Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09386


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Full Text

All XIITII IDIUO 209
Ptr tresMezes aguatados 5 $ 00 O
Por tres mezcs vencidos 6)000
(HURTA FEttA IIIE SETEMBRO
Por BM adiantodo i 9$000
Ptrje franco para o subscriptor.

NCARRBGADOS DA SOBSC1IPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino d Lima;
Natal, o Sr, Antonio Marques da Silva; Araca-
ty, o Sr. A, de Lomos Braga; Ceari o Sr. J. Jos
da Oliveira; Maraoho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tins Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo daCosla.
PARTIDAS UUS UUKKKJ.US.
Olinda todos os das as 9 1/1 horas do dia.
Igaaraes, Goianna e Parahiba as segundas e
sexta s-feiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Garmar,Altinho e
Garaohons as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro.Brejo, Pes-
queira.Ingazeira, Flores, Villa-Bella,Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas(airas.
Cabo, Serlnhiem, Rio Forraoso.Una.Barreiros,
Agaa Preta, Pimenteiras e Natal quintas Tetras.
Todos os correiospartem as 10 horasdamanha
EPHEHERIDES DO MIZ DE SETEMBRO.
4 La ora ss7 horas a 52 minutos da man.
11 Quarto crescente as 10 horas e 50minutosda
manha.
18 La eheia as 11 horas e 42 minutos da tarde.
27 Quarto minguan t as4 horas e 5 minutos da
manha.
PREAMAR DEHOJE.
Primeiro ss 10 horas e 6 minutos da manha.
Segundo as 10 horas e 30 minutos da tarde.
10
11
12
13
115
IAS DA SEMANA.
Segunda. S. Sergio p. ; S. Seraphina viuv.
Terga. S. Nicolao Tolentino ; S. Jader b. m,
Quarla. S. Theodora penitente; S. Proto m.
Quinte. S. Aula r. m. ; S. Juvencio b.
Sexta. S. Felippe m.; S. Ligorio; S. Cypriano
Sabbado. Exaltego da Santa Cruz.
Domingo. O Santissimo Nome de Mara.
AUU1.NIUA& DOS lHIBUNAEs DA CAPITAL.
Tribunal do eommercio ; segundas e quintas.
Relaco: tercas, quintas sabbados as 10 horas.
Pazenda: tercas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do eommercio: quartas ao meio dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vira do eival: ter;as e sextano meio
dia.
Segunda Tara do sivel: quartas e sabbados a 1
hora da tarde:
3S
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCjbO do SIL
Alagse, o Sr. Claudino Falseo Das ; Bahia,
,Sr. Jos Martina Alvas ; Rio de Janeiro*. t
Joo Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O propretario do hur o Manoel Fgaeiror O
Paria,na sua livraria praga da Independen*!* b
6 e 8.
PARTE 0FFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia de setembro
de 1881.
Officio ao Etni. bispo diocesano.Rogo V.
Exc. Rvm. se digne de dar oseu parecer sobre o
que pedem no incluso reiuertmento os capel-
les do cemilerio publico e collegio de Santa
Thereza.
Renov V. Exe. Rvm. os protestos de minha
estima e considerado.
Oito ao Exm. visconde da Boa-Vista, vico-di-
rector uo imperial instituto da agricultura.Quei-
ra V. Exc. habilitar-me com a sua informado,
de modo a poder satisfazer o que exige o Exm,
Sr. ministro da agricultura, eommercio o obras
publicas, 'Ti aviso de 26 de julho ultimo, cons-
tante da copia junta.
Por est i occasio rog" V. Exc. a expedic.no
desuas rleos para que se rena com brevidade
a directorio do imperial instituto agrcola per-
uambucaoo, alnu de se poder dar cumprimento a
algumas ordens imperiaes, e deliberar sobre ne-
gocios que muito interessam a essa insliluigo.
Dito ao Exm. presidente da Baha.Solicito
de V. Exc. a expedicao das convenientes ordeos
para que a thesouraria de fazenda dessa provin-
cia, teodo em vista o requerimento do alteres do
2o batalho de iofantaria Francisco da Fonseca
Figueiredo, e as informagdes que aqu ajunto.
ministre urna guia oucertido em vista da qual
possa esse offi :ial ser pago do respectivo sold
com a nezestaria regularidade, a contar de maio
em diaote, visto ter mandado suspender em
abril a preslago de 10JO00 mensaes, que liavia
consignado nessa provincia.
Dito ao corooel commandanle das armas.Ao
officio de 29 de agosto ultimo, ero que V. S. se
servio trazer ao meu coohecimento, o que devol-
to firmado pelo major commaodante do corpo de
guarnigo desta provincia, respondo declarando-
lhe que estando peodente dos tribunaes judicia-
rios o julgamento dos soldados de que trata o
mesmo major, nao pode esta presidencia por ora
resolver sobre o que elle requisita.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Transmiti V. S. a conta dos medicamentos
comprados pelo conselho administrativo a Joo
Ignacio Ribeiro Roma para a pharmacia do hos-
pital militar, afim de que, estando nos termos le-
gaes, mande pagar a respectiva importancia.
Mandaram-se effectuar igualmente os seguintes
pagamentos :
Ao 2 sargento Joaquim Cyprianno Ribeiro de
Mello, a quaotia de 408)260 rs importancia dos
vencimentos, relativos ao raez de agosto ultimo,
do destacamento da villa do Bonito, e forneci-
mento de luz para o respectivo quartel.
A Henrique Jos Vieira da Silva, a importan-
cia das passagens dadas no hiato Sergipano do
presidio de Fernando para esta capital, a um offi-
cial e presos.
A Simplicio Jos de Mello, a quaotia de ris
18J380, importancia dos vencimentos nos mezes
de abril a junho ltimos, do corneta do batalho
35" do Brejo, Simplicio Gomes Pereira.
Dito ao mesrao.nauue v. a. amainar ao at-
ieres Antonio Joaquina Guedes de Miranda, que
vai reuuir-se ao 5 batalho de infantera, na
provincia do Maranho,o sold correspondente ao
correle mez.Communicou-se ao corooel com-
mandanle das armas, e officiou-se agencia dos
vapores acerca do transporte desse oficial.
Dito ao iuspector da thesouraria provincial.--
Em vista do incluso recibo, que me foi romettido
pelo chee de polica com officio de 4 do correte,
sob n. 871, mande V. S. pagar ao tente Ma-
noel Fernandes de Albuquerque a quaotia de ris
2$500, despendida pelo delegado do terme de
Iogazeira com a compra de urna chave e argolas
para o tronco da respectiva eada.--Communi-
cou-se ao chele de polica.
Dito so commandanle superior do Recifd.
Queira V, S., tomando em considerago o que
pondera o inspector da thesouraria de fazenda,
no officio junto por copia, n. 826, de 5 do cor-
rente, com referencia aos 250 correantes solicita-
dos em seu officio n. 125, de 4 deste mez, para o
Io batalho de artilharia deste municipio, infor-
mar sobre o tempo de duraco dos correamos
que se pretende substituir.
Dito ao cemmandante superior de Olinda.
Inteirado de quaoto V. S. communicou-me em
seu olicio de i do crrente, teoho a declarar-
lhe em resposta, que fica designado o tenente
Joaquim Estanislao Cavalcanti de Albuquerque,
para exercer as funeges de secretario geral detse
commando superior, durante e empedimento do
capito Eduardo Daniel Cavalcanti Vellez de Gui-
Tara.
Dito ao commandanle superior da Boa-Vista.
Nesla data expego as convientea ordens, para
que por parte dos respectivos subdelegados, e
juizes de paz, presidente da junta de qualificag&o
de votantes, sejam annualmenle cumpridas as
disposiges dos 2 e 4 do art. 10 do decreto n.
1130, de 12 de marco de 1853, por ter funcio-
nado o conselho de reviso da guarda nacional
de Cabrob, sem que aquellos funecionarios re-
mettessem as listas nomioaes, organisadas por
quarteiroes e ordem alphabetica, a que eram
obrigtdos como coostou-me de officio do official
presidente do mesmo conselho de 20 de julho
ultimo, a quem V. S. ad finir de que por inler-
Unediu desse commando superior que deve di-
rigir-se a essa presidencia.Expediram-se or-
deos no sentido conveniente.
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
Vmc. recolhor a esse arsenal 3 pistolas e 16 ba-
camsrtes em mu estado, 1 dito sem cano, bem
como lodo e qualquer armamento que d'ora em
dianta ah for apresentado por parle do chefe
da polica.Communicou-se ao chefe de polica.
Dito cmara municipal do Recite Em vista
do que expe a cmara municipal de Recife em
seu officio de 2 do corrente sob n. 48 concedo
autorisago que pede para por novameole em
praga, a lim de serem arrematados, com o abate
mencionado no officio cima citado, os talhos dos
agougues pblicos da ribeira de S. Jos e Boa-
Vista, visto nao ter aparecido licitantes a elles.
Officiou-se mesma cmara approvando a arre-
matarlo do imposto de afferigdes, e do aluguel
da casa da Solidade.
Dito ao juiz municipal do Bonito.Conslando-
me que anda nio se reuni o conselho munici-
pal do recurso nesse termo como lhe foi deter-
minado em officio de 15 de julho ultimo, naja
Vmc. de informar porque motivo deixou de cum-
prir aquella ordem, logo que a recebeu, convo-
cando com toda urgencia o referido conselho para
o dia 28 do correte todo em vista o disposto
no g 4 do aviso do 1" de fevereiro de 1847.
Communicou-se cmara municipal do Bonito.
Dito ao director das obras publicas.Com a
inclusa copia do aviso da reparlico d'agricul-
tura eommercio, e obras publicas datado de 21
de agosto ultimo, transmiti Vmc. para seu co-
nhecimento um exemplar da noticia |deacriptiva
dos rolos ou.cyliodros compressores de ferro fun-
dido que inventou Dicary para serem emprega-
dos as roas e pragas publicas, que forem em-
pedradas.
Dito ao mesmo.Para ser tomada em consi-
derago a* materia do seu officio de 31 de jumo
ultimo, sob n. 186.fsz.se preciso que Vmc. infor-
me se sao to urgentes os reparos.de que nesseci-
ta a estrada de ramifleagio que vai da estago dos
Prazeres, na via-ferrea, a povoago de Huribeca,
que nao possam ser adiados attenta a iosufficien-
cia da quota consignada para os reparos e con-
servago das obras em geral, e da qual j se tem
descendido 8:783$920
Dito ao superintendente da estrada de ferro.
Sendo de indeclinavel necessidade para a segu-
rauga do publico as cercas era toda a extengo da
via frrea, nao posso deixar de chamar a atleogo
do Sr. superintendente para a conveniencia de se
proseguir com afinco na plantaco de cercas vi-
vas, que ja se comegou a fazer nss margeos da
mesma estrada ; deendo-se procurar para esse
fira algum arbusto proprio, que possa desenvol-
ver-so as arelas e margena, que atravessam a
estrada, e suppoitem a naturesa do terreno.
Espero que o Sr. superitendenle reconhecendo
consigo a urgencia desse trabalho, lhe dar todo
o impulso ; a fim de ser coocluido com a maior
brevidade possivel, segundo a recommendago,
que acabo de receber do governo imperial.
Portaria.O presidente da provincia, tendo em
vista o |que requereu o 3" escripturario da the-
souraria de fazenda, Francisco Jos do Moraes e
Silva, e bem assim a informara o do respectivo
inspector de 31 de agosto ultimo, sob a. 811, re-
solve conceder-lhe 30 dias de licenga com ven-
cimentos para tratar de sua saude.
Expediente do secretario.
6 de setembro de 1861.
Officio ao vigario do |Limoeiro.Com o officio
de V. S. de 27 de agosto ultimo, foram reco-
lhidos a esta secretaria dous livros de registro
da terrss publicas dessa freguezia.O que com-
munico V. S. de ordem do Exm. Sr. presiden-
te da provincia*
Despachos do dia G de setembro de
1861.
Requerimenos.
Alexandre Vieira d'Araujo.Concedo a licen-
ga pedida, roais sem veoclmenlo.
Antonio Joaquim Gaedes.Dirija-se thesou-
raria de fazenda
Antonio Pinto Cardozo Gama.Informe o Sr.
Dr. chefe de policie.
gao para o Brasil. Deve estar na memoria de to-
dos a portaria do marquez de Loul recommeo-
dando aoa seus parochos que na missa conven-
tual prguem contra a emigrago para o Brasil ;
tambem nao devem estar esquecidas as medidas
vexatorias tomadas a respeilo das pessoas che-
gadas do Brasil, a pretexto de precaugoas por
causa da febre amarella
pode, por mais que queira, destruir as grandes
conveniencias que os Portuguezes encontrara em
vir para aqui, onde achata parantes, amigos e
protectores assim que chegam ; onde encontrara
a mesma lingua, a mesma religio e tantas sym-
pathias, e onde acham fcil meio de fazer
fortuna.
Como possivel que os Portuguezes, vendo
Nenhuma dessas cousas conseguiro aterrar os constantemente volcar para ali ricos e abastados
Portuguezes, dissuadi-los de continuar a vir pa- '
ra o Brasil, porque a emigrago vai de preferen-
cia para onde acha prenles, amigos a eslabele-
cidos, e que amparara, protegem os recem-che-
gados.
E na verdade haver motivos serios para que a
colonisago portugueza fuja do Brasil? Todos os
fados provam o contrario, e por isso que, ape-
sar dos esforgos do governo portuguez para afas-
la-la d'aqui, ella contina a affluir, o que
de cerlo nao acontecera se o que se diz contra
nos fosse exacto.
Eis o numero de Portuguezes qur lm emigra-
do para o Brasil desde 1857 :
1857....." 8,460
1858.....7,180
1859
1860
1861
7.560
5,745
2.650
31,595 em qualro
(1 semestre
Total .
annos e meio.
No mesmo espago de tempo sahiram do Brasil
para Portugal 12,011 Portuguezes ; mas em que
estado sahiram? Ricos ou arranjados. Calcu-
la-se em 4,000:0009 rs. por anno a somma qne a
emigrago portugueza leva d'aqui. Sob esta ba-
se, pde-se affirmar que nesses quatro annos e
meio sahiram do Brasil 18,0009000 que foram
augmentar os capilaes portuguezes.
A provincia do Minho que a que mais em
relaco est com o Brasil, e que nos fornece mais
colonos, acha-se no maior grao de prosperidade.
Est coberta de magnificas quintas, e quando se
pergunta quem sao os propietarios, dizem logo
um Brasileiro ; tal o nome que la dio
aos Portuguezes que vollam d'aqui com fortuna.
Essa proviocia acha-se cortada de bellas estra-
Fraocisco Botelho d'Andrade.Informe o Sr. aas: "hadas por numerosos vehculos de Irans-
engenheiro encarregado das obras do ministerio
da marinha.
Jos alaria Carneiro de Lacerda.Dirija-se a
directora das obras publicas.
Joo Alves Guerra.Informe o Sr. inspector
da thesouraria de fazenda.
Joo Jos Pereira.Ao thesoureiro das lote-
ras se expede ordem para fazer correr a de que
trata e supplicaote depois de extrahida que a se
acha annunciada.
porte ; tem grande numero de estabelecimeolos
de crdito, e ludo isso resultado das vaotagens
liradas da emigrago para o Brasil.
Nem se pense que os dados de que o orador
se serve sao suspeitos, pois que os tirou de jor-
naes portuguezes.
A' vista disto, como explicar a guerra que se
os que de l sahiram pobres e mendigos, desis-
tan) fcilmente de vir de preferencia para o Bra-
sil ? Ha de ser difficil.
Por eile lado nao menos ioleressante para
Portugal a emigrago de sus Albos para virem
buscar capilaes ao Brasil, do que para o nosso
paiz urna colonisago to apropriads.
Quem nao sabe que os Portuguezes apenas
chegam aqui acham logo quem lhes d liges,
quero lhes ensine a gaohar casaca, quem lhes
arranje at casamehtos com dinheiro? Quem
nao sabe que nao lhes falta toda a proteccao at
para nao cumprirem os cootratos muilo legaes
que assignam na presenga das autoridades de
seu paii ?
O orador anda ha pouco lempo engajou qualro
desteslcolonos.assignaodo umeontrato em que lhes
garanti ludo quaoto lhespareceu, at enxergo,
travesseiro, tenges lavados, toalhas, etc. Tudo
isso se cumprio, e foram muito bem tratados.
Um dia um delles disse que nao trabalhava
porque havia feito promesa* de nao trabalhar
naquelle dia. Nao trabalhou.
D'ahi a dias quiz ir visitar um parete. Foi
visitar o prente. Appareceu logo alguem di-
zendo qae aquello homem lhe havia sido recom-
mendado, o que quera pagar a sua passa-
gem. Rospondeu-lhe orador que eslava promp-
to a receber, pois era urna das condieges do
contrato.
Mas qual pagamento I Um bello dia safou-se I
e vo l pjgar-lhe com um trapo quente.
[Risadas]
Recorreu polica : a resposta que leve foi
que o negocio era com o juiz de paz. O orador
sabe perfeitamente que esta autoridade quem
loma coohecimento da questo ; mas polica
caba fazer capturar os infractores dos contra-
tos. Nao s para eleiges que ella existe.
Respeilo muito a polica; urna enlidade
muito necessaria: mas quando os cheles de po-
lica contentam-se em arvorarem-se como dele-
gados do presidente da relago para fazer elei-
ges
Pode bem ser que haja um partido que acre-
dite que a emigrago para a costa d'frica mais
til a Portugal do que a emigrago para o Brasil;
mas esto no seu direito os que assim pensam e
obram de conformidad* com esse pensamento.
Deixe-se os Barbosas e outros que taes dizer
de nos o que bem lhes parecer; nao nos pode
isso prejudicar ; entretanto se o governo tomar
alguraa providencia contra esse homem que nos
est insultando, nao faltar quem clame que j
nao se pode levantar a voz no Brasil a favor dos
Portuguezes opprimidos, nem para sustentar os
direitos dos colonos; e isto pode causar-nos mais
mal do que as declamados de Barbosa e quintas
mentiras levantarem contra nos.
Vota, pois, contra o requerimento.
O Sr. Vascouellos nao pensa que haja inca-
menos os pensimentos encontra-
lago, pelo
rara-se.
Nao temos, portanto, muitos passos que dar
para descobrir a maneira de ter alistamento para
a marinha de guerra ; u que nos firlt que o
tempo consolide esta instituirn, mas que o meio
est achado, cousa que se nao pode mais por
em duvida.
Agora pede permisso para muito de passa-
gem ractidear um fseto apresentado inexacta-
mente casa pelo nobre senador pelo Ear,
quando fallou sobre o primeiro artigo desta pro-
posta]oa sessode 31 de julho Disse S: Etc.:
Os embangos da situago nao- sao desconhe-
cidos. A despeja cresce espantosamente, e oe
esforgos do governo devem ser no sentido de im-
pedir a baocarota. A maior necessidade indar-
veniente algum em approvar-se o requerimento ; gar as causas de desvos e esbanjamentos dos di-
eras razoes aUegadas contra elle nao puderam de- j nheiros pblicos.
No fim de 1867 a 1858 havia.um saldo de
ouze mil e tantos contos, como se v do bslango
impresso e distribuido hontem. ludo isso desap-
O Sr. D. Manoel: Com excepgo do ex-chefe
esta promavendo contra a emigrago para o Bra- de polica da corle.
sil, seno so ioteresse que tem o governo portu- O Sr. Visconde de Albuquerque : Nao sel se
guez de desviar essa emigrago para as suis co- ha excepgo. O presidente de um tribunal que
Luiz Pedro das Neves.Informe o Sr. iosoec- lonias d'frica ? ^Mo soffre duvida que este o : chefe da magistratura torna-se cabega de eei-
tor da thesouraria da fazenda.
Mana Joaquina do Espirito Santo.Informe o
Sr. Dr. chefe de polica.
Theotonio Feliciano de Assis Padilha.Infor-
me o Sr. jui municipal do termo de Pao d'Alho.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
de Fernaiubuco. na eldade do
Rc.im, em O de setembra .t
1H61
ORDEM DO DA N. 137.
O coronel commandaute das armas publica
para conhecimeoto da guarnigo o officio da pre-
sidencia abaixo transcripto, e congratula-se com
os Sis. commandanlese mais senhores officiaes,
pela maneira satisfactoria com que o Exm. Sr-
presidente se digoou honrar os differentes corpos
que fizeram parle da grande parada do sempre
glorioso dia 7 de setembro aanirersario da nos- Barbosa, Portuguez, homem de mos preceden-
sa independencia. tes, mesmo no seu paiz, e que aqui sahio ha pou-
O mesmo commandanle das armas penhorado eos dias da casa de correego.
motor de tudo quaoto se tem feito em tal sen-
tido.
De certa poca para c tem-se dado aqui na
corte tactos que parecem ter intima e estreita re-
lago com a propaganda montada em Portugal.
Continuamente esto se publicando correspon-
dencias nos joruaes, as quaes se diz que os
Brasileiros esto comprando os Portuguezes co- polica da corle
mo escravos. De um ou ouiro facto menos re- cordar.
guiar que ae d, e em que figura um ou outro
cjlono, faz-se grande alarido : s nn.
iiUwta. i.....uu uu em mao estado de sau-
de, servem-se del le para percorrer as ras da
corte ou para expd-lo em lugar de grande con-
curso, afira de tirar d'ahi argumento com que fo-
menten! a guerra que nos esto fazendo.
Ha poucos dias pre3eociou-se urna scena des-
las na ra Direita, as proximidades da praga do
Commercio. E quem est collocado testa de
todas estas manobras, quer na imprensa, quer na
praga publica, um tal Jos Antonio Gongalves
goes; por coosequeocia os cheles de polica que
sao magistrados seguem os seus chefes....
O Sr. D. Matooel : Menos o ex-chee de po-
lica da corle ; honra llia seja feila.
O Sr. Visconde de Albuquerque, pede ao nobre
senador que nao puxe por elle......
O Sr. D. Manoel: Exceptu o ex-chefe de
quanto a esse nao posso con-
O Sr. Visconde de Albuquerque, torna a pedir
-.w..v.o.u, ma nao ahorno para e9ie
lado ; nao o obrigue locar no que nao quar
ou ento dir que alguma cousa ha mais
alio........
Pelos poucos meios que lhe d a industria que
exerce, v-se bem que nao sua custa que sao
pagas as extensas e repetidas correspondencias
que publica nos jornaes, e as quaes nao s
atrozmente injuriado o coosul geral di
nesla corte, cavalleiro distiocto e digno de esti-
ma e respailo ( apoiados), como assacam-se aos
Brasileiros actos indiguos, a selvsjaria de tratar
os colonos portuguezes como escravos, etc.
Ora, este Portuguez nao faria apparecer taes
publicages, se nao fosse agente ou emissario de
tal propaganda de Portugal, se nao se sentisse
apoiado por gente que tem outros meios que elle
pelo aceio, firmeza e regularidade com que os
ditos corpos, tanto de primeira linha como da
guarda nacional desempenharam as evoluges
militares qne liveram lugar naquella parada, nao
pode deixar de dirigir aos Srs. commandantes atrozmente injuriado o coosul ge'ral de Portugal! urna oligarchia.
dos corpos e companhias arulsas, e aos Srs. offi-
ciaes e mais pragas seus encomios.
Ia secgo.Palacio do governo de Pernam-
buco em 9 de setembro de 1861.Illm. Sr.
Teodo merecido particular attengo desta presi-
dencia o garbo, aceio e disciplina com que os
differentes corpos do exercito e companhias fixas
de cavallarias e artfices, em guarnigo nesta
provincia, sob o commando de V. S., se apre- nao tem.....
sentaran) na parada de 7 do corrente, anniver- O Sr. Baro de Cotegipe : Apoiado, e que
sario da indepeodeucia do imperio, sirva-se V. chegam para fazer fugir das prisocs os crimioo-
S. de assim o fazer constar aos commandantes, sos que protegem.
officiaes e mais pragas dos referidos corpos e O Sr. Baro de Quarahim, eotende que nao se
companhias, tributando-Ins ao mesmo lempo .deve perder de vista que estas intrigas nao se l-
os louvores de que se tornaram dignos, por mais mitam s relagoes entre o Brasil e Portugal; es-
O Sr. D. Manoel: Ah
O Sr. Visconde de Albuquerque, tem muitas
esperanzas no paiz; mas em que estado achi-se
elle? Quando os magistrados se constituem em
partido poltico, tendo por chefe o presidente da
relago, est se provocando urna revolugo. Quem
pode com tal poltica, quem pode com os taes
conservadores? S o bacamarte.
(Risadai.(
Nao provoca a revolugOes, nao ; pelo contrario
quer ordem, quer paz, quer direito de petigo,
quer respeilo s autoridades; mas nole-se a
quera se commelte a seguranga da vida e pro-
priedade .- nao se entregue isto aos agentes de
esta demonstrago da solicitude e esmero com
que sabem cumprir os seus deveres, firmando
cada vez o conceito de que justamente gozara.
Dos guarde V. S.Afanes Goncatiei.Sr.
coronel commandanle das armas.
Assignado.Jos Antonio da Fonseca Galvo.
Conforme. Antonio Enia Gustavo Galvo,
Alferes ajudante de ordens interino do com-
mando.
INTERIOR.
tendera a sua influencia Allemanha e outros
paizes onde nao descaosam os inimigos do Brasil
em escrever e clamar contra a emigrago para
aqui; e de cario que os goveroos desses Estados
: que, movidos de taes intrigas e manejos, je esto
indispostos contra tal emigrago, oo deixarao de
aproveitar-se de semelhantes patranhas e falsi-
dades como de outros tantos argumentos em que
! apoiem a sua decidida m vontade a nosso res-
peilo.
Neste sentido innegavel que os effeitos da
propaganda de Portugal tem maior exteoso do
que parece; e nao s affectam a emigrago
daquelle paiz para o Brasil, como vo muilo mais
looge, e podem causar-nos graves embaragos.
Que a propaganda tomasse em Portugal medi-
das que difficullassem a emigrago para o Brasil,
eslava no seu direito: mas intoleravel que
mande agentes e emissarios para o Brasil, e que
estes aqu eslejam suscitando antigs dissiden-
cias que eslavam esquecidas e que podem ter
I serias consequencias, e nos cubram de baldos,
j e asssquem calumnias revollantes.
Pede, pois, ao governo qne applique lodo o
seu cuidado a velar pelos oteresses do Brasil
quanto assumpto to importante ; e que empre-
gue os meios ao seu alcance para vingar o in-
sulto atroz que se nos faz, laxando-nos de barba-
ros, que maltratamos os colonos que compramos
como escravos.
Parece que o governo nao deve consentir que
assim se abuse da hospitalidade que recebem taes
individuos; e confia que tomar todas as medi-
i das ao seu alcance para que aejamos respeta-
dos. (Muilo bem.)
O Sr. Visconde de Albuquerque, applaude
muito os seotimentos do nobre senador, quando
deliberou-se a chimar a attengo do governo
da casa para um objecto digoo de todo o aprego ;
mas pede permisso para votar contra o reque-
rimento.
Ha no paiz um desejo geral de colonisago ;
esta a primeira necessidade recoonocida geral-
mente.
Mas o aaaumpto melindroso, e oo ha reme-
dio sanio fechar os olhos a algum desvio que se
d, em attengo ao grande fim que se tem em
vistss.
Nao resta duvida de que a colonisago que
melhor con vm ao Brasil a de Portuguezes. Nao
RIO DE JANE IB O
SENADO.
SESSAO EM 3 DE AGOSTO DE 1861.
Presidencia do Sr. Visconde de Abael.
A's 11 horas da manha, o Sr. presidente abre
a sesio, estando presentes 30 Srs. senadores.
Lida acta da anterior, approvada. -
EXPEDIENTE.
O Sr. Io secretario l :
Um officio do miuuterio dos negocios do im-
perio, acompanhando o autographo da resolugo
da assembla geral, que autorisa o governo a
conceder ao conselheiro Fausto Augusto de
Aguiar um anoo de licenga com ordenado para
tratar de sua saude, na qual resolugo S. M. o
Imperador consente.
Fica o senado inteirado, e manda-se commuoi-
car cmara dos Srs. deputados.
Entra em discusso o requerimento do Sr. ba-
ro de Quaraim.
c Requeiro que se perguote ao governo se
tem chegado ao seu coohecimento o molim pro-
movido pelo portuguez Jos Antonio Gongalves
Barbosa ua praga do Commercio, a pretexto de
que maltratada no paiz a emigrago portu-
gueza.
2 Se as calumnias propaladas pelo dito Bar-
bosa no Jornal do Commercio, de que os Portu-
guezes sao aqui vendidos como escravos, nao
prejudteam a concnrrencla da emigrago, a qual
o governo procura promover.
a 3 No caso affirmativo, quaes as medidas
que tero tomado para refrear estes desatinos.
O Sr. Baro de Quarahim apresentou este re-
querimento com o fim de chamar a attengo do go-
verno para urna propaganda que em Portugal ae affirmarto positivamente que VemTgraco para
tem levantado debaixo das vistas de desviar a o Brasil a qne mais convm a Portugal; porque
colonisago que d'ali naturalmente se encaminha aquella nago tem colonias na frica, to feriis,
para o Brasil, e dar-lhe djrecgo para as colonias ..to salubres e to ricas como o Brasil; a se fosse
Portuguezes havia
encaminhar antea
portuguezas na Costa d'ACrica.
Desde que se manifestou essi intencto, o go-
verno portuguez nao tem cessado da empregar
todos os meios de coarctar, restringir a emigra-
pontos.
Mas o facto
de fazer eiforgs afim da
a emigrago para aqaellea
que o governo portuguez nio
O Sr. D. Manoel:Isto verdade.
O Sr. Presidente : O nobre senador vai-se des-
viando muilo da materia em discusso.
O Sr. Visconde de Albuquerque diz que na-
tural que o Sr. presidente assim o julgue; al
porque em casa de ladro nao se falla em corda.
(Risadas.)
Os Srs. D. Manoel e Souza Franco:Apoiado.
O Sr. Visconde de Albuquerque voltaodo ques-
to eotende que a polica nao d garantas.
O Sr. presidente nao ouvio as palavras que fo-
rana apoiadas pelo nobre senador....
O Sr. D. Manoel:Apoiei-as, e estou no meu
direito.
O Sr. Presidente nao as tendo ouvido nao pode
dizer o que a tal respeilo talvez fosse convenien-
te: se o nobre senador quer repet-las....
O Sr. D. Manoel:Nao repita Sr. visconde.
O Sr. Visconde de Albuquerque j nao sabe
quaes ellas foram.
O Sr. Presidente suppe que nao ho de appa-
recer no jornal da cass.
O Sr. Visconde de Albuquerque declara aosta-
chygraphos que quer o seu o discurso exacto.
O Sr. D. Manoel:Apoiado. Est no seu direi-
to: deve sahir tal qual.
0 Sr. Presidente convida o nobre senador a que
repila essas palavras afim de serem apreciadas,
ou ento tomara as medidas que por ventura fo-
rem neceaaarias para com os lachigraphos e fo-
Iha que publica os debates da casa officialmente,
afim de que nao seja publicado o discurso sem
que o examine, embora depois lenha de dar con-
ta ao senado do que houver julgado de seu dever
fazer.
O Sr. Visconde de Albuquerque insiste em qne
o seu discurso deve sahir com exactido.
O Sr. Presidente convida o nobre senador para
que continu o seu discurso.
O Sr. Visconde de Albuquerque deseja que se-
jam respeitados os direitos dos estraogeiros, que
se cumpram os contratos feitos com elles, qne se
fagam effectivas as obrigages ajustadas em seu
favor ; mas tambem justo que quem loma esses
colonos acha garantas as autoridades do paiz.
encontr apoio na polica para faxer capturar oa
que fogem do servico, sem tratar de dar cootas
de si. Nio dir que o colono relaxado, que nao
cumprir seus deveres, que nao quizer trabalhar,
que desrespeilar o seu patrio, leve com um pao,
mas preciso que a autoridade o mande para a
cadeia.
Todas astas cousas sao dignas de serem bem
consideradas; mas para que pedir ao governo as
iufor mages de que trata o requerimento ? Os Srs.
ministros esto presentes; se julgarem acertado
fazer alguma cousa, podem pedir a palavra.
- Louva a intengo do nobre autor do requeri-
mento ; agradece a occasio que dau ao senado a
ao governo de fixar a sua attengo sobre este as-
sumpto ; mas nao vota pelo requerimento.
O Sr. Dantas respeita muito us optnies do no-
bre autor do requerimento ; mas nio pode dar-
Ibe o sea voto, porque susceptivel de causar-
nos mal, e carece de fundamento.
Se exacta, corno essa pintura que o nobre
senador fez do estado florecente da proviocia do
Minho, devido aos capitaes adquiridos pela emi-
grago portugueza para o Brasil, neohum recelo
devemos ter de que a propaganda nos faga mal;
um temor infundado, porquo os tactos fallarn
mais alto 4o que quae?quer calumnias ou intrigas
que nos atsaqttem, -
e
mover o orador de dar-lhe o seu voto.
O que se quer com esse requerimento ? Pedir
ao governo informages sobre as providencias
que tiver dado a respeilo de alguna Portuguezes
que tratam de promover aqui agitaco contra a
emigrago para o Brasil, levantando para esse
fim calumnias, como sejam que aqui sao os Por-
tuguezes vendidos como escravos, e como tal
tratados, etc.
Ora, diaote de laes e to revollantes falsidades
nao possivel que, estando as cmaras abertas e
presenciando os factos que se teera passado, cru-
zassem os bragos e nada fizessem com as vistas
de destruir o mo effeito de taes manejos, que
muito podem prejudicar a colonisago que para
aqui se encaminha.
Nao ha intengo de afugeotar a colonisago ;
pelo contrario os esclarec meo tos pedidos ho de
servir para mostrar o zelo com que consideramos
ludo quanto enteode com assumpto to impor-
tante.
Vola, pois, pelo requerimento.
Posto o requerimento a votos approvado.
Achaodo-se na ante-camara o Sr. ministro da
marinha sao sorteados para a depntago que tem
de o receber os Srs. Dias Vieira, Dias de Carva-
lho e D. Manoel.
ORDEM DO DIA.
Tem lugar a votago do art. 2o da proposta do
poder execulivo, llxando a torga naval para o anoo
financeiro de 1862 a 1863, cuja discusso ficou
encerrada.
Posto a volbs. approvado.
Sendo introduzido o Sr. ministro da marinha
com as formalidades do estylo, toma assento na
mesa.
Entra em discusso o art. 3 additivo da emen-
da da cmara dos Srs. deputados dita pro-
posta.
O Sr. Baro de Muritibi pedio a palavra para
eypr urna duvida que tem sobre este artigo.
Autoriss elle o governo para crear mais urna
companhia de aprendizes mariahelros onde me-
lhor convier ; mas tendo j o art 1. determina-
do o numero de taes companhias e fizado a for-
ga naval, pode suppor-se que esta nova compa-
nhia tica fra da torga fixada, e portanto nao po-
der ter execugo a sua creago no anoo para
que se est legislando, e s sim no anoo futuro.
Desapparecer talvez esta contradico se este
artigo r collocado antes do 3. ou con-
juntamente com ene. be sio tOr julgado conve-
niente mandar emenda.
Quanto autorisago para creago de mais esta
companhia de aprendizes marinheiros, nao tem
a menor duvida em conced-la ; urna grande
necessidade da nossa marinha a multiplicarlo de
taes companhias ; e deve ser-nos muito lisongei-
ro considerar que a armada brasileira, antes que
nenhuma outra, prevaleceu-se deste meio de
formar um viveiro de marinheiros adestrados e
disciplinados.
Mas, a par desta insliluigo ha outra que a
pode prejudicar ; refere-se aos artfices dos sr-
seuaes de marinha.
Sao tantas as vantagens concedidas a estes ar-
tfices, que desviam para alli muitos dos rapazes
qae poderiam entrar para as companhias de
aprendizes marinheiros. Ora. nio parece razoa-
vel que se deixe prejudicar urna creago toda em
prove lo da nossa armada, por outra que nao po-
de, em rigor, ser considerada senio como um
estabelecimeoto de caridade.
Comprehende que a exemplo do que ha em
outros paizes existtssem nos arseoaes estabeleci-
meolos de artfices em que fossam admittidos os
fllhos das pragas da armada; mas nao concebe
como possa urna repartigo militar aceitar meni-
nos de qualquer origem para serem educados
custa do estado sem que este espere tirar vanta-
gens equivalentes as grandes despezas que com
isso tem de fazer.
Orea por 150:000$ annuaes as despezas feitas
com as companhias de artfices ; nenhum destes
fica com a sua educago completa em menos de
seis snnos ; durante este tempo pouca utildade
prestara, e assim que esto promptos sao equi-
parados s classes de operarios externos, s com
a differenga de serem obrigados a algum servigo
militar.
Ors, cada um destes artfices custa pelo me-
nos 1:6000000 ao esjado ; e se assim que est
prompto passa a gaohar tanto como qualquer
operario com quem nada se despenden, segue-se
que o thesouro carrega com uro onus enorme,
sem vantagem correspondente.
Demais, a insliluigo dos artfices arreda, como
j disse, grande numero de individuos que en-
traram para aprendizes marinheiros ; e se conti-
nuaren) a crear-se novas companhias de artfices,
receta o orador que dentro do pouco tempo es-
teiam os arseoaes atulhados delles, a ponto de
nao ser possivel admittir operarios externos ;
ou mesmo como nestaa repartigoes nao ha traba-
lho seno para certo numero de operarios, talvez
chegue a cousa a ponto que venham os artfices
a exceder em muilo as precisdes dos arseoaes.
Chama pois a attengo do nobre ministro para
este ponto.
Quanto aa recrulamento para a armada, sem
entrar em maiores desenvolvimeatoa, que s ti-
nham lagar na discusso do artigo que j se vo-
to u, dir que um problema que foi mais de-
pressa resolvido entre nos do qne por nagoes mais
adiantadas. Devemos rigozijar-aoa de ver que o
meio que para este fim abracamos foi depois
aproveitado por oatros paisas.
Se entre nos nio tem j dado todo o proveito
que seria para desejar, coocorre para isso a n-
dole de voasa populago, qne repugna o servigo
da marinha de guerra. Mas innegavel que a
solugo do problema est achada, como foi lti-
mamente dada pela logia trra e tambem j se-
guida pela Franga.
Tres sao os meios de que dlspomos para o
alistamento da armada : eogajameuio, recruta-
mento, e creago de marinheiros.
Tem-sa querido sustentar que a Inglaterra
nio usa mais da preste, ou recrulamento oreado.
Isto nio exacto. Deseja alli o governo avilar
o emprego desse meio violento ; mas nio abri
anda mi do direito que tem de o por em pra-
tica, nem deixou de o pratioar aampre que as
circumstancias a isso o obrigaram, por nio aer
sufficienteo engajameoto voluntario para as ne-
cessidades da armada.
Desda 1859 tem-sa naquelle paiz dado maior
desenvolvimento ao syslema da fornicio a eom-
panhias da aprendizes marinheiros. lata instl-
tuieio nio inleiramente idntica nossa ; mas
a temalhanca tamanha, que, so nio hoavo inri
parecen no ministerio- de que fez parte o 9r. pre-
sidente do senado.
O orador teve a honra de ser tambem membro
desse gabinete, e nao pode deixar passar esta
proposigo sem algum reparo. A prova da sua
Snexaclido est no mesmo bslango citado para
apoia-la. O gabinete de 12 de dezembro de 1858
nao foi quem comegou a despender os saldos da
onze mil e tantos contos existentes no fim do
anno fioanceiro de 1857 a 1858, foi o seu ante-
cessor, assim como continuaran! a gastar os que
Ibe succederam para fazer face ao decrescimeuto
da renda e ao augmento da despeza.
Comparando a receita e a despeza desde 1857
at agora, fcil demonstrar isto___
O Sr. Visconde de Jequitinhonha.;Eu pego a
palavra sobre esta discusso.
OSr. Presidente observa ao nobre senador que
estando assim contestado o facto avangado, pare-
ce que a demonstrarlo deve ficar para outra oc-
casio : a discusso do orgamento se prestar
qualquer dosenvolvimeot sobre este assumpto.
O Sr. Biro de Muritiba, vala da adverten-
cia do Sr. presidente, limita-se por ora a decla-
rar que nao foi o gabinete de 12 de dezembro
quem consumi os saldos de onze mil e tanto
cootos de ris. Em lempo o provar.
Por em quanto cootenta-se com o que fica
dito.
O Sr. Ministro da Marioha diz que o principio
capital desta proposta que a forgs naval nao
passar, no anno de 1862 a 1863, de 3,000 pragas
em circumstancias ordinarias e 5,000' as extra-
ordinarias.
O corpo de imperiaes marinheiros est quasi
completo; mas o batalho naval nao ae acha
preeochido, e as guarnigSos dos navios nao cons-
tan) de todo o numero que Ibes cabe. Portanto
a creago da nova compaohia, anda que se leve
a com pelo effeito dentro do anno para que se le-
gisla, nao far exceder de 3,000 o numero de
pragas existentes. Assim, nao ha necessidade de
allerago na colioeago do art 3; pode ficar
como est sem dar lugar a menor duvida ou em-
barago.
Tambem nao partilha os receios do nobre se-
nador quaoto existencia das eompanhias de ar-
tfices ; pelo contrario est persuadido que a ins-
liluigo das mais uteis (apoiados), e merecedo-
ra de todo apoio doslpoderes do estado. (Apoia-
dos )
Anda que superabundassem os operarios dahi
provenientes, a ponto de expellir dos arseoaes
todos os operarlos externos e dispensaveis at de
mandar vir operarios estraogeiros, isso seria um
beneficio e nao um mal. (Apoiados).
Considerada mesmo a instituico como de be-
neficencia, nao desmerece do que acaba de dizer
(apoiados), porque applcavel aos filhos das
pragas da armada que acharo alli um futuro.
Talvez que onde ha companhias de artfices se-
ja menor o concurso para os aprendizes mari-
nheiros ; natural que assim seja ; mas cumpre-
notar que ellas nao existem seno na corte, e em
tres provinciss, no que nio ha exagerago, nem
pode cansar grande desvio dos rapazes destinado
aos aprendizes marinheiros.
Em todo o caso, se para o futuro vier a tornar-
se desnecessaria a insliluigo dos artfices, o go-
verno poder ento dispensa-Ios; por ora nao-
pode haver receio de que cansem males.
Antes de terminar dir que, na sesso de 31 do
julho,abundando as observages feitas peU> no-
bre senador do Espirito Santo a respeito das dif-
ficuldades, grande cnsto e delonga da obra de>
um porto oa eosta do Rio Grande do Sol, conir-
mou a proposigo de que nem com 20 mil conloa-
do despezas e talvez com 200 annos de trabalho,
nao se conseguira abrir semelhante porto.
Ouvio porm depois disso o seu digno e Ilus-
trado collega o Sr. baro de Tamandar, sendo
por S. Exc. informado de que com 10 annos de
trabalho e talvez 10,000:000* de despeza se con-
seguir dotar com aquello beneficio a provincia
do Rio Grande do Sul.
Por lealdade julgou de seu dever trazer esta,
informagio ao conhecimeoto do senado.
, O Sr. visconde de Jequitinhonha, agradece ac*
nobre ministro ter-lhe dado a conhecer copia de>
dous actos da sua repartigo relativos provi-
dencias tomadas para disciplina a bem-estar da
armada.
Quizera porm accrescentar urna idea. Pare
ce-lhe ter lido nos artigos de guerra prohib
gio aos commandantes de torga de maudarem.
casligar oa seus subordinados sem mediar 24 ho-
ras pelo menos entre o delicio Va punffip.E*
ama providencia muito sensata, e que nao deve?"
ser deixada no esquecimentoj
Nao quer demorar a discusso, por parecer
lhe que o senado est satisfeilo; dir apenas duas
palavras sobre o srl. 3.
Autorisa este artigo o governo para crear mais
companhia de aprendizes marinheiros na provio-
cia que lhe parecer mais oonveoiente. Nao se-
ria melhor ampliar esta autorisaco, permitiiodo
a creago de urna ou mais companhias daaaaa
as provincias que a governo julgasse maia no-
caso de as ter ? Or qu^ isto seria mais til, tan-
to mais que a disposigo para ser executada em
1862 a 1863.
Se o nobre ministro concordasse nao torta da-
vida em offerecer emenda neste sentido : se po-
rm se contenta s com mais urna companhia
nao o far. *
Pelo que acaba da dizer aa coohece quanto
avalia a insliluigo de companhias da avrendlae
marinheiros. E' da maior utilidad*, a dar glan-
des vaotagens ao paiz. Quizera somante saber o
segmnte : Se S. Exc. est satiateito com a ragu-
lamento dessas companhias ; se antende que no>
precisada reforma, nem quno aorpo lewstativ
concorra com o sea voto para que aquella insti-
tuido tome o deseavolvimanto preciso e reda-
mado pelas necessidadea, 4a anana armada.
Fez hontem ver ao senado qua oa resoltados
desta iostitnigio podiatn ser maiores; o seu es-
tado indica que ha difficuldades que obstara ao
seu deseo volva) ent o ; ora, essas 4iflculdadea
parece que nio podem ser sanio resollados da..
respectivos regulamento.
Deseja ouvir o nobra ministro a este respailo.
pois que quizera qua ae desse o maior deaenvel-
vimento s companhias 4a aprendizes.
Quanto s deartiflees, pensa do mwmo modo t
mas fiada accreecentari a esta respeilo por qua 6
II
1
-i


2
m
DLUUO M tniUMBUCO: fcs. QARTJL FEIRA 11 DI 5BTEMRG BE 1841.
33.
m ^ f
n>
*a, e regosija-se de estar neite poni porfoil-
inente de accrdo com o penssmeoto de S. Eic
Limita-te isto as observaces que tinha de
O ar. Ministro da Marinha dis que se o corpo nnuiutiei
dclsaperiaet marrObetros estivestetao inundan- iMWtjni-tJo mattotdasii
te de saartoheiros de 1* e 2* ctoesa que padesse que toe foraru eomotetlid
Jlaytfllit na rtm^mimttm mmb > ltfe*n>n A niflla C -- j i tara .
impossivel dizer melhor, aera tanto, como disse 119 de maio de 1846, era ordem a completa-lo
o uobre ministro da marinha. ( com a adopgo de providencias, que o ma'ior des-
Folga pois de ter por ti urna opieio to vello* eotolvimeuto de nosso commercio marilimo, e
a. e regosijs-se de_etor netle ponto perfaita- pralica de tongos annos demooetrem como naces-
* earias i eficacia da ulilissima inttituico das ca-
pitaoiasde portos.
O limitado pesaoal Qiado para eeu tervigo. e a
nsufficiencia de material, de que dispe, tornara
*oc>eto raottoidas importaste altribuiget,
Ho* Ihe lora ai eoatraeUidaa
ieajmde a le n. 358, de 14 do agosto de 1845,
regulamenlo de tt de ocie do 1846, o* dola
* iaeumbe ae eapitooiae : a poltoto oavel
doo> portee) e eajean. sua conservacie, e
awlhoraaaento : aioapeego, eadanuistoaceo 4o
phares, barca* de soeeorroa, balisa, lejas, o
orce* o escavaeo ; a matricula da geeto 4e
a/, e des UipoUges oaapregadas na uavegage
atrafago doa portos, fl dos com ; ptattoagea
deatas, e das barras.
To oa ul ti piteadas e gravees* funecea dottom,
conforme aquella lei e regulamenlo, ser deeem-
penbadas por um capito de porto, que oes pro-
vincias, oode houraae arsenaes, seria o respec-
tivo inspector, cosdjurado por um secretario,
dous enesrregados de diligencias, e finalmente
por capalaxes, e sub-capalazes, nomeados d'en-
tre os individes empreados do trafego des
portos,
A iosuffletencia deste pessosl fez-se para logo
sentir ; e o corpo legislativo e o goveroo pro-
curaran, se nao remediar, ao menos atlenuar as
su as consequencias, separando nesta corte, e as
provincias da Babia, e Peraambaco, as fune;es
de capilo do porto das de inspector, e nomeao-
do ajudaotes e delegados para aquellas e outras
capitanas.
A deepeito, porm, de taes providencias, nao
marchara ellas desembaracedas.
A organisago das secretarias viciosa. O se-
cretaria o nico funeciooario com existencia
legal. Na impoasibitidade de sopor si dar vaso
ao crescido expediente, que Ibes est i cargo,
chamara elles auxiliares, a quera pagara, que li-
vremeote admitiera, ou despedem, e sobre os
quaes neohuma aegao pode exercer o ehefe da
capitana.
Entretanto esses propostos, ou assalariados.
que pela falta de responsabilidade escapara
saoceo da lei, intervm diariamente na expedi-
Qio de actos de subido alcance; ji cooperando
com o secretario, j substituindo-o Das suas fal-
tas e impedimentos.
E esta deffectiva orgaoisago nem ao menos
tem por si urna mal entendida economa, visto
come o avallado producto dos emolumentos.
hoje integralmente absorvidos petos secretarios,
e o das multas impostas por infraeco do regula-
mente, dara de sobejo para fazer face s despe-
rtar os precisos pira a trenca o de mate
panbae de aprend, sao duvdsria aceitar
auxilio oierecido pele sobre sonador.
Mas e evoacao de cade tosa pao hit de aprtndi-
nts precisa de um contigoole do- corpo de imp-
rtaos marinbeiros, e se ao mesmo lempo so tee-
tacee a fuodeg de ai slgumaa coctpwoeias,
Se em um anno se coosegue organisar comple-
xamente urna companhia destas, tem-so feilo
auito.
Accrerce que precisa cade companhia de tre
officiaes da armada, alm dos de fazeoda ; ora o
estado actual da armada e do corpo de officiaee
de fazenda nao se presta a dar o numero de offi-
ciaes precisos para a creaco de amas poucas
dessas companhia.
Seria na verdade de grande utilidade ter pelo
meaos tanta companhia de aprendices quantas
iosiem as nossas provincias martimas; mas in-
felizmente nao ha por ora meios de crear ao mes-
ano tempo mais de urna companhia.
Quanto aos regulamenlo dio corpo do impo-
naos marinheiros e dos aprendizes, dir que sao
dos melhores que existen, na armada. A expe-
riencia nao tem mostrado at agora que esses re-
glamelos precisara de reformas ; mas se vier a
lar a cookecor que ha odies lacunas, er que es-
t dootro des limites das altribuiges do poder
executivo proceder sua reforma.
O St, Visconde de Jequilinbooha faz anda al-
gumas observarles.
O Sr. Bare de Muriliba sustenta e deseuvolve
a sea opiniao a respeito dos artfices.
O Sr. Ferreira Pena impugna as asserede do
nobro senador a este respeito. e mottra as van-
tageos dss companhias de artfices.
O Sr. Ministro da Marinha accrescenta mais
algumas observaces.
Nao kavendo mais quera livesse a palavra, e
verificando-te nao haver casa para se votar, o
St. presidente declara encerrada a discosso.
Retira-se o Sr. ministro com as mesmas for-
malidades.
O Sr. Presidente d a ordem do dia 5, e levan-
ta a eesso quasi s 2 horas da larde.
RELATORIO.
Apresentado a' assembla geral legisla-
tiva na primeira sessao da decima le-
gislatura pelo Exm. Sr. ministro e
secretario de estado dos negocios da
marinha Joaquina Jos Ignacio.
( Couliooaco )
Pernambuco.
As obras enjetadas no porto de Recife, live-
Tam, durante e anno ultimo, o seguiote aoda-
meoto. Cooatruio-se a muralha de oeste, ou pro-
tongamente ae caes do arsenal, reparando-se-lhe
as guarnigOes e rampas era diversos pontos. Con-
tinuon-88 a reviatir e encher o paredo da Una
de Nogueira, e bem aasim a construc^o do que
flea aoore o recite, do qual resguardaran!-se 6,972
palmos cbicos, preenchendo-se o volunte de.....
10,344 cora ti jolote cimento, para a formacoda
base na quebrada entre o dito recife e a pedrada
Tartaruga.
As barcas deosctvaco empregaram-se em pro-
fundar o anceradouro, em diversos pontos, e o
lianco da barra encostado jo recife.
Alagos.
Era maio do anno fiado nomeou a resoectiva
presidencia urna commisso, para examinar o
porto de Macei, a qual apreseoteu parecer sobre
conveniencia de se fazerem all escavaedes, e
trabalhos hidrulicos, que orcou em mais de. ,
t30O:OO0aOOU.
ltimamente, porm, representaran) diversos
habitantes da mesma provincia, redozindo o
eervicos por ora indispensaveis ao seguate :o
restabelecimeeto da eoseada da Pajusera por
meio de estacadas que desviem as aras, e de es-
cavaees que melhorem. e desobstruam o canal,
que oult'ora dava transito do ancoradourode Ja-
regu para aquella enseada.
Sabis que o porto de Jaragu antes eonheci-
do por Macer, oode, nao ha muitos anoos, s
eonstruiram urna corveta, e outros navios, nao
eel oas condices de seguranza e commodida-
de, que j reclamara o seu crescido commercio.
Pens, pois, uo meios de o dotar com os me-
lboramertoe, qoe Ihe sao esaeociaes, para o quo,
confiado quemefacullareia os neceasarios toados
espero o parecer que sobre esse assumpto exigi
do conseibo nit.val.
Rio Grande do Sul.
Com referencia barra do Rio Grande do Sul,
diz o eogeoheiro Carlos Neat, em um trabalho
ltimamente apresentado, o seguiute :
O estudoda barra assumpto muito serio. Ha
nelle dous problemas difficeis a resolver :
1." E* ella susceptivel de melhoramento ?
2. No caso affirmativo quaes as obras neces-
sarias?
Qualquer soluco sobre estes pontos por ora
imposstvel, alienta a falta de dados para a for-
mulacao de um jaaizo seguro; e mesmo, depois
de eolhidos estes, ser difcil e intrincada.
As observaces a que compre proceder em
primeiro lugar, sao estas: examinar o terreno,
por meto de perfurages, afina de reconhecer-se,
se por baixo da arda superficial existe, em distan-
cia accessivel, alguma carnada de diversa natu-
reza : oueragao, que lalvez exija o emprego de
apparelho especial, por nao ser bastante a sonda
ordinaria.
2.,Estabelecer com ajuda de nivelameoto em
trra, escalas hydromelricas em diverso pontos
o litoral, desde a barra al quasi a entrada da
Lagda doa Patos.
3. Notar diariamente, por espago de um
anno ou mais, a altara das agua as mesmas
escalas, observando-se oulro aim s direcgo das
correles em pontos designados, dentro e tora da
barra.
De acrordo com esta opiniao, apreseotou a
presidencia ama proposta, part ae porem em
tratica easas observaces ; proposta, que oppor-
tunamente resolverei, apezar da conviccao ero
^ue eslou, de que a barra do Rio Grande, por
mim muito coobecida, nao susceptivel de me-
lhoramento por meio de trabalhos hydraulicos.
Acha-se prompta e em estado de funecionar, a
barca de escavaco, destinada ao melhoiamento
do canal da Barca.
Ainda as vittat de libertar a provincia do Ro
Grande das peas, que ao seu desenvolvimento op-
poe a ruiodade do porto, incumb ao vice-almi-
ote, bario de Tamandar, da exploraces
eocionada no avian em seguida transcripto.
JOs* e Ewz|.>Sr.-.Nat proximidades da costa
ao eu 1 de Santa Martha, e quasi em frente s Tor-
res, existe um rochedo, oa calho, que se eleva
bastante sobro a superficie do mar, e cuja posi-
co nao est marcada em nenhuma da cartas
co onecidas.
Dizem alguna navegadores, que este calho
pode dar abrigo, pela parle do O, a urna embar-
eaco, que, achaado-se acossada de travessia, o
alcaaco por aquella lado, o que acra de grande
utilidade, visto que tantas embarcares alli se
* perdido. Mais para o S. enconlra-se um
*r*ihde rec'fe separado da costa, perto de urna
? i 'a^** ,eu,>do a opiniao do coronel Ricar-
oJos Gomes Jardim. presta-se formagio de
^n./J*9 ,,, ln>ortancia. 7
nroosla d.ffi".' *? V> E"' fr,n" 0
tanto da posicao g-grWc. WS. wcNdTe
reae, como dos cenaos, soadaceoa em .,?
vtmrtMicM .Mos qoe^fferee.^Cnca a
que ficam da torra, e todo o mrtMaciv !.
parega necessario. e bem de coaot.Ml0-_-
StKSSCMta "'""' -*ss
Para esse fina fieom 4 dtoposigao de V. Ex* m
potes JforwtMi c Aguardo. V. Exc. 'far
tripolar este ultimo, qse est ao servico da capi-
tana do porto cora pregas destacadas da fragata
toniUkttfao, e eos ootfoe navios, que so acham
em destino ae porto sendo eommandado peto
!. teneole Manoel Antonio ViUl de Oliveira :
deveodo correr por bordo d'aaaeHe os oroeci-
m es tos, e mais despezas da presVSM coromitsio
CAPITANAS depohtos.
Vozes mato tutoritadta de troca miaba tem
iDceesaotornate clamado oeste recinto pela coo-
resneacia de roref-se o rogolamento n. 4)47, de
zas de secretarias regularmente montadas.
Por falta de pessoal nao pdem as capitanas
eiercer efflcaz polica, e flsealisagao nos portos,
e ancoradouros ; e os pesados sacrificios feitos
pelo estado com o melhoramento de alguos.
como o de Pernambuco, sao ioutilisados pela fa-
cilidade, que d'ahl resulta aos navios de. apro-
veilando as horas mortas da noite, illndirem as
pre8cripc.es regulameotares, langando ao mar
lastros, e oulros eotulhos.
A par dos que ficam apontados, outros incon-
venientes eoncorrem para entorpecimento da ac-
gao das cipitanias.
Os capities de portos, a quem alias corre o de-
ver de policiar os caes, e praias de desembarquo,
nao encontrara no regulamenlo os meios, de que
* eslar armados, para nunir as faltas, e
cohibir os desregramentos e excessos dos rema-
dores, e calraieiros, de que muitas vezes victi-
ma o publico que utilisa os seus servigos.
As delongas, e gastos de um complicado pro-
cesso fazem actualmente recuar os queixosos : e
a impunidadede fallas, que poderiam ser sum-
mariameute processadas, e correccionalmente
castigadas, acoroga, em genle por natureza lur-
bulenta, desmandos, que dao lugar a constantes
reclamages.
Eolre ellas lem tomado mais vulto a que diz
respeito exorbitancia dos fretes exigidos pelos
proprietarios de botes, e outras embarcagos
miudas.
O goveroo, reconhecendo a existencia desse
veame, vacilla entretanto na adopeo do slvitre
geralmonte suggerido como meio d"e extirpa-lo.
e que consiste na promulgado de urna tabella
reguladora do prego desses servigos, por julga-
lo pouco consentaneo com a plena liberdade,
que a nossa constituigo asseeura ao exercicio
das industrias.
A impotencia dos capiles de portos tolhe-os
anda de exercer urna benfica influencia sobre
a moralisago, e disciplina da marinha mercan-
te. Mulliplicam-se queixas dos meslres de na-
vios contra a marinhagem, e desta coutra aquel-
es, j por infraegoes da dissiplioa, pralicadas
pelos inferiores, s nnr ib,,, doautuijoao 400
segundos ; e a capitana, que mais efficaz, e
promptameote poderia punir uns, e oulros,
compellids, por falla de jurisdigo, a referir aos
Iribuooes communs, conforme se acha disposto
no cdigo commercial, o conhecimeoto d'essas
faltas, que ficam impunes, pela ausencia de pe-
nalidade da legislago ordinaria.
A ludo isto vm ajuntar-se a falta de limites
claramente definidos entre a algada das capita-
nas, e a de outrs repartiges, mais sensivel com
a publicago do decreto n. 2.647, de 19 de ae-
terubro de 1860, que deu de novo regulamenlo s
alfandegas e mesas de reas.
Assim que, este regulamenlo, conferindo s
alfaudegas o meses de rendas altribuig6es sobre a
polica naval, matriculas, e oulros deveres igual-
mente cargo das capitanas, pela sua lei orgni-
ca, ter necessariamente de originar conflictos,
que muito convm scautelar.
A isengao do servgo da guarda nacional, ou-
torgada aos matriculados as eapitanias, urna
tonto perenne de conteslagoes entre os chefes
destas e d'aquella.
O goveroo, a cuja presenga innmeras repre-
sentagoes tem sido trazidas, ha por vezes recom-
mendado, pelos ministerios da jusliga e da ma-
rinha, aos commandanles da guarda nacional a
fiel observancia do disposto na lei n. 602, de 19
de setembro de 1850, e no art. 68 do regulamen-
lo de 19-de maio de 1816, e aos capiles de por-
tos a maior circumspecgo e exame, para que se-
jam exclusivamente matriculados os individuos
que effectivameote se empregem na vida do mar.
As vsntagens e isenges, concedidas ao exer-
cicio-das industrias martimas, ainda mesmo
quando o nao sejam em troco da immediato ser-
vgo na marinha de guerra, serao em fuluro pou-
co remoto smplamente compensadas pela flores-
cencia da nossa nascenle marinha mercante, a
cuja exislencia lo intimamente se liga oengran-
decimento da de guerra. *
Nao partilboo enthusiasmo daquelles que pro-
clamara a inscripgo maritima como o meio
de alistamento mais equitativo e perfeilo: antes
estou convencido de que, ao menos por emquan-
lo, a sua traosplantagao para o nosso paiz impor-
tara a completa aniquilago da marinhagem na-
cional.
O syslema de recrulamento entre nos seguido,
qutudo discretamente empregado, o meu ver
menos vexatorio do que a to preconisada ine-
cripgo maritima.
O primeiro estabelece excepgdes, respeila os
encargos de familia, e pesa quasi exclusivamente
sobre os que com mais desapego se podem intei-
ramente votar ao aervigo da naglo ; a segunda,
invocando o principio de urna cega igualdade'
atira iadistinctamente sobre o convez dos navios
de guerra o vadto, eo laborioto, o celibalario, e
o chefe de familia ; o bomem proprio para a vida
do mar e o racbHico pescador, minado pela de-
vastacao lenta das febres paludosas, cujo servigo
reduzir-se-haa figurar continuadamente na lis-
ta da enfermara de bordo.
A que Oca pois roduzida na pralica a desejada
igualdade oa distribuido dos oaus, em que so ba-
tea o systema da inscripgo ?
Por ventura o jugo do servigo militar lio s'en-
sivel ao mogo descuidado, sem casa, e sera affei-
ces, como ao chefe de familia, bruscamente ar-
rancado calma felicidide do'lar domestico?
A marinha mercante nao pode ser no presento
um recurso para a composigao das equipagenstie
nossoa navios de guerra ; convm que ella seto
no futuro urna reserva segura, e preciosa para os
das de crise.
Procurai atlenuar os effeitos do recrulamento
oreado, pela promulgaco de regra claras e pre-
cita : tornai imposti'el o seu emprego cosco ar-
ma de peraeguigeo, pela effectiva responsabilida-
00 Cas autoridades, que delle abusarem ; dai io-
S!^rti,,!Ul"ifi*0 oa coropaobiasde apren-
~Z* '"nbeiros ; fossentoi finalmente a expto-
vasto liltoral, e a marinha creante. aumentada
polos bracos que ora Ibe tollecem, rcsusgSTi-
coeo do abatimento em que ja*. """*"* *^
Wo decetoodo UtiarV &-.. shMi.-
xuBMBVto ae prestis, con 1leS^g*?dc piISo,
de forma, que resaltam dos per face ter Us obsar-
vagoes que ahi ficam consignada, snesa por
que, denunciado o mal, seria vaMado tto miaba
parte indicar o remedio, a quem -qalfctr i a 400
eu o pode preterever; passarei a totstir tas o
movimento deste ramo do servigo* duxastto sai-
no fiado.
Effeciuou-se a malanga da capitana do porto
do Rio Grande do Sul. o too dependeociae, pa-
ra a propriedado da Pestta da Macga. altttM-
menlo teiprodt ao Dr. Joto Joad da Rocha. O
goveroo, cprovaado a doatarcaedo do limito, a
que aUt procedo o majee do oogenheiro*. Paulo
Jos Pvrer, julgou coavootoale ouvir ocatate-
Ibo naval, cobro coootraegao do obras, qoe o
mestao oMetal ptope. eotoo de voatagem ao scs>
vigo do atarinha aaqueMa provincia.
Autotisou-so 4 preiideacia do Paran a des-
pender at 2:000 con a reeditcago do eos,
em que funecionava a capitana de Paranagu.
tTandouao ronalrnir ama. ponto, paxa das ser-
vido ao deposito de carvo de pedra, estableci-
do na llha das Bates em Santa Calharina.
A preaideocia de S. Paulo oi habilitada com
os fundes neceasarios a o concert da casa, em que
trabalha a capitana do porto de Santos.
Sendo o material, de que dispe a capitana do
Maranho, improprio para o servigo do soccor-
ros, nimiamente arriscada na baha de S. Marcos
na quadra das ventanas, patsou-oe contrato com
o mestre Joaquim Antonio Rodrigues, para a
coostruego em Pernambuco de um hiale detli-
oado quelle efleilo.
Esta acqutoigo, dirainaiodo o riscos, que ac-
tualmente correm as lanchas de bocea aberta,
obrigada a vencer bordejando, oa a remos, ton-
gas distancias, mullas vezes contra vento e mar,
tornar mata proveitosos, e promptos os soeeor-
roa que, pela mor parte, tem de ser prestados en-
tre S. Marcos e aa ilhas de Santa Anna e S. Joo,
em cujat paragent sao frequentes es sioittros.
Accedendo a reclamagdea da associago com-
mercial do Rio Grande do Sul, ordenoo o meu
antecessor, por aviso de 19 de setembro, a com-
pra de um carro apropriado ao transportt da lan-
cha salva-vidas, de um obuz para langar cabos
aosnavios em perigo, seis boias de rostas, cin-
taroes e outros artigos oecessarios aos servigos
dos soccorros navaes naquella provincia.
A delegada de Porto Alegre foi igualmente do-
lada com o material, de que havia mistar.
Por aviso de 16 de setembro do anno pastado,
declarou-se presidencia da Parahyba, em res-
posla representado que formulara, pediodo
novas providencias sobre a matricula dos indi-
viduos que se empregam na vida maritima, em
ordem a evitar conflictos entre as capitanas, e
os chefes da guarda nacional, que neohuma me-
dida ha que tomar acerca de tal objecto ; visto
como as disposigoes em vigor existem consig-
nadas as que, sendo prudentemente applicadaa
pelas diversas autoridades, removern os con-
flictos atsigaalados ; cabeodo presidencia ad
moeslara capitana, e corapelli-la stricta obser-
vancia da lei, quando por ventura, aberrando
de seus deveres, inscreva. como pertoncendo
profisses martimas, individuos, que a ellas nao
se dediquera.
Suscitando-se duvida, por parto da presiden-
cia do Rio de Janeiro, sobre a verdadeira intel-
ligencia do aviso de 9 de ontubro, que declarou
nao ser possivel perfilar o numero de calafate,
carpinteiros, admissiveis matricula em cada
um dos portos, respondeu-se em 16 Jo mesmo
mez, que, exercendo efectivamente os respec-
tivos offlcios, e matriculas as capitanas de por-
to, esio esses operarios iseolos do recrulamen-
to forgado, mas sujeitos servir, cobo artifices,
a bordo dos navios do estado, nos arseuaes, e em
todos os pontos, oode for mister.
Por aviso da mesma data, resolveu-se outra
duvida propotta pelo presidente da Parahyba,
sobre as attribuiges, e composigao do conselho,
creado pelo artigo 4 do decreto n. 358, de 14
de agosto de 18t5.
Com o decreto n. 2,600, de 2 de junho, expe-
diram-so instrocgSes, estabelecendo regras, se-
gundo as quaes devam ser examinados ras pro-
vincias da Babia, Pernambuco, Para e Matto-
brosso os individuos, quo pretenderem ali em-
pregar-se como machioistas das barcas a vapor
do commercio.
Esla providencia leve em mira prover de
remedio as queixas levantadas contra a dis-
posicSo da le, que impunha aos mencionados
machinistas a'obrigago de vir prestar nesta cor-
te as provas do sua capacidade profissiooal.
Finalmente, reconhecendo-se que a existen-
cia de curraes, ou armadilhas de apanhar peixe
nos portos e ros navegaveis, nao s concorre
poderosamente para a completa obstruego dos
mesmos, oppondo embaragos ao livre movimen-
to das aras pelo fluxo o """ < ~-~
tambem diaieulia a praticagem, e croa serios
empecimos naveg.ic.ao de pequea cibotagem;
procurou o governo obviar esse mal, promul-
gando com o decreto n. 2,756, de 27 de feve-
reiro ultimo, um regulamenlo, em que se pre-
fixaram regras para a creaco de semelhaotes
pesqueiros ; e bera assim os casos, condieges,
e penas, com que se dever ordenar a deslrui-
go dos que d'ellas se apartaren).
Por decreto o. 2,762 de 18 de margo ultimo
ordenou-se 1 creagao de urna capitana do porto
na provincia de Matto-Grosso.
Os raappas annexos de n. 27 a 36 conleem
dados esiaiisticos relativos navegago e com-
mercio marilimo.
CKN80 martimo.
Dos mappat, que mostram o estado da nave-
gago nacional, tanto de longo curso e cabota-
gem, como de pescarla e trafego dos portot a
e rios, na corte e diversas provincias, oode exis-
tom eapitanias de portos, aexcepgo dos da Pa-
rahiba, por nao terem chegado at esla dala, e
dos do Paran e Rio Grande do Norte, pelo modo
imperfeito por que vieram organisados, dedu-
zem-se os seguintes resultados :
Anno de 1860.
Maranho.
EmbarcagdM :
De longo curso..... 1
De cabotagem..... 27
Do trafego dos portos 277
De pescara...... 53
Do tn
De
dos porteo e rios.
Livres .
Escravos
903
751
3^546
358
13
249
1,068
128
7,458
982
476
Pessoal :
De longo curto .
De cabotagem .
Do trafego doa portos e rios.
De pescara......
Livres .
Escravos .
Pisuhy.
Embarcageei :
De cabotagem.....
Do trafego dos portos e rios
De pescara......
Pessoal :
De cabotagem .
Do trafego dos portos e rios
De pescara .....
Livres .
Escravos .
Gear.
Embarcares:
De cabotagem.....
Do trafego dos porlos o rios
Do pescara......
Pessoal
De cabotagem .
Do trafego dos portos c rios
De pescara......
Livres. .
Escravos.
Pernambuco.
Embarcagsi:
De longo curso. ; 34
De cabotatnm : 59
Do trafego dos portos e rios. 882
Depescaria ...... 808
222
199
709
T30
Pessosl:
Se longo curso.
De cabotagem .
1,773
%
Alagoas.
Emborcagoes :
*cai*dfem. .
Do trtfego dos portos c
De pateara |
Petsoal :
De cabotagem.....
Do traseg de portos e rios
De pescara t, .
Livret. .
Escravos .
Sergipe.
Embrcateos:
De cabotagem ....
Do trafego dos portos e rios!
Depescaria......
1.783
811
522
194.
1,527
8
642
111
.761
Pessoal :
De cabotagem .
Do trafego dos portos e rios.
De pescara......
941
566
159
1,666
Livres. :
Escravos. .
(Continuar
PERNAMBUCO.
NaA REVISTA DIARIA.
no domingo passado, a irmandade do Divino
Espirito Santo erecta na igreia do Collegio tras-
ladou as cinzasdo seu irmo Antonio Francisco
de Lima Guimaraes, finado j ha alguas annos,
para essa igreia am de deposita-las ahi n'um
urna funeraria ou monumento anlogo, como les-
lemunho da recordagao de seus servigos mes-
ma irmandade.
O acto foi celebrado dignamente, sendo os res-
tos mortaes conduzido n'um rico carro fnebre
com acompaohamento da irmandade que assim
sellara um acto mui significativo de gratido tan-
to mais nolavel quanto quelle cuja memoria
deste modo perpetuava-se, nem deixra fortuna,
nem tinha familia sobre quem toase refleclir o
incens da lisonja, que nelle se quizesse en-
xergar.
E' louvavel o procedimento da irmandade do
Divino Espirito Santo, que quiz commemorar a
sua installago no templo, que boje tem esta in-
vocago, por meio de um tocto mixto de magoa-
niraidade e de reconhecimento de servigos rece-
bidos o'aquelle que pobre de fortuna, sempre to-
ra rico de recursos para o brilho de sua irmanda-
de religiosa.
Aole-hontem 9 do correte realisou-se pe-
rante a cmara municipal a arrematarlo de al-
guos dos pequeos impostos, que fazem parte do
seu patrimonio, e que por falta de licitantes t-
nham sido diminuidos na Juanita da avaliago
25 por cenlo.
Ioformam-ooa que a annuencia de S. Exc.
esse abale pelo motivo referido foi communicada
ou chegou ao conbecimento da cmara no mes-
mo dia em que leve lugar o acto da arrematago.
Ora, a ser assim, parece-nos que procedeu-se
menos regularmente e em detrimento da propria
cmara, porque a publicago do abate na avaha-
gao primitiva havia de trazer maia licitantes.
No entretanto pode ser que alguma cousa que
desconhegamos autorise essa prelerigo, on dis-
pense essa nova ciencia ao publico ; e assim nao
procedem as nossas observagoes que sero por-
taoto nenhumas.
O Novo Banco de Pernambuco realisa o teu
stimo dividendo, relativo ao semestre lido no
ultimo do passado mez, e na razo de 12*000 por
aegao.
Foi marcado o dia 13 do corrento para ses-
sao ordinaria da cmara municipal.
Por impedimento do secretario geral do
commando superior da guarda nacional de Olin-
Cavalcanti de Albuquerque.
Foi marcado o dis 28 do corrento para a
reuniao do conselho municipal de recurso do
termo do Bonito.
Por ordem da drecgo da Santa Cata da
Misericordia, foi honlem reoolhida inmediata-
mente casa dos expoatos a menina de que tra-
tamos no dia anterior.
Pelo estado em que se ella achara, indicava
ser bem tratada ; mat, atiento ao que expenden
o nosso noticiante, nao devia subsistir sob tal
guarda por mais tempo.
Agradecemos no entretanto a illustrissima jun-
ta pela acquiescencia s nossas reclamecoes, e
mais anda pela promptido que ligou a sua pro-
videncia. r
-- Ante-hootem, pelas 4 horas da tarde, no
porto denominado do Jacobina, na Capunaa. in-
do um soldado do 4. batalho de arlilharia a p
lomar panno, succedeu que cahisse n'um pero,
que all ha ; do que resultou afogar-se.
Al a hora em que nos do esta noticia, nao
tora anda encontrado o cadver.
No dia 25 do mez passado, do engenho S.
Francisco do termo de Santo Aolo, o preto
Paulo Jos de Almeida, ferio gravemente a Luiz
Herculano da Rocha Guedes, dando-lhe urna pu-
nhalada sobre o peito esquerdo.
O delinquente poz-se immediatameote em fu-
ga, em drecgo a esta cidade.
O delegado de polica daquelle termo Alexan-
dre Jos de Hollanda Cavalcanti deu todas as
providencias ao seu alcance para a captura do
criminoso. r Z?
Pelo subdelegado da freguezia da Boa Vis-
la, o major Francisco Martina Raposo foi preso
aldmo Jos de Souza, que em 19 de setembro
de 1859 pelas 5 horas da tarde no Rio Doce, ter-
mo de Olioda, assassiora o pescador Francisco
das Chagas.
O Sr. mejor Raposo no excercicio de subdele-
gado tem dado provas pouco communs de zelo.
aclividade e amor pelo servigo publico.
Maxadouro PUBLICO.
Mataram-se para o consumo desta cidade no
da b de setembro 78 rezes.
No dia 798.
No dia 896.
No dia 996.
No dia 1088.
CHRONICAJIUDICURIA.
TRIBUNAL DI RELcQO.
SESSAO EM 10 DE SETEMBRO DE 1861.
rRESIBBNCU DO EXM. SR. C0RSEJLHKIR0 ERMILIRO
I n DELEO.
As 10 horas da manha, achando-se presen-
tes os Srs. desembargadores Caetano Santiago
Silveira, Gitirana, Lourengo Santiago, Molla
Perelli, Ucha Cavalcanti, Assis e Guerra, pro-
curador da corda, foi aberta c sessao. '
Passados os feitos e entregues os distribui-
do?, procedeu-se aos seguintes
JULG AMENTOS.
RECURSOS CRINES.
Recorrente, ojuizo ; recorrido, Francisco Ca-
valcanti Janin Galvoe oulro.
Relator o Sr. desembargador Silveira.
Sorteados os Srs. desembargadores Caetano
Santiago, Motta e Perelli.
Improcedente.
Recrreme, o juo ; recorrido, Luiz da Cesto
Portocarreiro.
Relator o Sr. desembargador Perelli.
Sorteados os Srs. desembargadores Caetano
Santiago, Aaaia e Silveira.
Improcedente.
Recorrente, Mtnoel Marcelino Pees Brrelo ;
recorrido, o juico.
Relator o Sr. desembargador Uchoa Caval-
canti.
Sorteados os Srs. desembargadores Costo Mol.
Silveira e Assis. ',
Improcedente .
DITOS DE OtJOLiriGSClo.
Recorrente, o tonente-coronel Feliciano Joa-
qun dos Sanios; recorrido, o contolho.
Relator o Sr. desembargador Motta. vi.anti.ai> > ....(. "
Sorteados os Srs. desembargadores tirana, J."w! A\l^u^J1?"11] ou Iphsbe-
Silveira. 6 | "** *" "" "todo funesto o traneporta-
Deu-se provimento Le.m"*e/In ger*1 par' BrM1- ***<<> 1 'ortu-
t0- Porem nem sempre de gozo, mancebo "-
APPELLAQES CRIMES.
Apnellante, o juizo ; appellado, Jos
de silva.
Hallo o processo.
Aopeltonte, Jaco* Jos de Franca : appellado
Improcedente.
Appellantes, Jos Antonio de
do, ojuizo.
improcedente.
ipellante, ktaooel Marcelino Vaos Brrelo ;
lado, Francisco Ferreira Castello-Brance.
procedente.
DESIOIUfAC M da.
Assignou-se diapara julgamento das seguintes
cppoHacoos crisaco:
Appellanto, o juizo ; appellado, Cosme Jos
Rodrigues.
Appeltoote, o juiao; appellado, Candido los
de Barros.
Appellanto, o promotor; appellado, Francisco
Ribeiro de Souza Brilo.
Appellanto, Manoel Bezerra Leile ; appellado,
o juizo. "
Appellanto, Ignacio Pereira de Araujo ; appel-
lado, o juizo.
Appellanto, o juizo ; appelltdo, Francisco No-
bro Lima.
Appellanto, o juizo ; appellado, Antonio da
Costa Barros.
Appellanto, Antonio Martin Chaves ; appella-
do, o juizo.
Appellanto, ojuizo ; appellada, Mara Genero-
sa do Bomfim.
Appellanto, Adrianno, escravo; appellado, o
juizo. rr
Appellante, o juizo appellado, Miguel dos Ao-
jos Bomfim. tmm
Appellante, Uctrio Bezeira Cavalcanti: appel-
lado, o juizo.
Appellante, o juizo; appellada, Senhorinha
Maris da Conceigio.
Appellante, Jos Mara Lima Sampaio ; appel-
do. o juizo.
Appellante, o juizo ; appellado, Andr Vic-
torino de Souza.
Appellante, Jos Jotquim Carneiro ; appella-
do, Isaas Messias de Messeno.
A appellaco civel:
Appellante, a fazenda ; appellado, JosCesario
de Mello.
A' IX horas encerrou-se a sesto.
Communicados.
A exposico.
Um tocto de bem nolavel aignificaco, a
deve ser frtil em vantajoaos resultados muito
oreve lera esta provincia de registrar em seus
annaes.
Alludimos a projectada exposigo industrial,
que segundo as inslrucges imperiaes de 8 de
agosto (iodo tem de realiaar-se nesla capital no
mez de dezembro vindouro.
Ainda nao se contara largos annos que peto
primeira vez surgi em Franga a grandiosa idea,
que foi posta immediatamente em pralica, de
reunir como em um vasto cofre omnipotente as
preciosidades naturaes e artsticas do paiz, que
servindo de exibigo solemne da grandeza patria
aos olhos do estrangeiro, e de grata recompensa
ao labor do artista, estimulase o nobre orgulho
nacional, despertando ao mesmo tempo salutar
emulago entre as classes induslriaes.
Esta sublime aspirago nao deixou-se lcar sem
echo era quasi todas ai nages civilizadas ; e as-
sim, ao passo que a Franga, nao obstante as vi-
cisitudes polticas porque ha passado, j conta
desenove exposiges, a Blgica, a Suissa, o Pie-
monte, a Hespaoha, Portugal, diversas cidades
da Russia, Berlim, Vieona. Dublin, New-York,
tem-Ihe seguido o exemplo, sendo que famosa
Albon compete a gloria de ter sido a primeira
em.por assim dizer, universalisar a idea, fazen-
do em 1851 urna brilhante exposigo interna-
cional.
J tardava, pois, que nosso turno tambem os
Brasleiros tratassem de ensaiar urna exposigo
industrial, dando aiuda urna vez bem clara prova
de que somos urna nago inlelligeote, e amanto
do progresso, de que comprebeodemos e abra-
gamos os grandes pensaroentos, e de que no ca-
minhar dospovos pela estrada da civilisago nao
somos os que vo mais retaguarda.
Paiz novo, de immenso territorio, de solo pro-
digiosament -k., *,,..* m nualquer
oua laaai r#iDos da nalureza, de populago tafeo-
tosa, ainda pouco conhecido no estrangeiro o
Brasil precisava desse acto vivificante e anima-
dor da industria nacional, edemonstrativo das
nossas torcas productivas.
Gragas, porm, paternal solicitude do monar-
cha, o acto acha-se decretado, e prestes a ter
execugo.
Honra, pois, ao ministerio que iniciou entre
nos idea to magnifica que se ha tornado um
dos pnncipaes caractersticos da civilisaco mo-
derna.
E assim nos exprimindo fazemos abstragao de
interetses de partido, prescindimos de poltica
e eremos que detl'arte procedero os homens
cordatos de diversos credos, concorrendo todos
e cada um de per si com suas diligencias e esfor-
gos para a coosecugo e esplendor dessa festa
industrial ; pois diante de to generoso empenho
social deve fugir o individualismo eslerilisador
e egosta, devem extioguir-se as rivalidades po-
lticas, e s apparecer e arultar o espirito patrio-
tico.
Est, poi, aborto o alicoree desta importante
obra.
Venham operarios esforgados e corajosos levan-
tar, nao sumptuosa fabrica como de futuro por
ventura poderemos, mas modesto edificio, pa-
dro honroso, que marcando nova ara nos fastos
da nossa industria, sirva tambem de atteslar o
que temos e o que ser podemos.
E nem seja motivo de desanimo a considera
gao do curto prazo que nos resta, e de outros
bices a superar.
Avante I embora abundante e apparatosa nao
possa ser a primeira exposigo Sirva-nos ento
de consol e ao mesmo tempo de acorogoamento
o como comegaram em outros paizes, alias j mui-
to tdiantados, aa exposiges agrcolas e indus-
lriaes. A primeira foi em Paria em 1798, durou
apenas tres das, teve 110 expositores, e alcaogoo
23 premios smento ; a segunda em 1801. durou
seis diat, conloo 229 expositores, leve 80 pre-
mios i dah ha um anno j a lerceira contara
540 expositores, e oblioha 254 premios I Assim
conlinuaram em espantosa progresso de modo
que hoje podem merecidamente gozar o Ululo de
verdadeiras festas monumentaes de apreciago
dos dons que a natureza offerta ao bomem, e de
ostentago faustosa do poder do homem sobre a
natureza.
Avante 1 I />.
Correspondencias.
0 commercio em geral no Brasil.
Srt. redactores.Tanto poderiamos dizer cer-
es de to transcendente assumpto, que o encher
nao nos seria difficil as extensas paginas de vo-
lumosos livros, se o tempo, como bem dizem os
Inglezes dinheiro, nos nao faltasse, aliento o
pmjecto ha muito concebido, e s agora devendo
ae realisar, de nos tcharmos prestes a deixaroor
algum tempo etla capital.
Todava a nossa indignago tal, e lio fre-
queutemente desafiada, que nao podemos furtar-
noi ao impulso justo, e irresislivel de emittir o
nosso fraco ioizo, aioda que perunctoriamento i
no tocante etsa materia. '
Para que o commercio 00 Brasil nao prospere
sendo que o contrario almejamos, eoncorrem tan-
tas cansas, Ulo diversas e variadas quo o enume-
ra-las sobre er trabalho tnfadonho, da narraco
M a talara lornar-se-hia abborrecida e fastidio-
sa leitores, posto que benignos, em bem aco-
lher humildes e toscos escripto;.
Deepresomos por agora as causas menos pre-
ciosas, e convirjamos a nossa fallivel atiengao
para a seguate, que reputamos talvez a mais im-
portante.
Consiste ella, Srs. redactores, segundo pre-
sumimos, no tocto, nao snpposto, mas real, de
phaeteaiarem os nteos pato, com honrosas ex-
cepcei, do qae para ser negociante ou proselyto
de urna nobro proflsso, a commercial, beata o
seoer lar, escrever e contar, disciplinas estos as
quaes en geral flea o aprendiz de commercio
pesM iniciado.
htoos ouque se tegregam da escoria ou rebta-
me to soetodaSe europea, os quaes, aabendo.
7!li m,ls al*uma cousa, viito como a ina-
iroeoio eleotooitar ou primaria est mato derra-
mada no vetoo atando, assenlass que el-rei
seu porque ;traUro, logo too sportcct.de
. eoaitituireaa-M pouco peueo griosenhoree hu-
Lima appelto- Ma absolutos coate ramo de pVeoMridcdo par-
ticular, o eoraraereio, fonto perenne ou inexgota-
vel de riqoesa publica.
Rapazas coto liroctnio cemmerctol o edaeacio
sio promovidoa tsosjnentomtato. tiajaiaa iz-
to. so sem lgubre O feral e da sopapa, appli-
eodas jd poso reapectivee fUbet, amboraveis
na infliego muilas rezes injusto de castigos cor-
poraes, e degradante!, e j pelos seus iguaes.
mais adiantados em idade, e em tirocinio avil-
todo.
E assim feitos ou ant'ora preparados, laogam-
so estos aves de arribaco, voraces de.importan-
cia social, e de fortuna no mundo commercial
brasileiro, e, ou apoiadoa por besnntes, reitores
de mueriat seus temelhantes, j superiores em
catbeona social, e em toriuna, fructo mullas
vezes de delapidagoes, ou escudado na impuoi-
dade que infelizmente encontr o crtme no Bra-
sil, prosperara na razo directa das traficancias
que praticam seus patres, j as vezes seus asso-
ciados, de cujos exemplos de immoralidade o
gentilezas vergonhotst to fiis observadores, co-
mo aeus discpulos bem aproveitados.
Oest'arte, St. redactores, enes vultos com-
merciaes, quando muito dotados esoagamenle de
instinclo natural, aeoo possuidores apenas de
mtelligencia vaporosa, e ignorantes sempre dos
principios coraezinhos o elementares indispensa-
veis proflsso commercial, se elevam no firma-
mento, como mootanhas aurferas, superiores em
elevago e em riqueza s minas denominada, do
Potosi, e acaslallados ou guardados por trinchei-
ras oexpuguavei, segundo o atiguram, de bron-
ze ou ferro, affrontam a modestia, assaltam a ho-
nestidade, e a coosciencia do dever, e conspur-
cam a religio, valendo-se at desta e pesa-nos o
dize-lo, ou doe-nos a alma em roaoifesta-lo, pa-
ra, oncobrindo a hjpocrisia jesutica que empre-
gam com astucia brutal e desapiedada, defraudar
e chupar o aangue aos seus semelhaotes, viuvas
e orphos desvalidos ou sera protecgo paternal,
anda maia pobres de espirito.
Estes mooslrot e seut sequazes, sdenlos de
ouro ou sangue humano de innocentes victimas
k 1a aDt5elica e toroam assim iefractore,
rebeldes, teoazes e incorrigiveis dos atlributos
inherentes ao negociante honesto, respeitador da
sua e da palavra alheia, sem quebra de digoida-
de propria e da de seus companbeiroa d'armas
ou proflsso, coBsciencioso, e dominado sempre
de independencia inabalavel de carcter e ante-
pondo o inleresse e bem-estar geraes ou com-
muns ao pessoale presando a verdade, embora
assim lira os seus ioleresses ou sejam estes sem-
pre preteridos.
Ao passo que essa transigo ou phenomeno
afortunado commercial se opera rpidamente,
sendo as vezes como/por encanto, nao aatistoi-
ta a ambigaodeimeddae nunca saciada, exercem
com inaudita audacia o espirito de maledicencia,
deslustrando e desvirtuando asaegoe muitas ve-
zes meritorias daquelles de seus semelhanies ou
iguaes em proflsso, e ou superiores em cathego-
na commercial e em entendimento, que. ou Ibes
fazem sombra nao daphana, ou cujo reflexo com-
mercial Ibes pode ofTuscar o brilho j embaciado
por torpezas e ingoominias, ja nao dizemos con-
tra commerciantes brasleiros, por quanto estos,
segundo o presumem os ioimigos da prosperida-
de do Brasil, os retrgrados em costumes, em ci-
vilisaco, em morahdade e em instrueco nao
vulgar, nada sabem ou ludo ignorara, e nada pos-
suem sobre a trra ; mas tambera, apraz-nos o
declarar, para confundir essa pbalange refracta-
ria a acgo forte da razo, do bom senso com-
mura e generaltsado nos paizes civilisados, o
prodigalisam (o espirito de maledicencia) aos
seus compatriotas, companhelros de tirocinio,
amigos de escola e al commeosaes 1
R'1uez essas que, ou asseotam sobre bases
fufas, ou se derivam do exercicio ou pralica nao
aturada de urna industria enriqueeedora e illegal
criminosa cuja represso ou coergo nao auffi-
cientemente garantida pelas leis, boas em si,
verdade, porm ms, porquanto em geral e infe-
lizmente no Brasil nao sao ellas, como o devem
ser, cumpridas por leaes executores ; leis que re-
gem o Brasil, paiz ebengoado pelo Omnipotente,
digno de melhor sorte, e agouranle de grandeza
futura ou de rico porvir que aololhamos na per-
petuidade do imperio da Santa Cruz.
uissemos que so ngura em geral no Brasil que
os commercianles ou negociantes brasleiros na-
da sabem ou ludo ingnoram e nada valem III
Essa fiegao, senhores redactores, existo real ou
ngurada, como a quizerem phanlasiar aquelles
que, ae sao alguma cousa Deus e ao Brasil o de-
V6Q3a
Se ella subsiste ou real, os culpados de sua
existencia sao os Brasleiros, que s para vergo-
nha sua eopprobrio sempre lamentados, a per-
mitiera, como padro de avltameoto, e degrada-
gao para o Brasil III
Se o nao quizessem, essa fiego encerrando
epitbelos deshonrosos, segundo o presumimos,
visto como a iolelligencia Humana nao mono-
polio de nnguem, nao genero que possa ser
monopolisado comd bacalho ou carne; Deus a d
aos seus escolhidos, assim como o Creador del-
les a relira quando aervido o cassa-la, por mo-
tivos que nao nos dado ou permittido perscrutar
nos arcanos divinos, desappareceria, (etsa ioveo-
go vaporosa) como urna nuvem, formada de ga-
zes athmosphericos que se levanto no horisonte
ese dissipa ao firmamento, tangida ou agoutada
por ventos desabridos ou tempestuosas.
De ha muito que a batalha ou combate terres-
tre travado em campo brasilelro subsiste entre ne-
gociantes de todas as nages do mando conheci-
do, lula desesperada, e sem fim, em qoe vivem
constantemente, na qual muitos suecumbem aos
golpes profundos do espirito de maledicencia, e
quando um semelhante meio reproado se torna
abortivo, se augmenta a affliccao aoja afflicto lan-
gando mo ou empregando manejos ou arteirices
iofaotis, e_s propnas de analpbabetos.
E notorio e lamenlavel qae muitos delles se
agrupem no discredito reciproco commercial,
sendo que o crdito a baseou o capital real do
oegociante, e este o loveriam o desnaturem o
transformes), ou o desfigurem mutuamente, pa'ra
fins sempre occeultos, dissimnlados e vis, e as-
sim dilacerando as entranhas commerciaes uns
dos outros, se barateiam epithetos, ou qualifiea-
ges injuriosas, sempre mal cabidas ou applica-
daa ; porque verdades s devem ser propostos
em these.
E assim ridicularisam-se em extremo, queren-
do ridicularisar, supplantar, anniquilar ou as-
sassioar, commercialmente fallando, os seus se-*
melhantes, victimas muitas muitos vezes da vio-
ganga brutal, do despeito irracional, loquaz o re-
voltaoto, como ha pouco acaba de succeder, com
a rospeilavel firma de Antonio Gomes Nelto,
quem, verdade, nao conhecemos pessoalmente,
mas quem concedemos o que de tacto e de di-
reito Ihe perlence, isto Ihe attnbuimos toda a
honestidade, a posse bem firmada da coosciencia
do dever, e as mais qualidades inherentes ao
negociante qua se preza, e antepoe a honra vi-
da, como negociante que elle da primeira praca
commercial da America meridional.
Emquaoto, Srs. redactores, os homens nao s ne-
gociantes como tambemos mem broa de ou trae clas-
ses mais elevadas da tociedade, estes com tonto-
maior afinco quanto for mato elevada a sea posi-
cao social, para que de suas aegos e actos bons
e reiterados dimanem exemplos, condignos com
a sua jerarchia, e imita veis, nao se compenetra-
ren} n neceasidade indeclinavel e absoluta de so
respeitarem, e de esliruarem mutuamente, sobre-
todo no recinto de urna assembla, de ama reu-
nio por pouco numerosa que seja, em lugares,
quer publico quer particulares, dar-se-ha a hor-
rorosa infraego das leis humanitarias, oa o ex-
ercicio ou pralica dos criases de lesa-religiio
Jasa-etiqueto, lesa-moral, e lesa-reputaco alhei
commercial.
0 remedio, senhores redactores, pesa-nos o
declarar, nao consiste emsoccorrer-se o agaredi-
do ou o offendido em sua honra com a applicaco
das penas que as leis prescrevem em casos taes ;
mas, ofanamo-nos de o indicar, como panacea uni-
versal, o decano, o duello o em seguida a applica-
co ou emprego acertado do coa leu do que se
encerr no cano de um revolver, bem enroca-
do, disparado contra o aggresser.
Assim se pratice, tetshores redactores, mesmo
oof paizes onde o duello nao permittido por lei.
sendo que s dest'arte pode ser reparada ou
vingada, uotH pe agf/ocsao. ou um des-
crdito com loquaz e'ignaro,


+-4fiftfiTfMA4i mmuMW* mi,
m
s
v tic
1
promovido por quem qoer que seja, que nesse
proposito se estribo e ae aaoie, por maligoidade,
inveja, ciume de lucros netos bem merecidos,
ou de cooQanga elheia inspirante extra-portos.
Hvpotaoses das quaes urna se echou col-
locad* Aotoie Gomes Netto por seus gratuitos
inlmigoc.
A* este aegociaote o felicitamos, e aos seta sra-
merosos affercoados dedicados amigos os admi-
ramos, eoe louveasos, como fiis observadores,
que sao do adagio latine : Amicus certus in re in-
oerta eerniiu*.
A'quelle o felicitados por ter escapad* das
garraa da* furias do inferno eommercial, deiao-
do de ter *He ais una victima, anda cheia de
vida e de esperances fagueiras, offerecids era ho-
'ocausto, para ser immolada oo altar da divinda-
idolo do dia, o interesa* pessoal e sor-
ido. >
Finalmente nio se enfadem, era se julguem
injuriados, pela enunciagio das idas aventadas
aquelles negociantes que se achem eslabelecido*
e dessimioadoa por todo o Brasil, e que na ac-
tualidade sao ricos, respectados, e justamente
considersdos, muito embora o teaham sido cria-
dos e edcalos so estrondo vibrante e melanc-
lico da palmatoria e do cachajao ; por quanto
nao sao elles osculpados do metbodo de ensino,
empregado por seus paos, o* protectores ; me-
thodo repeliente en geral de iostruccio e educa-
rlo que por ventura Ihes possam fallar.
Falta que ousamos declarar, tanto menor quan-
to maior o merecimento pessoal que atlibui-
mos iquetles negociantes que o sao por sismes -
mos, sem outros predicados, alem daquelles
que Deus concede aos seus escolbidos e prole -
/idos.
Antes pelo contrario devem elles se ufaosr de
occuparem elevadas posic&es na sociedade, sem
que, para essa calhegoria ou jerarchia que hajam
bem merecido, teobam concorrido os autores de
1 seus dias, se en pro preciosos.
Para se ioculir no espirito a existencia da apo-
loga enunciad!, bastavam alguns minutos de
reflexo calma, aps a qual chegar-se-ha con-
> clusao lgica do que oa individuos era questao
sao felizes porque alem de raunirem delles mui-
tosavirtude, economa regrada, reunida ao tino
administrativo, a honradez, so carcter austero,
e a ioceridade nao dissimulada, possuem muitas
vezes em grio elevado o atlributo iovejavel e
Cubicado ou almejado, o de serem boas chris-
tos, ou fiis observadores dos preoeitoa di-
vinos.
A publicarlo. Sra. redactores, destas real coa-
nexadas e toscas expresados importa mais urna
nova divida, que veoho contxahir, como j do-
ve loe que sou, importuno, porm recoohecido
de outros dbitos j contrahidos, porm nao an-
da solvidos, que nao sabemos infelizmente se
Deus, alientos os nossos multplices e reiterados
peccalos, nao aquelles que se derivam da in-
fraccao dos preceitos enunciados, permittir que
lh'a paguemos integralmente, antes de sermos
chamados presenta, sempre radiante de gloria
o de esplendor, do Todo Poderoso.
Ainsi soit il.
Recite, 5 de setembro de 1861.
Antonio de Maraes Gomes Ferreira.
Publicigoes a pedido.
No diario Pedro IInumero 26 vem inserto um
a pedido, em que o seu autor nao teodo outros
defeitos que assacar-me, na qualidade de empre-
gado publico, manda publicar algumas promo-
ces, mas sem criterio algum de legalidade, por
serem copiadas seu geito, e duas cartas, tra-
tando de eleicoes, que nao se acham igualmente
legalisadas, e se bem que o autor nao tivesse a
coragem de assignar o seu nome, e apparecer
com a viseira descoberta, todava, como pelo
zurro se ronhece o burro, todos do a palerni-
dade ao bacbarel Antonio Firmo Figueira de
Saboia, juiz municipal deste termo, que me tem
m vootade, por nao me ter prestado aos seus
desregramentos, como juiz.
Nao admira que eu, que nunca estudei,
que nao alisei os bancos da academia, que
mesmo nao aprend a grammatica portugueza,
qua dos negocios forenses apenas tenbo um tra-
quejo, adquirido praticamente no ejercicio de va-
rios cargos de polica e judicatura, que por ve-
zes tenho oceupado, nesta villa, nao saiba a lin-
gua verncula, e nao entenda nada de direito,
o que admira, e cortamente para estranhar,
que um bacharel formado, que esludon direito
5 annos, e que um magistrado pratique, em no-
me da lei, de quem devia ser o mais zeloso exe-
cutor, e o maU fiel guarda, os despropsitos ju-
rdicos, que abaixo vo
dea so depois, per m fleefsha no* autos ao
escrivao certificar a iotimaco dallas.
16. Fes mais aioda a**4* mamo prosees*, in-
querio ama testemuoha, sem aaaiateacia de reo,
que eslava na ctdeia, mandando um offleial de
juttice assignar o depoiment rogo deste, que
esteva iocieate de ludo.
19. Mandou descr*v*r partilhar *m m in-
ventario, um rapas libarlo, aperar de oppsr se
isto o in ventariaite, e de se exibir es* juizo Mi
carta de lib*rdade I!
te Em outr* inventario que fez subirhie a
meiaco de urna pobre viuva, aaaaslaada aobera-
namente, que todos os beas tesasen partilhados
com duas filkas 111
21. Para ajudar os seus pareles viver, o-
meia-os constantemente avalUdores e partidores
oos inventarios, embora lh* saja vedado por
lei.
22 Como juiz de direito interino tem julgado
improcedentes alguns processos de responsabili-
dad, em que se acham involvidos amigos seus,
s com a resposta dos denunciados, e sem man-
dar sellar os autos.
23. Coagio com ameacas de prisao Jerooymo
Jos de Souza a jurar o que deca rou nao saber
contra oa seu inimigo I!
21. Mandou recolher a cadeia um orphao me-
nor de 11 annos, s por ter fgido da casa do seu
patrono I
25. Maocomunou-se com alguem para reque-
rer elle, como juiz de capellas, o aforamenio de
um pequeo terreno, oa frente de um sitio, onde
havia servidio, com a malfica inteocSo de fazer
msl ao proprietario do sitio, de quera se havia
constituido inimigo.
26. Demittio a um official de justica. sem mo-
tivo algum, esem melle lo em processo, como lhe
cumpria e de lei.
27. Protestou fazer as razos de uu reo pres-
cribente, favor de quem havia julgado pro-
cedente a presccipcio, de cuja senteoca sp-
pellei.
28. Tem recebido emolumentos por cumpra-se
em precatorias, nao ha vendo lei alguma que o au-
torise para isto 11
29. Susblituio, na qualidade de juiz de direito
interino, um nome por outro, nasaedulas dosju-
ados, para favorecer a um seu protegido.
30. Exigi de Ignacio de Mello e Silva, quando
agente do crrelo desla villa que lhe eotregasse
um otficio, que esperara viesse da presidencia
para o juiz de direito, nao obstante estar o
juiz de direito effectivo em exercicio do seu
cargo 1
31. Estando na vara de juiz de direito cous-
trangio por duas vezes ao agente de Sobral, onde
so achava, sem licenca, a romper a mala e en-
tregar-lhe os offidos e cartas, que vinham para
elle sim, mas com direcgo i esta villa.
32. Forcou o estafeta desta villa, que conduzia
a mala do correio de Sobral para aqu, em cami-
nho, indo elle de viagem para aquella cidade,
entregar-Ihe a mala do correio, erompeodo o
sello, depois de alguma resistencia da parte do
mesmo estafeta tirou de dentro os papis que quiz
e cooduzio para Sobral 1
83. Iosiouou alguem que annullasse a venda
de um sitio, protexto de ter sido passada a es-
criptura em lempo de ferias, para elle compra-lo
ao depois.
34. Quiz constrangir urna parte, que reque-
ra por certido certos documentos do cartorio, &
tirar outros documentos que ella nao requera e
nem pedia, s porque entendeu que estes neu-
tralisavam aquelles, que era um corpo de delicto
contra si e um seu amigo, accrescentando em seu
despacho os documentos nio pedidos ; de mi-
neira que foi necessario replicar-se, e Ireplicar-
se, e ltimamente recorrer-se ao Dr. juiz de di-
reito, pedindo-se que o instruisse a respeito des-
ee arbitrio, que elle julgava ter.
35. Continua demorar em sea poder as pe'.i-
Qes das partes, por mais simples que sejam,
dias e mezes, e quando as entrega com um des-
pacho desparatado, de sorle, que quasi sempre
obriga a parte a replicar.
36. Exislem no archivo muitos officios do che-
fe de polica e do presidente com notas ridiculas
feitas por e'Ie, e al no cartorio em autos e sen-
tencie do juiz de direito.
37. Negocia publicamente com couros de bode
e de gado, sola e fazendas, charutos da Villa-Vi-
cosa, quiabos, maxixes, couves, bananas, feijo e
gerimum.
38. Tem offerecido e vendido chitas e madapo-
les, que de publico disse ter tomado a seu ir-
mo Francisco de Paula de Saboia para nio per-
der a sua divida.
39. Nao se farta de jactar-se, e propalar que
at agosto ser infallivelmeute nomeado juiz de
direito desta comarca, porque "ti Figueira e ti
eourinhos curtidos, VI saceos cosa. 88 arrobas de
cera de carnauba ; a Parele Vianna & C.
165 relos de sola, 61 macos eom 640 eouri-
nhos e 3,000 tijoHos de alveuaria ; a Grgol Ir-
isaos.
250 meios de sola e 58 saceos com getnma de
mandioca ; a ordena.
Cter nacional Flor do Ato Grande do Norte,
vindo do Ass, consignado a
540 alqueires de sal; a ordem.
Dia 9 de setemVo.
Patacho americano Jozeph Park, vindo de
Boston consignado a Benry Forsler & C.
1,698 barricas fariaha de ligo, 150 barris ba-
nha de orco, 90 ditos carne de dito, 2) ditos
dita de veces, 10 caitas chi. 37 ditas e 12 far-
dos fasenda de algodio. 1,000 resmas de papel,
70 rollos esleirs para salas, 2 carrosas e perlen-
ces, 1 caixa arreios para a dita, 1 dita arreios
para cavados, 1 dita e 28 volumes relogios e
perleoces, 9 caitas foges e perteoces, 53 volu-
mes csndieiros para gaz, 20 barris e 500 caitas
oleo de kerosoo, 1 caixa agoa para cabello. 11
caitas machinaste costura, 116 paos de pioho ;
aos meemos.
Brigue americano Ilellen, vindo de New-York,
consignado a Phippz Brothers & C
1,440 barricas e 50-meias, farioha de trigo;
aos mesmos.
Exportac&o.
Dia 6 de setembro.
Patacho ioglez Bussy, para Liverpool, carre-
garam :
Sauoders Brothers & C, 41 saceos com 277
arrobas de algodio.
James Crabtree & C, 90 saceos com 507 ar-
robas e 20 libras de dito.
Barca portugueza Santa Clara, para o Porto,
carregiram:
Azevedo & Mendes, 500 saceos com 2,500 ar-
robas de assucer.
Francisco Augusto Gonjalve, 500 saceos cem
1,500 arrobas de assucar.
Sumaca hespanhola Esmeralda, para Buenos-
Ayres carregaram:
Amorim Irmios, 10 pipas com 1,840 medidas
de caxaca.
Barca portugueza Flor de S. Simo, para Lis-
boa, csrregaram:
Carvalho Nogueira & C, 23 bsrris com 954
medidas de mei.
Escuna portugueza Emilia, para Lisbos, car-
regaram :
Maooel Goacalves da Silva, 287 couros com
824 libras.
Da 9 de setembro.
Brigue portuguez Relmpago, para Lisboa,
carregaram :
Thomaz de Aquiao Fonceca, 10 pipas com
850 caadas de agoardente.
Escuna portuguesa Emilia, para Lisboa, car-
regaram :
Francisco Luiz de Oliveira Azevedo, 200 saceos
com 700 alqueires de farioha de mandioca.
Francisco S. Rabello & filho, 104 barris com
4,104 medidas de mol.
Barca portugueza Flor de S. Simio, para o
porto, carregaram :
Fragozo & Cabial, 50* couros salgados com
1,620 libras.
Recebedoria de rendas internas
geraes de Pernauaaaeo.
dos interesstdot o srtigo 48 da le provincial n.
510 de 18 de jeuho do oorserrts armo.
Art. 48. E' perraittido pagar-se a meia stza
dos escravos comprados em qualquer tettpo an-
terior a data da presente lei independate de
revalidarlo e multa, urna vez que os devedores
actuaos deste imposto, o faeaoi *en*re do exerci-
cio de 1861 a 1862, os que nio o Qzerem ficario
sujeitos a revalidacio e multa em dobro, sendo
um tereo para o denunciante. A tttesouraria
far annunciar por edital nos primeiros tO dias
de cada mez a presente disposicio.
E para constar se mandn affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 8 dejulho de 61.O secretsrio,
A. F. d'Aununciacio.
O Dr. Francisco Domingues da Silva, juiz de di-
reito da segunda vara criminal e substituto da
do especial de commercio desta cidade do Re-
cite de Peroambuco e seu termo, por S. M.
Imperial, que Deus guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edital virem, e
delle noticia tiverem, que a requerimento de
Manoel de Azevedo Pontea, acha-se aberta a sos
fallencia pela aeatenca do theor seguinte :
Expondo Manoel de Asevedo Pontee, eommer-
cianle matriculado e eslabelecido com leja de fa-
zendas na rea da Cideia do bairro do Recite, que
havia costado os seas pagamentos em coosequen-
ca de incalculaveis prejuizos, que soffrers, de-
claro o mesmo Manoel de Azevedo Puntes, em
estado de quebra, e fizo o termo legal da exis-
tencia desta contar do dia 17 do mez prxima-
mente Godo.
Nomeio curadores fueses a Barroca & Medei-
ros, seus credores, e depositarios interinos Ralk-
mann Irmios & C. tambero seus credores. Pres-
tado pelos primeiros o competente juramento e
assignado pelos segundos termo de deposito, tac*
o escrivao remessa da copia desta sentenga ao
juiz de paz que for competente para a apposicio
de sellos que se devem por na forma da lei, em
todos os luros, papis e bens do fallido.
Feito isto e sendo esta publicada nos termos
dos arts. 812 do cdigo eommercial e art. 129 do
regulamento n. 738, proceda-se as de mais dili-
gencias recommendadas pelo eilado cdigo e re-
gulamento. Recife 2 de setembro de 1861.Fran-
cisco Domingues da Silva.
E mais se nio continba em dita senteoca aqu
transcripta ; e em sea cumprimeoto convoco i
todos os credores presentes do referido fallido
paracomparecerem no da 13 do correte mez, 6s
10 horas da ananhaa, afim de ae proceder a no-
meaco de depositario ou depositarios, que bao
de recebar e administrar provisoriamente a casa
fallida.
E para que o presente chegue ao conhecircen-
to de todos seri publicado pela imprensa, e atfi-
xado na forma do eslylo.
Recife 6 de setembro de 1861.Eu Adolpho
Liberato Pereira de Oliveira, escrevente jura-
mentado, o escrevi.
Eu Msooel Maria Rodrigues do Nascimento, es-
crivao o subscrevi.
Francisco Domingues da Silva.
"S.
na do Pilar.
2638000 por antio.
2849090
5909000
isowoo
21*9000
352JO0O
Rendimento do dia 1
dem do dia 10.
a 9
7:8819334
4749849
8:3569183
Consalado provincial
Rendimento do dia 1 a 9 16:0019674
dem do dia 10.......1:699585
17:701*259
Motintento do porto.
publicados, e commetta I Bandeira sahindo depilados, seriara"oineados
faltas tao notaveis. erros tao grosseiros. abusos] i roiiietmo, .ih*...-. ,,...-
lao manitesios, prev*ncacoes tao escandalosas
A'auio entrado no dia 10.
Philadeiphia 39 dias, barca americana
Conrad, de 277 toneladas, capitio W. II. Sais*
bury, eqaipagem 14, carga 2500 barricas com
farioha de trigo ; Rostron Rooker & C.
Navios sahidos no mesmo dia
Rio de JaneiroBrigue nacional Almirante,
ctpilio Heorique Corro de Freitas, carga assu-
car, agurdente e outros gneros, passageiros, 25
escravos a entregar.
Parahiba Brigue hespanhol Vigilante, capitio
Flix Alcioo ; em lastro.
que um leigo e igooraote como eu possa conhe-
ce-lis olhos ns, seria sem duvida urna larefa
mui ardua, um trabalho superior as minhas
forjas, enumerar lodos os actos injuridicos e
illegaes deste juiz, mas peco venia ao publico
para ir aponiendo alguns mais notaveis, de que
r me lembrando, o mesmo publico que os ava-
he e aprecie com o seu esclarecido juizo.
Ei-los:
1 Preodeu de viva voz ao official de justi;a
Joao Ribeiro da Fonseca. e mandou metter os
dous ps no tronco, s por ter o arrojo de cobrar
do seu jniz trezenlos ris de capim que este lhe
devia.
2* Corra em prac* certos bens, mas antes de
se lindar os dias de pregos mandou-os entregar
a um seu protegido, obrigaodo o escrivao pas-
sar aulo de arrematado.
3o Sendo juiz de direito interino, mandou so-
bre-estar um processo crime, por um officio
dirigido ao juiz processanle, sem fundamen-
to algum, senio o de querer proteger ao reo.
4" Por diversas e repetidas vezes tem sabido
para fra da comarca, sem liceoQa, demorndo-
se em Sobral, onde tem a familia, quinze e mais
das, sem passar a vara e entregar o expediente
ao seu substituto. Mas sendo islo urna verdade,
oue est ao alcance de lodos, nao menos ver-
4f de que elle tem se adiado sempre com urna
cmara de sua parcialidade e affei;o, que lhe
tem passado sempre attestados de exercicio do
emprego, para lie nio perder um vintem dos
seus ordenados.
5 Soltou por habeas-corpus um reo pronun-
ciado em crime de morle e roubol
6 Nomeou para perito de urna vestoria crime
ao promotor publico Antonio de Hollanda, e
constrangi-o servir apesar das judiciosas
observacoes que fez julgaodo-se iocompalivel.
7o Lavrou urna portara com o seu proprio
punho, demittindo o tabelliio publico e escrivao
do crime ecivel, e suspendendo ao mesmo tem-
po do officio de orphios, por desobediencia, e
desrespeito sua pessoa, como dizia na por-
tara, quando funecionava como escrivao do
crime I
8o Privou violentamente um advogado de
requerer em audiencia o direito do seu consli-
tuinte, de quem elle juiz era inimigo encarni-
zado e amigo intimo do injusto perseguidor
do reo.
9o Prohibi ao escrivao que escrevesse a con-
testacio do mesmo reo, que era Belchior Gon-
calves Pereira.
10. Prometteu a Joio Vieira Passos Terceiro
revogar a pronuncia proferida pelo subdelegado
do Tamboril contra seu ir nio Maooel Vieira pa-
ra votarcom elle, o que cumprio logo depois
da eleico, guardando o processo em sua gaveta
alguns mezes della.
11. Comproa baratinho um escravo, no mes-
mo da, em que foi descriplo em um inventario
que fez na Serra, por parte da fazenda, e ace-
leradamente julgou as partilhas, para concluir
logo essa fraude.
12. Nesse mesmo inventario, pela presss que
es circurestelas exigiam, nomeou m collector
ai hoe para representar pela fazenda, estando o
collector effectivo em exercicio, por caja juris-
prudencia foi mandado responsabilisar pelo pre-
sidente, j estando decretada a mesma respon-
eabilidade pelo Dr. jniz de direito em correicao.
13. Tendo comprado o eteravo pelo proco da
avaliacio, o papel da venda foi passsdo por me-
nos desse valor, lezande-so desta sorte a fazenda
publica.
14. Dea dinheiro de orphios particulares
por emprestimo, sem garanta alguma, e s com
urna leitra, sem sello pago.
15. Lesou a fazenda nio revalidando o sello
desta mesma lettra, como pelo Dr. havia sido
ordenado em correicao esubstituida por outra.
16. Sutltrahio dos autos criases de Belchior
um mandado da notificacio, orna procurarlo, e
snbtiituio urna portara por outra, que tudo
fez, quando arrebatou os autos da mi do es-
crivio e demittio e suspendeu dos empregos.
17. Ioquetto testemunbas neste mesmo pro-
cesso, sem serem pan tos notificadas; e man-
jariam este lugarinho, e desde ji ameara aquel-1
les que tiverara a coragem de nao votar uelles.
A cifra dos tactos j vai tonga e en(adooha,e
por isso paro aqu com o pretexto de continuar;
mas, antes de concluir cumpre-me rogar ao Sr.
Dr. Firmo que se jacta de ser descendente da pri-
meira familia do imperio, tanto em saber, illus-
tracio e dinheiro, como em brazes e fidalguii,
que quando quizer detrahir de mim apresenle-se
peito descoberto, assigne o seu nome, como eu
o fago, mas nao venha destarrado na asquerosa
capa do aoooymo, que s oeve esconder e oceul-
lar aos infames e cobar Jes, e nio a um cavslleiro
da estofa de S. S. .
Ip, 18 de fevereiro de 1861.
Victoriano Rodrigues Leile.
(Est reconhecida a firma.)
(l)o Cearense do 1" de margo de 1861.)
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Para o governo imperial e provincial.
O juiz municipal, ede orphios do Ip deu por
seu punho o seguinte documento:
Eu abaito assignado sou responsavel pelo re-
sultado da volacio do collegio do Ipem relagio
as candidaturasdezembargador Machado, Jus-
tino Domingues, Macano e Bandeira.
Ip 11 de Janeiro de 1861.
Antonio Firmo Figueita de Saboia.
(Do Cearense do Io de margo de 1861.)
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O Illm. Sr.'.inspector da thesouraria provincial,
em cumprimeoto da ordem do Exm. Sr. presiden-
te da provincia de 26 do correte, manda fazer
publico que no dia 19 de setembro prximo fu-
turo, perante a junta da fazenda da mesma tbe -
souraria, se ha de arrematar, a quem por meaos
fizer, os reparos de que precisa o edificio, em
que funeciona o collegio dos orphios de Santa
Tkereza em Olinda, avaliados em 1:845.
A arrematado ser feits na forma da lei pro-
vincial o. 343 de 15 de maio de 1854, e sobre as
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a essa arrema-
tarlo comparegam na sala dassessdes da referida
junta, no dia cima mencionado, pelo meio dia,
competentemente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
namboco, 27 de agosto de 1861.
O secretario,
Antonio F. d'Annunciagio.
Clausulas espeeiaes para a arrematagio.
1.a A obra principiar oito dias depois da ar-
rematagio e concluir-sc-ha no prazo de tres
mezes.
2.a O arrematante attender as reclamares
do director do collegio dos orphios, tendentes a
indicar o mesmo quaesos lugares que devem ser
retelbados.
3.a 0 pagamento ser feito em dnas prestages
iguaesapagas urna no meio e outra naconclusio
da objm, precedeodo a esse pagamento um at-
testsdp do eogenheiro ou pessoa encarregada de
inspeccionar a obra, no qual declare achar-se
|'e^)t(0rt'-'iii de conformldade com o orga-
4 a Nao ser atteodida reclamagio alguma por
parle do arrematante, tendente a exigencia de
indemnisagao, seja qual fr a cansa que alegar
para tal Cm.
Coonforme. O secretario, Antonio F. d'Annun-
gao.
94. Casa t
98- dem
1. Sitio a estrada
Paroametim..........
2. dem dem............
4. Sitio da Mirueira.....
5. Sitio do Forao de Cal.
As arraaatagoea seri* feitas pelo totnpp n
decorrer do dia da arrematagio at o m de u-
nho de 1864.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria' provincial de Per-
oambuco, 2 de setembro de 1861.
O secretario,
Antonia Ferreira da Annunciago.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em enmprimeino da ordem do Exm.
Sr. presidente da provincia de 31 de agosto ulti-
mo, manda convidsr as pessoes que quizerem
contratar a construegao das pontos nos lugares
indicados oa nota abaixo copiada, a spreseata-
rem na mesma thesouraria as suas propostas,
sendo os mesaos contratos effectuados sob as se-
gu o tes condices :
1.aQue a importancia das obras contratadas
correr toda por oonta dos contratantes, nio sen-
do em caso algum por ellas responsaveis os co-
fres provioeiaes.
2.aQue o governo garantir a percepgio do
pedagto pelo tempo e forana que contratar, com
tanto que os contribuales do pedagio nao pa-
guem em cada bairetra mais do duplo do que se
arrecada as existentes como* receita da pro-
vincia.
3.aO numero de anuos para a percepgio do
pedagio ser regulado em atlengio frequencia
do transito que possa havec, a importancia e
difficuldade da obra.
4.aQue as pontes serio construidas segundo
as condiges, planos e orgamentos apreseotados
pela directora das obras* publicas.
5.aQue em quanto nio lindar o prazo para a
percepgio do pedagio o emprezario ser obriga-
do a conservar a obra em perfeito estado, sob
pena de serem os reparos necessarios eitos por
ordem da governo casta do mesmo empreza-
rio, que alm disto pagar urna multa corres-
pondente decima parte das despezas que com
isso se Qzerem.
6 aQue as obras serio inspeccionadas peios
agentes do governo, nio s quanto sua cons-
truccSo, como no que diz respeito aos trabalhos
de conservagio.
7.*Qee qualquer -das obras, embora empra-
hendida por particulares, ser considerada de
utilidade publica pan que possam ter lugar as
desappropriagoes de que porveotura dependa a
sua realisacao, e por isso gozar dos mesmos pri-
vilegios, que as demsis obras da provincia.
8 *Que os contratos assim feitos ficario su-
jeitos approvtcko da assembla provincial, com
excepgio nicamente daquelles que morarem so-
bre obras de um valor equivalente a tres contos
de ris, ou em que se estipular pedagio que nio
exceda de um anno, os quaes produzlrao desde
logo os seus effeitos.
Relajan dos lugares onde devem ser construidas
aspantes.
1.S. Joao na estrada do Pi d'Alho, sobre o
rio Capibaribe.
2 Tiuba na villa de Pao d'Alho, sobro o ro
Capibaribe.
3.Capnoga, sobre o rio Capibarib?,
4.Motocolomb, estrada do sul, sobre o rioTi-
jipj.
5.Engenho Trapiche, na estrada do Cabo, so-
bre o rio Pirapama.
6.Trapiche lpojuca, sobre o rio Ipojuca.
7.Porto de Pedra, sobre o ro Seriohiem.
8.Duas Barras, sobre o rio Serinhaem.
9.Villa de Barreiros, sobre o rio Una.
10.Engenho Jundi, sobre o ro Una.
11.Escada, sobre o rio Ipojuca.
12.Amarigi, sobre o rio Araarigi.
13.Ginipapo, sobre o rio Sibir.
As proposlas serio racebidas at o dia 30 de
outubro do correte anno.
E para constar, se mandou affixar o presente,
e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria proviocial de Per-
oambuco, 3 de setembro de 18610 secretario,
A. F. d'Annuncisgio,
cotilkas, um eseotilho, duas bdzinas, abita ctia-
prada de ferro, dous mordenles, dous escoveo.
um cattello, bigne com curvas e mais arranjo,
doua torcos d* madOira proa, e oulros r.
mesa* dos mastros grande e do traque*, a corri-
do de Iriocheira, oo valor tudo de 8OO9.
Inspeccio do arsenal de mariuha de Peroam-
buco em 6 de setembro da 1861.
O secretario,
Alexaodre Rodrigues dos Aojo*.
Vice consolato.
Di S. M. II R Vittorio Ema-
nuele II. in Peroambuco.
Essendo si apeno in Italia ana soscrizione per
innalzare un monumento alP insigne Uomo di
Slsto, e grande Patriota, l'universalmenle com-
pianto c Cont di Cavour, e voleodosi con quel
mooumeolo attestare ai posten la re onoceoza
degh Italiani pella grand* opera dell Uoit Li-
berta ed Independenza, della nostra peoisola.
alia quale tanto contribu col vasto tao inielleto'
colf acume del suo perspcace iogegno, col' in-
tensil dell' iocredibilo sua altivit, e coli* ope-
rozita del suo grso cuore. II vice consol resi-
dente in questa citt, ad instauza dell' lll"1* Sig.
Consol Genrale diS. M. in Rio di Janeiro in-
vita tutti, i suddili Italiani, qui residenti, a con-
corrare a One si reaiizzi questo alto di grande
reconoscenza.
Per la realisszione delle soscrizioni, di quelli,
che generosamente vogliano concorrere colla loro,
offerta per questo invito, lo possono fare al Vice
Consolato Italiano, Jua do Trapiehe n. 15 sino
al giorno 15 del mese di setiembre prossimo.
Pernambuuco 22. Agosto 1861.
II Vice Consol
Jos Teixeira Bastos.
Pela contadura da cmara municipal do
Recife se faz publico, que no ultimo de setem-
bro prximo futuro nda-se o prazo marcado pa-
ra pagamento do imposto de estabelecimento com
a multa de tres por cento ; e todos aquelles que
deixarem de pagar Gcam sujeitos a mulla do du-
plo do valor do mesmo imposto.
Cmara municipal do Recife 27 de agosto de
1861.-0 contador,
Joaquim Tavares Rodovalho.
Consolado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico aos devedores de impostos de dacima ur-
bana, de 4 e 12 por cento sobre diversos estabe-
lecimentos, de 50 sobre casas de modas, perfu-
maras, e chapeos eslrangeiros, e finalmente o
imposto sobre carros, carrogas. mnibus, e ve-
hculos pertencentes ao anno Qnaiiceiro findo de
1860 a 1861, que 00 ultimo de setembro correa-
te finda-se o prazo para o pagamento de seus
dbitos, ficando sujeitos os que nao pagarem, a
serem remullidos para o juizo dos feitos da fa-
zenda.
Mesa de consulado provincial de Peroambuco,
2 de setembro de 1861.Theodoro Machado Frei-
r Pereira-da Sjlva.
THEATRO
DE
Declaracoes.
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3
I Hygrometro.
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te
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en
Cisterna hydro-
metrica.
Francex.
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COMMERClOe
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Inglei.
Illm. Sr. inspector da thesouraria provio-
cial, em cumprimeoto da resolugo da juota da
di fazenda, manda fazer publico, que oo 1,
dia 19 de setembro torrente, vai novamente l^^T^l\l^l^l"\
Correio geral .
Relagiodas cartas seguras existentes na admi-
nistragao do correio desta cidade para osseaho-
Azevedo i Irmao.
Dr. Antonio Rangel de Torres Bandeira.
Antonio de Souza Reg.
Braz Marcelino do Sacramento.
Constaotino Joio Marlios de Carvalho.
Joaquina I.ins de Souza.
Joaquim Vieira de Barros.
Joio Francisco Gomes da Silva.
Jos Caetano de Albuquerque.
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
34 RECITA DA ASSIGNATURA.
Quai'Ia-feira, 11 de setembro de 1861.
Subir sceoa o excellente drama em 5 actos
seis quadros original freocez,
Z BERMl.
Terminar o espectculo com
em um acto,
a aova comedia
Caixa Filial do Banco.
EM 10 DE SETEMBRO DE 1861.
A caixa desconta as letras de maior prazo de 4
at 6 mezes a 10 */? ao anno, e as de 4 mezes a
9 70, e toma dinheiro ao premio de 7 /,. .
novoIanco
DE
Pernambuco.
EM 10 DE SETEMBRO DE 1861.
O banco desconta na presente semana a 9 "/
ao anno at o prazo de 4 mezes e a 11 /o ale
de 6 mezes, etoma dinheiro em conta correte
simples ou com juros pelo premio e prazo que se
convencionar.
A noite clara vento booanca do quadrante do
SE at as 3 h. que rondou para o terral.
OSCILAQAd Da HAR.
Preamar as 9 h. 48' da manhia, altura 5, p.
Baixsmar as 3 h 54' da tarde, altura 1,6 p.
Observatorio do arsensl de ma rio ha, 10
setembro de 1861.
Romano Stbpplb,
! teneote.
de
Editaes.
prac.a, para ser arrematado a quem mais der a
rinda das casas pertencentes ao patrimonio dos
orphios, abaixo mencionadas.
Ra do Sebo.
Ns.
12 Casa terrea .... 160&000 por anoo.
Ra da Lapa.
41 Casa terrea .... 182J000 por anno.
Ra da;Cscimba.
65 Casa terrea .... 300&000 por anno.
Ra dos Burgos.
68 Casa terrea .... 20000 por anno
Rus da Guia.
83 Casa terrea .... 162g000 por son.
Ra do Pilar.
96 Casa terrea.... 157$0OO por anoo.
Os preteadeotes podem examinar ditas casas,
le se acham vasias, e as chaves depositadas
(esta thesouraria, para serem franqueadas a quem
f pretender arrematar.
' As arrematarles serio feitas pelo tempo que
Iecorrer do dia da arrematado at o fim de ju-
no de 1864.
i E para coostar se mandou affixar o presente e
ublicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
nco 2 de setembro de 1861.O secretario, An-
imo F. d'ADouoclaeao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provio-
lal, em cumprimeoto da resolucio da junta de
zenda, manda fazer publico, que do oa 3 de
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provio-
cial, em cumprimeoto da ordem do Exm. Sr. capara sor arrematado a quem maior preco offe-
presidente de 4 do correte, manda (azer publico reojr, o rendimento dos impostos de qualro e
que oo dia 26 do mesmo, perante a junta da oito por cento, creados pelos 16 e 17 do art.
fazenda da mesma thesouraria se ha de arrema- 40 da lei provincial numero 510, nos municipios
tar, a quem por menos fizer, a obra de urna guiles !
bomba, que tem de s.er construida no engenho Bonito.
Paulista na estrada do norte, avallada em liranhuns.
935*000 ris. | Flores.
A arrematadlo ser feita na forma da le pro- Baa-Vista,
vincial o. 343 de 15 de maio de 1854, e sob rejo o Cimbres.
as clausulas espeeiaes abaixo copiadas. { A arrematarlo ser feita por tempo de dous
sones, a cootar do 1 de juoho do correle anno 15 de fevereiro de 1854, o cas
| 30 de juoho de 1864. apparelho, maslreac.ao, veame,
Novo Banco de Pernambuco,
O banco paga o 7'dividendo de 12$
por accao, relativo ao semestre findo
em 31 de agosto prximo passado.
Alfandega,
Rendimento do dial a 9 .
dem do dia 10. ,
1332208200
21.724*652
15444852
Movlmento da alfandega.
Volamos airados com fazendas..
* com gneros..
As pessoas que se propozerem a essa arrema-
tarao comparegam na sala das sesses da mesma
jauta, uodia cima mencionado, pelo meio dia
e competentemente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o prsenle
e publicar pelo Diario.
Secretara da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 6 de setembro de 1861.O secretario,
A. F. da Annunciago.
Clausulas espeeiaes para arrematagio.
1. A obra cima' principiar quinze u. d selembro correnie, vai
^^"^^^^"'^-^^ftuo^ 8er arrem,tada 8 quem raais der rendad?
2.' Serio atiendidas pelo arrematante todas p^o patrimonio dos orphios abaixo mencio-
obser vagues feitas peta eogenheiro, tendeles ir.'
boa execuco da obra, desmanchando o mesmol Larto de Pddro'II
arrematante a parte da mesma reconhecida Dio t c.i h1o .i.. ha'mvia.......
feita segundo m preseripcoe. do 1. Srt. d ^'^^ J** Pr n-
2. sobrado de dous an-
Capitio Jos dos Santos Nunes Lima.
Lucia Maria da Conceigao.
Maria da Conceigio e Silva.
Maria Joaquina Pessoa de Saboia.
Marianno Lopes Rodrigues.
Dr. Manoel Bernsrdino Bolvar.
Manoel Pereira de Castro.
Nano Mara dos Prazeres.
Paulo de Albuquerque Gama.
Traja no da Costa.
Wasiotylhon, Ildefonso de Novaes Csbamby.
De ordem do Illm. Sr. Dr. chefe de polica
se faz publico, que oa ooite do dia 8 do correte
oa ra das Cruzes, foi achada urna pulseira de
ouro, que pelo seu lamaoho indica ser de me-
nina : quem fdr seu dono dirija-se reparligo
de polica, onde verificados os siguaes da dita
pulseira lhe ser entregue.
Secretaria da polica de Pernambuco, 10 de
setembro de 1861.O secretario, Rufino Augus-
to de Almeida.
Tribunal do commercio
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco, se faz sciente aos
ioleressados que por accordo dos socios da firma
eommercial drdoso & Souza, foi em data de 6
do correte, dissolvida a sociedade que leve
priocipio em 19 de setembro de 1859 e que gira-
va Desla praga debaixo da sobredita firma, fican-
do a liquidacio de seu activo e passivo cargo
do socio Joio Pereira da Araujo Cardse, durante
a qual usar este da supracilada firma.
Secretaria do t-ibuoal do commercio de Per-
nambuco 10 de setembro de 1861.
Julio Guimaraes
Official-maior.
Inspeccao do arsenal de ma-
rinha.
Faz-se publico que a commissio de peritos des-
te arsenal examinando na forma determinada oo
regulameoto acomparrhaodo o decreto d. 1324 de
casco, macbioismo.
Vicente.
Teixeira.
Campos.
Nunes.
KDOTi
OU
Os apuros(liimestudanle.
Na qual a Sra. D. Manoela far qualro differes-
tes papis.
PCRSONAGEN__________
Rosita..........................t
Sierra Moreno.................I
>D. Maooela.
Mistnss Penelope..............(
Pedro Fernando................]
Heitor, estudante.............,
Serapio, dito..................
Leonardo, dito.................
Blaumignon, director de una
companhia de baile, e to de
Heilor........................
Fremeuille, regenta de urna or-
ebestra e lio de Heilor...... Raymundo.
Outros estudantes.
A scena passa-seem Pars em 1810.
Comecar s 8 horas.
AYisos martimos.
Para.
O patacho Emulacae, capitio Antonio Gomes
Pereira, segu com brevidade por ter parte do
carregamento srranjado ; para o que lhe falta,
trata-se com Moreira & Ferreira, ra da Madre do
Dos o. 8.
Para o Aracaty
segu brevemente o hiate Exalagao, recebe
carga e passageiros; a tratar com Gurgel Irmios.
na ra da Cadeia do Recife n. 28, primeiro andar.
E para" coostar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
lamhuco 2 de setembro de 1861. O secretario,
A- F. d'Annuncjagao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimeoto da resolucio da junta
.. da fazenda, msnda fazer publico, que oo dia 19
OaS .. |nM,|.Bn .ni..nla ai nnp.n.
Velamos sabidos

com fazendas..
com generes..
------ 31
281
Descarregam hoje 11 de setembro
Palscho americanoHelenfsrinha.
Brigue ponuguezFlorindapedras.
Polacs hespanholaIndiacarne de charque.
Brigue americanoJoseph Parek mereadotiss
farioha.
lmportac&o.
Dia 6 de setembro.
Hyate nacional Exhalaco, vierte io Aracaty,
consignado a Manoel Jos de M. Stlta.
100 couros salgados e 50 molaos com 1,000
a tudo mais que se)
286 sobre arrema-
bem assim sogeitando-se
acha disposto na lei n.
tacoet.
3." Nio empregar material algum sem previo
exime e approvacao do eogenheiro.
4.* O pagamento ser feito em ams so presta
cao paga no fim da obra, urna vez reconhecida
pelo^ogeoheiro achar-so essa em plena confor
midade com o orcamento, e com a seguran?
requerida.
5.* Nao ser attendida em tempo algum qea*
q'uer reclamagio por parle da arrematante ter
dente a exigencia de indemnisagao seja qual f"n|
a causa que para tal fim allegue.
Conforme.A. F. da Annunciago.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria j#r*
vincial manda fazer publico para conhecimf tO
14. Casa
dares................. 1 6OI3OOO por anoo.
Ra do Rozario da Boa-Vista.
Casa terrea........... 2O1I000 por inne.
Ra da Cacimba.
W. Casa terrea........... 1220000 por aono.
66. dem dem............ >81f000
Rus dos Burgos.
69- Casa terrea........... 125*000 por anno.
Ra da Seozalla Velhs.
79 Sobrado de dous anda-
res.................... 753|000 por anoo.
80. Sobrado de dous an-
p eres.................... 7588000
Rus da Guia.
Cita terrea.......... Io8f000 por ana|o
84.
amarras, e anco-
ras do vapor de reboque Camaragibe, da compa-
nhia denomiuada Vigilante, achou tudo em rega-
lar estado.
Inspeccio do srseoalde marioba de Pernam-
buco em lOde agosto de 1861.Joao Baptista de
Oliveira Guimaraes, capitio de fragata servindo
de inipector.
Pela administragao do correio desta cidade
se faz publico, que em virtude da convenci pos-
tal, celebrada pelos governos brasileiro efraocez,
serio expedidas malas para Europa oo dia 15 do
correte, de conformidade com o annuocio deste
correio, publicado no Diario de 9 de fevereiro
deste anno. As cartas serio recebidas at 2 ho-
ras antes da que for marcada para a sabida do
vapor, e os jornaes at 4 horas antes.
Correio de Pernambuco 11 de setembro de 1861
O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
do r nal de ma-
rinha.
De ordem do Sr, capitio de fragata, servindo
te inspector deste arsenal, fago constar que esa
% 12 e 14 do correte mez, acha-se i venda em
Insta publica, oa porta do alnoterifado, das II
toras da manhia at o meio dia, somente o eaa-
0 do briga* escuna Xiogfi, com leme, ferrafena,
ferrado e eotore, duas bombas de dilo guaroed-
4a*, rangeetiya armeeao, amara, pnrea d*ae-
a, caasaeotes, despensas, coberta corrida
oes as-----Tifias 1 uniMlll |nfli i|.....1
BE4L COirAKHU
DE
Paquetes ioglezes a vapor
At o dia 14 deste mez espera-se do sul o va-
por Onetia.comraandante Bevis, o qual depois
da demora do costume seguir para Southamp-
too, locaod oes portos de S Vicente e Lisboa :
para passsgens etc. devw-se-la tratar com os
agentes Adamson, Hovrie & C, roa do Trapiche
Novo n 42.
N. B. Os embrulhos s se recebem at duas
horas antes de se fecharen) as malas pelo freta
usual,ou urna hora antes pagando um palacio
alm do mesmo.
DAS
Messageries imperiales.
Agencia ra do Trapiche n. 9.
At fila 14 do carrete espera-se da Europa
o vapor francez Guienne, commandaote Enout,
o qual depois da demora do costme seguir pa-
ra o Rio de Janeiro toe* jS* Baha, para pas-
sagens etc. a tratar ns ai W.
O palhabole nacional Dous Amigos, capitio
Francisco Jas de Araujo. segu para a Baha era
poneos dias ; paca* resto da carga que lhe falta,
trata-se com sea ewwigoatario Francisco L. 0~
Azevedo. as roa da Madre de Dos o. 12.
i


m
i- fORTA FEA U
O DI
Vende-Uj 0 superior brigue ame
ricano Helena, com a lotac8o de
12,500 arrobas, demanda carregado 8
pe d'agua, ate nano de exaelknte
marcha, esta' forrado de cobre epromp-
to para seguir a qualquer viagem, para
mais informarles drija-se a ra do Vi-
ga rio n. 2.
Para Lisboa
segu viagem con a possivel brevidade o bem co-
nhecido brigue portuguez Relmpago ; para
carga e paatageiros, trata-te com O consignatario
Thomsz de'Aquino Fonseca, na ra do Vigario
d. 19, primeira andar, ou com ocspitaona praga.
Rio de Janeiro
>
~a vebira ebem conhecida barca nacional Amo*
lia, pretende aeguir com mui'.a brevidade, lem
parle de seu carregamento prompto ; para o res-
to que lhe falta, passageiros e esc raros, para os
quaes tem excelentes commodos, trsta-se com
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, no
seu escriptorio ra da Crnzn. 1.
Para o Rio de Ja-
neiro
Pretende seguir com muila brevidade o brigue
escuna Joven Arihur, para o resto da carga que
lhe falta trata-se eom os seus consignatarios
Azevedo & Mendes, no seu escriptorio ra da
Cruz n. 1.
Para o Aracaty
hiate Santa Rita, para carga trata-se com
Blartins & Irmao ou eom o mestre Antonio Jos
Alves.
LEILAO
DE
Baha.
Segu a sumaca Hortencia, capito Belchior
Maciel Araujo ; para o resto da carga que lhe
flia e passageiros, trata-se com Azevedo & Men-
des, ra da Cruz n. 1.
Calcado e roupa feila.
Sexta-eira SO do corrente vender'
o agente Antunes no armazem da ra
da Cruz n. 15, um esplendido sorti-
mento de calcado como sejam : sapatos
de couro de lustre para senhora e ho-
mem, borzeguins de bezerro, couro de
lustre com tola e sola supposta, assim
como um sortirnento de roupa eita pa-
ra bomem.
LEILAO
DE
MOVIS.
Quinta-feira 12 do corrente.
Costa Carvalho continua ueste dia em seu ar-
mazem na mi do Imperador o. 35, o leilao dos
movis existentes em seu armazem.
Attencao.
Grande leilaO de mercado-
rias americanas.
Terja-feira 17 de setembro.
COMPAFiMA PBRNAIBIICAIU
DB
RA DA CRUZ N. 15.
O agente Antunes fara' leilSo no dia
cima de urna immensidade de objec-
tos americanos como sejam: secreta
rias, carteiras, cadeiras de diversos
gos tos e de bala neo, marquezas, riquis-
simas camas de rica obra de talha, ma>
las, babus e saceos de viagem, obras de
metal principe prateado, sendo appa-
Navegado costeiraa vapor e? i^^^^^fSS
n u-r n n j T. e ruteira*. porta licores etc., etc.. lin-
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma- ; dos jarros com bachs etc., de folha,
cao do Assu Aracaty, Ceara'. balancas, limpadores de ps, cestas com
O vapor Iguarass, commandante Vianna, n-----A^.... _""" K *-*
sahir para e* portos d norte de sua escala at necf"8a" PaFa v,8gm TICOS estojOS
o Cear no dia SI do corrente mez s 4 horas para barba, cabezadas com brides, ga-
daRe"edb. carga ai o di. SO ao meio dia. En- S* ***"*"' """i "^ <*?
commendas, passageiros e dinheiro a frete at o a,e18 Par? gaz e azeite, caixinhai de
dia da sahida as 3 horas: escriptorio no Forte msica caixas com ferramenta, sabo-
do Mattos a. 1. ^ ;nete$> transparentes para janella, re-
ACaraCU. .logiosdeparedee muitos outros arti-
0 vapor Iguarass, que tem de sahir para S8 que 8 torna enfadonho de mencio-
os portos do norte t o Cear no dia 21 do cor- nar, arados, grades, carros de man p
rente, tocar no Acaracu para largar qualquer .~~L.se. u-
porcao de carga que par. alli naja, par o que carretas, carrocas, machinas para cor-
s poder tratar no escriptorio d. mesma compa- tar capim, ditas para descarocar milho,
nhia no Forte do Mallos. rebolos e dous carros elegantes e leves
LlSDOa e .FOrtO, m arreos para um e dous cavallos.
a barca Flor de S. Simao, vai sahir nestas dias
por j ter quasi prompto o seu carregamento,
recebe anda alguma carga para os dous portos,
e passageiros, para os quaes tem excelentes
commodos : a tratar com Carvalho, Nogueira &
C. na ra do Vigario n. 9, primeiro andar,
Z&^^X?i&^l?^'tom*&o da* taberna da
- pra$a da Boa-Vista nu-
mero n li.A.
ijuarta-feira 11 do corrente.
O agente Costa Carvalho far leilao por mandado
do Illm. e Bzm. Dr. juiz especial do commercio
por couta dos Srs. Joao Antonio Paiv. da|Ponseca
e Antonio Bento Fernandes Braga, da armagao
com todos seus pertences conforme os mesmo te-
nham arrematados propri. para qualquer pessoa
que se queira eslabelecer ou algum rapaz prin-
cipiante pela localidade e o estado da casa, pois
tem commodo at para familia, e ser em um dos
melhores locaes da Boa-Vista,a qual se entregar
pelo maior prego que houver em leilao quarta-
feira 11 do corrente s 10 horas da maah. na
dita taberna na praga da Boa-Vista n. 16 A.
iiuu0 paia um c ujua Cari!
LEILAO
pos.
em conta, ou recebe- se carga a frete na barca;.
Feliz das Ondas, chegada ltimamente do Pe-
nedo, nova e muito voleira, de lote de 50 tone-
ladas: quem quizer retar ou carregar, dirlja-se
ao caes do Ramos, armazem ni. i>~i- w-
mesma, tundeada junto ao caes, a tratar com o
mestre e dono Joao Mara M.
Leiles.
LEILAO
LEILAO
DE
Quinta-feira 12 do corrente
as 11 horas em ponto.
Antunes far leilao no dia cima designado
no seu armazem n. ra do Imperador n. 73, da
um) casa de taipa arruinad, situada na ra da
Esperaoga n. 21, na Soledade, tendo 9 referida /luoirV /*,, 45
casa 30 palmos de frente e 120 a 130 de fundo, {/Ultlia-feira \
com urna excellenle cacimba de podra e cal de | O agenta Pinto far leilao por conta e risco de
muito boa agua, sendo a referida casa de chaos quem pertencer e sera reserva de prego de 340
preprios e tendo um oito de lijlo dobrado e saceos com farinha de mandioca, no dia e hora
um alicerce na parte de detraz e mais 3,000 ti- cima mencionado no armazem do Sr. Hemeterio
jlos pouco mais ou menos pertencentes a refe- Irmao & C, largo do Forte do Mattos em frente
rida cesa. ao armazem do baro do Livramento.
Farinha de mandioca.
do corrente.
LEILAO
Quinta-feira 12 do corrente.
Antunes far leilao em seu armazem na ra
do Imperador o. 73, da renda da casa da ra das
Calcadas o. 39, a qual tem duas salas, 4 quartos,
cosioha fora, quintal e cacimba e sabida para
mar
Bem como
um carro de 4 rodas que ser entregue por todo
preco obtldo.
LEILAO
DE
lina Laja de fazendas
NA
Ra do Crespo numero 21.
Segunda feira 16 do corrente.
Antunes aulorisado pelo lllm. Sr. Dr. juiz es-
pecial do commercio, e requerimento dos ere-
dores de Francisco Jos Rodrigues Baitos, ven-
der em leilao sua loja sil. na ra do Crespo
i.. 21, com todas as (zondas nella existentes :
so referido dia as 11 horas em ponto.
LBiUO
DE
Farinha de man-
dioca.
Quinta-feira 12 do corrente.
O agente Hyppolito da Silva (ara leilao por
cotila e risco de quem pertencer de 461 taceos
com farinha de mandioca, o qual ter lugar no
Forte do Mattos armazem do Sr. Jlo Carlos Au-
gusto da Silva defroote do trapiche bario do Li-
gamento, as 11 horas em ponto do mencionado
dia.
LEILftO.
Hoje, 11 do corrente.
Augusto C. de Abreu continuar por interven-
cao do agente Oliveira, o seu leilao de esplendi-
do sortirnento | prias do mercado:
Quarta-feira 11
do corrente, as 10 horas da manha, emseu ar-
mazem na ra da Cadeia do Recite.
LEILAO
DE
Urna armaeao.
Sexta-feira 13 do corrente.
Costa Carvalho far leilao do dia cima as 11
horas em ponto, da armagao e msis pertences
da taberna da ra do Arago n. 1.
Avisos diversos.
Precisa-se alagar urna preta escrava para
o servieo interno de um. casa estrangeir.: a
tratar n. Passagem da Magdalena, ra do Bemfl-
ca d. 7.
los Joaquim Pires Soeres e Juaquim
Jos de Seizas, agradecis cordialmente a
todas as pessoas que por um acto de cari-
dad. religio se dignaram assistir .os
ltimos sufragios de sua mui presada con-
sorte e man. D. Lenidas Bosa Pires Soa-
res, e novamenta convida-as, para que,
por suas bondades aasiaUm mista do s-
timo di., que tere lugar sabb.do 14 do
corrente a. 7 horas d. manha na igreja i
matriz do Corpo Sanio, que poristolhe fi-
carao tummamente rarad.cidn
MFM1M
DB
Escultura em Harmore
Caes do Ramos n. 30.
Se fazem pelos pr.cosseguintes :
Coosolos Luir XV de 12$ a 15$.
Jardineiras idem dem de 10$ a 30$.
Consolos lisos de 99 a 12$.
Mesas redondas de lSf a Sf.
Lavatorios de 12$ 30$.
Aparadores de 201 a 35g.
Letras gravadas douridas ou embutidas con-
forme os. caracteres e tamanhos de 100 rs. cada
urna 1$.
Pedra para collocar as ditat, cada palmo em
qaadro a 1$.
Concerta-se alabastro, jaspe e porcelana.
Recebem-ae podras usadas em troca, quer se-
jam ou nao de trastes, anda mesmo quebradas.
nadas. A extraeco tera' lugar impre-
terivelmente no dia 18 do corrente no
cohjtorio da igreja de N. S.Jdo Litra-
ment pelas 8 horas da manha. Os
premios ser 5o pagos de pois da distri-
buido das listas.
O thesoureiro.
Amonio Jos Rodrigues de Souza.
PLANO.
6000 bilhetes a 5$.............. 30:000$000
Beneficio e sello de 20 por ceolo. 6:00*0000
Liquido.
24:000$000
Avisa-se as bellas pernambucanat que
na loja de Nabuco & C, na ru. Nova n.
2, vende-se ricos sintos pr.teados dou-
rados e de Otas eom fivelas, e tambera
te vendem ai fivelas toltas, ludo mais
barato do que emoutra qualquer parte.
J. Falque, subdito francez, vai
ao Rio de Janeiro, deixando por seus
procuradores, sua senhora. o Sr. Anto-
nio Machado Gomes da Silva e Flix
Sauvage & C.
TU FRREA
Convidase novameote a direccao da
estrada de ferro nesta provincia, de
mandar encaminhar de tempo em tem*
po nos domingos pela manha as pes-
soas at a Escada e a noite outra Tez ao
Recife, pelo preop que se paga ordina-
riamente ou pela ida ou pela volta. O
resultado desta medida sera', que mul-
tas familias se aproveitarao de taes dias,
para gozar de um di ver timen to agrada*
vel. podendo obte-Io com despeza mo-
derada e o grande numero de passa-
geiros recompensara' amplamente a
direccao da diminuico do preco e que
mostrara' um ensaio, que se espera
brevemente.
Pentes de tartaruga e en-
feites para cabeca.
w Vende-se na loja de Nabuco & C. na
d ra Nova n. 2, ricos pentes de tartaruga
gpt para trancas, ditos par. alisar e enfeites
de froco, fitas e vidrilhos dos melhores
goslos possiveis e por pre^o commodo.
mm
S na Nova Espe-
ranza.
18.-RuadeHortas-18.
Justino Pereira Ramos
Partecip. .os seus numerosos freguezes que se
acha administrando este novo estabelecimento,
e bem assim avisa aos senhores desta praca e
aos senhores de engenho e lavradores que so
acha com um completo sortirnento tendente a
molhados. Est resolvido a vender por meos
do que outros e do melhor que tem vindo a este
mercado, o qual se obrig. a aceitar os gneros
toda a vez que nao sejam de boa qualidade
A SABER:
Manteiga iogleza perfeitamente flor a 15000 a
libra,
dem dita de 960 a 800 rs. idem. /
dem franceza a 720 rs. a libra e em pfrcio a
640 rs. '
Cha hysson primeira qualidade a 2$80 rt. a
libra.
Queijos chegados no ultimo vapor a 2JWKL- --
Bitos do Srid a 640 rs. a libra. f
Bolachiohas de soda em latas a 1#200.)
Chocolate francez a 19000 a libra, e o pi a
80 rs.
Baoha de porco a 520 rs. a libr.s
Serveja a 400 rs. a garrafa e em porco se far
algum abatimento.
Arroz novo 2&000a arroba e a IjjOOO a libra.
Champaohe a 20000 a garrafa.
Gomma de ararula a 80 rs. a libra.
Toucinho de Lisboa a 360 rs. a libra.
Passas a 320 rs. a libra.
Aze'te doce a 720 rs. a garrafa.
Vinagre de Lisboa a 320 e 240 rs. a garrafa.
Farinha do reino a 140 rs. a libra.
Velas de carnauba a 440 rs. a libra.
Conservasfdas mais novas a 720 rs. o frasco.
Batatas a 60 rs. a libra.
Carne do serlo a 320 rs. a iibra.
Chourigas novas a 600 rs. a libra.
Vinho de caj velho a 640 rt. a garrafa.
Licor fino a 640 rs. a garrafa.
Macarro e talherim a 320 rs. a libra.
Bolachinha de ararula a 300 rs. a libra.
E outros muitos genero* que se fosse annui-
cia-los tornar-se-hia ofadonho.
Para o bello mailaiiiisina
Vende-se a indispensavel agua bandolino pa*
fcilmente preparsr-se os encantadores bandos;
na loja do Vapor ra Nova n. 7.
Pede-se ao Sr. do annuncio qua diz t^
descontado a um fallido urna letra de 4 ou 5 fil-
mas e no vencimento nao pagoa, que declae
quem foi este fallido que lhe vendeu tal lettri,
para tirar mo juizo que alguem tem feito de
que se acham falidos sera serem culpados.
Un prejudicado.
TINTA PRETA
COMMERCIAL
Recommendada pelo seu autor para uso dis
repsrtices publicas, commercio, eacripturli
etc., etc. Nunca deixa no fundo do ticteiro si-
dimento algum, coo;ervando-se sempre san
mofo e melhorando lodos os dias de sua excefc-
cial condieco. As peonas metlicas nao pre-
cisam ser limpas, adquirindo com uso dessa lit-
is urna cor linda, que as preserva da corrupeo
a que esto sujeitas as empregadas as outras
tintas.
Sua composi;o ^toda nova e de um processo
todo chymico, sem substancia alguma emprega-
da as tintas at agora conhecidas, bem como as
galhas, sumagre, tanino, saes de cobre, ferro etc.
que tem por fim estregar o papel, e pelo correr
dos lempos a mudar de cor e a.cabar-se. Tem
aind. um. vantagem prima, e vem a ser, o nao
deixar ser atacada ou aniquilada pelos cidos e
outras substancias conhecidas.
Vende-se na rus do Queimado n. 6, casa do
Sr. Jayme, artista em cabellos, e em S. Jos bo-
tica do Sr. Torres.
Preco de cada garrafa 1J000, meia dita 500 r.
LOTDBIl
Tendo sido approvado pelo Exm. Sr.
presidente da provincia o plano abaixo
transcripto para a extraccao das lote-
ras o abaixo assignado espera do res-
peitavel publico pernambucano e flu-
minense a concurrencia na compra dos
bilhetes.
A lotera a stima parte da quarta
do Gjmnasio Pernambucano cujos bi-
lhetes se acham a venda na thesouraria
das loteras na ra do Crespo n. 15, pa-
vimento terreo e as casas commissio-
1 Premio de............ 6:0008
1 Di'o de........ 3:0008
1 Dito de............ 1:000
1 Ditode................ 5008
4 Ditos de 2008......... 8008
8 Ditos de 1001........ 8008
20 Ditos de 408........ 8008
50 Ditos de 208........ 10008
106 Ditos de 108......; 1:060
1808 Ditos de 5}........ 9:040$
^ Premiados. ---------24:000
4000 Brancot.
6000 Bilhetes.
N. B. As sor tes maiores de 400$ es-
to sujeitas aos descontos das leis. The-
souraria das loteras 2 de setembro de
1861.O thesoureiro, Antonio Jos'
Rodrigues de Souza.
Approvo.Palacio do governo de
Pernambuco 2 de setembro de 1861.
Nunes Goncalves.
Conforme. Francisco Lucio de
Castro.
Vende-se 5 escravot de bonitas figuras, com
idade de 11, 16, 20 e 24 annos, todos pardos,
sem o menor dffeito e por barato preco : na ra
das Cruzes n. 35, segundo andar.
Precisa-ae alugar urna ama forra ou capti-
va, ou mesmo portugueza que lave, eogomme
e connhe : na ra Nova n. 37, casa de c.bel-
lereiro, primeiro andar.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ru. da Pr.i. n. 33 : tratar n. ra estreila do
Rosario n. 7, loja de ourives.
Publicales do Instituto Ho-
meopathico do Brasil.
THESOl'RO HOMEOPATHirO
ou
VADE-MECUI DO HOMFOPATHA.
(Segunda ediceao consi-
deravelmente augmen-
tada.)
Diccionario popular de medicina ho-
meopalhico
PELO DR.
SABINO OL.PINHO.
Continuam as assignaturas para estas obras a
208000 em brochura at dezembro. Desse tempo
em diante, ai assignaturas sero elevadas a rt.
259000.
Ru. de Santo Amaro (Mundo Novo) n. 6.
Precisa-se .lugar urna escrava para lodo o
servieo de urna ctsa de pouca familia ; na prac,a
da Independencia o. 38.
Precisa-se de urna ama de boa conducta
que taibi coiiohar, lavar e eagommar para casa
de um hamem s : na ra da Paz n. 44 A.
A 18000.
Um resto de latas de mermelada de Lisboa e
do Rio Grande do Sul, de 1 112 libra a 28 cada
lata : na praga da Independencia n. 22.
Os abaixo assignados fazem pu-
blico que o Si. major Jos Cesar de Al-
buquerque,morador em Goianna, Ihes
deyedor da quantia superior a 16:000$
principal e juros, divida tanto particu
jar/iimnna mainr nato < la ltrma Albuquerque & Silva, de que o
mesmo Sr. major Albuquerque foi so
ci, o que o constitue solidariamente
responsavel. E porque conste que o
mesmo senhor trata de alienar seus bens,
os abaixo assignados previnem a quem
possa interessar que semelhante aliena-
cao prohibida, e desde a protestara os
annunciantes anullar pelos meios com-
petentes qualquer alienarlo que efectu
o mesmo senhor.
Joao Pereira Moutinho & C.
SYSTE HA MEDICO DE IIOLLOWAY
PILULAS HOLLWOYA.
Este t nesti mave lespecico, composto i nteira
mente de hervasmedicinaes, nao conten merca-
rio ero, alguma outra substanciadelecteria. Be-
nigno raais tenrainfancia, e acompleijomais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarraigar o mal na compleicao mais robusta ;
enteiraraen te innocente em suas operacoese ef-
feitos; pois busca eremove as doenjas de qual
quer especie grao por mais antigs e tenazas
que sejam.
Entre mimares de pessoas curadas com este
remedio, militas que j estavamas portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrara saude e forjas, depois dehaver tenta-
do in ultimante todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devera entregar-se a des-
esperado ; facam um competente ensaiodose
efficazes effeitos desta assombrosa medicina,
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes eafermidades:
Os berdeiret de fallecido Manoel Buarque de
Macedo Lima sao convipados pela commisaao li-
quidadora para se reunirem quinta-feira 12 do
correle (setembro) para negocio de urgencia e in-
teresse dos credores, as 11 horas d. manha, na
ra da Cadeia do Recife n. 27, primeiro andar.
Precisa-se de um caixeiro de 14 16 anooi,
para taberna : no largo do Terco n.23.
Precisa-se de um excellenle copeiro e de
ex-emplar conducta : na roa do Vigario u. 2.
L. I. P. Seatou, capito da barca ioglez-
Limo, tendo arribado oeste porto com agoa atiera
ta na tua viagem de Londres par. Rougoon e
tendo sido o dito navio legalmente condemoado,
precisa fretar um navio de primeira ciaste de 310
toneladas pouco m.it ou menos para levar car-
ga ao supradito porto. Ot pretndenos queiram
mandar suas propostas ao consulado britnico at
quinta-feira 12 do corrente.
Perda.
Na noite do dia 8 de setembro perdeu-se urna
luneta de dous vidrot com capa de ouro esmal-
tada, e presume-ie ter cabido no theatro de San-
ta Isabel, poritto recommeodamos a companhia
dramtica, ou a quem quer que tenha echado,
que querendo rettitui-la pode dirigir-se ra da
Maugueira n. 5, que ser bem recompensado.
Ama.
Precist-se de urna escrava que saiba bem co-
zinhar e fazer todos os arraojos de casa de fami-
lia, paga-se bem, exigindo-se que seja fele obe-
diente : a tratar n. ra do Queimado n. 46, loja.
Aluga-se casa d. ra do T.mbi n. 30, na
ra do Rosario da Boa-Vista n. 14.
'*- A casa aonde se lingem fazendas, na ra
do Hospicio o. 42, tinge-se de preto e todas as
cores, la, seda, grosdeoaple e retroz, com toda
perfeicao, tambem se limpa o mofo em vestidos
de velludo ou grosdeoaple, earma-se em cartees
com toda a perfeicao : quem quizer poder avisar
na loja do Sr. Sedriro, no largo da ras das Cru-
zes, loja de calcado, e tambem n. loj. d. Sirguei-
ro no largo da matriz de Santo Antonio n. 2.
D-se moradi. e de comer a urna mulher
idosa, que seja de bom comportamento, para es-
tar na companhia de urna senhora viuva, com
tanto que se sujeite fazer as compras de portas
fora, que sao muito poucs, nao se escolbe co-
res e nem nacionalidade : a fallar no largo do
Carmo com Narciso Jos da Costa Pereira.
Precisa-te de nm criado e um cozinheiro,
preferindo-se estrengeiro : no hotel de Apipucos.
Quem precisar de urna escrava para todo
servieo, dirija-se a ra nova de Santa Rita n. 7.
Urna pessoa com praca no exercito.quer dar
um homem por si, mediante um interesse venta-
joso, sendo de menos de 40 annos: quem estiver
nestas circumstancias, dirija-so a ru. do Rangel
numero 73.
Casa para alugar.
Um sobrado primeiro andar, muito fresco, na
ra Imperial n. 116 ; a tratar no pateo do Terco
o. 141, taberna.
T. Liddiared e Robert Baillie, subditos bri-
tannicos, retiram-se par. Inglaterra.
Na livr.ria ns. 6 e 8 da pra?a da Indepen-
dencia, precisa-se fallar ao Sr. Antonio Herme-
negildo de Goes, para se Ibe entregar urna carta,
visto se ignorar sua morada.
Um rapaz de boa conducta deseja-se empre-
gar em qualquer estabelecimento, tanto nesta
praca como par. fora, tem pralica do commercio
e d fiador a sua conducta : quem de seu pres-
umo se quizer ulilisar, dirija-te a ra dos Pesca-
dores ns. 1 e 3.
Aluga-se a casa de sobrado na povoacao do
Mooteiro, aonde morou o fallecido pai do annun-
ciante, tem commodos para grande familia, co-
cheira, estribara, etc. : a tratar com Manoel Al-
ves Guerra, no set escriptorio, ra do Trapiche
numero 14.
Aluga-se um prelo para todo o servieo ; n.
ra do Rangel n. 11.
Precisa-se de 6009 sobre hypothec. de um
moleque que faz todo o servieo de um. casa e
algum de ra, cujos servicos sero dados pelos
juros ; o moleque esleve slugado mensalmente
por 15S, e isto muito barato : alera da hypolheca
da-se mais para maior seguranc. urna firma de
toda confiaoc. : quem quizer fazer dito negocio
achara na ra do Encantamento n. II com quem
tratar, como tambem do tempo preciso que con-
vm esteja feito esse negocio.
Alng.-se a loja do sobrado cita na ra Im-
perial n. 162, novamente acabada e com acom-
modages para grande familia : a tratar na ra
Direita, padaria.n. 84.
ltenlo.
Frilur.
Accidentes epilpticos
Al porcas.
Am polas.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
!Convuls6es.
Debilidadeoa extenua-
} 5o
Debilidade ou falta de
1 forras para qualquer
cousa.
Desinteria.
or degarganta.
-de barriga.
-nos rins.
urezaao ventrs.
Informidades no venlre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Inchaqueca
erysipela,
ibr. biliosa.
Pebreto dae specie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammac,oes.
Irregularidades
menstruaQo.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstrueco de ventre.
Phtysica eo eonsump-
pulmonar.
Retengo deourina.
Rheumatismo.
Symptoraassecundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Yenereo(mal)f
Precisa-se de um homem que enten-
da de agricultura, para eitor, que seja
diligente, e de bons costumes ; paga-se
bom ordenado : a tratar na ra da
Guia n. 5, com Laurino de Moraes Pi-
nheiro.
Precisa-se fallar com o Sr. Jos Victoriano
Corris de Amorim, que mora pouco distante
desta praga, e nao sabendo o annunciante o lugar
em que reside o sobredito Sr. Amorim : roga-se
aos senhores que nesta praga o conhecem, facam
o favor de informar sua morada, afim de que o
annunciante possa saber diiigir-e, podendo man-
dar-se a noticia casa do Sr. coronel Joao Jos
de Gouveia, na ra do Queimado n. 29, sendo
negocio de interetse par. o mesmo Sr. Amorim.
Offerece-se um homem parar ser empregado
em engenho por ter sido sempre sua oceupaco
e ter bastante pralica de servicos: quem preci-
sar, annuncie por esta folha para'ser procurado.
Precisa-se alugar urna preta escrava que
saiba lavar e engommar: quem tiver queira di-
rigir-se ra do Trapiche Novo n. 12.
Aluga-se, o^obradon. 2 B da roa do Apollo,
j a casa terrea o.27da ruado Burgos a tratar na*
ra da Aurora n. 36.
Aluga-se um armazem na ra Nora de San-
ta Rita (frente da ribeira do peixe) o. 19, com
sofflciencia para qualquer estabelecimento por
maior que elle seja, pode recolher para mais de
6000 barricas, ou de 300 a 400 pipas cheias, e
ouiras tantas vasias, ou outros quaesquer volurn.es
na proporcao, com a vantagem de ter no fundo
trapiche o guindaste, pelo qual pode embarcar e
desembarcar aquary com toda a mar : a e'oten-
der-se com o propietario Manoel Pereira Lemos
no caes do Ramos n. 10.
MBA
ireto intermitente,
Vende-se estas pilulas no estabelecimentoge-
|1 de Londres n. 224, Strand, ena loja de
dos os boticarios droguista eou tras pessoas edo
irrogadas de sua vendaem toda a America n-
1, Havana e Hspanha.
Veadem-se as bocetinhas a 804) rs. eada
ia dallas, conten ama instrucc,o emportu-
u para explicar o modo de se usar desiaspi-
O deposito geral em casa doSr. Soum
phaymaceutico, na ra da Cruz a. 22 en Per.
co.
c
Precisa-sede urna ama para cozinha e que se-
ja boa cozinheira, e para mais algum servieo de
casa de familia : na ra da Conceicao, sobrado
numero 6.
Precisa-se de um cozinheiro e de um cria-
do, prefere-se estraogeiro : no holel dos Api-
pucos.
Precisa-se de um menino de 12 a 14 annos,
de boa conducta, para caixeiro de padaria : no
pateo do Terco n. 40.
Precisa-se de um cozinheiro para urna casa
de pouca familia, paga-se bem : quem preten-
der, dirija-se a ra do Hospicio n. 82.
Ao Sr. acadmico Francisco Barbosa Cor-
deiro, precisa-se fallar ; na ra Nova n. 7.
Manoel Gongalves Ferreira participa a todos
os seus freguezes que mudou o seu estabeleci-
mento de carros de aluguel para a travesea da
iu. das Flores n. 1.
Aluga-se um sitio na Passsgem da Magdale-
na margem do rio Capibaribe, com casa, tendo
2 talas e9 quartos : quem o pretender, dirija-te
ao mesmo lugar, sitio do Barroca, a tratar coa
Joao Manoel Rodrigues Valenga.
Aluga-se um escravo para todo o servieo e
tambem para carroceiro, do que tem bastante pra-
tica na ra do Livramento n. 22, terceiro andar
Precisa-se de um rapaz de 14 a 16 annos,
que tenha pralica de botica, par. cidade d. Vic-
toria : a tratar na ra Direita n. 77, ou na botica
de Bertholomeo Francisco de Souza.
Precisa-se de um rapas de 12 a 14 annos
de idade para caixeiro de taberna: a tratar naj
roa do Cabug n. 2G.
Administrador de engenho.
Offcrece-se quem precisar de administrador
de engenho, um. pessoa cabalmente habilitada
por j haver se empregado naquelle mister: quem
o seu prestimo se quizer utiliaar, dirij.-se a ru.
estreila do Rosario n. 6, onda- encontrar com
quem tratar.
Manoel Mara Suniga e Manoel Carpinteiro,
subditos besptnhes, retiram-se para fora da pro*
viocia.
Vende-te por commodo prego um rico fiteiro
todo envidragado, com armariot, com 9 palmos
decomprimeoto e 3 1|2 de largura, 1 baldo de
volt, proprio para qualquer loja de lelalho, 2
graodes depsitos de folha dobrad. proprios para
azeite ou oleo, e levam cada um mais de urna
pips; tratar na ra da Cadeia do Recife d. 64,
loja.
Vende-se
urna armagao propria para qualquer negocio : o>a>
pretendentes queiram dirigir-se a loja onde esta
assentada a mesma armagao : na ra Direita nu-
mero 7.
Fazendas baratas.
Vendem-se ricos cortes de phantasia com ba-
bados muito bem bordados a g, ricos cortet de
cambraia, faz.nd. inteiramenle nova com 2, 3, 4
e 5 babados a 3$ e 39500, ditos de salpicos a 2g
com 10 co vados, pecas de cambraia a 1*800, di-
tas muito unas a 2j500, 39 e 39500, orgaodys de
lindos gostos a 640 a vsra, cortes de cassa frin-
ceza com 7 babados a 29500, luvas de teda a 500
rs. o par, enfeites de cores a 49, 4|500, 59500 e
6$, sintos para senhora a 29500 e 39, muito ricos,
saia balo de 20 a 40 arcos a 39 e 39500 : na ra
da Iraperatriz, loja armazenada de 4 portas n. 56
de Magalhes & Mandes, a qual est aberta das f?
horas da manha a 9 da noite.
Attencao.
Viva o paquete das novi-
dades.
Pois est torrando miudezas muito baratas*,
aru de apurar dioheiro para consumo do paque-
te, ra da Imperatriz u. 54, loja de Joaquim de
Azevedo Pereira Jnior, declara o seguinle :
Cartes de colchetes muito Bnos a 40 rs.
Csixas de ditos ds trra a 80 rs.
Linha do gaz a 10, 20 e 30 rt.
Dita de carretel, 100 jardat a 30 rs.
Pares de meias cruas e de cores para menino e
menina a 120 rs.
Duzia de meias cruas muito finas a 2|400.
Dita de ditas entre finas a 29200.
Linha branca em carlo, 200 jardas a 80 rt.
lacas para charutos a 60 rs.
Caixas com palitos de Especia a 160 rs.
Frascos de agua de colonia de Piver a 440.
Ditos de cheiro muito finos a 800 rs., Lubln a
lgOOO.
Jarros de banha pequeos a 19600.
Ditos de dita grandes a 3(500.
Frascos de banha pequeos 320, grandes a
500 rt.
Sabonetes de espuma muito grandes a 100 rs.
Ditos de mnmpelas a 320.
Duzia de meias cruas para senhora a 29400.
Ditas brancas muito finas a 39300.
Fio de raiz de coral muito fino a 700 rt.
Espelhos de columna pede ferro a 1$500.
Carteiras de agulhas muito finas a 400 rt.
Ditas de marroquim mais finas a 800 rs.
Baralhos pottuguezes a 120.
Ditos francezes a 240.
Groza de botoes de louca brancos a 120.
Agua de Lavsnder muito fina a 640.
Dita frambuzia a 600 rs.
Tesouras muito finas para unhss e costura a
500 rs.
Caivetes de 1 folha a 80 rs., 2 folhaa a 160.
Cabo de marfim 400 rs.
Meiaa alvas para homem a I98OO.
Froco fino de todas as cores a 400 rs.
Dito grosso idem a 500 rs.
Caixas de papeleo com alfinetes a 120.
Pares de sapatos de 15a para homem a 19280.
Tesoura para costura a 200 rs., e grandes 640
Duzia de botOes de louca para paletotf a 120.
Sapatinhos de merino a' I95OO, e velludinho a
29OOO.
Rosarios e cruzes de coco, 1 a 120 rs.. e duzia
a 19400.
Caixas com perfumara a 49.
Arroz de casca,
saccas de 32 cuias, vende-se mais barato do que
MTdre,5eqDUeo,sque.r8P",e; D0 Nama "' '" d'
Feijo amarello
de Lisboa, superior qualidade ; vende-se na
ra da Madre de Dos n. 8.
Vende-se urna negra boa cozinheira e p-
tima engommadeira e lavadeira : a tratar na ra
do Sebo n. 15, das 7 horas s 9 da manha, e das
4 da tarde em diante.
a "7, \ene'se um oegrinha com 7 para 8 annos
de idade ; na ra de S. Miguel, nos Afogados,
sitio junto a fabrica de sbao, com porto de pao!
Vende-se um excellente escravo preto, mo-
0 : na ra da Praia, primeiro andar n. 47.
Attencao.
Magalhes & Mendes
recebeu novo sortirnento de fazendas. a ser : la-
zinhas muito finas para vestidos a 480 o covado
chitas francezas a 220, 240, 260 e 280 o covado'
ditas inglezas a 160. 180 e 200 rs., cassss de sal-
picos graedos a 200 rs. o covado, sedinhas de
quadriohos muito encorpadas a 640 o covado, djfc-
ti8 a 560, casemiras pretas e de cores a l928fM
covado, velludo preto muito fino a 39200 o cova-
do dito enesrnado a I92OO, corles de colletes de
velludo de flores ou palmas a 29500, ditos de gor-
guro a I98OO: na ra da Imperalriz, loja arma-
zenada de quatro portas n. 56, de Magalhes .&
Mendes.
Oh que pechincha
Na ra estreila do Rosario, esquina da ra das
Larangeiras n. 18, vendem-se caixinhas douradas
com passa, o melhor que ha neste genero, ele-
gantemente eofeitadas, proprias para mimo, pelo
prego de 29, em porgo se far abatimento. man-
leiga mgleza perfeitamente flor a 960 a libra, em
barns se fai abatimento, de baixo da responsa-
bilidadede nao agradando tornar a receber-se, e
bem assim dita franceza a 640 rs.
Compra-se um jogo de gamo, novo ou em
meio uso, e que seja completo : quem tiver an-
nuncie.
Aluga-se urna casa na Passagem da Magda-
lena, junto a ponte grande, eom 2 salas, 6 quar-
tos, soto com janellas para o oilo, quintal todo
murado, cacimba, e ptimo banho no fundo : as
pessoas que pretenderen), dirijsm-se a ra Direi-
ta n. 3.
Offerrce-se para cozinheiro, de que tem co-
nhecimento, um estraogeiro, o qual entendede
copeiro, e tambem de caixeiro, e est prompto a
qualquer destas oceupagoes : na ra dos Guara-
rapes n. 24.
Aluga-se o terceiro andar do sobrado do
becco Largo n. 1 A, com commodos para grande
familia, concertado e pintado de novo : a tratar
na mesma ra, taberna n 2.
Collegio de Bonifica.
Neste estabelecimento precisa-se de um cozi-
nheiro e de um* eogommadeira.
Aluga-se um sala com um quarto no pri-
meiro andar da casada ra da Cruz o. 18.
Alfred Lass, Henry Headly, subditos ingle-
zes, retiram-se para Europa.
Aluga-se
o primeiro andar da cata da ra da Cadeia do Re-
cife n. 4, proprio para eteriptorio ; a tratar no
armazem da mesms.
Aluga-se urna preta escrava para ama de
leite, que lem com abundancia, e muilo cari-
nhosa para meninos, quem precisar dirija-te i
ra do Crespo Ipja n. 20 de Adriano & Castro.
Vende-se urna taberna sita na ra Direita
n. 13 bastante afregueztda: quem pretender
comprar dirija-se i mesma taberna que achara
com quem tratar.
-- Ao acadmico Francisco Barbosa Cordeiro,
precisa-se fallar : na roa Nova n. 7.
}


V
(5)
23
Ruada Imperatriz 23
PIANOS E MSICAS.
J. LaumooBler convida os Mnbores mostrse amadores de muiica, virem a ten armasem
ver os excelleotes pianos Lsamoniier, que acaba de receber da Paria, (abricadoa expresssmente
para o clima do Braail, muito elegantes e de gostos modernos. Igualmente tem msicas dos me-
lbores autores, assim como concerta e afina os mesmoa instrumentos.
32
Largo da iViilia
Francisco Fernandes Duarle, proprietario deste
armazem de molhados, partecipa aos aeus fregueses, assim como aos senhores da praca, de ense-
, .nho e lavradores que d'ora em vanle qoizerem-se afreguezar oeste estabelecimento, que saacha
rtota um completo sortimento de gneros os mais novos que ha no mercado e por serem a nfaior
parte de lies viudos de coala propria, eat portento resolvido a veode-los por menos 10 por cento
do que em outra qualquer parte, afianzando a boa qualidade e acondiciouamento, assim como ser-
vir os portadores menos pralicos to bera, como se os seobores viessem pessoalmente, para o que
nao se poupar o proprietario em prestar toda attenco, afirn de continuarem a mandar comprar
suas eocommendas, aerlos de que, toda e qualquer encommenda comprada nesle estabelecimento
aoompanhar urna conta impresas com o mesmo litlo de armazem Progresso.
Ml&iitaiga ingYeza peTftUamenta o*, 150oo n a iur>, yende-
'e por este prego nicamente pela grande porcio que tem e sefor em barril se fara abalimento
MaUteiga f r aUCCZa a 6io rs. a libio e em barril a 560 rs.
Ca \\ySS011 0 meinot qtte ha no mercado a 29600 a libra.
dem pteto. moo, libra.
Qae)Oa dO TeinO legados oeste ultimo rapor a 29400.
dem \rato m rs# Inteir0 a m a iihra.
m.Oem SUISSO a 540 rii a ibra em porjao se faz a batimento.
Prexuuto de Hambre iDgUx, 700 rs. uwa.
P reiaUtO de lamegO a 480 a libra inleiro a 440 rs.
iVmeixa railCezaS em rrco com 4 libras por 3*000, a retalbo a 800 is.
Espermasete a 740 ri. a iibra, em caixa a 720 rs.
L.ataS COm boiaxAuAia de SOda de der.rente quaiidades a 1|400
talas eom peixe em posta de muitas quaiidadea a 1*400.
AzeitOI&aS maitO novas a igooo rs. o barril, a rsttlho a 3*0 rs. a garrafa.
Doce de AAperehe em UUaa d, 2in>rag Por 19200.
^ritttaS par, podim a goo rs. a libra.
Bauaa de porCO refinada a 480 r8. a libra, em barril a 440 rs.
na^a de tomate a maisnova do mercado a 900 rs., a em latas de 21ibra por 1*700.
IraiOS ae iOmllO a prmeira vez que vieram a este mercado a 640 rs. a libra.
Cnouri$as e paios muit0 n070s a seo rs. a ub.
Falitos de dente lindos com 20 macinhos por 200 rs.
CnOCOiate CranCCZ a 1$200 rs. a libro, dUto portuguez a 800 rs.
nllarmeiada mperiai d0 afamado Abreu de outros muitos fabricantes de Lisboa
a 1*000 rs. a libra.
VinilOa engarrafados Porl0t Bordeaux, Carcavellos, e moscatel a 1*000 a garafa.
VinnOS em pipa de 500> 560 e 640rt, a garrafa, em caadas a 3*500 45000 49500;
Vinagre de Lisboa 0 m.issuperior a 240 rs. a garrafa.
erVCja da9 mais acreditadas marcas a 5* a duzia, e em garrafa a 500 rs.
SiStretVinaa Dara en a mais nova que ton uu uiMd a 640 rs. a 111
Erv Unas trncelas a 640 rg. a laUa.
MO\0 de amendoa a 80o r. a libro, dita com csea a 480 rs.
NOZeS n,uito D0Tas a 120 rs. a libra.
Castanhas piladas a 240 r9t a libr8.
*-*ai muito superior a 240 rs. a libra, e a 7* a arroba:
ArrOZ o Maranho 3* em arroba, e em libra a 100 rs.
FnmO americano a \j a bra, se for em porco se far abatimento.
SeVaainaa de Fr,n5a a 240 rs. a libre.
oagu muit0 novo a 320 rs. a libra.
X OneinnO de Lisboa a 360 ri a libra e a 109 a arroba.
Farinna do Marann&o
Toncinno ingle z a200 libra
Passas em ealxlii\iasae8Ubra,at^cadaum8.
Iniependenle dos gneros mencionados encontrar o respeitavel publico ludo quanto pro-
curar tendente a molhados.
Casas para alugar.
Arrenda-se urna casa nova, com commodos
para familia, agua de beber e fructeirai: no Man-
guinho principio da eatrada doa Afflictos. Tam-
bem aluga-se outra casa com grandes commo-
dos e cochelra para carro, boa estribarla e sen-
sata, silo os Gapuoga Nova, roa daa Pernam-
bucanas, confronte o Sr. Dr. Pereirado Carmo : a
tratar no sitio do Chora Meninos, na capellinhs.
Precisa-re de urna ama de meia idade para
todo servico de casa de poses familia : na ra
da Roda n, 54.
Attenco.
No aterro da Boa-Vista, sobrado de um andar
n. 80, tem-se ama carta para Leopoldina da Silva
Lisboa, vinda de Macei.
Precisa-se de um homem para trabalbar em
urna diatilaeio em um eogenho distante da praca,
convindo de preferencia aquella que tenha algu-
ma pralica de dislilar : quem pretender, dirja-
se a ra de Apollo n. 35, primeiro andar.
AVpga-se um grande sitio com muito boa
casa, muito perloda cidade, tamben se aluga um
segundo andar e sollo para grande familia, tam-
bero se vendem cafbros, enzams, maos traves-
eos e trsves, mais barato do que em outra qual-
quer parte: na serraria de Jos Bygino de Mi-
randa.
Aluga-se urna excellente casa de
campo com todas as ommodidades de
familia, com sitio grande, cocheira, es-
tribara etc., a casa construida ha poti-
co tempo com trra?o a roda, sita na
entrada do Poco: a tratar com os pro-
pietarios N. O. Bieber & C, successo-
res. ra da Cruz n. 4.
O Sr. Brasiliano Francisco de Paes Brrelo
tenha a bondade de vir fallar na loia do Germano,
relojoeiro, na rus Nova n. Si, visto ignorar-se
aonde o mesmo senhor mora.
im
expsito de candieiros
ECONMICOS
A mais fina e nova que se pode desejar oeste genero, a 1#000 a libra Unto empor$e
como a retalho, vende-se nos armazens Progressivo e Progressista no largo do Carmo n. 9,
eruadasCruzesn. 36.
CHA HYSSON.
O melhor que se pode desejar em artigo cha a 2$600, 2800 e 3^000 a libra, afianza-
se qualquer urna das qulidades.
CHOCOUTE.
Francez, inglez, portuguez, a 1$200 a libra, vende-seno Progressivo e Progressista
no largo do Carmo n. 9, e ra das Cruzes n. 36.
iny iPMTOa
Chegados no ultima paquete a 640 rs. a libra, e sendo inteiro a 600 rs. a libra, affiau-
ga-se a superior qualidade.
QUEIJOS FLAMENGOS.
Os mais frescaes que ha no mercado por serem vindos no ultimo paquete a 2$800
cada um.
. O melhor
do porco a 500
que
rs.
se
pode desejar na qualidade deste queijo a 600 rs. a libra, esen-
O proprietario deste estabelecimento avisa ao
publico que contina a ter um riquiastmo e va-
riavel sortimento de candieiros para todos os ser-
vicos que se precisar, como um grande deposito
de gaz da melhor qualidade que tem apparecido,
e experimentado pelos compradores, conhecidos
verdaderamente econmicos.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz,
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Na ra Nova n. 20 a 24.
CONSULTORIO ESPECIAL H01E0PATHIC0
DO DOUTOK
n SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias atis desda as 10 horas
at meio dia, acerca das seguales molestias :
molestias das mulhtrts, molestias das crian-
coa, molestias da pells, molestias dos olkos, mo-
lestias syphiliticas, todas as especies de febres,
febres intermitientes e suas eonsequeneias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
Earados som todas as cautelas necessarias, in-
illiveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentoa do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas da um
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico braaileiro. Este emblema e poato
Igualmente na lista rin rnadJcaPiqpUuLgvji *g>.pfn
a-, <> va,.cas <|.c uaro rearexd ese impresso
assim marcado, emboratenbam na tampa o no-
mo do Dr. Sabino sao falsos.
Em pipa deLisboa, Porto e Figueira a4ja caada de 500 a 600 rs. em garrafa.
Porto, Duque do Porto, jeuuino Carcavellos, Nector, Madeira, Feitoria, Cheres,
Bordeaux a 1#200 agarrafa e 13$ a duzia. nicamente no progressivo e progressista
no largo do Carmo erua das Cruzes.
DOCE DA CASCA DE GOIABA
um dos melhores doces que ha em relaco ao tempo a 800 e 1$200 o caixo.
LATAS COM FRUTAS
de todas as quaiidades que ha em Portugal o mais bem arranjado que temos tido no
mercado a800 el#000.
ERVILHAS PORTUGUEZAS E FRANCEZAS
o que se pode desejar em bom nest genero, pela sua preparaco e qualidade a 800
rs. a lata.
VINAGRE PURO DE LISBOA
a 240 a garafa e 1$850 a caada aflanca-seser de Lisboa e de superior qualidade tam-
bem branco por 400 rs. agarrafa e 2#560 a caada.
COMINHOS E ERVA DOCE
os mais novos que temos no mercado, e mesmo nunca os houve melhores a 400 rs. a
libra de erva doce e 800 rs. os cominhos.
SA:HIK11Al W& IVVXC.\ ^E SXGt
a mais nova que se pode desejar a 180 rs. a libra de sevadinha e 280 rs. o sag.
UTAS COI DOCE DE ALPEBCE
o melhor que se pode desejar, a 1#100 a lata, tambem marmelada dos melhores fa-
bricantes de Lisboa a 1J800 a lata, e peras a 1,280 rs. a libra.
alem dos gneros cima encontrar o publico tudo que procurar tendente a mo-
Uauus.
N.B. Os gneros cima vendidos emnossos armazens evaifiu o Ucstoutivu dos uiesmos.
a mais nova a 160 rs. a libra.
A NiNRAL
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na boticafraneeza ra da Cruz n. 23
ELIXIR DE SAUDE
ARMAZEM
DE
ROTJPA FSITA
DE I
Joaquim Francisco dos Santos.
140 RA DO 0UE1MADO 40g
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Neste estabelecimento hasempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
quaiidades, e tambem se manda eiecutar por medida, i vontade dos fregueses, pirs o
que tem um dos melbores professores.
Casacas de panoo preto, 409, 35* e 30&000
Sobrecasaca de dito, 35 30900
Palitotsde dito e de corea, 35, 30#,
153000e 209000
Dito de casimira decores, 229000,
t59, 129 o 99000
Dito de alpaka preta golla do vel-
ludo, nsooo
Ditoada merin-sltim pretoa a do
cores, 9*000 89000
Ditos de alpaka decores, 5f e 39500
Ditos do dita preta, 99. 79.59 t 39500
Ditos de brim decoros, 59, 49500,
ifOOO o 39500
Ditos do bramante dolinbo branco,
6fOW, 59OOO 4J000
Oitoa de merino de cordo preto,
159000 o 89000
Galsasdo casimira preta o de cores,
129.109,990 #000
Ditas d princesa o merino do cor-
dato pretos, 59 e 49500
Ditasde brim branco o do cores,
5*000, 495OO 29500
Ditas de ganga de cores 3fO00
Colletes de velludo preto o do co-
res, lisos o bordados, 129, 8| o 89000
Ditos do casomra preta de cores,
lisos o bordados, 9.59500,59 e 39500
Ditos de setim preta 59000
Ditos de seda, o aetim branco, 69 e 59OOO
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 7J000,6000o 5$000
Ditos de brim o fuslo brsnco,
39500 o 39OOO
Seroulas de brim de linho 29200
Ditas de algodao, 1J600 o lf 280
Camisas de peito de fusto branco
do cores, 29500 o 29300
Ditas de peito de linho 6 J e 39000
Ditas de madapolao branco o do
cores, 39,29500, 29 o 198O0
Camisas de meias 19000
Chapeos pretos de massa,franceses,
formasdaultimamodal0|.89500e 79000
Ditos de feltro, 69, 5$, 49 e 29000
Ditoa deso do aeda, inglezes o
francesos,149.12f,llf e 79000
Collarinbos de linho muito finos.
novosfeitios, da ultima moda 9800
Ditos de algodao 90OO
Relogioa de oro.jatalos horl-
sontaes, IOO9. W9, 80 o 70000
Ditos de prata lalfaaisodo, pa-
tente boeouUes, 40| 309000
Obraa de ouro, aderemos e meioa
aderecoa, pilseiraa, (osetas o
anoeis g
Toalhas d o linho. duzia 129OOO a 10000
Citrolactato de ferro,
\3r\co deposito na botica de loaquim MartRuo
da Cruz Crtela fe C, ra do Caoug i\. II,
em PeTnambiieo.
II. Thermes (de Chalis) aotigo pharmaceutico aprsenla hoje urna nova preparaco de ferro
com o nome de elixir de cilro-lactato de ferro.
Parecer ao publico um luxo emprearse m mesmo medicameoto debaixo de formulas to
variadas, maso homem da sciencia comprehenea necessidade e importancia de urna tal varie-
dade.
A formula um objecto de muita importancia em therapeutica ; um progresso immenso,
quando ella, maoteodo a osseocia do medicameoto, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as
idades, para todos os paladares e para todos os te niera mentos.
Das numerosas preptraedesde ferro at hoje conhecidas neohuma rene to belfas quaiida-
des como o elixir de citro-lactacto de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-seem urna pe-
quena dose, e ser de urna prompta e fcil dissoluc&o no estomago, de modo que completamente
assimilado; e o nao produzir por causa da lactina, que contem em sua composico, a constipaco de
veotre irequentemente provocada pelas nutrs prepararles terroginosas. "
Estas novas quaiidades em nada alterara a scieacia medicamentosas do ferro, que sendo urna
substancia da qual o medico se nao pode dispeusaa em sua clnica, de incomparavel utilidade
qualquer formula que lhe d propriedades taes, jue o pratico possa prescrever sem receio. E' o
que conseguio o pharmaceutico Thermes com a preparaco do citro-lactacto de ferro. Assim este
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas preparaedes terroginosas, com o
atiesta a pralica de muilo mdicos dislinctos que o tem ensaiado. Tem sido empregado como im-
menso proveilo naa molestias de languidez ( chlorost pallidas cores ) na debilidade subsecuente as
hemorrhagias, as hydropesias que apparecem depois das intermitentes na incontinencia: de urinas
por debilidade, as perolas brancas, na escrophula, no rachitiamo, na purpura bemorrhagica, na
convalescencia das moleatias graves, na chloro-anemia daa mulheres grvidas, em todos os casos
em que o sangue ae acha empobrecido ou viciado pelas tadigas, affecedes chronicas, cachexia tuber-
culosas, cancrosa, syphililica, excessos venreos, onanismo o oso prolongado das precaucoes mer-
curiaes.
Estas enfermidades sendo mui frequeoies e sendo o ferro a principal substancia de que o
medico tem de tancar roo para aa debelar, o autor do cilro-lactato de ferro merece louvores e o
reconhecimento da humanidade, por ter descocerlo urna formula pela qual se pode sem receio
usar do ferro.
Importante
Atso
Na loja de.4 portas da ra do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de roupas feitas, para cujo lim tem mon-
tado urna offleina de alfaiate, estando encarrega-
3J500 e4$, ditos para meninas de lodosos tama-
nhos.cambraieta franceza muito Gna,pe;a a 79500
e 8$, cassas com salpicos brancos e de cores, co-
vado a 240, pegas de cassa de salpicos brancos e
decores com 8 1[2 vsras a 39500, cobertas de
froco matizadas para cama a 9, chales de froco
com pona redonda e borla dos mais moderos a
89, ditos de la e seda a 29500, ganga amarella
muito boa, covado a 240, cambraia de edr muito
bonita, covado a 300 rs., alpacas de cor para ves-
tido, covado a 3-20, popelinas, riscadinhos para
vestidos de seohora e meninas,covado a 300 rs.,
liraa bordadas a ponto inglez de todas as largu-
ras a 19280. 19440, I96OO e 29, manguitos a ba-
lao com gollinha para senhora a 2 e 39. chitas
francezas uas e cores fisas, covado a 220, 2i0,
260 e 280 rs., cambraias de seda de cores enfei-
tada a 540 rs., ditas de forro de oito varas a
pega a I96OO, e outras muitas fazendas de barato
prego.
8*
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso, Sanios & C. sacam o tomam
saques sobres praga de Lisboa.
Sacam sobre Lisboa
Aranaga, Hijo & C-, ra do Tiapiche
Novon. 6.
Aluga-se urna casa em Beberibe ; a tratar
com J. I. M. do Reg, na ra do Trapiche d. 34.
Na ra da Roda n. 6 conlinua-se a mandar
comida paro fra por prego razoavel.
Manoel Ferreira da Silva Tarro*/)
sacca sobre Portugal pelo prximo pa-
quete inglez.
Na travesa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continu-se a tingir
com toda a perfeico para qualquer
cor e o mais barato possivel.
PH\RH\C1VBMITHOLOMEO
Ra larga do Rosario n. 36
Robl'AffecUur.
Pilulas de Allexou.
Pilulas americanas.
-Vermfugo inglez.
T'ilulasHollov/ay.
Ungento Holloway.
I
O bacharel Witruvio po-
de aer procurado na ra
Nova o. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do Carmo.
8888888e8888888#
do della um perfeito mestre lindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se lhe
encommende; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Ulms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exerclto.
Faz-se fardas, fardoes com superiorespreparoa
e muilo bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurines que de
l vieram ; alm disso faz-se mais cassquinhaa
para montaa, frdelas ou jaqueles, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantea de cata-
do maior e de cavallaria, quer seja singeloa ou
bordados a espequilha de ouro ou priis, tuMo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylode Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas at hoje, assim como tem muito ricos
desenhos a matiz de todas aa corea proprios para
fardamenio de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto i franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos j aquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto.. Affiangando
que por tudo se Oca responsavel como seja boaa
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
dia que se prometter, segundo o svstema d'onde
veio o mestre, pois espera a honrosa visitados
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
Na loja d'aguia de ouro, roa do Cabug n. 1B,
receben um completo sortimento de gollinhaa de
missanga, sendo de todas ascores
Cheguem
BABaTfi Pili LIQUIDAR
Na ra da Imperatriz n. 40,es-
quina do becco dos Ferrei-
ros, loja de Manoel Jos
Guedes de Magalhes
Sedinbas de quadros de todas as cores e mnito
encorpadas, covado a 720 rs., cortes de cambraia
brancos eom 3 ordeos de bordado a 39, ditos com
3, 4, 5 e 6 babadoa de diversas cores a 89500,
ditos de Urlatana com 3 bsbados a 2$5Q0 o 39,
ditos de cambraia de soda a 59, baldes de 14 a
40 arcos dos melbores que tem appaoecdo a 39.
3~Rua estreita do Rosario3
Francisco Pinto Ozorio continua a col-
locar denles arlificiaes tanto por meio de
molas como pela presso do ar, nao re- 4
cebe paga alguma sem que as obras nao ^
fiquem a vontade de seus donos, tem pos t%
e outras preparaedes as mais acreditadas m
para conservacao da bocea.

99 mm
Machinas para descarocar al-
godao.
N. O. BIEBER & C.SUCCESSORES, ra da Crux
n. 4, participam aos agricultores o algodao
que elles acabam de receber MACHINAS PA-
RA DESCAROCAR E LIMPAR O ALGODAO'.
Estas machinas teem as seguintes vantagen:
descarocam com urna rapidez incnvel, nao
quebrara a sement nem corto o fio do algo-
dao, e limpam-o de toda e qualquer impu-
reza, augmentando assim o valor considera-
velm'ente. A machina mui fcil a manejar,.
e s a rapidez com que descoroca vale fazer-so
a despeza da compra.
Iastrumentos par a agricul-
tura.
MACHINAS rARA DESCAROCAR O MILHO, ira-
balbam com urna pessod e dsVs'ooass as es-
pigas instantneamente sem qnebrar o milho.
MACHINAS PARA CORTAR CAPIM ; eortam
com presteza o capim em tamanho de umi
pollegada e teem a vaolsgem de nao deixar
retraco. ^
PACAS feitas ssreasamente para cortar cana.
ARADOS, GRADES, BOMBAS para regar capias,
hortas, etc., etc., bombas para cacimaa.
A commiasao liquidadora dos credores da
casa do fsllecido Hanoel Busrque de Macedo Li-
ma, roga aquellas pessoas o,ue so julgarem ere-
doras por letraa ou contaa de livros. que se diri-
iam com o* sena tolos roa d Cadwa o Re-
Hln.2. primeiro andar, das 10^horooida ma-
nota s 2 ds tarde, pora oerem verifleaOo* e claa-
sifletdos pela referida commissao

r^


MAMO 0 HHMMMDOO OOARTA
11
mmi t 4*f,
Attenco.
aiuga-se a padara da ra Imperial n. 19t:
a tratar eom Narciso Jos da Costa Peratra, no
largo do Carmo, das 7 a 9 hora da maahia e do
aaeio dia as 2 horas da tarde.
Vocal e instru-
mental.
dia-
rieros
MANOEL AUGUSTO DE MENEES COSTA d
lindes do msica por casas pirtieulares quem
da seu presumo ae quizer uiilisar, procure na
,ua da Cooceicio da km-Vista. 41, ou sk> ar-
senal de guerra.
?#- 9 n m f
Gabiaete medico cirurgico.J
aj Ra das Fiares n. 37.
9 Sero dadas cooskUas medlea-cirurgi-
Scaa pelo Dr. Estevo Cavalcanti de Albu-
querque das 6 as 10 horas da manhSa, ac-
cudiado 3os chamados com a maior bre-
as vidade possivel.
I Partos.
D 2. Molestias de pelle.
9 3.* dem dos olhos.
9 4." dem dos orgos genitaes.
S Praticartoda equalquer operadlo em
m seu gabinete ou em casadas doactes con-
m forme lhes fdr maia conveniente.

Os armazens da ra da Lapa n. 13, e ra
do Costa n. 10, recebem gneros para recolhe-
rcm por menos de quecostumam receber outroa:
quem pretender, dirija-se ao a. 13, que achara
com quem tratar ; assim como se aluga um dos
mesmos armazens.
rs. a
atOO*
manta
se rende em canta;
Vende-se carne do serto rouito gorda a 320
a libra^ lineabas de dito a 310 a libra, Tioho, a
garran a 440. m canasta a SfMO ; oo Recite.
tua da Sensata Yelha, Uberna n. 102, esquina de
] fcecee^
mimmmmm
O Dr. Joo Ferreira da Silva, de volla de
sua viagpm, est morando na ra larga do Ro-
sario n. 20, e contina no exercicio de sua pro-
fisso,_dedicando-se especialmente a pratica de
opcracoes cirurgicas.
Aluga-se o primeiro andar do so-
brado da ra da Cruz n. 21 : a tratar
no terceiro andar do mesino sobrado.
A commissao liquidadora dos ere-
dores da massa do tallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aosSrs.
devedores a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commissao todos os dias uteis das 10 ho
ras da manhaa as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Rec'tfe n. 26, primeiro andar.
A commissao roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a obrigue a tancar
mao dos meios udiciaes ou do jornal
para haver essas importancias de que
$3o seus de redores.
Manoel Alves Guerra saca soore o tu o ae
Janeiro.
i Dentista de Pars. S
15Ra Nova15
FradericGautier,cirurgiodentista,faz;
(odas as operaces da sua arte ecolloca
dentesartificiaos, tudocom a superiori-
dade eperfeigoque as pessoa s entendi-
das Ihereconbecem.
Tem agua e psdentifriciosatc.
Attenco.
JU rae DireUn n. 38, veade-ae eme do aerto
a sm a itbra, abampanba a II e garrafa, fuee
deaartio a 560, preeaoto a $00 cS7lMle|Mlo
libra, toucinho a 3 a libra, viaho Plgueira
a oTa^a gexraS! todos o mSftii
Joias.
SeraQm & Irmo, com loja de ourives na ra
doCabug n. lt, scientificam a todos os seus fre-
g:ezes amigos, que por terem graude sortimento
de novas e delicadas obras de ouro, continuara a
vender o mais era cinta possivel, e se responsa-
bilisam pelas qualidades do ouro, prata, diaman-
tes, brilhantes, mencionando ditas qualidades em I
uxa coita ira;>ressa que cusluraam passar : os
mesmos prevnem que nioguem so deixe illuiir
por individuos que ndam vandendo obras por
fra desta prag, dizendo serem da casa dos mes-
mos, pois nunca tiveram nam teem pessoa algu-
ma encarregada de vender joias sua3.
Aluga-se
urna loja com armacao, propria para qualquer
estabelecimento na ra Direita o. 87 : a tratar na
loja da ra do Queimads n. 46.
compras.
Gompra-se um carro e um boi : na ra da
r.orentioa, casa da esquina n. 2.
Gompra-se
ouro nacional em moeda : na praca da Indepen-
dencia n. 22.
Venda
s.
Na travessa do Arsenal de Guerra, taberna
n. la 3, vendem-se os seguales objectos abai-
xo declarados, pelos diminutos precos, a saber :
lima porgao de cabos delinho j servidos pro-
pno para navio.
1 ferro e correte dem dem,
caca Pr?a0 decaTern" de icupira para bar-
Oma porco de cal braaca muito alva.
4zeite e Trelo
Vende-se azeile de coco a 440 a garrafa farin
a 20600 a sacca, gomma a 80 rs a libra i"
travessa do pateo do Paraho n. 16, casa pintada
de amarello.
Negra.
Vende-se urna negra que eogomma e cozioha
em : ua ra Direita o. 35.
Fiodealgododa Baha.
Contina o deposito do mesmo no escriptorio
de Marques, Barros & C.; esta fazenda vende-se
mais barata para liquidar-se coota da venda.
No pateo do Carmo d. 1, vende-se um es-
cravo boro, proprio para servico de campo.
Cefttinhas de Ifetsifcurgo.
Si-M teje regada da ure.ttja do Cabug n.
1 B, fuaes reeebeu uai complete eortimento de
lindas ceslinbaa de toda oa tanteemos propriaa
4ra raeminssec escola, assiaa ceta maiores com
lamparoprias para cevpree. belaios proprios
parafactura, ditas proprios f>ara(aqeiros, ditos
uito kenitos par. brin quedos de meninos, di-
tea maneas ptatadinhas quaae vendem por pre-
sos muito baratos-
Eneites riquissimos.
Vendem-se ricos comits de retroz, alo os me-
mores e mais moderaos que ha oo marcado telo
baratissimo prego de 83 : na ra do Quefmado
n. 22, apioja atoante.
Manteiga inglea fer a
1,000 rs. a libra.
Frsnceza a 640 rs. a libra : na ra das Cruzes
n. 24, esquina da travessa do Ouvidor.
Leo de euro.
M* loja do leo de euro, roa do Cabegi n. I C.
recabeu ltimamente chafado de Paria, es mais
m*ernee, eneites para eabega ate sa&hora, as-
sim como larobem um rico sortimento de cascar-
runas dos mais modernosgostos e diversas cores
e tambero riquissimos cintos de gorgurao cemfi-
velas de ago dos melhores que tem apparecido, e
a oa loja do leao de ouro de Jos Goncalves da
silva Raposo est queimando por todo proco.
Vende-se urna necrinha de 9 a le annos, e
um moleque de 10 a 11 annos : oa travessa do
Veras n. 15, das 3 horas da tarle a 6.
Vendem-se 6 ovelhas e 1 carneiro feilos
ao pasto: no sitio corlume, nos Afogadoe, oa na
ra Nova o. 18.
Vende-se nm muita bom relame da pareda,
patente oglez, proprio para alguma igreja por ser
muo bom regulador : a tratar na na do Padre
Flonano n. 62.
A'PftlfflVERA.
jl6Ra da Cadeia do Recife16
LOJA DE MIDEZAS
DB
IFonseca & Silva!
Toalhas, 1en;os e fronhas de labyrin-
tho de diversos gostos, que a vista se
dir o prego, espelhos dourados a 800
rs. a duza, pentes para tranca a 1*400
a duna, caixas de raiz a 18400 a duzia,
fitas de linho braoco a 440 rs. o maco
fivelas douradas para calca 640 rs a
duzia, pentes de tartaruga virados a 5j
cada um, boloes para caiga pequeos a
jloOrs. a groza, argolas douradas a
1$500 a duzia, boloes para poohos duzia
de parea a 3#, ditos para casaveques a
240 rs. a duzia, grampos enlejiados a 480
rs. o par, caixas com apparelhos de bo-
2ect?V\*,2l e Mda u,na' caivetes
de Tuinas com pequeo toque a lg200
rs. a duzia, ditos grandes de 2 e 3 fo-
Ihas a 2fl e 3^, pap.l amlsade a 600 rs.
o pacote, meias de todos os tamanhos
feS para meuioos a 1J800.2, 2200 e 2j400
* ^e' ditas psra roeoinos a 2*. 2400
e ajBOO. penles de massa virados a 800
rs. cada Um, escovas coro espelho para
,i a 800 cada uma. frco gros-
so a 400 rs. a peca e finos a 240 rs., il-
las de velludo de n. 6, 8 e 10 a 11200 a
peca, sabo inglez a 1&600 a duzia, tin-
teiroscom figuras broozeados a 500 e
800 rs. cada um, chapeos de sol de seda
para senhoras e meninas a 3, escencia
de asbao para tirar nodoas a \% o viiro
pentes de tartaruga para tranga a 3|50
cada um.vollas de coral com dous fios
compridos a 2500 cada uma, ditas de
tres fios a Z%, bonecos de choro a 320
500, 800. 1 el$<00 cada um, cadeiras"
douradas com pomada a 800 e i$ cada
uma, colheres de metal principe para
Lan ^ a- duia' ditas Para 8P
3500 a duzia, ditas para terrina a 2J ca-
da uma, caiiiohas com pertences para
senhoras a 240. 320, 500, 640, 800 e U
cada urna, colheres de metal para cha a
320 e 500 rs. a duzia, bahuziohos com
-..re>i..v wuftwtiuu fcnuiijaiias a 3jp ca-
da um. caixinhas de vidro a 2#500, cai-
xas com espelhos e perfumaras, pro-
priaspara toilete deseohora a 69 esda
uma, bem como muilos <>bjectos de gos-
lo e outras miudezas por pregos com-
modos.
4 2.S0O o covado.
Damasco de seda boa fazenda, encarnado, cor
de canna e braoco.
Manteletes de fil pretoenfeitados cem bicoa 5$.
Damasco de la com 6 palmos de largura cova-
do a1500. B
Chales de merino bordados a velludo superior
fazenda a 85.
Corles de casemira de cor a 3*500.
Setim Maco superior a 2JJ500.
Casemira preta setim superior a 2J500.
Pegas de iodiana finissima com 10 varas a 8$.
Na ra do Crespo loja n. 10.
4 loja da baodeira
[Nova loja de fuoileiro daj
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos di Fonseca participa a
dos os seus freguezes tanto da praca
omo do mato, e juntamente o respeita-
i jel publico, que tomou a dellberacao de
| baiiar o preco de todas as suaa obras, por
cajo metilo iaen para vender nm grande
sortimento de bahs e bacas, tudo da
drirTeretUaaitamaDhese de diversas cores
am pinturas, e juntameute um grande
sortimento de diversas obras, contendo
banheiros e gamelas grandes e pequeas
machinaa para caf e camaa de vento, o
que permita vender maia barato'possivel
como seia bahs grandes a 4 e peque-
noa a 6M fa., bacas grandes a 5 e pe-
queas a 800 rs,,cocos a 19 a duzia. Re-
cebe-se um offleial da mesma oficina
para t rabal ha r.
e mais
Macaes
Maraes.
Macaes.
Mtacaes
Macaes.
Macaes.
Sodre' di C. alm do
Mames.
MacSes.
Mdtaes.
Maajaee.
Majaes.
Macaes.
grande deposito
que ja tinham deste genero tornaram a
receber hontem 4 do corrate 37 caixas
com macaes e estSo vendendo a caixa
por 14^1 e o freguez comprando mais
de uma se fara' abatimento.
S fiama & Silva.
Grande exposic"o de fazendas
baratissimas, na ra da Im-
peratriz n. 60, loja do
Vende se cortes de phanta-
sia, fazenda de muito gosto
com babados pelo diminuto
prego de 4#500; na ra da
Imperatriz n. 60, loja que tem
um pavo do lado de frr, fis-
to para nao haver engaos.)
3#500.
Vende-se ricos cortes de cambraia de seda
com avental ouduassaias a 3*500: oa ra da
Imperatriz n. 60, loja do pavao.
3,200, 3,500 e 4,000.
Vende-se fimssimos cortes de cambraia bran-
ca e de cor com dous e mais babados pelo dimi-
nutoprego de 3tf200, 3SO0 e 4J : na ra da Im-
peratriz o. 60, loja do oavio.
Grande sormeoto
Fazendas de todas as qua-
lidades.
Na loja n. 23.
GURGEL & PERDIGAO'.
Vestidos de blonde, ditos de seda, di-
tos de phanlasia e de cambraia bor-
dados.
Lazinhas, sedinhas de quadros e
cambraias de cores padroes modernos.
Na loja n. 23 da ra da Cadeia.
Maoteletes, capas compridas moder-
nas, taimas de fil e polonezaade gosto.
Fil, tarlatana, organdys cora
padroes, cambraia cora lista de
mais moderno
H0V08
cor o
e fasendas para luto.
ros-
trata
Na loja n. 23 da ra da Cadeia.
Saiasbalao, manguitos, goltas, pen-
tes de tartaruga, leques, perfumarlas,
leogos de linho e luvas de pelica.
Chales de todas as qualidades, i
denaples, chila franceza, canal
braaca, chapeos, butlnaa, etc., etc.
Houpa feita.
Na loja n. 23 da ra da Cadeia.
Completo sortimento de paletots, cal-
- colletes, camisas para hornero, me-
cas
niaos
e seahora.
Kuadasenzaia Hovan.42
Venda-eeam casada S. P.Jonhston 4C.
sellinsa hainglazes.candeairoa castieaes
bronzaados,loQasoglazas, fio davala,chicou
para carros, emoniaria,arraiospara carro da
um edous ctalos relogiosde ouro peanla
Dglez.
Cintos donrados e enei-
tes de cores.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo va-
por inglez os booitos cintos donrados com fivelas
frL!i! <,ellC8d<" ole. assim como lindos
aHwLi.? J?eg08," noT>8"noseioteiramente agra-
do mi i.Y.0B! i setfeotome. et vendendo tu-
ao mais barato do que em outra qualouer oarle
e par. deseng.no dlrigirem-se a'ditf S\i dV
guia branca, ra do Quimado n. 16. '
vj- --.asimos corles de cambraia bran-
ca com bordado muito delicado proprios patp
baile ou casamento a iof. na roa da Imperatriz
n. 60, loja do pavo.
Noya pec\nc\\a.
Vende-se finissimas pecas de cambraias fran-
eezai de carocinhos com 17 liS varas pelo dimi-
nuto prego de 8$ a peca, dilas das mesmas com
8 3(4 varas pelo prego de 4g a peca, tambem se
venden, das mesmas a 500 rs. a vara, sendo
brancas e de cores ; oa ra da Imperatriz n. 60,
loja do pavo.
Pupelina a 2S0 rs.
Vende-se pupelina de quadriohos a imitago
de sedinhas de quadro pelo dimiouto prego de
280 rs. o covado : na ra da Imperatriz n. 60,
loja do pavo.
CAurty a 500 t.
Vende-se chaly muito fino a 500 rs. o cova-
do : na ra da Imperatriz o. 60, loja do pavo.
Sedas a covado.
Vndete grosdeaaples preto maito encorpadt
a l?60 e 18800, ditos de cores azul, cor de rosa
e cor de cana mais barato que em outra qualquer
parle ; na ra da Imperatriz o. 60, loja do pavo,
Sedas de quaAriuYios.
Vende-se sedas de quadrinhos fazenda muito
encorpada a 500 e 640 rs o covado : na ra da
Imperatriz n. 60, loja do pavio.
Manguitos de iil a 500 rs.
Vende-se manguitos de fil muito bem enfei-
tados a 500 rs.: na ra da Imperatriz loja do
pavo.
Chitas francezas a 200 rs.
Vende-se chitas francezas muito finas e largas
fazenda de 360 o covado a 200 rs. por ter un
pequeo toque de mofo, afiancando-se que sola
logo que seja lavada a primeira vez : na ra da
Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Cassas com salpico graudo a
200 rs.
Vende-se cassas com salpicos graudos e listras
a 200 rs. o covado, fazenda muito nova : na ra
da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Cassas pintadas a 240 rs
Vende-se cassas pintadas multo miudiobos
padroes a 240 rs. o covado : na loja da ra da
Imperatriz onde esta o pavao.
Sentido ao Pavas.
Vende-se neste estabelecimento um grande e
variado sortimento de fazendas tanto para ho-
mens como para senhoras, de todas as fazendas
se do amostras com penhor ou mandam-ie le-
var em casa das familias pelos caiieiros da casa
assim como o respeitavel publico achara todos os
dias uteis este estabelecimento aberto das 6 ho-
ras da manha as 9 da noite.
Cera de carnauba.
A dinheiro.
Vende-se uma pequea porco de cera de car-
nauba muito boa, que se acha depositada no ar-
mazem da Companhia Pernambueana 4 commo-
do pre^o.
Aviso aos fuman-
tes.
- Em use de Ada mo d, Hewie & C, ra do
Trapiche Novo o. vaade-se :
albas do cortina flnisaimas.
Lona e Hele.
Fio do vela.
Superiores tintas de todas as cores,
lellins, ailhoea, a arreioa para carro eecabrielet
Mora remeta Ae martes
Mecas
apea
Jaca as
Mapas
rendem-se aosceutos e a relalho, e em caixas,
ru." S,8l,eit do Rosario n. 11, deposito de So-
dre & G.
Quadros de mol-
dara dourada.
lindos quadros ji feitos da moldura dourada,
propnoa para retratos a estampas, pela diminuto
preco *b 5# cada nm ; na loja da Victoria, aa
iva doQuetnudea 75, junto, taja de cara.
Gra?atinhas de
froco para senhroas.
I Lindas gravalinhas de froco psra senhors, pelo
barato preco de 1J500 cada uma '. oa loja da
Victoria, na ra do Qaeimado n. 75, janto a loja
de cera.
Bonitos toucado-
res de armacao e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
A loja d'aguia branca acaba da reeeber mui
bonitos toucadores de armagao preta, torneada,
e gaveia com embutidos e machetados que oa
iornam mui elegantes, os quaes servem excelen-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de dotraz, a de rapazessoltei-
ros, e pelos precos de 8, 9 e 10, sao baratissi-
mos na verdade, e quem os vir oa ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16, ae agradar, e
infallivelmente comprar.
Espelhos para
salas.
Ricos espelhos de moldura dourada com mui-
to bons vidros para ornamentos de salas, de va-
rios tamanhos e procos : na loja da Victoria, na
ra do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Lindas caixinhas
com necessarios para costura
Acaba de chegar para a loja d'aguia branca mui
lindas caixinhas matizadas, com espelho, tesoura,
caivete, agulheta, agulheiro, dedal e pooteiro,
tudo pratiado e de aparado gosto, emfim uma
caixioha excellente para um presente, e mesmo
para qualquer senhora a possuir, e vendem-se a
10 e 12 : oa lo,,a d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Estojos para barba.
Ricos estojos com espelhos e reparlimentos
para os necessarios de barba, pelos precos de 25,
3,4 e 5 cada um : na loja da Victoria, na ra
do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Len Vendem-se lencos flolssimos de linho proprios
para os tabaquistas por serem de cores escuras e
fuas, pelo baratissimo preco de 65 a duzia ; na
ra do Queimado n. 22, na bemeonhecida loja da
boa fe.
Lencos de cam-
braia eom oadres de se-
da a 2$500 a pega.
Na loja d'aguia branca tambero se vende mui
bonitos e finos lencos de cambraia imitando seda,
Sn Pelo baratissimo pre^o de 2j>5O0 a pega de
10 lencos. E' essa uma das pechiochas que custa
apparecer, e quando assim approveitar-se da
occasiao, porque elles servem tanto para algibei-
ra como para meninos, e quem os vir na loja
d'aguia branca, na ra do Queimado n. 16, lera
vontade de comprar mais de uma peca, tal a
bondade delles.
I
Gravatnhas de raiz 4e
coral,
o melhor que possivel. Vende-se mui bonitas
gravatnhas de raiz de coral com duas e tres
voltase tacos as ponas, sendo ellas bastante
S2S^rido,'n!l?ist" 0 1uo a* aelaaimea
1*500|e8|000: asatm bom a barato s asite
d agua bracea, ruado Queimado n. 16.
Saiasdecordo.
Superiores saiaa da cordo a 3, 3#600 e 49
ditas aicoxoadaa mnHo superiores a 5 ; na ru
do Queimado n. 22, loja da boa f.
Baldes de cordao.
Chegaram a loja da rea da Cadeia, eequiea a
ra da Madre de Doos, os ecccwmicos baldee de
cordo, que se vendem pelo barato preco de 3
cada um.
Attenco
Fazendas e rou-l
pas feitas baratas
NA LOJA DE
8
8
Vendem-se na loja de Nabuci C, na ra No-
va n. 2, excallentea cachimbos de espuma do mar
ditos de massa fina, ditos de geaso, fumo caporal
?'," cf*n'ID00,> d't0 americano, dito de Harlo-
beke, dito em lata, cigarros bota-fogo do Rio da
Janeiro, dito de Havsna, papel para cigarro, e
outros objectos para os fumantes que se vende
por prego commodo.
Vende-se em cssa de Adamson, Howle &
C^ ra do Trspiche Novo n. 4S, biscoitos (agiotes
sortidos, em pequeas latas.
48- Ra da Imperatriz48]
Janto a padaria franceza.
Acaba de- chegar a este estabeleci-
mento um completo e variado sortimento
deroupas de diversas qualidades como
sejam : grande sortimento de paletots
de alpaca preta e de cores a 3$ e 35500,
ditos forrados a 45 n 4$500, ditos fraoce-
zes fazenda de 10 a 6S500, ditos de me-
rino preto a 60, ditos de brim pardo a
3$800 e 49. ditos de brim de cor a 30500,
ditos de ganga de cor a 35500, ditos de
alpaca de la amarella a imitacao de pa-
lha de seda a 30500 e 40, ditos de meia
casemira a 40500, 5g e 50500, ditos de
casemira saceos a 13j, ditos sobrecasacos
a 155, ditos de panno preto fino a 200
22g. 280, ditos brancos de bramante a*
30500 e 40, calcas de brim de edr a tf 800
2|00, 30, ditas brancas a 30 e 40500, di-
tas de meia casemira a 30500, ditas de
casemira a 60500. 7J500 e 90, ditas re-
las a 48500. 70500. 90 a 100, colletes de
ganga franceza a 10600, ditos de fusto
20800, ditos brancos a 28800 e 30, ditos
de setim preto a 30500 e 40500, ditos de
gorgurao de seda a 40500 e 50, ditos de
casermra preta e de cores a 40500 e 5$
ditos de velludo a 70,8J e 90.
Completo sortimento de roupa psra
meninos como sejam calcas, colletes, pa-
letots, camisas a 10800 e 10. ditas de fasto
a20500, chapeos francezes para cabeca
fazenda superior a 60500, 88500 e 100
ditos de sol a 68 e 0500, ditos para se-
nhora a 48500 e 50.
Tachas e moendas
Braga Filho & G. tem sempre do seu depo-
sito da roa da Moeda n 3 A, um grandaaor-
nento de tachas e mocadas para engenho da
muito acreditado fabricante Edwin Mawarru-
tar no mesmo deposito ou ni na do Trapiche
Q. 4.
Pe$aa da fita delinho brancas e de co-
rea de penas de seo nuite finas a
rrascos de opiata para lian par denlas a
' cora baoha maito boa a
Kspeihos de columnas madeira branca a
Carte rae para guardar dinheiro
velejee para neniaos a
Baralho partagnaz
Varas de franja para cortinados a
Groza de botos de louc,a braneoa c
fesouras muito finas para abas e cos-
tura a
Caixas de charutos de Ha vana maito si-
31 flua Direita 31.
Chegaram os to desojados vidroa para vidra-
gas, em caixas.
Nova california
DE
Fazendas baratas.
:
s
ajXa rna da Imperatriz n. 48, junto a*
padaria franceza.
Cortes de cambraia branca Com babadi-
J nhos 40 e 40500 superior 50, Cambraia li-
* za com 8 lr2 vara 38, 30500, e 40, ditas de
1 Escossia 50, e 60, ricoa eneites para se-
* nhora 60e 68500, sintos os mais delicados
9 para senhora 20500.30, chapelina para cri-
anca gosto inglez 3*500,40, psra baptisado
I 30, cortes de vestido de seda Escosseza de
* bonitos gosto 120 esto se acabando, ri-
9 eos lencos delabyrintho 10.18200. chapeo
*J de sol para senhora de bonitas cores, Usos
50, cabo de marfim 50500, cortes de cam-
braia brancos com ffdr de seda 50. risca-
do francez 200 ris o covado, completos
9 sortimentos de baldes de arcos 30, sorti-
8 eptos de meias para menino e menina
200 e 240 ris o par. chales de tarlatana
9 de cores a 640 ris, lencos branco com bar-
9 ras 160 ris chitas inglezas a 180 e 200 rs
dita franceza a 240 e 280 rs. o covado
9 pegas de cambraia de forro com 9 varas
a 20 : junto a padaria franceza n. 48.
Aos cavalleiros.
Coolinuam a estar venda os verdadeiros cou-
ros de bode cabelludos, grandes, proprios para
mantas, ltimamente chegados da Europa : na
loja de selleiro, ra larga do Rosario o. 28.
Superiores organ-
dys.
Na lojo da boa f, na ra do Queimado n. 22,
vende-se finissima organdys de muito lindos pa-
droes, pelo baratissimo preco de 720 rs. a vara,
fazenda de 10200, e quem nao andar muito de-
pressa fiear sem a pechiocha ; na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Vestidos brancos
bordados.
Ainda restam alguns cortes de vestidos brancos
bordados que continuam-se a vender pelo bara-
tissimo preco de 50, com 2 e 3 babados, de gra-
Ca : oa ra do Queimado n. 22, na bem conheci-
da loja da boa r*.
Arado americano te machina
para lavar roupa :cm casa de S.P .Joi
nbston & C. ra daSenzala n.*2.
Entremeios bordados.
Vende-se a 10600 e a 20 a peca de entrem'eios
muito Tinos e ricamente bordados ; na ra do
Queimado n. 22. na loja da boa f.
Attenco
o
Malas, saceos de viagem, se-
lins e silhes e relogios pa-
ra algibeira patente.
No leilao que va ter lugar terca-fei-
ra 17 do crrente na ra da Cruz n.
15, se vender' sem reserva de preco
um lindissimo e variado sortimento dos
artigos supra mencionados, para os
quaes se chama a attenco dos compra-
dores e desdeja podem ser examinados.
SSintos e enfeitesl
dourados %
e de outras muitas qualidades que se @k
vende por menos que em outra qualquer 2jj
parle: na loja da ra do Crespo n. A,
de Leandro & Miranda. &
RHsal i
Vende-se uma ar-
macao

propria para qualquer negocio : os pretendentes
queiram dirigir-se loja oode est asseotada a
mesma armacao : na ra Direita n. 7.
tival sem segundo.
Na rus do Queimado n. 55, loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos precos abaixo declarados pa-
ra apurar dinheiro, pois o que muito precisa,
garante tudo perfeito, pois o preco admira ;
Lioha do gaz superior para marcar, no-
velo a 4o
Dita do gazbrancas e de cores, novelo a 30
Dita de carretel muito boa, carretela 30
Nvelos de ltoha do gaz brancas a 10 e 20
Carretela com linha preta muito gran-
des a 160
Varas de franja deli muito bonitas a 100
Pecas de.tranca de la multo bonitas e
com 10 varas a 200
Pares de meias cruas para menino a 200
Ditos ditos de cores todos os tamanhos a 160
Ditos de cores para meninaa a 120
Duzia de meias cruas para hornero a 20400
Cartoes de linha Pedro V com 200 jar-
das a 80
Caias com tissdes paraacender charu-
tos a 4o
Caixas com phosphoros de segnranca a 160
Duzia de phoaphoros do gaz a 240
Filas para enQar vestidos muito gran-
des a go
Frascos d'agoa de colonia muito supe-
rior a 400
Ditos comcheiros muito fino a 500
Duzia de meiaa para senhora o melhor
que ha a 80000
Pecas de trancinha de Ua sorlidas a 50
Sabonetas superiores e muito grsodes a 160
Groza de boloes de osso para catea aend
pequeo e 120
Bita de ditos grandes a 940
Tramoia do Porto superiores varaa a
100, 120 160
40
500
400
1*500
500
40
120
140
0
400
40000
320.
120
10500
100
penores a
Cartas muito finas para voltereta o ba-
ralho a 240 e
aras de Meo largura da 3 dedos a
Garrafas com agua caleate para ebeiro a
nialejoacom 2vozes para meninos a
Roa do Queimado d. 10,
loja de i portas
de Fen&o Jg Mal,
rendem-se barato aa seguimos faseadaa. para li-
quidar.
Corles de casemira finos de cor a 30500 e 40.
Ditoa da dita ditos da cor preta a 50 a 60.
Ditos da brim de poro linho a 10600 e Se.
PPP preto, azul, verde e cor de caf, corado
Cortes de superior velludo de cor a 4fi e 50000
Manteletes de 016 preto bordada a 40.
Viaitaa de seda abortas a fil a 40.
Mantas de dita ditas a fil a 40 e 50.
Riquiseimos corles de seda a 80, 90 a 1000.
Ditos ditos de dita a 15, 20 e 250.
Chales com palma de seda a 20 e 20500.
Cortes de cambraia bordada a 10800.
Loncos bordados com bico, duzia a 10500 e 20.
Chales de touquim a 15 e 300.
Ditos de merino bordado a 4, 5 e 60.
Chitas francezas, qualidade superior, covado
a 240 rs.
Ditas inglezas, cores fizas, covado a 160 rs.
Lencos de seda da India a 10.
Cambraiaa lisas muito finas, com 8 varaa a'oe-
Ca a 30500 e 40.
Cazavequea a capiabas de fusto branco a 80 e
00000. w
Meias de algodao cr superior fazenda a 40.
Chapeos a Garibaldi a 14 el50.
Enfeites e chapeos travista a 9,10 e 120.
Herneatina, riquissima fazenda para vestido
de saohora, covado a 400 e 500 rs.
Ambrosios, idem idem, covado a 500 rs.
Miraos do co, covado a 500 rs.
Sediohaa de quadros, covado a 700, 800,900 e
10000.
Manguitos de cambraia bordados, nm 500 rs.
Gollinhas idem, uma 320 rs.
Superio-js espartilhos para senhora a 4fl.
Brim branco de linho, vara a 700, 800 e 10.
Pe chincha
Tasso Trmios acabam de receber nova porco
de chicotes inglezes para carro, cabriolet, mon-
tara e caca. Os Srs. donos de cocheiras teem
boa occasiao de supprirem-se de bons e baratos
chicotes.
Trapiche
Baro do Livramenfo.
Largo da assembla n. 15.
Ha continuamente para vender, neste novo es-
tabelecimento o seguale :
Cera de carnauba em porcoes ou a retalho,
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em caixinhas de 1 arroba a 4.
Barricas com sebo do Rio Grande em porcoes
ou a retalho.
Velas de carnauba pura em caixinhas de 1 a 2
arrobas.
Meios de eolia, differentes qualidades, em por-
coes ou a retalho.
Couriubos curtidos.
Farinha de mandioca por 10500 o sacco.
FarMIn om >ei>a ornrtp nnr 3HROO o roo.
Fejo de oorda
no armazem de Tasso rmeos, ra do Amorim
n. 35.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Ca risaa rin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
m e 1 h o r a dos
com novos
a perf ai coa-
mentos, fazendo pasponto Igual pelos dous lados
da costura, mostram-ae na raa da Imperatriz o
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado axprassamente para as mesmas ma-
chinas.
SMMH9IHIMN^fiH-MNeM6K
Encyclo-
pedica
l^oja de fazendas
[Ra do Crespo numero 17.1
DE
Guimares A Villar.
Para acabar com certas fazendas ven-
demos baratissimas :
Chapelinas de seda de riquissimos gostos
a 120 cada uma.
Ditos de palha de Italia a 280.
Gollinhas e manguitos de punho de su-
perior qualidade a 30.
Cassas de cores fixas e delicados padroes
a 280 rs. -o covado.
Sedas, cambraias, cassas, chitas e tudo
quanto pertence para adornos de se-
nhora porbaratissimos precos.
Calcado Mell de 2 solas e sola fina.
Para homens.
Grande eortimento de roopas feitas e S
chapeos de todas as qualidades
****** a***iscie *.*&&
RelogioSo
Venda-ae am casa de Johnston Pater 4 C,
fila do Vigario n. 3 um bello sortimente de
relogiosde ouro,patente Dglez, de nm des mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
ame miedade da bonitos trancelias para os
memos. .
Facas e garlos.
Muito boas facas e garfos para o diario de ama
casa a 20600 a duzia de fallieres: na loja da Vic-
toria, na ra do Queimado n. 75, junto a loja de
cera.
Bom e assim barato
ningoem delxa de comprar orna pasta eara-ca-
pel por 10000. Na loja d'aguia branca acha-ae
uma porco de boaa e perfeitas pastas para ca-
pel com calendario perpetuo, e ndice das featas
muda veis, pelo que ae tornam de muita utfi' -
dade e o pequeo preco de 10000 cada urna
convida a aproveitar-se da occaaiio em que se
eataa atlas vendando por aetade do ae sem-
pre cuate ram ; assim dirija m-ee a ra do
femrmede .loja d'aguia bra.tan.lt, tr. Veri
bem aemdo. H


JV
mm
mmm
M. QUll TOBA

Mames novas.
Veodeaa-ss en celia : 10 largo 4 Corpo San-
loa.4.
Caixas para joias.
Linda* eauiohaa pora g uatdsr joiaa, polos pcs-
gos baratos do 400, 600, 800, 1 e 2 cada uaaa '
Miaja do Victoria, aa rua do Queimado n. 75:
jnaio a loja do
Mtenc/o.
Ka ruado Trapichen. 46, em casa da Ro r n
Rookcr & C., aiiato um bom sortimento dell-
nhas decores a branca sem carreteis do melhor
abricantedelnglaterra.asqaaes sarendem poi
procos muirazoarsis
|daco de certas:
; fazendas finas.
RUA DO CRESPO N. 17. sj
Riiiuissimas cbapelioas de sedo paro
senhoras, de diversas corea a 12$.
Cassas de cores bonitos padroes a 240
9 rs. o corado.
Cassas o orgaodys de cores a 280 rs. o
{corado.
Chitas de todaa aa qualidades e pregos.
9 lfuitissimas fazendas finas que se ven-
Sdem por pregos baratissimos para liqui-
dar, dao-se amostra das fazendas.
<
f otassa da Russia e cal de
Lisboa.
Papel para msicas, pa-
pel pautada e riscado
Mta sontas o faoturas, papel mata-borro; ren-
d*-se na loja d'aguia branca, ra do Queimado
numero 16.
Na ra da Cruz n. 10, casa de
Kalkmann Irmaoa &C, tem ex-
posto um completo sortimento
de amostras de objectos de bor-
racha, propro para machinas de
engenhos, sendo corretas para
transmittir movimento, canudos
de borracha de qualquer com-
primento e groisura, pannos de
borracha, rod tas de dita, so-
bre ditos artigos tomam-se en-
commendas.
A1$ o corte
de caiga de meias casomiras escuras
na roa do Queimado n. 22,
cor
boa
f.
de
na
urna s
loja da
j bem conhecido o acreditado deposito da roa
d> adeia do Recite n. 12, ha para vendar a ver-
t sdeira potassa da ftussia, ora o do superior
qu&lidade, assim como tambem cal rirgem em
padra ; ludo por prego* maia barato* do qu* em
outrt qualquer parte.
FUNDIC10 LOW-HO
Raa daSenzalla Nova n.42.
liaste astabelecimentocontina aharerum
completo so r timen to domoenda ssaasias moen-
das para engsnho,achinas do vapor otaixu
13 farro batido a coado.de todos ostamanhos
para dito, \
O torrador!!!
M L.*Tgo do TetQO 13
Quem duridar veoha rer; manteiga inglezo
perfeitamenle flor a 1$ a libra, franceza a 640 e
a 680 a libra, batatas muito oras a 80 rs. a libra
assim como se torra massas mnito fioas para sopa
a 440 ris a libra e oatros mnitos gneros perten-
cenles molhados, [a dioheiro vista.)
Loja das seis portas em
frente do Livramento.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a-229, (azenda D**
talcas de casemira pretas o de cores, ditas o
brim deganga, ditas de brim branco, paletots
do bramante a 48, ditos de fusto de coros a 4f,
ditos de estamenha a 4$, ditos de brim pardo a'
39, ditos de alpaca preta saccoa e sobrecasacos,
dolletes de velludo pretos e de cores, ditos de
corguro de seda, grvalas do linho asmis mo-
bernas a 200 rs. cada urna, collarinhos do linho
gauliima moda, todas estas fazendas so venda
parato para acabar; a loja est abortadas 6 ho-
ui noite.
$6
Em casa de Kalkmann Irmos
& C, na ra da Cruz n. 10, exis-
te constantemente um completo
sortimento de
Vinhos Bordeaux de todas as
qualidades.
Dito Xerez em barris.
Dito Madeira em barris e caixas.
Dito Muscatel em caixas. .
Dito cbampanhe em gigos.
Cognac em barris.
Cerveja branca.
Agua de Seltz. 7
Azeite doce muito fino em caixas.
Alvaiade em barris.
Cevadinha em garrafues.
MHlBIHM 4aM sVBSMmdBMM
5R01IPA FEITA AINDAMIS BARATI
* SORTIMENTO COMPLETO
! >
fazendas e obras feitasj
A
LOJA E ARMAZEM
Ges i Bast
NA
Vende-se urna boa armaco de amarello,
toda enrernisada, que serve para qualquer asta-
belecimento, e por prego razoavel 1 na ra do
Crespo n. 15, loja.
ltenlo
Vendem-se caixoes vasios proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a 1 $280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem ostem
para vender.
/?ua do Amorim
VENDE-SE:
Milbo novo, saecas de 3|4 por 4*300.
Dito de meia idade por 35500.
Dito relho por 3$.
Moda ha pe-g
chincha.
Chegou a ra do Crespo n. 8
loja de 4 portas, um sortimento
de cassas de cores fixas e lindos
padroes que se vendem a 240 rs.
""" o covado, dSo-se amostras com
penhor.
ru da
itoh
t
VICTORIA
DE
Fajoses Jnior
Na ra do Queimado n. 75,
junto a loja de cera.
Esta loja acha-se provida de um completo sor-
timento oe miudezas para vender, tanto por ata-
cado como a retalho, por pregos muito baratos,
como abaixo se ver, s para quem comprar, vic-
toria sempre coDlar.
Clcheles francezes boos em carto de uaa ear-
reira a 40 rs.' e duzia 400 rs.
Ditos tambem bons de duas carreiras a 80 rs.
e 900 rs. a duzia.
Ditos da trra em caixinhas a 800 rs. a duzia.'
Agulhss fraucezas boas a 120 rs. a caixa com 4
papei.
Ditas as melhores que se encontram a 240 rs.
a caixa com 4 papis.
Ditas em papel avulso a 40 rs. o papel.
Ditas para enQar a 40 rs. cada urna.
Licha victoria em carritel com 200 jardas a 60
rs. e duzia a 640 rs.
Ditas de 200 jardas, de Alexander a 900 rs. a
duzia.
Ditas de 100 jardas brancas e de cores a 30 rs.
o carritel.
Ditas de Pedro V, em carto com 200 jardas a
60 rs. a carto.
Ditas de peso verdadeiras miadas grandes a
240 rs. a miada.
Ditas de meada cabera branca e encarnada a
120 rs. a meada.
Dita do gsz brancas e de cores a 800 e 900 rs
a caixa com 50 oovellos.
Papis com cento e tantos alfinetes a 40 rs. o
duzaa 400 rs. .
Alfinetes francezes cabeca chata a 120 rs. a
carta.
Ditas para armaces a 2jJ600 o mago.
Cordo imperial para vestido a 40 rs. a pega.
Enfiadores de algodo a 60 rs. cada um.
Caivetes finos de duas folhas para peona a
200 rs. cada um e dozia a 23000.
Ditos de cabo de viada de urna folha de 160 rs.
cada um duzia a l6O0.
Ditos mais ordinarios a 120 ri. cada um o du-
zia a .{200.
Lia de todas as cores para bordar a 61506 a
libra.
Peales muito bons de baleia para alisar a 220,
240 e 280 rs. cada um. K
Ditos os melhores e maiores que se enconlram
a 800 rs.
Ditos transparentes muito bons a 409 rs.
Ifeias cruas brancas e de corta para horneas a
160,200,240 e280rs. o par.
Ditas pretas psra homem a 120 rs. o par.
Ditas para senhoras a 240, 280 e 320 rs. o par.
Ditas brancas cruas o de cores para menino a
160. 200, 240 o 280 rs. o par.
Ditas pretas para senhora a 200 e 240 rs. 0 par.
Bofeites de vidrilho a 1|800 rs< cada um.
Ditas a Imporatriz muito lindos a 89cada um.
Ciotures de seda com borracha para homem a
320 cada um.
Ditos de algodio 240 rs. cada um.
Cintos muito lindos para senhora a 10800, 2#,
2*500 e 3 cada um.
Franjaa de bolotas brancas e de cores para cor-
tinados a 49 a pega.
Ditas de algodo para toilha a 29808 a peca.
Ditas de linho para caaareque a 120 rs. 9 rara.
E outraa muitaa miudezas que se tornarlo en-
adonho menciona-la* afiocaodo-se, porm, que
nao te deixari do rendar a quem trouxer dinhei-
ro na loj da Fejozs* Jnior na ra do (Mana-
do O. 75.
Ra* da nnral.
Na lojad'aguia de ouro, ra do Cabugi n. i B,
randa-se a rerdadeira raiz de coral a 900 rs. o fio.
Caixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, chegado de sua propria encommenda muito
lindas caixinhas de costara com msica 'propria
para miao, oe se rende muito barato.
Vendem-se os engenhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
(Tagua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de eoge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras.'porm
s safreja dous mil pes:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
Lentjos brancos.
Vendem-se lencos brancos proprios para algi-
beira, pelo baralissimo prego de 29400 a duzia :
na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Ra do Queimado
n. 19.
Santos Coelho vende o seguinte :
Cobertas de chita a chineza a 19800.
Lences.
Lenges de panno de liaho a 19900,39 o 39300.
cortes de phantazia.
Liados cortes de phantazia de seda pelo bara-
lissimo prego de 89 cada corte.
Toalhss de fusto a 500 rs. cada urna.
Cambraia branca de salpicos grandes para ves-
tido, sendo cada peca a 5
Gollinhas bordadas para senhora. muito finas
a 29OOO.
Sortimento de baldes psra meninas.
Bramante de linbo para lences, tendo de lar-
gura 10 palmos, pelo prego de 2j) a rara.
Algodo monatro a 480 a rara.
Bramante de algodo a 1J280 a rara.
Cortes de seda Je todas as cores, fazanda su-
perior, a prego de 49, ditos com toque de moto a
Chapeos do sol do seda para meninos o me-
nioaa.
Capellaj brancas paraBoiva abj.
Chapeos para senhora.
Ricos chapeos de seda e de velludo para se-
nhora, pelo baralissimo prego de 15 e 169: na
rus do Queimado b. 22, loja da boa f.
Lavas de Joavin.
Continoa-se a vender as superiores luvas da
peluca de Jauvin, Unta para hornea como para
senhora ; na ra do Qaaimado n. 22, na loja da
boa f.
Vandem-ss globos para candieiros, bom-
bas de japi, maia barato do que em outraqual-
qoer parte: na rus larga do Rosario, a. 34.
Ra do Queimado
u 4ft, freate amareUa.
Constantemente emosamgrandeera-
riadosortimento desobrecasacaspretaa
de panno o do cores mnito fino a 289,
30Jf a 359, paletots dos mesmos pannos
a tOf ,22g e 24J, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 149.169 o 18f, casa-
cas pretasmuitobem teitaaedesuperior
panno a 289, 305 o 359. aobrecasacas de
casemira de core maitoflnosa 15>, 16J
a 185, ditossaccoa das mesmaacasemi-
raa a IOS, 12j 14$. caigas pretas de
casemira fina para homem a 89, 99, lOf
e 12, ditas decasemiradecrese 75,89,
99 e 109, ditas da brim brancos muito
fina a 51 a 69, ditas de ditos de cores s
39, 39500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
, semira de ricas cores a 4J e 4J500, col-
iletespretos decasemiraa 5 69, ditos
de ditos ds corsa a 4$500 e 59, ditos
branco ida aeda para casamento a 5&,
ditos de 69,colletesdfbrimbrancoe de
f uatao a 39, 39500 e 4J, ditos de cores a
i 9500 e 39, paletots pretos de merino ds
cordo sacco ssobrecasacoa7f,8$ e99,
eolletespretosparaluto a 43500 5j,
aa pretaa da merino a 4$500 e 5$, pa-
llatots de alpaca preta a 39500 e $, ditos
sobrecasaco a 69,79 a 8$, mnito uno col-
latas degorguro deaedadecoretrnuito
boafazendaa39800 e48. collatetderel-
iado do corea e pretoa a 79 e 89, roupa
2K para meninosobre casaca depanno pra-
tos e ds cores a 149. U9 169, ditos de
% casemira saccopara os mesmos a 68500 e
0 79,ditos de alpaca pretos saceos a 39 o
139500, ditos sobrecasacos a 5f o 59500,
B caigas d a casemira pretase decores a 69,
9 6(500 o 79, camisas para menino a 20r \
M a dazia, camiaaa inglesas prega tlargas 1
{ muitoiaperiora|32$ aduziapar acabar.!
Assim como temos urna offteins deal<
(aiateondemandamos execatartodas as
obrascom brevidade.
natae msms mw*mmm
A 2#500
Chales de merino estampados, que em outras
lojas se vendem por 49 e 59 na leja da boa f
na roa do Queimado n. 22, vende-se pelo hara-
lissimo prego de 29500.
Acaba de
chegar
ao noy armazem
DE
B4ST0S & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceicao oos Milita-
res n. 47.
Um grande o rariado sortimento de
roupas le tas, calcados e fazendas e todos
estes sa vendem por pregos mnito modi-
ficados como de seu costume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos figurinos a
269,289, 309 e a 359, paletots dos mesmos
pannos preto a 16$, 18f. 209 e a 249,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novos padroes a 149.169. 189.20 e 249,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99, 109,129 o a 149, ditos pretos pe-
lo diminuto prego de 89, 109, e 12$, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 129,
ditos de merino de cordo a 129, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 159,
ditos de alpaca preta a 79. 89, 99 e a 109,
ditos saceos pretos a 49. ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 49500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 39500, 49
e a 49500. ditos de fusto branco a 49,
grande quaotidade de caigas de casemira
prela a de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas
pardas a 39 e a 49, ditas de brim de cores
finas a2$500, 39, 3500 e a 4J, ditas de
brim brancos finas a 49500, 5$, 59500 e a
69, ditas de brim lona a 59 e a 6$, colletes
de gorguro preto e de coras a 5$ e a 61,
ditos de casemira de cor e pretos a 48500
o a 59, ditos de fusto branco e de brim
a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 4|,
ditos de merino para luto a 49 e a 49500,
caigas de merina para luto a 4 $500 e a 5$,
capas de borracha a 99. Para meninos
de todos os tamanhos: caigas de casemira
prefa eda cor a 5$, 69 e a 79, dilaa ditas
de brim a 2$, 39 e a 39500, paletots sac-
eos de casemira preta a 6g e a 79, ditos
de cor a-69 ea7j, ditos de alpaca a 39,
sobrecasacos de panno preto a 129 e a
14*, ditos de alpaca preta a 59, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
, misas para meninos de todos os tamanhos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninaa de 5 a 8 annoa com cinco
babados lisos a 89 e a 12J, ditos de gorgu-
ro de cor e de la a 59 e a 69, ditoa ds
brim a 39, ditos ds cambraia ricamente
bordados para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deizam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade; assim como recebe-se toda o qual-
quer encommenda de roupas para se
maudar manufacturar e que para este Gm
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande oficina de al-
faiata dirigida por um hbil mestre que
pala suapromptidoeperfeico nadadei-
xa a dsssjar.
Baloes para meninas.
Vendem-se baloes para meninas, de todos os
tamanhos, de madapollo e de mussullna a 39 o a
4f : na ra do Qaeimado n. 22, loja da boa f.
Mantas de retroz para gra-
yatas.
Vendem-se mantas do retroz pas graratas,
tanto pretas como de cores a 500 rs.: na raa do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Meias baratissimas.
A 294OO a dozia de pares de meiea ara seas i,
as para homem : na ra do Qweimado o. 22
aa loja da boa j.
Ricos cortes de vestidos bran-
cos bordados.
A' loja da boa f aa raa do Queimado a. 22,
chegou novo sortimento de ricos cortes ds vesti-
dos braocos bordados com 2 e 3 babados. os quaes
continuam a ser rendidos pelo baraUuimo proco
coksrtos adsssobsrtMr psqasaos s grandes, ds
*> patate inglsz, para asatssns ssaaora de
aa dos melhores fabnesntesde Liverpool,vin-
dos pelo ultimo paquete ingles : em casado
Sonthal] Mellor AC.
Carros e carrosas.
Em casa de N. O. Bieber
A C. successores ru da Cruz
numero 4.
Vendem-se canoa americaaos raui elegantes
e leves para doas e 4 pessoas e recebem-se en-
commendas psra cujo fim elle possuem map-
pas com varios desechos, tambem vendem car-
roess para condcelo de assacar etc.
N. O. Bieber & C, successores, raa da Craz
4, tem psra vender relogios para algibeira de
uro e prata.
Gravatas da moda.
Vendem-se gravalinhas estreitas mnito supe-
riores, tanto pretas como de cores, pelo baralis-
simo prego de 19; na ra do Queimado n. 22,
as loja da boa f,
Bramante de linho muito
superior.
Vende-se superior bramante de linho com duas
raras de largura, pelo baralissimo prego de 29400
a vara : na ra do Queimado n. 22, na bem co-
ohecida loja da boa f.
Aenco.
Francisco II ou a Liberdade da Italia, drama
histrico em 5 actos por Francisco Gaudencio
Sabbas da Costa : acha-se i renda ns lirraria
econmica ao p do arco de Santo Antonio, a
1&000 cada exemplar.
Superiores tiras
bordadas.
Na loja da boa f na ra do
Queimado n. 22 se encontrara um bonito sorti-
mento de superiores tiras ricamente bordadas
que se vendem pelo barato prego de 39000 49000
e 5j000 ris a pega, adrertindo-se que ba atis
de urna pega de cada padro, quem mais depressa
andar melbor servido ser, na raa do Queimado
n. 22 na loja da Boa-F.
Fil liso e tarlata-
na branca a 800
ris a vara.
Casemiras a
4.000 o corte, na
loja do Pavo.
Vende se finissimos cortes de aasemi-
ra entestada de cores pelo diminuto
preco de 4f o corte para calcas, assim
como tem das mesmas para vender a
2$400 rs. o covado propria* para pa-
letots, calca e collete, recommenda se
muito esta iazenda aos Srs. alfaiates que
costumam a fazer roupa para Tender,
porque tao cedo nao achato urna pe-
chincha igual : na ra da Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva.
ILKBIMii
champagne
de Chateau Lsroazire, em gigos de 15 garrafas
(9 grandes e 6 pequeas) a 159 cada um ; na
praga da Independencia n. 22.
Cintos.
Y endem-se cintos de todas as cores com ri-
cas arelas para senhora e menina a 29, bandos
de clina psra marrafa a 500 rs. o par, enfeites
para cabega, de cores e diversas qualidades : na
ra da Imporatriz, loja da boa f n. 74. _
Vende-se aaccoe de farinha de mandioca a
29000, Ba ra Nora o. 48.
Vende-se
urna eaaa terrea na roa de Santa Rila n. 21 : a
tratar na praga da Independencia ns. 23 e 25.
Calcado
45 Ra Direila 45
Magnifico sortimento.
os
Vende-se fil liso muito fino e assim tambem
tarlataua branca muito fina, tanto urna cousa co-
mo ostra sao propria para vestido?, nao s para
bailes como para assistir-se a casamento, andem
antes que se acabe na 'roa do Queimado o. 22
na leja da Boa-F.
Barato.
Espirito de rioho a 29 a caada, garrafa a 280,
cenna em garrafas a 240, vinhos muito bons a
560 e 480 a garrafa, Porto a 800 rs.. o em caada
se faz abatimento, espermcete a 700rs. a libra,
reas de caroanba muito boas a 440 a libra, ba-
nba refinada a 480 a libra, em barril se faz aba-
timento, queijos de rapor a 2g200, dito prato a
560 e a 720, farelo, saceos mullo grandes, a 49,
e urna balanga decimal muito em conta, azeite
2^600 : no pateo do Paraso n. 18, taberna pinta-
ba deyzul.
Yendo-se chspeos do seda e de meri-
no a Garibaldi para meninos de 2 a 4
aonos : na loja de Nabuco & G. na rus
Nora a. 2.
i
1
Fabrica de espiritos na
ra Direita n. 17.
Neste estabelecimento sempre sortido de todas
ss qualidades de espiritos, como sejara, licores,
tanio finos como msis ordinarios, geaebra, aniz,
agurdente do reino, espirito de 36 a 40 graos, o
que ludo se rende em porgo, e seu prego o mais
em conta de aue em outra qualquer parte.
peehiacha.
Vendem-se borzeguins para senhoras, de ns.
31,32, 33 e 34, e em bom estado, a 49560: na
loja da traressa da ra das Cruzes n. 2.
Aos terceiros da
veneravel ordem deS.
Francisco.
J chegou a rerdadeira estamenha de la, na
loja de 4 portas, ra do Queimado n. 39, a se
apromplam hbitos desta fazeada a 409, e tam-
bem ha de algodo que se apromptam a 28$ cada
um, e se rende a fazenda por mdico prego.
Loja de fazendas finas
iMartinho de OliveiraBorges *i
J Ra da Cadeia do Rerife n. 40.
P Vendem-se bonitos cortes de rostidos fp
a de cambraia blancos bordados a 30$, j|
I ditos ditos de cambraia da Escocia fina :
f sendo toda a saia e fazenda para corpi- 9
f nho bordado, prego 50$. dJft
ltimos das de gelo.
Excel'entes sorvetes : na roa da Impera-
triz n. 3.
Vende-se
um escraro de 18 asnos de idade, de bom com-
portsmeato : na ra do Queimado a. 11.
Gaz liquido.
Km casi de Samuel S. Johnslon dr C., raa da
Ssniala Mora n. 42, rendem-se latas com 5 ge-
losa de Ksrasias.
SABAO.
Joaqsim Francisco ds Mallo Sontos arisa aos
seus freguazes desta praga s os de fra, que tem
exposto reads sabode ana fanricadenominada
Recifenoarmazem dos Srs. Trarassos Jnior
& G., aa ra do Amorim a. 58; masas amarella,
castanha, prata s outras qualidades por menor
prego que de outraa fabricas. No meamo arma-
bais tea feite o seu deposito dorlas do carnaa-
sa simples sem mistara alguma, cosas ss ds
compoaico.
Luvas de pellica.
INoro sortimento de lnrss de pellica chegadas
ao rapor inglez para a loja d'aguia branca, na
tuuucwu. u> va '* do Queimado n. 16.

Trabuco & C. com loja na ra Mora n.
2, aeabam de receber pelo ultimo nario
francez, um rico sortimento de restua-
rios para meninos de 2 a 6 annos como
sejam resluarios de velludo a punanos,
ditos de gorguro de seda, ditos de l e
e seda a escosseza, ditos de merino bor-
dados, ditos de fusto, ditos de musse-
lina, ricos vestidos de seda para meni-
nos, ditos de cachemira bordados, ditos
de l e seda a escossezs, ditos de bare-
ge, e nm sortimento de restuarios de
brim pardo para meninos a 39 cada um.
Sempre condescendente e prazenteiro com
freguezet que >he trazem dinheiro, o propriela-
rio desta grande estabelecimento continua a of-
ferecer ao publico, por pregos mdicos e sempre
inferiores aos de outro, o seu bello sortimento
de cargado francez, inglez e brasileiro e rejam :
Homem.
Borzeguins Vicior Emmanuel. 10J0C0
coare-de porto..... IO9OOO
lord Palmerston (bezerro 99500
veno* fabricantes (lustre] 93000
. \ u J?h0 X0!"."' .-. 89500
Sapatoes Nanlea (batera inteira). 5*500
patento......... 5O0o
Sapatos ttanga (porlognezes). : 21000
> (francezes). .... 13500
9 entrada baix (sola e riraj. 5|500
muito chique (urna sola). 350OO
Senhoras.
Borzeguins primor (Joly)......55500
bnlbantina. .... sjooo
Raspa alta.......53000
* J|,"......: 4J800
s 31,32.33,34.....450O
decores 32,33.34. 4J00O
Sapatos com salto (Joly). ..... 3I200
francezes fresquinhos. 2o240
31,32. 33 e 34 lustre. 1,000
E um rice sortimento de conro de lustre, be-
zerro francez, marroquim, sola, raquetas, cou-
rinhos, fio, taixas etc., por menos do que qual-
quer outro poda vender.
Venda de escravos.
Vende-se urna escrara de meia idade, muito
fiel, boa laradeira. cozinheira, coslureira We al-
faiate, e tambem engomma alguma cousa. Tam-
bem se rende urna crionlinha, filha da mesis,
com 11 a 12 annos, que j cose chao e faz grades
perfeitamenle, e muito boa para mucamba : a
fallar na ra da Aurora, taberna n. 48.
A120 rs. o papei.
A gulhas Victoria
Attenco.
Candeiasde estanho econmicas, q
pequea quanlidade de azeite d
as. qi
lo 1
rs. cada urna
uz por urna
na ra Di-
tende se na
Queimado n.
loja Esperanca
33 A.
ra do
Excellente vinho
veIhodecaju\
Vende-se na ra larga du Rosario (aotigo Quar-
teis) loja d. 22.
Escravos fgidos.
noite, seu prego 280
reita n. 15.
Para os bailes cllieatros.
Riquissimos cintos dourados com lindas tirelas
tambem douradas e esmaltadas, e com ricas pon-
tas para cahirem sobre os vestidos, muito prc-
j prios para as senhoras que liverem de ir aos bai-
les e theatros ; rendem-se pelo baralissimo pre-
go de 49, 5g e 6j: na ra do- Queimado n. 22,
na bem conbecida loja da boa f.
REMEDIO INCOMPaRAVEL
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhares ds individuos de todas as nagfies
podem testemanhar as virtudes deste remedio
incomparavale provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seucorpoe
membrosinteirarnente saos depois de hafor em-
pregado intilmente outrostratamentos. Cada
pessoa norlar-A-hs convencer dessas curas ma-
ravilhosas pels leilura dos peridicos, que lh'as
relatam todos os das ha muitos annos; o a
maior parte dellas sao tao sor prndenles que
admiram os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso ds seus bragos e pernas, depois dedur
permanecido longo tempo nos hospitaes.o tas
deviam soffrer a ampuiago 1 Dellas ha mri-
cas quehavendo deixado ssses, asylos de pade-
timemos, para se nao submeterem aessaope-
rago dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfuso de seu reco-
nheeimento declararan! estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afimde maisautenticaremsua afirma-
tiva.
Ninguem desesperara do estado desande si
tivesse bastante confianga para encinar este re-
medio constantementeseguindo algum tempo o
tratamsnto que necesstasse a natureza do mal,
enjs resoltado seria provar incontestavelmente.
Que tudo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos seajuintes casos.
lnflammago da bsxiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras ds reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas,
Sarna.
Supuragoes ptridas.
Tinha, em qualquer
parte que soja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulages.
Veas torcidas ou
das uas pernas
no-
Alporcas
Gaimbras
Gallos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabega.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da culis
em geral.
Ditas ds anas.
Erupges escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gsngivas escaldadas.
Inchsees.
lnflammago do figado.
Vends-ss este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda s
America do sul, Havaaa s Hespanha.
Vende-se a 800 rs cada bocetinha conten
urna instrnego em portaguez para explicar o
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra do Cruz n. 22, em
Pernambuco.
Superiores organdysa
750 rs.avara,
Veudem-se Inissimos orgaodys de muito bo-
nitos padroes, pelo baratissimo prego de 720 rs.
a rara, fazeoda que sempre se rendeu por
11200, assim pois, quem qaiser comprar fazenda
fina mnilo bonita e muito barata 8 chegar a ras
do Queimado n. 12, na bem snhecida loja da
boa f.
Relogios baratos.
Na rus Nora n. 21, ha grande porgo de relo-
gios foliados, dourados e de ouro, patentes e ori-
xontaes, suissos e ingieres, os quaes serlo ren-
didos pelos pregos da factura. Cada relogio Tara-
r um recibo em que se responsabilisa pelo re-
glamento durante seis mezes.
>ttv
Attenco
100,000 rs.
Dar o abaixo assignado a quem Ihe trouxer ao
seu armazem na ra da Cruz n. 33, o seu escravo
Caetano, de nagao Nag, de 45 annos de idade,
de boa altura, pernas finas e de andar ligeiro
cara bexigosa.e pouca barbB, fallando atrapalha-
damente, e at s rezes custa-se a entender.
Desappareceu desde maio prximo passado da
casa de seu ex-senhor, o francez Etienne Chantre,
que morou nos Guararapes ; costuras andar ga-
phando, e faz chapeos de palha. Dizem que me-
ra ou vai de rez em quando n'uma casa de pre-
tos africanos, na ra de Santa Rita, onde cria
gallinhas, e que se intitula de forro, por conse-
lho de um certo individuo que costuma dar gua-
rida a gente desta laia, e contra o qual se protes-
tar em tempo, se como se presume, lhe-tiver
dado coulo. Talrez a leilura deste annuncio fa-
ca com que o tal protector o mande para fra da
cid.Ha ; nor n nede-se ao Srs. opitaes de
campo e autoridades polkiaes, prestem'attenco
aos signaes deste escraro, que lalrez tenha sido
engaado pelo tal senhor que tanto se interesa
por elle.
Becife 9 de selembro de 1861.
Domingos Rodrigues de Andrade.
No dia 5 do eorrente, pelas 7 horas da noi-
te, fugio da casa de sua senhora (riura Anacleto)
a preta Heuriqueta, e pede a mesma senhora aos
capites de campo que a capiurem e letem-na
ou na casa deaua residencia, na Torre, ou na roa
Augusta, sobrado n. 100, e em qualquer desses
lugares sero recompensadas ; esta preta alta
e magra, tem os ps apapagaiados, muito pro-
sista, lerou reslido de chita prela e urna trouxa
com roupa.
Aioda se scha fgido o escraro Cosme, cri-
oulo, idade de 35 annos, estatura regular, testa
grande, com falla de denles na frente, costuma
mascar fumo e dado a bebidas, foi o ascraro do
Sr. tenente-coronel Jlo Valentim Vilella, tem
officio de pedreiro e carapina, tem sido visto ca
Passagem e suas immediages, porm talvez :e-
nha_ido para o engenho Crauass, aonde tem um
irmo gemeo chamado Daniio, que tambem foi
escraro da sogra do mesmo Sr. Vilella, e vendi-
do para o me.-mo engenho, elle muito conhe-
cido ; pelo que roga-se a todas as autoridades
policiaes, capites de campo, e a quem mais he
conrier, o favor de o prenderem e conduzi-lo ao
aeu senhor Antonio Leal de Barros, no seu sitio
na ra de JoSo Fernsndes Vieira, junto ao Man-
guinho, que gratificar generosamente
Fugio no dis 4 do eorrente mez o escravo
mulato de nome Amaro, representa ter de idade
40annoa, mal encarado, bem fallaote, quando
anda com as pernas arquiadas, tem na sobran-
ceiba esquerda urna pequea costura, sabe bas-
tante Iludir a qualquer pessoa, levou vestido
caiga de algodo grosso e camisa, e por dentro
urna camisa de meia tambem de algodo, chapee
de palha preto dos qne se usa agora, com fita
preta larga, apezar que o vestuario pode mudar
por ter roupa difireme e chapeo do Chille, este
mulato foi escraro do fallecido Luiz Jos de Si
Araujoe depois do Sr. Vicente Pernandes da Cos-
ta. Becommenda-se a todas aa autoridades poli-
ciaes e capites da campo a captura do mesmo
escraro, e lera-lo i ra da Moeda n. 5, segundo
andar, que sero bem gratificados.
No dia 19 de Janeiro de 1856 fugio do en-
genho das Maltas, comarca do Cabo, um mulato
por nome Jeronymo, idade 30 annos, baixo, es-
padando, ps pequeos e carnudos, os dedos dos
s curtos, pernas grossas, pouca barba, bom ca-
ello, cor acanellada, quando falla gagueja,
mestre sapateiro e carreiro. Da primeira fagida
que fez foi preso em Caruar, e agora consta an-
dar por all mesmo e pelos sertoes do Feoedo ;
quando fugio levou um poltro rozilbo cabano
com este ferro CI: quem o apprehender e lerar
ao referido engenho recebar lOOy de gratifica-
Co. O referido mulato intitulase forro, e cons-
ta andar pelos sertoes com esse titulo.
Desappareceu no dia 13 do eorrente, do si-
tio de S. Jos do Manguind, o escraro crioslo,
maior de 50 a nn os, de nome Joaqun, cornos
signaos seguintes : cabellos brancos, alto, secco
docorpo, e asa alpargatas ; este escraro foi pro-
priedadedo Sr. Manoel Jos Peretra Paeheco, do
Aracaty, d'onde reio para aqui fgido : roga-se
a todaa as autoridades policiaes s a quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo no
sitio acimacitado, ou na ra do Trapiche n. 15
a Jos Teixeira Basto.
Est-xava fgida.
No dia 4 dejuoho do correte aoao fugio do
sitio da riura de Joo Ferreira dos Santos, na
Passagem da llsgdaleaa, a escrara crioula de
nome gnea, com os ae#jintss sigosep : tem 40
sanos de idade, ds estatura regular, tem cor
fula, 4 alujada de uaa dado da mi esquerda, e
maito regrisU ; esU escrara foi propriedade de
saahor ds engenho Poeta ; suppoe-se que ella
est eccelta aro alguma eesesob o titulo deforrs,
pelo aa* ss protesta contra quem a tirer em seu
poder : roas ss as autoridades policiaes e capi-
llas ds eaaapo a apprehenso do dita asacara, e
lera-la ao referido sitio, ande recebar a paga de
ssatrshsiao com generosidade.



ILEBPHB. )
i
}


1
(8)
-------,
* JAMA feltU II M SETItnftO M MIS
Litteratura.
Um amor na Laponia.
A' Sra. cosdess Laura Sweyk.owka.
I
(Coninnaco.)
Era bastante isto para traoquillisa-lo comple-
tamente.
Entretanto nao lardou em notar em Norra urna <
mudanga bem' propria para sorprend-la. A don- i
zella perdeu de repente sua alegra de Me, que!
aecomraunicava to fcilmente aos outros, que
ella serneava por assim dizer em redor de si, e
que azia resoar a risinhanga como os ecos de
ama canligs prazenleira. Nao direi que ella es-
tiresse triste : a tristeza nao propria do ca-
tador lapo, anda que s vezes urna iocuravel
melancola nasga n'alma daquelles, que contem-
plara incesantemente o espectculo aualero das 1
graodesscenss do norte. Ella nao tioha alm disso
chegado essa phase da piixio, que produx a
tristeza as almas juveniz ; mas estar singular-
mente preoccupada, e essa preoccupagio era risi-
Tel, mesmo um homem meos aliento e me-
nos perspicaz do que Nepto. Apenas seria difli-
cil ao joreu lapo saber qual era seu verdadeiro
objecto.
Os pesares de Norra fallaram pouco : sua d6r
era discreta.
Ella nao va os dous Suecos : se acaso os en-
contrara, quasi sempre ellos se achavam juntos ;
nunca lhes diriga a palarra ; elles de sua parte
nao lhe fallaram muito, e Do hara em suas
maneiras nada que podesse revelar n'um ou n'ou-
tro urna secreta preferencia pela donzella.
Entretanto, deremos confessa-lo : as relaces
entre elles nao eram mais como nos primeiros
das: indifferenga, cheia de gracejos em um,
e altiva no outro, tioha succedido em ambos urna
benevolencia amarel o meiga.
Poucas pessoas na tribu conheciam a lingua
sueca ; ninguem a fallara to bem como Norra.
As cartss do governo que os eslrangeiros tinhim
entregue Peckel recommendavam-lbe que os
tratasse com toda a sorte de deferencia, e que
ob?decesse s suas requisiges. O velho patriar-
cba dos Kilpis era um poltico : sem gostar das
pessoas de Stockholmo, esforgara-se ao menos
por nao descontenta-los mui alertamente ; jul-
gra, pois, nao poder ser mais agradarel aos
mancebos, do que dando-lhes por interprete sua
neta. Norra era quero elle eocarregra de todas
as communicagoes officiaes entre os eslrangeiros
e a tribu ; era ella quem vellara em todas as
suas necesidades, e quem transmittia suas or-
dens aos serros ligados s suas pessoas : ella
desempeuhra estes cuidados com um zelo ex-
tremo e urna alegre presteza. Os dous amigos
lo i; va raro-so em sua diligencia e em seu zelo.
Norra por sua parle pareca tomar um viro io-
teresse ua tarefa que lhe confiaran). Dir-se-hia
que essa acliridade nervosa, um pouco febril,
que ella cao sabia em que empregar, achara fi-
nalmente o alimento que lhe coorinha, e que
ella experimentara urna especie de allirio no
emprego de suas faculdades, muilo lempo ocio-
sas.
Os suecos por sua parte moslraram-se reco-
nhecidos anda menos pelo que ella fazia por
elles, do que pela maneira porque o fazia ; rale
menos a dadiva do que o modo de da-la. Cada
um delles testemunhou-lbe como pode seu reco-
nhecimeoto, Elpbege tratando-a com o cama-
radesco familiar e desembarago de um artista,
Henrick, pelo contrario, leslemunhando-lhe urna
benevolencia affectuosa e meiga, quasi paternal,
que poda parecer singular proriodo de um ho-
mem to mogo, e dirigindo-se urna crealura tio
bonita.
Norra mostrou-se sensircl estes reipeitos,
pelo menos tanto quanlo o deria ; dirertia-se na
tenda daquelles, quem chamara seus hospedes ;
cuidara em ludo para que elles nao tiressem
cousa alguma, de que se occuparem : nunca
elles tinbam sido rodeados de mais deferenciase
atlencoes.
Junto delles, Norra julgara-se na Suecia ;
parecia-lhe ter de repente encontrado outra vez
essa boa vida de Stockholmo, que nao cessara de
chorar comsigo. As mulheres habituam-se, omi-
to mais fcilmente que os homeos e muito mais
proroptamente tambem, certas maneiras, que
ellas querem depois achar sempre ao p do si,
que procuram quando nao as teem mais, e cuja
perda as faz soffrer. A alegra, o ardor, a fran-
queza e o bom humor de Elphege agradaram
muito sem durida pequea lapooa ; mas a cor-
tezia, a reserva e os delicados respeilos de H>
nquo toparana ; a cb boiso moaiiaio*9D uiaia
cheia de confianga e mais abandonada com um, a
reserva conlida que mostrara ao outro nao era
prora de um interesse menos sincero e menos
vivo.
Por ventura os dous rapazes enganaram-se?
E o que al aquinada viera confirmar nem des-
mentir, nem em sua conducta, nem em suas pa-
lavras.
Porm nada rararel como o coragio de urna
mulher 1 A' presteza, actividade, alegra dos
primeiros dias, succedeu em brere nao sei que
vaga ioquietago, depois... tristezas passageiras,
e abatimentos sbitos. Era justamente o estado,
em que ella se achara alguos anuos antes, no mo-
mento de sua rolla da Suecia.
Nepto lioba muito ioleresse em obserrar sua
prima para deixar passar urna tal mudanga. Nao
puJe nicamente descobrir-lhe a causa, que Nor-
ra mesmo fazia por dissimular. Reduzido asim-
ples coojecturas, que nsda rinha confirmar, nem
destruir, elle domara seus transportes, agamara
sua colera, e segundo a linda expresso do poeta
egypcio roa seu coracao.
O infeliz viva pois no meio das mais loucas
alternativas de temor e de esperanga, ora lison-
geando-se de ser amado de Norra, porque sorrira
aceitando delle algum novo presente, e dizendo
comsigo que ella nem amara, nem amaria nunca
a algum outro. Outras rezas pelo contrario, ren-
do a mais pensativa, perguolava alpripriose
nle tioha um rival ra>os que
rodearan sua prfn*.cflfclmHHE| asjncgoes
de urna ringanga tr#ff|f J" 7**%J^
Esta excitagio dolorosa e incommoda nao ara
propria para acalmar o qua hara de spero e
selvagem na alma ardeote do lapo ; ella exas-
perara antes sua espantosa energa.
Neplo sempre exagerara as quaHdades e tim-
bera os dfaKos de sua raga. Mais que neohum
de seas compaaheiros elle senta agora a neces-
sidade de affastar-se, de ir sempre mais longe,
fugindo at da appaiencia de um erabarago ou
de uro constrangimentn insupportarel seu hu-
mor indmito. O lapo ama. naturalmente a in-
dependencia ; elle necessita do deserto lirre e
do rastj espaco, onde possa errar sem impeclio,
laogendo seus rebanhos, seguido de eu mulher
e de aeus filhos. Parece que elle tem prazer em
perder-se. elle, to pequeo, em um paiz tao
grande Nunca se sabe onde elle est ; ama-
nha nao estar onde estara hontem ; al vezes
apresenta-se ros quando nao o esperaos; mu-
tas vezes preciso procura-lo muito lempo para
o encontrar.
Ordinariamente um corto numero de familias,
reunidas entre si por lagos de urna anliga e com-
mum origem. aglomerim-se roluotariamente,
formara especies de clan,' cujo pequeo poro
associa seus destinos. a tribu tramada, que
rae, rem, percorrendo seu bel-prazer o immen-
so espago desde o cabo Norte al o goipho de
Bothnia, desde as frooteirss da Finlandia rusta
at os pantanos de Dronlheim e de Larsoger.
Mas se a tribu vi 'jora, o indiriduo nao o .
Nada mais raro do que urna excurgo isolada-
mente empreheodida por um lapo s ; elles
comprebendem que a unio faz a forga ; sentem
que necessitarn uns dos outros, e evitara sepa-
rar-se.
Causou pois tolos urna admirago immensa,
quando riram Nepto fazer de repente ausencias
tongas; o mancebo tomou hbitos, que ninguem
tinha em redor de si, e qua pareciam completa-
mente estran los aos homens de sua raga. Mui tas
rezes pondo a espingarda ao nombro, metiendo
em seu sacco urna prorisSo de peixe secco e urna
cabaga d'aguardente, assobiara por seu cao, e
sem dier nada, sahia do campo ao romper do
dia. Passara-se s rezes urna semana inleira
sem saber noticias suas.
E' rerdade que de lempos lempos os pasto-
res, que guardaram as rennas nos pastos da mon-
tanha, affirmaram ter visto lemcima, deslisan-
do-se por entre os rochedos urna forma inaper-
cebivel, que parecia-se ragamente com Nepto
De lempos lempos tambem vira-se o focinho
negro de um cao em tudosemelhanle ao doaffou-
to cegador. Anda que o chamassem, elle fugia
logo, nao meaos selvagem que seu se>nbor e des-
apparecia sem que se houvesse nunca ouridosua
voz.
As chegadas de Nepto eram lio sbitas como
suas partidas linham sido bruscas, o era egual-
mente dilficil saber porque elle se ia embora e
porque rollara : nao liaba confidentes, e pou-
cos homens leraram mais longe a discripgo. Seu
av, o relho Peckel aprazia-se algumas rezes a
ceosura-lo. Neplo e seu cao, dizia elle, nao
pronuncian) quatro patarras por anno 1
As mais das rezes a caga era o pretexto, ou ao
menos a desculpa dessas loogas ausencias, que
loroaram-se cada rez mais frequentes. Com
effeito, era raro que elle roltasse das grandes la-
goas ou das florestas profundas sem trazer o des-
pojo de um jmrf (I), de urna raposa, de cinco ou
seis martas, ou de urna duzla de esquilos, que
sua ba|a, sempre certa, ferira sempre na cabega
para nao prejudicar a pelle preciosa.
Muitas rezes, de rolla, Nepto pareca mais
calmo. Essa agilago nerrosa, essa ioquietago
sombra, esse tormento febril, que nunca o aban-
donaran) de lodo, applacaram ao menos um pou
co, e, at que urna nova tempestade riesse ac-
commetle-lo, elle pareca inteiramente tranquil-
lo. Outras rezes, pelo contrario, estara fra
apenas um ou dous dias ; voltara sem ter morto
cousa alguma, e eslava mais sombro e feroz que
nunca ; seu cao, tmido, com a cauda baia, com
o focinho em trra, caminhava sobre seus passos.
Se nesses momonlos va a donzella no limiar de
sua tenda, passara rpidamente juato delta, sem
lhe dirigir urna palarra, entretanto que seu cao,
menos alliro, voltara para ella o reflexo hmido
de seus grandes olhos tristes, que pareciam di-
zer-lhe : a Por que causas tanta magua meu
senhor?
Em brero Neplo sabio menos aioda; nunca
mhiumo.o prolongaram.se por mais de um
din ; olio parta o maulla, ujo?, tuiu- va ,.-
zesse advertir iocessantemente de sua presenga
os membros da tribu, dar tiros todo o oa, que
nao custaram a vida ninguem, e que nao li-
nham em seu pensamento outro effeito, que nao
fosse fazer saber aquellos, que tentassem esque-
ce-lo, que elle ahi estara.
O velho Peckel estara longe de approrar este
genero de vida, to dfferente do seu : o ar de
Neplo desde muito que passara a edade das lou-
curas amorosas, e alm disso nunca sacrificara
muito deusa Sarakki, que preside entre os ta-
pos as ternas fraquezas do corago : era o que
se chama um homem serio e positiro ;traba-
Ihador quando era necessario, fino mercador, e
que pareca atormentado dessa sede de ter, da
qual os homeos anda nao acharam os meios de
se livrar, e que se encarniga com ogual cruelda-
de sob os raios trridos do equador e sob os ge-
Ios do polo. Elle ia em pessoa levar suas rennas
s feiras da Suecia e da Noruega ; vellara os ira -
balhos das mulheres de sua tenda, que teciam
para elle estofos grosseiros, porem solidos e
quentes, e os dos homens, que prepararan) as
pelles e os couros ; pesar de sua edade aren-
gada, organisara cagadas do ursos, s quaes le-
vara os rapazes, e diriga anda suas numerosas
i Ol III I BVl
n
A DAMA DAS PEROLAS
(1) Especie de glutao, particular Laponia.
pescaras, que lhe rendan, alem de urna sub-
sistencia segura a abundante; muilo boas lucros,
quando os marcadores chegavam com anas pro-
vienen de farioha e licores fermentadas.
Bem se comprehende pois, aos olhot da um
tal homem a conducta de Repto deria parecer;
sem desculpa; aaata, em ana dapla quslidade
de av a de chafe da tribu tana alternativamente
da auloridade e da iuflueocia para fazer seu neto
mudar de rida.
Hat as exhortages e as supplics pareciam'
egualmeote impotentes sobre esa alma de bron-
ze, immulavel e obstinada em seus mudos de-
signios.
A carteira do jorem lapo nao valia sea duri-
da a do Sr. de Rothschild, -e sua firma nao teria
grande crdito mesmo no banco de Droothelra.
Has o que faz a rerdadeira fortuna nao acaso
a justa relago des meios edas necessidadea? A*
este respailo Neplo era trez a qualro vetea mil-
liooario I Orpho como Norra, elle herdara de
seu pae vastas tendas guarnecidas de moris, que
faziam sorrir a um camponez da Normandia ,
mas que debaixo do 70 grau de latilude nao era
nada menos que urna rerdadeira fortuna. Seas
dous rebanhos de renoas, que seu av tinha mui
hbilmente administrado, tinham crescido e mul-
tiplicado conforme a antiga le do Gnesis, e
agora bastaram com abundancia para todat as
necessidadea de sua vida, sea que lhe totee de
mister oceupar-se disso. A renna lalvez de to-
dos os animaes o que menos cuidado exige.
No esto ella eocootra pasto por toda a parte,
achs-o oas errores, arranca-o pos rochedos;
no inrerno, com um insliocto msrvilhoso, des-
cobre-o sob a nere e ra busca-lo profundida-
de incrirel, carando com as ponas. E'estafa-
cilidade mesmo de ama vida, que se arraoja de
alguma sorte sosinha, e sem que ninguem se in-
commode com ella, que torna o lapo to pre-
guicoso. De que serve trabalhar quando ludo
ros chega proposito e quando nao tendes de
alguma serte mais do que o trabalho de rirer ?
Urna s pessoa teria bastante crdito sobre
Nepto para operar a feliz reroluco, que seu ar
intilmente inrocara com todas as suas forgas.
Essa pessoa,nao temos necessidade de dize'-lo,
era Norra. Has Norra, por urna exagerago de
delicadeza, de que nao poderiamos censura-la,
recusou-se d'ahi em diante a tomar alguma par-
te nessa rida, que se lhe offerecra e que ella
nao quizera : rejeitara em sua leal franqueza to-
do o sacrificio, de que Nepto mais tarde poderia
fazer para si um direito contra ella, e, determi-
nada a nao conceder cousa alguma, estara tam-
bem resolrida a nao acceitar mais nada.
Peckel que nao comprehendia todas essat sub-
tilezas estara no fundo d'alma assaz disconteote
com seus dous netos, e nao sabia qual dos dous
reprehendesse satis, por que nao ignorara que
as inexplicareis recusas da donsalla tinham ori-
ginado os apartamentos do mancebo. Elle dis-
se-o mui claramente Norra,-que se contentou
de eocolher os hombros respondendo que nada
poda fazer.
Vendo que nada consegua, tomn emfim o
partido mais prudente, isto abandonou-os
si proprios e deixou as cousas seguirem seu ca-
minho. Deremos dize-lo :iam muilo mal.
V
O relho patriarcha, sem suspeitar anda a par-
te que deria attribuir em suas desgragas de fa-
milia aos dous jorens suecos, nao podera ver
com bons olhos a chegada delles d seu campo.
Como todos os perseguidos, como lodosos ven-
cidos, os lapoes odiam com um odio rigoroso os
noruegos e os suecos: elles os odiam e dispre-
zam; odiam-os por que se conhecem os mais
fracos; disprezam-os por que julgam-se mais
nobres e melhores. Esta preteogo aristocra-
cia assaz singularmente justificada entre os la-
poes: elles mostrara sobre urna de suas moota-
nhas (o monte Urna], o lugar onde, segundo as
tradiges nacionaes, parou ha cincoenta sculos
depois das dirersas peripecias do delurio a archa,
que levara com No a fortuna do genero huma-1
no. No, o antigo ar do genero humana, de-
pois de sua feliz sahida, procreara em primeiro
lugar os lapoes, que assim seriam o poro mais
aotigo do mundo renorado. Quando se tem tan-
tos direitos ao mundo; duro na rerdade obe-
decer ; entretanto obedece-se : asslm o quer a
cruel necessidade ; mas obedece-se tremendo, e
os fermeotos da rerolta referrem sempre secre-
tamente em alguma parte. Todava, tejamos
justos, o jugo dos suecos bastante tere, e ja-
mis se faz sentir cruelmente.
Os lapoes sao lalvez o povo menos goreroado
do mundo. O tributo que pagam seus senho-
res una especie de capitago, que jera p_or__Gjn
que o reconhecimento da soberana da raen e dos
direitos ds cora. Isto mesmo bastaue pana
humilhar e iodgoar esses irasciveis homevfsinuos.
Assim, tanto mais felizes se julgam, quanto me-
nos veem seus soberanos.
A chegada de Henrick e de seu compsnheir
nao foi pois saudada pela universal alegra da
tribu, que Peckel governara : este calara-se por
que era prudente ; mas os velhos companheiros
de sua edade lembravam-se ediziamaos outros
que nunca um sueco viera ter com elles, que nao
succedesse logo alguma desgraga.
Elles por tanto nada mais desejavam do que
expulsar de seu territorio nossos dous hroes,
com ou sem as honras da guerra ; mas lembra-
rarr.-se lempo que j urna vez e em egual cir-
cumstancia tireram de se arrependerem de urna
conducta imprudente. A Suecia tomara peito
a despeza de seus representantes ; considerara
como acto de rebellio os raaos tratos, que lhes
hariam feito soffrer; e o negocio tomara gnnde
vulto. Os goreraadores dea districlos risinhos
receberam ordens severas e tomou-se urna rio-
ganga eslrondosa dos insultos, feilos aos repre-
sentantes do rei.
Os lapoes comprehenderam que nao deiiam
mais declarar-se contra seus senhores, porm,
anda que contido em si mesmos, nem por isso
modto Ir mtaoe tiro, tastaz sua m tontada.
Henrick a seu amigo por tanto viram-se o alvo
de urna diseonflanga profunda : soflreram-08,
mas naa oaacceitaram.-
Entretanto o jovem affltial pela reterra de sua
conducta, qua todos podam apreciar ; o artista
por sua viveza, alegra a bom bu mor, desarma-
ram pouco pouco todas essas coleras injustas, e
chegaram mesmo a excitar entre seus hospedes
urna especie de benvola sympalhia.
De mais, se deremos dizer ludo, viriara bas-
tante larga, nao ullia'am para despezas e paga-
varn dinheiro vista, cousa admirarel em to-
da parte, porm cem vezes mais anda em um
paiz onde a moeda crrente rara e ond noven-
ta e cinco pessoas sobre cem nunca possuiram
urna pega de ouro,.
O lapo naturalmente muito amigo dos peque-
nos lucros ; o gaaho que elle pode fazer sobre o
estraogeiro para si duss rezes precioso- E' bas-
tite dizer que a maneira, pela qual nossos h-
roes tratavam asqwestdes de Qnangas, breremen-
tereconciliou comsigo as susceptibilidades da tri-
no mtis ou menos zelosas.
Depois de maldizerem sua viada, acabaram por
temer sua partida. Emfim, baria j quasi tres
mezes que ellas estavam na tribu, e nem se quer
fallaram em deixa-la. Sem terem com isso um
prazer desmedido, elles acabaram por te habituar
bastante vida que levavam entre lapoes. Elles
trabalhavam, patearan), cagsram, passeiavam,
estudaram esses costumes to noros para elles,
eso se enfadaran) accidentalmente, nos dias de
chura ou quando estavam muito lempo sem re-
ceber noticias de Slockolmo. O que mais lhes
fallava, era cortamente esse amavel commercio
das mulheres, de que certas naturezas teem urna
necessidade to viva, que torna-se como urna das
indispensabilidades da vida. Has entre elles e
as creaturas de dous ps, sem peonas e sem bar-
ba, que os cercavam, era to grande a distancia
que nem sequer tinham tido o pensamento de
transp-la ; fallar a verdade em toda a tribu s
Norra poda merecer esse nome de mulher, e
lembrara de feito as gragas, os encantos ou a pai-
xo, que temos o habito de ligar esse nome.
Se Norra nunca tiresse deixado os desertos da
Laponia, teria lhe succedido o mesmo que com
as outras, e, despeilo de sua elegancia nativa,
de seu espirito e gentileza, ella nunca teria pen-
sado que os hospedes de sen av fossem homeos
para si, nem que ella fosse mulher para elles.
Has Norra, como j disemos, fra educada em
Slockolmo e tinha sobre urna immensidade de
cousas ideas, que ordinariamente nao entram na
cabega de urna tapona. Tioham-lhe aberto os
olhos; tinham-lho deixado ver tudo quanto ella
ralia ; comprehendera que nao ha nacionalidade
para urna moga, a qual tem sempre nm lugar em
toda a parte oode se ama....
A chegada sbita, ioesperada, dos dous Suecos
foi um grande acontecimento, ou, para melhor
dizermos, o nico acobtecimento dessa rida cal-
ma, montona e derorada pelo cruel enfado. Ao
primeiro relance, rendo Henrick, ella reconhe-
ceu seu senhor :era seu destino que se cum-
pria ; antes de siberseelle quereria, ella lhe da-
r, seu coragio, ou, para melhor dizer-mos, era
sen corago que caminhara para elle e que se da-
r. E' rerdade que ella nao o detinha. Henrick
era para Norra o ideal muito lempo e intilmente
sonhado ;esse ideal, que se encontra no fundo
d'alma das donzellas, como perola no fundo dos
mares.
D-me ama
Esta pode ahi ficar muito tempo, e para sem-
pre, sem que o affouto pescador a traga praia e
a faga brilhar aos olhos ; mas, porque deseo-
nhecido, tem acaso menos prego ? Henrick ap-
parecou Norra, aemelhaote a esses formosos
prioeipes, filhos das fadas e dos genios, que reem
nao se sabe d'onde para consolar e libertar as
lindas heronas, abandonadas ou captiras.
Nunca essa fascinago exerciia pelos feiticeiros
ello bem piolada noscontos do potico Oriente,
linham-se realisado mais completamente. Se
elle abra a bocea, eram Odres e pedrarias que
cahiam-lhe dos labios; se a olhara, a luz de seus
olhos esclareca tudo em derredor della ; se elle
eslendia a mo, era para segura-la e lera-la
comsigo, bem longe, um reino lindo. Nin-
guem poderia jamis saber tudo que ha de poe-
sa no coragio de urna mulhor que ama pela rez
primeira. Os thesouros de Golgonda e de Hai-
derabad empallidecem i par dos de sua imagi-
nago. Foi como um desabrochar sbito de to-
das as flores coatidaa em germens e em botes
em sua alma ingenua. Como deria a realidade
esmagar esse schismar ideal ? Ah 1 esta relha
historia, sempre a mesma apezar de suas raria-
W' '-"' T~ "" *' *- *" Tintarla.
A alma, para a nossa pequea (apona, rana
muilo mais que tudo, e em comparagao do que
se adoriohara o que se via nao era nada. Ella j
tinha esquecido muito do que aprender em Sto-
kholrao ; mas de sua brilhaote educago ao me-
nos lhe ficra um certo toraeio de espirito po-
tico, e, com um gosto mais exquisito, esse tacto
femenino, que se aprende como o msis, e que
ninguem na Laponia ouuca lhe teria ensinado.
Has, gragas i Deus, ella rollara do estraogeiro
bastante cedo para nao delxtr ahi essa flor de
mocidade e iogenuidade, que hoje s desabrocha
na solido, e que oadasubstitue urna rez colhi-
da. Assim, coiocada nos confias do bem e do
mal, sabendo j muito, ignorando anda bastante,
Norra deria ter ora eocinto profundo e urna at-
traccao irresistirel para nm observador algum
tanto delicado do mrito das mulheres.
Talrez que, apezar de sua sincera modestia, a
amarel menina tiresse como que urna raga cons-
ciencia do thesouro de ternura e de paixo, que
Deus lhe depositara no seio ; talrez que tambem
sua altirs e recta natureza julgasse assaz severa-
mente os homens, que a cercaram, para capaci-
tarle que nenhum era capaz de comprehende-
la, nem digno de possui-la.
A paixo de Nepto, originada do desejo a da
raidade, egosta como o sao muitas rezes, ah I as
pauoes dos homens, nada tioha que podesse li-
sonjear muito urna natareza como a tua.
Talrez agora se compreh.oda o effeito, que de-
vora ter produzido a chegada de Henrick sobre
esse corago de dezeseis anoos, eheio de pertur-
bago, e rirendo como Untas donzellas, na aspe-
ranga do desconhecido I
Henrick deria agradar i urna alma joven ro-
mntica, anda ignorante da vida.
Steinborg era com effeito um dos modelos mais
perfeitos dessa raga sueca, que passara como o
typo acabado da belleza do .norte ; elle tinha a
tez aira e delicada de urna mulher; urna estatura
elevada, esbelta" e flexirel; olhos como d'aguia
marinha, ora de um azul carregado, ora de um
verde de reflexos d'ouro. Via-se bem qua um tal
homem deria ter nascido na commodidade da vi-
da rica,.ludo nello anounciava os hbitos de ele-
gancia nativa, e suas menores accoes revelavam
esse deleixo desdenhoso esoberbo, e essa supe-
rioridade, que ostenta audsciosamente a coas-
ciencia de si, que nunca deixa de atlrahir as mu-
lheres.
Nao slo sempre at mulheres algum tanto vic-
timas de seus olhos, bem como de seu cora-
go ?
Se a felicidade foi grande, durou ponto e a il-
luso dissipou-se em breve.
Norra comprehendeu logo onde devia um tal
amor lera-la, um amor sem futuro e sem espe-
ranga; mas nem por isso deixou de caminhar
menos resolutamente e com urna especie de re-
signado diante do que ella chamara seu deslioo.
Nao sabia fazer as cousas sem lera-las ao eabo :
logo que persuadio-se que deria amar a Henrick
amou-o como se dere amar, com toda sua alma
e com todas as suas forgas.
Has como a mulher sempre mulher, isto ,
cheia de pdica reserra no principio de todo o
amor rerdadeiro, ella encerrou em seu corago o
segredo de sua ternura com um cuidado to cio-
80, que aquella mesmo que della era o objecto,
devia por longo tempo ignora-la.
Henrick por sua parte nao Acara insensirel s
amareis qualidades de Norra: ligara-se ella
pouco pouco ; mas essa uniio em rez de causar
a donzella os prazeres profundos do amor corras-
pondido, era-lhe amarga como urna decepgo.
Com effeito, ella bem ria que a affeigo de Hen-
rick tinha alguma cousa de protectora e por as-
sim di., ir de paternal, que nao era precisamente
o que ella desejra nello encontrar.
Quando Heorick a ra indo e rindo em redor
delle, na tenda, pegando-lhe nos lirros, arru-
mando seus papis; quando pela manha ella
rinha trazer-lhe um bouquet de flores das mon-
tanhas, anda hmidas do orralho, elle dava-lhe
em troca um olhar temo, um agradecmenlo af-
fectuoso; mas nao eram as palavrat, nem o
olhar, nem a ternura do amante.
A pobre Norra era emfim bem fcil de enga-
ar, ou antes, tioha um prazer secreto em dei-
xar-se Iludir. Era della quesera verdade dizer-
se que fcilmente nos persuadimos do que deseja-
mos e acreditamos de bom grado no que espera-
mos : as menores attengoes do joven official eram
por ella interpretadas no sentido mais farorarel
ao erro, que lhe era caro.
Coovm diz-lo. Norra nao deixava de ter urna
desculpa para esse erro, do qual nada devia desen-
gaa-la Viveodo no meio de homens assaz gros-
seiros, perfeitamente estraohos todos os re-
quintes da civisaco e todas as delicadezas da
galantera, e cuja primeira palarra, dirigida
urna mulber, era um pedido em casamento, nao
era de admirar que a polidez, os respeilos e at-
tengoes de um homem bem educado, tiressem
sobre ella urna influencia, contra a qual urna pa-
risiense ter-se-hia precarido bem diferentemen-
te. Tudo relatiro e os juizos absolutos sao quasi
sempre falsos.
Ah I se algum acaso, que eu nao oasaria dese-
jar-lhe, fizesse cahir seus olhos urna carta, que
Heorick mandara para Stockholmo, na mesma
manha do dia em que esta historia comeca, a
pobre menina teria comprehendido sufficienle-
mento quanto eram ras suas esperaogas.
Tu me perguntas, cara Edwina, escreria
Henrick,como passo na Laponia : lo bem, meu
corago, como posso estar trezentas leguas de
ti. Sem ti, bella, Paris ou Kanlokeioo, para
mim o mesmo I A gente do paiz selvagem de
muilo ms iotengoes ; para dizer
los velhacos, dos quaes so deve
bem ten pobre amante. Ella rae, vem, se agita
a gira em torno de nos como nos verdadeiro fago
fatuo. Ella te parece bastante com as lindas fa-
necas, que se veam as proximidades do Natal
as lejas da praga Brunkkergt Tog acretcenta que
ella tem na vestuario que s tem semelhantes
as operas. Tudo isto nao impede que a peque-
a feiticeira, por que parece que ella diz a
buea-dicha, e tem cem vezes mais talento do
qao seria preciso seu av para fazer-se assaz
pelo carrasco, isto nao impede, digo, que ella
sejauraa pessoa excellenle, que nos trata o me-
lhor que possivcl. e de quem estamos muito
salisfeitos, Elphege e eu. Os artistas sao ho-
mens lo singulares, que eu nao jurara que nosso
amigo nao lenha na cabega por essa creaturinha
um grao de alguma cousa que bem poder-se-hia
chamar amor. Que queres ? Todos nao podem
amar como eu a mais linda moga de Stockholmo.
Remeti para teu lbum um rtlrato dessa peque-
a Norra, ella se chama Norra. Mandar-
te-hia a rapariguinha em pessoa, se a posta qui-
zesse eocarregar-se della : estou cerlo que com
suas peonas, suas pelles e lodos os seue^enreites
ella faria furor no Parque e entre os frecuenta-
dores do caf Bairn, e que della fallar-sa-hia nos
joroaes.
Adeus, Eiwina de brancas mos ; lastma-
me de te amar Unto e de tao longe.
Henrick .
VI
Henrick era formoso ; era esta Ulvez a pri-
meira de suas virtudes : as vezes a nica qua
lidade que se requer para um hroe de romance
Sexto lilho de um rico industrioso, que tinha ca-
pitaes empenhados as minas de ferro da Suecia,
milliooario se fosse filho nico,reduzido porgo
repartida pela presenga de cinco irmos e tres ir-
mas, educado em urna abastanga, que a Suecia
toma por luxo, elle nao tinha, como a mor par-
te dos mancebos deste seculo, senio um fim ni-
co : era chegar quanto antes a urna posigio bV*
e indepeodente. Depois de servir o Estado, coi-
lava servir nicamente a si, e, approreitaodo a
occasio, que se lhe apresentara to slidamente
farorarel, esperara deixar-se lerar por ell-j a.
fortuna. O talento, que elle teria a occasio.da
manifestar em seua difficeis estudos na Lapo4,
seria para elle a melhor de todas as notas f*^
com os grandes capitalistas, que poderiam ;
o futuro confiar-lhe a direcgo de seus interesis.
Este programma seriamente Diado em seu ce-
rebro, Heorick estara disposto a segui-lo com
urna obstinago e urna firmeza, que nada d'ahi
em diante deria desriar do seu fim. Acrescen-
lemos que Henrick encontrara no inrerno pre-
cedente urna certa Edwina, a quem era dirigida
a carta cima.ecujopaepossuia dous ou liesgaards
na Darlecarlia e urna pedreira de porphyro perto
de Elfsdale : Edwina passara por urna das mogas
mais lindas de Stockholmo.
Elle a amara com tanto maior forga, quanto
esse amor era rasoarel, quanlo o casamento con-
solidara sua posigo, e quanto sua fortuna e co-
rago se harmonisaram ao mesmo lempo. Faria
um casamento de inclinago com urna mulher
rica. Nao este o voto" secreto dos melhores de
entre nos t
Tal era o hete de Norra, tal era seu ideal, tal
era o homem, em torno do qual iam girar como
satellites ao redor de seu planeta, todos os so-
nhos, toda a paixo, toda a ternura da pobre
menina. Essa ternura permaneceu muilo tempo
silenciosa, o essa paixo muda : as almas jorens
sao pdicas I Apenjs Norra ousara confessar
si propria um segredo, que sua boca nunca tra-
hitia.
}
io de
POR
A. DUMAS FILHO.
[Continua[o.~
Hadama de Wine retirou-se mais tranquilla e fez
com que eu promeltesse nao fallar Jacques de
sua risita e da missso de que me tinha encarre-
gado. A's cinco horas chegou elle, sorriodo,
cantando, com todas as apparencias de um ho-
rnera feliz. Essa alegra, em opposico com a
tristeza que me visitava pela manha, inquielou-
me por madama de Wine. Pareteu-me de mo
agouro para o bom xito da mioha negociago.
Pareces-me muito alegre 1 disse-lhe eu.
Com effeito, estou muito contente I
D'onde vene ?
Vim de dar um passeio cavallo.
E o que vaes fazer esta tarde ?
Anda nao sei.
E noite para onde irs ?
Para onde fui a noite panada.
E oode ettivesle a nonte passada ?
Perguntas muilo.
Eoiao verdade o que eu suppuz.
E o que ioi que supposeste ?
Que esls em termos de engaar mada ma
de Wine.
Pode bem ser.
Nao lens razio. Ella le ama.
Pelo menos julga isso.
Pois eu lenho certeza.
Ora vers que nao morre por causa da nos-
sa seperagao.
Tecionas deixa-la.
Assim ha de ser necessario.
Pobre mulher I
Tens pena della ?
Tenho.
Pois bem, tens razio I
tando-se de repente, porque ninguem era mais
promplo do que elle a passar de urna sensago
sensago contraria, tens razo eeu tambem te-
nho pena della I Porm o que queres, mea ami-
go, tenho felicidade para vender. Amo, amo
emfim. Juro-te que flz todo o que pude para
que este amor que sinto me fosse causado por
madama de Wine. Prefereria amar essamurher
quaiquer outra. Foi impossivel I Comprehen-
des 7 S fiz msica ruim emquaoto estive com
ella : queres hoje que eu faga nma obra prima
H Vide Diario n. 208.
como Guilherme Tell ou D. Juan ?
pena e papel que l'a escrererei.
E se le engaares ?
Nao me engao.
E quanto tempo ha isso ?
Ha seis semanas.
E desde esse tempo madama do Wine?
Invento lodos os dias um pretexto para nao
ir v-la ou para ve-la menos rezes. Sou injusto
para com ella e nao pode ser de outro modo.
Quando pens em todas as infamiaziohas que lhe
tenho feito para lhe roubar um dia, urna hora
do mea tempo, fleo com vergonha. Mas o que
fazer. ? Nao posso dizer-lhe brutalmente que nao
amo-a mais, que nunca a amei : entretanto se-
ria esse procedimento mais leal e menos cruel
do que eogana-la assim e faze-la soffrer ; por-
que en bem vejo que ella soffre. Ah se es-
se rompimento partisse della; se de repente
se apaixonasse por alguem : se podesse ser feliz
com outro, que bom amigo que serias para am-
bos! Nao sei porque nao pode um homem ver
urna mulher bonita sem lhe fazer a corte. Que
tradigo tola e ridicula I Se cu livesse sabido
afastar-me della, leria sido para madama de Wine
o que sou para madama de Nor.cy, que me adora ;
verdade que madama deNorcy tem essa grande
oceupago do corago, indispensarel s mulhe-
res, um desses amores bellos, profundos e firmes
que abra^am urna vida inteira, e que ao contra-
rio do raio, fazem vivos quelles em quem to-
cara, e matam os que deixam. Hadama de Wine
nao tinha essa oceupago e eaperou que eu lh'a
dara como eu espere! acha-la nella. Pois im-
mediatamente conheci que ambos tinhamos
errado o caminho. Nao foi seno um casamento
de razo, menos o casamento, felizmente. Eu
devia te-la prevenido, devia mostrar lhe o ca-
minho para oode coorinha que dirigase seus
passos: mas son egosta como todos os homens;
ese nao a amara, como nao amava outra, nao
lhe disse nada e esperei. Durante esse lempo
ella te acottumava mim, a apathia do meu
amor contribua para augmentar o della, e huje
ama-me, nio tanto quanto pens, mas ama-me
bastante, e a nossa separago ser para ella urna
ddr. Has, repilo-te, necessario que lenha lu-
Igar essa separago: eu j nao me don ao Iraba-
balho de esconder-me, um dia ha de ella saber
fudo e eoto Deus sabe o que sneceder I Foi
aPrordencia quem te trouxe Pars e coota
comttgo para o desfecho. Em tua qualidade de
romancista, cabe-te de direilo essa tarefa. Des-
cobre um meio noro, original, que ma faga tro-
car o meu cargo de amante peta potigao de a-
migo, e terme-has feito nm verdadeiro servigo.
Estas bem resolrido ?
Estou.
Seriamente?
Palavra de honra.
Eoto posso dizer-te tudo.
O que ha?
Madama de Wine fez-me urna risita.
Quando ?
Esta manha.
Tinha-me acompanhado hontem e sabe
tudo?
Nada sabe.
Has desconfia de alguma cousa?
Nao tem a menor suspeita.
O que quera ento ?
Quera encarregar-me de urna commisso
para ti.
Que ....
Olheiattentamente para Jacques ver o effei-
to que produziria a mioha resposta.
Que a mesma de que me queres encar-
regar para com ella.
Como I quer romper 1
Sim.
J nao me ama ?
Justamente.
Tem amante novo? Oh I que bella mu-
lher I exclamou Jacques dando-me um abrago.
Tirou-me de um grande apuro I
Ao ouvir essa noticia, nada vibrou em Jacques,
nem mesmo o amor propro; nada o offeodeo,
nem mesmo a idea de que poderia, dizen'do-se
amado, parecer ridiculo por um iostiote aos
olhos daquelle que, desde, pela manha sabia o
contrario. Nada emfim perlurbou-lhe > alegra,
nem sequer a sospeiU muito natural de que eu
lhe dizia urna mentira, e que era impossivel que
madama de Wine me livesse encarregado bru-
talmente de to difficil commisso.
II
Decididamente nio havia mais esperanga ; po-
dia-se amortalhar este amor: estar mtrto, se
que hara existido.
Depois de me ter adianUdo bastante no inte-
resse da mioha protegida (o que eu aaabara de
fazer ata o nico meio de/ne coorencer nao s
mim, mas mesmo Jacques, do estado real do
seu corago) depois de me ter assim adiaotado,
digo eu, ia necessariamente ver-me bracos com
essa separago^ Gomo me haveria eu, depois da
esperanga que tinha dado pela machia essa
mulher afilela, esperanga que eu tioha certeza
de ter crescido a florido I Dei aos diabos todos
os apaixooados do mundo ; no eotanto era ne-
cessario desengaar o meu amigo. Nao podia
deixar por um minuto mais que semelhante men-
tira manchaste a reputacao e o amor de madama
I Wine : confessei tudo.
Tanto peior para ti, disse Jacques : arran-
ja-te como poderes.
Basta de gracejos, disse-lhe eu com tom se-
rio. Nio rompas assim com essa mulher, de-
pois de um amor de quinze mezes. Procuremos
um meio honroso que salve a tua delicadeza e
nio ofrenda muito o coragio e a digoidade della.
Quanto ao coragio de madama de Wine, como
j te disse, nio exageres as cousas. Houve l-
timamente entre nos urna certa historia de rama-
hele que me prorou que este torago poda bem
estar i camiuho ; se nao por um amor, pelo me*-
fiar,ridos como lobos e sagazes como raposas;
s lhes falta a forga para serem perigosos. Gra-
gas Deus, nao temos medo delles: comecamos
mostranJo-lhes os denles quanlo chegamos, e,
depois, acbamo-ios mansos como cordeiros e nu-
cios como luras. Elles sabem que temos por nos
a policia H.-. k.ii:., .wiu ^uc 1310 os Bjuna a se
conserrarem socegadoj. Nio lemas pois nada
por mim, cara amada. Alm disso, Elphege me
relia como um tio de guarda. Eu o ajado um
pouco neste Irabalhc : de mister que en cuide
em mim, porquaoto tu me amas I Trabalho Unto
quanlo sao compridos os dias, e podes estar certa
que neste paiz isto nao dizer pouco; desde que
estamos na Laponia o sol aioda nao tere tempo
de se por. Heus affazeres nao sao dos mais fa-
cis; porm meu pensamento me anima e nao
os considero superiores, s minhas forgas. Se eu
for bem succedido cumpro minba palarra res-
peito daquillo que tu sabes ; teu pai s espera is-
to para me chamar seu filho. Consegui-lo-hei I
Nao me deseja pois coragem ;eu a lenho ; da-
seja-rae somonte que tu ames-me sempre e que
eu era brere r ter comtigo.
Elphege passa bem ; elle beija-te as mos, I
pretende que se enfada tanto por pao te ver como
por nao comer mais pao. Entretanto nao nos
lastima por esta ultima particularidade, por que,
excepgio disso, passamos bem. Tratam bem
de nos por causa de nosso dinheiro.
Ha entre estes brutos urna especie de fada-
sinha, gord.a como o punho da mo : certa-
mente urna das mais singulares e das mais lindas
miniaturas de mulher, que se possam encontrar;
boa ama emfim, e a uoica aqui que quer algum
Hil cousas porm fallaram por ella. Ha muito
que se disse: ninguem bem serrido seno pe-
las mos que amam I Nunca despota oriental
algum tere escrara mais atienta do que a nossa
pequea lapona ; ella estudara mil maneiras
para tornara residencia em seu paiz doce e ama-
rel Heorick e Elphege, por quanto nao lhe
era possirel separar um do outro. Sua peque-
a tenda, collocada nos limites do acampamento
d'eslio da tribu dos Kilpis, a margena de um re-
tado, sao asta-! gato e ao abrigo de um grande pioheiro, que lhe
sempre descon- sarria de pilar central, estara prorida desses mil
nos por urna consolago e que nio soffria tanto
como pensas.
Que historia essa ?
Ves ver aioda urna pega do acaso. Sabes
que sou o homem menos galanteador deste man-
do. Poderia dar a minha vida urna mulher,
mas nao me viria cabega lerar-lhe um rama-
Ihete de um sold. Ignoro completamente essas
alteogdezinbas, que, segundo parece, tem um va-
lor enorme aos olhos das mulheres, e fazem mes-
mo todo o mrito de certos homens. D'ahi resulta
que depois que nos conhecemos, eu anda nio
linha mandado urna flor madama de Wine, que
tambem nao as aceilava de ninguem. As que eo-
travam em sua casa eram compradas por ella no
dia do mercado das flores, e noite ao entrar, eu
as achava no toucador ou na sala. Ha pertoae
tres semanas, certa manba que eu tinha entio
culpas para com madama de Wine, sem que ella
soubesse. passei pela loja d urna floresta e ali
vi admiraveis violetas de Parma. Handei fazer um
ramalbete enorme e eoriei-o madama de Wi-
ne, sem juntar-lhe o meu bilhele de risita, para
ter quando a visse, o prazer de gabar-me de urna
galanlara tio nova. Chegou s cinco horas da
larde, entrei para sala, olhei, nada deramalhe-
te I Fui sala de jantar, nada I abr a porta do
toucador, nada I quarlo de dormir, nada I Resta-
va o quarlo de vestir, aposento muito elegante
em que ha urna cama, onde dorme a mi quando
Ac al tarde em casa da filha. Dispunha-ma a
continuar as minhis pesquizas, que ia fazendo
sera affeclagio, quando madama de Wine delere,
pergontando-me onde ia.
Minha mi est nesse gabinete experimen-
tando um vestido, nio entre, disse-me ella com
tom tio natural, que ne permillia a menor du-
rida. E depois, por que teria eu auspeilado ma-
dama de Woe de urna mentira? Nao entrei:
mas inquizilado por nao ter visto o ramalbete,
disse-lhe :
Nio lhe touxeram esta maohaa um rama-
Ihete ?
objectos, que podem servir a commodidade e
bem-estar da rida confortarel. E' rerdade que
os mancebos lloham-os Irazido comsigo da Suecia
mas eram as mos mimosas de Norra, que os ti-
nhav disposto com esse gosto verdaderamente
exquisito; nunca a leud de um lapo Uvera esse
ar risonho, aceiado e coquette, que fazia della a
morada a mais ff'davel. at aos olhos dos pro-
prios suecos. Quaodo nella enlraram, depois de
urna longa excurso no dia posterior ao de sua
chegada, achando-a tio perfeitamente arrumada,
cada cousa em sen lugar, e justamente no lugar
que lhe coorinha ; quando viram que tinham
juncado o solo n de folhas, e posto flores por
toda a parte, licaram na verdade tocados, dessas
amareis attengoes, e Norra ficou recompensada
de seu trabalho pelo prazer e sorpresa que riu
pintar-se no rosto delles.
Isto um palacio 1exclamou Elphege com
um tom alegre:um palacio em um deserto ;
ti que o deremos, linda princeza 1acrescen-
tou elle roltaodo-se para Norra.
Fiz o que pude,respondeu simplesmente
a neta de Peckel.
Ah o teu gue pude -muito bom,retor-
quio Henrick, passando a mo pelo ment de
Norra com um gesto familiar.
A donzella abaixou a cabega e tomou-se paluda.
E' a tenda mais bonita, que tenho risto,
continuou Heorick, que nem ao menos notara
em sua commogo.
Pas bem 1.... procura agradar-te della e
ficar aqur muito lempo,acrescentoa ella mais
baixo.
[Continuar-te-ha.)
rNao. '
Tem certeza disso ?
Bstou certissima.
Pergunte 4 criada.
Appareceu a criada.
Mara, nio trouxeram hoje um ramalbete
para a sonbora ?
Nio, senhor.
Era entretanto impossivel que a florista tiresse
ficado com o ramalbete. Estaria madama de Wi-
ne mentindo ? Contlnnei:
E' singular. No eotanto esta manha, ao
passar pela sua porta ri um homem que trazia nm
ramalhete para esta casa. Nio sei que curiosi-
dade levou-me a acompanha-lo : elle perguntou
o seu nome ao porteiro, subiu, e quando deseen
ia com as mos vastas.
Mamada de Wine corou.
Ah I sim,disse: um ramalhete de violetas;
mas nao era para mim.
Para quem era ento ?
Para minha mi.
Para sua me I Desde quando raandam-
Ihe ramalhetes, e principalmente i sua casa ?
Comprou-o, e como vlnha passar o dia co-
migo, maodou-o trazer para aqui: mas eu, pes-
soalmente norecebi ramalhete nenhum.
A mentira era flagrante.
Pois bem 1 cootinuei, pergunte sua me
onde comprou esse ramalhete ; quero mandar-lhe
um egual.
E' intil.
Sua me eat ahi no gabinete, pode respon-
der-lhe immediatamente. Quer que en lhe v
pergunUr ?
Nao,eu vou.
Saina por nm instante, e vollou dizeodo-me
com um deaembarago que provava nm certo ha-
bito da mentira.
Comprou-o no mercado da Magdalena.
Pois pareceu-me muilo bonito, disse eu com
lora muito natural, quando sahir lhe mandarei
um egual.
Anda cooversei alguns minutos e sahi. Que-
ra tirar limpo eaU aventura. Mandei casa da
me de madama de Wine. Tanto nao estara em
casada filha, que nao tinha sahido naquelledta.
A mentira, a dupla mentira mesmo era flagrante.
Para que me linha dito madama de Wine que sua
mi estara no gabinete? para que eu nio eo-
trasse. Porque nao quera que eu eotrasse ? pa-
ra que nio risse o ramalhete. Porque nao quera
que eu o risse ? evidentemente porque julgara
que fra oulrem quem Ih'o enriara. Logo, hara
um mystero na casa, ecomo o que eu quera era
que madama de Wine livesse comigo alguma fal-
ta para autorisar-me, para com a minha cons-
ciencia, a continuar o que fazia, fiquei satisfeilis-
slmo com esse incidente. Nao lhe disse nada,
nem se quer vigiei-a ; mas guardei sempre essa
porta falsa por onde podesse fugir no da em que
fosse necessario acabar com semelhante amor.
Chegou esse dia ; enlrego-ta o facto ; aulhen-
tico. Tira delle o partido que quizeres. Nio de-
duzo d'ahi que madama de Wine teoha outro
amante ; entretanto, como ha pouco vate, nao
ma admirara essa noticia : mas vae certamente
casa della alguem que eu nio conhego, e de quem
aceita os ramalhetes que esconde de mim. Tai-
vez nio pasae isso de urna crancice ; nio im-
porta, toroa-la-hemos pretexto. De sua posigo
actual sucoAttor, ajudando-lhe o despeito,
nao ser o camiaho muilo comprido, para o des-
conhecido galantear ; e d'ahi consolago, nada
ser para madama de Wine. E depois, nao te
pedia ella que lhe dissessesloda a verdade? Esse
passo nao prova urna mnlher que esU prompta
saber tudo? Retirar-se-ha para uro canto do
mundo ? Todas as mulheres dtiem o mesmo em
caso idntico e poucas o fazem tezizmenle. En-
tretanto aoredlto qua elU toflre, porque por ora
sou eu o preferido : mat'ta ooirencido que alia
j sent apoto por outro lado. Preterirte Ulfei
oo ter necessidade delle : mas nao se descuida
de olhar de vez em quando. E' conviego mi-
oha. Emfim, meu charo amigo, nao posso tomar
esse amor ao serio, agora principalmente. Co-
mego a Irabalhar desde j, e.no entanto, vamos
jantar.
Talrez, na hora em que Jacques pronunciara
o nome de madama de Wine por desejar romper
com elle, outro, o desconhecido do ramalhete
pronunciasse esse nome com todos os sonhos e
todas as ambigdes do amor. Assim rae o mundo.
Quantas mulheres ha em urna mulher I E urna
felicidade. Bulln disse : o estylo o hornera,
poder-se-hia dizer da mulher o que elle disse do
estylo, porque a mulher nao o que mas o qua
o homem a vi.
Devo dizer que a historia de Jacques altenuou
um pouco o effeito produzido sobre mim pela vi-
sita da manha, e madama de Wine appareceu
sob outro aspecto.
Aceitei a misso diplomtica deque me encar-
regara o meu amigo. Era mais do que urna mis-
so. Talrez fosse um estudo a fazer, e essas es-
pecies de estudos sao o meu officio.
Reslara-me saber como contrahira Jacques a
ora ligago, cuja aurora serrira de poente ou-
tra. Felizmente elle nio era capaz, principal-
mente comigo, de ficar meio caminho das con-
fidencias, e fiz tengo de fazer-lhe perguntas em-
quanto jantaramos.
Oude ramos janUr ? perguntei-lhe eu.
A casa de Lither.
Na ra de Riroli ?
Justamente 1 jaoto l todos os dias.
Fica bem longe de tua casa.
Assim necessario : mas ramos queja es-
tou demorado.
Essa necessidade de jaotar todos os dias no mes-
rao lugar, esse receio de se demorar para jantar
em um bolequim, ligaram-se certamente i histo-
ria que eu quera coahecer. J esUvamos ca-
minho.
Ah 1 disse eu, conta-me agora...
Contar-le-hei tudo, mas nao hoje... um dia,
em que tirermos tempo.
E' cousa comprda t
__ Bastete.
E esta noite ?
Nao poderei ficar com tigo mais do qua
meia hora.
O que raes fazer ?
Anda nio sei, mas rou saber. E depois tu
deres ir casa de madama de Wine.
Chegamos casa de Lither.
Nao veio ninguem procurar por mim ? per-
guntou Jacques ao criado.
Nao, senhor, anda nao.
(Conftnuar-tt-ta.)
TEW,- TTP. DI M. F. DI f AlIi.-lSfiU
l
}
H


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