Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09394


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Full Text
lili IIIT11 1DMH0 217
Por tres'mczes adiaatados 5$000
Par tres mezas vencidas 6J00

[i a
SEITA FE1RA 20 H SETEMBRO DE Itli
Par aano adiantatto IfrfOOO
Parle fraiea pra asabaeriptar.
NCARMGADOSDABBSCRIPCAO DO HORTB
Parahiba, o Sr. kntonio Alexandrino da Lima;
Natal, o Sr, Antonio Marques da Silva; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
da Olireira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tas Ribeiro Guimara.es; Pari, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo daCosta.
PARTIDAS US GUKKBlUs.
Olinda todos os dias as 9 1/t boras do dia.
Iguarass.Goianna a Parahiba naa segundas
sexlas-feiras.
S. Anlo.Bezerros, Bonito, Caraar.Altinho
Garanhuna as tercas-feiras .
Pao d'Alho, NazarethJLimoeiro.Brejo, Pes-
queira.Ingazeira.Flores, Villa-Bel la,Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas (iras.
Cabo,Serlohem,Rio Formoso,Una,Barreiros
Agua Preta.Pimenteiras a Natal quintas reirs
Todos oa crrelos pariem|aa 10 horas damanha
EPHEMERIDES DO MIZ DE SETEMBRO.
4 Lea ora as 7 horas a 52 minutos da man.
11 Quarto creseente aalO horas e 56 mina tos da
manhaa.
18 La chela as 11 horas e 42 minutos da larde.
27 Qaarto minguanta aa 4 horaa e 5 minutoa da
manhaa.
PREAMAR DEHOJE.
Primeiro as 5 horas e 18 minutos da manhaa.
Segando as 5 horas e 42 minutos da tarde.
'16
[17
18
19
20
21
22
DAS DA SEMA!A*
Segunda. Si. Cornelio e Cypriano mm.
Terca. As Ghsgas de S. Francisco.
Ouarta. S. Thomaz da Villa Nora b.
Quinta. S. Januarlo b. ro.; S. Pomposa r.
Sexfs. S. Eustaquio m.; S. Glicerio b.
Sabbado. s. Maiheus ap. e eraogelista.
Domingo. Fesla das Dores de N. Seohore.
AUlfe.ftClAa .DOS lKlBlJNAKb DA CAPITAL.
Tribunal do commereio; segudas a quintas.
Relaco:tergas, quintas asabbados as 10 horas.
Fazenda: tercas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do commarcio : quarta ao mel dia:
Dito da orphos: tercas e sextss aa 10 horaa.
Primeira rara do cirel: tercas a scxtasso meio
da.
Segunda rara do tire]: qu artasa sabbados a 1
>or> da tarde:
ENCARREGADOS DASUBSCRIPCAO do stjl
Alagoaa, o Sr. Claudino Falcao Das; Baha,
Sr. Jos Mirtina Aires; Rio da Janeiro. s
I oo Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
Os proprietaros do DIARIO Manoel Fgueiroa
de Faria A Pilho, na sua lirraria praga da Inde-
pendencia ns. 6 e S.
PARTE OFFICIaL
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 11 de setembro
de 1861.
Officio ao coronel commandante (das armas.
Queira V. S. mandar postar em frente da igreja
de N. S. da Conceigo dos militares, s |4 horas
da tarde, nm dos corpos de liona a flm de fazer
as honras do estylo ao finado tenente coronel
reformado da guarda nacional e offlcial da ordem
da Ross Florencio Jos Carneiro Mooteiro; fican-
do V. S. certo de que o coronel director do ar-
senal de guerra tem ordem para fornecer o car-
tuxame oecessario para as salvas do costme
officiou-se ao arsenal de guerra para o flm in-
dicado.
Recommendou-se tambem fizesse postar em
frente daquelle templo, no dia 22 do crrante s
10 horas da manhaa, urna guarda de honra com
baodeira para assistir a fesla de N. S. da Escada.
Dito ao Dr. chefe de polica.Devotro V. S.
o pret a que alinde o seu officio n. 323, de 22 de
abril ultimo, para que, tendo em vista as infor-
males inclusas, que me devolver, ministrada
pela thesouraria da fazenda, verifique se o re-
crula mencionado em dito pret o mesmo de
nomo Manoel Barbos?, Dioiz Barretto, de que
trata o officio do coronel coramsn Jante das ar-
mas datado de 16 de agosto ultimo.
Dito ao commandante auperior do Rio Formo-
so.Sirra-se V. S. de mandar passar a guia de
que trata o art. 45 do decreto, n. 1130, de 12 de
marco da 1853, ao capito aggregado aecgo
n. 11 de reserva da guarda nacional desse mu-
nicipio, Joaquim Elviro Aires da Silva, a que
se refere a sua ioformago de 6 deste mez.
Dito so inspector da thesouraria provincial.
Mande V. S. pagar a quantiade44jO0O ris, qne,
segundo os documentos que, devolvo, sa est a
dever ao alferes Antonio Borges de Araujo pelo
aluguel de um cavallo para sua viagem de Villa
Bella a esta capital c^mmanlando urna escolta,
que conduzio presos de justica, visto achar-se
satjsfeita a exigencia da conladoria dessa thesou-
raria, a que se refere a sua ioformago de 4 do
corrente, sob n. 432, como se v da declaraco
feita pelo chefe de polica em officio, o. 915, de
14 deste mez constante da copia junta.
Dito ao mesmo.Transmiti V. S. para seu
conhecimento e execugo na parte que lhe tocar
a inclusa copia das alteraces feitas por esta pre-
sidencia no contracto celebrado com o eogenheiro
Jos Uamede Alves Ferreira, empreiteiro da es-
trada do norte.
Dito ao inspector interino da thesouraria de
fazenda.Reverto V. S. os papis que acom-
panharam o seu officio de 12 do corrente, sob n.
815 a flm de que mande pagar, conforme se or-
denou em 26 de agosto ultimo a quantia de......
107J460 ris, em que importa o gaz consumido
com a illuminago do palacio da presidencia no
mez de julho deste anno.
Dito ao juiz municipal da Ia rara Recom-
mendo Vmc. que remella para o presidio de
Fernando na primeira opportuoidade o senten-
ciado Francisco Fidelles de Souza, sobre que rar-
as a sua ioformsgio de 13 do corrente, visto ter
assim ella requerido.
Dito ao commissario raccinador provincial.
Remello Vmc. duas caixinhas contendo tubo3
de pus vaccinieo.
Portara.Os Srs. agentes da companhia bra-
aileira de paquetej a rapor mandem dar orna
passagem de estado para a provincia do Para,
no primeiro rapor que passar para o norte, a Jos
de Carvalho Paes de Andrade.
Expediente do secretario.
Offieio ao bacharel Francisco Garca do Ama-
ral, juiz municipal de Tscaral.De ordem da
S. Exc, o Sr. presidente da provincia, aecuso
recebido o officio de 19 de agosto prximo Godo,
em que V. S. participou que passava ao suppen-
te Luiz Jos Correia da Silva, o exercicio de seu
cargo no da 24 do corrente, em que termina o
seu quadriennio.Accusou-se tambem a recepgo
do officio em que o Dr. Francisco Domiogues da
Silva, commuoica harer no dia 14 do correte
entrado no exercicio do cargo de juiz dos feitos
da fazenda nacional deata proriocia.
Dilo ao inspector da thesouraria provincial.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda com-
municar V. S. que, segundo consta de parti-
cipitcio do Dr. chefe de polica, fallecen no dia
16 do correte a noite o administrador da casa
de detengo Florencio Jos Carneiro Monleiro.
espaciaos lo dia 19 de setembro
de 1861.
Requerimentos.
Clara Joaquina de Olveira Moura.Informe o
Sr. director geral da instruego publica.
Flix da Cunba Teixeira.Informa o Sr. ins-
pector da thesouraria da fazenda.
Francisco Fidelles de Souza.Fica expedida as
convenientes ordens para ser o supplicante trans-
ferido para o presidio de Fernando.
Frugeno Cardozo da Silra.Informe o Sr. juiz
municipal da primeira rara.
Jos Joaquim Aires Mangueira.Opportuna-
mente ser attendido.
Jos Felippe de Souza Lelo.Em rista do que
dispe o art. 49 do regulamento de 9 de maio
de 1842 rigorado pelo disposto no art. 1* do re-
gulamento provincial de 10 de agosto de 1858, o
supplicaote a tem direito ao producto liquido da
arrematacao, a que allude, e aoa 3OOJ0O0 das
custas nos termos da lei n. 514 de 18 de junho
ultimo, e oesta conformidade se expedem ordens
thesouraria para effectuar a restituido.
Joo Leite da Silra Campos.O supplicaote
ser enviado para o termo de Cimbres logo que
seja requiaitado pela respectivo juiz municipal.
Joaquim Elviro Aires da Silva.Nesta data se
manda passar a guia que pede o supplicaote.
Luiz Francisco da Silra.Opportuoa mente sa-
la attendido.
Salyro Clemente do Reg Medeiroa.Oppor-
tunameote ser attendido.
cussao Acara encerrada na sesso anterior, e
a pprorado. .
Sendo introducido no salo o Sr. ministro com
as formalidades do estylo, entra em discuss&o o
art. 6. (additiro) das referidas emendas.
O Sr. D. Manoel diz que o artigo que se discu-
te d mais um golpe no regulamento da escola
de marioha alias, um dos trabilhos mais impor-
tantes dos antecessores do nobre ministro.
Nao parece ao orador que seja cooreniente
eslar-se a alterar a legislaco quando o tempo e
a experiencia nao tem mostiado a necessidade
de sua reforma. J honiem se fez ver que o
art. 5., que tambem urna ionovacao as dispo-
siges daquelle regulamento, nao o melbora em
cousa alguma ; o mesmo acontece com este que
se trata: til vez nao d nem mais um guarda ma*
rinha armada.
Nao rale pois a pena estar assim a desman-
char o que fizeram os ministros-casacas para nao
fazer nada melhor.
Que experiencia ha de um regulamento que
dala de tresannos, para que com rerdadeiro co-
nhecimento de causa se proceda a sua reforma ?
e que reforma I Aos pedacinhos como esta de
que se est cuidando.
Urna das principaes condicoes de qualquer
disposigo legislativa a estabilidade ; andar
sempre com alteraces como esta, e de mais a
mais por mera deferencia, cousa que se nao
compreoende.
O nobre ministro no seu relatorio nao fallou
nestas reformas do regulamento da escola Je ma-
rioha, nao disse que eram oecessarias ; mas por-
que a commisso da cmara dos deputados as
propoz, aceitou-as por condescendencia. O ora-
dor porm est disposto a rotar contra este arti-
go, como j rotou contra o 5o. Nenhum provei-
to ho de dar, indiffereote que passem ou que
caiam; mas importando urna alterago do quo
existe, e nao estando demonstrada a necessidade
de tal reforma, nega-lhe o seu roto.
O Sr. Ministro da Marioha faz rer que este
artigo nao cootem materia ora ; apenas a re-
prodcelo, com alguma ampliaco, dadisposi-
caoi do art. 3. da lei n. 1,100; e coacorrer para
facilitar a acquisico de mais alguna mocos que
se dediquem carreira da marinha.
A escola nao dar promptos este anno mais de
coco discpulos. Ora. doze officiaes nao sero
bastantes {para prehencher as ragas que ha de
deixar o accesso de oulros que possam ser pro-
movidos para completar o quadro.
A experiencia j prorou que de igual disposi-
go se tirou vaotagem : e anda que esta dispo-
sigo nao dsse seoo mais dous ou tres alumnos
por anno, j valia apena approra-los.
Pondera quaeste artigo nao modifica as dispo-
sigoes essenciaet do regulamento da escola, e que
por sso nao pode ter as consequenciis que o co-
bre senador enxerga uellas.
Julgando o art. 6. aufficientemente discutido,
passa-se ao art. 3. da proposta tixando a torga
naval, que toma o lugar de 7. na forma daa
emendas, e tambem julgado discutido.
Retirando-se o Sr. ministro com asmesmas
formalidades do estylo, sao submettidos rota-
cao os ditos artigos, cada um por sua rez, e ao
approrados.
Consultado o senado se a proposta com as
emendas deria passar para terceira discussao,
decidido affirmataliramente;
Segue-se a terceira discussao do prjecto subs-
tituindo o actual syslema de pesos medidas,
que Acara adiada na sesso de 6 da corrente
mez.
O Sr. Forreira Penna ora sustentando o pro-
jecto, e manda meaa seguate emenda, que
apoiada:
O goreroo nos regulamentos que expedir
para a execugo desta lei poder impor aos in-
fractores a pena de priso at um mez e mul-
ta at 1008Vasconcellos.Ferreira Penna.
Nao ha ven do mais quom tiresse a palarra, ti-
ca a discussao encerrda por falta de casa para
se rotar.
O Sr Presidente d a ordem do dia e leranta
a sesso s duas horas e dez minutos.
INTERIOR.
RIO BE JWFIRO
SENADO.
SESSO ESI 8 DE AGOSTO DE 1861.
Presidencia do Sr. Vitconde de bael.
A'a 11 horas da manhi, achando-se presen-
tes Irinta e um Srs. senadores, o Sr. presidente
abre a sesso.
Lida a acta da anterior approrada.
EXPEDIENTE.
O Sr. primeiro secretario l um officio do mi-
nisterio dos negocios da agricultura, commereio
e obras publicas, acompanhando um exemplar
do alisa e relatorio conceroentes exploraco de
rio de S. Francisco, oflertado i cmara dos Srs.
senadores.--E' recebido na forma do estylo e re-
mettido para archivo.
Achando-se oa ante-camara o Sr. Ministro da
Mariana, procele-se ao sorteio da deputaco
qu o devia recebar, ficando compoita dos Srs.
Araujo Ribeiro, Dantas e Mandes dos Santos.
Tem lugar a rotaco do art. 5. [additiro) das
emendas da cmara dos Sra. depatados pro-
posta do poder exeeuliro fizando a forca naval
para o teqo^ceiro di 186J 183, cuja dis-
-0

SESSO EM 9 DE AGOSTO DE 1861.
Presidencia do Sr. Visconde de bae.
A's 11 horas da maoha achando-se presentes
Irinta e um Srs. senadores, o Sr. presidente abre
a sesso.
Lida a acta da anterior approrada.
Nao ha expediente.
ORDEM DO DIA.
E' submettida rotaco da emenda offeracida
em segunda discussao do prjecto substitaindo o
actual systema de' pesos e medidas, cuja discus-
sao Acara encerrada na sessSo anterior, e ap-
prorada, Qcando defferonte de ultima discussao
com o prjecto e emenda do art. Io.
Segue-se a terceira discussao da' proposta do
poder executivo e emenda substitutiva da cma-
ra dos Srs. depntados sobre casameotos de pes-
soas que professarem religio diferente da do es-
tado.
O Sr. Dantas nao contesta, pois que catuolico,
que no casamento baja sacramento. Feita essa
consso, acredita estar lirre do conde de Lippe,
ecclesiaslico, lato do concilio Tridentino.
O Sr. Visconde de Albuquerque:Isto urna
heresia.
0 Sr. Dantas exprime-se deste modo porque
assim como no temporal o regulameoto do conde
de Lippe por qualquer cousa dizmortel mortel
mortel contra o corpo, assim tambem no espiri-
tual aquelle concilio dizaaathama 1 analhema!
anathema I contra a alma.
O catholieo re-ae entre dous fogos, entre a
cruz e a caldeirinha, entre o Vesurio e o Salfata-
ra : se quer usar das faculdades que Deug lhe
deu, diz-se-lhesois um materiaJlsta ; se quer
usar da razo, nico guia da humanidade, diz-
se-lhesois um racionalista I
Se nenhum destes dous guias serr ao catholi-
eo. por onde se ha de guiar t Pelas escriptures.
Mas as proprias escripturss contem este pre-
ceito. Nao ros tacis aemelhantea aos burros e
aos carelios, que nao usam da razio. E'rerda-
de que a isto tornam os padrea que a razo con-
siste naa escripturaa explicadas por altes.
Note-se que e orador distingue a igreja dos
padres; e pergunta se acaso estar obrigado a
seguir tudo quaolo os padres diaserem ? se est,
entao corre lhe o derer de ae reroltar contra a
sociedade e os reis sempre que os padres o or-
den ara m, e ha muitos casos em que el les assim
o maodam.
E' certo que quando os padres maodam taes
cousas afsstam-se do catholicisrao ; mas nao
menos certo que o determinam. E foi por isso
que um grande homem do seculo passado, reo-
do as fogueiras para queimar gente, as linguas
cortadas, etc., disse :Nao sei como um rei pode
ser rei e ao mesmp^tempo catholieo.
O Sr. Manoel:Pois preciso reconhacer
que eaae homem dizia um grandissimo despro-
psito.
O Sr. Dantas tama a dizer que nao ataca a
igreja; porque ella nao manda estas cousas; os
padres que aa maodam. O que o orador au-
ca, portanto, o abuso. E olo chama o nobre
senador desproposito aquella dito, porque se re-
correr aua memoria ha deachar santos que fo-
ram caoonisados por terem carregxdo leoba para
queimar hereges.
O Sr. D. Manoel:-Neg isso.
0 Sr. Dantas como U diiendo, um grande ho-

mem do scalo passado admirou qoe um rei po-
desse ser rei e catholieo ao mesmo tempo. Pa-
rodiando este dito, declara o orador que, avista
de certas doutrioas que entre nos lavram, nao
sabe como pode um representante da naco ser
representante da naco e ao mesmo tempo ca-
tholieo.
Os Srs Mrquez de Olinda, D. Manoel e outros
Srs. dirigem ao orador repetidas reclamares.
O Sr. Dantas dirigindo-se ao Sr. presidente,
pergunta se S. Exc. acha que o orador est fra
da ordem.
O Sr. Presidente declara ao nobre senador que
est s persuadido de que S. Exc. nao se ha de
esquecer da juramento que deu, obrgando-se a
manter a religio catbolica e apostlica romana ;
e espera que o nobre senador nao divague do as-
sumpto que est em discussao.
O Sr. Dantas diz que assim como o Sr. presi-
dente purista do regiment, o orador purista
da constituico. Ora, a constituido permitte a
liberdade dos cultos; mas nao temos feito nada
oeste sentido, nao ha lei nenham que regule
esta materia.
O nobre senador estende-se a este respeito em
considerares, as quaes nao o podemos acoro-
panhar, para sustentar que a nossa fraqueza tem
augmentado as exigencias de Roma.
Passando depois a desenrolrimentos histri-
cos, pretende que nunca em seculo algum o
casamento pertenceu aos padres; foi sempre
regulado pelo direito natural ou pelo direito
ciril.
Na peca dos patriarchas o casamento consista
na publicidade. Eram reconhecidos certos im-
pedimentos de direito natural, como nao poder o
irmo casar com a irma; o adulterio era um
crime, etc.; mas o casamento s exiga a publi-
cidade.
Nem mesmo depois que houra templos e sa-
cerdotes se enconlra as leis urna palarra da
qual resulte que o casamento pertencia ao sa-
cerdocio.
Assim regularara as cousas at a rinda de Je-
sus-Christo. Deu Jesus-Christo a le ora;'
mas anda ah nao ha urna palarra que mande '
fazer o casamento na igreja e pelo padre; pelo
contrario at declarou que o casamento perten- i
cia lei ciril, porque sendo chamado para pu-
nir a adultera, respoodeu: Nada teoho com
isso; ide aos juizes.
Jesus-Christo subi ao co, e ficaram os seus
apostlos. Nao ha nos eraugelhos urna s pala*'
rra que diga que o casamento da competencia !
dos padres.
[Esta parte do discurso do nobre senador ex-
cita grande numero de apartes e reclamaces
que nao permitiera acompanha-lo.)
Iosileem que antes de Constantino, por espa-;
co de seculo e meio, a religio coristas coosistia
na pratica de caridade; e nao baria nos erange-'
lhos urna uoica palarra declarando que aos pa-
dres pettencia fazer os casameotos.
Depois de Constantino comecou a poca da
rida legal do christianismo. Esse imperador,
rendo divididos os seus subditos em pagaos e
chrstos, dizem uns que abracou a nova reli-
gio, outros que s a tolerou ; e facto que ap-',
pareceu o edito de tolerancia.
Principiaran) as seysmas, as guerras ntreos
bispos, mas o poder supremo nao era reconheci-!
do na igreja; era sempre o poder ciril quem '
decida todas as questes.
Appareceu o ariaoismo. Os bispos queixa-
ram-se a Constantino da nova doutrina, que es-
tara introducida a desordena na igreja. O impa-
rador disse-lhes que passassem o Bosphoro e
se reuoissem em Nica, onde se acharia, am de
tomarem providencias.
Como se r o poder ciril diriga ludo: nao ha-
ra lei ecclesiastica que nao passasse pela tieira
do poder ciril.
Reuniram-se os bispos em Nica. Constanti-
no compareceu, e ellos apresentaram-lhe o sym-
bolo em que hariam concordado, e que o Impe-
rador mandou publicar.
Apenas publicado assim o symbolo de Nica,
deu-se logo ora briga dos bispos, por causa de
um Macedonio que passou tambem a pregar di-
sidencias.
Tornaram os bispos a recorrer a Constantino,
allegando que hariam esquecido alguma cousa
no concilio de Nica, e que era preciso remediar
essa lacuna.
O imperador accedan, e elles reuniram-se em
Constantinopla formulando o addltamenlo que
entenders), e que Constantino mandou tambem
publicar.
Resultou dahi um scisma; uns seguiam s o
symbolo de Nica, outros adoplaram tambem o
additamenlo de Constantinopla. Custou muito a
accommodar as cousas.
Tudo isto mostra que os bispos tinham a ini-
ciativa ; mas nada faziam sem o poder civil.
Nao haria um corpo com duas cabecas.
(Diversos apartes iolerrompem o orador.)
O Sr. Dantas sustenta que o poder dril legis-
lou sempre acerca do casamento.
Dividi o imperio romano, leve ento lugar o
primeiro concilio que tratou da clandeatinidade
do casamento, por falta da interreneo da igreja:
e foi um concilio provincial presidido por Carlos
Magno.
Ahi se decidi que a publicidade do casamen-
to deria ser obrigatoria, pedio-ae isso a Cirios
Magno, e este monarcha, em urna daa auas
capitulares determinou que os contrarenles de-
pois de casados fossem receber as heneaos da
igreja.
Mas os papas Nicolao I e Alexandre II deci-
dirn: depois que a falta da benco nio importa-
ra nullidade do casamento.
Neste estado acharam-se as cousas, quando
reunio-se o concilio de Trento.
A igreja ria-se nos maiores apuros entra os
Turcos e os Hereges, e os papas nao lireram re-
medio seoo recorrer aos reis, pedindo que lhes
soccorressem.
Foi sobretudo Paulo III que pedio por tudo
quanto haria aos principes que aeodissem aos
caones e so christianismo, e ento Carlos V
tratara de fazer urna reunio de bispos, ou um
concilio, incumbidos de tomar medidas sobre a
disciplina da igreja.
Os bispos, porm, foram alm daquillo que os
reis esperavam, e estabeleceram que o casa-
mento seria feito na igreja e em presentado
parocho, sob pena de serem reputados clandes-
tinos.
O que acooteceu foi que nem a Franga, nem a
Hespanha qulzeram aceitar as decises do con-
cilio de Trento, seoo naquitlo que nao fosse
contrario aos direitos de realeza e dos poros.
Em Portugal nao eooata que el-rei O Sebas-
llo protestasse ; mas o que rerdade que no
concilio de Constanza os ministros de Portugal
deca rara m que nao considera vam o reino obri-
gado a reconhecer as decises que fossem alli
tomadas emquanto nao liressem o asaeotimeoto
da monarchia. Isto foi'um"rerdadeiro pro-
testo.
Nem mesmo em Portugal o concilio de Trono
foi completamente recoahecido em lodoa os seus
pontos. Segundo o que se detibereu ueese con-
cilio os parochos doremaer aomeados polos bis-
pos ; estas oo team tribunal que os julgne se-
oo Roma; e bem assim outras dispoaiedes so-
bra beua dos cabido sua administradlo, etc.,
nenhum. da quaes sao ObterYodas em Por-
tugal.
na'
Foi, pois, este concilio qoe decidi que o ca-
samenlo fosse celebrado oa igreja e pelo pa-
rocho. Mas quem lhe deu esse direito ?
Diz Bergier (autor que puxa alguma cousa para
o arrocho),' que os bispos assim o decidiram a
pedido dos reis. Nao exacto ; mas adraitta-se
que assim foi. Se foi a pedido doa reis, ento
elles podem determinar o contrario quando lhes
parecer. (Reclamaces.)
Demais, quando o concilio estabeleceu essa
reara claro que s fallara paia os que se-
guiam a aoa religio ; nao tioha o direito de dis-
por para os outros.
Mas os lnelogos, que sao uns radios, gente
peralta, comecaram com os seus argumentos a
contrario sensu, sustentando que tratara-se de
tudo quaoto era casamento ; e a aanta congre-
gaco logo concordando!
Note-e que isto era fra do concilio de
Trento; mas os gorernos fracos foram estan-
do por tudo, e agora precisa-se de lei para de-
clarar aquillo que nio soffre contestaco.
Tem mostrado que em nenhuma poca o casa
ment pertenceu aos padres ; isso foi s depois
do concilio de Trento. Anteriormente os casa-
meotos nao eram julgados clandestinos por falta
de publicidade.
O orador accrescenta muitas outras considera-
Qoes, e conclue rotando pelo prjecto, nao por-
que sirra para cousa alguma. mas s para mos-
trar que o poder ciril pode legislar sobre o casa-
menta.
O Sr. Carneiro de Campos sustenta o prjec-
to ; mas falla to baixo que quasi nada ouvimos
do que disse.
O Sr. Marquexde Olinda leranta-ss nicamen-
te para fazer urna declaraco. O nobre senador
proferio proposites contrarias decises solem-
nes da igreja catholica romana, e oppostas his-
toria, (poiados). Nao refutar, porm, as dou-
trioas defendidas pelo nobre senador; limita-se
a protestar contra ellas. (Apoiadosl.
O Sr. Souza Ramos (ministro do imperio) assim
como o oobre senador que acaba de aeotar-se
Erotesta contra as doutrioas enunciadas pelo no-
re senador das Alagoas ; as quaes tambem en-
tendem que nao deve refutar. (Apoiados).
Julga, porm, de seu derer declarar que o go-
rerno, concordando em retirar, na cmara dos i
deputados, parle da proposta que apresentra ,
sobre este assumpto, nao foi de forma alguma
levado de peesuaso de que a parte da proposta
que foi tirada era insuslentarel.
Como a emenda acuda s mais urgentes ne-
cesaidades do momento, e nao ofierecia compli-
cado alguma, o goreroo aceitou-a para mar-
char pausadamente, e deixou de parte a questo
dos casameotos mixtos, sem comtudo abando-
nar as ideas da proposta sobre ste o outros pon-
tos.
O Sr. D. Manoel estara deliberado a nao tomar
parte nesta discussao.
O nobre senador pelas Alagoas haria, na rer-
dade, procurado sustentar que o casamento foi
em todos os lempos regulado pelo poder civil,
mas apoiou-se para isso em opinides de autores
to absurdas, que o orador eoteodou ser melhor
entrega-las ao silencio ; sao doutrioas que se
refutam por si mesmas. (Apoiados).
Embora o casamento aeja sacramento e con-
trato, qual. a parte principal ? Desde que a igreja
inclue o casamento entre oa sacramentos, como
poder um catholieo conceder a supremacia do
contrato ? E' absurdo que uo precisa demona-
tracao.
O concilio de Trento regalou as formas do sa-
cramento. S a igreja competente para isso.;
Gamo negar-lhe pois o direito de declarar os ca-
samentas feitos sem a obserrancia de taea for-
mas ?
Mas, como disse, nao foi para isto que pedio a
palarra, e sim para contestar a proposico do no-
bre senador por S. Paulo quando susteotou que
ninguem era obrigado s seguir a religio do im-
perio, nem a educar seus Alhos nesta religio, o
que o cootrario importara urna perseguico.
Nao concorda que soja licito aos cttholicos
educar seus filhos fra da religio do estado. Se
ella nao obrigatoria, de que serve o juramento
que todos os representantea da naco, funecio-
narios, etc., prestsm, obrigando-se a mante-la ?
Tal juramento oo os liga ao nao conspirar
contra ella, mas a empregar todos os meios de a
perpetuar, que o que quer dizermanter, e
como se ha de manter quem for o primeiro a edu-
car seus filhos fra delta t
D muito cuidado ao oobre sanador um termo
que a igreja manda larrar, obrigando o protestan-
te que casa com catholica a educar aeus filhos
oesta religio. Ora, que mal rem d'ahi ? se
urna rez declarados malorea easea filhos quize-
rem antes seguir a religio do pai do que a da
mi, quem os pode infelizmente embaracar ?
Ninguem.
Veio o oobre aenador com a mollna constante,
nestes casos : as conveniencias da colonisaco
Teme que sem aa asaegurar prole doa protes-
tantes o gozo da sua seila, elles nao riro para o
Brasil. O orador porm declara francamente que
se a emigraco tem de protestantisar o Brasil,
antes oo quer ter colonos.
O numero de casos em que se rerificam os ca-
sameotos mixtos muito diminuto. A santa s
oo durida conceder aos nossos bispos todaa as
faculdades para que taes casameotos sejam cele-
brados convenientemente. Onde est ento a
difflculdade ? Onde est a necessidade de fazer
urna lei contra u da igreja, e de estabelecer um
conflicto com a aanta s ? O orador nao concor-
rera para isso, nunca, e muito menos actual-
mente.
Vota pelo prjecto, enlendendo que por ora
quaoto basta.
_ O Sr. Cansanso do Sinimbu' pedio a palarra
to amente para dar orna explicado ao nobre
senador por Mioas-Geraes, que oa segunda dis-
cussao deste prjecto mostrou-se sentido de ter
o gabinete de 10 de agosto aceitado a emenda da
cmara dos deputados proposta do goreroo
apreaentada na admioistraco de S. Exc.
Apenas conatou a apreseotaco dessa proposta,
foram logo presentes samara dos deputadoa re-
presentarles de alguna prelados pateoteando oa
seus escrpulos.
O ministerio de 10 de agosto, reconhecendo
que a primeira necessidade nesta materia era
firmar a paz daa familias no seio daquelles que,
nao perteocendo religio do estado, riessem
para o Brasil ; que sobre este ponto oo hariam
questes que podeasem demorar a medida que
cumpria tomar, aceitou a emenda.
Nao resolta inconveniente algum do adiamento
da outra parte da proposta sobre caaamentos
mixtos, porque a santa s concedeu aos nossos
bispos 333 dispensas por aono para taes casa-
meotos ; e esse numero excede em muito s ne-
cessidades do paiz.
Se, porm, rierem A ser precisas mais dispen-
sas, nao resta a menor durida de qua as oblare-
mos da santa s, que ha de continuar a ter com
o Brasil todas as contemplares que sempre Lhe
temos merecido, a de que anda ha pouco nos
deu mala urna prora, sagrando por suaa mos,
contra os usos, um bispo brasileiro.
Fora da Franja e dos paizes em que Influio a
I sua conquista, nao ha casamento ciril para os
catholicos. A Allemanha protestante ainaa uo
tem o casamento ciril. Nos catholicos que ha
remos de t-lo!
Na Inglaterra al 1836 o casamento s polio
I ser celebrado pela igreja anglicans. Foi depois
, disso que se permillio aos uakers, aos Israeli-
tas, etc casarem secundo os seus ritos, e tor-
nou-se o casamento facultativo ; e a Inglaterra
um paiz protestante.
O cardeal Wisemon asaegorou ao nosso minis-
tro que em Inglaterra, ende a populaco tantas
rezes maiordoque a nossa, anda nao houve um
snnoem que se verificasse maior numero de ca-
sameotos mixtos do que o numero concedido
pela santa s ao Brasil.
Que necessidade baria pois de estarmos a le-
gislar sobre esta materia-, que oo tem interesse
algum de aclualidade, e a promover conflictos ?
Nao a descobre.
CoucIub asspgurando-que a aceitaco das emen-
das nao foi etteito de pressao estranha, quer ex-
terna quer do paiz ; foi a coovicco que animou
o goveroo, de que adiando ou retirando parte da
proposta, aceitara a adopeo da outra parte
della que mais urgia, e que reclamara provi-
dencias.
Sao estas explicaces que linha de dar.
O Sr. Vasconcellos pronuncia um discurso.
A discussao fica adiada pela hora.
Leranta-se a sesso s 3 horas e meia da
tarde.
coromiBssao de |fazenda acerca de requerimenlo
de Adriano Augusto Bruce Barradas, que igual-
mente approrad-o e passa para a 2 discussao.
Segue-se a 3a' discussao da proposta do poder
executivo, com as emendas da cmara dos depu-
tados. fizando a forca naval para o anno fioan-
ceiro de 1862; a 1863 : approrada para subir
sanecao imperial.
Esgorada a materia da ordem do dia, o Sr. pre-
sideote d para a da seguiote sesso trabalhos
de commisses.
Leranta -se a sesso s onze horas e rinte mi-
nutos da manhaa.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
SESSO EM 10 DE AGOSTO DE 1861,
Presidencia do Sr. visconde de Abael.
A's onze horas da manhaa achando-se presen-
tes 30 Srs. senadores, o Sr. presidente abre a
sesso.
Lida a acta da antecedente approrada.
EXPEDIENTE.
O Sr, i.* Secretario l um officio do presiden-
te da proriocia do Paran, acompanhando dous
exempiares da relatorio que lhe foi apresentado
ao tomar cont da administra;o da mesma pro-
vincia, em 16 de margo ultimo.Ao archiro.
O Sr. 2.a Secretario l a redaeco da emenda
approvada pelo senado proposi;o da cmara
dos Srs. deputados, approvando a penso conce-
dida a D. Candida Fraga Nevos, viuva do com-
missario de 3a classe da armada Jos Rodrigues
das Naves ; e fica sobre a mesa.
ORDEM DO DIA.
Entram em 3a discussao, e sao successivamen-
ie approvadas para subirem saneco imperial,
as seguintes proposicoes da cmara dos Srs. de-
putados, que approvam as penses annuaes con-
cedidas pelo poder executivo :
1.a De 1:2003 a D. Escolstica Basilia de Sei-
xas irma do fallecido arcebispo da Babia, mar-
quez de Sania Cruz.
2.a De 720$ a Phillis Broom, viuva do chefe de
diviso granduado Jorge Broom.
3.a De 3009 a D. Joaepha Cruz Silva de Andra-
de, Ariura do tenente-coronel Joaquim Jos de
Andrade Vasconcellos.
Segue-se a 3a discussao da outra proposigo da
mesma cmara, com a suppresso do att. 2 da
proposta em 2a discussao, approrando a penso
annual de 2648 a D. Candida Rosa Pereira Nunes
riura do alferes reformado Francisco Jos Nunes.
Julgada finda a discussao, approrada, com a
suppresso do art. 2.a, para rollar cmara doa
Srs. deputados, iodo antes commisso de re-
daeco.
Tem lugar a 1.a discussao ao parecer da com-
misso de constituido acerca da licenga pedida
pelo Sr. senador baro de Cotegipe, e passa para
2a sem debate.
Segue-se a ultima discussao da emenda offe-
recida em 3a do prjecto sobslituindo o actual
syslema de pesos e medidas pelo mtrico frao-
cez; approrada com o prjecto e a emenda ao
art. 1.a, e remetlido commisso de redaeco.
Continua a 3.a discussao da emenda substituti-
va da cmara dos Srs. deputados proposta do
poder executivo sobre casamento : mixtos.
O Sr. Dantas depois de explicar um aparte que
hontem deu quando orara o nobre senador pelo
Rio Grande do Norte, relifica algumas proposi-
coes que emitlio e que nao foram bem compre-
hendidas,
Reconhece que foi injusto quando cbamou de
radios os theoiogos; deixou-se arrastar do calor
da discussp, mas oo pode negar que alguns
delles tem Jeito grandes serricos sociedade ;
a sua intenco era fallar dos sophisticos, dos que
abusam.
Nestas discussdes iodispeusarel nao confun-
dir o que de doutrina com o que de discipli-
na. Como catholieo o orador obrigado a crer,
e er ludo quanto doutrina : porm o que
disciplinar o que pode ser mudado, o que nao
fundamental, sujeito discussao, e pode ser ob-
jecto das reflexes do orador.
Ora, tudo quanto. disse hontem s entendecom
a disciplina, porque tudo quanto o concilio de
Treoto dispz sobre o casameolo puramente
disciplinar.
Pede poia, aos nobres senadores que nao diva-
guen), que nao se canaem em proclamar a aanti-
dade da religio quando o orador nao a atacou,
mas s os abusos que em seu nome praticam.
Reapeita muito os principios da igreja no que
dogmtico, no que doutrina eterna ; mas tor-
na a repetir que nao desiste do direito de discu-
tir o que disciplinar, e que o poder ciril pode
mudar.
Feitas estas declarares, nada mais dir a este
respeito.
O Sr. D. Manoel d urna explicaco.
O Sr. Sioimb responde ao discurso que hon-
tem pronunciou o nobre senador 'por Mioaa Ge-
raes ; e expde de novo os principios que dirig
ram o gabinete de 10 de agosto para retirar a
parte da proposta sobre os casameotos mixtos.
O Sr. Vasconcellos replica, mostrando a cohe-
rencia de suas ideas.
Nao hareodo casa para rotar-se o Sr. presiden-
te declara encerrada a discussao.
Dada a ordem do dia, leranta-se a sesso 1
hora e 1(4.
No 4." extracto do discurso do Sr. D. Ma-
noel, publicado no Jornal do Commereio de hon-
tem, em lugar dedeclarar os casameotosde-
re ler-sedeclarar nullos os casameotos.
No 6.a do mesmo dicurso, em lugar de e
como ae ha de maoterdere ler-see como a
ha de maoter.
SESSO EM 13 EE AGOSTO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Abaet.
A's once horas da manhaa, achando-se presen-
tes trlnta Srs. senadores, o Sr. presidente abre a
sesso.
Lida a acta da anterior approrada.
O Sr. 1." Secretario l um officio da cmara
doa Srs. deputados acompanhando as emendas
approvadas pela mesma cmara proposla do po-
der executivo que fixa as forcas de trra para o
anno finaoceiro de 1862 a 1863.A' imprimir.
ORDEM DO DIA.
Submettida rotaco a emenda substitutiva da
cmara dos deputados proposta do poder exe-
euliro sobre casamento mixtos, approrada pa-
ra subir san.cc.ao imperial.
Entram em Ia discussao, o passam para a 2a
sem debate, Os seguintes pareceres da commis-
so de legislaco : 1, acerca do requerimento do
padre Gullherme Paulo Tilbury ; 2*, acerca da
representacao de rarios habitantes de Valenca e
Vassouras ; 3a, cefea da reclamaco do bacha-
rel Luiz Rodrigues Villares, sobre dispansa das
leis de araortisaco.
Entra, tambera en \* discussao p parece; d
Qiaess&o. eieatoral. EielVao
lirecta.
XIII
Se a redacto do nosso Diario tiresse a injus-
lilicavel pretenso de escrever para homens ver-
sados nestas materias, que em suas bibliothecas
possuissem os dados necessarios para opinar nes-
te assumpto com pleno conhecimento de causa
e em sua illustrago recursos para chegar me-
lhor solucao da noasa these, por certo nao tea-
mos oceupado tantas columnas com tradueces
e transcripcoes de varias leis eleitoraes censil
tanas.
Escreremos, porm, para leitores faltos em ge-
ral desses elementos de conviego, e porquerer-
ms miniatrar-lh'os foi que oos damos esse tra-
balho abhorrecido. A' oo ser esse nosso desejo
poderamos ter-nos limitado a exclamar-lhes:
Leitores, sabis que em toda a parte do uni-
verso, onde existe um goveroo representativo,
a eleico directa ; sabis que onde ella foi
indirecta, como em Franca e em Portugal, re-
conheceu-se que era urna flego ridicula, urna
burla funesta, econverteu-se em eleico drec-
ta : sabis que j n'um parlamento europeo se
nos deitou em rosto o facto de anda existir
entre nos a eleicAo indirecta, como urna pro-
ra do nosso atrazo: sabis finalmente queja
< em 1810 quando as cortes hespanholas adopta-
ram o systema eleitoral indirecto os jornaes
c inglfzes, que alias apoiavam as corles com
grande sinceridade e enlhusiasmo, censuravam
c a adopeo daquelle systema pelas cortes, e o
c ridicularisaram, chamando-lhe eleico de cas-
is cata.
Seodo assim, dir o leilor, porque foi que se
adoptou semelhante lei eleitoral ? De certo nao
se deve m tencao o, ter ella sido adoptada.
Muito pelo contrario o generoso coraco do im-
mortal autor da constituico no roto universal s
vio a mxima amplido da sua generosidade; era
da sua parte acto de sentimento antes do que de
razo. Looge e bem longe estara elle de prever,
de suppr que a extenso da dadiva a toroava
pequea, e um dia a reduziria nada, porque em
materia de direitos eleitoraes o legislador, que d
de mais, faz, como o pai de familia improvisado,
que por fraqueza do corceo confia de filhos ioex-
perteotes no ardor das paixes quantias dema-
siadas, e Ibes cava a ruina em rez de os felicitar,
como esperara e desejara.
To explicareis nao sao as illuses democrti-
cas, as illuses dos primeiros executores da cons-
tituido, que nao deriam, nem podiam ignorar o
que tem produzido por toda a parte o voto uni-
versal. Custa a perceber com que razo, e para
que flm os primeiros executores da constituico
declararam que possuir duzentos mil ris de ren-
da liquida, como sabiamente prescrere a coosti-
tuico, quer dizer roto unirersal, e que para es-
tar prorada a posse dessa renda, basta que o elei-
co oo tenha morrido de inedia hora do voto.
Devemos acreditar que os primeiros executo-
res da constituico presuppozeram, como as corles
hespanholas, por um lado que os pobres e os de-
pendentes em negocio lio importante, como
urna eleico, em decises, de que depende a sua
sorte, e a de seus filhos, baviam de necessaria-
raente ter dignidade pessoal, e que esta e o bom.
senso bastariam para nomear ptimos eleitores,
e por outro lado persuadiram-ae que os podero-
sos, os ricos, os influentes por qualquer modo
haviam de ter a honestidade de oo abusar dos
meios compressiros, de quedispunham, para ie-
duzir os dependentes instrumentos de seus ca-
prichos, paixea, ou interesses, meros soldados,
oas bauthas eleitoraes, que entre si trarassem.
Bellas illuses de almas generosas 1 Honrosas
hypotheses do dignidade pessoal na pobreza, a
de honestidade no podero, nos ros respeitamos,
como a foote pura de que dimanaes, mas sois
illuses ; todas as naces o proclamaram, e todas
ros prescrereram, porque reconheceram que sois
inaplicareis ao goreroo dos homens, e as illuses.
no governo dos homens sao falaes ; as suas ulti-
mas consequencias toram sempre e em toda a pac-
te o despotismo ou a aoarchis.
Mas, por estarmos disto profunda, sincera a
desinteresadamente persuadidos, segue-se por
ventura que nio apparecam conviccoes veriadei-
ras, ou tateresses que as simulem, em opposi-
co nossa these? Do facto de terem quasi lodos
os Diarios daa provincias do imperio abracado a
causa da eleico directa, pode alguem inferir que
nao ha mais quem sustente e queira semelnaute
systema de eleico indirecta ? Nao se diz j, como
se disse em outras nacoes, em Franja particular-
mente, que o corpo eleitoral directo ser urna
oligarebia ? Que aquellos que desejam, e promo-
rem este melborameoto ao oligarebas 1
Usa-se, e abusa-se tanto da palarra oligarchia,
que em relami nossa these, cumpre-nos expr
o que ou sao as nossas oligarchias.
As eleiQes universaes directas ou indirectas
em todas aa naces, onde existem, sao realmente
feitas pelos directorios dos partidos, quando os
ha, ou das faeges, que tomara, como diz Helio
o feitio de partidos, quando estes nao existem.
Tendo nos o rolo unirersal, emquanto elle du-
rar, nao podemos escapar i sorte commum das
nages, onde elle existe ou existi. Ha de, pois
haver sempre dous, tres ou mais directorios elei-
toraes com os seus compeleotes estados maiores.
com os seus agentes e adberentes para seduzir.
comprar, ou desviar pela forga ou pela astucia a
maior parte, que puderem, dos rotantes univer-
saes mais ignaros, mais dependentes, mais ve-
naes, ou mais sediciosos.
Se isto o que se chama oligarchia, entre nos
nao urna entidade chimorica, cousa que exis-
te realmente, e o menos que lemos em cada ca-
pital de proriocia sio qualro ou cinco, a saber, aa
dos partidos chamados da ordem e da liberdade
as das fraegoes, em que subdiridem esses partidos,
e a do goreroo, que nem sempre se identifica
com urna das ouiras, eqae n'um paiz onde nao
existem partidos reaes, fundados no interesse ge-
ral, sempre a mais forte, e quasi omnipotente.
Se nao isto o que se designa pela palarra
oligarebia entre nos, declaramos ignorar total-
mente o quo aeja, salro se alcuoha que um dos
directorios eleitoraes pem um, ou mais dos
outros directorios, e nao tem ralor ethymologico
mais do que o das alcunhas, com que u acces
costumam mimosear-se.
Em rerdade quem la a historia dos estados
que foram goreroados por oligarchias, como L-
ea, Veneza, Siena, e outros, qeam v asases os-
lados goreroos despticos, tvraoniaa fundadas
en? escandalosos o horriveis privilegios, e defen-
didas por tribunaes secretos coa execugas clan-
desliQM e compaja, esses goveinos. oUgarcnicoi


nnu mmmk ir km tf
_
DIARIO DI fIRHAMBUCO; SEXTA FEIRA. 20 DB 5ETEMBRO 1E 1811.
I IITXZX
con o do Brasil, onde nao eiisle nobreza heridi-
laria, nem privilegio algum poltico ou civil,
existiodo pelo contrario voto universal, liberdade
e at licenc da impreesa, parece-lhe est so-
ohaodo quando ouve fallar seriamente em govor-
bo oligarchico, em partidistas e promotores de
oligarchias entre nsv
Oligarchias eleiioraee sim, essas existem no
Brasil. Tasaos em cada provincia pelo menos
juairo ou -cinco ; todas ellas derivara do voto
universal ; e a le dos circuios creou em quasi
todas as comarcas do imperio, oligarchias lo-
caes para a elegi ; contra a influencia indebita
teosas oligarchias que sio escriptos estes arli-
gos, cojo instincto tirar-lhes das mos a parte
vena!, dependente, ignara, ou sediciosa dos vo-
tantes universaes, e por esee modo-tornar i re-
presentado nacional to verdadeira qusnlo pos-
sivel s-lo entre nos.
Talve haia quem tome por oligarcbia os vaos
ttulos de nubreza pessoal, nao transmissiveis de
pais Cirios, e que nao conferem irrito algum
ci'l ou poltico ; mes semelhanle coofusio de
ideas suppe ignorancia total do que aeja oligar-
chi*. A este respeito lembrsmo-oos do que di-
zia o fimigerado Oupin na cmara dos deputa-
dos de Franca, quando se tratou de abolir os t-
tulos de nobrezs. Observou elle que no poder
da cmara nao cabia extinguir as tradlccoes his-
tricas da franca, indicadas nos domes destas ou
daquellas familias ; que, por mais leis que a c-
mara fizesse, havia de haver sempre urna aristo-
cracia ; que, exlincta a das tradigoes histricas,
iria a do dinheiro, como nos Estados-Unidos,
que a mais grosseira e a mais immoral de to-
das as aristocracias ; que elle Dupin, sendo ple-
fteuepobre, (inha sempre de levar poota-ps
aristocrticos, e que, nesse caso, se os havia de
levar de ps calossos habituados nainfsncia pe-
sados tamancos, antes os queris levar de ps de-
licados calgados de linos escarpins.
Somos inteiramente da opima) do sabio e elo-
cuente orador Dupin, e a cmara franceza parti-
lhou completamente o seu parecer, porque a lei
da aboligao dos ttulos de nobreza foi rejeilada
entre as rissdas geraes dos deputados.
screveu-se tanto em Franca contra o que al-
guos par i los l chamavain oligarcbia eleitoral,
que de l que nos ho de vir citaedes, exero-
plos e iheorias contra a eleigao directa censua-
ra e limitada, pois era isso, que certos parti-
dos rancezes chamavsra oligarchico-eleitoral, e
foi ubi dos pretextos da revolucao de 1846.
Para armar os oossos leitores contra os so-
phismas, com que os influentes pela eleicao in-
directa hito de tentar seduzi los, vamos expor-
Ihes quao infundada era a denomioagao de oli-
farchia. applicadu o corpo eleitoral francez pe-
os partidos, cojos esforgog resuscitariam effecli-
vamente o voto universal, e com elle, primeiro
a anarchia, depois o despotismo.
Persuadidos que continuar o actual systeraa
eleitoral, essa tambera a alternativa que nos
ameaca, vamos esforgar-oos para tornar claro, e
patente quao injusta e demaggica era a alcunha
de oligarchia posta pelas faccoes trncelas ao
corpo eleitoral directo.
Os socialistas, os bonapaitistas, os republica-
nos e os legitimistas, que todos juntos formavam
insignificante minora em Franca, diziam una
voce que os eleitores censitarios conatituiam
urna verdadeira oligarchia, poique, havendo um
milhao delles em Inglaterra, erara muito menos
em Fringa, e por isso mais facis de corromper.
O leitor, que liver meditado o que este Diario
j tem publicado em iiigos e commuoicados,
est habilitado para responder este bello irra-
zoado, que a independencia dos eleitores nao es-
t no seu numero, mas nos seus teres e Ilustra-
ci individuaes, que, se, para ser maior o nu-
mero, lr preciso incluir no recenseamento dos
eleitores os dependentes e ignorantes, essa in-
clusao acabar com a independencia do eleilor,~e
tornar necessariaraente impura a eleico.
Nenhuuia oulra razao dorara as faegoes fran-
elas para alcunhar de oligarchia o corpo eleito-
ral directo e censuario, e nao a deram porque a
nao tinharr.. Longe, porm, de ser restrictivo
de mais o censo eleitoral francez, era esse em
nosso entender baixo de mais, e no seu mnimo
nao garanta suflicieolemente ao estado a inde-
pendencia e a inteligencia do eletor, como pas-
eamos a demonstrar pelas coosideracoes se-
guintes.
Calcula va-se n'aquelle tempo em Franca que
os impostos absorviam a quinta parte da renda
total dos cidados. A lei confera direitos elei-
toraes ao cidado que pagaste ao Asco duzeotos
francos annualoienle. Omitlindo a qaota porte
de impostos indirectos, lomase de evidencia
malhemalica, que o cidado francez que livesse
mil e tantos francos de renda, era ipso facto
eleitor. Ora, esta renda apenas bastava eolio, e
milito menos bastara luje para salisfazer as
mais grosseiras necessidades materiaes da vida,
o roaufestamente o mioimo censo nao dava ga-
ranta sufficiente da independencia do eleitor.
Insuflicienle era lambem o mnimo censo elei-
toral para tornar provavel a illustraco do elei-
tor. Cuitara n'aquelle tempo a educaco de um
menino, conforme as localidades, de Jilo ceios
mil e duzonlos francos annualmente, e o cida-
do francez, que estivesso no mnimo do censo
eleitoral raras vezes podevia ter edacago que
garantase ao estado as ua aptidio intellectual
para o eleitorado.
Se estes sao, como affirmamos sos dossos lei-
tores, tactos incoo testa veis, e se as condiges
mais rigorosamente indispeosaveis do eleitor
o, no dizer de todos os publicistas, a sua inde-
pendencia, a sua ill ostra gao, sob pena do ser
indebla e prejudicial a sua inteiferencia na
eleigao, como foi que diversos partidos francezes
oolligades onsiram afflrmar que o corpo eleitoral
rsoeez era urna oligarchia ?
Os socialistas.os republicanos.os booapartistas,
e os ligitimistas, todos elles Inimigos irreconci-
liaveis da liberdade poltica, sabiam melhor do
que nos estas verdades, conheciam perfeitamente
esses dados numricas, o suas obvias conse-
cuencias.
Nao era porm a verdade do governo repre-
sentativo o que elles promoviara com suas dema-
ggicas declamares; nao eram os ioleresses da
Jiberdade poltica oque elles procuravam com
incendiarias, e an-sociaes excitagdes ple-
iteas. Os bonapsrtislss s qveriam o mando, o
poder e a forca que o d; alguna tioham a
mira na gloria, na rehabililngao das armas fran-
ceza ; oulros s a tinham no thesouro pu-
blico.
Os socialistas solhavam para os bens herda-
dos, ou adquiridos pelos outros cidados, e a
invengao de oligarchia eleitoral tinha por objecto
traostornar a ordem publica, e ver se poderiam
applicar propriedade, e ao trabalho as suas
abominaveis utopias.
Os republicanos incorrigiveis. que ainda ado-
raran] suas illusoes totalmente inapplicaveis 4
Franca,preparavam-se para amoldar os costumes,
e al a lingua franceza s suas funestas illusoes
pelo meio conhecido, e j usado da guilhotins,
e do exterminio dos seus semelhanle?. Os legi-
timistas, (quem o dira '?) queraos o voto uni-
versal, e cavalleiros distioctos pela maior parte,
sao se envergonfiavam de dar as mos despre-
siveis demagogos, esperando que do voto univer-
sal surgase flavamente a anarchia, e que esta
tornasse pessivel o restabelecimeolo, se nao do
antigo rgimen, pelo, menos o da sua inffluencia
sob Henrique V.
Estes partidos, todos elles inimigos mortaes da
liberdade politics,eolligsram-se contra o presen-
to em procura defuturos diversos por meio do
despotismo. Excitaram todas as paxoes anti-
sociaes, e apesar de serem urna pequea minora,
por causa do funesto predomioio de Pars sobre
a Franca, e da incoropreheoeivel fraqueza do
seu governo representativo, lograram acabar com
a liberdade poltica, obrigaodo a Franga a refu-
giar-so da anarchia nos bracos do absolutismo
militar, illustrado e glorioso sem duvida, mas
absolutismo com toda as suas eventualidades
ms, alguraas das quaes pouco vivera quem as
oio vir realissr.
Quando, pois, oa sophistas interessados na per-
sistencia da eleigao indirecta,fallarem sos noasos
leitores na sopposta oligarchia eleitoral franceza,
lembrem-se das verdades inconlestaveis que
ficam exposta, e que Ibes serio garantidas por
todo o hornera honesto, que coonecer a Franca
lal qual ella e nao smenle pelo echo longin-
qu* dos partidos, e das suas paxoes.
Essa inventada oligarchia principiou a dispr
da eleicao em- Franca, quando a sua renda, pa-
tuca era de seta ceios i oito centos milhes, e
no espago de trila annos, que durou o seu do-
minio eleitoral, deixou Franca mil e oito ceo-.
tos milhes de renda! Augmenlou os readi-
mentoa dos cidadios m propprcio de mil e seis
centos roilboea annualmente I
Os triol anotado dominio do tal corpo elei*
toral oligarchico sao em toda a historia da Fran-
ca o nicos annos, em que 11 houve liberdade
poltica, seguranga pessoal, e liberdade da im-
prensa.
Quem for tapaz de negar estas verdades, nega-
r a historia, negar as provas mathemalicas,
negar at a luz do dia, e se ao seu predomioio
pela eleigao indirecta convm. negar al, como
diz Cames, o Deus que tem.
Essa lei eleitoral lio calumniada por todas as
variedades de revolucionarios francezes colliga-
dos era obra de Odilon Barrot, de Beranger,
Dupin, Laffltle, Berryer, Bar.the, Casimiro Perrier,
e eutros oio menos illustres, que todos queriam
realmente o governo repreaentalivo, e sabiam
que em Fraoga de oulro modo era elle absoluta-
mente irapossivel.
O admiravel relatorio de Beranger, e a cmara
toda reoonheceu que tem direito ao voto eleito-
ral todo o cidado capaz de o exercer; que pouco
pouco se devis ir ampliando a admisso das
capacidades, e abaixando o censo ; n*unrr pair*
vra que era preciso imitar o procedimiento da
Inglaterra, mis-patria da liberdade poltica no
mundo. Mas as faegoes s buscavam pretextos
revolucionarios, e razes especios s, porque ver-
dadeiras e de publica conveniencia as nao ti-
nham, tanto isto verdade que apenas aquella
lei foi substituida pelo voto univeisal, ronca va a
metrtiha era Paria, em Lyo, e o'outras cidades,
ceifando milhares e milhares de plebeus, excita-
dos e Iludidos acerca de seus verdadeiros inte-
resaos, nascendo nessas fratecidas batalhas, e oo
receio da sua reproduegao a necessidade do
absolutismo, e fleando provado ainda para os
mais incrdulos quao, fundada em razio e quao
providente era a lei ceositaria de 1831.
Se Napoleio III livesse succedido um go-
verno de voto universal, que houvesse durado
algum tempo, como aconteceu seu to, de
certo nao teria encontrado uo thesouro e uas
leis os recursos, com que tem dissimulado i sua
omnipotencia entre a espantosa prosperidade da
Fraoga. Teria provavelmenle 6do obrigado,
como seu to, a diminuir a miseria da Fraoga
cora os despojos dasoutras nagoee. Do lal corpo
eleitoral oligarchico foi que Napoleio III herdou
a possibilidede de executar sem,o mnimo sacri-
ficio daa oulras niges, as maraviluas da paz e
da guerra, que temos presenciado.
Estamos persuadidos que hoje Lamartine eseus
collegas, considerando em que vieram a dar as
reformas que pvopunham para tornar o voto
universal, e o que da sua realisagao resultou,
devem estar bem contrictos do que fizeram. Ho-
meos to superiores, to eminentes ho de hoje
c.onfi'ssar sem humilhagao que Laffltle, Beranger,
e oulros autores da lei ceositaria de 1831,conhe-
ciam melhor do que elles o limite, que se devia
por ao direito eleitoral, para tornar possivel em
Franca a liberdade poltica.
Verdade que Duvergier de Hausanne, Helio,
e oulros eminentes escriplores lo queriam que
se recorresse meios revolucionarios, e tudo
esperavam do tempo, e das convieges; mas os
partidos, que s anhelavara pelo poder, e nada
se imporlavam com a verdade do governo re-
presentativo, transformavam as opinioes arra-
soadas desles homens superiores em armas, nio
para aperfeigoar e consolidar as instituiges li-
beraes, mas para assumir o poder por mejos
revolucionarios, embora acabasso a liberdade
poltica, como ac bou.
De que oio abusa o espirito revolucionario ?
Da que que ioleresseiros e apaixonados que-
relladores nao fazern arma contra os obstculos (
que se oppeai realisagao de suas ambigea ?
Tu lo Ibes serve para destruir ; al as verdades
mais inconlestaveis das sciencas exactas s&o
deturpadas para saciar paxoes horriveis.
E este respeito lembramo-nos da astucia ra-
pozeira com que Vollaire utiiisava as estupendas
descoberlas scieulicas de Newtou para propagar
o atheismo.
Newton, esse genio assombroso, que honra a
humaniJade, cada nova veriBcacio que fazia
daa leis que descubrir, ficava extaaiado com a
profundeza incomprehensivel da sabedoria divi-
na, e exultara emlouvores ao Altissima.
Voltaire pelo contrario admira va Newton, e
quasi o divinisava, mas exrlamava i cada des-
coberta deate grande hornera, que vista das
forcas inherentes materia, e das leis que regiam
essas forgas, para a regularidade do universo,
nao se precisava de Dens, e que portanio era
urna hypolhese desnecessaria, um ente superfino.
O espirito de partido, de seita, de syttema, de
faegio sempre assim, de ludo faz arma para
destruir, mesmodo que ha de mais sublime, de
mais indubitavel nos coahecimentos humanos,
de mais sagrado as crongas de toda a humaoi-
dade I Entre Newton e Voltaire est o eipago
ojie separa o partidista honesto do revolucio-
nario.
Esses grupos, que deram cabo da lei censitaria,
e da liberdade poltica em Franca nio eram par-
dos eram faogoes de tendencias e convieges dif-
fereptes.e al oppostas. Nao somos nos que o dize-
mos, o profundo pensador Helio, esse respeita-
vel conselheiro do tribunal supremo de Fraoga,
que atravessou quasi todas as phases da revolu-
go franceza, e que tinha sincero amor i liberda-
de politice. Terminaremos este artigo citando as
suas palavras, que taota autoridade tem por toda
a parte.
< Em Frange nio ha partidos, e se ainda con-
servo esse nome para mostrar que nem urna
significarlo tem.
Como leriamos partidos, elemento do gover-
no representativo, se nao temos espirito publi-
co, elemento de partido 1 Temos em verdade
o ardor da luta, a agitagao do combate ; mas no
< lolervsllo das crises esmorece esse ioteresse
publico iocaossvel, para cujo alimento bastam
to ; o que alm disso annnnciada sempre pela
municipalidade com antecedencia.
Remeltem-nos as segrales obisvatea so-
bre o calgamenlo que ora se faz en no parte-j
da ra do Cabug ; ecomo nio podemo>aa\jw* _
fmo decidir da materia, de maneirs a aquinuar |PCiernr>jailCanientO, ICltO pelO IaD-
C0NSI41)0 PROVINCUL.
Relaja di casas abaixo menciona-
4tV tpe soffreram alteraces no
devidamente a soa boa ou m execugio, solicita-
mos a altengo de quem competir para isto- veri-
ficar.
< Sr. redactor da Revisl*.
Acha-se preparando um calgamenlo de pa-
rallelipipedos, na ra do Cabug, que s servir*
pela m forma porque se o esti executando, para
depreciar um tal systeraa de calgamenlo, alm
de damnificar a rea.
Seria pois muito conveniente que, selangss-
se urna v'.sta d'olhos por sobre elle, e assim so
evitasse o dsmno resultante desse trabalho, que
deve ser ioutilisar-se a ra, etc. etc. porquanto
nio etteferto rras cuudiges dejjeguianga cuu-
veniente, e segundo o que constitue o modo ira-
tico de calgamenlo.por paralleliplpedos.
c D cabida *ei(as lionas, para que seja pre-
venido os inconvenientes a que alindo, era tempo
providenciando-se a respeito. Sou'etc..
Pelo delegado de polica do termo de Santo
Antio, o Sr. Alexandre Jos de Hollanda Caval-
canii, foi capturado Alexandre Bezerra de Albu-
querque Barros, criminoso como mandante da
tentativa de morte contra a pesaos do tenenle-
coronel Antonio Correa Pessoa de Melo.
Em audiencia do juiz de direito da V vara,
oflereceu o Dr. promotor publico o libello de ac-
cusago contra Msnoel Antonio de Araujo, re-
quarende a condemoago do reo nos aris. 116, 1
bypotbese, e 205 do cdigo criminal.
No dia 18 do crrente forana recolhi los
casa de detengio 4 homens e 1 mulher, lirresS,
escravos 3 ; a ordem do Dr. delegado da capital
1, que o africano Haooel, esoravo de Umbellna
Candida Naves de Mello ; a ordem do subdelega-
do do Reoife 1 ; a ordem do da Santo Antonio 1,
que a parda Faustina oa Jacinthe, escrava de
Jacintba Elesbio ; a ordem do da Capunga 1, que
o africano Antonio, escravo de Jos Antonio
dos Santos Coelho ; e a ordem do do Pego 1.
Mataoolro publico.
No dia 17 do crrente matararn-se para o con-
sumo desta cidade 91 rezes.
No dia 1899 ditas.
No dia 19-61 ditas.
MRTALlDADE DO DIA 19
Caetaoo Marcos d'As3umpgio, Bernambuco, 51
annos, solteiro, Boa-Vista ; dyarrhea.
Luiza, Pernambuco, 5 annos, escrava, Santo
Aotonio ; febre htica.
Um prvulo encontrado morto no caes do Ra-
mos, Santo Antonio
Honorio, Pernambuco, 15 annos, solteiro, es-
cravo, Santo Antonio; ttano.
Aprigio, Pernambuco, 7 das, Boa-Vista ; t-
tano.
Francisco Augusto de Figueiredo Seabra, Per-
nambuco, 16 annos, solteiro, S. Jos; phtysics.
CHR0N1CA JUUICUHIA.
a os negocios ordinarios. Os negocios pblicos
.< destituidos de perigo, de paixao e de escan-
<.< dalo nio excitara mais a nossa languidez ; o
< interesse individual absorve toda a nossa acti-
vidade, enlrega-nos ao poder vido, que nes
cobiga, apresenta-lhe o nosso lado fraco, con-
vertendo-nos em presa, que por si mesma se
enlloca de modo que possa ser mais com moda-
mente devorada.
Nio ha, pois, verdadeiramente partidos, por-
que o nio sio esses restos de faegoes, que ah
se agitam roda de nos ; nio o sio esses gru-
< pos de homens, cuja existencia tem por nica
causa efficiente as ambigoea particulares. Nin-
gera chegar a pode-los contar, ou caracte-
risar. Nao se podem contar, porque sio in-
numeraveis ; o interesse geralmente nao se
divide arbitrariamente ; nio apreseota esco-
Iha grande variedade, e vacilla entre whigs e
torys.
a Quem sahe destas divisoes prncipaes, per-
de-se no inflnitamante pequeo, redi>:-se
a p4, e as faegoes multiplicam-se entio
a sem razio, nem termo. Ninguem as pude
caracterissr por um principio geral; oa nossa
historia conatitucional conhecem-se somonte
a por certos oomes proprios, e por cerlss dalas,
c O verdadeiro partido forma-se por um interesse
< real ; a faegio inventou um interesse para to-
mar feitio de partido ; porm mais fcil to-
< mar as apparencias do que o carcter de nm
partido ; porque o carcter depende da origem,
cea origem nio se cootrafaz. Por isso osa ra -
'.< pidas vicisitudes dos oossos ministerios, o
< maior em barago do que sobe, destioguir-se do
< que cabe, e redigir o seu programma.
a O partido tem urna consistencia, que lhe
propria, porque procede da opiniio ; a faegio
ttem, como os soldados, urna aecha, e quan-
do lhe falla, os adeptos nio sabem onde se ho
de reunir.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 19 DESETEM-
DE1861.
raSSIDINCIA DO EXH.SR. DE8BIBAR6AD0R
9. A. DB SOUZA.
As 10 horas da man ha a, rounidos os Srs. depu-
tados Reg, Basto, Lemos eSilveira, o Sr. presi-
dente declarou aberta a sesso.
Foram lidas e approvadas as actas das duas an-
tecedentes.
EXPEDIENTE.
Urna commuaicagio da secretara de estado dos
negocios da justiga de 3 do correte, de haver
S. M. o Imperador designado o juiz de direito
Tristio de Alencar Araripe para servir na vara
especial do commercio da capital desta provin-
cia. Accute-se a recepgao.
Foram presentes as cotages ofrkises dos pre-
goscorreles da praga, das ultimas semanas.
Archivem-se.
DESPACHOS.
Um requerimente de Domingos Alves Matheus,
pedindo o registro do seu contrato de sociedade
com Antonio Lopes Rodrigues.Vista ao Sr. d'e-
sembargador fiscal.
Outro de Jos de Azevedo Maia, visto pelo Sr.
desembargador fiscal, pedindo matricular-se.
Como requer.
Outro de Manoel Joaquim Duarte Guimaries,
Portuguez, de 40 annos de idade, estabelecido e
domiciliado na cidade de Macei, pedindo matri-
cular-se.Vista ao Sr. desembargador fiscal.
Outro de Jos Teixeira Leite, pedindo o regis-
tro da novagio de contrato feilo com seus credo-
res.Como requer.
Outro de Haooel Carpioteiro da Silva e Joio
Antonio Carpioteiro da Silva, salisfazeado o des-
pacho de 8 de agosto ultimo, para ser registrado
o seu contrato social.Registre-se.
Outro de Jos dos Santos da Cunha Moreira,
pedindo o registro da sua nomeagio de caiieiro
de Marques Barros & C Registre-se.
Outro de Guilherme Carvalho & C, pedindo o
registro de urna escriptura de hypolheca celebra-
da entre elles e Joio Duarte Magioario. Como
requerem.
Oulro de Joio Ignacio d'Avila, pedindo certidio
do termo que assignou de fiel depositario de ar-
mazem do largo d'astembla ns. 20 e 26.Como
requer.
Outro de N. O. Bieber & C, pedindo o registro
da nomeagio de seu caixeiro Antonio Teixeira
Peixoto de Abreu Lima.Como requer.
Outro de Jos Muniz Teixeira Guimaries, pe-
dindo o lugar de agenta de leilio, tendo prestado
a respectiva llanca.Passe-se titulo.
Oulro de Manoel Ferreira dos Santos Caminha,
Alexandre Ferreira Caminha e Vicente Ferreira
dos Santos Caminha consultando o tribunal sobre
forma de realisarse a novagio do contrato ef-
fectuado com os credores de sua firma social fal-
lida de Caminha dr Filhos.Na forma do parecer
fiscal.
Urna communiesgao de Amorim Fragoso San-
tas & C. de 12do correte, de nio poderem exer-
cer o cargo de Oseaos da moratoria de Barroca &
Mederos.Junte aos autos naja vista ao Sr. de-
sembargador fiscal.
Sendo conclusos os autos de moratoria de Ao-
tonio Botelho Pinto de Mesquita, appensos aos
de Francisco Antonio Cona Cardoso.O tribu-
nal mandou desappeasar estese remoller os pri-
cader Mulla, a saben
Trasvasa dos Quactaia
Numaro 17.Manoel Figuera de
Fati, casa terrea, arrendad*
dem SI. Maris do Carmo Nanea
Ferreira, sobrado de 2 andares e
2 lojas, araasdado tudo por.....
dem 27. Padre de Alcntara do
Guimaries Peixoto, casa torra,
arrendada por....................
dem 39. Domingas (Jos Ferrei-
ra_ciaa_lftrrna, arrendada por....
Becco da Matriz.
Numero 4. <* Irmandae do Sao-
lissimo Sacramento de Santo An-
tonio, casa terrea, arrendada por
dem 7. Antonio Jos Pinto, casa
terrea, arrendada por............
dem 17. Galdino dos Santos Nu-
nea de Oliveira, casa terrea, ar-
rendada por......................
Travesea da Matraz.
Numero 6. Irmaudadedo Saniis-
mo Sacramento de Santo Anto-
nio, casa .terrea, arrendada por
dem 16. II. de MUnsel da Con-
ceigio Medeiros, casa terrea, ar-
rendada por......................
dem 18. Aotooio Ferreira Lima,
casa terrea, arrendada por......
dem 20. Irmandsde do Saolis-
simo Sacramento de Santo Anto-
nio, cesa terrea, arrendada por..
Travesea dos Expostos.
Numere 8. Ignacio de Loyolla,
casa terrea, arrendada por......
dem 12. Jos-da Costa Uourado,
casa terrea com 1 meia agua no
funde, arrendada por............
dem 16. Manoel Aotonio Gon-
gslves, sobrado de 2 andares e
loja, arrendado tudo por........
Rus do Calabouce-velho.
Numero 4. Antonio Jos Pinto,
sobrada de 1 andar e loja, ar-
rendada tudo por................
dem 12. Irmandade do Santissi-
mo Sacramento de Jaboalio, casa
terrea, arrendada por............
dem 1. Joio Francisco dos San-
tos e Fiiho, casa terrea, arren-
dada por..........................
dem 3. Os mesmos, casa terrea, .
arrendada por....................
dem 13. Antonio da Costa Soa-
res Guimaries, casa Ierres, ar-
rendada por......................
dem 15. Jos dos Santos Neves,
sobrado de 1 andar e 2 lojas, ar-
rendado por......................
dem 17. Francisco Jos da Cos-
a Ribeiro, sobrado de 1 andar e
loja, arrendado por..............
Hem 19. Alexandre Rodrigues
de Almeida.casa terrea, arrenda-
da por............................
dem 21. O mesmo, casa terrea,
arrendada por....................
dem 25. Antonio Pereira Mendes,
casa terrea, arrendada por........
dem 33. Joaquim Antonio Car-
valho, casa terrea, arrendada
por...............................
dem 30. O mesmo, caaa terrea,
arrendada por....................
Ra de Santo Amaro.
Numero 16. Bartholomeu Fran-
cisco de So usa, sobrado de 1
andar e loja, arrendado por......
dem 20. Marta Lourenga do Ro-
zarlo, casa terrea, arrendada per
dem 24. Pedro de Alcntara
dosGoimaries Peixoto, casa ter-
rea, arrendada por..............
Idora 3. Manoel Ignacio da Avii-
la, casa terrea dividida em 2,
arrendada per....................
dem 5. O mesmo, oasa terrea
dividida em 2, arrendadas por..
Travessa da Calabougo.
Numero 1. Antonio Brochado
Soa res Guimaries, casa terrea,
arrendada por:....................
194|000
de que haja harmona no systeraa de classiQca-
gio, que antes do recebimento dos productos j
ten ha sido por elles encelado. Alm do que con-
cerne particularmente ao genero e especie do ob-
jecto, cumpre que outras informages acompa-
nhe-o aa sua remesss. Esses esclarecimenlos
que para os productos agrcolas, por exemplo, se
refersm natureza da terreno de*peoducgo,
preparagesedispoasgesque elle se livor dado,
a dascripgio dos instrumentos mecnicos empre-
gades, e al se possivel foros desenhos das casas
de depsitos, maoipuiacoetc .aervem egualmenl
csaaaificago dos productos, e maia que tudo
guiam o espirito da jury no julgam.en.to do va-
lor eulilidade delles.
Nio innovamos" aqu osa. fysleiaav.de einor ;
repelimos o que se tem preticado na exhibiese de
productos em outros paizes no comego de suas
3OMQ0O est" i jostriaes. e insistimos que assim se prati-
-iiuvvuu -j^fo uJife-noj pars qe^aanos acertar na dea-
tribuigio de nossas recompensas, processo este
onde deve reinara mais recoohecida impsrcinli-
dade, e* com que devem contar todos aquelles cu-
jos productos entrarem em concurrencia. '
' S de urna maneira geral lemos prendido at-
tengo dos expositores, na forma que devem se-
guir na exhibigio de seus productos, porque es-
tamos convencidos que a illustrada commissio
central, como j disemos mais acim, serviodo-
se di classificago dada pelo governo era seu pro-
gramma, ter facilitado essa forma para cada ra-
mo especial de industria; entretanto julgamos
de tal importancia este ojete-, desejvmos tanto
que para o futuro se atleodam todas as consi-
dorages uteis, que nio nos parece superfino in-
sistir arada sobre o assumplo, fazendo applicagao
aos diversos ramos de produegao na provincia.
Cremos que ninguem contestar que os Iraba-
Ihos de cultura, quer sejam espontanea e gratui-
tamente fornecidos pelo slo, quer sejam o pro-
ducto do trabalho do hornera, merecerio o prin-
cipal lugar da exposigo industrial para que nos
preparamos. Este facto reconhecidamenle ver-
dadeiro em todo o imperio, tem subida impor-
tancia em Pernambuco, onde a agricultura tem
sua especialidade, onde pralkamos a grande cal-
ture, e onde convm attender aos melhoraraen-
tos do slo.e meios de produegao para adapta-los
aos diverses ramos da industria agrcola. Para
este fim a exposigo de productos nio basta, e
outros meios ledenles ao desenvolvimeuto da
agricultura sio indispeosaveis. Os productos
agrcolas se hoje oceupam o primeiro logar na
exposigo, mais tarde talvez veoham a empalli-
decer se o espirito da industria fabril se desen-
volver no paiz, com a exhibigio de seus produc-
tos e se para aquelles nio laogarmos mi de ou-
tros recursos que auxiliem as exposigoes centraos
das grandes cidades.
Temos necessidade, e necessidade vital, de
meios de propagagao para a agricultura, hoje e
por muito tempo fonle de nossa riqueza. Ases-
colas agrcolas, os cursos de economia rural, e
outros meios theorico-praticos de alta conveni-
encia, parece que nio eocontram a aceitago que
Ihes devida no paiz, ou sotes o espirito do
agricultor ainda demasiadamente altrahido pe- I
los melhodos ou rotioas de nossos antigos, em '
geral sem systema, pouco proveitosos e deman-
dando um emprego de trabalho superior uti-
lidad correspondente. Cremos mais as expo-
sigoes, e esperamos que melhores resultados ao-
jaos colhidos de sua obra. Entretanto um pro-
blema capital se nos aprsente, cuja solngso con-
vm esludar do urna maneira pratica e adaptada
aos hbitos actuaes da agricultura, mas cujo fim
seja oda promover seus melnoramentos. Se a
exposigo o meio pratico de engrandecermos a
agricultura, como e porque meios devemos rea-
liasa-la com proveiloso resultado para todos ?
E' o que desejamos mostrar em nosso prximo
artigo.
B. M.
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entregando-lhe sua alma 11.
rea, como roorre o justo.
Miranda
E d6pois, mor-
Couo.
*
COlIMKItCIO.
Pradal do Recife 19 de
setembrode 1861.
\s cuatro horas da larde.
CotagiM da junta de corretones.
Cambios:
Sobre Londres25 d/ por 19000 90 d. vista.
Descont :
10 0[0 a o anno.
Leal Sevepresidente.
Frederico Guimariessecretario.
Novo Banco de Pefeambuco.
O banco paga o 7- dividendo de 12#
por accao, relativo ao semestre lindo
em 31 de agosto prximo passado.
^Ifandega,
Rendimento do dia 1 a 18. 282:555*134
dam do dia 19.......15 5611442
298056*570
Hovlmenro da alfandega,
Volumes entradoscom fazendas..
> cora gneros..
Volumes
a
sabidos
>
com fazendas..
com gneros..
65
44
4969600
216*000
192*000
3609000
192*000
168*000
[CoiUinuar-se-ha.)
Communicados.
Oescarregam hoje 20 de setembro.
Polaca tiespanholaIndiacarne de charque.
Escuna hanoverianaJupler dem.
Brigue brasileiroeoriquemercaduras.
Brigue oglezDantebacalho.
Patacho americanoPalmelonfarinba.
109
Correspondencias.
Expona^o.
Dia 18 de setembro.
Barca portugueza Sania Clara, para Lisboa,
carregaram :
Jos da Silva L070 Jnior, 500 saceos com
2,500 arrobas de assucar.
Francisco de Asis Brito, 409 saceos com 2,045
arrobas de assucar.
Azevedo & Mendes, 36 saceos com 110 arrobas
de gomma.
Parete Vianna S C, 14 saceos com 57 arrobas
e 14 libras de gomma.
Brigue portuguez Relmpago, para Lisboa,
carregaram :
Thomaz de Aquirra Fon seca, 20 pipas com 1,700
I caadas de agurdente.
Barca portugueza Flor de S. Simio, para
Lisboa, carregaram :
Carvalho Nogueira & C., 2 meias pipas e 128
barris com 4,982 medidas de mel, 9 pranxoes de
amarello com 28 palmos de comprimento e 2 da
largo, 18 costados com 16 palmos, e 500 saceos
com 2,500 arrobas de assucar.
Brigue portuguez Florinda, para Lisboa, car-
regaram :
Parete Vianna & C-, 140 saceos com 587 arro-
bas de gomma.
Amorim Irmios, 700 ssccos com 3.500 arrobas
de assucar.
Polaca fracceza lnkertncm, para Marseille, car'
regaram:
E. A. Burle & C. 19:000 unhas de boi e 9,700
ponas de dito.
Becebedorla de rendas internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 18. 17:972*569
dem do dia 19,.....: 20359637
Exposico dos productos naturaes e in-
dustriaes na provincia.
ii
Anda que difcil nossa terete, nao arretaca-
mos o enthusiasmo que deve haver no corago de
todos os lilhos da provincia pela exposigo agr-
cola o industrial que aqui deve ter lugar i 7 de
novembro deste anno. Prosigamos porlanio em
nossa marcha, e procuremos dirigir de algunia
maneira o espirito dos expositores, nicos para
quem escrevemos estas liobas.
Em nosso precedente artigo fizemos appello ao
verdadeiro movel do feslim para que nos prepa-
ramos,o pairiotlsto, e cora elle nicamente
devemos contar ; hoje encelamos a marcha prati-
ca que devem seguir os expositores na obteogo,
remessa e exhibigio de seus productos, pareo
que tornaremos bem sensiveis o fim das ioatruc-
es do governo e a missio nobre e importante
do jury e directorio, que tem de promover sua
acquisigu e j,ulgamenlo.
As insiruc.es do governo servem de guia a
commissio 00 arraojo, classicaQo e disposijao
geral dos productos. Esta ardua missio torna-se
tanto mais difficilna praiica.quantod'ella depen-
de o resultado mais ou menos proveiloso da ex-
hibigio dos productos. Se de urna parle compe-
le aquella essa classiflcac.io, nio poder ser
esta exacta, e mesmo digna de confianza, se suas
bases nao vieram dos proprios expositores, so. os
productos exhibidos nio s acharem acompanha-
dos de descripces, esludos de observado, e ana-
lyses que habilitem-oa&unta clusicagio scien-
,tinca e adequada & ulilidaJe pratica. Os exposi-
tores devem fazer urna idea clara da importancia
da elassifleacao dos productos, e compenetrarem-
meiros ao juizo especial do commercre para fa- 8e QM re5Uitados auta.ososque podem prorir de
chamados indreetos, no au 0,^^43 iuformacoes. Esta considerega-
t sobre tudo verdadeira desde que se tratados
productos agrcolas, cajo valor.e utilidade s po-
Srt Redactores. Quando em urna corporacao
qualquer eochergamos quererem laes e taes in-
dividuos perpetuarem-se 00 exercicio dos cargos,
como se elles fossem es nicos dignos de oceu-
pa los, com desinteresse e honradez, antevemos
inmediatamente a decadencia e desmoralisacio
della.
De dia em dia surgem nevos talentos, em to-
dos os ramos da vida publica, o faz-se misler
que se opere ra transformares ao passo que elles
apparecem aQm de que cada um por sua vez possa
prestar servidos, nao havendo egosmo para s
certos felizes oceuparem diversas posigoes im-
portantes.
Muitas corporacoes entre nos tem desappare-
cido, em coaaequencia das excluses de uos, e
das viUIiciedades da outros da seus membros, ol-
vidando-se na escolha os verdadeiros propugna-
dores dos ioteresses della, e daquelles que po-
deriam dar-lhe beneficios.
Ainda maia revoltanle se torna o zelo phari-
saico com que, os membros em exercicio da
corporagao, procurara fazer entrar e professar os
seus adeptos, com o fim de apreseota-los para
substituirem e como que acobertarem o que de
mo tiver bando na admiaistracio antecedente,
sem coosultarem os males futuros que pdem
resultar.)
Nio de baje que isso se opera entre ns e
quasi que nao ha dia em que nio appareeam ca-
sos aemelbantes, infriogindo as leis, e indo de
encontr moralidade seciedade e(odeverque
cada um tem de respeitar o direitos do seu se-
melhanle.
Praza i Deus que o que vimos de dizer seja
comprehendido, e que nao sejsmes abrigados a
voltar a saraos mais explcitos neste assumplo.
O Irmao segundo.
20:0089206
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 18. 29:7639056
dem do dia 19.......1:890*994
316549050
MoTimento do porto.
Navio entrado no dia 19.
BallimorePatacho americano PalmeUo, de 163
toneladas, capito \V. M. Jones, equipagam 8,
carga 1,359 barricas com fsriaha de trigo e ou-
tros gneros ; a Pbilippe Brothers & C.
Navio sahida no mesmo dia.
Rio de JaneiroBarca nacional Atrevida, capilio
Ca udino Jos Raposo, carga a mesma que trou-
xe do Ass. Suspenden do lamarao.
zer reunir os credores
termo legal.
Nada mais honre.
REVISTA (HARA-
Em dala de ante-honlem, e com o prazo del
sesseata das, foram postos concurso os dous
officios de partidores do termo da Escada, creados
ltimamente pela lei n. 504,
Um delles accumula o lugar de contador, e o
outro aquello de distribuidor.
Os pretendentes devem habilitar-se e apresen-
lar OS seus requerimeotos instruidos como es-
tatuido no decreto n. 817 de 30 de agosto de 1851
e^viso de 30 de dezembro de 1854, n. 252.
No ultimo deste correnta raez termina o pra-
zo marcado para.o pagamento do imposto muni-
cipal de 29 e 49 por cada um estabelecimento de
porta abena nesta cidade, quer seja de brasileiro,
quer. de estrangeiro.
Lembramos, pois, essa obrigagio que corre a
todos* que estejam nesae caso, advertindo une ao
asear do referido prazo, oscontribuintes daquelle
aposto tem de realisa-lo 00 tresdobro, Uto o
brasileiro 69, e o estrangeiro 129. alendas cui-
tas da exacucio, que o peior bocado, sem que
porm Ihes aasista direito de queixa. pois devem
saber, e eTectivamente o sabem. que ha essa im-
posto, e qae elle tem nm prazo para ser sasei-
SESSAO JDICIARIA EM 19 DE SETEMBRO.
PRESIDENCIA DO EXN. SR. DESEMBARGADOS
SOUZA.
Secretario, Julio Guimaries.
A meia-hora, o Etm. Sr. presidente abri a
sessio, achando-se presentes os Srs desembar-
gador Villares e deputados Reg, Bastos e Lemos.
Faltou o Sr depulado Silveira.
Lida, foi approrada a acta da sessio. antece-
dente.
JULGAMENTOS.
Appellaote, Bernardo Jos de Barros ; appel-
lado, Joaquim Francisco de Albuquerque San-
tiago.
Sorteados 01 Srs. deputados Reg e Bastos, e
relatado o feilo pelo Sr. desembargador Tilla-
res, foi conrmada a sentenca appellada.
Embargante, Eustaquio Gorno ; embargado,
Francisco Jos Germano.
Designado o dia de hoje.
Relator o Sr- desembargador Villares,
Foram desprezados os embargos.
Appellante, Domingos Alves Matheus ; appel-
lado, Aotooio Luiz de Oliveira Azevedo.
Designado o. dia de boje.'
Sorteados'os Srs. Reg e Bastos.
Relator o Sr. desembargador Villares, foi con-
firmada a soqtenca appetlada.
FAS0ASSHS.
Do Sr. desembargador Villares ao Sr. desem-
bargador Silva Guimaries.
Appellaote, Joio Manoel.Rodrigues ; appella-
do, Aadr Barbosa Soares.
DlSTBJllilSES.
Recorrente, Antonio Goncalres do Reg Vian-
na : recorrida, a companhia de seguros maiiti-
mos e terrestres.
Ao Sr. desembargador Silva Guimaries.
Aoe&avftSi
0 Exm. Sr. presidente denegou provimenlo ao
entre partes:
Aggravanle, o bschsrel Cnristovio Xavier L-
Pei aggravado, Byppollte da Silva.
Nada havendo a tratar, o Sr. presidente encer-
ra a sessio.
dero ser apreciados em relago aos meios de
produjo.
A actual commissio, j dividida em seccoes,
quer destinadas acq.uisic.ao de productos nesla
cidade, quer no interior ou as provincias limi-
trophes, esta hora ter sem duvida dirigido
suas missivaa & aquelles que pelo seu reconheci-
do trabalho e dedicagio devam concorrer com
ssus productos. Devemos suppor que, essas mis-
sivas nio se tenham. limitado carias ou remes-
sas das inglrucQeg do governo, que como j dis-
semos mais acims, tra^am simplesmenle a mar-
cha dos commissarios. Cada ramo da industria
do paiz deve ser clara e minuciosamente detalha-
do em instruc^oes eapeciaes, dictadas pela com-
missio, e que estejam ao alcance dos nossos ex-
positores.
Nao devemos oscurecer, que se de urna parle
a idea de urna exposigo industrial oio requer
urna propaganda no paiz, sua execugio demanda
todo o estorgo da parle daquelles que a emprehen-
de.m, e quem cumpre antes de tudo esclarecer
A>fim a que nos propomos.
. Estamos talvez repetindo o que j foi feilo pe-
la commissio ; e por certo nio pretendemos aqui
iniciar idea alguma nova para tila, que me-
lhor do que na sabe o que i este respeito cabe
praticar. Nosso fim aier comprehender aquel-
les, que devem exhibir seus productos, que os
commissarios opio sao demasiadamente exigentes
nos minuciosos dados que delles sokicitam.
Esta neoessidade faz-se tanto mais aenff, que
nao recelamos errar, afUrmando que 4 material-
mete impossivel commissio classificar, dispr
e arraajac de urna manaira proveilosa esdiversoe
productos expostos, se para ass fim ni* for snte-
cipsdsmenle preparada pelos productores.
A parte da disposicao e ciaasifkacio dea ob-
jectoa que competa sales aqate tom de servir
de auxiliar 4 oommlsaa* caatnai nesta cidade,
anda que nio leoha urna fotva atiaoliaka, nao
deixs de comprebendar partiaeUrmanta a narra-
tira do genero, especie, uso aaaplicacao da ob-
jecto aposte. Bata Mpeeie de memoria des-
criptiva deverA cingir-se o otelo pessivel er
s nstrucgoes ou dados que para cada industria
especial tenham os commissarios ministrado, aQm
Publica^oes a pedido.
NENIA
Ofterecida ao Illm. Sr. Joo Manoal
Freir Maris e a Illm." Sr.a B. Bu-
Una ce lesos naris pela sentiais-
sima morte de soa mu presada
sobrinha e fllha Alexandrna Ao-
sjreliea Viraes,
Sollrer sempre soffrer Imissio funesta
Chorando o homem nasce e vive em pranto,
Km lagrimas se una,
Em busca diurna sombra, que lhe foge,
D'uma sombra iigaira, que mal doira
O sol das illusoes fallaz esp'ranga,
Em busca da ventara ei-lo correado
Ao encontr... do tmulo.
(A.
Lima.)
pre-
ai U -0. to > o lloras.
0 a w 0 B a Sfe z 3 w s ca flft B kthmosphera 0
n O Dirtcfio. w a H O 09 co PS *
* M 58 a> m O 0 E9 Intensidad. 1 i* n 2
~ ~1 M ** OO 0 ^ 1 Pahr$nhit. 1 i-l n x m 0 w H 9 O 3 p a a S M
B g jjg ;i - en 8 "o 1 Centigr ado. O O O
* ~* -* 10 10 ^. s \ Hygrometro. O >1 ti M a
000 VI 1? \ CitUrna hydra-mtrica.
l|3 01 "oa 'te 3 "la -a es O Francs. m > O a m 0
30,18 30,13 30,11 O 00 i Ingles,
Mais urna victima acaba de ser sacrificada
meturamenle no altar da implacavol morte 1 Mais.
um aojo de boodade, que nio nodendo por mais
tempo viver neste espagoso iheatro de vicios e
de crimes voou mansio do justo, onde a vir-
tud*) recebe equitativamente o premio, que Dos
reserva para aquelles que soguero os seus santos
e ioefaveis preceitosl.:
Hais urna vida preciosa j quasi quebrada pe-
los reiterados abalas de um longo e penoso sof-
frer, proveniente de urna progresan va e cruel en -
ftrinidad e, que zom bando dea meios mais effica-
zee, qne a medicina ceetuma proporcionar em
laes ocossies extioguio-se crestada pelo sopro
rdante da morte para ir habitar k eternidade I I
Alexandrna Anglica Virios, filha do talleci-
do Joio Baptiata Machado, e viuva de Jos An-
tonio Lourengo Viraaa j nao exwte I
Accosameltida, ha lempos, de ama affeccio
pulmonar, que-pouco e pouco mtnou-lhe a exis
lencia, matande-lhe a seiva da vida, dea a alma
a. quem Ih'a txnha dado isll horas do dia 3 de
agosto I To moga ainda 1...
Ai 1 o seu curto peregrinar neste mundo, lon-
go de ser adocado pelos praieres da felicidade,
ella passou-Q na amargura da dr I... Bem je-
vern ainda, pardeo o sea querido esposo, restan-
taodo-lhe quairo filhinhos ; e osles, baje coita-
diohosl j orpbaosl...
a
Sangrava o eoraoio v-la com o semblante j
sosabreado pela palladas da morte, em vot des-
-(aUsjcaa, mae dolorosamente sentida, pronun-
ciar:meas filhos ?... Aquello coragio verda-
deirameate de ata i, quasi eatorpecido pele fri
da mosto, seotia-sa de que seus queridos filhi-
nhos isas em breve ser orpMos, e que nio te-
riam mais o salo maternal, a que aquecer-se I
Mea Daos I Quaota meeidade; quaota vida e
quanta belleza em usa-instante aniquilada I...
Anda 00 sitiase bruxolea* da vida, as anas
derradeirae-palavraa foram urna recommendaeo
sua mil para que amparaste os seus filhinhos,
um.adeua saotie e ataras oa teas parales e
amigos; e urna suppllca fervente MU de Dos,
A noite nublada e aguaceiros, vento variavel
de direegio e inteosidade.
OSCILAGAO Da HAR.
Preamsr as 5 h. 18* da tarde, altura 6,9 p.
Baixamar as 11 h 6'da manha, altura 0,9 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 19
setembro de 1861.
Boaano Stkpplb,
1* lente.
de
Editaes.
A cmara municipal da cidade do Recite taz
publico para coohecimenlo de seus municipes
quo recebeu do Exm. presidente, da provincia o
olficio abaixo transcripto, ao qual acompanba a
relagio dos productos, que podem ser aprsenla-
des neste municipio, e espera qae todos coacor-
ra m para que o convite do governo da provincia
produsa o desojado effeito, e est prompta a dar
todos os esclarec mentas, eapresenlar lodo o au-
xilio, que della depender para que se reaiise. tao
til eosaio, o que! lera lugar no dia 7 de novem-
bro prximo futuro, como faz corte o segundo
officio de S. Exc. de 13 de crrante, tambem a-
baixo transcripto.
Pago da cmara mnaieiptl eV^Bsmtfe. em ses-
sio ordinaria de 16 de setembro de 1861.Luis
Francisco de Barros Reg presidente, Francisco
Canato da Bea-viagem oficial maior serviodo de
secretario.
4* secgio.Palacio do governo de Pernambu-
co, em 4 de setembro de 1861.Devendo ter lu-
gar nesls cidade no dia 2 de desembro vindouro,
no palacio do governo, ama exposicio dos pro-
ductos naturaes e inaustriaea desta provincia, s
das que lhe sio limitrophee, ou lhe fleam mais
prximas ; de conformdade com as ordens imp-
rtaos, recommendo a cmara municipal do Reci-
te, que, fasendo chegar esta noticia ao conheci-
mento de todos os seas municipes, procure por
todos os meios do seu alcance anima-roa do de-
sojo de concorrerem psra a referida exposigo
com os productos, que alli podem Asurar e se ar
cham especificados 00 csthalogo annexo as ina-
irucges. de que remeta o incluso exemplar ira-
preaso ; fazeodo-lhes essa cmara ver as grarides
ventageos, que hio de resultar da referida ipo-
sieao, nio s para a agricnltura, mas tambem
parea industria do paiz, como um dos mais con-
venientes meioa de animacJre para o desenvolvt-
mento de lio importantes foales de riqueza na-
,


Ltftl ^S&lUOGO. SEXTA IfclkU 20 DI SBTSMMO l lili
cional. a que o governo pmli a mais seria al-
tenge, contando oom o concurso de (odoa os ci
dad&es.e especialmente das municipalidades, no
empenho de preentherem por este modo un dos
principa** los de sus instituicSo.Antonio Mar-
cellino Nunes Gongalves.
4a secgio,Palacio do governo de. Pernambu-
co, em <1B tle setembro de 1881.Dsclaraodo.rae
o Exm. Sr. ministro da agricultura, commercio
e obras publicasem aviso, expedido em 19 de
agosto ultimo, Mb a. 18, que a xposico desta
provincia deve ter lugar oo mei.de oovembro, e
nao em dezembro, como por engao te diz as
ioslruccftea, de que remetti a cmara municipal
dacidade do Recite ura exeraplar impreaso ara
offlcio de 4 do correte, apresso-me a communi-
"S "J"0" camera em additamenlo no meu ci-
tado offlcio, que a exposigao ser aborta Desta
cidade no da 7 de novembro prximo vindouro.
Antonio Marcellino Nunes Googalves.
Perante a cmara municipal deata cidade
eslirio em pregio nos das 19, 86 e 30 do cor-
rente mes, para aerem arrematados por quem
piaie der por lempo de um aono, os seguintes
impostos que fazem parte do patrimonio das ren-
das ds mesrna cmara : aferigo por 640ft, im-
posto doa 50 rs. sobre cabera de gado vaecom
153$, aluguel das casinhas da ribeira 93#300,mas-
catea e boceteiras por 39J500. oa 80 rs. por car-
ga de farinha e legumes a 12J200, casa no paleo
do Corpo Santo 801*. repeso do agougue 12*200,
impostos dos cocos 505*,gado suino 8#300,ltO rs.
por eabega de gado recolhido no carral 1104200,
gado ovelhum 4)100, dizioo de capim de planta
600J ; os pretendentes podem comparecer oo
pago das sessoes da mesrna cmara nos referidos
das, munidos de fiadores habilitados oa forma
da lei para poderosa langar, sera o que nao po-
derlo ser admittjdos a faze-lo.
Pago da cmara municipal de Olioda em ses-
ao ordinaria de 12 de setembro de 1861.
Christovo Pereira Pinto,
Presidente.
Gamillo da Silveira Borget Tarora Indgena,
Secretario.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 14 do crrante, man-
da fazer publico que at o dia 17 de outubro pr-
ximo vindouro estar aberta a concurrencia para
o contrato da collocacao de eerria de (erro deno-
minadostrilhos urbanosa partir desta cidade
alea tovaaeio dos Api pucos. O contrato ser
feito nos termos da lei provincial n. 518 de 21 de
junho do corrate anco.
E para constarse mandou affixar o preaente e
publicar pelo Diario. ,
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 17 de setembro de 1861.O secretario,
A. F. d'Annunciagao.
Secretaria do governo de Pernambuco
18 de setembro da 1861.
Pela secretaria do governo se faz publico, para
coohecimento de quem interessar possa, que se
acbam em concurso os officios de partidores,
contador e distribuidor do termo da Escada
creados pela lei da assembla legislativa desta
provincia n. 504 de 29 de maio deste anno, aflm
de q querimeutos instruidos na forma do decreto n
817 de 30 de agosto de 1851 e aviso n. 232 de 30
de dezembro de 1854, no prazo de 60 das, con-
tados desta data.Antonio Leite de Pinho.
Declarares.
Conseibo administrativo.
0 conselho administrativo para fornecimento
do arsenal de guerra tem de comprar os obiectos
-seguintes :
Para a escola de primeiras leltras.
66 cartas de a b c.
4 caivetes finos.
16 colleccoes de trasladas.
16 compendios de anthmetica.
16 compendios de doutrina christis.
16 compendios degcammatica porlugaeza.
16 compendios de geometra ortica.
16 exernplares de Simio de Naotua.
26 pautas sortidas.
4 resmas de papel almacq d'agua.
300 pennas de gango.
3 duzias de lapis finos.
10 jigos de lioteiros com vasos de vdro.
30 pedrs de lousa.
100 lapis para pedra.
Para a officina de carpios.
SO caibros.
1 arroba de cola da Bahia.
Meia arrobs de tolla franceza.
6 compacos pequeos sortidos.
4 compagos grandes.
8 martellos sonidos.
8 encbams ioglezes.
70 pares de dobradigas pequeas.
7000 pregos carbraes.
7000 pregos ripaes.
Para a officina de ferreiro.
2 tornos grandes de bancada.
4 duzias de Urnas cbatas de 4 a 15 pollegadas.
2 duzias de limas mera cana sortidas.
2 duzias de limas triangulas sortidas.
2 duzias de ditas muito pequeas.
2 duzias de limas murgas chalas de 5 a 12 pol-
fegada.
2duzia3de limas murgas meia cana sortidas.
2 duzias de limas murgas triangulas sortidas.
2 duzias de limates sortidos de 3 a 5 polle-
gadas.
2 lenges de ferro em folha.
3 quiotaes de ferro da Suissa sortido.
48 libras de ago de Milao.
Para o officina de tanoeiro.
40 libras de arcos para pipas.
2 arrobas de arcos para barris.
1 arroba de arcos para aocoretas.
600 cravos e ferro para barris.
Para a officina deiuoileiro.
1 caixi de folha de flmdre dobrada.
Para a officina de pedreiro.
24 brochas de caiar.
200 pegas de cordas de embira para andaime.
8 martellos: -
Para o servigo agrcola.
200 enchadas do Porto.
2"> f mees
12 machados.
30 poitas da embira de jangada.
Quem quizer vender taes objeclos aprsente as
suas propostss era carta fechada, na secretaria do
conselho, as 10 horas da raaohaa do dia 20 do
correte mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 14 de
setembro de 1861.
Bento Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel voaal secretario interino.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
los seguintes:
Para o corpo de guarnigodesta provincia e com-
panhia de cavallaria.
805 covados de panno azul.
115 covados e 3|4 de paano prelo.
24 covados e 1|2 de casemira encarnada.
1510 varas de brim branco.
1157 1|2 varas de algodozinho.
2254 bolees grandes de metal amarello lisos.
1449 boles pequeos de metal amarello lisos.
42 groaas de botee pretos de sao.
161 pares de colchetes pretos.
141 bonels.
463 estotras.
8 bandas de lia.
Companhia de cavallaria.
355 covados de panno azul.
10 covados e 3$ de easemira encarnada.
888 1|2 varas de brim branco.
482 1|2 varas de algod&oziaho.
994 botes grandes de melal amarello com a
letra R.
568 botoes pequeos de metal amarello com a
letra l.
4 grosas de botos pretos de osso.
71 parea de colchetes.
71 bonete.
193 parea de luvas.
193 esleirs.
Para provlmento dos armazens do almoxarifado
do arsenal de guerra.
19 costados de pao carga.
12 cosladinboa do pao carga.
10 arrobas de oleo de Htttuta.
5 arrobas de rxo trra.
5 arrobas de er.
10 arrobas de olla da Babia.
5 arrobas (Ve ocre.
3 arrobas de lati em lenjol.
Quem quizer venderte.es objeclos, aprsente as
anas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manha do da 23do
correte mez. *
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra. 16 de
setembro de 1861.
Bmto Joii Lamenha IAns,
Coronel presidente.
PtanUsco jQMium Penetra Lobo,
Coronel vogal sfcrttaYio interino.
, Consulado provincial.
Pela mesa do consalado provincial se faz pu-
blico aos devedores de impostes de decima ur-
bana, de 4 e 141 por oento sobre diversos estabe-
lecimentos, de 509 sobre casas de modas, perfu-
maras, e chapeos estraogeiros, e finalmente o
imposto sobre carros, carrogas, mnibus, e ve-
hculos oertencentes ao anno financeiro findo de
1860 a 1861, que no ultimo de setembro corre-
te finda-se o prazo para o pagamento de seus
dbitos, ficando sujeilos os que nao pagarem, a
aerem remetlidos para o juizo doa feitos dafa-
zenda.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco,
2 de setembro de 1861.Theodoro Hachado Frei-
r Pereira da Sjlva.
Conselho de compras navaes.
Tendo-se de fazer, sob as condigoes j conhe-
cidas, em 24 e 25 do corrente mez, os contratos
abaixo declarados, por lempo de 8 meses, Qndos
em dezembro prximo, manda o conselho convi-
dar aos pretendemos apresentarem as suas pro-
postss nesses das s 11 horas da maaba.
No dia 21.
Do fornecimento de vveres, e outros objectos
de consumo, para os navios da armada, e eSta-
belecimentos de marinha, sendo arroz do Har-
nhao, szeite doce de Lisboa, agurdenle de vinte
graos, assucar branco grosso, bacalho, bolacha,
carao secca, caf em grao, carnauba em vellas,
carne verde, cingica ou milho pilado, farinha de
mandioca, feijo, roonteiga franceza, mate, pi,
sabio, toucinho de Lisboa, vinagre de dito e vel-
las stearnas.
Dito de dietas, para os doenles das enfermaras
de marinha e das Africanos, assim como dos ua-
vios, compostas de araruta, aletria, assucar bran-
co refinado, bolachinha, cevadinha, cha, galli-
nhas, maoleiga ingleza, tapioca e vinho de Lis-
boa.
E dito de materises, para as obras a cargo de
arseoal de marinha, sendo cemento branco do
Bolooha, cal prels, dita branca, pedras de alve-
naria e decantara, brutas, e lijlo dealveoaria.
No dia 25
Ditopara*a companhia de aprendizes artfices,
de booetes do uniforme, lencos de seda prota,
frdelas de panno azul, blusas- de' atgodio da
mesma cor. bonetes para o servigo, sapatos, ca-
misas de algodozinho branco, saceos, colxes e
travesseiros de lioho cheios de palha, lengoes de
algodozinho branco, (rochas de dito, colxes de
algodao, e cobertores de lia.
Dito para os imperiaes marinheiros e aprendi-
zes de dito, de bonetes de panno, camisas e cai-
gas de brim branco, camisas o caigas de algodao
azul, lengos de seda preta, fardas e caigas de
panno azul, sapatos e saceos.
Dito para os fuzileiros navaes, de booetes de
chapa com palla, fardas e caigas de paono azul,
frdelas, caigas e camisas de brim branco, gr-
valas de couro, polainas de panno prelo e sapa-
tos.
E dito para alavagem de roapa da maruja do
arsenal, pragas da companhia de aprendizes ar-
tfices, e das enfermaras de marinha e dos Afri-
canos.
As proposlas convindo que declarem os nomes
dos fiadores, e referirem-se a um s fornecimen-
to, ioda o preteodente propondo-se a mais ou-
tios, assim como serem entregues em cartas fe-
chadas.
Sala do conselho de compras navaes, em 17 de
setembro de 1861.
O secretario,
Alexandre Rodrigue dos Anjos.
Pela aecretaria da cmara municipal do Re-
cite se declara que no dia 20 do corrente- irio
novamente praga ob seguintes impostos, que
anda esli por arrematar :
Imposto de 500 rs. por eabega de gado 16:530g000
dem de mscales e boceteiras 203J000
dem de 40 rs. por p de coqueiro 3469000
Nao havendo. quem apparega para licitar no
primeiro dos impostos, ser elle cobrado porad-
minislraga. ,.
Secretaria da cmara municipal do Recife 17
de setembro de 1861.O officlal-maior servindo
de secretario, Francisco Canuto da Boaviadem.
<3)

THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
37a RECITA DA. ASSIGN ATURA.
Sabbado 21 de Setembro de 1861.
Subir scena o ioteressante drama em 5
actos :
DE
ou
S. TROPEZ.
ou
O ENVENENAMENTO. .
Terminar o espectculo com a multo gra-
ciosa e applaudida comedia em um acto,
ATA
Os apuros d um estallante.
Ornada de canto e daoga pela a Sra. D. Ha-
noela que desemperna 4 differentes papis
Cometer as 8 horas. .
Avisos martimos.
Para o Rio de Ja-
neiro
Pretende seguir com muita brevidade o brigue
escuna Joven Arihur, para o resto da carga que
Ihe falta Irata-se com os seus consignatarios
Azevedo & Meodes, no seu escriptorio ra da
Cruz n. 1.
Com muita brevidade segu para Lisboa o
brigue portuguez Florioda, o qual recebe um
resto de carga a frele : a tratar com Amoros r-
meos, ruada Cruz o. 8, ou com o capttio Joa-
quim Augusto de Souza, na praga do commercio.
Para o Aracaty
segu brevemente o hiale cEialagao, recebe
carga e passageiros; a tratar com Gurgel Irmios,
na ra da Cadeia do Recife n. 28, primeiro andar.
MffiL
O palhabote nacional Dous Amigos, capito
Francisco Jos de Araujo, segu para a Baha em
pceos das ; para o resto da cerga que lhe (alta,
trata-se com seu consignatario Francisco L. O.
Azevedo. na ra da Madre de Dos n. 12.
,Par.
Segu em direitura at ao dia 30 do corrente o
patacho cEmalagao, capito Antonio Gomes Pe-
reira : para o que lhe falta, trata-a a com More ira
& Ferreira, ra da Madre de Dos n, 8.
COMPANHIA BRASILEIRA
mtm k ft?6)3*
Espera-se dos portos do sol at o dia 2z do
correarte o vapor Cruzeiro do Sul, eommandante
o-capftao de mar e guerra Gertazio Mancebo, o
qual depoia da demora do coalumo seguir para
os portos do norte.
Desde j recebem-se passageiros, e engsja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcar no dia de saa ehegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo j
Mendos.
Para Lisboa
segu viagem com a posaivel brevidade o bem co-
ohecido brigue portuguez Relmpago ; para
carga e passageiros, trta-ie com o consignatario
Tbomaz de Aquioo Fonseca, na ra do Vigario
n. 19, primeire andar, ou com e eapilao oa praga
""* f\ V.
Rio de Janeiro
a velnra e bem conhecida barca nacional Ama-
lia, pretende seguir com muita brevidade, tem
parte de aeu carregameoto prompto ; para o res-
to que lhe falta, passageiros e eseryos, para os
quaes tem excelleoles commodos. frite-ae com
os seus consignatarios Azevedo & Meodes, no
seu escriptorio ra da Cruzo. 1.
B ihia.
Segu a sumaca Hortencia, capito Belchior
Maciel Araujo ; para o resto da carga que lhe
falta e passageiros, trata-se com Azevedo & Men-
es, ra da Cruz n. 1.
Rio de Janeiro.
8egue com brevidade o palhabote Piedade, re-
cebe carga a frete e passageiros : a tratar com
Caetsno Cyrraxo da C. M. 4 Irmio no lado do
Corpo Santo n 23.
COMPANHIA PER\AMBUCAiU
DS
Nayegacocosteiraa vapor
Parahiba, Ro Grande do Norte, Ha-
cao do Anu', Aracaty, Ceara'
e Acaracu'.
O vapor Iguarassu, eommandante Vianna,
sahir para os portos do norte at o Acaraci no
dia 21 do corrente mez s 4 horas da larde.
Recebe carga at o dia 20 ao meio dia. Kn-
commendas, passageiros e dinheiro a frete al o
dia da sahida as 2 horas: escriptorio ne Forte
do Mallos n. 1.

COMPANHIA PERXAMBUCANA
DE -
avapor
O vapor Persinunoo, eommandante Moura,
segu viagem para os portos do sul de saa esca-
la no dia 20 do correte s 4 horas da tarde. Re-
cebe carga at o dial9ao meio dia. Encom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete aleo dia
da sahida s 2 horas : escriptorio no Forte do
attos n. 1.

Leiioes.
para lijuidago de contas.
Noarmazemde Candido Jos da Silva Gui-
mares, ra do Amorimn. 89, se far teilo ter-
ga-feira 24 do corrente, ao meio dia, em lotes a
vontade dos compradores por todo o prego de
differentes marcas dos mais acreditados oeste
mercado.
LEILAO
A 23 do corrente.
O agente Oliveira far leilio da mobilia de
um Sr. negociante britanoico prximamente re-
tirado desta provincia, consislindo em ptimas
cadeiras, sofs, consolos, mesas e mais adornos
de sala de visitas, mesa de jantar, cadeiras
usuaes e de Dragos, poltronas, aparador, guarda-
roupa, estante para livros, lavatorios, candiei-
ros francezes, leito de ferro, mesa redonda de
meio de sala, dita de sof, obras de prata e ou-
ro, um par de brincos de diamantes, e um lindo
collar de perolas proprio para mimo a urna noi-
va, um carrinhd*americaao caberlo e de 4 rodas
com assento para duaspessowse com arreios pa-
ra um cavallo, e innmeros outros artgoa :
Seguoda-feira 23
do corrente, s 10 horas da manhia, no segundo
andar da casa por cima do escriptorio dos Srs,.
Rostron Rooker&C, ra do Trapiche.
Leilio
Sabbado 21 do corrente.
Costa Carvalho far leilio as 11 horas em pon-
to no dia cima, da armsco e mais peitences
da taberna do pateo do Tergo n. 11, que perlen-
cia a Antonio Joaquim Rabello Bastos.
como um sortimento de roupa eta paJ
ra hornera.
LEILAO
Sexta-feira SO-o-eftrrento.
Costa Carvalho fara' leilo no dia ci-
ma as 11 horas em ponto, de dous pre-
dios sendo um na ra da Praia n. 44,
em oto proprio, em armazem proprio
para qualquer estabelecimento, outro
na ra do Nogueira n. 35 ja annuncia-
do, o qual detxou de ser feito por falta
de concurrencia.
Na ra da Roda
n. 6,
o agente An tunes no armazem da ra,
da Cruz n. 15, um explendido orti
ment de calcado como sejam : sapatotjg
de couro de lustre para senhora e ho-
Kcbo3i,1, d< beZem\COUr^ ^-"'omid Pa for. por prego rno.vel
com sola e sola supposta, issin* tambem prepara-se jamares a gostos dos fre-
guezes.
. Pwcisa-se de ama ama de meia idade, para
coznhar o diario de urna casa de bouca familia :
na ra Imperial n. 215, taberna.'
Aluga-se a casa terrea da ra dos Pescado-
res n. 8: a tratar na reparligao do correio. ou
ni. roa Velha, casa n. 10.
*- Alugam-se o primeiro e segundo andares
da casa n. 51 da ra da Cadeia do Recife : a tra-
tar na leja do mesmo sobrado.
Aviso.
O abaixo assignado faz sciente ao respeifavel
publico que tem de traspassar o arrendaroento
da taberna da ra das Cinco Ponas n. 71, con-
tendo tao someote a armago e mais perleoces
aaseverando a qualquer peasoa que qaizer esta-
belecer-se aa boas commuoidades que a dita tero.
Jos Carneiro da Silva.
Sobrado.
Vende-se o sobrado de um andar n. 39, com
grande quintal, sito na ra do Livramento : a
tratar com Bernardino Francisco de Azevedo
Lampos, na ra estreita do Rosario n. 47.
O riva sem segundo, na
ra do Queimado n 55
defronte do sobrado no-
vo, est vendendo tudo
bom e baratissimo,pois
j tem dado provas de
suas boas fazendas, e
por precos que admi-
ran), a saber;
Sexta-feira 20 de setembro.
Grande leila de mereado-
rias americanas.
15.
LEILO
PELO AGENTE
______________^,0
No referido dia pelas 11 horas da manhia no
trapiche da alfandega velha, vender-se-ha em
leilao publico por conta dos credores com direi-
lo a barcaga Deot le salve, o casco e apparolhos
da dita barcaga.
Para examinar o casco no caes do Ramos onde
se acba tundeado, e os apparelhoa, no mencio-
nado trapiche.
Judo ser vendido em um ou mais lotes von-
tade dos concurrentes, e eflectuar-se-ha pelas
ouerlas para o que nio haver reserra de prego.
LEILAO
DE
Calcad e roupa feita.
Sexta tetra 20 do corrente vender'
RA DA CRUZ N.
0 agente Antunes fara' leilSo no dia
cima de uma immensidade de objec-
tos americanos como sejam : secreta- \
rias, carteiras, cadeiras de diversos
QOttm e de balando, marquezas riquis- Caivete par. .
simas camas de rica obra de tama, ma- f Ditos com 2 folhas muito Unos a
las, bahus e saceos de viagem, obras de i .,asc?8 d.e m" perola muito uno a
^pritP.irt^.^.pp..:!!^21,-rs,,^ih-i-.
relhos para cha e cafe, galheteiros, | res a
copos, campainhas, cestas para fructas i FraDas de 15a com 10 "ras, bonitas co-
e truteiras, porta licores etc., etc.. lin-jSapatos de tranga de algodio a
dos jarros com bachs etc., de folha Dllos oe oita de li a
balancas, limpadores de ps, cestas com > ^^^Ti^JreJ-Ji,, a
o necessano para nagem, ricos estojos Cairas de ditos ditos a 80 rs. e
para barba, cibecadas com brides, ga- iEs|^as p8ra limPaf denles muito finas
marras, chicotes, selins e silboes can- !Duz. d"'facas e garfos, cabo prelo a
dieiros para gaz e azeite, caixinhas de Massw com grampas muito boas a
msica, caixas com ferramenta, sabo- |J*J "clcheles a
netes, transparentes para janella, re-
logiosde parede e muitos outros arti-
gos que se torna enadonho de mencio-
nar, arados, grades, canes de mao e
carretas, carrogas, machinas pira cor-
tar capim, ditas para descaroqar milho,
rebolos e dous carros elegantes e leves
com arreios para um e dous cavallos.
80
380
200
100
200
800
IftOOO
11180
40
100
200
400
3$o00
411
20
40
100
200
20
100
- superior qualidade a
Oedaes de ago para senhora a
Sabooetes muito grandes a
Apitos de chumbo para crianga a
Rialejo pera meninos a 40 rs. e
Enfiadores para vestidos, muito an-
des a 60 rs. e
Sapalinhos de la para meninos a
Ainda tem uma variedade de miudezas que se-
na enfadonho menciona-las, poiss vista que
se pode apreciar as qualidedes e os pregos
80
400
Avisos diversos,
........."- n._i_______________
Ao Sr. fiscal de Santo An-
tonio.
Lembra-se ao Sr. fiscal de Santo Antonio quei-
ra passar pela ra Direila, onde existe um moa-
lae de lixo, contra as posturas; assim como hala
de altendei para a m direegio dos animaes ca-
vallaresqueandam sollos, e entrando pelas lojas.
iOTlRI
Acham-se venda na thesouraria das
loteras ra do Crespo n. 15 e as casas
commissionadas os bilhetes da segunda
parte da quinta lotera de S. Pedro
Maityr de Olinda. A extraccao tera'
lugar impreterirelmenteno dia quarta-
feira 2 de-outubro prximo. As sor-
tes de 6:000$ e 3:000^ serao pagas o
das depois da extraccao e as entras lo-
go a entrega das listas.
O thesoureiro,
Antonio os Rodrigues de Souza.
Upurado gostoJ
Madapolao
Vendem-se pegas d madapolao fino entestado
a 3$, pegas de casaa para cortinado com 20 varas
a 99, ditas com 10 varas a 43500, ditas a 3, ditas
de caronraias de caroxinhos com 17 varas a 8
ditas com 8 1 [2 varas a i$, ditas brancas e de
cores a 3, ditas de cambraias brancas a 1600
ditas finas a 2500, 3 e 3*500, ricos cintos e ep-
leiles para senhora, de diversas qualidades, co~
les de cambraia de babados a 3 e 3#50O. aaia
tulaode 20 e40 arcos a 3 e 3500 : na ra da
Imperatriz, loja de 4 portas n. 56, de Magalhes
& Mendes.
Magalhes, Mendes
receberam pelo vapor francez diversas qualida-
des de fazendas, a ser: riscado esoocez para vea-
tidos a 300 rs. o covado, poiielina de cor muito
bonitos gostos a 200 rs. o covjdo, fustio para
I^lld0 "^ covado, laazinhas entestadas a
400 rs. o covade, sedlnhas de quadros a 640 e
560 o covado, chitas de eores fixa3 francezas a
220. 240, 260 e 280, chitas inglezas a 160, 180 e
300 rs. ; na ra da Imperatriz, Iota de 4 porUs
numero 56.
Vende-se uma porgio de travs de louro
com o comprimento de 30 palmos, e grossura 7
9 pollegadas em quadro : na ra nova de San-
ita n. 11, casa que ca defronte da cacimba
beira.
Gurgel k Perdido, i F'muito barato.
Receberam peloullimo paquete francez
superiores vestidos de seda de cores, de
differentes gostos e feitios, manteleles de
novo modelo, capas compridas a prophe-
ta o mais rico e moderno que tem vindo
a e9te mercado, superiores corles de
cambraia bordados, leques de madrepero-
, la de diversos pregos, tojas estas fazen-
das existem em pequea quantidade,
experiencia pora ver se agradam no mer-
cado : na ra da Cadeia loja n. 23.
Por barato prego.
Coicas de lia e seda proprias para ca-
t-ma o coberlai de piano a 5, faienda
que pela qualidaie vale 15*. gollas e
manguitos de fustio, dilas, de cambraia
de linho a 39o par, puchse gollas de li-
oho ou de rusti bordados proprios para
roupio a 39, saias balao de madapolao a
3g : na loja de Gurgel & Perdigio, ra da
Cadeia n. 23.
Ruupa feita.
Paletots de casemira ioglezes muito
bons a 10J, ditos de alpaca fina a 5$, di-
tos de caobo a 8J. camisas inglezas e
francezas.
Offerece-se um perito cosioheiro.tendo muita
pratica de cosiaheiro e caxeiro, quem do mesmo
precisar, dirija-se ra da Lingueta n. 6,
(deposito).
Os credores da massa fallida de Jos Luis
oegUnda-feira 23 dO COrrente. Pereir? *>"<>'. sio convidados a apresentarem
^' seus ttulos n<
Manteiga ingleza boa a 800 rs.. franceza a 640,
cha bom a 2g500, espermacete a 760. sabio mas-
sa a 160 e 200 ra., dito branco a 280, azeite de
carrapato a 440 : no armazem da estrella, largo
do Paraizo n. 14.
Vende se uma taberna sita oa ra Direila
n. 113: quem della pretender, dirija -se a mes-
rna, que achara com quem tratar.
Vendem-se pedras de amolar, a bordo da
barcaga Dous Amigos : a tratar no caes do Ka-
rnos n. 6-, e com o mestre a bordo.
Funileiro e vidraceiro.
j
Grande e nova ofiicina.
Tres portas.
31RuaDireita31.
Neste rico e bem montado estabelecimento en-
contrario os freguezes o mais perfeito, bem aca-
j bado e barato no seu genero.
URNAS de todas as qualidades.
SANTUARIOS que riralisam com o Jacaranda.
BAMIF.IRuSde todos os lmannos.
SEMICUP1AS idem dem.
BACAS idem dem.
BAHUS idem idem.
FOLHA em caixas de todas as grossuras.
PRATOS imitando em perfeigio a boa porcel-
lana.
CHALE1RAS de todas as qualidades.
TANELLAS idem idem.
COCOS, CANDIEIROS e flandres para qual-
quer sortimento.
VIDROS de todos os tamanhos, mandando-se
botar dentro da cidade, em toda a parte.
Recebem-se encommendas de qualquer natu-
reza, concertos, que tudo ser desempenhado a
contento.
Gabelleireiro
Na ra da Cadeia do Recife
n. 55. primeiro audar.
J. Godofrado, artista cabelleireiro acaba de es-
tabeler-se na na da Cadeia do Recife n, 55, pri-
meiro andar, e ahi ocootraro os freguezes o
aceio necessario no desempenho de saa arte.
Recebe encommendas de cabelleiras, meias di-
tas, chinos, marraTas, enebimentos para bandos,
crescentes, trangas para anneis, trancelins, ca-
deias, braceletes etc., etc. Cortes de cabellos e
frizados, lavagem de eabega com a excellente
agua imperial.
AVISO
--------------,, ,,,,,..-., Comprase na ra d Cruz do Recife
moedas de 0$ pagando-se tnais do que armazemn. 63, junto ao Corpo Santo,
em outra qualquer parte. {moedas de ouro de 20#.
. no praso de 8 das e verifleagio
dos crditos em casa dos administradores na
ra da Cadeia do Recife n. 4, ou na ra Nora
n. 12.
Roga-seao Sr. FnnciscodasChagas Caval-
cante de Albuquerque, reodeiro do engenho
Recaolo que tenha a bondade de dirigir-se a
Cambda do Carmo, taberna n. 44 a negocio que
ma aenhoria interessa.
Fugio no dia 10 de setembro do correle
anno, o escravo do abaixo assigoado, de nome
4Iarcolino, tem os signaos seguintes: cabra,
idade de 29 annos, altura regular, um tanto
cheio do corpo, sem deleito algum, tem traba-
Ihsdo na alfandega ao Sr. rcenle. A pessoa.
- que o encontrar pode o levar ao abaixo assigna-
do que gratificar, O mesmo abaixo assigoado
proceder contra qualquer peasoa que por ven-
tura o tenha oceulto.
Domingos Caldas Tires Ferreira.
A pessoa que annunciou precisar
tie 3:50.0)( a premio queira declarar on-
de a casa, e se a quer dar para mora-
da de quem emprestar o dinheiro.
Na ra da Cruz n. 48, compra-se
Compra-se
cabellos compridos.
Na ra do Queimado casa de cabelleireiro.
Programla
DA
Festa de Nossa Senhora
da Concei^o daEscada.
Osencarregados de festejar a Nosaa Senhora
da Loneetgo da Escada erecta na igreja da Con-
ceigao dos Militares, tem a honra de annunciar
ao respeilavel publico o jT-)gramma da festa da
mesma senhora.
Domingo 22 do corrente lera lugar a Testa de
ossa Senhora da Conceigio da Escada, depois
ue algumas variagoes de msica marcial dos me-
nores do trem da qual mestre o Sr. Manoet
Augusto de Meoezes Cosa, ter lugar a festa que
principiar s 10 horas da manhia, tendo eio-
cutada a bella msica de orchestra pelo insigne
professor o Sr. Francisco Jos Correa de Queiro-
gs.que ser o director da dita msica, ser pre-
gador do Evangelho o Rvm. Sr. padre mestre
Leonardo Joao Grego. s 5 horas da tarde estar
em frente da igreja a mesma msica que execu-
tar bellas pegas do seu repertorio, as 7 horas
da noite ter principio o Te-Deum sendo prega-
dor o dicono Jus Esleves Vianna. alumno do
a anuo do curso theologico do seminario da
Olinda.
Os encarregados. portanlo, convidam aos do-
votos da Exeelsa Senhora para assistirem a este
acto de piedade e afroveitam a occasiao para
pedirem aos moradores da ra Nova que se dig-
nen! llumioar as frentes de suas casas a noite de
22 para maior brilhanlismo do acto, pelo que o
meamos encarregados ficero eternamente agra-
decidos
~ No dia 21 do corrente depois da audiencia
do Sr. Dr. juiz muuicipal da segunda vara ai a
praga por venda varios sitios denominados Cam-
po Grande com casa de vivenda, tem Ierras para
plantagoes, lugares para planta de capim e al-
guna arvoredos de fruclos, os pretendentes com-
parecam ueste dia e se dirijam ao porteiro que
tem o escripto.
O irmao terceiro de S. Francisco quedo-
consistorio da mesma no dia da festa (a noite) le-
vou um chapeo trocado, cujo tem dentro o nome
do vendedor Joaquim Francisco dos Santos: se
lhe convier desfazer a troca entenda-se com o>
Sr. Valenga.
m
3
Lines particulares,
3 Um rapaz habilitado prope-se a lee- i
! cionar francez, Dglez, grammatica por- &
J? gueza e arithmelica : a tratar oa ra do ^
W Cibug n. 3, segundo andar. ^
Aluga-se um segundo audar com muitos
commodos na ra dos Harlyrios : quem o pre-
tender dirija-se a ra do Passeio loja n. 7.
Manuel Estanislao da Costa, thesoureiro da
associago dos praticos das barras desta capital,
compra aeges da caixa filial do banco do Brasil
nesta provincia : os pretendentes dirijam-se a
ra do Pilar o. 137, primeiro e segundo andar.
Aluga-se um moleque de 17 anuos, muito
esperto e geitoso para qualquer servigo e tam-
bem pode andar com carroga por ser carreiro:
oa ra Direila n. 120.
Saques sobre Lisboa.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho sacam so-
bre Lisboa : no largo do Corpo Santo, escrip-
torio.
Serve,
Quem annunciou querer vender uma das me-
lhores lojas de ferrageos na ra do Queimado
com poucos fundos e muito afreguezada tanta
para a praga como para o mallo, queira aouuu-
ciar sua mocada para ser procurado.
Terrenos de marinha.
O agrimensor dos terrenos de marinha avisa
ao Sr. Frederico Miguel de Souza,para comparecer
na casa de sua residencia, na ra Diretta n. 74,
afim dse lhe marcar o dia em que tem desee
medidos os seus terrenos silos na ra do Pilar
em Fura de Portas. Igualmente ao Sr. Francis-
co de Paula Tavares de Mello, para que veoha
assignar o termo de medigo e demarcarlo do
aeu terreno na ra Imperial, o pagar 3 tlespezas
da mesma medijao, afim de ser remetti lo cofa
o respective processo a thesouraria de fazeada.
para lhe ser passado o respectivo titulo de afor-
ra me oto.
Os credores do fallecido Maooel Buarqu
de Macado Lima, sao convidados pela terceira
vez pela commisso liquidadora para sa reuui-
rem segunda feir 23 do eorreute (Setembro) ao>
meio dia, oa ra da Cadeia do Recife n. 27 pri-
meiro andar, para deliberarem de uegocios de
urgencia e ioteresse dos meamos credores, uma
vez que o nao fizram a 12 e a 19 do corrente.
Importante
Aviso
Na loja de;4 portas da ra do Queimado d. 39.
acha-se nm grande armazem com todo o aorti-
manto de roupas feitas, para cujo fim tem mon-
tado uma officina de altaiate, estando encarrega-
do della um perfeito mestre vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se lhe
eocommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
lllms. Srs. of&ciaes tanto da armada como da
exercito.
Faz-se fardas, fardoes com superiores preparot
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
dameoto todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, Unto que tem os figurines que da
l vieram ; alm disso faz-se mais casaqoinhas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem coma
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior a de cavallaria, quer seja siogelos oa
bordados a espequilha de ouro ou prata, lado aa
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembarxadores e de qualquer juiz segundo a
estylode Coimbra aonde se fazem as melhores
(onhecidas at boje, assim como tem muito ricos
deseohos a matiz de todas as cores proprios para
fardamenio de pagens ou criados de libr que ae
far pelo goslo i franceza. Na mesma casa ea-
carrega-ae de fazer para meninos jaquetas a
francesa bordadas ao mesmo gosto. Affiaogaodo
que por tudo se fica responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nlo se falta no
dia que se promeller, segundo o syslema d'onde
veio o mestre, pois espara a honrosa visita dos
dignos senhores visto que nada perdeni em es-
perimentar.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B.
reeebeu um cmplelo sortimento de golnhas de
missanga, sendo de todas ascorea
cobertos e lescobartosr pequeos grandes, da
omro pttaate inglez, para oomem senhora da
ara dos melhoresfabriesntesdeLiverpool,vii-
dos palo ultimo paquete ingUi : aa eisade
SoDthall Mallor 4CS


(4)
DIARIO M flftJUMOOA. SEXTA FEIBa i DC SETEM&aK DE 1811.
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
PROGRESSIVO
ELIXIR DE SALDE
A. F. Duarte Almeida, socio que foido armazem progresso, faz sciente aos seus fre-
guezes que tendo separado a sociedade que tina a com seu mano, acha-se de uovo estabele-
cido com dous aceiados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes
de Souza, e o Sr. Paulo Ferreira da Silva; o primeiro na razo de Duarte A Souza, e o segundo
na de Duarte Almeida A Silva: e&tes estabelecimentos offerecem grandes vantagens ao pu-
blico, nao s na liupeza e asseio com que se acham montados, como em communidade de
prego, pois que para isso resolveram os proprietarios mandarem vir parte de seus gneros
em jiireitura, afim de terem sempre completo sortimento, como tambem podeTem offerecer
ao publico un vantagem de menos 10 por cento do preco que possam comprar em oulra qualquer parte, por isso desojando os proprietarios acredi-
taren) seus eslabelecimentos tem deliberado garanlirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j poder Ver o
publico que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas poueo praticas, em qualquer um dcstesestabelecimenlos, que serio to bem frvi-
dos como se viessem pessoalmente, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vantagens que oflerecemos,
pedimos a lodosos senhores da pra$a, senhores de engenho elavradores que mandem ao meaos suas encommendas a' primeiravez, afim de experi-
mentar, cerlos de continuaren), pois que para isso nao pouparo os proprietarios torcas para bem servir aquellas pessoas que frequentarem nossos
estabelecimentos, abaixo transcrevemos alguraas adicSes de nossos pnces, por onde ver o publico que vendemos baralissiro, attendendo as boas
qualidades de nossos gneros.
Manteiga lUgleza especialmente escollhida a 900 rs. a libra e em porcao tere abatimento, reeommenda-se aos apreciadores destele ge
ero que mandem ao menos experimentar, sertos de nada perderem pois para isso confirmamos o que levamos dilo.
dem iraCeza a melhor do mercado a 640 rs. a libra e em^brrsa razo de 600 rs. a libra
(, na nySSOn e pretO o melhor do mercado de 19700 a 2800e em porcao ter abatimento, e afianc,a-ce a boa qualidade.
Presunto fiambre nglez e hamburguez a 900 rs. a libra e em por$o a 800 rs.
PreSUntOS portuguezeS vindos do Porto d casa particular a 560 rs. por libra e inleiro a 460 rs.
Marnela Ja dos melhores autores de Lisboa premiada as exposicoas uni versaos de Londres e Paris^ 19800 a lata.
CaixaS COm estrelinha pevide e rodinha a 7000 a caixa e800 rs. a libra eem porSo ter abatiment.
Latas de ameiXaS francezas com cinco libras a 49000 e 19000 a libra.
PaSSaS em caixinhas deoito libras, as melbores do mercado a 21000 e a 400 rs. a libra e caixa de urna arroba a 79000.
Espermacete Superior a 720 rs. em caixa e a 740 rs. a libra.
Conservas francezas inglezas e portuguezas goo e soo rs. o frasco.
iLrVllnaS portuguezas e francezas a 800 rs. o frasco afianca-se serem as mais bem preparadas que (em vindo ao mercado.
Lata COm bolaxinha de SOda de diversas qualidades, a muito nova a 19450. e grandes de 4 a 8 libras de 2*500 a 4500.
VinnO era garrafas Duque de Porto, Porto fino, genuino, nctar, Caroavellos, Madeira secca, Feitoria e Camones a 19200 a 1300
a garrafa ea 13 a duzia.
VinnO em pipa proprios para pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 39800 a 4800 a caada.
Latas COm rUCtaS de todas as qualidades que ha em Portugal de 700 a 1*000 a lata.
Pera em CaixaS de 4 a 8 libras a melhor que se ide desejar e lem vindo ao mercado de 49 a 6# a caixa e 1*280 a libra.
Corithias em frascos de 1 1|2 a 2 libras de 1*600 a 29200. -
r p^Cd* PeiXe Save* Pescada e outras muitas qualidades o mais bem arranjado que tem vindo ao nosso mercado de 1*400 a 1*600
Caf do RlO o inelhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
raSCOS de amendoa com 2 libras, proprias para mimos, por serem muito bem enfeitadas e de superior qualidade a 39 cada um.
Vinagre branco o melhor que temos tido no mercado a 400 rs. a garrafa e 2*560 a caada.
LombOS de porco, paios nativos, chouricas murallas e outras qualidades, o melhor que se pode desejar de 600 a 19280 a libra.
VinhO BordeauX de boa qualidade a 800 e 1 a garrafa ede 8*500 a 10*000 a duzia,
MaSSa de tomate em latas de urna libra do mais acreditado autor de Lisboa e vinda a pr imeira vez a nosso mercado, de 1* a 1 *280.
Banba de porCO refinada a melhor que se pode encontrar neste genero a 480 rs. a libra e 460 em barril,
CervejaS das melhores marcas a 500 rs. a garrafa e 59000 a duzia da branca.
Vinagre puro de Sboa a 240 rs. agarrafa e 19850 a caada.
DOCe da gOaba da CaSCa em caixao a 19 e em porcao a 900 rs.
Azeite doce purificado a 800 rs. a garrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas.
GognaC a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
QllJOS SUISSOS chegados ltimamente a 500 rs. e em porcao ter abatimento, afianca-se a boa qualidade.
Genebra de^ollanda a 600 rs. o frasco a 69500 a frasqueira com 12 frascos.
PmltOS UXadOS para denles a 200 e 160 rs. o mace com 20 macinhos, e flor a 280 rs.
dem do gaz a 3*000 a groza e 280 a duzia de caixas.
Chocolate o mais superior que temos tido no mercado portuguez. hespanhol e franeez de 19 a 1*200 a libra.
AzeitonaS as melhores e mais novas que tem vindo a nosso mercado a 1*200 a ancoreta do Porto, e a 19600 as de Lisboa.
AmendoaS chegadas no ultimo navio a 480 rs. a libra e em porcao ter a batimento.
AlpiSta o maislimpo que tem vindo ao mercado a 180 rs. a libra e 59500 por arroba.
A lm dos ganeros annunciados encontrar o publico um completo sortimento de tudo tendente a molhados.
AVISO.
Os mnibus, Apa, do largo do Arsenal, e Beija
Flor, parliro para Iguarass do domingo 29 do
correle, as 4 horas da madrugada, para a festa
dos Sanios Cosme e Damio, e regressar as 7 da
noite ; os bilheles veadem-se na ra do Cretpo,
leja da esquina n 8.
Desapparecou do sobrado n. 13 da ra da
cadeia nova urna salva grande de prala, poden-
do conter 5 ou 6 copos d'agua, com ps e grade
era roda ; foi roubada : quem a tiver comprado
u recebidoem peobor, far griode favor decla-
rando, alem de que se pagar o valor dado.
Do engenho Garap, perto da villa do Ca-
bo, auseotou-se no dia 2? de junho deste aono,
um mulato de nome Jacob, idade 20 annos, pou-
eo mais cu menos, com os sigoaes seguiotes :
estatura regular, corpo robusto, cabeca redonda,-
cor avermeihada, cabellos ruivos, olhos vivo,
cariz regular, denles perfeitos, cara larga, sem
barba, boa figura, falla bem apressado, cosluma
ioeulcar-se por forro, e gosta de andar bem ves-
tido, usa de chapeo de copa baixa, e junco na
mi, natural do Aracaty, e foi vendido do refe-
rido engenho a Sra. D. Aooa Delfioa Paes Brre-
lo, em abril do anno passado pelo Sr. Joo Fran-
cisco Lauriaoo, ren leiro do engenho Serra ; sa-
be-se por certeza phvsica aonde est o referido
escravo, mas por ora pede-se aos acouladores
mndalo levar ao engenho Garap sua pro-
pria seohora antes que se proceda aos meios le-
ga es ; no entretallo sempre se gratificar a quem
presentar, com 5OS000.
Precisa-se de urna ama boa cozioheira : oa
rui do Crespo d. 16, para homem solleiro.
Alugn-se ama escrava para servico iottrno
e externo : na ra do Imperador n. 50, terceiro
andar.
Para acabar.
lima porcao de rtulos para caixa de charutos,
por preco mu commoJo, ditos para boticas, di-
tos em branco, devoto das dores, economa da
vida humana, gramraatica.portugiieza do Sr. Cas-
tro Nunes, arithmelica do mesmo, cartas de ABC,
4boadas, cathecismo da doutrina chrisla, nove-
na da Seohora da Conceico, dita da Seohora
Sani'Anna, dita da Seohora do Garmo, trezena
e Santo Antonio, moa de Mara, carlaa de en-
terro, pautas de differenles larguras e grossuras,
camiaho do co. contendo alem da novena de
tioss Seohora da Penha muitos versos e devo-
res importantes : oa ra do Imperador o. 15,
O Sr. Dr. Francisco Gomes Velloso de Al-
fcoquerque Liasqueira comparecer reparticao
Ao correio para receber um ofQcio vindo da corle.
Quem precisar alugar urna eacravapara ca-
*a de pouca familia e para algumas pequeas
compras, falle na roa larga do Rosario n. 27, ta-
berna.
NaruaDiraila, sobrado n. 33, defronte do
Sr. Joa Luiz, faz-ae doces de diversas qualida-
des, e tem tambem seceos e de calda, faz se pao-
de-Is e bolos para qualquer presente, com ce-
pellas, ramos, florea, tudo de alfloins, tambera
ate fazem bandejas de bolinhos de diversas arma-
res com figuras, Utas coas letreiros, tudo com
pereisao e ommodo preco, tambem se f pac-
tis de nata, pudins. arroz de leite, doces d'ovcs
t? jalees de substancie.
Joao Pereira de Araujo Cardoso e Sebastio
Paes de Souza, socios da tirroa Cardoso & Souza,
pelo contrato effectuado em 19 de setembro de
1859 por 5 annos, como consta do registro exis-
tente do meretissimo tribunal do commercio, se
resolvern: amigavelmonte disfazerem o tratado
cima mencionado, Meando dissolvida anossa so-
ciedade desta data por dianle, assim como lodo
o activo e passivo flea a cargo do Sr. Joao Perei-
ra de Araujo Cardoso, e este com o direito de
usar da Arma Cardoso & Souza em liquidaco,
al ultimar os negocios pertencenles aos mea-
mos, visto como todos os ttulos de crditos exis-
tentes Ocam no poder do mencionado Araujo Car-
doso. Recite 6 de selembro de 1861.
Aluga-se urna tala com um quarto no pri-
meiro andar da casa da ra da Cruz n. 18.
Roga-se ao Sr. Antonio Mara de Miranda
Seve. ou o stu procurador o acadmico Joo Ma-
ra de Moraes Navarro queira apparecer no car-
lorio do iuizo de pez da S de Olila, a tralar de
negocio de sea ioleresse.
Atten$o.
A. L. Delouche lem a honra de annunciar ao
publico e principalmente aos Srs. logistas, que
eal morando em Pars, e que se encarrega de
mandar qualquer encommeoda que se Ihe fuer
por prego razoavel: quem quizer se utilissr de
seus servicos, procure as informrmeles com o seu
irmo na ra Nova n. 22.
Em praca publica do Sr. Dr. jui municipal
da 2* vara, escrivo Santos, no dia 21 do corren-
le mezas 2 horas da tarde na sala das audiencias,
se ha de arrematar por venda urna casa terrea
com aeu competente sitio na ra do Giqui, por
execucao de Manoel Joaquim Baptista contra Jos
Florencio de Oliveira e Silva, proveniente de le-
tras da compra que este fez da meama proprie-
dade, que flcou especialmente hypothecoda ao
seu integro pagamento.
Quem tiver e quizer vender urna cazioha,
dirija-se a travessa do Monteiro n. 2, a tratar com
Jos Victorino de Medeiros.
Aleuron & C, mudaram seu de-
posito de rape area-preta, do primeiro
andar n. 23 da ra da Cruz para o ar-
mazem n. 19 na mesraa ra.
Alguma senhora ou creada que
queira ir ou voltar a Portugal acompa
nhando duas meninas, pagando se-Ihe
a passagem queira comparecer na ra
do Trapiche n. 40, a fallar com Thomaz
de Faria.
Precisa-se de urna ama escrava, que saiba
cozinher e engomniar, para casa de pouca fami-
lia, paga-se bem : a tratar na ra do Imperador
n. 73.
Precisa-se de 3:500$ por um an-
no, dando se por hypotheca um predio
nesta cidade ; a deixar carta com a ini-
cial F., na livraria da praca da Inde-
pendencia n. 6 e 8, com todas as con-
dicc,5es.
AlteiNjo.
Aluga-se um novo armazem propriopara reco-
Iher gneros, com frente para a nova rampa, en-
tre o trapiche do Cunha & C, na ra do Amo-
rim : a tratar na ra do Vigaro n. 5. -
Urgencia.
D-se de 20 a 30 de aluguel mensai por urna
casa terrea com quintal e conedor para pequea
familia as seguiotes ras : Flores, Camboa do
Carmo, Florentiua, Bella e Concordia ; quem ti-
ver annuncie ou dirija-se ra do Rangel n. 10
O Dr. Antonio de Vasconcellos Meoezes de
Drummond acha-se prompto para o exercicio de
sua profisao de advogado em todos oa dias utels
das 10 horas da aianhia a 4 da tarde, no seu es-
criptorio. ra do Imperador n. 43, primeiro an-
dar, e fora desaas occasies, e para casos urgeo-
tei, em seu domicilio na ra do Hospicio n. 17.
Na ra do Hospicio n. 17 se dir quem tem
para alagar dous eacravos.
Fiados os das da le, que ser annunciado,
vender-se-ha em pra?a publica do Dr. juiz muni-
cipal da 1.* vara, escrivo Molla, o engenho A-
goaa-Bellas, freguezia dos Afogados, com boas
Ierras, varzea, matas virgen, casa de vivenda,
casa de purgar, moeada muito boa, taxas e mais
necessarios para o fabrico de aaaucar, todo ava-
llada por 16:000$, por execucta de Jas Fausti-
no de Lem os contra /os Rodrigues de Oliveira
Urna.
Citrolactato de ferro.
V: meo deposito na botica de tfoaquim MatUmio
da Cruz CoTteia A C, Taa do Cabag n. U,
em Pemambaco.
H. Thermes (de Chalis) antigo pharmaceulico aprsenla hoje urna nova preparaco de ferro
com o nom* ue elixir de citro-lactato de ferro.
Parecer ao publico um luxo emprecar-se um meamo medicamento debaixo de formlas tao
variadas, maso homem.da sciencia comprehene a necessidade e importancia de ama tal varie-
dade.
-. A fmula um objecto de multa importancia em therapeutica ; nm progresso immenso,
quanao ella, maniendo a esseocia do medicamento, o torna agradare!, fcil e possivel para todas as
idaaes, para todos os paladares e para todos os temperamentos.
Das numerosas prepararles de ferro at hoje conhecidas neohuma rene tao bellas qualida-
des como o elixir de cilro-lactacto de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-seem orna pe-
queai dose, e ser de urna prompta.e fcil dissolugo no estomago, de modo que completamente
assimitado; e o nao produzr por causa da lactina, que eontem em suacomposico, a coostipacode
ventretrequeotemente provocada pelas outras preparaces terroginosas.
Estas novas qualidades em nada alteram a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
substancia da qual o medico ae nao pode dispeusaa em sua clinica, de incomparavel utilidade
quaiquer formula que Ihe d propriedades taes, que o pralico possa prescrever sem receio. E' o
que consigui o pharmaceulico Thermes com a preparaco do citro-lactaclo de ferro. Assim este
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas preparaces ferruginosas, com o
atiesta a pratica de muito mdicos distinctos que o tem ensaiado. Tem sido empregado como im-
menso proyeito as molestias de languidez (chlorose pallidss corea ) na debilidade subsequente as
hemorragias, as hydropesias que apparecem depoisdaa intermitentes na incontinencia: de urinas
por debilidade, as perolas brancas, na escrophula, no rachilismo, na purpura hemorrhagica, na
convalescencia das molestias raves, na chloro anemia das mulheres grvidas, em todos os casos
em que o sangue se acha empobrecido ou viciado pelas fadigas, affeceoes chronicas, cachexia tuber-
culosas, cancross, syphililica, excessos venreos, onanismo e uso prolongado das precaoces mer-
CUT1A89*
Estas enfermidades sendo mui frequentes e sendo o ferro a principal aubstancia da que o
meoico tem de tancar mao para as debelar, o autor do citro-lactato de ferro merece louvores e o
reconhecimeoto da humanldade, por ter descoberto urna formula pela qual se pode sem receio
asar do ferro. r
Mr. Constat!
alfaiatede Paris,
estabelecido na ra do Imperador ou-
9 mero 42, retira-se para o Rio de Ja- A
neiro. As pessoas que se quizerem
utilisar dos seus servicos e das fazendas
O excellentes, que Ihe restara, lograro ,
sa pelo preco mais commodo, afim de li- *
quidar. Outro sim, avisa aos seus de- 9
flb vedores remissos, que venham satisfacer tk
-^ s suas dividas al o fim do correte mez
P alias far publicar os seus norres por 9
ijy extenso e proceder contra elles judi- A
g& mete, que assim o obriga o cumpri- 2
J ment dos seas empenhos contrahidos \
$P em Paris. g
mmmm m *m-B mmm m m
mol
Precisa-se de urna ama para o servico interno
e externo do urna casa de pouca familia : a tratar
oa ra do Cabug n. 3, segundo andar.
Alugam-se duas das melnorea caaaa no Ca-
caang : a tratar na ra da Paz n. 42.
Precisa-se de urna ama forra oa captiva pa-
ra praatar-ae ao servico de cozinbsr e comprar :
na ra do Imperador n. 37, segundo andar.
Saoli Farzi, subdjto italiano, relira-se para
fora da provincia.
Consultorio medico cirurgico
S--MjA.HA. glouia casa BO TOIBJL0--9
Consulta por ambos os syslemas,
Em conseauencia da mudanza para a sua nova residencia, o proprietario deste estabeleci-
mentoacaba de fazer urna reforma completa em lodosos seus medicamentos.
O desejo que tem de que os remedios do seu estabelecimento nao se confundam com os de
nennum outro, visto o grande crdito de que sempre gozaram e gozam ; o proprietario lem lomado
a precaucao de inscrever o seu nome em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos todos aquellea que forem apresentados sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar queira ter maior certeza acompanhar urna conta assignada pelo Dr. Lobo Mosaozo e em pa-
pel marcado com o seu nome.
Outro sim : acaba de receber de Frange grande porcao de tincturs de acnito e belladona, re-
medios estes de summa importancia ecujas propriedades sao to conhecidas que os mesmos Srs.
mdicos allopathas empregam-as constantemente.
Os medicamentoa vulsosqur em tubos qur em linduras custaro a 1 o vidro.
O proprietario deste estabelecimento enuncia a seas clientes e amigos que tem coromodos
sufflcieotes para receber alguna escravos de um e outro sexo doeDtesou que precisem de alguma
operacao. afflancando que sero tratados com todo o disvelo e promptido, como sabem todos
aquellas que i tem tido escravos na casa do anounciante.
A aituaco magnifica da casa, a commodidade dos banhos salgados sao outras tantas vanta-
gens para o prompto restabelecimento dos doeotes.
a Ai P6"0"8 quequisereni fallar com o annunciante devem procura-lo de manha at 11 horaa
e do tarde das 5 em diante, e fora destaa horas acharo em casa pessoa com quem se podero en-
ender : ra da Glona n. 3 casa do Fuodo.
Dr. Lobo Moieoto.
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
FredericGautier.cirurgiiodentista.fai
todas as operaedes da sua arte ecolloca
dentesartificiaes, tudo com asuperiori-
dadeeparfeiQoqueas pessoasentendi-
das lhereconhecem.
Tem agua e posdeniifriciosate.
8
CONSULTORIO ESPECIAL HOHEOPATHICO
DO D0UT0K
_ SABINO O.LPINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias utels desda as 10 horas
at meio dia, acerca das seguales molestias
rooestuii das mulheres, molestias das crian-
zas, molestias da ptllt, molestias dos olhos, mo-
lestias syphxhtxcas, todas as especies de febres
febres xntermiltentts e suas consequencias,
PHARMACI ESPECIAL HOMEOPATHICA .'
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias in-
falhveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos prejos mais commodos dos-
siveis. v
N. B. Os medicamentos do Dr. Satino sao
anuamente vendidos em sua pharmacia : todoa
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
tmpresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguate* palavras : Dr. Sabino O. L.
Finho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, emboratenham na lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
:g^tt-ttittti&
Mudauca de estabelecimento.
O abaixo assignado, estabelecido com loja de
fazendas na ra da Cadeia do Recife n. 50 A,
mudou o seu estabelecimento para a ra Direita
numero 75.
Hygino Augusto de Miranda.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca
familia : na travessa do Livramento n. 18, se-
gundo andar.
Francisco Duaite das Neves vai Macei.
Candido Moreira da Costa vai ao Paco do
Cmara gibe.
Jorge Joo Frederico M. Conrado Klir,
subditos sllemea, reliram-ae para Buenos-Ayres.
Na ra do Apollo n. 24, segundo
andar, aluga-scuma escrava de boa con
ducta que seja perfeita cozinheira.
Aluga-se o aitio da Capunga (do Roberto)
a margem do rio Cspibaribe, tendo um grande
sobrado pintado, e forrado de novo, com ccbei-
ra, estribara, quarto para feilor, galinheiro, ca-
cimba com excellente agua potavel, e urna im-
mensidade dearvoredos fructferos, tendo mais
urna excellente bats de capim, com caes a fren-
te do rio ; quem pretender, dirija-se a ra Nova
o. 13, a tratar cam Antonio Roberto & Filho.
Aluga-se o terceiro andar soto do sobra-
don. 55 da ruada Cadeia, com commodos para
grande familia : trata-se no segundo andar do
mesmo.
Aluga-se a loja do casa da ra do Codorniz
n. 6, lugar proprio de concurrencia para deposi-
to ou, taberna, econvindo, existe na mesma urna
armacao de taberna, que se vender por mdico
preco-, e tambem se alaga o segundo andar da
mesma : a tratar na ra do Vigaro n. 8, primei-
ro andar ou segundo com o proprietaiio.
O -i -i X
7 5'?
Molina.
ITTTTTTTTTTTTTTTT TTTT
Precisa-se alogar um sobrado do um andar
e soto as seguiotes roas : Livrsmento, Qaei-
mado. Imperador, Direita, largo de Pedro II
quem tiver, pode dinjir-se ra Direita n. 66,
Io andar.
Precisa-ie urna ama para cozinhar: na ra
da Cruz n. 24.
Gabinete medico cirurgico.
% Ra das Flores n. 37.
# Sero dadas consultas medicas-cirurgi-
% cas pelo Dr. Estevo Cavalcanti de Albu-
% querque das 6 as 10 horas da manha, ac-
a) cudindo aos chamados com a maior bre-
ij vidade possivel.
% 1'" Partos.
:2.* Molestias de pelle.
3.* dem dos olhoa.
S4.* dem dos orgos ajenitaes.
Praticari toda e qualquer operacao em
9 seu gabinete ou em casa dos doentes con- %
a) forme Ibes Mr mais conveniente. %
%mmfm
- Altfga-se toe gasa em Bebe riba : a tratar
com i. I. M. do Reg, na ra do Trapiche a. 34.
Ameaca mui expressiva do Sr. subdelegado de
Beberibe Antonio Flix dos Santos: O Sr.
Bandeira nao medio por certo a profundidade
do abysmo, que esld cavando a seus ps I '
a propria polica que quer tentar contra a exis-
tencia de um sacerdote, sem crimes, esem infa-
mias, e que o nico arrimo de tres irmassol-
teiraa. que vivem honestamente em sua compa-
nhia I I I. .
Extiaccodas caspas por
meio do Tricopherous,
Na ra do Queimado casa de cabellereiro.
Furtaram do engenho Maranhao, freguezia
de Ipojuca, comarca do Cabo, no dia 17 do cor-
rente dous cavallos, sendo um alazo, grande,
frente aberta, p direito branco e talvez ambas as
mos, dous denles do lado superior meios parti-
dos, deita crinas para um e outro lado, de anda-
rea travsdos de baixo a meio, e est gordo ; o
oolro porm rodado, meio de altura, inleiro e
grosso, ambos regulam ter de 8 a 9 annos de ida-
de. Com estes completa o numero de nove, que
do anno prximo passado para c tem-se bifado
daquelle engenho ; roga-se portanto a qualquer
pessoa, que delles possa ter noticia de leva-lo ao
referido engenho, ou nesta praca na ra de Hor-
tas o. 14, que achara com quem tralar.
Perda.
Perdeu-se ns noite de 17 do correte, no con-
vento de S. Francisco, urna pulaeira de ouro:
quem a achou, tenha a bondade annunciar sua
morada para ser procurado, dando os signaes.
Precisa-se de urna ama ; na ra das La-
rangeiras n. 5, segundo andar.
A commissao liquidadora do ere-
dores da massa do tallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aos Srs.
de vedores a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commissao todos os dias utels das i 0 ho-
ras da manha as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commissao roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a obrigue a lancar
m3o dos meios judiciaes ou do jornal
para haver essas importancias de que
sao seus de vedores.
Precisa se de una ama para empregar-se
rnente no servico de cozinhs, e outra para ser
empregada no engommado e mais servico de ca-
sa de familia : quem pretender, dirija-se a ra
doa Pirea ns Boa-Vuta n. 39.
Quem achar um bracelete de ouro e um al-
nete do meamo com coral, que foi perdido no
hospital da ordem terctira da S. Francisco, a o
quizar restituir, dlrija-se a roa do Cabug n. 14,
que teta recosepensade.
1W
exposicode candieiros
ECONMICOS
0 %&
O proprietario deste estabelecimento avisa ae
Miblico que contina a ter um riquisstmo e va-
riavel aorlimenlode candieiros para todos os ser-
vicos que se preeisar, como um grande deposito
de gaz da melhor qualidaie que tem apparecidn,
e experimentado pelos compradores, conhectdos
verdaderamente econmicos.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos* gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Na ra Nova n. 20 a 24.
Aluga-se urna excellente casa de
campo com todas as commodidades de
familia, com sitio grande, cocheira, es-
tribara etc., a casa construida ha poa-
co tempo com terraco a roda, sita,
entrada do Poco : a tratar com os pro
prietariosN. O. Bieber & C, successo-
res. ra da Cruz n. 4.
O Sr. Braailiano Francisco de Paes Barrero
tenha a bondade de vir fallar na loja do Germano,
relojoeiro, na roa Nova n. SI, visto ignorar-se
aonde o meamo senhor mora.
Alugam-se casas em
Apipucos para grande e pe*-
quena familia, a beira do rio
e muito frescas, agua potavel
dentro do sitio e outras com-
modidades: a tratar com a
viuva Villar, do lugar cima.
Escriptorio de advocacia.
O bacbarel A. B. de Torres Bandeira contina
no exercicio da sua profisso de advogado, e of-
ferece-se para desempenha-la tanto nesta cidade
comoem qualquer outro ponto para que o cha-
rneta : pode ser procurado em ana residencia, na
ra do froparador, sobrado n. 37. stgundo andar,
entrada direita.
Ensino de preparatorios.
O bacharel A. R. de Torres Bandeira, profes-
sor de geographia e historia antiga no gymnaaio
desta provincia, tem reaolvido abrir novos cursos
de rhetorica de geagraphia e de pbilosophia, as-
sim como daslioguas franceza e iogleza, a prin-
cipiar do dia20do correte: na casa de sua re-
sidencia, ra do Imperador n. 37, segundo an-
dar, entrada direita.
Na ra do Rangel n. 73, precisa-se de urna
ama forra ou captiva para o servico de pequea
familia, paga-se bem, no caso de agradar.
Aluga-se, o sobrado n. 2 B da ra do Apollo,
.' a casa terrea n. 27 da ruado Burgos a tratar na
ra da Aurora n. 36.
Aluga-se um armazem ns ra Nova de San-
ta Rita (frente da ribeira do peixe) n. 19, com
suficiencia para qualquer estabelecimento por
maior que elle seja, pode recoluer para mais de
6000 barricas, ou de 30O a 400 pipaa cheias, e
oalras tantas vasias, ou outros quaesquer volumes
na proporco, com a vantagem de ter no fundo
trapicheo guindaste, pelo qual pode embarcare
desembarcar aquary com toda a mar : a enten-
der-se com o proprietario Manoel Pereira Lemos
no caes do Ramos n. 10.
Clieguem
BARATA PARA LIQUIDAR
Na ra da Imperatriz n. 40,es-
quina do becco dos Ferrei-
ros, loja de Manoel Jos
Guedes de Magalhes
Sedinhasde quadros de todas aacores e n.uito
encorpadas, covado a 720 rs., cortes de cambraia
brancos cora 3 ordena de bordao a 35, ditos com
3, 4, 5 e 6 babados de diversas cores a 3JJ500,
ditos de tarlataoa com 3 babados a 2500 e 3$,
ditos de cambraia de seda a 5$, baldes de 14 a
40 arcos dos melhores que tem apparecido a 3$,
3$500 e 45, ditos para meninas de todos os lma-
nnos,cambraieta franceza muito fina,pee* a TjOO
e 8$, cassas com salpicos brancos e de cores, co-
vado a 240, pecas de cassa de salpicos brancoa e
decores com 8 i[t varas a 31500, cobeitas de
froco matizadas para cama a 9$, chales de froco
com ponta redonda e borla dos mais modernos a
8$, ditos de la e seda a 25500, ganga amsrella
muito boa, covado a 240, cambraia de edr muito
bonita, covado a 300 rs., alpacas de cor para ves-
tido, covado a 320, popelinas, -riscadinhos para
vestidos de seohora e meninas, covado a 300 rs ,
liras bordadas a ponto inglez de todas aa largu-
ras a 1280. 11440, 11600 e 21, manguitos a ba-
leo com gollinba para senhora a 2 e 31. chitas
francezas finase cores Uxas, covado a 220, 240,
260 e 280 rs., cambraias de seda de cores eofei-
tada a 540 rs., ditas de forro de oitn varas a
peca a 11600, e outras muitas fazendas de barato
preco.
O Dr. Joo Ferreira da Silva, de volta de
sua viagem, est morando na ra larga do Ro-
sario n. 20, e contina no exercicio de sua pro-
fisso, dedicando-se especialmente a pratica de
ojjeraces cirurgicas.
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso, Santos & C. sacam e tomam
saques sobre a praca de Lisboa.
Sacam sobre Lisboa
Aranaga, Hijo & C, ra do Ttapiche
Noron. 6.
Aluga-sa urna preta escrava para ama de-
leite, que tem com abundancia, e muito cari-
nhosa para meninos, quem precisar dirija-se
ra do Crespo loja n. 20 de Adriano & Castro.
Na travessa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continua se a tingir
com toda a perfeieo para qualquer
cor e o mais barato possivel.
A casa aonde se liogem fazendas, na ra
do Hospicio o. 42, tinge-se de preto e todas as
cores, la, seda, groadeoaple e retroz, com toda
perfeieo, tambem se Hmpa o mofo en vestidos
de velludo oa groadeoaple, earma-se em cartoes
com toda a perfeieo : quem quizer poder avisar
na loja do Sr. Sedrim, oo largo da roa das Cru-
zes, loja de cal;ado, e tambem na loja da Sirguei-
ro no largo da matriz de Santo Antonio n. 2.
HOSPITAL
PORTUGUEZ DE BENEFICENCIA
EM
Pernambuco.
Devendo solemniaar-se no dia 22 do corrente o
sexto anniversario da undaco do Hospital Por-
tuguez de Beneficencia nesta cidade, como de-
termina o art. 101 dos estatutos respetivos; a
junta administrativa convidae previne aos senho-
res socios e bemfeitores do mesmo, e so respei-
lavel publico desta capital, que as 10 1|2 horas
da manha ha ver missa cantada em loavor de
S. Joo de Dos, padroeiro do estabelecimento,
seod) que nessa occasio o eloquente padre med-
ir pregador da capella imperial Sr. Fr. Joaquim
do Esoitito Santo, aobindo cadeira sagrada re-
citar urna pratica anloga vida do mesmo san-
to e a humanitaria instiluico que tanta atilida-
de presta familia porluggeza residente nesta
bospitaleira cidade. O eslabelecimeoto adiar-
se- ba aberto e franco aos Ilustres visitantes des-
de as 9 horas da manha al 1 da tarde, e das 4
s 8 da noite, em que Andar a ladainha de N.
S. ealguns versculos em honra do nosso patro-
no S. Joo de Dos.
Recife 17 de setembro de 1861.
Joaquim Ferreira Mandes Guiarles.
1.' secretario.
------


DiA1I0 M flRNAMDCO. *- SIITA HiIRA SO #1 SETEMBRO DI 1861.
Ao publico.
Manoolde Carvalho Paes de Andrade, escrivao
do oizo especial docommercio, mudou o seu
escriptorio da roa do Cabug d. 2 para a ra do
Imperador o. 71, primeiro andar.
Precisarse alugar urna escrav*. para todo e
servigo de urna casa de pouca familia : oa pra-
ja da Independencia o. 38.
Aluga-ie urna cata com excellenlea com-
modos, com grande litio com arvoredos, cacim-
ba com bomba,.tanque, cocheira e estribara, a
qual esli edificada com frente pata a principal
estrada, e milito porto d cidade : quem preten-
der, dirija-so a ra da Cadeia n. 9.
Aluga-ae a cisa de obrado na povoagodo
Monteiro, aonde morou o tallecido paido aonun-
cante, tem commodos para grande familia, co-
cheira, estribarla, etc. : a tratar com Manoel Al-
Tes Guerra, no seu escriptorio, ras do Trapiche
Harnero 14. ,
Ptecisa-se de alugar no hom armazem
comprido e bem ventilado, sito ou ni ra do
Imperador, ou na ra do Crespo, se o armazem
agradar o aonunciador assignar um contracto
por cinco annos. Trala-se com o Sr. A. W. Os-
born retratista na ra do Imperador n. 38 ou
com o Sr. Guilherme Gheelham ra da Cruz n 61.
(5)
Padaria.
Aloga-se a padaria da lravessa do Pires, a qual
est prompta de ludo, com muito bous commo-
dos, e este ainda trabalhando, sendo seu alaguel
muito commodo: a tratar na ra da Senzala No-
va n. 30.
Gasa para alagar.
Na ilha do Retiro, Passagem da Magdalena, a
primeira que se acha destacada, a melhor do lu-
gar, tanto pelos commodos, como por estar na
Btethor posigo : a tratar na ra Nora n. 38, loja.
Declarado.
As pessoas a quem isto possa interessar, de-
vora saber, que o terreno sito naSoledade, forei-
ro de Nossa Senhora do mesmo titulo, que per-
tenceu ao finado Joi Uaria do Costa Carvalho,
e boje a seas herdeiros, tem por lemites justa-
mente quelles, que a vendedora declarou sob
1'mmente, quando Jos Goncalves da Cruz e
.uiz da Costa Leite, compradores, quizeram apos-
tarse iadevldamente do que nao lhes pertencia.
Historia Universal
POR
G. Canta.
Traducido portugueza.
Roga-se aos seohores assignaotes desta inte-
ressante oqra, que anda nao tiverem recebido
todos os volme, de procurarem os que lhe fal-
ta m na livraria econmica ao p do arco de San-
to Antonio at o flm do correte mez, poia pre-
cisando se liquidar cootas com os edictores, tem
de voltarem para Liaboa em eutubro os volumes
que sobrarem. Na mesma livraria vonde-se a
mesma obra completa em 12 volumes.
Manoel Alvea Guerra saca sobre o Rio de
Janeiro.
Acommisso liquidadora dos credores da
casa do fallecido Manoel Boarque de Macedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras oa contas de hvros, que se diri-
jan com es seus titules a da Cadeia do Re-
cite d.26. primeiro andar, das 10 horas da ma-
chia as 2 da tarde, para serem verificados e clas-
sicados oela referida commlssSo
O abanto assignado faz scieule que se mu-
dou para a mesma ra de Pilar n. 31.e o qual con-
tinua receber peixe dos curraos do norte; assim
aquellas pessoas que costumavam a mandar ver
peixe em tua cas, o podem mandar ver esta se-
mana, chega logo pela manhaa, e conforme fer a
mare se dir ao portador para ae vir procurar.
Domingos da Rosa.
Joaquim Manoel ferreira de Souza pede aos
credores da firma Souza & Almeida, que Ibe
apreeentem todas as-contas e ttulos de crdito
pertenceotes a dita firma, no prazo de 8 dias, a
contar d.a data deste, para serem conferidas e pa-
gasem seu devido 4empe. Recife 17 desetem-
bro de 1861.
Esio justas e contratadas por compra tres
casas torreas n. 10, 12 e 14 na travessa de Frei
tas, perleacentes ao Sr, Pedro da Silva Pinto:
se alguna pessoa se julgar com direito a ellas
por peo-hora ou qualquer outro documente, quei-
ra anouaciar por este Diario.
Aluga-ss um segundo andar na ra de En-
cantamento e outro dito com muitos commodos
na ra do Vigario : a tratar na ra da Cadeia n.
33, loja;
Aluga-so urna casa na ra do Nogueira
com 3 quirtos, 2 salas, cozinha fora : a tratar na
ra do Queimado o. 53.
Eduardo Leduc', subdito francez, retira-se
para ae provincias do norte do imperio.
Domingo 15 do corrale s 6 horas da tarde
e na occasio era que passava a guarda de honra
da procissao da Seobora de Livramento, cahie do
sobrado do pateo do Carme n. 9, 2o andar, urna
pulseira de ouro esmaltada, obra de tora : quem a
achou, qeereodo restitui-la, leve-a ao mesmo so-
brado, que ser gratificado.
Antonio Jos Alvea da Fonseca, aulorieado
por sea pi o Sr. Joaquim Alves da Fonseca,
vende dus partes de trra que lhe pertencem.
na propriedade Cacboeira, comarca.de Garaohuns,
cujas tercas lhe pertenceram por fallecimento d
seu filho Joaquim Alves da Fonseca Jnior, sen-
do ama parte no lugar denominado Sitio de Pao
Ferro, e outra no sitio do Cacunde, como se pe-
de ver do inventario que se proceden no carlorio
do escrivao doe orphao?, e ausentes do Sr. Fran-
cisco Jos iCordeiro dos Santos, na villa de Gara-
nhuas : as pessoas que as pretenderen! Dodem
dirigir-e a ra da Lingbeta n. 3. que acharo
com quem tratar, pois todo negocio se tata.
Compras.
Compra-se urna escrava para todo servigo
de urna easa de familia : na ra do Queimado n.
6 1 andar, te dir quem compra,
Compram-6 moedas de ouro ; na ra No-
va o. 23.
Compra-ae urna negrinha de 2 a 5 annos de
Idade ; na ra do Caes 22 de novembro, n. 30,
1 andar, por cima do buhar.
Compra-se urna preta de lia 18 annos de
idade, preferiodo-se do mato, embora sem ha-
bilidades, e troca-se um moleque de 11 annos
por urna preta ou parla delguai ou menor ida-
de : oa ra do caes 22 de novembro. n. 30, Io
en Jar, por cima do antigo bilhar do Paira.
Na ra do Queimado n. 6, loja de fazendas
por baixo do cabelleireiro, compram-se moedas
de ouro de 16 e 209, e libras sterlioas.
w Compram-se pataedea hespanhoes ao cunbo
e Cirios III e IV: oa roa Nova n. 23, loja.
Vendas.
Vende-se um bom escravo negro, de idade
44 annos. pela quantia de 500$ rs.: em Olioda,
terceiro sobrado confronte a antiga academia,
onde se dir o motivo da venda.
Fara bailes ou ca-
samentes.
Vendem-se na loja do pavao ricos cortos de tir-
latana branca bordados a matiz, fazenda do ulti-
mo gosto, ditos de merino bordados com delica-
das cores: nc ra da Imperatriz n. 60, loja de
Gama & Silva.
Fio de algodo da Baha.
Contina o deposito do mesmo no escriptorio
de Marques, Barros di C.; esta fazenda vende-se
mais barata para liquidar-ae conta de venda.
Bom e assim barato
ninguem deia de comprar urna pasta para pa-
pel por JOOO. Na loja d'aguia branca acha-se
umaporcao de boas e perfeitas pastas para pa-
pel com calendario perpetuo, e ndice das feslas
mudareis, pelo que se toreara de rauila utili-
dad, e o pequeo prego de 10000 cada urna
convida a aproreitar-se da occaaiao em que ae
estio ellas vendendo por metade do que sera-
Pre custuran: ; assim dirijam-ae a ra do
Queimado, loJ d'aguia brinca, d, 16, que |ser
**m servido,
LargodaPenlia
Francisco Fernandes Duarte, proprietario deste
armazem de molhados, partecipa aos seus reguezes, assim como aos senhores da praca, de enge-
oho e lavradores que d'ora em vante quizerem-se afreguezar nesle eslabelecimenlo, qne se acha
com ura completo sortiment de gneros os mais novos que ha no mercado e por serem a maior
parte delles vindos de conta. propria, eat porlanto resolvido a veode-loa por menos 10 por cento
Jo que em outra qualquer parte, afiancaodo a boa qualidade e acondiciouamente, assim como ser-
vir os portadores menos p rlleos lio bem, como se os senhores viessem pessoalmenle, para o que
nao se poupar o proprietario em prestar toda alinelo, afim da cenlinuarem a mandar comprar
suas eocommendas, serlos de que, toda e qualquer encommenda comprada nesle tslabelecimento
acompanhar nma conta impreasa com o mesmo titulo de armazem Progresso.
ttauteiga UgUza pcTtitamentc ot. 1|000 ,lbr., TeDde.
se por este prego nicamente pela grande porco que tem e sefor em barril se fara abatimenlo
MUnteiga franeexa 6i0 rs.libr.. em brr1,560 .
Jala ttySSOU 0 ,eihor que ha n0 merca(i0 j^oo a libra.
dem pi-cto a l600 5 libra
X^**l* dem prato, m rK iaMro a 640 t9t t ,bra
laem suisso a 6j0 rs a llbra em por5io ge [az a bament0#
Preiunlo de Hambre Iogl-1.700 .. 1br.
Pregunto de lamego. m rs a libra iotero a 440 rf.
Savada
a ma' "> que ha no mercado a 160 rs. a libra, e em arroba a 4|500. .
Eispermasete. 760 ., llbr-t em caixa a m m
Latas com bolaxiulia de soda de deftrenle qualidade8 a 1S40O
Latas com peixe em postade ailiu, quaUdide, a 1|400.
\zeitonas multo novas a l$m t 0 barril,. relaih0.320 r8. tt garraa.
Doce de Vlpercue em latlai d6 2 llbrit por 19M0
CtOTintas Dari podim a 800 r8> a 1bra>
Banaa de porco refinada a m r,. libra> em barr1 a 440 rs
O **^ ' Primeira vez que vieram a este mercado a 640rs. a libra.
Cboun^as e e&ios ull0 ,, M0 .. 1to.
Palltoa de deate Uxa4osC0BS0B,tnhtpol200.
CAowtatetr*iicw;I,2(K) ,,lb,m.l^m.tm^
JOtS*** d0 *"do Abreu e de outros muitos fabricantes de Lisboa
1000 rs. a libra.
Vinlios engarrafados
_,. & *"******wa Porto, Bordeanx, Carcavelloi.emoseatelalOOOagarafa.
mrt l a J ^ d8 500, 56 e 6W"- 8"rafa. em BOadas a 3500 4$000 4500;
Vinagre de Lwboa. n.isjlipl0t, 2(0 g,,tl.
-i .. 7.. da mais acre,liladas marcas a 5 a duzia, e em garrafa a 500 n.
^streUinna
_, ... "* Para !Pa a ais nova que ha no mercado a 646 rs. alibra.
Etviltaas traueezas. H0 ,.u.
Wwto de aenoa. 800 r,. Hbr. lu M. cilM, m
L\OZCS mult6 ^j^,, a 12Q rg a Ubra<
Castannaspiladasa240r8tlbw
daft
**^ muito snperor a 240 rs. a libra, e a 7* a arrobe:
\.rrozi
do Maraaho a 3* em arroba, e em libra a 100 rs.
rumo americano ,.k .
-, w a 15 a hbrs.seforem porcaose farabaumento.
SevadinnadftFMn5aa240rfelitra
sag muit0 nove a 32o rg> a libra<
a oncinno de LUboa 1360 rf a Hbrt e a 10J a arrobjl
FaaHa de Maraatiae .,. O0T.. m .. ^
Toaewtio iugV.0O..,lb.
nr lanta,,SHSf^" """""t" "" o m,.MM ,ublk. 1.4o ,...(0 pr.-
i Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
I
EAU MINRALE
NATRALLEDE VICHY.
Deposito na beticaf ranceza ra da Craz n. M
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sorti ment de
roupas eitas, calcados e fazendas e todos
estea se vendem por precos muito modi-
ficados como de seu coatume.assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
a casacos feitos pelos ltimos figurinos a
269,28$, 309 a 359, paletots dos mesmos
pannos preto a 16, 18J. 209 e a 249,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novos padrdes a 149.169. 169,209 e 249,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99.109,129 a a 149. ditos pretos pe-
lo diminuto preco de 89,109, e 12|, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 129,
ditos de merino de cordo a 12}, ditos
de merino chinez de-apurado gosto a 159,
ditos de alpaca preta a 79. 89, 99 e a 109,
ditos saceos pretos a 49, ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 49500, di-
tos de brim pardo e de fustao a 39500, 49
e a 495OO, ditos de fustao branco a 49.
grande quaotidade de calcas de casemira
preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas
pardas a 39 e a 49, ditas de brlm de cores
Qoasa2g50, 39, 39500 e a 4$, ditas de
brim brancas finas a 49500, 5$, 59500 e a
.69, ditas de brim lona a 59 e a 6$, colletes
de gorguro preto e de cores a 5g e a 61,
ditos de casemira de cor e pretos a 48500
e a 59, ditos defustio branco e de brim _
a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 4|, 8
ditos de merino para luto a 49 e a 49500, 1
caigas de merino para luto a 4$500 e a 5$, Q
capas de borracha a 99* Para meninos |
de todos os tamanhos : calcas de casemira I
prefa edi cor a5$, 69 e a 79, ditas ditas tt
de brim a 2j, 3} e a 39500. paBfcotssac-
eos de casemira preta a 6J, e a 7, ditos tt
de cor a 69 e a 7$, ditos de alpaca a 39,
sobrecasacos de panno preto a 128 e a m
14a), ditos de alpaca preta a 59, bonets "
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos,
meios ricos vesrfdos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 89 e a 12$, ditos de gorgu-
ro de cor e de la a 59 e a 69, ditos de
brim a 39, ditos de cambraia ricamente
bordados para baplisados.e umitas outras
fazendas e roupas feitas que deizam de
ser mencionadas pela sua grandequanti-
dade; assim como recebe-se toda equal-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temes um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande offleina desl-
ante dirigida por um hbil mestre que
peta auapromptidoeperfeiconadadei-
xa a desojar. _
Enfeites riquissimos.
Vendem-se ricos enfeites de retroz, sao os me-
mores e mais modernos que ha no mercado, pelo
bartissimo preco de 89: na ra do Queimado
n. 22, na loja da boa t.
k*5 mm Aloja dabandeira |
Nova loja de funileiro daj
ra da Cru* do Recife
numero 37.
Manoel Jos da Fonseca participa e
todos os seus reguezes tanto da praca
cmodo mato, e juntamente orespeita-
4S Ra Direita 45
Magnifico sortimento.
Semprecondescendente e prazenteiro com os
reguezes que lhe Irazem dinheiro, o proprieta-
rio deste grande estabelecimento continua a of-
ferecer ao publico, por precos mdicos e sempre
inferiores aos de outro, o seu bello sortimento
de calcado francez, ioglez e brasileiro e vejam :
Homein.
Boriegulns Vctor Emmanuel. 10$000
- couro de porco..... 109000
> lord Palmerslon(bezerro 9j>5O0
diversos fabricantes (lostre} 9000
JohoRussell...... 8500
Sapales Naotea (bateria intira). 59500
patente......... 511000
sapa tos nanea (portuguezes). ; 2g000
(francezes)..... 1J500
1 h i v I a ni > n m \ r ACIA
9 entrada baiza (sola e vira). 58500
muito chique (urna sola). 3S000
Senhoras.
Borzeguins primor (Joly)......58500
brilbsulina......58000
gaspaalta.......SOOO
baixa......; 48800
31,32,33,34.....4&50O
decores 32,33.34. 48000,
Sapatos com salto (Joly)......38200
francezes resquinhos. 29240
31,32,33 e 34 lustre. 1$000
E um rico sortimento de couro de lustro, be-
zerro francez, marroquim, sola, vaquetas, cou-
rinhos, fio, laizas etc., por menos do que qual-
quer outro pode vender.
Em casa de Adamson, Howie & C, ra do
Trspiche Novo n. 42, vende-se :
Ruinas de cortica finissimas.
Lona e lle.
Fio de veja.
Superiore's Untas de todas as cores.
Sellins, silhoes, e arreios para carro oucabriolet
A 16#500, dinheiro vista.
Paletots de panno fino'preto forrados de seda,
muito bons : na ra do Queimado n. 47 : che-
guem antes que se acabem.
Relogios.
Vende-se emeasa de Johnston Pater & C,
roa do Vigario n. 3 um bello lortimeato de
relogios de ouro, paleo te inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonitos tranceliBs para os
mesmos.
Vende-se um carro novo de 4 rodas, feito
a moderna, ainda em branco, por preco razoa-
vel: quem o pretender, dirija-se a ra de Do-
mingos Pires o. 28, officina de Carlos II esse.
600 rs. agroza.
As mais superiores e afamadas peonas de ac
denominadas langa ; na ra do Queimado n 40.
Gravatinhas de raz de
coral,
o melhor que possivel. Vende-se mui bonitas
gravatinhas de raiz de coral com duas e tres
voltase lagos nss ponas, sendo ellas bastante
jompridas. avista do que sao Cara ti sai mas a
290OO e3j000: assim bom e barato s na loja
d aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Saias de cordo.
Superiores saias de eordao a 39, 39500 e 4.
ditas alcoxoadas muito superiores a 59 ; na ra
do Queimado n. 22, loja da boa f.
PM
Nova pechincha a 400 rs.
o covadu.
Vende-se lazinhas enfestadas ao gosto chi-
nez as mais modernas que tem vindo pelo dimi-
nuto prego de 400 rs. o covado : na ra da Im-
peratriz n. 60, loja de Gama & Silva.
Nova remessa a 3,000, na
loja do Pavao.
Acabado chegar nma porgao de madapolo
francez entestado cora 14 jardas que se vendem
a 39 a pega : na ra da Imperatriz n. 60. toia de
Gama & Silva. '
* $#
Nova california
u
DE
Xa roa da Imperatriz n. 48, junto a


a deliberacao de
Roa do Queimado Q. fo,
loja de 4 portas
de Fert&o ^ Mta,
vendem-se barato as seguintes fazendas, para li-
quidar.
Cortes de casemira finos de cor a 39500 e 49.
Ditos de dita ditos de cor preta a 59 e 69.
Ditos de brim de purolinbo a 19600e 2.
Pan"0 Prelo, azul, verde o cor de caf, covado
a 05OOO.
Cortes de superior velludo de cor a 4g e 59000
Manteletes de fil preto bordado a 49.
Visitaa de seda abertas a fil a 49.
Mantas de dita ditas a fil a 49 e 59.
Riquissimos cortes de seda a 80, 90 e 100.
Ditos ditoa de dita a 15, 20 e 259.
Chales com palma de seda a 29 e 29500.
Corles de cambraia bordada a I98OO.
Lencos bordados com bico, duzia a 13500 e 29.
Chales de touquim a 15 e 30$.
Ditoa de merino bordado a 4, 5 e 69.
Chitas francezas, qualidade superior, covado
a 240 rs.
Ditas inglezat, cores 6xas, covado a 160 rs.
Leogos desojada India a 19.
Cambraias lisas muito finas com 8 varas a e-
ca a 39500 e 49. V
Cazaveques e capiehas de fustao branco a 89 e
99OOO.
Meiasde algodo cr auperior fazenda a 49.
Chapeos a Garibaldi a 14 e 159.
Enfeites e chapeos traviata a 9,10 e 129.
Herneslina, riquissima fazenda para vestido
de senhora, covado a 400 e 500 rs.
Ambrosios, dem idem, covado a 500 rs.
Mimos do co. covado a 500 rs.
. Sedinhas de quadros, covado a 700, 800,900 e
Manguitos de cambraia bordados, um 500 rs.
Oollmbas dem, urna 320 rs.
Superio'js esparlilhos para senhora a 4.
Brim branco de linho, vara a 700, 800 e 19.
N. O. Bieber& C., auccessores,ra da Crus
n. 4, tem para vender relogios para algibeira de
ouro e prata.
Carros e carrosas.
Emeasa de N. O. Bieber
A C. successores ra da Cruz
numero 4.
Vendem-se earros americanos mui elegantes
a leves para duas e 4 pessoaa e recebem-se en-
commendas para cujo fim eiles possuem map.
pas com varios desenos, tambem vendem car-
rojai pira condqcc|o de isucaf ote,
Rival
sen segundo
Ni ra do Queimado n. 55. loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem destinado
acabar com certas e determinadas miudezas pelos
pregoeabaixo declarados, e venham logo pois
esta acabando.
Caixis com agulhas francezas a.........
Novelice de liona para marcar a 20 rs e..
Ditos de linha de cores e muito grandes a
Carretel de liuha, superior qualidade a..
Linha branca do gaz a 10 rs. e...........
Dita dita.a melhor que ha, novello grande
Pares de meas de cores para meninos a
Duzia de meias cruaa muio superiores a
Dita de ditas ditas a......................
Pares de melad de cores para meninos a
Linha em carto Pedro V a..............
Caixas com phosphoros de seguranga a
Caixas de folhas com phosphoros (s a
Caixa val 100 rs.) a...................
Duzia de phosphoros do gaz a........'.'.
Frascos d'agua de colonia superior a.!.!
Ditos com cheiros multo finos a........
Duzia de meias muito finas para senhora
Caixas de apparelhoa para meninos a 240
rs. e..........t #
Trangas da la e de linho sorlidas a......
Sabonetea grandes e superiores a........
Groza de boies pequeos para calca a'.'.
Grozade botoes de loucaa..............
Varas detramoia superior a 120 df....""
( Groza de pennas de ac a..............,,
Carteiras muito superiores a........'...',
Baralhos portuguezes a..................
Tesouras muito finas para costura a."!
Ditas para un has a 940 e......... ........"
Baralhoa para voltarete a 340 e........
Frascos debanha de urco a...........,....'
Prascosgrandesdelavandeambreada.su-
perior qualidaie a....................
Frascos de oleo de babosa a 320 e......
Frascos dedanha muito fina a 240e.....'!
Agolheiros com agulbas a..............',',
Cestinhas de Hamburgo.
S na loja d'agnia de ouro, ra do Cabug n
1 B, quemreeebeu um completo sortimento de
lindas cestinhas de todos os tamanhos proprlas
para meolntsdeescola, assim como maiores cem
tampa proprlas para compras, balaios proprlos
para costura, dito proprios parafaqueirOs, ditos
muito bonitos para brinquedos de meninos, di-
Sl,iri*a'!f*sfl*tfdlBh0* qUM Tw^em Pr Pre-
sos ro?!*0 barato- r
120
40
40
30
20
60
120
29400
29000
160
20
160
100
240
400
500
39000
500
40
160
120
120
160
500
500
120
400
400
320
640
.800
500
320
80
tve publico, quetomou .
balxaro prego de todas as suas obras, por
cujo motivo tem para vender um grande
sortimento derfiahs e bacas, tudo da
differentes amanhoeede diversas cores
em pinturas., e juotameute um grande
sortimento de diversas obras, contendo
baoheiros e gamelagrandes 6 pequeas,
machinaa para caf e camas de vento, o'
que permite vender mais barato possivel
comoejabahiis grandes a 49 e peque-
os ai600 ra., bacas .grandes a 59 e pe-
queas a 800 rs,,cocos a I9 a duzia. Re-
cebe-ce um offlcial da mesma offleina
__ para trabalhar.
mmmmmm m mMMMKp
Aos senhores selleiros.
Oarello preto de boa qualidade a 19800 o co-
vado : na rea do Queimado n. 17, a primeira loja
paseando a botica.
Madapolo coqueiro
a 39 a peca, com pequeo deleito : na ra do
Queimado n. 17, a primeira loja passando bo-
tica.
Fejo de corda.
No armazem de Tasse Irmos; ra do Amo-
rim n. 35.
RuadaSenzaaNovan.42
Vende-se en caa de S. P.Jonhston dC.
ellinse silhoesnglezes.candeeiro; e casticias
bronzaados.lonas aglezas, fio dela,chcoU
para carros, emoniaria,arreiospara carrod
um edoui cvalo relogios da ouro patenta
ngles.
C
com necessarios para costura
Acaba de chegar para a loja d'aguia branca mui
lindascaixiohas matizadas, com espelho, teaoura,
caivete, agulheta, agulheiro, dedal e ponteiro,
tudo pratiado e de apurado gosto, emfim urna
caixinha excellente para nm presente, e mesmo
para qualquer senhora a possuir, e vendem-se a
109 e 129 : na 1048 d'aguia*branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos fioissimos de linho proprios
para os tabaquistas por serem de cores escuras e
fizas, pelo baratissimo prego de 69 a duzia ; na
rna do Queimado o. 22, na bemeonhecida loja da
boa fe.
Lencos de cam-
braia com padrdes de se-
da a 2#50 a peca.
Na loja d'aguia branca tambem se vende mui
bonitos e finos lengos de cambraia imitando seda,
isso pelo baratissimo prego de 29500 a peca de
10 lencos. E' essa urna das pechinchas que custa
apparecer, e quando assim approveitar-se da
occasio, porque elles servem tanto para algibei-
ra como para meninos, e quem os vir na loja
d'aguia branca, na ra do Queimado n. 16, ter
vontade de comprar mais de urna peca ui a
bondade delles.
umaomm tmmtmt MewieM
Cilos dourados e
les de cores.
A loja d'aguia branca acaba de receberpelo va-
por inglez os bonitos cintos dourados com fivelas
de novos e delicados moldes, assim como lindos
enfeites de gostos novissimos e inteiramente agr-
daveis, e como seu costume, est vendendo lu-
do mais barato do que em outra qualquer parte
e para desengao dlrigirem-se a dita loja d'a-
guia branca, ra do Quaimado n. 16.
Attenco
Fazendas e rou-j
pas feitas baratas.
NA LOJA DE
V Aviia.se aos paes de familia
% qu> existe na loja de Nabuco &
C, na ra Nova n. 2, um gran-
# de sortimento de vestuarios de
d diversas qualidades e de gostos
$} os mais modernos, para meni-
0 nos e meuinai de 2 a 6 annos,
g| que se vendem por precos com-
aj modos.
/
Enfeites riquissi-
mos.
Vendem-se ricos enfeites de reltoz e de diver-
sas qualidades, sao os melhorese maia modernos
que ha no mercado, vende-se por barato preco
assim como tambem se vende rap Paulo Cordei-
ro, groaao, raeio grosso, fino, rolo francez e Lis-
boa, todas estas qualidades se vende tanto em
libra como a retalho, e militas mais miudezas
m conta rna ra larga do Rosario, passando a
botica, na segunda loja n. 38.
Atteneo.
Vendem-se dous mulalinhos de idade de 6 e 7
poos: na na do Quejando n. 77, loja de cera.
48- Ra da Imperatriz48]
Jonto a padaria franceza.
8 Acaba de chegar a este estabeleci-
mento um completo e variado sortimento
S de roupas de diversas qualidades como
sejam : grande sortimento de paletots
m de alpaca preta e de cores a 39 e 39500
| ditoa forrados a 49 e 49500, ditoa france-
zes fazenda de 109 a 69500, ditos de me-
rino preto a 69, ditos de brim pardo a
3J80O e 49. ditos de brim de cor a 39500
ditos de ganga de cor a 3*500, ditoa de'
alpaca de la araarella a imiaco de pa-
lha de seda a 39500 e 49. ditos de meia
casemira a 49500, 5$ e 59500, ditos de
casemira saceos a 13f, ditos sobrecasacos
a 159, ditos de panno preto fino a 209
^ 22$. 289. ditos brancos de bramante
M 39aO0 e 49, calcas de brim de cor a 1*800
g 28500, 39, ditas brancas a 39 e 49500, di-
tas de meia casemira a 39500, ditas de
casemira a 69500, 7500 e 99, ditas pre-
Us a 4500. 79500,99 e 109, colletes de
ganga franceza a I96OO. ditos de fustao
29800. ditos brancos a 2S8O0 e 39, ditos
de setim preto a 39500 e 49500. ditos de
gorgurio de seda a 49500 e 59, ditos de
casemira preta e de cores a 49500 e 59
ditos de velludo a 79,8g e 99.
Completo sortimento de roupa para
meninos como sejam calcas, colletes, pa-
letots, camisas a I9800e 29,ditas defasto
a29500, chapeos francezes para eabeca
fazenda superior a 69500, 8J500 e 10*
ditos de aol a 6$ e 69500, ditos para se-
nhora a 4S500 e 5. P "
W<^wl^W^BWtawl ^aw MMtfSMsmtf vtwMM
Tachas e mocadas
Braga Filho & C. tem sorapre do seu depo-
sito da ra da Moeda n 3 k, um grandesor-
mento da tachas a moendas para engaito da
muito acreditado fabricante Edwin Mawatra-
tar no mesmo deposito oa na ra do Trapicha
0. 4*
Fazendas baratas.
a Imperatriz n. 48,
padaria franceza.
Cortes do cambraia branca com babadi- ^
nhos 49 e 49500 superior 59, cambraia li-
9 za com 8 1)2 vara 3g, 39500, e 49, ditas de
J Escossia 59, e 69, ricos enfeites para se-
| nbora 69e6j500, sintos os mais delicados
para senhora 29500.39, chapelina para cri-
anca gosto inglez 3J500, 49, para baptisado
J 39, cortes de vestido de seda Escosseza de tt
booitos gosto 129 estao se acabando, ri-
eos lengos deUbyrinlho 19,1J200. chapeo
9 de sol para senhora de bonitas cores, lisos 3
9 59, cabo de marfim 59500, cortes de cam- 9
k braia brancos com ffdr de seda 59. risca-
do francez 200 ris o covado, completos
sortimentos de baldes de arcos 39, sorti-
mentos de meias para menino e menina #
200 e 240 ris o par. chales de tarlatana
de cores a 640 ris, lengos branco coro bar- O
ras 160 ris chitas inglezas a 180 e 200 rs.
dita franceza a 240 e 280 rs. o covsdo #
9 pegas de cambraia de forro com 9 varas g>
a 29 : junto a padaria franceza n. 48. i*
es
Superiores organ-
Na lojo da boa f, na ra do Queimado n. 22,
vende-se finissimo organdys de muito lindos pa-
drees, pelo baratissimo prego de 720 rs. a vara,
fazenda de 19200, e quem nao andar muito de-
pressa ficar sem a pechincha ; na ra do Quei-
mado n. 22. na loja da boa f.
Vestidos brancos
bordados.
Ainda restam alguns cortes de vestidos brancos
bordados que continuam-se a vender pelo bara-
tissimo prego de 59, com 2 e 3 babados, de gra-
ga : na ra do Queimado n. 22, na bem contien-
da loja da boa f.
Arados americano te machina-
paialavarroupa:emcasa deS.P Jos
nhston c< C. ra daSenzala n.*2.
Altencao
o
Malas, saceos de viagem, se-
lins e silhoes e relogios pa-
ra algibeira patente.
No leilo que vai ter lugar tercafei-
ra 20 do crrente na ra da Cruz
15, se vender' sem reserva de preco
um lindissimo e variado soitimento dos
artigos supra mencionados, para os
quaes se chama a attencao dos compra-
dores e desde a podem ser examinados.
SSintos e enfeitesl
S dourados |
@ e de outras muilas qualidades que se p&
i& vende por menos que em oulraqualquer ^
r pare: na loja da ra do Crespo o. A, ^S
de Leandro & Miranda. &
S na taberna da
boa esperanca, ra Di-
reita n. 48,de Joo Leo-
poldo do Reg Filiar.
Manteiga ingleza a 19. dita franceza a 720 a
libra, queijos do reino vindo pelo vapor a 240O
ditos a 29300, vinho de Liaboa a 500 rs. a garra-
fa, dito do Porto a 1|200 engarrafado, banha de
porco a aOO rs. a libra, latas de ervilhas muito
novas a 800 rs., arroz do Maranhao vericdeiro a
t, toucmho o melhor que ha no mercado a 360
a libra, azeite doce muito Jbom a 720. batanas
boas a 60 rs., aletria nova a 500 rs. a libra, ma-
car rao a 480, cerveja branca a garrafa a 560, dita
preta a 720. meias garrafaa a 400 rs concervas
francezas a 800 rs., palitos de denles, o mago a
240, latas desard nhas a 500 rs.. latas de graxa
novas a 120, rapt de todas as qualidades que se
procurar: o mesmo senhor cima espera que
todos os seus amigos mande comprar na dita ta-
berna da boa esperanga.
Hay mundo
Carlos Leite <
Irmo recebe-
ra m pela bar-
ca Ca rissa via-
da ltimamen-
te de New-
Tork,um com-
pleto sorti-
mento das me-
Iborea machi-
nas de cozet
dos mais afa-
mados autores
m e (horados
com novos
aperfeigoa-
mentos.fsxendoptspcnto igual pelos dovelados
dacostura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
II, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulbas, re-
trozes em earrteis, linha da todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Cylindros.
Na padaria da raa Direita n. 84 ha para vender
bons cylindros americanos noramenle chegados,
para padaria, e tambem rodas para correiasde
diflerantes taraa"nhos, marcaes e aguilhoea para
is mesmas.

n.



URIO DI *1IAIIJOCO 8EXT1 *BA 2 M ITMHRo DI lfftl.
Queijos do serto
muito novos. chegados ha poucos di as a 360 rs.
a libra : na ra da Imperatrii, loja de miudezas
nurueio 82.
Feijo amarello
de Lisboa, superior quadade ; vende-se na
ra da Madre de,Dos n.-8.
Attenco.
Na ra do Trapiche n.46, en casa de Ro r n
lijokqr (&C. eiisle uto bomaortimento de li-
onas decrese branca se mcarreteis do melhor
toncante delnglaterrats o. ates s vendem poi
drecos muirazoiveis
gdaco de certasf
I fazendas finas.
i
RA 1)0 CRESPO N. 17.
Riijuissimas chapelinas de seda para 2
senhoras, de diversas cores a 1*5.
Cissas de cores bonitos padrdes a 240
9 rs. o corado.
CP Cissas e orgaodys de cores a 180 rs. o
f* covado.
A Chitas de todas as qualilades e precos.
41 Muitissimas fazendas finas que se ven- 9
8dem por procos baratissimos para liqui- 9
dar, do-se amostra das fazendas. 9
PotassadaRussiaecalde
Lisboa.
No bem conhecidoe acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadera potassa da Russia, nova e de superior
qmlidade, assim como tambem cal virgem em
pidra ; tudo por pregos mais barato* do que em
outra qualquer parte.
aeraran.
a
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
para coritas e facturas, papel mata-borro; ven-
de-se na loja d'aguia branca, ra do Queimado
numero 16.
Na ra da Cruz n. 141, cata de
Kalktnann Irmaos <&C, tem ex-
posto um completo sortimento'
de amostras de objectos de bor-
racha, proprio para machinas de
engenhos, sendo correias para
transmittir moviraento, canudos
de borracha de qualquer com-
priment e groisura, pannos de
j borracha, rodetas de dita, so-
\ bre ditos artigos tomam-se en-
l commendas.
MMSMsS dsttQsldil29stt M^aMat'w
A 2$ o corte
de caiga de meias casemiras escuras de urna s
cor ; na ra do Queimado n. 22, na loja da
boa f. -
Em casa de Kalkmann Irmaos
9 &C, na ra da Cruz n. 10, exis- (
fg te constantemente um completo (
$ sortimento de $
A Vinhos Bordeaux de todas as j
$} qualidades. j
S Dito Xerez em barris.
ft Dito Madeira em barris e caixas. i
* Dito Muscatel em caixas. ^
a Dito champanhe em gigos.
a Cognac em barris.
a Cerveja branca.
A Agua de Seltz.
A Azeite doce muito fino em caixas.
Z Alvaiade em barris.
sg Cevadinha em garrafes.
mimto low-moo
Ra daSenzalla Xova d.42.
Nnsia istabelecimento contina a havarua
soanleto sortimento demoendaseaseias moen-
dts jtri inganho,achinas de vapor etaixas
te f-irro balido a coado.de todos osttmanhos
para Jilo,
O torrador!!!
M L.Tgo do Tergo 13
Quem duviiar venha ver; manleiga ingleza
peritamente flor a 1 a libra, frsnueza a 640 e
a 680 a libra, batatas muito novas a 80 rs. a libra
assim como se torra raassas muito finas para sopa
a 440 ris a libra e oulroi muilos gneros perten-
cenies molhados, (a dinheiro 4 vista.)
f%/
a os
tem
SABAO.
Joaqun Francisco de Mello Santos avisa
aeua treguezes desta praca e os de fra, que
expalo venda sabode sua fabrica denominada
Rncifeno irmazem dosSrs. Travassos Jnior
& C, na ra do Amorim n.58; massa amarella,
castanha. preta e o otras qualidades por menor
proco jue de outras fabricas. No mesmo arma-
bem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
za simples tem mistura algunia, como as da
composico.
Superiores organdysa
720 rs avara,
Vendem-se finissimos orgaudys de muito bo-
nitos padrdes, pelo baratissimo preco de 720 rs
a V3ra, fazenda que sempre se vendeu por
19206, assim pois, quem quizer comprar fazenda
fii3 muilo bonita e muito barata chegar ra
do Qjetraado n. 82, na bem conhecida loja da
boa .
Relogios baratos.
Na ra Nova n. 2t, ha grande porcao de relo-
gios foliados, dourados ede ouro, patentes e ori-
zoutaes, suissos e iogleies, os quaes sero ven-
didos pelos precos da factura. Cada relogio leva-
r- um recibo em qua se respoosabilisa pelo re-
guiamento durante seis mezes.
SYSTE MA MEDICO DE HOLLOWAY
PILULASHOLLWOYA.
Esteinestimavelespecifico, eomposto inteira,
mate de her vas medicinaes, nao contera mercu-
rio aem alguma outra substanciadelecteria. Be-
nigno ruis tenrainfancia, e a compleie,oniais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarraigar o mal na compleiQo mais robusta ;
lnfj'.rarnente innocente emsuas opera^eself-
feito;; pois busca e remove as doenc,as de qual
qusr e*pec6 e grao por mais antigs e tenazes
que sejam.
Entre mares de pessoas curadas com este
remedio, militas que j estavamas portas da
marta, preservando em seu uso : conseguirn:
recobrar a saude e forcas, depois dehaver tenta-
do inultimentetodos osoutrosremedios.
As mais-aflictas nodevem entregar-seades-
esperajo; fagam um competente ensaiodose
ecazes eSeitos desta assombrosa medicina,
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguales enfermidades:
Vende-se urna boa arma^o de amarello,
toda envernisada, que serve para qualquer esta-
belecimento, e por preco razoavel: na roa do
Crespo n. 15, loja.
Allenfo
Vendem-se caixOes vasios proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a 1 #280:
quem pretender- dirija-se a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem ostem
para vender.
Luvas de Jotvin.
Goes & Bastos, na loja da ra do Queimado n.
46, deve receber boje pelo vapor francez as me-
Ihoresluvas d Jouvin, assim como tambem tem
de camurca branca.
VenJe-se nm cabriole! descobetto de duas
rodas com 2 ou 4 asseotos, em bom estado : na
ra Nora n. 22.
A 2500
Chales de merino eslampados, que em outra
lojas se vendem por 4| e-j>$ oa loja da boa f
oa ra do Queimado n. 22, vende-se pelo bara-
tissimo preco de 2$500.
S Gama & Silva.
Grande exposico de fazendas
baratissimas, na ra da Im-
peratriz n.150, loja do
Raridade
Vonde-so urna das pelhores loja de ferragens
da ruado Queimado, com poucoa fondos e muito
freguezada tanto pira a praca como para o ma-
lo : quema pratender annuncie para ser procu-
rado.
Attenco.
Ha psra se vender urna boa casa de pasto em
urna das melhores ras de Santo Antonio, faz
muito negocio e muito a freguezada : a tratar na
ra do Imperador n. 16; nesta mesma leja, vn-
deme garrafas rJe Bordeaux vastas.
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
vende-se a verdadeira raiz de coral a 900 rs. o fio.
Caixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, chegado de sua propria encommenda muito
lindas caixinhas de costara com msica 'propria
para mimo, que se vende muito barato.
Vendem-se os engenhos
S, Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nto e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pes:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
Lencos brancos.
Vendem-se lencos brancos proprios para algi-
beira, pelo baratissimo prego de &400 a duzia :
na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Accidentes epilpticos.
Alporsat.
Arjpolas.
Areias (mal de).
Asthtna.
Clicas. *
Convulses.
Debilidadeou exteuua-
5o
Dbilidade ou falta de
f Hijas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor dejarganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre
Enfermidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueea
Herysipela,
F;bre biliosa.
Febreto dae specie
Gotta.
Heraorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammac.oes.
Irregularidades
menstrua^ao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Absiruec,ao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retenro deourina.
Rheumatismo.
Symptomassecundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Fibreto intermiten tt,
Vende-seestaspilulasnoestabelecimettoge-
rai de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistaeou traspessoas edo
carregadas de sua vendaem toda a America n-
Sul, Havanae Hspanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna dallas, contera ama instrucc,So em portu-
guez para explicar o modo de se usar destas p-
lalas.
O deposito geral em casa doSr. Soum
pharmaceutico. na ra da Cruz n. 22 em Per-
Dambueo.
Attenco
omos cobres a procura-S
J rem com p-am tudo que^
enconcrarem. O
Na loja de miudezas da ra da Im-#
: peratriz n. 58, junto a 9
0 loja do Pavao. }
&k Bicos e rendas de seda, bicos e reo- &
jS das de aigodo, Otas de seda Usas e la- 1
w vradaa, fitas de velludo, trancas de dito, w
^ froco de todas escores, trancas de lita, ^
a botea de seda para casaveque, ditos de fe
r vidro para dito, peotes para prender ca- '
19 bello, peotes para alisar, luvas de seda ffi
g| para senhora, meias de'algodao para ho- |
mem e senhora, e outros muilos objec- S
loa proprios de loja de miudeza que se-
(p ria enfadonho menciona-los, que scom ^
A visia e desejo do novo dono deste es- tfc
r tabelecimento nao deixar de fazer ne-
V goeio visto estar disposto a vender mais V
J9. barato do que em outra qualquer parte. 9k
Chapeos para senhora.
Ricos chapeos de seda e de velludo para se-
nhora, pelo baratissimo preco de 15 e 16}: na
ra do Queimado n. 22, loja da boa (.
Luvas de Jouvin.
Continua-m a vender as superiores luvas de
pellica de Jouvin, tanto para homem como para
senhora ; na roa do Queimado n. 22, na loja da
boa fe.
Vende se cortes de phanta-
sia, fazenda de muito gosto
com babados pelo diminuto
prego de 4#500; na ra da
Imperatriz n. 60, loja que tem
um pavo do lado de frr, (is-
to para nao ha ver engaos.)
3500.
Vende-se ricos cortes de cambraia da sed*
com a venial ou duassaias a 3500 : na ra da
Imperatriz n. 60, loja do pavao.
3,200, 3,500 e 4,000.
Vende-se finissimos cortes de cambraia bran-
ca e de cor com dous e mais babados pelo dimi-
nuto preco de 3^200, 3g>O0 e 4f : na ra da Im-
peratriz o. 60, loja do pavo.
A 15#000.
Vende-se nicissimos enres de cambraia bran-
ca com bordado muito delicado proprios para
baile oa casamento a 15}! na ra da Imperatriz
o. 60, ioja do pavo.
IXovn pecVincVia.
Vende-se fioissimas pecas de aambraias fren-
cezas de carocinhos com 17 1[2 varas pelo dimi-
nuto preco de 8$ a peca, ditas das mesmas com
8 3(4 varas pelo preco de i$ a peca, tambem se
vendem das mesmas a 500 rs. a vara, sendo
brancas e de cores ; na ra da lmperatrix o. 60,
.loja do pavo.
Puftliua a 2&0 ts.
Vende-se pupelina de quadriobos a imitaco
de sedinhas de quadro pelo dimiouto prego de
280 rs. o covado : na ra da Imperatriz n. 60,
leja de pavao.
Chuly a 5JftO M.
Vende-se chaly muito fino a 500 rs. o cova-
do : na ra d Imperatriz n. 60, loja do pavio.
Sedas a eo\ado.
Vende-te grasdenaples prelo muito encorpado
a 10600 o lgi800, ditos de cores azul, cor de rosa
e cor de cana mais barato que em outra qualquer
parle ; na ra da Imperatriz n. 60, loja do pave.
Sedas de c[\vadriu\ios
Vende-se sedas de quadriobos fazenda muito
encorpada a 500 e 640 rs o covado : na ra da
Imperatriz o. 60, loja do pavao,
Manguitos de l a 500 ts.
Vende-se manguitos de fil muito bem enfei-
tados a 500 rs.: na roa da Imperatriz loja do
pavo.
Chitas francezas a 200 rs.
Vende-se chitas francezas muilo finas e largas
fazenda de 360 o covado a 200 rs. por ter um
pequeo toque de mofo, afian;ando-se que solta
logo que seja lavada a primeira vez : na ra da
Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Cassas coyi salpico graudo a
' 200 rs.
Vende se cassas com salpicos graudoa e listras
a 200 rs. o covado, fazenda muito nova : na ra
da Imperatriz o. 60, loja do pavao.
Cassas pintadas a 240 rs
Vende-se cassas pintadas ttuito miudinhos
padrdes a 240 rs. o covado : na loja da ra da
Imperatriz onde est o pavo.
Sentido ao Pavao.
Vende-se neste eslabelecimeoto um grande e
variado sortimento de fazendas tanto para ho-
rneas como para senhoras, de todas as fazendas
se dio amostrar com penhor ou mandam-se le-,
var em casa das familias pelos caizeiros da casa,
assim como o respeitavel publico achara todos os
das uteis este esta belecimento aborto das 6 ho-
ras da manhaa as 9 da noite.
Cera de carnauba.
A. dinheiro.
Vende-se urna pequea porgao de cera de car-
nauba muito boa, que se acha depositada noar-
mazem da Companhia Pernambucana commo-
do praco.
Vende-se em easa de Admson, Uowie Si
C, ruado Trapiche Novon. 2, biscoitos inglezes
sortidos, em pequeas latas.
Para acabar.
Corles de cwsa franceza de 2 saias e 3 folhos,
rom 12 e 15 varas a 3#500 e 4$, lindos cortes de
la para vestido com 24 covados a 5}, peca de
cambraia lisa com 8 e9 jardas a 2$500, 3&000. e
35500, chita larga franceza, covado a 200 rs ,
cassas escuras francezas, covado a 240 : a ellas,
que em vista da reducao em preco, pouco pode
aturar : na ra do Queimado n. 44.
Capachos de coquilk
Na loja de Alvaro & Magalhes, ra da Cadeia
do Recife n. 53.
Vinhos.
Vende-se vinho de Bordeaux em caixas de du-
zia de garrafas, e em barris, assim como cham-
panha de excedente quadade : oa ra da Cruz
n. 20, armazem deF. Sauvage & C
Vende-se
barris de cal de Lisboa nova por preco
commodo chegada pelo brigue Florin-
da : na ra de Apollo n. 28, armazem
de Manoel Ferreira da Silva Tarrozo.
Baldes para meninas.
Vendem-se baldes para meninas, de todos os
tamanhos, de medapolo e de mussulina a 3# e a
4f : na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Mantas de retroz para gra-
vatas.
Vendem-se mantas de retroz para grvalas,
tanto pretas como de cores a 500 rs. : na ra do
Queimado o. 22, na loja da boa f.
Meias baratissimas.
A 2400 a duzia de pares de meias brancas fl,
as para homem : na rus do Queimado n. 22
na loja da boa j.
Ricos cortes de vestidos bran-
cos bordados.
A' ioja da boa f na ra do Queimado n. 22,
chegou novo sortimento de ricos cortes de vesti-
dos brancos bordados com 2 e 3 babados, os quaes
continuim a ser vendidos pelo baratissimo preso
de 59 cada corte : ni ra do Queimado n. 22, na
bem coshecida loja da boa t.
Esleirs
Casemiras a
4.000 o corte, na
loja do Pavo.
Vende-se finissimos cortes de aasemi-
ra entestada de cores pelo diminuto
preco de 4 o corte para calcas, assim
como tem das mesmas para vender a
2#i00 rs. o covado prsprias para pa-
letott, calca e collete, recommenda se
muito esta fazenda aos Srs. alfaiates que
costumam a fazer roupa para vender,
porque to cedo nSo acfaam urna pe-
chincha igual : na ra da Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva.
Gravatas da moda.
Vendem-se gravaliohas estrellas muito supe-
riores, tanto pretas como de cores, pelo baratis-
simo preco de 1 ; na ra do Queimado n. 22,
:na loja da boa f,
Bramante de tioho muilo
superior.
Vende-se superior bramante de linho eom duas
varas de largura, pelo baratissimo prego de 28400
a vara : na ra do Queimado n. 22, na bem co-
nhecida loja da boa f.
Superiores tiras
bordadas.
Na loja da boa f na ra do
Queimado n. 22 se encontrar um bonito sorti-
mento de superiores liras ricamente bordadas
que se vendem pelo barato prego de 3)000 4J000
e 5)000 ris a peca, advertindo-se que ha mais
de urna pega de cada padrao, quem mais depresaa
andar melhor servido ser, na roa do Queimado
n. 22 na loja da Boa-F.
Fil liso e tarlata-
I na branca a 800
ris a vara.
Vende-se fil liso muilo fino e assim tambem
tarlatana branca muito fina, tanto urna cousa co-
mo outra sao proprias para vestidos, nao s para
bailes como para assislir-se a casamentos, andem
antes que se acabe na ra do Queimado n. 22
naloia da Boa-F.
Lencos a 320 rs.
Na loja do pavo.
Vendem-se lencos grandes de cambraia de seda
de varias cores com flores, fazenda que sempre
se vendeu a 1), est-se torrando a 320 rs.: na
ra da Imperatriz n. 60, loja de Gama & Silva.
Chales manta de seda.
Podendo-se usar como chale ou como manta por
serem muito grandes a 6# cada um, na ra do
Queimado n. 17, a primeira loja passando a bo-
tica.
Cambraias francezas,
Padrss miudinhos e cores fixas a 280 o covado :
na ra do Queimado n. 17, a primeira loja pas-
sando a bjtici.
eae3Kaie m aMsasusBMSSJ
champagne
de Cha tea u Laronzire, em gigos de 15 garrafas
(9 granees e pequeas) a 159 cada um ; na
praca da Independencia n. 33.
Para os bailes e Iheatrlk
4120 rs. o papel.
Agulhas Victoria
?ende se ni loja Esperanca ra do
Queimado n. 33 A.
Gaz liquido.
Em caa de Samuel P. Johnston Si C, raa
Senzala Nova n. 42, vendem-se latas com 5 g
loes de Kerosioe.
Cintos.

Riquissimos cintos deurados com lindas fivelas
tambem douradas e esmaltadas, e com ricas pon-
as para cahirem sobre os vestidos, muito pro- Vendem-se cintos de todas as cores com
cas fivelas para senhora e menina a 3|, ban
prios para as senhoras qne tiverem de ir aos trai-
tes e iheatros ; vendem -se pelo baratissimo pre-
go de 4, 5je6#: na ra do Queimado n. 22,
na bem conhecida loja da boa f.
de clina para marrafa a 500 rs. o par, enfeile
para cabega, de cores e diversas qualidades :
ra da Imperatriz, loja da boa f n.^T4.*
[ROUPA FEITA ANDA MAIS BARATAS.}
SORTIMENTO COMPLETO
DI
azendas e obras feitas.
HA
LOJA E ARMAZEM
DE
ifies k Basto
*
NA
Hii* do Queimado
u. 48, frtete amarella.
Constantemente emosumgrandeeva-
fiado sortimento desobrecasacaspretas
de panno e de cores muilo fino a 88$,
30 e 359, paletots dos meemos pannos
a lOf ,22$ e 24$, ditos saceos pt^tos dos
mesmos pannos a 14??, 16& e i9j, casa-
cas pretasmuitobem feitasedesuperior
panno a 289, 30$ e 359. sobrecasacas de
casemira da core multo finos a 159,16$
a 18$, ditossaccos das mesmas casemi-
ras a 10$, 129 14$, caigas pretas de
casemira fina para homem a 89, 99, 10/
e 12, ditas decasemira decorosa 7$,89,
99 e 109, ditas da brim brancos muito
fias a 5$ e 69, ditas de ditos de cores a
39, 39500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira dricas cores a 4$ e 4$500, col-
letesprstos decasamiraa 59 e 69, ditos
de ditos decores a 4|500 e 59, ditos
branco sle seda paracasamento a 59,
litos da 69, colletes debrim branco e de
f ustao a 39, 39500 e 49, ditos de cores a
9500 e 39, paletotspretos de merino de
cordo sacco a sobrecasacoa 7$, 89 e99,
I colletes pretos parlalo a 49500 a 5|,
as pretas da merino a 49500 e 69, pa-
l etots de alpaca preta a 39500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 69,79 o 8$, muito fino col-
latas de gorguro deeedadecoresmuito
boafaiendaa.39800 e4S, colleteda vel-
lido de eorese pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casacadepaono pra-
tos e de corea a 149.159 a 169, ditos de
easemira sacco para os meamos a 69500 a
.79, ditos de alpaca pretos saceos a 89
>J9500,ditossobreeasacos a 5$ e 59500,
calgasde cassimirapretase decores a69,
1 6$500 a 79, camisas para menino a 209
dazia, camisas ngleas prega largas
muiloiuperiora 329 aduziaparaacabar.
A.ssimeomotemos urna officina deal-
aiataondemandamoa executaitoda as
l $braa com bravidada.
r9NMH mmmwHKmm
ios terceiros
veeravel ordem de S.
Francisco.
J chegou a verdadeira eatamonha de ISa, oa
Iloja de 4 portas, ra do Queimado n. 39, e se
apromptam hbitos desta fazenda a409.e tam-
bem ha de algodio que seapromplam 28$ cada
um, e se rende a fazenda por mdico prero.
americanas
MLOJAE ARMAZEM
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
46-Iu do Oneimado40
Defronte do becco da Congregando, letreiro verde.
VENDE-SE 0 SEGU1NTE:
Para casamentos.
Ricos cortes de vestido de fil on blond de seda branca com ramo e capella, o
mais moderno e superior que ha no mercado.
Par&v bailes.
Lindos cortes de vestidos de fil ou blond de seda branca bordados a branco e
cores.
Ditos de tarlatana branca bordados a branco e cores.
Ditos de cambraia branca bordados a branco com muita elegancia.
Saias bordadas.
Ricas saias de cambraia branca bordadas com o mais apurado gosto e mais finas
que ha no mercado.
Ditas de dita recortadas mais baratas.
Para baptisados.
Ricos corles de vestido de cambraia branca bordados com multa elegancia, o
mais moderno e mais superior que ha na mercado.
Manteletes.
Ricos manteletes de seda de cares e pretos bordados e lisos com enfeites, bem
(? como arrendados, por precos commodos.
3#000 a peca.
Pegas de cambraia lisa larga fina com 6 a 6 1|2 varas, mnito barato.
Lencos.
Ricos lencos de cambraia de linho bordados a 39,49 e5| cada um.
Chales,
Ricos chales de touquim brancos bordados de poota redonda e de 4 pentas.
Alem das fazeodas cima mencionadas tem um gra nde' sortimento de todas as
qualidades, que nao pssivel mencionar-se pelo grande espaco que lomara.
ARMAZEM
DE
ROUPA FUTA
DE I
Joaquina Francisco dos Santos.
40 RIA DO QUEIMADO 40
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde
Neste estaaelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem so manda ezacular por medida, a vontade dosfreguezes, para o
que tem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto, 409, 359 e 309000 Ditos da setim prelo
Sobrecasaca de dito, 359 e 30900
Palitotsde dito ede cores, 359, 309,
25$000. 109, 189 e 20*000
Bito desasimira decores, 329000,
159, 129, 79 e 99000
Dito de alpaka preta golla da vel-
ludo, francezas 11$000
Ditos de merio-sltim pretos a da
cores, 9$000 89000
Ditos de alpaka da cores, 59 e 39500
Ditos de dita preta, 99, 79, 59 39500
Ditosde brim decores, 5#, 49500,
4$000 e 39500
Ditos de bramante de linho branco,
6$000, 59000 e 4$000
Ditosde merino de cordo preto,
159000 e 89000
Galsas de casimira preta a de cores,
129.109. 9# a 6$000
Ditas de orinceza e marin de cor-
do pretos, 59, 69500 e 49500
Dita da brim branco a decores,
5$000, 49500 e 29500
Ditas de ganga de cores 3$000
Golletes de velludo preto e da eo-
rf res, lisos e bordados, 129, 9$ a 89000
'> ,i 59OOO
5900
5900C
3900
2920C
1$28(
29200
39OOO
1*800"
Ditos de seda a setim branco, 69 e
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 7$000,60O0, a 49
Ditos de brim a fustae branco,
395OO, 2$50O a
Seroulas de brim de linho, 29 e
Ditas de algodio, 500 e
Camisas de peito de f ustao branco
e de eores, 29400 e
Ditas de peito de linho 5$, 4$ e
Ditas de madapolio branco de
cores, 39,29500, 29 a
Chapeos pretos de massa.francezes,
formas da ultima moda 10$,89500 e 7*00(
Ditos de feltro, 69, 5$, 49 e 29000|
Dilos de sol da seda, inglezes
francezes.149,12$, 11$ e 7fflMi
Collarinhos de linho muito finos,
novosfeitios ,da ultima moda 9800
Ditos de aigodo 9*5
Relogios de uro, patentas horl-
sontaes, 1009, 909, 8O9 e 709000
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente hosontaes, 40$ 309000
Obras de ouro, aderemos e meios
aderemos, palseiras, rozetas a
anneis $
Toalhas de linho. duzia 10000'69 e 9*0
Ditas grandes para mesa a 49000 e 5*000
SSTTCHI:
Viva o paquete das novidades.
Pois est torrando miudezas muito ba-
ratas, afim de apurar dioheiro para con-
sumo do paquete, ra da Imperatriz n. 54,
loja de Joaquim de Azevedo Pereira J-
nior, declara o seguinte :
Cartoes de colchetes muilo finos a 40 rs.
Caixas de diltfs da trra a 80 rs.
Linha do gaz a 10, 20 e 30 rs.
Dita de carretel, 100 jardas a 30 rs.
Pares de meias cruas e de cores para
menino emenina a 120 rs.
Duzia de meias cruas muito finas a
2$400.
Dita de ditas entre finas a 2*200.
Linha branca em cartao, 200 jardas a
80 rs.
lacas psra charutos a 60 rs.
Caixas com palitos de Especia a 160 rs.
Frascos de agua de colonia de Piver a
440.
Ditos de cheiro muito finos a 800 rs.,
Lubln a 1$000.
Jarros de banha pequeos a 1*600.
Ditos de dita grandes a 8*500. j
Frescos do banha pequeos a 820,
grandes a 500 rs. ;
Sabeoetes do espuma muito grandes a
100 rs.
Ditos de mompelas a 390.
Duiia de meias croas para senhora a
2*400.
Ditas brancas mnito finas a 39300.
Fio de raiz de coral muilo fino a 700rs.
Espelhos de columna p de ferro a 1$500
Carteiras de agulhas muito finas a 400 rs.
Ditas de marroquim mais finas a 800 rs.
Baralhos portuguezes a 120.
Ditos franceses a 240.
Groza de botes de lou^a brancos a 120
Agua de Lavander muito fina a 640.
Dita frambutia a 600 rs.
Tesouras muito finas para unhas e cos-
tura a 500 rs.
Caivetes de 1 folha a 80 rs., 2 folhas
a 160 rs.
Cabo de marfim a 400 rs.
Meias airas para homem a 1*800.
Proco fino de todas as eores a 400 rs.
Dito grosso idem a 500 rs.
Ciixas de papeio com alfinetes a 120.
Pares de sapatos de laa para hemem
a 1*280.
Tesoura para costura a 260 rs., e gran-
des a 640
Duiia de botes de louca para paletots
a 120.
Sapatinhos de merino a 1*500, e rellu-
dinho a 1*900.
Rosarios e cruzes de coco, 1 a 120 rs.,
eduzia a 19408.
Caixas com perfumara a 4*
4
T
V
ste


DUftIQ Pl MUftfcMlfle. *. fiAlTA FURA %% DB SKIEMIRO DI i86i.
Atten ao caneca.
Na raa eatreita do Roario n. 25, loja de funi-
leiro, eviste um grande sortimento de obra* de
liendre* de todas ae qualidades, como aeja : ba-
bs de todos os laraanhoa cotn fundos de madet-
la e fecaadura, caixas para coadnzir comidas, ba-
cas e baooeirosde formas elegantes, urnas gran-
des e pequeas, assadeiras, regadores, baldes
grandes e pequeos, e rarias formas, emfim tudo
quanto desejar se possa em (landres, sendo todas
estas obras do melhor gosto e bem acabadas, me
s com a vista aoimarao ao comprador, e por
menos presos do que em outra quaiquer parle :
recebem-se encommendas e se garante a promp-
tidao. T *
Pentes de tartaruga virados e
direitos.
Vende-se mujlo bonitos e fortes peutes de tar-
taruga Tirados e direitos, de moldea e desenhos
delicados e pelos baratsimos presos de 12f, 10J
e 8 uns, 58 e 49 oulros ; assim como outros a
imperatriz (o melhor que 4 possirel faier-se em
tal genero] a 18. Na verdade quem conhece o
bom admira a limitagio de laea pregos vista
das obras e por isso dirijam-se com dinheiro a
loja d'agoia brancs ra do Queimado n. 16, que
sem duvida acharo barateza, agrado since-
idade.^
ijCAgMjiVutfisLJttakatfaai
5 bw^pwbw^bwWW

macassa nevo
aroiazem de fazendas
DE
SANTOS COELHO.
Ra do Queimado n. 19.
Lences de panno de linho a 19900.
Cobertas de chita de ramagem a 1J800.
Lences de bramante de liaho grande* a 3(300
Cortes de phantazia de seda a 8.
Algedio meostro a 480 e 40 a vara.
tramante de liaho com l palmos de largo D-
lo barato preco de 28 a vara.
Tesinas de fusto a 50 cada urna.
Ricas capellas de flores de latanja para noivis,
pelo barato preeo de 58.
Bramante de aigodo com 10 palmos de 1reo
a.18380 a vara. B
Vestuarios de seda fpara meniaos e meninas,
pelo barato precede 88cada um.
Cortes de seda com toque de mofo a 253.
Golliohas de traspssso muito finas a prego de
28000
A280-rs. ocovado.
Cassas pretas finas, fezenda boa : na ruado
Queimado o. 47.
Encyclo-
pedica
LiOja de iazendas
[Ra do Crespo numero 17 J
DB
Guimares & Villar.
Para acabar com certa* fazendas ven-
demos baratissimoa:
ChapeliDas de seda de riquissimos gostos
128 cada ama.
Ditos depalhade Italia a 288.
Golliohas e manguitos de punho de su-
perior qualidade a 38.
Cassas de cores xss e delicados padrea
a 280 rs. o novado.
Sedas, cambraias, cassas, cbitaa e tudo
quanto pertence para adornes de se-
nhora por baratissimoa precos.
Calcado Mell de 2 solas e sola fina.
Para houiens.
Grande aorlimeoto de roupss feilas e
chapeos de todas as qualidtdes.
^vaim-eieei6^eie-diSMHiiS
Vende-se urna cabra (bicho) com cria : na
ra Nova n. 16.
a 4$ a acca rjapt ormaxem de Taiso Ir-
ot
Chegou a aprecate! agua nal-
samiea para a bocea e
deotes
A loja d'aguia branca acaba de receber urna no-
va remessa da mui pnveitosa e procurada agua
balsmica para a bocea e denles. O bom resul-
tado de tal agua j nao aoffre duvida como sa-
bido pelas immensas pessoasque a compraran),
equesentiam a falta della, e as que de novo
compraren, acharo que o uso della faz conser-
var os dentes saos, livrando-os da carie, fortale-
cer as gengivaa e tirar o mi hlito da bocea,
dando mesraa agradavel arpma, podendo-se
mesrao ussr della nlo s pela rnaoba como a
quaiquer hora, e com acert depois do fumar pa-
ra tirar o cheiro do fumo, ou qusndo se tenha de
sahir para ler-se a bocea aromtica: para isso,
porm, bastam algumas gota della em agua pu-
ra. O proveito d'agua balsmica anda chega a
raas, ella serve com acert e promptido para
acabar a dor de denles, ensopando-se celia um
bocado de aigodo e deitaodo-o no buraco do
dente, este adormece e em pouco deaapparece a
dor. Para se obter om fresco de to proveitosa e
epreciavel agua balssmics, dirigir-se com 18
loja d aguia branca, ra do Queimado n. 16, ni-
ca parte onde ella se vende. Adverte-se que os
irascos vo marcados com o rotulo da dita loja.
Carrosa.
Na taberna grande da Soledade vende-se urna
carrosa para boi. nova e de boa madeira.
Vende-se ums pequea taberna com poucos
fundos por seu dono querer se retirar do lugar
na povoacaodeApipncns : a tratar com Jlo Ao-
rnande. ou n ru lga do Rosario nu-
lucro *f\j
Palhas.
Vendem-se palhas verdea eseccas de eoquei-
na ra Direita dos Afogados n. 13.
ro
Novo sortimento
de cascarrithas de seda,
franjas e galo com lacos
ns relas.
A loja d'aguia branca acaba de receber um
novo e bello sortimento de cascarrilhas de seda
com ?a" or*,a9 fln8'Ddo Pfo, o melhor que se
pode dar em tal genero e vende a 2J a peca, as-
sim como franjas de seda dedirersas crese lar-
guras por precos admiravelmente baratos, e
tambero um novissimo gelaozinbo de seda com
lagos as relas proprios e de muito goeto para
enfeilesde vestidos. A barateza com que a loja
aaguia branca costuma vender os objectos j
bem conhecida e agora comprova a mais com a
limilacio dos precos porque est vendendo os
aitigos cima, para verificar-se dirigir-ae com
dinheiro a dita loja d'aguia branca ra do Quei-
mado n. 16, que na realidade acharo barateza,
agrado e sinceridade.
Vende-se urna linda
mulatinhadc 11 a 12 annos
de idade, com bom principio
de costura, sem vicios nem
achaques: na ra de S. Fran-
cisco antigamente (Mundo
Novo)n. 68, segundo andar.
_ A 18000.
. U rJ"l<> de latas de marmelada de Lisboa e
do Rio Grande do Sul. de 1 112 libra a 2 cada
>: na praga da Independencia n 22.
Attenco
Vende-se confronte o porteo da fortaleza das
Cinco Pon Vas o seguinte : carrosas para boi, dita
para cavalloie para agua, carrinhos pira traba-
lnar na alfandega e carrinhos de mi, rodas pa-
ra carrocha e para arrinhos, eixos para ambos,
torraderes para caf com fogo, boceas de tornos,
baodeiraa de arcos de todas as qualidades, do-
bradigas de chumbos de lodosos tamanbos.fecha-
duras de ferrolhos, tranquetas, ferro de embutir
de todoa os lamaohos, ferrolho de chapa.
Luvas de pellica.
Novo sortimento de lnvss de pellica chegadas
r1uVd%POQVe?m.doP8n.'l6.,OJa d''gUa br'DCa' "'
Arroz de casca,
saccas de 32 cuiss, vende-se mais barato do que
em outra quaiquer parte ; no armazem da ra da
> Madre de Dos n. 8.
i
Peitos de esguio de aigodo
para camisas a 500 rs.
Na loja d'aguia branca vende-se muito bons
i peitos de esguio de aigodo para camisas a 500
rs. cada um, dinheiro a vista : na loja d'aguia
branca ruado Queimtdo n. 16.
$| Na loja de Nabuco & C., na
# ru* Nova n 2, vende-se a me-
f$ lhor tinta para marcar roupa.
Vende-se superior vinhoBordeauxem quar-
lolas, e cogoac superior em barris : em casa de
Tisset-freres, ra do Trapiche n. 9.
Escrayos fgidos.
Desappareceu no dia 13 do corrente, do ai-
llo de S. Jos do Hanguinho, o escravo crioalo
maiorde50annos, de nome Joaquim, com o
Kfn8nSefU,nle!: Mbf" branena, alio, secco
docorpo e esa alpargatas ; este escravo foi pro-
Ar,I.e.aiel? 6 MaD-el Jo8 peira Pacheco, do
Aracaty.d onde veio para aqui fgido watt aa
a todaa a. autoridades' policiaes > quem que!
que o encontr, de o capturar e entreglo no
Escravos fgidos,
Fugiram juntos, no dia 1* de agosto, os escra-
vos Pedro eJoaona, tendo a escrava os signaes
seguintes: cnoula, de idade de 20 annos, pouco
mais ou menos, cor preta, estatura alta, corpo
secco, rosto comprido, deotea limados, tem o de-
do mnimo de urna das mos anzolado de um ta-
ino que levou sobre o mesrao dedo ; levou urna
trouxa de roupa. coniendo um chale encarnado
de franjas e bordados brancos, um len5o branco,
um cobertor ivo, dous vestidos de chita clara
de algodaozoho e madapolao, anda seduzida pelo
escravo com quem fugio, de nome Pedro, semi-
branco, de idade de 35 annos, pouco mais ou
menos, estatura mais que regular, corpo, pernas
if'S08 secco. cabesa redonda e chala atraz
cabellos corridos, um pouco barbado e usa de bi-
fr0.^!' tDda. aPre"d0 'telina o corpo para
rente, bem ladino e fallante de modo agradavel
l.TapUoCa Seafee|tCr8om,p -6 l?o,lnh0Vr!Soi.
chapeo de feltro. Foram vistos nos primeiros
das nos arrabaldes desta cidade do Retire, e sub-
roe-se terem seguido para Caruar. d'oDde foi a
a?.nfln,eSCr8Tad0-!r- Ca"o Jos, ouoma.s
cerlo terem seguido para o centro da Parahiba
em direcsao ao Rio do Peixe.Pombal e cidade de
Souza, por aer o referilo Pedro conhecedor des-
ies lugares aonde foi escravo : rogase as auto-
ridades policiaes e capitesde campo, ou quai-
quer pessoa, que os apprehendam e tragam ruj
do Cabug n. 9 ao Sr. capitao Caetano Silverio da
bilva.que serSo recompensados com toda aeno-
oSlesc!avo4Dt0 Pe' SeDhr d* e,M"a COm pel
HTKFaK0 "todenome Francisco, de ida-
de 35 aonos, bastante alto e reforcado, cara lar-
ga com signaes de bexig, barba por baixo do
queixo e calmes antigs as costas, trabalhava
ero armazem de assucar, e consta andar ainda por
esta cidade ero praparos para o serlao t roga-se
as autoridades policiaes. capites de campo ea
C2L eDcon e' de caplara-lo e entregar do
ote, ra do Brum, armazem dos Sr. Rezende
a l., ou a seu senhorem Apipucos.
L' lotera, a beneficio do Gymnazft) Pe
extrahidaeml8 de setembrode 1861.
NS. PREMS.
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77 85
81 109 90
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38 50
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IVn.-iy, de JT. r. & Parta TO0.-1861.


(8)
URIO DI rlRsUMIUCO: SEXTA AIRA 10 DE SETEMBRO DI 1861:
Litteratura.
| aempre rerde cima da oote das Noroei, essas j roltejar em torno do feixe, soltando cantos ile-
I parcas escandinavas : aqui nicamente o (raizo gres con una petulante impaciencia : desos, da
um plnheiro cortado de fresco, que estende su-
pernamente Mas ramos verdejintes, carrejados
de luzes, flore* e frucios
Norra estara como ofTuscads desees esplendo-
res, lio doto* i leu olhos.
De repente a porta retii com trez pancadas
violentas: abriram-a, e urna mi n-ysteriosa
jogoii na salla esses presantes'de natal, occullos
em myslenosos envoltorios e com o nome de ca-
li m amor na Lapenia.
A' Sra. condessa Laura bweyk.owska.
[Continuaeo do n. 214.)
XVI
Vendo a impressao ardente que brilhava sobre
o [oslo da cara crealura- ouindo & pesor delle
seus votos fervorosos. Heofirk bem que esli-
vesse dous passos de sua noiva, urna nolra ,da peitoa, que Jo destinado*.
amava, cao pode evitar urna emogao A U|ha do9 principes do Rilnis nao pode deiiar
Ah se nesse momelo, em vez de se de sorrir, quando apresentaram-lhe um sceplro,
achar em um gaard noruego no meio dessa coberlo de ppe| dourado, lisoogeira alluso
multido tunosa, estivesse.so lado della, ao p anlg8 e talvez fabulosa realeza de seu pae ; po-
do monte KilpU sobas teudas dos lapoe.Jii-.rnnornou-ae paluda vendo a corda de noiva,
r??S 1 ~P? 8" q"e "VeSSe 11ue 1*Uo doqzellaa depozeram em um cochim
r r lg?! deSS" Palr"8' qUe-*g" de ve'ud0 "ul aos *s iciutnphante Edwina,
tam os concoes, e por mais que s vezes nao se emquanlo o nelo de seu hospede offerecia-lh
que elle
sin pra.
queira, comprometiera os deslios.
Mas no mesmo momelo Edwioa diriga-se
aos dous jovens sem desconlianca algums, por
que era urna alma recta e leal, incapaz de sup-
por nos oulros sentimenlos, de que ella corara :
cria na lesldade de seu amigo como na sua ; mas
era invcucivelmente attrahida para o ponto ondo
se achava H"nriik, e dirigia-se para elle como
o imn se volla para o polo. Talvez quizessa
assim mostrar-se hospitalera e boa para
aquella, que adogaia Henrick as longaa horas
de exilio. Ella tomou pois das oaos de urna
moga a baodeja de refrescos que esta trazia sa-
la, e ofTereceu poli lamente laponasinha.
E' encantadora Idiz ella Henrick, en-
cantadora a tua amiguinha I
Tanlo mais encantadora,respoodeu o man-
ee!) ),que apesar do desojo de lomar a versuas
monlanhas, ella quer anda passar comoosco al-
guns das.
Muito bem,diz Edwina ; eslao prximas
as festas do natal: celebram-se com muita so-
lsmnidade em casa de meu lio, e tu poders le-
var s tuas lendas urna digna lembrauga de nos-
so paiz.
Nao temas, bella,diz Norra,nao sao as
lembrangas que jtmais me ho de faltar.
Essas liadas festas do natal, que comegam na
mesma noite, em que o Qlho de Oeus tornou-se
o liiiio do hornero, inauguran] na Noruega todos
os gosos do invern e prolongara-se al domin-
go de liis. L' urna duzia de das que se passam
em prazeres, jantares e visitas.
Preparam-se muito lempo antes para ellas,
que se chamam as festas da lulo. As provises
aDuodam na dispensa ; mata-se um porco para a
occasio, seodo a morcella negra o pralo iodis-
pensavel em todas essas soleooidades gastron-
micas, onde ve-se tambem figurar a vitella, caga
grossa e voltil, e como bebida, o bydromel, a
agurdenle e a serveja. Os dous primeiros dias
da fesla sao consagrados aos domsticos da her-
dade, que sao servidos por seus amos. Ser urna
longioqua lembranca das saluroaes do velho
mundo ? Como quer que teja, durante dous dias
esses trabalhadores de todo o anuo vivem oo
meio de urna inexgotavel abundancia. A' noite,
canta-se e dansa-se at que amanheca o dia ; o
pastor com o pifaro ou a clarioetta o msico do
Dando; nao de ordinario um curioso de pri-
meira ordem ; mas o publico mostra-se indul-
gente e nao lhe pede mais do que que marque o
compasso as polkas, valsas e galopes.
As festas de lulo remonlam um periodo ante-
histrico; encontram-se na Noruega muito lem-
po aotes da introducto do chrislianismo. O rei
Olavo proscreveu-as como vestigios impos do
paganismo. Os que quizeram renova-las emseu
reinado, foram morios ou mutilados. Mais tar-
de, e sob a domimgo eolio incontestada do
chrislianismo foram ellas restablecidas. Sua
coincidencia com as festas do natal, tio caras em
todo o norle da Europa christ, preservou-as
desta vez da perseguigo. Creu-se que eram ce-
lebradas em honra do Christo, bem que seu no-
me de lulo ou Julio, que sempre conservaran!
derivasso de Jolmed. um dos sobrenomes de
O din o grao deus escandinavo.
Para os povos no norte esta magnifica solenoi-
dade do natal nao pois, a fallar a verdade, mais
do que a contiouago da grande festa paga, cele-
brada outr'ora por seus antepassados no solsticio
do invern.
Os folgaedos do solsticio do invern comega-
vam 21 de dezernbro noite, que os Islaode-
zes chamavam a noile suprema, e os anglo-sa-
ioes a noite me. Noite suprema por-que ella
quem cobre a ierra com suas mais loogas trevas;
noite me por que de seu seio surge o novo sol,
que comega desde enloseu curso ascendente no
horisonte.
Urna antiga legenda,diz um historiador,
eonia que depois de trinta e cinco dias de urna
lgubre escurido, durante os quaes os habitan-
tes do norte permaneciam fechados em suasa-
ba.ias. victimas do terror e das angustias, ellos
tnandavam um mensageiro a montanha mais ele-
vada do paiz, para d'ahi ver se nao apparecia al-
gum clarao, presagio da prxima volla do sol.
A' noticia de que o sol se approximava, urna es-
pecie de eslremecimento apoderava-se de todos
os seres. Hornees, mulheres, meninos, e re-
inos corriam para sauda-lo; os proprios morios,
sacodindo sua poeira, vioham i cima de seus fe-
retros fnebres misturar sua alegra com a ale-
gra universal.
Assim, quando o solsticio do averno ressci-
tava odia, por toda a parte bavia como boje fes-
tos, jogos, libacoes e sacrificios. Os Skaldes,
esses rapsoJes do norle, iam de casa em casa
cantando o herosmo e o amor: cada qual jurava
cumprir inteiramente seus deveres : os homeos
de se baterem bem, as mulheres de bem araa-
rem. Todos tratavam de esquecer os pesares dos
dias tenebrosos, e preparavam-se na alegra de
seu corago para colherem os thesouros. que em
breve semearia sobre o mundo o astro da luz e
da fecundidade.
Perdidos oo fim do mundo,to longe que a
civilisagao anda nao leve lempo de ir visita-Ios,
os lspes permaneceram at aqu estrajihos
essas solennidades do mundo escandinavo. Ed-
wiaa e seu amigo tinham pois razio de quererem
demorar anda alguns dias Norra entre ei.
No meio da salla de Harald-Gaard tinha-se
plantado a linda arvore de natal, lembranca de
Iglrasile,o freixo sagrado, celebrado por Eddo,
cuja corda era humedecida por urna nuvem brl-
Ihaute, origem do orvalho, e que se elerava
orna linda caixa de um rico trabalho, cercado de
Alas, cuja lampa eslava cuidadosamente fe-
chada.
fediram-lhe que abriste, e duas pombas bran-
cas voaram della, e depois de haverem volteado
um Romelo sobre sua liud cabega loura, foram
arruinando pousar, (afiliares e meigas, sobre a
all cornija de um armario.
Assim, pensava Norra, necessario que esta
com lembranca me acompaohe em toda a parle, que
ludo me lembre : todos elles condennam-me a
nunca esquecer-me.
Gragas Deus, a representado dos mysterios,
que se encontra apenas oessa media edade per-
sistente do norte, veo dar algumas distraeges
aos seus pensamentos.
Para ella, que nem se quer tinhe a idea do que
podia ser ama pega theatral, a represenlsgo da
Festa da Estrella, devia, i despeilo de seus pe-
sares, offerecer-lhe um singular iuteresse. Assim,
razia prazer ver com que atteogao ella ouvio o
coro cantando o hymno antigo.
a Boa noile, boa noite, homens e mulheres,
dono e dona da casa e todos que aqu eslao I Nos
vos desejamos um Natal feliz I Deus vos defenda
de toda a desgraga I
c mensageiros dos cus, anjos e cohortes di-
vinas, annunciae a paz trra, e louvae Deus
com vossas lioguas evanglicas, vossas harpas e
trombetas resoaotes ; sim, louvae de tbdo o cora-
cao, louvae ao Seohor Deus I
III
Quando o coro dos anjos patenleia sua grande
alegra e canta a Deus as alturas dos cus, nao
merecera ter palavra nem voz quem nao esti-
vesse disposto a louar o Senhor Deus 1
IV
Eis os sabios e os res que veem do oriente
Belhlem, e que oferecem ao menino ouro, myr-
rha e incens.
V
S bem viodo, meu Deus, meu irmio, amigo
de miuha alma; tu, que desees do cu trra,
s bem vindo Anda que teus traeos membros
estejam deitados sobre a paba de urna raan-
jadoura, cada um dos que te veem, quer gozar leu
amor I
Depois o longo cortejo passou, depositando suas
offerendas e dadivas diante da pequea maoja-
doura, onde dorma o menino de cera'branca e
cor de rosa em suis toalhasde renda.
Todas essas lindas imagen, todas essas nobres
e poticas palavras, esses caotos misturados de
supplicas, essas velas de resina pregadas as pare-
des em bracos de ferro, illuminando os corredo-
res do gaard e projectanlo sobre a nev seus
longos refiexos vermelhos, essas velas de esper-
micete.scintillantes, esses vagos perfumes espa-
Ihados na almosphera abrasada, essa pompado
presepio, para o brilhanlisuio,' do qual tioha-se
empregado os thesouros da casa, ludo isto pare-
ca proluzir sobre a alma joven e ingenua, fcil-
mente exallada.de Norra, urna impressao singu-
lar : a pobre creatura na desordem de suas fa-
culdades nao sabia mais se eslava acordada oo se
eslava sonhando.
Perguntava si mesma em que mundo se acha-
va agora, em que mundo vivera at enlao : era
preciso que a preseuga de Edwioa, a toz de Hen-
rick ou um olhar de Elphege, ferindo-a de re-
pente, a Qzessem por assim dizer sabir da espe-
cie de torpor, em que tantas e lo diversas sen-
sagoes a tinham morgulhado. .
Talhadas de akerbe'ef, (I) esse pequeo ananaz
da Laponia, to cheiroso e de nao menos sabor
que o do meio-dia, que foram servidas em ban-
dejas, transportaran! geu peosamento al o cimo
do Kiipis, e lembraram-lhe que era ah apenas
a estrangelra ; que anda pndia ahi passar al-
ns dias, mas que seu pensamento nao liona .o
direito de ahi ficar, e que devia volrer-se a ou-
lros lares.
O noruego, e este um dos tragos mais ama-
veis de seu carcter, gosta que ludo seja feljz
em torno de si. Convida todos os seus domsti-
cos s festas do invern ; porm, sua benevoleu-
cia mais expansiva nao para nos homens. A festa
do Natal nao seus olhos smente a festa da
humanidade ; elle quer anda que seus animaes
lomem parte naila. Nesse dia tiram-se asca-
deias dos caes, da-se feuo com profuso as bes-
tas ; far-se-hia de bom grado dorar a vea dos
cavados.
Reserva-se tambem sua parte s aves do cu,
que parecem ser mais que todas as outras creutu-
ras do bom Deus.
Na manhaa de Natal loma-se pois o mais lindo
feize de trigo nos celeicos ; amarra-se na ponta
de orna vara, a qual colocada sobre otelo da
principal habitagao do gaard, ao lado da seoela,
cuja voz de bronze transmitte todos as ordens
do pae de familia.
Na Noruega, mais do que em oulra qualquer
parte, o longo invern esfomea os passaros. Nem
se quer um grao para beliscar sobre a trra cober-
ta de nev ; as bagas, chochas e raras, estio ge-
ladas as moutas; as sor vas as arvores eslao
occultas debaixo de urna rede de nev, que iovol-
ve todos os ramos.
Assim, o primeiro pardal que v no ar o feliz
feixe meio-desmaochado, solta gritos glotoes,
como para chamar os demorados, que dormem oo
fro e na fome.
Causa prazer ve-Ios partirem de todos os cumes,
. (1) Fructo acidulado, assaz agradavei, serve no
Norte como o ananaz no Sul.
repente, ciliem sobre elle como urna chuva viva,
cobrem-o com a rede de toas azat, disputando
uns aos outros a mesma espiga, como senio bou-
veste bastante pira todos; e quando o bando tem
acabado sua vida refeigio, lindo anda re-Ios
beliscar e espalhar o grao que resta.
Assim, quer-se tambem que exemplo do ho-
rnea) possam as aves festejar Yulo I
Na Franga nos fazemos o papel de Deus em
nosso bolo dos reis: o que em nossas provincias
piedosas da-se ao primen pobre, que bate
porta do mosleiroda herdade, ou mesmo da casa
mais humilde, na Noruega, que nao tem pobres
dam-o esses pequeos faminlos, habitantes dos
grandes bosques, hospedes dos espagos areos,
quetaoto soffrem durante a rude estagao.
Norra segua com um vivo inleresse esta paite
da festa ; ella sentir um prazer immenso com
o vdo, brincse gritos doi passaros em roda do
feixe abundante. Vendo-os assim fazer, lembrou-
se que fOra em sua infancia urna apanbadora de
passaros ; que sabia melbor que ninguem os ges-
~~ Selra|msinha, diz elle tomando-lhe a : rerniz aioda liaba polido. As*portaa dos rico* ar-
mao,ha nio aet quanto lempa que te procuro marios estavam abertas.e via-se cm sua profunde-
sen poder encontrar-te: dir-se'-hia que me
fogea I
8'a muito meu amigo, bom*Elphege.
E Justamente por que son ten amigo, teu
amigo verdadeiro quetenho deiejado conversar
Ah I meu Deus 1 quelens poia a dizer-me?
za grandes vasos de faiinga de esmaltes brilhantes,
e cornucopias antigs de finos laveres e de lin-
das esculturas de prata : sobre as commodas e
aparadores tlnha-se feito exposiges mais ou me-
nos artsticas de ludo que a casa podia conter de
precioso ou de bello. Urna profuso extraordi-
naria de lampadas e grossas arandellas de lati
Tens o ar solemne como o reverendo Johansen dourado, renovando as maravilhosas illumina-
quaodo sobre ao armario para pregar um ser- goe* da noite de Natal, davam um novo brilho
nos esplendores da fesla.
mi.
tos que os atirahem, as palavras que os amaosam i verias Henrick urna ulli
E secretamente inquieta, pesar -de sua appa-
rencia alegre, Norra olhou para os olhos de El-
phege.
Minha pobre menina,continuou o artista
com urna voz grave, quando me pediste para
conduzir-me Drootheio....
Ah sem mim nio lerias sahido da Lapo-
na por todo o invern 1diz Norra interrompen-
do-o com bastante vivacidade.
E' possivel I e aceilei com tanto prazer
quanto reconhecimento; mas sabes o que foi
conveocionsdo ntranos ? vias al Dronthen ;
e es olhares'que os captivam. Quando vio que
por falta de alimento sua refeigio tocava o fim,
mas que o apetite persista, e que os insaciaveis
comedores nada mais queriam do que que eon-
tinuasse seu banquete, ella se fez conduzir
granja.
Ahi fez com um cuidado e urna arte perfeila o
mais singular e estranho vestuario. Vestiu-se
de palha dos ps i cabega ; as espigas lhe ondea-
vam sobre a ontecomo um penacho ; seus ma-
gos e raaos desappareciam sob os feixes dourados.
Assim dissfargada, desceu ao terreiro.
A' principio conaervuu-sa immovel ; depois
comegou caminbar lentamente.dir-se-hia um
feixe ambulante,arrastando os dous ps sobre
a nev endurecida e agitando docemente as es-
pigas que a cobriam.
Os passaros que voltea vam aqu e ali na rama-
gem verde e gelada dos piohoiros, ou que esta-
vam pousados as cornijas da cass, olharam-a
desde logo de longe e com urna certa desconfan-
ga. Ella caminhou mais de vagar anda e mais
insensivel os mais afloutos ou os mai* famintos
desceram enlao dos altos cumes e pozeram-se
nos ramos baixos das arvores. A Uponinha pa-
rou de todo.
No mesmo instante os mais prximos se abate-
rsm sobre ella : cobriram-a com suas azaa mati-
sadas e trementes ; os outros, j tranquillos, se-
guirn) o exemplo, e logo a donzella desappare-
ceu Inteiramente sob um manto movedigo.
No mesmo momento ella continuou a camiohar;
mas logo os passaros colheA as azas e partem
espantados ; depois voltam aioda para partirem
de novo^f que alternativamente impedidos pe-
la fome^^tados pelo movimento e attrahidos
pelo repouso, que lhe succedia, acabaram por se
habituarem completamente essas alternativas
e ficaram sobre sua cabega esobre seas bragos e
hombros mesmo quando ella accelerava o passo.
Uns partiam, outros voltavam ; havia em torno
della urna perpetua agitagio ; pareca que ella
caminhava sob urna nuvem animada, no meio de
um turbilhio de pennas e gritos.
Norra chegou at o p da escada de pedra na
qual eslava a familia ipezar do fro, encantada
nao menos que os passaros deste estranho e cu-
rioso espectculo.
Ento, segura de si mesma e da fideldade da-
quelles que tinha assim pelo inleresse,o mais
solido, dizem, de todos os lagos,ella continuou
sua marcha, mas accelerando-a eagitando os bra-
gos, de tal sorte que seus convivas espantados,
ora fugiam, ora langavam-se sobre ella com um
ardor vido e petulante, deixando-a to somente
para a procurarem anda ; e quando ella desap-
parecia nosediOcios, cujas portas estavam abor-
tas, a perseguan al sob o tecto dos homeos.
Depois de muito lempo que durava esto jogo
engragado, Norra deseoabaragou-se das espigas,
com as quaes alaslrava o chao. Urna parte dos
pastaros beliscou estes restos do festini, em
quanto os oulros, que tinham ao menos o conhe-
cimento do estomago, continuavam a voltear do-
cemente ao redor della, procurando-lha as mos,
rogando por sua testa, ou beliscando-lhe os lin-
dos cabellos, onde resiavam anda alguns
graos como perolas debulhadas de sua touca.
Este divertimentosinho leve o maior successo ;
elle deu urna especie de prestigio Norra aos
olhos da gente do gaard
Nuuca se vio cousa egual I diziam as cra-
das ingenuas ;mas nao de admirar, ella la-
pona : em seu paiz quasi lodos sio feiticeiros.
Os homeos tambem achavam que a amiga de
Elphege e Henrick era uma]amavel fadsinha, e
nao pareciam temer muito seus encantos.
Que successo I Norrasinha,diz lhe Hen-
rik ao ouvido, caminhando arseu encontr at o
primeiro degriu da escada. Sabes encantar i
todos, at mesmo s aves 1...."
Sim respoodeu ella, todos...., excepto
ti, Henrick, quem nem mesmo posso mais
querer agradar.
E passou diante delle sem ao menos tomar a
mo que este lhe eitendia.
XVII
O anno novo avangava rpidamente. As festas
do Natal, que em certas partes da Noruega dursm
at 13 de Janeiro, tocavam sea fim. Entretan-
to a auimaco ea alegra nao pareciam diminuir
entre os habitantes do Harald-Gaard.
.Chegavam aindi convidados todos os dias.
Norra nao cuidava mais em relirar-se.
Mas bem vs que de mister que ella parta!
repeta Henrick seu amigo de lempos tempos.
Sem duvida ; mas o meio? a infeliz pren-
de-se ti como o afogado ao ramo prestes a
quebrar-se.
Ah I no entanto impossivel que ella fique
at o grande dia.
Com effeit seria melhor que ella nao fi-
casse.
Tu sabes qne .depois de amanhia j ad-
rerte-a.
Ah nao fago seno advert-la desde que
ella aqu est : mas tenho muito medo que ludo
nao seja intil.
Ento, ella quem o quer: gragas Deusl
diz Henrick sem dissimular um movimento de
impaciencia.
Alguns instantes depois, Elphege empregava
todos os meios para encontrar a joven lapuna, no
momento em que eslivesse sosiohs.
ma vez ; depois partiras
I OLIILTIM
n
4 DAMA D4S PEROUS
POR
A. DUMAS F1LH0.
IV
[Continuagao.]
Eu mal escuUva Vladimir. Tinha necessidade
de tomar ar. A pparigo da dnqueza fora to
curta, o effeito produiido to prompo, que eu
anda eslava um pouco alordoado. O amor em-
briaga como o vinho. Vladimir nio comprehen-
deu as miohas impressoes nao devia torna-lo a ver seno meia noile,
quando a fosse bnscar para a ceia. Quando che-
guei ra, a torga do habito fez-me tomar o ca-
minho que aeguia lodos os dias essa mesma
hora, e acbei-me quasi aem saber como, porta
de madama de Wine. Ella esperava-me com Im-
paciencia ; eu ia curioso de saber em que eitado
se achava. Ab I men amigo, como me pareceu
pobre essa belleza ao lado da imagem que eu le-
va va comigo I Desfez-me em alteogoes, e leud-
me madama de Wine recorojalo que deviamoslr
opera ouvir a repetigo de Guilhtrme Tell, oc-
cupei-me em torna-la o mais bella possivel: foi
o ultimo, esforgo que tentei sobre mim por ella.
Se eu resistisse ao triumpho que Carlota ia certa-
mente alcangar, porque nuoca ia opera que
sao flzesse sensago, eslava perdido, e s me res-
lava abandonar-me correle, procurando afo-
gar-me o mais larde possivel.
At ento, ea nao tinha acreditado nesse trans-
torno rpido, que a prmeira appariglo de urna
mulher pode causar sobre um homem. Acredito
agora.
Entretanto enfeilei o melhor que pude mada-
ma de Wine, que,' nao podeodo adetinhar que
sentimesto singular eu obedeca, e vendo-me
-maia cuidadoso que de ordinario, agfadetia-me
ingenuamente e pareca feliz. Eu offereeia-lhe
occasio para urna victoria : cabia-lhe alcanga-
la. Escoihi lealmente o seu vestido, fi-la pen-
tear-se do modo que melhor lhe assedtava: cor-
tamente ficaria tio bella quanto era possivel se-
immediatampute para as teodas.
Mas, diz Norra abaixando os olhos, nao
culpa minha se nao fui al Dronthein : era in-
til, visto como seamos aqui aquelle que iriamos
l procurar.
Ah I aslutasinha, nao isso que le censu-
ro 1 somente, devias ficar um dia junto de Hen-
rick ; ha mais de tinte que aqui ests, e nem
se quer pareces pensar na partida.
Ah I entretanto bem quizera ir-me em-
bora, diz Norra com urna voz a mais maliciosa ;
porem, vs tu ? excepgio de ti___e delle, in-
grato I todos aqui se esforgam por deterem-me.
Tanto peior diz Elphege resolv Jo a pre-
cipitar as cousas e a dar um grande golpe e em
cheio no coragio, porque os llgeiros ataques nio
lbe pareciam ter bom xito.
E porque tanlo peior ?
Porque se passaram aqui cousas, que te
causaran) bem penas.
Norra empallideceu e nio pronunciou nem
urna palavra.
E' depois d'amanbia.
Depois de amanhia I murmurou a donzel-
la retirando vivamente a mo que Elphege to-
mara as suas.
Pois bem I qne I depois d'amanha ? o ci-
samento sem duvida '.'
Nao ; mas os esponsaes 1 para nos outros
suecos absolutamente o mesmo.
Norra eonservav a cabega inclinada sobre o
peito ; as mos e os labios tremiam-lhe ; gottas
de suor fri corriam-lhe sobre a fronte ; porem
ella conservava-se calada.
Elphege leve medo desse silencio feroz.
Pois bem I diz elle tocando-lhe no hombro
de vagarziobo, o que decides ? queres partir
agora ?
Sim, responden ella com urna voz fraca
como urna pequea respirago e to baixo que
apenas o maucebo ouvio, sim, bom Elphege, par-
tire...... Depois......
Ah I desgragads, antes que deveis partir.
Nao, respoodeu a moga sacodindo a cabe-
ga, sinto que nao o poderia. Quero ver 1 De-
pois.... sim, depois..., sinto que serei forte,
ponto de te admirar mesmo.
E' loucura I murmurou Elphege parle.
Mas bem sabia que nio seria capaz de conven-
ce-la, se ella tivesse resolvido ficar. Por tanto
nao tralou seno de previnir a Henrick. Bem
sabia, alem disso, que nada havia a temer della,
e que por maior que fosso sua dor, s ella faria
mal.
Norra estar presente I diz elle a seu ami-
go, asss desanimado do pouco successo de sua
negociagio.
Enlao, retorquio este, Deus seja comnosco I
A ceremonia dos esponsaes tem a vida dos
poros da pennsula escandinava urna singular
importancia, e da qual nada entre ns poderia
dar urna justa idi. Os esponsaes sao, por as-
sim dizer, a preparagio para os prazeres mais
completos do casamento, do qual sio como que
um gozo anlecipado, e cujo penbor tambem en-
cerrara. E' como um primeiro casamento antes
do outro, casamento natural, que para formar-se
nao necessita mais do que do mutuo consenti-
meato das- partes: o sacerdote e o magistrado po-
dem mais tarde dar-lhe a dupla sanegao da re-
ligio e da le ; mas elle ja tem a dos cosio-mes,
quo olham como indissoluvel essa sancta e doce
unio de duas almas, que se prometieran e de-
ram-se urna outra na tocante ceremonia das
bodas.
Assim, parece crer-se que impossivel crca-
la de mais solemnidades e prestigio ; suas festas
sao mai lindas que as proprias festas do casa-
mento, e nellas se desenvolve urna pompa, que
parece estranha aimplicidade habitual dos cos-
tumes do norte.
Na tarde desse dia em que Elphege, um pouco
emphaticamenle talvez, chamara o grande da,
Harald-Gaard apresentava um aspecto fra do or-
dinario. Tinha-se plantado no terreiro urna flo-
resta de pioheiros, cobertos de fitas de mil co-
res : bnlhautes flores arQciaes, rosas, anemones,
tulipas o dalhias pendiam com urna ingenua
pretengio no meio de su* verde ramagem.
Pelas sete horas oovia-ae um Unido de guisos,
que aonunciava a approximago dos convida-
dos da visinhanga.
De repente es trenoz chegaram. O pater-fa-
milia dirigio-se al o topo da escada de pedra,
e os criados sahiram com arenles oas mies.
Diante da porta pararam os pequeos cavallos,
rincbando e bateado com s patas a Ierra endu-
recida e sacodindo com as compridas crinas sal-
picadas de nev. Os mancebos offereciim a mo
s mogas, envolvidas em pelissas, as quaes en-
traran) na grande salla desembaragadas de suas
capas, endireitando seu lindo talhe, brilhantes e
frescas como flores, coroadas com seus cabellos
levantados em trangaa Ceres, com os labios
vermelhos, e com as faces purpuradas desaas ro-
sas, que o fro faz apparecer.
Esta salla, o Hall ipglez, com que os arehitee-
tos do norte prodigaba todos os ornamentos e
que decoram com um laxo grandioso, porquesa-
bem que em seu nobre recinto se passaram os
acoqtecimenlos mais importantes da vida fami-
liar, tinha sido esplndidamente ornada para a
cirCumstancia. Juncadas de verdea foi has faziam
desapparecer as taboas de pinho, que nenhnm
No meio de tantas preoecupagdes e cuidadosa
pobre Norra ficon naturalmente um pouco es-
quecida : tinham mais que fazer do qdtBoccupa-
rem-se della. Entretanto Henrick, no meio dos
prazeres de seu hymioeh, prazeres todava doces
e profundos, visto como fazia um casamento de
amor, Henrick nio podia nem sequer dirigir lhe
a palavra. Ah o que ter-lhe-hia elle dito que
nio fosse psra a pobre alma urna nova ferida f
Elle bem o sabia, e guardava peranle ella um
doloroso silencio ; sabia que nada tinha a temer
de seu desespero, porque ella era daquellas que
s fazem mal a si proprias.
Elphege, a quem naturalmente competiam as
funegoes de mogo de honra de seu amigo, e que
fra escolhido em sua qualidade de artista para
director supremo da festa, comprehendia per-
feilamente a importancia dessas duplas funegoea,
oas quaes tratava de fazer brilhar aos olhos dos
estraogeiros a elegancia e bom gosto de um
verdadeiro sueco, para ter muito lempo dar
aquella, quem ata aqui cercara de sua pro-
teego.
A infeliz Norra achava-se pois completsmente
entregue si propiia, e vagava na festa como
urna alma que pena. Gragas Deus a neta do
velho palriarcha dos Kilpis era muito altiva para
deixar que lbe notassem urna impressao penivel.
Ella era dessas mulheres, que s coocedem o
direito de lastima-las iuelles que as amam.
Agora, ninguem no mundo tinha um tal direito :
assim, ella oceultava sob urna fronte serena as
violentas emoges, que lbe agilarsm a alma at
as suas mais intimas dobras.
Entretanto, nao perdia urna particularidade do
que se passava sob seu olhos; olhava e examt-
nava ludo com urna especie de curiosidade vi-
da, como se suas lembrangas, silentemente re-
concentradas, devessem ser dahi em diante a
nica felicidade de sua vida e o nico alimento
da chamms intensa que nella sempre srJia.
Desl'arle nada lbe escapava, e jamis historio-
grapbo algum de festejo real foi a tal ponto vi-
do das menores particularidades. Perdida na
sombra immovel em um canto, apenas vista e
vendo tudo, ella esforgava-se por nio deixar es-
capar cousa alguma, reunindoem si, e como seu
bel-prazer, um thesouro do dores.
Quando todos acharam-se reunidos, quando
Cada qual tomou seu lugar no meio dessa mul-
tido animada, como sempre a muliido, que
esperava alguma cousa, que sahe fora da vi-
da commum e dos hbitos ordioarios, reinou
de repente um grande silencio. As portas da
sala abriram-se : os noivos appareceram. Passa-
ram por junto de Norra sem v-la.
A pobre moga encoslou-se parede para nao
desmaiar. Ora pareca lhe que o corago deixa-
va de bater e que ella ia raorrer ; ora, ao con-
trario, que elle quera fugir-lhe do peito palpi-
tante e saltar para o ingrato.
Henrick, que trazia orgulhosameute sea lindo
uniforme, caminhava com urna graga magostos*,
pegando com ama mo a mo de sua noiva, e
apoiando a outra no copo de sua espada. Esla-
va um tanto paludo, mas essa pallidez lhe sen-
tava bem, nao provinha ella das emoges que
elle senta? Tal era ao menos o parecer das mu-
lheres, e julgo que nosso hroe nao se importava
com o dos homens.
Quanto Edwina, ella eslava verdaderamente
linda a desesperar um rival, e o vestido das bo-
das realgava singularmente o carcter de sua
belleza.
Ha na Noruega um uso, que sempre me pare-
ceu tocante. Em vez de dar um toilette mais ou
menos rico, como entre nos, a cada noiva, que o
Iraz um cerlo numero de votes e depois des-
prezado como o mais ruina trapo, conservara du-
rante seculos e fazem passar de geraco em ge-
ragio o vestido das nupcias, preciosamente guar-
dado em grandes commodas, que a me de fami-
lia abre em certas pocas com um piadoso res-
peito. Se um dia esses enfeites podessem fallar;
se, tomando o dom da palavra, esses vestidos se
lembrassem das palpilagdes, que o levanlaram,
elles nos contaran) em sua lioguogem a historia
daquellas, que foram lindas e amadas. Quintos
suspiros suffocados- sob esse pesado corpinho I
Quantos sorrisos mentidos! qoaotas lagrimas r-
danles bordo das palpebras, e que nao ousaram
cahir porque um labio- amado nao eslava ahi
para recolne-las! E quantos prazeres tambem,
quantas esperangas temidas, emoges sagradas e
puras, quando suas almas se confundan) no
amor I Intima e silenciosa historia que s pode-
ria ser escripia por um poeta e lida por urna
mulher I
O vestido com que Edwina tinha-se ornado
para obedecer 4 tradigo venerada, parecia-se
bastante enm o das senhoras castellaos de nosss
idade media. A pega, que desde logo attrahia o
olhar era um especie de casaveque, justo ao
corpo de estofo de brocado de cor brilhaote, era
enfeitado de um bordado de prata i o cinto de vel-
ludo eslava cheio de chapas de metal. Um saiote
de seda que o casaveque cobria at as cadeiras,
descia aos calcanhares.- As meia eram abertas
e os sapatos, cosidos com linha de cor, levanta-
vam-se as ponas como nossos calgados de pon-
ta arrebitada. Em roda do peacogo um pesado
eordio de ouro su p porta va urna cagoleta e cora-
giozinbos, que s abriam como os- relicarios do
amor para recoberem ternas lembrangas ou pre-
sentes symbolicos.
Este rico vestuario que sem duvida teria talvez
incommodado qualquer outra mulher, realgara
aida o talhe imponente e a nbbre presenga da
joven sueca. Era impossivel traze-lo com mais
elegancia edignidade. Sobre sua fronte tinham
posto a corda Iradicciooal das noivas, raiuhas ao
menos urna vez na vida, coras de denles agu-
dos, como a d Proserpioa as medalhas gregas
da Sicilia. O circulo della elevava-se em con-
vexidades com lavoures e ornatos, que figuravam.
estrellas, cresoentes, folhas, flore e fructo*. Ti-
nham desatado debaixo da corto os compridos
(*) vide Diario n. 21$."
T
.
lo. Foi buscar a me no seu coup, e encontra-
ram-me na porta da opera. Cbegamos no mo-
mento em que comegava a ouveskura : a sala na-
dava em plena harmona. Quando se entra ou-
viodo semelbante msica, sente-se um bomm
transporta Jo cima da trra ; ella iiola comple-
tamente das outras sensages. Madama de Wme
fez o seu effeito costumado ; todos os binculos
de* camarotes loraaram-a por alvo, e devo dizer
que sustentou o fogo dessa curiosidade como mu-
lher habituada ficar senhora do campo da ba-
talba. Alguns amigos seus, orgulhosos de conhe-
cerem urna pessoa que ioterrompia Rossini, fa-
ziam os maiores esforgos para que ella os reco-
nhecesse. A cirilisago lem .posto vaidade em
tudo.
S um camarote ainda estara vazi, e no balco
dease camarote appareceu urna mulher, que, por
sua vez, attrahiu a altengo, mas em outro sen-
tido. Como os mais, olhei tambem. Imagina, meu
amigo, que essa mulher traja va um vestido cor
de cereja, cuja fulminante cor era moderada por
urna mantilha de rendas pretas: estiva decotada,
bem entendido, e sobre a cabega cheia de crea-
pos louros como a de um bambino,crespos que
davam essa cabega proporga* inauditas, esla-
va collocada, o mais desastradamente possivel
urna grande rosa, o que de longe pareca urna ca-
bega sobre outra. Essa mulher era entretanto
mulher de sociedade, cortamente; mas tu sabe*,
que quando essas mulheres dio para ter rnu
gosto, ninguem pode com a vida deltas. Essa li-
aba brilhantes magnficos na* orelhas, nos bra-
gos, no pescogo ; porm por mais que flzesse pa-
reca urna mam hespanhola dos tempos de Luiz
XIV ; e se a Uveras visto ficar de p e balaogar-
se para que a vissem bem, e levantar a* pregas
da sata, teas fetto como eu, oio poderias deixar
de rir ; o ella nao quera sentar-se, e roltava-se
direita e esqoerda, sonia e fazia bulha, e pa-
reca dizer: Ora vejara como bonito o que eu
trago nos cabellos I Fez tambem seu efeilo, e
era necessario todo o poder de msica e todo o
bom gosto dos auditores para' que ainda nio o fl-
zesse maior. Emfim resokeu-se a aentar-ae e a
ouvir i dir-se-hia que estar (; mas evidente-
mente nio o estava, porque voltava a cabega
cada momento, se se pode deixar esae nome
cousa exquisita, que tinha sobre o* hombro*, e
conversara com alguem que estara no fundo d
camarote: ella insista para que alguem viesse
entar-e tea 'lado; em alguem reeuaara:
quem recusiva assim nio podia ser seno urna
mulher.
Nao sei por que Uve a curiosidade machina! de
saber quem era; peguei no binculo e olhei. Se-
ria urna allucioago do meu espirito oceupado de
urna s imagem, e encootraodo-a em toda a par-
te? Pareceu-me ver no espelho a sombra da'du-
queza. Era ella, meu charo ; ella eslava, ali, com-
prebendes I la v-la toda a noite, e se elle me
visse, ver-me-hia com madama de Wine, isto ,
com urna das mais lindas mulheres de Pars I
Que vantagem psra mim I Despresei enlao muito
menos a belleza da minha amante, e compreHen-
di, em meu egosmo, de que utilidade podia ella
er. Quanto duqueza, eu podia examinadla
rontade sem que elh suspeitasse esse exame....
Ella estava mil rezes mais encantadora do que
de dia. Muito simples e pequeas fitas, de orna
cor branca, com o nico enfeite que tinha posto
nos cabellos : piles procuravam tocar os hom-
bros ; mal se viam. A pelissa que ella aioda nio
liuha tirado, eotr'aberta deixava ver um peito de
alvura deslumbrante e firme, que fazia ein-
da sobresahir a cor de cea vestido bordado de aze-
viche. Nem urna joia, i excepgo de um estreito
collar de grossas perolas, fechado por um rubim.
Vista assim em um espelho, na penumbra de um
camarote profundo, ella tinha alguma cousa de
um sonho, e todos os seus movimento* adque-
riam maia graga, molleza e harmooia.
Para que olbam os pintores os seus quadros em
um espelho quando Irabalham 1 Para dar-lhes
depois o modelado acariciador que o reflexo em-
presta aos contornos.
No fim do primeiro acto, aem a pellissa e pa-
teoteando a magnificencia de seus hombros bra-
cos us, deslisou-se silenciosamente para a fren-
te do camarote, voltada maia para a platea do que
para a cena; mas no entanto toda entregue
msica. Occaltsi-me para que ella nao me visse
immediatamente, e n&o a deizei maia com os
olhos. Mas como estara com essa mulher ridicu
la? Seria urna necessidade ? Sem duvida, porque
ella era incapaz de urna casquilharia to vulgar,
e bastara, a sua belleza, sem precisar de con-
traste. O que ha de mais encantador do que
olharmos a mulher que amamos, se j podia ser-
vr-me dessa palavra, atrarez da msica de
Rossini 1 Entretanto urna mulher, por mais pre-
cauges que tome, nio entra em um thealro co-
mo o da open, sem ser vista por todas as mu-
lheres, que nao precisam de seus olhos para ser
adreriidai. Una toz secreta Ihs diz; Eis urna
,i cayapa
mulher para olhar, para criticaippara invejar i e
v-se ama multido de pequeas mos, urnas to-
maren), outras pedireo seus binculos, os quaes
sobem altura dea olhos sem que o brago esque-
ga a pojigao que de ve tomar para ser grsjsjjoso ;
porque o passo que se repara para alguem, po-
de-se ser reparada, e nioconvm deixar-ae sor-
prender. Se a mulher assim esaminada, oa bino-
culis demoram-ae por muito lempo, e nao se
abauaaa aenio quando tem achado o que procu-
ravam, um deleito. Se a mulher iosiniQcaolo
oa ela, os binculos abaixam-M logo, e seus do-
nos lembram-se de que. tem de ouvir msica.
Madama de Wine, por um movimento sympa-
thico, correspondendo directamente para mim
mais do que para niognem com a apparigo da
duqueza, pegou deragarinho no binculo e olhou.
O exame durou dous minutos. Qual seria o jui-
zo depois desse interrogatorio escrupuloso ? Ella
inclinou-se para mim e disse me, passando-lhe
o binculo para convida-la a olhar:
Ali est urna mulher que tem um bello cel-
lar de parolas.
Como o de madama S..., disse a me de-
pois de ter olhado.
Oh I mais bonito.
tornou a prestar atteogao i msica.
Assim ella nao linha risto nessa mulher senio
as perolas do sea pescogo I Nio linha visto meu
olhar que a envolva, nao tinha sdeviohado que
essa mulher e en nos conheciamos desde pela
raanha, qs*^nessa noite eu ia enconlrar-me cem
eUa, que por isso deixaria meia noite
ella. Msdama de Wine, apezar de toda a sua
belleza, apezar de tudo o que sua belleza depois
de semelbante noile, devia dispertar em mim,
nada a adverta que essa mulher fa-la-bia sof-
frer, ou seria alguma cousa na sua vida ; que eu
a amarla emfim, se i queja nio a amava 1 nada I'
Tinha bellas perolas, eis somonte no que repa-
rara... E as mulheres falla m de seas presen t-
menlo! emamorl E dizem que adevinham quan-
do os homens rio engaa-las! Tenho engaado,
tenho risto engaar, -e tenho-as risto sempre
suspeitando sem motiva e ciosas em falso.
Cahiu o panno. Cada qual procurou urna dis-
traego para o entre-acto. Amigos de madama
de Wine viera m visita-la : en conservei-me na
sombra. A duqaezav encostada i sua poltrona,
ficava na posigo de urna mulher indolente
desdehhosa de toda" a curiosidade. Os especta-
dores da orchestra e da platea se tinham erguido
com as costas voltada* 1 icena, Uiiam a ios-
cabellos loaros de Edvrna, que mollemeote des-
dara como o mais lindo reu at seu* pesinhos.
Um murmurio geiro erguea-se de todas as
partes da sala e sandpa a belleza triumphante.
Os mais afaslados approzimaram-se para melhor
re-la ; nio faltou mesmo quem subase em suas
cadeiras I
Ella entretanto, com a graga do cysne, que
fende as ondas, alraressou as fileiras aperladas
dos convidados e foi ganhar no fim da sala urna
cadeira de honra, posta por ella em urna especie
de estrado. Subi i elle no meio dos applausos
e Heorick cooservou-se em p alraz della, apoia-
do oo encost da cadeira.
Ia executar-se a ultima parto do progrimma :
era a desfilada diante da noiva.
Cada um por sua vez conforme a idade ou o
grao de parentesco, passava diante della saudsn-
do-a e fazendo-lhe votos de felizes nupcias e de
feliz consorcio.
Ella tinha urna palavra para cada um, e suas
respostas todos eram cheias de tanto tacto como
espirito. Os pareles prximos vleram primeiro,
seguidos logo da legiio dos primes e primas. As
mulheres abragavam o noivo, e os homens a noi-
va, como para cimentar assim a estreita unio
qno devia agora existir entre os membros dss
duas familias.
J todos os parantes tinham desempenhado
este fcil dever; os amigossegeiram por sua vez
o exemplo. Norra s nao se tinha mechido de
seu lugar: foi preciso que Elphege viesse ad-
verli-la que sua abitengao ia ser notada e talvez
mterpretada para que ella podesse emfim resol-
rer-se a caminhar para o feliz par. Tinha j
bastado alias a hesitago, que ella manifestara
para chamar a attengio sobre si.
Quando deixou seu lugar, ella sentio que as
pernai lhe tremiam ; julgou que ia cahir e care-
ceu de toda sua energa para dar alguns paseos.
Logo, acltou-se sosinha no meio de um rasto es-
pago. Examioavam-a com urna curiosidade que
bem podia reza-la ; entretanto nio deixou-se
perturbar ; mas, fazendo um appello desesperado
para toda sua energa caminhou resolutamente
para o estrado.
Se ella tivesse seguido o exemplo, que lhe aca-
laram de dar os outros convidados ; se liveste
como elles obedecidos ao costume, teria sauda-
do a noiva e beijado o noivo.....beijado a Hen-
rick oanle de toda essa multido, e no momento
em que elle acabava de ligar seu destino so des-
tino de urna outra I
A' este pensamento todo o seu ser estreme-
ca.
Entretanto cumpria obrar : olbaram-a ; es-
peravam ; cada segundo tornara seu embarago
maior.
leve ento umi inspiracio feliz.
Inclinando-se com graga" diante de Edwina pe-
gou-lhe as mos, que rogou com os labios, oo
entanloque seu olhsr indo mais longe procurara
os olhos de Heorick, nos quaes pode lr urna
compaixo infinitamente terna.
A delicada cortezia deste modo de obrar, a
prova de tacto, que acabava de dar, ella, urna
lapona, nao abracando o sueco ; esta especie de
homeotgem discreta dirigida belleza de ama
outra mulher, tudo isto conquistou-lhe as sym-
pathias dos assislentes e lhe valeu o favor de
todos: de bom grado a aplauliram, se signaes
de approvago de tal modo significativos nao per-
tencessem exclusivamente em um tal dia aquel-
la, que era a herona natural delle
Eis ahi urna guardadorasinha de rennas
que sahio-se bem do negocio I murmuraram al-
guns noruegos.
Que coragem' tem ella, e no mero de que
sotlnment 1 Por que nao se pode fazer a feli-
cidade de duas mulheres I pensara Henrick,
cujos olhos Edwina so mesmo temp commovl-
da e risonhs, procurara intilmente.
XVIII
Nao ha boas bodas sem festim.
O tio de Edwina nesle ponto como em muitos
outros mostrou-se fiel s tradicoes hospitaleras
de seu paiz. Elle tinha preparado as cousas com
loria a pompa, e depois de um seculo nao rira no
distado de Dronthein que podesse comparar-
se com a que se rio nesse dia em casa do Ga-
mathe da Noruega ; eram montes de caga e pei-
xe, montanhas de pastis, rios de vinho-e tor-
rentes de licores. Por toda a parte reinava o pra-
zer com a abundancia, e numerosos toast e hur-
rah proclamavam cada minuto a saude dos
esposos.
Esta parta da festa tinha aos olhos de lodos
urna importancia to seria, que O proprio Elphe-
ge, eujas-atienges e cuidados para com Norra
at ento nunca se tinham desmentido, nao notou
que na segunda coberla ella aioda nio estava na
mesa : isto inspirou-lhe algum receio, e elle
levantou-ae para procura-la
Passando pela escada de pedra do gaard ouvio
come um Unido de guizos e vio um certc movi-
mento de homens e de animaes no teereiro, a
renna branca ia e vinha, farejando por toda a
parte ao longo dos diversos edificios, que cerci-
vem o corpo da habitagao principal.
Oode pois poderia ella estar ? penses
Elphege.
Elle desceu* ao terreiro.
Norra em trajos de viagem, lngara su pelissa
de pelles sobre a nev, e mostrava dous cam-
ponezes, mais habituados com cavallos do que
com renna, como se- arretava os corseis da La-
ponia.
Ora pois I exclamou o artista tomando-
lhe as duas oaos,que queres tu fazee -'
Partir.
Ests louca T
Ao contrario, se eu nao partase que es-
tar louca 1 Quiz ver, vi 1 agora, deiu-me.
Adeus.
Corro a advertir a Henrick.
Far-lhe-hias um mu servico ; elle nao
caxece mais de mim. -
Ao menos espera atamanh ; nao parte de
noite, como quem foge.
Fujo, com effeito.
Nao pensas pois nos perigos das trova* oes-
tas regios descoohectfas ?
Deus me illutfMar, diz ella cem um
gesto piophtico. V aotes 1
Assim fallando, estendeu a mo para o orien-
te, do lado da Suecia, por cima das casaras do
gaard.
[Continuar-t-ha.)
pecgSo dos camarotes. Recomegava o triumpho
de madama de Wine, e apezar do seu desdem,
forg foi duqueza fazer o mesmo que os mais ;
pegou no binculo e olhou. Aproveitei-me desse
momento psra a presentar-me na luz e comecei a
conversar om os visitantes ; ella viu-me e mi-
ro u-m o por muito lempo. Pensas bem que eu
nao perdia um s dos seus movimeotos, fingindo
todava oocupar-me de outra cousa, foi assim que
a vi voltar-se para estender a mo um mance-
bo que ia entrando no seu. camarote. Era um
dos mais elegantes, dos'mais espirituosos rapa-
ses de Pars : verdade que era estrangetro ;
urnas trinta mil libras de renda, creio que
um milbo no futuro, tuda a- tazer no presente,
vinte e um anno's. um bello nome e um lindo
rosto joven e viril, doce e altivo ao mesmo lem-
po: tal era o reeem-chegado, o principe de Riva,
chamado ordinariamente o principezioho, appel-
lido que lhe davam por causa da mocidade e nao
da estatura, porque era muito alto. Seotou-se
muito familiarmente, atraz da duqueza ou antea
cera esse djesembarago que o habito do mundo
di, e comegou a conversar com ella.
Foi urna noile admirare!, jegamos sem nos
olharmos um jogo em que levoi a melhor. Bra
bem iogenua, bem crianga, em materia de cas-
quilharia, essa. grande coquetle 1 Affectou tal in-
timidad e com o principe, mostrou-se to conten-
te de t lo ir seu lado, reteve-o to ostensiva-
mente quando elle quiz retirar-se, que nio du-
sidei que- todo esse manejo fosse por minha
cauaa.
Sorpreodi-a vinte vezes olhando para o meu
lado a ver se eu olhava para ella e como que para
dizer-me: Se est com urnaformosa mulher, eu-
estou com um lindo rapaz. Nao aeria isso urna
verdadetra criancice, e um homem que tivesse
algum conhecimento do mundo deixar-se-hia en-
gaar ? Levrju isso at passar com elle um acto
inteiro n.o fundo do camarote. Ee> passei todo
esse acto na attitude mais natural, conversando
de vez em. quando com madama de Wine, e sem
exagerar em nada a posigio de um homem que
acompaMa una mulher ao espectculo, seja ou
nio essa mulher sus amante.
Parece que o principe tinha ama entrevista,
porque no quarto actorelirou-se. nao sem pezar,
e um hornera que deixa-urna mulher como du-
queza antes fio fim de urna opera como Guilker-
m* Tell, um homem que evidentemente for-
ado a retirar-se. Outras pessoas succederam-1
ad
be
acolhisaeoto. Evidentemente ella quera que eu
Gzesse supposigeamaito verosimeis, mas que eu
me obsti.nei em nao fazer. Vers daqui pouco
se eu Uoha razio.
Ella parta depois do quarto acto eram onze
horas e meia : meia noite deriamos su e Vla-
dimir estar em casa della. Dei a pelissa i ma-
dama de Wine, sob pretexto de evitar a multido
mas na realidade para nao me demorar, e espe-
rando encontrar aioda a duqueza nos corredoras,,
levei-a o mais depressa que pode. Chegando em
baixo da grande escada da direita, vi-a no ulti-
mo degru da escada da esqoerda : esperava-
como madama de Wine pelo estro. Eu nio li-
ona o direito de conhece-la publicamente, como
m'o tinha recommeodado Vladimir ; havia pois
ji um segredo enlre essa mulher e esse homam
que tam ceiar juntos e que fleavam cinco minu-
tos defronie um do outro cmese nunca se heu-
veasem visto. O carro de madama de Wine se-
gua o della ; e os dous criados rieram prermi-
las ao mesmo terapo : a duqueza, subindo paca o
seu, coup, deilou un olhar para o que esperava
e cuja portinhola j o groom de madama de Wi-
ne tinha aberto.
Adeus, minha senhora, disse eu omroz bas-
tante alta para ser ouvido.
E despedi-me de madama de Wme e de sua.
mi.
Os dous carros afaetaram-se rpidamente.
Eu dirigi-me 4 casa de Vladimir.
O senhor nio est em casa, dissa-me o cria-
do particular, mas deixou um bjlhete.
Meu chara amigo, dizia e-bilhete, vae djeei-
to onde nos esperam : nio poderei ir ter com
voces senio rais hora depois de meia ooita.
Decididamente o acaso arranja bem as cousa,
se todaria fra o acaso quem arranjira esta.
Dirigi-me ao palacio em que se tinha apeado
a duqueza e cujo primeiro andar todo era oceu-
pado por ella. Quando me apresentei, a criada
disse-rao que sua ama oio tinha voltado e tendo-
me pergootadoi o mea nomo, accreacentoi que
liaba ordos pata me azer esperar,
tCon " i i i ii
no camarote, mi* aoohm recebeu o mesmo 1PERN. TYP. DE M.F.DE FARIA &FILHO. 1861,


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