Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09387


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Full Text
lili IIITII IDMUO 210
Por tres mezes adan lados 5)000
Par tres mezes vencidos 6(000
OMITA FEIRi 12 IE SETE1BR0
Par anno adiantado 19J000
Parte fraica para a subscriptor.
H CARRBQAD08 Ul SOBSCBIPCAO DO NORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
7, o Sr. A, do Lemoa Braga; Cear o Sr. J. Jos
do Oliroira; Jlaranhao, o Sr. Manoel Jos Mar-
lias Ribeiro Guimaraes; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo daCosta.
PARTIDAS DOS CUKKKiUa.
Olinda todos 01 dias aa 9 1/2 horas do da.
Iguaraas, Goianna o Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anlo, Bezerro, Bonito, Caraar.Altinho o
Garanhuns as lercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazar'ath, Limoeiro,Brejo, Ps-
queira.Ingzeira, Flores, Villa-Bella,Boa- Vista,
Ouricury e Fx as quartas (airas.
Cabo, Serinhiem,RioFormoso.Una.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras o Natal quintas feiras.
Todosoacorreiosparten) a lOhoraada manha
EPHEMERIDES DO MIZ DI SETEMBR.
4 Laa ora as 7 horaa o 52 niatos da man.
11 Quarto rscente salO horas e 56minatoada
manbia.
18 La hoia as 11 horas e 42 minutos da tarde.
27 Qaarto minguanto aa 4 horas e 5 minutos da
manhia;
PREAMAR DEHOJE.
Primeiro as 10 horas e 54 minutos da manha.
Segando as 11 horas e 18 minutos da tarda.
HAS DA SEMA*A*
9 Segunda. S. Sergio p. ; S. Seraphina tut.
10 Te^a. S. Nicolao Tolentino ; S. Jader b. m.
11 Quarta. S. Theodora penitente; S. Proto m.
12 Quinta. S. Auti y. m. ; S. Jureneio b.
13 Sexta. S. Felippe m.; S. Ligorio; S. Cyprisno.
14 Sabbado. Exaltado da Santa Cruz.
15 Domingo. O Santissimo Nome de Mara.
S.UU1B.MU1A& .DOS IRlBUNAKa DA CAPITAL.
Tribunal do commereio; aegandas o quintas.
Relaco: tergas, quintas o sabbados as 10 horas.
Pazende: tercas, quintase sabbados as 10 horss.
Juizo do eommercio: quartas ao mel dia:
Dito do orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primoira rara do irel: tercas o (extaso meio
dia.
Segunda rara do tiral: quartas sabbados a 1
dora da tarde:
PARTE OFFICIAL
ENGARREGADOS DA SUBSCRIPgAO DO SzV
Alagoas, o Sr. Claadino Faleao Dias; Baha
Sr. Josa Martina AItos ; Rio da Janeiro, o ti
loao Poreira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O preprietario do durio Manoel Figaeiroa i*e
Paria,na sas lirraria praga da Independencia o
6 e 8.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 9 de setetnbro
de 1861.
Officio ao coosul de Franca.Passo s roaos do
Sr. viscoode de Lemont, coosul d Franca nesta
provincia, copia do avisada SO di agosto ultimo
em que o Exm. Sr. ministro e secretario de es-
tado dos negocios estrangeiros nao s demoD9tra
com referencia ao oBcio do mesmo S<: cnsul,
datado de 20 de marco ultimo, ser duvidoso a
quena compete a noraeaco de tutores para or-
phaos fllhos de sublltos francozes casados com
brasileiras, mas tambero declara que vai ser ou-
rida a semelhante respeito a aeccao do cooselho
de estado.
Aproreilo esta occasio para assererar ao mes-
mo Sr. viscoode de Lemont os meus protestos de
estima e considerado. Remetteu-se igual co-
pia ao juiz do orphos do Recite.
Dito ao Exm. presidente do Rio Grande do Nor-
te.Solicito de V. Exc. a expedido das eonve-
oieotes ordens para que seja enviada para aqui,
como requititou o coronel commandante das ar-
mas em officio de 6 do correle, um documento
do qual conste em que dia foi apprehendido nessa
provincia o soldado desertor do 9o batalho de
infaalaria-Manoel Domingues Professor.
Dito ao coronel cocnmaodinte das armas.
Queira V. S. expedir ordera para que a tropa de
Ia liona d diariamente um inferior e seis sol-
dados para a guarda da caixa filial do banco do
Brasil, providenciando logo para que tres dessas
pragas e oulras tantas da guarda da alfsndega
rondem noite no bairro do Recife. como for in-
dicado por parte do Dr. chefe de polica ; licar.Jo
V. S. certo de que o director do arsenal de guer-
ra tem ordem para foroecer os utensilios que fo-
rem necessarios aquella guarda.Expedio-se a
ordem de que se trata.
Dito ao presidente do tribunal da relagio.
Sirva-se V. S. de informar se foram ah apresen-
tados os procesaos dos reos mencionados na re-
lagio junta ministrada pelo juiz de direito da co-
marca do Brejo em officio de 24 de agosto prxi-
mo ndo, e que peudera de julgamento desse
tribunal.
Dito ao Dr. chefe de polica.Transmuto por
copia V. S., para seu conhecimento, o officio e
nota que em 24 de agosto prximo Ando dirigi-
me o juiz de direito do Brejo com referencia aos
presos daquella comarca existentes na casa de
detengao, e afim de que ministre as informacdes
solicitadas por aquellejuiz acerca do preso Esta-
nislao Leite Torres.Officiou se no mesmo sen-
tido ao juiz municipal da Ia vara.
Dilo ao commandante superior do Recife.
Tendo merecido particular attengao desta presi-
dencia o garbo, asseio e desciplina com que os
differentes corposda guarda nacional do munici-
pio do Recife, sob o commando superior de V.
S., seapreseolaram na parada de 7 do correte,
por occasio do anntversario da independencia
do imperio, sirva-se V. S. de assim o fazer cons-
tar aos commandanles, officiaes e mais pragas
dessa corporago, tributando-Ibes ao mesmo tem-
po os louvores de que se tornaram dignos por
mais esta demonstragao da solicitude e esmero,
com que sabem cumprir 03 seus dereres, fir-
mando cada vez mais o cooceito de que justa-
mente gosam.Offlciou-se ao commandante das
armas em relago a tropa de i" linha.
Dito ao commandante superior de Santo An-
ta o.Tendo o aviso circular expedido pelo mi-
nisterio da justiga em 19 de agosto prximo Ando
restringido as despezascom a guarda nacional, s
de mero expediente para o alistamento dos res-
pectivos guardas, nao pode por ora ser salisfeita
a requisigo cootida no officio de V. S. n. 46, de
6 de agosto ultimo, de urna baodeira para o ba-
talho o. 23 dessa comarca.
Dito ao commandante superior do Rio Formo-
so.Devolvo V. S. a folhs em duplcala dos
vencimentos do alferes commandante do desta-
camento de Bureiros, relativo ao mezdejuuho
ultimo, que acompanha o seu officio de 25 de
julbo, aQm de salisfazer-se a exigencia cootida
no officio do inspector da thcsouraria de fazenda
junto por eopia.
Dito ao inspector da thesourara provincial-
Mande y. S. inlregar ao thesoureiro pagador da
reparligio das obras publicas, conforme requisi-
to u o respectivo director em officio de BJdo cor-
rele sob n. 222, a quantia de 3:050$ constante
do incluso pedido para cooouaco das obras por
administrago a cargo daquella reparligio no
corrente mez.Communicou-se ao respectivo di-
rector.
Dito ao mesmo.Tendo o ministro brasileiro
em Londres, a requisigo da legagio imperial em
Paris, satisfeito a despeza que se fez com a vinda
de urna irma de caridade contratada para servir
nesta provincia, na importancia de f 64 equi-
valentes a 1,600 francos, para cojo pagamento
nao tioha ouiros fundos seno um saldo de
& 13,1,6 havendo por conseguinte adiantado a
somma de 6 50,18,6 que lbe deve ser indemoi-
sada pelos cofres provinciaes, recomraendo V.
S. que procure negociar com urna das casas com-
merciaea desta praga, que mais confianga inspi-
rar, e pela maior cotagio possivel, em saque so-
bre Londres, na importancia das $t 30,, 18,,6,
devendo essa negociagio ser effeituada em lem-
po de se poder remetter os competentes ttulos
pelo paquete ioglez que passar para a Europa.
Dilo ao inspector da thesourara de fazenda.
Remello inclusas aa contas do gaz consumando
nos qu arlis dos corpos da guarnigo desta pro-
vincia e no hospital militar, afim de que V. S.
mande examina-las e pagar a respectiva impor-
tancia no caso de estarem nos termos legaes es-
ses documentos.
Handou-se tambem pagar a quantia de 3739500
rs., importancia do gaz coosummido nos quarteis
dos batalbea nono e dcimo de iofantaria e
quarto de arlilharia a p, e hospital militar, no
mez dejulho ultimo.
Dito ao mesmo.Convm que V. S. remeta-
me todos os-papis conceraeotes aos pagamentos
que essa reparligio tem feito com a despeza do
gaz coosummido no palacio da presidencia no
mez de julho ultimo, declarando-me ao mesmo
lempo o prego de cada p cubico de gaz.
Dito ao meamo.Respondo ao seu officio nu-
mero 771 de 26 de agosto ultimo, declarando-lhe
que, segundo informa a secretaria do goveroo,
foram transmittidos ao ministerio da marinha,
em 7 de marco deste aono. dous officio dessa
tbesoursria, sob nmeros 7 e 8. que vieram so-
nexos ao de V. S., numero 159, de 28 de feverei-
ro antecedente, esuppoe-se ser um delles o que
acompanhou o processo de divida passiva reco-
nhecida ao almoxarife aposentado Manoel Fran-
cisco de Moura.
Dito ao mesmo.Reverlo V. S. os papis que
companharam a sua inormagc>de 27 de agosto
ultimo, sob numero 785, relativos ao pagamento
que pede o delegado do termo do Limoeiro, l-
ente Jos Antonio, Pestaa, de gratiicago que
Ihe compete por haver capturado os desertores
do exercito Clemente Jos, Joaquim Antonio
Dourado, Heorique Nunes do Amaral, Francisco
David Borges, Marcolino Jos de Andrsde, Victo-
rino Jos Rodrigues, Luiz Jos de Santa Anna,
Manoel Gomes do Nascimeoto e Antonio Nicacio
de Souza, que com outros vo contemplados na
inclusa relami, afim de que, quando hourer cr-
dito, mande pagar a quantia de 48(000 que per-
tence ao exercicio de 1860 a 1861, devendo a de
a4W0O correspondente ao exercicio de 1859 a
1860 j encerrado ser processado nos termos da
circular de 6 de agosto de 1847, conforme indica
a citada informagao, visto achar-se rectificado o
engao que se notou nos nomes dos recrotas
mencionados em quarto e sexto lugares, como se
v das ioformages que vio eobrindo os meamos
papis.
Dito ao conselho de compras navaes. Pode o
conselho de compras osvaes effeetuar nos termos
do seu regulamento, a compra das ancoras pe-
queas offerecidas por Augusto Muniz Machado,
visto que sao necessaras ao almoxarifado do ar-
senal de marinha, como declarou o mesmo con-
selho em seu officio de 4 de julho ultimo.Com*
municou-sc a thesourara de fazenda.
Dito ao conselho administrativo.Autoriso ao
conselho administrativo a comprar para forneci-
mento do arsenal de guerra os objectos mencio-
nados no pedido incluso.Gommunicou-se a the-
sourara de fazenda.
Dito cmara municipal do Recife. Remet-
iendo por copia cmara municipal do Recife o
officio que nesta data me dirigi o eogenheiro
fiscal da estrada de ferro, relativamente ao local
escolhido para a nova estago da mesma estrada
na povoago dos Afogados, tenho a recommen-
dar-lhe que tomando em consideragio o que pon-
dera aquello engenheiro ministre com urgencia
a informagao que exigi esta presidencia em offi-
cio de 22 de agosto ultimo.
Dilo a mesma.Recomraendo cmara muni-
cipal do Recife que remetla-me com urgencia a
informagao exigida por esta presidencia em officio
de 14 de agosto ultimo, acerca do conlrato que
se tem de celebrar com os concessionarios do pri-
vilegio para os carros de praga, visto a conve-
niencia que ha em ser ultimado semelhante con-
trato.
Dito ao capito director da colonia de Pimen-
teira.Approvo a deliberago que Vmc. tomn
de engajar como colonos desse estabelecimeoto
as pragas meoconadas ni relagio que acompa-
nhou o seu officio, n. 95, de 20 de agosto ulti-
mo.Communicou-se ao coronel commandante
das armas e ao inspector da thesourara de fa-
zenda.
Dito ao commissar raccinador provincial.
Remeta Vmc. com urgencia ao juiz de direito da
comarca da Boa-Vista algumas laminas de pus
vaccinieo de boa qualidade.Communicou-se ao
citado juiz de dlreilo.
Dilo aos gerentes da companhia da illumna-
co a gaz.Em vista do que ioformaram o agen-
te fiscal da illuminago a gaz e o director das
obras publicas, nos officios constantes das copias
juntas, com referencia representarlo dessa ge-
rencia, convm que Vmcs. de conformidade com
o parecer do mesmo director, tratem de segurar
os canos de gaz que ficam por baixo da ponte
provisoria, de modo a evitar que sejam arruina-
dos pelas alvarengas do servigo do porto.
Dito ao director geral da instruego publica.
Remelto por copia Vmc. a informagao pres-
tada pela thesourara provincial acerca do pedido
de fazendas e outros objectos que fiz a directora
do collegio dos orphos e a que allude o seu offi-
cio de 22 de agosto ultimo, sob n. 256, afim de
que exiga da mesma directora o seu parecer so-
bre o que pedir a referida thesourara.
Portara. O presidente da provincia, para
cumprimento do disposto no aviso da repartigao
da agricultura, commereio e obras publicas, data-
do de 10 de agosto ultimo, e em vista do que
representou o engenheiro fiscal da estrada de
ferro, nomeia urna commisso composta do re-
ferido engenheiro fiscal, do eogenheiro director
das obras publicas, W. Martineau, e do escrip-
turario da thesourara de fazenda Francisco de
Salles Baviera para procederes) a um exame mi-
nucioso sobre a applicago que tem tido o capital
garantido pelo goveroo imperial at o presente
para execugo da parte contratada da estrada a fim
de poder o mesmo governo resolver sobre a re-
presentago, que lhe dirigi o director da com-
panhia da referida estrada de ferro.
Dita.O presidente da provincia, attenlendo
ao que reqaereu e provou o promotor publico da
comarca do Limoeiro, bacharel Cesar Octaviaoo
de Olivelra, resolve conceder-lhe dous mezes de
liceoga com vencimentos para tratar de sua sade
nesta capital.Concedeu-se tambem licenga por
igual praso, e para curar de sua sade fora do
hospital militar, ao 1* cadete do 10 batalho de
iofantaria Manoel Accioli Santiago Ramos.
Despachos do dia 9 de setembro de
1861.
lequerimentns.
Francisco Ignacio dos Santos.Informe o Sr.
Dr. chefe de polica.
Fielden Brotheers.Informe o Sr. inspector
da thesourara de fazenda.
Ignacio Tbomaz de Freitas.Prore que se
acha habilitado.
Joaquim Elviro Alves da Silva.Informe o Sr.
commandante superior do municipio do Recife.
Manoel Antonio Saboricto.Informe o Sr. ins-
pector do arsenal de marinha.
Francisco Pedro da Purificagio Paz e Paiva, e
Outro.Ioforme o Sr. director geral da instrue-
go publica.
INTERIOR.
RIO
COMMANDO DAS ARMAS.
Qoartel do commando das armas
de Pernainbuco, na eidade do
Recife, em O de setembro de
1861.
ORDEM DO DA N. 137.
O coronel commandante das armas publica
para conhecimento da guarnigo o officio da pre-
sidencia abaixo transcripto, e congratula-se com
os Srs. commandanles e mais senhores officiaes,
pele manera satisfactoria com que o Exm. Sr.
presidente se dignou louvar os differentes corpos
que fizeram parte da grande parada do sempre
glorioso dia 7 de aetembro auoiversario da nos-
sa independencia.
O mesmo commandante das armas penhorado
pelo aceio, firmeza e regularidade com que os
ditos corpos, tanto de primeira linha como da
guarda nacional desempenharam as evolugdes
militares qoe liveram lugar naquella parada, nao
pode deixar de dirigir aos Srs. commandanles
dos corpos e companhias avulsas, e aos Srs. offi-
ciaes e maia pragas seus encomios.
I1 eegao.Palacio do goveroo de Pernam-
buco em 9 de setembro de 1861.Illm. Sr.
Tendo merecido particular attengao desta presi-
dencia o garbo, aceio e disciplina com que os
differentes corpos do elercilo e companhias fixas
de cavallarias e artfices, em guarnigo neala
provincia, sob o commando de Y. S., se apre-
sentaram na parada de 7 do corrente, aniver-
sario da independencia do imperio, sirva-se V.
S. de assim o fazer constar aos commandanles,
officiaes e mais pragas dos referidos corpos e
companhias, tributando-lhes ao mesmo lempo
os louvores de que se tornaram dignos, por mais
esta demonstrago da solicitude e esmero com
que sabem cumprir os seus deverea, firmando
cada vez o conceito de que justamente gozam.
Dos tfuarde V. S.Nunes Goncolcei.Sr.
coronel commandante da arma.
Assignado. Jos Antonio da Fonseca Galvo.
Conforme. Antonio Enai Gustavo Galvo,
Alferes ajudaate de orden interino do com-
mando.
DE JANEIRO.
SENADO.
SESSAO EM 6 DE AGOSTO DE 1861.
Prttidencia do Sr. Vitconde de Abaet.
As 11 horas da manha, o Sr. presidente abre
a sessao, estando presentes 30 Srs. senadores.
Lidas as actas de 3 e 5 do corrente mez. sao
approvadas.
EXPEDIENTE.
O Sr. Secretario l:
Um officio do ministerio dos negocios da agri-
cultura, acerca das informsges solicitadas sobre
a commisso scientiflea encarregada de explorar
o interior do Brasil. A' quem fez a requisigo.
Um requerimento de Joo Jos Eneas Baodei-
ra, subdito portuguez, pedindo carta de natura-
lisago de cidado brasileiro. A' commisso de
constituigo.
Um officio do ministerio dos negocios do im-
perio, acompanhando o autographo da resolugo
da assembls geral, approvando a pensio de 500
rw diarios concedida aos guardas nacionaes da
provincia da Parahiba, Francelino Antonio Mar-
ques e Antonio Flix da ConceigSo, na qual reso-
lugo S. M. o Imperador consente.Fica o sena-
do inteirado, e manda-se communicar cmara
dos Srs. deputados.
Um dito do ministerio dos negocios da fazenda,
acerca das informagdes requeridas em officio do
senado de 23 do mez prximo fiodo, e que foram
exigidas da presidencia do Para.A' quem fez a
requesigo.
E' lido o requerimento do Sr. sonador bario de
Cotegipe, pedindo licenga para retirar-se para a
provincia da Baha.A' commisso de constitu- '
gao.
ORDEM DO DIA.
Entraram em 3a discusso as seguintes propo-
sicoes da cmara dos Srs. deputados : |
I." Approvando a penao mensal de 369 con-
cedida a D. Candida Fraga Nev. .
Dada por discutida depois de orar o Sr. Vas-
concellos, approvada igualmente a emenda do
Sr. Ferreira Penna, offerecida em 2a discusso,
para rollar cmara dos Srs. deputados.
2.a Approvando a pensio annual de 300$ con-
cedida ao capito reformado do exercito Joio
Fraocisco do Reg Brrelo.
3 a Elevando a 8001 o ordenado do porteiro da
academia das Bellas-rtes.Sao approvadas para
subir sanegio imperial.
Entrara em Ia discussio e passam para 2a, e
desta para 3a sera debate, as duas seguales pro-
posices da mesma cmara :
1.a Approvando a pensio annual de 720S con-
cedida i Phillis Broonn.
2.a Approvando a pensio aonualde 1:2009 con-
cedida a D. Escolstica do Seixas.
Segue-se a Ia discussio da proposlgio da mes-
ma cmara approvando a pensio de 264$ conce-
dida a D. Candida Rosa Pereira Nunes, appro-
vada, passa para 2a, sendo approvado o artigo Ia,
e, depois de orar o Sr. Ferreira Peona, rejeitado
o 2o ;|e posta i votos a proposigo passa para 3a
discussio.
Eotra finalmente em Ia discussio, passa para 2a
e desta para a 3a sem debate a proposigio da so-
bredita cmara approvando a pensio annual de
300 concedida a D. Josepha Cruz e Silva de An-
drade.
Entra em 3a discussio o projecto do senado
substituiodo o actual systema de pesos e medi-
das, pelo systema mtrico francez.
O Sr. Manoel Felzardo [ministro da agricultura
e commereio) julgou-se obrigado a tomara pala-
vra em coosequencia de um convite feito na 2a
discussio pelo nobro senador do Rio Grande do
Norte, quando na ausencia do orador oceupou-
se em contestar urna proposigio qoe elle havia
anteriormente avangado, a respoito do numero e
diversidade de medidas lineares usadas na estra-
da de ferro de D. Pedro II.
Maravilhou-se quando soube que semelhante
assergiofdra laxada de inexacta. Fcil demons-
tra-la, e passa a faz-lo.
Tratando da multiplicidade de medidas de ex-
teugio que em geral no paiz sio empregadas re-
feri o que a este respeito succede na propria es-
trada de ferro de D. Pedro II. E' claro que s
trouxe isto i discussio para servir de exemplo, e
com o fim de provar praticamente a uecessidade
e conveniencia de tomar medidas tendentes a per
termo, n'um prazo dado, a urna confusio preju-
dicial.
Foi pois com aquellas vistas que expoz como
em lio importable empreza se empregam oito es-
pecies de medidas lineares. E com tanta razio o
disse, que o mesmo nobre senador qoe contestou
esla proposigio encarregou-se de demonstrar a
sua veracidade com a exbibicio do papel ou nota
que leu ao senado, e nio dizia outra cousa.
O Sr. Viscoode de Itaborahy : Apoiado.
O Sr. Maooel Felzardo accrescenta que tendo
sido informado do que o nobre senador dissera a
este respeito, e apparecendo-lhe, a objecto de
servigo, o presidente da companhia da eslrada de
ferro, antes de ser publicado o discurso do nobre
senador, questionou-o sobre este assumpto, isto
, perguntou-lhe se naquelle estabelecimento
nio se usa do p portuguez para cubagio das ma-
deiras transportadas ; do p ioglez para medigio
das galeras ; da jarda cubica para avaliagio dos
sierros; da milha para calculo da extensio da
eslrada ; aeos estatutos da companhia nio seser-
vem de leguas de 18 ao grao, quanto zona do
privilegio ; se a taza iteneraria nao cobrada na
razao deleguis de 3,000 bragas ; emfim se s ve-
zes nio se emprega tambem nos trabalhos daquel-
la estrada o metro e o kilmetro. Ora, abstrain-
do j o kilmetro, aqu ealio oito medidas linea-
res ; e isto mesmo recpnheceu o presidente da
companhia da eslrada de ferro; tambem o que
coosla de informagao official do engenheiro fis-
cal ; anda o que confirma a nota de que o no-
bre senador se s?rvio na iotenco de provar o
contrario.
Nem isso importa urna accosagio i companhia,
porque os proprios regulamentos do governo re-
feren)-se a differeotes medidas lineares: o fado
, porm, que desta multiplicidade de medidas
resultara amitos inconvenientes, porque a rela-
gio das escalas, raras vezes coincide com as re-
lages numricas, o que p6de dar lugar a graves
erro
Precisa ainda tocar era outro ponto, que recla-
ma explicaedes. Havia o orador dito que a gran-
deza a que chamamoa palmo nio esta determina-
da ; escusado dizar que tratara de determioa-
gio legal. Ora, esta nio existe, porque s o po-
der legislativo geral pode legislar sobre padrio de
medidas, e nio lhe consta que exista nenhum ac-
to legislativo que marque a grandeza do palmo.
E' verdade que as alfaodegas se reputa o pal-
mo igual a 22 decmetros; mas por acto admi-
nistrativo, e lio so meo te afim de dar urna base
para os calculo do despacho de fazendas.
Contrariando-ae tambem essa assercio, decla-
rou-se que a grandeza do palmo era conhecida e
exacta aquella relagio eom -o metro, porque as-
sim o affirmava o grande malhematico portuguez
Pedro Nunes. Nao sabe o orador como possa isso
er. Foi em 1792 que Mchin e Decambre come-
garam operages para determinar a grandeza
do quarto do meridiano terrestre que passa por
Paria, e nao aa concluirm seno em 1798.
Ora, tendo Pedro Nunes morrido em mil qui-
nhento setenta a tantos, como poda elle ter j a
preciencia da grandeza do metro, que s foi adia-
da mais de duzentos annos depois da sua morte,
para determinar a justa relagio entre o metro e
o palmo? Hoave portento equivoco di parte de
quem ae servio desta autoridade.
Julga que_ bastara esta obaervages para mos-
trar que ealio em p as proposigdes do orador
que foram contestadas; por isso nada mais dir.
O Sr. Ferreira Penna, comega a discorrer em
sustentago do projecto ; mas constando-lhe ter
ehegado o Sr. ministro da marinha, pergunla ao
Sr. presidente se pode inlerromper o seu discurso
para contiouar amanha ?
O Sr. Presidente declara que nio deseja esta-
belecer o precedente, e que o nobre senador pode
continuar, porquaoto, na forma do regiment,
nao licito ioterromp-lo.
O Sr. Ferreira Peona prefere de perder urna
vez de fallar, e pedir de novo a palavra amanha,
a fazer esperar o Sr. ministro muito tempo, pois
que a materia nio permitle que abrevie o que
tem de dizer.
Fica a discussio adiada.
Sio sorteados para a depulagio que tem de o
receber os Srs. bario de Muritiba, Silva Ferraz
e Dias de Carvalho.
Procede-se votagio do art. 3o addilivo das
emendas proposta do poder exacutivo, que fixa
a forga naval, cuja discussio Qcra encerrada na
sessao anterior, e approvado.
Sendo inlroduzido o Sr. ministro da marinha,
contina a 2a discussio da proposta;
Entra em discussio o art. 4o addilivo.
O Sr. Visconde de Jequitinhonha observa que
0 artigo que se discute considera permanente a
a disposigio do 2o do art. Io da lei n. 694, na
parte que fixa o numero de companhias de que
deve compdr-se o corpo de imperlaes marinhei-
ros; e eotra em duvida se, de torosr-se perma-
nente esla disposigio, poder resultar inconve-
nientes ao servigo publico ; se nio se procedera
melhor se a medida adoptada permittisse a ele-
vagio do numero das companhias, ou das pragas
que deve ler cada urna dellas.
Est convencido que a nossa armada nio pode
contar seno com os recursos que lhe vera do
corpo de imperiaes marinheiros e das compa-
nhias de aprendizes. Poucos sao os voluntarios
que se a presen tara, alm de que aa circumslao-
cas financeiras impossibilitam o governo de dar
grande desenvolvimeoto a este meio de ter ma-
riohagem.
O engajamento de estrangeiros ainda mais
precario, sobretudo quando as nossas relagdes
internacooaes soffrerem perturbagio.
Restara como recursos de alguma importancia
os derivados daquelles dous corpos ; nio ser,
pois, inconveniente fixar permanentemente o
numero de companhias quando o numero de
pragas de urna dallas est determinado ? e mes-
mo que nio estivesse, nie esse numero iotei-
ramente, arbitrario ; impossivel que exceda de
certos limites.
A' vista disto, pensa que a fixagio permanente
do numero de companhias pode trazer embara-
gos, e nio hesita em manifestar estas apprehen-
ses, porque o seu interesse nestas materias
dar ao governo os poderes os maia ampios, des-
de que disto nao pode resultar ao paiz mal
algum.
Com effeito, que prejuizo nos pode vir de aug-
meutar-se o numero de companhias de aprendi-
zes e imperiaes marinheiros ? Nonhum, sempre
que forem observadas as disposigdes legaes que
regulam o alistamento respectivo.
A mortalidade desfalca constantemente estes
dous corpos.
J teve occasio de tocar nesta materia ; o que
deu lugar a que o nobre ministro commuoicasse
ao orador diversas providencias que tomou em
portaras de 7 e 12 de margo deste anno, que por
copia tem presentes.
A primeira recommenda em geral aos com-
maodantes das estages e forga navaes asubor-
dioagio, respeito s leis, escrupulosa fiscalisagio
dos gneros da fizeoda publica, disciplina, regu-
laridades em todos as fainas e exercicios, bom
tratamento das equipagens, dando-lhes sem a
menor quebra tudo o que a lei Ibes concede ;
bem como as correeges por elle tambern impos-
tas aos que fallara aos seus deveres, procedendo
sempre por isso as formalidades e indagages
usadas, sem o que nio produzem effeito os casti-
gos, e nem sempre sio justos, etc.
Na segunda se declara que na parte de mere-
cimento das futuras promoges serio de preferen-
cia considerados aquellas commandantes que,
tendo seus navios na mais perfeita ordem e disci-
plina, consegoirem reduzir menor escala pos-
sivel, se nao extinguir de urna vez as disergdes,
os castigos corporaea e a perpetracio de crimes,
com especialidade daquelles que sio infelizmen-
te mu frequentes a bordo ; bem assim conservar
as respectiva guarniges no melhor estado de
salubridade, etc.
Escusa dizar palavra para encarecer a impor-
tancia destts medidas.
A ultima relativa necessidade de conservar
as melhores condiges bygiencias os navios da
armada imperial, e os differentes quarteis da
repartigao, determinando que o cirurgiio-mor
do corpo de saude, auxiliado, se julgar conveni-
ente, por algn dos cirurgies do dito corpo de
sua escolha, indique os meios que devem ser
postos em pratica, afim de diminuir-ae quanto
for possivel o numero de molestias que mais ge-
ralmente se desenvolvis a bordo, fazendo alten-
gio aos alojameotos dos mesmos navios o quar-
teis, de cuja salubridade de mister tratar cui-
dadosamente.
A respeito Tiesta medida, pensa que o Sr. mi-
nistro o'o deve limitar-se a isto. Gampre esla-
belecer regras geraes pelas quaes se guiem todos
os cirurgies da armada, quanto ao modo de fa-
zerem a estatistica ou classificagio nosologica das
tnolestias que tralarero, por forma que nio se
limitem a declarar o numero de doentes, quintos
se restabeleceram e quantos morreram; mas
declarando as idades, estados, naturalidades,
profisses, procedencias, natureza das enfermi-
dades etc.
Limitar-se o nobre ministro ao aviso de 12 de
margo, sem duvida manifeatar seus grandes
desejos em prol do bem estar da forga moral:
mas os seus esforcos serio improductivos se os
officiaes de saude nio organisarem mappes que
deem a conhecer com exactido o estado sanita-
rio das embarcage.
Prevalece-se do ensejo para agradecer ao
Ilustrado Sr. Dr. Feital, medico do hospital de
marinha, por ter dirigido ao orador duas corres-
pondencias no Diario do Rio de Janeiro, de do-
mingo e de hontem a reapeito deste assumpto; e
a delicadeza com que lhe deu ioformages im-
portantes
Dessas ioformages resulta que tudo quanto o
orador disse na sessao de sabbado sobre este
objecto perfeitamente exacto.
Dellas se v quanto a estatistica dos hospitaes
pede dirigir o administrador' para melhorar a
disciplina e a sorte da armada, evitando o vicio
' que tantas vidas ceifa.
Diz o Sr. Dr. Feital: Os nossos marinheiros
nio teem convalescenga ; a bordo nio possivel,
1 no hospital d-se lugar a doentes. Ora, per-
' guota o orador, devem ser estas as condiges de
um hospital modelo? Nioguem o dir; mas,
! contina a correspondencia oestes termo: De-
t mais, os marinheiros sio poucos, nio chegam
para o servigo, e os con talecentea passam logo a
it ,raDa'no e alimentar-se com feijio, ba-
calho, agurdente, etc., e abia reincidenoia da
molestia e maior difficuldade a cura.
E o nobre ministro nio diz nada a este respei-
to, guarda silencio I Teve ou nio o orador toda
a razao em pedir a S. Exc. que dissesse tudo
quanto sabia sobre tal objecto, que pedisse tudo
quanto fosse preciso a bem de ponto to impor-
tante da administrado da armada ? Nada mais
absurdo do Que tratar de augmentar o pessoal
naval, sem cuidar da coDservago da saude e vida
dos j alistados.
Prosegue o Sr. Dr. Failal: E' tambera nola-
vel que os doentes nao se recolham ao hospital
em comego da molestia, ou porque nio sio en-
viados logo que se queixam, ou porque, perden-
do oa vencimentos ereceiaodo a dieta, procuram
oceultar seu estado; dest'arte cootinuam doen-
tes_ a bordo, onde nio deixim de receber sua
regio de agurdenle, comem abundantemente
alimentos salgados e grosseiro, e mais a mais
aggravam a molestia.
E quem tem a culpa disto? o doeote? nio;
mas o official de saude, que est a bordo, e que
nigligencia o desempenho de seus deveres, dei-
jando de mandar os doentes a tempo para o
hospital.
Resulta d'aqui que urna simples diarrha de-
genera s vezes no cholera asitico ; de um de-
fluxo resulta urna phlysica pulmonar; um pe-
queo derramamento no figado transforma-se em
urna hydropesia geral, etc.
Nao pense o nobre ministro que o quer amoti-
nar. S deseja despertar a attengao do goveroo
para objecto to serio ; e o faz porque esse o
sen de ver de representante da nago. O corpo
legislativo tambem responsavel por estas cou-
sas. Seno, perguotar o orador para que se dis-
cute esta proposta ? E' de certo para que se es-
claregam todos os pontos relativos a objecto de
to transcendente utilidade. Acha, portsnto, que
dever rigoroso devassar todos estes mysterios
da marinha, por bem patentes os males, para que
se lhes d cura.
Assim, desculpe o nobre ministro estas obser-
vares que tem feito, e continuar a fazer, por
eotender que cumpre urna obrigagio.
Quantas victimas nio se poupariam, conti-
nua o Sr. Dr Feital, se houvesse grande cuidado
na vaccinagio ? Nao se deveriam remetter re-
crutas sem previamente serem vaccinados, e ve-
rificada a boa vaccina. E porque nio se tem
feito isto? Nio ser culpa de quem est testa
da repartigao? Pode ser que o Sr. ministro al-
jegue que est a pouco na administrado ; mas a
isto responder o orador que a outros seria mis-
ter um anuo, para o que S. Exc. bastara urna se-
mana.
Continua a correspondencia: Muito influe
tambem sobre a saude dos marinheiros a pouca
escolha dos recrutas: homens excessivamente
magros, com mo physico, todos dispostos para
a phlysica, se nio j tuberculosos, sio aqui re-
crutados e mandados das provinciis para as guar-
niges 1
Quem o crra I E assim que se quer ler em
bom estado o corpo de aprendizes, e tornar nu-
meroso o de imperiaes marinheiros I
E' bom que estas verdades apparegara ; e o ora-
dor d-se os parabens por ter iocelado a discus-
sio no senado, de modo que deu um resultado s
duas correspondencias a que se est referindo ;
um debate de que a marinha ha de tirar benefi-
cios. Assim o espera, certo de que o nobre mi-
nistro perder essa modestia mal entendida de
qu se tem revestido, e tomar todas as provi-
dencias, que nio ignora, e que sao uecessarias
para elevar a nossa armada posigio em que de-
ve ser collocada.
Mas ainda nio fica nisto.
Sao verdadeirs impecilios a bordo, vio gra-
var o hospital, fazer maior despeza nagio, e
por ultimo encherooecrologio.... E per fim ao
que se reduz o alistamento : a entupir os hospi-
taes com phtysicos, cacheticos e a escrofulosos,
para encher o necrologio 1
E' notavel este periodo :
a Ha ainda urna outra cousa, alm da de recru-
lamento a esmo, a que se deve attribuir grande
parte da mortalidade ; a recepgio dos incura-
veis vindos das provincias e do sul.
Serve isto para attenuar o que o orador disse
sabbado cerea de mortalidade desproporcionada
do hospital de marinha da corte. Mas que a de-
fesa procedesse completamente era preciso que
existisse um mappa extremando os enfermos pro-
cedentes daquellas provincias.
Bastava imitar o que na Misericordia mandou
fazer o seu digno provedor, quando eocarregou
ao Sr. Dr. Brandao da estatistica do hospital ge-
ral, e da formago de um gabinete de auatomia
pathologlca. Este j excita admirago. O primeiro
ensaio da estatistica causou a maior impressio
quando appareceu.
Isto que se est fazendo no hospital da Miseri-
cordia porque nio ha de ser imitado quanto es-
tatistica, nos hospitaes de marinha? E' fcil e da
maior utilidade.
Diz ainda o Sr. Dr. Feital; Expostos alterna-
damente ao fro e ao calor, supportando as rapi-
daa variages di nossa athmosphera, dados aos
alcolicos e a todos os excessos de prateres : ba-
nhando-se quando em suor, e desprezando as
pequeas constipaces, os marioheiros sio mui-
to sujeitos s molestias pulmonares que, sobre-
rindo urnas s outras.oa marchando de urna ma-
nera lenta, dio lugar s desorganisages; e dahi
vem que a phlysica, que endmica no nosso
paiz, marca tambem ella s a maior mortalidade
dos marinheiros. Depois della vem as dysente-
rias e diarrjias que, j por terem sido conserra-
das a bordo rio-se exasperando com o alcool e
comidas grosseiras, chegam em extremo, j mes-
mo porque impossire' obter dos doentes a abs-
tinencia precisa, porque tornam-se de urna rebel-
da bem difficll a vencer.
Ora, porque teem elles tanta liberdade de usar
do alcool ? porque teem tanta faculdade de en-
tregarem-se a lodos os excessos de prazeres ? E'
porque a disciplina boa ? E' porque nao veem
trra cada vez que querem ?
Por certo que demasiado rigor reler os mari-
oheiros a bordo como Nelson fazia, segundo disse
o Sr. ministro ; mas tambem muito condemoa-
rel o excesso opposto.
Quando o orador disse que dos officiaes mari-
nheiros. mais do que nioguem, dependa a dis-
ciplina de bordo, pareceu ao nobre ministro que
isto era muito contestare!. Mas a verdade que
sem bons officiaes de proa nio ha diaciplina pos-
sivel, por melhores que aejam os officiaes de r.
Apezar, pois, das denegage do nobre minis-
tro, insiste ainda em dizer que a moralidade das
tripulages depende na maior parte, seno no to-
do, dos officiaes marinheiros. Quaodo rem um
bote i trra, quem que contem, reprime os ex-
cessos da marinhagem, seno o official marinhei-
ro que os rai dirigindo ?
Em nma patarra, esti conrencido que a nossa
marinha neceisita de reforma radical, principal-
mente pelo que respeila a disciplina de bordo.
As medidas que S. Exc. tomou, pelas portaras
citadas, merece elogio; mas nio sio suffiejentes.
E' de grande necessidade que se determine bam
as attribuigesIos officiaes marinheiros.
Sio tambem importantes as obaervages da se-
gunda correspondencia do Sr.- Dr. Feital:
Os nossos marinheiros sio tirado dos meno-
res, recrutados e engajado. Entre oa menores
apanhados na ras, rindos das prorincias, ou
mandados pela polica, teem sempre havido obs-
truidos, fracos e adoeotados. Na occasiio do re-
crulamento, as provinciaa mandara os seus inu-
teis ; a corte val os escondrijos, eapaoha todi a
casta de gente, que vem completar o numero das
guarnigOes.
Eis a origem da maior parte das molestias a
borJo, excepgo feita das proprias da profissio, o
inherentes aos bomens do mar. De meoioosca-
chelicos, homens fracos e adoantados, nio se po-
de fazer marinheiros ageis, bomens que resistam
as intemperies o fadigas do mar. Dahi a doenca
e a morle.
De que serve portauto, 'procurar marinheiros.
se elles veem buscar amorte? justamente o
que estamos fazendo com a colonisagao ; quere-
mos chamar para o paiz quanto estrangeiro ha,
masdescuidamo-nos dos melhoramentos hygie-
nicos. Vamos arrancar os horneo menos pro-
prios para os fias a que os destinamos, e nao nos
importamos com a sua saude.
Proiegue o Sr. Dr. Feital:
< Nos engajados tambem ha pouco escrpulo :
raro que urna severa iospecgo proceda o en-
gajamento. Se assim acontecer, nao se leria
engajado duas ou tres vezes estrangeiros que ou-
lras tantas foram julgados incapazes do ser-
vigo.
F,' pasmoso ? Mas indispensavel trazer es-
tas verdades tribuna, afim de chamar a atten-
gao do govero para objecto de tanta magnitude. O
orador est convencido que, desempenhando-es-
te dever. est dando forga moral ao nobre mi-
nistro para cortar com mo forte abusos to
graves.
Desculpe S. Exc. a importuoago; tenha algu-
ma conlemplagao cornos descocos de um velho ;
mas empregue todos os seus esforgos para por
estas cousas nos devidos eixos.
Ha desanimo na armada ; mas como nao ser
assim ? Todas estas cousas sao sabidas, nio-
guem ha que as ignore ; e dahi a averso geral
que se manifesta contra a vida militar de marou
de Ierra.
E' preciso tratar de fazer feliz o cidado que
vai servir na armada ; procurar todos os meios
de fazer esqueccr a m idea que se forma de tal
vida ; sem isto nunca leremos marinheiros.
Ainda lera mais um trecho.
< Nao possivel que o passeiador da eida-
de, o alfaiate, o trabalhador da roca ou o ribei-
rinbo, deixe rpidamente a liberdade da vida, a
alimenlago vegetal, o canigo ou a pequea en-
xada, para soffrer o rigorismo da disciplina, su-
bir gaveas, usar de salgados e separar-se dos p-
renles para s ver mar.
Aqu est o que vida de mar; compe-se da
privages; ora, indispensavel compensa-las.
Cumpre porm confessar que nada do que te-
mos pode de modo algum compensaros nossos
marinheiros.
Mas oque fazemos? Ouga o senado: A
dobrada rago de agurdente como recompensa
prejudicialissima; e poderia ser em seu lugar
embregado o elogio ou qualquer distineco
mor.l.
E isto ainda se pratica na noasa armada 1 Em
recompensa de urna boa aceio da-se cixaga I
Faz-se ainda isto, equer-se marioheiro moral I
A rago de caxaga j m ; a titulo de premio
d obra-se a dse, embebeda-se 1
Ainda mais: O mesmo direito do castigo no
porio. A falta de ar durante 2*, 40 e mais ho-
ras, damnifica o pulmo ; e li vem phtysicas, as
congestes do dorso reflectem tambem nesleor-
go e dio pheumonias eo mesmo resultado.
O Sr. Ministro da Marinha :Somos uns bar-
baros I
O Sr. Viscoode de Jequitinhonha est promp-
to a calar-se, se o Sr. ministro esti se encom-
modando de mais. Nao falla por prazer, mas
por cumprir um dever, para chamar a attengao
do nobre miniatro para cousas lio graves. Sa
porm S. Exc. zanga-se, o orador pr6fere sentar-
se. Note porm o nobre ministro que o que es-
t nestas correspondencias rai de accordo com o
que geralmente se diz ; todos dio como exactas
eslas asserges. sem com isso quererem dizer
que os nossos officiaes de marinha sio leras.
O que mais se necessita do desvanecer no-
poro o terror que lhe inspira o serrigo militar.
Emquanto se nao tratar disto seriamente im-
possivel que tenhamos armada e exercito.
Lera ainda um trecho importante:
< A bordo dos navios o maior mal vem da fal-
ta de asseio, especialmente do poro, e da pouca
ventilago. O uso de largas e vastas escotilhas.
de mangueiras sempre em exercicio, ou de appa-
relhos ins e expiradores do ar, satisfaz a ultima
necessidade. Bem eomo fazendo rebaixar a co-
berta dos pequeos vapores, tiraodo os paies do
poro e collocando-os lateralmente, icaro as
guarniges melhor accommodadas ; morraeoto
se os foges forem lirados das cobertas, e postos
tolda, ou pelo menos prximos s escoti-
lhas.
c O pouco asseio do porio, ou gazes que ella
exahla dependem do espago inter-carername ;
cheio este razio, as aguas correrao em um pla-
no inclinado e fcil ser dar-lhe esgoto. Eo-
che-los, ou com madeiras, asphalto, argamassa.
ou oleo animal, arga, cal, pode lijlo, ele,eis
o melhoramento a fazer : nunca esquecer o uso
das lavageos, a grande corrate e as bombas fixas
e volantes.
E* isto o qoe se pratica na marinha de guerra
das principies nages. Na limpeza dos navios
distingue-se com especialidade a marinha ingle-
zs. Ah o asseio o maior possivel : a ventila-
cao a mais franca e bem estabelecida.
Ora, vista do quadro que acaba de tragar,
tendo em mi documentos maiores de toda a
excepgo, porque partera de origem official.
quem pode negar que o orador tere razio para
reclamar todo o cuidado do nobre ministro,
para pedir-lheque tome medidas indispensaveis,
para providenciar sobre toda estas cousas, nio
pardees e em portarlas, mas completas e em
forma de regulamentos ? Sem Uto nada conse-
guir. S. Exc. e a nossa marinha cahir em com-
pleta ruina: em decidida e grave decadencia
est ella, os remedios derem ser enrgicos o
promplos.
Sabe que foi nomeada urna commisso para
tratar das medidas hygienicas; faz rotos para
que o seu trabalho d os resaltados que se de-
sejam.
Quanto ao art. 4a, rota como j se explicou.
Quizara que se desse ao gorerno ampia liberda-
de de augmentar a forga dos corpos de aprendi-
zes e de imperiaes marinheiros, e oslar sempra
disposto a dar o seu roto a qualquer desenvol-
vimeoto a este dous eorpos, dos quaes dependa
a nossa armada.
O Sr. Ministro da Marinha diz que o decrea
de 10 de agosto de 1853 marca para o corpo da
imperiaes marioheiros 94 companhias, e qu a
regulamento deste corpo determina o numeaeda-
pragas de cada companhia. Se eativjess este.
corpo completo, excederla as 3,000 pregasd*tor-
ga xada para dreumstancias ordinarias.
Como porm s existem 14 companhias, e nao
seri possirel lio cedo crear todas aa 10 que fal-
tam, nio ha inconveniente algum em considerar
disposigio a do citado decreto. Sa a todo o tem-
po for mister, e posaUel maior augmento, como
todo oa anno se fixa a forga, faoil tomar de>
prompto qualquer medid a este respeito.

.



pl ** ac;m -
DIARIO DI PIR1UMBUCO. ** QUINTA FEIRA 11 DI SETEMBRO 1E 1861.
& ?f*TT
I i
Assim nao considera que nenhum inconvenien-
te resulte da spprovagao do art. 4.
O oobre senador aprestntou uno quadro lio
lgubre de estado dos nossos navios de guerra,
quanto a disciplina, telo do servido e ledas as
condigea mais recommondadas para ter-se ma-
rinhagem morigerada, no goso de boa saude,
etc., que o orador, como ministro da repartigo,
nio pode deixar tto lamentar profundamente que
per tal maneira desconheoam os estiraos de nos-
sos ofQciaes de marioha e sua dedlcago pelo
toom desempeoho de seas dever.es.
A noss armada tam chefes ^ officiaes que
cltaam para os marinheitoa como o pai olha para
eas fllhos, que tratara de trazer as guaroiges
contentes, e que nada deixam a desejar quanto
i disciplina, asseio, morigerado em que traxem
cus navios.
Os recrutas que veem das provincias nao sao
s yezes de boa constituido : nada, portanta,
mais natural do que dar-se eotie elles maior
mortalidade ; mas nao se pense que ha tal des-
prezopela vida dos marinheiros que s se man-
da para a armada os iacapazes de servido, que
sao assim sacrificados.
Nenhum voluntario ou recrutado senta prega
sem que preceda rigoroso exame medico, e os
que nao sao julgadoi aptos para o servigo sao
mandados embora.
Quanto vsocinagio, tem-se recommendado
grande numero da vezoe aos presidentes de pro-
vincia que nao mandem recrutas sem que sejam
vacunados. Se anda assim se reconhece no cor-
po de imperiaes marinheiros que alguma praga
cao fot vaccinada, para logo o .
Nao ha portanto descuido algum...
O Sr. Visconde de Jequitinhonha (com for-
?a): E' inexacto.
O Sr. Ministro da Miona insiste em affirmar
que todas estas precaucoes e medidas sao ejecu-
tadas com a maior regulatidade.
O nosso hospital de marioha urn modelo.
Nada lem que inveiar a nenhum oulro do
Brasil.
Se alguos doentes nio leem urna convalescen-
ca maior, a culpa uao dos officiaes de mari-
nha ; s os mdicos que inter-ern nisso, e
qualquer censura por falla que ahi se d nelles
vai recahir.
Os navios que cootam quarenta pragas para
cima teem medico a borJo. Se ali conservara
algumas pragas que adoeeem, e nao as mandara
logo para o hospital, tarobem nada teem com
sso os officiaes de marrana, que nao sao com-
petentes para conbecer desle assumpto.
A alimenlagio dos nossos marinheiros a me-
lhor possivel ; to boa como a de qualquer outra
marinha de guerra Nao se manda para bordo
seno o que ha_ de melhor, cusle o que cuslar.
Quanto rago dobrada de agurdente em pre-
mio de algum servigo, cousa admitlida nos
regulameotos, que marcam os casos em que
ella deve ser dada, como por exeraplo era oc-
casies de maior faina, quando os marinheiros
molho-se, etc.
Nenhum castigo feito seno observada toda a
regularidade : nao se d mais de 25 chibaladas
por dia. Quando o castigo tem de ser maior,
reune-se a guarnicao, procede-se a iodagages.
d-setoda a atteugo : nao a capricho do
commacdaote nem desle ou daquelleofficial.
O que o nobre senador disse a respeito da ex-
ienso das funcges dos ofQciaes marinheiros
nao pode ser aceito sem contestagio.
A disciplina dos navios da armada nao pode
star entregue exclusivamente quelles officiaes.
A disciplina nao tem da proa parar; parte da-
qui para ali. Quera disciplina o navio ocom-
mandante e osseus officiaes ; esta a pura ver-
dade que nSo soffre duvida.
As eslatislicas dos doentes sao organisadas
tanto nos navios como nos hospitaes ; o cirur*
giio-mr dn armada que as recebe, e d-lhes o
destino conveniente.
O corpo de saude tem um chefe antigo, Ilus-
trado e zeloso servidor do estado ; pelos olhos
leste excelleute empregado que o governo v
o que se passa na repartigio que esi sob sua
Suarda ; e nao pelos olhos de algum oulro me-
cco da corporagao de saude, embora tambem
illustrado.
Nao lhe occorre que o nobre senador tocasse
em mais algum ponto. Se ha, porm, omisso,
digoe-se S. Exc. de indica-la, qua o orador a to-
mar em consideragio.
O Sr. Visconde de Jequitinhonha nao tencio-
nava mais fallar sobre este arligo, mas o nobre
ministro obrigou-oa pedir a palavra.
Horrorisou-se S. Exc. com o que o orador
disse a respeito da disciplina a bordo dos nossos
navios, falta de asseio dest?s, etc.; mas conten-
tando se com repelidos desmentidos, que nao
demoostrou. conteutou-se o nobre ministro, por
desforra, em fszer a apologa de nossa armada;
nao sabe at o orador como S. Exc; estando em
tao boa disposico, nao a apreseotou logo como
a melhor das marranas de guerra.
Nada disto exacto. A nossa marinha de guer-
ra acha-se no mais miseravel estado ; nao tem
disciplina, nao lem morigeragoo, em summa,
urna vergonha.
Os Srs. ministros teem a maior facilidade do
inundo em dizer : nao exacto ; mas todo o
mundo sabe que a nossa armada acha-se na
maior decadencia e desanimo. Pode S. Exc.
dizer o que quizer; a verdade esta, e nao ha
ahi quem a ignore.
A bebedeira, o deboche devastara as guarn-
Coes. Como legislador lamenta ter de dizer es-
tas cousas, em toda a sua nudez ; mas seu ri-
goroso dever, e o cumprir, em despeilo des des-
mentidos do nobre ministro, os quaes pouco
abalo lhe causara, porque, para destrui-los, tem
em mi ioformages de um funecionario illus-
trado, que aspublicou firmadas com o seu nome.
Nao sao, portanto, ioformaces anonymas, que
fcilmente sao recebidas com menosprecio.
Nao defenda o Sr. ministro abusos recoohe-
cidos por todos. O paiz inteiro ha de rir-se
quando ouvr dizer que, na opioiao de S. Exc,
a nossa armada nao tem rival I E' preciso ser
cgo para nao apreciar a differenga que vai en-
tre um navio de guerra iaglez e qualquer dos
nossos. Nem de outra forma podia ser ; senao,
como leria explicaco o desanimo que lavra nos
nossos officiaes de marioha, repugnancia que o
paiz era geral seole pela vida do mar.
PJe o nobre ministro negar que bebe-ie mais
caxaca a bordo de um navio brasileiro de que em
10 vasos de guerra inglezes ? Pode negar que o
uso da caxaca como premio j desappareceu das
marinhas de guerra que podem ser citadas como
xemplos, sendo substituida pelo chocolate ou
caf ? Contesta S. Exc. que a caxaga tem gran-
de influencia sobre as doencas pulmonares ?
Que nao ha boje medica praiic que nao acoo-
aelhe, a este respeito o mesmo que reeommenda
o Sr. Dr. Feilal ?
Entretanto o nobre ministro deiiou-se levar,
amatar, nicamente pelo desejo de desmentir,
de taxar de inexactas as proposites do orador ?
Deste modo, como possivel discutir com S.
Ekc. ? Parece que, na opioiao do nobre minis-
tro, ninguem pode saber cousa alguma sobre
marioha ; que nada vale facer estudo e appH-
caco a respeito das cousas que mais de perto
inlereasam a nossa armada, porque tudo iso des-
faz-se a um sopro do S. Exc.
E'um erro em que est ; a vantsgem para a
repartigio ter por ministro um offlcial de ma-
rioha ; ninguem o conlala ; mas nao se segu
dabi que nio baja mais quem tenha gosto para
estudo deste importante ramo, e que s o no-
bre ministro pode fallir nestas materias.
PersuaJe-se S. Eic. que o orador tem o pro-
posito de faser-lhe opposicao ? Nao. Envergo-
nzar se-hia de proceder de tal sor te. Desoja que
o nobre ministro continu, faz votos que teoha
larga vida como conselheiro da cor; mas nao
isto razio para que, deaconhecendo seus devores
de representante da nico.sufToque o que em sua
consciencia julga de necessidade dizer para pro-
mover o bem do pais.
Fique-se psis corto deque o orador ha de conti-
nuar a dizer verdades como as que tem manifes-
tado. So coa isto S. Exc. se iocommoda, sent
muito ; mas era melhor que o nobre ministro
procurasse acabar com os abusos, do que ena-
dar-se com quem os revella e os ataca, uando
assim torga moral a S. Bu. para os debellar.
A verdade que nada rale a nossa marinha ;
que gastamos em pura perda 7.000:000 por auno
e que j gastamos 14.000.0000000.
De mais, se todos os officiaes, com mandantes e
ebefes nevaos cumprem rigorosamente os seus
deveres ; se nio hadescuido sigua, como
aaseverou S. Eso., para que expodio o nobre mi-
nistro as providencias que communiceu ao ora-
dor, o de que ella boje se oceupou so principio
do seu discurso 1 Foi eolio so por mera pata-
eoada?... *^
So a disciplina do bordo o pareits, para que
fez S. Exc. objecto de mericimento, atlendivel
as promoges, o cumprimento das intlrucges
que publicou ? N8o v o oobre ministro que, for-
mulando taes medidss poucos dias depois que to-
mou conta da pasta, foi S. Exc. o proprio quem
coofessou, proclamou o triste estado da nossa
armada ?
Pois S. Exc. entrou para o ministerio o 8 de
margo, logo nos dios 7 e 12 expede actos espe-
ciaes sobre medidas tendentes disciplina, au-
boedinagie e hygieoe a bordo dos ooisas novios
de guerra, sobroexeesso de mortalidade, exage-
rado de castigos, etc., e vea agora dizer que
nio hadescuido algum, que tudo urna mo-
ravilha 1
O que querem enlo dizer aquellas iostroeges
dada* de promplo por um horaem da reparticao,
que a conhecia a fuudo, por ter j servido os
seus primeiros cargos, seno que o nobre minis-
tro sabia melhor do que ninguem que tudo esta^J
va na nossa rmala no estado o mais miteravett"
Quanto ao hospital de msrinha, o orador nio
dyra que era o peiordo mundo, portanto o nobre
ministro cansou-se em fazer o elogio deste esta-
belecimeoto, apreaeotado-o como um modelo,1)
lio somenie por nio ler outra cousa de que oc-
cupar-se.
Mas o que provam esses elogios feitos ao esta-
do daquelle hospital, pelos almirantes eitraogei-
ros que o visitara ? Tambem o orador quando
viajava visitou estabelecimeotos em Fraoga e
Inglaterra ; e salando delles nunca fez seno elo-
gia-los ; nem outra cousa era de esperar em taes
occasies, de quem tere alguma educagio. Sao
palavras de mera civilidade e que nada provam.
Podem por ventura esses elogios feitos duran-
te urna visita passageira destruir as informages
que d um medico do estabelecimento como o
Sr. Dr. Feital ?
O nobre ministro mortifica-se com isto ; mas
te*iha paciencia, sao os espinos de posigao que
oceupa ; resigoe-se s circumstancias dessa posi-
gao que voluntaria e expontaneamente aceitou,
e convenga-se que a cadeiraem que sesenta um
ministro urna cadeira de espinos.
Disse S. Exc. que os recrutas sio exami-
nados convenientemente aqui e as provin-
cias ; nao ha tal; os exames sio muilos perfunc-
lorios, porque en geral nao se quer senio aug-
mentar o numero dos recrutados, E isto nao
segredo ; todo o mundo sabe que os regulameo-
tos nao sao execulados, e que exactissimo quan-
to a este respeito diz o Sr. Dr. Feilal.
J o o orador fez ver que os com mandantes
Jos navios nio dormem a bordo ; isto nao se
pode negar ; ora, emquanlo elles flcam por tr-
ra, como vai a disciplina a bordo ? O nobre mi-
nistro deve alten ler a isto, tanto mais que, se-
gundo a sua doulrina, s do commaodante de-
pende a disciplina.
Note-se que o orador nio avangou que a disci-
plina depende exclusivamente dos ofQciaes de
proa ; mas innegavel que nio possivel t-la
sem bons officiaes marinheiros. E se a discipli-
na da nossa armada acha-se no estado em que a
vemos, justamente porque nio temos officiaes
marinheiros.
De que serve ler o commaodante as melhores
idis, se nio dispuzer de quem as execute? Os
officiaes de proa sao os bragos do commandante
e dos officiaes de r. Se enire nos isto nio acon-
tece assim, aioda urna prova do estado desgra-
nado em que se acba a nossa armada, e de que
tal a confusio que all reina, que at se pe em
duvida e contesta principios rudimeoiares I
O oobre ministro, sustentando taes ideas, oo
o faz senao porque convencido de que o orador
ignora o A. B. C. da marinha, quer abusar da
sua grande ingenuidade. Mas se exacto o que
disse S. Exc, entio mais que nunca pede-lhe o
orador que nio descanse, ponha tudo a postos ;
indispensavel que este trislissimo estado de
cousas oiu permanega, ou eolio que acabe-
mos por urna vez com a nossa marinha de guerra.
Falle o Sr. ministerio sem rebugo, nio com-
melta grave peccado contra o Espirito Santo ;
olhe que negsr a verdade reconhecida por tal
peccado que brada ao co. O orador porm, por
honra do paiz, est persuadido que S. Exc. s
fez isto para mortifica- lo. Agoniou-se o nobre mi-
nistro pelo quadro trsile que vio pintado do esta-
do da nossa armada, e vingou-se no orador. Nao
tem outra explicagio, e isto socega um pouco o
espirito do orador.
Pois bem, o Sr. ministro amofioa-se, zanga-
se ; o orador cala-se; roas protesta que ha de
continuar a estudarcada vez mais ; que nio ha de
cessar de dizer toda a verdade, sempre que oc-
casio se offerecer. A armada, ao menos, nao
se ha de,, irritar, contra o orador, se se irritar,
paciencia, elle se ha de resignar ; tem tambem
a sua cadeira de espinos.
Para que se corrijam os sbusos, o primeiro
passo a dar tratar de coohece-los e pateoloa-
lo8. A respeito de disciplina e de todo o seu es-
lado a nossa marinha de guerra e a peior de
quantos tero ease nome ; est abaixo da portu-
gueza e da hespanhola ; quanto a ebegar fran-
ceza, russa e ingleza, que distancia I.... nem
se pode medir.
Cooclue observando que o seu primeiro dis-
curso limitou-se em pedir melhores msppas das
molestia tratadas a bordo dos navios e nos hos-
pitaes de marinha. Foi o oobre ministro, com
os seus desmentidos, quem obrigou o orador a
fallar segunda vez.
Tem concluido..
Veriticando-se nao haver casa para se votar,
o Sr. presidente declara a discusso encerrada.
Retira-se o Sr. ministro com as mesmas forma-
lidades
0 Sr. Presidente d a orlem do
guinte sessio, e levanta a sessio s
da larde.
S. Paulo.
Embarcages:
De.cabolagem .
De pescara ....
Pessosl:
De cabotagem ......
Vm pascana ......
taftili
Esoaovoa. .
Powm.
Embareagoes :
De longo curso. A .
Do cabotagem .....
Do trafego dos portos e rios.
Da sjsjsjsjsjsjta ---* -
Pessoal :
De longo curso. .
De cabotagem
De tratego dos portos e rios.
De pescara.....,
Livrea. .
Escravos. .
Santa Catharina.
Embarcages :
De cabotagem .' .
Do trafego dos portos e rios.
De pescara ......
Pessoal :
De cabotagem.....
Do trafego dos portos e rios.
De pescara .......
Livres. .
Escravos.
178
*
207
164
34
405
1,091
418
90
1^602
1,114
488
Do Rio Grande do Sal
Embarcages:
De longo curso..... 2
De cabotagem 43
Do trafego dos portos e rios. 1,853
De pescaria...... 345
Pessoal:
De longo curso. ....
De cabotagem.....
Do trafego dos portos e rios.
De pescaria......
Livres. .
Escravos.
2,243
30
625
2,948
405
4,008
2,680
1,328
RESUMO GERAL DAS 13 PROVINCIAS.
Embarcages:
De longo curso. .... 100
De cabotagem..... 1.519
Do trafego dos portos e rios. 8,709
Da pescaria...... 5,263
15,591
Pessoal :
De longo curso.....1,867
De cabotauem.....17,915
Do trafego dos portos e rios. 16,208
De pescaria......9,196
dia d se-
2 3| horas
RELATORIO.
Apresentado a' assemblea geral legisla-
tiva na priineira sessao da dcima le-
gislatura pelo Exm. Sr. minittro e
secretario de estado dos negocios da
marinha Joaquim Jote Ignacio.
( Contiouagio ).
Babia.
Embarcages :
De longo curso. : 15
De cabotagem..... 556
Do trafego dos portos e rios. 1,277
De pescaria .....1,798
3,646
Pessoal :
De longo curso.....
De cabotagem.....
Do trafego dos portos e rios.
De pesesris......
Livres.
Escravos
No periodo de 1858 a 1860; isto
, nos tres ltimos annos, dio os
mappas existentes os seguioles
resultados comparativos:
Maranhio.
Embarcages:
De longo curso
De cabotagem -f
Do trafego dos portos e rios
De pescaria.....J
48,216
31.341
13,875
1
5
81
5
72
10
36
666
Dimiouigo .
Pessoal:
De longo curso.
De cabotagem. -j-
Do trafego dos portos o rios
Da pescaria.....-;-
Dimiouigo .
Piauhy.
Embarcages:
De longo curso. 11
De cabotagem. ... 37
Do trafego dos portos e rios f 16
De pescaria f 2
591
Dimiouigo. 30
Pessoal :
De longo curso ...
De cabotagem. ...
Do trafego dos portos e rios -\-
De peescaria
73
122
136
18
Diminuigio. 77
Cear.
Embarcages:
De cabotagem. -f- 1
Do trafego dos portos e rios ~ 4
De pescaria -J- 142
Augmento. 147
Livres. .
Escravos.
Espirito Santo.
Embarcages :
De cabotagem.....
Do trafego dos portos e rios.
De pescaris .:....
Pessosl :
De cabotagem......
Do trafego dos portos o rios.
De pescaria......
Livres. ,
Escravos .
Rio de Janeiro.
Embarcages:
De longo curso.....
De cabotagem......
Do trafego dos portos e ros.
De pescaria .:....
Pessoal:
Do longo curso. ....
De cabotagem.....
Do trafego dos portos o rios.
De pescada......
Livrea .
Escravos.
12,938
9.495
3,413
40
244
65
I49
8,900
i,279
Pessoal :
De cabotagem. f 6G
Do trafego.dos portos e rios f 75
De pescaria. .*..-{- 349
Augmento.. 490
Pernambuco.
Embarcages:
De longo curso + 7
De cabotagem. -f 10
Do trafego dos portos e rios f 85
De pescaria f 25
Augmento 127
Pessoal :
De longo curso 23
De cabotagem. 33
Do trafego dos portos e rios t- 44
De pescaria f p
Diminuigao. 6
Alagoas.
Embarcages:,
De cabotagem. : -J- 25
Do trafego dos portos e rios f 397
De pescarla.....-j- 44
Augmento 466
Pessoal ;
De cabotsgem ...-{- 235
Do trafego doa portos e rios f 347
De pescaria.....-j- 124
Augmento .
" Sergipe.
Embarcages:
De cabotagem :
Do trafego dos portos e rios -{
De pescaria.....f
Augmento .
Pessoal:
Do cabotagem.....
Do trafego dos portos o rios.
De pescaria. .
Augmento. .
Bahia:
Embarcages'.
De longo curto. ....
706
2
40
25
63
De cabotagem. ; + 57
Do trafagados portos e rios. f 964
Da pasearla...... -f 160
.Diminuigo. 746
Pessoal :
Do longo curso.. .. .. .+258
cooeiagem .. .. .. > 674
Do trafago dos portos e rios. 196
nrepeaotma........ -155
Augmento,. .. 1,288
Espirito Saoto.
Embarcages ;
De cabotagem .. .i w M
Do trafago dos portse rios.
De pescari.. .. :.....
Augmento .. .,
Pessoal :
De cabotagem .. ......
Do trafego dos portos e ros.
De pescaria........ ..
Diminaigao. ..
Rio de Janeiro.
Embarcages :
De longo curso.; .: .. ..
De cabotagem.......;
Do trafego dos portos e rios.
De pescara- .. .. ..
Augmento .. ..
Pesiool :
De longo curso.. .. M ..
De cabotagem...... ..
Do traego dos portos erios.
De pescara.. ........
Diminuigio .". ..
S. Paulo.
Embarcages :
De cabotagem.......
Do trafego dos portos e ros
De pescarla........
Dimintrigao. '..
Pessoal:
De cabotagem.......-J-
Do trafego dos portos e rios
De pescara ........
Todas estas lozes devem ser do systema de
Fresnet, hoje o mais usado, e conveniente.
Como fica dito, tass beneficios s lenta e pro-
gressivamente se podero ir realiaando.
HARN OO.
Pharol de S. Marco.A presidencia foi habi-
litada com os fundos precisos aos coucertos exi-
gidos pelo edificio em que se acba este pharol.
Pharol de Sanl* Anua.Concluida a fuodacao
do edificio provisorio, destinado a recebar o ap-
paralho de luz, que foi forgoso arrear da aotiga
torro da ilha de Sonta Aona, em coosequencia do
ruina causada pola iovasiodo mar, que Ibe mi-
uara a base, comogou a funecionar o nove pha-
rol a 26 de Janeiro, conforme participou-me o
presidente da supradiU provincia.
t
77
1
0
2
1
193
122
74
0
0
2
0
Diminuigio. ..
Paran.
Embarcages :
De longo curso ......
De esbotagem. .... ..
Do trafego dos portos e ros
De pescaria........
Augmento .
Pessoal :
De longo curso.......
De cabotagem : ......
Do trafego dos portos e rios
De pescaria........
Diminuigio. ..
Santa Catharina.
Embarcages :
De longo curso......
De cabotagem.......
Do trafego dos portos e rios
De pescaria........
Augmento.. ..
11
81
-+4?
115
255
330

1
19
19
0
37
Pessoal :
De longo curso...... 14
De cabotagem........--95
Do trafego dos portos e rios 15
De pescara........ 24
Augmento.. .. 42
Rio Grande do Sal.
Embarcages:
De longo curso....... 2
De cabotagem........233
Do trafego dQs pottos e rios 4* 497
......f 6
De pescara.
Augmento
268
Pessoal :
De longo curso....... 19
De cabotagem........ 888
Do trafego dos portos e rios +1260
De pescaria.........-j- 13
Augmento
366
RESUMO GERAL OAS 13 PROVINCIAS.
Em'arcages :
Da longo curso...... .. i
De cabotagem........ 147
Do trafego dos portos e rios f 86
De pescara ........f 426
Augmento
364
Pessoal:
Delongocurso........+ 359
De cabotagem........ 113
Do trafego dos portos e rios--1084
De pescaria......... 515
Augmento
2071
+ 1
PHAROES.
O melhorsmento dos phares existeutes, e a
coostruegio de novos em diversos pontos da gran-
de extensio de costas, que possuimos, entram
na serie de medidas, cuja urgencia cresce com
o desenvolvimento do trafego martimo, e com
a importancia, que, pelas relages commer-
ciaes, vio diariamente adquirindo innmeros
portos.
Tornando-se, porm, impossivel, satisfazer de
chfre a todas as necessidades deste ramo do
servigo, em vista das avultadas sommas, que se-
ra mister applicar-lhe ; cumpre que em taes me-
lhoramentos procedamos com unldade de vistas,
firmando em plano previamente tracado o nume-
ro, grandeza e localidade dos que se devstn le-
vantar, e, segundo a maior ou menor urgencia
de cada um delles, a ordem de sua construegao.
Cm bem regulado systema de phares deve,
em miaba opino, compreheader os que passo a
enumerar.
A entrada do Para, cojo accesso os perigosos
bancos de Braganga, e Tijoca tornam diCQcil e
arriscado, exige a collocagao de urna barca pha-
rol no canal doa Poges, as proximidades do
cotovello dos primeiros dos citados bancos, para
guiar a navegagio dorante a noite, e servir de
dia de balisa aos pralicos, a quem muitas ve-
jes falham os pontos de reconhecimento, por ser
fraca a arrebeotagio, ou acharem-se encobertas,
por aguaceiros all muito frequentes, as trras da
Tijoca e Curuca, nicas marcas porque actual-
mente se governam.
Esta providencia sera completada com o bali-
samento da bahia da entrada por meio de pharo-
letes, estabelecidos as poutas do Taip, do Car-
ino, Chopeo Virado e Pioheiros.
A poute do Gurupy, extremo N. da provincia
do Maranhio, a de Alcntara na bahia de Itaqui,
a de Jiroquoaquara e a da Tutoya na provincia
do Piauhy, precisam de phares, a 1' e 2a da 3"
ordem, e as ultimas da 4a.
O Cabo de S. Roque, e a Ilha de Fernando de
Noronha, pontos que mais seriamente preoecu-
pam o navegador, que demanda ou ousta-je da
costa do Brasil, pelo temor das correles, que
atiram para o NO, nio podem prescindir de pha-
res de Ia ordem ; que assignalaodo aquellas pa-
ragens, permittam nivegar-se segura e afjula-
mente durante a noite.
No Cabedello, provincia da Parahiba, bastar
urna luz de 3a ou 4a ordem.
Merecem ser dolados com phares da 2a ou 3a
as tres barras de Sergipe, e com alguna da 4a os
diversos portos que jazem entre o Morro de S.
Paulo e a provincia do Espirito Santo, a barrs
desta provincia e as de iUpomirim, Campos, Ma-
cah, as libas da Ancora, Iguape, Paranagu,
Ilha da Graga, no rio de S. Francisco do Sul e
Laguna.
A barra do norte de Santa Catharia pede um
pharol de 2a ordem ; mais urgente por ter de as-
signalar um perto que podo dar segure abrigo oes
navios aeesaados polos lemporees, cojos insultos
sio lio repelidos o terri vais nos mores do sul.
Pharol^ dot Abrolhos.Acha-se terminada a
construegao desle pharol, cujo auxilio tao provei-
toso tem de aer a navegagio.
Collocado no ponto culminante da ilha de San-
ta Barbara, consta elle de urna torre de ferro
fundido alevantada sobre a rocha, e circulada
por urna casa de forma polygonal de ferro galva-
nisado, que lem do servir de habitaco aos em-
pregados, e de armazem ao material.
A torre tem 46 psde altura, 17 de dimetro na
base, e 13 na parte superior.
Sobre ella asoeota a lanterna, toda de bronze,
coa faces de vidro de patente,ha qnal se conlm
um apparelbo de luz do systeaa captotrico, com-
posto de 21 lampadas de Argant, com outros tan-
tas reflectores de 21 polegadas de dimetro, feitos
de cobre prateado, e dispostos em grupos de sete.
Este pparelho giratorio, concluiodo em tres
minutos urna revolugio completa com eclypses
de minuto em minuto. O foco luminoso eleva-
se de 170 ps cima do nivel medio das mares.
A luz, que viva e briihante, pode ser avistada
da tolda de um navio, na distancia de 17 1|2 mi-
lhaa, e a mais de 20 pelo observador collocado
noa vaos.
Para aquello ponto fiz partir em urna canho-
neira de guerra o passoal e material necessario
ao servigo que vai oomegar.
O estabelecimento de um pharol ou archypela-
go dos Abrolhos msis urna razio em favor da
creacio, naquelle lugar, de urna colonia militar,
por conta do ministerio da marinha, que possa
servir de ncleo futura exploragio da industria
da pese* e salga de peixe.
s. PAULO.
Pharol da Moda.
Tendo chegsdo de Londres as 16 lampadas de
Argant e correspondentes reflectores de cobre
prateado, que foram encommendados, para subs-
tituir no pharol da Moela o apparelho ptico,
julgado imprestavel, por falta de brilho, e alcan-
ce da respectiva luz, recooheceu-se nio pode-
rem ser applicados aquello mister, por corres-
ponderis em grandeza a phares de primeira
ordem, nio aervindo por consequencia, j pelo
maior peso, j pelo espago que requerem, para o
pharol, de que se trata, cuja torre, e lanterna
nao offerecem a solidez, e dimeoses conve-
nientes.
Felizmente deste tacto nenhum prejuizo resul-
tar, pela applicagao que nio s taes lampadas,
como os sobresalentes, de que vieram acompa-
nhadas, encontrarao no pharol da Ilha Raza.
Aioda mesmo, porem, que este iocooveniente
nio houvesse tido lugar, fura inopportuoo rea-
lisar qualquer innovagio sem urna nova torre,
para supprir a actual, que por arruinada e defei-
tuosa nao satisfaz aos seus Uns.
SASTA CATHARINA.
Pharol da Pona dos Naufragados.
Levou-se ae oabo a obra deste pharol. Demo-
ra elle na latitude de 27 49' 00" Sul, e longilu-
de de 48 42' 37" a oeste de Greeowicb. Sua
lorre, que circular, supporta um apparelho
lenticular, giratorio do systema de Fresnel & Ara-
go. cuja luz irradiando se em urna zona de 81
22' 30", pode ser vista da distancia de 16 a 20
milhas ; apresenlando phases, ora iracas, ora
brilhanles, da duragao de 30", no espago de 4 ,
que gasta o tambor octgono, para completar
urna revolugio.
O foco luminoso acha-se elevado 133 ps 8
polegadas e 7 linhas sobre o nivel do mar. As
trras mais salientes, a respeito do pharol, sao a
ponte dos Frades, que lhe corre a E 4 SE, e a
dos Veados a S 4 SE, rumos magnticos.
O custo total desta construegio e seus acces-
sorios foi de 35:4219502.
PRATICAGEB 0E PORTOS, BARRAS E COSTAS.
A praticagem actualmente desempeohada na
mor parte das barras, portos e costas de diOicil
accesso, por associages de pralicos, sujeitos
regimentos especiaes, em que, a par das con di-
eces de capacidade profissiooal, se define sua
resDonsabilidade e correspondente sanegio
penal.
Libertar da tutella da adrainistragio o exer-
cicio desta industria, torosndo-a inteiramente li-
vre, seria no presente urna medida arriscada, e
do perniciosas consequencias.
Se nos grandes centros commerciaes pode ella
medrar sem ouxilio e rigorosa fiscalisagio do go-
verno, porque na preferencia dos particulares,
que a estipendiara, est o correctivo desidia e
inepcia, e o necessario estimulo ao seu aperfei-
goamento, outro tanto nio acontece nos portos
secundarios, em que o producto das taxas pagas,
por urna navegagio que apenas comega, nio che-
ga para cobrir os gastos do pessoal e material
exigidos para o bom desempeoho de tal ser-
vigo.
As sommas despendidas com este fim em al-
gumas provincias, que nao podem por emquanto
prescindir da ajuda dos cofres do Estado, looge
do serem improductivas, acham importante com-
pensagio no incremento da riqueza publica, que
indirectamente acorogoam, augmentando o cora-
raercio martimo, pelo baraleamento dos fretes e
premios de seguro, consequencia imraediata da
diminuigio dos riscos, pela facilidade e melhores
garantas offerecidas navegagio.
E' de reconhecida necessklade supprir as pra-
licagens de embarcages propriadas sua labu-
tagio e soccorros navaes ; especialmente de bo-
tes salva-vidas, de que poucas dispe.
Algumas das mais urgentes exigencias deste
ramo da administragio foram atlendidas depois
do ultimo rea torio ; outras se-lo-hao opporlu-
naraente.
A revisio do regulamento provisorio de 10 de
ment, correr por conta di respectiva renda ; mas
tao miogutda esta, que tarde, e difficilmenle
Eadera realisar-se, aem auxilio doa cofrea pu-
lios.
Insta o capilao do porto das Alagoas pela re-
gularisagao da pralicagem na barra do Rio S.
Francisco, cujo reodimeuto, no dizer OaquoUo of-
ficial, dara do aobejo para maouoMgao do pes-
soal e custeio do material,
Tendo-ao roaolvido iodeforir a requeriamonlo,
ou que Iace Antonio dos Pasan* propupa to-
mar por wsjpwn a de S. Joao 4a Barra, no im-
portante municipio de Campos, id>nou-ao a e-
laboragio do uro projeclo A r^aUmertio, que
est pendoodo do consulta do coooosao naval.
AA*CM>AQAO E CQMXAB|UM*>K.
A reoMonisagan da ioteotoncia. Pao o como a
da contadoria, autorisada pelo 2* art. 0a da le
o. 1,100, de 18 de sfi.lem.bro do anuo pasudo, es-
t depondendo de atados, que julguei opporiuoo
encarregar ao cooselho naval, cujo parecer aca-
bo de rece be r.
Intendencia.
A acqusigao, disinuuigo e acondicionamento
do material correm a cargo dosis reparticao o
suas dependoncias.
Por occasiio da reforma, que estou autorisado
a facer, cogilarai nos aeioo de remediar oa de-
feitos que se aponlam neato ramo de servigo.
Huitos delles, corso por exemplo, a insuficien-
cia e incapacidade dos armazeos, dependendo de
recursos que sobrepujara ascoosignagesannuaes
do orgameoto, s com o volver dos lempos po-
derio ser adoptados.
Outros, porm, como a melhor classifieagao do
material, sua distribuigio pelas secges, e a sim-
plicagao dos procesaos relativos s compras e
foroecimeotes, acharao officaz correctivo na har-
mona e clareza dos regulamentos.
Desejoso de operar esees reformas, que devem
ser bem e maduramente pensadas, nomeei urna
commissao com posta do chefe de esquadra, Dio-
go Ignacio lavares, inspector do arsenal de ma-
rinha da corte, do ohefe do div-isao, Antonio Leo-
cadio do Coulo, intendente, e do contador Anto-
nio Joada Silva, para propr o seguinte :
1." Um systema que torne menos morosa a
marcha actualmente seguida ao ornecimento, o
distribuigio dos generas eos navios da armada,
arsemes e outros estabelecimeotos navaes da-
imperio.
2. As condiges com que os objeclos entre-
gues por inuteis devam ser reputados taes, e re-
cebidos nos respectivos depsitos ; bem como a
especificagio dos casos em que, verificando-se
que o delerioramenlo proveniente de descuido,
desidia, ou qualquer outro acto criminoso, se te-
oha de impr a reaponsabilidade aos culpados de
semelhantes actos.
3. Um systema de escripturagio para o al-
moxarifado, casas de arrecadagio e navios, que,
altendendo s regras de urna bem combinada fis-
calisagio, simplifique o actual, em que reconhe-
cidamenle superabundam livros, e documentos
que podem ser dispensados sem prejuizo do ser-
vigo.
c 4. Finalmente, em harmona com os quesi-
tos precedentes, os meios, segundo os quaes, res-
pectadas as prescripges do novsimo regulamento
dos arseoaes, se possa dar maior expansao e ac-
tividsde aos trabalhos do da corte, como tio
indispeosavel ao eograndecimenlo da marinha de
guerra, t
A escripturagio da pagadoiia acha-se em dia,
seu Jo eocerrada em 31 dedezembro a correspon-
dente ao exercicio que terminou nessa data, de-
pois de proceder-se pela cootadoria ao competen-
te balaogo e recenseamento dos corres.
Trata esta ultima repartigio de liquidar as coa-
las coocernentes gestio do almoxanfado nos
exercicios anteriores; nio se descuidando de
examinar mensalmente os documentos do que
esl correndo.
Contadoria.
Os regulameotos fiscaes da repartigio de ma-
rioha pecsm talvez por exeesso de formulas;
que, impotentes para acautelar abusos, transfor-
raam-se em obstculos actividade e prestezs,
essencias todo o servigo bem organisado.
Nao erigindo a descoofianga em preceilo ad-
ministrativo, dividindo a respoosabilidade por
grande numero de agentes, chamados s intervir
na autorisagio das mais insignificantes despezas,
que conseguiremos garanlir os inleresses da fa-
zenda cootra os ataques de improbidade ; pelo
contrario a respoosabilidade, que tanlo se subdi-
vide, enfraquece-se, crea a duvida, e d lugar i
irapuoidade.
Nao tenho f nessa fiscalisagio que apenas se
exerce sobre a maior ou menor nitidez e regula-
ridade dos assentamentos, e sobre a (trida ob-
servancia dos precettos reglamentares, que a
m f dos prevaricadores scha fcilmente meios
de burlar, acobertando-se cora a appareocia da
legitimidade.
A salvaguarda da fazenda publica est na pro-
bidade dos agentes administrativos ; e na promp-
ta e efficaz puoigio dos que se transriam dos
seus deveres.
As reformas, que se projecta effectuar na con-
tadoria e intendencia, devem ter por fim princi-
pal estabelecer a necessaria homogeneidade en-
tre os regulameotos daquellas repartiges, e os
dos arsenaes, e navios da armada, na parte con-
cernente economa e gestio da fazenda na-
cional.
Simplificar as formulas, fiscalisar o recebi-
ment e distribuigio do material, crear gaiantias
de prohijado pela escolha dos exactores, sio, a
meu ver, os meios mais seguros de attingir o fim
que nos propomos ; o que procurare! attender,
por occasiao de usar da autorisagio de que cima
fallei.
CRDITOS E DESPEZAS.
Exercicio de 1859 a 1860.
Nio bastando s despezas desle exercicio os
7,972:553^193 ris, importancia dos crditos or-
dinario e supplemenlar, concedidos pela le nu-
mero 1,040 de 14 de setembro de 1859, e decre-
tos ns. 2,578 e 2,588 de 21 e 30 de abril do anno
passado, foi o governo impellido a abrir, por de-
creto de 19 de dezembro ultimo, novo crdito,
na importancia de I,686:7755l9,que, sommando
aquellas, eleva as quanlias ro-
tadas ao total de ... 9,608:6318012
A despeza relativa ao dito
fevereiro de 1852, que estabelecera a pratica- exercicioaegundo os clculos da
gem no Para, era de ha muito reclamada. O di-
minuto numero dos pralicos, a insufficiencia das
taxas all Osadas, e mais que tudo a convenien-
cia _de remover-ae para bordo-de um navio a es-
tacan, que so acbava em Ierra as Salinas, tor-
nava indispernaveis alterages, que foram final-
mente attendidas por aviso de 26 de margo ul-
timo.
Handou-se construir e remetter provincia do
Maranhio uma boia de ferro destinada a assigna-
lar a restinga da barretea de S. Francisco, no
porto Ai respectiva capital.
Balisaram-se, pela mesma forma, as lages do
Coeio, e Poseadinhas, as barras do sul e norte
da provincia de Santa Catharina.
A presidencia do Cear foi authorisada a des-
pender a quaotia necessaria com o balisamento
dos portos de Aracaty e Acarac.
Por aviso de 6 de outubro deu-se regulamen-
to para a pralicagem na provincia da Parahiba.
Por aviso de 10 de dezembro, maodou-se ap-
plicar arrecadagio da renda da pralicagem de
Paranagu as diaposiges dos arts 10 e 13 do re-
gulamento de 16 de novembro de 1857, finando
revogadaa as do art. 27 e outros, do que baixou
com o aviso de 8 de fevereiro de 1858.
Delerminou-se oulrosim que fossem suppridas
mencionada pralicagem as embarcages miudas,
e aprestos que lhe eram preciaos.
Den-se aulorisagao presidencia de Sergipe,
para mandar fazer na torre da Atalaya as obras e
coBcerlos, que indica como necessarios, aura de
all collocsr-ae uma nova lanterna, ultimamento
ebegada de Inglaterra.
Representando a do Rio Grande do Norte, so-
bre a conveniencia de certas medidaa, tendentes
facilitara navegagio dos navioa que aooualmen-
te demandan) e porto de ataco na margem orien-
tal do ro Amargoso, ou Ag, em buaca de asi,
palha, cera de carnauba, e outros productos ; ou-
vio-se s respeito o conaelho naval, e do aecrdo
com o aeu parecer, expedirei brevemente ordens
para o balisamento de mesmo porto, e canal que
a elle conduz.
Trato de colher ioformages, que ae habilitis
a effectuar idntico melfaoramenio a respeito de
diversos escelhos, que cream eaboragoa ao na-
vegador no rio, e ancovadouro de S. Francisco na
provincia de Santa Catharina.
A pratioagoa do Maranhio ama das jjne sen-
te mais vivooBooto o falta dea bolos salva-vidas,
de que fallei, indiapeosaveis em uma baha, como
aquella, em que o mar quasi sempre do vega-
looo, o onda mistar cas pralicos affastarem-se
16 o 20 milbaa da barra.
Easa acquisigao deveria, nos termos do regula-
cootadoria,
mo de.
monta ao algaris-
8,714.6212340
Saldo ris. .;.... 894:006j>672
Sujeito aioda a liquidagio da despeza effectua-
da os provincia de Hatto-Grosso e outras, cuja
tolalidade, falts de documentos, s poder ser
verificada por occasiio do balango definitivo.
Exercicio de 1860 a 1861.
A lei n. 1,041 de 14 de setembro de 1859, con-
cedeu, para ai despezas deste exercicio, a quao-
tia de
Pelo decreto n. 1,095 de 10
de setembro de 1860, foi o go-
verno autorisado a despender
cora o augmento das maiorias
de embarque dos officiaes da
armada...... .
Pelo 23 da lei n. 1,114, de
27 do citado mez, mandou-ae
applicar cootinuagio do caes
do Varadouro, e melhoramenta
da barra do rio Mamanguape,
na provincia da Parahiba .
So amadas estas tres addi-
ces, eleva-ae o crdito votado
para o exercicio em questio a
A despeza coohecida, corres,
pondente ao mesmo perodo,
paga pelo thesouro nacional,'
legagea, e divisio naval do
Rio da Prata, importa em...
dem realsada pela pagado-
ra de marioha.........,........
Idem.'pelai iheaouraraa do fa-
zenda das provincias............
Tomando por base estes alga-
rismos, pode computar-se a des-
peza a facer, para saldar os gas-
tos do exercicio al o seu encer-
ramento, em..................
_ Total......
Resulla, pois, da comparaoio
7,010:638
100:0009000
160:000*000
.s
7,170:6369997
1,311:4845183
437:0499538
1,236:950*859
55550
5,702372#365
8,687:75i945
_ entre *oe o
aquella soama um dficit de l,57:39948, que
flearia reducido a 1,517:119JM8, se foaae licito
applicar a outros Uns aa aooras de 58:180*000,
exiatentea en diversas rubricas do orgamento.
Para preencher semalbante dficit, o governo,
prevalecendo-se da cuidada can ti da no | 2a da
artigo 4 da le n. 589, de 9 de setembro do 1850,
abri por decreto n. 2,781, do 20 de abril olliaoo
oa crdito suppleaeotar de 1,575:S99#948, cuja


etlaVRIO DV MMMMHWO. QUHIT* PHRA 12 0ff SETEWBRO !#>
(3)
UitiflcacSo encontrareis doi documentos que rio esse meamo systema dos circuios eleico dos
I
I
l

aonexos.
Ornamento para o earercicio Pedio-se para o futuro exercicio da 1862 1863,
no ornamento e tabellas, que vos sero a presen-
tadas pelo ministerio da hienda- 7,322:411*517
Comparado esta importancia
com a concedida pera lei n.
1041,de 14 de setewbro de 1859.
para o exercieie; que- tem de
priocipiar em julho futuro.... 7,*69:793gl84
nossos senadores, foi isso, comtudo, castada
orna inconsequencia da parta dos legisladores que
a confeccionaran!,inconsequencia que ainda mais
vialvel poe ainfraego do sobredito artigo coos-
sabe o que serte esta* pira a futuro se continuar
a vigorar o meimo systesna vicioso!
Pelo que temos dito v-se que os males que
atlribuimos eleigo por circuios, provm ainda
principalmente do ficto da ter ella continuado a
de
Nota-se a difrerenga-para mais
52:618*333
As raides, qu juslifteam esta dlfrerenga, cons-
tan das tabellas explicativas que voa sero pre-
sentes pala ministerio da fazenda.
Terminada, nao como pedia a elevagao do as-
sumplo, mas como o permiltio a rudeza da mi-
nha intelligencia, a narrativa que em cumpri-
menlo da lei tos deria, resta-me, Augustas 0
dignissimos Srs. representantes da nago, pe-
dir-ros desculp** da* imperfeig&o deate traba-
lho, e assegurar-vos trae me encontrareis sempre
prompto a completa-lo com os esolaracimeotoa e
ioformagdes, qua tos forera mistar.
Rio 13 de raaio de 1861.
titucionsl, pois que eridenta, que este nao pode ser indirecta ; adoptada, porm, a indirecta, qual
cooter ou aulorisar ao mesmo tempo esses dous desses dous modos srlhe deveria appltcar, o de
modos de eleigo, dirersoa em ai nos seus re-1 circuios oa o de provincias ?
aulUdos, que por ella o systema eleiloral, eeja Temos a intima con viego qua seja qual dalles
qual fdr. deve aer um s o mesmo para os mem-' for oque sa admita na eleigo directa,ser sem-
bros de qualquer de nossas duas samaras legis- pre melhor do que o melbor na eleigo indirecta;
latirs. mas 1ue entretanto a divisao eleitoral em cireu-
Assim como tambem inadmissirel suppdr-se los ah rnuito mais conveniente. No systema
que semelhante arbitrio esteja cornpreendido na directo pode-se com effeito, sem os perigos que
disposigo do art. 97 que deixou lei rag lamen-' se corra na indirecta, contemplar na escolha da-
tar de cleicdes a faouldade da determinar o seu cisira da representado nacional o elemento lo-
PEBNAMBtO.
REVISTA D1ARU.
O Exm. Sr. presidente da provincia, por acto
de 9 do corrente, mandou louvar os corpos da
guarda nacional deste municipio do Recite pelo
garbo com que se portaram na parada do da 7,
anniversario da independencia e do imperio.
Effectiramenle sao ellas credores dessa de-
aoonstraco de apreco official, pois que cada vez
mais firmaram o conceito de que gozam, apres-
sando em dar urna copia de adheso que rotam
as instituicoes derivadas do dia que se solem-
nisara.
Foi nomeada urna commissao composta dos
Srs. engeoheiro fiscal da estrada de forro, direc-
tor das obras publicas, e escripturario da thesou-
raria de fazenda Francisco de Sales Baera, para
proceder a um exame minucioso sobre a applica-
<;ao que tem liJo o capital garantido pelo gover-
bo imperial at hoje, para eiecucao da parte
contratada da ria frrea.
Esta nomeago autorisada pelo aviso de 10
de agosto protimo passado, expedido pelo minis-
terio da agricultura, commercio e obras publi-
cas, com o fim de poder resolrer o gorerno so-
bre a reprereolacao, que lhe foi dirigida pelo di-
rector da companhia Oaquella estrada.
Ao promotor publico do Limoeiro, Dr. Cesar
Octaviano d'Oliveira, foram concedidos dous me-
zes da licenga para tratar de sua sau Je.
Eotendeado o Exm. Sr. ministro dos estran-
geiros ser duridoso a quem compila a nomeago
de tutores para orphos Glhos de subditos frao-
cezes casados com brasileiras, vai submetter a
solugo respectiva secgo do conselho de es-
tado.
Foi suscitada esta resposta por officio do mes-
mo cnsul francez nesta cidade.
Reassumio o exercicio de inspector da sau-
de do porto o Sr. Dr. Joo Ferreira da Silva.
Domingo comees na cathetral de Olinda o
setenario das Dores, eflectuando-se no dia 22 a
respectiva festa.
Os individuos que commetteram ultima-
mente o crima de roubo aggravado com homici-
dio na estrada de ferro, foram responder ao jury
em Serinhem, foro do delicio.
Temos noticias recentes da comarca do Bo-
nito, as quaesjjdo-no la em perfeita tranquili-
dade.
Em Caruaru' espera-se em breve a convocarlo
da aesso judicia'na do jury d'aquelle termo.
A igreja matriz em sua obra acba-se em deplo-
r~vel estado. As paredesj ennegrecidas e gastas
pela mo do tempo, os tijollos despreudendo-se
neste e naquelle ponto, urna grande fenda que
abrange quasi toda a extenso do arco da cipella
mor, e oulras multas ruinas fazom receiar pela
sua durago, e prerer-se um desmoronamento da
^rnesma.
O cemiterio tambem offerece um espectculo
pouco conveniente. Uooles de podras sobre as
sepulturas, altas e frondosas arvores, differentes
especies de animaes, que sealimentam da vege-
tarlo espontanea do solo, o que apreseola-se
vista de quem penetra no recinto d'aquella ne-
cropole.
A cmara municipal respectiva, em sua solici-
tude pelos negocios do municipio, j representou
presidencia sobre isto ; e espera-se que S. Ene.
providenciar de modo fazer cessar o abuso.
Os negocios da justiga nao marchara com a re-
gularidade inteira, que sempre para desejar.
Mas em compensacao queltes relativos policia,
preenchem em seu deseuvolvimeoto as vistas dos
governados ; porquanto o delegado, altere Mi-
rauda, tem sabido desempeohar sua misso,
graogeando sympjthias de todos por seus actos
de ructido.
? salubridade publica satisfactoria.
Os gneros alimenticios, como farinha, fejao,
milho, carne, etc., conservam pregos rizoaveis.
Do ludo ha mais ou meaos abundancia, porm
de dioheiro a escassez completa.
Damos em seguida a lerceira preleceo do
Sr. Dr. Silveira de Sauza, tratando da reforma
eleitoral por districlos :
Depois do que temos dito a cerca das vanta-
gens do systema de eleico directa sobre oda
indirecta, restar-nos-hia expdr em detalhe os
meios proprios para a sua boa applieac.au, prin-
cipalmente no que respeita s bases sobre que se
deve estabelacer a capacidade eleitoral, e s ga-
rantas do processo de sua verificacao, analyaan-
do por occasio disso alguna propostos ou j a-
doptados as legislacoes de outros paizes cons-
iituciooaes; mas isso nos levara muito alm
dos limites em que devemos circunscrever-nos
nesta cadeira.
Bista-nos pois termos feito ver que possi-
vel comeileito achar-se algum expediente para
attiogirmos esse desidertum senio de um modo
absolutamente perfeito ao menos satisfactorio ; e
termos indicado embora pelo alto a! urnas provi-
dencias de que naquelle sentido se poderia lancar
mo : taes como a de conselhos ou tribuoaes de
inscrlpgoeleiloral, e de recursos, compostos de
funecionarios ou magistrados impareiaes e inde-
pendemos, postos inleiramente fra das preten-
coes e lulas da poltica ; o mais tarefa que per-
tence antes ao legislador do que ao mestre ; an-
tes ao dominio das discussoes praticas do que ao
das simplices theorias.
Deixaodo pois departe os detithes da questo
nesse terreno, proseguiremos na aoalyse de ou-
tros pontos do artigo constitucional com que
nos oceupamos, disculindo outras questoes que
elle suscita, e que ainda, mais ou menos, inte-
resslo i da bondade relativa daquelles dous aja-
temas eleitoraes.
Esse artigo [90) depois de haver declarado que
as nossas eleiges sero indirectas, accresceote
que sero feitas, no segundo grao, Qjr eleitores
de provincia ; vista do que perguotaremos
a lei de 19 de selembro que decrelou as elelgoes I
por circuios nao ter ferido esta disposigo do '
nossa coostituigo ? Os eleitores, que,por virtude
dessa lei, e da do anno passado que ampliou
os seus cireulos, votam hoja em circuoscrip^es
eleitoraes aue nao correspondem a todo o ter-
ritorio de cada provincia, sero verdaderamen-
te, nao obstante isso, o eleitores de provincia a
que este artigo se refere ? Assim se pretendeu
quando aquella primeira lei foi discutida em
nossas cmaras, e anual aprovaco desti veio
sellarsemelbante inlelligencia, que nao nos pa-
rece austeotavel. Esses eleitores de circuios
pertencem, sem duvids, s provincias em que
estes se acham encravaJos, sao seus habitantes;
mas qaerer-se d'ahi dadaztr qua eltea sao elei-
tores de provincii.que sao aquelles a quem nossa
constiiuico alluJe.a quem di esta denominaco,
modo pralco urna vez que, como dissemos, por
aquella passagem do systema eleitoral porprovin-
cas ao dos cireulos nao se affectou uoicamente
a forma ou as condieoes da votaco, mas tambem
a amplitude do proprio voto.
Com estas considera^es que temos feito nao
queremos dizer aue o systema de eleico por
provincias seja melhor que o dos cireulos, mesmo
em relagSo escolha dos deputados; mas so-
mente que os nosms legialadores de 1355 impres-
sionados, com raaio; pelo9 males de ne-sso ante-
rior systema eleitoral, e sem durida corn as me-
lhores e mais louvaveis iotenQoes, reformaram
incompetentemente por aquella lei utn artigo de
nossa cooslituicio, que s poda a-lo por urna
assembla munida de poderes para isso, na forma
dos arts. 174 a 177 da mesma constitui^o.
Outro tanto se pode dizer acerca das incompa-
tibilidades decretadas j por essa Lei, e pela do
anno passado, e j pela de 19 de selembro de 1850
a nossa constiiuico (jmbem as nao consigna em
parte alguma e especialmente neste capitulo ou
nos diversos paragraphos do art. 95, onde eato
declarados os nicos cidadoa inhibidos de serem
eleitos deputados. Reconheeemos que a maior
parle dessas incompatibilidades muito til para
o regular andamento e garantas de nosso proces-
so eleitoral,e quedeveriam ataer mais comple-
tas e mesmo absolutas em relacoa cortos funcio-
narios pblicos, alim de nlo poderem ser aludi-
das, como ji o tem sido mais ou menos. Taes
exclusoes que sao dispeosaveis at certo ponto
no systema de eleico directa, na indirecta sao
um mal necesssrio, de que se nao pode prescin-
dir para evitar-se maiores ; mas deviam tambem
ser decretadas, nao por leis ordinarias, como ca-
sas a que nos temos referido, e sim pela nica
forma legitima, j indicada, eslabelecida nos ci-
tados arts. 174 a 177. Nao ha para nos razo al-
guma, por mais poderosa quesejs, que justifique
esses golpes dados em nosso Pacto fundamental,
quando elle proprio contera em si os meios re-
gulares de remediar-se quaesquer imperfeic.oes
suas demonstradas pela experiencia.
A inconslituclooalldade dessas leis nos parece
tanto mais maoifesta, quanto vista do modo
pelo qual sao ah concebidas certas incompatibi-
lidades,e da nossa actual divisao dos cireulos elei-
toraes, cahe-se em verdadeiras iojusticas e ab-
surdos ; assim por ellas o subdelegado de um pe-
queo distrieto, um jiiiz municipal de termo, e
at seus supplentes ou substitutos, dadas cerla3
circumstancias, nao podsm obter votos para Re-
putados em qualquer ponto de seu respectivo cir-
culo,por mais extenso que elle seja, e mesmo em
sua provincia inteira se esta fdr das que contm
um s circulo; ao passo que um desembargado^
que exerco jursJiccao e importante, em toda a
provincia sede da sua relaco e em mais algumas,
e que at pelo coohecimento dos recursos das
qualificacdes, iuiz no processo eleitoral, e pode
assim influir nelle, nao tem em qualquer ponto
de seu distrieto, nem mesmo nos mais prximos
de sua residencia,e onde seu inuxo mais imme-
diato, o menor impedimento para ser candidato e
eleito; os inspectores de thesourarias iacompa-
tiveis em toda a sua provincia, eslo no mesmo
caso em relaco aos daa alfandegas, que o nao
sao nem nos proprios cireulos dos capitaes onde
sua aegao e influencia podem ser grandes. Em
fim poderiamos apootar ainda muilos outros de-
feitos oessas leis; mas o nosso proposito nao foi
mostrar propiamente os seus defeitos dessa es-
pecie, e sim somenle qua ellas nao sao muito
conformes com a nossa constituido, excluindo
mais ou menos extensamente da eleico cidados
que nao foram excluidos por aquella.
Vejamos agora se o systema eleitoral dos cir-
cuios em verdade, como pensam o Sr. Pimen-
ti Bueno e outros nossos estadistas ou polticos,
melhor que o anterior, que o da eleigo por pro-
vincias.
Este modo de eleico linha, sem duvida in-
convenientes e nao pequeos; antes de ludo,
elle avassalava as diversas localidades de cada
proyinsia as suas capitaes, onde se organisavam
as listas dos candidatos, que lhes erom impos-
tas, e que ellas vam-se obrigadas a aceitar sem
replica ; visto que distantes urnas das outras,
nao podendo fcilmente enlende-se e reu-
nir-se em um s accordo, cada localidade por si
era impotente para apreseotar outros candidatos,
nem quera correr o risco de ficar isolada e ao
desamparo do partido triumphanle depois de sua
derrota. Daqui resultara que os eleitos eram,
em todita as legislaturas, pouco mais ou menos
os mesmos individuos, aquelles que quera
meia duzia de influencias dos mesmos capitaes,
de ordinario ainda mais poderosas pelo contacto
e apoio mais ou menos encuberto dos goveroos
provinciaes interessados em um triumpho eleilo-
ral favoravel poltica dominante; resultava
ainda que as nossas cmaras, alem de quasi per-
petuamente compostos do mesmo pessoal,' tor-
oavam-se unnimes e mais oa menos subser-
vientes i voatade do poder ; o mal era grande,
por conseguinle, o paiz o senta, e era preciso
oppor-lhe um paradeiro.
Veio para este fim a citada lei de 1855, que
decretou a eleigo por circuios ; quaes foram,
porm, defacto as suas coosequencias? Infeliz-
mente o mal nao foi por ella conjurado toaou
apena outro aspecto e iocontestavelmente mais
assuslador, peior.
Os anligos deputados tiobam o defeito de se-
rem talrez eleitos contri o verladeiro voto de
maior parle das localidades de cada provincia,
mas eram, ao menos, por via de regra, horneas
.de certa importancia e influencia real nestss;
formavam maiorias compactas as cmaras, e
seguiam mais ou menos subordinadamente as
inspiracoei do poder, mas era isso por simples
espirito de proselytiamo e de partido ; era um
mo proceder, porm nao era propriameole ig-
nobil o seu motivo.
O systema dos circuios localizando a eleigo
em terreno muito cireumscripto e tornando-a ahi
decisiva, converteu-a em urna lula corpo a cor-
po e encarnigada, abri espago s ambigoes de
um cento de pequeos pretendemos, todos com
possibilidades de triumpho segundo os meios
que empregassem, augmentou a dependencia e
venalidade dos votantes primarios fazendo o seu
voto mais activo: cenliplicou o uso da cabula e
das fraudes para a incluso e excluso de uns as
qualificagdes e de outros no eleitorado ; arvorou
em potencias eleitoraes, e em arbitros definitivos
da eleigo os cheles de aldeias ; infodoa-lhes
I ainda mais os votos dos eleitores ; e fez de puta-
! dos a individuos muitas rezes obscuros e desco-
nhecidos s proprias provincias que os elegem,
e nao para representaren! os reaes Inleresses des-
tes ou da nsgo, mas para arranjarem na corte
empregos, condecorares e patentes de guarda
nacional, ou cousas semelhantes, para si e para
os seus amigos do lugarejo. As cmaras legisla-
tivas continuaro a ser unnimes, ou quasi, nao
ji por espirito de proselytlsmo e de partido dos
deputados, mas por cousa muito peior, o voto de
cada um tornou-ae por via de regra o meio de
obter aquellas favores dos ministros I
Em summa a eleigo por crculos concentran-
do em pontos muito limitados todos os vicios da
eleigo indirecta, aggravou-os, deu-lhes muito
maior iotensidade, foi como se lhes concentrasse
o veneno, abrangendo entretanto ainda mais em
recorrer a um sophisma com o qual do mesmo sua acgo delecteria o proprio principio da auto-
cal, conferindo-se assim a todos as partes do es-
tado o direito de participago mais immediata nos
negocios pblicos, e dando-se um valor poltico
proprio a cada localidade e sua opinlfto, desde
que tem certa importancia, o que faz que a ge-
neralidade dos cidados teuha mais apego e ae-
dicago i causa publica e is instituiges do
paiz.
Os Inconvenientes que decorrem da eleigo in-
directa por crculos na escolha dos deputados,
desapparecem na directa, porque nesta os eleito
res nao sao mais feitos pela muttidio oa pelos
seus exploradores ; o eleitorado maia numeroso,
mais esclarecido e independente, nao c fllho dos
falsificadores oa dos potentados locaes, mas da
lei, de si proprio, das qualidades e posicoes so-
ciaes de seus memores ; tem um direito seguro,
firme, superior aos manejos e usurpagoes de
quem quer que seja, e do proprio poder ; e por
conseguinle est no caso de dirigir-se por si e de
votar com conscieucia e liberdade no candidato
que lhe parecer mais digno. De modo que se os
cireulos nao forem, cerno nao devem ser muito
limitados, para que o nao seja tambem ou numero
de seos eleitores, este justo meio entre a eleico
por provincias e a eleigo por pequeas subdivi-
sdes, ter mais ou menos as vaotageas de ambas
sem os defeitos de qualquer dallas. Nem os de-
putados ento sero perpetuos, da um s lado
poltico, e filhos de um s centro das populages
provinciaes, nem sero tambem mediocridades,
influencias de aldeia ou suas crcaturas, e simples
procuradores de pequeos arranjos na corte. Nao
sero ento possireis as cmaras mais ou menos
unnimes quer de partidarios, quer de postulan-
tes ; os ministros n&o as dirigiro a seu talante,
tero mais receio de abusar do poder, os nego-
cios pblicos correro em geral mais regular-
mente, e o grande principio da autoridade per-
manecer puro e illeso no meio da lula dos par-
tidos nicamente para modera-los e contedlos.
Entendemos pois que a eleico directa deve
ser por cireulos, mas nao demasiadamente limi-
tados, podendo se-lo comtudo mais do que os
actuaes ; devem ser tses que repartiodo o mais
amplamente que for possivel pelas localidades de
cada provincia o direito da participago directa e
definitiva na escolha dos representantes do paiz,
comprehendam comlulo em cada urna de suas
circunscripgdes um ncleo de populagio habili-
tada capaz de formar um eleitorado considerav>>l
e bom ; ellea devem aer par via da regra tanto
menores quanto a populago oaquellss coodiges
for mais compacta, e mais igualmente distribuida
pela superficie do terniorio que se tenha de di-
vidir.
Em ultimo resultado cooclue-se que at aoste
ponto os syslemas de eleigo indirecta e directa
sao duas perfeitas antilheses um do outro ; ao
primeiro convm mais a divisao territorial das
provincias, ao segundo a dos cireulos ; aquelle
quando adopte os circuios deve ampla-loaquan-
to puder; e este restriogi-los at onde isso for
compatlrel com a formago de corpos eleitoraes-!
numerosos, para o fim de multiplioa-los em cada
urna das provincias.
Nos das 5, 6,7 e 8 do corrente foram re-
colhidos i casa de detengo 27 bomens e 3 om-
itieres, sendo 19 livres e 10 escravos, a saber:
a ordem do Dr. chefe de policia 3, inclusive o
crioulo Gabriel, escravo de Manoel Gongalves da
Silva ordem do Dr. delegado da capital 5, in-
clusive o crioulo Domingos, escravo de Mara
Magdalena e Antonio, Africano, escravo de Luiz
Duarte Pereira : ordem do subdelegado do Re-
cife 4, inclusive os crioulos Ado e Ambrozio,
aquella escravo de Maooel Costa, e este escravo
de D. J janna Paes Brrelo ; i ordem do de San-
io Antonio 8, inclusive oa pardos Severiaoo, es-,
cravo do Dr. Miranda, Damiio, escravo de Ma-!
noel Antonio Gongalves ; os crioulos Luciano,
escravo de Pedreira Siqaeira ; Hara, escrava do
major Firmiano, e tambem o Africano Antonio,
escravo do mesmo major ; i ordem do de S, Jos
2 ; i ordem de Boa-Vista 5, inclusive o Africa-
Joo, escravo de Lino de tal ; i ordem do dos
Aogados 2 ; e i ordem do juiz de paz do 2." dis-
trieto do Recife 1.
FOraw rocolkido* & mumi nos dias 9 e 10 do
dito mez 6 horneas e 1 mulher, sendo 5 livres e
2 escravos] a saber : i ordem do Dr. chefe de
policia 3, ordem do de Santo Antonio 1, que
o pardo Manoel, escravo de Custodio Monleiro
Soares ; ordem do de S. Jos 2, inclusive a
Africana Aaoa, escrdva de Joo Bellro ; e a
ordem do da Boa-Vista 1.
Passageiros do hiate brasileiro Nicolao I,
viodo do Assu':Jos Rodrigues Foates, e Be-
nedicto Gomes Duarte.
Maiadolko fusuco.
No dia 11 do correute mataram-se para o con-
sumo desta cidade 96 rezes.
HORTAL1DADE DO DA 11.
Domingos Antonio de Souca Brito, Portugal, 40
anuos, solleiro, Santo Antonio ; menengite.
Manoel, Pernambuco, 2 horas, Boa-Vista, es-
pasmo.
Pedro dos Santos, Pernambuco, 20 annos, sol-
leiro. Boa-Vista, asphixia.
Booificio. Pernambuco, 4 annos, Boa-Vista, tos-
se convulsa.
t prvulo encontrado morto no paleo do Carmo.
Antonio, Pernambuco, 3 mezes, Santo Antonio,
convulses.
Joo Jos Pereira, Pernambugo, S, Jos, 8 annos.
yermos montado urna empreza da mais subida
importancia, e esperamos que o publico aTalie
devidamente, o que procure sustenta-la com sua
concurrencia.
As roupas dos hespitaes, quando as tivermos,
sers sempre lavadas na machina perteneente a
roupa de hospitaes: devendo nos deciararmos
que de modo algnm aceitaremos lavar a roupa
do hospital dos morpheticos, come se pretende
fazer crer par* nos atugenUr os freguezes, pois
nos compreheodemos a dasagradavel impresso
que isto-devia-causar ao publico, para nao acei-
tronos tal roupa por neohum prego.
Antes de findarmos queremos pedir a nossos
freguezes o favor de mandarem a roupa suja,
apenaa receban a lavada, para assim msnter o
estabelecimento na devida rogularidade.
A entrega e o recebimento da roupa contina
a ser na casa da bannos no pateo do Carmo, em
todos os dias uteis, das 7 horaa da manha is 3
da tarde.
Recife 9 de selembro de 1861.
Aguiar, Ramo & C.
A fasta de Nossa Senbora da Penha
na igreja dos seas religiosos nes-
ta eidade, conhecidos por eapu-
cliiuhos oa ntissionarios aposto-
lices.
O' Penha mystica,
Que em si contm
A fonte prodiga
Do Salvador 1
E esses anglicos
Puros espiraos
Vos deern louvor.
O* Penba mystica,
Mii do SenhorI
(Pelo padre Manoel de Souza Ma-
galhes, poeta Pernaosbucano.)
Sabemtodos os quo tem compulsado a historia
este phapl da veidade, que pela grave degene-
rago dapisciplina, e regra claustral, em que ca-
hiram acuris religiosos da instiluigo de Sao
Francisode Assis, o virtuoso Malheus Basqui,
(do ducadb da Urbioo) frade menor do convento
do Mont Falco, ouFiasconi, emprehendeu urna
reform aais completa, para o que foi & Roma
em 155, vestido em um habito mui grosseiro,.
quo aloptira, com a cabera raspada, barba ton-
ga, pis ni com cendalhas, etc., e obteve de de-
ment Vil a permisso de retirar-se para as so-
lides o desertos com aquelles de seus irmos,
quejuizessem abrigar com ellea mais austera
obse*vancia, para aalvago de suas almas. Baixou
eutio urna bulla nesse sentido em 1528, e o pri-
mero estabelecimento dos capuchinhos foi fun-
dad), principalmente aob a protecgo do duque
deCibe.
(aro cuslou este nobrs empenho aquella pi
rearmador, porque a ambiguo suscitou-lhe gran-
de, perseguiges, al muilo de alguns dos seus
pnprios compaoheiros despetadosdese verem i
s, qo meio dos seus desvarios, sendo que para
iso at o tamaoho do capuz por elle adoptado,
lies servio de miseravel pietexto.
A despeito de to indignas urdiduras trium-
piou porm aquello verdadeiro apostlo da reli-
aao, e pi instituidor de aquella reforma, e cou-
ha-lhe a gloria de ver o pontfice Paulo III em
25 de agoslo de 1536 fazer baixar oulra bulla,
:onlrraando aquella coogregacao e todos os seus
jrevilegios.
Dahi procede todo incrimefito, que successiva-
aenle tem tido essa importante ordem, ji espa-
hando-se os respectivos religiosos por toda par-
t, e ji multiplicando os seus monacterios na
Irangs, Hespanha, Portugal, parte meridional da
-/U*manha, Blgica, Hungra, Polonia, naspria-
paes cidades da Turqua, da Europa, Asia,
bzyplo, Persia, India, e finalmente em todas as
colonias daquelles tres primeiros paizes.
Quanto ao Brasil, vio-se que em agosto de 1656
im hospicio de religiosos desta ordem viudos da
iranga foi fundado em Pernambuco sob a iovo-
lago de Nossa Senhora da Penha em urna ca-
lella, de que se serviam os pescadores, sob a do
Espirito Santo, sendo que em 1710 aquelles reli-
giosos retiraram-se suecadeado-lhes oulros na-
.uraes, e vindos da Italia em 1710 O mesmo
aconleceu na capital da Baha, dous annos depois
desta ultima dala, a respeito do bello hospicio da
mesma ordem consagrado i Nossa Senhora da
i Piedade feito em 1679 i custa de esmolaa.
Por (oda parte esses religiosos rivalisaram sem-
' pre com os Jesutas, Agostiohos, Dominicanos,
i mais proprios estes para os cortezos, e outras
classes elevadas, porgue nenhuma dessas ordena
preenchia as obrigages impostas de mendicida-
de, ortodoxia, rigidez de costumes com maior
zelo e exactidao, nenhuma prestou-se jamis as
arduas missoes eslrangeiras, nenhuma conquis-
lou pela caihequese c colonisago mais trium-
phos para a sania religio de Jess Quisto emfim
nenluncs mais habilitada pan faltar ao eora-
caj, levar a conviego ao espirito das classes in-
teriores.
A presenga respeitosa, o puro desioteresse, a
linguagem verdaderamente evanglica desses re-
ligitsos, teem tido o miraculoso poder de reduzir
a ci'llisago oagdas inleiras, que d'antes jaziam
as re vas da barbaria e ignorancia, e por isso es-
pah'osa a opinio favoravel, e fundado o pres-
tigie, que entre todas as classes da socledade ellos
merecidamente gozam.
Os anaaes desta provincia, a memoria doscon-
teoporaneos rapetem os grandes serrigos pres-
tados i religio e a patria por esses exemplares
Mtnges. Para melhor faze-los aquilatar, basta
di'.er-se que desde a fatal, e vertiginosa poca do
damnado philosophismo irreligioso que abalou o
tbrono e o altar, e deu em resultado a lei de 25
de agosto de 1831 extinguindo-se por virtude
Julia aquella associago religiosa, e tomando se
o seu hospicio, at a revogago desta mesma lei
pda de n. 80 de 2 de maiode 1840, que restituio
nesta provincia esses missiooarios mandando-se
ejtregar-lhes a dita caaa em que habitavam, igre-
Entretanto, rbrgmo conresear, que essas
mesmas duas festividades all se eomraemoram,
sem nada deixar a desejar.
A pompa com que a religio faz revistir a
pra tic de seus actos, os sagrados misterios, to-
do o apparato de suas ceremonias revelara a au-
blimidade das crencas, que lhes sao ioseparaveis,
toroam mais respeitosos os Templos, edificara
ao poro, que as prescruta, alfim demonstrara
a origeni e a Magostado do Omnipotente.
Por certo, sem rito, os mysterios oo se tor-
natism to aeeesslveis i comprehensio. e at
magonica do respeitavel Sr. Castao Pinto da
Veras; repnrtago que alias assenla em bases tan-
to mais solidas, quanto nao ha um s membro
da magenaria nesta provincia, que nao saiba qua
este seahor to dedicado aos verdadeiros inle-
resses da ordem, que, quando se trata deltes
esquece-se de si proprio.
Em todo o caso, o que me parece inconveni-
ente que estejam sendo tratados no publica*
questoes que se nao devem agitar aeuo em fa-
milia, e na maior fraternidade, para que acasera
to amigavel e plcidamente quanto o requer a
V^?.TUl B? D908' p0-que' erTor sublime instiluigo de que se trata ; e. portanto
d> WMmnmm de cada um, sarginam necessa-1 a pu risnente os absurdos, desvarios, supersticoes.e ique 81,8pensd de uraa v para geB)pre esss po-
a divisao do dogmas, e por ollimo a dissolucao '|emica no campo eq, qu, imprudeotemenle a
nodo, e com o mesmo fundamento, se poderia
chamar votantes de provincia os votantes prima-
rios, apesar de s poderem elles votar no seu vi-
sinho de parochis.
Nem ae diga qae essse modo de eleigo da
lei de 1855 allerou apenas a forma externa ds
mesma eleigo, qae nao tem outro alcance em
relago ao direito poltico dos cidados, porque
iocontestavelmente ella limitou de ama maneira
notavel a sua extenso em todas as provincias
qae se compoem de mais deum circulo, e tanto
mais quanto maior fdr o numero destes, limite
que nosss coostiluigo em sua liberalidade enten-
deu, segundo nos parece, que nao devia impor-
Ihe, quereodo que cada representante de qual-
quer provincia fosse o eleito de toda ella, e que
ew sus escolha tivessem parte todas as suas lo-
calidades.
S*. certo, como pansa o Sr. Pimenta Bueno
que aquella lei procedeu bem em alo applieac
ridade, porque, desde ento, maia do que nun-
ca, o governo, seus delegados as provincias, e
os mais seus agentes locaes, tornaram-se, com
razio oa sem ella, na opiniio de todas as frac-
ges vencidas, os responsaveis pelas suas der-
rotas ; expediente qae, mesmo no caso de iojus-
tiga tinha para ellas duas grandes vantagens, a
de encobrir sua real fraqueza, e a de punir a im-
parcialidade governativa que as desamparou no
momento critico.
A reforma do anno de 1855 qae troaxe este
modo de eleigo, foi pois a nosso ver, um regres-
so em todos os sentidos; orna falseago comple-
ta da representago nacional, e um grande ele-
mento de odiosidade e descrdito para o governo
do paiz; e portanto o alargamento dos cireulos
primitivos pels ultima lei do sano pistado, um
melhoremento, mas insignificante, um paliativo,
cuja ineficacia nos acabam de demonstrar de ama
maneira lastimosa as recentes eleigoes; e quera
Commuaicados,
Grande laboratorio vapor de lava-
gem e eogommado de roupa.
Este estabelecimento depois das primeiras la-
vagens, em que a roupa de alguns freguezes nao
sanio de modo a satisfazer plenamente, nao s
porque a roupa com a mudanga d'agua nao po-
de as primeiras vezes ficar bem slva. como
tambem porque oo havla ninguem, que tivesse
os necessarios coohecimentos praticoa para bem
dirigi-lo ; est hoje funecionando de modo que
ninguem poderi com razo moatrar-ae descon-
tente, pois toda a roupa, que ultima nente tem
sido entregue, tem ido perfectamente bem la-
vada.
Como propritarios a nada nos poupamos para
cabalmente satisfazermos nossos compromissos, e
hoje mais qne nanea nos regosijamos por ha-
vermos empregado nossos capitaes em urna em-
preza que de lo grande proveito para os habi-
tantes desta cidade.
Cumpre que o publico se compenetre das van-
tagens reaes que pode tirar de nosso laborato-
rio, e que nos auxilie com sua concurrencia.
Cumpre que as administragdts dos hospitaes
avaliem com devida madureza a economa que
d'ahi lhes resulta, pois meio algum que possam
empregar lhes pode dar resultado to satisfato-
rio e econmico.
Os pregos por nsadmitlidos sao razoaveis, e
em parle alguma se tem roupa, quer somente
lavada, quer tambem eogommada, por pregos
to baixos como o nosso.
No Rio de Janeiro a laragem da roupa pelos
pregos que daUi nos remetieram, muilo mais
dispendiosa : e alguns roes, que comparamos de
Pars, de roupa lavada e eogommada de hornea
solleiro, nos quaes figuravam longos, meiaa e
collarinhos, do o prego de 173 rs. por pega, que
mais alto que o nosso, nao podendo ninguem
pensar que o cotteio de um estabelecimento all
posea ser igual ao do nosso laboratorio.
O ser a roupa com rapidez e perfeigio lavada :
a certeza de que ella nao vestida pelas lava-
deiras e pessoss de seu coohecimento, o que po-
de as vezes transmittir molestias ssquerosas, a
garanta qae offerecemos de pagarmos qual-
ji, e todas as suas alfsias ; em lo triste interre-
guo, repetimos occalto entre nos decahio coosi
deravelmente, a ausencia da palavra desses ver-
daderos apostlos pelo interior trouxe funestas
coosequencias da avultada perpetrago dos mais
horrorosos crimes, e da escandalosa pratica das
rnaiores impiedades
Os factos bem pblicos e notorios da seria agi-
lago popular, que em muitas localidades suscilou
a lei conselaria, e que foi plenamente suffocada ;
o desarmamento de muitos individuos menos es-
clarecidos pela poderosa palavra daquelles reli-
giosos, os relevantes servigos, que elles teem
prestado por todo esse centro, por toda a parte,
emfim j as calamitosas pocas do cholera e
febre amarella, j obleodo acessago de muitos
odios profundos, por meio de reconciliares; a
effectividade de casameotos sem conta de pessoas
que viviam na mais torpe manceba, de innme-
ros baptisados, at de adultos; a fuodago de
muitos templos, cemiterios, do grande e impor-
tante collegio de meninas, sob a iovocago de N.
S. do Bom Conselho, gragas aos iofatiga veis esfor-
gos do sempre idolatrado Rvm. Sr. Fr. Caetano de
Messiua, boje commisssrio geral da ordem, alm
de outros muitos actos meritorios, sao titules mais
que exuberantes, que constituem entre a popula-
go inteira o mais elevado monumento de sua
gloria, e da mais acrisolada gratido.
Aqu mesmo nesta cidade v-se a immensa
coocurrencia de pessoas de todas as classes, que
vo diariamente assistir no hospicio daquelles
religiosos a celebrago dos sagrados oficios da
nossa rejigio, como sejam da missa, commu-
nho, explicago do cathecismo, a immensa de-
rogo do mez Mariano, e o que mais sempre
com profundissimo respeito, recato e toda de-
cencia possivel.
Esses religiosos, oonscios do grande alcance e
influencia do sexo feminino entre a aociedade, e
para civilisago de qualquer paiz, grandes estor-
bos teem envidado, por sua constante predica e
no tribunal da penitencia, para moralisar e bem
conduzir essa frgil porgo da humanidade, alim
de conseguir por seu intermedio a amenidade de
nossos costumes, e aquello importante fim, no
que sem duvida ji se observa total e brilhanle
melhoramento.
II
Alm desse immenso culto religioso, daquel-
les principaes offlcios sagrados que naquelle hos-
picio diariamente se mantem, observa-se que a
estreiteza dos seus recursos pecuniarios, e a
da unidade do culto.
Eotre as grandes solemnidades do catolicis-
mo aa mais graves, sao sem duvida, as em que
se celebram os mysterios, aa gragea da Diviu-
dade e das suas imraaraessireie glorias.
Dshi procede que a festiridade ds Nossa Se-
nhora da Penha ha de exprimir e corresponder
sempre no coraco de todos a grandeza e a san-
tidade dessa melhor mii e protectora.
III
Naquelle memorarel dia do corrente maz e
anno, o campanario da igreja daquelle hospicio
echoava variados sons para chamar os fiis de-
votos de Nossa Senhora da Penha a sua brilhanle
faslividade.
O Templo qirtahoje sem duvida mais vasto e
magnifico, eslava primorosamente armado; de
toda parte scinljlavam luzes sem conta, e eram
to innmeras sobre os altares, que pareciam
as immensas estrellas do firmamento engastadas
na abobada.
A msica de composigo do Palermitano Brac-
ci, maestro da capella do rei Fernando II, foi
mui sonora, tocante e perfeitamente execu-
tada.
O puro incens que evaporava-se, e dirigia-se
ao co a par de lautas louganias e editicativas
ceremonias daquelles actos religiosos, e immeo-
so concurso dos Exms. Srs. bispo diocesano,
presidente, commandante das armas, e outras
das e de posigo elevada na provincia, alm do
povo em turbilhes, mas guardando todo silen-
cio e religioso respeito, offereciam um espect-
culo lo sublime, que se nao pode descrever ao
vivo, e apenas se poderia sentir, conhecendo-se
que todos naquelle momento, por esses senti-
mentos de puro enlhusiasmo e exaltago com-
prehendiam bem, e prostrados admiravara-se
ante a divina grandeza, de toda gloria do Ente
Supremo e de sua propria misso na Ierra.
O Rvm.Sr. Frei Sebastio de Messina, diguo
prefeito daquelle hospicio, com a ungo evan-
glica, linguagem pura, cheia de natur&lidade o
insinuante que o distinguen), emfim com a sua
veneranda e edificante presenga, symbolisando a
mortificaban e peoiteocia no retiro do claustro
fez o mais brilhanle e completo paoegyrlco de
Nossa Senhora da Penha, demonstrando, que
ella por seus altos prodigios protege i Pernam-
buco, bem como Pernambuco por sua fervorosa
devogo i sempre adorada mi do Dos, inde-
fectivel e valedora virgem presta o devido preito
e justa reciprocidade tamanha protecgo : pa-
lavras lao convincentes, peosamenlos lo ele-
vados, ideas to judiciosas que exlasiaram os
espectadores, produziram agradavel, profundo
effeito, e sobremaneira callaram no espirito de
todos.
IV
Para mais abrilhantar to solemne festividade
sobresahia no cimo do maior arco da nave um
magestoso quadro que se diz ter sido do invento
do mui estimavel Rvm. Fr. Sarafim de Catania,
constituindo a mais perfeita allegoria da medo-
nha tormenta, e grandes perseguiges, que tem
sollado a igreja, na pessoa do su:cessor de San
Pedro, sua santidade Po IX, por esforcos inau-
ditos ds impiedade. Era um magnifico quadro
representando urna vasta barca, em que Nosso
Senhor Jess Christo oceupava o primeiro lugar,
animando Sao Pedro para como limoneiro, sus-
tentar o respectivo leme. Via-se proa o aojo
San Miguel com a espada em punho, como para
dessssombrar a predita barca de qualquer perigo,
da qual eram remadores os doutores da igreja
S. Agostinho, S. Joo Chrysostomo, S. Leo, S.
Boa-ventura e oulros, a Iripolago se compuoha
dos patriarchas, que pegavam as cordas, os pas-
sageiros eram as virgens, os martyres, os confes-
sores, arcebispo3 e blspos sem conta, em urna
palavra observava-se que a predita nao fra as-
saltada por desalmados individuos, que embado
a tentaram fazer sossobrar, custando-lhe por isso
o sacrificio das proprias ridas, os quaes eram os
impos e hereges[In vestimentis ovium intrin-
tecus (un lupi rapaces) que se afogavam no pro-
celloso mar de suas iniquidades e heresias.
E nao havendo logo all sufficiente espago para
collocago das seguiotes oilavas explicativas do
referido painel, liam-se escriptas, em caracteres
maiusculos por cima ds abobada do pulpito do
lado do Evangelho.
Marca os mares na barca a Santa Igreja,
Infiamma Christo a Pedro limoneiro,
Dada a manobra patriaren seja,
Virgens, e contessores passageiros
Sustenta da tormenta alta peleja ;
Os doutores, que assim reinam ligeirus,
Miguel a'.alha as ondas co'a espada.
No mastro sssenls a Penha Iluminada.
No da epstola
Os impos os bereges ctieios de erro,
Procuram aubmergir a oo galante,
Coodemnados blasphomos ao desterro
as aguas turvasei-los naufragantes,
Nu abysmo do inferno, e feito o enterro ;
A igreja triumpha mais brilhanle,
Ira novel oa voz do Rede raptor,
Nao teme de Satn atroz furor.
V
Em verdade esta allegoria foi mui bem lem-
brada, porque a despeito da mxima desenvoltura
do genio do mal e do ferrenho espirito de inlqui-
dade. no meio das mais profundas trevas e vio-
lentas tempestades, a igreja symbolisada oaquella
grande barca, hade necessariamente triumphar
sobre todas as urdiduras infernaes, cedo ou tarde
hade brilhar com luz propria e serena, como as
estrellas em urna noite escura, ou como a alam-
pada de Deus.
Emfim, durante todo dia esleve postada urna
guarda de honra ; i larde tres bandas de msi-
cas, na frente da igreja desempenharam brilban-
tes pegas, at a occasio do Te-Deum, o qual
tambem esteve sumptuoso, entre mil luzes que
brilbava dentro e oa fachada do templo.
Toda essa magnificencia, ordem e respeito pro-
fundo, que houve na solemnisago da grande (es-
ta de Nossa Senhora da Penha, a par da cons-
tante celebrago de missas, consses, explicago
do cathecismo no respectivo hospicio, que all ha
diariamente toroam mui recommeodaveis aquel-
les terrorosos religiosos, que ji por suas manei-
ras affareis, apreciaveis qualidades, sublimes e
editicativas virtudes tm conseguido prender a
estima e coosiderago geral, a ponto de que to-
dos os espiritos verdadeiramente orthodoxos an-
helara a propicia solugo que se espera da Santa
S sobre a vinda de maior numero dellei. que
no ministerio do sancluario to relevantes servi-
gos ho prestado i religio, ao paiz e a humani-
dade inteira.
que
eollocaram, a reconduzissem para o recinto cu-
jos umbraes jamis devia ser transposto.
COMMERCIO.
Novo Banco de Pernaibuco.
O banco paga o 7- dividendo de 12
por accao, relativo ao semestre fiada
em 31 de agosto prximo passado.
Alfaudega,
Rendimento do dial a 10. .
dem do dia 1......
154944*852
17.892S66
172837*521
Movlmeuto da alfaadesjra.
Volumes entrados com fazendas..
> com gneros.
66
115
------181
Volumes sabidos com fazendas.. 149
com gneros.. 258
------407
Descarregam hoje 12 de selembro.
Barca americanaCouradfarinha.
Brigua americanoJoseph-frek? mer\ftHftio
e farinha.
Exportac&o.
Dia 10 de selembro.
Escuna ingleza Wanderer, para Liverpool, car-
regaram :
Saaoders Brothers & C, 171 saccas com S'JS
arrobas e 19 iibras de algodo.
Brigue ioglez Rozalie, para Liverpool, carre-
garam :
Saunders Brothers & C 600 saceos com 3,009
arrobas de assucar, e 2,000 couros verdes com,
88.936 libras.
Carvalho Nogueira & C, 100 barris com 3600
medidas de mel.
Barca ingleza Izabella Ridley, para llabor
Grace, carregaram :
Manoel Luiz dos Res, 20 saceos com 100 ar-
robas de assucar.
Barca poitugueza Flor de S. Simo, para o>
Porto, carregaram :
Fragozo & Cabra!, 50 couros slgaos com
1,335 libras.
Brigue portuguez Relmpago, para Lisboa,
carrega :
Thomaz de Aquino Foncoca, 20 pipas com
1,700 caadas de agoardente.
Barca portugueza Santa Clara, para Lisboa,
carregaram:
Azevedo & Mendes, 37 couros salgados com
877 libras.
Recebe doria de rendas internas
ajeraes de Pernanabneo.
Rendimento do dia 1 a 10. 8.356*183
dem do dia 11. ..... 810*74(>
9:166j92S>
Consulado
Rendimento do dia 1 a
dem do dia 11. .
provincial-
10. 17:701*259
.....1:229*731
18:930a99J
MoYimento do porto.
Navios entrados no dia 11.
Habor Grace40 dias, barca ingleza Iris, de 286
toneladas, capito John Le Cooteur, equipa-
gem 14, carga 3,015 barricas com bacalho ; a
James Crablree & C. Seguio para a Baha.
Aracaty pelo Assu'Hiate brasileiro Nicolao l^
de 58 tonelades, capito Pedro Jos Francisco,
equipagem 5, carga sal, couros e outros g-
neros : a Prente Vianna & C. ______
Horas.
* B o-c en a 6* 2 B o-c 8 kthmo$phera
a 8 s. (A O Dirtccao. < se H O
* =3 c I* 3 0 33 o a SJ a 1 | Intensidad. 1
4 00 es C0 -i ce | Fahrenheit. 1 x B O
ce en c-. OS 1* | Centigrado. c
en
3
2 I Hygrometro.
I Cisterna hydr-
meiric*.
a
os
* >
na
s *
se
p i?
B H
s 2
a 2
O O
o
A noite clara a principio e depoia de aguacei-
ros, vento do quadrante do SE at as 4 h. que
roodou para o terral.
OSCILAQA Da HAR.
Preamar as 10 h. 18' da manha, altura 4,8 p.
Baizamar as 4 h 30' da tarde, altura 1,8 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 11 de>
selembro de 1861.
Romano Stepple,
1* tenente.
Editaes.
Correspondencias.
quer pega que se extraviar, sao pontos que de- deficiencia de esmolas actualmente pela terrivel
pu- crise flnanceira, apenas lhes permittem fazer
com grande sumptuosidade a celebraco das fes-
tas de Nossa Senbora Mi do Povo 17 de agos-
to, e a de Nossa Senhora da Penha na primeira
dominga de selembro, porque, sem durida nio
com a mesquinhs quota de 8649000 rs. qae pelo
orcameato provincial destes ltimos annos tem
sido Azada para aquelles- religiosos, qae sa pode
conseguir mais do qae a mui parca, manatenco
delles, completa reedificar o desse Templo, em
urna palana mais ampios resultados.
vem merecer maita importancia para qae o
blico nos procure com preferencia.
Cooa-se a urna lavadeira urna valiosa porco
de roupa, e nao poucas vezes, esta volta quei-
xaodo-se de que a roupa fra roubada oa quei-
mada, ou arrebatada por urna cheia, e seu dono
nao tem para onde appellar, porque ella ama
mulher pobre: hoje quem nos entrega sua rou-
pa tem a certeza de que oa ella lhe ha de vol-
tar, ou ento sua importancia em dioheiro.
A'vista do exposto temos a coaviejo de ha-
- Srt. Redactores.Sei render o devido respei-
to aos dogmas da sublime ordem M.; e portan-
to, com summo desprazor que tenhe testemu-
nhado a luta que ae acha travada na imprensa,
filha talvez de mal fondados despeitos de al-
guem que est porveotura persusdido de que de-
via cooservar-se vitaliciamente no alto cargo que
um dia lhe foi conferido.
Meu desgosto, porm, subi de ponto ao ver
?ue, a proposito de to desagradavel polmica,
oi trazido i balha o nome do Sr. Caetano Pinto
de Veras, o homem que nesta provincia maio-
res e mais relevantes servidos ha prestado i
maconaria; e isto para ser injustamente censura-
do par um acto que antes de um quadro do que
delle, e.que offendeu to pouco aa vigorosas re-
gres masnicas, que foi approvado pelos poderes
competentes. .
Em verdade o que ha que censurar ao folheto
a cuja publicaco se refere um dos artiguistu
empenhados em semelhante luta ?
Coosta-me que contm elle a narrativa fiel das
faitea que alinde ; e, pois nao pode aer atacado
como offensiro 4a verdade, ante qual deve
curvar-se reverente um verdadeiro fllho da
vluva.
Quanto circunstancia de sua distribuoslo
Sor profanos, posso asseverar que ella se n&o
eu; e, portanto, nada ha que criticar no acto
com o qual ao procurou embaciac a reputado
C Dr. Francisco Domingues da Silva, juiz de di-
reito da segunda vara criminal e substituto da
do especial de commercio desta cidade do Re-
cife de Pernambuco e seu termo, por S. M.
Imperial, que Deus guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem, e
delle noticia tiverem, que no dia 3 de outubro
do correte anno, se ha de arrematar por venda
quem mais der, em pracV publica deste juizo
na sala dos auditorios, a renda annaal de urna
otaria sita nos Remedios, com urna casa que ser-
ve de fabrica de sabao, avahada por 400*, a qual
perteneente Francisco Avila de Mondonga, e
vai praca o referido rendimento por execuco
que contra o mesmo Avila encaminham Honteiro
Lopes & C.
E nao havendo lanzador que cubra o prego da
i a valiago a arrematago ser feita pelo valor da
adjudicado com o abatimento da lei.
O presente aera publicado pelos jornaes e afil-
iados nos lugares do costume.
Recife 9 de selembro de 1861, 40* da indepen-
dencia e do imperio do Brasil.
Eu Manoel Mara Rodrigues do Nascimento, es-
crivo o subscrevi.
Francisco Domingues da Silva.
O Dr. Joo Francisco Xeixeira, juiz municipal
suppleote em exercicio da 2." vara nesta cida-
de do Keclfe por S. M. o Imperador que Dos
guarde etc. etc.
Faco saber aos que o presente edital virem ou
delle noticia tiverem que neste juizo se acham
dous cavalloa que foram apprehendidos pela poli-
ca, andando a vagar sem dono, e por isso con-
siderados como bens do evento : quem se julgar
com direito a elles lhe fica marcado o prazo da
15 dlaa para fazer suas reclamacoea peraote este
juizo, findos os quaes aero arrematados em pra-
(a publica, e o producto ser recolhido ao the-
souro i forma da lei.
Dada e paseada nesta cidade do Recife sobo-
signal e sello deste juizo ou valha sem sello ex-
causa sos 3 de selembro de 1861. Eu Francisco
Ignacio de Aathiyde, escrivao o escrevi.
Joao Francisco ItUeia.


(4)
DLLRIO DI PIWU1MCO. *, QWHTA FEIEi 12 Dfi BETBMWVO DE HU
O Illtn. Sr. inspector da thesouraria provin-
Cill, em cumprimento da ordera do Exm. Sr.
presidente de 4 do correte, manda fazer publico
que no dia 26 do mesmo, peraoie a junta da
fatenda da mesma thesouraria se ha de arrema-
tar, quem por menos flzer, a obra de urna
bomba, que tem de ser construida no eogenho
Pauliata na estrada do norte, avallada em
93590OO ris.
A arrematado ser (eita na forma da le pro-
vincial n. 343 de 1S de maio de 1854, 6 sob
as clausulas especiaes abaizo copiadas.
As pessoss que se propozerem a essa arrema-
tado comparegam na sala das sessoes da mesma
jaula, no dii cima mencionado, pelo meio dia
e competentemente habilitadas.
E para constar se mandou aQlxar o presente
e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 6 de setembro de 1861.O secretario,
A. F. da Annunciaco.
Clausulas especiaes para arrematado.
1.a A obra cima principiar quinze das
depois da arrematago, e coocluir-se-ha no praso
de dous mezes.
2.4 Serlo attendidas pelo arrematante todas as
observares (eitas pelo engeuheiro, tendeles a
boa execucao da obra, desmanchando o mesmo
arrematante a parle da mesma reconhecida nao
feita segundo as prescrip;6es do ornamento e
bem assim sngeitando-ae a ludo mais que se
acha disposto na lei n. 286 sobre arrema-
tares.
3.a Nao empregar material algum em previo
exame e approvac.o do engenheiro.
4.a O pagamento ser feilo em urna s presta-
Cao paga no flm da obra, urna vez reconhecido
pelo engenheiro achar-so essa em plena confor-
midade com o ornamento, e com a aeguranca
requerida.
5.a Nao ser attendida em tempo algum qual-
quer reclamacao por parte da arremalanU ten-
dente a exigencia de indemnisaco sela qual for
o causa que para tal Om allegue.
Conforme.A. F. da Annunciaco.
. O IIItu. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico cara ennh iTZ :.f' VoT"*uu^"^"8 'W 3a le provincial n.
510 de 18 de junho do corrento anno.
Art. 48. E' permittido pagar-se a meia siza
dos escravos comprados em qualquer tempo an-
terior a data da presente lei independnle de
revalidaco e mulla, urna vez que os devedores
acluaes deste imposto, o fa^am dentro do ejerci-
cio de 1861 a 1862, os que nao o Qzerem (carao
sujeitos a revalidarlo e multa em dobro, sendo
um terco para o denunciante. A thesouraria
ar annunciar por edital nos primeiros 10 dias
de cada mez a presente disposigu.
E para constar se mandou aBxar
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 8 dejulho de 1861.O secretario,
A. F. d'Auounciaco.
O Dr. Francisco Domingues da Silva, juiz de di-
reito da segunda vara criminal e interino do
especial do commercio desta cidade do Recife
de Pernambuco e seu termo porS. M. I, etc.
Faco saber aos que o presente edital virera e
delle noticia tiverom que no dia 12 de setetnbro
do crrente anno se ha de arrematar por venda
quem mais der em praga publica deste juizo, na
sala dos auditorios, um carro de 4 rodas, forrado
de seda azul, em mo estado, sem arreios, avj-
liado por200g, o qual fora penhorado a Antonio
Jos Pereira Lagos por execugo que lho move
Joaquim Jos Silveira, e nao havendo lanzador
que cubra o prego da avatiago a arremataco
ser feita pelo valor da adjudicago com o aba-
timento da lei.
E para chegarao conhecimento de todos man-
dei passar editaes que sero publicados e aixa-
dos nos lugares do costume.
Recife 25 de agosto de 1861.-Eu Manoel Ma-
na Rodrigues do Niscimenlo, escrivo o subs-
crevi.
*n n Francisco Domiogues da Silva.
O Dr. .Francisco Domingues da Silva, juiz de di-
reito da segunda vara criminal e substituto da
do especial do commercio desta cidade do Re-
cife de Pernambuco e seu termo por S. M. I
que Dos guarde etc.
Fago saber aos que o presente edital virem e
delle noticia tiverem, que no dia 12 do prximo
futuro mez de setembro, ser arrematado em
praga publica deste juizo finia a audiencia, a es-
crava crioula Eduvirges, de 24 aonos de idade
pouco mais ou menos, perlencente a Joaquim
Pereira da Silva Santos, e vai a praga por exe-
cugo que lhe move Miranda & Vasconcellos e
caso nao sppareg langador que cubra o prego
da avaliagao seta a arrematago feita pelo prego
da adjtidicago, sendo a referida escrava avahada
E para que o presente chegue ao conhecimen-
to de lodos ser publicado pela imprensa e af-
ilalo na forma do esiylo.
Recife 28 de agosto de 1861, 40 da indepen-
dencia e do imperio do Brasil.Eu Manoel Ma-
ria Rodrigues do Nascimenlo, escrivo o subs-
crevi.
o presente e
guem em cada barreira maii do duplo do que se
arrecada as existentes como receiU da pro-
vincia.
3.aO numero de anuos para a percepgao do
pedagio ser regulado em atteng&o frequencia
do transito que possa haver, a importancia e
difflculdade da obra.
4.aQue as ponles sero construidas segundo
as condicea, planos e ornamentos apresentados
pela directora das obras publicas.
5.aQue em quaoto Dio Andar opraio para a
percepgao do pedagio o empresario ser obliga-
do a conservar a obra em perfeito estado, sob
pena de serem os reparos necessarioi feitos por
ordem do governo custa do meamo empreza-
rio, que alm disto pagar urna multa corres-
pondente decima parte das despezas que com
isso se Qzerem.
6 aQue as obras sero inspeccionadas peios
gentes do governo, nao s qusnto sua cous-
truego, como no que diz respeito aos trabalhos
de conservagao.
7.Que qualquer das obras, embora empre-
hendida por particulares, ser considerada de
utilidade publica para que possam ter lugar as
desappropriagoea de que porventura dependa a
sua realisago, e por isso gozar dos meamos pri-
vilegios, que as demais obras da provincia.
8 aQue os contratos assim feitos ficaro su-
jeitos approvrgao da asseiubla provincial, coa
excepgo nicamente daquelles que morarem so-
bre obras de um valor equivalente a trea contos
de ris, ou em que se estipular pedagio que nao
exceda de um anno. os quaes produziro desde
logo os seus e (Yeitos.
Relacao dos lugares onde devem ser construidas
atpontes.
1.S. Joo na estrada do Pao d'Alho, sobre o
rio Capibaribe.
2 Tiuba na villa de Pao d'Alho, sobre o rio
Capibaribe.
3.Gapaoga, sobre o rio Capibaribe,
4.Motocolomb, estrada do sul, sobre o rioTi-
jipj.
5.Engenho Trapiche, na estrada do Cabo, so-
bre o rio Pirapama.
o Peora. obre o rio Seriohiem.
o irUnS Barr"> 80Dre rio Seriohaem.
-"illa de Barreiros, sobre o rio Una.
10.Engenho Jundi. sobre o rio Una.
11.Escada, aobre o rio Ipojuca.
2.Amarigi, sobre o rio Areargi.
id.Ginipspo, sobre o rio Sibir.
as propostas sero racebidas at o dia 30 da
outubrodo correte anno.
E para constar, se mandou affixar o presente,
e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 3 de setembro de 18610 secretario,
A. F. d'Annunciago,
Pela contadoria da cmara municipal do
Recife ae faz publico, que no ultimo de setem-
bro prximo futuro fioda-se o Brazo marcado pa-
ra pagamento do imposto de estabelecimento com
a multa de tres por cento ; e todos aquellos que
deixarem de pagar fleam suj6itos a mella do du-
plo do valor do meamo impoato.
Cmara municipal do Recife 27 de acost de
1861.O contador,
Joaquim Tavarea Rodovalho.
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial ae faz pu-
blico aoa devedores de impostos de dteima ur-
bana, de 4 e 12 por cento aobre diversos estabe-
lecimentos, de 50$ sobre casas de modas, perfu-
maras, e chapeos estrangeiros, e. finalmente o
imposto sobre carros, carrogas, mnibus, e ve-
hculos pertencentes ao anno flnauceiro findo de
1860 a 1861, que no ultimo de setembro correo-
te fioda-se o praio para o pagamento de aeaa
dbitos, ficando sujeitos os que nao pagarem, a
serem remettidos para o juizo doi feitos da/a-
zenda.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco,
2 do setembro de 1861.Theodorb Machado Frei-
r Pereira da Sjlvs.
THEATRO
DE
Declarares.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da resolugo da junta de
fazeoda, manda fazer publico, que no oa 3 de
outubro prximo vindouro, vainovamente pra-
ga para ser arrematado a quem maior prego ofle-
recer, o rendimento dos impostos de qualro e
oito por cento, creados pelos 16 e 17 do art.
40 da lei provincial numero 510, nos municipios
seguitites :
Bonito.
Ganbaos.
Flores.
Boi-Vista.
Brejo e Cimbres.
A arrematago ser feita por tempo de dous
sones, a contar do Ia de juoho do correte aono
i 30 de junho de 186*.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
namhuco 2 de setembro de 1861. O secretario,
A. F. d'Annunciago.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da resolugo da junta
da fazenla, manda fazer publico, que no dia 19
de setembro corrente, vai novamente a praga
para ser arrematada a quem mais der a rendadas
casas do patrimooio doa orphos abaixo mencio-
nados :
N.
Largo de Pedro" It.
1. Sala do 1 andar...... 80g000 por anno.
Ra do Imperador.
1. sobrado de dous an-
dares.............. 16018000 por anno.
Ra do Rozario da Boa-Vista.
14. Casa terrea........... 2019000 por anno.
Ra da Cacimba.
66. Casa terrea........... 122000 tmr anno.
66. Iiem dem............ 81j000
Ra dos Burgos.
69. Casa terrea.......... 125000 por aono.
Ra da Senzalla Velha.
79. Sobrado de dous ao-
on d"e"................ 753*000 por anno.
89. Sobrado de douj an-
dares................ 753$000 por anno.
Ra da Guia.
84. Casa terrea........ 168JO0O
Rna do Pilar.
por anno*
de
253gOOO por anno.
224$00O
EOC8000
1203000
21*8000
3525000
94. Casa terrea
98- dem idera.......
1. Sitio n eatrada
Parnamerim......
2. dem idem............
4. Sitio da Mirueira.....
5. Sitio do Foroo da Cal.
As arrematages sero feitas pelo tempp que
decorrer do dia da arrematago at o Um de lu-
cho de 1864.
E pare constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
Dfflbuco, 2 de setembro de 1861.
O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciaco.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm.
Sr. presidente da provincia de 31 de agosto ulti-
mo, manda convidar ai pessoas que quizerem
contratar a construego das ponles nos lugares
iodicadoa na nota abaixo copiada, a ipresenta-
rem na mesma thesouraria as suas propoatas,
senlo os miamos contratoseffectuados sobas se-
guiles condigea :
1.*Que a importancia das obras contratadas
correr toda por canta dos contratantes, nao sen.
do em caso algum por ellas reapoosaves oa co-
fres proviociaea.
.'--Que o governo garantir a percepeJo do
pedagio palo tempo e forma gue contratar, com I
unto que os contribuiatea dd pedagio oto pa- i
Conselho administrativo.
O conselho administrativo para foroecimento
do arsenal de guerra tem de comprar os objeetos
segantes:
Para provimenlo dos armazens do almoxarifado
do arsenal de guerra.
2 arrobas de rame de ferro.
lOduzias de taboas de pinho de 3/4 de gros-
sura.
5 duzlas de ditas de pinho de forro.
50 arrobas de cabo velho de linho.
10 arrobas da dito de linho branco com 1 pol-
iegada o 1(1 de grossura.
5 arrobas de er.
10 enchams de 21 palmos de comprimento de
5 a 6 pollegadas de grossura.
Quem quizer vender taes objeetos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 18 do
corrente mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 11 de
setembro de 1861.
Bento Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Continuara em praga 00 dia 13 do corren-
te, e nos que se seguirem, no pago da cmara
municipal do Recife, os impostos seguintes, que
deixaram de ser arrematados
Imposto de 500 rs. por cabega de gado 16 530} Idam de mscate e boceteiras 2088000
Nao apparecondo licitantes para o priraeiro
desloa impostos, ser arrecadado por adminie-
tragao.
Secretaria da cmara municipal do Recife,
11 de selembro de 1861.
O official maior servindo de secretario
Francisco Canuto da Boa-viagem,
n ~~rFe'" secretaria da cmara municipal do
Recife se declara que a mesma cmara princi-
pia no dia 13 do corrente a ultima sesso ordi-
naria deste anno.
Serretaria da cmara municipal do Recife 11
de setembro de 1861. "
O official maior servindo de secretario
Francisco Cauuto da Boa-viagem.
Correio geral.
Relagodas cartas seguras existentes na admi-
mstracao do correio desta cidade para ossenho-
res abaixo declarados:
Azevedo &Irmao.
Dr. Antonio Rangel de Torres Bandeira.
Antonio de Souza Reg.
Braz Marcelioo do Sacramenlo.
Coostaotino J0S0 Marlios de Carvalho.
Joaquina Lins de Souza.
Joaquim Vieira de Barros.
Joo' Francisco Gomes da Silva.
Jos Caetano de Albuquerque.
Jos Cupertino dos Santos Meira.
Capito Jos dos Sanios Nunes Lima.
Lucia Mana da Cooceicao.
Maria da Conceigo e Silva.
Mara Joaquina Pessoa de Saboia.
Mariaono Lopes Rodrigues.
Dr. Manoel Bernardino Bolvar.
Manoel Pereira de Castro.'
Nono Maria dos Prazeres.
Paulo de Albuquerque Gama.
Trajano da Costa.
Wasintylhon, Ildefonso de Novaes Cabamby.
De ordem do lllm. Sr. Dr. chefe de polica
se faz publico, que na noile do dia 8 do corrente
na ra das Cruzes, foi achada urna pulseira de
ouro, que pelo seu tamanho indica ser de me-
nina : quem fdr seu dono dirija-se repartico
de polica, onde verificados os sigaaes da dita
pulseira lhe ser entregue.
Secretaria da polica de Pernambuco, 10 de
setembro de 1861.O secretario, Rufino Augus-
to de Almetda. *
Pela administrago do correio desta cidade
se faz publico, que em virtude da convengo pos-
tal, celebrada pelos governos brasileiro efraocez
serao expedidas malas para Europa no dia 15 do
correte, de conformidade com o annuncio deste
correio, publicado no Diario de 9 de fevereiro
desle anno. As cartas sero recebidas at 2 ho-
ras antes da que for marcada para a sabida do
vapor, e os jornaes at 4 horas antea.
Correio de Pernambuco 11 de setembro de 1861
O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
Vice consolato.
Di S M,. II R Vittorio Erna-
nuele II. in Pernambuco.
Esseqdo si aperlo in Italia una soscriziooe per
innalzare un monumento all' insigne Uomo di
Stato, e grande Patriota, l'universalmenle com-
piaoto Cont di Cavour, e volendosi con quel
monumento aitestare ai posteri la ric onocenza
e8.i llf n pella grsD0' Per" del1 rla. Li-
berl ed Independenza, della nostra penisola.
alta quale tanto contribui col vasto suo otelleto
coll acune del suo perspicace ingegno, coll' in-
teosil dell' incredibile sua attivit, e coll' ope-
rozU del suo gran cuore. II vice consol resi-
dente in questa cilla, ad instauza dell' 111"* Sig
Consol Genrale di S. M. in Rio di Janeiro in-
vita tutli. i sudditi Italiani, qui residenti. a con-
eorrere Qne si realizzi queato alto di grande
reeonoscenza.
Per la realisazione delle soscrizioni, di quelli,
che generosamente vogliano concorrere colla loro
offerta per qoesto invito, lo possooo fsre al Vice
Consolato Italiano, Ra do Trapithe n. 15 sino
al giorno 15 del mese di setiembre proilimo.
Psrnambuuco 22. Agosto 1861.
II Vice Consol
Jos Ttixtira Basto.
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO
35a RECITA DA ASSIGNA^RA.
Sabbado 14 de Setembro de 161.
Subir scena o excellente drama ei 5 actos,
PECCADOM.
Terminar o espectculo com a represenbgo
da graciosa comedia em um acto,
1MTT1
Para o Rio de Ja-
neiro
Pretende seguir eom muita brevidade o brigue
escuna Joven Arthur, para o resto da carga que
me tana trata-se eom oa seus consignatarios
Azevedo 4 alendes, no seu escriptorio ra da
cruz n. i.
OU
Os apuros d um esludank
Na qual a Sra. D. Manoela desempenha quato
differenles papis.
Comecar s 8 horas.
COMPAMIA PERNAHBUaiU
n
Navegacao cosleira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Asiu'. Aracaty, Cea va'.
O vapor Iguarass, commandanle Vianna,
sahir para os portos do norte de sua escala at
o Cear n dia 21 do corrente mez s 4 horas
da tarde.
Recebe carga at o dia 20 ao meio dia. En-
commendas, paaaageiroa e dinheiro a frete at o
da da aahida aa 3 horas: escriptorio no Forte
do Mallos n. 1.
Acarac.
O vapor Iguaraasa, que tem de aahir para
os portos do norte at o Cear no dia 21 do cor-
rente, tocar no Acarac para largar qualquer
porgao de carga que para all naja, para o que
se poder tratar no escriptorio da mesma com pa-
nilla no Forte do Mallos.
lisboa e ^orto,
a barca Flor de S. Simio, vai aahir uestes dias
por ] ter quasi prompto o seu carregament,
recebe ainda alguma carga para os dous portos,
.e passageiros, para oa quaes tem excedentes
t commodoa : a tratar com Carvalho, Nogueira &
Coa ra do Vigario o. 9, primeiro andar,
Para Macei ou Pilar, S. Miguel dos Cam-
pos, Cururipe ou para o Penedo, freta-se muito
em conta, ou recebe-se carga a frete na barcaga
; Feliz das Ondas, chegada ltimamente do Pe-
nedo, nova e muito voleira, de lote de 50 tone-
ladas: quem quizer frelar ou carregar, dirlja-se
ao ca;s do Ramos, armazem n. 4, ou a bordo da
mesma, fundeada junto ao caes, a tratar com o
mestre e dono Joo Maria M.
Leiioes.
atisos martimos.
LEIliO
Para.
O patacho Emulago, capito Antonio Comea
I ereira, segu com brevidade por ter parte do!
carregamento srranjado ; para o que lhe falta
trata-se com Moreira & Ferreira, ra da Madre de
Dos n. 8.
Quinta-feira 12 do corrente
as 11 horas em ponto.
Antunes far leilo no dia cima designado
no seu armazem na ra do Imperador n. 73, de
relho para cha' e caf, galheteiros,
copos, catnpainbas, cestas para fructas
e ruteiras, porta licores etc., etc.. lin-
dos jarros com bacws etc., de folha,
balanqas, limpadores de pes, cestas com
o necessario para viagem, ricos etojos
para barba, cabecadas com brides, ga-
marras, chicotes, selins e silhOes, can-
dieiros para gaz e azeite, caixinhas de
msica, caixas com ferramenta, sabo-
netes, transparentes para janella, re-
logiosde parede e muitos outros ar-
gos que se torna enfadonho de mencio-
nar, arados, grades, carros de mo e
carretas, carrocas, machinas pira cor-
tar capim,ditas para descarocar milho,
rebolos e dous carros elegantes e leves
com arreios para um e dous cavallos.
LEILO
DE
Farinha de mandioca.
Quinta-feir 12 do corrente.
O agente Pinto far leilo por conta e risco de
quem pertencer e sem reserva de prego de 340
saceos com farinha de mandioca, no dia e hora
cima mencionado no armazem do Sr. Hemeterio
Irmao 4 C., largo do Forte do Mattos em frente
ao armazem do baro do Livramento;
LEILO
DE
MOVSIS.
Quinta-feira 12 do corrente.
Costa Carvalho continua neste dia em seu ar
mazem na ra do Imperador n. 35, o leilo dos
movis existentes em seu armazem.
LEILO
DE
Urna armacao.
Sexta-feir 13 do corrente.
Cesta Carvalho ar leilo no dia cima as 11
horas em ponto, da armago e mais perteuces
da taberna da ra do Arago n. 1.
Para o Aracaty
aegue brevemente o hiate Exalago, recebe
carga e passageiros; a tratar com Gurgel Irmios.
na ra da Cadeia do Recife n. 28, primeiro andar.
REAL C0HPANHIA
urna casa de taipa arruinada situada na ra da
Esperanga n. 21, na Soledade, tendo a referida
casa 30 palmos de frente e 120 a 130 de fundo,
com urna excellente cacimba de pedra e cal d
muito boa agua, sendo a referida casa de chaos
preprios e teado um oito de tijolo d obra do e
i um alicerce na parte de detraz e mais 3,000 ti-
jlos pouco mais ou menos pertencentes a refe-
rida casa.
LEILO
Avisos diversos.
DE I
Paquetes indezes a vapor QAu!llta;f?ra 12 do correilte-
,;,.,,. o ~* 'Fv* Antunes far leilao em seu armazem na roa
Al o dia 14 deste mez espera-se do sul o va-
porOnexda, commandantn Bevis, o qual depois
oa demora do costume seguir para Soulhamp-
ton, tocando ooa portos de S. Vicente e Lisboa
para passagens etc. dever-se-ha tratar com os
agentes Adamson, Howie & C, ra do Trapiche
Novo n 42.
N. B. Os embrulhos s se recebem ate duas
horas antes de se fecharem as malas pelo frea
usual, ou urna hora onies pagando um paltco
alm do mesmo.
CmPH!lIA
do Imperador n. 73, da renda da casa da ra das
Calgadas n. 39, a qual tem duas salas, 4 qaartos,
cosioha fora, quintal e cacimba e sabida para
mar
Bem como
DAS
Messageries imperiales.
Agencia ra do Trapiche n. 9.
um carro de 4 rodas que ser entregue por ti
prego obtido.
LEILO
DE
lina leja de fazendas
?i *'-t
COMPANHU PERNAMBUGANA
DB
Navegaco cosleira a vapor
O vapor Persxuga, commandanle Moara,
segu viagem para'os portos do sul de sua esca-
la no da 20 do corrente s 4 horas da tarde. Re-
cebe carga at o dia 19 ao meio dia. Encom-
meodas, passageiros e dinheiro a frete ateo dia
da sabida s 2 horas : escriptorio no Forte do
Mallos n. 1.
Vende-se o superior brigue ame-
ricano Helen, com a lotaco de
12,500 arrobas, demanda carregado 8
ps d'agua, este navio de exaellente
marcha, esta' forrado de cobre e promp-
to para seguir a qualquer viagem, para
mais informacoes dirija-se a ra do Vi-
gario n. 2.
Para Lisboa
segu viagem com a possivel brevidade o bem co-
nhecido brigue portuguez Relmpago ; para
carga e passageiros, trata-te com o consignatario
Thomaz de Aquino Fonseca, na ra do Vigario
n. 19, primeire andar, ou com o capito na praga.
horas em ponto.
NA
Ra do Crespo numero 21.
Segunda feira 16 do corrente.
Antunes autorisado pelo lllm. Sr. Dr. juiz es-
pecial de commercio, e a requerimento dos ere-
dores de Francisco Jos Rodrigues Bailos. ven-
Al o dia 14 do corrente espera-se da Euroia f *? leil."V 8Ua !oja s,a Da f.ua do Cre*P
o vapor francez Guienne, commandanle EnortJ Sl,',?^ Vi -,,end" 'a existentes
o qual depois da demora do costume seguir p.- n0 referido dlt *
ra o Rio de Janeiro tocando na Baha, para pai-
sagens etc. a tratar na agencia.
Mii
O palhabote nacional Dous Amigos, capita
Francisco Jos de Araujo. segu para a Baha era
poucos das ; para o resto da cerga que lhe falta,
trata-ae com seu consignatario Francisco L. 0.
Azevedo, aa ra da Madre de Dos n. 12.
DE
Farinha de man-
dioca.
Quinta-feira 12 do corrente
O agente Hyppolito da Silva far leilo por
conta e risco de quem pertencer de 461 saceos
com fannha de mandioca, o qual ter lugar no
Forte do Mattos armazem do Sr. Joo Carlos Au-
gusto da Silva defroote do trapicho baro do Li-
vramento, as 11 horas em ponto do menciouado
QMm
LEILO
DE
Calcado e roupa feita.
Sexta feira 20 do corrente vender'
o agente Antunes no armazem da ra
da Cruz n. 15, um explendido sorti-
Rio de Janeiro
a vehira e bem coohecida barca nacional Ame-
lia, pretende seguir com muita brevidade, tem
parte de seu carregamento prompto ; para o rea-
to que lhe falta, passageiros e escravos, para oa
quaes tem excellenles commodos, trita-se com
os seus consignatarios Azevedo & Mendes no
seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
Baha.
Soguea aumaea Hortencia, capito Belchior
Haciel Araujo : para o resto da carga que lhe
falU e passageiros, trala-se-cba Azevedo A Meo.
dw, rna da Crux n. 1. w *
ment de calcado como sejam :
de couro de lusfre para senhora e ho-
rnera, borzeguins de bezerro, couro de
-ustre cora iola e sola supposta, assim
co%io um sortimento de roupa feita pa-
ra homem.
Attenco.
Grande leilaode mercado-
ras americanas.
Terca-feira 17 de setembro.
RA DA CRUZ N. 15.
O agente Antunes fara' leil&o no dia
cima de urna immensidade de objee-
tos americanos como sejam: secreta-
ras, carteiras, cadeiras de diversos
gostos e de balanco, marquezas, riquis-
simas camas de rica obra de talha, ma>
las, bahus e saceos de viagem, obras de
metal principe prateado, sendo appa-
Declaraco.
As pessoas a quem isto possa ioteressar devem
saber que, o terreno sito na Soledade, foreiro de
N. S. da Soledade, que pertenceu ao finado Jos
Mara da Costa Carvalho, divide pelo lado do nor-
te em linba recta lirada pelo muro de divlso at
a estrema do sitio que foi de Manoel Jos Tei-
xeira Bastos, e depois de Herculano Alves da
Silva, e hoje de outros, com o de Jos Goocalves
da Cruz, e Luiz da Costa Lete, o que estes po-
dem mostrara quem nao quizer ser illudido.
OSr. Francisco Antonio Pereira Braga, mo-
rador em Santo Antonio de Castanha Grande, di-
zem que em trras do engenho do mesmo nome,
provincia de Alagoas.queira vir ra Direita n.
16, loja, ou alguem por elle, para realisar certo
negocio.
O Sr. Manoel Francisco Leite, morador em
Forto Calvo, queira vir pagar o seu fique quede-
ve na ra Direita n. 16, loja.
A pessoa que annunciou querer comprar
um jogo para gamo, pode ir ra Direita n. 16,
loja, que achara um como deseja.
Precisa-se de urna ama par o servido in-
terno de urna casa de pouca familia ; quem qui-
zar, dnija-se a ra do Imperador u. 83.
Offerecese urna ama de boa conducta para
casa de homem solteiro ou de pouca familia : a
tratar na ra do Vigario n. 5, terceiro andar.
Aluga-se urna escrava boa cozinheira :
quem precisar, dirija-se a ra da Paz n. 42.
Na ra da Alegra n. 7, ha urna negra para
se alugar, de todo o servigo menos engommado.
Engenho para vender.
No da 17 do corrente. pelas 11 horas do da,
depois da audiencia do lllm. Sr. Dr. juiz de or-
phos, tem de se arrematar por venda, a reque-
rimento de D. Rita Jeronima de Mendonc.a Perei-
ra, meieira inventarame dos bens que flcaram
por fallecimento de seu marido Marcelino Anto-
nio Pereira, duas tercas partes, pouco mais ou
menos, do engenho Desterro, sito na freguezia
!!n A&!ar,ssu, avaliado em sua totilidade por
:OO, moente e corrente, movido por animaes,
com todas as obras, bemfeilorias, trras, matas,
logradouros e utencilios, o qual engenho divde-
se pelo nascente com trras do engenho Infla-
man, pelo poente com lerraa do eogenho Moojo-
pe e outros, pelo norle com trras de Jos Igna-
cio, Manoel Lucas e outros, e pelo sul com tr-
ras do patrimonio da irmandade de N. S. do
Rosaiio de Iguirass e de ostros. Adverte-se
que se admiticm Uncos, parle em dinheiro
vista e parte era pagamentos por letras aceitas ou
endossadas por firmas conceltuadas nesta praca.
^ Aluga-se um grande e novo armazem pro-
pno para recolher gneros na rna do Amorim,
com a frente para a nova rampa entre os trapi-
che Cunha, eCompanha : quem pretender diri-
ja-se a ra do Vigario n. 5.
Precisa-se de 1:000 a juro aobre hypothe-
ca em urna casa, e compra-se um espelho gran-
de ; a tratar na ra estreita do Rosario n. 27.
primeiro andar.
Luvas de Jouvin.
Goes & Bastos, na loja da ra do Queimado n.
?o, deve receber hoje pelo vapor francez as me-
mores luvas de Jouvin, assim como tambem tem
de camurca branca.
Trocara-se diversas imagens viudas do Por-
to, obra muito perfeits, algumas proprias para
igrejas : na ra do Queimado, loja da boa fama.
Para administrarlo de eogenho prooe-se
urna pessoa com as habilitacoes precisas para es-
se flm : qualquer senhorde engenho que de seu
presumo se quizer utilisar, poder-se-ha dirigir
a Agua-Fria de Beberibe, sitio do tenente-coro-
v.
5
ce
I
H
-1
c
Vende-se um mulatinho de idade 10 a 11
annos, muito sadio e esperto, proprio para ser-
vir de crisdo ou pagem. A falta de dinheiro obri-
ga seu dono a negocia-lo : quem o pretender,
dirija-se ao pateo da Penha, casa u. 21, lado da
sombra, a qualquer hora, que all achara com
quem tratar.
Vendem-se qualro terrenos de 30 palmos
cada um,sendo tres unidos e um segregado, mais
oo meamo aliohameoto da ra Imperial, lado da
mar pequea, os fundos andar por cerca de
1,200 palmos, e por isso se vendem com todo o
fundo ou com o preciso somenle para casa e
grande quintal, o terreno proprio, mas na bai-
la mar da ruar ou os alagados sao foreiroa ma-
rioha : quem os pretender lodos ou algum delle,
dirija-se a ruada Concordia n. 35, e ahi se ex-
por as grandes vaotagens que elles oflerecem, e
tambem se permutam por urna casa terrea.
Sal.
Vende-se sal muito alvo e grosso : a tratar na
ra da Madre de Dos o. 2.
Vende-se o restante do arroz do Maranho.
a 2jf a arroba, a 480 a cnia, e a 80 ra. a libra,
manleiga inglezs flor a 1, azeite decarrapatoa
440 a garrafa : na ra das Cruzes n. 22.
Vende-se um negro de nar;o, bom cozi-
nheiro e marinbeiro, de idade de 40 aonos, ati-
angando-se sua boa conducta, um dito da Costa,
moco, e que se emprega em ganhos na ra : a
tratar na loja da roa da Cadeia do Recife n. 64.
Len Chapellain, subdito francez, retira-se
para a Bahia no prozimo paquete francez.
Attenco.
Liva-se e eogomma-se com perfeico: na ra
do Calabougo velho n. 27, loja.
S. Jos da Agona.
0 secretario da irmandade, por ordem da me-
sa regedora, convida a todos os irmos a compa-
recerem domingo 15 do correte, pelas2 li2 ho-
ras da larde, no consistorio da mesmi irmanda-
de, ata de encorporados acompanhar a nrocis-
sao de N. S. do Livramento; assim como pede
aquelles irmaos que liverem capas em seu poder
e nao possam acompanhar a procisso, de as
mandar entregar na ra do Livramento ao the-
soureiro da irmandade.
Manoel Francisco dos Santos Silva.
Tijolos baratos.
Avsa-se s pessoas que tiverem de edificar
que no Giqui, sitio que foi da finada D. Archan-
ja, se vendem os melhores lijlos que aqu se
fabricara, pelo preso mais commodo possivei
assegura-se ao comprador serem feitos do melhor
barro conhecldo geralmente como tal.
Perdeuse da ra nova de Santa Rita alea
praca de Pedro II ume vollinha de pescoco com
urna cruz e um coracao esmaltado de azul: roga-
se pessoa que a lenha achado, leva-la a ra do
Queimado n. 13, que se gratificar generosa-
mente.
Irmandade do Senhor
Bom Jess das Chagas.
Por ordem da mesa regedora convido a lodos
os senhores irmos desta irmandade parase acha-
rem as 21|2 horas da tarde de 15 do corrento no
consistorio da greja do Paraizo, afim de que.
-"unidos erai corporaco, nos dirijamos lamia
de N. s. do Livramento, cuja procisso solemne
deve esta irmandade acompanhar. Consistorio
da irmandade do Senhor Bom Jess das Chagas
12 de selembro de 1861 .-O escrivo,
Francisco de Paula do 'Patrocinio.
Na ra das Tnncheiras n. 17, primeiro sn-
dar, precisa-se de urna ama para o servico de
casa de pequea familia.
-. Aluga-ae o primeiro andar do sobrado da
Rosario n. 7, loja de ourives.
Vende-se na rua Direita n. 99, queijos che-
gados no ultimo vapor a 2J400.
Vende-se um excellente
moco : na rua da Praia,
escravo preto
primeiro andar n. 47.
sapato neJ Hemeterio Jos Velloso da Silveira, que ahi
r achara com quem tratar.
Publicacoes do Instituto Ho-
meopathico do Brasil.
TUESOURO HOMEOPATHlfO
VADE-MECUM DO HOHFOPATHA.
(Segunda edieco consi-
deravelmente augmen-
tada.)
Diccionario popular de mediciaa ho-
meopa lineo
PELO DR.
SABINOO L. PINHO.
9muKu"? ,S"t P estas obras a
2OO0O em brochura at dezerobro. Desse lempo
ISOO "igna,urs 8erl elevadas a rs.
Rua de Santo Amaro (Mundo Novo) n 6
Treclsa-se alugar urna escrava para todo o
5.'ilS?. S ""* t pouca f,"" ? P"C
da Independencia n. 38.
Consultorio medicocirursfico
3-K\3iVBA GLOIVW CASA DO F\3NDlO~3
Consulta por ambos os systenias,
Bocia da mudanza para a sua nova residencia, o proprietario
er urna reforma completa em todos os seus medicamentos
0 desejo que tem de que os remedios do seu eatabelecimeXno .e^o'nfund.m
nenhum outro, visto o grande crdito de que semnre gozaram e gozara o oo^u.?A
a precauSao de inscrever o seu nome em todos os rtulos devende Ir rn.W -------
dos lodos aquelles que forera ^^^^^^m^V^lJr^^^^^^^'
S!S.raolVororuenloemVCOB,PaDh*r "* -^ ^\^&yU^^
medio.er.oem,^^
que os meamos Srs.
com os de
tem tomado
importancia e cujas propriedades sao lo
mdicos allopatbas empregam-as constantemente.
Os medicamentos
conhecidas
Os medicamentos avulsos qur em tubos qur em tincturas cuaUrn iii. ,j.
. 0 proprietario deste estabeecimenlo annuncia a tM%SS\M^lm\\l\^\^:
sufflcientes para receber algn, escravos de um e outro wxodoSiesou
opera-cao, affianCando que sero traUdos com todo o dUveto
aquelles que i tem tldo escravos na casa do annunciaute.
goa que tem commodoa
que precisem de alguma
pcompudao, coso sabem todos
gens para
A ailuaco magnifica da casa, a commodidade dos baahos salsadn. > *--..
ara o prompto reaUbelecimento dos doentes Igsdos ao outras tantas vanU-
As pessoas que_quizerem fallar com o annunci.nt. d.vem procura-lo da mhaa al 11 horse
e de tarde das 5 em diante, e fora destas horas acbarao
ender : rua da Gloria n. 3 casa do Fundi.
em casa pessoa com quem se poderlo en-
I
Dr. Lobo Motcoxo.
i
\


DiAlIO Pl fBlNAMDCO. w quinta IRA i| BK SETEHBRO DI 1861.
23 Ruada Imperatriz 23
PIANOS E MSICAS.
J. Laumonnier convida os senhores mostree e amadores de msica, virem a sen armazem
Ter os excelleotea pianos Laumonnier, que seiba de receber de Paris, fabricados expressamente
para o clima do Brasil, muito elegantes e de gostos modernos. Igualmente tem msicas dos me-
nores autores, assim como concerts e afina os mesmos instrumentos.
EAU MINERAL!
NATRAIXEDE VICHY
SfEtfAJL* "oticrsneera ra da Crwn.SS
a libra e em barril a 560 rs.
o melhor que ha na mercado a 2$600 a libra.
Largo da Penlia
Francisco Fernandes Duarte, proprietario deste
n ,. >. I .--------, """- K*t"">, =< Kwi.auu icsumu a veoae-ios por meos iu por cenio
o que em outra qualquer parte, aQanQando a boa qualidade e acondiciouamento, assim como ser-
vir os portadores meaos praticos to bem, como se os seohores viessem pessoalmente, para o que
.,?.A9 P0upa ? PrPrielano em prestar toda atienco, afm de continuarem a mandar comprar
...QC0.mmeDdas ,erlos de 1> 'oda e qualquer encommenda comprada ueste estabelecimento
acompannar urna conta impressa com o mesmo titulo de armazem Progresso.
^V?8* M* PfeUmente lio. mo,,. Ilbt Teode.
se por este pre$o nicamente pela grande porjao que tem e sefor em barril se (ara abatimente
NiM&teiga francesa, m rs.
Cha hysson
dem preto. imo, libra
Queijos do reimo ehegados MgU ultimo Tapor a ^
dem prato a m inteiro a 640 rg> a Ubra
laem suisso a 640 rf a 1bra em por5So se faz a baliment0
Prezuuto de ftambre InglM. 700 r, Iibft.
Prexunto de lamego. 480 libr. Dtero a 440 m
ALmeixas francesas em frageo com 4 libr por 3000> a retalh01800 rs
i^spermasete.740 a 1bra. em caixa a720 r8.
Latas com bolaxVulia de soda de deferente qualidades a 1S400
Latas com peixe em posta de mnitas qualidade8. ls400.
Azeitonas multo novas. mo 0 barrili, reUlh0 a 320 m
Doce de Wpereue
Coriutas
ELIXIR DE SAIIDE
BNED
Citrolactato de ferro
I3nieo deposito na botica de Joaqun* MarUnbo
da Ctuz Crrela & C, tna do Cabug n. U,
em Pernambnco.
co .is-.na? Sffiiaviirss1^apr<< dade.
urna tal varie-
t?OE g*l*yy**! lu^ emPre;ar-8e m mesmo medicamento debaixo de formulas to
is, maso homem da sciencia comprehende a necessidade e importancia de
A formula um objecto de muita importancia em therapeulica : un proa
m B.rVift6- -'iT8001* d med'Ca,nento. o torna agradavel, fcil epossii
es, para todos os paladares e para todos os temperamentos.
las as
- at hoje conhecidas nenhuma rene to bellas aualida.
urde citro-lactacto < ferro. A seu sibor aaradavel. rene o ln.r. JfJE
mente
Das numerosas preparaces de ferro
as^milado-V Sl T' prmp,a a f!ci d,S0K* "o etomago.' de modo que completad,
ni ?i; produzir P' caus da lactina, que conten em sua composicao a eooXaSTd.
Tentre frequentemenle provocada pelas outris preparacoes terroginosas.
Estas novas qualidades em nadi
a garrafa,
em latas de 2 libras por 15200.
pars podim a 800 rs. a libra.
Banba de porco refinada
TO*$a de tomate
m primera vez que vieram a este mercado
Cbonticas e paios muit0 noro8 a 560 r8
Palitos de dente iixados
Cbocoiate francez. moo r8.. u
Marmeiada imperial d0 a[amad0 Abreu
a 1000 rs. a libra.
Vinbos engarrafadosPorl0tBordeaux>Carca,ell08> emo8eatelamoo.g.r,f..
Vinbos em pipa de 500,560.640.
V nagre de Lisboa
J* das mais acreditadas marcas a 50 a duzia,
* parasopa amis nova que ha no mercado
lrviibas francezas. 640 r8 lalla
Milo de amendoa. 800 r, a UbM| dila com ca8a, 480 r8#
\oies mull0 D0Va8 a 120 rg a libraj
Clastanbas
*-*aie muit0 9>perj0ra 240 rs. a libra, e a 7jf a arroba:
\ ITA7
a vu do Maranho a 3 em arroba, e em libra alOOrs.
Fnmo amerieano
Sevadinba
^*8** muito novo a 320 rs. a libra.
m. oncinno de Liboa a 360 ri a ,ibra e a 108 a artob8
Farinba do Marannao a
Toncinbo ingltz a 200 r8 a 1bta
Pascas em eaixinbas de8 libra8. ^^ cada uma.
curar lendenfe a molhado*118'0' mencionado, ePconlrar o respeitavel publico tudo quanto pro-
Machinas para descaro^ar al-
godo.
N. O. BIEBER & C. SUCCESSORES, ra da Cruz
o. 4, participam aos agricultores do algodo
que elles acabam de receber MACHINAS PA-
RA DESCAROgAR E LIMPAR O ALGODAO'.
Estas machinas teem as seguinles vanlagens:
descaro;am com uma rapidez incrivel, nao
quebrara a sement oem cortao o fio do algo-
dio, e limpam-o de toda e qualquer impu-
reza, augmentando assim o valor considera-
velmente. A machina mui fcil a manejar,
e s a rapidez com que descorona vale fazer-se
a despeza da compra.
Instrumentos part agricul-
tura
MACHINAS PARA DESCAROgAR O MILHO, tra-
balbam com uma pessoa e descaro;am as es-
pigas instantneamente sem qnebrar o milho.
MACHINAS PARA CORTAR CAHM ; cortara
com presteza o capim em tamanho de uma
pollegada e teem a vantagem de nao deixar
retraco.
FACAS feitas expressamente para cortar cana.
ARADOS, GRADES, BOMBAS para regar capim,
hortas, etc., etc., bombas para cacimas.
A commisso liquidadora dos credores da
casa do fallecido Manoel Buarque de Macedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou contas de livros, que se diri-
jan) com os seus ttulos ra da Cadeia do Re-
cite n. 26. primeiro andar, das 10 horas da ma-
nhaa s 2 da tarde, para serem verificados e clas-
sicados pela referida commisso
J. Falque, subdito raocez, vai
aoRiode Janeiro, deixando por seu$
procuradores, suasenl.ora. o Sr. Anto-
nio Machado Gomes da Silva e Flix
Sauvage & C.
zesTrelS-^ZJofl^ MMIh Dle"
Aluga-se
iferinB4r0?r,ir daC"" d" rUa da Cadea 0 -
Srm.i; S Pfl para e9criPlrio ; a tratar no
armazem da mesan.
Aluga-se uma preta escrava para ama da
t^ol'Z Cm abuod"'. e 6 muito cari!
fu.TnF,- me,nno8. qeni precisar dirija-se i
ra do Crespo loja n. 20 de Adriano & Castro.
m&
ia bVoVihf Uma araa para C0ZDha e ja boa coznheira, e para mais algum servi^ db
na ra da Conceicjio, sobrado
das molestias gra-ves'. Zl ^J^!^X^^r T"%&'^
c"oqs"s cSSi^hif ?P0br6Cd0 U TiC,a,,0 Pela8 fadias' affef?5es chronicas cachexia tu"
criaes! CanCro>a' ypWMM. cessos venreos, onanismo e uso prolongado das prec.uc.des raer-
medico^md^w ti e. mU; re,(luenles e endo o ferro a principal substancia da qu Ro
"conhecmento "^ ^"P"'- "- *&*JUB* do ci'ro-lactato de ferro merece "
usar do ferro.
da humanidade, por ter descoberto uma formula pela qual se pod
lu uvores e o
e sem receio
a 480 rs. a libra, em barril a 440 rs.
a mais nova do mercado a 900 rs., em lattas da 2 libra por 1J>700.
a 640 rs. a libra,
a libra,
com 20 macinhos por 200 rs.
i portugnez a 800 i
de outros muitos fabricantes de Lisboa
Carcavellos, e n
a garrafa, em caadas a 30500 4000 49500;
o maissuperor a 240 rs. a gajrafa.
e em garrafa a 500 rs.
a 640 rs. a libra.
Sociedade bancaria.
Amoriro, Fragoso, Santos & C. sacam e tomara
saques sobre a praca de Lisboa.
Sacam sobre Lisboa
Aranaga, Hijo & C, ra do Ttapiche
Novon. 6.
Aluga-se uma casa em Beberibe : a tratar
com J. I. M. do Reg, na ra do Trapiche n. 34.
Na ra da Roda n. 6 cootinua-se a mandar
comida para fra por prego razoavel.
Manoel Ferreira da Silva Tarroso
sacca sobre Portugal pelo prximo pa-
quete inglez.
Natravessa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continu-se a tingir
com toda a perfeico para qualquer
cor e o mais barato possivel.
mu
expsito de candieiros
ECONMICOS
annos
tratar na
piladas a 240 rs. a libra:
a libra, e
rroba, e
siga libra, se for em porcao se far abatimente
de Franca a 240 rs. a libra.
mais nova a 160 rs. a libra.
ARMAZEM
--1
O proprietario deste estabelecimento avisa ao
Jhco que contina a ter um riquustmo e va
Importante
Aviso
Na loja d;4 portas da ra do Queimado n. 39
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mantode roupas feitas, paracujo fim tem mon-
tado urna officina de alfaiate, estando encarreaa-
do della um perfeito mestre rindo de Lisboa pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se lhe
i; por isso que faz um convite espe-
DE
RO UPA F
fcBE |
Joaquim Francisco dos Santos.
140 RIJA DO QLE11HAD0 40
Defronte do i>ecco da Congregaco letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades. e Uaibsm se manda executar por medida, vontade dosfreguezes, para"
que tem um dos melbores professores. *" v
Casacas de panno preto, 409, 359 e 30$000
Sobrecasaca de dito, 359 30$O0
Paiitotsdeditodecoras, 35J, 309,
25g000 e 20*000
Dito de casimira de cores, 229000,
159, 129
Dito de alpaka preta golla da vel-
da
ludo.
Ditos de meria-sltim pretos
cores, 9$o00
Ditos de alpaka da cores, 59 e
Ditos da dita preta, 99, 79, 59 a
Oitosde brisa decoras, 59, 49500.
4S000 '
Ditos de bramante delinho braneo.
vegOOO. 59000 e
OitWiW merino de cordo prtto
159000 e
Calsasde casimira preta a decores,
129.109.99 c
Ditas de princeza a marin da eor-
dao pretos, Sy
Ditas de brim braneo
55000, 49500 e
Di/as da ganga de cores
Goliates de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 129, 9$ e
Ditos da casemira preta e de cores,
Usos a bordados, 69,59500,59 a
e de cores,
99000
H8000
89000
39500
39500
39500
4f000
89OOO
6|000
49500
29500
35OOO
89OOO
59OOO
59000
59000
89000
28200
15280
293OO
39OOO
19800
19000
Ditos de setim preto
Ditos de seda e setim braneo, 69 a
Ditos da gurguro de seda pretos e
de cores, 75OOO, 69OOO a
Ditos de brim e fusto braneo.
39500 e
Seroulas de brim de linho
Ditas de algodo, 15600 e
Camisas de peito de fusto braneo
e de cores, 29500 e
Ditas de peito de linho 65 e
Ditas de madapolo braneo e de
cores, 39, 29500, 29 e
Camisas de meias
Chapeos pretos de massa.francezes,
formasda ultima moda 108,89500 e 79000
Ditos de eltro, 69. 55, 49 Vy^ 29OOO
Ditos de sol de seda, inglezes a
franceses, 149,125,115 e 79000
(iOiiarinhos de linho muito finos,
novosfeitios.da ultima moda 9800
Ditos de algodo $500
Relogios de uro, patentes horl-
sontaes, 1009. 909, 8O9 e 709000
mtoa deprata galvanissdos, pa-
tente hoaoutaea, 405 309000
Obras deouro, aderemos e meios
derecos, paleeiras, rozetas a
anaca e
39500Toalhaa de linho, duzia i2JS0O0 a 109000
riavel sortimento de candieiros para todos os ser-
vaos que se precisar, como um grande deposito
de gaz da melhor qualidade que tem apparecido
e experimentado pelos compradores, conhecidos
verdaderamente econmicos.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Na ra Nova n. 20 a 24.
CONSULTORIO ESPECIAL HOHEOPATIIICO
00 DOL'TOR
_ SABINO O.L PINHO.
Kuade Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consaltas todos os dias uteis desda as 10 horaa
at meio dia, acerca das seguales molestias
mofestas das mulhtres, molestias das crian-
cas, moletltas da ptllt, molestias do olhos, mo-
Uslxat syphxHlicat, toda a especies de ftbrtt
ftbrtt \nterm\Uentes esuat consequencias,
jPjA*MACU ESPEC1Al HOSIEOPATHICA .
> erdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias. in-
faliiveis em seus effeitos, tanto em tintura,como
em glbulos, pelos presos mais commodos pos-
siveis. r
N. B. Os medicamentos do Dr. Stlino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiraa sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino G. L.
ruino, medico brasileiro. Este emblema posto
!?Ua menlft ,i8ta dos medicamentos qua se pe-
de. As carteira* que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na tampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Aluga-se um grande sitio com muito boa
casa, muito perto da cidade, tambem se aluga um
segundo andar esoto para grande familia, lam-
Dem se vendem caibros. fnxans, raaos traves-
os e trves, mais barato do que em outra qual-
quer parte : na serrara de Jos Hygino de Mi-
r&nd a.
Aluga-se uma excellente casa de
campo com todas as commodidades de
lamilia, com sitio grande, cocheira, es-
tribara etc., a casa construida ha poa-
co tempo com trra? a roda, sita na
entrada do Poco: a tratar com os pro-
pnetarios N. O. Bieber & C, successo-
res. ra da Cruz n. 4.
O Sr. Brasiliano Francisco de Paes Brrelo
lecha a bondade de vir fallar na loja do Germano,
relojoeiro, na rus Nova n. 21, visto '
aonde o mesmo senhor mora.
_ jcial a todas as
Illms. Srs. officiaes
exercito.
pessoas com
tanto da
especialidade aos
armada como do
jgnorar-se
Attemjo.
* iug-se s padaria da ra
a tratar com Narciso Jos da
Imperial n. 199
Costa Pereira. no
Faz-se fardas, farddes com superiores preparoa
1 muito bem feitas, tambem trata-se fazer o ar-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurines que de
t vieram ; alm disso faz-se mais casauuiahas
para montana, Tardetas ou jaqueles, bem como
colleles a militar para os Srs. ajudanles de esta-
do maioredecavallaria. quer seja singelos ou
bordados a espequilha de ouro ou prata, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylodeCoimbra aondese fazem as melhores
conhecidas al hoje, assim como (em muito ricos
desenhos a matiz de todas as cores proprios para
fardamemo de pageos ou criados de libr que se
tara pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza-bordadas ao mesmo gosto. Affiancando
que por ludo se fica responsavel como seja boas
fazendas, bem eito e bom corte, nao se falta no
da que se promeller, segundo o systema d'onde
veio o mestre, pois espsra a honrosa visitados
dignos senhores visto quenada perdem em es-
penmentar.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B
recebeu um completo sortimento de gollinbas d
missanga, sendo de todas ascores
Cheguem
BARAT PARA LIQUIDAR
Na ra da Imperatriz n. 40,es-
quina do becco dos Ferrei-
ros loja de Manoel Jos
Guedes de Magalhes
Sedinbasde qaadros de todas as cores e muito
encorpadas, covado a 720 rs., corles de camhraia
brancos com 3 ordeos de bordado a 39. ditos com
3, 4, 5 e 6 babados de diversas cores a 3^500,
ditos de tarlatana com 3 bsbedos a 2g500 e 39,
ditos de cambraia de seda a 59, baldes de 14 a'
40 arcos dos melhores que tem apparecido a 39,
395OO e 49, ditos para meninas de todos os tamal
nnos.cambraieta franceza muito fina,pe$a a 79500
e 8J, cassas com salpicos brancos e de cores, co-
vado a 240, pecas de cassa de salpicos brancos e
decores com 8 1[2 raras a 39500, cobertas de
froco matizadas para cama a 99, chales de froco
com ponta redonda e borla dos mais modernos a
89, ditos de la e seda a 29500, ganga amarella
rnutto boa, covado a 240, cambraia de cor muito
bonita, covado a 300 rs., alpacas de cor para ves-
tido covado a 320, popelinas, riscadinhos para
vesiidos de senhora e meninas, covado a 300 rs
tiras bordadas a ponto inglez de todas as largu-
ras a 19280. 19440. I96OO e 29. manguitos a ba-
lao com gollinba para senhora a 2 e 39. chitas
?CeBn n" e cores fixas' co"do 220. 240,
260 e 280 rs., cambraias de seda de cores enfei-
lada a540rs., ditas de forro de oito
IWHWWHlflWf 1 liiHH
Joias,
Serafim & Irmo, com loja de ourives na ra
do Cabug o. ll.scientificam a todos os seus fre-
guezes amigos, que por terem graude sortimento
de novas e delicadas obras de ouro, continuara a
vender o mais em conta possivel. e se responsa-
bilisam pelas qualidades do ouro, prata, diaman-
tes, brilhantes, mencionando ditas qualidades em
uma conta impressa que costumam pissar : os
mesmos previoem que ninguem se deixe illudir
por individuos que andam vendendo obras por
fra desta pra^a, dizendo serem da casa dos mes-
mos, pois nunca tiveram nern teem pessoa algu-
ma enesrregada de venier joias suas.
acorn-
ea rus
Aluga-se
para qualquer
87 : a tratar na
Vocal e instru-
mental.
MANOEL AUGUSTO DE MENEZES COSTA d
licoes de msica por casas pirliculares : quem
de seu presumo se quizer utilisar, procure na
.ua da Conceicio da Boa-Vista n. 42, ou no ar-
senal de guerra.
O Dr. Joio Ferreira da Silva, de volta de
sua Tiagern, est morando na ra larga do Ro-
sario n. 20, e contina no exercicio de sua pro-
nssao, dedicando-se especialmente a pralica de
opera$oes cirurgicas.
Aluga-se o primeiro andar do so-
brado da ra da Cruz n. 21 : a tratar
no tereeiro andar do mesmo sobrado.
prego.
A commisso liquidadora dos cre-
dores da massa do fallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aos Srs.
dev-edores a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commisso todos os dias uteis das 10 ho-
ras da manhaa as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commisso roga mais a esses Srs. de-
sdores, que nSo a obrigue a lancar
mo dos meios judiciaes ou'do jornal
para haver essas importancias de
So seus de redores.
Manoel Aires Guerra saca sobre o Rio
Janeiro.
uma loja com armaco, propria
estaBelecimento na ra Diieita n.
loja da ra do Queimads n. 46.
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
Frederic Gauter,cirurgiodentista, faz
todas as operaedes da sua arte ecolloca
denles artificiaos, tudo com a superiori-
dadeeparfei$oqueas pessoasenlendi-
das lhereconbeeem.
Tem agua e psdentifriciosatc.
fSMtt MMI9MMf6IMi6eieei6disS
Aluga-se uma casa na Passagem da Magia-
lena, junto a ponte grande, com 2 salas, 6 quar-
tos, solo com janellas para o oilao, quintal todo
murado, cacimba, e ptimo banho no fundo : as
pessoas que pretenderen), dirijam-se a ra Direi-
ta n. 3.
8
que
de
I
Gabinete medico cirurgico. 2
a Ra das Flores n. 37.
) Serio dadascons&Uas medlcas-cirurgi- %
) cas pelo Dr. Estevo Gavalcanli de Albu- #
%y querque das 6 as 10 horas da manbSa, ac-
Q cudiado aos chamados com a maior bre- SI
^ vidade possivel. a
0 1"> Partos. ^
ri# 2. Molestias de pella. q
&) 3* dem dos olhos. (j
) 4.* dem dos orgos genitaes. s
0 Praticar toda e qualquer operaQo em m
^ seu gabinete ou em casa dos dootes con- $B
0 forme lhes fr mais conveniente. p>,
Os armszens da ra da Lapa n. 13, e ra
do Costa n. 10, recebem gneros para recolhe-
rem por menos de que costumam receber outros :
quem pretender, dirija-se ao n. 13, que achara
com quem tratar; assim como se aluga um dos
mesmos armazens.
Offerece-se para cozinheiro, de que tem co-
nhecimento, um estrangeiro, o qual entende de
copeiro, e tambem de caixeiro, e est prompto a
qualquer destas oceupages : na ra dos Guara-
rapes n. 24.
Aluga-se o tereeiro andar do sobrado do
becco Largo n. 1 A, com commodos para grande
familia, concertado e pintado de novo : a tratar
na mesma ra, taberna o 2.
Collegio de Bemica.
Neste estabelecimento precisa-se de um cozi-
nheiro e de uma engommadeira.
Aluga-se um sala com um quarto no pri-
meiro andar da casa da ra da Cruz o. 18.
Precisa-se alugar uma preta escrava para
o servico interno de uma casa estrangeira : a
tratar na Passagem da Magdalena, ra do Bemfl-
ca n. 7.
Os credores de fallecido Manoel Buarque de
Macedo Lima sao convipados pela commisso li-
quidadora para se reunirem quiola-feira 12 do
correte (seterabro) para negocio de urgencia e io-
teresse dos credores, as 11 horas da manhaa, na
ra da Cadeia do Recife n. 27, primeiro andar.
DE
Escultura em Marmore
Caes do Ramos n. 30.
Se fazem pelos precos seguintes:
Coosolos l.uiz XV de 128 a 159.
Jardineiras idem dem de 20$ a 30$.
Consolos lisos de 9$ a 12.
Mesas redondas de 16 a 25.
Lavatorios de 129 a 30.
Aparadores de 20$ a 35$.
Letras gravadas douradas ou embutidas con-
forme os caracteres e tamanhos de 100 rs. cada
uma a 1|.
Pedra para collocar as ditas, cada palmo em
qiadro a 1.
Concerta.se alabastro, jaspe e porcelana.
Recebem-se pedras usadas em troca, quer se-
jam ou oio de trastes, anda mesmo quebradas.
casa de familia
numero 6.
d"7n?CfSa"Sr deum cozinhei Para urna casa
de pouca familia, paga-se bem : quem preten-
der, dirija-se a ra do Hospicio n. 82.
Ao Sr. acadmico Francisco Barbosa Cor-
deiro, precisa-se fallar ; na ra Nova n. 7.
n.T, M"oel Gunsalves Ferreira participa a todos
nfDn.US/reeuezes q,,e mudou seu eslabeleci-
n. Si""0" d! alu*uel Para a tr"sa da
ra das Flores n. 1.
Aluga-se um sitio na Passagem da Magdale-
na1 i raargem do noCapibaribe, com casa, tendo
2 salas e 9 quarlos : quem o pretender, dirija-se
ao mesmo lugar, sitio do Barroca, a tratar com
Joao Manoel Rodrigues Valonea.
- Aluga-se um escravo para todo o servico e
lambern para carroceiro, do que tem bastante pra-
lica na ra do Livramenlo n. 22, tereeiro andar
Precisa-se de um rapaz de ti a 14
de idade para caixeiro de taberna:
ra do Cabug n. 2C.
Administrador de engenho.
Offerece-se a quem precisar de administrador
de engenho, uma pessoa cabalmente habilitada
poriahaverseempregadonaquelle mister: quem
do seu prestimo se quizer utilisar, dirija-se a ra
estrena do Rosario u. 6, onde encontrar com
quem tratar.
. Ta ,Man.oel Mara Suniga e Manoel Carpinteiro.
viocia espnh6es' reli"m-se para forada pro-
Precisa-se de 600sobre hypotheca de um
moleque que faz todo o servico de uma casa e
algum de rus, cujos servias serao dados pelos
juros ; o moleque esieve slugado mensalmento
por lo$. e isto muito barato : alm da hypotheca
da-se mais para maior seguranca uma firma de
I toda conDaoca : quem quizer fazer dilo negocio
achara na ra do Encantamento n. 11 cora quem
I tratar, cerno tambem do tempo preciso que cen-
vm esteja feilo esse negocio.
Alnga-se a loja do sobrado cita na ra Im-
perial n. 162. novamente acabada e com
modacoes para grande familia : a tratar
ireita, padaria n 84.
Aluga-se, o sobrado n. 2 B da ra do Apollo.
i a casa terrea o. 27da ruado Burgos a tratar na
ra da Aurora n. 36.
, "T.Alu8a*se um armazem ns ra Nova de San-
ta Rita (frente da ribeira do peixe) d. 19 com
suficiencia para qualquer eslabelecimenlo por
S2i?Kqu* elle 8eja' pode reco11'" Para mais de
6000 barricas, ou de 300 a 400 pipas cheias, e
oulras tantas rasias, ou outros quaesquer volume
na proporcao, com a vantagem de ter no fundo
trapiche e guindaste, pelo qual pode embarcare
desembarcar aquary com toda a mar : a enten-
der-se com o proprietario Manoel Pereira Lemos
no caes do Ramos n. 10.
casa para alugar.
Um sobrado primeiro andsr, muito fresco, na
ra Imperial n. 116 ; a tratar no pateo do Terco
n. 141, taberna. *
T. Liddiared e Roberl Baillie. subditos bri-
tannicos, reliram-se para Inglaterra.
Na iivrarians. 6 e8da praca da Indepen-
dencia, precisa-se fallar ao Sr. Antonio Herme-
negildo de Goes, para se lhe entregar uma carta,
visto se ignorar sua morada.
Um rapaz de boa conducta deseja-se empre-
gar em qualquer estabelecimento, taoto nesta
praga como para fora, tem pratica do commercio
e d fiador a sua conducta : quem de seu pres-
timo se quizer utilisar, dirija-se a ra dos Pesca-
dores ns. 1 e 3.
Aluga-se a casa do sobrado na povoaco do
Monleiro, aonde morou o fallecido paido annun-
ciante, tem commodos para grande familia co-
cheira, estribaria, etc. : a tratar com Manoel Al-
ves Guerra, noseu escriptorio, ra do Trapiche
numero 14.
Aluga-se um preto para todo o servico na
ra do Rangel n. 11.
A casa aonde se tiogem fazendas, na ra
do Hospicio d. 42, tinge-se de preto e todas as
cores, la, seda, grosdenaple e retroz, com toda
perfeico, tambem se limpa o mofo em vestidos
de velludo ou grosdenaple, earma-se em cartoes
com toda a perfei$o : quem quizer poder avisar
na loja do Sr. Sedrira, no largo da ra das Cru-
zes, loja de caljado, e tambem na loja da Sirguei-
ro no largo da matriz de Santo Antonio n. 2.
D-se moradia e de comer a urna mulher
idosa, que seja de bom comportamento, para es-
tar na companhia de uma senhora fiara, com
tanto que sejsujeite a fazer as compras de portas
fora, que sao muito poucas, nao se escolbc co-
res e nem nacionalidade : a fallar no largo do
Carmo com Narciso Jos da Costa Pereira.
Precisa-se de nm triado e um cozinheiro,
prefenndo-seestreogeiro : no hotel de Apipucos.
Quera precisar de uma escrava para todo
servico. dirija-se a ra nova de Santa Rita n. 7.
Uma pessoa com praga no exercito,quer dar
um hornera por si. medanlo um ioteresse vanla-
joso, sendo de menos de 40 annos: quem estiver
neslas circumstancias, dirija-se a ra do Reneel
numero 73.
Precisa-se de um excellente copeiro e de
exemplar conducta : na ra do Vigario u. 2.
L. I. F. Seatou, capitao da barca inglez-
Lima, tendo arribado oeste porto com agoa abera
ta na sua viagem de Londres para Rougoon e
lendo sido o dito navio legalmente condemnado.
precisa fretar um navio de primera classe de 310
toneladas pouco mais ou menos para levar a car-
ga ao supradito porto. Os pretndenos queiram
mandar suas propostas ao consulado britnico ata
quinta-feira 12 do correte.
Perda.
Na noile do dia 8 de setembro perdeu-se uma
luneta dedous vidros com capa de ouro esmal-
tada, e presume-se ler cnido no thealro de San-
ta Isabel, poristo recommendamos a companhia
dramtica, ou a quem quer que a tnha achado,
que querendo restitu-la podedirigir-se a ra da
Mangueira n. 5, que ser bem recompensado.
Ama. 4
Precisa-se de uma escrava que saiba bem eo-
zinhar e fazer todos os arraojo3 de casa de fami-
lia, paga-se bem, exigindo-se que seja fele obe- -
diente : a tratar na ra do Queimado n. 46, loja.
Aluga-se a casa da ruado Tambi n.30, na
ra do Rosario da Boa-Vista n. 14.
Os abaixo assignados fazem pu*
buco que o Si. major Jos Cesar de Al-
buquerque.morador em Goianna, lhes
devedor da quantia superior a 10:000,$
principal e juros, divida tanto particu-
lar como na maior parte contrahida pe-
la firma Albuquerque & Silva, de que o
metmo Sr. major Albuquerque foi se*
CO, o que o constitue solidariamente
responsavel. E porque conste que e
mesmo senhor trata de alienar seus bens,
os abaixo assignados previnem a quem
possa nteressar que semelbante aliena*
Qao prohibida, e desde a protestara ot
annunciantes anullar pelos meios com-
petentes qualquer alienaqao que efectu
o mesmo senhor.
Joo Pereira Moutinho & C.
A 19000.
Um resto de latas de marmelada de Lisboa e
do Rio Grande do Sul. de 1 112 libra a 2 cada
: na praja da Independencia n 22.


I4RI0 DI fRHMI>DCO QUINTA FERU 12 M SETMEBRo DI 1M1.
Compras.
Compra-se am carro e um boi : na ra da
Florentioa, casa da eiquina n. 2.
Compra-se
ouro nacional em moeda : na praga da Indepen-
dencia n. 22.
Compra-se um jogo de gamo, novo ou em
meio uso, e aue seja completo : quem
auncie.
tiver an-
Attencao.
Yendas.
Vende-se urna negra boa cozinheira e p-
tima engommadeira e lavadeira : a tratar na ra
do Sebo n. 15, das 7 horas s 9 da manhaa, e das
4 da larde em diante.
Attencao.
Yiva o paquete das novi-
dades.
Pois esl torrando miudezas muito baratas,
afioi de apurar diohelro para consumo do paque-
te, ra da Imperatriz u. 54, loja de Joaquina de
Azevedo Pereira Jnior, declara o seguinte :
Cartoes de colchetes muito finos a 40 r.
Caixas de dilos da trra a 80 rs.
Linha do gaz a 10, 20 e 30 rs.
Dita de carretel, 100 jardas a 30 rs.
Pares de tneias cruas e de cores para menino e
menina a 140 rs. amtnn
Duzia de meias cruas muito finas a 23*00.
Dita de ditas entre finas a 2&200.
Linha branca em carlo, 200 jardas a 80 re.
Iscas para charutos a 60 rs.
Caixas com palitos de Especia a 160 rs.
Frascos do agua de colonia de Piver a 440.
Ditos de cheiro muito finos a 800 rs., Lubln a
Jarros de banha pequeos a I96OO.,
Ditos de dita grandes a 39500.
Frascos de banha pequeos a 320, grandes a
500 rs. .
Sabonetcs de espuma muito grandes a iu re.
Ditosdemompelsa340. cunan
Duzia de meias cruas para senhora a 91UU.
Ditas brancas muito finas a 39300.
Fio de raiz de coral muito fino a 700 rs.
Espelhos de columna pede ferro a 1g500.
Carteiras deagulhas muito finas a 400 rs.
Ditas de marroquim mais finas a 800 rs.
Baralhos porluguezes a 120.
Ditos francezes a 240
Croza de botes de louga brancos 1*0.
ARua de Lavander muito fina a 640.
Dita frambuiia a 600 rs. *
Tesouras muilo finas para unhas e Costura a
Caivetes de t folhs a 80 rs., 2 folhas a 160 re.
Cabo de marfim a 400 rs.
Meias Ivas para homem a 1&800.
Froco fino de todas as cores a 400 rs.
Dito grosso idem a 500 rs.
Caixas de papelo com alfinetes a 120.
Pares de sapatosde 15a para homem a 19280.
Tesoura para costura a 200 rs., e grandes a 640
Duzia de boloes de louca para paletot a 120.
Sapatinhos de merino a" 19500, e velludinho a
20O0.
Rosarios e cruzes de coco, 1 a 120 rs., e duzia
a l?4O0.
Caixas com perfumara a 49-
Attencao.
Magallies & Mendos
l :ebeu novo sortimento de fazendas. a ser : la-
zinhas muito finas para vestidos a 480 o covado,
c itas francezas a 220, 240, 260 e 280 o covalo,
ditas inglezis a 160, 180 e 200 rs., cassas de sol-
picos giau1o3 quadrinhos muito encorpadas a 640 covalo, di-
tas a 560, easemiras pretas e de cores a 15280 o
covado, velludo preto muito fino a 3J200 o cova-
do, dito encarnado a 1*200, cortes de colletes de
velludo de flores ou palmas a 29500, ditos de gor-
gnrao a 19800 : na ra da Imperatriz, loja arma-
zonada de qu3tro portas n. 56, de Magalhaes &
Mandes.
Oh que pechincha
Na ra estrella do Rosario, esquina da ra das
Lorangeiras n.18, ven1em-se caixinhas douradas
com passa, o melhor que ha neste genero, ele-
gantemente cnfeitadas, proprias para mimo, pelo
prego de 2$, em porco se far abatimento, man-
ieiga ingleza peifeilameole flor a 960 a libra, em
b3rris se fat abatimento, de baixo da responsa-
bi'idade de nao agradando tornar a receber-se, e
bem assim dita franceza a 640 rs.
S na Nova Espe-
ranza.
18.-RuadeHortas-18.
Justino Pereira Ramos
Parlecipa aos seus numerosos freguezes que se
acha administrando este novo eslabeleeimento,
e bem assim avisa aos senhores desta praca e
tos senhores de engenho e lavradores que se
acha com um completo sorlimeoto tendente a
niolhados. Est resolvido a vender por menos
ii que ouiros e do melhor que tom vindo a este
mercado, o qual se obriga a aceitar os gneros
toda a vez quo nao sejam de boa qualidade,
A SABER:
Kan triga ingieza perfeitamente flor a IgOOO a
libra,
i iem dita de 960 a 800 rs. idem.
Ijem franseza a 720 rs. a libra o em porgo a
640 rs.
CL1 hysson primeira qualidade a 2J800 rs. a
libra.
Qjeijos chegados no ultimo vapor a 2}500.
Ditos de pralo a 640 rs. a libra.
Ditos do Serid a 640 re. a libra. ^O
B ilachiuhas de soda em latas a 1*200.
Chocolate francez a 1*000 a libra, e o pao a
80 rs.
Banha de porco a 520 rs. a libr.a
Srvcja a 400 rs. garrafa e em porco se far
algum abatimento.
Arroz novo a 3*000 a arroba e a 1*000 a libra.
Charapanhe a 2*000 a garrafa.
Gomma de ararula a 80 re. a libra.
I : kiqIio de isboa a 360 rs. a libra.
Passas a 320 rs. a libra.
Aza'te doce a 720 re. a garrafa.
vXoagre da Lisboa a 320 e 240 rs. a garrafa.
-Farinha do reino a 140 rs. a libra.
Velas de carnauba a 440 rs. a libra.
Conservas das mais novas a 720 rs. o frasco.
Bilatas a 60 rs. a libra.
Carne do serto a 320 rs. a iibra.
Chourigas novas a 600 rs. a libra.
Vinho de caj velho a 640 rs. a garrafa.
Licor fino a 640 rs. a garrafa.
Macarro e lalberim a 320 re. a libra.
Bolachinha de araruta a 300 re. a libra.
E oulros muitos gneros que se fosse annun-
cia-los tornar-se-hia enfadooho.
Na tnvessa do Arsenal de Guerra, taberna
a. 1 a 3, vendem-se os seguales objectos bai-
xo declarados, pelos diminutos pregos, a aber :
Urna porgo de cabos delinho j servidos pro-
prio para navio.
1 ferro e correte idem idem.
Urna porco decavernas de sicupira para bar-
caca.
Urna porco de cal braaca muito alva.
Qualquer pretndante pode dirigir-se mesma
tsbarna a qoalquer hora, que achara com quem
tratar.
* izeitee trelo
Vndese azeite de coco a 440 a garrafa, farelo
a 2*600 a arca, gomma a 80 re. a libra ; na
travessa do pateo do Paraizo n. 16, caa pintada
de umarel'O.
Na rui Direita n. 32, vende-se carne do serto
a 3J0 a libra, champanha a 1* a garrafa, queijo
do serto a 560, presunto a 500 rs., batatas -a 60
re. a libra, touoioho a 320 a libra, vinho Figneira
500 rs a garrafa, cha perola a 3g, serreja dia-
mante a 500 rs. a garrafa, todo os mal gneros
te vende em conta.
Vende-se carne do serto muito gorda a 310
a libra, ngulas de dito a 320 a libra, vinho, a
garrafa a 440, em caada a 33360 ; no Recite,
ra da Senzala Velha, taberna n. 102, esquina de
becco Largo.
Manteigaingleza flora
1,000 rs. a libra.
Franceza a 640 re. a libra: na ra das Cruzes
n. 24, esquina da travessa do Ouvidor.
Leo de ouro.
Na loja do leo de ouro, ra do Cabag n. 2 C,
receben ltimamente chegado de Paris, os mais
modernos, enfeites para cabera de senhora, as-
sim como tambera um rico sortimeoto de cascir-
rilhas dos mais modernos gostos e diversas cores,
e tambem riquissimos cintos de gorguro com fl-
velas de ago dos melhores quo tem apparecido, e
s na loja do leo de ouro de Jos Gongalves da
Silva Raposo est queimando por todo prego.
Vende-se urna negrinha de 9 a 10 annos, e
um moleque de 10 a 11 annos : na travessa do
Veras n. 15, das 3 horas da larde s 6.
Fio de algodo da Bahia.
Contina o deposito do mesmo no escriptorio
de Marques, Barros & C.; esta fazenda vende-se
mais barata para liquidar-se conta de venda.\ -
No paleo do Carmo n. 1, vende-se um es-
cravo bom, proprio para servico de campo.
I
Cestinhas de Hamburgo.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug. n.
IB, quem receben um completo sortimento de
liadas cestinhas de todos os tamanhos proprias
para menins9deescola, assim como maiores coa
lampa proprias para compras, hlalos proprioi
para costara, ditos proprios para faqueiros, ditos
mult'a> bonitos para brinquedos de meninos, di-
tos maracas piotadiohos que se vendem por pre-
$08 muito baratos
Enfeites riquissimos.
Vendem-se ricos enfeites de retroz, sao os me-
lhores e mais modernos que ha no mercado, palo
bartissimo prego de8*: na roa do Queimado
n. 22, na loja da boa f.
3MM3H3SM 9BSSW MSttSMMttlK
Arroz de casca, \ Gravatinhas de raiz de
sas de 32 cuias, vende-se mais barato do que* COTtil,
A loja da bandeira
[NoVa loja de funieiro daj
(ra di Cruz do Recite
numero 37.
8"" Manoel Jos da Fonseca participa a
todos os seus freguezes tanto da praga
comd do malo, e juntamente orespeila-
B vel publico, que tomou a deliberar de
baixar o prego de tolas assuas obras, por
cujo motivo tem para vender um grande
sortimento de bahs e bacas, ludo de
difTerentes amanhosode diversas cores
em pinturas, e juntameute um grande
sortimento de diversas obrss, contando
banheiros e gamelas grandes epequeas,
machinas para cafe camas de vento, o
que permite vender mais barato possivel,
como seja bahs grandes a 4* e peque-
nos a 600 rs., bacias grandes a 5* e pe-
quenas a 800 rs,.cocosal* a duzia. Re-
cebe-se um official da mesma ofBcina
para trabalhar.
Macaes
i PRIBiVERA.
16 Ra da Cadeia do Recfe16
LOJA DE MIUDEZAS
DE
Fonseca < Silva!
Toalhas, lengos efronhas de labyrin-
tho de diversos gostos, que a vista se
dir o prego, espelhos dourados a 800
rs. a duzia, pentes para tranca a 1*400
a duzia, caixas de raiz a 13400 a dutia,
Atas de linho branco a 440 rs. o mago,
fivelas douradas para caiga a 640 rs a
duzia, pentes do tartaruga virados a 5*
cada um, botes para caiga pequeos a
alOrs. a groza, argolas douradas a
1$500 a duzia, botes para punhos duzia
de pares a 3*, dilos para casaveques a
240 rs. a duzia, grampos enditados a 480
rs. o par, caixas com apparelhos de bo- \
ecas a l*,2g e 3* cada urna, caivetes \
de 2 folhas com pequeo toque a 18200 '
rs. a duzia, ditos grandes de 2 e 3 fo-
Ihas a 2g e 3j, paptl amlsade a 600 rs. |
o pacole, meias de todos os tamanhos J
para meninos a 1 80 J, 2*, 2*200 e 2*400
a duzia, ditas para meninos a 2*, 2*400 |
e 2*600, pentes de raassa virados a 800
rs. cada um, escovas com espelho para
cabellos a 800 rs. cada urna, froco gros- |
so a 400 rs. a peca e finos a S40 rs., fi-
tas de velludo de n. 6, 8 e 10 a 1*200 a
peca, sabio inglez a 1*600 a duzia, tin-
teiroscom figuras brouzeados a 500 e
800 rs. cada um, chapeos de sol de seda
para senhoras e meninas a 3*, escencia
de sabao para tirar nodoas a 1J o vijro,
pentes de tartaruga para (ranga a 3g500
cada um, voltas de coral com dous tos
compridos a 2*500 cada urna, ditas de
tres Dos a 35, bonecos de choro a 320
500, 800, l*el$400 cada um, cadeiras
douradas com pomada a 800 e ljj cada
urna, colheros de metal principe para
cha a 2* a duzia, ditas para sopa a
3g5&0 a duzia, ditas para terrina a 2* ca-
da urna, caixinhas com pertences para
senhoras a 240,320, 500. 640. 800 e 1*
&t| cada urna, colheres de metal para cha a
aS 320 e 500 re. a duzia, bahuziohos com
i"!* espelhos contendo perfumaras a 5* ca-
9 da um. caixinhas de vidro a 2*500, cai-
S|| xas com espelhos e perfumaras, pro-
as prias para loilete de senhora a 6* cada
3] urna, bem como muitos objectos de gos-
S|| lo e outras miudezas por pregos com-
(SH modos.
4 2.500 o covado.
Damasco de seda boa fazenda, encarnado, cor
de canna e branco.
Manteletes de fil preto enfeitados com bico a 5*.
Damasco de la com 6 palmos de largura cova-
do a 1*500.
Chales de merino bordados a velludo superior
fazenda a 8*.
Cortes de casemira do cor a 3*500.
Setim Maco superior a2$500.
Casemira pretasetim superior a 25500.
Pegas de indiana finissima com 10 varas a 85.
Na ra do Crespo loja n. 10.
HH1R HBtTslf'""''"'"*" :3m:m&3g3m
e mais
Maqaes.
Macaes.
Macaes
Majaes.
Macaes.
So Ir & C. alm do
Mames.
Macaes.
Macae.
Macaes.
Macaes.
Macaes.
grande deposito
que ja tinham deste genero tornaram a
recebe r lio 11 tem 4 do cor rente 37 caixas
com macaes e esto rendendo a caixs
por i\$ e o freguez comprando mais
de urna se fara' abatimento.
saccas
em outra qoalquer parta; no armazem da ruada
Madre de Dos n- 8.
Vende-se ama negrinha com 7 para 8 annos
de idade ; na ra de S. Miguel, nos Afogados,
sitio junto a fbrica de sabio, com portio de pi.
Em casa de Adamson, Howie & C, ra do
Trapiche Novo n. 42, vende-se :
Rolhss de cortiga flnissimas.
Lona e flele.
Fio de vela.
Superiores tintas de todas as cores.
Sellins, silhes, e arreios para carro ou cabriolet.
Quadros de mol-
dura dourada.
Lindos quadros 4 feitos de moldura dourada,
proprios para retratos e estampas, pelo diminuto
prego de-5* cada no ; na loja da Victoria, na
ra doQueimado n 75, junto a loja de cera.
Gravatinhas de
froco para senfrroas.
Lindas gravatinhas de froco para senhora, pelo
barato prego de 18500 cada urna '. na loja da
Victoria, na rindo Queimado n. 75, junte a loja
de cera.
Bonitos toncado-
res de armacao e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
A loja d'aguia branca acaba de receber mu
bonitos toucadores de armago preta, torneada,
e gaveia com embutidos e maehetados que os
tornammuielegantes, os quaes servem excelen-
temente para os seoheres acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de dotraz, e de rapazessollei-
ros, e pelos precos de 8, 9 e 10*. sao baratissi-
mos na verdade, e quem os vir na ruadlo Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16, se agradar, e
infallivelmenle comprar.
Espelhos para
salas.
, o melhor que possivel. Vende-se mu bonitas
I gravatinhas de raiz de coral com duas e tres
rollase lagos as pontas, seodo lias bastante
compridas, avista do que sao aratisainias a
2*500 e 3*000: assim bom e barato s na loja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
. S Gama & Silva.
Grande exposico de fazendas
baratissimas, na ra da Im-
peratriz n. 60, loja do
Saiasdecordao.
Superiores saias de cordo a 3*, 3*500 e 4*,
ditas alcoxoadas multo superiores a 5* ; na ra
do Queimado n. 22, loja da boa f.
Fazendas baratas.
Vendem-se ricos cortes de phantasia com Da-
tados muito bem bordados a g, ricos corles de
cambraia, fazenda inteiramente nova cornil, 3, 4
e 5 babados a 3g e 3*500, ditos de salpicos a 2f
com 10 covados, pecas de cambraia a 1*800, di-
tas muito finas a 2g500, 3* e 3*500, organdys de
lindos gostos a 640 a vara, cortes de cassa fran-
ceza com 7 babados a 2*500, luvas de seda a 500
rs. o par, enfeites de cores a 4*, 4$500, 5*500 e
6J, sintos para senhora a2*500 e 3*. muito ricos,
saia balo de 20 a 40 arcos a 3* e 3*500 : na ra
da Imperatriz, loja armazenada de 4 portas n. 56,
de Magalhaes & Mandes, a qual est aberta das 6
horas da manba e 9 da noite.
Para o bello madaniismo
Vende-se a indispensavel agua bandolino para
fcilmente preparar-se os encantadores bandos.:
na loja do Vapor ra Nova n. 7.
Vende-se um excellente escravo preto, me-
go : na ra da Praia, primeiro andar n. 47.

8
Pegade fita delinho brancas e de co-
res a 40
Groza de penas de ago muito Ona a 500
Frascos de opiata para lia par denles a 400
Copos com banha multo boa a 640
Espelhos de columnas madeira branca a 1*500
Carteiras para guardar dinheiro 500
Rialejos para meninos a 40
Biralho portugoez 120
Varas de franja para cortinados a 240
Groza de botes de louca brancos 120
Tesouras muito finas para unbes e coi-
tura a 400
Cairas de charutos de Havana muito su-
periores a 4*000
Cartas multo finas para voltarete oba-
ralho a 240 e 320
Varas de bico largura de 3 dedos t 120
Garrafas com agua celeste para cheiro a 1*500
Rialejoscom 2 vozes para meninos a 100
s
Nova
DE
Negra.
Vendt-se orna negra que
em : ua ra Direita n. 85.
engomrna e cozinha
Grande sortimeoto
Fazendas de todas as qua-
lidades.
Na loja n. 23.
GURGEL & PERDIGAO'.
Vestidos de blonle, ditos de seda, di-
tos de phantasia e de cambraia bor-
dados.
Lazinhas, sedinhas de quadros e
cambraias de cores padres modernos.
Na loja u. 23 da roa da Cadeia.
Manteletes, capas compridas moder-
nas, taimas de fil epolonezasde goito.
Fil, tarlataoa, organdys com novos
padroes, cambraia com lisia de cor o
mais moderno e fasendas para luto.
Na loja o. 23 da ra da Cadeia.
Saias balo, manguitos, gollas, pen-
tes de tartaruga, leques, perfumaras,
lengos de linho e luvas de peca.
Chales de todas as qualidades, gros-
denaples, chita franceza, cambraia
branca, chapeos, butinas, etc., etc.
Koupa i'eita
Na loja n. 23 da ra da Cadeia.
Completo sortimento de paletots, cal-
cas, colletes, camisas para bomem, me-
ninos e senhora.
Kuada Senzala fSo va nM
Vende-se em casada S. P.Jonhston AC.
sellins a jilh6e!Qglezes,candeeroi e castigaas
bronzsados,lonas nglezes, fio devela,chicote
paracarros, emomaria.arreiospara carrodo
asi eiout cvalos relogiosde ouro patenta
nglaz.
Cintos dourados e enfei-
tes de cores.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo va
por inglez os bonitos cintos dourados coen fivelas.
de novos e delicado moldes, assim como liados
enfeites de gostos novissimos e inteiramente agra-
da veis, e como seu costme, est vendando lu-
do mais bsrato do que em outra qualquer parte,
e para desengao dtrigirem-se a dita loja d'a-
guia branca, ra do Queimado o. 16.
Vende se cortes de phanta-
sia, fazenda de-muito gosto
com babados pelo diminuto
prego de 4$5O0; b fu d
Imperatriz n. 60, loja que tem
um pavo do lado de frr, (is-
to para nao haver engaos.)
3#500.
Vende-se ricos cortes de cambraia de seda
cora avental ou duas saias a 3J500 : na ra da
Imperatriz n. 60, loja do pavo.
3,200, 3,500 e 4,000.
Vende-se fioissimos cortes de cambraia bran-
ca e de cor com dous e mais babados pelo dimi-
nuto prego de 3#200, 3$5O0 e 45 : na ra da Im-
peratriz n. 60, loja do pavo.
A 15#000.
Vende-se finicissimos eortes de cambraia bran-
ca, com bordado muito delicado proprios para
baile ou casamento a 159 na ra da Imperatriz
n. 60, loja do pivo.
Noya pecMiieia.
Vende-se finissimas pegas de cambraias fran-
ceza* de carocinhos com 17 1|2 varas pelo dimi-
nuto prego de 8# a peca, ditas das mesmas com
8 3|4 varas pelo prego de 4$ a pega, tambem se
vendem das mesmas a 500 rs. a vara, sendo
brancas e de cores ; na ra da Imperatriz n. 60,
loja do pavo.
VupeVina a 20 rs.
Vende-se pupelina. de quadrinhos a imitagao
de sedinhas de quadro pelo diminuto prego de
280 rs. o covado : na ra da Imperatriz n. 60,
loja do pavo.
C\i*\y a 500 m.'
Vende-se chaly muito fino a 500 rs. o cova-
do : na ra da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Sedas a covado.
Vende-te grosdenaples preto muito encorpado
a 1?600 e 1J800, ditos de cores azul, cor de rosa
e cor de cana mais barato que em outra qualquer
parte ; na ra da Imperatriz n. 60, toja do pavo.
Sedas de tiiiadrlnvos
Vende-se sedas de quadrinhos fazenda muito
encorpada a 500 e 640 rs o covado : na ra da
Imperatriz n. 60, loja do pavio.
Manguitos de fil a 500 rs.
Vende-se manguitos de fil muilo bem enfei-
tados a 500 rs.: na ra da Imperatriz loja do
pavo.
Chitas francezas a 200 rs.
Vende-se chitas francezas muito finas e largas
fazendi de 360 o covado a 200 rs. por ter um
pequeo toque de mofo, afiangando-se que sola
logo que seja lavada a primeira vez : na ra da
Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Cassas com salpico graudo a
200 rs.
Vende-se cassas com salpicos graudos e listras
a 200 rs. o covado, fazenda muilo nova : na roa
da Imperatriz o. 60, loja do pavo.
Cassas pintadas a 240 rs
Vende-se cassas pintadas muito miudinhos
padres a 240 rs. o covado : na loja da ra da
Imperatriz onde est o pavo.
Sentido ao Pavo.
Vende-se neste eslabelecimenlo um grande e
variado sortimento de fazendas tanto para*ho-
mens como para senhoras, de todas as fazendas
se dao amostras com penhor ou mandam-se le-
var em casa das familias pelos caiieiros da casa,
assim como o respeitavel publico achara todos os
das uteis este estabelecimento aberto das 6 ho-
ras da manhaa as 9 da noite.
Cera de carnauba.
A dinheiro.
Vende-se urna pequea porco de cera de car-
nauba muito boa, que se acha depositada no ar-
mazem da Companhia Pernambucana commo-
do proco.
Ricos espelhos de moldura dourada com mui-
to boos vidros para ornamentos de salas, de va-,
rios larnanhus e procos : na loja da Victoria, na-
ra do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
. lindas caixinhas
com necessarios para costura
Acaba de chegar para a loja d'aguia branca mui
lindas caixinhas matizadas, com espelho, tesoura,
caivete, agulheta, agulheiro, dedal e ponteiro,
tudo praliado e de apurado gosto, emflm urna
caiiioha excellente para um presente, e mesmo
para qualquer senhora a possuir, e vendem-se a
109 e 12 : na lo,a d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Aviso aos fuman-
tes.
Vendem-se na loja de Nsbuco & C, na ra No-
va n. 2, excellentes cachimbos de espuma do mar,
ditos de massa Qoa, ditos de gesso, fumo caporal
para cachimbos, dito americano, dito de Harte-
beke, dito en? latas, cigarros bota-fogo do Rio de
Janeiro, dito de Havana, papel para cigarro, e
outros objectos para os fumantes que se vende
por prego commodo.
Vende-se em casi de Adimion, Howie &
C., ra do Trapiche Novo n. 42, biscoitoa ioglezes
sortidos, em pequeas Utas,
Estojos para barba.
Ricos estojos com espelhos e repartimentos
para os necessarios de barba, pelos pregos de 23,
3,4 e 59 cada um : na loja da Victoria, na ra
doQueiraado-n. 75, junto aloja de cera.
Lencos para rap.
Vendem-se lengos fioissimos de linho proprios
para os tabaquistas por seren de cores escuras e
fizas, pelo baratissimo prego de 60 a duzia; na
ra doQueimado n. 22, na bem conhecida loja da
boa f.
Leamos de cam-
braia com padroes de se-
da a 2$500 a peca.
Na loja d'aguia branca tambem se vende mui
bonitos e fiaos lengos de cambraia imitando seda,
isso pelo baratissimo prego de 2$500 a pega de
10 lengos. E' essa urna das pechinchas que custa
apparecer, e quando assim approveitar-se da
occasio, porque elles servem tanto para algibei-
ra como para meninos, e quem os vir na loja
d'aguia branca, na ra do Queimado n. 16. ter
vontade de comprar mais de urna pega, tal a
bondade delles.
&sa&Mk93fi9l6 69M6 akfcdMSMSt
fm% WW a,*^, esBW 3d% yai wwrw erm* wwrv ^wnf *Fwr* *?*
"i
Attencao
Fazendas e rou-
pas feitas baratas
DE

PORTO
48Ra da Imperatriz48j
Junto a padaria franeeza.
Acaba de chegar a este estabeleci-
mento um completo e variado sortimento
deroupas de diversas qualidades como
sejam : grande sortimeoto de paletots
de alpaca preta e de cores a 8| e 3*500,
ditos forrados a 4f e 49500, ditos france-
zes fazenda de 100 a 6J500, ditos de me-
rino preto a 69, ditos de brim pardo a
3J800 e 49, ditos de brim de cor a 39500,
ditos de ganga de cor a 3:500, ditos de
alpaca de la amaretla a imitagao de pa-
iha de seds a 39500 e 49. ditos de meia
casemira a 49500, 5$ e 59500, ditos de
casemira saceos a 138, ditos sobrecasacos
a 159, ditoa de panno preto lino a 209,
228. *89> ditos brancos de bramante a
39500 e 49, caigas de brim de cor a 18800,
28500, 39, ditas brancas a 39 e 49500, di-
tas de meia casemira a 39500, ditas de
casemira a 69500. 78500 e 99, ditas pre-
tas a 48500, 79500,99 e 10, colletes de
ganga franceza a 19600, ditos de fusto
29800, dilos braneos a 28800 e 39, ditoa
de setim preto a 39500 e 49500, ditos de
gorguro de sed 1 a 49500 e 59, ditos de
casemira preta.e de cores a 49500 e 59,
ditos de velludo a 79,88 e 99.
Completo sortimento de ronpa para
meninos como sejam caigas, colletes, pa-
letots, camiaas a I98OO e 29, ditas de fasta o
a29500, chapeos francezes para cabega
fazenda superior a 69500, 88500 e 109,
dilos de sol a 68 a 6>500, ditos para se-
nhora a 48500 e 59.
Fazendas baratas.
%\a ra da Imperatriz n. 48, junto a
padaria franceza.
Corles de cambraia branca com babadi-
nhos 49 e 49500 superior 59, cambraia li-
2 za com 8 lr2 vara 3$. 39500, e 4, ditas de
J Escossia 59, e 69, ricos enfeites para se-
nhora 6J> e 6S500, sintos os mais delicados
para senhora 29500.39, chapelina para cri-
anga gosto inglez 3:500, 49, para baptisado
i 39, cortes de vestido de seda Escosseza de
w bonitos gosto 129 eslo se acabando, ri-
@ eos lengos delabyrintho 1#, 18200. chapeo
9 de sol para senhora de bonitas cores, lisos
9 59, cabo de marfim 59500, corles de camq>.
@ braia brancos com flor de seda 59. risca-
9 do francez 200 ris o covado, completos
9 sortimentos de baloes de arcos 39, sorli-
9 mentos de meias para menino e menina 9
9 200 e 240 ris o par. chales de tarlatana 9
9 de cores a 640 ris, lengos branco com bar- 9
ras 160 ris chitas inglezas a 180 e 200 rs. 9
9 dita franceza a 240 e 280 rs. o covado 9
9 pegas de cambraia de forro com 9 varas 9
9 a 29 : junto a padaria franceza n. 48. #

Superiores organ-
dys, .
Na lojo da boa f.-ia^nia do Queimado n. 22,
vende-se flnissimo orgao||s de muito lindos pa-
dres, pelo baratissimo prefy) de 720 rs. a vara,
fazenda de 19200, e quem nao andar muito de-
pressa ficar sem a pechincha ; na ruando Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Vestidos brancos
bordados
Ainda reslam alguns corles de vestidos braocos
bordados que conlinuam-se a vender pelo bara-
tissimo prego de 59. com 2 e 3 babados, de gra-
ga : na ra do Queimado n. 22, na bem conheci-
da loja da boa f.
Arados americano te machina-
par a lavarroupa:emcasa de S.P Jo
nhston & G. ra da^enzala n.i2.
ntremelos bordados.
Vende-se a I96OO e a 29 a pega de entremeios
muito finos e ricamente bordados ; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Attencao
9
Malas, saceos de viagem, se-
lins e silhes e reiogios pa-
ra algibeira patente.
No leilao que vai ter lugar terrja-fei-
17 do corrente na ra da Cruz
Ra do Queimado n. 10,
loja de i portas
de FerrTio Mala,
vendem-se barato as seguintes fazendas, para li-
qnedvr.
Cortes de casemira finos de cor a 39500 e 49.
Ditos de dita ditos de cor preta a 59 e 69.
Ditos de brisa de paro linho? a lCO e 2.
Panno preto, azul, verde e cor de caf, covado
a3SO00.
Cortes de superior velludo de cor a 4$ e 59000,
Manteletes de fil preto bordado a 49.
Visita de seda asertas a fil a 49.
Mantas de dita ditas a fil a 49 e 59.
Riquissimos cortes de seda a 80, 90 e 1009.
Ditos ditos de dita a 15, 20 e 259.
Chales com palma de seda a 29 e 29500.
Cortes de cambraia bordada a I96OO.
Lengos bordados com bico, duzia a 19500 e 29-
Chafes de touquim a 15 e 309.
Ditos de merino bordado a 4, 5 e 69.
Chitas Irancezas, qualidade superior, covado
a 240 rs.
Ditas inglezas, cores fizas, covado a 160 rs.
Lengos de seda da India a 19-
Cambraias lisas muilo finas, com 8 varas a'pe-
ga a 39500 e 49.
Cazaveques e capiohas de fuslo branco a 89 e
99000.
Meias de algodo cr superior fazenda a 49.
Chapeos a aribaldi 14 e 159-
Enfeites e chapeos traviata a 9,10 e 129.
Hernestina, riquissima fazenda para vestido
de senhora, covado a 400 e 500 rs.
Ambrosios, idem idem, covado a 300 rs.
Mimos do co, covado a 500 rs.
Sediohaa de quadros, covado a 700, 800,900 e
19000.
Manguitos de cambraia bordados, nm 500 rs.
Gollinhas idem, urna 320 rs.
- Superiore espartilhos para senhora a 4$.
Brim branco de linho, vara a 700, 800 e 1-?.
NA LOJA DE
ra
n.
na ra
15, se vender' sem reserva de preco
um lindissimo e vanado soitimento dos
artigos supra mencionados, para os
quaes se chama a attencao dos compra-
dores e desdeja podem ser examinados.
ISintos e enfeites!
dourados
e de outras muitas qualidades que se A
vende por menos que em outra qualquer ^
parle: na loja da ra do Crespo n. A, *
de Leandro & Miranda. 3;
Pechincha
Tasso Irmos acabam de receber nava porco
de chicotes ioglezes para carro, cabriolet, mon-
tarla e caga. Os Srs. donos de cocheiras teem
boa occasio de supprirem-se de bons e baratos
chicotes.
Trapiche
Barao do Livramenlo.
Largo da assembla a. 15.
Ha continuamente para vender, neste novo es-
tabelecimento o seguinte :
Cera de carnauba em porces ou a retalho,
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em caixinhas de 1 arroba a 4.
Barricas com sebo do Rio Grande em porgdes
ou a retalho.
Velas de carnauba pura em caiziohas de 1 a 2
arrobas.
Meios de sola, difTerentes qualidades, em por-
gdes ou a retalho.
Courinhos curtidos.
Farinha de mandioca por ljj.500 o sacco.
Farello em saceos grandes por 39800 o sacco.
Feijo de corda
no armazem de Tasso Irmos, ra do Amorim
n.35.
Bay mundo
Carlos Leite<5[
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa viu-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
melhorados
com novos
a perfeicoa-
mentos, Iszendo ptsponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na rea da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhaa, re-
trozes em carrlteis,linha de todas escores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
^HrWtfla^V >W I^VraVafWatB' W( W Tk^ff^f ?^
Vende-se urna ar-
Tachas e moendas
Braga Filho & G. tem sarapre no seu depo-
sito da roa da Moeda n 3 A, um grandesor-
mento de tachas e moendas para engenho da
muito acreditado fabricante Edwin Mawatra-
tar no motmo deposito ou na ra do Trapiche
n. 4.
macao
propria para qualquer negocio : os pretendentes
queiram dirigir-se i loja onde est assentada a
mesma armago : na ra Direita n. 7.
lival sem segundo.
Na rus do Queimado n. 55, loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos pregos abaixo declarados pa-
ra apurar dinheiro, pois o que muito precisa,
garante tudo perfeito, pois o prego admira ;
Linha do gaz superior para marcar, no-
velo a 40
| Dita do gaz brancas e de cores, novelo a 30
' Dita de carretel muito boa, carretela 30
Nvelos de ltnha do gaz brancas a 10 e 20
Carreteis com linha prela muito gran-
des a 160
Varas de franja dla muito bonitas a 100
Pegas de tranga de l muito bonitas e
com 10 varas a 200
Pares dmelas cruas para menino a 200
Ditos ditos de cores todos os tamanhos a 160
Ditos de cores para meninas a 120
Duzia de meias cruas para homem a 29400
Cartoes de linha Pedro V com 200 jar-
das a 80
Caixas com tissoes para acender charu-
tos a 40
Caixas com phosphoros de seguranza a 160
Duzia de phosphoros do gaz a
Fitas para enfiar vestidos muito gran-
des a
Frascos d'agua de colonia muito supe-
rior a
Ditos com cheiros muito fino a
Duzia de meiss para senhora o melhor
que ha a
Pecas de trsncinha de lia sortidas a
Sabonetes superiores e muilo grandes a
-Groza de botes de osso psra caiga send
fiequeno a
. i de ditos grandes a
ratnoia do Porto superiores varaa a
I 100, 120 a 160
Encyclo-
pedica
L*oa de fazendas
Ra do Crespo numero 17.1
DE
Guimardes A Villar.
Para acabar com certas fazendas ven-
demos baratissimos :
Chapelinas de seda de riquissimos gostos
a 129 cada ama.
Ditos depalhade Italia a 289.
Gollinhas e manguitos de punho de su-
perior qualidade a 89.
Cassas de cores fizas e delicados padres
a 280 rs. o covado.
Sedas, cambraias, cassas, chitas e tudo
quanto perkence para adornos de se-
nhora porbaratisslmos pregos.
Calgado Meli de 2 solas e aela fina.
Para homens.
Grande sortimento de roupas feitas e S
chapeos de todas as qualidades.
[DljOlCt CCD^iC DCltDi'M
Reiogios.
Yande-ae em casa de Johnston Pater & C.,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimento da
reiogios de ouro,patente ingles, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
ama miedade de bonitos trancelins para os
mesmos.
Facas e garfos.
Muito boas facas e garfos para o diario de urna
casa a 296OO a duzia de talherea: na loja da Vic-
toria, na roa do Queimado n. 75, junto a loja de
cera.
801 Bom e assim barato
400
500
39000
50
160
120
240
niogaem deixa de comprar urna pasta para pa-
pel por I9OOO. Na loja d'aguia branca acha-se
umaporgio de boas e perfeitas pastas para pa-
pel com calendario perpetuo, e ndice daa testas
mudareis, pelo que se tornam de malta utili-
dade, e o pequeo preco de 11000 cada uaae
convida a aproveitar-se da occasio em que se
eslo ellas endeudo por aeude do que sem-
pre cuaturam ; aisisa dirijia-ie a ra do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16, que ser
bem servido.


DUUQ 3C MMM+Mmun. *~ QUINTA fElBA 12 M 8ETEMBRO DI 1861,

Feijo amarello
de Lisboa, superior qualidade ; vende-se na
ra ea Madre de Deas a. 8.
Caixas para joias.
Liadas caixiohaa pora guardar joias, pelos pee-
mos baratos de 400, 600, 800, 1 e 20 cada uepa '
na toja do Victoria, na ra do Queimado n. 75:
junio a loja de cera.
A. t ten cao.
Na ra do Trapichen. 46, em asa da Ro r o
Rooker & C., asiste um bou sortimento de 11-
nhas.de crese branca se m earreteia do melhor
abrieaatedelnglaterra,*i quaes sevendem por
precoa muirazoavais
|daco de certas;
S fazendas finas, s
RA DO CRESPO N. 17.
Riquissimaa chapeoss de seda para
senhoras, de diversas cores a 12;}.
Cassas de cores bonitos padrdee a 240
0 rs. o corado.
Cassas e orgaodvs de cores a 580 is. o
8 corado. 6
Chitas de todas ai qualidades e pregos. #
4f) Huitissimas faaendas finas que se ven- #
dj) dem por pregos baratisaimos para liqui- #
dar, do-se amostra das fazendas. #>
**
Poiassa da Russia e cal de
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
para contas e facturas, papel mata-borrao; veu
de-se na loja.d'aguia branca, ra do Queimado
numero 16.
Na ra da Cruz n. 10, casa de
Kalkmann Irmaos &C, tem ex-
posto um completo sortimento
de amostras de objectos de bor-
racha, propro para machinas de
engeraos, sendo correias para
transmittir movimento, canudos
de borracha de qualquer com-
prime nto e grossura, pannos de
borracha, rodetas de dita, so-
bre ditos artigos tomam-se en-
8 commendas.
M9MMS M&NM199K NS0R9MMSM
A1$ o corte
de caiga de meias casemiras escuras
na ra do Queimado n. 22,
de
na
f.
urna s
loja da
Lisboa.
No beta conhecido a acreditado deposito da ra
da Gadeia do Recite n. 12, ha para Tender a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambera cal virgem em
p ira ; tudo por pregos mais baratos do que em
oatri qualquer parte.
UNCA
rumelo low-Moa
Raa daSenzalla Nova n.42,
Piaste astabelecimento contina ahaverum
completo s o r t i as tn t o demoenda seise i a s moen-
das oaraangeaho.saachinas da vapor ataixas
t9 ferro batido* coado,de todos osumanhos
para dito,
O torrador!!!
2ft LiATgo do Ter^o 13
Quem duvidar venha ver; manteiga ingleza
perfeitamente flor a lo a libra, frsnceza a 640 e
a 680 a libra, batatas muito novas a 80 rs. a libra
assim como se torra massas muito finas para sopa
a 440 ris a libra e ontros muitos gneros perten-
ceates molhados, (a dinheiro vista.)
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Palotots de panno preto a 220, fazenda floa
calcas de casemira pretas e de cores, ditas e
brim a de ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a ditos de fusto de cores a 4j,
ditos de estamenha a 4S, ditos de brim pardos
30, ditos de alpaca preta saceos e sobreeasacos,
dolletes de velludo pretos e de cores, ditos de
corguro de seda, grvalas de linho as mais mo-
bernas a 200 rs. cada urna, collarinhos de linho
ga ultima moda, todas estas fazendas se venda
parato para acabar; a loja est abortadas 6 ho-
ras da manha ateas 9 da noite.
Em casa-de Kalkmann Irmaos
& C, na ra da Cruz n. 10, exis-
te constantemente um completo
sortimento de
Vinhos Bordeaux de todas as
qualidades.
Dito Xerez em Larris.
Dito Madeira em barris e caixas.
Dito Muscatel em caixas.
Dito champanhe em gigos. ja
Cognac em barris. &&
Cerveja branca. a
Agua de Seltz. ^
Azeite doce muito fino em caixas. a
AI vaiade em barris.
Cevadinha em garrafoes. t.
wfmu FEITA A11SDA1AISMRAT4S.
5 SORTIMENTO COMPLETO

iterase obras feites.
A
LOJA EARMAZEM
DE
IGes k Basto!
Vende-se urna boa armaco de amarello,
toda envernisada, que serve para qualquer esta-
belecimento, e por prego razoavel: na ra do
Crespo n. 15, loja.
jltlencoo
Vendem-se caixSes vastos propnos
para bahuleiros.funileiros etc. a 1 $280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ah se dir' quem ostem
para vender.
/t*ua do Amorim
VENDE-SE:
Milbo novo.saccas de 3|4 por 4*300.
Dito de meia idade por 35500.
Dito velho por 35.
NA
fea* do Quelraano
sa 4tt, f remte anaTcWt.
Constantemente emosumgrandeeva-
riado sortimento emsobrec&aacatpretaa
de panno e de corea muito fino a 288,
SOS e 359, paletots dos meamos penaos
a 205,22$ e 245, ditos saceos pretos doa
mesmos pannos a 145, 168 185, casa-
cas pratasmuitobem feitas edesuperior
panno a 289,805 e 358, sobrecasacaa d*
casemira de core muito finos a 158,165
e 185, ditossaccos daa mesmascasemi-
ras a 105, 129 e 145, calcas pretas de
casemira fina para hornea a 88, 98. 10#
e 12, ditas de casemira decores a 75.88,
99 e 108, ditas de brimbrancoa muito
fiaa a 55 a 69, ditas de ditos de corea a
39, 39500, 49 e 49500, dita de meia ca-
semira de ricas cores a 45 e 45500, col-
letes pretos de casemiraa 59 69, ditos
de ditos decores a 45500 e 9, ditos
branco d seda para casamento a 59,
ditos de 69,eolletes dtbrim branco e de
f usto a 39, 39500 e 49, ditoa de corea a
9500e 39, paletottpretos de merino de
cordoaacco esobrecasacoa 75,89 e9,
clletespretosparaluto a 48500 e 59,
as pretaa de merino a 48500 e >, pa-
l etots dealpaca preU a 38500 e 45, ditoa
sobrecasaco a 68,7 e 85, muito fino col-
latas de gorgurao deaedadecoremnito
boafazendaa308OO e45. colleteMla vel-
ludo de crese pretos a 78 e 89, roupa
fi para menino sobre caaacadepanno pra-
tos e de cores a 149.15 168, ditos de
9 casemira saccopara os mesmos 68500 e
8 78, ditos de alpaca pretos eaecos a 39 e
395OO, ditos sobreeasacos a5|-e 58500,
ft calcas de casemira pretas e decores a 69,
65500 e 79, camisas para menino a 209
a dazia, camisas ingleza preg *largas
muito su periora|328 a du zia pan acabaT .
Assimcomotemos urna officina desl-
gate onde mandamos exeeutar toda as
obrascom brevidade.
dKMS eNMSfiKMSMSeK
A 2$500
VICTORIA
Faji
DE
)oses Jnior
Na ra do Queimado u. 75,
junto a loja de cera.
Csta loja acha-se provida de um completo sor-
timento de miudezas para vender, tanto por ata-
cado como a retalho, por pregos muito baratos,
como abaixo se ver, s para quem comprar, vic-
toria sempre cootar.
Clcheles francezes bons em carto de urna car
reir a 40 rs.' e duzia 400 rs.
Ditos tambem bons do duas carreiras a 80 rs.
e 900 rs. a duzia.
Ditos da trra em caiziohas a 800 rs. a duzia.
Agulhas fraucezas boas a 120 rs. a caita com 4
papis.
Ditas as melhores que se encontram a 240 rs.
a caixa com 4 papis.
Ditas em papel avulso a 40 rs. o papel.
Ditas para enriar a 40 rs. cada urna.
Linha victoria em carritel com 200 jardas a 60
rs. e duzia a 640 rs.
Ditas de 200 jardas, de Alexander a 900 rs. a
duzia.
Ditas de 100 jardis brancas e de cores a 30 rs.
o carritel.
Ditas de Pedro V, em carto com 200 jardas a
60 rs. a carto.
Ditas de peso verdadeiras miadas grandes a
240 rs. a miada.
Ditas de meada cabeca branca e encarnada a
120 rs. a meada.
Ditaa do gaz brancaa e de cores a 800 e 900 rs
a caixa com 50 novellos.
Papis com cento e tantos alQnetes a 40 rs. e
duzias 400 rs.
AlQnetes francezes cabega chata a 120 rs. a
carta.
Ditas para armagdea a 25600 o mago.
Cordao imperial para vestido a 40 ra. a pega.
Eafiadores de algodo a 60 rs. cada um.
Caivetes fiaos de duas folhas para penna a
200 rs. cada um e duzia a 25000.
Ditos de cabo de viado de urna folhade 160 rs.
cada um e duzia a 15600.
Ditos mais ordinarios a 120 rs. cada um e du-
zia a 15200.
La de todas as cores para bordar a 60500 a
libra.
Pentes muito bons de baleia para alisar a 220,
240 e 280 rs. cada um.
Ditos os melhores e maiores que se encontram
aSOOrs.
Ditos transparentes muito bons a 400 rs.
Meias cruas brancas e de cores para homem a
160,200,240 e280rs. o par.
Ditas pretas para homem a 120 rs. o par.
Ditas para senhoras a 240, 280 e 320 rs. o par.
Ditas brancas cruas e de cores para menino a
160. 200, 240 e 280 rs. o par.
Ditas pretas para senhora a 200 e 240 rs. o par.
Bofeites de vidrilho a 18800 rs. cada um.
Ditas a Imperatriz muito lindos a 88 cada um.
Cituroes de seda com borracha para homem a
320 cada um.
Ditos de algodo 240 rs. cada um.
Ciatos muito lindos para senhora a 19800, 29,
28500 e 39 cada um.
Fraojas de bolotas brancas e de cores para cor-
tinados a 49 a pega.
Ditas de algodo paratoslba a 29800 a pea.
Ditas de linho para casareque a 120 rs. a vara;
E outras maltas miudezas que se tornarlo en-
fadonho menciona-las aflangando-ae, porm, que
nlo se deixar de vender a quem trouxer dinhei-
ro na loja da Fsjozes Jnior na ra do Qseima-
do n. 75.
jAinda ha pe
chincha.
Cliegou a ra do Crespo n. 8
loja de 4 portas, um sortimento
{de cassas de cores fxas e lindos
padroes que se vendem a 2i0 rs.
jj o covado, do-se amostras com
i penhor.
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
vende-se a verdadeira raiz de coral a 900 rs. o fio.
Gaixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, chegado de sua propria encommenda muito
liadas caixiohas de costara com msica 'propria
para mimo, que se vende muito barato.
Vendem-se os erigen nos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
(Tagua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
_ safreja quatro mil pes, o se-
Igundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pes:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
Chales de merino estampados, que em outras
lojaa se vendem por 49 e 59 na loja da boa f
na ra do Queimado n. 22, vende-se pelo bara-
tissimo prec.0 de 29500.
WnWKMWBMWW'tWBBMMaWi
Acaba de
chegar
novo armazem
DE
BUSTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
cobertos edescobertosr pequeas e grandes, de
ouro patate inglez, para homeme seahora de
un dos melhores fabrieantsde Liverpool,vin-
dos pelo ultimo paquete ingles : em casada
Sonthall Mellor d-C.
Carros e carrosas.
Em casa de N. O. Bieber
A C. successores ra da Cruz
numero 4.
Vendem-ae carros americanos mui elegantes
e leves para duas e 4 pessoas e recebem-se en-
commendas para cujo um elles possuem map-
pas com varios desenhos, tambem vendem car-
rosas para conduccao de assucar etc.
N. O. Bieber &" C, successores, rna da Cruz
a. 4, tem para vender relogios para algibeira de
ouro e prata.
Gravatasdamoda.
Vendem-se gravatinhas estreitas muito supe-
riores, tanto pretas como de cores, pelo baratis-
aimo preco de 19 ; na ra do Queimado n. 22,
na loja da boa f,
Bramante de linho muito
superior.
Vende-se superior bramante de linho eom duas
varea de largura, pelo baratissimo preco de 29400
a vara : na ra do Queimado n. 22, na bem co-
nhecida loja da boa f.
Attenco.
*
Francisco II ou a Liberdade da Italia, drama
histrico em 5 actoa por Francisco Gaudencio
Sabbas da Costa : acha-se venda na livraria
econmica ao p do arco de Santo Antonio, a
ljjOOO cada exemplar.
Superiores liras
bordadas.
Na loja da boa f na ra do
Queimado n. 22 se encontrar um bonito sorti-
mento de superiores tiras ricamente bordadas
que se vendem pelo barato preco de 39000 49000
e 59OOO ris a pe;a, advertindo-se que ha mais
de urna pega de cada pedro, quem mais depressa
andar melhor servido sera, na ra do Queimado
n. 22 na loja da Boa-F.
Fil liso e tarlata-
na branca a 800
ris a vara.
Vende-se fil liso muito fino e assim tambem
tarlatsna branca muito fina, tanto urna cousa co-
mo outra sao proprias para vestidos, nao s para
bailes como para assistir-sea casamentos, andem .
antes que se acabe na ra do Queimado n. 22
na loja da Boa-F.
Casemiras a
4000 o corte, na
loja do Pavo.
Vende-se finissimos cortes de aasemi-
ra enestada de cores pelo diminuto
preco de 4/J o corte para calcas, assim
como tem das mesmas para vender a
2#i00 rs. o covado proprias para pa-
letots, calca e collete, recommenda se
muito esta fazenda aos Srs. alfaiates que
costil mam a fazer roupa para vender,
porque tao cedo nao acham urna pe-
chincha igual : na ra da Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva
champagne
de Chateau Laronzire, em gigos de 15 garrafas
I (9 grandes e 6 pequeas) a 155 cada um ; na
praca da Independencia n. 22.
Cintos.
Vendem-se cintos de todas as cores com ri-
cas fivelas para senhora e menina a 2$, bandos
de clina para marrafa a 500 rs. o par, enfeites
para cabera, de cores e diversas qualidades : na
ra da Imperatriz, loja da boa f n. 74.
Veude-se saceos de farinha de mandioca a
2$000, na ra Nova o. 48.
Vende-se 5 escravos de bonitas figuras, com
idade de 11, 16, 20 e 24 annos, todos pardos,
sem o menor defeito e por barato preco: na ra
das Cruzes n. 35, segundo andar.
Calcado
45 Ra Direita 45
Magnifico sortimento.
Sempre condescendeote e prazenteiro com os
freguezei que Ibe trazem dinheiro, o propriela-
rio deste grande estabelecimento continua a of-
ferecer ao publico, por pregos mdicos e sempre
inferiores aos de oulro, o seu bello sortimento
de calcado francez, inglez e brasileiro e rejan::
Homem.
Boneguins Vctor Emmanuel. OJOOO
coure de porco. \ lOiJOOO
lord Palmer8ton (bezerro 9JJ500
diversos fabricantes (lustre) 9300O
John Russell...... 8$500
Sapates Nantea (batera inteira). 5*500
patente......... 5$0C0
Sapatos nanea (portuguezes). : 2J.O0O
(francezes)..... lj500
entrada baia (aola e vira). 5J5C0
muito chique (urna sola). 3g00O
Senhoras.
Borzeguina primor (Joly)......5J50O
brilhautina......5gOCG
a aspa alta.......,">;0CO
baixa......; 4R800
31,32,33,34.....4&5O0
decores 32,33.34. 4)5000
Sapatos com salto (Joly). ..... 3JJ-2CO
francezes fresquinhos. 2*240
31,32,33 e 34 lustre. l;C0O
E um rico sortimento de couro de lustre, be-
zerro francez, marroquim, sola, vaquetas, cou-
rinhos, fio, taisas etc., por menos do que qual-
quer outro pode vender.
Venda de escravos.
Vende-se urna escrava de meia idade, muito
9
>
Trabuco & G. com loja na ra Nova n.
2, acabam de receber pelo ultimo navio
francez, um rico sortimento de vestua-
rios para meninos de 2 a 6 annos como
sejam vestuarios de velludo a puritanos,
ditos de gorgurao de seda, ditoa de l e
e seda a escotseza, ditos de merino bor-
dados, ditos de fusto, ditos de musse-
lina, ricos vestidos de seda para meoi-
nos, ditos de cachemira bordados, ditos
de l e seda a escosseza, ditos de bare-
ge, e um sortimento de vestuarios de
brim pardo para meninos a 3$ cada um.
fiel, boa lavadeira. cozinheira, costureira do el-
faiate, e tambem engomma alguma couss. Tam-
bem se vende ums crionlioha, filha da mesma,
com 11 a 12 annos, que j cose chao e faz grades
perfeitamente, e muito boa para mucamba : a
fallar na ra da Aurora, taberna n. 48.
4120 rs. o papel.
Agulhas Victoria
vende se na
Queimado n.
loja Esperanca
33 A.
Altencao.
ra do
Barato.
fraude e variado sortimento de
eitaa, calcados e fazendas e todos
muito modi-
Espirito de vinho a 20 a caada, garrafa a 280,
cenna em garrafas a 240, vinho muito bons a
560 e 480 a garrafa, Porto a 800 rs., e em caada
se faz abalimenlo, espermacete a 700 rs. a libra,
velas de carnauba muito boas a 440 a libra, ba-
nha refinada a 480 a libra, em barril se faz aba-
timento. queijos do vapor a 2$200, dito prato a
560 e a 720, farelo, saceos mnito grandes, a -\,
e urna balance decimal muito em conta, azeite
de carrapato a 440 a garrafa, cha muito bom a
20600: no pateo do Paraso n. 18, taberna pinta-
da de azul.
Lencos brancos.
Vendem-se lencos brancos proprios para algi-
beira, pele baratissimo prego de 20400 a duzia :
na ra do Oueimido n. 22, loja da boa f.
Ra do Queimado
n. 19.
Santos Coelho vende o seguinte :
Cobertas de chita a chineza a 10800.
Lences. '
Lences de panno de linho a 10900,30 e 30300.
cortes de phantazia. |
Lindos cortes de phantazia de seda pelo bara-
tissimo preco de 80 cada corte.
Toalhas de fustio a 500 rs. cada urna.
Cambraia branca de aalpicos grandes para ves-
tido, sendo cada peca a 5g:
Gollinhas bordadas para senhora, muito finas
a 20000.
Sertimento de baldes para meninas.
Bramante de linho para lences, tendo de lar-
gura 10 palmos, pelo precn de 2$ a vara.
Algodo monatro a 480 a vara.
Bramante de algodo a 1|280 a vara.
Cortes de seda de todas as cores, fazenda su-
perior, a prego de 40, ditos com toque de mofo a
Chapeos de sol de seda para meninos e me-
ninas.
Capailas brancas para noiva a 5f.
Chapeos para senhora.
Ricos chapeos de seda e de velludo para se-
nhora, pelo baratissimo preco de 15 e 160: na
ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Luvas de Jouvin.
' Continua-ae a vender as superiores luvas de
pellica de Jouvin, tanto para homem como para
aenhora ; na ra do Queimado n. 22, na loja da
boa f.
Vendem-se globos para candieiros, e bom-
bas de japi, mais barato do que em outra qual-
quer parte : na ra larga do Rosario, n. 34.
roupas
estes se vendem por pregos
Meados como de seu costume,assim como
sejam sobreeasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos figurinos a
260,280, 300 e a 350, paletots dos mesmos
pannos preto a 16$. 18|. 200 e a 240,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novos padres a 140.100, 180,200 e 240,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 90, 100,120 a a 140, ditoapretoa pe-
lo diminuto prego de 80,100, e 12$, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 120,
ditoa de merino de cordo a 120, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 150,
ditoa de alpaca preta a 70, 80, 90 e a 100,
ditos saceos pretos a 40, ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 40500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 30500, 40
e a 40500, ditoa de fusto branco a 40,
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 70, 80, 90 e a 10, ditas
pardas a 30 e a 40, ditas de brim de cores
finas a2J500, 30, 30500 e a 48, ditaa de
brim brancos finas a 40500, 5$, 50500 e a
60, ditas de brim lona a 50 e a 6g, eolletes
de gorgurao preto e de coras a 5$ e a 61,
ditos de casemira de cor e pretos a 48500
e a 50, ditos de fusto branco e de brim
a 30 e a 30500, ditos de brim lona a 48,
ditoa de merino para luto a 40 e a 40500,
caigas de merino para luto a 48500 e a 58,
capaa de borracha a 90. Para meninos
de todos os tamaehoa: caigas de casemira
prefa e de cor a 5$, 60 e a 70, ditas ditas
de brim a 28. 30 e a 30500, paletots sac-
eos de casemira preta a 68 e a 7, ditoa
de cor a 60 e a 78, ditos de alpaca a 30,
sobreeasacos de panno preto a 120 e a
14, ditoa de alpaca preta a 50, bonets
para menino de todas aa qualidades, ca-
misas para meninos de todos ostamanhos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annoa com cinco
babadoa liaos a 80 e a 12g, ditos de gorgu-
rao de cor e de la a 50 e a 60, ditos de
brim a 30, ditos de cambraia ricamente
bordadoa para baptiaados,e multas outras
fazendas e roupaa feitas que deixam de
aer mencionadas pela aua grande quanti-
dade; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das degosto e urna grande officioa.de al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
pela aua promptidoe perfeigo nadadei-
xa a deaejar.
m 9H 916 9l9vK-QW9ir%M Clv 9R3 filv I
Baldes para meninas.
Vendem-se baldes-para meninas, de todos os
tamaitos, de madapelo e de mussuloa a 30 e a
40 : na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Mantas de retroz para gra-
Tatas.
Vendem-se mantas de retroz paca gravataa,
tanto pretas como de corea a 500 rs.: na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Meias baratissimas.
A 20400 a duzia de pares dmelas brancas fi,
as para homem : na rae do Queimado n. 22
na loja da boa j.
Ricos cortes de vestidos bran-
cos bordados.
A' loja da boa f na ra do Queimado n. 22,
chegou novo sortimento de ricos cortes de vesti-
dos braceos bordados com 2 e 3 babados, os quaes
continuam a ser vendidos pelo baratissimo preco
de 50 cada corte : os ra do Queimado n. 22, na
bem conhecida loja da noa f.
Vende-se chapeos de sada e de meri-
no a Garibaldi para meninos de 2 a 4
annos : na loja de Nabuco & G. na ra
Nova n. -2.
Fabrica de espiritos na
ra Direita n. 17.
Neste estabelecimento sempre sorlido de todas
as qualidades de espiritos, como sejam, licores,
tanto finos como mais ordinarios, geoebra, aniz,
agurdente do reino, espirito de 36 a 40 graos, o
que tudo se vende em porco, e seu prego o mais
em couta do aue em outra qualquer parte.
rentes de tartaruga e en-
feites para cabega.
Vende-ae na loja de Nabuco & C. na fl
|$ ra Nova n. 2, ricos pentes de tartaruga f$
para trancas, ditos para alisar e enfeites g|
. de froco, Atase vidrilhos dos melhores ;
w gostos possiveis e por prego commodo.
Attenco.
Candeiasde estanho econmicas, que com urna
pequea quantidade de azeite do luz por urna
ooite, seu prego 280 rs. cada urna ; na ra Di-
reita n. 15.
Para es balese thealros.
Biquissimos cintos dourados com lindas fivel88
tambem douradas e esmaltadas, e com ricas poD*
tBs para cahirem sobre os vestidos, muito prc-
Prios para as senhoras que tiverem de ir aos bai-
les e theatros ; vendem-se pelo baratissimo pre-
co de 40, 58e60: na ra do Queimado n. 22,
na bem conhecida loja da boa f.
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAY.
Militares de individuos de todas as naifes
podem testemunhar as virtudes deste remedio
ncomparavele provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seucerpoe
membros i n teiramente saos depois de haver em-
pregad o intilmente ontros tratamentos. Cada
pessoa poder-se-ba convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, quelh'as
relatam todos os das ba muitos annos; e a
maior parte dellas sao to sor prendentes qua
admiram os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois dedar
permanecido longo tempo nos hospitaes.o tes
deviam soSrer a amputado 1 Dellas ha mui-
cas quehavendo deixado esses, asylos depade-
timentos, para se nao submeterem a essa ope-
rac,ao doloros foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusao de seu reco-
nbecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais autenticaren) sua a firma-
tivs.
Ninguem desesperara do estado desaude ss
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio constantementeseguindo algnm tempo o
tratamento que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar ineontestavelmente.
Que tudo eura.
O ungento be til* mais particu-
larmente nos segulntes casos.
Vende-se por commodo prego um rico fiteiro
todo envidrando, com armarios, com 9 palmos
de comprimeoto e 3 1(2 de largura, 1 balco de
volia proprio para qualquer loja de tetalho, 2
grandes depsitos de folhadobrada proprios para
azeite ou oleo, e levam cada um mais de urna
pipa ; a tratar na ra da Cadeia do Recife d. 64.
loja.
Veude-se
urna armaco propria para qualquer negocio : os
pretendentes queiram dirigir-se a loja onde est
assentada a mesma armagao : na ra Direita nu-
mero 7.
&#S&TO 9 MG&
visa-se as bellas pernambucanai que a
na loja de Nabuco & C, na ra Nova d. ^
2, vende-se ricos sintos prateados dou- X*y
rados e de fitas com fivelas, e tambem .^a
se vendem as fivelas solas, tudo mais *?
barato do que em outra qualquer parte. ?
fflfc JE-i?* SPi
Vende-se urna taberna sita na ra Direita
n. 13 bastante afreguezada: auem pretender
comprar dirija-se mesma taberna que achara
com quem tratar.
m
\
E pecbincha.
Vendem-se borzeguins para senhoras, de ns.
31,32, 33 e 34. e em bom estado, a 40560: na
loja da travessa da ra das Cruzes n. 2.
Aos terceiros da
veneravel ordem deS.
Francisco.
J chegou a verdadeira estamenha de la, na
loja de 4 portas, ra do Queimado n. 39, e se
apromptam hbitos desta fazenda a 400, e tam-
bem ha de algodo que se apromptam a 288 caa um, e se vende a fazenda por mdico prego.
Loja de fazendas finas
n
Martinho de OliveiraBorges
1 Ra da Gadeia do Rerife n. 40.
Vendem-se bonitos cortes de vestidos
I de esmbraia brancos bordados a 308,
ditos ditos de cambraia da Escocia fina
1 sendo toda a aaia e fazenda para corpi-
nho bordado, prego 508.
Gaz liquido.
Em casa de Samuel P. Johnston & C, raa da
Senzala Nova n. 42, vendea-se latas com 5 ga-
les de Kerosine.
SABAO.
Joaquim Francisco de Helio Santos avisa nos
seus fregueses desta praga e os de fra, que tem
exposto venda sabio de sua fabricadenomlnada
Recifeno armazem dos Srs. Travasaos Jnior
k C, na ra do Amorimn.58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
reg que de outras fabricas. No mesmo aima-
em tem feito o seu depoaito develas de earnam-
sasimples ssm mistura alguma, como as da
composigo.
Luvas de pellica.
Novo sortimento de 1 n vas de pellica chegadas
no vapor inglez para a loja d'aguia branca, na
raa do Queimado n. 16.
no-
Alporcas
Caimbras
Gallos.
Anceres.
Cortaduras.
Dores de cabega.
das costas.
dos membros.
Enfer mida des da culis
em geral.
Ditas de anus.
Erupcoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchacpes.
Inflammagao do figado.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 344, cStrand, e na loja
de todos os boticarios droguista e ontras pes-
soas enearregadas de sua venda em toda a
America do sul, Ha va na e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocetinba eontm
urna instrneco em portuguez para explicar o
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaeeutico, na ra de Cruz n. 22, em
Pernambueo.
Superiores organdysa
720 rs.avara,
Vendem-se finissimos organdys de muito bo-
nitos padres, pelo baratissimo prego de 720 rs.
a vara, fazenda que sempre se vendeu por
10200, assim pois, quem qaizer comprar fazenda
fina muito bonita e muito barata chegar i roa
Inflammago da bexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna.
Supurares ptridas.
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulages;
Veias torcidas ou
das as pernas
do Queimado n. 22,
boa f.
na bem conhecida loja da
Relogios baratos.
Na roa Nova n. 21, ha grande porgo de relo-
gioa foliados, douradoa e de ouro, patentes e on-
zontaes, soissos e iogleses, es quaes serio ven-
didos pelos pregos da factura. Cada relogiai leva-
r um recibo em quo se responsabilisa pelo re-
glamento durante seis mezes.
Escravos fgidos.
Attenco
100,000 rs.
Tara o abaixo assignado a quem lhe trouxer ao
seu armazem na ra da Cruz n. 33, o seu escravo
Caetano, de nago Neg, de 45 acnos de idade,
de boa altura, pernaa finas e de andar ligeiro,
cara bexigosa,e pouca barba, fallando atrapalha-
damente, e at s vezes custa-se a entender.
Dessppareceu desde maio prximo passado da
casa de seu ex-senhor, o francez Etienne Chantre,
que morou nos Guararapes ; costums andar ga-
nhando, e faz chapeos de palha. Dizem que mo-
ra ou vai de vez em quando n'uma casa de pre-
tos africanos, na ra de Santa Rita, onde cria
gallinhas, e que se intitula de forro, por coese-
Iho de um certo individuo que costuma dar gua-
rida a gente desta laia, e contra o qual se protes-
tar em tempo, se como se presume, lhe tirer
dado couto. Talvez a leitura deste annuncio fa-
ga com que o tal protector o mande para fra da
cidade; por isso pede-se aos Srs. capites de
campo e autoridades policiaes, prestem altecgao
aos signaes deste escravo, que talvez tenha sido
engaado pelo tal senbor que tanto se interessa
por elle.
Recife 9 de selembro de 1861.
Domingos Rodrigues de Aodrade.
Ainda se acha fgido o escravo Cosme, en-
filo, idade de 35 annos, estatura regular, testa
grande, com falta de denles na frente, costuma
mascar fumo e dado a bebidas, foi o ascravo do
Sr. tenente-coronel Joo Valenlim Vilella, tem
officio de pedreiro e earapina, tem sido visto na
Passagem e suas immediaces, porm talvez te-
nha ido para o eogenho Crauass, aonde tem um
irmo gemeo chamado Damio, que tambem foi
escravo da sogra do mesmo Sr. Vilella, e vendi-
Ido para o mesmo engenho, elle muito conhe-
cido ; pelo que roga-se a todas as autoridades
policiaes, capites de campo, e a quem mais lhe
convier, o favor de o prenderem e conduzi-lo ao
seu senhor Antonio Leal de Barros, no seu s:o
na ra de Joo Ferosndea Vieira, junto ao Man-
guinho, que gratificar generosamente
No dia 19 de Janeiro de 1856 fugio do en-
genho das Matas, comarca do Cabo, um mulato
por nome Jerooymo, idade 30 annos, baixo, es-
padado, ps pequeos e carnudos, os dedos doa
Ees curtos, pernas grossas, pouca barba, bom ca-
ello, cor acanallada, quando falla gagueja,
mestre sspateiroe carreiro. Da piimeira fgida
que fez foi preso em Caraar, e agora consta an-
dar por alli mesmo e pelos sertOes do Fenedo ;
quando fugio levou um pollro rozilho cabano
com este ferro CI: quem o apprehender e levar
ao refeiido engenho receber 1000 de gratifica-
go. O referido mulato intitula se forro, e cons-
ta sndsr pelos sertoes com esse titulo.
Desappareceu no dia 13 do correte, do si-
tio de S. Jos do Hanguinho, o escravo crioulo,
maior de 50 annos, de nome Joaquim, com oa
signaes seguintea: cabellos brancos, alto, secco
docorpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedadedo Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde velo para aqui fgido : roga-se
a todas as autoridades policiaes e a quem quei
que o encontr, de o capturar e entrega-lo n
sitio cima citado, ou na ra do Trapiche n. 15
a Jos Teixeira Basto.
Escrava fgida.
No dia 4 dejunho do correte anno fugio do
sitio da viuvade Joo Ferrara dos Santos, na
Passagem da Magdalena, a escrava crioula de
nome Ignos, cosa os seguintes signaes : tem 40
annoa de idade, de estatura regular, tem cor
fula, aleiiada de um dedo da mo esquerda, e
muito regrista ; esta escrava foi propriedade do
senhor do engenho Poeta ; suppe-se que alia
est occuita em algama casa sob o titulo de forra,
pelo quo se protesta contra quem a liver em aeu
poder : roga-se as autoridades policiaes e capi-
tes de campo a apprehenso de dita escrava, e
leva-la so referido sitio, onde receber a paga do
seutrabalho com generosidade.


(8)
URJO DI riBIAMlDOO. QUaHTA fWRA 12 DE SETEMBIO i Mi:
Litteratura.
Ubi amor a iaponia.
A' Sra. co^dbssa Lacha Sweyk.owska.
V
(Conlinnagao.)
Seria necessario ser muilo difllcil para nao
agradarse,diz Elpehge por su* rez, e eslou
cerio que dSo ha nada egual desde Drontheim at |
o capo do Norte. Esta, pequen lora dedos, de
fada.-^-acrescntou elle lomando Norra pela m3o
e levan do-a al o raeio da leuda, diaolede Hen-
rick Sf-ioborg, que occupado em por em ordem
seus hvros e seus papis sobre a mesa do meio
nao cujdars em examina-la. Lerantou no en- dianle desi d doueni
lano a cabec.,1 o fixou urna segunda tez gs olhos
sobre Norra.
Qualquer (Icaria bstanle embaragado para dizer
qual era o sentimento predominanie, que se pin-
tava nesse momento sobre o rosto do jorem sueco.
Era sorpreza ou adniirago, prazer ou espanto?
Haria em todo o caso em seu olharuma curiosi-
dade rira. que elle nao procurara de modo al-
gum occullar. Elle era ptimo physionomista
para aderinhar ludo quanto rebelara de inlelli-
gencia essa fronte srqueada as tmporas, tudo
quanto promettia de energa essa boquinha de
labios delgados; sem ser to morena como as
ouiras mulheres de sua tribu, Norra nao era urna
rosa branca para quem ?inha da Suecia, onde as
mulheres parecem feitas de gelo; mas em brere
se esquecis a edr pela forma.
Elphege que estudra amito tempo a estatuaria
com o velho esculplor Fogelberg declarara que
seus bracos eram da mais classica elegancia; o
propno Henrick achara que ella tinha mos de
menina. Entretanto tudo nella annunciara urna
natureza rica e generosa. Seus abundantes ca-
bellos, ordinariamente divididos em duas trancas
eguaes, que Ihe desciam aloscalcanhares; suas
cadeiras salientes como as das hespaoholas e bo-
hemias; seu dors) to alreridameole arqueado
como o das mais audaciosas bailarinas, que te-
nham acaso pulado sobre os mosaicos dos pala-
cios indios; o fugo e a animacao do seu olhar:
acrescentae o prestigio arrebatador da siogulari-
dade e da mocidade, o compreheodereis que,
tal como ella era, Norra acabou por parecer
nossos dous amigos urna crealurinha ioteiramen-
le parle. Nao era necessario que elles tivessem
'indo Laponia para fazer-lhe Justina : l-io-hiara
notado em qualquer parte.
Ha j quatro mezes que o artista e o offlcial
rivem entre os lapoes. Henrick Urantou planos
sufficientes para oceupar um estado maior iotoiro
durante dous inrernos; Elphege, por sua parte,
encheu seus papis de desenhos, nao ha em toda
a circumvisiohsnga urna arrore, urna mulher,
urna renna um cao, que nao esteja retractado, e
elle j omeca a fazer outros em quanto Henrick
Sleinborg passa limpo seus ltimos desenhos.
A vida de nossos dous personagens era nada
hara mudado: Elphege estar sempre alegre,
Henrick sempre dirertido, e Norra mais seria
ainda, se possirel, viria reconcentrada em si
mesraa mais do que nunca. As corintias torna-
rara-se raaiores em suas faces carnudas e arre-
dondadas, que ria-se empallidecerem sob seu li-
getro moreno. O coral de seus labios, de ver-
molho nro, passara edr de rosa, e seus olhos
as mais das rezes encoberto por suas longas so-
branceras, estaram quase sempre inclinados para
o chao. r
Um da Elphege, que fra tomar pontos de
rista na mootanha, domorou-se mais que de cos-
tume ; Henrick trabalhra assiduamenle desde o
amanhecer, e, espera de seu companheiro,
nao yabendo o que zesse, sahio para gozar da
calma e da belleza de urna tarde incompararel.
E necessario ter passado um outomno no polo do
Norte para saber qual pode ser a calma desses
crepsculos radiantes, que proloogam a lardate
a raanhaa seguinte, e substiluem as trevas de
nos3as noites escuras por esplendores, que fariam
empallidecer os mais bellos dias.
O pensamenlo do jovem offlcial volvia-sa por
si mesmo para Stockholmo, onde deixra sua
amante ; e sem saber onde seus ps o leraram
elle remontava o curso de um pequeo regato
que descia de um lago, cujo leito se carava no
meio de urna montanha que lhe Qcava em frente.
Como no dia em que comeca esta historia, os
rebanhos roltaram do pasto; ouria-se distante o
soar das businas, que os reuniam. Aqu e all,
sobre os declives, via-se descerem em fileiras
ou grupos as rennas, ao redor das quaes salta-
vam grandes caes de pello arripiado. Heorick
allaslou-se um pouco do caminho muito estreito
e appoiou-se para as ver passar de encontr
urna pequea betulj, de casca aira e lisa, cujas
Jolhas tremiam-lhe sobre a cabega com um doce
murmurio.
rerdor ; seus cabellos compridos fugiam de todos
os lados, em urna desordena engracade, de bai-
lo de um bonet de li varraelha posto muito
atraz da cabega, e que deixava descoberta una
fronte larga como a de um pensador.
Se a alta estatura d mocidade elegancia,
a edade madura mais magestade, "a relhice,
pelo .contrario, meos forte para supporta-la,
acommoda-se muito bem com urna estatura me-
diocre.
Peckel, que nao era alto, tinha ao menos a ran-
lagem de conserrar-se firme e direito. Eia sem
dunda por formelidade e como signal de seu po-
der palriarchal e do sua autoridade suprema, que
elletraziana mo um comprido basto, feilo do
tenro pinheiro, que elle lngara
dous passos, como se qui-
zesse melir seu caminho, mas sem nunca ser-
vir-se delle comode um appoio ou sustentculo.
O reino pastor, cujo olhtr penetrante se projec-
lara ao longe rpidamente e logo se inclioara
para o chao, chegou bem ao p do mancebo sem
parecer te-lo notado ; at mesmo adiaotou-sn
Ires ou quatro passadas ; depois rollando sobre
si de repente, planlou-se resolutamente diante
de Henrii-k, enterrando no chio seu comprido
basti por urna pona e apoiando-se na outra.
Paesioho, diz elle com essa familiaridsde
que nao seu grags, e que o lapo sabe lomar
tambera quando necessario, paesioho, posso fal-
lar comtigo ?
- Sem duvida, respoadeu o mancebo, que nao
sabia onde isto ia ter.
Peckel no pareca agora disposto a aproreitar
da permisso, que acabara de obter, porque guar-
dou um momento de silencio.
Ora pois 1 o que queros tu ? eiTte ougo I
E' que, continuou o lapo parecendo re-
fleclir..... isto nao muilo fcil de dizer-se.
Ento nao o digas.
Entretanto necessario dize-lo.
Dize, pois !
Promettes-me ao menos nunca mais fallar
nisso ?
A desfilada durou seguramente oito ou'dez mi-
nutos, durante os quaes o mancebo, por pouco
poeta que ao nascer o tiresse feito sua estrella
deixou-se todaria arrastar porconlemplacoes ra-
gas vaporosas, das quaes era difflcil fugir vis-
ta dessa linda scena da natureza.
A Laponia com effeito um dospaizesdo mun-
do, ondeos tragos da paisagem, pesar da ordi-
naria aspereza do clima, teem mais calma, gran-
deza e serenidade. Diante delle a montanha on-
dulara mollemente e elevara-se por rastas ca-
rnadas sobrepostas, cobertas de lindas florestas
entrecortadas aqui e ali de vastos espacos, cheios
de musgos amarellentos e de reirs, cujas espe-
cies variadas acrescentaram belleza da paisa-
gem a rariedade quasi infinita de suas cores.
Pedi-teque me flzesses tuas confidencias ?
diz Henrick nao sem alguma impaciencia desta
rez ; falla ou cala-te ; para mim indifferente.
Has depressa com isso !
Pois bem fallarei, diz Peckel, parecendo ar-
mar-se de urna resolucao sbita. Bem sei que s
bom, e que nunca quererias causar desgoslos a um
pobro homem, um pobre pae.
Ah 1 diz o sueco nao sem alguma vivaci-
dade, e de tua fliha que se trata ?
O accento commovidocom que Henrick pronun-
ciara estas palavras nao escapou ao ourido lino
do reino hpao.
Elle parou de repente como se houresse se ar-
rependido de ter encaminhado o eolretenimento
para este assumplo delicado ; e seus pequeos
olhos peslanejantes se dirigiram tres ou quatro
rezes para o mancebo e se desriaram logo com
urna promptido sera egual.
Henrick comprehendeu sem durida o que nelle
se passara, porque, com urna diplomacia nao me-
nos grande, affectou de repente urna profunda in-
differenga.e acendendo um charuto, que nenhu-
ma roniade tinha de fumar.
Como quizeres I diz elle ao lapo. Sao ne-
gocios leus e nao meus
_ Te zangas, paesinho ? tetorquio Peckel:
nao est bom isso I dererias antes ter compaixo
de um velho, que s em ti basa sua espe-
ranga.
Porque nao comegasle como acabaste ? diz
o sueco, mas desta rez com um sincero interesse,
um serrico que reclamas de mim? falla, o que
posso eu fazer ?
Es tu bom ? diz Peckel o!hando-o com urna
expresso siogular, ao mesmo tempo astuciosa
desconfiada, e no entinto deadmirago.
Quando posso 1 responleu o mancebo.
Oh 1 desta rez tu podes.
Falla, pois, ao menos quero saber o que
desejas.
Pois bem, diz Peckel com urna certa vivaci-
dade, desejo casar minha filha.
E eris que Isso me diz respeito ? diz o
loren offlcial ; nao trago os maridos nos bolgos 1
Atnda 1"o liresses o lho do rei, relorquio
o relho nao sem algum orgulho, podes estar des-
cangado, eu nao t*o pedira.
Talrez nao seja para ti muito boa casa !
E o offlcial se poz a rir.
ai D'zes mais do ^ue cr^3' rePcou o velho.
A filha de um Kilp s dero desposar um hornera
de sua raga.
E* mim que o veos pedir 1 respondeu
Henrick : urna aposta ou um gracejo ?
Nem urna, nem outra cousa ; mas nao sei o
que flzesle menina, ella nao escuta ninguera
mais seno ti ; o que tu disseres que ella faga,
ella far. Comprehendeis agora ?
Coraeco...
Pois bem 1 sim, quero casar minha filba.
Ha muito que pens em urna uoio, que deve ter
tugar, e a menina louca recusa I ella faz o que
nunca fez tapona alguma desde que a archa de
na ?arou S0bre tD0Dlanha8 d'ma : disse
NAO seu pae I Deus o ignore I para nao ver-se
obrigado puni-la muito.
Henrick tornara-se grare : ello ria-se em pre-
senga de um sentimento serio, e respeitara os
direitos da familia ; linha tambem um pae
quera adorara ; um pae nao deriairaplora-lo em
rao.
Elle fez neste momento o que um sueco tem
feilo raras rezes, o que um noruego nunca fez
: tomou as mos do relho lapao as suas
pego 1...
o casto
as maos
e aperlando-as com urna rerdadeira emogo .
Meio perdido em sirn contemplago e em seu .=e assim Peckel, podes contar comigo,
sonrio, Henrick esperou pacientemente. dlf elle,o que me for possirel fazer, eu o fa-
re; mas nao le engaes,continuou elle sor-
nndo-se docemente,Norra tua filha I basta
dizer que ella sabe querer...Emflm, se ella me
ourir, te obedecer.
Obrigado, paesinho,relorquio o velho io-
clinando-se par.a a mao do mancebo como se qui-
zesse lera-la aos labios.
Agora, avia-te era dizer-metudo .., inu-
0 grande rebanho, conforme o use >ara-
uo em muilos bandos.
Peckel, de quem parece que ha muilo n5o fal-
lamos, vinha acompanhando o ultimo.
Jadisemos: o palriarcha dos montes Kilpis
sinha setenta e cinco aonos feitos ; mas ainda
que seus annos tiressem cada um seis mezes de
invern, o relho eslava ainda cheio de seira e de
FOLMETIM
A DAM4 D4S PEROLAS
POR
A. DUMAS FILHO.
II
[Cont\nua[io.]
A sala eslava cheia. Nem o lugar nem a occa-
siao eram proprias para insistir por urna confi-
dencia. Conversamos, pois, de cousas indiferen-
tes. Quasi no meio do jantar, entrou um hornera
que era fcil reconhecer como porleiro de casa
nca, e dingtu-se para nos, Jacques estendeu-
lne a mao e recebeu um papelioho dobrado, mas
nao lacrado, com duas liohas escripias, quando
muito. '
Est bem, disse.
O homem relirou-se sem dizer palavra.
Escrevem-te cartas que me parecem muilo
mystenosss, disse eu Jacques. Porque nao as
lacrara ?
Nao ha perigo que o portador as leia.
Nao sabe 1er ?
Sabe : mas as carta! sao illegiveis.
E ao mesmo tempo passava-me o papel dizen-
do-me :
V se ts.
Havia duas linhas escriptas lapis. Fdra-me
necessario levar meia hora para decifra-las. Era
evidente que Jacques nao lia, mas adevinhara
essa lellra, rerdadeira leltra de mulher apressada
e preguicosa.
Pois r-la, disse Jacques ; essas duas li-
nhas dizemlrei busca-lo s sete e meia. A noi-
te de boje pertence-me.
Assim, s sete horas e meia.
Eu te largo ; e como sao sete horas e vinte
minutos, apressemo-nos.
-Cinco minutos depois passeiaramos de um por
oulro lado, sob as arcadas, como bomens que es-
peran). Offereci Jacques deixa-lo s.
Ni o, disse-me elle : basta que te retires
quando chegar um coop puchado por dous ca
vallos rusaos.
Bem.
No mesmo momento o ruido de rodas rpidas
e sonoras fez-se ourir, duas lanteroaa brilhan-
tes, interceptadas peridicamente pelos pilares
das arcadas, rodaram para nos, olhando-nos/por
! ni11."' j8,c reira do carro oi-se demorando e parou de to-
H Vide Diario d. 709.
do ; abnu-se a portinhola e antes do criado ter
tempo de descer da bolea, e Jacques entrou no
coup, o qual tomou a partir immedialamente
sem que fosse necessario dar ordem para isso.
lassou por mim : vi urna maozinha calcada de
luvas que acabava de fecha-lo, e no fundo uma
mulher, um vu, urna sombra 1
Ha nesse detalhe to simples um perfume cheio
de myslerio. O carro desappareceu em pouco. e
eu dingi-me casa de madama de Wioe, pe-
guntando mira mesmo como apresentaria a dif-
ncil missao de que era portador. Feliz homem
era este Jacques I Negociava por si mesmo os
seus amores e divorciava-se por embaixador I
Duas ou tres vezesparei na escada de madama
de Wine para por em ordem a minha mensagem.
Emfim bat porta, resotvido a aconselhar-me
com as circumstaocias.
A seahora sahiu, disse-me uma criada.
Por muito tempo ?
Sim, senhor. Disse-me que talvez s vol-
tasse tarde da noite.
Foi ao campo ? Nao deixou nada^ito para
o Sr. de Feuil, no caso em que c viesse ? Venho
da parte delle. -
Nao deixou, nao senhor.
Era bem extraordinaria essa sahida de madama
de Wine. Com effeito, ella passava todas as noi-
les em casa, espera de Jacques, e nessa noite
tinha uma segunda razao para nao aahir, porque
devia esperar immedialamente a minha resposta
Entretanto nao me restava a fazer se oo retirar-
me, e foi o que flz. Eotrei em um theatro, e s
dez horas voltei para casa.
Aqui tem uma carta
senhor; disse-me o meu porleiro :
resposta com impaciencia.
Olhei para o sobrescripto : nao coohecia a
lettra.
Apenas receber este bilhete venha por obse-
quio, minha casa, senhor ; tenho uma cousa
muito importante communicar-lhe, um serrico
a pedir-Ihe. x
E. de Norct.
* Ra de Provenga.
O que quera dizer isto ? Cortamente tratara-se
de madama de Wine. Corr casa de madama de
Norcy. Foi ella mesmo quem me abriu a porla
Fez-me sigoal que nao fallasse, pegoa-me na
mao e conduziu-me sala de jantar.
Fallemos balxo, disse-me ella, nao bom
que se saiba que o senhor est aqui.
O que succede entao ?
Madama de Wine est no meu quarto e em
um estado que lhe faria pena. Sabe lado I
O que sabe ?
Os novos amores do Sr. de Feuil.
Creio que apenas desconfia?
J tem certeza... Disse-me al o no me da
mulher.
Como sabe ella de uma cousa que eu mes-
mo ignoro ?
til i leus designios, suppooho eu, que nos vejar
em mais longa conferencia.
Pois bem I eu quitara casar minha netau
com seu primo Nepto,diz o velho com una voz
rpida, dardejando seus olhos nos olhos do man-
cebo.
Tens razao,respondeu framente o sueco;
o rapas mais lindo da tribu e o mais rico visto
como teu neto.
Peckel empertigou-se, evidentemente encanta-
do do elogio indirecto, que lhe diriga o mance-
bo. O reneno da lisonja nao porde a forga em
riajar: elle est egualmente bem debaixo do
equador e do polo.
Assim.conlinuou o relho rollando obsti-
nadamente seu pensamento,nao te oppors
este casamento ?
Ah por que razio me opporia eu? por
ventura isso da minha conta? C>sa leus filhos
como quizeres, nada tenho com isso 1
Has o que peosss de Nepto ?
Queros saber o meu parecer?
Visto como t'o pego I
Pois bem I elle tem grandes qualidades e
grandes deffeitos.
Que deffeitos sao esses ?
E' ciumento.
NSo o ser mais quando o amarem.
E' ralhador...
Far-se-ha todas as suas vontades.
E' violento.
Norra to meiga I
Ento, casa-oa, e oo fallemos mais disso !
Na rerdade, nao sei por que tanto dezejaras con-
sultar-me para fazeres o que queras.
Dest'arte, paesinho, nao te consulto mais,
proseguio Peckel piscando os olhos mais que
nunca e esfr6gando o aariz com o index; e ago-
ra, em vez de um conselho, pego-te um ser-
TICO
Vamos la com o serrigo 1
Pois oem I ei-lo: Nepto quer desposar
Norra, mas Norra nao quer desposar Nepto. Sei
que minha fleta te oure...como dereria ouvir-me.
Dize-lhe pois que Nepto tem razao e que ella
nao a tem.
Mas...
E' necessario, eu o quero, eu t'o
E Peckel juntou as duas mos sobre
de sua bengala na altitude dasupplica.
Nem mais uma palarra, conlinuou elle
pondo um dedo na bocea. Ougo soar l em bai-
co por delraz das belulas os guizos de prata de
boalla ; minha filha nao est longe, ella rem...
tu mesmo o disseste: oo preciso que ella nos
reja juntos (...continua teu passeio ; segu sem-
pre leu caminho. A' tres rezes a distancia em
que a Dalla de Nepto quebra a espadua de um
gamo selragero, atraz deste recinto de giaodes
rochedos, ha junto do lago dos cysnes um pe-
queo reliro, onde se flca bem commodo para
conrersar...vou mandar Norra para ahi te encon-
trar sem que ella o saiba ; ella te encontrar por
acaso, e tu sabaras sem duvida demora-la um
instante. O mais te diz respeito ; lees uma lln-
gua d ouro, a occasio de le serrires della. Nao
esquegas que de ti dependo a felicidade de Nep-
to...nao,diz elle retratando-sea felicidade de
Norra e a alegra e paz de minha relhice. Adeus,
paesinho, se me for dado gosar ainda alguns an-
uos de felicidade neste mundo, jamis esquece-
rei que ser gragas ti...
E sem dar Heorick tempo de lhe responder,
feckel ganhou a estrada, e com uma rapidez,
que nao se tinha talvez o direito de esperar de
seus setenta e cinco annos, elle lancou-se sobre
o rpido declive.
Nao tinha dado vinle passos, quando voltava-
se para gritar ao sueco.
Prega como o pastor; oo esquece nada do
que convera diier...Irei meia noute tenda sa-
ber o que elle te houver respondido.
Peckel fallava ainda, e j Henrick via a don-
zetta, que apparecia sobre a orla do pequono
bosque as abarlas dos cinheiros. Ella caminha-
va lentamente, com a cabega levemente inclina-
da sobre uma espadua, com os olhos voltados
para o ceu, com as raaos brincando com um ra-
mo de zimbro. Atraz della contando-lhe os pas-
sos. e to lentamente como sua ama, caminhava
bnatia farejando sobre o musgo o trago de seus
pesinhos.
De repente o lindo animal, como se compre-
hendesse que devia distrahi-la de seu triste pen-
samenlo, fez uma volta, e erguendo a cabega
surraleirameole, agarrou com a pona dos beicos
o ramo perfumado.
A donzella nao pode deixar de sorrir-se ven-
do-o sallar e farejarem redor della, lendo sem-
pre nos dentes o ramo que elle sacodia.
Aqui, Snalla, oxelamava ella bateodo as
maos e nogindo correr apoz ella...Porem quanto
mais chamava, mais o aoimalsinho fugia, fazen-
do-lhe dar mil volias, como o faria um cosinho,
approximaudo-se della quando esta pareca pa-
rar, e quando Norra o julgava ter agarrado, elle
fugia de novo.
_ VII
Era bem evidente que Norra julgava-se sosi-
nha, livre de todos os olhos indiscretos, to li-
vre na solido de sua mootanha, como a linda
renna que brincava em torno della ; e era esta
mesraa liberdade, que dava tanto encanto e tan-
ta graga essa filha ingenua da natureza. Neste
momento, alem disso. ella estava mais feliz do
que se sentir desde ha muilo, pareca-lhe que
Henrick era com ella mais docemente familiar,
Nepto menos tirnico, seu, ar meos exigeote.
E de mais, sem procurarmos liotas razos, nao
ha por ventura na vida das mulheres,crealuras
nervosas, movis, impressionadas,momentos
em que sem causa alguma apparente ellas s*i-
tem se alegres ou tristes, sem saberem por que
eslo tristes ou alegres ?
Norra achava-se justamente em uma dessas
criaes de inexplicavel excitaglo ; mas era uma
crise feliz ea felicidade nao brilhava someute em
seu rosto, via^-se ainda desenhada em cada um
de seus movimentos e de seus gestos. A felici-
dade lhe asseotava bem, e fazia gosto na verda-
S. IUrr1.h* w^tresbrinquedoscom sua
renna, menos folgazado que ella ; ellas duas com-
punham por ai sos um quadro arrebatador.
a?!?!', rra ""S" justamente em direceo
SL12 qae seu "O segua, este julgou a
loto?0 1 0l0,lr"-,e e "iM-1* chegar at
Conserrou-se pois immovel. abrigado por um
colovello de trra.
Nodemisler um monte para encobrirum
apao : agatalba-ae uma lebre em uma mouta de
iojo. recite! sentou-se pois, ou antes, estendeu-
seoa relva molle por delraz de um corabro de
ierra, ao p de uma epicea, e esperou.
Nao esperou muito tempo, por que logo so fez
ouvir por cima de sua cabega ura ruido secco, e
os ramos da epicea agitaram-se confusamente.
;., wecVaa. 0Q 0J .,h0" e Tiu Pr "ras de si a
lbos.
Elle estendeu a mo para acariciar o ia-
eligenie animal ; mas como algum tempo antes
tinha-Ihe administrado uma correicao, que Snalla
em sua eonsciencia de besta julgava nao ter me-
recido, a linda reona voltou a cabega mu rira-
menle, e pesar dos dousou tres pequeos gri-
tos roucose guturaesdo relho, que lhe dizia cora
uma voz flogida :vem. menina, rem perola.
a perola fez oundos de mercador e a menina tor-
?.1 6d.ea : 1epoU toita com a informago
que tinha tomado sobre a causa, que de repeule
aquietara seus aubtis sentidos, voltou para jun-
to de sua senhora.
A donzella aeguia de oerlo seus tragos, e che-
gava ja borda do camiWho cavado, e com a pon-
a de seu ramodezimbro a fustigara para diante:
dele?*0 Snalla. le tens tu e quem te
No mesmo momento o velho lapo, ouvindo a
voz de Norra, ergueu-se mui lentamente sobre
as ponas dos ps e apresentou-se diante della
como uma apparigo.
~~ i i "uV a?d* T0S me fizesles nado '
Ah I ah I diz Peckel com a risota, que
nuuca o abandonava,talvez nao seja eu quem
esperaras encontrar aqui.
Norra torou imperceptirelmenlo, e, para dis-
targar, cercou com seus dous bragos morenos o
niveo pescogo de sua renna.
k T N,30 Prcuro ninguem,respondeu ella com
oaslaote firmeza : acabo de colher murtas e ara-
os, o volto para o campo.
E' possivel, mas se nao procuras ninguem,
ba alguern que le procura, ti 1
Norra olhou para seu av bom nos olhos, bem
na face, como para 1er al o fundo de seu pen-
samenlo.
Nao Nepto ? diz ella deixando cahir
lentamente suas palavras ; se nao ento nao
ninguem I... Vos me enganaes sempre.
Sena difflcil, tu s mais sagaz que esquilo,
e raais astuta que uma rapoza, e aquello, que te
quizesse apandar no nioho, faria bem em levan-
tar-seimuito cedo.
me" TUd |Sl a0 me dZ Dome d'a1ue'le. 1ue
rJ.LJK!h0 d0 ,Nor,? P"ecia >ncrustrar-se no
stJeL qU ***COm Um e8forco
i"niN.' relorquio o av com uma certa so-
lemnidade : nao ; quem te espera nao
nao meu lho. oo teu
Norra, como verdadei filha da natureza, que
nao cuida em reprimir seus movimentos impe-
tuosos, e que vae onde seo coragio a leva, ape-
nas avistou o mancebo foi se Iangando para elle:
Henrick ainda a julgara distante quando ella se
apresentava sea lado.
E'e tu, Norra I me acaso ?
Nao me esperaras?
Eu? nao... isto ....
O que ? conlinuou a donzella com al-
guma inquietago ; meu ar que est ali em bai-
xo sob as betulas disse-me, nao ha cinco minu-
tos, que me quera fallar;
, Que eu te quera fallar.eu ? ... teu avol....
Ah 1 rerdade, ha pouco ....
Que! l b-has acaso esquecido?
Nao, sem durida ; senta-te nosta pedra dian-
te de mim e conrersemos.
Como fallas assim 1 exclamou a donzella
com uma ingenua admiragao. Tens um ar todo
singular; causo-te algum constrangimentj? Que-
ros que ea me retire?
Ella moslrou querer levantar-se e partir ; mas
conserrou seus grandes olbos fixos sobre Hen-
rick, esses olhos negros e brilhantes airares das
lagrimas.
Nao, nio te vas diz Henrick :
Etemendo t-la offendido, involuntariamente
tocado de uma emogo to sincera, repeta ainda:
Nao 1 nao te vas, querida Norra 1 fica junio
de mira.... sempre I
E para melhor det-Ia pegou-lhe
obrigou-a docemente sentar-se.
Norra sentou-se, e como Henrick nao fallava :
Ora bem 1 eu te ougo dizia ella.
7~iJi rra* diz mancebo fallando com uma
volubilidade extrema, porquanto as palavras for-
mlgavam-lhe nos labios o parecan) expellir uma
u.tra> *~ Norra, necessario que te cases : ests
a fazer desesete annos ; j tempo 1
i sei, mas oo tenho culpa alguma de
na mao, e
Esse homem. conlinuou Qearick que
excitava-se ao passo que fallava, nio to so-
mente rico como tu, tambem to nobre quasi
tao mogo, quasi to lindo como s ; 'de tea
aogae, de tua raga, de tui fmula.... nada tens
que lhe censurar; elle nada tem que te inve-
jar ; nunca se viram esposos melhores usa oara
o outro.... v
A' medida que Henrick fallava uma pallidez
lvida invada a fronte e o rosto de Norra ; seus
labios, que ordinariamente tinham o brilho do
mais vivo carmim estavam agora cor de violeta,
seus dentes se serravam ; um fri de morte lhe
correu pelas veias, e com as mos tapou os olhos,
que viam obscuramente.
Acaba, acaba I murmurou ella com uma
voz baixa e estridente.
Ora pois respondeu Henrick corapre-
hendeudo que era esse o movimento de dar seu
golpe decisivo e de ler assim com o favor de uma
sorpreza no fundo d'alma da donzella, esse ho-
mem, teu primo, Nepto I
Norra putou da pedra em que estava sentada,
affastou violentamente suas duas mos, e de re-
pente mostrando o rosto to inflammado quanto
estivera paludo, e dardejando sobre o mancebo
seu penetrante olhar como se fora ama flecha.
E para isso, diz ella, graduando cada uma
de suas palavras, para ouvir isso que me fizeste
vir aqui ?
Nosou eu, balbuciou Henrick desapontado
por essa violencia, Jeu av I
Ah 1 deixa pois meu av rallar por si 1 que
necessidade lem elle de teu soccorro ? mas sem
duvida o approvas 1 s tu talvez que o aconse-
jas ; s tu que, te unindo elles, augmentas
anda a forga de meus perseguidores? Oh I Hen-
rick 1 Henrick 1
A donzella nao pode dizer mais ; os suspiros,
em vao comprimidos, a suffocavam ; finalmente
elles rompern), e uma correte de lagrimas,
muito lempo conlidas. saltaram-lhe aos olhos. e
Nepto,
primo, que.te ama
w/Jr '01 d.!esli(.e a Deve d0 ln?ern. qe
sorrena o orvalho sobre a relva onde pisaste...
nao, se elle te esperaase. tu oo iras I cooti-
nuou o velho inclinando a cabega cora cerla tria-
chamaT e8lrangeiro' "eco, quem te
JZu}. ~ d,iz ^orra 1ue quz- "as em vo,
occullar sua alegra sob uma mascara de indiffe-
renga, Elphege ?
Que Jubinal te dardeje o mais pesado de
seus raios I creatura traidora I -tu lelembras de
Elphege como de uma Tolha de betula, arrancada
pelo vento. Cts tu que meus olhos oo vejara
iJIL E oulr. Heorick, que te chama, que
ic espera.
-- Pois bem 1 pae.-diz a doozella todadesap-
pomada e cujo seio bata com torea, que es-
pere 1 nada tenho com elle.
Nao haver pois um grao de bom seoso e m
tua cabega. visto como sou eu quem te diz qu e
vas ter com elle I n
Ah 1 difireme, av, e se para le fazer
a vootade...
d ~l \ae' vae semPre I murmurou o velho
recKei a parte, esls bem contente agora !...
Esperemos pela volta I
E onde est o Sr. Henrick ? perguntou
a pequeaa lapona, cujo corago bata to forte,
que levantava visivelmenteseu vestido de vadw.el
e que poder-se-hia contar-lhe as pulsages.
L em baixo, atraz dos rochedos... vae de
Al logo av : aqui, Snalla I
I a donzella fez um signal
estar ainda solteira respondeu Norra" levan-
tando a ponta de seu avental bordado do penoas. j t----------------- -
que ella enrol.va maquinalraente em aeus dedos i."*t*22 ChUTa de lemPe8lade alli"a-
- Oh ainda tempo 1 conlinuou o man- Sa! P,C,'n,,"df0:.. u _, ,
Mas estas lagrimas perturbaram a Henrick.
Elle era joven ; Norra era bella. Elle Uvera
apenas at entao uma idea vaga e confusa dos
sentimentos da donzella, qae agora lhe appare-
ciam com uma clareza e uma certeza, que nao
lhe permittiam mais alguma duvida : muitas ve-
zes, quando se apresentra aoseu espirito o pen-
samenlo de urna aUeigo maicr nella do que a
que elle lhe podia ter, elle o banira dizendo
comsigo :
E* impossivel I nada
isso I
- tempo i conlinuou o man
codo sornndo-se ; muitas raparigas lm-se casa-
do muito mais mogas, porm lodos os dias se ca-
sam oulras muilo mais idosas.
Norra fez com a cabega um sigoal de asseoti-
mento, roas nio accrescenlou uma palavra esta
muda acquiescencia.
E' preciso que te cases, continuou Hen-
rick com certa firmeza
Bem o desejo, respondeu Norra abaixan-
(io a cabega e fallando to baixo que Henrick an-
tes comprohendeu-lhe o movimeoto dos labios,
que ouvio o som de sua voz.
do
aqu vir
parece
qae trouxeram para o
Recebeu uma caria anonyma.
Quaodo ?
Esta manha, ao voltar de sua casi.
Eoto a seohora sabe...
Sim, eu a levei at a sua porta. Nao podia
deixa-la no estado em que estava. Passei com
ella uma parte da uoite. A's quatro horas da ma-
drugada veiu para c. Esperava pelo Sr. Jacques ;
nao o tinha visto toroar : estava como uma lou-
ca. Fui eu que a aconselhei que a toase ver ; e
trazia-a de sua casa um pouco tranquilla, quan-
do ao entramos, recebeu essa carta anonyma.
E preciso que um homem seja muito cobarde
para razer assim mal a urna mulher I Essa carta
contioha estas simples palavras : < Jacques en-
gana-a : se quer certificar-se disso, siga-o. mas
siga-o de carro, porque elles andam depretsa.
tila mandoo preparar o seu carro e foi postar-se
um pouco distante da casa do Sr. de Feuil. A's
duas horas, sahiu elle cavallo ; ella acompa-
nhou-o. Elle foi ao bosque de Bolonha, atraves-
aou-o al a porta de Suresne. Ahi deixou o ca-
vado em easa do guarda, e esperou na porta. Dahi
pouco, chegou um coup com cavallos russos...
Oh I. ella nao perde um detalhe I Jacques sen-
tou-se nelle ao lado de uma mulher, e passea-
ram fra do bosque perto de uma hora. Depois o
coup deixou o Sr. de Feuil onde o tinha toma-
do ; tomou a montar cavallo e retirou-se em
uma direcgo emquanto o coup lomara outra
Esse coup que madama de Wine acumpanhou
ento porque quera ver a dona delle, tomou
pelos Campos Elysios e entrou em uma casa da
ra de Rivoh. Era ali que morava sem duvida a
senhora. Madama de Wine indagou o nome della
depois veiu contar-me o que eu j sabia e vol-
tou para espiar de novo o Sr. de Feuil. Este vol-
tou cavallo e tornou a sabir para ir casa do
senhor. Nao verdade ?
E' verdade, minha senhora.
Dahi foram juntos jantar
em casa de Letber.
E' ainda verdade.
Depois do jantar, o mesmo coup foi buscar
o seu amigo e levoa-o.
perfeitamente exacto. E madama de Wine
acompanbou esse caso ?
Acompanhou.
E onde est Jacques agora ?
Nq theatro francez, ne esmerte da bocea
Q. 2.
Com a tal aeohota ?
Sim.
S com ella.
S.
' E madama de Wioe ?
Oh Madama de Wine perdeu a cabega :
veiu buscar-me para ir com ella ao theatro fran-
cez ; quer acompanhar ainda o Sr. Jacques de-
pois do espectculo, quer saber oude passou elle
a noite, porque agora est convencida que a pas-
u*a ra de Rivoli; mu apezar de woTeaci'J
-0 a sua reona, que
pastara o musgo por entro as pedras, e em quan-
to l eckel ganhava aa tendas, Norra tomou cora
ella o camioho dos rochedos.
nn'ia ,(?amion?''a lentamente e pensativa. Quasi
nunca t,nha visto Henrick s. nunca lhe fallara
sem ser em preseoga de Elphege. o bem que mui-
tas vezes houvesse desejado a occasio, que ago-
"e "he,apresentava, oo era sera uma certa
perturbagaoqueacomegar um eolretenimento
a que seu proprio av a coovidava.
O caminho levemente arqueado, que ella se-
gua, a cooduzo em breve entrada de um se-
mi-circulo de rochedos, no fundo do qual vu
Henrick, que passeiava passos largos, agoitao-
docom sua chibatinha os ramos baixos dos pi-
nheiros. Elle comegava a pensar que aceitara
talvez um pouco estooteidamente a missao. pelo
menos jocos, de que Peckel o linha incumbido
metia-se era um negocio que nao lhe dizia res-
peito. as taponas podam casar-se ou flear sol-
teiras, como quizessera, isto era negocio deltas
eoao seu... emflm, como tioha proraettido, era
de mister cumprir sua palavra ; mas coofessava
si proprio que o que menos sabia era como havia
decomegar.
Felizmente I e eisaqui o que fallar como
urna moca razoavel ; sabes, entretanto, que nao
es curiosa ? nao me perguntas o nome daquel-
le que deves desposar I....
Mas.....respondeu Norra sem erguer a ca-
bega, parece-me que la me Ateste
expresamente para m'o dizeres.
T E' verdade, sem duvida 1 m, sempre teos
razao, Norra, continuou o sueco, que se re-
gosijava com o embirago, nao menos do que com
a gentileza da joven lapona.
r T0Sabe8Norra, que tens o direito de ser dif-
flcil?continuou Heorick tornando pegar-lhe
na mao.
Assim s-lo-he respondeu ella, balan-
ceando com um movimento gracioso sua linda ca-
bega de un hombro ao outro.
E's linda como uma rennazinha domesti-
cada.
Oh I dize antes como uma renna selragem ;
nao como na mo de todos.
Bem o sel, minha bella. Alera disto, s sa-
gaz como uma galliohola branca....
Todaria, bem fcil de agarrar 1 murmu-
rou a donzella Iangando ao offlcial um raeigo e
liando olhar. *
Dizem tambem que s rica, Norra
que depois da morte de teu av....
Deus o conserve Mas com o que ello me
aeixar tere com que comprar metade de Stock-
holmo.
Aqui Norra, toda agitada, olhou o joven sueco
cora uma expresso de orgulho e de contenta-
ment ogenuos. Seus olhos encantadores lhe
aiziam claramente : sim, serei rica, mas por ti
que me julgarel feliz de o ser 1 Henrick compre-
hendeu esse olhar? Nao sei, mas elle julgou
nao dever responder.
Parece, continuou elle cora uma indiffe-
renga, de que Norra julgou-se offeodida, que vos
outros lapoes com vosso ar de pe"
des quasi lodos ihesouros escondidos?
Vos sois a causa disso ; nossos paes foram
muilo lempo perseguidos ; durante seculos tra-
larsm-os rago. pilbaram-os e os roubaram ; e
como forga de industria, de economa e de ira-
Mino, continuavam adquirir sem dispender
acharam-se chefes de tribu verdaderamente opu-
lentos com a apparencia da miseria. E' talvez o
contrario do que acoutece algures.
Justamente diz Henrick.
Sabes tambem que em nossa nagao ha desde
muito lempo o habito de antes guardar na ierra
o que se possue do que deixa-lo aos seus deseen
tientes. Assim fizeram oulr'ora os senhores da
irib dos Kilpis. Meu av nao os imitar, e a
amiga fortuna de nossos antepassados, que por
acaso elle achou, junta que elle tem podido
adquirir, deve um da passar seus filhos.
Isso, minha chara Norra, tornar-te-ha ain-
da mais difflcil de casar do que principio eu
pensara.
tenho feito para
na ra de Rivoli,
da, quer ver. Ento eu pense! no senhor. Um
homem pode o que uma mulher nao pode O
Sr. Jacques ama sem duvida madama de Wine
deseja provavelmente occultar-lhe essa nova li-
gagao, que talvez ainda nao exista.
O senhor sabe todo o interesse que tomo por
Carlota : conhego-a, sei que o pezar meu con-
selheiro ; quizera imped-la de fazer alguma lou-
cure, que de certo far se adquirir a certeza de
que engaada : emfim esta a situago. Pro-
cure prevenir o seu amigo de que vigiado : que
descbrase poder ama razao lgica suacooduc-
a de hoje ; que volte para casa boje ooito. e
tudo pode anda reparar-se como espero. Nao
lhe repito todas as estravagancias que madama de
wine me disse no primeiro momento; quera en-
trar no camarote do theatro francez dar uma bo-
letada na mulher, fazer um escndalo publico, por
que essa mulher de alta sociedade, segundo
parece. Nao me foi difflcil faz-la tornar ou-
lras ideas ; ella tem digoidade; mas, repito-lhe
oiga ao Sr. Jacques que tome precauges : que
se oceulte ou que rompa com esses novos amo-
res, o que seria melhor ; do contrario ha de suc-
ceder uma cousa de que ser o primeiro arre-
pender-se se ainda ama madama de Wine.
Repet mademoselle de Norcy a conversa
que eu havia tidoeom Jacques. a experiencia que
sobre elle tinha feito, o resultado della, e dei-lhe
parte da missao de que elle me havia engaado
Ella reuectiu por alguns instantes.
Se assim disse-me, entre para sala, di-
ga a Carlota que lhedisseram em casa della que
estava aqu e declare-lhe a verdade com a maior
precaugao. Ser um golpe muito rude, mas, me-
lhor que receba hoje do que amanha, porque
agora estou aqai para allenua-lo.
Eu esperava por uma scena de lagrimas e de
recnminagos ; com effeito quando entrei, mada-
ma de Wine estava chorando silenciosamente. Ao
ver-me, limpou os olhos, e s primeiras palavras
que lhe disse, subiu-lhe o sangue s faces : en-
tretanto conteve-se, e com voz que procrava ser
socegada, mas sob a qual estremeca a colera do
orgulho ofieodido :
c ~Z Ela bem, senhor, disse-me : pode dizer ao
Sr. de Feuil que livre.
O que dizendo, ergueu-se, abracou mademo-
selle de Ncrcy, estendeu-me a mo e retirou-se.
apezar dos exforgos que fez a sua amiga para de-
rwklli
Coofeaso que essa mulher eslava outra nesse
momento, e que'a emogo dava um carcter novo
sua belleza. Estava mais do que bella ; e Juno,
cosa e irada, nunca foi to mageslosa e grande".
Certas mulheres precisariam ser valas sob cortos
aspectos para seren comprehendidas e aprecia-
das. Quem visse madama de Wine eocoleriaada
t-la-hia amado ; Jacques sem duvida nunca a
vira assim.
Eu e mademoselle de Norcy, Seamos ainda al-
guns instantes a conrerm respeito do que aca-
Sem dunda, se eu quizer absolutamente
desposar um homem to rico como eu.. .., mas.
86 ""da* que lenho Dastanl9 Pa|,a dous.....
Pde-se encontrar um hornera to rico co-
mo tu, Norra ; julgo mesmo que j o encontrei.
J o encontraste? exclamou a donzella,
e com uma especie de inslincto pdico afas-
tou-se rivamente delle e
olhos concluirn! seu
diziam claramente :
Nao le julgava to millionario
Hoje va elle que o impossivel era verdadero.
Nao fare meu here mais virtuoso do que era.
dizendo quo elle nao sentio no fundo d'alma uma
especie de alegra secreta, involuntaria talvez.
mas real. Elle era homem, o que vale o mesmo
que dizer que tinha boa parte de defeitos huma-
nos ; era joven, o que o mesmo que confessar
que linha pelo menos um grao de vaidade : sem
ser um debochado, gostava das mulheres, ou an-
tes, da mulher ;podia pois Qcar insensivel
oante dessa ternura to profunda, diante dessa
paixao tao ardente ? Era elle bastante senhor de
seu corago, desse corago sempre tremente de
mocidaao, para nao experimentar desde logo
alguma cousa de forte e de suave como a embria-
guez dolnumpho, diante da involuntaria e inge-
nua explosao dessa bella alma, que elle nunca
soilicitara, e que se entregava com uma tal gen-
rosidade e uma tal franqueza? Nunca poderia
oascer nelle o culpado desejo de abusar dessa
candura e dessa innocencia, nem elle tinha ne-
cessidade de combater tentagoes, aa quaes era
elle muito nobre para somente experimenta-las :
isto s era muito, e talvez que todos os nossos
leitores nao se sintam com o direito de Irle pedir
mais: os hroes perfeitosjio sao hroes do ro-
mance, e muita virtude em nossos personagens
sena ao mesmo tempo inverosmil e pouco iote-
ressanle.
Seremos, pois siocero confessando a emogo
sbita e violenta, que se apoderou do offlcial
quando vio saltarem essas lindas lagrimas, que
corriam por elle, e cujo amargo orvalho, depois
de haver coberto o rosto de Norra., inundava-lhe
agora o peito e corra at sobre suas mos. Elle
estava mudo diante dessa grande dr ; ah 1 bem
sabia porque palavras murmuradas em seus ou-
ndos podU consola-la ; sabia que palavra como
um balsamo poda de repente oura-la.e fazer suc-
ceder tantas angustias alegras maiores ainda ;
de brela ten ^V* See"e 1" i vozes "Puente, era ao mal
SJSmmt 00f S8mpre honrado e comprehendia que taes
palavras erara-lhe para sempre prohibidas Nor-
ra nao era daquellas de quem se pode zombar.
Nao unha elle j muito que censurar-se para
com ella? Sob pena de decahir em sua propria
eslima e de se condemnar si proprio elle dera
curvar a cabega e calar-se.
Heorick tomou pois o nico partido que havia
ao mesmo tempo rasoavel e honesto : fingi nao
comprenender o que enlretaoto lhe faziam ouvir
tao c aramente, e entrando affoutamente neste
papel de pae, nico que elledesejra representar
ao pe della, poz cabellos brancos sua ternura,
deu um geito vago e moral conversaco, e co-
oiegou, sem tomar folego ; uma serie de bana-
aades postas em ordem de axiomas : nao hivia
necessidade de amor no casamento ; bastava que
se concordasse respeito da familia, da edade e
aa fortuna. Nspto era um excellenta partido ;
alm disso adorava a Norra, e uma mulher sem-
pre impoe na casa com um marido, que a adora.
Ah 1 ao menos, cala-te I exclamou a don-
zella com uma voz nervosa esecca.
calou-se ; mas seus
pensamento, e seus olhos
como Isso
bava de passar-se. A vida tranquilla e a docura
desta moga eram um contraste completo com a
agitago cora que acabava de sahir. Contei ma-
demoselle de Norcy a historia do raaoalhete, de
qae nao linha faltado madama de'Wine.
Sim, disse-me ellar Carlota assim, e o que
o senhor me diz nao me admira. Amava e an-
da ama oSr.de Feuil : fra incapaz de enga-
lo, como seria incapaz perdoar-lhe agora. Tem
esse amor insuficiente que vae at fldelidade
porm que nao sabe perdoar. Tem isso de sua
belleza imperiosa e do orgulho que lhe fizeram
conceber certas homenagens de que tem sido
sempre rodeada. Nao admitte rivaes e nao com-
prehende que a engaoem. Aioda ha pouco, quao-
do o seohor lhe confesou aquella de que ella du-
vidava ainda minutos antes, soffreu mais o seu or-
gulho do que o seu amor. Ella conta muilo com
a sua belleza e pede muito em troca. O Sr. de
tem, quem estimo e que conversavs comigo
trancameote, m'o disse muitas vezes. E'-lhe im-
possivel nao dar attengo um homem que lhe
diz que bella, como se ella o nao soubesse. Por
esse modo prepara muilos pesares para a poca
em que nao poder ouvir maia aemelhantea elo-
gios. O Sr. Jacques nunca lhe fazia um cumpri-
raento, nunca se oceupava de sua belleza ; olha-
va como um detalhe : madama de Wioe ingenua-
mente algumas vezes ralhava com elle por isso.
Se todos os dias eu lhe fallasse do sua bel-
leza, disse-lhe uma vez o Sr. Jacques, e se a se-
nhora quebrasse dous deoles esta noite, o que lhe
dina eu amanha ? H
A' ease respeito tinham mesmo verdadeiras
quesloes das quaes ella aahia offendida ; por que
o Sr. Jacques fallava com toda a franqueza do
seu carcter, e ella com toda a exaltaco e orgu-
lho do seu.
Voc devia ter orgulho de ser amado por
uma mulher como eu I disse-lhe ella uma vez
aqu mesmo.
Minha querida filha, responden elle, por
que comigo oo fagam ceremonia, o homem q tem orgulho de aer amado por uma mulher bo-
nita tolo. A minha vaidade consiste em mim
e nao nos outros. Se meolhim na ra, quero
que seja pela msica que componho, e nao pela
mulher. quem acompanho, e em todo o caso,
prefiro que nao me olhem. Quaado uma mulher
to formosa como voc, o que deve faier pro-
curar esquecer essa formosura, e ver se faz comaj
que, forga de espirito, as outras lh'a perdaem^
Portanto sahia ella sempre mal dessas discus-
soes inuteis e s duvidas do amor descoohecido
juntavam-se aos pequeos rencores da vaidade
offendida. Em suman Carlota nio se engaara;
o Sr. Jaeques nao tinha por ella o que se poda
chamar amor. Com suaimaglnago de artista,
eolbusiasta, chelo de phantasia e de novidade,
tentara algumas retes lerar consigo madama de
Desta vez nao havia mais lagrimas em seus
olhos ardenles. Mas essa dor, que se dominava
a poder de coragem, e que, por assim dizer, an-
tes de trihir-se devorava-se asi propria, era cem
rezes mais pungeote para aquella que a compre-
hendia, do que a dor dos suspiros e das lagrimas.
As feridas mais mortaes nao sao as que sangrara
dentro ?
(Continuar-te-ha.)
Wioe, fazer della uma companheira sytnpathica
as regies superores que o seu talento necessi-
lava ; mas eram esforgos baldados. Carila nao
poda acompanha-lo. O espirito della como
o seu amor para meio caminho. vae at o tacto,
mas nao vae al origioalidade. Ha nella um
lado burguez, que vindo de nascimento, sobre-
vive sua posigao, e que era incompativel com
a intelligente sensibilidade do Sr. de Feuil. O
pae de madama de Wine era um commerciante,
ella casoa com um mogo que linha alguma for-
tuna, segundo parece, (eu nunca ocooheci] e que
se fazia chamar de Wioe, nome de urnas Ierras
que possuia. Essa oobreza nao lbe abriu (odas
as portas, e enviuvando, ella flcou mal em uma
sociedade da qual oo quera mais saber e que
tambera nao quena. Pensou em utilisar a sua.
independencia para crear uma sociedade de artis-
tas e por isso cootou com o Sr. Jacques, que
sempre se recuiou isso. Seu gosto em mate-
rias d arte, formada de tradiego e oo de seo-
timentos, e os artistas amigos do Sr. de Feuil
achar-se-iam mal em casa della. Emfim resul-
tou de todas essas pequeas incompatibilidades
mortaes para o amor de um homem superior, o
que den a resultar naturalmente. Madama de. Wi-
ne, alm doSr. Jacques tem aceito homenagens
muito innocentes, como sei, porm iodispensa-
veis sua natureza, eque prodaziram a historia
ao ramalhete : por outro lado, o Sr. de Feuil
quaado encontrou uma mulher, como aquella
com quem est esta noite, de quem tenho ouvido
fallar muitas vezes, que mulher de alta linha-
gem, belleza encantadora, originalidade real, ti-
cou preso sem poder, sem procurar mesmo ser
nei um amorqne nao era mais do que um ha-
bito. Enlretaoto Carlota soffre, por que amava o
Sr. Jacques lauto quanto est em sua natureza.
amar.
Receio o que vae succeder ; nio uma dessas
ponh*
ser fracs e ler necessidade "deVp'oTaV-s'e Si
gjwa cousa representada por alguern. Sim du-
vida muito rpidamente contrahir noroa Ucos
e.s oque eu quera impedir; e disso que e
lhe disse que o Sr. Jacques se hara de arVepen-
der se anda amasse Carlota. Mas a que fazer
agora ? Os consolaos da amizade sio bem nou-
c cousa ame os conselhos da colera e do ciume.
A minha vida toda tranquilla, e encerrad, em
". Leq?eno c,rcol arleic&es e de hbitos.
Lh?. U,!l0oP0UC0 lempo dai *"aSes eatra-
ahas que eu censurarla se podesse compreben-
; di', ?k Direi Carlota 1ue 6 do meu de-
rer atier-lhe, o mus que corra com ajuda de
?": "8 ,u' Deui w 0CCUP* com aemelhantea
cousas^
[Continuar-te-ha.)
mulheres i quem a recordagio ou a dr imi
a digoidade ; accessirel ao despeito al!
FEUy- ITP, DI M. F. DI FJLWA.r-1861,


Full Text
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