Q e W o B t a S3 5 S o 1 Intensidad*. 1
3 a 1 Fahrtnhtit. 1 3 B O rt 9 O 5 se H n H 9
13 00 O) $ C/1 8 1 Centgrado. S t* 9 r o O t-1 O
3 g 8 3 y Hygromtiro.
O o o o o Cisterna hydrt mtrica. >-
00 -a s os 1 o Oh ?-! Franctx. > s o 3 s
9 *8 -5 LO O - -5 ' rnglei.
til ensaio, o qual ter lugar no dia 7 de no rem-
oro prximo futuro, como faz eerto o segundo
officio de S. Exc. de 13 do correle, tambern s*>
baixo transcripto.
Paco da cmara municipal de Recife. em ses-
so ordinaria de 16 de setembro de 1861.Luiz
Franciaco de Barros Reg presidente, Francisco
Gnalo da Boa-riagem oficial maior serrindo de
secretario.
4a secgao.Palacio do governo de Pernambu-
co, em 4 do setembro da 1861.Devendo ter lu-
gar nesta cidade no dia 2 de dezembro vindouro,
oo palacio do governo, ama expsito dos pro-
ductos naluraea e inOaetriaea desta provincia, e
das que Ihe se limitraphee, ou lhe Qcam maw
prximas; de conformidade com asrdeos irape-
riaes, recommendo acamara municipal do Reci-
te, que, fazeodo chegar eata noticia ao conheci-
mento de todos os seus monicipes, procure por
todos os meios do seu alcance anima-loa do de-
sejo de concorrerem para a referida exposicao
com os productos,que all podem figurare se a-
cham especificados oo cathalogo.anne&o aa ins-
truccoes. de que remette o incluso exemplar itn-
presso ; fazendo-lhes essa cmara veras grandes
vantagens, que ho de resultar da referida exp-
sito, nao a para a agricultura, mas tambera
para a industria do paiz, como um dos mais con-
venientes meios de animaeo para o desenrolri-
menlo de to importantes fontes de riqueza na-
cional, a qae o governo presta a mais sera at-
tenge, comando com o concurto de todos os ci-
dadios, e especialmente das municipalidades, oo
empepho de preeocherem por este modo um dos
prlocipaes dos de sua instituido.Antonio Mar-
cellioo Nunea Goncalves.
4a secco.->-Palacio do gorerno de Pernambu-
co, em 13 de setembro do 1861.Declarando-me
o Exm. Sr. ministro da agricultura, commercio
e obras publicas em aviso, expedido em 19 de
agosto ultimo, sob n. 18, que a exposicao desta
prorincia deve ter lugar no mez de novembro, e
nao em dezembro, como por engao se diz as
iustrucce, de que remelli a cmara municipal
da cida Je do Recife um exemplar impresso em
officio de 4 do corrente, apresso-rae a cmmuni-
car a mesma cmara em additamento no mea ci-
tado officio, que a exposigao ser aberta nesta
cidade no dia 7 de novembro prximo vindouro.
Antonio Marceliino Nunes Goncalves.
O Illm. Sr. inspector da thcaourarla pro-
vincial, em cumprimeoto da ordem do Exm. Sr.
'presidente da proviocia de 14 do corrente, man-
da fazer publico que at o dia 17 de outubro pr-
ximo vindouro estar aberta a concurrencia para
o contrato da collocac.ao de carris de ferro deno-
minadostrilhos urbanosa partir desta cidade
at a povoa;ao dos Apipucos. O contrato ser
feito nos termos da le provincial n. 518 de 21 de
junho do corrente anno.
E para censtar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 17 de setembro de 1861.O secretario,
A. F. d'Annuncia(o.
Secretaria do governo de Pernambuco
18 de setembro de 1861.
Pela secretaria do governo se faz publico, para
conhecimento de quera interessar possa, que se
acham em concurso os officios de partidores,
contador e distribuidor do termo da Escada,
creados pela lei da assembla legislativa desta
provincia n. 504 de 29 ds maio deste anno, afim
de que os pretendentes apresentem os seus re-
querimentos instruidos na forma do decreto n
817 de 30 de agosto de 1851 e aviso n. 252 d6 30
de dezembro da 1854, no prazo de 60 dias, con-
tados desta data.Antonio Leite de Pinho.
A noite clara, vento ESE regular e assim ama-
nheceu.
OSCILAQA Da IiR.
Preamar as 8 h. 6' da manha, altura 5,4 p.
Baixamar as 2 h 18' da tarde, altura 1,6 p.
Observatorio do arsenal de marinea, 23 de
setembro de 1861.
Romano SrirrLi,
1* tenante.
Navios entrados no dia 22.
Harre32 dias, galera franceza Btrthe, de 387
toneladas, capitao Fleury, equipagem II, car-
ga differentes mercadorias ; a Tissot frere A
Companhla.
Portos do sul6 dias, vapor nacional Crustiro do
Declarares.
Correio.
-Mesa do consulado provincial de Pernambuco,
2 da setembro da t861.-Tbodoro alachado Frei-
r Pereira da Sjlva.
Arsenal de guerra.
Por orden do Illm. Sr. coronel director do
arsenal de gserra, ae faz publico, que nos ter-
mos do aviso do ministerio da guerra de 7 de
marjo de 1860, se tem de mandar manufacturar
o secuiote:
69 obre-casicas de panno verde.
176 calcas de panno verde.
206 frdelas de brim.
588 caigas de brim.
660 camisas de algodiozioho. <
588 parea de polainas de panno preto.
Ojera quizer arrematar o fabrico de ditos ar-
tigo, no prazo de 30 dias, comparece na sala da
directora do mesmo arsenal, pelas 11 horas da
maoha do dia 24 do corrente mez, com sua
proposta, em que declare o menor prego, e qual
seu fiador.
Arsenal de guerra de Pernambuco 20 de se-
tembro ge 1861.
O amanuense,
Joao Ricardo da Silva.
Pela tbesouraria provincial se faz publico,
que as arrematac.de dos contratos abaixo men-
cionadas foram transferidos para o dia 3 de ou-
tubro prximo vindouro.
Reparos da casa em que funeciona o collegio
dosorpbaos de Santa Thereza em 01in-la.
Rendas das casas perlencentes ao patrimonio
dos orphos.
Venda do piano do collegio dos orphlos.
Secretaria da thesouraria provincial do Per-
nambuco 19 de setembro de 1861 O secretario,
A. F. a"At.nunciagao.
Consiilade de Portugal.
Por este consulado ae faz sciente, que todas as
pessoas, que sejulgarem com qualqoer direito ao
espolio do finado subdito portuguez Joao Jos
Corris, se daverao apresentar dentro de qoinze
dias com os seus litlos em devida forma, sob
pena de nao seren posteriormente attendidas
quaesquer reelamaces.
Consulado de Portugal em Pernambuco aos23
de setembro de 1861.
Por esta subdelegada se faz publico, que
ae acham recolhidoa casa dedeteoeao, ordem
e dlsposicao deste juizo, o preto Eustaquio, que
diz serescravo de D. Thereza Zeferin pereira da
Silva, moradora na lilis dos Ratos, o qual foi
preso por suspeito de estar fgido, e no acto da i
prisao eslava armado de um caivete de mola e
um ccete ; assim como tambern esto recolhidos
os pretos Roberto e Ignacio, aquelle por estar
fgido ha 3 dias, e nio dizer- o oome do seohor,
e s dizer que escravo do eogenho Pioamdaba,
e eale por suspeito de estar fgido, dizeodo ser
escraro do tenente coronel Nereu de Si e Albu-
querque, sem que apreseotasse documento em
como vinha da casa de seo seohor para o Recife
como disse ; outro sim acha-ae depositado um
praocho grande e largo, em poder do Portu-
guez Jos Martina Lopes, que diz o ter achado
amarrado no mangue : quera se julgar com di-
reito a taes objectos comparece, que provando
serao entregues.
Subdelegacia dos Affogadoa 22 de setembro de
1861. Jos Buarque Lisboa, subdelegado sup-
plente.
Tendo a directora das obras militares de
mandar concertar o telhado do hospital militar,
concertar 12 caixilhos. por 3 linhas em 3 tesou-
ras. pintar e caiar interna e externamente o edi-
ficio, assim como a botica, convida as pessoaa
qae deste servico se quizer incumbir a apresen-
tar aa suas propostas na mesma directora nos
dias 21, 25 e 26 das 10 horas da manhaa s 2 da
tarde, as quaes devem ser confrontadas com a
que apreseotou Manoel Luiz Coelho de Aimeida,
e ser o servido arrematado pelo proponenle que
mais yantagem offerecer a fazenda nacional. Di-
rectora das obras militares de Pernambuco 23
de setembro de 1861.
O escripturario,
Joao Monteiro d'Aodrade Malveira.
O Illm. Sr. regedor do Gymnasio manda
jvisar aos pais, tutores ou correspondentes dos
alumnos internos, meio-pensionistas e externos
do mesmo gymnasio, que no dia 23 do corrente
principia o recebimento das mensalidadea corres-
pondentes ao ultimo quartel.que se fioda em de-
zembro deste anno. Secretaria do Gymnasio 21
d; setembro de 1861.
O secretario, A. A. Cabral.
A thesouraria provincial, em cumprimeoto
da ordem do Exm. Sr. presidenta da provincia,
tem de comprar para o collegio dos orphos desta
cidade os objectos segointes :
300 varas de panno de linho.
90 duiiae de longos brancos.
90 ditas de gaardanapus.
100 cobertores de alcolo.
12 pratos travessos forrados de louga vidrada.
1 asotano de caf
1 baUnga para pesar carne e pi.
21 btcias de folha pintada para lavar rosto.
24 trates-de folha para farinha.
4 bneos de 4 ou 5 varas de eumprimento.
Queta quizer vender taes objectos aprsente
assaas propostas em cartas fechadas no correio
desta cidade, no dia 3 de outubro prximo vin-
douro, pelo meio dia.
Secretaria da thesouraria orovincial de Per-
oambuca 21 de setembro de 1861.O secretario,
A. F. d'Annuociecao.
Tendo a directora das obras militares de
mandar pdr tres veoezisBas oa sala do expedien-
te, e deas caixilhos com vidros oa sala das ordeos
do commando das armas por ordem do governo
da provincia, convida as pessoas que deste serv-
go e queira enearregar. a comparecerem com
suas propostas nos das 23, 24 e 25 do corrente,
das 10 hoias da manha s 2 da tarde, na refe-
rida directora.
Directora das obras militares d6 Pernambuco
19 de setembro de 1861.O escripturario,
Joo Monteiro de Andrade Malrina.
Tendo a directora das obras militares de
mandar caiar e pintar as casas de guardas do pa-
lacio do governo, thesouraria e alfandega, convi-
da as pessoas que deste servigo se queiram en-
earregar, a comparecerem na dita directora nos
dias 23, 24 e 25 do corrente mez, das 10 horas
da manhaa s 2 da tarde para este fim
Directora das obras militares de Pernambuco
21 de setembro de 1861.O escripturario,
Joo Monteiro de Andrade Malvina.
A cornpanhia decavjllana precisa comprar
17 cavallos para o servigo di mesma, tendo estes
50 pollegadas de altura e gordos : quem os tiver
dirija-se a este quartel, das 10 s 2 da tarde,
obngaodo-se o mesmo vendedor receber a Im-
portancia dos mesmos na thesouraria de fazenda,
recbenlo urna cautela do commandante.
Quartel no Campo das Priocezas 21 de setem-
bro de 1861.Manoel Joaquim Machado, len-
te, commandante interino.
DAS
CAMELIAS.
Da operaA
Tratata.
PERSONAGENS.
Amando Davsl.................
O Sr. Daval pal................
Gaato Rieux........'...........
Salnt-Gaudeus.................
Gustavo........................
O conde de Giray..............
O Sr. de Varville..............
O doutor...... ................
'Arlhur........................
, Us criado........
{Margarida Gauihier...........
Olimpia.........
Prudencia Duvernor...........
Naoine..........................
Nlcheto.........
Anai.........
Convidados, croados, etc. etc.
Terminar o espectculo com
dia em um acto.
Germano.
Nunes.
Valle.
Raymundo.
Teixeira.
Leite.
Vicente.
Campos.
Olireira.
Santa Rose.
D. Mncela.
D. Isabel.
D. Jesuina.
D. Carmela.
D. Leopoldina.
D. Anoa Chares
a graciosa come-
urna immensidade de objectos americanos como
sejam : secretarias, carteiras, cadeiraa de diver-
sos gostos e de balango, marquesas riquissHaav.
camas de ricas obras de- tallia, mil, bihs
saceos de viagem, obras de metal priocipe pra-
teado aeado apparelhos para chi e caf, galbe-
teiros, copos, campanhias, cestss para fruetsso
frnteiras, porta licores etc.. ele lindos jarra*
com bacas da folba, balaogas, lrapadores, ds
pea, cestas com os necessanos para viagess. ri-
cos esloios para barba, cabezadas com brides,
ganiarras, chicotes, selins o silbes. casditiros
para gaz e azeite, caixinhas de msica, caixas
com ferramentas, sabonatea transparentes para
janella, relogios de oarede e mulloa outros arti-
gos que se toroa eofadonho mencionar, arador,
grades, carros de mi e carretoes, carroess, ma-
chinas para cortar espira, ditas para descaroc.ar
milho, rebolos e dous carros elegaotes e leves
com arreios para um ou doua cavallss.
LEILO
0 DILETANTE.
Toroam parte as Sras. D. Manoela, Carmella e
Anna Chares, e os Srs. Germano, Raymundo,
Vicente e Teixeira.
Comegar s 8 horas.
risos martimo*.
Para
Quarta-feira 25
DE
do corrente.
Rio de Janeiro,
pretende seguir com muita brevidade o brigue
nacional Veloz*, tem paite de seu carregamen-
to prompto : para o resto que lhe falu, trata-ae
com o seu consignatario Azeredo & Mendes, no
seu escriptore, ra da Cruz n. 1.
ParaoAracaty
Recebe carga e passageiros o hiaje Santa
Anoa a tratar com Gurgel Irmos, na ra da
Cadeia do Recife n. 28 1* andar.
Para o Rio de Ja-
neiro
Pretende seguir com muita brevidade o brigue
escuna Joven Arthur, para o resto da carga que
lhe falta trata-secom os seus consignatarios
Azevedo 4 Mendes, no seu escriptorio ra da
Cruz n. 1.
Para o Aracaty
sabe al o Qm do correle mez o hiate nacional
Nicolao 1, por ter parle da carga prompta: a
tratar com Prente Vianna & C, ra da Cadeia
o.57.
Sahe impreterivelmente no dis 25 do cor-
rente para Aracaty o hiate alovencirel, tem a
maior paite de seu carregameoto prompto : quem
quizer carregar ou ir de passagem. dirija-se a
ra ds Senzila Velha u. 140, terceiro andar, a
tratar com Jos Joaquim Aires da Silva.
Barca Flor de S. Simo.
Sahe impreterivelmente no dia 29 do corren-
te para Lisboa e Porto, para onde recebe aioda
algoma carga e passageiros: a tratar com Carva-
lho Nogueira &C, ruado Vgario n. 9, primeiro
andar.
Farinha de trigo.
O agente Hyppolito far leilo por eonta da
quem perteocer de cerca de 700 e tantas Barri-
cas de farinha de trigo seodo 500 de marea Haxali
e 200 de marca Columbia : no armazesa do Sr.
Anlunes Guimaries & C., no Forte do Natos, as
11 horas em ponto.
LEILO
Quarta-feira 25 do correute.
PELO AGENTE
a,
Francisco Alves de Pinho far leilo par i-
tervencao do referida agente, no sea armazesa
da ra do Vigario n. 8
DE
Um completo e variado sortimento de merca-
dorias despachadas recentemente, assim coas
de meias para hornera, senhora, meninos ame-
nas, pentes. relogios e botos de diversas qaali-
dades, cutilarias finas, escoras, lavas, paitos
para camisas e orna infioidade de outros objectos
para fechar cantas.
O annonciaote espera a conearreaeia da saris
amigos e freguezes no mencionado dia palaa 19
horas da manha em qae ter principie o leilao.
LEILO
Relago dss cartas segaras viadas do sul, pelo
vapor Cruzeiro do Sul, e das existentes na ad-
ministrago do correio, para os senhores abaixo
declarados:
Azevedo & Irmo.
Antonio Carlos Francisco da Silva.
Antonio de Paula Hollanda Cavalcanti. (2)
Antonio Vicente Ferreira da Fonseca.
Cosme Damiao Ferreira.
Franciaco Ignacio de Attshyde.
Franciaco de Paula Cavalcanti de Albuquerque.
Dr. Joaquim de Oliveira e Souza.
Joaquim Antonio de Magalhea Castro.
Joo Jos Gomes.
Jos Baptista de Cesto.
Jos Bento Rodrigues.
Jos Carneiro da Rocha.
Jos Gomes Ferreira.
Jos Joaquim Ribeiro de Campos.
Jos Rodrigos.Coelho de Macedo.
Jos dos Santos Nunes Lima.
Dr. Jos Soriano de Souza.
Lucia Mara da Conceigo.
Luiz Caetano Muniz Barreto.
Mara da Conceico Silva.
Mara Joaquiua Pessoa Saboia.
Romualdo Alves de Oiveira.
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se fsz pu-
blico aos devedores de impostos de decima ur-
bana, de 4 e 12 por ceoto sobre diversos estabe-
lecimontos, de 50 sobre casas de modas, perfu-
maras, e chapeos estrangeiros, e finalmente o
imposto sobre cerros, carrocas, mnibus, e ve-
hculos perlencentes ao anno tinanceiro fiado de
1860 a 1861, qae ae ultimo de setembro correa-
se fiads-se o prazo para o pagamento de seas
dbitos, ticando sujeito* os qae nao pagarem. a
serem remetlidos para o juizo dos feilos da fa-
zenda.
Rio Grande do Sol pelo
Rio de Janeiro,
a barca brasileira Restanragon segu com bre-
vidade ; recebe carga a frete e escravos para
ambos os portos : trata se com os consignatarios
Marques, Barros & C, largo do Corpo Santo nu-
mero 6.
O palhabote nacional Dous Amigos, capito
Francisco Jos de Araujo, segu para a Baha em
poucos diaa ; para o resto da carga que lhe falta,
trata-se com seu consignatario Francisco L. O.
Azeredo, aa ra da Madre de Dos n. 12.
Para,
Segu em direilura al ao dia 30 do corrente o
patache cEmulagov, capito Antonio Gomes Pe-
reira : para o que lhe falta, trata-se com Moreira
& Ferreira, ra da Madre de Dos n. 8.
Exposicao,
A commisso directora da EXPOSl-
QAO' agrcola e industrial, que tera' lu-
gar no palacio do governo no dia 7 de
novembro vindouro, manda pelo pre-
sente fazer publico que no dia 26 de
outubro prximo comecarSo a ser all
recebidos os objectos que tenham de fi-
gurar na mencionada EXPSICA'O.
Sala das sessoes da commisso 20 de se-
tembro de 1961.O secretario,
Joaquim Pires Machado Portella.
THFATRO
DE
Santa Isabel.
PENLTIMA RERESENTTACAO
EMPREZ A-GERMANO.
38 RECITA DA ASSIGNATURA.
Quarta-feira 21 de Setembro de 1861.
Suhir acea o iatereseaole drama em 5
actos original fraocez de Mr, Dumas filho.
Rio de Janeiro
a vehira e bem conhecida barca nacional Amo-
lia, pretende seguir com mui'.a brevidade, tem
parle de seu carregamento prompto ; para o res-
to que lhe falta, passageiros e escravos, para os
quaes tem excellentes commodos, tnta-se com
os seus consignatarios Azeredo & Mendes, no
seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
Baha.
Segu a sumaca cHortencia, capito Belchioi
Maciel Araujo ; para o resto da carga que lhe
filta e passageiros, trata-se com Azeredo & alen-
des, ra da Cruz n. 1.
Rio de Janeiro.
Segu com brevidade o palhabote Piedade, re-
cebe carga a frete e passageiros : a tratar com
Caetano Cyriaco da C. M. & Irmo no lado do
Gorpo Santo n 23.
GOMPARHU PERN4MBUGAIU

^iavegacao costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cau do Assu', Aracaty, Ceara',
e Acaracu'.
O vapor lagaaribe, commandante Lobato,
sahirl para os portos do norte at o Acaracu no
dia 7 de outubro as 4 horas da tsrde.
Recebe carga at o dia i ao meio dia. Encom-
mendas, passageiros e diubeiro a frea at o dia
da sahida as 2 horas: escriptorio no Forte do
Maltes d. 1.__________________________
Leudes.
Contifluacao do leitao
DE
Mercadorias americanas,
Quarta-feira 25 do corrente.
O agente Anlunes far leilo no dia cima do
para li juidaro de conta.s.
No armazem de Candido Jos da Silva ai-
maraes, ra do Amorim n. 39, se fari ulio tor-
c.a-feira 24 do corrente, ao meio dia, eaa lates
vontade dos compradores por todo o pree,o a
differentes marcas dos mais acreditados aesfc
mercado.
LEILO
DE
10 vaccas deleite
Terca feira 24 do corrnte.
O agente Aotunes fari leilo na porta do sw a
armazem ra do Imperador n. 73, de 10 raer*
de leite de muito boa qasliiada e muiu garata*
que ser* vendidas is 11 horas em ponto do re-
ferido dia.
Leilo
A 26 do corrate.
O agente Evaristo autorisado pela propriet ir i
levar a leilo ura bom sitio em Santo nsar..
com o alinhamenlo para a ra da Aurora. >
qual tem perto de 200 coqueiros ja eos oofrue*.
sapotis e muilas oulras fracturas, 1 vwero*
seodo um anda para acabar, com omito oo*
vista, po;o para agua, com muito grande Ierro-
no de freote e fundo, grande casa de vivoaa aaa
bom estado, livre de qualqo*>r onos : oa pr>teo-
dentes podero ter os esclarecimenlos do meso*
agente, sendo o leilo as 11 hora* do Ai* cima
oo armazem n.22 da rus do \ igario.
LEILO
Quinta-feira 26 do correntt?.
O agente Anlunes ar leilo da arma^ao
dividas da luja porleocenle Jai* |So!a a> Soal-
za, sita na ra estrella do Rosario n. 17, ai i
cima designado as 11 horas eaa ponto.
LEILO
A 25 do corrente.
Rostron, Rooker & C. far* leilo por iotor-
vencio do agente Oliveira. de 300 barricas al*
farinha de triso da marca WB Tbomas PsulaoVet-
phia SuperQne, e da colheila nova tm basa es-
tado e sem deleito algum, muito boa para boto
cha e rinda de Philsdelpbia pela barca america-
na Conrad entrada oeste mez :
Quarta-feira 23
do correle as 11 berras da manha eos oont.
no armazem do Sr. Jos Duarle ata* Flava*, boc-
eo do Goncalves, no Recife.
Avisos dr\ergoa,
Exposicao
INDUSTRIAL.
A commisso eocarregada
de convidar os Srs. me robra*
das corporaces de artes e in-
dustrias, desta e da cidade de
Olioda, a prepararen, os tra-
balhos que pretenden, apre-
sentar exposicao de 7 de no-
vembro, suppondo quealguns
desses senhores deixem le
emprehender a realis*eo de
suas ideas patriticas por
falta de meios, convida a
aquelles que estiverem nes-
sas circumstancias a dirig-
rem-se, no mais breve espaeo
de tempo, livraria n. 6 e H
da praca da Independencia,


(*)
DUfllO DI riAAAMlDOO. Ha TERCA- "U 24 Ofi ETEMBRO DE 1861.
afim de que a mesma promo-
va a maneira -de ajuda-los
se fazerem representar nessa
festa das cinco irmas, Ala-
go as, Pernambuco, Paralaba,
Rio-Grande-do-Norte e Cear.
2l00oci *c*o i>p o gvaph ca
Pcvnamhucatia.
De ordem do Sr. presidente couvido aos Sre.
raembros do conselho a e reuDem en seseao
extraordinaria, hoje 24 do crreme, s 7 horas
da noite, afim de tratar-ee de negocios de urgen-
te ulerease.
Secretaria da Associaco Typographica Per-
nsmbucana 23 de se le moro de 1861.
J. Cesar.
1* secretario.
L0TIRI4
Acham-se a venda na thesourana das
loteras tua do Crespo n. 15 e as casas
commissionadas os bilhetes da segunda
parte da quinta lotera de S. Pedro
Maityr de Olinda. A extraccao tera'
lugar impreter relmente no dia quarta-
feira 2 de oulubro prximo. As sor-
tes de -.QOOS e 3:000$ sero pagas 5
das depois da extraccao e as outras lo-
go a entrega das listas.
O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
O Sr. Joao de Freitas Barros quei-
ra apparecer na ra da Cruz n. 28.,
escriptorio de Lima Junior & C, para
receber urna carta vinda do Rio de Ja-
neiro.
O agente de leudes Vicente Ca-
margo declara ao respeitavel publico
que o Sr. Marcolino Antonio Alves de
Brito, nao esta' mais incumbido a re
ceber as suas coritas desde o dia 21 do
corrente.
Precisa-te de urna pessoa que lenha pratica
de luja de fazendas, e que esteja habilitado a fa-
zer toda etcripturago : quem pretender procure
oa ra Nora n. 39, segundo andar.
Na noite do dia 21 do correte, forana adia-
dos dous coaros- seceos salgados, no largo da
Assembla : quem for seu dono pode-os procu-
rar na ra di Madre de Deus o. 6, entendendo- j
e com o abaixo asignado.
Jos Feliciano Machado.
Fugio no 1 do correte, do engenho Alto,
freguezia o'Agua Preta, o escravo Miguel, nacao
Angola, porm bastante ladino, alto, secco, edr
preta, rosto comprido, falla de dente na frente do
lado superior, pernas linas, ps compridos e sec-
eos, pouco barbado, idade 32 aonos pouco mais
ou menos, tendo um peqileno principio de car-
pios e tambem trabalha de banqueiro em casa de
caldeirs, e levou urna enx e compasso : roga-
se as autoridades policiaes e capites de campo
qne o pegarem levarem-no ao mesmo engenho
ou no Recite na ra do Livrameoto em casa dos
Srs. Gorreia & lrmaosn.20, que sero generosa-
mente recompensados.
Engenho Alto, 4 de setembro de 1861.
Precisa-se de um ama de meia idade para
todo o servigo de casa de pouca familia : na ra
das Crazes n. 22.
Hoje 24 do correte, s 10 horas da ma-
nha, peraote o Sr. juizde paz do primeiro dis-
tricto do Re:ife, ser arrematado um relogio de
prata, patete suisso, avahado em 20$000 rs ,
penhorado a Hermenegildo de Aquino Paes Bu-
reto, por execugao que lhe move Jos Pinto de
Magalhes.
. Quem precisar de um caixcirop de hsrma-
cia, queira annunciar por esse Diario.
Eu abaixo assigoado declaro que de hoje
em diaote assignar-me-hei por Manoel Gongil-
vesde Oliveira Santos, visto haver um com igual
nome. e juntamente faz sciente ao respeitavel
publico e seus amigos, que se acha estabelecido
com loja de fazendas na ra da Cadeia do Re-
cife n. 50-A.
Recife 23 de setembro de 1861.
Manoel Goncalces dos Santos.
Pede-se a um seuhor morador da ra do
Rangel, que ha 58 dias est para dar urna quan-
tia qaeoulro pagoa por elle, e que tem entreti-
do com ter a receber grossas quanlias de onze
diversas pessoa., importando em mais de dous
contos de ris, todas pessoas respeitavais, etc.,
queira mandar terminar este negocio de urna
vez, para nao dar lugar a outras explicaedes.
O abaixo assigoado faz publico que deixou
de ser caixeiro do Sr. Romo Serapio Gomes*
por assim lhe convir, desde 22 do correte.
P. llerculano de Figueiredo.
Jos Baudel, subdito Fraocez, retira-se para
fora do imperio.
OITerece-se um mogo com todos conheci-
mentos dos serios do norte, por ter andado nel-
les e ha pouco lempo ter chegado para fazer co-
branzas ou oulros qnaesquer negocios, por ter
pratica, e garante saa conducta por pessoa de ca-
pseidade nesta praga, ou do contrario annuuciar
sobre sua conducta : a pessoa que do seu presu-
mo se quizer utilissr, annuncie por esle Diario.
Attenco.
Santos Camioha <& Irmos lando em diversos
annuncios por este jornal pedido aos devedores
da massa de Gaminha & Filhos, aatisfago de
seus compromissos, e nao tendo sido atlendidos,
declarara que leem autorisado ao Sr. Joaquina
Anastscio da Gunha para cobrar amigavel ou ju-
dicialmente a importancia das contas constantes
de urna relaco que entregaran: ao dito Sr. Joa-
quim Anastacio.
No dia quarta-feira 18 do correle fugio a
escrava Rita, com o signaes seguidles : crioula,
altura regular, cor fula, ps e toaos grandes, ros-
to cumplido, e tem um sigoal de fstula em um
dos queixus : roga-ae a quem a pegar leva-la no
Forte do Nattos, na prensa deiBnto & Jos Luiz.
ATTENgiO.
Faz saber Manoel Joaquim da Silva Maia a to-
dos os seus freguezes, que queiram comprar ba-
hs e malas foles pequeos e grandes, todas es-
las obras bem feitas e debaixo dos premios que
competem a estasobras. O mesmo offerece a sua
loja a qualquer oficial de bahuleiro ou a outra
qualquer pessoa que queira vir com os freguezes
a examioarem as minhas obras, assim como fago
saber a todos que dizem que eu trabalho com
couro salgado virem a minha loja para recebe-
rem dez mil res lOg) por cada palmo que na di-
ta loja enconirarem : na ra do Imperador nu-
mero 71.
Precisa-se de um rapazioho que lenha pra-
tica de taberna e afance sua conducta : na ra
Hova n. 48.
Precisa-se de um csixeiro que entenda de
taberna, e que d informales de sua conducta :
na ra da Imperatriz o. 4.
lima pessoa que se retira para fra permu-
ta por fazendas um predio que rende 1 por ceo-
1o ao mez, visto a falta que ha de diuheiro : a
quera coovier, dirija-se a esta lypographii em
caria com as eniciaes M. S.
Precisa-se de 8:000$ com seguranza em um
predio de rasior valor em ra principal desta ci-
dade, pagando-se o premio mentalmente, tam-
bem se consignar a pessoa que der o dinbeiro
12 a 15 mil saceos com assu'arpor commiiso
onvencianada : a quem convier annuncie.
lferece-se .um mogo para caixeiro de ta-
berna, ou para escripia de qualquer estabeleci-
.cenlo, com bastante pratica e tem muito boa
leltra, e d bom conherimento da sua conducta :
traUr na ra dos Marlyrios n. 36.
- Aluga-se a casa da rus Imperial n. 75, pro-
pna pan negocio ou moradia : a tratar na ra
do Moodego n. 47.
Claudio Dubeux faz sciente aoa Srs; aman-
tes do C changa que domingo 29 haver omoibns
as 6 li2 da manhia, e tolla as 5 da tarde, e con-
tinua lodos os domingos e das santos as mesmas
Jjoris.
lUenctf
Hua Nova tu 15.
O-erete Miguel Antonio Roberto encarrega-s
de trrnpar diversas ras desta cidtde, para o qual,
recebe assignaluras dos Sri. que quizerem as
frentes de suas casas limpee, com especialidade
os commerciantes, pode ser procurado a qual-
quer hora em casa de seu seohor, /ra Nova o.
15. Assigoatura 2> mensaes, devendo principiar
do Io de outubro em diaote.
Aluga-se a casa da ra da Tloda n.31: a
tratar na ra da Senzala Nova o 4.
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DEPOSITO GERL,
119.Ra do Parto119
RIO DE JANEIRO.
Sementes de hortalices.
Na ra da Cruz do Recife n. 32, deposito de
pao e bolacha, vende-se mais barato do que em
outra qualquer parle, novas sementes do horta-
lices, sendo eouves de todas as qualidades, na-
bos tiancos, rxo e encarnado, rabaneles de dif-
erentes cores, feijao e ervilhas de diversas qua-
lidades, salsa, queoto e todas as mais sementes
precisas para se ter urna linda borla.
gttsaBMMM mm mmmmm
i loja da bandeira I
Nova loja de funileiro da
ra da Cruz do Recife s
numero 37.
8 Manoel Jos da Fonsecs parlicipa a
todos os seus freguezes tanto da prsga
cmodo mato, e juntamente ao respeita-
vel publico, que tomou a deliberadlo de
baixar o preco de todas as suas obras, por
cujo motivo tem para vender um grande
sortimento de bahs e badas, ludo do
differentes tamanhoso de diversas cores
em pinturas, e juntamente um grande
sortimento de diversas obras, contendo
banheiros e gamelas compridas, grandes
6 pequeas, machinas para caf e cae-
cas para conduztr agua grandes e peque- ',
as, latas grandes para conservar fari- '
nha e regadores ao uso da Europa, ditos '
grandes e pequeos ao uso do Brasil e
camas de vento, latas do arroba a 1#, ;
bahs grandes a 49 e pequeos a 600
rs., bacas grandes a 59 e pequeas a ;
800 rs.,cocos de aza a 19 a duzia re- I
gadores regulares muito barato, dilos
pequeos a 400 rs., de todos estes objec-
los ha pintados e em braoco e ludo mais
se vende pelo menos prego possivel : na
loja da bandeira da ra da Cruz do Re-
Attemjo.
Vendem-se duas carrosas com pipas para agua,
e tres bois mansos para carro : na fabrica de sa-
bao sita na ra de S. Miguel, dos Affogados.
Nova remessa de macaes.
Nova remessa de macaes.
Nova remessa de macaes.
Nova remessa de macaes.
Sodr 4 C. receberam nova remessa de ma-
raes, e esto vndendo a IOjOOO cada urna cai-
xa com 200 majaes: oa ra estrella do Rosa-
rio o. 11.
Ra Nova n. 32.
Loja de modas de Trime Lopes de
Sena, precisa-se de urna senhora que
saiba corlar vestido para ajudar a outra.
de
Ricos cortes de medina
seda.
A loja da Boa-F na ra do Queimado nu-
mero 22, acaba de receber ricos cortes de
vestido de medina de seda de lindos padres,
a fazenda mais fina, mais nova e mais bonita
que ha no mercado, cada corte lem 20 e 21 co-
rados, e vendem-se pelo baralissimo prego de
259000 o cort ; as| seohoras de bom gost'o que
titerera de sssislir a bailes e a casamentos, se
quizerem levar um vestido da ultima moda
mandarem ver na mencionada loja da Boa-F,
na ra do Queimado n. 22.
H Na loja de marmore
* Vende-se para liquidadlo meias de S
cor a 29 a duzia. ||
mmmm-m mmmmmmx
Aos senhores aca-
dmicos.
Na bem coohecida loja do leo de ooro de Jo-
s Gongalves da Silva Raposo, ra do Cabug o.
2C. recebeu-se ltimamente chegado da Eu-
ropa, as mais ricas Olas de gorgarao de diversas
larguras proprias para cartas de hachareis, assim
como para irmsndades, asseverando-se vender
mais barato do que em outra qualquer parte, por
vir em direitura; a ellas antes que se acabem.
Ra Direita esqui-
na da travessa
deS. Pedro ni6.
Riquissimo sortimento
de (amneos i moda do Porto com mais perfeigo
e a mesma seguranza, assim como lamancos de
todas as qualidades para senhora, hornera e me-
nino, que se vende tanto a retalno como peque-
as e grandes porgos, por menos prego do que
em oulra qualquer parte.
mm No paleo do Carmo taberna d. 1, vende-se
gsrnwes cora 5 garrafas de vinagre do melbor
qe bs a IJ300 rs.
Gneros baratos/
Manleiga iogleza a 369 rs. a libra, fraoceza a
640 rs., loucinho a 360, cha ai -29)60, esperma-
cete a 760, arros a 100, caf a 240, sab ma-
caas a 300 rs amarello a 140, cevada a 160,
batata a 60 rs., cao.! engarrafada a 240 a garrafa,
dita de azeilo as a 240, ateite de arrpalo a 440
rs., dito de coco a 440, e em porco por menos,
vinho a 500 rs., velas de carnauba a 400 rs., fa-
rello a 29600 a saces : na iravessa do piteo do
Paraizo n. 16, casa pintada do amarello cem oi-
to para a ra da Florentina.
A PailAVEH."
16 Ra da Cadeia do Recife16
LOJA DE H1DEZAS
iFonseca < Silva!
Toalhas, lengos e froohaa de labyrin-
Iho de diversos gostos, que a vista se
dir o prego, espelhos dourados a 800
rs. a duzia, pentes para tranca a 19400
a duzia, caixas de raiz a 19400 a dazia,
fitas de linho branco a 440 rs. o mago,
Ovelasdouradas para caiga a 640 rs a
duzia, pentes de tartaruga virados a 59
cada um, botoes para caiga pequeos a
alGOrs. a groza, argolas douradas a
1$500 a duzia, boles para puntos dazia
de pares a 39, dilos para casaveques a
240 rs. a duzia, grampos enfeitados a 480
rs. o par, caixas com apparelhos de bo-
necasa I9,2g e 39 cada urna, caniteles
de 2 folhascora pequeo loque a 1J200
rs. a duzii, ditos grandes de 2 e 3 fa-
inas a 2$ e 33, pap-I a misa de a 600 rs.
o pacole, meiaa de todos] os tamaohos
para meninos a Ig800, 29,29200 e 29400
a duzia, ditas para meninos a 29, 29400
e 29600, paes de massa viradoa a 800
rs. cada um, escoras com espelho para
cabellos a 800 rs. cada urna, roco gros-
so a 400 rs. a peca e Anos a 240 rs., fi-
tas de velludo de o. 6, 8 e 10 a 19200 a
peca, sabo inglez a I96OO a duzia, lin-
teiroscom figuras bronzeados a 500 e
800 rs. cada um, chapeos de sol de seda
para aenhoras e meninas a 39, eacencia
de aabo para tirar nodoas a $ o vilro,
pentes de tartaruga para tranga a 3$500
cada um, voltas de coral com doua los I
compridos a 2$50O cada urna, ditas de ,
tres (ios a 35, booecos de choro a 320, .
500, 800, 19 e 1$40 cada um, cadeiraa
douradas com pomada a 800 e 1$ cada i
urna, colheres de metal principe para
cb a 29 a duzia, ditas para sopa a I
3g560 a duzia, ditas para ternoa a 5 ca- ;
da urna, caixiobas com pertences para
senhoras a 240,320, 500, 640, 800 e 19 I
cada urna, colheres de metal para cha a
320 e 500 rs. a duzia, bahuziohos com
spelhos contendo perfumaras a 59 ca-
da um, caixinhas de vidro a 29500, cai-
xas com espelhos e perfumaras, pro-
prias para toilete de senhora a 69 esda
urna, bem como muitos bjeclos de gos-
lo e outras miudezas por pregos com-
niodos.
Vende-se a loja de fazendas sita na ra da
Madre de'Deos n. 9, com poucos fundos e mul-
to afreguezada em roopa feita e inteirameote
apropriada para um principiante, coa a qual
far-se-ha lodo negocio em razo da pessoa ter de
retirarse para fra : quem pretender pode di-
rig r-se msma que achara com quem tratar.
Vende-se um grande sitio na estrada do
Arraial, com bastantes arvoredoa de fruclos,
casa de vivenda, com cacimba de pedra com boj
agua de beber : a fallar no mesmo sitio com Jo-
s Marques, confronte ao sitio dos Buritis.
Vende-se um escravo mulato de 17 annts
do idade : no hotel Trovador, ra larga do Ro-
sario n. 44.
Attenco.
Vende-se urna armago com lodos seus perUn*
ees sem lhe fallar nada, pois quem a comprar
s sortir a casa e continuar, no melhor lugar da
praga da Boa-Vista, e se vende por diminuto pre-
go ou se faz todo e qualquer negocio : quem pre-
tender, dirija-se ra do Imperador o. 35, a tra-
tar com Norberto Guimares.
Aos senhores acadmicos.
Na bem conhecida loja do leo de ouro, de Jo-
s Googalves da Silva Raposo, ra do Cabug n.
2 C, recebdtam-se llimamente, chegado da Eu-
ropa, as mais ricas filas de gorgurio de diversas
larguras, proprias para carias de hachareis, e as-
sim como para irmandades, asseverando-se ven-
der mais barato do que em outra qualquer parte,
por vir em direitura : a ellas, antes qne se
acabem.
Importante
Aviso
Na loja de.4 portas da ra do Queimado n. 39,
acha-ae um grande armazem com todo o sorti-
mento de roupas feitas, para cujo lim lem mon-
tado urna officina de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfeilo mestre vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se lhe
encommeode; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, faruoes com superiores preparos
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o ar-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, lano que tem os figurines que de
l vieram ; alm disso faz-se mais casaqu jubas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maiore de cavallaria, quer seja singelos ou
bordados a espequilha de ouro ou prata, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas at hojo, assim como lem muito ricos
desenhos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto fraoceza. Na mesma casa eo-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Afilan gando
!ue por tudo se tica responsavel como seja boaa
azendas, bem feito e bom corte, nao se falla no
dia que se promelter, segundo o syslema d'onde
veio o mestre. pois espvra a honrosa visitados
dignos senhores visto nue nada perdem em es-
perimentar.
Na loja d'sguia de ouro, ra do Cabug o. 1 B,
recebeu um completo sortimento de golliohaa de
missanga, sendo de todas ascores
DE
Escultura em Marmore
Caes do Ramos n. 30.
Se fazem pelos pregos seguintes :
Consolos Luii XV de 12*a 159.
Jardineiras idem idem de !0$ a 309.
Consolos lisos de 99 a 129.
Mesas redondas de 189 a 259.
Lavatorios de 129 a 309.
Aparadores de 20$ a 35g.
Letras gravadas douradas ou embutidas con-
forme os caracteres e tamaohos de 100 rs. cada
urna a 19.
Pedra para collocar as ditas, cada palmo em
qusdro a 19.
Concertase alabastro, jaspes porcslana.
Recebem-se pedrss osadas em (roca, quer se-
ma oa oio de trastes, anda mesmo qaetradas.
m
O bacharel Wnnuvio po-
de ser procurado na ra
Nova o. 23, sobrad* da es-
quina que volla para a
camboa do Carmo.
Attenco.
Tendo-se perdide no Te-Deum na ordem ter-
ceira de S. Francisco, duas pulaeiras de coral, e
havendo-sej oblido urna por ter a peaaoa que
achou feito entregue ; roga-se a quem tenba
achado a que falta, o obsequio de leva-la co-
cheira de carros fnebres, no paleo do Paraizo,
onde est a outra para ser confrontada, e junta-
mente as alvigaras.
Ra estreita do Rosario3 J
9 Francisco Finio Ozorio continna a col- S
0 locar denles artificiaos tanto por meio de Z
H molas como pela presso do ar, nao re- a
a^ ceba paga alguma sem que as obras nao Z
0 fiquem a vontade de seusdonos, tem pos Z
^ e outras prepararles as mais acreditadas Z
para conservag&o da bocea;
Corveta helyee Ipi-
ranga.
Os primeiros-tenentes Jos Maximiano de Mel-
lo e Alvin e Joao Gongalves Duarte. o segundo-
tenente Filipe Firmino Rodrigues Chaves, o se-
gando cirurgio Dr. Francisco Julio de Freitas
Albuquerque, o pello Joaquim Alves Coelho J-
nior, o escrivo Mauoel Vicente da Silva Guima-
res, e o commissario Frederico Joaquim do Sa-
cramento, commiodante e officiaes da corveta
Ipiranga, tendo de se relirarem mui breve para
acorte, e nao podeodo despedir-se pessoalmen-
le de todas as pessoas de sua amizade, o fazem
por este meio : ontro sim agradecem cordial-
mente a todos os habitantes desta capital a esti-
ma e considerarlo com que se digoaram a hon-
ra r-1 lies : e aos meemos oflerecem naquella cor-
te e em qualquer parte em que se acharem, os
seus limitados prectimos.
Aluga-se o segundo andar da ra das La-
rangeiras n. 14 : a tratar na ra Nova n. 20.
| (onsultorio. f
O DR. CASNOVA pode ser procurado
*? todos os dias em seu consultorio espe- fp
h cial homeopathico at
& 30Ra das Cruzes30 g
Neste consultorio lem serepre os mais fe
#novos e acreditados medicamentos pre- J
parados em Paria (as tinturas) por Ca- W
^ lellari e Weber por pregos razoaveis. A
n Os elementos de homeopathia sobre ^
a commodidade e inlelligencia de qual- >
quer pessoa.
Na travessa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continua-se a tingir
com toda a perfeico para qualquer
cor e o mais barato possivel.
O bacharel Gusmo Lobo, promotor
publico e advogado, pode ser procurado
em casa de sua residencia, ra do Ca-
bug n. 61 D.
No dia 22 dejulho do correle anno, au-
sentoo-se de bordo do vapor Iguarass um
mulato criado, de nome Faustino, idade de 21 a
22 annos, poaco mais ou menos, natural da cida-
de da Granja e de propriedade do Sr. Jos Anto-
nio de Barros, residite all, cojos signaes sao os
segoioles : alto, corpo regular, cor amarellada,
cabellos carapinhos, nariz proporcionado, bocea
grande, beigos grossos, bons denles, malfeito de
ps, anda sempre bem vestido e penteado ; o
supracitado mulato anda pela ra da Aurora in-
titulndose forro : roga-se as autoridades poli-
ciaes e capites de campo a appreheosao do pre-
dilo mulato, e leva-lo ao largo da Assembla [o.
12, segundo andar, ou em casadolllm. Sr. cora-
mendador-Manoel Gongalves da Silva. Gratifica-
se com 509.
mm mtmm eesresieeieaittieB
Apurado gosto*
I Gurgel k Perdigo.
Receberam pelo ultimo paquete fraocez
superiores vestidos de seda de cores, de
differeutes gostos e feitios, manteletes de
novo modelo, capas compridas a prophe-
ta o mais rico e moderno que tem vindo
a esle mercado, superiores corles de
cambraia bordados, leques de madrepero-
la de diversos pregos, todas estas fazen-
das existem em pequea quantidade,
experiencia para ver se agradam no mer-
cado : na ra da Cadeia loja n. 23.
Por barato preco.
^Colxas de lia e seda proprias para ca- |
ma e cobertai de piano a 5a>, fatenda ^
que pela qualidade vale 159, gollas e I
manguitos de fusto, ditas de cambraia S
de linho a 39 o par, punhos e gollas de li- |f
nho ou de fusto bordados proprios para SS
roupo a 39, saias balo de madapolo a 9
38 : oa loja de Gurgel & Perdigo, ra da m
Cadeia o. 23. 9
si6i6at2ai ftaattift- finfi^soaatt v
A mesa regedora da irmandade de Nossa
Senhora do Rosario, erecta na igreja de S. Fr.
Pedro Googalves do Becife, convida a todos os
leus irmos para reunirem-se na referida igreja
no dia 26 do correte, s 9 horas da manha,
afim de elegerem a nova mesa que tem de func-
cionar no anno de 1862.O escrivo,
Manoel Jos Carneiro.
Urna pessoa comas necessarias habilitagdes
para o comuercio.e que entende de escrplurago
mercantil, estando arrumada, desoja, por moti-
vos justos, empregar-se em oulra qualquer casa
de commercio, para o que se offerece : quem
pretender, pode entender-se com o Sr. Joaquim
Jos Ribeiro de Oliveira, na ra Direita n. 55,
declarando o negocio.
MA,
Aviso.
Um moco com pratica de escrplurago por
partida dobrada e simples, offerece-se para fazer
a escrplurago de alguma casa commercial :
quem do sea offerecimento quizer ulilisar te,
annuncie para ser procurado.
Aluga-se o segundo andar do sobrado n.
37 na ra do Amorim ; a tratar na ra da Cadeia
n. 62, segando andar.
0 preleodente de loja de ferragens da ra
do Queimado pode deixar caria fechada nesla li-
vraria com aa letras ioiciaes A. G., com seu no-
me e morada para ser procurado.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra da Penha n. 6, com bons commodes para
qualquer familia ; a tratar na ra da Cruz n 2i,
primeiro andar.
Cieiben ai bei ihrer kelle sonst werden si
herein genissen in die He He.
Precisa-se alugar um sobrado de um andar
no bairro de Santo Antonio, que lenha commo-
dos para familia ; na ra do Imperador n. 67.
Aviso.
Precisa se fallar cora o Sr. Jos Mara da Cosa
Pinto, a bem de seu interesse, no escriptorio de
Guilherme Carvalho & C, ra do Vigario n. 17.
Aluga-se o primeiro aodar do aobrado da
ra da Imperatriz o. 40 ; a tratar no mesmo.
Alugam-se o segundo e lerceiro andares
com sotoda casa da ra de Trapiche n. 44 ; a
tratar no mesmo armazem de fazendas.
O Sr. Francisco Antooio da Silva lem urna
carta vinda do Rio de Janeiro, na ra do Tambi
numero 15.
Quem precisar de urna ama para o servigo
de cata de pouca familia, procura oo paleo do
Carmo, loja n. 7.
Tendo-se desfilo um negocio com a renda
do ailio Maogueira, na estrada de Belem, annun-
ciado no mez passado, oovamenle est vago para
ser arrendado com as commodidades j declara-
das, isto muitas e boas arvores de fructo, p-
tima agua doce, aalubridade do lugar, etc.: que/n
o pretender, dirija-se ao proprielario na ra da
fundigo da Aurora, em Santo Amaro, em frente
do porto das canoas, casa da esquina que lem o
lampiao ; ou encruzilhada da mesma estrada
de Belem : a tratar com o Sr. Aodr Alves Gama
em sua taberna.
Cao achado.
Precisa-se de urna ama de meia idade para eo-
sinhar o diario de urna casa da pouca familia
na rus Imperial o, 215, taberna.
Sabbado 21 do corrente foi recolhido a esta ly-
pografia um grande cao, bsstanle gordo, o qual
tinha sido envenenado pelo guarda fiscal, mais
que sendo-lhe ministrado contra veneno foi salvo :
quem (or seu dono queira mndalo buscar no ra
daa Cruzes n. 42 a 46 officina desle diario.
Extiaccaodas caspas por
meio do Tricopherous,
Na ra do Queimado casa de casellereiro.
Casa para alugar.
Na ilha do Retiro, Passagem da Magdalena, a
primeira que se acha destacada, a melbor do lu-
gar, tanto pelos commodos, como por estar na
melhor posico : a tratar oa ra Nova n. 38, loja.
Aluga-se urna caaa com excedentes com-
modos, com grande sitio com arvoredos, cacim-
ba com bomba, tanque, cocheira e estribara, a
qual est edificada com freote para a principal
estrada, e muito perto da cidade : quem preten-
der, dirija-se a ra da Cadeia n. 9.
A commisso liquidadora dos credorea da
casa do fallecido Manoel Buarque de Macedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou conlas de livros, que se diri-
jam com os seus ttulos roa da Cadeia do Re-
cife n. 26. primeiro andar, das 10 horas da ma-
nha s 2 da larde, para serem verificados e cla-
sificados pela referida, commisso
Sitio mito fresco.
Aluga-se ou vende-se um sitio oa Torre,
margem do rio, com boa casa de sobrado muito
bem feita, com bastantes commodos, estribara
para 4 cavtllos, cocheira para carros, casa para
fetor, cacimba com boa agua de beber com bom-
ba de puxar agua, fructetras da diversas quali-
dades, cj pira para 3 ou 4 cava los, bom banho do
rio, sitio murado, etc. : quem pretender, dirija-
se a ra Nova n. 15. primeiro andar.
Attenco,
Precisa-se de uma ama que saiba cozinhar e
compre; na ra direita de Santa Bitan. 5.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado o.
11 da ra das Cruzes, llmpo e asseiado, para
pequea familia ou escriptorio, por nao ter
grandes commodos : a tratar no caes do Ramos
n. 10.
Arrematou-se em leilo de 20 do correte
mez, a casa n. 44 da ra da Praia ; se alguem
se julgar prejudicado annuncie por este Diario
dentro de 3 dias.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra da Cruz do Recife n. 31, proprio para escrip-
torio ou bomem sclteiro, ou mesmo para pouca
familia : a tratar no armazem do mesmo.
Ama de leite.
Na ruado Piresn. iO precisa-se alu-
gar uma ama de leite.
-r O abaixo assigoado faz ver ao publico, es-
pecialmente ao corpo do commercio, que vai
comprar livre e desembargada, ao Sr. Jos Gon-
galves Villaverde, a sua taberna sita na ra lar-
ga do Rosario n. 18, e marca o prazo de tres dias
para qualquer reclamacao.
Luiz Pereira da Cunba.
Joo Antooio da Silva, fiel da segunda
classe, embarc do na corveta hlice Ypiranga,
e sens companheiros, officiaes inferiores da re-
ferida corveta, julgam nada dever a esta provin-
cia, porm se alguem se julgar credor dever
quaolo antes se apresentaf, afim de serem in-
demnisados, visto a dita crvela ter de te re-
tirar.
Bordo do referido surto em Pernambuco 21 de
setembro de 1861.
Joo Antonio da Silva.
Aluga-se o lerceiro andar da casan. 39, e
juntamente o aniar terreo o. 21, na ra da Im-
peratriz : a fallar na mesma ra, casa n. 21.
Clieguem
BARATO PAR LIQUIDAR
Na ra da Imperatriz n. 40,es-
quina do becco dos Ferrei-
ros, loja de Manoel Jo*s
Guedes de Magalhes
Sedinhasde quadros de todas as cores e muito
encorpadas, covado a 720 rs., cortes de cambraia
brancos com 3 ordens de bordado a 39, ditos com
3, 4, 5 e 6 babados de diversas cores a 3$500,
ditos de tarlatana com 3 babados a 2$500 e 3#,
ditos de cambraia de seda a 5$, baldes de 14 a
40 arcos dos melhores qne lem apparecido a 39.
35500 e4#, ditos para meninas de lodosos tama-
nhos.cambraieta franceza muito fina.pega a 79500
e 8$, cassas com salpicos brancos e de cores, co-
rado a 240, pegas de cassa de salpicos braocoa e
decores com 8 1[2 varas a 3*500. cobertas de
froco matizadas para cami a 9$, chales de troco
com pona redonda e borla dos mais modernos a
89, ditos de la e seda a 29500, ganga amarella
muito boa, covado a 240, cambraia de cor muito
bonita, covado a 300 rs., alpacas de cor para ves-
tido, covado a 320, popelinas, riscadinhos para
vestidos de senhora e meninas, covado a 300 rs.,
tiras bordadaa a pooto inglez de todas as largu-
ras a 19280. 19440, I96OO e 29, manguitos a ba-
lad com gollinba para senhora a 2 e 39, chitas
francezas finas e cores fizas, covado a 220, 240,
260 e 280 rs., cambraias de seda de cores enfei-
tada a 540 rs., ditas de forro de oito varas a
pega a I96OO, e outras muitas fazendas de barato
prego.
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso, Santos & C. sseam e tomam
saques sobre a praga de Lisboa.
Cabelleireiro
Na ra da Cadeia do Recife
n. 55. primeiro audar.
J. Godofredo, artista cabelleircira acaba Um-
tabeler-se na ra da Cadeia do Recife m, 55, t*i-
meiro andar, eahi encooiraro os fregaezea 3
aceto necesaario no desempenbo de saa arta
Recebe encommendts de cabelleiras, acias di-
tas, chinos, marraras, enchnenlos para aaatd*
crescentes, Irancaa para atinis, trtoeelias ea-
deas, braceletes etc.. etc. Cortea 4a cakeuaa
Trizados, lavagem de cabega coas a ciedle*la
agua imperial.
Aluga-se uma excedente casa de
campo com todas as coonmodidades de
familia, com sitio grande, cocheira, es-
tribara etc., a casa construida ha poa-
co tempo com terraco a roda, sita >
entrada do Poco: a tratar com os pro
prietariosN. O. Bieber & C, successo-
res, ra da Cruz n. *.
Attenco.
Roga-se ao Sr. Jos C. Reg Valenca
o favor de vira loja do Passeio Publico
n. 11, a negocio que nao ignora.
Sacam sobre Lisboa
Aranaga, Hijo 4 C, ra do Tiapicfae
Novo n. 6.
Aluga-sa uma preU escrava tara asas da
leite, que lem com abundancia, e muito cari-
nhosa para meninos, quem precisar dirija-se
ra do Crespo loja n. 20 da Adrioo|& Castra.
Escravo fgido.
Desappareceu no dia 13 do corrala da raa
do Livrameoto, um mulatioho de aoste Jaeia-
tbo. com os signaes seguintes : idade 12 raaaa
pouco mais ou menos, bem parecido, (aliante a
bialante esperto, cabello meio corredio. leve ka
pouco lempo boubas as peroas e pea, da que
anda tem signaes; Um no calcaaaar da ata
dos ps um especie de tumor, do que aaaaaaei-
ia bastante, queixa-se que noite oio cachera
levou vestido duas camisas de aaadapola e daa
calcas, uma de azulao e outra de riacadioho aa
cabega um booet da caracs. soppe-se que 'le-
nha sabido dessa cidade na companhude alaraat
matulo, por ter vindo para vender-te. e dizer
que so quera ir para casa de seu eeohar eade
tem pai e mai: roga-se a todas as autoridades
policiaes e capites de campo, bem como a to-
das as pessoas em geral, qae hajam de capta-
ra-lo e levarem-no a seu seohor Caetaoo Pinto
de Almeida, morador 00 engenho Sele-Ranches
termo da Escada, ou nesta prags, na ra do Li-
vrameuto, a Correa & Irmos, que ser recom-
pensado.
Recife 23 de setembro de 1861.
A bem regulada polica
De tres cousas necessila ;
Verdade, e proximidade,
E cumprida a ordem i risca.
Sem verdade nada serve,
Porque na religian est :
Assim a proximidade
Para com justiga obrar.
Nao havenJo estas cousas,
E' melhor nao ser vvenle ;
Porque condemnado est
Toda a pessoa que mele.
Polica mal entendida,
Com mentiras, e sem razo,
Arrastam muitas desordena,
E socego nao ha nao.
Attenco.
Jos Vaz de Oliveira, natural da freguezia de
Santa Mara Magdalena de Gouvlnhas, na pro-
vincia do Douro, em Portugal, assistente co Rio-
de Janeiro, na ra do Hospicio n. 42, declara
que tendo nesta provincia de Pernambuco, um
seu lio de nome Joaquim Pereira da Cruz, e
nao tendo aua familia receido noticias suas ha
muito lempo, motivo porque o considerara talvez
fallecido; nesla incerteza roga o especial obse-
quio alguma pessoa que o conhega ou tiver
conhecido.de dar algumas informales a respei-
to, nesta cidade de Pernambuco, em casa do
Sr. Azevedo & Uendes, ra da Cruz n. 1.
Rio de Janeiro 10 de setembro de 1861.
CURATIVO.
Molestia syphilitica.
Altesto que as Pilulas Paulistanas do autor
Carlos Pedro Etchecoin, de S. Pauto, tem sido
applicadas a algumas pessoas de minha cata, a
curou tambem dous pretos de molestias svphili-
licas em poucos dias; e pela minha fraca opi-
nio assevero que produzem rpidos resultado,
principalmente para os humores.A. B. Quarlim.
Attenco.
Todas as pessoas que eslo a dever quanlias
antigs ao estabelecimento de seceos e molhados
ao largo do Carmo, esquina da ra de Horlas o.
2, lenham a bondade de mandar pagar seus d-
bitos, do contrario teiio de ver seus nomes nes-
ta foiha.
Precisa te de uma ama para comprar e fa-
zer o servigo de cozinha: na ra da Cruz n. 47,
primeiro andar.
Aviso.
Os mnibus Apa do largo do arsenal e Beija
Flor partiro para Iguarass domingo 29 do cor-
rente, as 4 horas da madrugada, para a festa dos
Santos Cosme e Daraio e voltario quaudo os
passageiros coocordarem : os bllhetes vendem-se
na ra do Crespo loja da esquina o. 8.
A abaixo assignada tendo oblido duas sen-
tengas 4 seu favor no juizo de orphos desta ci-
dade, as quaes foi reconhecida filha natural do
finado Eslev&o Casado Lima, cujas sentengas fo-
rana confirmadas por accordo do superior tri-
bunal da relago em data de 21 do corrente mez,
vera de novo prevenir ao respeitavel publico (j
o teodo feito no Djqrio de Pernambuco de 24
de oovembro do ao^ passado), e a quem con-
vier, para que ao depois so nao chame a igno-
rancia, que os bens deiados pelo dito seu pai, e
hoje parlilhados entre os demais herdeiros, esto
augeitos a nova di*iso, para prefazer o quinho
hereditario da mesma abaixo assignada, pelo que
nao podera ser alienados Os referidos bens seb
pena de nullidade. Recife 23 de setembro de
1861-Rosa Candida de Lima.
Joseph Acito e Vicente Acito, Italianos, e
Alexandrina Mara, Brasileira, retiram-se para o
Cear.
No dia 26 do corrente mez, pelas 10 horas
da manhia, na praga publica do juizo de orphos
e ausentes do terreo de Olinda, se ha de arrema-
tar por venda, a quem maior lance offerecer, de
conformidade com o art. 41 do decreto de 15 de
junho de 1859, um cavado de cor alazo, per-
tencente a heranga do finado Aodr Manoel de
Amoldo.
Muito deseja entender-se com o Sr. Manoel
Ferreira da Silva, uma pessoa ltimamente che-
Bada da corte, afim de tratar de negocio de seu
ioleresze, por parte de sua familia : na ra do
Hospicio n. 24.
Jos Antooio de Magalhes Basto oio pdde
despedir-se de todas as pessoas que se dignaran)
visila-lo, pelo que pede mil deseulpas, offere-
cendo seu diminut prestio em Macei.
Pede-se a pessoa que troeou um chapeo-
que eslava no armario da sachrislia da Conceicao
dos Militares, na occasiio da feata, venha dei-
troca-lo na ra das Trincheiras n. 8.
Acha-se justa com o Sr. Claudioo Jos dos
Santos, herdeiro de Domingos Jos 4o Santos,
por compra, a casa n. 111, da raa Imperial (ater-
ro dos Afogados): quem a mesma possa obstar,
no prazo do 3 dias dirija-te i ra larga do Ro-
sario os. 15 e 17, ou annuncie.


--c-,- ?- -.- -. -.- ________ "--
tSl-__":iS'?Sr~
-i-i 'i
DIARIO DI FE1NA11DCO. *- TEBfl FBlfiA 24 1 SETEIBRO DI 1861
(5)
I
ti
I
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
PROGRESSIVO
ELIXIR DE SALDE
JK3
Citrolactato de ferro.
l3nieo deposito na botica do Joa^ulm MarlinVio
Afc Cvuz Corteia & C, ra do Cabng n. 11,
e Pernamlmco.
H. Thermes (de Chalis) antigo pharmaceutico apreseuta hoje urna nova preparadlo de [erro
A, F. Duarte Almeida, socio que foido armazem progresso, faz scienle aos seus fre-
guezes que tendo separado a sociedade que tinha com seu mano, acha-se de uovo estabele-
cido com dous aceiados armazens de molhados, associado com o Se. Joalquim Jos Gomes
de Souza, e o Sr. Paulo Ferreira da Silva; o primeirona razo de Duarte A Souza, e osegundo
na de Duarte Almeida A Silva: estes estabelecimentos offerecem grandes vantagens ao pu-
blico, nao s na linpezaeasseio com que se acham montados, como em communidade de
preco, pois que para isso resolveram os proprietarios mandarem vir parte de seus gneros
em direitura, afim de tere oa, sempre completo sortimento, como tambem poderem offerecer
ee publico urna vantagem de menos 10 por corito do preco que possam comprar era outra quaqaer parle, por isso desejaudo os proprietarios acredi-
taren! seus estabelecimeDtos tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j poder ver o
publico que pode mandar suas encommendas, mesroo por pessoas poueo prsticas, em qualquer um desles estabelecimentos, quesero to bem servi-
dos como se viessem pessoalmente, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vantagens que oflerecemos,
pedimos a todos os senaores da praca, senhores de engenho e lavradores que mandem ao meaos suas encommendas a' primeira vez, afim de experi-
mentar, cortos de conlinuarem, pois que para isso nao pouparo os proprietarios torgas para bem servirem aquellas pessoas que frequentarem nossos
estabelecimentos, abaixo transcrevemos algurnas adicoes de nossos prtcos, por onde ver o publico que vendemos baralissimo, attendendo as boas
qualidades de nossos gneros.
Manteiga 1 figle/.a especialmente escollbida a 900 rs. a libra e em porco ter aba tmenlo, recommenda-se aos apreciadores destete ge
nere que mandem ao menos experimentar, serlos de nada perderem pois para isso confirmamos o que levamos dito.
dem iraUCeza a melhor do mercado a 640 rs. a libra e em barris a razo de 600 rs. a libra
C Da IiySSOn e pretO o melhor do mercado de 1&700 a 2800 e em porejio ter abatimento, e afianca-ce a boa qualidade.
PreSUntO fiambre nglez e hamburguez a 900 rs. a libra e em porco a 800 rs.
Presuntos portuguezeS vindos do Porto de casa particular a 560 rs. por libra e inleiro a 460 rs.
Marmelada dos melhores autores de Lisboa premiada as exposicas universaes de Londres e Paris a 19800 a lata.
GaixaS COm Cstrelinba pevide e rodinba a 7000 a caixa e 800 rs. a libra eem por?o ter abatimento.
Latas de ameiXaS francezas com cinco librase 49000 e 19000 a libra.
PaSSaS em caixinhasdeoito libras, as melhores do mercado a 29000 e a 400 rs. a libra e caixa de urna arroba a 79000.
Espermacete Superior a 720 rs. em caixa e a 740 rs. a libra.
Conservas francezas inglezas e portuguezas a 600 a soo rs. o frasco.
rVlinaS portuguezas e francezas a 800 rs. o frasco afianja-se sercm as mais bem preparadas que tem vindo ao mercado.
Lata COm bolaxinha de SOda de diversas qualidades, a muito nova a 19450. e grandes de 4 a 8 libras de 2#500 a 4500.
VinnO era garrafas Duque de Porto, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca, Feitoria e Camones a 19200 a 1300
a garrafa e a 13 a duzia.
VinhO em pipa proprios para pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 39800 a 4*800 a caada.
Latas COm frUCtas de todas as qualidades que ha em Portugal de 700 a 1900U a lata.
Pera em CaiXaS de 4 a 8 libras a melhor que se pode desejar e tem vindo ao mercado de 49 a 6 a caixa e 1#280 a libra.
GorinthiaS em frascos de 1 Ii2 a 2 libras de 1*600 a 29200.
Latas COm peixe Savel pescada e ouiras muitas qualidades o mais bem arranjado que tem vindo ao nosso mercado de 1**00 a 1#G00
Caf do Rio 0 melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
*raSCOS de amendoa com 2 libras, proprias para mimos, por serem muito bem enfeitadas e de superior qualidade a 39 cada um.
Vinagre branco o melhor que temos tido no mercado a 400 rs. a garrafa e 2*560% caada.
LOmDOS de porco, paios nativos, chonricas murallas e outras qualidades, o melhor que se pode desejar de 600 a 19280 a libra.
VinnO BOrdeaUX de boa qualidade a 800 e 19 a garrafa e de 8*500 a 10*000 a duzia,
MaSSa de tomate em latas de urna libra do mais acreditado autor de Lisboa e vinda a pr imeira vez a nosso mercado, de 1* a 1*280.
Banha de porCO refinada a melhor que se pode encomrar neste genero a 480 rs. a libra e 460 em barril,
CervejaS das melhores marcas a 500 rs. agarrafa e 59OOO a duzia U branca.
Vinagre puro de sboa a 240 rs. a garrafa e 19850 a caada.
Doce da gOaba da Casca em caixo a 19 e em porco a 900 rs.
Azete doce purificado a 800 rs. a garrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas.
GognaC a melher qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
QUIJOS SUISSOS chegados ltimamente a 560 rs. e em porco ter abatimento, afianca se a boa qualidade.
Genebra de Hollanda a 600 rs. ofrascoe 68500 a frasqueira com 12 frascos.
Palitos llXadOS para denles a 200 e 160 rs. e maco cora 20 macinbos, e flor a 280 rs.
dem do gaz a 3#000 a greza e 280 a duzia de caixas.
LnOCOlate o mas superior que temos tido no mercado portuguez, hespanhol e francez de 19 a 1*200 a libra.
AzeitOnaS as melhores e mais novas que tem vindo a nosso mercado a 1*200 a anco reta do Porto, ea 19600 as de Lisboa.
AmendoaS chegadas no ultimo navio a 480 rs. a libra e em porjo ter a batimento.
AlpiSta o maislimpo que tem vindo ao mercado a 180 rs. a libra e 59500 por arroba.
A lm dos gneros annunciados encontrar o publico um completo 6ortimento de ludo tendente a molhados.
com o iiome de elixir de citro-laclato de (erro.
Parecer ao publico um luxo empreenr-se um memo medicamento debaixo de formulas to
variadas, mato homem da sciencia comprehende a necessidado e impoilancia de urna tal varic-
dade.
A.formula um objecto de multa importancia em therapeutica; um progresso immenso,
quaodo ella, maniendo a ossencia do medic-imeoto, o torna agradavel, tacil e possivel para todas as
idades, para todos os paladares e para todos os temperamentos.
Das numerosas preparares de ferro at hoje coonecidas nenhuma rene to bellas qualida-
des como o elixir de cilro-lactacto de ferro. A aeu sabor agradavel, rene o tomar-seem urna pe-
quena dose, e ser de urna prompla e (acil dissoluQao no estomago, de modo que completamente
aasitnilado; e o nao produzir por causa da lactina, que cootem em sua coroposico, a constipadlo de
ventre frequeotemenle provocada pelas outras preparacoes lerroginoeas. '
Estas novas qualidades em Dada alterara a sciencia medicamentosas do (erro, que sendo urna
substancia da qual o medico se nao pode dispeusaa em sua clnica, de incomparavel utilidade
qualquer formula que lbe d propriedades taes, que o pratico posea prescrever sem receio. o
que conseguio o pharmaceutico Thermes com a preparadlo do citro-lactacto de ferro. Assim este
medicamento ocoupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas preparares ferroginosas, com o
atiesta a pratica de muilo mdicos diatinctos que o tem ensaiado. Tem sido em pregado como im-
menso proveito as molestias de laoguidez (colorse paludas cores ) na debilidade subsequenle as
hemorrhagias. as hydropesias que apparecem depois das intermitentes na incontinencia: de urinas
por debilidade, as perolas brancas, na escrophula, no racialismo, na purpura bemorrhsgica, na
convalescencia das molestias gravas, na chloro anemia das mulheres grvidas, em lodos os casos
em que o sangue se acha empobrecido ou viciado pelas fadigas, afTerces chronicas, cachexia tuber-
culosas, cancrosa, syphiliiica, exceasos venreos, onanismo e uso prolongado das precan;es mer-
ca riaes.
Estas enfermidades sendo mu frequentes sendo o ferro a principal substancia de que o
medico tem de ispear rolo para as debelar, o autor do citro-laclato de ferro merece louvores e o
reconhecimento da humanidade, por ter descoberlo urna formuia pela qual se pode sem receio
us>r do ferro.
Consultorio medicocirurgico
Consulta por ambos os syslemas,
, Em consequencia da mudanza para a sua nova residencia, o proprietario deste estabeleci-
ment acaba de fazer urna reforma completa em todos os seus medicamentos.
O desejo que tem de que os remedios do seu estabelecimento nlo se confundam com os de
nenhum oulro, visto o grande crdito de que sempre gozaram e gozam ;o proprietario tem tomado
a precauco de inscrevero seu come em lodos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos todos nquelles que forem apreseotados sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar queira ter maior certeza acompanhar urna conta essignada pelo Dr. Lobo Hosaozo e em pa-
pel marcado com o seu nome.
Oulro sim : acaba de receber de Franca grande porco de tinctura de acnito e belladona, re-
medios estes de summa imporUncia e cujas propriedades sao to conhecidas que os meamos Srs.
mdicos allopathas empregam-as constantemente.
Os medicamentos avulsosqur em tubos qur em linduras cuslarao a 1* o vidro.
O proprietario deste estabelecimento annuncia a seus clientes e amigos que tem commodos
sufficientes para receber alguna escravos de um e outro sexo doentes ou que precisem de alguma
operadlo, alaocando que serlo tratados com todo o disvelo e promplidlo, como sabem todos
aquellos que i tem tido escravos na casa do annuncianle.
A siluaco magnifica da casa, a commodidada dos bsnhos salgados sao outras tantas vanta-
gens para o prompto restabelecimenlo dos doentes.
As pessoas que quizerem fallar com o annuncianle devem procura-lo de manhla al 11 horas
e de tarde das 5 em diante, e fora destas horas acharlo em casa pessoa com quem se poderlo en-
ender : ra da Gloria o. 3 casa do Fundi.
Dr. Lobo Moscoso.
Fuoileiro e vidraceiro.
Grande e nova olicina.
Tres portas.
31RuaDireita31.
Nealerico e bem montado estabelecimento en-
contrarlo os freguezes o mais per'eito, bem aca-
bado e barato no seu genero.
URNAS de todas as qualidades.
SANTUARIOS que rivalisam com o Jacaranda.
BANHEIRUSde todos ot lmannos.
SEMICUP1AS dem idem.
BACAS idem dem.
BAHUS idem idem.
FOLIIA em caixas de todas as grossuras.
PRATOS imitando em perfeicao boa porcel-
lana.
CHALE1RAS de todas as qualidades.
TANELLAS idem idem.
COCOS, CANDIE1ROS e (landres para qual-
quer sortimento.
VIDROS de lodos os lmannos, mandando-se
botar dentro da cidade, em toda a parte.
Recebem-se encommendas de qualquer nata-
reza, coocerlos, que todo ser desempeuhado a
contento.
3#500.
Arroz de casca.
Vcnde-se superior arroz de casca novo a 3*9500
a arroba^: no armazem de Francisco C. de Aze-
vedo, ra da Madre de Dos o. 12.
O rival sem segundo, na
ra do Queimado n. 55
de fronte do sobrado no-
vo, est vendendo tudo
bom e baratissmo,pois
j tem dado provas de
suas boas fazendas, e
por precos que admi-
ran., a saber;
Padaria.
Atten(jo.
Aluga-se a padaria da travessa de Pires, a qual
est prompta de tudo, com muito boos commo-
dos, e est anda trabalhando, sendo seu aluguel
muito commodo : a tratar na ra da Senzala No-
va n. 30.
PreeUa-se de urna ama boa coiinheira : na
roa do Crespo n. 16, para homem solleiro.
Aluga-se urna casa na ra Jo Nogueira com
3 quartos, 2 salas, cozinha fora ; a tratar na ra
do Queimado n. 53.
Para acabar.
Urna parcao de rtulos para caixa de charutos,
por preco mui commodo, ditos para boticas, di-
tos em braceo, devoto das dores, economa da
vida humaa-a, grammatica portugueza ato Sr. Cas-
tro Nuoes, arithmelica do mesmo, cartas de ABC,
taboadas, calecismo da doutrioa christza, nove-
na da Seohora da oncei;ao, dita da Senhora
Sanl'Anna, dita da Senhora do Cirmo, trezena
de Sanio Antonio, wae de Mara, cartas de en-
terro, paulas de dilerentes larguras e grossuras,
camiaho do co, contendo alem da novena de
Nossa Seohora la Peona muilos versos e devo-
<^oes importantes : na ra do Imperador n. 15,
O Sr. Dr. Frsncisco Comes Velloso de Al-
baquerque Lins queira comparecer repartilo
do correio para receber um urucio vindo da orte
m- Quem precisar alugar urna escrava para ca-
sa de pouca familia e para algumas pequeas
compras, falle na ra larga do Rosario n. 27, ta-
berna.
Na ra Direita. sobrado n. 33, defronle do
Gr. Jos Luiz, faz-so doces de diversas qualida-
des, e tere tambem seceos e de calda, faz se plo-
de-ls e bolos para qualquer presente, com ca-
pellas, ramos, flores, tudo de alfinios, tambem
ee azem bandejas de boliohos de diversas arma-
coes eem Uguras, Olas cora letreiros, tudo com
perteijo e commodo preco, tambem se fsz pas-
tis desata, pudins, arroz de leite, doces d'ovos
e jalea* de substancia.
!!
expsito de caodieiros
ECONMICOS
A. L. Delouche tem a honra de annunciar ao
publico e principalmente aos Srs. logista?., que
est moraado em Paris, e que se eocarrega de
mandar qualquer encommeoda que se lhe zer
por prece razoavel: quem quizer se utilisar de
seu-s servidos, procure as informales com o seu
irmo na roa Nova n. 22.
O Dr. Antonio de Vasconcellos Menezea de
Drummond acha-se prompto para o exercicio de
sua proGsso de advogado em todos os das uteis
das 10 horas-da maohaa s 4 da tarde, no seu es-
criplorio. ra do Imperador n 43, primeiro an-
dar, e fora deesas occasides, e para casos urgen-
tes, em seu domicilio na ra do Hospicio o. 17.
Na ra do Hospicio n. 17 ee dir quem tem
para alugar dous escravos.
Escriptorio de advocacia.
O bacharel A. R. de Torres Randelra contina
no exercieio da sua protissao de advogado, e of-
ferece-se para desempenha-la tanto nesla cidade
comoem qualquer outro ponto para que o cha-
men) : pode ser procurado em sua residencia, na
ra do Imperador, sobrado n. 37, segundo andar,
entrada direita.
Quarla-eira, 25 do correte mez, a 1 hora
da larde, depois da audiencia do Illm. Sr. Dr.
juiz municipal da 2.a vara se ha de arrematar a
armacao e mais perlences da taberna n 41 da
ra Imperial, penhorada a Faattioo Jos Gomes
da Silva Reg, por execu;ao de Manoel da Silva
Santos, para pagamento de alugueis do predio,
tudo avaliado por 257j620, como melhormente
se verificar do escriptoem mao do porteiro, e
dos referidos objectos existentes na mesma ta-
berna que se acham francos a quem os quizer
efamioar.
_______
O proprietario deste estabeleeiraento avisa ao
nublico que contina a ter um riquisstmo e va-
riavel sortimento de candieiros para todos os ser-
vidos que se precisar, como um grande deposito
de gaz da melhor qualidade que tem apparecido,
e experimentado peles compradores, conhecidos
verdaderamente econmicos.
Caodieiros econmicos a gaz,
Candieiros econmicos a gaz,
Candieiros econmicos a gaz.
i Candieiros econmicos a gaz.
Caodieiros econmicos a gaz.
Na ra Nova n. 20 a 24.
Loja.
Aluga-se a loja da ra Direita n. 87, com ar-
macao, propria para quaqaer estabelecimento.
nio se olhando a preco : a tratar na loja da ra
do Queimado o. 46. de Ges A Bastos.
Precisa-se de um homem para dis-
tribuidor deste Diario no bairro do Re-
cife : na liviana n. 6 e 8 da prora da
Independencia.
O abaixo assigoado, como liquidatario da
extincta soeiedade e firma de Ferreira & Cruz,
faz publico, que tendo de ser vendido o engenho
Santa Lata, um eacravo e urna escrava, em lai-
ln publico, para pagamento dos credoros, tudo
eom autorisacao do Exm. Sr. juiz do commercio
O abaixo assigoado anleclpadamenle convida a
todas as pessoas que pretenderem comprar o dito
engenho e adquerir urna linda prapriedade por
ser muito perlo desta praca, a irem ver e exami-
nar, para no dia que or marcado definitivamente
poderem estar completamente habilitados; e pa-
ra ver o relo t a Dreta, podem dirigir-te re-
Bnacao da ra de Hurlas n. 7, e pira todas as in-
formarles que forem precisas.
fiento Aireada Cruz.
O abaixo assigoado julga nada dever, po-
rm se alguem se julgar credor venha receber
no prazode 3 dias.
Jhtodoro Ftrmnia JJircji,
Meuron & C, mudaram seu de-
posito de rape' area-preta, do primeiro
andar n. 23 da ra da Cruz para o ar-
mazem n. 19 na mesma ra.
O Sr. Brasiliano Francisco de Paes Brrelo
tenha a bondade de vir fallar na loja do Germano,
relojoeiro, na rus Nova n. 21, visto ignorar-so
aonde o mesmo senhor mora.
Aluga-ae, o sobrado o. 2 B da ra do Apollo*
a casa terrea o.27da ruado Burgos a tratar Ra
ra da Aurora n. 36.
Aluga-ss um segundo andar na ra de En-
cantamento e outro dito com muilos commodos
oa ra do Vigario : a tratar na ra da Cadeia n.
33, loja.
Manoel Alves Guerra saca sobre o Rio de
Janeiro.
Precisa-se de 3;500$ por um an-
uo, dando se por hypotheca um predio
nesta cidade ; a deixar carta com a ini-
cial F., na liviana da prac,a da Inde-
pendencia n. 6 e 8, com todas as con-
dicqOes.
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
FradericGautier,crargaodentista,faz
todas as operaedes da sua arte ecolloca
dentes artificiaos, tudo com a superiori-
dade e parfeic,o que as pessoasentendi-
daslhereconhecem.
Tem agua e psdeniifricioste.
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SABINO O.L PINHO.
Ra de Sauto Amaro (Mundo
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lestias syphxhlxcas, todas as especies de febres.
feores intermitientes e suas consequencias, *
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Verdadeiros medicamentos homeopethicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias in-
talliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos presos maia commodos pos-
VCIS.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia: todos
que o forem (ora della sao falsas.
Todaaasearteirae sao acompanhadas de um
Impresao com um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Finho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As-carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na tampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
I Attenco
Caivete para aparar penna a
Ditos com 2 lo.has muilo Unos a
Frascos de macag perola muito flno a
Dito de oleo muito flno a
Tranca de laa com 10 varas, bonitas co-
res a
Franjas de laa com 10 varas, bonitas co-
res a
Sapalos de tranca de algodao a
Ditos de dita de lia a
Caixas com iscas para charutos a
Cartas de allineles sorlidos francezes a
Caixas de ditos ditos a 80 rs. e
Escovas para limpar denles muito finas
200 rs. o
Duzia de facas e garfos, cabo preto a
Massos com grampas muilo boas a
Carines com clcheles a
Dilos com ditos de superior qualidade a
Dedaes de ac para senhora a
Sabonetes muito grandes a
Apilos de chumbo para crianza a
Rialejo para meninos a 40 rs. e
En fiadores para vestidos, muito gran-
des a 60 rs. e
Sapatinhos de lia para meninos a
Anda tem urna variedade de miudezas que se-
ria enfadonho menciona-las, poissa vista que
se pode apreciar as qualidades e os precos.
80
320
200
100
200
800
18000
1JS80
40
100
2C0
40O
35500
40
20
40
-100
200
'20
100
80
400
sMr. Constante
*
alfa i ate de Paris,
estabelecido na ra do Imperador nu-
mero 42, retira-se para o Rio de Ja-
neiro. As pessoas que se quizerem i
utilisar dos seus servidos e das fazendas
excellentes, que lhe restam, lograrao
pelo pre^o mais commodo, afim de li-
quidar. Outro sim, avisa aos seus de-
vedores remissos, que venham aalisfazer
as suas dividas al o fim do correte mez
alias far publicar oa seus nomes por
extenso e proceder contra elles judi-
mente, que assim o obriga o eutnpri-
mento dos seus empenhos contrahidos
em Paria.
Precisa-ae de urna ama forra ou captiva pa-
ra prestar-se ao serviso de cozinhar e comprar
na ra do Imperador n 37, segundo andar
Na ra do Socego (Campo Verde) casa n.
20, precisa-se de urna ama que sirva para casa e
ra : adverte-seque sao duaspessoas de familia
quem pretender, dirija-se a mesma casa a ouai-
quer hora. H
Precisa-se alugar urna oegrinha de 12 an-
uos de idade : na ra das Cruzes o. 33, segundo
andar. *
Aluga-ae a loja do casa da roa do Codorniz
n. 6, lugar praprio de concurrencia para deposi-
to ou taberna, econvindo, existe na mesma urna
armagao de taberna, que se vender pur mdico
preco ; e tambem se alaga o segundo andar da
mesma : a tratar na ra do Vigario n. 8, primei-
ro apdir pu segundo com o proprietario,
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F. F. da Silva faz scieote as suas freguezias de
doces e os bem conhecidos alfioins para enfeiles
de bandejas, que se mudou da ra da Matriz da
Boa-Vista n. 40 para a ra de Santa Rila n. 82,
aonde est prompto, como sempre, para satisfa-
zer qualquer encoromenda com promptido e as-
seio : a mesma precisa de alugar urna preta para
servido de ra,
Na ra do Apollo n. 24, segundo
andar, aluga-se urna escrava de boa con-
ducta que seja perfeita cozinheira.
Aluga-ae o sitio da Capunga (do Roberto)
a margem do rio Capibaribe, tendo um grande
sobrado pintado, e forrado de novo, com cchei-
ra, estribaria, quarto para feitor, gelinheiro, ca-
cimba com excellenle agua potavel, e urna im-
mensidade de arvoredos fructferos, tendo mais
urna excellenle balxs de capim, com caes a fren-
te do rio ; quem pretender, dirija-se a ra Nova
n. 13, a tralar cvm Antonio Roberto & Fillio.
Lines particulares,
Um rapaz habilitado propde-se alec-
cionar francez, inglez, grammatica por-
gueza e arithmelica : a tratar na ra do
Ctbug n. 3, segundo andar.
Saques sobre Lisboa.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho sacam so-
bre Lisboa : no largo do Corpo Santo, escrip-
torio.
A commissao liquidadora dos ere-
dores da massa do tallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aos Srs.
devedores a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commissao todos os dias uteis das 10 ho-
ras da manhaa as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commissao roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a obrigue a lancar
mao dos meios judiciacs ou do jornal
para haver essas importancias de que
sao seus devedores.
Compras.
Precisa-se alugar um sobrado do um andar
e solo as seguioles ras : Livramenlo, Quei-
mado, Imperador, Direita, largo de Pedro II :
quem liver, pode dirijir-se ra Direita o. 66,
2o andar.
Precisa-se alugar um preto ; no bolequim
da ra larga do Rosario n
Compra-se moedas de 20$ : na
ra da Cruz n. 48. paga se mais do
que em outra qualquer parte.
Na ra da Cruz n. 48, compra-se
moedas de 20pagando-se mais do que
em outra qualquer parte.
Compram-se moedas de 200 a 209700 : na
loja da ra do Queimado n. 46.
Compra se urna casa terrea em ponto pe-
queo as freguezias de Santo Antonio, S. Jos
e Pora de Portas ; e d-se dioheiro a juros so-
bre hypotheca ; na ruaDireita n 54.
Compra-se urna preta e urna mulata que
sejam perfeitas cozinheiras, engommadeiras e
costureiras : na ra da Cruz n. 1, escriptorio de
Atevedo & Mendes.
Na ra do Queimado n. 6, loja de fazendas
por baixo do cabelteireiro, compram-se moedas
de ouro de 160 e 20$, e libras sierlioas.

u prel
1.25.
Gabinete medico cirurgico.
sj Ra das Flores n. 57.. 9
Sero dadssconstltaa medleae-cirurgi-
:cas peloDr. Estevo Cavalcanti de Albu- #
querquedas6 as 10 horas da nranhia, ac-
% cudiodo aoa chamados com a maior bre-
Svidade possivel.
! Partos.
2.* Molestias de pelle.
8.* dem dos olhos.
4.# dem dos orgos genilaes.
Praticar toda e qualquer opera gao em #
seu gabinete oa em casados doantes con- %
forme Ihesfor mais conveniente. 0

Aluga-se ama casa em Beberibe : a tratar
com i. I. H. do Reg, oa rao do Trapiche d. 34.
:
Compra-se
cabellos compridos.
Na ra do Queimado casa de cabelteireiro.
AVISO
Compra-se na ra da Cruz do Recife
armazem n. 63, junto ao Corpo Santo,
moedas de ouro de 20jjf*
______Veqdas.
Vendem-se podras de amolar, a bordo da
barcaca Dous Amigos: a tratar no caes do Ha-
mos n. 6, e com o mestre a bordo.
Arados americano temachina-
paralavarroupa:emcasadeS.P. Jos
nbston & C. ra daSenzala n.42.
Madapolo
Vendem-se pegas de madapolo fino enfesiado
a 3g, pegas de cassa para cortinado com 20 varas
a 9$, dilas com 10 varas a 4-3500, ditas a 39, dilas
decambraiasde caroxinhos com 17 varas a 89,
ditas com 8 li,2 varas a 4J, ditas brancas e de
cores a 3, dilas de cambraias brancas a 18600,
ditas finas a 2#500, 3 e 3500, ricos cintos e en-
feites para senhora, de diversas qualidades, cor-
tes de cambraia de babados a 39 e 39500, saia
balo de 0 e 40 arcos a 39 e 39500 : na ra da
Imperatriz, loja de 4 portas o. 56, de Maga!haes
& Mendes.
Magalhes, Mendes
recebenm pelo vapor francez diversas qualida-
des de fazendas, a ser: riscado escocez para ves-
tidos a 300 rs. o covado, popelina de cor muile
bonitos gostos a 200 rs. o covado, fusilo para
vestido a 320 o covado, laaziohas enastadas a
400 rs. o covado, sediuhas de quadros a 640 e
560 o covado, chitas de cores lixas francezas a
220, 240, 260 e 280, chitas inglezas a 160, 180 e
300 rs. ; na ra da Imperatriz, loja de 4 port3s
numero 56.
SYSTE HA MEDICO DE HOLL\\ A Y
PILULAS HOLLWOYA.
Esteinestimavelespecico, composto imeira
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio nem alguma outra subslanciadelecteria. Be-
nigno mais tenrainfancia, e acompleijaorcais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarraigar o mal na complei$o mais robusta ;
enleiramente innocente em suas operagese ef-
feitos; pois busca aremove as doen^as de qual
querespec6e grao por mais antigs e lenazes
que sejam.
Entre miihares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavamas porta* di
morte, preservando em seu uso : conseguir
recobrara saude e forcas, depois dehaver tenia-
doinultimentetodos os outrosremedios.
As mais afflictas nao devem entregar-sea des-
esperarlo; fajara um competente ensaiodose
efficazes effeitos desta assombrosa medicina',
prestes recuperarao o beneficio da saude.
Rao se perca tempo em tomar este remedie
para qualquer das seguintes enfermidades:
Accidentes epilpticos. /Febreto dae specie.
Alporcas. Gotta.
Am polas.
Areias (raai da).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
DebilidadeoH extenua-
eio.
Debilidad* on falta de
forcas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor degarganta,
de barrea.
nos rins.
Dureza no ventra.
En fermidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febra biliosa.
es-
Hemorrhoidas.
Hydjopesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflamma^es.
Irregularidades
menstruaejio.
Lombrigas de toda
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstrucjao de ventre.
Phtysica on consump-
pulmonar.
Retenrao deourina.
Rheumatismo.
Symptomassecundarios.
Tamores.
Tieo doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Febretointermiteni*.
Yenda-seestaspilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja oe
todbsos boticarios droguistaeoetraspessoas eae
carregadasdesaa vendaem todaaAmerica n-
Sul, HavanaeHspanha.
Vendem-se as bocelinhas a 800 rs. cada
urna dallas, contem ama instruccSo em portu-
guez para explicar o modo de se usar destas p-
lalas.
O deposito geral em casa doSr. Soum
pbarraaeeutico. na roa da Cruza. 22 em Per-
nambuc


MIRIO DI MMUH.CCO TEBC ***- 24 01 SETMEBRo 0| itei.
Gaz liquido.
Era casa de Samuel P. Joho.ton & C, ra da
Senzala Nova o. 42, vendem-se latas com 5 ga-
les de Kero.ine.
Potassa da Bussia e cal de
Lisboa.
No bem coahecidoe acreditado deposito da ra
i Cadeia do Recite n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potassa da Russia, cora e da superior
quilidade, assim comotainbem cal rirgem em
p.dra ; tudo por presos mais barato do que em
entra qualquer parte.
iTODIO LOW-MOO
Rua daSenfalia Nova n.42.
Sdslu stabelecimento contina ahaverum
eompleto sor (i manto demoendaseaaeias moen-
das Dar in^flnho,achinas de vapor etaixas
te ferro batidos coado,da todos ostamanhos
para dito,
mm-
cobertos edescobartosr pequeos a grandes, da
euro patente inglez, para bomeme lenhora da
*m dos raelhoresfabricantesdeLiverpool,vin-
dos pelo ultimo paquete inglez : em casada
Sontball Mellor C.
Superiores orgarulysa
720 rs a vara,
Veadem-se finissimos organdys de muito bo-
nits padrdes, pelo baratissimo prece de 720 rs.
a vara, (azoada que sempre se vendeu por
19200, assim pois, quem quiter comprar fazenda
Boa muito bonita e muito barata chegar rua
do Queimado n. 22, na bem conhecida loja da
boa (.
Relogios baratos.
Na rua Nova n. 21, ha grande porga o de re lo-
flios foliados, dourados ede ouro, patentes e ori-
zontaes, suissos e ingieres, os qaaes serio ren-
didos pelos precos da factura. Cada relogio leva-
r um recibo em que se responsabilisa pelo re-
gulamento durante seis mezes.
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
para contaa e facturas, papel mata-borro; ven-
derse na loja d'aguia branca, rua do Queimado
numero 16.
Na rua da Gruc n. 10, casa de j
Kalktnafan Irm5os &C, tem ex-
posto um completo sor ti ment
de amostras de objectos de bor-
racha, proprio para machinas de
engenhos, sendo correias para
transmittir movimento, canudos
de borracha de qualquer com-
priment e groisura, pannos de
borracha, rodetas de dita, so- j
gf bre ditos artigos tomam-se en- f
S commendas.
m *zzk mmmm mmmmm
A $$ o corte
de caiga de meiaa casemiras escuras de urna a
cor ; na roa do Queimado n. 22, na loia da
boa '
champagne
de Chaleau Laronzire, em gigas de 15 garrafas
(9 grandes e 6 pequeas) a 159 cada um ; na
praga da Independencia n. 22.
Paraos balese theatros.
Riqu9Simos cintos dourados com lindas Qvelas
tambem douradas e esmaltadas, e com ricas pon-
tas para cahirem sobre os vestidos, muito pro-
pri os para as seoboras que tiverem de ir aos bai-
les e iheatros ; vendem-se pelo baratissimo pre-
go de 49, 5$ e 69: na rua do Queimado n. 22,
na bem conhecida loja da boa f.
\m
;3s356e sm tmtmmmtm

s
&0UPA FEITA ANDA MA1S BARATiaS.S
SORTIMENTO COMPLETO P
US
fazeos e obras eitas J
LOJA E-ARMAZEM
DE
Em casa de Kalkmann Irmaos
Si C., na rua da Cruz n. 10, exis- ^
te constantemente um completo A
sortimento de 2
Vinhos Bordeaux de todas as ^
qualidades. gg
Dito Xerez em bar s. 2
Dito Madeira em barris e caixas. tt
Dito Muscatel em caixas. g&
Dito champanhe em gigos. s
Cognac em barris.
Cerveja branca.
Agua de Seltz. fe
Azeite doce muito fino em caixas.&
Alvaiade em barris.
Cevadinba em garraioes.
Vende-se urna boa armaelo de amarello,
toda envernisada, que serve para qualquer .sta-
belecimento, e por preco razoavel: aa rua do
Crespo n. 15, loja.
Aencao
Vendem-se caixoes vasios proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a 1^280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem os tem
para vender.
LuvasdeJouvin.
Goes & Bastos, na loja da rua do Queimado n.
46, deve receber hoje pelo vapor francez as me-
Ihores luvas de Jouvin, assim como tambem tem
de camurca branca.
Vende-se um cabriolee descoberlo de duas
rodas com 2 ou 4 assentos, em bom estado : na
rua Nova n. 22.
Casemiras a
4000 o corte, na
loja do Parvao.
Vende-se finissimos cortes de aasemt-
ra entestada de cores pelo diminuto
preco de Ajf o corte para calcas, assim
como tem das mesmas para vender a
2#4Q0rs. o covado proprias para pa-
letots, calca e collete, recommendase
muito esta fazenda aos Srs. alfaiates que
eos tu mam a fazer roupa para vender,
porque tSo cedo no acham urna pe-
chincha igual : na rua da Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva-
Grvalas da moda.
Vendem-se gravatiohae estreitaa muito supe-
riores, Unto prelas como de cores, pelo barats-
imo preco de 1 ; na rua do Queimado n. 29,
aa loja da boa f,
Bramante de linbo muito
superior.
Vende-se superior bramante de linho com duas
varas de largura, pelo baratissimo prego de 29400
a vara : na rua do Queimado n. 22, na bem co-
nhecida loja da boa f.
Superiores tiras
bordadas.
Na loja da boa f na rua do
Queimado a. 8-2 se encentrar um bonito sorti-
mento de superiores tiras ricamente bordadas
que se vendem pelo barate preco de 3*000 4;000
e 59OOO ris a peca, advertindo-se que ka mais
de urna peca de cada padro, quem mais depresaa
andar melbor servido ser, aa rua do Queimado
a. 22 na loja da Boa-F.
Fil liso e tarlata-
na branca a 800
A 2^500
t
Raridade
Na
ua do Queim&do
* 4&,fTeBt> afift%rUft.
Constantemente emosumgrandeeva-
nado sortimento deiobrecasaca*aretas
de panno e de cores muito fino a 289,
0$ e 359, paletots dos mesmos pannos
i 0$,i2$ e 24$, ditos saceos pretosdos
mesmos pannos a 149,169 e!88, casa-
i*s p re tas muito bem feitas ede superior
panno a 289, 30$ e 359. sobrecasacas de
easemtra de core muito finos a 159,16$
6 13$, iitossaccos das mesmas casemi-
ras a 10$, 129 e 14$, caifas pretas de
casemira una para homem a 89, 99, 10f
9 11, ditas decasemira decores a 7$,89,
9j e-10J, ditas de brim brancos muito
Qaa t ij 4 69, ditas de ditos de cores a
!j, 39500, 49 -i 49500, ditas de meia ca-
j 9 mira dricas cores a 4$ e 4$500, col-
(eies pretos decasemiraa 59 e 69, ditos
"liiof decores a 4$500 e 59, ditos
areosle seda paracasamenlo a 59,
litos de 69, colletes debrimbrancoe de
'. ustao a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
9500 e 39, paletotspretos de merino de
tordaosacco esobrecasacoa 7f,89 e99,
jolletes pretos paralulo a 49500 e 59,
as prelas de merino a 49500 e 69, pa-
1 otots de alpaca preta a 39500 e 4$, ditoa
' sobrecasaco a69,79e 8$, muito finocol-
UUsdegorguraodesedadecoronjuito
ooafazandaa398o0 e4$, colletetde vel-
lado de crese pretos a 79 e 89, roupa
jara menino sobre casacadepanno pre-
tos o de cores a 149, 159 e 169, ditos de
remira sacco para os mesmos a 69500 e
79, litoade alpaca pretos saceos a 39 e
500,litossoflreeasacos a 5$ e 59500,
! tlcasde casemira pretas e decores a69,
6-J500 79, camisas para menino a 209
i duzia, camisas inglezas prega tlargas
11 lito i pora 329 a duzia para acabar.
Vssimeomotemoa urna officina deal-
' i:.i\t> ondemandamoa executaitodas aa
m obras eom brevidade.
sata anan enanaisaMftiseieS
A 280 rs. o covado.
Cassaa pretas finas, fozenda boa : na ruado
Queimado n. 47.
IWec
armazem de fazendas
DE
SANTOS COELHO.
Rua do Queimado n. 19.
Lences de p -ino de linho a 19900.
Cobertas de chita de ramagem ai$800.
Lences de tramante de linho grandes a 39300
Cortes de pbantazia de seda a 89.
Algodo moostro a 480 e 640 a vara.
Bramante de linho com 10 palmos de largo pe-
lo barato preco de 29 a vara.
Toalha de fulo a 509 cada urna.
Ricas capellas de florea de laraoja para noivaa,
pelo barato preco de 59.
Bramante de algoao com 10 palmos de largo
al9230 a vara.
Vestuarios de seda para meninos e meninas,
pelo barato preQo de 89 cada um.
Cortes de seda com toque de mofo a 25$.
Golllh/^e raspasso muito finas a preco de
Vende-so urna das melhores loja de ferragens
da rua do Queimado, com poucos fundos e muito
freguezada tanto para a praca como para o ma-
to : quem a pratender annuncie para ser procu-
rado.
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, rua do Cabug n. 1 B,
vende-se a verdadeira raiz de coral a 900 rs. o fio.
Caixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, rua do Cabug n. 1
B, chegado de sua propria encomaenda muito
lindas caixiBhas de costura com msica -propria
para mimo, que se vende muito barato.
Vendem-se os engeuhos
S Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nto e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pes:
quem pretende-los dirija-se
a rua da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
Lencos brancos.
Vendem-se lencos brancos proprios para algi-
beira, pelo baratissimo pre$o de 29400 a duzia :
na rua do Queimado n. 22, loja da boa f.
Aos terceiros da
veneravel ordem deS.
Francisco.
J chegou a verdadeira eslamonha de la, na
loja de 4 portas, roa do Queimado n. 39, e se
apromptam hbitos desta fazenda a 409, e tam-
bem ha de algodo que se apromptam a 28$ cada
uro, e se vende a fazenda por mdico preco.
AAAtf A Ds jffk. .CIV *k s **rt 01 xrt. m. h.
i Attenco
JCom os cobres a procura-8
) rem comp^amtudo quej
\ enconcrarem. i %
&Na loja de miudezas da rua da Im-8
i peratriz n. 58, junto a ft
i loja do Pavao. fp
I Bicos e rendas de seda, bicos e ren- m
das de aigodo, fitas de seda lisas e la- 2
jradas, fitas de velludo, trancas de dito,
troco de todas as cores, trancas de la, l
I botosa de-seda para easaveque, ditos de S*
vidro para dito, pentes para prender ca- S
i bello, pentes para alisar, luvas de seda W
I para senhora, meiasde algodo para ho- gfc
. mem e senhora, e ontros muitos objec- x
los proprios de loja de roiudeza que se- w
I na enfadonho menciona-los, que scom tt
I vista.e desejo do novo dono deste es-
ttabelecimeato nao deixari de fazer ae- 2
gocio visto eslarsdisposto a veoder mais W
1 barato do que em outra qualquer parte. -
Luvas de Jouvin.
Contirlua-se a Tender as superiores luvaa de
pellica de Jouvin, tanto para homemcomopara
aenhora ; na rua do Queimado a. 22, na loja da
boa f.
res a vara.
Vende-se fil liso muito fino e assim tambem
tarlatana branca muito fina, tanto urna cousa co-
mo outra sao proprias para vestidos, nao s para
bailes como para assistir-se a casamentos, andem
antes que se acabe na rua do Queimado a. 22
na loia da Boa-F.
Lencos a 320 rs.
Na loja do pavao.
Vendem-se lencos grandes de cambraia de seda
de varias cores com flores, fazenda que sempre
se vendeu a 19, est se torrando a 320 rs. : aa
rua da Imperatriz n. 60, loja de Gama & Silva.
Chales manta de seda.
Podendo-se usar como chale oucomo manta por
serem muito grandes a 60 cada um, aa rua do
Queimado n. 17, a priraeira loja passando a bo-
tica.
Cambraias francezas,
Padrsa miudiohose cures Das a 280 o covado
na rua do Queimado n. 17, a primeira loja pas-
sando a botica.
'$^&AA-A*AA-AAttftaa
Vende-se na loja de Nabuco & C. na
rua Nova n. 2 :
Siotos dourados com fivelaa.
Ditos prateados dito dito.
Ditos de uta com tirelas de ac.
Tambem se vendem fivelas solas.
Siotos de courodo lustre para meninos.
Farinha de mandioca a I9 a sacca : nos ar-
mazens de Tasso Irmaos.
Vende-se um bom escravo muito proprio
para agricultura, ou mesmo para a cidade, muito
saudavel e fiel, tendo 28 anuos de idade : na rua
do Livramento n. 4.
Vende-se na loja de Mabuco & C na
rus Nova n. 2, exeellente agua do Orien-
te para limpar cabera, dita de Botot pa-
ra limpar deoles e tirar dores, escencia
de sndalo para lencos de senhora, cro-
me de bandolina para conservar os ca-
bellos, agua de colonia e outras perfu-
maras.
Vendem-se duas rotulas usadas para porta
e janella : na rua do Tambi n. 15.
Vendem-se por todo o preco as miudezas
existentes na loja n. 38 da rua do Imperador, a
retalho ou em porco, tambem se vende a prazo,
agradando o comprador..
Liquidando
NA
Loja de marmore.
Na loja de marmore.vende-se para li- le
g quidaco por presos muito barato, um 1
|g variado sortimento de fazendas de mo- ft
ism das para senhoras, roupa feita para ho- an
jjg= mem e vestimentas para meoioos e bem 1
assim quadros a oleo para deeoraco de m
x salas e capellas. 91
Feijo amarello
de Lisboa, superior qualidade ; yende-se na
rua da Madre de]Deos a. 8.
Attenco.
Ma;ruadoTrapiclien.46,emcasa de Ro r a
Kooker ;C. existe um bom sortimento deli-
nhas;de cores e brancaaemearreteis do melaor
ibricaatedelnglaterraasquea te Tndem por
dragos muirazoaveia
|daco de certas!
fazendas finas. I
i
RUA DO CRESPO N. 17.
W Riquissimas chapelinas de seda para
senhoras, de diversas cores a 12. *
Cassas de cores bonitos padroea a 240
9 rs. o covado.
Cassaa e organdys de cores a 280 rs. o
W) covado.-
Chitas de tedsa tfs qualidades e preces.
Muliissimas fazendas finas que ae ven- .
Sdem por prados baratissimos para liqui-
dar, do-ae amoBtra das fazendas. #

A120 rs. opapeL
Agulhas Victoria
vende-sfe na loja Esperanca
Queimado n. 33 A.
rua do
Chales de merino estampados, que em outra*
lojas ae vendem por 49 e 59 na loja da boa f
na rua do Queimado n. 22, vene-se pe* bara-
tissimo prec" de 29500.
S Gama & Silva. \
Grande exposico de fazendas
baratissimas, na rua d Im-
peratriz n. 60, loja do
PWJLO.
Vende se cortes fie phanta-
, fazenda de muito gosto
com babados pelo diminuto
preco de 4J500; na rua da
Imperatriz n. 60, loja que tem
um pavao do lado de'frr, fis-
to para nao haver engaos.)
3#500.
Vende-se ricos eortes de cambraia de aeda
com a venial ou duassaias a 3J5O0 : na rua da
Imperatriz n. 60, loja do pavao.
3,200, 3,500 e 4,000.
Vende-se finissimos cortea de cambraia braa-
ca e de cor cem dous e mais babadas pelo dimi-
nuto prego de 39200, 38500 e 4|: aa rea da Im-
peratriz n. 60, loja do pavo.
A 15J000.
Vende-se finicissimos cortea de cambraia bran-
ca com bordado muito delicado proprios para
baile ou casamento a 159! aa rua da Imperatriz
n. 60, loja do pavo.
Nova pec\iinc\ia.
Vende-se finissimas pegas de cambraias fran-
ceza. de carocinhos com 17 1|2 varas pelo dimi-
nuto prego de 8$ a pega, ditas das mesmas com
8 3|4 varas pelo prego de 4$ a peca, tambem ae
veadem das mesmas a 500 rs. a vara, sendo
brancas e de cores ; aa rua da Imperatriz n. 60,
loja do pavo
Pupdina a 180 rs.
Vende-se pupelina de quadrinhos a imitacio
de sedinhas de quadro pelo diminuto prego de
280 rs. o covado : na rua da Imperaliiz n. 60,
loja do pavo.
CliaVy a 500 rs.
Vende-se chaly muito fino a 500 rs. o cova-
do : aa rua da Imperatriz n. 60, loja do pavao.
Sedas a eovado.
Vende-te grosdenaple. preto muito encorpado
a 19600 e 19800, ditos de cores azul, cor de rosa
e cor de cana mais barato que em outra qualquer
parte ; aa rua da Imperainz a. 60, loja do pave.
Sedas de quadriaios.
Vende-se sedas de quadrinhos fazenda muito
encorpada a 500 e 640 rs o covado : na rua da
Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Manguitos de l a 500 rs.
Vende-se manguitos de fil muito bem enfei-
tadoa a 500 rs. : na rua da Imperatriz loja do
pavo.
Chitas francezas a 200 rs.
Vende-se chitas francezas muito finas e largas
fazends de 360 o covado a 200 rs. por ter um
pequeo toque de mofo, afiangando-se que solta
logo que seja lavada a primeira vez : na rua da
Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Cassas com salpico graudo a
200 rs.
Vende-se cassas com salpicos graudos e listras
a 200 rs. o covado, fazenda muito nova : na rua
da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Cassas pintadas a 240 rs
Vende-se cassas pintadas n.uito miudinhos
padrdes a 240 rs. o covado : na loja da rua da
Imperatriz onde est o pavo.
Sentido ao Pavo.
Vende-se neste estabelecimento um grande e
variado sortimento de fazendas tanto para ho-
mens como para senhoras, de todas as fazendas
se do amostras com peohor ou mandam-se le-
var em casa das familias pelos caixeiros da casa,
assim como o respeitavel publico achara todos os
das uteis este estabelecimento aberto das 6 ho-
ras da manha as 9 da noite.
Cera de carnauba.
A. dinheiro.
Vende-se urna pequea porgo de cera de car-
nauba muito boa, que se acha depositada no ar-
mazem da Companhia Pernambucana commo-
do prego.
Vende-se em cass de Adamsoo, llowie 4
C, rua do Trapiche Novo n. 42, biscoitosinglezea
sortidos, em pequeas latas.
Para acabar.
Cortes de cassa franceza de 2 saias e 3 folhos,
com 12 e 15 varas a 39500 e 4JJ, lindos cortes de
la para vestido com 24 covados a 59, pega de
cambraia lisa com 8 e 9 jardas a 29500, 39000 e
39500, chita larga franceza, covado a 200 rs ,
cassas escuras francezas, covado a 240 : a ellas,
que em vista da redugo em prego* pouco pode
aturar : na rua do Queimado o. 44.
Capachos de coquilho.
Na loja de Alvaro & Magalhes, rua da Cadeia
do Recife n. 53.
Pentes de tartaruga virados e
direitos.
Vende-se muito bonitos e fortes pentes de tar-
taruga virados e direitos, de moldes e desenhos
delicados e pelos baratissimos precos de 2$, 10$
e 89 uns, 59 e 49 oulros ; assim como outros a
[imperatriz (o melhor que possivel fazer-se em
tal genero) a 189. Na verdade quem coohece o
bom admira a limitagao de taes pregos vista
das obras e por isso "dirijam-se com dinheiro a
loja d'aguia branca rua do Queimado n. 16, que
sem duvida acharo barateza, agrado e aince-
ridade.
Baldes para meninas.
Vendem-se baldes para meninas, de todos os
tamaohos, de madapolo e de mussulina a39e a
49 : na rua do Queimado n. 22, loja da boa f.
Mantas de retroz para gra-
vatas.
Vendem-se mantea de retroz para gravataa,
tanto pretas como de cores a 500 rs. : na rua do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Meias baratissimas.
A 29400 a duzia de parea de meias brancas fi,
as para homem : na roa do Queimado n. 22
na loja da boa j.
Ricos cortes de vestidos bran-
cos bordados.
A' loja da boa f na rua do Queimado n. 22,
chegou novo sortimento de ricos cortes de vesti-
dos braceos bordados com ile 3 babados, os quaes
continasm a ser vendidos pelo baratissimo prego
de 59 cada corte : ni rua do Queimado n. 22, na
bem conhecida loja da boa f.
Superiores organ-
dys.
Na loja da boa f, na rua do Queimado a. 22,
vende-ae finisaimo organdys de muito lindos pa-
droea, pelo baratissimo prego de 720 rs. a vara,
Cateada de 19200, e quem nao andar muito de-
presa, fi cari sem a pechiocha ; na rua do Quei-
mado n. 21, na loja da boa f.
.ODO BOYO
DO DR. (HABLE
MEDICO E PROFESSOR BE PHARMACIA, DE PARS,
fAIU 0 TKATANETO E faino CURATIVO
l EHFiniDAflS SEXUAES, DI TOfAS AS AFFECCOES CUTASMAS, VIWS E ALTERAgOES DO SASGCE.
Citrato do ferro Chafclc
Xarope raui preferivel ao
Copthiba, e as Cube-
PLUS DF
COPAHU
bas, cura immediatamen-
te qualquier purgagio ,
TelaxaeAo e debilidade, e igualmente fluios e
tluores bra.cas de. mulhere. -~ BaUeea* de
CfewMr Estawjeccao benigna emprcga-se mes-
ate temao 4p xarope de ciirato de farro, una vez
de marta, urna ve* de tarde duraate tres dias;
ella segura a cura.
n.
nr pufut'f
du SA1VG
Drpuratit o de angue.
Xarspe vegetal sem mer-
nrio, o nico conhecido
e approvado para curar
al coa arcmpUda e radi-
calmente aMigens, pnsttfes. herpes, sana, co-
mixuM, acrimonia alieraeoas viciosas do san-
gue ; virus, e qualquer afecto veaerea. Ba-
kM ainwMs. Tomao-e dous por semana, s-
guindo trauanente depurativo. fo nli ap-
etherpaete*. De um rffeito auravilhuM aaa f-
feces cutneas e comixoes.
__ qwe as casa em 3 dias.
O itptilo e na rua lrgate BosarU, Mita deBmrllwlomt* rrencitc*de Soma, fi. M.
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40Su do Queimado40
Defronte do becco da Congregago, letreo verde.
VENDE-SE O SEGUINTE :
Para casamentos.
Rieos cortes de vestido de fil on blond de seda branca com ramo e capells o
mais moderno e superior que ha no mercado.
Para bailes. ^
Lindos cortes de vestidos de fil ou blond de seda branca bordados a branco e ^
cores. v%
Ditos de tarlstana branca bordados a branco e cores.
Ditos de cambraia branca bordados a branco com muita elegancia.
Saias bordadas
Ricas saias de cambraia branca bordadas com o mais apurado gosto e mais finas
que ha no mercado.
Ditas de dita recortadas mais baratas.
Paca baptisados.
Ricos cortes de vestido de cambraia branca bordados com muita elegancia o
mais moderno e mais superior que ha no mercado.
Manteletes.
Ricos manteletes de seda de cores e pretos bordados e lisos com eafeites, bem
como arrendados, por pregos commodos. 5^v#
3#000 a peca.
Pe^as de cambraia lisa larga fina com 6 a 6 1(2 varaa, muito barato.
Lencos.
Ricos lencos de cambraia de linho bordados a 3>, 4-5 e 5J ceda um.
Chales,
Ricos chales de tonquim brancos bordados de ponta redonda e de 4 ponas.
Alem das fazendas cima mencionada* tem um grande sortimento de todas as
qualidades, que nao possivel mencionar-se pelo grande espaco que tomara.
M2G

<
ARMAZEM
DE
ROUPA FUTA
DE
loaquim Francisco dos Santos.
40 RUA DO QUEIMADO 40
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roopa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, vontade dosfreguezes pareo
que tem um dos melhores professores.
Casacas de pauno preto, 409, 359 e 309000
Sobreeasaca de dito, 359 e"' 30900
Palitotsde dito e de cores, 359, 309,
358000. 109. 189 e 20J0OO
Dito de casimira de cares, 22*000,
159, 129. 79 e 99000
Dito de alpaka preta golla de vel-
ludo, francezas HgOOO
Ditos de cores, 9^000 80O0
Ditos de alpaka de cores, 59 e 39500
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 e 35500
Ditos de brim decores, 59, 49500,
4$000 e 39500
Ditos de bramante d.linho branco,
6S000, 59000 e 4J000
Ditos de merino de cordo preto.
, 159000 89000
; Galsasde casimira preta e de corea,
; .129.109, 99 e 65000
1 OUas de priaceza e merino de cor-
do pretos, 59, 69500 e 49500
DKftnSbmbranco corea,
5S000, 49500 e J95OO
Ditas de ganga de cores 3000
Golletes de velludo preto e de co-
! rea, lisos e bordados, 12, 9J e 89OOO
Ditos de casemira preta e de cores,
liaose bordados, 69.59500,59 e 39500
59000.
5000j
5900fj
39000*
2920c;
1S28(
2920(;
35001;
1980('
Ditos de setim preto
Ditos de seda e setim branco, 69 e
Ditos da gurgurao de seda pretos e
de cores, 7JO00,69OOO, e 4
Ditos de brim e fusto branco.
39500, 2J500 e
Seroulas de brim de linho, 29 e
Ditas de algodo, 500 e
Camisasde peito de fusto branco
ede cores, 29400 e
Ditas de peito de linho 55, 4$ e
Ditas de madapolo branco e de
corea, 39, 29500, 29 e
Chapeos pretos de massa.f rancezea,
formasda ultima moda 10,89500e 7*000
Ditos de feltro, 69, 5$, 49 e 2*00C
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes,149,128, Itf e 7900
Collarinhoa de linho muito finos
novosfeitios,da ultima moda 98(K
Ditos de algodo j5of
Relogios de uro, patentes bori-
sontaes, 1009, 909, 8O9 e 709000
Ditos de prata galvanisadoa, pa-
tente hoaontaes, 408 309000
Obras de ouro, aderemos e meios
aderecos, pulseiras, rozetas e
anneis
Toalhas de linho. duzia 10*000 69 e
Ditas grandes psra mesa a 4*000 e
8
9*000;
59000S
Viva o paquete das novidades
Pois est torrando miudezas muito ba-
ratas, afim de apurar dinheiro para con-
sumo do paquete, rua da Imperatriz n. 54,
loja de Joaquim de Azevedo Pereira J-
nior, declara o seguinle :
Cartea de clcheles muito finos a 40 ra.
Caixaa de ditos ds trra a 80 rs.
Linha do gaz a 10, 20 e 30 ra.
Dita de carretel, 100 jardas a 30 rs.
Pares de meias croas e de cores para
menino emenina a 120 rs.
Duzia de meias ernas muito finas a
28400.
Dita de ditas entre finas a 29200.
Linha branca em carto, 200 jardas a
80 ra.
Iscae para charutos a 60 rs.
Caixas com palitos de Especia a 160 rs.
Frascos de agua de colonia de Piver a
440.
Ditos de cheiro muito finos a 800 rs.,
LoMn a 18000.
Jarros de banha pequeos a I96OO.
Ditos de dita grandes a 39500.
Frascos de banha pequeos a 320,
grandes a 500 rs.
Sabonetes de espuma muito grandes a
100 ra.
Ditoa de mompelaa a 320.
Duzia de meias cruas para senhora a
2400.
Ditas brancas muito finas a 39300.
Fio de raiz de coral muito fino a 700rs.
Espelhos de columna pede ferro a 1$500
Carteiras de agulhas muito finas a 400 rs.
Ditas de marroquim mais finaa a 800 rs.
Raralhos poiluguezes a 120.
Ditos franceses a 240.
Croza de botea de louca brancos a 120
Agua de Lavander muito fina a 640.
Dita frambuzia a 600 rs.
Tesouras muito finas para unhas e cos-
tura a 500 rs.
Caivetes del folha a 80 rs., 2 folhas
a 160 rs. n
Cabo de marfim a 400 ra.
Meias alvas para bornea a 19800.
Froco fino de todas aa cores a 400 ra.
Dito grosso dem a 500 rs.
Caixas de papelo com alfinetes a 120.
Pares de sapa tos de 13 a para homem
a 19280.
Teaoura para costura a 200 ra., e aran-
dea a 640
Duzia de botoes de louca para paletots
a 120.
Sipatinhoa de merino a 19500, e vellu-
dinho a 29000.
Rosarios e cruzas de coco, 1 a 120 rs.,
eduzia a 19400.
Caixaa com perfumara a 49


01A1IO Di rilUMICM. ^ TEA RlSi 84 01 flBEMBRO 01 1881.
Joaquina Francisco da Mello Santos risa aos
seus freguezea desta pr?a. e o de fre, que tem
exposto i yenda sabo de aua fabrica denominada
Reciteno armazem dosSrs. Travassoa Jnior
A C, na ra do Amori.raa.5ti; masa amarella,
castanha, preta outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
bem teta feito o seu deposito de reas de carnea-
isimples aem mistura alguma, como as de
compostco.
Ciiegouaapreciavel agua bal*
samica para a bocea e
dentes
A loja d'aguia branca acabada receber urna no-
va remessa da mpi pmeitos* e procurada agua
palaaaaica para a bocea e.denles. O bom resul-
tado de tal agua j nao soflre duvida como sa-
bido pelas im mensas pessoas que a compraram
e que aenUam a falta della, a as que de novo
comprarem aoharao que o uso dalla faz conser-
var os denles saos, livrando-os da carie, fortale-
cer as genguai e lirar o mo balito da bocea,
aando meama agradavel aroma, podendo-se
mesmo usar delli nao s pela manha como a
qualquer hora, e cora acert depois do fumar pa-
ra tirar o chexro do fumo, ou quando ae teoha da
sanjr para ter-se a bocea aromtica : para isso
porm, bastara algunas gotas dalla em agua pu-
ra.,O proveito d'agua balsmica anda chega a
mais, ella serve com acert e promptid&o para
acabar a dor de denles, easopaado-se oella um
Bocado de algodio e deitando-o no buraco do
dente, este adormece e em pouco desapparece a
aor. Para se oblar um frasco de to proveitosa e
aprewavel agua balsmica, dirgir-se com lfl
loja d aguta branca, ra do Queimado n. 16, ni-
ca parte onde ella se vende. Adverte-se que os
frascos vo marcados com o rolulo da dita loja.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda,
franjas e galo com lacos
rus relas.
A loja d'aguia branca acaba de receber um
novo e bello sortimento de cascarrilhas de seda
com duas relas Qngiodo pafo, o melhor que se
pode dar em tal genero e vende a 2 a peca, as-
sim como franjas de seda de diversas corea e lar-
guras por prejos admiravelmente baratos, e
tambem um novissimo galloziobo de seda com
tajos as relas proprios e de muito gosto para
enfeltesde vestidos. A barateza com que a loja
d aguia branca costums vender os objectos j
bem conhecida e agora comprova a mais com a
limitado dos presos porque est vendendo os
arligos cima, para vericar-se dirigir-se com
dinheiro a dita loja d'aguia branca ra do Quei-
mado o. 16. que na realidade acharo barateza.
agrado e sincendade.
Na loja de Nabuco"& C, i
ra Nova n 2, vende-se a me-
Ihor tinta para marcar roupa.
mu w
Iiquidaco.
Vende-se por barato preco.
Ra do Crespn. 21.
Neste eslabeUcimenlo esto expostas venda
as fazendas que foram arrematadas, e se vendem
por menos da melado do seu valor: venham
comprar trazendo os competentes cobres, e ad-
miraraoa baratis
Relogios.
Vede-se em casa de Johnsion Paier C
ra do Vigario n. 3 n bello sortimento da
relogios de ouro.patenle inglex, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna rariedade de bonitos trancens par os
mesaos.
Attencao
Vende-se confronte o portio da fortaleza das
LincoPontasoseguinte : carrosas para boi, dita
para cavallos e para agua, carrinbos para traba-
lnar na alfandega e carrinbos de mo, rodas pa-
ra carrogas e para earrinhos, eixos para ambos,
torradores para caf com fogo, boceas de fornoi
baodeiras de arcos de todas as qualidades. do-
Dradicas de chumbos de lodosos tama anos fecha-
duras de ferrolhos. tranquetas, ferro de embutir
de todos os lmannos, ferrolho de chapa.
Peitos de esguio de algodo
para camisas a 500 rs.
Na loja d'aguia branca venderse muito boas
peitos de esguio de algodo para camisas a 500
rs. cada um, dinheiro a vista : na loja d'asuia
branca ra do Queiando n. 16.
Encyclo-
pedica
La r o da IVnlia _
Francisco Fernandes Duarte, proprietario deste
*rm"emde.moInado8,partecipa aos seus W8wea, assim como aos senbores da praca, de enge-
rnm!.l ,? que.? ora em, ?anle *">- afreguezar neste eslabelecimeuto, que se acha
n.SJT,n?,P.a 80.rlMDento de geoeros os mais novos que ha no mercado e por serem a maior
5a,!a oa conla PrPr,. W portanto resolvido a vfde-los por menos 10 por cento
uo que em outra qualquer parte, aancsodo a boa qualidade e acoodiciouamento, assim como ser-
nA .. ieS meD0S Pticos to bem, como se os senbores viessem pessoalmente, para o que
...... PUP"S propnelano em prestar toda atlenc8o, aflm de continuarem a mandar comprar
.m.Cimm as,serl08 de que toda e ?uallur encommenda comprada neste estabelecimento
acompanhar urna conta impressa com o mesmo titulo de armazem Progresso.
.."^V?*8* i,lUlfc aiiltarta tlor, lt0O0r. tend(i.
se por este preso nicamente pela grande porso que tem e se for em barril se fara abalimento
^Uuteiga f ranecza 6i0 r8 librt e em barril a 560 rs>
lk\* lVySSOIl 0 melhor que ha nobJercado a 2^600 a libra.
Un* preto. moo t libr8>
Quecos do reino chegadog nMt. uUiB0 Tapor, ^^
IA ^ ^*? a 6Q0 "' Inteiro a 64 lb"-
aem suisso a 640 rs a libra em pors5o se faz a baUmen,0# i
Prexunto de Hambre Dgl. 700 rg 1bra
Prezunto de Yamego. 480 1bra Dtero, 440 ri
SflVftQ&
t a mais nova que ha no mercado a 160 rs. a libra, e em arroba a 41500.
Eepwmasete, 760 .. ,,, eB liI,. 740
Latas com botaxluta de soda d. Jeereole ,u.1Usd, ifm
Latas com petxe em fostad8 oil ,,ud.de,. 1#m
Veitonas mavto novas, n Ooce de Vlpetchc M uu>. ,, llbr por w
ralas pari podm a 800 la albra>
Sf^ad?trreo **f ima -_.,_ nova do mercado a 900 rs.,eem latas de2Ubra por 1#700
Patos de\ombo.n
^^ a Pnmeira vez que vieram a este mercado a 640rs. a libra.
CWncas e paios muil0 n070S. 560 r8 1br8
PiilUoii de dente Uxado8com20macnho. por200rg.
Ghocolate rancez. moo rs. a lbra> dilt0 portguez a 800 -
\Varmelada imperial, lk
. a 18000 rs. a libra.
Vitthor* e agarrafados D
r. w. ^W Porto, Bordeaux, Carca vellos, e moscatel a 19000 a garafa.
r ,^a de 50. 560 e 640rs. a garrafa, em caadas a 3*500 4g000 4#500.
Viaagre de Lisboa n
"J w o tftaissupenor a 240 rs. a garrafa.
e.a. d" mais editadas marcas a 5 a duzia, e em garrafa a 500 rs.
ViStreHiaba n.
_, .._ psrasopa amis nova que ha no mercado a 640 rs. a libra.
Ervtibasfran^Wsa6i0r MlioVo de amendoa aMA
"* a 800 rs. a libra, dita com casca a 480 rs.
i\ozes muIt0 n0Tas a 120 r| a librji!
GastambaspiladMa240r_Iibrfl;
alfe muito s.periora 240rs, a libra, e a.7 a arroba:
L ^doMaranhoaSemarroba, eemlibra alOOrs.
ramo americano ,- Ul
o i. a'8 a Hora, se for em porco se far abalimento.
Sevadinnad.Fr)0?..iWr,.llb
aa8,*t muito novo a 320 rs, a libra.
l10 de Lisboa a 360 re. a libra, a 10 a arroba.
Variaba do liaraabao
oaetabo ingUzs?IWFi ,
__ a 00 rs. a libra.
Passas em caixinbas, n
IniPnn^n7TH7 de 8 libras a S500 cada urna,
curar tend.uHSSS^ meDei*Qado8 encentrar o respeitavel publico ludo quanto pro-
iAcaba de
chegar
ao novo armazem
Loja de fazendas
|Ra do Crespo numero 17.1
D
Guimares A Villar.
Para acabar com certas fazendas ven-
demos baralissimo8:
Chapelinas de seda de riquissimos gostos
a 120 cada urna.
Ditosdepalhade Italia a 28$.
Gollinhas e manguitos de punho de su-
perior* qualidade a 30.
Casias de cores fizas e delicados padroes
a 280 rs. o covado.
Sedas, cambraias, cassas, chitas e ludo
quanto pertence para adornos de se-
nhora porbaratissimos preeos.
Calcado Mell de 2 solas e sola fina. j
Para homens. 8
Grande sorlimento de roapaaj feilas e A
. chapos de todas as qualidade*.
Fara bailes ou ca-
samentos.
Vendem-se na loja do pavSo ricos corlos de tar-
latana branca bordados a matiz, fazenda do ulti-
mo gosto, ditos de merino bordados com delica-
das cores: na ra da Imperatriz n. 60, loia de
Gama & Silva.
Bom e assim barato
^gUe.miSUa l c.onjPr na pasta para pa-
pel por l00p. Na lo a d'aguia branca acha-se
umaporoftc- de boas e perfeftas pastas para pa-
pel com calendario perpetuo, e ndice das featas
mudaveis, pelo que se toraam de maita otili-
dade, e o pequeo preco de. lgOOO cada urna
convida a aproveilar-se da occaaiao em que se
eatao ellas vendendo por metade do que sem-
pre custuram ; assim dirijam-se a ra do
?e":.,d,i.loJ ","" """' t
Vestidos brancos
bordados.
Anda restam alguna corles de vestidos brancos
Bordados que contiouam-se a vender pelo bara-
tsimo preco de 5J>, com 2 e 3 babados, de gra-
da! "" d" *"ricDa<0 D- ** bflm conheel-
EAUMINERALE
NATRALLEDE VIGHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n.22
Ra do Queimado n. (0,
loja de l portas
de Ferrao # Mata,
vendem-se baralo as seguintes fazendas, para li-
quidar.
Cortes de casemira finos de cor a 3j>500e t.
Ditos de dita ditos de cor prela a 5a e G).
Ditos de brim de purolioho a IJtOOe 2*.
?J?a prel0' a2,u' Terde e cor de caf. covado
Cortes de superior velludo de cor a M e 5S000
Manteletes de fil preto bordado a 4
Visitas de seda abertas a fil a 49.
Mantas de dita ditas a fil a 4 e 5#.
Riquissimos corles de seda a 80, 90 rlOO.
Ditos ditos de dita a 15, 20 e 25.
Cbalescom palma de seda a 2 e 2$500.
Corles de cambraia bordada a 1$800.
Lencos bordados com bico, duzia a 1500 e 29
Chales de teuquim a 15 e 30$.
Ditos de merino bordado a 4, 5 e 6$.
Chitas francezas, qualidade superior, covado
Ditas inglezas, cores fizas* covado a 160 rs.
Lencos de seda da India a 19.
,.^?S" ?M n,uit(> fln"' oom 8 "" P^-
Ca a 39500 e 49.
o^aveque8 c,DBna d "lao branco a 89 e
Meias de algodo cr superior fazenda a 49.
Chapeos a Garibaldi a 14 e 159.
Enfeites e chapese travista a 9,10 e 129.
Herneslina, riquissima fazenda para vestido
de senhora, covado a 400 e 500 rs.
Ambrosios, idem idem, covado a 500 rs.'
Mimos do co, covado a 500 rs.
JlDl1"8 de ?uadrosi covado a 700, 800,900 e
19UOO*
Manguitos de cambraia bordados, um 500 rs
Gollinhas idem, urna 320 rs.
Superiores esparlilhoa para senbora a 4g.
Brim branco de Hnho, vara a 700, 800 e 19.
N. O. Biebar & C, successores, roa da Cruz
n. 4, tem para vender relogios para algibeira de
ouro e prata.
Carros e carrosas.
Em casa de N. O. Bieber
4 C. successores ra da Cruz
numero 4.
Vendem-se carros americanos mu alagantes
e le ves, para duai e 4 pessoas e recebem-se en-
commendas para cujo fim elles possuem map-
pas com varios desenhos, tambem Tndem car-
rosas para condcelo de assucar etc.
Rival
sem segundo
Na rus do Queimado n. 55, loja de miodezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem destinado
acabar com certas e determinadas miudezas pelos
preeos abaixo declarados, e renham logo pois
est acabando.
Caixas com agulhas francezas a..........
Novellos de liaba para marcar a 20 rs. e..
Ditos de linha de cores e muito grandes a
Carretel de linha, superior qualidade a..
Linha branca do gaz a 10 rs. e...........
Dita dita.a melhor que ha, novello grande
Pares de meias de cores para meninos a
Duzia de meias cruas muio superiores a
Dita de ditas ditas a......................
Pares de metas de cores para meninos a
Linha em cano Pedro V a..............
Caixas com phosphoros de segnranca a
Caixas de folhas com phosphoros [s a
Cala val 100 rs.) a....................
Duzia de phosphoros do gaz a..........
Frascos d'agua de colonia superior a....
Ditos com cheiros muito finos a........
Duzia de meiss muito finas para seabora
Caixas de apparelhos para meninos a 240
'............
Trancas de laa e delinbo sortidss a......
Sabonetes grandes e superiores a........
Groza debotdes pequeos para calca a..
Grozade botes de louca a..............
Varas detramoia superior a 120 e.......'.
Groza de peonas de ac a................
Carteiras muito superiores a..
120
40
40
30
20
60
120
29400
29000
160
20
160
100
240
400
500
3&O0O
500
40
160
120
120
160
500
- :------- ............ 500
Baralnos portuguezes a.................. jjq
Tesouras muito finas psra costuras!!!! 400
Ditaa para unhas a 240 e............... inn
Baralhos psra voltarete a 240 e........!! 390
Frascos de banha de orco a...........;.... 540
Frascos grandes de lavande ambreada, su-
perior qualidale a....................
Frascos de oleo de babosa a 320e..!!
Frascos de dan ha muito fina a240e....
Agulheiros com agulhas a............,."
Cestinhas de Hamburgo.
S ua loja d'aguia de ouro, ra do Cabog n
1 B, quem recebeu um completo sortimento de
lindas cestinhas de todos os lmannos proprias
para meninasdeeacola, assim como maiores com
rampa propnas para compras, balaios proprios
^f*e0tU'?'dlt08 P0*'08 Pra faqueiros, ditos
muito bonitos para brinquedos de meninos di-
tos maracspintadinhos que se vendem por pre-
sos muito baratos- p p
800
500
320
80
Enfeites riquissimos.
Vendem-se ricos enfeites de relroz, sao os me-
Calcado
45 Ra Direita 45
Magnifico sortimento.
Sempre condescendente e praaeateiro com os
freguezea que lhe trazem dinheiro, o proprieta-
rio deste grande estabelecimento continua a of-
lerecer ao publico, por preeos mdicos e sempre
inferiores aos de outro, o seu bello sortimento
de calcado francez, inglez e brasileiro e rejam :
Homem.
Borxeguins Victor Emmanuel. 109000
couro da porco..... 109000
> lord Palmersloo (bezerro 99500
diversos fabricantes (lustre) 99OOO
> John Ruasell......8950O
Sapatoes Nanles (batera inleira). 59500
Sapatos ti anca (portugueses)'. ; ." .' 28000
(francezes).....1J500
9 entrada baixa (sola e vira}. 5J500
38000
5S500
5S0O
59000
4f8O0
495OO
48000
38200
29240
I9OOO
lustre, be-
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res u. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calcados a fazendas e todos
S81'8 'oodem por preeos muito modi-
ficados como de seu coitume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ultimes figurinos a
269,289, 309 e a 359, paletots dos meamos
pannos preto a 168,188. 209 e a 249,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novos padres al49.169, I89.209 e 249,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99,109,129 o a 149, ditospretospe-
lo diminuto preco de 89, 109, e 128, di'os
de sarja de seda a sobrecasacados a 11$,
ditos de merino de cordo a 128, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 159,
ditos de alpaca prela a 79, 89, 99 e a 109,
ditos saceos pretos a 49, ditos de palba de
seda fazenda muito superior a 49500, di-
tos de brim pardo e de fusta o a 99500, 49
e a 49500, ditos de fustao branco a 49,
grande auantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10a>, ditas
pardas a 39 e a 49, Hitas de brim de cores
finas a 28500, 39. 39500 e a 48, ditas de
brim brancos finas a 49500, 58. 5*500 e a
69, ditas de brim lona a 59 e a 68. collelea
de gorgurao preto e de cores a 5$ e a 6t,
ditos de casemira de cor e pretos a 48500
e a 59, ditos de fusto branco e de brim
I a 39 e a 3*500, ditos de brim lona a 4f,
' ditos de merino para luto a 49 e a 49500',
calcas de merino para luto a 4(500 e a 58,
capas de borracha a 99. Para meDinos
de todos os tamanhos: calcas de casemira
prela e de cor a 58. 69 e a 79, ditas ditas
de brim a 28, 39 e a 39500, paletots sac-
eos de casemira preta a 6$ e a 7, ditos
de cor a 69 ea78, ditos de alpaca a 39,
sobrecasacos de panno preto al29e a
14, ditos de alpaca preta a 59, bonets
pafa menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a rannos com cinco
babados lisos a 89 e a 12J, ditos de gorgu-
rao de cor e de lia a 59 e a 69, ditos de
Dnm a 39, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade; assim como recebe-se toda equal-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
r.SS.iW?.e uma grande offlcin d 1-
faiate dirigida ppr um hbil mestre que
Px.Ladeae5a0rmpl,d5oeperfei?IO"ddei-S com necessarios para costura
Acaba de chegar para a loja d'aguia branca mui
lindaacaixinhas matizadas,com espelho, tesoura,
caivete, agulheta, agulheiro, dedal e ponteiro,
ludo pratiado e de apurado gosto, emfim uma
aaem-8e neos enleites de relroz, sao os me- caixDna excellentepara um presente, e mesmo
Inores e mais modernos que ha no mercado, pelo P?ra 1u(al1uer senhora a possuir, e vendem-s a
barti3aimo precode89: na ra do Queimado 8 e 128 : na ,0Ja d'aguia branca, ra do Quei-
n. 22, ua loja da boa f.
Vende-se dous pares de rodas
muito chique (uma sola). .
Senhoras.
Borzeguinrprimor (JoJyJ. ....
brilhantipa.....
gaspa alta......
I baixa......
31,32,33,34. .
> de corea 32,33.34. .
Sapatos com salto JJoly).....
francezes freaquinhos. ,
31, 82. 33 e 34 lustre. .
E um rico sortimento de couro de
zerro francez, marroquim, sula, vaquetas, cou-
nnhoB, fio, taixas etc., por menos do uue qual-
quer outro podo vender.
Em casa de Adamson, Howie & C, ra do
irapiche Novo n. 42, vende-se :
Rolhas de cortica finissimas.
Lona e fille.
Pi de vela.
Superiores tintas de todas as cores.
Sellins, silhes, e arreios para carro ou cabriole!
Exposicao de cutilerias
finas, na ra Nova n. 20.
Nesle riquissimo estabelecimento se encontra-
r sempre um riquissimo sortimento de cutilerias
em todo o genero que se pode imaginar, assim
cerno tambem um riquissimo sortimento de me-
taes fioissimos conhecidos pelo verdadeiro plak
paraservijo de almoco e jantar, camas de ferro
para casal esolteiro, bandejas a imilaco de cha-
rao em temos e avulsos, finas e ordinarias, toda
a qualidade de louca de porcelana para cozinha :
na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Chapeos para senbora.
Ricos chapeos de seda e de velludo para se-
nhora, pelo baralisslmo preco de 15 e 16a: na
ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
600 rs. a groza.
As mais superiores e afamadas peonas de ac
denominadas laoca ; na ra do Queimado n 40.
| Gravanbas de raz de
coral,
o melhor que possivel. Vende-se mui bonitas
gravatmhas de raiz de coral com duas e tres
votiase lacos as puntas, sendo ellas bastante
2S"annnVSla d- 3U8 8a0 """l"^ a
zpowedjoOO: assim bom e barato s na loia
d aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Saiasdecordao.
Superiores saias de cordo a 39, 3*500 e 49.
ditas slcoxoadas muito superiores a 59 ; na ra
do Queimado n. 22, loja da boa f.
Nova remessa a 3,000, na
loja do Pavao.
Acaba de ebegar ama porcao de madapole
francez enfeslado com 14 jardas que se vendem
t 4 lBf! "* ^ lmP"tll 6' 'Ja d
S*# !
I Nova california |
DE 9
Fazendas baratas. S
Na roa da Imperatriz n. 48, junto a|
2 padaria franceza.
Cortes de cambraia branca com babadi-
nhos 49 e 49500 superior 59, cambraia li- *
za com 8 1t2 vara 3J. 39500, e 49. ditas de
Kscossia 59. e 69. ricos enfeites para se-
nhora 69e6J500, sintoa os mais delicados
para senhora 29500. 39. chapelina para cri-
an5a gosto inglez 3l500,49, para baptisado
i9, cortes de vestido de seda Escosseza de
bonitos gosto 129 eslo se acabando, ri-
cos lencos delabyrioiho 19.1$200. chapeo
de sol para senhora de bonitas cores, lisos
09, cabo de marfim 59500, corles de cam-
braia brancos com U6r de seda 59. risca-
do francez 200 ris o covado, completos
sortimentos de baldes de arcos 39, sorti-
JiDl0!2e mei" Para menino e menina #
20 e 240 ris o par. chales de tarlatana A
cis a 64 ri9- ,eD?09 branco com bar- A
ras 160 ris chitas inglezas a 180 e 200 rs. A
dita franceza a 240 e 280 rs. o covado S
pecas de cambraia de forro com 9 varas S
a 29 : junto a padaria franceza n. 48 3
Ray mundo



carrosas, muito em coma
novas para
na roa Augusta n.59.
Attencao.
Hontem pelss 5 horas da tarde, perdeu-se da
igreja do Espirito Santo at o caes do Imperador,
um masso de cartas : roga-se portanto a pessoa
que o schou, o obsequio de levar oa mandar
ra do Queimado n. 29, que se gratificar exi-
glndo.
"i?iiAisa
O torrador
Vende-se manteiga iogleza fina a 900 rs. a li-
bra, franceza a 640 is. da melhor que ha no mer-
cado, assim como se torran amitos gneros per-
tencentes a molhados : no largo do Terco n. 23
50 A Roa da Cadeia do Recife 50 A.
A2#500e 1#500.
Ricas gollinhas de fusto bordado com botes
de difluentes qualidades a 15500, ditas de dito
com flores a 2;500, e mais fazendas que se vende
por preco commodo.
Aos senhores selleiros.
Ourello preto de boa qualidade a 19800 o co-
vado: na ruado Queimado n. 17, a primera loja
passando a botica.
Madapolo coqueiro
a 39 a peca, com pequeo deleito : na ra do
Queimado n. 17, a primeira loja passando a bo-
tica.
Feijo de corda.
No armazem de Tasse Irmos : roa do Amo-
nen n. 35.
Ruada Senzala No va n. 42
Vende-ss im casada S. P .Jonhstoa allinsa silheinglezes,candaeiro5e eastieaai
bronzeados,lonas nglezes, fio devsla.chicota
para carros, amomaria,arraiospara carroda
ubi aious eavalos relogios da ouro patenta
nglas.'
dourados e
tes de cores.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo Ta-
por inglez os bonitos cintos dourados com flvelas
do novos e delicados moldes, assim como lindos
enfeites de gostos novissimeseinteirsmente agra-
daveis, e como seu costume, est vendendo lu-
do mais barato do que em outra qualquer parte,
e para desengao dlrigirem-se a dita loja d'a-
guia branca, na do Queimado n. Y6.
mado n. 16.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos finlssimos de linho proprios
para os tabaquistas por serem de cores escuras e
fixas, pelo baratissimo preco de 69 a duzia ; na
ra do Queimado n. 22, na bem conhecida loja da
boa fe.
Lencos de cam-
braia com padroes de se-
da a 2#500 a pe<;a.
Na loja d'aguia branca tambem se vende mui
bonitos e finos lencos de cambraia imitando seda,
isso pelo baratissimo preco de 29500 a peca de
10 lencos. E' essa uma das pechinchas que custa
apparecer, e quaodo assim approveitar-se da
occasio, porque elles servem tanto para algibei-
ra como para meninos, e quem os vir na loja
d'aguia branca, na ra do Queimado n. 16, lera
vontade de comprar mais de uma peca, tal a
hondada dalles.
enaiatKi tmmtm ewetKtut
8
Attencao
[Fazendas e rou-1
pas feitas baratas.
NA LOJA DE
Carlos Leite &
Irmao recele-
ram pela bar-
ca Ciarissa via-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
menlo das me-
lbores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
m e 1 h o r a dos
com novos
aperjei coa-
mentos,fazendopespento igual pelos dous lados
dacostura, mostram-se na raa da Imperatriz n
12, a qualquer hora. Tambem receberam lodos'
os preparos para as mesos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas escores tudo
fabricado eipressamente para as mesmas ma-
chinas.
Sobrado.
Vende-se o sobrado de um andar n.
37 com grande quintal, sito na ra do
Livrament a trafcr com Bernardina
Francisco de Azevedo Campos, na ra
estreita do Rosario n. 47.
Luvas de pellica.
Novo sortimento de lnvas de pellica chegadas
no vapor inglez para aloja d'aguia branca, ua
ra do Queimado n. 16.

Avisarse aos paes de familia
que existe na loja de Nabuco &
C, na ra Nova n. 2, um gran-
de sortimento de vestuarios de
diversas qualidades e de gostos
os mais modernos, para meni-
nos e meninas de 2 a 6 annos,
que se vendem por preeos oom-
modos.

Carroija.
Na taberna grande da Soledade rende-se uma
caneca para boi. nova e de boa madeira.
Nova peefaincha a 400 rs.
o covado.
Vende-se lazinhas enfestadas ao gosto chi-
nez as mais modernas que tem vindo pelo dimi-
nuto preco de 460 rs. o covado : na roa da Im-
peratriz n.jflO, loja de Gama 4 Silva.
A 19000.
Um resto de latas de mermelada de Lisboa e
do RioGrande do -Sal, de 1 112 librea 29 cada
lata: oa praja da Independencia n, 22.
|4:8- Rua da Imperatriz48]
Junto a padaria franceza.
Acaba da chegar a este estabeleci-
mento am completo e variado sortimento
de roupas de diversas qualidades como
sejam : grande sortimento de paletots
de alpaca preta e de eores a 39 e 39500,
ditos forrados a 49 e 49500, ditos france-
zes fazenda de 109 a 6>500, ditos de me-
rino preto a 69 ditos de brim pardo a
30800 a49, ditos de brim de cor a 39500,
ditos de ganga de cor a 39500, ditos de
alpaca de la amarella a imilaco de pa-
Ika de seda a 39500 e 49. ditos de nma
casemira a 49500, 5g e 59500, ditos de
casemira saceos a 13|, ditos sobrecasacos
i a-159, ditos de panno preto fino a 209,
2-2g. 289, ditos brancos de bramante a
39500 e 49, calcas de brim de cor a 1|800
2JJ500, 39, ditas brancas a 39 e 49500, di-
tas de meia casemira a 39500, ditas da
casemira a 69500. 7J50O e 99, ditas pre-
" tas a 48500, 79500,99 e 109, eolletes de
ganga franceza a I96OO, ditos de fustao
29800, dito brancos a 20800 e 39, ditos
do aelim preto a 39500 e 49500, ditos de
gorgurao de seda a 49500 e 59, ditos de
casemira preta e de cores a 49500 e 59
ditos de velludo a 79,8| e 99.
Completo sorlimento de roupa para
meninos como sejam calcas, eolletes, pa-
letots, camiaas a 19800 e 29, ditas defostio
a29500, chapos francezes para eabeca
fazenda soperior a 69500, 81500 a 10*.
ditos de aol a 65 e 69500, ditos para se-
nhora a 4|500 o 59.
Tachas e moendas
Braga Filho C. tem serapra no seu depo-
sito da rua da Moada n 3 A, um grande sor-
manto da tachas e moendas para angenbo da
muito acreditado fabricanta Edwin Mawaua-
tar no mesmo deposito oa na raa do Trapicha
Escrayos fgidos.
- Fugio do abaixo assignado no da 21 de se-
tembro correle a negra Domingas, de nacSo Cas-
sange, bsixa, gorda, peituia, tem um sigoal no
beicodecima, levou saia preta de seda listrada
j velba, chales de riscado de cor com franjas,
tambem velho, lera 26 a 30 annos de idade, foi
comprada a Arsenio Antonio Carneiro de Miran-
da, e loi vista no mesmo dia no Caxang, por
onde est morando o seu ex-senhor, e tambem
le ido para o engenho Brum ou Hamucaia que
he tambem propnedade do mesmo, assim como
consta ter andado no Honteiro: pede-se a todas
as autoridades policiaes e capites de campo que
a peguem e tragam-na ao Rfcife, rua do Padre
Flonanno n. 56 ao Sr. Bernardino de Sena Fer-
reira Leite, que pagar bem a quem a troucer.
Ausentou-se no dia 15 do correle do enge-
nho Jacir, freguezia de Serinhero, o escravo
de nome Cidraque, pertencente ao Dr. Francisca
de Caldas Lins, o qual tem os seguintes signaes :
alto, cabra fechado, corpo regular, olhos vivos,
tem pelo rosto algumas manchas de panno, e es-
t um pouco amarello por ter sotTrido de s'ezes.
Conduziocomsigo um surro de pelle de carnei-
ro, no qual levou uma manta e camisa de bats
azul, bem como mais alguma roupa de algodo
da mesma cor. Presume-se que eate escravo te-
nba seguido para o Becife : roga-ae, portanto. as
autoridades ou pessoas particulares a captura do
mesmo escravo, pelo que sero recompensadas
podendo leva-lo ao reerido engenho, Jacir, ou'
no Recife rua estreita do Rosario n. 29.
Fugio no dia 10 de setembro do correte
anno, o escravo do abaixo assignado, de nome
Marcolino, lem os signaes seguintes: cabra
idade de 29 annos, altura regular, um tanto
cheio do corpo, sem defeito algum, tem traba-
Ihado na alfandega ao Sr. Arcenio. A pessoa
que o encontrar pode o levar ao abaixo assigna-
do que gratificar, O mesmo abaixo assignado
proceder contra qualquer pessoa que por ven-
tura o tenha occulio.
Domingos Caldas Pires Ferreirs.
Desappareceu no dia 13 do corrale, do si-
tio de S. Josdu Haoguinbo, o escravo crioulo
maior de 50 annos, da nome Joaquim, cornos*
signaes seguintes: cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas; esto escravo foi pro-
pnedade do Sr. Ifanoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para aqui fgido: roga-se
a todaa as autoridades policiaea a a quem quer
que o encontr, do o capturar e entr*ga-lo no
llio cima citado, ou na rua do Trapiche n. 15,
a Jos Teixeira Basto.
Escravos fgidos,
Fugiram juntos, no dia 14 de agosto, os escra-
vos Pedro eJoanna, tendo a escrava os signaes
seguintes : crioula, de idade de 20 annos, poueo
mais ou menos, cor preta, estatura alta, corpo
secco, rosto comprido, denles limados, tem o de-
do mnimo de uma das maos anzolado de um ta-
ino que levou sobre o mesmo dedo ; levou uma
trouxa.de roupa, contendo um chale encarnado
de franjas e bordados brancos, um lenco branco,
um cobertor niro, dona vestidos de chita clara,
usados, e um novo cor de rosa, algumas camisas
de algodiozinho e madapolo, anda seduzida pelo
escravo com quem fugio, de nome Pedro, semi-
branco, de idade de 35 annos, pouco mais ou
menos, estatura mais que regular, corpo, pernas
e bracos seceos, cabeca redonda e chala atraz,
cabellos corridos, um pouco barbado e usa de bi-
godes, anda apressado e inclina o corpo para
(rente, bem ladino e fallante de modo agradavel;
levou calca e camia de lgodozinho branco a
chapeo de feltro. Foram vistos nos primeiroa
das nos arrabaldes desta cidade do Recife, esup*
pe-se terem seguido para Caruar, d'onde foi a
Joanna escrava do Sr. Cattano Jos, ou o mais
certo t*ram seguido para o centro da Parahiba
em direegao ao Rio do Peixe.Pombal e cidade de
Souza, por ser o referido Pedro oonheeedor des-
sea lugares aoode fof escravo : roga-se as auto-
ridades policiaes e capites da campo, ou qual-
quer pessoa, que oa apprehendam e tragara rua
do Cabug n. 9 ao Sr. cipitao Caetano Silverbs da
Silva, que serlo recompensados com toda geno-
roaidade, tanto pelo senhor da escrava como pelo
do escravo.




A
MARIO DI flBiAMJCO. *. TBBQ4 FHrU U DE 5ETEMBRO DI 1961;
Litteratura.
liu amor na Laponia.
A* Sra. cohdessa Laura Sweyxowska.
(Conftnuaedo do n. 219.).
- XXIII
Nao havia ainda oito diasque es reafl
lepos se banhavaro oss aguas do fjo
siirJis rumores circulavam de urca tribu
Os Quenes pretendan) que as mulheres
dos
e ja ;
i oulr*.
dos la-I
pes iam durante a noite tirar o leite de suas va-
ca?. Os lapes, que nao queran) car etraz,
pretendern) timbera que os crgadores quenes
totnavam de roa f as renas domesticas por sel-' cintura, promptos a immolar tudo quanto tentar
rsgeus, e que depois de algum lempo seus reba-se fazer-Ihes resistencia : nao se viran) obrigados
profundo, .tima pequea tropa de oitd i dez ho-
rnees penetrou em seu acampamento, sem dar o
alerta, e introduzco se-na morada dePeckel ; es-
peraratn ah sorprehender Nepto, que olharam
como autor do seu ultimo revez: nada menos
queriam do que asssssina-lo. Os odioa tanto ae
exaltara, sob eisas frgidas latitudes, como nsa
regies, em que o sol parece dar ao sangue easa
febre de paixo, que fez os grandes hroes ou os
grandes criminosos.
Por felicidade Nepto essa noite nao estara em
casa de seu aro: tioha deixado o campo turnea-
ma noite.
Eolraram um depois do outro na tenda do ve-
tho rhefe, cora a carabina em punho ; a faca na
nhos se acharara regularmente decimados.
Quando as cousas chegam tal ponto ei.tre po-
tos que se detestara e que s procurara urna oc-
casio para prova-lo um ao outro, essa occasio
nao se poderia fazer esperar muito lempo.
Rixas parciaes tioham ja ensaoguentado as
margeos do fori; e se aioda nao linha havido
ricliroas, oein de um, nem de outro lado ; se,
at eolo, a vida humana tinhs sido respeitsda,
nao era talrez s partea belligerantes, que islo
era devido, por que, em todo o caso, nao era,
nem a boa vontade, nem o desejo do mal, que
thes faltaba.
Nepto em todss estas querellas guardara urna
poico parte e que nao careca cerlamexe de
grandeza nem de habilidsde. Elle ae conservara
como perfeitameole iodiTereote por sua propria
conta todos os assumptos de querellas, que
podiam romper entre estes ou aquellea. Faziam-
o bastante rico para oceupar-se muito com urna
renna de ruis ou de menos em seus rebanhos
Elle eslava bem certo que as teria setnpre mais
do que precisara para seu avd, para Norra e pa-
ra si.
Quanto aos pastos, pensara elle e o dizia mui
alio, que nioguem teria o mau gesto de rir lan-
zar seus rebanhos para fra do lugar, que elle
tivesse escolhido; e na rerdsde, o resto pouco
lhe importara 1 O qu mais lbe importara que
em neohum caso se flzesse injustic* fi gente de
sua Irib, e que nao se commetlesse violencia
contra ninguem. Olhara como um derer seu,
como seu cargo de chefe de tribu,e nao era el-
Jfc o Glho a'aquelle, que haria sesseota anuos
diriga os Kilpis?...olhara como um dever, re-
pilo, fazer com que os seus nao soffressem seus
olhos nem injuria, nem prejuizo.
Onde quer que um lapo tiresse urna querella
com um queue, podia-se ter certeza de re-lo
chegar. Nioguem poderia ceosurar-lbe ter da-
do a primeira pancada : era raro que a segunda
nao fosse applicada por sua mo.
Urna tal conducta tioha a dupla rantagem de
dar um lirre curso urna energa, que elle coo-
tiiiha desde muilo lempo, e de coliuca-lo entre
os seus como defensor presente, como ebefe fu-
turo de sua tribu.
Estes combates, que elles se esforcavam por
occultar ao reino Peckel, tomaram desde muilo
lempo urna importancia assusladora : renovaram-
se muito mais frequenlemente e muitis rezes ja
tinham terminado por moites de homens.
Um desses casos tioha sido assaz cruel. Os
lapes podiam ter soffrido urna derrota immen-
sa, nao ser seu numero superior; roas, anda
que muitos deotre elles ficassem sobre o terre-
no, os Quenes tinham sido com tudo forreados a
ceder-lhe o campo de batalha. Elles nao se re-
tiraran), bem se comprehende, sem experimen-
tar urna riolenta irritado de sua derrota ; pro-
ferirn) a retirar-se as mais horrireis ameagas
e juraram ringar-se.
Durante alguna das os lapes guardaran) a
defensiva, o como sabiam perfeitamente que a
justica do paiz nao Ihes era farorarel, trataran)
mui seriamente de voltar s moolanhas, sem ten-
tar de novo os acasos da batalha lo cruelmente
experimentados.
Este partido, se nao era o mais corajoso, era
ao menos o mais prudente. Porem como nao
queriam contrariar as ideas bellicosas de Nepto ;
como o triste amante prefera essa rida de aren-
turas, que fazia fallar de si sobas tendas, ocio-
sidade sem gloria, que estara coodemnado as
campias, elle resisti com urna tenaz ioflexibl-
lidade, e oppoz-se com urna rara energa s me-
didas ditadaa por urna poltica prudenlissima.
Desla vez aioda o partido mais sabio nao foi o
escolhido, e a tribu ouvio a voz da paixo com
mais complacencia do que a da razo.
Urna especie de tregua preohe de acontecimen-
tos e cheia de araeagas seguio esta acgo mort-
fera. Cada qual observava-se, guardara a de-
fensiva e rigiara seus adversarios; mas ninguem
obrara.
Os lapes, que tioham tido ao mesmo lempo
os ltimos erros e os ltimos successos, nsda
mais desvariara do que fazer a paz ; mas era as-
saz prorarel que os quenes, de ordinario mui
ciosos do sua fama, e impacientes de urna injuria
at que ella fosse viogada, roeditassem alguma
combinarlo, que pagasse com usura sem ni-
migos tudo quanto delles tinham recebido desde
algum tempo.
Entretanto, como se contentaram com urna
mararilhosa resignarlo, os lapoes sentiram pou-
co fi pouco adormecer suas descooQangas, e por
que nao desejaram romegar de novo a lula, jul-
garam que seus inimigos nao o desejariam mais
do que elles proprios.
Urna noite, ludo dorma as tendas. A segu-
ranga dos lapes era to grande, que ellos nao
tinham ao menos posto suas sentinellas, precau
cao que habitualmente tinham quando sentiam-se
cercados de inimigos. Por rolla de urna hora da
madrugada, no momento em que o somno mais
a chegar tal oxtremi lade. A tenda eslava qua-
si deserta ; Peckel dorma em sea catre de pau
branro, sobre urna carnada de musgo secco ; ap-
proximaram-se dello silenciosamente e contem-
plaran) um momento seu somno perturbado de
aonhos. De lempos lempos elh lerantara-se
um pouco sobre sua cama, torca os bracos, es-
tendia as roaos, e fazia ourir gritos queixosos,
ou antes, urna especie de estertor inarticulado.
A's rezes distinguia-sa os dous nomea de Norra
e de Nepto. Nepto eNorra nao eram por ventu-
ra as duas miis constantes preocupares de sua
rida ? e o que haria de admirarel te elles en-
chiam seu somno tanto como sua vigilia ?
Sim,murmarou um dos quenes,chama por
Nepto I desejamns sua rinda to vivamente co-
mo tu ; procura fazer que elle te ougs e que re-
nha I
Ah I quem esia outra que elle chama ain
da, essa Norra ?diz o maioral e o mais temirel
desses bandidos,homem de estatura de gigante
e cujas espaduas atlnticas pareciam capazes de
carregar metade da tribu.
Norra 1respondeu um terceiro, a neta
do relho basbaque, prima de Nepto,sua mu-
Iher talvez,urna linda crealura, ao menos se-
gundo dizem, risto como nunca a ri. Se nao
podemos harer o rapaz, levemos ao menos i ra-
pariga ;ser urna boa presa.
Sem duvida Idiz um novo interlocutor,
a idea excellente; roas, onde achar essa Nor-
ra ? quem pode saber onde est ella ? Iremos re-
mc-cher todas as tendas? Bastara que um desses
enserareis caes laorasse para dar o alarma e cau-
sar-nos mil enfados: nao seria mau ser agarrado
com as armas na mo no retiro desta canalha I
Elles Do ralem o mal, que nos fariarn. A gen-
te do re nada mais desejara talvez do que ter
um pretexto para massacrar-nos, e declaro mui
positivamente que nao- estou disposto a deixar-
aie agarrar por um lapo.
Niela,retorquio o gigante,sempre tena
medo, e nunca tlz urna excurso eomtigo sem te
ver tremer: era melhor que liresaes cado em
leu coril!
Por f minha Irespondeu aquella, quem
eram estas palavras dirigidas,eu nao tenho,
Miguel, nem leus hombros para receber soceos,
nem teus punhos para da-Ios: dero pois ser des-
culpado se toiuo minhas precaucoes. Gato escal-
dado a'agua fria Um medo, e nossa ultima ox-
curso nao foi muito feliz. Esse Nepto malha
como um ferro I
Os quenes trocaram catas patarras em roz bai-
xs, remexeodo toda a tenda, na qual pilharam o
que ahise achara sua coureniencia.
Um delles estara de sentinella na porta, e, de
lempos lempos, levantara aporteira, e metien-
do a cabega para dentro, azia-lhes sigoal que
tudo eslava tranquilo fra, e que elles podiam
continuar sua pequea exploraco.
Onde est Mager?perguntou aquello,
quem tinham chamado Miguel, e cujos punhose
hombros Niels tinha gabado,
Aqui estou !respondeu um dos palifesem
roz baiza, com um dedo sobre os labios finos e
enrugados, e fazendo signal seus companheiros
que se calassem.
Mostrou-lhes eoto na extremidade da tenda
um canto affastsdo, dianle do qual eateodia se
urna cortina de vadmel, pardo e azul para sepa-
ra-lo do resto do aposento, e de maoeira a for-
mar como urna pequea tenda na grande.
O que ? perguntou Miguel mais aioda com
o olhar e com o gesto do que com a roz.
Sua feiliceira, sua fada, a filha do relho!
E assiru fallando, o rosto de Mager tomou urna
expresso sintstra, que o tornou mais terrivel de
rer do que o mais terrirel monstro ;tanto rer-
dade que a feialdade moral, traduzida sobre o
rosto, cem rezes mais horrirel que a feialda-
de phisica.
Esse Mager tiohs a cabega chala como a da
cobra ; seu crneo, meio cairo nao mostrara
mais que alguns cabellos de um louro descorado,
que pareciam verdes; seus olhos, de um azul
paludo, nao eram claros nem radiantes, a suaa
mos, sempre inquietas, pareciam como um in-
dicio da perpetua agitaga de sua alma. Seu no-
me, que em noruego significa magro, poderia
em caso de necessidade semr-lhe desobrenome,
por que o homem pareca diapbano e lodos os
ossos de seu corpo s lhe faltavam romper a pel-
le. Haria em seus labios um sorriso to horri-
rel, que Miguel nao pode deixsr de lhe dizer:
Para que estejas to feio, de mister que
tenhas a dar-nos alguma boa nova.
Ella est ol!conlinuou Mager.
Onde ?
Com a mo fechada, cujo pollegar s ficava
aberto, elle fez um gesto por cima do hombro,
como para indicar que ella ficava por delraz
delle.
Todos os quenes quizeram precipita r-se nessa
direcgo ; mas elle, pondo o iodex da mo di-
reita sobre os labios, e com a outra mo mostran-
do-Ibes o relho sempre dormindo e aempre agi-
tado :
necessario priroeiro que tudo frangu.lt-
sar aquelle,diz elle com um gesto, coja fero-
cidade mostrara, aeu penaamento de ama maoei-
ra assaz clara.
Nada de crime intil Idi* um outro, que
ainda nao tinha pronunciado urna patarra. O
relho nao pode fazer-nos grande mal.
Em quanto a cabega nao esmagada, a ser-
per.te tem veneno,diz o feroz Mager.
Abrdiz Miguel,podemos impedi-lo de
prejudicar-nos sem o matar.
S os morios que nao roltam,cootinuou
Mager.
Se te deixassem obrar,diz Niela,era de
mister malar aempra.
Miguel os fez calar, e juntando do chao cor-
das, que tinham servido para alguns cabrestos
da renna, deu-as dous dos aea companheiros.
Tu. as mos; tu, o ps.
Depois, torcendo um pedago de estofo de ma-
oeira a formar com elle urna mordaga, lingaram-
se todos trez um lempo com urna violencia
inaudita sobre o infeliz relho, o qual nao den
nem um grito, nem fezum morimenlo ; por que
em um abrir e fechar d'olhos, foi agarrado, egai-
mado, e atado; depois dous quenes o tomaram,
um pelas pernas, o outro pela cabega, em quau-
to um terceiro, abrindo um grande cofre, que
eslava ao lado do leito, fez signal aoa algozea que
o jogassem dentro.
Esla ordem muda foi execulada immediala-
menle, e sem que o pobre Peckel tiresse tempo
de dar por si.
Um dos bandidos aentou-se sobre o cofre, pa-
ra impedi-lo de sahir e a tropa rio-se d'ahi em
dianle e sem dar um tiro aenhora absoluta da
tenda do chefe da tribu.
Mager conduzi-os eoto ao canto da tenda, on-
de Norra dorma. Elle quiz para-loa alguma
distancia do leito, esleodendo os bragos como
um obstculo entre elles e ella.
Porem Miguel, lerantando desdenhoaamente
seus robustos hombros, agarrou-o pelas verte-
bras do peacogo, fe-lo piroetar sobre os calca-
nhares, e, quando concluio aua evolugo, jogov-
o trez passos de si contra as estacas da leuda,
as quaes por pouco que derrubara.
Oa invasores adiantaram-ae enlo at junto do
leito; depois, como se tiressem, rendo Norra,
experimentado por essa mocidade e betleza um
sentimento de piedade, que talrez estiresse bem
longo de aeu corago, como se tiressem hesitado
antes de perturbar esse somno da innocencia...
seus sonhos talrez...cites pararam um instante
para contempla-la.
Sem duvida sunca tinham risto um espetaeulo
semelhante, por que um sentimento de ingenua
admirago pintou-se no roslo de alguns deotre
elles.
XXIV
Norra dorma.
Um de seus bragos penda fra da cama, o ou-
tro estar docenente Sobrado sob sua cabega, to-
da inundada de seus litados cabellos negros desa-
tados ; um amare! sorriso repousara-lhe noa la-
bios entreabertos como urna borboleta sobre urna
flor, e o hlito egual de sua respirago levanta -
ra-he o seio com ioterrallos certos.
Os mil objectos, que rodeavam a doozella eram
de urna elegancia e exquisitice, que contrasta-
ran) singularmente com tudo o que os quenes
riam de ordinario em suas moradas, com o que
tinham at enlo encontrado na tenda dos lapes.
Eram encantadores nadas, dos quaes as mos de
Norra tinham feito pequeas maravilhaa ; eram
pela mor parle os pequeos presentes, que os
doua suecos lhe tinham dado como lembranga
no momento de aua partida. O relogio do Hen-
rick eslava pendurado com aua cadeia d'ouro
cabeceira do leito. Se rerdade que as cousas,
no meio das quaes riremos, tomam como um re-
flexo de nos, todo esse coojuneto delicado, ele-
gante, potico, deria dar a mais amare! idea
d'equella, que o tioha disposto to eogenhoaa-
meole.
Mas nossos herea nao eram gente, que gas-
tssse muito lempo em contemplagdes, e Miguel,
que pareca o chefe reconhecido da areotureira
expedigo, deu em brere o sigoal da acgo por
que tomou urna coberta, que tinha cahido da
cama, po-la em um dos bragos, e inclinou-se para
elia para agarra-la.
Maa apenas Norra seutio o contado de urna
mo estranha, despertou sobresaltada, como que
adrerlida pelo aeu instiocto virginal, e dando um
grande grito, chamou por duas rezes : Heo-
^ick 1 Henrick 1
Acordada ou dormindo, nao era este nomo seu
mais charo e mais constante pensamenlo, e nao
era por elle que ella deria gritar ne perigo ?
Mas, ah 1 nao foi Heorirlt, foi a inexhorarel
risada dos roubadores, que respondeu a esse gri-
to de angustia.
quem quer que fosse no mando ? I julgou
quei vinham atmplesmente roubar, e logo tran-
quilisou-se. A" excepeo do relogio de Hearick,
nao tioha maa cousa alguma, poderiem lerar-
Ibe a tenda com tudo que tinha sem Iba causaren)
um pesar. Apenas estes miserareis, que vinham
assim a aua morada, violando sua solido e per-
turbando aeu somno,inapiravam-lhe urna especio
de desgosto, que ella nao ae dar mesmo o Ira-
balho de occultar ; assim, para nao t-Ios mais,
desriou i cabega, e semelhante a um menino en-
farruscado.que se acorda e quer que dormir aioda,,
occul tou-se sob suas coberturas : sabia que Nep-
to nao estar abi, e pela primeira vez sem duri-
da, o pobre rapaz leve a felicidade, que nao p-J
de gosar, do que aquella, que elle amara, sentio
sua ausencia : nio querendo expor seu avo as
violencias desses malfeitores, ella lomara o par-
tido de deixa-los obrar e de nao chamar.
Entretanto, Miguel e oa oulros,4topois de lerem
gosado um momento de seu emlmago e suffici-
entemente roubado a cabana, julgaram que era
tempo de acabar com isso, antes que apercebea-
sem sua presenga no acampamento, o que pode-
ria comprometler e succeaso da expedigo.
Vamos I toca a retirada I diz Miguel com
sua roz a mais rude.
Ao mesmo lempo um outro dos nossos dignos
personagens Tira a cadeia e o relogio d'ouro, e
como laogara a mo para agarra-los, Norra, que
nao quera ficar som sea thesouro, langou-se so-
bre elle para loma-lo.
Ah 1 ah I diz Miguel,julgara que iamos
encontrar urna cabrinha branca, e parece que te-
moa debaver-noaeom urna lobrdas montanhas..
tanto melhor, por minha f 1 gosto das garras,
sim I
E, assim fallando, segurara pela cintura, Norra
a qual se erguera um pouco da cama.
Miseravel ousas tocar-me I exclamou
doozella com os olhos sciotillantes, e com um
accento de indisivel altivez.
Sim, ouso I murmurou o bandido ; -^
vestorle e cala-te.
Mas Norra nao era mulher que cedesse amea-
gas, e debateu-se com a energa de urna leoa,
acoada de perlo peloa cegadores. O que poda
ella entretanto fazer contrae foiga de um colosso
quem tres ou qualro brejeiros, que nada te-
miam, nem respeilaram cousa alguma, Tioham
ainda prestar soccorro ?
Com tudo, aua energa nao a abandonara ain-
da, e s contra qualro ella lutara sempre.
As grandes mos de Miguel, agarrando seus
dous punhos, subjugram-a e derribaram-a so-
bre a cama.
Entretanto, Miguel deu de repente um grito de
di>r e soltou sua presa.
Uro noro comlfjttente, com o qual ninguem
contara, acabara de metier-ae na tula.
Snalla, deitada a um canto da tenda, perto do
leito de Norra, era o lugar onde ella dorma
todas as noites, linha acordado com o baru-
Iho. Ella principio nada linha comprehendido
deste tumulto, e como era naturalmente pacifica,
temara o partido de tornar a deitar-se socegada-
mete. Mas, ourindo e grito de agona dado por
Norra, comprenendera que sua senhora muito
amada pedia soccorro, e com o instincto, a co-
ragem e felicidade do eo,.que morre para de-
fender aquelle, que o nutre e que o ama, ella
lancou-se contra os assallantes.
A direrso foi brusca e to inesperada, e ao
mesmo lempo lo riolenta, que Miguel, abitado
pelo choque, vencido pela dr, affrouxou e soltou
sua presa.
No meio deste grupo espesso, Snalla,coja rai-
ra pareca redobrar-lho aa forgas, dar com a
cabega e com os ps, com as patas e com os cor-
nos, fazendo mil eroluges e produzindo na mul-
lida urna desorden) immensa e urna inexplica-
rcl confuso.
Norra approreitou hbilmente desta diverso e
ganhou a porta ; maa Niela-,, que se conservara
prudentemente parte durante a lula, lmpedio-
Ihe a passagem.
A pebre creatura ajoelhou-se diante delle jub-
tand as mos.
O quen julgou prudente a-pproreitar esse ges-
to de supplica para passar-lhe nos- punhos urna
das corda, que apanhra do chao, e puxando vio-
lentamente urna das ponas, amarrou com um
n inextricarel as duas mosinhas supplicantes-,.
agora capliras
No mesmo momento Mager, que acabara ato
tirar da- bainha urna faca fina e comprida, cor*
laole, aliada como um estilete siciliano, apprc
ximou-se Iraidoramente da pobre renoa.
Eu bem sabia, diz elle com essa roz dogo-
rosa e oruel, mas odiosa mil rezes-que as rozes-
mais roucas e mais violentas, eu bem sabia que
era necessario sembr matar alguem.
E assim fallando, enterrou a arma terrirel en-
tre as espaduas de Snalla.
Urna onda de sangue jorrou- da ferida e cobrio-
Como elles nao conheciam Henrick, julgaram les todos; o animal ferido mortalmeote pela mo
FOLHETIM
n
4 D.4M4 DAS PER0L4S
que era algum outro lapo, que ella chamara.
Grita I grita 1 formosa. dia Miguel com o
grosso riso da estupidez; grita alte para que elle
renha e com elle leu primo Nepto : lemoa tanta
ronlade como tu I
Norra estara agora completamente acordada,
e aos loucos terrores de seu meio-somno succe-
dera para ella urna especie de temor reflectiJo e
calmo, se assim nos podemos exprimir, que nao
lhe tirara a lucidez da reftexo. Ella perguotara
si mesma o que significara essa busca entrada
no pequeo retiro, respeitado de todos, onde nin-
guem penetrara sem sua permisso. Ella ria-se
cercada de urna mullidao de homens de rostos
sinistros, que s podiam ter mus designios.
Entretanto, como nao linha inimigos, e co-
mo poderia ella t-los, ella, que nunca Qzera mal
fallou seu
POR
A. DUMAS F1LH0.
{Continuando.)
- Mas aos quaes essa senhora pouco se iule-
ressaiia por que nao tem por elle o mesmo ge-
nero de interesse que tem por miro, e pelo con-
trario reria.uma felicidade onde V. Exc. r um
perigo.
Nao importa ; continuo ainda a dizer: tan-
to melhor para mim ; por que ae o meu princi-
pezinho conhecesse essa senhora, bem depressa
-dara pela superioridade della sobre as outras mu-
lheres, e me abandonara, nao forgada, porm
voluntariamente ; o que seria de mim eolo?
V. Exc. nao soffreria muito", por que dere
ero. pouco ir viajar.
Tenciono partir brere ; mas o senhor bem
sabe : Atutas vetes a mulher varia....
fi' btm loucp quem mllate lia.... V. Exc.
etquece o segundo verso, minha senhora.
Nunca o aoube.
E quem poderia rel-la em Pars, minha
senhora 1
Como que um homem de espirito pode fa-
zer semelhante pergunta urna mulher da mi-
nha^dade?
Quando essa mulher tem carelios rustos no
carro
E' justo, j o tinha esquec'do.
Bem m'o linba dito Vladimir.
O que?
Que V. Exe. esquecia fcilmente.
Vladimir um mentiroso.
Eu lh'o disse esta manha proposito
de historias que me conloo e de cooselhos que
quera dar-me.
Vejamos essaa historias e eises cooselhos.
E' intil, minha senhora, em urnas nao que-
ro acreditar,' e oo quero aeguir os oulros.
Ella nao pode deixar de corar um pouco.
__ Por obsequio, conlinuou, esquecendo j o
seu principezinho, e mostrando-se assim mais cu-
riosa do que hbil: por obsequio, cont-me o
que Vladimir lhe disse meu retpeito.
E quem diz V. Exc. que foi i sea respei-
to que elle me fallou ?
Tenho certeza disso.... ramos, o que foi
que disse?
Tudo o que de V. Exc. se pode dizer, mi-
nha senhora.
Pde-se diser tantas cousas 1....
E por isso, minha senhora, s acreditei o
quo deria acreditar.
Razo de mais, para m'o repetir.
Prometti-lhe discrigo.
Enlo elle a exige de todos ?
Como ?
I) Vide/Harto n.S18.
Exigiu-a de mim quando me
respeito.
Ah elle fallou-lhe meu respeito?
Prolixamente, quando quiz que eu uzease
conhecimento com o senhor.
E rejo que s disse bem de mim, pois que
rejo que esse conhecimento fez-se.
Quem sabe ? Urna mulher deseja mais al-
gumas rezes ver um homem de quem se diz rrral,
do que um hornera de quem se diz bem ; em ge-
ral, os homens de quem se falla mal, sao homens
de mrito, sirva de testemunha o meu principe-
zinho.
Eoto acho-me em admirarel posigo para
com V. Exc, minha senhora ; ni posigo de um
homem de quem se lhe disso tanto bem que po-
de sem receio coohec-lo; ou de um homem de
quem se lhe ditse tanto mal que fe-la desejarco-
nhec-lo.
Mas o que Vladimir nao pode dizer-lhe o o
que o senhor nao sabe, que alm de ludo isso,
ha urna razo particular para que, sem procurar
coohec-lo, eu sproreitasse com prazer essa oc-
casio, quando se apresentasse.
E qu'1 essa razo, minha senhora?
Basta que o senhor saiba que ella existe, e
que, comquanto eu nao o coohega aeno desde
esta manha, ha muito tempo que o senhor nao
me extranho.
Pallara seriamente ? Em todo o caso gozara
francamente de minha curiosidade e pareca di-
zer:
Chegou a minha vez.
Pois bem, minha aenhora, confidencia por
confidencia.
Nao, rale mais que eu nao pense nesse lem-
po ; alm disso, sei tudo o que Vladimir lhe dis-
se, e a troca nlo seria egual. Urna hora I E como
ainda nao chegou ?
No mesmo momento, tocaram a campaioha na
porta, e s duqueza convencida que era Vladimir
que chegava, chamou a criada e disse-lhe :
Pe a ceia na mesa.
Depois foi ella mesma abrir a porta do aalo
para ir ao encontr do demorado; maa apenas ti-
nha-a aberto tornou a fecha-la, e pegando-me na
mo conduziu-me porta de outro quarlo, e dis-
se-me:
Por obsequio, senhor, entre ahi por um ins-
tante.
E sem esperar a minha resposta, porm com
um olhar que me promettia a explicago desse
incidente singular, tornou a fechar a porta sobre
mim. Eu estara na mais completa obscaridade,
pregue! o ourido porta e dispuz-me a escutar ;
mas no mesmo momelo appsreceu luz em torno
de mim, roltei-me : era a criada que me trazia
velas, e que se retlrou logo com a graridade in-
herente a sua qualidade de Iogleza. Eu estar no
quarto de dormir; a situafo era to grare que
escondiam ali. Pora ali com effeito, que a du-
queza entrara aiguss momentos antes. Sua pe-
lusa estar* sobre urna poltrona, ainda quente e
perfumada; o leito enlr'aberto eaperara pela aua
bella dona, e eu me achei de repente, iniciado nos
mais encantadores segredos do quarto de dormir
de ama mega, quarto que, mesmo para o aman-
te, conserva por muito tempo e algumas retes
sempre, o misterio que me era permtltido pene-
certissima.cabio sobre os joelhos para nao leran-
tar-se mais ; langou sua senhora um derradeiro
olhar, oheio de lagrimas, no-qual pareca dizer-
lhe : Bu te amara muito e s-ou feliz de te dar
minba rida.
Isto-era superior aoque a doozella poda sup-
porlar;. ella dismaou, em quanto Snalla, sua
criada, sua amiga, abatia-se sobre seu peito,,
agitara as pernas indurecidas em urna conrulso
suprema dobrara a cabega sobre o pescogo, os
6sgalbo8 sobre os rins, e enchia a cabana com
seu cadver rolumoso.
Todos esses homens violentos e crueis, quem
o sangue nao atemorisa, 6 que, rindo ao acam-
pamento dos Kilpis, meditaram a morle de um
homem, Uveram um momento de perturbado
antea agona de um animal. Pareca -todos
que Snalla morreado pela lha dos Kilpis cen-
surara-Ibes o crime, que acabavam de commet-
ter contra ella. Mas taes sentimentos em se-
roelhantes almas Dio deriam durar muito tempo.
Elles acabaran sua pilhagem, envolrendo era
ama palle de renoa Norra sempre dismaiada,
que Miguel carregou era seus hombros, sahiram
do acampamento.
Elles eaminharam muito tempo no campo,
sempre a;saz solitario e mais deserto ainda
essa hora,.sem encootrarem pessoa alguma.
Emfiffl Norra deu um pequeo grito de dr ,
abri os olhos, como para procurar lembrar-se
de si, e reconhecer onde eslava. Vio rochedos
em roda de si, ondas em baixo, e mais 6 cima
do lado do cu, grandes pinheiros ondeantes
Nunca viera um tal lugar, e nao sabia {onde se
achava.
Miguel, que a carregara sempre, parou, e com
urna roz, que quera tornar amare!: Ora beml
mioha bella, lhe diz elle, como estamos a-
gora?
Norra olhou-o altivamente sem responder-
le.
Como quizeres. feiliceira ; hojeme despre-
zas ; cedo me rogars, linda desdenhosa I mas
se qoizesses caminhar um pouco I.....'
Elle se abaixou para arreia-la em Ierra ; mas
entreabrindo a cobertura, na qual enrolrera Nor-
ra no momento de partir, rio que ella estara em
camias.
Ah I ah 1 diz elle roltando-so para aeus
companheiros, eis-ahi um toilette de rlagera,
que nao lhe cuslou muito tempe a fazer. Hola !
quem de roces se encarregon do guarda-roupa
da princeza '!
Niels approximou-se com urna trouxa de res-
lidos de todas as qualidades, que elte linha rou-
bado na tenda, e abrio-a dlante da doozella.
Os quenes poaeram-se em circulo em roda del-
la como -para gotarem malradamente de seu em-
barazo.
Norra sentou-se no chao, e olbanda-os com
urna resolugo fria e firme :
Nao me restirei sem que mais o lenhses
deixado 1 lhes diz ella com tanta firmeza que
elles se affastaram logo.
Miguel iodicou-lhe cora o gesto um barreneo
profundo atraz dos rochedos, onde ella flearia ao
abrigo de seus olhares.
Anda depressa 1 diz elle; rro temos
tempo do esperar.
Urna nica vez No'rra langou os olhos- de to-
dos os lados, indagando se nao era possirel a
fgida. Mas estara ro'deada completamente ;- era
forgoso resignar-se; era de mister ceder dura
necessidade.
Ella enchugoo as lagrimas com as costa* da
mo, restiu-se promptamente e reio ter com
seus companheiros.
Muito depressa 1 diz Miguel, que ternera
sem duvida ser obrigado a espera-la mais tem'
po ; s urna boa menina e julgo que podsemos
entender-nos I
Assim faltando, elte quiz pegar-lhe na mo
para forgs-ia a caminhar junto de si; mas a-
donzella repellio-o altivamente.
Oh I oh t diz o gigante com urna grossa
risada, rejo que sois feroz 1 Mas ros domesti-
caremos, minha linda pequea, e talrez mais
breve do que pensaes.
Ao meio dia a pequea caravana, que tinha
quase sempre seguido um caminho perigoso, ta-
lhadoemcima dos abramos, nos rochedos do
fjord, mudou de repente de dirego e dirigiu sua
marcha para o noroeste. Meia hora depois, el-
les meltiamse em urna especio de tunnel, que
atraressara urna collina, e coja entrada era en-
coberla todos os olhos por um maseigo de be-
tulhas anas e pinheiros acachapados.
Sihindo desse tunnel, elles penetraran) logo
em um ralle solitario,no lira do qual urna gran-
de casa, formada de la-boas e errores grotseira-
mentequadradas, erguia-se na margem de um
pequeo lago solitario. Craa linda- regetaco a
rodeara, e ahi se ria apparecerem as errores,
que de ordinario nao te encontrara mais era
urna risiohanga to prxima do polo. Os carra-
Ihos casavam-se com os pinheiros, e as talas
cresoam ao lado das beluta. Esle retiro de la-
dres tinha todas as apparencias de urna paci-
fica e rustica morada de homens de bem. Um
poeta melanchollco te-la-hia escolhido para ahi I
collocar o quadro de algum risonho e sentimen-
tal edyllio.
E' ali que tu ririrs 1* Por rentura este paiz
teria a felicidade de agradar-te?, perguntou Miguel
moalrando-lhe o bosque, o lago e a casa.
Sim, se ahi nao te rir, respondeu a don-
zea.
Enlo, le causo medo t
E o gigante tentou um ar, que julgou- amare!.
Medo diz Norra, nao, mas horror 1
Todos os queues ouvindo-a, romperam era urna
gargalhada-, qu nao pareceu do gosto de Miguel,
porque ello fez urna careta horrirel respeodendo
Norra :
Est-bem, minha berla-, reremos seseras
sempre 13o desdenhosa ; toma someato lempo
de te acostumar comigo, e vers.
Assim fallando, Miguel a-pressra os passos ;
chegra margem do lago, o modulou um asso-
io mais ou menos gutturl passando ambas as
mos em roda da bocea. Era um sigoal; porque
logo um batel, cooduzido por um sremeiro,
largou da praia op^osta e dirigiu-se i elles.
Alraressaram logo o Vago, e urna especie de
megera, reina e feia, cujos cabellos arripiados
se destacaran) de urna louaw indiscriptivel em
madeixas desordenadas reiu ao encontr da pe-
quea tropa:
Ka cagada t perguntou.ello langando so-
bre o grupo um olhar inqoisitor.
trar, e era de semelhante lugar que eu sem du-
rida ia saber um segredo. Quem dira, rendo-me
ahi, que eu s conhecia a duqueza daquella ma-
nha ? Entretanto fizeram-se ourir os passos de
um homem. A duqueza dizia :
Como, principe, o senhor I
Era o principe de Rira i urna hora da madru-
gada. Bateu-me o corago. Entretanto, a duque-
za nao poda ser cmplice dessa risita: alm
disso, haria na sua roz mais do que admirago.
O que ha. principe, que o faz rtr c se-
melhante hora ? perguntou ella.
Nada, duqueza, nada ; a baroneza disso-me
que eu a acharia em casa, e rim.
Para que ?
Para conrersar com roc por algn* ins-
tantes.
As conversas que podemos ter leraotam-se
s duas horas e deilam-se meia noite.
Pde-se acorda-las....
Voc tem muito espirito de dia, meu charo
principe ; razo de mais para deixa-lo descansar
noile.
. O que tem, duqueza ?
Tenho.... que acho a sua risita, mesmoau-
torisado por minha cunhada, de pesstmo gosto !
tenho.... que pergunto mim mesma quem,me
far respeilar, se na minha propria familia se au-
toras assim a falta de respeito para comigo. S
os maridoa e amantes, conlinuou ella aoimaodo-
se cada vez mais, podem abrir urna hora da
manha a porta da casa de urna mulher, de urna
mulher como eu, e o senhor nao nem urna
nem outra cousa; admiro-me, pois, que teoba
aberto essa porta.
Perde-me, eu nao julgara....
Nao do senhor que me quixo ; fizeram-o,
sem que o soubesse, representar um papel que
oo assenta no aeu carcter, nem no seu oome...
Volt? casa de minha cunhada, e diga-lhe que,
por culpa della, eu fui forgada a rr orna imper-
tinencia em urna de suas risitas, e a tratar mal
um homem, cuja educago, corago e eapirito
ainda ha cioco minutos apreciara. V, principe,
r. Amanha, quando rier pedir-me as suas des-
culpas, s me lembrarei das suas risitas de ou-
Ir'ora.
E ouvi fecharem-se as portas as costas do se-
nhor de Rira.
Eu estara contente, nao da humilhago do
principe, mas da altivez dessa mulher, e appro-
ximei-me porta para estar o mais depressa pos-
sirel perto della, quaodo riesse sol(ar-me; po-
rm, com grande admirago minha nao appare-
ceu. Entretanto en ouria passos no aalo, e o
ruido de um carro que se retirara, prorou-me
que o principe linha realmente partido. D'onde
rioha que ainda me deixasse preso? Nao saberia
ella como desculpar-se? Prestei ouvidos: linha'
cessado o ruido dos passos. Eolrei no salo..-.
Ella estar no camap, enchagaodo os olhos rer-
melhos de lagrimas. Approximei-me, e disse-lhe
com emogo:
Porque chora, minha senhora ?
Como quer o sanbor que eu supporte se-
molhaote insulto? disse-me ella. Tenho real-
Bis a caca 1 dii Miguel mostrando Norra.
Somonte Uto ? diz a rea* com um mono
singularmente desdenhoso.
Velha e feia, a mulher de Eyaten-Gaard (tal
era o oome da residencia de Miguel), liaba como
se r duas razes para oio se mostrar benvola
para com a mocidade e a belleza.
E's bem dlfficll 1 diz Miguel batendo-lha
amigavelmenle no hombro ; mas, penses o que
pensares respeito do passaro, deita tuas vistas
sobre elle.
Nao lemas, filbo, elle nao sahir d'aqui sem
minha permisso, ainda que seja necessario
cortar-lhe as azas. Tranquilisa-te, eu a tenho,
e quando tenho, tenho bem.
A horrirel velha agarrara com effeito em asas
dedos aduncos a mo delicada da joven tapona,
e chamando-a si, a fez penetrar no interior da
casa.
A pequea tropa conserrara-se alguma dis-
tancia sobre a margem do lago.
Quando Norra e a megera desayparecersm :
Ora bem o que taremos nos della?
perguntou Niels seus companheiros.
tem poderias perguotar-me o que farei eu
della, eu, diz Miguel ; parece-me que ella
minha Fui eu que tomei-a ; sem mim avoca a
harerteis I
E ostentando assim a insolencia do proname
pessoal, Miguel lngara sobre seus companhei-
ros ciliares, que pareciam proroca-los.
Todos os quenes resmuogaram, e um snrdo
murmurio correa em suas fileiras.
Miguel endireitou-se altivamente sobre suaa
cadeiras, com um ar mui pouco tranqullisador
para aquelles que tentassem oegar o direito do
mais forte.
Dlze-aos ao menos como pretendes obrar %
com ella, diz Mager, que mais fraco de lodor,
eia tambem o mais insolente.
Como me spprourerl responden Miguel.
Eis ahi o que nao Juste I Todos nos to-
mamos parte na erpedieo, de-vemos ter todos
parle nos lucros; corremos o perigo, doremos
entrar na partlha.
Convra parti-ta em seis para que cada um
de ros tenlia sua parle?perguntou Miguel
com um riso sinistro ; prerina-res que ella
nao gorda, continuo elle, a que as partes
sero pequeas.
Pode-se tira-I a sorfe I retorqaiu o in-
tratare! Mager.
Hei de lastimar aquello de ras- qoe a ga-
nhar, diz Miguel com su* insolen-te altivez ;
elte nem teria ao menos os meios da susten-
ta-la l
Tambem nao a pedimos para guaraV-la.
E para que a queris roa "?
Para rende-la,
E- quem ? dw o quene abrindo gpndes
olhos.
A' seu imbcil poe, que rieo, e que esra-
siar seus reinos ssccoade escudo para rescatar
sua filha.
Miguel foi obrigado a confessar si propri
que esse malvado Mager boo errara isteiramente.
e que o relho lapo, com effeito, nao deixaria de
pagar o resgate da prisieneira. Mes- tomando
logo a contiaoca e o aplomb de um homem rico,
que disputa com mendigos :
Quanto crs tu que o pae dar para que lhe
entreguen) sua filha ?
Ao menos cem etpecies (pOO francos) I
Durido 1 mas, emfim, r que seja cem e-
peetes. Nos eramos sete ; fatjo as cousas larga-
mate-: dou cada um de va-quinze especies,
ros me deixaes a- moga.
XXV
Os quenes olharam-se reciprocamente : a fa-
cilidade com que -Miguel aceitara as coodiges
propostas lerara-os -crer que elle* faziam um
negocio da tolos ; mas com seu terrirel amigo
bem sabiam elles que era necessario considerar
duas vezes para (altar patarra dada:
9gas tu em prata ou em papel ? diz Niels
como para tentar urna aegunda changa.
Eaa prata de Ch-rntiania,responden Mi-
guel,ero lindas pegas oras, que me forana
dadas por um mercador de Hammerfest na mi-
nha ultima riagem Trono.
Seja !! est feito E
O queue enlrou em sua casa, da qual sania lo-
go com uro saeco cheio.
O dinheiro foi cootado, distribuido em qui-
nhes, e dados cada um m um abrir e fechar
d'olhos-
E agora, o que ras lo fazer da pequea ?>
pergunt Niels embolsando o dinheiro, que ac
bara rez.
Ora ramos respondeu Miguel assaz du-
ramente, parece-me quo te paguei expressa-
menle para nao ser obrigado a dizer-t'o.
Niels respondeu com um gesto dele-.wdo, que-
bem poda ser assim traduzido :.
De fado, podes eoforca-la ou assa-la, para.
mim c mesmo.
Os seis homens se affastaram com sua parte de-
roubo : alguna leraram talrez comsigo o remora
do crime que acabaran) de commeller.. Nunca,
se sabe-o- que se passa as profundas dobras da
conscienoias, ainda as- naturezas mais per-
versas.
Mais do urna vez antes-de retirar-se Mager vol-
tou a oabeca do lado da casa.
Mgul poderia 1er em seu olhar falso e sinis-
tro todas as sortes de odiosas ameacas, as quae
nem ao meos elle digoou-se reparar..
O gigante tinha muita conaoga em sua torga
para umer um vil poltro como Mager.
Para que esse juramento, mioha senhora?
Slo V. Exc. lirre em todas s suas aeges ? Te-
nho por rentura o direito de lhe pedir coalas, e
quera a forga a explicar-m'as?
Pronuncie! esta phrase com um tom tal, que
se ella estiresse meno* agitada, comprehenderia
logo os meus rerdadeiros sentimentos seu res-
. peilo.
Has o que peuea o senhor de mim depois
de semelhante sceoa ?
O que pensara antes ?
O senhor oruel 1
Oh I minha aenhora, engana-ae no sentido
das minhas patarras I Visse o que risse, ouvisse
o quo ourisse, a minha opioio 1 respeito de V.
Exc. j estar formada. Pensa V. Exc. que tomo
so serio o ocssi grrcejo de ha pouco o os estor-
bos que fazia para rr se eu acreditara no que
nao existe? A maneira por que acabada receber
o principe, nao aeria alm disso o desmentido
maia formal fi nossa conversaco ? Acredita que,
por outro Lado, eu teoho f ao que me disseram
sea respeito 1 As lagrimas que derrama nao se-
rian) a prora do contrario, se esse contrario ca-
recesse de prora? Nao, mioba senbora, nao, na-
da disso rerdade, eu nao quero que seja I Dei-
xemos que os tolos creiam e que os mais repilam
semelhantes maldades, e nos que lemos coragea
feilos para nos eolendermos encaremos as cou-
sas como derem ser encaradas.
A' estas palavras ella ergueu-se, e pegando-me
em ambas s mos, diase-me :
Oht agradecida de toda mioha alma I O se-
nhor aderinhou-me 1
Eu a comprehendo, minha senhora; com-
prehendo que seu corago desoecupado deixa to-
da a liberdade ao seu espirito e algumas rezes,
aempre, mo cooselheiro para urna mulher joven
e bella. Veja, minha senhora, onde podem le-
ra-la essas imprudencias. Mal a conhego, e es-
se pouco tempo foi sufficiento para me dar qua-
si direitos sobro V. Exc. Olhe de frente a sita-
gao em que estamos um para com o outro, e o
que eu-poderia fazer se fosse um infame ou um
homem mal educado. V. Exc. escrereu urna
carta em que fallara de mim em termos de que
a mioha raidade poderia recordar-ae.... Sao
quasi duis horas da madrugada : V. Exc. fez-
me esconder no seu quarto de dormir, posso
apoiar-me sobre a opioio que o principe tere
de V. Exc. riodo fi esta hora, e sobre o modo
porque a trata Vladimir oo rindo ; o menos
insolente dos dous fot aioda aquello que reiu. Que-
ra saber o que Valdimir me disse esta manha ?
Dizia me : seja amante da duqueza, meu charo,
nao ha cousa mais fcil. Nao vem. Para que ?
Para dar-me a occasio,depois de me harer dado
o cooselho. Foi Vladimir quem m'a fez conhe-
cer; foi seu amigo, elle sabe portanto o que
dere pensar a sea respeito. Eis o que eu pode-
ria dizer fi mim mesmo. E se agora, depois de
ludo quanto se paasou, dsse-me na fantasa se-
guir o cooselho delle, seria bem difficil fi V. Exc.
despedir-me, como fes ao principe ; e em todo o
caso, deixando as cousas no seu estado maia re-
gular, eu oo mentira dizendo-lhe amanha *
Contnuar-se-Ji mente descido tanto para que assim me tratera? senhor foi hontem fi noile fi casa da duqueza, eu
Juro-lbe comtudoque o principe, nao tem direi- estar occqlto no quarto della, oun tudo. Se-
to nenhutn para, [axer o que. Jo,,,, eu o joto I IrU (Je multo mo gosto, bem 9 fet; mil mi
mo gosto nao seria desculpado de antemo pela
aua propria ioconsequencia ; e para que pedir-
me que a trate de medo di'orso do que V. Exe.
se trata |si mesma ? Diga o que quizer. um
homem oceulto do quarto de urna mulher urna
hora da madrugada amante dessa mulher.
Posso, pois amanha, contando somonte a rerda-
de, comproroette-la, e os boatos passados abri-
ro caminho fi esse boato noro. E entretando
nada somos um para o outro I Aper-to-lhe a
mo como a de ib homem, chamo-a minha se-
nhora. com se estiressemos em presenga decin-
coenta pessoas. O que prora isso ? que V. Exc.
tem feito na sua rida nao sei quantas imprudear
ciaa do mesmo genero, que pareciam nao derer
ter conaequencias e que noeotanto ti v eram -as...
E* rerdade ?
Sim, 6 rerdade, disse-me ella, sim gomo
faz bem fallando-me assim I V, nao choromais,
mas lhe direi tudo e rer que oo sou to culpa-
da como parego.
Pois bem, minha senhora, necessario pa-
rar nesse caminho jfi que aioda tempo. De-
pois de te-la animado, o mundo ataca-la-ba;
a sua tctica ordioari?. Depois das impertinencias
soladas viro as publicas... Nao dessa-satisfago
ao mundo inrejoso e corrompido que a espreila ;
faga com que a sua digoidade seja apreciada e
proteja sem que precise chama-la em seu auxi-
lio como fez ha pouco. E' aingaler, nao- acha,
que um homem de rinte e seis anuos lhe d se-
melhante cooselho e neale momelo ; mas ha
urna razo para iaso, razo qu um dia saber ;
no eataoto o conselho bom de tomar, seja
qual for a razo que o d.
Toma-lo-bei, eu lh'o juro 1 disse-me ella
aupplicando-me com olhar que acreditasse nesse
juramento.
E conlinuou com o enlhusiasmo das oatorezas
francas.
O Sr. me ajudarfi nao assim Ha ja
urna cousa boa em mim ; amo meu pae, meu bom
e excellente pae ; tenho por elle adoraeo. Quan-
do eu nao tirer joizo, conlinuou ella com um tom
cuja delicadeza e sinceridade cheia de graga
impossivel pintar-te ; quando eu nao tirer juizo,
o Sr. me ameacarfi de lh'o dizer e rerfi como me
tornarei dcil."
E fallando-me assim, olhara-medecima abai-
xo ecorria-me com conaoga, com ternura.
V que caminho se pode fazer com urna mu-
lher pelas largas e bellas estradas do corago. Eu
tinha lagrimas nos olhos, olhara-a com amor,
retendo apenaa nos labios urna patarra que ainda
nao quera dizer a que estar por momentos a
escapar-me.
Assim est justo*? perguotQU.-me ella.
Tudo o que quizer.
Vlrfi rer-me ?
Todos os das.
Dar-me-ha conselbos ?
Sim, maa tome cuidado, serei muito exi-..
gente.
Tanto melhor.
Prohibirei oa bailes....
Que me tatigam....
As rigllias.... *
Que me fazem mal. <*
Certas riisav.M 9:

i
Que me aborrecom. Oh leu lhe pego, to-
me imperio sobre mira ; erdene, puna, malte*,
te, se for necessario. Estou cangada- de mandar
sempre, de ser sempre poisada. Sel beui-, sou
deseas mulheres que precisara ser dominadas-: at
minha forga est noaoutros.
V. Exc. esqueee, mioha senhora, qud-maa
mulher de sua idado e de sua naiureza. s- sa-uVai-
xa dominar por um homem.
Qual ?
Aquelle fi quera ams.
Ella olhou-rae sorrindor
Enlo? replicou.
Eoto ? repliquei por atkrahi-r mis o fin
dessa phrase tvmida.
O Sr. premetteu fazer-me tomar juizo ; sa
eu fuer mal, a culpa ser sua. Assim replicn
ella, entrego-me as suas m aos, eaaifio no Se. ;
nao me perleago mais : disponua de mim como
bem lhe parecer.
Eoto, adeus.
Como adeus ? -
Sim, mioha senbora, eu a deixo.
Que loucura oasa ?
Sao duas horas da madrugada.
O que tem isso ?
O que era inconvenieate da parte do pria-
cipe se-lo-hia da minha.
Nao. Em primeirc. lugar o principe bao 6
o Sr. ; o principa nao ero nunca ser, meu
mettre ; depois o priueipe oo foi convidado pa-.
ra ceiar comigo, e a inconveniencia ao contrario,
seria sua, em retirar-se.
Sim, maa para executar immediatamcnta ai
conrengoet & que acaba de subscrerer, para en-
trar francamente no noro caminho, para qua
minha autoridad* tenha direito e valor, nao dero
eu ser complico de urna imprudencia e ficar : a
ceia se prolongara pelo menos duas horas, e eu
s sahna da hotel s qustra horas; amauha lo*
do Pars o saberia.... Com qua direito enlo lha
pregara eu moral ?
Oh t replicou ella com um adorare! momo-
zinho, nada de fazer os principios difficeis: des-
animar-me-hU logo. Fique, eu lhe pego ; fi.
meaos que nao esperaste que a ceia acabasse aa
duas horas e tenha algum eugajamento^.ra es-
sa hora : enlo eu uo o reteria.
Nao, estou lirre.
Pois bem, enlo fique.... Vamos, conli-
nuou ella com muilo espirito, enterrar o passado
morto e eomegat o futuro. Nao ha nada mais
innocente.
Ao mesma tempo tocara a campainha :
Pooha. a mesa aqui, disse ella em inglezao
o
criado que appareceu. Teremoa ama testemu-
nha qua poderfi rer e que nao poderfi ourir.
Porque Dio enlende o francez : sao duas garantas
mais.
Como estar ella formse, com os olhos mais
brilbantes e as lacea mais coradas depois das la-
grimea que derramara l
[Continuarse-ha.)
^^
PERN. TYP. DE M. F. DE FARIA & FJXHQ. 18619


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