Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09388


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Full Text
wmt^^!^
AH IXITH lOMMO 211
Por tres-meies adiaotados 5$0o0
Per tres mezes vencidos 6J000
SEXTA FE11A 13 11 SETEMBRO II Itti
Porannoadiaotadol9J000
. Porle fraico tara o snbscrittor.
NCAftUGABOft DA SCBSCRIPCAO DO NORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
ty, Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tias Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr.Jernimo daCosta.
PARTIDAS UUS CUKKRlUs.
Olinda todos os dias as 9 1/1 horas do dii.
Igaarass, Goianna e Parahiba nu segundas e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caraar.AUinho a
Garanhuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro.Brejo, Pes-
queira.Ingazeira, Flores, Villa-Bella,Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartasfeiras.
Cabo, Serinhem.RioFormpso.Una.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
Todos os correiospartea as 10 horas da manhaa
EPHEMERIDES DO HEZ DE SETEMBRO.
4 La nova as 7 horas 52 minutos da man.
11 Quarto crescente as 10 horas e 56 minatosda
manhaa.
18 La eheia as 11 horas e 42 minutos da tarde.
27 Quarto minguante as 4 horas e 5 minutos da
manhaa.
PREAMAR DEHOJE.
Primeiro as 11 horas e 42 minlos da manhaa.
Segundo as 12 horas e 6 minutos da tarde.
DAS DA SEMABA
9 Segunda. S. Sergio.p. ; S. Seraphioa viuv.
10 Ter?a. S. Nicolao Tolenlioo ; S. Jader b. m.
11 Quarta. S. Theodora penitente; S. Proto m.
12 Quinta. S. Auta t. m.; S. Jurencio b.
13 Sexta. S. Felippe m.; S. Ligorio; S. Cypriano.
14 Sabbado. Exaltado da Santa Cruz.
15 Domingo. O Santissimo Nome de Maria.
AUlKtjulA, .US 1K11.UBAJS DA CAPITAL. ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO DO SUL
Tribunal do commercio; gandas quintas.
Ratafia: tercas, quintas a sabbados as 10 horas.
Pazenda: tercas, qaintase sabbados as 10 horas.
Jaizo do commarcio: queras ao mel dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do aival: tercas a stxtasi o meio
Alagoas, o Sr. Claudino Faleo Dias; Baha
Sr. Jos Martlns Airas; Rio da Janeiro, a Sr
EM PERNAMBUCO.
>i( rara uu cire ; lerCSS a SCXlBtlo meio
da. 0 proprietario do diario Manoel Pigaeiroa Ce
Seganda rara do ei?al: qaartas a sabbados a 1,Faria,na sua liTraria praca da Indepeadeneia b
hora da tarde: U a 8.
PARTE OFFICUL
G0VERN0 DA PROVINCIA.
Expediente do da 10 de setembro
de 1861.
OIBcio ao Exm. presidente do Rio-Grande do
Norte.Em addilameoto ao officio de 5 do cr-
lenlo que ti va a honra de dirigir V. Ex. acerca
da exposicao agrcola, que porordem do goveroo
imperial tem deser aberta oesta capital no dia 2
de desembro prximo vindouro, permita Y. Exc.
ponderar-lhe a conveniencia de sor nomeada
ueste capital urna commissao, que, coostiiuin-
do-se o centro dos producto?, que houverem de
ser remedidos para a exposicao, se corresponda
con a commissao central desta provincia com-
posta dos cidados mencionados na relaco
inclusa.
Se para melhor ordem o regularidade na re-
messa dos productos dessa provincia adoptar V.
Exc. a medida que venho de lembrar, rogo-lhe
a bondade descientGcar-me disso com a brevi-
dade que fr possivel.Iguaes ao3 Exms. presi-
dentes das provincias da Parahiba, Cear, Mara-
nho, Piauhy, Alagdas e Sergipe.
Dito ao mesmo.Dei o conveniente destino is
guias supplementares dos desertores Jos Fran-
cisco de Miranda e Manoel Domiogues Professor,
a que allude o officio de V. Exc. de 2 do corren-
te. Foram enviados ao coronel-commandaote
das armas.
Dito ao coronel-comman Jante das armss.Para
que eu possa resolver acerca do que V. S. solici-
tou em seu olBcio, n. 1,388, de 26 de agosto ul-
timo acerca do pagamento dos vencimenlos das
pngas destacadas na villa de Papacara couvm
que seja satisfeila a exigencia da thesouraria de
fazenda constante do officio por copia junto.
Dito ao capito do porto.Fajo apreseotar i
V. S. para ser inspeccionado, o recruta Felippe
Nery Barbosa.Communicou-se ao chele de po-
lica, que o remettera.
Dito ao cornmandante do corpo de polica.
Remeti V. S. o processo do julga ment do
soldado da 2acompanhia do corpo sob seu cora-
mando Jos Antonio Soares aura de ser cumpri-
da ai seotenca nelle proferida em segunda e ulti-
ma instancia pela junta, de que trata a portara
de 19 de novembro de 1858.
Dito ao mesmo.Informe V. S. acerca do que
pede o soldado do corpo de policia Honorio da
>ilva Colho Martins no requerimento que aqu
re que nao far proseguir no corrente exercicio
as obras da referida estrada, de modo que exce-
dam a quantia para elles consigoada.
Portara.0 presidente da provincia, confor-
mndole com a proposla do chefe de policia
constante de officioj n. 201 de 19 de marco ul-
timo e 874 de 5 do correle resoive crear um des-
tricto da .subdelegada de policia com a denomi-
nado de AfTogados na povoago do mesmo nome,
termo de Iogazeira com os limites segulotes:
partindo da povoacao de AfTogados para o nas-
rente at o lugar de Queixaba tres legoas distan-
te, d'ahi para o norte at o lugar Santa Clara na
distancia de 4 legoas, a dividir com as aguas do
Pianc, seguiodo d'ahi para o sul pela Serra da
Carapuca na distancia de 3 legoas: d'ahi pelo
pocote a dividir com o termo de Flores em Pacs
distanto meia legoa, seguiodo na direcgo do
norte pelo sitio S. Joo at as nascengas do riacho
Pogo de Anta,e seguiodo d'ahi na direcgo
do sul pelo sitioPortazioal a distancia de
tres legoas.Communicou-se ao chefe de policia.
Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao que requereu o delegado de policia do termo
do Limoeiro, lente Jos Antonio Pestaa, re-
soive conceder-lhe 15 das de licenga de favor
para vir a esta capital.
Despachos do dia IO de setembro
de 1861.
Jiequerimentns.
Antonio Pergenlino Moreira de
me o Sr. juiz municipal do termo
moso.
Beojamim Dionizo dos Santos,
director do arsenal de guerra.
Bernardo Maes.Informe o Sr. inspector
arsenal de marioha.
Demetrio de Gusmo Coelho, e Outro.Infor-
me o Sr. inspector da thesouraria provincial.
Francisco Jos da Conceigo.Remedido ao
Sr. Dr. chefe de policia, para mandar proceder
s precisas informales a respeito deste recruts,
ouvindo tambem a autoridadeque o recrutou.
Francisco Xavier de Souza.lodeferido, vista
das informages.
0 juiz e mesarios da confraiia de N. S. do Li-
vramenlo.Dirijam-se ao Sr. cornmandante su-
perior da guarda nacional do municipio do Re-
cife.
Joaquina Mara dos Prazeres Nauser.A' visla
da informarlo nao tem lugar o que pede.
Manoel Thonaz dos Santos.Nao tem lugar o
que requer o supplicaole, vista da ioformaco
educandos e educandas da provincia do Amazo-
nas 8:0005.Serra Carneiro.A. T. Amaral. o
O Sr. Souza Ramos (ministro do imperio)-Sr.
presidente, o objecto sujeito ao exame e delibe-
rado da cmara dos Srs. deputadoa por certo
da maior importancia. A lei do orcamento pro-
vfi a" execugo de todas as outras leis, aos recur-
sos principacs da administrado. Affectando to-
dos os interesses, ella tem por sua vez grande
alcance poltico ; por assim dizer a lei caracte-
rstica do systema representativo.
Sendo assim, nunca seria demasiado o exame
que a seu respeito se institnisse as casas do par- materia de que trata o orcamento.
sem as mesmss clrcumstsneias ; e ento o in-
teresse desses diversos, estabeleeimentos em ter
o maior numero de alumnos, poderia lera-Ios a
abusos que milito prejudicariam a instrueco pu-
blica do nosso paiz. Creio, pois, que o nobre
deputado reconhecer que nao pode ser concedi-
do o favor que pretende, apezar de que, dero re-
petir, condecido que o collegio do Caraga me-
rece o favor e a proteegao publica. ,
0 nobre deputado pela provincia do CearS, a
quem ji Uve a honra de referir-me, alargou-se
em diversas considerandos que tem referencia
mente aceita e admittida, doulrina me nao seia 1 r].> ,,,,,;. -*-__ *- .
compativel con, a liberdade do voto"; creio qje 8"e ?D0 .dos \ V' "*** h1*
appellaodo para os actos do gabinete, aura
Souza.Infor-
do Rio For-
-Informe o Sr.
do
Joanna Mara da Conceigo.Indeferido,
nao ser o recruta o nico lho que tem a
a junto, acompanhado de informaces, apresen- ] do coronel cornmandante do presidio de Fernn -
(indo V. S. a coota dos anoos do servido que ha > do ; Qcando por tanto, de nenhum effeito qual-
prestado o supplicante em dito corpo. j Dito ao cornmandante superior do Kecife. presidencia p^ra o fim requerido.
Sirva-se V. S. de expedir suas ordens para que
um dos batalhoes da guarda nacional sob seu
commando superior esteja postado em frente da
igreja de N. S. do Livramenlo no dia 15 do cor-'
rnla, afm de assistir a festa e acompanhar a
procisso da mesraa Senhora. I
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Queira V. S. expedir suas ordens para que pela
repartijo competente se arrecade os direitos,'
sello e emolumentos, que tem de pagar Belarm- !
no dos Santos Bolcao. designado para servir o i
officio de tabellio do registro geral das hypo-
visto
. sup-
plicante.
Joo de Medeiros Barasina.Opportunameote
ser attendido como fr de justga.
Jos OJillon Annes Jacome Pires.Gomo re-
quer.
John Doonelly.Informe o Sr. inspector da
thesouraria da fazenda.
Jesuino Archaojo de Albuquerque Pimentel.
Indeferido vista da inforraagao.
Manoel do Nascimeuto Ferreira dos Anjos.
, que constara Nao tem lugar, por isto que os motivos allegados
da nota junta por copia, conforme se recomen- nao coostituem isenco.
dou por officio desta presidencia de 14 de maio Manoel Antonio da PuriQcago.Informe o Sr.
de 1859. inspector do arsenal de marioha.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda. Manoel Nuoes de Mell.Eotregue-se medi-
Certo do conledo de sua informagao de 22 de aDte recibo.
agosto ultimo, sob n. 746, dada 6 cerca do paga- Manoel Faustino da Cruz.Concedo o prazo de
ment pedido pelo tenente Joo Adolpho de Sou-' 15 dias.
za Birreto, na importancia de 1209000, que se | Sebastio Jos de Arruda.O supplicante no
Ihe est a dever como se v dos documentos que exercicio do lugar para que f oi nomeado, nao
devolvo, por haver, na qualidade ue recrutadorl pode ser attendido no que requer.
tuecas do termo de Santo Anto
as freguezas de Santo Antonio e S. Jos desta
cidade, apreseotado para o sertico do exercito os
seis voluntarios consts-ates da relaco annexi aos
mesoios documentos, tenho a dizer que, com
quaolo as declaracoes feitas pelo juiz de paz res-
pectivo, nao sastisfago plenamente a disposico '
do regulamento do 1 de margo de 1858, mande!
V. S. effecluar esse pagamento, quando houver
credito|; Qcando'ua intelligencia de que nesta data
recommendo ao coronel cornmandante das armas
a expedigo de suas ordens pira que a citada dis-1
posigo regulamentar seja restrictamente cumpri-
da nos casos occorrentes.
Dito ao mesmo.Restituindo V. S. os docu-
mentos, que acompanharam a sua ioformaco de
22 de agosto ultimo, sob n. 747, relativos ao pa-
gamento que pede Manoel Jos da Motta Jnior,
na importancia de 333;OO, proveniente nao s
de passagens dadas porconta do goveroo para a
ilha de Fernn Jo,na barca nacional Atrevida, mas,
tambem de fretes de objectos que conduzio para
Vicente de Castro.Informe o Sr. inspector
do arsenal de marinha.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
SESSO EM 6 DE AGOSTO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe
A's 11 3/4 horas da manhaa fez-se a chamada,
e o Sr. presidente declarou aberta a sesso.
Lidas e approvadas as actas dos dias 3 e 4, o
Sr. Io secretario deu conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do ministro do imperio, datado de
3 do corrente, remetiendo por copia os pareceres
das congregacoes das {acuidades
. de medicina,
acerca da representado dos oppositores das mes-
an a relenda barca, tenho a dizer-ltae que, con- 1 mas faculdades.A' quem fez a requasico.
formo indica a contadoria dessa thesouraria, no I Urna representado de diversos moradores da
parecer a que se refere a citada informagao, man- freguezia de Nossa Senhora da Concei$o da ci-
de pagar dessa quantia, depois de restituidos os dade de Angra dos Reis, da provincia do Rio de
14 paos que nao foram entregues n'aquelle pre- Janeiro, contra a qualiQcacio de votantes a que
sido, ou o valor delles, a de 2169000 ; Usando o all se procedeu em Janeiro do corrente aono.
restante para ser aatisfeito quando houver ere- A' commissao de poderes.
dito.
Dito ao mesmo.Pode V. S. como indica em
sua informago de hontem, sob n. 837, mandar
pagar a quantia de 8O5OOO, que se est a deier
ao alteres do 2o batalho de iofantiria Frsocis-
co de Resende Pereira, por haver na qualidade
de recrutador das freguezias de Santo Antonio e
S. Jos desta cidade, apresentado para o servigo
do exercito, como se v dos documentos que de-
volvo, os voluntarios Galdino Estevo de Moraes,
Jos Machado de Souza, Felippe Brasilino de Ao-
drale Luna, e Horacio da Rocha e Silva.
Dito ao joii de direito de Santo Anto.Ao
seo officio, n. 28, de 16 de agosto prximo findo
respondo dizendo-lhe que acha-se na secretaria
do governo desde 14 de maio de 1859, em que
so communirou o esse jaizo, e offkiou-se ao juiz
municipal do termo de Santo Anto para fazer
constar ao nomeado, o ttulo pelo qual foi Bel-
larmioo dos Santos Bolco desgnalos para ser-
vir o officio de tabellio do registro geral da hy-
pothecasdessa comarca. Pelo que deve o mes-
mo nomeado pagar quaoto antes na reparticao
competente para onde se remelteu a oecessaria
nota, os respectivos direitos a fim de Ihe ser en-
tregue o mesmo titulo.
Dito ao juiz muoicipal de Serinhem.Para
deliberar ccerca do que expoz Vmc. em officio
de 27 de agosto ultimo e j bavia ponderado o
chefe de policia em officio n. 595 do 1 dejulho
ultimo com referencia ao mu estado da cadeia
dessa villa, haja Vmc. de mandar fazer um orga-
mi)to dos concerlos de que ella precisa e pro-
ponha pessoa que queira eocarregar-se de axe-
cuta-los pelo menor prego que for possivel.
Dito ao director das obras publicas.Respoo-
deudo ao seu officio de 16 de junho ultimo, sob
n. 156, tenho a declarar-lhe que deve Vmc. con-
siderar recejlo provisoriamente^ lango di es-
trada do norte (espreza Mamede] entregue n'a-
quelta dala pelo respectivo empreiteiro, visto ter
sido esse Jango concluido de conformidade cora
ai condigdes do sea contraeto.com informa Vmc.
em sou citado officio.
Dito ao eagenheiro Jos Mamede Alves Fer-
reira.Nao se podendo exceder a verba de....
70:0009 decretada ao 1* do art. 14 da lei do
orcamento provincial vigente com obras das es-
tradas da norte e Peo d'Alho, de que Vmc.
empreiteiro, conven que, em vista do disposlo
poderes
Um requerimento de Jos Quaresma de Moura
Jnior, pedindo ser matriculado no 1 annophar-
maceutico, que frequenli como ouvinte na facul-
dade de medicina da corte, e fazer acto logo que
aprsente attestado de novo examo de francez.
A' commissao de ioslrucgo publica.
Outro de Luiz Cometi dos Santos, pedindo que
sejara considerados validos os examet preparato-
rios em que foi approvado no collegio de Pedro
II, para poder matricular-se no 1 aono da aca-
demia jurdica de Olinia. A' mesma commis-
sao.
Leu-se, e foi a imprimir no Jornal do Com-
mercio, um parecer da commissao de poderes,
approvaodo a eleigo de eleitores a que se pro-
ceden em 16 de junho do corrente anno na paro-
cha de Nossa Senhora da Conceigo de Bempos-
ta, pertencente ao 3 districto da provincia do Rio
de Janeiro, em substituido eleigo feita em de-
zerabro do aono findo, que foi annullada por esta
cmara.
ORDEM DO DA.
Entrando em 3a discusso a proposta do gever-
no, quo flxa as torgas de trra, veio mesa a se-
guinte emenda da commissao, que foi lidia, apoia*
da e posta juntamente era discusso.
a Ao artigo additi?o accresceote-sedesde j.
A discusso tkou adiada pela hora.
Orou o Sr. Carlos Luz.
Continuando a 2* discusso da orgamento do
ministerio do imperio, vieram mesa as seguin-
tes emeodas, que foram lidas, apoiadss e postas,
conjuoclamente em discusso.
. Ao art. 2o n, 32, accrescente-se o seguinte :
inclusive 4:0009 imperial academia de medi-
cina e o que fr necessario desde j para oceor-
rer s despezas com a inspeceo de Mude dos
portos, fleaodo o goveroo autorisado a alterar a
tabella annoxa ao decreto n. 2,734 de 23 de Ja-
neiro de 1861 em ordem a dimiuuir-se a despeza
com o pessoal.
Supprima-se a verba n. 22 com os empre-
gados da visita de saude dos portos, e o n. 39
com a imperial academia de medicina.
c A' verba 3accrescente-iedesde j.Cu-
nha Paranagu.i. Alencar.Pinto Lima. '
t Ao 9 26 do 'art. 2o diga-sesendo 6:0009 pa-
ra o seminarlo episcopal da provincia do Ama-
zonas.Serra Carneiro.A. T. Amaral.
a Accrescente-se onde-coavier; para auxilio
00 4* do art. 14 da citada lei, Vmc. me deca- d alumnos indgenas nos estabeleeimentos de
lamento, exame que, quanlo mais aecurado o mi-
nucioso, melhor attenderia s conveniencias do
governo encarregado de suaexecugo, associao-
do-se sua responsabilidade a dos representan-
tes da nago, a quam cabe especialmente zelar os
interesses dos contribuidles.
Entretanto a discusso nao tem versado preci-
samente sobro as verbas do orgamento.
Mas d'ahi nao se conclua em desvantagem do
reconhecido zelo da cmara dos Srs. deputados.
tendo de deliberar sobre materia to importante.
O seu exime foi commettido a urna Ilustrada
commissao da casa, as emendas por ella offereci-
das importara todas em reduo^o da despeza or-
gada e em resultado do urna dimiuuigo na im-
portancia de 170 0009000.
E' bem visto, perianto que a deliberado da
cmara dos Srs. deputados assenta sobre examo
to acurado como convinha.
Se a discusso nao tem versado sobre as verbas
do orgamento, porque os nobres deputados es-
to convencidos da regularidade com que na pro-
posla do goveroo, emendada pela commissao, se
fixa a despeza. E por certo nenhuma outra re-
duego, alera das que se acham consigoadas as
orneadas da illustre commissao, poder ser feita
nesta occasio.
Cabe aqui fazer algumas reflexes sobre urna
das judiciosas considerares que ao conhecimen-
to da casa trouxe o nobre deputado pela provin-
cia do Cear, relator da illustre commissao.
O nobre deputado, Ilustrado como reconhe-
ceu que nesta lei nao se poderia suprimir as con-
signarles voladas para certos servigos creados
por leis perramentes, de que entretanto na sua
opinio deveria ser alliviado o estado, porque
melhor e mais convenientemente seriam satisfei-
tos por iniciativa particular.
Refino-so o nobre deputado ioslrucgo se-
cundla e aos auxilios prestados a diversas in-
dustrias.
Nao eslou looge de concordar com o nobre de-
putado quanto efficacia da iniciativa particular
em muitos servigos ; mas em um paiz novo como
o nosso, este principio nao pode ter to largo
deseovolvimento, to extensa applicago.
Com relago a nstruego secundaria, a coasti-
tuigo do estado, apreciando bem as circunstan-
cias do paiz garaotio-a por meio de collegios e
universidades, que nao podem deixar de pesar
sobre os cofres pblicos. A respeito de outros
servigos, especialmente das industrias subvencio-
nadas, o nobre deputado na de reconhecer que
anda por multo lempo ellas necessitaro da pro-
teegao do eslado, sendo ioapplicaveis s circums-
tancias de um pafz novo as doutriaas e as prti-
cas de paizes mais adiantidos.
O nobre deputado pela provincia de Minas, que
encetou este debate, nao confiando na suficien-
cia das economas em que o governo se empenha
para occorrer s difficuldades do nosso eslado fi-
nanceiro, lembrou a conveniencia da reviso doa
impostse da creago do imposto territorial.
Para que so a economa no dispendio dos di
nheiros pblicos resolva as difficuldades do d-
ficit com qud lutsmos, ser necessario que seja
aturada ; exige o decurso ae algun annos.
O goveroo porra emende que anda nao che-
gada a occasio da necessidade de novos impos-
tos; o goveroo entende que por ora urna severa
economa e o empregode meios em outras occa-
sies autorisados sero sufficientes para trazer al
gum melhoramento ao nosso estado fioanceiro.
Applaudo que do lado liberal, onde se aasenta
o nobre deputado pela provincia de Minas-Geraos
que encetou ests discusso, ae manifest a dispo-
sigo de habilitar o governo com os meios neces-
sarios para satisfazer s exigencias do servigo pu-
blico. Applaudo que o nobre deputado nao te-
nha repugnancia em lembrar a creago deimpos-
tos. Mas, em minha humilde opinio, quando
para occorrer s difficuldades da situago se hou
vesse delangar modo recurso dosimpostos, nao
seria ensejo asado o actual para ser adoptado o
de que fallou o nobre deputado.
A lavoura a principal fonte da nossa riqueza,
por isso mesmo nao convm sobrecarrega-la de
impostos.
O imposto territorial tem vanlagens conhecidis
e o nobre deputado as referi ; mas, sabendo-se
que no paiz para o progresso di lavoura, a ne-
cessidade sentida nao a falta de trras, mas a
de bragos, a creago do imposto territorial, as
circumstancias em quo nos acharaos, em vez de
resolver as difficuldades fioanceiras, as augmen-
tara com o maior grvame da lavoura. (Muitos
apoiados.)
alais tarde, quando tiver crescido a nossa po-
pulago, quando se seutir a eacassez de trras
para serem lavradas, ento esse imposto ser
nao s necessario, como at de grande conve-
niencia.
O mesmo nobre deputado pondero a conve-
niencia de se equipararem as congruas dos paro-
chosencorameudadoa as que tem os parochos col-
lados. O estado difficil dos cofres pblicos urna
considerago que primeira vista ae offerece con-
tra ss observagdes do nobre deputado. Alera
disso, parece-rae que nao se consulta bem a con-
veniencia do servigo tirando aos parochos o in-
centivo, esse tal ou qualioteresse de procuraren
collar-se as freguezias, antes, do que servirem
interinamente. E depois esta alterago affectaria
os principios porque se regulara empregados de
outras classes : por viade regra, nanea o subs-
tituto tem as mesmas vantagens que o efec-
tivo.
Recoohego com o nobre deputado a necessida-
de de se prover o bispado da Diamantina ; o mo-
tivo da demora coohecido pela cmara dos de-
putados, e consta do reiatorio da repartigo. As-
seguro porra ao nobre deputado que o governo
nao ae descuida desta grande necessidade, e que
espera brevemente poder satisfaze-la.
Nao me parece que se possa fazer ao collegio
do Caraca o favor de que faltou o Sr. deputado a
quem tenho a honra da referir-me. Como o no-
bre deputado, forme o melhor conceito do estado
daquelle eatabeleciment, de reconbecida vanta-
gem para a provincia de Minas ; mas para que o
collegio do Caraca podesse conferir o grao de ha-
cha re aos seus alumnos, como se pratica no col-
legio de Pedro II, seria necessario que naquelle
collegio se ensinaasem (e nisso concorda o nobre
depulado) as mesmas materias que se ensinam no
collegio de Pedro II. Mas quem conhece, como
o nobre deputado, a organisago deste collegio,
de certo nao achara conveniencia em applica-la
ao do Caraga. .
Demais, para que este collegio conferisse tam-
bem aquelle grao, neceasario seria que se dsse
ao goveroo, alm da iospecgo que Ihe compete
sobre todos os estabeleeimentos de ioslrucgo pu-
blica, urna interferencia muito directa, muito par'
ticular.
E, a concader-se tal favor ao collegio do dra-
ga, seria preciso eiteade-lo a quaotos se acbai-
So judiciosas as considerages com que o no-
bre deputado oceupou a altengo da cmara. Al-
gumas porra nao me parecem applicaveis s
nossas circumstancias, e destas tratarei.
"Fallou o nobre deputado na conveniencia da
creago de tira tribunal de contas, semelhaoga
do que existia em Fraoga no lempo do rgimen
parlamentar, e est adoptado em outros paizes.
A principal vanlagera da creago deste tribunal,
como se v da exposigo do nobre deputado,
consiste na melhor fiscalisago das despezas pu-
blicas, no melhor exame das contas dos minis-
tros, porquanto actualmente essas contas nao se
tonara, e constam somenle dos balangos, que
tarde se distrbuem as cmaras, e ficam sem
exame. Se coraprehendo bem o systema do tri-
bunal de contas admittido na Franga no campo
do rgimen parlamentar, pens que a sua creago
em o nosso paiz nao occorreria s necessidades
que o nobre deputado leve em vista remediar.
Em grande parte as funegoes deste tribunal en-
tre 069 esto incumbidas ao tribunal do thesouro,
creado pela constiluigo e presidido por um mi-
nistro. Ahi sao examinadas as contas dos diver-
sos respoosaveis pelos dinheiros pblicos, sujei-
los sua jurisdiego.
O tribunal de contas em Franga tambem nao
conhecia dascontis dos ministros, sendo apenas
examinadas por urna commissao tirada d'entre
seus membros.
Esse exame era depois offerecido ao proprio mi-
nistro, com um reiatorio sobre os melboramentos
oecessarios naquelle ramo de servigo. As cootas
dos ministros assira verificadas pelo tribunal,
eram subraettidas ao exame de urna commissao
de nove membros, nomeada pelo governo e lira-
da do mesmo tribunal, do cooselho de estado e
das cmaras.
Esta commissao fazia um segundo exame geral
sobre as contas dos ministros, o qual acompa-
nhado de um reiatorio, era sujeito s cmaras le-
gislativas, a quem competa definitivamente o
coohecimento destas contas. Assim o systema de
exame e tomada de cootas dos ministros era na
Frang substancialmente o mesmo que se acha
adoptado entre nos.
Demais, parece-me que em o nosso rgimen
cooslitucional nao se pode crear um tribunal su-
perior a um dos poderes polticos do estado ; e
na pratica creio que, auaesqaer quefossemas
cautellas que se tomassem, os resultados nao cor-
responderan) s vistas do legislador, proraoven-
do a creago deste tribunal para a fiscalisago e
exame das contas dos ministros, nem compensa-
riamjos inconvenientes resaltantes do acrescenta-
mento de um fuoccionalismo dispendioso.
Era todo o caso, como o illustre deputado, aven-
tando esta idea, reconbeceu que nao era occasio
de ser recebida, escusado qualquer discusso
mais este respeito.
Era outrasoccasies tenho reclamado a conve-
niencia de um melhor e mais aecurado exame
as despezas publicas. Hoja, por tanto, nao pos-
so deixar de dar todo o peso s reflexes do no-
bre deputado pela proviocia do Cear, e de re-
conhecer que, comquanto muitos melboramentos
teohamos conseguido desde certo lempo oeste
ramo de servigo, aioda se pode fazer algumacou-
sa mais. Delle se oceupao governo.
Os balangos nao podem ser publicados mais ce-
do que o tem sido al agora : findo o exercicio,
linda ha seis mezes para a quidago. Pela dis-
tancia em que esto algumas provincias da corte,
lerailo as thesourarias tempo para prepararen)
suas contas e remette-las ao thesouro, onde com
ellas se forma o balango, nao possivel urna de-
mora menor de dous annos para a sua publi-
cago.
Urna vez porra distribuido as cmaras, seria
de grande conveniencia que se procedesse a exa-
me a respeito do modo porque esse servigo se
fez.
Nao posso portanto deixar de reconhecer, como
j disss, quealguns melhorameotosse podem ad-
miltir; mas dependem principalmente das cama-
ras legislativas.
Feitas estas observages que dzem respeito ao
orgamento que se discute, eujdeveria aqui por ter-
mo ao meu discurso. Entretanto pedirei licenga
cmara para occapar, aiada que brevemente, a
sua attengo com materia estranha, e que alias
tem sido o objecto principal, ae nao nico, dos
debates.
Nao aceitara a discusso sobre a responsabili-
dade do poder moderador,soberana do povo, in-
tervengo ministerial as eleiges, direito de re-
volugo, e outras quesles que tem absorvido a
attengo da cmara.
O Sr. ministro da justga disse quanto basta so-
bre estes diversos assumplos, e o dase de modo
seguramente satisfazer a cmara dos Srs. de-
putados.
Tambera nao aceitarei a discusso que um ou-
tro nobre deputado posteriormente pareceu pro-
por sobre a intelligencia do artigo 61 da consti-
luigo do estado, comquanto talrez esteja na me-
moria de alguna nobres deputados que na occa-
sio em que se agitou easa questo, eu fui o pri-
meiro que tendo asseato nesta casa, levntei-me
para sustentar a intelligencia verdadeira desse
artigo da constiluigo, do modo porque o havia
entendido o senado : mas urna questo.que nao
tem actaalidade, e oo convem agora aceitar de-
bate sobre ella.
Limiltar-me-hei a algumas explicages, e
especialmente aquellas que se referen mim.
Quanto s arguiges feitaa assim ao Sr. minis-
tro da agricultura, como ao Sr. ministro da ma-
rinha e ao Sr. ministro da fazenda, em occasio
opportuna, na discusso dos respectivos orga-
mentos, sero dadas as explicages precisas, bem
que algumas dessas arguiges trouxeram em si
mesma a sua refutaco.
Arguio-se, por exeoplo, ao Sr. ministro da
agricultura e ao Sr. ministro da marioha por te-
rem em seus gabinetes pessoasconjunctas.
A casa sabe que o official de gabinete de re ser
nao s pessoa habilitada, como tambem que me-
rega toda a conflanga do ministro ; e precisa-
mente o caso em que bem procede o ministro
quando tendo pessoa conjuncta que rene as pre-
cisas habilitages, a adrante no seu gabinete.
Principiarei as observages que tenho de of-
ferecer considerago da casa referindo-me ao
discurso do nobre deputado pela provincia de
Minas-Geraes, que encetou a discusso.
O nobre depuiado achou bem definida a con-
tando doulrina boa o programma do actual ga-
binete ; mas nao se pronunciou em favor do ga-
binete, porque o nobre ministfb da justga nao
quer reforma alguma na lei de 3 de dezambro e
em outraa lea, e sustentou o direito do goveroo
de intervir as eleiges. Q nobre deputado, po-
rra, reconhecendo que o meu illustre collega
nem declarou que nao admittia reforma alguma,
. do gabinete, adra de
poder definir bem a sua posigo, acabar por
prestar-lhe o seu apoio, por quanto seus actos
sero sem pre conforme ao programma com o
qual est do accordo o nobre deputado.
Com esta persuaso, comquanto tenha o pezar
deque o nobre deputado nutrase desconfiaoga
que nao bem fundada,'folgo de o contar no nu-
mero dos que nao de auxiliar o gabinete
OSr. Lima Duarte :Terei nisso muito prazr,
se forera realizadas as ideas por nos aposenta-
das, e que esto no programma : os nomes me
sao indifferentes.
O Sr. Ministro do Imperio ;Menos justo pa-
ra com o gabinete foi o nobre deputado pela
proviocia de Parnambnco. O oobre deputado se
decl
r.if.*^111 ?PScS,) peIoi act0,s aneriorm3oteo ensejo para se forra
praticados pelos seus membros fora da adminis-
tragio. Nao pode o nobre deputado ter conflan-
ga no ministerio porque e actual ministro do im-
perio perleoceu a um gabinete em 1852 que se
excedeu na applicago dos principios de centra-
lisago, que meoosprezou as provincias, que des-
considerou os representantes da nago ; nao pode
ter coofiaoca no gabinete, nem acreditar que seja
moderada a sua politice, fazendo parle delle um
ministro contra quem o nobre deputado nutre
taes preveoges, ministro que por seus excessos
creou urna grande opposigo no seio do proprio
partido, provocando o apparecimento do partido
parlamentar, e depois foi Hgeiro. Esta ligeira
exposigo do que disse o nobre deputado por
Peroambuco encerra grave injustiga que o nobre
deputado permittir que eu torne saliente.
Nao pretendo, Sr. presidente, ser julgado, no
cargo que actualmente oceupo, por actos ante-
riores; conlento-me em ser julgado pelo que -
zer, pelo que priticar. Se porm nao estivesse
(o seguro em minha consceocia, se nao esti-
vesse persuadido de poder desempenhar agora os
raeus deveres, seria o primeiro a invocar e a
desejar ser julgado pelo que pratiquei em outros
cargos polticos que tenho oceupado.
Se tratamos do programma do actual gabinete
na parte relativa economa no dispendio dos di-
nheiros pblicos, eu chamara lembraoga da
cmara q desfavoravelmente julgado pelo nobre deputado
por Pernambuco foi um dos que maior economa
realisaram.
Consta dos balangos que na repartigo em que
Uve a honra de servir gastou-ae no exercicio de
1852 a 1853, 2,190:0009. Da ni em diante se foi
progressivameote augmentando a despeza, sendo
a do ultimo balango de 4,370:0009.
J v o nobre deputado que, soccorreodo-me
a lgica inexorarel dos algarismos, eu poderia
apparecer nesta casa e dizer: < o meu passado
impe a confiaoga de que serei zeloso no dispen-
dio dos dinheiros pblicos.
Com a mesma vaatagem oo entrara na apre-
ciago do modo por que esse gabinete pratisou a
sui poltica...
O Sr. Silveira Lobo : Apoiado.
O Sr. Ministro do Imperio :.... por quanto eu
oo teria em meu apoio documentos desta ordem,
Qcaria exposto a aprecisges diversas, conforme
as paixes...
O Sr. Silveira Lobo:Porque os factos dizem
muito.
O Sr. Ministro do Imperio : Seria mesmo in-
conveniente, Sr. presidente, e eu recuaria dianle
da responsabilidade de levantar o. veo de um
passado dsete annos para vir trazer cmara
recriminages inconvenientes, pelo menos fra
de todo o ioleresse na aclualidade. (Apoiados.)
Mas, Sr. presidente, fiue assentado na opi-
nio da cmara dos Sr. deputados que, decli-
nando desta discusso de um passado de sete an-
nos, eu oo renuncio ao direjlo de recorrer do
juizo do nobre deputado por Pernambuco, para o
do lado menos suspeito desta casa, aquelle que
se mostra desfavoravel ao actual gabinete.
Se por ter servido naquelle gabinete sou in-
compativel para um ministerio que se proponha
a p rali car s poltica da moderago ; essa ocom-
patibilidade se estende ao honrado Sr. conselhei-
ro Zacariaa de Ges e Vascoocellos. Se nesse ga-
binete em quesempre houve o mais perfeilo ac-
cordo as vistas polticas...
O Sr. Zacaras :Apoiado.
(Apoiados.
Por um lado, o ministerio com toda a fran-
queza tem declarado que examina, que eatuda
as conveniencias publicas com a circumspego
que a gravidade da materia requer; e quo op-
portunamenle, no primeiro raez da sesso do
anno seguinte, apresentar aquellas reformas
que entender necessarias e s aquellas, que
entender necessarias. S nessaoccasio, por
tanto, os que nao concordaren! com as opi-
nioes do goterno formaro um parlido re-
gular, conveniente, de opinio, nascido da di-
vergoncia das ideas ; visto que, por su parte,
a nobre opposigo oo tem exposto as suas ideas;
nao tem exposlo as reformas que desoja, o que
dara occasio a que o governo por sua vez
isse ou coocordasse; faltando assim
arem os partidos de opi-
nio, como necessario que existam no systema
representativo.
Presentemente ha o governo que quer a exe-
cugao da coaslituigao, que quer a observancia
das leis. que admilte reformas pautadas pelas
necessidades do paiz, que as estuda. que reflec-
te sobre ellas para offerece-las considerago
do poder legislativo:
O Sr. Silveira Lobo:J deviam estar estu-
dadss.
OSr. Ministro do Imperio.-Do outro lado
esto alguos que concordando em grande parte,
se nao-no lodo, como programma do ministerio,
nao confiara entretanto nos ministros. E ento,
se tivessemos de deQoir a situago, diriamos :
Existem partidos, os ministros de um lado ; os
que entendemqueos ministros nao sao capazes,
do outro.
que eu tallei ? Parece-
os partidos que podem
necessidades do oosso
capacidade pesssoal, eu
O Sr. Ministro do Imperio :.... nos actos de
mais importancia dos respectivos ministros, al-
guem pulesse ter preponderancia, folgo de reco-
nhecer que este caberia ao nobre deputado pelo
Paran Entretanto parece-me que a cmara
dos Srs. deputados nao poder ter esta nobre de-
putado como incapaz d fazer parle de um mi-
nisterio que se proponha a pralicar a poltica da
moderago.
Nao sei, porque nao ti ve a honra de ouvir o
discurso do nobre deputado por Pernambuco e
isto cora grande pezar, porque por objecto do ser-
vigo fui arredado desta casa, oo sei se o nobre
deputado trouxe como motivo para justificar a
miaba insuficiencia para executar urna poltica
de moderago a" minha adminiatrago na provin-
cia de Pernambuco. Nao sei se o nobre deputa-
do se referi a esse acto da minha vita poltica ;
se se referisse, eu teria occasio de fazer o mes-
mo appello para s cmara dos Srs, deputados, e
designadamenle para o lado liberal, que igual-
mente nao pode aer auspeito.
Em prova dofefeilo da reorgansago do ac-
tual gabinete se trouxe divergenciaa de opinio
entre o ministro do imperio e o nobre ministro
da justiga. Mo ministerio de que Qz parle, ten-
do mui dignamente um aasento nesta cmara o
actual Sr. ministro da justiga, s em urna ques-
to como sabem os nobres deputados, manifes-
t 11-so elle contra o governo, retiro-me a estra-
da de ferro de Pedro II.
O nobre deputado nao approvou o procedi-4
nenio do goveroo de mandar contratar a cons-
truego dessa estrada pelo nosse ministro em Lon-
dres. Parece-me que a divergencia de qual-
quer memoro da casa a respeito de um acto da
adminiatrago nao eslabelece incorapalibilidade
pan quem quer que seja absolutamente.
Seria impossivel no paiz um ministerio que
cujos membros nunca tivessem divergido em
questes adninistralivas. (Apoiados.)
Tanben se ten procurado achar divergencia
entre mim e o Sr. ministro da justiga, dizeodo-
se que elle afirmara a existencia de partidos, e
eu a negar.
Senhores, desanima tomar a palavra, quando
as nossas proposiges sao por tal maneira inverti-
das. Nao de hoje de tempo muito anterior que
eu tenho expressado a ninha opinio a respeito
dos partidos. Oque eu disse no senado o aono
passado e en annos anteriores foi o que repet
oesta casa.
Nao disse que nao existiam partidos, mas que
os partidos conservador e liberal, taes como
eran, nao podan existir hoje. Tinha cessado a
sea razio de existencia desde que os antigos libe-
raos oo queran as mesmas reformas que outr'o-
rajulgavam necessarias para bem dojpaiz. Ento
os amigos conservadores, mudada assim a situa-
go, oo podiam sustentar sem alteragio algu-
ma as medidas que, necessarias em urna poca,
precisavam da modificago depois para produzi-
rem seus bons efleitos. (Apoiados.)
Mas desses partidos
me que nao sao estes
satisfazer s grandes
paiz. (Muilos apoiados.)
Se a queato fosse a
seria o primeiro a reconhecer e afirmar qu
este lugar me oo compete. (Nao apoiados ge-
raes.) *
O Sr. Octiviaoo :Neste ponto V. Exc. nao
acha divergencia da parte da opposigo. Tambem
dissemos nao apoiados. Quizesse V. Exc. .
O Sr. Ministro do Imperia :Eu pela minha
parte, senhores, como j declarei perante esta
cmara, nao aceito a doulrina da aolidariedade
nos termos era que se tem concebido a ponto de
nao ter um ministro a liberdade de expor as
suas opinies, de ser obrgado a deixar na por-
ta do gabinete tudo quaoto pensava, ludo quao-
to era opinio sua anteriormente, para dentro
delle formar urna opinio artificial.
Direi, pois, que urna das primeras necessida-
des que reconhego no nosso paiz a existencia
de partidos de opinio.(Muitos apoiados.) Nao
existindo, de necessidade que se creem. (Mui-
los apoiados.)
E se quizermos entrar em um exame desapai-
xonaJo, ae quizermos buscar a causa principal
do atrazo da nossas fioangas, e de difficuldades
de outra ordem com que luamos, talvez a en-
cootremos na falta de partidos regulares (muitos
apoiados). de partidos de opinio, que tenham
dianle dos olhos os interesses pblicos (muilos
apoiados), e nao as conveniencias-dos individuos.
(Apoiados geraes.)
Um Sr. deputado:Cada um governo com as
suas ideas, e nao com as ideas dos contrarios.
O Sr. Paes Brrelo :Se houve ministros quo
esbaojassem dinheiro, a causa nao foi a conci-
liago.
(Trocam-se apartes entre os Srs. Cruz Macha-
do, Silveira Lobo e outros.)
O Sr. Ministro do Imperio :Nao pude com-
prehender bem a accepeo que se deva attribuir
palavra ligueiro (Ouga'n I ougam 1). com que o
oobre deputado pela provincia de Pernambuco
me quiz definir.
Fazendo justiga s intenges do nobre deputa-
do, eslou persuadido de que com isso nao teve
em vista dar-me urna posigo que me fosse des-
favoravel, nao quiz doestar-me. Mas o discur-
so do nobre deputado lido fora da easa.
Nao me proponho a defender a minha cohe-
rencia poltica, por quanto creio que a cmara
dos Srs. deputados faz justiga a quem agora oc-
cupa a sua atleogo.( Muitos apoiados )
Nao tendo eu odios, nem interesses, nao po-
da ter na poltica um procedimento que nao fos-
se sempre dictado pela cooscieocia, que nao fos-
se dirigido pelas minhas conviegss. De passa-
gem porem lembrarei (at porque a este propo-
sito tem sido referida essa circumslancia) que nao
sou intruso na cadeira que actualmente oceupo ;
eu poderia occupa-la desde a orgaoisigo do ac-
tual gabinete.
Parece-me que o nobre deputado quiz dar-me-
como fazendo parte de um parlido (nao sei so
bera se possa chamar assim] que se orgaoisou na
corte no principio deste anno, e que lomou oes-
sa occasio a deoominago de liga cooslitucio-
nal.
Desse sjuatamenlo de amigos, como Ihe cha-
mar, fizeram parte alguns meus e meus corre-
ligionarios em opiniea conservadoras a muitos
anoos. A cmara aabe (porque no senado j mo
exprim a esse respeito) que nao mostrei concei-
to desfavoravel da denominada liga constitucio-
nal ; nao vi que dahi pudesse pnmr perigo para
o paiz, porquanto, referindo-me principalmente a
esses amigos, grande era a minha coofinga na
firmeza das suas opinies. Acreditava que dahi
nao virla compromettimaoto sdoutiinas conser-
vadoras ; achava vantagem na tendencia que
assim se man Testa va para a formago de partidos
de opinio. A verdade porm,oque nao pode ser
em boa f conteatada, que eu nao fiz parla dessa
liga....
O Sr. F. Octaviano:Apoiado, verdade : V.
Exc. honra va-nos cora as suas sympalbias.raas no-
fazii parte da liga.
O Sr. Ministro do Imperto :A cmara reco-
nheca que eu nao devo continuar neste assumpto
depois da palavra autoritada do nobre deputado
pelo municipio neutro.
O Sr. Saldanha Marinho:Sem negar a alta
coadjuvago que V. Exc nos preslou, e pela qual
Ihe somos sempre mullo obrigados.
O Sr. Ministro do Imperio .Pego licenga ao
nobre deputado para nao aeceitar o favor que ma
faz de attribuir-me alta coadjuvago liga cons-
titucional....
O Sr. Saldanha Marinho:Appello para o po-
vo do Rio de Janairo.
O Sr. Ministro do Imperio :O nobre deputado
assererando assim,uo pode esperar ser acredita-
do por aquellos que fizerem justiga nobreza da
seu carcter. Se por ventura eu tivesse prestad
esses favores que tanto aproveitaram ao nobre de-
putado....
O Sr. Saldanha Marinho :Sam duviaa.
O Sr. Ministro do Imperio :.... a nobreza de.
seu carcter nao permilliria que viesse em pu-
blico fazer-me colpa disso.
O Sr. Saldanha Marinho:Nao fu'culpa ; es-
lou agradecendo-lbe, e V. Exc. nao tem razo.
para applicar-meessas patarras.
O Sr. Ministro do Imperio :Todo o hornero.
tem o direito e o dever de dirigir-te pela sua in-
telligencia, licito melhorar de opinio ; as di-
versas modiflcages por que passam as opinies
dos horneas polticos, s. nio sao admissiveis
Nao neguei que etistia partidos; mas affiirmo .
asm sualentou, respeito da iotervenco do go- que partidos regulares, partidos de opinio, que 1a*o vemouas eleigies; doulrina qu nao seja geral-1 discordara um do outro a respeito das madi- [Portanto j se ve que oenhum ioleresse, qenhu


;.

DIARIO DI MRHAMBUCO. *- SEXTA FEIA 13 DI SETEMBRO BE 1861.

_
__
MUIE1
na razio me aconselharia a que negasse setos i
que nao sao deshonrosos ; aseverando-o?, tenho ,
odireito de ser acreditado....
O Sr. Saldaoha Marinho :Todo dos, sem du-
Tida nenhuma.
O Sr. Ministro do Imperio : .....Unto mais
rnea* polticos que team por norma a coherencia
a franqueza e a hooestidade no procedimen-
I*..........
O Sr. Saldanha Marioho : 0* coropanheiros
ale V. Exc, que fazera parte da liga, sao lio co-
herentes, francos e honestos como V. Exc.
O Sr. Ministro do Imperio: .... e at porque,
Mohores, d'ahi nao me ria a incompatibilidade
srsaida.
Serlo, ou dar-se-hao os nobrea deputados
cono incompatiris com todoa aquelles com
- quem aiuda hontem se achavam na Iota mais
desabrida? Eu creio que nao.
Sr. presidente, techo oceupado a altengio da
casa com considerares de que pudera dlspen-
sar-rne. Vou concluir o mais breve que me fr
permittido : mas antes disso, e em prova de con-
sideracao sos nobres deputados que teem tomado
parte neste debate, eu nao de*o esquecer algu-
nas observarles do nobre deputado pela pro-
vincia do Maranhao.
O nobre deputado sendo conserrador, como
disse e eu o creio, entretanto nao deu o seu (ran-
eo apoio ae ministerio de anas ooinie*. as
diversas observages que fez, desfavoraveis ao
actual gabinete, trouxe a de elle nao pode conti-
nuar porquo nao tem maioria na cmara dos Srs.
deputados, est desunido e divergente.
O actual gabinete nutre a lisongeira presump-
cao de que tem na cmara dos Srs. deputados
urna maioria sufRciente para coadjuva-lo na rea-
lisago do sea programma; as votagdes, at a
prova do escrutinio secreto que est superior a
toda a suspeita, porque ahi nao se mente a cons-
iencia, do ao ministro urna maioria sufi-
ciente.
O Sr. Gomes de Souza : Triota e cinco para
qnarenta e oito, est na mesma proporgo que
50 para 70.
O Sr. Ministro do Imperio : O ministerio nao
precisa de maiorias estrondosas, e peco liceoga
ao nobre deputado/para communicar-lhe a expe-
riencia que adquir na pratica do nosso parla-
mento. Y
Fui membro da cmara dos deputados no tem
vo das chamadas cmaras unnimes, em 1815
liberal, e em 1850 conservador, e com toda a
franqueza declaro ao nobre deputado que
nenlium ministerio desse tempo leve por si urna
maioria to unida como aquella com que se
feonra o actual gabinete.
Entre os membros do gabinete existe o mais
perfeito accordo de vistas na poltica do
pait........
O Sr. Ministro da Justina : Apoiado.
O Sr. Ministro do Imperio: ........e nao s
isso, a maior estima c cordialidade entre seus
jmembros, estima e cordialidade que assevero
continuar ainda depois de dissolviJo o gabi-
nete.
O Sr. Ministro da Justiga : Apoiado.
O Sr. Ministro do Imperio : Ora, reguln-
dole por ahi, pelo accordo entre os mioistros,
pela estima que existe entre elles, este ministe-
rio estara destinado para ser notavel pela lou-
ganimidade ; mas assim como o ministerio que
se honra com urna maioria como aquella que o
apoia, comprehende o dever de nao largar seu
posto seno dadas as coodices regulares do sys-
tcma representalivo, tambem fra deltas nao
pretende conservar-se
Sendo assim, se o gabinete liga sua durago
s condici'S regulares do systema representalivo
e estas nao sao s as quo apontei, nenhum bo-
xeen) prudente pode, e eu nao ouso prefixar a
durago do gabinete.
Entretanto se interessa a alguem formar ura
juizo a este respeilo, eu o habilitirei com esta
declarado com que vou concluir o meu dis-
curso :
O gabinete goza da coofisnea da cora, e
tem as cmaras urna maioria sufBcienie para.
coadjuva-lo na realisacao do seu programma : e
por sua parte est resolvido, por dever e empe
nlio de honra, a envidar todos os esforgos para
por seos actos, regrados sempre pela justica,
pautados pelas grandes conveniencias do paiz,
nao descahir no ronceito da corda, e cada vez
azer-se mais digna do apoio coosciencioso de
ambas as casas do parlamento. (Muito bem,
xnuito bem.)
Ora anda o Sr. Furlado, fcando a materia
adiada pela hora.
O Sr. preiideute d o ordem do dia e levanta
a sesso s 4 horas da tarde.
rl a proposta como definitivamente resol vida e
ser remettida ao, governo. ^
Art. 5o Os ofiieiaes que se julgsrem prejudi-
caflos podsro representar ipcommissao, dedu-
zindo o seu direito e ajuotando os documentos
que quizer.
No caso de que a commissio os nao altenda,
ser o negocio submetlido ex-offlcio ao conselho
supremo mililar para em ultima instancia profe-
rir o julgamento, coro o qnal se haver pro-
posta como irrevogavel, eserienviada ao gover-
no para, em virtude della, preenchtr as vagas >
que ella s referir.
Art. 6 O motivo da preferencia por mere-
cimenlo ser expressamente declarado n* pro-
posta e mencionado na patente que fr pelo go-
verno expedida, nio podendo o mesmo motivo
servir para nova promovi do mesmo individuo.
Art. 7* O governo dar os regulamentos ne-
cio, e outros que constituem a riqueza publica,
ao passo que cream a particular.
Com effeito, a perduraco do antagonismo en-
tre o norte e o sul dos Estados-Unidos ; o proee-
goimento da guerra em que se conflagran a* duas
parcialidades belligerantes, leva-nos .a re/eler ato neoceboe. subjugada pela smizade, pela idea
sia-
cesssries pare a- execu;io destas disposices. ecita eoa a- despea do praduotor, qo*4o pelo aaros* e contrista d j -ttoha d obedecer-lhe tan-
J. Saldanha Marinho.
O individuo recrulado nao asentar praca
antes de quinze dias da data do recrutameoto, e
neste tempo poder presentar ao juiz de direito
da comarca respectiva, ou daqnella em que elle
se achar e justificar os motivos que tiver de
isencao. No caso de que taes motivos sejam le-
gtimos e provados, e assim julgados pelo mesmo
juiz de direito, determinar este que seja posto
em liberdade o recrulado, e esta determinado
se cumprir immediatamente.
No caso desle recurso ser ouvido o recru-
tador, sempre que isto seja possivel
O recurso de habeas-corpus tem lugar no
caso de priso para recrular. J. Saldanha Ma-
rinho.
O Sr. baro de Bella-Vista requereu o encer-
ramento da discussio que foi approvado.
Procedeu-se votago, e foi approvado o arti-
go additivo, e bem assim a emenda da commis-
so apolada em 6 do correte, sendo rejeitadas
as do Sr. Saldanha Marinho.
A proposta foi adoptada e remettida com as
emendas approvadas commissao de redaego.
( Orou o Sr. Silveira da Molta.
Foram lidas e apoiadas as seguintes emendas
proposta do ornamento do ministerio do impe-
rio que se achavam sobre a mesa.
Dos Srs. Piolo de Campos e outros.
Com as obras do seminario episcopal de Ci-
lio da. 6:000#.
Do Sr. Casemiro Madureira.
Na verba cathedraes accrescente-se 8:000#
para os reparos da S da Baha concorrendo a ir-
mandade do S. Sacramento com 4:000$ para a
roe-raa obra
Foi approvado o encerramento da proposta pe-
dido na sesso de hontem polo Sr. Paula Fon-
seca.
Procedeu-se votago do respectivo orcamen-
to do ministerio do imperio e foi approvado em
todos os seus paragraphos, menos os de ns. 31,
41 e 44, que foram rejeitados.
As emendas da commissao foram approvadas,
menos a de n. 31 que foi rejeitada.
Enirou em 2* discusso o oresmento da dos-
pezado ministerio da justica, e ficou adiada pela
hora :
Art. 3." O ministro e secretario de estado
dos negocios da justica autorisado para des-
pender com osobjectos designados nos seguintes
paragraphos a quintia de 3,283:6399501
A saber :
1 Secretaria de estado 170 840^000
Tribunal supremo de justica 105:300000
Relagoes.......S93:360j(000
4O.400JW00
44:120000
fundadamente um decrescimento na importago
da farioha de trigo, que constilue actualmente a
terca parte da sustentado da oossa populacao,
ou alies que o seu cusi suba urna cifra exor-
bitante, sendo isto tanto mais seneivel e carece-
dor de.urna prompta providencia, quanto enten-
de com objecto preciso subsistencia publica.
Convergente com este mal, avallar o da falts
de concurrente aos npssos productos, que ora sao
consumidos peles Estados-Unidos,e que por essas
emergencias ahi flearao sem procura ou sugeitos
4 urna ollera miseravel que oem compensa as
fadigas da laborago, e nem ainda equilibra a re-
e trate ante o espectculo da desolaco da fa-
milia orpha e desamparada, mostrando-se no
entretanto cabisbaixo e aesbrunhado pela prs-
alo a que estava-lhe sojeito o corceo, pelo sen-
tinsento doloroso da saudade, emflm, multido
da partida e da sepsragao, todo denotando
cera tristeza, verdadeira amitade.
Mas o momento era supremo, aa horas cor-
ras, e era mistar que o hiate, desflaldaudo snss
relias, partiste levasse comsigo to bellos ami-
gos.
A idea do dever lembrou ao Sr. Manoel Car-
oeiro da Rocha de que era soldado, e deslign-
dole a custo doa bracos que o enlinhavam, par-
ti e deu o signal de partida. O coraco Ihe es-
talava de dr, porque as lagrimas suflocadas
queimivam-lhe. E seus dignos companheiros,
nobre ofBcialidade de que era chefe, o seguio pe
Tribunal do commercio
Jusiqs de Ia instancia .
Ajuda de custo e graliOcagoes
por cornmi-ses extraordinarias 50:1009000
7 Dspeza secreta e represso do
trauco de africanos .... 174:000*000
8 Pessoal e material da polica 454:7795000
9 Guarda nacioual.....167:6218500
contrario esta toma proporySes avulladas.
Este duplo effeito das disseoces dos estados
norte-americano! empeiorara atnda mais o com-
mercio de nosso paiz, compromettendo a sorle de
crescido numero de familias, e igualmente o es-
tado flnaneairo do mesmo paiz. Todava nao es-
tamos ainda no caso de alear o grito desesperado
de quem poder que as ealve; nao, por cario Te-
mos recursos, temos meios xequiveis de contra-
balancar ou mesmo nullificar os referidos effei-
los, que sero potentes em face da inercia, mas
que nenhum reflexo detrimentoso apresentarie
diante do emprego de medidas tendentes a espan-
ca-los.
Importa, porlaoto, que estas sejam de promp-
to praicadas, em quanto tempo, ou em quanto
o mal d lugar urna medicago fcil a efficaz,
podendo assim ser o soffrimeolo de pouca dura-
gao.
Mas quass serio essas medidas, cuja facilidad
de execucao havemos ensinuado?
Temos como oecessario. psra nao soffrermos
urna repercussio eamagadora dos effeitos da
guerra americana, que seja plantado o algodo
e semeado o trigo nessas Ierras ubrrimas, que
ahi abundam com ioteira adapgo essas espe-
cies ; e para isto nao catece nem de deslocago de
eslabel'ecimentos ruraes, nem de ioutilissgo des-
tes para serem levantados outres applicados s
referidas culturas.
Que os agricultores do centro volvam plan-
lago do algodoeiro, de que oulr'ora liraram lao
grandes resultados.
Que igualmente coraecem a semear o trigo,
cojos resultados sao de grandes vsntagens.
lato feito.sem abalo nem inverao, na de attin-
gir-se naturalmente ao fim desejado, isto crear
produelo que ora importamos, e ampliar a prn-
duego de urna materia cuja procura graode.
O governo coota em breve poder toroecer aos
plantadores sementes desse imprtante cereal,
que produz to bem quanto o arroz, tendo ainda
a vantagem de nio exigir, como este, lugar fres-
co ou terreno hmido, como coodico geolgica
para a germioagao e consequenle produegio de
seus graos.
Como idea associada e comprobatoria, occorre-
oos agora a lembranca desses grandes surroes de
farioha de trigo, que importavamos do Kio Grao-
de, nao vai uuito lempo, para consumo desta
provincia ; e criado na comarca de Garanhuns,
j vimos trigo lao bello e viroso que dava um
peso de mais 20 por cento, comparado com o de
Portugal.
Assim, pois, com a cultura do trigo, crendo-
se urna nova fonte de riqueza publica e particu-
lar, dando-se maior expansio s torcas producti-
vas de id paiz esencialmente agrcola, terao os
seus cultivadores urna certeza absoluta de sahida
s suas colheitas por pregos que lhes compensa-
rlo fadigas e despezas, livraodo ao mesmo lempo
o paiz de urna crise de escassez e do alga de cus-
to do trigo, que nao cultivamos, contrastadas
pela abundancia e baixa do prego do assucar, que
produzimos.
Em faee disto, haver hesitagio racionalmente
10 Conducgo, sustento e curati-
vo de presos...... 140:000*000 possi'el para o brasileiro entre a cultura em gran-
11
corle,
corte
32:3i0SO00
.
Paranagu. J. de
SESSAO EM 7 DE AGOSTO DE 1801.
Presidencia do Sr. Viseoude de Camaragibe
A's 11 3/4 horas fez-se a chamada, e o Sr.
presidente declarou aberta a sesso.
Lida e approvada a acta, o Sr. 1* secretario
deu coota do seguiote
EXPEDIENTE.
Um ofcio do ministro da guerra, datado de 5
do correle, enviando um requerimento em que
o 2o lente de arlilhana Joo Jos Ribeiro pede
ser transferido para o estado-maior de 2a classe.
A' commissio de msrioha e guerra.
Do ns do secretario do senado, datados de 5 e 6
do correte, participando que ao mesmo sonado
coostou terem sido sanecionadas as resolugoes
oneciendo liceoga com ordenado ao conselheiro
Fausto Augusto de Aguiar, e approvando a peu-
s) concedida aos guardas nacionaes da provin-
cia da Parabyba Fraocelino Aotonio Marques e
Antonio Flix da Conceico. Inteirada.
Dous requerimentos de Joo dos Sanios Si-
mas, e do padre Luiz Dolores Marzoa, pedindo
dispensa de tempo para se naturalisarem cida-
dios brasileiros. A' commissio de poderes.
Oulro de Ilenrique Marques de Carvalho, pe-
dindo matricula e exame do 1 aono da faculda-
de de direilo de S. Paulo, fazendo previamente
xame de historia. A' commissao de iostruc-
cio publica.
ORDEM DO DIA.
Contina a 3adiscusso da proposta de ixaco
de torgas de Ierra, e licou adiada pela hora.
Orou o Sr Saldaoha Marinho.
SECUNDA PARTE.
Conlinuu a 2a discusso do orgamenlo da
espeta do ministerio do imperio.
O Sr. Paula Fonceca requereu o encerramento
da discusso, que nio pode ser votado por nio
haver casa ; e estando dada a hora, nio se pro-
ceden chamada.
Orou o Sr. Fernandes da Cuaba.
O Sr. presidente d a ordem do dia.
Levantou-se a sesso s 4 3/4 horas da tarde.
SESSA EM 8 DE AGOSTO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe.
As 11 3/4 horas fez-se a chamada, e o Sr. pre-
sidente deelarou aberta a sesso.
Lida e aporovafa a acta, o Sr. Io secretario
den conta do segainte
EXPEDIENTE.
Um ofJicio do ministerio da fazenda, datado
de 5 do correte, enviando dous mappas de-
monstrativos da renda de importagio, de sello
proporcional, e do inposto sobre a venda de es-
cravos ; e do papel moeda em circulagio. A'
quem fez a requisigo.
Um requerimento do administrador da capella
de Nossa Senbora de Nasarelb, da cidade do mes-
no nome, da provincia da Baha, pedindo dis-
pensa das leis de amortisagio para que a dita ca-
pella possa possuir urna legua de trras. A'
commissio de fazenda.
ORDEM DO DIA.
Contina a 3a discusso da proposta de Qxacao
de forgas de trra.
Foram lidas e apoiadas as seguintes emendas :
Art. Io Haverl na corte urna commissao
permanente de promoces, e ser compesta de
iodos os offlciaes generaes que se acbarem des-
empregados, ou cujos empregos forem de ejer-
cicio compativel com ella.
Art. 2o Esta commissio se reunir tantas ve-
zes quantas o servigo que destinada o exigir
endo convocada pelo ajudanle-general.
Art. 3o Ioeumbe a esla commissio julgar em
termos oo decreto n. 772 de 31 de margo de 1851
da aotigaidade ou merecimento que dr direito
a accesso dos offlciaes do exererto, propondo ao
governo os que devem ser promovidos, e em
tanto numero quanto oa das das vagas que aa de-
rem e guardada a proporgao e ordem estabele-
cidas da anliguidade e merecimento.
Art. 4* Organisada a proposta, e antes de
ater ella levada ao governo, aera publicado pelas
jornaes e em ordem do dia do quartel-genaral,
$6 depois de 90 dias desta pubcacao se have-
Evcntuaes
No municipio da
12 Corpo policial da
13 Casa de correegio .
14 Obras......
15 Exercicios Codos .
Joio Luslosa da Cunha
Alencar.Pinto Lima.
Orou o Sr. Viriato.
O Sr. presidente d a ordem do dia.
Levantou-se a sesso asi horas da tarde.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe
SESSO EVI 9 OE AGOSTO DE 1861.
A's 11 1/2 horas fez-se a chamada, e o Sr.
presidente declarou aberta a sesso.
Lida e approvada a acia, o Sr. Io secretario
deu conta do seguiote
EXPEDIENTE.
Um officio do ministerio do imperio datado de
hontem, enviaodo as actas da eleigo de um de-
putado pelo 1 circulo da provincia de Sergipe,
para preenchimento da vaga que se deu nesta
cmara per ter silo escolhido senador o baro
de Maroim.A'commissao de poderes.
Oulro do mesmo ministro, datado de hoje, par-
ticipando que Sua Magesladn o Imperador ficou
inteirado das pessoas que actualmente compem
a mesa desta cmara.Inteirada.
Outro do ministerio da fazenda, datado de 7
do correte, remetiendo o relatorio da junta ad-
ministrativa da caixa de amortisagio. A' Ia
commissao de orgamenlo.
Um requerimento do padre Manoel Thomaz de
Oliveira, pedindo ser jubilado na qualidsde de
lente de moral do seminario episcopal de Olinda,
na provincia de Peroambuco.A' commissio de
pensoes e ordenados.
Oulro de Joaquim do Souza Amelios, pedin-
do que se d para a ordem do dia a emenda do
senado relativamente ao supplicante.
ORDEM DO DA.
Continuou a 2 discusso do prejecto n. 37
desle aono approvando o contrato celebrado com
J. C. Preira Pinto para a navegagSo brasileira a
vapor entre Montevideo e diversos portos da pro-
vincia do Rio Grande do Sul.
Foi lida e apoiada a seguiote emenda do Sr.
Martinho :
a Se passar o projeclo accrescente-se. Fica
sem effeito este contrato se fr transferido a ou-
trem.
O Sr. Santa Cruz requereu o encerramento da
discusso que foi approvado.
O Sr. Flix da Cunha requereu que a volagio
fosse nominal.
Consultada a cmara decidiu negativamente.
Procedeu-se a votagio, e foi approvado o art.
1 eom a emenda do Sr. Bello, por 44 votos con-
tra 19, cando prejudicada a emenda do Sr. F-
lix da Cunha.
A emenda do Sr. Martinho foi rejeitada.
Ourou o Sr. Figueira de Mello.
O Sr. Pereira da Silva, obtendo a palavra pela
ordem, requereu urgencia para que seja dada
para ordem do dia da sessio de amaoh, de pre-
ferencia a quaesquer outras materias, a conti-
nuado da discussio do orcamento.
A urgencia foi approvada.
Contiouando depois a 2a discusso do orca-
mento da despeza do ministerio da juelica, fo-
ram lidas e apoiadas as seguintes emendas da
commissio :
Ao 3 accrescente-se o seguiote incluida
a quanlia de 3:000a para pagamento do orde-
nado do desembargador aposentado Severo A-
morim do Valle. Cunha Paranagu.J. de A-
lenear.
A' verbs n. 13 sccrescenle-se : Inclusive
o instituto dos menores aprendizes arlezios or-
ganisado pelo decreto n. 2745 de 13 de fevereiro
de 1861.J. de Alencar.Cunha Paranagu.
A discussio ficou adisda pela hora.
Oraram os Srs. Silva Nones e C. Madureira.
O Sr. presidente d a ordem do dia.
Levantou-se a sessio s 4 horas da tarde.
de escala da canoa, que declina de prego, e
aquella do trigo que entre nos nulla, mas que
maotem um valor correspondente ao emprego e
10:000*000
561:7838500
139:I45500 s esperangas 1
Ora, isto mesmo tem applicagio ao algodoeiro,
cuja cultura cumpre restaurar, dando-lhe a tor-
ga expansiva de que entre nos ella suscep-
tivo!.
Se a canoa declina as vantagens que oulr'ora
prometiera, e mesmo '.causara, hoje tem descido
zero no thermomelro dessas vantagens compa-
radas com o dispendio da laboragio e o resultado
eiTeetivo que d.
Como ramo exclusivo de produegio, a caona
acha-se no seu mo'imento de declinagao pela
concurrencia de outros assucares melhur fabrica-
dos nos mercados em que apparecem os nossos.
Esla pitase aconselha, pois, que seja dividida a
nossa aclividade por outros ramos, e que a nossa
industria agrcola nio so restrinja um producto
smeote, qoando os dous que indicamos pro-
meltem resultados grandiosos para o futuro do
Brasil.
PERNAMBUCG.
DIARIO DE PERNAMBUCO-
A lula intestina que lavra nos estados norte-
americanos, o carcter de prolongagio que ella
vai assumindo, e por derivaglo s paralyaia que
tem de se ligar ao movimealo agrcola desse po-
vo. nao pode deixar de dispertar-nos appreheu-
sdes mui carregadas, qoando reflectimos sobre a
influencia que semelhaule situago tem de exer-
cer em nosso mercado.
Quer nos consideremos soba face de exporta-
dores, quer sob aquella outra de importadores, as
noesas relages commerciaes devem soffrer, e sof
frero, na verdade, muilissimo comas peripecias
deasa Iota, se nos nio apressarmoa em tempo a
prevenir a exteoeao dos males que della impen-
den tasn mais herrivelmanle, quaato affecun
bjecto neceauioi a subsistencia da popula-
REVISTA DIARIA.
Acha-se a concurso os dous oflicios de parti-
dores do termo de Pod'Alho, ltimamente crea-
dos, devendo accumular um as fuocgdes de con-
tador e outro aquellas de distribuidor.
Os preleodentes devem habilitar-se e apresen-
lar os respectivos requerimentos conforme o dis-
posto no decreto de 30 de agoslo de 1851 e no
aviso d 30 de dezembrn de 1854 n. 252.
Foi designado para servir o officio de ta-
bellio do registro geraldas hypothecas do termo
de Santo Anto o Sr. Bellarmino dos Santos
Bulco.
Sobr6 proposta do Sr. Dr. chefe de policia,
Joi creado um districto de subdelegada na po-
vtoego de Afogados, termo de Iogazeira, tendo a
mesma denominarlo.
Tem por limites esta subdelegada a mesma po-
voago, partiodo para o nascente at a Qaixa-
ba, 3 legoas distante ; d'ahi para o norte al San-
ta Clara, na distancia de 4 legoas, a dividir com
as agoas do Pianc; seguindo d'ahi paravo sal
pela serra da Caiapuga, na distancia de 3 legoas;
d'ahi pelo poeote a dividir com o termo de Flo-
res em Paes, distante raeia legoa ; seguindo oa
direegio do norte pelo sitio S. Joio at as nas-
cengas do riacho do Poco d'Antal, e seguindo
d'ahi na direegio do sul pelo sitio Portasio al a
distancia de 3 legoas
Foram concedidos 15 dias de liceoga de fa-
vor ao delegado do Limoeiro tenente Jos Anto-
nio Pestaa, para vir a esta capital.
Informam-nos que hs resolvido o Sr. di-
rector do arsenal de guerra, em consequencia do
adiantamento em manobra apresenlado pelos res-
pectivos menores, arma-ios convenientemente
para entraren na columoa que tem de fazer a pa-
rada em honra do natalicio de S. M. o Imperador
no dia 2 de dezembro futura.
No mez prximo paseado o trafago da via
frrea produzio a receita de 20 6209855 nos dif-
iranles ramos que a eompdem.
De novo pedimos que se repare para o esta-
do em que se acha a entrada da ra da camboa
do Carmo pela ra Nova.
Acham-se norneados chefes das companhias
da secgao urbana, os seguintes cidadios.
Ia compsnbia.
Tenente Francisco Borges Leal.
2a companbia.
Msjor Bernardo Luiz Ferreira Cesar Loureiro.
3a companbia.
Tenente Joio Pereira Lagos.
Hontem chegou dos portos de sul de sua es-
cala, o vapor Persenunga, trazendo jornaea de
Sergipe* al 29 do passado edss Alagoas at 9 do
correte.
Nada occorreu de importante en Sergipe.
L-se ne Diario do Commercio : -
Parti no dia 28 do correte s 4 e neis ho-
ras da tarde, o hiate de guerra Rio Formoto.
A praia de Jaragu topetada de amigos, apre-
sentava o espectculo da amizade confrangendo-
se pela saudade.
< Era bello e enteroecedor o quadro que se
apresentava aos nossos olhos ; ama virtuosa es-
posa, lagrimosa e recordando-so doa bellos mo-
melos passados nesta hospitaleira cidade, pro- j
verbialem carinos e cuidados para os que por
aqui passsm, um esbelto offlcial suffooando a
custo atagriaias que. Ihe vioham s palpebras
pelo recenbecimenlo de tanta amizade sincera,
de Unta prova de affeiclo, es j,ueceodo-se de lu-
do isto para cumprir as ordena de aeus chefe,
para supporlar o precario de aua profisso, e para
se mostrar digno ante o embate de poderosos
sentimentos, um baen da bumanidade ; im-
paasive) dianta da peale e do morticinio, sisado
bem, ji que elle obedeca.
Muitos amigos os seguirn) a bordo, e ainda
urna vez cooheceram a. triste sorte do homem da
nar, do nobre servidor do estado.
a Em seus poslos, sisudbs e tranquillos, erain
dadas as ordeos : achavam-se presentes dous no-
bres caractereso Ilustre Sr. capitao do porto a
o hbil Sr. commandante da corveta Bertniee,
cujas presengas animavam os jovens ofiieiaes, e
lhes lembravam a recompensa do sacrificio que
ento faziam : a patria remunera mais ou menos
os aervicos a ella feitos.
O ultimo adeus fui dado ; mas soldados e
amigos ealavam triste!; e nio chorosos; volts-
mos conservando os olhos fixos no pequeo batel,
a que ealavam confiadas tantas vidaa caras; e de
longe se via o joven commandante em seu posto
de honra.
O nobre proceder, a fina educagao, aa bellas
qualidades, sio sempre apreciadas. O Sr. Ma-
noel Carneiro da Rocha, o Sr. Dr. Joo Pinheiro
de Lemos e sua Exma. familia, e a demaia Ilus-
tre ofBcialidade do hiate Rio Formoto, portaram-
se de maneira lio digna nesta cidade, que crea-
ram amigos affeigoados e muitos reconhecedores
de seu mrito.
Prospera viegem facam e nunca se esquegam
do ioteressanle Macei, aonde tambem foram
agazalhados.
Na noite do dia 6 do correte percorreram
as ras desta cidade tres batalbdes patriticos
Patulea, Setembrisla e Avulso.
O Patulea, composto de escolhida rapaziada,
marchou com todo arreganho militar, manifes-
tando gosto e enthosiasmo indefinivel e o maior
espirito de ordem.
a Pulindo da praga Pedro II. dirigio-se pa-
lacio, aonde entoou vivas, que foram correspon-
didos por um enrgico viva ao brioso povo ala -
goaoo. dado pelo Exm. administrador desta pro-
vincia. ;
< Una escolhida orchestra de peito de trinta
msicos tocou o eolbusiasla e bem expressivo
hyrano nacional.
Foi o primeiro batalho patritico em ordem,
gosto e gaz.
a Louvores ao garboso commandante que do
alto do seu brioso ginete diriga to bella pha-
laoge.
O Selembrista, pequeoo em numero, eslava
uoiformisado de branco, e traziam soldados e of-
iieiaes urna facha suri-verde, tendo a sua frente a
msica do corpo de policia.
c O Avulso, que marchara detraz do Setem-
brisla, compunha-se de 4 companhias : era urna
agglomeragao de cidados, tendo a sua frente
duaa cornetas.
Tirado um ou outro vira imprudente, reinou
sempre na cidade toda ordem.
Quasi lodas as casas se illaminaram : o dia
7 de setembro nio foi de todo esquecido.
a Os vates desfiriram olas barmoniosas de
sua lyra, e as musas prestaram preito ao gran-
dioso dia nacional.
A' 1 hora do dia 7 teve lugar no pago da as-
serabla provincial o cortejo effigie de S. M. o
Imperador. Comparecern) todos os emprea-
dos pblicos, o corpo consular aqu existente, e
cidados de todas as classes.
Foi um acto bello e bem concorrido.
Fes a guarda de honra o batalho da guarda
nacional da capital.
a A crvela Berenice surta neste porto deu as
salvas do eslvlo.
L-se no Diario dat Alagos:
e Na quarta-feira (4 de setembro), foi recolhi-
do para bordo da crvela Berenice o Sr. alteres
Joaquim Jos Luiz de Souza, do corpo fixo de
Peroambuco, que tioha chegado preso no vapor
Gonralvts Martina.
Este offlcial tioha ha pouco vindo do Per-
oambuco para lovar ao commandante do desta-
camento de Tscaratu. 13:000$ e fardameoto : sa-
hio d'aqui no vapor Valeria de Sinimb a 18 do
mez passado ; mas chegando.a Penedo em vez de
se dirigir ao seu destino seguir para o norte,
tendo sido preso por suspeita de fuga nos Olhos
d'Agoas pelo tenente commandsnte do destaca-
mento de Papacags. Correm sobre o mesmo di-
versas versos.
c Uos o do como criminoso quando fugio ;
outros dizem que elle ia oceultameote-buscar sua
familia em Pernambuco; em todo o caso lasti-
mamos o facto.
Fica preso bordo da corveta at passar o
vapor para o norte.
Informam-nos que em frente a ra das
Nimphas, a seguir para a do Progresso, se est
cercando um terreno eom madeira e palha, con-
tra o disposto no art. 20 das posturas aprovadas
em 20 de novembro de 1855, que manda mu-
ra-lo.
No dia 11 do correte foram recolhidos a
casa de detengo 3 horneas, todos livres; a or-
dem do subdelegado de Saolo Antonio 1, a or-
dem do da Magdalena lea ordem do da Muribe-
cal.
O vapor nacional Persinunga, de Macei
e portos intermedio*, Irouxe a seu bordo os se-
guintes passageiros:
Dr. Bernardo Machado da Costa Doria e 2es-
cravos, Dr. Francisco de Araujo Barros, Dr. Jos
Antonio de Magalhes Bastos, Manoel Joaquim
da Silva Leio, Jos A. Lima e 3 creados, Jos J.
Gomes de Abreu e um criado, padre Antonio da
Silva Uarlo a um criado, Francisco Jos Gomes,
DomiDgos Gomes de Pioho, Francisco Moreira da
Costa, M. N. de Gusmo Lima, Floriamnodo M.
Lina, Jos Venceslao Maciei Pinheiro e una Q-
Iha menor, Jos Gabriel de Mello Pinto, Joaquim
de Azevedo Villarouca, Aotonio Ferreira Prado,
Francisco Alves de Carvalho, Francisco de Pau-
la Neves, Ismael, Romana, Antonio do Araujo
Medeiros, Manoel Jos Tapanca, Laurentino Pei-
xoto de Mendooca, Joo Lins Vieira Jnior, Jos
Teixeira da Cunha, Francisco de Araujo Lima
Caldas, Francisco Fontam, Joao Joaquim Alves,
Isabel Mara da Conceico, Manoel Pinto de Arau-
jo Filho e um escravo, Joio Augusto de Carvalho
Marinho, Candido Francisco Soares e Jos Afro
de A. Maranhao.
O hiate brasileiro Piedade, viudo do Rio
de Janeiro, trouxe a seo borde os passageiros se-
guintes :
Francisco Carneiro Monteiro, Joaquim Lucio
de Alneida Lopes, Maria Joanna e um escravo a
entregar.
MORTALIDADE DO DI* 12.
Rufino, Pernambuco, 5 annos, Sanio Antonio fe-
bre perniciosa, escravo.
Anna Maria do Sacramento, Pernambuco, 74 an-
nos, solteira, Boa-Vista, aslhma.
Antonio DoarleCroz, Portugal, 18 annos, soltei-
ro, Boa-Vista, febre amarella.
CONSULADO PROVIXCUL.
Altcraeoes feitas no lancamento das
casas abaiio mencionadas, perten-
centes fregnezia de Santo Anto-
nio, pelo lancader Natta, a saber:
Ra d S. Francisco.
N. 22.Orden Terceira de S. Fran-
cisco, urna caaa terrea arrendada
por................................ aooyooo
dem 46.A mesma, una casa ter-
rea arrendada por................ 264&000
dem 52.A mesma, ama casa ter-
rea arrendada por................ 2700000
dem 60.Maria Joaquina Pereira
do Canto, urna casa terrea arren-
dada por.......................... 240|000
dem 64.Jos Gongalves Fontes,
urna caaa terea arrondada por.. 300*000
dem 68,Jesuina Joaquina Vianna,
e Maria Joaquina Visnna, un
sobrado de 2 andares e loja ar-
rendado por...................... 624#0O0
dem .5.Antonio Ricardo do Re-
g, urna caaa terrea arrendada-
por ............................... 1920000
dem 15.Irnandada do Saotisii-
mo Sacramento de Ssnto Anto-
nio, una casa terrea arrendada
por................................ 192JO00
dem 17.Delpbina, Isabel e Lui-
za, urna casa terrea arrendada
por............................... 2405000
dem 25.Candida Maria Ferreira,
una casa terrea arrendada por. 192f000
dem 27.Uerdeiros de Severino
Flix da Cruz, ama caaa terrea
emendada por.................... 2400000
Roa da Florentina.
N. 8.Herdeiros de Nicolao Rodri-
gues da Cunha, una casa terrea
arrendada por.................... 3600000
dem 28. Ordem Terceira de S.
Francisco, una caaa terrea arren-
dada por.......................... 2160000
dem 13. A mesma, urna casa
lenca arrendada por............ 4000000
Campo das Princezas.
N. 1. Maria Theodora da As-
sampgo, urna casa terrea arren-
dada por.......................... 240000
dem 3.A mesma, ama cass ter-
rea arreodada por................ 2400000
dem 5.A mesma, urna casa ter-
rea arrendada por................ 2400000
dem 7. A mesma, ama casa
terroa arrendada por............. 2405000
dem 9.A mesma, urna casa ter-
rea arrendada por................ 3000000
dem 11.A mesma, urna casa ter-
rea arrendada por................ 3600000
dem 13.A mesma, urna casa ter-
rea arrendada por .............. 2408000
dem 15. Monsenbor Francisco
Muoiz Tarares, urna casa terrea
arrendada por.................... 3000000
Ra Bella.
N. 2.Orden Terceira de S. Fran-
cisco, urna casa terrea arrenda-
da por............................ 2400000
dem 6 A mesma, urna casa ter-
rea arrendada por................ 2800000
dem 18.Padre Joaquim Pereira
Freir, urna casa terrea arren-
dada por......................... 360*000
N. 5.Ordem Terceira de S. Fran-
cisco, urna casa terrea arrenda-
da por............................ 2400000
dem 17. Dr. Clemente Ferreira
da Costa, urna casa terrea arren-
dada por.......................... 2400000
dem 21. Joaquim Ferreira Va-
lente, urna casa terrea arrendada
por................................ 4200000
dem 23. Dr. Clemente Ferrei-
ra da Costa, urna casa terrea ar-
rendada por...................... 3600000
dem 27.Joo Alves Pedrosa, urna
casa terrea arrendada por........ 300000
dem 33.Herdeiros de Jos Fer-
nandes Eyras, urna casa terrea
arrendada por................. 360JOC0
dem 43.Jos Marlins da Silva,
urna casa trros arrendada por.. 480S0O0
Ba da Roda.
N. 2. Miguel Felicio da Silva,
urna casa terrea arrendada por.. 2160000
dem 4. Mosteiro de S. Bento,
urna casa terrea arrendada por.. 1800000
dem 8.Irmandade do Santissimo
Sacramento de Santo Antonio,
urna casa terrea arrendada por. 2000000
dem 10.A mesma, urna casa ter-
rea arreodada por................ 2100000
dem 12.A mesma, urna casa ter-
rea arrendada por................ 2400000
dem 16. -Herdeiros de Jos Fer-
nandes Eyras, urna casa terrea
arrendada por.................... 3600000
dem 22.Aotonio Ricardo do Re-
g, urna casa terrea arreodada
por............................... 3600000
dem 26.Antonio Ferreira Braga,
urna casa terrea arrendada por.. 360$000
dem 28.Irmandade das Almas de
Santo Antonio, urna casa terrea
arreodada por.................... 3000000
dem 32Dr. Aotonio Joaquim de
Moraes e Silva, urna casa terrea
dada por.......................... 2400000
dem 42.Jernimo Pereira Villar,
um sobrado de um andar, loja e
meia agua no fundo, arrendado
tudo por.......................... 7620000
dem 46.Antonio Ramos, um so-
brado de um andar e tres lojas,
arrendado tudo por.............. 5010000
dem 62.Manoel Gomes Viegas,
um sobrado por acabar, com seto
lojas. arrendadas por............ 7080000
dem 11.Aotonio Ferreira Braga,
urna casa terrea arrendada por.. 3000000
dem 15.Jos Pacheco de Medei-
ros, urna casa terrea com sotao
arreodada por.................... 4320000
dem 23.Antonio dos Santos Vian-
na, urna casa terrea arrendada
Por ............................... 3600000
dem 25.Ignacio de S Lopes Fer-
nandes, urna casa terrea arren-
dada por.......................... 3840000
dem 31.Miguel Joaquim da Costa,
urna casa terrea arrendada por... 3600000
dem 33.Joanna Pessoa de Lacer-
da, urna casa terrea arrendada por 2640000
Travessa da ra Bella,
Numero 8.Joo de Souza Lima,
ama casa terrea com 1 quarto oo
oito. arrendada por.............. 3000000
dem 10.Joaona Maria do Paraizo
e Marga rila do Rosario,casa terrea
oceupada pelos senhorios.avaliada
por................................ 3000000
dem 3.Viuva e herdeiros de Jo-
s Gongalves Ferreira e Silva,
urna casa terrea arrendada por.. 1440000
Beeco da travessa da roa Bella.
Numero 1.Beroardino Francisco
de Araujo Campos, urna casa ter-
rea arrendada por............... 1680000
dem 3.O mesmo, urna casa ter-
rea arrendada por................ 120$OO0
Ra dos Patos.
Numero 2.Viuva e herdeiros de
Jos Valerio da Costa, urna casa
terrea arrendada por............. 960000
dem 2 A.Jos da Costa Mathias,
um sobrado meia agua arrendado
por................................ 1440000
dem 4 A.Ignacio de S Lopes
Ferreira, urna casa terrea ar-
rendada por...................... 960000
Idem6.Joio Francisco dos Santos,
urna casa terrea arrendada por 216J000
dem 10Manoel Joaquim Baplista,
urna casa terrea com urna meia-
agua no fundo, arrendada por.... 1380000
dem 5.Irmandade do Santissi-
mo Sacramento, urna casa terrea
arrendada por.................... 960000
dem 7. A mesma, urna casa
terrea arrendada per............ 96J000
Travessa dos Quarleis.
Numero 6.Manoel Joaquim Baplis-
ta, urna casa terrea arrendada
Por................................ 240S000
dem 10.Viuva de Justino Ferrei-
ra dos Passos, urna casa terrea
arrendada por................... 96S000
dem 12. Viuva de Custodio Do-
mingos Codiceira, ama casa ter-
rea arrendada por................ 1440000
dem 16.Irmandade do Santissimo
Sacramento de Santo Antooio,
ama casa terrea arrendada por 1200000
dem 26.Viuva e herdeiros de
Domingos de Souza Leao, urna
casa terrea arrendada por........ 3000000
dem 40. Manoel Ribeiro de Car-
valho, urna casa terrea arrendada
por................................ 2400000
pregado nesle seculo em todos os panes amigos
do verdadeiro pregrease, do deseovolvimento da
intelligencia das populages e sobre tudo do bem
estar e augmento da fortuna publica, e privada,
porque julgamos em nossa experiencia de mais
de 25 annos de assislencia oeale esperangoso paiz,
que era digno, a no caso de adoptar esta aceita-
do exemplo de progresso e adiantamento mate-
rial e moral, experimentado com oa melhores re*
sultados pelos paizes mais adiantados do globo.
Como san lodos vem pelos neanes oculos,
nio tem faltado quem criticasse nossa maneira
de antever aa vantagens que das exposic.de* pe-
ridicas reaultarao para o joven Brasil, e achas-
se extempornea a nossa opinio a respeilo.
A malbor prova que poaaamos dardo baver
mais quem parlilha nossa opinio, que e nosso
artigo sobre exposiges foi en abril prximo pas-
do reproduzido em outros jornaes do uaiz, e o eco
que echou na corte do imperio, poderla bem ter
contribuido a reselugio que o paternal governo
deS. M. L acaba de lomar, mandando abrir ex-
posiges geraes em seis das pnneipaes provincias
desle vaslissimo imperio.
Lego que essa imporUotissima noticia chegou
a nosso conhecimenio, ella nos eucheu ae prazer
pelo interesse que tomamos em bem do paiz, as-
sim como nos aprsesenos de o manifestar publi-
camente pelo nosso communicado exarsdo no
progressisla Diario de Pernambuco de 10 do cor-
rete ; todava ainda apparecem pessimistas re-
trgrados ou estacionarios, pretendendo haver
impossibllidade em reunir objectoa do paiz eu
nelle manufacturados, com os quaes se possa fa-
zer urna exposigao digna da importancia e que
prev o adiantamento desta bella provincia, so-
mos de opinio diamctralmente opposta ; e ere-
mos que a lltuatrada commissao vista do nu-
mero de expositores e da variedade doa objectoa
achar-se-ha obrigada por forga procurar fra do
palacio do governo commodos e espacos maiorea
e mais adequados a ums exposigao geral do que
o sio os do dito palacio.
Se o Exm. presidente da provincia e a dignis-
sima commissio Do acharem a proposito prefe-
rir o edificio do arsenal de marinha qne lhes lem-
bramos em nosso art. 1 e onde exitte alm do
pavimento terreo e annexo a sala do tisco com
proposiges dobradas das que dariam reunidas,
as salas do palacio do governo. Ver-se-ho obri-
gados.a mandar cobrir para formar snoexos um
dos pateos exteriores do palacio.
Que tempo e quedinheiro nio cuslaria esta o-
bra, que dever servir 10 dias?... A questo de
tempo talvez nao fosse a maior apezar de nao res-
lar d'aqui al 15 de novembro seoo 65 dias se-
guidos. Nao sabemos se de 15 a 30 de novem-
bro tudo poder ficar prompto: n'esses 15 dias
tem 2 domingos....
Emfim, para os incrdulos poderem julgar, se
Pernambuco to falto, quanto elles pretendere,
de elementos para concorrer para a nova e gran-
de fosta agrcola e industrial, que ioaugurar-se-
ba no dia natalicio do muito amado mooarcha, e
durar 8 ou 10 dias, convidamos os que davida-
rem a folhiar o almanack. deste anno, onde echa-
mos 55 a 70 differeules classes de expositores,
formando o numero 600 a 700. Cremos pamente
que o nome de muitos faham as listas do al-
manack, e por isso o numero poder ser ainda
maior de 700, accrescentando a estas cifras o nu-
mero de seoboras que se digoarem mandar seu
delicados trabalhosd'agulha, etc. etc., Suppondo
que sejam 300, o que nao era extraordinario, o
lotal dos expositores seria de 1000 nicamente na
capital.
O numero dos eogenhos desta provincia anda
em mais de 1000.
Alm dos objectos que podero vir de parte,
seno de todos os eogenhos,muitos outros devem
esperar-se lambem das treze comarcas da provin-
cia e das provincias nossas visinhas.
Parece-nos portento evidente que nio faltaro
elementos para a exposigao, e que nesta como
em qualquer outra occasio de demonstrago pu-
blica de patriotismo, de sacrificios, de trabalho
arduo e de justa apreciago dos bons resultados
esperados do acto, a briosa populsgio peruambu-
cana ha de dar ainda urna prova da sua illuslra-
go e amor ao progresso da agricultura e da in-
dustria patria.
Alem de outros motivos que rvilitam em seu
favor, a provincia de Pernambuco adquirir maior
direito preferencia da fundago do instituto
agrcola, se como o esperamos or o maior possi-
vel, o oumero de expositores de algodo e de as-
sucar, etc. etc.
E' neste graode concurso de senhores do
engenho que os delegados do governo de S. M.
I. ho de poder verificar offlcialmeute se, como
o temos declarado em varios arligos, a fabrica-
gao e a qualidade do assucar de Pernambuco sao
melhores do que as das outras provincias.
Pernambucanos, o dia 15 de novembro est
bem perto, mos a obra I e boa vontade 1 ven-
cer-se-ho as difficuldades1
Peroambuco, 12 de setembro de 1861.
F. M. Duprat.
Nao vai muito longe que um escriplor invitivel
se apresentou neste Diario, emprestando-nos a
pateroidade das correspondencias, remeltidas des-
ta cidade para o Diario das Alagoas, com o in-
tuito uoicameute de molestar-nos, e de fazer re-
cahir sobre nos a odiosidade de algumas pessoas,
que ho figurado em tses missivas, alias bem es-
cripias e de verdadeiro merecimento.
Nos, que nao deviamos de modo algum aceitar
ou calar-nos dianle do empresiimo de escriptos,
que nio parliram de nossa peos, apressamo-nos
em repellir semelhante paternidade, e igualmen-
te pedimos a Ilustrada redaego urna declaraco,
que nos servisse de salva-guarda.
Temos tido sempre a precisa coragem e ener-
ga para acarrelarmos com as consequencias da-
quillo que escrevemos e em circumsiancias mais
graves; mas o que nao aceitamos a paternidade
do que nao nos pertence.
Dgoando-se, porm, a Ilustrada redaego de
attender-nos em sua folha de 3 do correte mez,
e chegando-nos hoje s mios a competente de-
claragio, fazemos transcreve-la pai'aqui, afim de
que o tal escriplor invisivel conbega o quanto
andou errado, tanto que arripioa carreira e reco-
lheu-se ao mais profundo silencio; nos respeta-
remos o seu tmulo, e por isso limilamo-nos ao
que vimos de dizer, e a desfolhar sobra elle um
goivo de compaiio.
Aprovenando-nos do ensejo, dirigimos um vol
de agradecimento ao verdadeiro iilustrado cor-
respondente do Diario dat AlagoasW.pela
maneira honrosa, porque tratoa-nos em sua mis-
siva de 25 do correte, oode, apreciando a preci-
pitagio do Sr. escriplor invisivel para comoosce,
o a humilde resposla, que lhe demos, colloca-noa
muilo cima do que merecemos.
Conservaremos as benvolas e boorosaa pala-
vras do distincto escriplor, como urna prova so-
monte de sua bondade, e pelo que tem direito a
nossa gralidio, tanto mais sincera, quando des-
conhecemos a penna delicada, que tanto non
honrou.
12 de setembro.
J. Fiel d* J. Leite.
L-se no Diario das Alagoas :
Declaraco.A* vista de una pubcacao foita
no Diario de Pernambuco de 22 de agosto, de-
vemos declarar que o Sr. Jos Fiel de Jess Leite
nio actualmente nosso correspondente nessa
provincia. Em algum tempo foi ahi correspon-
dente de nosso Diario, o que voluntariamente
deixou, merecendo sempre a conflanga da re-
daegio.
{Contin\tar-s~ha.)
Communieados.
Exposigao dos productos natoraes agr-
colas e indnstriaes.
II ARTIGO.
A' quem nio pede
Deus nio ouve.
Se por acaso fonos os primeiros en apreeentar
no Diario de Pernambuco de 24 de dezembro de
1860, e repetir no de 23 de margo desle auno un
artigo demonstrando a grande utilidade da iotro-
duegio no Brasil das exposiges peridicas doa
productos naturaea agrcolas e industriaos; ae de
Kssagen fizenos o histrico desle valioso a por-
atoio meio de melhoramento "civilisador, en-
Correspondencias.
Srs. redactores.'E' muito para lastimar-se
que oa lugares de policia, importantes eomo sio,
sejam confiados em algumas paragena do mallo,
nio digo ji bomens sem posicao, e sem al-
guma das habilitaces necesaariaa, para o boa
desempenho dos meamos lugares : nos ho-
mens perdidos no opinio pnblica, mergulhados
na degradacao moral, verdadeirot reos de po-
litia II
Deste numero Vicente Ferreira Maia, terceiro
supplente da subdelegada da povoigio de Tim-
baba, conaroa de Goianna. Este enpregado
que, gracaa condescendencia de seu irmio,
subdelegado naqueila povoago, est sempre en
exercicio, o enligo e famigerado Vicente Fer-
reira da Silva ; prouuociado pelo aseeeainato do
infeliz Manoel de Torres, pelo qne foi preso,
recolhido cadea de Goianna, d'onde evadia-se,
livrando-se depois por bem do patronato I
E' o msemo que em 1856 espanten por suas
proprias mios a Tiburlino de Soasa Monteiro,
causando-lbe diversos ferinentes graves, sobre
os quaes procadeu-se corpo de debele, mes,
nio sai se proseguio-se na fernagio da cuten |
E' o mesmo qne na occaaiao do espanca-
i


#URig DI fsTfisUMlCO. o~ SEXTA F1IRA 13 DI SaTTEMBaU) MI 1M1,
m
asol de Tiburtino, den utni estocada do
pardo Antonio Luiz, por qaerer valer a Tfbur-
tioo 11
E' finalmente o mesmo que acaba de dar ee>-
pia de S8U8 inslinctos feroces, iodo era comps-
nhia de alg ms capaogas, ua ooito de S, Joao
prximo paasado, largar busca-ps em urna
boiadi, que assustada debandou-se toda petos
mattoa : e como o dooo do gado respiogasse, ar-
mou-lhe un processo do qual desisti por 2009,
do que passou recibo, que pira em mea poler, e
que logo publicarei para confasio deste subde-
legado modelo II
Paro aqu, gusriaaJo aiada ama boa reserva
de tactos, para o que der, e viar.
Gom o que tero dito, nao quoro irrogar um-a
censura aos altos (uaecionarios, que aomearam
Vicente Ferreira Maia S.* supplenta da subdele-
gada deTimbaba : mas sim, dar-Ibes conheci-
meato de quea esse homem, para que em sus
aabedorta resolvam o que julgarem mats conre-
oieDte.certos de que provarei ludo quaoto afflrmo.
Povoaeq de Timbasj, 27 de julho de 1861.
, O Sertanejo.
Consulado provlaelal
Rendimento do di 1 a 11.
dem do da 12 .
18:9300990
tSSmn
2I:019|897
Srs. redactores.l'oJen Jo impressioaar a al-
Suem que me uio conhega e facte de ter na tar-
4 i 10 de o-reato ido i casa onde more
na ra Augusta a. 1, e aa em que morei al pou-
cos dias ra de Sania Rila n. 17, o Sr. subdele-
gado tenente-eoroael Pialo, aeotnpaohodo de es-
crivo da subdelegada e um inspector da quar-
teiro, vejo-me obrigado relatar o que heuve
respeito. *
ttaptando-se na (reguezia das Afogados ama
menor Qlha de Marcolioo Joaquina da Silva, e
leudo a polica do lugar varejado diversas casas,
alguem, sem duvida para desviar aa bem funda-
das suspeilas que pesavam sobre a casa em que
ella se ochava, disse que paira va em minha casa,
pelo qie obteve o sobredilo Marcolioo do Sr. Dr.
chefe de polica orJom para ser varejada toda e
qualquercasa onda se suspeitasse achsr-se acol-
lada dila menor, vista do que, quereodo o Sr.
subdelegado cumprir bem as ordeos superiores,
e mesmo accedendo aos rogos indiscretos do dito
Marcolioo, deliberou-sei ir a mi ha casa saberse
com effeito ahi pairara essa meoor; mas ouviodo
os meus senlimentos, e convencido de que me nao
prestara o concorrer poro acedes ponco dignas
do meu carcter retirou-se sem que dsse busca
na casa, embora lh'afranqueasse.
Entretanto os que tioham oceultado a menor
de que se trata, sabedores do que meu respeito
se dra, buscam a mioha casa conduzindo-a em
um carro peta ama hora da madrugada do dia
11, quaodo fui acordado pelo ahamado do Si.
Joo Jdaquim de FigueirJo, que oceupa o 1."
andar, 4 tira de que a recebesse em minha casa.
A principio hesitei recebe-la, mas antevendo que
da minha repulsa poderia resultar algum sinis-
tro, e vendo-a mil ataviada e al descalca, Qz re-
colhe-la sob os cuidados e vigilancia de minha
senhora, e logo ao amanhecer do dia dei as pro-
videncias, que no caso cabiam, estando ao pre-
sente restituida casa patorna, paro onde a levei
na ooite do referido dia.
Eis o que houve, e a maneira de meu proce-
der, esbendo-me um sentimenlo, isto de ser a
polica".to franca, dando assim lugar com o scu
apparato exterior fazer-se juizos pouco favora-
veis da capactdade do cidado aiada o mais mo-
ralisado.
Recite, 12 de selembio de 1861.
Ianoceneio Anlunes de Farras Torres.
MoTimento doporto.
vacio* enerados no dia 12.
Mseei e portos intermedios 36 horas, vapor
brasileiro Persinunga, de 422 toneladas, eom-
maadante Manoel Rodrigue* des Santos Mou-
ra, equipagem 26.
Rio de Janeiro15 das, hiato braoileiro Pieda.de,
de 241 toneladas, capitao Jos Marques Vian-
na, equipagem 11, carga 200 soceos com caf,
farinha de trigo e outros gneros ; a Joao Ro-
drigues da Silva Valle.
Navios sahidos no metmo dia
GenovaPatacho portugus Jareo, capitao J. H.
Coelho Sobrioho, carga assuear.
LisboaEstona portugueza Emilia, capillo Jos
Caetano da Silva, carga assuear, farinha de
mandioca e outros gneros.
Habor GraceBarca iogleza Isabela Rudley, ca-
pitao Richard Bulley, em lastro.
Observago.
Bordeja no lamaro o brigue escuna nacional
de guerra Fidelidad, e apparece o norte urna
barca.
3 co l-O- es o
O. 1 o Borai.
r m
C/3 o o T. 1 kthmotphtra
3 c B Qtt e B B B o" B o B B
C 01 w B O
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M *3 * w =3 f 1 Intensidad!. < > r
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~1 3 35 4 1 Fahnnhtit. 1 4 m m o
?a 8 O iS Ctntigrado. 4 0 I Ja p> O
W W MI 1 o l c
os * ^1 Hygromitro. *-* \
| Cisterna hgdr -
O o e o O mtrica.
-J 30 00 O 1 -1 en -4 00 i Franca. > O V) -I 9 O
o ce .8 IO o s ce o *s i Inglei.
A noite clara vento do quadrante do SE at
as 5 h. que rondn para o terral.
SCILAQAO D MARK.
Preamar as lt h. 6' da maohaa, altura Afi p.
Baixamar as 5 h 18'da tarde, altara 1,8 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 12 de
setembro de 1861.
Rokno Stepplb,
1* tenente.
Editaes.
Public igoes a pedido.
Est para amanha annunciada a repeticio da
linda e graciosa comediaRozita ou os apuros de
um estudante, em que tanto brilhou a distiocta
artista a Sra. D. Manuela, e na verdade impoa-
sivel quem com mais graga e ualuralidade possa
fazer semelhanle papel; o publico bem demoos-
trou nobre actriz o entnusiasmo que o seu raro
taleato causn 1 quem nao vio a graga com que
dangou, cantou e a naturalidad* com que fallou
o hespanhol, e o typo que apresentou quando
fallou e cantou em ioglez, qnem nao vio deve ir
para, como eu, icar estasiado a ponto de pedir
desculpa a distincta actriz em Ihe otterecer estes
mesquinhos versos:
Cantar nao pretendo os dons d'uma actriz,
A quem a notureza outhorgou mil bens,
Porque todos sabem que ludo t tens,
A fama que troa bem alto lb'o diz.
S quero caotar a graga, e a belleza
Com que t captivas tantos corag5es
To doces, to bellas, to ternas aeges
Que em ti desonvolve sabia, a natureza.
Eu quizera urna lyra de ouro
Cujos sons fossero s meloda
Para ento dar-te justos louvores,
Em accordes de pura harmona.
Coube ao bardo da aorte em parlilha
Tristelyra volada a carpir....
Mas seus sons enloaudo tea nome
"Vo alegres aos chos ferir.
. R.
COMMKRCIO,
Novo Banco de Pernambuco,
O banco paga o 7' dividendo de 12#
por accao, relativo ao semestre findo
em 31 de agosto prximo passado.
Aifandega,
Rendimeato do dial a 11. 172:839521
dem do di 12......36178324
209.015#845
Secretaria do governo de Pernambuco 11 de
setembro de 1861.
Pela secretaria do governo se fas pablico, para
coohecimento de quem interessar possa, que se
acham em concurso osdous ofQcios de partidores
do termo do Po-d*Albo creados pela lei provin-
cial n. 504 de 29 de maio deste anoo, oceumu-
lando um as funegoes de contador e o oatro as
de distribuidor, afim de que os pretendentes apre-
sentem os seus requerimentos instruidos na for-
ma do decreto n. 817 de 30 de agosto de 1851 e
aviso n. 252 de 30 de dezembro de 1854.
Antonio Leite de Pinho.
Pela inspecgo da alfandega se contrata a
co berta da popa do 1 posto fiscal. Os pretenden-
tes dirijam-se a esta repartigo das 9 horas da
manha s 3 da tarde.
Alfandega de Pernambuco 12 de setembro de
1861. O 3 escriptarario,
Godofredo Henriques do Miranda.
Sendo expressamente prohibido pelo regu-
lameoto aos empregados recebar emolumentos,
bragagens, esportula ou oulro qualquer venci-
mento nao autorisado pela legisbeao em vigor :
o Sr. inspector da alfandega faz saber aos consig-
natarios e mestres de embarcagdes, que elles nao
sao obrigadis a dar grstificaces aos officiaes de
descarga e outros, por servigos que devem pres-
tar gratuitamente. E porque muito importa que
semillante pratica abusiva e contraria a lei seja
refreada, senointeiramente cohibida, o mesmo
Sr. inspector recom.menda a todos os ioteressa-
dos que se abstenham de dar gratificares aos
empregados, trazendo ao seu conhecimento qual-
quer irregularidade, vexame ou exigencia indivi-
da que soffrerem, proveniente de recusa de taes
gratificaedes de sna parte, certos de qus elle se
apressar de punir com todo o rigor da lei aquel-
los empregados que nessas fattas iocorrerem.
Alfandega de Pernambuco 12 de setembro de
1861.U 3. escriplurario,
Godofredo Henriques de Miranda.
Hovimento da alfandega,
Volames entrados com fazendas..
> om gneros..
Volamos
>
tbidos
com fazendas..
com gneros..
133
185
------318
Descarregam hoje 13 de setembro.
Barca americanaConradfariBh.
Polaoa hespanbolaIndiacarne de chsrque.
Brigue americanoJoseph Parck mercadorias
e farinha.
Importa pao.
Barca americana Conrad, vinda de Pbiladel-
phia, consignada a Rostron Rooker & C, mani-
festou o seguiole :
2,650 barricas farinha de trigo ; aos meamos.
Hiate nacional Nicolao I, rindo de Maco, ma-
Difestou o seguiote :
210 alqueires de sal; a ordem.
23 couros salgados com 26 arrobas e 20 libras,
650 courinhos curtidos ; a Bernardioo Jos Mon-
teiro Irmao.
10 coaros salgados com 10 arrobas e 16 libras ;
a Jos Alves Fernandes.
1 caixo e 3 saceos com 450 pares de sapatos,
11 saceos com 5 alqueires de feijo, 68 molbos
com 680 courinhos, 3 garajos com 300 vassou-
ras, 2 caixotes com 45 libras de cera de carnau-
ba ; a Luiz Jos Pereira Simoes.
Exportaciao,
Dia 11 de setembro.
Brigue ioglez Rozalie, para Liverpool, carre-
garam :
Saunders Brothers & C 1,000 saceos com 5,000
arrobas de assuear.
Barca portugueza Santa Clara, para Lisboa,
carregaram:
Rothe Si Bidoulsc, 42 couros salgados com
1,167 libras.
Brigue portuguez Relmpago, para Lisboa,
carregaram:
Thomaz de Aquino Fonceca, 1 pipa e 67 bar-
ris com 2,598 medidas de mel.
Barca portugueza Flor de S. Simio, para o
Porto, carregaram :
Jos de S Leito. Jnior, 84 coaros salgados
com 2,034 libras.
Carvalho Nogueira Si C, 6 pranchoes de ama-
relio com 28 palmos de comprimento o 2 do
largo.
fteeebedtoria ole rendas Internas
geraes de Prnatobaeo
Rendimento do dia 1 a 11. 9:t66*929
dem do dia 12......: 1:4781870
* 10:645^889
0 Dr. Francisco Domingues da Silva jaiz de di-
reito da segunda vara criminal, e substituto da
do especial do commercio desta cidade do Re-
cite de Pernambuco e sea termo por S. M. o
imperador, que Dos guarde etc.
Fago saber aos que o presente edital virem,
e delle noticia tiverem que no da 19 do corren-
te mez, ter lugar a arrematago dos seguintes
bens depois da audiencia : urna mesa elstica de
amarello para jaotar, avallada por 500000 ; seis
cadeiras de Jacaranda por 30$000 ; um bahu de
sola por 8^000 ; um dito do folha por 60000
dous espelhos de molduras, dourados, grandes
em bom estado por 16$000 ; um baoheiro de fo-
lha por 5J000 ; um apparelho de porcelana pira
brnquedo de meninos, avdliado por 30000 ; urna
caixinha de costura avaliada por lOgOOO ; um la-
vatorio com jarro, bacia e mais perlences por
150000 ; um lavatorio de Jacaranda por 150000 ;
os quaes sao perleocenles aos herdeiros de Joa-
quina Jos de Paiva, e foram peohorados estes
por execugo de Fructuoso Martios Gomes.
E caso nao spparega langadorque cubra o pre-
go da avaliago ser a arrematago feita pelo pre-
go da adjudicago com o abate da lei.
E para que ebegue ao conhecimento de to-
dos ser publicado pela imprensa e affixido na
forma do estyo.
Recifc 5 de setembro de 1861. Eu Adolpho
Liberato Pereira de Oliv.ira escreveote juramen-
tado o escrevi. E eu Maoeel Mario Rodrigues
do Nascimenlo escrivo o subscrevi.
Francisco Domingues da Silva.
0>Dr. Francisco Domingnes da Silva, juiz de
direito da segunda varacriminl e interino da
especial do commercio desta cidade o Recite
de Pernambuco e seu termo, por Sua Magos-
tado Imperial etc.
Fago saber aos que o presente edital virem e
delle noticia tiverem, que no dia 19 de setembro
do correte anno, se ha de arrematar por venda
a quem mais der em praga publica deste juizo,
na sala dos auditorios os objectos avallados pela
maneira seguiote : 130 duzias de carreteis de
linhas decores, de 100 jardas por 3(0200, 90 du-
zias de ditos brancos de 200 jardas 54f000 ; 294
duzias de ditos de 300 jardas 2010800 130 du-
zias de clcheles de duaa carrairas, 780000 ; 83
ditas de ama carreira 248900 ; 68 massos de
alQnetes e 24 cartas 1490600 ; 158 libras de li-
nha de numero 40 1580000; 31 ditas de ditas
de cores 240800 ; 85 duziaa de carreteis de cordas
de violas 110900 : 24 duzias de baralhps de carr
las portogoezaa 280800 ; 9 duzias de ditas fran-
cesas 25$200; 3 duzias de ditas 120000 ; 28 duzias
de pomada franceza 160800 ; 27 pentes de tarta-
ruga para coco 540000; 41 duzias de ditos de
chifre 410000 : seto duzias de ditos paja desem-
bargar cabello 140000; 3 1(2 duzias de dito or-
dinario 20100 ; 35 duzias de caicas de ratt 49f :
5 duzias de ditas de chumbo 30000; importe de
fiias de seda 3000000 ; dito do dita de velludo
500000 ; filo de franja e tranga de seda 1148000 ;
dita de linho 500000 ; dita 4* algodeo 180008 ;
dito de franja de algodo 1200000 ; 124 duzias de
meia de algodo sortidas 2480006 ; 4 greas de
lopis finos 120000 ; 2 ditos de ditos ordinarios
20000; 16 duzias de oaixas de obreiao 50300;
870 grozas de botdes de csso para calcas pretas e
brancas 1210800 ; 3 grozas de fivellaa para riatas
de calsas 218000 ; 16 duzias de eseouvas para
denles ordinarias 198*00 : 11 ditas de ditas finas
cezes 220100:2 ditas de ditos da trra 190040; 149
duzias de botdes de madreperola para camisas
74950O; 17 grozas de ditos para colote 300800;
11 ditas de ditos para paletots 338000 ; 235 libras
de grampos 750280; 44 grozas de botdes de osso
para paletots 100600 ; 241 grozas de dito para
caiga 480200 ; 64 grozas de ditos de metal para
calca 208480 ; 68 macinhos de lioha de algodo
198086; 144 pessas de fita de linhe 400320 ; 377
trozas de boloes de louca para camisa 220560 ;
4 mtthatros de espoletas 140400 ; 264 caixinhas
delinhade marca 310680 ; 51)2 duzjas decaixas
de bfala 278500 ;7 1(2 dnzias de caixinhas de
peonas de ac 260250; 23 jogos de domin 230;
8 ditos de vlspora 8g000 ; 42 duzias de gargao-
tilbas do aljfar 1058000; 35 duzias de parea de
boneca de metal com pedras 140000 ; 13 giozas
de botoes de velludo e do retroz paro easaveque
390000 ; 57 pessss de tranga de 15a de cores ris
110400 : 24 caixinhas do ilhozes 38840 : 38 grozas
de baldos de vidro para camisa e easaveque
250000 ; 240 botijas de tinta preto 4S8OO0; 12
grozas de enfiadores de esoartilhos 480000 ; 12
grozas de caixas de phosphoros 268400; 13 duzias
de ditas grandes 100506 ; urna porco de agulhas
120000 ; 3 duzias do caixinhas. de alfioetes fran-
ceses 138000 ; 22 espelhos de ps torneados ris
350200 : 16 caixinhas de papelo para guardar
joias 30280 ; 5 duzias de grvalos de seda 408 ;
5 caixas de madeira para estojo de navalhas 50;
7 caixas de seda para sapateiro 700 ris ; 2 du-
zias de espelhos de um p 120000; 48 meio
spporelhos em cortoes para leite 240000; 49
apparelhos de louga pera brioquedo 680600; 12
centuroes de borracha 28000; 22 escevas para
sapatos 2*40; 4 asilas de ditas 400000 ; 2 e
meto duzla de dita para cabega 120500 ; 51
resmas de pipel de pezo 1270500; 20 duzias de
caica de isc 20660; 11 grosas de botos de seda
para cazaca 270500; 30.pares da sapatinhos de
loa 90600; 17 ditos de merino 60500; 6 magos
de carrileis de milo 90000 ; 1,304 varas de galo
1010320; 520 covados de volante 528500; 497
varas de bico de metal 39$760; 12 corados de
trina 10920; libra e meia de balela para esparli-
Iho 3900 ; 2 duzias o 8 cale.adeiras 28500; 12
grossas do torcidas para cadeeiro 60000 ris ;
15 eufeites para cabeca 458000; 40 folhas de pa-
pel dourado a 38200 ; 12 mascaras 10200 ; 59
macinhos |de trogal de la de cores 180880; 14
grasas de Uvellaa de ferro estanhadas 5^600 ; 150
voros de babado 98000 ; 86 duzias de poqimada
do reino 248080 ; 6 duzias de caixas torneadas
para tabaco 170280; 20 folhas de lata 20200 ; 11
sacarrolhaa 28200; 14 pares de melas de laia
14jg000 ; 4 duzias de pares de oculos de ferro, la-
to e baleia 420000; 3 grosas de botoes paro so-
marra 10000; 21 bengalas de canna 100500 ; 11
libras de retroz 1108000; 37 duzias de bordos
para violo 118840; 15 duzias de dito para viola
30600; 23 corlos de papel bordodo para cartas
238000 ; 2 duzias de pentinhos de caixa com es-
pelhinho 50000; 120 varas de bico o renda de
diversas larguras por 98000; 10 fu nos para cha-
peo 10600 ; 2 pegas de tiras com clcheles por
40000 ; 5 duzias o meia de pareo de lavas de sedo
bronca paro senhora 310000; 9 duzias de pares
de ditas amorellas com truco, algumas com de-
feito 360000; 8 pares de ditas de seda com vidrl-
Ihos] 68000 ; 2 duzias de ditas do algodo para
homem por 48000 ; 2 duzias e meia de ditas de
fie de Escossia 100000; 4 grosas do vernicas de
lalo 40800 ; 10 pastas para menino de escola
58000; 190 capachos grandes 768000; duzia e
meia de pedras de escrever 30000 ; 6 seroulas
de meia 60000; 11 grvalas de gorguro fingio-
go coleto 120200; 9 espartilbos e 5 camisas 140;
14 manguitos o 7 pares de caigas para senhora
lOgOOO ; 37 grosas de botoes de marca 20900; 50
charuteiros Ce couro 80000 ; 82 carteiras de al-
gibeira 168000; 8 duzias de saceos para escrotos
320000 ; 7 pares de manguitos de cambraia 100 ;
2 duzias e meia de leques a 120 a duzia 300000 ;
13 msssos de pecas de tita para debrum de sapa-
tos 50200; 26 massos de linhas de meada, cabe-
ga branca 820200 ; 1 e meia duzia de carapugas
de algodo 90000; 30 grosas de creies de podra
240000; 5 grosas de dilas pintadas 58000 ; 18
duzias de envolucro para cartas 20500 ; 6 caixas
com anneis de metol 00000; 1 duzia o meio de
caixas de lamparioas 10800 ; 167 grosas de bo-
toes da ouro para caiga 238840 ; 9 taraos e 8 ba-
cetas de pinho 390 ; 14 lencinhos de retroz com
vidrilhos 100000 ; 7 cintos de fita de sarja com
fivella 30000; 4 caixinhas de tranquelas para bo-
tos ; 3 libras de linba de linho fina 60000; 6
cartes da cadago de seda 20000; 110 duzias de
rosarios de louga 268400 ; 91 massos de missan-
gas de 100 fios 468500 i 21 garrafas grandes de
agua de Colonia e outros cheiros 420000; 1 e meia
grosa de canelas de cabo de osso e de quando.
78500 ; 3 grosas e meia de ditas de pao 20800 ;
72 libras de la frouxa 2880000 162 massos de
fita de linho [cadago] 518800; 11 massinhos de
contas de vidro lapidadas 10320; 6 duzias e meia
de opiato 260000 ; 12 oovellos de lioha para sa-
pateiro 960 rs.; 7 cbapos de sol de seda para
senhora 120000 ; 13 duzias de pentes de marfiui
para tirar piolhos 390000 ; 40 tiras douradas para
moldura de quadros 2000000; 7 duzias de fras-
cos de oleo de babosa 350000; 8 garrafas d'ogua
de Colonia 80000; 9 dizias de frascos d'agua de
Colonia sortidos 450000; 4 duzias de vidroscom
banha 100000; 8 duzias de frascos de tinta de
cores 90600 ; 6 frasquinhos de oleo babosa 50;
urna porgode fita, liabas e cordo eolios 40000.;
8 duzias de vasos com banha 24}OO0 ; 5 duzias
de frasquinhos de diversos cheiros 158000; 11
enfeites de froco para cabeca 30)20 ; 16 duzias
de caetas de metal 18600; 8 duzias de suspen-
sorios ordinarios 80000 ; 4 aderegos prelos para
luto 40800; 301 espelhos de papelo de 1/4 a
folha 840000 ; 9 duzias de bonecos de pao pe-
queos 60480 ; 9 duzias de ditos de cera entre
grandes e pequeos 908000 ; 8 duzias de ditos de
cabega de porcellana 400000; 19 bonecos gran-
des de roupa 15BO0 ; uma porgode diversas
quiquillarias de chumbo para oratorio de crian-
gas 200000; 10 chaposiuhos enfeitados para
menino 158000 ; 14 louquinhss de linho 70000 ;
30 corpos de bonecos de esmurga 158000; 27
meios corpos de cabelleira 80640; uma porgo
de lacre fino 100000 ; 16 pulceiras de cootiuhas
50120; 6 bonels de panno fioo azul para homem
60000: 3 cosmoramas 38000; 36 pares de sapa-
tos de tranga e tapete 23g040; 5 libras de ba-
leias 60000; 1 par de jarros de vidro fusco de
cor 30000; 3 jarros doerados de porcellana 30 ;
64 tinteiros de vidro com tinta de escrever 48800;
40 duzias de sabonetes de diversas qnalidades
200 ; 3 grosas de dedaes de lalo e ferro 30600 ;
4 pelea de marroqaim 30200 ; 6 ditos de couros
de lustre a 121*000; 8 duzias de oovellos de linhas
do gaz em caxinhas 30200; 4 bolas do eatiar al-
neles de costuros 18000 ; 1 1|2 grozo de facas
de sapateiro 30900 ; 36 duzias de talheres cabo
de osso ordinarios 550600 ; 2 duzias de dito fioo
de balanco 120000 ; 51 duzia de.tesourasde 6 po-
legadas 510000 ; 6 tesouras de 12 polegadas
28000 ; 13 1(2 duzias de diversos lmannos
130000 ; 4 duzias ditas em mu estado 10000 ;
5 1(2 duzia de esporas 110000 ; 2 grosas de co-
lheres de ferro estanhadas 50000 1 grosa de co-
Iheres de estanto 30000 ; 10 duzias de colheres
para cha de metal branco 100000 ; 12 colheres
grandes paro arroz e sopa, de metal bronco
48000 ; 4 1|2 duzia de molas de ago para cha-
ves, 29500; 14 duzias de caivetes 140000; 2
duzias de navalhas 60000 ; 10 carios com com-
pagos, o tira-linhas 58000 ; 1 grosa de pares de
botoes paro punboS de metal 80000 ; 9 duzias
de pares de brinco e rosetas de metal 90000 ;
2 grosas de botoes poro pora comiso 48000 ;
19 traocelins do metal dourado, 190000 ris;
12 caxinhas de fireltnhas para sapatos 10000 ;
11 caixas para tabaco douradas 50500; 5 cbaru-
teiras douradas 30000 ; 18 lonelos de dois vidros
18500 ; 9 duzias de botos para colhele 900 rs.; 8
1(2 aderegos de metal por 18200 ; 8 1(2 duzias
de alfioetes relos para luto 30000 ; 1 gresi de
rozetas 120000 ; 1 grosa de botoes pretos para
camisas 2*000 ; 20 pulceiras para luto 120800 ;
3 aderecoa ditos 30600 ; 7 pares de argolas em
caica 18120 ; 8 groza de carios de lioha do gaz
110520 ; 4 caixinhas de tranquelas para botoes
400; 1 1(2 grosa de boles de metal para pali-
tos 22000 ; 9 enfeites de vidrilhos para cabega
78200 ; 43 golas de retroz e contas ; 14 maci-
nhos de troncelim de retroz preto 10400; 4 pe-
gos de cadago de seda 20000 \ 9 eofeilos de vi-
drilhos poro cabega de cadago de seda 78200 ;
43 golas de tranga de retroz e contas 210500 ;
9 grosas de boles dourados pata fardamenios de
pagem 630000 ; 16 pulceiras de continhas com
borracha 50120 ; 20 duzias de botes de metal
para palilols 580 ris ; 14 magos de continhas
miudas 80400 ; 4 1(2 duzias do caxinhas de p6s
para denles 48500 ; 38 magos de misBanga de vi-
dro 98120 ; 4 duziss calungasvde porcelana com
banha 160000 ; 27 pentes de volta de maca para
cabellos 130500 ris ; 27 goahas de algodo
40080 ; 4 pares de bandos 10280 ; 3 cosmora-
mas 20000 ; 4 urnas de setim com fraseos de
4 1(2 dnzias de reloginhos com eadeias 78200 ; 1
duzia de assovios de ooso por 200 ris ; 8 gro-
sas de botoes de diversas qualidades 80000 ; 5
pares de lies de sedo e 2 pares de topetes pora
laoternas 10000 ; 3 duzias de frascos de macaca
perolo 70500 ; 1 1(2 duzia ditos leite virginal
180080; 6 canecos de porcelaoa com banha
4|000 ; 1 1(2 duzia de boies de banha 68 '.
28 vidrinhos de diversos cheros lOOOOris ; 301
estampas grandes e pequeas 1200000 ris ; 5
duzias de caxinhas de tinta para dezenho
300000; 4 aparerfaoa de flandres para fazer caf
80000 ; 5 grosas de assobios de chumbo 24500 ;
2 duzias de pares de meias de seda 200000 ;
8 gravlas de monta de seda 80000 ris ; 28 es-
porinhas de flandres 10 rs. ; 20 quarleiresde peo-
nas de pato 20000 rs ; 3 duzias de pares de sus-
pensorios 68 : 6 duzias de pares de botoes para
punhos 60 ; 9 pegas de cordo de la de cores 20;
32 pares de dados grandes de louga 30; 32 mas-
sinhos de vidrilhos 160; 12 massos de cordo
branco de algodo 140400 ; 2 grosas de anzes 20;
duzia e meia de calcas de pos de arroz 120; 4 re
domas com figuras de gesso 20 ; 20 gaitas de pao
40 ; 9 libras de vidrilho 90; 19 estojos vasios pa-
ra naralhas 190 ; 9 cagoletas 3J ; 25 magos de pa-
lalos 40; 9 libras de linha de peso 220500 ; du-
zia e meia de carapugas de algodo 100; 59 mas-
sinhos de lorcal de la de cores 188880; a arma-
ci e seus perteoces inclusive um candieiro de
gaz 6000000, os quaes sao perlenceotes a Antonio
Jos de Oliveiro, o vo praga por execugo que
Ihe move Seve Filhos & C.
E nao havendo langador que cubra o prego da
avaliago, o arrematago ser feita pelo valor da
adjudicago com o abatimento da lei,
para que chegue ao conhecimento de todos
mandei paasar oditaes, quesero publicados pelos
jornaes e tunados nos lugares do costume.
Dado e passado neslo cidade do Recite aos 2
dias do mez de sotembro do snno do nascimenlo
deNosso Senhor Jess Chrislo de 1861, 40 da
independencia e do imperio do Brasil.
Eu Manoel Rodrigues do Nascimenlo, escrivo
o subscrevi.
Francisco Domingues da Silva.
O Dr. Francisco Domingues da Silva, juiz de di-
reito da segunda vara criminal e substituto da
do especial de commercio desta cidade do Re-
cite de Pernambuco e seu termo, por S. M.
Imperial, que Deus guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edital virem, e
dalle noticia tiverem, que no dia 3 de outubro
do correle anno, se ha da arrematar por venda
quem mais der, em praga publica deste juizo,
na sala dos auditorios, a renda aocual de uma
olaria sita nos Remedios, com uma caso que ser-
ve de fabrica de ssbo, avaliada por 4000, o qual
pertenceolo Francisco Avilo de Mondongo, o
vai i praga o referido rendimento por execugo
que contra o mesmo Avila encaminham Monteiro
Lopes & C.
E nao havendo langador que cubra o prego da
avaliago a arrematago ser feits pelo valor do
adjudicago com o abatimento da lei.
O presente ser publicado pelos jornaes e affi-
xados nos lugares do costume.
Recite 9 de setembro de 1861, 40 da indepen-
dencia e do imperio do Brasil.
Eu Manoel Mara Rodrigues do Nascimenlo, es-
crivo o subscrevi.
Francitco Dominguet da Silva.
O Illra. Sr. iospector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente de 4 do correte, manda fazer publico
que no dia 26 do mesmo, peraote a junta da
fazenda da mesma thesouraria se ha de arrema-
tar, quem por menos fizer, a obra de uma
bomba, que tem de ser construida no engenho
Paulista na estrada do norle, avaliada em
9350000 ris.
A arrematago ser feita na forma da le pro-
vincial n. 343 de 15 de maio de 1854, e sob
as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem o essa arrema-
tago comparegam na sala das sessoes da mesma
jauta, no dia cima mencionado, pelo meio dia
e competentemente habilitadas.
E para constar so mandou offixar o presente
e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 6 de setembro de 1861.O secretario,
A. F. da Annnnciaco.
Clausulas especiaes para arrematago.
1.a A obra cima principiar quinze dias
depois da arrematago, econcluir-se-ha no praso
de dous mezes.
2.a Sero altendidas pelo arrematante todas as
observages feitas pelo engenheiro, tendentes a
boa execugo da obra, desmanchando o mesmo
arrematante a parle da mesma reconhecida nao
feita segundo as prescripges do orgamento e
bem assim sageitando-se a tudo mais que se
acha disposto na lei n. 286 sobre srrema-
tages.
3.a Nao empregar material algum sem previo
exime e approvago do engenheiro.
4.a O pagamento ser feito em uma s presta-
gao paga no fim da obra, uma vez recoohecido
pelo eugenheiro achar-so essa em plena confor-
midade com o orgamento, e com a seguranga
requerida.
5.a Nao aera atteodida em lempo algum qual-
quer reclamago por parle da arrematante ten-
denle a exigencia de indemnisago seja qual for
a causa que para tal fim allegue.
Conforme.A. F. da Annunciaco.
O IIIm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico para conhecimento
dos interessados o artigo 48 da lei provincial n.
510 de 18 de junho do corrento anno.
Art. 48. E' permittido pagar-se a meia siza
dos escravos comprados em qualquer lempo an-
terior a data da presente lei independite de
revalidado e multa, uma vez que os devedores
acluaes deste imposto, o fagam dentro do exerci-
cio de 1861 a 1862, os que nao o flzerem ficaro
sujeitos a revalidago e multa em dobro, sendo
um tergo para o denunciante. A thesouraria
far annunciar por edital nos primeiros 10 dias
de cada mez a presente disposigo.
E para constar se mandou affixar o presente e
pubticar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 8 de julho de 1861.O secretario,
A. F. d'Aununciace.
5. Sitio do Foroo da Cal. 3528000
As arremalagos sero feitas pelo tempp que
decorrer do dio da arrematago at o fim de ju-
nho de 1864.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diaao.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 2 de setembro de 1861.
O secretario,
Antonio Ferreira do Annuociago.
O Illm. Sr. iospector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm.
Sr. presidente da provincia de 31 de agosto ulti-
mo, manda convidar as pessoas que quizerem
eentralar a constrnego das pontes nos logares
Indicados na nota abaixo copiada, a ipresenta-
rem na mesma thesouraria as suas propostas,
sendo os mesmos contratos efectuados sob as se-
guintes eondiges :
1.aQue a importancia das obras contratadas
correr toda por conta dos contraanles, nao sen-
do em caso algum por ellas responsaveis os co-
fres provincia es
2.aQue o governo garantir a percepgo do
pedagio pelo lempo e forma que contratar, com
tanto que os contribuintes do pedagio nio pa-
guem em cada barreira maia do duplo do que se
arrecada as existentes como receita da-pro-
vincia.
3.*O numero de anoos para a percepgo do
pedagio ser regulado em attengo frequeocia
do transito que possa haver, a importancia e
difflculdade da obra.
4.aQue as pontes sero construidas segundo
as eondiges, planos e orgameotos apresenlados
pela directora das obras publicas.
5.a-Que em quaoto nao (indar o preso para a
percepgo do pedagio o emprezario ser obriga-
do a conservar a obra em perfeito estado, sob
pena de serem os reparos necessarios feitos por
ordem do governo cusa do mesmo empreza-
rio, que alm disto pagar uma multa corres-
pondente decima parle das despezas que com
isso se flzerem.
6 *' Que as obras serio inspeccionadas peios
agentes do governo, nao s quaoto sua cons-
truegao, como no que diz respeito aos trabalhos
de conservago.
7.Que qualquer das obras, embora empre-
hendida por particulares, ser considerada de
utilidade publica para que possam ter lugar as
desappropriages de que porventura dependa a
sua realisago, e por isso gozar dos mesmos pri-
vilegios, que as demais obras da provincia.
8 aQue os contratos assim feitos ficaro su-
jeitos approvrco da assembla provincial, com
excepgo nicamente daquelles que morarem so-
bre obras de um valor equivalente a tres contos
de ris, ou em que se estipular pedagio que nao
exceda de um anno. os quaes produziro desde
logo os seus effeilos.
Relaco dos lugares onde devem ser construidas
as pontes.
1.S. Joo na estrada do Pi d'Alho, sobre o
rio Capibaribe.
2 Tiuba na villa de Pao a'Alho, sobre o rio
Capibaribe.
3.Capuoga, sobre o rio Capibaribe,
4.Motocolomb, estrada do sul, sobre o rioTi-
jipj.
5.Engenho Trapiche, na estrada do Cabo, so-
bre o rio Pirapama.
6.Trapiche lpojuca, sobre o rio Ipojuca.
7.Porto de Podra, sobre o rio Serinhem.
8.Duas Barras, sobre o rio Seriobaem.
9.Villa de Barreiros, sobre o rio Una.
10.Engenho Juodi, sobre o ro Una.
11.Escada, sobre o rio Ipojuca.
12.Amarigi, sobre o rio Araarigi.
13.Ginipapo, sobre o rio Sibir.
As propostas sero racebidas at o dia 30 de
outubro do correte anno.
E para constar, se mandou affixar o presente,
e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 3 de setembro de 18610 secretario,
A. F. d'Annun'ciago,
innalzare un monumento oil' insigne Uomo di
Ststo, e grande Patriota, l'universalmente com-
pionto a Cont di Cavour, e voleodosi con que!
monumento' altestore ai posteri lo ric onocenza
degli Ilaliani pello grand' opera dell Unit, Li-
berta ed Independenzo, delta nostro penisol.
olio quole tonto contribu col vasta sao inlelletev
coll' aeume del suo perspicace ingegno, coll* in-
tensil dell' incredibile sua atlivili, e coll' ope-
rozita del ano grao cuore. II vico consol resi-
dente io questa cilla, ad instaura dell' lllm Sig.
Consol Genrale di S. M. in Rio di Janeiro in-
vita tull, i suddili Ilaliani, qui residenti, a con-
correre fine si realizzi quealo alto di grande
reconoscenzo.
Per la realiaazione delle soscrizioni, di quell.
che generosamente vogliano concorrere colla lora
offerta per questo invito, lo possono fare al Vice
Consol*lo Italiano, Ra do Trapiche n. 15 sin
al giorno 15 del mese di setiembre prossimo.
Pernambuuco 22. Agosto 1861.
II Vice Consol
Jos Teixtrm Basto*.
Pela contadoria da cmara municipal do>
Recite se faz publico, que no ultimo de setem-
bro prximo futuro fioda-se o arazo marcado pa-
ra pagamento do imposte de estabelecimento com
o multo de tres por cento ; e todos aquelles que
deixorem de pagar ficam sujeitos a multa do du-
plo do valor do mesmo imposto.
Cmara municipal do Recife 27 de agosto da
1861.O contador,
Joaquina Tavares Rodovalho.
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico aos devedores de impostos de dcima ur-
bana, de 4 e 12 por cento sobre diversos estabe-
lecimentos, de 500 sobre casas de modas, perfu-
maras, e chapeos estraogeiros, e finalmente c*
imposto sobre carros, carrogas, mnibus, e ve-
hculos perlenceotes ao anno finauceiro findo de
1860 a 1861, que no ultimo de setembro corren
te finda-se o prazo para o pagamento de seus
dbitos, flcsndo sujeitos os que nao pagarem. a
serem remettidos para o juizo dos feitos da fa-
zenda.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco.
2 do setembro de 1861.Theodoro Machado Frei-
r Pereira da Sjlva.
THEATRO

DE
Santa Isabel.
EMPREZA -GERMANO.
35 RECITA. DA, ASSIGNATURA.
Sabbado 14 de Setembro de 1861.
Subir scena o excellente drama em 5 actos.
Declarares.
PECCADOM.
Terminar o espectculo com a representado
da graciosa comedia em um acto,
1M
OU
Os apuros do estudante.
Na qual a Sra. D. Manoela desempeoha quatro
difiereotes papis.
Comecar s 8 horas.
305800 ; 56 duzias de caixinhas de colxetes fran-' cheiros 40800; 4 cestiohas com sabonetes 20000;
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da resolugo da junta de
fazenda, manda fazer publico, que no dia 3 de
outubro prximo vindouro, vai novamente pra-
ga para ser arrematado a quem niaior prego offe-
recer, o rendimento dos impostos de quatro e
oito por cento, creados pelos 16 e 17 do art.
40 da lei provincial numero 510, nos municipios
seguintes :
Bonito,
sraohuns.
Flores.
Boa-Vista.
Brejo e Cimbres.
A arrematago. ser feita por tempo de dous
annos, a contar do 1* de junho do correte anno
30 de junho de 1804.
E para coostar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 2 de setembro de 1861. O secretario,
A. F. d'Annunciago.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da resolugo da jauta
da fazeola, manda fazer publico, que no dia 19
de setembro correte, vai novamente a praga
para ser arrematada a quem mais der a renda das
casas do patrimonio dos orpbos abaixo mencio-
nados :
N.
Largo de Pedro II.
1. Soladol andar...... 180^000 poraono.
Ra do Imperador.
2. sobrado de dous an-
dares................. 16010000 por anno.
Ra do Rozario da Boa-Vista.
14. Casa terrea........... 2010000 por aono.
Ra da Cacimba.
66. Casa terrea........... 1220000 por anno.
66. dem idem............ 810000
Ra dos Burgos.
69. Casa terrea.......... 1250000 por anno.
Ra da Senzalla Velba.
79. Sobrado de dous Su-
dares................ 7530000 por anuo.
80. Sobrado de dous an-
dares................ 753*000 por anno.
Ra da Ga.
84. Casa terrea........ 1680000 por anno-
Rna do Pilar.
94. Casa terrea........... 253$0OO por anno.
98- dem idea........... 2240000 a
1. Sitio na eatrada de
Parnamerim.......... EOC0OOO
2. dem idem............ 1200000 -
*. Sitio da Mirueira..... 2120000
Conselho administrativo.
O conselho administrativo para foroecimento
do arsenal de guerra tem de comprar os objectos
seguintes :
Para provimento dos armazens do almoxarifado
do arsenal de guerra.
2 arrobas de rame de ferro.
10 duzias de taboas de pinho de 3/4 de gros-
sura.
5 duzias de ditas de pinho de forro.
50 arrobas de cabo velho de linho.
10 arrobas da dito de linho branco com 1 pol-
legada e 11 i de grossura.
5 arrobas de er.
10 enchams de 21 palmos de comprimento de
5 a 6 pollegadas de grossura.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 18 do
correte mez.
Sala das sessee do conselho administrativo,
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 11 de
setembro de 1861.
Denlo Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Contiouam em praga no dia 13 do correo-
te, e nos que se seguirem, no pago da cmara
municipal do Recife, os imposlos seguintes, que
deixaram de ser arrematados.
Imposto de 500 rs. por cabega de gado 165300003
Idam de mscate e boceteiras 20$$000
Nao apparecondo licitantes para o primeiro
desloa impostos, ser arrecadado por adminis-
Irago.
Secretaria da cmara municipal do Recife,
11 de setembro de 1861.
O official maior servindo de secretario
Francisco Canuto da Boa-viagem.
Pela secretaria da cmara municipal do
Recife se declara que a mesma cmara princi-
pia no dia 13 do corrente a ultima sesso ordi-
naria deste anno.
Serretariada cmara municipal do Recife, 11
de setembro de 1861.
O official maior servindo de secretario
Francisco Cauuto da Boa-viagem.
Inspecgo do arsenal de ma-
rinha.
De ordem do Sr, capitao de fragata, servindo
de inspector deste arsenal, fago constar que em
9,12 e 14 do corrente mez, acha-se venda em
hasta publica, na porta do almoiarifado, das 11
horas da manha al o meio dia, sement o cas-
co do brigue escuna Xing, com leme, ferragena,
forrado de cobre, duas bombas de dito guarneci-
das, e a respectiva armogo, cmara, praga d as-
ma, camarotes, despensas, coberta corrida de
paies as amuradas, camarotes a prOa, convez,
rodo de leme, biloclo, duas castnhas, cinco es*
cotilhas, um escolilho, duas bozinas, abito cha-
prado de ferro, dous mordeoles, dous escovens,
um castello, bigne com curvas e mais arranjoa,
dous turcos de madeira pros, e outros r,
mesas dos msstros grande e do traquete, e corri-
do de liiocheira, no valor tudo de 8000.
Inspecgo do arsenal de marinha de Pernam-
buco em 6 de setembro de 1861.
O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Aojos.
De ordem do Illm. Sr. Dr. chefe de polica
se faz publico, que na noite do dio 8 do corrente
na rna das Cruzes, foi echada umo pulseira de
ouro, que pelo seu tamanho indica oer de me-
nina ; quem fr seu dooo dirijs-se repartigo
de polica, onde verificados os sigoaes da dita
pulseira Ihe ser entregue.
Secretaria do policio de Pernambuco, 10 de
setembro de 1861.O secretario, Rufino Augus-
to de Almiida.
Pela adminialrogo do correio desto cidade
se faz publico, que em virtude da convenci pos-
tal, celebrada pelos governos brosileiro eroncez,
serio expedidas molas poro Europo no dia 15 do
correle, de conformidode com o annuncio deste
correio, publicado no Diario de 9 de fevereiro
deate aoao. As carias serio receidas ole 2 ho-
ras antee da que for mareada para a aahida do
vapor, e os jornaes at 4 horas anteo.
Correio de Pernambuco 11 de setembro de 1861
O administrador,
Domingos dos Paseos Mirando.
Vice consolato.
Aros martimos.
Rio Grande e \m
voi sahir por estes oito dias a barcaga Rainh*
dos Aojos, recebe carga a frete para os portos
cima ; a tratar na escadinha de alfandega cora
o mestre, ou defronte do trapiche do algodo nu-
mero 20.
Para.
O patacho Emulago, capitao Antonio Gomes
Pereira, segu com brevidade por ter parte do
carregamento srranjado ; para o que Ihe falta,
trata-se com Moreira & Ferreira, roa da Madre do.
Dos d. 8.
Para o Aracaty
segu brevemente o hiate Exalago, recebe
carga e passogeiros; a tratar com Gurgel Irmao--,
na ra. do Codeio do Recife n. 28, primeiro andar.
RML CMtkmiK
DE
Paquetes i nglezes a vapor
At o dia 14 deste mez espera-se do sul o va-
por Oneida, commondante Bevis, o qual depois
da demora do costume seguir para Southamp-
ton, locando nos portn de S Vicente e Lisboa :
para passsgens etc. dever-se-ha tratar com os
agentes Adamson, Hovie & C, roa do Trapiche
Novo n 42.
N. B. Os embrulhos s se recebem al duas
horas antes de se fecharen: as malas pelo freto
usual, ou uma hora antea pagando um palacio
alm do mesmo.

(CifflPiLHIIflJl
DAS
Nessageries impelales.
Agencia ra do Trapiche n. 9.
At o dia 14 do corrente espera-se da Europa
o vapor francez Guienne, commandante Enout.
o qual depois da demora do costume seguir pa-
ra o Rio de Janeiro locando oa Baha, para pas-
sagens etc. a tratar na agencia.
Mil
O palhabote nacional Dous Amigos, capitao
Francisco Jos de Araojo, segu para a Baha era
poucos dias ; para o resto da carga que Ihe falta,
trata-se com seu consignatario Francisco L. O.
Azevedo, oa ra da Madre de Dos n. 12.
Di S. M. II R Vittorio Erna-
nuele II. in Pernambuco.
Esiendo si aperto io Italia na soscrizione per
Rio de Janeiro
a rehira e bem conhecida barca nacional Ame-
lia, pretende seguir com malta brevidade, tem
parte de seu carregamento prompto ; para o res-
to que Ihe folla, pasaageiros e escravos, paro oa
quaes tem excellenles com modos. Irsta-se com
os seus consignatarios Azevedo & Mendos, no>
sea escriptorio rus da Cruz a. 1.
Baha.
Soguea aumaca Hortencia, capitio Belehiec
Maciel Araujo ; para o resto da carga que Iho
falta e passogeiros, trata-se com Ateredo & sien-
des, ra da Crux n. 1.



---;::. ----v.r;a.-?=ayatatf-...-.=-..-'.......,__
(4)
OUBI0 M PlftlUlMOCO. .- SEXTA FUEA 1S DC SETEMBRO DE 181.
C01PANHIA PERllBUCilU
ii
Navegado costeira a vapor
O Ttpor Persinunga, commandante Moura,
segu viagem para os porlos do ul de sua enca-
la no dia 20 do corrale ai 4 horas da tarde. Re-
cebe carga at o dia 19 ao meio da. Encom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete at o dia
da sahida i 2 horas: escriptorio do Forte do
Mattoi n. 1.
Para Lisboa
segu viagem com a possivel brevidade o bem co-
checido brigue portuguez Relmpago ; para
cirga e passageiros, trata-ie com o coasignatario
Thomaz de Aquino Fooseca, na ra do Vigario
o. 19, primeir* andar, ou com o cspilona praca.
Para o Rio de Ja-
neiro
Pretende seguir com muita brevidade o brigue
escuna Joven Arthur, pira o resto da carga que
Ihe (alta trata-se com os seus consignatarios
Azevedo & lleudes, no seu escriptorio ra da
Cruz n. 1.
LEILAO
DE
COMPAlffllA PERNAMBlCAItt
DE
Navegado costeira a vapor
Parabiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao-do As$u'. Aracaty, Ceara'.
O vapor Iguarass, commandante Viauna.
satura para os portas do norte de sua escala al
o Cear no dia SI do corrate mez s 4 horas
da tarde.
Recebe carga at o dia 20 ao meio dia. En-
commendas, passageiroa e dinheiro a (rete at o
dia da aahida as 3 horas: escriptorio no Forte
do Mattos n. 1.
Acarac.
O vapor Iguarass, que tem de sahir para
os porlos do norte at o Cear no dia 21 do cor-
rente, tocar no Acarac para largar qualquer
porcao de carga que para all haja, para o que
se poder tratar oo escriptorio da mesma compa-
Ehia oo Forte do Mattos.
Zisboa e Porto,
a barca Flor de S. Simio, vai sahir oestes das
por j ter quasi prompto o seu carregamento,
recebe ainda alguma carga para os dous portos,
e passageiros, para os quaes tem excedentes
commodos : s tratar com Carvalho, Nogueira &
Coa rus do Vigario n. 9, primeiro andar,
Urna armacao.
Sexta-feira 13 do crvente.
Costa Carvalho far leilao no dia cima as 11
horas em ponto, da armacao e msis perteuces
da taberna da ra do Arago d. 1.
Avisos diversos.
LOTERA
Quaita-fcira 18 do corrent', pelas 8
horas da manha, andarSo mpreteri
velmente as rodas da stima parte da
quarta loteria do Gymnasio Pernambu-
cano no consistorio da igreja de Nossa
Senhora do Livramento, pela novo e
excedente plano approvado para a ex-
tracto das loterias que se. acba abaixo
annunciado. O resto dos bilhetes e
meios bilhetes se acham a renda na the
souraria das loterias ra do Crespo n.
15, pavimento terreo e as casas com-
missionadas. Os premios serao pagos
depois da distribualo das listas.
PLANO.
6000 bilhetes a 59.............. 30:0009000
Beneficio e sello de 20 por ceoto. 6:0050000
Aluga-se
f
Leudes.
Transferencia
Liquido.
1 Premio de............ 6:0009
1 Dito de........ 3:0003
1 Dito de............ 1:000S
1 Ditode................ 500
4 Ditos de 2009......... 8009
8 Ditos de 100$........ 8009
20 Ditos de 409........ 8009
50 Ditos de 209........ 1 0009
106 Ditos de 109......... 1:0609
1808 Ditos de 59........ 9:040$
24:0009000
2000 Premiados.
4000 Brancos.
---------21:000J000
DO
Leilao do predio da
ra da Esperanca.
Anlunes nao podendo effeclusr a venda da ca-
sa da ra da Esperanca o. 21, expo-la-ha em
leilao e a entregar pelo maior prego oblido, as i Vista um cavallo castanho escuro, pequeo, tem
6000 Bilhetes.
N. B. As sortes maiores de 400$ es-
tao sujeitas aos descontos das leis
O thesoureiro..
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Antonio de Moraes Gomes FerreL-
ra julga ter-se despedido de todas as
pessoas que o honram com a sua ami-
zade sincera ; se. porm, de alguma
deixou de receber as suas ordens, nao
calculadamente, o faz pelo presente
meio, nico vehculo de que se pode
1 servir attenta a proximidade de sua par-
tida, para sanar as faltas que por ven
j tura commettido tenha do cumprimen-
to desse dever. Entretanto offerece-
lhes o seu insignificante prestimo, onde
| qder que se ache na Europa.
I- Willism Winsor, sua senhora e 1 lho, re-
' tiram-so para Europa.
Aluga-se a loja do sobrado silo na ra Im-
perial n. 162, novamente acabada, com accom-
modacoes para grande familia ; a tratar na ra
i Direita, padatian. 8!.
No dia 12 do correle desappareceu do
quintal da casa n. 13 da ra da Matriz da Boa-
11 horas em ponto.
LEILAO
urna loja com armacao, propiia para qualquer
establecimeoto na ra Direita n. 87 : a tratar na
loja da ra do Queimads n. 46.
C ollegio de Bemfca.
Neste establecimeoto precisa-s d um cozi-
nheiro e de urna engommadeirs.
Os abaixo assignados fazem pu-
blico que o Si. major Jos Cesar de Al*
buquerque,morador em Goianna, Ihes
devedor da quantia superior a 16:000,$
frinci pal juros, divida tanto particul-
ar como na maior parte contratada pe-
la firma Albuquerque & Silva, de que o
metmo Sr. major Albuquerque foi so-
cio, o que o constitu solidariamente
responsavel. E porque conste que o
mesmo Senhor trata de alienar seus bens,
os abaixo assignados previnem a quem
possa interessar que semelhante aliena-
qao prohibida, e desde a prot^stam os
annunciantes anudar pelos meios com-
petentes qualquer alienaqao que efectu
o mesmo senhor.
Joao Pereira Moutinho t C.
A commisso liquidadora dos credores da
casa do fallecido Manoel Buarque de Macedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou contas de livros, que se diri-
jam com os seus ttulos rus da Cadeia do Re-
cite n. 26, primeiro andar, das 10 horas da ma-
nhaa s 2 da tarde, para serem verificados e cla-
sificados pela referida commisso
SYS TE HA MEDICO DE HOLLOWAY
PILLAS HOLLWOTA.
Esteinestiraavelespecifico, eompostointeira,
mente de her vas medicinaes, nao con tena mercu-
rio nem alguma outra substanciadelecteria. Be-
nigno mais tenrainfaneia, e a compleicomais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarraigar o mal na complete,ao mais robusta;
entecamente innocente em suas operacoese ef-
feitos; pois busca e remo ve as doene,as de qua'
qner especi e grao por mais antigs e tenazes
que sajara.
Entre mimares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavamas portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn
recobrara saude e forjas, depois dehaver tenta-
do i n ultimen te todos es outro s remedios.
As mais aflictas nao devera entregar-se a des
esperado; fa$am um competente eosaiodose
efficazes etfeitos desta assombrosa medicina,
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
DE
: o p direito branco ; quem o achar pode leva-lo
a ra do Crespo, loja n. 18, que ser recompen-
sado.
Meuron & C, mudaram seu de-
posito de rap area-preta, do primeiro
andar n. 23 da ra da Cruz para o ar-
mazem n. 19 na mesma ra.
Na ra do Apollo n. 24, segundo
andar, aluga-se urna escrava de boa con-
ducta que seja perfeita cozinheira.
?# -
gGabinete medico cirurgico.f
sj Ra das Flores n. 37. tj
# Serio dadssconsillas medlcas-cirurgi- aj
# cas pelo Dr. Estevo Cavalcanti de Albu- #
O querque das 6 ss 10 horas da manhia, ac-
t) cudindo aos chamados com a maior bre- 9
aj vidade possivel. a)
# 1' Partos. %
% 2.* Molestias de pelle. @
3.* dem dos olhos. %
Q 4." dem dos orgaos genitaes. %
Praticar toda e qualquer operaco em a)
a} seu gabinete ou em casa dos doveles con- %
a) forme Ihes r mais conveniente. a)
341
Os armazens da ra da Lapa n. 13, e ra
do Costa n. 10, recebem gneros para recolhe-
rem por menos de que costumam receber outros :
quera pretender, dirija-se ao d. 13, que achata
com quem tratar ; assim como se aluga um dos
mesmos armazens.
Aluga-se o terceiro andar do sobrado do
lima loja de fazendas
NA
Ra do Crespo numero 21.
Segunda feira 16 do corrente.
Anlunes autorisado pelo llim. Sr. Dr. juiz es-
pecial do commercio, e a requerimento dos ere-
dores de Francisco Jos Rodrigues Baitos, ven-
der em leilao a sua loja sita na ra do Crespo
d. 21, com todas as fazendas nella existentes :
no referido dia as 11 horas em ponto.
LEILAO
DE
Gallado e roupa feila.
Sexta teira 2*) do corrente vender'
o agente Anlunes no armazem da ra
da Cruz n. 15, um explendido sorti-
mento de calcado como sejam : sapatos
de couro de lusfi e para senhora e ho-
mem, borzeguins de bezerro, couro dej becco Lafgo n. 1 A, com commodos para grande
lustre com tola e sola supposta, assim
como um sortimento de roupa eita pa-
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal da).
Astbma.
Clicas.
Convulses.
Debilidadeou axtenua-
$o.
Debilidad ou falta de
forjas para qualquer
eousa.
Desinteria.
Dor degarganta.
da barriga,
nos rins.
Dureza no ventr.
Enfermidades noventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febra biliosa.
Febreto intermitente.
Ve nde-se estas pilulas no estabel eci men to ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistaeoutraspesseas edo
carregadas de sua venda em toda a America n-
Sul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as boeetinhas a 800 rs. cada
urna dellas, contera ama instruc^So em portu-
guez para explicar o modo de se usar deslas pi-
lulas.
O deposito geral em casa doSr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22 em Per-
nambuco.
Febreto dae specie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflamma^es.
Irregularidades
menstrua gao.
Lombrigas da toda es-
pecie.
Mal de podra.
Manchas na cutis.
Abstruejao deventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retengo deourina.
Rheumatismo.
Symptomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Vonereo(mal)i
ARMAZEM
PROGRESSISTA
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
DtJARTB AIMEIDA & SILYA
. ,, MANTE1GA IMGLEZA
riffir^tiT^ -bra 6 em P-fSa trR 8ba,iraeD,,, reconmenda-ra aos spreci.dores dest genero que mandem so menos expo-
nmeniar, senos de nada perderem, pois que para uso confirmamos o que levamos dito. ^
. ,. MANTEIGA FRNCEZA
a melhor que se pode desejar na qualidado desta man taiga i 640 rs. o libra, e era porcao de barris ou meios a 600 rs
. CHA' HYSSON
o que pode haver de bom neste genero a 2*600 e 2*800 a libra, afianca-se ser a melhor que temos no mercado.
. CHOCOLATE
trances, mglez e portuguez, das qualidades mais expeciaes que temos no mercado a 1*000 o 1#200 a libra
. .. AMEIXAS FBANCEZAS
cnegadas no ulnmo navio, as mais supeiiores que temos no mercado 1000 a libra e a 4*000 a lata com cinco libras.
. ^ PASSAS
em caixas de urna arroba e quartos de oilo libras a 7500 a caixa e 2*000 o quarto, afianca-se a boa qualidade.
. CRINTHIOS H
psra pudim em frascos de urna e mea a duas libras a 1*500 e 2*000 cada um, afianca-se ser os mais novos do mercado.
LATAS
com fructos em doee, pera, pecego, murango, ginja, alpereba
a lata.
e ouiras mais fructas, o mais bem arranjado que temos tido no merado, a 1000
e 1*300 a garrafa e a 13*000
rs.
ra hornera.
Attencao.
Grande leilavde mercado-
ras americanas, .
Terca-feira 17 de setembro.
RA DA RUZ N. 1 5.
O agente Antunes fara' leilSo no dia
cima de urna immensidade de objec-
tos americanos como sejam: secreta-
ria<< carteiras, cadeiras de divei-sos
gos'os e de bataneo, marquezas, riquis-
simas camas de rica obra de talha, ma-
las, babas e saecos de viagem, obras de
metal principe prateado, sendo appa-
rehos para cha' e cafe', galheteiros,
copos, campainhas, cestas para fructas
Iruteiras, porta licores etc., etc.. Un-
cios jarros com bachs etc., de folha,
balancas, limpadoresde pe's, cestas com
o cecessario para viagem, ricos estojos
para barba, cabecadas com brides ga-
marras, chicotee, selins e silhdes, can-
dieiros para gaz e azeite, caixinhas de
msica, caixas com ferramenta, sabo-
netes, transparentes para janella, re-
logios de parede e muitos outros arti-
gos que se torna enfadonho de mencio-
nar, arados, grades, carro* de mao e
carretas, carrocas, machinas pira cor-
tar capten, ditas para descarocar milho,
rebolos e dous carros elegantes e leves
com arreos par um e dous cavallos..
familia, concertado e pintado de novo : a tratar
na mesma ra, taberna d 2.
a mhms rntmm okn^k
Dentista de Pars*
15Ra Nova15
Frederic6autier,cirurgiaodentista,fa2
todas as operacoes da sua arte ecolloca
dentesartifteiaes, tudocom a superiorl-
dade e perfeigo que as pessoasentendi-
das lhereconhecem.
Tem agua e psdentifriciosetc.
Aluga-se urna casa na Passagem da Magia-
lena, junto a ponte grande, com 2 salas, 6 quar-
tos, soto com janellai para ooilio, quintal todo
murado, cacimba, e ptimo banho no fundo : as
pessoas que pretenderen), diriiam-se a ra Direi-
ta n. 3.
O abaixo assigoado avisa ao Sr. Amaro Lo-
pes, rendeiru do eogeoho Rio Preto, que se acba
em sua casa a um mez, pouco mais ou menos
um seu eseravo de nome Antonio, como j ihe*
mandara participar, e como at o presente nao
tenha tido resposta alguma, por isso o faz por este
Diario, bem como avisa ao ditsSr. Amaro queda
data deste em dianle nao corre risco algum. s.
Francisco da Varzea 11 de setembro de 18611
Luizde FraoQa da Silveira.
O Dr. Antonio de Vaaconcellos Menezes de
Drummood acba-se prompto para o exercicio de
sua profisaao de advogado em todos os dias uteis
das 0 horas da manhia s 4 da tarde, no seu es-
criptorio. ra do Imperador n. 43, primeiro an-
dar, e fora dessas oceasides, e para casos urgen-
tes, em seu domicilio na ra do Hospicio o. 17.
Na rus do Hospicio n. 17 se dir quem tem
para lugar dous escraros.
Aluga-ae urna egerava para servico de casa
de familia, preferindo-se estraogeiri : na ra do
Lirramentv o. terceiro andar.
Findos os dias da lei, que ser annunciado,
vaoder-se-ha era praca publica do Dr. juiz muni-
cipal di 1.a rara, escrivo afolla, o engenbo A-*.
guas-Bellas, freguezia dos A/ogados, com boas
Ierras, varzeas, matas virgen, asa de viveuda,
casa de purgar, moenda muito boa, laxas e mais
necessarios para o fabrico de assucar, tudo ava-
llado por loioOOg, >or execuoao de toi Fsusti-
jnoda Lemos cootra /os Rodrigues de Oleira
'Lime.
. ,, MASSA DE TOMATE
cegada no ultimo navio de Lisboa em latas de urna libra a 1*000.
. n m VINHOS FINOS ENGARRAFADOS
duque do Porto, Pono fino, genuino, nctar, Carcavellos Madeira seeca, Camoes, e Feituria eChedes a 1100
a duza, exceptuando o Madeira que se far preco.
n ,-..-.. VINHOS EM PIPA
Pono, Lisboa, Figueira 4*000 a caada ede 500 560 a garrafa afianca-se a boa qaalidade
v 3 . Yende-se a 240 a garrafa e 1*800 a caada, afianca-se ser puro e de Lisboa.
' DOCE
doce da casca da goiaba, o mais fino que talvez se encontr boje no mercado 1*200 o caixao, lambem ha para 800
D ,t VIRHOS *
5^o qTlemT ^ P ** 800 K' e ,000 a 6arrafa' e dfl 80 10M)00 a duzia. Vende-se por este praco pe, grande por-
. LATAS COM ERVILHAS
as mais bem.preparadas que lem vindo de Lisboa e Franca a 800 rs. cada urna, e em porco ter abtimento.
. .. m L4TAS COM BOLACHINHAS DE SODA
chegadas no ultimo navio a 1*450, eem porcao ter abtimento.
i AZEITONAS DE LISBOA
as aais novas e bonitas que se pode desejar a 1*600 a aneoreta.
Jft-.. ,. AMENDOAS
com casca chegadas ltimamente a 480 rs. a libra o em porcao ter abtimento.
SAG'E SEVADINHA
a mais nova do mercado a 280 rs. a libra de sag, o 180 rs. a de sevadinha.
ALPISTA
o mais tirapo que temos no mercado a 180 rs. a libra e 5#120 a arroba.
.. FIAMBRE
o melhor queso pode encontrar neste genero a 800 rs. a libra, eera porcao ter abatiraenlo.
Alora dos gneros annunciados encontrar o publico ludo que procurar relativamente amolhados, assim como os teneros veudos nestes esta-
belicimentos levarao o deslintivo dos mesmos.
Programma
da festa de Nossa Senhora
do Livramento.
. DE
Escultura em Marmore
Caes do Ramos n. 30.
-Se fazem pelos precos seguintes :
Consolos Luit XV de 12f a 139.
Jardineiras idem idem de 20g a 309.
Consolos lisos de 99 a 12;*.
Mesas redondas de 189 a 239.
Lavatorios de 129 a 309.
Aparadores de 20fi a 358.
Letras gravadas douradas ou embutidas con-
forme os caracteres e tamaohos de 100 rs. cada
urna a 19-
Pertra para collocar ai ditas, cada palmo em
quadro a 1.
Concerta-se alabastro, jaspe e porcelana.
Recebem-se pedras osadas em troca, quer se-
jam ou nao de trastes, ainda mesmo quebradas.
Joias.
Serafim & Irmao, com loja de ourives na ra
do Cabug o. 11, scientificam a todos o* seus fre-
guezes amigos, que por terera graode sortimento
de novas e delicadas obras de ouro, continuam a
vender o mais em coota possivel, e se responsa-
bilisam pelas qualidades do ouro, prala, diaman-
tes, brllhntes, mencionando ditas qualidades em
urna cont* Impressa que costamam psssar : os
mesmos previoem que ninguem se deixe illudir
por individuos que andara vendend obras por
tora desta praga, dizendo aerem da casa dos mes-
mos, pois nunca tiveram nem teem pefsoa algu-
ma eucarregada de vtoier joias sua*.
Domingo 15 do corrente tera lugar a festa de
N. S. do Livramento com aquella pompa e decen-
cia que devida a lo soberana Senhora, cons-
tando a mesma de vespera, festa e Te-Deum
sendo o orador da fesla o muito digno e eoquen-
te pregador da capella imperial Fr. Joaquim do
Espirito Santo, e do Te-Deum o reverendo Fr
Augusto.
As 3 horas da tarde do mesmo dia ter lugar a
solemne procissio da mesma senhora, a qual per-
correr as ras seguintes: ao sihir da igreja em
frente da ra do Queimado, largo do Imperador
ra do mesmo, travessa doOuvidor, Cruzes, pra-
ca da Independencia, larga do Rosario, estreita
da mesma, Trinchelras, Nova, camboa do Car-
me, largo do mesmo, Hortas em frente a traves-
sa do Peixoto, largo do Terco, Direita, travessa
da Penba, Raogel ao recolher.
Pede-se encarecidamente aos moradores das
rusa cima mencionadas, que limpem as testadas
de suas casas am de poder transitar a referida
PTOcissao, do contrario deixar de passar j assim
como convido a todos os irmos a comparecerem
no dia cima mencionado revestidos de seus h-
bitos afim de assislirem aos actos de que cima
trato. n .
Secretaria da contraria da N. S. do Livramento
12 de setembro de 18610 secretarlo,
Domingos Jos Ribeiro Gouvin.
Jos Ferreira de Oliveira, Brasileifo, reti-
ra-se para fora do imperio.
Aluga-se urna casa na ra Bella n. 18: a
tratar no sobrado n. 14, na travessa da matriz de
Santo Antonio.
. T S*ce"o Prsico e Biaso Prsico, subdito i
Habanos, retirara-senara Italia.
O padre Joo Srvalo Teixeira mudou a
sua residencia da ra Bella para a ra de S.
Francisco n, 56.
Casa para alegar.
Na ilha do Retiro, Passagem da Magdalena, a
pnmeira que se acha destacada, a melhor do lu-
gar, tanto pelos commodos, como por estar na
.elliorposicao : a tratar na ra Nova n. 38, loja.
Precisase de urna ama : na ra Nova n.
23, loja.
Na ra da Cooceicao da Boa-vista n. 14,
vende-se por prego commodo um palanquim em
meio so.
Aluga-se um sala com um quarto no pri-
meiro andar da casa da ra da Crux o. 18.
Ao publico.
Francisco Xavier de Athayde. para prevenir
qualquer juizo desfavoravel que porventura se
poisa fazer a seu respeito, declara, que hontem,
as 3 horas da tarde se despedir da loja de cal-
cados da ra do Livramedto n. 31, pertencente a
Joo Luiz Vianna, pelo motivo de lhe nao ter
pago o seu honorario em qualidade de caixeiro
(como com outros muitos aconteceu), pelo que
vai have-lo por meios judiciae, mesmo porque
o Sr. Viaona lem tido a baixeta e ousadia de fa-
zer crer a algumas pessoas que eu me ausentei
de sua casa.
Hoje 13. aSll horas, fiada a audiencia Ido
Sr. Dr. juiz de auseutes se ha de arrematar oes-
cravo Cypriano pertencente a heranca de Antonio
remandes da Costa.
Attencao
Vende-se confronte o porto da fortaleza das
Cinco Ponas o seguinte : carrosas para bo, dita
fara cavallos e para agua, carrtohos pira traba-
bar na alfaodega e carrinhos de mi, rodas pa-
ra carrogas e para carrinhos, eixos para ambos,
lorradores para caf com fogo, boceas de fornos,
candieiros de arcos de todas as qualidades, do-
bradicas de chumbos de todos os tamanhos,fecha-
duras de ferrolhos, tranquetas, ferro de embutir
de todos os lmannos, ferrolho de chapa.
Garrafes com 5 garrafas de superior vinagre,
pelo diminuto prego de 19200 cada um ; admi-
ram-se? vende-se na travessa da ra das Cru-
zes n. 6.
Vende-se urna machina para coser toda a
qualidade de costura: a tratar na ra da Penha,
sobrado n. 2.
mmmmsmm --mmmmmm
A Primavera
16Ruada Cadeia do Recife16
Loja de miudezas
DE
Fonseca Silva.
Sapatos ie tapeto bonitos padrdes para
hornera e senhora a 12$ a duzia e a 19200
o par, lindas grvalas de seda para ho-
rnera de 320 a 500 rs. cada urna, ditas de
lago a 320 e 500 rs., linha propria para
seleiro e sapateiro a lj}400 o maco, bo-
toes para chamarra a 19 a groza, metas
para senhon a 2*800 a duzia, sintos para
senhora de bonitos gostos a 29500 e 3J,
barretes de vldrilho para menina e se-
nhora a 19 cad* um, enfeiles de ditos
pret'is para ditas a t$500 cada um, pea-
les de tartaruga pird marrafa a 60 rs. o
par, e diversos artigos de gosto por pre-
cos os mais baratos do que em outra
qualquer parte.
** T Wi aHW r*n* Tkv fSW ^Bw sri ipMMMnt
Farelo.
Deposito de farelo de Lisboa, saccas de 90 li-
bras, o melhor que vem ao mercado : no estabe-
lecimento de molhados da ra da Imperatrir n.
4, junto a ponte, o proco 49500.
Leite puro.
Ha ver todos os dias das 6 1|2 at 7 horas da
manha, a 320 rs. a garrafa : na ra larga do Ro-
sario, esquina que volta para a praca da Inde-
pendencia.
Vende-se um bom engenho na freguezia
da Escada, em cuja propriedade j se est levan-
tando outro por ter para isso as proporcoes ne-
cessarias e offerecer muitas vantagens por sei-
ao p da via frrea, ter boas trras para safrejar
2 a 3 mil pes, boa casa de vivenda, senzala,
bom cercado e excellente d'agua : a tratar com
Manoel Ivs Guerra, na ra do Trapiche n 14.
Nova pechiacha a400rs,
o covado.
Vende-se lazinhas enfesladas ao gosto chi-
nez as mais modernas que tem viudo pelo dimi-
nuto preco de 400 rs. o covado : na ra da Im-
peratriz n. 60, loja.de Gama 4 Silva.
Nova remessa a 3,000, na
loja do Pavao.
Acabado chegar urna porcao de madapolao
francez entestado cora 14 jardas que se ven Jera
a 39 a peca : ca ra da Imperalriz n. 60. joia de
Gama &. Silva. '
Lencos a 320 rs. na lija
do Pavao.
Vende-se lencos grandes de cambraia de seda-
de vanas cores e com flores fazeud* que sempre
se veodeu a lj, est se torrando a 320 rs. : na
ra da Imperalriz n. 60, loja de Gima & Silva.
Novo sortimento I aS5,89l9,8"
Milho e farelo.
Vendem-se saceos grandes com milho muito
bom e farelo a 49500: na taberna graode daSo-
ledade, e ra da Imperalriz n. 4, junto a ponte, e
tambera farinha a 19800 a sacca.
."Ty.8Ddeni',e lu?" de murca para militar
a 1J800 o par ; na ra do Queimado n. 29, ar-
mazem de fazendas de Joto Jos de Gouveia.
Escravos.
Vende-se ums negra muito sadia, com 3 fllho,
um de i mezes, outro de 9 anoos e outro de 8.
urna excellente eacrava, que se vende por seu
dono ter de retirar-se da provincia : ra do Sebo
numero 95.
de cascarrilhas de seda,
franjas e galo cooi h$os
n vs relas.
A loja d'aguia branca aciba de recebar um
novo e bello sortimento de cascarrilhas de seda
com duas relas ftngindo pafo, o melhor que se
pode dar em tal genero e vende a 28 a peca, as-
sim como franjas de seda de diversas core c lar-
guras por pregos admiravelmente baratos, e
tambera um oovissimo galaozinho de seda com
lagos as relas proprios e de muito gosti para
enfeitesde vestidos. A barateza com que a loja
d'aguia branca costuma vender os objectoa j
bem conhecida e agora coroprova a mais com a
limitaco dos precos porque est veudendo os
artigos cima, para verificar se dirigir-se com
dioheiroa dita loja d'aguia branca ra do Quei-
mado n. 16, que na realidade acharo barateza,
agrado e sinceridade.
Peitos de esguiao de algodo
para camisas a 500 rs.
Na loja d'aguia branca vende-se multo bons
peitos de esguio de slgodo para camisas a 500
rs. cada um, dinheiro a vista : ua loja d'aguia
branca ruado Queinudo n. 16.
Pentes de tartaruga virados e
direitos.
Veode-se muito bonitos e fortes peules de tar-
taruga virados e direitos, de moldes e deaenhos
deticadea e pelos baratsimos precos de 12J, IOS
e 89 uns.59 e 49 outros ; assim cont outros a
imperalriz (o melhor que possivel fazer-se em
tal genero) a 189. Na verdade quem coohece o
bom admira a limitaco de taes pregos vista
das obras e por isso dirijsm-se com dinheiro a
loja d'aguia branca ru do Queimado n. 16, que
sera duvida acharo barateza, grado e since-
ridade.
Consultas medicas
Sero dadas lodos os dias peloDr. Cos-
me de S Pereira no seu escriptorio, ra
a Cruz n. 53, desde s 6 al s 10 horas
da manha menos aos domingos sobre:
1." Molestias de olhos.
2.* Molestias de coracao e de peito.
3. Molestias dos orgos da geraco e
do anus.
O exame dos doentes ser feito na or-
dem de suas entradas, comecando-se po-
rm por aquelles que soffrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos,acsticos e p-
ticos sero empregados em suas consul-
ta;es e proceder com lodo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, nalureza e
causa da molestia, e dabi deduzir o plano
de tratamento que deve destrui-U ou
curar.
Varios medicamentos serio tambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeiraqualidade,
promptido em seus efeitos, ea necessi-
dade do seu emprego urgente que se usar
delles.
Praticar ahi mesmo, ou em casa dos
doentes toda e qualquer operaco que
julgar conveniente para o restabeleci-
mento dos mesmos, para cujo fim se icha
prvida de urna completa collecco de
instrumentos indispensavel ao medico
operador.
PHMOIACIA
Ra larga do Rosario d. 36
l'Affecteur.
Ron
Pilulas de Atlexou.
Pilulas americanas.
Vermfugo iaglez.
Pnlas Holloway.


DiA1I0 U PERNAMCCO. SBXU FE1RA 13 1 SETEMBRO 01 1861
(5)
Manoel Mara Suoig e Manoel Carpinteiro,
subditos hespanhes, retira'm-se para lora da pro-
vincia.
Aluga-se una sitio na Passsgem da Magdale-
na margem do rio Capibaribe, com cas, tendo
1 talas e9 quarlos : quero o pretender, dirija-se
ao mesmo lugar, sitio do Barroca, a tratar con
Joo Manoel Rodrigues Valonea.
Aluga-se um,escraTo para todo o servico e
tambero para carroceiro, do que tero bastante pra-
tica na ra do Livramento o. 23, terceiro andar
Precisa-se de um rapas de 12 a J4 aonos
de idade para caixeiro de taberna: a tratar na
roa do Cabug n. 2 C.
Alfred Lass, Henry Headly, subditos ingle-
zes, retiram-se para Europa.
Aluga-se
o primeiro andar da casa da rus da Cadeia do Re-
cife n. 4, proprio para escriplorio ; a tratar no
armazem da mesm.
Aluga-sa urna preta escrava para ama de
leile, que lem com abundancia, e muito cari-
nhosa para meninos, quem precisar dirija-se
ra do Crespo loja o. 20 de Adriano & Castro.
J. Falque, subdito francez, ra
ao Rio de Janeiro, deixando por seus
procuradores, sua sen hora, o Sr. Anto-
nio Machado Gomes da Silva e Flix
Sauvage & G.
AU MINERALE
NATURALLEDE VICHY
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n. 22
ELIXIR DE SALDE
Consultorio medico cirurgico
'~]\13\ D Y GLORIA CASA BO FCTR AO-3
Consulta por ambos os systeiiias,
Em consecuencia da mudanza para a sua nova residencia, o
ment acaba de fazer urna reforma completa em todos os seus medicamentos.
propietario desle estabeleci-
_ amentos.
O desejo que lem de que os remedios do seu estabeleciment nao se confundam com os de
LargodaFenlia
Francisco Fernandes Duarte, proprietario deste
armazem de molhados, partecipa aos seus (reguezes, assim como aos senhores da prags, de enge-
nho e labradores que d ora em yante quizerem-se afreguezar neste estabelecimento, que se acha
com um completo sortimeoto de gneros os mais novos que ha no mercado e por serem a maior
parte delles vindos de conta propria, est portanto resolvido a veode-los por menos 10 por cento
do que em outra qualquer parte, aQancindo a boa qualidade e acondiciouamento, assim como ser-
vir os portadores menos praticos to bero, como se os senhores viessem pessoalmente, para o que
nao se poupar o proprietario em prestar toda attenc&o, aGm de continuarem a mandar comprar
suas encommendas, serlos de que, toda e qualquer encommenda comprada neste estabelecimento
acompanhar urna conta impressa com o mesmo titulo de armazem Progresso.
ltlanteiga ingleza pwftitameiU Hov, i50oo t*. a u. vende-
se por este prego nicamente pela grande porco que tem e se for em barril se fara batimento
ML*uta\ga franeeza, m rg., 1bI, e cm brr a mr.
Clia HySSOli 0 meinor qtte ha na mercado a 29600 a libra.
IAempTetoal600alibr-.
QUCi JOS dO reaO hegados neste ultimo vapor a 29400.
dem pratO 8 m r9# lntero a 640 rs. libra.
lOeO SU1SSO a 540 rs. a libra em por?So se faz a batimento.
PrexuMo de fiambre iDgi, 700 r. a ubre.
I* re/AintO de lamegO 430 .a libra inteiro a 440 rs.
AmeiiLas francezas ein freo com 4 iibras por 39000, a retaihosoo rs.
I^Spermsete a 740 a iDra, em caixa a 720 rs.
LriltaS COm boVaxlalia de SOda de deferente quadades a 1S4C0
Latas com peixe em posta de manas quadades a 19400.
ZeltOliaS muitO 110\aS a lg0oo 0 barril, a retalho a 320 rs. a garrafa.
Doce de Wpercne ein laUa, de 2iibra por 19200.
C%TltttaS par, podio, a goo rs. a libra.
Banna de poveo retinada a 480 a ubn, em barril a 44o rs.
nlaa^a de tomate a maiSQova do mercado a 900 rs., em latas de 2libra por 19700.
IraiOS ae lOmllO a pnmeira vez que vieram a este mercado a 640 rs. a libra.
ChOUtiCUS e paiOS BuUo noTOs a 560 rs. a librs.
Palitos de dente Uxados com 20 macinhos por 200 rs.
Ch.OCOlate f raneeZ a i$200 rs. a libra, ditto portuguez a 800 rs.
nlaaTmeiada imperial 0 a[ama a I5OOO rs. a libra.
VlUnOS engarrafados Port0| Bordeaux, Carcavellos, e moscatel a 19000 a garafa.
VlnilOS em pipa de 500, 560 e 640rs. a garrafa, em caadas a 39500 4g000 49500:
Vinagre de Lisboa 0 maissuperior a 240 rs. a garrafa.
erveja das mas acreditadas marcas a 5$ a duzia, e em garrafa a 500 rs.
EiStreilinaa paraS0pa a mais nova que ha no mercado a 640 rs. a libra.
Hrvilnas traneezas a 640 r9. a laUa.
Milo de amendoa a 800 rs. a libra, dita com casca a 480 rs.
NOZ.eS muHo novas a 120 rs. a libra.
HaStannaS piladas a 240 rs. a libra:
Vaaie muito superior a 240 rs. a libra, e a 79 a arroba:
A.rrOX d0 Maranho i 3 em arroba, e em libra a 100 rs.
FumO americano a jj a iiDr8> se for em porco se far abatimento.
Se\adinna de Fr,n5, a 240 ubra.
Sag muit0 n0T0 a 320 rs. a libra.
X OneinnO de Luboa a 360 ra. a libra e a 108 a arroba.
Farinna do Marannao amaiinOTaal60rs.aiibra.
Toncinn Passas em eaixinnasde8libraial5oocadauma.
Inlependente dos gneros mencionados encontrar o respeitavel publico ludo quanto pro-
curar tendente a molbados.
Citrolactato de ferro,
Vnico deposito na botica de 3oaqnim Martinbo
da Cvu Correia & Cornado Cabng n. 11,
em Pemambnco.
H. Thermes (de Chalis) antigo pharmaceutico aprsenla hoje urna nova preparacSo de ferro
com o nome de elixir de citro-lactato da ferro.
Parecer ao publico um luxo empregar-ae um mesmo medicamento debaixo de formulas to
variadas, maso hornera da sciencia comprehende a necessidade e importancia de urna tal varie-
dade.
A formula um object de muita importancia em therapeutica : um-progresso immenso,
quando ella, maniendo a esseocia do medicamento, o torna agradavel, fcil epossivel para todas aa
idades, para todos os paladares e para lodos os temperamentos.
Das numerosas preparaedes de ferro at hoje conhecidas nenhuma rene lio bellas quada-
des como o elixir de citro-laclado de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-seem urna pe-
quena dose, e ser de urna prompta e fcil dissoluefto no estomago, de modo que completamente
aisimilado; e o nao produzir por causa da lactina, que contem em sua composico, a constipadlo de
veotre frequenlemenle provocada pelas outras preparaedes terroginosas.
Estas novas quadades em nada alterara a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
substancia da qual o medico se nao pode dispeusaa em sua clnica, de iocomparavej ulilidade
qualquer formula que lhe d propriedades taes, que o pratico possa prescrever sem receio. E' o
que cooseguio o pharmaceutico Thermes com a preparado do citro-lactacto de ferro. Assim este
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas preparaedes terroginosas, com o
atiesta a pratica de muito mdicos distinctos que o tem ensaiado. Tem sido empregado como im -
menso proyeito as molestias de languidez (cblorose paludas cores ) na debilidade subsequenle as
hemorrhagias, as hydropesias que spparecem depois das intermitentes na incontinencia: de urinas
por debilidade, as peroles brancas, na escrophula, no rachilismo, na purpura hemorrhagica, na
convalescencia das molestias graves, na chloro anemia das mulheres grvidas, em todos os casos
em que o sangue se acha empobrecido ou viciado pelas fadigas, affeccoes chronicas, cachexia tuber-
culosas, cancrosa, syphililtca, excessos venreos, onanismo e uso prolongado das precaages mer-
curiaes.
Estas enfermidades sendo mui frequentes e sendo o ferro a principal substancia da qu go
medico tem de tancar roo para as debelar, o autor do citro-lactato de ferro merece louvores e o
reconhecimento da humaoidade, por ter descoberto urna formula pela qual se pode sem receio
usar do ferro.
nenhum outro, vislo o grande crdito de que sempre gozaram e gozara ; o proprietario tem tomado
a precaugao de inscrevero seu nome em todos os rtulos, deveodo ser coasiderados como falsifica-
dos todos aquelles que forem apreseotados'sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar queira ter maior certeza acompanhar urna conta assigoada pelo Dr. Lobo Mosaozo e em pa-
pel marcado com o seu nome.
Outro sim : acaba de receber de Franca grande porco de tincturs de aecnilo e belladona, re-
medios estes de summa imporUncia e cujas propriedades sao lao conhecidas que os mesmos Srs.
mdicos allopathas empregam-as constantemente.
Os medicamentos avulsosqur em tubos qur em tincturas cusiarao a 1$ o vidro.
O proprietario deste estabelecimento annuncia a seus clientes e amigos que tem commodos
sulficieoies para receber alguna escravos de um e outro sexo doentes ou que precisen) de aiguma
operaco, affiaocando que serao tratados com todo o disvelo e promplido, coaao sabem todos
aquelles que i tem tido escravos na casa do annunciante.
A siluacao magnificada casa, a coraraodidadedos banhos salgados sao oulras tantas vantn-
gens para o prompto restabelecimento dos doentes.
Aspessoas que quizerem fallar com o annunciante devem procura-lo de manha at 11 horas
e de tarde das 5 em dianle, e fora destas horas acharo em casa pessoa com quem se poderlo en-
ender: ra da Gloria o. 3 casa do Fundo.
Dr. Lobo Moscozo.
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso,Santos & C. sacam e tomam
saques sobre a praga de Lisboa.
Sacam sobre Lisboa
Aranaga, Hijo & C, ra do Tiapiche
Novon. 6.
Aluga-se urna casa em Beberibe : a tratar
com J. I. M. do Reg, na ra do Trapiche n. 34.
Manoel Ferreira da Silva Tarroso
sacca sobre Portugal pelo prximo pa-
quete inglez.
Na travessa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continu-se a tingir
com toda a perfeicao para qualquer
cor e o mais barato possivel.
HOT1
eiposicao de candieiros
ECONMICOS
Cheguem
O proprietario deste estabelecimento avisa ao
ublico que contina a ter um riquisatmo e va-
riavel sortimenlode candieiros para todos os ser-
vicos que se precisar, como um grande deposito
de gaz da melhor qualidade que tem apparecido,
e experimentado pelos compradores, coonecidos
verdadeiramente econmicos.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Na ra Nova n. 20 a 24.
BARAT PARA LIQUIDAR
Na ra da Imperatriz n. 40,cs-
quina do becco dos Ferrei-
ros, loja de Manoel Jos
Guedes de Magalhes
Sedinhas de quadros de todas aa cores e muito
encorpadas, covado a 720 rs., cortes de cambraia
brancos com 3 ordens de bordado a 3$, ditos com
3, 4, 5 e 6 babados de diversas cores a 35500,
ditos de tarlatana com 3 babados a 2(500 e 39.
ditos de cambraia de aeda a 5$, baldes de 14 a
40 arcos dos melhores que tem apparecido a 39,
3)500 e4$, ditos para meninas de lodosos tama-
nhos,cambraieta franceza muito fioa,pei;a a 79500
e 8g, cassas com salpicos brancos e de cores, co-
vado a 240, pecas de cassa de salpicos brancos e
decores com 8 1|2 varas a 39500, cobeitas de
froco matizadas para cami a 99, chales de troco
com pona redonda e borla dos mais modernos a
89, ditos de la e seda a 29500, ganga amarella
muito boa, covado a 240, cambraia de cor muito
bonita, corado a 300 rs., alpacas de cor para ves-
tido, covado a 320, popelinas, riscadinhos para
vestidos de senhora e meninas, covado a 300 rs ,
tiras bordadas a ponto inglez de todas as largu-
ras a 19280. 19440, 19600 e 29, manguitos a ba-
lso com gollinba para senhora a 2 e 39. chitas
francezas fioas e cores fixas, covado a 220, 240,
240 e 280 rs., cambraias de seda de cores enfei-
tada a 540 rs., ditas de forro de oito varas a
pera a 19600, e outras umitas fazendas de barato
prejo.
fttMtiftttMtt
APPHOVACiO E VITORISVCAO
DA
m&mm immm m mmum
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
whfht mmmhz
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
De Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
Com estas Ciupas-elbctro-magneticas-epispasticas obtem-se urna cura radical e in-
fillivel em todos os casos de inflammagao ( cansa externas,como do Ggado, bofes, estomago, baco, rins, ulero, pello, palpitado de corago, gar-
ganta, olhos, erysipela, rheumatismo, paralysia e todas as alecqes nervosas, etc., ele. Igual-
mente para as difiranles especies de tumores, como lobinhos escrfulas etc., sej a qual foro seu
tamauho e profundeza por meio da suppurago sero radicalmente extirpados.
O uso dellas aconselhado e reeditadas por habis e distinctos facultativos, sna efficaia in-
contestavel, e as innmeras curas obtidas o fazem merecer e conservar, a confianza do publico
que j tem a honra de merecer, depois de 24 annos de existencia e de pratica.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo todo o cuidado
de fazer as necessarias explicaces, se as chapas sao para liomem, senhora ou crianca, decla-
rando a em que parte do rorpo existe, se na cabeca, pescoco, bra;o coxa, perna, p, ou tronco
do corpo, declarando a cicumfereneia: e sendo inchacoes, feridas ou ulceras, o molde do seu
famanho em um pedaco de papel e a declaraco onde existem, afim de que as chapas sejo da
torma da parte affectada e para serem bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas serlo acompanhadas das competentes explicares e tambem de todos os acces-
sorios para a collocacSo dellas.
Consulta as pessoae qu o digoarem honrar com a sua confian^a, em seu esariptorio, que
se acbar aberto todos os das, sem excepeo, das 9 horas da manha s 3 da larde.
ARMAZEM
DE
ROUPA F
tDE I
Joaquim Francisco dos Santos.
40RLAD0QUE1MAD0401
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feila de todas as
cualidades, e tambem se manda executsr por medida, vonlade dosfregnezes, para o
4ue tem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto. 40#, 359 e 309000 Ditos da setim preto
CONSILTORIO ESPECIAL HOHE0PATH1CO
DO DOLT0R
SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desdt as 10 horas
at meio dia, acerca das seguiutes molestias :
molestias das mulheres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dot olhos, mo-
Utliat syphiliticas, todas as especie de febres,
febrts intermitientes e suas consequencias,
PHARACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Silino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia; todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as segointes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiras que nao levare re esse impresso
assim marcado, emboratenbam na lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Aluga-se um graDde sitio rom muito boa
casa, muito perto da cidade, tambem fe aluga um
segundo andar esoto para grande familia, tam-
bem se vendem caibros, enxanjs, maos traves-
eos e tnves, mais barato do que em outra qual-
quer parte : na serrara de Jos Hygino de Mi-
randa.
||9 Ruado Parto || PERTO DO LARGO DA CARIOCA
Para as encommendas ou informar5es dirijam-se a pharmacia de JosAlexandre Ribeiro,
ra do Qbeimado n. 15.
0

^w>^SSg
2 3--Kua estreita do Rosario-3 g
$ Francisco Pinto Ozono continua a col-
9 locar dentes artificiaos tanto por meio de
9 molas como pela pressao do ar, nao re-
9 cebe paga alguma sem que as obras nao
n fiquem a vontade de seus donos, tem pos q
a e outras preparaedes as mais acreditadas
a para conservarlo da bocea. f
$$
Aluga-se a casa da ruado Tambin.30, na
ra do Rosario da Boa-Vista n. 14.
9
m
9
Sobrecasaca de dito, 35 e 3000
Palitotsdedito edecores, 359, 30#,
258000. 10, 189 e 20*000
Oito de casimira de corea, I2J000,
15, 11. 7 e 9900o
Dito de alpaka preta golla de Tal-
ludo, francezas 11S00O
Ditos de merln-sltim pretos de
cores, 90000
Ditos de alpaka de cores, 5
Ditos de dita preta, 9, 7, 5 t
Ditos le brisa decores, 5, 4500,
gOOO o
Ditos de bramante delinho branco,
63000, 5000
Ditos de merino de cordao preto,
15000e
isasie casimira preta e decores,
11. 10. 9
Ditas de princesa marin de cor-
dio pretos, 5, 6500 e
Ditas de t>rioB brsnco a decores,
5|000, 4M6
Ditas de ganga de cores
Golletea d velludo preto e de co-
res, liaos e> bordados, 12, 9$
Ditos de caseffiira preta e de eores,
lisos e bordados, 6. 5500, 5 e
89000
3600
3500
39500
4J0O0
89000
0fOOO
49500
19500
3|000
89OOO
39500
59OOO
Ditos de seda e setim branco, 69 59000
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 71000,6000, e 4 59000
Ditos de brirn e fusto branco,
395OO, 2$500 e 89000 .
Seroulas de brirn de linbo, 29 e 29200 \
Ditas de algodo,500 e 18280
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 19400 e 2*200
Ditas de peito de linho 5f, 4g e 3000
Ditas de madapolo branco ede
cores, 39.19500. 19 e 19800
Chapeos pretos de masss.francezes,
formasdaultimamodal08,89500e 79000
Dilos de feltro, 69. 58, 49 e 19000 \
Ditos deso de seda, inglezes o
fraocezes, 149.118, "S e 79000 :
Collarinhos de linho muito finos,
novos (eitios, da ultima moda 9800
Ditos de algodio 9500
Relogios de uro, patentes hori-
sootaes, 1009, 909, 809 e 70000
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente hosontaes, 40f 30000
Obras de ouro, aderemos e malos
aderecos, pulseras. rozetai o
anneis 8
Toalhas de linho. duzia 109000 6 e 99000
Ditas grandes para mesa a 49000 e 59000
Aluga-se urna excellente casa de #5
campo com todas as commodidades de; \
familia, com sitio grande, cocheira, es-
tribara etc., a casa construida ka poa-
co tempo com terraco a roda, sita na
entrada do Poco: a tratar com os pro-
prietariosN. O. Bieber & C, successo-
res, ra da Cruz n. i.
O Sr. Brasiliano Francisco de Paes Brrelo
tenha a bondade de vir fallar na loja do Germano,
relojoeiro, na rus Nova n. II, visto ignbrar-se
sonde o mesmo senhor mora.
O Dr. Joo Ferreira da Silva, de volta de
sua viagem, est morando na ra larga do Ro-
sario n. 10, e contina no exercirio de sua pro-
fisso, dedicando-se especialmente a pratica de
operaedes cirurgicas.
Aluga-se o primeiro andar do so
bradodarua da Cruz n. 21 : a tratar
no terceiro andar do mesmo sobrado.
D-se moradia e de comer a urna mulher
idosa, que seja de bom comporlamento, para es-
tar na companhia de urna senhora vi uva, com
tanto que se sujeite a fazer' as compras de portas
fora, que sao muito poucas, nao se escolhe co-
res e nem nacionalidade : a fallar no largo do
Carmo com Narciso Jos da Costa Pereira.
Quem precisar de urna escrava para todo
servico, dirija-se a ra nova de Santa Rita o. 7.
Urna pessoa com praca no exercito.quer dar
um homem por si, mediante um ioleresse vanta-
joso, sendo de menos de 40 annos: quem eetiver
neslas circumstancias, dirija-se a rus do Bengel
numero 73.
Ama.
Precisa-se de urna escrava que saiba bem co-
zinbar e fazer todos os arraojos de casa de fami-
lia, paga-se bem, exigiodo-se que seja Dele obe-
diente: a tratar na ra doQueimado o, 40, loja-.
Obacharel Witrcvio po-
de ser procurado na ra
Nova o. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do Carmo.
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A. commisso liquidadora dos ere-
dores da massa do tallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aos Srs.
devedoies a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commisso todos os dias uteis das 10 ho-
ras da manha as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commisso roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a obrigue a lancar
mo dos meios udiciaes ou do jornal
para haver essas importancias de que
soseus devedpres.
Manoel Alves Guerra saca sobre o Rio de
Janeiro.
Precisa-se alugar urna ama forra ou capti-
va, ou mesmo portugueza que lave, engomme
e coiinhe : na ra Nova n. 37, casa de cabel-
lereiro, primeiro andar.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra da Praia n. 33 : a tratar na ra estreita do
Rosario n. 7, loja de oarives.
Precisase de umn ama de boa conducta
ue saibs cozinhar, lavar e eagommar para casa
e um hamem s ; na ra da Paz n. 44 A.
2:
A I9OOO.
Um resto de latas de marmelada de Lisboa e
do Rio Grande do Sul, de 1 112 libra a 2 cada
lata: na praca da Independencia n 12.
Precisa-se alugar urna preta escrava para
o servicn interno de urna casa eatrangeira: a
tratar na Paisagem da Magdalena, ra do Bemfl-
ca n. 7.
Sirop du
JARABE DO FORGET.
[ 1 Este xarope est approvado pelos mais eminentes mdicos de Paris,
t" "-* ** 1"> sendo o melhor para curar constipares, tosse convulsa e outras,
aecces dos bronchios, ataques de peito, irritac6es nervosas e insomnoleDciis: urna colherada
pela manba, e outra i noite sao suficientes. 0 t(frito desle excelente xarope satisfaz ao mesmo
lempo o oente e o medico.
O dsposito na ra larga do Rosario, botica de Bartholomto F'tnciseo de sotua, n. 36.


IiRIO DI fiaPAMJOCO SEXTA FHIA 13 I SITMEBRo DI lli.
A casa aonde se tingem fazendas, na rna
4o Hospicio p. 49, tinge-se de preto e lo das as
cores, la, seda, grosdeosple e retroz, cora loda
pereigo, tambem se limpa o mofo era vestidos
de velludo ou grosdenaple, earma-se em cartees
com toda a pereigo : quero quizer poder avisar
na loja do Sr. Sedrira, oo largo da rna das Gru-
zes, loja de calcado, e tambera na loja da Sirguei-
ro no Urgo da matriz de Santo Antonio n. 2.
Aluga-se a casa de sobrado na povoago do
Mooleiro, aonde morou o fallecido paido annun-
ciante, tem com modos para grande familia, co-
cheira, estribara, etc. : a tratar com Manoel Al-
Tes Guerra, no seu escriptorio, ra do Trapiche
numero 14.
Ao Sr. acadmico Francisco Barbosa Cor-
deiro, precisa-se fallar ; na ra Nova n. 7.
AtaaoelGongalves Ferreira participa a todos
os SEQ3 freguezes que mudou o seu estabeleci-
nieato de carros de aluguel para a travessa da
ra das Flores n. 1.
Aluga-se, o sobrado n. 2 B da ra do Apollo,
4 a casa terrea n.27da ruado Burgos a tratar na
ra da Aurora n. 36.
Aluga-se um armazem na ra Nova de San-
ta Rita (frente daribeira do peixe) o. 19, com
sufflciencia para qualquer eslabelecimento por
maior que elle seja, pode recolher para mais de
6000 borricas, ou de 300 a 400 pipas cheias, e
outras tantas vaaias, ou outros quaesquer volumes
na proporco, com a rantagem de ler no fundo
trapiche o guindaste1, pelo qual pode embarcar e
desembarcar aquary com loda a mar : a eoien-
der-se com o proprietario Manoel Pereira Lemos
o caes do Ramos n. 10.
Declarado.
As pessoas a quera islo possa inleressar deve.ii
saber que, o terreno sito na Soledade, foreiro de
N. S. da Soledade, que perlenceu ao finado Jos
Maria da Costa Carvalho, divide pelo lado do nor-
te em linha recta lirada pelo muro de diviso at
a estrema do sitio que foi de Manoel Jos Tei-
xeira Bastos, e depois de Herculano Aires da
Silva, e hoje de outros, com o de Jos Goocalvea
da Cruz, e Luiz da Costa l.eilc, o que estes po-
dem mostrar a quera nao quizer ser illudido.
O Sr. Francisco Antonio Pereira Braga, mo-
rador em Santo Antonio de Castsnha Grande, di-
zem que em trras do engenho do mesmo nome,
provincia de Alagoas, queira vir ra Direita n.
16, loja, ou alguera por elle, para realisar certo
negocio.
O Sr. Manoel Francisco Le te, morador em
Porto Calvo, queira vir pagar o seu fique quede-
Te na ra Direita n. 16, loja.
A pessoa que annunciou querer comprar
um jogo para gamao, pode ir i ra Direita o. 16,
loja, que achara um como deseja.
Precisa-se de urna ama par o servlco in-
terno de urna casa de pouca familia; quem qui-
zer, dirija-se a ra do Imperador n. 83.
Offerece-se urna ams de boa conducta para
casa do hornera solteiro ou de pouca familia : a
tratar na rus do Vigario n. 5, terceiro andar.
Aluga-se urna escrava boa cozinheira :
quem precisar, dirija-se a roa da Paz n. 42.
Na ra da Alegra n. 7, ha urna negra para
se alugar, de todo o servico menos engommado.
Engeaho para vender.
No dia 17 do correnle, pelas 11 horas do dia,
depois da audiencia do lllra. Sr. Dr. juiz de or-
phos, tem de se arrematar por venda, a reque-
rimento de D. Rita Jeronima de Mondonga Perei-
ra, meieira inventarame dos bens que ficaram
por fdllecimento de seu marido Marcelino Anto-
nio Pereira, duas tercas parles, pouco mais ou
menos, do engenho Desterro, sito na freguezia
de Iguarass, avahado em sua tolalidade por
30:000$, moente e crrante, movido por animaes,
com todas as obras, bemfeitorias, trras, matas,
logradouros e utencilios; o qual engenho divde-
se pelo nascenlo coro trras do engenho Ioha-
ii,:-.i, pelo pcento com Ierras do engenho Monjo-
pe e outros, pelo norte com trras de Jos Igna-
cio, Manoel Lucas e outros, o pelo sol com tr-
ras do patrimonio da irmandade de N. S. do
Rosai) de Iguirass e de outros. Adverte-se
que se admittcm langos, parle em dinheiro
vita e parle em pagamentos por letras aceitas ou
endossadas por firmas conceltuadas nesta praca.
Trocam-se diversas imagens vindas do Por-
to, obra muito perfeits, algumas proprias para
igrejas: na ra do Queimado, loja da boa fama.
Para administrago de engenho proDoe-se
urna pessoa com as habilitacdes precisas para es-
se fira : qualquer senhorde engenho que de seu
presumo se quizer ulilisar, poler-se-ha dirigir
a Agua-Fra de Beberibe, silio do tenente-coro-
nelllemeterio Jos Velloso da Silveira, que ah
achara com quera tratar.
Publicaees do Instituto Ho-
meopathico do Brasil.
THES01R0 H0HE0PATH.ro
ou
VADE-MECU DO H0MF0PATHA.
egunda ediccao consi-
deravelmenle augmen-
tada.)
(S
Diccionario popular de medicina ho-
meopalkico
PELO ER.
SABINO 0-LPINHO.
Continuara as assignaturas para estas obras a
209000 era brochura al dezembro. Desse lempo
era diante as assignaturas serao elevadas a rs.
25*000.
Ra de Sanio Amaro (Mundo Novo) n. 6.
Precisa-se alugar urna escrava para lodo o
servico de urna cssa de pouca familia ; na praca
da Independencia o. 38.
Perdeu se da ra nova de Santa Rita at a
praca de Pedro II ume voltioha de pescogo com
urna cruz e um corceo esmaltado de azul: roga-
se pessoa que a tenha achado, leva-la a ra do
Uueirnado n. 73, que se gratificar generosa-
nieiile.
Irmandade do Senhor
Bom Jess das Chagas.
Por ordem da mesa regedora convido a todos
os senhores irmaos desta irmandade parase acha-
rem as21|2 horas da tarde de 15 do correte no
consistorio da igreja do Paraizo, afim de que,
aeunidos em corporaco, nos dirijamos igreja
deN. S. do Livramento, cuja procisso solemne
deve esla irmandade acompanhar. Consistorio
da irmandade do Senhor Bom Jess das Chagas
12 de selembro de 1861.O oscrivo,
Francisco de Paula do Patrocinio.
Na roa das Trincheiraa n. 17, primeiro an-
dir, precisa-se de urna ama para o servido de
casa da pequea familia.
Len Chapellain, subdito francez, relira-se
para a Baha no prozimo paquete francez.
Attenco.
Lvra-se e engomma-se com perfeigo: na ra
4o Calaboaco velho n. 27, loja.
S. Jos da Agona.
O secretario da irmandade. por ordem da me-
sa regedora, convida a lodos oa irmaos a compa-
recerem domingo 15 do torrente, pelagg ijj ho-
rts da tarde.no consistorio da mesan irmanda-
de, afim de eocorporados acompanhar a procis-
so de N. S. do Livramento; assim como pede
aquelles irmaos que liverem capas em seo poder
e nao possam acompanhar a procisso, de as
mandar entregar na ra ,do Livramenlo ao the-
soureiro da irmandade.
Manoel Francisco dos Santos Silva.
C omprs.
Compra-se
ouro nacional em moeda : na praga da Indepen-
dencia n. 22.
, Compra-te um jogo de gamao, aovo ou em
meio uso, e que seja completo : quem tiver an-
quncie.
Vendas.
Vende-se um excelleote esoravo preto e
toco: na ra da Praia, primeiro andar n. 4T. '
Sal.
Vende-se tal multo alvo e grosso : a tratar na
ra da Madre de Deot o. 2.
Vende-ie o restante do arroz doMaranhao
a 2} a arroba, a 480 a cala, e a 80 rt. a libra,
manleiga ingleza flor a 18, azeite de earrapato a
440 a garrafa : pa ra das Cruzas n. 22.
Veode-se um negro de nacao, bom eozi-
nheiro e marinbeiro, de idade de 40 annos, afl-
angando-se sua boa conducta, um dito da Costa,
moco, e que se emprega em gaohoa na ra : a
tratar na loja da rna da Cadeia do Recife n. 64.
Tijolos baratos.
Avita-se s pessoat que tiverem de edificar,
que no Giqui, sitio que foi da finada D. Archan-
ja, se vendein os melhores lijlos que aqui se
fabricara, pelo prego mais commodo possivei ;
assegura-se ao comprador terem feitotdo melaor
barro conhecldo geralmente como tal.
Vende-se na ra Direita n. 99, queljos che-
gados no ultimo vapor a 2g400.
Veode-se tira mulatinho de idade 10 a 11
annos, muito sadio e esperto, proprio para ser-
vir de criado oa psgem. A falta de dinheiro obli-
ga seu dono a negocia-lo : quem o pretender,
dirija-se ao pateo da Penha, casa n. 21, lado da
sombra, a qualquer hora, que all achara com
quem tratar.
Vendera-se quatro terrenos de 30 palmos
cada um, sendo tres unidos eura segregado, mais
no mesmo alinhamento da ra Imperial, lado da
mar pequea, os fundos andam por cerca de
1,200 palmos, e por isso se vendein com todo o
fundo ou com o preciso aomenle para casa e
grande quintal, o terreno proprio. mas na bai-
la mar da marou os alagados sao foreiros & ma-
rinha : quem os pretender lodos ou algum delles,
dirija-se a ra da Concordia o. 35, e ah ae ex-
por as grandes vantagens que elles offerecem, e
tambem te permutara por urna cate terree.
S na Nova Espe-
ranza.
18.-RuadeHortas-18.
Justino Pereira Ramos
Partecipa aos seas numerosos freguezes que se
cha adminiatrando este novo eslabelecimento,
e bera assim avisa aos senhores desta praca e
aos senhores de engenho e lavradores que se
acha com um completo sortimeoto tendente a
molhados. Est resolvido a vender por menos
do que outros e do melhor que tem vindoa este
mercado, o qual se obriga a aceitar os gneros
(oda a vez que nao sejam de boa qualidade,
A SABER:
Manteiga ingleza perfeitameote flor a 1OO0 a
libra,
dem dita de 960 a 800 rs. dem,
dem (ranceza a 720 rs. a libra e em porcao a
640 rs.
Cha hysson primeira qualidade a 20600 rs. a
libra.
Queijos ebegados ao eltimo vapor a 29569.
Ditos de prato a 640 rs. a libra.
Ditos do Serid a 640 r*. a libra.
Bolachiohas de soda em latas a 19200.
Chocolate francez a 19000 a libra, e o pao a
80 rs.
Baoha de porco a 520 rs. a libr.a
Serveja a 400 rs. a garrafa e em porgao se far
algum abalimento.
Arroz novo a 39000 a arroba e a 1$000 a libra.
Champanhe a 2&000 a garrafa.
Gomma de araruta a 80 rs. a libra.
Toucinho de Lisboa a 360 rs. a libra.
Passas a 320 rs. a libra.
Azeite doce a 720 rs. a garrafa.
Vinagre de Lisboa a 320 e 240 rs. a garrafa.
Fariuha do reino a 140 rs. a liben.
Velas de carnauba a 440 rs. a libra.
Conservas das mais novas a 720 rs. o frasco.
Btalas a 60 rs. a libra.
Carne do serto a 320 rs. a iibra.
Chouricas novas a 600 rs. a libra.
Vioho de caj velho a 640 rs. a garrafa.
Licor fino a 640 rs. a garrafa.
Macarro e ialherim a 320 rs. a libra.
Bolachinha de ararula a 300 rs. a libra.
outros muitos gneros que se fosse annun-
cia-los tomar-se-hia enfadonho.
Vende-se carne do serlo muilo gorda a 320
a libra, lnguigas de dito a 320 a libra, vinho, a
garrafa a 440, em caada a 3360 ; no Recife,
ra da Seozala -Velha, taberna n. 102, esquina de
becco Largo.
Manteiga ingleza flora
1,000 rs. a libra.
Franceza a 640 rs. a libra: na ra das Cruzes
o. 24, esquina da travessa do Ouvidor.
Fio de algodo da Baha.
Contina o deposito do mesmo no escriptorio
de Marques. Barros & C. ; esta fazenda vende-se
mais barata para liquidar-te conta de venda.
A 2.500 o covado.
fazenda, encarnado.
8
8
Cestinlias de Hamburgo.
S na loja d'aguia de oaro, ra rio- Cabugi n.
1 B, 6 quemreeebeu nm completo aortlmento de
lidas cestinhas de todos os tamandoa propria
para meninas de escola, assim como maiores com
lampa proprias para compras, balaios proprios
para costura, ditos proprios para faqueiros, ditos
multe bonitos par brinquedos de meninos, dt-
tos maracas pioladinhos que se vendem por pre-
gos muito baratos-
Enfeites riquissimos.
Vendem-se ricos enfeites de retroz, sao os me-
lhores e mais modernos que ha no mercado, pelo,
baraliasimo preso de81: na rea do Queimado
n. 22, na loja da boa t.
MstvNSea^R WbvotBv otBwQIQSojvwPv^
4 loja da bandeira
Sova loja de funileiro daj
ra da Cruz do Recife
numere 37.
Manoel /os da Fonseea participa a
lodos es seus fregoezee tanto da praja
cmodo mato, e juntamente orespeita-
velpublico, que.lomou a deliberarse de
baixaro prego de todas assuas obras, por
cujo motivo tem para vender um grande
sortimeoto de bans e bacas, todo de
ditlerentes amanhosode diversas cores
em pinturas, e junlameute nm grande
sortimnto de diversas obras, contendo
banheirose gamelas grandes e pequeas,
machinas para cafe camas de vento, o
que permite vender mais barato possivei,
como sejabahs grandes a 49 e peque-
os a 600 rs., bacas grandes a 59 e pe-
queas a 800 rs,,cocos a 1$ a duzia, Re-
cebe-se um official da mesma omeina
para trabalhar.
Maces e mais Mames.
Maraes. Majaes.
Maqae$. Macae.
Maraes-. Majaes.
MacSe. Maraes.
Majaes. Macjae.
Sodr & G. alm do grande deposito
que ja tinham deste genero tornaram a
receber hontem 4 do corrate 37 caixas
com macSes e estao venciendo a caixs
por 14jf e o freguez comprando mais
de urna se fara* abat ment.
!
c6r
Damasco de seda boa
de canna e branco-.
Manteletes de fil preto enfeitados com bico a 5$.
Damasco de l com 6 palmos de largura cova-
do a1&500.
Chales de merino bordados a velludo superior
fazenda a 89.
Corles de casemira de cor a 3J500.
Setim Maco superior a 2g50O.
Casemira prela setim superior a 2#500.
Pegas de indiana fioissima com 10 varas a 8.
Na ra do Crespo loja o. 10.
Grande sortimeoto
Fazendas de todas as qua-
lidades.
Na loja n. 23.
GURGEL & PERDIGAO".
Vestidos de blonde, ditos de seda, di-
tos de phantasia e de cambraia bor-
dados.
Lazinhas, sedinbas de quadros e
cambraia3 de cores padres modernos.
Na loja n. 23 da rna da Cadeia.
Manteletes, capas compridas moder-
nas, taimas de fil e polonesas de gosto.
Fil, tarlalana, organdys com novos
padres, cambraia com lista de cor o
mais moderno e tasen das para luto.
Na loja n. 23 da rna da Cadeia.
Saiasbalao, manguitos, godas, pen-
tes de tartaruga, leques, perfumaras,
longos de linho e luvas de pelica.
Chales de todas as qualidades, gros-"
deoaples, chita franceza, cambraia
branca, chapeos, butinas, etc., etc.
atWElESF,SKKSBBSSE'Em6.WHeBS^^^'fjR
Ruada Senzaia w o va n .42
Vsnds-ss am ctsads S. P. Jonhstoa AC
sellinse silh5esaglezes,candeeiroe casiijaat
bronzsados,lonas nglezes, fe devela,chicou
para carros, amon iaria.tr re iospara carro dt
um edous cvalos rtlogiosdt ouro prente
nglez.
Cintos donrados e enfei-
tes de cores.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo va-
por inglez os bonitoa cintos donrades eom flvelas
de novos e delicados moldes, assim como lindos
enfeites de gottot novistimoseioteirameate igra-
daveis, e como 6 sen cosame, etti vendando lu-
do mais barato do que em outra qualquer parte,
e pan dintunni) dlrigirem-sa a dita laja, d'a-
guia branca, ra do Qumado n. 16.
SO Gama & Silva.
Grande exposico de fazendas
baratissimas, na ra da Im-
peratriz n. 60, loja do
PWJLO.
Vende se cortes de phanta-
sia, fazenda de muito gosto
com babados pelo diminuto
preco de 4#500; na ra da
Imperatriz n. 60, loja que tem
um pavo do lado de frr, (is-
to para nao haver engaos.)
3500.
Vende-se ricos cortes de cambraia de seda
com avental ou duassaias a 3J5O0 : na ra da
Imperatriz n. 0, loja do pavao.
3,200, 3,500 e 4,000.
Vende-se fieissimos cortes de cambraia bran-
ca e de cor com dous e mais babados pelo dimi-
nuto preco de 3*200, 3300 e 4|: na ra da Im-
peratriz n. 60, loja do navio.
A 15^(000.
Vende-se finicissimos cortes de cambraia bran-
ca com bordado muito delicado proprios para
baile ou casamento a 15fl: na ruada imperatriz
n. 60, loja do pavio.
Nova pec\nnc\va.
Vende-se finissimas pecas de cambraias fran-
ceza i de carocinhos com 17 1[2 varas pelo dimi-
nuto prego de 8$ a pees, ditas das mesmas com
8 3|4 varas pelo prego de 4g a pega, tambem se
vendem das mesmas a 500 rs. a vara, sendo
brancas e de cores ; na ra da imperatriz n. 60,
loja do pavao.
VupeUua a 2&0 rs.
Vende-se pupelina de quadrinhos a imitago
de sedinbas de quadro pelo diminuto prego de
280 rs. o covado : na ra da Imperatriz n. 60,
loja do pavo.
C\i%\y a 500 r.
Vende-se chaly muito fino a 500 rs. o cova-
do : na rna da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Sedas a covado.
Vende-te grosdenaplet preto muito encorpado
a 15600 e I98OO, ditos de cores azul, cor de rosa
e cor de cana mais barato que em outra qualquer
parte ; na ra da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Sedas de (\uadrin\vos
Vende-se sedas de quadrinhos fazenda muito
encorpada a 500 e 640 rs o covado : na ra da
Imperatriz n. 60, loja do pavo,
Manguitos de tU a 500 ts.
Vende-se manguitos de fil muito-bem enfei-
tados a 500 rs.: na ra da Imperatriz loja do
pavo.
Chitas francezas a 200 rs.
Vende-se chitas francezas muilo finas e largas
fazenda de 360 o covado a 200 rs. por ter um
iequeno toque de mofo, afiangando-se que solta
ogo que seja lavada a primeira vez : na ra da
Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Cassas com salpico graudo a
200 rs.
Vende-se cassas com salpico grvidos e listras
a 200 rs. o covado, fazenda muito nova : na rna
da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Cassas pintadas a 240 rs
Vende-se cassas pintadas n.uito miudiohos
padres a 240 rs. o covado : na loja da ra da
Imperatriz onde est o pavio.
Sentido ao Pavo.
Vende-se neste eslabelecimento um grande e
variado sortimnto de fazendas tanto para ho-
menscomo para senhoras, de todas as fazendas
se do amostras com peohor ou mandam-se le-
var em casa das familias pelos eaizeiros da cass,
assim como o respeitavel publico achara lodos os
dias nteis este eslabelecimento aberto das 6 ho-
ras dt manha as 9 da noite.
Cera de carnauba.
A. dinheiro.
Vende-se urna pequea porc&o de cera de car-
nauba muito boa, que se acha depositada no ar-
mazem da Companhia Pernambucana commo-
do prego.
Aviso aos fuman-
tes.
Vendem-se na loja de Nabuco & C, na rna No
va n. 2, escolenles cachimbos de espuma do mar,
ditos de massa fina, ditos de gesso, fumo caporal
para cachimbos, dito americano, dito de Harle-
beke, ditoem latas, eigarros bata-fogo do Rio de
Janeiro, dito de Havsna, papel para cigarro, e
outros objectos para os fumantes que se vende
por prego commodo.
Vende-se em enea de Adameon, Howie &
C, ruado Trapiche Noron. 42, biscoitosIngleses
sortidos, era pequeas Utas.
Arroz de casca,
saccas de 32 cuiss, vende-se mais barato do qae
em outra qualquer parte; no armazem da ra da
Madre de Dos n- 8.
Vende-se ama negrinha com 7 para 8 annos
de idade ; na roa de S. Miguel, nos Afogados,
tilio junto a abrica de aabo, com porto de peo.
Era casa de Adamson, Howie & C, ra do
Trapiche Rovo n. 4. vende-se :
Rolhas de-cortiga finissimas.
Lona e flele.
Fio de veis.
Superiores tintes de tedas as coree.
Sellins, silhdes, e arreiot para carro ou cabriolet.
Quadros de mol-
dura dourada.
Lindos quadros j feilos de moldura dourada,
proprios pare retraaos e estampas, pelo diminuto
prego de 5j> cada am ; na loja da Victoria, na
ra do Queimado n 75, juntos loja de cera.
Gravatinhas de
froco para senhroas.
Lindas gravatinhas de froco para senhors, pelo
barato prego de 15500 cada urna : na loja da
Victoria, na ra do Queimado n. 75, junto a loja
de cera.
Bonitos toucado-
res de armaco e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
A loja d'aguia branca acaba de receber mu
benitos toucadores de armaco prela, torneada,
e gaveia com embutidos e machetadoa que oa
tornam mu elegantes, os quaes srveos excelen-
temente para os eenhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de detraz, e de rapazes sollei-
res, e pelos precos de 8, 9 e 109, s*o baratsi-
mos na verdsde, e qnem os vir na ra de Quei-
mado, leja d'aguia branca n. 16, se agradar,
infallivelmenle comprar.
Espelhos para
salas.
Ricos espelhos de moldara dourada com mui-
to bons vidros para ornamentos de salas, de va-
rios tamanhos e precos : na loja da Victoria, na
ruado Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Lindas caixinhas
com neeessarios para costura
Acaba dechegar para a loja d'aguia branca mui
lindascaiziohas matizadas,com eepelho, tesoura,
caivete, agulhela, agulheiro, dedal o ponleiro,
tudo pratiado e de apurado gosto, mflm urna
caixioha excelleote para um presente, e mesmo
para qualquer senhor a possuir, e vendem-se a
109 o 1*9 : na loja d'aguia branca, roa do Quei-
mado n. 16.
Gravatinhas de raiz de
coral,
o melhor que possivei. Vende-se m*i bonitas
gravatinhas de raiz decora! eom duas e tres
voltase lagos nis ponas, seode ellas bastante
compridas, avista- do que sao baratissimas a
29500 e8#000: assim bom e barato s na loja
d'aguia branca, roa do Queimado n. 16.
Saiasdecordao.
Superiores saiat de cordo a 39, 39500 e 49,
ditas alcoxoadas muito superiores a 59 ; na ra
4o Queimado n. 22, loja da boa f.
Fazendas baratas.
Vendem-se ricos cortes de phantasia com ba-
bados multo bem bordados a 5, ricos cortes de
cambraia, fazenda inteiramente nove com 2, 3, 4
e 5 babados a 3J e 39500, ditos de saMcos a 2fl
com 10 covados. pecas de cambraia a 19800, di-
tas muito finas a 2(500, 39 e 39500, organdys de
lindos gostos a 640 a vara, cortes de cassa fran-
ceza com 7 babados a 2950O, luvas de seda a 500
rs. o par, enfeites de cores a 49, 4f500, .59500 e
65, sintos para seohora a 29500 e 39. muito ricos,
saia balo de 20 a 40 arcos a 39 e 39500 : na ra
da Imperatriz, loja armtzenadt de 4 portas n. 56,
de Magalhes & Mandes, a qual esti aberts das
horas da manha s 9 da noite.
Para o bello madamismo
Vende-se a indispensavel agua bandoline para
fcilmente preparar-se os encantadores bandos :
na loja do Vapor ra Nova n. 7.
Vende-se um excelleote escravo preto, mo-
go : na ra da Prbia, primeiro andar n. 47.
i Nova california
DE
Fazendas baratas. 3
Xa rna da Imperatriz n. 48, junto a*
:padaria franceza.
Cortes de cambraia branca com babadi- J
. nhos 49 e 49500 superior 59, cambraia II- *
* za com 8 1 ;2 vara 3g, 39500, e 49, ditas de jj
r Escossia 59, e 69, ricos enfeites para se- J
* nhora 69e6$500, sintos os mais delicados 2
para senhors 29500,39, chapelioa para cri-
anga gosto inglez 3:500, 49, para baptisado *
I 39, cortes de vestido de seda Escosseza de
* bonitos gosto 129 est o se acabando, ri-
9 eos lencos delabyrinlho 19,1$200. chapeo
0 de sol para senhora d bonitas cores, lisos
9 59, cabo de marm 59500, cortei de cara- 9
9 braia brancos com ffOr de seda 59. risca- #
9 do francez 200 res o covado, completos
9 sorlmentos de baldes de arcos 39, aorti- 9
9 memos de meias para menino e menina
m 200 e 240 res o par. chales de tarlalana #
9 de cores a 640 res, lencos branco com bar- 9
0 ras 160 ris chitas inglezas a 180 e 200 rs. #
9 dita franceza a 240 e 280 rs. o covado 9
9 pegas de cambraia de forro com 9 varas 9
a 29 : junto a padaria franceza n. 48. 9
999999999 9999 09999999
Pegas de fita de linho brancas e do Co-
res o 40
Groza de penas de ago muilo finas a 500
Frascos de opiata para limpar denles a 400
Copos com banha muito boa a 640
Espelhos de columnas medeirs branca a 19500
Carteiras para guardar dinheiro 500
tialejos para meninos a 40
Baralbo portugus 120
Varas de franja pira cortinados o 140
Groza de boldes de lougs brancos 120
Tesouras muilo finas para unhase coa-
tura a 400
Caltas de charutos de Revena multo sb-
periores a 49OOO
Cartas muito finas para voltareto o ba-
ralho a 240 e 320
Varas de bico largura de 3 dedos a 120
Garrafas com agua celeste para cheiro a 19500
Rialeioecdtn 2 vozet para meninos a 100
Estojos para barba.
Ricos estojos con. espelhos e repartimenlos
para os oecessarios de barba, pelos pregos de 29,
3,4 e59 cada um : na loja da Victoria, na rna
do Queimado n. 75,0nto a loja de cera.
Lencos para rap,
Vendem-se lencos floissimos de linho proprios
para os tabaquistas por serem de cores escuras e
fizas, pelo bsralissimo prego de 69 a duzia ; na
ra do Queimado o. 22, ns bom conhecida loja da
boa f.'
Lemjos de cam-
braia com padres de se-
da a 2#50 a peca.
Na loja d'aguia branca tambem se vende mui
bonitos e finos longos de cambraia imitando seda,
iss pelo baratissimo prego de 29500 a pega de
10 lencos. E' essa urna das pechiochas que custa
apparecer, e quando assim approveitar-se da
occasiao, porque elles servem tanto para algibei-
ra como para meninos, e quem os vir na loja
d'aiuia branca, na ra do Queimado n. 16. lera
vonlade de comprar mais de urna pega, tal a
bondade delles.
susissele sttMie asnes

Attenco
Fazendas e rou-i
pas feitas baratas
NA LOJA DE
[48--Ra da Imperatriz48]
Junto a padaria franceza.
Acaba de chegar a este eslabeleci-
mento um completo e variado sortimnto
deroupas de diversas qualidades como
sejam : grande sortimeoto de paletots
de alpaca preta e de cores a 39 e 39500,
ditos forrados a 49 e 49500, ditos france-
zes fazenda de 109 69500, ditos de me-
rino preto a 69, ditos de brim pardo a
33900 e 49, ditos de brim de cor a 39500,
ditos de gsogt de cor a 39500, ditos de
alpaca de la amarella a imitago de pa-
Iha de seda a 39500 e 49. ditos de meia
casemira a 49500, 5| e 59500, ditos de
casemira saceos a 13J, ditos sobrecasacos
a 159, ditos de panno preto fino a 209,
228.289. ditos brancos de bramante a
39500 e 49, caigas de brim de cor a lfSOO,
2J500, 39. ditas brancas a 39 e 49500, di-
tas de meia casemira a 39500, ditas de
casemira a 69500, 7|500 e 99, ditas re-
las a 4S500. 79500.99 e 109, colletes de
ganga franceza a 1*600, ditos de fusto
29800, ditos brancos a 2J800 e 39, ditos
de setim preto a 39500 e 49500, ditos de
gorgurao de seda a 49500 e 59, ditas de
casemira preta e de cores a 49500 o 59
ditos de velludo a 79,8S e 99.
Completo sortimnto de roupa para
meninos como sejam calcas, colletes, pa-
letots, camisas a 1*800 e29,ditas detestan
a2J500, chapeos francezes para caneca,
fazenda superior a 69590, 8J500 e 109
ditos de sol a 65 e 69500, ditos para se-
nhora a 4f500 e 59.
Tachas e moendas
Braga Filho G. tem sempre ao leo depo-
sito da ra da Moeda n 3 A, um grandosor-
mento do tachas e moendas para engenho do
muito aeroditado fabricante Edwin Maw tra-
tar no molino deposito ou na ra do Trapicho
a. 4.
i
s
Superiores organ-
dys.
Na lojo da boa f, na ra do Queimado n. 22,
vende-se finissimo organdys de muito lindos pa-
dres, pelo baratissimo prego de 720 rs. a vara,
fazenda de 19200, e quem nao andar muilo de-
pressa ficar sera a pechincha ; na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Vestidos brancos
bordados.
Ainda restam alguns corles de vestidos braocos
bordados que continuam-se a vender pelo bara-
tissimo prego de 59, com 2 e 3 babados, de gra-
ca : na ra do Queimado n. 22, na bem conheci-
da loja da boa f.
Arado samen cano se machina-
par a lavar roupa :em casa de S.P.J01
nhston & C. ra da^enzala n.42.
Entremeios bordados.
Vende-se a I96OO e a 29 a pega de entremeios
muito finos e ricamente bordados ; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Alt
%. -
Malas, saceos de viagem, se-
lins e silhes e relogios pa-
ra algibeira patente.
No leilao que vai ter lugar terca-fei-
ra 17 do corren te na ra da Cruz n.
15, se vender' sem reserva de preco
um lindissimo e vanado sortimnto dos
artigos supra mencionados, para os
quaes se chama a attenco dos compra-
dores e desdeja podem ser examinados.
Roa do Queimado n. 10,
loja de i portas
de Fevr&o Mala,
vendem-se barato as seguintes fazendas, para li-
quidar.
Cortes de casemira fines de cor o 39600 o 4|.
Ditos de dita ditos de cor preta a 59 e 69.
Ditos do brim de pnro linho a 19600 e 29.
Panno preto, azul, verde e cor de caf, corado
a 3S000.
Cortes de superior velludo de cor a M e 59000
Manteletes de fil preto bordado a 49.
Visitas de seda bertas a fil a 49.
Mantas de dita ditas a fil a 49 e 59.
Riquiseimos eortes de seda a 80, 90 o IOO9.
Ditos ditos de dita a 15, 20 e 259.
Chales com palma de aeda a 29 e 29500.
Cortes de cambraia bordada a I98OO.
Lencos bordados com bico, duzia a 19500 o 2f.
Chales detouquim a 15 e 30$.
Ditos de merino bordado a 4, 5 e 69.
Chitas francezas, qualidade superior, corada
a 240 rs.
Ditas inglezat, cores fizas, covado a 160 rs.
Lengos de seda da Indfl a 19.
Cambraias lisas muilo finas, eom 8 varas ape-
ga a 395OO e 49.
Cazaveques e capiehas de fusto branco a e
99000. ^
Meias de algodo cr superior fazenda a 49.
Chapeos a Garibaldi a 14 e!59.
Enfeites e chapeos travista a 9,10 e 129.
Heroealina, riquissima fazenda para vestido
de senhora, covado a 400 e 500 rs.
Ambrosina, idem dem, covado a 500 rs.
Mimos do co, covado a 500 rs.
Sediohas de quadros, corado a 700,800.900 e
I9OOO.
Manguitos de cambraia bordados, nm 500rs.
Gollinhas idem, urna 320 rs.
Superio' s espsrtilhos para senhora a 41.
Brim branco de linho, vara a 700, 800 e 19.
Pechincha
Tasso Irmaos acabara de receber nova porgio
de chicotes inglezes para carro, cabriolet, mon-
tarla e caga. Os Srs. donos de cochuras teem
boa occasiao de supprirem-se de bons e bsratos
chicotes.
Trapiche
Barfto do Livramento.
Largo da assembla n. 15.
Ha continnamente para vender, neste novo es-
tabelecimento o seguate :
Cera de carnauba em porcoes ou a retalho,
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em caixinhas de 1 arroba a 4.
Barricas com sebo do Rio Grsnde em porgdes
ou a retalho.
Velas de carnauba pura em caiiinhas de 1 a 2
arrobas.
Meios de sola, differentes qualidades, em por-
gues ou s retalho.
Courinhos curtidos.
Farinha de mandioca por 19500 o sacco.
Farello em saceos grandes por 89800 o sacco.
Feijode corda
no armazem de Tasso rmeos, ra do Amoros
n. 35.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ra m pela bar-
ca Clarisa* rin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto s o r l i -
ment das me-
mores machi-
nas do cozer
dos mala afa-
mados autorea
m elhorados
com novos
aperfeigoa-
mentos, ftzendo pesponto igual pelos dons lados
da costura, mostram-se na rea da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agnlbaa, re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamenle para as mesmas ma-
chinas.
f Sintos e enfeites}
I dourados |
e de outras muitas qualidades que se gk
gg vende por menos que em outra qualquer g
2? parle: na loja da ra do Crespo n. A, 5
W de Leandro & Miranda. @
40
30
30
Vende-se urna ar-
maco
propria para qualquer negocio : os pretendenles
queiram dirigir-se loja onde est aasentada a
mesma armagao : na ra Direita n. 7.
uval sem segundo.
Na rus do Queimado n. 55, loja de miadezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos pregos abaixo declarados pa-
ra apurar dinheiro, pois o que muito precisa,
garante tudo perfeito, poit o prego admira :
Linha do gaz superior para marcar, no-
velo a
Dita do gaz brancas e de cores, novelo a
Dita de carretel muito boa, carretela
Nvelos de linha do gaz brancas a 10 e
Carreteis com linha preta muito gran-
des a
Varas de franja de II muito bonitas a
Pegas de tranga de l muito bonitas e
eom 10 varas s ,
Pares de meias croas para menino a
Ditos ditos de cores todos os tamanhos a
Ditos de cores para meninas a
Duzia de meias cruat para hornera a
Carios de linha Pedro V com 200 jar-
das a
Caias eom tisses para acender chara-
tos a
Caixas eom phosphoros de seguranga a
Duzia de phosphoros do gaz a
Filas psra enriar vestidos muito grao-
de* a
Frascos d*agua de colonia muito aupe-
rlor a
Ditos comcheiros muito fino a
Duzia de meist para senhora o melhor
que ha a
Pegas de trancinha de lia sortdas a
Sabooetee superiores e multo grandes a
Craza de botos de osso para caiga send
pequeo a
Dita.de ditos grande* a
Trastoia do Porto superiores vara* a
100, 120 o feo
20
160
100
200
200
160
120
29400
80
40
160
240
80
409
500
89000
50
160
120
240
Encyclo-
pedica
LtO^a de fazendas
[Ra do Crespo numero 17.1
DE
Guimares A Villar.
Para acabar com certas fazendas ven-
demos baratissimos :
Chapelinas de seda de riquissimos gostos
a 129 cada ama.
Ditos de palha de Italia a 289.
Gollinhas e manguitos de pnnho de su-
perior quslidade a 89.
Cassas de cores Das e delicados padres
a 280 rs. o covado.
Sedas, cambraias, cassas, chitas e tudo
quanlo pertence para adornos de se-
nhora porbaralissimos pregos.
Calgado Mell de 2 solas e sola fina.
Para homens.
Grande sortimnto de roupes feitas e
chapeos de todas as qualidades.
ttKKen^WfilMKCH M6MC9K,
RelogioSe
Vendo-so em casa do Johnston Pater & C.,'
na do Vigario n. 3 nm bello sortimnto do
relogios de ouro,pateo te ingles, de um dos mais
afamados fabricantes* de Liverpool; tambem
urna variodado de bonitos francolina para os
msanos.
Facas e garfos.
Mtt0JS?faCM e 8,rfo8 P "rio de urna
casa a 29600 a dusia de tatheres: na loja da Vie-
lorio, na ra do Queimado n. 75, junio a loja de
C6rfla
Bom e assim barato
ningaem deixa de comprar ma pasta para m-
pel por I9OOO. Na loja' d'aguia biloca achaca*
umaporgao de boas e perfeitas pasta* para pa-
pel om calendario perpetuo, e ndice das feste*
muda veis, pelo qae se tornam de rtuita utHi-
dade, e o pequeo prego de 19000 cada usan
CT a 8ProToitar-se da occasiao em que se
ottao ellas vendando per matad* do que sem-
pre custuram ; assim dirijam-se a ao* o
poosatado, loja -f#*la branca n. 19, orn. serrido.


ijg^.^:..-
^-----------------:^_------------------___________
OliUO DI fliliMIOeo. SIXIA fBfii 18 M mEMBRO ftl 1801.
Feijo amarello
de Lisboa, superior qualidade ; vende-se na
ra da Madre de Dos a. 8.
Caixas para joias.
Liadas caixiohas pora guardar joias, pelos pre-
sos baratos de 400, 600, 800, 1 e 29 cada una '
oa toja do Victoria, Da ra do Queimado d. 75:
juoto a loja de cera.
Aiten^o.
(U raa do Trapichen. 46, em casa da Ro ti
Rooker & G., existe um bom sortimento de II-
nhas;decrese brancasam carreteis do melhor
tbricaatedelQglaterra.asqaaea sevendem por
reos muirazoaveia
Sdaco de certas!
i fazendas finas.
RA DO CRESPO N. 17.
Rinuissimos chapeiioss de seda para
senhous, de diversas eores a 12$.
Cassas de cores booitos padroes a 240
rs. o corado.
Cassas e organdys de cores a 580 rs. o
covado.
Chitas de todas as quatidades e precos.
Muitissimas fazendas finas que se ven-
der por precos baratissimos para liqui-
dar, do-se amostra das fazeadas.
i
dar, do-se amostra das fazeadas. *

Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
pata contaa e facturas, papel mata-borro; vea-
de-se oa loja d'aguia branca, ra do Queimado
numero 16.
Na ra da Cruz n. 10, casa de
Kalkmann Irmaos 4C, tem ex-
posto um completo sortimento
de amostras de objectos de bor-
racha, proprio para machinas de
engenhos, sendo crrelas para
transmittir movimento, canudos
de borracha de qualquer com-
primento e grojsura, pannos de
borracha, rodetas de dita, so-
bre ditos artigo* tomam-se en-
II commendas.
mmn mmmm mmmmm
A2$ o corte
de caiga de meias casemiras escuras de urna s
cor; na raa do Queimado n. 22, na loja da
boa fe.
8
No bem conhecido e acreditado deposito da raa
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a vr-
dadeira potassa da Russia, ora e de superior
quilidade, assim como tambem cal virgem em
pjdra ; tudo por pregos mais barato* do que em
outr* qualquer parte.
FUNDiao LOW-MOO
Raa daSenzalla Nova n.42.
Reste stabaleeimento contina ahavarura
completo s o r i i asan t o demoenda semei as moen-
das para anganho,machinas de vapor ataixas
(aferr batido e coado.de todos ostamanhos
para dito,
O torrador!!!
M L,*Tgo do Tcr^o 23
Quem duvidar veoha ver; manteiga ingleza
perfeitameale flor ais i libra, fraoceza a 640 e
a 680 a libra, batatas moito novas a 80 rs, a libra
assim como se torra massas muilo finas para sopa
a 440 ris a libra e ootros mallos gneros perten-
ceaies molhados, (a dinbeiro vista.)
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Paletots de paono preto a 229, fazenda 6-4*
caigas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim deganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 49, ditos de fustao de corea a 49
ditos de estameaha a 4Si ditos de brim pardo a'
39. ditos de alpaca preta saccoa e sobrecasacoa,
dolletes de velludo pretos e de cores, ditos de
corgurio de seda, grvalas de linho asmis mo-
bernas a 200 rs. cada urna, collarinhos de linho
gauliimamoda, todas estaa fazeadas se venda
parato para acabar; a loja est aberta das 6 ho-
ras da manha at *a 9 da noite.
Em casa de Kalkmann Irmaos
& C., na ra da Cruz n. 10, exis- <
te constantemente um completo i
sortimento de i
Vinhos Bordeaux de todas as j
. qualidades. 1
Dito Xerez em Larris.
Dito Madeira em barris e caixas. t
Dito Muscatel em caixas.
Dito champanhe em gigos.
Cognac em barris.
Cerveja branca.
Agua de Seltz.
Azeite doce muito fino em caixas.i
Alvaiade em barris.
Cevadinha em garrabes.
Vende-se urna boa armago de amarello,
toda envernisada, que serve para qualquer asta-
belecimento, e por preco razoavel: na ra do
Crespo n. 15, loja.
5R01PA FEITA ANDA MAIS BARATAS.!
8* SORTIMENTO COMPLETO
Ifazendase obras feitasj
BA
LOJA E ARMAZEM
DI
Ges & Basto
mm
1
NA
I
VICTORIA
DE
Fqjoses Jnior
Na ra do Queimado n. 75,
junto a loja de cera.
Esta loja acha-se provida de um completo sor-
timento de miudezas para vender, tanto por ata-
cado como a retalho, por precos muilo baratos,
como abaizo se ver, s para quem comprar, vic-
toria sempre cootar.
Clcheles francezes bons em carto de urna car-
reira a 10 rs.' e duzia 400 rs.
Ditos tambem bons de duas carreiras a 80 rs.
e 900 rs. a duna.
Ditos da trra em caixiohas a 800 rs. a duzia.
Agulhas (raucezas boas a 120 rs. a caiza com 4
papis.
Ditas as melhores que se encontram a 240 rs.
a caiza com 4 papis.
Ditas em papel avulso a 40 rs. o papel.
Ditas para enflar a 40 rs. cada urna.
Lioha victoria em carritel com 200 jardas a 60
rs. e duzia a 640 rs.
Ditas de- 200 jardas, de Alexander a 900 rs. a
duzia.
Ditas de 100 jardas brancas e de cores a 30 rs.
o carritel.
Ditas de Pedro V, em carto com 200 jardas a
60 rs. a carto.
Ditas de peso verdadeiras miadas grandes a
240 rs. a miada.
Ditas de meada cabeca bracea, e encarnada a
120 rs. a meada.
Ditas do gsz brancas e de cores a 800 e 900 rs
a caiza com SO oovellos.
Papis com cento e tantos alfinetes a 40 rs. e
duzias 400 rs.
AlQneles francezes cabeca chata a 120 rs. a
carta.
Ditas para armaedes a 2$800 o mago.
Cordo imperial para vestido a 40 ra. a pe$a.
Bufiadores de algodio a 60 ra. cada um.
Caivetes finos de duas folhas para peona a
200 rs. cada um e duzia a 2S0O0.
Ditos de cabo de viada de urna folha de 160 ra.
cada um o duzia a 12600.
Ditos mais ordinarios a 120 rs. cada um e du-
zia a 1^200.
Lia de todas as cores para bordar a 6S500 a
Hbra. *^
Pentes moito bons de baleia para alisar a 220,
240 e 280 rs. cada um.
Ditos os melhores e maiores que se encontram
a800rs.
Ditos transparentes muito bons a 400 rs.
Meias cruas brancas e de cores para hornera a
160, 200,240 e 280 rs. o par.
DiUg pretas para homem a 120 ra. o par.
Ditas para seohoras a 240, 280 e 320 rs. o par.
Ditas brancas cruas e de cores para menino a
160. 200, 240 e 280 rs. o par.
Ditas pretas para senhora a 200 e 240 rs. o par.
Bofeites de vidrilho a t#800 rs. cada um.
Ditas a Imperatriz muito liados a 8) cada um.
Cintures de seda com borracha para homem a
320 cada um.
Ditos de algodo 240 rs. cada um.
Cintos muito lindos para senhora a 11800. 20,
2500 e 3 cada um.
Franjas de bolotas brancas e de cores para cor-
tinados a 49 a paca.
Ditas de algodio paratoslha a 29600 a peca.
Ditas de linho para cisaveque a 120 rs. a vara:
E outras maltas miudezas que se tornaran en-
ladonho menciona-las afiancando-se, porm, que
nko ae deixar de vender a quem trouxer dinbei-
ro na loja da Fsjozc8 Jnior na ra do Qaeima-
cb. 75.
AUenco
Vendem-se caixes vastos proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a i #280:
quem pretender dirjase a esta tipo-
graphia, que ahi se dir'quem os tem
para vender.
Luvas de Jouvin.
Goes & Bastos, na loja da ra do Queimado n.
46, deve receber boje pelo vapor francez as me-
lhores luvas de Jouvin, assim como tambem tem
de camurca branca.
jAmda ha pe-
chincha.
Chegou a ra do Crespo n. 8
loja de 4 portas, um sortimento
de cassas de cores fixas e lindos
padroes que se vendem a 240 rs.
I o covado, dao-se amostras com
$ penhor.
Raz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
vende-se a verdadeira raiz de coral a 900 rs. o fio.
Caixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug u. 1
B, chegado de sua propria encommenda muilo
lindas caixinhas de costara com msica 'propria
para mimo, que se vende muito barato.
Vendem-se osengeuhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pes:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
Lencos brancos.
Vendem-se lencos brancos proprios para algi-
beira, pelo baralissimo preco de 29400 a duzia :
na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Ra do Queimado
n. 19.
Santos Coelho vende o seguinte :
Cobertas dechila a chineza a 18800.
Lences.
Lenc,6es de panno de linho a 19900,39 e 39300.
cortes de phantazia.
Lindos cortes de phantszia de seda pelo bara-
lissimo preco de 89 cada corte.
Toalhas de fustao a 500 rs. cada urna.
Cambraia braocade salpicos grandes para ves-
tido, sendo cada peca a 5$:
Gollinhas bordadas para senhora, muito finas
a29000.
Sortimento de baldes para meninas.
Bramante de linbo parlenles, lendo de lar-
gura 10 palmos, pelo preco de 2g a vara.
Algodio monatro a 480 a vara.
Bramante de algodo a 1J280 a vara.
Cortes de seda de todas as cores, fazenda su-
perior, a prego de 49, ditos com toque de mofo a
259000.
Chapeos de sol de seda para meninos e me-
ninas.
Capellas brancas para ooiva abf.
Chapeos para senhora.
Ricos chapeos de seda e de velludo para se-
nhora, pelo baralissimo preco de 15 e 169; na
raa do Queimado n. 22, loja da boa f.
Luvas de Jouvin.
Continua-se a vender as superiores luvas de
pellica de Jouvin, tanto para homem como para
senhora ; na ra do Queimado n. 22, na loja da
boa f.
Vendem-se globos para candieiros, e bom-
bas de jspi, mais barato do que em oulra qual-
quer parte: na ra larga do Rosario, n. 34.
Una do Queimado
la* 4ft, trente amareU*.
Constantemente emosumgrande e va-
riado sortimento desobrecasacaipretaa
Sde panno e de corea muito fino a 289,
SOS e 359, paletota doa meamos pannos
a 20J, 22$ e 24|, ditos saceos preloa dos
mesmos pannos a 149,169 18f, casa-
cas pratasmuitobem feitasedesuperior
panno a 289,808 e 359. sobrecasacas de
casemira de core muito finos a 159,16{
e 185. ditossaccos daa mesmascasemi-
ras a IOS, 12| e 14f, calcas prelaa de
casemira fina para homem a 89, 99, 10|
e 12, ditas decasemira de corea a 7|,89,
99 e 109, ditas da brim brancos muilo
fiaa-a 5f a 69, ditas de ditos de corea a
39, 39500, 49 e 49500, ditaa de meia ca-
semira de ricaa cores a 4f e 4(500, col-
letespretosdecasemiraa 59 e 65, ditos
da ditos decoras a 4J500 e 59, ditos
branco (de aeda paracasamenlo 59,
ditoa do 69, colletea debrim branco a de,<
Cuato a 3j, 39500 e 49, ditoa de cores a '
9500 e 39, paletotfpretos de. merino de
cordo aacco a sobrecasacoa 7g,89 e99,
colletes pretos para lulo a 49500 e 59,
as pretaa de merino a 49500 e 59, pa-
l etots de alpaca preta a 39500 e 48, ditos
sobrecasaco a 6,7e 8$,muitofinoeol-
letas de gorgurao desedadecoret muito
boa (azarada a 3800 e4S. colletefde vel-
lado de cores e pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casacadepanno pre-
tos e de cores a 149.159 e I69, ditos de
casemira saccoparaos mesmos a6J500 e
79,ditos de alpaca pretos saceos a 39 e
30500, ditos sobreeasacos a 5f e 59500,
ttcaleasde casemira pretase decores a 69,
6$500 e 79, camisas para menino a 20$!
a dazia,camisas inglezas prega (largas 1
muilosaperiora|829aduziapara acabar.!
Assimcomo temos ama officina deal-
(late ondemandamoa execatartodaa as
obras com brevidade.
mtmm msms m*M*mmm
A2$500
Chales de merino estampados, que em oulras
na loja da boa f
lojaa se vendem por 49 e 59
na ra do Queimado a. 22, vende-se pelo bara-
lissimo preco de 29500.
3faB4aBAaMaa^aMafM.AaMAMAa*MBAtg
rlWaWBW BWVBV fWi!
Acab% de
chegar
novo armazem
DE
B4ST0S & REG
Na rua'Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
oobertos edescobertosr pequeas e grandes, de
ouro patate inglez, para homaro e senhora de
nm dos melhores fabricantesde Liverpool.vin-
dos pelo ultimo paquete ingles : em casada
Soothall Menor A C.
Carros e carrosas.
Em casa de N. O. Bieber
A C. successores ra da Cruz
numero 4.
Vendem-se carros americanos mui elegantes
e leves para duas e 4 pessoas e recebem-se ea-
commeadas para cujo fim ellea possuem map-
pas com varios desechos, tambem vendem car-
roC pera conducho de assucar etc.
"7 [* Bieber & C, successores, ra da Craz
n. 4, tem para vender relogios para algibeira de
"uro e prata.
Gravatasdamoda.
Vendem-se gravatiohas estreitas muito supe-
riores, tanto pretas como de cores, pelo barata-
simo preSo de 19 ; na ra do Queimado n. 22,
na loja da boa f,
Bramante de linho muito
superior.
Vende-se superior bramante de linho eom duas
versa de largura, pelo baralissimo prego de 29400
a vara : na ra do Queimado n. 22, na bem co-
nhecida loja da boa f.
Attencjo,
Francisco II ou a Liberdade da Italia, drama
histrico em 5 actos por Francisco Gaudencio
Sabbas da Costa : acha-se venda na livraria
econmica ao p do ateo de Santo Antonio, a
18000 cada exemplar.
Superiores tiras
bordadas.
Na loja da boa f na ra do
Queimado n. 22 se encontrar um bonito sorti-
mento de superiores tiras ricamente bordadas
que se vendem pelo barato preco de 39000 4$000
e 5&000 ris a peca, advertindo-se que ha mais
de urna peca de cada padreo, quem mais depresaa
andar melhor servido ser, aa raa do Queimado
o. 22 na loja da Boa-Fe.
Fil liso e tarlata-
na branca a 800
ris a vara.
Casemiras a
s
4000 o corte, na
loja do Pavo.
Vende-se finissimos cortes de aasemi-
ra entestada de cores pelo diminuto
preop de 4$ o corte para cairas, assim
como tem das mesmas para vender a
2#400 rs. o covado proprias para pa-
letots, calca e collete, recommenda se
muito esta tazenda aos Srs. alfaiates que
costumam a fazer roupa para vender,
porque tao cedo nao acliam urna pe-
chincha igual : na ra da Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva
champagne
de Chateau Laronzire, em gigos de 15 garrafas
(9 grandes e 6 pequeas) a 159 cada um ; na
praca da Independencia n. 22.
Cintos.
Vende-se fil liso muilo fino e assim tambem
tarlataua branca muito fina, tanto urna cousa co-
I do oulra sao proprias para vestidos, nao s para
bailes como para assislir-se a casamentos, andem
antes que se acabe na ra do Queimado n. 22
na loja da Boa-F.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calcados o fazendas e todos
Vende-se chapeos de seda e de meri-
no a Garibaldi para meninos de 2 a 4
auoos : na loja de Nabueo di C. na roa
Nova o. 2.
estes sa vendem por pregos muito modi-
licados como de seu costume,assim como
aejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos figurinos a
269,289. 309 e a 359, paletots dos mesmos
pannos preto a 165, \$$, 209 e a 249,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novos padroes a 149.169, 189,209 e 249,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99. 109,129 e a 149. ditos pretos pe-
lo diminuto preco de 89, 109, e 12$, ditos
de sarja de seda a sobrecasacadoa a 129,
ditoa de merino de cordo a 129, ditos
de merino chioez de apurado gosto a 159,
ditos de alpaca preta a 79. 89, 99 e a 109,
ditos saceos pretos a 49, ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 49500, di-
tos de brim pardo e de fustao a 39500, 49
e a 49500 ditoa de fustao branco a 49,
grande quanlidade de calcas de casemira
preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas
pardas a 39 e a 49, ditas de brim de cores
tinas a 20500, 39. 39500 e a 4$, ditaa de
brim brancos finas a 49500, 5$, 59500 e a
69, ditas de brim lona a 59 e a 6$, colletea
de gorgurao preto e de cores a 5$ e a 6J,
ditoa de casemira de cor e pretos a 4g500
e a 59, ditos de fustao branco e de brim
a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 4g.
ditoa de merino para luto a 49 e a 49500,
calcas de merino para luto a 4J500 e a 5$,
capas de borracha a 99. Para meninos
de lodos os tamaahos: calcas de casemira
prefa e de cor a 5g, 69 e a 79, ditas ditaa
de brim a 2$, 39 e a 39500, paletots sac-
eos de casemira preta a 6J e a 79, ditos
deeor a 69 e a 7$, ditos de alpaca a 39,
sobrecasacoa de panno preto al29e a
14, ditos de alpaca preta a 59, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os lamanhos,
meios ricos vestidos de cambraia feitoa
Eara meninas de 5 a 8 annos com claco
abados lisos a 89 e a 12$, ditos de gorgu-
rao de cor e de la a 59 e a 69, ditos de
brim a 39. ditos de cambraia ricamente
bordadoa para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela aua grande quanli-
dade; assim comorecebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para ae
mandar manufacturar e que para cate fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
pela aua promptidoeperfeicao nadadei-
xa a desejar.
Baldes para meninas.
Veodem-ae balos para meninas, de todos os
tamaitos, de madapolao e de mussulioa a 39 e a
49 : na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Mantas de retroz para gra-
vatas.
Vendem-se mantas de reros para grvalas,
tanto pretas como de cores a 500 rs. : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Meias baratissimas.
A 29400 a duzia de pares de meiaa brancas 0,
as para homem : na raa do Queimado n. 23
na loja da boa ;.
Ricos cortes de vestidos bran-
cos bordados.
A' loja da boa na ra do Queimado o. 22,
chegou novo sortimento de ricos cortes de vesti-
dos brancos bordados com 2 e 3 babadoa, os quses
contiouam a ser vendidos pelo baralissimo preco I
Attenco.
Magalhaes & Meiides
recebeu novo sortimento de fazendas, a ser: lia.
zinhaa muilo finas para vestidos a 480 o covado,
chitas francezaa a 220, 240, 260 e 280 o covado,
ditaa inglezas a 160, 180 e 200 ra., cassas de sal-
picos graudos a 200 ra. o covado, aedinhas de
quadriohos muito eooorpadas a 640 o covado, di-
taa a 560, casemiras pretas e de cores a 19280 o
covado, velludo preto muilo fino a 39200 o cova-
do, dito encarnado a 18200, cortes de colletes de
velludo de flores ou palmas a 29500. ditoa de gor-
gurao a 1&800 : na ra da Imperatriz, loja arma-
zenada de quatro portas n. 56, de Magalhes &
alendes.
Oh que pechincha
Na roa estreits do Rosario, esquina da ra das
fLarangeiras n. 18. vendem-se caixinhas douradas
com passa, o melhor que ha oeste genero, ele-
gantemente enfeitadas, proprias para mimo, pelo
preco de 29, em porco se far abatimento, raao-
eiga ingleza perfeitamente flor a 960 a libra, em
barra se far abatimento, de baixo da responsa-
bilidadede nao agradando tornar a receber-se, e
bem assim dita fraoceza a 640 rs.
Vende-se urna negra boa cozinheira e p-
tima engommadeira e lavadeira : a tratar na ra
do Sebo n. 15, das 7 horas s 9 da manha, e das
4 da tarde em diante.
#Pentes de tartaruga e en-
feites para cabeca.
Vende-se na loja de Nabueo & C. na
@ ra Nova a. 2, ricos pentes de tartaruga
para trancas, ditos para alisar e eofeites
Ml de troco, litase vidrilhos dos melhores
gostos possiveis e por pre$o commodo.
de 59 cada corte : oa ra do Queimado 0. 22,
bem coahecida loja da boa f.
pechincha,
Vendem-se borzeguins para senboras, de ns.
31,32, 33 e 34, e em bom estado, a 49560: na
loja da travesea da raa daa Cruzea n. 2.
Aos terceiros da
veneravel ordem deS.
Francisco.
J chegou a verdadeira estamenha de lia, na
loja de 4 portas, rna do Queimado n. 39, a se
apromplam hbitos desta fazenda a 409, e tam-
bem ha de algodo que se apromptam a 28$ cada
um, e se vende a fazenda por mdico preco.
Gaz liquido.
Em casa de Samuel P. Jobos ton & C, raa da
Seozala Nova n. 42, vendem-se latas com 5 ga-
Ides de Kerosine.
SAMO.
Joaquim Francisco de Mello Sanios avisa aos
aeua freguezea desta praca e oade fra, que tem
exposto i venda sabo da aua fabricadenominada
Recifeno armazem dos Srs. Travaasoa Jnior
& C, na ra do Amorim n.58; maasa amarella,
caatanha, preta e outras qualidadea por menor
proco que de outras fabricas. No mesmo arma-
bem tem feito oaeu deposito de velas de carnaa-
sa simples sem mistura alguma, como as de
eomposico.
Luvas de pellica.
Novo sortimento de luvas de pellica chegadaa
Vendem-se cintos de todas as core
cas Qvelaa para senhora e menina a
de clina para marrafa a 500 rs. o
para cabeca, de corea e diversas qualidades : na
ra da Imperatriz, loja da boa f o. 74.
Veude-se saceos de farinha de mandioca a
29000, aa roa Nova n. 48.
Vende-se 5 escravos de bonitas figuras, com
idade de 11, 16, 20 e 24 annos, todos pardos,
sem o menor deleito e por barato preco: na ra
daa Cruzes n. 35, segundo andar.
45 Ra Direita 45
Magnifico sortimento.
Sempre condescendente e prazenleiro com oa
KT "uehel'n dinneiro, o proSeu!
tiomeiri.
Borzeguins Vctor Emmanuel.
couro de porco. *
lord Palmersloo"(bze'rro ".
! i"i?r,ns f8bcanles(lualreJ
JohnRussell.
Sapates Nanles (batera inteir)'. *
- patente.
Sapatos tranca [portuguezes)'. i ] J
(francezes Ir
9 ld* ?aixa (oh e vire). 5150O
muito chique (urna sola). 3|oo0
Senhoras.
Borzeguins primor (JolyJ. .
brilhsntma. *
Raspa alia. .
baixa. .
31,32.33,34. ." ". *
e.n.! le cores 32,33.34. .
Sapatos com salto (Joly).
francezes fresquinhos'. '
31,32.33 e 34 lustre! .
E um rico sortimento de .couro de
zerro francez, marroquim, sola.
lOaoco
10*000
99500
98COO
89500
59500
55000
2|000
o 500
5C.0CO
jOCO
4S800
49500
4J00O
8S20O
29240
lCOO
lustre, be-
urea com ri- i-T''X .'.w!: ..qu,,D' 8,a- Ta1t". cou-
a 29, bandos ?r0' la,xas e,c-. menos do que qual-
par. enfeiles | quer oulro Pode *"ler. H H
Attenco.
Viva o paquete das novi-
dades.
TVabuco & G. com loja na ra Nova o.
2, acabam de receber pelo ultimo navio
francez, um rico sortimento de vestua-
rios para meninos de 2 a 6 annos como
sejam vestuarios de velludo a punanos,
ditos de gorgurao de seda, ditos de l e
e seda a escoiseza, ditos de merino bor-
dados, ditos de fusilo, ditos de musse-
lina, ricoa vestidos de seda para meni-
nos, ditos de cachemira bordados, ditos
de l e seda a escosseza, ditos de bare-
ge, e um aortimeoto de vestuarios de
brim pardo para meninos a 39 cada um.
Pois est
afim
torrando miudezas muito
Azeite efarelo
Vende-se azeite de coco a 440 a garrafa, farelo
a 29600 a sacca, gomma a 80 rs. a libra ; na
travesea do pateo do Paraizo n. 16, casa pintada
de amarello.
Para os balese llieatros.
Riquissimos cntoa dourados com lindas fivel88
|ambem douradas e esmaltadas, e com ricas pon"
l8s para cabirem sobre oa vestidos, muito pro"
pilos para as senboras que tiverem de ir aos bar
les e theatros ; vendem-se pelo baralissimo pre~
co de 49, 5g e 69: na ra do Queimado n. 22>
na bem conhecida loja da boa f.
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhares de individuos de todas as nac,5e!
podem testemunhar as virtudes deste remedio
incomparavale provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizerarn tem seuorpoe
membrosinteiramentesaos depoisde havor em-
pregado intilmente outrostratamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lh'as
relatam todos os dias ha moitos annos; e a
maior parte dellas sao to sor prndenles que
admiram os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois dedur
permanecido longo tempo nos hospitaes, o lee
deviam soffrer a amputarlo 1 Dellas ha mui-
cas quehavendo deixado esses, asylos depade-
timenlos, para se nao submeterem a essaope-
racao dolorosa forana curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas des taes pessoa na enfusio de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais auleticarem sua a firma-
liva.
Ninguera desesperara do estado desaude sa
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio constantementeseguindo algnm tempo o
tralamento que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que tudo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
J."J??m d,Dbeiro P consumo do paque-
5tSSapImPera,lr". u- 5*. "oja de Joaquim de
rilPaereir DDOr' dec,ara tata :
Car.oes de clcheles muito Anos a 40 rs.
Canas de ditos da trra a 80 r.
Linha do gaz a 10, 20 e 30 rs.
Dita de carretel, 100 jardea a 30 rs.
menina8 SE? """ *' ""* """ meDD *
Duzia de meias croas muito Anas a 2S400.
Dita de ditas entre Gnas a 29200
Linha branca em carlao, 200 jardas a 80 rs.
lacas para charutos a 60 rs.
Canas com palitos de Especia a 160 rs.
f-rascos de agua de colonia de Pivera 440
IfiOW mUt0 fiD0S 800m'' Lu^in a
Jarros de banha pequeos a I96OO.
Ditos de dita graodes a 3J500.
500m08 dC bnb" pequeDOS a 32. gandes a
Sabonetes de espuma muito grandes a 100 rs.
Ditos de mompelas a 320.
Duzia de meias cruas para seohora a 28400.
Ditas brancas muito finas a 39300.
|io de raz de coral muito fino a 700 rs
Espelhos de columna pede ferro a 1500.
Carteiras de agnlhas muito finas a 400 rs.
Ditas de marroquim mais finas a 800 rs.
Baralnos portuguezes a 120
Ditoa francezes a 240.
Croza de boloes de louca brancos a 120.
Agua de Lavander muito fina a 640.
Dita rambuiia a 600 rs.
500e"Or",nU,OflDaS P"a UDhas e costufaa
t3*2**3 Mh>> 80 rs., 2 folhai a 160 ri.
Cabo de marfim a 400 rs.
Meias alvas para homem a 1}800.
Froco floo de todas as cores a 400 rs-
Dito grosso dem a 500 rs.
Caixas de papelo com alfinetes a 120
rares de sapatos de laa para homem a 1280.
Doria de boloes de lou?a para paletots a 120.
29000 nn6 8 ,*500, e "lludiohoa
a SfiSS!0* 6 CrZM d6 C0C' J a 120 "' e du2ia
Caixas com perfumara a 49.
Negra.
J^XESTS.' 'tmm' C0!i,",
A120 rs. o papel.
Agulhas Victoria
vende te ni Joja Esperanca ra do
Queimado n. 53 A.
na I no vapor ioglez para a loja
4 ra do Queimado n. 16.
d'aguia branca, oa
Alporeas
Caimbras
Callos.
Anceres.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cu til
em geral.
Ditas da anus.
Erupcoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Incbacoes.
Inflammacao do figado.
Infiammaco da bexiga
da matriz
Lepre.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna.
Supura;5es ptridas.
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulaces.
Veias torcidas ou no-
das as pernas.
Vende-se esta ungento no estabelecimento
geral da Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana o Hespanha.
Vende-se a 800 rs,, cada bocetinha contera
ama instruc^ao em portnguez para explicar o
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 22, em
rernambueo.
Superiores organdys a
720 rs.avara,
Vendem-se finissimos organdys de muito bo-
nitos padroes, pela baralissimo preco de 720 rs.
a vara, fazenda qae sempre se vendeu por
I92OO. assim pois, quem quizer comprar fazenda
fina muilo bonita e muito barata chegar raa
do Queimado n. 22, na bem conhecida loja da
boa f.
Relogios baratos.
Na ra Nova n. 21, ha grande porcio de relo-
gios foliados, dourados ede ouro, patentes e ori-
zontaea, suisaos e ingieres, os quaes serio ven-
didos pelos precos da factura. Cada relogio leva-
r um recibo em que se respoasabilisa pelo re-
gulamento durante seis mezes.
Ateoco.
Vende-se por commodo preco um rico fiteira
lodo envidrando, com armarios, com 9 palmos
de comprimento e 3 ii2 de largara, 1 balco de
volia proprio para qualquer loja de letalho, 2
grandes depsitos de folha dobrada proprios para
azeite ou oleo, e levam cada nm mais de urna
pipa ; a tralar na ra da Cadeia do Recife n. 64.
loja.
Avisa-se as bellas pernambucanaa que
na loja de Nabueo & C, na ra Nova o.
2, vende-se ricos sinlos prateados dou-
rados e de fitas com fivelas, e tambem
se vendem as fivelas solas, ludo mais
barato do que em oulra qualquer parle.
Vende-se urna taberna sita na ra Direita
n. 13 bastante afreguezada: nuera pretender
comprar dirija-se mesma taberna que achara
com quem tratar.
Escravos fgidos.
Ainda se acha fgido o escravo Cosme, cr-
enlo, idade de 35 annos, estatura regula/, testa
grande, com falta de denles na frente, costuma
mascar fumo e dado a bebidas, foi o ascravo de
Sr. tenente-coronel Joo Valenlim Vilella, tem
officio de pedreiro o carapina, otem sido visto na
Passagem e soas immediac.oes, porm lalvez te-
nha ido para o engenho Creuass, aonde tem um
irmao gemeo chamado Damiao, que tambem foi
eacravo da aogra do mesmo Sr. Vilella, e vendi-
do para o mermo engenho, elle muito conhe-
cido ; pelo que roga-se a todas as autoridades
policiaes, espilaes de campo, e a quem mais lbe
convier, o favor de o prenderem e conduzi-lo ao
seu senhor Antonio Leal de Barros, no seu sitio
na ra de Joio Fernandes Vieira, junto ao Han-
guinho, que gratificar generosamente
No da 19 de Janeiro de 1856 fugio do en-
genho daa Mallas, comarca do Cabo, um mulato
por nome Jeronymo, idade 30 annos, baixo, es-
padando, pea pequeos e carnudoa, oa dedos dos
ps curtos, pernas grossaa. pouca barba, bom ca-
bello, cor acanallada, quando falla gaguejs,
mestre sapateiroe carreiro. Da primeira fgida
que fez foi preao em Caruar, e agora consta an-
dar por all mesmo e pelos sertOes do Peoedo ;
quando fugio levou um pollro rozilho cabana
com eale ferro CI: quem o apprehender e levar
ao referido engenho recebar 1009 de gratifica-
Qo. 0 referido mulato inlitula-se forro, e cons-
ta andar peloa aerloea com esae titulo.
Deaappareceu no dia 13 do crrante, do si-
tio de S. Joado Uangoinho, o eacravo crioulo,
maior de 50 annos, da nome Joaquim, cornos
signaos seguintea: cabellos brancos, alto, aecco
docorpo, e osa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedade do Sr. Manee) Jos Pereira Pacheco, da
Aracaty, d'onde velo para aqui fgido : roga-se
a todaa aa autoridades policiaes e a quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo t
sitio acmacitado.ou na raa do Trapiche o. 15
a Jos Teixeira Basto.
,



' i :-----------------,-------_^^_.__
(8)
IARIO DI FIRftODCO. SBXTA FURA 13 DE SEIXMBRO DI 1861:
Litteratura.
Un amor na Lapona.
A* Sra. condessa Laura Sweykowsia.
VIII
(Conlinnoco.)
Henrick sentio-sa de repente invadido por urna
jnimeosa piedad?, -lle comprehendia emum lu-
do que havia de margo e de pungente uesse
desespero silencioso ; nao poda pensar sem urna
verdadeirs angustia no que havia de irreparavel
nessa joven destinada, abatida de repente como
vtna betula delicada, quebradi pelo vento doou-
tomno.
Seu corago fundio-se em urna viva, involun-
taria e profunda sympatuia, o essa sympathia ar-
da por derramar-se em lernas palavras e era
affectuosas e casias caricias; nao era talo um
perigo de raais? O leo, por ser doce e perfu-
mado, oem por isso activa menos a chamma so-
bre a qual o derramara.
Norra,du elle no Qm de um minuto e
tornando a pegar-lhe na ino,mioha cara Nor-
rasinha, se podesses ver o fundo de meu cor-
ceo, tu do que en disse, tudo o que fiz, era para
teu bera ; ao menos eu o julgava ; eu nao quera
offender-te.
Assim fallando, Henrick tlnha posto sobre seus
olhos as raaos di dunzells, e Norra pode ver que
seus olhos eslavam hmidos.
B" bastante, bastante,dit ella por mul-
tas vetea; nao me digas agora oais nada ; peo-
sa que anda sou jovem ; que minha vida ser
tonga talves, por que a tristeza nao mata...Nao
me roubes minha coragam ; tenho necessidade
della... ; pensa em mira, mas nao tn'o digas I
Levantou-se e com sua chibatiaha de betula
deu no pescogo da renna, que dorma pacifica-
mente i seus ps.
Vem, minha pobre Saalla,diz ella,tu
ao menos nao me deixars.
E depois fle ura ultimo olhar ao mancebo, ira-
roovol dianle della, parti sem acrescenlar ama
so palavra.
Ella caminhava cora om passo firme, rpido,
sem se vnltar. Bem sa via que liona pressa de
fugir.
Henrick nao tenlou segu-la, contentou-se ape-
nas de lastima-la. Se elle nao tivesse que cen-
surar-as o haver originado essa grande dor, nem
por isso deixaria de chorar por nao poder cura-
la.
Snalla, como se houvesse adiviohado, cora es-
se affectuoso interesse raais providente s vezes
que a intelligencia humana, o estado d'olma d'a-
quella, i
__ nffandof o j n"""i quem amava, segua lentamente seus
eiia Zt*u1J,? JSnT? !-resPn(le.u Pos, com o pescogo' estirado, com a cabeca
".*.cm urna tnsteza, que nao era semtligni- baixa.
A'penas de lempos
te causar dor...e pesar
dade,
Nao quera mais
meu te causo.
Cala-te, nao fallemos mais nisso ; ser me-
mor, porque te justiGcas to mal, que defen-
dendo-te te acusas.
Ni verdade, nada rae sahe bem,diz Hen-
rick com um lom desanimado. Entretanto Deus
testemuoha que teu bem, leu bem nicamen-
te que eu quera.
Nao basta querer Idiz a doozella...
Sem duvda, necessario poder,conti-
nuou Henrick acabando seu pensamento; julgra
no ctanlo que amando-te...
Amndome I tu I
Sim, eu Icootiouou o mancebo; nao tens
visto que pesar dos prejuizos, que separara
nossas duas ragas, sempre tralei-le comoegual?
Norra encrespou suas negras sobrancelhas,
mas nao o interrompeu.
Sim,conlinuou Henrick, tu mesma nao o
podes negar; esses prejuizos existem ; elles se
erguera entre nos para separareaunos l...pois
bem despresei-os, deslerrei- os, calquei-os aos
pes para amar-te, por que eu le amo. Norra...
eu te amo como urna irm.
Oh I sei que s bom,murmurou a doozel-
la abaixando a cabeca.
E de repente inclinando-se para elle, antes
que Henrick tivesse lempo de impedi-lo, egar'-
rou-lhe aa mo, e com um gesto brusco e apai-
xonado levou-a aos labios.
Sim, sim,repela ella no meio de seus
solucos, que tinham comecado de novo e que
lhe entrecorlavam a voz;sei que tens sido bom
para a pobre moca, bom como nosso pae, que
est nos ceus I nunca usaste para comigode pa-
tavras speras; lu nunca me repelliste nem des-
posaste, nem ao menos m6 engaaste se quer ,.
Oh nao. nao s culpado, nem eu te accuso...
Se sou infeliz, nao por culpa tua, mas sim pe-
la minha ; mas nao importa! nao le cumprefal-
lar-me por um oulro.
Pois bem I esquece o quo eu te disse, e vi-
vamos um junto do outro como oulr'ora,res-
pondeu Henrick affastando com urna mo cari-
nhosa o denso e negro cabello, que cobria a
fronte da donzella, e que occultava-lhe os olhos.
esquecer esquecer Irepeli ella muitas
?ezes ; sim, sinto que seria preciso isso I Pode-
lo-hei eu ?nao sei ainda...mas va I proeurarei...
e lu, por tua vez, te esquocers?
Eu nunca hei de esquecer, querida Norra,
que s urna excellenle crealura, e o melhor co-
lacaosinho, que por ventura lenha palpitado em
seio de mulher.
Oh agradeco-te o assim dizeres, agradeco
o assim pensares talvez Imurmurou adonzell'a,
em quanto grossas lagrimas, que nao cahiam
mais. brilhavam anda como diamantes em suas
pestaas.
Ella poz a mo do mancebo sobre seu peito
aplacado, e com um gesto de urna ternura exqui-
sita e urna expressao de rosto, que nenhum pin-
ce poderia reproduzir, deixou cahir seu rosto
pallido sobre o hombro de Henrick.
Henrick nesse momelo seotio um eslremeci-
xoento por todo o corpo; vendo a pobre moga
tao affecluosa, tao terna, to profundamente de-
dicada., .e to iofeliz, elle nao pode mais domi-
nar a eniogo sempre cresccnte, que se apodera-
ra de si; passou pois um braco em torno de suas
espaduas, e sem ter talvez consciencia da im-
prudencia, que commellia, chegou a fronte de
Norra aos labios e beijou-lhe os lindos olbos an-
da hmidos.
Norra esta caricia cslremeceu como a folha
da faia agitada pelo vento; tornou-se mais pal-
Jids anda, a cabeca cahio-lhe para traz, e Hen-
rick recebeu-a semi-desmaiada em seas bragos:
sem considerar no que faaia a appoiou contra o
peito, aperlou-a de encontr ao corago e ao
mesmo tempo procurou chama-la asi;ah I eia
chama-la ao sentimento desui dor, prodigando-
Ihe os mais tetos e doces nomes;
Norra brevemente tornoo vida, e vendo-so
nos bracos do mancebo, corou e desembaragou-
se, por assim dizer, escapuliado do cinto de ca-
ricias, que a enlacava.
Obrigada, Henrick, obrigada e adeus!
diz ella ; tu me tens feito bem e mal; nao irei
d aqu como vira..., deixo alguma eousa de mim ;
mas sinto agora que tu liveste razode fallar-me
como fizeste. Adeus anda I de mister que eu
parta. n
Sem quere-lo, sem mesmo pensar em si, Hen-
rick, em quem toda a emoco nao eslava anda
acalmada, oha sempre a mo de Norra aperla-
da as suas.
Me detens?perguntou-lhe ella com um
lora que tiuha ao mesmo tempo alguma cousa
fle supplica e um accento de meiga censura.
Nao, pobre crealura, nao te detenho,diz
o mancebo com um violento esforz;adeus ou
antes al logo 1 vai, Norra, querida, quorida me-
rlina, em breve deixarei este pas, onde melhor
seria para ti, para nos ambos talvez, que eu nun-
ca tivesse viudo ; mas onde quer que eu v, suc-
eeda-me o que succeder, vivirs sempre em mi-
nha lembranga, Norra, sempre estars
di no fundo de meu coraco.
grava-
FOLHETIM'1
A DAMA DAS PEROLAS
POR
A. DUMAS FILHO.
(Continuaro.)
III
Como vem os loitores, era mademoiselle de
Norcy um espirito cheio de finura, tanto mais
apreciavel quanto se conservava sombra, e en-
volva-se de modestia.
Era meia noilo quando me retirei. Para voltar
casa, tinha de passar pela casa de madama de
Wine. Vi luz por detraz de sua janella. Anda
eslava acordada. Em que pensara essa hora ?
Nao pude deixar de lastima-la atada urna vez.
' bera triste a primeira noite que passa urna mu-
lher depois de um rompimento com o homem
quem amara, anda que o amasse pouco, princi-
palmente quaodo aquello que a abandona passa
essa noile junto outra mulher, sem pesar, sem
recordares, sera remoraos I Nao sero ento des-
culpaveia essas pobres creaturas crendo as coo-
aolages que Ibes proraette outro amor? Pensas-
te alguma vez, leitor, na quanlidade de omitie-
res que devem ler soffrido assim oeste mundo?
Escrevo estas liona* s onze horas da noile, de
urna bella ooile do moz de juoho, transparente e
silenciosa. A la cheia balaoca-secomo um glo-
bo de alabastro oa limpidez do ar. Urna grande
floresta ennegrece o horisoote com sua massa
sombra, e brisas odoriferas entrara cada minu-
to pela miaba janella aberta, to ligoiras, que
nem sequer fazem vacillar a chamma das velas,
bs quaes vem queimar-se de vez em quando as
borboletas nocturnas. Emquanto eu escrevo osla
tutora de urna dor, talvez paasem alguna pasaos
distante de mim, bellos e joveos amantes, sob
essas alteas sombras, julgando que o amor foi
feio de propoaito para elles, pegando-se pela
mao, sorrindp e esperando loncos e bellos an-
uos I Com effejto, a ooite propria para aeme-
i lempos os guisos, que
trazia na Colleira faziam ouvir um pequeo som,
fraco como um murmurio e triste como urna
queixa ; depois estirara o pescoco e lamba tmi-
damente a mo pendurada de sua jovem senho-
r.
. Seria isso obra minha Iperguntava Hen-
rick si mesmo medida que ella desapparecia
na exlenso do camioho e se suma na distancia.
Como se fosse incapaz de supportar por mais
tempo o espetaculo do mal, que flzera, Slcin-
borg voltou-se vivamente e subi cora um passo
rpido as margeos do regalo que Norra descia.
Nao era este caminhar em sentido contrario co-
mo que um symbolo frisante de seus deslinos,
que se tinham urna vez encontrado, e que de re-
pente e violentamente separados, iam agora cor-
rer, cada um por seu lado, de tal maneira, que
cada minuto lomarla essa separacao mais pro-
funda e mais irreparavel?
Taes pensamentos tem sempre nao sei que re-
saibo de amargura, que nao se extingue to ce-
do.
Por mais que nos justifiquemos parante nossa
consciencia; por mais que repitamos que nao
somos culpados; urna voz mais forte dos diz pe-
lo contrario que nao basta ser a causa voluntaria
de urna desgrana, mas que basta ter-lhe dado oc-
casio para que sintamos a mais viva pena.
Henrick era pois nesse momento to infeliz
qumto um homem ple se-lo.
Em vo se representa va seu pensamento o
meigo rosto de Edwioa : parecla-lhe que o sor-
riso de urna era sempre molhado das lagrimas
da outra, e era presenga da dor to profunda,
que elle apprendera a conhecer, tinha muita de-
licadeza para abandooar-se aos prazeres egostas
de sua propria paixo. Parecia-lhe mesmo que
nao poderia ser inleiramente feliz d'ahi em dian-
e; os soffrimentos de Norra corromperan! sua
propria felicidade, e Norra soffr8ria muito tem-
po...sempre talvez. .
Honrick fazia estislreflexoes, quando um sibi-
lar agudo cortou os ares por cima de sua cabe-
ga ; uo mesmo instante um estalido secco se fez
ouvir, o o cimo de um lenro pioheiro caho so-
bre a estrada, seus ps, em quanto urna deto-
nado fizia resoaros chos das monlanhas: urna
pequea nuvem de fumaga alvacenta, que ele-
vou-se lentamente por detraz dos rochedos, n-
dicou suflicientemente ao offkial a dirego do
tiro, cuja-baila acabava de cortar a tenra arvo-
re, como fa-Io-hia a fouce de um jardineiro.
Com os diabos !exclamou Steinborg.eis
ahi oque se chama um lindo Uro, e se conside-
radnos a hora, em que eslaoos e a distancia,
quem o deu pode gabar-se de aplicar suas bailas
como com a mo. Se elle quizesse minha ca-
bega em lugar da desta arvore, o filho de meu
pae nao valeria agora a ultima renna dos reba-
ohos de Peckel...
Mis quem me fez esta graga ? S conhego
Nepto capaz de atirar com essa certeza. E' urna
ameaca, que elle me faz ou urna advertencia que
me da? O imbcil na verdade approveila bem a
occasio.... quando acabo de fallar por elle
contra mim!... Esse miseravel comedor de mus-
go nao de certo digno do thesouro, que sou
obngado a abandonar-lbe.... Vamos,conlinuou
elle elevando a voz, miseraveis cobardes I que
vos pondes de espreita para atirar sobre um ho-
rnera como sobre um lobo enraivecido, rnostrai-
vos um pouco ; queso vos veja ; e procurae urna
vez em vussa vida, olhar um sueco de frente 1
Henricck abragou com a vista o espago, que o
circuito dos rochedos descrevia ao redor de si, e
esperou alguns momentos, como para ver qual
seria o effeito produzido por suas palavras. Mas
ninguem appareceu e o silencio apenas respoo-
deu essa provocago um pouco fanfarrona ; B-
cou ainda alguns instantes no circo, depois, in-
quieto por8abero que seria de Norra, lomou
pressa o camioho das lei.das.
A primeira pessoa, que descobriu entrada
desta pequea aldeia de panno, que um p de
veolo poda cajregar, fui Nepto, sentado tranquil-
lamente no chao, com as pernas crusadas e fu-
mando um cachimbo de tabaco russo, com a cl-
ma e traaquillidade de um homem que oo tem
o menor crime peraote sua consciencia.
Henrick olhou-o duas vezes. Nada sobre o
rosto do lapo iodicava urna acgo violenta : era
o mesmo olhar astucioso, o mesmo sorriso zom-
beteiro, a mesma irapassibilidade de um homem
que cooheci ana torga e que est reolvido a de-
fender o que julga seus direitos. Porm d'ahi
para essa agitagSo febril, para esses cabellos irri-
gados, para esses olhos espantados e para essa
lvida pallidez do rosto, que OS poetas ordinaria-
mente do s suas pioluras do remorso, ia urna
distancia immensa.
Henrick, que em caso de necessidaie suppri-
na a falla de um juz de instruego, oo se con-
tentou com o primeiro exame, e no Qm de um
instante voltou sua inspeegao por um olhar obli-
quo, rpido e inesperado.
EsliriaNepto prevenido? o que ninguem po-
derla dizer ; mas em todo o caso o segundo exa-
"11 loi.ISo pouco fructifero como o primeiro, e o
oflicial nao descobriu indicio algum revelador so-
bre esse rosto de bronze impassivel. Se Nepto
H Vide Diarto o. 210.
lhanles converssgoes. Mas quantas ooitei eguaes
j tem havido no mando I quantas raaos se tem
assim aportado I quantos juramentos meia voz
confiados s sombras amigas I quantas eternida-
des juradas entre dous beijos I
0U flm. lee esse sonho ? O que encontramos
delle Ej que to cedo devia morrer. para que
o tinham? Para que eoto? para que ? Palavra
cruel descoberta pela philosophia invejosa das ale-
gras da alma, que atira de repente com urna
gargalbada, no meio das nossas mais charas e be-
nficas loucuras. Ah 1 mais que verdade I mo-
ga, outras mogas passaram como tu, aportando a
mo de um amante ou de um ooivo; outras ve-
laran) como velas, com rubores sbitos oas faces
e secretas esperances no corago ; como tu, es-
peravam om dia, que tremiam de nunca ver ebe-
gar, e este dia ebegou e outroa aps ; e ais que
esta hora, insensiveis, fras, desfiguradas, dor-
mera alera, as longitudes do horisonte I Pra
que ento ? Poram felizea I algumas. Porim a
maior parte sofTreram, porque a le commum.
B em todo o caso, inclioae-vos agora sobre seus
tmulos e fallae-lhes dessa felicidade to grande ;
nada estremecer nellas... e a destruigo conti-
nuar Burdamente a sua obra... Portanlo, para
quesonhar, quaodo o resultado cedo, quaodo
o um limitado, quaodo a morte impiedosa est
sempre ah?
E no emtanlo, volvei os olhos, e ao longo mes-
mo docemiterio, rereis um grupo ebeio de con-
fiaoga que vem pedir vizinhanga dos morios o
silencio e a solido de que precisa para amar li-
bremente. Aqui, a morte que ameacs a vida ;
alm, a vida que zomba da mora 1 Eterno desa-
fio, lula eterna em que a vida sempre trumpha 1
Pois bem I creamos, sonhemos, amemos, em-
quanto o nosso coracao pulsa, emquanto nosso
espirito pensa, emquanto nossos olhos vem I e
se a mo que aportamos nos tere, se a bocea, cu-
jas palavras ouvimos, nos mente, se a morte nos
espera no Om do pasaeio, ser sempre lempo de
dos lastimarnos, de voltarmoa atraz, e.... do
morrermoa I
No dia seguate, Jacquesmaadou-me dizerqae
nao poderia fallar-me de dia: mas que, como
dsejava aaber o resultado do passo que eu dra
oa vespera, me pedia que fosse ao baile da ope-
ra, que elle l estarla.
Apenas tinha eu chegado ao baile, un mascara
era culpado, o patife era da masaa, de que se
fazem os mata rudea acelerados ; e agora pareca
ao joven sueco que elle tera Mgum remorso da
eotregar-lhe essa gentil Norra, to rtal, toa-
fecluosa e lo terna.
Henrick voltou pela ultima veza cabega parao
cagador, oo momento em que eolrava em aua
tonda. Deata vez o olhar de ambos encontrou-se,
mas o do lapo, em lugar de desviar-so e de fu-
gir, como fizia de ordinario, sustentoo o olhar do
sueco com umi firmeza, ia dizer, uma audacia,
que o offlcial ainda nao tinha encontrado nelle.
Her-nck andou algum lempo anda travtz do
recinto, percorrendo o acampamento em todos os
sentidos efazendo um rodeio em- torno de cada
tenda. Elle desejra lornar a ver Norra, e julgar
conforme seu rosto as emoges produzidas em
sua alma pelo entretenimento, que arabos acaba-
vam de ter. Mas, ainda que a procurasse por
toda a parte, oo pode eoconlra-la. Apenas viu
oa entrada da tenda maior, na qual eslava ordi-
nariamente o velho chefe dos Kilpis, a renna
branca deitada aos ps do patriarcha*
Norra est aqu Idiz elle comsigo;
Um violento desejo impelliu o para a tenda :
mas pensou, nao sem razio, que nao devia mais
agora tornar a ver a donzella, e que elle nao
caba aligar o fogo que desejava extinguir. En-
tretanto nao pode deixar de notar indo-se embo-
ra que a amavel Saalla nao liara mais a liada
colleira vermelhi.
Norra qoiz traz la de luto de mim,pen-
sou elle ;pobre alma I chara crealura 1
No estrello camioho, que cooduzia dessa tenda
sua, Henrick encootrou Nepto, rondando como
um ladro travez do campo.
Henrick nao tinha direito algum sobre Norra ;
elle amava a uma outra,...... e no entanto nao
pfide defender-se de um certo ciume........; e
aquelle, contra quem se irritara lo loucamente,
era o raesmo com quem algumas horas anles,
aconselhava Norra acasar-se.... Estranhacon-
diego do corago, que talvez mais ao roman-
cista assignalar, do que ao moralista explicar
com clareza : o corago humano um enigma,
cuja ultima palavra oo se adeviohai to cedo e
que todos nos procuraremos eternamente.
Nepto de novo tomara sua attitude humilde e
submissa diante do sueco ; abaixou os olhos ao
avista-lo, e como o camioho era muito estreito
para dous, affastou-se para dar-lhe lugar com
uma deferencia cortez, que Henrick correspon-
den Henrick appressou os pasaos e entrou em
sai leuda, oa qual oo encontrou seu amigo; mas
viu em cima da mesa um bilhele desobreado, no
qual Elphege o previnia que ia fazer estudos de
paisagem em um cser(l) dos arredores, onde
passaria a noite I
Eis ahi os amigos !exclamou Henrick com
um gesto de impaciencia,todos sao os meamos 1
Quando se precisa delles, quando justamente
fsltam.
E esfregou machinalmente o bilhele entre os
dedos, e jogou-o para um canto.
Que ennojo I raurmurava elle entre os
demos,eis-me condemnado apasiar uma noile
assim ; desejra que j fosse amanha 1
E fallava ainda quando a porta da tenda levan-
tou-se ; era a ceia que lhe traziam.
Ordinariamente esta era para elle uma das ho-
ras mais encantadoras do dia. Era Norra quem
presidia todos os pequeos arranjos de aua mesa;
era ella quem regulava com um cuidado extremo
os mais minuciosos detalhes. Que prazer v-la
cortez, ligeira o delicada, andando devagarinho,
aqu e ali, pela tenda I
Indolentemente deitado em aua cama de mus-
go, coberta com pello de rena, no moli schis-
mar de um sulto das Mil e uma noile$, elle con-
templara com uma secreta complacencia, atravez
da vaporosa fumaga de seu charuto, como ho-
mem que sabe ser poeta.
Mas desta vez, em lugar do genlil rosto da
donzella, elle viu o perfil de coruja de duas ve-
iqas, provavelmooieas mais feas da Irib, que
nio viam nelle nada mais que um sueco, um of-
Si-iK rel' i8l um ioimi8. e qu vinham
por-Ihe a mesa porque eram mandadas e-rea-
muogando.
Sera o acaso oa uma maliciosa atlengo de
Norra, que escolbera para elle essas duas Hebeas
pouco regostantes ? Nao me iucumbrei de af-
rma-lo ; ludo que posso dizer que ellas foram
mullo mal recebidas pelo desdeohoso mancebo.
IX
Henrick ceiou o mais aborrecidamente que
possivel, maldizendo de todo o corago a cosinha
i22?' qu"' enlr.et,Dto at ento mostrra-se
ndifferente, dizendo alegremente que coma para
nver e nao viva para comer; estas palavras nao
parecenam novas na Franja, mas na Laponia pa-
reciam picantes. Em breve os pratos Dcaram
vasios : come-se de pressa quando ss come
80 I
Henrick, que nao sabia o que ftzesse em sua
lenda deserta, foi sentar-se alguma distancia
om um montculo, d'ondedominava todo o acam-
pamento da tribu. Entre essas lendas mosque-
teadas, rajadas de cores engragadas, elle pergun-
tou si proprio qual deltas babitava Norra ; e
apenas tocava neste assumpto, seu pensamento
s descangava quaodo attingia o fim: Quera sa-
ber o que ella fazia essa hora, quaes eram seus
seniimentos.se soflria muito. e quanto tempo gas
tana em cicatrsar a ferida sangrenta de seu co-
racao.
Por momelo os mos inslinctos de nosss na-
tureza egosta o subjugavam ; e nao lhe causa-
va desprazer algum pensar que easa alma deli-
cada, exquisita produego da natureza, que os
homens anda nao tinham tido tempo de gastar
offerecer-Ihe-hia assim, como um sacrificio agr-
davel sua vaidade masculina, a homenagem de
seus seplimentos os mais delicados e os mais pu-
ros E' esta uma boa fortuna, que os mais favo-
recidos d'entre os homens nao leem muitas ve-
zes na vida. Digamo-lo entretanto : Henrick
nao altmentava muito tempo esses pensamentos
egostas ; pelo contrario, em breve volts va sen-
timenlos mais generosos ; e lembrando-se do
que havia de bom, de"leal e affectuoso nessa jo-
ven e bella alma, um pquco selvagem talvez,
mas tao ardente e to sincera, nao desejava mais
que sua felicidade, ainda mesmo quando essa fe-
licidade devesse pagar-se com um completo es-
quecimenlo delle.
Digamo lo tambem : em Henrick taes senti-
meulos nao provavara uma generostdade que se
assemelhasse muito a de um hroe de romance
(1) Fazenda situada no mais alto das monta-
nbas.
deu-me o brago sem largar a mo de um mance-
bo que eu nao conhecia, e puchaodo-oos ambos
disse-lhe: '
Continua, conde... Aqui o seohor nao de
mais; e depois nao necessario que digas o oo-
me de ninguem.
Era-me impossivel reconhecer esse mascara,
que cerlamenle disfargava a voz. Aquelle quem
tinha chamado conde era um homem de Innta
annos. pouco mais ou menos; louro, de olhos
muito separados um do oulro, o que d phy-
sionomia um ar de falsidade misturado de des-
cenfianga, porque esses olhos parecem ter-se af-
fastado assim nao de frente, porm de lado, e ao
mesmo tempo para escaparera aos olharea fran-
cos, e s seren vistos do modo por que vem.
Recooheci pelo accento da voz que o coode era
estrangeiro, comquanto fallasse a nossa lingua
muilodepressa e muito correctamente. O coodo
conlinuou a conversa, que, segundo parece, es-
tava no principio quando eu cheguei.
-- Pois verdade. O infeliz actor quasi que Q-
ca doido I disse elle. Uma noite em que ella o ti-
nha applaudido, e que elle acabara o seu papel
antes de terminar a pega, foi espera-la portado
theatro, e chagando-se ella no momelo em
que suba para a sege, das* lhe ea voz baixa :
c Mioha seohora, eu lhe supplico, deixe cahir o
seu ramalhete I Esta, sem rollar a cabega, e
pondo o p oo cirro, deixou cahir o rama-
lhete que o pobre rapaz correu apaohar debii-
xo das rodas, em,risco de ser esmagado, porque
o carro partiu ao mesmo tempo. Entretanto nao
affirmarei que haja alguma cousa entre elles ; ape-
zar do que se tem dito o que sei que ella ia
ao theatro todas s vezes que elle representara,
e que s affectava prestar atlengo pega quaodo
elle estara em cena. Eutretaoto, um dia elle
achou um meio de entrar oo seu parque ; ella
reconheceu-o: chamou um creado e disse-lhe :
c Porgante aquelle homem o que quer; sem
duvida dinheiro, d-lhe vinte francos. > O c-
mico ouvio esaaa palavraa, e retirou-se paludo
como um defuulo. Se podesse compromeit-la,
depois de semelhaole insulto, da certo t-lo-hia
feito. Portanlo oo havia nada, seno uma extra-
vagancia de fidalga que se aborrece.
Mas, replicou o mascara, nao diziaa que em
Hamburgo....
Sim, em Hamburgo, ettara tatnbm o ba-
Hennck amava algures. Si a tocante ceremonia
aoa esponsaes, quo liga os deslinos de duas jo-
vene almas e da-lhea um goato aolecipado.dos
prazeres do malrimooio, anda ofo tivease sjdo
F' d" w,,re e,le li0a Edwioa. nem por
Uso elles se olhariam como menos seguros de
uma anio prxima.
Em taes circumstancias e com a pureza de coa-
turnes, que de ordinario se eucontra no3 homens
do Norle, Henrick, cujo casamento nao era pos-
sivel com Norra, tornr-se-hia culpado de um
verdadeiro crime, tentado a obra condemoavel
da seducgo. Elle na verdade era incarar disso ;
chegou por tanto, depois de alguma perplexida-
de e uma hora de lula com seo corago, oorquao-
to em presenga da paixo experimentada to vio
lentamente e expremida por Norra com lana in-
genuidade sua mocidaJe nao podera fugir de uma
certa perturbago, chegou, diramos nos,a pensar
queem ultimo resultado Peckel tiuha talvez razo,
e que um casamento com Nepto era ain&a sua mais
eliz contingencia. Henrick pois desejou afinal
que o primo fizesse a felicidale de sua prima, e
desde esse momento olhou-se como o homem
mais virtuoso.
Sara duvida quiz o ceu recompensa-lo de seu
esforgo, porque logo achou um alivio inesperado
e um contenlamenlo interior, a que nao eslava
mais acostumado. Pouco depois tambem a gra-
ciosa lmagem de Edwioa, um momento obscure-
cida em sua alma e por assim dizer expellida
looge delle pelas preoecupagoes o emoges des-
sa noite, em que seu pensamento ao menos fra
quasi infle1, appareceu de novo em todo o auare
brilho de sua belleza, e com ella as risonha8 ideas
do futuro, que de ordinario lhe faziam cortejo.
Eolretauto a triste Norra, retirada ao fundo da
tenda de seu av, fazia sosinha e triste uma vi-
gilia de lagrimas.
Ah I todos nos. Cilios da dor, temos conhecido
essa vigilij fnebre, pelo menos uma vez na vi-
da, durante a qual se sepulta para sempre noea-
quecimento o que se tioha amado o mais santa
e ardentemente possivel.
As priraeiras gottas de um orvalhv fro e pe-
netrante advirtiram Henrick de rollar sua
leoda ; ahi entrou elle mais calmo do que ti-
nha sabido, porque acabava de tomar uma reso-
luto, que lhe pareca integramente honesta,
prudente e sabia, e tambera porque alem disso
seu corago nio eslava mais empenhado na lula,
e porque, por bons quesejamos, as dores dosou-
tros nao nos entristecen] nunca por muito lempo.
Peckel que esperara bastante, partir sem ve-
lo. Henrick. cuja consciencia nao eslava muito
tranquilla sobre a maneira, porque desemperna-
ra sua misso, nao procurava enconlra-lo.
Elphege demorou-se tres ou quatro dias mais
do que julgra. O offlcial nao lhe fallou do que
se tinha passado. i
Durante todo tempo que Henrick estove s
Norra nao appareceu oa tenda. Ella ahi voltou
ao mesmo tempo que o artista. Nao preciso
dizer que foi bem-vinda. Steinborg adquirir o
habito de ve-la ; ella lhe faltava ; a razo bem
podera um momento obriga-to a affastar-se del-
la ; mas agora que julgava ter regulado para sem-
pre seu futuro ; agora que imaginava que todo o
perigo eslava prernido e seguramente evitado,
sem escrpulo,sem remorso e sem temor,elle en-
Irogava-se ao prazer de tornar a ve-la, o quera
como oulr'ora abandonar-se doce e encantadora
afTeigo, que senta augmentar em se de da em
dia por essa amavel donzella.
Elphege, que nada mais desejra do que ama-
la, mas que comprebendera desde logo que essa
affeiqo nunca seria recompensada, resigora-se
corajosamente, e o trabalhorestilira-lhe prin-
cipio a paz, com a qual logo voltaram o ardor e
bom humor.
Quanto Norra, ella eslava verdaderamente
mudada. Sem duvida era sempre attenciosa e
cortez para com os dous amigos : sempre pareca
tambem fervorosa em servi-los ; porm nao ti-
nha mais como outr'ora essa alegra communica-
tiva, que fazia de sujajinica presenga como uma
testa para aquelles e a viam ; oulr'ora cada
servigo por menor que fosse era para ella uma
verdadeira felicidade; agora, seu zelo oo arre-
fecia, porm era mais calmo. Elladcserapenhava
um dever; mas como oulr'ora esse dever nao era
mais um prazer : ninguem a ouvia mais cantar
essas melopeas laponas, um tanto langorosas,
mas cheias de cadencia, as quaes os jovens sue-
cos achivam outr'ora um siogular encanto A'
principio, fazia tudo que dizia respeilo a seus
hospedes com uma especie de paixo, como fa-
lo-hia junto de um joven sulto alguma liada
escrava apaixonad* : agora, desempenhava cor-
rectamente sua tarafa de dona-de casa, si
que se pode empregar tal expressao sem muita
impropriedade no paiz, em que collocamos a sce-
na desta narrago ; mais era isto apenas.
Esta mudanga foi do todo mu sbita e com-
pleta para que podesse passar desapercebida.
Henrick conhecia-lhe bem a causa para mostrar-
se espantado ou queixar-se. Elphege, ao con-
trario, supportava impacientemente estas novas
maneiras : elle chorava a amavel tamiliaridade e
o commercio fcil dos primeiros dias. Sem co-
nhecer toda a verdade, suspeitava ao meoo9 uma
parta della.
Mas, como seu amigo, mais reservado que de
costume, nao julgra proposito abrir-se com
elle, julgou oo dever solicitar confidencias, que
nao lhe faziam ; ioterpretou mesmo esse silen-
cio contra aquelle, que o guardara to obstina-
damente, e por que occullavam-lhe o que era,
julgou de antemo.
Cedo os dous amigos riveram um junto do ou -
tro em uma especie de constrangimento e de
frieza penivel. O aspecto sob o qual o artista
encarara a Laponia anuuviou-se ; e se o dese-
cho de seusquadros conservou-se o mesmo, seu
colorido tomou um aspecto menos alegre. Os
trabalhos de imagioago, que sao como a flor da
alma, carecem de todo o poder, de toda a seira,
de toda a saude dessa alma, que os produz : co-
mo as outras florea, as quaes as comparamos,
ellas oo expanden) todo o seu brilho se oo nas-
cem em um solo rico e vigoroso. Nos homens,
que seotem vivamente, as disposiges interiores
leem sempre vivas reaeges e bruscos reflexos em
suas obras; e pode-se julgar quasi iofallivelmen-
te urnas pelas outras.
Emfim, nada patenleava extremamente essas
vicissitudes profundas e ioexperadas: para esse
pequeo mundo a vida couliouou a correr como
oulr'ora pacifica, egual calma em apparencia,
semelhaole esses graodes ros, cuja tona asul
e sem rugas oceulta abysmos com cadveres no
fundo.
rio de le, um doido, roas bonito rapaz. Um dia
que ella tinha indo 4 passeio com algumas se-
ohoras, o baro que era excelleote cavalleiro,
conhecido pela sua temeridade as apostas de ca-
vallos, passou cavallo.
Bario, salte aquelle muro, disse ella.
E ao mesmo tempo mostrava-lhe um muro de
sete ps de altura, fechado por uma portazinha
de madeira.
E' impossivel, respondeu o baro, com o
meu cavallo pelo menos ; mas aposto que se elle
nio passar, eu passarei, e quaodo elle cahir de
um lado, hei de cahir do outro.
Pois bem, faga isso.
Porm ha de ser com uma coodicio.
Qual?
que se eu me matar, a senhora ha de ir
ao meu enterro ; a se quebrar um brago ou uma
perna, tratar-me-ha.
V feito.
Todas as sonhores pediram ao bario que nao
fizesse semelbante loucura. Nao quiz atteoder
cousa alguma. Ellas ento retiraram-se, nao que-
reado assistir um espectculo cujo perigo com-
prehendiam e cujo desfecho assustava-as.
S a pessoa em questo ticou sentada.
O bario eslava prompto.
De o sigml, minha senhora, disse elle.
Ella bateu palma tres vezes, o bario enterrou as
esporas oo ventre do cavallo e partiu como o
vento.
Entretanto estar paludo, porque era muito
bom cavalleiro para oo com prebendar quo arris-
cara a sua vida. Chagando ao muro, ergueu o
davala, animal admiravel e tlexivel como o ago,
e dorante meio segundo pde-se acreditar que
pulariam juntos o obstculo proposto ; mas apo-
zar do vigor do impulso, o cavallo bateu com os
joelhos, cabiu com as pernas e peito aosanguon-
tados, e veio rolar estrada. O cavalleiro, com
uma agilidade inconcebivel, tinha deixado os es-
tribos esaltado por Cima do muro.
As senhoras se tinham chegado, a curiosidade
vencer o receio. Gritarara bravo, mas nada res-
ponden. Bnto ellas se olharam com emogio e
foram abrir a porta para ver o que ae tinha pas-
sado. O bario eslava estendido no chao, desmaia-
do e com um brago quebrado. Transportaram-o
o seu hotel. Quando tornoo i si, acbou-a 6 sua
itopto tambem por aua parte oio ae conservara
expactador desentendido de todos eatea aconla-
cimeotos ; assim, modificara singularmente sua
linha de conducta ; oo sahia mais do campo : aua
carabioa enferrujava-se pendurada, e suas redes
eslavam to seccas, que pareca que nunca foram
moldadas oa agua da correte ; oem mais csca,
oem mais pesCa ; as raposas e os esquilos aoda-
vara a sola ; as trutase os lucios podiam impu-
nemente regalar-se nos ribeiros, que correm so-
bre os flancos do Kilpis: nao .tinham mais a
lemer as redes de seu terrlvel inimigo.
Neplo vlvia muito ao p de seu av, nao para
cerca-lo de attenges e respeitos, o que nao esla-
va em seus hbitos ; mas conversara muito tem-
po e muitas vezes com elle. Sem duvida o as-
sumpto da conversa os interessava muito a nm e
ao oulro, por que os lapes, que iam e vinham
em torno delles na tenda, nao deixavam de no-
tar que quaodo se spproximaram, elles muda-
vara de converaa e abaixavam a voz. Era fcil
de ver pelos seus ares mysteriosos e seus passos
discretos que ambos se oceupavam de algum pro-
jecto importante.
Os suecos e Norra eram objecto da mais activa
e alenla vigilancia ; a doozella nao dava mais
um passo que elle nao soubesse ; contava os mi-
nutos que ella passava na tenda dos estrangeiros,
e com uma fineza de diplmala achara sempre
algum pretexto mais ou menos engenhoso para
por a sua pista uma relha lapooa, a quem pode-
ra conseguir dobrar aoa seus interejses por meio
de um vestido de vadmel e uma libra de mu
tabaco.
Oito das anles esta vigilancia tera singular-
mente irritado nossa pequea herona, e como
em sua qualidade de mulher era cera vezes mais
astuta que seu primo, que era apenas um homom
ella tera fcilmente desmantelado as suas ma-
chinagoes ; mas de que servia isso agora ? Nao
sabia por ventura que nao era amada ? Que lhe
importara que houvesse um tercetro eotre si e
lleonck ?
Quanto a este, elle oo notara desde logo que
se tinba urdido ao redor de si como que uma rede
de espioaagem : cujas malhas iam-seapertando
de da em dia : quando a cousa tornou-se assz
evidente para poder-lhe escapar, Heorick achou
a precaugo pelo menos intil.
Enlretanto o joven offlcial sentia-se profunda-
mente tocado da dor to nobremente reaignada,
que poda ler a todo os instantes nos olhos sem
lagrimas, porm profundamente melancholicos de
sua victima ; senta por ella uma especie decom-
paixao infinitamente terna ; amava-a como um
joven pae amara uma filha adoravel, que nao
quizesse casar-se afim de poder ficar sempre a
seu lado.
Estes sentimentcs assz mal definidos, e cujo
verdadeiro carcter escapa, cobertos como sao da
alguma sorle do meias-tinlas, sao para o amor o
que o claro do meio dia para o argnteo bri-
lho de uma aurora fresca e matinal; sem duvida
ella nao tem os esplendores e o irradiar do sol em
pino ; porm lalvez tenha mais encantos.
Os Irabalhos, para que Henrick fra mandado
em commissao essa parte da Laponia eslavam
quasi terminados : elle tinha completamente es-
bocado o deslricto, que o tinham encarregado de
estudar, medido o declivo dos rios e lomado a
altura das monlanhas. Padia agora partir de
um dia para outro.
J os primeiros fros, que comegavam a cahir
de um cu de outomno, pareciam convida-lo a
ganhar um clima mais suave e um paiz menos
atrasado em todas as commodidades de confor-
tavel.
Quando chaga o invern a Laponia s hab-
tavel para os lapes ; preciso ter nasciJo ahi
para ahi nao morrer. Mais de umi vez j Hen-
rick tinha fallado em sua partida, e se ainda nao
tlnha fizado o dia della, porque esperava a
chegada de nm missionario, agora em visitas as
visinhangas, e qae poda inopinadamente apre-
sentar-se no acampamento.
O boato da chegada do santo personagem at-
Irahia j era roda das teodas de Perkel uma gran-
dissima quanlidade de lapes. Via-se-os por
toda a parte ; dir-se-hia que robeulavam da
Ierra.
Quando nossos dous amigos passeiavam tarde
no campo, viam-se obrigados a olhar para o chao
para nao pisar alguos. porque elles envolviam-se
em seus capoles e dormiam pacifictmenle sobre
a Ierra na.
O artista e o offlcial senliam um certo prazer
em estudar esses pequeos seres, que passavam
a mor parte dos dias sentados ao sol, ou reuni-
dos debaixo de telheiros de panno ou de pioho, e
com o cachimbo na bocea, um copo em uma das
mos e uma garrafa na outra, bebendo a peque-
nos tragos um horrivel licor deslillado da cevaia
ou da batata, em quanto o mais lellrado do ban-
do contava legendas e contos phautaslicos do
Ulympo do Norte ; ou contavam juntos com uma
voz fanhosa, spera e ruim estranhas cantilenas
em uma cadencia leuta e triste. Quando a can-
tiga acabava, quando a garrafa eslava vasia, to-
dos dormiam esquecldos do passado e descuida-
dos do futuro.
. E'assim que elles se preparavam para desem-
penharem seus deveres religiosos, e ourirem a
boa nova do Evangelho, que o missionario ia bre-
vemente annunciar-lhes.
O clero lapo oo organisado como o nosso.
Os lapes nao teem sacerdotes de residencia fixa
e permanente ; seus curas sao viajores como
elles, e o culto nao menos nmada que a
oago.
Entretanto, nao eslo absolutamente privados
ilos soccorros da roligio ; podem nascer e com
um pouco de boa roolade podem pouco mais ou
menos como os morrer como christos.
Os lapes ordinariamente mostram-se cheios
de affeic&o e respeilosa deferencia para cora esses
ministros, que veem raramente e que nada mais
fazem do que passar entre ellos
O que elles esperavam ento pareca ter direi-
tos particulares seu respeto e amor. Era co-
nhecido em todo o norte, e pode-se dizer que
exercia por toda a parte a mais legitima e feliz
influencia.
Chamava-se elle Olavo Johaasoo : por onde
quer que elle ia, ora precidido por uma fama im-
mensa de eciencia e de caridade. Era um sueco,
que pertencia ama boa familia da burguezia,
alumno distincto da uoiversidade de Upsal, lo
digno como qualquer outro de obter um beneficio,
euao menos capaz de desempenhar suas fuoc-
coes; mas era daquelles, que teem o direito de
dizer Deus : '
c Senhor, o zelo de tua misso me devora I
cabeceira, o tratou-o como se tinha obrigado, at
perfeita cura, que durou tres semanas.
Mas nada prora que ella tenha sido amante
do baro.
Nada o prova, mas oo bom duvida-lo. De-
pois quaodo correu esse boato, elle nao a desmentiu
de modo nenhum, coolentanJo-se com responder
que quem perde uma aposta, deve paga-la.
Em Vienna, quaodo havia baile na corte, ella
embrulhava-se em um manto de palles eia p,
pelo brago da algum offlcial, no meio das guar-
das, d'onde zombava em voz alta das mutheres
que se apea vara dos carros, mas s daquellas de
quem tioha motivos de queixa ; e emquanto estas
cheganio ao salo, contavam que acabavam de
v-la, oo pateo, entregando-se as suas inconve-
niencias costumadas, ella apparecia como um
desmentido vivo, ponteada, vestida, transfoamada
em um quarto de hora, bella, altiva, rodeada de
cavalleiros... Emfim, por toda a parte por onde,
e pela posigodo marido, viajou muito na Ita-
lia, oa Austria, na Inglaterra, deixou uma histo-
ria a coatar seu respeito. Ei-la agora em Paris
e j os seus novos amores do muito que filiar.
E' decididamente uma louca. Est aqui noje com
uma cunhada : passaodo ao p de mim, chamou-
me pelo meu oome, em voz alta, em risco.de ser
reconhecida, e alirou-meo seu ramalhete quo eu
le offerego, meu lindo mascara.
Obrigado, nao quero oa restos dessa seoho -
ra, apezar de toda a sua fldilguia. E agora pre-
ciso fallar aqui com esta seohor : d'aqui pouco
te tornare! a encontrar.
E o mascara puxou-me, oo procurando mais
disfargar a voz : recooheci madama de Wine.
* Ouviu ? disse-me ella.
Ouvi.
Sibe de quem faltava aquelle homem ?
Nio.
Da nova amanto da Jacquaa. E ahi tem
por quem Jacquaa me abaodonou l Acredita que
o futuro me vingar?
E quem aquelle jugeito ?
E' um Russo ; diz-se amigo da duqueza, e
falla della nos termos que acaba de ouvir ; diz-se
amigo de Jacques.e escreveu a carta anooyma que
honlem recebi, porque sou capaz de jurar que foi
elle quem a escreveu : emfim dizia-se meu amigo
e foi elle quem apresentou Jacques i essa mulher.
Fiogia atla ha pouco Dio saber i quera fallava,
Escolhera a misso lapona justamente porque
era a parte menos bella e menos lnvejada da he-
ranga. Obtivera-a sem difficuldade e empregava
nella um zelo apostlico ; pozera-se a estudar
com a mais humilde coragam o idioma daquelles,
quem vioha evaogelisar, e este novo aignal da
sffeigo por aeu rebanho, asaa raro entre.os seus
co-irmios, augmentara aioda mais, se possivel,
sua popularidade.
Desi'arle, quando o meosageiro que lhe servia
ao mesmo lempo de custodio, de acolyto, de
guia, e era caso de necessidade de interprete, veiu
aonunciar tribu que o reverendo Olavo chega-
ria no domingo seguiote, houve em lodo esse
mundozinho uma verdadeira alegra. Ke3oJve-
ram-se ir ao seu encontr desde a vespera al a
passagem do rio, tres leguas de distancia, para
lhe fazerem honra.
Partiram pois solemnemente do campo. Hen-
rick e Elphege oo quizaram reuolr-se tropa
dos lapes; cooteotaram-se de aegui-la da
tonga.
O encontr teve lugar oo sabbado tarde, oas
margeos de uma peiuena correte, cuja passa-
gem nao deixava de apresentar difflculdades. O
missionario foi visto de muito longe sobre o de-
clive de uma collina, que elle descia rpidamen-
te ; acompanhavam-o dous lapes, pertencentes
tribu, na qual acabava de desempenhar as func-
ges de seu ministerio ; e tinha montado em um
desses cavallinbos noruegos, de pernas e crinas
negras, de pello azulado, andar macio, que pode-
ria lutar em mansido com o burro, que levou o
filho de David em sua entrada triumphaote em
Jerusalem.
Os lapes, vendo-o approximar-se, deram hur-
rahs estrondosos, acompaohados de uma descar-
ga aiss irregular de mosquetaria. Esta demons-
trado repetiu-se alm disso com certos interval-
os, at que o bom padre chegou margem do
rio.
Neste momento os hurrahs redobravam e a fu-
sillada comegou melhor, seguida e mais brilhan-
te que nunca.
Mas, quando o revsenlo Johanson, depois de
despedir-se dos dous homens, que o acompaoha-
vam, impelliu para dentro d'sgua seu pequeo
cavallo, reinou um grande silencio. Uma verda-
deira aoxiedade pintou-se nos rostos das mulhe-
res e dos velhos : sabiam que a passagam era
diicil a tremiam pelo sacerdote.
Entretanto a mor parte dos lapes, a?ss mali-
ciosos por natureza, faziam uma especie de alga-
zarra turbulenta, mais digna de um bando de es-
ldanles, do que de uma reunio de homens si-
zudos.
Todos emfim esperavam, dando mostras oo
equivocas de interesse, o resultado da empreza,
quesabiam ser bastante perigosa. J o missio-
nario linha avangado um quarto da distancia, e
os mancebos da tropa acotovellavam-se dando
risadas zombeteiras, tadas as vezes que o peque-
o cavallo, perturbado pelo borbulhard'agua, que
lhe suba ao peito, dava um passo em falso pi-
sando sobre pedras rolgas.
Quando chegou ao meio do rio pouco mais ou
menos, em um lugar, onde cessava o leilo de pe-
dras e comegava uma areia movediga, mil gritos
confusos ergueram-se da praia.
Por aqui Idiziam uns.
Por all Idiziam outros.
A' direita I
Nao. esquerda I
Ides por um bom camioho I
Nunca, ides vos afogar I
E' a toca dos lucios I
Est perdido 1
-- Est salvo 1
O pobre pastor nao sabendo quem ouvisse,
perdeu a cabega; agarrou-se oo algo, como fa-
zem Idos os cavalleiros pouco expedentes, que
se achara embarazados, e em vez de abaodooar o
animal seu inslincto quasi infallivel, que tera
saldado ambos, vexou-o a irritou-o com falsas
manobras, r-le, aioda que de humor pacifico,
julgou proposito separar-sede seu senhor antes
do que perde3r-se com elle, e arremegou-o no
veieio da correte, um tanto bruscamente sem du-
vi Ja, para continuar aeu camioho.
O digno Olavo ainda oo tinha tocado com os
ps n agua e j viole e cinco ou trinta lapes ti-
ntura-s jogado corajosameote na corrente para
salvar o santo homem.
Nao temaes nada, bom padre 1bradaram-
Ihe todos ao mesmo tempo ; nao ha perigo; o
rio nao fundo : nos chegamos j. eis-nos I
Bem viam que seu pastor eslava um pouco mo-
lhado ; mas cem vezes arriscaran) suas vidas
para salvarem a delle. Olavo foi em breve aper-
lado em seusbragos; carregaram-o sobre seus
hombros solidos a ecachapados, a passanlo de
alguma sorte de mo em mo levaram-o em um
abrir e fechar de olhos margem desejada.
Eoto as mulheres pozeram-aede joelhos dian-
te dalle, tocarum saus vestidos e beijaram-lho as
mos com mil testemunhos de afleigo rema e
piedoso respeito. Offereceram-lhe vestidos ea-
chutos para substituir os seus ; porm elle re-
cusou-ospara oo ter demudar de roupa diante
das muihare8,bem que as laponas, como ver-
daderas filhas da natureza, nao dessem muita
imporlaocia essa pequeoa iofracgo das regras
do decoro.
Olavo Jobaoseo pedio someote s suas charas
ovelbas para apressaro passo afim de nao ende-
fluxar por causa desse intempestivo banho de p,
a ficar rouco para o sermo do dia seguiole.
A aeco seguio logo de perlo a palavra : o sau-
lo padre parti pressa, a como nossos amigos
lapes, cujas pernas eram mais curts3 que as suas,
fussem obrigados a dar ao menos dous passoas por
um para segui-lo, assemelharam-sa ama tropa
de anos galopando no encalgo de um gigante.
Esbocemos rpidamente o retrato de Olavo Jo-
a nseo, emquanto elle galga assim a Ierra la-
pona.
[Continuar-te-ha.)
mas sabia-o perfaitamente. E' Russo, em summa.
Jacques est aqui, j o vi ; demais, estando a
duqueza, elle deve estar. Lastimo-o, porque ha.
para elle uma dr nessa amor. Disse elle que s
o habito o prenda mim ; acredite queso a vai-
dade o prende essa mulher. Um dia ha de ter
saudades do habito. Diga-lh'o. Adeus.
Madama de Wine apertou-ma a mo, deixou-
me, lomou o brago de um mancebo que a espe-
rava junio i porta, -lo de maneira que eu o
visae bem, desceu a escadara a desappareceu com
o seu novo compaoheiro. Creio que ella esti-
mara bem ter no rosto ama mascara, porque,
quaodo me fallava, apezar do sea arde indiff-
renga e mesmo de piedade para com Jacques.
eu lia atravez dessa mascara uma agitago egual
da vespera.
RefleCtindo assim, eu olhava para um mascara
que, vestido de um gibao de setim azul em [ar-
rapos, da uma facha de tecido cor de chocolate,
de uma pequea capa Henrique III, cobrindo
apenas um hombro com um pedago de elludo cor
de laranja, tendo na cabega uma cabelleira
Luiz XIV com uma cora de rosas, o rosto piola-
do de amarello e preto, impossivel da se conhe-
cer, emfim, agitara os graodes bragas ns, e fal-
lava multido com muito espirito e com profu-
so de uma flexibilidade a graga perteitas. Esse
homem divertia-se realmente. Feliz hornea I
Seoli que alguem me tocava ao bravo, voltei-m*.
era Jacquaa.
Conheeea aquelle talago? diase-ma elle.
Nio.
Nomeou-rae um doa nossos amigosque devia
casar-se d'ahi i tres semanas, que se casara por
amor, porque leva para esse casaaaeulo una
moga que nada linha, cincoenta an.il francos de
rendimeoto com o appeoso de uma cora de
baro. "
E ao entanto eis o que fazia 1 Ha uma cousa
que ninguem nunca ha da explicar : o ho-
mem.
Agora, disse-me Jacques : tamos que can
venar, vem comigo.
(Coitftiwar-e-na.1
?EJI^ TTP. DI M. F. DI f AU\.-lNl,


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