Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09396


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Full Text
lili HUH 1DMEI0 219
Por Ires mezes tdianlados 5 JOoO
Por tres meies vencidos 6J000
SEMMi FE1BA 23 tt SITEIBRO N Itti
Por armo adiaotado WJQOO
Porle fraico para osaAscriator.
NCARRBGADOS OABUBSC.IPCAO DO ROETB
Parahiba, o Sr. Antonio Aloiandrino dt Lima;
Htal, o Sr. Antonio Marques da Silra; Araca-
ly, e Sr. A, de Lemos Braga; Ceari o Sr. J. Jos
da OliTeira; Maraoho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimarei; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr.Jeronimo daCosta.
PARTIDAS UOS WJKKElUS.
Olinda todos os diaa aa 9 1/2 horas do dia.
Iguarass.Goianna Parahiba naa segundas
sextas-feiras.
S. Anto.Bezerros, Bonito, Carear.AUinho o
Garanhuns as terces-feiras'
P4o d'Alho, Nizarlh,|Limoeiro,Brejo, Pes-
queira,Ingazeira,Flores,VilIa-Bella,Boa-Viata,
Ouricury eFx as quartaafeiras.
Cabo,Serlo hem. Rio Formoso,Uoa,Barreiros
Agua Preta.Pimenteiraa e Natal quintas feiraa
Todoa os correios partemjas 10 horasdamanba
IPHEMBRIDES DO MIZ DE SETEMBRO.
4 Laja ora as 7 horas 52 minutos da man.'
11 Quarto crescenta aalO horas 56 minatosda 23
manha. Jai
18 La hei as 11 horas e 42 minitos da tarde.W
27 Qaarto minguanta aa4horas 5minutos da1
manha:
' PREAMAR DEHOJE.
Primeiro as 7 horas e 42 minutos da manha.
Segando as 8 horas e 6 minutos da tarde.
26
27
28
29
DAS DA SEMA!A*
Segunda. S. Lino p. m. ; S. Tecla t. m.
Ten;a. N. Senhora das Me/cez; S. Geraldo c
Quera. S. Firmino b. m.; S. Nionizja v. m
Ouinta. Ss. Cypriano e Justina mm.
Sexta. Ss. Cosme e Damio irmos mm.
Sabbsdo. S. Wenceslao duque; S. Salomlo
Domingo. S. Miguel Arcbanjo; S. Fraterno
AUHU.HLLA DOS) ThlBUNAfca DA CAPITAL.
Tribunal do eommereio ; segundas a quintas.
Relaco: tercas, quinta* a sabbados aa 10 horas.
Fazeoda; tercas, quintase aabbados as 10horas.
Juizo do eommereio : cuartas ao mel dia:
Dito de orphos: tercas o- seius as 10 horaa.
Primeira rara do elTel t tercas a sextssao meio
dia.
b-.Segunda Tara do T1: qrtts sabbados a 1
I nora da tarde:
PMTE OFFICIaL.
ENCARREGADOS DASUBSCR1PCAO DO SL
Alagoaa, o Sr. Claudino Falao Dias; Bahia,
Sr. Jos Martina A-Wes ; Rio de Janeiro, Si
Joo Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
Os proprietartos do DIARIO Manoel Figueiroa
de Faria & Filho, na aua limria praga da Inde-
pendencia ns. 6 e8.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 10 de setembro
de 1961.
Officio ao Ezm. presidente da commiaso de
exposicio agrcola e industrial.Remetiendo por
copia a V. Eic, para ser tomadi em considera-
gao a descripgo mioiitrada pelo major Sebas-
tio Antonio do Reg Barros eoi lada de hoje
eerca da arvore burra assim coahecida na
ilha de Femando, teoho a dizer a V. Exc.Jque j
mandei ir d'aquella ilha para flgurar na exposi-
?3o de 7 de novembro viodouro nao s a nia-
deiradesta arvore, mas tambem suis folhss, se*
mentes, dores, raizes e leite que d'ella se ex-
trahe.
Dito ao Exm. presidente da Parahyba.Era
addilamento ao meu officio de 5 do correle, re-
mello _V. Exc. cem exemplares impressos das
iastrueges para a exposicio agrcola desta pro-
vincia, aflm de que V. Exc. mande desthbui-las
do modo por que julgar mais conveniente.001-
ciou-se nos meamos termos ao3 Exm. presiden-
tas do Rio-Grande do Norte, C-r e Alsgoas.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Mande V. S. por a dsposigo do chefe de poli-
ca urna escolta de tres pragas do corpo sob seu
commando a flm de acompaohar dous crimino-
sos at a cidade de Micai. Cammunicou-sa ao
chefe de polica.
Bilo ao inspector da thesouraria de fazenda.
Corlo do cooteio de aua informago de 13 do
corrente, sob n. 847, autoriso V. S. a man-
dar pagar ao cipito Manoel Pereira de Sou-
zi Burity, quaodo houver crdito, a quan-
tia de 309000, que, segundo os documen-
tos que derolro, se Ihe est a dever provenien-
te do aluguel de um cavallo para transpor-
tar ao termo de Cabrob um soldado da com-
panhia fixa de cavallaria. Maodou-se tambem
effectuar o pagamento da quantia de 2359600 que
se esl a derer compaahia pernarnbucaoa de
passagens dadas por conta dos ministerios da
guerra e justiga nos vapores d'aquella compa-
iitiia.
Dito ao mesmo. Deferodo o incluso reque-
rimento de Joaquim do Espirito Santo Vianna
autoriso Y. S. a mandar recolber ao cofre dessa
thesouraria a quantia com que deve ella entrar
nos termos do 4o arl. 5o da lei n. 1101, de 20
de setembro de 1861, a Qm de ser eximido do
servigo do exercito seu lho Manoel Fernandes
Vianna.Communicou-se ao coronel comman-
dante das armas.
Dito ao inspector da thesouraria provincial,
Quaudo for possivel, e sem prejuiso das despesas
mais urgentes, mande V. S. entregar pessoa
que paraisso se mostrar autorisada a quantia de
I.OOOjJ, votada no artigo 27 da lei do ornamento
vigente para o hospital de misericordia de Goi-
anna.
Ordenou-se tambem a entrega a directora do
tollegio dos orphos da quantia de 1:2238829 para
as despesas do consumo d'aquelle estabelecimento
no mez de agosto ultimo, descontando d'aquella
importancia a somata de 4001000 que ella rece-
Leu por conta.Commuoicou-se ao director ge-
ral da instruego publica.
Dito ao mesmo.Em vista das razse ponde-
radas pela directora do collegio das orpbas na
ioformagojuuta, a que se refere o officio do di-
rector geral da instruego publica de 13 do cor-
rente, sob n. 280, autoriso V. S. a mandar
iornecer por arrematigo, conformo indica em
offlcio de 4 deste mez, o. 434, as fazenlas e mais
objectos pedidos pela mesma directora para uso
d'aquelle estabelecimento como se v da nota
que devolvo.
Dito Luiz Jacques BruneU Respondendo
ao offlcio que Vmc. me dirigi em 21 de junho
ultimo declaraodo-lhe que nesta dala autoriso
thesouraria provincial a entregar a quanlia de
400da quota votada para as despesas do museu
do gymnasio desta provincia ao seu procurador, o
qual tem recebido os seus ordenados veucidos
at o ultimo de junho deste anno, como informa
a mesma thesouraria em officio de 31 de agosto.
Expedio-se a ordem de que se trata;
Dito cmara municipal de Goianna. Com-
municndo cmara municipal da cidade de
Goianna que, segundo consta de aviso do minis-
terio do imperio expedido em 31 de agosto ulti-
mo, a cmara dos deputados annullou a eleico
primaria celebrada de 2 a 4 de Janeiro deste
anno ns capella de N. S. dd" Roiario pertencente
a parochia de Tijucupapo presidida pelo 1 juiz
de paz Jobo Ribeiro Campos e Vasconcellos
b9m como a que se procedeu de 13 a 15 do ci-
tado mez de Janeiro na matriz d'aquella paro-
chia sob a presidencia do 4o juizde paz Jos An-
toaio dd Sooza Costa, recommendo-lheque aem
perda de lempo e de conormllade com i lei
expega todos as ordens que Iba incumbem para
qne se proceda no dia 15 de novembro prximo
viodouro a nova eleico de eleitores que deve
dar a referida parochia, cumprindo que essa c-
mara, logo que se ultime a eleico, me remetta
copia da respectiva acta.Communicou-se tam-
bem mesma cmara a approvago da eleico
primaria feita na igreja do Carmo, presidida pelo
cemmendador Antonio Alvos Vianna, e aooulla-
co da que teve lagar na matriz d'aquella cidade,
sob a presidencia de Joaquim Raphael de Mello
nter.
Dito cmara municipal da villa do Limoei-
ro. Commanico cmara municipal da villa do
Limoeiro para seu conhecimento que, segundo
consta do avtso da reparlicao do imperio datado
de 31 de agosto ultimo, a cmara dos deputados
approvou a eleico primaria feita em 30 de de-
zembro do anno passado na freguezia de S. A-
miro de Taquarilioga, sob a presidencia do 2
juiz de paz Manoel Joaquim da Silva Crvelo.
Communicou-se ao juiz de paz competente.
Dito ao director das obras militaresApprov
o ajuste que Vmc. fez, segundo o seu officio de
28 de agosto ultimo, com Manoel da Paixo Paz,
para apromtar as veneziaonas de que carece o
hospital militar, pelo prego de 99000 cada urna.
Communicou-se i thesouraria de fazenda.
Ditoao mesmo.Mande Vmc. por novamente
em praga o servigo de eaiadura das guardas do
palacio da presidencia, alfsodega e thesouraria
de fazenda, a que allude o seu officio de 11 do
corrate, servindo de base para a arreraatagao o
prego por que se offereceu Manoel da Costa Man-
gerico, na inclusa proposta, para fazer os re-
feridos servigo.
Dito ao commandante di eatacao naval.Em
resposta ao offlcio que V. S. me dirlgiu, sob n.
19, de 10 do corrente, tenho a declarar-lhe que
teodode seguir brevemente para a corte o vapor
lpyranga, mais conveniente ser foroecido alli
o damasco de la, de que trata o pedido que in-
clusa devolvo.
Dito ao .juiz municipal supplente do Rio For-
mozo.Declaro em resposta ao afflcio de 14* de
agosto ultimo, em que Vmc. consulta se as pe-
tiedes apresentadas a despacho devera ser pre-
viamente selladas com a tata de 200 rs., ou de-
vem estar sujeitas como folhas de autos a pagar o
sello determinado no regulamenio n. 2713, de
28 de dezembro de 1860, que em vista da obser-
vago piimaris do artigo 58 do citado reglamen-
to, e da circular n. 17, expedida pelo ministerio
da fazenda em 25 de fevereiro ultimo, s derem
er previamente sellados, e com a taxa de 100
rs. (so as suas dimeogdes nao excederem de 12
polegadas de coraprimeuto e 8 de largo) os re-
querimentos dirigidos s autoridades administra-
liras, eque podem por si s dar principio e
construir um processo administrativo de oatu-
reza graciosa, ou contenciosa, em cujo numero
se nao compreheodem os requerimenlos forenses
dirigidos as autoridades judiciarias, os quaes de-
vem ser sellados com os autores, ou sejam inni-
ciaes, ou incidentes.
Dito ao juiz de paz da cidade da Victoria,
Declaro Vmc, em resposta ao seu officio de 26
de margo ultimo, que os juizes de paz s podem
perceber os emolumentos marcados no artigo Io
do decreto n. 1569, de 3 de margo de 1855, oas
causas em que Ibes cabe o julgameoto definitivo;
nao se po leudo como tal considerar os termos
de coociliago, ou nao coociliago das causas
que exceden a sua algada, cujos emolumeotos
devem ser regulados como os de outro qualquer
termo perteocentes aos julzes municipaes, na
forma do artigo 2 do mesmo decreto.
Portara. O presidente da provincia resolve
conceder 30 das de licenga com voocimentos ao
professor publico da villa de Ingazeira.Marcolino
Antonio Xavier, que a solicitou para tratar de
sua sade.Communicou-se ao director geral da
instruego publica.
Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao que requereu Agoslioho Ferreira da Silva A-
zevedo resolve nomea-lo, nos termos do 6 do
artigo 5o di, carta de lei de 3 de outubro de 1834.
explicada pelo aviso de 14 de maio de 1860, para
exercer provisoriamente os officios de partidor e
desiribuidor do termo de Garanhuns, creados
pela lei provincial n. 504, de 29 de maio desle
anno, em quaoto nao forem definitivamente pr-
vidos oajorma do decreto o. 817. de 30 de agos-
to de 1851. Communicou-se ao juiz municipal
campetenle.
Dita.O presidente da provincia resolve no-
mear o bacharel Rufino Augusto de Almeida para
o cargo de administrador da casa de detengan.
Fizeram-se as communicages necessarias.
Dita.O Sr. gerente da companhia pernarnbu-
caoa, mande dar transporte para o Cear, no va-
por Iguarass, em lugar destinado para passa-
geirode estado, a Gustavo Lisiazeno Furtado de
Mendonga.
Expediente do secretario.
Officio ao vigario de Aguas-Bellas.Com offi-
cio de V. S. datado de 19 de agosto ultimo foi
recolliido a esta secretaria o livro de registro das
trras publicas dessa freguezia.
Despachos do dia 19 de setembro
de 1861.
Requerimenlos.
Ado Mathias, Africano hvre. Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazeoda.
Alexandrino Alves de Oliveira.O processo do
supplicanle ji foi submettido bo tribunal da re-
lagao, segundo informa o Dr. juiz de direito da
primeira vara desta cidade.
Bernardino Lopes de Oliveira. Dirija-se
thesouraria da fazenda.
Benlo da Conceigo Ferreira. Nao tem lu-
gar.
Bento Jos Gongalves Guimaries. Informe o
Sr. juiz municipal do termo do Limoeiro.
Carlos Jos Van-Nes.Iaforme o Sr. inspector
da thesouraria de fazenda. ""&;
Hospital do Santa Casa da Misericordia cresta
cidade.Nesta data se expede ordem ao inspec-
tor da thesouraria provincial para mandar entre-
gar a quantia votada na lei do orgamenlo vigen-
te, quando fr possivel, sem prejuizo dasdespe-
zas urgentes.
Joo Francisco Bellem.Informe o Sr. inspec-
tor da thesouraria provincial.
Manoel Mara. Informe o Sr. inspector da
thesouraria de fazenda.
Capito Manoel Pereira de Souza Buriti. Nao
tem lugar, visto nao ter provado concludenle-
mente o que allega.
Rosendo Monteiro de Lima.Espere que hsja
crdito.
Galvo, alferes ajudante de ordens interino do
commando.
PERNAMBUCO.
COMANDO DAS ARMAS.
Qoartel do commando das armas
de Pernambuco, na cidade do
Recito, em 18 de setembro de
1861.
ORDEM DO DIA N. 138.
Havendo-se evadido a 11 do corrente do quar-
tel militar da capital ds provincia das Alsgoas
para onde da cidade do Penedo viera remettido
a 4 do dito mez, o Sr. alferes do corpo de guar-
nigo desta provincii Joaquim Jos Luiz de Sou-
za, que por suspeito de desencaminhar a quan-
tia de 13:4009, que se destinava a collecloria do
Ouricury e ao dito corpo; sendo 8:0009 para
aquella e 5:4009 para este, fra preso na Palmei-
ra dos Indios junto com os soldados Googalo
JosMartinse Joo Evangelists, pelo Sr. len-
le do 10 batalbo de infantera commandante
do destacamento na villa de Nossa Senhora do
Bom Conselho, Joaquim Rodrigues de Souza,
conforme a este commando foi commuoicado pe-
lo Exm. Sr. presidente da mencionada provincia
em officio de 12 do vigente. O coronel comman-
dante das armas em execugo da le de 26 de
maio de 1835, o declara ausente e chama por
elital oa forma proscripta no formulario appro-
vado palo decreto o. 1,680 de 2* de novembro
de 1855.
Assignado. Jote Antonio da Fonseea Galvo.
Conforme. Antonio Enat Gustavo Galvo,
Alferes ajudante de ordens interino do com-
mando.
EDITAL.
Jos Antonio di Fonseea Galvo, commendador
das ordoos da Rosa e ariz, cavalleiro das do
cruzeiro e Christo, condecorado com a meda-
lba da campanha de Peroimbuco, coronel
commandante do corpo de guarnigo da pro-
vincia do Piuhy e commandante das armas
da provincia de Pernambuco por S. M. o Im-
perador qud Dos guarde etc.
Fago saber ao Sr. Joaquim Jos Luiz de Souza,
alferes do cprpo de guarnigo desta provincia e
a todos aquellos que poderem e quizerem fazer
chegarao seu coohecimeuto, que tenio-se eva-
dido a 11 do correle, o referido Sr. alferes do
quartel militar em que se achara preso na ca-
pital da proviocn das Alagoas, segundo me foi
communicado pelo Exm. Sr. presidente da mes-
ma provincia em offlcio de 12 do andante, por
suspeito de haver desencaminado a quantia de
8:0009 que levara para a collettoria do Ouricu-
ry, bem como a de 54009 para o referido corpo,
nao ae tendo apresentado neata capital nem ao
corpo a que pertenee, foi declarado ausente em
ordem do dia desta guarnigo sob o n. 138 de
20 do mesmo mez, e chamado pelo presente
edilal para que se aprsente dentro do prazo de
um mez, a contar da data deste, sob pena de
proceder-se a respeito de sua falta de compare-
cimento, nos termos da lei de 26 de maio de
1835.
E para que o referido Ihe conste fiz lavrar o
presente editsl que assignei e fiz sellar com o
sinete das armas imperiaes, e que ser publica-
do as gazetas desta capital.
Quartel do commandando das armas de Per-
nambuco na cidade do Recife em 18 de setembro
de 1861.(AssigoadoJote Anlonio da Fonseea
Galvo. Conforme. Antonio Eneas Gustavo
REVISTA DIARIA-
Havendo a cmara dos deputados annoilado a
eleico primaria em duplcala, procedida na igre-
a do Rosario e na matriz da parochia de Tejucu-
papo sob as presidencias do primeiro e quarto
uizes de paz, Joo Ribeiro Campse Vasconcel-
os e Jos Antonio de Souza Costa, acha-se de-
signado odia 15 de novembro viodouro para ter
lugar a nova eleico da referida parochia.
Neste sentido j foram expedidas as convenien-
tes ordens pelo governo da provincia.
Ao Sr. professor de instruego elementar de
Ingazeira, Marcelino Antonio Xavier foram con-
cedidos 30 dias de licenga com veocimentos, pa-
ra tratar de suasaude.
Foi oomeado para servir interinamente os
officios de partidor e distribuidor do termo de
Garanhuns o Sr. Agoslioho Ferreira da Silva Aze-
vedo.
Acha-se coocurso o provimento dos dous
lugares de partidores ltimamente creados para o
termo do Limoeiro, devendo um accumular as
f uneges de contador e outro as de destrihuidor.
Os preteodentes devem babilitar-se e apresen-
tar os seus requerimenlos na forma do decreto e
aviso reguladores da materia,
Hoje, pelas 8 horas do dia, deve ter no igre-
ja de Nossa Senhora do Conceigo dos Militares,
urna missa por occasio do stimo dio do passa-
mento do tenente-coronel Florencio Jos Csroei-
ro Monteiro, para a qual sao convidados seus ami-
gos e os de seu lilho.
Sabbado teve lugar, como anunciamos em
nossa Revista desse dia, a primeira partida da so-
ciedade recreativa Corybanlina, na casa de sua
sede na ra larga do Rosario.
Estove bastantemente concorrida, sobre sarn-
do a linda escolha de gentis senhoras, em nume-
ro de noventa e tantas.
O aceio e aprofuzo reinaram de parelhas com a
amabilidade e o cavalheirismo de todos os socios,
que souberam ciptivar quantos se achavam nes-
sa reunio
Desojamos essa sociedade longa existencia,
e que, seus socios conpenetrando-se da importan-
cia que deve exercer, procurem marchar par de
suas irmas o Casioo militar e o Club acadmico.
Nesse mesmo dia, procederam os terceiros
fianeiscanos eleico da nova meza, que deve re-
ger. coofraria no anno de 1862. Sahirameleitos :
Ministro, Antonio Pereira de Paria-
Vice-ministro, Joaquim M. Gonsalves Rosa.
Secretarlo, Luiz A. Rodrrgues Valenga.
Syndico, Domingos Jos Ferreira G.
Mesirede uovicos, Manoel do N. dos Santos-
Passageiros do vapor Iguarass sahido pa-
ra os portos do norte, Raymundo Pacheco Amo-
ra, Rev Fr. Seraphim de Catanea, D. Argentina
de Alencar Araripe e 4 Olhos. Francisca Mara da
Conceigo, Antonio da Silva Footes, Dr. Joaquim
Pires Gongalves da -Silva, Joaquim Gomes da
Frote e um criado. LaurenUno Freir de Albu-
querque, Jos de Azeredo Silva, Joo tiendes da
Rocha e dous criados, Vicente Sevirino Doarle,
Manoel Luiz da Exaltsgao. Raymundo da Silva
Borges, Gustavo Mendonga.
HORTAL1DADE DO DIA 21.
Luiza Mara do Sacramento, Pernambuco, 40 an-
cos, viuva, Boa-Vista, phtisica.
Mara Rita do Bom Parto, Pernambuco, 46 snnos,
casada, S. Jos, peneumouile.
Mara da Conceigo, Pernambuco, 46 annos, ca-
sada, Boa-Vista, diarrhea.
Magdalena, Pernambuco, 3 mezes, escura, Boa-
Vista, convulgoes,
Frsucisca Ignez de Jess, Pernambuco, 98 annos,
viuva, Boa-Vista, velhice.
MORTALIDADE DE 15 A 21.
Fallecerara duraote a semana 34 pessoas, sen-
do ; 8 homens, 10 mulheres e 11 prvulos livres;
1 homem, 1 mulher e 3 prvulos escravos.
Sorteados os Srs. desembargadores Costa Molla,
Silveira e Ucha Cavalcanti.
Improcedente.
DESIGMAgAO DE DIA.
Assignou-se dia para julgamento dasseguintes
appellacoes crimes:
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Alexan-
dre de Vasconcellos.
Appellante, o promotor; appellado, Luiz de
Valois Cabra!.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Ramos
Piobeiro.
appellado, Antonio Soa-
Appellanle, o juizo
res Vilella.
appellado, Jos de Souza
Appellante, o juizo
Martins.
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio For-
tunato de Oliveira.
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Gomes
de Souza.
Appellante, o juizo ; appellado, Francisco Go-
mes da Silva.
Appellante, David Jos de Sanl'Anna ; appel-
lado, o juizo.
Appellante, o juizo ; appellado, Guilherme
Jos da Costa.
Appellante, o promotor; appellada, Francoli-
na Mara de Mello.
Appellante, o juizo; appellado, Joo Baplsla
Carneiro.
Appellante, o jaizo; appellado, Jernimo Evan-
gelista Costa.
Appellante, o juizo; appellado, Domingos Ro-
drigues Barbosa.
Appellante, o juizo ; appellado, Francisco das
Chagas Mesquita.
Appellante, o juizo
reir Lu&tosa.
nete Porluguezde Leitura diversas autoridades
desta cidade, entre ellas os Exm. Srs. presidente
di provincia, director da instruego publica, com-
mandante das arma,director do arsenal de guer-
ra, o cnsul e vice-coasul de Portugal, e gran-
de numero de Ilustres convidados,commisses de
varias associagoe e socios deate gabinete o Illm.
Sr. director Jos da Silva Loyo, lomando assen-
te esquerda do throoo em que estavam as effi-
gies de S. M. I. o Sr. D. Pedro V, e de S. M. I.
o Sr. D. Pedro. II, recitou umdiscurso anlogo ao
motivo da presente reunio,lindo o qual declarou
aberta a sesso.consedendo em seguida a palavra
aos Srs. Dr. Antonio Caelano Seve Navarro, Dr.
A. V. Nascimeoto Feitoss, Dr. Henrique do Reg
Barros, Dr. Aprgio Justioiaoo da Silva Guima-
res, Francisco Ignacio Ferreira, Dr. Joo Mara
de Moraes Navarro, Dr. Jos Soares d'Azevedo,
Jos Fiel de Jess Leite, Dr. Joo Antonio de
Souza Ribeiro, Graciliaoo Aristides do Prado Pi-
mental, Joaquim Jos Raimundo de Meodooga,
Associago Martima, e Manoel da Silva Jacome
Pessoa, que reeitaram brilhantes e eloquentes
discursos apropriados i solemnidade do dia, o
depos de lindos o mesmo Illm. Sr. director en-
jeerrou a sesso : foram tambem .entregues pelo
Sr. Dr. M. P. de Moraes Pioheiro, e pelo orador
I da sociedade Ortbodoxa e Luterana Amor Ca-
. ridade, os respectivos discursos que por falla de
i lempo nao foram lidos : o 1 secretario da direc-
tora lavrou aprsente acta e assignou.
Antonio aptista Nogueira.
Discurso pronunciado pelo Hita. Sr. direitor
Jos da Silva Loyo.
Senhores.Sobre modo agradavel este mo-
appellado Francisco Fer- t mento_ em que vejo reunidos em torno de dous
i psvilhes duas nages amigas, irmas pelo san-
Appellante, o juizo ; appellado, Mariano An- gue, pelos hbitos, pela origem, pela linguaaem,
no Birboaa. I e pela relgio. Portugal e o Brasil, senhores,
As appellacoes civeis :
Appellsoie, Antonio Jos da Costa Cuimares;
appellado, Dr. Jos Antonio de Figueiredo.
Appellante, Venancio Jos da Guerra; appel-
lado, Antonio Raulino de Souza Ucha.
Appellante, Manoel Bezerra Galvo e Mello ;
appellado, Alexandre Ferreira Pioheiro.
Appellante, Joaquim Alves Barbosi; appella-
do. Amonio Rodrigues Pinto.
Appellante, Joaquim Demetrio de Almeida Ca-
valcanti : sppellados, o feitor dos orpbos ilhos
de Francisco Carneiro da Silva.
Appellante, Angelo da Costa e Silva ; appella-
do, Domingos da Costa e Silva.
Appellante, Joaquim Lobato Ferreira ; appel-
lado, o coosul porluguez.
REVISTA CRIME.
eslreitamenle unidos pelos mais sagrados lagos,
sao como as duas meladesde urna s nago, se-
paradas por om vasto ocano, mas ligadas pela
idea e pelo sentimento.
Para lodos, pois, esta festa um banquete pa-
tritico. Celebrando o aoniversario de sua ins-
tallago, o Gabinete Porluguez de Leitura levan-
ta um marco em seu camioho, como o monu-
mento que abraca o passado e o futuro, Elle se
glorifica pelo passado e retempera-se para a con-
quista do futuro.
Onde quer que se encontrem dous filhos do
mesmo bergo, se urna dala memoravel Ihes-pe
presente ao espirito alguma grande idea ; um
facto esplendido, por ventura um aconlecimento
patrio, ahiarrojam elles ao chao o basti de pe-
rigrnos, reunem algumas flores em roda i um
Reccorrente, Marcos Meyer e outro; reccorri- symboio, o banqueteam-se, e festejam-se entre
ds, a justica. applausos, muito ejnbora esse symboio seja urna
DISTRIBUIQOKS.
;Ao Sr. desembargador Caetano Santiago, o ag-
gcavo de petigo:
Aggravante, Jos Gabriel Pereira Lima, aggra-
vado, o juico.
A appellago civel :
Appellante, Manoel Leite Monteiro ; appella-
do, Filippe Nery de Oliveira.
As appellacoes crimes :
pedra humilde.
E se duas familias se enconlram derramar
bonges sobre a creago de um instituto, que
to proveitosos flus aspira e tantos beneficios ha
semeiado a espiritos vidos de iostiucgo e sa-
bedoria, se dous povos se enconlram glorificar
urna idea, em to boa hora encarnada em um
magestoso sanctuario (dej lettrss, enlo abragam-
se as duas nages, aperlam-se em um amplexo
Appeiunte, o juizo ; appellado, Francisco das de amor, e vio depositar aos ps de seussobera-
appellada, Alexandrina
CHRONICAJUDICURIA.
SESSAO EM 21 DE SETEMBRO DE 1861.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. COMSELHEIRO ERJIELIHO
. DBLEAO.
As 10 horas da manha, achando-sepresen-
tes os Srs. desembargadores Caetano Santiago,
Silveira, Gitirana, Lourengo Saotiago, Motta,
Peretti, Ucha Cavalcanti e Assis, faltando o Sr.
desembargador Guerra, procurador da cora, foi
aberta a sesso.
Paseados os feitos e entregues os distribui-
dos, procedeu^eaos seguinles
B-G AMENTOS.
Foi propostsTnietigo de Francisco Rodrigues
da Silva, pedindo urna.ordem de habeas-corpus,
que lhe foi concedida paca o dia 4 do corrente, is
11 horas do dia.
APPELLACOES CRINES.
Appellante, Jos Serafina Moreno ; appellado,
o juizo.
Reformada a senlenga.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Venan-
cio.
Improcedente. '
Appellante, o juizo ; appellado, Julio Af-
fonso Serra.
Mandou-se vir a acta.
Appellante. a fazenda ; appellado, Martinho
Deodato de Medeiros.
Improcedente.
Appellante, Jos Lourenco da Silva e oulros ;
appellado, o juizo.
Improcedente.
Appellante, o juizo; appellado, Jos Buriti
escravo.
Nao se tomou conhecimento.
APPELLAQOES CITIS.
Appellante. Vicente Ferreira Guedes Gondim ;
appellado, Antonio Rufioo Monteiro.
Nao se tomou conhecimennto.
Appellanle, Francisco de Oliveira Casado Li-
ma ; appellada, Rosa Candida de Lima.
Confirmada a senlenga.
Apppellantes, Joo Vignes o ostros ; appella-
do, os herdeiros de Jos Antonio Loureiro.
Receberam-se os embargos.
Appellante. a irmandade do Rosario ; appella-
do, Manoel Francisco de Souza Leio.
Reformada a senlenga.
Appellante, a parda Mara : appellada, Manoel
Thomaz de Aquino.
Reformada a senlenga.
Appellante, Alexandre Lopes Muniz ; appella-
do, Jos Francisco de Miranda.
Reformoo-se a senlenga.
Na petigo de habeas-corpus, pedida por Ma-
noel da Molla Dioiz, negou-se a soltura.
RECURSOS CRIMES.
Recrranle, o iuixo ; recorrido, Galdioo Te-
mistocles Cabra! Vaacoocellos.
Relator o Sr. desembargador Gitirana.
Sorteados os Srs. desembargadores Caetano
Santiago, Peretti e Ucha Cavalcanti.
Improcedente.
Recorrente, o juizo ; recorrido, bacharel Joa-
quim Ferreira Chaves.
Relator o Sr. desembargador Lourengo Sao-
Chagas Mariho.
Appellante, o juizo
Mara da Luz.
Ao Sr. desembargador Silveira, o aggravo de
peligo :
Aggravante, Luiza Vicencia de Andrade Lima ;
aggravado, o juizo.
A appellago civel :
Appellante, Jos Carlos de Mendonga Vascon-
cellos ; appellado, Sebastio Antonio Accioli.
As appellacoes crimes :
Appellante, Mariano de Mallos e Silra; ap-
pellado, o juizo.
Appellante, o juizo ; appellado Manoel de Je-
ss Maciel.
Ao Sr. desembargador Gilirana, os aggravos de
petigo :
Aggravante, Joo Donnelly ; aggravado, o
juizo.
A appellago civel :
Appellante. o juizo; appellado, Raymundo de
Araujo Lima.
As appellages crimes:
Appellante, Jos Vieira Resende ; appellado,
o juizo.
Appellante, Jos Rodrigues de Souza > appel-
lado, o juizo.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago, o
recurso crime :
Recorrente, Feliciano Joaquim dos Santos ; re-
corrido, o conselho.
A appellago civel:
Appellante, Jos Antonio dos Santos J-9ssa ;
appellado, Jos Pinto de Magalhes.
As appellages crimes:
Appellanle, Manoel Joaquim Borges ; appella-
no, o juizo.
Appellanle, juizo; appellado, Vicente Fer-
reira Lima.
Ao Sr. desembargador Costa Motta, o
recurso crime :
dos os sentimenlos mais puros de respeito, dedi-
cago e patriotismo.
I Tal senhores, o pensamenlo que nos preoc-
cupa o espirito. Ao ver dous principes illustres,
igualmente sabios, igualmente virtousos, diri-
gi Jo duis.nages seus destinos, prolegendo as
artes, as scieocias, as lellras, promovendo o de-
semvolvmeoto dos fecundos elementos de civi-
lisago que n'esses dous paizes cripitam, afoga-se
o espirito as mais profundas, o gratas reflexes.
I Brasileiros, e portuguezes senhores, somos lo-
dos urna grande familia. Saudemos, por tanto,
com effuso de prazer o dia que hoje festejamos,
e que rememora um aconlecimento digno de
honrosa mengo na historia dos dous povos.
O Gabinete Porluguez de Leitura, installado ha
dez annos pela familia portugueza n'esta impor-
tante cidade do Brasil, um ncleo de instruc-
cao que vos offerecem hospedes amigos. No lem-
po que vai correndo, poca de renascenga e de
vigor do espirito, nenhum outro melhor servigo
vos poderiamos prestar.
Aceitai a offrenda humilde. Quando vier o dia
em que as aspirages do Brasil ae tiverem futa-
do de glora, restar ao velho Portugal a de ha-
ver (incitado boa parte dos espiritos i cultura
das sciencias, ao eommereio utilissimo das letlras.
Assim, senhores, se realisem os nossos votos
communs.
Est aberta a sesso magna do dcimo aoni-
versario do Gabinete Porluguez de Leitura.
Discurso recitado na sesso magna do onntr-
sario do Gabinete Porluguez de Leitura, pelo
Sr. Antonio Caetano Seve Navarro, estudanle
5o anno da faculdade de direito do Recife.
Seja-me limbem permittido, senhores, erguer
a minha fraca voz para langar um brando de ani-
mago e de vida ao Gabinete Porluguez de Lei-
r0~ tura ; seja-me licito doar esta lo nobre instt-
tuigo
um voto sincero e franco de adheso e de
res record JoO?uCohry,OSt0m0 PacheC0 So-. Prego. A voss. existencia, senhores. is.o a
' .SrtiS exiatencia do Gabinete Portugus de Leitura no
- A.appellagao civell: 80.0 brasileiro tem urna raz de ser approiada
menor Rufina ; appellado, Joao |Da historia e bem viva na mente de todos Esta
assembli, esta reunio de brasileiros e portu-
Appellanle,
Vasco Cabral.
r- As appellages crimes :
TAppellante, o juizo ; appellado, Antonio Pe-
reira Lima.
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio Lios
Dias.
Ao Sr. desembargador Peretli, o recurso
crime:
-Recorrente, o juizo ; recorrido, Jos Joaquim
Pereira de Oliveira.
A appellago civel:
Appellante, a prela Sancha Baptista : appella-
do, Joo de Deus Baptista.
As appellages crimes :
Appellante, Manoel Antonio dos Santos : ap-
pellado, o juizo.
Appellante, Joas Carsioo Machado ; appella-
do, o juizo.
Ao Sr. desembargador Ucha Cavalcanti, as
appellages civeis :
Appellante, Domingos Jos da Cunha Lsge ;
appellado, Maria Francisca da Conceigo e Silva.
Ai appellages crimes :
Appellante, o juizo; appellado, Emiliano Gon-
galves do Nascimenlo.
Appellante, o juizo ; appellado Joo Guedes.
Ao Sr. desembargador Assis, as appellages
civeis :
Appellanle, Jos Antonio Belleza ; appellado,
Luiz Cordeiro de Castro.
As appellages crimes:
Appellante, o juizo appellado, Manoel da Sil-
va Montenegro.
Appellante, Francisco Rodrigues dos Prazeres;
appellado, o juizo.
A' \)i horas encerrou-se a sesso.
GABINETE PORTUGIEZ DE LEITUKA.
Acta da sesso magna do Gabinete
Porluguez de Leitura em Per-
nambupo, na solemnisacao do de
cimo aoniversario de sua instal-
laeao em SS de acost de 1861.
A meia hora depois do meio-dia, estando reu-
nidos noi Yittoi salees da btbliotbeca do Gabi-
guezes, unidos pelo saogue, pela crenga pelos cos-
tumes .e pela lioguagm, tem urna sigoificagao
bem pronunciada e apercebida por todos nos.
Vota lo scieocia e alentado pela frtil seira
do Brasil e pelo sol vivificador do ebrislianismo,
nao devo deixar desapercebido um momento lio
feliz para manifestar o jubilo e a alegra que
trasbordam em meu corago.
0 Brasil, senhores, emancipado do patrio po-
der a que vivia subjeito a lanos annos, j hoje
contado no catalogo das nages como um povo li-
vre e magnnimo. Portugal, sua mi patria,
symbolicamente representada por este gabinete,
regosija-se e veste gala em gloria do progreiso
e grandeza, em que se acba o seu venturoso
lho.
O Brasil tem a fronte j laureada por mil ttu-
los archivados na historia ; 39 annos de inde-
pendencia e de liberdade j sao bastantes para o
imperio brasileiro estender pelas nages civilisa-
das e por toda a parle agloria e o braso do seu
nome. conquistados pelo livre fluctuar de sua
bandeira e pelas suas momentosas e celebres ins-
tituiges polticas e scienticas. Sao gloras que
nao fenecem com o ligeiro curso dos lempos ;
sio louvores que nao se perder na immensidade
do espago.
O brado unisono de independencia ou morle
foi o ultimo gemido da colonia proscripta e o
maia formal protesto cootra a tyrannia.como tam-
bem e principalmente a mais solemne declara-
gao dos sagrados sentimestos de liberdade, igual-
dade e fraternidade que germinavam nos cora-
goes dos Brasileiros ; foi o abrago de duas na-
ges que, pasteado um veo sobre o.pastado, pro-
meitiam como irmas marcharem ao proscenio
da civilisago ; foi para urna o baptismo da in-
dependencia, e para oulra a converso das funes-
tas ideas qua aonaviaram o horisonte de seu pen-
samenlo.
A Providencia, senhores, quii que a indepen-
dencia do Brasil fosse proclamada as plagas do
lpyranga, como a regeneracio foi annuociada e
pregada uas margena do Tibiriade.
O Brasil, to joven, ji tem tocado quasi o horU
sonto scienliOco-poltico dos povos cultos da Eu-
ropa. Na galera das nages mais adiantadas e
civilisadas figura eom diatinego o progressivo
Brasil ; na fronte inscreveu com letras de ouro o
systema representativo, no peito o christianismo.
e dos pulsos a liberdade. O Evangelho o livro
do seu corago e o cdigo de suas crengas, como
a consliluigo o lbum de suas ideas e o seu
tvangelho poltico ; eis seus ttulos de gloria 1
Portugal,. porm, nao indifferenle ao nosso ju-
bilo e enthusiasmo. como mi celebra sumptuo-
sas feslas ao progresso e magestade do ditoso
Brasil.
Por tantos tifelos sois apreientados, que nao
podemos olvidar egelar na consciencia os senli-
mentos. de gratido e de cordiil affeigo que a vos
nos liga. Para retribuir -dedicages e exiremos
o corceo do brasileiro por demais generoso.
Nao farei, senhores, o panegyrico desta altiin-
ca do Rrasil com Portugal por ser bem vivo em
todos os corages e repetida continuamente em
elegante e torneado estylo por outros mais habis
que sabem despertar a magia dos vossos senti-
mentos, mat prenderei a vossa benvola atlengo
n um facto importantissimo e directo desta insti-
tuigao, faca tste que nos trouxe a este recinto
para solemnisar este dia de festa, quero fallar da
sciencia.
Quando o homem, apanbando os effeitos, quer
investigar as causas j no mundo phisico, j no
mundo iotellectual, j no mundo moral, parece
que a natureza se revolta e diz ao homem que
pare ; obstculos sobre obstculos se apresentam,
tudo mysterio. Nestes impenetraveis arcanos
mister caminhar com a locha da f e com o
olho da razo, porque s ha urna lei no mundo
que a lei de-Deus, e as consequeocias que del-
la emanam, sao o apparato da sc Expondo em cutra occasio o meu pensamen-
lo esl6 respeito, eu disse : do accordo entre
a razao e a f que nasce a verdadeira sciencia, a
verdadeira philosophia, e a verdadeira civilisa-
go, pois geralaiente reconhecido que no ho-
mem ha dous principios de acgo, ambos dota-
dos de grande poder, a crenga religiosa e a ra-
zao mdivldual. E se outr'ora era este o meu pen-
sar, a espuma da crenga que fervia no meu co-
rago, baje mais do que isso, a conviego fir-
me e inabalavel de minhaa ideas, por assim di-
zer o raeu auto de f
A verdadeira sabedoris, senhores, e a verda-
deira civilisago dependem do christianismo, e
por essa razo que a verdadeira philosophia a
verdadeira relgio, e a verdadeira relgio a
verdadeira philosophia.
A civilisago o effeiio e o brilho da scien-
cia, a sciencia o completo conhecimento da
verdade, a verdade ensinada pela relgio, e a
verdadeira relgio a relgio do Deus homem.
Na alma pois do verdadeiro philosopho a religio
e a philosophia, como j dlsse alguem, ligam-
ae intimamente, coexlstem sem se confun lir e
disiinguem-se sem se excluir, como dous mo-
mentos do mesmo pensamenlo.
A idade media, senhores, foi e ser para to-
aos os lempos e para todos os povos um foco de
luz, de sabedoria e de civilisago; mas levou a
suaautoridade muito alem e por conseguiote de-
via sotTrer urna reaeco, que effectivamente ope-
rou-se no seculo XVIII, o qual lambem alargoiz
demasiadamente o horisonte do pensamenlo guar-
dadas porem as devidas restrieges entre a au-
toridade da igreja e o poder do raciocinio, temos
a posse da mais perfeita sciencia e o gozo da
mais humana civilisago.
O catholicismo, generalisando os eternos e im-
mutaveis principios nacionaes, tem levado poc
ioda a parte a propagago e a diffuso da rege-
nerago humana. O catholicismo alera de ser
urna religio humana por excedencia, tambem
eminentemente social. Onde o povo livre ?
Que povo possue e melhor comprehendo a digni-
dade humana ? Collocai-vos como observador,
crussi os bragos e deixai passar as legies dos
seculos perante vos. Que vedes ? Sparta domi-
nada pela raga drica, sob o jugo dos seus con-
quistadores ; Alhenas, exemplar das nages ido-
latras, sujeita urna aristocracia presumpgosa a
cruel que commandava a escravos desprezados.
Quera deu aos povos a liberdade, a fraternidade
e a igualdade ; quem lhes offereceu os elementos
constitutivos do systema representativo esta
forma de governo que identifica a justiga com a
humanidade, a ordem com a liberdade, seno
iquelle que disse : vinde mim vos todos que
estaos carregedos de cadeias, e eu vos lornaret
livres ?
A liberdade catholica filhi do amor, a li-
berdade paga tem sea fundamento e sua origem
em inexloguiveis odios : a liberdade calholica
ensiua a paz, a liberdade paga semea a discor-
dia ; a primeira triumpha pela coofianga que ins-
pira, a segunda impe-se aos individuos pela
forga ; urna prega a igualdade, outra a escravi-
do. O catholicismo procura estreitar a paz e a
allianga entre Deus e o homem, ao passo que o
paganismo pretende indispor e divorciar a huma-
nidade e a divindade. O catholico, diz um sa-
bio, v no cea um s Deus, na humanidale um
s homem e sobre a trra um s templo. E', se-
nhores, sob a sombra da cruz, que o homem, as-
sim como a sociedade vive e progride ; o chris-
tianismo, diz V. Cousin, a raz da philosophia
moderna.
A sabedoria divina difiere tanto da sabedoria
mundana, quanto a verdade difiera da simples
probidade. O que o materialismo, o sensua-
lismo, o espiritualismo, o raciaaalismo, o des-
mo, o panthismo, o sceplicismo emfim seno a
consagraglo do erro e da ignorancia, e o despo-
tismo do pensamenlo humano ? Como o mal
mais fecundo e se propaga mais depressa com a
ajuda dos mios costumes, que se eslendem ca-
da vez mais, os mysterios terrveis desta impa
coaliso se espalham por toda a parte.
E porque nao crer no catholicismo se elle a
fonte de toda a sciencia, de to'da a verdade e de
toda a luz f a esterilidade e o deserto s &
partilha dos incrdulos.
A' voz do Calvario os crentes passam das. tro-
vas da ignorancia grande luz do conhecimento,
do desvaro razo, da intemperanga i tempe-
raaga, da injustiga justiga, daimpiedade ado-
rago do verdadeiro Deas.
Todos os philosophos e legisladores bebem as
suas doctrinas ou pelo menos os seus principios
de outros philosophos e legisladores, seus pre-
decesores. Assim Lycurgo o represeetante de
civilisago drica ; Soln do deseovolvimento
iotellectual dos povos jonios ; Numa Pompiliode
civlsao etrusca ; Plato o descendente de
Pythsgoras, e este dos sacerdotes do rlenle.
Moyss, porm, nao tere predecessores, sen
meslre foi Deus.
Senhores, sonde se di o nmade Deus i ume
crea tura de religio, i idolatra de governo urna
aritlocracia egosta e caprichosa, podemos di-
zer sem medo de errar, que ah domina o fana-
tismo, a hypocrisia, o despotismo e a tyrannia.
Que os Athenientes tigam as leis de Soln, que,
o habitante d'Agos obedece i Ptolomeo, e o Spar-
ciala i Lycurgo, nos christos possuimos o mais
sabio e o maior dos legisladores Christoo Deus
-Homem. f
Nao condemnemos antecipadamente sem ter ae
pravas dessa razo deaenfreiada e furiosa em seus
desvarios, que calca a menoapreza os mais pu-
tos principios eternas verdade di natureza in-




*
DIARIO DI PIRHJIBUCO. fe.
SEGUNDA FKIRA 23 D| SETEMBRO BE 1861.
teira. Fagamos o seu corpo de delicio e lance-
mos finalmente o nosso eslig mi.
Os miii encirnigadoi materialistas e 03 mais
extremados racionalistas coofessam que nada ha
lao absurdo e repugnante razio que nao lenha
sido ebiuado por um philosopho, e quando, se-
ahores, S. Paulo, escrevendo aos Coriolhios, di-
zia que a sabedori deste mando loucura adan-
te de Deus, nao dira genio a verdade. E coaio ;
xplicar-se aemelhanle facto ? llera simples. A
philosophia o imperio da razado, e al onde che-
ga a razo chega a philosophia, pois ella nao
brigada a explicar ludo, porque reado o espiri-
to humano finito e contingente, nao lhe dado
comprehender tuJo. A philosophia apaoha os
lados do senso commum e os explica, e di a j
soa razio de ser, porem o senso commum tem {
oeus dogmas, e misler que a philosophia os i
respeite. Mis espiritos arrogantes e desvair-
los saltara por estes limites, e a consequencia '
immediala ir ao precipicio.
E de feito, perguntai aos philosophos o que
alma ? Desnocrito vos responder que o- |
o; os Stoicos urna substancia aetii ; outros
una intelligencia : Heraclito que o movimen-
lo ; Pylhagoraa que o numero motor ; Dinir-
ca urna harmona ; uos que um vapor ; ou-
tros urna emanago dos asiros ; finalmente, se
comradizem sem jamis chegar soluco.
ojugo ds mais vergonhosa servidlo. A verdade
nao fallava mais ao corago do homem. Os im-
postores oppunham-lhe toda a dureza do mar-
more desde que'petrificaran) o tributo de sua f
e de suas homenageos.
Mas a palavra lanzada das alturas do Sias fez
errebentar do corago gento um germeta de
piedade, o seetimento da virtude; e sobro o
madeiro quo tinha servido de base ao lgubre
edificio da corruglo, se elevou o magestoso
templo da regeoerago humosa.
O ente, senhores, que Plalo achava difficil de
descobrr eimpossivel palavra humana proferir
o seu nomo o supremo Creador que os chris-
tos catholicos deacbrem lio fcilmente pela t,
e cuja existencia plenamente provam pela
razio.
A liberdade que pela regenerado foi procla-
mada e eosinad* jamis existi nos lampos de
idolatra. A monarchia ou o imperio dos reis, a
aristocracia ou o dominio dos senhores feudaes e
a democracia ou o poder dos rounicipe ou das
assemblas commuoaes aspiravam continuamen-
te o dominio urna dasoutras; tendiam alternati-
vamente ao despotismo sobre a claase venci-
da. A liberdade tioba urna existencia accidental
perpasssva como um raio pelas tenebrosa* ooites
da tyraonia.
A mullier por toda a parte era devotada so
da a dignidade em seu Entaio Crilicj, afeo o
viagem de Mansfield.
Para que o respeiU'el auditorio faga idea da
mane ira porque Mansfield so refere a o iraail,
basta dizer que elle priactpia o sua primeira
carta noeles termos: c Que parozo ou ao
menos podoria ser este poia, se teoso possuidO-|rauber o tempo-aoi'mimosos e elefaoles orado-
pelos ingleses 1 e que em urna carta quo- es- jes, que ao tem tornado os ornamentos miisapri-
Qual a naturexa da alma ? Uns dizem que el- 'ostracismo poltico e civil, e sujeita por toda a
la immortal, outros que sujeita i morte ; se-
gundo estes ella do curta dorigo, segundo
aquelles depois desta vida passa para o corpo
ios brutos ; outros dizem qae olla ao resolve em
tomos. Uos sffirmam que a felicidade do ho-
mem esta do bem ; outros no mal; outros entre
o bem e o mal. for este modo despedazara a
alma, poem-na, por aasim dizer em pedagos ;
uns mudam-lhe a essencia, oulros a natureza.
Paseando 4 tratar da natureza dos deuses e de
mundo, que ignorancia completa nosseus longos
fastidiosos raciocinios 1 Se o proprio corpo
para elles um enigma, como nao o ser o mun-
do ?
O homem, senhores, deve primeiramente co-
ohecer-se estudar-se, examinar o que d'onde
vem e porque existe, para chegar is grandes so-
lucoes, i que mullas vezea s nos encamiuha a
f.
Anax*goras diz que urna inteligencia o
principio de lulo oque existe ; ella fez tudo e
m Jo governs ; pdz a ordem oa desorden), ha se-
parado o que era coofuodido, aformoseado o que
*tra feio.
Parmenides proclama que este universo um
eterno, infinito immovel e serapre o mesmo.
Anaximenes vangloria-se de ler descoberlo a
verdade e diz : que o universo o ar ; expesso
condensado a agua ; rarificado e dilatado
o ether e o fogo, tornado ao seu primeiro estado
vem ser o at puro.
Eropdocles exclama que o odio e a amizade
cao os principios de todas as cousas ; um as di-
vide, outra as une ; sua exposicio produz tu-
do, e todas as cousas sao seraelhanles e desse-
xnelhanles, infinitas e limitadas eternas e cra-
aar.
Thales ensina que ludo se forma d'agua e se
resolve em agua; a trra rnesma flucta n'a-
gua.
Democrito diz que os principios das cousas sao
o que e o que nao : o que o pleno ; o
que nao o vacuo; no vacuo que tudo se
passa por urna mudanca de ftma ou de na-
tureza
Aristteles teme affirmar que a Providencia
de Deus se oceupa com as cousas que se passsro
sob o cu.
Plato intelligencia soberba e de elevadissimo
criterio, nao se cooteolou com as solugOes que
davara os philosophos; achara um vasio neste
mundo, e seu espirito se elevou ao mundo in-
4'jiiio.
Descobrir o psi e o Creador do universo, dizia
elle, cousa difficil, e depois de echado, im-
possivel a palavra humana proferir seu no-
tne. Para elle as cousas primarias eram Deus, a
natureza e a idea. Elle nao abracou as ideas
philosopbicas de eolio ; nao achando urna razo
convincente, proclimou novas solugOes. O pro-
verbio de su* escola era o seguiote : scientia
ostro tst riminisci.
Plalo adi'.ntou realmente alguma cousa, mas
nao chegou toda altura da verdade. E nos
tem pos modernos Ptuhlion nega Providencia
Oivina, e proclama como urna das condices
aturaos da sociedade a anarchia.
Jouffroy pretende demonstrar como os dogmas
se acabara ; e V.' Cousin estabelece a indepen-
dencia absoluta da razo ja para com a autoriza-
do religiosa, ja para com a autoridade social,
fazeodo desta sorie urna sciso profunda entre a
razao individual e a razo social, e no escriplo
do homem entre as crengas filhas do ensino e as
O Egypto adora a grosseiros animaes; urna
multido de cultos e religies ahi predomi-
nara. O que era esse Deus Serapis, objecto de
um culto universal, que o Egypto collocava
cima de todos os deuses ?
Os autores da antiguidade asseguram que era
urna estatua de Pluto, que os habitantes da Si-
sopia tiaham dado de presente Ptolomeo Phi-
ladelpho em recoohecimento do trigo que lhes
avia enviado n'um tempo de fome; acconteceu,
porm, que Atheraodoro, querendo dar urna alta
ntiguidade a essa estatua, foi obrigado reco-
sbecer que era, como as outras, obra dos ho-
men. Refere elle que Sesostres, depois de ter
subjugado grande numero de cidades gregas,
vollou aos seus estados com urna multido de
obreiros habis; e ordenou-lhes que fizessem
urna estatua magnifica de Osiris, seu av ; para
osse Um nao poupou pedras e metaes preciosos
que produzii o Egypto.
A final derramou sobre a estatua o que restava
dos perfumes que foram espargidos sobre a se-
pultura de Osiris e de Apis; e desta sorle
formou-se o Deus Serapis.
Atheoas reconhece por Deus Cloo o Meta-
lara ; a Macedonia rende culto Meoelo, lite
fferece sacrificios lhe consagra diss festivos;
Samos honra a Lysandro, apesar de seus crimes
e malversscoes; os Carthaginezes dificam a
Arailcar.
Se para nos, pois, o mundo goveroado por
urna Providencia e guiado pela vontade de um
Deus, anatemalisemos a razo philosophica
desvairada j na antiguidade, como dos lempos
modernos, que pasmada pelas fbulas e seduzi-
das por ellas tem arrastado em seus desvarios
grande parle da humanidade.
Nossos paes foram to facis em receber toda
a sorle de mentiras, que admitliram com urna
iocrirel credulidade os prodigios mais absurdos,
taes como urna Scylla do muitos corpos, urna
hydra removeodo sempre suas fecundas ftidas,
chimras, centauros, etc.
Que diremos desses soohos de urna velhice
delirante, dessas metamorpboses de homens em
animaes, ares, arvores, e flores? To crdulos
como imprudentes, foram tambem na adotago de
seus deuses. '
Antes que o mundo fosse aberlo ao commer-
cio, ojie as nagoes commuoicassem seu culto e
seus coslumes, cada povo honrava e adorava
como Deus o seu fundador, ou urna capito ce-
lebre, ou urna raioha pdica ou um bemfeitor,
ou o inventor de qualquer arte til. Lede as
narrarles dos historiadores e os escriptos dos
philosophos que seris feridos desta verda-
de: Todas as divindades nao passavam de ho-
mens deificados por suas virtudes ou por seus
beneficios, sssim Jpiter de Greta, Apollo de
Delphos, Isis de Pitaros, Geres de Elensis e
utros.
O grande Aleandre de Macedonia, escrevenJo
a sua mi dizia : que um sacerdote egypcio, In-
timidado pels seu poder, lbe oha descoberlo
ste segredo: que os seus deuses nao eram
eeoo homens.
Em Roma, como no Egypto, d-se a mesma
analoga de crenca. O que eo os ryatenos de
Eleusis? Cres, com um facho accezo correado
desvairadameute, coreada de serpentea, procura
com o corceo cheio de anciedade sua Bina Pro-
serpina, roubada e deshonrada. Quaes os do
Jpiter ? urna pequea cabra o nutre de leite ; 6
roubado avidez de seu pai, que o quer devo-
rar. Os Corybsntes rufam os seus tambores
para que o pai nio ouca o choro do filho; e tudo
quanto a fbula pode inventar.-
Orpho da Tbracia, Amphion de Thebas e
Arion de Metymoa foram impostores que se
serviram dos encantos poderosos da msica para
degradar a natureza humana; conduziram a
humanidade aos pi das estatuas, erigirn em
atviodade os crimes e os males, e levanta-
f-am-lb.es altares. E' sobre a podra e o madeiro
de que eram formados os dolos, que elevou-se
o trille edificio da corrupcio geral, e pelnme-
JodiAi de seui accordes collocaram o homem sob
parte servido domestica.
Nesta- escrava, ioclioada sob o peso de urna
maldico terrive e mysteriosa, nao se divulga va
esse ser bemfeitor, que na phrase de um apolo-
gtico, participa tanto da natureza anglica como
de natureza humana.
Mas apparece no mundo o Redemptor, o Verbo
de Deus, esperado a mais de quatro mil annos,
promettido aos patriarchas, annunciado pelos
prophetas, o fias da le, o desojado das nacoes,
o pai doseculo futuro, o mediador da-nova a Hi-
ere ve em data do 4 de juoho de 1852 elle" se es>
pressa do seguiote modo.: Negros, mulatos,.
porluguezes e brasileiro, todos team olhos, do
porco, segundo a rainha opinio, por virtude da
queda do pai Adi >
B que em oulr corta de S do mesmo eaOS e
anno diz anda:
E' neceaaariamanta prociso- que oTBtasil
ehegue a ser assenhoreado pelos inglezes ou pe-
los norle-americaoos.: o povo degradado que
i agora senhor desta Ierra, deve ser afugentado,
confinado-nos bosque e Tarrido da sapwficie
deste solo ; porque acredito que jamis se cur-
var a ser educado......
O digno Ilustrado Sr. de Paschoal, depois
da pulverisar urna a urna ai loucas aiserjoaa do
iograto e superficial viajaote, acaba o seu pri-
meiro volume oom as seguintes palavras :
Os editores de Mansfield, os viajantes futu-
ros que nos honrem com as suas visitas, e todos
OO-qo venham partilhar do nosso c-j, do oosse
Ierra,, da nossa liberdade, e da hospitalidade
brasileira, devem ficar penetrados de que os fi-
lhos Ilustrados deste povo goslam da verdade,
delestam a adulago, e oo se offeodem 4a crti-
ca judiciosa ; porm ao mesmo tempo esto dis-
postos a repellir a injuitica, a fazer calar a ma-
ledicencia, e a perdoar a ignorancia, que o
ente mais ousido que existe entra dos.
Sim. senhores, cumpre lomar a questo sob
o lho eterno de Deus o o proprio Deus ; os
homens esperam a realisaco dos orculos, a
natureza absorta cede a urna nova impalso e
segu urna nova marcha.
A rnulher, diz D Cdrtez, levava as cadeias do
marido, elle a libertou ; o filho levava as cadeias
do pai, elle as desatou; o homem era escravo do
homem, elle deu-lhe a liberdade de seus mem-
bros ; o cidado levava as cadeias do Estado, elle
o tirou da sua piiso.
O catholicismo despeJajou todos os servidoes
oo mundo, e deu ao mundo todas as liberdade?,
a liberdade domestica, a liberdade religiosa, a li-
berdade poltica e a liberdade humana.
E haver aloda quem diga que o protestantis-
mo a independencia da razio? Ser por ven-
tura independencia o abraco de todos os erros,
a canomisaco da perversidad?, a negaco em
flm de toda a verdade ? De certo que nio.
Aquelles que nao se submettem S autoridade
da f, e proclamara a independencia absoluta da
razo, tem por panilha os msiores absordos. os
mais palpitantes erros e as mais incriveis mons-
truosidades, a propria razo servir para confun-
d-los ; estes cabe o que dizia -S. Paulo aos
Corinlhios : o hornera carnal e o homem excessi-
vamente racionalista oo concebem as cousas
que sao do espirito de Deus; ellas sao para o
primeiro um objecto indifferente e para o se-
gundo loucura ; elles nada podera comprehender
porque s espiritual monte que se julga. E do
feito pira estes saduccos e phariseos e scribas
ou falsos doutores da le, a sua scieocia ser a
ignorancia das mais claras verdades e a apo-
those das mais graciosas fbulas, e a sua reli-
gio, se que tiverem, ser a |hypocrista e o
egosmo.
Basta, senhores; j vos tenho fatigado bastan-
te. Concluirei agradecendo a benvola attanco
com que me ou vistes, e pedindo-vos, em flm
descuipa da rudeza da forma, atienta a grandeza
da assumplo.
rayo, o monumento de lettras nao se extingue
oom pede extingulr-se senio com a humanidade.
O voto de gratido rendido ao dislincto Sr.
A. D. de Paschoal, que. Dio podeudo soffrer de
saogue fri aquelles insultos e ujufhr, dirigido!
aoi seus novos concidados, repelliu^aejcom to- tflireorao ido.no Gabinete Portuguet de Lellura,
~ i "' ^^Ww-eeiemne de mu 10 onnirersari
d 23 de-agosto de 1861.
Srs. do Gabinete Portugus do? Leitura.Te-
nho por coitume Dio conservar-me silencioso
em renuioei da natureza da presente. O costu-
me ajo, recoohego-o, po. que ajo devera-eu
oldadoi cujos coracei saltavam de enthusias-
sB^a, o chefe de todos os escolhidosChristo ou o ponto de vista nacional: cumpre fazer sentir
a esses estrangeiros cuja cobija so desenvolve
diante das maravilhjsas riquezas que a seus
olhos se OBientam, que impossivel realisar, de-
pois que o Brasil indepeodente, um altentado
que os hollandezes nao poderam levar a effeito,
quando elle anda nio paesava de simples colonia
de Portugal.
Todos os esforcos do Yaoko insolente e gros-
seiro para rebaixar a nacionalidade brasileira
sero impotentes : entre as ragas que habitam o
norte qur da America qur da Europa i le ha-
ver maila soberba e muito ergulbo, mas a im-
portancia^ real das nacoes e dos individuos que
as compem nao se bttola pelo qae essas nacoes
so suppoe ser as fumacas do amor proprio ;
ha fados que esto cima dos juizoe presump-
cosos.
O illustrado defensor da naro brasileira, oeste
ponto estnasgou completamente a insolencia do
ingrato estrangeiro ougamo-lo. Que paraso ,
ou ao menos poderia ser, este paiz, se os in-
glezes o possuissem 1 exclama Mansfield ence-
lando as suas cartas sobre o Brasil. Mas seia-me
permettido, antes de responder a esta exclama-
gao, fazer algumas coosideraQes ; porque, quan-
do homens com Mansfielda creme intellectual
do povologlez-r-avaocam semelbaotei phrazes,
libto um Brasileiropor escura que seja a soa
posico litleraria, interrogar a esses colossos
de saber: E que poderieis fazer vos no Brasil
mais do que tem feito os Brasileiros em 39 annos
de existencia poltica que conta o Imperio ? Para
avancar que farieis delle um paraizo necessario
provas da vossa parle, fados que nao sejam la-
tentes. Onde iremos procura-lo ? Da vossa ilha ?
Da verde Irlanda ? na montanhosa Escossia ? Po-
daramos, em verdade, passar revista aos vossos
annaes, quo menguados seria para vos as nossas
locubracdes. Que eris vos nos secuios mais flo-
rescenles do imperio romano? nos secuios de
ouro das monarchias continentaes? Quem eris
vos quando os rabes espanhes ensinavam ex-
ea thedra as ciencias e as arles a todos os poros
do velho continente?
Semi-selvagens, confessado pelos vossos mes-
mos historiadoresHume, o profundo, e Smith,
o favorito de Izabel. Que eris vos, quando os
Porluguezes cooquistavam as quilhas, digo mun-
dos novos, semeavam a eivilisacio e o cnrislia-
nismo nos sulcos que deixavsm as quilhas dos
seus leohus nos mares e trras descobertas ? >
Tambero o Sr. de Pascual com a man fina e
delicada irona, depois de haver esmagado o in-
Diseurso recitado pelo lllm. Sr. Dr. Antonio
Vicente do Nascimento Feitosa, na tetso mag-
na do Gabinete Portugus de Leitura, em 25
de agosto de 1861.
Senhores.Sao tantos, to variados, to ricos
de sublimes inspiraces os discursos, com que a
mocidade talentosa e animada por n obres e ge-
nerosos senlimentos costuma solemnisar a vossa
brilhante festa Iliteraria, que estive quasi dei-
xando de abusar de vossas indulgentes alin-
eles. Parece, porm, que em mira j um ha-
bito, a que nao posso fcilmente resistir, o de
dirigir-vos no da anniversario deste magestoso
estabelecimento algumas palavras que signifi-
quen) o regosijo de que me acho penetrado, sem-
pre que vejo reunidas neste recinto as duas na-
coes, cuja amizade desejsria ver cada vez mais
intimamente estreitada. Ainda, portaoto, quan-
do incorra no perigo de deaagradar-vos, permil-
ti, senbores, que eu pague mais urna vez esse
tributo aos impulsos do meu corsco.
Um sonho que rae atormenta incessantemente
aquelle que se refere ao futuro engrandeoi-
raenlo do Brasil. Eu desejsria, senhores, que
o Brasil se avantajasse sobre todas as nacoes, ou
pelo menos, que se nao lhe est destinado o pri-
meiro lugar, lhe seja conferido um dos pri-
meiros ao lado das primeiras nacoes do mundo.
Ser talvezum desejo exagerado; mas um de-
sojo inspirado pelo mais nobre, pelo mais legi-
timo seolimento : amor da patria.
Quando medito profundamente sobre a possi-
bilidade desse porvir de gloria, de forca e de
poder, lo explendldo quadro se me descortina
em horisonle mais ou menos prximo, mais ou
menos longinquo, que aquelle desejo se me con-
verte em esperanza, e esse futuro toma enlo
as oroporcoes de palpavel realidade.
E que bases fornece a razo imagtaaco pa-
ra assim se arroubar to alto sem receio de que
suas azas se nao derretam semelhanca das de
Icaro?Que bases? A natureza e o hmem.
Pelo que respeita natureza, Do haremos
mister de gastar palavras: basta v-la para ad-
mira-la, para elevar-se o homem a toda a altu-
ra do assombro. Neste ponto Dio pode harer
conteslago possivel.
Mas o homem ? Ahi principiam as duvidas.
Entretanto eu digo que o homem no Brasil pa-
rece talhado para os deslinos a que o chamou a
magestade da natureza. E tanto mais me con-
firmo nesta idea, quanto vejo que o brasileiro
filho do porluguez, isto serve-lbe de apoio no
passado, oo presente o no futuro urna das histo-
rias mais ricas em feitos de nobre herosmo, a
cruz raantida no vrtice da humsnidado pela
igreja catholca, urna liogua que justamente
apreciada como urna das mais bellas e ricas,
urna actividade que convida a admiraco de
quem a observa.
Quanto ao passado, como nega-lo diante do
monumento de pedra e diante do monumento de
lettras ; dsole do templo e diante do poema ;
diante dos Jeronymos e diante dos Lusiadas?
E o diitincto Lopes de Meudooca diz : Parece
que o nosso supremo esforcp Iliterario, como
o testamento magestoso da nossa grandeza e
heroitmo.
Quanto cruz, quem a pode derrubar, quando
sustentada pela igreja, edificada sobre a pedra,
e contra a qual, segundo a promessa divina, as
portas do inferno jmala prevaleeero ?
Quanto liogua, eisas palavras de Lamartine :
< O mesmo cumpre dizer a respeilo de Portugal
e do Brasil. Ahi, ama imaginaco mais latina e
urna lingua ainda mata bella do que o hespaohol,
a liogua dos lusiadas, eipera oulro Gamdes,
cujos cantos sero repetidos por dous mundos, de
Cintra at o Rio de Janeiro.
Quanto actividade, ahi esto esses incessan-
tes esforcos, com os quaes o peosameolo e a
aeco teem camiohado e coolinuam a caminhar
as vas das aspiraces civilisadoras.
Duvide quem quizer do brilhante futuro do
Brasil, eu nao duvidarei delle ; renegu quem
quizer a sua origem, eu oo renegarei a nossa.
Nunca prefirirei as iateressadas e acaDhadas
vistas do Yanchoo do Norte is poticas e largas
inspiraces dessa raga latina, que ha de ter o seu
dia de triumpho; porque, se o da de hoje per-
tarjee lalvezao til, o dia de amanha pertea-
cer ao justo, ao verdadeiro, ao linio. Os sa-
crificios de Abel eram mais caros a Deoa do que
o de seu irmo Caim.
II
V em nome de laes sedimentos, senhores,
justo com o peso da verdade, enirega-o ao mais
pungente ridiculo:
O homem europeo; diz o Sr. de Pascual, ao
pizar a America intertropical, e talvez o Brasil
principalmente, lica esmagado pelos portentos
da natureza, acha-se arrombado a regies para
elle descouhecidas, e como passa do acanhado
ao gigantesco, do relativamente pobre ao opu-
lento, acredita-que os eotea que habitam estas
comarcas, embota fallera, trajem e parecam des-
cendentes dos europeos, devem ser colossos de
intelligencia como gigantea sao ai amostras que
aprsente a sua natureza. O engao nos viajan-
tes que nos ultrajara, sem ter-nos esludado,
ptico, fantasmagrico; se ficassem mais al-
guna annos entre nos, so desvanecera com a
experiencia e estudo de si mesmos o erro em que
laboram.
Pois oo coDfessa esse mesmosevero pira
comnosco Mansfield que os seus compatriotas,
peza mesma razo que os filtros desta torra,
teem olhar de porco para contemplar a gloriosa
obra do Poderoso Poeta? E note-se que se
os Brasileiros oo ficam to enlevados vista de
lmannos prodigios, nao por estaran absorvi-
dos pela fome baixa do ouro, como os inglezes.
Os que sentram desde a infancia balangar o
seu bercp dourado por mcio de redondas de leds,
e sobre alcatifas do Oriente, na idade da vida
real; nao admirara tanto, pem de mui longe,
as sedas eos recaraos de ouro, como os ftlhos
da penuaria, quando chegam ou oo a possui-los
nos das de cobija.
Muito.bem 1 Pomos vingados 1 Honra, gloria,
e respeito ao nosso coocidado o Sr. de Pascual I
E que cada um de nos, brasileiro ou porluguezes,
procure possuir esta obra que tanto se liga nos-
sa dignidade nacional.
III
Parece que esses penssmentos.laucados a esmo
no papel por estrangeiros sem consclencia ao-
nunciam aspiraces mais ou menos offeosiva das
duas nacionalidades, e que pelo menos cabecas
temerarias e loucas acreditam que Portugal na
Europa e o Brasil na America so> excresceocias
polticas, contra as quaes cumpre ir preparando
desde j a propaganda que deve aoiqutlar-lhcs a
nacionalidade.
Nesta situaco cumpre que tambem se apertem
cada vez mais os lagos que prendem as duas na-
cionalidades, sera ofiensa urna da outra; porque,
senhores, o laco da tutella mais fraco do que o
lago da alliaoca fundada na mutuidade das affei-
ges. -|
Urna das instltuicpes que tem cada dia ancor-
ado para cimentar a harmona e a frsternidade
entre as duas nacoes, por certo, senhores, es-
te gabinete, onde as divisdei interesiada se
perdem na unidade do pensamento; onde o por-
luguez e o brasileiro se apertam no mala grato
e estreito implexo.
O bomem um ser expreisiro diz Lamar-
tine.
Como se opera essa repercusso mysteriosa
do pensamento com o pensamento? perguota
o grande escriptor.
a Pelas lioguas. Responde elle a si mesmo.
E o que sao as liDguas? torna elle a
guotar.
As lioguas sao os sigoaes e os soos que ex-
primen) a palavra. Responde elle.
E de novo perguolando : O que a palavra ?
De novo responde,
o O corpo do espiriio, para assim disdizer.
O homem considerado como um ser corp-
reo, diz o mesmo escriptor, nio cousa al-
guma sobre um planeta que tambem menos do
que nada. Mas o homem considerado como o
que isto como ver de duas oaturezas, co-
mo ponto de junego entre a materia e o espiri-
to, entre o nada e a Divindade, muda immedia-
tamente de aspecto. O homem alomo afogado
em um rayo perdido de sol e que se confunda
por sua imperceptibilidade com o nada, confun-
dere de repente por la grandeza com a Divin-
dade i
Porque? Porque pensa. E porque pen?
morado das nossas festas 1 i iteraras ; mas por
outro lado, ao dar teatemunho da minha boa
voniade. posso sor til incentivo pora muitos.
Animado por esta justificativo, vou reiocidindo
oo crme de roubar o lempo de laes festas......
Concedei-me, senhores, alguns minutos. E' o
primeira vez, que o meu aborrecido costume vem
Imprluaax-ss, i- o-primoir roubo do tempo,
que direciaraoote vos faco sede benvolos.
Se em algumas cousis Portugal de hoje desdiz
do velho Portugal, as letras a llnhi do legitima
saccossao ainda nao foi quebrada.
Mesmo que s contasseis no prsenle seculo
Garret, Castilhos e UfcrcuUoo, era exacta a mi-
nha proposito :a lioha de suceuo luterana
portugueza ainda nao foi quebrada.
E tudo nos diz, eoahores, que o aio lera, que
o futuro est garantido.
D. Pedro V, re joven e verdadeirameote Ilus-
trado, abre o caminho. Vai fallar nos estabele-
ciraootos do instruccao, de beneficencia e de in-
dustria uma linguagem sua, com o cunho da
magestosa simplicidade que caracterisa, ou antes
que deve caraterisar os thronos de hoje.
E' a linguagem do joven, que caminha a iden-
lificar-se com o lado moral da sabedoria moder-
na, e do re que bem comprahende ser o Irirono
um gravo e paternal encargo dos mais serios cui-
dados, do que um apanagio de vetustas e rebati-
das corlezia. Se vistes como creio, esses ra-
malheles ciealifico-litterarioi, com que D. Pe-
dro V deu os primeiros paseos no caminho de sua
real vigilancia, uo sen lis tes um perfume, qae
participa daslouganias do rei e das oobres aspi-
races do cidado ulil ?
No meu conceito, portuguezes, podis gloriar-
vos do vosso soberano. E' um dos poucos que
fallara por si, que oio entendem ser o lance de
honra dos monarchas afogar o bomem naa ondas
de veludo das quatro taboas do throno do rei.
E vos Srs. do Gabinete Porluguez de Leitura,
que io ten lavis a demonstrarlo, de que os por-
luguezes de hoje, soffrendo resignado! os vai-
vens da sorte, zelam extremamente solcitos a
gloria que mais pode emancipar-se desses vai-
veos, a gloria litleraria, e nos altares das letras
sacrificara sempre, quer na patria, quer fora della,
vos tambem recebesies a benfica influencia do
fecundo exemplo de D. Pedro V : o que era inten-
to de demonslracao, hoje demonstraco aca-
bada.
Tal o estado prospero em que vejo este esta-
belecimento, que nao posso admittir previso,
que nao conclu por sua muito looga vida, por-
quanto nao acho posiivel que os portuguezes re-
sidentes em Pernambucose esquegam completa-
mente, do que devem a si e i patria.
Por esta ser-vos-ha decretada oo futuro, se-
nhores, a corda de benemerencia. Afrootam
corajosos certas dessidencias que todos deplo-
rara
Os homens de boa eonsciencia cumprem o do-
ver, e ficam tranquillos sobre o da d'imanha.
Os Pernambucanos tambera muito vos devem,
Srs. do Gabinete Porluguez de Leitura. Como
nossos irmos, conservaste^ para nos abertas as
portas deste estabelecimento. E, pois, embora a
ausencia do mandato, nao me julgo um orgo
infiel, manifestando que a provincia que vos hos-
peda, vos roconhece nesta fundaco um titulo
ao seu engrandecimento.
Fago votos, Srs do Gabinete Portuguez de Lei-
tura, para que continu a prosperar esta iostitui-
go. Mais do uma vez hei percorrido o vosso ca-
ihalogo, e sei quanto de boa e solida scieocia
encerram as vossas estantes. Um grande e fino
(rabalho deve cootiuuara presidir (e acredito que
assim acontecer) a escolha dos elementos que
terio de continuar a constituir a nutrigo intel-
lectual, de que vos haveis feito to acreditados
depositarios e dispensadores.
Se me licito a este propoiito dar-vos um
cooselho,nao vos deixeis fascinar, a pretexto
do que chamam civilisagao do seculo XIX, por
mo, para quem a patria valia tudo, aote este en-
thusiasmo, que arda em labaredas de um fogo
santo, elevava-se a mente do poeta, as suas im-
teos tornavam-se sublimes e seus venoseterni- oda.lbrdsdT
savam os hroes.
Entilo o valor, a dedicaco e o patriotismo nao
morriam esmorecidos, como hoje, pela iogrsti-
dio dos homens e pelo esquecimento da posteii-
dade. O toldado corra a guerra, o artista esgo-
lava o seu genio na realissgio do bello, por que
sabiam que l estavam os poetas para cantare
os historiadores para narrar os seus grandes fei-
tos; a espada do inimigo nao osiottmidava, por
que se ella tinha forga para matar um bra-
vo comba tente, l esteva o poetase o historia-
dor cora o livro da immorlalidade aberto para
receber o seu nome e traoimitli-lo brilhante a
posleridade,
Os poetas glorificara e exaltara as virtudes, os
historiadora! engrandecer o bem e censurara o
mal, o poeta pertence ao co, o historiador a hu-
manidade : eis shi por que a voz do poeta e do
historiador inexlinguivel.
O poeta, senhores, vi vendo as vastas creagdes
de seu espirito, inspira-se nos grandes movi-
mientos, nos combates, oo sublime; porque a
vida ordinaria ameiquinha-o, eiterilisa-o e ma-
ta-o : o hiiioriador se avigora ante a medonba
peleja de paixdes violentas, de cataclysmas pro-
fundos e de revezes insupportaveisl
Eu vejo, seuhores. nos grandes poetas, grandes
revolucionarios, por qae elles se inspirara e te
enlhusiasmam na vida, no progreise e na agita-
gao. Elles aio a reprehenso viva do despotis-
mo e o mais vehemente protesto contra o enca-
dearaento da liberdade. Eu amo os poetas, se-
nhores, por que elles tem sempre no corago o
sentimento da liberdade e nos labios um bymno
para canta la, amo finalmente os poetas, porque
elles imraortalisim os hroes, os guerreiros e a
patria.
Caminham com as revoluges e inspiram-se em
suas tendencias, divinisam os combates, glorifi-
can] os bravos e valenles, morrem como elles 1
Todos os grandes acontecimentos da humanidade,
senhores, eslo intimamente ligados as revolu-
ges, e sao dellis consequencias.
Os amigos manchavara as suas conquistas por
que s possoiam exercitos, era s a forga e am-
blgo que os dominava e os guiava.
O seculo XIX tem demonstrado que o progres-
so e a civilliago se podem conseguir com bata-
inas no campo e oo dominio da intelligencia. Os
guerreiros do vosso seculo sao os oradores e os
escriptores ; as armas, a tribuna e a imprensa.
Por toda parte erguem-se templos ao pensa-
mento, e tempo vira em que a intelligencia ven-
cen do os obstculos que alada lhe oppe a aris-
tocracit do dinheiro apparecer brilhante, go-
vernar s por si, e ento leremos a extenso
completa de alguns restos do feudalismo, a rege-
nerago da sociedade inteira.
Parece que das difficuldddes rebenta a vida, do
soflmenlo o enthusiasmo, e do indiffereotismo
a crenga.
E' por isso, senhores, que venho hoje ao Ga-
binete Portuguez de Leitura dar-lbe a saudago
de prosperidade, e pedir-lhe que nao desanime
no culto do pensamento : porque o pensamento,
senhores, na verdade a religio da intelligen-
cia, a cora da todas as glorias, de todas as vir-
tudes, ese muitas vezes amorte hympando de
contente, o obriga a cavar com as proprias mos
o seu leitoderradeiro na trra que lavrou, nada
de esmorecer, por que alm do tmulo est a
posteridade, e alm da posleridade, alm deludo
est Dos!
Tenho concluido.
ras da inquisigo, despedaga as paredes da Bas-
lilha, e sobre essa mole negra em que o despo-
tismo ce va va os seus furores, elle ostenta todo
o seu brilho deslumbrante e canta hosanna! ao
per-
qu julgo bem oicolhida a presente occasiao para Porque tem a palavra, porque se exprime", or-
um solemne prolesto, e tambem para um voto que accumula, com o auxilio desse instrument,
de gratido linda mais solemne. linguas falladas e escripias, senlimenlos, ideas,
O protesto contra ii injurias e insultos que verdades, adonges que o ejevim de seu nada
com a mais negra ingratidao nos foram atirados at ao infinito.
por um ealraogeiro que foi recebido entre nos Verdade to palpitante nao pode deixar de ser
oom esse corago boapitaleiro qoe distingue o edmprehendida de ledos; e se at hoje haveis
povo do Brasil; quero rerir-me a essai cirtai eoetoguido erguer este monumento i frtraida-
? a i?08'0' e,criola* Pel D8tel Cirios B. de das daos nacoes, toraai-e Indoetiuctiaol, ie-
Msnsfield, relativas sua rtigem ao Brasil nos aores, porque so os monumentos de pedia p-
aanoi de 1852 e 1853. dem ser destruidos pcli acgio do lempo o do
esses ouropels lilteracioa, que tudo gastara,a
verdadeira moral, como a verdadeira scieocia,
por essas letras bastardas, escripias com a lila
do paganismo....
E' este o lance mais melindroso a vossa tare-
fa. Se o desdenhardes, grandes podero ser um
dia sa torturas da vossa memoria perante o tri-
bunal da posleridade I
Permilli. senhores, que neste pooto me cale,
compensando toda a insipidez das linhas que aca-
bo de ler-vos, com as magnificas palavras de Do-
nesp Cortes, dirigidas civilisago do seculo
XIX:
Teus oradores oo te salvaro, tuas artes de
oada te valero, teus exercitos apreasaro a tua
ruioa ; o proprio despotismo trahira tuas vis es-
peranzas : nem mesmo acharas um despota ; an-
dars de raslos e morreras de baixo dos ps da
multido, se uo te inclinares para a Crnzl
Eis uma tremenda, porm, justa sentenga; se-
nhores. Executai-a na parle que vos toca, e con-
tal comigo entre os que devero prestar-vos os
merecidos applausos.
Dr. prigio Guimares.
Disrurso de Henrique do Reg Barros.
Nao era mioba iotengo dar publicidade pela
imprensa ao presente discurso, elle um imper-
feito trabalho que nao devia ter eco fra do re-
cinto do Gabioete Portuguez de Leitura. A ctr-
cumstancia porm de se ler fallado nelle no
Constitucional de um modo que muito rae lison-
gearia se nao viesse de envolla uma insinuago
contra minha familia, obriga-me a sabir do fir-
me proposito em que esteva e annulr publica-
gao delle, nao s para que todos vejam o que eu
disse, como para evitar qualquer interpretagao
para o futuro.
Henrique do Reg Barros.
Senhores.Tendo a felicidade de ser coutado
entre os socics do Gainete Portuguez de Leitu-
ra, nao poderla recusar-me vj^^esle dia, em
que elle se reveste de todas as ^p galas, fes-
tejar o seu anniversario, sauda-lo pela sua pros-
peridade e trazer-lhe algumas flores, bem que
murabas e sem aroma, contando com a vossa
benevolencia, porque dou o pouco que possuo,
mas dou-o com a melhor vontade.
E' admiravel, senhores, a intima relago que
prende cousas lo oppostas entre si, como o ge-
nio e a revolugo, o progreaio e o saague, a vida
e a morte, parece que a fatalidade das cousas
mundauas se compraz em sacrificar os homens
para glorificar os pensamentos; em matsr o cor-
po para eternisar a alma.; em ensanguentar as
uages para purificar os povos, em suffocar os
privilegios de uma raga iuteira, de uma geraco,
para consagrar os dirtos dos povos e das oa-
goes. E quem esse ser sobrenatural ? Quem
esse ser to vigoroso no estado que ae identifica
com as muliides, correndo em tumultos deliran-
tes amaldicoar o passado, corrigir o presente, e
assegurar o futuro ? E' a revolugo, o progressos
a vida.
A revolugo, senhores, se deixa ver com (oda
a sua magestade, ainda que envolta as veas
tenebrosas do passado, nos maisantigos pazes do
mundo, ella-seotou-se no throno da Grecia, fez
florecer a grande arvore da intelligencia e das ar-
tes, infundio enthusiasmo nos cidadaos.
Todos aflluiam aos jogos olympicos, onde as
espadas dos combatentes, foitis em mil pedagos,
volteavam pelos ares. Nesse lugar de tantas glo-
rias, os rivaes lulavam com lamanho encirniga-
menlo, que mais se assemelbavam a leoes ind-
mitos do que a creaturas humanas.
Era ahi que se dispulava a gloria e a immor-
lalidade. Os poetas recitaran) seus cnticos em
louvorda nago, dos seus bravos, das suas bata-
lhas, dos seus triumphos; inspiragoes bebidas
no ardor do enthusiasmo ao sm dos combates,
aos vivas da victoria, ao estrondar dos applau-
sos) I
No cimo daa muralhas o historiador escrivia a
narrago dos grandes acontecimentos, oo mais
frvido embale dos exercilos, so lom dos gemi-
dos dos vencidos e aos grites enlhusiaaticos dos
vencedores, que o incita vara a reno vago da lu-
la 1 Eram historias oscriptas cem a ponta de gla-
dio ainda ensaoguentado, revelveado cadveres
anda queales, e recolhendo as suas despedidas
patria e a liberdade, como prova de aeu patrio-
tismo e bravura.
O poeta e o historiador oesses lempos da Gre-
cia, davam grande pujanga ios exercitos e fiziim
considerar aa bindeiras como adornos de ordem
mais subida. Diante do grande espectculo de
dous exercitos que se eociroigavam, diante desses
Senhores do Gabioete Porluguez de Leitura.
Tambem eu venho depor minha flor, bem que
inodora, nos ricos jarros de vossa brilhante tes-
ta ; oblago expontanea, que smente o corago
dictou-me, e aa qual, asievero-vos, nao leve in-
fluencia o calculo.
Dous sentmentos que eu repulo iguaes em ve-
hemencia, impellem-me i fallar hoje perante
vosso reconheciraento e o enthusiasmo. O reco-
nheciraeDto, porque, voso sabis, o homem nao
se alimenta smenle do pao material, mas tam-
bem do pao da verdade, e esse achei-o eu abun-
dante no Gabioete Porluguez de L'itura onde to
benignamente me acolhesles : obrigado, senho-
res, obrigado. O enthusiasmo, porque eu consi-
dero vossa instituigo magnifica com o symbolo
de duas grandes ideas : a fraternidade dos povoi
e o predominio do pensamento.
O olhar superficial, senhores, passar por so-
bra vossa obra sem lhe pedor divisar os tragos
de grandeza ; o homem pensador, porm, que
oo se limita s apparencias e procura o princi-
pio das cousas, esse ha de ver oella mais um
protesto solemne hc que as animosidades dos po-
vos j sao do'c. Junio do passado, de que a cruz
de Jess Christo j abracou os dous mundos, de
$ue nao existem mais Gregos nem Troyanos;
para esse o Gabinete Portuguez de Leitura mais
uma voz que se vai juntar assooaocia de mil
vozes, as quaes, bem como essa que na aurora
do ebristianismo diziaos deuses morreram
constantemente clamara todos os ventos do se-
culo : < acabou-se o reinado da materia, hoje o
que reina o espirito, homens retrgrados do dia
de boje nao vos opponhaes ao vo do pensamen-
to, deixai passar o spro de Deus.
A separago dos povos, senhores, tinha seu
assento na astucia do despotismo. Eotrava no
interesse dos despotas, que as nagdes se conside-
rassem como inimigas naturaes, que suppozessem
nao haver no mundo bastante espago para todas,
porque s assim elles as podiam constituir ins-
trumentos doceis de seus ambiciosos intentos.
Mas isto era uma compresso da natureza hu-
mana, e acabou porque a natureza humana ten-
de sempre reivindicar seus direitos. O ins-
tiaoto do aleigo que Deus depositou oo co-
rago do homem, dotado de uma forga prodigiosa
de expaoso, nao poda Picar circumscripto no li-
mite tragado por um meridiano ; o veo rasgou-
se, as barreiras esboroaram-se ao contacto da
luz, que maoava em torrentes de um canto da
Juda, como os muros de Jerich ao som das
trombetas de Gedeo, os homens se reconhece-
ram, abragaram-se com a ternura deirmios, que
viviam separados, e enlo juntos camioharam
em demanda do futuro, tomando por norte a
cruz.
a honra de ter visto
bem, porque sabiam
estava a immortali-
Da exactido do que digo, senhores, vos dais
um testemuoho aulhenlico.
Deixastes vossa patria, esse bello torroda Eu-
ropa, pequeo em extenso, porm grande em
tradigoes gloriosas, buscastes um paiz, que voa
era apenas coohecido de nome, e vos interessais
pelo bem desse paiz, e vos associasles para auxi-
liar a propagago das luzes, condigo essencial
do progresso de toda a sociedade ; o que vos le-
vou isto, senhores, seno a vossa aleigo de
irmos ?
A primeira idea que vossa asiociago represen-
ta pois, grande como tudo o que emana do seio
luminoso do chrislianismo.
To grande como a fraternidade dos povos, o
predominio do pensamento de maisantiga data.
Quando Deus, rematando a obra da creago, fez
apparecer o homem levando oa fronte altiva a
aureola do pensamento, uma Iota terrive em-
peuhou-se entre este e a materia, luta sem tra-
gos, e que tem atravessado toda a vaslido dos
seculo-. Mas observai que oesss lula sempre o
pensa:;.. i,lo que veoce, e se por vezes elle pare-
ce Traquear, para depois resurgir mais bello e
cantar o epinicio da victoria. A hydra sempre
renascente sempre suflocada nos bracos do Her-
cules iofatigavel.
Nada ha mais bello, mais livre, mais incom-
prehensivel na trra do que o pensamento, se-
nhores, quer se arroje com Coperoico imraen-
sidade do espago, quer concentre-se em si mes-
mo com Plato e Aristteles, e procure sondar o
abysmo de seu ser, quer desga com Cuvier is pro-
fundezas da torra e sorprebeoda a natureza em
seus mais ntimos segredos, quer suba oas azas
da Aguia de Meaux e do Cysne de Cambray al
tocar o solio do Omnipotente o pensamento
sempre grande, sempre sublime,sempre mysterio-
so. Elle percorre em seu andar rpido toda a in-
finidade do universo, indgena de lodos os solos
cosmopolita de todas as nagei, contemporneo
de todos os secuios, elle nao tem horisonte nem
patria. O que ha de mais bello, de mais livre do
que o pensamento, senbores? E ha quem teoha
tentado subjuga-lo, ferropear o que Deus creoa
livre por excellencia, dominar no santuario em
que s elle pode residir I Loucura I nada pode
resistir ao peosameolo: no Egypto elle despeda-
ga com Moyss as cadeias de Phars, eoaspraias
do Mar Vermelho va radiante para o co em
ondas de uma poesa inimitavel; em Alhenas
troveja pela bocea de Demoslhenes e faz rucuar
espavorido o exercito de Philippe, domina com
Cicero em Roma, arrosta inabalivel como uma
phynge de granito os raios alrabilarios do Vati-
cano, brilba sobraoceiro as cbammas das foguei-
Despreze quera quizer o pensamento, senhores,
eu hei de sempre curvar-me perante a tua im-
mensa magestade.
E como o pensamento o que ha torra de ea-
sencialmente livre, do seo desenvolvimenlo,
na dfluso daa luios, que est a mais segura ga-
rant! da liberdade. As nigei sem luzes, diz
ndame de Stael, nio labem ler llvres, porn
mudara muitas vezea de senhores.
Se um rnonarcha, senhores, sa esqueoesse bas-
tante de si para dizer em um paiz, que j livessa
experimentado o benfico influxo da civilisago
e da liberdadeO estado sou euestas palavras
blasphemas s serririam de cohri-lo do ridiculo,
oa se elle qoizesse i todo transe torna-las efec-
tivas parece-me que haviade Ocy sepultado de-
baixo das ruinas de sou throno. Pertence ao des-
potismo procurar ampliar as trevas para reinar
mais a sen commodo E' roiileropprimir quando
nao ao labe convencer, diz ainda a citada mda-
me de Slael, em todas as relagdes politicas dos
governantes e dos governados uma qualidade de
menos exige uma oppresso de mais.
O primeiro cuidadd de um goveroo livre, se-
nbores, deve ser exigir de seus subditos nao uma
obedieocia estupida, mas uma obediencia escla-
recida, deve ser a presen la r-se-lhes sem appara-
to, e nao cercado de satellites e liclorea, urna os-
tentago que pode atterrar em um povo de es-
cravos, mas que s aitrae o ridiculo em ura po-
vo de homens livres ; e o primeiro cuidado de
um povo que quer ser livre deve ser cultivar seu
pensamento, porque s assim pode elle verdadei-
rameote se-lo. Vos sois um vlajor que busca a
patria, diz Lamenais, Nio caminheis de cabega
baixa : mister erguer os olhos para reconhecer
o camioho. E verdade, senhores, elevai vos-
sos pensamentos para o co e teris as bellezas
da liberdade, abaixai-os para a trra, e torna-
los-heis servosda gleba, e os torradas da idade
media se levaotaro sobra a esterilidade tabes-
cente da escravidio.
E se o que tenho dito nao sufficiente para a
cabal jusliflcsgo do meu culto ao pensamento,
escotae. Tem a palavra a historia.
Onde esto hoje as grandezas de Babylonia. de
Tyro, de Cartago, de tantos outroi reinos oulr'ora
to floresceotes ? Elles cihiram fulminad a pela
colera do co, as fras pastam nos lugares onde
foram os palacios dos ris, a hera solitaria triste-
mente se abraga com as campas dos seus habi-
tantes, e nenhum edificio do pensamento reeorda
suas glorias pastadas.
As nagoes nao morrem quando o genio nao
morra, disse Lopes de Mendonc..Eis a prova,
senhores.
Nos campos de Troya ira va se um duello de
morte, nio sao dous povos, sao duas civilisages
que combatem ; a civilisago grega, e a ci-
vilisago asitica, a luta augmenta, as duas
nagoes sangrara por todas as veas, e mui-
tos hroes Grecos e Troyanos, ahi virara o
sol pela uliima vez. Pensaes, porm, que
esses hroes ficaram morios? Nio, senhores,
Homero, como o genio das sepulturas, passou
por cima dessas campas gloriosas, dizendo :
erguei-vos, quero vos fazer reviver, e os h-
roes ergueram-se, mais brilhantes, porque o ge-
nio os tocou, e viveram, e ainda vivera, e toda a
posteridade os conhece. Troya decahida renas-
cea em seus hroes.
Sete cidades pleitearam
nascer Homero, e fariam
que no ganho desse pleito
dade.
A Grecia credora dos respeitos da posterida-
de. por que? por seus Temistocles, seus Alci-
biades?no: por Scrates, por Plato, por
Aristteles e tantos oulros genios que ornara
seusaonaes-
< As iustituiges de Alexandre e das repbli-
cas gregas morreram, diz Cesar |Cantu, mas os
dous grandes nomes de Platp e Aristteles, sub-
sislem aioda. o Eis o poder do peosamento.
Um exemplo a dequado do quanto o espirito
superior materia, do quanto a forga do pensa-
mento superior forga bruta, temo-lo, senho-
res, na origem do chrislianismo.
Niscida no meio de um povo zeloso de suas
tradigoes, executor minucioso de suas regras,
pela maior parte caducas, a doutriaa chrisla pu-
ra soments revestida das roupagens candidas da
innocencia, superou todos os obstculos, e foi
postar-se modestamente perante o polythoismo
orgulhoso e sanguisedenlo. O despotismo poly-
iheista dignou-se apenas olha-la. os povos
olharam-na primeiro por curiosidade, e con-
doidas de sua siogeleza, depois com amor
e fioalmeute com paixo. O polylheismo
conheceu o mal que tinha feito despresan do uma
to terrive inimiga, mas era tarde, quiz afoga-la
em sangue, e ella surgiu sempre, como a phe-
nix da fbula, cada voz mais bella, mais radiante,
mais attrativa. O despotismo caocou, e a reli-
gio do Crucificado foi sentar-se sem pompa,
sem soberba no throno da realeza.
Lancmososlo I lio?, senhores,sobre o reinado de
Luiz XIV, desse homem que deu seu nome seu
seculo, e que toda a posteridade apellida-o gaaa-
de rei. Quarenta annos de guerra fazem temido
o reino da Franga, quasi todas as nagoes da Eu-
ropa offerecem em holocausto uma parte de sua
populagoao idolo collossal que o grande rei ti-
nha elevado ao desmesurado orgulho, e pareca
que esse homem s tinha em vista tornar a Eu-
ropa um vasto lago de sangue. Maso collosso
cahiu, a gloria ficticia que illuio por tanto lem-
po o heroico reino da Franga, passou como a
tempestarte no occeano, e cima de todo esse es-
tridor de armas, desses combates sem fructo a
posteridade v com respeito apparecerem, como
os genios da paz, os vultos magestosos de Bos-
suet, Fenelon, Pascal, Racine, Cornellio e La
Bruyere.
E' vos mesmos, Olhos de Portugal, vos cujos
grandiosos feitos as armas por tanto lempo oc-
cuparam a atienco da Europa, dizei-me, onde
suppondes que esto os vossos mais gloriosos t-
tulos de nobreza? por ventura julgaes que foram
esses escriptos com ferro nos paramos sanguino-
lentos de Alcacerkibir e Aljubarrota ? Nao, se-
nhores, elles foram escriptos em paginas arden-
tes por Cames, por Barros, por Garret e por A-
lexandre Herculano, Dessas paginas saturadas de
uma poesa sublime, e ungidas de um verdadeiro
patriotismo ; sao estes senbores, e nio aschron-
cas de vossas guerras os ttulos com que haveis
de reclamar perante o tribunal do mondo o lugar
que vos compete oa vanguarda da civilisago.
Nao temaes dizia Berryer em 1834, nio temaes
seguir este progresso do espirito humano que
confiar, uo a exercitos comman jados por ca-
pites mais ou menos experimentados, mas aos
nobres combales do espirito o destino e direcgo
das sociedades.
Talvez vos parega haver anachrooismo no qae
estou dizendo, talvez perguoteis vos mesmos :
Quem que nao est convencido de que o espiri-
to superior materia de que as lulas do pensa-
mentos sao superiores s lulas da forga bruta 1
Eogauae-vos, senhores. ajada ha iofelizmeate
muita gente que nio pensa assim ha muitos
coragoes mesmo bem formados que palpi-
tara de enthusiasmo ao lerem as incriveis fa-
canhas de Cyro, de Alexandre, de Cesar e do
Napoleo, e, que mil vezes peior, ha mui-
tos homens metallisados que eocaram um
livro de genio como um ornato de sala, ou quan-
do muito como um objecto de distraego ; um
homem da lettras para elles um sonhadordo
chimras, um homem sem utilidade. Deixemos
fallar os escravos da ratina, os idolatras da ma-
teria, o peosamento ha de sempre imperar, por-
que foi elle que Deua confiou o goveroo do
mundo. E ha de vir tempo, senhores, em quo
quando alguem tentar provar o contrario todos
umi voz lhe ho de clamar: Calae-vos que niu-
guem mais boje vos eoteode ; a scena est mu-
dada, i materia o que pertence ao pensamento o
que do pensamento.
Terminirei, senhores do Gabioete Portuguez
de leitura, reamiado em duis palavras tudo
quanto tenho dito ; palavras que ou vejo bri-
Ihantemeote estampadas no frontispicio de vossa
obra, e que tradiuem tudo o que de melhor so
pode possuir sobre a Ierra, scieocia e fia-
ternidade.
- Graciano Arislides do Prado Pimtnttl.
Discurso recitado na ststao magna do Instituto-
Lxtterano Portuguez de Pernambuco aos 25 do
agosto de 1861.
Srs. mimbras do Ioelitaio Litterario Portvgaez
de Pernambuco.Dous priocipioi immutiveis e
naturaes, desde que foi criado e condemnado o
homem, at que fono regenerado e perdoado,
desde Adao at Jess Christo, alm o aqaem do
crux, as idades antiga, media moderna, con-


M*A10-DE4UNOGa.J-. SEGURA W*A S3 DI TEMOTOI 1|*1.
*

tinuam s se gledhr 01 Taita superficie do globo.
A mooarchia como a repblica, a aristocracia
como a theocracia, o japhelismo como o semitis-
mo, todas as lulas titnicas emfim do materialis-
mo como do esplritualismo, sao apenes deosos
veos que oecultam a luta dos dous principios o
principio do poder, e o principio da autoridad?,
sendo aquello ubi (acto, como este urna idea.
O fasto, seohores, fundaodo-ae na torga, na
coacgao. do crime feliz, no ouoeesso, e na auda-
cia iriamphante ; a idea, fundando-ie no respei-
lo, na rarfo, no direito, a a ioatracco, na discus-
sao e no galardo.
O poder ou o tacto, alm da aruz, senhores,
arrojou a humanidade no poleleismo, na corrup-
to na raorte ; o poder ou o (acto, aq'uem da
cruz, cnou o raja de Labore,o jaoisaro do Egyp-
lo, o cadi da Turqua, o tyrannele em toda a
parte : o poder ou o tacto, em toda a parte, de-
nateu-se no Egypto e na Grecia, em Roma e Car-
thago, oriente e no occidente, e pereceu as
tremas, porque, di-lo Cotiaz :-Jtoda asociedade
fundada era ^m falso principio perece pela acgo
deese rotsmo principio.
A auturidade ou a idea, porm, alm da cruz,
produzio o culto natural e a revelaeo : aquem
da cruz, a regeneraco, islo o chrstianismo.
Ora, senhores, o chr9liaoismo ou a autoridade,
deve ser, se ji nlo a juatiga, a Iei e a liberda-
de. A lei, sendo justa, lma ; como diz Aris-
tteles, deve ser a inelligenoia sem paixo : como
quer Hesiodo, a lei, sendo urna idea, urna idea
geralmente rtttbida, i urna divihdade, e por tan-
to toda sociedade fundada em um principio ver-
dadeiro vire e perdura.
Vive e perdura toda sociedade poltica ou reli-
giosa, senhores, que se basea na idea ou autori-
dad* : eomo vive e perdura toda associago iit-
teraria que, como este instituto, basea-se na ins-
truccao, na producgo luterana e no galardo.
Que instrue-se ao menos conhecendo do mundo
intimo, ou-o u, ou conhecendo do mundo ex-
terno, ou do universo.
Conhecendo da sciencia que Schelling define,
ciencia das verdades fundamenlaes ; Hegel,
sciencia do absoluto ; Kant, sciencia da razo pe-
las ideas ; Fichte, sciencia da legitimidade pri-
mordial das operacdea iatellectuaea ; e conhe-
cendo da sciencia que Urcul, Balbi e Gauthier
dizem, sciencia do universo.
Da primeira, porque as Mas d'ouro do enge-
nho, pela observago e intuigo, va a cata do
mundo intellectual e moral ; da segunda, porque
sorprende o lempo e o espago, a medir-lhes as
revoluges peridicas, ou a esludar-lhes as com-
binacesdivinaes.
Anda mais : porque, senhores, a primeira, jo-
gando na esphera do mundo intimo de accordo
cora a theorogia e a eslhetica, purica-se nos
rasgos do raciocinio, que o sopro de Deus
como a segunda, sublimando-se no movimento
das espheras, orvalha-se aos sorrisos magoificen-
tes do mesmo Deus.
O profundo respeilo da primeira iocute no pro-
prio homem a homenagem da creago ao Crea-
dor : o profundo espanto que o esludo da segun-
da grava no corago, um tributo de si proprio,
da architectnra ao architecto. Aquella explica os
pheoomeoos do mundo moral em suas percep-
oes assombrosas, como esta d a razao das evo-
ugoes do mando physico em suas evolucoes ca-
denciosas e eternas. Quer urna, quer outra po-
rm, senhores, nao coostituem dogmas, nem f
ou religiao; conitiluem apenas eatudos, ideas
tendentes a fundar a autoridade ; e assim esla
como a instruccao devera sersynonimas.
E' claro, porque : se a autoridade ou a idea,
como diz Pelletao, i mais alta nogo da Justi-
na, e quem diz autoridade diz liberdade, urna e
outra avultam com a lei, quando esta significa
razao, unanimidade e dlreito.
Ora, a sciencia que caraclerisa direlto e liber-
dade, como a sciencia do universo que dix idea
e experiencia, sendo a cultura da civilisago, ea
civilisago tendeodo a autoridade, eu congratu-
lo-rae e applaudo a familia portugueza que em
Pernambuco nobilita-se pela regeneraco com o
Chrieto, pela instrucgo com as ideas, pelo pro-
gresso com a autoridade.
Anda maii, senhores membros do instituto lit-
terario portuguez de Pernambuco, porque vive e
perdura toda associago Iliteraria que produz,
deixando o espirito o potico paasado da f e da
orga brutal, e a concentrado egostica dos the-
souros do saber, pelas resteas luminosas e mag-
nificas da publicidade e da gloria.
A producgo Iliteraria firma-s na instrucgo,
na originalidade e na manifestado.
A primeira est nos livros e no estudo ; a se-
gunda na meditacao e na iospiracao, aquella por-
que resulta do homem, cerno esta dimana do
co ; mas a tercoira procede da libertario, da au-
toridade, da discusso livre, da imprensa.
Um paiz de traducgoes, como o nosso, revela
mos estudcs 4 desprotecges, fraquezas intellec-
tuaes ; preciso animago, solida instrucgo e
ensaios vigorosos pela imprensa, por meio de jor-
naes. Os jomaos sao fios elctricos entre o en-
cephalo do productor e a posteridade. Para as
pocas que foram, senhores, pela archeologia fal-
lara os rendados primorosos, os fustes e archilra-
vas, as agulhas atrevidas o os arabescos micros-
copios : para os lempos que sio, quero as chro-
nicas e os livros, a discusso franca e vigorosa,
a historia poltica, acienVinca e liUeraa, os em-
bates dos espiritos que harpejam como lyra de
Israel, as traducces de sentimentos infinitos an-
da nebulosos como noites negras em seus inv-
tenos.
Que as geragea mortas, senhores, cansadas da
mudez dos sepulchros aquegam-se aos entu-
siasmos que as moveram, e relembrem aos con-
temporneos que ellas to bem accordaram aos
estmulos guerreiros da trompa das monlanhas ;
que animaram-se aos rugidos sonorosos do oca-
no tormentoso ; que curvaram-se aos caticos
mgicos de aojosinvisiveis; que trepudiaram aos
delirios das victorias ; que tributaram ao amor
?ario e immenso da patria e da familia ; que em-
ra vieram, riram, trabalharam, sacrificaram-se,
celebrisaram-se, e se foram, legaodo a poesa
luga : como as geraces contemporneas ainda
scepticas e gastas, lo bem refociliem-se das lu-
tas dos sentimentos e paixdes, impressas em pa-
ginas soltas que traduzam as ideas dominadoras,
as aspiragoes infinitas, a luta dos principios ca-
pitaes poder e autoridade como as lutas se-
gundarias instrucgo, producgo e galardo.
E' por isso que, seohores, repito-vos de nova-
menle que os jornaes sao fios elctricos entre o
encephalo do productor e a posteridade, e entre
as saudades dos morios e os louros dos vivos,
entro o finito e o infinito, porque, se o espirito
produzio, estudou ; se esludou, medilou e inspi-
rou-se ; se meditou, fallou com o passado ; se
nspirou, conversou com o co.
Ora, ninguem contestar que, portanto, as ge-
races vivas fallam e consultam os raortos, como
as geragoes mortas eosioam e alustrara as gera-
coes vivas ; e que logo, a imprensa o fio elc-
trico entre o finito e o infinito. A consulta do
finito. Ilustra ; a reaposta do Infinito, santifica ;
da illuslrago e do santo resulta, aquem e alm
da cruz, a autoridade.
IV
Alm disso, senhores membros do instituto
lilterario portuguez de.Peroambuco, engrinaldan-
do, como fizesleis, a instrucgo com a producgo,
e estas com o galardo, assegurasteis a durago
e a existencia.
Vejamos porque. A instrucgo, como a pro-
ducgio Iliteraria de qualquer paiz, baseam-se,
como em todos os estmulos sociaesno merilo
o demerito ; pelo que, para provar-vos esta
proposigo, basta tomarmos por ponto de parlida
os dous movis mais subidos do corago e do es-
pirito : o amor da mulher, o coraco ; O amor
da sciencia, a intelligencia do homem.
Para aquella, supponde-a erguida das cogita-
res vivases, com as traogas solfas ao vento, com
as roupagens em desalinho, mirando as rosas
desmaiadas do horisonte, o ocano em ragas es-
pumosas nos cornetos areientos, o sol nado
V O U o -- *k-^kMMsiM
Ser meibor ainda. Sopponde antes a mulher
no mbito de um templo, 4 bracos cota urna pai-
xo extremosa. Estudai-a : todo aos olhos della
is que se veste de magia colorida pelos raios do
sol.de asptrages que fhe agttam as fibras iguaes
dos desejos ignotos ; os labios sussuaram sup-
P"ca* aue eavoagam eom a sntrrha palas arcaras
o abobadas, emquanto o espirito peregrina-lhe
em caprichos Infinitos, como os arabescos o dou-
ra rocotos eotrelagados em flores, em rectas e
curvas que alastram o concavo das columnas ;
de lux erarlm, o s mulher assim, mordida da pai-
ta*, implora, lsgrimej e wrtoea por um galar-
doo amor, qu,e nos aliares abengoa-o Deus ;
^* na sociedade santiflea-o a fatnilfa e a posta-,
rtaaaje.
*& agtfi haotem. io tea mal lllitt&ea
dos verdores da idade, nlo faz mais loucuras pelo
amor, mas empallidece 4 luz daa verdades reve-
ladas, trema do tripudiar do crime insolente, e
nao quer o finito, aspira pelo trabalho iocessante
e esmagador, Umps as lagrimas a acalentado o
corago, ao infinito, a immortalidade.
BlnlSo o homem refoclando o espirito vislum-
ora os magos encantos da sciencia. As insom-
nias estampadas as palpebras somem-se ; as
.reflexaa gravadas nos sulcos das faces esque-
cem ; as madelxas arvaeantas ennegreeem', nao
recuando ante o martyrio ou suicidio pelo amor
da sciencia.
E' qe, seohores, se a mulher aspirou ao amor,
o homem aspirou a gloria, o esse galardo, dic um
philosopho, o egosmo divinisado : mas em-
fim, quer o amor que se.premie, quer a scien-
cia que se laureie, nao menos exacto que dessa
aspiradlo da humanidade resulta a civilisago,
islo o nosso fim, a autoridade.
Ora, sendo a autoridade filba legitima da cruz,
como o poder Olho da queda do homem, claro
que a instrucgo, a producgo e o galardo ten-
dera a resolucSo de graves problemas sociaes ;
na (literatura, a um futuro esplendido.
Prosegu, portanto, senhores do instituto Ili-
terario portuguez, na senda da luz que espanca
as trevas, na esperance do futuro que estimara o
presente, porque j to-1o diese :alm e aquem
da crus, a autoridade o direilo ; o direito a
le; a lei a vontade geral, urna idea, e, como
quer Hesiodo, urna idea geralmente aceita, como
a do instituto Iliterario portuguez, urna scen-
telha divina.
Mil emboras, e mil applausos, senhores, que
abatesteis o poder o sublimasteis a autoridade.
25 de agosto de 1861.
Udnoel Pereira de Uoraes Pinhsiro.
Discurso pronunciado pelo orador da associacao
Beneficente dos Martimos na sesso magna do
Gabinete Portuguez de Leitura.
Senhores 1A associago Beneficente dos Ma-
rtimos recebeu cora orgulho o vosso convite que
a chamou a assistir a esta bella conquista de
palmas qne sao vossas, e vem trazer-vos por seu
obscuro orgo a expresso de sen jubiloso Teco-
nhecimento, e um saudago amiga.
Nos somos os fllhos do ocesno ; a nossa lei o
trabalho ; a nossa dirisa a unio; o nosso de-
ver o soccorro mutuo ; o nosso alvo o bem
estar de nossos irmos, e a prosperidade de oos-
sas emprezasconfiadas 4 tempestado e estrella
polar dos navegantes.
E ve, ase juntis o culto desleirs a religie
do trabalho, quizestes partilhar comnosco, no
mesmo altar da esperanga, os fractos suaves da
animago qae viga junto do symbolo que pro-
mette o futuro.
Vos que ha dez anuos mostraes aos adeptos do
progresso quanto pode a magia de nossa divisa,
qaizestes agora ensinar-nos como ella se com-
prehende em toda a sua grandeza.
Vos que accumulaes aqui dia por dia, monda
por moeda, os thesooros immensos que legara ao
mundo as vigilias do talento, quizestes moslrar
que tambera nos devemos combater pelo thesou-
rodo senliroento que em actos abeneficencia,
e animar-nos na luta, se a fadlga por ventura nos
pesar sobra os hombros.
Vos que sabis que o anj'o da civilisago nao
desdeoha nossa prece, queris ouvir o que lhe d-
zemo8 ; e nos lhe pedimos que d forga ao nosso
braco no da de bonanga para ganhaTmos a vela
sania que deve salvar nossos companheirot na
noite da tormenta.
Oh 1 senhores 1 um braJo de animago que
nunca esqueceremos 1 um aperto de mo que
vos agradecemos em nome da (rateroisago das
artes com as letlras.
No passado glorioso de vossa patria, senhores,
ha um emblema heroico que reconta ainda hoje
as tradicoes que vos Ilustrara ; a bandeira
fluctuante que os ventos da victima acoitaram
por seculos : ella tambera o nosso norte de hoje,
o pendao que queremos plantar no zmborio de
nosso edificio, se algum dia o acabarnos ;em
norae desse emblema, a associago Benificente
dos Martimos vos sauda do coraco I
Disse.
Recite 24 da agosto de 1861.
Illustres membros do Gabinete Portuguez de
Leitura.A sociedade Orlhodoxa e Luterana
Amor 4 Caridade, aceitando o vosso convite,
me manda para que, como o seu dbil orador
vos agradega a honra que dignastes fazer-lhe.
Sioto, senhores, as miohas palavras. serem to
tracas, que nem se quer possam mostrar a forca
da nossa gratido.
Quando, senhores, Pernambuco, esta Veneza
do norte se fazia resentir de urna biblioteca onde
toda a classe em geral podesse na lilteratura dis-
traernos momentos vagos, deixados pelos gran-
des trabalhos e fadigas da vida, vos em commum
accordo deliberas-te installa. fe sociedade com
otillo de Gabinete Portuguez deLeilura; atra-
vez de todos os perigos o difficuldades, atra-
vez destas invenciveis barreiras, que do ordi-
nario se antepoe a fundago de urna sociedade.
Vos em 15 de agosto de 1851 vistes os vossos
desejos realisados, abristes as portas de um edi-
ficio e apresentastes a expecagio o filho da
vossa grande imagioagao.
Eis ah, senhores, o Gabinete Portuguez de
Leitara, eis ah adro para a illuslrago, contera-
piai esses centenates de ticos volumes, que guat-
necem esta bibliotheca, o crede que muito tem
(rabalhado em 11 aonos, urna sociedade como
esta digna de toda a attengo.
Ufanme, senhores, por ver a trra onde tivo
o ser to enrequeclda. Ufano-me, por ver-vos
to despidos de orgulho e cheios de glorias e
anda ligados nos que sabemos vos dar o devi-
do apreco.
Trabalhai 1 un-vos coja os vossos irmos e
esperai pola palma da gloria que ser4 vosss.
Desculpai-me, senhores, perdoai um fraco
orador, que nada mais faz do que a presentar-vos
com todo o amor ecooslancia, osverdadeiros vo-
tos da sociedade Orlhodoxa e Lilteraria Amor 4
Caridade.
Recife 25 de agosto de 1861.
Julio Cesar de Oliveira.
Senhores do Gabinete Portuguez de Leitura.
Honrado com o vosso convite, permitti que eu
tambem erga a minha humilde voz diaote das
grandezas de vossa festa de hoje, que vindes
cheios de vida e de ardor abrir o campo para
continnardes em vossa gloriosa jornada.
Nao podemos descrever a importancia do as-
sumpto ; o nosso espirito ralado por afazares di-
versos, distrahido sempre por cuidados, que en-
fraqueceaa a concepgo, seotimo-nes inhabilitado
para poder satisfazer a rossa respaitavol especta-
tva, tanto mais quanto aconaalba-noa cabega e
annue o corago que proscrevtmos esse empe-
nho com que os espiritos fracos procuraran! ma-
terialisar as tendencias progressistas doste se-
clo.
A civilisago de hoje, meas seohores, nao a
civilisago da primeira idade, e nem as ideas, que
dominaram na meia idade. podem dominar na
civilisago moderna hoje.
Os elementos, que consiituem a civilisago mo-
derna, a uoidade e a universalidade, gyram e
movem-se em um campo de investigares* mui
diversos.
No mundo poltico, por exemplo. v se o ele-
mento onico e o elemento mltiploa anidado e
a universalidadeunidas e congraciadas sem um
motivo de repellirem-se.
Monarcha e povo sao as duas entidades, que,
identificadas entre as causas do desenvolvimenlo
social, procurara conhecer o demoustrar todus os
phenomenos, que apparecem na trplice misso da
civilisago moderna.
Quem diz civilisago, diz progredir : progredtr
e caminhar sempre sem parar, para desenvolver
o moral, o material e o intellectual, que sao os
agentes priBcipaes dessa trindade philosophica
que a escola ensina e o estado aperfeicoa.
No mondo de hoje quem ensina ao eu (psycho-
loglco) desenvolver o material sem o moral, pre-
para urna sociedade materialista, colloca o espi-
rito hamavjo e avlete dedica -o someoTeao que
mercantil.
E urna socredada materialista r lodo quanto
quizerem ; mas nao ser uara socliedade chris-
ta ; porqoe oao pode comprehender a obrigaco
Coffl qu o Filho de Dos ensioou a harbanldde
que remio esalvou do peccado.
Em cada pagina do livro sagrado, ha o exem-
plo vivo da etevago do espirito humano ; a eren-
ga, a f, a esperanga e a caridade sao predicados
da elevago moral, que a igreja de Jess Chrslo
ensina, e a civjlisaco moderna acaila, abraca
,HaT*k
SeamoA, profundos pensadores sKzem que
naaomfrheodem civfttaaclo moderna sem o
^'ilrl'y'L0'' rdadeaterta da elevaeo do
espmlo fiumano sera crtfja.som a reuglao do
Cruxificado I E urna rerdafle!
Como erar no progrossojdo espirito humano,
sem as vantagens da erenfa, sem urna religiao,
que purifica a alma, engrandece o espirito e eleva
a humanidade pelas cooaequenciaa da moral ?
E ainda urna verdade I Nesse facto de todos
os tactos, a civilisago (segundo a sublime exprs-
sao de Guizol) o espirito humano se dilata sem
aolugo decootiouidade como a palavra de
Deus, e desde ocomegodeste caminhar constante
ae prende ao primeiro lo na cadeia da vida, que
a religiao.
O Hornera, que nao tsm urna crenca immorre-
doura no seu espirito, eqee no seu corago nao
bato o temor da Daos, o na cabega nao Wiiha a
luz da verdade, nao homem, um materialis-
ta, que tem a forma de homem, e o destino de
um animal irraccional.
Dizemos, seohores, com a forga do resenl-
menlo, que temos aqai no eorago, que, se os
espiritos fortes quicessem tratar seriamente com
aboegago do bem estar das causas do nosso pro-
gresso e desenvolvimento, nao transegiam com
os materialistas, .representado por esse esforco
dos espiritos fracos, que tem por fim abater o me-
nt e elevar o ouro ou a riqueza, sem nem urna
cooslderaco do justo e do honesto.
O ouroa riqueza neo eoleva o espirito illus-
trado, porque ao a vtrtetfe, o mrito sao os ttu-
los de dislinccao, e que teem a forga de regene-
rar a aociedade do abaliaaemo a que chegou, e
colloca-la na a, no camiohar do progresso.
Nos pensamos como ura padre Ilustre da ao-
liguidaUe, isto condemuamos os defeitos, pros-
crevemoe os vklos o tasemos a apologa da ver-
dade e da virtuda.
Mas, senhores do Gabinete Portuguez de Lei-
tura, vos congregados trabathaes pelo bom do
vosao espirito, procuraos o desenvolvimento mo-
ral e intellectual. A vossa instituigao o teste-
munho do que dizemos.
Nao queris estragar o vosso espirito as con-
lendas mercantis, e a vossa associago o reme-
dio capaz da destruir a forga daqUelle mal; nella
tendes o alimento moral e intellectual.
Proporcionaes tambem a todos sem sacrificios
o alimento para o estado da elevago do espirito
humano, pois todo aquello que quirer camiohar
e progredir, encontrar em vossa bibliotheca o
doce linitivoe os verdadeiros amigos capazos de
guia-lo seguramente, e esta vossa nssociago
toda ulna da retigio, visto eomo pode serapro-
veitada e trazar 4oces beneficios 4 todas as das-
K.2W ",tam MBWaitoimiile no esparo, bem
como argnteos fiordes de escoma sobre as aguas
do ocano I
uS^^V* 4apois T88t0 lWn dt "dureza, io-
i maW* *> universo, e ah buscareis
tragos da esphera que separa o mundo do a-
ua nras nem comprehendereis a linguagera da
.ii1te*,P0r(,ue ,inu8eB> danatureza sin-
geia, e so os humildes a entender ; nem orna-
re os limites entre o ser, e o nada, porque entre
o ser o nada ha urna distancia infinite, em-que
a sobarba do espirito humano, se abysma e se
perde I '
Quando a Grecia, senhores, florescia era seieu-
ciase artes, quando senhora de todo o mundo
oivilisado dictara leis para todos os imperios,
nao se-esquecia de dizer por bocea de seus sa-
dios que a felcidade do oorpo consista na
saue, e a do espirito no saber porque na ver-
dade, se o corpo, producto someate da natureza
pnyiiea .precisa de alimentos saudsveis e nutri-
tivos, sob pena de languecer, e perder o vico qae
o loma forte e vigoroso, vfide. portanto. de que
aumentos nao precisar o espirito paria ae con-
servar iraoquillo e alegre no meio de lanos des-
trogos da humanidade I Elle, senhores. precisa
q o nutramos com alimentos de moral e de re-
giao, que nos convengamos, por meio dessa re-
Mgiao, da obrigagao que temos de obedecer ao
toie creador de todas estas maravilhas; e que
gravemos era nossos coragoes os dfandamentos
Eoto.ji o homem canselencioso e honesto en-
vidara todos os esforgos para desempenhar cabal-
mente as funegoes moraes, a qae est obrrgvdo, e
sera, aem duvida, digao de perennes encomios e
reapeitaveis altenges ; olhaodo ao redor de si.
so var resultados felites de seus eaforcos e de
iui probidade I
Senhores, a magaanimidade est sem duvida
no Corago initraido ; o homem aoostumido por
meio da leitura a dulcificar sea corago aos actos
deberoumo, darao mundo utilidad e vanta-
geos, aera ora dos sustentculos da sociedade em
que viver ; seas palavras amareis e instruidas
oc"ao oooragdes de seus coucidadaos, espa-
Uiar sobre a trra imraeasos beneficios, e ser
ioalmenteem todos os dias, a era todos os mo-
mento, um paicarinhoso 4 aui familia, um es-
poso vigilante de sua mulher, e um cidado pres-
tante a sua mesma patria I
Remontai-voa
kSZS, SSSi. coocorreis podero,ren '" '"" hl"a Q E^ uma bi-
te para a verdadera civilisago, e trabalhais de-
dicadamente para um fim nobre e grandioso.
Egypt- ,
bliolheca, urna ccrlleogao de livros eollocada no
palacio do rei.Osymandiaa.ecom esta inscripeo
Era feo abysmos foi confundir-se um dia com
os vmsIIoji dejtua coros o primeiro aventureiro
vinao da Pbearicia que coidou submetter-te a um
aceno seu ; e o Argonauta orgulhoso que parlia
das margeos da Thracfa com o velo de ouro por
braso de victoria, sumio-se em um momento na
iramenaidade de teu reinado.
Tuviste como os muros de Priarao a soberba
aesabaram atea nltrma pedra no slo maldito de
troya consummida pelas chammas do grego :e
ao claro do incendio refleclido no espelho de
tuas aguas, foste murmnrar-lhe no seputehro a
nenia das oagoes que morrem, em quanto corn-
uales coolra ocu como um povo titaneo.
-.^."^T0 loaco ('uiI um dia "grilhoar-te ao
monte Athos;o palacio do suas conquistes em
sonho,e emquanto ras da soberba que te fazia
agoutar e marcar com o ferro em braza do servo
que rasteja, tragaste os estandartes que tremula-
vam uanos no tope altivo de ura cardume de
naos, emquanto o vencido fugia.
E naquella Ierra em que Demosthenes te aren-
gava as fronteiraa de teu reino, nao viste ara
IV Je*iao dos tyrannetea devastando os reba-
nnos do povo que ellesdiziam seu dominio?
Nao vistes seus caprichos que torravam a plan-
ta do amor no slo livre da Attlc, como o Simoun
no deserto ?
Nao escalaste o rufar de seus tambores, con-
fundidolcom a voz de seus arautos abafando na
jnontanha os gemidos da planicie como a voz do
irovao qUe passa no espago e amansa no valle os
cnticos da brisas ?
Nao senNstes teus guerreiros com a lnca da
colera e a tnetralha do-fratricidio, cobrindo teu
naneo de cnmes. e confiando o tea silencio os al-
ternados da humanidade?
Todos elles passavam como a nuvom que se
disipa no occidente, emquanto tu vivas, escre-
veooo suas chronicas as cordas solemnes de tua
harpa do infinito "
tnumpho das letra, e cada vez mais estrellar fa-
?os que as vinculara : emfim. seohores, sobr
a causa commum que identifica es'tasduesnacoe*
de que eu venho vos fallar.
Portugal, nago que ae reeorda boje de suas
antigs glorias, e que oulr'ora contava seus da
por outros tantos triumphos, e com o seu poder
pretenda gyrar o compasso conquistador em ter-
5?H-Vm PUn0 ma" ?a,t0' rme Pel sstabili-
ili. e.8u",lD'lucoes e nobre pelos testenm-
nhoa bnhanles de seus fllhos, palenteadoa f.ce
S contwD.Plfl 8ra cora afn e regoaij
S.K1, f1"."11 colonia, efolga Por ver
marcha ceiereira e desempegada que elle prose-
tr!.M nfkr'eKa^-d0 Pr8re8O e la civilisago, eo
urajil filho obediente.
pago poltica, e
assumindo a sua emanci-
- espelhando-se em sua mae.
ua." eisUM lnst,lu,soes e C0D" 8eus costumei
Portugal na Europa e o Brasil na America
22S T '! ma8 por cima d0 Atlntico, e assim
eaminhando symbolicdmente vm perante esto
fn6Je "Udar-8e ""'nente e receber o bap^
siSrn folhCi8Dr- Aqui 1>0tlu8'". o Bril
a rL^-J ^ '1 pag,nas doa lirroa- "regues
profundidade da meditago, de quando em
quando trocara paiuvras de affecto e cordialida-
oe, tal ando o mesmo idioma, sentindo lavrarera
no pello os mesmos sentimentos, ungidos ambes
pelo nlluxo civilisador do chrislianiamo
dous astros que girara cada um em suas o,
e se toeam no periodo das suas revolncoes.
Na verdade, qual ser o brasilero que reco-
nhecendo a flexibilidade a imposigo, e ao mes-
mo lempo a amenidade da lingua portuguesa
nao se deivanega em correr-lhe as veiaa o Ma-
gue luztano, qual ser o brasilero que guiad
? !?. ,ero eottame. de urna moral religiosa e-
ebendo o benfico influxo das leis que a te-
sa
um em suas rbitas
Dm da tuas vagas langaram contra os penates "e 0Dtada aombra de urna conatituica
do Garthaginez a espada de Scipio, e emquanto adaPtada SU nalureza e ndole nao lou-
escutavas o dobrar do ultimo cntico plangeote, 11"*? nome P^tuguez ; emfim que brasileir
ra
..jejo que o uzease curar as molestias da
".r"hld.!!t.e"- exeraP! edificante do amor, ignorancia elle coohecia, qae assim como o
Seohores. Nada mais bello do que a dedica-
gao por urna idea grandiosa, Como essa vossa
a propria morte, qae -ella possa Tesulta* sem
pre agradavel, heroica e sublime.
A idea brilha, electrisa os espiritos, que a cor*
prehendem, e des te o momento, em que derrf
ma um dos seus raros rr'ura grande corago, to-
na-se seu Dos, recebe todo o seu amor.
Eolio veris d'ahi o espirito, lutando com im
sem numero de obstculos, que o erro, a ia-
mia e a miseria lhe antepona, v-te-heis, la-
cido e sereno no meio da tempestado, qaele-
vantou. E sabis porque, mens senhores ? br-
que as fogueirss do erro, d infamia e da rasa-
ra nu/ica podem com a saas negras nuven d
fumo oceultar o azul do oo, e nem eseoodsr o
brilho do sol. O co ahi est sempre bello a i sol
sempre fulgurante.
Dez anuos, senhores, que trabalhais brilhote-
meote por amor de vossa magnnima idea; Cei
anuos de gloria para os dignos Portugueza ie-
sidentes em Pernambuco.
Gontinuai, senhores, que a vossa jornada 4 gb-
rtosa, e o vosso fim. nobre e santo.
E boje que festejis com verdadeiro enthusa-
o o dcimo anpiversario da vossa ioatituigt
nos tambem viemos depdr no altar de vossi
grandezas este myrrado raraalhete, tristemeni
eofeitado, embora suas flores fossem celhidasns
dous bellos terrenos, ligados pelo mesmo seot-
mento de amizade, regados pelo mesmo sangu,
conhecendo a mesma lingua. e protegidos pe
mesma religiao, que, como sabis, esla que f<
a felcidade destes dous irmos, seus queridos t
IhosPortugal a Brasil.
Jos Fiel de Jess Leie.
AO DIA 25 DE AGOSTO, ANNIVERSAAIO DA CREr
CAO DO GABINETE PORTUGUEZ DE LEITR,
EM PERNAMBUCO.
POESA
Offerecida e dedicada aos membros do meno
Gabinete, por Antonio Joaquim dos Pasto
Foi grande a idea, senhores,
Que em gremio tal vos uni,
Em Pernambuco, entre flores,
Um bello dia surgi *.
Dia excelso, que na historia,
Penhor de eterna memoria
Risonha quadra gravoo,
Em que Portugal ufano
Ao colosso Americano
Saudoso abrago enviou.
Foi um nove apostolado
Que das letlras no altar,
De nobre orgulho inspirado
Veio aqui sacrificar :. .
Ramos do tronco fecundo.
De Lysia que deja ao mundo
Cames, l'hylintos, Garretts:
Um templo mais 4 sciencia,
Algar viestes, cu'ardeocia,
Na patria dos Aymors.
Do Brasilero as velas
Gyra o saogue Portuguez,
Um do outro as grandes ideiaa
Abraga-as com altivez :
Commungim na mesma crenga,
Abrs^k?*us a chrmma intensa,
Da gloria o santo fervor;
J pelo saogue ligados,
J pela crenga irmanados
Unifica-os o amor.
N'este augusto capitolio
De bellas recordagoes
A' sciencia erguido um solio
Vejo por nobres vgrdes ;
Aqui salutar abrigo
Das letlras encentra o amigo,
A's dores gralo solaz;
Repousa alegre, altanero
Do progresso o camioheiro
N'este regago de paz.
Avante bravos Cruzados,
Que vos acea o porvlr,
Entoai hoje mil brados,
Comega a gloria 4 sorrir:
O da vosso, senhores;
Vede como entre fulgores
Renasce na Santa Cruz I
E' que revive na historia,
Conlt um symbolo da loria
QtVtia frJ^Vos (nollu*.
'ta, avter 6 Lusitanos,
Sempre audacia, sempre f,
Em Pernambuco mil annos
Floreaos esto gremio em p,
Da sciencia santuario
Soja o seu a n ni versan o,
De gloria para o Brasil,
E n'um arrebol fagueiro
Renaspendo no Cruzeiro
Signara urna era gentil.
"
.-' i
justigae probidade ; elle, se
odores, j conhecia o quanto nobre a illustra-
co intellectual, e quesempre presida ao espirito
humano.
Se esse rei pago, se esse hornera, que s tinha
a luz de sua razao, julgava que assim se devia
conduzir o homem nesse centro de tantas diffl-
culdades, com mais razo, senhores, o homem
cathoheo. o hornera de hoje, o homem desle im-
perio, o hornera desta provincia, finalmente vos
que me ouvia,deveis nao perder um s instante,
era qu adquiraes mais ou menos instruccao para'
vosso espirito.
Assim como, senhores, sera bases solidas se
nao pode edificar edificio algum sem que se tor-
ne de pouca ou neohuma durago, assim o futuro
de um homem que nao tiver por bise a sciencia
e a moral, a coosciencia e a religiao, tornar-w-
ha nao esse futuro vantajoso, como muita gente
infelizmente suppe, porm sim um fuiuro mise-
rere!, um futuro que em lugar de fazer a felci-
dade do mesmo homem o acarretar para ama
eterna desgraga.
Entregai, portanto, vosso espirito a cootem-
plagao deitea livros, consultai as suas paginas,
medita! em seus periodos, e fazei com elles o ba-
luarte mais forte, para resistirdes as contradic-
goes do seculo 1
Ento, sanhores, vossa alma se alegrar, vossa
conciencia se dilatar at Deus, e conhecereis a
necessidde que tendes em desenvolver vossas fa-
culdades intellectuaes, e conhecereis tambem que
o hornera em sua entidade psychologica precisa
de circunstancias que, concorram para chegar ao
lira que lhe prescreveu a mesma natureza.
Seohores,aqui o homem comprehender toda a
grandeza de seu ser, conversar com essas anti-
gOS philosophos, que cora suas opinies tem en-
riquecido o mundo moral, assim eomo o intel-
lectual : aqai conhecereis o quanio poderoso o
espirito, quando se deixando apoderar das subli-
mes mximas do christisnismo, marcha sempre
direito pela grande estrada da beneficencia e da
caridade: essa historia vos apresenlar o sempre
e nunca interrompido progresso do genero hu-
mano : nella conversareis com esses gigantes da
humanidade, com esses marlyres da religiao
santa do crucificado.
O bornea, senhores, nao perdau ainda de to-
do aquelle riso dado por Deus ao delicioso jardim
do Edn, embora novo humera na o riera do ti-
me, ainda lhe resta aquella doce promessa dada
pelo mesmo Deus, a elle e a toda a sua gera-
go.
Aqui, recordar-se-ha elle, daquella sciencia
perdida nesse paraizo do Edn, e sua alma anda
caracterisada com os ltimos soos dessas palavras,
apreseotar ao mando ao resultado seguro de
sua forga, trausmitlir aos seus semelhantes a
tradiego fiel dessas palavras, e tari que por
meio de sua f, elle torne a recobrar seus antigos
foros.
A esperanga, seohores, fllha toda da religiao,
nao pode prescindir do desenvolvimento de oos-
sas faculdades intellectuaes ; depois de terdes
unido vossa coosciencia ao cumprimento da lei,
urna nova carreira se vos abrir ns vida urna no-
va forma de cousas se vos apreseotar em vos-
so espirito, e aeris finalmente nao esse homem
reprovado pela mesma natureza, porm sim um
homem revestido de toda moralidade^in) ho-
rnera que sabendo arrostar os perigos e as even-
tualidades da vida, d aos seus concidados
exemplos dignos de grandeza e de attengo.
O Evangelho e a Cruz, sero para vos os ni-
cos luzeiros que vos cooduzirae, bem como
aquella colunfba de fogo, que oo deserto guiou o
povo do Israel a Ierra da promisao. O Evange-
lho^ senhores, esse cdigo divino para todas as
oiges, esse manancial fecundo de eternas ver-
dades, esse nico porto de salvago para todo o
genero humano, lido e meditado por vos no Ga-
binete Portuguez de Leitura, infiltrar em vosso
espirito a nica idea perfeita e bella, o nico pen-
samento de grandeza e santidade ; suas palavras,
semelhantes as guitas d'agua que o cu deslisa e
naia sobre a trra produziro em vossa alma he-
roicos feilos, que jamis de outra parle podereis
alcangar ; sua doutrina santa e vigorosa, suas
mximas eternas e seu poder sobrenatural sero
para vos o prisma mais salutar, o caminho mais
seguro para vossa eterna felcidade.
Discurso pronunciado na sesso magna do Ga-
binete Portuguez de Leitura, celebrada a 25 de
agosto de 1861.
Senhores 1Venho agradecer-vos a honra que
me Atestes chamaodo-me 4 vossa grande festa'
de hoje. Ainda escala as palavras eloquentes dos
illustres oradores que vos saudaram, e depois
delles nao tenho mais urna saudago digna de'
vos.
Outros queiaaare aqui por vos seus incensos
oo altar das letlras, eu venho tambem trazer-vos
o meu humilde tributo : um canto ao ocano,
4 esse ocano onde trmula tantas vezes a cruz
da victoria na fiamulou invencivel da Ierra don
Affonsos, quando vossos anlepassados foram plan-
tar as extremas dos duas hemispherios, as co-
lumnas de Hercules arrancadas de Gibraltar ;
ira canto i liberdade,a essa liberdade que com-
que vinha esconder seus chos nos tmulos silen-
tes da trra deAonibal, urna voz desolada ia con-
tar a essas ruinas de um estado que foi grande,
a decadencia do imperio do mundo I... essa
voz era a de Mario o proscripto ; esse imperio
era a Koraa soberba dosCamillose dosGracchos,
a pretendida soberana dds horisontes das na-
goes I
E quando o vndalo altivo fazia-te seu compli-
ca das rapias exercidas contra o cadver ainda
queme d esse estado do Levante e do Poente, oc-
ultaste as riquezas qae Genseriko roobra, e ris-
te com teu riso sinistro, das miserias do ho-
rnera.
Urna vez Tarik offereceu-te em hecatombe a
sna frota incendiada para gaohsr com o gladio a
trra livre das Asturias que a corrupgo levara ao
abysmo pela mo do traidor de Ceuta, pelosom-
no culpado de um usurpador sem destino nem
crengas!
A vela negra do navio drago de Swin mar-
chou com a sua sombra o pello alvo de tuas mon-
tanbas cavadas pelo genio da revolto, quando
corra 4 conquista de Albion que branquejava o
honsonte. emqnanto, tu, ocano I carregavas a
tormenta no hombro do brbaro que veleiava para
a trra dos Francos.
E tu deixaetepassafa vertigem da conquista, o
odio do rei. a maldigo do povo, o sangue, da Io-
ta ; e quando a cruz negrejava na hera das rui-
nas, no campo do odio, da raaldico e do san-
gue, tu soltars ao infinito o teu canto livre :
ocano I
E quando Lepanto vio a derrota das hostes ba-
tidas pelo guerrero da Austria, e quando o no-
me de Nelson se escrevia no colosso da victoria
de Trafalgar, tu afogavaso loobritannico, e per-
conriai o mundo contaodo-lhe a historia dasam-
bicoes qae se esvaecem no ocano das nagdes, e
murmaravas aos ouvidos de Deus, nao sei qae
segredos de grandeza solemne 1
Nao ouvistes depois no Caucaso da ilha batida
de tua ira, o Promelho da gloria contando ao
universo soas leudas de ouro o de sangue do alto
de Santa Helena ?
Oh como te pareceu ento pequeo e vulgar
esse gigante que o continente adorara como obe-
zerro de ouro dos Isrnelitas do Sinai I Como a
fc-ternidade cantando em tuas mil orchestras so-
noras e lgubres,coma a voz das espheras pa-
recen rir delle I
Teu brago estendldo junto ao cabo que os me-
drosos dizia das tormentas, fezfugir os nave-
gantes, e quando te causaste da mesquinhez das
lagrimas deseas ragas pequeas, acalentaste-as ao
Unir das riquezas do Oriente, levantando teu
brago.
E quando ludo foi velbo e triste no mundo g-
lido das lutas do homem. que devorava seus
uleos como o Saturno mylhologico, mostraste
s aventuras, o pharol da um mundo novo 1
la contaste tsm icu nauuo a passagem uv ruftu
e do ferro, da oppresso e do flagello, apanna-
te essas sombras erranles no espago em busca do
egosmo como as almas que vagueiavam no Sly-
ge 4 espera de Caroote I... e escreveste de noite
cora a luz do co a historia da trra que atiraste
depois ao vento do norte que fazia ranger e dw-
abar seus templos humildes.
Eu amo o oceaoo porque elle (em o infinito
por clima ; e por voz, as harmonas da solido, e
por senhur, a mo de Deus \
Eu amo seu canto que mais livre do que o
brilho do sol, mas solemne que o phanlasma das
trevas I
Eu amo o seu passado que a martyrologia da
trra, e o seu futuro que a liejo da Eterntdade
& fraqueza do hornea.
Ea quero ouvir a sua historia, onde nunca a
parcialidade escreveu urna lisonja sus, onde nun-
ca o egosmo pode lazer urna conquista, onde o
throno de ouro pesa tanto como o humilde esca-
bello de pinho I
All, onde a mentira nao pode vencer o triden-
te de Neptuoo, a liberdade nunca foi condemna-
da eomo Ixwn a rolar eternamente o rochedo de
suas promessas.
Eu quero comprehender a sua poesa, porque
de seu seio que se tirara as cordas de enthusias-
mo das almas qae sao grandes I... de onde se ti-
rara as revelagoes do futuro para os prophetasde
Deus I
Solta teu canto livre, ocano.
Senhores I ahi tendes a minha offrenda : bem
sei que para vos ella muito pobre ; mas que
queris de mim, se o vosso tropheu j foi levan-
tado pela mo do enthusiasmo, vai agora em dez
aonos.
Vos tendes na historia urna pagina de ouro de
leodas illustres ; vos haveis conquistado um co-
lime no futuro e urna boa estrella era vosso co ;
aqui fallam por vos estes monumentos de tantos
seculos e de tantos genios que vos abencoam em
nome da civilisago : e as tradiges desse passa-
do, e as promessas desse futuro, e o trabalho ani-
mado de ora presente de esperanzas, sao os mais
bellos ornamentos do vosso brazo que dizem lu-
do em sua sublime eloquencia.
Eu posso apenas escrever-lhe por divisa estas
palavras do grande Pelletan quesedirigem 4 nos-
sa grande familia, 4 humanidade : caminbemos I
Nos somos a f e a forga ; nos somos o nu-
mero ; caminbemos I nos somos os cruzados do
fu taro !
E' a vossa e a nossa misso que se deve
cumprir.
Disse.
Recife 23 de agosto de 1851.
Joao Antonio de Souza Ribelro.
t ateu por vos em Ootique e no Salado e afugen-
2to & i&a PZ rVUt? {siRV-ou de vossos lares as hostea rotas da soberba
mando de Mendonca, no Gabinete Pbrtuguez lastella.
nao ha gruos
mo de lyranno que
ligue ao poste do eacrav 1
Quando a porcella a tua voz, o cu o lea
& a. ?IiF/. m Xa" d' >eU anx"r*"o o, Salta teu canto livre, ocano
Senhores.-A religiao, esse maoancial fecundo e ligue ao poste do escravo !
ui.^ioT.8 UlMl T"; T8 C!f,r0 d,e luE- Q"nia Porcella a tua voz. o ceu
,tl L tlrr. AP. L,p0. ,0d" ar*fa-iMOo coaBdeoto, emquanto os pygmeus fogem a
VLf*!""' eM consolagao <> dgra5ado... fu ira, escondidos era suas tocas na trra tre-
Wi^a .V?C,?irarelu "^Im rosan meado de medo eriol
.nWfailnlI dii" an'eocan"Leir Quando a mo do Infinito erica a tua juba de
manancial fecundo de infinitos beis ; llu<-/leo tu amansas a colera do rai que incendia as
coasas pequen da trra e contas a Deus os teas
grandes mysterios 1 ,
Solta teu canto livre, ocano 1
Dita como passaram era urna hora os hroes que
. | o mundo venera :coaao morreram no p esses u
guen I E aaiairat o*s iQuuiaO?etglo,'rmperir> que soabiran a conquista do tmiTew. Mala unida* ueste pequeo rocinto glotlcat
trareis a vossa razo e alia tornar-si-ha c
centro de luz, que vos gaisr era vesas dou
trinas.
E o vosso aspirito perdido na imceasioadt,
eartr a voz do Creador, na Obra eteaa de su
Discurso recitado no Gabinete Portuguez de lei-
tura m Pernambuco em seu primeiro anni-
versario por Joao Atara de Moraes Navarro,
alumno do quinto auno da faculdade de di-
reito.
Senhores. Todas as vezes que a Vossa bene-
volencia me obriga a comparecer perante urna
fealividade como esta, que tem por braso o es-
forgo da inielligeocia, a percorrer desassombra-
damenle as pigiuas destes livros, producto das
lucubrares dos sabios, meu espirito enche-se do
mais nobre orgulho, o enlhusiasmo transprta-
me o corago as asas candidas da iosplragSo, e
forca-rae a romper em brados de louvor por ver
levitas zelosos no templo de Minerva deporem
no altar da sciencia tributos de homenagem e
ainda seguindo esta veoerago intellectual que a
inteligencia presta 4 intelligencia elevada aa
grao de sua supremaca, minha alma se concen-
tra no mais puro recolhimento, respeilaodo a
Deus pa falsea divina lancada 4 razo humana,
irradiando-se em mltiplas cares a que a activi-
dade se applique.
Portugal e o Brasil, duas oagdea irraas na lin-
gua, na religiao e noscostumes, Portugal, o aa-
clo decrepito, sentado quasi no termino de sua
florescencia, Brasil, moco vigoroso, cheio de vi-
da, apertam-s era sais doce amplaxo, e vera
.\ 2 x?ue re??beni10 >agico resplendor da
luz do Evangelho ennobrecido por urna religi
gue se denomina catholica, nao sentir dilatar-st
a esphera das uas emogdes, e ressaltor dos la-
bios mterjeigoes do mais ardeote jobito?
Assim como, senhores. a alegra, de um iilh
repercute oo corago da me e o corago desta
por sua vez estremece sob o poder da mesma
emogao, da mesma aorte Brasil o filho, Luzito-
nia a mae sSo participes dos mesmos seotimeo-
ios, e exaltam-se por urna mesma gloria, posto
que cada um cireumscripto no circulo de sua in-
dependencia ostente seus pavilhes em cores dis-
linctas, todava estreitam-se pelo trplice n do
saogue das Instituges e da religiao.
Nao importa que Portagal j caogado de lu-
tar. ache-se sentado no ultimo marco de sua
jornada, revivendo pelo pensamaoto suas con-
quistas e seus triumphos; nao importa que a de-
crepilude lhe lenha entorpecido os membros o
retardado-lhe a marcha na vereda do progresa
porque o Brasil sentiodo-se no vigo da suas tor-
gas locado da agitago daa novas ideas que fer-
mentara em seu aeio, arrisca-ae no trilho det
urna estranha actividade e sem voltir a face a
estrada percornda, vira o futuro com vista an-
cosa e as lhusoes das suas esperangas jamis
esquece a mae decrepita e estendendo-Ihe a m
cumpre ora dever filial.
II
Permitta-me, senhores, que agora eu vos oc-
cupe a attengo com um facto bem importante
que ter bastante vulto em vossos desejos.
A acienca tendo aua orgem divina, irradian-
do-se deste foco eminente--em dous reflexos so-
bre as cabegas humanas, esclarece a inielligeo-
cia ampliando os horisonles das ideas e propor-
conandodesta sorte a.ascengo brilhanle para
assimilago do homem com Deus.
A sciencia, tem por objecto a verdade, e se a
verdade em sua esseocia tem por prototypo Deus
revelada pelo Verbo nestas simples porm pro-
fundas e eloquentes expressdesEgo sum veri-
las v-se que a s;iencia a emanago da Di-
vindade.Quer o homem conquiste as torgas da
natureza pelo emprego da sua liberdade, conver-
tendo-ase amoldando-as seu uso, estampando
em suas diversas meihamorphezes o cuoho da
sua personalidade, engrandece a natureza, e
aperfeigoando-a, converte-a em simulacro da li-
berdade humana, porm arrancados os segreJos
e estudadas as relages intimas que se destacara
das potencias naluraes concebem-se os princi-
pios e as verdades que dominam o mundo phy-
sico na perpetua vicissitude da ephemeridade de
seua fados.
O ideal da imagioagao suggerdo em formas
crisoladas pelas representagoes toscas e grossei-
ras da materia, os vos arrebatadores do espirit-
nos scinlillantesacessosde um eothu.-ii.sno mo-
ral, humanados aqui na lela all no marmore ;
lifarr,.ll!Jmlrio rti* arie da industria, aquella
salisfazendo de mil modos as pui Duuv corago com as formas seosiveis, representativas
do bello, esla completando as necessidades do
corpo pelas permutas variareis o complicadas
dos esforgos humanos revelando a idea do ulil ;
porm a verdade deseando da regiao sublime era
que a colloca a razo, varanJu-se nos jioldes
das formas mais estudadas que as da natureza
torna-se em bello, vindo a ser o bello a face pra-
lica imonovel da verdade.
Quando a intelligencia em seua arrojados cal-
culos systemalicos iuvade o escrutinio dos facto
om suas diversas ordens, abstrahindo os caracte-
res fugitivos e movis que a contingencia sellou
com o seu cunho as mltiplas espheras dos mo-
vimentos dos seres e conquistando pelo trium-
pho da sciencia o immutavel as revoluges dos
phenomeuos sem nunca quebrar o lo necessa-
rio e lgico da cadeia da causalidade, eleva o
edificio do verdadeiro com solidos fundamento*.
rematado com a cpula das ideas archetypas ;
porn a verdade o bello abslralo transparecido
pelo veo ideal da razo.
III
Nao para ah, senhores, as tentativas arrisca-
das da intelligencia e da liberdade hucuaua em
seu idntico accordo.
Descidas do alto do Sinai as leis que devem
reger a humanidade, reveladas era pomposo ap-
parato, depois tambem manando das chagas do
Chrslo as verdades profundas do Evangelho,
acrisolado no martyrio consummado no Golgo-
Iha, a vontade humilde em suas resoluges. de-
sorientada no labyrintho da vida sem um norte
seguro que lhe apontasse o Canaan da sua rege-
nerado, seate-se ferida do rain do sol divino,
que lluminando urna vasta vereda promette da
longe a felcidade suprema ; este sol, seohores.
tem urna luz vivificante que se infiltrando nos
poros do hornera, prepara-o para urna metamor-
dhose feliz e todas as vezes que as nossas aegoes
ao pautadas as disposiges do cdigo do Sinai
e do Calvario temos chegado 4 perfeclibilidade
moral, porm a moral ciogida desta aureola mvs-
tica nos reverbera o bem de um modo pralico e
positivo.
Eis pois o bem que nao mais do que a verda-
de concebida pela razo, aquecida pelo corago e
pralicada pela vontade; urna pyramde de tres
faces, que refieclindo coras diversas asseata so-
bre urna nica baae ; em urna palavra o estan-
darte tricolor da divindade.
Aperfeigoar, pois, a intelligencia, o corago e
avootade no estudo, e achar era ura Gabinete
doutos que a promovam, porm doulos mudos,
que nos eosiuara com paciencia, praticando n
silencio, desculpando as nossas faltas sem exci-
tar o peje, ampliar os dominios da civilisago,
o proporcionar o maor bem, que um espirito il-
lustrado pode e deve desojar, mas quaodA 4 eate
bem se lhe adjunta o ara plexo tratero da duas
nagoes amigas com os pavilhes entrelagados, -
acobartando a idea commum, que ellas advogaan,
suggere-me a intelligencia o grandioso pega-
mento de um passo j4 dado e firmado
granda unio humanitaria.
IV
Como brasilero pois eslreito a mo ao portw-
guez e eaminhando cora p firme para o altar da
sciencia, imprimo-lhe o sculo de amigo, rom-
pendo era expresadas falladas no mesmo idioma,
nloaa de ara raesmo seotisoeoto a ungidas por
urna mesma religiao.
Recife 25 de agosto de 1861.
Jotw Afana de Moraes Navarro,
DIARIO B PERMAMBUCO-
Honlem, s9e meia da manhaa, fundeou em
qosso porto o vapor Cruzeiro do Sul, vindo
dos portos desse lado do imperio.
Seodo dia loriado em que nao ha abundancia
de compositores, limilamo-nos s seguintes no-
ticias :
Rio i Vantiro, 9 de s!em6ro.
< Ante-non lera, dia de festa nacional por ser
o aniversario da declaradlo da independencia
para a
1


w
DIA1I0 M PlHAIMDCO. ~ &&3Bk FEA 13 DE SETEMBRO DE 1861.
do Brasil, estiveram embanderados e deram as
salvas do estylo as fortalezas e vasos de guerra
surtosao porto ; hoqve 4 hora-da larde bei|a-"
mo no pago da cidade, as 6 heras fermou em
grande parada a guarda nacional lio municipio
neutro.
ou meia siza a compaohia Guahyba, eatabelecida
na provincia do Rio-Grande do Sul, pela acqui-
sico das embarcacoes vapor que houver de
comprar para a navegaeo fluvial da mesma pro-
Tiocia, do -eipaco de 10 anuos contados do sed
estabelecimenlo.I. R. Barcellos.A. da Sil-
SS. MM. II. receberam do pacoas commis- veira.Silva Naoes.Oliveira Bello.Bario de
ses do senado e da cmara dos debutados que
foram felicitar o monarcha pela grata memoria
do da sete de seterabro.
Conra orador da segunda,. o Sr. depulado
padre Pinto de Campos recitan o seguinte dis-
curso :
Senhor.A cmara dos depotados nos orde-
na que venhamos hoje renovar perante o throno
de V. M. Imperial a expressaorie seus sentimen-
tos de acatamento e gralidao.
J no relogio dos tempoatrtnta e uove aonos
sao contados desde que em Igual dia vosso au-
gusto pae, senhor, lancea na trra da Santa-Cruz
os alicerces de urna ora e magnifica naciooa-
lideda.
li' esse dia sempre obera viodo, o (estejado;
nao porque elle nos separasse de-urna briosa na-
ci, oude jazem os ossos de nossos avs ; mas
porque, proclamando ao mundo .a nossa autooo-
mia, revelou o progresso deslas regies, a ma-
turescencia da sua civiltsaco, a vastido desuas
legitimas aspirarles.
Desse glorioso e incruento ponto de partida
nos temos ido sera cessar adiantaodo na estra-
da do melhoramento e patenleando ao orbe nao
sermos indignos de tomar assenle -ao concilio uni-
versal dos puf os constituidos.
E' que a grande obra do fundador da monar-
chu, do vulto heroico sobre quem chovero as
neniaos da mais remota poslerdade, dera espln-
didamente, desde sua primeira concepco, a me-
dida do genio.
Desprender territorios, de por si tora misso
iogloria, se no fundar da nova sociedade deixis-
Porto-Alegr.
12-
< DepoU de votadas diversas propositos appre-
vando peosoee, passou hontem no senado em pri-
meira discusso, teodo orado os Srs. ministro da
fazeoda, roarquez de Olioda e Souza franco, a
resoluce da ootra cmara, mandando vigorar no
futuro exercicio a le do orcamenlo vigente. En-
trando logo em segunda discuslo a mesma reo-
luco, faUou o Sr. Ferraz, e ficou a materia adia-
da pela hora.o
Hontem nao houve sesso na cmara dos de-
putados por (alta de numero legal.
13
O senado votou na sesso de hontem as di-
versas reaoluces que estavam na ordem do dia
approvando paosoes.
Em seguida approvou em 2* diacussao, de
pois de orar o Sr. ministro da faseoda, a reaelu-
gao da outea amara mandando vigorar no (uturo
exercicio a lei do ornamento vigente.
ltimamente^ oceupou-se com a proposico
declarando detesta nacional o dia 12 de outubro.
sobre a qual fallatam os SrS. Jebim e Vasconeellos,
ficando encerrada a 2* discusso por nao haver
casa para se votar.*
< Hontem nao houve sesso na cmara dos de-
pilados por falta de numero legal.
Temos datas de S. Paulo al 10 do corrente.
O chele de polica da provincia ia partir para So-
rocaba, efim de aesislir A eleicao primaria a que
all se val proceder no dia 15, por ter sido aonu-
lada a que se fez em dezembro do anno paasado.
Foram nomeados : offtcial da ordem da Rosa
sem de consorciar-se todas as auspiciosas indica- j o chefe de diviso graduado reformado Henriquo
coes do progresso com todos os mageslosos ele- Hoffsraith, e cavalleiro da de S. BeBto de Aviz o
meatos que os seculos ho legado venerarlo cauito Trajano Alipio de Carvalho Mondonga,
dos aeculos. 14
Mao se contentou, pois, o Sr. D. Pedro (de O senado votou hontem em 2* discusso, para
imperecedra memoria) creando urna esforgada j passar 3*, o projecto que declara de festa na-
naeiooalidade, remalou sua obra com o seu mais cional o dia 12 de outubro; e approvou em 3',
til e grandioso complemento. Era nads para o depois de orarem os Srs. visconde de Jequiti-
here provar ao mundo o seu denodo, ao desem- J ohooha e de Itaborahy, a resoluco da cmara
bainhar a espada, sua abnegaco, cerceiando es- dos deputados mandando vigorar no (uturo exer-
pontaneanenle os horizontes dos dominios sobre cicio a lei do ornamento vigente.
que liaba de reinar, seu amor a esta Ierra, prefe- Hontem uu houve sesso na cmara dos de-
iindo-a al i natal; importava-lhe collocar a cu- putados, por falta de numero legal,
pula do edificio, manifestando a sua sabedoria do j 13
pacto fundamental, arca de allianga que tambem j Hoje pela 1 hora da tarde celebra-se no pa-
cootinha as taboas da nova lei, que encerrara co do senado a sesso imperial do encerramento
igualmente os signaos visiveis do formoso con- da presente sesso da assembla geral legisla-
cerio entre o soberano e o seu povo. [ Uva.
' esse o maior presente que o excelso princi- i a O Sr. visconde de Abaet fez hontem a se-
pe nos liberalisou, aquello em cuja efflcacia de-, guinte exposico sobre os trabalhos da sesso
vemos crer, mais que os Numas em seus broqueis, que linda hoje :
mais que os Gregos em seus pilladios. < Pego um momelo de alteoco.
Nessas paginas providentes echamos consa- Mandei organisar e tenho a honra de offere-
gradas as bases de toda a nossa organisago, os cer hoje considerarlo do senado alguna map-
meios de irmos seguiodo no eperfeicoament so- \ pas que enumerara e explicam todas as proposi-
cial e poltico todos os impulsos do progresso (oes e actos que por elle foram votados oa pre-
meditado e real. i sent sesso.
S dous dogmas ha aellas inconcussos, ina- i Estes mappas esto sobre a mesa e serio
balaveis, exterioriores, e superiores i todas as opportunamente publicados no jornal da casa,
mas considero como um dos meus deveras ante-
cipar desde j, para conhecimento do senado, o
resumo do que elles conlm, e o que se segu:
< Ia categora.Proposicoes iodiciadas na c-
mara dos Srs. deputados, que o senado approvou
e dirigi saocgo imperial 33.
Proposices ditas, que enviou com emendas
ou addieces mesma cmara 6.
Proposites ditas, que tornou a remetter &
mesma cmara por nao poder dar-lhes osea con-
senlimento 21.
Proposites ditas, remettidas diversas com-
misses do senado, ou sobre as quaes o senado
sollicitou informaedes do governo, licando por
consequencia pendente 10.
a Total 70.
2a categora.Proposites indiciadas no se-
nado e enviadas cmara dos Srs. deputados 6.
Proposices ditas que foram rejeitadas 8.
a Total 14.
3a categora. Pareceres de commissdes que
foram approvados 14.
Ditos que (oram rejeitados 2.
a Total 16.
4 categora. Indicarles que (oram appro-
vadsg 2.
Dita que oi rejeitada 1.
Total 3
5a categora. Requerimeotjs que (oram
approvados 7.
Total. 7.
V-se, portento, que o numero de todos os
actos votados pelo seoado nesta sesso-, salvo
qualquer engao que ten ha de veriflear-se, de
110.
< rosto que nao seja competente para encare-
cer a importancia de algumas propositos que o
senado dirigi saocgo imperial e do militas
que peodem actualmente da esclarecida delibe-
rarlo da cmara dos Srs. deputados, nao me jul-
go, todava, inhibido de consignar a minha adhe-
so aquella que o senado j approvou em 2* dis-
cusso, e com que pareca querer encerrar os
trabalhos da sesso deste aono. ReOro-me que
' declara de festa nacional o dia 12 de outubro,
anniversario do nascimento e da acclamaco do
Sr. D. Pedro I.
| Este acto um solemne e espontaneo tributo
de gralidao nacional devido ao fundador do im-
perio de Santa Cruz, o qual oa idade de 36 an-
nos, em que (o arrebatado ao mundo, j poderia
, com moito mais (undado direito exclamar como o
I imperador Julio Cesar: Salit diu, patria et glo-
ries vixi porque enlo j havis com admiravel
vendo as il'u-, sabedoria e herosmo proclamado e firmado a.io-
minacoes. dependencia de duas nacoes sob o sceptro cons-
10 tituciooal, symbolo e garanta de ordem, de li-
Contlnuou hontem no senado a discusso da berdade o de progresso
resolugo ds outra cmara mandando vigorar no i
exercicio de 1862 a 1863 a lei do ornamento vi-] Alm dos mappas que Ocam referidos, man-
genle. Oraram os Srs. ministro da fazenda, Sil- dei organisar na secretaria outros que all de-
veira da Motta, Manoel Felizardo e D. Manoel, e vem existir com o fim de poderem apreciarse
licou a discusao adiada pela hora. i devidameote diversos servicos sujeitos imme-
Continunou hontem na cmara dos deputados diata tiscalisagao da mesa, comprehendendo um
a 3.* discusso do orgameoto da despeza e recei- desses mappas o processo da publicaco dos d-
la geral do imperio. Depois de orar o Sr. Pauli- bates do senado durante 9 presente sesso, com
no de S.0O8, o Sr. Flix da Cunha offereceu um importantes esclarecimentos que podero facili-
requenmento de adiamenlo por vinte quatro ho- I tar a celebrago de taes contrato.*,
ras, que nao p le ser votado por falta de numero! Fazendo esta exposico, pego licenca para
*8li ~ i termnala, rendendo gragis ao senado pelo
Fot offereeida a seguinte emenda : efflcaz apoio que se digoou de preslar-me, como
Ao 1 accrecente-se, quando trata dos jui- conlinuago e complemento da honrosa confi-
: ,!7/S2.m e,xc5P*ao das rsvlota-J aoga queem mira havia depositado, elegendo-me
Pa- pan dirigir os seus augustos trabalhos*
Foram nomeados presidentes das provin-
cias :
ia de S. Paulo, para a capital de Santa Catha-
rina.
O julz de direito Luiz Carlos da Rocha, da
oomirca de Muriah parala do Rio das Morios, oa
provincia de Minas-Geraes.
< O juis de direito Antonio Augusto da Silva
Caedo, da comarca da Paroabyba para a de Mu-
riah, oa provincia de Minas, a pedido.
Fol designada a comarca da Paroahyba para
oella servir o juiz de direito Joaquim Pinto Porto.
Foram nomeados juizes municipaea :
O hachare 1 Nicolao Antonio de Barros do
termo do Patrocioio, provincia de Minas-Geraea;
o bacharel Reinaldo Francisco de Moura, dos ter-
mos reunidos do Codo e Coroal, provincia do
Maraoho ; o bacharel Ignacio Teixeira da Cunha
Louzadd, dos termos reunidos de Araruama 6i-
quarema, provincia do Rio de Janeiro ; o bacha-
rel Antonio Jos da Rocha, do termo de S. juo
do Rio-Claro, provincia de S. Paulo ; o bacharel
Joaquim Theotonio Soares de Avellar, do termo
de Csbrob da provincia de Pernambuco ; o ba-
charel Jos Antonio de Meodonga, do termo de
Tacarat, provincia de Pernambuco ; o bacharel
Joaquim Ferreira Chavea, do termo de iogazeira,
provincia de Pernambuco ; e restituido aos ter-
mos reunidos de Liohares e Santa Cruz, o ba-
charel Tito da Silva Machado.
SESSO IMPERIAL
DO
ENCERRAMENTO DA ASSEMBLA GERAL
Em 15 de setembro de 1861.
Presidencia do Sr. vizconde de Abaet.
Ao meio-dia, reunidos no pago do seoado os
seahores senadores e deputados, aso nomeados
para a deputago que eve recebar S. V. o
Imperador os Srs. senadores marques de Olvida,
Ferreira Penna, Sinimb, Vasconeellos, Amujo
Ribeiro, visconde deJequilinhonba, Borges Mon-
teiro, Das de Cuvalho, visconde de Albuquer-
que, Pimenta Bueno, Mafra e Rodrigues Silva, e
os Srs. deputados Couto Ferraz, Santa Cruz, Ma-
dureira, Bezerra Cavalcanti, Saldanha Mariano,
Luz, Teixeira de Macedo, Pinto de Campos, Fon-
seca, Lima Duarle, Espindola, Heoriques, Si-
queira Mondes, Lima e Silva, Barros Pimtntel
e Soares de Souza ; e para a deputago que tou
de receber S. M. a Imperatriz oa Srs. senadores
visconde de Sapucahy e marques de branles, b
os Srs. deputados de Lamare, Lamego Costa,
Araujo Lima e Bandeira Duarle.
A' urna hora da tarde, annunciaodo-se a che-
gada de SS. MM. Imperiaes.o Sr.presidente con-
vida as deputages para irem espera-Ios porta
do edificio;
sala, ahi
Agurdente Vendeo-so a 64f000 rs. a pipa.
.Couros-----------Os seceos salgados esli 170
rs. a libra, nominal.
Arro*- O da India vendeu-se a 2200
rs. por arroba, e do Maranho a
28600 rs
Azeitodoce------Vendeu-se a 3*000 rs. por ga-
lio do de Lisboa, e 2$700 rs.
, do Estreito.
Bacalho--------Ematacado vendeu-se de 10J6O0
a 11*000 rs., e a relalho de
89000 a 12*500 rs. a barrica,
licando em ser 5,000 barricas.
Bat.las Veoderam-ae a 800 rs. por ar-
roba.
Carne secca------A do Rio Grande vendeu-se
de 3*000 a 4*000 re. por arro-
ba, e do Rio da Prata de 2*400
a 3*000 rs., licando em ser
60,000 arrobas da primeira, e
5,000 da segunda.
Caf- ----- Veodeu-se de 5*600 a 6*600
rs. por arroba.
Cha---------------- dem de 2*000 a 2*200 rs.
por libra.
Carvo de pedra O de Cardifl vendeu-se a 17*000
rs., e o oxcossez a 14*000 rs.
Cerveja- Veodeu-se de 3*000 a 6J200 rs.
a duzia de garrafas.
Farinba de trigo-A de Richmond vendeu-se a
27* rs., a de Philadelphia de
'22#a 25* rs., a de Baltimore a
20*. a de Trieste de 27* a 28*
rs., e os saceos de 100 libras a
9*000 rs., fleaodo em ser 1585
barricas da primeira, 1160 da
segunda, 1395 da lerceira, 4600
da quarta, e 800 saccas da ul-
tima.
Far. de mandioca-Tem sido pouco procurada, e
a cuato obteve-se a 3*000 rs. por
sacca.
Folha de Flandres-Vendeu-se de 20* a 25*500 rs.
a caixa.
Genebra Idema320rs.a botija, e gOOO
rs. o fraaqueira.
Louga- A iogleza ordinaria vendeu-se
de 300 a 320 por cento depre-
mio sobre a fletara.
Maoteiga A fraoceza veodeu-se de 540 s
560 rs. a libra, e a iogleza de
800 a 850 rs. a libra, licando
em depozito 800 barris.
Massas- r--------Venderam-ae a 6*500 rs.
e entrando S. M. o Imperador na 01 de liohaga- Vendeu-se a 1*450 rs. por ga-
recebldo pelos Srs. presidente e 'ao-
Portos do nortevapor brasileiro t Iguarasr,
commandanle Viauna.
Rio de Janeiro biate americano Seaman,
capitao Isaac H. Norria, carga a mesma que
trouxe de Baltimore. Saspendeu do lamaro.
Observago.
Apparece^ late urna galera franceza.
Editae?.
PERSONAGENS.
secretarios, os quaes uoindo-ie deputago
acompanham o mesmo augusto senhor at <
throno.
alteragoes imaginaveis a religio porque oo
obra do homem a mooarchia, por pacto, por
tradiego, por conveniencia, por gralidao, por n-
dole, por tudo quanto conslilue os mais Dobres
e universaes sentimeotos da nossa associago
poltica.
E' Voisa Magostado Imperial, senhor, o eje-
cutor testamentario do immottal principe, to
prematuramente roubado administragio do
mundo. Trinta aonos de um reinado que o fu-
turo inscrever com ureas letras, temido con-
solidando as conquistas de nossos paie, e permit-
tindo-nos dar outras oagoes grave e instructivo
espectculo.
A velha Europa, bragos com exigencias
sem cessar crescentes, v abalar seus Ihronos,
hora em que o throno brasileiro cada vez se ar-
raiga mais fundo no amor de seus subditos.
A joven America, bragos com asdifllcul-
dades de suas ioslituigdes, v em risco sus li-
berdade, integridade, hora em que o Brasil se
aperta por lagos cada vez mais ntimos, e mar-
cha desassombrado por sendas que o conduzem
um porvr de esperangas e venturas,
as duas parles do mundo, as incerteza?, as
descoofiaogas, o bramir de longinquos ou pr-
ximos trovoes os odios desoaluraes, as guerras
de familias, a duvida do amaraba 1 Entre nos,
a paz e a confianza, o amor do povo ao seu rei
igual ao do rei ao seu povo, as relagdes amigas
com todas as oagoes da terr, a justiga imperan-
do, as dissilencias de opinies esvaeceodo-se, e
todas as mos unindo-se fraternalmente sempre
que os Brasileiro? entrara no seu terreno neutro
e commum amor sua patria I amor ao seu
Twnsr'hn I
Senhor I A cmara dos deputados, interpre-
te dos sentimenlos da nago brasileira, se con-
gratula com V. M. J. por to fausto dia, e ex-
ulta pensando que a mo firme que ha dirigido
atravs de tantos pareis a nao do estado, conti-
nuar por dilatados annos a derramar bencoa
sobre um povo livre, indepeodente e que se ufa-
na de seu imperador.
S. M. o Imperador dignou-se responder:
Cordialmeote me associo ao jubilo da cma-
ra dos deputadas pelo anniversario da nossa glo-
riosa independencia.
SS. MM. Imperiaes honraram com sua pre-
seng o theatro lyrico fluminense, onde depois
de cantado o hymuo da independencia, foi repe-
tida pela compaohia da opera lyrica nacional a
partitura Noite do Cattello.
A' noile SS. AA. Imperiaes percorreram al-
gumas principaes ras da cidade vendo as iu-
Passas---------------dem a 7S000 rs a caixa.
Queijos------------Qs flameogos veoderam-se
2* a 2*100 rs.
de
Logo que S. M. o Imperador toma assento, e Tboado------------Veodeu-se a 35jJ000 rs. a du-
maoda que so assentem os Srs. senadores e de-
putados, l a seguinte falla
a Augustos e dignissimos senhores represen-I
tanles da nago.
Durante o periodo da presente sesso legis-
lativa, nenhum successo perturbou o estado de
nossas relagdes com aa potencias estrangeiras.
a A tranquillidade publica nao foi alterada em
ponto algum do imperio. Gragas Divina Pro-
videncia, a regularidade das estagoes lera favo-
recido a lavoura, e ha fundadas esperangas de
abundante coiheita, inda as provincias ultima-
mente flagelladas pela secca.
O atiento exarae do processo eleitorsl retar-
dou a verifleago dos poderes dos membros da
cmara dos deputados, faltando lempo para se-
ren tomadas em considerago algumas medidas
que o bem publico reclama.
c O vosso patriotismo e luzes afiangam, porm,
que na prxima sesso sero ellas acertadamen-
te resolvidas, prestando o governo vossa Ilus-
trada deliberago os necesserios esclareci-
meotos.
c Augustos e digoissimos senhores represen-
tantes da nago.
Agradego o franco apoio dado ao governo, e
espero que, restituidos vossas proviocias, con-
tinuareis a concorrer efacazmeote para que cada
vez mais se firme o amor s ioslituigdes e o
Toucioho -
Vinagre -
zia do pinho em laboado.
Veodeu-se a 95 rs. por arroba.
O de Portugal veodeu-se de
110* a 120g rs. a pipa.
V'inhos------------O de Lisboa veodeu-se de 200*
a 260* a pipa, e de outros pai-
zes de 195* a 215*000 rs. a
pipa.
Jesconto- O rebate de lettras regulou de
9 a 18 por cento ao anno, des-
cootando a caixa cerca de 250
contos de res,
'retes ----- A 426 para receber ordena
em Lisboa para o Mediterrneo,
oo Canal.
ALFANDEGA DE PERNAMBUCO.
Paita dos prtcos 4o genero sujeitos direito
le exportaco.Semana dt 23 a 28 do mez de
etembro de 1861.
Mercadorias. Uoidades. Valores.
Abaos
Ag a rdenle de cana. .
Iden restilada ou do reino.
Ideo caxaca.....
Iden genebra.....
lien alcool ou espirito
agurdente .....
Ulgodo em caro o
de
respeito s leis, base segura de toda a liberdade Mem em rama ou em l. .
perduravel, e condigo essencial do progressivo Arroz com casca.....
engrandec ment da nossa patria. dem descascado ou pilado. .
< Est eocerrada a sesso. > Assucar mascavado ....
Terminado este acto, retiram-se SS. MM. II.dem branco......
com o mesmo ceremonial com qu haviam sidoldem refinado......
recebidos, e immediatamente os senadores eAzeite de araendoim ou mon-
deputados. dobim........
Baha.J se achava nomeada a commissc dem de coco ....;.
para a esposigSo, que ficou composta dos se- dem de mamona.....
guiles enhores:
Baro de Maloim.
Dito de Mag.
Antonio Calmon du Po e Almeida.
Antonio Pedroso de Albuquerque.
Thcodoro Teixeira Gomes.
F. A. da Rocha Pita e Argolo.
Dr. Pedro da Silva Reg.
Jos de Barros Reis.
Paulo Pereira Mooteiro.
Thomaz Pereira Jeremoabo.
Pedro Ferreira Bandoza.
Tioha havido um forte disturbio entre diver-
sos deputados, oa assembla provincial, sem ne-
nhum resultado.
Alagat.Tomara posse de chefe de polica,
do da 9, o Sr. Dr. Francisco de Assis Oliveira
Maciel.
cento
caada




arroba





caada
..

arroba
Batatas alimenticias .
Bolacha ordinaria propria para
embarque. ......
dem fina........
Caf bom......' i
dem escolha ou restolho
dem terrado......libra
Caibros...... um
Cal. ......... arroba



libra
O Dr. Bernardo Machado da Cosa Doria, juiz de
direito da primeira vara criminal e substituto
da do especial do commercio desla cidade do Olimpia.
Recite de Pernambuco i seu termo, por S. M.. Prudencia
I. que Deus guarde etc.
Fago saber aos que o presente edilal virero, e
delle noticia liverem, que deixaodo de ter lugar
por impedimento d'este juizo a reunio dos ere-
dores da massa fallida de Manoel d'Azevedo Pon-
tes, oo dia 13 do correte mez, para nomeago
de depositario ou depositarios, que ho de rece-
ber e administrar provisoriamente a casa fallida.
de novo sao convidados para comparecer no dia
25 do andante, pelas 10 horas da manha, nasa-
la dos auditorios, para o mesmo m.
E para que o presente chegue ao conhecimen-
to de todos, ser publicado pela imprensa e affi-
xado na (orma do estylo.
Cidade do Recife, 21 de setembro de 1861.
Eu Adolpho Liberato Pereira d'Oliveira, escre-
vonte juramentado o escrevi;
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nascimento,
escrivo o subscrevi.
Bernardo Machado da Costa Doria.
U Dr. Bernardo Machado da Costa Doria, juiz de di-
reito da segunda vara criminal e substituto da
do commercio desta cidade do Recife e seu ter-
mo, capital da provincia de Pernambuco por
Sua Magestade Imperial e Constitucional o Sr.
D. Pedro II, que Dos guarde etc.
Fago saber pelo prsenle, que no dia 2 de ou-
tubro do corrente aono se ho de arrematar em
praca publica deste juizo quem mais der, de-
pois da audiencia respectiva, es objeclos se-
guales :
50 duzias de navalhas finas a 4*, avalladas em
200*, 20 duzias de picadeiras de metal branco,
avallada alga duzia 80*. 204 duzias de verru-
mas sorlidas avallada a duzia a 800 rs. 192*. 10
libras de rame de pescar avahada a libra a 800
rs. 8*.
Oa quaes objeclos prefazera a quaotia de 480*.
e foram penhorados a Jos Alves Fernaodes co-
mo socio da firma Fernaodes & Feliciano por
execugo que Ibes encaminham Mello Lobo & C.;
e na falla de, licitantes sero arrematados pelo
prego da adjudicago com o abatimento da lei.
E para que chegue a noticia a quem convier,
mandei passar edilaes, que sero af&xados nos
lugares do costume e publicados pela imprensa.
Dado e passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco aos 20 das do mez de setembro de
1861, 40 da independencia e do imperio do
Brasil.
Eu Maooel de Carvalho Paes d'Andrade, escri-
vo o subscrevi.
Bernardo Machado da Costa Doria,
Secretaria do governo de Pernambuco 20 de
setembro de 1861.
Pela secretaria do governo se faz publico, para
conhecimento de quem inleressar possa, que se
acham em concurso os offlcios de partidores do
termo do Limoeiro, creados pela lei provincial
o. 504 de 29 de maio deste aono, accumulando
um as funegoes de contador e outro as de distri-
buidor, afim de que os pretendentes se habilitem
e apresentem os seus requeriraentos instruidos
na forma do decreto o. 817 de 30 de agosto de
1851 e aviso n. 252 de 30 de dezembro de 1854.
Aotonio Leite de Pinho.
Amando Duval.................
O Sr. Duval pai................
Gasto Rieux...................
Saint-Gaudeus.................
Gustavo........................
O conde de Giray.............i
O Sr. de Varville..............
O doutor.......................
Arthur......................
Um criado........
Margarida Gauihier...........
Germano.
Nuoes.
Valle.
Raymuodo.
Teixeira.
Leite.
Vicente,
Campos.
Oliveira,
Santi Rosa.
D. Manoela.
D. Isabel.
D. Jesuina.
D. Carmela.
D. Leopoldina.
D. Anna Chaves
Duvernoy...........
Kaaiae..........................
Nichete.........
Aoais .... ^ ... .
Convidados, creados, etc. etc.
Terminar o espectculo com a graciosa come-
dia em um acto.
0 DILETANTE.
Tomam parte as Sras. D. Manoela, Carmell e
Anna Chaves, e os Srs. Germano, Raymundo,
Vicente e Teixeira.
__________. Comegar s 8 horas.
Atsos martimos.
Para
dem bracea
ame secca charque. .
arvo vegetal.....
era de carnauba em bruto.
das em mais de 2:100*.J. de Aleocar. C.
xanagu.
Temos datas de Goyaz at 31 de julho prxi-
mo passado.
A assembla provincial encerrara os seus
trabalhos, leudo mantido sempre o melhor accor-
cSm algumas leis de ulilidade publica.
11 -
A ornara dos deputados approvou hontem
sem debate o parecer da commisso de poderes
obre a eleigo d freguezia de Saol'Aona dos
Alegres, oerteocente ao 7 districlo da provincia
Adoplou em seguida, lambem sem debate,
< projecto queaulosa o governo a adiantar des-
de j cooopanhia brasileira de paquetes va-
por seis mezes da subvengo que percebe.
Occupou-se era ultimo lugar com a terceira
discusso do orcamento da despeza e receita ge-
ral do imperio. Oraram os Srs. Utloni, minis-
tro da justiga, Zacarias e Paula Santos, licando
a discusso adiada pela hora.
?v a fferecidasas seguintes emendas:
O paragrapho do art. 1 do additivo da pri-
meira commisso do orgameoto seja substituido
pelo seguinte:
4o Para incumbir aos escrives do civel,
cumulativamente com os tabellies de notas e
escrives dos juizes de paz, sem dependencia de
desteibulco, o lavrarem aa escripturas publicas
de compra e venda de escravoi. Neste docu-
anecle oo ser transcripto por extenso o conbe-
-icimeoiu do imposto, deelarando-se fomente o
eunumero e data, a quaotia e a eslacao arreca-
aiadori.
* Ao artigo da segunda commisso do orga-
mento, 9o do art. 4, sobre presas hespsnbolas
e da guerra da independencia, acrescente-se
desde j.Pereira da Silva.P. de Souza.
a Fies autorisado o governo :
Io A rever o actual regiment da cus tai.
2o A reorganizar o ioatilulo dos advogadoi,
sfularisaodo o foro civil, egafantindo os direi-
tos dos formados as (acuidades do imperio, sen-
do obrigados exame penle estas os formados
em (acuidades estrangeiras que qnizerem gozar
dos direitos e prerogatiras dos graduados no
imperio.. Costa Piolo. -* Silga Naoes. Pe-
dreir.
Fm dispensada do Imposto 49 % por feqto
COMMERCIO.
Novo Banco de Pernambuco,
O banco paga o 7- dividendo de 12$
por accSo, relativo ao semestre lindo
em 31 de agosto prximo passado.
Alfande^a,
Rendimento do da i a 20. 308:468*888
dem do dia 21.......9.416|601
317:885*489

cento
libra


um

Movtmento da alraudega,
Volumes entradoscomfazendas..
m com gneros..
Volumes sabidos

com fazendas.. 52
com gneros.. 90
73
esas 73
142
c Da Baha, o conselheiro Joaquim Aolo Fer-
nandes Lo;
a Do Rio-Grande do Sul, o conselheiro Vicen-
te Pires da Motta ;
De Minas-Geraes, o cooselheiro Jos Beoto
da Cunha Figueiredo;
c Do Rio de Janeiro, o desembargador Luiz
Alves Leite de Oliveira Bello.
c Furnra desonerados :
a O conselheiro Jos Ignacio Viz Vieira, de
presidenta do tribunal do commercio da corte.
De adjuntos do mesmo tribunal :
% O desembargador Albino Jos Barbosa d'Oli-
veira.
< O desembargador Antonio Maooel Fernan-
des, paasando este a ter exercicio na relago do
Maranho, para que foi originariamente nomeado.
Foram nomeados:
< O desembargador Manoel de Jess Valdela-
ro, presidente do tribunal do commercio da corte.
< O desembargador Manoel Eliziario de Castro
Menezes, adjunto ao tribunal do commercio da
corte.
O juiz de direito Firmino Rodrgaos Silva,
desembargador da relacBo do Rio de Janeiro, e
adjunto ao mesmo tribunal do commercio.
O auditor de marioha Jos Baptista Lisboa,
desembargador da relago da corte, e adjunto ao
mesmo tribunal do commercio.
s O juiz de direito Innocencio Marques de
Araujo Ges, desembargador da relago da Bahia.
c Foram removidos :
O juiz de direito Francisco Diogo Pereira de
Vasconeellos, da 1* vara criroe da corle para a
dos feilos da fazenda, poro haver pedido.
O juiz de direito Antonio Ladislao de Figuei-
redo Rocha, da comarca da Cachoeira na provin-
cia da Bahia, para a vara do commercio da capi-
tal da mesma provincia, pedido.
O juiz de direito Manoel Jos ds Silva Neiva,
do lugar de cnee de polica da provincia da Pa-
rahyba para a 2.a vara criminal da capital de
Pernambuco.
< O juiz de direito Nicolao Rigueira Costa,
da comarca da capital de Santa Catbarlna para o
lugar de chefe de polica ds Parabyba.
c O juiz de direito Affonso Cordeiro de Negral-
tos Lobato, rjt coqarcs de (pampinas, oa prono-
Descarregam hoje 23 de setembro.
Patacho americanoPalmetonfarinba.
Brigue inglezBarkillmercadorias.
Brlgue hamburgaezOliodem.
Barca americanaGanhengcarvo.
Brigue brasileiroHenriquesal.
Polaca hespanholaIndiacarne de charque.
Escuna haooveriioaJupter dem.
Brigue porluguezMargaridaceblas, batatas.e
farelo.
Reeebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 20. 20:490*766
dem do dia 21. ..... ; 998*044
lem idem em velas. .
narutos. ....
icos seceos.....
uros de boi salgados .
lem seceos espichados,
lem verdes ....
Im de cabra cortidos .
km de onca. .
Dees seceos*......libra
Im emgeleia[ou massa
I*m em calda. .....
Eianadores grandes. um
Iim pequeos.....
Eeiras para forro ou estiva de
avio......f cento
Eoupa nacional .... arroba
Fdnha de mandioca. alqueire
Ion de arara ta.....arroba
Ffo de qualquer qualidade.
Fchaes........um
Fno em folha bom. ...
Ion ordinario ou restolho.
Ion em rolo bom
Icm ordinaro restolho...
Gnma........arroba
I|cacuanha (raz) ....
Liha em achas.....
Tros..... ...
Inhas e esteios.....
Si ou melaco......
Mho........
lo brasil ......
Idras de amolar .
fem de ltrar.....
fem rebolo......
essava........
Intas ou chifres de vaccas e
novilhos.......cento
lanchos de amarello de
dous custados......urna
lem louro.......
tbo......., libra
to
um
caada
arroba.
quintal
urna


molhos
Consulado provincial.
10 ilsaparrilha......arroba
i.aBBSBiu^bo em rama...... ,
Rendimento do dia 1 a 20.
dem do dia 21. .
34370*121
2:760*57
37~130*
, Sola ou vaqueta
1
PRA$A DO RECIFE
DE SETEMBRO DE 18G1.
A'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios Saccou-se sobre Londres a i
3/4 e 25 d. por IgOOO rs., s-
bre Pars a 385 rs. por (., i-
bre Hamburgo a 725 rs. pod
8, e sobre Lisboa 115 por ci-
to de premio, regalando r
30,000 os saques da >-
mana.
AlgodSo O de Pernambuco escolflo
vendeu-se t 18 do correotde
9&800 a IO9OOO rs. por arca
do escolhido, e de 9$600 a 9#X)
rs. o regulsr, nao se tendo an-
dido depois daquelle dia. Me
Macei posto a bordo a 10f)0,
e o da Parahiba a 10*500 rs.
Assucar A nova safra ji comega apa-
recer no mercado, tendo o-'
irado nesta semana porgo 4e
" cargas do bruto. Veodeu-se par*
exportarlo de 39000 a 39406)
rs. por arroba do branco, 296OX
rs. do someoos, 29200 rs. de
19500
9640
$280
8400
380
850
2$450
9*800
18000
2$800
28000
39000
8
129000
19920
10440
29200
48000
88000
7C00
58000
300
360
200
400
33500
18600
240
400
29500
4S0OO
180
220
100
300
ngooo
19000
500
500
48000
28000
2O9OOO
18600
48300
48000
18500
5SC00
228000
88000
148000
6S0O0
25800
25SO0O
28400
\ 19000
5080O0
240
19000
109O00
800
48000
18*0
200
59OOO
169000
88000
100
28;
K
J600
1049500
709000
39200
89000
8320
9280
Declaracoes.
Correio.
Rio de Janeiro,
pretende seguir com nuita brevidade o brigue
nacional Veloz, tem parte de sea carregamen-
to prompto : para o resto que lhe falta, trata-se
com o seu consignatario Azevedo & Mondes, no
seu escriptorio, ra da Cruz n. 1.
Para
o Rio de
neiro
Ja-
Pretende seguir com muita brevidade o brigue
escuna Joven Arthur, para o resto da carga que
lhe falta trata-se com os seus consignatarios
Azevedo & Meodes, no seu escriptorio ra da
Cruz n. 1.
Para o Aracaty
sahe at o fim do corrente mez o hiate nacional
Nicolao l, por ter parte da carga prompta: a
tratar com Prente Tianna & C, ra di Cadeia
n. 57.
Sahe impreterivelmente no dit 25 do cor-
rente para Aracaty o hiate alovencivel, tem a
maior parte de seu carregameolo prompto : quem
quizer carregar ou ir de passagem, dirijase a
ra da Senzala Velha u. 140, lerceiro andar, a
tratar com Jos Joaquim Alves da Silva.
Barca Flor de S. Simo.
Sahe impreterivelmente no dia 29 do corren-
te para Lisboa e Porto, para onde recebe aioda
alguma carga e passageiros: a tratar com Carva-
lho Nogueira & G., ra do Vigario n. 9, primeiro
andar.
. urna
Taboas de amarello .... duzias
dem diversas......-
Tapioca........arroba
Travs......... urna
Unhas de boi......cento
Vinagre......... caada
Alfandega de Pernambuco -21 d -"etembro do
1861. rw^n
O primeiro conferente. Manoel Ephigenio
da Silva. O segundo conferente, Jos Affonso
Ferreira.
Approvo. Alfandega de Pernambuco 21 de se-
tembro de 2861.Barros.
Conforme o 3. escripturario. Joo Jos Pe-
reira de Faria.
Pela administrago do correio d'esta cidade
se faz publico que as malas que tem de conduzir
o vapor Cruzeiro do Sul paraos portos do cor-
te sero fechadas hoje s 3 horas da larde.
A thesouraria provincial, em cumprimento
da ordem do Exm. Sr. presidente da provincia,
tem de comprar para o collegio dos orphos desta
cidade os objeclos seguintes :
300 varas d panno de linho.
90 duzias de lengos brancos.
90 ditas de guardanapus.
lO cobertores de algodo.
12 pratos travessos forrados de louga vidrada.
1 moinho de caf.
1 batanga para pesar caroe e pao.
24 bacas de folha pintada para lavar rosto.
24 pratos de folha para farinba.
4 bancos de 4 ou 5 varaa de cumprimento.
Quem quizer vender taes objeclos aprsente
as suas propostas em cartas fechadas no correio
desta cidade, no dia 3 de outubro prximo vin-
douro, pelo meo dia.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 21 de setembro de 1861.O secretario,
A. F. d'AnouocBgo.
Tendo a directora das obras militares de
mandar por tresvenezianas ua salado expedien-
te, e dous caixilhos com vidros oa sala das ordeos
do commando das armas por ordem do governo
da provincia, convida as pessoas que deste servi-
go se queira encarregar, a comparecerem com
suas propostas nos das 23, 24 e 25 do corrente,
das 10 hoiaa da manha s 2 da tarde, na refe-
rida directora.
Directora das obras militares d6 Pernambuco
19 de setembro de 1861.O escripturario,
Joao Monteiro de Andrade Malvina.
Tendo a directora das obras militares de
mandar calar e pintar as casas de guardas do pa-
lacio do governo, thesouraria e alfandega, convi-
da as pessoas que deste servico se queiram en-
carregar, a comparecerem na dita directora nos
das 23, 24 e 25 do corrente mez/. das 10 horas
da manha s 2 da tarde para este fim.
Directora das obras militares do Pernambuco
21 de setembro de 1861.O escripturario,
Joo Monteiro de Andrade Malvina.
A companhia de cavallaria precisa comprar
17 cavallos para oservigo da mesma, tendo estas
50 pollegadas de altura e gordos : quem os tiver
dirija-se a este quartel, das 10 s 2 da tarde,
obrigando-se o mesmo vendedor receber a Im-
portancia dos meamos na thesouraria de fazenda,
recebendo urna cautela do commandante.
Quartel no Campo dss Priocezas 21 de setem-
bro de 1861.Manoel Joaquim Machado, len-
te, commandante interino.
Exposico.
A commisso directora da EXPOSI-
CO' agrcola e industrial, que teraMu-
gar no palacio do governo no dia 7 de
novembro vindouro, manda pelo pre-
sente fazer publico que no dia 26 de
outubro prximo comecarao a ser alli
recebidos os objectos que tenbam de fi-
gurar na mencionada EXPOS1CA O.
Sala das sessoes da commisso 20 de se-
tembro de 1861.O secretario,
Joaquim Pires Machado Portella.
Grande do Sul pelo
Rio de Janeiro,
a barca brasileira Restaurarlo segu com bre-
vidade ; recebe carga a frete e escravos para
ambos os portos : tratase com os consignatarios-
Marques, Barros & C, largo do Gorpo Santo nu-
mero 6.
Com muita brevidade segu para Lisboa o
brigue porluguez Florioda, o qual recebe um
reato de carga a frele : a tratar com Amorim Ir-
mos, ruada Cruz n. 3, ou com o capito Joa-
quim Augusto de Souza, na praca do commercio
O palhabote nacional Dous Amigos, capito
Francisco Jos de Araujo, segu para a Babia em
poucos dias ; para o resto da csrga que lhe falta,
trata-se com seu consignatario Francisco L. O.
Azevedo, na ra da Madre de Dos o. 12.
Para,
Segu em direitora al ao dia 30 do corrente o-
patacbo Emulago, capito Antonio Gomes Pe-
reira : para o que lhe falta, trata-se com Moreira
& Ferreira, ra da Madre e Dos n. 8.
Para Lisboa
segu viagem com a possivel brevidade o bem co-
nhecido brigue porluguez Relmpago ; para
carga e passageiros, trata-se com o consignatario-
Thomaz de Aquino Fonseca, na ra do Vigario
n. 19, primeira andar, ou com o capito na praga.
f
MoTimento do porto.
Navio entrado no dia 21.
Amersj-51 das, brlgue hamburgus Olio, > de
144 toneladas, capito Boltzen, equipagem 10,
carga fazendas e outros gneros; a ordem.
Cardiff45 dias, barca americana I. Gusbing,
de 364 toneladis, capito W. D. Colcord.
equipagem 10, carga carvo de pedra ; a Scott
Willson & C.
Liverpool 38 diis, escuna iogleza c Princesa
Rova, de 190 toneladas, capito James Bur-
rell, quipagem 8. carga fazendas e mais gene-
ros ; 1 James Crabtree & C.
Navio sahido no metmo dia.
Rio de neirobarca americana c Conrad, ca-
pito rVilliam & Salsburv ; em lastro,
maseavado purgado. do 19931 Liverpol nrlgue inglez Rosala, capillo
* 1|90 r?. cor urobs do bruto,! Georg Felmort, carga Miucar e lgodlo.
THFATRO
DE
Santa Isabel.
PENLTIMA KEBESENTACO
,o EMPREZA-GERWIANO.
38* RECITA DA ASSIGNATURA.
Quarta-leira 21 de Setembro de 1861.
Subir acea o interessante drama em 5
actos original francez de Mr. Dumaa filbo.
DAS
CAMELIAS.
D opera1 Traviato.
Rio de Janeiro
a vehira ebem coohecida barca nacional Ama-
lia, pretende seguir com muita brevidade, tem
parle de seu carregameoto prompto ; para o res-
to que lhe falta, passageiros e escravos, para o
quaes tem excellentes commodos, trsta-se com
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, no-
seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
Bahia.
Segu a sumaca Hortencia, capito Belchtoi
Maciel Araujo : para o resto da carga que lhe
fslla e passageiros, trata-se com Azevedo & Men-
des, ra da Cruz n. 1.
Rio de Janeiro.
Segu com brevidade o palhabote Piedade, re-
cebe carga a frete e passageiros : a tratar com
Caelaoo Cyriaco da C. M. & Irmo no lado dc-
Corpo Santo n 23.
COMPANHIA PERNAMBUCAIU
DE
Navegacao costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
ca u do Assu', Aracaty, Ceara',
e Acara cu'.
O vapor tJagusribe, commandante Lobato,
sahir para os portos do norte at Acarac no
dia 7 de outubro as 4 horas da tarde.
Recebe carga at o da 6 ao meio dia. Encom-
mendas, passageiros e diuheiro a frete al o dia
da sabida as 2 horas: escriptorio no Forte do
Mallos d. 1. ____
______Leiloes._______
LEILAO
A 23 do corrente.
O agente Oliveira far loilo da mobilia do
umSr. negociante britaonico prximamente re-
tirado desta provincia, consistindo em ptimas
cadairas, sofis, canslos, mesas e mais adornos
de sala de visitas, mesa de jsntar, cadeiris
usases e de bracos, poltrona, aparador, guarda-
roupa, estante para livros, lavatorios, caediai-
roa francezes, leito de ferro, mesa redonda de
meio de sala, dita de sof, obrss de prata e oa-


DIARIO 01 fHlNAUUCO. ^ SEGUNDA FEIBA 23 IB SETEMBRO DI 1861.
ro, um par de brincos de diamantes, e un lindo
collar de perol* proprio para mimo a urna noi-
?a, ura carrinho americano coberto e de 4 rodas
com assento para duas pessoas e com arreioa pa-
la um carado, um melodiom boto, pistolas e
machina usada para costura, e Innmeros outros
rtigos :
Segunda-feira 23
do corrente, s 10 horas da manha, no segundo
andar da casa por cima do escriptorio dos Srs.
Rostron Rooker&C, ra do Trapiche.
LEILO
Quarta-feira 25 do corrente.
DE
Parinlia de trigo.
O agente Hyppolito far leilo por conta de
quem pe-tancar de cerca de 700 e tantas barri-
cas de Tarinha de trigo sendo 500 de marca Haxall
e 20de marca Columbia: no armazem do Sr.
Antunes Guimares & C, no Forte do Mattos, as
11 horasem ponto.
LEILAO
Quarta-feira 25 do corrente.
PELO AGENTE
Francisco Aires de Pinho far leilo por in-
tervengo do referido agente, no seu armazem
da ra do Viga rio n. 8
DE
Um completo eTaado sortimento de merca-
dorias despachadas recentemente, assim como
demeias para homem, senhora, meninos e me-
nas, pentes. relogios e boloes de diversas quali-
dades, cutilarias finas, escoras, luvas, peitos
para camisas e nma nfinidade de outros objectos
para fechar cantas.
O annunciante espera a concurrencia de seus
amigos e freguezes no mencionado dia pelas 10
horas da manha em que ter principio o leilo
LEILAO
DE
6CB9
para lijuidaco de contas.
No ararazem de Candido Jos da Silva Gui-
mares, 'ra do Amorim n. 39. se far teilo ter-
ca-feira 24 do correte, ao meio dia, em lotes a
Tontada dos compradores por todo o prego de
diferentes marcas dos mais acreditados neste
mercado.
Leilao
Sabbado 21 do corrente.
Costa Carralho far leilo as 11 horasem pon-
to no dia cima, da armsco e mais pertences
da taberna do pateo do Terco o. 11, que perlen-
cia a Antonio Joaquim Rabetlo Bastos.
LEILO
Segunda-feira 23 do corrente.
PELO AGENTE
No referido dia pelas 11 horas da manha no
trapiche da alfandega reina, render-se-ha em
leilo publico por conta'dos credores com direi-
to a barraca Dos te salve, o casco e apparelhos
da dita barcada.
Para examinar o casco no caes do Ramos onde
.se acha fundeado, e os apparelhos, no mencio-
nado trapiche.
Tudo ser rendido em um ou mais lotes von-
iade dos concurrentes, -e effectuar-se-ha pelas
[ferias para o que nao harer reserra de prego.
LEILAO
DE
i 0 vaccas de leite
Terca-feira 24 do crrante.
O agente Antunes far'leilo na porta do seu
armazem ra do Imperador n. 73, de 10 raccas
de leite de muito boa qualidade e muito gordas
que sero rendidas s 11 horas em ponto do re-
ferido dia.
Continuado to leilo
DE
Irfercadorias americanas,
Quarta-feira 25 do corrente.
Ocgente Antunes Cari leilo ao dia cima de
roma immensidadedeebjeclos americanos como
sejam .' secretarias, eartira, cadeiras de direr-
os.godos o de balanco, marquezas riquissimaf
camas de ricas obras de *alha, malas, bahs &
accos.de viagem. obraste metal principe pra-
teado acodo apparelhos para cha e caf, galhe-
jteiros, copos, campanillas, cestas para fructas e
rfuteiras, porta licores etc.. ele lindos jarros
com bacas de folha, balabas, limpadores de
ps, cestas com os necessanes para riagem, ri-
cos stoios para barba, cabezadas com brides,
gtmarras,, chicotes, selins e ithdes, candieiros
para gaz e azeite, caizinhas de msica, caixas
com fa-ramostas, sabooates transparentes para
janella, relogias de parede e rnuitos outros arti-
gos que se torna eofadonho mesciooar, arados,
grades, carros de mo e carreloes, carrocas, ma-
chinas para costar capim, ditaa para descargar
znUho, rebelas e oas carros elegantes e leves
coa arreioa para um ou doua carailoe.
Avisos diversos.
E' muito barato.
Manteiga ingleza boa a 800 rs., franceza a 640,
cha boro a 28500, espermacete a 760, sabo mas-
a a 160 e 200 rs., dito brsoco a 280, azeite de
carrapalo 440 : no armazem da estrella, largo
do Paraiio b. 14.
Feijo amar el lo
de Lisboa, superior qualidade ; rende-se na
ra da Madre de.Deos o. 8.
Attenco.
Ha ra do Trapichen.46, em casa de Ro r n
ftooker &C. existe um bom sortimento delt-
ahas decrese brancasemcarretel do melhor
tbricantedelnglaterraasquaea aerendem por
drcoi muirazoaria
|daco de certas:
fazeadas finas, i

RA. DO CRESPO N. 17.
Riquissimas chapelinss de seda para
senhoras, de diversas cores a 12$.
Cassas de cores bonitos padroes a 240
rs. o corado.
Cassas e organdys de cores a 280 rs. o
corado.
Chitas de todas as qualidades e prego.
Muilissimas fazendas finas que se ven-
der por precos baralissimos para liqui-
dar, do-se amostra das fazendas.
:
Potassa da Russia e cal de
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recite n. 12, ha para rendar a rer-
dadeira potassa da Russia, ora e de superior
qualidade, aasim como tambera cal rirgem em
podra,; tudo por presos mais baratos do que em
oatri qualquer parte.
FUNDICiO LOW-1O0
Raa daSenzalla Nova n.42.
Reste itabaldcimento contina a havsrum
completo sortiaiento demoendaseaeias moeo-
daspra4ngenho,achinas de vapor etaixai
te ferro batido a coado, la todos ostamanhos
para dito,
O torrador!!!
M Largo do Tevgo 13
Quem duvidar renha rer; manteiga ingleza
PMWtaaieole floral a libra, franeeza a 6*0 e
a 680 a libra, batatas muito oras a 80 rs. a libra
assim como se torra massas muito finas para sopa
a 440 ris a libra e outros rnuitos gneros perten-
centes molhados, (a dinheiro vista.)
SABA.
Joaquim Francisco de Mello Sanies arisa aos
seus freguezes desta praca e os de fra, que tem
exposto renda sabo de sua fabricadenominada
Reciteno armazem dos Srs. Trarassos Jnior
& C, na ra do Amerim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e oulras qualidades por menor
preco que de oulras fabricas. No mesmo arma-
bem tem feito o seu deposito de reas de carnau-
za simples sem mistura alguma, come as de
composiQao.
Superiores organdys a
720 rs.avara,
Vendem-se finissimos organdys de muito bo-
nitos padroes, pelo baratissimo preco de 720 rs.
a vara, fazenda que aempre se vendeu por
19200, assim poi, quem quizer comprar fazenda
fina muito bonita o muito barata chegar ra
do Queimsdo n. 22, na bem contienda loja da
boa f.
Relogios baratos.
Na ra Nora o. 21, ha grande porco de relo-
gios foliados, dourados e de ouro, patentes e ori-
zontaes, suissos e ingleies, os quaes sero ren-
didos pelos precos da factura. Cada relogio lera-
r um recibo em que se responsabilisa pelo re-
gulamento durante seis mezes.
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
para contas e facturas, papel mata-borro; rn-
dense na ioja i'aguia branca, ra do Queimado
numero 16.
[tttttttiHift dK mmmmsmi*
Na ra da Cruz n. 10, casa de ]
Kalkmann Irmaos &C, tem ex-
posto um completo sortimento
de amostras de objectos de bor-
racha, proprio para machinas de
engenhos, sendo correias para
transmittir morimento, canudos
de borracha de qualquer com-
primento e groisura, pannos de
borracha, rod tas de dita, so-
bre ditos artigos tomam-se en- \
commendas.
s*bms M59KMMK mmm m*
A 2$ o corte
de caiga demeias casemiras escuras de urna s
cor ; na ra do Queimado n. 22, na loja da
boa f.
%3 Em casa de Kalkmann Irmaos ^$
0 & C., na ra da Cruz n. 10, exis- $
$& te consta n temen te um completo A
$$ sortimento de j>
^ Vinhos Bordeaux de todas as d
|j| qualidades.
2j Dito Xerez em Larris. s&
^ Dito Madeira em barris e caixas. |
^ Dito Muscatel em caixas. ^
I& Dito champanhe em gigos. a
gb Cognac em barris. &
flh Cerveja branca. m
A Agua de Seltz. g&
a Azeite doce muito fino em caixas. a
j& Alvaiade em barris.
a Cevadinha em garrafes.
<5)
Os redores do fallecido Hanoel Buarqu.-
de Maeedo Lima, sao convidados pela terceire
vez pela eommisso liquidadora para so reuna
rem hoje 23 do corrente (setembro) ao meio
dia, na roa da Cadeia do Recife n. 27 pri-
meiro andar, para deliberaren) de negocios de
urgencia e interesse dos mesmos credores, urna
vez que o nao flzeram a 12 e a 19 do corrente.
LOTUtli
Acham-se a venda na tbesouraria das
loteras ra do Crespo n. 15 e as casas
commissionadas os bilhetes da segunda
parte da quinta lotera de S. Pedro
Maityr de Olinda. A extraccao tera'
lugar impretericelmente no dia quarta-
feira 2 de outubro prximo. As sor-
tes de 6:000$ e 3:000# serao pagas 3
dias depois da extraccao e as outras lo-
go a entrega das listas.
0 thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Aluga-se a casa da roa da Roda o, 31; a
"star na ra da Senzala Nora u. 4.
champagne
de Chateau Laronzire, em gigos de 15 garrafas
(9 grandes e 6 pequeas) a 15 cada um ; na
praca da Independencia d. 22.
Para os balese thealros.
Riquisaimos cintos dourados com lindas relas
tambem douradas e esmaltadas, e com ricas pon-
tas para cahirem sobre os restidos, muito prc-
prios para as senhoras que tirerem de ir aos bai-
les etheatros ; vendemse pelo baratissimo pre-
go de 49, 5$ e 6# na ra do* .Queimado n. 22,
na bem conhecida loja da boa f.
A120 rs. 4 papel.
Vende-se urna boa armago de amarello,
toda enrernisada, que serr para qualquer esta-
belecimento, e por prego razoarel: na ra do
Crespo n. 15, loja.
Attenco
Vendem-se caxoes vastos proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a 1 $280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem ostem
para vender.
Luvas de Jouvin.
Goes & Bastos, na loja da ra do Queimado n.
46, dere receber hoje pelo rapor fraocez as me-
Ihores luvas de Jouvin, assim como tambem tem
de camurca branca.
Vende-se um cabriole! descobeito de duas
rodas com 2 ou 4 assentos, em bom estado : na
ra Nora n. 22.
Attenco.
Koga-se ao Sr. Jos C. Reg Valenca
o favor de vira loja do Passeio Publico
n. 11, a negocio que nao ignora.
A directora da sociedade Recreio Familiar
conrida aos seahores socios psra appresentarem
2* *4Ui" P.roP'tas, dirigindo-ie para esse flm 4 ra
ua Alegra a. 3, devendo estas proposlas sera-
presentada at o dia 25 do corrente.
0 primeiro Secretario,
Jote Alves da Silva Pereira.
renae-se na loja de Nabuco & C. na S*
ra Nora n. 2:
Sin toa dourados com Arelas. V
Ditos prateados dito dito. g&
Dilos de Ota com relas de ac. g
Tambem se rendem tirelas solas.
Sinlosde courode lustre para meninos. @
"~ Fugio do abaizo assignado no da 21 de se-
tembro corrente a negra Dominga, de naco Cas-
sange, baiza, gorda, peituda, lem um sigoal no
beico le cima, lerou saia preta de seda listrada
ja reina, chales de riscado de edr com franjas,
tambem relbo, tere 26 a 30 annos de idade, foi
comprada a Arsenio Antonio Carneiro de Miran-
da, e foi vista no mesmo dia no Cazang, por
onde est morando o seu ez-senbor, e tambem
ter ido para o engenho Brum ou Mamucaia que
be tambem propriedade do mesmo, assim como
consta ter andado no Honleiro: pede-se a todas
as autoridades pollciaes e capiles de campo que
a peguem e tragam-na ao Recife, ra do Padre
Florianno n. 56 ao Sr. Bernardino de Sena Fer-
rf>ra_Laite,_que pagar bem a quem a troucer.
Vende-se na loja de -Nabuco & C.~ na
ra Nora n. 2, ezcellente agua do Orien-
te para limpar cabe$a, dita de Botot pa-
ra limpar deotes e lirar dores, esceocia
de sndalo para len$os de senbora, re-
me de bandolina para conserrar os ca-
bellos, agua de colonia e outras perfu-
maras.
Casemiras a
4000 o corte, n
loja do Pavo.
Vende-se finissimos cortes de aasemi-
ra entestada de cores pelo diminuto
preco de 4# o corte para calqas, assim
como tem das- mesmas para vender
2#400 rs. o covado proprias para pa-
letots, calca e collete, recommenda se mem
muito esta fazenda aos Srs. alfaiates que d0 MsDguioho, assim como um sobrado de um
/.rt.f.,,o^-----# _______________j' aodar e sola<> o ra do
Ama de leite.
Na ruado Pires n. 0 precisase alu-
gar urna ama de leite.
Barato, para a feslade
Santo Cosme Damio. >
Domingo 29 do corrente, dia da feala cima,
seguem para a villa de Iguarass os carros da
cocheira da ra do Sol n. 27 ; as pessoas que
quizerem ir, entenda-se com o seu proprietane
para se tratar do ajuste, pois ofTerece melhorea
raotsgens do que mnibus por ser mais fcil, o
carro pode lerar de 4 a 5 pessoas e voltar qun-
do quizer, com tanto que S"ja no mesmo dia.
Aluga-ae urna casa noira, caiada e piolada,
com varios commodos e copiar, rogo d'agua, no
melhor lugar da Capuoga, na primera
roupa para vender,
nao acham urna pe-
Raridade.
Vende-se urna das melhores loja de ferrageos
da ra do Queimado, com poucos fundos e muito
afreguezada tanto para a praca como para o ma-
lo : quem a pretender annuncie para ser procu-
rado.
Attenco.
Ha para se render urna boa casa de pasto em
urna das melhores ras de Santo Antonio, faz
muito negocio e muito afreguezada : a tratar na
ra do Imperador n. 16 ; nesta mesma loja, vea-
dem-se garrafas de Bordeaux rasiss.
Raz de coral.
Na lojad'aguia de ouro, ra do Cabug o. 1 B,
rende-se arerdadeira raz de coral a 9O0 rs. o fio.
msica.
ra do Cabug n. i
Agulhas Victoria
vende-se ni loja Esperanca ra do
Queimado n. 55 A.
Gaz liquido.
Em casa de Samuel P. Johoston & C., ra da
Senzaia Nova n. 42, rendem-se latas.com 5 ga-
loes de .Kerosine.
Cintos.
Vendem-se cintos de todas as cores com ri-
cas Arelas .para aeohora e menina a 2#, bandos
declina para marrafa a 500 rs. o par, enfeites
para cabeca, decores e diversas qualidades : na
*ua dalmperatriz, loja da boa f n. 74.
Aos terceiros da
yeneravel ordem deS.
Francisco.
J ehefou a rerdadeira estamonha de lia, na
loja de 4 portas, ra do Queimado n. 39, e se
apromptam hbitos desta fazenda a 409, e tam-
bem ha de aigodo que se apromptam a 28$ cada
um, e se rende a fazenda por mdico prego.
No dia 22 dejulho do correte anno, au-
sentou-se de bordo do rapor .Iguarass um
mulato criado, de norte Faustino, idade de 21 a
22 annos, ponco mais ou menos, natural da cida-
de da Granja eo"e propriedade do Sr. Jos Anto-
nio de Barros, residvnte alli, cujos sigoaes sao os
segaiotes : alto, corpo regular, cor amarellada,
cabellos caraplnhos, nariz proporcionado, tocca
grande, beigos grossos, bons denles, malfeito de
pea, anda sempre bem vestido e penieado ; o
supracitado mulato anda pela rea da Aurora ia-
titulando-se forro ; roga-se as autoridades poll-
ciaes e capiles de campo a apprehenao do pre-
dito mulato, e ler-lo ao largo da Assembla |o.
12, segundo andar, ou em casadolllm. Sr. coa-
mendador Mauoel Qoocalyea da Silva. Gratlfloa-
pe com soy.
Gaixinhas com
Na loja d'eguia de ouro, i__
B, chegado de sua propria encommenda muilo
lindas caizinhas de costara cem msica *propria
para mimo, aue se rende muito barato.
Vendem-se os engeuhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Beato comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem easa de enge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pes:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
Lencos brancos.
Vendem-se leoQoe brancos proprio* oara algj-
beira, pelo baratissimo prego de 2*400 a duzia
na ra do Queimado*. 22, loja da boa.
Corveta helyee Ipi-
ranga.
0* primeiros-tenentee los Mazimiano de Mel-
lo e Alna e Joao Gonjal^s Duarte. o seguado-
tenenlo Filipe Firmino Rodrigues Cbares, o se-
gundo cirurgio Dr. Francisco julio de Freitas
AlbuquerqucT, o pello Joiquim Aires Coelho J-
nior, o scriro Mauoel Vieente daSilra Guima-
res, e o commissario Fredcrico Joaquim do Sa-
cramento., commandante e officiaes da crrela
Ipirsoga, tendo de se relirarem mui brere para
acorte, e nao podeodo despedir-so pessoalmen-
te de todas as pessoas de sua amizade, o fazem
por este meio : outro sim agradecem cordial-
mente a lodos os habitantes desta capital a esti-
ma e considerado com que se digoaram a hon-
rar-lhes : e sos mesmos oQerecem naquella edr-
te e em qualquer parte em que se acharom, os
seus limitados prectiaos.
Precisa-se alagar m preto ; no botequim
da rus larga do Rosario o. 25.
-~ Aluga-se urna easa aa ra do Nogueira com
3 quartos, 2 salas, cozinha /ora ; a tratar na ra
do Queimado n. 53.
- Alugam-se o segundo e terceiro andares
com sotada casa da ra do Trapiche n. 44 ; a
tratar no mesmo armazem de fazendas.
Quarta-feira, 25 do correle raez, a 1 hora
da Urde, depois da audiencia do Illm. Sr. Dr
juiz municipal da 2.a rara se ha de arrematar a
armacao e mais perlences da taberna n 41 da
ra Imperial, peuhorada a Faustino Joslomes
da Silra Bego, por ezecuco de Maooel da Silra
Santos, para pagamento de alugueis do predio
ludo araliado por 2576-20. como melhormente"
se reriflcardo escriptoem mi do porteiro e
dos referidos objectos existentes na mesma ta-
berna que se acham francos a quem oe auizer
examinar. i"r
Comprara-se moedas de 20 a 20l>700 : na
toja da ra do Queimado o. 46.
-r Compra se orna casa terrea em ponto pe-
queo as freguesas de Santo Antonio. S. Jos
e Pora de Portas ; e d-se dinheiro
"fi hyoMeca} ot rusDireita n 54.
Quem precisar de urna ama para o serrico
de casa de pouca familia, procure no pateo de
Garmo, loja n. 7.
Tendo-se deafeito um negocio com a renda
do sitio Maogueira, na estrada de Belem, annun-
ciado no mez passado, ooramente est rago para
ser arrendado com as commodidades j declara-
das, isto muitas e boas arrores de ructo, p-
tima agua doce, salubridade do lugar, etc.: quem
o pretender, dirija-se ao proprietario na ra da
fundirlo da Aurora, em Santo Amaro, em frente
do porto das canoas, casa da esquina que tem o
lampio ; ou encruzilhada da mesma estrada
de Belem : a tratar com o Sr. Andr Aires Gama
em sua taberna.
mmmimm mmmm mmu
i Liquidacao |
NA s
Loja de marmore. j
{I Na loja de marmore rende-se para li- 1
S quidafao por preros muito barato, um S
gj variado sortimento de fazendas de mo- 1
das para senhoras, roupa feita para ho- Z
mem e roslimeotas para meninos e bem fg
S assim quadros a oleo para decoraco de
salas e capellas.
Ausenlou-seno da 15 do corrente do enge-
nho Jacira, freguezia de Serinhaem, o escraro
de oome Cidraque, pertencente ao Dr. Frsn.isco
de Caldas Lins, o qual tem os seguinles sigoaes :
alto, cabra fechado, corpo regular, olhos riros
tem pelo rosto algumas mancbas de panuo, e es-
t um pouco amarello por ter soffrido de sezoes
Conduzocomsigo um surro de pelle de carnei-
ro, no qual lerou urna manta e camisa de bats
azul, bem como mais alguma roupa de aigodo
da mesma cOr. Presume-se que este escrsro te-
nha seguido para o Recife : roga-se, portento, as
autoridades ou pessoas particulares a captura do
mesmo escravo, pelo que sero recompensadas
podeodo lera-lo ao relerido eogenho Jacii. ou
no Recife ra estreita do Rosario o. 29.
OSr. Francisco Antonio da Silva tem urna
carta viada do Rio de Janeiro, na ra do Tambi
numero 15.
Vendem-se duas rotulas usadas para porta
e janella : na ra do Tambi n. 15.
Vendem-se por todo o preso as miudezas
existentes na loja n. 38 da ra do Imperador, a
retalho ou em porcao, tambem se rende a prazo.
agradando o comprador. '
Farinha de mandioca a Ij a sacca: nos ar-
mazens de Tasso Irmaos.
Vende-se um bom escravo muito proprio
para agricultura, ou mesmo para a cidade, muito
saudavel e del, tendo 28 anuos de idade : na ra
do Livramento o. 4.
Cleiben si bei ihrer kelle sonst werdea si
nerein geoissen n die Helle.
-. Precisa-se alugar um sobrado de um andar
no bairro de Santo Antonio, que leoha commo-
dos para familia ; na ra do Imperador n. 67.
Aviso.
Precisa se fallar como Sr. Jos Mara da Costa
Finto. a bem de seu interesse, no escriptorio de
GuiHierme Carvalho & C., ra do Vigario n. 17.
Aluga-se o primeiro aodar do sobrado da
ra da Imperatriz n. 40 ; a tratar no mesmo.
costumam a fazer
porque to cedo
chincha igual : na ra da Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva.
Gravatas da moda.
Veniem-se graralinhas estrellas muito supe-
riores, tanto pretas como de cores, pelo baratis-
simo prego de 1 ; na ra do Queimado n. 22,
na loja da boa f,
Bramante de linlio muito
superior.
Vende-se superior bramante de linho com duas
raras de largura, pelo baratissimo pre?o de 29400
a rara : na ra do Queimado n. 22, na bem co-
nhecida loja da boa f.
Superiores tiras
bordadas.
Na loja da boa f na ra do
Queimado n. 22 se encontrar um bonito sorti-
mento de superiores tiras ricamente bordadas
que se rendem pelo barato prego de 3fc000 4$000
e 5*000 ris a peca, advertindo-se que ha mais
de urna pega de cada padro, quem mais depressa
andar melhor servido ser, na ra do Queimado
n. 22 na loja da Boa-F.
Fil liso e tarlata-
na branca a 800
ris a vara.
Vende-se fil liso muito fino e assim tambem
larla-tana branca muito tina, tanto urna cousa co-
mo outra sao proprias para restidos, nao s para
bailes como para assistir-se a casamenlos, andem
antes que se acabe na ra do Queimado n. 22
na loia da Boa-F.
Lencos a 320 rs.
Na loja do pavo.
Vendem-se lencos grandes de cambraia de seda
de varias cores com flores, fazenda que sempre
se rendeu a 10, est-se torrando a 320 rs. : na
ra da Imperatriz n. 60, loja de Gama & Silra.
Chales manta de seda.
rodendo-se usar como chale oucomo manta por
serena muito grandes a 6$ cada um, na ra do
Queimado n. 17, a primeira loja passando a bo-
tica.
Cambraias francezas0
Padross miudinhos e cores fixas a 280 o covado:
na ra do Queimado n. 17, a primeira loja pas-
sando a botica.
MUA,
Precisa-sede urna ama de meia idade para co-
zinhar o diario de urna casa de pouca familia :
na ra imperial n. 215, taberna.
Attenco.
Tende-se perdide no Te-Deam na dem ter-
celra de.-S. Francisco, duas pulseiras de coral, e
harendo-e j oblido urna por ter a pessoa que
achou fetto entregue ; roga-se a quem teuha
achado a fue falla, o obsequio de leva-la co-
cheira de carros fnebre, no pateo do Paraizo,
onde est afutra para ser confrontada, e juola-
.rueole as alvigaras.
A mesa regedora da irmandade de Nossa
enhora do Resano, erecta na igreja de S. Fr
Pedro Goocalres do Recife, conrida a todos os
sen* irmaos para reunirem-se na referida iirreia
no da 26 do correte, is 9 horas da manha,
afim de elegerem a ora mesa que tem de func-
conar no anno de 1862.O escrivao,
.Maooel Jos Carneiro.
A, viuva e fllhos do finado Florencio Jos
Cirneiro Monteiro agradecem a tod3s as
pessoas que se digoaram honrar o funeral
do mesmo Carneiro Monteiro e as convidam
para a missa do selirao dia, que tem de
ser celebrada s 8 horas do dia 23 do cor-
rente na igreja da Conceiro dos Militares.
Gao adiado.
Sabbado 21 do corrente foi recolhido a esta ty-
pografia um grande cao, bastante gordo, o qual
ttnhasido enreneuado pelo guarda fiscal, mais
que sendo-lhe ministrado contra veneno foi salvo :
quem lor seu dono queira mndalo buscar no ra
das Cruzes n. 42 a 46 oCficina desle diario.
Extracto das caspas por
meio do Tricopherous,
Na ra do Queimado casa de cabellereiro.
Casa para alugar.
Na ilha do Retiro, Passagem da Magdalena, a
primeira que se acha destacada, a melhor do lu-
gar, tanto pelos com.modos, como por estar na
melhor posiejo : a tratar na ra Nova n. 38, loja.
Aluga-se urna casa cora
Aluga-se urna casa cora excellentes com- rlr VUHMr nJmii. j i
modos, com grande silio com arvoredos. cacim- j ?,oU0 a P^miO queira declara
Calabou(o, tambem
caiado e pintado; a tratar na ra das Cruze*.
taberna n. 22.
O abaixo assignado faz ver ao publico, es-
pecialmente ao corpo do commercio, que ra
comprar lirre e desembarazada, ao Sr. Jos Gon-
galves Villaverde. a sua taberna sita na ra lar-
ga do Rosario n. 18, e marca o prazo de tres dias
para qualquer reclamacao.
Luiz Pereira da Cunha.
Joo Aotooio da Silra, fiel da segunda
classe, embaredo na crvela hlice Ypiranga,
e sens compaoheiros, officiaes inferiores da re-
ferida corveta, julgam nada dever a esta provin-.
cia, porm se alguem se julgar credor deveri
quanto sotes se apresenlar, afim de serem in-
demoisados, visto a dita crrela ter de se re-
tirar.
Bordo do relerido surto em Pernambuco 21 de
setembro de 1861.
Joo Antonio da Silva.
Aluga-se o terceiro andar da casan. 39, e
juntamento o andar terreo n. 21, na ra da Ia-
peratriz : a fallar na mesma ra, casa n. 21.
Cheguem
BARATO PARA LIQUIDAR
Na ra da Imperatriz n. 40,es-
quna do becco dos Ferrei-
ros, loja de Manoel Jos
Guedes de Magalhes
Sedinhasde quadros de todas as cores e muito
encorpadas, corado a 72 rs., corles de cambraia
brancos com 3 ordens de bordado a 3JJ, ditos com
3, 4, 5 e 6 babados de dirersas cores a 3->5O,
ditos de tarlalana com 3 babados a 2g500 e 3$,
ditos de catebraia de seda a 5#, bales de 14 a
40 arcos dos melhores que tem apparecido a 3#,
33500 e4#, ditos para meninas de lodosos taraa-
nhos.cambraieta franceza muito fina,pega a 73500
e 8$, cassas com salpkos brancos e de cores, co-
vado a 240, pegas de cassa de salpicos brancos e
de cores com 8 1[2 raras a 3*500, cobertas de
froco matizadas para cann a 99, chales de fraco
com ponta redonda e borla dos mais modernos a
8#, ditos de la e seda a 28500, ganga amarella
muito boa, covado a 240, cambraia de cor muito
bonita, corado a 300 rs., alpacas de cor para ves-
tido, corado a 320, popelinas, riscadinhos para
vestidos de senhora e meninas, covado a 300 rs.,
liras bordadas a ponto inglez de todas as largu-
ras a 1#280, i440, *&600 e 2, manguitos a ba-
lo com gollinha para senhora a 2 e 3$, chitas
francezas finase cores fixas, corado a 220, 240,
260 e 280 rs., cambraias de seda de cores enfei-
lada a 540 rs., ditas de forro de oito raras a
pec.a a 1*600, e outras muitas fazendas de barato
prego.
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso, Smlos & C. sacam e lomara
saques sobre a prara de Lisboa.
Sacam sobre Lisboa
Aranaga, Hijo & C, ra do Tiapiche
Novon. 6.
Aluga-sa urna preta escrava para ama de
leite, que tem com abundancia, e muito cari-
nhosa para meninos, quem precisar dirija-se a
ra do Crespo loja n. 20 de Adriano & Castro.
O Sr. Brasiliano Francisco de Paes Barrete
tenha a bondade de rir fallar na loja do Germano,
relojoeiro, na ra Nova n. 21, risto rgoorar-s
aonde o mesmo senhor mora.
Aluga-se, o sobrado n. 2 B da ra do Apollo
i a casa terrea n.27da ruado Burgos a tratar na
ra da Aurora n. 36.
Cabelleireira
Na ra da Cadeia do Recife
d. 55. primeiro audar.
J. Godofredo, artista cabelleireiro acaba de es-
tabeler-se na ra da Cadeia do Recife n, 55, pri-
meiro andar, e ahi encootraro os freguezes o
aceio necessario no desempeoho de sua arte.
Recebe encjmmendas de cabelleiras, meias di-
tas, chinos, raarrafas, enchimentos para bandos
crescentes, trangas para anneis, trancelins, ca-
deias, braceletes etc., etc. Cortes de cabellos e
frizados, lavagem de cabega com a excellente
agua imperial.
Offerece-se um perito cosinheiro.lendo muila
pratica de cosiaheiro e caxeiro, quem do mesmo
precisar, dirija-se ra da Linguela n. 6
(deposito). '
Os credores da massa fallida de Jos Lu
Pereira Jnior, sao convidados a apreseotsrem
seus ttulos no praso de 8 dias para a rerificafo
dos crditos em casa dos administradores na
ra da Cadeia do Recife n. 4, ou na ra Nov
o. 12.
Roga-se ao Sr. Francisco das Chagas Cival-
cante de Albuquerque, rendeiro do engenho
Kecaolo que tenha a bondade de dirigir-se a
Camb&a doCarrao, taberna n. 44 a negocio que
sua senhona loteressa.. *
A pessoa que annunciou
Va$ pessoa comaanecessarias habilitaooa
paiau cmaujurcio.e que nienae ae escripturacao
mercaotil, estando arrumada, deseja, por moti-
vosjustos, empregar-se em oirtra qualquer caa
de commereio, para o que e offerece : quem
pretender, pode entender-se com o Sr. Joaquim
Jos Ribeiro de Olireira, na m Direita n. 55.
declarando o negocio.
Aviso.
Um
a juros so-
se,
moco com pratica de escripluraco por
partida dobrada e simples, offerece-se para fazer
a esenpturacao de alguma casa commercial :
quera do sen oTereciraeolo quizer ulitijar
annuncie para ser procurado.
_"" Alu*-se o segundo andar do sobrado n.
na ra do Amorim ; a tratar na ra da Cadeia
n. 62, segundo andar.
O pretndeme da loja de ferrageos da ra
do ueimado pode deixar carta fechada nesta li-
rrana com a letras ioiciaes A. G., com seu oo-
me e morada para ser procurado.
"a d gaL*ae *euodo andar do sobrado da
ra aa renha n. 6, com bons commodos para
qualquer familia ; a tratar na roa da Cruz n 24
primeiro andar. '
Aluga-ae urna escrara para serrino interno
e externo: aa roa do Imperador o, 50, terceiro
andar.
Quem precisar alugar urna escrars para
casa de pouca familia, o para algumas pequeas
compras, falle aa ra larga do Rosario n. 27.
taberna. '
Na ra do Queimado n. 6, loja de fazendas
por osito do cabelleireiro, comprm-se moedas
d, oqrq de 16a e 20. e libras sterlina"
ba com bomba, tanque, cocheira e estribara, t
qual est edificada com frente para a principal
estrada, e muito perto d cidade : quem preten-
der, dirija-se a ra da Cadeia n. 9.
Aluga-se a casa de sobrado na poroaco do
Monteiro, aonde morou o fallecido paido annun-
ciante, tem commodos para grande familia, co-
ohoira, caiiibaiia, eic. : a iraiir com Manoel Al-
res Guerra, no seu escriplorio, ra do Trapiche
numero 14.
A eommisso liquidadora dos credores da
casado fallecido Manoel Buarque de Maeedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou contas de Irnos, que se diri-
jam com os seus ttulos ra da Cadeia do Re-
Clf?n-26. primeiro andar, das 10 horas da ma-
ohaa s 2 da larde, para serem verificados e clas-
siucados nela referida eommisso
Sitio muito fresco.
Aluga-se ou rende-se um siti na Torre,
margem do rio, com boa casa de sobrado muito
Dera feta, com bastantes commodos. estribara
para 4 carallos, cocheira para carros, casa para
Jeiior, cacimba com boa agua de beber com bom-
ba de puxar agua, fructeiras da diversas quali-
dades, eapm para 3 ou 4 carallos. bom banho do
no, sitio murado, etc : quem pretender, dirija-
se a ra Nora n. 15, primtire andar.
precisar
ron-
de a casa, e se a quer dar para mora-
dia de quem emprestar o dinheiro.
Aluga-se urna excellente casa de
campo com todas as commodidades de
familia, com sitio grande, cocheira, es-
tribaua etc., a casa construida ha poa-
co tempo com terraqo & roda, sita ..
entrada do Poco : a tratar com os
prietariosN. Bieber & C,
res, ra da Cruz n. 4.
pro
successo-
Attenco,
Precisa-se de urna
ama que salba cozinhar e
compre; na ra direita de Santa Ritan. 5
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n
jeoV".-0""68' llmpo e "iado. para
pequea familia ou escriptorio.
Bran o. 10.
11 da
no
por nao ter
caes do Ramos
mpT Ar"nal0l,-?e em leila 20 o correle
m lui.?** n^ a r" da Praia i e a,8uen
ue^Td/sTas. DnaOC,e'POr G8,e Di9ri0
rurdaAte"M-S P.rtln,eir "dar do sobrado da
torio .,hd0llec.lw.D- 3I- prop'io P"a esc"P-
("9m a tratar no armazem do mesmo.
Na ra da Roda
n.6,
maoda-se comida para fra por preeVTzoare!
tambem prepara-se janlares agosto*'** fre-
rn7hP.?CSJ:8e- de4ama ama de meia idadeVpara
cozinhar o diario de urna casa de pouca familia
oa ra Imperial d.215, taberna. pouca,,-,n,na
res~nAUgri?.rCnS.aterr6a,d-a ruados p "r. Veln.,:8cU.s.nn.rio"l,fia0 d "*> ou
dalau n8\i1.e Prjmiro segundo andares
aa casa n. 51 da ra da Gadeia do Recife ji ira-
tama loja do mes-no sobrado.
Aviso.
0 abaixo assignado faz scieote ao resoelfarel
pubheo que tem de traap.ssar o arrend.meS
da taberna da ra das Cinco Ponas n. 71 c0n!
teodo to somente a armario e mais
assererando a qualquer pessoa o>e quizer enta-
pertencea,
quizer esta-
belecer-se as boas commumdades que a dita tem
Jos Carneiro da Silr.


------------1---------1------i----------------
I ARIO DI RRAllJCO m. SEOL5DA IRA M 9ETMtl DI 1881.
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
PROGRESSIVO
ELIXIR DE SAUDE
3CSE3
Citrolactato de ferro
nico deposito na botica do Toaqum MarUnuo
da Cruz Crrela & Cornado Calinga n. 11,
em Pernambaco.
Compras.
A F. Duarte Almeida, socio que foido armazem progresso, faz sciente aos seus fre-
guezes que tendo separado a sociedade que tinha com seu mauo, acha-se de novo estabele-
cido com dous a ceiados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquina Jos Gomes
de Souza, e o Sr. Paulo Ferreira da Silva; o primeiro na razo de Duarte A Souza, e o segundo
na de Duarte Almeida A Silva: estes estabeleoimentos offerecem grandes vantagens ao pu-
blico, nao s na li upeza e asseio com que se acham montados, como em commnnidade de
prego, pois que para isso resolveram os proprietarios mandarem vir parte de seus gneros
em direitura, afim de terem sempre completo sortimento, como tambem poderem offerecer
ao publico urna vantagem da menos 10 por cont do proco que possam comprar em outra qualquer parle, por Uso desejando oa proprietarios acredi-
taren) seus estabelecimentos tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos era seus armazens, e assim j poderi ver o
publico que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas pouoo pratioas, em qualquer um desiesesiabeleciroentos, que serao to bem servi-
dos como se viessem pessoalmente, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vantagens que florecemos,
pedimos a lodosos senhores da praca, senhores de engenho elavradores que mandem ao meos suas encommendas a' primeira vez, afim de experi-
mentar, certos de continuaren}, pois que para isso nao pouparo os proprietarios torcas para bem servirem aquellas pessoas que frequentarem nossos
estabelecimentos, abaixo transcrevemos aigumas adiges de nossos pragos, por onde veri o publico que vendemos baralissirao, altendendo as boas
qualidades de nossos generes.
Manteiga lOgleza especialmente escollhida a 900 rs. a libra e em porco ter abatimento, recommenda-se aos apreciadores destete ge
ero que mandem ao menos experimentar, serlos de nada perderem pois para isso confirmamos o que levamos dito.
dem IraUCeza a melhor do mercado a 640 rs, a libra e em barris a razao de 600 rs. a libra
l, n hySSOn e pretO o melhor do mercado de 1#700 a 29800 e em porcao ter abatimento, e afianca-ce a boa qualidade.
Presunto fiambre inglez e hamburguez a 900 rs. a libra e em porco a 800 rs.
PreSUntOS portuguezes vndos do Porto de casa particular a 560 rs. por libra e inteiro a 460 rs.
Marine19.ia dos raelhores autores de Lisboa premiada as expsitos untversaes de Londres e Paris a 19800 a lata.
CaixaS COm estrelinha pevide e rodinha a 7000 a caixa e800 rs. a libra eem por$o ter abatimento.
Latas de ameixas francezas com cinco libras a 49000 e 19000 a libra. .
PaSSaS em caixinhas de oito libras, as raelhores do mercado a 2*000 e a 400 rs. a libra e caixa de urna arroba a 79000.
Espermacete Superior a 720 rs. em caixa e a 740 rs. a libra.
Conservas francezas inglezas e portuguezas a 600 e soo rs. o frasco.
JirviinaS portuguezss e francezas a 800 rs. o frasco afianga-se serem as mais bem preparadas que tem vinio1aoiiwreado.
Lata COm bolaxinha de SOda de diversas qualidades, a rauito nova a 19450. e grandes de 4 a 8 libras de 2&500 a 4500.
VinhO em garrafas Duque do Porto, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca, FeUeriao Gamones a 19290 a 1*360
a garrafa ea 13* a duzia.
V inho em pipa proprios para pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 39800 a 49800 a caada.
Latas COm trUCtas de todas as qualidades que ha em Portugal de 700 a 1*000 a lata.
Pera em CaixaS de 4 a 8 libras a melhor que se pode desejar e tem vindo ao mercado de 435 a 69 a caixa e 1*280 a libra.
CorinthaS em frascos de 1 1|2 a 2 libras de 1*600 a 29200.
Latas COm peiX Sa Vel pescada e outras muitas qualidades o mais bem arranjado que tem vindo ao nosso mercado de 1*400 a 1*600
Caf do Rio o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
r raSCOS de amencloa com 2 libras, proprias para mimos, por serem muitobem enfeitadas e de superior qualidade a 39 cada um.
> Hiagre branco o melhor que temos tido no mercado a 400 rs. a garrafa e 2*560 a caada.
LombOS de porco, paios nativos, chouricas murallas e outras qualidades, o melhor que se pode desejar de 600 a 19280 a libra.
VinhO BordeauX je boa qualidade a 800 e 19 a garrafa e de 8*500 a 10*000 a duzia,
M&SSa G.e tomate em latas de urna libra do mais acreditado autor de Lisboa e vinda a pr imeira vez a nosso mercado, de 1* a 1*280.
Banha de pOrCO retinada a melhor que se pode encontrar neste genero a 480 rs. a libra e 460 em barril,
CervejdS das melhoreS marcas a 500 rs. a garrafa e 59000 a duzia da branca.
Vinagre puro de Sboa a 240 rs. a garrafa e 19850 a caada.
Doce da gOaba da Casca em caixao a 19 e em porc.ao a 900 rs.
Azete doce purificado a 800 rs.-a garrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas.
GognaC a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafae 109000 a duzia.
QUIJOS SU1SSOS chegados ltimamente a 500 rs. e em porcao ter abatimento, afianca -se a boa qualidade.
Genebra de Hollanda a 600 rs. o frasco a 69500 a frasqueira com 12 frascos.
PalitOS UXadOS para dentes a 200 e 160 rs. o maco com 20 maeinhos, e flor a 280 rs.
dem do gaz a 3*000 a groza e 280 a duzia de caixas.
Cnocolate o mais superior que temos tido no mercado portuguez, hespanhol e francez de 19 a 1*200 a libra.
AzeitonaS as melhores e mais novas que tem vindo a nosso mercado a 1*200 a ancoreta do Porto, ea 19600 as de Lisboa.
AmendoaS chegadas no ultimo navio a 480 rs. a libra e em porgo ter a batimento.
AlplSta o mais limpo que tem vindo ao mercado a 180 rs. a libra e 59500 por arroba.
A lm dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sortimento de ludo tendente a molhados.
H. Thermes (de Chalis) antigo pharmaceulico apresenta boje urna nova preparago de ferro
com o nome de elixir de citro-lactato de ferro.
. Parecer ao publico um luxo emprexar-te um meamo medicamento debaixo de formulas to
Tarjadas, maso homem da sciencia comprehende a necessidado e importancia de urna tal varie-
dad*-.
A. formula uro objecto de multa importancia em theraptutica; 6 um progresso immenso,
quande ella, manteado a esseacia do medicamento, o toma grade re, fcil e possivel para tedas as
idades, para todos os paladares e para todos oa temperamento*.
Das Dinerosas preparages de ferro at boje conhecidas nenhuma rene to bellas qualida-
des como o elixir de ctro-lactacto de ferro. A leu eabor agradare!, rene o tomar-se em urna pe-
quea dose, o ser de urna prompla e fcil dissolugao no estomago, de modo que completamente
assimilado; e o nao prothizir por causa da lactina, que con tem em sua composkao, a constipado de
veotre frequeolemente provocada pelas outras preparages lerroginosas.
' Balas novas qualidades em nada alterara a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
substancia da qual o medico se nao pode dispeusaa em sua clnica, de Incomparavel utilidade
qualquer formula que lbe de propriedadea taea, que o pratico posas prescrever sem receio. E' o
que conseguio o pharmaceulico Thermes com a prepararlo do citro-lactacto de ferro. Anim este
medicamento oceupa boje o primeiro lugar entre as numerosas preparages ferroginosas, com o
atiesta a pratica de muito mdicos distinctos que o tem ensaiado. Tem sido em pregado como in-
menso proveilo as molestias de languidez (cblorose paludas cores ) na debilidade subsequente as
hemorrhagias, as hydropesias que apparecem depoisdas intermitentes na incontinencia: de urinas
por debilidade, as perolas brancas, na escrophula, no rachitismo, na purpura bemorrhagica, na
convaleseencia das molestias graves, na cfaloro anemia das mulheres grvidas, em todos es casos
em que o sangue se acha empobrecido ou viciado pelas fadigas, affeceoes ebronicas, cachexia tuber-
culosas, caocrosa, syphililica, excessos venreos, onanismo e uso prolongado das precaoces mer-
curiaes.
Estas eufermidades sendo mu frequentes e sendo o ferro a principal substancia de que o
medico tem de lancar mo para as debelar, o autor do citro-lactato de ferro merece louvorea e o
reconhecimento da humaoidade, por ter descebarlo urna formula pela qual se pode sem receio
osar do ferr.
Comprase moedas de 20$: na
ra da Cruz n. 48. pagase mais do
que em outra qualquer parte.
Na ra da Cruz n. 48, compra-Se
moedas de 20$ pagando-te mais do que
em outra qualquer parte.
Compra-se
cabellos compridos.
Na ruado Queimado casa de
cabelleireiro.
AVISO
Compra-se na ra d Cruz do Becife
armazemn. 63, junto ao Corpo Santo,
moedas de ouro de 20#.
Vendas.
Consultorio medico-cirurgico
VH\I\II A GLORIA CASA DO FI3NH AO--S
Consulta por ambos os systemas,
Em consequencia da mudenca para a sua nova residencia, o proprietario deste estabeleci-
mento acaba de fazer urna reforma completa em todos os seus medicamentos.
O desejo que tem de que os remedios do seu estabelecimento nao se confundam com os de
nenhum outro, visto o grande crdito de que sempre gozaram e gozam ; o proprietario tem tomado
a precauco de inscrever o seu nome em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos todos aquelles que forem apresentados sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar queira ter maior certeza acompanbar urna conta assigoada pelo Dr. Lobo Mosaozo e em pa-
pel marcado com o seu nome.
Outro sim : acaba de receber de Franca grande porco de tinctura de acnito e belladona, re-
medios estes de summa importancia e cujas propriedades sao to conhecidas que os meamos Srs.
mdicos allopathas empregam-as constantemente.
Os medicamentos avulsos qur em tubos qur em tincturas cusa rao a 1JS o vidro.
0 proprietario deste estabelecimento aononcia a seus clientes e amigos que tem commodos
aufficieotes para receber alguna escravos de um e outro sexo doentes ou que precisen) de alguma
operacao, affiangando que serao tratados com todo o disvero e promptido, como sabem todos
aquellos que ia tem tido escraros na casa do annunciante.
A siluago magnifica da casa, a commodidadedos banhos salgados sao outras tantas vanta-
gens para o prompto restabelecimenlo dos doentes.
As pessoas que quizerem fallar com o annunciante devem procora-lo de manhaa at 11 horas
e de larde das 5 em diante, e fora destas horas acharo em casa pessoa com quem se podero en-
ender : ra da Gloria o. 3 casa do Puodao.
Dr. Lobo Motcozo.
Dentista de Paris.
15 Ra Nova15
FredericGautier,cirurgiaodenlista,faz
todas as operacoes da sua arte ecolloca
dentesartiiciaes, tudocom a superiori-
dades perfeigo que as pessoas en tendi-
das lhereconhecem.
Tem agua e psdentifriciosate.
Attenco
%
Padaria.
Alten^o.
Aluga-se a padaria da Iravessa do Pires, a qual
est prompla de ludo, com muito bons commo-
dos, e est ainda trabalhaodo, sendo seu aluguel
n:'jilo commodo : a tratar na ra da Senzala No-
va n. 30.
Precisa-se de urna ama boa cozinheira : na
ra do Crespo n. 16, para homem solteiro.
Alugi-se urna escrava para servido interno
e externo : -na ra do Imperador n. 50, terceiro
andar.
Para acabar.
Urna porcao de rtulos para caixa de charutos,
por prego mui commodo, ditos para boticas, di-
tos em branco, denoto das dores, economa da
vida humana, grammatica portugueza do Sr. Cas-
tro Nunes, arithmetica'do mesmo, cartas de ABC,
taboadas, calhecismo da doutrina chrisla, nove-
na da Senhora da Conceigio, dita da Senhora
Sanl'Aona, dita da Senhora do Cirmo, trezena
de Santo Antonio, mez de Mara, cartas de en-
terro, pautas de diflerentes larguras e grossuras,
caminho do co, contendo alem da novena de
Nossa SeDhora da Penha muitos versos e devo-
c5es importantes : na ra do Imperador o. 15,
O Sr. Dr. Fnncisco Gomes Velloso de Al-
buquerque Lius queira comporecer ie|iarii\ao
do correio para r|peber um officio vindo da corte
Quem precisar alugar urna escravapara ca-
sa do pouca familia e para aigumas pequeas
compras, falle na ra larga do Rosario o. 27, ta-
berna.
Na ra Direta, sobrado n. 33, defronte de
Sr. Jos Luiz, faz-se doces de diversas qualida-
des, e tem tambem seccoie de calda, faz se pao-
de-ls e bolos para qualquer presente, com ca-
pellas, ramos, flores, ludo de alinins, tambem
se fazem bandejas de bolinhos de diversas arma-
rles com figuras, litas com letreiros, tudo com
perfeiceo e tommodo prego, tambem se foz pas-
tis de nala, pudins, arroz de leite, doces d'ovos
9 jaleas de substancia.
A. L. Delouche tem a honra de annunciar ao
publico e principalmente aos Srs. logistas, que
est morando em Paris, e que se encarrega de
mandar qualquer eucommenda que se lhe fizer
por preco razoavel: quem quizer se ulilisar de
seus servijos, procure as informaces com o seu
irmio na ra Nova n. 22.
O Dr. Antonio de Vasconcellos Menezes de
Drummond acha-se prompto para o exercicio de
sua profissao de advogado em todos os dias utels
das 10 horas da raaoha s 4 da tarde, no seu es-
criptorio. ra do Imperador n. 43, primeiro an-
dar, e fora dessas occasides, e para casos urgen-
tes, em seu domicilio na ra do Hospicio n. 17.
Na ra do Hospicio n. 17 se dir quem tem
para alugar dous escravos.
Escriptorio de advocada.
0 bacharel A. B. de Torres Bandeira contina
no exercicio da sua profissao de advogado, e of-
ferece-se para desempenha-la tanto nesla cidade
comoem qualquer outro ponto para que o cha-
mem : pode ser procurado em sua residencia, na
ra do imperador, sobrado n. 37, stgundo andar,
entrada direila.
Ensino de preparatorios.
O buLliaiel A. R. de Turre Daudeira, profcs-
sor de geogrsphia e historia antiga no gymnasio
desla provincia, tem resolvido abrir novos cursos
de rheionca de geographia e de philoiophia, as-
sim como das linguas franceza e ingleza, a prin-
cipiar do diaSOdo correte: na casa de sua re-
sidencia, ra do Imperalor n. 37, segundo an-
dar, entrada direila.
expsito de canilieiros
ECONMICOS
-_____
O proprietario deste estabelecimento avisa ao
ublco que contina a ter um riquisslmo e va-
riavel sortimento de candieiros para todos osser-
vi<;os que se precisar, como um grande deposito
de gaz la melhor qualidade que tem apparecido,
e experiroeniaflo pelos compradores, conbecidos
verdaderamente econmicos.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Cindieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Na ra Nova n. 20 a 2*.
Loja.
Aluga-se a loja da ra Direila n. 87, com ar-
mac.o, propria para qualquer estabelecimento,
nao se olhando a preco : a tratar na loja da ra
do Queimado o. 46, de Ges & Bastos.
Precisa-se de um homem para dis-
tribuidor deste Diario no bairro do Re-
cife : na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia.
O abaixo assigoado, como liquidatario da
extincta sociedade e firma de Ferreira & Cruz,
faz publico, que tendo de ser vendido o engenho
Santa Luzia, um escravo e urna escrava, em lai-
lo publico, para pagamento dos credoros, tudo
com eutorisa;ao do Exm. Sr. juiz do commercio
O abaixo assigoado anlecipadamenle convida a
todas as pessoas que pretenderen] comprar o dito
engenho e adqoerir urna linda propriedade por
ser muito perto desta praca, a irem ver e exami-
nar, para no dia que for mtreado definitivamente
poderem estar completamente habilitados; e pa-
ra ver o preto e a preta, podem dirigir-se re-
finajo da ra de Horlas n. 7, e para todas as in-
formaces que forem precisas.
Bento Aireada Cruz.
O abaixo assigoado julga nada derr, po-
rm se alguem se julgir credor venha receber
do prazode 3 dias.
Thtodoro Fernandes Eiras.
Meuron&C, mudaram seu de-
posito de rap area-preta, do primeiro
andar n. 23 da ra da Cruz para o ar-
mazem n. 19 na mesma ra.
Alguma senhora ou creada que
queira ir ou voltar a Portugal acompa
nhando duas meninas, pagando se-lhe
a passagem queira comparecer na na
do Trapiche n. 40, a fallar com Thomaz
de Fa ya.
Aliga-ss um segundo andarina ra do En-
cantamento e o na ra do Vigario : a tratar na ra da Gadeia n.
33, loja:
Manoel Alves Guerra saca sobre o Ro de
Janeiro.
Precisa-se^le 3;500$ por um an-
no, dando se por hypotheca um predio
nesta cidade ; a deixar carta com a ini-
cial F., na livraria da praca da Inde-
pendencia n. 6 e 8, com todas as con-
diccoes.
Atteiwjo.
Aluga-se um novo armazem proprio para reco-
lher gneros, com frente para a nova rampa, en-
tre o trapiche do Cunha & C, na ra do Amo-
rim : a tratar na ra do Vigario a. 5.
Mr. Gonstanti
alfaiatede Paris,
P eslabelecido na ra do Imperador nu-
9 mero 42, retira-as para o Rio de Ja-
| neiro. As pessoas que se quizerem
' ulilisar dos seus servicoa e das fazendas
| excedentes, que lbe restam, lograro
a pelo prego mais commodo, afim de li-
f quidar. Outro sim, avisa aoa aeus de-
| vedores remissos, que venham satisfazer
Z as suas dividas at o fim do correte mez
y alias far publicar os seus nomes por
P extenso e proceder contra elles judi-
mente, que assim o obriga o cumpri-
* ment dos seus empenhos contrahidos
i? em Paria.
CONSULTORIO ESPECIAL HOHEOPATHICO
DO DOLTOR
SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguiutes molestias :
molestia! dat mulheres, molestias das erian-
eas, molestias da pelle, molestias dos olhos, tno-
le8tias syphiliticas, todas as especies de febres,
febrts intermitientes e suas consecuencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOHEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessaras, in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos pregos mais commodos pos-
liveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Satino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia; todos
que o forem tora della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
Impresso com um emblema em relevo, tend ao
redor as seguiotes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, emboratenham na lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
ttsfrttiti-t
k

Precisa-ae deumaama para o servico interno
e externo do urna casa de pouca familia : a tratar
na ra do Gabugi o. 3, segundo andar.
Alugara-se duas das melhores casas no Ca-
chang : a tratar na ra da Paz a. 42.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva pa-
ra prestar-se ao servigo de coznhar e comprar:
na ra do Imperador n. 37, segundo andar.
F. P. da Silva faz sciente as suas freguezias de
doces e os bem conhecdos alQoins para enfeites
de bandejas, que se mudou da ra da Matriz da
Boa-Vista n. 40 para a ra de Santa Rita n. 82,
aonde est prompto, como sempre, para satisfa-
zer qualquer encommenda com promptidao e as-
seio : a mesma precisa de alugar urna prela para
servico de ra,
Na ra do Apollo n. 24, segundo
andar, aluga-se urna escrava de boa con-
ducta que seja perfeita cozinheira.
Aluga-se o sitio da Capunga (do Roberto)
a margena do rio Capibaribe, tendo um grande
sobrado pintado, e forrado de novo, com edehei-
ra, estribarla, quarto para feitor, galiobeiro, ca-
cimba com excellente agua potavel, e urna im-
mensidade dearvoredos fructferos, tendo mais
urna excellente balxs de capim, com caes a fren-
te do rio ; quem pretender, dirija-se a ra Nova
n. 13, a tratar cvm Antonio Robarlo & Filho.
Aluga-se o terceiro andar sotao do sobra-
don. 55 da ru/da Cadeis, com commodos para
grande familia : trata-se no segundo andar do
mesmo.
A. commissao liquidadora dos ere-
dores da massa do fallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aos Srs.
devedores a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commissao todos os dias uteis das 10 ho-
ras da manhaa as 2 da tarde na ra da
Gadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commissao roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a obrigue a lancar
mao dos meios judiciaes ou do jornal
para haver essas importancias de que
sao seus devedores.
Precisa-se de urna ama que compre e co-
zinhe : oa ra nova de Santa Rila b. 5.
Precisa-se de urna ama para cozinhar em
casa de pouca familia : no Recife, ra da Cruz
numero 31.
Eduardo Leduci, subdito francez, retira-se
para as provincias do norte do imperio.
Funileiro e vidraceiro.
Grande e nova oficina.
Tres portas.
31Ra Wreita31.
Neste rico e bem montado estabelecimento en-
contraro os freguezes o mais perfeito, bem aca-
bado e barato no seu genero.
URNAS de todas as qualidades.
SANTUARIOS que rivalisam com o Jacaranda.
BANHEIRUS de todos os tamanhos.
SEMICUP1AS dem idem.
BACAS idem idem.
BAHUS idem idem.
FOLIIA em caixas de todas as grossuras.
PRATOS imitando em perfeicSo a boa porcel-
lana.
CHALE1RAS de todas as qualidades.
PANELLAS idem idem.
COCOS. CANDIEIROS e flandres para qual-
quer sortimento.
VIDROS de todos os tamanhos, mandando-se
botar dentro da cidade, em toda a parte.
Recebem-se encommendas de qualquer natu-
reza, coocertos, que tudo seri desempenhado a
contento.
3#500.
Arroz de casca.
Vcnde-se superior arroz de casca novo a 3)500
a arroba;: no armazem de Francisco C. de Aze-
vedo, ra da Madre de Dos n. 12.
O rival sem segundo, na
ra do Queimado n. 53
defronte do sobrado no-
vo, est vendendo tudo
bom e bara tissimo,pos
j tem dado provas de
suas boas fazendas, e
por precos que admi-
ran), a saber;
Caivete para aparar penna a 80
Ditos com 2 folhas muito Bnos a 3*0
Frascos de macar perola muito fino a SOO
Dito de oleo muito fino a 100
Tranca de la com 10 varas, bonitas co-
res a 200
Franjas de la com 10 varas, bonitas co-
res a 800
Sapitos de tranga de algodo a IjiOOO
Ditos de dita de 15a a 1JJ280
Caixas com iscas para charutos a 40
Cartas de alflnetes sortidos francezes a 100
Caixas de ditos ditos a 80 rs. e 200
Escovas para limpar dentes muito Anas
200 rs. o 400
Duzia de facas e garios, cabo prelo a 3)500
llassos com grampas muito boas a 40
Cartdes com clcheles a 20
Ditos com ditos de superior qualidade a 40
Dedaes de aro para senhora a 100
Sabonetes muito grandes a 200
Apitos de chumbo para crianza a 20
Rialejo para meninos a 40 rs. e 100
Enfiadores para vestidos, muilo gran-
des a 60 rs. e 80
Sapatnhos de lia para meninos a 400
Ainda tem urna variedade de miudezas que se-
ria enfadonho menciona-las, poiss vista que
se pode apreciar as qualidades e os precos.
Madapoln
Vendem-se pegas de madapoln Gno enfestado
a 3$, pegas de cassa para cortinado com 20 varas
a 99, ditas com 10 varas a 45500, ditas-a 35, ditas
decambraiasde caroxinbos com 17 varas a 89,
ditas com 8 1i2 varas a 4J, ditas brancas ede
cores a 3$, ditas de cambraias brancas a I56OO,
ditas finas a 29500, 3 e 39500, ricos cintos e en-
feites para senhora, de diversas qualidades, cor-
tes de cambraia de babados a 39 e 39500, saia
balao de 20 e 40 arcos a 3J> e 39500 : na ra da
Imperatriz, loja de 4 portas n. 56, de Magalhaes
& Mendet.
Lines particulares,
Um rapaz habilitado propoe-se a lec-
cionar francez, inglez, grammatica por-
gueza e arithmetica : a tratar na ra do
Cibug n. 3, segundo andar.
ITTTTTe TTTTTTTTTT TTTT
Precisa-se alugar um sobrado de um andar
e sotao as seguiutes ras : Lirrameato, Quei-
mado, Imperador, Direila, largo de Pedro II :
quem tiver, pode dirijir-se ra Direila n. 66,
2 andar.
Precisa-ie urna ama para cozinhar : na ra
da Crus n. 24.

Gabinete medico cirurgico.f
9 Ra das Flores n. 37. 9
0 Serio dadssconssltas medlcas-cirurgi- aj)
# cas pelo Dr. Estevio Cavalcanti de Albu- m
dj querque das 6 as 10 horas da manhaa, ac- fi
Sj cudindo aos chamados com a maior bre- S
tj vidade possivel. m
a) W Partos.
9 2. Molestias de pelle.
a) 3.a dem dos olhos.
9 4.* dem dos orgaos enilaes.
0 Pralicar toda e qualquer operagio em
Sj seu gabinete ou em casa dos doentes con-
m forme Ihes fdr mais conveniente.
Aluga-se ama casa emBeberibe": a tratar
com J. I. M. do Reg, na ra do Trapiche n. 34.
Aluga-se um segundo andar com muitos
commodos na ra dos Hartyrios : quem o pre-4
tender dirija-se a rus do Passeio loja n. 7.]
Saques sobre Lisboa.
Manoel Ignacio de Olivcira & Filho sacam so-
bre Lisboa : no largo do Corpo Santo, escrip-
torio.
Terrenos de marinha.
O agrimensor dos terrenos de marinha avisa
ao Sr. Frederico Miguel de Souza,para comparecer
na casa de sua residencia, na ra Direila n. 74,
afim de se lhe marcar o dia em que (em de ser
medidos os seus terrenos sitos na ra do Pilar
em Fora de Portas. Igualmente ao Sr. Francis-
co de Paula Tavares de Mello, para que venba
assignar o termo de medicao e demarcagio do
seu terreno na ra Imperial', e pagar as despezas
da mesma medigao, afim de ser remeltido com
o respective processo a thesouraria de fazenda,
para lbe ser passado o respectivo titulo de afo-
ramenlo.
Na ra do Socego (Campo Verde) casa o.
20, precisa-se de urna ama que sirva para casa e
ra : adverte-seque sao duas pessoas de familia:
quem pretender, dirija-se a mesma casa a qual-
quer hora.
Precisa-se alugar urna negrinha de 12 an-
uos de idade : na ra das Cruzes o. 33, segundo
andar.
Aluga-se a loja do casa da ra do Codorniz
n. 6, lugar proprio de concurrencia para deposi-
to ou taberna, econvindo, existe na mesma urna'
armagao de taberna, que se vender por mdico
prego ; e tambem se alega o segundo andar da
mesma : a tratar na ra do Vigario o. 8, primei-
ro andar ou segundo com o proprietario.
O irmo terceiro de S. Francisco que do
consistorio da mesma no dia da festa (a noite) le-
vou um chapeo trocado, cujo tem dentro o nome
do vendedor Joaquim Francisco dos Santos: se
lhe convier desfazer a troca entenda-se com o
Sr. Valenga.
Aluga-se o segundo andar da ra das La-
rangeiras a. U : a tratar na ra Nova n. 20.
Magalhaes, ( Alendes
receberam pelo vapor francez diversas qualida-
des de fazendas, a ser : riscado escocez para ves-
tidos a 300 rs. o corado, popelina de cor mnito
bonitos gostos a 200 rs. o covido, fusto para
vestido a 320 o corado, laazinhas entestadas a
400 rs. o covado, sedinhas de quadros a 640 e
560 o covado, chitas de cores fixas francezas a
220,240, 260 e 280, chitas inglezas a 160, 180 e
300 rs- ; na ra da Imperatriz, loja de 4 portas
numero 56.
Vende-se urna porgio de travs de louro
com o comprimento de 30 palmos, e grossura 7
a 9 pollegadas em quadro : na ra nova de San-
ta Rila n. 11, casa que fica defronte da cacimba
da rlbeira.
Vendem-ie pedras de amolar, a bordo da
barcaga Dous Amigos: a tratar no caes do Ra-
mos n. 6, e com o mestre a bordo.
Arado americano je machina-
par a lava rrouparem casa de S.P. Jos
nhston & C. ra daSerzala n.*2.
A 280 rs. o covado.
Csssas pretas finas, fozenda boa : na ra do
Queimado n. 47.
armazem de fazendas
DE
SANTOS COELHO.
Ra do Queimado n. 19.
Lenges de panno de linbo a 19900.
Cobertas de chita de ramagem a 1J800.
Lenges de bramante de linbo grandes a 39300
Cortes de phantazia de seda a 89.
Algodao monatro a 480e 640 a vara.
Rramante de linhocom 10 palmos de largo pe-
lo barato prego de 29 a vara.
Toalhas de fusto a 509 cada um.
Ricas eapellas de flores de laranja para noivas,
pelo barato prego de 59.
Bramante de algodao com 10 palmos de largo
a 19960 a vara. _
Vestuarios de seda fpara meninos e meninas,
pelo barato prego de 89 cada um.
Cortes de seda com toque de mofo a 25J.
Gollinhas de traspasso muito finas a prego de
f000.


DIA1I0 01
Feijo iBacassa doto
a *# a sacca : nos armazens de Tasso Ir-
maos.
C hegou a apreciavel agua bal-
smica para a bocea e
dentes
A loja d'aguia branca acaba de receber una no-
va remesas da mu praveilosa e procurada asm
balalaica para a bocea e denles. O boa resul-
tado de tal agua j nao aoffre duvida como sa-
HJ>!a8,{lmraeDVpeMMS(lue compraram,
equesentiam a falla dalla, e aa que de doto
comprarem acharao que o uso della faz conser-
var os dentes saos, livrando-os da carie, fortale-
cer as gengivaa e tirar o mo hlito da bocea,
dando mesma agradavel aroma, podeodo-se
mesmo usar delli'oo s pela manha como a
qualquer hora, e com acerlodepois do fumar pa-
ra tirar o cheiro do fumo, ou quando se teoha de
ssiir para ter-se a bocea aromtica : para ssq,
porm, bastara algumas gotas della em agua pu-
ra, o proveilo d'agua balsmica anda chega a
k e,la.83m3 com certo e promplidao para
acabar ador de dentes, ensopando-se nella um
bocado de algodo e deiando-o no buraco do
dente, este adormece e em pouco desapparece a
aor. rara se obter um fraecode lo proveitosa e
apreciavel agua balsaaica, dirigir-se com 1
toja d aguia branca, ra do Queimade n. 16, uni-
ca parte onde ella se vende. Adrerte-sa que- os
Irascos vao marcados com o rotulo da dita loja.
Novo sortimento
de cascarrhas de seda,
franjas e galo com lacos
n s relas.
A loja d'aguia branca acaba de receber um
novo e bello aortment de cascarrhas de seda
com daas relas Qogiodo pafo, o oaelhor que se
pode dar em tal genero e vende a 2$ a peca, as-
sim como franjas de seda de diversas crese lar-
guras por precos admiravelmente baratos, e
tambem ua novissimo galaoziobo de seda coa
lacos as relas proprios e de muito gosto para
enfeites de vestidos. A barateza com que a loja
a aguia branca costuma vender os objectes j
bem conhecida e agora comprova a mais com a
limitaco dos precos porque est vendendo os
arligos cima, para verificar-se dirigir-se com
dinheiro a dita loja d'aguia branca ra do Quei-
mado n. 16, que na realidade acharao barateza,
agrado e sincendade.
A. 190CO.
Um reato de latas de aarmelada de Lisboa e
do Rio Grande do Sul, de i 112 libra a 2 cada
lats : na praca da Independencia n 22.
SEGUNDA FE1RA 23 DI SfiTEAtBRO DI 1861.
Na loja de Nabuoo & C, i
ra Novan 2, vende-se a me-
lhor tinta para marcar roupa.
uu m
Iiquidaco:
Fende-se por barato preco.
Ra do Crespo n. 2.
Neste estabeleeiaento estio expostas venda
as fazendas que foraa arrematadas, e se vendem
por menos da metade do seu valor: venham
comprar trazendo os competentes cobres, e ad-
nnrarao a baratis.
Relogos.
Vende-se em casa de Johnston Paier & C.
ra do Vigario n. 3 um bello sortimento da
relogros de ouro, pateo te ingles, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
usaa variedade de bonitos traneeliaspara os
msalos.
r, Ta7ende*8eJuffa taberna si ma DireiU
n. lis: quem della pretender, dirija-se a mes-
ma, que achara coa quea tratar. '
Attenco
Veode-ae confronte o portao da fortaleza das
Cinco Ponas o seguate : carrocas para boi, dita
para cavallos e para agua, carnohos para traba-
Jnar na alfandega e carrinbos de mo, rodas pa-
ra carro?as e para earrinhos, eixos para ambos,
torradores para caf com fogo, boceas de fornos.
bandeiras de arcos de todas as qualidades, do-
bradicaa de chumbos de todos os taaanhos fecha-
duras de ferrolhos, tranquetas, ferro de embutir
da lodos os lmannos, ferrolho de chapa.
Peitos de esguio de algodo
para camisas a 500 rs.
Na loja d'aguia branca vende-se muilo bons
peitos de esguio de algodo para camisas a 500
rs. cada um, dinheiro a vista: na Toja d'aguia
branca ruado Queimido n. 16.
I
Encyelo-
pedica
l**ia de falendas
[Ra do Crespo numero 17.
DE
Guimares A Villar.
Para acabar com certas fazendas ven-
demos baratissimos :
Chapelinas de seda de riquissimos gostos
a 129 cada ama.
Ditos de palha de Italia a 28*.
Gollinhas e manguitos de punbo de su-
perior qualidade a 3jf.
Cas,l,de cores flxas e delicados padroes
a 280 rs. o covado.
Sedas, cambraias. cassas, chitas e tudo
quanto pertence para adornos de se-
ahora por baratissimos precos.
Calcado Mell de 2 solas e sola fina.
Para homens.
Grande sortimento de roupas feilas e
Chapeos de todas as qualidades.
largodaPeDlia__
Francisco Fernandes Duarle, proprietario deste
armazem de molhados, partecipa aos seus fregoezes, assim como aos senhores da prsca, de enge-
ano e lavradores que d ora em vante quizerem-se afreguezar neste estabeleeiaento, que se acha
coa ua completo sortimento de gneros os mais novos que ha no mercado e por serem a maior
parte delles vindos de coota proprla, est portanto resolvido a vende-los por menos 10 por cento
>io que em outra qualquer parle, afiancando a boa qualidade e acondiciouameoto, assim como ser-
vir os portadores menos pralicos lo bem, como se os senbores viessem pessoalmente, para o que
nao se poupar o proprietario em prestar toda aleoslo, afim da continuaren! a mandar comprar
suas eocommeodas, serlos de que, toda e qualquer encoamenda comprada oeste estabelecimenlo
acoapannara urna conta impreasa com o mesmo titulo de armazem Progresso.
Mantaig* UgUxa peTieitamente ftot. l000 .,., teDde.
se por este preco nicamente pela grande porQo que tem e se for em barril se fara batimento
Hauteiga francesa. 6M r8.. libr., em bawII, .
"* yasa^ o melhor que ha no mercado a 2600 a libra.
dem preto, mooa Ilbri.
\jaeijos ao *eiao chegad08 negt# ullimo Tapora 29Q0
dem p rato, m r8> intero a 640 r8# a libra
"* 640 rs. a libra em por$5o se faz a batimento. *
Prezuuto de fiambre Dgl. 700 ri libra
Ptexaatra de lamega. 480 rg.. 1bra otero, 440 rf.
T^evatlft
w* a mais nova que ha no mercado a 160 rs. a libra, e em. arroba a 4|5O0.
yrmasete. 7eo r.., iibra. m caix.. -no.
Lajas com bolaxiitfia de soda de def6rente qualIdade8. 1S400
Latas eom Beixe em posta de maita8 qualidade,. 1#400
\zeitonas maito aovas. lsooo 0 barril,. retalh0. a garrafa
Ooee de \ipeTene em wt dfl 2 librag por l|pw>
nulas pari podiin a 80Q rg> ^1bra>
Baha de poreo retinada, m .. Ubra em b,rril, m
- *** a aaisnovado,mercadoa900rs.,aemlattaade2libraporl700
Patos de lombo ,
^- Prunelra vez que vieram a este mercado a 640rs. a libra.
CWneas epaios mMl9 novog, M rg libra
Palitos de dente lUadoscom20maciabog por200rg.
Chocolate raaeez. 1W0Ori.. librai ditt0 porluguez 800 m
>Varmelada imperial, ,
. 4nA/l 7-T d0 *l4o Abreu a de outros muitos fabricantes de Lisboa
19UUO rs a libra.
wr. ". ^^^^'Porto.Bordeaux.Carcavelloi.e moscatel a 18000 a garafa.
-r. J^^de 500. 560 e640ra. agarrafa, em caadas a 3#5004S000 4500
J SDOa 0 maissuperior a 240 rs. a garrafa.
veja d maig acre(madas marca3 a 5# a duz. e em afa (500 rg<
EiStrelliaaa ,
_, parasopa a mais nova que ha no mercado a 640 rs. a libra.
ErvUha8traueeM8.640ri,utti
Mwto de aaendoa. m ., ,_ dll. tom c,
cozes 120 rj_ t ]lbri_
V. muito smperiora 240 ra.- a libra, e a 7 a arroba;
&MAV
* do Maranho a 3 em arroba, e em libra a 100 re.
c-, s 1S libra, se for em poroo se far abalimenio.
Sevadiiiha,,^,.^,,,,,^
agu muit0 D0T0 a 320 rg> a libj^
. ,de u,bM 360 libra a 10 a arroba.
variaba do H&aranJaao
Toucio\\o iaeUz.-nn
a 200 ra. a libra.
Acaba deljb
chegar H
ao novo armazem
DE
a maia nova a 160 ra. a libra.
Passas em caVxinbaa
In4eoendfinl7H7!!i *8 de8 libras a 2500 cada urna,
curar !St?mo\Uima meQClondo" encontrar o respeitavel publico Ldo quanto pro-
EAU ilNRALE
NATRAIXEDE VICHY.
Deposito na boticafraneeza ra da Crz n.l
Fara bailes ou ca-
samentes.
Vendem-se na loja do pavo ricos cortos de tar-
atana branca bordados a matiz, fazenda do ulti-
mo gosto, ditos de merino bordados com delica-
das cores: na ra da Imperatriz n. 60, loja de
Gama & Silva. '
Bom e assim barato
ninguem deia de comprar urna pasta para pa-
pel por 11000. Na loja d'aguia branca acba-se
umaporgao de boaa e perfeitas pastas para pa-
pel com calendario perpetuo, e indico das festas
mudaveis, pelo que se lorsam de muita otili-
dade, e o pequeo preco de 1000 cada urna
convida a aproveitar-ae da occaaiao em que se
estao ella* vendendo por metade do que sem-
pre cusluram ; assim dirijam-se ra do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16, que (ser
bem servido. m *
Vestidos brancos
bordados.
Anda reatam alguna cortea de vestidos braceos
Sm wtKoS^n i> l*w V"" co""end" P cujo fim elle, poasuem
ya ua ra ao uuelmaao o. 22, na bem conheci- n *--______~___*
Ha loja da boa l.
Ra do Oueimado n. 40,
loja de 4 portas
de Vento ^ Mala,
vendem-se barato as seguales fazendas, para li-
quidar.
Cortes de casemira finos de cor a 3)>500 e 4a.
Ditos de dita ditos de cor preta a 5# e 6j>.
Ditos de brim de puro lioho a lttGOO e 2j.
?J2S? prei0 'zul' Terde e cor de Cfl. covado
a o^ooo.
Cortes de superior velludo de cor a 42 e 59000
Manteletes de fil preto bordado a 4.
Visitas de seda abertas a fil a 4.
Mantas de dita ditas a fil a 4 e 5S.
Riquissimos cortes de seda a 80, 90 e 1008.
Ditos ditos de dita a 15, 20 e 25.
Cbalescom palma de-seda a 2J> e 2S500.
Cortes de cambraia bordada a 1*800.
Lencos bordados com bico, duzia a 1S500 e 29.
Chales de touquim a 15 e 30$.
Ditos de merino bordado a 4, 5 e 6$.
Chitas Erancezas, qualidade superior, covado
a 240 rs.
Ditas ioglezas, corea fixas, covado s 160 rs.
Lencos de seda da India a 1.
Cambraias lisas muito unas, com 8 varas a oe-
ta a 35O0 e 4. v
Cazaveques e capishaa de fosto branco a 88 e
98000.
Meiasde algodo cr superior fazenda a 48.
Chapeos a Garibaldi a 14 e 158.
Enfeites e chapeos & traviata a 9,10 e 128.
Herneslina, riquissima fazenda para vestido
de aanhora, covado a 400 e 500 ra.
Ambroaina, idem idem, covado a 500 rs.
Mimos do co, covado a 500 rs.
Sediohas de quadros, covado a 700, 800,900 e
18000.
Manguitos de cambraia bordados, um 500ra.
Gollinbaa idem, urna 320 rs.
Superiores espartilhoa para aenhora a 4f.
Brim branco de linho, vara a 700, 800 e 18*
N. O. Bieber& C, successores, ra da Cruz
n. 4, tem para vender relogios para algibeira de
ouro e prata.
Carros e carrosas.
Em casa de N. O. Bieber
A C. successores ra da Cruz
numero A.
Vendem-se carros americanos mu elegaotee
e leves para daas e 4 pessoas e recebem-se en-
commeodas para cujo fim ellea possuem map-
pas com vario desenos, tambem vendem car-
ro?as para conduccio de assucar etc.
Rival
sem segundo
Na rus do Queimado n. 55. loja de miudeza
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem destinado
acabar com certas e determinadas miudezas pelos
precos abaizo declarados, e venham logo pois
eali aeabando.
Caixas com agulhas francezas a..........
Novellosdellnba para marcar a 20 ra. e..
Ditos de linha de cores e muito grandes a
Carretel de liuha, superior qualidade a..
Linha branca do gaz a 10 rs. e...........
Dita dita.a melhor que ha, novello grande
Pares de meias de cores para meninos a
Duzia de meias cruas muio superiores a
Dita de ditas ditas a......................
Pares de meias de cores para meninos a
Linha em cario Pedro V a..............
Caixas com phosphoroi de aegaranca a
Caixas de folhas com phosphoros (so a
caixa val 100 rs.) a....................
Duzia de phosphoros do gaz a..........
Frascos d'agua de colonia superior a....
Ditos com cheiro* muito finos a........
Duzia de meiss muito finaa para aenhora
Caixas de apparelhos para meninos a 240
rs. e. ......... | '
Traneas da lia e de linho sortidas a......
Sabonetes grandes e superiores a........
Groza debotoes pequeos para calca a..
Grozade bolea de louca a..............
Varas de tramoia superior a 120 e........
, Groza de pennaa de ac a...............'.
Carleiras multe superiores a............
Biralhos portugueses a.................,
Tesouras muilo finaa para coatnra a....
Ditas para unhas a 240 e..................
Bsralhos para voltarete a 240 e..........
Fraseos debanba de orco a................
Prascos grandes de lavando embreada, su-
perior qualidade a....................
Frascos de oleo de babosa a 320 e......
Fraacos dedanha muilo fina a240e......
Agalheiros com agulhas a................
Cestiuhas de Hamburgo.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
1 B, quem recebau um completo sortimento d
lindas cestinhas de todos os lmannos proprias
para meninesdeescola, assim como maioree com
lampa proprias para compras, balaios proprios
per coatura, ditoa proprios parafaqueiroa, ditos
multo bonitos para brinquedos de meninos, di-
tos maracspintadinhos que se Tendea por pre-
sos muito baratos- v
120
40
40
30
20
60
120
28400
28000
160
20
160
100
240
400
500
38000
500
40
160
120
120
160
500
500
120
400
400
820
40
800
500
320
80
BASTOS k IEG0
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Usa grande e variado sortimento de
> roupas feitaa, calcado e fazenda e todo
este a vendem por precos muito modi-
ficados cerno de sea coatume,assim como
aejam sobrecasacoa de superiores pannos
e ensaco feitos pelo ltimos figurinos a
268.288, 308 e a358, paletots dos mesmo
pannos preto a 16J, 18*. 208 e a 248,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novo padrde a 1*8,168, 188,208 e 248,
dito ceos das mesma casemiras de co-
res a 98.108,128 148. ditos pretos pe-
lo diminuto preco de 88,108, e 12$, dito
de sarja de seda a sobrecasaeadoa a 128,
ditos de merino de cordo a 128. ditos
de merino cbinez de apurado gosto a 158,
ditos-de alpaca preta a 78, 88, 98 e a 108,
Mitos saceos pretos a 48, ditos de palha de
seda fazenda muilo superior a 48500, di-
toa de brim pardo e de fusto a 88500, 48
e a 48500, ditea de fusto branco a 48.
grande quanlidade de calcas de casemira
reta e de cores a 78, 88, 98 e a 10, ditas
Krdas a 38 e a48, ditasdebrlm decore
asa2$500, 38, 3500 e a 4$, ditas de
brim brancos finas a 48500, 5$, 5*500 e a
68, ditas de brim lona a 58 e a 6$, colletes
de gorguro preto e de cores a 5|e a 6
ditoede casemira de cor a pretos a 4f50O
e a 58, ditos de fusto branco e de brim
a 38 e a 38500, ditoa de brim lona a 4
dltoa de merino para luto a 48 e a 485&u,
calcas de merino para luto a 4$500 e a 52,
capas de borracha a 98. Para meninos
de todos os tamaitos : caigas de casemira I
prefa e de cor a 5f, 68 e a 78, ditas ditas &
de brim a 25. 38 e a 38500. paletotssac-
eos de casemira preta a 6$ e a 7, ditoa S
de cor a 68 e a 7|, ditoa de alpaca a 38, *
sobrecasacos de panno preto a 128 e a
14>>, ditos de alpaca preta a 58, boneta
para menino de todas aa qualidades, ca-
misas para meninos de todos oatamanbos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
Eara meninas de 5 a 8 anuos com cinco
abados lisos a 88 e a 122, ditos de gorgu-
ro de cor e de la a 58 e a 68, ditos de
brim a 38, ditos de cambraia ricamente
bordadoa para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupaa feitaa que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al-
laiate dirigida porum hbil mestre que
pela ua promptida oe perfeico nadadei-
xa a deaejar.
Enfeites riquissimos.
Vendem-se ricos enfeites de retroz, sao os me-
mores e mais modernos que ha no mercado, pelo
bartissimopresode88: na ra do Queimado
n. 22, na loja da boa f.
-iMMMMMia ansa* mmmmm
\ A loja da bandeira 1
JNova loja de funileiro da
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos da Fonseca participa a
todos os seus freguezea tanto da praca
- cmodo mato, e juntamente orespeita-
ve publico, que lomou a deliberaco de
baixaro preco de todas as suas obras, por
cujo motivo tem para vender nm grande
sortimento de bahua e bacas, tudo de
dinerentes amanhosede diversas cores
em pinturas, e juntameute um grande
sortimento de diversa obra, contendo
banheiros e gamelas grandes e pequeas,
machinaa para caf e camas de vento, o
que permite vender maia barato poaaivel.
como sejabahsgrandes a 48 e peque-
nos a 600 ra., bacias grandea a 58 e pe-
quenasa800rs,,cocoaal8 aduxia. Re-
cebe-ae um offlcial da mesma officina
_ paratrabalhar.
Aos senhores selleiros.
Oarello preto de boa qualidade a 18800 o co-
vado : na ra do Queimado n. 17, a primeira loja
paasando a botica.
Madapolo coqueiro
a 38 a peca, com pequeo defeita: na ra do
Queimado n. 17, a primeira loja passando a bo-
tica.
Feijo de corda.
No armazem de Tasse Irmos; ruado Amo-
rim n. 35.
Ruada Senzala Novan. 42
Venda-s em casi da S. P Jonhston ellinsa silhesnglezes,candtairo e castiga!
bronzeados,lonas agieses, fio devela,chicou
para carros, emon-iaria.arreiospara carro da,
aa edoni cvalos relogiosde ouro paient
nglec.
Cilios dourados e "
tes de cores.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo va-
por inglez os bonitos cintos dourados eom flvelas
de novos e delicados moldes, assim como lindos
enfeites de gostos novissimoa eioleiramete agr-
daveis, e como seu costume, est vendendo tu-
do mais barato do que em outra qualquer parte,
e para desengao dlrigirem-se a dita loja d'a-
guia branca, ra do Queimado n. 16.
4M.M
Avua.se aos paes de familia $
que existe na loja de Nabuco &
C, na ra Nova n. 2, um gran- A
de sortimento de vestuarios de k
diversas qualidades e de gostos
os mais modernos, para meni- fb
nos e meninas de 2 a 6 annos,' A
que se vendem por precos com- m
modos.
Enfeites riquissi-
mos.
Vendem-se ricos enfeites de retros e de diver-
sas qualidades, sae os melborea e maia modernos
que ba no mercado, vende-se per barato preco,
assim como tambem se vende rap Paulo Cordei-
ro, grosso, meio grosso, fino, rotio francs e Lis-
boa, todas estas qualidades se vende tanto em
libra como a retalho, e muita maia miudezas
em conta : na ra larga do Rosario, passando a
botica, na segunda loja n. 88.
Carrosa.
Na taberna grande da Soledade vende-se ama
canosa para boi, aova e de boa madeira.
Calcado
45 Ra Direita 45
Magnifico sortimento.
Semprecondescendente e prazenteiro com oa
freguezes que Ihetrazem dinheiro, o proprieta-
rio deste grande estabelecimenlo continua a of-
ferecer ao publico, por precos mdicos e sempre
inferioreaaos de outro, o seu bello sortimento
de calgado francez, inglez e brasileiro e vejam:
Homein.
Borzegulns Victor Emmanuel. .
> coaro de porco.....
lord Palmerston (bezerro .
diversos fabricantes (lustre}
John Ruseell. ; .
Sapates Naolea (batera inteira). ,
c patente.........
sapatos ttanca [portuguezesj. : .
(francezes).....
entrada baixa (aola e vira). .
muito chique (urna sola). .
Senhoras.
10*000
108000
98500
98000
88500
58500
5

9

. 5J500
. 5.00O
. 58O00
; 48O0
. 48500
. 4S0O0
. 8J200
. 28240
. 18000
lustre, be-
Borzeguins primor (Joly).
brilhantina.....
gaspa alta......
> baixa......
a 31,32,33,34. .
decores 32,33.34. .
Sapatoa com salto (Joly).....
francezes fresquinbos. ,
31, 32, 33 e 34 lustre. .
E um rico sortimento de couro de
zerro francez, marroquim, sola, vaquetas, cou-
rionos, fio, taizas etc., por menos do que qual-
quer outro pode vender.
Em casa de Adamson, Howie & C, ra do
Trapiche Novo n. 42, vende-se :
Rolbas de cortiga Qaissimas.
Lona e filete.
Fio de veis.
Superiores tintas de todas as cores.
Sellins, silhdes, e arreios para carro ou cabriole!
Exposico de cutilerias
finas, na ra Nova n. 20.
Neste riquissimo estabelecimenlo se encontra-
r sempre um riquissimo sortimento de cutilerias
em lodo o genero que se pode imaginar, assim
como tambem um riquissimo sortimento de me-
taes flnissimos conhecidos pelo verdadeiro plak
paraservico de almoco e jantar, camas de ferro
para casal esolteiro, bandejas a imitaco de cha-
rao em ternos e avulsos, finas e ordinarias, toda
a qualidade de louca de porcelana para cozinha :
na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Vende-se um carro novo de 4 rodas, feito
a moderna, anda em branco, por preco razoa-
vel: quem o pretender, dirija-se a ra de Do-
mingos Pires n. 28, officina de Carlos Hesse.
600 rs. a groza.
s superiores e afamadas peonai
idas langa ; na ra do Queimad
Lindas caixinhas
As mais superiores e afamadas peonas de
denominadas lanca ; na ra do Queimado n
ac
40.
com necessarios para costura
Acaba de chegar para a loja d'aguia branca mui
liadascaixiohas matizadas,com espelho, tesoura,
caivete,agulheta, agulheiro, dedal e ponteiro,
tudopratiado e de apurado gosto, emQm urna
caixioha excellente para um presente, e mesmo
para qualquer senhora a possuir, e vendem-se a
108 e 128 : na loja d'aguia branca.ra do Quei-
mado n. 16.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos fioissimos de linho proprios
para os tabaquistas por serem de cores escurase
fixas, pelo baratissimo preco de 6J> a duzia ; na*
ra do Queimado n. 22, na bem conhecida loja da
boa fe.
Lencos de cam-
braia com padroes de se-
da a 2$500 a peca.
Na loja d'aguia branca tambem se vende mui
bonitos e finos lencos de cambraia imitando seda,
isso pelo baratissimo preco de 28500 a peca de
10 lencos. E' essa urna das pechincbas que custa
apparecer, e quando assim approveitar-se da
occasiao, porque elles servem tanto para algibei-
ra como para meninos, e quem os vir na loja
d'aguia branca, na ra do Queimado n. 16, ter
vontade de comprar mais de urna peci, tal a
bondade delles.
KMHaHMes etKweie skwmii
I
Attenco
[Fazendas e rou-1
pas feitas baratas.
NA LOJA DE
[48--Ra da Imperatriz48]
Junto a padaria franceza.
Acaba de chegar a esle estabeleci-
menlo em completo e variado sortimento
I de roupas de diversas qualidades como
sejam : grande sortimento de paletots
de alpaca preta e de cores a 38 e 38500,
ditoa forrado a 48 e 48500, ditos france-
zes fazenda de 108 a 68500, ditos de me-
rino prelo a 68, ditos de brim pardo a
8f800 e48. ditos de brim de cor a 38500,
ditos de ganga de cor a 38500, ditoa de
alpaca de la amarella a imitaco de pa-
lha de seda a 38500 e 48. ditos de meia
casemira a 48500, 5g e 58500, ditoa de
casemira saceos a 13$, ditos sobrecasacos
a 158, ditoa de panno preto fino a 208,
22g, 288, ditos brancos de bramante a
38500 e 48. calcas de brim de cor a 18800
2S500, 38. ditas brancaa a 38 e 48500, di-
tas de meia casemira a 38500, ditas de
casemira a 68500, 71500 e 98, ditas pre-
taa a 41500, 78500.98 e 108, colletea de
ganga franceza a 18600, ditos de fusto
28800, dltoa brancos a 20800 e 38, ditos
de setim preto a 38500 e 48500, ditos de
gorguro de seda a 48500 e 58, ditos de
casemira preta e de cores a 48500 e 58
ditos de velludo a 7|,8| e 98.
Completo sortimento de roepa para
meninos como sejam calcas, colletes, pa-"
letoU, camisas a 18800 e28,ditas defestao
a28500, chapeos francezea para cabecaJ
fazenda superior a 68500, 80500 e 108.
ditos de sol a 6J e 8500, ditos para ae-
nhora a 4500 e 58.
Gravatinhas de raiz de
coral,
o melhor que. possivel. Vende-se mui bonitas
gravatioha de raiz de coral com duas e tres
voltas.e lacos njs ponas, sendo ellas bastante
*55K o,,578ta d0 ^ue 8ao l'simas a
Z90OU e 38000: assim bom e barato s na loja
d aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Saias de cordo.
Superiores saias de cordo a 38, 38500 e 48,
ditas alcoxoadas muilo superiores a 58 ; na ra
do Queimado n. 22, loja da boa f.
i SWM
Nova pechincha a400rs.
o covado.
Vende-se lazinbas en restadas ao gosto chi-
nez as mais modernas que tem vindo pelo dimi-
nuto preco de 400 rs. o covado : oa ra da Im-
peratriz n. 60, loja de Gama & Silva.
Nova remessa a 3,000, na
loja do Pavo.
Acaba de ebegar orna porcio de madapoiao
francez entestado com 14 jarda que a vendem
a d8 a peca : na ra da Imperatriz n. 60, toja de
Gama & Silva.
# ;
S Nova california 2
DE
Fazendas baratas.
Na roa da Imperatriz i. 48, jeito a J
padaria franceza.
Cortes de cambraia branca com babadi-
l nhos 48 e 45O0 superior 58, cambraia li-
9 za com 8 Ii2 vara 3J, 38500, 48. dilas de
fcscossia 58, e 68, ricos enfeites para se-
l nhora 68 e 6J5O0, sintoa o mais delicados
9 para senhora 28500.38, cbapelioa para cri-
anca gosto inglez 3J500.48, para baptisado
I 38, corles de vestido de seda Eacosseza de
I bonitos gosto 128 eslo se acabando ri-
9 eos lencos de labyrinlho 18.1|200. chapeo
1 oe sol para senhora de boniUa corea, lisos
58, cabo de marfim 58500, cortea de cam-
braia brancos com flor de aeda 58. ruca-
do francez 200 ris o covado, completos
sortimentos de baldes de arcos 38, aorli-
ment de meia para menino e menina
200 e 240 ris o par. chales de Urlatana
de cores a 640 ris, lencos branco com bar-
ras 160 ris chitas inglezas a 180 e 200 r .
dita franceza a 240*e 280 rs. o covado 5
pecas, de cambraia de forro eom 9 varas
a 2 : junto a padaria franceza n. 48. S
$
RayiBiifiUo
Cario Leiie &
Irmo rece Le-
ra m pala bar-
ca Clarisa vin-
da HimamtL-
te de Nevr-
York.um com-
pleto 1*11-
Bieiilo as me-
lborea machi-
na da ozer
dos mai afa-
mados aetor*a
melborado
eom nove
a parfai coa-
mentos, fizando paspen to igual pelo deas ia rs
da costura, mostram-ie na raa da Imperatriz .
12, a qualquer hora. Tambem receberam ladea
oa preparos para as mesmos como sgalka, r*>-
troze em carriteis, linha de todas as caree tade
fabricado expressamente para a sjg-
chinaa.
a

Sobrado.
Vende-se o sobrado de um andar .i.
57 com grande quintal, sito na ra do
Livrament a tratar com Bernardino
Francisco de Azevedo Campos, na ra
estreita do Rosario n. 47.
Lw vas de pellica.
Novo sortimento de Invas de pellica chegadae
no vapor inglez para a loja d'aguia branca oa
ra do Queimado n. 16.
Tachas e moendas
Braga Filho G. tem sempre no sen depo-
sito da ra da Moada n 3 A, um grandesor-
mento de tachas e moendas para engenho da
muito acreditado fabricante Edwin Mawatra-
tar no mesmo deposito oa na ra do Trapicha
o. 4.
Escrayos fgidos.
Fogio ao dia 10 de eeteabro do carrete
anno, o escravo do abaixo assigoado.de nosaa
Marcolioo, tem os signaes seguintea: cabra
idade de 29 annos, altara regalar, asa laai
cheio do corpo, sem defeito algum, tea traba-
Ihado Ba alfandega ao Sr. Arccnio. A peseoa
que o encontrar pode o levar ao abaizo rasif a
do que gratificar, O mesmo abaixo aaeigaada
proceder contra qualquer pesaos que por ven-
tura o teoba occulio.
Domingos Caldas Tire Ferreira.
Do engenho Garap, perto de villa da Ca-
bo, auseotou-se no dia 27 de juobo deste aaae
um mulato de nome Jacob, idade 20 aaae, poa-
co mais cu menos, com o aigaaea segalles ;
estatura regular, corpo robusto, cabeca redesda)
cor avermeihada, cabellos ruivos. olkas viro!
nariz regular, dentes pereitoa, cera larga, **
barba, boa figura, falla bom aprasaada^ cattaaaa
inculcar-se por forro, e gosta de andar bem ves-
tido, usa de chapeo de copa baixa, e janeo aa
mo, natural do Aracaly, e foi vendido na refe-
rido engeoho a Sra. D. Anna Delfiaa Paes Brre-
lo, em abril do anno passado palo Sr. Joo Fraa-
cisco Lauriaoo, rendeiro do engenbo Serra ia-
be-se por certeza phTsica aonde est o referid
escravo, mas por ora pede-ee aoe contadores
manda-lo levar ao engenho Garap aa pre-
pria senhora antea que se proceda sos aeiee le-
ga es ; no entretanto aeropre se gratificar a a apresentar, com 50(000.
Desappareceu no dia 13 de corrala, da si-
tio de S. Jos do Manguinho, o escrav crieala,
maior de 50 annos, de nome Joasjaia, cem ea
signas seguintea: cabellos braacas, alta, i<
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo foi prc-
priedadedo Sr. Manoel Jas Pereira Pacheco, da
Aracaly, d'onde veio para aqai fegida : roga-se
a toda as auloridadea policiaca a caeni jae*
que o encontr, de o captarar a eatrega-lo aa
itio cima citado, ou na ra do Trapiche a. 15
a Jos Teixeira Basto.
Escravos fgidos.
Fogiram juntos, no dia 14 de agoate, aa escra-
vos Pedro e Joaona, tende a eaerava ea signaes
seguintes : crioula, de idade de 20 aanee, penca
mais ou meuos, cor preta, catatara lia. cara
secco, rosto comprido, denles liasadee, lasa o da-
do mnimo de urna das mies anzolado da asa u-
Iho qae levoa sobre a osase dada ; levaa asea
Irouxa de roupa, contendo um chale cacareado
de franja e bordadoa braace, aa leacebraaeo,
um cobertor ivo, dous vestidas da chita clara,
nsadoa, e nm novo cor de raes, algaaaa lasnhsj
de algodozioho e madapoiao, aada aadaaida pele
escravo com quem fugio, de aaase Pedca, sesas-
branco, de idade de 35 ano, poece aais a
menos, estatura mais qae regalar, carea, aerase
ebracos seceos, cabeca redonda e chata airas,
cabellos corridos, um pouco barbad e as de av
godes, anda aprestado a iaettaa
frente, bem ladino e fltenle da aada
levou caifa e cemita da algadeetJahe
chapeo de fellre. Foraa vistas aea i
das nos arrabaldes deste ddade da KacM. esaa-
De-ae terem segaido para Cmara. d*eade las a
Joanna escrava do Sr. Caetaaa Jaa, aa
certo ettram seguida para a centre i
em direecio ao Rio da Peixe, Paabal
Souz, por ser o referida Pedro
sea logare aonde foi asara*
ridade policiaca e cpiteeda eaapa, aa qual-
quer pesaoa, que oa apprehaadaa attegaarae
do Cabug n. 9 ao Sr. capitio Caeteee Silvana i
Silva, que sero recoapeaaeda
roaidade, tanto pelo aeahar da a*
doeeerafo.




.***

G>
MARIO DI FiRIAMIOO; SEGUNDA ftlfti 13 MS SETEMBRO DI 1861:
Litteratura.
l'm amor na Laponia.
A' Skk. con dessa Lacra Swetkowsea.
(Continua[o do n. 215.)
XXI
Fixou-se a partida do mancebo pira o mesmo
ia em que os rebanaos deviam deixar o gaard
para ir^ni 803 pastos, muilo tempo abaodooados.
Esse dia uma verdadeira solemnidade campes-
Ire : por assira diier a festa rustica da prima-
vera.
J desda algn? das nbrlara-s'a de todo os ja-
aellas da sala para eenlir-se o balito
mentos que Ihe inspirara rada uma dellas Dio
tram da mesma oalureza e nao poderiam preju-
dicar-se. Aliada sueca, a feitt ooiva nao aceita-
ra este bolo de piedade que elle da?a peque-
a lapona, e tinha batante seguranza de aeu im-
perio para permittirque um pouco desympathia
innocente se perdetse looge delia. Alm ditso,
ella nao eslava ah, e as rarissimts occasies
que Henrick po lia tor de escrerer-lhe, elle tinha
mais que fazer do qu oceupar-se de Norra.
Deixamos a pobre moca do roeio do deserto,
de noite, reinando um fro, que nem ao menos
! suspeilam as latitudes temperadas, entregue
I todas as torturas de um coracao despedazado, e
ao espago. Convm diz-lo, por mais forte que
jos tepidos seja seu coraco, ella experiemenlou alguns. ios-
veotos, que peu.Uai es ; j,V ,v imites de verdadeiras magoas.
adi. qfe se lpvnu.
coracoes
sp'.va corra nos rameal
tavam al^ferement-e para o c*u ; j os rosos bo-
tes se entreabrame as fothas desdobrtvam se
como pequeas fitas verdes os pona dos ramos
negros ainda : o musgo florescia ; as calaractas
tfesencadeadas resoaram e relieiam nos bosques ;
os rebanhos mugiam no fundo dos curraes inquie-
tos ; era necessario restitui-los primavera e
serva fresca.
ludo reoascia na herdade ; por toda a parte
jeinava a aclividade ; comegavam os trabalhos ;
era como uma nova vida que reanimava o mun-
do... : e era oesse momento que dous
amorados deviam separar-se.
Seus adeuses foram o quo serlo seropre os
deuses daquelles queamam, cheios de lagrimas,
enchutas com beijos.
Menrick acompanhou os pastores, que iam ga-
nhar nos districtos montanhosos esses pastos das
grandes esplanadas, chamados Safara, Dirigase
justamente um paiz que devia estudar, e a vis-
ta do todo, que elle poderia obter desses cumes
lornava sua tarefa mais fcil.
Os primeiros diss foram o que deviam ser :
Henrick senta em si um grande abatimento e
m grande vacuo ; depois veio essa tristeza scis-
marentee doce, que acoaipanha sempre as sce-
nas da despedida ; depois, emflra, elle achou al-
g'.'Qi encanto nessa vida potica, embellezada por
elle de risonhas perspectivas e das maisamaveis
esperangas.
S linha um pezn : ora estar quasi inteiramen-
te privado de noticias de Edwina ; porqaanlo em
1od3 essa parle da Noruega as communicaces
ao sempre dilScilimas, e, excepto das costas
durante a estacao em que os barcos vapor as
cruzara, o servigo da posta deixa muito deso-
lar, principalmente nos canles affastados eiote-
liores.
A' prelesto do fazer estudos de paisagens, El-
phege acompanhra seu amigo, e ambos tinham-
e fcilmente submeltido s rudes coodices de
vida dos camponezes, no mtodos quaes tinham
v;ndo acampar.
O artista todava tinha saudades dos curiosos
Biodolos e encantadores motivos de deseohos e
quadros, que encontrara entre os lapes.
Henrick porsua parte, asss abandonado pelos
pastores noruegos, nao podia deixarde pensar as
amareis altooges e delicados cuidados, que Norra
he prodigava. m
No meio das inhspitas solides das montanhas,
elle se [embravadas engenhosas distraeges, que
umitas vezes encontrara, grabas ella, sob a ten-
da dosKilpis.
Tudo isso levavaseu pensamenlo para aquella,
i quem devia agora esquecer.
Se ella estivesse aqui I pensava elle algu-
mas vezes.
Quinto sua querida Edwioa, elle nao ousava
nem se quer desejar sua presenta em taes luga-
res ; bem sabia que ella ahi seria muito infeliz.
A' essa oda planta, um pouco frgil, nascida
em um recanto momo e abrigada pela vida feliz,
era de mister todas as sortes de precauges, de
cuidados e tralamentos ; ella soffreria nao os
"lend.0, e elle soffreria mais com as privages que
ella se imporia ; elle nao quera, nem mesmo em
pensamenlo, condemoa-la a partilhar suas rudes
proranga3.
Norra pelo contrario era uma pequea moitade
espinos, um musgo dos rochedos, rebentado na
nev : um p de vento nao Ihe podia fazer mal,
nem medo. Ella passava s vezes tres mezes sem
comer um bocado de pao; por tanto nao seria
muito digna de lastima por ter jejuado um pouco
com elle !... Digoa de lastima !... ah a pobre
moca nunca se lastimaria... Ella dira obriga-
da Nao sabia elle mais que ternura havia na-
quelle corago ? que affeigao sem limites, que de-
aicacao inexgotavel, que don generoso sempre re-
novado de si mesmo ?...
E entretanto tinha estado mezes ao p della
sem suspeitar a vivacidade, nem a profundeza de
sua affeigao por elle. A'que torturas linba con-
demoado 1 Em menosprezo de sua pura ternura,
elle nao ternera pedir a mo della para um
outro....
E no entanto, para ve-lo ainda pela ultima vez,
ella se expozera todos os perigos ; arrostra to-
das as affrootas ; sozinha e fraca viera ao meio
dos implacaveisiuimigosde sua raga... e ahi ou-
vira suaspromessas e juramentos'de amor Ella
leve de contemplar o triumpho e a admirar a
belleza de uma rival preferida.
Ah 1 quaes foram durante esses mortaes das
os transes de seu coraco I... e nao obstante, nem
uma palavra amarga tinha sabido de sua bocea,
nem mesmo quizera por um suspiro fortemente
exhalado de seu seio perturbar as felicidades da-
quelle, que Ihe linha despedagado a vida. Que
destino para uma tal alma, eonde encontrar j
mais uma desgraca mais completa I Se, aos pro-
Fros olbos de Edwina, no encanto que Ihe cau-
siva sua presenta, na embriaguez da paixo com-
partilhada, elle levara a injuslica ponto de nao
ver na presenta da amante desprezada mais que
um importuno obstculo s livres expanses de
leu amor, quinto, agora, que elle eslava s entre-
gue si mesmo, quanto lhefazia uma oulra Jus-
tina 1 como sabia melhor recooher por uma sym-
patbia generosa e por uma immensa piedade tu-
do quanto havia nella de bom, de aflecluoso e de-
dicado !
O que nao leria elle dado para ve-la um s
momento e dizer-lhe :
Vae, Norra, pobre moga, nao sou um mu
eorago 1 sei que amas-me, e lens em minha
affeigao um lagar, que nioguem le roubar
nunca I
E nao se cria que taes senlimentos (ossem um
jcubo feito Edwina : a parte de uma fleava io-
teira, ainda quando elle dava oulra. Nao des-
pojara esta para enriquecer aquella. Os senti-
Em quanto se sentir em presenga doshomens,
lulara corajosamente contra si mesma, coDtra
seus amargos pesares. Agora, sosiohs, essa co-
ragem feita do orgulho, abaodonou-a e ella viu
aponts umi cojsa no mundo,seu amor e sua
desgraca. E como uma criso necessaria todas
as dores, chegadas um certo paroxismo, a cris
chegou.
Mas Deus um pae, que s vezes se canga de
ver soilrer Suas creaturas,seus Olhos.
Norra, pois, em breve sentiu uma especie de
Unitivo.
Como quasi todas a ragas do norte, os lapes,
incultos como sao, leem todavit um sentimento
assaz vivo das bellezas da natureza. Norra viu
o cu todo resplandecente por cima de sua cabe-
ga, edisse comsigo que nessa esplendida morada
do Dens de seus avs havia um olho, que vellava
sobre ella ; qu um immenso amor se derramava
d'ahi sobre os vastes mundos, e que o grande en-
te que dvia ser bom por que era forte, nao
abandonara aquella que se defenda com tanta
coragem.
Sua dr nao eslava consolada, e talvez ella nao
quizesse que fosse, por que, ah 1 sua dor era ago-
ra tudo quanto Ihe restara de Henrick ; porm ao
menos estara um pouco acalmada, e, conserran-
do sua profun Jidade, perda pouco pouco de
amargura.
Ella entrara agora na phase da melancola, na
qual as almas verdadeiramente ternas encontrara
sempre um encanto.
Fez com a mao um signsl pobre Snalla,
quem durante oito das nao testemunhra a me-
nor atteogo.
Sou ingrata e tu ainda amas-me Idiz ella
affagando-lhe a formosa cabegi.
Saalla contente com esse carioho que Ihe fa-
ziim, comegou a saltar em roda do trenoz. exci-
tando com seu exemplo as rennas que puchavam
sua joven e querida senhora. Assim cami-.
nliava ella mais calma em seus pensamentos, no
meio das planicies inndas, sobre a nev bri-
lbante, soba luz serena do cu.
Cinco das depois de ter deixado Harald-Gaard,
ella viu ao longe pequeas columnas de fumo
azulado, que Ihe annunclavam sua tribu.
Outra qualquer quo nao fosse Norra experi-
mentara talvez em taes circumslancias algum
temor, ou ao menos um sentimento de emogo
penivel : nada uisso porm se deu em nossa he-
rona. Ella tinha entre os seus uma posigio to-
da particular ; encaravam-a como uma das pes-
soas mais intelligentes do sua nagao ; lia livros;
asseguravam al que seu av Ihe liona dado par-
te de sua sciencia, e que ella sabia compr pbil-
tros, preparar encantos e langar sortes. Alm
disso, era rica. Quando se lem tantas vaotagens,
pode-se fazer quasi tudo o que se quer,nao s
entre os lapes como ii'outra qualquer parte.
Norra pois Dada linha a temer das pessoas es-
tranhas sua familia. Seu av ia talvez engros
sar um pouco a voz ; porm ella bem sabia que
esta severidade era apparenle ; que o velho era
cheio de fraquezas para com ella, e que sempre
tivera a arte de acalma-lo. Restava poisNepto :
mas este ella nao trema ; por ventura uma
mulber teme o homem, do qual se sent apaixo-
nadamente amada ?
Norra depois desta longa ausencia entrou pois
em sua tribu to tranquilamente como se hou-
vesse sabido della vespera ; passou, altiva eso-
barba, como mulherque nada lem*a temer nem
de si nem dos outros, entre as dais ordeos de
cabanas, que ladearam a principal ra da aldeia
e parou diante da porta de seu ar.
Dous ou ires criados apressados vieram ao seu
encontr.
Ella sallou ligeiramenle em trra, esemdizer-
lhes nada entrou na antiga morada de Peckel.
Tinha apenas dado alguus passos, quando pa-
rou de repente, cheia de uma dolorosa sorpreza ;
seu at, de ordinario alerta e disposto como um
mancebo, estara inclnalo sobre si no ngulo
mais retirado do aposento. Elle eslava meio oc-
cullo debaixo de um mootao de pellos e couros,
e de tal modo desfigurado depois da partida de
Norra, que ella nao ousava reconboce-lo. Tioha
emmagrecido mais : suas duas mos, que peo-
diam tora dos cobertores, eslavam de tal modo
discarnadas, que a pelle eslava litteralmente pre-
gada aos ossos ; seus olhos, naturalmente peque-
os, nao eram mais que dous buracos, no fundo
dos quaes por interrall*s ria-se agitarem-se e
brilharem como dous pontos vermelbos, quasi
imperceptiveis.
Norra, quem os pezares nao tinham gasto o
coracao, licou profundamente commovida com
este espectculo ; caminhou para o velho como
para abraga-lo, mas Peckel, por um movimento
brusco, langou-se para Iraz ao mesmo lempo que
com o gesto de sua mu trmula a repellia para
longe de si
Nepto 1 o que fizesle de Nerto ?pergun-
tou o velho com uma voz que elle quena mos-
trar irritada.
Um minuto antes da entrada de Norra nao era
em Nepto que elle pensava porm nella ; e agora
que a via junto de si, agora que nao tioha mais
que temer por ella, era seu outro Qlho quem Ihe
oceupava o pensamenlo.
Neplo?.... Eu nao o vi,diz Norra com o
mais siucero espauto ; nao est elle na aldeia?
Por que estara elle aqui quando t nao o
ests V respondeu o velho levantando a cabega
que elle apoiou na larga palma de sua mo ; par-
lindo tu, ingrata e ru, nao ha maisprazeres aqui
para nioguem.... Tu bem o sabes.... O que nao
te impede de nos despedazares o coraco a lodos,
como com prazer....
Eu nao quiz causar msgoa oioguem ; sao
os outros que m'a fazem Nepto vive a ator-
mentar-me.
Ama-o, elle nao le atormentar mais.
Norra sacoliu sua cabecinha teimost, mu res-
ponder de nutro modo ; mas a ligeira ruga que
Ihe contrahiu as sobrancelhas, um pequeo frao-
zir de boeea oo canto dos labios, sua mo impa-
ciente que arranca va aos puchados a branda lia
do couro de renna, que serva de cobertor sea
evo, todo isto responda bastante por ella e dizis
claramente ao velho qae elle Haba paseado av
edade, em que se pode comprehender e discutir
estas questes delicadas, e que convm deixar o
amor a mocidade.
Uouve entre elles alguns minutos de silencio.
Urna tosse vilenla abalou a reira careassa do
feiticeiro, como um vento, de tempestada abala
uma arvorc secular de ramos seceos.
Norra tomou em suas duas mos a cabera do
velho e apoiou-a contra o peito, depois, passado
o accesso, apresentou-lhe uma mistura de leile
de reona e agua, na qual tinham feito ferver uma
vara de anglica, corlada em pedaciobos, uoieo
remedio acceito do lapb, panacea to universal
como ineftkaz dessa tristes victimas da igno-
rancia. Norra experimeolou alguma cousa co-
mo um vago remorso, cootemplando-lhe as pat-
udas faces, e tomando uma de suas mos as
duassuas :
Fica bom, meu pae,diz ella, e eu te pro-
meti nunca ais te causar desgoslos I
Ento, amars Neplo t
Se poder! murmurou a donzella ; mas
onde est Neplo ? dzes que elle te deixou I
Sim, quando aoubje que tinhas partido com
um desses suecos.... sem duvida para ir ter com
o outro, heim ? declaro que sunca mais torna-
ra a ver sem ti a (umaca de nossas tendas, e por
mais que Uzesemos e dissessemos, elle pariiu,
s, com Reck e seus dous caes, para procurar-
te onde nao importa podesses estar atreves das
planicies, valles, florestas e montanhas. Crs tu,
acrescenlou o velho vendo o movimento admira-
do que ella acabava de fazer,crs tu que nao
ha corago seno no peito dos suecos ?l
Ah I meu Deas I eu nunca dlsse isso.
Te desposar ao menos aquello, de quem
segues os passos ? Escuta, minha filha, quando
nao ba mais musgo em um rochedo, a renna o
deixa e vae procurar sua vida em outra parte...
Desgragada de ti se fosses para o estrangeiro esse
rochedo sem musgo.
Elle desposa uma oulra I murmurou a
donzella chamada repentinamente ao seolimeoto
de sua dor.
E ella poz-se a medir com passos rpidos a ca-
bana, onde repousava seu av.
Peckel, encostado parede, acompanhava com
os olhos, onde pareca animar-se alguma vida,
os nervosos e bruscos movimentos de sua oeta,
e indagava-lhe no rosto o trago de suas emogoes
variareis e violentas.
Ah elle desposa uma outn 1 diz elle
estendtndo a mo para ella. Ento, filha de meu
saogue, oo podes mais ama-lo I
O que lem isso ? respoodeu a donzella
com uma igenuidade sublime, mas que o veiho
de nenhum modo po lia comprehender ; o que
tem isso ? nunca espereique elle medesposasse I
Desgragada I ento porque o amaras 1
Por ama-lo I respoodeu Norra erguendo
para o cu dous olhos, onde brilhava a chamma
hmida da mais pura e dedicada paixo qae por
ventura lenha ardido no coroco de uma mulher.
O velho arrancou sea bonnet da cabega e jo-
gou-o com um gesto furioso i outra extremidade
do aposooto.
Louca e trez vezes louca I murmurou elle
o que pois te fez elle beber? Teoho feito mui-
tos philtros em minha vida ; oao ha em nossas
montanhas uma herva que eu nao conhega, e no
entanto, declaro, nanea poderia (azer um tal en-
canto I
Nao te
ro ir i i>i
ORIGINAL DO DIR!0 DE PRHftWBUCO-
ffM IA MfWL
zangues, meu pae ; procurarei fazer
que isto passe, ou ao menos nao le fallarei mais
disso, nao, nunca I
_ Nao lens pois religiio ? diz o velho pa-
go, que inrocava seus deuses de pedra muilo
mais vezes que o Christo e os santos. O que le
ensiouu esse parlador Olavo Johansen ? por ven-
tura roubou-me elle as cinco etpecieU, que eu
Ihe metti as largas mos em sua ultima viagem
quando eu nao Ihe devia mais qae urna por aeu
dizimo ? O que te diz Olavo quando Ihe (alias
de tudo isso ?
Diz-me que vos ame.
E que me obedeces sem duvida ?
Elle m'o aconselha.
Ento, o escutas bem 1
Norra jalgou sem duvida que tinha feito bas-
tantes concesses as ideas do velho e que Ihe li-
aba concedido tudo que eslava em seu poder,
por que ella proseguio com um tom mais firme :
Creio, meu av, que esta conversa te fa-
tiga....
Henos que S ti, inlerronpeu o velho
lapo.
Nao bom, por causa de tua tosse, que fal-
les tanto... Vou ver o que esto fazendo na ou-
tra cabina, procura dormir um pouco ; eu vol-
tarei logo;
Procura tu~trazer-me Nepto 1 bridou-
Ihe o velho cahiodo sobre seu leito.
Norra nao respoodeu a esta ultima recommeu-
dago e sahiodo aposento de seu ar.
XXII
No outro dia e nos seguintes nao se falln mais
no mancebo ; e Norra, que tornou-se como ou-
tr'ora a alma da casa, ia e vinha em torno de seu
av, oceupando-se de mil cousas, e esforgando'-
se por chamar a alma & seu corago e a confian-
za ao do velho.
Todas as manhias Peckel pergantava se Nepto
tinha chegado de noute, todas as tardes ioforma-
va-se do mesmo modo se tinha chegado durante
o da.
A resposla era iuvariavelmente a mesma e io-
variavelmente desesperada. Emfim, eram essas
as nicas occasies em que elle pronunciava o
nome de seu neto.
Quaoto Norra, fcilmente se imagina que
nao era ella quem diriga a conversa para este
assumpto delicado...
EmQm, oilo dias depois da entrada da fugitiva
no gremio dos seus, vio-se apparecer no horison-
te os dous caes de Nepto, e logo depois o man-
cebo fez sua entrada na aldeia...
Adiaolando-ae com um louco ardor, os dous
eis enimaes, como esses*correios que precedem
um grande personagem, passaram seu senhor e
entraram primeiro na corle de Peckel.
Nepto oo est ionice, por que eis-aqui seus
caes, exclamou aquello que os avistara pri-
meiro.
A noticia ctrculou com uma rpidos elctrica e
o nome de Nepto soou logo em todas as boceas.
Umi alegre clamor, que chegou at cabana do
velho patriarcha, sonuociou-lhe a feliz noticia,
que os dous c|es parsciam querer confirmar com
suas caricias.
Elle fez um esforgo e levanloa -se enlamando :
Ueu fllho est ahi I estou curado 1
E sem aceitar a mo, que Norra Ihe offerecia,
adiaetou-se pare a porta.
A porta abrioh-so o Nepto appareceu.
Elle nao eslava menos mudado que seu ar.
Nao era mais o brilhanle cagador, o altivo e fe-
liz mancebo, a gloria o o dolo de sui Irib, que
conhecemos no principio desta historia. Seu
rosto eslava descarnado e macilento ; nao care-
ca olha-lo duas vezes pra adivinhar quanto
elle tioha soffrido.
Seus compridos e negros cabellos, coberlos de
neregelads, peodiam desordenados e pregados
pelo rosto, e os olhos grandes laogavam um fogo
sombro. Seus vestidos em pedacos, que tanto
contrastavam com seu traje de ordioario limpo e
decente, cootsvam todas as miserias por que li-
nha passido.
Norra vio ludo isso com um volver d'olhos e
ficou commovida. Porm ella nao era d'aquel-
las, que a piedade conduz ao amor : ainda que
fosse assaz viva e dolorosa a sua syrapathia, em
nada alterara os senlimeptos que experimentara
para com seu primo.
O velho veodo seu neto foi obrigido a neos-
tar-ae parede para nao cahir.
Nepto, que sabia quanto suas ultimas proran-
gas lioham augmentado a afleigo de Peckel, lan-
gou-se-lhe ao pescogo.
Peckel o tere muilo lempo bragado, e aper-
taodo-o contra o peilo estendia Norra uma de
suas mos.
Has a donzella, qae lemiasem duvida as sor-
prezas e effuses de uma tal scena, conservara-
so prudentemente parle; fiogiu pois nao repa-
rar no gesto de seu av, caja mo cntiouava a
agitar-se no vacuo.
Livre finalmente do abrago apaixonado do ve-
lho, Nepto langou os olhos sobre Norra. que con-
servara se immore! alguns passos. Mil senti-
mento?, aos quaes elle nao ousava mesmo aban -
dooar-se, agitaran) e perturbavam a alma do
mancebo profundamente. Elle eslava ao mesmo
lempo feliz por tornar a ver Norra, e irritado
sua vista pela lembraoga do que ella liaba feito ;
proturava ler o segredo de sua alma em seus
olhos impenetraveis; indagava comsigo mesmo
que impresso produziria sobre ella a prova de
louco amor, que acabava de dar-Ihe, e cor.hecen-
do perfeilamente que, fizesse ella o que fizesse,
elle a amara sempre, indigoava-se contra si pro-
prio mais aioda do que contra ella. Elle sabia
que muilo mais vezes pelo que nossas paixdes
aos custam de pena, do que pelo que nos do de
prazer, que ellas nao sao caras e se enraizam
profundamente.
Porque palavra ia elle fallar-lhe? nao o sa-
bia ainda; olhava-a em silencio esperando.
O embaragode Norra nao era menor. Ella sen-
ta que era falsa a posigo de ambos; mas como
a mulher tioha um carcter mais decidido que o
homem, foi ella quem achou primeiro a pala-
vra.
Bom dia, Neplo, diz ella seu primo,
chegas do uma longa viagem.... espero que ella
nao lenha sido m....
A entrada em materia era brusca e atrevida.
Norra atacava de repente o lado palpitante da
questo; comegava justamente por onde outra
qualquer nem mesmo desejaria acabar.' Porm
Norra era uma dessas naturezas audaciosas, para
a qual tudo parece preferivel incerteza; ella
quena que Nepto comprebendesse bem que nao
havia entre elles nada que ella tivesse a temer ou
que quizesse oceultar.
Minha viagem foi apenas om feliz momen-
to,respoodeu Nepto,o da volta Tu eras o flm
della a aqui que eu te encontr.
Sinto o cuidado que te desle ; era intil.
Bem vs que vollei s.
Nao o sabia quando parli.
J estaes questtooar ? perguntou Peckel
voltando-se para seus dous filhos.
LXXIX
Simmario.Discussao dos negocios da marinha
no senado e*na cmara temporaria.Venda de
navios de guerra ioglezes.
Nesta resenha que estamos apresentando dos
discursos pronunciados no correte anno em
ambas as cmaras, nao nos possivel seno cir-
eumscrevermo-nos i analyse das proposiges
mais importantes que appareceram, sem ordem,
nem tigagao, conforme temos vista este ou
aquelle. Segniu outro systema seria nao querer
jamis terminar este trabalho, dar-lhe uma ex-
tenso enfadonha e aborrecida, quando estamos
ancioso por apresenlar s nossas leitoras, so
que ainda algumas olham para para a Resenha
Martima para se distrahirem das fortes emoces
que Ibes produz lodos os dias o folhetim do Bs-
tedor de estradas, ama leitura que as deleite,
que as faga lambem palpitar, e aociosamento es-
perar as segundas feiras, para verem a continua-
Jo da historiados hroes do mar, que ha vemos
e por em scena. Has nao tomem isto por uma
proraessa ; quando muito ums esperanga que
Ihes damos, que nem sabemos ainda se podere-
uoscumprir.
Se as cousas continuarem como vo: se as
senhoras oo lomarem aioda peito a causa dos
efikiaes de marioha, destes passaros de arriba-
gao qae teem o grande defeito, neste seculo posi-
tivo e prosaico, de ama-las e quere-las pelo que
sitas to, e pelo que ella$ valtm, ludo Oca per-
dido.
Jl se pretendeu impor-nos o celibato, quando
aquelles mesmas que elle sao obrigados, rea-
gem contra estado to snti-natural; felizmente
arrefeceram; nao porque livessem medo da
aUude que os militares tomaram, como se
espalhou nessa poca ; mas porque, as mais
lindas mogas do Rio de Janeiro, nos bailes,
ibeatros, airees, etc., isto as suas aisem-
Masv em quegovernsm soberanamente, e deci-
des da sorte dos barbudos, manifestaran! de uma
maocira mui franca e cathegorica o seu desa-
grado por semelhaote medida, havendo muitas
das mais espirituosas que offereceram aos comba-
lentes destej extavagante projecto, como ao Sr.
deputado Braodo, e outros, nao s uma cora
de flores, em paga deste honroso servigo, como
uma mui agradavel contradanza. Refere-se que
um Ilustre deputado que se achava presente, e
que tinha adrogado a idea-- do projecto c nao ha
de casar, querendo parecer engragado, dissera a
uma daquellas heronas, e para este seu criado,
minha senhora, nao ha nada?Ao que ella com
muilo espirito respoodeu : Ha bailas offero-
cendo-lhe queimados que alli teem este nome.
Agora corremos oulro perigo igualmente serio,
e que rem dar o mesmo resultado. O nobre se-
nador Hontesuma quer, exige que os comman-
dantes dos navios durmam a bordo, e conseguin-
tmeme lodos os oEQciaes, sendo que metade
delles sempre o fazem.;
Ora, se boje j mui pouco o tempo que o of-
ficial de marinhi pode dedicar sua familia, go-
zar das doguras do matrimonio, das alegres ho-
ras do lar domestico ; porque quasi todo o dia
est a bordo, depois pelo meaos metade do an-
no cruza ; exigiodo-se, alm disso, que quando
estirer no porto durma bordo, nenhum mais
seria umaloucura
que Ihe afflijam,
Nao, meu ar, respondeu Norra, nos nos
explicamos.
Foi emfim, para nos expressarmos como Nor-
ra, a nica explicacao que elles tiveram.
Neplo compreheodia afinal que sua prima nao
era d'aquellas, que se deixam impros sen ti men-
tos, que nao Ibes agrada partilhar. Elle devora o
ter sabido mais tempo. Ao menos a viagem
trouxera isso de bom,tinha-Ihe aberto os olhos;
as longas reflexes solitarias tinham chamado um
pouco de calma sua alma : era para elle um
grande unitivo saber que nao tioha mais rival;
as speras torturas do ciume deram-lhe pois al-
guma tregoa.
Comegou para ambos uma nova vida, vida
appareotemenle calma, e essencialmenle peni-
vel,rosto iodifferente, corac'ao dolorido, Nom
um, nem outro podia esquecer o assumpto de
suas tristes preoecupages, e como a alma huma-
na eogenhosa em variar seus supplicios, elles
soffriam egualmente, este por ver sempre Norra,
aquella por oo ver mais Henrick. Arabos guar-
davam assim com uma incorruptivel fidelidade o
amargo thesouro de seus pensamentos.
O invern augmeotava aioda miis seas enfa-
dos paralysaodo sua aclividade, e coudemnan-
do-os de alguma sorte a permanecer em presen-
ga um do outro. O fri e a nev linham-os pri-
sioneros mais severamente do que poderia faze-
lo a mais estricta disciplina. Para Nepto, nem
mais pesca nos ros gelados, nem mais caga as
florestas mudas. Para Norra, nem mais corridas
as planicies desertas, nem mais passeios bor-
da dos regatos, cujo gelo encadeiava as ondas
murmurejarUes.
Uma vez por dia Neplo ia contar as rennas de
seu av, encerradas em curraes grosseiros, nao
longe de sua babitago ; Norra vellava os traba-
lhos das mulheres da casa : mas este trsbalho era
facilimo e muilo curio, e restaram-lhe longas
horas ociosas e inocupadas.
Norra entretanto sabia ler e linha-se aferradu
vidamente dous volarnos, que Ihe trouxera o
reverendo Olivo Johansen. Por desgraga eram
dous livros de theologia, que tinham por fim de-
monstrar a suporioridade da egreja reformada
sobre o que os protestantes mui desdenhosamen-
te chamam o papismo. _
Fcilmente coovir-se-ha que nao era isso uma
disiracifo assax attracliva, uma consolago assaz
efcaz para o coraglo amoroso de uma donzella
de dtesete aonos.
Por mais que eu faga,dizia s vezes a po-
bre Norra, deixando cahir o livro inspido das
mos desanimadas,por mais que eu faga, for-
goso pazar meu que en pense nelle I
E ella pensava com effeito. e absorvia nelle seu
pensamenlo de tal sorte, que sentia-se s vezes
transportada da gama (*j de seu av ao gaard
noruego. E entlo, ao menos por algunt momen-
tos vivia de novo ao p de Henrick,mas ao mes-
rao tempo, ih I ao p de Edwina.
Ella tornava ver-se no meio de todas aquel-
las doozellas, na sala grande, conversando, tra-
balhando, tocando, ou escolando o offlclal, que
lhes contava lindas historias; como outr'ora, ella
conservava-se um pouco longe delle, do lado Je
Elphege, eraquanlo Edwina apoiava-se familiar-
mente ao hombro do-narrador.
Quando occorriam Norra estas lembraogas,
apoderavam-se de seu espirito inteiramente : a
vida pareca desapparecer-lhe dos tragos immo-
veis ; o claro dos archotes fumegantes, que ca-
hira sobre seu rosto, ou as chammis da fogueira
que nelle se reflecliam, davam toda sua phisio-
oomia, sua fronte enrgica, sua boca fina e
pensativa, i sea olho profundo, oo sei que ac-
cento singular : dir-se-hia a estatus do Senho.
A's vezes o velho Peckel, caogsdo de v-la ab-
sorta tal ponto e to obstinadamente silencio-
sa, ella, que ordinariamente alegrara os com-
pridos seres com sua divertida loquacidade, es-
tendia seu basti por cima da mesa para loca-la
de leve no hombro.
Nepto o delinha dizenio-lhe baxinho :
Deixi-a, meu ar, intil ; bem vs qae
ella est muito looge de nos.
Elle, eotretanto, sentado diante, della, com os
cotovetlos sobre os jolhos, com a cabega as
mos, singularmente excitado por sua continua
presenga e por essa resistencia teimosa, fixava
nella seus olhos negros e penetrantes.
A's vezes Norra levantava a cabega estreme-
cen do, e de repente desvia va as vistas dos olha-
res ardeoles do mancebo, com uma mistura de
confuso e de pesar. V'a to bem que Ihe li-
oham aderinhado seu pensamenlo, e ella lia lo
claramente no pensamenlo do outro 1
EmQm Nepto deixou-se de queixas e importu-
nidades ; dir-se-hia qae se resignara por ultimo
com essa indifferenga invenciveUe que tinha a
tarda sabedoria de renunciar pretenges desgra-
cadas. Sua tristeza e silencio eram ludo quanto
devia filiar por elle d'ahi em diante.
Foi no meio de taes preoecupages, e neste
constrangimenlo penivel que passoa-se seu in-
vern dia por dia, ou antes noite por noite.
Assim, as prmeiras brisas momas da primavera,
que Ihe permitliam sabir desse coostraogimeoto da
vida commam, e voltar solido e ao isolamento
das montanhas, foram acolhidas por ambos com
uma elegria sem egual.
Dizem que em certas epochas do anno, as ren-
nas selvagens, eguaes nisto aos touristas do mun-
do elegante, tem por habito deixarem as monta-
nhas, e descer pura as piaias dos grandes fjordt.
Sao animaes fashionnables e que seotem a neces-
sidade de procurar as aguas.
Nao sei al que ponto a historia verdadeira ;
mas o que certo que de lempos lempos os
lapes conduzem seas rebanhos para a praia, e
que os fazem pastar no meio dos rochedos car-
regados das exhalares da brisa marioha.
Nesse anno Peckel, que, em sua qualidade de
pae de familia e chefe de tribu, regulara a mar-
cha dos Kilpit, decidiu que fossem plantar suas
tenias em urna das enseadas do Lyngen-Fjord.
Esse fiord a presenta aos viajantes e aos artis-
tas uma das mais bellas vistas da Noruega.
E' um golfo immenso que se inlromette muito
pelas Ierras, semelhante um grande rio que ti-
vesse por margeos montanhas. Como para ir
procurar o tributo das aguas, que elle quer tra-
zar ao mar, langa em todas as direeges seus lon-
gos bragos : ora se eslreita e sallita sobre um
leito de pedras, suas verdes ondas franjam-se pa-
ra as praias de uma escuma argntea ; ora alar-
ga-se como um lago e adormece, em quaoto os
rochedos immensos que o circumdam projectam
sobre elle sua densa sombra. No meio, a luz do
I cu cae e treme na verde-mar transparencia das
casa decididamente; porque
faze-lo; para crear cuidados
sem compensago alguma.
Se as senhoras nao lomarem' de novo nossa
causa, que dellas tambem sob sua valiosissima
proteceo, estamos completamente perdidos.
Ellas vero rarear, de ama maneira medooha,
a,fileira dos pretendemos ; e nos seremos man-
dados decididamente desterrados para a Groen-
landia ; por que a Siberia escolheram, elles para
si, e oo nos dio l nem um cantinho:
Felizmente fechou-se a cmara, e at maio po-
demos aioda respirar, e tomar em trra um cal-
se acham sempre reunidos bravurs verdadeira;
e nos, que somos os francezes da America, se-
gando dizem, imitamos bem os da Europa oeste
ponto.
E se as senhoras naorecoohecessem isso,como
se explicara a sympathia que nos dedicam ?
S pelo gosto da fardioha ? Nao de certo. E'
qae ellas sabern que debaixo desta fardioha bai-
le om corage generoso, dedicado, que as sabe
amar com herosmo, com exaltac&o, como ellas
merecem. E para prova analysae como obser-
vador iotelligeote, o iaterior das casas dos ofl-
ciaea de marioha, e veris com raras excepges,
o espectculo mais gracioso que se possa con-
templar do mundo, dessa unio Santa, que s
ella d a felicidade.
Has, ohl agora notamos que navegamos fra
do caminho ; que preciso orgar todo. Em vez
de analysarmos discursos iamoi compondo um
idylliu...., pensavamos estar em uma das bellas
reunies do Cassioo militar,| queja gosam de fa-
ma aqui, e que, inspirado pelos liodos olhos
das eiticeiras Pernambucanas, advogavamos
uma causa, que nelles liamos antecipadameute
baver gaoho.
OJolhetioista martimo nao um Octaviano
espirituoso, um Hacedo inspirado, um Menear
to apreciado pelo illuslrado publico fluminen-
se. As composiges destes resceadem flores
aromticas, que embalsamam a athmosphera, e
embriagam os sentidos, as daquelle i marezia,
que as vezes faz enjoar, e aborrecer.
E' bem verdade que o amor, bem como a trra
esconde no seu fundo preciosos thesouros, com
que o bello sexo se adorna. E' oo seu cofre h-
mido que se guardara as perolas, e o coral, que
lo bem assentam em um eolio de alabastro. Has
o humilde escriptor da Resenha Martima nao
tem o raro dom de saber celhe-los; quando mui-
to pode entreteceruma modesta grinalda de esca-
aguas profundas. Approxfmae-vos das bordas,
julgareis sulcar as negras oedas do Cocyto. Ca-
minos de cabras costeiam os precipicios ; peda-
eos de rocha parecem sahir dos flancos da mon-
tanha escarpada ; seus dentes agudos irrigam o
abysmo ; aqui e ali, as concavidades, onde se
agglomera um pouco de trra vegetal, cresce um
abeto negro ou um larix de folhas avelludadas
de prsta ; esses lurbilhdes de pennas e de gritos
sao os abutres e aguias, que vo abater-se sobre
o cadver de uma renna ou de um alce, arre-
bentado em uma queda : ahi em baiio, no fun-
do, essa mancha de luz hmida e movediga a
corrate que murmura, mas to looge, que sua
colera nao pode subir al ros. A's vezes peoe-
tra-se em gargantas selvagens, onde desapparece
todo o trago de cultura e de vida ; ora a nevo
cobre as montanhas, ora as torrentes oceultas
espalham-se em largas toalhas, ou cahem em
cscalas na baca brilhanle dos rochedos. Essas
quedas tomam enormes proporges : dir-se-hia
ros, que faltou a Ierra de repente e que se pre-
cipitan) das montanhas, rolando pedras, desen-
raizando arvores, curegando rebanhos.
A's vezes lambem o fiord offerecu sceoas de
uma irresistivel melancola. De cada lado ve-se
sallar prumo duss compridas muralhas de ro-
chedos, cuja base mergulha as ondas, e cujo ri-
mo se perde as nuveos por cima de vossas ca-
begas ; um espesso nevoeiro, atravessado ape-
nas por um raio fraco e paludo, abate sua abo-
bada pardiceota e algodoada : aos vossos ps o
abysmo sombro, mudo e biante. Parece que o
homem v-se fechado em uma priso tenebrosa
Nao era, fcilmente acreditar-se-ha, o atlrac-
livo dessas grandezas e dessas bellezas da natu-
reza alpestre, que determinaran) o velho Pechel;
mas elle bem sabia que encontrara abi um pasto
abundante, musgo psra suas rennas, peixe pa-
ra si : era tudo quaoto piocurava.
Era assaz iodifferente para Norra ir para aqui
ou para ali : oode quer que ella fosse, eslava
mais que certa de nao encontrar o nico ser, que
podia dar ainda algum interesse aos actos mono-
tonos de sua vida.
Eotretanto ficou tocada da grandeza e da bel-
leza do espectculo, que de repente se Ihe offe-
recou vista. Suas conversages com os dous
suecos, os desenhos de Elphege,
ainda as novas idees e os sent
nella se tinham desenvolvido sob a
seu amor, tinham ao messao le
o instinclo at ento adormecido asa ana
das bellezas da natareza.
Ella entreva por assim dizer ees
noro para si ; errara com orna ispele i
feroz prazer o longo deseas rochas 1
escarpados, avenlnrando-se com a m
cabras vagabundas sobre as earaiehae
suspensos aos flancos dos aHysaeos e d'
oor queda devia ser mortal; eo torrars-sa
grandes bosques copados, qee eorearass-
cimo, para ourir o murmurio dos raaos a a
xa dos rentos, saave msica, qal ea
nao prestara ordinariamente em aovi*
atiento.
Nepto por sae parte continuara casa
aclividade seas trabalhos cosaos edes
pescaras nos diversos regatos, aqae estj
ao fiord ; Uzia a caca i toda a
sobre a borda do lago, a priecipaU
ilhas viziohas da costa procurar a fias i
com que os gansos tapetase as asees
seus amores. Eolio, pensara, asis
que com ella poderia forrar a cese de Raer.
a sua, e que era redonda a vaade-le aaa saav-
cadores russos ou ooruegos.
Depois qae ambos vollarsss i trisa,
nao fizra diante de Narra asee s aliases as i
sado, e esta deseripeo, cojo besa feesa etla i
ciara, servia-lbe neis para casa a deaaelU.
que todas as queixas e importoaUedea a as
perseguigo sem cabimento. Aa aooaa ej%e a I
ma menos, era mais sn>cleo*a para casa esa
nao tomara porm, talvez nao leaseria ja
sua antiga faailiaridade ;ha aa id*
cousas, qae toraam-se lia fasUaseate
reis 1 porm ella ao menos liaba ai
dade de humor e uma facilidad* de rnlat,aaa. as
quaes elle nao eslava mais acoatamad*
s vezes tentado a acha-l* maito boa,
dizia elle comsigo asea*. aa* a
odiar ; o que eotretanto era-Ihe asis lacl da)
que ficar inliffereote ao pe della.
Quaoto tempo durariaa es eeasas aesle asta-
do? o que oioguem poderia duer. O es-
previsto tem sempre um graode papel
vezes que a paixo est em jofo? 11 Mas i
acontecimenlos vieram de repaate
situaco, j lo delicada da
XXIII
Quaodo os lapes vives* s* em i
sao ordinariamente asss pacificas: s
geralmente inoffensivo ; os nice*
de querella, que poderiam t*r ealr*
relativos escolha da pasto* o i pltalar* 4a
suss tendas. Uss a Lvpaaia lia vasta a las
abundantes os seos pastos, qae toase ***** ali-
mento e espago mais que sanoaate. Alea ***a*.
todas essas questes sao regaladas sor asas, eje
teem forra de lei.
Os lapes obedecen! ia esse Indignes cesas
decretos soberanos.
Assim porm nao acontece qsasdo as lapes
se acham postos em contacto coa a* Iras ra-
gas, que se eocontraa ea sou froateiras. Qaasa
sempre, em taes circamslaneia*. v-eo ras
sob os mais futeis pretextos os odios l_
seculares, que devidea seles popoUccs.
Os lapes podem aistsrer-ss accidsatilasale
com os russos, suecos e norargss. Saas rsfeejses)
com os russos, sem serva aftVcloosas. ai* aaTa
recem ao menos carcter signa de stosdlitoSV.
Procuram eogsoar-ae reciprocasseols, casas fa-
zem muitas vezes os negociante* da tedas aa sss-
zes ; mas nunca as coases vis mais Isenjs. A
fineza de uos lata com moita deevaoUajem caes a
astucia de outros, mis rarjsimas vezas aceatexs)
passarem das injurias i via* da tacto.
O mesmo, pora, aea esapts ae di caes as
suecos e noruegos : aqui s estado a guerra pa-
rece ser a condigao normal; a p*x s camheeas*
como excepgao, e mesao assim a paz armada.
A suspeita reciproca est aa rdea da Si. Qses)
do tem lugar algum rooss sea aa asard, osa-
guem o langa sobre e genis da viziohas; : los
om lapo quem o commetteo.
(*) Nome da babitago lapona.
dinho conjugal, preparado-e dado por mos ama- mas de peixe para fazer ama oflerta.
veis; porque de certo que o Sr. Hinistro da Ha-
rtona nao ha de seguir risca o pensamenlo do
Sr. Se o dor, que pensa que lodos j esto ve
lhos como elle.
Nao senhor ; a marinha compe-se, em sua
quasi tolalidade, de jorens officiaes ardentes, ac-
tivos, fortes, e dedicados ao bello sexo ea pa-
tria. Ella possue poucos lobo do mar, na ac-
cepgo lata desta expresso.
O galanteio, a geoerosidade sao quadades que
Tornando materia que nos oceupa, qae sao
es proposiges emittidas pelos Srs. Senadores e
Depuiados, temos que ver com este pequeo tre-
cho das informagea dadas pelo Sr. Dr. Feital,
que o nobre parlamentar fes algumas considera-
ges.
< A dobrada raco de agurdente como re-
compensa prejudiciallistima ; e poderia ser em
seu lugar empregado o elogio ou qualquer dit-*
tincgSo moral.
Isto aioda se pratica na nossa armada I Em
recompensa de uma boa aeco, da-se cachaca I
Faz-se ainda isto, e quer-se marioheiro moral 1
A rago de cacbaga j um mal ; a titulo de
premio dobra-se a dose, embebeda-se I (Esta
exclamago do Sr. Senador Monlesuma.
E' possivel que um escriptor martimo deixe
passar esta tirada exagerada, baseada em uma
informago inexacta, sem refutago ?
Sabemos que vamos incommodar o orador;
mas escreremos, como elle fallou, nao por pra-
zer, mas por cumprir um dever; para chamar a
atlengo, e do llustre senado para assumpto
que muito della carece.
A informago doSr. Dr. Feital inexeta ; por-
que a rago dobrada de agurdente, que o regu-
lrnoslo autorisa cooceder, e qae raras vezes os
commandantes do, nao uma recompensa, oo
e um premio, nem um estimulo, que possa ter a
substituirlo indicada. S quando em viagem so-
bre vem mu tempo, e os mariohetros, exposlos
uma chuva conlinua'e prolongada ttritam de fro,
oSo possuem mais roupa para mudar ; ou depois
que se empregam duTante um dia em fatigante
trabalho, e esto escorrendo em suor, que se
cosluma mandar dar, nestas occasies, uma rago
de agurdenle, nao como premio do servigo pres-
tado, ou como estimulo ; mas como preceito hy-
gieuico, -como nos meamos fazemos em trra em
taes circumslancias, as quaes geralmente re-
corremos uma bebida espirituosa, para nos
livrar de alguma enfermidade.
Se um preconceito, convm confetsar que
muitos homeos respeitaves sao seus sectarios, e
na duvidam procurar eotao na caxaga, na gene-
bra, nos licores mais ou menos fortes um pre-
servativo para ama constipago, defluxo, etc.
E' ioconlestavelmente um habito profunda-
mente enraisado, e nao de eslranhar que se use
lambem bordo, onde se julga mais necessario
aindA.
A coosiderago do Sr. senador foi exeessira-
menle exagerada ; porque basta a mais peque-
nina dse de senso para fazer comprehender que.
nenhum commandante ou efflcial de marinha ser
to nescio, eu to temerario que, de seu motu
proptio v embededar sua guarnico, quando elle
ser o primeiro que soffrer as desastrosas e in-
calculaveis eonsequencias deste estado anormal
em que a collocou,
Quaoto 5 questo que se prende & esta, da u(i-
Do mesmo modo, se na lapso volta s i
tendas com o brago fractarad*. pocfcaodo oor
uma peroa, cora o oariz machucado, s seas sa-
gro, ou ama orelba de menos, oioguem vae sasi-
xar-se ao aagistrado, que respoodsris aaa asas
oo era de sua competencia ; o talvez aesasa
queixoso lenha razio... aasniogoea do vida qoe
a pobre victima sabia das mos sscssavasssssa)
pesadas de algum noruego.
Com os outros poros a posicio, para faltar a
lioguagem dos diploman, aioda mais eit
as relagoes mais difficeis s ss sceaas da vale
mais frequeotes. Irregularmeot* espalbaaoa ea
toda a parte noroeste da peoiasula eseaodioava.
apezar dd sua ioimizado hereditaria ceatra o* La-
pes, elles acham-se mallas vasas conloaste**
ealre si, pouco mais ou meaos como ss Drozzos
e os Maronitas as aldeias mixtas da Libaos.
Perto do pequeo golfo, sobre cajea borda ss
lapes plantanal suas leudas, achava-ss justa-
mente uma tribu de Quesee, os qoaes. aaa
justiga que me apraz fuer-lhes, oo viraa
com bom olho a chegada de Peckel a das seas ;
e se fosse bstanle uma bofetada para reeovia-las
s suss mootanhas, elles tensa corrido o risco
de uo tomar fresco muilo tempo sobre borda
do golfo.
Eotretanto elles conliveraa-se i principio, se-
guindo oslo a antiga mxima, que quer qas so
soffra o que nao se poderia evitar.
E' com effeito reconhecido, como de dirsits
publico nesta parlo da Noruega, que a trra, sor
isso mesmo que oo de oiogoem, perteses i
todos, e que cada om senhor da porgas por el-
le oceupada.
Nao era pois necessario desapossar nossos la-
pes. Mas, com um pouco de boa vontade. as
questes de limites fornecsm sempre untas oc-
casies de disputas, quaotas podem desejar visi-
nhos bem intencionados. Oode coaeca o terri-
torio de ama tribu ? oode acaba o de ubi outra ?
Eis o que sempra possivel discutir sceos s
decidir tiro de carabina.
[Continuar-ie-ha.)
lidade de ser conserrada ouno a rago da agur-
denle, que uns considerara benfica, e outros per-
niciosa, nao nos cumpre resolre-la. Esta tarefa
pertence exclusivamente nosso iilustrado corpo
de saude, quo a deve elucidar, e propor o qae for
conveniente.
Os profissionaesse grupampr e contra, e an-
da oo chegiram om accordo.
Entretanto o official de marioha nao pode dei-
xar de cumprir os regulamentos, e nao est em
sua aleada supprimir a rago de agurdente mar-
cada pelo governo.
Mas nao se pense que s a marinha brasileira
a era prega.
Na marioha ingleza destribue-se rhum, que
mais forte, na razo de uma garrafa para seis pra-
gas ; na marinha franceza destribue-se uma rago
de vinho,-e outra de agurdente, quasi aa mes-
ma razo, que tambem a seguida no Brasil.
Os nossos marinheiro3 bebem meia rago pela
madrugada, logo que se levantam para o servigo,
e outra meis rago depois dejantar. Esta adis-
tribuigo regular.
Em nossa opioiao a primeira dlslribaiglo ia-
coaveaiente, e devia ser supprimida. substituia-
do-se ella uma rago de caf quente ou de
cacao, que mais forgas dara ao marinbeiro, eno
Ihe farla o mal que necessariameale Ihe deve
causar ao estomago nessa occastio a agurdente.
A distribuido, porm, depois de jaotar. julgamos
vantsjosa ; porque, concorre para facilitar a di-
gesio.
Conhemos alguns commandantes que, por sua
propria conta teem feilo um ensato sobre este
assumpto, do qual ho colhidobom resultado.
Prereniram aos seus marioheiros que nao qui-
zessern tomar a rago de agurdente que.no fim
do mez receberiam o valor della era dinheiro, e
para este fim deram as providencias nece-
sarias.
Muitos aceitara m este offerecimenlo, e gozavam
ento por sua lemperaoca de um supplemento de
sold, pelo meaos de 600 rs.
Estamos convencido que nenhum marioheiro
ioglez aceitara semelhante proposla, e que pre-
ferira al receber metade do sold com o dobro
da regio de rhum.
A disciplina da marinha brasileira nao com-
pleta ainda, e mui difficil ser enraiza-la nao por
culpa dos officiaes ; mas porque os insubordina-
doi, os (romos, os deacutfido, sempre eacoa-r
tram protecgo, e quem os quer chamar ao eaa-
primento dos deveres considerado perseguidor,
e soffre insultse desattencoes, vendo afoal'
que foi uma asoeira tomar o negocio ao ero.
Quem ser capaz de endireilar esta situagio ?
Se oos antolha servigo mais exequivel enlamar o
ocano. Nao porque oo se possa dar remedio ;
mas porgue nao se quer da-lo.
Os exemplos fallam mui alto, e sao mais clo-
queles do que todas as declemacoes, qas aaasel-
mente apparecem.
O a l miran! ad o ioglez pediu, alm dos ti ailhes
esterltoos qae Ihe foram concedidos para refor-
mar a esquadra, e prove-la de navios eneouraea-*
dos, em que so principia a depositar graode* es
perangas como machinas de guerra formidaveia
no mar, mais um supplemento de doos milhoeso
meio, que depois de algum debato, Ihe foram ta.m -
bem votadas.
Hr. D'lsraeli prouunciou um discurso, mostran-
do a enorme despeza que a Inglaterra fa com a,
sua marioha, e propondo que se negociasse ums
convengo com a Franga sobre o numero limita-
do-de navios de guerra, que cada paiz devia can-
servar armado.
Esta mogo, como era de espera, foi nssni-
memente rejeitada. O mesmo almirantado man-
dn annunciar a venda dos seguintes navios:
fragatas Portland de 50; Vestal, Spartos e CUo-
patra de 26 ; corvetas Daphint, de 18 ; Frolie,
de 16 ; Comus, de 14 ; brigues Exprtsso, de 6,
Petrel, de 5. Osne, de 6, Elh, de i*; Kangoroo,
de 12 ; Ckildtrs, de 13 ; Ponime, de 12 ; Dtt~
patch, de 12; farster, de 1S; Danius, de 11 ;
Aral, de 11; Tyne, de 4 ; Votase, de 4, e Pon-
dore, de 5. Os vapores Arerltn, de 6 pecas : Ar-
roto, de 4 ; Lyra, de 9, e Viper de 4.
Se nos tambem achissemos compradores psra
a metade, pelo menos dos cascos inuteis, ou
quasi inuteis que hoja possuimos ; farlaaosum
excellente negocio.
A grande fragata encouragidi fVerrtor, rival
da franceza Glorie, foi posta en armamento no
dia Ia de julho ultimo.
1
Bihia 5 de Miembro.
E. A.
PERN. TYP. DE M.F.BE PARIA &FILHO. 1891,'


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