Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09395


This item is only available as the following downloads:


Full Text
lili IIITH ID1IIQ 211
Por tres-mezes adian lados 5$0(K)
Ptr tres ees vencidos 6J000
SABBADO 21 II SETEIBRO II lili

Por anoo adiantado i 9|000
Porte franco para o sabscriptor.
NCARBGADOS DA SBSCBIPCAO DO NOBTE
r
Parahiba, o Sr. Antonio Aleandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra; Araaa-
tj, a Sr. A, da Lomos Braga; Cear o Sr. i. Jos4
da Olireira; ataran ho, o Sr. Manoel Josa Mar-
tina Ribeiro Guimarei; Par!, o Sr. Justino J.
Raaos; Amazonas, o Sr. Jernimo daCoata.
PARI1DAS UU8 OUKH1U3.
Olinda todos os dias as O 1/1 horas do dia.
Igaarass.Goianna a Parahiba as segundas
sextas-feiras.
S. Anto.Bezerroa, Bonito, CaruaTu.AUinho
Garanhuns as tergas-feiras
Pao d'Alho, Nazaroth,|Limoeiro,Brejo, Pes-
queira,Ingazeira,Plores,Villa-Bella,Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas(airas.
Csbo.Serlohiem,Rio Formlo,Una.Barrelros
Agua Preta.Pimenteiras e Natal quintas feiras
jTodos os crrelos partem|as 10 horas dama n h a
EPHEMERIDES DO MIZ DE SETEMBRO.
4 Lia ora ss 7 horas 53 minutos da man.
11 Cuarto aroseanta aalO horas e 56 minutos da
nanhia.
18 La chais as II horas e 42 minutos da tarde.
27 Quarto mingutntt aa 4 horas e 5 minutos da
manhaa:
PBEAMAR DEHOJB.
Primeiro as 6 horas e 6 minutos da manhaa.
Segando as 6 horas e 30 minutos da tarde.
16
17
18
19
20
SI
22
DIAS DA SIMARA*
Segunda. Ss. Coroelio eCypriano mm.
Terca. XsChagasdeS. Prancisco.
Quarta. S. Thomaz da Villa Nora b.
Quinta. S. Januario b. m.; S. Pomposa r.
Sexta. 8. Eustaquio m.; S. Glicerio b.
Sabbado. S. Malheus ap. e evangelista.
Domingo. Festa das Dores de N. Senhors.
AUUltNolAS toV6 TRIBUAJS DA CAPITAL.
Tribunal do commercio; segundas a quintas.
Relacao: tercas, quintas sabbadoa as 10 horas.
Fazenda.- tercas, quintase sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito do orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do airel: tercas a saxtasso meio
dia.
Segunda rara do elvel: quartas s sabbados a 1
>ora da tarde:
ENCARREGADOS DASUBSCI1PCAO DOSLt,
Alagoas, o Sr. Claudino Falca o Dias; Baha.
Sr. Jos Martina Aires ; lio ala Janeiro, Ss'
loo Poreira Martina.
EM PERNA1IBLCO.
Os proprietarios do DIARIO Manoel Ptgneiroa
de Faris & Filho, na su* Imana prega de Inde-
pendencia ns. 6 e8.
PMTE 0FFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 18 de setembro
de 1861.
Oflicio ao Exm. presidente do supremo tribu-
nalde justiga Coramunico 4 V. Exc. que fal-
lecido o juiz de direito da comarca de Pao d'A-
lho desta p, ofincia, bacharel Manoel Teixeira
Peixoto.
Ditoao inspector da thesouraria de fazenda.
Aotoriso V. S. dos termos da sua informado de
14 do correle, sob n. 155, a mandar pagar em
dinheiro a ragaode porojiue compete ao eacti-
vo da comp.inhia de aprendizes marinheiros do
arsenal de marinha, AfTonso Aires do Reg Vi-
lella e a seu creado, relativamente ao mezdeju-
lho ultimo, como se ve do requerimento quede-
volvo, coberto com officio do inspector do mes-
mo arsenal.Coramunicou-se a este.
Dito ao mesmo.Estaodo nos termos legaes
os inclusos documentos que me foram remetlidos
pelo commandaote superior interioo da guarda
nacional deste municipio com officio de hootem,
sob n. 141, mande V. S. pagar os vencimentos
relativos ao mez de agosto ultimo dos offlciaes I
de 1" lioha, tambores, pfanos e cornetas empre-
gados nos corpos da mesma guarda nacional.
Commuoicou-se ao supradito com man Jan te su-
perior.
Dito ao mesmo.Reslitutndo a V. S. o reque-
rimento sobre que versa sua informago de 22 de
agosto ultimo, sob n. 748. tenho a dizer que em
Tista das ordena do thesouro us. 98 e 102, data-
dos de Io e 4 de junho ultimo, e do incluso of-
ficio do engenheiro W. Martineau erocarregado
das obras do melhoramento do porto desta cida-
de, mande V. S. pagar ao engenheiro W. J. Lin-
dsay o que se Ihe esliver a dever de conformida-
de com o contrato que celebrou para servir como
ejudaote do mesmo Martineau.
Dito ao mesmo.Tendo em vista a informago
por V. S. ministrada bontem, sobo. 861, o au-
toriso a mandar adiantir so almoxarife do hospi-
tal militar o cont de ris constante do incluso
plido para as despezas daquelle estabelecimen-
to na 2" quinzeua deste mez, conforme requisitou
o coronel commandante das armas em officio n.
1487, que vai cobiindo o mencionado.Coramu-
nicou-se ao mesmo coronel.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Atienta a razio por V. S. apresentada em seu of-
ficio de 13 do correte, sob n. 446, o auloriso a
mandar satisfazer o pedido da reparticao das obras
publicas para o presente mez, menos na parle
relativa aos 2009, que vem contemplados no mes-
mo pedido para a continuado da obra escam-
pada do empedrameoto entre os marcos de 6 e
8 mil bragas na estrada da Victoria.Commnni-
cou-se ao director das obras publicas.
Do ao director geral da inst'rucgso publica.
Remello por copia a Vmc. para seu coohecimen-
10 e deida execugoo termo de arrematarlo dos
gneros para o consumo dos collegios dos or-
phos de Santa Thereza de Olinda e dasorphaas
desta cidade.
Dito ao juiz municipal da 1* vara.Logo que
cheguem do presidio de Fernando, para o que
expego nesta'data as convenientes ordens, os sen-
tenciados Flix Luiz e Manoel Caetaoo, bem como
a crioula Theodura e um filho, sobre os quaea
versam o requerimeoto que aqui ajunto, assigoa-
do por Francisco Affnso do Reg Mello, e a in-
formago do commandante do presidio de Fer-
naode, constante da copia inclusa, mande Vmc.
depositar a predita Theodora, nomeaodo-lhe cu-
rador, aQm de veotilar-se judicialmente a ques-
to de liberdade, de que se trata as menciona
das pegas.
Dito ao commandante de estago naval.Intei-
rado de quanto Vmc. communicou-me em oflicio
n. 22, de 16 do corrente, tenho a dizer-lhe em
resposta, que pode fazer seguir para a cdrte o
vapor Ypiranga, declarando-me com anteceden-
cia o dia em que designar para a partida do mes-
mo vapor.OfBciou-se ao arsenal de marinha
para fornecer a graxa e sola necessarias ao mes-
mo vapor.
Dito ao commandaote do presidio de Fernando.
Attendeodo ao que pedio o preso Jos Joaquim
Nogueirs, destinado a esse presidio, recommen-
do Vmc.que o empregue somente nos traba-
Ihos que poder prestar, visto ser aleijado do
brago esquerdo.
Dito ao mesmo Remeta Vmc. para esta ca-
pital na primeira opportunidade algumas barri-
cas da sement do algodaosjkue se cultiva nesse
presidio, em estado de poderem ser distribuidos
pelos lavradores da provincia, e bem assim urna
porgo do mesmo algodo anda nao descaro-
tte.
Dito ao director das obras militares.Mando
Vmc. collocar tres venezianas na sala do expe-
diente e dous caixilhos com vidros na sala das
ordens do commando das armas.Commuoicou-
ae thesouraria de fazenda.
Dito ao mesmo.Avista do que expoz o inspec-
tor da thesouraria de fazenda, no officio cons-
tante da copia junts, convm que Vmc. ponha
novameole em praga os concertos e obras novas
do hospital militar, a que Ilude o seu officio n.
94, de 28 de agosto, devendo servir de base
para a arremagao o prego por que se offereceu
Manoel Luiz Colho de Almeida, a fazer as refe-
ridas obras e concertos.
Dito ao promotor publico do Recite. Declaro
Vmc. em resposta ao seu officio de 16 do cor
rente, que para a forga de policia qua tem o no-
mo de secco volante continuam em vigor as
disposiges do regulameoto de 2 de dezembro de
1853, como expresso no art. 4 do ooriisimo
regulamento de 2 do corrente, dado nicamente
para a forga que compoe a secco uriana.
Dito ao juiz municipal da Escada.Ao officio
de 8 de jolho ultimo, s agora receido, em que
Vmc. commmunicou ter naqaella data mandado
affixar edital convidando preteodentes aos offi
cios de partidores, contador e destribuidor desse
termo, tenho a dizer-lhe que tendo o referido
edital de ser aqui reproduzdo nos termos do art.
11 do decreto o. 817 de 30 de agosto de 1851,
devia Vmc. ter remettido copia delle, o que far
logo que este receber; e convm que lindo o
prajo legal, cumpra o disposlo no art. 12 do mes-
mo decreto.
Dito aos gerentes da companhia da illumioa-
cao a gaz. Inteirado do quanto Vmcs. ponderara
em sua represeotago datada da 9 do correle,
tenho a duer-lne em resposta que muilo con-
vm que Vmcs. conservem com a necessaria se-
guranza os canos de gaz que Acara por baixo da
ponte provisoria do Recite, afim de evitar que
sejam fracturados, ficando Vmcs. certos de que
nao so officio so director das obras publicas pa-
ra serena pintados de cor diferente, como Vmcs.
indiearam, os arcos ds ponte destinados para
passagetn das embarcagea do servico do porto
mas lambem recommendo capitana que em-
pregue providencias no sentido de nio serem os
referidos canos damnificados por aquellas em-
fcarcages. Officiou-se directoria das obras
publicas e ao capilo do porto para o fim cima
declarado.
. Dito ao engenheiro fiscal da estrada de ferro.
Com a inclusa copia do officio da cmara muni-
cipal do Recife de 13 do corrente, respondo ao
que Vmc. me dirigi em 9 desie mez relativa,
mente concesso do terreno indicado na planta
que devolvo, no qual deve ser construida a nova
estagao na povoagao dos Affogsdos.
Portara.Tara o conselho que em vista do
incluso processo de investigagao, tem de julgar
o soldado do corpo de policia Jos Elias de Sou-
za pelo crime previsto no artigo 123, primeira
Jarte, do regulameoto de 2 de dezembro de
853, nomeio :
Presidente.
O capilao do corpo de policia Jos Pereira
Teixeira.
Auditor.
O promotor publico do Recife bacharel Fran-
cisco Leopoldino de Gusmao Lobo.
'j* Vogaes.
Tenente-secrelario Luiz Jeronymo Ignacio dos
Santos. ,
Teneate quartel mestre Manoel Fernandos de
Mellq>a.~Albuquerque.
Jiifurgiio-mr Dr. Jos Joaquim de Souza.
Tjente Francisco Borges Leal.
Alferes Antonio Muniz Tavares.
Fizeram-se as convenientes communica-
goes.
Dita.O presidenta da provincia reaolve, de
conformidadecom o art Io da lei provincial n.
513 de 18 de julho ultimo, prorogsr por 4 mezes
com vencimentos a licenga que foi concedida'
por por portara de 31 de julho ultimo, ao pri-'
raeiro escripturario da thesouraria provincial,1
Alexandre Americo de Caldas Brando, para1
tratar de sua sade.
Dita.O presidente da provincia, conforman-
do-se com a proposta do chefe de policia, n. 920, '
de 16 do corrente, resolve exonerar o lenle
Manoel Dionizio de Souza do cargo de subdele-
gado da freguezia de Aguas-Bellas, termo do
Buique, eoomeia para elle o aUeres do corpo
uxo Francisco do Reg Barros.Commuoicou-se
so Dr. chefe de policia.
Despachos do dia 18 de setembro
de 1861. :
Requerimentot.
Andr Francelino da Costa__Passe portara
concedendo licenga para maodar cortar os paos
de que trata.
Antonio Maris Miranda Seve.Passe portara
concedendo a liceoga pedida.
Antonio Al ves de Miranda Guimares.Em
vista do que dispe o art. 45 da lei provincial
o. 244. combinado com o art 7o Io do decreto
n. 410, de 4 de junho de 1845, nao ha duvida
que 11 reslituigao pedida pelo supplicaote deve
ser effecluada pela thesouraria provincial, mas
alten leodo-se a que a falta de crdito votado
nao permita realisa-lo, cabe ao supplicante di-
ngir-se assembla legislativa provincial para
ser attendido.
Joaquina Umbelina dos Passos. -Informe o
Sr. director do arsenal de guerra.
Jos da Costa Rabello.Ioforme o Sr. com-
mandante superior da guarda nacional do mu-
nicipio do Recife.
Fre Ludgerio do Sanlissimo Nome de Maria.
Informe o Sr. director geral da instrucco pu-
blica. r
Maria Anglica Bezerra.Passe portarla con-
cedendo licenga para o corle da madeira de que
trata. n
Manoel Ferreira Leite.Informe o Sr. Dr.
chefe de policia.
Manoel Camillo Pires Falco.Informe o Sr.
inspector da thesouraria provincial.
Manoel lgoacio d'Avila.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria provincial.
COMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
de Pernambtico, na cidade do
Becife, em 18 de setembro de
1861.
ORDEM DO DA N. 133.
Havendo-se evadido a 11 do corrente do quar-
tel militar da capital ds provincia das Alagoas
para onde da cidade do Peoedo viera remeltido
a 4 do dito mez, o Sr. alferes do corpo de guar-
nigo desta provincia Joaquim Jos Luiz de Sou-
za, que por suspeito de desencaminhar a quan-
tia de 13:4009, que se destinara a collectoria do
Ouricury e ao dito corpo; sendo 8:000# para
aquella e 5:400 para este, fra preso na Palmei-
ra dos Indios junto com os soldados Gongalo
Jos Martinse Joo Evangelista, pelo Sr. len-
le do 10a bstalho de infamara commandante
do destacamento na villa de Nossa Seohora do
Bom Conselho, Joaquim Rodrigues de Souza,
conforme a este commando foi communicado pe-
lo Exm. Sr. presidente da meocionada provincia
em officio de 12 do vigente. O coronel comman-
dante das armas em execugio da lei de 26 de
maio de 1835, o declara ausente e chama por
edital na forma proscripta no formulario appro-
vado palo decreto o. 1,680 de 24 de novembro
de 1855.
Assigoado. Jos Antonio da Fonseca Galvo.
Conforme. Antonio Eneas Gustavo Galvo,
Alferes ajudanle de ordens interino do com-
mando. ,
EDITAL.
Jos Antonio da Fonseca Ualvlo, commendador
das ordens da Rosa e aviz, cavalleiro das do
cruzeiro e Christo, condecorado com a meda-1
Iba da campanha de Pernambuco, coronel
commandante do corpo de guarnigio da pro-
vincia do Piauhy e commandante das armas
da provincia de Pernambuco por S. M. o Im-
perador que Dos guarde etc.
Fago saber ao Sr. Joaquim Jos Luiz de Souza,'
alteres do corpo de guaroigo desta provincia e
a todos aquellos que poderem e guizerem fazer I
chegar ao seu coobecimeuto, que tendo-se eva-
dido a 11 do corrale, o referido Sr. alferes do'
quartel militar em que se achara preso na ca-
pital da provincia das Alagoas, segundo me foi
communicado pelo Exm. Sr. presidente da mes-
ma proviocia em oflicio de 12 do andante, por
"Peito le haver desencaminado a quanlia de '
8:000} que levara para a collectoria do Ouricu- i
ry, bem como a de 5:400 para o referido corpo, <
nao se tendo apresentado neata capital oem ao.
corpo a que perlence, foi declarado ausente em
orden do dia desta guaroigo sob o n. 138 de
20 do mesmo mez, e chamado polo presente
edital para que se aprsente dentro do prazo de'
um mez, a contar da dala deste, sob pena de'
proceder-se a respeito de ana fall de compare-!
cimento, nos termoa da lei de 26 de maio de
1835.
E para que o referido lhe conste fiz lavrar o
presente edital que assignei e fiz sellar com o
sinete das armas imperiaes, e que ser publica-
do as gazelas desta capital.
Quartel do commandaodo das armas de Per-
nambuco na cidade do Recite em 18 de setembro
de 1861.(AssignadoJos Antonio da Fonseca
Galvo. Conforme.Antonio Eneas Gustavo
Galvo, alferes aju Jante de ordena interino do
commando.
confianza para entender-se com o governo impe-
rial sobre ss medulas que convm adoptar as
circo aista Qcias melindrosas em que ficou eolio-
cado este eslabelecimento, em face da lei de 22
de agosto do] anoo passsdo, e do regulameoto
promulgado pelo poder executivo para execugio
da referida lei, vem hoje dar-ros conta do resul-
tado de s*us trabalhos. A commissao julga do
seu dever informar-vos de todas as oceurreocias
que se deram, para que ajuizei* do ulerease que
Ihe mereceu a tarefa de que foi incumbida. Foi
o primeiro cuidado da commissao procurar auxi-
liar-s com as luzes e conhecimentos praticos da
directoria do banco, dirigindo-lhe logo um officio
em que solicitava a nomeagao de urna commis-
sao de seu seio para discutir com a vossa com-
missao as medidas que conviria propdr ao go-
verno imperial a bem dos ioleresses do banco.
Este officio,sera duvida pelas occorreocias de que
tendes conhecimento, s teve resposta negativa
em 31 de maio passado; e pedilo esta com-
missao no dia immediato varios esclarecimentos
de que necesaitava para fundamenta seu juizo
sobre a marcha administrativa do banco, e firmar
em seu espirito a conviegap das necessidades do
estsbelecimento, conviego a que s polia che-
gar depois de bem avaliar os successos anterio-
res, somonte no dia 14 do passado chegou s
mos desta commissao a resposta que com data
de 13 lhe dirigi o digno vice-prestdente do ban-
co, dando solugao aos quesilos apresentados, e
por esta commissao considerados como base de
um estudo serio e aprofundado das graves ques-
toes que se prendiam ao desempenho de sua
misso.
Reconhecida desde logo por esta commissao a
necessidade de tocar nos estatutos ou coodiges
orgnicas do estabelecimento, para se poder con-
seguir o resultado que estar sem duvida no
pensamento que presidio a sua eleigio, isto a
protecgo devida aos interesses e direitos do ban-
co, sem offensa dos do publico, teve ella neces-
sidade de informar-se como seria receido pelo
governo imperial um trabalho que tivesse esse
alcance : desse passo resultou a certeza de que,
embora o mesmo governo estivesse disposto a
acolher cora toda a benevolencia as propostss ds
rosss commissao para sobre ellas meditar e re-
solver, nao admittiria todava discussio alguma
sobre pontos que envolvessem reforma dos esta-
tuios, senao depois que esta tivesse sido appro-
vada pela assembla geral dos acciooUtas, cons-
tituida segundo dispe o art. 35 dos mesmos es-
tatuios. Embaragada, pois. de chegar a um re-
sultado pralico satisfactorio, pelo caminho que
lhe lora tragado no acto de sua eleigio, e priva-
da do auxilio que poda ministrar-lhe urna dis-
cussao larga e completa eom a directoria do ban-
co sobre as necessidades do estabelecimento, nao
julgou todava a vossa commissao dever recuar
ante o desempenho da honrosa miisao que lhe
havieis confiado, e vem expnr-ros com toda a
franqueza as ideas que-lhe suscitou o estado de
que teve de oceupar-se, e que servem de funda-
mento s concluses que sujeita ao vosso juizo e
approvagao ; julgmdo assim terminada a saa
misso, por acreditar que as idss que, merecen-
do o vosso assentimento. demandem intelligen-
cia e accordo com os poderes do Estado, devem
ser solicitadas pela Ilustrada directoria do ban-
co, receotemente eleita, que sem duvida a ul-
tima expressao de rossa contlanca, e que natu-
ralmente nio poupar esforco algum para collo-
car o estabelecimento que foi chamada a dirigir
na altura que lhe compete.
Passa agora a commissao a considerar e apre-
ciar as diversas questes que se tem suscitado, e
3ue affectam os ioleresses, e mesmo a existencia
este estabelecimento.
Direitos e deveres do banco.
A lei de 5 de jolho do 1853, autorisando o go-
verno a crear um banco de depsitos descootos e
emissao, foi seguida como sabis, de um convite
por psrte do governo s directoras dos dous
bancos eolio existentes nesta corte/o banco Com-
mercial, e o do Brasil, aosquaes os decretos que
sutorisaram sua exisieocia garantiam ainda lon-
gos snnos deduragio, para que ellas, consultan-
do seus respectivos accionistas, declarassem se
lhesconvinha incorporar os capitaes e ioleresses
aglomerados nos ditos estabelecimentos novs
crganiisgo projeclada. As respectivas directo-
ras convocaran assemblss geraes extraordina-
rias para o flm indicado, e, resolrida a conve-
niencia da incorporagio, foram competentemente
autorizadas para tratar com o governo sobre as
condiedes della. Por parte do governo imperial
foi igualmente nomeado* o digno ministro da
fazenda dessa poca para o mesmo fim, e, apo-
sentadas por S. Exc as bases para a discussio,
prolongou-se esta durante varias sesses. che-
gando-se a final a um accordo, como expressio
do qual foram acollos os estatutos do banco do
Brasil ; de tudo o que se lavraram os competen-
tes termos, assianados por ambas asparles con-
tratantes, eiifdBo o delegado do governo qae,
para maior soIeWnidade do contrato, fosse est
ratificado pelos accionistas de ambos os bancos
em reunio promiscua, para esse fim expresss-
mente convocada. Obtldi a aancgo exigida
seguiff-se o decreto da 31 de sgosto de 1853, que
legaliioB todos esses actos.
Dah data a existencia legal do estabelecimen-
to de que fazemos parte; nesses estatutos se
acharo consignados os direitos eos dereres do
banco, nao podendo entrar em duvida que foi
elle organisado em virtude de um rerdsdeiro
contrato bilateral a que nao faltou solemnidade
alguma legal.
A lei de 22 de agosto do son pssssdo, formu-
lando, pois, condiges a respeito de bancos de
emisso, nio poda ser spplicsda ao nosso esta-
belecimento sem grave offensa de direitos adqui-
ridos, sem attentar contrs direitos individiiaes
firmados oa protecgo de lei expressa, sem violsr
um contrato bilateral que nio pode ser alterado
sem o indispensavel accordo mutuo das partes,
ou qusndonio, precedendo actos legaes que o
direito commura reconhece necessarios, mesmo
==
INTERIOR.
RIO DE JWE1BO.
PARECER APRESENTADO A ASSEMBLE'A GE-
RAL DOS ACCIONISTAS DU BANCO DO BRA-
SIL PELA COMMISSAO ESPECIAL ELEITA
EM 2 DE MAIO DE 1861.
Srt. atcionistas.
A commissao a quera honrillas com a rossa
das
nos casos de faltar urna dss partes a alguna u
condiges pactuadas, salra a condico de caduci-
dade, que nio existia no nosso contrseto por se
achar essa condigo, em que es contratos podem
consldersr-ae anuullados de pleno dlreilo, subs-
tituida por urna fiscalisagio permanente por par-
te do governo (art. 39 dos estatutos), com roto
suspensiro das deliberages de nosajss mandata-
rios, e portanto impossibilitado o estabelecimento
de praticar acto algum contrario s disposiges
pactuadas. Pretende-se porm Jomar applicavel
a este baaco a lei de 21 da agosto, a pretexte de
urnawnlerpretaco aulhentica de artigos de seus
estatutos, que se dizem sophismsdos por parte
do banco. Em primeiro lugar cumpre observar
que sem duvida urna jurisprudencia nova essa
que pretende em materia de contratos conferir a
urna das partes o direito de interpretar por si e'
ante si condigo alguma de um contrato bilate-
ral, sem que ao menos seja ouvida a outra parte ;
em segundo lugsr convm repetir que tendo o
governo na pesaos do seu presidente um delega-
do e fiscal revistido de importantissimas attri-
buigoes, entre as quaes a de suspender a execu-
gao de actos de sua directoria (art. 50 3 doi
estatutos), altribuigo que j foi exercida al para
nullificar um roto da assembla geral dos accio-
nistas, proprietarios do capital do baneo, na
qual reside, segundo os principios earanlidores
Oo dlreilo de propried.4er o poder f preo dtlabelecimento, nio parece crirel quo essa en-
tidade governaliva deixasse escapar infraccao
alguma do contrato sem interpor o seu veto;
assim, pois, podia a rossa commissao lmitar-se
a negar a existencia de taes infraeges, que ja-
mis podiarc dar-se sem scieocia e paciencia do
proprio gorerno do estado, e a dizer, portanlo,
que semelhante pretexto loteiramente inad-
missivel. Restara ontao,f|como nico funda-
mento do pretendido direito que se arroga urna
das partes contratantes para innovar por si s o
nosso contrato, o bem publico. Esta, jamis
pode rconselhar a violagao da dos contrates, o
confisco de direitos adquiridos ssob protecgo de
le expressa, salva a decretagio simnltanea da
mais ampia inderooisagio aos interesses quo se
conlrariam por meio da lei que toca em to sa-
grados objectos.
E' evidente, Srs. sccionistas, que o nico meio
honesto e regular, urna rez reconhecida a neces-
sidade de alteracoes nos estatutos do banco, seria
autorisar a reviso do contrato pelos meios nelle
mesmo consignados fra disto nao ha seno a
stibstituigo do rgimen legal pelo do arbitrio.
era obsta que actos que, como este, nio tem de-
feza possitel, sejam praticados pelos aHjkooderes
do estado. Os votos que sutorisaramWelhau-
te desvio das regras fundamentaos do direito e
dos principios cardeaes em que repouso os gran'
des interesses sociaes, podem ter sido dsdos sem
bastante refiexao ; appellar, pois, dessa deciso
do poder mal aconselhado para o mesmo poder
mais bem esclarecido, ao mesmo tempo um di- j
reilo e um dever da parte dos accionistas desta
grande iostiluigo de crdito. Cumpre, porm,
n Jo deixar refugio algum s exagerages dos sec-
tarins da escola doarbilrio ; preciso acompa-
nha-los, examinando um por um os fundamentos
em que se apoiam, e deatruindo-os completa-
mente ante a razo publica, dissipar o oeroeiro
de sophismas e apreciages inexactas, a|cuja som-
bra tem conseguido a decretagio de medidas of-!
tensivas dos direitos deste eslabelecimento, veja-
torias, inconvenientes em geral, e que, nio obs-
tante, esli longe de poder consegair o fim a que
aspirara.
O pagamento em ouro das notas do banco
parece ser o grande alvo dos-estadistas que to-
mara a peito a realisagio desta idea, cuja impor-
tancia e mrito ninguem contesta, havendo ape-
nas divergencia quanto aos meios de consegair
lio grande fim. No entender da commissao nio
ha seno dous meios de se chegar de golpe e de
um modo permanente a semelhante resultado,
isto arelirada do papel-moeda que domina a
circulagio do imperio ha cerca de quarenta an-
uos, ou pagar o thesouro publico suas notas em
ouro vontade do portador: feito isto, estaro os
bancos de emisso que funecionsm no imperio na
indeclinavel necessidade de pagar suas notas em
ouro ; haver ento um mel circulante normal.
Este meio, porm, apresentado e discutido no se-
nado, ao menos quanto primeira parte, quando
ae tralou da lei de 5 de julho de 1853: foi rejei-
tado, porque o ento mu digno mioistrodi fazen-
da levou evidencia que importara elle um sa-
crificio demasiado oneroso ao estado, preferiodo-
se o meio consignado na\lei de 5 de julho, isto ,
a mortizago gradual' do papel-moeda, que al-
cangava o mesmo flm, com o andar do tempo,
desde que a retirada annual de 2,000 contos des-
se papel fosse perseverantemente manlida. Como
potm oa oceasio da discusso da lei de 5 de
julho de 1853 valla o papel-moeda 40000 por oi-
tava de ouro de 22 quilates, padro monetario do
imperio fizado na le de 11 de setembro de 1816,
pretendem certas autoridades econmicas do paiz
que o banco tinha de manter essa situago to-
mando sobre seus hombros a pesada tarefa que
aquella lei havia imposto ao governo ; esse
falso presupposto que servio de ala vanea aos re-
formistas do anno passado, para atacarem os di-
reitos perfeitos deste estabelecimento, fiDgindo
acreditar que tendo elle violado urna das condi-
ces essenciaes de sua existencia, podia ser tra-
tado com a sem-ceremonla com que o foi, pondo-
se in tetramente margem do seu contrato.
A vossa commissao para a examinar este ponto
minuciosamente, porque elle o principal esteio
da iniquidade de que somos victimas, e tem f
robusta de levar ao espirito de todos os homens
de boa f a coaviego de que nao s os estatutos
desle banco nio Iheimpuieram semelhante onus,
porm que, em face de outras condiges ooerosas
que aceitoo, era-lhe impossivel tomar sobre si o
encargo quehoje se pretende u&enfendtdo como
base de sua organisagio I
A lei de 5 de julho de 1853 dispe, no seu ar-
tigo 1 6 queos bilbetes do bsneo serio vis-
ta e ao portador, e realisaveis em moeda corren-
te [metal ou papel moeda).A simples leitura
deslas palavras denuncia claramente o pensamen-
to do legislador : para por em duvida o direito
que tem o banco de pagar suss notas em urna ou
outra especie, seria preciso comegar por negar o
papel -maedd, que alias liuha e tem curso forgado
para com elle se realisarem os pagamentos em
todo o imperio, a qoalidade de moeda correte
quando a lei foi promulgada ; e para excluir a
menor duvida, ainda nessa.hypothese, ahi est o
parenthesis do paragrapbo da le em questo sal-
vando o papel-moeda de qualquar recusa possi-
vel: como, pois, se pretende que o banco, obri-
gadopela lei a receber em papel-moeda os ttu-
los quo represeotam o seu haver, se obrigedo a
pegar em ouro os ttulos qua representara o seu
debito III A inqnidade de semelhante pretengao
seria manifesta, ainda que possivel fra a sua
realisagio. Aperlados pela posigio vantajoaa em
que, escudado oa lei, esta banco se acha colloca-
do nesse ponto, susteatam os defensores de se-
melhante absurdo que a obrigagao do banco de
manter o valor do meio circulante ao par do pa-
dro monetario Qxado pela lei de 11 de setembro
de 1846 ; mas nao se digoam apootar o artigo de
nossos estatutos em qua semelhante obrigaco se
ache consigoada, e nem to pouco os anteceden-
tes ou precedentes em que semelhsnte obrigagio
podesse susteotar-se com solido fundamento. E'
admissivel, e ninguem contesta que com a or-
ganisagio deste bsoco se leve envista, nio s
fortalecer a aegio do crdito no paiz auxiliando o
desenvolrinento dos recorsos naturaea do Bra-
sil, afim de promorer o augmento da riqueza pu-
blica, porn que se cootara com este estabeleci-
mento para auxiliar o governo na grandiosa tare-
fa de dar estabilidsde ao valor do meio circulan-
te, empenho constante de todos os homeos pen-
sadores desde 23 annos antes da promulgago da
lei de julho de 1853, como atteslam as numero-
sas tentatiras e esforgos feitos por parte dos po-
deres do estado, que todas falharam, inclusive a
lei de 11 de setembro de 1840. que conferio ama
dictadura financeira ao gorerno para alcancar
aquello fim, e que, nao obstante, s tere execu-
go passiva, isto aquella que dependa da ae-
gio de causas naluraes, maniendo-se o valor do
meio circulante ao parou cima do par, emquan-
to o prego rantajoso de nossos productos nos
mercados de consumo pode alcancar esse resulta-
do, porm crutando o gorerno os bracos, sem dar
execugo lei, quando, ou logo que, o desequi-
librio appareceu em margo de 1818, e desde ento
al setembro de 1849, restaurando-se somente
quando a balanga dos pagamentos se pronunclou
de novo a nosso favor.
Nao pois crivel que materia lio grave, as-
siimpto de tal transcendencia, obrigagio de tal
magnitude, diante da qual falharam todos oa es-
(orcos dos porjeres d,q eatd.o dorante maia de 23
anoos de medltsgo eestudos.se podesse consi-
derar virtualmente imposta ao banco pelo tacto
de sua organisagio I
Examinando se a discussio do senado quando
se tralou dessa lei, a sua intelligencia relativa-
mente a este ponto, o pensamento do legislador
a respeito, fica transparente. O Sr. senador Bap-
tista de Ohveirs apresenlou emendas so projecto,
urna das quaes obrigava o banco a pagar suas
olas em oaro, na razio de metade da importan-
cia do cada pagamento. O iobranwnislro da fa-
zenda dessa poca (autor do projecto) combaleu
essa idea ; na sessio de 24 de maio, S-Exc. ob-
aervou c que o nobre senador o Sr. Baptista de
Oliveira, estabeleceodo o principio de que o pa-
pel-moeda existente um instrumento de circu-
lagio tao efficieote como os metaos preciosos e
mais do que as notas do banco, nio deveria op-
por-sea que o banco pagasse as suas notas em
papel do governo, mm recear que este fosse de-
preciado por aquellas. Destas palavras de S.
Exc. se depreheode que nessa occasiao o Ilustre
autor do projecto do banco era por um momen-
to admittia a idea de nao ter o estabelecimento
a faculdade de pagar suas notas em papel-moeda.
"a sessio de 4 de juoho, ainda em resposta ao
Sr. Baptista de Olireira, que suslentavs suas
emendas, S. Exc estranhou iquelle nobre sena-
dor que elle quizesse excluir com sua emenda o
papel-moeda de urna grande massa de transac-
ges, trazando assim o seu descrdito : Posto
que o papel-moeda, disse S. Exc, vale hoje (4
de juoho de 1853) tanto como o ouro, e acredito
que ha de manler-se, se nao se derem circumstan-
cias calamitosas que interrompama marcha em
que vai o paiz, nio posso admittir a idea do Sr.
Baptistai de Oltvera, que importa desde j urna
suspeigo contra o papel do governo. Se a l-
gica nao urna mentira, destas palavras de S.
Exc.se conclue que, quando se desses ascircums-
tancias calamitosas a que V. Exc. alludio. podia
o papel-moeda valer menos do que o ouro, e
anda assim S. Exc. nao aceitava a idea obrigato-
ria do Sr. Biptisla.. de Oiiveira. Est pois de-
monstrado que a obrigago de pagar o banco
suas notas em ouro, e por essa forma manter o
valor do papel-moeda ao par, nao est n\ letra
da lei ; nao appareceu na discusso do senado,
antes o contrario ticou bem patente das palavras
do Ilustre autor do projecto do baBco; nio foi
apresentada essa dea na cmara dos deputados ;
nem passou pela mente de nenhum dos miembros
das directoras dos dous bancos que tiveram a
honra de discutir com S. Exc. as condiges de
incorporagio dos capitaes agglomerados uos es-
labelecjmentos que reprsenla va m, ou seria im-
possivel que um s voto se manifestasse a favor
da iocorporaga, a nio ser mediante outras con-
diges de existencia bem diversas daquellas que
foram aceitas para o novo banco.
Se a vossa commissao passa da lei pratica,
no que diz respeito melindrosa questo que
discute, ahi encontra ella a coofirmago das ideas
que sustenta. Da resposta a um dos quesilos que
enviou directoria do banco, consta o que tem
havido a semelhante respeito. Em 27 de no-
vembro de 1857 a directoria, sob preposta de um
de seus membros, approvou a suspenso do troco
em ouro, que a commissao de descontos abrir
em 11 do mesmo mez, mantendo-se essa suspen-
so al 24 de agosto de 1858. data em que foi no-
vameole autorisado pela directoria o pagamento
em ouro at 17 de Janeiro de 1859 ; e desde en-
to al agora acha-se suspenso esse troco : v-se
pois que o banco s pagou em ouro, a vontade
do portador, durante 16 dias, at novembro de
1867, e durante 144 dias depois dessa poca. An-
tes de novembro de 1857 de notoriedado publi-
ca que o banco, embora com seus cofres repletos
de ouro, negou-se sempre a satisfazer as exigen-
cias dos portadores das notas ; dava ouro quan-
do lhe exigiam papel, e papel quando ouro lhe
era reclamado, sem duvida para msoter intacto o
seu direito de pagar suss notss as duss espe-
cies segundo lhe conviesse, pois do contrario se-
melhante conducta nao pode ser explicada, e
muito menos justificada. No entanto esta mar-
cha do banco, relativamente a ponto to impor-
tante cerno o pagamento de suas notas, foi a pra-
tica constante em presenga do delegado do go-
rerno, que a sanecionou desde que nao interpoz
o seu reto 1
Se na discusso prrii, na lei escripia e na pra-
lici, nao eocootra a rossa commissao apoio al-
gum para a idea da pretendida obrigagio, vejamos
se ao menos inductivamente se pode coocluir tsl
obrigagio dos estatutos deste banco. Para que
semelhante corollario podesse decorrer das con-
diges de existencia deste estabelecimento, seria
preciso encontrar nellas vantagens de til ordem
para os accionistas em relacao a outros bancos
de igual oatureza, que al certo ponto represen-
tassem urna compensaco dos riscos e sacrificios
onerosissimos comprenendidos om urna obriga-
gio semelhante, que nada menos importa do que
obrigar-se o banco a realissr um grande pensa-
mento de utilidade publica, que os poderes do
estado uio haviam podido realissr durante um
quarto de seculnde esforgos e de legislagio in-
proficua. ,
Encootran-se por ventura nos estatutos deste
banco as vantagens addictonae* e excepeionass
que somente podiam justificar encargo lio one-
roso ? E' o que a rossa commissio rai examinar.
O nosso banco tem o prerilegio exclusivo de se-
rem as suas notas recebidas as estages publi-
cas como moeda (nio tem o previlegio da emis-
so), e tem mais a pequea vantagem da isenco
do pagamento do sello sobre as notas que emiti ;
nenhum oulro previlegio, iseogo oa favor se en-
contra nos 79 artigos de seus estatutos, que en-
cerrara antes limitago do que ampliago a favor
do banco do direito commura. Ninguem dir
que a concesso de poder um banco desta cate-
gora emittir notas na razo do duplo do aeu fun-
do desponivel tem alguma cousa de desusada ou
excessiva, attendendo-se aos altos (ios de utili-
dade publica para que semelhantes bancos sio
creados ; e ainda assim essa faculdade nos foi
ulteriormente coarctada e cerceada por urna in-
telligencia forgada do art. 16, e pela suppressio
do art 18 dos estatutos, como mais adiaote pro-
vari a commissio. A par deates pretendidos fa-
vores os onus que e[lectivamente ficaram consig-
nados nos estatutos deste banco sao de oatureta
tal que bem pode affirmar-se que aquellas favo-
ros (orara comprados, e por preco exorbitante ;
basta mencionar a obrigagio poailivaque o banco
aceitn de emprestar ao governo det mil contos
de res sem juros, o que importa para o estabe-
lecimento urna perda de interesses resaltantes
do amprego desse capital, que ao juro mdico de
6 0|0. accumulado aemestralmente, alcance a
perto de 42,000:000#000, e tomando-se por base
o termo medio da tasa dos descootos do banco,
eleva-se a 56,000:000*000 al fihdar o prazo de
sua duracio marcado no respectivo contrato I E
nem se diga que esse onus se acha auaviaado com
a faculdade concedida ao banco de emittir auaa
notas al essa quantia, alm do duplo ao seu fun-
do disponivel, pois essa clausula, que alias nio
tem sido exequirel at aqui, e que somente poda
justificar a aceitacio por parta do banco da tio
exorbitante concesso a favor do estado, acaba
de lhe ser confiscada pela legislagio do anno pas-
sado, como pasaa a commissio a demonstrar.' O
banco central ten conservado constantemente em
caixa (termo medio) para mal de lO.OOO.OOQf em
ouro a pipel-moada ; en cooormidade do qae
dUpe os arfj. (fi e 18 dos estatutos, poi|, pois
emittir. se asTnas transaeces o comporta
20,000.0008000 duplo do fuodo disponivel. .....
I0,000.-O00000 era troca d*s notas do ihesor
resgatadas, isto 30,000.000000, srlvo peiwi!
molificarlo pan nais ou para menos, segaado
as alterages do fundo disponivel.
A vossa commissio nio julga dignas da ama
discussio siia essas interpretado** d art. tCee>
estatutos deste banco, que as ideas exagerada*
de restriegio tem inventado para sophisraar a di-
reito de emisso que lhe foi conferido. Ou.l a
base da emisso deste banco ; o capital em m
funso disponivel? A intelligencia da arU 16 '
clara, clarissima : em quanto a oaro a papel-
moeda em cofre nio alcancam a a ata qsaatia su-
perior ao fnndo capital do banca, pode o estaha-
lecimento emiltir ni razio do doplo do faado
disponivel ; desde, porm, qae a banco ti*er esa
moeda quantia superior ao sau capital, s pala
emittir em troca desse excuso quintil ignal &*
seus bilhetes. No eotanto oa mesmos homos
que sustentam que o fundo disponivel. a ao o
cipUal, consliiue a garanta da mise>, quando
se trata de restringir o direito desta naciacia
nesse ponto, fazem um jogo phaniastico da rige
riamos, deduziodo do oaro a papel-moeda en>c-
tivamente em caixa outras verbas *ae veprenea-
tam no balango o activo do banco !! I O absurda
nio se discute, rejeita se.
O gorerno, por um decreto datado de 10 da
norembro do anno passado, epajada san saris*
oas disposiges da lei da 22 de agosto, ardeaa
que a emisso deste banco Oque limtala a......
21,481:0552972, isto confisca o direilo oarfcila
que lhe confere o art. 18 Jos estatutos, em vir-
tude do qual fra aceita eoadieo ooaraaiaai-
ma do empreatimo da 10,000 OOOJOOO seas jaco
algum 1
A rossa commissao senhores accionistas, aaa-
tem-se de qualificar estes actos : seria atoa tortea
penosa e repugnante ; a questo ao s de jas-
liga, tamben de moralidade paMic. Qae aa
condieges de existencia pactuadas para a orgj-
nisago deste banco nio sao mais voraveis.
antes muito menos do qua as facultadas a entres
inslituiges de crdito anlogas em oatros pat-
zes, o que se reconhece ftcaent* pala caa-
froolago dos respectivos estatutos.
Em rio procurou a rossa commissao nos esta-
tutos de outros bancos da orcolsco do ralbo a
novo mundo condiges onerosas qae no asiejaaa
acompanhsdas de compensagoes adeqaao* ; asa
parte alguma as encontra 1 tan dartda aorajan
nesses psizes se comprebenle que enerar oa
estabelecimentos de crdito esa bar; i-los em
prestar ao commercio, i industria, i prodaego
o apoio que elles necessitam, con eoadacaa e-
voraveis, para poderen coaverter em riqaez* na
seus recursos naturaes.
Entre nos, porm, paiz novo, qae mais da ana
oeohum outro carece do influxo do capital flu:-
tuante e do creliio, para medrar tanto anaat
possam comportsr os elementos de qaa dUpe.
mrmente em urna qoadra tio diffic.l costo
aquella que atravessamoa, em qa- a crina do
trabalho gravita sobre lodos os Interesses. ao s
se impe to banco de circulagio ana coadicao
onerosisaima, porm confisca-ee-Ute par tai
posterior a concesso que lomara sapportavot
essa condigo I A jusilga, o direito eat caara-
nfencas do paiz protestesa contra aaaa acia; a
vossa commissao espera com tata a ranfiaoga
que um appello ao corpo legislativo da parta
deste banco nao ser desallendida E' eridaata
que falla um pretexto sequer, qaanto sania raza
sulllciente para que a lei de agosto posea ter
applicsda a este banco, que ten no sen contrato
lei propria de existencia.
Seos altos poderes do Estalo eotenlem ar-
cessarias algnmss alterages as coadicea
pactuadas, os accionistas te pretUro tem duvi-
da a chegar s um accordo, mediante coaages
razoaveis, porque est do interesan do estaeeia-
cimento coadjuvar os poderes pblicos aa reeti-
sago de medidas uteis qua interesadas a bem
geral.
Considerares geraes sobre o mtio circulante.
Depois de ter-se occapado leo lergeateele era
demonstrar que oa direitos do banca aa tcais
feridos pela legislagio bancaria da a ana pstate,
e que s preteriodo-tt todos ae principios gsraet-
tidores da f dos contratos se pode aaolicar tema-
Ihante legislagio ao nosso estab-ieettarato. aao
julga t vossa commissio lora da pripaattt corree
um golpe de vista sobra aa circamstsacits eco-
nmicas do paiz, ao menos aa paria ata a/ta na
fluem no grande desidertum fas aa ttaaili ala dj
trazer o meio circulante iaeonversi**i 40a non
suimos as melhores coadicea, nata ptni.ui a
rossa commissao toteada qae auxiliar a ratitas -
gao dessa idea era ama daa saais impontalat la-
retas do banco, a qua btm conaaUar *U* aa
verdadeiros ioleresses da aatociaco anxili
o governo con lodos os seas meios da .
que se consiga o melhoraneala 1
Dah, porm, a ter a banco narigada a caaeor-
ter em ouro, com os recurso* ana Um
os seus actuaes estatutos, 9* 40,1
notas do gorerno qae o nanea neo cantata,
outra cousa nio significa a oarigaca qe aa
ttndt affecla ao etUbelecistcalo da sailcalar 1
rtlor do ptdro monetaria aa par da aaaa. n
urna distancia immeosa.
A sciencia mooetaria baje rtceatjacida rea
un dos ramos mais importantes dai
litica ; a influencia qua a moda axt
satisfagan da tantas, lia vanadas, a to
tantes necessidades, coma aqaallaa na es
base a Inntmisso dos valorea, t qaa aa
toda a economa da vida social, fai t atada' I
assumpto de grande controverta caira aa 1
tos reflectidos qua te preoccuaaaa can aaaa
estar dtt sociedades. O ouro a a preta, par fe-
ral consenso, trhan-sa recaahtctdoa cana aa
melhores repre ; ites do capital, par aaa
constituem, p a dizer, a medid!
de ralor uoive oaro a a acata, ptreta. 1
productos mineraes cuja exiraege tttdcce i ;
fluencia daa leis econmicas, Uato cana
quaesquer outros productos da iadaatcia I
accrescendo, porn, qae, para aqaalias, a de-
manda est eonttaalemaate na diaaieira da 1
ta, tem duvida porque oa jazigoa data
que se pdem explorar coa proemio, toa Isa
dos, a limitada e> a aaa prodaego, ata retac
aoa austeras que elles sae chatnadaa a 1
ohar. D'ahi nancea a letabrauga 4m ta 1
substitutos que salisfizesse
imperiosas qua o commercio 1
de instrumentos da ctrcalaco, em >
da ao crescido a cretceale programa
manto ioduttrisl, qaa sa desenvolv
te en quasi lodo o mundo, caen sacapci
da um ou outro paiz onda a aece
ca humana a acha comprimida por ama
gislacao, oa an paisas aada a ctrnasaclt)
tem alada penetrado a derramada os "
da aua influencia. Deada qaa ai
te puramente meta 11 ico nao basta para
as grandes oecassidadas da poca, manca) a i_
seria atttogo dos honeos pensadores da ladea aa
paizoav o neio da tomar coarcrsirel asa tara, i
vontade do portador, aa tatabialoa qaa aa eat-
genciss do commercio a industria team cutan.
a cubica da eilaaelameatoa da crdito ai
do, en os erros de algaos goraraoa 4
os oirculacio para crear recursos ao n
porariaasente. A grande Mi monetaria gji
agora tem firmado o mu pradomiQin aos


mi u v'gaiai- 51
____-
DIARIO DB PIRUAMBCO. SABBADO 21 DI SETEMBRO IB mi.
2 MlI !!TYY
que possuem a riqueza e os recursos preciso para
suslenta-la que a o verdadeiro lypo do meio
circulante consiste em que, quaesquer que sejam
es expedientes que a conveniencia ou a economa
possa iniroduiir na circuladle para por meio delles
te operar a tranroisso dos valores, a sua quan-
lidade corresponde precisamente s verisges a
que em igualdade de circurristancias eslaria su-
jeito un meio circulante puramente metallieo.
ISote prtocipio tesa por si o apoio de autoridades
cooomieaa as mais nota-veis, o fui o que Sir
Roberl Reel tentou realisar, deum modo perma-
nente, coni a legislagao baucaria de 1844; co-
ih*ndo-se da discusso eruao havida no parla-
aaenlo britanoico que aquella grande estadista
aperara conseguir tambem cora essa legislagao
fazer desapparecer cornpletaa.ente as chamadas
crises commerciaes, ao passo que anda viveu
bsstante pira presenciar duas crises, as de 1847
1848, mais intensas e mais desastrosas em seos
efleitoi do que quilquer das precedentes ; crises
j interesses commerciaes do imperio britanoico,
a cuspensao temporaria por ordem do goveroo
da execugao da propria lei votada para proteger
estes interesses. Que o prestigio de semelhaote
legislarlo Ocou desde entao profundamente aba-
tido, o que reconheceram os escriptores da
poca, e o proprio Sir Rubert Reel o nao oegou,
declarando antes fraocamente que o principio da
lei falhra quanto a ura dos flus mais importantes
que se propunbam conseguir. No entanto urna
legislagao como esta, que nao pode ser executa-
da na propria Inglaterra sem fazer perigsr em
occasies defficeis os interesses mais vitaes dessa
grande nsgio, que os estadistas do Brasil leem
conseguido importar entre nos, desaltendendo a
todos os interesses e direitos existentes, aos fac-
i quo nos rodeiam, situago monetaria e
econmica do paizl Dos qoeira que se nao
arrependam, e que o paiz nao lenha em poneos
annos de tomar-lhes severas contas da inoppor-
t.ma importarlo dessa legislaco inapplicavel ao
noaso e a mutos outros paizes. Nao basta po-
rra dizer que ioappticavel ; preciso demons-
Ira-lo, e a vossa commissao nao se pouyar a
ase trabalho. Sera pretender disputar aberta-
inente com os honaens da sciencia a verdade eco-
nmica dos principios que se invocam, porque
isso pareceria temeridade, nao pode todavia a
vossa commissao dispensar-se de aventurar al-
a-urnas consideraces quanto sua applicagio.
' innegavel que cada paiz carece de urna certa
quanlidade de meio circuanle, para por meio
elle realisar a permuta de seus valores, desde a
satisfagio das primeiras necssidades da vida at
s altas operages Qnancciras que se operam em
anaior ou menor escala em lodos os paizes
civili-
turbacio causa pela dimiotoglo da q%antidade
eu da eficacia do volume de meio circulante
xislente; no primeiro cato por cousas que
houvessem determinado exportacio de metaes,
no segundo por cauaas que houvessem gerado
desconfan a. De facto, a Inglaterra nao precisa
mais do que recolher urna parte do que ae lhe
deve para conseguir aquello fim, e todavia ali
orcorrem as calamidades de que a historia Goao-
celra desie paiz nos d noticia, sempre que a
perturbago ae verifica.
fio Brasil, que nao tem por ora ruerna a que
recorrer, cujo commercio nao credor de oeohu-
ma outranaco, antes devedor a todas, como 6
natural que succeda em nm paiz novo quo come-
ta apenas a desenvolveros seus recursos natu-
raes, cuja produgio exclusivamente agricota,
que precisa importar todos os artefactos da in-
dustria fabril necesarios ao scu consumo, tendo
de pagar o valor dos gneros importados coto o
dasmexportagao.no momento em que o paiz,
ennhecendo o mo estar a que fdra arrestado por
urna crise externa e por erros deploraveis relati-
vamente ao uso melindroso docrodilo, j havia
reduzido, por esforgo proprio, suas transaegoes
proporces miuguadas, de que esperava ir-se
reerguendo paulatinamente, vem a nova legisla
gao dizer aos seus eatabeleeimentos de crdito,
nao s At ahi iris, mas nao mais longe ;
porra Alaqui chegastes, e daqui recitareis I a
isto,"rs. accionistas, aps dous annos e meio
de liquidaces forgsdas, em que os bancos j ha-
viam reduzido suas earteiras a cerca de 60 fj|0 do
que aoteriormente represeotavam, reduego de
que nenhum paiz do mundo foroece exemplo em
lio curto periodo. Santo Dos e onde se asyla-
vam os verdadeiros principios de economa pol-
tica no Brasil quando essa legislaco foi votada ?
E ludo isto para que? Para termos ouro I Mas
o felo que o ouro nio vem seno era troca de
capital. Sao precisos quarenti mil contos de
ouro para servir de base realisaglo, vontade
do portador, dos instrumentos de permuta que
possuimos ? Poisbem, o que ha a fazer, enca-
rada a questobem de frente em suas difficulda-
des praticas ? De duas orna : ou tem o paiz de
cooverter em ouro qoarenta mil contos de seu
capital, ou tem o ouro de ser importado pelo
uso, ou com o auxilio poderoso do crdito do
esiado na Europa. Estas sao as duas nicas al-
ternativas ; tudo o mais sao castellos no ar ; se
se quer realmente chegar a esse resultado sem
perda de lempo, o nico estado a fazer* qual
destes dous meios menos oneroso nacao br"a-
silsira, e optar por elle.
A lei de 5 de julho, votada em poca em que o
paiz se achava em condiges de prosperidade,
sados, segundo as torgas de cada um, o estado
de adiaotamento de sua industria e da riqueza
roo v el e immovel que possue; qualporm essa
quaotidade precisi de meio circulante, o que
ninguem pode designar expressamente em paiz
algum do mundo, porque isso depende de cir-
cunstancias, como a vossa commissao passa a
xempliQcar.
Supponhamosque no Brasil se movem trsnsac-
coes que alcangam a 300,000:0003000 por anoo, a
que, admillida a basa de um dcimo de meio cir-
culante como necessario, sao precisos..........
30.000:0009000, quo assim operam dez evoluges
annuaes para conseguir aquelle resultado, llave-
ra alguem que pretenda ser essa a quanlidade
precisa para mover sempre a mesma somma de
transaegoes ? Seria um erro grosseiro pretnde-
lo, porque as circunstancias determinara maior
ou menor velocidade as evoluges do quantum
de meio circulante existente, e portanto tornara
superabundante ou eseassa a quanlidade presup-
posta como necessaria para se conseguir certo re-
sultado. Se os 30,000.0009000 sao necessarios
em um estado de confitnga e crdito satisfacto-
rio, em que as evolucgdes se operam na razio
Je dez vezes cada suoo, claro-que, abalada a
coolianga e o crdito a ponto de determinar urna
velocidade circulatoria dos meamos............
30.000:0008000, na razio de mefade, islo s
cinco vezes por anno, serio necessarios........
60,000:0005000 para conseguir o resultado que
anteriormente se consegua com os 30,000:0009000
fazendo apparecera extraordinaria escassez do
agente de parmula e alia de juros at ao extremo
de um pnico; ao passo que, admittidas certas
condiges favoraveis, de que resulte um augmen-
to na velocidade ou forga circulatoria do alga-
rismo presupposlo, leremos urna superabundan-
cia de meio circulante, determinando proporcio-
nalment* o desemprego de urna quanlidade des-
se agente.
Na appiicago, pois, deste principio, que tem
por ponto de partida a necessidaXe de orna cer-
ta quanlidade meio circulante, sendo alias im-
possivel determinar-se essa quanlidade visto que
s necssidades variara segundo a infinidade de
circumslancias que as originara, est o grande
-erro econmico da legislaco iogleza de 1844,
e esse erro que all produz funestos abalos
que a legislagio do aono passado importou no
Brasil. Examinemos os effeitos da appiicago
deste principio na Inglaterra, nago que possue
800 milhes de libras esterlinas de seus proprios I
titules de di'ida coasolidada, alguos ceios de i
milhes de libras esterlinas de fundos estrangei-
ros. um commercio e transaegoes internas que
subem a um algarismo que a imaginagio se s-
panla ao contemplar, um commercio externo e
xtavegago que tem por nico limites os do nosso
orbe, e que portanto necessarianenle credor
de todas as pragas que commerciam ; nago que
possue, lm disso, valores immoveis quequasi
impossivel computar; e, nao obstante, em um
paiz como este, que por assim dizer nada na pro-
pria riqueza (accumulagao de mutto seculos de
trabalho e economa), acontece nao poucas vezes
que urna ra colheita de cereaes traz a neces-
aidade de importar o po para alimento de seus
habitantes, e que nao podendo pagar essa impor-
tadlo excepcional com o augmento da da expor-
ta de suas manufaturas (que alias leem alcaoga-
to um grao de petftico tal que no espago de
lloras permitte reduzir materias primas a cresci
dos valores exporlaveisy, porque a nocessidade
que outrospsi7.es leem de semelhantes productos,
embora progrida regularmente, nao acta com a
mesma violencia que resulta da eecaseesz dos g-
neros indispensaveis alimentagao publica ;
acha-se a Inglaterra obngada a exportar repenti-
namente quatro, cinco, dez ou mais milhes de
libras estetlioas em ouro ; o algarismo pouen
importa, porque em todo o caso nao mais do
que urna fraeco da millesima parle do capital
que possue aquella grande nago I e no em tanto
por essa legislagao dos Midas ingieres, dado esse
fado do consumo necessario de urna parte iosig-
niQcaQle do seu capital {o ouro e prals, embora
exerceodo as fuocges de meio circulante, cous-
tiluem sempre capital, digam o que quizerem os
economistas que o cooteslo), ah temos a po-
sigao nanceira do grande imperio brilannico
balada at aos seus fundamentos ; o vasto ma-
chioismo que motea maesa estupenda de suas
transaegoes, em desordena ; um grande numero
de seus cornmerciaotes declarados em fallencia.
possuindo altas alguos delles valores que repre-
sentan) o dupla ou o triplo da somma do seu de-
bito ; e oalmente todas as consequencias das
chamadas erises commerciaes, em maior ou me-
nor escala, segundo iotensidade da tormenta e
saa duraco. Compre porm confessar que a
mesma legislagao, depois de produzr males to-
calculaveis, consegue fazer refluir o ouro ; os
sustentadores dessa legislagao, em seu regozijo
esquecetn-se doi sacrt/ieiof quo cuslou ao paiz
essa reaquisigo do metal precioso, sendo certo
que elle s entra, em taes circumslancias, como
consequencia natural de urna liquidago Jorcada
de grandes massas de transaegoes, o que ninguem
dir que um bem.
Ero face destas lices, em que abunda a histo-
ria financeira da Gr-Bretsnha, nao aera razoa-
vel perguolar-ie, ao menos, ae una legislagao
obre o meio circulante, que acarreta na sua
pratica lamanha somma de males, consulta por
ventara os verdadeiros e saos principios da eco-
noma poliiica? No emtanto os estadistas do
Brasil, curvando a cabega ante a autoridad dos
nomes proprios em que ae apoia essa insoria,
teto quererem averiguar se ella verdadeira ou
applicavel entre nos, conieguem votar em lei
nao o principio em qoe assenta essa legislagao,
aire anda a exagerarlo da idea.
A. lei ingleza diz aos seus estabelecimentos
banca rios : a A t ahi iris, mas nao mas longo,
quanto ao auxilio que por mato desea crdito
lies podem foroecer sopis, sob a forma de
meio circulante, em troca de ltalos de crdito
que representara o seu moviraeoto commercial e
industrial recolhidos s earteiras aquello
estabelecimentos.
Na Inglaterra, porm, ha nata rastrea de capi-
tal %neaUulaftl, de que pode ser diatrahida ama
peqoeoa parte para ser convertida em ouro, aura
de que este a seu turne, servindo de base ene
wstrunientoi de permuta, vtnha rastaurar aper-
porque duas boas safras successiras de seu prin-
cipal artigo de exportagao, tendo a fortuna de en-
contrar pregos altamente vantajosos nos merca-
dos de consumo, haviam determinado a impor-
tngao de vinte mil contos de ouro, sem duvida.
era pagamento do saldo da permuta entre a im-
portagao e a exportsgao, presuppoz a coolinua-
gio desse estado, ante o qual nao havia dffflcul-
dsde nenhuma a encontrar, o por isso optou pela
gradual extinego do papel moeda, dividinio o
sacrificio que havia a fazer entre o estado e este
banco, limitado o nosso contingente a ura em-
prestimo sem juro de dez mil conlos, coodico
onerosa, que aioda assim foi suivisada pela dis-
posigo do artigo 18 dos estatutos. Durante os
annos seguintes, em que as colheitas forara an-
da favoraveis, correram os successos regular-
mente, notando-se como consequencia natural
desse estado de couaas augmento de transaegoes,
excitago especulativa, crescente renda para o
estado, como succede em Toda a parte, dadas
idnticas circunstancias. Urna violenta crise
nos Estados-Uoidos em 1857, que em breve se
estendeu a todo o mundo conTmercial, veio porm
perturbar a acgodo macbinismo flnanceiro que
se tinha montado : a explicago razoavel que
elle havia sido construido para resistir somenle
a urna presso dada (por exemplo, applicanlo-se
a idea mechanica, presso normal de 15 li-
bras por polegada quadrada para ascaldeiras de
vapor) ; a crise trouxe porm urna presso de
20 polegid 's, o que, em obediencia lei que re-
gula a appiicago do principio. deu em resultado
a prova da iosufficiencia do machinismo para re-
sistir a tamaoha presso, ou ento que o seu
funeconalismo havia sido confiado i mos inha-
beis. O que pois s deveria.fazer em taes cir-
cumslancias ? O bom senso acooselha que cum-
priaestudar seriamente as verdadeiras causas da
perturbago, para applicar-lhes o remedio, so o
mal fosse remediavel.
esse expediente para restaurar o equilibrio de
sua circulago monetaria, O Brasil tem deseo-
volvido at certo ponto os seus recursos sob e
rgmeo do papel-moeda inconversWal, qe tsar
servido de base permuta ou '-------itiilo itr va-j
lores durante quareata annos ; as transaegoes
toroaram proporces de vulto com esse instru-
mento : nao ha duvida que os apilaos fructifi-
caran e que o paiz adquiri alguraa riqueza ;
nao basta, porm, ella anda para se conseguir
rapUameate o grande esideratam de uuia cir-
culacao baseada era especies melallicss depois
de longos annos de persistencia de outros agen-
tes daa permutas. O tensa meato da le de 5 de
julho foi o deee chegar a esse resultado, gra-
dualmente, com suavidade, para evitar abalos
eubstituindo em cada anno dous mil cenlos de
papel-moeda por dous mil cootos em ouro, o que
se poda alongar prqmovendp a reprodcelo dos
capitaes, para que contaaeso a -bever sobres
que nos cooduzissem quelle fim. A nova lei
nao s impede elucazmenle a reproduego dos
espitaos, pa contraego violenta da acgo do
crdito, porm acarreta enormes perdaa do capi-
tal ji existente, pela depreciaco de todos os va-
lores assim movis como lixos, o que j se di,
nao obstante a circumslaocia favoravel de urna
colheita enorme. O que acontecer quando urna
ou mais colheitas deficientes vierem .perturbar
seriamente as condiges econmicas do paiz ?
Unidade de direito emissorio.
Urna parte seria e refllctida de oossa sooieda-
de pretende ver no principio da unida de do di-
reito de emisso o remedio aos males que resul-
tara da perturbago no valor de meio circulante,':
esta questio multo grave. Prelen4e-se que o
espirito publico aceita ji esta idea, o que nao
est provado, concluiodo-se antes o contrario dos
meios indirelos com qae os seus propugoadores
a querem ir introduzindo em nossa legislagao e-
conomic. Se a idea consulta um grande fim de
utilidsde publica, porque a nao convertem em
projecto de lei, para que venba a soflrer no par-
lamento urna discasso larga e completa? Q que
significan), por parle do nosso estabelecimento,
essas ideas de compra do direito emissorio dos
bancos existentes, eroquanto nio se acha con-
vertido em lei o principio, que, segundo se pro-
clama, tem conquistado a seu favor a maioria da
opinio publica ? S eolio poderia esto banco
contemplar a idea da compra to direito emisso-
rio de outros estabelecimentos, se a nova lei lhes
nao cooscasse esse direito sem indemnisago
alguraa (principio j admitlido no Brasil pela lei
de 22 de agosto do aono passado), poupando as-
sim a este estabelecimento o sacrificio pecunia-
rio que essa compra reclama. E' innegavel que
a existencia de um nico banco de circulagio no
Brasil^nquanto as emisses bancadas sao coo-
versi^dBfcem papel-moeda, pode ter suas con-
venieTTCTSa, e mui attendiveis ; prelender-se,
porm, que a concesso da faculdade exclusiva
de emissao a urna nica instiluigo de crdito
necesstdade inherente a urna boa orgaoisago
financeira, nao sustentavel em these, e me-
existentes o a desse direito, que alias limitado
e circtiinscripto como se acha pela legislagao em
*r' "*^i ***** t8u,8r ,a perturbago a sua
waci eem o poder emissorio de nosso es-
Maaeiaaeet, que tem alm disso outras pro-
porgoes e fotga circulatoria no prit>eaio exclu-
sivo que nos foi outorgado de ser -alie recebida
comoateeda aas eslages paaliaa.
A vossa cemmisso nao jalara conveniente an-
tese idaa i aemel^ante resperte, porque seria
isa iBMtil; sadavia nio pode daeserde aaveciar
noste momento as ideas exageradas que tem_al-
guns dos horneas do estado do Brasil, relativa-
mente s atas de banto, attribuindo-lbes ama
importancia qae ellas nao tero. Quando as notas
de banco se acbam convertidas par lei em repre-
sentativo de moeda, como as deste estabeleci-
mento, recebiveis ao par da moeda as eslages
publicas, ellas leem na verdade certa Importancia
addicional, cojo ffetto ae clrculago dos tbIoits
pode por ventura esteuder-s alm de certos li-
mites, desde que emisses exageradas vierem dar
demasiado elasterio ao crdito; aiada assim nao
piastra do que eao papis de crdito, divida
traosferivel,visto que ninguem sustentar hoje
a idea errada de alguna economistas de que as
notas de banco teem o carcter de moeda porque
liquidam as transaegoes em que inlervera, sendo
certo que nao baada nenes exacto do que es-
sa pretendida liquidago ; a nota de banco, dada
em pagamento de urna letra, quer seja por um
particular, quer emittida pelo proprio baoco em
troca de um titulo que desconti e recolhe sua
cartea, nao significa outra cousa seno a troca
de um titulo de divida por ojitro que tem circu-
lagio mais rpida ; eis a umes dtfferenca : com
urna letra de recooheeido crdito, a diaa ou me-
zes de prazo, se comprara objectos, assim como
coro as notas de banco ; a differenga destes ins-
trumentos que o eogenhoso mecanismo do cr-
dito tem inventado para fazer circular os valores
s no grao : como pois aUribuir-lhe nalureza
difireme? No emtanto seguramente nesta
apreciagio inexacta da naturea do titulo que se
basa a idea errada de que o uso desse instru-
mento de crdito urna delegago do poder so-
berano, pelo principio de que a este exclusiva-
mente perlence (o que ninguem contesta) o direi-
to de ninhir moeda I Urna pega de ouro de 20$
representa porm um valor intrnseco, embora
eateja convertida em instrumento para fazer cir-
cular os outros valores ; a nota de banco de 209
apenas representa ama divida, embora se preste
igualmente a fazer circular valores emquanlo o
publico tem confianca no estabelecimento devedor
que a emiltio. Como pois se confunde a nalure-
za destes dous instrumentos ?
Que a emisso de notas vista e ao portador,
instrumento aperfeicoado que serve de motor
circulagio de valores, poupando ao paiz e em-
prego de avullados capitaes oesse mieter, carece
de ser regulado por lei, para evitar-se aousos pe-
rigosos, asseguraodo-se nao s o seu pagamento
eventual, mas mesmo a sua conversibilidade em
moeda, ponto em que se achem concordes os
nos na pratica. Encarada a questo por urna s Pipiritos refiectidos que condemnam todos osex-
ce. p'le com effeito direr-se que o govemo do cessos ; porm daqai a despojar estes ttulos da
A vossa commissao, Srs. accionistas, acredita
que se pode alirmar deliberadamente que isto
s nao fez. Adiscusso no parlamento (ot insuf-
iciente, nao salisfez ; nao levou a conviego ao
espirito publico ; a nuvem poltica atirou espesso
veo sobre a discusso: torturam-se as oceurren-
cias que lodos presenciamos para explica-las se-
gundo a opinio que ae quera prevalecer ; po-
rm o facto que afioal foi votada a lei de 22 de
agosto do aono passado. Esta lei, em que a
vossa commissio descobre o vicio intrinteco de
sua manilesta srbitrariedade, desde que appli-
cada a estabelecimentos de crditos existentes,
incorporados em virlude de actos dos poderes
competentes que os autorisaram, mediante certas
edeterminadas condiges quo attrahiram os ca-
pitaes ; o que d a essa tei que assim confisca
direitos adquiridos, embora emanada dos pode-
res legtimos, o carcter de uro verdadeiro golpe
de estado, que s pJe ser justificado, se que
isso possivel, coro o resultado pratico da ter
conseguido o fim que ambicionava. Entretanto
o contrario precisamente do que esperavam vera
sorprender os autores desaa legislagao ; em vez
deimportaco de metaes temos a exportagao del-
les, exceptuando apenas as somruas aferrolhadas
nos cofres deste banco ; em vez de cambio alto
temos cambio mais baixo que nunca I Dir-se-ha
que um anno de execugo nao basta para provar
a efflcacin do novo machinismo ; mas a vossa
commissao lembra que esse aono o mais feliz
que o paiz conhece, nao s no que toca quanli-
dade, mas sobretudo relativamente ao valor dos
proiuctos exportados. Urna *xporlago de......
2,600,000 saccas de caf durante o anno findo em
30 do passado, s do porto do Rio de Janeiro, e
embarcadas no valor de mais de 69 por arroba,
um facto verdadeiramente extraordinario, visto
qae se nao deu em poca alguraa anterior.
E' possivel (e Deus permits] que tenhamosnos
prximos dez annos safras iguaes em quanlida-
de ; mas o qae nao se pode, o que nao se deve
esperar, que sejam realisadas nem mesmo por
20 porcento menos do que o prego obtido pela
exportagao do anno fioanceiro*que acaba de de-
correr.
Se pois a nova lei nao nos importa ouro em
circumslancias to favoraveis, poder importa-lo
as circumslancias menos propicias quejase avi-
zinhsm? E' permittido duvidar-se. Dir-nos-ho
porm os defensores desse importante seto legis-
lativo que a nova crise americana veio perturbar
todos os clculos I E* precisamente o que nos ou-
tros sustentamos quando serecooheceu a iosuffi-
ciencia do mecanismo fiuanceiro da lei de 5 de
julho, e ae esta nio providencien contra urna
presso superior s forgas da poderosa instituigo
de crdito que creou, est provado que a lei de
22 de agosto s veio- peiorar a situsgo. E'o ca-
so de dizer-se abertamente que a emenda foi
peior do que o soneto De facto, qual o defeito
da lei de 5 de julho de 1853, desde que se pre-
tende que o seu pensamento cardeal era susten-
tar o valor do padrio monetario ao par fizado pe-
la lei de II de setembro de 1846? Sem duvida o
nio ter dado ao estabelecimento fiuanceiro crea-
do para servir de intermediario na realtsago des-
se pensamento a forga ou os meios de acedes ne-
cessarios para fazer frente a todas as eventualida-
des : paro conseguir os flns mister dar os meios :
o mais querer o impossivel. No entanto para
obviar a essa reconhecida iosufficiencia da lei de
5 de julho, a nova le de 22 de agosto, por meio
de urna ioterpretago forgada e arbitraria, tem
anda confiscar ao estabelecimento alguna dos
seus meios de aegio, ji reconhecidosiosufficien-
les I '
Se porm o principio da lei coagir este banco
a pagar em ouro suas notas, por meio de novas e
successivas restrieges, isto a forgar a liquida-
go de outros. empregos de capital, o por essa for-
ma chegar a converter 40,000:0009000 de capital
productivo em instrumento de permuta, seme-
Ihanga do que se pratica na Inglaterra, ento Srs.
accionistas, contae seguros que os sacrificios que
sao necessarios para se conseguir esse resultado
nio s tero de absorver toda a renda do voseo
capital, mantidaa as actuaea condiges de existen-
cia do estabelecimento, mssainda que o proprio
capital ter de aer envolvido na ruina financeira
que esse pretendido beneficio dos pagamentos
melallicos, conseguido por semelhante meio, ha
de searrelar ao Brasil. A Inglaterra converte
capital productivo em meio circulante por esse
mero forgado, porque tem sobras, e anda assim
loffire enormemente todas as rezas que recorre a
meto circulante de qualquer paiz mis forte e
mais .prompto em sua acgo sendo confiado a
urna nica instituigo de crdito, do que quando
esse poder exercido por muitos ou alguna es-
tabelecimentos.
Desde que se reflicta, porm, nasfuneges que
sao confiadas a semeihaoles estabelecimentos;
na infljencia que elles excicem sobre o trabalho
e economa das sociedades; nos periges que en-
volve urna apreciago iuexacta das causas que
podem determioar circumslancias excepcionaes,
e consecuentemente oas medidas a tomar, todo
o espirito esclarecido c desapaixonado no Brasil
recuar^sem duvida ante a idi de entregar a um
s estabelecimento a direcgo de to grandes in-
teresses, ao menos por longo tempo. Falla-se
muito nos perigos das exagerages doereiiro;
curapre, porra, nao esquecer que igualmente
ou aiuda mais perigosa urna contraego excessi-
va ; queremos fallar da exagerago opposta : no
primeiro caso determina-se um excesso de vida
cujas consequencias trazem afinal o seu proprio
correctivo; no segundo caso, ferindo-sede para-
lysia as_ eoergias individuaes e collectivas, a
prostrago dos elementos que pe em actividade
as forgas productivas do paiz conduz a sociedade
a um mo estar geral, que pode acarretar as
mais serias consequencias; e o soffrimeoto pu-
blico pode mesmo determinar funestos abalos.
Pretende-se que a existencia na circulagio de
outras notas alm das deste banco divide o sys-
teraa monetario do paiz em crculos independen-
tes; nao ha nada menos exacto, em face das limi-
lages naturaes, e das legaes que regulara o exer-
cicio deste direito aos outros e mesmo a este
baoco : nao preciso combater esta idea no ter-
reno do monopolio e do privilegio, porque com
effeito tanto existe monopolio e privilegio conce-
dido a uro como a varios estabelecimentos, e
ninguem pensa em acabar coro o monopolio e o
privilegio coocedendo o direito de emisso a
quem delle quizer fazer uso.
O mais que se tero dito e. que, achaodo-se esse
monopolio e privilegio confiados, nao a um, mas
varios estabelecimentos, existe aconcurrencia
que, embora limitada e circumscripta, evita ou
auavisa os males do monopolio, alias necessaria
para o uso ou exercicio de semelhante direito. Os
adeptos do pensamento de exagerada restriegio
(applieado ao meio circuanle do paiz) argumen-
tara com o perigo de que as medidas acertadas
de uro bando sejam contrariadas pelas medidas
desacertadas de outros ; mas nao nos fallara, nem
pensam, as consequencias das medidas desacer-
tadas de um s banco nao ha vendo a concurren-
cia : ora, como desgracadameote em materia to
difficil mais fcil errar do que aceitar, a vossa
commissao nao hesita em pronunciar-se, em the-
se, a favor da concurrencia, limitada e regulada
por lei, para o exercicio do direito de emisso.
as circumslancias actuaes do Brasil, porm, re-
pele anda a vossa commissio, sendo a base da
converso das notas de banco nio ouro ou prata,
roas sim um papel-moeda inconversivel, felizmen-
te condemnado pela legislagao vigente a desap-
parecer gradualmente da circulagio, seria talvez
conveniente a concentragio do direito emissorio
em um s banco, at achar-se extincto esse ele-
mento de perturbago ; todavia a vossa commis-
sio nao se atreve a siTirmar qae os interesses
econmicos do paiz seriam bem consaltados com
a realisago da ija.
Trata-ae de urna sociedade anonyma, entidade
excepcional, que, embora seja o instrumento que
tem operado os grandes melhoramenlos de que.
nos di conta a historia financeira dos lempos
modernos, todavia ama violsgio de dous grao-
des principios que presidem a todos os jogos eco-
nmicos : a liberdade e a responsabilidade. Dga-
se o que se quizer a favor destas sociedades, a
fiego legal, que pe a fortuna dos administrado-
res a coberto das consequencias dos erros admi-
nistrativos que commettam, repugna razio e
conscieocia.
Urna poderosa instituigo de crdito como esta,
fundada sob semelhante principio, e sobre a qual
a aotoridide estende uecessariameote seu pres-
tigio, seus excessos, e saa inviolabilidade, sendo
de mais a mais, cmese pretende, estabelecimento
nico de emissao, poderia loroar-se o Instrumen-
to mais perigoso que podra cooceber-se para
establecer, em tinangas, o rgimen arbitrario,
de que a lei de 22 de agosto do anno passado nos
fornece j o panno de amostra; a vossa com-
missio, pois, recuaria ante a responsabilidade de
aconselhar que este banco pugne pela realisago
de semelhante idea, mesmo quando nio encon-
trasse o embarago legal que subsiste pela cresgo
i aulonsada e realisada de alguos outros estabe-
lecimentos de crdito qae fuocctonam nesta ca-
pital e em outros pontos do Brasil, com direito
de emisso limitado e garantido : seria isso aco-
rocoar a exorbitancia que condemoa na lei de 22
de agosto. Os direitos adquiridos, o respeilo f
dos contratos, repele a vossa commissao, asseo-
tam em principios fundamentaos; a taca-Ios
alluir pela base o edificio social, e a vossa Com-
missio nao se presta com o seu voto a cavar nem
a mais insignificante pedrjnha dos alicorees de
semelhaote edificio. Seria, pois, a vossa commis-
sao contradictoria comsigo mesma se vos aconae-
Ihasse que impetrasseis dos poderes do estado o
confisco de direitos adquiridos; fiel todavia ao
pensamento que enuncia, de que, emquaoto se
nao acba extincto o papel-moeda que possuimos,
a concurrencia do direito emissorio tem seus in-
convenientes, nio hesitara em opinar pela liml-
tagao do uso de semelhante direito aos estabele-
cimentos ji creados, e portanto, entre as medi-
das qae suas cooclusOes encerram, ella vos pro-
pe que impetris essa Hmltacio, ou a prohlbi-
gio decretada por lei, da creagio de novas ins-
tituiges de crdito com direito de emitir notas
emquaoto a grande operagio do resgate do papel
moeda nio se aeba terminada.
saa nalureza propria para converter o^eu usoem
privilegio nacional ha urna distancia immensa ;
a exsgeragio de qualquer id, por til que esta
seja, conduz ao absurdo. .
Ileflexcs sobre a marcha do Banco Brasil.
A vossa commissio passa agora a fazer succin-
las refleaoes sobre a marcha deste estabeleci-
mento, a fim de que se potsa sjuizar da influencia
que lhe cabe as perturbarles que se teem dado
no valor do meio circulante, para que se nio di-
ga que pretendemos ter sido impeccavel sua
marcha, ou sem influencia alguma relativamente
a esse ponto, o qoe nao seria exacto, oem impar-
cial : no desempenbo da tarefa que julgou inhe-
rente ao cumprimento de sua misso, j se oc-
cupou a vossa commissio ero fazer sentir os des-
vos praticados contra os direitos deste estabele-
cimento e a sera razio com que se lhe pretende
impr obrigages que nao contrahiu ; porm pa-
ra que a apreciago seja completa necessario
averiguar tambem se da parte do banco se eom-
melteram erros que concorressem para crear a
situago, porque o recoohecimento do erro o
primeiro passo necessario para emenda-lo. De-
fender os direitos do estabelecimento nao impor-
ta defender aouelles actos da gesto do baoco,
que nio prese i vosas commissio lerem sido
acertados, embora filhos, sem duvida do melhor
desojo de acertar. A vossa commissio nio tem
em vista fazer censuras, nada est mais alheio ao
seu pensamento do que offender susceptibilida-
des ; trata-ae de am corpo colleetivo que cons-
tantemente se modifica e nao de individualida-
des ; alm disso, ella coocebe etem sciencia das
difficuldades preexistentes que impossibilitavam
a franca adopcao desde logo de saos principios
bancanos no goveroo deste banco. Ella nao tem
pois outra idea as reflexes que passa a expen-
der seoao chamar a atleoso da Ilustrada direc-
tora do bauoo recentementc eleila, para algomaa
das necssidades o conveniencias do estabeleci-
mento, e consequente estudo dos meios de satis-
faz-las.
O Banco do Brasil, concebido em um momen-
to feliz em que o espitrilo de asaeciago, desper-
tado apenas entre nos nos dous annos anteriores,
comegava a dar alguna paisos mais ousados, aju-
dado pela recente cresgo de capitaes que a im-
portago espontanea de metaes preciosos denun-
ciaba, linha na verdade urna grande misso a pre-
encher desde que fossem compreheodidos os fias
de sua creagio ; a propria organisacao de urna
semelhante instituigo com um capital to avul-
tado era j urna maoifestago brilbante de nosso
crdito nacional ; cumpria pois guia-la em sua
marcha de modo a coaquistar e firmar as boas
disposiges com que fra aaudada sua incorpora-
gao como precursora de grandes bens para o paiz,
Seus estatutos, salva a imperfeico inherente a
todas as obras do homem, cram suficientemente
cautelosos, sem prejuizo das facilidades que a nm
grande banco de circulago cumpria poder dis-
pensar, urna vez que se nao procurasse sophis-
mar a inteligencia de suas disposiges ; eram,
porm, condrges indifpensaveis ao fuoccionalis-
mo do grande pensamento de progresso econ-
mico que a orgaoisago deste estabelecimento
annunciava, um coohecimento perfeilo das func-
ces e limites do crdito em suas vastas e com-
plicadas relages ; urna apreciago da riqueza
publicado Brasil ou do capital em suas quatro
decomposiges bem caracterisada*o capital ra-
mobilisadoo capital empreg'JBem transaegoes
o capital flucluantee o capital de reserva ;
clareza e altura de vistas ; ausencia completa de
preoccupa$es pessaaes e systematicas; infeliz-
mente, porm, a propria importancia do estabele-
cimento despertou o desejo de dirigi-lo, e por
maior desgraga aioda, foi admillida urna pratica
abusiva relativamente ao art. 45 dos estatutos,
que converteu os supplentes, administradores
supplemenlares, de occasiio, que pelos estatutos
do banco deviam ser eleitos por uro anno, em di-
rectores permanentes! D'ahi a origem dos mo-
vimentos desencoalrado do machinismo do ban-
co e da rpida decadencia do prestigio que cum-
pria manter, e bem alto, primeira instituigo
de crdito do paiz.
Um dos primeiros e mais serios deveres a curs-
prir por parte da adtnioiatracio do novo baoco,
que se apresentava radiante em nossa orgaoisa-
go econmica pela grandeza de seu capital cons-
titutivo e pela maoifesta superioridade de seus
meios de acgo, visto que o sea papel era reco-
oheeido verdadeiro representante de moeda, pelo
facto de ser recebido como tal oas eslages pu-
blicas, consista em apreciar sobretodo o eslado
e condiges do crdito, afirn, node goveroa-lo,
mas sim de guia lo, eocaminha-lo, e fortalce-
lo mesmo, procurando regular a sua acgo den-
tro dos limites das forgas elementares que lhe
dio vida ; nao foi isto desgraciadamente o que se
fez; den-se-lhe estimulo iodevido, sem se ter
procuradojegular nem ao menos os instrumen-
tos de quMe servia I Desde logo se commetteu
o erro grosseiro de derramar na circulago nao
s o excesso de meio circulante reclamado pela
febre especulativa, porm deu-se mesmo o facto
de aer isso realisado do mudo mais pernicioso, ou
mais bem calculado para produzir excitago, pois
nao se limitou o badeo a emittir notas em troca
de ttulos de crdito que represeotavam transae-
goes feitas ou por fazer ; porm, desconhecendo
completamente os principios econmicos em que
assenta o mecanismo do meio circulante, fez urna
larga omissio qae augmentou de chofre a circu-
lagio de papel bancario para restituir aos accio-
nistas dos extinctoa bancos o capital ja recolbido
e que linha de ser Incorporado deotro de poneos
mezes como fondo do novo banco; sendo alias
fcil de prever as consequencias de ua accresei-
mo importante na mseaa da meio circulaste, qoe
nio vinba representar na circulagio tranaaego
alguma effectuada, e portanto constitua urna
redundancia do instrameoto, qoe em obediencia
Ubtida essa concesso, podareis entio avaliar aos principios econmicos nio podia deixar de
a cnincta de comprar aoa estabelecimentos' promover excitado especulativa. Nio ser per-
mlllilo attribuir a este erro a febre especulativa
traduzida no jogo te aeces que a nossa pra;a
leatemunhou em 1854 no seu maior auge e que
creou tantos valores ficticios, para mais larde se-
rem aniquilados com grande transtoroo de fortu-
nas individuaes? Pde-se dizer afouUmeote que
marcha deste banca, deanorteada desde o asa
eoaaeco, responsavel por urna parte dos anales
que sobrevieram; sendo de lamentar que lhe
io puzessem cabro es atMetas das exageradas
restrieges que am data alterior vieram cansar,
serias perturbrseos augmentando desnecessaria-
aaenle os prejuisaa das liquidsges prgalas que
setornavam necessarias em coosuqUamia das me-
dida restrictivas adoptadas repentinamente por
ata e outras institaicoes de crdito em am mo-
mento difficil em queascomplicages internas se
aggravavam com os successos do exterior coja in-
fluencia desastrosa ee estendeu sos mercados do
Brasil.
Reiuminda suas ideas nesta parle, s vossa
commissio entende que as adminislrages ante-
riores deste banco, desconhecendo a situago e
as condiges de existencia que se ligavara idea
de sua organisacao, aastando-se em aua mar-
cha administrativa dos principios fundamentaos
da sciencia monetaria concorreram, at certo
ponto, pan manter a situago anormal de nos-
sos mereados, sem que todava possa caber ao
estabelecimento, como so pretende, a mxima
culpa da depreciaco do nosso mio circulante,
que assenta em outras causas que a influencia
deste banco nio pode dominar com os meios de
quedispe, podendo al dizer-se que nesta parte
o banco, depois de reconhecer o seu erro, fez
mais do que devia para emendar a mo, redu-
ziodo a sin carteira e a sua emisso muito abai-
xo do limite que consulta os interesses impres-
ciodiveisdo capital de seus accionistas.
Conclusoes.
Chegs finalmente a vossa coramfcso s con-
clusoes do trabalho que submelte ao vosso juizo
e approvagio, e que divide em duas partes, sen-
do a primeira relativa ao que curapre fazer-se
sem perda de tempo ante o corpo legislativo, e
comprehendendo a segunda algumas medidas ad-
ministrativas, que no entender da vossa com-
missio sao esseociaes para a boa marcha do es-
labelecimeoto.
Primeira parte.
Que esta assembla geral dos accionistas do
Banco do Brasil autorise a directora a impetrar
do corpo legislativo urna resolugo declaratoria
deque a lei de22 de agosto do anno passado au
seja applicavel a este bsneo, incorporado em
virtude de um verdadeiro contrato bilateral, cu-
jas condiges s podem ser alteradas pela forma
proscripta no mesmo contrato ;
Que se solicite igualmente dos poderes do Es-
tado a decretaco de urna lei prohibindo a con-
cesso da faculdade emissoria a quaesquer outras
inslituiges de crdito alm daquellas que boje
se achara no gozo dessa faculdade, emquaoto
existir papel-moeda na circulago ;
Que se declare estar prompto este banco au-
xiliar com todos os seus meios de acgo os po-
deres do estado na ardua tarefa de elevar o va-
lor do papel-moeda do estado ao pardo padro
monetario legal;
Que a directora fique desde j plenamente
autorisada a discutir e concordar com o governo
(desde que este se julgue pira isso autorisado )
no quo fr de mister para aer reahsada essa idea,
urna vez que o estabelecimento seja munido dos
meios e recursos necessarios para alcangar esse
resultado, sem comprometter os legtimos inte-
resses do capital de seus accionistas ;
Que a directora fique igualmente autorisada a
admittir nos actuaes estatutos quaesquer altera-
ges que melhor habilitern o banco a salisazer os
altos fins de sua cresgo, com especialidade no
locante aosyslema administrativo, que deve cor-
responder so pensamento de maior estabilidade
na gerencia erTectiva dos negocios bancanos, se-
parando o poder deliberativo dos actos de simples
gesto.
Segunda parte.
1." Que o banco deve sem perda de tempo re-
colher a seus cofres o resultante de seu capital,
emittindo igualmente as aeces de que trata o
art. 75 aflm de completar o seu fuodo autorisado
de triota mil contos.
2. Que o banco deve estabelecer com a menor
demora possivel calzas filiaes ou agencias em to-
das ss provincias do imperio que liverem elemen-
tos bancarios.
3 Que a faculdade de lomar dinheiro i pre-
mio conferida ao baoco pelos actuaes estatutos
s deve ser ulilisada como medida excepcional,
conirahindo o banco emprestimosde vulto dadas
circumslancias extraordinarias que o aconselhem.
e nunca prestando-se um estabelecimento deste
ordem tomar a premio quanlias menores contra
a iftdole de semelhantes inslituiges,que sdevem
olTertar o deposito em seus cofres aos capitaes
de reserva que nenhum premio vencem.
4." Que a admioistrago do banco deve procu-
rar coa verter sua carteira em ttulos cobrareis
nos vencimentos, adoptando as medidas que a
prudencia aconselhar as circumslancias venen-
tes, e precedendo aviso com sufficieote antecipa-
gao, designando a dala desde a qual os ttulos
existentes em saa carteira nio serio mais sus-
ceptiveis de serem reformados nos respectivos
vencimentos.
Com estas medidas, adoptadas depois que se
obtenham as concesses em que os poderes de
estado julguem conveniente concordar em satis-
faco das necssidades a que curapre attender
relativamente ao meio circulante do paiz, a
vossa commissao de parecer qoe o estabeleci-
mento flear constituido as condiges normsea
de ura grande baoco de circulacao at onde as
nossas circumilancias o permitiera, com grande
proveito dos seus accionistas e vanlagem do pu-
blico, desde que sua gesto se acha confiada a
groa direetoria illustrada e intelligente, que
comprehender a altura e importancia de sua
misso. Baro de Mau. Visconde de Ipa-
nema. Antonio Jos Atvea Souto. Militio
Mximo de Souza.
Concordo as conclusoes sem estar inteira-
mente de accordo coro alguma das premissas.
Joaquim Pereira de Paria.
PEBNUWBUCO.
REVISTA DIARIA.
Tendo allengio ao que haremos escripto com
relago casa, que incendiou-se na ra da Praia,
mandou a nossa municipalidade demoli-la ; pelo
que damos-lhe os oossos agradecimeotos, de que
ae fez ella credora pela satiafago de urna neces-
sidade reconhecida.
Alm do perigo, remove-se assim um ponto de
immoralidades.
Todavia, para complemento da necessidade era
sua inleireza, conviria ; e por isso lembramo-lo,
que fosse demolida a outra, que lem frente para
a ra do Rangel; o que realisado, dava tambem
a realisago da abertura do becco.
A essa demoligo nao ha nada que se poasa
oppr, visto que o respectivo proprietario a isto
obrigou-se, por termo assignado por elle, e que
acha-se archivado na secretaria da mesma c-
mara, mediante a indemnisacio de 6009, quaotia
certamoote insignificante para ser obstculo ao
complemento de urna medida necessaria. Alm
disto, ella urgente, pois ioformsm-nos que o
muro da referida casa acha-se desaprumado, e
assim ameagsndo a quem passa ; tanto mais quan-
to j urna parte delle desabou s com o encoalro
de urna carroga, que conduzia os materiaes da
casa demolida.
No dia 4 do corrate foi operado da cata-
rala, pelo systema da ettracgio, o Sr. Joio Pin-
to da Cunts, de 53 annos de idade e natural de
Portugal.
Foi operador o Sr. Dr. S Pereira, e ao traba-
lho asstiram os Srs. Drs. Villas Boas, Pereira
de Brito e cirorgiio Leal.
A' operacao seguio-se o resultado que era de
esperar da pericia do operador, logrando em tres
quartos de hora restituir a viaio quem j ba
muito era conduzido mo.
E' mais um triumpho da sciencia medica, pelo
qual felicitamos simultneamente ao operador e
ao operado, a eate por aer-lbe restituido o es-
pectculo da nalureza, que para elle achava-se
I sapallada n'uraa aoite eterna, e aqueHe por esta
conquista, que mais um fiarlo para sua corda
scientifica.
E' ioquestionavelmente o art. 264 do cod.
crim. o mai etasUc i* amaba jurisprudencia cri-
minal. Mae selle etem prestado at'para a
pronuncia de raptores de moca com o fim de ca-
samento, alo s tinba aiada adaptado ao caso de
procurador que executa o respectivo mandato,
de maoeira a ser este indiciado e afinal pronun-
ciado por iste eeaoojeatellionatario 1
Eite phenoaeno porm estar reservado para
a freguezia de Qoipap, onde a theoria da
legislagao criminal pasas par orna asedieV
que ae nao fosee ttentatora 4a Sireiu da
dade do cidado, merecerla
aeas pMliaipao, que para tudo aas* i
nba sempre um riso. Todavia, am (acta sari
e como tal eve-*e primeira coerca le. pasa sm
depois servir-* a sua pimnits.
O Sr. subdelegado daqaaUa fiafani. Viesate
Campello, acaba de proiaairiir, sai jaoaaa
referido art. MI, so Sr. srafesser da i.....ntfo
primaria da mema localidad, larde Pi
de Hedera, a qwaan ceta imi
nafiancaval quia aWeaaao
logrou salo aaaaate m
aide, e asmas aadar vitar d ser i
violencia '.aaualiaacaval.
O facto argido de criminoso aa
murado, e orficial ae aarvacala
bemos, coosist em ter o apraameeda
sor, como procurador do Sr. Joa Goacalvs !-
veira, commerciante dest cidade, feito all
substituigio de orna letra qat aa sea deieaai
aceitara, e qae elle devolver para esse li
(acto de nio sebar-ae aa de>ida
cial, sem embargo de ter sida aa sea eataeire
quem fuera a transsecao, e recaben a letra ese
pagamento, curoprindo notar que aera a i
tuigo houve a necessaria annoenca da I
com obvio. A letra aa balita ads
remeliida cheia pelo Sr. Malveira, esta cidade
para aquella freguezia, e tanda no raa a aaag-
naeao impressa de Pemambueo, fei esta risesda
pelo referido profeasar sobre pando-iba da Qas-
pap, foro do contrato, para ser admillida aa
sello all pelo collector, que por isla objeclar
sella-la.
Ora, esta letra foi paga ao roeseao aaaCaaaar, a
tendo juros vencidos, foram estes igaalanala re-
cebidos, sendo principal e juros devolvidos ao
Sr. Malveira como dono.
Taes sao aa occurrencias qoe derata faadaaaca-
to ao procesto : o qual oso s foi eaeerrada sea
audiencia da promotoria publica, corno tai en-
tregue parte, segundo fui dito pela taridsde
procesiaote, quaodu o proceaade queisoa-se a
juiz superior, de caaoeira qae essa parle aubsti-
tuio aos tramites posterioras I
Sao (actos estes que nos constara, e qae, sea
urna asseverago completa em suas minu4eactar
offerecemos apreciago do Sr. Dr. ebefe d po-
lica e do Exm. Sr. presidente da provincia, para
que se trate de urna syndicancia a reepeiio. Ce-
nhecemos de perlo ao Sr. profeeser Meaetra, a
aa suas quali ladea pessoae, bem como laaccia-
nario publico, sio devidamente apreciadas pe
provincia, e o pem salvo em sua reaaUcao
dessas impulages e viogancaa, qae aea duvida
se prendero negocios eleiloraes.
Admiltido que o facto seja coa estas etrcaas-
lancias, ioleleravel que parla o abaso aquelle
que devera ser o primeiro garante do dirn da
cidado. E pois quando assim a autoridad aa
desmanda, iquelia que lhe est cima caer
ver de chama-la s aua obrigages, ii
no entanto a pena, em que baja incurrid par
abuso de poder.
Por portara de 19 do corrale fui aaaaaaafj
adminiatrador da casa de deleocio, vago pelo
fallecimento do Sr. teneole-coioael Florencio
Jos Carneiro Uonteiro, o Sr. Dr. Refiao Augus-
to de Almeida, actual secretario pali ; a
qual aguarda a sua ezooeracao dest lagar, para
entrar em posse dsquelle.
A nomeagio do Sr. Dr. Rufino para legar lio
importante, um demonatrativo do apreco ea
que o tem a admioistrago da provincia ; a por
isso applaudimo-la, tanto mais quanto tea e so-
meado todas as habilitages para bei
nhar as respectivas funeges, aas qasas ir
duvida continuar os boos aervigos pratadee
secretaria da polica.
Diriuimos-lbe, pois, as ooaaaa eoagrataUce
Tendo sido exooerado do cargo da laaaait
gado de Aguas-Bellas o Sr. lente Manuel Dio-
oizio de Souza, foi para elle noacaaO Sr. alfa-
res do corpo fizo Francisco do Reg Barrea.
Ao Sr. 1* escriplurario da thesaarari pro-
vincial Alexandre Atrerico de Calda aVaadac
foram concedidos 4 meses de liceaca ea prern-
gagio da que gozara, para tratar de saa aada.
Para roe moros do coaselhe de investigado,
que deve julgar o soldado do corpo da patios
Jos Elias de Souzi, foram nomcados e segua-
les Srs. :
Presidente.
O capitio do corpo de polica Jos Pereira lei-
xeira.
Auditor.
O promotor publico do Recite bacJurel Fran-
cisco Leopoldioo de Gusmao Labe.
Vogaes.
Teoente-secrelario Luiz Jeronyaao I garri aus
Santos.
Teoente quartel-meslre Manoel Feraaadea da
Mello e Albuquerque.
Cirurgiio-aar Dr. Jos Joaqun de Seaaa.
Teneate Francisco Borges Leal.
Alteres Antonio Mooiz Tararea.
Honlem, depois do meio dia, (ai laiia
mente accommetlido pela aerte nm praca da Car-
po Santo um individuo pardo eapregado ea pra-
ticagem da capitana do porta.
Pelo capitio Francisco Antonio d S Bar-
reto, delegado de polica de Nszareth, farsa cap-
turados Severioo Jos Janeiro, Lau Badngaas da
Freilas e Domingos Jos Pereira, craiaaaaa aa
termo do Limoeiro.
Ha ven 1o o Dr. ebefe de policia isaiaarasa
um summario contra o parda Joa
Sanl'Anna, indiciado como autor da
parda Joanna Marlinh, aconl
teve lugar no dia 1 de Janeiro de 18M. 1m
tem ouvido o Dr. promotor publico qaa ra
a pronuncia do reo como mearse no sru 192 da
cod. crim., considerando o crine sggrsvade pala
circumslaocia do art. 16, i 10 da esd> erica.
Sendo este um facto aotigo, e qae at baje i-
cara impune, cumpre reoder es devidas lariam
s autondadea que proceden cea Ul sel e de-
dicacio.
Foi exonerando serviee de sraada a pi-
loto da mesms Miguel Jas Brechada, eme ser-
via na guarnicio do beigae es
Hoje ten lugar, na ras larga da
primeira partida da sociedadeCryaariaa.
Consta-nos qae a cass acba-ae na besa papa
rada, e que dar ar urna noits tenplela ae |
zer, quer em vista da escoliada
se acha coovidada, qaer da i
pelos respectivos directores.
No artigo, publicado ao aaar de I
ten, sobre eleigio directa, derai
erroa: em vez depac iapreviaeda, I
imprevidente ; en vez debasta
leia-se o eleilor; en vez
leia-ae esta r eoanaodo ; en vea
leia-seintuito ; en ees de aierease |
te, lea -seinters geraI, e aa vas ae-
gio ioveotou, lea-seinventa.
Passageiros do vapor JYmiaaaee,
para os purlos do sal: Tibaecis Alvea i
ralbo, Francisco de Paule Hevea, Ca adida Fr
cisco Soares, Laegi Dosaiaica f al
Luegi Meoconi, Paeqeele Dasneeca Sean, Fv
cisco Fontan, Antonio Fraaciace Bananas. Fr.
cisco de Araujo Lina Celdas. Laaraalaae
de Meadeaca, Joaqun da Aaaeads Til
Jos Antonio de Magalhaes lasSes. .
leo Malley, Toeco Lacas Vaani, Fittaae '
pe Luise. Marcolioo de Sansa Trava
Augusto Ferneodes Visir, Juagara Jeea da <
te, Antonio Ferreira Prada, Ai
Prado, Joaquia Jas Mariis, Mi
Silva Magalbaea e 1 cariada,
drigues e sua sen hora, Fr
ves, Manoel de Jeaas
Jos Antonio Lopes a 3 criada, i
jo Medeiroe, Manoel Jaaajaia Silva
Sbbastiio Antonio do Mega Bares.
Paesageiree da barca '
do de Marseille :Jos Acata.
Passageiros do briga |
viodo de Lisboa : Maneo! I
lino Sin dea Ferreira.
Matabouso ramuda.
No dia 10 do arrease aat
auno desta cidade 81 rezas.
M0RTAX1DABB SO NA SO.
Marcelina, Peraaaeaco, ti
Boa-Vista ; apoplexu falai
Lauriana Marta da
nos, cauda. Recita;
Joa, Pemanbeco. Si
ose rbelo
Jos Pedro da Silva,
tolteiro, Reda;
LilARA MCIlClfU BO
SESSAO
Presantes os Srs, Catarla e


a.
----------------
..*-AUADO 21 DI TlMItOH. 1M1

rata, Brego, Sera e Mello, abrio-se a
ro lid e approvada a acta da anteeedeotei
L-w safaiate:
_ KtrEDIENTE.
Un ofBcio do Em. presidente da provincia,
dhm, que se tem ee eetea^ coa w ceacsosie-
rtwilo prevttegie neta o carread praca, nos
tiara*4a lei o. 506 deste anm, roeeameada a
oawi qaae Pareante a modlnaajleet indinarta
acto n aflHiuWK> aitMM.
t dilfillu, a caaet*-ee4reerou
g-adraaiia.
Oa*o #o BMwaao, WWii ' nana* 4 estrada d fett, lwiaOndo-
'- aaawatiiu pirrilbCMwt>r
o terrea m poveae.e des Afogaoe, oo> are-
teade lOWBRttli a wya estaflre ; ifathM S. iJte.
que parecendo-he procedeotei as razes expen-
didas palo engenheiro; recommenda acamara
que, reconsiderando a materia, emitta, en vista
delta, o sea parecer.Resol veu-se que o eoge-
nbeiro informase com urgencia.
Outrodo mesmo, recomraendanio hoaresse a
cmara de franquear ao director das obras publi-
cas, o terreno indicado no officio que remeti por
copla, e na planta que elle se refere, afirn de
servir de deposito aos materiaes destinados a
coostrucco da ponte, de que sao arrematantes
Horace Green A CA cmara resolveu que so
officiasse a S. Exc dizendo haver dado as con-
venientes ordens aos agentes muoicipaes para
nao embara;arem o deposito dos ditos materiaes
no mencionado terieoo, e neste sentido se com-1
muoicasse aos fiscaes das freguezias de Santo An-
tonio e Boa-Vista, e ao eogeoheiro cordeador.
remetindose a este a respectiva plaota.
Urna pelico, com despacho da presidencia, de
28 da agosto ultimo, assigaada por alguos mora-
dores da ra de Hortas, visiohos a dous sobrados
arruinados, all existentes, em que pedem a S.
Exc. urna.providencia que evite o porigo que os
ameaja, mandando S. Exc. pelo mesmo despacho
ue a cmara alteodesse aos aapplicaotea como
osso de lei.Posto em discusso, resolveu-se
que sedevia eommunicr a S. Exc. ludo quanto
se lem feilo a respeito, aftm de evitar qualquer
desastre que por ventura aeontecasse, declaran-
do se que o fiscal da freguezia de S. Jos ji ha-
via feilo vistoria nos ditos sobrados, pelas qaaes
os peritos reconheceram ser de necessidade de-
mol-los al as empeas, e marcaran) um prazo
rasoavel para essa deroolicao, que nao foi cura-
prida pelos propietarios, em vir'ade do que o
referido fiscal fez lavrar termos de iofreccio do
art. 1 tit. 8* das posturas de 30 de julho de 1849.
os quaes *e acrum affectos ao juizo municipal.
Um officio do Cxm. bispo diocesano, commu-
nicando harer, em consequeocia do officio que
lhe foi dirigido pelo pro-presidente desta cma-
ra, proposio ao Exm. presidente da provincia ou-
tro capello para o cemilerio publico em substi-
tuido ao padre Joaquim Jos de Meoezes, que
fallecen, nomeando interinamente para exercer as
funeces precisas no mesmo estabeleeimento ao
padre Bento Pereira do Reg.Iuteirada ; e man-
dou-se coramuoicar ao administrador do cemita-
rio, e ao procarador.
Outro do Dr. juiz municipal da segunda vara,
Francisco de Araujo Barros, participando que no
dia 26 de agosto ultimo, comecra a gozar da li-
cencia de quinze das que lhe lora concedida pelo
Exm. presidente da provincia.Iuteirada.
Outro do Dr. Manoel Moreira Guerra, commu-
nicando que tendo cessado os motivos, pelos
quaes deixra o exercicio do juizo municipal, na
quaiidide de 6o suppleute, reassumira hoje (2) ao
mesmo exercicio.Iuteirada.
Outro do cidado Bell a ra la o do Reg Barros,
communicando ter entrado no exercicio de sub-
delegado do 2 districto da freguezia dos Afoga-
dos. Iuteirada.
Outro do juiz de paz do Io districto da fregue-
zia de Jaboato, remetiendo o livro da qualiica-
cao feila no presente auno na dita freguezia.Ao
archivo.
Outro do engenheiro cordeador, informando a
pelico, vioda da presidencia, de Francisco Bote-
lho de Andrade, em que pede concesso para fa-
zer om seu terreno da ra do Brum, urna doka
para o concert de suas canoas e alvareogas ;
declarando o mesmo engenheiro que, como o pe-
ticionario se obriga a substituir o atierro da ra
por urna ponte solida, conservando-a sempre em
bom estuo, fazendo no caes a necessaria aber-
tura para a entrada das aguas, e das suas canoas,
era de parecer que se lhe devia conceder, tanto
mais que isto mesmo j se permittio a Cbrlstovo
Stirr Si C, e ao baro do Livramento.Maodou-
se informar a presidencia nesle sentido.
Outro do subdelegado do 1 districto dos Afo-
' gados, remettendo um termo de iutraegao do art.
16 til. 2" das posturas de 30 de juoho de 1849,
commellida por Joquim de Almeida Queiroz,
que estava publicamente vndenlo medicamen-
tos em sua taveroa do Barro-Vermelho, os quaes
medicamentos foram por elle subdelgalo apre-
hendidos, bem como sete Irvros, que ludo remet-
tia a cmara para dar o conveniente deslino, e
promover a cobranca da multa, visto ter o in-
fractor negado-se apaga-la amigavelmente; e
dando suas ordens para lhe ser paga a quantia
de 5) que dispendera com a condcelo dos refe-
ridos medicamentos.Posto em discusso, o Sr.
Barata requereu o addiamenlo, que foi appro-
vado.
Outro do administrador do cemilerio publico,
communicando haver fallecido no dia 16 de agos-
to ultimo, o capello do mesmo cemilerio, padre
Joaquim Jos de Uenezes.Inteirada.
Outro do mesmo, participando que a confraria
de Santa Rita de Cassia ja tinha catacumbas para
prvulos, e que o procurador poda, quando se
lhe exigisse, dar guias.Mandou-se ofllciar ao
procurador.
Outro do fiscal do Pogo, consultando se a dis-
posico do art. 16 do tit. 9 das posturas de 30 de
julho de 1849, era applicarel aos animaes que se
encontrara a vagar pelas estradas e camiohos
dentro do territorio da dita freguezia, ou se so-
mente a cidade.A cmara resolveu que se de-
clararse ao fiscal estar amella freguezia compre-
hendida na disposico da postura.
Outro do fiscal da freguezia da Varzea, com-
municando terem sido moras nos mezes de ju-
oho agoslo ultimo, 101 rezos para o consumo
da dita freguezia.Ao archivo.
Outro do fiscal da Muribeca,dizendo nao haver
em sua freguezia casa nenhuma onde se venda
plvora.Addiido.
Foi lido um parecer da commissao especial,
que foi nomeada para tratar dos negocios sobre
casas de plvora, o qual sendo posto em discus-
so, foi por Um addiado requerimeoto do Sr.
Barros Reg.
Estiveram em praca osimpostos, e oulras ren-
das municipaes, tendo sido apenas arrematado
por Francisco Pedro Adviocula, e pela quantia
de 15230g0C0, o imposto de affericoes, e por
Francisco Jos Femandes Pires o aluguel da casa
da Soledade, e quantia annual de 145$.
Nao tendo apparecido licitantes aos talhos dos
acougues pblicos das ribeiras de S. Jos e Boa-
Vista, a cmara resolveu pedir ao Exm. presi-
dente da provincia aulorisaco para fazer um aba-
tmenlo de 25 por cento sobre a renda actual dos
mesmos talhos
Handou annunciar os demais imposlos para
serem arrematados no dia 9 do corrate.
Oespacharam-se as pelicas de Antonio Luiz
Nunes, Antonia Mara da Gonceijo, Antonio da
Silva Ferreira, Antonio Alves Barboza, Bernar-
dino Jos Monteiro, Clara Mara de Menezes,
ChrWlovo Starr & C, Gandido Jos de Oliveira
(2), Custodio Jos Pereira, bacharel Ernesto de
Aquino Foneeca, Domiogos Bernardine da Gunha,
David Bowmann, Francisco Ferreira da Silva,
Firmioo Herculano da Silva, Francisco Botelho
de Andrade, Francisco de Miranda Leal Seve.
Francisco Antonio Pereira de Brito, bacharel
Francisco Leopoldioo de Gusmo Lobo, Gonzalo
Alvea lavares, Galdino Jacintho de Mello, Dr.
Ignacio Firmo Xavier, Joaquim da Silva Reg
Jos Raymundo da Natividade Saldaohs, Joseph
Gropon, Jos Antonio de Souza, Joaquim Das
Fernandos, Jos Salvador Pereira Braga, Jos
Fernandes Lima, Jos Rodrigues Sordos (2), tose
Bernardo do Reg Valeoca, Jos Antooio da Sil-
va Queiroz, Joan Alves Machado, Jos Francisco
Ribeiro, Theodoro Rampk, viscondede Suassuna,
e levantou-se a sesso.
Eu Frsncisco Canuto da BoaViagem, offlcal-
uaior a escrevi no impedimento do secretario.
Barros Reg, presidente.Cesarlo da Mello.
Henriques da Silva.Reg.Barata de Almeida.
Reg Main.Mello.Leal Save.
SESSO EXTRAORDINARIA AOS 9 DE
SETEMBRO DE 1861.
Pretiencia do Sr. Barro Reg.
Preseates os Srt. Cesario de Mallo, Maia, Ser,
Uerjriqnjrs da Silva, Barata, Bago, e Mello,
%abrio-se a sesso, e foi lida o approvada a teta
da antecedente.
LsT-se o segtinte :
EXPEDIENTE.
Um officio do Exm. presidente da provincia,
communicando em raspela o que a cmara em
Id de margo ultimo dirigi a presidencia, haver
asroiiaedo ao director das obras publicas a man-
dar fazer as obras que se tornan necessariaa no
canal da ra da Aurora, a bem da aalubridada
publica.lo relrada.
Outro do mesmo, aatorisando o a bat manto de
25 por cento sobra o prego actual dos aluguerea
dos tthes dos acougues pblicos das ribeiras de
9 Jos, eJIa-v'ista, come lhe foi pedido pela
cmara eaWfllcio de 2 do correte.Ioleirada ; e
porque se achavam presentes todos os marchan-
tes, a cmara enteodendo que devia por logo em
prac.i, aisim o resolveu.
Outro do mesmo, nnrovando as arrematarles
feitas, do imposto de afferigdes, e do aluguel da
can da Soledade.Inteirada; mandou-se lavrar
oe termos, e comsaunicar ao procurador.
Outro do advogado, remettendo com o seu
parecer, o projecto de contracto e tabellas anne-
xas, que se tena de celebrar com oe eoncessiona-
ros do prevlegio para os canos de praca nos
termos da lei provincial n. 506 de 29 de maio
ultimo.A' commissao especial nomeada (Seve,
e Henriques da Silva).
Outro do fiscal da Bda-vista, informando a pe-
ticio de Francisco Ferreira da Silva, o qual tendo
principiado a fazer diversos eoooertos em sua
casa da ra da Conceico, acontecen que, depois
de preparados todos os concertos, faltando ape-
nas abrir urna janella no claro existente, desabou
um pedaeo da parede at o telhsdo, em conse-
queocia do que, havia o Bscal obstado na conti-
nuadlo da obra, obrigando ao peticionario obter
nova licenga.Posto em discusso resol veu-se
deferir o supplicante no sentido da informacSc
Outro do fiscal do Santo Antonio, nao se
oppondo que Josphe Grojiou, fizesse collocar
nos fondos da propriedade da ra da Florentina,
onde outr'ora existi a grande officina de marci-
neiria do finado Beraoger, um pequeo folies,
para os concertos de diversas ferragens oecessa-
rias ao seu estabeleeimento, enteodendo o fiscal
nao trazer esta obra encommodo & visinhanca.
Goncedeu-se.
Outro do mesmo, informando a pelico de
Francisco Jas Vianna, que requereu licenga
para collocar um marco de pedra, denominado
fradeem sua casa da ra de S. Francisco, afirn
de evitar o estrago que fazem os carros, e carro-
gas na calcada da mesma casa, declarando e fis-
cal ser exacto ludo quanto allega o peticionario.
Concedau-se.
Outro do mesmo, informando que Jos Fer-
nandes Lima pode continuar na ideficago que
quer fazer na travesa do Caldereiro, approvei-
taodo os alicorees existentes, visto terem sido
feitos com lieenga e cordeagao.Gincedeu-se.
Oulro do fiscal deS. Loureoco, communicando
que no mez de agosto ultimo foram moras 32
rezes para o consumo de sua freguezia. Ao
archivo.
Foi remettido aoseobor vereador encarregado
dos negocios do matadouro publico, um requer-
menlo de Jos Augusto de Araujo, arrematante
de um terco da estrada do dito estabeleeimento,
o qual se obriga a fazer asduas tercas partes que
restam da mesma estrada, sujeitando-se a rece-
ber a importancia em seis prstaces de tres
detoito mezes.
O Sr. Barros Reg, apresentou urna postura,
revogande a de 11 de agosto de 1859 sebre as
casas de vender plvora, e de fabrico de fogos
artificiaos.Posta era discusso, foi approvada,
ea cmara resolveu que se officiasse ao Exm.
presidente da provincia, pediodo que se dignasse
S. Exc. sanciona-la provisoriamente.
Estiveram em praca os imposlos, outras
rendas municipaes, e foram arrematadas o im-
posto de 80 rs. por carga de farioha, vendida nos
mercados pvblicos, e os allugueres dos talhos
dos acougues.
Manoel da Paixio Piz, offereceu 346*000 por
anno pelo imposto de 40 rs. por p de coqueiro,
seado-lhe concedida a arremataco por tres
annes, e 200$000 pela importancia do mesmo
imposto que falta arrecadar dos annos ante-
riores.
A cmara resolveu pedir aulorisaco ao Exm.
presidente da provincia para acceitar este offe-
recimeoto, visto como a arrecadaco de tal im-
posto administrativamente torna-se muito diffi-
cultosa pela falta de recursos de que dispe a
mesma cmara para effectutr a cobranca as
freguezias de fra. Mandou-se annunciar
nova pracs para a arrerati;io das demais reo-
das municipaes, que deixaram de o ser na
presente sesso.
Despaeharam-se as petigdes da Antooio Candi-
do de Oliveira, Antooio Joaquim Pereira de Oli-
veira, D. Antonia Umbelina Cordeiro de Carva-
lho. Bastos & Oliveira, ChristovSo Starr & C.,
bacharel Francisco Leopoldioo do Gusmo Lobo,
Francisco Jos Goncalves da Silva, Francisco
Ferreira da Silva, Francisco de Barros Correa,
Francisco Alves de Mello Tico, Jos Googalves
Ferreira Costa, Joo Chnstovo de Albnquerque,
Jos de Pinho Borges, e Agostinho Jos Soares,
Jos Aogusto de Araujo, Dr. Joo Nepomuceno
Das Fernandes, Leoncio Gomes da Fonseca,
Manoel Joaquim de Mello e Silva, Manoel Joa-
quim da Paz, bacharel Rufino Augusto de Almei-
da, visconde de Suassuna, (2) e levantou-se a
sesso.
Eu Francisco Canuto da Boa-viagem oli-
cial-maior a .escrevi no impedimento do secreta-
rio.Barros Reg, presidente, Leal Seve, Hen-
riques da Silva, Reg, Barata de Almeida, Reg
Msia, Mello, Reg e Albnquerque.
SESSO EXTRAORDINARIA AOS 11 DE SE-
TEMBRO DE 1861.
Presidencia do Sr. Barros Reg.
Presentes os Srs. Reg Albuqnerque, Henriques
da Silva, Barata, Maia, Reg, Mello e Seve, fal-
tando o Sr. Cezario de Mello, abre-se a sesso, e
lida e approvada a acta da antecedente.
L-se o seguiote
EXPEDIENTE.
Um officio do Exm. presidente da provincia,
communicando que devendo ter lugar nesta ci-
dade, no dia 2 de dezembro futuro, no palacio
do governo urna expoaigo dos productos natu-
raes e induslriaas desia provincia, e das que lhe
sao limitrophes, ou lhe Qcam mais prximas, de
conformidad* com as ordens imperiaes, recom-
meoda a cmara, que, fazendo chegar esta no-
ticia ao conhecimeolo de seus municipes, procu-
re por todos os mcios anima-losa concorrerean
para a referida exposigo com os productos que
all podem figurar, e se acham especificados no
catalogo que remettia.Resolveu-se que esta
ordem de S. Exc. fosse publicada por editaes.
Oulro do mesmo recommendande que acama-
ra lhe remettesse com urgencia a informago
exigida pela presidencia em officio de 14 de
agosto ultimo, acerca do contrato que se lem de
celebrar com os concessionarios do privilegio
para carros de praca.
Acabada a leitura deste officio, os Srs. Seve,
e Henriques da Silva, membros da commissao
que na sesso ultima, foi nomeada para dar seu
parecer sobre o objecto de que se trata, apresen-
taram o dito parecer com ai modificagoes que
entendiam se devia fazer no mesmo contrato ; e
sendo posto em discusso foi approvado, deli-
berando a cmara que se remettesse por copia ao
Exm. presidente da provincia, bem como o pa-
recer do advogado, relativo ao referido coa-
trato.
Prestou juramento por procurago o padre Da-
mazo da Assumco Pires, juiz de paz do lerceiro
anno do primeiro districto da freguezia da Var-
zea.
. Despacharam-se as petigdes de Antonio Do-
miogues Pinto, Francolino Americo de Albu-
querque Mello, Jos Fernandes Lima, D, Maria
Felicia Martina de Brito ioglez e levantou-se a
sesso.
Eu Francisco Canuto da Boaviagem, official-
maior a escrevi no impedimento do secretario.
Barros Reg, presidente.Leal Seve.Henri-
ques da Silra.Batata da Almeida. Reg.
Mello.Reg e Albuquerque.
C0MJL1D0 PROVINCUL.
Relac das casas abaixo menciona-
das, que'sorTreram alteraces no
presente lancanento, feito pelo lan-
cador Motta, a saber:
Becco do Calabougo.
N. 16.--Irmanda* de S. Bene-
dicto, casa tarrea arrendada por 168J000
dem 26. Antonio Jos Conrado,
casa terrea arrendada por......... 240#000
dem 28.Luiza Antonia da Jesos
Siqueira casa terrea, arrendada
por...,...,,........... i,...,,..,.. 168JJ000
dem 80.A mensa casa tana
arrendada por.................... 1689000
dem 34.RecolhimentodaConcei-
eae de Olinda, aaaa terrea arren-
dada por.......................... 200*000
Ideas 38.Rufina Deleres,| a Maria
Gandida, sobrado de usa andar a
loja, arrendado por.............. 480#900
dem 1.Maria- Theodora da Trin-
dada.cas* tarrea, arrendada por 728QOO
Roa das Ftores.
N. 20.Thomaz de- Aquino Fon-
eeca, casa terrea arrendada sor.. 150JO0O
dem 2*.Francisco Antooio Perei-
ra, casa terrea arrendada por.... 120|000
dem l.Herdairoatde Joo Manoel
de Siqueira, casa terrea arreada-
da por............................ 120*0000
dem 3,Maria da Cooceigo Pe-
reira, sebead* de um andar, solio
e loja, arrendado indo pon....... 900$000
dem 9.Herdetros de Bento Jos
Pereira, osas terrea arrendada
por.........>..................... 3601000
dem 21.Gertrudes Mara Gomes,
casa terrea arrendada por........ 309*000
dem 23.Joaquim Antonio Car-
neiro, ca tarrea arrendada por 3609000
dem 37.Viuva e berdeiros de Ma-
ooel Caetano Soares Carneiro
Monteiro, casa terrea arrendada
por................................ 3005000
Roa da Paz.
N. 12.Jos Mendes Tarares, casa
terrea, arrendada por............ 1209000
dem 14O mesmo, casa terrea
arrendada por.................... 1209000
dem 5.Joaquim Manoel de Gas-
tro Santos, casa terrea arrendada
Por................................ 3009000
dem 7.Joanoa do Rosario Gui-
mares Machado, casa terrea ar-
rendada por...................... 2409000
Tiaveaaa das Flores.
N, 4.Jos Das Guimares, casa
terrea com um quarto contiguo,
arreodado ludo por.............. I685OOO
dem 1.Herdeiros de Joo Manoel
de Siqueira. casa torrea meia-
agua que serve de cocheira, ar-
rendada por....................... 192|000
dem 3.Joaquim Pereira Arantes,
casa terrea arrendada per........ 2O45JO0O
Roa da Camboa do Carmo.
N. 4 Jeaquim Pereira Araatea,
casa terrea oecupada peio mesmo
avaliada a........................ 4009000
dem 8.Herdeiros de Joo Ma-
noel de Srqaeira, sobrado de 2
andares, soto e loja arrendado
todo por.......................... 1:1408000
dem 16.Seminario de,Olinda, ca-
sa terrea, arrendada por........ 200&000
dem 18. O mosmo, casa terrea
arrendada por.................... 2009000
dem 22.--Herdeiros de Bernardo
Doarte Brando, casa terrea ar-
rendada por.................:___ 30OJO0O
dem 26 Maria Isabel de Jess Mo-
raes, casa terrea arrendada por lSOfiOOO
dem 28 e 30.Luiz Gomes, sobra-
do! andares soto e loja, arreo-
dado por.......................... 1:6009000
Travessa da Fuodigo. *
N. 12.Antonio Francisco dos San-
tos cisa terrea arrendada por..... 96&000
Ra dos Guararapes.
N. 12.Bernardo Jos Rodrigues
Pioheiro e Claudino Firmioo, casa
terrea de madeira com soto e3
quartos no oito por.............. 5169000
dem 22.John Donnelley, casa
terrea, arrendada em cauo com
2 quartos por................. .. 1929000
dem 24.Antonio Alves Barbosa,
casa terrea arrendada por........ 3009000
Uern 42.Manoel Duarle Rodri-
gues casa terrea arrendada por... 360*000
dem 62. Eugenia Teixeira de
Moura, casa terrea arrendada por 360JO00
dem 70. Felis da Gunha Teixeira
e Bernardo da Cuoha Teixeira,
casa terrea arrendadada por...... 440(000
dem 3.Viuva de Aalonio Fer-
nandos, casa terrea arrendada
por............................... I2O9OOO
dem 15.Antonio Joaquim de Sou-
za Ribeiro, casa terrea arrendada
P'............................... 1929000
IJem 23.Viuva de Agostinho da
Silva, casa terrea arreodada por 72)000
dem 39.Joo Baptista Fragoso,
casa terrea arrendada por........ 969000
dem 43.Antonio Alves Barbosa,
casa terrea arrendada por........ 3009000
dem 45.O mesmo, casa terrea
arrendada por.................... 300000
IJem 47.O mesmo, casa terrea
arrendada por.................... 300*000
dem 49 Manoel Coelho Pioheiro,
casa terrea arrendada por........ 300-jOOO
dem 59.Joaquim Jos de Seixas,
im sobrado com duas lojas e 2
andares e 3 mei-aguas no fundo,
arrendada ludo por............... 6O69OOO
dem 61.Maooel Coelho Pinheiro,
casa terrea arrendado por....... 200$000
dem 63.' Jeronymo Jos Teixeira,
casa terrea arreodada por........ 12OJ0O0
Travessa dos Guararapes.
N. 3.Jos Jacome Tasso Jnior,
casa terrea arrendada por........ 216*000
dem 5.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por........................ 30O9OOO
Travessa do Brum.
N. 5.Antonio Alves Barbosa,casa
terrea arrendada por............. 168J00O
dem 4.O mesmo, casa terrea de
madeira dividida em 2, arrenda-
da por............................ 2409000
Ra do Pharol.
N. 14.Herdeiros de Pedro Fran-
cisco Ferreira, casa terrea arren-
dada por.......................... 141*000
dem 16.Joaquim Francisco de
Azevedo, casa terrea arrendada
por................................ 120*000
dem 24.Aolonio Rodrigues de
Oliveira, casa terrea arrendada
por.... .JHL..................... 1689000
dem 26.-^aana Joaquina da Silva
Mana, casa terrea arreodada por 144*000
dem 32.Herdeiros de Estevo
Civalcanti de Albuquerque, casa
terrea arrendadada por.......... 120g000
dem 42.Joo Joaquim de Santa
Aona, casa terrea arrendada por 192$O00
dem 48.Manoel Jos do Nasci-
mento e Silva, casa terrea arren-
dada por.......................... 192*000
dem 50 Mana dos Passos Leal,
casa terrea arrendada por........ 192*000
dem 52 Viuva e herdeiros de A-
ma.ro Francisco de Paula, e An-
tooio Domingues de Almeida
Porgas, casa terrea arrendada
por................................ 163*000
dem 68.Vicente Ferreira da Cos-
case terrea arrendada por........ 96*000
Caes do Apollo.
N 21 A.Sociedade theatral, casa
terrea arrendada por..............
dem 21 BA mesma, casa terrea
arrendada por.................... 400*000
dem 33.Antonio Alves Barbosa,
casa terrea arrendada per
Escuna hanoveriinaJupteridem.
Brigue brasileiroHeoriquemarcadorias.
Patacho americanoPalmetoafarioha.
Hecebedoria de rendas internas
geraes de Peraamhaco.
Readimnato do dia l a 19. 26:008*206
dem do dia 20....... 482*560
20:4909766
Consaladlo provincial.
Randimento do dia 1 a 19.
dem do dia 20.
316519050
2:7159715
34:369*765
Moyiaepto do porto.
Navios entrados no dia 20.
Liverpool 50 dias, brigue ioglez Barkhill,
de 169 toneladas, capito William Greffiths,
equipagem 9, carga fazendas e oulros gneros ;
ajames Ryder & C.
Msrieille 50 dus, barca franceza Varia, de
325 toneladas, capito J. L. Risal, equipagem
10, em lastro ; a Cals frere 4 C.
Lisboa 23 dias, brigue portuguez Margarida,
de 302 toneladas, capito Jos Emydio Ribeiro,
equipagem 15. carga ceblas, vinho, batatas e
oulros gneros ; a Amoriin Si Irmios.
Baltimore 52 dias, hiato americano Seama,
de 100 toneladas, capito Isaac U. Norris, equi-
pagem 7, carga 860 barricas com farioha de
trigo e oulros. gneros ; a Waltey Crabtree
&C.
Navio sahido no mesmo dia.
Maceie portos intermediosvapor nacional Per-
sinunga, commandanle Manoel R. dos Santos
Moura.
Observago.
Apparece ao norte urna galera amerreana.
Declara^oes.
t
a.
Horas.
I
a
a
3 !
52
en
Dxreeeio.
5 I
X
Intensidad*.
a
03
-4
o I FahrenKtit
I

ca

i-3
Centgrado.

en
-1
OO
Hygromttro.
I Cisterna hydr-
| mtrica.
-i
en
co
M
9
O
-4 -4 M
2 3 g
be 00 "
M CC
S -2 S -2 iMflaa.
10
o
1 Francas.
I
oa
IO
O
Ce
en
i
2 1*
A noite clara com nevoeiros, vento do quadran-
le do SE fresco e assim amanhecea.
OSCILAgAO Da makb.
Preamar as 6 h. 6' da tarde, altura 6,6 p.
Baixamar as 11 h 5C da manha, altura 1, p.
Observatorio do arsenal de marinha, 20 de
selembro de 1861.
Romano Stbpfi.b,
1* lente.
Editaes.
Edital.
Secretaria do governo de Pernambuco 18 de
setembrode 1861.
Pela secretaria do governo se faz publico, pa-
ra conhecimenlo de quem interessar possa, que
se acham em concurso os offlcios de partidores,
contador e distribuidor do termo da Escada,
creados pela lei da assembla legislativa desta
provincia o. 504 d 49 de mato deste anno. alim
de que os pretendenles apresentem os seus re-
queriBannteainotruidos na forma do decreto n.
817 de 30 de agosto de 1851 e art. 252 de 30 de
dezembro de 1854, 00 prazo de 60 dias contados
desta data.
Antonio Leite de Pinho.
600*000
(Continuar -se-ha.)
COMMBItGIO.
Novo Banco de Pernambuco,
O banco paga o 7* dividendo de 12$
por accao, relativo ao semestre indo
em 31 de agosto prximo panado.
Ilfandega,
lendimento do dial a 19. .
dam do da 20. ,
298056*576
10:412|312
308:4681888
lie a-laante da alfandega.
Velamos antradoacomtazeodas..
> toa gneros..
Volamos
a
sabidos
>
com fazendas..
com gneros..
Descarregam hoje 21 de selembro.
Polaca aespaaholalodiacarne de charque.
177
A cmara municipal da cidade do Recife faz
publico para conhecimenlo de seus muuicipes
que recebeu de Eira, presidente da provincia o
officio abaixo transcripto, ao qual acompaeha a
rclaco dos productos, que poden sor apresenta-
doi neste municipio, e espera que todos coocor-
ram para que o convite do governo da provincia
produsa o desejado effeito, e est prompta a dar
todos os esclarec mentos, e a presentar todo o au-
xilio, que della depender para que se realise to
til eosaio, o qual ter lugar no dia 7 de novem-
bro prximo futuro, como faz certo o segundo
officio de S. Exc. de 13 do correte, tambem a-
baixo transcripto.
Piqo da cmara municipal do Recife. em ses-
so ordinaria de 16 de selembro de 1861.Luiz
Francisco de Barros Reg presidente, Francisco
Canuto da Boa-viagem official tnaior servindo de
secretario.
4* secQo.Palacio do governo de Pernambu-
co, em 4 de selembro de 1861.Devendo ter lu-
gar nesta cidade no dia 2 de dezembro vindouro,
no palacio do governo, urna exposigo dos pro-
ductos naluraes e industriaes desta provincia, e
das que lhe sao limitrophes, ou lhe Qcam mais
prximas; de conformidade com as ordens impe-
riaes, recommendo acamara municipal do Reci-
te, que, fazendo chegar esta noticia ao conheci-
meoto de todos os seus municipes, procure por
todos os meios do seu alcance anima-los do de-
sejo de concorrerem para a referida exposigo
com os productos, que alli podem Qzurare se a-
cham especificados no cathalogo annexo as ios-
trucQes, de que remelle o incluso exemplar im-
presso ; fazendo-Ihes essa cmara ver as grandes
vantageos, que ho de resultar da referida expo-
sigo, nao so para a agricultura, mas tambem
para a industria do paiz, como um dos mais con-
venientes meros de animago para o deaenvolvi-
menlo de to importantes footes de riqueza na-
cional, a que o governo presta a mais seria at-
tence, contando com o concurso de lodos os ci-
dados, e especialmente das municipalidades, no
empeoho de preencherem por esle modo um dos
principaes Qns de sua instituido.Antonio Mar-
cellioo Nunes Gongalves.
4a seceo.Palacio do governo de Pernambu-
co, em 13 de selembro do 1861.Declarando-me
o Exm. Sr. ministro da agricultura, commercio
e obras publicas em aviso, expedido em 19 de
agosto ultimo, sob n. 18, que a exposico desta
provincia deve ter lugar no mez de nov'embro, e
nao em dezembro, como por engao se diz as
instrucgoei, de que remelli a cmara municipal
da cidade do Recife um exemplar impreiso om
officio de 4 do correle, apresso-me a commuoi-
car a mesma cmara em additamenlo no meu ci-
tado officio, que a exposico ser aberta nesta
cidade 00 dia 7 de novembro prximo vindouro.
Antonio Marcellioo Nunes Googalves.
O Illm. Sr. inspector da thesourarla pro-
viocial. em cumprimeoto da ordem do Exm. Sr.
presidente da proviocia de 14 do correte, man-
da fazer publico que at o dia 17 de outubro pr-
ximo vindouro estar aberta a concurrencia para
o contrato da collocago de carris de ferro deno-
minados trilhos urbanosa partir desta cidade
at a poroagao dos Apipucos. O contrato aera
feito dos termos da lei provincial n. 518 de 21 de
junho do correte anno.
E para censtar se mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 17 de selembro de 1861.O secretaria,
A. P. d'Annunciagio.
Secretaria do governo de Pernambuco
18 de etembro de 1861.
Pela secretaria do governo se faz publico, para
conhecimenlo de quera interessar possa, que se
acham em concurso os officios de partidores,
contador e distribuidor do termo da Eseada,
creados pela lei da assembla legislativa desta
proviocia n. 504 de 29 de maio deste anno, afirn
de que os pretendenles apresentem os seus re-
querimentos instruidos na forma do decreto n.
817 de 30 de agoato de 1851 e aviso n. 252 de 30
de dezembro da 1854, no prazo de 60 dias, con-
tados desta data.Antonio Leite de Pinho.
Conselho admiiistralivo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de gaerra, lem de comprar os objec-
tos seguinles:
Para o corpo de guarnigo desta provincia e cobj-
panhia de cavallaria.
805 eovados de panno azul.
115 eovados e 3{4 de patino preto.
21 corados e 1(2 de casemira encarnada.
1510 varas de brim braoco.
1157 1(2 varas de algoduzinho.
2254 botoes grsndea de metal aroarello lisos.
1449 botes pequeos de metal amarelto lisos.
42 grosas de botoes pretos de osso.
161 pares de colchetes pretos.
141 bonets.
463 esleirs.
8 bandas de la.
Compaohia de cavallaria.
355 corados de panno azul.
10 eovados e 3i8 de casemira encarnada.
888 1|2 varas de biim braoco.
482 1|2 varis de algodozinho.
994 botoes grandes de metal amarello com a
letra R.
568 botes pequeoos do metal amarello com a
letra R.
4 grosas de botes pretos de osso.
71 paras de colchetes.
71 bonets.
193 pares de luvas.
193 esleirs.
Para provlmeoto dos armazens do almoiarifado
do arsenal de guerra.
12 costados de pao carga.
12 costadinhos de pi carga.
10 arrobas de oleo de liohaga.
5 arrobas de rozo trra.
5 arrobas de er.
10 arrobas de colla da Babia.
5 arrobas de ocre.
6 arrobas de lato em lengol.
Quem quizer vender taes objectos, aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manha do dia 23 do
correte mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 16 do
selembro de 1861.
Bento Josi Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaqiitm Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Consulado provincial.
Pela mesa do coosulado provincial se faz pu-
blico aos devedores de impostes de dcima ur-
bana, de 4 e 12 por cento sobre diversos estabe-
lecimenlos, de 50*sobre casas de modas, perfu-
maras, e chapeos estrangeiros, e finalmente o
imposto sobre carros, carrogas, mnibus, e ve-
hculos pertencentes ao anno finauceiro fiodo de
1860 a 1861, que no ultimo de seterabro corra-
te finda-se o prazo para o pagamento de aeus
dbitos, licando sujeitos os que nao pagarem, a
serem remeliidos pa.ra o juizo dos feitos da fa-
zenda.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco,
2 de selembro de 1861.Theodoro Machado Frei-
r Pereira da Sjlva.
Pela secretaria da cmara municipal do Re-
cife se declara que no dia 20 do eorreole iro
uovamente praga os seguintes imposlos, que
ainda esto por arrematar :
Imposto de 500 rs. por cabega de gado 16:530$O00
dem de mscales e boceteiras 203000
dem de 40 rs. por p de coqueiro 346)000
Nao havendo (fuem apparega para licitar ne
primeiro dos imposlos, ser elle cobrado porad-
ministraga.
Secretaria da cmara municipal do Recife 17
de seterabro de 1861.O official-maior servindo
de secretario, Francisco Caoulo da Boaviagem.
Nao se tendo effecluado a arremataco dos
imposlos municipaes annunciado para hoje, ti-
ceu transferida para o dia 23 do correte.
Secretaria da cmara municipal do Recife 20
de setembro de 1861.O official-maior, servin-
do de secretario, Francisco Canuto da Boa-
Viagem
O abaito assigoado julga nada dever, po-
rm se alguem se julgar credor venha receber
no prazo de 3 dias.
Theodoro Fernandes Eiras.
Arsenal de guerra.
Por ordem do Illm. Sr. coronel director do
arsenal de guerra, se faz publico, que nos ter-
mos do aviso do ministerio da guerra de 7 de
margo de 1860, se tem de mandar manufacturar
o seguiote:
169 sobre-casacas de panno verde.
176 caigas de panno verde.
206 fardetas de brim.
588 caigas de brim.
660 camisas de algodozinho.
588 pares de polainas de panno preto.
Quem quizer arrematar o fabrico de dilos ar-
tigos, no prazo de 30 das, comparega na sala da
directora do mesmo arsenal, pelas 11 horas da
manha do dia 24 do corrente mez, com sua
proposla, em que declare o menor prego, e qual
seu fiador.
Arsenal de guerra de Pernambuco 20 de se-
tembro de 1861.
O amanuense,
Joo Ricardo da Silva.
Pela thesouraria provincial se faz publico,
que as arrematares dos contratos abaixo men-
cionados foram transferidos para o dia 3 de ou-
tubro prximo vindouro.
Reparos da casa em que fuocciona o cojlegio
dos orphos de Santa Thereza em Olinda.
Rendas das casas pertencentes ao palrimonio
dos orphos.
Venda do piano do collegio dos orphos;
Secretaria da thesouraria provincial do Per-
nambuco 19 de selembro de 1861O secretario,
A. F. d'Annuociago.
Para o Aracaty
saha at o Ba do corrala ates anata nansai
Nicolao 1, por t'er parte da carga prometa :
tratar com Parate Vianna & C, rea da Ca*
n. 57.
Sahe impreterivelmeale na da 25 do cor-
rente para Aracaty o blata elaveocivei. lena a
maior parte da sea carregaaacarta prosapia : ajeasen
quizer carregar 00 ir de paaaageaa. dinia-ee a
ra da Senzala Vethi n. 140, tvtcaiaa ai
tratar com Jos luaqeia Alvea de Silva.
Barca Flor de S. Simo.
Sahe irapreterivelmeote no dia 1
te para Lisboa e Porto, para aaaa recato atada
alguma carga c passageiros: a tratar coa Cerva-
Iho Nogoeira & C, ra do Vifario a. 9, primaria
andar.
Rio Grande do Sul pe
Rio de Janeiro,
a barca brasileira Restaurado segu com bre-
vidade; recebe carga a frele a eaeravos pera
ambos os portos : trata se com os consignatario*
Marques, Barros & C, largo do Corpo Sanio nu-
mero 6.
Com muita brevidade segu para Lisboa o
brigue portuguez Florioda, o qual receba una
resto de carga a frete : a tratar com Amoros Ir-
ma os, ruada Cruz n. 3, ou com o capito Joa-
quim Augusto de Souza, na praga do commercio.
Para o Aracaty
segu brevemente o hiale Exailgao. recebo
carga e passageiros; a tratar com Gurgel Irmo.
na ra da Cadeia do Recife n. 28, primeiro andar.
1MIIL4
O pslhabote nacional Dous Amigos, capito
Francisco Jos de Araujo, segu para a Babia em
poucos dias ; para o resto da carga que lhe falta,
trata-se com seu consignatario Francisco L. O.
Azevedo, na ra da Madre de Dos n. 12.
Para,
Segu em direitura at ao dia 30 do corrente o>
patacho Emulago, eapilo Antonio Gomes Pe-
reira : para o que lhe falta, trata-se com Moreira
& Ferreira, ra da Madre ae Dos n. 8.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
apiris k\ mos,
Espera-se dos portos do sul at o dia 22 do>
corrente o vapor Cruzeiro do Sul, commandante
o capito de mar e guerra Gervazio Maocebo, o>
qual depois da demora do costume seguir para
os portos do norte.
Desde j recebem-se passageiros, e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual do-
ver ser embarcar no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz o. 1, escriptorio de Azevedo &
Mendes.
Para Lisboa
segu viagem com a possivel brevidade o bem co-
ohecido brigue portuguez Relmpago ; para
carga e passageiros, trata-se com o consignatario
Thomaz de Aquino Fonseca, na ra do Vigario
n. 19, primeire andar, ou com o cspitojJa praga.
RO (te Janeiro
a vebira ebem conhecida barca nacional Ama-
lia, pretende seguir com muita brevidade, tem
parte de seu carregameoto prompto ; para o res-
to que lhe falla, passageiros e escravos, para os
quaes tem excellenles commodos, trata-se com
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, no
seu escriptorio ra da Cruzo. 1.
B hia.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
37 RECITA. DA ASSIGNATURA.
Sabbailo 21 de Setembro de 1861.
Subir
actos:
scena o ioteressante drama em 5
DE
S. TROPEZ.
Segu a sumaca Horteoeia, capito Belchior
Maciel Araujo ; para o resto da carga que lha
falta e passageiros, trata-se com Azevedo & Men-
des, ra da Cruz n. 1.
Rio de Janeiro.
Segu com brevidade o palhabote Piedade, re-
cebe carga a frele e passageiros : a tratar com
Caetano Cyriaco da C. M. & Irmo no lado do
Corpo Sanio n 23.
C0MPAM4 PEKNUIBlCm
DR
Navegacao costeira a vapor
Paralaba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Assu'. Aracaty, Ceava'
e Acaracu'.
O vapor Iguarass, commandanle Vianna.
sahir para os portos do norte at o Acarac no
dia 21 do corrente mez s 4 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 20 ao meio dia. En-
comiendas, passageiros e dinheiro a frete at o
dia da sahids as 2 horas: escriptorio no Forte
do Hattos n. 1.
ou
O ENVENENAMENTO.
Terminar o espectculo com a muito
ciosa e applaudida comedia em um acto,
gra-
C0HrHU PERNilBlCAXA
a
Navegaba costeira a vapor
O vapor Persinunga, commandanle Moura,
segu viagem para os porto*, do sul de sua esca-
la no dia 20 do correte s 4 horas da tarde. Re-
cebe carga at o dia 19 ao meio dia. Eocom
mentas, passageiros e dinheiro a frete ateo dia
da sabida s 2 horas: escriptorio no Forte do>
Mattos n. t.
Ltfiles.
k 23 do corrente.
Os apuros d'um esludante.
Ornada de canto e danca pela a Sra. D. Ma-
noela que desemperna 4 differentes papis
Contecar s 8 horas.
Avisos martimos.
Para o Rio de Ja-
neiro
Pretende seguir com muita brevidade o brigue
escuna Joven Arthur, para o resto da carga que'
lha taha trata-se eom oe sena consignatarios
Azevedo & Mendes, no seu escriptorio ra da andar da casa por cima do
Cruz o. 1.
O agente Oliveira far leilo da mobilia de
um Sr. negociante britannico prximamente re-
tirado desta provincia, coosistindo em ptimas
cadeiraa, sofs, consolos, mesas e maia adornos
de sala da visitas, mesa de jantar, cadeiraa
usuaes ene bracas, poltronas, aparador, guarda-
roupa, estante para lirres, lavatorioa^caodiei-
ros francezes, leite de ferro, mesa reptada de
meio de sala, dita da sof, obras de prl u-
ro. va par de brincos de diamantes,
collar de perolas proprio para mimo a uqhTnaf-
ra, uaa carrinho americano coberto e de 4 rodas
ceas assento para duaapessoase com arreioa pa-
ra em cavallo, um mslodium aovo, piallas a
machina osada para costura, e iauumeros.outroa
artigos :
Seguoda-feira 23
do corrate, s 10 horas da manha, no segundo
escriptorio dos &rs.
Rostron Rooker&C, ra do Trapiche.


(*)
DIARIO DI tUUUMUCO. *- SABkUBO 31 DE SiTEMMO DE 18tl.
ii -.
LEUAO
DE
SIRf
para lijuidaco de contas.
No armazem da Candido Jos da Silva Gui-
raaraet, ra do Amorim d. 39. se far leilio ter-
ca -feira 24 Jo correle, ao meio dia, em lotes a
? ontade dos compradores por todo o prego de
diferentes marcas do* mais acreditados nesl'e
mercado.
Leili
10
Sabbado 21 do corrente.
Costa Carvalho tari leilio 11 horas em pon-
to no dia cima, da arrmcao e mais peitences
da taberna do pateo do Terco o. II. que perten-
cia a Antonio Joaquina Rabello Bastos.
LELO
Segunda-feira 23 do corrate.
PELO AGENTE
No referido dia pelas 11 horas da manhaa no
trapiche da alfandega velha, vender-ae-ha em
leilio publico por corita dos credores com direi-
to a barcaga Dos le salve, o casco e apparclhos
da dita barcada.
Para eiaminar o casco no caes do Ramos onde
se acha tundeado, e os apparelhos, no mencio-
nado trapiche.
Tudo ser vendido em um ou mais lotes von-
tade dos concurrentes, e effectuar-se-ha pelas
olleras para o que nao haver reserva de prego.
LEILAO
DE
0 vaccas deleite
Terca feira 2i do crrante.
O gente Antunes far leilao na porta do seu
armazem ra do Imperador o. 73, de 10 vaccas
de leite de muito boa qualilade e muito gordas
que serao vendidas s II horas em ponto do re-
ferido dia.
Conlinuacao do leilao1
DE
Mercaduras americanas,
Quarta feira 25 do corrente. -'.;?;.
O agente Antunes far leilao no dia cima de
urna mmeosidadedeobjeclos americanos como
sejam secretarias, carteiras, cadeiras de diver-
sos gjstos e de bilango, marquezas riquissimai
camas de ricas obras de talha, malas, bahs e'
saceos de viageo. obras de metal principe pra-
teado sendo apparelhos para cha e caf, galhe-
teiros, copos, campaohias, cestss para fructas e
fruteiras, porta licores etc.. etc. lindos jarros
com bacas de folha, balancas, lirapadores de
ps, cestas com os necessanos para viagem ri-
cos estoios para barba, cabecadas com brides
gamarras.chicotes, selios e silhoes. candieiros
para gaz e azeite, caixinhas de msica, caizas
com ferraroentas. sabooates transparentes para
janela, relogios de parede e muitos outros arti-
gos que se torna eofadonho mencionar, arados
grades, carros de mo e carretes, carrocas, ma-
chinas para cortar capim. ditas para descarocar
mitku. ..rr03 elegantes e leves
com arreos para um ou doua cavan,,"
Na ruada Rocja
n.6,
manda-se comida para fra por preco razoavel ;
tambem prepara-se jaolares a gostos dos re-
guezes.
Precisa-se de urna ama de meia idade, para
cozinhar o diario de una casa de pouca familia :
na ra Imperial n. 215, taberna.
Aluga-se a casa terrea da ra dos Pescado-
res n. 8: a tratar na repartible do correio, ou
ni. ra Velha, casa n. 10.
Alugam-se o priraeiro e segundo andares
da casa n. 51 da ra daCadeia do Recife : a tra-
tar na loja do mesmo sobrado.
Programma
Av
'SO.
Avisos diverso
a.
OTHII4
Acham-se a venda na thesourana das
loteras i ua do Crespo n. 15 e as caas
commissionadas os bilhetes da segunda
parte da quinta lotera de S. Pedro
Maityr de Olinda. A extraccao tera'
lugar mpreterirelmenteno dia quarta-
feira 2 de outubro prximo. As sor-
tes de 6:000$ e 3:000 serao pagas 3
das depois da extraccao e as outras lo-
go a entrega das listas.
O thesoureiro,
Antonio /os Rodrigues de Souza.
O bacharel Gusmo Lobo, promotor
publico e advogado, pode sor procurado
em casa de sua residencia, ra do Ca-
bug n. 61 D.
Aluga-se o terceiro andar da casan. 39 e
juntamente o aniar terreo n. 21, na ra da Im-
peralru : a fallar na mesma ra, casa n. 21.
Na ra do Socego (Campo Verde) casa n.
20, precisa-ae de urna ama que sirva para casa e
ra : adverte-se que sao duaspessoas de familia,
quera pretender, dirija-se a mesma casa a qual-
quer hora. *
~"^Pr,eJci!a"8e alg8" UIDa negrinha de 12 an-
uos de idade : na ra das Cruzes n. 33; segundo
andar.
A viuva e filhosfo finado Florencio Jos
Cirneiro Monteiro agradeced a todas as
pestoas que se dignaram honrar o funeral
do mesmo Carneiro Monteiro e as convidara
para a missa do stimo dia, que tem de
ser celebrada s 8 horas do dia 23 do cor-
rente na igreja da Conceigao dos Militares.
Contraria de Nossa Se-
nhora do Livramento
Oabaixo sssigoado, secretario actual da con-
traria de N. S. do Livramento, de ordem da mesa
contila a todos os seus irmaos a compareceris
amanhaa 22 do corrente, pelas 3 hars da tarde
no consistorio da mesma coufraria, afta de reu-
nidos em mesa geral, se preceder a eleico da
aova mesa qoe tem de funecionar para o aono
4e 1862.
Secretaria da coufraria de N. S. do Liwamento
24 de setembro de 1861.O secretario,
Domingos Jos Ribeiro Goavia.
ExposR'o de cutileriasj
finas, Da ra Nova n. 20.
Nesle riquisimo estabelecimenlo se encontra-
r aereare uro riquiaaimo sortimento de culileria*
m todo o enero que se pode imaginar, astin.
como tambem um riqnissimo sortimento de me-
taos fioissimoa conbecidos pelo verdadairo plak
paraaervico de almoco e jantar, camas de ferro
para casal asolleiro, bandejas iroitago de cha-
rio em temos e avutsos, finas e ordinarias, toda
ai qoilidade de louca de porcelana para eozioha :
os ma Nora o. 20, loja do Viasnav
O abaiio assignado fas sciente ao respeifavel
publica que tem de traspasser o arrendaroeoto
da taberna da ra das Cinco Puntas d. 71, con-
tendo lio somente a arma cao e mais perteoces,
asseverando a qualquer pessoa que quizer esla-
belecer-se aa boas commuoidades que a dita tem.
Jos Carneiro da Silva.
[Apurado gosto*
Gurgel&Perdigo.
Receberam pelo ultimo paquete frjocez
superiores vestidos de seda de cores, de
diflereotes gostos e feitios, manteletes de
novo modelo, capas compridas a prophe-
ta o mais rico e moderno que tem viudo
a este mercado, superiores cortes de
cambraia bordados, leques de madrepero-
la de diversos procos, todas estas fazen-
das existen! era pequea quantldsde,
experiencia para ver se agradara no mer-
cado : na ra da Cadeia luja n. 23.
Por barato preco."
Golxas de lia e seda proprias para ca-
ma e coberlas de piano a 5, ateoda
que pela quahdade vale 159, gollas e
maoguitos de fustao, dilas de cambraia
g de lioho a 3$ o par, punhos e gollas de li-
af nho ou de fuslao bordados proprios para
S* roupio a 39. saias balio de madapolio a
35 : na loja de Gurgel & Perdigao, ra da m
Cadeia n. 23. g
Koupa feita.
Paletots de casemira inglezes muito jf
boos a loj, ditos de alpaca fina a 5#, di- o
tos de canbio a 83. camisas inglezas e t%
l francezas.
Offerece-se um perito cosioheiro.lendo muita
pralica de cosiaheiro e caxeiro, quem do mesmo
precisar, dirija-se ra da Litigela n. 6,
(deposito).
Os credores da massa fallida de Jos Loiz
Pereira Jnior, sao convidados a apreseotsrem
seus ttulos 00 praso de 8 dias para a verifleacio
dos crditos em casa dos administradores na
ra da Cadeia do Recife n. 4, ou na ra Nova
n. 12.
Roga-se ao Sr. Francisco das Chagaa d val-
cante de Albuquerque, rendeiro do engenho
Kecanto que teoha a bondade de dirigir-se a
Camba do Carmo, taberna n. /4 a negocio que
sua senhoria interesaa.
A pessoa que annunciou precisar
de 5:500$ a premio queira declararon-
de a casa, e se a quer dar para mora
dia de quem emprestar o dinheiro.
Aluga-se urna excellente casa de
campo com todas as commodidades de
familia, com sitio grande, cocheira, es-
tribara etc., a casa construida ha pou-
co tempo com terraco a roda, sita'
entrada do Poco : a tratar com os pro
prietarios N. O. Bieber & C. successo-
res, ra da Cruz n. 4.
O Sr. Rrasiliano Francisco de Paes Brrelo
techa a bondade de vir fallar na loja do Germano,
relojoeiro, na rus Nova n. 21, visto ignorar-se
aoode o mesmo senhor mora.
Alugam-se casas em
Apipucos para grande e pe-
quena familia, a beira do rio
e muito frescas, agua potavel
dentro do sitio e outras com-
modidades: a tratar com a
viuva Villar, no lugar cima.
Aluga-se, o sobrado d. 2 B da roa do Apollo
j a casa terrea n.27da ruado Burgos a tratar na
ra da Aurora n. 36.
Cabelleireiro
DA
Festa de Nossa Senhora
da Conceicao da Escada.
Os encarregados de festejar a Nossa Senhora
da Conceicao da Escada erecta na igreja da Con-
ceicao dos Militares, tem a honra de annunciar
ao respeifavel publico o programma da festa da
mesma senhora.
Domingo 22 do corrente teri lugar a festa de
Nossa Senhora da Conceicao da Escads, depois
de algumas variaces de msica marcial dos me-
nores do Irem da qual mestre o Sr. llaooel
Augusto de Menezes Costa, ter tugara festa que
principiar s 10 horas da manhaa, leudo exe-
cutada a bella msica de orchestra pelo insigne
professor o Sr. Francisco Jos Correa de Queiro-
ga, que ser o director da dita msica, ser pre-
gador do Evangelho o Rvm. Sr. padre mestre
Leonardo Joio Orego, s 5 horas da tarde estar
em frente da igreja a mesma msica que execu-
tara bellas pegas do seu repertorio, as 7 horas
da ooite lera principio o Te-Deum sendo prega-
do: o dicono Jos Esteves Viaona, alumno do
3* anno do curso tbeologico do seminario de
Olinda.
Os eocarregados, portanto, convidan) aos de-
votos da Excelsa Senhora para assislirem a este
acto de piedade e aproveitam a occasio para
pedirem aos moradores da ra Nova que se dig-
uem Iluminar as frentes de suascasas anoitede
22 para maior brilbanlismodo acto, pelo que os
meamos eocarregados carao eternamente agra-
decidos
No dia 21 do corrente depois da audiencia
Padafia.
Aluga-se a padaria da travesa do Pires, a qual
est prompta de tudo, com muito bonreommo-
dos, e est anda trabalhando, sendo seu aluguel
muito commodo : a tratar oa rua-da Seatala No-
va n, 30.
Casa para alugar.
Na ilha do Retiro. Passagem da Magdalena, a
pnmeira que se acha destacada, a melhor do lu-
gar, tanto pelos commodos, como por estar na
melhor posisao : a tratar na la Nova n.38, loja.
Precisa-se alugar urna eacrava para lodo o
servico de urna casa de pouca familia
ca da Independencia n. 38.
Aluga-se urna casa com excellentes com-
modos. cora grande silio com arvoredos, cacim-
ba com bomba, tanque, cocheira e estribarla, a
qual est edificada com frente para a principal
estrada, e muito porto di cidade : quem preten-
der, dirija-se a ra da Cadeia n. 9.
Aluga-se a casa do obrado na povoacodo
Monteiro, sonde morou o fallecido paido aonun-
ciante, lera commodos para grande familia, co-
eheira, estribara, etc. : a tratar com Manoel Ai-
res buerra, no seu escriptorio, ra do Trapiche
numero 14.
Quem achar um bracelete de ouro e um al-
nete do mesmo com coral, que foi perdido no
hospital da ordem terceira de S. Francisco, e o
quizer restituir, dirija-se a ra do Cabug n. 14.
que ser recompensado.
Aluga-sa urna casa na ra do Nogueira
com 8 quartos, 2 salas, cozinha ora : a tratar oa
ra do Queimado o. 53.
Acommissao liquidadora dos credores da
do Sr. Dr. juiz municipalIda segunda vara vai a casa do fallecido Manoel Buarque de Macedo Li-
praca por venda varios sitios denominados Cam-
po Grande com casa de vivenda, tem trras para
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou contas de livros, que se diri-
plantacoes, lugares para planta de capim e al- J com os seus ttulos rus da Cadeii
guns arvoredos de fructos, os pretendemos com- jcife n'26. primeiro andar, das 10 horas da ma-
parecam neste dia e ae dirijam ao porteiro que jDnia s 2 da tarde, para aerem verificados e clas-
lem o escripto. siflcados pela referida commiss&o
Francisco Duaite das Naves vai Macelo. S ~* bail<> assignado faz sciente que s au-
Candido Moreira da Costa vai ao Paco do 3 Camaregibe. j liniia a receber peixe dos curraos do norte: assim
Jorge Joio Frederico M. Conrado Klir,! quellas pessoas que coslumavam a mandar ver
sJlbdilo^,il!meiiri!raro"8-e Pa_Buenos-Ayres. Peiie erB ". opodem mandar ver esta se-
mana, chega logo pela manhaa, e conforme for a
mar se dir ao portador para se vfr procurar.
Domingos da Rosa.
*
Lines particulares,
_ Um rapaz habilitado propoe-se a lee-
cionar francez, inglez, grammatica por-
gueza e arilhmetica : a tratar oa ra do
Cibug o. 3, segundo andar.
AlugWse um segundo andar com muitos
commodos na ra dos Martyrios : quem o pre-
tender dirija-se a ra do Passeio loja n. 7.
Manoel Estanislao da Costa, thesoureiro da
associacao dos praticos das barras desla capital,
compra aeces da caixa filial do banco do Brasil
nesta provincia: os preteodeotes dirijam-se a
ra do Pilar n. 137, primeiro e segundo nsar. )
Saques sobre Lisboa.
Manoel Ignacio de Olivers & Filho aacam so- '
bre Lisboa : no largo do Corpo Santo, escrip-
torio.
Terrenos de marinha.
O agrimensor dos terrenos de marinha avisa
ao Sr. Frederico Miguel de Souza,para comparecer
na casa de sua residencia, na ra Direita n. 74,
afim de se lhe marcar o dia em. que tem de ser
medidos os seus terrenos silos na ra do Pilar
em Fora de Portas. Igualmente ao Sr. Francis-
co de Paula Tavares de Mello, para que venha
assignar o termo de medico e demarcacio do
seu terreno na ra Imperial, e pagar as despezas
da mesma medij&o, afim de ser remettido com
o respective procetso a thesouraris de fazenda,
para lhe ser passado o respectivo titulo de af-
rame oto.
Os credores do fallecido Manoel Buarque
de Macedo Lima, sao convidados pela terceira
vez pela commiseio liquidadora para se reuni-
rem segunda feira 23 do corrente (setembro) ao
meio dia, na ra da Cadeia do Recife n. 27 pri-
meiro andar, para deliberarem de negocios de
urgencia e ioteresse dos mesmos credores, urna
vez qae o nao zeram a 12 e a 19 do corrente.
HWJl
Iiquidaco.
Fende-se por barato preco.
Ra do Crespo n. 21.
Nesle estabelecimenlo esto xpostas venda
.as fazeodas que foram arrematadas, e se vendem
por menos da metade do seu valor: venham
comprar trazendo os competentes cobres, e ad-
miraroa baratezs.
Sitio muito fresco.
Aluga-se ou vende-se um silio oa Torre,
margem do rio, com boa casa de sobrado muito
bem feita, com bastantes commodos. estribara
para 4 cavallos, cocheira para carros, casa para
fetor, cacidTba com boa agua de beber com bom-
ba de puxar agua, fructetras da diversas quali-
dades, capim para3ou 4 cavallos, bom banho do
no, silio morado, etc. : quem pretender, dirija-
se a ra Nova n. 15, primeiro andar.
Tendo sido por espago de cinco annos cai-
xeiro do Sr. Guilherme Jorge da Molta, e estan-
do eu prestes a seguir para o meu paiz natal, de
Lisboa, faltara a ara dever mu sagrado deixan-
do de agradecer do faododeminha alma as ma-
nearas urbanas e delicadas com qne fui sempre
obsequiado pelo mesmo sonhor. Receba, pois, o
si. Guilherme Jorge da Motta os meus emboras,
tlcaodo assim convencido de que lhe voto u
eterno reconhecimento-
Cooslaotino Jos Marques de Souza.
um
Cheguem
BARATA PABA LIQUIDAR
Na ra da Cadeia do Recife*
n. 55. primeiro audar.
J. Godofredo, artista cabelleireiro acaba de es-
tabeler-se na ra da Cadeia do Recife n, 55, pri-
meiro andar, e ah enconlrarao os freguezes o
aceio necessario no desempenho de sua arte.
Recebe encammendas de cabelleiras, meias di-
tas, chinos, marrafas, enchiraentos para bandos,
crescentes, trancas para anneis, trancelins, ca-
deiaa, braceletes etc., et<\ Cortes de cabellos e
frisados, lavagem de cabeca com a excellente
agua imperial.
"A casa sonde se tingem fazendas, na ra
do Hospicio n. 42. tinge-se de preto e todas as
cores, lia, seda, grosdensple e retroz, com loda
perfeicao, tambem se limpa o mofo em vestidos
de velludo ou grosdeoaple, e arma-te era cartdes
com toda a perfeicJio : quem quizer peder avisar
na loja do Sr. Sedrim, no largo da ra das Cru-
*es, loja de calcado, e lambem na loja da Sirguei-
i no largo da matriz de Santo Antonio n. 2.
O irmio terceiro de S. Francisco que do
consistorio da mesma no dia da festa (a noile) le-
vou um chapeo trocado, cujo tem dentro o nome
do vendedorJoaquim Francisco dos Santos: se
lhe conver desfazer a troca entenda-se com o
Sr. Valenca.
Extraccao das caspas por
meio do Tricopheroustt
Na ra do Queimado casa de cabellereiro.
Perda.
Perdeq-se na noite de 17 do corrente, no con-
vento de S. Francisco, urna pulseira de ouro:
quem a achou, tenha a bondade annunciar ra
morada para ser procurado, dando-os signaes.
Precisa-se de urna ama ; na roa das La-
rangeiras n. 5, segundo andar.
1 onsuitorio.
0 DR. CASANOVA pode ser procurado
todos os dias em seu consultorio espe-
eial homeopalhico
% 30Ra das Cruzes30
Neste consultorio tem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos pie-
parados em Paria (as tinturas) por Ca-
fP tellari e Weber por precos razoaveis.
gl| Os elementos de homeopatbta sobre
f a eommodidade e intelligencia de qual-
quer pessoa.
:
AtteiNjo,
Precisa-se de urna ams que saiba cozinhar e
compre; na ra direiti de Santa Rita n. 5.
~T Aluga-se o primeiro andar do sobrado n.
ll da ra das Cruzes, llmpo e asseiado. para
pequea familia ou escriptorio, por nio ter
grandes commodos : a tratar no caes do Ramos
o. 10.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra da Cruz do Recife n. 31, proprio para escrip-
torio ou hornera solteiro, ou mesmo para pouca
lamina : a tratar no armazem do mesmo.
Joio Aolooio da Silva, fiel da segunda
l\a ra da ImperatriZ n. 40,*S- c,". mbsrcdo na corveta hlice Ypiranqa
nilinn Anhaoon Ana Parmi e ens companheiros, officiaes inferiores da re-
qUina O DeCCO aOS rerre- fenda corveta, julgam nada dever a esta provin-
cia, porm se alguem se julgar credor dever
quanto antes se apresentar, afim de serem in-
demnisados, visto a dita corveta ter de se re-
Bordo do referido surto em Pernambuco 21 de
setembro de 1861.
Joo Antonio da Silva.
Arrematou-se em leilio de 20 do correle
mez, a casa n. 44 da ra da Praia ; se alguem
S9 julgar prejudicado annuocie por este Diario
dentro de 3 dias.
Ordem terceira de
S Francisco.
Como boje seja o dia determinado
pelos estatutos da ordem terceira de S.
Francisco para a eleicao da meta, lem-
bramos ao collegto ao nosso irmao o
Sr. Antonio Pereira de Parias para o
lugar de ministro, n3o so pelas suas
qualidades pessoaes como por*er um
irmio antigo, e que por diversas vezes
tem oceupado lugares em mesa e entre
elles o de vice-ministro. Esta nossa
lembranca e um tributo que presta-
mos ao mrito do dito nosso irmao, e
estamos certos que sera' a colinda pelo
collegio, que sem duvida nao deixara'
de o eleva-lo a oceupar aquelle lugar
pelos servicos por elle prestado a nossa
ordem.
O antigo irmio no vico.

3-Raa estreita do Rosario-3
Francisco Pinto Uzorio continua a col- S
locar denles artificiaos tanto por meio de m
aa molas como pela pressao do ar, nao re- t
0 cebe paga algumasemque as obras nio aj
ay fiquem a rontade de seus dooos, tem ps aa
aj> e outras preparares as mais acreditadas Z
a) para conservarlo da bocea.

Aos seehores acadmicos
Na bem conhecids lojadoleiode ouro, de Jo-
s Goncalves da Silva Raposo, ra do Cabug o.
2 C, receberam-se ltimamente, ebegado da Eu-
ropa, as mais ricas fitas de gorguro de diversas
larguras, proprias para cartas de hachareis, e as-
sim como para irmandades, asseverando-se ven-
der mais barato do que em outra qualquer parte,
por vir em direitura : a ellas, antes que se
acabem.
m
as
*
*
O bacharel Witruvio po-
de ser procurado na ra
Nova n. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do Carmo.
I
Loja,
Aluga-se a loja da ra Direita n. 87, com ar-
macao, propria para qualquer estabelecimenlo.
nao se olhando a prego : a tratar na loja da ra
do Queimado o. 46, de Ges & Bastos.
Precisa-se de um horneen para dis-
tribuidor deste Diario no bairro do Re-
na livraria n. 6 e 8 da praca da
Sobrado.
Vende-se o sobrado de um andar n.
37 com grande quintal, sito na ra do
Livrament a tratar com Bernardino
Francisco de Azevedo Campos,
estreita do Rosario n. 47.

na ra
ros, loja de Manoel Jos
Guedes de Magalhaes
Sediohasde qaadros de todas as cores e muito
encorpadas, covado a 720 rs., cortes de cambraia
brancos com 3 ordeos de bordado a 39, ditos com
3, 4, 5 e 6 babados de diversas cores a 39500,
ditos de tarlatana com 3 babados a 2$500 e 3),
ditos de cambraia de seda a 5, baldes de 14 a
40 arcos dos melhores que tem apparecido a 34,
3)500 e 4$, ditos para meninas de todos os laraa-
nhos.cambraieta fraoceza muito fina,peca a 7*500
e 8$, cassas com salpicos brancos e de cores, co-
vado a 240, pegas de cassa de salpicps brancos e
decores com 8 fl varas a 3500. coberlas de
froco matizadas para cams a 9$, chales de froco
com pona redonda e borla dos mais modernos a
8$, ditos de lia e seda a 29500, ganga amarella
muito boa, covado a 240, cambraia de edr muito
bonita, covado a 300 rs., alpacas de cor para ves- j
tido,covado a 320, popelinas, riscadinhos paral
vestidos de senhora e meninas, covado a 300 rs.,' cife
liras bordadas a ponto inglez de todas as largu-
ras a 1280.1440, 1*600 e 2, manguitos a ba- i Independencia,
lo com gollinha para senhora a 2 e 39. chitas ,
Irnce"na>t e cwre? Hx8' c?fad0 8 *90' a*-! Ama de leite.
260 e280 rs., cambraias de seda de coros enfei-' Wo 1 n- .
tada a 540 rs., ditas de forro de oito varas a. m ra do Pires n. 40 precisase al u-
pega a I96OO. e outras muitas fazendas de barato gar urna ama de leite.
Compra-se moedas de 200 : na
ra da Cruz n. 48, paga-sjMnais do
que em outra qualquer p&rmmW
Aluga-se o segundo andar da ra das La-
rangeiras n. 14 : a tratar na ra Nova n. 20.
Hoje peraote o Sr. Dr. juiz municipal da 2.a
vara, na sala das audiencias, se ba de arrematar
por ser a ultima praca, um terreno e bemfeitorias
no lugar do Remedio, penhorado a viuva e her-
deiros de Guilherme "Patricio Bezerra Cavslcaoli,
por execugio do Sr. visconde de Suassuna.
Barato, para a festa de
Santo Cosme Damio.
Domingo 29 do correle, dia da feita cima,
seguem para a villa de Iguarass os carros da
cocheira da ra do Sol o. 27 ; as pessoas que
quizerem ir, eotenda-se com o seu proprietano
para se tratar do ajuste, pois ofTerece melhores
vautageos do que mnibus por ser mais fcil, o
carro pode levar de 4 a 5 pessoas e vollar quan-
do quizer, com taoto que s*ja do mesmo dia.
Aluga-se urna casa nova, calada e piolada,
com varios commodos e eopisr, poco d'agua, no
melhor lugar da Capunga, na primeira entrada
do Haoguinho, assim como um sobrado de um
andar e solio na ra do Calabouco, tambem
caiado e pintado; a tratar ua ra das Cruzes,
taberna n. 22.
i- O abaiio assignado faz ver ao publico, es-
pecialmente ao corpo do commercio, que vai
comprar livre e desembaragada, ao Sr. Jos Gon-
galves VillavenR, a sua taberna sita oa ra lar-
ga do Rosario n. 18, e marca o prazo de tres dias
para qualquer reclamsgio.
Luiz Pereira da Cunha.
Precisa-se de urna ama que compre e co-
zinhe : aa ra nova de Santa Rita i. 5.
Precisa-se de urna ama para coiinhar em
casa de pouca familia : no Recife, ra da Cruz
numero 31.
Attenco
J. P. da Silva faz sciente as suas freguezias de
Idees e os bem conbecidos alfioins oara enfeilaa
prego.
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso,Santos & C. sacam e toaam
saques sobre a praca de Lisboa.
Sacam subre Lisboa
Aranaga, Hijo & C, ra do Tiapiche
Novo n.6.
Aluga-se urna preta escrava para ama de
leite, que tem com abundancia, e muito car-
nhosa para meninos, quem precisar dirija-se
ra do Crespo loja n. 20 de Adriano & Castro.
Na travessa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continate a tingir
com toda a perfeicao para qualquer
cor e o mais barato possivel.
HOSPITAL
PORTUGUEZ DE BENEFICENCIA
EM
Pernambuco.
Devendo solemnisar-se no dia 22 do corrente o
sexto anniversario da fnndagio do Hospital Por-
tugus de Beneficencia nesta cidade, como de-
termina o art. 101 dos estatutos respetivos; a
junta administrativa convida e previne aoa senho-
res socios e bemfeitores do mesmo, e ae reapei-
lavel publico desla capital, que as 10 i]2 horas
da msohia haver missa cantada em loavor de
S. Joio de Dos, padroeiro do estabetecimento,
send) que nessa occasiio o eloqueote padre mes-
Ir pregador da capella imperial Sr. Fr. Joaquim
do Espirito Santo, sobindo i cadeira sagrada re-
citari urna pratica anloga vida do mesmo san-
to e a humanitaria instituicao que tanta atihda-
de presta i familia portugaeza residente nesta
hospitaleira cidade. O estabelecimenlo achar-
se-ha aberto o fraudo aos Ilustres visitantes des-
de as 9 horas da manhia at 1 da larde, e das
s 8 da norte, em que Andar a ladaloba de N.
S. e alguna versculos em honra do nosso patro-
no 6. Joio de Dos.
Recife 17 de setembro de 1861.
Joaquim Perreira Meados Guimaries.
1. secretario.
Aluga-se s loja do esas da ra do Codorniz
o. 6, logar proprio de concurrencia para deposi-
to cu taberna, eeonvindo, existe na mesma ama
armagio de taberna, que se vender por mdico
prego; e tsmbem se alaga o segundo andar da
mesma : a tratar na ra do Vigaria n. 8, primsi-
'ro indar ou secundo con o proprielsiio.
doces e os bem conbecidos alfioins para eofeiles
de bandejas, que se mudou da ra da Matriz da
Boa-VUtan. 40 para a ra de Santa Rila n. 82,
aoode est prompto, como sempre, para sstisfa-
zer qualquer encommeods com promptidio e aa-
seio : a mesma precisa de alagar urna prela para
trrico do ros,
No da 22 dejulho do correle aono, au-
sentou-se de bordo do vapor Iguarass um
mulato criado.de nome Faustino, idade de 21 a
22 annos, pouco mais ou meos, natural da cida-
de da Granja e de propriedade do Sr. Jos Anto-
nio de Barros, residente all, cojos signaos sao os
seeuioles : alto, corpo regular, cor amarellada,
cabellos carapiohos, nariz proporcionado, bocea
grande, beigos grossos, bons denles, malfeilo de
ps, anda sempre bem vestido e penteado ; o
supractado mulato anda pela rita da Aurora in-
titulando-se forro : roga-se as autoridades poli-
ciaes e capitie de campo a apprebensio do pre-
dilo mulato, e leva-lo ao largo da Assembla n.
12, segundo andar, ou em casa do Illm. Sr. cora-
mendador Manoel Goncalves da Silva. Gratifica-
se com 509.
O abaixo assigoado, como liquidatario da
extincta sociedsde e firma de Ferreira & Cruz,
faz publico, que tendo de ser vendido o engenho'
Santa Luzia, um escravo e urna escrava, em Idi-
lio publico, para pagamento dos credoros, tudo
com autorisagio do Exm. Sr. juiz do commercio
O abaixo assignado anlecipadamenle convida a
todas as pessoas que pretenderen) comprar o dito
engenho e adquerir urna linda propriedade por
ser muito perto desla praca, a irem ver e exami-
nar, para no dia que for marcado definitivamente
poderem estsr completamente habilitados; e pa-
ra ver o preto e a oreta, podem dirigir-se re-
finagaoda ra de Hortas n. 7, e para todas asin-
formages que forem precisas.
__ Bcnto Aires da Cruz.
Qt6Ruada Cadeia do Recife 161
m LOJADEHIUDEZAS
iFonseca & Silva!
Toalhas, lengos e froohas de labyrin-
Iho de diversos gostos, que avista se
dir o prego, espelhos dourados a 800
rs a duzia, pentes para tranca a 1$4U0
a duzia, caixas de raiz a 19400 a duzia,
fitas de linho ortico a 440 rs. o mago,
Ovelasdouradas para caiga a 640 rs a
duzia, pentes de tartaruga virados a 5$
cada um, boloes para caiga pequeos a
a 160 rs. a groza, argolas douradas a
l$50O a duzia, botes para punhos duzia
de pares a 3#, ditos para casaveques a
240 rs. a duzia, grampos enlejiados a 480
rs. o par, caixas cora apparelhos de no-
necas a 13,2fl e 3$ cada urna, caivetes
de 2 folhas cora pequeo toque a 1JJ200
rs. a duzia, ditos grandes de 2 e 3 fo-
lhas a 2g e 3j, pap-1 amlsade a 600 rs.
o pacote, meiaa de lodos os tamanhos
para meoioos a I58OO, 2, 2fl200 e 20100
a duzia, ditas para meninos a 2$, 29400
e 29600, pentes de massa virados a 800
rs. cada um. escovas com espelho para
cabellos a 800 rs. cada urna, froco gros-
so a 400 rs. a pega e finos a 240 rs., fi-
tas de velludo de n. 6, 8 e 10 a 19200 a
pega, sabio inglez a 19600 a duzia, tin-
teiroscom figuras bronzeados a 300 e
800 rs cada um, chapeos de sol de seda
para senhoras e meninas a 39, escencia
de sabio para tirar oodoas algo vi lro,
pentes de tartaruga para tranga a 3fP0
cada um, vollas de coral com dous los
compridos a 29500 cada urna, dilas de
tres Dos a 3, bonecos de choro a 320,
500, 800. 19 e 1(400 cads um, cadeiras
douradas com pomada a 800 e ijj cada
urna, colheres de metal principe para
cha a 29 a duzia, ditas para sopa a
35500 a duzia, dilas para lernoa a 25 ca-
da urna, caixinhas com perteoces para
senhoras a 240.320, 500, 640, 800 e 19
cada urna, colheres de metal para cha a
320 e 500 rs. a duzia. bahuzioboa com
espelhos cootendo perfumaras a 59 ca-
da um. caixinhas de vidro a 29500, cai-
tas com espelbos e perfumeras, pro-
prias para toilete de seohora a 6 cada
urna, bem como muitos c-bjectos de gos-
lo e outras miudezas por precos com-
modos.
Importante
Aviso
Na loja de*4 portas da ra do Queimado n. 39
aclia-se um grande armazem com todo o sorti-
manto de roupas feites, para cujo fim tem mon-
tado urna officini de altaiate, estando encarroa-
do della um perfeito mestre vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que so lhe
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade os
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exercito.
Paz-se fardas, farddea com superiores preparos
e muito bem teitas, lambem trata-se fazer o ar-
damenlo todo completo conformo se usa no Rio
de Janeiro, lanto que tem os figurines que de
l vieram ; alm disso faz-se maia casaquinbas
para montana, frdelas ou jaqueles, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudaotes do esta-
do maior e do cavallaria, quer seja singelos ou
bordados a espequilha de ouro oh prsla, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembaraadores e do qualquer juiz segundo o
estylo de Coirobro aoode se fazem as melhores
raneadas al hoje, assim como tem muito ricos
desenos a matiz de todas as cores proprios para
tardamenio de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
earrega-se de fazer para meninos jaqoetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiangando
que por tudo se tica responsavel como seja boas
fazendas, bem eito e bom corte, nao se falta no
da qoe se prometter, segundo o systema d'ondo
veio o mestre. pois espara a honrosa visitados
dignos senbores visto qae nada perdem om ex-
perimentar.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B
recebeu um completo sortimento de gollinhas d
missanga, sendo de todas ascores
Consultas medicas.
Serio dadas lodos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escriptorio, ra
a Cruz n. 53, desde s 6 al s 10 horas
da manhia menos aos domingos sobre:
1.a Molestias de olbos.
2.* Molestias de coracao e de peito.
3.' Molestias dos orgaos da geragio o
do anua.
0 exame dos doentes ser feito na or-
dem de suss entradas, comecando-se po-
rm por aquellos que soTrerem dos -
olhos.
Ioslrumentos chimicos, acsticos e op- V
ticos serio em pregados em suas cnsul-
Stajes e proceder com todo rigor e pru- 8
dencia para obter certeza, oa ao menos tt
I probabiiidade sobre a sede, naluresa e *
m causa da molestia, e dahi deduzir o plsno
de tratamento que deve destrui-la ou |
Varios 'medicamentos serio tambem S
_ empregados gratuitamente, pela cer- g
* teza que tem de sua verdadeiraqualidade. 2
8** promptidao em seus efieitos, e a necessi- *
dade do seu emprego urgente que se usar S
delles.
Pralicar ah mesmo, ou em casa dos S
doentes toda e qualquer operago que 5
julgar conveniente para o restabeleci- m
ment dos mesmos, para cujo fim se icha &
prvido de urna completa collecco de M
instrumentos indispensarel ao medico S
. operador. m
f asseatt BMMMflMi 5
REMEDIO INCQMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhares de individuos do todas as nac&s
podem testemonhar as virtudes deste remedio
ncomparavele provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo o
membros inteiramente saos depois de haver em-
pregado intilmente outros iratamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lh'as
relatara todos os dias ha muitos annos; e a
maior parte deltas sao lo sor prndenles que
admirara os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois dedur
permanecido longo tempo nos hospitaes, o tas
deviam soffrer a amputado Dolas ha mui-
cas quehavendodeixadoosses, asylos depade-
timenlos, para se nao submeterem aessaope-
ragio doloroso foram curadas completamenle,
mediante o uso desseuecioso remedio. Al-
gumas das taes pessoaTa enfusao de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magi-
Irados, afim de mais autenticaren, sua a firma-
liva.
Ninguem desesperara do estado desaude so
tivesse bastante confianga para encinar este re-
medio constantementeseguindo algum tempo o
tratamento que necesstasse a naturoza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmonte.
Que tudo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos segaintescasos.
Alporcas
Gaimbras
Callos.
Ancores.
Corladuras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
era geral.
Ditas de anus.
Erupges escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchages.
Inflaramagao do figado.
lnflammacao da bexiga
-da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras do reptia.
Picadura de mosquitos.
Palmees.
Queimadelas,
Sarna.
Supuragoes ptridas.
Tinha, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulacoes.
Veas torcidas oa no-
das as pernas.
eobertos edeacobortosr pequeos a grandes, da
ouro patente inglez, para hornera a sanhora do
ana dos melhores fabricantesdeLiverpool,viu-
dos pelo ultimo paquete ingles : em casado
SonthaJJ Mellor C.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, aStrand, e na loja
de todos os boticarios droguista o outras pes-
soas encarregadas de sua venda om lodo a
America do sul, Havana e Hespanha.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmacoutico, na ra de Crus n. 32, oa
Pernambuco.
Sitio na Capunga.
Aluga-se o ailio na Capunga Velhs do Sr. Bar-
Ibolomeu Francisco de Souza, perto do ro, e
com bstanles commodos; cocheira, e quartos
para presos, com arvoredo, parreir), ote, ole.:
quem o pretender, dirija-so a ra larg do Ro-
sario n. 34. bolita.
, J
;
------
----
----
naa
ErttS


D1A1I0 M IMNAIICGO. **- SABBADO SI BE SETEMBRO 01 1861
(5)
ELIXIR DE SALDE
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
PROGRESSIVO
A. F. Duarte Almeida, socio que foido armazem progresso, faz scienle aos seus fre-
guezes que tendo separado a sociedade que4inua com seu mano, acha-se de uovo estable-
cido com dous a ceiados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes
de fcouza, e o Sr Paulo Ferreira da Silva; o primeiro na razo de Duarte na de Duarte Almeida A Silva: ettes estabelecimentos offerecem grandes vantagens ao pu-
blico, nao so na lmpeza e asseio com que se acham montados, como em communidade de
prego, pois que para isso resolveram os proprietarios mandarem vir parte de seus gneros
em direitura, afim de terem sempre completo sortimento, como tambem poderem offerecer
SiE ? ^^ T CeD,0,d Pte? q"TB COmP.rar em 0utra *a'X*aM Parte Pr isso de8eand< P"P*r.os acredi-
,1? al .1*1 JS"t0S ,em dllbwad0garaot.rera ^a e qualquer qoalidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j poder ver o
E?lI-EClX- ","' encommendas' me$mo Pr P^oas pouco praticas, em qualquer um dosiesesiabelerimentos, queserao to bem iervi-
SmS .?J Pewoalmenle, na certeza de nunca acbarem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vantagens que ofJerecemos
pedimos a lodosos senhores da praca, senhores de engenho elavradores que mandem ao menos su.s encommendas .' primeir. vez, S#S
S^cSLr ST"' PS qutlidadw de nossos anscravemos 18umas ad,5MS de no*>s P"os, por onde ver o publico que vendemos baraiissinio, attendendo as
Manteiga igieza especialmente escollhidaa 900 rs. a libra e em porcao ter abatimento, recommenda-se aos
ero que mandem ao menos experimentar, serlos de nada perderem pois para isso confirmamos o que levamos dito.
ChAh Zd melhor do notado 640 n. a libra e em barris a razo de 600 rs. a libra
t ha iySSOn e pretO 0 melhor do mercado de 1&700 a 2*800 e em porcao ter abatimento, e afianca-ce a boa qualidade.
rreSUntO Uambre nglez e hamburguez a 900 rs. a libra e em porcao a 800 rs.
FreSUntOS portuguezeS vindos do Portode casa particular a 560 rs. por libra einleiro
Marmelada dos melhores autores de Lisbo* premiada as exposices universaes de Londres
Caixas com estrelinha pevide e rodinha a 7*000 a c. .soo a
Latas de ameixas rancezas com cinco libras a 43000 e 1&000 a libra.
PaSSaS em caixinhasdeoito libras, as melhores do mercado a 2*000 e a 400 rs. a libra e caixade urna arroba a 7*000.
Espermacete Superior 720 rs. em caixa a 740 rs. a libra.
Conservas francezas inglezas e portuguezas eoo soo rs. o frasco.
boas
apreciadores destete ge
a 460 rs.
e Pars a 19800 a lata,
libra eem porcao ter abatimento.
Citrolaetato de ferro
nico deposito na botica de Joaqniui Martinio
da Cruz Co*reia & C, ruado Cabug n. U,
w Pernambuco.
com AmKiaS SehacUrlltg.toPa:TerCro!!UCO """^ hj" *"* ^ PreP"'0 de err0
vriadaP|8rZY a.p.Mbll50 ,m lu emPre"* "> memo medicamento debaixo de formulas to
ranadas, maio homem da ciencia comprehende a necessidade e importancia de urna lal varie-
nnmatJuVlifj? bjeCl e ">ulu iP"ncla em therapeutica ; um progresso immenso,
iuiuwiS^J!^^ d m,ed;C,rae?t0' lorna ridarel, fcil e possivel para todas a
aaaes, para iodo os paladares e para todos os temperamentos.
dflaeomo'V?K,."8,PtPi,".s6e'-* S8"0 ,l. hoje "beeidaa ne.hum. rene lio bellas qualida-
omm dos! i ,' VTI-lacUcl0,de '" i A Mu s,bor agradavel, rene o tomar-se em urna pe-
MsimiladoVn nL Ji 1 P mP 6 f5CI. d,,.80,UC8 no estomago, de modo que completamente
e^K ffea'uaniAm.r ",r ^ "T ** ,'C,in' que con,era m ,u8 eompoafcao, a conalipacao de
venire requeniemeDle provocada pelas putraa preparare terroginoaas. V
anhatanr'L a?.?.! <>uahdl"de8 em nada alteram a sciencia medicamentosas do ierro, que sendo urna
SSSTSSILSSM na Pde d.i8peu8aa em 8Ua clinica- de icompar.vel utilidad'
Sai 2mL?.i 2!e PrPnedd le. 1e o pratico possa prescrever sem receio. E* o
medieam^nrr^ T"CeuUC0 EustaTo^ eDtre Preparagoes ferruginosas, com o
aiiesia a pralica de muito mdicos distinclos que o lera eosaiado. Tem sido emoreeadn rnmn m
heZ?rnSlnaaghni0le8l" de '"RUdei l (*loro8e P'd"s cores ) nT BpST&SrStf
Dor^duiad; n\. Ldr0.PeSL" qUe aPP*recem yepolidat Intermitentes na incontinencia: de urinas
Pnn..1o.iQ '- pe,rolaa branca8. ni> crophula. 00 rachilismo, na purpura taemorrhalca na
Z?,!."* d"8 DB0Le8lia8 '"". D <*in> anenia das mulhers grvidas, era todos olc'asoa
culorn ca'cr8OM'!w"-f"PObreCd0 U ?CUd Pe'" fadi"as' affec5<- chron1c..?c.cbi. tub'
culosaa, cancroaa, syphi.iltca, excessos venreos, onanismo e uso prolongado das precances mer-
medlro^m ADw !'Mnd0 m<1} re,1uen|e ndo o ferro a principal substancia do que o
KinL,fJt aZ i ma pira debel. o autor do citro-lactalo de fen-o merece louvores e o
22 d^C\?,T "' humanidade. f descoberlo um. formu.a pela qu.l se pode sem receij
Ervilhas ponugue
Lata
Vinho
29500 a 4500.
Feitoria e Camones a 1$200 a 19300
PorlJ8es e francezas a 800 rs. o frasco afianca-se serem as mais bem preparadas que tem vindo ao mereado.
COm DOiaxiUa de SOda dedirersasqualidades, a muito nova a 19450. e grandes de 4 a 8 libras de 29
7arraVra^^Xiad9 Pr,' Prl fi0' genUD' D6C,ar' Carc*ve,,os' M,deira 8ecca
Vinho em pipa proprios para pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 39800 a 49800 a caada.
Latas COm ructas de todas as qualidades que ha em Portugal de 700 a 19000 a lata.
era em Caixas de 4 a 8 libras a melhor que se pode desejar e tem vindo ao mercado de 49 a 69 a caixa e 19280 a libra.
M>rint&ias em^frascos de 1 1,2 a 2 libras de 19600 a 29200.
r.f ai55J^ SflVel P6SCada e Ulra8 mutasu1'dadeso mais bem arranjado que tem vindo ao nosso mercado de 19400 a I96OO
t.aie QO ttlO 0 melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado..
vna^-rA ^ amen(,0a com 2 ,ibrs. ProP" P'a mimos, por serem muito bem enfeiladas e de superior qualidade a 39 cada um.
r mag e branco o melhor que temos tido no mercado a 400 rs. a garrafa e 29560 a caada.
V?i^o0Rftrn>Cfl;.Y0S D8,iV0S, ^^ mmMss eulras qualidade8' melhor que 8e P6*6 deseJar de 600 a *" "*
V uno DraeauX de boa qualidade a 800 e 19 a garrafa e de 89500 a 109000 a duzia,
Bnha dP nr^^lfinHeaU,Da **" maS aCredUad "^ de LSba e Vnda *" 0Mra vez a n08s0 "*"**<>> J **<>'
Banha de pOrCO refiuada melhor que se P6Je encontrar neste genero a 480 rs. a libra e 460 em barril.
Cervejas das melhores marcas 500 r, mmh 59000 a duzia d. branca.
Vinagre puro de lisboa 240 rs. a garrafa 19850 caada.
Doce da goiaba da Casca emcaixo a 19 e em porcao a 900 rs.
Azete doce purificado a 800 rs. garrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas.
UOgnaC a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
QuijOS SUSSOS chegados ltimamente a 500 rs. e em porcao ter aba limen to, afianca-se a boa qualidade.
Genebra de Hollanda 600 rs. o frasco 69500 a frasqueira com 12 frascos.
PalltOS llXadOS para denles a 200 e 160 rs. o maco com 20 macinhos, e flor a 280 rs.
dem dO gaz 39OOO a greza e 280 a duzia de caixas.
Chocolate o mais superior que temos tido no mercado portuguez. hespanhol e francez de 19 a 19200 a libra
lS "I me,hreS 6 maS DVaS que lem Vnd0 n0M0 '"* i a ancoreta do Porto, e a 19600 as de Lisboa.
AUienClOa chegadas no ultimo navio a 480 rs. a libra e em porcao ter a batimento.
AI pista o mais lirapo que tem vindo ao mercado a 180 rs. a libra e 59500 por arroba.
A lm dos g.neros annuaciados encontrar o publico um completo sortimento de ludo tendente a molhados.
Coosultorio medicocirurdco
3-~TOA.HA. GL.OTOV CASA DO TONDA.O--3
Consulta por ambos os systemas,
nS q.u,tef de^ueosJrfmSdiosl,oee8tabelecimentonoaeconfundam com os de
r! I..!.6 Cred,t0 de.q,ie aemDre o""1- 8"m ;o proprietario tem tomado
?.,f.i eIerr0 *" nme ea lodoa os rolu'08' de?end0 8er considerados como falsifica-
----------------. -.- .w.u<_i wiutiicm om iuuus us seus meaica
h..m S q.u,te^ 6 V* 8 n,SdM d0 8eu estabelecimenlo nao se confundam com os de
a nrecucao X ini?J5 B.e Cred,l de.,M.e 8emDre ?0Z8ram e "m ; P^Prietario tem tomado
M^^aM^alLraT^m9 f ld8 .r,lu'. levando ser considerados como .lsifica-
fir'r nf?qi- m aPre8eDlad0 em esU marca, e quando a pessoa que os mandar com-
5lX^leSaoVuenomerCOmpanh"r ****** 'M^ pe, Dr ^ -5
medioaeT.dr,;,mCraidnennr(Ceberde Fn grand. porcao de tincturs de acnito e belladona, re-
r. ,ii"mm-PortaBcue cujas propnedades sio tto conhecidas que os mesmos Srs
mdicos allopathas empregam-as conslanlemente. H -eamoa ars.
Os medicamentos avulsosqur em lubosqur em linduras cuslarao alo vidro.
nfflciealL nIrlllt,S.eia,8n.beleCmeD!,0 aDDuncia *,M c,ienlM e an,iO Ia8 em commodos
1 receber alguna escravos de um e outro seio doentes ou que precisem de alguma
o disvelo e promptido, como sabem todos
------------uncante.
tena tin,Isl^SSt^. "" .a "odidddos banhos salgados sao outras tantas vanta-
gens para o prompto restabelecimento dos doentes.
operagao, afflaocando que sero tratados com todo
aquellea que i tem tido escravos na casa do annu
A situago magniflca da casa, a commodidac
sns para o prompto restabelecimento dos doentes
de t!EfTi5!STi!P31 fom_ "n-----* procura-lode manha al 11 horaa
e
end
Dr. Lobo Motcozo.
AVISO.
1 Joao Pereira de Araujo Cardoso e Sebastiao
Os mnibus. Apa. do largo do Arsenal e Beiia nffS "^ 8cios d? rma c"lloso & Souza,
Flor, partir, para Iguarasf ne dom.og 29 do & c0B!-ral0 ffecluad ** miembro de
na
__jgo
correle, as 4 horas da madrugad, para a feata
dos Santos Cosme e DamiSo, e regressar as 7 da
noite ; os bilfaeles vendem-se na ra do Creapo.
iejs da esquina n. 8.
Precisa-M de urna ama boacozinheira
ra do Crespo n. 16, para hoat>m solteiro.
Alugi-se urna escrava para servico ioterno
externo: na ra do Imperador o. 50, terceiro
andar.
Para acabar.
Urna porf3o de rtulos para caixa de charutos
porpreco mui cmmodo, dilos para boticas, di'
i branco, devoto das dores, economa da
1659 por 5 amos, como consia do registro exis-
tente no meretissimo tribunal do commercio se
resolveram amigavelmonto disfazerem o tratado
acioia mfiucionado, Ocando dissoliida anossa so-
ciedad desta dala por diante, assim como todo
o activo e passivo fka a cargo do Sr. Joo Perei-
ra de Araujo Cardoso, e este com o direito de
usar da firma Cardoso & Souza em liquidacao
al ullimar os negocios perlencenles aos
mos, visto como todos os ttulos de
roes-
credilos exis-
vida humana, gr.mmatica port,-. do rTc..- XfiSZ de paz daY de O&SVTlrmr'd'
*ro Nones, ar.thraelKa do mesmo, carta, de ABC, negocio de seu iniereae. '
tabeadas, calnecismo da doutrioa chrisla, nove-
oa da Senhora da Conceicio, dita da Seohora
SanfAona, dita da Senhora do Cirmo, trezena
de Santo Antonio, moz de Maria, carias de en-
terra, pautas de diTerentes larguras e grossuras
camloho do co. conlendo alem da novena d
Nossa Senhora da Penha muitos versos e devo-
ces importantes : na ra do Imperador n. 15.
O Sr. Dr. Francisco Gomes Velloso de Al-
buquerque Linsqueira comparecer reparlicao
do correio para receber um officio viudo da corle
Quem precisar alugar urna eacravapari ca-
sa de poea familia e para algumas pequeas
compra, falle na ra larga do Rosario n. 27, ta-
berna.
Na ra Direta. sobrado n. 33, defronte do
Sr. Jos Luiz, faz-se doces de diversas qualida-
des, e lem tambera seceos e de calda, faz se pao-
de-ls e bolos para qualquer prsenle, com ca-
pellas, ramos, flores, ludo de alfinios, lambem
ee fazem bandejas da bolinbos de diversas arma-
ces com figuras, filas com letreiros, tudo com
perf tis de nata, pudn*, arroz de leile, doces d'ovos
a jaleas de substancia.
mu
expsito de cafldieifos
ECONMICOS
. ^^^,
O proprietario deate estabelecimenlo avisa ao
"ublic. quecohDa a ter oro riquisstmo e va-
riavel sorlimaolo de caodieiros para todos os ser-
vicos qu ae precisar, como um grande deposito
de gaz da melhor qualidade que Lm apparecido,
e experimenUdo pelos compradores, Mohecidos
verdadeiramente economices.
. Caodieiros econmicos a gaz.
Caodieiros econmicos a gaz,
Candieiros econmicos a gai,
Caodieiros econmicos gaz,
n. Caadieir* ecooomico* a gaz,
ru* No, b. 90 a 24,
doso. Recife 6 de setembro de 1861.
Roga-se ao Sr. Antonio Maria de Miranda
heve, ou o Sbu procurador o acadmico Joao ga-
la de Moraes Navarro quena apparerer no car-
"e
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
FredencGautier,cirBrgioclenli8ta,faz
todas as operaedes da sua arta ecolloca
dentesartiiciaes, tudo com a superiori-
dad, perfei^o que as pessoaentendi-
das lhereconh.cem,
Tem agua e psdentifriciosatc.
11
MeurondiC, mudaram seu de-
posito de rap area-preta, do primeiro
andar n. 23 da ra da Cruz para o ar-
mazem n. 19 na mesma ra.
- Alguma sen'iora ou creada que
queira ir ou voltar a Portugal acompa-
nhapdo duas meninas, pagando se Ihe
a passagem queira comparecer Da ra
do Trapiche n. 40, a fallar comThom
de Faru.
az
lentes Ocam no poder do mencionado \rauio Car-
rila fi rfo aioh. a- f Aluga-ss um segundo andarfna ra do En-
cantamento e outro dito com muitos commodos
proprie-
hypothecada ao
Atten^ao.
i. L. Delouche tem a honra de annunciar ao
publico e priocipalmente aos Srs. logistas, que
est morando em Paris, e que se encarrega de
mancar qualquer eucoromenla que se Ibe Iker
por pre?o razoavel ; quem quizer se ulilisar de
us servicos, procure as informacoes com o seu
irmao na ra Nova n. 22.
Em praga publica do Sr. Dr. juiz municipal
da 2 vara, esenvao Sanios, no dia 21 do corren-
te mez s 2 horas da tarde na sala das audiencias
se ha de arrematar por venda urna casa terrea
com seu competente sitio aa ra do Giqui por
i execucao de Manoel Joaquim Baptisla coolra Jos
Florencio de Oliveira e Silva, proveniente de le-
j tras da compra que este fez da mesma
I dade, que ficou especialmente
seu integro pagamento.
O Dr. Antonio de Vasconcellos Menezes de
Drummood acha-se prompto para o exercicio de
sua Prosaao de advogado em lodos os dias utels
das 10 horas da manha s 4 da tarde, no seu es-
cnplono. ra do Imperador n 43, primeiro an-
dar, e fora deesas occasioe., e para c.os urgen-
tes, em seu domicilio na roa do Hospicio o. 17.
, Na ra do Hospicio n. 17 se dir quem tem
para alugar dous escravos.
Escriptorio de advocada.
O bacbarel A. R. de Torres Bandelra contina
po exercicio da sua proflsaao de advogado e of-
ferece-se para desempenha-la tanto nesla cidade
comoem qualquer outro ponto para que o cha-
men : pode ser procurado em sua residencia oa
ra entrada direila. '
Ensino de preparatorios.
O bacbarel A. B. d. Torre. Bandeira, proes-
sor de geographia e historia antiga no gymnaaio
deala provincia, lem resolvtdo abrir novos cursos
de rhetonca de geographia e de philo.ophia. as-
sim como da. linguaa r.nceza e iogleza. a prin-
c piar do da20do correte; na casa de au. re-
aidencia, ra do Imperalor n. 37, segundo an-
dar, entrada direlta. e
rnTr".8 rua d0 R'D*el 73 P'ciaa-.e de urna
SLir" U "pUTa P,r Mr"S d paqurna
I-Pili, paga-N bem, q0 so de agrada?"

rea Gu
tratar oa ra da Cadeia n.
i sobre o Rio de
na ra do Vigari
33, lojx.
Manoel Alv
Janeiro.
Precisa-se de 3:500$ por um an-
uo, dando se por hypotheca um predio
nesta cidade ; a deixar carta com a ini-
cial F., na livraria da prac,a da Inde-
pendencia n. 6 e 8, com todas as con-
diccoes.
Atten^o.
Aluga-se um novo armazem propriopara reco-
her gneros, com frente para a nova rampa, en-
tre o trapiche do Cunha & C, na ra do Ano-
nm : a tratar na ra do Vigario n. 5.
CONSULTORIO ESPECIAL HOHEOPATHICO
DO D0UT0R t
n SABINO O.L PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6
Consultas todoa os diaa uteis desde aa 10 horas
ate meio da, acerca das seguales molestia.
molatta, das mu/Aere, molestia, das crian-
sos molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
hsttas syphilxttcas, todas as especies de Mru
fsbres intermitientes tsuas consequencias '
PHARHACU ESPECIAL HOMKOPaTHICA .'
.;.e^ad.eir0".n!.ed,cainenl0> homeopticos pre-
r?.Mav-u80m ,od" cautelas necesaariaa. in-
m JiftSufi.SeU8 effe,,08tant0 em tintura, como
em glbulos, pelos precoa -
veis. _
N. B. Os medicamentos
anicamente vendidos em su_
que o forem ra della sao falsas.
Todas as carteiraa sao acompanhadas de un
?' Cm efflbleni em relevo, tendo 5
redor aa seguintes palavra. : Dr. Sabino O L
S\ZlC l,.r"i'eiro- Este emblema pMto
Igualmente na lista dos medicamentos qu. se pe-
L'im m.,n i1"* q? n0 lev" o <" 2. O -n
C -i O
o a c r* s "
"Ssc..
- cr. o
mais commodos poa-
do Dr. SiLino sao
a pharmacia; todos
Mudanca de estabelecimento.
O abaixo assigoado, estabe'ecido com loia de
fazendaa na ra da Cadeia do Recife d. 50 A,
mudo, o seu estabelecimento para a ra Direita
numero 75
Hygino Augusto deUiranda.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca
familia : na travessa do Livramento n. 18, se-
gundo andar.
Na ra do Apollo n. 24, segundo
andar, aluga-se urna escrava de boa con-
ducta que seja perfeita cozinheira.
Aluga-ae o sitio da Capunga (do Roberto)
a margem do rio Capibaribe, tendo um grande
sobrado pintado, e forrado de novo, com ccbei-
ra, estribarla, quarto para feitor, galinheiro, ca-
cimba com excelleole agua potavel, e urna im-
menaidade dearvoredos fructferos, tendo mais
urna excellente baixa de capim, com caes a fren-
te do rio; quem pretender, dirija-se a ra Nova
n. 13, a tratar c>m Antonio Robarlo & Filho.
Aluga-se o terceiro andar solio do sobra-
do n. 55 da ruada Cadeis, com commodos para
grande familia : trata-se no segundo andar do
mesmo.
A commissao liquidadora dos ere-
dores da massa do fallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aos Srs.
devedores a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commissao todos os dias uteis das f 0 ho-
ras da manhaa as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commissao roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a obrigue a lancar
mao dos meios udiciacs ou do jornal
para ha ver essas importancias de que
sao seus devedores.
Precisa-se de umajams para'empregar-se
rnenle noaervieo decozinhs, e outra para ser
empregada no engommado e maia servico de ca-
sa de familia : quem pretender, dirija-se a ra
dos Prea na Boa-Vista n. 39.
Eduardo Leducl, subdito francez, retira-ae
para as provincias do norte do imperio.
I
260
800
3#500.
Arroz de casca.
Vcnde-se superior arroz de eesca novo a 3|5CO
a arroba^ no armazem de Francisco C. de Aze-
vedo, ra da aladre de Dos n 12
O rival sem segundo, na
ra do Queimado n. 55
de fronte do sobr ado no-
vo, est vendendo tudo
bom e baratissimo,pois
j tem dado provas de
suas boas fuzendas, e
por precos que admi-
ram, a saber;
Caivete para aparar penna a a)
Dilos com 2 folha. muito Unos a isa
Frascos de macaca perola muito fino a
Dilo de oleo muito fino a
Tranca de la com 10 varas, bonitas co-
res a
Franjas de la com 10 vara, bonitas co-
rea a
Sapatos de tranca de algodo a
Ditos de dita de la a
Caixas com iscas para charutos a
Cartas de alfinete. sortidos franceze* a
Caixas de ditos dito, a 80 r*. .
Escovas para limp.r deote. muito Boas
200 rs. o
Duzia de facas e garios, cabo preto a
Massos com grampas mullo boas a
Cartes com clcheles a
Dilos com dilos de superior qualidade a
Dedaes de ac para senhora a
Sabooeles muito grande, a
Apilos de chumbo para cisdc* a
Rialejo para meninos a 40 rs. a
Enfiadores para vestidos, muito gran-
des a 60 rs. e
Sapatiohos de la para meninos a
Anda lem urna variedad, de miudezas que se-
ria enfadonho menciona-las, pois vista ais.
ae pode apreciar a. qualidade. o. precos.
Madapolao
Vendem-se pecas de madapolao oo e.eaUdo
a 3j, pegas de cassa para cortinado com 90 varas
a 9#, ditaa com 10 vara, a 4*500, dita. 3, ditas
decambraiasde caroxinhoa com 17 varas a 4}
ditas com 8 1(2 varas a Af, ditas .rascas e d
cores a 3, ditas de cambraias branca, a 1*600.
ditas naa a 2*500, 3 e 3*500, rico, ciato. en-
fetes para senhora, de diversas qualidade*. cor-
tes de cambraia de babados a 3* 3*500. mw
balo de 20 e 40 arcos a 3* 3*300 : aa ruta
Imperatriz, loja de 4 porta, o. 56, da Mafalbies
c Mendes.
16S3
300
20
10
:
Mr. Constan!
alfaiatede Pars,
e.labelecido na ra do Imperador nu-
mero 42, retira-se para o Rio de Ja-
neiro. Aa pessoas que ae quizerem
ulilisar dos seus servicos e das fazeadas
excellenlea. que Ihe restam, lograrao
pelo prec.o mais commodo, afim de 11- 9
quldar. Outro alm, avisa aos se.8 de- fft
vedores remissos, que venh.m satisfazer I
as suas dividas at o fim do correte mez
alias far publicar os seos nomes por %
extenso e proceder contra elles judi- A
mele, que aasim o obriga o cumpri- a
ment dos seus empenhos contrahidos
m Psna. |

"5'
a,
o
0
D
s-
^..
o
e .
o
sfst
o
o.
.*.--
o o -
S ? 8
-
Compras.
tytttt mmfm-fmm?K
interno
a tratar
Precisa-., de urna ama para o
e xteroo do urna ca.a de pouca familia *
na ra do Cabug n. 3, segundo andar. '
Alugam-se duas das melhores casas no Ca-
chang a tratar na ra da Par o. 42. **
Precisa-ae de urna ama forra ou caottva na.
ra preatar-ae ao servico de cozinhsr e comprar
pa roa do Imperador D 37, segundo anda" '
Precisa-se alugar um sobrado do um andar
e sotao as seguales ras : Livramento, Quei-
mado, Imperador, Direita, largo de Pedro II
quem Uver, pode dirijir-ae ra Direita
2 andar.
Compram-se moedas de ouro : na ra No-
va o, 2o.
L.7<0mpra'",uml ne8-'ihade 2 a 5annos de
Idade i na ra do Caes 22 de novembro. n. 30
i 1* andar, por cima do buhar.
Lo"7,?i0m?..m\8.e, Palac5e8 hespanboesao cunbo
I de Carlos III e IV : na ra Nova n. 23, loja.
Na ra da Cruz n. 48, compra-se
moedas de -O^pagando-semais do que
em outra qualquer parte.
Compra-se
cabellos compridos.
Na ra do Queimado casa de cabelieireiro.
AVISO
Compra se na ra d C*uz do Recife
armazem n. 63, junto ao Corpo Santo
moedas de ouro de 20#.
Vendas.
n. 66,
Magalhes, Mendes
receberam pelo vapor francez diversas qualida-
des de fazend.s, a ser : riscado acocea para ves-
tidos a 300 rs. o cov.do, popelina de cor aanio
bonitos gostos a 200 ra. o cov.do, fuslo para
vestido a 320 o covado, Uaziobas entestada.
400 rs. o covado, sediohas de quadro. a 640 .
560 o covado, chita, de cores Oxa. francezas a
220.240, 260 e 280, chita, inglezaa 160. 180 .
300 rs. ; na ra da Imperatriz, loja de 4 ponas
numero 56.
Vende-se urna porcao de ira vea d. loan
com o comprimemo de 30 palmos, granara 7
a 9 pollegadas em quadro : na roa nova de San-
ta Rita n. 11, casa que flea defronle da caciaaw
da ribeira.
Vendem-se pedras de amolar, a bordo da
barcada Dou. Amigo : a tratar no cae. do ta-
mos n. 6, e com o mestre a bordo.
Foileiro e vidraceiro.
Grande e nova ofcina.
Tres portas.
31Ra Direita31.
Neate rico e bem montado estabelecimento e.-
contraro o. freguezes o mais perfeito, bes. aca-
bado e barato oo aeu genero.
URNAS de todas a. qualidades.
SANTUARIOS que rivalis.m coa o i.car.Ldi.
BANHEIRSde todos o. tamanbos.
SEUICUP1AS dem dem.
BACAS idem dem.
BAUUS idem idem.
FOLHA em caixas de todas aa grosauras.
PRATOS imitando em perfeico ba pwe.1-
lana.
CHALE1RAS de todaa aa q lahdades.
PANELLAS idem idem.
COCOS. CANDIE1ROS e flandrea para qual-
quer sortimento.
VIDROS de lodos os tamaobos, aaa.dauJo w
botar dentro da cidade, em toda a parte.
Recebem-se encommendas de qualquer nau-
reza, concerlos, que ludo ser deaempenhadj a
conteni.
Pentes de tartaruga virados e
direitos.
Vende-se muito bonitos e fortes pentes de tar-
taruga virados e direitos, d. molde. deseobM
delicados e pelos baralisaimo. precos de 121, fOf
e 8* una, 5* e 4* ouiros ; assim caso oulros
imperatriz (o melhor que possivel fazer-M eaa
tal genero) a 18*. Na verdad, quem coahece .
bom admira a limitacio d. lae. precoa A vista
das obras e por isso dirijsm-se roa. di.heiro a
loja d'agoia branca la do Queimado a. 16, que
sem duvida acbaro baratera, agrado si'nce-
ridade.
Arado s americano ie machina-
para!avarroupa:emcasadeS.P. Jos
nhston & C. ra da^enzala n.42.
A 280 rs. o covado.
Caasaapretas finae, fozenda boa : a. roa ate
Queimado n. 47.
para cozinhar : oa ra
i
Precisa-te urna ama
da Cruz n. 24.
(xabinete medico cirurgico.
Ra das Flores n. 37.
Serio dadssconsbltas medlcas-cirur.i
cas peloDr. Estevo Cavalcanti de Albu-
querque das 6 aa 10 horas da manha. ac-
g codindo aos chamadoa com a maior br.-
aj vidade possivel.
l 1- Partos.
2.* Molestias de pelle.
3.* dem dos olhos.
A.# dem dos orgoa aenilaea.
Praticartoda .qualquer operacao em
seu gabinete ou em caaadoa doactes eon-
torme Ihea r mais conveniente.
,nr i*i B'8; ? SfMSiJbWftS
com i, l. M. do Reg, q roa do Trapiche n.|34.
Superiores organ-
dys,
.J2 ,0J da boa f, na ra. do Queimado n. 22,
vende-se flnissimo organdys de muilo lindos pa-
droes, pelo baratissimo pre^o de 720 rs. a rara
f..end. de 1*200, e quem nio andar moitodj:
F? muito barato.
h. !!8aoa!E!!u b0* 80 "- r"C" a 640.
. a 3S00' ePer,>"te 760. sabo maa-
sa a 160 e 2Sjr.., dito branco a 280. aieite d.
Cd^P*.Pr.Sor140l4.nO"m"e,,, d,*,,re,U' rf
7^V.e!e'8e,u!1?, UberD' SU ra Direita
n. 113: quem dell. pretender, dirija-se a mes-
ma, que achara com quem tratar.
armazem de fazeodas
DE
SANTOS COELHO.
Rua do Queimado n 19.
Len;es de panno de linho a 1*900
Coberiaa de chita de ramagem a1|800.
Lenges de bramante de linbo grandes a 3a3uO
Cortea de pbanlazis de seda a 8 ^^
Algodao monstro a 480 e 640 a vara
Bramante de linho com i0 palmos d. largo pe-
lo barato precode2*a vara.
Toalhas de fuslo a 50* cada urna.
paStarrX'-S1 ^ ,,r,B' H" rtr"'
.lB*28?a.nve.rd.e",gM"OC" ,0pa,,a- 4tUt
Jf^"1}0* ** U lpn meninos m..,
pelo barato preco de 8 cada um.
Corte, de aeda com toque d. mofo a 25f.
^ilnb.. de traspssso muito Boas a preco de
Atten$o.
ao carioca.
Na r.a estreita do Rosario d. 15. loja d. fani
leiro, eviste amgr.nd. sortimento d. obru
{landres de todas as qualidades, com. m. k.
bus de todo, os lamanhos com funde. 6. JT,
ra e echadura, caixas para con losar comida.
ca e banheiros de forma, e legantes, o roas frau-
des e pequeqa, asaadeira, regadore* baldea
grande, e pequeos.. varia, formas, emfim toda
quanto desejar se possa em flaudrea. se.de rMaa
esta, obras do melhor gosto bes. acabada.
ad com a vista anima rao so comprador e M-
menos precos do qo. em outra qualquer oarfo-
recebem-.e encommendas e ae garante7
nato.



MM
uno di nAMftMiueo. s*bmbg m m iiihhij 01 u<
Arroz de casca,
saccas de 32 cuias, vende-se mais barato do que
em outra qualquer parte ; do armazem da ra da
Madre de Deoj n. 8.
Feijo amarelto
e Lisboa, luperior quaiidade ; Tende-ie na
ra da Madre de.Dos o. 8.
A.ttencao.
Ha. ra do Trapichea. 46, em casa da Ro r n
Rj>k.er&C. existotim aom sortimento dell-
mis decrese branca se mtarreteis do melhor
oricanlele-ngiaterraas quaes serendem por
dracos muirazoarois
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
fiara tontas e facturas, papel mata-borrao; ren-
de-se na toja d'aguia branca, ra do Queimado
numero 16.
I
Af500
daco de certas*
fazendas finas. I

i
i
l
RA DO CRESPO N. 17.
Ri.iuissimas chapelinas de seda para
senhoras, de diversas cores a i*ft.
Cissas de cores bonitos padrees a 240
9 rs. o corado.
t$ Cjssas e orgaadys de cores a 280 rs. o
S corado.
Cultas da todas as qualidades e precos.
Muitissimas fazendas finas que se ven-
dem por presos baralissimos para liqui-
dar, dao-se amostra das fazendas.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bera conhecido e acreditado deposito da ra
da Gadeia do Recite n. 12, ha para rendar a ver-
dadira potassa da Russia, ora a de superior
quilidade, assim como tambera cal rirgem em
psdra ; tudo por presos mais baratos do que em
outra qualquer parle.
D*
DNOICiO LOW-MO
i\
Ra daSenzalla iVova n.42.
Naste stabelecirnento contina ahavsrua
completo sortiaento decnoendasemeias moen-
dis tu* mgonho,machinas da rapor ntaixas
te farro batido a coado,da todos ostamanhos
para dito,
O torrador!!!
"3 Largo do Terijo 13
Quera duriiar veoha ver; roaoteiga ingleza
perfeilamenie flor a 19 a libra, frsoceza a 640 e
a 680 a libra/ batatas milito oras a 89 rs. a libra
assim como se torra raassas rauito finas para sopa
a 440 ris a libra e outros amitos gneros perten-
centes molhados, (a dinbeiro vista.)
SABAO.
Joaquim Francisco da Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta prac.a e os de tora, que lera
exposto renda sabo de sua fabricadenominada
Reciteno armazem dosSrs. Travassos Jnior
4 C, na ra do Amorimn.58; massa amareila,
casunha, preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
bem tera feito oseu deposito de velas de carnau-
zas.uiples em mistura alguma, como as de
eomposicao.
Na ra da Cruz a. 10, cata de
Kalkmann Irmos &C, tem ex-
posto um completo sortimento
de amostras de objectos de bor-
racha, proprio para machinas de
en gen h os, sendo cor reas para
transmittir movimento, canudos
de borracha de qualquer com-
priment e grossura, pannos de
borracha, rodetas de dita, so-
bre ditos artigo* tomana-se en-
commendas.
A2$ o corte
de caiga de meias casemiras escoras
cor ; na rna do Queimado n. 22,
boa f.
de
na
urna s
leja da
9
Em casa de Kalkmann limaos
&C, na ra da Cruz n. 10, exis-
te constantemente um completo
sortimento de
Vinhos Bordeaux de todas as
qualidades.
Dito Xerez em barris.
Dito Madeira em barris e caixas.
Dito Muscatel em caixas.
Dito champanhe em gigos.
Cognac em barris.
Cerveja branca.
Agua de Seltz.
Azeite doce muito fino em caalas.
Alvaiade em barris.
Cevadinha em garrafoes.

Vende-se urna boa armaco de amarello,
toda enrernisada, que serr para qualqaer seta-
belecimento, e por prego razoarel1: na ra do
Crespo n. 15, loja.
Superiores organdysa
720 rs avara,
Vendem-se flnissimos org-iL'Jj-s de muito bo-
nitos padroes, pelo baratissimo prego de 720 rs
a vara, fazenda que sempre se vendeu por
IS'200, a3sim pois, quera quizer comprar fazenda
03 muito bonita e muito barata chegar ra
do Queimado o. 22, na bem condecida loja da
boa f.
Reiogios baratos.
Na ra Nova o. 21, ha grande porga o de reio-
gios foliados, dourados e de ouro, patentes e ori-
zontae?, suissos e ingieres, os qaaes sero ven-
didoa pelos pregos da factura. Cada retogio leva-
r um recibo em que se responsabilisa pelo re-
guiamento durante seis mezes.
SYSTE HA MEDICO OE 10LL0WAY
PILLAS HOLLWOYA.
Esteinestimavelespecifico, eomposto inteira,
mente de herras medicinaes, nao contm mercu-
rio nena alguma outra substanciadelecteria. Be-
nigno ruis teurainfaucia, e acompleigaomais
delicada igualmente promplo e seguro pa
desarraigar o mal nacompleigo mais robusta ;
eateiraraan te innocente emsuasoperac,6ese ef-
feitos ; pois busca eremove as doengas de qual
quer especie e grao por mais antigs e tenazas
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas eom este
remedio, muitas que j estavamas portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrara saude e forcas,deposaehaver tenta-
do inullimente todos os outros remedios.
As ruis afflictas nao devern entregar-se a des-
esperado ; fagam um competente ensaiodosa
efficazes effeitos desta assorabrosa medicina,
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguimos anfermidades:
Vendem-se caixoes vasios proprios
para bahuleiros.funiieiros etc. a 1#280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem ostem
para vender.
Luvas deJouvin.
Goes & Bastos, na loja da ra do Queimado n.
46, deve receber boje pelo vapor francez as me-
lhoresluvas de Jouvin, assim como tamben tem
de camurga branca.
Vende-se um cabriolet descobetto de duss
rodas com 2 ou 4 assentos, em bom estado : na
raa Nora n. 22.
Raridade
Vende-se urna das melhores loja de ferrageos
da ra do Queimado, com poucos fundos e muito
tfreguezada tanto para a praga como para o ma-
to : quem a pretender annuncie para ser procu-
rado.
Attenco.
Ha para se vender urna boa casa da pasto em
urna das melhores ras de Santo Antonio, faz
muito negocio e muito afreguezada : a tratar na
ra do Imperador n. 16; nesta mesma loja, Ten-
dera-se garrafas de Bordeaux rasias.
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Gatrag n. 1 B,
rende-searerdadeira raiz de coral a 900 ra. o fio.
C imanas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra d Cabug n. 1
B, chegado de sua propria encommenda muito
lindas caixiohas de costara com msica "propria
para mimo, une se rende muito barato.
Vendem-se os engenhos
S Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nto e poucas obras, porm
J safrejaquatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pes:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Gadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
accidentes epilpticos.
Aiporcas.
Ampolas.
Areias (mal de).
A*thma. 1
Clicas.
Convulses.
Dbilidadeo u^xteuua-
co.
Ddbilidade
forjas para qualquer
cousa.
Dd3interia.
Dor de^arganta.
je barriga,
nos rins.
Dureza bo ventre
En fertilidades ao ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Eachaqueca
Herysipela,
Febra biliosa.
s-
Pebreto dae specie
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammagoes.
Irregularidades
menstruagao.
ou falta de Lombrigas de toda
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstruegao de ventre.
Phtysieaou consump-
pulmonar.
Retengo deourina.
Rheumatismo.
Sy na ptomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
;
Lencos brancos.
Vendem-se lengos brancos proprios para algi-
beira, pelo baratissimo prego de 2(400 a duzia :
na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Attenco I
omos cobres a procura-!
rem com p-am tudo que|
enconcrarem. i
a loja de miudezas da ra da Im-^
petatriz n. 58, junto a ^
loja do Pavao. 4
Bicos e rendas de seda, bicos e ren- 4
das de aigodo, Atas de seda lisas e la-
vradas, Blas de reliado, trangas de dito, ^
froco de todas as cores, trangas de lia, f
botdes de seda para casareque, ditoa de
ridro para dito, pentes para prender ca-
bello, peo tes para alisar, luvas de seda"
para senhora, meias de algodao para no. (
mem e senhora, e outros muitos objec- >
tos proprios de loja de miudeza que se- '
riaenfadonbo menciona-ios, que scom (
i riita e desejo do noro dono deste es- ,
tabelecimento nao deiiara de faxer ne-
gocio risto estar disposto a vender mais '
barato do que em outra qualquer parte. |
Chales da merino estampados, que em outras
loja rcodesa sfr 4* 59 na loja da boa f
na ra de Queimado n. 22, rende-ae pelo bara-
tiseiavo prego de 20500.
t SGm&Sta.
Grande exposico de fazendas
baratissimas, na na dalm-
peratriz n. 60, loja do
Vende se cortes de phaota-
sia, fazenda de muito gosto
com babados pelo diminuto
preco de 4#500; na ra da
Imperatriz n. 60, loja que tem
um pavo do lado de frr, (is-
to para nao haver engaos.)
3^500.
Vende-se ricoa corles de cambraa de seda
com avental ou duas saias a 3JS00 : na raa da
Imperatriz n. 60, loja do pavo.
3,200, 3,500 e 4,000.
Vende-se flnissimos cortes de cambraa bran-
ca e de cor com dous e mais babados pelo dimi-
nuto pre^o de 3$200, 3J500 e 4J : na ra da Im-
peratriz n. 60, loja do parao.
A 15#000.
Vende-se flnicissiaos cortes de cambrsta bran-
ca com bordado muito delicado proprios para
baile ou casamento a 15}: na roa da imperatriz
n. 60, loja do paro.
Nova peeVtinelia.
Vende-se fioissimas pecas de cambraias fran-
oezas de carocinhos com 17 1[2 varas pelo dimi-
nuto preco de 8$ a pee*, ditas das mesmas com
8 3|4 raras peto ftreC/O de 4g a pec.a, tambem se
vendem das mesmas a 500 rs. a vara, sendo
brancas e de cores ; na ra da Imperatriz n. 60,
loja do^Mvo.
?upeUna & ^80 rs.
Veade-ae pupelina de qtradrinhos a imilacao
de sedinhas de quadro pelo diminuto preco de
280 rs. o corado : na ra da Imperatriz n. 60,
loja do pavao.
CAi.y a 500 t.
Vende-se chaly muito fino a 500 rs. o cora-
do : na ra da Imperatriz n. 60, loja do paro.
Sedas a cavado,
Vende-te grosdensples preto maito encorpado
a 1$660 e 1&800, ditos de cores azul, cor de rosa
e cor de cana mais barato que em outra qualquer
parle ; na ra da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Sedas de uadrinAioa.
Vende-se sedas de quadrinhos fazenda muito
encorpada a 500 e 640 rs o corado : na ra da
Imperatriz n. 60, loja do pari,
Manguitos de fil a 500 ts .
Vende-se manguitos de fil muito bem enfei-
tadoa a 500 rs.: na ra da Imperatriz loja do
pavo.
Chitas francezas a 200 rs.
Vende-se chitas francezas muito tinas e largas
fazenda de 360 o covado a 200 rs. por ter um
pequeo toque de mofo, afiangando-se que solta
logo que seja lavada a primeira rez : na ra da
Imperatriz n. 60, loja de pavo.
Cassas com salpico graudo a
200 rs.
Vende se cassas com salpicos graudos e listras
a 200 rs. o covado, fazenda muito ora : na ra
da Imperatriz o. 60, loja do paro.
Cassas pintadas a 240 rs
Vende-se cassas pintadas n.uito miudiohos
fadres a 240 rs. o covado : na loja da ra da
mperatrz onde est o pavo.
Sentido ao Pavo.
Vende-se nes(e estabelecimeoto um grande e
variado sortimento de fazendas tanto para ho-
mens como para senhoras, de todas as fazendas
se do amostras com peohor ou mandam-se le-
var em casa das familias pelos caiieiros da casa,
assim como o respeitarel publico achara todos os
dias uteis este estabelecimento aberto das 6 ho-
ras da manhaa as 9 da noite.
Cera de carnauba.
A dinheiro.
Vende-se urna pequea porcao de cera de car-
nauba muito boa, que se acha depositada no ar-
mazem da Compaohia Pernambucana comrao-
do praco.
Casemiras a
4.000 o corte, na
loja do Pavo.
Vende-se tintsimos cortes de aasemi-
raenfestatv de core* pelo diminuto
preco de 4# o corte pan calcas, assim
como tem da meimas para vender a
2#i00 rs. o ovado propria para pa-
letots, catea e collete, recommenda se
muito esta fazenda ao Srs. alfaiates que
coatnmaaa a Jasar roupa para vender,
porque tao cedo nao acham urna pe-
chincha igual : n rna da Imperat
66, loja de Gama & Silva.
! OOTHl
champagne
da Chflleau Laronzira, m gixoa de 15 garrafa*
(y-gmidea e 6 pequeras) a 15 cada um ; na
praga da Independencia n.2.
Paraosbailese theatros.
Gravatas da moda.
Vendem-se graralionas estreitaa muito supe-
riores, tanto sretas como de corea, pelo baratis-
imo preco t;_
na loja da boa f,
na ra do Queimado n. 22,
Riquissimoa ciertos daurados casa liada* Qvelas
tambem awradas e esmaltadas, e osa ricas pon-
tas a*n oahirem sobre a vesaMa*. muito pro
prius para as aeefcorag qo tiverem deiraoa bai-
les e theatros
code4jf, Sf #: na ra do Queimado n. 22,
oa bem conhecida loja da boa f.
4 I2#ts. o papel,
Agulhas Victoria
vende se ni lija Espera'nca ra do
Queimado n. 33 A.
Gaz liquido.
gas casa de Samuel P. Jeaaatoo & C, raa 4a
Seozala Nova a. 42, vesdam-se latas com 5 ga-
loes de Rerosine.
Ciatos.
Vendem-se cielos da toda* as coreaemm ri-
ca* Telaa^aa* senhora e aactiioa a 2*\ fenads
vendwin-se pelo baratissimo pre- declina para-marrafa a 569 rs. o par, afeites
para cabeca, de corea e diversa* arnaaidada* : aa
ra da Imperatriz, loja da boa a, 74-2
Bramante de linho muilo
superior.
Vende-se superior braraenle de linho eom duas
raras de largura, pelo baratissimo preco de 9400
a rara : na ra do Queimado n. 22, na bem co-
nhecida loja da boa f.
Superiores tiras
bordadas.
Na loja da boa f na ra do
Queimado n. 22 se encontrar um bonito sorti-
mento de superiores tiras ricamente bordadas
que se vendem pelo barato prego de 3ft000 4&000
e 59000 ris a peca, advertindo-se que ha mais
de urna peca de cada padro, quem mais depresaa
andar melhor servido ser, na ra do Queimado
u. 22 na loja da Boa-F.
Fil liso e tarlata-
i na branca a 800
ris a vara.
Vende-se fil liao maito aoe assim tambem
tarlatana branca muito fina, tanto urna cousa co-
mo outra sao propria* para vestidos, nao s para
bailes como para assistir-se a casamentos, andem
antes que se acabe na ra do Queimado u. 22
na loia da Boa-F.
Lencos a 320 rs.
Na loja do pavo
Vendem-se lencos grandes de cambraia de seda
de varias cores com flores, fazeoda que sempre
se vendeu a 1$, est-se torrando a 320 rs. : na
roa da Imperatriz n. 60, loja de Gama & Silra.
Chales manta de seda.
Podeodo-se usar como chale ou como manta por
serera muito grandes a 69 cada um, na ra do
Queimado n. 17, a primeira loja passando a bo-
tica.
Cambraias francezas,
Padrss miudinhos e cores fizas a 280 o covado :
na ra do Queimado n. 17, a primeira loja pas-
sando a botica.
?*\ **w w&w sw* ^evw a^aaT ^^sv^iv^avvwps aTvea
SROUPA FE1TA AINDAMIS BARATAS.]
SORTIMENTO COMPLETO
DI
[Fazendas e obras feitasj
Fdbretotntermttenta
Vende-se estas 'plalas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja da
todos os boticarios drogutstaeoutraspeeaeas ed
carroad* de sua venda em toda a America n-
Sul, Havana e Hspinha.
Vaudem-se as bucetinhas a 800 rs. cada
urna dellat, contera ama instrue$ao em portu-
gus gara explicar o modo de se asar des tas p-
lalas.
O deposito geral em casa doSr. Soum
pharmaceutico. na ra da Cruzn. 22 ea Per-
namtaeo.
Chapeos para senhora.
Ricoa chapeas de seda e de velludo para *e- I
nhora, pelo baratissimo preco del5el6j>: nal
ra do Queimado D. 22, loja da boa f.
Luvas k Jouvh.
Contiupa-se a vender as superiores luvaa de
pellica de Joorin, tanto para hornea comapara
senhora ; na roa do Queimado n. 22, na loja 4a
boa f.
Vende-aeem casa de Adamaon, flovrie &
C, ra do Trapiche Noro o. 42, biscoitosinglezea
sortidos. em pequeas latas.
Para acabar.
Cortes de cassa franceza de 2 saias e 3 folhos,
com 12 e 15 varas a 3$500 e 4$, lindos cortes de
la para vestido com 24 covados a 59, peca de
cambraia lisa com 8 e9 jardas a 2#500, 3&000 e
30500, chita larga franceza, corado a 2uO rs ,
cassas escuras francesas, covado a 240 c a ellas,
que em vista da reducto em preco, pouco pode
aturar : na ra do Queimado n. 44.
Capachos de coquilho.
Na loja de Alvaro & Magalhes, ra da Gadeia
do Recite n. 53.
Vitihos."
Vende-se rinho de Bordeaux em caitas da du-
zia de garrafas, e em barris, assim como cham-
panha de excedente qualidade : na ra da Crux
n. 20, armazem de F. Saurage di C-
Vende-se
barris de cal de Lisboa nova por preco
commodo chegada pelo brigue Florin-
da : na ra de Apollo n. 28, armazem
de Manoel Ferreira da Silva Tarrozo.
Baldes para meninas.
Veadem-se balos eara meninas, de todos os
tamaitos, de madapolao e de mussulioa a 3$ e a
49 : na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Mantas de retroz para gra-
vatas.
Vendem-se mantas de retroz para gravatas,
tanto preta* como de corea a 500 rs. : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Meias baratissimas.
A 2$400 a duzia de pares de meias brancas fi,
as para homem : na ra do Queimado n. 22
na loja da boa j.
Ricos cortes de vestidos bran-
cos bordados.
A' loja da boa f na ra do Queimado o. 22,
chegou noro sortimento de ricos cortes de vesti-
dos brancos bordados com 2 e 3 babados, os quaes
continuim a ser vendidos pelo baratissimo preco
de 5JJ cada corte : na rus do Queimado n. 22, na
i bem conhecida loja da boa f.
Esleirs
HA
LOJA E ARMAZEM
DE
IGes k Basto!
NA
Una do Queimado
n. 4$, treme amaveWa.
Constantemente emosumgrandeera-
americanas
MLOJAEARMZEM
DE !
Joaquina Francisco dos Santos.
40la do Queimado40
Defrontt do becco da Congregando, letreiro verde.
VENDE-SE O SEGU1NTE:
Para casamentos.
Ricos cortes de vestido do fil ou blond de seda branca com ramo e capelli,
mais moderno e superior que ba no mercado.
Para bailes1.
Lindos cortes de vestidos de fil eu blond de seda branca bordados a branca e
corea.
Ditos de tarlatana brenca bordados a brancoe cores.
Ditoa de cambraia branca bordados a branco eom muita elegancia.
Saias bordadas.
Ricas saias de cambraia branca bordadas com o mais apurado gosto e mais finas
que ha no mercado.
Ditas de dita recortadas mais baratas.
Para baptisados.
Ricoa cortes de vestido de cambraia branca bordados com muita elegancia, o
mais moderno e mais superior que ha no mercado.
Manteletes.
Ricos manteletes de seda de corea e pretos bordados e lisos com enfeites, bam
como arrendados, por pregos commodos.
3#000 a peca.
Peen de cambraia lisa larga fina com 6' a 6 \\1 raras, muito barate.
Lencos.
Ricos lencos de cambraia de linho bordados a 33,4f e59 cada um.
Chales,
Ricos chales de touquim brancos bordados de ponta redonda ede 4 ponas.
Alem das fazendas cima mencionadas tem um gra nde sortimento de todas
qualidades, que nao possivel mencionar-se pelo grande espaco que ternaria.
ARMAZEM
DE
ROUPA FUTA
. DE \
Joaquim Francisco dos Santos.
I40RIADO QUEMADO 40
Defronte do becco da Congregacao letreiro verde
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roapa feita de todas m
qualidades, e tambem se manda executar por medida, i rentada dosfreguezes, pira o
que tem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto, 409, 355 e 300000 Ditos de setim preto
nado sortimento desobrecasacasp retas
de panno e de corea muito fino a 28$,
305 e 359, paletotsdos meamos pannos
a 0g,22S e 24S, ditos satjfcpretog dos
meamos pannoa a 149, iu|^ 18g, casa-
cas pratasmuitobem feitaa ede superior
panno a 288, 30$ e 359, 8obrecasacas de
asentir de core maito finos a 159,16|
e 18f, dito asaceos das mesmas casemi-
ras a l, 129 e 14|, calQaa pretaa de
casemirafina para bomem a 89, 99, lOf
e 12, ditas decaaemira decorea a 75.89,
99 e 109, ditaa de brimbrancoa muito
fina a 5% e 69. ditaa de ditoa de corea a
39, 39500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semlra de ricas corea a 45 e 45500, rol-
letes p ralos de casemiras 59 069, ditos
da ditos decoras a4|500 e 59, ditos
branco ale seda paraeasamento a 59,
ditoa da 69, colletes debrim branco e do
fusta o a 39, 39500 e 49. ditos de corea a
3500 a 39, paletotspretosde merino de
tordio sacco e sobrecasacoa 75.89 e99,
collatespretospara luto a 4*500 e 59,
as pretas de merino a 49500 e 59, pa
etots de alpaca preta a 39500 e 45, ditos
sobrecasaco a 69,79e 85, muito fino col-
letas da gorgurao desedadecoresmuito
boafazandaa39800 e4S. colletesda rel-
iado de crese pretos a 79 e 89, roupa
para meniao sobre casaca de panno pro-
tos e de cores a 149,159 169, ditos de
easemra sacco paraos mesmos a 69500 e
7, ditoa de alpaca pretoaaaccos a 89 a
19500.ditossobrecaaacoa a 55 e 59500,
'.alearte cesemirapretase decores a69,
BI500 e79, eamiaas para menino a 209
a datia, camisas Inglezaa prega (largas
muitoiperiora 329aduziaparaacabar.
\ssimeomotemos urna officina deil-
! late ondemandamos exeeutaitodaa a
obrascom braridada.
SataN *93 OMMBMtKNMiei
Aos lerceirosda
venravel ordena de S.
Francisco*
J chegou a yerdadeira estamonha de ta, na
leja de 4 portas, ra do Queimado n. 39, f
Sobrecasae de dito, 359 e 30900
Palitotsde dito ede cores, 359, 309,
2550OO. 109, 189 e 209OOO
Dito de casimira decores, 229000,
159, 1*9. 79 e 99OOO
Dito dealpaka preta golla de rel-
iado, francezas 118000
Ditos de merind-sltim pretos a de
cores, 95OOO 89000
Ditos de alpaka de cores, 59 e 39500
Ditos de dita preta, 99, 79. 9e 39500
Ditosde brim decoras, 5|, 49500,
45000 e 39500
Ditos de bramante dalinho branco,
6S000, 59000 e 4$000
Ditosde merino de cordo preto,
159000 e 89000
; Cilsss le casimira preta e decores,
129,109,99 e 65000
' Ditas de princeza e merlB de cor-
do pretos, 59, 69500 49500
Dita debrim branco a de corea.
580OO, 4950O e 29500
Ditaa de ganga de corea 38000
< Golletea de relindo preto e de co-
rea, liaoa e bordados, 129, 95 a 89OOO
Ditos de casemira preta e de corea,
liaos e bordados, 69,59500,59 e 39500
59O0j
Ditos de seda aetim branco, 69
Ditos da gurguro de seda pretoa
decores, 750OO,69*00, e 49 5900 Ditos de brim e fustao branco,
395OO, 25500 9900;
Seroulas de brim de linho, 29 e 292W-J
Ditas de aigodo, 500 e lj*8*j
Camisas de peito de fustao tranco
e de corea, 29*00 e 29201 j
Ditas de peito de linho 58, 45 e 39OOP;
Ditas de madapolao branco da
corea, 39, 29500, 29 o I980t
Chapeos pretos de massa, francezes,
formasda ultima moda 105,89500 e 7$00l!
Ditos de feltro, 69, 59, 49 e 290W'5
Ditos de sol da soda, inglesan
francezes,149.1*5, llf o 790O(j
Collarinhoa de linho maito finos,
Dovosfeitios ,aj> altima moda
Ditos de aigodo
Reiogios de uro, patentas horl-
aontaea, 1009, 909, 809 709C
Ditoa de prala gaWanisados, pa-
tente hoaontaea, 408
Obraa de ouro, aderocoa a meios
adereeee, pulaeiraa, rozetaa a
anoea
Toalhas de linho. duzia 109000 69 a
Ditas grandes para mesa a 4*000 a 59000*
ATTEWiO
Viva o paquete das novidades.
para forrar salas, s mais Unas que tem rindo alapromotam hbitos desta fazenda a 409,, e tam-
este mercado ; na loja de AJraro 4 Magajhiea, I bem ha de aigodo que se apromptam a 285 cada
ra da Gadeia do Recife n. 53. um, e se rende a fazenda por mdico prego.
Pois est torrando miudezas muito ba-
ratas, aflu de apurar dinheiro para con-
sumo do paquete, ra da Imperatriz n. 54,
loja de Joaquim de Azeredo Pereira J-
nior, declara o seguinle :
Carles de clcheles muilo finos a 40 rs.
Caixas de ditos da trra a 80 rs.
Linha do gaz a 10, SO e 30 ra.
Dila de carretel, 100 jardas 30 rs.
Pares de meiaa cruea e de cores para
menino emenina a 120 ra.
Duzia de meiaa cruas muito finas a
254OO.
Dila de ditas entre finas s 29*00.
Linha branca em carlao, 200 jardas a
80 rs.
Iscas para charutos a 60 rs.
Caixas com palitos de Especia a 160 rs.
Frascos de agua de colonia de Pirer a
440.
Ditoa de cheiro muito finos a 800 rs.,
Lubtn a 18000. BnrL
Jarreada banba pequeas a I96OO.
Ditos de dita.graDdas a 39500.
Fraacos da bao ha pequeos a 331
grandea a 900 ra.
Sabonetas de espuma muito grande a
Ditoa de monapolas a 320.
Dusia da meiaa cruaa para aanhora a
Ditas brancas muito finas a 39300.
Fio de raiz de coral muito fino a 700ra.
Espedios da columna pede ferro a 15500
Carleiras de agulhaa muito finas a 400 rs.
Ditas de roa-roqoim mais finas a 800 rs.
Barathos pottuguezes a 1*0.
Ditos franceses a 240.
Groza de botdes de louca brancos a 1*0
Agua de Larander muito fina a 640.
Dita frambuzia a 600 rs.
Tesouras muilo finas para unhas e eos-
tura a 500 rs.
Canceles del folha a 80 ra., 2 folbaa
a 160 ra.
Cano da maraes a 400 rs.
Meias airas para homem a 19809.
Froco fino de todas aa corea a 400 ra.
Dito grosso idean a 500 ra.
Caixas de papelio com alteles a 120.
Pares de aapatoa de Ua oca bemem
a 19*80.
Tesoura para castora a 200 ra., e gran-
des a 640
Duzia de botos de tonca para paletoU
a 1*0.
Sapatinhos da marino a 19500, e rellu-
dintma S9OOO.
Rosario* e tunan da coco, 1 a 120 rs.,
edutia a I940O.
Caixas com perfumara a 49

0


mmm
_ HfiUbO 31 W Sfflf#BRO M 1841.
o mam aovo
nos nrmazens de Tasso Ir-
*Ja sacca
meo.
Gltegot a apreciare! agua bal
samica fjara a bocea e
dentes
A loja d'aguia branca acaba de recaber urna no-
va remeasa da mu proveitosa e procurada agua
baliamica pora a bocea e deotes. O bom resul-
tado de tal agua j nao soffre duvida como sa-
bido pelas inmensas peasoas que compraran)
e que teotiam a falta dalla, a as que de doto
compraren achario que o uso della faz conser-
var os deotes saos, livrando-os da carie, fortale-
cer as gengivas e tirar o mi hlito da boeca,
dando mesma agradavel aroma, podendo-ae
mesmo usar della nao s pela maohaa como a
qualquer hora, e com acert depoirdo (ornar pa-
"' o cheiro do fumo, ou quando se tenha de
sahir para ter-se a boeca aromtica : para lsso,
porm, bastam algumas gotas della em agua pu-
ra. O proreilo d'agua balsmica aioda chega a
mais, ella sarro com acert e promptido para
eceaer a dor de deotes, ensopaodo-se oella um
bocado de algodo e deitando-o no buraco do
dente, ale adormece e m pouco desapparece a
dor. Para se obter um fraeco de to proveitosa e
apreciavel agua balsmica, dirigir-se com 1*
loja d aguta branca, ra de Queimado n. 16, ni-
ca parre onde ella se vende. Adferte-se que os
frascos vo marcados com o rotnlo da dita loja.
Carrosa.
Na taberna grande da Soledade.vende-se urna
carroga para boi. nova e de boa madeira.
"~ Vende-se ums pequea taberna com poucos
fundos por sea dono querer se retirar do lugar,
na povoacode Apipucos: a tratar com Joo An-
tonio Fernaodes, ou na ra larga do Kosario nu-
meio 30.
Palhas.
Vendem-ae palhas verdes e secca de eoquei-
ro: na ra Direita dos Afogados n. 13.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda,
franjas e galo com lagos
n vs relas.
A loja d'agoia branca acaba de receber um
novo e bello aortimeoto de cascarrilhas de seda
com duas relas Qngiodo pafo, o melhor que se
pode dar em tal genero e vende a 2 a peca, as-
sim como franjas de seda de diversas crese lar-
guras por procos admiravelmente baratos, e
tambera um novissimo galfioziobo de seda com
lacos as relas proprios e de muito gosto para
enfeites de vestidos. A barateza com que a loja
d auia branca costuma vender os objeclos j
bem conhecida e agora comprova a mais com a
limitacao dos procos porque est vendendo os
ailigos acuna, para verificar-se dirigir-ee com
dinheiro a dita loja d'aguia branca ra do Ouei-
mado n. 16, que na realidade acharao barateza.
agrado e sinceridade.
Vende-se urna linda
mulatinhadc 11 a 12 annos
de idade, com bom principio
PiGRESSO
Largo da Penlia
Francisco Fernandes Duarte, proprietario deste
armazem de molhadoa, partecipa aos seua freguezes, assim como aos senbores da praca, de enge-
nno e lavradores que d ora em vante quizerem-se afreguezar neate estabelecimeuto, que se acha
com um completo sorlimento de gneros os mais novoa que ha no mercado e por seren a maior
pane dellea vindoa de coala propria, est portento resolvido a veode-los por menos 10 por eento
Jo que em outra qualquer parte, aQancando a boa qualidade e acondiciouameoto, asaim como ser-
vir os portadores menos pralicos tao bem, como se Os senbores vieasem pessoalmente, para o que
oao se poupar o proprietario em prestar toda attencao, aflm de continuaren) a mandar comprar
suas eocommendas, serlos de que, toda e qualquer encommenda comprada neste tstabelecimento
acompaonara urna conta impreasa com o mesmo titulo de armazem Progresso.
.rnteiga IngVe, eerfoitaueute flor. tym ,,, 1Mfc.
se por este preco nicamente pela.grande porcio que lem e se for em barrilse fara aba timen lo
WUutciga rraneoza 6W r,. libr. e Cffi barril a 560 r8#
uyas^a 0 meinor qae ha no merca(j0 n 2g600 a llbra>
lera ^teto, 18600 a libra
Quecos do reiaochegadognMt, ulliB0 Tapora a|400#
Iem prato a 600 intero a 640 r8 a libra '
u a g^Q r8_ a libra em p0r55o ge fa2 a batimento.
Prezumta do fiambre Dglex, 700 r, 1bra
Prezunto de lamego a 480 .. libr. iDteiro. 440 .
a mais nova que ha no mercado a 160 rs. a libra, e em arroba a 4$500.
l?iayrmasete a760 ri a Ubr-i em caixa a 1Q rf
Latas com MuMu* d> soda de defereBle qualidadea. 1$400
Latas com peixe em posta de mnilta qualidades. woo
\zeitonas maito novas. lsooo .. barrU,. relalh0. m a garrafa.
oee do Mperene em latlai da 21Ibr por m
in*** par podim a 800 rs. a libra.
Baoha de porco refinada. 480 rs. a librai em barril. 440 rs
. **** a maisnova do mercado a 900 ra., em latas da 2llbra por 1*700
Patos de \ombo, ,,
~. a primeira vez que vieram a este mercado a 640ra. a libra.
Cnonncas o paos mul0 noy0i (^ r8 a libra
Pnlitos do donto \UadosCODj20macnh08por200r8.
Chocolate eaneez a moo r8. a libra> dUt0 porl a ^ t9
Wlarmelada imnorial J .
4nA d0 aa|ndA Abreu de oulros quitos fabricantes de Lisboa
a lffOOO ra. a libra.
Vinnon engarrafados n
-j.. w*w,*wa Porto, Bordeaux.Carcavelloa.emoscaleUWOOO a garata.
v. Jl ude 50, 56 640r"- 8"rafa em "< 3500 45000 4500.
uxta ^nucipiu 2 gw do Lisboa 0 maissuperor, 240 n., raa>
cisco antigamente (Mundo BnUbtM trae^V"" "" ""*"' """" M *'"""
Novo)n. 68, segundo andar. Mloi0 4eaenar'640" "" '
Bio Grande do Sul. de i 112 libra a 2 cada _" multo novas a 120
do
lata
na praca da Independencia n 22.
Na loja de Nabuco & C.t i
ra Nova n 2, vende-ae a me-
^Fi?11!? Para marcar roupa.
Vende-ae superior vinboBordeauxemquar^
tolas, e cognac superior em barris : em casa de
Tiaset-frerea, ra do Trapiche n. 9.
Attencao
Vende-ae confronte o porteo da fortaleza das
Cinco Ponas o seguinte : carrogas para boi, dita
para cavallos e para agua, carriohos para traba-
jar na alfandega e carrinhoa de mfio, rodas pa-
ra carrocas e para arrinos, eixos para ambos,
lorradores para caf com fogo, boceas de fornos
banderas de arcos de todas as qualidades, do-
oradigas de chumbos de lodosos tamaitos fecha-
duras de ferrolhos, tranquelas, ferro de embutir
oe todo os tamaohos, ferrolbode chapa.
Peitos de esguio de algodo
para camisas a 500 rs.
J!" '2a d'ag.u-ia 5r,nca Ten<>e-8e mailo bons
peitos de esguiao de slgodo para camisas a 500
rs. cada um, dinheiro a vista : na loja d'aguia
branca ra do Quemado n. 16.
xxx*m*em-*(immx
Encyclo-
pedica
luoja de fazendas
[Ra do Crespo numero 17.J
DE
Guimares <& Villar.
Para acabar com certas fazendas ven-
demos baratissimos :
Chapelinas de seda de riquissimos gostos
a 129 cada urna.
Ditos depalhade Italia a 28$.
Gollinhas e manguitos de punho de su-
perior qualidade a S9.
Gassas de cores fizas e delicados padrees
aS80 rs. o covado.
Sedas, cambraias, cassai, cbilaa e tudo
quaoto pertence para adornos de se-
nhora por baratissimos precoi.
Calcado Mell de 2 solas e sola fina.
Para homens.
Grande sortimento de roupaa feitas e
. chapeos de todas as qualidades.
IMSMtMpiSSaHSN MBHSU,
rara bailes ou ca-
samentos.
Vendem-ae na loja do pavao ricos eorloa de tar-
atana branca bordados a matiz, fazenda do ulti-
mo gosto. ditos de merino bordados com delica-
G.mar Bom e assim barato
ningaem deixa de comprar ama pasta para na-
S/JZaffy- KNa ,0i' "t a cba-se
urna porcao de boas e perfettas pastas para pa-
pel com calendario perpetuo, e ndice das restas
mudsveis, pelo que se tornam de moila ntili-
ade e o peqneno preco de 1*000 cada urna
",d'( Proveilar-M da occiao em que se
ealao ellas vendendo por melade do queTsem-
pre custuram.; assim dirijam-se roa do
gem'^do^' d ga b"BC* n' I^S
Vestidos brancos
bordados.
Anda restara algn* corte* de vestidos brancos
bordadM que cootinuam-se a vender pelo bara-
uaaimo precede 5, com S e 3 babadas, de gr-
.------------ .^ F8; a ibra.
Gastannasplada3a240r8alihra;
we m^it0 periora m r9 a libra> a atrobj.
\rroz
do Maralo a 30 em arroba, e em libra a 100 r*.
rumo americano ,, ,.fc
t, a *5 a libra, se for em porcao se far abatimenio.
Sevadinna4.Fr,n51l4Wr,,llbr,
sag mail0 aovo a 3ao rs< a Hbra
ttli0 de Lisboa a 360 ra. a libra a 10 a arroba.
rannna do Mnrann&o
r,,. 1? ^***r*ttA m,i, n0Ta a 160 rs. a libra.
loneinn.0 insVez ~
'"W^*4 a 200 rs. a libra.
irassas em caivinnan .
Indn*n^anT:H *,***-luuS de 8 libras a IJ500 cada urna,
curar SS5TmS!BPm mencion(M,0 "centrar respeitavel publico tudo quanto pr.-
EAU MINRaL
NATURAIXEDE VICHY.
Deposito na boticaf raneeza ra da Craz n. 52
Ra do Oueimado n. 10,
loja de 4 portas
Ae Fen&o .$ Mata,
vendem-se barato as seguintes Tazendas. para li-
quidar. r
Cortes de casemira finos de cor a 3&500 e 43.
Ditos de dita ditos de cor preta a 5a e 6}.
Ditos de brim de puro linho a l|C00e 2*
ann Prel ,lul. Terde <>r de caf, covado
a oguuu.
Corles de superior velludo de cor a 4fi e 5X000
Manteletes de fil preto bordado a 4. ^*?'
Visitas de seda abertas a fil a 4*.
Mantas de dita ditas a fil a 4 e 5$.
Riquissimos cortes de seda a 80, 90 a 100.
Dilos ditos de dita a 15, 20 e 25.
Chales com palma de seda a 23 a 2*500.
Cortes de cambraia bordada a 13800.
Lencos bordados com bico, duza a 13500 2
Chales de touquim a 15 e 30.
Ditos de merino bordado a 4, 5 e 6.
oin1" rance"8- q>*ldade superior, corada
Ditas ioglezas, cores fizas, covado a 160 rs.
Lencos de seda da India a 1.
o.0.8?^" L8M muil M8' GQm 8 WM Pe-
9 CszaiToqae e capiohas de fuslo branco a 88 e
Meiasde algodo cr superior fazenda a 4.
Chapeos a Garibaldi a 14 e 15.
Eofeiles e chapeos Iraviata a 9,10 a 12.
Heroestina, riquissima fazenda para vestido
de sanhera, covado a 400 e 500 rs.
Ambrosina, idem idem, covado a 500 rs
Mimos do co, covado a 500 ra.
, JbBbM de 1udro*t covado a 700,800,900 e
Manguitos de cambraia bordados, um 500 rs
Gollinhas idem, urna 320 r*.
Superiorm espartilhos para aenbora a 4J.
Brim branco de linho, vara a 700, 800 e 1.
N. O.Bieber& C, successores, roa da Cruz
n. 4, tem para vender relogios para algibeira de
ouro e prata.
Carros e carrosas.
Em casa de N. O. Bieber
A C. successores ra da Cruz
numero 4.
Vendem-se carros americanos mui elegantea
e leves para daas e 4 peasoas e recebem-se en-
commendas para cujo flm lies possuem mao-
pas com varios deseabas, tasbezn vendwn car-
rocas para conduccao dt aisucar etc.
120
40
40
30
20
60
120
21400
Rival
sei^epndo
Ns ra do Oueimado n. 55. loja de miudezai
de Joade Azevedo Maia e Silva, tem destinado
acabar com certas e determinadas miudezas pelos
precos abaixo declarados, e venham logo pois
esl acabando.
Caixas com agulhas francezas a..........
No vellos de linha para marcar a 20 ra. e..
Ditos de linha da corea e muito grandes a
Carretel de linha, superior qualidade a..
Linha branca do gaz a 10 rs. e...........
Dita dita,a melhor que ha, aovello grande
Pares de meias de cores para meninos a
Duzia de meias croas muio superiores a ,
Dita de ditas ditas a...................... 23000
Pares de meias de cores para meninos a 160
Linha em cario Pedro V a.............. 20
Cajxas com phosphoros de segoranca a 160
Caixas de folhas com phosphoros (s a
caixa asi 100 rs.) a........ ........... 100
Uuza de phosphoros do gaz a.......... 240
Frascos d'agua da colonia superior a.... 400J
Ditos com cheiros muito finos a........ 500
Duzia de meisa muito finas para senhora 33000
Caixaa de apparelhoa para meninos a 240
_ e............
Trancas da la e delinbo sorlidas a......
Sabonetes grandes e superiores a........
Groza de botos pequeos para calca a..
Grozade boles de loagj a............
Varas de tramoia superior a 120 a........
Groza de pennas de ac a................
Carteiras muito superiores a............
Baralhos portuguezes a..................
Tesouras muito finas para costura a....
Ditas para unhas a 240 e..................
Barilhos para voltarete a 240 e..........
* rseos de banha de orco a...............
Frascos grandes de lavando aflnbreada, su-
perior qoalidale a.....,..............
Frascos de oleo de babosa a 320a....
Frascas dedanba muito fina a240e...."
Agolheiros com agulbas a.............. "
Cestinhas de Hamburgo.
S na loja d'agoia da ouro.raa do Caang .
1 B, 6 quem recebeu usa completo aortment de
lindas cestinhas de todos os tamanhos proprias
para meninesdeescola, assim como maiores com
tampa proprias para compras, slalos proprios
para costura, ditos proprios para faqueiros, ditos
muHo bonitos para brinquedoa da meninos di-
500
40
160
120
12
160
500
500
120
400
400
320
640
800
500
320
a>
tAeaba de]
chegar
ao novo armazem
DE
BASTOS k REG
Na ra Nova junt a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento do
roupas feitas, calcados a fazendaa e todos
estes ssveodem por procos muito modi-
ficados como de sau costume,assim como
aejam sobrecasacos de superiores pannos
1 e casa eos feitos pelos ltimos figurinos a
26, 26, SO e a 35, paletots do* mesmo*
pannos preto a 16f, 18f. 20 a a 24,
ditos de casemira de cor mesclado e da
novos padroes a 14. 16, 18. 20 e 24,
ditos saceos dos mesmas casemiras de co-
res a 9, 10, 12 a a 14, ditos prelos pe-
lo diraiouto preco de8, 10, e 12|, ditos
da aarja da seda a sobrecasacados a 12,
ditos de merino de cordao a 12, ditos
de merino cbinez de apurado gosto a 15,
ditos de alpaca preta a 7, 8, 9 e a 10,
ditos suecos pratos a 4, ditoa de palba da
seda fazenda muito superior a 4500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 8500, 4
e a 4500, ditos de fusto branco a 4,
grande quaotldade de calesa de casemira
1 preta e de cores a 7, 8, 9 e a 10, ditas
Sardas a 3 e a4, ditas dabrlm decores
aasa2$500, 3, 3500 e a 4g, ditas de
brim brancos finas a 4500,5$, 5&500 a a
6, ditas de brim lom a 5 e a 6fl, colletea
de gorguro preto e de cores a 5$ e a 61,
ditos de casemira de cor e prelos a 4$500
e a 5, ditos de fusto branco e de brim
a 3 e a350O,ditos de brim lona a 4f,
ditos de merino para luto a 4 a a 4500,
caigas de merino para luto a 4$500 e a 5|,
capas de borracha a 9. Para meninos
de todos os tamanhos : calcas de casemira
prefa e da cor a 55, 6 a a 7, ditas ditas
de brim a 2J, 3 e a 3500, paletots sac-
eos de casemira preta a 68 e a 7, ditos
deeora6 ea75, ditos dealpacaa3,
sobrecasacos de panno preto al2ea
14, diioa de alpaca preta a 5, bonete
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
Eara meninaa de 5 a 8 annos com cinco
abados lisos a 8 e a 12$, ditos de gorgu-
ro de cor e de la a 5 e a 6, ditos do
brim a 3, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para eate flm
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina deal-
faiate dirigida por um hbil meslra que
pela suapromptidoeperfeiconadadei-
xaa desojar.
Enfeites riquissimos.
Vendem-se ricos enfeites da retroz. sao os me-
inores e mais modernos que ha no mercado, pelo
baratissimo preco de 8: na ra do Oueimado
n. 22, na laja da boa f.
gmmmm mm mnsmmm
A loja da bandeira I
iNova loja de funileiro da
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos da Fonseos participa a
lodos os seus freguezes tanto da praca
cmodo mato, e juntamente o respeita-
vel publico, que tomou a deliberado da
^j baixaro pre?o de todas as suas obras, por
cujo motivo tem para vender um grande
aortimento de babs e bacas, tudo de
differontes amanhosede diversas cores
am pinturas, e juntamente um grande
sortimento de diversas obras, contando
banheiros e gamelas grandes e pequeas
machinas para caf e camas de vento o*
que permite vender mais barato possiv'el
como seja babs grandes a 4 e peque-
nos a 600 rs., bacas grandes a 5 e pe-
quea* a 800 rs,,cocos a 1 a duzia. Re-
cebe-se um official da mesma officina
para trabalhar.
*MKM9ie3aK m mnimimkS
Aos senhores selleiros.
Oarello preto de boa qualidade a 1800 o co-
vado : na roa do Queimado n. 17, a primeira loja
passando a botica.
Madapolo coqueiro
a 3 a peca, com pequeo defetto : na ra do
Queimado n. 17, a primeira loja passando a bo-
tica.
Feijo de corda.
No armazem de Tasse rmeos : roa do Arco-
rim n. 35.
Ruada Senzala Nora n. 42
Yands-saara casad* S. P.Jonhston 4C.
ellins* silh5esnglezes,candeero*cast5i#g
bromeados,lonas oglaras, fio devala,chieot.
para carros, amoniaria,rr*iospara carro da
nm adoat cvalos ralogio s d a ouro paienti
ngltt.
Ciatos dourados e enfei-
tes de cores.
A loja d'aguia branca acaba de receber palo va-
por inglez os bonitos cintos dourados com fivelas
de novos e delicado* moldea, asaim como liados
enfeites de gostos novissimoseioteiramente agra-
dsveis, e como seo costume, est vendendo tu-
da mais barato do que em outra qualquer parte
e para desengao dlrigirem-se a dita loja d'a-
guia branca, ra do Quaimado n. 16.
Avisa-se aos paes de familia ,
que existe na toja de Nabuco & 0
C, na ra Nova n. 2, um gran- fib
de sortimento de vestuarios de tjfc
diversas qualidades e de gostos j
os mais modernos, para meni- m
nos e meninas de 2 a 6 anuos, m
8 que se vendem por preeps com- j
modos.
Enfeites riquissi-
mos.
Vendem-ae-ricos enfeites de retro* a de diver-
sas qualidades, sao os melboresa maia moderno*
que ba no mercado, venda-se por batato preco,
assim como tambem se vende rap Paalo Cordei-
ro, grosso, meio grosso, fino, rolo francez a Lis-
boa, todas estas qualidades se rende tanta en
libra como a retalbo, a muitas mais miudezas
asa coala : na ra larga do Rosario, paseando a
botica, na segunda loja n. S8.
Attencao.
Vendem-se dous mulalinhos de idade de 6 e 7
. a raa do Qaeimado o, 77, loja da cara.
ar>
Calcado
45 Ra Direita 45
Magnifico sortimento.
Sempre condesceodenle e prazenteiro com os
freguesa* que Ihe trazem dinheiro, o proprieta-
rio deste grande eatabelacimento continua a of-
ferecer ao publico, por procos mdicos e sempre
iDfenorei aos de oulro, o sen bello sortimento
de calcado francez, inglez e braailairo e vejam :
Homem.
Bonegulns Vietor Emmanuel. 10*000
* couro de porco..... 10*000
lord Palmerstoo (bezerro 9*500
diversos fabricantes (lustre] 9*000
JohnRussel!...... 8*500
Sapatdes Nantes (batera inteira). 5*500
patente......... sjooo
sapatos tianca (portuguezes). : 28000
(francezes)..... 500
9 entrada baixa (sola e vira]. 5J500
muito chique (urna sola). 3g000
Sennoras.
Borseguins primor (Joly). ..... 5*500
brilhsntioa. ..... 53000
gaspa alta.......5|K)Oo
* o.* 'i'......' -ti80*
31,31,88,34.....4*500
, > decores 32,33.34. 45OOO
Sapatos com salto (Joly). ...... 3J200
francezes fresquinhos. 2a24
31,32.33 e34 lustre. 1J0OO
E um rico sortimento de couro de luslre, be-
zerro francez, marroquim, sola, vaquetas, cou-
nnhos, fio, tanas etc., por menos do que qual-
quer outro pode vender.
Em casa de Adamson, Howie & C, ra do
Trapiche Novo n. 48, vende-se :
Rolhas de cortina fioissimas.
Lona e Hiele.
Fio de vela.
Superiores tintas de todas as cores.
Sellins.silhes, e arreios para carro oucabriolet
A 16^500, dinheiro vista.
Paletots de panno fino preto forrados de seda,
muito bons : na ra do Queimado n. 47 : ehe-
guem antes que se acabem.
Gravatinhas deraizde
coral,
o melhor que possivel. Vende-se mui bonitas
gravatinhas de raiz de coral com duas e tres
voltase lacos nis poolas, sendo ellas bstanle
SHS."""* a*i8la d0 ^ue ,So baralissimas a
z*w e 3*000 : assim bom e barato s na loja
d agma branca, ruado Queimado n. 16.
Saiasdecordo.
Superiores saiaa de cordao a 3*, 3*500 e 4*,
dilas alcoxoada8 muito superiores a 5* ; na ra
do Queimado n. 22, loja da boa f.
Nova pechincha a 400 rs,
o covado.
Vende-se laazinhis enfestadas ao gosto-cbi-
nez as mais modernas que tem rindo pelo dimi-
nuto preco de 400 rs. o covado : na ra da lm-
peratrlz n. 60, loja de Gama & Silva.
Nova remessa a 3,000, na
do Pavo.
Relogios,
Vande-sa am easa de Johnston Patsr 4 C.,
rna do Vigario n. 3 um bello sortimento a*
relogios de ouro, patente inglez, de nm dos mais
aramadag fabricantes de Liverpool; tambem
ama varitdade de bonitos trancelins para o
mesaios.
Vende-se um carro novo de 4 rodas, feilo
a moderna, ainda em branco, por preco razoa-
vel: quem o pretender, diriia-se a ra de Do-
mingos Pires n. 28, officina de Carlos H es*e.
600 rs. a groza.
As mais superiores e afamadas pennas de ac
denominadas lauca ; na ra do Queimado n. 40.
Lindas caixinlias
com necessarios para costura
Acaba de chegar para a loja d'aguia branca mui
lindascaixinhas mamadas,com espelho, tesoura,
caivete, agulheta, agulheiro, dedal e ponteiro,
tudopraliado e de apurado gosto, emfim urna
caixioha eicellente para um presente, e mesmo
para qualquer senhora a posauir, e vendem-se a
10* e 12* : na loja d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos finissimos de linho proprios
para os tabaquistas por serem de cores escurase
fizas, pelo baralissimo preco de 6* a duzia ; na
ra do Queimado o. 22, na bemeonhecida loja da
boa fe.
Lencos de cam-
braia com padroes de se-
da a 2$500 a peca.
Na loja d'aguia branca tambem se vende mui
bonitos e finos lencos de cambraia imitando seda,
isso pelo baratissimo prego de 2*500 a peca de
10 lencos. E' essa urna das pechiochas que custa
apparecer, e quando assim approveitar-se da
occasio, porque elles servem tanto para algibei-
ra como para meninos, e quem os vir na loja
d'aguia branca, na ra do Queimado n. 16. lera
vontade de comprar mais de urna peca, tal a
bondade dellea.
Attencao
Fazendas e rou-j
pas feitas baratas.
NA LOJA DE
48- Ra da Imperatriz48]
Janto a padaria franceza.
Acaba da chegar a esta estabeleci-
mento am completo e variado sortimento
de roupas de diversas qualidades como
sejam : grande sortimento de paletots
de alpaca preta e de cores a 3* e 3*500,
ditos forrados a 4* e 4*500, ditoa france-
zes fazenda de 109 a 6*500, ditos de me-
rino preto a 6*. ditos de brim pardo a
3$800 a 4*. ditos da brim de cor a 3*500,
ditos da ganga de cor a 3*500, ditos de
alpaca de la amarella a imitaco de pa-
lba de seds a 3*500 e 4*. ditos de meia
casemira a 4*500, 5g e 5*500, ditos de
casemira saceos 13f, ditos sobrecasacos
a 15*, ditos de panno preto fino a 20*,
22g. 28*. ditos brancos de bramante a
3*500 a4*. calcas de brim da cor a 18800,
2|500, 3*. ditas brancas a 3* a 4*500, di-
tas de meia casemira a 3*500, ditas de
casemira a 6*500, 7S500 e 9*. ditas cre-
tas a UaOO, 7*500,9* e 10*. colletea da
ganga franceza a 1*600, ditos da fusto
2*800. ditos brancos a 2J800 e 3*. ditos
de se liso preto a 3*500 a 4*500, ditos da
gorguro de seda a 4*500 e 5*, ditos de
casemira preta e de cores a 4*500 a 5*
ditos de velludo a 7*. 8| e 9*.
Completo sortimento de roupa para
meninos como aejam calcas, colletes, pa-
letote, camisas a 1*800 e 2*. ditas de fsto
2*500, chapeos francezes para cabeca
fazenda superior a 6*500, 8S500 a 10,
ditos da sol a 6g e 8*500, ditos para ae-
1 nhora a 4|500 a 6. *
loja
Acaba de ebegar urna porcao de madapolo
francez enfestado com 14 jardas que e vendem
a 3* a peca : na ra da Imperalriz n. 60, loja de
Gama & Silva.
&*
8 Nova california
J DE
Fazendas baratas. S
Na raa da Imperatriz n. 48, janto a
padaria raiiceza.
Corles de cambraia branca com babadi- *
nhos 4* e 4*500 superior 5*, cambraia li-
9 za com 8 1(2 vara 3J, 3*500, e 4. dilas de
Escossia 5*. e 6*. ricos enfeites para se-
l nhora 6*e6J500. siotos os mais delicados
* para aenhora 2*500. 3*, chapeliaa para cri-
anca gosto inglez 3*500.4*, para baptisado
I i, cortea de vestido de seda Escosseza de
I bonitas gosto 12* eslo se acabando, ri-
W coa lencos de l.byrintho 1*. 1$200. chapeo
W oe sol para senhora de bonitaa cores, lisos
5, cabo de marfim 5*500, cortes de cam-
braia brancos com flor de seda 5*. risca-
do francez 200 ris o covado, completos
sortimefitos de baldes de arcos 3*. sorli-
5 S,rtDl08 de mei8 P,ra nien'oo e menina
200 e 240 reis o par. chales de tarlalana
m de cores a 640 ris, lencos branco com bar-
raa 160 ris chitas inglezss a 180 e 200 rs
dita franceza a 240 e 280 rs. o covado _
aj pegas de cambraia de forro com 9 varaa SB
m a 2* : junto a padaria franceza n. 48. m
a**
Ray ni un do
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ra m pela bar-
ca Clarissa rin-
da ltimamen-
te de New-
York,um com-
pleto s o r t i -
melo das me-
lbores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
melhor a dos
com novos
a per f ai coa-
mentos, fazendoptspoDlo igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulbas, re-
trozes em carriteis, linha de todas aa cores tudo
fabricado exprossamente para as mesmas ma-
chinas.
9
i



Cylindros.
Na padaria da ra Direita n. 84 ha para vender
bons cylindros americaoos novamente chegados
para padaria, e tambem rodas para correias de'
differentes tamanhos, marcaese aguilhes para
as mesmas.
Luvas de pellica.
Novo sortimento de ln vas de pellica chegadas
no vapor inglez para a loja d'aguia branca, na
aa do Queimado n. 16.
Escrayos fgidos.
Tachas e moendas
Braga Fimo C. tem sampra no seo depo-
sito da raa 4a atoada n 3 A, am grandesor-
manto da tachas a moendas para angenho da
muito acreditado fabricante Edwin Mawatra-
ter no matmo deposito ou na ra do Trapicha
n. 4,
Fugio no dia 10 de setembro do correte
anno, o escravo do abaixo assigoado, de nome
Marcolino, tem os signaes seguintes: cabra,
idade de 29 annos, altura regular, um tanto
cheio do corpo, sem defeilo algum, tem traba-
lhado na alfandega ao Sr. Arcenio. A pessoa
que o encontrar pode o levar ao abaixo assigna-
do que gratificar, O mesmo abaixo sssignado
proceder contra qualquer pessoa que por ven-
tura o tenha oceulto.
Domingos Caldas Tires Ferreire.
Do engenho Garap, perto da villa do Ca-
bo, ausentou-se no dia 27 de junho deste anno
um mulato de nome Jacob, idade 20 annos, pou-
co mais ou menos, com os signaes seguintes :
estatura regular, corpo robusto, cabeca redonda,
cor avermelhada, cabellos ruivos, olhos vivos
nariz regular, denles perfeitos, cara larga, sem
barba, boa figura, falla bom apressado, costuma
ioculcar-se por forro, e gosta de andar bem ves-
tido, usa de chapeo de copa baixa, e junco na
mo, natural do Aracaly, efoi vendido no refe-
rido engenho a Sra. D. Anna Deifica Paes Brre-
lo, em anrildo anno passado pelo Sr. Joo Fran-
cisco Lauriano, rendeiro do engenho Serra ; sa-
be-se por certeza physica aonde esl o referido
escravo, mas por ora pede-se aos acoutadores
manda-lo levar ao engenho Garap sua pro-
pria senhora antes que se proceda aos meios le-
gaes ; no entretanto sempre se gratificar a quem
a apresentar, com OjJOOO.
Desappareceu no dia 13 do corrente, do si-
tio da S.Josdo Manguinho, o escravo crioalo,
maior de 50 annos, de nome Joaquim, com os
signaes seguintes: cabellos brancos, alto, secco
do corpo, a asa alpargatas ; este escravo oi pro-
priedadedo Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaly, d'onde veio para aqui fgido : roga-se
a todas aa autoridadea policiaea a a quem quer
que o encontr, da o capturar e sntrega-lo no
itio cima citado, ou na na do Trapiche n. 15.
a Jos Teixeira Basto.
Eseravos fgidos,
Fugiram juntos, no dia 14 da agoalo, aa esera-
vos Pedro e Joanna, tendo a eserava os signaes
seguintes: crioula, da idade da 20 annos, pouco
mais ou menos, cor preta, estatura alta, corpo
secco, rosto comprido, deotes limados, tem o de-'
do mioimo de urna das mi* amolado de um ta-
ino que levou sobre o mesma dedo ; levou urna
trouxa de roupa, cociendo um chale encarnado
de franjas e soldados brancos, am lenco branco,
um cobertor ntvo, dous vestidos de chita clara,
usados, e um novo cor de rosa, algumas camisas
de algodozinho e madapolo, anda seduzida pelo
escravo com quem fugio, de nome Pedro, semi-
branco, de idade de 35 annos, pouco mais ou
menos, estatura maia que regular, corpo, percas
e bracos seceos, cabega redonda e chata alraz,
cabellos corridos, um pouco barbado e usa de bi-
godes, anda apressado e inclina o eorpo para
frente, bem ladino a fallante de modo agradavel;
levou calca a cemita da algodaozinbo braaco a
chapeo de feltro. Foram vistos nos primeiros
dias nos arrabaldas desta cidode do Recife, a ana-
pe-se terem seguido par* Caruar. d'onde foi *
Joanna eserava do Sr. Casiano Joao, ou o mais
corto Urem seguido para o oenlro da Parahiba
em direccao ao Rio do Paisa, Pombal a cidade de
Souza, por ser o referido #*ro conhecodor des-
ee 1 ugaras asada fai escroto : roga-*e aa auto-
ridadea policiaes a espitase de campo, ou qual-
quer poaaoa, que oa apprebendam e tragan a rus
do tabogi n 9 ao Sr. capito Caetaoo Silvano da
Silva, que sarao recompensados com toda gene-
rosidad*, tanto pelo seahor da eacrava como pelo
do escravo.


(8)
MARIO DI riRliHBDOO. SAMADO SI DI SETEMBRO DI 1161:
,
Litteratura.
lm amor na Laponia.
A'
SRA. C0N0K8SA LAURA. SwKYJLOWSKa.
[Contxnuaco do n. 215.)
Urna dessas auroras toreaba, to frequentes
no ootle, fio qual consolam 83 ionguissimas noi-
tes, comtate, a clarear o co.
Couheco-se s bellezas incomparavels deste
ph*nomeno sob as latitudes elevadas.
Era pailo nenhuma a natureza parece desen-
volver taes pompas e um aparelho mais magni-|
fleo : sao esplendores a offuscar os olhos hu-i
oanos: fachas do ndenles cores, lagrimas de!
luz partidas e v'wns, approximaodo-se sem se |
unirem, se coochegindo sem se confnodirem,
acceadem em urna melado do horisonte um des-
ses incendios celestes, cujas chammas que nao
queimam aHumiarao, dizem, as supremas con-
vulsoesdo mondo no ultimo dia. O espelaculo
era ao mesrao lempo grandioso e tecrrel ; esses
jorros de lu swccediam-se com urna rapidez tal,
que diz-se-bia o cu inteiro em um eslado de a-
gifsgao violenta: urna corda ioflammada irradiara
no zenith; largos grupos de raioa, que ora se ap-
proximaram, ora se alTaslavam uns dos outros,
ddixavam cahir como urna chura de luz argen-
tes ; aqui e ali, com a claridade do espectro so-
lar, sa cores do prisma osientavam-se em arco-
iris cluscanles.
Sim, Deus me Ilumina, repeli a don-
zoila, e o camiuho que vou seguir elle quem
me mOsira.
Eiphege estupefacto nao sabia mais o que res-
ponder-lhe.
[Iluminada por esse claro singular, que dava
i seu rosto : como toda sua pessoa, urna ap-
parencia mais prxima do mando fantstico do
que da realidade, eMa appareceu aos olhos do
artista loda transfigurada.
Parecia-lhe que urna visao, como sooham os
poetas, passava-lhe diante do rosto ; elle per-
guntava asi mesmo se era com efleito essa or-
rasinha, que elle coohecia dous mezes, que
tantas rezes recebera sob sua teoda, e cujas la-
grimas ainda n'aquella msoh vira correr. Nao
seria antes algum sonho rao de sua imaginario,
que acabava de repente de tomar urna forma para
orabar delle ?
A mao deNorra, posta sobre sea braco e sua
voz to meiga, que lhe dizis : a Adeus, bom Ei-
phege, adeus e obrigada I o chamou a si.
Elle aolbou lxameute, e esse sentimento ar-
tstico, que nada pode vencer em certas almas,
sobrepujando nesse momento qualquer oulro :
Oh I Norra, exclamou elle, como s
linda I
Por urna resposta ella olhou, tomou as redeas
que lhe estendia o campouio noruego, e sem a-
crescenlar urna patarra, apertando-lhe a mo,
sahio inmediatamente do terreiro.
fmmorel no lugar que ella acabara dedeixar,
Eiphege estupefacto a ria fugir murmurando :
singular creatura I singular destino I
Entretanto os clardes da aurora boreal tioham
penetrado at a salla do festim, cujas janellas
eslavam sem renesianas. Os conviras caram
todos espantados, e como os noruegos sao assas
curiosos desses grandes espectculos, sihiram
quase todos para gosa-lo.
No momento em que Haorick, conduziodo sua
ooiva, appareceu na escada de pedra, rio distan-
te, sobre a colina, que ficara frooleira casa, as
parelhasque fugiam para os desertos do norte.
A ardente reverberarlo da nere e a radiosa
luz, que espalhavs a aurora sobre essa parte do
horisonte, em quanto a outra ficara mergulhada
em ifma semi-obscuridade, permillia rer at as
menores particularidades do quadro.
A doozella pesar do fri picante da noite,
lanzara sobre os hombros sua pelissa e cooser-
vava-se em p na frente do Irenoz, inclinada
para os fogosos animaes que a puxaram, e fus-
tigando-os ainda com o chicote. Dz-se-hia
que elles roaram ; aps elles o trenoz estreme-
ca. Sob seas ligeiros cascos urna fina poeira de
rev levantara se, e tomada luminosa, pelos
raios que a atraressaram enrolriam por momen-
tos a doozella, e o trenoz e as reonas de urna
especie de rapor transparente, do qual um pou-
co mais longe e por interrallos sahia o grupo
moredico.
Por minha f I diz um dos cooriras que
tinha feilo honra todos os toasts, eis ahi o bou-
quet da testa 1 Depois da ceia o espectculo. So
vi urna rez a opera em Slockholmo. Hara urna
luz egual esta, nao to bella todaria, e
urna fada qu<5 fugia como esta foiliceirasinha so-
bre o cume das brancas montanhas. Era en-
cantador, mas nao mais lindo que aqui. Viram
os noiros de Harald-Gaard I
Um formidarel choro enriou aos chos este
riva.
A mao de Henrirk, apoiada sobro o parapeito
da sacada, encrespou-se violentamente, mas elle
nada respondeu.
Todos os olhos eslavam Qxos sobre a joven la-
pona : nioguem oceupou-se mais dos noiros.
Ghegaodo ao carne da collina, Norra, que ti-
nha diante Ge si um extenso caminho, affrouxou
ora pouco sua marcha. Talrez no fundo d'alma
experimentasse ella urna mais viva dr, pensando
que ia para sempre deixara trra onde elle esta-
r, mudar d6 horisonte e collocar entre si um
espago infinito. Ella pareceu mesmo hesitar um
-momento.
Snalla, sem ter to grandes motivos de refle-
xo, mas chorando talrez a boa cama e o abun-
dante pasto, antes de descer o declive opposto,
parou um instante e roltou a caneca para o ga-
ard. Cada qual perguntara em seu corago se
"Norra faria o mesmo, e os maocebos prepara-
vam-se j para sauda-la com urna descarga de
espingardas em sua honra. Mas Norra nao se
roltou ; estira, firmemente resolrida a oo mais
olhar atraz..., nom sobre seu caminho, nem so-
bre sua rida.
Encbugou poiscom urna mo furtira, cojo se
quizesse occulta-las si propria, duas lagrimas
FOaLHETIHl
que a noite gelaria em suas palpebras.. Mas
tere ao menos ceragem de nao' tornar a rer os
lugares, onde sea destino acabara- de cumprir-
se, e onde deixara o melhor dse* coracio.
Depois de um segundo de hesitado, ella tocou
lentamente suas reonas, que partirn saltando.
J o ardente phenomeoo rxtinguia-se no cu,
qne lornsra-se sombro; nem mais prismas de
cores viras ; era mais. raios ribranles; nem mais
essas flexas de fogo, dar-lejando suas ponas como
raios, mas apenas urna cor pallida, alvsceDla e
leve como a da ria lctea, uma via-lactea,
que teria oceupado metade do cu.
Como muilas vezes acontece, quando luz viva
succedem de repente clarees incerlos, urna--es-
pecie de melancholia apoderou se da mor parte
das testemunhas desta grande sceua e substituio
sua primeira adroiraco.
Entretanto um cotovello de terreno acabava de
roubar a fugitiva i lodos os olhos. Ella parecia
assim entrar na sombra e desapparecer da rida
de Heorick com a luz.
Psbfe creatura 1 ella ter fri esta noite I
raurmurou a linda Edwina conchegando-se ter-
namente seu esposo.
Ella ter fri toda a sua rida I pensou
Heorick.
XIX
EmquaOto estes graves acootecimentos tinham
lugar no recinto de Harald-Gaard, uma certa
emogo reinara na tribu dos Kilpis, que acabara
de abandonar seu acampamento de esli, para
dirigir-se a especie de aldeia, onde eslabelecia
esse anno seus quarteis de invern.
A partida de Norra, que s liona sido sabida
por sea avd no dia seguale o em que deixra
as tendas, ciusou-lhe um real descouteataraento.
Elle senta principalmente que a coincidencia des-
la partida com a de Eiphege lhe desse a lastims-
vel apparencia de uma fuga concertada entre ara-
bos, e era isto principalmente o que parecia
irritar o relho, cioso da honra de sua familia.
Bera sabia que sua neta nao amava o artista ;
mas, gragas s insinuares de Nepto, nao lhe era
mais permiltido duvidsr que ella amasse a Heo-
rick. Nao seria para ir ter com um que ella te-
ria partido com o outro ? Norra seria a primei-
ra de sua raga, que daria um exemplo to triste...
Mas se Peckel sabia que o corago de sua neta
era puro, recto e leal, nao ignorara lambem que
ella tinha uma cabega prompta a exallar-se e s
rezes uma rontade immutarel. Peckel pois li-
aba o direito de temer tudo ; e por isso viva em
uma angustia mortal.
A Laponia grande e os lapes sao pequeos.
Dasta apenas uma moita de tojo para oceultar
uma gallinhola nao careca muito mais do
que isso para abrigar Norra. Peikel bem o sa-
bia e compreheodia toda a inutilidade de uma
pesquiza, cujo nico effeilo seria dar mais brilho
i desgraga de sua familia. Em qualquer outro
paiz poder-se-hia por a polica ao encalgo da
douzella ; mas esle recurso das relhss cirilisa-
goes completamente desconhecido nesla parte
do mundo ainda primitiva. Convinha pois ludo
esperar do lempo e da vontade de Norra.... del-
ta s?
Um hornero entretanto por sus energa, habili-
dade e audacia, poderia procurar os fugitivos e
tomar Norra. Esse ..horneo), ha necessidade de
nomea-lo ao leitor ? nao o temos feito conhecer
bastante ? era Nepto.
Mas, como diz o proverbio, uma desgraga nun-
ca vem sosioha. Seria um puro acaso, seria
uma hbil combinago devida imaginago in-
ventiva e .astuta de Norra ? Ella tivera o cuida-
do de mandar na vespera de sua partida o bravo
Nepto uma grande cagada de ursos oas frontei-
ras da Suecia, que nao devia durar meaos de
seis ou seto das. Fazer Nepto partir era assegu-
rar o bom exilo de seu projedo, porquanto elle
era o nico, que effectiramenle poderia embara-
ga-lo.
Quando o cagador voltou e soube da partida
de sua prima, dominou-se de uma colera furiosa.
Como a mor parte dos homens pequeos, os la-
pes sao de uma violencia extrema. Este nao
fallava em nada menos do que em massacrar me-
tade de sua tribu. A entrevista que leve com
seu av foi tempestuosa, lerrivel por momentos:
esquecendo muilas vezes o respailo devido ao
sangue e idade, censurou ao velho em termos
amargos sua negligencia, a qual elle chamara
culpada, e o pouco cuidado, que parecia ter com
a honra de sua familia.
Quera ouvisse Nepto fallar dira que era elle o
chefd dossa familia: elle'se exaltara irorejara,
ameagava. No cabo, e se coorem dizar tudo Pe-
ckel attendia muito mais a essencia das cousas
do que a forma, Peckel nao estar muito descon-
tente dessa violencia, quo lhe garaulia ao menos
um cerlo ardor na pesquiza, que o mancebo ia
e reprehender.
Filial pois, se sabis onde tila est.
Os primeiros tragos foram na direcgo de
Drootheio.
Sabis e oo dizeis I exclamoa o impacien-
te mancebo ; mas em que peosaes?
So me deixasses fallar 1 .... mu cada ae-
res ouflr, e preciso dizer'-te ludo o mesmo
lempo.
Vejamos, continuou Nepto sentando-a no
chao diente do relho, dizei-me ludo o que sa-
bis.
Ah 1 sim, tudo o que ei I mas todo bem
pouca cous.
Quando partirlo elles ? de dia ou de noi-
te ? '
De noite.
Nao vi o trenoz grande debaixo do sl-
pendrp.
Creio I elles o levaram 1
Desgranados 1 Meu Irenoz grande, guarne-
cido de ferro e todo forrado de pelles de lobo, e
ros nao o impedistes ? I
Comprchendes que ella nao me pedio 1-
cenga.
E quantas rennas ?
Quatro.
Nao arreiariam mais para o rei da Suecia.
Snalla saltou por cima da cerca, porque a
perla oo liaba sido aborta, e de manha nin-
quem a achou mais.
E' c que os ha de perder I exclamoa o man-
cebo ; Snalla te.ii ebeiro como uma raposa sol-
tare! meas caes, que a perseguiriam at no fun-
de dos busques, e se ellos ainda esto na plani-
cie, com estes olhos e a nere quo fas sou capaz
de re-los a dez leguas de distancia.
Oxal que os possas rer e agarra-los I Mas
quando partes ?
J ; mas, ar, continuou o mancebo com
uma voz mais indolente, quizera saber se serei
bem succedido.
Isso depende de ti.
De mira s, nao, ar 1 dize-me se as sor-
tes sao boaa I
E assim fallan lo, o mancebo fai procurar em
um ngulo da teoda um relho tambor, cuja pel-
lo soffrera mais de um rasgo, e que por suas
feridas aonunciara numerosos e leaes serrigos.
Oh 1 oh I dizia comsigo o relho patrisreha
dos Kilpis sacodindo a cabega encanecida, eis
uma colera que oro melle I Se este atrevido en
contra os nossos fugitivos, o sueco est em cal-
gas pardas ; nao julgo que lhe deem quartel.
Vamos I meus olhos vermelhos vero ainda mi-
nha querida Norra, bem que a fallar a verdade a
ingrata nao merece a pena que tomo por ella.
Nao importa I cootiouou sacodindo a cabega com
um ar de melancola, por mais que ella faga a
meu e seu pezar, siuto que a amo sempre....
Nao posso mais evta-lo.... Quando a fadazinha
nao est aqui, sinlo que dara o mundo por um
corno de renna.
Nepto, que como todas as naturezas impetuo-
sas allivira sua colera eotregando-se ella, tor-
nou-se iinal um pouco mais calmo.
Nao devenios oos entristecer de todo, diz
elle seu ar, convem procurar essa pequea
malfadada.
Mas, diz o homem levantando a cabega,
isto justamente o que te digo ha uma hora.
Quanto lempo faz que ella parti ?
Doze dias.
Doze dias 1 Grande Deus I em doze dias e
com esla nev gelada, capaz da ter chegado
al S. Pelersburgo.
Creio que oo foi para esse lado.
Este, que os lapes chamara quobda, era feito
de um tronco de betula, cavado de maneira que
a parle exterior formara a caita : a pella era pre-
gada em cavilhasiohas de pu e eilicado por er-
vos de renna guisa de cordas. Sobre esla pe le
algumas figuras perlencontes ao mundo pago e
oulras religio ora, estaram tragadas com uma
tinta feita de casca e madeira de lamo pilada e
ferrida.
Ahi se ria a irnagem do Deus Padre, o symbo-
lo do Espirito Santo, S. Joo a Uorte, os apost-
los, o deus Thor, e o deus rival, depois uma ca-
bra, um esquilo, uma renna, um urso, e diversos
pastaros, asfrra como outros signaos mysteriosos,
dos quaesuns significa va m amor e amisade, outros
odio e ringanga.
Nepto poz o quobda no chao, depois collocou
sobre a pello pintada um pequeo rombo de co-
bre, designado pelos lapes com o nome de arpa,
e apresentou seu ar a raqueta do tambor que
nao era outra cousa mais que um pequeo mar-
tello de pu.
Os dous homeos poseram-se de joelbos diante
um do outro, com o tambor entre si, e Peckel o
bateu com a raqueta.
A arpa, obedecendo s ribrages da membra-
na, passou por dirersos sigoaes, e parou final-
mente em uma das figuras cabalsticas, cuja sig-
nificado s de um poda ser conhecida.
Tem confianga, os augurios sao favorareis ;
psrte, voltars vencedor! diz Peckel levanlan-
do-se.
Enlo,respondeu o mancebo, da-me um
pouco de dinheiro ; sabes que elle necessario
com essas gentes do Notle, que desprezam-os
como caes, odeiam-nos como lobos losqueiam-
oos como cordeiros.
Deixa-me s um quarto de hora : dar-te-
hei se o achar,respondeu o relho, que essa
nica patarra de dinheiro contrahira as etpessas
sobrancelhas piscando os olhos com uma riraci-
dade singular.
Quando Nepto sahiu, elle fechou cuidadosa-
mente a porta de sua obana, lerantou o estrado
de pu cheio de musgo secco, que lhe serria de
cama, e depois de ter levantado uma pedra enor-
me, coberla de uma carnada de Ierra da mesma
cor daquella da cabana, metteu a mo, remecheu
com uma febril avidez as pegas de prata, cujo fi-
nido sonoro e alegre escutara com uma paixo
cem rezes mais rira que a do dilettaoti prestan-
do ouridos Mozart ou Breethoreo. Tirou lo-
go sem cootar um puonado de especies ; porm
olhou-as muilas rezes, examiaou a poca e as fe-
ges do soberano ; e depois, quaoto seu noto ap-
pareceu, metteu-as em uma de suas algibelrss,
dizeodo-lhe:
gis de amor, que dariam torna-lo apto para af-
frontar todas as fadigas prestar todos os ser-
rigos.
Os dous grandes caes ruiros, sem os quaet
Nepto nunca sahia, tinham-ae deilado na nere
com o focinho rollado para o Udo de Rock, o
promptos para ssltar-lhe ao peito, bem que pou-
co mostraste querer partir antes de ter recebido
a permisso de aeu senhor ; pareciam, fcilmen-
te so ria, dous desses criados, dos qtiaes nunca
se tem a temer mais do que um excesso de zelo.
Um delles tinha perdido um olbo nos acatos da
guerra, e o oulro tioba deixado as orelhas nin-
guem sabe onde ; mas Nepto contara com um
certo orgulho que elles tinham mais de uma rez
lhe salrado a vida netsas terrlreis cagadas de
ursos, que fazem s rezes correr aos intrpidos
lapes serios perigos.
O neto de Peckel por mais precauges tomou
uma das colloiras de Snalla, (-la cheirar duas
ou tres rezes por seus caes, e como se ficasse
d'ahi em diante certo de um successo, para o
qual oada tinha negligenciado, despedase de
seu ar e parti.
XX
Applacada esssa animago, que sempre acom-
pauha uma partida, quaodo Nepto achou-so so-
sinho no steppe immenso, rendo nicamente de-
senrolar-se diante de si os horisontes sempre os
mesmos da nev infinita, quaes foram seus pensa-
mentos ?
Nao impossirel imagina-los. Natureza sel-
ragem e ardeote, que nao conhecia as meias-tin-
tas, nem os meios-tons, que uma cirilisago mais
apurada s rezes d alma, Nepto era feilo para
tocar alternativamente os extremos de cada pai-
xlo. Elle passara pois com uma spera e vio-
lenta energa do temor esperanga, da colera ao
amor, da ternura ao clume. A's vezes mesmo
todas estas paixes pareciam agita-lo um lem-
po : elle tinha collocado em Norra todo o seu
futuro, toda a sua rida.
O amor, que por ella senta era um desses
amores implacaveis, que parecem queimar al
o sangue de um homem.... E um estrangeiro,
iotroduzido emsua lenda por um accaso maldito,
sem procura-lo, sem v-lo, sem mesmo pensar
nelle, destruir todos os seus sonhos do futuro I...
Com ella rico, poderoso, honrado em sua tri-
bu, parecia abrirem-se ante si lorigas perspecti-
vas de felcidade.... e de repente, mais nada 1
ria-se era presenga do nada e do vacuo!
Nestas amargas reflexes uma colera lerrltel
traosloraara sua alma ; elle meditara viogangas
horrireis :
< Norra seria delle : elle o jurara I loma-la-
hia, arraoca-la-hia seu rival; depois, esse ri-
val.... elle o immolaria I Nao era elle o melhor
atirador de toda a Laponia ? nao ia sua baila
sempre ferir o airo, lerada como por uma mo
inritirel ? Nao errara um esquilo no cume de
um pinheiro : um sueco mais corpulento que
um esquilo.
E depois ?
Sim, depois 1 Norra ama-lo-hia mais quando
o visse coberto do sangue daquelle quem esco-
Ihera ? sua brutal ringanga nao abriria entre el-
les um abysrao msis profundo aioda 1
A DAMA DAS PEROLAS
POR
A. DUMAS FILHO.
(Continuando.)
V
Viajando haria dous annos, tinha a duqaeza
tomado um hotel para nelle esperar por alguna
dias a installago completa da sua casa. Fui io-
troduzido no aalo. J tens risto saldes de hotel,
nao assim ? Papel cor de granada, de flores de
velludo, cortio/s de damasco, lustre do lempo
do imperio, chamio de marmore braoco, relogio
de mu gosto, cajo sssumpto quasi inrariarel:
o carro do sol, a educago do amor, ou a cathe-
dral de Reims; candelabros de cabegasde sphin-
ge, cadeiras, poltronas, camap duros como cen-
sores de collegio, tapete de floros, uma mesa
redonda, uma mesa de jogo, uma mesa para es-
crerer, um espolbo defronte da chamio; algu-
mas rezes, entre as janellas, um movelzioho de
pu rosa ou de madeira das ilbas para accidentar
um pouco essa monarchia tradicional; sempre
a mesma cousa o tal era o salo em que eotrei.
Mas uma moga habitara esse salo baria alguna
dias, elle tinha perdido esse perfume de relhice
que ali achara ao entrar; ella tinha-o animado
com sua alma o lodo so tornara encantador. Co-
mo tinha ella operado esse milagro ? Sem esfor-
co, como todos os milagrea quo as mulheres ope-
rara.
Ali, baria adoptado uma poltrona e fizera-a
rodar para ao p do fogo, reunindo em torno del-
ta seus objectos mais familiares ; o cesto de ta-
pegaria, o lirro novo ; aqui achara-te um leogo
esquecido, ali orna carteira e msis longe confei-
tos. Viera um piano, que estara aborto, o em
cuja estante dorma inclinada a msica ; um ros-
tido de baile esperara o golpe de vista de sua
dona para tornar ao carto. A chegada recente o
a partida prxima confuadiam os objectos o rio-
lavam forgadamenle a espeeialidade dos quarlos.
No canto da chamia, um cofrezinho de prata,
com uma figurazioba em cada um dos angalos.com
um esmalte do seoulo XV em cada ama das fa-
ces, teria concentrado sobre si a curiosidade de
um homem de gosto que entraste nesse quarto ;
s elle valia tudo o que havia no aposento ; era
Agora podes partir.
E' tambem o que vou fazer,respondeu o
mancebo ; mea trenoz est diaole da porta. Nao
lome! quatro rennas, terei s uma, mas Reck,
que galga muito terreno.
O velho Peckel, quem estes ltimos abalos
tinham excitado e enfraquecido, adiantou-se
passos lentos, apoiado sobre o tronco de um ten-
ro feixo, cuja raz Nepto tinha engenhosamenie
torneado. Elle queria rer partir seu neto. In-
clioou-se sobre o irenoz, olhou as magras pro-
rises, que Nepto posera debaixo de seu banco
com duas cabagas de agurdente, e um grande pa-
neiro de musgo para sua renna.
O fuzil do cagador,excellenlo carabina digna
de figurar em um exerciciode pontaria, fabricada
pelo melhor espiogardeiro da Suecia, em Dron-
theio, estara cuidadosamente envolvida em
uma facha de vadme/.
Dous jorens lapes sustentaran!, nao sem dif-
flculdade o fogoso Reck, que acariciaram com as
eraos e com palrras.
Era um dos maiores animaes de sua especie :
sua larga espadua, seu peito profundo, seus ros
curtos, seus membros alongados, seceos e nervo-
sos, attestavam um poder de acgo o uma ener-
Todos estes peusameeios, que lhe occorriam,
o langaram em uma especie de febre, que lhe a-
gitava o sangue, e causava-lhe allucinages ri-
siohas da loucura. Procurara ao meos domar
essas reroltas de sua alma pela fadiga do corpo.
Nesse primeiro dia elle corren com uma ligeireza
insensata ; seus caes arquejarara seguindo-o, e
Reck mesmo, por mais que os msculos de suas
peroas fossem de vigorosa tempera deago, co-
megara j a experimentar certo ioteirigamento
em suas articulages menos flexireis.
Uma floresta, encontrada no caminho, abrigou-
os lodos quatro : e conchegados pelo fri, que
reinara de todos os lados, passaram a ooute, ho-
meos e animaes, aperlados uns contra os outros.
A' este primeiro dia e esta primeira ooite suc-
cederam dous dias e duas noites som incidente,
ecuja monotona s foi perturbada de lompos
lempos com a vista ao looge de alguna lobos er-
rantes, que se cooserraram distancia.
Quando foi occasio de partir, pela quarta
manha, Reck que pouco tinha comido durante a
noite, seotiu atguma difficul lado em continuar o
caminho ; uma de auas peroas parecia inteirigada
e a desigualJade de seus esforgos e de sua car-
reira Imprima um desvio sensivel ao trenoz, que
muilas vezes penda para a esquerda.
Entretanto no flm de uma hora Reck adquirir
seu aodar ordinario, e Nepto poda crer em um
ioteirigamento passageiro.
Todaria os caes, mais acoatumados a caga do
que essas corridas sem flm, comegaram a achar
loogos os interrallos das rages, interrallos, que
nada rinha distrahir. Tinham principio fare-
jado na fralda dos bosques as pegadas, que l-
los-hiam cortamente lerado ao encalgo da presa
acostumada, mas depois que compreheoderam
com seu iostiocto mararilhoso que por esta rez
o ardeote cagador queria ir direito ao Qm, cou-
tinuaram seu caminho mais tristemente, com a
cauda baixa, com o nariz em trra, acompaohan-
do o trenoz cada um de seu lado.
S o corago do homem era indomarel la-
diga e sua coragem maior ainda que suas forgas.
Ao meio dia a renna parou. Nepto nao ousou
fustixa-la com o chicle, mas aoimou-a com a
roz. A renna, como se tiresse sentido-se ani-
mada pela palarra de seu senhor, parliu logo,
porm alguna intantes depois vollou-se para
Nepto, e seus olhos, rasos de lagrimas, pareciam
dizer : c Poupa-me, nao posso mais 1
Nepto, que era poeta seu modo, como o sao
as vezes os lapes, poz a cabega entre as mos e
murmurou meia roz uma cantiga, que out'ora
compusera rollando da caga quando julgara que
Norra o esperara.
Asseguram que a renna to sensirel i melo-
da como o camello, e que se a refocilla com uma
aria. Erafim, a msica dos lapes no. por no-
tas : ella permits muito fantasa individual, e
elles cantam antes por inslincto do que conforme
um methodo certo, apressando ou demorando
seu bel-praser.
t Salta, minha rennasinha, dizia a cingo,
salla sobre a planicie e sobre a montanha I E'
em casa de miaba amiga que sers animada do-
cemeote ; ahi que aob a nev se eneontra o
musgo abundante.
To. curios que sao ot dias, lio comprido
que o' caminho 1 Salta com minha cango.
Avante I avante t Aqui, nada de repouso... aqui
s ha lobos.
Nos cus va uma aguia... podesse eu ter
azas como ella Como correm as nuvens 1
Si eu ettivesse em seu seto, j, minha bella, ver-
te-hia em leu lar, rer-te-Wa sorrir-me.
Oh como e to depiessa me pren leste o
corago 1 Assim, com uma renna domesticada
sgarra-se ama reona selvagem I e tu roe leras
mais rpido que a torrente quando a nere se cir-
rete.
Desde que te ri, mil pensameolos me occor-
rem, e dia e noile mil pensamentos que nao sao
mais que um... tu I
< Vae I podes fugir-me, podes ir oceultar-te
atraz do rochado do valle, ou com tuas rennas,
podes ganbar o bosque. Dianle de mino, diante
de mim, se affastaro bosques e roebedos 1
Salta, mioha rennasinha I salla sobre a
planicie e sobre a montanha ; na casa de minha
amga sers animada docemenle : ahi, sob a oere
amootoada encontrars shuntante musgo I
Mais de uma Jtt, as tongas corridas, roz de
seu senhor, a renna se animara: mais de uma
rez a cango, como ae a bourera comprehendido,
parecer dar-lhe oras forgas ; mas nesse dia os
caotos importante nao liveram o meamo efleito, e
aqenas Nppto acabava seu ultimo rerselo, Reck,
que nao cessra de escavar a trra com a palta,
cahiu sobre os joelhos da frente, depois revirou
de lado ; eoto virando seus esgalhos sobre os
ros, com as rentas entreaberlas e por momentos
trmulas, cavando como uma cama fnebre na
nev, fez ourir dous ou tres gemidos queixosos,
e agitando as quatro pernas i um tempo, por uma
coorulso suprema, esticou-se todo e expirou
logo.
< Era um bom serridor, e nunca mais en-
contrarei um egual 1 murmurou Nepto. Ah I
Norra, tu me custas charo I
Depois desta especie de oragio fnebre, lac-
nica se o quizerem.mss que tinha aomenos o me-
nt de ser bem sentida, Nepto que era antes de
tudo um homem pratico e posiliro nao quiz que
o pesar, que senta com a morte de um dos seus
serridores, lhe lizesse esquecer os dous outros.
Tirou pois do bolse uma larga faca, e de um s
golpe cortando a rea jugular fez sallar um jorro
de sangue quenle, que seus dous caes lamberam
ridamente. Depois lerantou-se, desatou seu
trenoz, tirou do sacco, que trazia na cinta uma
posta de peixe assado, comeu um bocado, bebeu
de repente dous copos de agurdente, e deitou-
se no Irenoz, com a cabega envolvida em sua pe-
issa para reflectir sabr os perigos de sua situa-
gao.
Conhecia imperfetamente o caminho que se-
gua, e se orientara um pouco ao acaso confor-
me a posigo das florestas o a forma das monta-
nhas. Julgara entretanto que derla estar aioda
muidiatanle de Dronthein, e como tioba deixado
o samiaho trilhado nao sabia mais quando en-
contrara uma habitago.
A posigo, bem se r, era asss triste. Qual-
quer outro homem ter-se-hia desesperado: Nep-
to, porem, adormeceu ; careca de forgas o o som-
no sempre Ib'as dar.
Depois de que lempo despertou elle ? Nepto
mesmo nao o poderia dizer. Elle estara no meio
do alegre tumulto de uma cagada : mogos, com a
espingarda em .puoho e carregados de caga, esta-
ram em roda delle. A* alguns passos cinco ou
seis caes rosnaram junto dos dous sabujos de
Nepto, que mostraram as prezas e guardaram
severamente as distancias. Despertando sobre-
saltado, o lapo desembaragou-se promptamente
de sua polista e langou em torno de si um olhar
espantado.
(*] VideHartn. 117.
sem durida um objecto comprado pouco, des-
tinado talrez a ser um presente, ou ama recor-
darlo. Sobre a mesa, ao p de uma das janellas,
um retrato de mulher sorrindo no seu raedaiho
dourado, descanc.an.io em um caixilho moredigo,
essa mulher era bella : prorarelmente alguma
amiga da duqueza : esse retrato representando
uma affeigo, e um ramalhete de violetas incli-
nado em um copo d'agua, e perfumando ludo em
torno de si, acabavam de dar rida a fra syme-
tria desse salo. E como brilhariam todas essas
cousas quando ella entrasae I
Eu estara s, era meia noite, e hara apenas
doze horas que conhecia a mulher por quem es-
perara ; nao seria um passo immenso? Admit-
lindo a progresss em amor como em tudo, i que
ponto chegaria eu dentro de oilo dias, e por que
razo nao teria lugar esse progresso? A mioha
vista j eslava familiarisada com todos os objec-
tos que eu ria apenas cinco minutos I Como eu
encerrara do bom grado o meu horisante nesse
quarto I J me ra tambem esperado abrindo es-
sa porta, cujo limiar passra a pouco. Ella esta-
ra neasa poltrona; receber-me-hia com um sor-
riso alegre, eslender-me-his a mo, censurar-
me-hia por chegar mais tarde, ou agradecer-me-
hia por ter rindo to cedo.... Eu sentara-me
seus ps, sobre esse tamborete, e comegsva uma
doee conrersago ; as horas cahiam rpidamente
do relogio sobre nos, para nos lembrarem que tu-
do passa ; porm nos nao o sentimos.
Taes eram os meus sonhos.
Entretanto eu rinha com um cerlo plano deba-
talha baseado sobre o psrtido que podia tirar da
mioha presenga na opera com madama de Wioe,
mas para que elle tiresse bom xito tora neces-
sario que tudo camiohasse segundo as minhas
prerises, e a menor astucia podia derrotar todas
as minhas tropas mercenarias e fazer-me prisio-
nero. Nesse inlerim, soou meia noite, e desper-
t! sobresaltado O que significara essa demo-
ra de meia hora ? Teria ella esquecido o convite
feilo? Vendo-me com uma mulher, teria pensado
que en nao podia nr ? Seria rontade ou acaso ?
ode estarla ? O que faria essa loaca sempre dis-
posta s excentricidades? Talrez passasse por
baixo daa janellas da casa em que eu estara, ese
esliresse rindo, de ver atravez das persianas, o
ralo de luz prorando-lhe que a esperara. A' acre-
ditar em em Vladim'r, ella era mulher capaz de
tudo. Has tambem Vladimir porque nio rinha ?
Sabia que ella fallara entrerista ? Estaria com
ella nesse momento ? Lirrar-se-hiam assim de
mlm? Seria uma mystificago? Nio me res j
galopando pela estrada do receio, da saspeila, do
clume? Nopoderiam estar as criadas atrada
porta, i rirem-se mioha custa? A que me ti-
nha aborto a porta parecia-me muito amiga de
rir. Eu necessario uma eiplicacio essa poti-
gio.... eu j ia eitendeudo a mo par tocara
\ .
Um lapo exclamam de todas as partes,
absolutamente como se tivessem exclamado : um
lobo l ou uma raposa l
Nepto saltou sobre os calcanhares, com a faca
em puoho, e preparara-se para fazer a mais ri-
gorosa resistencia, apoiado contra seu trenoz,
com seus caes cada qual de seu lado ; mas esta
relleidade de herosmo fui ao menos intil.
Com effeilo, ninguem tratara de ataca-lo. Por
fim, como era um rapaz de bom seoso, tere ver-
gonha desta especie de brarala contra uma tropa
iooffensira. Jogou, pois, sua faca no fundo do
Irenoz, cruzou altivamente os bragos e espern.
Has, de repente, com uma energa selvagem,
saltou para os cagadores, e agarrando um d'entre
elles pelo pescogo :
Norra I Norra I o que fizeste de Norra ?....
Estas exclamages, proferidas com uma vo en-
trecortada pela clera, dirigiam-se Honrick,
que Nepto reconhzcra no meio dot cagadores.
Fra o lapo l morra o cao l exclamaram
cinco ou seis noruegos, que agartaram Nepto em
seus bracos vigorosos.
Heus amigos I meus amigos I eu vos peco,
nao lhe fagaes mal, exclamou Henrick, em
quanto Eiphege de seu lado, sahiodo do emmara-
ohado do bosque, esforgara-se por dar-lhes al-
gumas explicagus.
Mas rista de Eiphege o furor de Nepto pare-
cen crescer extraordinariamente de ponto.
Cobarde roubador 1 exclamou elle, s
tu que a trouxe, morre, ou mata-me I
Elle estara era um estado de agitago, que fa-
zia pena. Foi necessario cont-lo por meio da
forga. No fim de alguns instantes pareceu acal-
mar-se, e pode ourii emlim as explicages que
Henrick lhe deu com uma firmeza e clareza que
deviara convenc-lo.
Oure, diz-lhe o oQlcial, amo outra mu-
lher que breremenle desposare!: Norra o sabe....
ella nunca foi, nem poder jamis ser nada para
mim. Huitas rezes te encolerisaste contra mim
sob as tendas, porque a raira te cegava ; com
sangue fri melhor leas julgsdo as cousas ; lo-
rias risto que, em vez de prejudicar-te, era eu
campaioha quando a porta de repente se abri e
a duqueza entrn acompanhada desse ranger da
seda que a harmona da mulher.
Perdo, disse-me ella sorrindo e com voz
cangada, que, provando-me que subir depressa
desmenta j uma parta das minhas ms suppo-
siges ; perdo por t-lo feito esperar, mas jul-
guei que nao podia ver-me lirre de minha cu-
nhada.
Aquella senhora....
Sel o que me rae dizer, interrompeu-me
ella a rir: Aquella senhora, com uma rosa de
uma libra nos cabellos e um restido de setim cor
de cereja sea cunhala I E', sim, senhor.
Dizendo isso ella ria, tirara as turas e desco-
bria duas mozinhas brancas, gordas, com cori-
ntias e unhss rosadas, mos moda de Gaucher,
mos ingenuas, oaturaes, sem pretenges, ioca-
pazes de fazer alguma cousa, e forgadas cada
uma deltas a ter cem mil libras de renda;
destas mozinhas semosso como as tem as crian-
gas, (eitas de proposito para se fartar em beijos
em auas liadas boceas, e etpalba-los em tomo
deltas com um agradtrel ruido de labios. Ah I
que mos formotas I mas nao valia realmente a
pena te -las para tS-las to pequenioas I Essas
mozinhas comegaram a voltear como passaros
nos cabellos de sua senhora, iocharamam pouco
os bandos que o capuz do mantelete ttoha abati-
do, descerara para os hombros, deitaram para traz
as filas fluctuaotes, correram pelo corpioho, o
pelas guarnieres do vestido ; depois uma deltas
destacou-se da outra e eslendeu-se para mim.
Levei aos labios essa mo em cujo dedo minimo
brlhava um s annel, bem simples: eram dous
circuios presos um ao outro, e tendo no meio um,
uma perola e outro um brilhaote : esse annel era
cortamente uma recordarlo, e contrariou-me.
E Vladimir, disse-me ella, onde est?
Vr breve.
Nao rieram juntos?
Nao, minha senhora, reja o que me escre-
veu.
E' o que elle faz sempre.
Eocostei-me i chamin.
D liceoca ? disse-me ella.
E sem esperar a mioha resposta, abriu uma
porta de eapelho, peraleda i aquella por ondeeu
tinha entrado, e passou pan outro quarto sem
fechar de todo a porta. Ora, pelo intersticio da
porta, eu via ao canto de um toueador de pu
rosa um espetho oval, inclinado para reoeber a
imagem que lhe iam apreseotar; e, sob a luz das
velas, utensis d.e toilette de prata e de prata dou-
rada, aceresceotavam pontos luminosos esse
lado do quadro que era completado pelas dobras
mastigas de pesadas cortinas de damasco verde,
sahiodo atraz do toucador. Eis o que eu via;
ms de rez em. quaodo, a sombra le qmj SQJR*
quem te servia... Nao te direi que sou teu ami-
go.... talvez nio me acreditasses ....
O ar de durida com que Nepto balangou a ca-
bega mostrou claramente que grao de confianga
o tapio conceda ao sueco.
Um dis, talvez breve, continuou Hen-
rick, con haceras toda a verdade.....e sabers
eolio se Norra .. .
Para nao pronuncia jamis este nome 1
diz Nepto com uma roz trmula.... Em tua boca
elle me irrita mais que uma injuria mortal.
E' loucura, murmurou Henrick, mas nio
se argumenta com os loucos.
Depois, voltando-se para o lapo, sempre im-
morel com os bragos cruzados diante delle :
Como queros tu que eu te d as noticias
que veos procurar, se te exasperas assim todas
as vezes que queio fallar ?
A resposta era to justa, que Nepto nao soube
o que replicar, e abaixou a cabega como um ho-
mem acabrunhado.
Emfim, depois de alguns minutos : %
Pois bam I diz elle, falla : onde est
ella ?
Em tua casa, sem durida.
Como 1 em oossa casa 1 tu me engaas ;
chego da tribu, ella ahi nao estara 1
Ter-roa-hieis encontrado no caminho : a
Slanicio grande, e ha lugar para ros dous.
ura que o que dizes i verdade.
Juro por Deus e por mioha honra de sueco.
Esta aflirmaco to clara pareceu tranquillissr
o feroz homemiinbo Suas sobrancelhas encres-
padas distenderam-se, e a nurem sombra, que
desde o principio do dialogo lbe cobria a fronte,
pareceu clarear um pouco. Has sua olera, mu-
dando de objecto, vollou-se para Norra.
Louca, exclamou elle bateodo com o p no
chao.
Louca nio, mas boa. I diz o sueco.
Nao preciso que ella seja boa para os ou-
tros, continuou Nepto com uma iogeouidade
de egosmo, que fez sorrir Heorick.
Basta que ella seja bea para ti, diz elle ;
comprehendo 1 mas rejamos o que queres tu fa-
zer agora ? Nao podes ficar aqui, e nao sao os
teas ces que podero trrastar-te at os cumes
dos Kilpis.
Se eu esliresse em Dronthein ou em Lavan*
ger, acharia ahi amigos e poderla voltar s nos-
tas tendas.
E de repente tirando sua bolsa de couro, ebeia
de especies, que fez soar as mos :
Vende-me um cavallo 1 o o que te pego
apenas, diz elle.
Nao vendo nada, respondeu o official, mas
posso emprestar-te tudo o que quizeres ; man-
dars entregar o animal em Dronthein, no hotel
de Inglaterra.
Pois bem I est ajustado, d;z Nepto met-
iendo a bolsa na algibora sem (he desatar os cor-
d*s. Quando me enrara o pavallo?
Oh I Oh viras busca-lo tu mesmo ; o guar
d'aqui meia legua apenas.
Eis o que nao pode ser 1 exclamou o la-
po mostrando-se do repente colrico e violen-
to.... Nao, nunca estarei em tua casa.... Ah 1 se
nunca tiresses ido s nossas tondas 1
Como quizeres 1 diz Henrick sorrindo ;
em uma hora ters teu cavallo ; boa viagem e
recommendages minhas leu ar.
Henrick foi ter com seus compaoheiros, e to-
mando com elles o caminho do gaard, fez-lhes a
narrago de sua conversa com Nepto.
Singular bomemzinho I diz rindo-se o
lio de Ed\rioa ; pena que nao tenha querido rir
Herald-Gaard comnosco ; estou certo que nos
dara o prazer de uma encantadora comedia.
Quaoto mim, diz Henrick, creio antes que
se fosse necessario elle se eucarregaria dos pa-
pis trgicos; oala que nenhum de nos o encon-
tr em seu caminho I
Ah ah I exclamaram'.de todas as partes, te-
mos noridade I um sueco que tem medo de um
lapio I
Itide 1 ride 1 replioou Heorick, mas por mim
julgo que deremos andar sempre prevenidos
contra um hornera violento, apaixooado o in-
feliz.
Vamos 1 a felcidade que tetoroa poltro ;
farei os meus campamentos bella Edwina...
Entretanto vamos jaotare mandemo-lhe seu ca-
vallo : conrm sempre cumprir a palarra dada...
mesmo ura lapo.
Principalmente um lapo, diz o official,
sublinhando esta palarra com a voz.
- XXI
Quasi tres mezes leem decorrido depois do en-
contr dos homens do gaard com o lapo.
Tanto para Henrirk como para Edwina esses
trez mezes nao liveram historia, o aeus dias pas-
saram-se calmos e montonos como a felcidade.
Heorick dira de bom grado como o nosso
poeta:
Maldita primavera, voltars iu sempre ?
E sua querida Edwina respondera :
' o invern que meu coracao implora 1
Por a nev nao chia mais : derretia-se ; a
nova ettago approximava-se com suas pompat,
seas esplendores e suas alegras profundas, cjue
em nenhuma parte a natureza parece sentir como
no Norte.
Fazia uma dessas estages, que devem inspirar
aos amantes uro noro e mats riro desejo da vi-
ver um junto ao oulro... de estarem jantes... E
estes iam separar-se O tempo das ^roraogas
nao estara acabado, e reslaram Henrick impe-
riosos dereres a cumprir ; tres m-'zes dedifficeis
trabalhos eram aioda necessarioa para o perfeito
desempenho de sua misso.
Elle devia fazer uma viagem no norueste da
Noruega; derla visitar os fjords, que o ocano
langa como longos bragos no interior das trras ;
devia emfim estudar algumas ilhas da costa me-
nos conhecidas.
Edwina bem o sabia : seu coracio affligia-se ;
porm, ella se resignara : era uma natureza T-
lente ; tinha o sentimento do derer ; longe de
desriar a Heorick, pelo contrario era ella quem
te-lo-hia animado, se disso houvesse necessi-
dade. [Contiuuar-se-ha.)
bra passara por defroote desse espelho, e eu ade-
rinhara o que nio ria.
Eis-me aqui, disse ella, tornando a appa-
recer, depois de ter deitado sobre o restido para
cobrir os hombros, uma capa de panno preto bor-
dada S seda e ouro; depois jamiou-se, accendeu
um desses cigarrinhos de pa^P^destinados a fa-
zer erer ia mulheres que fumam quando chegam
isso aos labios, deu-me um cigarro egual, ecom
um morimento de cabega e um olhar que pro-
vavam que, desde que chegira, era ao que que-
ra chegar, perguntou-me:
Divertiu-se muito na opera ?
E a senhora ?
Muito 1 Gosto tanto de msica, e da de Ros-
sini, principalmente 1 E todaria deixei passar um
acto sem ourir. i
Cootava com uma resposta que eu abstire-me
de dar. Queria que ella fosse chegaodo. Fiquei
calado. Ella cootiouou :
O senhor quando sahiu, dava o bra;o uma
bella moct.
Aepetir-lhe-hei o que a senhors me esti
dizendo, e da sua parte, o comprimento lhe ser
precioso.
Infelizmente ella oo ha de sab-lo.
Como?
Para lhe repetir esse comprimento fra ne-
bessario que o senhor lhe dissesse que me co-
nhecia.
J o sabe.
Disse-lhe t. ......
Quando a deixei.
Ahi tem como discreto I
O que hivia a oceultar ? Depois nio tenho
segredos para essa senhora.
Eolio ella sabe onde est agora ?
- Perfectamente. Foi lerar casa sua mi
que mora pouco distante da opera, depois velo
buscar-me, levou-me & ctsa de Vladimir e trou-
xe-me aqui.
E depois ?
Voltou para casa.
E. est dormindo ?
Creio que sim.
Sabe o Sr. que a sua confidencia bsm
pouco polida para mim.
Nao comprehendo, minha-jenhora.
Ella riu-me na opera ?
-VYu.
E deixou que o senhor viesse?
Fez mais, por que me troute.
De duas uma, entio : ou eesa mulher nio
0 ama ou eu son fel ; escolha.
Nem ama nem outra cousa. Essa mulher
sabe quem a senhora; e por tanto nio tem na-
da a temer.
Confessa que as minhas tropas nio iam muito
1 mal e que a catquilha ja estar batida em um
ponto.
E essa senhora coohece Vladimir ? pergun-
tou ella apox um silencio.
Sim, minha senhora, foi i casa delta que
elle dirjiu-me hontem um bilhele convidndo-
me para almogar hoje com V. Exc.
Como sabia elle que o senhor estar em
casa della ?
Sabe que l passa todas as noitet.
Ha muito tempo?
Ha onze mezes.
E' um habito?
Nao, um prazer. Na mioha edade feliz-
mente ainda oo se tem hbitos.
Ella leu a carta de Vladimir ?
Ao mesmo tempo que eu ; fra necessario
que a lesee para me autorisar a acceitar.
Como I Pois o senhor pediu-lhe liceoga ?
Sim, minha senhora.
E se ella tiresse recusado ?
En nao teria rindo.
O senhor eolio escraro ?
Nio, sou feliz.
Tu compreheodes com que seriedade, com que
intonages eu alimentara essa conversa, na qual
a mioha linda adversaria entrara cada rez mais
sem a menor descoofiaoga: se tiresse ganho
uma vasa, teria abandonado a partida, mas eu
estara bem certo que a perdera por que eu ti-
nha todos os trunfos na mo.
Esperara pois p firme ; ella obstinou-se.
Nao aeria uma grande ingenuidade em materia
de casquilharia ?
Continuou, pois, depois de ter formado novo
plano de ataque.
Em que camarote eslava ? Nio o vi.
Dessa vez eslava cercado como o general Hack
em Ulm. Compreheodes essa pergunta feita i
mim, que a rira examinar-me e olhar dez vezes
para o nosso camarote I
Eu eslava n'um camarote de frente, na
mesma ordem que o seu, minha senhora, o vi-a
admiravelmeote.
Eu fazia uma manobra falsa para que ella se
descobrsse de todo; foi o que succedeu. Ah
imprudente general I como conduairia o meu co-
racio quaodo o tivesse is suas ordens ? seria
meu corago forgado i guia-lo ?
Foi ao mea camarote um bello mogo, con-
tinuou ella brincando coa o cigarro, sottaodo
fumiga em filetes azulados, affeelando modos
destinados a suoliohar o que acabara de dizer, e
olhando-me para reialhir a minha resposta.
O prncipe de Rira, diese eu.
Conhece-o?
Nio, particularmente : mas em&m coohe-
go-o.
Francamente, que tal o aeha ?
-^ No pbytico ?
Em primeiro lugar.
I Eontejlor como V, Esc, dliii.
E no moral ?
O mais dislincto e espirituoso que possi-
vel. E' msico al a ponta das enhas: desenha
muito bem ; um homem do mundo,completo,
sendo de mais principe o artista ; se nio fosse
encantador e feliz com isso, nio sel com que o
seria.
Ora emfim eis uma voz de homem que nio
diz mal do meu procipezloho 1
- O mal que se diz dos homens como o Sr.
de Rira todo em elogio delles ; prova ocame
que inspirara e por outro lado as esperangas que
fazem nascer. Eu que nio tenho razio psra tec
ciumes do principe, digo a verdade.
Repetir-lhe-hei a sua opiniio a da parte de
um homem como o senhor, ser-lhe-ha preciosa.
Evidentemente ella quera imitar o qee eu ti-
nha feilo; sim I e j que me dizia pouco mate
ou menos a minha phrase, respondi-lhe pouco
mais ou menos a della.
Para repetir-lhe essa opiniio, mioha se-
nhora, fra necessario que V. Exc. lhe dissesse
que mecoobece.
Ji lh'o disse, por que digo-lhe tudo : el-
le quem me aconselha, guia e acompanba.
Entio sabe que tenho a honra de ceiar com
V. Exc.
Perfeltaminie. Eu al quiz que nos viesse
fazer compaohia.
Oar-se-ha caso que lh'o lenham prohibido?
Ob I elle nio reconhece i ninguem seme-
Ihante direito I
Quem o impedio entio ?
Foi acompanhar sua mia ao baile t
Foi por isso que parti antes de findar o
espectculo ?
Justamente. O senhor via entio o que se
passara no meu camarote ?
Vamos tudo. *
Ah 1 e a tal senhora olhara tambem ?
Certamen te. Apenas ri entrar V. Esc.,
diste-lhe o seu nome, e immedwtameote ella
deitou-lhe o binculo, com uma curiosidade bena
desculpa re.
Essa senhora conbece o principe ?
Creio que nio.
Tanto melhor I
Psra quem, minha senhora t
Ellahesitou por um instante.
Para mim, respondeu, talvez o impediste
de rir ver-me.
Porque, se i mim nio impede 1
Oh l nio a mesma cousa: ha aqui para
lie perigos que para o senhor nio ha.
[Continuar-st'ha.)
PERN. TYP. DE M.P.DEFAtlA&WlHO. WW.
HBH


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ED15V5W0N_OLWY21 INGEST_TIME 2013-04-30T23:35:16Z PACKAGE AA00011611_09395
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES