Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09392


This item is only available as the following downloads:


Full Text
i.- *-r*i.:~;.y.r-; .
lili IIITH ID1EI0 215
P*r Ires'nezes adiaoUdos 5$000
Pr tres mezes mcidog 6$000
>.*&
lAxam
OAETA FE1BA 18 PE SETE1ERQ DI lili
PorannoadianUdi9$00
Ptrle fraiet para t sibicripUr.
NCARRBGADOS Di 80BBCBIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antalo Aleandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cafe o Sr. J. Jos
de Olireira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimare.; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDA UU UUKMElO.
Olinda todoa os diaa aa 9 1/2 horas do dia.
Iguaraas.Goianua e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Amo.Bezerro., Bonito, Crnr,AUinho e
Garanbnos as tercas-feiras
Pao d'Alho, Nazar.th,|Limoeiro,Brejo, Pes-
queira.Ingazeira.Flores, Villa-Bella,Boa-Vista,
Ouncury e Fx as quartas (airas.
Cabo.Serinhem.Rio Formoso.Uoa.Barreiros
EPHEMBRIDES DO MIZ DE SETEMBRO.
PREAMAR DEHOJE.
iSS?m*l!m." "K1 **iat" 'eiraa Primeiro as i horas e 6 minutos da manhS.
|TodoaosCorreiospart,m|..lO horasdamanhaalseg.ndo as 3 horas e minetoa da?, rd,
4 La ora as 7 horas 52 mnalos da man i
11 Ouarto crescente as 10 horas e 56 motos da 16
manbaa. ._
18 La chai, as 11 horas e 42 minutos da tardeJII
v Qnarto mingnnte aa 4 horas e minutos da
manhaa: 19
20
21
22
Segunda.
Ten;a. As
Quera. S.
Quinta. S.
Sexta. S.
Sabbado.
Domingo.
DAS DA 5EM AI A
Si. Cornelio eCypriano mi.
Chegas de S. Francisco.
Thomaz da Villa Nora b.
Januario b. m. S. Pomposa r.
Eustaquio m. ; S. Giicerio b.
S. Malheus ap. e evangelista.
Festa das Dores de N. Senhore.
PMTE 0FF1C1AL
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 14 de setembro
de 1861.
Offlcio ao proredor da Santa Casa da Miseri-
cordia.Pelo oHcio que V. S. me dirigi ero 11
do corrente quei inteirado de harer fallecido no
hospital Pedro II, no da 4 deste mez o alieuado
los Joaquirn de Almeida Pinto.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.Or-
dene V. S. a Jaciotho Martyr de Olireira Juuior,
que trate de pagar na recebedoria de rendas in-
ternas, a vista das notas juntas por copia a im-
portancia dos direitose emolumentos que elle est
a dever por ter sido nomeado, como consta de
aviso da repartgo da marinha de 27 de agosto
ultimo fiel da segunda classe do corpo deofliciaes
de fazenda da armada e agente da companhia de
artfices desse arseoal.
Dito ao inspector da thesoararia de ffzenda
Approvo a medida por V. S. indicada em sua iu-
formacao de 10 do correte, sob n. 811 de ser o
collecior de Ouricury encarregado do pagamento
do destacamento de guardas oacionaes existente
no termo do Ex foroecendo-se-lhe, no caso de
ser preciso, a quantta nxcessaria para esse Qm.
O que commuoico V. S. para seu conhecimeo-
w e expedido das convenientes ordens oeste sen-
tido..Commuoicou-se ao cbefede policia.
Di lo ao mesmo.Declaro a V. S. para seu co-
nhecimento, e afim de que o faga constar a quera
competir, qe, por aviso do ministerio da fazenda
de 2b de agosto ultimo i^ki approvadas as de-
missoes dadas sos guardVta alfandega desta ca-
pital Beoto Borges Leal e Francisco Joaquirn Cle-
mente dos Sanios.
Dito ao me3mo.Nao havendo inconveniente,
como so evidencia de sua informado de 11 do
?=* 80b n- 842 no P'amento da quantia de
4IW91D0 em que, segundo a conta, que devolvo
em duplcala, e me foi remetlida pelo inspector
ao arsenal de marinha com o officio juotj de 28
de malo ultimo, n. 155, importara os trilhos de
tarro comprados por aquello arsenal companhia
da estrada de ferro para as obras do melhora-
mento do porto desta capital, autoriso V S a
mandar eTectuar esse pagamento a pessoa, que
para sso se mostrar autorisada.Commuoicou-
se aquello inspector.
Dito ao mesmo.Para os convenientes exames
transmuto i V. S. as inclusa copias das actas do
conseibo administrativo do arseoal de guerra,
datadas de 4 e 6 deste mez.
Dito ao iospeclor da thesouraria provincial.
fcra vista do competente certificado mande V. S
pagar ao empreiteiro da estrada do norte, enge-
nheiro Jos Mamede Alves Ferreira, a quantia de
lo 810, a que tem direito por haver feito entre-
g eVS.W,a t" i& d uoho "><> H 90O |...
go de 500 bragas naquella estrada, segundo cons-
ta de officio ao director da repartico das obras
publicas de II do corrente, sob n. 22*.Deu-se
sciencia ao director das obras publicas.
Dito ao mesmo.P Je V. S., como indica em
sua mformago de 12 do correlo, sob n. 442,
mandar entregar ao director do collegio de Santa'
Thereza de Olinda os 60-5000 em que, seguudo a
folha quj devolvo. e me foi remettida pelo direc-
tor geral da instruccao publica com o oQi io o.
270, importam as diarias relativas a este mez.
dos africanos empregados no servido daquelle
collegio.Communicou-ae ao director geral da
instruego publica.
Dito ao mesmo.Monde V. S. abrir urna con-
currencia a quem quizer contratar a collocaco
de carris de ferro desta cidade at Apipucos, nos
termos da le, o. 518, de 21 de juoho ultimo.
Dito ao commaodaote de Fernando.Recom-
mendo a Vmc. que remeta para a exposigo,
qne, na cooformidade das ordens imperiaes, deve
ter lagar nesta capital no dia 7 de novembro pr-
ximo vmdouro, um pedago de urna arvore, que
regota nessa ilha com o nome de burrae da
qual se diz queima a quem se aproxima delta,
toavindo que Vmc. me transmita urna memoria
em que se mencione, nao s essa, mas tambera
outras propriedades da referida arvore, e bem
assim o modo de sua vegetacio, e ludo mais qaan-
to Ihe disser respeito e for digno de ioleresse.
Ni occasiio em qu me Qzer a remessa, a que
alludo, deve Vmc. mandar lambem amostras do
melhoralgodo.do milho e de todos os cereaes
que se cultiram nessa ilha, e que esliverem no
caso de figurar na exposigo.
Dito ao mesmo.Maode Vmc. apromptar 199
pares de colhurnos para serem foroecidos com-
psnhia fixa de cavallaria antes do dia 2 de de-
zembro prximo vmdouro, como requisitoa o di-
rector do arsenal de guerra por intermedio do
qual sero enviados Vmc. os titnlos oecessa-
rios.Commuoicou-se ao director do arseoal de
guerra.
Dito ao Dr. Francisco Domingues da Silva.
Constando de parteeipago da secretaria de esta-
do dos negocios da Justina de 3 do corrente, que
S. M o Imperador, por decreto de 31 de agosto
prximo ndo, houve por bem remover Vmc.
a seu pedido da 2. rara de direito desta capital
para a dos feitos da fazenda nacional desta pro-
rincia ; assim lh'o communico para sea conhe-
cimento, e afim de que entre no exercicio do seu
novo cargo.Fizeram-se a respeito ascommuni-
cacoes convenientes.
Dilo cmara municipal do Recife.Inteirado
do que expoa a cmara municipal ao Recite em
seu officio de 9 do correle, sob n. 51 relativa-
mente a arrematarlo do imposto de 40 rs. por p
de coquriro, autoriso a meama cmara a aceitar
a proposta que faz Manoel da Fonseca Paz acerca
de semelbsnte imposto.
Dito mesma. Approvo a arcematacao dos
alaguis dos talbos dos acougues pblicos das
ribeiras de S. Jos e Boa-Vista, bem como o im-
posto de80rs. por carga de farinba vendida noa
mercados pblicos, a que allude a cmara muni-
cipal do Recife em seu of&cio de 9 do corrente,
sob n. 52, que Oca assim respondido.
Dito ao cooselho administrativo.Autoriso o
cooselho administrativo a comprar para forneci-
meoto do arseoal de guerra os objectos mencio-
nados no incluso pedido.Commuoicou-se a the-
souraria de fazenda.
Dito ao director do arsenal de guerra.Para
cumprimentodo disposto no aviso da reparligo
a guerra de 28 de junho ultimo organise Vmc,
e me envi ama tabella fizando o salario que
derem perceber os operarios das differentes offi-
mas desae arsenal,- bem como os respectivos
servantes.
Dite oo mesmo.Foroeca Vmc. ao comman-
dante do corpo de polica para as compaohias da
secgao urbana 140 sapadas de polica, 160 bainha
de altas e 150 camas de madeira com travesseiro
de dita e ps de ferro, eoviando-me a respectiva
sonta para ser paga pela thesouraria provincial.
Dito ao director das obras publicas.Mande
Vmc, lser por impreitada os reparo* de que
precisam as rampas do porto das canoas no bsir-
io do Recite, e praca do Capibatibe, bem como
algumas partes do calamento da referida praga,
os quaes, segundo o orcamento quereio aonexo
sua ioformacao de 25 de maio deste aooo, sob
d. 136, importam em 1:314S500 rs., derendo esta
despeza correr pelos cofres prorinciaea.Com-
unicQu.se thesouraria do azeoda.
> juiz municipal da 1 rara.Faga
AuuihPii,lA ;Os TRIBtoNAKS DA CAPITAL?
Tribunal do eommereio ; segundas o quintaa.
Relaco: torgas, quinta, a sabbados as 10 horas.
Fazenda: tercas, qaintas e sabbados as 10horas.
Juizo do eommereio : qaartas ao mel dia:
Dito do orphos: torgas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do eirel: tercas sextasi o meto
da.
S*h!? V\M d.0 ,lT#,: "l" *dos a I
tora da tarde:
prevenir qualquer outra solugao da questo. que
md^spensavel regular pelo meio legal.
/JLVJ^^JS^^-^'=^^'.2^^:-,5.
do chegar a esta, lOcondemnados que ho de
vir da provincia do Rio Grande do Norte, porque
assim foi determinado por aviso do ministerio
da justiga de 23 de agosto prximo lindo.
Oito .<>. etigoaheiro W. Martineaux.O Exm.
>r. ministro da agricultura, eommereio e obras
publicas declarou-me em aviso de 24 do agosto
ultimo, sob n. 30, que no pode ser attendido ope-
aiaoqiieVmc. taz par ser enviado a Europa o seu
ajudaote Joaquirn Pires Carneiro Monteiro, afim
da inspeccionar as pegas de ferro, quedevem
ser empreaadas na construegao da ponte contra-
tada com H. Grenn & C, para o rio Capibaribe,
visto que de semelhaote commissao pode ser en-
carregado o engenheiro Lae, que por em quan-
to l se acha. H
Dito ao engeoheiro fiscal da estrada de ferro,
iransmitlo Vmc, para que tenham a devida
execugao as inclusas instrueges dadas aos enge-
nheiros Aseaos das estradas de ferro e que para
esse fim orem remetlidoa pela repartigo da
agricultura, eommereio e obras publicas com
aviso de 30 de agosto ultimo.Remetteu-se ou-
tra copia io ajadante do mesmo engenheiro.
Portara.O presidente da provincia, tendoem
visla o que requereu Thomaz Moreira de Carva
ino, furriel da companhia de guardas da alfao
dega desta cidade ; bem como as ioform
ministradas pelas repartigoes competentes, "re- ; nanceiro's ;em Wndo'luear sobre rTuitr
itaO presidente da provincia, conforman- mulgados para defender mais efficazmente o nn
SUrio Guhrm. V01'9 DOine" a C'/U}a eXtrn0S' e P^tege-Ia contra as desordena que!
.SiLP.u!.l.n,e.d.e Ba.rro? Pa o cargo de 6. como o paizsabe. occorrem fcilmente nos interl
ENCARBEGADOS dasbscripcao DOSt
Alagoas o 5r. Claudino FaJeo Di.; Baha.
Sr. Jo^ Martin. Air..; Rio i. J.n.,ro. ,,
oao P.r.r Martin..
EM PERNAMBUCO.
Os proprieUrios do DIARIO Manoel Figueiroa
de Faria & Filho, na sua lirraria praga da Inde-
pendencia ns. 6 e8.
. --------o*.. w.u.n uioutiuuoua ao taita
do nosso diploma de 20 de outabro, como se elle
estirn., em conlradicgio directa com a autono-
ma da Hungra, assegursda pela pragmtica
saocgao, nos recoohecemos na rerdade que se-
gundo o dito diploma, a dieta da Hungra ter
que deliberar a respeito dos negocios relativos s
coulribuiges, e dos que se referem ao cumpri-
mento da obrgagio militar, de urna maneira que
differe das antigs leis, a saber, em commurn
com os ontros representantes constitacionaes de
toda a monarchia ; comtudo nao podemos tirar
a consequencii de que all estejam comprometti-
daa as garantas da autonoma conslitucional da
Hungra.
Devemos pelo contrario accreditar, que es-
tao ortalecidos pelo accordo qoe resulta aa de-
iiberagoes communs com os representantes livre-
mente elleitos dos oossos reinos e paz, sobre os
seus recprocos interesses, e chamamos a atteo-
gao dos magnates e representantes reunidos na
dieta,pnmeiro sobre o facto de que a aua in-
fluencia se nao estendia anteriormente seno so-
reito publico da Huogria em harmona com as
exigencias do lego indisseluvel e solido de todos
i:i

supplente do subdelegado de'poica da fregu
zia de Santo Antonio desta cidade.
Expediente do secretario.
Officio ao coronel commandante das arm.s.
O Exm. Sr. presidente da proviocia msoda com-
muoicar V. S. qu por despacho desla data
concedeu ao reernta Maooel Faustino da Cruz
quinsedias de prazo para provariseogo.
Commuoicou-je lambem ao capitao do porto
ler-se marcado 25 das de prazo para o mesmo
Um, ao recrula Manoel Quirino do Nascimento.
Dito ao chefe de polieia.Consta de partici-
pago do juiz municipal do termo de Seriuhaem
da 4 do corrente, que Jos'Mathias pronunciado
como mcurso no art. 192 do cdigo penal e co-
reo do crime de morle do mudo Valeolim, com-
meltida no aono de 1843. apresentou-se volun-
tariamente aquello juiz, e acha-se recolhido ca-
dea da respectiva villa : o que communico V.
& de ordem de S. Exc, o Sr. presidente da pro-
viocia. Y
Dito ao inspector da thesouraria de fszenda.
o Exm. Sr. presidente da provincia manda
communicar V. S. que chegou ao porto desla
cidado o brigue escuna de guerra Fidelidado
am de fazpr i-- un usiagau uavsi, u rurma
d.o uiuens imperiaes.Communicou-se tambera
ao chefe da estago naval.
Dito ao r. Beroardo Machado da Costa Loria.
De ordem de S. Exc, o Sr. presidente da pro-
vincia, aecuso receido o officio de 12 d<> corren-
te em que V. S. participou ter reassumido na-
quella dala o exercicio do cargo de juiz de direi-
to da primeira rira desta cidade.Fizeram-se as
communicages do costme.
Accussram-se lambem o recebimento de iguaes
communicages dos hachareis Hermogeoes S-
crates Tavarea de Vasconcellos, e Francisco de
Araujo, os quaes reassumiram os exercicios,
aquello do cargo de juiz mnnicipal da primeire
vara, e este do de Juiz municipal da segunda
vara.
Despachos do dia 14 de setembro
de 1861.
Requerimento$.
Claudino dos Santos Castilho.Informe o Sr.
! inspector da thesouraria provincial.
Feliciano Marques Viacna.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria provincial.
O capitao de msr e guerra Francisco Xavier de
regos; mas lambem para adquirir um ponto de
apoio commum, e tanto mais solido para o ac-
cordo rociproco e uniao com osoutros reinos e
paizes.
' As oossas cartas reaes de convocagao para a
presente dieta, j provaram que ossa firme
vontade maoter o uso tradiccional relativo ao di-
ploma da coroago, da mesma maneira que reco-
nocemos francamente, para trauquillisar os es-
pritus agitados, e affastar apreheoses nao fun-
dadas, que o nosso reino da Hungra deve ser
governada de urna maneira particular, tanto no
que diz respeito eicolha de pessoss, como ao
systema e forma de governo ; que por conse-
1"e"cia fuso dos paizes que pertencem co-
ros de S. Estevo com os do resto da oossa mo-
narchia est lio looge do nosso peosamento como
do nosso corago.
Disto podemos nos deduzir ama administrsgao
aotonomica dos negocios internos do paiz, tal
como se acha ordenada pelo arligo 10 da lei do
anno de 1790; mas nao resulta de maneira algu-
ma, senao que o lago indissoluvel existente en-
tre o nosso reino da Huogria e os outros oossos
ueina0ioeeDrns C0Dsl8te nicamente em que baja
mais do que um%C5SUep%Sea\.?4UrSi?fi?ao0que
o direito publico do nosso reino da Hungria tal
como se produz da lei e da historia, regeite clara-
mente. "
A unid.de do throno, o commando do exercito
e a direegao central das fiangas communs de to-
da a monarchia, sao as consequencias necessarias
da pragmtica aancco, que eatabelece a indivisi-
bitidade de todo o imperio ; e assim como o nos-
so remo da Hungria nunca foi representado em
particular para com o estrangeiro desde a eleva-
gao ao throno da nosss dyoastia, e anda hoje es-
lacomprebendido sob o oome de imperio aus-
traco, na reuoiao das grandes potencias da Eu-
ropa, com os oossos reines e paiz, da mesma
maneira a Hungra devia constantemente contri-
buir para as necessidades communs do uosso im-
perio, e tomar parle nos sacrificios que teem fei-
to os povos da oossa monarchia, em consequen-
cia dos acootecimenlos militares, como tambera
1796; f de 1805; 2 de 1807 ; 6* de 1808. .inda
outros.
Has, quando, para chegar a este fim, os magna-
tas e representantes reunidos em dieta querem
por immediatamente em rigor as leis de!8i8, e
apreseotaodo esta preteogio como urna condi'gi
preliminar absoluta, querem basear nicamente
nessas leis o direito constitucional do paiz, pro-
curara o comprimento da tarefa de que esto
incumbidos no terreno em que a luta com os io-
eresies mais essenciaes de todo o imperio se
loma ioevitavel, e em que ser impossirel chegar
a um accordo que corresponda s justas exigen-
cias da prosperidade commum.
J reconhecemos e confirmamos no nosso diplo-
ma de 20 deoutubro de 1860 os principios igual-
mente contidos as leis de 1848, que se referem
a suppressao dos privilegios da nobreza. apti-
dao eooferida todos os cldados, sem dislinc-
gao de nascimento, para todos os empregos, e a
acquisigao da propriedade, a aboligao das peias
o das prestaedes devidas pelo paiz ; a obrigsgo
a todos imposta de contribuir para os impostos, e
para o servigo militar, e o diroito concedido s
3 oossos subdiM%do reino da
es da dieta,
3 m, Hue jiu agora nao gosaram.
Mas no que toca s outras leis apresentadas
diela eml847 e 1848 os magnatis e os renresen-
sabem multo bem que os differentes pootos
pnncipaes dessas leis esto em contradigao fla-
grante com o cooteudo da pragmtica sanego ;
que por consequencia nao sao admissiveis de-
naixo do ponto de vista do direito ; tambera nao
deixam de saber que commetteram um ataque
nao s aos direitos dos outros paizes, mas de
toda a mooarchia, mas tembem aosioteresses
naciooaes de ama grande parte da populaco do
paiz hngaro.
Urna experiencia perigoza nos mostrou tam-
bera que muitos arligos dessas leis. precisamente
porque nao corresponden! s instituigoes rauni-
cipaes e naciooaes creadas e desenvolvidas no
decurso de seculos na Hungra, nao offerecem as
garantas necessarias para o cumprimento do seu
fim, e que da mesma maneira asrelagoesds
Hungra coro todo o imperio devem ser oeceesa-
na mente reguladaa .obre outr. base.
Fazemos por consequencia saber pelas presen-
tes aos magoalas e aos representantes reunidos
em dieta que nunca podemos recoohecer no fu-
turo os artlgos dessas leis que echamos estarem
em contradigao manifest cora os interesses in-
da Transylvani, virem os seos interesses naci-
Pelos destinos a que se sugeitou sob um go-
Alcactara.Informe o Sr. Inspector da thesoura- vero commum durante tres seculos, conjunta-
ra de fazenda. | me"Je com os outros nosso. paizes, o nosso reino
Joaquirn Marioho Cavalcanti de Albuquerque. I da_Huogria entrou em urna umo muito intima
Informe o Sr. director geral da instruego pu-
blica.
Joo Francisco Carneiro.Informe o Sr. coro-
nol commandante superior da guarda naciooal do
municipio do Recife.
Jeronymo Jos Ferreira.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria provincial.
Manoel Francisco da Cruz Concedo o prazo
de quioze das para provar isengo legal.
Manoel Quirino do Nascimento. Como re-
quer.
Maris Rosario e Silva.Informe o Sr. Dr. che-
fe de policia.
Manoel Turiano dos Reis Campello.Nao tem
lugar o que requer.
Manoel da Costa Maogerico.Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
Cemmendador Maooel Gongalves da Silva.
Ioforme o Sr. inspector da thesouraria provin-
cial. r
Manoel Antonio da Purificagao.Em vista da
informagao nao tem lugar o que requer o suo-
plicante. r
Jos Ferreira.Informe o Sr. director geral
da instruego publica.
Sobastio Jos d'Arruda.Entregae-se median-
te recibo.
Tenente coronel Theodorio Machado Freir
Pereira da Silva.Informe o Sr. inspector da
thesouraria proviocial.
EXTERIOR-
A Gazeta de Fienno publica o rescripto impe-
rial em reposta mensagem da diela da Hun-
gra. E concebido oestes termos :
Retcripto auttriaco.
Nos, Francisco Jos I, etc., off.recemo. ao.
magnataa. e representantes^, dieta do nosso fiel
remo da Huogria, reunida em virtude da nossa
convocagao de 2 de abril de 1861, a nossa saude.
e a oossa graga.
Amados efiis:
Como teodes annuido com dedicagio segun-
do o vosso dever, pelo que j vos manifestamos a
nossa salisfagio, ao convite que vos dirigimos
pelo nosso rescripto de 30 de junho ultimo, afim
de nos submetter a rossa meosagem, concebida
em lermoa taes que a sua acceitagao se torne em
harmona com a dignidade da nossa eoroa, que
devem garaotir contra qualquer ataque, a doa
oossos direitos e soberana hereditaria, esnside-
ramo-nos feliies, na cooformidade da promessa
que vos fizamos e por oossa vontade, de nos p-
dennos expressar sem reserva sobre as quesles
da mais alta importancia, contidas nessa mensa-
gem, afim de dar por meio de ama exposigo cla-
ra, a calhegorica solugao ventajosa e duradoura
s presentes difflculdades.
a Convocando a dieta actualmente reunida
desojamos abrir um caminho pelo qual fosse pos-
sirel affastar legalmeote ea obstculos que se
oppoem admioistragao constitucional do nosso
reino da Huocria, e pela qual as relagaes que
resultara da unio indissoluvel desse paiz com os
nossos outros reinos a paizes possara ser regula-
daa pelo podar legislativo, na cooformidade das
exigencias de toda a oossa mooarchia, de maoei-
Vmi ii# "..""""I V v' *"'"" ra "u dispoiigoe. que se tomarem| e que cor-
vme. seguir para o presidio de Fernndo, quaa- respondan! aos s.ntimentos da nagao, pomm
com aquellos psizes, para que possa dizer que
nao ba oslo mais do que urna unio pessoa I.
Bita uniao mais intima est indicada de maneira
que nao pode ser desconhecida no artigo 1* e 2a
oa le de 1723, assim tanto no texto como na.
cooseguencias.
Nao s os arts. 21 e 98 do mesmo anno, no seu
a. i e os arts. 104 e 4* se referem.este governo
ceotral que dirige os negocios communs com os
outros paizes da monarchia, mas a tegisligo
Hngara depositou no seu cuidado um testemu-
nno manifest para garaotir os interesses com-
muns do imperio no 8 4. do art. 4. do anno de
Este artigo eslatuio effectiva e precisamente
aunal, qne o governo,supremo da Hungra nao
seja separado do das outra. parte, do Imperio, e
em contrario do art. 2. do anno de 1785, relati-
vo ao direito de tutela do palatino, citado na
mensagem da dieta, eslatuio lambem que o im-
perador Francisco, esposo de Mara Thereza. de
gloriosa memoria, nao s estara nomeado co-re-
gente, mas tambem para o caso da menoridade
do herdeiro da coroa da Hungria, tutor legal do
principe, e afim de que possa governar a Hun-
gra com o poder de pao e de tutor, da mesma
maneira que as demais partes da monarchia.
A direegao e admioistragao commum dos nego-
cios militares est atiestada por urna serie com-
pleta de factos incoDciliaveis com as idea. um.
umo puramente pessoil, e o 1. do art. 11 de
i/4l, pelo qual o paiz pedio a nomeagio de
membros hngaros para fazer do ministerio d'es-
lado, nao seria de maneira alguma explicavel sem
urna uniao intima.
Pelas leis de 1848 quiz-se, verdade, crear a
uniao pessoal, em contradigao evidente com a
declarago feita oo prefacio dessas leis, de que a
unidade da coroa e as obrigagdes para com a
monarchia nao deviam ser atacadas ; mas a exe-
cugao dessas leis, de que a uoidade da coroa e
as obngagoes para com a monarchia nao deviam
ser atacadas ; mas a execugao deasas leis mos-
trou precisamenie, desde' o primeiro semestre,
quaes eram os perigos qee ameagaram o impe-
rio comprehendendo a Hungria, porque, esque-
cendo completamente o direito publico, e a his-
toria da Huogria, se queriam reduzir os interes-
ses communs espher. acanhada da unio
pessoal.
Esta aeparagio causn abatios perigosos que
lornaram oecessarlo o emprego d'outro systema
de admioistragao e a suspenso das iosliluices
constilucionaea da Hungria. Ma. depois que,
m nrtude do nono pleno poder real, assegura-
separaveis de todo o nosso imperio, e especial-
mente com as resolugoes de 20 de outubro de
1861, e 26 de fevereiro de 1861 ; a assim como
que os nao temos reconhocido at agora, porque
nos nao julgsmos obrigados a reconhece-los,
Cnmn.'< *:-'- uiuiaiif a uas propostas e
as modiflcagoeslnecessarias, nao s nos perten-
ce por meio de propostas reaes, mas esl tam-
bera no poder da oago ; e que nao s um
direito. mas um dever da ropresentago, procu-
rar para estas propostas urna base em que o paiz
possa traoquilisar-ae a respeito das suas institui-
goes consittucionaes e dos seus interesses nacio-
oaes, e que o emprego do direito histrico seja
levado ao seu vordadeiro caminho, declaram-os
pela presente, que urna reviso as leis do 1848
no espirito da pragoatca sanego, e que corres-
ponde aos interesses de toda o imperio, como j
ordeoamos em 26 de outubro de 1860, dever
necessanameote ter lugar antes que a dieta possa
deliberar a respeito do diploma da coroago que
devemos promulgar.
Nutriodo a plena conflanga de que os magoa-
las e os representantes reunidos em Dieta, ho
de seguir o exemplo dos seus aotepassados, que
guiados por seolimentos patriticos, souberam
apreciar as exigencias urgentes das circumstan-
cias que da lempos a lempos se apresentam,
e estiverem sempre promptos a fazer convidar
pelos arts. 4 da 1687, 8 de 1715,1 a 2 de 1723,
o direito publico da Huogria com os interesses
communs de todo o imperio encarregamos, sob
reserva de outrss communicages que se lhe
posssm fazer com as formulas de propostas reaes,
eocsrregsmos, digo os magnates e represen-
tantes reunidos em Dieta, de redigir na coofor-
midade das altas intenge. que lhes temos mani-
festado, os projectos de lei que produzem a reci-
ao ou derrogago da. lei. de 1848, aubmetten-
do-os o m.i. depreasa postirel a nossa real
sangao.
Como, em virtude do artigo i e 2 do nosso
diploma de 20 de outabro de 1860, e lei funda-
mental de 26 de ferereiro de 1861, os negocios
da legislaeio que tem relago com os direitos,
obngagoes e interesses communs de todos os nos-
sos reinos e paizes derem ser tratados no Bes-
chsradt, que representa todo o nosso imperio, e
como, pala nossa carta authographa de 26 de fe-
vereiro de 1861J, dirigida ao nosso chancellar
da Hungria, julgamo. conveniente para eritar
todo o constrangiraento e precipitagio, encarre-
gar a dieta da Hungria, de regular pelo meio or-
dinario da legislago hngara a maneira porque
naquelle paiz se devia fazer a eleigo dos depu-
tados para o Reschsridt.
Os magnates e representsntes recebidos em
Dieta terio tambem de se oceupar das formulas
ordinarias desta questo. Mas como o regula-
ment definitivo deste negocio por ria de legis-
lago, poder tomar muito tempo. exigir profun-
das deliberages,como, em consequeocia desse,
j na poca em que conroeamos o Beichsradt a
26 de ferereiro, nos dignamos admittir um estado
provisorio pira a nomeago dos deputados do
Reichsradt, que actualmente tem assento, e co-
mo finalmente os magoalas e representantes reo-
nidos oa diela, ae declararam promptos na sua
mensagem para entrar, segundo ss circunstan-
cias, em coocorrencia com os poros constitucio-
oaes dos outros nossos paizes e'reinos convida-
mos de novo siocerameote os magostas e repre-
sentantes, comqaanlo na sua mensagem, tenhim
formalmente recusado tomar parte no Reschsradt
para que mandando deputados ao Reichsradt que
funeciooe actualmenle, garntaos como devem
a influencia do paiz nos negocios, que no sen-
tido do art. 2 do noaso diploma de 20 de outa-
bro de 1860. queremos tratar e decidir para o fu-
turo, lomando convenientemente parte os nossos
subditos.
Encarregamos pois os magnates e represen-
tantes reunidos em dieta para se cooformarem o
mais depressa possivel com este convite, porque
os negocios communs em questo devem ser tra-
tados e decididos sem demora,e o mais tarda oo
decurso do mez de agosto.
Estando as relegos da Hungria com os ou-
tros nossos paizes, reguladaa no sentido das nos-
naes ameagados por urna semelhante v
os interesses e as exigencias do equilibrio da mo-
narchia pao tiveram para esse efeito recebido
as garantas necessarias. Por esta raso nao fai-
S* no diploma de 20 de outubro de
io(j oa umo da Transylvani com a Hungria, e
nao ordeoamos, seno que se preparasse o esta-
oelecimento da representago provincialda Tran-
sylvani.
Trata-se tambem da Croacia e da Esclavo-
oa, a respeito das quaes reservamos a solugao da
questo das relages dsquelles reinos com a Hun-
gri^na nossa carta authographa, dirigida ao ban
em 20 de outubro de 1860, para urna solugao ul-
terior. As relages histricas desles reinos com
a Hungria foram naturalmente modificadas pela
legislago de 1848, que trata do direito de re-
presentago no seio da dieta huogara, ou da ad-
mioistragao interoa e da orgaoisago da justiga
uaquelles paizes ; estas leis exerceram mesmo
urna influencia lio perturbadora, que aquelles
paizes preferiram romper os seus lagos com o
reino da Hungria, era lugar de se submellerem
as ordens de um ministro hngaro.
De accordo com a nossa carta authographa
cima mencionada declaramos pois de novo,
que esta questo nao poder ser preparada com
xito pela nossa deciso real, seno por meio
de urna combinago com a dieta da Croacia e da
Esclavonia, e que por consequencia ser urna das
mais importantes tarefas dos magoatas e repre-
sentantes reunidos em dieta, procurar resolver a
questo de saber como que, asegurando-se
urna admioistragao interna completamente auto-
nmica aos reinos da Croacia e da Esclavonia,
se poder concordar em condiges a que, sem
se prejadicar a sua posigo no conjuncto da mo-
narchia, aquelles reinos se prestassem a acceder
e a por em pratica a sua unio constitucional
com a Hungria.
Mas esta forma definitiva, que se ha de tra-
tar de dar as instituigoes internas, nao toca de
maneira alguma as disposlges que tomamos
pela nossa carta authographa de 26 de fevereiro,
dirigida ao presideote do dcrasterio croato es-
clavonio, relativamente a psrte que os reiuos da
Croacia e da Esclavonia. deviam tomar as de-
liberages do Reiehsradt, actualmente, sobre os
objectos que no sentido do artigo 2; do diploma
de 26 de outubro de 1860, nao quizemos decidir
para o futuro, seno com participago conve-
nientemente regulada dos nossos povos; dispo-
sigo em virtude da qual a dieta da Croacia e da
Esclavonia, foram convidadas a eleger deputados
para a actual sesso do Reichsradt.
Ao mesmo tempo julgaraos conveniente con-
vidar os magoatas e deputados reunidos em Dieta
para deliberarem sobre um projecto de lei, que
li Sl. DroPosl Pelo meu governo, ou que ha
ae sshlr ds ntciati-. da Dieta, e que dever for-
k".i.r' .de uina naoeira precisa, os direitos dos
naouantes, de liogua nao hngara, que viverem
na Hungra, acerca do seu desenvolvimenio na-
cional e da sua lingua, assim como as suas reci-
procas relages com a admioistrsco publica.
.Pelo que toca aos servos em particular, que
nabitam aquello paiz, reservame-nos apresentar
aos magoatas e representantes reunidos em Dieta
as medidas que tivermos ordenado, e as nossas
propostas, quanto s garantas apara os seus an-
tigos privilegios, e interesses oacionaes, basean-
do-nos nos votos recntenteme manifestados oo
seio do congresso servio reunido por occasio da
reincorporago do rayvodio serrio.
Esperamos fioslmente que os magoatas e
representantes reunidos em Dieta, compenetrados
da alta sigottcago da sua actual tarefa, ho de
consagrar todos os seus esforgos a reguiar-se sa-
tisfactoriamente, e que, tendo em conta as im-
periosas exigencias das constantes religos de
toda a monarchia, comprehendeio que na, rei
hereditario da Hungria, nao podemos oceupar-
oo. do diploma inaugural seno depois de se es-
tablecer o accordo a respeito das quesles cima
indicadas.
Pelo que toca ao acto ae abdicaglo do impe
ao poder temporal do papa com urna condigo
mos pelo diploma d -20 ** ..hVi d-wm p,UM re6ul8oM no sentido das nos-
reslabelecirninln A 1.11. f de !?*?'.0 8" ">"SOe8, e estando revistas ou derogadas as
resiaoeiecimeoto da constituigo hngara daba n*ru< a. u..u. taia _...__....!..!
reslabelecimento da constituigko hngara debai-
xo de coodiges e reatrteges que eram iodispen-
savea no interesse do nono throno e do nosso
imperio, o em consequencia da creagao de instl-
tuces consttucionaes nos outros reinos e paizes
nos restsbelacemos, par. da oossa parte (erar
effeilo a ooasa promesas, a snliga organiucio
do comittados, assim como as autoridades hn-
garas, e depois conroeamos a presente dieta
para chegar, pelo caminho da legislago, em vir-
tude, quer de propostas reaes, quer de moces
dimanadas da dieta, a reaolver convenientemen-
te a. quesles importantes que resultassem do
nosso diploma em 20 d'outubro de 1860, e d.l
noes.s resolugoes aimultaoea., par. aatisfazer
aosioteresses e aos roto, do paiz o par. por o di-
parte, da legislago de 1848, cujo restbeleci-
mento efectivamente inexequirel, ou nao po-
de pelo menos ler lugar na sua forma actual, a
questo relativa s medidas propnas para com-
pletar a dieta da Huogria como se pedio resotres-
s. .em* difflculdade da maneira seguiote :
No que toca a uoio doa principado, da Tran-
sylvani com a Huogria, resolrida sem o livre
consentiraeoto dos romanos e dos saxonios, dar
fazer se observar primeiro que tudo, que esta
uoio nuoca se coaservou completamente com
torga legal ; que tambem da faci se dissolre
immediatamente depois da publicago da resolu
gao tomada t> por ama parta dos interessaeei;
e que dera ser considerada como impraticavel
emquanto os habitante, de lingua nao hngara
rador Fernando, repel i mos com sereridade (
camella o protesto de urna falta de formula noa
documento que lhe sao relstiros, e dizemos aos
magoatas e aos representantes reunidos em Dieta
que o nosso tio serenissimo, no acto de abdica-
go de 2 de dezembro de 1848, tendo renuuciado
corda do imperio de Austria, a de lodos es rei-
nos que lhes esto subjeitos, oo numero dos quaes
esl sem duvida comprehendida a Hungria, e de
todas a. proviocias, qualquer que seja o seu no-
rae, S. A. I. o serenissimo archi-duque Fran-
cisco Carlos, tendo renunciado successo, su-
bimos por consequencia ao throno de nossos avs,
e annunciamos solemnemente a todos os nossos
povos esta abdicago e esta reouncia, e que con-
seguintemente cahe por ai mesma a necessidade
de redigir um novo documente, e em particular
votar a este respeito um artigo de lei especial.
Calmete, declaramos desde j que oa nos-
sa benevolencia estamos disposlos, por occasio
da nossa coroago, a tomar em considerago o
pedido que nos foi dirigido a respeito da remisso
das peoas proferidas pelo julgamento dos tribu-
naes excepcionaes. E' islo que sobre a represen-
tago respeitosa dos magnataa e representantes
reunidos em Dieta, lemos desejado responder,
com a justa esperanga de que desta maneira vi-
giamos principalmente, na nos., sollicitude, para
que o reino da Hungria, tranquillisado a respeito
da autonoma da sua administrago interna, en-
cootra um inaballavel apoio as garantas da sua
salvagao futura.
Os magnates a representantes reunidos em
Dieta, tendo em alteogo as relages da Huogria
com os outros reinos e provincias que de urna
maneira indissoluvel lhe esto unidos pela prag-
mtica sanego, nao ho de recusar o seu con-
curso constitucional s disposlges legses, o que
correspondan! a todos os ioleresse. communs,
pelos quaes regulamos as relages que anda ca-
recem ser reguladas. Mas como se nao pode cor-
rer o risco de urna traosiego muito brusca na
administrago ou legislago de um paiz, sem aba-
lar profundamente todas as suas relages, sem
destruir o bem estar, o por cm- perigo os mais
sagrados interesses, e que, em coosequeocia des-
ta eonsiderago, ordenamos na nossa resolugo
de 20 de outubro de 1860, que toda. a. lei. e
instituigoes existentes, que fussem de um. alta
importancia para a propria proviocia, ou impe-
riosamente reclamadas pelos interesses essenciaes
das outras nossss proviocias, especialmente quan-
do estas procuraasem os maios e as medidas ne-
cessarias para prorar s necessidades d. monar-
chia, deviam permanecer completamente em vi-
gor,emquanto nao fossem modificada, pelo. meio.
coostilueion.es. Record.mo. uto os magostes
e deputadoa reuoidoa em Dieta, advertindo-oa
com severtdade e conveniencia, de que de futuro
teem de se conformar exactamente com as nos...
presentes ordenangas. De resto nao deixamos
da ros conservar a nossa graciosa benevolencia
imperial a real,
c Vienna, 21 de julho de 1861.
Francisco Jote, m. p.
Conde Antonio Frgath, m. p.
< Koloman de Beckt, m. p.
L-se n'ama correspondencia da Rom. do Jour-
nal da Oseis:
c A qu.sio 4a Roma, segando o ponto da vis-
ta da oocupacAo francesa, muito simples em
direito, O governo francez coocadeu o seu apoio
ine qua non. coodigao que urna potencia como
a ranga nao poda deiiar de exigir ; que o (to-
verno pootificio levara a effeilo aa reformas es-
trictamente necessarias para o tornar supportavel
aos seus proprios subditos. Esta condico nao se
cumpno, a Frange est desligada.
Era qualquer compromisso, ha alm das con-
diges expreesas. as coodiges sobeotendidas que
se passam em silencio precisamente, porque os
casos que el les suppe, sao enormes para pode-
rem ser explicitamente previstos. D'esla manei-
ra. era de certo intil que o chefe do governo
raocez dissesse s autoridades pontificias: prea-
to-vos um auxilio com a coodigo de que nao
serviris contra os meus alliados, nem cootra
mirn mesmo ; com a condigo de que nao haveis
oe lazer de Roma um abrigo de conspiradores
cora a condigo de que nao hsveis de compro-
melter sem a honra nem a dignidade dos nossos
soldados s para que vos conservis. Islo nao se
disse mas mcootestavei que eslava entendido.
Nao cumpnndo as coodiges expressss do
contrato, e violando as coodiges que estavam,
lub entendidas, o governo pontificio nao s des-
igou a Franga de qualquer obrigago, mas col-
tocou-se na necessidade de por lermo oceupa-
gaoi da Roma. Effeetvamente emquanto a corte
de Roma, s oppuoha urna resistencia passiva
aos conselhos amigareis que lhe eram dirigidos
era possivel dizer: Esperamos ainda. E' verdade'
que tudo lioha mostrado a falta de forga do po-
der temporal para se sustentar a si mesmo, pa-
ra se regenerar e revirer; tambem verdada
que urna joven e grande nago que tem os seus
direitos, se levaniou sobre as suas ruinas; mas
a nao considerar que as relages directas da
Kranga cora a corle de Roma, era rigorosamen-
te admissivel que a primeira esquecesse por urna
instancia os interesses da sua poltica geral e a
ingratido dos seus protegidos para continuar a
estes os servigos que lhes prestara.
Mas o asylo oode a Franga guardaba res-
peitosamente o chefe do celholicismo, tornou-86
o que momiamente doloroso, urna officina de
conspiragao, de pilhagem e de iocendio. Detes-
tamos as declamages, e queramos fallar do que
se passa em Roma, do que se deve fallar dos a-
contecimentos que pertencem ordem publica ;
masi all existem os tactos ; e necessario calla-Ios,
ou dizer o que somos obrigados a dizer. As au-
toridades pontificias quizeram fazer dos soldado,
da Franga o. protectores de urna horda de ban-
didos. J nao a liberdade da Santa S, to pre-
ciosa para o mundo civiliaado, a liberdade do
crime que all est garantida.
O papa abusado pelas intrigas d'aquellesque
o pretendem servir, j nao esl na cidade eter-
na ; o ninguem alli menos poderoso do que el-
le. Quando os papas reinavam verdaderamente,
apresenlaram expediges contra os salteadores
que se formam em Roma, alistados, armados e
pagos, partem s centenas, e sao conhecidos os
seus designios.
E' isto que actualmente se faz em Roma,
quanio ao que alli se propoem, menos odioso
taires, ma. e menos audacioso. J ninguem po-
de contestar que alli se tem tratado de mud.u-
gas que deviam operar-.e em Franga, que se en-
trou em accordo com o partido que quera espa-
ihar no solo da Franga as obras da revolugo. e
que all se nulrem estreilas relages com a Aus-
a pouco traDa!ho serio que se faz em Ro-
ma tendii derribar a ordem de cousas estabele-
cida era Franga. e agitar a Italia e a Europa. Os
agitadores nao tratara mesmo de encobrir o sea
plano.
Foi desta maneira que sem exemplo se ex-
plorou a protecgo da Franga. Nao se contenta-
rara de servir d'ella como de um meio para con-
tinuar a governar mal; quiz-se aproveitar para
emprezas que a politice nao conhece, e que nao
tem deflnigao no cdigo penal; prevaleceram-se
finalmente, dessa meama protecgo cootra o go-
verno a quem a devra ; servem-se do beneficio
como de urna arma contra o bemfeilor, porque,
anda urna vez dizemos. hoje j nao royste-
no para pessoa alguma que Roma o quartel
general de todos os partidos hoslis ao governo da.
Franga.
Urna correspondencia de Londres, oceupand-se
da aituago actual dos Estados-Uaidos, e das suas
provaveis aspirages para o futuro, diz o se-
guiote :
E' summamente cmico o valor que aioda
desenvolvem os joroies de Nova-York, pira bc-
cultarem urna rergonha. Emquanto concluem as
actuaos dissenges, pensara elles era expulsar
da America todo dominio Europeu, e por um la-
do em conquistar o Canad, a as Antilhas Hespa-
nholas pelo outro.
Como diz eom razo o Timts, poucos regi-
mentos ioglezes bastaro para por o Canad ao
abrigo de todas as teolatiras dos hroes de Ma-
oassas. e pelo que toca s Antilhas, a Hespanha,
diz o jornal de Londres, nao teria difflculdade em
por todos os obstculos urna marinha que ami-
gamente pareca to forte, e que hoje, na pedra
de toque da experiencia, se ach summamente
embaragada para conter as excurses de dous cor-
sarios.
Todava nao conrm que a Hespanha dur-
ma, e dere preparar-ae com grande energa par.
qualquer erentualidade futura.
a Nao seria par. estraobar que a derrota de
Manassas, conveacendo o norte da impossibilida-
de de conquistar o sul, e dando origem a usac
daquellas violentas relages da opiio publica,
proprias daquelle singular paiz, propozesse urna
iransaego, e a separago pratica das duaa rep-
blicas.
c Neste caso o norte (Icaria desembargado
para commetter outras emprezas, e como est
humilhado e envergoohado pela cobarda do seu
exercito de homenslivres, provavel que a pri-
meira fosse recuperar a sua honra militar poc
meio de urna guerra eatraogeira. Declara-lo &
Inglaterra e Franga um sonho que o governo do
Washington demasiado prudente para penssr
am realisar.
A Hespanha a nica potencia martima,
europea, transatlntica com quem se atrevera a
lutar.
O pretexto, comoj aqui tem indicado al-
guna jornaes, seria a reincorporago de S. Do-
mingos.
a Para eata evenlualidade, deve a Hespanha
achar-se preparada, ter mo o maior numero
de navios de guerra possivel, aioda que lhe seria,
neceessrio admittir ao servigo officiaes estraogei-
ros. pela escassez dos dos oacionaes ; muitos. a
boos transportes, e u n exercito numeroso en
Cuba, apetrechado de todo o necesaario, e dispos-
to embarcar em poucas horas.
Com ^stes meios, a respoata primeira ag-
gresso poderia ser a destruigo de toda a mari-
nha anglo-americana, a tomada de Nova-York
por meio de um golpe de mo, e logo depois una
castigo exemplar que acabasse para sempre com
os iosaportaveia males que noa proporciona
aquello ninho de piratas.
Isto nao s possivel, ma. comparativa-
mente fcil, com tanto que a Hespanha esteja.
plenamente preparada desde j.
t A presenga da alguna regimentos di frica,,
pouco ioclinarJos ao pnico e a fuga, na cidada
principal da Uoio. darla Hespanha toda a sua
importancia europea, e seria um nova 0 gU


fl*L__________
ttm
...
.7 Ttinh
mamo di phhimbuw.

CUARTA FURA 18 DI SETEMBRO 1E 1811.
____;__________i_________________________________

mili VMILattU
gantesco paiso na carreira gloriosa que ewipre-
endeu.
Alguna joroaes de Madrid publica a corres-
pondencia antecedente, de n delles exirahirues
nos o seguinle :
Seria effeclivamente un aclo altamente pro-
visor e poltico estar preparado para qualquer
cvenluakidade que posta occorrer, afim de se re-
presentar um papel digno, chegado o caso de nm
acosametlimenlo ; mas deagragademente, ae jul-
gecmos pelo que tem occorrido bbs paseadas
spaesles ultramarinas, o governo proceder oes-
asa, como em todas as nutras, coa a falta de tac-
to ,ue o distingue, e em t de aveogar 110 csmi-
aavdo noaso eugraodecimeolo futuro, Tiremos a
cakir pa impotencia e no mais deplora vel deacre-
lito, deixando-nos sem oulras glorias mais do
que a recordacao da nossa passada grandeza.
Urna correcpondeuda de Torio 4o Pungolo,
refere n'estes termos a recepeo do padre Jac-
ques em Roa.
Cbegado a Roma, o padre Jacques foi condu-
zido presenta do pontifico, que o accolheu,
orno j tivo occasiao de dizer, com a maior ee-
veridade, pedindo-lhe cunta exacta da sua con-
ducta por occasiao da morte do conde de Cavour.
O padre Jacques respondeu com s franqueza e
sinceridade que todo o mundo lbe conhece e con
eluiu repetindo que o que tinha feito o praticara
ouesta e ebristamente. O papa rrao foi d'esta
upiniao, e, depois de ter censurado os actos do
do digno eculeaiaslico, declaron-lha que tinha
errado, e pediu-ihe para confessar formal o pu-
blicamente o aeu erro.
O padre Jacques respondeu respeitosament.
mas com urna oobre firmesa : Santo Padre, te-
o oho a consciencia de haver praticado o meu
a dever, e de nao ter commettido erro. Nao pos-
so faxer a declarado que vossa santidad?, me
quer impr e accrescentarei que estou de tal
raaneira convencido de que o conde satisfez
aos seus deveres de chrstio, que desejo que
todos os meus parochianos imitem o seu
exemplo
A estas patarras. Pi IX despediu o reveren-
do paire e entregou ao general s suas ordena,
que depois de llie ter renovado as interrogares
feitas polo pontfice, o ameagou com todos os ri-
gores do santo ollicio, se elle persistisse na sua
recusa.
do reino da Italia of&cialmenle reconhecido pelo
imperador. De hoje em diante, qualquer alten-
lado grandeza, ao poder, e ao direito da Italia,
ura attenttdo ao prestigio da Franca.
< A Franca e a Italia urna e indrisivel
sao solidariosacham-se ioteira e indissoluvel-
mente ligadas. Os legtimos e os ultramonta-
nos intentam intilmente suscitar entre aquel-
las duas naeoes odios e rivalidades ; pira a gran*
de poltica, para poltica do futuro, que a
poltica liberal, OS Francezes e os Italianos eao
litados nsturaes. Os seus interesses sao oa mea-
mos, a sua respectiva obrigaco forlilcar re-
ciprocamente a san influencia e o aeu poder.
< Um erro, demonstrado al sociedades
oos leva o Roma ; o bona sentido, os direktos doa
italianos, o nosso proprio iteroase, o ioleresse
da propria religio nos exige boje que Miamos
daljj.
Tim Roma j -roo -o papa a quom protege -
raos. masa um foco *e conspiragoea reacciona-
rias e clericaes, os partidos dos Merode e Anlo-
nelli. A expedido de 1849, foi o resultado da
preoccu.pac.ao que anda na nossa poca apresen-
lam como indispensavel e possivel o poder tem-
poral do papa ; o chamamenlo dos nossos sol-
dados e a sua jetirada da capital do muodo ca-
tholico ha de annunciar s naces o termo des-
se poder fatal, appareeendo com o resaltado da
revolugo moral que ha dez annos se vai ope-
rando em todos .os espirito, como o triumpho
das opinides {Ilustradas da Europa, como a ver-
dadeira consagrado do reino da Italia.
pauprrimo
mes loras
i Vallico de
Em urna correspondencia de Roma, escrevem
o seguiole Opinione National'.
i J lendes conhecimento do que aconteceu com
as armas napolitanas depositadas no castello de
Sanl'Aogelo. Como em Franja se tratou de
desmentir este faci lio grave, que rocontar-vos,
ao obstante todoa os desmentidos, a maneira
porque este negocio se fez. O ex-rei de aples
passou um acto de venda ficticio de todas as ar-
anas, ao governo pontificio.
Munido d'esle documeolo, Mgr Merode re-
clamou da adrainistrago franceza a entrega das
35,006 espingardas e das 40 pegas d'artilheria.
Os agentes do general Goyon nao ousaram resis-
tir, urna vez de po'sse de todo aquelle material
de guerra, o ministro das armas serviu-se d'ella
para equipar milhares de bandidos que todos os
das parten para as provincias napolitanas Esta
a verdade
Fallei de milhares de bandidos, e nao exa-
gerei. Apraga Faroese est continuamente cheia
de paizanos, campooezes e operarios, que os ali-
ciaJos engajam nos campos para o servigo da reac-
tador tem seu escriptorio franco em urna toja no
Tie di-Marmo ; outros estaciooam em Campo-di
Fiori e na praga Franese. Um ofScial pagador
qnem d o dinheiro aos alsladros, e o ofcial
mora na ra Gregoriana n. 33.
O ex-iulendeute do re, Mr. Gecchalti, parliu
para a Sicilia ; o padre Cattioi parti de rolla
tara Paris, depois de ter feito cortar a barba, li-
tando com o os bigodes e a pera.
De psito ram- se na casa de Mgr Goli, 300
?jorobas Orsini. Antonio Capo, intendente do
Monsenhor. tem a guarda d'ellas, e nao dte en-
trega-las seno com urna ordem do ministro das
armas.
< Naturalmente os vossos joroaes religiosos
nao de contar de outra maneira todas circums-
tancias ; etiste aqui urna fabrica de correspon-
dencias, garantida pelo governo. Sao ordens do
conde Desprez la-Crirelli, visconde de Mequelon,
Mgr. Nardi c Mgr Berardi.
Actualmente pode perguntar-se d'oode vem
o dinheiro necessario para todas estas machina-
ce?. E' o dinheiro de S. Pedro ; mas este di-
heiro bem elstico. Os agentes do governo
recolhem em toda a Europa os coupons d'essa
divida consolidada ; vendem nos sem llies m-
porlarem o prego, e maodam o dinheiro para Ro-
ma, apresentauJo-o como producto do dinheiro
de S. Pedro.
Isto tanto mais verJadeiro, quanlo n'estes
ltimos das tem havido urna emisso secreta de
coros consolidados pela somma de dez milhes
de escudos romanos, ou 13:576:0009 ris. O di-
rector da divida publica Mr. Antonio Neri,
qoem est encarregado d'eata operago.
A venda teve lugar a 65 p. c. no mesmo dia
em que o bolelim da bolsa indicava o cambio de
90 p. c.
< Alm d'isso o banqueiro Tommasini com-
proa directamente uos 600:000 escudos consolida-
dos, sendo metade a 45 e a outra metade a 55
p. c.
Os bens d estado eslo quasi todos vendi-
dos por presos insignificantes ; os que seno po-
dem alienar sao hypothecados; eis o que o
rerdadeiro dinheiro de S. Pedro.
P. S. Quando fecbava esta minha carta, cons-
tou-me de origem digna de lodo o crdito, que
o encarregado dos negocios da Franca, em Roma
leu ao cardeal Antonelli, urna carta perempto-
ria a respeilo da entrega das espingardas de que
cima fallei
, O Monitcur Prussien publica o seguinte res-
cripto real:
Sao lo numerosas as proras de cordial sym-
pathia e de fiel dedicaejio que de luda a parte
tenlio recebido, mesmo d'alm das frooteiraa da
Pruasia, em consequencia da tentativa de assas-
sinato emprebendido contra a minha peasoa, e
que em parle se tem manifestado por meio de
mensageos das autoridades governamentaea e
communaes, de corporagdes e sociedades, o em
parla per meios de cartas particulares, que eu
sinto a necessidade de manifestar publicamente
o meu reconhecimenlo. '
As impresses dolorosas que em mim devia
provocar este triste acootecimento, encoolrei urna
compensacao ampia as manifeslaces oolavais
e lo benvolas paia o meu corceo paternal, de
amor e de co-nfiaoga do meu povo. o lendo assim
sido para mim de um novo beneficio o crime que
ameagou a minha vida, recouheco tambem um
novo motivo de gtalido para com oSeohor, que
dispe da nossa vida o morte, caja mo protecto-
ra affastou do seu fim a bella asaassioa.
Eocarrego o ministro de estado da publicaco
deite rescripto.
a Baden-Baden, em .- de agosto de 1861.
Guilherme.
Para o ministro de estado. >
publicamente com urna pea n'uoj
menino desasisado. No mesmo div
espancados e espaldeirados um corr
nome Angelo, e um seu companhe;
garam o primeiro por morto. No
mesmo mez, dia de mercado, ia havel
barulho, e tal-ez alguma cousa mais, seno apa-
ziguasaem. E per que ha lude salo? raepamde-
remos que a falta de um ajearte de polioaa avesse
logar em destacamento.
Tema-ae impoaaivel atossoslteoo delegas)*
o muri prestimoao teneade Francisco de Paula
de Souza eJalattueta conservar-ae n'una efoutro
l8r; porque uecesaatie meesQo im
a sua sabida da villa de ingazeira, atienta muiUa
causas, cuma derlas o estado da cadeia.
Pedimos, pois a S. Eic. a nomeagao de um
subdelegado para o j referido diatiiclo, onde nao
nao ha seguraoga individual.
Oa genere alimantisioi mniarvaa ia em
toda Comarca por "bailo prego.
A falta de dinheiro torna-se sensivel, esta-
mos daqui a ponco n'cim estado de trocarmoa urna
carga por outra, se quizermos possuir para o nos-
so necessafio. Tal o estado do serlao.
a P. S.V#i mala esta diera por so tenar
esta anda berta antea da retirada do estafeta.
os Afogjdoseapancaram publicamente urna mu-
Iber no dia 8 do corrente mez de selembro.
No da 16 do correte, pelas 7 e meia ho-
ras da noite, na freguezia do Recif, Mota Moa-
teiro praga do brigue de guerra ilamaraci, que-
rendo passar de um sobrado na esquina da roa
do Vigario, segundo andar, ftt outre, falto u lbe
o equilibrio, velo ra, ficando com o rooto
muilo maltratado e um brago fracturado. O sub-
Escrevem de Praga (Boemia) o seguinle :
As scenas lamentaveis que liveram logar an-
tes de hontem (31 de julbn) em Joeephsladt e as
immediagdes, renovaram-se infelizmente hontem
em maior escala. Ao aooilecer, no memento
em que os operarios e os joroalialas abaodonam
o seu Irabalho, bandos de rapazes e deapreodi-
zes, aos quaes desla vez se tioham juntado ope-
rarios de mais idade e carneradas, percorreram
as ras fazendo ouvir furibundas vociferagoes e
imprecages contra os judeus ; as ras de Jose-
phstadt, fecha ram-se logo as lujas e as portas das
cssas.
Pelas oito horas chegou ao seu cumulo a
exasperago das massas, entre as quaes se espa-
lhavam boatos os mais exaggerados e os mais
aventurosos. Maltrataos)-se posteas ioofleosi-
vas ; quebraram-se vid ros de j mellas ao rez do
chao ; .e arrojaram-se podras sos andares superio-
res das casa.
Na pequea praga em que vai dar a ra
Carpes, quebraram-se as portas das lojas, langas-
do sobre ellas grandes pedras; as reas eslavara
juncadas de fragmentos ; n'alguns pontos a dea-
truigo chegou a grande excesso. Assim se pas-
sou at as 10 horas ; dispersadas naquelle ponto
as massas reunir ni-se de novo. A guarda prin-
cipal foi reforjada com um destacamento de caga-
deros.
Durante toda a noile, patrulhas percorreram
ai ras de Josephsladl, e quarleiies mmeoiaios
onde a tranquillidado on foi nltcrada. Apezar
dos numerosos projecloe laogados ao meio dos
aposentos, ninguem, felizmente, flcou ferido.
(Jornal do Commercio, de Lisboa.)
PEBNUMBUCO.
REVISTA DIARIA-
A Prese, qui se publica em Paris, publicou o
seguinle artigo, que 6 digno de toda a altengo.
Urna vez que indispensavel que os nossos
soldados abaadonem Roma, importa sobre ma-
neira dar a conhecer qal foi o movel da nossa
oceupago, e significa a nossa retirada.
Que tomos fazer Roma em 1819 ? Res-
labelecer a soberana temporal do papado. E foi
elle restabelecido ? Materialmente, aim ; moral-
mente, de modo algum. A ulidade das nos-
sas aboegages, dos nossos conselhos, e dos nos-
sos sacnQiios, destruio para sempre no espirito
dos catholicos sinceros toda a conflanga qne po-
dessem ter no governo poltico dos papas. Estes
catholicos viviam persuadidos de que a indepen-
dencia da religio est intimamente ligada com
a existencia do poder temporal. Esta crenga,
menos ftil propria religio do que a Italia,
tinha resistido eloquencia dos tactos: al es-
tes ltimos tempos nada houve que podesse di-
minu-la nem os escndalos da corle de Roma,
nem o evidente anacbronismo da theocracia,
nem as proscripgoes polticas, nem a negago
dos principios fundameotaes do direito e da jus-
tica, que sao a base da sociedade moderna. Na
luta empenhada entre a Italia e o poder tem-
poral da santa s, o catnolicismo encoalrava-se
instinctlvamente disposto a collocar-se ao lado
da santa s, e a considerar exagera las as quei-
xas dos italianos, pondo-se em guarda conlra as
suas afirmativas, e moi especialmente contra as
soas tendencias revolucionarias.
A cusa de 10 annos de trabalhos inuteis,
e conflictos permanentes, pode conhecer e de-
monstrar o que o governo dos sacerdotes ; urna
vez convencido elle, convenceu com extrema
facilidsde o mundo inteiro, de que o governo
omitido contrario a todo o progressso e a to-
a a civilisacao ; que possivel que lenha nem
conatiluigo nem leis, e que portanto, nao pode
ter subditos. S por nos havemos experimenta-
do isto obstinadamente, e no seu luodo, pode-
mos ser boje aa testemunhas da Italia em pre-
senga da Europa. Gracas a que a Franca tem
feito em Roma desde 1849, que noeziateno
mundo moa consciencia illustrada, um espirito
recto qne nao aeparem as questes da f das
questoes polticas, os interesses do catolicis-
mo, dos Interesses da corte de Roma, da in-
dependencia da Italia, e da independencia do
papado.
Levado a cabo em Roma o que desgragada-
mente accredUou ser um dever aeu a respeito
ao catholicismo, a Franga demenstrou al evi-
dencia a iocompalibilidade do poder temporal
como hom resultado poltico. As opinides illus-
traram-se; a demonstragao est feita.. Neste
momento acba-ae de urna parle toda a Europa,
e deontra os zuavos de Castelfidardo, oa joroaes
ultramontanos, e a faego Merode; faego que
de dia para dia perde o aeu prestigio e se suici-
da, gracas aos seus proprio excesaos.
Nestaa cucumatancias, a manulango das
torcas franeexas ea Roma nao esa mais o qu
aim contrasenso, um ataque propria axisteocia
Aonaha deve comegar, peraote a cmara mu-
nicipal de Olinda, a arrematadlo de varios ramos
de impostos, que constituem o seu patrimonio.
As duas pragas seguales sera o nos das 26 e
30 do corrente.
Os concurrentes devem comparecer no paco da
referida cmara, nos das indinados, com os seus
fiadores devidamente habilitados, para que sa-
jara recebidos os seus laucos.
Acha-se a berta a concurrencia para o con-
tratla collocago dos carris de ferro, que de-
vem commuoicar esla cdade com os Apipucos.
S. Exc. empenbaodo se em recusaras vistas
dos legisladores proviocises com a votago da
lei n. 518, coja execugo assim promove, revela
que lhe uo eealranbo o bem-estar dos seus go-
vernados, e que tem em vista o desenvolrimen-
to material da provincia confiada sua adminia-
tracao.
O praso da concurrencia vai at o dia 17 do
mez de outubro vindouro, devendo nelle os con-
currentes prepsrarem as suas propostas.
Falleceu na noite de 16 do correte, victi-
ma de um ataque de apoplexia, o Sr. tenente-
coronel Florencio Jos Carneiro Monteiro, admi-
nistrador da casa de detencao,
Uootem tarde foi dado seu corpo a sepultu-
ra, no cemilerio publico, para onde foi coaduzi-
do da igreja da Conceigao dos Militares, era que
se lhe flzeram os ltimos suffragios. que assis-
liram seus numerosos amigos de todas as corea
polticas, devisando-se no semblante de cada um
delles a dr que sentiam pelo passamento do
amigo.
Nao podemos fortar-nos de enviar nossos pe-
zames sua desolada familia, hoje coberta de
luto e orphandade, e tarida no que mais impor-
tante tinha
A* aeu lilho, e nosso amigo, damos os serrti-
menlos puros da aruizade, e pedimos-lhe que
conlinue em a senda em que ocollocou aeu me-
lhoramigo, que comer oa laurea de seu Ira-
balho.
Fez as honras militares, devidas no aeu posto,
o2o batalhao deinfantaria de bata.
Da comarca de Pajehu de Florea temos no-
ticia at 2 do correte, as quaes damos scien-
cia do publico as formaes palavras em que no-
las transmittiram. No entretanto, releva que
observemos j haver 8. Exc, sobre proposta do
Sr. Dr. ebefe de polica, creado a subdelegada do
povoagae dos Afogados, naquelle comarca, sobre
cuja necessidade trata o nosso cor respndanle por
meio da expoiigo de delicies, que all se repro-
duaem frequeotemenle pela ausencia de urna au-
Uridade local.
No termo da Villa-Bella lude marcha em or-
dem. atteoto o imperio da lei que faz ter o coro
nel Manoel Pereira da Silva e o Dr. juiz da di-
reito da comarca.
Ha seguranza individual.
Acha-se de presente nesta villa a msica do
Texeira que veto assistir aos festejos da Nossa
Mi Seniora da Penha, e que portanto paseare-
mos o dia 7 de selembro alegremente.
No termo de Flores nada ha de nota vel.
Ha seguranga iodividual alienta os esforgos
do nosso delegado leoenle-coronel Pedro Pea-
soa de Siqueira Campea, moco morigerado.
No termo de Ingazeira ludo marcha do mes-
mo modo, eom excepgo porm de um distrido
Afogados que chamamos a altengo de S.
Exc. e do Sr. Dr. che fe de poWcia. Eaee dist rielo,
lendo um mercado comparavel ao de Beixa-Ver-
de, muito poveedo e de grande popukago, nao
ha subdelegada. Toroam-se iotoleraveis e por
demeia escandaloso oa batuquee que alli ha des-
de o dia aeita-feira at segunda as 5 botas da
manbla, pralicando-ae toda aorle de desatinos,
insultos e tudo quanto ha de immoralidade. O
justo, o honesto, neste logar ternam-ss odiados
soffrem mesmo waultee, aa nao parlilbam dos
batuques, daa bebedeiras, te.
c Para provar esta prepeeicao vou relatar al-
gosa fados de summa gravidad. Em da* do
mez de junho foi insultado publicamente odia
do meraado ata hoarada portugaaz morador
aciU Dovoage, eom aaa familia. Em dia do
samo mez de juabo, da de aereado, daa
delegado do Rocife maodou-o rcolher logo ao ^Dti.
hospital de marioba, onde foi soccorrido eom
presteza pela Dr. Jos Joaqun de Souza.
Na dia 16 do correle, aaaiversario nata-
licio de S. M. o Sr. D. Pedro V, eei de Portugal,
estiv^ram embandeirados oa navios da respectiva
nagao, surtos no porte, havendo noite espacia-
culo de gala no Iheatro de Santa Isabel.
Fulgamos de consignar, que a eutoridade
policial do distrklo da Tamarmeira foi solicita
em dar suas providencias, para fazer catear os
abusos que alli tiuhara lugar, e que aponamos
nesta Revista por ioformacoes, que oos transmit-
tiram.
As admoeslagoes ou aviaos da imprensa nao
desmoralisam a autoridade, quando esla inda-
gando do facto e eotrando so seu conhecimento,
apressa-se a providenciar aobre a materia do
aviso.
No Rio de Janeiro trata-se de organisar
urna associagio de empregados pblicos eom o
fim de prestar-ae proleccao e soccorros recpro-
cos com exten&o s respectivas familise; e ese
sociedade jdjj iutlallada, como v-se do seguin-
le artigo ell/^ublicado aobre ella :
Os exf mplos vivos e quolidianos das necas-
sidades que soffre um empragado publico, em
diferentes circumstaocias de ana vida, e que ag-
gravados aa tnosmillem a suas familias qusndo
os mesmos fallecem ; a falta de recursos quando
acbando-se doentes sao seus vencinientos cercha-
dos; o decreseimeoto de meio quando por apo-
sentadora ficarem reduiidoe alguna a quasi men-
dicidade, o vzame e extomo porque passam
quaudo sao obrigadoa a pedir usura o adianta-
meoto de seus vencimentos ; as dif&culdades e
sobre ludo o pesado oous a que tem de sogei-
tar-se, se para amparo de suas familia, quizerem
matricular-se sos setuaes estabelecimentes de
monte-pio. suggerio aos Srs. Mathias da Cunha e
Joaquim Antonio do Azevedo a idea de urna ins-
tiluico, que atteouasse estas necessidades.
Essa instituirlo, a que derara seus autores o
modesto titulo de Caiza Auxiliar dos Empre-
gados Pblicos ume aasociago de servidores
do estado, destinada aaoecorre-loa as suos ne-
cessidades presentes e futuras; garaottado ao
associado para sua aposenladoria urna pesso
que pasear por sua morte a seus herdeiros;
supprisdo por empreslimo, sem juro e praso
limitado o descont que por motivo de molestia,
soffrer o associado em seas vencimentos; des-
contando aos empregados pblicos at 3 mezes
de seus vencimentos pela Uxa doa descorites do
baoco do Brasil, sepultando os associados falle-
cidos e sutl'ragando suas almas; e finalmente
educando os filaos e filhas dos associados quan-
ao sem petigo a o- -~i .,,i,c,(p a ossociagao
poder dispdr de fundos para esse nm.
E' esta a associagao cuja installaco teve lu-
gar no dia 15 Ao corrente mez aa 11 horas da ma-
oha em urna das salas do museu nacional, onle
a convite doa Srs. Cuaba e Azevedo se acharam
reunidos 84 servidores do estado, sob a presiden-
cia do Sr, Dr. Augusto Dios Carneiro. Tratao-
do-se ds eleigo da directora provisoria, foi a
assembla de voto, que fosse Ha taita por ac-
clamaco, sendo em seguida por proposta dos
iniciadores acclamado unnimemente presidente
o Sr. viseando de ltaborahy, como homeoagem
ao saber, probidade e amisade que dedica aos
empregados pblicos; os lugares de secretarios,
per proposte do presidente iuteriue, lie a ram oc-
cupados pelos Srs. Matheusda Cunha e Joaquim
Antonio de Azevedo.
Passando-ae eleigo por escrutinio secreto
da commisso, que tem de rever os artigos or-
gnicos, e apreseotar os estatutos definitivos com
o desenvolvimento necessario, sahiram eleitos os
Srs. viscondo da Itaborahi, Dr. Augusto Diaa
Carneiro, Dr. D. Jorge Eugenio de Lacio, Aure-
liaoo Gandido Tavares Basto e Antonio Carlos
Cesar de Mello Andrada. Foram acclamado
membros adjuntos commisso os Srs. Cunha
e Azevedo.
Assim ficou, pois, constituida unta aasocia-
go, que pode um dia vir a ser a arvore frondosa
sombra da qual se abriguen todos os empre-
gados pblicos, assim os poderes do Estado quei-
ram dispensar-lhe a sua benfica influencia.
D'esta exposic&o eite sobre o caracterislico da
sociedade ou iostuigo a que denominamcai-
xa auxiliar dos empregados pblicos, recouhe-
ce-se o quanto a sua existencia necessaria pa-
ra essa clse; e applaudimos a idea tanto mais
quanto ja a tivomos, e nesta Revista a propoze-
mos oe comego deste ou no fim do anuo pas-
sado.
Fazemos votos por tanto para que ella yingue
como para desejar, assim como adduzimos
esse roto em appello aos proprios interessados
e que mediten as vanlagens resultantes de sua
sociedade, que os ampara nos mos das da ad-
veuidide, de qae ninguem se acha isento
Baptisados havidos na fregueza de Santo
Antonio do Recite, de 2 a 17 do corrente :
Jos, branco, lilho legitimo de Antonio Jos
Duarle Coimbra. e Mara Carlota da Silva Coim-
era.
Manoel, pardo, fllho legitimo de Francisco
Airea da Costa, e Heariqueia Delmira.
Aquelino, criculo, filho natural de Auna Joa-
quina da Costa.
Ftlicuna, crioula, filha natural de Mara Jos
do Sacramenta, santo oleo.
Luiza, parda, filha legitima de Landelino Jos
Carlos da Silva, e Candida Moreira da Silva.
Antonio, branco, filho legitimo de Manoel da
Silva Leilo, j finado, e Auna Maa da Concei-
gao.
Bodolpbo, branoo, filho legitimo de Policarpo
Jos Layue, e Auna Luiza de Ctrvalho Layne.
Joanna, parda, filba natural de Ignez Maria
da Conceigao.
Joaquina, branca, filha natural de Mara Fran-
cisco do Espirito Santo.
Joo, branca, filho legitimo de Francisco Jos
Martin Penca, e Maria Roza Leopoldina Peana.
Joo, branco, filho natural de Emilia Maria de
Nascimeoto.
Filismina, parda, filha legitima de Severioo
Jos do Nascimeoto, e Mara Magdalena da
Conceigao.
Jos, branco, filho natural de Senhorinha Can-
dida deJeaus.
Jos, crioulo, filho legitimo de Manoel de Lira
Fonceca, e Quitea RozaMuoiz.
Heorique, timibranco, lho natural de Joa-
quina Maa da Conceigao, atnto oleo.
Rila, parda, filha natural da Paulina Maa da
Costa.
Casamento:
Manoel Theophilo Alves da Costa, com Gui-
ibermina Tibarcio doa Anjos Paula.
Foram recolhido casa de dalengo nos
das 14 e 15 da correte: 14 hmeos e *. malher,
aeodo 11 livraa e 4eacravoa, a aabar : a ordem
ao Dr. chele de polica 10, inclusive os ocioules
Profiri, ateravo de Manoel de Souza Coqsseiro, e
Joo, seraso de Jos Antonio de Csrtalbo,
ordem de subdelegado de Santo Antonio 1, a or-
dem do dos Afogados 2 que sao oa crioulos Gon-
c#lo, escravo de Francisco Helleno, e Manoel es-
eravo e um tal tfagalaaea Bastos.
Paasageiros aahidos para o Afacatj no ta-
te aacioo! Yiitta, lote Loureoce da Araujo,
Antelo Nogueira da FreiUa a Venceelao Jos
Ferneka.
M*TADom.o "Publico.
No dia 14 do oarrente mataram-se para o con-
aua detta eidade 100 rezes.
N dia ditas.
NodttW-Hp ditas;
sarrv.j.TDA'ap no da 17.
Maria, Pernambuco, A mezes, S. Jote, totse con-
vulsa.
HeroHrtlae, *arnmbuco, 11 meses, Santo An-
loarta, diarrada.
oaaaam, Peraaanuco, 13 mezes,f. las, coa-
vtasaaa.
Floreado Joa Carneiro Monteiw, Pernaabuco,
54 aaaee, casado, Santo Aatooio, um ataque
de apoplesia.
CHR0r1l~TulCUIA.
SESSOEM 17 DE SETEMBRO DE 1861.
PRSaawCU DO EZM. S. CONSELHK1RO BRMEL1N0
I .nt Bl-giO.
As 10 horas da manhaa, achando-se presen-
tes OS Srs. desembargadores Caetaoo Santiago,
Silreira, Gitirana, Lourecgo Sanlia&o, Molta,
PeretliUchda Cavalcanli e Assis, fallando o Sr.
desembargado^ Guerra, procurador da corda, foi
aborta a sessao.
Passados os feitos e entregues os distribui-
do, procedeu-se aes seguinles
JULG AMENTOS.
aEOitUO BB OVAUHCACO.
Recrreme, Gloriado Ferreira Cat&o ; recorri-
do, o cooaatbe.
Relator o Sr. desembargader Uchca Caval-
que sejam 'suas posiges, qualquer que seja o
ponto axtraoho e indifferenie em que aa jalguem
collocado. Todo aquelle que oa espbera de
seus recursos concorrer para o magnmmo re-
sultado dessa obrs, transporta mais urna pedra
para o pedestal que tem de sustentar a grandeza
do paiz. Ninguem ae dever suppor exlranho
abra cuja iniciativa e impalto parliraa do go-
verno ; este coube a idea, a idea que desde
multo se fazia esperar, ao povo, nos Pernam-
bacoaos reata-nopa ezecuee, a ezecugo oobre
e dedicada de uaaa mpreza que vae cobrir de
loaros esta provioaia, e fazar-oos auferir no fu-
turo os bellos resaltados de nossa industria.
Sem nosso auxilio, sem a dedicecao patritica
oa que conla o governo, nao poderemos reali-
sar aeu programma inconleelavelmenle chalo de
tiiidade para todas m claases da aociedade, e
jamis poderemos encetar um era de prosperi- menos justos.
batalhao de Ia linha, foi conduzido s 4 horas da
larde para o cemiterio publico desta eidade.
A noticia deesa morte instantnea qae nao dea
tugar recurso algum da medicina, nem os con-
forto da religio, divulgou -se rpidamente por
esla eidade, enchendo todos de sorpreza ; e qoer
fosee pelas reiagoes de a mi zade e pela conceito,
que o fallecido aoabe seapre meseeer conser-
var, quer fuese pelo mal violento, de qaa tai vic-
tima, essa morte Uo inoeporada tai geraloaento
saatida, e o-atargoatenie proatead pac sua isdao-
aoiavel farei+ia, ea quem-eatiraratada a tarde
daaae dia justamente com pesves de sua aaoi-
zade.
Nao se latidaaa para aa mease tucanease
ea grande prtaos descostas e aaaaabcras que
ltimamente Wat atTrteo desssa asteotacoes
desagradareis, que o forgaram siguas horneas
Sorteados* os Srs. desembargadores Silveira,
Giliroaa.
Improcedente.
'AFPELLAg&ES CRUCES.
AppellasM, o juizo ; appellado, Jos Cerdoso
da Silva.
Improcedente.
Appellinte, o juizo ; appellado, Jos Antonio.
Improcedente.
Appellante, o jutzo ; appellado, Janaario,
escravo.
Nao ae tomou cooheeimennto.
Appellante, o juizo ; appellada, Luiza Joanua
da Conceigao.
improcedente.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Leite da
Silva Campos.
A' novo jury.
Appellante, o promotor ; appellado, Antonio
Victor de S Brrelo.
A' novo jury.
Appellante, Jos Joaquim Carneiro ; appella-
do, Isaas Messias de Messeno.
Improcedente.
Appellante, o promotor; appellado, Joo da
Cruz Sizudo.
A' oovo jury.
Appellante, o juizo
torino de Souza.
Improcedente.
Appellante, o juizo; appellada, Senhorinha
Maria da Conceigao.
A* novo jury.
Appellante, o juizo
eravo.
Improcedente.
Appellante, Custodio Jos Pereira
Manoel, escravo.
Improcedente.
Appellante, Jos Maria Lima Sampaio ; ap-
pellado, o juizo.
Nullo o precesso.
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio da
Costa Barros.
A' novo jury.
Appellante, o juizo ; appellado, Miguel dos An-
jos Bomfim.
Improcedente.
APPELLAQES CIVEIS.
Appellante, Maooel Ignacio da Silva Teixeira ;
appellado, Antonio Pereira de Farias.
Desprezaram-se os embargos.
BESIGKACAO DE DIA.
Assignou-se diapara julgamento dasseguintes
TTaTga nn presente de Troclos de engrandec-
ment no futuro. Nao festejamos as glorias de
um passsdo, mas empenhamo-nos igualmente
n'um festim cujo carcter exprime a nacionali-
dade e onde devem ser esquecidos os ressenti-
mentos, as cores polticas, o egoismo, e cujo im-
pulso deve ser dirigido por urna s forgaa von-
tade do paiz.
Nao duridemos um s instante do boa xito
da obra que preparamos ; nem recuemos de um
s pasto se nao podermos representar os diver-
sos productos de oossa industria com os aper-
fegoamentoe que nos dio os paites mais avan-
gado. Procuremos antes de ludo examinar qual
o verdadeiro fin das exposigdes oaturaes e
iodutriaes ne paiz, e com penetremo-oo bem
do importante lugar que mais tarde devemos oc-
cupar entre os paizee de industria, cuja prospe-
ridade nao conla, como nos, com os recursos na-
turoes.
A exposigo nacional ama idea nova no
paiz, mas urna idea que nao necessita de propa-
ganda ; seus resultados e.tao bem patentes, e
oingaem oasar desmentidlos. Nao ama fesla
que venha divertir a populago, nem que merega
a admiregio do paiz, sobre tudo daquellea que
no eatraogeiro testemuaharam os prodigiosos
appellado, Andr Vc-
appellado, Jos, es-
appellages crimes:
Appellante, o juizo
quim Teixeira.
tonio^lr^.0^"01
resultados da industria ; nao com o fim de fa-
zermo-nos representar as grandes exposigdes,
se para isso nao temos meios, que exhibimos
nossos productos, nem to pouco a vaidade na-
cional que queremos estentar. O que a exposi-
go nacional nos vem dizer oque tomos e o
que devemos fazer: o resultado todo para o
paiz, como ao os meios.
Nada temos que admirar, urna verdade 5 a
natareza e os producios do acaso talvez te-
nbam de occapar um importante lugar em
nosso festim. Entretanto anda que assim
seja, c, al ser o meio de reconhecermos a
oecessiosde dos melhorameatos industriaos?
Expor seus productos, estula-los, classica-los,
tirar delles o maior proveito possivel. Se a oa-
lureza nos favorece hoje na produego, msia
tarde teremos de utilisar os procesaos que nos
eosina a ciencia ; e se a exposigo desses pro-
ductos, dos meios e instrumentos para desenvol-
ve-los nao tiver j auxiliado esses melhoramen-
tos, onde iremos procura-Ios se nao no estran-
geiro ? Defiaharemos de dia em dia, e at oos-
sa industria agrcola, nica e importante forga
de riqueza do paiz, Picar a merc do estraogei-
ro, come est e dever eatar por muito lempo a
industria maaufactureira.
O bro nacional difficilmente se reslabelecer,
se um dia virmoa aaaiquifarem-se os recursos
oaturaes do terreno e nao podermos substitui-los
pelos que a experiencia, o estudo acurado dos
aconaelham para ferlilisa-lo.A ezpoaigo o
nico meio de estudarmos os melhorameatos que
devemos a cada ramo de industria e provermos
suas necessidades.
As exposigdes no Brasil devem ser geralmente
consideradas como concursos de productos agr-
colas, sejam ellas oaturaes ou manipulados. Ue-
baixo deste ponto de vista consideramos pela
, maior parte a ezhibigo dos nossos produc-
' tos. Cremos mesmo que aioda por muilo lempo
ser a agricultura que dominar as exposigdes,
e para ella deve ser dirigida particularmente a
altengo daquelles que por delegago especial se
.achara incumbidos da acquigo de seus pro-
( duelos.Entretanto pardo producto deve mar-
appellado, Manoel Joa-j cbar o meio empregado para obte-lo.
E' assim que nao s devemos representar todas
annenarl"' PrnnciSCO AO- as ciasaco uo (Muuuugau, juv^..or nue ello se-
, jam, e debaixo da forma por nos usada, cuuju
appellado.
Pora o homem que tem consdeucta de seos de-
veres e procura ao cumpriraenle delles elevar-se
na opisio dos seos semelhanaes, qutlqser ata-
que sua honra, embora repellido e ioieiramen-
le ssenosprezado, pesa-lhe to Todemeote oa ex-
istencia, que ao pede deixar de mina-la.
O certo quaaaendo-se o tenenie-coronel Flo-
reado procurirtalvez urna distraego essas
raagoas intimas, na partida que deram os acad-
micos ao sabbado passado, ninguem dira que
dous das depois o tmulo, se lhe.abrira debaizo
dos ps ; e que no meio desse festim linjia ido
smenle fazer as ultimas despedidas da vida, cajo
fim j elle presenta, coma bem se revelava no
ar tacilurao e reconcentrado, que lados lbe viram
e alguns at lhe etlranharara.
O finado Florencio Jos Carneiro Monteiro era
tenente-cerooel reformado da aollga guarda na-
cional, actual administrader da casa de detengo,
caralliro da ordem do Cruzeiro e officiil da Rosa,
e j teve tambem a honrado oceupar um assento
em a nossa assembtaprovinetal legislativa. T-
tulos de tonta distineco demonstran: que o te-
nen te-coronel Florencio era merecedor do concei-
to estima, nao s do governo, seno sinda de
seus concidadaos, considerages estas que coas-
tituiam o seu maior braso, e elle'exhiba conlra
oa gratuitos desafectos do seu carcter e de sua
rapulago.
Cilado honesto, probo, chele de familia ex-
tremoso e disvellodo, amigo sincero e dedicado,
fuoeciooario publico integro e cumpridor de seas
deveres ; sempre respeitado por lodos, adorado
por sua familia, prezado por seus amigos e con-
sidralo por seus cheles, tal era o cidaio, cuja
perda sentimos; taes erara as oobres qaalidades
que ornavam o carcter do tenente-coronel Flo-
rencio.
Pode ser que sentimentos menos generosos
aioda hoje se agilem para oegar-lhe justiga ;
mas, alm de que o erro pariilha da nstoreza
humana, podemos lepetir esses espitos aca-
nhalos as palavras do Salvador do mundo
aquelle qae em sua coascieocia se julga sem
culpa, seja o primeiro a periurbar-lhe o seu som-
00 eterno .
O prestito numeroso das primeiras autoridades
da provincia, e de homens de todas as posiges
sociaes, e de tolas as raatizes polticas, que
acompanhou o seu cad^aar ao jazigo, o pro-
testo solemne de que^Bas as paixes humanas
devem ticar emuleciaW diante da verdade que
se levanta nu borda do tmulo, para defender o
homem que ali descaoga eternamente, e ao
mesmo lempo um tributo publico devido ao rae-
recimeato, que j nao pode despertar cortara si as
susceptibilidades de seotimenlos pouco gene-
rosos.
Sirvsm estas palavras de lenitivo dr que
soffre oeste momento sua virtuosa e incoosola-
vel esposa, assim como seus filhos e amigos.
Appellante, o juizo; appellado, Jos Burit,
escravo.
Appellante, Basilio Jos dos Santos ; appellada
a justiga:
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio Gor-
reia da Silva.
As appellagoes civeis :
Appellante, Vicente Ferreira Guedes Goadim ;
appellado, Antonio Rufino Monteiro.
Appellantes, Joo Vigoes e outros ; appella-
do?, os herdeiros de Jos Antonio Loureiro.
HABEAS-CORPUS.
.instrumentos, methodos e oulros recursos de
i que dispomos para chegarmos ao producto.
Aerifica em taes casos nao nos poder ser
desfavoravel, desde que partir de um espirito
, inteligente e reOeclido. A iodustria brasileira
s poder ser devidamente apreciad ae par
della estiver o meio de sua produego.
Na comparago de ideoticos productos de
outros paizes com os nossos, a opioio publica
ao poder deixar de apreciar as circumstaocias
especiaes e difficeis em que nos acharaos como
; psiz industrial, e a aotiga e natural dedicago de
Concedeu-se ordem de habeas-eorpus pedida j osso povo pela agricultura. Alm d'isso, o tra-
por Manoel da Malta Diniz, para ser apresentado balho nao o nico capital que demanda a iu-
em sesso de 21 do correte, s 11 horas do '
dia.
01STRIBUIG.ES.
Ao Sr. desembargador Caetano Santiago, as
appellagoes civeis :
Appellante. D^ Therejade Jesut do Carao ; Iru'cTo den'ossas'fadiga's."
Entretanto se nossa industria nao floresce no
presente, aquelle que quizer avaha-la pelo
prisma das comideracoes que justificara seu len-
to progresso, ha de reconhecer que somos supe-
dustria ; oulros meios, porm, nos falham : a
zona de oosso commercio anda muilo limitada
nao atrahe ao nosso paiz o euro do estrangeiro
emprehendedor, e nos sem auzilios, sem outra
vida mais do que a que not empresta o governo,
langamo-nos na agricultura, e & della culhemo
appellado, Jos Pereira Lima.
Appellante, Joo Carloa de Miranda Wander-
ley ; appellado, Sebaitio Aotooio Accioli.
Ao Sr. deserabargador Silveira, as appellc6es
civeis :
Appellanto, Joa Norberto Castello Branco;
arpellado, Francisco Cavslcanli de Albuquerque
Mello.
Appellante, o curador geral; appellado, Nico-
lao Ott Bieber & C.
Ao Sr. desembargador Gitirana, aa appellagoes
civeis :
Appellante, Francisco Jos Regalo Braga ; ap-
pellado, Thomaz de Aquioo Fonseca & Filho.
Appellante, Joaquim Lobato Ferreira ; appelt
lado, o cnsul portuguez.
Ao Sr. desembargador Lourengo Santiago, as
appellagoes civeis :
Appellante, Antonio Ricardo do Reg ; appel-
lado, Manoel Goncalves Ferreira e Silva.
Appellanto, Francisco de Paula Marinho Won-
derley ; appellado, Paulino Augusto da Silva
Freir.
0 recurso de qualifkago :
Recrreme, o Dr. Antonio de TasconcellosMe-
nezes de Drummond ; recorrido, o conselho.
O recurso crime:
Recorrente, o juizo ; recorrido, bacharel Joa-
quim Ferreira Chaves.
AoSr. desembargador Costa Molta, as appella-
goes civeis :
Appellante, a fazenda ; appellado, Joo Vieira
da Cunha e outros.
Appellante, Pinto Leite & Irmao ; appellada, a
fazenda.
Ao Sr. detembargador Peretti, as appellagoes
civelt:
Appellante, o juizo ; appeltado, p. Laurianna
Rosa Candida Rigueira.
Ao Sr. desembargador Ucha Cavalcanli, aa
appellagoes civeis :
Appellante, Douriogos Jos Alves da Silva ;
appeltado, Maooel Antonio Alvea da Silva.
Ao Sr. desembargador Assis, as appellagoes
civeis :
Appellante, Henrigueg Lulz de Barros Wan-
derley ; appellada, D. Maria Francisca da Trin-
dade
A* \)i horas encerrou-se a sesso.
Commuiiieados.
ores ao que parecemos, e que os industriaes da
actualidade ho de merecer a admlraco dos
homens do futuro.
A cxposiv&o dos productos natu-
raet e industriaes na provincia.
I
Urna festa de Industria deve sempre merecer
i attaegod'aouelles que anhelara e pcoaperi-
dade de seu paiz, e que veem nella um daa mais
promptot e efSoazes meios de promover seu ea-
grandecimento. A exhibigo dos producto de
um paiz, de qualquer nalureza que Uet aejam,
trsz o imporiante resultado do ooohecimente do
proprio paiz, primeiraraeole poles seus necio-
osea, e depois pelo estreopeiro iapaaial tujo
espirito saiba davisameote aprecia-loa.
Ne Brasil onde a industria nao tem especiali-
dades, aada a produego no norte difiere da do
sal, a expotigao de seus productos fai-se tanto
mais necessaria quanlo ella o nico meio de
csagarmos cea probabilidades de bom alto,
conhecer o pait debaizo do ponto de vieta agri-
cola-indaalrial.
A idea de ama exposigo dos productos oatu-
raes e industriaes neal pawiasta 4 arlaato asa
idea dicaa da grasa* alcance, qae deve ser
abracada par tedoaaaPernaabaeanos.quaeeqaar
E' cbegado o momento de mostrarmos que o
paiz do assucar, do caf e do algodio, sabe mal-
lear o ferro, fundir o bronze e talhar o marmore;
o paiz abre os bracos para recebar seus filhos, e
d*entre elles coroar os dignos representantes da
industria nacional.
Flxemos oossa altengo na iodustria agrcola,
mas nao despresemos a maunfactureira. Nao
consideremos um s instante as difficuldades da
exbibico dos productos daquella, para nos sem-
pre venciveis. Reunamos eexponhamos peque-
as qusBtidadet daquelles productos, mas nao
poupemos urna s idea, nem mesmo e maia in-
significante mieucioaidade, para fazermoa devi-
damente conhecer os meios da produego, suas
eondigoese consuma.
Para qualquer das diversas clesses de produc- i
tos que dirigirmos nossas vistas, acharemos
sempre a ideado meihoramento estimulada sala
merecida recompensa, e auxiliase pelos recursos
da scieocia ou arte.
Para a oosso paiz essa reunies de productos
das diversas localidades trazen incalculaveis be-
neficios. Desenvolvido o estimulo entre as provin-
cias que teem de concorrer com seus productos
pan a corte, aa entre aquellas que os expem
na eidade j designadas pira recebe-los, a io-
dustria brasileira lera neceseariasrenle de pro-
geedir sea outro auxilio mais que a aoimago do
governo. G amor da industria se atear cada
vez mais. preprelo que es productores que re-
conhecerem que o trabatho por elles ulilisado
coroado por urna recompensa do paiz, e que o
governo nao eesser de prodigalissr suas gracas
aos qie dedicidamente concorrerem para esse
engrandeoimento e verdsdeira fonte de prospe-
ridades.
Eslas ideas dictaran) o governo na realisago
de urna obra qae tanto tem avangado no seculo e
carreira de outros paizes, e cojos resaltados
devem ser certos e infalliveis entre nos.
Nao a obra de um dia que vamos encetar,
nem um monumento que a destruigo dos tempos
reduc 6 p; a gloria do paiz que vamoa exigir,
a industria do imperio que vai levantar-se.
A' nos Bratileiros, nos Perafmbucanos, es-
pitos ardente e patriticos, Ws compete sua
execugo. Aoimai aos vossos, homens da indus-
tris, a presen tai um fructo de vosao trabalho, e
credo que encontrareis o spoio e o reconheci-
menlo do paiz.
fl. M.
I
A exposico dos productos agrcolas e
industriaes.
No dia 7 de novembro tem de abrir-se nesta
capital a primeira exposigo dos productos agr-
colas e industriaes desta provincia e das que lhe
sao liraitrophes ou lhe ficam prximas, e ser
isto um fado importante de oossa historia.
A exposigo de productos sao latas pacificas,
que dao victoria aquelle qae mais sobresaem
em intelligencia e esforgos, e nellas felizmente
nao tem que intromelter-se a politica. No con-
,uno, i|na aa offaroce aoa productores, SO m-
rito que se atiende, e, se o tem aquelle que ex-
poe, lhe conferido o premio a que tem direito
vista de leus productos : e, quando mesmo se
possa dar injastiga da parte das commissoes di-
rectoras na apreciago que tem de fazer, e oa
apresentago recompensa, o publico, que o
primeiro e mais competente juiz em taes casos,
porque o grande consumidor, nao deixa da
preterir o que lhe parece melhor.
Nao sao os partidos polticos que ganho, ao
menoa directa cenle, as exposiges de produc-
tos : gaoha o paiz, e, qualquer que seja a cor
politica do que expde, aquelle qae procura so-
bresanar em snaa obras e as submette aprecia-
gao do publico para que este os compare com as
de oulros que se apreseolam oessas lulas, traba-
lha pelo progresso do paiz.e coocorre para que este
techa reputaco illustre entre ot paizea eivirtsa-
dos. Se nao a cor poltica que faz qae o indi-
viduo perca o amor da patria, mesmo quando,
em opposicao, lula contra a adversidade; se, pelo
contrario, "todoa prelendem que o triumpho de
de auas ideas dai em resultado a prospedade
de sua patrts, torna-se evidente que nao ha opi-
oio poltica qne faga esquecer o patriotismo, que
nasce com o homem, |e tanto mais siosero
quanto menos corrompido se acha.
Se gaoha o paiz com as exposiges de proda-
tos, nao menos ganho aquellas qae os expa,
porquanto, mostrando seus, esforgos e dando
prova de inlelligencia e merito.ou atlraea a repu-
ta gao que satisfaz o amor proprio com a g o-
ria que adquirem, ou conseguem leeros pecunia-
rios, poisqoe, recoo neceado-se a superiardad*
de suas obras e do que capaz sua inteligencia,
todos proeuraro sqaeres qae se excederem, e
desse concurso resultaro a afflsesets e a pro-
cura de seus productos; e tanto mis se gaoha
quanlo mais se vende. Se nao fosee a resaltado
que na Europa e Estadot-Uoidos norteamerica-
nos se tem conseguido das exposigdes de produc-
to aRricolas e industriaes, par certo essas ex-
posiges se nao repetiro em Fraoca qae Ibes devz
origem, nem ostros estadas procuraras! imta-
la. Quando ae eolra seases palacios sompiuo-
sos, em que cada um deseja expor seas produc-
to, empenhaodo-se psre qae sejam adaiitides.
nao ae pergunta qual a epiaise psltttc da> apsa
aprsenla urna obra digna de adaatrseaa : sssa
procurara apreciar o que ae lites eaarsce vate,
e nao seno a exhibigo de amestros, e, se as-
sim nao fesse, tantos nao se na a s srsacles
que tem figurado am todas sea as esteeeteMs ka-
vidas em Fraoca e em outroe estad oe. a Seele
multo team aido abandoeadee. pasjaaals s a-
gricultura e a industria preemae de isseeded*
de acgo, e a politica, qualquer que tosas tas car,
nio faria mais do que oppor-lsaa eaaeMrsces,
por consequencia eoisrpecer-lkes a acepsw
Se o Brasil, qae apenas canta tros
meio de descoberta e por fitas <
com ser colonia da Portugal,
competir com signas estada*
origem ee perde entre as desas amasas i
oteiros scalos; se eUe ske tem aiada
expor de prodaotoe agriceUe isdsttriass i
la esses estados, nao sem par qaa falte talen-
to aos Brasiletfos, nem porque
flaamsa oora a gloria, ea a
A morte do Sr. teneute-coroael Floren-
cio Jos Carneiro Monteiro.
Hontem s 8 horas da noile o ffo teseoie-co-
reoel Floreseio Jos Caroairo Monteiro, se des-
ear ea escasas do astado do Sr. Jos Msraa
Lepes, na ra do Imperador, a coapanhta de
una de suas filhas, foi accoataetlido de urna ap-
poplexia felminaote.ou, segando outros, de urna
oeogesto pulmonar, de que auceumbioiatmedia-
t ament.
O sen cadver conduzido par paroetes e ami-
gas, foi epoaitaoa a vf*eja da Conceicao dse
Militaros, d'oade, denote dejetebradaeae exequias,
e prosudas as (tosidas haaras milttaroe pr m
ferentee ao progresso ; mes, se
netrarea da importancia ds taesteie as tto*t>
ter lagar aa aavembra, ais pea
nella podero figurar, e entro
alguns que serio digna* de ltesete, ato
raga o mesmo as exposiges da Europa.
Se aa Earops os perseverantes sstsdss lesa
conseguido que agriealtata a tadaatna ca-
guem o elevado grio
isto devido som s ierras os sis ai
aeu estados mais istelligeocia e eg
oe BrsaUaroa, aaa s dsrrsasr Daas
gas mais largamente sotos sqaailas i
estes. Oe resultados stoadas
versee causas, eotrs as quaee ss i
tantee auxilios qae Ibes pea
governse, e, digsata oa ~
metter-se e politica ea tsda,
tre nos; adavia, ss a Bratol
trar a conearrescia >
seroso de medel, tacqsa
o eatarcae a seus r
euadodoa, tasto qosato
tea solo permitle api
aeffrerie coocurreneia a i
vantagem de qse aao|
pera oca de aaa tato |
poscae asaos a ae s



tUMKIO D* f lUbUBUGO.
QARTA FKIaU 18

1M1.
Lotsute* qMtKWTfr quasl tedas RO-
TOS, nao foi a Icglalerra que mais sobreaahiu ;
mas sim a Fraqa, a, quem ella, sem dize-lo.
offereceu betalha, porqasoto 9731 eram ui ex-
positores ioglezee, e 1760 os franeeze, entreten -
(0 aqqellea.sliveraa 79 grandes modal has, 1265
da "2* classe a 2089 mensos honorficas, atoa
tiveram oTgrandes medalhas, 622 de 2* classe
e 1050 msnsoes horificsj; o que, comparando-se
o oamaro- de expositores de uns coa o de outro*
e M recoapeaus oaaedidee, dea victoria a
Frang.
O egosmo, a que tem cegado a sociedade J*o Joaquim Pageis.
brsefleira, e a desferenc>, que^latra1 saVeatrsa do Clemeprt>*}jr*ussooy.
desaoimo que reina nesla provincia e ea utras
do Brasil ; m*s>queixemo-oas donde mesaio. e
fagamos que todos se compenetren! da importan-
cia de productos agrcolas e industriaos : e, coo-
corrende ead um com seus esforcos-, safar palo
meaos a que estivos a nasas alcaoc*. a arrtgaaa,
i vista da boa vontade, culpara os habitante*
desta provincia e das que lbe sao liaiitrophes ou
lhe ficam prximas por causa da indiffereoQa ; e
quaodo raesroo a aolica queira intervir nessa
fasta da agricultura a da ud usina, o cencurso
de todos mostrar de que lado poltico est o
maior numero de ntelligsotes e esforzados agri-
cultores, artistas, ate. a>
Coa a exabif de seas prodnetos ala per-
dem os expositores-: esses produoto, dopois de
terera figurado a attrsbido a alteoglo e admira-
gao dos visitantes, serio restituidos cam toda a
pontualidade seus proprietarios ; excepta se
estes quizeren veodd-los ao governo, quaodo
paregam dignos de ssr comprados, ou coaita-Ios
a commisso directora para que sejam por ella
remettidos para a corte, afim de Bgurarem ahi
na exposieio zembro, ou na universal de Londres em o anuo
prximo, se o govrrno julga-lo preciso ; mas,
mesmo neste ultimo case, os respectivos proprie-
tarios nao peadere o* direito a esses productos
que lhes sero. restituidos. Essa exposigao nao
s excitara o desdo e concurso as que se se-
guirem, seno proporcionar meios da aprecia**
<;ao aos visitantes, e por certo estes ou procura-
Sirva, pois; de IfrJUve V.S. eteeineew aa-
nifaatacio de sentimento que lhe dirigem os abai-
xe* assignados. e a expresso de ua voto sincero
pe sua elicidade. 'taltfl *
Araeity.Sde setembro de 1861.
Reehare+ Miguel Joaquim-de Mlranda-Castro.
I>r. Josa-Liberato Barroso.
Vicente Gurge! do Amaral.
Horacio Francisco Ramos
Joo Francisco Caro eir Monteiro.
Jos Victorioe da Costa.
Porfirio Sargia de Saboia.
Sebastian Piolo Pereira.
Raymundo Francisco Raaos.
Beato Jota dt Fooseca o Silva.
\nIonio Pereira da Gama.
Jos Ferreira da Silva.
Aureliano de Paula Martins.
Alevandre Corris de S.
R. Antaaes de Oliveira.
Padre Tito Jos de Castre Silva e Mello.
Antonio Andr da Costa Carvalho.
Bonifacio Francisco da Rocha.
I. F. B.
Jos Feixeira Castro.
Manoel Jos Pereira Pachaco.
Jos Alexaodre Pereira.
Jos Francisco de Oliveira.
Joaquim de Lemos Ferreira.
Antonio Facanha.
Francisco Xavier de Carvalbo.
Antonio Candido A. de Oliveira.
Joaquim Antunes de Oliveira.
Antonio Emygdio Pereira Faganha.
Jos Fernandes Roses.
Hyppollo Cassiaoe Ribero.
Eduardo Goncelves Valeale.
Joaquim da Sil? Rotlia.
Joao Francisco Sampaio.
Antonio Francisco Pioheiro.
Jos Augusto Garaje! do Amaral.
Jos Fraieisoo Ramoso.
Delphioo Gurgel do Amaral.
Jos Jaiquia Bezerra.

rao chegar ao resultados obtides palos expsito- \ I*'o Cassano Pamplona.
res, ou, precisando de abastecer-se de productos
similhantes,. preferirlo aquellas que lhes houve
rem parecido melhores. Assim, pois, a cada um,
que sobresahir, cabera gloria e lucr primario, a
islo nao pouco.
RecooneGemos que o prazo lixado pelo governo
nao suOicieote, principalmente tratan do-se de
urna primeira exposico, para que um grande
numero de pessoas concorra com seus productos ;
mas, se disto rasultar, amo se recis, que nessa
exposigao nao ngoceev aotos prodQtequeutos
poderiam figurar, se maior fosse o prazo, carre-
jar as culpas quem para esse resultado houver
concorrido, e servir este de ligio para as expo-
sigdes que se seguirem. Nao someate o curto
prazo que podar dar-atusa exiguidade dos pro-
ductos expestos: a quanlia, mais do que mesqui-
nha, consignada peto governo para as despezas
necesssrias, nao influir pouco ; mas, nao teodo
para islo oradito velado pelas cameras legislati-
vas, tuteado com as difficuidades que acarreta
o graode dficit, e ouvindo gritar por economa
em toda a parte, que poderia fazer o governo?
Se em tudo se proosesse do mesmo modo ;
se os admiaistrages, ^n tem tido o imperio, se
limiassem eo que lhes permittiam suas reodas,
e as nao excedessem sem considerar asa futuras
e inevilaveis difficuidades, nao se veria hoje o
governo reduzido apuros, e psra as despezas
de urda primeira exposigao na provincia de Per-
nambuco nao consignara apenas a quantia de
um cont de reis, e mesmo assim sem crdito
para fazlo !
Esforco, e nada desse acsohamento que expe-
rimenta todo aquello que expoe pela primeira
rez. Que importa que urna obra nao de todos
os resoltados que dlla se esperavam, se essa
jbYa pro va de um grande esforgo, e atiesta
orna elevada intelligencia e concepgio de subido
alcance ? O Great-Western nao deixou de attra-
hir a admirago, embora se nao conseguisse tor-
na-lo apto para as viagens alravs do Ataotico :
o tunelde Londres, que passa per'baixo do Ta-
misa, nao deixa de ser empresa colossal, embora
os lucros nao correspondam ao juro do diaheiro
absorvido pelas despezas a qae ella deu lugar;
e porque o cabo submariaho, que poz em com-
municagio a Europa com a America, nao foi
seguido dos resoltados espetados em consequen-
ci Jo sa teram rompido alguna de seus flos coa-
ductores, oao cessBram os esforgos para que se
emprehenda estabeleeer outros cabos. Quem
comparar o que era em principio a impreesi
com o que se tem conseguido ; quem seguir os
propressos do vapor e da electricidade desde
seus primeirosensaios at hoje, nao poder dei-
xar de admirar-ae do esforgos empregados ; en-
treunto esses resultados so tea sido seguidos
forga de constante perseveranqa e de grandes es-
tudos, bascados todos sobre eosaios. Mas, parque
Gultemberg nao foi logo um Didot; porque Papio
nao cooseguio o que j se tem conseguido ; por-
que Galvani engaoou-se apreciando as contrac-
ges musculares das rans que elle submeltia a
suis experiencias, e Volta nao chegou aos resul-
tados que por meio da sua descoberta tem sido
alcancados, oao se segu que os noraea deUut-
temberg, de Papio, de Galvaoi e de Volta nao se
vejam ornados de gloriosa aureola, e esses gran-
des homens nao sejam dignos de admirago pelos
immensos servlcos prestados humaoidade. Que
importa que Galileo se visse perseguido pela in-
quisigo e corte de Roma, o fosse oodemnado
por um decreto de tele cardejes prisao, sendo
obrigado durante tres annos a recitar em cada
semana os sete psalmos da penitencia, e a decla-
rar de joelhos e com as mos sobre os Evaoge-
lhos que a crenga de que a trra rodava era urna
heresia, se hoje todos lhe dio razo? Quem po-
deria prever em 1829 que a descoberta de Da-
guerre levara a reproducgao dos objectos ao que
tem chegado ?
Assim, pois, coragem e esforgo. Exponha ca-
da um o que poder : lempo vira em que a expo-
sigao de Pernambuco merecer meogo honrosa
entre as exposiges do mundo.
Publicacoes a pedido.
Com a chegada do Iguarass, soubemos que
j nao era seu commandaote o digno Sr. Joaquim
Alvos Moreira.
Foi nesia cidade recebida esta noticia com moi-
ta desagrado ; porque todos quintos tiobam a
ventura de communicir ao Sr. Moreira, sabiam
apreciar suas ptimas qualidades, e votavam-lhe
siDcera sympathia ; e depois conhecem a falta
que vai fazer este digno commandante oa carrei-
ra do norte, pela boadade e delicadeza com que
tratava a todos os seus passageiros.
Consta-oos que o Sr. Moreira se despedir do
commando do Iguarass porque reconheceu que
nio devia continuar em um lugar em que era
desapreciado pelo gerente da companhia o Sr.
Borges, nuo lbe tula a uiais injusta ogerlsa 1
Desta sorte fugio de suas iras.
Deploramos este aconteeimento, tanto pelo im-
merecido desaprego do Sr. gerente ao digno com-
mandsote, cmo pela sua sentida retirada do
Iguarasi.
Temos a notar que um mo destino persegae a
Companhia Pemambucana desdo o seu nasci-
meoto ; e prevemos que com lio mios auspicios
nao pode ella de certo ter um prospero Ora, como
-era para desejar.
(Do peridico raealy de 4 do correte.)
Illa. Sr. Joaquim Alies Moreira. Acaba de
hogar esta cidade a noticia de haver deixado
V. S. o commando do vapor Iguarass, da Com-
panhia Pernambocana de Navegagio Costeira :
esta noticia nao podia deixar de sorprender aes
abaixo assignodos, que tem por diversas vezes
apreciado o zelo, com que V. S. protega os iote-
ressea da companhia, e as cobres qoalidades qua
o recummeoam a eatima a consideragao de que
V. S. se torna merecedor.
Quaesquer que sejam as razes, pelas quaes
techa sido o vapor lguaratt privado de seu dig-
no commandaote, os abaixo assignados eslao
mfeitaaeote convencidos de que ellas foram
mais urna occasio em que se revalou o eleva-
do carcter de V. S., para quem a probidade e
delicadeza tea sida sempre a norma de conducta
que este eocommodo que hoje soffre V. S., nao
e mais do que urna desssa mullas pravas porque
tea de pasear oa vida o horneas honesto.
Mu tos das abaixo assignados tiveram a fortuna
de apreciar a bordo do vapor Igaarau as ma-
neiras delicadas e atteociesas, coa qua V. A. tra-
tava a toos os seus passageiros, a a solictude
com'que desempenhava as suas importantes obri-
agoes ; e outros, firmados nesets infeimages
fldedignse e desioteressadas, tiveram a fortuna
de contemplar a ?. S., como um bello carcter
que ornamenta a sua classe.
Joo Antonio Nepomoceno.
Jos Ignacio Picio Pereira.
Joo dos Santos Boettes.
Antonio da Silva Leite.
Jos Carlos da Costa Nogueira.
Joao Baplista Viola Lima.
Alysio Luiz Pereira da Silva.
AlexBQdrtoo IUymuado de(Carvalho.
Silvestre Ferreira Caminha.
Domingos Rodrigues de Soua Msgalhes.
Silvestre Ferreira dos Sanio*.
Jos Ferreira- Caminha.
Francisco Farrefra Gomes de Vara.
Jos Joaquim Ales da Silva.
Thomaz Aquino da Carvalho.
Coriolaao Francisco Ramos.
Manoel Jos Martios.
." g=
Hort.

II I
S 5
kthmosphera
C4
en
JS-
f Dvr$odo*.
ortait t.
i
DnfM$. o
l'S
lil
S
s
2
2 J IFaarsnasit.
I ______
00
Ka
en
s ss
I
* o I
-> m i
Cmttgrao.
S S ^
3
3
aatrico.
3
.5. 2
til
*4 >4
s s
I
Franctx.
8 i S.-*
o M *t W
nglei.
A noile clara, vento E fresco a assim ama-
nheceu.
CILAgAO D HAR.
Preamar as 3 b. 54' da tarde, altura 6,6 p.
Baixamar as 9 h 40' da manha, altura 0,8 p.
Observatorio do arsenal de maana, 17 de
setembro de 1861.
Romano Stbpple, 0
1' tenente.
Edita es.
OMMERIO.
Praca do Recite l&de
setembro de 1861.
\s cuatro lloras- da tarde.
Cotaeoes da jaita de corretores.
Fretes:
Deste Gibraltar para ordena 42[6 e5 0[0 por
tonelada de assucar.
Do Hacei a Liverpool20{ o 5 0[0 por. tonel-
la da de assucar, 1 [2 d. e 5 0|0 por libra de al-
godSo.
Dia 17.
Parante a cmara municipal desta cidade
estarle em pregan aos dits 1, 46 e 30 do cor-
rete mez, para aerem arrematados por quem
mais der por lempo de um ano, os seguintes
impostos qae faxem parle do patrimonio das ren-
das.da mesma amara : afsrigao, por 640j, im-
posto dos 300 rs. sobre cabega de gado vaceum
l., alnguel das casiobas da rrbeira 9393O0,mas-
cates e boceteiras por 3SJ500. os 80 rs. por car-
ga de farioha e l#gumes a 129169,' casa no pateo
da (torpe Saeta 801. rtpeso do agoague 12gz00,
impostos dos cocos 5059,gado suipo 85300,100 rs.
por cabeca de gado recolhidd no carral Il0200,
gado ovelhum 43100, dizimo de ctpim de planta
6008; os prelendenles podem comparecer no
pagodas sessoes da mesma cmara coa referidos
dias, munidos de fiadores habilitados na forma
da le, para poderem langar, aem o qae nao po-
dero ser admitlidos a faze-lo.
Pago da cmara municipal' de Olinda em ses-
sao ordinaria de 12 de setembro de 1861.
Christovo Pereira Pinto, .
Presidente.
Camillo da Silveira Borges Tavora Indgena,
Secretavio.
Cambios :
Londres 3[4 d.
por 1900 90 d.
Sobre
vista.
Desconlos :
9, 10 e 11 QiO ao anno.
Leal Sevepresidente.
Frederico Guimaraessecretario.
Caixa Filial do Banco.
EM 17 DB SETEMBRO DE 1861.
A caixa desconta as letras de maior prazo de 4
at 6 aezes a 10 */0 aa aneo-, e as de 4 meces a
91 %i e ^omi diuheiro ao premio de 7 "/,.
novoIanco '
DE
Pernambuco.
Secretaria, do governo- de Pernambuco 11 de
setembro de 1861.
Pela secretaria do governo se fax publico, para
coobecimeoto de quem ioteressar possa, que se
acham em concurso osdous offlcios de partidores
do termo do Po-d'Alho creados pela lei provin-
cial n. 504 de 29)de mato deste anuo, aecumu-
lacdo um as fuocgdes de contador e o outro as
de distribuidor, afim de que oa pretendentes apre-
sentem os seua requerimenlos instruidos na for-
ma do decreto n. 817 de 30 de agosto de 1851 e
aviso Bt 252 de 30 de dezembro do 1854.
Antonio Leite de Pinlio.
* Sendo expressamente prohibido pelo regu-
lameoto aos empregados receber emolumentos,
bragagens, esportnla ou outro qalquer venci-
meolo nio antorlsado pela leglslacao em vigor :
o Sr. inspector da alfandega far sa6er aos consig-
natarios e mestres de embarcages, que elles nao
sao obrigad )s a dar gratificagoes aos efficiaes de
descarga e outros, por servigos que devem pres-
tar gratuitamente. B porque muito importa que
semefbaote pratica abusiva e contraria a lei aeja
refreada, sean iateirameate cohibida, o mesmo
Sr. inspector recommenda a todos os interessa-
im 4uc o Uatenhaa de dar gratificages aos
empregados, trazenoo ao seu connecimenlo qual-
quer irregularidade, vexame ou exigencia indivi-
da -que soffrerea, proveniente de recusa de tses
gratificages de sua parte, certos de qus elle se
aprestar de punir com todo o rigor da le aquel-
los empregados que nessas faltas incorrerem.
Alfandega de Pernambuco 12 de setembro de
1861. escripturaro,
Godofredo Henriqaes de Miranda.
O Illm. Sr. inspexJlor da thesourarla pro-
vincial, em cumpriqelo da ordera do Exm. Sr.
presideote da provincia de 14 do crrante, man-
da fazer publico que at o dia 17 de outubro pto-
Xlmo-'vtTrdoHre estar a berta a concurrencia para
a contrato da coHocacio de earris de ferro deno-
minadostnlhos urbanosa partir desta cidade
at a povoagao dos Apipucos. O contrato aera
feite noa termas da le prortocial n. M8 de 91 de
junho do eorrente anno.
E pan censtar se maadou afilar o prstate a
publicar pelo Diario.
Secretaria da taesouraiia provincial de Ber
nambaco 17 de setembro de 181.a secTerarhr,
A. P. d'AnnuDciago.
Pela secretaria da- cmara manieipaldrJ Be-
cife se declara que no dia 90 do cerrante ira
oovameote i praga os seguintes impostos, que
anda esli por arrematar :
Imposto de 500 rr. pef cabega de gado 16:530g000
dem da maseases e boceteiras 9031000
dem de 40 rs. por pe de coqueiro 3469000
Nao haveodo quem apparega para licitar na
primeira dos imposto, ssr elle cobrado por ad-
mioistraga.
Secretaria da cmara municipal do Becife 17
de setembro do 1861.O official-maior servindo
de secretario, Francisco Canuto da Boeviagem.
Declara^es.
EM 17 DE SETEMBRO DE 1861.
O banco desconta na presente semana a
ao anno at o prazo de 4 mezes e a 10 /
V
at o
de 6 mezes, e toma diaheiro em coalas correales
simples e com jucos pelo premio e prazo que se
ronvenrin nar
convenci nar.
Novo Banco de Pernambuco,
O banco paga o 7* dividendo de 12$
por accao, relativo ao semestre findo
em 31 de agosto prximo passado.
4v I laudega,
Rend ment do dial a 16. .
dam do dia 17......
250:3981381
20.190364
270:588*745
Movlmeuto da alfaudega.
Voluraes entradoscomfazendas..
t com gneros..
Volamos sabidos com fazendaa.. 79
a com gneros.. 75
------147
Descarregam hoje 18 de setembro.
Brigue brasileiroHenriquemarcadorias.
Brigue brasileiroVelozdiversos gneros.
Polaca hespanholaIodiacarne de charque.
Escuna hanoversnaJupterdem.
Brigue ioglezDantebacalho.
Ex portar o.
Dia 16 de setembro.
Barca pottugueza Flor de S. Simio, para o
Porto, carregaram :
Joaquim Jos Rodrigues & C, 30 barricas com
924 arrobas e 8 libras de assucar.
Carvalho Nogueira & C., 80 couros com 2,240
libras.
Barca portugueza Santa Clara, para Lisboa,
carregaram :
Joaquim L. A. Vtanna, 1,000 couros com
32,398 libras.
Brigue portuguez Relmpago, para Lisboa,
carregaram:
Thomaz da Aquino Fooseca, 90 pipas com 3,680
caoadas de agurdente.
Brigue portuguez Florinda, para Lisboa, car-
regaram :
Prente Viaoua & C, 58 saceos com 186 arro-
bas e 16 libraa de gomma.
Amorim Irmos, 600 saceos com 3,000 arrobas
da assucar.
Barca ioglexa Sitltan, para Liverpool, carre-
garam :
N. O. Bieber 4 C., 2,800 saceos com 14,000
arrobas de assucar.
Hecebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco.
Rendimentodo dial a 16. 15:3785459
dem do dia 17. ..... ; 2:00$866
Consalado provincial.
Rendimento do dia 1 a 16. 27:476*123
dem do dia 17. ..... 804*932
MoTimento do porto.
JVapio entrado no dia 17.
Terra Nova 44 dias, brigue inglez Dante, de
166 toneladas, capile John Glass, equipagem
8, carga 235 barrita com bacalhio ; a Johns-
too Pater & C.
*io8 takiot o mesmo dia
AracatvHiato nacional Viitta, capio Francis-
co Felii Nogueira, carga dv*reates geaeros.
Ltverpool Patacho ngtez IPaedwrrar, capitao
E. W. Pawell, carga aseoaar e aifedao.
O Illm. 9r. Inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimeoto da ordem do Ezm. Sr.
presidente de 4 do correle, manila fazer publico
que no dia 26 do mesmo, perante junta da
fazenda d mesma thesouraria se ha de arrema-
tar, quem por menos fizer, a obra da urna
bomba* qua tem d ser construida no engenbo
Pauliata na estrada do norte, avallada em
935*000 rie. rr .. .
A arremataco ser feita na forma da le pro-
viacial n. 343 de 15 de maio de 1854, e sob
asclausulasespeciaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a essa airema-
tacao comparegam na saladas sessoes da mesma
jonta, nodii cima mencionado, pelo meio dia
e competentemenle habilitadas.
E para cooatar se maadou affixar o presente
a publicar pele Diario. # .
Secretaria da thesoursria provincial de Per-
nambuco, 6 de setembro de 1861.O secretaria,
A. F. d Annunciacao.
Clausulas especiaes para arremataco.
1.* A obra cima principiar quinze dias
depois da arrematarlo, e concluir-se-ha no praao
de dous mezes.
2.a Sero allendidas pelo arrematante todas aa
observaces eitas peto engenheiro, tendenlea a
boa execuQo da obra, desmanchando o mesmo
arrematante a parte da mesma reconhecida nao
feila seguodo as prescripces do orcamento e
bem assim sugeitando-se a tudo mais que se
acha disposto na lei n. 286 sobre arrema-
tares.
3.* Nao empregar material algum sem previo
exime e approvaQo do engenheiro.
4.a O pagamento ser feito em urna s presta-
cao paga no Bm da obra, urna vez recouhecido
pelo engenheiro achar-se essa era plena confor-
midade com o or$amenlo, e com a seguranca
requerida.
5.a Nao ser atteodida em tempo algum qual-
quer reclamacao por parte da arrematante ten-
dente a exigencia de indemuisaco seja qual for
a causs que para tal fim allegue.
Cooforme.A. F. da Annunciago.
__O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimeoto da resolucio da juota de
fazenda, manda fazer publico, qne no dia 3 de
outubro proximd vindooro, vainovamente pra-
ca para ser arrematado a quem maior preco offe-
recer, o rendimento dos impostos de quatro e
oito por cento, creados pelos 16el7doart.
40 da lei provincial numero 510, nos municipios
seguidles :
Bonito.
Garanhuns.
Flores.
Boa-Viata.
Brejo e Cimbres.
A arremataco ser feita por tempo de dous
annos, a contar do 1* de junho do corrate anno
30 de junho de 1881.
E para constar se mando* afilar o presente o
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
17:381)325 namhuco 2 de setembro de 1861. O secretario,
A. F. d*Annunciaco.
O Dr. Francisco de Araujo Barros, cavalleiro da
imperial ordem da Rosa e juiz municipal da 2a
vara do termo do Recife, per S. 11. o Impera-
dor, que Deus guarde ate.
Face saber que pete Di. Bernardo Machado da
Costa Doria,, juiz de direito da Ia vara criminal
da comarca, me foi eemauaicado lar adiado a
abertura da 4* sessio do jury deste termo para o
dia 7de outubro prximo viodouro petas 10 ho-
ras da manhaa, pea eeim exigir o aervico pu-
blico.
E para que chegue aa conheciaaenlo de todos
os intereasados, maodei passar o presente, qne
ser publicad peta imprensa, e axado nos lu-
gares mais pblicos.
Recife 16 de setembro de 1881. Eu Joaquim
Fraaetso de Psata Esteres Clemente, escriv-ee
aabacrevi.
Eranciaco de Araejo Barro.
Santa casa de misericordia do
Recife.
A Illm." junta administrativa da sania casado
misericordia do Recife manda faaer publico que
ao dia 19 do correnta, pela4 horas da tarde, na
sala de suas sessoes, irao praca para serera ar-
rematadas a quem mais der as reodas das casas
o. 4 da raa de Santa Thereza, 39 da ra da Cal-
cada, 49 do Padre Fioriano. e 8 do boceo do
Quisbr da freguezia da Boa-Vista, pelo lempo
qua decoerer da da da arrematarlo a 30 de ju
nho de 1863. Os pretendentes devem.comparecer
no lugar, dia e horas aprazadas, aeompanhados
de seua fiadores, ou munidos de cartas destes.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recite 12 de setembro de 1861.
F. A. Civalcanti Cousseiro,
Escrivao.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo para fornecimento
do arsenal de guerra tem de comprar os objectos
seguintes :
Para a escola de primeiras lettras.
66 cartas de a b c.
4 caoiveles finos.
16 colleccoede traslados. ,
16 compendios de arithmetca.
16 compendios de doulrina christs.
16 compendios de grammatica portuguesa.
. 16 compendios de geometra pratica.
16 exemplares de Simo deNanlua.
26 paulas sortidas.
4 resmas de papel almajo d'agua.
300 peonas de ganco.
3 duzias da lapis finos.
10 jogos de tinteiros com vaso de vidro.
30 pedras de lousa.
100 lapis para pedra.
Para a ofBcina de carpas.
80 cabros.
1 arroba de cola da Babia.
Meia arroba de colla franceza.
6 compagos pequeos sorlidos.
4 compaQos grandes.
8 martellos sorlidos.
enchams iogtbzes.
70 pares de dobradii;as pequeas.
7000 pregos caibraes.
7000 pregos ripaes.
Para a ofHcioa de ferri'ro.
2 tornos grandes de bancada.
4 duzias de limas chatas de 4 a 15 pollegadas.
2 duzias de limas meia cana sortidas.
2 duzias de limas triangulas sortidas.
2 duzias de ditas muito pequeas.
2 duzias de limas murgas chalas de 5 a 12 pol-
legada. *
2 duzias de limas murgas meia cana sortidas.
2 duzias de limas murcas triangulas sortidas.
2 duzias de lima toes sorlidos de 3 a 5 polle-
gadas.
8 leoces de ferro em faiha
3 quintaes de ferro da Suissa sorlido.
48 libras de ac.o de Milito.
Para o ofBcina de tanoeir.
40 libras de arcos para pipas.
2 arrobas de arcos para barris.
1 arroba^ de arcos para ancoretas.
600 eraros e ferro para barris.
Para a oBlcioa de fuoleiro.
1 caixa de folha de flaodredobrada.
Para a officiaa de pedreiro.
24 brochas de caiar.
200 pegas de cordas de embira para andsime.
8 martellos:
Para o servico sgricola.
200 enchadas do Porto.
25 fauces
12 meeba'dos.
30 poitas da embira de jangada.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas em carte fechada, aa secretaria do
conselho, s 10 horas da manha do dia 20 do
correte mez.
Sala daa sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 14 de
setembro do 1861.
enlo losi Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
28:371*055
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes:
Para o corpo de guarnigo desta provincia e com-
panhia de cavallaria.
805 corados de panno azul.
115 covados e 3(4 de panno prelo.
24 covados e 1|2 de casemira encarnada.
1510 varis de brim branco.
1157 1|2 varas de algoduzinho.
2254 botdes grandes de metal amarello lisos.
1449 botdes pequeos de metal amarello lisos.
42 grosas de botes prelos de osso.
161 pares de clcheles pretos.
141 booets.
463 esleirs.
8 bandas de la.
Companhia de cavallaria.
355 covados de panno azul.
10 covados e 3(8 de casemira eocaroads.
888 1|2 varas de brim branco.
482 1|2 varas de algodoziaho.
994 botes grandes de metal amarello com a
letra R.
568 botes pequeos de metal amarello com a
letra R.
4 grosas de botes prelos de osso.
71 pares de colchetes.
71 booets.
193 pares de luvas.
193 esleirs.
Para prpvlmento dos armazens do almoxarifado
do arsenal de guerra.
12 costados de pao carga.
12 costadiohos de pao carga.
10 arrobas de oleo de liuhaga.
5 arrobas de rozo trra.
5 arrobas de er.
10 arrobas de colla da Baha.
5 arrobas da ocre.
6 arrobas de lato em lengol.
Quem quizer vender taes objectos, aprsente u
suas propostas em carta fachada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manba do dia 23do
correte mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 16 do
setembro de 1861.
Santo Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaqium Pereira Lobo,
Coronel vegal secretario interino.
Por esta subdelegada ae faz publico que se
acha em deposito urna cabra (bicho) que boje foi
temada a Miguel Verissimo de Mello, no acto de
estar loriando, o qual foi preso em flagrante o ae
acha recolhido casa de deteoco, oem s por
este furto como de ua cavallo qae tambera est
depositado, tendo este dado j destino a done
peros o urna viola, qua tambem furlou ; assim
quem sejulgsr com direito a cabra e cavallo,
comprela, qae prarvaado, lhe ser entregue.
Subdelegada dos Afogados 16 de seteabro de
1861.-0 subdelegado.
Jos Francisco Caraeiro Moateiro.
Consetflt adraiiistrati y.
O conseibo administrativo para fornecimento
do arsenal de guerra lea de comprar os objettos
seguintes:
Para provlmenro dos armazens do almoxarifado
do arsenal de guerra.
2 arrobas de rame de ferro.
10 duzias da taboas de pinho de 3/4 de gros-
sura.
5 duzias de ditas de pinho de forro.
50 arrobas de cabo velho de linho.
10 arrobas do dito de linho branco com 1 pol-
legada e 1(1 de grossura.
5 arrobas de er.
10 enehams de 21 palmos de comprimento de
5 s 6 pollegadas de grossura.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
de conselho, e 10 horas da manha do dia 18 do
torrente mez.
Sala daa sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do axaensl de guerra, 11 de
setembro de 1861.
Bento Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario iuterino.
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico- aos devedores de impostos de decima ur-
bana, de 4 e 12 por cento sobre diversos estabe-
lecmentos, de 50$ sobre casas de modas, perfu-
maras, e chapeos eatrangeiros, e finalmente o
imposto sobre carros, carrosas, mnibus, e ve-
hculos Dertencentes ao anno financeiro Ando de
1860 a 1861, que no ultimo de setembro corren-
te fioda-se o prazo para o pagameoto de seas
dbitos. Picando sujeitos os que oao pagarem, a
aerem remettidoa para o juizo dos feitos dafa-
zeoda.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco,
2 do setembro de 1861.Theodoro Mtchado Frei-
r Pereira da Sjlva.
Conselho de compras navaes.
Teodo-ae de fazer, sob aa condigea j conde-
cidas, em 2J e 25 do correnta mez, os contratos
absizo declarados, por tempo de 3 mezes, lindos
em dezembro prximo, manda o conselho convi-
dar aos preteudeoics apresentarem as suaapro-
postas nesses dias s 11 hora* da manha.
No dia 21.
Do fornecimento de vveres, e outros objectos
de consumo, para os navios da armada, o esta-
belecimenlos de marioha, sendo arroz do Mara-
nho, azeite doce de Lisboa, agurdente de vate
graos, assucar branco grosso, bacalho, bolacha,
Carne secca, caf em grao, carnauba em vellas,
carne verde, esngica ou milho pilado, farioha de
mandioca, feijo, mooleiga franceza, mate, pi,
sabo, toucioho de Lisboa, viuagre de dito e vel-
las stearinbs.
Dito de dietas, para os doenies daa enfermaras
de marinha e dos Africanos, assim como dos na-
vios, compostas da ararula, aletria, assucar bran-
co refinado, bolschinha, cevadioh', cha, galli-
nhas, maatega ingleza, tapioca e vinho de Lis-
boa.
E dito da aateriaes, para as obras a cargo do
arsenal de marinha, sendo cemento branco de
Bolooha, cal preta, dita branca, pedras de alve-
naria e de cantara, brutas, e lijlo de alvenaria.
No dia 25
Dito psra a companhia de apreodizes artiflcea,
de bonetes do uniforme, leoc.08 de seda preta,
frdelas de panno azul, blusas de algodo da
mesma car, bonetes para o aervico, sapatos, ca-
misas de algodozinho branco, saceos, colxes e
travesseiros de linho cheios de palha, leocoes de
algodozinho branco, fronhas de dito, colxes de
algodo, e cobertores de la.
Dito para os impenaes marinheiros e apreodi-
zes de dito, de bonetes de panno, camisas e cai-
gas de brim branco, camisas e caigas de algodo
azul, lencos de seda preta, (ardas e caigas de
panno azul, sapatos e saceos.
Dito para os fuzileiros navaes, de bonetes de
chapa com palla, fardas e caigas de panno azul,
fardetas, caigas e camisas de brim branco, gr-
valas de couro, polainas de panno prelo e sapa-
tos.
E dito para a lavagem de roupa da maruja do
arsenal, pragas da companhia de apreodizes ar-
tfices, e das enfermaras de marinha e dos Afri-
canos.
Aa propostas convindo qae declarem os nomes
dos fiadores, e referirem-se a um s6 fornecimen-
to, inda o pretndante propondo-se a mais ou-
tros, assim como seren entregues em cartas fe-
chadas.
Sala do conselho de compras navaes, em 17 de
setembro de 1861.
O secretario,
Alexaodre Rodrigue dos Aojos.
Inspecco do arsenal de ma-
rinha.
Faz-selpublico que a commisso de peritos des-
te arsenal examinando na forma determinada no
regulamento bailando com o decreto n. 1324 de
5 de fevereiro de 1852, o casco, machinas, cal-
deiras, apparelho, mastreago, veame, amarras,
o ancoras, do vapor Persinunga, da companhia
Pemambucana de navegago costeira, achou to-
dos esses objectos em regular estado.
Inspeccan do arsenal de marinha de Pernam-
buco em 17 de setembro de 1861.
Joo Baplista de Oliveira Guimaraes.
Capitao de fragata servindo de inspector.
Por esta subdelegada ae faz sciente que foi
recolhido a casa de detengan o crioulo Googalo,
o qual vicha oa terceira elasse do vapor oo dia
sabbado 14 do correte, e saltando na estago
desta regueza e nao apresentando o competen-
te bilhele ao encarregado da mesma estago. fez
com que dito preto viesse a minha presenga se-
gundo as ordeos que tem de seu chefe, e inda-
gando eu do mencionado crioulo qual o motivo
de nao trazer seu bilbele, este declarou que por
falta de dioheiro, dando lugar a ae tornar sus-
peito, declarando elle que era escravo de Fran-
cisco Eleno, morador no engeoho Orizonte co-
marca do Rio Formse. Quem se julgar com di-
reito comparec neste uizo munido de seus t-
tulos que provando lhe ser entregue.
Subdelegada dos Afilelos 15 de setembro de
1861.O subdelegado, Jos Francisco Carneiro
Monteiro.
Por esta subdelegada se faz sciente que no
dia sabbado 14 do corrate, foi preso ao lugar do
Barro Vermelho, o crioulo Manoel, com idade
de 12 annos pouco mais ou menos, que diz ser
escravo de Basto de tal, morador na Escadae que
ella tinha fgido por seduccao do dous horneas
moradores oo mesmo lugar. Quem se julgar com
direito comparega oeste juizo munido de seus ti-
tules que provando lhe ser entregue.
Subdelegada dos Afogados 15 de setembro de
1861.O subdelegado, Jos Francisco Carneiro
Monteiro.
Por esta aubdelegacia se faz sciente que se
acha depositado um cavallo russo pedrez. velho,
magro, que foi adiado no sitio da fazeoda, lu-
gar da Imbiribeira, o qual eslranho no lugar o
demonstra ser furtado e all posto oceulto, por
ser lugar ermo ; quem se julgar com direito com-
parega que provando lhe ser entregue.
Subdelegada dos Afogados 15 de setembro de
1861.O subdelegado, Jos Francisco Carneiro
Moateiro.
ov
Os apuros dura estifate.
CoaaeetiWS
Avisos martimos.
Para o Rio de Ja-
neiro
Pretendo seguir ca maita brovidsde a
\h!"uif0Vt*trtkur' p,r* Mto de carga ira.
lhe falta trata-aa coa oa aeaa eeanaltatia*
Lisboa e Porlo,
a barca Flor de S. Simio, vai sabir rtestaa,
por j ter quaai promptj a sea unccii
recebe anda alguma carga para a nwi
e passageiros, pava es quera ten esarilaate
coramodes r a tratar com Carvalho. fteeaein A
C. na ra do Vigario n. 9. priaetre andarT^
Rio Graode elssi
vaiaahir por estes oito dias a bareaca --
dos Aojos receba carga a frele pa oa portal
cima ; a tratar na escadiaha de a|(sa>eaesMi
o roestre, ou defronte de trapiche do alxodio li-
mero 20. 'tVfmmwtm-
Para o Aracaty
segu brevemente o hiato Exalacao ------
carga e passageiros; a tratar coa G-JTel*IrI7
na ra da Cadeia do Recife n. 28. priaeir aator*
mmL
O palhabote nacional Dona Amigos, cania*
Francisco Jos de Araejo, segu per. .raTaan
poucos das ; para o resto da carga que lhe alto
trata-se com sea consignatario Francisco L. 3
Azevedo. aa ra da Madre de Daa n.
COMPANHIaJRASILEIRA
Espera-se doa paitos do sol at o dia St alo
correte o vapor Crnztirti de Sul, commandaote
o capitao de mar e guerra Gervasio Mancebo, o
qual depoia da demora do cosame aegair paral
08 portos do norte.
Desde ] roce bem-se passageiros, e engaja-oa
a carga que o vapor poder conduzir, a qaal de-
ver ser embarcar no dia de ana chegada : agaa
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo 4
aleudes.
Maranho
e Para.
O patacho Emulaco, capillo Actooie Gome*
Pereira, pretende seguir com muita breviaade
aos portos indicados,tem parle do carregameote.
e para o que lhe falta trala-se com Moreira A
Ferreira, ra da Madre de Deoa n. 8.
Rio de Janeiro
a velara e bem conhecida barca nacional (Ama-
lia, pretende aeguir com muita brevidade, tem
parle de seu carregament prompto ; para o-res-
to que lhe falla, passageiros e escravos, para oa
quaes tem excellenles commodos, trsla-se cono
os seus consignatarios Azevedo & Meodes, no
seu escriptorio ra da Cruzo. 1.
Baha.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
37/ BECITA DA ASSIGNATURA.
Qtiarta-feira, 18 de setembro de 1861.
obiri acea o intereasante drama em 5
actos:
Segu a aumaca cHortencia, capitao Bolcboi
Maciel Araujo ; para o resto da carga que Iba
hita e passageiros, trata-se com Azevedo & Mon-
des, ra da Cruz n. 1.
Rio de Janeiro.
Segu com brevidade o palhabote Piedade. re-
cebe carga a frele e passageiros : a tratar com
Caetano Cyriaco da C. M & Irmao no lado do
Corpo Santo n 23.
COSPAMIIA PERAIBCdAlU
DE
Navegacaocosleiraavapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Assu', Aracat y, Ceara'
e Acaracu'.
O vapor tlguarass, commandante Vianna,
sahir para os portos do norte at o Aearaca no
dia 21 do correte mez s 4 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 20 ao meio dia. Ea-
commendas, passageiros e dinheiro a frete at o
diada sabida as 2 horas: escriptorio no Forte
do Mattos n. 1.
C0MttI.IA PERMBUCAIU
Navegacao costeira a vapor
O vapor Persinunga, commandante Moura,
segu viagem para os portos do snl de soa esca-
la no dia 20 do eorrente s 4 horas da tarde. Re-
cebe carga at o dia 19 ao meio dia. Encom-
mendas, passageiros e(dlnheiro a frete at o dia
da sabida a 2 horas :'escriptorio no Forte do>
Mattos n. 1.
Para Lisboa
segu visgea coa a possivel brevidade o bem co-
ohecido brigue portugus Relmpago ; para
carga o passageiros, trata-se com o consignatario
Thomaz de Aquino Fonseea, aa raa do Vigario
n. 19, primeira andar, oa com o espillo na prape.
Leiio
oes.
DE
S. TROPEZ.
ov
O ENVENENAMENTO.
Terminar o espectculo aem' a muito
ciosa e applaudida comedia en ua acta,
gra-
LEILO
Bothe 4 Bidonlac, taro leilao per interven-
cie de agente Hyppollo, de un esplendido sor-
ttaento de ferragens, miudezas, cutileriaa
grande porce de aetas de algodo, islo sea re-
serva de preco aigua : quiota-feira 10 do cor-
rana as ti horas ees peoio em aea armaiem ra
do Trapiche Nove, na mesa a occasio se vende-
r per coaita e risco de quea pertencer aa bar-
rica c o atoad o ferragens araadas.

_ ^_ _^^_ ^H^teBjajajajBMaBBiaaaBBBBBV 1
1 r


w
DIARIO DI MAJUMOCO. *-, QARTA FURA 18 DE SETSMBRO DE 1841.
Leilo
Ao publico
Quarta-iVira 18 do corren te.
L. J. T. Soaton, capiloque foi da barca in-
gleza Lima, arribada a este porto por forrea
maior na tua recente viegem de Londres para
Royoad, e aqui condemoada, sr leilo por io-
terrengao do agente Hyppohto da SilTa.com au-
lorisacao do Sr. cnsul de S. M. Britannica e em
sua presenta, por conta e risco de quem perlen-
cer, com licen^ada ins.pecco da alfaodega, do
casco e mastreaco da mencionada barca: no
dia quarta-feira 18 do correte ao meio da em
ponto na porta da associagao comme.cial, e de-
pois de fiodo este ser levado tambem a leilo
oo armazem alfandegado do Sr. baro do Livra-
, ment do caes d'Apollo, os massames, cordoa-
lhas, provisdes e mais perteoces da mencionada
barca, em lotea e a vontade dos compradores.
LEILO
Quarta-feira 18 do corrate.
Costa Cartalho ari leilo do dia cima as 11
horas em ponto, em seu armazem oa ra do Im-
rador o. 35, de omi casa terrea sita na ra do
Nogueira n. 33, com duas salas, 3 quartos, co-
san fora, soto, cacimba e quintal murado.
LEILO
DE
MOVIS.
Quarta-feira 18 do cor rente
Costa Carvalhofar leilo no dia cima as 11
horas em ponto, dos moris existentes em seu
armazem oa ra do Imperador n. 35.
Tambem vender
varias obras de medicina homeopatbica sem re-
serva de preco.
Transferencia
DO
Leilo da loja de fa-
zendas da ra do Crespo
numero 21.
Quinta-feira 19 do crvente.
Anlunes autarissdo pelo Illm. Sr. Dr.juiz es-
pecial do commercio e a requer ment dos ere-
dores de Francisco Jos Rodrigues Bastos, ven-
der em leilo a sua loja sita na ra do Crespo
o. 21, com todas as fazendas nella existentes : oo
referido dia as 11 horas em ponto.
LEILO
DE
10 vaccas de Ieite
Quinta-feira 19 do corrente.
Anlunes (ara leilo na porta de seu armazem
ra do Imperador n. 73, de 10 vaccas de leite
de muilo boa qualidade e muito gordas, que se-
rio vendidas as 11 horas em ponto do referido
dia.
Q
Manoolde Carvalho Paes de Aodrade, escrivio
do juiro especial do commercio, mudou o ssu
escriplorio da ra do Cabug o. 2 para a ra do
Imperador d. 71, primeiro andar.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar
pira lomar conta da casa deum bomem sollairo:
para tratar, na ra do Hospicio o. 37.
O Sr. V. J. C. queira vir resgatar os penho-
res, pagando a quantla que com a garanta dos
mesmos receber : oa diaria da ra do Mondego
n. 18.
Francisco Duaite das Neves val Macelo
Candido Moreira da Costa vai ao Pago do
Camaragibe.
Jorge Joio Frederico M. Conrado Klir,
subditos allemes, retiram-se para Buenos-Ayres.
Mudauca de estabelecimeuto.
O abaixo assigoado, estabe'ecido com loja de
fazendas na ra da Cadeia do Recife D. 50 A,
mudou o seu estabeleciaento para a ra Direita
numero 75
Ilygino Augusto de Miranda.
Fagio o mualo de noaae Francisco, de ida-
de 35 annos, bastante alto e reforcado, cara lar-
ga com signaes de bexiga, barba por baixo do
queixo e cicatrizes antigs as costas, trabathava
em armazem de asaucar, e consta andar anda por
esta cidade em praparos para o serto ; roga-se
as autoridades policiaes, capiles de campo, e a
quem o encontr, de captura-lo e entregar no
Recife, ra do Brum, armazem dos Srs. Rezende
dr C, ou a seu senbor em Apipucos.
Precisa-sede urna ama para casa de pouca
familia : na travessa do Livramento d. 18, se-
gundo andar.
Aluga-se o sitio da Capunga (do Roberto)
a margem do rio Captbaribe, tendo um grande
sobrado pintado, e forrado de novo, com coebei-
ra, estribarla, quarto para feitor, galioheiro, ca-
cimba com excelleote agua potavel, e urna im-
mensidade dearvoredos fructferos, tendo mais
urna excellepte balis de capim, com caes a fren-
te do-rio ; quem pretender, dirija-se a ra Nova
n. 13, a tratar cvm Antonio Roberto & Filho.
Aluga-se o terceiro andar sotio do sobra-
do n. 55 da ruada Cadeii, com commodoi para
grande familia : trata-se no segundo andar do
mesmo.
Aluga-se a loja do casi da ra do Codorniz
n. 6, lugar proprio de concurrencia para deposi-
to ou taberna, ecoovindo, existe na mesma urna
armaclo de taberna, que se vender por mdico
prego-, e tambem se, aluga o segundo andar da
mesma : a tratar na ra do Vigario o. 8, primei-
ro andar, ou segundo com o proprietario.
Vende- se superior vinho Bordeaux em quar-
tolas, e cognac superior em barris : em casa de
Tisset-freres, roa do Trapiche o. 9.
A 280 rs. o covado.
Cassas prelas finas, fozenda boa : na ra do
Queimado o. 47.
SOC1EDADE
INSTITUTO PI E LITTERARIO
Nao se tendo reunido numero suficiente de
socios para a assembla gersl o-dinana, annun-
ciada para o dia 7 do corrente, ter lugar impre-
terivelmente quinta-feira 19, s 10 horas da ma-
ntisa, e antes da assembla garal fuocclooar o
cooselho director : roga-ae aos senhores socios
o comparecimento a esta aassao aOm de se cum-
prir com a disposto no 1. do art. 41 dos nos-
sos estatutos.
Secretaria do Instituto Pi e Litlerario em 17
de setembro de 1861.
Henrique Hamede,
1. secretario interino:
Na ra do Queimado n. 6, loja de fazendas
por baixo do cabelleireiro, compram-se moedas
de ouro de 16 e 20$, e libras sterlioas.
DE
ueijos flamengos
Quiuta-feira 19 do corrente.
As 11 horas do dia cima mencionado haver
leilo de queijos flamengos ltimamente chega-
dos, os quaea serio vendidos por conta de quem
pertencer e sem reserva de prego no armazem
do Armes em frente da alfandega.
Transferencia
Sexta-feira 20 de setembro.
LEILAO
DE
Calcado e roupa feita.
Sexta feira 20 do corrente vender'
o agente Antunes no armazem da ra
da Cruz n. 15, um explendido sorti-
mento de calcado como sejam : sapatos
de couro de lustre para senhora e ho-
mem, borzeguins de bezerro, couro de
lustre com .ola e $ola supposta, assim
como um sortimento de roupa feita pa-
ra hornera.
Avisos diversos.
Os credores do fallecido Maooel Buarque
sao liquidadoura para se reuoirem, quinta-feira
19 do eorrt-nte, (setembro) ao meio dia, na ra
da Cadeia do Recife n. 27, primeiro andar, para
deliberarem de negocios de urgencia e inleresse
dos mesmos credores, urna vez que o nao fize-
ram a 12 do corrente.
Aluga-sa unfa casa Da ra do Nogueira
com 3 quartos, 2 salas, cozinha fora : a tratar na
ra do Queimado n. 53.
Eduardo Leclue, subdito francez, relira-se
para as provincias do norte do imperio.
Saoti Farzi, subdito italiano, retira-se para
fora da provincia.
O abaixo assignado faz scieute que se mu-
dou para a mesma ra do Pilar n. 31 ,e o qual con-
-tioa a receber peixe dos curraos do norte; assim
aquellas pessoas que coslumavam a mandar ver
peixe em sua casa, o podem mandar ver esta se-
mana, chega logo pela manhaa, e conforme for a
jnar se dir ao portador para se vir procurar.
Domingos da Rocha.
Joaquim Manoel Ferreira de Souza pede aos
credores da lirma Souza & Almeida, que lbe
aprsentelo todaa as cuotas e ttulos de crdito
perlenoenles a dita firma, no prazo de 8 dias, a
contar da datadeste, para serem conferidas e pa-
gas em seu devido tempo. Recife 17 de setem-
bro Je 1861.
O abaixo assignado comprou por conta do
Sr. ArrtoDio Joaquim ds Silva Figueiredo, delta-
eei, o meio bilhele o. 5978 da 7.a parte da 4.a
lotera do Gymoasio Peroambocano.
Maooel Jos Hachado.
Urgencia.,
D-se de 20 30 de aloguel meosal por urna
casa terrea com quintal e corredor para pequea
familia as seguintes ras : Flores, Camboa do
Carino, Florentina, Bella e Concordia ; quem ti-
ver annuncie ou dirija-s ra do Raogel n. 10.
Pede-se ao Sr. Honre Magalhea, exudan-
te do terceiro anoo, queapptreca na travessa da
ra das Cruzes n. 2, primeiro andar, para nego-
cio de lea inters*.
Molina.
Ameaca mui expressiva do Sr. subdelegado de
Baberibe Antonio Flix dos Santos: o Sr.
Bandeira nao medio por certo a profundidad*
do abysmo, que ett cavando a teus p* I E'
a propria polica que quer tentar cootra a exis-
tencia de um sacerdote, sem crimes, e sem infa-
mias, e que o nico arrimo de tres irmaassol-
leiraa. que vivem Honestamente em sua compa-
nhia I I 1...
Extracto das caspas por
meio do Tricopherous0
Na ra do Queimado casa de cabellertiro.
Aencao,
Precisa-se de um criado qne sirva para com-
irar e fazer o servigo de urna casa de pequea
amilia : oa ra nova de Santa Rita n. 5. Assim
como quem tiver um sobrado de dous andares
com alguna commodos, as ras pouco mais ou
menos das Cruzes, Direita, Camboa do Carmo,
Queimado, Livrameoto, Trlncbeirai, Imperador,
Paleo do Paraso, etc., etc.: dirija-se a ruadas
Cruzes n. 18. .. ..*.,.
Padaria.
Attenco.
ao carioca.
Na ra estreita do Rosario n. 25, loja de funi-
leiro, eviste um grande sortimento de obras de
flandres de todas as qualidades, como seja : ba-
hs de todos os tamanhos com fundos de rnadel-
ra e fechadura, caixas para conduzir comidas, ba-
cas e banheiros de formas elegantes, urnas gran-
des e pequeas, assaeliaa, icgauiea, baldes
grandes e pequeos, e variaa formas, emttm tudo
quaoto desejar se possa em flandres, sendo todas
estas obras do melhorgostoe bem acabadas, ana
s com a vista aoimaro ao comprador, e por
menos precns do que em oulra qualquer parte;
recebem-se encommeodas e se garante a promp-
tido.
Gustare Honeggei, subdito suis-
so, segu no vapor Irancez Guienne,
para Brdeos.
Alguma senhora ou creada que
queira ir ou voltar a Portugal acompa
nhando duas meninas, pagando se-lhe
a passagem queira comparecer na ra
do Trapiche n. 40, a fallar com Thomaz
deFaria.
Preclsa-se de urna ama escrava, que saiba
cozinhar e engommar, para casa de pouca fami-
lia, paga-se bem : a tratar na ra do Imperador
n. 73.
Precisa-se de 3:500$ por um an-
no, dando se por hypotheca um predio
nesta cidade ; a deixar carta com a ini-
cial F., na livraria da praca da Inde-
pendencia n. 6 e 8, com todas as con-
dicqoes.
Attenco.
Aluga-se um novo armazem proprio para reco-
lher genero?, com frente para a nova rampa, en-
tre o trapiche do Cunha & C, na ra do Amo-
rim : a tratar na ra do Vigario n. 5.
Aluga-se a padaria da travessa do Pires, a qual
est prompta de Indo, com muito boas commo-
dos, e est aioda trabalhando, sendo seu aluguel
muito commodo : a tratar na ra da Seozala No-
va n. 30.
0 abaixo assignado fazsciente a quem con-
vier, que o esta provincia o nico e bastante
procurador do Exm. Sr. conselheiro Joi Tnom.z
Nabuco de Araujo, e pois com quem se deve tra-
tar de |qaalquer negocio que diga reapeito ao
mesmo Exm. Sr. conaelbeiro Nabuco, dirigindo-
se i casa do mesmo abaixo assigoado, ra de S.
Francisco, como quem vai para a ra Bella, so-
brado o. 10.
Recife 14 de setembro de 1861.
Caetano Pinto de Veras.
Tbomaso di Luca Vkouni, Filippo di Gui-
seppe Luizi, Mansueto di Bartolomi Pieri, Al-
berto di Halteo Haltie, Gievauoi di Guilie Bo-
naccorsi, Adelf di Halteo Hattei, Pietro di Fran-
cisco Daoesi, Giovaoni di Jacopo Della Santa,
Lnigi di Guiseppe Simoni, Marco de lacopo Pel-
legrine. subios italianos, retiram-ae para fra da
provincia.
Escravo furtado
, Desappareceuda casa do abaixo assigoade um
molalinho de nomo Joo, tendo 8 para aove ao-
nos de idade, cria de casa, com os signaes se-
guintes :clarqsjglhos grandes, cabello carapi-
ohos, bocea grande,gengivas salientes, denles um
pouco esbarrados, e bastante ladino: soppe-se
estar furtado, uo s porque jfaz mais de um
mez que delle se Do tem noticia, como porqae,
n9o era elle acostumado a fogir, nao tendo mes-
mo ltimamente havido motivo para tal. Quem
delle der noticia exacta ser recompensado, di-
tigiodo-ee para tal iim, ou so sitio no Caldei-
reiro, ou ao escriptorio na rus de S. Francisco.
- Jos Bernardo Galvao Alcoforado.
Aluga-se um prelo de idade de 15 annos.
muito fiele sem vicio algum, proprio para tra-
tar de um sitio, ou de qualquer servico de cam-
po ou de ra: quem o pretender, dirija-se a
ra da Camboa do Carmo, venda n. 44, se dir
quem aluga.
Aluga-se por commodo prego o terceiro
andar do sobrado n. 1 A do beco Lirgo, cem
commodoa para grande familia, eat concertado
e pintado de novo: para tratar na mesma ra,
taberna n. 2.
Aluga-se a easa de sobrado na povoacio do
Hooleiro, aonde morou o fallecido paido annun>
ciante, tem commodos para grande familia, co-
chaira, estribara, etc. : a tratar com Haooel Al-
ves Guerra, no seu escriptorio, ra do Trapiche
numero 14.
Precisa-se de alugar urna escrava : na ra
do Hospicio n. 62.
Precisa-se de alugar um hom armazem
comprido e bem ventilado, sito ou na ra do
Imperador, ou na ra do Crespo, se o armazem
agradar o aonunciador assignar um contracto
por cinco annos. Trata oo. c. a. \V. Os-
uru reirauMa u. isa do Imperador n. 38 ou
com o Sr. Guilherme Cheelham ra da Cruz n 61.
Maooel da Silva Fontes Jnior, portuguez,
embaca para o Rio Grande do Norte aeu filho
menor Antonio da Silva Fontes par tratar de
sua aaude.
As pessoas que na partida do club acad-
mico do dia 14 do corrente perdern) urna pul-
seira e um botio de puoho de bomem, queiram
procurar estes objectos na casa n. 29 da ra do
Hospicio.
Ir. Constaiuj
alfaiatede Paris,
estabelecido na ra do Imperador nu-
mero 42, retira-se para o Rio de Ja-
neiro. As pessoas que se quizerem
utilisar dos seus servicos e das fazendas
excellenles, que lhe restam, lograro
pelo preco mais commodo, afim de li-
quidar. Outro sim, avisa aos seus de-
vedores remissos, que venham satisfazer
as auas dividas at o fim do corrate mez
alias far publicar os seus nomes por
extenso e proceder contra elles judi-
meote, que asiim o obriga o cumpri-
mento dos seus empenhos contrabidos
jera Paris.

LOTERA
Hoje 18 do corrent-3mez, pelas 8
horas da manhaa, andarao impreteri-
velmente as rodas da stima parte da
quarta lotera do Gymnasio Pernambu-
cano no consistorio da greja de Nossa
Senhora do Livramento, pela novo
encllente plano approvado para a ex-
traccao das loteras que se acha abaixo
annunciado. O resto dos bilhetes e
meios bilhetes se acham a venda na the
souraria das loteras ra do Crespo n.
15, pavimento terreo e as casas com-
missionadas. Os premios serao pagos
depois da distribuicao das listas.
PLANO.
6000 bilhetes a 5..............'" 30:0003000
Beneficio e sello de 20 por eco lo. 6:00}00 Liquido.
1 Premio de............ 6:0009
1 Dito de. ....... 3:000*
1 Dito de............ 1:0005
1 Dtode..........'....... 500
4 Ditos de 2009......... 8008
8 Ditos de 100$........ 8009
20 Ditos de 409........ 8009
50 Ditos de 209........ 1 0009
86 Ditos de 109......- 1:0609
1808 Ditos de 59........9:040S
2000 Premiados.
4000 Brancos.
24:0609000
24:000|00
Preciaa-se de um caixeiro para padaria que
tenha pralca : quem quizer appareca na ra dos
Agouguinhos casa n. 20.
NALOJAEARMAZEM
DE
Joaquim Francisco dos Santos
40fu do Queimado40
Defronte do becco da Congregago, letreiro verde,
VENDE-SE 0 SEGU1NTE:
Para casamentos.
Ricos cortes de vestido de Ql ou blond de seda branca com ramo e capelli, o
mais moderno e superior que ha no mercado.
Para bailes.
Lindos cortes de vestidos de fil ou blond de seda branca bordados a branco e
cores.
Ditos de tarUUna braoca bordados a branco e cores.
Ditos de cambraia braoca bordados a branco com muita elegancia.
Saias bordadas
Ricas saias de cambraia branca bordadas com o mais apurado gosto e mais finas
que ha no mercado.
Ditas de dita recortadas mais baratas.
Para baptisados.
Ricos cortes de vestido de cambraia branca bordados com muita elegancia, o
mais moderno e mais superior qne ha no mercado.
Manteletes.
Ricos manteletes de seda de cores e pretos bordados e lisos com enfeites, bem
como arrendados, por precos commodos.
3#000 a peca.
Pejasde cambraia lisa larga fina com 6 a 6 1|2 varas, muito barato.
Lencos*
Ricos lencos de cambraia de linho bordados a 39,49 e 59 cada um.
Chalis,
Ricos chales de touquim brancos bordados de pona redonda e de 4 pontas.
Alem das fazendas cima mencionadas tem -um grande sortimento de todas as
qualidades, que nao possivel mencionar-se pelo grande espado que tomara.
>]
6000 Bilhetes.
N. B. As sortes maiores de 400$ es-
tao sujeitas aos descontos das leis.
O thesoureiro.
Antonio fose Rodrigues de Souza.
A commissao liquidadora dos cre-
dores da massa do fallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aos Srs.
devedores a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commissao todos os dias uteis das 10 ho-
ras da manhaa as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commissao roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a obrigue a lancar
mao dos meios judiciaes ou do jornal
para haver essas importancias de que
sSo seus devedores*
Historia Universal
POR
jIUaiK
G. Canlu,
Tradcelo portugueza.
Roga-se aos senhores asalgnaotes desta inte-
ressante oqra, que ainda nao tiverem recebido
todos os volnme*, de procurarem os que lhe fal-
tara na livraria econmica ao p do arco de San-
to Antonio at o fim do correte mez, pois pre-
cisaodo-se liquidar conlas com os edictores, tem
de voltarem.para Lisboa em outubro os volumen
que sobrarm. Na mesma livraria ronde-se a
mesma obra completa em 12 volumes.
Manoel Alves Gueria saca sobre o Rio de
Janeiro.
A commissao liquidadora dos credores da
casa do fallecido Manoel Buarque de Macedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou conlas de Irnos, que se diri-
jan) com os seus ttulos raa da o^- n-
cite u. xj; yi iiucuu uu..ui, uaa iv oras da ma-
nbia s 2 da tarde, para serem verificados e cla-
sificados pela referida commissao
O Dr. Antonio de Vasconcellos Menezes de
Drummond acha-se prompto para o ezercicio de
sua profissao de advogado em todos os dias uteis
das 10 horas da nianha s 4 da tarde, no seu es-
criptorio. ra do Imperador n. 43, primeiro an-
dar, e fora dessas occasides, e para casos urgen-
tes, em seu domicilio na ra do Hospicio o. 17.
Na ra do Hospicio n. 17 se dir quem tem
para alugar dous escravos.
Pindoa os dias da lei, que ser annunciado,
vender-se-ha em praca publica do Dr. juiz muni-
cipal da 1.a vara, escrivao Multa, o engenho A-
guas-Bellas, freguezia dos Afogados, com boas
trras, varzeas, matas virgens, casa de vivenda,
casa de purgar, moenda muito boa, laxas e maia
necessarios para o fabrico de assucar, tudo ava-
hado por 16:0005, Pr execuco de Jos Fausti-
no de Lemos contra Jos Rodrigues de Oliveira
Lima.
Bf*>i2SIA&s16&I6 gfeaiairsff MMflsjUi
lo* WB wmm wWfm vtwm nvvTBVVtQV OTf enBV jm
Consultas medicas. *
Serao dadas todos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas
da manhaa menos aos domingos sobre:
1.a Molestias de olhos.
2.a Molestias de coracao e de peito.
8.a Molestias dos orgos da geracao e
do anus.
O exame dos doentes ser feito na or-
dem de suas entradas, comegan Jo-se po-
rm por aquellos que soffrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos,acsticos e p-
ticos serao em pregados em suas consul-
ta;es e proceder com todo rigor e pru-
deocia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, naturesa e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamento que deve destru-la ou
curar.
Varios medicamentos serlo tambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeiraqualidade,
promptido em seus effeitos, e a necessi-
dade do seu emprego urgente que se usar
delles.
Praticar ahi mesmo, ou em casa dos
doentes toda e qualquer operaco que
julgar conveniente para o restabeleci-
mento dos mesmos, para cujo fim se acha
prvido de urna completa collecco de
instrumentos indispensavel ao medico
operador.
Casa para alugar.
Na ilha do Retiro, Passagem da Magdalena, a
primeira que se acha destacada, a melbor do lu-
gar, tanto pelos commodos, como por estar na
) melhor posicio : a tratar na ra Nova n. 38, loja.
Declarago.
As pessoas a quem isto possa interessar, de-
vera saber, que o terreno silo naSoledade, forei-
ro de Nossa Senhora do mesmo titulo, que per-
teoceu ao finado Jos Mara do Costa Carvalho,
e hoje a seus herdeiros, tem por le mi tes justa-
mente quelles, que a vendedora declarou aob
juramento, quando Jos Goocalves da Cruz e
Luiz da Costa Leite, compradores, quizeram apos-
sar-se indebidamente do que nao lhes partencia.
Pica em meu poder perteneenle ao Sr. An-
tonio Joaquim de Silva Figueiredo, de Macei,
o meio bilhete n. 5978 da 7.a parte da 4.a lotera
do Gymnasio Pernarabucano.
' Manoel Jos Hachado.
Perdeu-se um bilhete de lotera da 7.a par.
te da 4.a do Gymaesio Peroambucsoo, nio ha
I HfSIHOTaTOH-f???
Na ra do Apollo n. 24, segundo
andar, aluga-se urna escrava de boa con-
ducta que seja perfeita cozinheira.
Publicages do Instituto Ho-
meopathico do Brasil.
THESOURO HOMEOPATHlfO
ou
VADE-MECUM DO HOMFOPATHA.
(Segunda ediecao consi-
deravelmente augmen-
tada.)
Diccionario popular de medicina lio-
I meopalhico
PELO DR.
SABINO OLPINHO.
Continuam as asignaturas para eatas obras a
20$000 em brochura at dezembro. Desse tempo
em diante as assignaturas serio elevadas a rs.
250O0.
Roa de Santo Amaro (Mundo Novo) n. 6.
SYSTE MA MEDICO DE HOLLOWAY
PILLAS HOLLWOYA.
EsteinestimevelespeeiSeo, eomposto intein,
mete de her vas medici naes, nio contm mercu-
rio nem alguma outra substanciadelecteria. Be-
nigno i mais tenra infancia, e a compleicomais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal na complei?o maia robusta ;
enteiramen te innocente em suas operndose;ef-
feitos ; pois busca a remo ve as doen$as de qual
quer especie e grio por mais antigs e tenazas
que sejanj.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que \i estavamas portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrara saude e forjas, depois de haver tenta-
do inuliimente todos os outros remedios.
As mais affiiclas nao devem en tregar-se a des-
esperac,o; faram um competente easaiodose
efficazes effeitos desta assombrosa medicina,
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se peretjfempo em tomar este remedie
para qualquer das seguinres enfermidades:
Accidentes epilpticos.
Al po reas.
Ampolas.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidad eou axtenua-
Cao.
Debilidad* ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor degarganta,
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventra.
Enfermidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Htrysipela,
Febre biliosa.
Febreto dae specii.
Gotta.
Hemorrboidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflamma^oes.
Irregularidades
menstrua^o.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstrucfao de ventre.
Phtysica ou eonsump-
pulmonar. m
Reten^o deourina.
Bheumatismo.
Symptomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal),
3~Roa estreita do Rosario3
Francisco Pinto Ozorio continua a col-
locar dentes artificiaea tanto por meio de
molas como pela presso do ar, nao re-
cebe paga alguma sem que as obras nao
fiquem a vontade de seus donos, tem pos
e outras preparares as maia acreditadas
para conaervaco da bocea.
Febreto intermiten te,
Yende-seestas pilulas no estabelecimeuto ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
lodosos boticarios droguista eou tras pessoas ede
carregadas de sua venda em toda a America n-
Sul, Havana e Hspsnha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna dallas, contem ama instruc?o em portu-
guez para explicar o modo de se usar destas p-
talas.
O deposito geral Ai casa do Sr. Soum
pbarmaceutico, na ra da Cruzo. 22 em Per-
oambuco.
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
FradericGautier,cirurgiaodentista,(az
todas as operacoes da sua arte ecolloca.j
dentes artificiaos, tudo com a superiori-
dadeeperfeigaoqueas pessoas entendi-
das lhereconhecem.
Teas agua e psdentifriciosete.
18 acreditadas 9
Precisa-se alugar urna escrava para todo o
servico de urna cssa de pouca familia ; na praca
US Hmryriiutublo u. OO.

<3J

9
0 bacharel Wnnuvio po-
de ser procurado na ra
Nova o. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do Carmo.

Attenco.
A pessoa que precisar de vm caixeiro para
qualquer estabelecimento, dando fiador de sua
vuuUuiio, diiija-aa a encruzlhada de Belem, em
casa do Sr. Manoel Joaquim.
CONSULTORIO ESPECIAL H0ME0PATH1C0
00 DOCTOR
n SABINO O.L PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguintes molestiaa :
molestias dat mulheret, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphiliticas, todas as especies de febres,
febres intermitientes esuas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOP ATH1C A .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessariaa, in-
fallveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos pregos maia commodoa pos-
aiveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Silino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o form fra della sao falsas.
Todas aacarteiras sao acompanhadas de um
tmpresso com um emblema em relevo, tendo ao
r6dor aa seguintes palavraa : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteirss que nao levarem esse impresso
assim marcado, emboratenham na lampa o no-
mo do Dr. Sabino sao falsos.
JGabinete medico cirurgico.
sj Ra das Flores n. 37. 9
# Serlo dadasconsfcltas medicas-cirurgi- aja
cas pelo Dr. Estevio Cavalcanti de Albu- fj>
aj querque das 6 as 10 horas da manhaa, ac- 0
ai cudindo aos chamados com a maior bre- SJ
fl vidade possivel. m
9 Ia Partos. Z
Sj 2.a Molestias de pelle.
3.a dem dos olhos. Z
% 4.a dem dos orgos genilaes. 9
% Praticar toda e qualquer operagao em
(E> seu gabinete ou em casa dos dteles con- m
am forme lhes fr mais conveniente.
O Dr. Moreira Guerra, deixou
o exercicio da primeira vara
municipal, e continua a advo-
car era seu escriptorio, ra do
Crespn. 21, primeiro andar,
onde sera' encontrado das 9 ho-
ras da manhaa as 3 da tarde.
Quarta-feira 18 do corrente, perante o Sr.
juiz de paz do 2 districto da freguezta de S. fre
Pedro Goncalves, depois de finda a audiencia,
bir a praca os bens seguintes : urna cama fran-
ceza de madeira de a marello, urna mesa re-ion-
da de dito, por venda : tudo do valor de 953000
rs por execuco de Antonio Perreira de Lima,
contra Joio Jos Menes.
DE
Escultura em Marmore
Caes do Ramos n. 30.
Se fazem pelos precos seguintes :
Consolos Lniz XV de lSjja 15. jp
Jardineiraa dem dem de lOf a 309.
Consolos lisos de 90 a 12$.
Mesas redondea de 18d a 25$.
Lavatorios de 12 a 30.
Aparadores de 205 a 358- ..*
Letras gravadas douradas ou embutidas con-
forme os caracteres e tamanhos de 100 rs. cada
urna a 1.
Pedra para collocar as ditas, cada palmo em
quadro a 1.
Concertase alabsatro, jaspe e porcelana.
Recebem-se pedraa usadas em troca, quer se-
Sm^^do^meT ^ZZ*'uSl& "o de U.stea^ind. mesmo quebrad...
n0'ere0Praixeiro MH&
Vit*17VV'IlXP Precisa-se deumoama para o ser?i$o interno
Precisa-se de um rapaz portuguea de 16 a 20 e externo do urna caaa de pouca familia : a tratar
annos, que tenha pratica de taberna e que d fia* na ra do Cabug n. 3, segundo andar,
dor a sua conducta : para fratar, na travessa do \ Alugam-se duas das melhores casas no Ca-
Paraizo n. 16.. changa : a tratar narua da Pas n. 42.
No sitio defronte do caes da Ponte de Uchoa
vende-se lenba para olaria.
Aluga-se urna casa em Beberibe : a tratar
com J. I. M. do Reg, na ra do Trapiche n. 34.
Sitio na Capunga.
Aluga-se o sitio na Capunga Velha do Sr. Bar-
tholomeu Francisco de Souza, perto do rio, e
com bastantes commodos ; cocheira, e quartos
para pretos. com arvoredo, parreiral, etc., etc. :
quem o pretender, dirija-se a ra larga do Ro-
sario n. 34, botica.
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso, Santos & G. sacam e tomam
saques sobres praga de Lisboa.
Sacam sobre Lisboa
Aranaga, Hijo & C, ra do Tiapiche
Novon. 6.
Aluga-sa urna preta escrava para ama de
leite, que tem com abundancia, e muito cari-
nhos para meninos, quem precisar dirija-se a
ra do Crespo loja n. 20 de Adriano & Castro.
Na travessa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continuase a tingir
com toda a perfeicao para qualquer
cor e o mais barato possivel.
Aluga-se urna grande loja do sobrado de um
andar, na ra dos Coelhos da Boa-Vista, com 30
palmos de frente e 90 de fondo, sem repartimen-
tos, com um grande armazem ao lado, com gran-
de terreno no fondo, e camboa junto da porta
para desembarque, cacimba, ele ; o sobrado nao
est assoalhalo, mas est todo travejado, com
todas as norias e janellas do exterior, aluga-se
tudo : a tratar na ra do Mondego, olaria n. 13.
Aluga-se urna casioha nos Coelhos da Boa-
Vista ; a tratar na ra do Mondego, olaria u. 13.
Alugam-se duas casas novas na ra dos
Prszeres do bairro da Boa-Vista : a tratar com
Jos Carneiro da Cunha.
Engomma se perfeitamente e muito em
conta : oa ra dos Prazeres n. 35.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar
e engommar ; na ra Nova n. 5
A casa aonde se tingem fazendas, na ra
do Hospicio**. 42, tinge-se de preto e todas as
cores, la, seda, grosdenaple e retroz, com toda
perfeicao, tambem se limpa o mofo em vestidos
de velludo ou grosdenaple, e ajma-se em cartoea
com toda a perfeicao : quem quizer poder avisar
na loja do Sr. Sedrim, no largo da ra daa Cru-
zes, loja de calcado, e tambem na loja da Sirguei-
ro no largo da matriz de Santo Antonio n. 2.
Aluga-se o primeiro andar do so-
brado da ra da Cruz n. 21 : a tratar
no terceiro andar do mesmo sobrado.
Quem precisar de orna mulber de idade pa-
ra ama de urna casa de pouca familia, dirija-se a
ra de Santo Amaro, na loja do sobrado n. 18.
Com muita brevidade segu para Lisboa e
brigue portuguez Florioda, o qual recebe um
reato de carga a frele : a tratar com Amorim Ir-
raiot, ruada Cruz n. 3, ou com o capitio Joa-
quim Augusto de Souza, na prac.a do commercio*
Aluga-se a loja do sobrado silo na roa Im-
perial n. 162, notamente acabada, com accom-
molacoea para grande familia; a tratar ne ra
Direita, padaria n. 84.




-------------------------------------:----------------------------------------------------------------1_________________
LnK
DtAMO M IJB*NA1DC0. r QARTA WJ&A 18 SETfcMBRO DI !!.
rVT ir
fc>
36, ruadas Cruzes de Santo Antonio, 36,
ELIXIR DE SALDE
com
A, F. Duarte Almeid, socio que foi do armazem progresso, faz sciente aos seus fre-
guezes que tendo separado a socedade que tiha com seu mano, ach-se de novo estabele-
cido com dous aceiltlos armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquina. Jos Gomes
de Souza, e o Sr. Paulo Ferreira da Silva; o primeiro na razo de Duarte A Souza, e osegundo
na de Duarte Aimeida & Silva: estes estabelecimentos offerecem grandes vantagens ao pu-
blico, nao s na liupeza e asseio com qu se acham montados, como em communidade de
preco, pois que para isso resolveraui os proprietarios mandarem vir parte de seus gneros
em direitura, aflm de terem sempre completo sortimento, cmo tambem poderem offerecer
ao publico una vMtagan de menos 10 por canto do preco que possam comprar em outra qaalqoer parte, por isso deaejando os prpprietarios acred
taren seus eatabekcimentos tem deliberado garantirem tafo qualquer qualidade de genero vendidos em seus armazens, e assim j podar ver o
publico que pode mandar suas encommendas, mesmo por pesseas poueo pra ticas, era qualquer um destesesiahelecimenios, queserao to bem aervi-
dos como se viessen pessoalmanta, na carteea de nunca acharem o contrario de nossos nuncios, e assim fondados as vantagens que offerecemos,
padimos a lodosas sentares da praca, senhores de engenho elavradores que mandem ao menos suas encommendas a' primeira vez, afim de experi-
mentar, cortos de continuaren!, pois que para uso nao pouparo os proprietarios torcas para bem ifervirem aquellas pessoas que frequenlarem nossos
estabelecimentos, abaixo transcravemos algunas adicoes de nossos pracos, por onda.Tari o publico que vendemos baratissimo, attendendo as boas
qualtdada da nossos gneros.
Manl^lga ngleza especialmente escpllhidaa 900 rs. a libra e em porcao ter aba timen to, recommenda-se aos apreciadores deslea ga
ero que mandara ao menos experimentar, saltos de nada perderem pois para isso confirmamos o que lavamos dito.
dem franceza
Citrolactato de ferro
Unta deposito m% botica do Joaqun* Marubo
d* Cruz Crrela <& C, ra do Cabog n. 11,
em Pernamboeo.
H. Thermes (de Ghalai?) antigo pharmaceulico apreaenta hoie urna ora preparacode ferro
o nome de elixir, de citro-lactato de (erro.
Parecer ao publico m laxo empretar-se um memo medicamento debaixo de formulas tao
vanadas, maso homem da ciencia comprehende a necessidado e importancia de urna tal varie-
dade.
formula um objecto de multa importancia em therapeutica ; um progresso immenso,
quando ella, maniendo a eisencla do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as
idades, para todos os paladares e para todos os temperamentos.
Das numerosas pxeparacea de ferro at boje conbecidaa neohuroa rene lio bellas quada-
des como o elixir de citro-laclado de ferro. A teu sabor agradavel, rene o tbmar-se em urna pe-
quena dose, e ser de urna prompta e fcil dissolu;ao no eilomago. de modo que completamente
assimuado; e o nao produzir por causa da lactina, que conlem em suacomposico, a coostipa;ao de
ventrefrequeotemente provocada pelas outras preparares terroginosas.
Estas novas qualidades em nada alteram a scieocia medicamentosas do ferro, que sendo urna
substancia da qual o medico ae nao pode dispeusaa em sua clnica, de iocomparavel utilidade
qualquer formula que lhe d propiedades laes, que o pralico possa prescrever sem receio. E* o
quei cooeegaio o pbarmaceutico Thermes com a preparacao do cilro-lactacto de ferro. Assim este
medicamento occupa boje o primeiro lugar entre as numerosas preparares ferruginosas, com o
atiesta a pralica de muilo medicas dislinclas que o tem ensatado. T#m sido empregado como im-
menso nroyeito naa molestias de languidez ( chlorose paludas corea ) na debilidade subsequenle as
rK-r51*/* nU Dydr0Pe8" 1ue apparecem depoisdas intermitentes na incontinencia: de urinas
por debilnade, as peroles brancas, na escrophula, oo rachilismo, na purpura hemorrhagica, na
coovalesoencia d.s molestias erares, na chloro anemia das mulheres grvidas, em todos os casos
em que o saogue se acha empobrecido ou viciado pelas fadigas, sffeceoes chronicas, cachexia tuber-
celosas, caocrosa, syphililica, excesso venreos, onanimo e uso prolongado das oreceoces roer-
curiaei. -.
Estas, enfermidadea sendo mu frequenies sendo o ferro a principal substancia de qu |o
medico tem de laucar mao para as debelar, o autor do citro-laclalo de ferro merece louvores e o
recoohecimento da humaoidade, por ter descoberto urna formula pala qual se pode sem receio
usar do ierro.
'
-
ahanca-ce a boa qualidade.
.. el
.
' -
AtfOO.
Feiloria a Gamones a 1 $200 a 19300

a melhor do mercado a 640 rs. a libra a em Larris a razio de 600 rs. a libra
t na nySSOn e pretO 0 melhor do mercado de 1&700 a 29800 eem porcao lera abatimento, a
Presunto fiambre inglez hambnrguez a 900 rs. a libra e em porcao a 800 rs.
Presuntos portuguezefcvindo do Porto de casa particular a 560 rs. por libra einleiro a 460 rs.
Marmelada dos melhores autores de Listan premiada as exposic5es universaes de Londres a Pars a 1#800 a lata.
CaaS COm estrenha pevide e rodinha a 79000 a caix. e 800 rs. a libra e era porcao ter abatimento.
Latas de ameixas f,eez.s com cinco libras a 4*000 e 1000 a libra.
PaSSaS em caixinhas de oito libras, as melhoras do mercado a 29000 e a 400 rs. a libra a caixa de urna arroba a 7?to00.
Espermacete Superior 720 rs. em caixa a 740 rs. a libra.
Conservas francezas inglezas e portuguezas a eoo e soo rs. o frasco.
xa viiuaa portugus e francezas a 800 rs. o frasco afianca-se serem as mais bem preparadas que tem vindo ao mercado.
Lata COm bolaWnha de SOda de diversas qualidades, a multo nova a UU50. e grandes de 4 a 8 libras de 29500 a
VintlO em garrafas Duque da Pono, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellot, Madeira secca
a garrafa a a 139aduzia.
ViriO em pipa proprios para pasto de 500 a 600 rs. a garrafa a de 3&800 a 49800 a caada.
Latas COm frUCtaS de todas as qualidades que ha em Portugal da 700 a 19000 a lata.
Pera em caixas de 4 a 8 libras a melhor que se pode desejar e lem vindo ao mercado de 49 a 69 a caixa a 19280 a libra.
torinthias em frascos de 1 112 a 2 libras de 19600 a 2200.'
raf^CiV P61*6 SaVe^ Pescada u muitas qualidades o mais bem arranjado que tem vindo ao nosso marcado de 19400 a 19600
Cafe OO RlO p maihor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
PraSCOS de amendoa com 2 libras, proprias para mimos, por serem muilo bem enhiladas e de superior qualidade a 3 cada nm.
Vinagre branco o melhor que temos tido no mercado a 400 rs. a garrafa a 29560 a caada.
LombOS de porco, paios nativos, chouricaa murallas contras qualidades, o melhor que se pode desejar de 600 a 1280 a libra.
YinnO tf *rdeauX de boa qualidade a 800 e 19 a garrafa e de 890OO a 109000 a duzia,
MaSSa de tomate em latas deuma libra do mais acreditado autor da Lisboa e vinda a pr imeira vez a nosso mercado, de 19 a 19280.
Banna de porCO refinada a melhor que se pdde encontrar nesle genero a 480 rs. a libra a 460 em barril.
CervejaS das melores marcas a 000 a garraia e 5JW00 a duzia da branca. ,.
Vinagre puro de lsboa S40 rs. a garrafa a 11*850 a caado.
Doce da gOaba da Casca em caixao a 19 e em porcao a 900 rs.
Azeite dOCe purificado a 800 rs. a garrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas.
GognaC a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 1019000 a duzia.
QUIJOS SU1SS0S chegados ltimamente a 500 rs. e em porcao ter abatiraeola, afianga se a boa qualidade.
Genebra de Hollanda a 600 rs. o frasco 69>00 a-frasqueira com 12 frascos.
Palitos lixados para denles a 200 e 160 rs. o maco com 20 maeinhos, e flor a 280 ra.
dem do gaz a 39000 a greza e 280 a duzia de caixas.
Chocolate 0 maig supeno, que temos tido no mercado portuguez, hespanhol e francez de 19 a 19200 a libra,
AzeitonaS t$ melhores e mais novas que tem vindo a nosso mercado a 19200 a 3 neo reta do Porto, e a 19600 as de Lisboa.
AmendoaS negadas no ultimo navio a 480 rs. a libra eem porcao ter abatimento.
Ai pista o mais limpo que tem vindo ao mercado a 180 rs. a libra e 59500 por arroba.
AJam dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sortimento de tudo tendente a molhados.
------_
11



.
meaicocirurgico
3--1W\ B\ GLOUW CASA. UO F\INH&0--3
Consulta por ambos os systemas,
Em consecuencia da mudanza para a sua nova residencia, o proprietario deste eatabeleci-
meato acaba de (azer urna reforma completa en lodosos seus medicamentos.
O desejo que tem de que os remedios do aeu estabelecimeoto nao se confundam com os de
neohum oulro, viato o grande crdito de que sempre gozaram e gozara ; o proprietario tem tomado
a precaucao de ioscrever o seu nome em todos os totolos, devendo ser considerados como falsifica-
dos todos aquellea que Torem apresentades sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar queira ter maior certeza acompanbar urna coala assigoada pelo Dr. Lobo Mosaozo e em pa-
pel marcado com o seu nome.
Oulro sim : acaba de receber de Funga grande porcio de tinctura de acnito e belladona, re-
medios estes de summa importancia e cujas propriedades sao to conhecidas que os mesmos Srs.
mdicos altopetbas empregam-as constantemente.
Os medicamentos avulsos qur em tubos qur em tincturas custarao a 19 o vidro.
O proprietario deste estabelecimeoto sonancia a seus clientes e amigos que lem commodos
lufficieotes para receber alguna escravos de um e oulro sexo doentes ou que precisem de alguma
operar, affiangando que aero tratados com todo o disvelo e promptido, como sabem todos
aquellos que i tem tido escravos na casa do annunciante.
A ailuacf magnificada casa, a commodidadados banhos salgados sao outras tantas vanta-
gens ara o prompto restabelecimento dos doentes.
As pessois que quizerem fallar com o annunciante devem procura-lo de manha al 11 hora
e de tarde das. 5 em dianle, e fora des tas horas acharo em casa pessoa com quem se poderlo en-
ender : ra da Gloria n. 3 casa do Fnndo.
* Dr. 060 Motcoxo.
expsito de caodieiros
ECONMICOS
o proprietario deale ealabelecimento avisa ao
"ublico que contina a ter um riquistmo e va-
riavel sortimento de candielros para todos os ser-
vicos que se precisar, como um grande deposito
de gaz da melhor qualidade que tem apparecido,
e experimentado pelos compradores, conhecidos
verdaderamente econmicos.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros ecooomicos a gaz.
Na ra Nova n. 20 a 24.
Aluga-se urna excellente casa de
campo com todas as commodidades de
familia, com sKo grande, cocheira, es-
tribara etc., a -^8a construida ba poa-
co tem po com ierra co a roda, sita.,
entrada do Poco: a tratar com os pro
prietarios N. O. Bieber di C.r successo-
res. ra da Cruz n. 4.
O Sr. Brasiliano Francisco de Paes Barreto
tenha a bondade de vir fallar na loja do Germano,
relojoeiro, na rus Nova n. 21, visto ignorar-se
aonde o mesmo senhor mora.
Alugam-se casas em
Apipucos para grande e pe-
quena familia, a beira do rio
e muito frescas, agua potavel
dentro do sitio e outras com-
modidades: a tratar com a.
viuva Villar, no lugar cima.
ARMAZEM
DE
ROUPA FUTA
DE I
APPR0V4C0 E AlTORISACiO
DA
mmmm gipiscm m mmmi
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
CHAPAS WE&1611AES
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPAST1CAS
De Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes affecladas
sem resguardo nem incommodo
Com estas CHAMS-ELBCTBO-MAGrBTicAS-EPiBPASTiCAS obtem-se urna cura radieal e io-
fallivel em todos os casos de inflammajo ( cansa externas,como do flgado, bofes, estomago, bacn, rins, tero, peito, palpitado de coracao, gar-
ganta, olhos, erysipela, rbeumalUmo, paralysia e todas as affeeces nervosas, etc., etc. Igual-
mente para as differentes especies de tumores, como lobirmos escrfulas etc., seja qual 6r seu
lamanho e prefundeza por meio da suppura^ao serio radicalmente extirpados.
O uso dellas aconselhado e receitadas por habis e distinctos facultativos, sna efficaia in-
eontastavel, a as innmeras curas obiidas o fazem merecer e conservar a confianza do publico
que j tem a honra de merecer, depoisde 24 annos deexisiencia e de pratica.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo todo o cuidado
de faser as necessarias explicac5es,r se as chapas sao para homem, senhora ou crianca, decla-
jando a em que parle do rorpo existe, se na cabeca, peseoco, braco coxa, perna, pe, ou ronco
do corno, declarando a wcumferencia: e sendo incha^es, feridas ou ulceras, o molde do seo
Jamanbo em um pedao de papel e a declaracao onde etislem, afim de qae as chapas sejo da
torma da parte affectada e para serem bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir ue qualquer ponto do imperio do Brasil
As chapas serio acompanhadas das competentes explicaces e tambem de todos os acces-
orios para a collocacSo dellas. ^
Consulta as pessoaa que o dignarem honrar com a sua confiarla, em seu esariptorio, que
se achara aberlo todos os dias, sem exxepc,o, das y horas da manhaa s J da Urde.
||9 Ra do Parto ||!)
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
C E PERAHWI
Para m awmwiu 5 ipformscoa dtrijam-se a pharmacia de JosAlexandre Ribeiro,
ra do Qbeimadon. 5.
Importante
Na loja de i portas da ra do Queimado o. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mmiode re upas feitas, para cojo fim tem mon-
tado urna officina de altaiate, estando encarrega-
do della um perfeo meslre Tindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se lhe
encommeode; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidad* os
films. Srs. offlciaes tanto da armada como do
exercilo.
Faz-se (ardas, fardes com superiores preparoi
e muito bem feitas, tambem trala-se fazer o far-
dafr.eoto todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, lano que lem os figurines que de
la vieram ; alm disso faz-se mais casiquinnas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
colleles a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singlos ou
bordados a espequitha de ouro ou prata, ludo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadorea e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbra aonde se fazem u melhores
conhecidss at hojo, assim como tem muilo ricos
desenhos a matiz de todas as corea proprios para
fafdamento de pagens ou criado* de libr que se
far pelo goato franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas so mesmo gosto. Affiangando
que por tudo se flea responaavel como seja boas
fazendas, bem feilo e bom corte, nlo ae falta no
dia que se promelter, segundo o systema d'onde
veio o mealre, pois espsra a honrosa risita dos
dignos senhores visto que nada perdem em es-
peri mentar.
Na loja d>guis de ouro, roa do Cebug n. 1 B,
recebeu um completo sortimento de gollinhas de
missagfe, sendo de todas iscores
0 Dr. Joo Ferreira da Silvs, de volta de
sua visgem, est morando na ra larga do Ro-
sario n. SO, e contina no exefeicio de sua pro-
fissao, dedicndose especialmente a pratica de
opera^&es. cjrurgieaf.
Sobrecasaca de dito, 359 30#00
Palitotsde dito e de corea, 359. 309,
15,000, 109, 189 a 209000
Dito dsiasimira decores, 52J000,
169, i2#, 79 e 99000
Dito de alpaka prets golla de vel-
. ludo, francezas llgOOO
Ditos de merio-sltim pretoa de
cores, 9SO0O 89OOO
Ditos de alpaka de cores, 59 e 39500
Ditos de dita prta, 99, 79. 5 39500
Ditos de brim decores, 59, 49500,
4SO0O e 39500
Ditos de bramante delinho branco,
6g000, 59000 e 4f000
Ditos de merino de cordo preto,
159000 e 89000
Calaas ie casimira preta a decores,
1S9,109, 99 e 6J000
Ditas de arinceza a mariD de cor-
do pretoa, 59, 69500 e 49500
Ditasde brim branco e decores,
5$000, 49500 e 29500
Ditas de ganga de corea 3f000
Goliates de velludo preto e de co-
rea, Usos e bordados, 128, 9J 89000
Ditos de casemira preta e de cores,
liaos a bordados, 69,59500,59 e 39500
59000
59OOO*
59000^
39000;
292003
18*803
29200]
39OOO;
19800
Ditos de setim preto
Ditos de seda setim branco, 69 *
Ditos da gurguro de seda pretos e
de cores, 7JO00,69OO.O, e 49
Ditos de brim e fusto branco,
39500, 2f500 e
Seroulas de orim de linho, 29 e
Ditasde algodao, 500 e
Camisasde peilo de fusto branco
a de cores, 29*00 e
Ditas de peito de linho 5j, 45 e
Ditas de madapolo bronco da
cores, 39, 25500. 29 *
Chapeos pretos de massa.francezea,
formasda ultima moda 10S,89500e 7*000
Ditos de feltro, 69, 5$, 49 e 2900
Ditos de sol de seda, inglezes e
franceses, 149,12J, 11J e 79OOOJ
Collarinhos delinho muito finos,
novos feitios ,da ultima moda 98OO
Ditos de algodo $,500
gelogios de uro, patentea hori-
sontaea, 1009, 909, 8O9 e 709000
Ditoa de prata galvanisados, pa-
tente hosontaes, 40J 309000^
Obras de ouro, aderemos e meioa
aderecos, palseiras, rozetaa *
anneis j
Toalhas de linho. duna 109000 69 934000
Ditas grandes psra mesa a 49000 e 59000:
ff!
Viva o paquete das novidades.
Pois esta torrando miudezaa muito ba-
ratas, afim de apurar diohefro para con-,
sumo do paquete, ra da Imperatriz n. 54,
loja de Joaquim de Azevedo Pereira J-
nior, declara o seguinte :
Candes de clcheles muito finos a 40 rs.
Caixaa de ditos da trra a 80 rs.
Linba do gas a 10, 20 e 30 rs.
Dita de carretel, 100 jardas a 30 rs.
Pares de meias croas e de cores para
menino emenina a 120 rs.
Duzia de meias cruas muito finas a
8J400.
Dita de ditas entre finas a 29200.
Linhi branca em carto, 200 jardas a
Ore.
Iscaapsra charutos a 60 rs.
Caixaa com palitos de Especia a 160 rs.
Frascos de agua de colonia de Piver a
440.
Ditos de cheiro muito finos a 800 rs.,
Lubin a 18000.
Jarros de banha pequeos a I96OO.
Ditos de dita grandes a 39500.
Frascos de banha pequeos a.320,
grandes a 500 rs.
Sabooeles de espuma muilo grandes a
100 ra.
Ditos de mompelaa a 320.
Duzia de meias trusa para senbora a
294OO.
Ditas brancas muito finas a 39300.
Fio de raiz de coral muilo fino a 700rs.
Espelhos de columna p de ferro a 18500
Carlejras de tgulhas muilo finas ,a 400 rs.
Ditas de marroquim maia finas a 800 rs.
Bsralhos portuguezes a 120.
Ditos fraoceiea a 240
Croza de botes de iouca brancos a 120
Agua de Lavsnder muilo fina a 640.
Dita frambutia a 600 rs.
Tesouras muito finas para unhas e cos-
tura a 500 ra.
Caivetes de 1 folha a 80 rs,, 2 folhas
a 160 xi.
Cabo de marfim a 400 rs.
Meias alvas para homem a I98OO.
. Froco fino de todas as cores a 400 rs.
Dito grosso idem a 500 rs.
Caizas de papelo com alnetes a 120.
p*/es do apatoa de l&a para homem
a 19280.
Tesoura para coatura a 200 rs., e gran-
des a 640
Duzia de botoes de lou^a para paletols
Sapatinhos de merino s 19500, e vellu-
diobo a 29OOO.
Rosarios e cruzes da coco, 1 a 190
eduxia a 1JH00.
Caixaa com perfumara a 49
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RUADO QUEIMADO 4101
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidadea, e tambem se manda executar pormelida. vontada dosfreguezes.para o
que tem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto, 409, 359 309000
Se aiguem nesta ptfaca se julgar ere*
dor do Sr. Antonio Gomes Netto, ne-
gociante da praca do Rio de Janeiro,
queira apresentar seus titulos na ra do
Trapiche n. 15, que estando em regra
sera' satisfeita- qualquer somma que el-
les representem. Recite 14 de setem-
bro de 1861.
Aluga-se a casa n 3 da ra dos Prazeres :
a tratar no becco das Barreiras o. 2, ou na pra;a
da Boa-Vista, botica n. 6.
Precisa-se deuma orna forra ou captiva pa-
ra prestar-se ao servico de cozinhar e comprar :
na ra do Imperador n 37, segundo andar.
Escriptorio de advocada.
0 baeharel A. B. de Torres Bandeira contina
no exercicio da sua profissao de advogado, e o-
ferece-se para desempenba-la tanto nesta cidade
como em qualquer oulro ponto para que o cha-
mem : pode aer procurado em aua residencia, na
ra do Imperador, sobrado n. 37, stgundo andar,
entrada direita.
Ensino d preparatorios.
O baeharel A. B. de Torres Bandeira, profes-
sor de geographia e historia anliga no gymnasio
dests provincia, lem reaolvido abrir novos cursos
de rhetonca de geographia e de pbilosophia, as-
sim como das linguas franceza e ingleza, a prin-
cipiar do dia20do correte: na casa de sua re-
sidencia, ra do Imperador n. 37, segundo an-
dar, entrada diretta.
Sabbado, 7 do corrente, larde, urna preta
enconlrando-se na ponle da Boa-Vista com al-
guem, que por ella traniitava, deixou cahir n'a-
guaumabacia de (landres com algumas pe;as
de roupa engommada : rogase a algum canoei-
ro ou pessoa que a apsnhou, queira entrega-la na
ruado Btngel n. 73, que ser recompensado.
Manoel Bento Aires de Hacedo scieolifka
ao respeitavel publico que de agora por diante
assigoar-se- haManoel de Macedo.
Engenho para vender.
No dia 17 do corrente, pelas 11 horas do dis~,
depois da audiencia do lllm. Sr. Dr. juiz de or-
phos, tem de se arrematar por venda, a reque-
rimenlo de D. Bita Jeronima de Mendonja Perei-
ra, meieira inventananle dos bens que ficaram
por fallecimento de seu marido Marcelino Anto-
nio Pereira, duss tercas paites, pouco mais ou
menos, do engenho Desterro, silo na freguezia
de Iguarass, avaliado em sua loUlidade por
30:0009, moeoiee corrente, movido por animaes,
com todas as obres, bemfeitorias, trras, matas,
logradouroa e uleocilios, o qual engenbo divde-
se pelo nascente com trras do engeoho Ioha-
man, pelo puente com ierras do engenho Moojo-
pe e outros, pelo norte com trras de Jos Igna-
cio, Manoel Lucas e outros, e pelo sul com tr-
ras do patrimonio da irmandado de N. S. do
Bosario de Iguarass e de outros. Adverle-se
que se admitlcm landos, parle em dinheiro
vista e parte em pagamentos por letras aceitas ou
endossadss por firmas conceituadas nesta praca.
Na ra do Bangel n. 73, precisa-se de urna
ama forra ou captiva para o servido d" pequea
familia, paga-se bem, oo caso de agradar.
Na ra de Apollo n. 43, escriptorio de Ar-
mio & Saraivs, existe urna carta para o Sr.
Bento Jos Aotunes Pereira.
Aluga-se, o sobrado n.SB da ra do Apollo,
j a casa terrea n. 27 da ruado Burgos a tratar na
ra da Aurora n. 36.
Aluga-se um armazem na ra Nova de San-
ta Bita (frente da ribeira do peixe) o. 19, com
snfficieocia para qualquer estabelecimento por
maior que elle seja, pode recolher para mais de
6000 barricas, ou de 300 a 400 pipas cheiss, e
outras tantas vastas, ou outros quaesquer volumes
na proporco, com a vantagem de ter no fundo
trapiche o guindaste, pelo qual pode embarcare
desembarcar aquary com toda a mar : a enten-
der-se com o proprietario Manoel Pereira Lemos
no caes do Ramos n. 10.
Ha dias andava um preto vendeodo dous li-
vros que diz os linba achado : a quem lhe faltar,
os pode procurar na ra nova de Santa Bita, em
casa de Vicente Alves Machado.
Cheguem
BARATA PAEA LIQUIDAR
Na rjia da Imperatriz n. (^es-
quina do becco dos Ferrei-
ros, loja de Manoel Jos
Guedes de Magalhes
Sedinhasde qnadros de todas escores e muito
encorpadas, covado a 790 rs., cortes de cambraia
brancos com 3 ordens de bordado a 39, ditos com
3, 4, 5 e 6 babados de diversas cores a 39500,
ditos de larlatana com 3 babados a 2JS00 e 39,
ditos de cambraia de seda a 59, baldes de 14 a
40 arcos dos melhores qne tem apparecido a 39,
39500 e49, ditos para meninas de lodosos taraa-
nhos.cambraieta franceza muito flna.peca a 79500
e 8$, cassss com salpicos brancos e de cores, co-
vado a 240, pegas de cassa de salpicos brancos e
decores com 8 IrS varas a 39500. cobertas de
froco matizadas para cama a 99, chales de froco
com pona redonda e borla dos mais modernos a
89, ditos de laxa e seda a 2y5O0, ganga amareila
muito boa, covado a 840, cambraia de cor muito
bonita, covado a 300 rs., alpacas de cor para ves-
tido, covado a 330, popelinas, riscadinhos para
vestidos de seohora e meninas, covado a 300 rs
tiras bordadas s ponto fnglez de todas as largu-
ras a 19280. 19440, 19600 e 29, manguitos a ba-
lso com gollinha para senhora a 2 e 39, chitas
francezas finas e cores fizas, covado a 820, 240
860 e 280 ra., cambraias de aada de cores enfei-
tada a5Wrs., ditas de forro de oito varas a
pe;a a 19600, e outraa muitas fazendas de barato
preco.


IAHIO DI ff MAM JOCO. ^ quaatA ftfBl 18 II 8RWA0-0I lNh

___________:___________
largo da Penlia
Francisco Fernandes Duarte, proprietarto deste
rmazem de molhados, partecipa aos sous freguezes, assim como aos senhores da praga, de enge-
nho e labradores que d'ora em vanle quizerem-se afreguezar oeste estabelecinreuto, que se cha
com um completo sortimeolo de gneros os mais novos que ha no mercado e por serem a maior
parte delles vinlos de coota propra, est portento resolvido a vende-los por menos 10 por cento
do que em outra qualquer parte, aflangsodo a boa qualidade e acoodiciouamento, assim como ser-
vir os portadores meaos pralicos to bera, como se os senhores viessem pessoalmente, para o que
nao je poupar o proprietano em prestar loda alteogo, afim de contiauarem a mandar comprar
sais eucommeodas, serlos de que, toda e qualquer eocommeoda comprada oeste estabelecimento
acompjohar urna cont impressacomo mesmo titulo de armazem Progresso.
M amelga IngYexa perfectamente fio* ,i|000.,
s por este prero unicam'-n'" pela grande porco que tem e sefor em barril se tara abatimento
Mantelga Crug a m rs.. libra. em barril. seo r,.
tuba nyasou 0 meihor qae ha n8 mercad0 a j^o a libat
dem preto a moo, libr8
Q Helios do reino chega(los aest# aUlHI0 ?a#or, ^
dem prato a m rs utelro a 640 % a ^
Idealsuissoa640fs Bliba empor?5ose[szab(4iment0<
Pceiuuto de uambte iDgl81.700 r5..u*-.
P rezant o de Yamego. 480 a Utel inUiro. 440 .
* a n>a* nova que ha no mercado a 160 rs. a libra, e em arroba a 4J500.
^spermasete a 760 1bra> em caUa a 740 rs<
ILatas eom bolaxluua de soda d9 deferente quaIidade, a
liatas eom peixe em posta de maM4nUiMAu v9Wt.
\xe\t Doce de AApercYie em laUa, da 2 libras oor lsaoo,
k matas para codim a 800 rs albta>
Bauna de pareo refiuada a
laUca de v.mate
a lO 1111)0 a primar, 7 que rmtkfn a e9te mercado a 640 r. a libra.
Choancas e-patos muit0 aovos. ^ r9.. libra.
Palito* de deate UMdos60m20macinhoipor200r8.
Chocolate raaeez. 18200 rs. a UkM| diUo porlljgaM a Wd tt>
itlarmelada imperial d0 atamad0 Abreu e de outros muuos fabricantes d<
a I9OOO rs. a libra.
Vtalto eagarratados Prt0 Bordea
yiaaosempipade5005(}0e640rga
Viaagre de Lisboa
1S400
a IgOOO rs. o barril, a relalho a 320 rs. a garrafa.
480 rs. a libra, em barril a 440 rs.
a mais nova do mercado a900rs.,e em lattas de 2 libra por 19700
garrata, em caadas a 39500 igOOO 49500.
o maissuperior a 240 rs. a garrafa.
CJ* das mais acreditadas.marcas a 59 a duzia, e em garrafa a 500 rs.
Pra !0Pa mais nova que ha no mercado a 640 rs. a libra.
^rvuaastirAueeLasa640rsalaUa
Mtelo de ameadoa a 800 r, a libra> dlti com ca9a a 480 m
iHozes muUo novas a 120 rs a libra
^astaaaaspUadasa240rsaIibra.
%M milit0 8tperora 240 rs a ibr8i e 7# arroba;
* ** do Maranhlo a 39 em arroba, e em libra a 100 rs.
ramo americano ,, ,.
^ ,, v a la libra, sefor em porgse farabaticnoQiu.
SevadtaaadeFr,ncaa240rsalibta>
**%* muito novo a 320 rs. a libra.
IL oaetaao da Lisboa a 360 ri a libra a a m a arroba
Fariaaa do Maraaaao
Toaciaa iuglez a 20ff rs a libra
uuL^, eaXtt^S de8 IIbra9. imo cada uma.
curar tendente TmofhiSL'6' meacloasdos enconlr.r o respeitavet publico ludo quaoto pro-
a mais nova a 160 rs. a libra.
AU MiNERALE
NATRALLE DE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Craz n.M
do
Meuron&C, mudaram seu de-
psito de rap area-preta, do primeiro
andar n. 23 da ra da Cruz para o ar-
maz-rn n. 19 na mesina ra.
- Eugenio G. Natt, subdito francez. vai para
o Rio O abaixo assignado remetteu
los paquete* brasieiro Cruseiro
Sul e irancez Guienne para seren
vendidos pelo seu commissionado na
corte do Rio de Janeiro os bilhetes in-
teiros e meios bilhete da stima parte
da quarta lotera do Gymnasio Per-
nambucano (primeira concessSo) cuja
numeracao se acha affixada na thesou-
raria das loteras.
O thesourero,
AutonioJos Rodrigues de Souza.
Precisa-se alagar urna escrava para todo o
servio de urna casa de pouca familia : na pra-
a da Iodependencia n. 38.
Aiug-se urna casa com excellentes com-
modos, com grande sitio com arvoredos. cacim-
ba com bomba, tanque, cocheira e estribara, a
qual est edificada com freote para a principal
estrada, e muito porto dt cidade : quem preten-
der, dirija-se a ruadaCadeia n. 9.
Yendas.
Compras.
Compra-se patacoes hespanhoes ao cunho
de Larlos III e IV : ra nova n. 23 loja.
Compra-se um braco de balanga Romao,
pequeo, qne seja em bom uso : na raa Direita
numero 84-
Compra-se urna escrava para todo servico
de urna casa de familia : na roa do Queimado n.
6 1 andar, se dir quem compra,
Cornpram-se moedas de ouro : na ra No-
va o, 23.
Cumpra-ae urna negrioha de 2 a 5 annoa de
loade ; na ra do Caes 22 denovembro, n.30,
1 aodar, por cima do bilhar.
..-"Compra-se urna preta de 14a 18anoos de
ade, creferindo-se do mato, embora sem ha-
bilidades, e troca-se um moleque de 11 annos
por uma preta ou parda delguai ou menor ida-
de : na ra do caes 22 de novembro, o. 30. 1
oJar, por cima do antigo bilhar do Paiva.
rara egtal elecimento de qual-
quer offltina.
Dinheiro vista.
Compra-se urna casalerrea que nio seja gran-
de : a tratar na raa do Padre Floriano n. 32.
-- Na ra da Conceicao da Boa-Vista n. 4
vende-se por prego commodo um palanquim em
^ival
i
sem segundo
Na rus do Queimado n. 55, loja de miudezaa
ae Jos de Azevedo Maia e Silva, tem destinado
acabar com certas e determinadas miudezas pelos
precoa abaixo declarados, e venham logo noia
est cabando.
Cains com aguihas francezas a..........
Novellos de liona para marcar a 20 rs. e.i
Ditos de liohade crese muito grandes a
Carretel de liuha, superior qualidade a..
Liona branca do gaz a 10 rs. e...........
Dita dita,a melhor que ha, novel lo grande
Pares de meias de corea para meninos a
Duzia de metas cruas moio superiores a
itade ditas ditas a...................
Pares de meias de cores para meninos a
Liona em cartao Pedro V a...........
Caixas com phosphoroi de seguraric/a a
Caitas de folhas com phosphoroa (so a
Cana val 100 rs.) a......-_____
i Acaba de!
chegar
ao boto armazem
DE
B4ST0S & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceicao dos Milita-
res n. 47.
Um granda e variado sortimento da
roupas feitas, calcados fazendas e todos
estes sa vendem por pregos muito modi-
cados como de seu coitume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitoi pelos ltimos Qgurinos a
269,289. 30* e a 359, paletots dos mesmoa
pannos preto a 16J, 10f, 209 e a 24tf,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novos padres a 19.169. I89.2O9 e 249,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
rea a 99. 109,129 al49, ditos prelospe-
l* diminuto prego'de 89,109, e 12$, ditos
de sarja de seda a sobrecasaeados a 129,
ditos de merino de cordo a 129, ditos
de merino chioez de apurado gosto a 159,
ditos de alpaca preta a 79, 89, 99 e a 109,
ditos saceos pretos a 49, toa de palha de
seda fazenda multo superior a 49500, di-
tos de brim pardo e de fusiao a 39S00, 49
e a 4950O, ditos de ftlsto branco a 49,
grande quantidadrde cairas de casemira'.
preta e de corea a 79, 89, M e a 10, ditas
Sardas a 39 e a 49, ditas de brim de-cores
as a 2$500, 39, 39500 e a 4$, ditas de
brim brancos finas a 49500,5$, 59500 o a
69, ditas de brim lona a 59 e a 65, colletes
de gorguro preto e de cora a 5g e a 6|,
ditos de casemira de cor a pretos a 4S500
o a 59, dito* defustao branco e de brim-1
a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 45,
dito d.meria6 para luto a 49 49500,
caigas de merino para luto a4(500 e a 5$,
capas de borracha a 99. Para meninos
de todos os tamaahos : calcas de casemira
refaeda-cor a 5$, 69 e a79, ditas oitas
e brim a 2, 39 e a 39500, paletots sac-
eos de casemira preta a 6| e a 7, ditos
decora>69 e a 7g, Utos dealpaca a39,
sobrecasacos de panno preto al29e a
14, ditos de alpaca preta a 59, bonets
para menino de todas as qualidade, ca-
misas para meninos de todos os taman hos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para menina de 5 a 8 annos com cinc J
basados lisos a 89 o a 12$, ditos do gorgu-
ro de cor e de lia' a 53 e a 69, ditos da
brim a 39, ditos de cambraia ricamente
bordados para beptisados.a muitas outraa
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para ae
mandar manufacturare que para este fim
tornos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande oficina de al-
taiate dirigida por un hbil mestre que
pela sus promptidaoe perfeir5onadadel-1
xaadesejar. 1
109000
IO9OOO
99500
anoo
primor Joly).....
bnlhsntna.....
ftaepa alta,
baixa.
. .
Calcado
45 Ra Direifii 45
Magnifico sortimento.
Semprecondescendento sprazenteiro com os
fteguezei que Ihe trazesa^llnhelro a pioprisU-
rio deste grande eataelecrdento continua a of-
frecer ao publico, por precos mdicos e sempre
isfenoresrans Vs outto, o m bello sortimento
de calcado fraosox, iaglez e brasileiro e vejam:
Homem.
Borieguina Victor Emmaamol. .
cjarrode pona. ....
lordPalmerston(bezerro .
diveisos labricoaiosf Ustre}
. !, JoU:JUiaV ., ,*.. .
9apat5es Nanles (bateria inteira). ,
pMoote. ..........
Sapatos nanga (portuguezes). : .
(raoceses).....
9 entrada baixa (sola o vira]. .
muito chiqwe fuma sola). .
Senhoras.
Borzeguius primo
5
W.3, 38. 84. ....
c iJL .decores 32,33.34. .
Sapatos rom salto (ioiy)......
.a, > frsnoetes fresa nichos. .-. .,
r 31,32,33 0 34 lustre. ...
E um rfeo sortimento de cooro de lustre, be-
zorrofrancez, marroquim, sol, wquotas, coa-
nnhos, fio, taitas etc., por menos do qae qual-
quer outro pode vender.
Era casa de Adamson, Howie 4- C, ra do
Trapiche Novo n. 42', voude-s'e :
Rolhas de cortina oissmas.
Lona o lle.
Fio de vela.
Superiores tiotts de tedas as coros.
Sellins, silhoes, e arreios para carro ou cabriolet.
A 16^500, dinheiro avista.
Paletots de panno fino preto forrados de seda,
muito boos : na ra do Queimado o. 47 : clie-
guem antes que se acabem.
Atteneao.
Loja do barateiro, ra do Queimado n. 69, che-
guem para comprar ricos eofeites a 1$, ditos de
velludo a 4g, ditos do rotroz matizados os mais
modernos que temos-na cidade a 89, chapaos t
palha decores a Garibaldi a 3g, aberturas para
camisa a 320, chales de gorguro listrados com
borlota na poota a 49, paletots de panno preto a
149, e muitas mais fazendas, que vista do com-
prador nao se engeita dloheiro, cheguem ao ba-
rateiro.
600 rs. a groza.
As mais superiores e afamadas peonas de
denominadas langa ; na ra do Queimado n
Gravatinhas de raiz de
coral,
ojnelhor que possivei. Veodo-se mui bonitas
sjpaoalinbss de raiz de coral com duas o tres
Uaoe lagos as pootas, sendo ollas bsstanle
asnaasidas, avista do que sao baratissimas a
909 e 39000: assim bom e barato s na loja
d'agtrla branca, ra do Queimado n. 16.
Saias de cordo.
Superiores saias da cordo a 39, 39500 e 49,
ditas Icoxoedas muito superiores a 59 : na rsra
o Queimoato n. 22, loja da boa,.
%
gjNoya pechincha a400rs.
o covado.
5g000
2SO0O
1S500
5S500
3S00O
58500
58000
5*000
4S8O0
4J500
48000
88900
29240
19000
Vende-se laziobas eofestadas ao gosto chi-
nez as mais modernas que tem viudo pelo dimi-
nuto prero de 400 rs. o covado : na ra da loa*
peratriz n. 60, loja de Gama & Silva.
[Nova remessa a 3,000, na
toja doPavao.
Acsba de chegar ama porelo do madapolie
francez enfestado com 14 jardas que se vendem
a 39-a eca : na ra da" Imperatriz n. 60, roja de
Cama & Silva. !
Enfeites riquissimos.
Vendem-se ricos enfeites de retroz, sao os me-
Ihores e mais modernos que ha no mercado, pelo
barUissimo prego de 89 : 'na ra do Queimado
'i. 22, na loja da boa f.
4 loja da bandeira
ova loja de funileiro da;
ra da Cruz do Recife
numero 37.
{Manoel Jos da Fonseca participa a
todos os seus freguezes tanto da praca
cmodo mato.e juntamente orespeita-
vel publico, quetomou a deliberaso de
baixar o prego de todas as su as obras, por
cujo motivo tem para vender um grande
sortimento de bahs e bacas, tudo de
differentes amanhosede diversas cores
em pinturas, e juntamoute um grande
sortimento de diversas obras, conteodo
banheiros e gamelas grandes e pequeas,
machinas para caf e camas de Tent o
que permite vender mais barato possivei,
como seja bahs grandes a 49 e peque-
os a 600 rs., bacas grandes a 59 o pe-
queuasa8O0 rs.,cocosal9 a duzia. Re-
cebe-se um official da mesma offleina
para trabalhar.
Aos senhores selleiros.
Ourello preto de
ido : na ra do
passando a botica^
boa qualidade a 1*800
vado : na ra do Queimado n. 17,
o co-
primeira loja
Madapolo coqueiro
a 89 a peca, com pequeo defelto : na ra do
Queimado o. 17, a primeira loja passando a bo-
tica.
Feijo de corda.
No armazem de Tasse Irmaos: ra do Amo-
nio n. 35.
Grande sorlimenlo
Fazendas de todas as qua-
lidades.
Na loja n. 23.
GURGEL 4 PERDIGAO".
Vestidos de blonde, ditos de seda, di-
tos de phantasia e de cambraia bor-
dados.
Lindas caixinhas
8Q0
40.
com necessarios para costura
Acaba de chegar para a loja d'aguia branca mui
lindascaixinhas matizadas.com espelho, tesoura,
caivete, atuiheta, agulheiro, dedal e ponteiro,
tudo pratiado e de apurado gosto, emfim urna
caixioha excellente para um presente, e mesmo
para qualquer senhora a possuir, e vendem-se a
109 o 129 : na lbja d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Lencos para rap.
Vendem-se lenros olssimos de linho proprios
para os tabaquistas por serem de cores escuras o
fixas, pelo baratsimo prego de 8f a duzia ; na
ra do Queimado n. 22, na bemeonhecida loja da
boa f.
Lempos de cam-
braia com padres de se-
da a 2$500 a peca.
Na loja d'aguia branca tambem se vende mui
bonitos e finos lencos de cambraia imitando seda,
isso pelo baratissimo prego de 29500 a pega de
10 lengos. E' essa urna das pechinchas que custa
apparecer, e quando assim approveitar-se da
occasio, porque elles servem tanto para algibei-
ra como para meninos, e quem os vir na loja
d'aguia branca, na ra do Queimado n. 16. lera
vonlade de comprar mais de urna peca, tal a
boodade delles. r v '
dwaissiesK aeeiMie tmmmm
Nova california
m
3 Fazendas baratas. Z
Na raa da Imperatriz 11.48, junto aS
padaria franeeza.
Corts de cambraia branca com b'abadt-
9 nhos 49 e 49500 superior 59, cambraia li- #
f za com 8 1[2 vara 34", 39500. e 4. ditas de
8
120
40
40
30
20
60
120
29400
29000
160
20
160
Lazinhas, sedinhas de quadros e
cambraiaa de cores padres modernos.
Na loja n. 23 da ra da Cadeiaf
Manteletes, capas compridas moder-
naa, taimas de QI6 e polonezasde gosto.
Fil, tarlatana, organdy com novos
padres, cambraia cora lista de cor o
mais moderno e fasendas para luto.
Fzeoas e r
pas feitas baratas
NA LOJA DE
Corts de cambraia branca com b'abadt-
nb.08 49 e 495OO superior 59, cambraia li-
za com 8 1 [2 vara 3, 39500, e 49, ditas de
Eseossia 59, e 69, ricos enfeites para s- _
nhora 6 e 6J500, sintos os mais delicados 9
para slhora 29500.39, chapelina para cri-
anga gosto inglez 30500,49, para baptisado
39, cortes dSe-vestido de seda Escosseza de
bonitos gosto 129 esto se acabando, ri-
eos lengos de labyrinthe 19.1$200. chapeo W
_ de sol para senhora de bonitas cores, lisos
59, cabo de marfim 59500, corles de cam- #
braia brancos com ffoe de sed* 59. risca-
do francez 200 ris o covado, completos #
W sortimento de baldes do arcos 39, sortt-
melos de meias para menino e menina #
I 200 e 240 ris o par. chales-de tarlatana
de cores a 640 ris, lengos branco com bar- 9
ras 160 ris chitas inglezas a 180 e 200 rs.
dita franeeza a 240 o 280 rs. o covado 0.
0 pegas de cambraia de forro com 9 varas 0
ff a 2 : junto a padaria franeeza n. 48. f
99M9
Superiores organ-
dys.
Na Iojo da boa f, na ra do Queimado n. 22,
vende-se flnissimo organdys de muito lindos pa-
dres, pelo baratissimo prego de 720 rs. a vara,
fazenda de 19200, e quem nao andar muito de-
pressa ficar sem a pechincha ; oa ra do Quei-
mado n. 22. na loja da boa f.
Vestidos brancos
bordados.
Anda restam alguns cortes de vestidos brancos
bordados que contiouam-se a vender pelo bara-
tissimo prego de 59, com 2 e 3 babados, de gra-
ga : na roa do Queimado n. 22, na bem conheci-
J- luja Ua Uva (c.
Arado? americano se machina-
par a lavarroupa:cmcasa de S.P Joi
nhston & C. ra da>eazala n.42.
Attencaa
ap
Malas, saceos de viagem, se-
lias e silhoes e relogios pa-
ra algibeira patente.
No leao que vai ter lugar terc.a-fe-
ra 20 do corrente na ra da Cruz n.
15, se vender' em reserva de precoj
um lindissimo e vanado sortimento dos
artigos supra mencionados, para os
quaes se chama a atteneao dos compra-
dores e desde a podem ser examinados.
Fara bailes ou ca-
sanientos.
Veadem-se na lojs do pavio ricos cortos de tar-
latana braoca bordados a matiz, fazenda do ulti-
mo gosto, ditos de merino bordados com delica-
das cores : na ra da Imperatriz n. 60, loja do
Gama & Silva.
Vende-se um carro novo de 4 rodas, feilo
a moderna, ainda em branco, por prego razoa-
v-oi: queso.evetender. dsijia se a re de Do-
naoos Piras o. 28, oftdn* do Carlos Ilesas.
lia do Quetmdo n. 10,
loja de k port-as
de Fevf&o Iftala,
vendem-se barato as seguintes fazendas, para li-
quidar.
Cortes de caseOaira finos de cor a 39500 e 49.
Dito de dita ditos de cor preta a 59 e 69.
Ditos de brim do poro linho a 19600o 2ir
Panno preto, azul, verde o cor de caf, covado
a 3J000.
Corles de superior velludo de cor a4fi e aOOO
Manteletes de fil preto bordado a 49.
Visitas de seda abertas a fil a 49.
Mantas do dita ditas a fil a 49 e 59.
Riquissimos cortes de seda a 80, 90 1909.
Ditos ditos de dita o 15, 20 e 259.
Chales cem palma de sed 2 e S9500.
Cortes d cambraia bordada a 19800.
Lengos bordado com bico, duzia a 1$500 o 29.
Chales de touqoim a 15 e 30.
Ditos de aaerio bordado a 4, 5 e 69.
Chitas francezas, qualidade superior, cavado
a 240 rs.
Ditas ioglezas, cores fizas, oovado a 160 rs.
Lencos de seda da India a I9.
Cambraias lisas omito finos, eom 8 varas a'oe-
ga a 39500 e 49. F
Cazaveques e espiahas de fnslo brsn^ a 89 e
99OOO. I ^
Meias de algodo cr superior fazenda a 49.
Chapeos a aribaidi a 14 e 159.
Enfeites e chapese travista a 9,10 e 129.
Herneslina, riquissima fazenda para vestido
de senhora, covado a 400 e 500 rs.
Ambrosios, idem idem, covado a 500 rs.
Mimos dasjo, covado a 500 rs.
Sediohas de qi
19000.
Manguitos de cambraia bordados, um 500 rs.
Gollinhas idem, urna 320 rs.
Superior33 espartilhos para senhora a 4$.
Brim branco de linho, vara a 700, 800 e I9.
f Sintos e enfeites
i dourados
^edeoutras muitas qualidades que se
gg vende por menos que em outra qualquer
2 parje: na loja da ra do Crespo n. A.
W de Leandro & Miranda.
quadros, covado a 700, 800,900 e
Pechincha
lnzate receber nova porgo
paraba
Tasso IrmSos acaba
de chicotes inglezes paJaK*rro, cabriolet," mon-
tara e caga. Os Srs. donos de cocheiras teem
boa occasio de supprirem-se de bens e baratos
chicotes.
Duzia de phosphor'os do gaz a
Frascos d'agua de colonia superior a!'."
Uitoscom cheiros muito finos a.....
Duzia de meias muito finas para senhora
Lanas de apparelhos para meninos a 240
rs- e .... .
Trangas da laa e de linho aorlidas a..!..*
SabonetaaraBdeso superiores a........
broza debotes pequeos para caiga a
Groza de buies de louga a..............
Varas detramoi superior a 120 e...'.'.'.'.'.
Groza de peanas de ago a................
Carteiras muito superiores a..........'.".
Biralhos portuguezes a..................
Tesouras moito finas para coatura a
Ditas para unhas a 240 e..................
Bsralbos pasa voltarete a 240 e.........[
Fraseos de banha de urgo a...........,.,,,
Frascos grandes de Isvsnde embreada; so*
perior qualidale a...................
Frascos do oleo de babosa a 320o...'..'.
Frascos dedanha muito fina a 240o......
Agulheiros com agitas a................
100
240
400
500
39OOO
500
40
160
120
120
10
500
500
120
400
400
320
640
800
500
320
80
Na loja n.23 da rna da Cadeia.i
Saias balao, manguitos, gollas, pea-
tes de tartaruga, lequas, perfumaras.
longos de linho e luvas de peiiea.
Chales de todas as qualidades, gros-'lfl
denaples, cha franeeza, cambraia
branca, chapeos, butinas, etc., etc.
KuadastzaiaNovan.42
Vends-ss sm casada S. P.JonhstOB 4C.
sellins a silhoesnglezes,candaeiro a eastieaas
bronzaados,lonas aglezss, fio dvila,ohico4o
paraetrros, amoniaria.arraiospara arroda
navodoui cvalos rslogiosds onro paionU
oglar.
Cintos dourados e enfei-
tes de cores.
A loja d'aguia branca acaba de recbemelo va-
por ioglez os bonitoa cintos dourados com flvelas
de novos e delicado moldes, assim como lindos
enfeites de gostos rrovissimoseinteirameote aera-
dsveis, e como seucostume, est vendendo lu-
do mais barato do que em outra qualquer parto,
e para desengao dirgirem-se a dita loja d?t- ttr no "Oesmo daposito OU na rila do Tmoicha
guia branca, raa do Quiimado n. 16, a. 4.
48-Ra da Imperatriz48j
Jante a padaria franeeza.
Acaba de chegar a este estabeleci-
mento um completo e variado sortimento
deroupa8 de diversas qualidades como
sejam : grande sortimento de paletots
de alpaca preta e de cores a 39 e 39500
ditos forrados a 49 e 49500, ditos france-
zes fazenda de 109 a 65500, ditos de me-
rino preto a 69, ditos de brim pardo a
3800 e 49, ditos de brim de cor a 39500
ditos de gsoga de edr a 39500, ditos de'
alpaca de la amarella a imitago de pa-
lha de seda a 39500 e 49. ditos de meia
casemira a 49500, 5J o 59500, ditos de
casemira saceos a 13J, ditos sobrecasacos
a 159, ditos de panno preto fino a 209
22J. 289. ditos brancos de bramante
3950O e 49, caigas de brim de cor a If 800
2$500, 39, ditas brancas a 39 o 49500, di-
tas de meia casemira a 39500, ditas de
casemira a 6500. 7J5O0 e 99, ditas nre-
|tas a 4S500. 79500.99 e 109, colletes de
ganga franeeza a I96OO, ditos de fssto
29800. ditos brancos a 2J800 e 39, ditos
de setim preto a 39500 e 49500, ditos de
gorguro de seda a 49500 e 59. ditos de
casemira preta e de cores a 49500 e 5
ditos de velludo a 79.85 e 99.
Completo sortimento de ronpa para
meninos como seja m caigas, colletes, oa-
le(?^ca,?i"s a l80Oe29,ditas defustao
a2950O, chapeos francezes para cabeca
fazenda superior a 69500, 8g500 e IOS
Tachas e moendas
Braga Fiiho C. tem sempra no seu depo-
sito da ra da Moada n 3 A, um grandasor-
manto da tachas e moendas para angenho da
muito acreditado fabricante Edwin Mawatra-
S a loja armazenada
vende-se ricos cortes de fanlazia com babados
muito finos, novos cortes de cambraia, fazenda
muito nova com 2,3.4,5 e'6 babados a 39,e 39500.
ditos de cassas com 7 babados a 2,500 rs. ditos
de cambraia de salpico a 29000 rs., pessas de
SamAra, branc< IfdOO rs., ditas muito unas a
29500, 39000 e 3J500 rs.. pessas de madapolo
francez entestado a 39000 rs., ricos sintos para
senhora a 2500 e 3J000 rs., ricos enfeites para
cabega a 3|000. 39500. 49000, 49500, 59508 e
oOO rs., saia balao de 20 a 40 arcos a 39 e 395OO
rs.: na ra da lmperatiz, loja de 4 portas n. 5o,
Magalhaes & Mendes.
Magalhes, e Mendes
receberam pelo vapor francez novos gostos de
Tazendes de diversas cores a imitagSo de lanzi-
nhas para vestidos a 39200rs. o o corado, pope-
lina a emitago de sedinhas de qaadro a 200 rs
o covado, fusto para vestidos a 320 rs. o covado'
Ianzinhas entestadas a 400 rs. o covado, sedinhas'
de quadrinhos muito encorpadas a 640 e 560 rs
2 Sr 280 <. ditas ioglezas a 160, 180
e JOO rs.,dao-se amostras do todas as fazendas
parase ver: na ra da Imperatriz, loja arma-
zenada de 4 portas n. 56, est aberta das 6 horas
da manha as 9 da noite.
ymundo
CaUVos Leite &
Irmao recebe-
ram pela bar-
ca Clarissavin-
da ltimamen-
te de New-
Tork.um com-
pleto sort i-
mento das me-
Ibores machi-
nas do cozer
dos mais afa-
mados autores
m Inorados
com novas
perfeigoe-
mentos.ftiendo peseoeto igual peles dooa lados
da costura, meotram-se na roa da Imveratriz n.
11, a qualquer hora. Tambem receberam todos
pa prepares para as meamos como agulhas, re-
trozesemearriteia.linha de todas as corea todo
fabricado aiprMaamante para as masmas ma-
aaUua,
Bardo do Livramento.
Largo da assembla n. 15.
Ha continuamente para vender, nesle novo es-
tabelecimeotq o seguiole :
Cera de carnauba em porgoes ou a relalho,
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em caixinhas de 1 arroba a 4.
Barricas com sebo db Rio Grande em porgoes
ou s retalbo. <
Velas de carnauba pura em caiiiohas de 1 a 2
arrobas.
Meios de sola, dlfferenles qualidades, em por-
goes ou a retalho.
Couriohos curtidos.
fannna de mandioca por 19500 o safccoi
Farello em saceos grandes por 398OO o sacco.
S na taberna da
boa esperanca, ra Di-
reita n. 48,de hm Leo-
poldo do Reg Filiar.
Manteiga ingleza a 19, dita franeeza a 720 a
libra, queijosdo reino vindo pelo vapor a 29400
ditos a 295OO, vloho de Lisboa a 500 rs. a garra-
fa, dito do Porto a 19200 engarrafado, banha do
porco a 500 rs. a libra, latas de ervilhas muito
nas 800 rs., arroz do Maranho verdedeiro a
120, toucinho o melhor que ha no mercado a 360
a libra, azeite doce muito bom a 720 batatas
boas a 60 rs., aletria nova a 500 rs. a libra, ma-
carrao a 480, cerveja branca a garrafa a 560, dita
preta a 720. meias garrafas a 400 rs:, concervas
francezas a 800 rs., palitos de denles, o mago a
240. latas de sard'nhas a 500 rs.. latas de arara
novas a 120, rap de todas as qualidades que se
procurar: o mesmo senhor cima espera que
lodos os seus amigos mande comprar na dita ta-
berna da boa esperanga.
Encyclo-
pedica
luO^a de fazendas
Ra do Crespo numero 17.]
DE
Guimares & Villar,
Para acabar com certas fazendas ven-
demos baratissimos :
Chapelinas de seda de riquissimos costos
a 129 cada urna.
Ditos de palha de Italia a 289.
Gollinhas e manguitos de punbo de su-
perior qualidade a 89.
(.Casaas de cores Orase delicados padres
a 280 rs. o covado.
Sedas, cambraias. cassas, chitas
quanto pertence para adornos
nhora por baratissimos precos
Calgado Heli de 2 solas e sola fina.
Para homens.
Grande sortimento de roupas feitas
chapeos de todas as qualidades.
e tudo
de se-
Relogios.
V*nd;s encasa de Johnston Pater & C.\
ra do Vgario n. 3 um bello sortimento U
relogios de ouro,pa ten te ingles, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
uan variedade da bonitor trancelins para oa
metilos.
Cestinhas de Hamburgo.
S oe loja d'aguia de ouro, roa do Cabug n.
lim.. ''Be,n,T.eeeeo ua completo sortimento de
n. 2e'tlDh' de tod08 os 'a"bs Parias
?.-"!?,nesdecola. assim como malores coa.
n.P^n!I0pna.".para compras, balaios proprios
m,.M"!,d,4o8propriM Pfaque>oS, ditos
SS"f P8LB "rinqwdos de mesne's, dT
S m"S^Xnn08qUC8e T6nde,n Pr Pre"
Bom e assim barato
IStS^S^T e **f,8ttw pMtoi P.pa-
d.i. <,B,d", Per^. i*e d.a HU,
mudeTeis, pelo apae se toraam de rauita aKili-
rn!w-#peqireV PCo de I9M0 edeuma
2JTJ-? apr*t>'-to da oeoMiio osa. que ce
osiao ellas veodendo por melado do que sem-
br costuran ; assim drrijam-se a
Manado, loja d'aguia branca n. 16,
roa do
qna seri

i


pujo ?t mi^ini ^ *#u^ ma4 u rowo mimi.

i

i
r- _
>
Queijos do serto
amito novos, chegadoa ba pouces das a 500 rs.
libra : na roa da Imperatra, foja te miudezas
miwo8a.
Feijo amarello
de Lisboa, superior qualidade ; vende-a* na
ra da Madre de Dees n. 8.
Attenco.
Ma ruado Trapiche n. 40, emcaaa de Ro r n
Roeker S C., existo vim bom sortimento dell-
nhaa decoreaebrancaiem carreteia do melhor
ibrieaatedelnglaterra.taquaea a* vendem por
recoa muirazoaveia

. UHH
:dacao de certas:
* fazendas finas, s
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
para contas e facturas, papel mata-borra o; ven-
e-se na leja d'aguia branca, raa do Queimado

ansa aro 16.
RA. DO CRESPO N. 17.
Riiiuiasimas chapelinss de seda para
senhoras, de diversas cores a 12$.
Cassas de cores bonitos padres a 340
rs. o corado.
Gassaa e orgaodys do cores a 180 rs. o
eovado.
Chitas de todas as qualidades e precos.
Muitissimas fazendas finas que se ven-
dem por precos baratisaimoa para liqui-
dar, dao-se amostra das fazendas.
PoUssa da Russia e cal de
No beta conocido e acreditado deposito da raa
da Cadeia do Recife n. 12, ha paca vender a rer-
dideira potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, aasim como tambera cal virgem em
padra ; tudo por precos maia baratos do que em
outra qualquer parte.
AG1GI9
fumico low-moq
Ra daSenzalla Nova n.42.
Neste istabaUcimrito contina ahavarura
completo sortimento damoenda sameias moen-
das para angenho,machinas de vapor etaixas
te ferro batido e coado,de todos ostamnhos
para dito,
O torrad or!!!
M l.%Tgo do Terco &3
Quem dufilar venha ver; manteiga ingleza
perfeitamenle flor a 19 a libra, franceza a 640 e
a 680 a libra, batatas muito novas a 80 rs. a libra
assim como se torra massas muito finas para sopa
a 440 ris a libra e outros mnltos gneros perten-
centes molhados, (a dinheiro vista.)
Hilho e Trelo.
Vendem-se saceos grandes com aino muito
bom e farelo a 49500: na taberna grande da So-
ledade, e ra da Imperatriz n. 4, junto a ponte, e
tambero farinba a 19800 a sacca.
i1 PRIMAVERA. |
}16Ra da Cadeia do Recife16/
LOJA DE MUDEZAS
DE
IFonseca Toalhas, lencos efronhas de labyrin- i
tho de diversos gostos, que a vista se
dir o prego, espelhos dourados a 800 I
rs. a duzia, pentes para tranca a 19400 I
a duzia, caixas de raiz a 19400 a duzia,
fitas de linho branco a 440 rs. o maco, !
flvelas douradas para calca a 640 rs a
duzia, pentes de tartaruga virados a 59
cada um, boles para caiga pequeos a
o 160 rs. a groza, argolaa douradas a
1$500 a duzia, boles para pnnhos duzia
de pares a 3jJ, ditos para casareques a
240 rs. a dua, grampos enfeitados a 480
rs. o par, caixas om apparelhos de Do- I
ecas a 19,2$ e 39 cda urna, caivetes |
de 2 folhas com pequeo toque a 18200 '
rs. a duzia, ditos grandes Oe 2 e 3 fo- (
lhas a 2$ e 35, papl a misad o a 600 rs. |
o pacote, meias de todos os tamanbos j
para meninos a 1J800, 29,29200 e 29400
a duzia, ditas para meninos a 29, 29400 1
e 29600, pentes de massa virados a 800 I
rs. cada um, escovas com espelho para
cabellos a 800rs. cada urna, froco gros- |
so a 400 rs. a peca e finos a 240 rs., fi-
tas de velludo de n. 6, 8 e 10 a 19200 a
peca, sabo inglez a I96OO a duzia, lia
teiroscom figuras bronzeados a 500 e
800 rs. cada um, chapeos de sol de seda
para senhoras e meninas a 39, eacencia
de sabo para tirar oodoas algo viiro,
pentes de tartaruga para tranca a 3J50
cada um.voltas de coral com dous lios
compridos a 29500 cada urna, ditas de
tres fios a 3$. bonicos de choro a 320,
500, 800. 19 e 1j|400 cada um, cadeiras
douradas com pomada a 800 e lg cada
urna, colheres de metal principe para
cha a 29 a duzia, ditas para sopa a
35500 a duzia, ditas para terrina a 29 ca-
da urna, caizinhas com pertences para
senhoras a 240,320, 500, 640, 800 e lg
cada urna, colheres de metal para cha a
320 e 500 rs. a duzia, babuzinhos com
espelhos contendo perfumaras a 59 ca-
da um, caixinhas de vidro a 29500, cai-
xas com espelhos e perfumaras, pro-
prias para toilete de senhora a 69 cada
urna, bem como muitos < bjectos de gos-
lo e outras miudezas por preces com-
modos.
A 2,0500
Na ra da Cruz n. 10, cata de
Kalkmann Irmaos &C, tem ex-
polio um completo sortimento
de amostras de o bjectos de bor-
racha, proprio para machinas de
engenhos, sendo correias para
transmit ir movimento, canudos
de borracha de qualquer com-
primento 6 groisura, pannos de
borracha, rodelas de dita, so-
bre ditos artigos tomam-se en-
commendas.
di9di8 9K9K9&93 9M9K9M9Kff
A1$ o corte
de caiga de meias casemiras escuras de urna s
cor; na ra do Queimado n. 22, na loja da
boa f.
Chales de merino estampado*, que em outras
lojai se rendis *or 4* e 5 m loj. da boa f
p^a ruado Queamedo n. 81, vende-te pelo toara-
lustme pmco de 29500.
S Gama & Silva.
Grande exposico de fazendas
baratissimas, na rojgi da Im-
peratriz n. 60, loja do
Em casa de Kalkmann Irmaos
&C, na ra da Cruz n. 10, exis- i
te constantemente um completo e
sortimento de j
Yinhos Bordeaux de todas as i
qualidades. 4
Dito Xerez em barris.
Dito Madeira em barris e caixas. t
Dito Muscatel em caixas. I
Dito champanhe em gigos. 1
Cognac em barris. <
Cerveja branca. *
Agua de Seltz.
Azeite doce muito fino em caixas.
Alvaiade em barris.
Cevadinha em garrafes.
Veode se cortes de phanta-
sia, fazenda de multo gosto
com babados pelo diminuto
preco de 4#50O; na ra da
Imperatriz n. 60, loja que tem
um pavo do lado d frr, fis-
to para nao haver engaos.)
3J500.
Vende-se ricos cortes de cambraia de aeda
com avental ou duassaias a 3J500 : na roa da
Imperatriz n. 60, loja do navio.
3,200, 3,500 e 4,000.
Vende-se finissimos cortes de cambraia boap-
e de cor eom dous e maia babados pelo dimi-
to prego de 39100, 3P00 e 4g : na ra da Im-
imm
eobartos edescobertoir pequeas e graneros, da
onro patente ingle*, para homem e sea hora da
um dos melhores fabrieantesd* Liverpool,vii-
dos pelo ultimo paquete ingles : en easadt
SooWlMeHor&C.
Carros e carrosas,
Em casa de N. O. Bieber
A C. successores ra da Cruz
Vende-se urna boa armaco de amarello,
toda envernisada, que aerve para qualquer asta-
belecimento, e por prego razoavel: na ra do
Crespo n. 15, loja.
Altencao
Vendem-se caixoes vasios proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a 1 $'280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem os tem
para vender.
Luvas de Jouvin.
Goes & Bastos, na loja da raa do Queimado n.
46, deve receber hoje pelo vapor francez as me-
Ihores luvas de Jouvin, assim como tambera tem
de camurca branca.
4lleneao.
Na ra Direita n. 141 ha para vender fumo de
Garanhuns do melbor que possivel, e por proco
commodo.
Vendem-se 300 caibroa de 30 palmos de
comprimento, sendo de mata da melhor qualida-
de possivel i na travassa doa Barros n. tO.
Attenco.
*
Ha psra se vender urna boa casa de pasto em
urna das melhores ras de Santo Antonio, faz
muito ucgucio e e muito afreguezaaa : a iratai un
ra do Imperador n. 16; nesta mesma loja, ven-
dem-se garrafas de Bordeaux vasias.
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
vende-se a verdadeira raiz de cotal a 900 rs. o o.
Caixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, chegado de sua propria encommenda muito
liadas caixinhas de costura com msica 'propria
para mimo, que se vende muito barato.
Vendem-se os engeuhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e cor rentes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nto e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pes:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
Lencos brancos.
Vendem-se lencos brancos proprios para algi-
beira, pelo baratissimo preco da 1400 a duzia :
na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
armazem de fazendas
de
SANTOS COELHO.
Ra do Queimado n. 19.
Lences de panno de linho a 18900.
Cobertas de chita de ramagem a 1J800.
LenQes de bramante de linho grandes a 3$300
Cortes de phantazia de seda a 89.
Algodao monatro a 480 e 640 a vara.
Bramante de linho com 10 palmos de largo pe-
lo barato preco de 2$ a vara.
Toalhas de fustao a 50$. cada ufflt.
Ricas capellas de flores de laranja para noivaa,
pelo barato preco de SJ.
Bramante de algoJao com 10 palmos de largo
a 18296 a vara.
Vestuarios de seda para meninos e meninas,
pelo barato prego de 8$ cada um.
Cortea de seda com toque de mofo a 25J.
Gollinhss de traspasso multo finas a prego de
Pentes de tartaruga virados e
direitos.
Vende-ae muito bonitos e fortes pontea de tar-
taruga virados e direitos, de moldes e deeenhos
delicados e pelos baratsimos precos de t2g, tOf
e 8# una, 5$ e 49 ouiros ; aseiaa como Mtree a
imperatriz (o melbor que ,possi*el fazer-ae em
tal genero) a 18#. Na verdad* quem cfeces o
hom admira a iimitaeso de laea precos 4 viala
das obras e por iaso dirijam-ee com dinheiro*
loja d'agaia toranes ra do Queimado a. 16, ue
aem duvida ach rao awateza, agrado atace-
idade.
Attenco
omos cobres a procura-
J rem comp-am tudo que
9 enconcrarem.
f^Sa loja de miudezas da ra da Im-
{^ peatriz n. 58, junto a
j} loja do Pavao.
Bicos o rendas de seda, bices e ren-
I das de aigodo, fitas de seda Haas e la-
W vradas, fitas de velludo, trancas de dito,
^ froco de todas escores, trancas de lia,
a boles de seda para casaveque, ditos de
= vidro para dito, pentes para prender ca-
V bello, pentes para alisar, luvas de seda
Jjft para senhora, meias de a'godao para ho-
I mem e senhora, e outros muitos.objec-
' los proprios de loja de miudeza qoe se-
9 ria anfadonho menciona-los, que s com 9
gk vista e desejo do novo dono deste es- Jk
r tabeleciment nao deixar de fazer lie- 5
V gocio visto estardisposto a vender mais w
djp barato do que em outra qualquer parte. A

Chapeos para senhora.
Rices chapeos de seda e de velludo para se-
nhora, pelo baratissimo preco del5el6#: na
ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Luvas de Jouvin.
Connua-se a vender as superiores luvas de
pellica de Jouvin, tanto para horneo) como para
senhora : na ra do Quaimado a. 32, na loja da
boa f.
3


S
ca
nu
peratriz. 60, loja do'pavao.
A 15#00t>.
Vende-se finiclssimos cortes de cambraia bran-
ca'com bordado muito delicado proprios para
baile ou casamento a 15#: na ra da Imperatriz
n. 60, loja do pavo.
Nova p* e\iii\c\ia.
Vende-ae fioisaimas pecas de cambraias fran-
ceza* de carocinhos com 17 1 2 varas pelo dimi-
nuto preco de 8$ a pee, ditaa das mesmas com
8 3|4 varas pelo preco de 4$ a peca, tambera se
vendem das mesmas a 500 rs. a vara, sendo
brancas e de cores ; na ra da Imperatriz n. 60,
loja do pavio.
Pupelina a 2.80 rs.
Vende-ae pupelina de quadrinhos a imitaco
de sedinhas de quadro pelo diminuto preco de
280 rs. o eovado: na ra da Imperatriz n. 60,
loja do pavao.
Ctarty a 500 rs.
Vende-se chaly muito fino a 500 rs. o eova-
do : na ra da Imperatriz n. 60, loja do pavao.
Sedas a eovado*
Vende-te grosdeoaples preto muito encorpado
a 1*600 e 1&800, ditos de cores azul, cor de rosa
e cor de cana mais barato que em outra qualquer
pule ; na ra da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Sedas de a^aadriaos.
Vende-ae sedas de quadrin'hos fazenda muito
encorpada a 500 e 640 rs o eovado : na ra da
Imperatriz o. 60, loja do pavo.
Manguitos de fil a 500 ts.
Vende-ae manguitos de fil muito bem enfei-
tados a 500 ra.: na ra da Imperatriz ioja do
pavo.
Chitas francezas a 200 rs.
Vende-se chitas francezas muito finas e larga*
fazenda de 360 o eovado a 200 rs. por ter um
pequeo toque de mofo, aflancando-ae que solta
logo que seja lavada a primeira vez : na ra da
Imperatriz o. 60, loja do pavo.
Cassas com salpico graudo a
200 rs.
Vende se cassas com salpicos graudos e liatras
a 200 rs. o eovado, fazenda muito nova : na ra
da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Ouddua /uliiiiao a, 2 40 ve.
Vende-se cassas pintsdaa n.uito miodinhos
padres a 240 rs. o eovado : na loja da ra da
Imperatriz onde est o pavo.
Sentido ao Pavo.
Vende-se nesle estabelecimento um grande e
variado sortimento de fazendas tanto para ho-
menscomo para senhoras, de todas as fazendas
se do amostras com penhor ou mandam-se le-
var em casa das familias pelos caixeiros da casa,
assim como o respeitavel publico achara todos os
das uleis este estabelecimento aberlo daa 6 ho-
ras da manha as 9 da noite.
Cera de carnauba.
A. dinheiro.
Vende-se urna pequea porejio de cera de car-
nauba muito boa, que se acha depositada no ar-
mazem da Companhia Pernambucana commo-
do preco.
Vende-ae em casa de Adamson, Howie &
C, ra do Trapiche Novon. 42, biscoitosinglezes
sortidos, em pequeas latas.
Para acabar.
Cortes de cassa franceza de 2 saias e 3 folhos,
com 12 e 15 varas a 3J500 e 4$, lindos cortes de
la para vestido com 24 covados a 59, peca de
cambraia lisa com 8 e9 jardas a 23500, 39000 e
39500, chita larga franceza, eovado a 200 rs ,
cassas escuras francesas, eovado a 240 a ellas,
que em vista da reduQo em preco, pouco pode
aturar : na ra do Queimado n. 44.
Capachos de coquilbo.
Na lua de Alvaro & Magalhes, ra da Cadeia
do Recite n. 3.
Vinhos.
Vende-se vinho de Bordeaux em caixas de du-
zia de garrafas, e -em barris, assim como cham-
peaba de encllente qualidade : na ra da Cruz
n. 20, ormasem de P. Sauvage & C-
Vende-se
barris deca de Lisboa nova por preco
commodo chegada pelo brigue Florin-
da : na ra de Apollo n. 28, armazem
de Manoel Ferreira da Silva Tarrozo.
Vende-se urna earroca e um oprimo bol :
na ra Imperial n. 2t9.
Baldes para meninas.
Vendem-se boles para meniaas, do todos os
tamanbos, de medapolo e de tnussulioa a 39 e a
49 : na ra do Queimado n. 2-2, loja da boa f.
Mantas de retroz para gra-
vatas.
Vendem-se mantas de retroz para grvalas,
tanto pretas como de cores a 500 rs. : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Meias baratissimas.
A 29400 a duzia de parea de meaaa brancas fl,
as para hoaaem : na ra do Queimado n. -92
na loja da boa j.
Ricos cortes de vestirlos bran-
cos bordados.
A' loja da boa f na ra do Queimado n. 22,
chegou novo sortimento de ricos corlea de vesti-
dos brancos bordados com2e 3 babados, os quaes
continuam a ser vendidos pelo baratissimo preco
de 59 cada corte : na ra do Queimado n. na
bem coahecida loja do boa f.
Esleirs
americanas
numero 4.
Veodem-ae carros americanos mui elegantes
e leves para dnaa e 4 pessoas e recebem-ae en-
commendaa para cujo fim elles possuem map-
pas com varioa desenos, tambera vendem car-
roQas para conducho de aasucar etc.
F. O. Bieber A C, anoeeasorea, roa da Oraz
o. 4, tem para vender relogios para algiberra de
ouro o prala.
Gravatas da moda.
Vendem-se gravaliohas estreitaa muito supe-
riores, tanto pretas como de cores, pelo baratis-
simo preco de 19 ; na ra do Queimado n. 22,
na loja da boa f,
Bramante de linho muito
superior.
Vende-se superior bramante de linho com duas
varas de largura, pelo baratissimo preco de 29400
a vara : na ra do Queimado n. 22, na bem co-
nhecida loja da boa f.
Superiores tiras
bordadas.
Na loja da boa f na ra do
Queimado n. 22 se encontrar um bonito sorti-
mento de superiores tiras ricamente bordadas
que se vendem pelo barato preco de 39000 49000
e 59000 ris a peca, advertindo-se que ha mais
de urna peca de cada padrSo, quem mais depressa
andar melhor servido ser, na ra do Queimado
n. 22 na loja da Boa-F.
Fil liso e tarlata-
na branca a 800
ris a vara.
Vende-se fil liso muito fino e assim tambem
tarlatana branca muito fina, tanto urna cousa co-
mo outra sao proprias para vestidos, nao s para
bailes eomo para assistir-se a casamentos, andem
antes que se acabe na rna do Queimado n. 22
na loia da Boa-F.
Vende-se carne do serto muito gorda a 320
a libra, linguicas de dito a 320 a libra, vinho, a
garrafa a 440, em caada a 3J360 ; no Recife,
ra da Senzala Velha, taberna n. 102, esquina de
becco Largo.
Chales manta de seda.
Podendo-se usar como chale ou cqmo manta por
serem muito grandes a 69 cada um, na ra do
Queimado n. 17, a primeira loja passando a bo-
tica.
Cambraias francezas,
Padross miudinhos e cores Oas a 280 o eovado :
na ra do Queimado n. 17, a primeira loja pas-
sando a botica.
Na botica da pra^a da Boa-vis-
ta numero 3-4,
esquine da ra do Tambi, vende-ae gessogrosso
a 40 rs. -a libra, tinta em massa de diversas cores
a 160 rs. a libra;
4.000 o corte, na
loja do Pavo.
Vende-se finissimos cortes de aasemi-
ra entestada de cores pelo diminuto
preco de 4# o corte para calcas, assim
como tem das mesmas para vender a
2j400 rs. o cftvado proprias para pa-
letots, calca e collete, recommenda se
muito esta fazenda aos Srs. alfaiates que
costumam a fazer roupa para vender,
porque 13o cedo nao acham urna pe-
chincha igual : n ra da Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva.
champagne
de Chaleau Laroazire, em gigos de 15 garrafas
(9 grandes e 6 pequeas) a 159 ceda um ; na
praca da Independencia n. 22.
Cintos.
Vendem-se cintoa de todaa as cores com ri-
as Avalas para aenhora e menina a 29, baoda
de dina para marrafa a 500 rs. o par, enfeiles
para cabeea, decores e diversas qualidades : na
ra da Imperatriz, loja da boa f n. 74.
Azeite e farelo
Vndese azeite de coco a 440 a garrafa, farelo
a 29600 a sacca, gomma a 80 rs. a libra ; na
travessa do pateo do Paraizo n. 16, casa pintada
de amarello.
Para os bailes etlieatros.
Riquissimos cintos dourados com lindas fivel"9
tambem douradas e esmaltadas, e com ricas pon
tas para cahirem sobre os vestidos, muito pro*
p ros para as senheras que tiverem de ir aos bai-
les etheatros ; vendem-se pelo baratissimo pre-
50 de 49, 5$ e 69: na ra do Queimado n. 22,
na bem conhecida loja da boa f.
4120 rs. o papel.
Agulhas Victoria
Novo sortimento
de cascarrillias de seda,
franjas e galo com lacos
ms relas.
A leja d'agnia branca acaba de receber um
novo e bello sortimento de cescarrilhaa de seda
com duas relas flngindo pafo, o melhor que Sb
pode dar em tal genero e vende a 2$ a peca, as-
sim como franjas de seda de diversas corea alar-
garas por preces admiravelmente baratos, e
tambem um novissimo galaoziobo de seda com
lacos as relas proprios e de muito gosto para
enfeiles de vestidos. A barateza com que a loja
d'aguia branca costuma vender os objectos j
bem conhecida e agora comprova a mais com a
limitagao dos precos porque est endendo os
artigoa cima, para verificar-se dingir-fe com
dinheiro a dita loja d'aguia branca uia do Quei-
mado n. 16, que na realidado acharao barateza,
agrado e sinceridade.
A Primavera
16Ruada Cadeia do Recife16!
Loja de miudezas
DE
Fonseca Silva.
Sapatos de tapete bonitos padres para
homem e senhora a 12g a duzia e a 192(10
o par, lindas gravatas de seda para ho-
mem de 320 a 500 rs. cada urna, ditas de
laco a 320 e 500 rs., linba propria para
seleiro e sapateiro a I94OO o maco, bo-
les para chamarra o ljj a groza, metsa
para senhora a 29800 a duzia, aintos para
senhora de bonitos gostos a 29500 e 3$,
I barretes de vidrilho para menina e se-
nhora a 19 cada um. enfeiles de ditos
pretos para ditas a 19500 cada um, pen-
tes de tartaruga para marrafa a 640 rs. o
I par, e divenos artigos de gosto por pre-
| eos os mais baratos do que em outra
qualquer parte.
mmmmmm mvKmmm
ROUPA FEITA ANDA I AIS BARATAS.)
m, SORTTMENTO COMPLETO
ai
s azendas e obras feitasj
ara.
LOJA EARMAZEM
DE
IGes k Basto!
NA
Una do Queimio
n. 46, frente amarel\&.
Constantemente emosumgrandee va-'
I radosortimento desobrecasacafpretas 1
do panno e de cores muito fino a 289,
801 e 359, paletots dos meamos pannos
a Mf ,'22g e S4f, ditos saceos pretos doa
meemos pannos a 149,169 a 18g, casa-
eaaproiasmnitobem feitas edesuperior
panno a 289, 80$ e 359. sobrecasacas de.
casemira da core multo finos a 159,16|
e 18f, ditossaccos daa mesmas casemi-
ras a 10J, 129 e 14J, calcas pretas de
1 casemira fina para homem a 89, 99. 101
e 1S, ditas decasemira decorea a 7J.89,
99 e 109, ditaa do brimbrancoa muito
fina a 5| a 69, ditaa de ditos de cores a
39,89500, 49 e 49500. ditas de meia ca-
. samira de ricas cores a 4f e 40500, col-
[letes pretos de casamiraa 59 e 69, ditos
idaditos decoras a4f500 59, ditos
branco sda seda para casamento a 59,
ditoa da 69,eolletea debrimbranco e de
I fustao a 39, 89500 e 49. ditos de cores a
9500 a 39, paletotspretos de merino de ,
aordo sacco a sobrecasacoa 7f ,89 e99, 1
colleteipretospara lulo a 49500 a 59,
as pretaa da merino a 49500 e 59, pa-
1 etots dealpaca preta a 39500 e Ag,ditos
I sobracasaco a 69,79 e 8J, muito finocol-
1 lotea da gorgurao desedade cores muito
1 boatazenda a 39800 e *&, collete 1 d o rol
lado de crese pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobro casaca de panno pra-
toa e da cores a 14, 159 "9. ditos de
casemira sacco para os meamos a 69500 a
79, ditoa de alpaca pretoa saceos a 39 a
39500, ditos aobretaneo 1 a 5J e 59500,
1 calcaa de casemira pretas e de cores a 69, .
1500 o 7|, camisas para menino a 209
M dasia, camisas inglezaa prega dargaa 1
muitosnperiera 329duziaparaacabar.
Assimcomotcmos urna oficina deal- '
' late orrdemandamos exeeataitoda 1 aa,
obras eom brevidada.
vende se na
Queimado n.
loja Esperanca
33 A.
ra do
Vende-se urna liada
mulatiohadc 11 a 12'annos
de idade, com bom principio
de costara, sem vicios aem
achaques : na ra de S. Fran-
cisco antigamente (Muudo
Novo)n. 68, segundo andar.
Feijo macassa
Peitos de esguio de algodao
para camisas a 500 rs.
Na loja d'aguia branca vende-se muito bons
peitos de esguio de algodao para camisas a 500
rs. cada um, dinheiro a vista : na loja d'aguia
branca ra do Queimtdo n. 16.
Gaz liquido.
Em casa de Samuel P. Johnston & C, raa da
Senzala Nova n. 42, vendem-se latas com 5ga-
loes de Rerosine.
SABAO.
Joaquim Francisco da Helio Santos avisa aos
aaua freguezea desta praca e os de fra, que tem
exposto venda sabo de sua fabricadenominada
Recitenoarmazem dos Srs. Travassos Jnior
& C, na rna do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
preco que de outras fabricas. No mesmo arma-
bem tem feito osen deposito de velaa de carnau-
ba simples lem mistura alguma, como as da
eomposicao.
Luvas de pellica.
Novo sortimento de lnvas de pellica chegadas
no vapor ingles para a loja d'aguia branca, na
ra do Queimado n. 16.
Arroz de casca,
saccas de 3*2 cuias, vende-se mais barato do que
em outra qualquer parle ; no armazem da ra da
Madre de Dos n. 8.
Lencos a 320 rs. na loja
do Pavo.
Vende-se lencos grandes de cambraia de seda
de varias cores e com flores fazenda que estupre
se venden a 19, est se torrando a 320 rs. : na
rna da Imperatriz n. 60, loja de Gama & Silva.
A 19000.
Um resto de latas de marmelada de Liaboa e
do Rio Orando do Sul, de 1 112 libra a 29 cada
lata: na prac,a da Independencia n. 22.
Tijolos baratos.
Avisa-se s pessoas que tiverem de edificar,
que no Giqui, sitio que foi da finada D. Archan-
ja.se vendem os melhores tijolos que aqui se
fabricara, pelo preco mais commodo possivei ;
aseegura-se ao comprador serem feitos do melbor
barro conhecldo gerala^ecte como tal.
AOVO
a 4# a sacca : nos armazem de Tasso Ir-
maos.
Chegou a apreciavel agua bal-
smica para a bocea e
deates
A loja d'aguia branca acaba de receber urna no-
va remessa da mui prjveitosa e procurada agua
balsmica para a bocea e denles. O bom resul-
tado de tal agua j nao soffre duvida como sa-
bido pelas immensas pessoas que a compraran),
e que senliam a falta della, e as que de rrovo
compraren) acharo que o uso della faz conser-
var os denles saos, livrando-os da carie, fortale-
cer as gengivas e tirar o mo balito da bocea,
dando mesma agradavel aroma, podeodo-se
mesmo usar della nao s pela manha como a
qualquer hora, e com acert depois do fumar pa-
ra tirar o cheiro do fumo, ou quando se tenba de
sahir para ter-se a bocea aromtica : para isso,
porm, bastam algumas gotas della em agua pu-
ra. O proveito d'agua balsmica anda chega a
mais, ella serve com acert e promptido para
acabar a dor de denles, enaopando-se Della um
bocado de algodao e deitando-o no buraco do
dente, este adormece e em pouco desapparece a
dor. Para se obter um frasco de to proveitosa e
apreciavel agua balsmica, dirigir-se com 19 a
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16, ubi-
ca parte onde ella se vende. Auverte-se que os
frascos vo marcados com o rotulo da dita loja.
Carrosa.
Na taberna grande da Soledade vende-se urna
earroca para boi, nova e de boa madeira.
Vende-se um bom escravo negro, de idade
44 annos, pela quantia de 500$ rs.: ero Olinda,
terceiro sobrado confronte a antiga academia,
onde se dir o motivo da venda.
Aos terceiros da
veneravel ordem deS.
Francisco.
J chegou a verdadeira estamenua de lia, na
loja de 4 portas, rna do Queimado n. 39, e
para fonfar'salsa, as maia finas que tem viado alapromptam babitoa desta fazenda a 409. tam-
este mercado; *e lo}a da Alvaro & Hafalbaaa, 1 bem ha de algodao que ae aptomptam a 288 cada
ra da liadaia do Becile a. 53. lum, e se vead a fazenda por mdico pre^o.
Avisase as bellas pernambucana que
na loja de Nabuco & C, na ra Nova o.
2, vende-se ricos sintos praleados dou-
rados e de fitas com flvelas, e tambem
se vendem as flvelas solas, tudo mais
barato do que em outra qualquer parle.

Fardo.
Deposito de farelo de Lisboa, saccas de 90 li-
bras, o melhor que vem ao mercado : no estabe-
lecimento do molhados da ra da Imperatriz n.
4, junto a ponte, o prego 6 49500-
Attenco
Vende-se confronte o parti da fortaleza das
Cinco Pontas o seguinte : oarrocaa para boi, dita
aracavallose para agua, carrinhos para Iraba-
iar na alfaodega o carrinhos do mi, rodas pa-
ra carracas e para carrinhos, eixos para ambos,
torradores para caf com fogo, boceas de tornos,
bandeiras de arcos de todas a qualidades, do-
bradicas do chumbos de todos os tamanhos,fecha-
duraa de ferrolhos, tranquetas, ierro de embutir
de todos ea tamanhos, ferrolbo de chapa.
Cheguem i alifornia.
Estlo-se acabando os tapetes para sala a 89300
rs.: ru da Imperatriz n. 48 junto padaria
franceza.
Superiores organdysa
720 rs.ayara.
Vendem-se finissimos organdys de muito bo-
nitos padrdes, pelo baratissimo prego de 720 rs.
a vara, fazenda que sempre se vendeu por
19200, aasim pols, quem quiser eomprar fazenda
fina muito bonita e muito barata 6 chegar ra
do Queimado n. 22, na bem conhecida loja da
Doa.
Relogios baratos.
Na roa Nora n. 21, ha grande porcio doroto-
gea follados, dourados e de ouro, pateotes a ori-
zontaes, suisSos e ingleses, os quaes serio ven-
didos peloe precos da factera. Caa relogio leva-
r um recibo em que se responsaWliaa pelo re-
gulamento durante sais mezas.
Manteiga ingleza flor a
1,000 rs. a libra.
Franceza a 640 rs. a libra : na ra das (ruzes
n. 24, esquina da travessa do Ouvidor.
Fio de algodao da Bahia.
Contina o deposito do mesmo no escriptorio
de Marques, Barros & C.; esta fazenda vende-se
mais barata para liquidar-se conta de venda.
Vende-se um bom engenbo na freguezia
da Escada, em cuja propriedade j se est levan-
tando ou tro por ter para isso as proporcoes ne-
cessarias e offerecer muitas veutagens por ser
ao p da ia frrea, ter boas Ierras para safr^jnr
2 a 3 mil pes, boa casa de vivenda, seozatn,
bom cercado e excellente d'agua: a tratar eom
Manoel lves Guerra, na ra do Trapiche n. 14.
Escravos fgidos.-
Desappareceu no dia 13 do correte, do si-
tio de S.Jos do Mangainho, o escravo crioalo,
maior de 50 annos, do nome Joaquim, com os
signaes seguintes: cabellos brancos, alto, secco
docorpo, e uaa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedade do Sr. Uanoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty.d'onde veio para aqu fgido: roga-sa
a todaa aa autoridades- policiaes e a quem quer '
que o encontr, de o eapturar e entrega-lord
sitio cima citado, oa na raa do Trapiche d. 15
a Jos Teixeira Basto.
Escravos fgidos,
Fugiram juntos, no dia 14 de agosto, os escra-
vos Pedro e Joanna. tendo a escrava os signaes
seguintes : crioula, de idade de 20 annos. pouco
mais ou menos, cor preta, estatura alta, corpo
secco, rosto comprido, dentes limados, tem o de-
do minimo de urna das mos anzolado de um ta-
ino que levou sobre o mesmo dedo ; lavou urna
trouza de roupa, contendo um chale encarnado
de fraojai e bordados brancos, um lenc/> branco,
um cobertor ivo, dous vestidos d chita clara,
usados, e um novo cor de ross, algumas camisas
do algodozinho e madapolo, anda sedozida pelo
escravo com quem fugio, de nome Pedro, semi-
branco, de idade de 35 annos, pouco mais ou
menos, estatura mais que regular, corpo, pernas
e bracos seceos, cabeea redonda e chata atraz,
cabellos corridos, um pouco barbado e usa de bi-
godes, anda apressado e inclina o corpo para
frente, bem ladino e fallante de modo agradatel;
levou calca e camba de algodozinho branco e
chapeo de feftro. Foraa vistos nos prlmeiros
das nos arrabaldes desta ddade do Recife. e sup-
poo-se tarem seguido para Caruar, d'onde foi a
Joanna escrava do Sr. Cattano Jos, ou o mais
cerlo tarem seguido para o centro da Parabiba
em direccao ao Rio do Peize.Pombal e ci lade de
Souza, por aer o referido Pedro conhecedor des-
sea lugares aonde fot eacravo : roga-se as auto-
ridades policiaes e capitiesde campo, ou qual-
quer pesaoa, que os apprehendam e tragara ra
do Cabug n. i so Sr. capillo Gaetano Silverio da
Silva, que serio recompensados com toda geno-
roaidade, tanto pelo senhor da escrava como pelo
1 do escravo.


tS>
URIO DI flRilBlDCO; QtjAftTA FEffiA 18 DE StltMBRO DI IMf i
Litteratura.
Direito penal.
DA PBNA DE MORTE.
(Conclusp.j
OHe bem, Sr. Lobo, que semelhante des-
plante nem por mim inventado e nem do nu-
mero dos improvaveis! Nao precisa ser com-
mentado o exemplo presentado I Eis a idea ler-
nvel, que amedronUria mais forteraenle os espi-
raos. Oo que o temor da morte I...
Nap tena toda razo o eminente Rossi, quan-
do, mostrando exuberaulemenle que a peoa de
morte etemplar.escre?uque c ao mesmo
lempo, o homem teme, na morte, a perda d'um
I"fde bem e a aproximadlo do incgnito? I...
O homem, que v subir ao patbulo o autor
d um grande crime, nio dir comsigo- se eu
commelterom crime egualterei o mesmo Om ?
Nao se oppor Isto o iastioclo de cooservi-
gao, o desejo de viver era quanlo urna causa
. alheia sua vontade nao o vier redusir p ?
A perpetrado de quantos crimes nao serr do
barreira esse salutar temor 1
Plut un bien est precieua, et pluson craint
de le perdre.
Nem se argumente, para provar o contrario,
com a diminuicao, ou mesmo extncgo desse
temor, operado, por certas creucas, no espirito
de alguns homens 1
O stoico azia tymbre de oao soltar um gemi-
do, de nao dar a menor manifestaco de soTri-
mento, de oega-lo mesmo, por mais puogente
que fosse a dor, que o acabrunhasse I
O lho de Can lio suicida-se no Brasil, ou em
qualquer outra parte, por alimentar a crenca e
a consoladora esperanga de ir resuscitar l, onde
tere seu berco I...
E por que assim pensasse o stoico, e assim
pense o chimse poder, com gravidade e coos-
ciencia, dizer que a pena de morte nao exem-
plar 1 1. .
Agora, sabe o meu coilega Sr. Lobo Cedro,
quando que se lera debellado a pena de morte?
.Ha de sabe-lo, sem durida ; assim como que
contra ella se tem manifestado homens do qui-
late de Robespiere, Harat, Brissotque diaria-
mente enviavara ao ca.ial'also tantas cabecas e
quando se execulava Luiz XVI e sua virtuosa fa-
milia, de sorle que. como diz Orlolan. depois de
azer notar essas circumstancias : sempre
pos as revolugoas, nos momentos de exaltaco,
de senlimento. com o apparato d'um acto dege-
nerosidade, d'um impulso de corago, e nao de
sangue fro, como acto de justiga ou de ioiustica
discutir com calma,que se aprsenla ao legis-
lador& questao da illegitimidade da peoa de
morte 1 Obr. cit, n. 1357 e seg.
E' verdade que urna seita religiosa, cujas cren-
chas ongem e tendencias nao se ignora,veio,
fcnalmenle, mostrar exforcos em prl da aboli-
C-ao da pena de morte. Reflro-me seita dos
quakers, pregada por G. Fox, e de que foi um
dos pnmeiros apostlos Guilberme Penn. Nisto
tica aos quakers o mrito da cohereocia : porque
elles, que at nao comem o que sofre morte,
sustentaodo-se, por isso em vegetaes (os quaes
tambem tem sua vida I); que nao loleram que
se malera os anlmaes; sem duvida, deviam
maoiiestar-se contra a penaque leva o homem
ao cadaaisol...O que, porem, nao me consta
que o quaker nao mate, ou nio consinta que
se mate a cobra, que Ihe quer, ou pode morder,
ao tigre, que o pode devorar ele...
E nao haver homem mais feroz e mais formi-
davel que a mais venenosa serpente, que a mais
terrivel das fras ? !...Este nem ao ?ua*er escapa-
ra rorem, ernan os quakers, queiram oque
quizerem, pensem o que pensarem : querem e
pensara mal e erradamente. Nao sao elles pro-
testantes I Maldita gente I Analhema sil I
os catholicosinda bem nao acreditara
que pregara quakers...
Os historiadores da mais remota antiguidade,
dizem, com todo criterio, que, se alguns povos,
como os Egjpcios, teotaram restringir a appti-
cacao da peoa de morte.-no foi nunca isso o
eiieiio, ou consequencia dos principios eternos
de jusliga e sentimentos de humanidade.
A consciencia geral de todos os povos em todos
-os lempos epaizes tem sempre reconhecido a le-
gitimidade da pena de morte ; tem-n'a procla-
,0' Dem que como urna triste necessidade I
As descobertas tem-se succedido urnas s ou-
tras, com ellas a humanidade se tem civilisado ;
os costumes de rudes, mas puros e severos, que
eramse tem tornado mais amenos, anda que,
era alguns pontos, se lenham degenerado e vi-
ciado ..a pena do morte tem sido sempre con-
servada...
E' que o homem nao se lem desenvolvido no
tempo e no espago I I
Nao lhe parece isao, Sr. Lobo Cedro ? Eu es-
loa quasi acreditando-o...
Contra a pena de morteaprsenla o Sr. Lo-
bao, seguindo aquellos que tambem abatem,o
argumento de nao ser ella reparavel.
E' este o vicio cspial desta pena, aquello
ae encontr ao qual se vem quebrar todos os ra-
ciocinios d'aquelles, que ousam anda spplica-la
_um grande numero de crimes, aos crimes de
no
isto
tentar
difficil prova, aos delictos polticos... Quando
a eslalstica judieiaria se tiver sperfeigoadono
decurso de muilos annos, se reconhecer, por
cifras, quaes sao, entre os crimes que poderiam
merecer a pena de morle, aqueiles, cuja prova
cTpV /su""* 8"Ve* err08#* RoM' loc- P^de familia"hoQrydoeo'rioso;
Nole bem o Sr. Lobo o que diz o eximio cr-
ihsla no trecho que acabo de transcrever ;
que nem elle, nem nenhum dos que sus-
a pena de morlequerem que ella seja
applicada sem o concurso de todas as provas ne-
cesarias- para lornarem patente a existencia do
crime, com aquellas circumstancias que o fazem
merecedor d urna peoa de todas a mais severa,
sera o exame e estudo aecurado de todas essas
provas etc..
A reparabilidadeda pena consiste em se po-
der dar quelle, que ja a tem solTrido, total ou
parcialmente, urna compensaco de oatureza a
modificar o mal soffrido.
Logo, quando se verificar que o crime tal
oue merece severa punicio, nao havendo lugar
por isso, modificar o mal que, com a
pena,
I Ol III | BU
n
soffre o criminoso, nio o ha tambem, quanto S
reparabilidade da mesma pena.
E ser impossivel aquella vericago?Pare-
ce-me que nao, e s parecer-me-haqae sim,
depois que se demonstrar que possivel a prova
d'um facto presenciado e conhecido; d'um as-
sassjnato brbaro, cujo autor foi visto perptra-
lo por testemunhas credoras de toda f, incapa-
zea de mentir, cujos depoimentos sao confirma-
dos pela propria confissio (nem sempre,' bem o
sei, sofficienle para imposigo da peoa)do mes-
mo reo,unido mil outros indicios-prximos e
remolos etc..
Tudas as leis, dignas deste nome, lo asss es-
crupulosas e cuidadosas em vedar que o homem
seja victima do erro e da fraquez-dd homem !...
As sabias leis polticas vem anda em soccorro
do odipidoo que, por ventqju, tivesse de ser
victima do erro, ou do odio do juiz, da falsilado
das provas; estabelecem eficaz meia de reme-
diarle esse erro, ou iojustica (quaodo os haja)
do juiz e do jurado. Reflro-me ao direito de
perdoar e moderar as penas,sublime altribui-
gao, que as nacoes civilisadas e bem dirigidas
conferera quero, iseoto de paixdes ms e mes-
quinhas e dispondo de muitos dados para entrar
no conhecimento da verdade,s se decide em
prl da justiga e da equidade 1
Se o legislador reconheco, disse Plato, que
0 doen,e iocuravel, que le, que pena lhe ap-
plicara ?Sabendo elle que a vida, para taea
pessoas, nao dos osladoso mais vanlajoso,
e que com sua morle lucrara duplamente os ou-
tros, ja porque o supplicio d'aquelle fr com
que estes nio commeltamfcilmentecrimes
taes, e ja por que Oca a repblica livre de mos
subditos :conlra esta espec de crimes e de
criminosos nao deve trepidar de infligir a pena
de morte; fra, porem, deste caso, oao dever
usar de tal remedio.
Negando a necessidade da pena de morle, diz
o Sr. Lobao Cedro : nos respeitamos muito as
leis da necessidade, e uellas depositamos tanta
cooanga que. se chegarmos i provar com prin-
cipios subministrados pela propria necessidade
que a pena de morte intil e desnecessaria,
temos ganho a questio ; e passa depois negar
que a seguranca publica pode ser alcanzada por
oulras peoaa exactamente substitutivas da pena
de morte ele...
No que ja fie escripto. d'alguma sorle, estio
respondidos os argumentos que, negando a ne-
cessidade da pena de morte, aprsenla o collega ;
entretanto, passarei a verillcar a iuexaclido de
algumas proposicoes,-que elle avanQa.
Como respeita o Sr. Lobo as leis da necessi-
dade I...
Beccario, no 16, que deve ser considerado,
relativamente a materia, como um evangelho
para os que hatera a peoa de morte,depois de
dizer se eu provar que a morte nio nem
til, nem necessaria, terei gaoho a causa da hu-
manidade recoohece quea morte d'um ci-
dado nao pode ser considerada necessariase
oao por dous motivos. Primeiro, nesses momeo-
tos de perturbagao, em qua urna nagao ve-se
collucada na posigode recobrar ou perder a sua
liberdade. Em segundo lugar, nos lempos de
anarchia, quaodo as leis sao substituidas pela
confusio e pela desordera, se um eidadio, aioda
que privado de sua liberdade, pode, por suas
relagoes e prestigio, ameagar, de qual quer for-
ma, a seguranga publica, se sua existencia pode
produzr urna revolugo perigosa no goveroo es-
tabelecido,a morte deste cidado torna-se ne-
cessaria...
E' aioda o mesmo douto escriplor que coofes-
sa a necessidade da pena de morte,quando a
morte for o nico freio capaz de obstar a perpe-
trago do novos crimesa quaodo fosse t vero
e nico freno per distogliere gli altri dal comie-
re delilti ; por que ento, esle segundo mo-
tivo autorizara a peoa de morte, tornando-a ne-
cessaria. O Sr. Lobo foi alem de Beccario ;
foi, por demais, exageradocorabatendo a ne-
cessidade da pena de morte I...
Nem a seguranga publica, era osalus popu-
l\demoveram-lhe do seu intento de hostilisa-
la I E' que Beccario respeitou mais as leis da ne-
cessidade, do que o Sr. Lobo Cedro respeita...
Valha-nos, porm, que o Sr. Lobao, creioque
se cootradizendo,--[perdoe-me dizer islo)vam
lambem declarar que a verdade que asocie-
dade possue infelizaeole em seu seio homens lio
perversos e rebeldes as leis que sua existencia
toroa-se iocompativel com a da sociedade,
quem iocumbe o dever do removo-los do oou
seio, e para sempre.
E' exactamente o que eu sustento; por isso
qee, como exacto, s a pena de morte pode ti-
rar lirapo, e para sempre, a iocompatibilidade,
de que ralla o Sr. Lobo ; s ella pode remover
(e, anda, para semprej do seio da sociedade o
individuo, cuja existencia com a desta, iocom-
pativel.
Quando o facinora esl em urna penitenciaria,
a remogo nao completa elle anda est na
sociedade...Ali, verdade, pode-se corrigir, e
de facto, algumas vezes, corrigi-se algum ho-
mem, que, em urna occasio dada, pralicou um
assassinato, mas nao (aalvo se se der urna des-
sas rarissimas excepgoes.J
O homem, que mo do bergo sepaltura.
Este, na przo a mais segura e solitaria, cogi-
tar oovos crimes; e quem pode affirmar que
seja absolutamente impossivel que elle os reali-
se, se, como disse o poeta latino, humanis
nth\l arduum est ?!...
O homem, que, para roubar, invade a casa do
e de familia honrado e laborioso, quo, cusa
de muito suor e fadigas chegou a adquirir com
que se susleotar si, i, sua mulher e seus ti-
Ihos,brbaramente assassina-o e esles, que
nao poderam repellir aggressio ; deshonra-lhe
a filha e a mulher: nao merecer a pena de
morte?!... v
O filho, que, para mtis depressa se apossar
da heranga, que ja lhe faz falla para o jgo, a
orgia e toda outra especie de depravago e infa-
mia, rouba a existencia seus paes, que sem-
pre para elle foramternuras e carinhos : deve-
r ir para urna penitenciaria, d'oode o pode sub-
trahir a astucia, o soborno, a sublevago,ha-
litando-se desi'arle, e ja mais adestrado gran-
quanto a proporgio o castigo coa a calpabirida-
de do caso de homicidio premeditado,pode ser
necessaria para garantir a sociedade contra taes
i".*"*' Lif" l> p,rt tiu v- "P- VI, n.
ISO.
Que t recursos mmensps engendrados pela
civilisscio moderas, sao esses de que falla 6 Sr.
Lobo Cedro?Sem dtivida que o collega se re-
fere ejMS penitenciarias,por que nao se na-
ta de referir s descobertas da plvora, da ma-
china vapor, do thelegrapho etc. etc.
Pois bem, eu confessu que nao creio que as
mesraas penitenciarias dos Estados-Unidos, cu-
jo sy.thema o mais perfeilo e complelo dos al
hoja coohecidos,sejam capazas de substituir sa-
tisfactoriamente a peoa de morle ; e assim flquei
peosaoJo, mesmo depois da leitura da nteres-
santa obra de Tocquerille, intituladaSvslh.
Penit. dos Est. Un.
Alem disso, deve-se attender que o Sr. Lobao
Cedro ja confessouque ha homens lio perver-
sos, que nao podem coexistir com a sociedade,
que, para sempre os deve remover do seu seio.
_ Kousseau, cujas ideas livres e humanitarias
sao lio brilhaotemente sustentadas nesse celebre
livrointituladoCootracto social, em que, ao
lado d'um (systhema falso, que foi tambem o de
Beccario,se encontrara bellas verdades; elle,
que nunca foi desptico e nem sanguinario, dis-
sec Todo o malfaitor que ataca o direito so-
cial, torna-se por seus crimes rebelde e perigo-
so patria ; cessa de ser seu membro violando-
Ihe as leis...Ento a conservarlo do estado in-
compatfvel com a sua ; coovem que umdos dous
perega, e quando se faz morrer o culpado me-
nos como cidado, do que como ioimigo... liv;
II, cap. 5.
Oeus me defeoda de suppor que a pena de
morte seja egual de talio ; e alenta-me a es-
peranga de que tal sopposigo est tambem mui
longe de apoaerar-se do eapirilo do Sr. Lobo.
era lodos os que mataos detem morrer: ha
cajos, em que nao merece pena alguma o homi-
cida. Nao preciso que, agora, me oceupe em
demonstrar essa proposigo.
Se as penas, como diz Beccario, XXIII,
sao os obstculos poltico!, que impedem os fu-
nestos effeitos do choque dos leresses pessoaes;
se o obstculo deve estar em proporgio direc-
ta com o facto, ou com o crime, que elle tende
impedir ; claro que apena de morte o
mais poJeroao obstculo i pratica dos crimes
atrozes, por isso que ella a peoa mais severa :
ella, como diz Rossi, extrema, perigose, do qual nao se pode azer
uso seno com a maior reserva, seoo em caso
de verdadeira necessidade ; meio que se deve
desejar ver completamente supprimido, e para
cuja abolgo deremos iovidar todos os nossos
exforgos,preparando um estado de cousas que
torne a abolgo desta peoa compativel com a
seguranga publica e particular. Obr. cit., liv.
III, cap. 6.
Ao voto do sabio escriplor todos nos nos deve-
nios assoejar: feliz da humanidade, quando seu
estado for talque se torne desnecessaria a pena
de morle 11
Eolo nio se commetterio assassinatos preme-
ditados, nao se matarpara roubar 1...O que eu
naoi sei se o homem, to fraco e domioado de
la otas pauoes ruins, lera jus esse grao de
aperfeigoamento: dlga-o quem souber I...
proposito, Iraascreveref aqui o que diz o
?iadolSs,Vr"dM *hilo0Pho fl V*ni* hialo-
Creio que o Lamartine nao grandt philoso-
pno, e nem m consta que seja criminalista : mas
inconteatavelmente na grande homem e admi-
ra vel poeta. Quid inda, quanto i negaclo de
urna pena admittida por Untos sabioa pela hu-
manidade en) geral ?
Se o Sr. Lqfcio, analysando a historia dos coa-
turaes e modo de viver dos rabes beduinos, ci-
lasse Lamartine, que os descreve com belleza
ongiosl e critica histrica : tarta ento, se
npoiadoem urna boa autoridade nesse ponto.
Contra a pena de mrle. porm, os discursos
de Lamartine com os de V. {lugo, e seus ltimos
momentos de um condemnado.nao orovam bas-
tante. Y
Eu sou o primeiro reconhecer a minhs in-
competencia para emillii taes juizos a respeito
de lao grandes vultos Iliterarios ; porm, conso-
la-me a idea de que muita gente nio me con-
demnari por isso, e nem o mesmo Sr. Lobio o
levar mal.
Emflm, Sr. Lobo Cedro, ao terminar essas li-
geitas cpnsideragoes- que tomei a liberdade de
fazer sobre o seu bem tscripto artigo,direi aio-
da (olhe que nio sou pessimista I)que quando
o homem deixar de ser susceplivel de mus ins-
linctos, de perveraidadeeapalxonadoa odios, isto
, quando elle deixar de ser imperfeito.deixar
tambem de commetter crimes, cuja punigio com-
pleta s possi ter lugar com o emprego da pena
de morte 1
Ah, aunar o Sr. Lobo a causa da hu-
manidade I '
Recife, 8 de setembro.
/. R. Coelho de Macedo,
a'les-M "r?eri.fr"-ic,r outr081"ime8 T ae record deja haver lidb em u criticoli
.....L que crimes nao se commeltam mes- ------------*-------
rao dentro das prizoes I..
A pena de morte. diz Orlolan ja cit.,justa
A DANA DAS PEROLAS
POR
A. DUMAS FILHO.
III
[Continuando.')
Mandamos abrir um camarote, onde nos fomos
sentar. Conlei-lhe eolio a scena da veapera e o
que acabava de passar-se.
Julgando pregar-me urna pega esse Vladi-
mir fez-me um grande favor com a sua carta ano-
nyma. Dispensa-me de qualquer explicacio e de
mentir.
Quem esse Vladimir ?
E' o Russo que viste ha pouco. Todos os
Polacos cha mam-se Staniso, lodos oa Escosse-
zes Mac Donald, e todos os Russos Vladimir: fi-
Ca sabendo.
Mas o tal Vladimir parece-me urna pega
muito ordinaria.
Nao. Julga-se mu e nio passa de aborreci-
do ; juig-se homem e nao passa de Russo. En-
gana-seera tudo.
Para o que olhas asaim ? perguntei eu
Jacques, cujo olhar so tiohs fitado em um cama-
rote.
Procuro reconhecer urna d'aquellas duas
mulheres.
E com os olhoa me mostrou um camarote da
galera com dous mascaras eguaes.
Umadss duas ella___mas qual aera? E'
vergoohoso pensar que nio o posso adevinhar,
tanto mais quanto com o rosto dascoberto a vizi-
nha se parece com ella to pouco I
No mesmo momento, urna dessas duas mulhe-
res, como se tivesae adeviobado o que diziamos,
pegou na mascara, e moveu com ella quanto bas-
tasse para ser reconhecida, (ello o que tornou a
enflireila-la, sorrindo delonge para Jacques.
Imprudente I murmurou elle; sempre a
mesma I Esl contenllssima com o que acaba de
azer. Viste-la?
-Sim.
E' bella, nio ?
~ P"ce. Desmascatou-ae quanto baatava pa-
(*) Yideiwron.ll.
ra ser reconhecida, mas Wo para que a conhe-
cessem.
Oh I amo muito aquella mulher, meu ami-
go I Madama de Wine diz que vaidade. Se a
vaidade causa semelhantes gosos, oque ser o
amor ? Oh I oao, nao vaidade: porque eu qui-
zora encerrar aquella mulher eotre quatro pare-
des, oceulta-la aos olhos desse mundo que a ad-
mira, s ver i ella, e que ella s visse mim.
Que natureza delicada, franca, obediente, origi-
nal l Vou dar-te urna idea. Conheci-a gostaado
de bailes, paasando i ooile em compaohias, en-
cerrando sus vida nos seus carles e tomando-a
cora seus vestidos. Urna ooite___ms realmente
mais simples que eu te cont isso deajde o co-
mego. e vers que f ae pode ter no que acabaste
de ouvir. Temos tempo: sabemos o que o bai-
le da opera ; nioguem entrar no nosso camaro-
te : estou aqui por ordem della, nao a deixo com
os olhos e fallo della.... Se taso nao Adeudada,
eu nio sei o que seja.
Durante este lempo o baile crusava suas mil
corea, doodejaodo na poeira luminosa, e sob as
harmonas de urna msica brilhaole. Os hombros
us, os grupo libertinos, aa daosas obscenas,
pasiavam por diante de nos, e quasi ao alcaoce
denossa aiio. Entretanto itolamo-nos fcilmente
em toda eau balburdia, o espectculo que pre-
senciamos como que se afastou de nt, e nao fez
mais do qne servir de fundo aoimado, de acom-
panhamento aurdo, narrago lolirua que Jac-
ques me ia'fazer. Elle contiauou, pois.
Sabes agora como eu viva com madama de
Wine. Aodava sempre pista de impressdea que
ella nao poda causarme. Carlota partia para
Bagorea oo mez dejuobo, e Qquei eu s em Pa-
rs. Viste como ae queixou disso anda ha dous
dias. Tu tambem aodavas viajando : Qquei por-
taolo completamente s. Foi ento que conneci
Vladimir. Elle foi o que sao i primeira vista,
mas o que nao continuara seno raramente os
seos compatriotas. Polidez, elegancia, espirito,
conhecimento do mundo, tem elles tanto ou tai-
vez maia do que nos; mas sao por asaim dizer
salpicadas de civilisaco, e a natureza primitiva
reippareca em pouco ao contacto da cfvilieago
real: ento achamo-los aioda igooraotes e bar-
baros, como oa povos que comegam, e ja cotrom<
pidos e perigoeos como oa povos que acabara.
Repito-te, a primeira impresso sympathica.
Vladimir quiz tornar-ae meu amigo ; nao podia
estar sem mim, aconaelhava-se contigo em ludo
o que azia, chinava-ae mu rmio, fallara em
douto e eslimavel Garret, que nao quereodo
enunciar a doutrioa dos Hobesianos, por que nio
e lao mysanthropo como isso e nem er que os
homens sejam mus por natureza : assim forma
la o seu bello pensamento roua ao, e por
mus os tenho : mas fructo de hbitos ruins. e
depravago que osdegenerou ; nao que das mos
d0, ,rea.dor sahissem as beatas ferosas. traidoras,
refalsadas e vis que cobrem a superficie da ier-
ra.
Permilta-se-me tambem alimentar essa cren-
A civilisago, confraternisaodo os homens e
os povos, adoga os costumes e diminue certos
crimes; masa pratiear outros ella mesma quem
eusina I I...
Sinto, em admittir a possibilidade de chegar a
humanidade ease estadode nunca commetter
barbaros crimes,a mesma repugosocia que
sempre experimentou o raeu acanhado espirito
em acreditar que as oagoes possam chegar um
estado de paz perpetua, que sustentam Kant, o
abbade de St. Pierre e outros...
Disse eu que a civilisago, como differentes
ucius 4 actos de barban lado ele E por que oao havia
de dize-lo? Sirvo-me d'um exemplo, deixando
de parte muitos outros.Pelo direito das gantes
moderno,jue nao coosidera a guerra como um
estado de hostilidade eterno entre aa nacoes ci-
vilisadas, e sim com um accidente essencial-
mente transitorio, que s faz suspender o esta-
do de paz, cujo restabelecimeoto seu ra prin-
cipal ; sao altamente reprovados e coodemnados
esses meios barbaros e crois, de que primiti-
vamente, como mui lcitos, iangavam mi, con-
tra o inimigo, as nacoes belligeraoteaassim,
por exemplo,o eaveoeoameoto das ontes e
aguas do territorio inimigouso este que foi
egualmente prohibido pelas leis musulmanas ;
o emprego de armas envenenadas, condemnado,
na meia edade. pela egreja etc. etc. Has quem
foi que de8cobno e ioveotou as balas incensa-
ras,as fetas de vidro e metaes calcioados, os
fugeles coogreve ele ? l...Ser invengo dos
povos primitivos e barbaros, ou ser um dos
productos da civilisago o do progresso ? E taes
meios nao serio barbaros ?
Se a sciencia moderna os coodemna, nem por
uso elles deixario de ser aproveitados, quando a
occasio o exigir....
Farei aioda urna dbservago sobre a citago que
de Lamartine faz o Sr. Lobo Cedro em desabo-
no da pena de morte: islo pego-lhe permisso
para declarar que nao me parece nessa questo
aceitavel, a autoridade de um dos mais eminentes
poetas do presente seculo. Nao que eu nao
creio oo que em materia scieolifica, dizem os poe-
as.Goeth, alm de grande e admiravel poeta,
foi historiador original e philosopho profun-
do : Schillere outros merecem qae dalles se di-
Seja isso, embota, devido que,
ga o mesmo.
que mostrava a differeoga que se oola entre o
genio fraucaze o allemo : na Allemaoha nao
ha grandes homens sobre especialidades, sem
mim em (oda a parle, adorava-me, em summa,
ou finga adorar-me. Nio sou de natureza muito
expansiva ; nao leoho a vaidade de crer qua pos-
aa inspirar, lao bruscas pauoes, principalmente
aos homens. Essa promptido, essa exagerago oa
amteade, senlimento, que na mioha opinio, de-
manda mais hesilago, comegaram a azer-medu-
vidar que fosse sincero, e conservei-me no p de
relagoes superficiaes. Entretanto madama de Wi-
ne regressoa, e eu apresentei-lhe Vladimir. Fica
iiii arb.trio devlnhares os comprimentos que
elleifez-lhe: tornou-se o cortez&o mais assiduo
della, disse quanlo me estimara e asiegurou-ade
aua dedicago. Cootinuei miha vida costumada,
com Vladimir de mais, e as nosias relagoes ji
lam dimiauindo alguma cousa, que eu tlntia ido
almogar & sua casa, disse-me elle :
Voc aprasentou-me 6 urna linda senhora:
devo pagar-lhe na mesma moeda. Espero apre-
aeota-lo, d'aqui i poucos dias i urna amiga mi-
nha. Aioda est em Bada, nao tarda a ehegar.
Ah I hade ver urna mulher original, espirituosa.
um tanto louquinha....
E contou-me todas as historias que ha ponco te
conloo, o que vae espalhaodo por toda a parte.
Has, acrescentou, fique isto aqui entre os ;
voce comprehende que nioguem deve aab-lo.
Disse-me isso com um tom de fatersapprque
era amante deaaa mulher. Por discrglo, eu nao
Ih'o perguntava. Ha cousas que a vaidade deixa
entender, mas que a delicadeza menos exagerada
deve recusar-se a dizer. Eu tinha-o apresenlado
madama de Wine; elle julgava dever-me a
mesma prova daconfianga, fazeudo-me coohecer
a aua amante.' Suas relagoes com urna estavam
subentendidas como as miohas relagoes com ou-
tra ; eis o que immediatamente auppuz, a nio li-
guei maior imporlapcia essa apreseotagao.
Quioze dias depois receb della urna carta coo-
vdaodo-me para almogar com a avahara d que
ae tratara, que chegra havia dous diaa. O almo-
go era pana meio da. Cheguei casa da Vladi-
mir s oaze horaa e aaea.
Apenaa o tioha deixado liootem, disse-me
elle, eocootrei a duqueza. Est em Paria ha dous
ou trea daa aem o marido, e nao m'o tinha man-
dado dizer. Raihei com ella, acrescotaodo que
nio lhe perdoaria ae nao viesse almogar comigo
hoje. A^eitou. Ento prveni-a que viria tambem
um amigo meu, de quera ho me separo, e que
quem me quer ver deve v-io tambem. Diase-lhe
ludo o que pens de voc ; termloei duendo-lhe
ta aoote. Apenas o ouriu, mostcou-me a maior
Um amor no Laponia.
A'Sha. couessa Laura SweiK.owsa.A.
[Continuaco do n. 212.1
XIII
Leudo esta carta, onde se reflectiam com tanta
franqueza e verdade oa sentimentos ternos e apai-
xonados dessa alma jovem, que ae lioha dado
to completamente elle, Henrick nao pode fur-
tar-se um internecimento generoso. Certa-
mente teria tentado muito para consola-la ou
cura-la ; mas era forgado a confessar sua impo-
tencia e recoohecer que nao podia absolutamente
oada para reparar o mal, do qual fra a causa
involuntaria.
Has preoecupages de urna oulra ordem vieram
cedo deatrahi-io da attengo, que prestara is
tristezas de Norra.
No dia subsequeote quelle, em que recebera
a carta de Elphege, soube com effeito que as
vigas do ford davam a chegsda do Trollhata; perfumadas flores
nao havia pois tempo perder, se elle quera ir'
ao encontr de sua noiva. E, dlgamo-lo em
gloria sua de amante fiel, despeno da affeigio
sincera, que senta por Norra, ao peosamento
de tornar a ver dentro em pouco aquella, quem
no espago de dous anuos promellia sua vida, tu-
do que nao era ella desappareceu de sua imagi-
nago, e elle seolio despertar de repente e mais
vivas essas chsmraas do primeiro amor, que a
ausencia nao tinha apagado.
A' tres legoas de Dronthein ha um pequeo
porto ona> os navios fazem muitas vezes escala
antes de entrar as aguas do Nidar. O Trollhata
devia ahi desembarcar urna parte do carrega-
mento.
Foi para ahi que Henriek dirigio-se. Elle foi
procurar o capito, que acabava de desembarcar;
era o to de Edwina, do qual obteve a permisso
de subir seu bordo incgnito e sem advertir
nioguem. Occultou-se destrmente atraz dos vo-
lumes de mercalorias e dos grupos de mariohei-
ros. e leve o prazer,to intenso que tornava-
ae s vezes doloroso,de ver Edvrina passar e
repassar diante delle, to perlo que poderia to-
ca-la com a mo. Ella pareceu-lhe mais bella
anda. Assim sao feilos todos os amantes I
Quaodo o navio continuou seu caminho, e nin-
guem mais oceupou-ae de sua raaoobra, Edwina
foi sentar-se na proa com os olhos Oxos sobre o
cabo, e olhaado vidamente para a praia, que se
approiimava, e que ia em breve resttuir-lhe
quelle, quera amava. Urna expressio de ale-
gre esperaoga aoimava-lhe o rosto ; um meio
sorriso voltejava em' seus labios eotreabertos,
e via-se-lhe palpitar o seio commovido, sob o
vestido casto e fechado, que lhe suba al o
ment.
Oh I ella ama-me.nnnsnn Hanrirlr qna
oo ii.iiia at>iuuxiaaao de vagarinho e que a via
aem ser visto.
Elle gastou aioda alguns minutos no prazer
dessa conlemplago muda e deliciosa : seus olhos
a pereorrlam toda, parando sobre esse talbe ele-
gante, flexivel e delicado, que seus dez dedos
teriam servido de cintura: sobre essas mos
ompridas e Unas,ella acabava justamente de
descalgar urna, e azia rodar em seu dedo um
pequeo annel, que HenricL lhe dera na vespera
de sua partida ;sobre essa onte um pouco alta,
mas que dir-se-bia modelada na nev cabida de
fresco, to alva que era; aobre seus cabellos
louros, como a cora de Cere*. levantados em
pequeas ondas, e encaixilbando como urna au-
reola de oro o oral um pouco comprido de seu
rosio.
D'ahi pouco elle nao se conleve mais e dan-
do anda alguns passos:
Edwina Imurmurou elle meia voz.
A donzella nao o ouvio.
Edwina I Edwioa Irepeli elle anda.
Desta vez a linda amante estremeceu; um ca-
lafrio correu-lhe por todos os membros.
Pens lanto nelle, que me parece ouvi-lo I
murmurou ella ergueado de leve os hombros.
Has a voz continuou dessa vez mais disliocta
e mais alia :
Edvina 1
A donzella vllou-se vivamente, vio seu aman-
te, poz urna das mos sobre o coracao, toraou-
se mais branca qae a pluma que fluctuara em
seu chapeusioho, e recuou um passo como se
faz diante de urna apparigo.
Henrick langou-ae para ella eslendendo-lhe oa
bracos. Ella cabio sobre aeu peito e suas almas
unirm -se como seus labios.
Um immenso hurrah parti de lodos os cantos
do navio ; applaudiam essa ternura ingenua, essa
expansiva sympethia, essa paixo verdadeira.
Edwina levantou a cabega, e mostrou a todos
seu rosto corado de felicidade, mas nao de coo-
fusao. Sabia que essa amor alncero ara apnre-
ciado por todos esses homens, que o viam com
um senlimento de alegra intima, e que estavam
contentes com ella por ousar amar asaim e per-
mittir que a amassem.
O capito approximou-se doa dous jovens, se-
guido dos principiea peraonagena da equipagem,
que oa felicitaran! e apertram-lhes as mos.
Henrick tinha vestido seu uniforme de lindas
borJaduras ;era por tanto como urna pequea
festa oacional oo meio de urna' festa de familia
Todos os sentimentos generosos pareciam assim
unir-se e se confundirem para dar ao offi ial e
aquella, que elle escolhera nm dessos momentos
de felicidade perfeita, cuja lembranga nao deve
mais apagar-se de uma alma. O norte sym-
pathico ao amor, elle gosta de amar; procuraos
lestmonhosda ternura, e em vez de p6rsegoi los
com essa zombaria spera e dissolvente, de que
ninguem se deende em oulros paizes, elle os
anima e os protege com seu fa vori O coracao
do homem nao depende, gragas Deus, do mer-
curio de um therraometro. A alhmosphera fra,
mas o sangue quente.
Quantas vezes, quando eu errava por essas
longioquas paragens, por esses mares, que bor-
dara de goiros caprichosos as praias da Noruega
e da Suecia, e onde viv tanto tempo, que m
parece muilas vezes que ahi deixei uma parle de
mlnha alma, quantas vezes assisti com uma erao-
gio cootida e talvez com uma secreta inveja, da
qual era deficil deffender-me, esses adeuses
ou essas voltas de oovos, que davam-se reci-
procamente signaes pblicos de sua ternura com
uma simplicidade de corago, digna desaes filbos
da natureza. Elles nao podiam arrancar-se do
ardenta apertar de seus bragos entrelagados; as
mos tocavam-se; os olhos procuravam-se
travez das lagrimas. Os pas sorriam-se com um
ar indulgente, os amigos formavan em roda del-
les um circulo benvolo, e os proprios iodiffe-
rentes,os que nao aroavam os que nao erara
amados,diziam baixinho e suspirando que as
duas melhores cousas, que Deus linha feito, eram
aioda e sf riam sempre a mocidade e o amor.
O Trollhata fez ua mesma tarde sua mages-
tosa entrada no porto de Droolheio, onde Edwina
foi recebida por sua familia, com a qual seu noi-
vo e ella deviam passar os mezes seguintes, e
que tinha viudo para ahi seu encontr. Como
ella nao se senta curiosa pelas antiguidades de
Nidaros, elles toroaram todos juntos no dia se-
guinte para Harald-Gaard, morada de seus paes.
O invern chegava, rpido, sobre suas azas de
nev, o invern do norte de rigores terrveis.
Que importa 1 o amor oo crea para os que amara
uma primavera sem Gm I E' dentro de nos mes
s que devem desabrochar as maia lindas e
. em nossos coragoes que o
rouxiool e a toutinegra devem cantar a eterna
cango de abril.
A nev cahiu, encerrando-os em casa ; mas
elles estavam to bem ao p do logo da grande
chamin. no meio dos prazeres da vida familiar,
a mais amavel e a mais doce, que parece redo-
brar para elles por seus encantos, os encantos
do amor.
No fim de cinco ou seis semanas a nevo deixou
de cahir; a trra recebera seu alvo manto que
animava e guardava as esperangas do anno e os
germens da prxima seifa. Era como uma tregoa
concedida pelo invern.
As casas por muito tempo fechadas, abriram-
se ; ca la qual comegava a sabir : era o lempo
das cagadas longioquas, dos longos passeios em
Ireooz, desasa liodaa e audaciosas excursoes pa-
lios, to caros ao Noruego quando mootanhas e
valles se acbam de algum modo postos ao nivel,
ao nivel da nev endurecida, e quando toda a
pennsula escandinava nao mais que uma vasta
planicie egual, eslendendo suas infinitas perspec-
tivas ao longe, sem obstculo, to longe quanto
podem abranger o olhar e o pensamento.
O sol n fica muito tempo sobre o horisonte ;
o dia tem pouca durac.au, roas prolonga-se em
crepsculos sem fim, que envolvem a terrs, ro-
gada pelo raio obliquo, de suaves claros, vagos,
trmulos, paludos, mas encantadores.
Henrick nio gozava destes prazeres vivos e r-
danles do invern, como poderia faze-lo em ou-
lras circumstancias : elles te-lo-hiam affaslado
muito de sua querida Edwioa ; elle nao quereria
expo-la s suas fadigas, nem poderia resolver-se
a goza-los sem ella. De mais, quaodo se ama o
maior prazer nao acaso viver um com o outro.
u m junto do oulro, oa mais completa intimidade ?
E' O i mri">nii. m...ciihn\nu>nte a fa-
milia, no meio da qual lioham elles achado um
lao doce acolho, e quo deixava-lhea a liberdade
de se recusaren! a esses prazeres ardentes, que
procurara os outros, menos felizes, quem o cu
recusava o prazer de amar. Nossos hroes nao
eram daquelles, que precisara coosolar-se da fe-
licidade ausente por meio do prazer I
Todos os dias no enlabio, ao meio dia, quando
o sol, que passava sobra o horisonte apenas na
aliura de duas vezes seu disco, brilhava sobre a
nev, elles sahiam ordinariamente uma hora ou
duas, ou para darem um pequeo passeio em
longos palmos noruegos, de que Edwioa se ser-
via com muita graga e elegancia, ou para cami-
nharem fraila de um pequeo bosque de pi-
oheiros alguma distancia do Gaard, onde
Edwina via Henrick. cagar esqulos e lagopedes.
Ahi acbavam-se elles juutos uma manha al-
gum lempo antes da festa do Natal. Era una
das mais admiraveis manhas do ioverno ;'todo
o campo brilhava como uma toalha do prata, a
geada suspenda nosgalhos das arvores griaaldas
de cristaes, que o rao atravessaodo azia resplan-
decer com mil cores ; a almosphera era de um
transparencia perfeita ; apenas algumas uu-
vensinhas ligeiras, semelhantes brancos flocos
de lia, expellidos pelo vento, mosqueavam aqui
1 o azul paludo e delicado do cu. De tem-
cunoaldade de conhec-lo. Asaim, mea charo,
est em bom caminho : mas lembre-ae que sa-
hindo d'aqui, nio a coohece porque ella vem s
escondidas.
Espranos conversando. Nao sei que desejo
Uve ento de conhecer essa mulher. E' cousa
singular o coragio do homem I Nio pode saber
que vae achar-ae em relaco com uma mulher
sera que alguma cousa estremega nelle 1 Curio-
sidade, peccado da primeira mulher, como te
compreheodo I e como eu te teria commettido se
fra o primeiro homem I Kis-me i desojando
conhecer essa mulher I Has, j reparaste, quan-
do uma peasoa quem desojamos ver, deve vir
um lugar dm que estamos, ha nao sei onde, no
ar, oo ruido exterior, alguma chusa que a annun-
ck muito antes da hora marcada, e que lhe diz :
Ella vira I Este quer que aeja calava-se. O relo-
gio contiouava i andar aem nada promelter, e
ao meio dia nioguem tinha chegado.
Meu charo, disso eu Vladimir, ella nao se
lembra mais do seu convite.
Vira, que Ih'o digo eu.... E olhe, ella,
continuou elle ouviodo tocar a campainba na
porta.
No mesmo momento appareoeu um criado e
eotregou um bilhetiohd seu amo.
Elle abri o bilhete.
*_Ah I sempre o mesmo modo da escrever J
continuou passando-me o papel : lea l se pode.
Pegue i no papel que com effeito era illegivel.
Liabas regulares, caracteres seductores i vista :
nao se escrevia de outro modo com a poota de
uma agulua. Todas as letras pareciam todas
se davam a mo.' Nem um ponto, nem um
acenlo, nem uma virgula : emflm & lettra que
viste.
Pois bem 11 correntemenle. Soria um agouro f
Decididamente nio cont comigo hoje. Te-
nho em torno da meu donde lhe eatou .escre-
voodo dez pesaoas que nao sei corao hei de dia-
pedir. Depois tenho reflectado. Toroaodo-me
velha vou lando juizo.e alm disso voc'pfomot-
teu-me um conviva muito perigoso para uma
cabega to traca como a mioha, e Deus sabe que
se eu a perdesse era sua casa,'nio seria com pa-
latraa que a mandaran! prooarar. Veoha ver-
me ; aiada eatou s em Paria por alguna diaa.
t Es pera-la-hemos at que vehhaa eicre-
vau-lba inmediatamente Vladimir. S nos sen-
taremos & meia quando chegar. Est as suas
e ali
pos lempos grandes bandos de passaros, que
desenbavam no ar figuras engranadas, volteavam
por cima de suas cabecas, dando gritos queixosos
como gemidos humanos, e com um olhar pene-
trante procuravam descobrir no espago immeoso
um lago, um taoqoe, um regalo, onde polessem
descer e procurar pasto.
Era este o nico barulho, queseouvia no meio
do universal silencio da oatureza, por quanto a
nev abafa sob seu tpele surdo todos os rumo-
res da trra.
Henrick descaogra sua espingarda sobre a ne-
v e tinha passado o brago de Edwioa por debai-
xo do seu : ambos passeiavam passos lentos ao
mos. querida duqueza, deixar-nos morrer de fu-
me.
Dobrado o bilhete, entregou-o Vladimir ao
criado que o foi eotregar ao portador da carta.
Duraute esse tempo eu relia essa primeira carta.
Qual seria a verdadeira aigoificago dessa des-
culpa ? Deveria cingir-me ao sentido claro do
texto, o que sempre muito perigoso quando
quem escreve uma mulher corao esta ? Devia
procurar nelle uma ialengio secreta ? Nio po-
dara ella vir realmonte? Teria seriamente re-
ceto de uma nova imprudencia ? Talvez. Has
eolo porque allava de mim em semelhantes
termos ? Para que- mesmo fallava em mim ?
Quereria causar-me mais pezar por nao te-la
visto, Gngindo conessar que a minha preseoga
podia serum perigo para ella, e azer-me cora-
preheoder o que eu perda por conseguate em
nao coohece-la, oo deveodo apresenlar-se ou-
tra occasio ? Quera fazer-ge rogar e vir por
segundo convite como apezar sea e forgada, e
qae tendo lido eotao o que lioha escripia, meu
respeito quando julgava nao me ver, j eu tivea-
se direito intimidada de cortezo declarado, in-
timidade que tanto agrada a mulheres coquettea
e na qual ae declarara aquellos quem ellas a
isso admitiera ? Faria simplasmeato alluso aos
cumprimeolos exagerados que Vladimir lhe fue-
ra de mim, e zombaria muito simplesmente desse
sujeito que Uvera a ingenuidade de crer quo elle
vlrla almogar com elle ? eu emflm, nao have-
ria, o que era mais provavel alguem, com mais
direitos que Vladimir que a retiresse longe de
nos? ^
Taes eram as pergantas que eu fazia a mim
raesrao, ao meu lugar, oa sitaaco de espirito
era qoe me achara para com ella havia alguns
instantes, tambem fa-las-hias consoienciosa-
menle.
Faca-me prsenle desta carta, disse eu
Vladimir, nao faz mal, porquo nao est aaaig-
nada.
Fique com ella, mea oharo amiga.
Metti a carta oa algibelra e continu! a pensar
nessa mulher. Decididamente havia ji uma affi-
nldade secreta entre nos ; porque, depois que eu
tocara nessa caria, envolvia-me uma especie de
perfume e caosava-me maia que desejo, dava-
me vontade, necessidade de conhecer aquella que
a escravera. Fosse 14 porque motivo fosse, ella
longo de um pequeo caminho bem sedee,a
raio do sol rogando suas cabegas, penetrava-os
de aeu benfico calor.
Oh I murmurou a donzella suspendeodo-
se com ambas as mos oo brago de aeu amigo,
mais alto que ella, e forgando-o a parar um mo-
mento,como lindo esle paizl como astas
mootanhss pareeem grandes, astea valles profun-
dos, e como doce viver I
.Sim, meu amor, quando se ama.
Acaso se vive quaodo oo se ama ?
Ha pessoas, que o creem respondeu
Henrick sorrindo.
Continuaran, a passeiar, Olhaodo alternativa-
mente, com olhos hmidos os bosques, o cu e a
planicie coberta de nev.
De repente o brago de Edwina eslendeu-se na
direcgo do norte :
V I diz ella.
Henrick acompanhou a direcgo de sua mo a
de seus olhos sem responder nada.
Ora pois 1 continuou a donzella, nao ti
nada ?
Sim vejo, acola, como om ponto negro,
uma arvore talvez ou algum rochedo.
Um rochedo que teria cahido do cea, ou
uma arvore que titesse crescido esta noite, por
que hontem oada havia nesse lugar.
Tens razo.... como sempre I
E alm disso a arvore ou o rochedo estara
coberto de nev.
E' aioda verdade I
V 1 o ponto se affasta.... caminho, aven-
ga.... dirige-se para nos I
Henrick, silencioso, cora os libios serrados,
tendo as duas mos de Edwina em uma das suas,
que as apertava, e com a outra abrigando os olhos,
que pareciam querer peoetrar e devorar o espago,
conservava-se imraovel na rigidez marmrea de
uma estatua da curiosidade.
Ah continuou a donzella,vejo agora :
em vez de um poni ha dous.... um pequeo e
um maior o pequeo affasta-sedo outro {....
approxima-se.... alTasla-se ainda I.... Mas nao
dizes nada Idiz ella dirigindo-se ao mancebo.
Ella sacodiu-lhe o brago e pochou-o vivamente
P"a ai...... Nao me respondes, Henrick 1 ests
mudo, surdo e ceg ?
Deixa,murmurou elle,deixa -me ^er.
Sua voz baixa e sibilante passara-lhe apenas
atravez dns deotes.
Elle deixou as mos de Edwina, e como para
raelhor ver langou-se para um pequeo montcu-
lo alguns pasos de distancia, porm a donzel-
la o seguiu logo e pondo a mo sobre o hombro
delle:
Ah !k^ella. d'aqui v-se melhor !
Eotretaoto o objecto approximava-se sempre e
tornava-se cada vez mais distinclo.
E* uma parelha de rer/nas I eaelamou a
linda sueca batendo as mos.
Assim o creio, respondeu- Henriek oo sem
alguma altersgio na voz.
Dirigem-se para nos : tanto melhor ha
tanto tempo que nao vejo esses encantadores
animaes a correrem pela nev I
Fica socegada, v-los-has bastante.
Has o que que se agita assim em tno
do treooz?
Aioda cao se pode veW
Sim, eu vejo. E' uma renna solfa.-
Crs ?
Oh I como ella salta com prazer l como' 6
rpida I Has j estao perto. Sio duas pare-.
Ihas.... Nao distingues como eu ?
Ao contrario, peritamente, respondeu
Henrick descendo.
Sero lapes ?pergunlou a donzella,
E' possivel anda que estejamos muito lon-
ge delles.
_ V a renna sella toda branca.... ; anda
oo tioha visto renna branca ; e t, Henrick ?
Oh I eu.... eu j vil O que que nao vi
na Laponia ?
O facto senhor, quo visles muitas cousas
sem fallar das laponas, das quaes nunca me fal-
laste Nunca (astea muito namorado dellas?
Tomae cuidado meu dedo mnimo m'o adevi-
nharia, e eu seria capaz de ser ciumeot*.
Henrick encolheu os hombros, e por nica res-
posta, pegando as ponas flucluantes da manti-
lha de la de largas malhas, que pareca quasi a
cahir dos hombros de Edwina, puchou-as e tri-
gou-as sobre o peito da donzella.
O trenoz segua rumo de oeste, para Dron-
thein. Elle devia passar selecentos ou oitocen-
tos metros de distancia do bosquesioho, onde se
achavam nossos dous amantes. Mas, sobre uma
planicie lisa, quando a alvura resplandecer da
nev d todos os objeclosum valor lo singular
e um to poderoso relevo, uma lal distancia ia-
significante para olhos que sabem ver.
E' s um homem e uma mulher,conti-
nuou a donzella ; suas quatro renoas nao devem
ter muito trabalho em pucha-Ios I....
Com effeito, os rpidos animaes, quem esse
pequeo peso nao demorava, corriam com toda
a ligeireza, ou antes, deslisavam sobre o espago
sem obstculo e pareciam devorar a distancia.
Nada era mais eocantador, do que ver a renna
branca, que saltava em roda a> irenbz, ora acom-
paohando-o, ora passando adiante, sempre em
movimento, e parecenrio desafiar a fadiga, como
se nunca devesse embotar o fino ago de suas
patas.
De repente, a renna parou ; levanteu-se sobre
as pernaa trazeiras, como um cavado que empina,
ergueu as orelhas como se qnizesse ouvir todos
os rumores que fluctuara no ar ; e depois, ca-
hindo sobre as pernas dianteiras, escavou um
momento j nev, estirou o pescogo desmesurada-
mente, deitou sobre as espaduas sua looga flo-
resta de esgalhos, e dilatou as ventas trmulas,
como pira aspirar emanages longioquas. De
chofre levaotou-se; suas pernas estiraram-se
bruscamente' como molas ; e ella correo, na di-
recgo do bosqne, indo em liaba recta para os
dous jovens.
Em menos tempo do que ernpregamos em nar-
rar, ella achou se perto delles.
Edwina, principio espantada e sorprendida,
pode logo admirar uma encantadora renoa bran-
ca, trazeedo uma linda colleira no pescogo, de
eouro vermelho rea lea od o com um fino- bordado
de rame, e tendo alm disso uma guarnigo de
guizos de prata.
[Continuar-se-ha).
se linhs oceupado comigo : por o instante eu
tomara lugar no seu pensameot. Nao seria isso
bastaole parame dar coragem ? Sim, era oe-
cessario que eu um dia, recebesse dirigidas
mim e mais intimas outraa cartas com essa latir
difflcil e mdecifravel que eu lia iio fcilmente.
Acredita lo -haa parecia-me jaque amava essa
mulher. Seria a verdade lisongead* quera falla-
va ? Seria esse primeiro abalo subterrneo, sera
causa appareote que aonuocia urna tempestada
prxima? Seria (tenho para mim que nao) o
meu amor proprio offeodido, ancioso por desror-
rar-se da zombaria possivel deesa carta a dessa
taita de palavra eotrevista promelttd*?: Nao
sei : o que cetto que eu nao tirava os olhos
da carta e que, por momentos julgava ver de-
comporem se as palavras o dizecem-rae & mim
cousa diflerente do que diziam i todos. Acredi-
ta-o, quaodo uma mulher vai lomar un grande
lugar em nosaa vida, tudo que vem della, mesmo
a cousa mais insignificante, lem uma linguagem
secreta. No entaoto essa voz interior que me di-
zla momentos antes : nao vira disse-me ago-
ra a vira 1 Has porque tudo isso, se essa mulher
eta mame de Vladimir I Talvex o tivesse sidos
anda o fosse 1 Mas em aumaai elle nao me ha-
via feito confidencia neohuma. Nio exista, tal-
vez nunca tivesse existido cousa alguma entre
eltes. Era necessario sabe-lo quando ella che-*
gasse.
A duqueza nao vm, disse eu Vladimir
oo pela razo qoe d, mas porque quer vC-c- i
voc s e eu encommoda-la-hia.
Pelo contrario s tinha aceitado por su*
causa. Parece que o seu uome lembra-lne al-
guma recordagio, que ouvio fallar de voc em
alguma circumslaocia particular : emnv nuer
coohecelo. Oh I ha de vir. Faz-se ua -pouco
a rogada. Quando offereci-lhe de a presenta-lo.
disse-me ella nao ; preflro ver o Sr. de Feuileaa
sua casa. Se nao aproveitar essa curiosioada
porser maltoairaploriol Faca-lhe a corte!
Tem probabihdadea i favor.
Como 1 que lhe faga a corte ?.... E roce ?
Eu nao passo da um amigo.
Simplea amigo ?
i "~ SID' APeD8 lhe fiz uma vea um grande
lavor, durante uma viagem que fiz Rsala:
6-me muito reconhecida por isso. D'ahi a nossa
intimidade. Asaim mea charo nio ao ve.
[Conttnuar-s$-ha.)

v
PERN. TYP. DE M.F.DEFAR1A& FILHO. lt,
%
~


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ELK4DBPDX_JL62LK INGEST_TIME 2013-04-30T19:51:46Z PACKAGE AA00011611_09392
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES