Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09390


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Full Text
-------.
lili HITII IDII10 213
Ptr tres%ezes idianUdos 5$0o0
Por tres mezes vencidos 6jf000
SE601DA FEIIA 16 II SETEMBRO II lili
Par a ano adiaatado 19$000
Ptrle fraico para t subscriptor.
HCARRIGADMDASBSCRIPCAO DO NORTB
Parahibs, o Sr. Antonio Alezandrino da Lim;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra ; Araea-
<7 Sr. A, do Lomos Braga; Goar o Sr. J. Jos
do Olireira; Maraohio, o Sr. Manoel Jos* Mar-
tina Ribeiro Guimaraes; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS DOS COKKKIUS.
Olinda todos os dias aa 9 1/2 horas do dia.
Iguarasa.Goianna o Parahiba as eegundas
sextas-feiras.
S. Anto.Bezerros, Bonito, Ciraar.Altinho o
Garanhuns as tergaa-feiras
Pao d'Alho, NazarelhJLimoeiro.Brejo, Pes-
queira,Ingazeira,Florea,Villa-Bella,Boa-Viata,
Ouncury e Fx naa quartaafeiraa.
Cabo,SerInhaem,RioFormoso,Uoa,Barrelros
Agua Preta.Pimenteiras o Natal quintas feiras
(Todos os corroios parlem|aa 10 horas damanba
EPHEMKRIDES DO MIZ DE SETEMBRO.
4 Lia nova as 7 horas o 52 minutos da man.
11 Ouarto croseento ss 10 horas o 56 mina tos da
manha.
18 La cheia as 11 horas o 42 niatos da tarde.
27 Ouarto minguanta aa4 horas e 5 minutos da
manha;
PREAMAR DEHOJE.
Primeiro as 2 horas e 30 minutos da manha.
Segando as 2 horaa o 6 minutos da tarda.
16
17
19
20
21
22
HAS DA SEMARA*
Segunda. Ss. Cornelio eCypriano mi.
Terrea. As Chsgss de S. Frsncisco.
QnsrtB. S. Thomaz da Villa Nora b.
Quinta. S. Januario b. m.; S. Pomposa r.
Sexta. S. Eustaquio m. ; S. Glicerio b.
Sabbado. S. Matheus ap. e OTaogelista.
Domingo. Festa das Dores de N. Senhors.
PARTE 0FF1CUL
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia I de setembro
de 1861.
Offlcio ao coronel commmaodaote das armas.
T~~|ir?a-ge V. S. de mandar apreaentar um sol-
dado de cavallaria ao juix muoicipal da rara,
aflm de levar para os difieren tes subdelegados
deste termo os officios e editaes da convocagao do
jury desta capital, que dever lar lugar no dia 20
do corrente.Communicou-se ao juiz muoicipal
da 2* vara.
Dito ao commandante do corpo de polica.
rod V. S. mandar dar baixa ao soldado do corpo
sob seu commaudo Marcelino Jos de Souza, a
que ae refere o seu offlcio n. 413. de 10 do cor-
rete, visto ter concluido o seu eogajameoto.
Dito ao commandante superior do Recife.
Cora as inclusas relages, contendo os nomos dos
individuos matriculados na capitania do porto.
Oca satisfeito o que requisilou o major presidente
do conselho de qualiflcago da guarda nacional
da freguezia do Recite nu offlcio a que allude o
do V. S., de o 79, e data de 18 de junlio ultimo.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Estando nos termos legaes a inclusa conta, man-
de V. S. pagar a Estevo dos Aojos da Porciun-
c"Ja. conforme requisitou o chefe de policia em
2SL* 10 d0 correle, sob b. 800, a quantia
do 55$800. despendida no mez de agosto ultimo
cora o sustento dos presos pobres da cadeia do
'Cabo.Communicou-se ao chefe de policis.
Circular aos juizes de direito Devendo ter lu-
gar nesta cidade no dia 7 de novembro prximo
viodouro, no palacio do governo, urna exposigo
dos productos naturaes e industriaes desta pro-
vincia, e daa que Ihe sao limitroph.es ou lhe fl-
caa soais prozimas, de conformidade cm as or-
dena imperiaes, recommendo Vmc. que procu-
re por todos os meios ao seu alcance animar aos
tavradorea e industriaes dessa comarca, no sents
do de concorrerem para a referida ezposicao, com
os productos que ali podem Ogurar e se acham
especificados no catbalogo aooexo. azendo-lhe-
rer as grandes vantagens, que ho de resudar
da referida ezposicao, uo s para a agricultura,
mas tambem para a industria do paiz, como um
dos maia convenientes meios de animago para
o desenvolvimiento de to importantes fontes de
riqueza nacional, e 4 que o governo. presta a mais
seria attengo, contando com o concurso de todos
os cidadaos.
Espero que Vmc, acompaohando o governo
neste peusamento, dar mais urna prova do seu
patriotismo, no empeoho com que procura satis-
fazer a rccommendaco que lhe tica traosmilli-
aa\ Ezpediram-se iguaes todos os juizes mu-
oicipaes, vigarios o delegados.
Dito ao director geral da instrueco publica.
Em vista de sui intormago. contida em offlcio
de 10 do corrente, sob o. 277, concedo a licenga
que pede Manoel Soterio do Espirito Santo pira
casar-se cora a orpha Candida Mara Rosa do
Reg.
Dito ao mesmo.Mande Vmc. admiltir no col-
legio dos orphaos o menor de nome Joaquim, fi-
lho de Ignacio Lourenco Dias, a que se refero sua
informago de 6 do corrente, sob n. 273, e Os pa-
pis, que inclusos devotvo.
Dito aojuiz de direito interino de Garanhuns.
Accusando recebida a relago dos presos dessa
comarca, ezistentes oa casa de detengo desta ci-
dade, que acompauhou o seu offlcio de 16 da
agosto prozimo Modo, recommendo-lhe que mi-
nistre com brevidade, nao a a dos tres presos
do Buique, a que allude o seu citado offlcio, co-
mo tambem ioformages acerca de preso, Joo
Evangelista do Mondonga, que vem sem ellas na
relago cima mencionada.Fizeram-se as debi-
das communlcages.
Dito aojuiz municipal de SerinhaeorA' vis-
ta das informaedes ministradas pelo Dr. procura-
dor fiscal da fazenda nacional em 13 de agosto
prximo (Indo, e pelo inspector da thesouraria
da mesma fazenda em offlcio n. 818 de 4 do cor-
rente, juntas por copia, com referencia ao seu
offlcio de 20 de agosto, nada maia resta a fazer-
8e para arrecadago da siza, de que trata o seu
citado offlcio.
Portara.O presidente da provincia, confor-
maodo-ae com a proposta do chefe de policia de
10 do corrente, sob n. 892, resolve considerar va-
go o lugar de subdelegado de policia do dismeto
de Citeode na colonia de Pimentairas, freguezia
do Bonito, por ter mudado de residencia Joaquim
Cordeiro Ribeiro Campos, e ooma para o refe-
rido cargo o capilo Christovo Jos Machado.
Communicou-se ao chefe de policia.
Dita.O presidente da provincia, cooforman-
do-se com a propoata do chefe de polica desta
data, sob n. 902, resolve considerar vago o lugar
de subdelegado de policia da froguezia de Aguas
Bellas, e noma para elle o lente do Ia liona,
Manoel Dionizio de Souza.Fizeram-se as devi-
das communicagea.
Dita.O preaidente da provincia, conforman-
do-se com a proposta do chefe de policia, n.892,
de 10 do corrente, resolve cooslderar vago o lu-
gar de 2" supplente do subdelegado de policia do
dislricto de Pimenteiras, freguezia do Bonito, e
exonerar a Francisco Mariano de Araujo Lima e
Manoel Alvea de Souza dos cargos de 1 o3sup-
penles do mesmo subdelegado, e noma para
esses cargos os cidadaos seguiotes :
1. Supplente.
Manoel Carneiro Hachado Freir.
2. Supplente.
Francisco Mariano de Araujo Lima.
3.* Supplente.
Jos Jernimo Vieira. Communicou-se ao
chefe de policia.
Despachos do dia 1S de setembro
de 1861.
Requerimentos.
Antonio Pinto Cardozo Gana.Avista da in-
formado nao ten lugar o que requer.
Francisca Mara da Conceicao. O filho da sup-
plicante j seguio para a corle.
Francisco Botelho de Aodrade.Apresante o
desenho da ponte e doca que pretende mandar
construir.
Guimaraes & Azevedo.Informe o Sr. inspec-
tor da thesouraria provincial.
Herques de Paula Ferreira Rabello.Roquel-
ia por intermedio do Sr. commandante supe-
rior.
Jos Francisco Borges.0 supplicanlo est
sendo processado pela delegada do terceiro dis-
lricto deste termo, sgundo informa o Dr. chefa
de policia.
Joseph Jhiens Blgico.Avista da ioformacao
nao tem lugar.
Manoel Firmino Ferreira.Informe o Sr. ios-
sector da tbosouraria da fazenda.
Manoel Alves Guerra.Informe o Sr. inspec-
tor da thesouraria da fazenda.
Pedro Leitede Albuquerque.Como requer.
Romana Rita de Sampaio.Informe o Sr. di-
rector geral da instrueco publica.
AULMhMUA .OOS 1R1BUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do comtnercio ; segundas a quintas.
Relaco: teress, quintal e aabbados as 10 horas.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados aa 10 horas.
Juizo do sommorcio : qaartas ao mel dia:
Dito de orphaos: tercas e aextas as 10 horas.
Primeira rara do ivel: tercas e sextaaao meio
dia.
Segunda vare do tival quartas s sabbados a 1
hora da tarde:
ENCARREGADOS DASBSCRIPCAO DOSfJL
Alagse, o, Sr. Clsndino Falcio Dias; Baha
Sr. Joa Martina Aires; Rio de Janeiro, Sr
Joao Partir Martina.
EM PERNAMBUCO.
Os proprietarios do DIARIO Manoel Figueiro
de Faria & Filho, na sua vraria praga da Inde-
pendencia ns. 6 e8.
nome do dever que lhes manda tentar para al-
ca ngar da Franca, por meios pacficos, e pela
raanifestacio da opioio publica, a independencia
* contra qualquer outra potencia eslrangeira,
elles deviam reivindicar com as armas na nao
Era nome do direito que todos tm de con-
quistas a unidade da patria, o a sua capital.
Prolestam solemnementt contra a
nencta das tropat francezas em Roma
t Porque, pelaa tradicedes nacionaes, e por
consentimento de toda a Europa, Roma dere ser
a cap Porque, em quaoto durar a oceupaco das
perma-
tropas fraocezas, direito nacional da Italia nio
a occupaQao
. nacioi
est reconhecido ; a questaodJPiana conserva-se
no dommio do justo meio, e nmguem pode oppor
um argumento, excepto, a torga, s tentativas que
a Austria, e as outras potencias possam fazer
contra as provincias da Italia j libertadas.
< Porque Roma hojo e ser sempre, em
quanto durar a oceupago frauceza, o centro de
todas as conapiragas retrogradas que toment
a guerra civil uo meio dia da Italia, e que tend
a fizer nascer a anarchia ali onde o enthusiasmo
pela liberdade e pela unidade linham feito nas-
cer a concordia.
Porque, s em Roma pelo poder das recor-
dares e pelo respeito commem, podem definiti-
vamente conciliar-se todas as pequeas queixas
que se perpetuam, com rande perigo da unidade
eacravido. Para a maia pequea accio, deve-
nios desenvolver torgas sobre humanas. E' por
isso que aa mais pequenaa aegoea leem tambera
a maior significago. Dissipar as nossas torgas
ouemprega-laa intilmente seria um crime, as
circumatantiaa actuaes.
< J nos tendes ouvido rnuitas vezea ; alada
oje vos pedimos a obediencia, que pediremos
para o futuro tambem em todas as circunstan-
cias importantes, afim de operar a unanimidade
das conviegoes e os setos que dallas so deseo-
volvern.
Urna deesas proclamares appella para a mo-
cidade israelita. Eia aa principaes passagens :
A 12 de agosto de 1569, consagrou-se em j
Luibin, depois de urna coofraternidade de oitenta '
annos, a unio definitiva da Lilhuania e da Po-'
lonia. Esta uniao durou todo o tempo da inde-
pendencia da Polonia, e aa duas najos confun- |
diram-se de tal maneira e tornaram-se iodisso-
luveis, que todos os esforgos dos oossos opprea- '
sores pira destribuir esse lago.se tornaran im-
possiveis.
Agora que celebramos, por neio de officios
religiosos e de manifestages de alegra, aa po-
cas gloriosas de nosso passado necessario que,
assim como nos, os poderes da Polonia tomem
parte nestaa feslas, par que temos de dar um
segundo esemplo de unio fraternal. Celebrare-
s o anniversario da unio com um servlgo
i'rteuianle d Preaoniioio' de~qualquer~o- solenneaa Vya'g"og, coservando as"lolas'fe-
Je- hadas, e por meio de illuminagdes ezplendidas
Porque nao devendo nem podeodo rinte o
dous milhdes d'italianos tolerar que durem a se- I
paragao e a servidao de Roma, om quanto que
elles esto livres e independentes. a prolongada
permanencia dos francezes em Roma tende para
crear occasides de ioimisade e de lucta entre as
duas nages. que, para o bem de todos e para os
recentes lagos de fraternidade com que se pren- '
derem no campo de batalha sao chamados a
amar-se e a 3uziliar-se mutuamente.
a Porque a prolongago da oceupago de Roma
est em conlrsdicgo flagrante com as antigs
promessas, e com as recentes declarages de
Franga ; *
Porque nao existe protexlo algn para urna
seraelhale oceupago, nen na defesa da religiao,
que ninguem pensa em altacar, e que o appoio
das bayoaetas estrangeiras deshonra e poe em
perigo ; nem na protecgo do papa, que nin-
eit prompta
daa nossas casas.
Attrahiferaos o ludo para ludo isto. Assim
como a uniao de 1569, toi teatemunho da fuso
de duas nagoee, a festa que vamos celebrar, deve
tornar-se una nova garanta da durago da nos-
sa unio com os nossos compatriotas, e de urna
aego nacional commum no futuro.
Na vespera do dia em. que deve celebrar-se s
festivldade, affixou-se as esquinas um aviso do
governo, cujo texto o seguinte :
Tern-se observado em muitas casas procla-
raages que convidam o publico a celebrar o dia
lz deste mez, por neio de aervigos religiosos as
igrejas e illurainages as casas. O governo faz
saber que nao permitlr as igrejas, seoo os
servigos ordinarios, o que proceder da maneira
mais rigorosa contra todas as grandes reunios
demoostrativas, no momento en que se sahir da
igreja.
sahiren, e de proceder contra elles con todo o
Porque a permanencia das IropasTrancezas
em Roma urna violago manifesta de principio
da nao inlervengo, proclamado pela Inglaterra
e tambem pela Franga ;
Porque a Italia perlence aos italianos e nao
os eslrangeiros, quem quer que sejam ;
nf* Til. A..I.'-. _.__L-..~___1_ "l 9
proprietarios, mas os locatarios das casas illumi-
nadas.
Aquel.es que contravierem estas disposiges
s lero de queizar-se de si mesmos, pelas con-
sequencias das suas cootravengdes.
Assignado, Sukhozanet:
Este aviso s toi publicado s oito horas da
1tt5ag&7fS a!\oar2Z- -ar-de'-aQla qUen, Pera qU6 teV9 !"
Inglaterra, que toi s primeira a proclalH a
doutrina da nao interveoco ; Europa intei-
ra, que aaudou com um t'estenuoho de affeigao,
- resurreigo da Italia, a vida eollectiva nacio-
no
palacio um conselho de guerra em que toram re-
solridas aquellas medidas.
nal, e para a qual a oceupago arbitraria e inde-
finida de Roma raa amoaga seria e um pe-
rigo.
O Direito de Turin publica una curiosa carta
de Garibaldi dirigida condessa Dora d'Istria,
a proposito deum estudo que aquella nobre da-
ma fez sobre a posigoque a muiher deve oceu-
par, pela natureza, na emancipago das naciona-
lidades opprimidas, e na anniquillago do despo-
tismo.
Depois de ter julgado como j o fez a theocra-
cia papal, Garibaldi proouneia-se desta naneira
a respeito da Hungra :
<'_ A Hungra acha-se hoja en ceodiges nui
delicadas. O povo hngaro, que no Campo das
Vamos em seguida publicar alguna porneno-
res a respeito da celebre batalhi de Hanassas, e
das perdas que soffreran ambos os ezercitos :
As diversas versdes calculam urna em 1*000
horneas, outra em 2,000. e a terceira em 3,000
a perda dos federaes. At agora cilam-se da sua
parte os nomes de quatro coronis moras e oito liberdadea italianas, tem cimentado a sua allian-
feridos. ga fraternal comnosco, merece particularmente
Alera disso, os federaes praticaram prodi- cooperago dos povos da Europa orientai, cuj* I
gios de valor, e Mac-Duwell duplicou-os. A causa a idntica sua. O* servios, os croatas,
batalha erapenhou-se entre as quatro e seis ho- os dalmatas adheriram s aspiragdes nacionaes I
ras da raanh, e s a perderam pelas cioco da dos noadgyares. Os moldo valachos devem imi-
tarde. As dais tinham-n'a ganho, quando Beau- tar esteezemplo, e tenho urna confianga illimi-
'**?,'* Keoeral dos separatistas.que, segundo tada na vossa elevada influencia sobre os vossos
se diz, tinba pedido capitulago, se via reforga- compatriotaa para aportar o o fraternal, que de-
do com o corpo de exereito de Jnheston. Deve- Te de futuro couservar unidas as ragas irmas do
se advertir que s o corpo de exereito de Mac- centro e do occidente da Europa.
Dewed que tomou parte na aegao. As causas Quando os povos toram chamados a baila-
da sua derrota parece que se devem encontrar na ram-se uns Contra os oatros pelos maoejoa dos
negligencia; nos delalhes de servigo, anda os lyrannos, augmentaran! o,poder desses mesmos
msis importantes, e os mais pequeos, na falta lyrannos. Quando os povos se amarem, e esti-
de unidade da marcha dos diversos corpos de rerem de accordo, segundo as leis de Christo e
exereito da Virgin. Mac-Dewall -toi muito de- da humanidade, realisaro a sua felicidade, qae
pressa, ou os seus carneradas muito devagar. tanto temos acariciado durante todos os periodos
O corpo de exereito Pakerson, o que, com da nossa vida.
razo ou sen ella, se diz que fez o general Grou-
chy en Waterloe, deixou fugir o corpo separa-
tista de Johnston, e elle nesno nao chegou a
Mr. Hinguetli, ministro do interior de Vctor
Emmanuel, expedio urna circular confidencial,
recommendanio muito aos governadoreo das pro-
vincias que hajam de enpregar todos os esforgos
para fazer malograr os manejos do partido cha-
mado de acgo, instigado pelos mazzniatas. Es-
e documento toi publicado pelo Espero, o por
lempo ao campo de batalha. Ao contrario, as
disposiges tomadas pelo general Beauregard
eram tormidareis, e a maior parte de seu exer-
eito observava as regras que constituem a disci-
plina europea. Alen disso o norte que conser-
va miados os regimentos que Mac-Ddllan con- nos reproduzido en seguida :'
duzu victoria, aprender pela sua propria des- O ministro do interior ao secretario geral
graca que a guerra a guerra, que esta ten as Turin, 28 de Juoho (aecretissimo.)
suas leu, e que nao deve ser un espectculo Chegou ao conhecinento do abaixo assigna-
do atteigoados. Parece, effect va mente, e isto faz bo qae o partido que se intitula de acgo, tem
de urna penada a pintura do exereito do norte, sido de novo exhortado por Mazzioi para por en
levava no seu aequilo, alm deum ezcilago todo o reino; para approveitar qual-
EXTERIOR.
Protesto contra a oceupaco fraoceza em Ro-
ma, de que tratara a circular de Mr. Mioghetii,
que PoUieaot n'un dos ltimos nmeros :
< Oe abaixo assignados, cididos italianos, em
este
coosiderabilissimo nunero de creados e de ba-
gagens, nilhares de curiosos, que das cidades.
aldeias e casaes ira mediatos tinham vindo para
as margeos do Bull Ru; para ali presenciaren
a batalha a que se preparava.
c Essa multido sem armas toi a que espalhou
o pnico e alarme quando corren a noticia da
chogada de Johnston. Se agora se perguotar
qual poder ser o resultado poltico da batalha
quer incidente, atln de ateiar e conservar no
paiz una agitago surda, que, enbaraganlo o go-
verno de estabelecer por toda a parte a tranquil-
lidade, aproveite aos flus ben conhecidos do
partido.
E vendo qae a calumnia, artificiosamente
espalhada sobre a pretendida sesso de tema-
nos italianos a potencias estrangeiras nao ten
encontrado crdito algam entre os italianos, o
do Manassas Junethon, a derrota do norte que partido mandou actualmente instruegoes aos seus
tenha al agora feito mata do que augmentara filiados para que recommendem a propaaaco da
sua exasperago. Alm disso os dous partidos falsa noticiare que o governo de sua naitestade
sontinuamacombater-se por meio de actos offi- reconheceu a inlegridade dos estados do oaoa
cues, assim cono o fazen tiro decanho. Por excitando ossspiritos contra a presenca das tro-
um lado o congresso dos estsdos separatistas pas fraocezas em Roma
.m-m"-..8-1? RHichImQ,, onriu e leitura de Sabis qual a poitlca do gorerno de sua
urna mensagem de JelTersoo Dans, que nada tem magestade pelo que toca a esta questo poltica
de pac Dea. Por outro, o senado de Wash.ng- discutida (o texto diz sancconadi, e com justa
ton votou um bil, que autonsa o confisco dos razo) de todas as formas pelo parlamento. Tam-
bena dos rebeldes, comprehendendo os escravos ben nao ignores quanto sao grandes e auaesso
entre esses bens. as diffl:uldades inherentes i urna semelhante
u que parece resultar como exacto das dt-| questo, e de que naneira deve sar tratada Fa-
icuj, que o exereito federal, depois set descer esta questo arena das praga's pu-
blicas, fazendo delta o objecto daa ediscussoes
de um renhido combate, enprehended a fuga
sem ser perseguida, e pode aleangar os iotrin-
cheiramenlos de Arlington, juncando com os
seus despoaos as quinze ou vinte milhas que se-
parara Bull Run do Potonac.
c As tropas separatistas perdern o general
Johnston que commandava a esquerda, onde toi
nais lenhtda a peleja, e a cuja opportuoa cha-
gada deven a rictoria. Ao general Beauregard,
queconnaodava a direits, mataram-lhe oca-
rallo que montara. O Correio do/ Estados-Uni-
dos diz que o presidente separatista Davis che-
gou ao meio-dia ao campo da batalha, e que to-
mos o connando do centro, cujas manobras de-
cidiram da sorle da batalha.
Em Varaovia distribuiram-se proclamages
impressas, para convidar o poro a celebrar dig-
namente o dia 12 de agosto, ancirersario da reu-
niSo da Lilhuania Polonia. Em urna d'essas
proclamages diz-se :
c Desde o dia nemorarel de fevereiro teos
constantemente saecudido as cadeias da nossa
popularesnao s daria em resaltado agitar
de urna naneira perigosa as paix6es, as con-
segueria talvez affastar a aolugo para que
o governo nao cesaa de trabalhar con todas
as suas torgas e con o concurso do governo
francez.
c O verdadeiro fin da agitaglo que se quer
provocar nao o que se diz, as sin o que se
faz ; nao est ludo no desojo de rer as esperao-
gas nacionaes satiafeitas, mas tambera no de sus-
citar embaragos internos e externos ao gorerno
de sua magestade, em cuja torga os agitadores
encontran un obstculo ioreasirel execuco
do seu designio.
a Estabelecido isto, do derer do abaixo assig-
nado, prevenir-ros de que o partido de acgo
quer chinar as nossss populaees aassignar um
protesto sabido da offleina conhacida de Londres
contra a oceupago de Roma palos francezes. O
convite para a assigoatura ha de ser dirigido
tanto aos corpos constituidos cono s sociedadee
particularese aos simples cidadaos. A commis-
| sao de prereogo, as associagdes polticas, que [
toram instituidas as difiranles provincias do
reino pela autoridade deste partido, empregaro
todos os meios para espalhar entre os poros a
persuaso de que a presenga da Franga em Ro-
ma o nico obstculo a realisago do grande
peosameato, que patrocinado pelo illustre ho-
rnera de estado ha pouco arrancado a Italia,
forma sempre a base da politice do gabinete
actual.
O abaixo assigaado arisa-ros disio, para
que vos armis de todos os meios legaes que es-
lao em vosso poder para esclarecer os poros do
vosso districto admioislraitvo. Estes povos en-
gaados talvez ns forma, que nao nem irritante,
nem provocadora, do pretexto que lhes ha de ser
apresentado. poderiam deixar-se arraatar a as-
signa-lo, acreditando que nao praticam urna ac-
go prejudicial, julgaodo talvez mesmo blcangar
o fim til que alti est indicado. O abaixo assig-
nado oo duvida de que no cago dos meios era-
pregados para obter assignaluras, ou adhesoes,
sihirem doslimittes tragados pelas leis, serio da
vossa parte empregados os meios convenientes
para impedir e punir qualquer violago do direi-
to commum.
O ministro, Minghetti.
[Jornal do Commercio, de Lisboa.)
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DR PER-
NAMBUCO.
Paris, 24 de agosto de 1861.
Meu caro correspondente.Anda a questo
italiana oceupa em grande parte a attengo de
todos. Napoleo III a 14 deste mez chegou ao
campo de Chalos afim de passar entre os seus
soldados o (Ha 15, dia da feata por elle prepara-
da. Na vespera presidio con grande ponpa
inauguragao de una das nais importantes es-
tradas de Pjria novo ; e foi mais esta urna oeca-
sio de felicita r-se publica nenie pelo tratado de
commercio concluido pela Inglaterra, e pelo pro-
gresso que esse tratado ha trazido industria e
ao commercio da Franca As testas de 15 toram
explendidas : porm, alm dessas solemnidades
offlciaes da nrunicipalidade parisiense, a attengo
publica se acba absolutamente absolvida us ne-
gocios da Italia ; e a 12 o ministro da instrueco
distribuindo os fundos do coocurso geral dos ly-
ceos na Sorbooa, cuidou de assegurar ao opinio
publica a respeito da questo pontifical, expri-
mindo-se da seguinte maneira na presenga dos
eatudantes da Uaiversidade:
Se no meio dos vossos eatudos, e apezar da
tranqullidade que os protege, chegaram aoa vos-
sos ouvidos boatos exteriores como eeho eofra-
quecido de ludo que agita a socledade, nao vos
dei isso cuidado. Talvez tenhaes j ouvido di-
zer que a religiao esta sendo ameagada, que a
sociedade presente vai desapparecer devorada
pelos abysvos do espirito rerolucionario. que o
mal ultrapassa o bem no rgimen das ideas e ins-
tituiges modernas, fiaalmeote que ao servigo
importante para a Franga faz-la retroceder na
senda que ella tem berta diante de si 1 Nao vos
dei isso cuidado, repito: nao vos assuslem tan-
tas predieges desoladoras, e olhai para o que se
pasia em torno de vos. A illustre e piedosa igra-
ja da Franga, a igreja dos Feneloo e Bossaet po-
de hoje reinar sob as almas com mais liberdade
do que nunca. Nossos exercitos de trra e de mar
4 va do soberano rao aira vez de mil perigos le-
vr a cirilisago as pragas as mais looginquaa, e
por toda a parte, en que flucta o estandarte da
Franga, elle abriga a cruz de Christo sob suas
gloriosas dobras I
A Fraoga sabe conciliar os seus deveres em
relago igreja com a protecgo que prometteu
a nacionalidade italiana, e s dar-se crdito
certas correspondencias, prximo est o dia en
que o territorio ronano cessar de" ser, como
eram outr'ora as igrejas e os conventos, um
asylo inviolavel para os malfeitores, que a dupla
coospiragSo de Roma derrama sobre aa provincias
napolitanas. O general Cialdini declaroa a M.
Ricasoli que era impossivel abafar por urna rez a
revolta, em quanto os revoltosos podessen con-
tar con a impunidade, interpon Jo a frooteira
pontifical entre elles e os soldados italianos: e
pois que deviam renunciar ao plano de pacificar
o sul da Pennsula, se aquella fronteira conti-
oaasse a ser para o exereito italiano um obsta-
calo intransitavel. A' vista disto pedio autorisa-
gao para perseguir dentro dos estados romanos,
se preciso fosse, os bandos que all se refugi-
assem.
Ricasoli, que antea de responder linhi neces-
sidade de entender-ss com o gabinete das Tu-
Iherias, naturalmente snlicitou e obtere a pro-
messa de qae as tropas italianas nao encontraran]
opposigo da parte das tropas fraocezas ao man-
do do general Goyon, no caso de que as necessi-
dades da guerra empreheodiJa por aquellas con-
tra os rerollosos as impellissem alm dos linites
actuaes do reino da Italia. Suppde-se que to-
ram tranamittidas inmediatamente instruegoes a
esse respeito a M. de Goyon e ao general Cial-
dini. Este ultimo tirou bom effeito de um plano
por elle combinado : fazendo hbilmente o ini-
migo recuar para as montsnhis de Sora, de Ma-
rao, e para as de Pago e de Pietra esleina junto
de Benevento, por um movineoto concntrico
das tropas volveodo sobre os seus passos, encer-
rou-o n'un circulo, e o derrotou por todos os
lados.
Nao obstante o general pienootez pedio sua
demisso, expondo ao gabinete de Turin que s
promisoriamente elle acceitra o cargo de lugar
tenente de aples, que continuara no coddjbjmi-
do militar a levar avante a sua missio, nas^que
nao lhe era possirel oceupar-se por mais tempo
de gorerno civil; em cousequeocia de que pedia
ao gabinete que provase aquello cargo Hornean-
do outrem para elle. Dizem que essa resolugo
do general foi devida a algaraas dissensdes ha-
vidas entre elle e o conde Cantelli. Vctor Em-
manuel declarou que nao consenteria na demia-
so pedida, e Cialdini ficou em aples para con-
servar all o equilibrio da tormidavel espada qae
lhe foi confiada. V-se daqui que o conde de
Cintelli leve de retirarse.
O cardeal Antonelli em Roma apresentou ao
general Goyon as suas desculpas pelo incidente
occorrido com moosenhor Merode, declarando
que de ora avante seriam com elle cardeal as
relagoes do chefe da guarnigo franceza.
Po IX continua a obter nelboras no sea esta-
do valetudinario: porn mostra-se sempre in-
flezivel na certeza, em que eat, de qae todas as
pessoas que contrariam o seu reinado sao filhos
Iraoariados ou grandes miserareis. A sus corle
guiada pelo impulao do cardeal Antonelli nao
pensa en provocar o governo francez, nen tam-
bera em promover una colligago: a sua confi-
anga de todos os das qae Daniel sahir da co-
va dos leos.
Por outro lado moosenhor Merode rene em
toroo de si o pequeo elemento franco belga, e
o impelle acgo. Oa adherentes deste ultimo
deaejam promover urna vasta combinagao entre
os catholicos de Paris, Madrid, e Vienna, una
especie de cruzada, por neio da qual desojara
igualmente que Po IX, qual outro Pi IV, e Ni-
colao V, combala os turcos da impiedade, o cons-
titucionalismo, o racionalismo, o nacionalismo,
e oulros que taes absurdos revolucionarios I Po-
rm a corte pontifical que nao sabe cono so possa
coltocar. a questo nene terreno, oa ten en con-
ta de nuito exaltados, e sen juiao: nostra-se
disposta a aceitar a boa ronta.de o dinheiro que
elles lhe offerecem, porm recusa dirigir-se por
sua influencia : emfim a corte pontifical acha os
francos belgas nais papistas sin la do que o
proprio Papa. O cardeal Antonelli quer calafetar
a barca de S. Pedro l ao seu modo, e nao tem
fe no galvanismo de moosenhor Merode e dos
seus. Em una palavra o clero franco belga em
relago com a Europa toda se oftorece para sal-
var o Papado, e o Papado nao ousa confiar-se
nelle. Eia aqi qual a situago real daa cousaa.
O barflo Ricassoli dirigi aos enviados italianos
no estrangeiro urna nota, que tem causado muita
sensago. Nessa nota desenvolve de una ma-
neira a mais sinples e nais natural os grandes
fact'is consumados pelo novo reino. Chegaodo
inopinadamente ao subido cargo de presidente do
conselho outro nao poda, nem devia ser o seu
programma seoo proseguir na poltica do con-
de de Cirour. Ora, proseguir na poltica do con-
de de Carour era manter intacto o pensamento
daquelle estadista em relago Veoeza e a Roma,
proclamar o direito da Italia, defend -lo com
energa, mas sem nunca comprometter a paz da
Europs por medidas irreflectidas e precepitadas,
ou por loucas provocages.
O conde de Cavour (oi um clebre ministro
porque se tornara Interprete fiel e inabalavel dos
sentimentos da sua patria. Era preciso que a Eu-
ropa ficasee bem convencida de que a morte desse
i m mnente estadista em nada muda va a resolu-
go da Italia ; e M. Ricasoli nao era homem que
prolongasse por muito tempo a incerteza ; por
isso logo desde o primeiro dia amigos e ioimigos
souberam com quem tinham dehaver-se.
Ricasoli declarou que a Italia devia existir, e
e existir unificada : que ella nao quera tolerar a
invaso permanente de 200,000 Allemes com-
prehendidos dentro das suas fronleiras, e nem
to pouco renunciar condigo esseocial da aua
unidade em Roma. Disse que a Italia seria pa-
ciente e moderada, porque par da consciencia
do sea direito possuia tambem o sentimento dos
sacrificios que um povo deve algumas vezes fa-
zor em prol da paz do mundo : mas deu clara-
mente a entender que a paciencia e a moderago
tinham os seus limites, alen dos quaes urna na-
So i deveattender voz do dever e do direito
a sua salvago.
Essa linguagem produzio o seu bon resultado.
No neio das descoufiangas reciprocas, e dos io-
teresses conlriditorios da Europa, Ricasoli con-
servou para a Italia a amisadeeo apoio da Frao-
ga o da Inglaterra. Com a torga do raciOcioio
e do direito, elle venceu e desarmou as poten-
cias incertas, indifferentes, ou ciosas ; paraly-
sou e maoteve a Austria no seu isolamento, pro-
seguido moralmenle na guerra aberta, franca, e
honrosa pela lealdade manifest, com que o con-
de de Cavour a tioha comprebendido.
Depois de ter unificado os espiritos na Italia
Ricasoli uoificou igualmente oa ioteresses ; cui-
dou naa ieia communs, as administrado es, nos
tribunaes, moedas, dividas, e impostos ; aug-
raeolou estradas ; creou urna marinha, e sobre-
ludo orgaaisou urna esquadra qae pole estar ao
nivel dos maiores aconlecimenlos.
Nessa tarefa inmensa ogoveroo e a nago ri-
valisaram emeoragem e con (langa, em abnegago
patritica e laboriosa. Emfim vista de seme-
Ihanle espectculo a Europa adquiri a convic-
go de qae a Italia constituida, grande e forte,
longe de aer um perigo e urna ameaga para a or-
deiu universal, ao contrario urna das condiges
mais essenciaes de seguranga, urna das mais so-
lidas garantas do equilibrio real, e da paz per-
duravel. A prova est dada ; e nao toi sem ra-
zo que o successor do conde de Cavour disse,
tratando da questo romana :
Ousamos ropetir com orgalho bem entendido
que a Italia se acha constituiJa. Sin, a Italia
est constituida, nao obstante achar-se anda
una parte della en poder do estrangeiro ; por-
que estaos cerlos de que a Europa, vendo-nos
bem organtsados, bem armados, a fortes, se con-
vencer do nosso direito em entrar na posse do
territorio que nos perlence, e favorecendo a res-
tiiuigo da parte que nos falta eochergar nisto
una garanta de repouso e de paz, porque esta-
mos aioda eertos de que a Europa, quando me-
lhor nos conhecer, se persuadir de que ni,
pova esseneialmanle calnolico, comprebeodemos
melhor que qualquer outro povo os verdadeiros
ioteresses da igreja, qaando pedimos mesma
igreja que se despoje dos direitos feudaes que lhe
concedeu a barbaria, e que sao incompativeis
com a civilisacao, offerecendo-lhe em troca com-
pleta independencia e liberdade no exercicio do
seu santo ministerio, ioteiro recoohecimento e o
respeito de urna nago regenerada.
Todo aquelle que comparar esta linguagem do
ministro de Vidor Emmanuel com as violencias
do ministro de Po IX nao hesitar por certo na
escolha.
A Austria e as nacionalidades magyare, slava,
etc.De lodos os estados da Europa a Austria
aquelle que mais se tem visto sobrecarregado de
crises, e crises bem terriveis. Mas, da mesma
forma que esses jogadores a quem a fortuna fa-
vorece com urna perseveranga espantosa, a casa
de Hapsbourg tem ganho todas as partidas, em
que a existencia do seu imperio ss achara com-
prometida I
O acaso tem reparado durante nuitos seculos
as suas derrotas nais gnres. e as suas faltas
nais serias. Sempre que os Czares da Allena-
nha estaram prestes a procpitar-se no abysmo,
um salvador ioesperado apparecia para dar-lhes
a mo.
Porm hoje a face das cousas est mudada, e
oo vejo de que lado poder surgir esse salvador.
O Czar eat muito preoecupado com os negocios
internos do sea imperio para aceitar semelhaote
encargo asssz perigozo ; o re da Prussia tem
mteresse en ver a Austria desabar : a Polonia
nao lhe mandar mais um Sobreski ; a Franga
nao desambainhsr a sua espada contra o direito
dos poros ; e a Inglaterra nuito liberal para
tonar a defeza de un goveroo oppressor, e nais
que liberal muito prudente para atirar-ae as
vicissimdesde urna luta onde arraataria contra si
a Europa inlera.
Por toda a parle a opposigo das dietas amea-
ga ao mesmo tempo as flnangas e a politica da
Austria. Osea eosaio de constitucionalismo nao
foi bem succedido : nao larda que o conselho do
inperio se reja redazido a representar smente
as pro'incias hereditarias da casa de Hapsbourg.
A resposti Deak volada pelas duas cmaras hn-
garas concebida em termos que excluem toda
a probabilidade de conciliago. Citaremos aqu
o trecho final :
A nago nao pie aceitar vista de suas leis
0 fin proposto no diploma de 20 de outubro, nem
a patente de 28 de fevereiro ; e por conseguinle
a dieta nao pede enviar deputados ao Reichsrath.
Se oo obstante foren ordenadas no paiz elei-
coes para esse fin, e os eleitos aceitaren o man-
dato, a dieta declara desde j qae considerar
semelhsnte acto como urna violago da constitu-
gao: e nunca reconhecer taea deputados do
Reichsrath como rerdadeiros representantes da
Hungra, e muito menos como obrigatorios os en-
cargos, emprestimos, e rendas de dominios na-
cionaes concernen tes mesma Hungra rotados
no seio daquelle Reichsrath. A dieta nio quer,
nao pede mais do que o direito legal, por ella ha
muito tempo exercido, de rotar os imposios e o
contingente militar, o direito legal de formular
leis de aecrdo com o rei, de interpreta-las, mo-
1 diuca-las, sbrog-Us; em urna palavn qaer o
Poo o restabelecimenlo completo das leis do
1848.
E' muito doloroso que o rescripto real nao se
livesse baseado na coosttulgo da Hungra, o
sim n'uma patente outhorgada ; porque este fac-
i torna impossivel qualquer combinagao fkra das
bases constitucionaes. A dieta por conseguinle
considera como rompido por urna vez o fio das
deliberagdcs parlamentares. E' provavel que tris-
tes dias se preparem para o nosso paiz, mas esto
saber soffrer para reservar aos seus viadouros o
direito legitimo liberdade, e vida constitu-
cional ; porque aquillo que o poder e a torga-
roubam nagao lhe pode ser algum dia restitui-
do era circuinstancias favoraveis. mas aquillo a
que ella reouncia voluntariamente flea para sem-
pre perdido.
Os dous presidentes da dieta de Pesth, porta-
dores do documento em questo, toram officlal-
rnente recebidos pelo imperador que prommetteu
u na deciso depois de examinar esse documen-
to. A deciao tioha de ser a dlssolugo da die-
ta, e a publlcago de um manifest.
Com effeito a 22 de agosto em Pesth no meio
de multas ioterrupges e murmurios, os dous
presidentes leram a deciso imperial constante
de um rescripto concebido nestes termos:
Considerando que a dieta huogara nao res-
poodeu aos convites que lhe toram dirigidos,
considerando mais que a nosso pesar nao po-
demos esperar urna acgo ulterior e salutar para
a_ Hungra dessa mesma dieta que desconhece
tao fortemente o seu dever com grande detri-
mento de todos os ioteresses, declaramos direc-
tamente rompido o fio das negociacoes possi-
veis, porque nao devemos ceder pretenges
cujo alcance excede a todos os limites admissi-
veis, e havemoS por bem dissolver a dieta pelo
presente rescripto, reservando-nos o direito de
convocar urna nova dieta dentro do prazo de seis
mezes, no caso de que assim o julguemos con-
veniente.
A dieta da Croacia desenvolve cada dia com
mais energa a attitude que ella tomou entre *
Austria e a Hungra. Decidi que a croata seria
a nica liogua admiltida na instruego publica,
e votou urna le sobre o crime de traigo pa-
tria : finalmente adoptou um projecto de le
cujas consecuencias podem ser falaes para a
Austria. Eis o projecto: as provincias croatas
conhecidas sobre o nome de confina militares
fornecero por sis sos Austria quasi tantos
soldados quaoto todo o resto do imperio. A
dieta de Agram aboli para sempre essa insti-
tuigo de confins militares, proclamando alera,
disso a emancipago immediata dessa especie de
escravos armados, dos quaes fez to tormidavel
uso o absolutismo austraco. Ella erigi en ci-
dades livres reaes as communas militares.
Para reparar taes derrotas soffridas em Pesth e
Agram o gibtnete do Vienna cuidava em con-
vocar a dieta da Transylvaoia afim de que esta
mande seus deputados da Reichsrat; mas de
esperar que essa convocago intempestiva traga
aos Hngaros e aos Croatas urna nova alliada.
Por outro lado dizem que a corte da Austria
est firme na inteogo de limitar os seus esfor-
gos a manter o statu-quo at que possa contra-
tar alguma alliaoga que assegure a sua situag
exterior, e lhe permita empregar o sea exereito
em resolver as questes interiores: ento ser
tempo de convocar de novo os eleitores e pedir-
Ihesseu ultimo voto.
Em apoio desta assergo tem-se feito muito,
reparo na passagem do archiduque Maximiliano,
irmo de Francisco Jos, em Southamptoo.
O principe toi bem recebido pelas autoridados
muoicipaes, que lhe fizeram alguns discursos, &
que elle respondeu por um elogio completo das
liberdadesinglezas, e por una alluso ao novo
constitucionalismo da Austria, e probabilidade
de urna alliaoga austro-ingleza. Mas ninguem
se illuda com isso I
Nesse reino unido da Gra-Brelaoha vai come-
gar a campanha dos banquetes sobre todos os
pontos eleitoraes do paiz. A sesso do parla-
mento que encerrou -se no dia 6 deste mez se
apresentar ao juizo da historia com um acom-
panhamento mui limitado. A reforma parla-
mentar toi mais que adiada, foi esquecila, o
church rales bil rejeitado. e a aboligo dos di-
reitos sobre o papel toi mais um triumpho de
Mr. Gladstone do que do gsbioete; porquanto
este ultimo mostrou-se sem iniciativa durante
toda a sesso em presenga de urna opposigo
fraca. Todas as questes polticas importantes
toram guardadas de commum accordo, e na
prxima sesso haver muito que fazer, e anda
nais o quo dizer. E zombem dessa liberdade
s vezes to expansiva das grandes assemblas
deliberativas da Inglaterra 1 Pelo contrario de-
ve-se iavejar dessa nago o habito salutar que
ella tem do pensar aberlamente; porque como
disse un seu escriptor contemporneo nobre
discon-er-se quando o objecto do discurso o>
inlereise da patria, e onde se clana e se falla a
direito, a razo eajusliga nao f" au esquecilas
oa sombra e no silencio.
A vizita que o rei da Prussia devia fazer a Na-
poleo III no campo de Chalos nao leve eTei-
to. O rei Guilherme I enearou com terror in-
fantil a perspectiva de ver-so sobre o solo fran-
cez : escreveu ao imperador que em virtude do>
altentado Becker fura obrigado a suspeoder a
cura que emprehendera por urna molestia ner-
vosa j anliga; que a excitago produzida por
aquello fado toroava-lhe o repouso muito ne-
cessario, e pois, cumpria-lhe evitar qualquer ou-
tra nova commogo : alm disto oo tiuha sido
anda corido, e nao havendo^olemnemente to-
mado posse da aua dignidade, hesitaba fazer os-
tentado at certo ponto dessa dignidade em
paiz estrangeiro, e de urna maneira to publica
cono no canpo de Chalos.
Os correspondentes da Inglaterra afflrmanx
que o motivo que mais influira no animo da
Guilherme I para nao vir Frang foi a viagem
que aqui acaba de fazer o rei da Suecia, monar-
cha que se toroou garante da integriJade da Di-
namarca. Muito ae ha a opinio publica oceu-
pado da possibilidade de urna alliaoga entre a
Franga e a Suecia, que reconheceu to prompta-
mente o reino da Italia, e que tanta sympathia
mostrou pela politica das nacionalidades. H'ja
um cooflito entre a Prussia e os Estados-Scin-
dinayos, e estos ltimos colhero o fxucto do*
seu liberalismo, vero o qae lhes nade valer a
sua adheso publica e espontanea aos, principios
de que a Franca se tem tornado o campeo.
A par da Polonia se agita tambem a Ficlan-
dia. Arrancada desde 1809 Suena essa frac-
go do mundo seandinaro nen por isso se tor-
oou russa ; os esforgos do gorerno de S. Petera*
bugo nada tem podido costra essa nacionalidade
to vivaz: os ltimos acoatecimenlos da Euro*
pa fizeram que o pova Pinlandez, depois de ter
ailenciosamente supportado o jago, se pozesse
a reclamar. Procurarais apaslgua-lo, fuerana,
correr o boato_ de que entrara elle no gosa da
aua constituigo, e seria convocada a dieta na-
cional.
A este boato toda a Finlandia exultou de p.-a-
zer, e isto coincisdindo com o movimento pro-
duzido na Polonia, o goveroo russo julgou oa-
portQoo abster-se: mas nio dere estar muita
satisfeito con o acolhinento feito a esse acto pe-
lo povo Finlsndez.
O movimento nacional da Polonia russa ae as-
iendo e ganha a Polonia prussiana, e a Polonia
austraca. Em Varsoria a itaaco ral mal. Q


9)
L
I 111
DIARIO DI PttlUMBUCO. SEGUKDA FEIBA 16 DI SETEMBRO 1E 1811.

f- y
/
tu
I .V
goveroo russo se lera muito preoccopado ltima-
mente com urna demonslrago proyectada para
celebrar-se o anniversare da ailo do enligo
reino com a Silhmania ; que motivou rigorosas
aedidas de precaugo. Has a autoridade se sen-
te rencida parante a altilude nobre e imponente
las populacoes; e recua na presenta da respon-
sabilidade do um conflicto : en treta alo conserva
inda pelas ras os seus soldases e canhoes.
Tristes scenas tiveram lagar em Mlawa.
Qeeslo do Oriente.A. iosurreicao da Herze-
govina destinada a tomar um logar importante
as preoccupages da Europa. Pareca orgeni-
sar-se um levantaraento de todas as provincias
chrstag do imperio. O estado do exercito tur-
co to deplorare!, e lio desacreditado o seu
Cheto que em C instantinopla j ninguem se illu-
e sobre a gravidade da situaco.
A questo do Oriente se concentra toda oa Her-
zegovina. A Bosnia e a Bulgaria esto prosapias
a sublevar-se tambem, e desta forma espcra-se
que haja urna sublevado unnime e formidavel
los poros Slavos, a que se sssociaram a Servia
e a Croacia, assim como os Monlenegrinos.
As hostilidades j comegiram: entretanto Omer
Facha, em quanto espera rotarlos, cuidou em di-
rigir aos insurgentes urna proclamsgo, na qual
os convidou a deporem as armas ; mas os chris-
los responder ra apoderando-se dos comboios
lo vveres do generalissimo de Abdul-Azir, e ex-
terminando os destacamentos que es escolla vam.
Consta que ltimamente se enlabolaram novas
oegociages.
O novo sulto continua a fazer urna verdadeira
hecatomba de uncciooarios: nem digamos que
elle nio tem razo. pois impossivel ser-se to
anal servido como o foi Abdul Medjid : o que
ha ahi somenle de muito provavel que os no-
vos funecionarios consegoiram com bastante dif-
ficuldade ser melhore que os seus predecesso-
res, pois impossivel servir-se bero a um mo
governo.
Os poacos homens que na Turqua sonham
com a regenerago do imperio duvtdam agora da
siaceridade de Abdul-Azir, a quem censuram por
1eixar-se cercar de Aah Pacha, e Fuad Pacha,
em subst.tuigo de Kuprisli, o primeiro na qua-
lidade de grao visir, e o segando como ministro
das negocios estrangeiros. Os europeus ser-lhe-
kiatn menos suspeitos do que esses dous conse-
iheiros da corda. Todos os que escaparara
xnorle e ao exilio em consecuencia da grande
coospiracao de ba dous anuos, exaltadas no seu
patriotismo ardente, se acham boje ligados ao
joven soberano.
Nao queristo dizer qoe Abdul-Azir tenha mu-
dado de vistas ou de sentiraentos, mas a sua boa
vontade foi de encontr liaha formidavel dos
funecionarios habituados a viver na inercia e Ba
desorden), e que foram causa da queda do grao
visir Kuprisli; mas elle nao lem bastante expe-
riencia pjra comprehender que a reforma da sua
casa nao a reforma do imperio ; finalmente
scnd.i muito mais liberal do que a Porta, deixa
entretanto que a Porta governe I Quando o sul-
to lhe resiste apresentar-lhe ella o phanlasma
da Europa descontente, e elle cede, porque nao
fem bastante luz e nem bastante experiencia pa-
la ver claramente nos uegocios do Estado; e
Aall-Pacha o isola de todo o contacto.
A elevago desle ultimo ao cargo de grao-vi-
sir tem dado mol ir o a urna reaego por tal forma
combinada que somenle auguran] por dous me-
tes a duracao desse mioislerio impopular; e eis
pois que se desvauecem todas as esperaugas con-
cebidas pelos polticos que pouco querem enjer-
gar para nao verem que a rae;a mahometana in-
capaz de civilisacao.
Hespaoha.O ministerio hespanhol continua a
combater a imprensa liberal. O Contemporneo
pagou 20,000 reaes, e o Ileria outro tanto. A per-
seguido tem-se estendido at os jornaes estran-
geiros : a independencia Belga, a Opinio Nacio-
nal, as Nacionalidades, e a fresse ha muitos dias,
que nao chegam a Madrid.
O Donuell chamou a si os ultramontanos para
sustentar a sua poltica, e continua a nao reco-
nhecer o reino da Italia.
Porra a reuoio das cortes se aproxima, e as
couias hao de mudar. As fileiras dos descon-
tentes se engrossam todos os uias e recebem ho-
tnens de grandes esperanzas, que sabem compre-
hender a poca em que vivem, homens que sao
syropathicos a idea de urna allianga com a Ftan-
5, assim como emancipagao da Italia, final-
mente que aspirara para o seu paiz, alera das le-
formas polticas indispensaveis, outras reformas
financeiras e commerciaes nao menos uleis.
Em face desemelhantesituago toassignalada
o fim do ministerio O'Donnell s urna questo
de lempo.
D.zem que os Mouros formara o projecto de to-
tear a oiTeosiva em Marrocos.e tirar do poder dos
hespanhoes a cidade santa de Tetuan. Issodar-
lhes-hia ama posigo melhor daquelle lado, e
ueste negocio obmiam a seu ver com pleno di-
xeito. Dizem mais que a Inglaterra, a fim de pre -
parar-se para eventualidades que a as'suslam nao
duvida conceder um empreslimo dos Marroqui-
nos para lornar-lhes possivel o pagamento da
indemnissgo da guerra. Sendo assim, nao seria
mais o gabinete de Madrid a quem pertenceria
exigir um penhor sobre as costas do Ocano, ou
eai outra qualquer parle.
G. M.
Porto, 3 de agosto.
S. M. o Sr. D. Pedro V. e S. A. o infante D.
Joao, duque de Beja, entraram nesta cidade s 3
horas do dia 24 do corrente. Tiuham sahido de
Lisboa, em um trem especial do caminho de fer-
ro, no dia 22 aquella mesma hora.
No carregado, entrramos mala-posta, eche-
garam a Oliveira de Azemeis na manhaa do dia
23, e all so hospedaran: em casa do Sr. Bernar-
do da Costa Souza Pinto Basto. Na manhaa do
da segointe visitaram o asylo de infancia, insti-
tuido e sustentado pelo Sr. Antonio Pinto de Car-
Talho, dignan lo-se S. M. Inscrever-se como pro-
tector deste estabelecimento de beneficencia. A's
9 horas do dia 2t SS. M. e A. psrtiram de Olivei-
ra de Azemeis, e chegando ao Alto da Bandeira,
pouco depois das 11 horas, descansaran! em casa
do Sr. Diogo Jos de Macedo. aonde lhes foi ser-
vido um refresco. A's 3 horas da tarde partiram
SS. M. e A. seguindo a estrada nova do Alto da
Bandeira a ponte pensil, sobre o Douro, quo S.
M. quiz loaugurar, tendo-se feito para este flm
urna ponte provisoria no ponto em que o tnel,
para a va frrea, corta a dita estrada.
Pouco antes das 3 horas a fortaleza da Serra
Pilar annunciou por urna salva real que os au-
gustos viajantes, e sua comitiva, se aproximaran!
da ponte pensil; e instantes depo'ia. o vapor de
guerra Lynce, tundeado defroote do caes da Ri-
beira, conQrmava. por outra salva, que dentro
em pouco a cidade invicta receberia dentro dos
seus muros o neto do imperador soldado, do sau-
doso duque de Bragaoca, que chamara aos por-
tuenses seus amigos .
A's 3 horas recebia a cmara municipal,no
pabilho levantado na prags da Ribeira,o Sr.
D. Pedro Veo sergnissimo infante o Sr. D. Joao.
tis a allocunao que o presidente da municipa-
lidade, o Sr. visconde de Lagoaga. dirigi sel-re
por occasio do cerimonial da entrega das chaves
da cidade:
Senhor IOutra vez o Porto recebe a honra
da visita de V. M., outra vez nos cabe a gloria de
saudar e dar as boas rindas a V. M., e de agrade-
cer esta nova distinego que devemos benevo-
lencia de V. M e com a qual a cmara e o pova
deste municipio se julgam soturnamente lison-
geados.
t V. M., sempre desvelado em promover o
bem estar dos povos, e em proteger as artes e
industria, dignou-se, apetar da distancia, vir,
acompanhado do serenissimo Sr. infante duque
de Beja, assistir a inauguracao da exposicao in-
dustrial Porluense.
Aprouve assim a V. M. honrar este elemen-
to eminentemente civilisador, e com a sua pre-
senta dar-lhe maior estimulo e realce, e tornar a
nossa resta de industria em festa nacional, e de
completo jubilo para lodos.
Aceite V. M. a expresso do nosso mais pro-
fundo e respeitoso coohecimento.
Esta concurrencia, senhor, que espera a V.
M. nio altrahida pela curiosidade, mas sim pelo
vehemente desejo, que lodos teem de saadar o
seu rei, o supremo Cheto de estado, e significar-
lhe a sua gralido pelos beneficios do passadb e
s sua esperanza pelo futuro.
A heroica e sempre leal cidade do Porto,
hergo da liberdade, identificada com a augusta
dvnaatia reinante, e com ludo quanto pode con-
correr para o maior esplendor do throno de V.
M., enche-se do maior orgulho por receber den-
tro de seus inexpugnaveis maros neste dia de lao
gloriosa reeordago pira os portuenses tao augus-
tos hospedese mostrar mais urna vez, que em
reepeito e dedicacSo a seu soberano nao cede a
uenbuma ouirs.
Digne-se, senhor, aceitar para V. M.. para
seu augusto pai, el-rei o Sr. D. Fernando, a
quem todos os Porlugaezes amam coa tanto res-
peilo como reconhecimento, para esta augusto
principa, e para toda a familia real as respeto-
sas homenagens da cmara e o povo desle mu-
nicipio, de que toa imperfeilo orgio ; e permuta-
ra e V. H. que esa penhor da nossa submissao e
lealdade tenha a honra de por as m3os do Y.
M. as chaves da cidadePorto 34 de agosto de
1861.
O Sr. D. Pedro V responden con a affabilidade
qoe lhe i probervial, e em seguida etiqueta
propria de laes actos SS. M. e A. entraram no
arro descocerlo, e precididos de numeroso cor-
tejo seguirn pelas ras marcadas no progrm-
ala at i real capella de Nossa Senhora da Lapa,
em cujo aro foram recebido debaixo do palio
pela cmara municipal, a qual, porta do tem-
plo, eairegou a varas do mesaao ao reverendo
cabido, que para este fim all se achava revestido
de pontifical. Depois celebrado o Te-Dtum, a
fortaleza da Serra do Pilar de novo salvou. SS.
M. e A. seguiram para o palacio real, bem co-
nhecido por palacio dos Carrancas, hoje proprie-
dade do estado.
A tropa da guarnigo, que tinha esperado os
reaes viajantes na pra$a da Ribeira, esperava-os
agora em alas as proximidades do palacio real,
para depois que SS. M, e A. a elle recolbessea
marchar em continencia em frente do mearoo
palacio; o que elTectiramente leve lugar logo
que os mesmos augustos senhores assomarara a
urna das janeltas.
O Sr. D. Pedro V e seu irroe o infante 0. Joao
sahiram de Lisboa acompanhados dos ajudantes
de campo o Sr. marques de Ficalho e O. Luiz de
Mascarenhas.
0 ministro das obras publicas, o Sr. Thiago
Horta, apresentou-se a S. M no dia 24 em Oli-
veira de Azemeis, tendo vencido em 18 horas 529
kilmetros de caminho ou aproximadamente 25
leguas I Nao consta outra viagem to rpida.
Em Grij ersm SS. M. e A. esperados pelo go-
vernador civil do districlo do Porto, geoeral Fer-
reira commandanle da terceira diviso militar, e
eeu estado maior.
No alto da Bandeira recebeu el-rei a felicita-
do da cmara municipal de Villa Nova de Gaya,
exprimindo, nesta occasio, o presidente da mu-
nicipalidad?, o senlimento de que eslavam pos-
suidos os habitantes do municipio por el-rei nao
passar pelo muio da villa. S. M. deu a razo que
oobrigava a tomar a estrada nova, e prometteu
n'um dos prximos dias visitar villa nova de
Gaya.
o da 25 dlgnou sa S. M., acompanhado do
Sr. infante D Joo de ir inaugurar a Exposigo
Industrial Portueose. O magestoso e vasto edifi-
cio da braga do commercio, agora tornado depo-
sitario de primorosos o variados trabalhos dev-
dos intelligeucia e actividade do homem, acha-
va-se exteriormeote adornado das gallas fesli-
vaes, que denuuciavam que l deulro se prepa-
rara una das maiores e mais esplendidas testas
que tem visto a cidade do Porto. As ras conti-
guas ao edificio eslavam tomadas por grande can-
curso de povo, quando, ao meio dia, urna gyran-
dola alroando os ares prevena a commisso da
exposicao de que SS. M. e A. erm chegados,
para em seguida ao acto solemnissimo da inau-
guracao, se abrirem as portas do, provisoriamen-
te, palacio de industria, aos innmeros curiosos
vidos de examinaren! as relelas rolleccoes de
productos que all eslavam disposlas.
El-rei e seu augusto irrao foram recebidos a
entrada do edificio pela cmara municipal, com-
misso da exposigo, que se distingua por um
lago de fita branca na casaca ; direcgo da asso-
ciagao Industrial Poituense por um lago de Uta
azul e branca, os merabros do jury trazism por
distinctivo outro lago de fita cor de rosa.
Tomados os respectivos lugares na sala, que
para o acto inaugural se haviaconvenientemente
adornado, o Sr. Antonio Bernardo Ferreira, presi-
dente da associagao que promover e dirigir a
exposigo, leu a allocugo seguinte:
Senhor IO dia de hoje Dcar por muitos t-
tulos memorado nos faustos da Associagao In-
dustrial Portuense.
Esta festa verdaderamente nacional do tra-
balhoe da industria nobilita-se e exalta -se pela
honrosa cooperago dos poderes pblicos, e pela
augusta preseoca de um rei cidado, de um mo-
nareba Ilustrado, que vem presidir a este rigosi-
jo popular, como o primeiro magistrado constitu-
cional da nacao.
No alian industrial, as lides do trabalbo
ninguem no nosso paiz ousar negar a esta in-
victa e leal cidade do Porto os foros de rainhs,
rainha generosa, que sem pleitear compatencias,
abre as portas deste palacios aos productos in-
dustriaos de toda a nagao, que convida para o
seu lorneio de honra. Os artefactos de origej
nacional, que ahi esto expostos ao geral exame,
sao filhos dos improbos esforgos de um povo la-
borioso e preserverante.
Quando o grande jury da opinio publica os
comparar com idnticos productos 'outras naces
deve melter em conta nessa cotnparago as cir-
cunstancias difliceis e especialissimas, em que
nosachamos como paiz industrial; i poca tarda
em que nos sentamos ao grande banquete do
progresso universal ; as lulas civis, em que
urnas vezes para cimentar a liberdade, outras
para combaier o abuso, largamos a vetuse pacifi-
ca de artistas, para ciogirmos o boldri de sol-
dados ; a exiguidide de nosso territorio e popu-
lagoem paralello e visinhanga com grandes e
poderosas nages ; amestradas de ha muito no
caminho das artes ; a tendencia antiga e quasi
exclusiva do nosso povo para oa trabalhos da
agricultura, a falta de capitaes que animem as
grandes emprezas, e a rea diminuta do nesso
commercio martimo.
a Quamavaliar a nossa industria pelo prisma
de todaa estas juslissimas consideragoes, ba de
encontrar-nos maiores do que parecemos, ha
de dar gerago presente dos nossos indus-
triaos um lugar de honra as fileiras do pro-
gresso.
A exposigo que V.;M. vm inaugurar um
sppello de nobre emolocao, nao s para todos os
ramos de industria fabril, mas para lodos os ins-
trumentos e meihodos agrcolas, para os exem-
plares das bellas artes, e para as variadas opara-
gdes de commercio.
c A este appello proclamada a um canto das
extiomas costas occidentses da Europa responde-
ram generosamente os nossos irmaos da socie-
dade Madrepora, das praias do outro bemisphe-
rio. A este appello concorrerain os nossos ir-
ruios em trabalho da cidade como nos liberal e il-
lustre, come nos tambem rainha da industria na
nagao confinante,
Ahi esto patentes as bellas medalhas de pre-
mio, o os excellentes productos que nos remet-
leu a filial da associagao Industrial Porluense,
em Barcellona. A este appello apreseotou-se o
commercio do Porto, franqueando-nos os vastos
aloes desta sua casa. Elle sanecionou deste
modo o illustrado principio de que para a pros-
peridade de um povo a industria e o commercio
devem dar s mos, fraterniaar e auxiliar-se.
< A nossa exposigo abrilhaota-se com estes
adjuctorios, ufana-se com esta coocurrencia.
O dia de hootera era o designado por nos e
aceito por Vossa Magestade para a abertura da
exposigo. Circunstancias extraordinaria! a fi-
zeram addiar para hoje. Esse dis era meaooravel
por um feilo glorioso qus ligou para sempre
Porto bandeira bicolor das nossas puMicas li-
berdades. Ease feito precedeu a poca heroica
em que elle leve a gloria de libertar o paiz inteiro
e de segurar a coroa na cabega da augusta rai-
nha, de saudosa memoria, mi de Vossa Mages-
tade. Foi a proclamaco da nossa liberdade o da
nossa independencia, feila nesta cidade em 24 de
agosto de 1820.
Quarenta e um anoos sao paseados desde
esse faci sacrosando do povo com o seu mooar-
cha. Os fructos ahi os estamos colheado. A in-
dustria prospera ao sopro da liberdade. A li-
berdade fortifica-se sombra do throno. E o
nosso rei constitucional vem sentar-se no meio
dos artistas e inaugurar com a aua augusta pre-
senga a cossa grande festa popular e nacional. O
Porto nao qaer outra gloria. O trabalho o seu
brazo. A liberdade a sua bandeira. Seja o rei o
seu escudo. >
Em seguida Sua Magestade dignou-se respon-
der com o seguinte significante discurso :
Sabis, senhores, o prazer com que venho
tomar parte na vossa festa.
Eram raras, nao ha muito anda, no nosso
paiz estas solemnidades, que a asa lempo nio
eetimulo ulilissimo do curiosidade e eosejo in-
compsravel de instruccao para Untos.
< Nesta feliz diverso aos habito i da aosaa vida
publica, cabe o melhor quinbio a asta cidade, a
primeara em todas aa lides, em todas as iniciati-
vas uleis a fecundas.
Beaasiado lempo pospoeemosf o cuidado
de qoestea que por si mesa o tinham de ser rv
solvidas, os problemas infinitamente mais serlos
que se formara as entraohas da sociedade, e que
esta decide pelas suai mi, se as nao decidera
aqueiles que presidenvaos seus desuno*. Esqne-
cia-nos no meio das disputas em que aoa eanca-
virnos a imaginar razoes de disidencia s flejlai-
misade, o grande dever dos goveroos na actua-
lidadedar trabalbo sociedade para que se- nio
desvair edissolva, como embate das psix5es
que lhe disputan a posee ; dar-lhe instreegoee
para qoe ella ole desconbeg* o valse do traba-
lho, para que nio perca, com as servides crea-
das com as necessidadea maletines da vMa, a
nogao das ebngagoes qoe excedem a tedas as
conveniencias e a lodos oa lucros.
Quaado se contempla o que as nossas indas-
trias conseguiram sem nenhuraa quasi das con-
diges com que liohara direito a contar, lasaen-
ta-se dobramente o lempo perdido, mas confia-ce
dobradamenta-no porvk.
< Acudir xa tambem os eslranhos ao vosso cha-
mamento.
< Distinguiram-se outt'ora as nagoei pelas
obras da guerra : distoguem-ss hoje os trabalhos
da paz e a mesma razo da' loltdaridade que as
liga entre si, essa mesma as extrema mais pro-
fndamete quo as desconSangas, mais durade-
ramente que os odios. >
Finalisado o arto da inaugurago, SS. MM.
passaram a visitar as salas da exposigo, signifi-
cando commisso directora o immenso prazer
que seutiam o observaren) que a festt era em
tudo digna da cidade que a tinha promovido, e
com lio feliz exilo levado i execuco.
S. M. e A. aceitaram o lunch que lhes tora offe-
recido, no fim do qual sahiram do palacio da ex-
posigo, seriam mais-de 4 horas.
Nao podemos deternos com os pormenores das
fustas que tem havido nesta cidade. Tememos
nao chegar a lempo o correio :mas val*pouco
do que nada.
Diz se que S. M. e A. partirn amanha para
Braga, onde se tazcal grandes preparativos para
a sua recepgo.
O Sr. O. Pedro V, nesta sua segunda visita,tem-
se tornado anda muito mais popular de que da
priraeira.
Hontem noite andaram S. M. e A. ver as
illuminsges da ra da Almada, dos Clrigos e
ra das Flores. Nesta ultima ra chegou a tal
ponto o enlhusissmo dos seus moradores que i-
zeram alas com brandoes acezos. Ilutas acla-
magesaciamaces nao eucommondadas, mas
nascidas da popolaridade que o Sr. D. Pedro V
tem sabiio grangear.
PERNtlVIBUCO.
REVISTA DIARIA-
No dia 7 do corrente mez apagou-se a luz do
pharol situado no Cabo Fro, a qual foi substitui-
da por outra cotlocada no lugar denominado Fo-
cinho do Cabo.
Fica essa nova luz ou phtrol na exlremidade
sul da ha daquelle nome.
No intuito de nao ser excedida a verba da
lei do orgamento relativa ao sustento e curativo
dos presos pobres, publicou S. Exc. a tabella dis-
tribuida da respectiva consigoago tomando por
base dlla os dados, de que j fizemos mengo de
outra vez.
E' um passo dado j na regularisago desse
importante servigo, coja despeza tenda a cres-
cer n'uma espantosa progresso, devida a auto-
risagao de excederem-se as verbas de natureza
eventual.
Cooaexa com esta medida, essa outra de rea-
lisar-se efectivamente a recepgo das de^pezas
feitas com o sustento de presos de outras provin-
cias, que sao mandados para as nossas differeotes
prisoes; vislojque nao devem por certo ellas cor-
rer por nossa conta.
Tendo o agente de leiles Jos Maria Pes-
taa prestado nova fianga para poder continuar
no exercicio das funegoes do respectivo lugar, de
que estava suspenso por ter fallecido o seu an-
terior fiador, foi mandado pelo tribunal do com-
mercio continuar a servir o referido lugar, sen-
do-lhe levantada a suspenso por haver cessado
a causa que Ihedera occasio.
Pela inspectora da alfandega declarado,
que aos officiaes de descarga e outroa nao sao
obrigados os consignatarios e mostrea de embar-
cages a dar gratilicago alguma por servigos que
os mesmos funecionarios devem prestar gratui-
tamente, sendo alias pelo regulamento da mesma
alfandega prohibido aos empregalos a recepgo
de quaesquer emolumentos, bragagens, expor-
tulas ou outro qualquer veacimeato nao marca-
do pela lei.
Alm dessa declaraco, o referido Sr. inspec-
tor quereodo por termo a essa pralica abusiva,
que leva actos menos dignos de um funeciona-
rio, recommenda a abstengan dessasgraliOcages
da parle daquelles que as davsm, bem como que
levem suasciencia qualquer irregularidade, ve-
ame, ou exigencia indevida, quo possa originar-
se da sua recusa, para que aeja esse procedimea-
to devidamente punido.
Chamamos a atlengo da polica local para
urna cohorte de vadios, que nos dizem arrumar-
se em urna taberna de mos ouvidoi, que ha na
ra de S. Miguel dos Afogados, e d'ahi fazem
quanla provocago possivel imaginar-se aos ma-
tulos que passam. iooftonsiros.
Reassumio o exercicio de juiz de direito da
Ia vara criminal desta comarca o Sr. Dr Bernar-
do alachado da Costa Doria, passaudo o Sr. Dr.
juiz municipal da Ia vara desle termo, que della
o substituto, a assumir igualmente o exercicio
da vara de que proprielario.
Anto hontem teve lugar o segundo baile da-
do n'este anno pelos Srs. acadmicos. Foi muito
concorrido, muito brilhaote e digno como sempre
de to dslincta mocidade.
Desta vez foi elle dado no magnifico palacete
do Campo das Princezis, pertencente ao Sr. Dr.
Sarment.
Havia mais de duzentas Sras., e todas podiam
dansar um lempo as vastas e brillantes salas
do palacete. Bem se va que era casa delineada
para casos d'estes, e pode-se dizer com a routeza
que temos finalmente lugar idneo para reunios
'esta natureza.
Satisfazendo ao que se nos pede, damos
publicidade a seguinte noticia:
Sr. redactor da Revista.Como Vmc. nao
se poupa de publicar as noticias que se enviam
para sua conceituada Revista, principalmente de
algum assignanle, pego que Vmc. tenha a bonda-
de de inserir a que incluimos, relativamente ao
seminario d'aqui.
Desde 1858 que foi creada urna confnria no
seminario, sob a invocago da Senhora das Do-
res, da qual fazem parte os lentes e os semina-
ristas, tanto externos como internos; e desde
este tempo al o presente, que festejan com mais
ou menos pompa a sua padroeire.
Bate anno pois lera lugar a festa no dia 29
do crenles nao no dia 22, por causa da que ha
oa^ oa qual prega na festa o D. abbade de S.
Bento no Te-Deum o cura .da mesma S padre
Joo Serapio da Cruz.
a Como dizia, a festa ao dia 29, tendo -por
pregadas- o D. abbade de S. Beoto, e no Te-Deum
o dicono Saolino Msciel de AthayJe, alumno
do 3o ano do carao theologico : o setenario
principia no dia 22, pregando em cada tarde um
alumno de elocuencia sagrada ; os quaes sao os
diconos Uiceno, Joaquim Joo Alipio, Barba-
lho, Rodrigues, Kersveter, Raymuodo Flix e Car-
valho, sendo quo estes dous ltimos ainda nao
tem ordena.
a o dia 4 reunida- a contraria em mesa geral
nos salQes dos actos, elegeu a nova mesa para
1862, que composta dos Srs.: juiz.canego Joa-
quim Ferreira dos Santos, lente de geograpbia e
rheihorica; procurador geral, padre mostr Tran-
quilino Cabral lavares de Vasconcellos, lente de
canto chao ; secretarios, Io o dicono Joo Ali-
pio da Cunha ; 2 o alumno de 3* asno Antonio
Cerdoso de Aguiar; Thesoureiro, o dicono, Jo-
s Ferreira Nobre; procuradores internos, os
diconos Jos Estoves Vianna e Augusto Adolpho
Soares Kersveter; externos Chrisloro do Reg
Barros e -Peres.
a Com a publicago desta noticia, como Lem
lhe approuver, ficarei eternamente grato, pois
que, a nao ser a felha de Vmc, tudo quanto diz
reapeclo a esta cidade, principalmente do semi-
nario passaria desapercibido. Espero, que Vmc.
coopere para que e seminario tenha um incre-
mento.
Olinds, 12 de selembro de 1861.
4 Um assignanle de Olinda.
Depoia d'amanha ae devora extrahir a 7*
parte da 4a lotera a beneficie de gymnasio per-
nambucano (Ia coocesso) no consistorio da re-
ja de Nossa Senhora do Livrsmento pelaa 8 horas
da manhaa.
Nos dias 12 13 do torrente feraa rocolbi-
dos casa de deleogo 5 homens e 1 mulher,
eMoS Kvres e 1 escravos. a saber: a ordem do
Dr. cnefa de polica 2, inclusive o crioulo Lucis-
no escravo de Chrisliano & Irmos: a ordem do
Pr. jada moartelpal da Ia vara 1; a ordem do Dr.
snpgy.aa capital 1 ; a ordem do subdelegado
do Recite 1, que o crioulo Benedicto, escravo
de Balihar & Oliveira : e a ordem do de Santa
A o tonto 1, qe o africano Caetano, o qual nio
declama a quem pertencia.
O Kate nacional Sanio LuOm, viudo do
Rio Grande do Norte, trouxe a sea bordo os paa-
sageiros segainUs :
Jos Panle de Castro Medeirose Severino Mar-
ques do Espirito Santo.
MORTAUOM DO DIA 14.
Gertrudes Marta da Conceigio, PernambucO, 17
annos, solteira. Recito, tetrao.
Luiz, frica,45 annos, solteirojescravo, Recito,
hydropesia.
Tgnacla Harta do Espirito Santo,Pernamboco, 35
annos, solteira, Santo Antonio, tsica.
Marcelino Jos Rodrigues Collaco, Pernambuco,
42 annos, casado, Santo Antonio, hypetropbia.
Maria, frica, 38 annos, solteira, escrava, Boa-
Vista, congesto cerebral.
Mathias, frica, 45 annos, solteiro, escraro, Bos
Vista, hepjlite
Fallecerm durante a semana 7 homens. 8
mulheres e8 prvulos Irvres e 4 homens, 3 mu-
lheres e 1 prvulo ; total 31.
CHBOUCIJUDICIIIRI.
' TRIBUNAL DI RELIQUO
SESSOEM 14 DE SETEMBRO DE 1861.
PRESIDENCIA DO EXH. SR. CONSELHEIRO ERMELIHO
DE LEO.
As 10 horas da manhaa, achando-se presen-
tes os Srs. desembargadores Caetano Santiago,
Silveira, Gitirana, Loureogo Santiago, Molta,
Peretti, Uclia Cavalcanli, Assis e Guerra, pro-
curador da corea, foi aberta a sesso.
Passados os feitos e entregues os distribui-
dos, procedeu-seaos seguintes
JLGAMENTOS.
RECURSOS CHIMES.
Recorren te, o juizo ; recurrido, Joaquim Fran-
cisco de Paula E-teves Clemente.
Relator o Sr. desembargador Assis.
Sorteados os Srs. desembargadoros Lourenco
Santiago, Molla e Silveira.
Improcedente.
APPELLigOES CRIMES.
Appollanle, o juizo; appellado, Cendide Jos
de Barros.
Improcedente.
Appellante, o promotor; appellado, Francisco
Ribeiro de Souza Brito.
A' novo jury.
Appellante, o juizo; appellada, Maria Genero-
sa do Bomfira.
A' novo jury.
Appellante, o juizo ; appellado, Andr Gon-
galves de Freitas,
A' nevo jury.
Appellante, o juizo ; appclledo, Francisco No-
bre Lima.
A' novo jury.
Appellante, Antonio Marlins Chaves; appella-
do, o juizo.
A' novo jury.
Appellante, Ignacio Pereira de Araujo appel-
lado, o juizo.
Nullo o processo.
Appellante, o juizo ; appellado, Cosme Jos
Rodrigues.
A' novo jury.
Appellante, Marcelino Jos Ferreira ; appel-
lado, ojuizo.
Improcedente.
APPELLACOES C1VEIS.
Appellante, Joo Evangelista do Espirito San-
to ; appellado, Maooel Feiippe da Silva.
Confirmada a sentenga.
Appellante, afazenda ; appellado, Jos Cesario
de Mello.
Confirmada a sentenga.
Appellante, Pedro Accioli da Costa ; appella-
do, Pedro Firmioo Monteiro.
Confirmou-se a seotenga.
Appellante, Jos Joaquim Theotonio de Miran-
da ; appellado, Antonio Luiz dos Santos.
Desprezaram-se os embargos.
DBSIGNACAO DE DIA.
Assignou-se dia para julgamento dasseguintes
appellagesciveis :
Appellante, Jos Galdioo Ribeiro Sancher ;
appellados, oshordeiros de Manoel Alves Guerra.
Appellante, JoaqSim Lobato Ferreira ; appel-
lado, o cnsul portugus.
Appellante, a irmandade do Rosario ; appella-
do, Manoel Francisco de Souza Leo.
Appellante, Manoel Ignacio da Silva Teixeira ;
appellado, Antonio Pereira de Farias.
Appellante, Francisca Eugenia Oliveira Casado
Lima ; appellada, Rosa Candida de Lima.
Appellante, Alexandre Lopes Muoiz ; appella-
do, Jos Francisco de Miranda.
As appellages crimes :
Appellante, Venancio Lopes da Silva ; appella-
do, o juizo.
Appellante, o juizo ; appellada, Luiza Joaoua
da Conceigo.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Leite da
Silva Campos.
Appellante, o promotor ; appellado, Antonio
Vctor de S Barrete
Appellante, o juizo ; appellado, Joo Jos de
Moura.
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio Ma-
noel de Vasconcellos.
Appellante, o juizo; appellado, Manoel dos
Santos Btilo.
Appellaota, Jos Serafim Moreno ; appellado,
o juizo.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Venan-
cio.
A' 2 horas encerrou-se a sesso.
ERRATA.
Na sessao administrativa do tribunal do com-
mercio de 12 do corrente publicada no Diario de
14 do corrente, no requermenlo de Joaquim de
Oliveira Maia, onde dizante moralleia-se
ente morale onde diz com os destesleia-se
desle.
Gommunicados.
Movlmento da alfandega.
Volumes entrados com fazendas..
> com gneros.. .
Volamos sahidos eom fazendas.. 65
> com gneros.. 558
623
A noticia da nbmeago, que recahio na pessoa
do Exm. Sr. Dr. Tristo de Alencar Araripe para
o importante cargo de juiz especial do commer-
cio, dorramou-se nesta capital no meio dos ap-
lausos de todos os interessados na boa gesto da
justiga commercial. Era desde muito esperada
com impaciencia essa nomeago, to importante
quo merecida.
Exerceodo por longo espago de tempo o cargo
de cheto de polica, o Sr. Dr. Alencar Araripe
dea sobejas provaa de iateirea, energa e amor
ao bem publico. Sempre sobraoceiro aos peque-
os interesses que nio raras vezes se agitara pa-
ra entorpecer a acgo da justiga, o nosso distincto
amigo pode iniciar na provincia o systema de
urna polica activa qoe, nao se satiifazeodo em
punir o criminoso, procarava antes de tudo evi-
tar e previnrr o crime.
Nao vai em nossas palavras a intengo de orna
censura aqueiles que o precederam no penoso
exercicio d'esse cargo. Mas, o que certo que
o Sr. Dr. A. Araripe preslou policia da provin-
cia servigos novos que o recommendam ao paiz
como um genio da administraco.
Abre-se i actividade do nosso amigo um cam-
po novo d'estudos explorar. O iuizo do com-
mercio, perante o qual se debilem tantos e to
momentosos interesses, d um encargo muito no-
bre, anda que bem difficil de supportar. Ahi tem
o Sr. Dr. Araripe novas e multiplicadas funegoes
que msie urna vez poro em prora os seus raros
tlenlos e vasta erudigo.
.
Dascarregam aoje 16 de setsmbro.
Polaca francezaIakermann cemento.
Brign americanoJoaeph Parck mercadoriae
Polaca hespanbole Indiacarne de charque.
Escuna novemosJapter charque.
Barca americanaCooradfarinha.
Isaaportacao.
Vapor francez Guenos, viodo de Bordeanx,
ntaaifestou o seguinte:
1 caixa brinquedes, 2 ditos ferrageas; a F. Do-
barry.
200 barricas farinha de trigo, 4 barris cognac, 1
eaixa chapeos de sol ; a Tisset frre.
30 caixas queijos : a Brander 4 Brandis.
25 ditas ditos; a Crabbe Whately & C.
15 ditas ditos ; a Taaso Irmos.
1 dita sedas, 1 dita obras de borracha, 1 dita
toucas ; a Linden Wild & C.
1 calxa msicas; a J. Vignee.
1 dita instrumentes de msica ; a Delouche.
1 dita fazendas de seda, 2 ditas ditas diversas,
1 dita cimizinbas ; a Schapheitlin & C.
1 caixa roupa ; a 8. P. Wild dt C.
1 dita sedas; a D. P. Wild.
3 ditas fazendas de seda el algodo : a J. P.
Wild & C
1 caixa msicas ; a Lamonier.
1 dita livros ; a do Espirito Santo.
1 dita toucas ; a Lopes & C.
1 volme lithographia : a Jos de Vasconcel-
los.
1 dito amostras de seda, 1 caixa chapeos ; a
E. A. Burle & C.
1 caixa chapeos ; a Christianni Freres.
1 dita roupas e chapeos ; a O de Souza Fanco.
1 dita relogios; a A. S. Faria.
2dita roupa para meninos; a Guedes & Aleo-
forado.
1 dita agulhss e 2 caixas vestidos de seda ; a
Ferreira e iraujo.
4 ditos bichas, -Lditas vestidos de soda, 1 dita
fazendas de seda ;WJ. Keller & C.
1 caixa perfumaras ; a E. Lecomte.
2caixas bichas, 1 dita estampas; a N. O. Bie-
btr& C
6 ditaaaardinhas, e 1 caixa ameixss.
1 dKa ervas medicinaos ; a J. A. Guimares.
2 vollumes malas e calcado ; a F. Sauvage
Tcaixas chapeos, e 1 dita toucas; a Mello Lo-
bo & C
2 caixas calcado ; a J. P. Atantes.
1 dita galdesde ouroe prata ; a G. A. Guima-
res.
1 dito bichas ; a Sodr & C.
2 ditas perfumaras ; a Dencker & Barroso.
1 dila livros ; a Almeida Gomes Alves & C.
1 dita vestidos de seda ; a Schaffrim K. & C.
1 dita fazenda de la ; a Dammayer & Car-
nal ro.
1 dita cigarros ; a L. A. Siqueira.
4 ditas nagas ; a Manoel Jos de Souza.
12 ditas cha ; a Francisco S. Rabello & Filho.
2 ditas massa de tomates ; a L. J. da Costa
Amorim & C.
20 ditas passas ; a Thomaz de Aquino Fon-
seca Jonier.
1 voiume amostras ; a Monteiro & Lopes.
Exportacao.
Da 12 de selembro.
Brigue portuguez Florinda, para Lisboa, car-
re garam :
Amorim Irmos, 200 saceos com 1,000 arrobas
de assucar.
Barca portugueza Santo Clara, para Lisboa,
carregaram:
Maiheus& Rodrigues, 300 saceos com 300 al-
queires de farinha de mandioca.
Domingos Rodrigues de Andrsde, 20 couros
salgados com 560 libras.
Barca portugueza Flor de S. Simo, para Lis-
boa, carregaram :
CarvalhOlogueira 4C, 600 saceos com 3,000
arrobas Ossaasucnr.
Brigue inglez Rozalie, para Liverpool, carre-
garam :
Sauoders Brothers & C, 900 saceos com 4,500
arrobas de assucar.
13
Escuna inglesa Wandertr, para Liverpool, car-
regaram :
Sauoders Brothers & C, 148 saceos com 822
arrgrjbe 5 libras de algodao.
Bflffl portuguez Florinda, para Lisboa, car-
regaram :
Amorim Irmos, 400 saceos com 2,000 arrobas
da assucar.
Brigue portuguez Relmpago., para Lisboa,
carregaram :
Thomaz de Aquino Fonseca, 10 pipas com 850
caadas de agurdente.
Barca portugueza Santa Clara, para o Porto,
carregaram :
Francisco L. de Oliveira Azevedo, 200 saceos
com 150 alqueires de farinha de mandioca.
Vapor inglez Oneida, para Londres, carrega-
ram :
Rabe Scfaam ertau A C., 2,944 oitavas de prata
em obras velhas.
Recebe loria Je rendas internas
greraes de Pernambuco,
Rendimento do dia 1 a 13. 11:7004669
dem do dia 14......: 6629801
COMMERCIO.
123639470
Consolado provincial.
Rendimento do dia 1 a 13.
dem do dia 14.
2:419*979
2:573562
24:9939541
PRAQA DO RECIFE
14 DE SETEMBRO DE 1861.
A'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios Saccou-se sobre Londres a 24
1/2 e 24 3(4 d. por 1*000 rs.,
sobre Pars de 390 a 395 r.--. por
f., sobre Hamburgo a 725 rs.
por M B, e sobre Lisboa a 115
por cento de premio, e algum
a 120, regulando por Jf 50,000
as transaegoes efectuadas para
o paquete Oneida.
Algodo O de Pernambuco escolhi lo
vendeu-se de 108000 a 10100
rs. por arroba, e o regular de
99800 a 99900 rs., e o de Ma-
cei e Parahiba de 109000 a
109500 rs., posto a bordo.
Assucar O braoco vendeu-se de 39000
a 394OO rs. por arroba, som enos
a 29600 rs., masca vado purgado
a29100 rs., e o bruto de 19960
a 28006 rs.
Agurdente Vendeu-se de 609 a 65J000 rs.
a pipa.
Couros- Os seceos salgados venderam-
se a 170 rs. a libra.
Arroz- ----Oda India pilado vendeu-se de
e o do Ma-
Novo Banco de Pernambuco,
O banco paga o 7* dividendo de 12$
por accao, relativo ao semestre lindo
em 31 de agosto prximo passado. -
. 315:1301065
. 32879133
Rendimento do dia 1 a 13.
dem do dia 14.
238:003f196
29500 a 2600 rs,
ranho a 39000 rs.
O de Lisboa vendeu-se a
31000
1 de
seite doce------
ra. o galo. e o de Estreito
29500 a 28760 rs.
Bacalho-----------Em atacado vendeu-se de IO96OO
a I19OOO rs. a barrica, e a re;
talho de 89000 a 12*000 rs.,
ficando em ser 5000 barricas
Batatas-----------Veoderam-se de 800 a I9OOO
rs. por arroba.
Bolachinha- Veoderam-se a 38900 rs.
barriqnioha.
Caf- -------------Vendeu-se de 6JO0O a 696OO
rs. por arroba.
Gh------------------dem de 2&000 a 29400 rs.
por libra.
Carne secca- A do Rio Grande vendeu-se
de 91200 a 39600 rs., e a do
Rio da Prala de 2&000 a 29400
ra. por arroba, ficando em ser
70,500 arrobaa da primeira, e
20,500 da segunda.
Cerveja- Vendeu-se de 39000 a 45200 rs.
a duzia de garrafas.
Farinba de trigo-Chegaram tres carregamenlos,
alm de 800 saceos do Rio de
laneiro. Reialhou-se a 279 rs.
a de Richmond, de 239 a 25
a de Fbiiadelpfaia, 309 rs. a de
Trieste a IOS rs. pelo aacco de
160 libras, Serado em ter 800
barricas da primeira, 13,000 da
segunda, 4,800 da terceira, e
800 saceos ds ultima.
-Vendeu-se de 39000 a 39500 rs.
a saces.
O inglez vendeu-se a 59500 rs.,
e o da Suecia a 99 ra. o quin-
tal.
A ingleza vendeu-ae de 300 a
320 rs. por canta de premio
sobre a factura.
A francesa vendeu-se de 530 1
566 rs. a libra, a a ingleza de
720 a 900 rs. a libra.
Veederam-se a 6V500 rs.
Vendeu-se a 19456 re. sor ga-
HaVb
dem de 59 a 68000 a caixa.
dem de 29 a 29100 os flamen-
ajen,
O de pinho da Suecia vendeu-
se a 35SOOO rs a duzia, e o
rezina a 95 rs. o p.
O de Lisboa vendeu-se a 99rs.
por arroba.
O de Portugal vendeu-se de
1009 a 115g rs. a pipa.
O de Lisboa vendeu-se de 200}
a 2509 a pipa, e de outras pro-
vincias de 195 a 210 rs.
As de coroposigo venderam-se
680 a libra.
O rebate de letlras reguluo de
8 a 12 por cento ao anno, des-
contando a caita cerca de 220
conloa 4a reis a oito por cento.
Para o Canal a 40, e para Li-
verpool a 25/ e a 916 por lia
bra de algo lo.
ALFANDEGA DE PERNAMBUCO.
Pauta dos precos dos gneros sujeitoa direitoa
de exportacao. Semana de 16 a 21 do mez d
selembro de 1861.
Mercadorias.
Abanes.....: ,
Agua rdente de cana. .
dem restilada ou do reino.
dem caxaca.....
dem genebia.....
dem alcool ou espirito
agurdente
Far. de mandioca'
Ferro
Louga ...
Maotoiga -
Maesas- -
Oleo de linbaca-
Paseas- -
Queijos -
Taboado
Toucinho--------
Vinagre
Vinhos-----------
Velas-------------
Descont- -
Fretes --------
Unidades. Valores.
de
cento
caada


19000
950O.
8280
9400
S380
Algodo em caro o .
dem em rama oa em l. .
Arroz com casca ....
dem descascado ou pilado.
Assucar mascavado .
dem branco .....
dem refinado. ....
Azeite de amendoim ou mon-
dobim. ...... caada
dem de coco......
dem de mamona..... >
Batatas alimenticias .... arroba
Bolacha ordinaria propria para
embarque.......
dem fina........
Caf bom.....; ; >
dem escolha ou restolho .
dem terrado.....
Caibros.......
Cal.........
dem branca .....
Carne secca charque. .
Carvo vegfetal.....
Cera de carnauba em bruto,
dem idem em velas. .
libra
um
arroba
>
>
libra
>
cento
libra
>
I
um
libra

um
29000
19920
f$440
29OOO
48000
8|000
74500
58000
300
360
200
460
-28800
1$6G0
220
400
29500
48600
175
220
100
280
ijooo
19000
500
500
48000
28000
cento
arroba
alqueire
arroba

>
'.

>
arroba
. s-
cento
l
um
caada
arroba,
quintal
urna
>
m
molhos
2O9OOO
1S600
48300
48000
18.500
5gC0O
88000
188000
68000
39OOO
258000
28400
II9OOO
505000
220
19000
1090CO
800
48O0O
1J2CO
200
Charutos.
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados .
dem seceos espichados. .
dem verdes......
dem de cabracortidos .
dem de onca......
Doces seceos......
dem emgeleia[ou massa .
dem em calda. .....
Espanadores grandes. .
Wem pequeos.....
Esteiras para forro ou estiva de
navio......: .
Estoupa nacional ....
Farinha de mandioca. .
dem de araruta.....
Feijo de qualquer qualidade.
Frechaes........um
Fumo em folha bom. .
dem ordinario ou restolho.
dem em rolo bom ....
dem ordinaro restolho. .
Gomma........
Ipecacuanha (raz).....
Lenha em achas.....
Toros........
Lenhas e esteios.....
Mel ou melago......
Milho........
Pao brasil ......
Pedras de amolar .
dem de filtrar.....
dem rebolo......
Piassava........
Pontos ou chifres de vaccas e
oovilhos.......
Pranchoes de amarello de
dous custados......urna
dem louro....... >
Sabo.........Jibra
Salsa parrilha......arroba
Sebo em rama...... >
Sola ou vaqueta.....urna
Taboas de amarello .... duzias
dem diversas.....;
Tapioca........arroba
Travs.........urna
Unhas de boi......cento
Vinagre ........ caada
Alfandega de Pernambuco 14 de setembro de
1861.
O primeiro conferente. Pedro Alexandrino
de Barros Cavalcanli de Lacerde.O segundo con-
ferente, Joaquim Ignacio de Carvalho Mendonga.
Approvo. Alfandega de Pernambuco 6 de selem-
bro de 2861.Barros.
Conforme o 3. escriturario. Joo Jos Pe-
reira de Faria.______________________________
MoTimento do porto.
Navio entrado no dia 14.
Lisboa32 dias, brigue brasileiro Henrigue. de
242 toneladas, capito Antonio FernanOes Lou-
reiro, equipagem 15, carga cebolla, batatas e
outros gneros; Almeida Gomes' Alves & C.
Navio taido no mesmo dia
Rio-Grande do NorteHiate nacional Saula in-
sta, capito Manoel Caetano de Araujo, carga
fazendas e outros gneros.
cento 59OOO
I69COO
88O0O
100
285000
58500
28600
IO495OO
7O9OOO
39200
89000
|320
9280
ex <* Horas.
w V m V e B 5" m kthmosphtra 0
0 V 3! OS S 1 D\rte cao. 4 -H e 8 .3
51 -S 2 0 -~ 09 O a D B 53 i ] 1 Intensidad. - w
_ - s -a 1 Fahrtnhtit. 1 H -m m 0 m M -0 s B K i 3 S 0 0 r 0
fc 3 M 1 Csnioraao.
-4 ~4 3 _J 2 Hygromttro. e
e 0 0 O 0 Cisttrna hydra-ic trica.
759,6 758,8 1 te .i -* 3 Franctx. 1 i 0
80,11 30,08* ce O IO n 3 Inglti,
vento do quedrante do SE
s z h. que rondou para o terral.
B OSCILAR* UJM*.
Preamar as 6h. 49* da tarde, altara 5.4 p.
Balsamar as 6 h y da memhfa, altura 1,2 p.
Observatorio da arsenal de marinha, 1*
selembro de 1861;
Bosuno S-irr-Li-,
! snente.
at
de
Secretaria do Enverno de Pernambuco 11 de
setembro
ru do goi
de 1861.


IA.H10 Di FBflsUMIUCO. SEGIHBA FKlaU M DI S1TEMBRO M 1M1.
Pela aecretaria do governo M (u publico, ffara
eonhocimeoio di quem ioteressar possa, f,ua se
acham em concurso osdous officios de partidores
do termo do Pao-d'Alho creados pela lei provin-
cial o. 501 de 29 de maio deste anoo, accumu-
laodo um as tueco te de contador e o ontro as
de distribuidor, afim da que os pretendentes apre-
sentem os teas requerimeotos instruidos na for-
ma do decreta n. 817 de 30 de agosto de 1851 e
viso d. SS2 de 30 de dezembre de 1854.
Antonio Leste de Pinho.
Pela iospeccao da alfandega se contrata a
coberta da popa do 1 posto fiscal. Os preteuden-
tes drijam-se a esta reparlicio tea 9 horas da
manbaa as 3 da Urde.
Alfandega de Peroambuea 12 de setembro de
*8Sl. O 3o escriturario,
Godolredo Henriques de Miranda.
Sendo eipressamente prohibido pelo regu-
lameoto aos empregados receber emolumentos,
bracageos, esportala ou outro qualquer veoci-
menlo nao autorisado pala legislarlo em vigor :
o Sr. inspector da alfandega faz saber aos consig-
natarios e mestres de embarcacoes, que elles nao
sao obrigad i. dar gralificacoesaos officiaes de
descarga o oalros, per servicos que deven) pres-
tar gratuitamente. E porque muito importa que
semelbante pratica abusiva e contraria a lei seja
refreada, seno iateirameote cohibida, o mesmo
Sr. inspector recommenda a lodos os interessa-
dos que se abstenham de dar graticages aos
empregados, trazendoao seu conhecimento qual-
quer irregularidade, veame ou exigencia indi vi-
da que soffrerem, proveniente de recusa de tses
gratiBcacoes de sua parte, certos de qus elle sa
apreses ri de punir com todo o rigor da lei aquel-
los empregados que nessas faltas incorrerem.
Alfandega de Pernambuco 12 de setembro de
1861.o 3.* eacripturario,
Godolredo Henriques de Miranda.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda fszer publico para conhecimento
dos interesstdos o artigo 48 da lei provincial n.
510 de 18 de junho do correte anuo.
Art. 48. E' permittido pagar-se a meia srza
dos escravos comprados em qualquer tempo an-
terior a dala te presente lei iodependsnte de
revalidado e multa, urna vez qne os devedores
aetuaes deste imposto, ofacam dentro do exerci-
cio de 1881 a 1862, os que nao o flzerem flcaro
sujeilos a revalidado e multa em dobro, sendo
um terco para o denunciante. A thesouraria
far annanciar por edital nos primefros 10 dias
de cada mez a presente disposicio.
E para constar se mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario. .*
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 8 dejulho de, 1861.O secretario,
A F. d'Annunciacio.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo para fornecimenlo
do arsenal de guerra tem de comprar os objeetos
seguinles:
Para provimento dos a'rmazeos do almoxarifado
do arsenal de guerrs.
2 arrobas de rame de ferro.
10 duzias de taboss de pinho de 3/4 de gros-
sura.
5 duzias de ditas de pinho de forro.
50 arrobas de cabo velho de linho.
10 arrobas da dito de linho branco com 1 pol-
legada e 1(4 da grossura.
5 arrobas de er.
10 enchams de 21 palmos de comprimento de
5 a 6 pollegadas de grossura.
Quem quizer vender taes objeetos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhia do dia 18 do
corrente mez.
Sala das sessdes do conselno administrativo,
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 11 de
setembro de 1861.
Bento Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Pela admin3lracio do correio desta cidade
se faz publico, que em virtude da convenci pos-
tal, celebrada pelos governos brasileiro efrancez,
tero expedidas malas para Europa no dia 15 do
corrente, deeonformidadecom o annuncio deste
correto, publicado no Diario de 9 de fevereiro
deste anno. As cartas sero receidas at 2 ho-
ras antes da que for marcada para a sabida do
vapor, e os jornaes al 4 horas antes.
Correio de Pernambuco 11 de setembro de 1861
O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
_ O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm.
Sr. presidente da provincia de 31 de agosto ulti-
mo, manda convidar as pessoas que quizerem
contratar a construccao das pontea nos lugares
indicados na nota abaixo copiada, a spresenla-
rem na mesma thesouraria as suas propostas,
sendo os mesmos contratos effecluados sob ?s se-
guioles eoodicoes :
1.*Que a importancia das obras contratadas
correr toda por conta dos contratantes, nao sen-
do em caso algum por ellas responsaveis os co-
fres pro'inciaes.
2."Que o governo gsrantir a percepcao do
pedagio pelo tempo e forma que contratar, com
tanto que os contribuintes do pedagio nao pa*
guem em cada barreira mais do duplo do que se
arrecada as existentes como receita da pro-
vincia.
3.aO numero de innos para a percepcao do
pedagio ser regulado em alinelo frequencia
do transito que possa harer, a importancia e
difficuldade da obra.
4.*Que as pontes serio construidas segundo
as condices, planos e ornamentos apresentados
pela directora das obras publicas.
5.aQue em quaoto nao findar o prazo para a
percepgao do pedagio o emprezario ser obriga-
do a conservar a obra em perfeito estado, sob
pena de serem os reparos necessarios feitos por
ordem do governo i custa do mesmo empreza-
rio, que alm disto pagar urna multa corres-
pondente decima parte das despezas que com
isso se flzerem.
6 Que as obras sero inspeccionadas peios
agentes do governo, nao s quaoto sua cous-
trueco, como no que diz respeito aos trabalhos
de conservarlo.
7.*Que qualquer das obras, embora empra-
hendida por particulares, ser considerada de
utilidade publica para que possam ter lugar as
desappropriaces de que porventura dependa a
sua realisaco, e por isso gozar dos mesmos pri-
vilegios, que as dermis obras da provincia.
8 aQue os contratos assim feitos ficarao su-
jeilos approvfco da assembla provincial, com
excepeo nicamente daquelles que morarem so-
bre obras de um valor equivalente a tres contos
de ris, ou em que se estipular pedagio que nao
exceda de um anno, os quaes produziro desde
logo os seus effeitos.
Relaco dos lugares ondt dtvem ser construidas
as pontes.
1.S. Joo na estrada do Pao d'Alho, sobre o
rio Capibaribe.
2 Tiuba na villa de Pao d'Alho, sobre o rio
Capibaribe.
3.Capuoga, sobre o rio Capibariba,
4.Motocolomb, estrada do tul, sobre o rio Ti-
jipj.
5.Engenho Trapiche, na estrada do Cabo, so-
bre o rio Pirapama.
-6.Trapiche Ipojuca, sobre o rio Ipojuca.
7.Porto de Podra, sobre o rio Seriohaem.
8.Duas Barras, sobre o rio Seriohaem.
9.Villa de Barreiros, sobre o rio Una.
10.Engenho Jundi, sobre o dolas.
11.Escada, sobre o rio Ipojuca.
12.Amarigi, sobre o rio Amarigi.
13.Ginipspo.sobreo rio Sibir.
As propostas sero racebldas at o dia 30 de
ouiubro do corrente anno.
E para constar, se mandou afflxar o presente,
e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 3 de setembro de 18610 secretario,
A. P. d'Annunciacio,
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente de 4 do corrente, manda facer publico
ue no dia 26 do mesmo, perante junta t
senda da mesma thesouraria se ha de arrema-
tar, quem por menos fizer, a obra de urna
bomba, que tem de ser construida no engenho
.!"'"{* "" do norte, avallada em
"J5#0Ou res*
A arrematado ser feita na forma 4a lei pro
vjncial n. 343 de 15 de maio de t854, e sob
as clausulas especiaos abaixo copiadas.
As penosa que se propozerem a essa arrema-
tado compareeam na sala das sessdes da mesma
junta, no dis cima mencionado, pelo meio dia
e competentemente habilitadas.
E para constar se mandou afflxar o presente
e publica; pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 6 de setembro de 1861.O secretario,
A. F. da innunciofo.
Clausulas especiees para arrematado.
!* A obra cima principiar quinze dias
depois da arrematadlo, e concluir-se-ha no praso
de dous mezei.
2.* Serio Hendidas pelo arrematante todas as
observaedee feilas poto eogenheiro, tendeles a
boa execuQo da obra, desmanchando o mesmo
arrematante a parte da mesma reconhecida nao
feita segundo as prescripees do ornamento e
bem assim sugeitando-se a tudo mata que se
acha disposto na lei n. 286 sobra arroma-
tacos.
3.* Nio empregar material algum aem previo
exima o spprovagio do eogenheiro.
4.a O pagamento aera teito em urna s presta-
cao paga no m da obra, urna vez reconhecido
pelo eogenheiro achar-se essa em plena confor-
midade com o orcamento, e com a seguranza
requerida.
- 5.a Nao ser aliendida em lempo algum qual-
quer reclamacao por parla da arrematante ten-
dente a exigencia de indemnisacio seja qual for
a causs que para tal flm allegue.
Conforme.A. F. da Annuneiaro.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da resolucio da junta de
fazenda, manda fazer publico, que no dia 3 de
outubro prximo vlndouro, vai novamente pra-
ca para ser arrematado a quem maior preco offe-
recer, o reodimento dos impostos de quatro e
oito por cento, creados pelos 16 e 17 do art.
40 da lei provincial numero 510, nos municipios
seguinles :
Bonito.
Garanhuns.
Flores.
Boa-Vista.
Brejo e Cimbrea.
A arrematacio ser feita por tempo do dous
annos, a contar do 1* de junho do corrale anno
30 de junho de 1861.
E para constar se mandou afflxar o presente e
publicar pelo Diario. '
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
namhuco 2 de setembro de 1861. O secretario,
A. F. d'Annunciacio.
O Illm. Sr. inspector^sv thesouraria pro-
vincial, em cumprimeoto d*B>!solu$ao da junta
da fazenda, manda fazer publico, que no dia 19
de setembro corrente, vai novamente a praca
para ser arrematada a quem mais der a rendadas
casas do patrimonio dos orphios abaixo mencio-
nados :
N.
Largo de Padro II.
1. Sala do 1 andar...... 1808000 por anno.
Raa do Imperador.
2. sobrado de dous an-
dares................. 1 601000por anno.
Ra do Rozario da Boa-Vista.
14. Casa terrea........... J01&000 por anno.
Ra da Cacimba.
66. Casa terrea........... 122*000 por anno.
66. dem idem............ 8I9OOO a
Ra dos Burgos.
69. Casa terrea.......... 125*000 por anno.
Ra da Senzalla Velha.
79. Sobrado de dous an-
dares................ 753*000 por anno.
80. Sobrado de dous an-
dares................ 753*000 por anno.
Ra da Ga.
84. Casa terrea........ 168*000 por anno-
Rna do Pilar.
94. Casa terrea........... 253S0OO por anno.
98- dem idem........... 224*000
1. Sitio ns estrada de
Parnamerim.......... 500*000
2. dem idem............ 120>000
*. Sitio da Mirueira..... 212*000
5. Sitio do Foroo da Cal. 3525000
As arre mata oes sero feilas pelo tempp que
decorrer do dia da arrematacio at o Um de ju-
nho de 1864.
E para constar se mandn afflxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 2 de setembro de 1861.
O secreAv io,
Antonio Ferreira da Annirniracao.
O Dr. Bernardo Machado da Costa Doria, juiz de
direito da Ia vara criminal, e interino do es-
pecial do commercio desta cidade do Recite de
Pernambuco e seu termo, por S. M. imperial e
constitucional o Sr. D. Pedro II. a quem Deus
guarde etc.
Fago saber aos que o presente edital virem e
delle noticia tiverem, que ao dia 28 doy^jr^ute
mez se ha de arrematar por venda i qu*JC^o>is
dr em praca publica deste juizo, as 2 horas da
larde, na ra do Crespo n. 21, os objeetos ava-
llados peh maneira seguate : 3 chapeos de cas-
tor para homemrl8*, 7 ditos de feltro 28*, 9 di-
tos de seda prela 54*. 8 ditos de seda enfeitados
para seohera 48*. 3 ditos a Garibaldi 9*. 9 ca-
pellas de flores 9*, 22 chapeos de sol de sarja la-
vrada para senhora 110*. 5 leques 15$. palma
e capetla de flores brancas 1*, 15 duzias e meia
de pares de raeias de algodao para senhora 45*,
5 duzias e meia de pares de meia de seda branca
para senhora 50*. 2 duzias de dita de algodio fi-
no todas para criaoca 15$. 3 dnzias e meia de
pares de luras de algodao 7$, 6 duzias de seda
para senhora 86*. 5 duzias de dita para crianca
20*, 5 duzias e 8 camisas para hornera 85*100,
27 veos de seda para chapeos de senhora 13*500,
3 afeites de froco de seda para cabeca 3*. 4 en-
fees de vidrilho 4*, 5 colchas de seda lavrada
para cama 40*, 8 pannos de lia adamascad} rs.
12*800, 3 capotinhos de merino 15*. 10 corles de
vestidos de cambraia em cartes 60*, 1 casave-
que de grosdenaple de seda preta 8*. 17 mantas
85|, 4 mantas degarca 4*, 8 casaveques de cam-
braia lavrada 24*. 4 chales de seda lavrada de
cores 8*, 16 boneziohos de velludo para crianca
16*, 20 pares de manguitos de cambraia 20*. 28
lencos de seda de cores 22*400,13 mantas de se-
da lavrada de cores 13*. 9 chales pretos de lia
ordinarios 9*, 3 ditos de toquim malisados de
cores 30*, 5 ditos de merino bordados 10$, 10
ditos de ditos finos 50*.22 diloscom listas de se-
da 88*. 17 ditos de algodao e seda 25g500, 2 di-
tos de tapetes 5*. 11 ditos de merino com franja
de algodao 33g, 6 pegas de cassa pintada 818600,
831 varas de cassas pintadas 299*160, 189 cova-
dos de chita franceza 37*800. 8 cortes de colletes
de seda, velludo e merino 16*. 8 cortes de caiga
de casemira 24*. 3 calcas de dita 12*. 3 chapeos
de sol de seda 12), 3 bonets para homem 2gOC0,
10 roupoesiohos de fuslio para crisola 30*000,
24 covados de lia ltslrada 85, 3 chales de meri-
n, ordinario, 6*, 27 covados de musselina cor
de cana, 6$480 rs., 9 mantas de linho preto, 45*,
90 peitos de camisa 36*. 31 liras bordadas 9*920,
6 duzias de grvalas de seda 18*. 9 cortes de col-
letes de merino, bordados, 9*. 5 ditos de setim
branco bordado 10*. 8 ditos de setim lavrado 8*
10 ditos de gorgurio 20*. 29 gollinhas 9*280, 5
lences, 8 lencos de seda de cores, inferiores,
28500. 8 ditos de setim preto, 12*. 6 ditos de
sarja de seda com principio de mofo 48. 23 co-
vados de seda branca lavrada 18*400, 43 covados
da setim preto 438, 36 covados de grosdenaple
de cores 28*800, 18 covados de dito em relalho
9*, 80 covados de seda e de grosdenaple mofa-
da 20*, 8 covados de sarja hespaohola 8*, 12 co-'
vrdos de setim encarnado 41800, 64 covados de
tafet rdxo 25*600,15 covados de grosdenaple,
lavrado; preto, 128, 19 corados do veludo preto
53*200, 2 gollinhas de sargelim, 4*.5 paletots de
algodio 10*, 10 varas de bretanha 6*, 3 cortes
de vestido de chaly 68. 161 covados de chaly or-
dinario 518520, 3 easavequos com 3 saias de
cambraia de algodio 24*. 3 varas de algodao
bordado 6*. 7 pegas de cambraia adamascada
568, 30 Tar*8 de dita em retalho 9*600, 5 pejas
de musselina branca 80*, 17 varas de cambraia
de salpico, transparente, 8*500, 50 varas de fil
de linho bordado 30*, 163 covados de chaly de
seds e lia 1308400, 2 covados de panno fino azul
45, 13 ditos de dito preto 68, 20 ditos de dito cf)r
de rap 50*. 5 paletots de brim 15*. 9 ditos de
alpaca 18*. 5 ditos de fuslio 15*, 3 ditos de psnno
fino 18*. 9 varas de eassa 2*620, 4 ditas da cam-
braia transparente 3*, 7 pecas de riseadinhe de
quadros 42*, 154 covados de dito 26*240, 8 pegas
de cambraia lisa fina 30J, 56 guardanapos
11*200, 4 pegas de mussslios 33*600. 20 covados
de dita em retalho 3*600,3 roupeziabes, 9 esl-
cinhas e 7 jaquozinhos tudo de fuslio para crian-
ca 20*. 4 taplos do pellas de caraetro 6*400, 8
li2 varas de bretanha do duas larguras para leo-
Col 178, 27 varas de dito mais estreito 438200,
39 varss de dito adamascado 6*8400, 14 covadoa
de casemira parda 14*. 42 varas de cassa lisa 21*,
14 varas do cassa da listra 3J360, 60 corados do
merino de algoeo 12*, 11 pecal de brim de al-
gopao de linho 99*, 2 cobertores de papa 3*,
ama porgio de tarleiraa 6*. 80 covadoa do ris-
cados eseosseze* 14*100,13 ditos de lia e soda
4*100, 10 cortes de colletes d rusti 6*400. 8
varas de brim de forro 9M-rt., 13 ditas de mu-
iS8*!? rtf % C0T*w lia de quadros
30*. 79varaaHle brim de diversas qualidades oa-
ra caiga 242*800, 5 garraahaa d'agua de choiro
48- 23bol5*a de baoha 4$, 11 fraiqulnhos de
cneiro 4*. um eabide de ferro 4*. 1 masa grande
de pinho 58, um espelho de moldura dourada
3*. I burra do ferro 50*, ama armacio de ma-
dewra de loor 300*. os quaes forsm penhorados
a Antonio Perefra da Silva por execugio que loa
movem sLtlkasacn Irruios k C.
Eno havendo laugador que cubra o prego da
avaliagio a arrematagao tar feita pelo valor da
djndicagio coa o abatimaato da lei.
O presente ser publicada pelos jornaes e af-
iliados nos lugares do costme.
Recife 13 de setembro de 1861 Eu Maneo
Mara Rodrigues do Nascimeoto, escrivio o subs-
crovi.
Bernardo Machado <'a Costa Doria.
O Dr. Francisco Domingues da Silva juizjde di-
reito da segunda vara criminal, e substituto da
do espacial do commercio desta cidade do Re-
cite de Pernambuco a sos termo por S. M. o
imperador, que Dos gosrde etc.
Fago sabor aos que o presente edital virem,
e delle noticia tiverem que 00 da 19 do corren-
te mez, ter lugar a arrematagao dos seguinles
beos depois da audiencia : uma~meaa elstica te
amarello para jantar, avallada por 50*000 ; seis
cadeiras de jaearand por 308000 ; nm bahu do
sola por 8*000 ; m dito do folha por 6*000 ;
dous eapslkoe de molduras, doorados, grandes e
em bom estado por 168000 ; um banheiro de fo-
lha por 5S0O0 ; um apparelho do porcelana para
brioquedo de meninos, avdliado por 3*000 ; urna
caixinha de costura avahada por 108000 ; um la-
va terio com jarro, hacia a mais pertenees por
15*000 ; nm lavatorio de jaearand por 15*000 ;
os quaes sao perteoceatos aos herdeiros de Joa-
quim Jos de Paiva. e forara penhorados estes
por execugio de Fructuoso Martios Gomes.
E caso nie sppareca tancaderque cubra o pro-
co da avaliagio ser a arrematacio feita polo pre-
go da adjudicagao com o abale da lei.
E psra que chegue ao conhecimento de to-
dos aera publicado pela imprensa e afiliado na
forma do estyo.
Recite 5 de setembro do 1861. Eu Adolpho
Liberato Pereira de Oh vira escre ven te juramen-
tado o escre vi. E eu Manoel Mara Rodrigues
do Nascimeoto escrivio o subscrevi.
Francisco Domingues da Silva.
O Dr. Francisco Domingues da Silva, julz de di-
reito da segunda vara criminal e substituto da
do especial de commercio desta cidade do Re-
cife de Pernambuco e seu termo, por S. M.
Imperial, que Dous guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edital virem, e
delle noticia tiverem, que no dia 3 de outubro
do correlo anno, se ha do arrematar por venda
quem mais der, em praga publica deste juizo,
na sala dos auditorios, a renda ancual de urna
otaria sita nos Remedios, com urna casa que ser-
ve de fabrica de sabio, avahada por 400*, a qual
pertencento Francisco Avila de Mendonga, e
vai praca o referido rendimenlo por execugio
que contra o mesmo Avila encaminham Montetro
Lopes & C.
E nao havendo langador que cabra o prego da
araliacio a arrematagiu ser feita pelo valor da
adjudicare com o abalimento da lei.
O presente ser publicado pelos jornaes e afil-
iados nos lugares do coslume.
Recife 9 de setembro de 1861, 40 da indepen-
dencia e do imperio do Brasil.
Eu Manoel alaria Rodrigues do Nascimento, es-
crivio o subscrevi.
Francisco Domingues da Silva.
m
Declarares.
Santa casa de misericordia do
Recife.
A 111 m.a junta administrativa da santa casa de
misericordia do Recife manda fazer publico que
no dia 19 do correle, pelas 4 horas da larde, na
sala de suas sessdes, irio praga para serem ar-
rematadas a quem mais der as rendas das casas
n. 4 da ra da Santa Thereza,39 da ra da Cal-
Cada, 49 do Padre Fioriano. e 8 do becco do
Quiabo da freguezia da Boa-Vista, pelo tempo
que decorrer do dia da arrematacio a 30 de ju
ojro de 1863. Os preloadentes devem comparecer
no lugar, dia o horas aprazadas, acempanhados
de seus fiadores, ou munidos de cartas destes.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife 12 de setembro de 1801.
F. A. Civalcaati Cousseire,
Escrivio.
Tribunal do commercio
Pela secretaria do tribunal do commercio de
Pernambuco se faz publico, que tendo o agente
de leiles desta praga, Jos Maris Pestaa, pres-
tado nova flanga, como lhe fdra ordenado,o mes-
mo tribunal por despacho desta data, manda que
o dito agente entre no exercicio do seu offlcio,
ficando assim levantada a suspeoso que lhe ha-
via sido imposta.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 12 de setembro de 1861.
Julio Guimaries.Offlcial-maior.
Pela contadura da cmara municipal do
Recife se faz publico, que no ultimo de setem-
bro prximo futuro fioda-so o prazo marcado pa-
ra pagamento do imposto de estabelecimento com
a multa de tres por cento ; e todos aquellos que
deixarem de pagar fleam sujeitosa multa do du-
plo do valor do mesmo imposto.
Cmara municipal do Recife 27 de agosto de
1861. O contador,
Joaquim Tavares Rodovalho.
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico aos devedores de impostos de dcima ur-
bana, de 4 e 12 por cento sobre diversos estabe-
lecimentos, de 50* sobre casas de modas, perfu-
maras, e chapeos estraogeiros, e finalmente o
imposto sobre carros, carrogas, mnibus, e ve-
hculos pertencentes ao anno financeiro fiodo de
1860 a 1861, que no ultimo de setembro corra-
te finda-se o prazo para o pagamento de seus
dbitos, ficando sujeitos os que nao pagarem, a
serem remettidos para o juizo dos feitos da fa-
zenda.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco,
2 do setembradei861.Theodoro Machado Frei-
r Pereira da Sjlva.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo para fornecimenlo
do arsenal de guerra tem de comprar os objeetos
seguinles :
Psra a escola de primeiras lettras.
66 cartas de a b c.
4 caivetes finos.
16 colleecoes de trasladas.
16 compendios de arithmetiea.
16 compendios de doutrina christis.
16 compendios degrammatica portuguesa.
16 compendios de geometra pratiea.
16 exemplares de Simio de Naolua.
26 paulas sortidas.
4 resmas de papel almago d'agua.
300 peonas de ganeo.
3 duzias de lapis finos.
10 jogos de tioteiros com vasos de vidro.
30 pedras de loosa.
100 lapis para podra.
Para a officina de carpioa.
80 caibros.
1 arroba de cola da Baha.
Meia arrobs de colla frsneeza.
6 compagos pequeos sortidos.
4 compagos grandes.
8 martellos sortidos.
8 enchams ingleses.
70 pares do dobradicas pequeas.
7000 pregos caibraes.
7000 pregoa ripaes.
Para a officina da ferreiro.
2 tornos grandea do bancada.
4 duzias do limas chatas da 4 a 15 pollegadas.
2 anatas do limas meia cana sortidas.
2 duzias de limas triangulas sortidas.
2 duzias de ditas muito pequeas.
2 duzias de limas murgas chatas de 5 a 12 pol-
legada.
2 duzias de limas murgas maia cana sortidas.
2 duzias da limas murcia triangulas sortidaa.
2 duzias da limales sortidos de 3 a 5 polle-
gadas.
2 lenges de ferro em folha.
3 quiotaea de ferro da Suissa sorlido.
lifcmdoecodeMHao.
Para a officina de tanoeiro.
40 abras de arcos para pipas.
2 srrobis de arcos para barris.
lascoba de arcos para ancorelas.
60 clavos e ferro para barra.
Para a officina de uoileiro.
1 can de folha 4e (landre dobrada.
Para a officina de pedrerro.
24 hwchss de calar.
WO p*>58 de cerdas de embira para aatdsime.
8 martellos;
_.. Fara o servigo agrcola.
200 enchadas do Porto.
25 ouces.
12 machados.
30 poitas da embira dejangadar
Quem quizar vender taes objeetos apresante a*
suas propostas em carta fachada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manhaa do dia 20 do
correte mez.
Sala das sessdes do coaeclho administrativo,
para faroeeimeota de rseo! da guerra. 14 do.
setembro de 1861.
Btnto Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
O langador da recebedoria do rendas inter-
nas geraes continuando a fazor o lancimento do
toapostp do bsirro de Santo Antonio, segu polas
roas do Sol, Paz, Flores, travesea da mesma, ra
do S Francisco, Florentina, Roda, Santo Amaro,
praca do capim, ra do Cilabougo, Bella, traves-
sa da mesma, travessa dos expostos, travessa da
matriz, largo da matriz, ra das Laraogeiras,
Tnncheiras, largo do Paraizo, ra larga do Rosa-
rio e estrella da mesma ; e avisa aos doaoa, ge-
rentes ou procuradores dos diversos estabeleci-
mentos que tenham pro ni p tos os seus recibos,
papis de tratos, ou oscripturaa de arreadamen-
10, aura de serem presentados, para, om vists
dellea ser feito o processo do langamento. Re-
cebdoria de Pernambuco 14 de setembro d 1861.
O lanzador,
Jos Jernimo de Souza Limoeiro.
Coasellio administrativo.
O ctnselho administrativo, para fornecimenlo
do anenal de guerrs, em comprimento ao art.
22 doregulamento de 14 de dezembro de 1852,
fas puDlico, que foram aceitas as propostas dos
senhores abaixo declarados.
Para tiffereates pegas de fardamenlo da compa-
n de ar ti fices, 4 batalhio de srtilbaria, 8
batalho de infantaria, 9a batalhio de infanta-
ra e 10 batalhio infantaria.
Joao deSouto Atves da Silva :
144) eovadoa de panno verde a 1*900 o covado.
3715 varas de brim branco a 400 rs. a vara.
Joo Baptsta Vieira Ribeiro :
238C covadoa de panno azul a 2*380.
2001 varas do brim branso a 380 rs. a vara.
Anlo-iio Jos Conrado :
582 eovadoa o 3 qusttas do panno prelo a 18400
o covado.
582 varas de algodaozinho a 245 rs. a vara.
54 cevados e 3 quartas e meia de casemira en-
carnada a 1*740 o covado.
Santo; Coelho:
2209 varas de brim branco a 400 rs. a vara.
Christiani & Irmio:
20 viras de galio de prala de 1 pollegada de
largueza 800ra a oitava.
10 varas de dito de prata de t\2 pollegada de
largun a 800 ra. a oitava.
Ramoso; Lima:
280 raraa de cordio de relroz preto a 200 rs. a
vara.
1441 varas de cordo de lia a 80 rs. a vara.
27 s de tranca de lia conforme o figurino a
18280.
142 varas de galio de prata de 1 pollegada de
largura a 900 rs. a oitava.
111 urss 1(2 de dito tsmbem de prsla de 1|2
pollegala de largura a 900 rs. a oitava.
Jos Rodrigues da Silva Rocha :
189 arosas, 10 duzias o 4 botos pretos de osso
a 280 is. a grosa.
836 lares da clcheles gran les preloa a 15 rs.
o par.
Para brnecimenlo da companhia de artfices, 4
batalhio de artilharia e 10 batalho de infan-
ta a.
Fraga k Cabral:
6G0 esleirs de palha de carnauba a 480 rs.
Jio do Couto Alves da Silva :
1730 esleirs de palha de carnauba a 430 rs.
Pira a companhia de artfices.
Joio de Souza Mariuho :
88 pares de platinas conforme o figurino a
18050 o par.
88 bonets para soldados a 3*850.
Jos Baptista Braga :
744 botoes grandes de metal amarello n. 3 a
110 rs.
60 ditos pequeos do mesmo metal com igual
i> 3 a 110 rs.
Para e 4a batalho ds artilharia.
Ramos & Lemos :
27 pares de platinas para msicos a 12 o par.
27 bonets pira msicos a 98400.
Joo do Souza Marioho :
368 bais para soldados a 3*850.
Jos Baptista Braga :
5149 bolOes grandes de metal amarello com o
o. 4 a 110 rs.
378 botoes grandes de metal prateado com o
o. 4 dourado a 190 rs.
162 boles do mesmo metal prateado e nu-
mero a 190 rs.
Para o 8 batalho de infantaria.
Jos Baptista Braga :
378 botoes grandes de metal prateado com o
o. 8 dourado a 190 rs
1823 botoes pequeos do mesmo metal e nu-
mero a 110 rs.
162 botoes pequeos do mesmo metal prateado
e numero a 190 rs.
Para o 10 batalhio de infantaria.
Joo de Souza Marinho :
360 bonets para soldados a 3*850.
Manoel Antonio Camargo:
27 pires de platinas para msicos a 12* o par.
Ramos Si Lima:
27 bonets para os msicos a 9*400.
Jos Baptista Braga :
50(0 botoes grandes de metal bronzeado com o
0.10 dourado a 150 rs.
2520 boles pequeos do mesmo metal bron-
zeado e numero a 150 rs.
378 botoes grandes de metal prateado com o n.
10 dourado a 190 rs.
162 botoes pequeos de igual metal prateado e
numero a 190 rs.
O conselho avisa aos fornecedores cima que
devem recolher os objeetos comprados iguaes as
amostras, no dia 18 do corrente, a eicepgio dos
bonets, platinas e trancas que deverio ser entre-
gues no dia 25 do mez de outubro prximo vin-
douro.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimenlo do arsenal do guerra, 12 de
setembro de 1861.
Francisco Joaqium Pereira Lobo,
___________Coronel vogal secretario interino.
THEATRO *
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
Seganda-feira 16 de Setembro de 1861.
Anniversario natalicio de S. II. o
Sr. D. Pedro V, re de Portugal,
au&usto sobrinho do Sr. D. Pe-
dro II,
Hovera' o eguiote espectculo.
Logo que o Exm. Sr. presidente da provincia
chegar tribuna, a oreheatra execatari
O HYMNO PORTUGUEZ.
Seguir-se-ha a representadlo do exeellente dra-
ma em 5 actos:
Antonio Caussade............... Nunos.
Carlos d'Axbel.................. Vicente.
Langlois. Ubelliio.............. Raymondo.
Conde d'Auberive.............. Leite.
Jernimo, estslajadeiro........ Teixeira.
Gerfaot, medico................ \alle.
Domingos, criado.............. Campos.
Jos, dito....................... Olveira.
Hortehcia d'Auberive........... D. Manoela.
Paulina Langlois................ D. Carmel.
Carlota Caussade............... D. Jesuina.
Trabalhadoreo, marinheiros, etc.
Terminar o espectculo com a graciosa co-
media Om um acto,
FE10 DO CORPO E BOMTO D ALMA
Tomara parte osSrs. Nunes, Campos, Vicente,
Raymuodo, Valle, D. Anna Chaves e D. Jesuios.
DE
atisos maritimo*.
Rio de Janeiro
a_ rehira e bom conhecida barca nacional Ama-
li,a, pretende seguir com muita brevidade, tem
parte de seu carregameoto prompto ; para o res-
to que lhe falta, passageiros e escravos, para os
quaes tem eicellenles commodos, trata-se com
os seus consignatarios Azevedo i Mendes, no
seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
Bi)hia.
Segu a sumaca Hortencia, capilio Belchioi
Maciel Araujo ; para o resto da carga que lhe
ulta e passageiros, trata-se com Azevedo & Men-
des, ra da Cruz a. 1.
Rio de Janeiro.
Segu com brevidade o palhabote Vitda.de, re-
cebe carga a frele e passageiros : a tratar com
Caetano Cyriaco da C. M. & Irmio no lado do
Corpo Santo n 23.
^ Ml\,
COMPANHIA PERYU!BICA\A
LILAO
DE
10 vaccas de Ieite
QuinU-feira 19 do corrente.
.Mta?M far* ,ei,i0 Po^ de seu armazen
roa do Imperador n. 73, de 10 vaccas de Ieite
de muito boa quahdade e muito gordas, que se-
ro vendidas ss 11 horas em ponto do referid
LEILO
_ Bolhe 4 Bidoulae, fario leilio por interven-
Cao do agente Hyppolito.de um esplendido eor-
timento de erragens, miudezas, cutilerias e
grande porcio de meias de algodio, isto sem re-
serva de preco aigun : quiota-feira 19 do cor-
rente as II horas em ponto em seu armazem rua-
do Trapiche Novo, na mesma oecasiio se vende-
r por conta e risco de quem perteneer urna bor-
rica conlendo ferragens averiadas.
LEILAO
DE
Calcado e roupa feita.
Sexta teira 21) do corrente vender*
o agente Anlunes no armazem da rusa
da Cruz n. 15, um explendido sorti-
mento de calcado como sejam : sapatos
de couro de lustre para senhora e ho-
mem, borzeguint de bezerro, couro de
lustre com ola e sola supposta, assim
como um sorttmento de roupa feita pa-
ra homem.
LEILO
LUJirA 1HIA 1-EKUHbTLU DE
Navegacocosteiraa vapor lima flrmfl*Aft
Parahiba. Rio Grande do !W. Ma. j'-'""* 1*1 I11WVWV
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Assu'. Aracaty, Cea va'
e Ac rae u'.
O vapor clguarass, commandante Vianna,
sshir para os portos do norte at o Acarar* no
dia 21 do corrente mez s 4 horas da tarde.
Receba carga al o dia 20 ao meio dia. En-
commendas, passageiros e dinheiro a frete at o
dia da sahida as 2 horas: escriptorio no Forte
do Mattos n. 1.
COHPAMUA PERMbTCU
DE
lavegac<> costeira a vapor
O vapor Persinunga, commandante Moura,
segu viagem para os portos do sul de sua esca-
la no dia 20 do corrente *s 4 horas da tarde. Re-
cebe carga al o dia 19 ao meio dia. Eocom-
mendas, passsgeiros e dinheiro a frete ateo dia
da sahida s 2 horas: escriptorio no Forte do
Mattos n. 1.
Para Lisboa
segu viagem com a possivel brevidade o bem co-
nheeido brigue portuguez Relmpago ; para
carga e passageiros, trata-se com o consignatario
Thoraaz de Aquino Fonseca, na ra do Vigario
n. 19, primeira andar, ou com o espitio na pra;a.
Para o Rio de Ja-
neiro
Pretende seguir com muita brevidade o brigue
escuna Joven Arlhur, para o resto da carga que
lhe falla trata-so com os seus consignatarios
Azevedo & Mendes, no seu escriptorio ra da
Cruz n. 1.
isboa e Porto,
a barca Flor de S. Simio, vaisahir nesUs dias
por j ter quasi prompto o seu carregameoto,
reCebe aioda alguma carga para os dous portos,
e passageiros, para os quaes tem eicelleotes
commodos : s tratar com Carvalho, Nogueira S
C. na ra do Vigario n. 9, primeiro andar,
Terga-feira 17 do corrate.
Cosa Carvalho far leilio no dia cima s lt
horas em ponto, da armacio da loja da ra da
Imperatriz n. 49, cora todos os seus preparos,
sendo a armacio toda onidracada e envernisada
propria para qualquer estabelecimento.
Attenc&o.
Grande leilafl de mercado-
ras americanas.
Terga-feira 17 de setembro.
RUADA CRUZ N. 15.
O agente Antunes fra' leilSo no dia
cima de urna immensidade de objee-
tos americanos como sejam: secreta-
rias, carteiras, cadeiras de diversos
gostos e de bataneo, marquezas, riquis*-
simas camas de rica obra de talha, ma-
las, bahus e saceos de viagem, obras de
metal principe prateado, sendo appa-
relhos para cha' e caf, galheteiros,
copos, campainhas, cestas para fructas
e fruteiras, porta licores etc., etc., lin-
dos jarros com baciis etc., de folha,
bataneas, limpadores de pe's, cestas com
o necessario para viagem, ricos esto os
para barba, obecadas com brides, ga-
marras, chicotes, selins e silhoes, can-
dieiros para gaz e azeite, caixinhas de
j msica, caixas com ferramenta, jabo-
netes, transparentes para janella, re-
logiosde parede e muitos outros arti-
' gos que se torna enfadonho de mencio-
nar, arados, grades, carros de mao e
carretas, carrosas, machinas pira cor-
tar capim, ditas para descarocar ruilho,
rebolos e dous carros elegantes e leves
com arreos para um e dous cavallos.
Rio Grande elss
vai sahir por estes oito dias a barcaca aRaiaha
dos Anjos, recebe carga a frete para os portos
cima ; a tratar na escadinha de alfandega com |
o mestre, ou defronto do trapiche do algodio nu-
mero 20.
LEILAO
DE
Para o Aracaty
segu brevemente o hiate Eialacio, recebe
carga e passageiros; a tratar com Gurgel Irmios,
na ra da Cadeia do Recife n. 28, primeiro andar, i
lima loja de fazendas
O palhabote nacional Dous Amigos, capitio
Francisco Jos de Araujo, segu para a Baha em
poucos dias ; para o resto da csrga que lhe falta,
trata-so com seu consignatario Francisco L. O.
Azevedo, sa ra da Madre de Dos n. 12.
Leiles.
Leilao
Quarta-feira 18 do corrente
L. J. T. Soatoo, capitaoque foi da barca in-
gleza Lima, arribada a este porto por forca
maior na sua recente viagem de Londres para
Royoad, e aqu condemnada, fari leilio por in-
tervencio do agente Hyppolito da Silva, com ao-
torisaeao do Sr. cnsul de S. H. Britannica e em
sua presee.a, por conta e risco de quem perten-
eer, com licenca da inspeccio da alfandega, do
casco e mestreacio da mencionada barca : no
dia quarta-feira 18do corrento ao meio dia em
ponto na porta da associacio comme.cial, e de-
pois de Ando este ser levado tambem a leilio
no armazem Ifandegado do Sr. bario do Livra-
monto no caes d'Apollo, os massames, cordoa-
lhas, provisoes o mais portences da mencionada
barca, em lotes e a vontade dos compradores.
LEILAO
S. TROPEZ.
PERSONAGENS.
Jorge Mauricio................. Germano.
Quarta-feira 18 do corrate.
Costa Carvalho fari leilio no dia cima as 11
horas em ponto, em sea armazem na roa do Ira-
rador n. 35, da aras casa terrea sita na ra do
Nogueira n. 33, com duas salas, 3 quartos, co-
ainha foro, solio, cacimba e quintal murado.
NA
Ra do Crespo numero Si.
Segunda feir 16 do corrente.
Anlunes autorisado pelo Illm. Sr.' Dr. juiz es-
pecial do commercio, e a requerimento dos ere-
dores de Francisco Jos Rodrigues Bastos, ven-
der em leilio a sua loja sita na ra do Crespa
n. 21, com todas as fazendas nella eiistentes :
no referido dia as 11 horas em ponto.
Avisos diTersos.
Alugam-se casas em
Apipucos para grande e pe-
quena familia, a t^eira do rio
e muito frescas, agua potavel
dentro do sitio e outras com-
modidades: a tratar com a
viuva Villar, no lugar cima.
J. F. C. pela pratica que tem de negocio
olerece o seu diminuto presumo para calieiro :
quem pretender, dirija-se a Boa-Vista, travessa
do Veras n. 3.
O abaixo assignado remetteu pe-
los paquetes brasileiro Cruseiro do
Sul e trancez Guienne para serem
vendidos pelo seu commissionado na
corte do Rio de Janeiro os bilhetes in-
teiros e meios bilheles da stima paite
da quarta lotera do Gymnasio Per-
nambucano (primeira concessSo) cuja
numeracSo se acha aflivada na thesou-
raria das loteras.
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Vende-se
barris de cal de Lisboa nova por preco
commodo chegada pelo brigue Florn-
da : na ra de Apollo n. 28, armazem
de Manoel Ferreira da Silya Tarrozo.


-
m
w
DIARIO M PfftIUlMOOO. *=. SEGUHDi IBLaU 16 DE SETEMBRO DE 1861.
10TIBI4
DEPOIS D'AMANHA.
Qjarta-ftira 18 do corrent'i, pelas 8
horas da manha, anda rao impreteri-
belmente as rodas da stima parte da
quarta luteria do Gymnasio Pernambu-
cano no consistorio da igreja de Nossa
Scnhora do Livrment, peb novo e
excellente plano approvado para a ex-
tracoab das loteras que se acba abaixo
annunciado. O resto dos bilhetes e
meios bilhetes se acham. a venda na the-
souraria das loteras ra do Crespo n.
15, pavimento terreo e as casas com-
xnissionadas. Os premios sero pagos
depois da distribuido das listas.
PLANO.
6000 bilhetes a 59.............. 30:0003000
Beneficio e sello de 20 por ccgIo. 6:00*0000
Liquido.
24:000000
Premio de............
Dito de........
Dito de............
Dito de................
Ditos de 200.........
Ditos de 100J........
SO Ditos de
50 Ditos de
106 Ditos de
1808 Ditos de
409........
209........
109.........
59........
2000
4000
Premiados.
Brancos.
6:0009
3:0009
1:000|
5009
8009
8009
8009
1 0009
1:0609
9.040$
--------2i:000|000
000 Bilhetes.
N. B. As sortes maiores de i00# es-
tao sujeitas aos descontos das leis.
O tbesoureiro.
Antonio los Rodrigues de Souza.
Antonio de Moraes Gomes Ferrei-
ra julga ter-se despedido de todas as
pessoas que o honram com a sua ami-
zade sincera ; se. porrh, de alguma
deixou de receber as suas ordens, nao
calculadamente, o faz pelo presente
me'to, nico vehculo de que se pode
servir atienta aproximidade de sua par-
tida, para sanar as faltas que por ven-
tura commettido tenba do cumprimrn-
to desse dever. Entretanto oierece-
lhes o seu insigniflcante prest mo, onde
quer que se ache na Europa.
Attenco.
Se alguem nesta praqa se julgar cre-
dor do Sr. Antonio Gomes Netto, ne-
gociante da praca do Rio de Janeiro,
queira apresentar seus ttulos na ra do
Trapiche n. 15, que estando em regra
sera' satisfeita qualquer somma que el-
les representem. Kecife i i de setem-
bro de 1861-
O abaixo assigoado, encarregado de fazer
* testa dos gloriosos marlyres Santos Cosme e
Damio, padroeiros da villa da Iguarass, avisa
a lodos os devotos de to milagrosos marlyres,
que a Cesta dos rnesmos tem de ser solemoisada
no domingo 29 do correte, visto nao poder ser
no dia 27. O abaixo assigoado, com quanto nao
tenha obtido suiEcieotes esmolas para oacorrer
as graades despezas da festa, todava envidara
todos os extorcos, fazendo mesmo algum sacrifi-
cio, para que a diva (esta seja digna de seus pa-
droeiros, e agrado dos seus devotos, os quaes es-
pera elle que concorram a mesma.
Luiz Ferreira BaDdeira de Helio.
Aluga-se a casa n 3 da ra
a tratar no becco das Barreiras o.
da Bja-Vista, botica o. 6.
dos Prazeres :
2, ou na praga
Precisa-se de urna ama forra ou capttva pa-
ta prestar-se ao servido de coziohar e comprar :
na ra do Imperador n 37, segundo andar.
Escriptorio de advocada.
O bacharel A. R. de Torres Bandeira contina
no exercicio da sua proQssao de advogado, e of-
ferece-se para desempenha-la tanto nesta cidade
comoem qaalquer outro ponto para que o cha-
men) : pode ser procurado era sua residencia, na
ra do Imperador, sobrado o. 37, stgundo andar,
entrada direita.
Ensino de preparatorios
O bacharel A. R. de Torres Bandeira, proles-
sor degeographia e historia antiga no gymnasio
dests provincia, tem resolvido abrir novos cursos
de rhelortca de geographia e de philosophia, as-
sim como daslioguas franceza e iogleza, a prin-
cipiar do dia20do correte: na casi de sua re-
sidencia, rui do Imperador o. 37, segundo an-
dar, entrada direita.
O abaixo assignado fazscienle a quem con-
vier, que nesta proviocia de Pernambuco o ni-
co e bastante procurador do Exm. Sr. conselhei-
ro Jos Thomz Nabuco de Araujo, e pois com
quero se deve tratar de qaalquer negocio que di-
ga respeito ao mesmo Exm. Sr. conselheiro Na-
buco, dirigindo-se casa do mesmo abaixo as-
sigoado, ra de S. Francisco, como quem vai pa-
ra a ra Bella, sobrado o. 10.
Caetano Pinto de Veras.
Sabbado, 7do correle, larde, urna preta
ncontrando-se na ponte da Boa-Vista com al-
guem, que por ella trausitava, deixou cahir n'a-
gua urna bacia de flandree com algumas pegas
de roupa engommada : roga-se a algum caooe-
ro ou pessoa que a apanhou, queira entrega-la na
ra do -Rangel n. 73, que ser recompensado.
Manoel Sent Alves de Macedo scienifica
ao respeitavd publico que de agora por diaote
ssignar-se-haManoel de Macedo.
Cautela com os alfinetes.
Ce rio quirtioheiro pede ao* seus numerosos
freguezes e poucos amigos, que o se assentem
m uos capachos q*e tem no seu eslabelecimen-
to de barro, cajos existem ornado* com bastantes
aliietes, am de servirem de reacio assento ao
seu amigoMacaco.
Vende-se urna carrosa e un .ptimo boi :
aa ra Imperial o. 219.
ariiiazem de fazendas
DE
SANTOS COELHO.
Ra do Queimado n. 19.
Lecces de panno de linho a 1$900.
Cobc-rtas de chita de ramagem a i JJ800.
Lencfis de bramante de linho grandes a 3J300
.
Algodo meostro a 480 e 610 a vara.
Bramante de linho com 10 palmos de largo pe-
lo barato prego de 2y a vara.
Toalhas de fuito a 50| cada ubi.
Ricas capellas de flores de laranja para noivas,
.pelo barato prego de 5f.
Bramante de algodo com 10 palmos de largo
a 13280 a vara.
Vestuarios de seda 'para meninos, e meninas,
pelo barato prego de 8# cada um.
Cortes de seda com toque de mofo a 25$.
1 Gollinhis de traspssso muito finas a preco de
Compra-se um brago de balanga RomSo,
pequeo, qne seja em bom aso : na ra Direita
numero 84.
Chegnem
BARiTfl PARA LIQUIDAR
Na ra da Imperatriz n. 40,es-
quina do becco dos Ferrei-
ros, loja de Manoel Jos
Guedes de Magalhes
Sedinhasde quadros de todas as cores e Bonito
eocorpadas, covado a 720 rs., cortes de eambraia
brancos com 3 ordena de bordado a 3J, ditos com
3, 4, 5 e 6 babados de diversas cores a 3^500,
ditos de tarlatana com 3 babados a 2$500 e 39,
ditos de eambraia de seda a 59, bales de 14 a
40 arcos dos melhore que tem apparecido a 3#,
3^500 e 49, ditos para meninas de todos o* lama-
nhos.cambraieta franceza muito fina,pega a 79500
e 85, cassas com salpicos brancos e de cores, co-
vado a 240, pegas de cassa de salpicos brancos e
decores com 8 1 ^ varas a 89500, cobertas de
froco matizadas para cama a 99, chales de troco
com ponta redonda e borla dos mais modernos a
89, ditos de lia e seda a 29500, ganga amarella
muito boa, covado a 240, eambraia de cor muito
bonita, covado a 300 rs., alpacas de cor para ves-
tido, covado a 320, popelinas, riscadinhos para
vestidos de seohora e meninas, covado a 300 rs
tiras bordadaa a ponto ioglez de todas as largu-
ras a 19280. 19440, I96OO e 29, manguitos a ba-
lito com gollinha para seohora a 2 e 39. chitas
fraocezas finas e cores lixas, covado a 220, 240,
260 e 280 rs., cambraias de seda de cores enfei-
tada a 540 rs., ditas de forro de oito varas a
pega a I96OO, e outras muitas fazendas de barato
prego.
Attenco.
s
I.ava-se e engomma-ae com perfeigo: na ra
do Calabougo velho n. 27, loja.
A casa aonde se tingem fazendas, na roa
do Hospicio o. 42, tinge-se de preto e todas aa
cores, la, seda, grosdenaple e retroz, com toda
perfeigo, tambem se limpa o mofo em vestidos
de velludo ou grosdenaple, e arma-se em cartdea
com toda a perfeigo : quem quizer poder avisar
na loja do Sr. Sedrim, no largo da rna das Ou
zes, loja de calcado, e tambem na loja da Sirguei-
ro no largo da matriz de Santo Antonio n. 2.
Trocam-se diversas magena viudas do Por-
to, obra muito perfeits, algumas propriis para
igrejas : na ra do Queimado, loja da boa fama.
Aluga-se o primeiro andar do so-
brado da ra da Cruz n. 21 : a tratar
no terceiro andar do mesmo sobrado.
D-se moradia e de comer a urna mulher
idosa, que seja de bom comportamento, para es-
tar na companhla de urna seohora vluva, com
tanto que se sujeile a faxer as compras de portas
tora, que sao muito poucas, nao se escoloeco-
res e nem nacionalidade : a fallar no largo do
Carmo com Narciso Jos da Costa Pereira.
- Meuron z C., mudaram seu de-
posito de rap area-preta, do primeiro
andar n. 23 da ra da Cruz para o ar-
mazem n. 19 na mesma ra.
Na ra do Apollo n. 24, segundo
andar, aluga-se urna escrava de boa con-
ducta que seja perfeita cozinheira.
Os armszeos da ra da Lapa n. 13, e ra
do Costa n. 10, recebem gneros para recolhe-
rem por menos de que costumam receber outros :
quem pretender, dirija-se ao n. 13. que achata
com quem tratar ; assim como se aluga um dos
mesmo armazena.
A commisso liquidadora dos credores da
casa do fallecido Manoel Buarque de Macedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou contas de Irnos, que se diri-
jam com os seus ttulos roa da Cadeia do Re-
cite n. 26. primeiro andar, das 10 horas da ma-
nha s 2 da tarde, para serem verificados e clai-
sificados pela referida commisso
Aluga-se urna casa na Passagem da Magda-
lena, junto a ponte grande, com 2 salas, 6 qoar-
tos, soto com janellas para o oitao, quintal todo
murado, cacimba, e ptimo banho no fundo : as
pessoas que pretenderen), dirijam-se a ra Direi-
ta n. 3.
O abaixo assignado avisa ao Sr. Amaro Lo-
pes, rendeiro do engenho Rio Preto, que se acba
em sua casa a um mez, pouco mais ou menos,
um seu escravo de nome Antonio, como J lhe
mandara participar, e como al o presente nao
teora lido resposta alguma, por isso o faz por este
Diario, bem como avisa ao di13 Sr. Amaro queda
dala deste em diaote nao corre risco algum. S.
Francisco da Varzea 11 de setembro de 1861.
Luiz de Franga da Silveira.
O Dr. Antonio de Vasconcellos Menezes de
Drummondacha-se prompto para o exercicio de
sua profisso de advogado em todos os dias utels
das 0 horas da manha s 4 da tarde, 00 seu es-
criptorio. ra do Imperador n. 43, primeiro an-
dar, e fora dessas occasioes, e para casos urgen-
te, em seu domicilio na roa do Hospicio o. 17.
Na ra do Hospicio n. 17 se dir quem tero
para singar dous escravos.
Findos os dias da lei, que ser annunciado,
vender-se-ha em praca publica do Dr. juiz muni-
cipal da 1.a vara, escrivo Molla, o engenho A-
guas-Bellas, freguezia dos Afogados, com boas
trras, varzeas, matas virgens, casa de vivenda,
casa de purgar, mocada muito boa, taxas e mais
necessarios para o fabrico de assucar, tudo ava-
llado por 16:000$, por execugo de Jos Fausti-
no de Lemos contra Jos Rodrigues de Oliveira
Lima.
MajajgajajBajamsjMI *w.*w.** asMMMaaaW
WRVrrcwinrelEnW VBM OfflO WWm WBO^WWBw|
I Consultas medicas.
Serao dadas lodos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escriptorio, ra
Ja Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas
da manha menos aos domingos sobre:
1. Molestias de olhos.
2.* Molestias de coraco e de peito.
3. Molestias dos orgos da geraco e
do anus.
0 exame dos doentes ser feito na or-
dem de suas entradas, comegando-se po-
rm por aquellos que aoffrerem dos
olhos.
Instrumentos ch i micos, acsticos e p-
ticos sero empregados em suas consui-
tajoes e proceder com todo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, naturesa e
causa da molestia, e dabi deduzir o plano
de tratamento que deve deatrul-la ou
curar.
Varios 'medicamentos serio tambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza qne tem de sua verdadeiraqualidade,
promptido em seus effeos, ea necessi-
dadedoseuemprego urgente que se usar S
delles. V
Praticar shi mesmo, ou em casa dos S
doentes toda e qualquer operago que fi
julgar conveniente para o restabeleci- *
menlo dos meemos, para cujo fim se icha S
prvida de urna completa collecco de II
instrumentos indispensivel ao medico S
operador.
greeiftaK oiMis-cteeieeieflisaieg
Casa para alugar.
Na ilha do Retiro, Passagem da Magdalena, a
primeira que se acha destacada, a melhor do lu-
gar, tanto polos commodos, como por estar na
melhor posigao; a tratar na ra Nova n.38, loja.
Precisa se de urna ama : na ra Novan.
23, loja.
Aluga-se um sala com nm quarlo no pri-
meiro andar da caca da ra da Cruz n. 18.
Publicacoes do Instituto Ho-
meopathico do Brasil.
THESOURO HOMEOPATHlfO
ou
YADE-MECUM DO H01F0PATHA.
(Segunda edieco consi-
deravelmenle augmen-
tada.)
Diccionario popular de medicina ho-
meopalhico
PELO DR.
SABINOOL.PINHO. 3
Cominuam as assignaturas para estas obras a
209OOO em brochura at dezembro. Desse tempo
em diaote as assignaturas serio elevadas a rs.
259000.
Ra de Sanio Amaro (Mundo Novo) n. 6.
STSTE1A MEDICO DE HOLLWAY
PI LULAS HOLLWOTA.
Esteinestimavelespecifico, composto i nteira,
mente de hervas medicinaos, nio conten mercu-
rio nem alguma outra substancia delaeteri. Be-
nigno mais tenrainfancia, e a compieic,omais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarraigar o mal na complejo mai robusta;
enteiramen te innocente em suas operagoese'ef-
teitos; pois busca e remove aa doenevs de qual
quer especie o grio por mais antigs e tenates
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas eom este
remedio, muitas que j estavsmas portas da
morte, preservando em seu uso : eonseguiram
recobrara saude e foreas, depois dehaver tenta-
do inuhimen te todos os outros remedios.
As mais afilictas nao devem entregar-se a des-
esperagao; faeam um competente ensaiodosa
effieases effeitos desta assombrosa medicina,
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermedades:
fffKTflnvWfT
3Rna estrea do Rosario3
Francisco Pinto Uzorio continua a cd- a)
locar denles artificiaos tanto por meio le a)
molas como pela pressao do ar, nao re- a
cebe paga alguma semque as obras nio Z
fiquem a vontade de seus donos, tem pts af
e outras preparacoes as mais acreditadle a
para conservago da bocea. Z
Quem precisar de urna escrava para todo
servigo, dirija-se a ra nova de Santa Ritan.7.
Precisa-se alugar urna escrava para todo o
servigo de urna ctsa de pouca familia ; na praga
da Independencia n.38.
O bacharel Witruvio po-
de aer procurado na ra
Nova o. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do Carmo.
f
9
m
CONSULTORIO ESPECIAL H0ME0PA1HIC0
DO BOt-TOR
n SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos oe dias atis desde as 1) horas
at meio dia, acerca das seguintes molestias :
molestiai iat mulhere, molestiat da crian-
zas, molestias da ptlle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphililieas, todas as especies de.febres,
febres intermitientes esuas eoneequeneia,
PHARBUCI* ESPECIAL H0ME0PATH1CA .
Verdadeiros medicamentos homeopathios pre-
parados som todas aa cautelas necessarm, in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, tomo
em glbulo, pelos pregos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nucamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem (ora della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
Impresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor aa seguintes palavraa : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico braaileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao levarem esae impreaso
assim marcado, emboratenham na tampa o no-
me de Or. Sabino sao falsos.
Acha-je justa e contraclada a compra do
sobrado o. 54 da rea da Seozalla Velha, qne ou-
ir'ora perlenceu ao finado Antonio Terreira Duar-
te Velloso, devendo na occasio da escriplura
ser paga e distractada da hypolheca que nella
tem a Sra. D. Maria do Carmo Ribeiro Guerra ;
se alguem, portento, alem da mesma senhora,
tem qualquer direito ou onus sobre o mesmo so-
brodo, queira anounciar por este jornal no prazo
de 3 dias.
REMEDIO INCOMPJ.RJ.VEL
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhares de individuos de todas as nacCes
podem teslemunhar as virtudes deste remedio
ncompara vale provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu wrpo e
membros i nteira mente saos depois dehaver em-
pregado intilmente outrostratamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas rna-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lh'a
relatam todos os dias ha xnuitos anuos; e a
maior parte dellas sao to sor prendentes que
admiram os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraran com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pomas, depois dedur
permanecido longo tempo nos bospitaes.o tea
deviam soffrer a ampulsgo 1 Dellas ha mti-
cas quehavendo deixado esses, asylos depade-
timentos, parase nao submeterem a essaope-
racao dolorosa ioram euradas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na eniusio de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afimde mais autenticaren) sua afirma-
tiva.
Ninguem desesperarla do estado de saude se
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio constantementeseguindo algum tempo o
tratamento que neeesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que tudo cura.
O ungento be til, mais particu-
larmente nos seguintes casos
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
?reas (mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Febreto dae specie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammac.oes.
Debilidadeou extenua-llrregularidades
gao.
Debilidade ou falta de
foreas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor degarganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
En fertilidades no yapare.
Ditas no figado.^V
Ditas venreas.
Encbaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Alporcas
Caimbras
Callos.
Ancerei.
Cortaduras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Eufermidades da c
em geral.
Ditas de anus.
Erupges escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Incbaees.
Inflaramac.ao do figado.
Inflammago da bexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas,
Sarna.
Supuragoes ptridas.
Tinha, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulages.
Veias torcidas ou no-
das as pernas.
menstruacao.
Lombrigas de toda *-
peeie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstrucgo de ventre.
Phtysiea ou eonsump-
pulmonar.
Retencao deourina.
Rheumatismo.
Symptomassecundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Febreto intermiten te.
Ve n da-se esta s pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja d
todos os boticarios droguista e ou tras pessoas edo
carregadas de sua vendaem toda a America n-
Sul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocetinbas a 800 rs. cada
urna dellas, contem orna instruegao em portu-
gus para explicar o modo de se usar destas pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22 em Per-
nambuco.
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
FredericGautier,cirurgiaodentista,faz
todas as operacoes da sua arte ecoltoca
den tes artificiaos, ludo com a superiori-
dade eperfeigo que as pessoasentendi-
das Ihereconhecem.
Tem agua e pos dentif ricios* te.
O Dr. Moreira Guerra, deixou
o exercicio da primeira vara
municipal, e continua a advo-
car era sen escriptorio, ra do
Crespn. 21, primeiro andar,
onde sera' encontrado das 9 ho-
ras da manha as 3 da tarde.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocetinha contm
tima instruocao em portuguez para explicar o
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 22, em
Pernambuco.
tete*K9Ktfe m mmmmm*
?
Ao publico.
Francisco Xavier de Athayde. para prevenir
qualqusr juizo deafavoravel que porveotura se
possa fazer a seu respeito, declara, que hofllem,
as 3 horaa da Urde se despedir da loja de cal-
Jados da ra do Livrameolo n. 31, pertencente a
oio Luiz Vianua, pelo motivo de lhe nio ter
fisgo o seu honorario em qoalidade de caixeiro
como com outros muilos aconteceu), pelo que
vai have-lo por meios judiciaes, mesmo porque
o Sr. Visona tem lido a baixeza e ousadia de fa-
zer crer a slgumas pesioss que eu soe aueeotei
de sua casa.
Na ra da Saudade n
15, casa de soto de duas ja-
nellas, precisa-se de urna
ama de leite.
Ohrie.spitzen.
Elegant gearbeitete fruehling Hosen
zu baben bei Hunder: ra Nova n. 67.
Willism Winsor, sua senhora e 1 filho, re-
tiram-se para Europa.
Jos Ferreira de Oliveira, Brasileiro, reti-
ra-se par* fora do imperio.
Aluga-se urna casa na ra Bella n. 18: a
tratar no sobrado n. 14, na travessa da matriz de
Santo Antonio.
Sacerio Prsico e Biase Prsico, subditos
italianos, reliram-se para Italia.
O padre Joao Srvalo Teixeira mudou a
sua residencia da ra Bella para a ra de S.
Francisco n. 56.
ROUPA FEITA AINDAMIS BARATAS.]
Z SORTIMENTO COMPLETO
ti
[Fazendas e obras fritas.!
i
isaTer
Urgencia.
ie de 20$ a 30ft de aluguel menaal por urna
casa~rerrea com quintal e corredor para pequea
familis as seguintes ras : Flores, Gamboa do
Carmo, Florentina, Bella e Concordia ; quem ti-
ver annuncie ou diriji-ae ra do Bangel n. 10.
Aluga-se por commodo prego um pequeo
sitio plantado com osa de pedra e cal com bas-
tantes commodos e cacimba com muito boa agua
de beber, na Capung Nova, portao confronte ao
Sr. Dr. Pereira do Carmo: a tratar no becco Lar-
go, taberna n. 2.
Pascbuale Sarti, Luizi Zalenlini, Raffaello
Beroachi, Callo Menconi, Natale Biagini, Fran-
eso Pellini, Geremia Angeini, Nicomede Gal-
gaui, subditos italianos, vio para Europa.
DE
Escultura em Mar more
Caes do Ramos n. 30.
Se fazeaa pelos pregos seguintes :
Consoles Luiz XV de 12# a 15$.
Jardineiras idem dem de SOS a 30$.
Conaolos lisos de 9$ a 12$.
Mesas redondas de 18$ a 25$.
Lavatorios de 12$ a 30$.
Aparadores de 20$ a 35g.
Letras gravadas douradas ou emhutidas con-
forme oa caracteres e tmannos de 100 rs. cada
urna s 1$.
Pedra para collocar as ditas, cada palmo em
quadro a 1$.
Concertase alabastro, jaspe e porcelana.
Recebem-ae podras usadas em troca, quer se-
jam ou nio de trastes, anda mesmo quebradas.
LOJA E ARMAZEM
DE
IGes k Basto!
NA
Hua do Queimado
u. 4&, frente amarella.
Constantemente emoaumgrandeeva-
riadoaortimento desobrecasacatpretaa
de panno e de cores muito fino a 28$,
30jf 35$, paltots doa meamos pannos
a 20$, 22$ e 24$, ditos saceos p re tos dos
mesmos pannos a 14$, 16$ e 18$, casa-
cas pretasmuitobem feitaa edesuperior
panno a 28$, 30$ e 35$, sobrecasacas de
easemira de eore muito finos a 15$. 16$
a 18$, ditossaccos das mesmaacasemi-
ras a 10$, 12$ e 14$, caigas pretaa de
easemira fina para bomem a 8$, 9$, lOf
e 12, ditas decasemira decores a 7$,8$,
9$ e 10$, ditas de brimbrancoa muito
fina a 5$ e 6$, ditas de ditos de corea a
3$, 3$500, 4$ e 4$500, ditas de meia ea-
semira de ricas cores a 4$ e 4$500, col-
letespretosdecasemiraa 5$ e6$, ditos
de ditos decores a 4$500 e 5$, ditos
branco tde seda parecasamento a 5$,
ditos de 6$,eolletes debrimbrancoe de
Ifustao a 3$, 3$500 e 4$, ditos de corea a
$500 e 3$, paletotspretosde merino ale
corda o aacco e sobreeaaaco a 7$, 8$ e 9$,
colletesprelos para luto a 41500 e 5$,
as pretaa de merino a 4$500 e 5$, pa-
!I etots dealpaea preta a 3$500 e 4$,ditos
', sobrecasaco a6$,7$e 8$, muito flnocol-
(etes de gorguro desedade core*muito
boatazendaa3$800e4$, colleterde vel-
lido de crese pretos a 7$ e 8$, roupa
para meninosobre casaca depanno pre-
tos e de cores a 14$, 15$ 16$, ditos de
easemira sacco para os mesmos a 6$S00 e
7$,ditos de alpaca pretos saceos a 8$ a
3$500, ditos sobrecasaeos a 5$ e 8$500,
jealcasde easemira pretas e decores a 6$,
6$500 e 7$, camisas para menino a 20
i a duzia camisas inglesas prega (largas
mui(osaperiora|32$aduziapara acabar.;
Assimeomo-temoa urna offleina deal-
l'alata ondemandamos executar todas as
obras eom brsvldade.
OTerece se um rapaz brasileiro para ensi-
nar primakas letras f m algum engenho perlo
da praga^mnem pretender dirija-se ra Bella
Na praga da Independencia, n. 22, deso-
ja se saber da residencia do Sr. Eduardo Luiz
Cerqueira. cu da do Sr. aJanoel da Silva Ramos,
afim de salifazer um pedido.
Pede se ao Sr. Moura Magalhes, esludan-
te do terceiro auno, que apparega na travessa da
ruajlas Cruzes n. 2, primeiro andar, para nego-
cie **u interese?.
Gabinete mdico cirurgico.t
i Ra das Flores n. 37. *
SJ Serio dadssconsultas meBlcas-cirurgi- aj
% cae pelo Dr. Eatevio Cavalcanti de Albu- a)
9) querque das 6 as 10 horas da manbia, ac- S
s| cudindo aos chamados com a maior bre- %
9 vidade possivel. ag
aj Partos. m
@ 2. Molestias de pelle. aj
a) 3.* dem dos olhos. aj
0 4.* dem dos orgos genitaes. 0
Z Praticar toda e qualquer operago em as;
0 seu gabinete ou em casados doentes con- g
^ forme lhes fr mais conveniente. ga

NADA MAIS SUBLIME DO QUE A GRATIDO.
Os abaixo assignados fallariam ao mais rigo-
roso dever, se deixassem em olvido as eminen-
tes qualidades, e o bom tratamento que recebe-
rsm do illustre cavalleiro e mui digno comman-
danle do vapor nacional Persinuuga, o Sr. Ma-
noel Rodrigues dos Santos Moura, na recente
viagem de Macei para esta cidade. Receba o
mesmo Sr. Moura os nossos protestos da mais
subida estima que lhe votamos ; e parabeus
compaohia pernaeabucana por possuir um joven
lio zeloso de seus otereises. Recife 12 de se-
tembro de 1861.
Dr. Bernardo Machado da Cotia Doria.
Dr. Francisco de Araujo Barros.
Dr. Jote Antonio de M. Bastos.
Mioervino N. G. Lima.
Joao Antonio Carvalho Marinho.
Jos Wenceslao Maciel Pinheiro.
Manoel Pinto d'Araujo Filho.
Jos Gabriel de Mello Pinto.
Francisco Ponan.
J. J. Alves.
Francisco Moreira da Costa.
Jos Joaqun Jaimes de Abreu.
Candido Francisco Soares.
Jos o'Azevedo Villarouco.
Manoel Joaquim da Silva Leo.
Aluga-se urna casa em Beberihe : a tratar
com J. I. de M. Reg, na ra do Trapiche n. 34.
Aluga-se um grande e novo armazem pro-
prio para recolher gneros, na ra do Amorim
com frente para a nova rampa entre os trapiches
Cunha & Compaohia : quem pretender dirija-se
i ra do Vigaiio n. 5.
Aluga-se urna casa na Boa-Visgem, com
bons commodos para grande familia, para se to-
mar os bellos banhos doces ou salgados ; quam
pretender, dirija-se a ra do Imperador n. 67.
Aluga-se o primeiro andar com bastante
commodo, e s loja propria de negocio, do sobra-
do na ra Direita o. 9, com fundos para a ra da
Penha : a tratar na ra atraz da matriz da Boa-
Vista n. 36.
Atten A pessoa que precisar de um caixeiro para
qualquer estabelecimento, dando fiador de sua
conducta, dirija-se a encruzilhada de Belem, em
casa do Sr. Manoel Joaquim.
No sitio defronle do caes da Ponte de Ucboa
vende-se lenha para olaria.
Aluga-se urna casa em Beberibe : a tratar
com J. I. M. do Reg, na ra do Trapiche 34.
Sitio na Capunga.
Aluga-se o sitio oa Capunga Velhs do Sr. Bar-
tholomeu Francisco de Souza, perlo do ro, e
com bastantes commodos ; cocheira, e quartos
parapretos.com arvoredo, parreiral, etc., etc. :
quem o pretender, dirija-se a ra larga do Ro-
sario n. 34. botica.
Soeicdade bancaria.
Amorim, Fragoso, Santos & C. sacam e tomam
saquea sobre a praga de Lisboa.
Sacam sobre Lisboa
Aranaga, Hijo & C, ra do Trapiche
Novon. 6.
Historia Universal
POR
G. Cantil.
TraduccSo portugueza.
Roga-se aos senhores asaignaotes desta inte-
resante oqra, que ainda nio tiverem recebido
todos os volomes.de procuraren os que lhe fal-
lam na livraria econmica ao p do arco de San-
io Antonio al o fim do correte mez, pois pre-
cisndole liquidar contas com oa ediclores, tem
devoltarem pars Lisboa em outubro os voluntes
que sobraren). Na mesma livraria vonde-se a
mesma obra completa em 12 volantes.
Na travessa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continuase a tingir
com toda a perfeico para qualquer
cor e o mais barato possivel.
A commisso liquidadora dos cre-
dores da massa do tallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aos Srs.
devedores a re ter ida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commisso todos os dias uteis das 10 ho-
ras da manha as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recite n. 26, primeiro andar.
A commisso roga mais a etses Srs. de-
vedores, que nao a obrigue a tancar
mo dormeios \udiciaes ou do jornal
para haver estas importancias de que
sao seus devedores.
Manoel Alves Guena saca obre o Rio de
Janeiro.
Aluga-se
o primeiro andar da casa da ra da Cadeia do Re-
cite n. 4, proprio para escriptorio ; e tratar no
armazem da mesma.
Aluga-se urna preta escrava para ama de
leite, que tem com abundancia, e muilo cari-
nhosa para meninos, quem precisar dirija-se i
roa do Crespo loja n. 20 de Adriano & Castro.
Aluga-se nm sitio na Passagem da Magdale-
na margem do rio Capibaribe, com casa, tendo
2 salas e 9 quartos : quem o pretender, dirija-se
ao mesmo lugar, sitio do Barroca, a tratar com
Joao Manoel Rodrigues Valenga.
Aluga-se a casa de sobrado na povoagio do
Monleiro, aonde morou o fallecida pai do annun*
cisnte, tem commodos para grande familia, co-
cheira, estribara, etc. : a tratar com Manoel Al-
ves Guerra, no seu escriptorio, ra do Trapiche
numero 14.
Aluga-se, o sobrado n. 2 B da ra do Apollo,
a casa terrea d. 27 da ruado Burgos a tratar na
ra da Aurora n. 36.
Aluga-se um armazem na ra Nova de San-
ta Rita (frente da ribeira do peixe} n. 19, cora
sufflciencia para qualquer estabelecimento por
maior que elle seja, pode recolher para mais de
6000 barricas, ou de 300 a 400 pipaa cheias, a
outras tantas vastas, ou outros quaesquer voluntes
na proporgao, com a vantagem de ter no fundo
trapicheo guindaste, pelo qual pode embarcare
desembarcar aquary com toda a mar : a enten-
der-ge com o proprietario Manoel Pereira Lemos
no caes do Ramos n. 10.
Engenho para vender.
No dia 17 do corrente, pelas 11 horas do dia,
depoia da audiencia do Illm. Sr. Dr. juiz de or-
phaos, tem de se arrematar por venda, a reque-
rimento de D. Rila Jeronima de Mendonga Perei-
ra, meieira invenlartante dos bens que ficaram
por fallecimeolo de seu marido Marcelino Anto-
nio Pereira, duas tergas paites, pouco mais ou
menos, do ebgenho Desterro, silo na fregueiia
de Iguarass, avaliado em sua tolilidade por
30:000, moente e corrente, movido por animaes,
com todas as obras, bemfeitorias, trras, matas,
logradouros e utencilios, o qual engenho divde-
se pelo nascenle com Ierras do engenho Ioha-
msn, pelo pcente com trras do engenho Monjo-
pe e outros, pelo norte com Ierras de Jos Igna-
cio, Manoel Lucas e outros, e pelo sul com tr-
ras do patrimonio da irmaodade de N. S. do
Rosaiio de Igairass e de outros. Adverle-se
que se adroittem tangos, parte em dinheiro
vista e parte em pagamentos por letras aceitas ou
endossadas por firmas concelloadas nesta praga.
Urna pessoa com praga no exercito.quer dar
um homem por si, mediante um interesse venta-
joso, sendo de menos de 40 annos: quem estiver
nestas circumstancias, dirija-se a ra do Reogel
numero 73.
Aluga-se urna escrava para servigo de casa
de familia, preferiodo-selestraogein : na ra do
Livramento o. 22, terceiro andar.
Esleirs
americanas
para forrar salas, as mais finas que tem vindo a
este mercado ; na loja de Alvaro & Magalhes,
ra da Gadeia do Becife n. 53.
Capachos de cequilho.
Na loja de Alvaro & Magalhes, ra da Cadeia
do Recife n. 53.
Vinhos.
Vende-se vinho deBordeaux em caixas de du-
ziade gtrrafis, e em barris, assim comocham-.
panha de excellente qualidade : na ra da Cruz
n. 20, armazem de F. Sauvage & C.
Na ra do Rangel n. 73, precisa-se de orna
ama forra ou captiva pars o servigo de pequea
familia, paga se bem, no caso de agradar.
Na ra de Apollo n. 43, escriptorio de Ar-
mio & Saraiva, existe ma carta para o Sr.
Bento Jos Antunes Pereira.
Aluga-se ama casa com excellentes com-
modos, com grande sitio com arvoredos, cacim-
ba com banho, tanque, cocheira e estribara, a
qual est edificada com frente para a principal
estrada, e muito perlo da cidade : quem preten-
der, dirija-se a ruada Cadeia n. 9.
Para estal elecimento de qual-
quer offitina.
Dinheiro vista.
Compra se urna, casa terrea que nao seja gran-
de : a tratar na ra do Padre Floriano n. 32.
A1G#500, dinheiro a vista.
Paletots de panno Uno preto forrados de seda.
muilo bons: na ra do Queimado o. 47 : ehe-
guem antes que se acabem.
Alteocjo.
Na ra Direita n. 141 ha pars vender fumo de
Garaohuns do melhor qne possivel, e por \ rogo
commodo.
Aluga-se urna grande loja do sobrado de uss
andar, na ra dos Coelhos da Boa-Vista, eom 30
palmoa de frente e 90 de faodo, sem reparlisaea-
tos, com um grande armazem ao lado, com gran-
de terreno no fundo, e camboa junto 4a porta
para desembarque, cacimba, ele ; o sobrad* sao
est assoalhalo, mas est todo travejado, casa
todas as portas e janellas do exterior, alaga-a*
tudo : a tratar na ra do Mondego, olaria a. 13.
Aluga-se ama casioba neo Coelboe da Boa-
Vista ; a tratar na ra do Mondego, alaria a. 13.
Alugam-se duas easas novas aa roa doa
Pnzeres do hairro da Boa-Vista : a iralar casa
Jos Carneiro da Cunha.
Engomma se perfeitamenle e asuil* ca
coota : oa roa dos Prazeres o. 35.
Precisa-se de orna ama qaa saiba coeasr
e engommar ; na ra N,ova n. 5.
c


DIAJUO 91 IB1NA11G0. r- SEGUNDA IA 16 I SETfilURO DI U61.

36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
PROGRESSIVO
ELIXIR DE SALDE
Citrolactato de ferro.
Vnico deposito na botica de vloa<\u\m MartinVio
da Cruz Crrela em Pernambuco.
A, F. Duarte Almeida, socio que foi do armazem progresso, faz sciente aos seus fre-
guezes que tendo separado a sociedade que tinha com seu ruano, ach*-& de uovo estable-
cido com dous aceiados armazeus de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes
de Souza, o o Sr. Paulo Ferreira da Silva; o primeirona razo de Duarte A Souza, e osegundo
na de Duarte Almeida & Silva: estes estabelecimntos offerecem grandes vantagens ao pu-
blico, nao s na li ti pez a e asseio com que se acham montados, como em communidade de
preco, pois que para isso resolveram os proprietarios mandarem vir parte de seus gneros
em direitura, afina de terem sempre completo sortimento, como tambem poderem offerecer
ao publico urna vantagem do menos 10 por cento do preco que possam comprar em ouira qualquer parte, por isso desojando 01 proprietarios acredi-
taren seus estabelecimntos tem deliberadgarantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j poder ver o
publico que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas poueo prticas, em qualquer um deslesestabelecimntos, que sero tao bem servi-
dos como se viessem pessoal mete, na certeza de nunca acfaarem o contri rio de nossos annuncios, e assim fundados as vantagens que oflerecemos,
pedimos a todos os senhores da prac,a, senhores de engenho e lavradores que mandem ao menos suas encommendas a* primeira vez, afim de experi-
mentar, cortos de continuaren!, pois que para isso nao pouparo os proprietarios torcas para bem servirem aquellas pessoas que frequentarem nossos
estabelecimntos, abaixo traoscrevemos algumas adigSes de nossos prtgos, por onde ver o publico que vendemos baratissimo, attendendo as boas
qualidades de nossos gneros.
Manteiga agleza especialmente escollhida a 900 rs. a libra e em porcjio ter abatimento, recommenda-se aos apreciadores destete ge
ero que mandem ao menos experimentar, serios de nada perderem pois para isso confirmamos o que levamos dito.
dem IraOCeza a melhor do mercado a 640 rs. a libra e em barris a raatfHe 600 rs. a libra
i, na ySSOn e pretO o melhor do mercado de 1*700 a 2800 e em porjao ter abatimento, e afianca-ce a boa qualidade.
Presunto fiambre inglez e bamburguez a 900 rs. a libra e em porfi a 800 rs.
Presuntos portuguezes vindos do Porto de casa particular a 560 rs. por libra e inleiro a 460 rs.
Marmelada dos melnores autores de Lisboa premiada as exptotces universaes de Londres e Pars a 19800 a lata.
CaixaS COm estrelinha pevide e rodinha a 7#000 a caixa e 800 rs. a libra e em porcao ter abatimento.
Latas de ameiXaS franceas com cinco libras a 49000 e l?000 a libra.
PaSSaS em caixinbas de oito libras, as melhores do mercado a 2*000 e a 400 rs. a libra e caixa de urna arroba a 79000.
Espermacete Superior 720 ral em caixa a 740 rs. a libra.
Conservas francezas inglezas e portuguezas a eoo e soo rs. o frasco.
ErvilnaS portuguezas e francezas a 800 rs. o frasco afianca-se serem as mais bem preparadas que tem vindo ao mercado.
Lata COm bolaxinha de SOda de diversas qualidades, a muito nova a 19450. e grandes de 4 a 8 libras de 25C0 a 4500.
VinhO em garrafas Duque do Porto, Porto fino, genuino, nctar, Careavellos, Madeira secca, Feitoria e Gamones a 19200 a 19300
a garrafa e a 139 a duzia.
Vmho em pipa proprios para pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 39800 a 49800 a caada.
Latas COm frUCtaS de todas as qualidades que ha em Portugal de 700 a 19000 a lata.
Fera em CaixaS de 4 a 8 libras a melhor que se de desejar e tem vindo ao mercado de 49 a 69 a caixa e 19280 a libra.
CorinthiaS em frascos de 1 1j2 a 2 libras de 19600 a 29200.
Latas COm peiXe Savel pescada e outras muitas qualidades o mais bem arraojado que tem vindo ao nosso mercado de 19400 a 19600
Caf dO RlO o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
H. Inerme (de Chale) antigo pharmaceutico aposenta boje urna nova preparaeode (erro
com o oome de elixir de citro-lactato de ferro.
Parecer ao publico um luxo empreitar-ie um memo medicamento debaixo de formulas (ao
variadas, maso homem da ciencia comnrehende a necessidade e importancia de urna tal varie-
dade.
A formula um objecto de multa Importancia em therapeulica ; um progresso immenso,
quando ella, maniendo a esseocia do medicamento, o torna agradare!, fcil epossivel para todas as
idades, para todos os paladares e para todos 03 temperamentos.
Das numerosas preparares de ferro at hoje coohecidas nenhuma rene lio bellas qualida-
des como o elixir de cilro-lactacto de ferro. A teu sbor sgradavel, rene o tomar-se em urna pe-
quena_dose, e ser de urna prompta e fcil dissolucio no estomago, de modo que completamente
assiffiilado; e o nao produzir por causa da lactina, que conlem em sua composico, a constipadlo de
veotrefrequeotemente provocada pelas outras preparares terroginosas.
Estas novas qualidades em nada alteram a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
substancia da qual o medico se nao pode dispeusaa em sua dioica, de iocomparavel utilidade
qualquer formla que lhe d propriedades laes, que o prstico possa prescrever sera receio. E' o
que conseguio o pharmaceutico Thermes com a preparado do citro-lactaclo de ferro. Assim este
medicamento occupa hoja o primeiro lugar entre as numerosas preparacdes ferrogiaosas, com o
atiesta a pralica de muito mdicos dislinctos que o tem ensaiado. Tem sido empregado como im-
menso proveito as molestias de languidez (colorse paludas cores ) na debilidade subsecuente as
hemorrhagias, as hydropesias que apparecem depois das intermitentes na incontinencia: de urinas
por debilidade, as peroles brancas, na escrophula, no rachitismo, na purpura hemorrhagica, na
convalescencia das molestias graves, na chloro anemia das raulheres grvidas, em todos os casos
em que o sangue se acha empobrecido ou viciado pelas fadigas, affecfoes chronicas, cachexia tuber-
culosis, cancrosa, yphililica, excessos venreos, onanismo e uso prolongado das precaocdes mer-
curiaes.
Estas enfermidades sendo mu frequenles e sendo o ferro a principal substancia de qu Jo
medico tem de langar ralo para as debelar, o autor do citro-lactato de ferro merece louvores e o
reconhecimento da humanidqde, por ter descoberto urna formula pela qual se pode sem rertio
usar do ferro.
Frascos de amendoa
com 2 libras, proprias para mimos, por serem muito bem enfeitadas e de superior qualidade a 39 cada um.
Vinagre branco o melhor que temos tido no mercado a 400 rs. a garrafa e 29560 a caada.
LOmbOS de porco, paios nativos, chouri$as murallas e outras qualidades, o melhor que se pode desejar de 600 a 19280 a libra.
VinnO BordeaUX de boa qualidade a 800 e 1* a garrafa e de 89500 a 109000 a duzia,
MaSSa de tomate em latas de urna libra do mais acreditado autor de Lisboa e vinafca pr imeira vez a nosso mercado, de 19 a 19980.
Banha de porCO refinada a melhorque se pode encontrar neste genero a 480 rs. a libra e 460 em barril.
CervejaS das melhores marcas 500 rs. a'garrafa a 59000 a duzia da branca.
Vinagre puro de Sboa a 240 rs. a garrafa e 19850 a caada.
Doce da gOaba da Casca em caixo a 19 e em porco a 900 rs.
Azeite doce purificado a 800 rs. a garrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas.^ r
GognaC a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 *Jaw.
U1JOS SU1SS0S chegados ltimamente a 500 rs. e em porcao teta abatimento, afianza se a boa qualidade.
Genebra de Hollanda a 600 rs. o frasco a 69500 a frjsriueira com 12 frascos.
PalltOS llXadOS para denles a 200 e 160 rs. o majo com 20 macinhos, e flor a 280 rs.
dem do gaz a 39000 a groza e 280 a duzia de caixas.
Chocolate o mais superior que temos tido no mercado porluguez. hespanhol e francez de 19 a 19200 a libra.
Azeit onas as melhores e mais novas que tem vindo a nosso mercado a 19200 a ancoreta do Porto, e a 1960O as de Lisboa.
AmendoaS chegadas no ultimo navio a 480 rs. a libra e em porgao ter a batimento.
AlpiSta o mais limpo que tem vindo ao mercado a 180 rs. a libra e 59500 por arroba.
A lm dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sortimento de ludo tendente a molhados.
Consultorio medico cirurgico
3-H\LVD\ GLO*I\ C YS Y UO FVM> YO--3
Consulta por ambos os systemas.
Em consequencia da mudanga para a sua nova residencia, o propietario desle estabeleci-
mento acaba de fater urna reforma completa em lodosos seus medicamentos.
O desejo que tem de que os remedios do seu estsbelecimenlo nao se confundam com os de
nenhum outro, visto o grande crdito de que sempre gozaram e gozara ; o proprietario tem tomado
a precaugao de inscrever o seu nome em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos todos aquellea que forem apreseotados sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar queira ter maior certeza acompanhar urna conta assignada pelo Dr. Lobo Mosaozo e em pa-
pel marcado com o seu nome.
Outro sim : acaba de receber de Franca grande porcao de lindura de acnito e belladona, re-
medios estes de summa importsncia e cujas propriedades sao to conhecidas que os mesmos Srs.
mdicos allopathas empregam-as constantemente.
Os medicamentos avulsos qur em tubos qur em tincturas cuslarao a 19 o vidro.
O proprietario deste estabelecimento aonuncia a seus clientes e amigos que tem commodos
sufficieotes para receber alguna scravos de um e outro sexo doentes ou que precisem de alguma
operadlo, affiancando que serio tratados com todo o disvelo e promptidlo, como sabem todos
aquellos que i tem tido scravos na casa do anouncianle.
A situadlo magnifica da casa, a commodidadedos banhos salgados sao outras tantas vanta-
gens para o prompto restabeleciment dos doentes.
As pessoas que quizerem fallar com o annunciante devem procura-lode manhaa at 11 horas
e de tarde das 5 em dianle, e fora destas horas acharo em casa pessoa com quem se poderlo en-
ender : ra da Gloria o. 3 casa do Fundi.
Dr. Lobo Motcozo.
HOT
expsito de candieiros
ECONMICOS
0 .yift&i
O proprietario desle eslabeleciacoto avisa ao
ubltco que contina a ter uro riqaisstmo e a-
riavel sortimento de candieiros para todos os ser-
vidos que se precisar, como um grande deposito
de gaz da melhor qualidaie que tem apparerido.
e experimentado pelos compradores, condecidos
verdadeiramente economices.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Na ra Nova o. 20 a 24.
Aluga-se a loja do sobrado silo na ra las-
perial n. 162, notamente acabada, com* accom-
modages para grande familia ; a tratar da roa
Direita, padaria n. 8 i.
Aluga-se a casa da roa o Tambia o.30, te
ra do Rosario da Boa-Vista n. 14.
Aluga-se urna excellente casa de
campo com todas aa commodidades de
familia, com sitio grande, cocheira, es-
tribara etc., a cata construida ha pou-
eo tempo com terraco a roda, sita na
entrada do Poco: a tratar com os pro-
prietarios N. Bieber & C, successo-
res. ra da Crux n. 4.
O Sr. Brasilisno Francisco de Paos Barrete
tenha a bondade de vir fallar oa loja do Gctsmco.
relojoeiro, na rus Nova n. 21, fisto ignorarse
aonde o mesmo senhor mora.
O Dr. Joio Ferreira da Silva, de volts de
sua riagem, est morando na roa larga do Ro-
sario n. 20, e cootina no exercicio de saa pro-
fisslo, dedicando-se especialmente a ara tica da
operaces cirurgicas.
Compras.
Compra-se patacoes hespanboes ao cunta
de Carlos III e IV : ra nova o. 23 loja.
Compram-se dous caixoes que tonham s.Jo
de taberna, de amostras, e que sjam novos, 4o
gosto moderno ; a tratar na padaria do pateo da
Santa Cruz n. 6.
Vendas.
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DA
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i JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
CHAPAS E&ilHA$
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
De Ricardo Hirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
Com estas Chapas-elbctro-magneticas-epispasticas obtem-se urna cura radical e in-
fallivel em todos os casos de inflammac,ao ( anuaca oti falla de respirarlo ), sejam internas ou
externas.como do flgado, bofes, estomago, baco, rins, ulero, pello, palpitado de coracio, gar-
ganta, olhos, erysipela, rheumatismo, paralysia e todas as affecedes nervosas, etc., etc. Igual-
mente para as diferentes especies de tumores, como lobinhos escrfulas etc., seja qual fr o seu
tamanhoe profundeza por meio da suppura^ao serao radicalmente extirpados.
O uso dellas aconselhado e receiudas por habis e distinctos facultativos, sna efficaia in-
contestavel, eas innmeras curas obtidas o fazem merecer conservar a confianca do publico
que j tem a honra de merecer, depois de 24 annos de existencia e de pratica.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo todo o cuidado
de fazer as necessanas explica$6es, se as chapas sao para homem, senhora ou crianca, decla-
vando a em que parte do rorpo existe, se na cabeca, Descoco, braco coxa, perna, p, ou tronco
do corpo, declarando a cicumferencia: e sendo inchac.6es, feridas ou ulceras, o molde do seu
manho em um ped?0 de papel e a declaraeao onde existera, afim de que as chapas sejao da
torma da parle affectada e para serem bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil
As chapas serao acompanhadas das competentes explica$es e tambem de todos os acces-
orios para a collocac3o deltas.
Consulta as pessoae que o dignarem honrar com a sua confianza, em seu esariplorio, que
se achata aberto lodos os dias, sem excepeo, das i horas da manhaa s 3 da larde.
||9 Ra do Parto ||
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
E em MUA
Fara as encommendas ou informac,5es dinjam-se a pharmacia de JosAlexandre |Ribeiro,
ra do Qbeimadon. l5.
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Na loja de 4 portas da ra do Queimadb o. 39,
icha-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de roupas feitas, paracujo fim tem mon-
tado urna officina de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfeito meslre indo de LisFoa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se lhe
encommeode; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Ulms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fardoes com superiores preparas
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinos que de
14 vieram ; alm disso fiz-se mais cassquiohas
para montarla, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantea de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singelos ou
bordados a espequilha deouro ou prals, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estyl de Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas at hoje, assim como tem muito ricos
desenos a matiz de todas as corea proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na meama casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiangando
!|ue por tudo se flea responsavel como seja boas
szendss, bem feito e bom corle, nio ge falta no
dia que se promelter, segundo o systema d'onde
veio o meslre, pois esptra a honrosa visitados
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
recebeu um completo sortimento de gollinhas de
missanga, sendo de todas escores
No dis 12 do correnle desappareceu do
quintal da casa n. 13 da ra da Matriz da Boa-
Vista um cavello casianbo escuro, pequeo, tem
o p direito branco ; quem o achar pode leva-lo
i ra do Crespo, loja n. 18, que ser recompen-
sado.
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loja e armazem
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40Roa do Queiiiadt10.
Deposito do becco da Congregarlo, le-
treiro verde.
VENDE-SE O SEGUISTE :
Para casamentos.
Ricos cortes de vestido de tilo ou blond de se-
da branca com ramo e capelli, o mais modero?
e superior que ha no mercado.
Para bailes.
Lindos cortes de vestidos de fil ou blond i*
seda branca bordados a branco.e cores.
Ditos de larlilana branca bordados a branco
cores.
Ditos de cambraia branca bordados a braica
com muita elegancia.
Saias bordadas.
Ricas saias de cambraia branca bordadas '-,m
o mais apurado gosto e mais finas que ha no mer-
cado.
Ditas de dila recortadas mais b*.ratas.
Para baplisados.
Ricos corles de vestido de cambraia branca
bordados com muita elegancia, o mais modero*
e mus superior que ha no mercado.
Manteletes.
Ricos manteletes de seda de cores e pre;os
bordados e lisos com enfeites, bem como arren-
dados, por precos commodos.
30000 a pega.
Pe^as de cambraia lisa larga fina com 6 a 6 1,1
varas, muilo barato.
Lenco*.
Ricos lencos de cambraia de linho bordados a
3$, 4$ e 5S cada um.
Chalet.
Ricos chales de touquim brsncos bordados de
pona redonda e de 4 ponas.
Alem das fazendas scima mencionadas tem um
grande sortimento de todas as qualidades. jae
nao possivel mencionar-se pelo grande espa;o
que lomaria.
Vende-se urna casa terrea por pre^o cf>m-
modo, na povoago de Muribeca junto a igreja :
quem qaizer comprar dita casa, dirija-se a povoa-
gao dos Afogados, ra do Hotocolomb n. 51,
enlender-se com a sua proprietaria Henriquela
Margarida.
600 rs. a groza.
As mais superiores o afamadas peonas de a;*
denominadas langa ; na ra do Queimado n -ib.
*
mo&o MW
DO DR. CHABLE
MEDICO E PROFESSOR DE PHARMACIA, DE PARS,
DAS ENFERMIDADES
PLUS DE
COPAHU
BEXL'AES,
Citrato do ferroChable.
Xarope mui preferivel ao
Copah'tba e as Cbe-
las, cura immediatamen-
te qualquier purgacao ,
relxaco e debilidade, e igualmente fluxos e
flores brancas das mulberes. joct.ao de
chabic. Esta injeccio benigna emprega-se mes-
mo tempo do xarope de citrato de ferro, urna vez
de manba, e urna vez de larde durante tres dias;
ella segura a cura.
rARA 0 TRATAMENTO PRMPTO CURATIVO
D.1 TODAS AS AFFECCOES CUTNEAS, VIRUS
DEPURATLF
da SAIVG
E ALTERA^OES DO SANGUE.
Depurad* o de anjue.
Xarope vegetal sem mer-
curio, o nico conhecido
e approvado para curar
con promptidad e radi-
calmente impigens, pstulas, herpes, sarna, co-
mixes, acrimonia e allera^des viciosas do san-
gue ; virus, e qualquer aQecao venrea. Ba-
sti* mineraea. Tomao-ie dous por semana, se-
guindo o tratamento depuialivo. Paanada an-
tiherpetiea. De um efleito maravilhoso as af-
fecdes cutneas e comizdes.
iiemeri'ohid*..Pomada que as cuaa em 3 dias.
O deposito e na ra larga do Rosario, botica, de liartholomco Francisco de Souza, n. 36.
Sirop du
dtFORGET
JARABE DO FORGET.
Este xarope esta approvado pelos mais eminentes mdicos de Paris,
_ orno sendo o melhor para curar constipacoes, tosse convulsa e outras,
atleccoes dos bronchios, ataques de peito, irritacoes nervosas e insomnolencias: urna colberada
pela manh, e outra nolte sao sufflcientes. O elTeito deste excelente xarope satisfaz ao mesmo
lempo o doente e o medico.
O dapotita na ra larga do Rotarlo, botica de Bartholomto Francisco de Soma, n. 56.
1* PRIMVERA.
216Ra da Cadeia do Recife165
LOJADEMIUDEZAS
' DE
|Fonseca & Silva!
| Toalhas, lengos e fronhas de labyrin-
[ iho de diversos gostos, que a vala se
dir o prego, espelhos dourados a 800
rs. a duzia, penlea para tranca a 1^400
a duiia, caixas de raiz a 19400 a duzia,
filas de linho branco a 440 rs. o mago,
fiveUsdouradas para caiga a 640 rs a
duzia, pentes de ta^aruga virados a 5j>
cada um, botoes para caiga pequeos a
a 160 rs. a groza, argolas douradas a
I55OO a duzia, bolea para punhos duzia
de pares a 3#, ditos para casarequea a
240 rs. a duzia, grampos enfeitadoa a 480
rs. o par, caixas com apparelbos de bo-
necasa 1#,S8 e 39 cada urna, caivetes
de 2 folhaacom pequeo toque a lg200
rs. a duzis, ditos grandes de 2 e 3 fo-
Ihas a 2$ e 3{, papl amlsade a 600 rs.
o pacole, meias de todos os Unannos
para meninos a 1(800, 89,2*200 e 2&100
a duzia, ditas para meninos a 2$, 2*400
e 29600, penlea de roassa virados a 800
rs. cada um, escovas com espelho para
cabellos a 800 rs. cada urna, troco gros-
so a 400 rs. a peca e finos a 140 rs., fi-
las de velludo de n. 6, 8 e 10 a 1*2(10 a
peca, sabo inglez a 1*600 a duzia, tin-
leiroscom figuras bromeados a 500 e
800 rs. cada um, chapeos de sol de seda
para senhoras e meninas a 3, escencia
de ssbao para tirar oodoas a 1$ o vi 1ro,
pentes de tartaruga para tranga a 3(500
cada um, voltas de coral com dous los
compridos a 2*500 cada urna, ditas de
tres flos a 35, booecos de choro a 320,
500, 800, 1* e 1S400 cada um, cadeiras
douradas com pomada a 800 e 1| cada 1
urna, colheros de metal principe para
cha a 29 a duzia, ditas para sopa a I
355OO a duzia, ditas para terrina a 2* ca-
da urna, caixinbas com perlences para
senhoras a 240,320, 500, 640, 800 e 1*
cada urna, colherea de metal para cha a
320 e 500 rs. a duzia, bahuziohos com
espelbos contendo perfumaras a 59 ca-
da um. caixinhas de vidro a 2*500, cai-
xas com espelhos e perfumaras, pro-
prias para toilele de senhora a 69 cida
urna, bem como muitos objectos de gos-
to e outraa miudezas por pregos com-
modos.
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3


IiRIO DI KAMM06O. U. fi*GUNI>* NHBl 16 M 9ETMEBR 0| lltU*
i
Acaba de
chegar
ESO.
largo da Penlia
Francisco Fernandes Duarte, proprietario deste
armazem de molhados, partecipa aos seas freguezes, assim como aos senhorea da praga, da enge-
nho e lavradores que d'ora em Tanto quizerem-se afreguezar oeste estabelecimeuto, que se acha
com ura completo sortimento de gneros os mais ooros que ha no mercado e por serem a maior
parte delles vndos de conta propria, est porlanto resolvido a Tende-los por menos 10 por ceoto
do que em nutra qualquer parte, afianzando a boa qualidade e acondicionamento, assim cerno ser-
vir os portadores menos pralicos to bem, como se os seohores viessem pessoalmente, para o que
nao se poupar o proprietario em prestar toda attengao, afim de contiooarem a mandar comprar
suas eneommeodas, serlos de que, toda e qualquer eacommenda comprada neste estabelecimento
ac) npinhar urna conta impressa com o mesmo titulo de armazem Progresso.
Manteig* taglexa perttiUmente or1JOo0 ra.. m*, vnde-
se por este prego nicamente pela grande porgo que tem e sefor em barril se (ara abalimento
NI Anteiga traueexa 640 ., libr, e om Hrta. 560rs.
*-* lia liyaSOn 0 meinor que ha na merci(i0 a 25600 a libra.
dem preto. imo, libr8
Queijos do reUo ch9gados 0MU ultiino Tapor 2#40o.
dem prato a 6()0 ra lnteIro a 640 r9 a 1bra
laem siusso, 6J0 rs libra em por5So se fJ1 a batiment0-
Prewmto de hambre iBgliI, 700 rs., ,ibra
Prezunto de lamego a 480 ,bra inteiro. 440 .
^ a mala nova que ha no mercado a 160 rs. a libra, e em arroba a 4J5O0.
Cspermasete. 760 rl.. 1bra. em i 740 r..
L,atas coa bolaxiuYia de soda de de[ttrenle qvulidades. 1S400
L,atas com peixe em posta de lUl qutlldadM. ljMoo.
\zeU011as mito aovas. lgooo 0 barril,. ritalh0 B 3S0 rf., garra(a.
Doce de Wpereae em latlai d9 21lbr por 1|m
a Hbra<
Baaba de poreo refinada a 430 rs.. ,,, em .m a 440 rs
iHa^a ae \Omate a mais novado mercado a 900 rs., a em lattas de2libra por 1JJ700.
r* OS ac 101111)0 a prjmeira Tez qu9 rietim a e8ie mercado a 640rs. a libra.
Caoaticas e paios muit0 a0VQS a 560 r8., Ubra.
Palito* de deat* Uxadoscom20macinho.por200r$.
Chocolate franca. um rs.. libra> ditl0 porluguez a 800 rf>
Mal* nielada imperial d0 afaaiad0 Abreu a de outros muitos fabricantes de Lisl
a 1000 rs. a libra.
W lftllOS Ca^aV Calados Porlo> Bordeauz.Carcavellos, e moscatel a 1000 a garafa
w muos em pipa de 500> 560 e 640ra a garrafa> em canadas, 3350043000 4m
V inagte de Lisboa 0 mai9Superior. ato rs.. guh.
^^ das miis acreaitidas marcas a 5 a duzia, e em garrafa a 500 rs.
> ua psra so?a a j,,is nova qu9 na D0 mercado a g4Q rSj a bra>
K?vivHas trncelas 6i0 ri laUa.
Mvol o de a aeadoa a 800 r9.. libri dita com casta, 480 ri.
L\OZ,CS mIl0 DOvas a 120 rs a libra>
ftstaauaspladasa240rsaIibra;
t^aie milil0 superiora240rs a libra, e a 7 aarrob:
\ VPA7
- **"* do Maranho 3tf em arroba, e em libra a 100 rs.
Fumo amerieaao a l$a Iibrase torem porgaoS9 far abatimaQl0.
Sevadinaa d9 FnDQa. m rl> alibra>
**** muilo novo a 320 rs. a libra.
* oiaciano de LUboa a 360 ri a librae al08 a arroba#
FavinHa do Maraat, ni) w.. 1br,
loucinh ingUz m n ubr>
Passas cm eaixiuVias de8 ,. ,, MJ. ,.
.... ,1'1,.e?enj8nte0s eros mencionados encontrar o respeitavel publico ludo quaoto pro-
curir tendente a molhados. ir
;-S ^^^6^?^>?^
ARMAZEM
DE
ao novo armazem
DI
BASTOS k RE60
Na ra Nova junto a Con-
ceigo dos Milita-
res n. 47,
Um grand e variado sortimento da
roupas (eitas, calcados a fataadaa e todos
estes sa vendem por pregos muito modi-
ficados como da seu coitume.assim como
aejam sobracaaacoa de superiores pannos
a casacos (eitoa pelos ltimos figuriooa a
M, 18. SO a a 35, paletots dos masmos
pannos preto a 16J, 18|. 10 a S4,
ditos de casemira da cdr mesclad a da
nof os padrdes a 14. 16, 18fc 30 24,
ditos saceos daa mesmas caaemiras de co-
res a 9, 10, 12 9 a 14, ditospretoa pe-
lo diminuto prego de8, 10, el$, ditos
de sarja de aeda a sobrecaseeados a IS,
ditos de merino de cordo a 12, ditos
de merino chinez de apurado ansio a 15,
ditoa de alpaca preta a 7, 8, 9 e a 10,
ditoa saceos pratoa a 4, ditoa de palba da
aeda fazenda muito superior a 4500, di-
tos de brim pardo e de fuslo a 3500, 4
e a 4500, ditoa de fusilo branao a 4,
grande quaolidade de calcas d e casemira
preta e de cores a 7, 8, 9 e a 10, ditas
~ardas a 3 a a 4, ditas de brim de corea
-nasa2f500, 3, 3500 e a 4f, diUsde
brim brancos finas a 4500, 5, 5500 a a
6, ditas de brim lona a 5 a a 6f, colletea
de gorgurao preto e de corea a ufe a 61,
ditos de casemira de cor e pretos a 48500
e a 5, ditos defustao branco e da brim
a 3 e a 3500, ditos de brim lona a 4J,
ditos de merino para luto a 4 a a 4500,
caigas de merino para luto a 45500 a a 5f,
capas de borracha a 9. Para meninos
de todos os tamanhos : caigas de casemira
prefa e da cor a 5$, 6 e a 7, ditaa ditaa
de brim a 2}, 3 e a 3500, paletots sac-
eos de casemira preta a 6f e a 7, ditas
de eor a 6 e a 75, ditoa de alpaca a 3,
sobrecasacoe de panno preto al2e a
14, ditoa da alpaca preta a 5, bonels
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
baados lisos a 8 e a 128, ditos de gorgu-
rao de cor e de lia a 5 e a 6, ditos da
brim a 3, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptiaados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deiiam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade; assim como recebe-se toda equal-
quer encommenda de roupaa para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande oficina de al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
pela sua promptidaoe pereico nadadei-1
xa a desejar.
^anvwaHeM-sieaKeieewaissieS
Enfeites riquissimos.
Vendem-se ricos eofeites de retroz, sao os me-
mores e mais modernos que ha no mercado, pelo
barUissimo prego de 8: na ra do Queimado
n. 22, na loje da boa f.
A loja da baodeira
[Nova loja de funileiro da]
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos di Fonseca participa a
todos os seus freguezes tanto da praca
cmodo malo, e juntamente orespeita- 5
velpublico, quelomou a deliberago de S
bauar o prego de tolas as suas obras, por S
cujo motivo tem para vender um grande 1
sortimento de babs e bacas, ludo diferentes amanhosede diversas cores
em pinturas, e juntameute um grande 1
sortimento de diversas obras, contendo
banheiros e gamelas grandes e pequeas,
machinas para caf e camas de vento, o
que permite vender mais barato possivel,
como sej abanas grandes a 4 e peque-
nos a 600 rs., bacias grandes a 5 e pe-
queas a 800 rs,,cocos al a duzia. Re-
cebe-se um oficial da mesma officina
w para trabalhar. r
mmtmmxezm m mmmmm
Aos senhores selleiros.
ualidade a 1800 o co-
l n. 17, a primeira loja
Ourello preto de boa q
vado: ni roa doQueimad
passando a botica.

P.OTJPA F
DE
ioaquim Francisco dos Santos.
JA DO OUEIAIADO 40
S?!?^1? do ,b?cco da Conrega5o letreiro verde, i
que tem um dos melhores professores. porn,edi". 'ontade dosfreguezes, para o
Madapolao coqueiro
a 3 a pega, com pequeo defeito : na ra do
Queimado n. 17, a primeira loja passando a bo-
tica.
~iVenot'se uma Pe1aena taberna na ra Im-
perial n. 254, propria para algum principiante, e
a casa tem commodos para familia : veode-se a
dinheiro ou a prazo : quem pretender, pode di-
rigir-89 ao argo da ribeira n. 1.
BB^H ^MB3H BM
^"^.r^rlkA0^356 WS2 Pifos da setim preto
Sobrecasaca de dito, 35 a 3S00
Palitotsde dito e de cores, 35, 30
25S000, 10#, 18 e '20000
Dito de asimira de cores, S2000,
15, 12, 7 e- 9J000
Dito de aloaka preta golla da vel-
ludo, francezas 11000
Ditos de merin-sltim pretos e da
cores, 98000 8000
Ditos de alpaki decores, 5 e 3500
Ditoa de dita preta, 9, 7. 5 3500
Ditos de briat.de cores, 5, 4500
?8000 e 3#500
Ditos de bramante dalinho branco
6JO00. 5000 e 4.000
Oitos de merino de cordo prato,
153000 e 8,ooo
balsas le casimira preta a decores
12. 10, 9e 85000
Ditas de orinceza a merino da aor-
dao pretos, 5, 650O a 4500
Ditasde brim branco da cores.
58000. 4500 e f500
Ditas de ganga de cores 35000
Goiutes de velludo preto e de eo-
m2 ai*.0' b?rdaao9.12, 95 a 8000
O tos d, casem ra preta e de cores,
usos a bordados, 6. 5500,5 e 3500
5000I
5000i
5000i
3000^
2200]
18280;
22(M)|
3000<
1800
Ditos de seda a setim branco, 6 a
Ditos da gurgurao de aeda pretos e
de cores, 75000,6000, a 4
Ditos de brim e fustao braneo.
350O. 28500 e
Seroulas de brim de linho, 2 e
Ditas de algodSo, 500 e
Camisasde peito de fusto branca
a de cores, 25400e
Ditas da peito de linho 58, 45 e
Ditas de madapolao branco a da
cores, 3, 2500, 2 a
Chapeos pretos de masaa.francezea,
ormasda ultima moda 105,8500 e 7000<
Ditoa de sol da aeda, inglezea a ?
francezes, 14 125,115 e 7000>
tonarinhos de linho muito finos
novosteitios.daullima moda SSOO^
Ditos de algodao i^t
Relogios de uro, patentes hort- ?
aontaes, 100, 90, 80 e 7000o!
Ditoa de prata galvanisadoa, pe- ;
tente hosontaes, 408 301000*
Obras de ouro, aderecoa a malos
aderecos, palseiraa, rozetas a
anneis
Toalhas da linho. duzia 10000 6 a 9*000"^
Has grandes para mesa a 4000 a 5000]
Grande sorlimeoto
Fazendas de todas as qua-
lidades.
Na loja n. 23.
GURGEL 4 PERDIGAO'.
Vestidos de blonde, ditos de seda, di-
tos de phantasia e de cambraia bor-
dados.
Lazinhas, sediohas de quadros e
cambraia3 de cores padrdes modernos.
Na loja n. 23 da roa da Cadeia.
Manteletes, capas compridas moder-
nas, lalmasdefile polonezaade gosto.
Fil, larlatana, organdys com novos
padres, cambraia com lista de cor o
mais moderno e fasendas para luto.
I Ka loja n. 23 da roa da Cadeia.
Saiasbalao, manguitos, gollas, pen-
tes de tartaruga, leques, perfumaras,
lengos de linho e luvas de pelica.
Chales de todas as qualidades, gros-"I
deoaales, chita francesa, cambraia i
branca, chapeos, butioas, etc., etc.
EAU MINERAL
NATRALLEDE VICHY
^Sv^a^Lm^"'"*neeia ru* da Crw n. 22
Ruada Senzala N o va n .42
Vanda-sa em casada 8. P. Jonhstoa 4C.
sellinsa silh5asQglezes,candairo a easticaes
bronzaados,lonas nglazas, fio dTU(ehiet
paraetrro, amoniaria.trreiospara arroda
tul adous cvalos ralogioida ouro piianti
nglax.
Cintos dourados e enfei-
tes de cores.
A loja d'aguia branca acaba de recabar palo va-
por inglez os bonitos cintos dourados com fivelas
de novos e delicados moldes, assim como liados
enfeftes de gestos novissimoseioleiramente agr-
daveis, e como seu cosame, est vendando lu-
do mais barato do que em outra qualquer parta
!
Calcado
45 Ra Direita 45
Magnifico sortimento.
Semprecondeacendeole e prazentaire com oa
treguezes que Ihe ttazem dinheiro, o propriau-
no deste grande estabelecimento continua a of-
lerecer ao publico, por precos mdicos e sempre
inferiores aos e outio, o as bella sorliaaento
de calcado frasees, inglez a brasileiro e vejam:
Homem.
BorzegaAaa Vctor Emmanuel. 10000
cauro de porea. .... 1OJ0O0
Gravatinhas de raz de
coral,
3506
58500
58000
58O00
48800
4500
48000
38200
2240
lord Palmeraton (bezerro .
divanea fabricantes [lastre)
JohBHaweii. .....
apatoes Naotes (bateria inteira). ,
palala.........
zapatos tranca fportuguezes). : .
(francezes).....
9 entrada baiza (sola e vira). .
nruito chique (uma sala]. .
Senhoras.
Borzeguina primor fJoM. ....
brilhsutina......
gaspa alta.......
baiza. ;....;
W. 32, 33, 34.....
decores 32,33.34. .
Sa patos com aalto -Uoly). .....
francezes fresquinhoa. .
31,32. 83 e 34 lustra. .
E um rico sortimento de couro de lustre
zorrofrancez, marroquim, sola, vaquetas, cou
rnhoa, fio, tanas ele., por menos do que qual-
quer ootro poda vender.
t ""SL'n S,aM AaTaojson, Howie 4 C, ra do
Trapiche Novo n. 42, veode-se :
Rolhas de cortina finissimas.
Lona e fille.
Fio da vela.
Superiores tintas de todas as cores.
Sellins, silhdes, e arreioa para carro ou cabriole!
Vende-se uma machina para coser toda a
qualidade de costura'.: a tratar na ra da Penha,
sobrado n. 2.
BOIlitOS tOUCado-
res de arma cao e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
A loja d'aguia branca acaba de receber mui
bonitos toucadores de armagao preta, torneada,
e gaveia com embutidos e machetados que os
tornam mui elegantes, os quaes servem ezcellen-
temente para os seohores acadmicos, gabinetes
de senhorss, salas de dotraz, e de rapazessollei-
ros, e pelos precos de 8, 2 e 10, sao baratissi-
mos na verdade, e quem os vir na roa do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16, se agradar, o
tnfallivelmente comprar.
Lindas c '
com necessarios para costura
Acaba de chegar para a loja d'aguia branca mui
liadascaixinhas matizadas.com espelho, tesoura,
caivete, agulhela, agulheiro, dedal e ponteiro,
ludo praliado e de aparado gosto, emfim orna
caixioha ezcellente para um presente, e mesmo
para qualquer senhora a possuir, e vendem-se a
10 e 12 : na lo4a d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos fiotssimos de linho proprios
para os tabaquistas por serem de cores escuras e
fizas, pelobaratissimo prego de 6 a duzia ; na
ra do Queimado n. 22, na bemeonhecida loja da
boa 14.
Lencos de cam-
braia com padres de se-
da a 2$500 a peca.
Na loja d'aguia branca lambem se vende mui
bonitos e finos lengos de cambraia imitando seda,
isso pelo baratissimo prego de 2500 a pega de
10 lengos. E' essa uma das pechiochas que custa
apparecer, e quaodo assim approveitar-se da
occasio, porque elles servem taoto para algibei-
ra como para meninos, e quem os vir na loja
d'aguia branca, na ra do Queimado n. 16, ter
vonlade de comprar mais de uma pega, tal a
bondade delles.
greaiBSiesie egetfeew crema**.
o toelhw que possivel. Vanda-se mui bonitas
gravatinhas de raz de coral com daaa a tres
voltea e lagos as pon tas, sendo ellas bastante
eempridae, avista do que sao Baratsimas a
11500 a 3000: assim bom a barato so na loja
d'aguia branca, ruado Queimado n. 16.
Saias de cordo.
Superiores saiaa de cordo a 3, 3500 e 4,
ditas alcozoadas muito auperiorea a 5; nana
do Queimado n. 22, loja da boa f.
- Fazendas baratas.
Vendem-se ricos corlea de phantasia com ba-
badoa muito bem bordadoa a 8, ricos cortes da
cambraia, fazanda inteiramente nova com 2, 3, 4
5 babadas a 35 e 39600, ditoa de salpicos a 25
com 10 covados, pecas de cambraia a 1800, di-
taa muito finas s 28500, 3 e 350r), organdya de
Attencfto
Fazendas e rou-i
pas feitas baratas
NA LOJA DE
ceza com 7 babados a 250O, luvas de seda a 500
rs
-j. o pa-r, enfeites de cores a 4, 45500, 5500 .
65, aintoa para aenhora a2300 e 3, muito ricos,
saia balo de 20 a 40 arcos a 3 e 3500 : na ra
da Imperatriz, loja armazenada de 4 portas n. 56.
de Hagalhes & Mandes, a qual est aberta das 6
horas da manba s 9 da noite.
im mil
cob: Nova pechincha a 400 rs,
o covado.
Veode-se lazinhas enfeatadas ao gosto chi-
nez as mais modernas que tem viodo pelo dimi-
nuto prego de 400 rs. o covado : na ra da Im-
peratriz n. 60, loja de Gama & Silva.
Novaremessa a 3,000, na
lok do Pavao.
Acaba de ebe^r uma porgo de madapolao
francez entestado com 14 jardas que se vendem
a 3 a pega : na ra da Imperatriz n. 60. loja de
Gama & Silva.

i Nova california |
DE S
Fazendas baratas. S
Ka ra da Imperatriz n. 48, junto a*
padaria franceza.
Cortes de cambraia branca com babadi- O
nhos 4 e 49500 auperior 5, cambraia li-
9 za com 8 1(2 vara 3, 3500, e 4, ditas de 9
Escossia 5, e 6, ricos enfeites para se-
9 nhora 6 e 68500, sintos os mais delicados
para senhora 2500. 3, chapelina para cri-
anga gosto inglez 3i5O0, 4, para baptisado
< 3, cortes de vestido de seda Escosseza de
bonitos gosto 12 estao se acabando, ri-
9 eos lengos delabyrotho 1, 18200. chapeo %
de sol para senhora de bonitaa cores, liaos 9
9 5, cabo de marfim 5500, cortes de cam- #
braia brancos com ffdr de seda 5. risca- 9
do francez 200 ris o covado, completos. 9
9 sortimentos de baldes de arcos 3, sorti- (>
menlos de meias para menino o menina #
SJ 200 e 240 ris o par. chalea de larlatana
@ de cores a 640 ris, lengos branco com bar- #
ras 160 ris chitas inglezss a 180 e 200 rs. #
dita franceza a 240 e 280 rs. o covado *J
pegas de cambraia de forro com 9 varas #
A a 2 : junto a padaria franceza n. 48. asi
Superiores organ-
dys.
Na Iojo da boa f, na ra do Queimado n. 22
vende-se fioissimo orgaodys de muito lindos pa-
dres, pelo baratissimo prego de 720 rs. a vara
fazenda de i200, e quem nao andar muito de-
pressa flear sem a pechincha ; os ra do Quei-
m**"\n. 22, na loja da boa f.
\ '
Vestidos brancos
bordados.
Ainda restam alguns corles de vestidos brancos
bordados que continuam-se a vender pelo bara-
tissimo prego de 5, com 2 e 3 babados, de gra-
ga : na ra do Queimado n. 22, na bem conheci-
da loja da boa f.
Arados americano Je machina-
par a lavar roupa:em cas a de S.P .Jos
nhston & C. ra daienzala n.42.
Attenco
Malas, saceos de viagem, se-
lias e silhdes e relogios pa-
ra algibeira patente.
No leilao que va ter lugar ter9a-fei-
ra 17 do crrente na ra da Cruz n.
15, se vender' sem reserva de preco
um lindlssimo e variado sortimento dos
artigos supra mencionados, para o
quaes se chama a attencao dos compra-
dores e desdeja podem ser examinados.
Pegas da fita dalinho brancas e da co-
rta a 40
Croza de penas de ago muito finas a 500
Frascos de opiata para limpar denles a 400
Cotos com baiba muito boa a 640
Eapelhoa da colunias msdeira branca a l5C0
Carteiras para guardar dinheiro 500
Rialejos para meninos a 40
Baralho porluguez 120
Varas de franja para cortinados a 240
Groza de botoes de louga brancos a 120
Tesourasmuito finas para unhas e coi-
tura a 400
Caizas de charutos de Ha vana muito su-
pora a 4000
Carlas muito finas para voltereta o ba-
rato 24* 320
Varas 4a Meo largura de 3 dedos 1 ISO
Garrafas cam agua celaste para cheiro 1500
*ialejoaco>*voze para meninos a 100
Roa do Oueimado d. 10,
loja de l portas
de Frreo Matia,
vendem-se barato as seguintes fazendas, para li-
quidar.
Cortes de casemira finos de eor a 3500 o 4.
Ditos de dita ditos da cor preta a 5 e 6.
Ditoa de brim de puro lioho a 1600 e 2.
Panno preto, azul, verde e cor de caf, covado
a SfOOO.
Cortes de superior velludo de cor a |f e 5000,
Manteletes de fil preto bordado a 4.
Visitas de seda abertaa a (116 a 4.
llantas de dita ditaa a fil a 4 e 5.
Riquissimos cortes de seda a 80, 90 a 100.
Ditos ditos de dita a 15, 20 e 25.
Chales eoaa palma de seda a 2 e 250O.
Cortos de cambraia bordada a 1800.
Lengos bordados com bico, duzia a 1J500 a 2.
Chales de touqorm a 15 e 30.
Ditos de merino bordado a 4, 5 e 6.
Chitas francezas, qualidade superior, covado
a 240 rs.
Ditas inglezas, cores fizas, covado a 160 rs.
Lengos de seda da India a 1.
Cambraias lisas muito finas, com 8 varas a'oe-
gaa3500e4. v
Cszaveques e espiabas de fusto braneo a 82) e
9J000. ^
Meias de algodao cr auperior fazenda a 4.
Chapeos a Garibaldi a 14 e 15.
Enfeites e chapees travista a 9,10 e 12.
Uerneslina, riquissima fazenda para vestido
de senhora, covado a 400 e 500 ra.
Ambrosios, idem idem, covado a 500 rs.
Mimos do co, covado a 500 rs.
Sedinhas de quadros, covado a 700, 800,900 e
iu(U.
Manguitos de cambraia bordados, um 500 rs.
Gollinhas idem, uma 320 rs.
Superio's espartilhes para senhora a A$.
Brim branco de linho, vara a 700, 800 e 1.
Pechincha
Tasso Irmos acabara de receber nova porgo
de chicotes inglezes para carro, cabriole!, mon-
taa e caga. Os Srs. donos de cocheiras teem
boa occasio de supprirem-se de bons e baratos
chicotes.
Trapiche
Baro do Livramenlo.
Largo da assembla n, 15.
Ha continuamente para vender, neste novo es-
tabelecimento o seguinte :
Cara de carnauba em porges ou a retalho,
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em caizlnhas de 1 arroba a 4.
Barricas com sebo do Rio Grande em porges
ou a retalho.
Vela* da carnauba pura em calzinbaa do 1 a 2
arrobas.
Meios de sola, differenlee qualidades, em por-
ges ou a retalho.
Couriohos curtidos.
Farinha de mandioca por 1500 o sacco.
Farello em saceos grandes por 3800 o sacco.
Ray mundo
Car loa Leite <
Irmio recebe-
ra m pela bar-
ca Clarisaa vin-
da ltimamen-
te de New-
Tork.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
m elhora dos
com novos
aperfeigoa-
mentos, fazendo paspento igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparoa para as masmos como agulbas, re-
trozes em carriteis, linha de todas escores tudo
fabricado ezpressamente para as mesmas ma-
chinas.
wmmmmmmm mmmm
[48- Ra da Imperatriz48j
Juuto a padaria franceza.
Acaba de chegar a este estabeleci-
mento um completo e variado sortimento
i de roupas de diversas qualidades como
sejam : grande sortimento de paletots
de alpaca preta e de cores a 3 e 3500,
! ditos forrados a 4 e 4500, ditos france-
zes fazenda de 10 a 6j>500, ditos de me-
rino preto a 6, ditos de brim pardo a
33800 e 4, ditos de brim de cor a 3500
ditos de ganga de cor a 3J500, ditos de'
alpaca de lata araarella a imilagao de pa-
lha de seds a 3500 e 4. ditos de meia
casemira a 4500, 5J e 5500, ditos de
casemira saceos a 13g, ditos sobrecasacos
a 15, ditos de panno preto fino a 20
22$. 28$. ditos brancos de bramante
3500 e 4, caigas de brim de cor a 11800
23500, 3, ditas brancas a 3 e 49500, di-
tas de meia casemira a 3500, ditas da
casemira a 6500, 75500 e 9, ditas pro-
les a 4S500, 7500.9 e 10, colletes de
ganga franceza a 1600, ditos de fustao
2*800, ditos brancos a 2J800 e 3, ditos
de setim preto a 3500 e 4500. ditos da
gorgurao de seds a 4500 e 5, ditos de
casemira preta o de cores a 4500 o 5
ditos de velludo a 7, 8J e 9.
Completo sortimento de roupa para
meninos como sajam calcas, colletes, pa-
letots, camisas a 1800 e2,ditas defustao
a2500, chapeos francezes para cabeca
fazenda auperior a 650O, 83500 a loa
ditos de sol a 6| e 6500, ditos para se-
nhora a 4J500 e 5.
bmmhmim m ptmsmmm
Tachas e moendas
Braga Filho & C. tem serapre no seudapo-
sito da ra da Moada n 3 A, um grandaaor-
mento do tachas e masadas para ongenho da
muito acreditado fabricante Edwin Mawatra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapicha
a. 4.
ISintos e enfeitesl
> dourados
} e de outras muitas qualidades que se &
I vende por menos que em outra qualquer 1
' par:e: na loja da ra do Crespo n. A,
de Leandro & Miranda.
lival sem segundo.
Na ra do Queimado n. 55. loja de miudezaa
de Jos de Azevedo Mai e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos pregos abaizo declarados pa-
ra apurar dinheiro, pois o que muito precisa
garante tudo perfeito, pois o prego admira ;
Linba do gaz superior para marcar, no-
velo a
Dita do gaz brancas e de cores, novelo a
Dita de carretel muito boa, carre'tels
Nvelos de linha do gaz brancaa a 10 e
Carreteis com linha preta muito gran-
des a
Varas de franja deli muito bonitaa a
Pegas de tranga de la muito bonitaa a
com 10 varas a
Parea de metas croas para menino a
Ditos ditos de cores todos os tamanhos a
Ditos de.cores para meninas a
Duzia de meias cruas para homem a
Cartesde linha Pedro V com200iar-
daa a
Caixaa com tisses para acender chara-
toa a
Caizaacom phosphoros de seguranga a
Duna de phosphoros do gaz a
Fijas para enriar vestidos muito gran-
des a
Frascos d'agua da colonia muito supe-
rior a
Ditos comcheiros muito fino a
Dara de meise para aenhora o methor
que ha a
Pegas da trancinha da lia soriidaa a
Sabonetas superiores a muito graides a
droza de ha toas de osa* para calca send
paqaano a
Dita de ditos graodea a
Tr5i0on Port0 8BPerll>r ?"
1W| tav aj
40
30
30
20
160
100
200
200
160
120
2400
80
40
160
240
80
400
*oo
3#000
50
190
120
240
Encyclo-
pedica
Li*}a de fazendas
[Ra do Crespo numero 17.
DE
Guimares & Villar.
Para acabar com certaa fazendas ven-
demos baratissinos :
Chapelinas de seda de riquissimos costos
a 12 cada uma.
Ditosdepalhade Italia a 28.
Gollinhas e manguitos de punho de su-
perior qualidade a 3.
Cassas decores fixas e delicados padres
a 280 rs. o covado.
Sedas, cambraias, cassas, chitas e tudo
quinto pertence para adornos de se-
nhora porbaratissimos pregos.
Calgado Meli de 2 solas e sola fina.
' Para homens.
Grande aortimento de roupas feitas
Ah_,J>i?,_"e todas as qualidades.
is eS
Miaf
10
Relogios,
Vnda-a sm easa de Johnston Pater d C.
ra doYigario n. 8 um bello sortimento da
wlogiosdeouro,patoBte ingles, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
uma variadade de bonitos tranceJins para os
masmos.
Cestinhas de Hamburgo.
Sns loja d'aguia de ouro, ra do Cabug 0.
finV. ITi91^ "J" c<>v>lto aortimento de
tP.mn?S?I"deescola. assim como maiores cem
?Z?, .ri'Ap,f* ompraa. b.l.ioa proprias
mn?ik!n^d,l08propri08 P'rafaquairos, diUs
S?niil0? 1' Md**<> de meninoa, aU-
S "i?iCI,,,0i que8e Tendea por pw-
Bom e assim barato
ninguem deiza de comprar ama pasta oara na-
uLZrT!^ > "A-*-- hrSca.P.acrh.P-2e
mdav^i. f,no per"*tM' 6 ln4ice d ""
muflaveis, pela q.e se tornam de rauita atili-
rn!a6 W**00 Pf^ da HOPO cada uma
convida a aproveitar-se da occasio em que se
ano ellas vendendo por motado do que sem-
pre costuran ; aaaim dirijam-ss a rea do
Wueimado, loja d'agua branca n. 16, que ser*
mu servido.
r
^


DU1I0 91 PlftsMMBBCO. SEGRDA ULA 16 08 S1TEM1RO DI 1881
Queijos do serto
mallo dovos, chegados ha poucos dias a 560 rs.
libra : na ra da Imperatriz, loja de miudezas
bu mero 89.
Feijo amarello
de Lisboa, superior qualidade ; vende-se na
ra da Madre de Dos o. 8.
Attenco.
**>adTrapicben.46,exneaaa deRo r o
Rooker & C., existe ana boa sortimento de 11-
nhas;de cores e brancaaem carreteis do melhor
tbricantedelnglaterra,asquees se Tendero por
MCOi muirazoaveia
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
Sara contas e facturas, papel mata-borro; ven-
e-se na loja d'aguia branca, ra do Queimado
camero 16.
i
daco de certas?
fazendas finas. :

RA. DO CRESPO N. 17.
Riquissimas chapelinss de seda para
senhoras, de diversas cores a 13$.
Cassas de cores bonitos padrdes a 240
W rs. o covado.
9 Cassas e organdys de cores a 180 rs. o
covado.
Chitas de4odas as qualidadea e prego.
Mui ti s i mas fazeadas finas que se ven-
aera por presos baralissimos para liqui- #
en. dar, do-se amostra das fazendas. a-

Potassa da Russia e cal de
No bera conhecido o acreditado deposito da rea
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadera potassa da Russia, nova e de superior
quahdade, assim como tambera cal virgem em
padra ; tudo por pregos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
mmim low-mog
Rna daSeozalla Nava n.42,
ueste stabelacimento contina ahavarum
eompIetosortiiMntodemoendaMBiiasmoefl-
d paraaugenho.ssachinas ala vapor etaixai
la ferro batidos coado.de todos ostamanhos
P*ra dito,
O torrador! I
M Largo do Terco M
Quem duvi Jar veoha ver; manteiga Ingleza
r^lla^nle.lor a W a libr. fice" a 640 e
a wo a libra, batatas muito aovas a 80 rs. a libra
assim como se torra massas muito finas para sopa
a mbj res a libra e ontros mnitos gneros perten-
centes molhados, (a dinheiro vista.)
Millio e farelo.
Vendem-se saceos grandes cora mho muito
bom e fareloa 4*500: na taberna grande daSo-
Jedade, e ra da Imperatriz n. 4, junto a ponte, e
tambera farinha a 1*800 a sacca.
PHARMACIA-BARTBOLOME0
Roa larga do Rosario n.36
Rob l'Affecteur.
Pillas de Allexou.
Pilulas americanas.
Vermfugo inglez.
Pilulas Holloway.
Ungento Hollovray.
_ Vendem-se globos paracandieiros, e bom-
bas de japi, mais barato dHue em outra qual-
quer parte : na ra larga do**>sario. n. 34.
faHtlt
DA
VICTORIA
DB
Fajoses Jnior
Na ra do Queimado n. 75,
junto a loja de cera.
Esta loja acha-se provida de um completo sor-
timento de miudezas para vender, tanto por ata-
cado como a retalho, por presos muito baratos,
como abaizo se vero, s para quem comprar, vic-
toria sempre cootar.
Clcheles francezes bons em carto de urna car-
reira a 40 rs.' e duzia 400 rs.
Ditos tambera bons de duas carreiras a 80 rs.
e 900 rs. duiia.
Ditos da trra em caixinhas a 800 rs. a duzia.
Agulhis francezas boas a 120 rs. a caiza com 4
papis.
Ditas as melhores que se encontrara a 240 rs.
a caixa com 4 papis.
Ditas em papel avulso a 40 rs. o papel.
Ditas para enfiar a 40 rs. cada orna.
Linha victoria em carritel com 200 jardas a 60
rs. e duzia a 640 rs.
Ditas de 200 jardas, de Alezander a 900 rs. a
duzia.
Ditas de 100 jardis brancas e de cores a 30 rs.
o carritel.
Ditas de Pedro V, em cartio com 200 jardas a
60 rs. a carto.
Ditas de peso verdadeiras miadas grandes a
240 rs. a miada.
Ditas de meada cabera branca e encarnada a
120 rs. a meada.
Ditas do gsz brancas e de cores a 800 e 900 rs
a caiza cora 50 novelloe.
Papis com cento e tantos alQnetes a 40 rs. e
duzas 400 re.
Alfinetes francezes cabeca chata a 120 rs. e
carta.
Ditas para armarles a 2j}600 o mago.
Cordio imperial para vestido a 40 rs. a pega.
Enfiadores de algodao a 60 rs. eada um.
Caivetes finos de duas folhas para penna a
200 rs. cada um e duzia a 2g000.
Ditos de cabo de viado de urna folha de 160 rs.
cada um e duzia If600.
Ditos mais ordinirios a 120 rs. cada um e du-
zia a 1J200.
Lia de todas as cores para bordar a 65500 a
libra.
Pentes muito bons de baleia para alisar a 220,
340 e 280 rs. cada um.
Ditos os melhores e maiores que se encontrara
a 800 re.
Ditos transparentes muito bons a 400 rs.
Meias cruas brancas e de cores para hornera a
160, 200,240 e 280 rs. o par.
Ditas pratas para hornera a 120 rs. O par.
Ditas para senhoras a 240, 280 e 310 rs. o par.
Ditas brancas cruas e de cores para menino a
160, 200,240 e 280 rs. o par.
Ditas pretas para eenhora a 200. e 240 rs. o par.
Enfeites de vidrilho a 1J800 rs. cada um.
Ditas a Imperatriz muito lindos a 8$ cada um.
Cintures de seda com borracha para homem a
320 cade um.
Ditos de algodao 2*0 rs. cada um.
Cintos muito lindos para senhora 11800. 2|,
2*500 e 3 cada um. *'
Franjas de bolotas branca* e de coree para cor-
tinados 49 a peca.
Ditas de algodao para toilha a 29800 a peca.
Ditas de iinbe para easaveqoe a 120 rs. a vara:
E outra* multes miadezae que se tornaro en-
fdenlo menciona-las >fianc.and-se, porm, que
me se deizari de vender a quem trouier dinhei-
ro na loia da Fajozes Jnior na ra do Qaeima-
do n. 75.
Na ra da Cruz n. 10, casa de
Kalkmann Irmaos &C, tem ex-
posto um completo sortimento
de amostras de objectos de bor-
racha, proprio para machinas de
engeahos, sendo crrelas para
transmittic movimento, canudos
de borracha de qualquer com-
prime nto e groisura, pannos de
borracha, rodetas de dita, so-
bre ditos artigos tomam-se en-
commendas.
A2$ o corte
de caiga de meias casemiras escuras de urna s
cor ; m raa de Queimado n. 22, na loja da
boa, f.
A 2#500

Em casa de Kalkmann Irmaos
&C, na ra da Cruz n. 10, exis-
te constantemente um completo |
sortimento de
Vinhos Bordeaux de todas as
qualidades.
Dito Xerez em barris. ,
Dito Madeira em barris e caixas.
Dito Muscatel em caixas.
Dito cbampanhe em gigos.
Cognac em barris. gjfc
Cerreja branca.
Agua de Seltz.
Azeite doce muito fino em caixas..
Alvaiade em barris.
Cevadinba em garrafes.
Vende-se urna boa armago de amarello,
toda envernisada, que serve para qualqeer asta-
belecimento, e por preco razoavel: na ra do
Crespo n. 15, loja.
Atlencao
Vendem-se caixdes vsios proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a 1 $280:
quem pretender dirija se a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem os tem
para vender.
Luvas de Jouvin.
Goes & Bastos, na loja da ra do Queimado n.
46, deve receber hoje pelo vapor francez as me-
lhores luvas de Jouvin, assim como tambem tem
de camurga branca.
9MHM-MS HIHtteWeftK
jAinda ha pe
chincha.
Chegou a ra do Crespo as 8 2
- loja de 4 portas, um sortimento 3
H de cassas de cores fixas e lindos
j padroes que se vendem a 2*0 rs.
o covado, d3o se amostras com
penhor.
mmmmm mmmmmm
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabugi n. 1 B,
vende-sea verdad eir raiz de coral a 900 rs. o fio.
Caixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug D. 1
B, chegado de sua propria encommenda muito
lindas caixinhas de costura com msica *Dropria
para mimo, Vendem-se os engenhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dotw mil pes:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
Lencos brancos.
Vendem-se lencos brancos proprios para algi-
beira, pelo baralissimo prego de 29400 a duzia :
na ra do Queimado n. 22, loja da boa .
! Attenco f
jComos cobres a procura-jj
) remeomp-amtudo quej
i enconcrarem.
}Na loja de miudezas da ra da Im-#
5 peratriz n. 58, junto a 8
| loja do Pavao.
| Bicos e rendas de seda, bicos e ren- A
>das de algodao, Otas de seda Usas e la- 1
vradas, fitas de velludo, trancas de dito,
f froco de todas as cores, trancas de laa, #
k boloes de seda para casaveque, ditos de m
>' vidro para dito, pentes para prender ca- W
bello, pentes para alisar, luvas de seda
l para senhora, meias de algodao para ho- fjk
>mem e senhora, e outroa muilos objec- S
tos proprios de loja de miadeza que se- w
P ria enfadonho menciona-los, que scom A
k k vista e desejo do novo dono deste es- -afc
' Ubelecimento nao deixar de fazer ne- 1
f gocio visto estar disposto a vender mais
1 barato do que em outra qualquer parte, tk
Chapeos para senhora.
Ricos chapeos de seda e de reliado para se-
nhora, pelo baralissimo preso de 15 e 16|: na
ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Luvas de Jouvin.
Continua-se a vender as superiores luvas da
pellica de Jouvin, tanto para homem como para
senhora ; na ra de Queimado n. 22, na leja da
boa f.
Chales de merino estampados, que em outras
lojas se vendem por 4* e 5 na loja da boa f
na ruado Queimado n. 22, vende-se pelo bara-
lissimo preso de 2|5O0.
S Gama & Silva.
Grande exposico de fazendas
baratissimas, na ra da Im-
peratriz n. 60, loja do
PMTAO.
Vende se cortes de phanta-
sia, fazenda de muito gosto
com babados pelo diminuto
preco de 4(500; na ra da
Imperatriz n. 60, loja que tem
um pavao do lado de frr, (is-
to para nao haver engaos.)
3(500.
Vende-se ricos cortes de cambraia de aeda
com avental ouduassaiaa a 3J5O0 : na ra da
Imperatriz n. 60, loja do pavio.
3,200, 3,500 e 4,000.
Vende-se fioissimos cortes de cambraia bran-
ca e de cor com dous e mais babados pelo dimi-
nuto prego de 3200, 3g5O0 e 4|: na ra da Im-
peratriz d. 60, loja do pavao.
A 15(000.
Vende-se Onicissimos cortes de cambrsia bran-
ca com bordado muito delicado proprios para
baile ou casamento a 15j: na raa da Imperatriz
n. 60, loja do pivio.
IXova pec\kiuclia.
Vende-se floissimas pesas de cambraias fran-
cezas de carocinhos com 1? Ij2 varas pelo dimi-
nuto preso de 88 a pee, ditaa das mesmas com
8 3|4 varas pelo preso de 4$ a pega, tambem se
vendem das mesmas a 500 rs. a vare, sendo
brancas e de cores ; na ra da Imperatriz n. 60,
loja do pavao.
PuptUna a 1HO rs.
Vende-se pupelina de quadrinhos a imitagio
de sedinhas de quadro pele diminuto preco de
280 rs. o covado: na ra da Imperatriz n. 60,
loja do pavio.
C\\a\y a 500 re.
Vende-se chaly moito fino a 500 rs. o cora-
do : na roa da Imperatriz n. 60, loja do pavao.
Sedas a ovado.
S?e*le gr08den,Ple prto muito encorpado
a l6O0 e 1&8O0, ditos de tores azul, cor de rosa
e cor de cana mais barato que em outra qualquer
parle ; na ra da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Sedas de (\uadrinA\os.
Vende-se sedaa de quadrinhos fazenda muito
eocorpada a 500 e 640 rs o covado : na na da
Imperatriz n. 60, loja do pavao,
Manguitos de l a 500 rs.
Vende-se manguitos de fil muito bem enfei-
tadoa a 500 rs.: na ra da Imperatriz loja do
pavao.
Chitas francezas a 200 rs.
Vende-se chitas francezas muito finas e largas
fazenda de 360 o covado a 200 rs. por ter um
pequeo toque de mofo, afiaosando-ae que solta
logo que seja lavada a primeira vez : na ra da
Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Cassas com salpico graudo a
20 rs.
Vende-se cassas com aalpicos graudos e listras
a 200 rs. o covado. fazenda muito nova : na ra
da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Cassas pintadas a 240 rs,
Vende-se cassas pintadas n.uito miudinhos
padroes a 240 rs. o covado : na loja da ra da
Imperatriz onde est o pavo.
Sentido ao Pavo.
Vende-se neate ealabelecimeoto um grande e
variado sortimento de fazendas tanto para ho-
rneas como para senhoras, de todas as fazendas
se do amostras com penhor ou mandam-se le-
var em casa das familias pelos caixeiros da casa,
assim como o respeitavel publico achara todos os
dias uteia este estabelecimento aberlo das 6 ho-
ras da maoha as 9 da noite.
Cera de carnauba.
A. dinheiro.
Vende-se urna pequea porso de cera de car-
nauba muito boa, que se acha depositada no ar-
mazem da Companhia Pernambucana comino-
do prago.
Vende-se em cess de Adamson, Howie &
V-, ra do Trapiche Novon. 42, biacoitos inglezes
sonidos, em pequeas latas.
Mames e mais Majaes.
Majaes. Majaes.
Macaes. Macae.
Ma Macaes. Mac3es.
Majaes. Macaes.
Sodr & G. alm do grande deposito
que ja tinham deste genero tornaram a
receber hontem 4 do crvente 37 caixas
com maqaes e esto vendendo a canes
por 14$ e o freguez comprando mais
de urna se fara' aba ti ment.
Para acabar.
Cortes de cassa franceza de 2 saias e 3 folhos,
com 12 e 15 varas a 8#500 e 45, lindos cortes de
la para vestido com 24 covados a 5, pesa de
cambraia lisa com 8 e9 jardas a 29500, 38000 e
39500, chita larga franceza, covado a 200 rs ,
cassas escuras francezas, corado a 240 : a ellas,
que em vista da redugo em preso, pouco pode
aturar : na ra do Queimado n. 44.
Madapolo
francez iofeatado a 3*000 a pesa, ehega para to-
dos por ser grande porso: na ra da Impera-
triz loja de 4 portas n. 56.
Vendem-se 4:600 varas de relos de panno
fino e de casemirs, pretos edeedres proprios pa-
ra manufacturar sapatos de transa, ou para An-
gola onde sao bastante apreciados : na ra Nova
n. 18
Vende-se um negro de naco, bom cozi-
nbeiro e mamheiro, de idade de 40 annos, a-
aogando-se sua boa conducta, um dito da Costa,
mojo, e que se emprega em ganhos na ra : a
tratar na loja da rna da Cadeia do Recife n. 64.
Baldes para meninas.
Vendem-se baldes para meninas, de todos os
tamaitos, de madapolo e de mussulioa a M e a
49 : na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Mantas de retroz para gra-
vatas.
Vendem-se mantas de retroz para gravitas,
tanto pretas como de corea a 500 rs. : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Meias baratissimas.
A 29400 a duzia de parea de meias brancas 11,
as para homem : na ra do Queimado n. 22
na loja da boa j.
Ricos cortes de vestidos bran-
cos bordados.
A' loja da boa f na ra do Queimado a. 22,
chegou aove sortimento da ricos corles de vesti-
dos brancos bordados com 2 e3 babados, os quaw
continuara a ser vendidos pelo baralissimo preco
de 59 cada corte : na ra do Queimado i. 22, na
bem coaheeida laja da boa tt.
eohertos adescobertosr paqueaos grandes, da
ouro patento inglez, para boaeme senhora de
na dos melhores fabricantasde Liverpool,vin-
dos palo ultimo paquete ingles : em casada
Sonthsll Mellor &C.
Carros e carrosas.
Em casa de N. O. Bieber
A C. successores ra da Cruz
numero 4.
Vendem-se carros americanos mu elegantes
e leves para duas e 4 pessoas e recebem-se en-
eommendas para eujo fim eilea possuem map-
pas com varioa desenhos, tambem vondem car-
rosas para condueso de aasuoar etc.
N. O. Bieber & C, soceessores, ra da Croa
n. 4, tem para vender relogios para algibeira de
ouro e prata.
Gravatas da moda.
Vendem-se gravatinhas estrellas muito supe-
riores, tanto pretas como de ores, pelo beratis-
aimo preco de J9; na ra do Queimado n. 22,
na loja da boa f,
Bramante de lioho muito
superior.
Vende-se superior bramante de lioho com duas
varas de largura, pelo baralissimo preso de 2J40O
a vara : na ra do Queimado o. 22, na bem co-
nhecida loja da boa f.
Superiores tiras
bordadas.
Na loja da boa fnarua do
Queimado n. 22 se encontrar um bonito sorti-
mento de superiores tiras ricamente bordadas
que se vendem pelo barato preso de 39000 45O0O
e 59000 ris a pesa, adverttodo-se que ha mais
de urna pesa de cada padro, quem mais de*pressa
andar melhor servido ser, na rna do Queimado
n. 22 na loja da Boa-F.
Fil liso e tarlata-
na branca a 800
ris a vara.
Vende-se fil liso muito fino e assim tambem
tarlatana branca moito fina, tanto urna cousa co-
mo outra sao proprias para vestidos, nao s para
bailes como para assistir-se a casamento, andera
antes que se acabe na ra do Queimado n. 22
na loia da Boa-F.
Oh que pechincha
Magalhaes & Alendes
receberam novo sortimeolo de fazendas, a ser :
lazinhas enfestadas muito finas a 400 rs. o cova-
do, fusto para vestidos a 320 o covado, popeli-
nas a imitaco de sedinhas de qnadro a 260 rs. o
covado, chitas francezas finas a 220, 240, 260 e
280 o covado, ditas inglezas a 160, 180 e 200 rs.
o covado, sedinhas de quadros muito encorpadas
a 640 o covado, ditaa a 560, cortes de caaemira
eofestada a 49 o corle, covado da mesma a 29400,
cortea de colleles de velludo a 29500, ditoa de
gorguro a 19800: na ra da Imperatriz, loja
armazenada de quatro portea n. 56, de Maga-
lhaes & tiendes.
Vende-se carne do serto muito gorda a 320
a libra, linguicaa de dito a 320 a libra, vinho, a
garrafa a 440, em caada a 3360 ; no Recife,
ra da Senzala Velha, taberna n. 102, esquina de
becco Largo.
Manteiga ingleza flora
1,000 rs. a libra.
Franceza a 640rs. a libra : na ra das Cruzes
n. 24, esquina da travesaa do Ouvidor.
Fio de algodao da Baha.
Contina o deposito do mesmo no escriptorio
de Marques. Barros & G.; esta fazenda vende-se
maia barata para liquidar-se conta de venda.
Vende-se um bom engenho na freguezia
da Escada, em cuja propriedade j se est levan-
tando outro por ter para isso as proporsies ne-
cessarias e offerecer muitas vantagens por ser
ao p da via frrea, ter boas trras para safrejar
2 a 3 mil pes, boa casa de vivenda, senzala,
bom cercado e ezcellenle d'agua : a tratar com
Manoel lves Guerra, na ra do Trapiche n. 14.
Escravos.
Vende-se urna negra muito sadis, com 3 flihos,
um de 6 mezes, outro de 3 anuos e outro de 8,
urna excellente escrava, que se vende por seu
dono ter de retirar-se da provincia : ra do Sebo
numero 35.
Pentes de tartaruga e en-
feites para cabeca.
Vende-se na loja de Nabuco & C. na
d ra Nova n. 2. ricos pentes de tartaruga
a para transas, ditos para alisar e enfeites
de froco, fitas e vidrilhos dos melhores
gostos posiivei e por preso commodo.
Casemiras a
4.000 o corte, na
loja do Pavo.
Vende-se fimssimos cortes de aasetni-
preco de 4/jf o corte para calcas, assim
como tem das mesmas para vender a
2#V00 rs. o covado proprias para pa-
letots, calca e collete, recommenda se
muito esta fazenda aos Srs. alfaiates que
costumam a fazer roupa para vender,
porque tao cedo nao acbam urna pe-
chincha igual : n ra da Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva.
champagne
de Chaleau Laronzire, em gigos de 15 garrafas
(9 grandes e 6 pequeas) a 15$ cada um ; na
prasa da Independencia n. 22.
Cintos.
Vendem-se cintos de todas as cores com ri-
cas Arelas para aenhora e menina a 2#, bandos
de dina para marrafa a 500 rs. o par, enfeiles
para cabesa, decores e diversas qualidades : na
ra da Imperatriz, loja da boa f n. 74.
Vendem-se luvas de esmursa para militar
a 1J800 o par ; na ra do Queimado o. 29, ar-
mazem de fazendas de Joo Jos de Gouveia.
Vende-ae 3 escravos de bonitas figuras, com
idade de 11, 16, 20 e 24 annos, todos pardos,
sem o menor defeito e por barato preso : na ra
das Cruzes n. 35, segundo andar.
Azeite e Trelo
Vndese azeite de coco a 440 a garrafa, farelo
a 20600 a sacca, gomma a 80 rs. a libra ; na
tiavessa do pateo do Panizo n. 16, casa pintada
de amarello.
Para os balese theatros.
Riquissimos cintos dourados com lindas fivelas
tambem douradas e esmaltadas, e com ricas pon
l8s para cahirem sobre os vestidos, muito pro-
prios para as senhoras que tiverem de ir aos bai-
les e theatros ; vendem-se pelo baralissimo pre-
so de 4$, 5S e 6JJ: na ra do Queimado n. 22,
na bem conhecida loja da boa f.
4120 rs. o papel.
Agulhas Victoria
vende se na loja Esperanca ra do
Queimado n. 33 A.
WjBMM.
Garrafea com 5.garrafas de superior vinagre,
pelo diminuto preso de 1&200 cada um ; admi-
ram-se? vende-se na travessa da ra das Cru-
zes n. 6.
Peitos de esguio de algodao
para camisas a 500 rs.
Na loja d'aguia branca vende-se muito bons
peitos de esguio de algodao para camisas a 500
rs. cada um, dinheiro a vista : na loja d'aguia
branca ra do Queimtdo n. 16.
Pentes de tartaruga virados e
direitos.
Vende-se muito bonitos e fortes pentes de tar-
taruga virados e direitos, de moldes e desenhos
delicados e pelos baralissimos presos de 125,10S
e 83 uns, 59 e 4$ oulros ; assim como outros a
imperatriz (o melhor que possivel fazer-se em
tal genero) a 189. Na verdade quem coohece o
bom admira a liraitacao de taes pregos vista
das obras e por isso dirijim-se com dinheiro a
loja d'aguia branca ra do Queimado o. 16, que
sera duvida achiro barateza, agrado e since-
ridade.
Arroz de casca,
saccas de 32 coias, vende-se mais barato do que
em outra qualquer parle; no armazem da ra da
Madre de Dos n. 8.
Lencos a 320 rs. na loja
do Pavao.
Vende-se lencos grandes de cambraia de seda
de varias cores e com flores fazenda que sempre
se venden a 19, est se torrando a 320 rs. : na
rna da Imperatriz d. 60, loja de Gama & Silva.
A 19000.
Um resto de lataa de mermelada de Lisboa e
do Rio Grande do Sul, de 1 112 libra a 29 cada
lata: na prasa da Independencia n. 22.
Tijolos baratos.
Avisa-se s pessoas que tiverem de edificar,
que no Giqui, sitio que foi da finada D. Archan-
'}, se vendem os melhores tijolos que aqui se
fabricara, pelo preso mais commodo possivei ;
assegura-se ao comprador aerem feitoa do melhor
barro conhecido geralmente como tal.
Farelo.
pechincha,
Vendem-se borzeguins para senhoras, de ns.
31,32, 33 e 34, e em bom estado, a 49560: na
loja da travessa da ra das Cruzes n. 2.
Aos terceiros da
veneravel ordem deS.
Francisco.
J chegou a verdadeira estamenha de la, na
loja de 4 portas, rna do Queimado n. 39, e se
apromptam hbitos desta fazenda a 409, e tam-
bem ha de algodao que se apromptam a 28$ cada
un, e se vende a fazenda por mdico preso.
Gaz liquido.
Em casa de Samuel P. Johoston & C, rna da
Senzala Nova n. 42, vendem-se latas com 5 ca-
les de Kerosine.
SABAO
Joaquim Francisco da Mallo Santos avisa aos
seus fregueses desta prasa e os de fra, que tem
exposto venda sabode sua fabricadenominada
Reaireno armazem dos Srs. Travassos Jarrior
A C, na ra do Amorimn.58; massa amarella,
caatanha, prata e outras qualidades por menor
Eraso que de outras fabricas. No mesmo arma-
em tem feito o seu deposito de ralas de cantan-
sasimples sem mistura alguma, corno as de
composico.
Luvas de pellica.
Novo sortimento d tavaa de pellica chegadas
no vapor inglez para a loja d'aguia branca, na
na do Queimado o. 16.
Deposito de farelo de Lisboa, saccas de 90 ll-
oras, o melhor que vem ao mercado : no estabe-
lecimento de molhados da ra da Imperatriz n.
4, junto a poole, o preso 49500.
Attenco
Vende-se confronte o porto da fortaleza das
CncoPontasoseguinte : carrocas para boi, dita
fiara cavallose para agua, carrinhos pira traba-
bar na alfandega e carrinhos de mo, rodas pa-
ra carrosas e para carrinhos, eixos para ambos,
torradores para caf com fogo, boceas de tornos,
bandeiras de arcos de todas as qualidades, do-
bradisaa de chumbos de todos os tamaohos.fecha-
duras de ferrolhos, tranquetas, ferro de embutir
de todos os lmannos, ferrolbo de chapa.
Cheguem (alifornia.
Esto-se acabando os tapetes para sala a 39500
rs.: ra da Imperatriz n. 48 junto padaria
franceza.
Superiores organdysa
720 rs.avara.
Vendem-se finissimoa organdys de moito bo-
nitos padroes, pelo baralissimo preso de 720 rs.
a vara, fazenda que sempre se vendeu por
I92OO, assim pota, quem quier comprar fazenda
fina muito bonita e muito barata chegar i ra
do Qneimado n. 22, na bem conhecida loja da
boa f.
Relogios baratos.
Na raa Nova n. 24, ha grande porcio de relo-
gioa foliado, douradoa e de ouro, patentes ori-
zontaes, suissos e ingleses, os quaea sero ven-
didos peles presos da factura. Cada relogio tara-
r um recibo em que se responaabilisa pelo re-
gulamento durante seis
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda,
franjas e galo com lagos
n ^s relas.
A loja d'aguia branca acaba de receber um
novo e bello sortimento de cascarrilhas de seda
com duas relas flngindo pafo, o melhor que se
pode dar em tal genero e vende a 2 a pesa, as-
sim como franjas de seda de diversas cores e lar-
guras por presos adtniravelmente baratos, o
tambem um novissimo galSoziobo de seda com
lasos as relas proprios e de muito gosto para
enfeites de vestido?. A barateza com que a loja
d'aguia branca costuma vender os objectos j
bem conhecida e agora comprova a mais com a
limitaso dos presos porque est vendendo os
ailigos cima, para verificar-se dirigir-se com
diobeiroa dita loja d'aguia branca ra do Quei-
mado n. 16, que na resudado atharo barateza,
agrado e sinceridade.
A Primavera
16Ra da Cadeia do Recife1G:
Loja de miudezas
DE
Fonseca Silva.
Sapatos de tapete bonitos padrdes para
homem e senhora a 12$ a duzia e a 1&200
o par, lindas gravatas de seda para ho-
mem de 320 a 500 rs. cada urna, ditas de
laco a 320 e 500 rs., linha propria para
seleiro e sapaleiro a I94OO o maso, bo-
loes para chamarra a tf a groza. metas
para senhon a 2&800 a duzia, aintos para
I senhora de bonitos gostos a 29500 e '
m barretes de vidrilho para menina e se-
nhora a 19 cada um. enfeites de ditos
pretos para ditas a 19500 cada um, pen-
tes de taitaruga para marrafa a 640 rs. o
par, e diverios artigos de gosto por pre-
*Sos os raais baratos do que em outra
qualquer parte.
Attenco
Viva o paquete das novi-
dades.
Pois est torrando miudezas muito baratas,
aflm de apurar dinheiro para consumo do paque-
te, ra da Imperatriz u. 54, loja de Joaquim de
Azevedo Pereira Jnior, declara o seguinle :
Carles de clcheles muito fin Os a 40 rs.
Calzas de ditos da trra a 80 rs.
Linha do gaz a 10, 20 e 30 rs.
Dita de carretel, 100 jsrdas a 30 rs.
Pares de meias cruas e de cores para menino e
menina a 120 rs.
Duzia de meias cruas muito Tinas a 2S500.
Dita de ditas entre finas a 29200.
Unha branca em carto, 200 jardas a 80 rs.
Iscas para charutos a 60 rs.
Caixas com palitos de Especia a 160 rs.
Frascos de agua de colonia de Piver a 440.
Ditos de cheiro muile,flnos a 800 rs., Lubin a
1JJ000.
Jarros de banha pequeos a I96OO.
Ditos de dita grandes a 3*500.
Frascos de banha pequeos a 320, grandes a
Du rs.
Sabonetes de espuma muito grandes a 100 rs.
Ditos de mompelas a 320.
Duzia de meias cruas para senhora a 29400.
Dilas brancas muito finas a 39300.
Fio de raiz de coral muito fino a 700 rs.
Espelhos de columna pede ferro a 1J500.
Carteiras de agulhas muito iioas a 400 rs.
Ditas de marroquim mais finas a 800 rs.
Baralhos portuguezes a 120.
Ditos francezes a 240.
Groza de botoes de lousa brancos a 140.
Agua de Lavander muito fina a 640.
Dita frambuzia a 600 rs.
Tesouras muito finas para unhss e costura a
500 rs. /
Caivetes de 1 folha a 80 rs., 2 folhas a 160 r#.
Cabo de marfim a 400 rs.
Meias alvas para homem a I96OO.
Froco fino de todas as cores a 400 rs.
Dito grosso idem a 500 rs.
Caixas de papelo com alQnetes a 120.
Pares de sapatos de la para homem a 19280.
Tesoura para costura a 200 rs., e grandes a 640
Duzia de botoes de louca para paletot a 120.
Sapatinhos de merino a* 19500, e velludinho a
29OOO.
Rosarios e cruzes de coco, 1 a 120 rs., e duzia
a I940O.
Caixas com perfumara a 49.
h
Avisa-se as bellas pernambucanai que
na loja de Nabuco 4 C, na ra Nova o.
2, vende-se ricos sintos prateados dou-
rados e de fitas com fivelas, e tambem
se vendem as fivelas solas, tudo mais
barato do que em outra qualquer parte.
S na nova California.
Corles de gorguro de seda para coletea a
295OO : na ra da Imperatriz n. 48 junto pada-
ria franceza.
Escravos fagirios.
Fuglo em dias do mez de agosto do anno
de 1855 do engenho Novo,do termo de Iguarass,
um escrava de nome Antonio, conhecido por An-
tonio Sertanejo.com os sigoaes seguintes : cabra
bem retinto, alto, grosso, bem barbado, tem os
brancos dos olhos muito alvos, ps grandes, tem
o dedo pollegal do p direito bastantemente tor-
io e bem aberto para fora, j foi surrado, bem
ladino, tanto que sabe alguma cousa 1er, gosta
de andar com chapeo de couro, anda sempre lim-
po, toca muito bem gaita como se fosse flauta ;
este escravo foi vendido por seu aoligo senhor
Pedro Camello Pereira, que o houve por heranca
deseu pai Caetano Pereira Camello, moradores
que foram no lugar denominado Sabngi, do ser-
to do Serid ; provavel que dilo escravo tenha
sabido para eate logar, em consequencis de ter
alli alguns irmaos forros e prenles, nao obstante
pouco mais de um anno ter sido visto 00 sul em
um dos engenhos, pode ser que dito escravo an-
da esteja pira estas bandas, ou mesmo na estra-
da de ferro trabalhando por torro : roga-se, pois,
aos capites de campo e a qualquer autoridade
que tiverem delle noticia, que o apprehendam e
o mandem entregar na villa de Iguaraas, ao
abaixo assignado, ao qual e aos seas irmaos me-
nores pertence o mencionado preto, que alem de
pagar toda e qualquer despeze, gratificar gene-
rosamente.
Aureliano Cavalcanti de Albuquerque.
Ainda se acha fgido o escravo Cosme, cri-
oulo, idade de 35 annos, estatura regular, testa
grande, com falta de deotes na frente, costuma
masey fumo e dado a bebidas, foi o ascravo do
Sr. tenente-coronel Joo Valentim Vilella, tem
offlcio de pedreiro e carapina, tem sido visto na
Pastagem e suas immediaQes, porm talvez te-
nha ido para o engenho Crauass, aonde tem un
irmo gemeo chamado Damio, que tambem foi
escravo da sogra do mesmo Sr. vilella, e vendi-
do para o mesmo engenho, elle muito conhe-
cido ; pelo que roga-se a todas aa autoridades
policiaes, capites de campo, e a quem mais lhe
convier, o favor de o prenderem e conduzi-lo ao
seu senhor Antonio Leal de Barros, no seo sitio
na ra de Joo Fernsndea Vieira, junto ao Man-
guinho, que gratificar generosamente.
Desappareceu no dia 13 do corrente, do si-
tio de 9. Jos do Hangulnho, o escravo crioulo,
maior de 50 annos, de nome Joaquim, com o
signaos seguintes: cabellos brancos, alto, secco
docorpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
K'etJade do Sr. Manoel Joa Pereira Pacheco, do
ataty, d'onde veto para aqui fgido: roga-sa
a todaa aa autoridades policiaes a quem quei
Jue o encontr, de o capturar e entrega-lo o
tioacimacitado.ou na ra do Trapiche n. 15
a Jos tesaira lato.


I-
<8)
BIaRIO DI riaiAMiDOO. SEGUHDA TORA 16 DB SETEMBBO Bl 1*81;
Variedades.
JORNAL ENORME.
Com esle titulo o Elgin Courani coala o se-
guale :
< Os nossos respeitaveis concidados MM. Wil-
liara Andersooe I.usiio Wynd possuem agora um
jornal illuslrado, que, por suas enormes dimen-
ses, veidadeiramenle urna curiosidaae.
Publica-te em Nova-York, e lem por Ululo
A Constellaco. Cobre perlo de 45 ps quadra-
dos, tendo o a 9 ps de comprimealo sobre 5 de
lorgo, do rr.odo que o leiior tein diaule de si 90
ps de lellrasimpressaa.
E' NOTAVEL.
Urna carta escripia su> familia por un mari-
niieiro da tripolago di fragata de guerra france-
sa Foudre, que de Toulon sahiu para a Ame-
rica do Norte no dia 8 de jucho, diz que a fraga-
ta encontrara na sua viagem raonlanhas de glo,
Que s com grandes rodeos pule evitar.
No alto ruar recolheu um pobre marioheiro,
kocu que escapara da tripolago do uro navio
mercante que se despedagou contra aquellas mon-
tarilus ftucluantes.
Os soflmenlos dos nufragos forana taes, que
perdeu de todo o juizo e nerosequer soube dizer
o nome do navio perdido.
O ENTERRO DO PADRE VENTURA I Beaoharoaie. duque de Lechlamber, qae boje
O enterro do celebre pregador leve legar, oe conia 54 annos.
manhaa de 5, em Verstiles, se nao com grande | E', por conseguate, o actual soberano de Sue-
pompa, pelo menos com um grande concurso de cia sobrinho materno da S. II. I. a duquezs de
asslstentes, entre estes muitos altos dignatarios Bragaoga.
da greja. | Carlos XV, segando um jornal fraocer, de
Na quinla-feira precedente o estado do enfermo bella estatura, trgueiro e usa a barba toda.
foi julgado sem esperanza, e nessa manhaa mes: | Se irmo, o principe Osear, que o acompa-
rco o papa enviou pelo lelegrapho a sua bengo
NECAOLOGIO.
A Gaxelta de Franga annuncia a mora da
princeza de Montleait.
Diz que esta princeza ar de Vctor Emraa-
nuel, viuva de Carlos Manoel I'ernanJo, duque
de Savoia Carignan. Chaoiava-se Mara Christina
e esposou em 1800 o principe de Montlearl. Ha-
bitava em Pars ha muitos aonos.
Tareco pur isto ser a me da princeza que veio
ao Porto depois di morle de Carlos Alberto eque
em memoria deste mandou edificar na Torre da
Marca, junto quinta onde expirou o vencido de
Novara, a capella para a qual mandou de Pars
urna magnifica estatua de marmore, feila pelo
esculptor Oliva, e que dovo ser collocda por ci-
ma do altar, que lambem de marmore.'
HA-DE TER QUE VER.
Nos Estados da America do Norte o espirito
guerreiro ganhou tambem as mulheres.
Lm riltsfield, no Estado de Massachusels,
organisou-se urna compaohia de senhoras, ca-
vailo, com o nome de Falange de Vernon. O
capilo, ou antes, a capitana, miss GinkiePo-
soero e o lente ou lenla Miss Kipp.
TELEGRAPHO SUBMARINO.
O cabo transatlntico com que se projecta com-
municar a Inglaterra com a America iogleza do
orle, e cujos preparativos esto muito adiaola-
dos, partir de Escossia, tocando uas ilhas Fe-
roes, depois da Isiaodia, desta psssar Groen-
landia, iodo terminar na Ierra do Lavrador, ao
norte do estreilo de Belleide, o d'alli continuar
pela trra firme.
EFFE1TOS DA EMULACO.
Os triumphos do famoso acrbata Blondn, em
Londres, excilaram a emulago d'outros acrba-
tas. ltimamente urna mulher lentou atravossar
Tamiza por urna corda bsmba e depois de ter
s espectadores, por muito lempo, na maior an-
ciodade, cahiu ao rio onde foi salva norum bole
que lhe acodiu.
ao moribundo.
O reverendo padre anda pode comprehender
o sentido do telegramraa, que pareceu tszer-lhe
be te.
Este lelegramma concorreu muito para a pre-
serva de um certo numero de pessoas no enter-
ro, pois que muitos ali oo iriam sem esta cir-
curnslancia, por motivo da divergencia de opinies
que exista 3obre o poder temporal entre o Santo
Padre e o seu anligo conselheiro liberal, lo ea-
cutado em 1848.
O fado da bengo papal conQrmou urna conci-
liaeao que nem todos conheciam, e, por conse-
guale, destruiu todo o escrpulo a este rea-
pcito.
Ocorpo do Ilustre defuntoserconduzido para
Roma.
Diz-se que deixrs manuscrptos de muito
valor.
GRANQE PROPRIETARIO.
Lord Palmerslon comprou allimamenle duas
grandes propriedades, vialahas da sua proprieda-
de de Broadlaods, em Grove-Place, e Nevesling,
cuja casa servia de reservalorio de peixe, rai-
nha Isabel.
A propriedade de sua senhoria estende se ago-
ra a 4 milhas de distancia de Southampton.
UM PATRIARCHA
Segundo contam os joraaes hespanhoes, em
urna povoacao da comarca de Ledesma, veriticou-
se ltimamente o baptismo de um menino de
quem foi padrinho o seu tataravd. Assistiram
ceremonia dous bisavs, urna av e o pae da
crianza
O mais nolavel que o patriarcha padrinho do
seu tataraneto, homem robusto, corado, sadio,
com o cabello preto e bons denles. Tem genio
alegre, amigo de ler e saber noticias, affeigoado
declamaco, a ponto de que todos os annos re-
prsenla o papel de gracioso do drama que se
executa no dia da fesla do lugar.
E' gil, oceupa-se nos trabalhos da lavoure, e
todos os das santificados rae a pe ao campo de
Ledesma. distante urna legua, visitar urna parte
da sua descendencia que ali vive.
Este patriarcha chama-se Jos Baixo, e na-
tural do povo de Moscosa, a duas leguas de Le-
desma.
PARIS E O RE DA SUECIA.
Os jornses francez s coruegam a publicar os di-
tos notaveis do rei da Suecia.
Quando sahiu da opera, onde assistira com o
imperador a urna represenlagao, disse a este :
c Seohor.se tivesse meio de ser um simples par-
ticular, nao quereria viver seno em Pars, a
Depois de ter successivamente visitado o Lou-
vre, o museu de arlilharia, a ra de Rivoli, o
quartel Napoleo, disse ao coronel Castelneau :
a O vosso Pars um salo, um thealro e urna
fortaleza.
nha nasceu em 1829. E' um bello homem em
toda a acepcao da palavra e um poueo maia ele-
gante que seu irmo.
EXPOSig.0 APCOLA.
A socledade de apicultura de Paris, orgaoisou
urna exposigo dos productos das abelhas e ins-
trumentos apcolas. Esla exposigo deve ter lu-
gar no laranjal do Luxemburgo, de 15 a 20 de
agosto correte.
Foram convidados a tomar parte nella os opi-
cullores de todos oa paizea. Promeltiam-ae re-
compensas :
1 A'a pesaoas que mais auxiliam a propagago
e melhorameoto da apicultura ;
2* Aoa methodos maia econmicos e mais ra-
cionaos para a cultura das abelbas e preparado
dos seus producios';
3 A's obras e publcages que divulguen) es-
tes methodos ;
4" Aos melhores producios, mais numerosos e
melhor preparados;
" A's novas preparares do producto das abe-
lhas ;
6 Aos instrumentos apcolas melhorados, col-
mis e accessorios:
7 Aos fabricantes destes instrumentos;
8" Aos creadores que estabeleceram colmas
para ensino das ooges de apicultura.
Nos dias 16 e 17 os apicultores deveriam reu-
nir-se em congresso para discutir dfferentes ques-
toes praticas.
AS CHAVES DE JERUSALEM.
Os Judeus que habitara em Jerusalem, e cujo
numero sobe a 8,000, teem a illuso de que a ci -
dade santa aluda sua, e sempro que morre o
imperador da Turqua apresentam-se ao gover-
nadore pedem lhe as chaves da cidade, que con-
servan: em aeu poder por 24 horas. No Um oes-
te lempo, e depois de terem celebrado urna tune-
cao religiosa, devolvem-nas untadas com azette.
Ao saber-s* em Jerusalem da morte do sullo
Abdul-Medjid, os Judeus pediram as chaves ao
governador, porm eslenegou-lh'as, dizendo que
sem urna autorisago especial de Coostantinopla
nao poda t-las por 24 horas fura do seu poder.
s Judeus mandsram logo fazer umaa chaves
mais ou menos parecidas s da cidade, e com el-
las celebraram a funego.
DUELLO NOTAVEL.
Em S. Francisco da California houve um duel-
Jo carabina, entreo deputados Percy eShowal-
ler.
O primeiro pertencia ao partido unionista, e o
segundo ao separatista, o tinham tido algumas
Iteraces, quando n'uma sesso a que faltou o
presidente presidiu interinamente Shuwaller; e
moslrando-se este desfavoravel a urna mogo no
sentido unionista, Percy lhe chamou traidor;
Showalter desforcou-se chamando-lhe calumnia-
dor e negro, que entre elles o nome mais infa-
mante. Percy enviou os seus padrinhos a pedir
urna reparaco em duello, resolvendo-se que a
arma fosse a carabina. O local escolbido foi um
estreno valle entre as monlanhas, a muita dis-
tancia da capital. Foi muita gente ver o comba-
te, contando-se entre os espectadores, magistra-
dos, senaderes e deputados, etc.
enllocados os adversarios a sessenta passos,
dispararam a primeira vez sem resultado, porm
i seguoda cahiu Percy raortalraenle ferido no
peito, e expirou pouco depois.
O deputado Percy tinha 24 annos. e eslava pa-
ra casar com urna joven mexicana, que o amava
extremosamente, e que violenta as paixes co-
mo sao todas as mulheres do seu paiz, jurou yin-
gar a morte do seu amante.
A polica prendeu ospsdrinhos do duello, mas
nao conseguiu prender o deputano Showalter que
desapparecera.
O deputado Percy.-era eloquente o fogoso ora-
dor, e muilo sympalhico e estimado.
CORAGEM INAUDITA.
Segundo conta o Jornal do Havre, mademoi-
selle Loprovost, directora do correo em Cour-
seulles, foi ha lempos presa com seu pae, por ser
accusjda de numerosas subtraccoes de notas do
Banco das carias (angadas no correio de Courseul-
les o de ter falsificado assigoaturas nos registros
para confirmar o pagamento de vales nao eflec-
taados.
Na vespera do dia em que devia comparecer
do tribunal, falleceu a principal culpada, suici-
darrdo-se d'um modo que para te contar, re-
produzindo o que diz o Moniteur du Calvados :
A autopsia que se fez a mademoiselle Lepro-
nost, na vespera do dia em que devia compare-
cer perante o jury, altala, da sua parle, urna
energa de que poucos exemplos haver.
Tinha em todo o peito sigoaes de picaduras
de alflnetes, que enterrara al cabega, princi-
palmente na regio do corceo, carregando com a
capa do livro de missa ua cabega dos alflnetes,
para oscravar no corpo. O corago eslava iva-
do de picaduras. Tinha lambem eogolido agulhas,
e ainda se lhe onconlraram duas atravessadas em
cruz na garganta.
PARECE COMEDIA.
Quasi ao mesmo tempo qae o governo francez
reconhecia a unidade de Italia, que comprehende
a annexago de aples ao Piemonte, assignava
o imperador Napoleo urna escriptura de venda
que lhe fazia Francisco II da sua propriedade de
Roma chamada a Farnesina.
No alto da escriptura pz o tabellio o seguin-
te, que ambas as partes contratantes approva-
ram :
< Contrato de venda da propriedade denomi-
nada a Farnesina, celebrado entre S. M. Napo-
leo 111, actual imperador dos francezes, e S. M.
Francisco II, actual rei das Duas Sicilias.
LEGIO DE HONRA DA AGRICULTURA.
A nova condecoraban creada em Franga deno-
mina-se Medalha da legio de honra da agri-
cultura. E' urna estrella esmaltada de encarnado
com um resplendor de prata. De um dos lados
lera a efugio do imperador e do oulro um grupo
de atlrbutos rsticos. Urna fita azul com orla en-
carnada, prende este novo signal da glorificago
do Uabalho, doderer, da abnegago, da coragem
e simplicidade.
A Legio de honra da agricultura devia ser
solemnemente instituida a 15 de agosto, e confe-
rida aos agricultores como a medalha militar aos
soldados.
O lelegrapho para incendios compe-se de duas
partea :
V* APP,reln0 d'aviao com fios metlicos, por
mel dos quaea de qualquer parte da cidade ae
at aviso do fogo estago central.
.** Apparelbo d'alarme com oa aeua fios me-
tlicos, por meio dos quaea e com simples movi-
mentodededo se pode da estagio central tocar
o sino.
O lempo que se gasta desde a descoberta do
incendio pelos moradores da casa, e o aviso que
ae d a todas as torres e a todas as estages, oo
passa d6 tres minutos.
OS JARD1NS DE FARNES10.
Nos jardins de Famesio, em Roma, que Fran-
cisco II vendeu ao imperador Napoleo, coohe-
ce-se ainda o sitio em que existir m as casas de
Tiberio e Caligula, a casa dourada de ero, a bi-
bliolheca Palatina fundada por Augusto entre sua
easa e o forum, e os templos de Apollo e de Au -
gusto.
A casa dourada de ero, do tamanho de urna
cidade, tinha os prticos adornados com 3:000
columnas, e em (rente do vestbulo a celebre es-
tatua colossal de ero, da bronze, com 120 ps
romanos de altura.
Aa mil cmaras e salas com estatuas, marm-
rea preciosos e columnas, ludo enriquecido com
ouro, marfim e pedradas.
Nos jardins de Farneaio proceder-se-ha prova-
velmente a explorces que se espera produzam
ioleressantes descobrimentos.
Seu filho primognito, o marquez de Candor,
niscido em 1823, succedeu-Ihe naa honras here-
ditarias.
OPERA NOVA.
Verdi, escreveu ltimamente para o theatro de
S. Petersburgo urna opera nova, por 80,000 fran-
cos (rs. 16:200#) conservando para si a proprie-
dade *a obra. A opera inlitula-ae A Forga do
sino e o libreto foi tirado pelo poeta Piave, do
drama hespanhol do mesmo titulo, de que au-
tor o duque de Rivas.
O CHARUTO DE GAR1BALDI.
Com esta epigraphe conta o Correio de Cremo-
na o seguinte :
Durante a curta residencia de Garibaldi em
Maiatico, Ierra que pertence marqueza Araldi
Trecchi, o general sahiu um dia muito cedo, e
passeando s naquellas bellas colonias de vinhas
e flores, encontrou um campoaez que, com a en-
xada so hombiy, se diriga aoa campoa. O gene-
ra! pediu-lhe que lhe indicasse urna casa onde
podesse accenderoseu charuto. O camponez res-
pon deu-lhe que lhe dara lume, ae o quizesse
acompanhar a casa.
Pelo Caminho foram ambos conversando em
agricultura, aementes, gados, etc. al que chega-
ram casa, que eslava a pouca distancia, o onde
a mulher e os Ulhos do campooez se empregavam
nos trabalhos domsticos.
Apenas entraran), o general sentou-se n'um
banco e fez sallar aa criangas sobre os joelhos,
sempre conversando com os donos da casa, como
se fora um anligo amigo.
Tirou depois um charuto do bolso, cortou-o
em duas metades, na forma do aeu costume, e
accendendo urna, pousou a outra sobre a mesa.
c A este tempo appareceu outro camponez da
visiohanga, e mal entrou, exclamou com admira-
(o e alegra : Garibaldi I o general I
E' impossivel descrever a confuso e espan-
to da familia. A mulher e oa ulhos abragavam o
general, e oa bomeos apertavam-lhe as mos
com effuso, animados pela physionomia franca
de Garibaldi.
Depois da despedida deste, notaram os cam-
ponezes que elle deixra esquecida a metade do
aeu charuto. O dono da casa pegn nella com
cnlhusiasmo, embrulhou-a como preciosidade e
a collocou no cofre onde guarda o qae chama o
aeu Ihesonro, isto algumas pequeas joiaa de
aua me e de sua bis-ave, algumas cartas, os ca-
bellos de aeu pae, etc
c A noticia eapalhou-se logo por aquelles si-
tios e era qual mais perguntas faria acerca de
Garibaldi. O meio charuto leve a honra de pas-
aar por cem mos e de ser contemplado com rea-
eito. Porm, depola de passado o primeiro en-
buaiasmo, repouaa no meio du reliquias e pode
assegurar-se que nao acabar queimado, como a
aua outra metade.
TTULOS NOTAVEIS.
L-se no Jornal do Havre :
Circulara actualmente ttulos emittidos pelo
Banco Uoidade, de Londres, estabelecimento se-
rio, segundo se assegura, por conta de D. Joo de
Bourbon. Eis o que estes ttulos lem gravado em
lingua hespanhola :
Titulo ao portador de 2,250 francos de capi-
tal, 3 por cento de juro annual, a contar do Io
de julho de 1861, e garantido conforme o decreto
de 25 de junho, pela venda dos bens do dominio
real, quando D. Joo de Bourbon fr proclamado
rei de Hespsnha.
Esta inscripgo repetida no reverso, na lin-
gua ingleza, franceza e allema.
Os ttulos sao de talo e assignados por um
commissario chamado Gmez.
ORIGEM DOS PASSAPORTES.
Os passaportes sao de origem hrspanhola, e
datam dos bellos lempos da inquisigo, como se
v da Historia de Carlos V. Este soberano,
achando-se oceupado no sitio de Marselha em
1537, resolveu mandar a Madrid dous nobres do
seu eiercitoe para isso lhedeuum/>ase,assigna-
do por elle, pelo legado do papa e pelo chanceller
da inquisigo, para que, conta o historiador, os
nobres correios livessem passagem livre, oblives-
sem em caso necessario auxilio e proteceo e nao
fossem inquietados as Ierras do rei e imperador
seu amo, pelos agentes do santo officio, que nao
guardavam mais respeito aos grandes de Hespa-
nha e nobres de pluma, que aos almocreves e
hidalgos da Calalunha.
ESTATISTICA curiosa.
O Ost Deutsch Post cita o seguinte fado, que
prova a que ponto chega na Saxonia a mana es-
tatistica :
ltimamente o guarda da cathedral de Pirna
festejou o_ trigsimo centesimo anniversario da
inaugurago do sino grande com urna illuminago
no alto da torre, onde, por iolervallos, brilhavam
fogos de Bengala.
Por motivo desla fesla commemorativa, o In-
dicador de Pirna conlou que desde que o sino
tocara pela primeira vez at aquella dia, isto ,
duraote tres seculcs, o sino tocara pela primeira
vez at aquello dia, isto durante tres seculos,
o sino oo tinha dado menos de 17 milhoes e 82
mil badaladas.
Em Inglaterra nao Qcaria nisto o calculo e nao
fallara quem calculaste o numero de vibracOes
ou ondulages sonoras produzidas pelos 17 mi-
lhoes e 82 mil badaladas do sino.
Em que os homens gastam a indiligencia !
DESGRAgA SOBRE DESGRAgA.
E' bem certo o dictado de que urna desgraga
nunca vem s.
Conta a poca, jornal de Madrid, que, adoen-
cendo um dos compromeltidos na ultima revolu-
gio da Loja e que se acha preao naquelli cidade,
de onde c natural, a mulher foi visita-lo, deixan-
do em casa cinco filhos pequeos. Em quanto a
pobre mulher foi ver o marido enfermo, pegou-
se-lhe fogo Da casa, que ardeu toda, apezar dos
esforgos da tropa para extinguir o incendio, pe-
receado as chamas as cinco creangas. Diz o
mesmo jornal qne quando a me, regressando da
priso, vlu o que na sua ausencia acontecer, ds-
va gritos de tamanha efflicgo, que oo podiam
ouvir-se estremecimento.
DINHEIRO ROMANO E UMA ANTIGA MINA
DE FERRO NO SITIO DA CARVARIA.
Diz o Dstriclo de Leiria J em 1855, pu-
blicou o Leirieuse, e alguna oulros jornaes do
paiz traoscreveram, urna noticia sobre o appara-
cimenlo de grande porgo de dinheiro romano no
sitio da Calvara, districto de Leiria, cooselho do
Porto de Hoz. Era'sem duvida um grande Ihe-
souro aquelle, e por ventura urna das mais co-
piosas collecges de medalhss romanas, de que
ha noticia ; porque alm de serem muitas mil,
havia medalhaa de urna infinidade de emprega-
dus da repblica e d> imperio, desde Quinto Fa-
bio Mximo ( 210 annos antes Christo ) at ao
imperador Aureliano(211 annos depois de Chris-
to ). Porm quasi lodo aquelle thesouro se dis-
sipou miseravelmenta pela ignorancia dos inven-
tores, que ao principio o desperdigaran: com des-
preso e ao depois sabeodo que era dinheiro de
prata, o vendern) a varios ourives, sem que de
tal soubesse, seno larde, pessoa intelligente, que
de algum modo obslasse a to mlserivel dissi-
pago.
Com a publicago desti noticia que concor-
reram varios curiosos, q-ae ainda poderam salvar
alguns cetenares daquellas medalhas. Como po-
rm a escavago nao foi ento feila em forma,
nem o dinheiro estara todo junto em um lugar,
mas espalhado pela trra, ainda continua a ap-
parecer frequente ; de sorte que nao se sabe, se a
porgo maior j se desenlerrou. ou se est ainda
oceulta.
A invengo d'este dinheiro deu occasio a que.]
se examinasse mais de perto o terreno, achando-
se vestigios d'uma povoagao arrasada, ou por al-
guma inundago extraordinaria em eras ignora-
das ( o que lem muitas probabilidades ), ou por
outra causa descoohecida. Tem-se desenterra-
do quantidade immeosa de sepulturas, formadas
de quatro paredes e cobertis de lages ioteirigas
e rasas com as ossadas dentro intuirs e bem con-
servadas. Tem-se descoberlo egualraeote bem
construidos aticercea de edificios, Com os telha-
doj abatidos por baixo dos quaes de envolta com
pedra, ae tem achado muitos e bem conservados
ossoa de gente e de animaes, muitos objeclos de
ferro podres e frequentes moedas, estando tudo
isto enrollo n'uma carnada de trra, que parece
bituminosa. Muitos osos, mesmo as sepultu-
ras, leem-se achado petrificados.
Ha vestigios ali lambem mui claros de mina e
fabrica de ferro, lalvez do nao pequea moni.
Desenterraram-se grandes volumes e em grande
quantidade, de borra de ferro, ou antes ferro mal
purificado, e muitas pedras mineraes d'elle, que
nao chegaram a ir ao fogo. Ao p das ruinas
desta fabrica observam -se indicios de antiga es-
cavago em duas partes, que era talve onde cor-
riam as veas mineraes. Haveodo razea de que
oo seria pouco abundante aquella mina e con-
jeturan Ju-se com fundamento que oo foi aban-
donada voluntariamente, mas suspendida poral-
guma catastrophe e sendo tanto mais fcil a aua
explorago, porque ae conhecem ainda o* vesti-
gios das escavages ; seria muilo conveniente,
que pessoas competentes viessem explorar eata,
n'outras eras talvez nao mediocre fonte de riqueza
e que hoje o poderia vir a ser outra vez.
Mais alm, e nao longe d'aqui, descobriu-se o
auno passado um forpo de cal, subterrado prova-
velmente pela mesma cslamidadejfue arrasou a
povoago e fabrica mencionadas. Tinha una 20
moios de cal, em parle mora, mas muito bem
conserva-la, e em parte ( o que muito admirou )
ainJa em pedra ou em p, perteilamente viva,
de sorle que para poder empregar-se, foi neces-
sario mata-la primeiro ; e a pedra deitaodo-se-
Ihe agua, chiava e resolva-so em p, como se
fra cozido no mesmo anno. Alm d'outras obras,
fez-se com ella urna feira, que por aua parfeila
solidez pode tirar as duvidas a qualquer curioso
menos crdulo. O carvio do (orno, que tocava
na humidade, estava petrificado*
Todas estas cousas se acham dentro da quinta
de S. Payo, ou mui pouco afastadaa d'ella.
NECROLOGIO.
Lord Herbert, que ultimante fra ministro da
guerra no actual gabinete ioglez, e que pouco
aebrevirea a demisso que deu peto mu estado
da sua saude, tinha naacido em ichmond em
1810, e era filho segundo do conde de Pem-
broke.
Sua me era filha do conde Woronzow raem-
bro destnelo da nobreza russa.
Aos 22 annos de edade foi eleito memhro da
cmara dos communs ; e desde 1841 a 1845 foi
secretario do almiraotado. Duraote a guerra da
Crimea foi sub-secretarlo do ministerio da guerra
e passou a ser ministro desta reoartigo quando
em 1859 se formn o actual gabinete Palmerslon
posto que oceupou at que foi ha poucaa sema-
nas obrigado pelo mu estado de saude, a aban-
dona-lo.
Geralmenle se crer que auceumbiu ao excesso
de trabalho, pois contava apenas 1 anuos. Ti-
nha sido ha mezea elevado ae paralo, por nao
poder j com os trabalhos parlamentares na c-
mara dos communs.
ANNGUIDADE CURIOSA.
L-se no Ost Deutsche Post:
c N'uma collecgo de objeclos de curiosidade
e aotiguidade, reunidos na Allemanha, em mea-
do do seculo Xv'iu, acha-se a seguinte indica-
go, com o n. 1.329: Cingulum loogum ex
cono humano Turcico crassissimo et dorso des-
unlum que quer dizer: c longa cinta de
pelle, tirada da parte mais carnuda das costas de
um turco extremamente gordo.
Resulta desta nota que fot um antiquario alie-
mo do aeculo ultimo, que primeiro leve a idea
de fazer figurar a pelle humana, preparada, entre
os objeclos curiosos do ssu gabinete. S mais
larde, efectivamente, que se menciona n'um
catalogo franez, um manuscripto encadernado
em pelle humana, nao fallando no calgo de
pelle, que se diz apparecera em um leilo.
E' CELEBRE I
Nao ha por certo paiz onde a emanciparlo das
mulheres v to longe como na Suecia. Em
Umea, querem que as mulheres fag.am lambem o
servigo de patrolhas, chamadss de seguranga.
Travou-se sobre isto forte polmica na] folha
local daquella cilale. Algunscidados conside-
rara as patrulhas de mulheres como de seguran-
ga negativa, prejudiciaea saude, ao somoo e
commodidade de cada um.
ESTATISTICA CAPILAR.
Dos trabalhos que um sabio allemo acaba de
concluir sobre a cabega humana, e que lhe leva-
ram um bom par de annos, se deduz o seguinte
que se l ns Revoluco de Selembro :
Urna cabega regular de homem tem, termo
medio. 844,000 cabellos, e da mulher 622,000.
Os ruivos tem maior numero de cabellos que
os morenos.
A cabelleira dos primeiros vara entre 720,000
cabellos e 935,000.
A cabelleira negra varia entro 512,000 e......
780,000.
As causas physicas principses da queda do ca-
bello sao : o abuso da agua, sobre tudo quando
o cabello Oca empastado com ella, o uso da agua
salobre e o dos cosmticos, pomadas e leos, o
costume de roelter os dedos pelos cabellse pu-
char por elles quando se l, estuda u medita ;
a luz do gaz prxima cabega, e os pentes bara-
tos de gomma, que embaragam o cabello.
Para conservar o cabello em bom estado devem
observar-se as seguales prescripges:
Peotea lo ao levantar com um bom pente de
bfalo, o suficiente para que o cabello fique bem
Ldesembaragado.
Usar agua pura em pouca quantidade, e um
pouco de oleo de amendfeas doces oo diaria-
mente, e s para tirar a aspresa que produz a
agua. _
Llmpa-lo bem com o pente antes de humede-
cer a cabega quando se tenha recebido muito p.
Nao cobrira cabega para dormir.
Se esta hygiene nao produzir effeito, enlaos
pode Irazer cabellos... um chin.
SERVERDADE?
Os peridicos da India fallam de notabilissimas
coras de cholencos, reslisadas pelo Dr. Hoaig-
berger. a quem cm Calcuta do o nome de dou-
or-cfco/ro. 'm
llonigberger descubri que a infuso de (juas-
*io amarga cura quasi infallivelmenle a cholera
e preservativo della, ten lo disso a prova em
milhares de casos.
Faz urna inciso no brago esiuordo do doente,
eassim queappuece o ssngue, derrama na sci-
aura tres ou cinco gotas da dita infusio. O san-
gue coagula-se logo e em seguida pde-se urna
ligadura no brago, que preciso conservar h-
mida.
Quanlo ha caimbras nos msculos, faz-se a in-
ciso na parte mollar da peroa.
S ae permilte ao enfermo beber agua fra ou
sorvetes e algumas vezes se Ihs borrifa o corpo e
a cabega com agua fra, porque a quassia produz
muito calor no sangue.
A qnassia amarga um arbusto da familia dos
ru lace os, que se encootra oa Guyana e perlo de
Surioam. A raiz, que muito amargosa, em-
pregada pela medicina como tnico e febrfugo, e
at se diz que alguns fabricantes de cerveja subs-
tituem com ella o lpulo.
( Commercio do Porto. J
PARIZIENS1S DE INVERN E PAR1ZIENSES
, DE VERO.
A minha primeira visita grande e incompa-
ravel ci Ja le de Paris foi no mez de maio. Tra-
zia carts de recommendago para gente grada
e entreguei-as sem demora. Recebi em segui-
da os bilhetes de visita, com que moda presen-
tearera-se mutuamente as pessoas que se conhe-
cem. Depois Uve alguns convitea para jantar e
nao aei se alguem bouve que me levou comsigo
a tomar ar ao bosque de Bolonha, aespairecer-
me no Ranhelag, no Mabille, no Chaleau des
Fleurs ou no parque de Asoires e a abafar de
calor no thealro francez ou no de vaudevilie.
Nao me faltaram attengdes delicadas e obse-
quiosas, que OjBfcitlribua ao meu merecimeuto,
mas sim impmancia da pessoa que se digna-
ra recommendar-me. Na sua conta as laocei,
porm nunca Uve occasio de pagar essa divida
em quanlo o credor viveu e ja agora s em re-
cordagea saudosas e venerago nunca interrom-
pida poderei ir dando provas de bom pagador.
Eu nunca promelti que faltasse,me dizia
urna vez o nosso nrmortal Garrett em urna carta
que corre impressa desde 1816 < a homem ne-
nhum, nem a mulher, que mais O poni
a est que me acceitem em pagamento aquillo
que eu posso dar. Que s vezes o mo paga-
dor nao mo seno pelas absurdas e excessi-
vas exigencias do credor. Assim digo eu.
Ora, pois, tolos esses senhores que a pedido
do Sr. Rodrigo da Fons-ca MagulhSes, ento mi-
nistro, se dignaram fazer caso da minha humil-
de pessoa, me ditiara que flzera mal em vir a
Paris de vero, porque a cidade estava deserta e
nao havia divertimento que prestasse. AlTirma-
vam elles que a capital de Franga era insipidissi-
ma desde que comtgava a estago queme e cada
qual se desculpava como podia de nao ter ido
para o campo ou para as caldas.
Observa va -Ihes eu que, todava, Paris eslava
cheio de gente, que a aoimago da cidade era
immensa e que os divertimeotos surgiam de to-
dos os lados. Respondiam-me que Paris de ve-
ro era um arraial ruidoso e empoeirado, que a
populago que girara as ras era extica e sem-
saborona e que a temperatura ou era quenle co-
mo em frica ou hmida como as trras inter-
tropicaes.
Confesso que este desdem pela estago quente
em Paris me pareca ento pouco razoavel e ex-
travagante, principalmente vendo que os pro-
prios que assim discorriam cada dia rae aponta-
vam novas occasies de divertimento e de prazer.
Tive pena do vero parisiense, como sempre te-
nho de quem calumniado e irahido por aquel-
les com quem vive e a quem procara agradar por
DISTINCgiO HONROSA.
Segundo diz a "poca, jornal ministerial de Ma-
drid, o Sr. Soveral, ministro de Portugal naquel-
la corte, representar o corpo diplomtico, na oc-
casio do parto da infanta D. Christina, esposa
do infante D. Sebastio.
O REI DA SUECIA.
O rei da Suecia, Carlos XV, que se acha em
Para, aonde foi viailar o imperador Napoleo,
nascen em 3 de maio de 1826 e auccedeu a sea
pae. Osear I, em 8 de julho de 1859.
E' neto do marocha! francez Beroadote, que
Napoleo I collocou no throno sueco, e d'alli ex-
pulsou a dynastia dos Wasas.
A me do rei actual Joaephina Maximiliana
Eugenia, filha do fallecido principe Eugenio de
ESTACAS INDESTRUGTIVEIS.
Segundo diz a publicago fraoceza Nouvelles
annalles d'agriculiure recentemente tem-se
empregado, para tornar indeslructiveis as estacas
que servem de escoras s plantas, o processo se-
guinte, que notavel pela sua simplicidade e
economa.
Este processo consiste em injeclar com urna
dissolugo de sulphato de cobre as estacas, que
se querem preservar, e em as cobrir depois com
urna carnada muilo ligeira de agua deca.
Para este fin mergulham-se, durante dous ou
(res dias, as estacaa em um vaso, que contenha
a djssolugo de cobre, na proporgo de um kilo-
gramraa de sulphato para cada vinte kilogram-
mas d'agua, e logo que a madeira consuma a
tinta verde daquella sal, d-se-lhe a carnada
d agua de cal.
A aitn
o^^ia
tWo
DESGRAgA.
Em Stalsund (Prussia), na occasio em que no
theatro dansavam um passo a dous, na noite de
14 de julho, as bailarinaa Schelles e Fossli, urna
das luzes da bocea da sceoa pegou fogo s saias
da primeira, que n'um abrir e fechar d'olhos se
viu envolta em chammas, e o mesmo acooteceu
a aademoiselle Fossli, que quiz acodr-lhe.
Os espectadorea da frente saltaram ao palco e
conseguiram, com muito custo, abafar as cham-
mas, porm as duas dansarinas ficarara em tal
estado, que urna raorreu no dia 16 de julho e a
outra no dia 20.
POPULAgO INGLEZA.
O resultado do ultimo recenseamento da Gran-
Bretanba d aquelle paiz urna pbnulago de....
29.031.164 individuos. D'estes, 21.061:725 per-
tencem Ingliterra, e Gales ; S,06tjll7 Escos-
sia ; 5,764.543 Irlanda ; e 143.779 s ilhaa do
canal.
O augmento total nos nltimos dez annos foi
de 1.519 302 almas, ou 6 por cento para o total
e 12 por cento para a Inglaterra propriamente
dita.
N'esles 10 annos emigraran) 1.230:986 Irlao-
dezea 823.837 e dos outros pontos do paiz.
Apesar desta emigragao e d'outras causas, co-
mo a guerra do oriente, a colera, a revolta da
India, a crise commercial, e as constantes coos-
piragoes de operarios, para augmento de salarios,
a populago da Grao-Bretanba augneotoa sm
mais de milho e meio.
PTlOGRESSO
Trata-ae em Paris de applicar a telegraphia
para dar o aviso dos incendios, que j funecioua
em Boston e outras cidados da America.
CASAMENTOS NA CHINA
Sao curiosas as formalidades do casamento
chino, contadas por urna test-munha oceular.
No dia em que tem de celebrar-se o matrimo-
nio reunem-se todas as pessoas convidadas em
casa do noivo, onde se couservam no maiof si-
lencio, at que se aprsenla o mestre de ceremo-
nias e convida o chefe da familia a oceupar o lu-
gar que se lhe destina no fundo da sala e em se-
guida manda entrar o noivo, que aada muito
profundamente a todos e se ajoelha, beijando o
chao, em tealemuoho do reapeito e obediencia.
Levantando-so depois, convidado pelo pae, pe-
ga em um copo de viuho, que bebe d'um trago,
depois de ter derramado algumas gotas sobre a
mesa santa, em que ardem essencias aromticas,
e torna a ajoelhar-ae para ouvir a predica acerca
daquelle acto solemne.
Terminado o discurso, torna o noivo a levan-
tar-so e se dirige, seguido dos seus amigos,
casa da noiva, no meio d'um concert atroador
de timbales e instrumentos de metal, augmentan-
do o estrondo os tiros que se disparam em obse-
quio ao noivado.
Chegando o noivo a casa da noiva, sahe-lhe ao
encontr o pae dasta, levando-a pela mo, e os
dous futuros esposos ajoelham-ae para orar. A
noiva apreaenta-se com o rosto coberto de branco
e os labios pintados com carmim.
Terminada a oraglo, dirigem-se os noivos
casa paterna no meio de um estrondo e confuso
cresceote. Entrando na asa, ajoelham-ae oa
doua para ouvir a leitura do contrato matrimonial
e o discurso do bonzo (padre chino), que termina
a ceremonia entoaudo urna prece, que todos os
assistentes repetem.
Os esposos sao ento conduzidos cmara nup-
cial para receber a visita doa aeus amigos, que,
oo contentes com aa felicitagdes, fazem aoffrer
noiva urna inspecgo rigorosa, em que sugeitam
a prora (errivel a sua paciencia e virlude, com-
quaoto seja uso e costume do paiz.
NECROLOGIO.
No dia 30 de julho falleceu em Candor (Ingla-
terra) o duque de Buckingham, um dos maia il-
luatres representantes da nobreza de Inglaterra.
Tinha naacido em 1797 e esposado em 1819 a
filha mais joven do marquez de Breadalbaoe, que
se divorclou delle em 1850.
O duque de Buckingham representou na cma-
ra doa communs o condado do seu titulo desde
1826 a 1839, que foi quando auccedeu a aeu pae
no paralo.
Foi lord do sello privado desde selembro de
1841 a fevereiro de 1842.
Publicou aa a Memorias da corte e do gabinete
de Jorge III. a
Sua me era a ultima descendente de Mara,
raioha viuva de Franga. e irmaa de Henri
qae \X,
quantciionodos esto ao seu alcance.
Vierwtoramigo de Londres um allemo ainda
mogo, bom rapaz e de costumes singelos, como
quasi todos os seus compatriotas, e que ja fizera
i outras visitas s margeos do Sena, onde ento
I voltava a negocios de commercio. Este excel-
lente companheiro de viagem chamava-se...Peior
esta I Nao me lombra como elle se chama va I
icienci I O principal aaber-se quo nao era da
o dos outros meus conhecidos e que para
verdadeiro Pars s existia de vero.
o me admirei desta diversidade de parece-
res. Como eu trocara a penna da polmica po-
ltica pelo bordo de peregrino, nao me espautei
de adiar no centro da Europa e em assumptos
quasi indiferentes gstos e ideas variadas e dis-
cordes. Ja o meu mestre de lgica me fizera no-
lar o textoVelle suum cuique est ; nec voto wi-
vitur unonao s como exemplo da arle, mas
como regra moral de que eu havia de notar a in-
conteslavel verdade na carreira da vida. O tal
mestre tinha razo. Que Deus o tenha sua vis-
ta em paga do descanso em que Dquei ao lem-
brar-medas suas ligues. Nao ha nada que soce-
gue melhor o nosso espirito e at a coosciencia
como um texto em latim I
Mas voltemos ao allemo. uizia elle que Paris
de invern era um chavascal de lama, mais fro
e de inaldade hmidado que o sol da Alle-
manha, que ao cano de um mez tioham-se cor-
rido todos os theatros e depois nao se podia la
voltar, por que eram sempre as mesmas pegas,
que, no lim de tudo, as noiles eram tongas e
tristonhas, que o proprio bosque de Bolonha per-
da a melhor parte da sua formosura que era o
vigo e verdura das arvores.
Acrescentava mais que de vero Paris inteiro
era um grande campo nicamente destinado a
divertimeotos pblicos, que de madrugada se po-
da ir ao bosque de Bolonha, cujoar, rescenden-
te de frescura e de mil aromas, compeosava o
encomroodo de se levantar cedo, que na volta se
podia ir tomar baoho no Sena, depois almogar
nos Campos Elysios no Moulin Rouge ou em
qualquer oulro restaurante sob um tecto e entre
paredes de verdura, em seguida ir visitar os mo-
numentos e curiosidades e at os palacios do so-
berano, em que de invern s os convidados ti-
nham entrada, hora competente jantar em
compaohia numerosa e esbelta e noite sentir
nao poder estar ao mesmo tempo em (odas as fes-
tas parisienses, na bosque de Bolonha e nos
Campos Elysios, nos cafs cantantes e em Asni-
res, no circo ou em Mabille. Isto que nao ha
de invern, conclua o meu allemo, e por isso
eu nunca venho a Paris seno de vero.
Entre opinies assim oppostas, nunca me pude
aventurar alm do texto latino que o mestre de
lgica me repetir tantas vezes. Nesle vero e
nos seguintes freqoentei todos os lugares de reu-
nio publica em Paris e seus arredores. Gostei.
Veio depois o invern e um francez, a quem f-
ra igualmente recommeodado, apresentou-me na
sociedade parisiense. Urnas relages Irouxeram
outras, como acontece sempre, e cheguei a nao
ler da era que nao estivesse obrigado a cinco ou
seis visitas, e noite em que nao devesse ir asis
ou oito saloes de recepgo, em que se daogasse
ou se ouvisse msica escolhida. Tambem me
agradou. '
Desta forma, vim a convencer-me que nem o
meu allemo, nem os outros tinham absolutamen-
te razo, e que Paris era ama excedente trra
tanto de invern como de vero. Pareceu-me
ter achado a conciliago de duas opinies diver-
gentes e folguei como os liberaea de 1830, quan-
do de um throno e de varias institutgoes republi-
canas fizeram um pastel, de que ao cabo de 18
ancos, o povo deitou fra oa restos por duros e
ressequidos. Entretanto, en fiquei satisFeito com
a mioba descoberta.
Um amigo, a quem commnniquei u meu segre-
do, concordou comigo, vio nease meio termo
adoptado por mim um signal evidente da exis-
tencia da nossa doutrinaria no meu crneo e res-
pondeu-me de Lisboa com o seguinte latinorio :
Medio tulissimus ibis. Estas tres palavraa lati-
nas produziram o coslumado effeito. Se at en-
to estava convencido, depois nem admitti que se
pudesse ler a tal respeito opioio diversa da
minha.
E' verdade que notava de vero a ausencia das
familias que frequentava o de invern obaervava
que mnitos dos divertimeotos das eatagoes ante-
riores ceasavam at renovago da respectiva
quadra no anno aeguinte. Porm, dessa mudan-
gs nao me queixava eu; pelo contrario, feateva-a
come cousa muito agradavel. Se essa gente qu
de vero fecha aa salaa despede metade doa cria-
dos, manda cobrir aa cadeiras e oa lustres e sahe
de Paria ou se esconde as aguaa-furtadaa Ocas-
s aqu a obrigar-noa a ir a suas casas como de
invern, talvez fosse preferivel passar o verlo em
Macas, cobo o Sr, Mita est passiado, ou pa-
gar 3,000 francos de multa, como o bsnqaelro
Calley de Saint Paul ra pagar por varias irre-
gularidades na gerencia de urna sociedade. Quan-
to a ir tremer de (rio em Mabille ou em Aanires
em dezembro ou fevereiro, nem bom pensar
emtal.
Tudo isto est muito bem regulado. De vero
os parisienses fazem sociedade com a natureza
para ae divertirem, e al em cima das arvores se
banquetean) e folgam. De invern dissolve-se
esta associago.
A natureza pde o seu manto de nev e nao
quer saber de folias.
Os parisienses fazem vero as salas e nos
theatros at que ella deixe de estar arrufada e
annuncie no dia 20 de margo nos boloes de um
castanheiro que vai das Tulheras de novo con-
sagrar-se ro) os seus anligos compaoheiros. O
celebro castanheiro do jardim riacado por L Nu-
tre 4, como o arco-iris bblico, signal de allianga
entre o Creador e as crealuras.
Confesso que duraote oa annos que perd na
sociedade e nos prazerea parisienses nunca co-
nheci a necessidade de ir para o campo ou de me
ir eofastiar em Baden-Baden ou em Eras entre
urna princeza russa de reputago equivoca e um
diplmala em disponibilidade a quem nao per-
mittiam que salrasse a Europa.
Sempre me pareceu qua Pars era melhor de
todas as cidades, tanto de vero como de in-
vern.
Urna vez, provocado por um amigo, fui a Ba-
den-Baden, mas no dia aeguinte ainda nao tinha
dado dez passos fra da hospedara e j me avia-
tava com quatro ou cinco familias de Paria e com
urna quantidade innumeravel de elegantea do
boulevard dos italianos Deilei a fugir para Hom-
booy A mesma cousa. Parti para Wiesbadeo. A
mesrnissima gente. Cheguei a Ems. Igual dse
de parisienses. Enlrei em Spa. Cuide! que es-
tava nos Campos Elysios. Emfim. em toda s par-
te Pars, Paris e sempre Paris I Pois ento me-
lhor nao sshir a correr trras I Para ver parisien-
ses de jaqueta branca e meninas de Faubourg
Saint Germain, do Faubourg Saint Honor e da
Chausse d'Antin de chapellinho pastora e de
bournous rabe nao oecessario ir to looge. C
est o bairro de Notre Dame de Lorette que for-
nece esta paitagem 'diariamente, ou antes, noc-
turnamente, nos boalevards edallri sili.
Nessa occasio em que viajei em Allemanha,
as ierras em que entrara, o meu primeiro cui-
dado era perguniar pelos naturaes do paiz. Que-
ra aponlar na minha carteira as especialidades
de eada cidade, os costumes mais notaveis. a fei-
go caracterstica do povo e das classes elevadas
e voltar dessas margeos do Rheoo com todos os
elementos de um livro, que eu sempre tenciona-
va fazer e nuoca chegava a por em tirapo. Bom
era este desejo, porm, reahsa-lo nunca me foi
possivel.
Quando perguotava pelos allemea de Badn,
d6 Ems ou de Nauheim, respondiam-me :
Andana viajando.
Mas onde viajam ?
Em Franga, meu senhor. Foram para
Paris! m
Fiquei absorto com esta resposla I E eu to
simplorio que, em vez de esperar pela Allemanha
em Pars, fui procura-la em casa, quando ella
tinha aahido, e achei l os parisienses como vi-
lo em casa de seu sogro, dipondo de tudo com
autordade de senhores da trra !
Como nao deparei logo com um texto latino
que me explicasse e resolvesse to intrincando
problema, voltei logo para o boulevard dos ita-
lianos, onde encontr! a Allemanha que eu pro-
curava, a Italia, a Suissa, a Hespanha, a Ingla-
terra e al o nosso Portugal, lodos contentes e
senhores da cidade comu se fra nicamente
sua.
Olhem que nisto oo ha exagerago. Essas
nagoes estraogeiras esto de vero em Paris como
de iuverno na sua patria. No ardor incansavel
dos meus estudos, segu urna numerosa e bem
nutrida familia allema at porta de urna pe-
quena lasca da ra de Clerg, e n, atravez dos
encebados vidros da bodega, que lho punhara na
mesa um prato de sauerkraut (choucroute), ou-
lro de Ipaezlen (especie de massa como a italia-
na), outro de dampfundeln especie de almonde-
gas, que s vezes sao doces) e outros com bra-
unschvseigerwuersle (chourigos de Bruoswich),
como se estivessem jantado em Francfort.,
Vi os inglezes comerem ros{beaf, batatas e
plum-pudding nalfl Richelieu e lamberem os
beigos como se esaawignarias tivessem sido pre-
paradas na melhor taverna de Fleel-Street. A
mim me disse um que enconlrei sahida da casa
de pasto de Phippe, na ra de Mentorgueil, que a
turtle soup (sopa de tartaruga) que elle tomara
all era digna do cosinheiro de lord Palmerslon
ou do que funeciooa em Buckingam Palace.
Vi respeitaveis familias suissas alugarem um
caleche, partirem na direcgo do bosque de Bo-
lonha, e, em vez de irem ao sitio onde Francisco
I edificou o palacete de Madrid provar do potage
bizque, besuntar-se com o mIho das icre-
visses la bordelaise ou comer eoguias la tor-
ture ou ruivo enpapil lote, aparlarem a um cur-
ral de vaccas em Autenil e despejarem quarti-
ihos de leto como se estivessem no paiz do Sun-
derbund.
Vi italianos seguirem uns alraz dos outros para
a passagem dos Panoramas entre as 6 e as 6 ,'..
da tarde para chegarem a tempo de jantar em
modesto restaurante, cujo rtiofto milaoez lasagne
com presunto e outros pratos italianos gozam de
grande reputago.
Vi hespanhoes sacrficarem todos os confortos
de outras hospedsrias ao puchero de madame
Lafolie e alulharem um caf que est defroutedo
thealro do Gymoasio para tomarem chocolate
igual ao da Iberia na carrera S. Jeronymo, em
Madrid.
Vi, finalmente, muitos porluguezes voltarem as
costas aos boulevarts, atravessarem o carrousel,
passarem a ponte des Saint Pires, enfiarem pela
ra Bonaparte e irem ao largo de Saint Germain
des Pris solicitar do bom e honrado Jos, pro-
prietario do hotel Cames, um prato de vacca
cosida com presunto, um pratc com arroz ou um
anho assado oo forno.
Aqu nao posso deixar no esquecimenlo um
servigo assignalado que eu fiz ao reino de Por-
tugal e Algarves e aos seus nobres habitantes.
Introduzi e acclimatei no Tortooi em pleno bou-
levard doa italianos as torrodas com manteiga
para comer com o cha e j as fazem como no
Marrare.
Note-se que esta alimeotago substancial que
os francezes vo adoptando comega a influir po-
derosamente na litteratura contempornea. A
acclimatago das torradas pois, obra minha, e,
sem vaidade, eu j vi homens elevados a mi-
nistros sem terem feito ao paiz tamanho ser-
vigo.
Ora, pois, tendo visto e observado curiosamen-
te os parisienses as Ierras estranhas e os ealrao-
geiros era Paris, mudei de opinio, ou, para me-
lhor dizer, modifiquei aa minnas convieges,
phrase que se inveolou para os que mandam ao
demo as ideas da vespera, como ae descobrio a
de ficar a caneado, para nao se chamar outro no-
me a quem abusa dos cofres pblicos confiados i
sua guarda e vigilancia.
Nao fago mysterio das minhaa novas ideas. Pelo
contrario, sou apostlo deltas como fui das ou-
tras, quando estava convencido de que eram exac-
tas e verdadeiras. Depois que me separei do
bulicio intil da sociedade e que me colloquei
em um ponto isolado, d'onde vejo o movimealo
geral, sera entrar nelle, que a verdade me ap-
pareceu sem veo, e que pude deacobrir o que
vou commuoicarconacienciosamente aos meus li-
tores.
A populago de Paris oo conforme a conta a
estalistica. A estalistica cega e mentirosa. A
populago de Paris dupla. Ha um Paria queae
levanta de invern as 11 horas, almoga, vai pas
se e fazer compras, visita depois aa pessoas de
seu coohecimento. vai ao bosque de Bolonha de
tarde, janla em sua caaa ou as dos outros e
noite val aos theatros e aos bailes, d'onde volta
s5 da maoha.
Este Parts de vero vai para o campo ou enca-
mioba-ie para umaa suppostas caldas, onde se
curam eofermidades imaginarias. Desles pari-
sienses nao ha um s aqu desde o 1 de junho.
Se s vetes de passagem sao obligados voltar &
capital, andam vestidos como se viessem de Car-
pentras ou de Mont-rond Agostara de que se co-
nhega que fazem caso da trra seno quande vi-
ve m nella.
(Conlinuarse-ha,\
PERN, TYP. DE M,F, DE FARIA & FILHO, Wlj


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