Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09385


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Full Text
un xizrnjfouio 208
P.r tres 'mezes aiaatados 5$000
Por tres mezes vencidos 6$000
TERCA FEIBA 10 H SETEMBRO
Poranaditflladol9|000
Ptrte fraico para t snbscripUr.
RCA*1GAD08 DA S1SCRIPCAO DO NORTE
Parakiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Hatal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. i. Jos
da Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tins Ribeiro Guimaraes; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo daCosta.
PARTIDAS UUS CUKKRlUa.
Olinda todos os das as 9 1/1 horas do dia.
Iguaraasu, Goianna Parahiba as segundas
sextas-feiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Ctraar.Altinho
Garanhuns as tercas-feiras.
Pao d'Albo, Nazarath, Limoeiro.Brejo, Pe-a-
queira.Ingazeira, Flores, Villa-Bella,Boa-Vista
Ouricury e Fx as quartasfeiras.
Cabo, Serinbaem,Rio Formoso,Un,Barreiros,
Aga Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
Todos os correiosr-artem aa 10 horas da manhaa
KPHEMERIDES DO MIZ DE SETEMBRO.
4 Lua ora as 7 horas 52 minutos da man.
11 Ouarto crscentelas 10 horas e 56 mioutosda
maoba.
18 Lua cheia as II horas e 42 minutos da Urde:
27 Quarto mioguante aa 4 horas e 5 minutos da
manhaa.
PREAMAR DEHOJR.
Primeiro as 9 horas e 18 minutos da manhia.
Segundo as 9 horas e 42 minutos da tarde.
IAS DA SEM Al Ai
9 Segunda. S. Sergio p. ; S. Seraphina viuv.
10 Terca. S Nicolao Tolentino ; S. Jader b. m,
11 Quarta: S. Theodora penitente; S. Proto m.
12 Quinta. S. Auta v. m. ; S. Juvencio b.
13 Sexta. S. Pelippe m.; S. Ligorio; S. Cypriano
14 Sabbado. Exaltaco da Santa Cruz.
15 Domingo. O Santissimo Nomo de Mara.
^1*^ uo6 jmmm ^ capital, awCAME6AD0g DA 8UBSCR1PCA0 D0SL
Tribunal do sommercio; segundas e quintas. *~y' w ouu
Relaco: tercas, quintas sabbados aslO horas. !*0?*'_ Sr" Claudiao Falcao Dias ; Baha,
Fazenda: teres, quintas e sabbados as 10 horas.
luizo do ommorcio : quartas ao mel dia:
Dito do orphios: tercas e sextaa as 10 horaa.
Primeira vara do stsI : toreas sextasao meio
da.
Segunda rara do eivel: quartas sabbados a 1
hora da tarde:

PARTE OFFICIIL
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 5 de eterafcro
de 801.
Officrj ao Exm. presidente da Parahiba.O
Exm. ministro da agricultura, commercio e obras
publicas, eommuuicando-rae em aviso de 31 de
julho prximo ndo, sob n. 15, havero goveroo
imperial resolvido que nesla provincia, e bem as-
sim em oulras do imperio se flzesse urna exposi-
Qo agrcola na qual devem figurar os seus pro-
ductos naturaes e industriaos, e os das provin-
cias limiirosjbes, ou que lhe ficam mais prxi-
mas, a cujos presidentes se diriga naquella data
e recommeoda-me que, na forma das instruccoes
que acompaoharam o referido aviso, eu me en-
feuda com V. Exc. acerca deste objecto.
Em cumprimento, pois, do que me ordenado,
tenho a sjiisfago de declarar a V. Exc. que j
exped as necessarias providencias para que se
verifique com toda a promptidio a exposicao des-
ta provincia OrJIndo j nomeada por portara de
4 do corrente a commisso qne tem de dirigi-la
na forma das instruccoes que vieram aonexas ao
precitado aviso, designado o dia 2 de dezembro
prximo viodouro e o palacio desle goveroo para
a sua abertura.
CovenciJo de que V. Exc. acompanhando o
governo imperial em to nobre e patritico pen-
samento, nada poupar para que sejara, plena-
mente satisfeitas as suas vistas, convidando a po-
pulacao dessa provincia a concorrer para a pre-
dicla exposicao, limito-me tao someote a signifi-
car a V. Etc. a salisfaco que experimeotarei em
ver a provincia confiada sua Ilustrada adminis-
trago representada no maior numero de produc-
tos, que altestem nao s as riquezas naturaes,
que possue, mais tambem o deseovolvimento o
progresso, que j tenha adquirido a sua indus-
tria.
Suppoodo que s y. Eic. tenham sido re-
metdas as inslrucgoes de que j tenho fallido, e
pelas quaes a exposicao tem de ser dirigida, toda-
va nao ser intil que V. Exc. transmita o in-
cluso exemplar impressojdas mesmas instruccoes.
OHkiou se no mesmo sentido aos Exms. pre-
sidentes das provincias do Rio Grande do Norte,
Cear, Miranhao, Alagoas, Sergipe, e Piauhy.
Dito ao capito do porto.Mande V. S. por em
liberdade o recruti Jos Cassiano, que provou
isencao legal.
Dito ao coronel commandante das armas.
Queira V. S. mandar inspeccionar e alistar no
exercito, se for considerado apto para isso a Jos
Gomes de Paria que para ter esse destino Coi re-
colhido ao calabouco do quartel do 10* batalho
de infantaria, como participou-me o commandan-
te interino da guarda nacional do municipio do
Recife.Communicou-se a este.
Dito ao mesmo.Em soluco ao oflicio de Y. S.
datado de 14 de julho do aono passado, sob n.
750, tenho a declarar-lhe que em vista da provi-
so*de 21 de marco de 1829 e do aviso da repar-
tido da guerra, n. 118, de 9 de marco de 1860,
nenhum obstculo ha em serem fornecidos os ar-
tigos, a que tiverem direito para vestuario, os
sentenciados militares excluidos dos corpos.
Dito ao presidente da reUgo.Sirva-se V. S.
de informar se foram apresentadas nesse arsenal
as appellacoes dos reos mencionados na relaco
junta ao otBrio do juix municipal suppleote de
Garanhuns de 8 de julho ultimo, a que se refere
o do juiz de direito da comarca do mesmo nomo
de 18 de agosto- prximo passado, que me aero
devolvidos.
Officio ao commandante superior de Pao d'A-
lhoAo officio de V. S. de 26 de agosto ultimo
respondo declarando que por forca do 26 do
art. 1 do decreto n. 1354 de 6 de abril de 1851,
compete a esse commando superior dar todas as
providencias afim de effecluar-se a reuoio do
conselho de revista da guarda nacional desse mu-
nicipio, cumpre que V. S. expeca neste sentido
as convenientes ordeos, visto achar-se impedido
por molestia o coronel commandante auperior.
_ Dito ao commandante superior de Santo An-
13o.Expega V. S. as suas ordeos para que seja
dissolvido o destacamento de guardas naciooaes,
que existe na cidadeda Victoria.Communicou-
se a thesouraria de fazenda.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Respondo ao seu officio, n. 402, de 2 do corren-
te, que pode V. S. mandar recolher ao corpo sob
seu commando as pracas dclle, que se acham
destacadas em differentes pontos da provincia, e
teem de passar para a compaohia urbana.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Pela verba competente, mande V. S. pagara
Aguiar Ramos 4 C. a quantia de 30&000 em que,
segundo a conta junta importa a lavagem e en-
gommado de 13 corlioados das varandas da sala
do palacio da presidencia.
Dito ao mesmo.Pode V. S. mandar entregar
ao 2 tenente do 4 batalho do artilheria a p,
llygino Jos de Olireira Coelho o dinheiro que
tem de remetter collectoria do Buique, para
occorrer ao pagamento dos veocimentos do des-
tacamenfo, que comman-Ja o capito Jos Pedro
Nolasco Pereira da Cuaba-
Dito ao mesmo.Em solugao ao seu officio, n.
502 de 15 de junho ultimo transmiti por copia a
V. S. o a riso de 13 de agosto passado, no qual
declara S. Exe. o Sr. ministro da guerra, que bem
entendeu essa thesouraria o aviso expedido em
10 de maio desle anno acerca do pagamento de
gratificacao pedida pelo amaouense do hospital
militar, Beroardino Pereira de Brito.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Reslituo a V. S. as eontas em duplcala, sobre
3ue versa a sua informaco de honlem, sob n.
30, afim de que mande pagar a pessoa que para
isso se mostrar autorisada, a quantia de 3139200,
proveniente do gaz consumido nos mezes de maio
e junho deste aono com a illumioaco da casa de
delengo, conforma requisitou o ehefe de polica
em seu officio de 12 de julho, sob n. 660.Com-
municou-se o ebefe de polica.
Ordenaram-se tambem os pagamentos da pri-
meira prestarlo da obra do corla do alto de Ma-
neota, bem como a folha, na importancia de....
1650332, dos vencimentos dos em pregados inter-
nos do coegio dos orphos, e diarias de cinco
africanos n'ella empregados, tudo concernente
ao mez de agosto ultimo.
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
Vmc. por disposigo do corone' commandante
do 4" batalho de artilheria a p, como solicitou
o coronel commandante das armas em officio
desla data oito boceas de fogo com a respectiva
palamenta.Communicou-se ao commandante
das armas.
Dito ao director das obras militares.Sendo
exeessivo. como informou o inspector da thesou-
raria dd fazenda em officio de27 de agosto ulti-
mo O prego por que foi justa com Jos Pereira de
Alcntara do O' a catadura das casas das guardas
da presidencia, alfandega e thesouraria, haja Vmc.
de mandar pd-Is em arremelacao, precedendo os
annuncios do ealylo.
Pica asaim respondido o seu officio de 16 de
agosto ultimo.
Dito ao director das obras publicas.Minde
Vmc. medir e orear do ooro, conforme indica
no final de sua ioformaco de 2 do corrente, sob
a. 217, as obras que esli por faser-ae nos em-
edrameotoa de 1067 bracas na estrada da Victo-
ria e entre os marcos de o e 8 mil bragasju mei-
Sr. Jos* Martina AItm ; Rio de Janeiro, i s
Joao Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa f e
K'aria.na sua livraria praca da Independencia c
8.
roa estrada, asquaes, leodo sido arrematados por
Joo Hypolito de Maira Lima e Antonio Mala-
quias de Uacedo Lina, foram eocampadas.
Dito ao meamo.Recommendo Vmc. que dos
lampies, que serviram na illuminago de azei-
te nesta cidade, e scham-se sob a guarda dessa
repartigo, mande entregar 50 a Antonio Ferrei-
ra Lobo, que os arrematou perante a thesouraria
provincial pela quantia de 100S, que Oca recolhi-
da ao cofre d'aquella thesouraria, nao devendo
porm esses lampies levar nem as ferrsgens,
nem os reverberos
Portara.O presidente da provincia, alten Jen-
do ao que lhe requereu Juveocio Taciaoo Mariz,!
resolveu nomea-lo, nos termos do 6 do art. 5 da '
carta da le de 3 de outubro de 1834, explicado
por avizo do nioisterio da justia da 14 de maio de
1860, para exercer provisoriamente os offlcios de
partidor e contador do termo de Caruar, crea-
dos pela le provincial, n. 504, de 29 de maio
deste anno em quanto nao forem definitivamente
prvidos na forma do decretos, n. 817 de 30 de
agosto de 1851.
Dita.O presidente da provincia attendendo
ao que lhe requereu o Dr. Manoel do Naseimen-
to Machado Portelli, lente substituto da faculda-
dade de direito, e a ioformaco ministrada pelo
respectivo diretor, resolve conceder-lhe um mez
de liceneca com tolos os vencimentos para tra-
tar de sua saude fra da cidade.
Expediente do secretario.
5 de setembro de 1861.
Officio ao inspector da theaouraria de fazenda.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia, manda com-
municar V. S., para o flm, conveniente, que,
segundo consta de oflicio do director da reparli-
cao das obras pnblicas, datado de hontem, e sob
n, 220, consumirm-se 15,200 ps cbicos de gaz
Com a illumioaco do palacio da presidencia no
mez de agosto ultimo.
Despachos do dia 5 de setembro de
1861.
Requerimentns.
Antonio Borges a'Araujo.Imforme o Sr. Dr.
chele de polica se o supplicante foi empregado
na delegada de que trata em sua petigao.
Antonio Ferreira Lobo.Dirija-se ao director
das obras publicas.
Francisco Botelho d'Audrade.Informe o Sr.
inspector do arsenal de marinha ouviodo o enge-
nheiro encarregado das obras do melhoramento
de porto.
Francisco Antonio Brayner deSouza Rangel.
Informe o Sr director geral da iostrueco pu-
blica.
Francisco Fdelles de Souza.Ioforno o Sr.
juiz municipal da Ia vara desta cidade.
Ignacio Thomaz de Freitas.Prove que se
scha habilitado.
Ignez Joaquina de Monte Ponciana.Remelti-
ao Sr. director do arsenal de guerra para admit-
tir o til fio da supplicante quando houver vaga.
Joanna Francisca.Nao tem lugar o que pede,
visto j ter seguido para a corte o lilho da sup-
plicante.
Joaquim Jos de Mello Andrade.Entregue-se
mediante recibo.
Maximiano Jos Beserra.Informe o Sr. direc-
tor geral da inslruco publica.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
SENADO.
SESSAO EM 31 DE JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde dtAbael.
A's 11 horas da manhaa, o Sr. presidente abre
a sessaa, estando presentes 30 Srs. senadores.
Lida acts da anterior, approrada.
EXPEDIENTE.
O Sr. i." secretario le um officio da presiden-
cia de S. Paulo, remellen lo um exemplar do ro-
tatorio com que foi aberta a assembla provin-
cial da mesan provincia. E' remettido para o
archivo.
Fica sobre a mesa, para ser examinada e ap-
provada, a foiha dos ordenados e gratiflesgoes
dos empregados da secretaria e pago do senado,
vencidos no presente mez.
O Sr. t Secretario l o tolo separado dos Srs.
Io e 2o secretarios a respeito da indicaco do Sr.
visconde de Albuquerque.
Consultado o senado se a dita indicaco ob-
jecto de deliberaco, decide-se que sim. Fica
reservada para eotrar na ordem dos trabalhos
com os pareceres que lhe dizem respeito.
O mesmo Sr. 2o secretario l a redaeco do
projecto do senado fazendo alleraco na lei do
processo criminal. Fica sobre a mesa para se
dar para ordem do dia.
Sao lidos o ficam sobre a mesa os seguinles
pareceres:
Adriano Augusto Bruce Barradas, secreta-
rio da relaco do Maranho, tendo servido de
oQicial-maior da junta do commercio da dita
provincia, requer que, a exemplo do que se pra-
ticou com os empregados dos trbunaes do com-
mercio, s quem pelo artigo 14 da lei o. 719 de
28 de setembro de 1853 se maodou pagar pelos
cofres geraes, se tome a seu respeito a mesma
providencia.
c Dos documentos que o supplicante junta
sua petigao v-se que elle servio efectivamente
o lugar de ofTicial-maior da junta do commercio
do Maranho, creada pelo artigo Io do titulo ni-
co do cdigo commercial, e pelos artigoa 79 a
87 do decreto n. 738 de 25 de novembro de 1850,
desde a sua creago al 15 do outubro de 1855,
em que foi dissolvida em virtude da disposico
da lei n. 799 de 16 de setembro de 1854 e artigo
5o do decreto n. 1,597 do Io de maio de 1835.
V-se aioda que, por nlo chegar o producto
dos emolumeutos, ficou elle por psgar da maior
parte dos veocimentos que lhe competiam.
a Sendo a posigo do aupplicante idntica -
quella ero que se achavam os empregados dos
tribunaes do commercio, -lhe'applicavel a mes-
ma providencia que a respeito daquelies tomou
o artigo 14 citado da lei de 28 de setembro de
1853 : pelo que a commisso de fazenda de
parecer que ella se lhe faga extensiva, para o que
propoe a seguinte resoluco :
E'applicavel ao official-maior e mais em-
pregados da junta do commercio do Maranho
a disposico do artigo 14 da lei o. 719 de 28 de
setembro de 1853, para lnes serem pagos Reos
cofres geraes os ordenados que se lhes ficou de-
vendo at extinecao da mesma junta,
Sala das sesses do senado, 18 de julho de
1861.Souza Franco.V. de Itaborahy. M. de
branles.
c O padre Guilherme Paulo Tilbury pede o
pagamento de seus ordenados de professor da
lingua inglesa nesta corte. 'Estando deferida a
prelenco do supplieaote pela le a. 1,111 de 37
de setembro de 1860, que autOrisou o governo a
mandar satisfazer ao supplicante o ordenado que
reclama, a commisso de parecer que se ar-
chive sua petigo.
c Pago do senado, 22 de julho de 1861.Silra
Perras.F. D. Pereira de Vasconcelos.
Diversos habitantes doa municipios de Va-
lonea e Vassourhs, provincia do Rio de Janeiro,
representaran! em 1855 contra o projecto de re-
forma judiciaria que enlo se discuta na cma-
ra dos deputados.
< A commisso de legislacio de parecer que
Sr.
e
es sobreditas representaces sejara archivadas,
visto como nao progredio no senado a discusso
do dito projecto de reforma, nao havendo por
isso nada a deliberar.
Paco do senado, 21 de julho de 1861.
Silva Ferrar.F. D. Pereira de Vasconcellos.
c O bacharel Luiz Rodrigues Villares reclama
contra a proposico da cmara dos deputados
que dispensa as leis de amortisagao em favor
dos estabelecimeotos de caridade da cidade do
Recife, provincia de Pernambuco, para puderem
possuir viole duas ou vinte tres moradas de
casas sitas na dita cidade, avalladas em 97:0009,
as quaes lhe foram doadas por D. Josquina Ma-
ra Pereira Vianna com as condigoes constantes
da escriptura de doago celebrada em 5 de iu-
nho de 1855.
A commisso de legislagao, tendo examina-
do a dita peligo e documentos que a iostruem,
de parecer que se aguarde a discusso da re-
solugo a que o supplicante se refere, para ser
tomada em consideraco a materia de seu re-
querimento.
a Paco do senado, 22 de julho de 1861.Sil-
va Ferraz.F. D. Pereira de Vasconcellos.
ORDEM DO DIA.
Tem lugar a votagao do artigo Io da proposta
do poder executivo sobre casamenlos mixtos,
cuja discusso ficou encerrada na sesso ante-
rior.
Posto a votos o artigo Io da proposta, rejei-
tado.
Submettido votagao o artigo 1* da emenda
da cmara dos Srs. deputados, approvado, e
bem assim 03 seus paragraphos, e julgados pelo
senado prejudicados os artigos da dita proposta;
Entra em discusso o artigo 2 da emenda,
que approvado sem debate.
Segue-se a discusso do artigo 3o, e igual-
mente approvado sem debate.
Julgada Onda a 2a discusso, passa a propos-
ta para a 3.a
Achando-se na ante-camara o Sr. ministro da
mariha, sao sorteados para a depotaco que o
deve rsceber os Srs. Silva Ferraz, Vazconcellos.
e Ferreira Pena.
Sendo introduzido com as formalidades do es-
tylo, toma assento na mesa.
Entra em Iadiscusso a proposta do poder exe-
cutivo que fixi as forcas navaes para o anno fi-
nanceiro de 1862 a 1863, com as emendas da
cmara dos Srs. deputados.
Dada por (inda a Ia discusso, retira-se o
ministro da marinha para a ante cmara,
approvada para passar 2a discusso.
Torna a tomar assento o Sr. ministro.
Entra em 2a discusso a proposta, comegando-
se pelo artigo Io e seus paragraphos.
O Sr. D. Manoel pedio de proposito a pala-
vra para ver se excita a discusso.
Parece-lbe que nao prova de conanga no
ministerio deixar de faliar sobre urna le to
importante como a fuagao de forges de mar ;
pelo contrario pode Uto talvez parecer a alguem
pouco caso ; ecome nao deseja que o procedi-
mento do senado possa ser mal interpretado, de-
liberou fallar.
Teve anda para isto oulra rato : ha muito
tempo que nao se trata de poltica, de maneira
que a casa anda n se oceupou de um facto j
discutido na outra cmara e na imprensa, mas
sobre o qusl no sensdo nada se lem dito.
Esse facto foi a modificaco por que passou o
ministerio. E' verdade que o Sr. presidente do
conselho disse algumas palavraa a tal respeito,
mas em occasiSo que nao era licito acompanha-
lo na discusso, tendo-se declarado que isso de-
via ser reservado para quando se trstasse das
leis annuaes; por essa razo ninguem entrou na-
quelle debate, como elle o exiga.
Agora porm parece que o ensejo o mais
proprio....
O Sr. presidente lembra ao nobre senador que
j nao se trata da Ia discusso, e sim da 2a, e es-
pecialmente do art. 1*; nao podendo por tanto
admittir discusso que nao tenha relaco com o
objecto deste artigo.
O Sr D Manoel reclama contra mais esta in-
novagao que o Sr. presidente quer introdozir nos
ostylosda casa,' e estylos nunca desmentidos ha
mais de 20 a naos. Sempre foi permitido, tra -
tando-se das leis annuaes, discutir poltica geral;
nunca houre presidente quo pnzasse isto em du-
vida.
Portado, se o Sr. presidente quer continuar no
seu systema d^pdr embaragos a 'qualquer dis-
cusso que fjfissa encomroodar o ministerio, o
orador cala-se j, e senta-se eom mais um pro-
testo contra a maneira por que esta o sendo este
aono dirigidos os trabalhos do senado.
O Sr. presidente declara que na Ia discuso
das torcas de mar, Iratando-se da ulilidade do
projecto, admittiria alguma cousa de poltica ge-
ral. Na 2a discusso, e sobre o art. 1*, dado
fallar em geral, mas tio somente sobre objecto
que tenha relaco com a marinha.
O Sr. D. Manoel considera absurda esta opi-
nio, e contraria a tudo quanto se tem passado
na essa em occasides semelbantes.
O Sr. presidente nao entende por outra forma
o regularoento; e se o Sr. senador nao juiga isto
regular, pode appellar para o senado.
O Sr. D. Manoel diz que isso que o Sr. pre-
sidente quera, mas que nao esti disposto a dar-
lhe o gosto. Contenta-se que os tachygraphos
lomem nota exacta de tudo quanto acaba de pas-
aar-se e que a publicaco seja fiel.
Como o Sr. presidente nao quer que o orador
tenha a devida liberdade de tribuna, prefere nao
dizer mais nada ; melhor isto do que estar a
matar-se ou ter questdes desagradaveis e incon-
venientes.
Senta-se pois, protestando aiuda urna vez con-
tra o procedimento do Sr. presidente.
O Sr. Jobim nao pode deixar de tornar a dizer
alguma cou sa a respeito do estado da barra do
Rio Grande do Sul. J teve occasio este ano
de oceupar-se com objecto to imprtame, mas
continuara dallt os clamores contra a maneira por
que o servigo se est fazendo,e o orador nao pode
ser indifferente a taes queixas.
Nao quer faier carga ao actual administrador
daquelle servico: j disse qne nao o acha habili-
tado para este emprego, que reclama um homem
que nacessa marinheiro, destimido, ousado, e que
se atreva aos maiores pericos do mar. Entre-
tanto quem l est dirigindo a praticagem nao
sonda a barra, nao assiste pessoalmente ao ser-
vigo, e por isso augmenta o perigo da barra pela
m direcgao, e tato d lugar a afugentar-se da-
quelle porto o commercio com grande prejuizo
do thesouro, porque as mercaduras eocami-
nham-se para o Rio da Prala, donde ha indivi-
duo que s por si iiitroduz no Rio Grande lodos
os anuos mais de 800:0005000 de fazeodas.
Como disse, nao quer fazer carga ao actual ad-
ministrador, mas impossivel deixar de mani-
festar que Dj> ha alli o material iodispensavel.
nem o numero de catrams que o trabalho deman-
da, nem nenhumas oulras cautas.
Existe urna barca denominada sslva-vidas. mas
que urna verdadeira tira-vidas porque com
quslquer mar volta a quilha para cima, como j
aconteceu. e se os marioheiros nao aoubessem
nadar estavam todos perdidos. E' barca tal que
nao sabe do porto, alo'val barca, de sorte
que nos esses de naufragio alo pode pres-
tar-te. *
A marionagem tambem impropria, oo ha
numero de praticos precitos, sem augmento i
despeza nada se conseguir, porque evidente-
mente os meios dados sao iosufficientes.
No seu cooceito o mais que por ora se pode
fazer a respeito da barra melborar o pessoal e
material da praticagem. Com excavagoes para
augmentar o calado da barra nada se conse-
guir.
Quanto a fazer-se um porto, anda mesmo
oas Torres, cousa que nao se conseguir tal-
vez que nem em duzentos annos; e com que des-
peza 1
Era possivel excavar um porto na costa,como se
fez em Ancona; mas o mar oo alli. violento como
ne Rio Grande do Sul: assim a despeza seria
enorme.
A primeira necessidade pois. sobre este ramo
de servigo, augmentar a consignaco do mate-
rial e pessoal, para que se possa t-loa comple-
tos, e melhores.
Deposita a maior confianga no zelo e luzes do
Sr. ministro da marinha, e pensa que o goveroo
nao podo ser indifferente a um servico to impor-
tante.
O Sr. ministro da marinha assegura {ao nobre
senador que o governo nao tem se esquecido do
Rio Grande do Sul; antes olha para aquella pro-
vincia com toda a solicitude e grande interesse.
O servico da praticagem est eslabelecido, e o
melhoramento da barra depende em grande par-
te da do porto.
Nao de hoie que ha alli sioistros ; desde que
conhece aquella barra sabe que os teem sempre
ha?i jo, fosse qual fosse o material e pessoal em-
pregado na praticagem.
Presentemente cao ha talvez tanto material
quanto seria para desejar, porm de certo existe
mais do que a 8 ou 10 annos.
O salva-vidas de que fallou o nobre senador
veio da Europa, e destruido de conformidade
com os mais modernos dados de que a acieoci
dispe.^ mas nao ha ainda quem ssiba lidar com
elle. E' servico que demanda gente especial.
A costa do Rio-Granda nao ae presta forma-
gao de uro porto artificial. Pode fazer-se um
junto s Torres; mas, como disse o nobre sena-
dor, nem com duzentos annos estar prompto ; e
quanto despeza, possivel que nem com vinte
mil contos de ris se conseguisse cousa capaz,
porque, se algum resultado se obtiver, dar
abrigo a dous ou tres navios quando muito.
O assumpto, poim, merece tanta considera-
Cao ao governo que deliberou mandar ao Rio-
Grande um official disliocto e de toda a conanga
afim de verificar o seguinte :
c Qual o estado do material ao srevigo dos
praticos da barra;
Que pessoal emprega ella, e qual a sua qua-
lidade;
Quaotas barras actualmente existem, a que
rumos correm ; qual a agua qne naa mesmas se
oncoolra em circamstancias ordinarias :
Se o regulamento actual cumprido risca,
se elle o mais proprio para o servico da barra,
e de que alteraces precisa pars produzir os me-
lhores resultados quer a favor do fisco, quer
das partes;
Se a compaohia dos rebocadores cumpre o
seu contrato conscienciosamente;
Se convm repetir este contrato quando es-
tiver ndo, ou toma-lo 1 conta do governo;
Se na administraco da barra se tem intro-
duzido abusos, quaes elles sejam e a maneira de
reprim-los ;
Quaes sao os verdadeiros melhoramentos
que podem ser, e desde j, feitos para tornar
mais accessivel a barra do Rio-Grande, e menos
morosa a entrada e sabida dos navios que a de-
mandan! ou deixaro ;
Se progride o servico da excavaco, como, e
se preciso dar-se mais alguma providencia pa-
ra o seu desempenho.
A'vista destas iotormages, de esperar que
seja possivel tomar, com perfeito conhecimento
de causa, quaesquer medidas que mais conveni-
entes forem.
O Sr. Souza Franco lavanta-se para pedir ao
nobre ministro algumas explicages que conside-
ra importantes.
E' sabido qual o'estado da nossa marinha de
guerra pde-se dizer que nao temos urna arma-
da que verdadeiramenle merega esse nome ;
I oo contamos quasi nenhum navio de guerra em
'estado de prestar os grandea servigos, os servigos
de alto .mar.
Mas nao disto que pretende exclusivamente
oceupar-se. J se fallou do numero de navios
do seu estado, da sua construegao, das suas pro-
porcoes. do motor empregado, da sua classiflca-
co. etc.; o Sr. ministro declarou no seu rota-
torio que vai propor um novo quadro d navios ;
o orador, porm, nao faz questo de nada disto :
o que deseja saber donde ho de sabir os meios
para taes melhoramentos.
Ainda no anno de 1856 a 1857 a nossa despe-
za com a marinha foi de 5,510:457}.
Em 1857 a 1858, tendo de preparar-nos para
urna guerra que pareca provavel, foi necessario
elevar aquella despeza a 10,496:297$.
Nos dous annos seguintes gastaram-se........
9.561:4685 e 9,5833131, e no anno de 1860 a 1861
decrelou-se urna despeza de 8,746 036$. Agora
pede S. Exc. para 1862 a 1863 7,3214115000.
Seria, pois, um grande beneficio ao paiz se S.
Exc. mostrasse como com esses 7,322:411$ po-
de-se fazer o servico no p em que o uobre mi-
nistro o descreve no seu relatorio.
Nao seria de menos proveito patentear so mes-
mo tempo os vicios de organisago que deram
lugar a que se despean desse ro tantos milhares de
contos de ris em to poucos annos, para nao
termos navios? Quaes aa cauaas de despezas
to extraordinarias, sem que nenhum proveito
dessem ?
E como que ha de agora o Sr. ministro nao
s fazer o servico com menor despeza, como
achar ainda no orgamento margera para substi-
tuir os navios arruinados, e levar a nossa mari-
nha altura que de mister?
Prometteu S. Exc. fazer economias, mas o
orador ignora se as realisou, e era til que dis-
sesse donde ho de ellas sahir.
E' verdade que existe boje urna forca protec-
tora dos Srs. ministros, que nao consente quo
sejam importunados com a menor reflexo que
lhes possa ser menos agradavol; que nao deixa
fazer a menor observacao a respeito da marcha
do governo. Mas neste assumpto pensa o orador
que S. Exc. nao pode deixar de declarar como
lera meios de fazer as despezas com a verba que
pede, sem faltar s suas promessas.
Os embaracos da situago nao to desco-
nhecidos. A despeza cresce espantosamente, e
os esforgos do governo devem ser no sentido de
impedir a bancarota. A maior necessidade
indagar as causas de desvos e esbsnjamentos
dos dioheiros pblicos.
No flm de 1857 a 1858 havia um laido de onze
mil e tantos contos, como ae v do balanco im-
presso e distribuido hontem. Tudo isto desappa-
receu no ministerio de que fez parte o Sr. presi-
dente do senado.
Mas vai calar-te ; nao interromper o indife-
rentismo com que o senado olha agora pars es-
tas cousas, o silencio que reina na casa. Pede
somonte ao Sr. ministro que declare como com a
despeza que propoe ha de conseguir fazer aa re-
formas que prometteu no seu relatorio. Se fr
cousa possivel, ter a orador o maior prazer em
.concorrer com as tu as tracas forca para a gloria
de S. Exc.
O Sr. ministro da marinha er que o nobre
senador leu muito de passagem o relatorio que
o orador apresentou s cmaras. Escusado di-
zer que oo dispe da alampada de Alaodim.
que nao faz milagrea.
Escrevendo aqueile relatorio, o seu fim foi
mostrar com franqueza e lealdade os defeitos que
existem na repartico da marinha, principalmen-
te quanto ao material. Nem por isso, porm,
obrigou-se a apreseotar urna nova armada, e
operar urna transformco com a despeza annual
de sete mil e tantos contos de ris. E* urna con-
luso que nao est as premissas.
O ministerio proclamou a economa como a
primeira necessidade do paiz. Para realisar este
plano cumpre fazer sacrificios ; um delles ser
nao intentar tudo quanto seria preciso para por
a armada no seu devido p.
A nossa marinha de guerra compde-se em
grande parte de vapores ; a despeza com esta
qualidade de vasos de guerra muito forte.
Demais, dada a grande elevago de prego que ha
cerlos annos tam existido, era ioevitavel que o
custo de todo o material preciso para o servigo
da armada augmentasse tambem em grande es-
cala. Assim, nao admira que fossem feitas as
despezas de que fallou o nobre senador.
Disse S. Exc. que ignora quaes sao as econo-
mias feitas pelo actual ministro da marioba. Tem
mandado desarmar as emuarcages de guer-
ra. Nao tem comprado seno o iodispensavel
para fornecer e custear a armada. Nao tem feito
encommenda alguma, limitando-se a pagar as
que foram determinadas por seus antecesso-
res. Nao sabe que mais economias possa
fazer-se.
Quanto a finansa, materia em que o nobre
senador tambem tocou, declara-se incompeten-
te ; ramo que nao est a seu cargo : a pasta de
fazenda foi confiada a um cidado muito habili-
tado nessa especialidade, que breve ha de com-
parecer perante o senado, e por certo que nao
deixar de satisfazer so nobre seoalor sobre to-
das quantat ioformaedes quizer pedir-lh6 a
semelbante respeito.
O Sr. Souza Franco, diz que, quando o nobre
ministro tomou conta da administraco da mari-
nha, esperou-se que melhorasse muito a arma-
da ; mas correm os tempos, eS. Exc. vem do-
clarar ao senado que desarma navios nao faz
encommendas, trata apenas de pagar as que fo-
ram feitas por seus antecessores, em summa que
a sua economa consiste em oo gastar.
A coosequencia ser que dentro de pouco
tempo poder-se-ha mandar varrer os arsenaes
de marinha e per os restos em leilo, porque
tudo estar acabado.
Isto faz perder todas as esperancas. e deixa
entrever que a marinha vai desapparecer, apesar
de ter frente um dos seus homens.
| A verdade que temos fragatas que nao sao
talvez nem canhoneiras; isto quer dizer que taes
graduacoes nao sao dadas seno com as vistas
de elevar as vantagens dos commandos e
oulras.
! E aioda assim, se continuarem as cousas como
S. Exc. as est praticando, segundo acabou de
expr,dentro de um ou dous annos nao nos restar
mais marinha, dando-se a siogularidade de que
ella lera desapparecido justamente quando des-
penda muito mais aonualmeote do que no
tempo em que o Brasil cootava naos e fra-
gatas.
Em_taes circumstanoias devoras de lamentar
que nao haja mais discusso, que nao seja per-
mittido tratar de objectos to importantes com
aquella amplido que a importancia da materia
requera.
Nada mais dir.
O Sr. presidente, nao descobre motivo porque
o nobre senador assim se exprima.
Nao pode haver discusso mais llvre e mais
ampia do que no senado se permitle, com
tanto que se discuta dentro dos limites tragados
pelo regiment.
O Sr. Visconde de Albuquerque entende que
nao se pode vedar aos oradores, nesta discusso,
tratarem de poltica geral quando o entenderem
necessario; oo dessa poltica que se limita a
eleigoes e nomeagoes de presidentes, mais quan-
to ao que respeita marcha da administragao,
seus principios, suas vistas, etc.
Como se pode fixar a forca sem saber-se para
que tem ella de servir, em que tem de ser em-
prgads, como, e para quedos? E desde que
isto permittido, ah est a poltica em dis-
cusso.
Nao sabe a que ponto se quer levar o sena-
do. Quando pedio a palavra, j nao havia casa
para votar-se; e com effeito seno se pode dis-
cutir seno como est na cabega do Sr. presiden-
te, o melhor nao dizer nada.
Est a casa deserta em discusso to impor-
tante I E porque? Porque nao se permitle o
debate ampio sobre politica, isto a respeito da
marcha de nossos negocios, das tendencias do
nosso governo, afim de poder-se fixar a forca,
como sempre se praticou.
As necessidadea de nossa marinha sao moraes
e materiaes. A primeira daquella a discipli-
na. Sem disciplina nao ha exercito nem ar-
mada.
Todos os annos cootam-se os navios que nau-
fragan), mas nao consta ao orador que nenhum
official passe por conselho de guerra em coose-
quencia desses sinistroi: o que se faz dar pen-
sos s familias dos nufragos, mas quem levou
o navio costa nao respondo por isso, ao
processado.
Nestas circunstancias de que serve tratar de
fixar a forca ? E nao se quer dar liberdade de
discusso 1
A gente que ha de guarnecer os nossos navios
ha de ser so a das academias? Nao ; nao sao as
academias que teem dado i andes homens de
mar da que oulras nages ...oriam.
Diz-se que estamos creando marioheiros. Isto
ha de enener de espanto os estrangeiros. Por-
ga se um menino a abracar urna carreira para que
nao tem vocaco ? Com que direito assim se
abusa da proteegao que ae dere dar moci-
dade ?
Quando o orador esleve no ministerio da ma-
rinha teve urna bda colheita de mininos, mas
Deus nos livre de semelbantes colheitas. Que
motivos concorreram para Isso ? Houve urna
Krande fome no Cear, o governo maodou distri-
uir soccorros e auxilios, e officiou-se ae presi-
dente da provincia que tomasse conta doa desva-
lidos que nao tiressem pai nem mi e eativessem
abandonados. Em consequoncia vieram de l
meninos em grande numero.
Mas fra de um caso destes, sndar a agarrar
meninos psra os obrigar a serem marioheiros,
cousa que se nlo com prebende.
Que o goveroo manda soccorrer e amparar os
que te acham no mundo privadoa de seus protec-
tores natoraes, e dar-lhes um meio de vida, bem ;
mas forcar a ser marinheiro, em nenhum paiz se
faz semelbante cousa.
Felizmente a Industria da pesca nos fornece
alguns marioheiros. A pesca nat nossaa costas
urna industria que deve ser privativamente
nossa ; nlo convm que teja franqueada a es-
trangeiros, como aconteceu em Pernambuco :
esse o viveiro de nossa marinhagem.
Como ministro estabeleceu as capitanas dos
portos, que tinham por principal fim tormir o
viveiro de marioheiros, baseando-o ers urna tal
I
4
~\
ou qual Inscripco martima, nao para servirem
em tempo de paz, mas s nos casos de guerra.
Dava-se-lhes insengao da guarda nacional, do
recrutamento e faziam-se-lhes oulras concesses;
mas em troca disso ficavam obrigados a servir
na armada em tempo da guerra.
V-se pois que sempre entendeu que se devia
favorecer as pescara. Mas o que se tentn
para desenvolv-las nao foi avante, talvez por
falta de perseveraoca, pois que sem esforgos
constantes e aturados oo possivel formar
marioheiros.
Deu tambem regulamento para os exercicio
de armas; ficou tambem isto no esquecimento,
al que o antecessor do actual Sr. ministro da
marinha apresentou novo trabalho neste sen-
tido.
Mas regulamentos em folha de papel nao fal-
tam. Do que se precisa que o quartel general
da marinha nao durma, j que os ministros, co-
mo se disse, sao casacas que nao sabera o A B C
da armada. O que se precisa de discipli-
na ; bala na cabeca dos relaxados e dos co-
bardes.
Fallou-se em economa, porm economa nao-
deixar apodrecer os navios e dasarma-los. Cum-
pre nao perder de vista que podemos ser incom-
modados pelos visinhos, e que convm cstarmos
acautelados, teodo em vista quaesquer emergen-
cias futuras, at para que a peste n*o nos seja
communicada fcilmente.
Concorda que preciso gaitar, mas em que ? e
como se quer applicar o nosso dinheifo ? Eia- o
que releva examinar O paiz nao se recusa da
ceno aos sacrificios exigidos para a defeza de sua
digoidade e de seus direitos ; mas iodispensa-
vel que a forca fizada se organise conforme o>
exigem as leis militares e as leis de disciplina :
ora, leis de disciplina nao sao objecto de fan-
tasa.
Quanto ao material, a sua opinio que vale
mais meia duziade navios bem armados do que
grande numero delles com que se oo possa con-
tar para cousa alguma ; tanto mais que os nossos
portos nao esto preparados para eventualidades
de guerra.
Fallou-se na barra do Rio Grande do Sul e
as difficuldades de sua nsvegaco ; mas neces-
sario nao ter visto a barra do Ganges, nao ter
corrido o mundo, para ignorar que trabalhos
e perigos se passam as entradas e sabidas dos
portos.
Trata-seda necessidade de melhorar a barra
do Rio Grande, nao de hoje.ha muito ; e por ven-
tura applicam-se os meios acooselhados para al-
canzar se esse fim ? Nao, e os naufragios sao alli
devidos mais ao deleixo do que a outra cousa.En-
tretanto um objecto digno da maior atlenco do.
governo.
ltimamente suppde que foi aquella provincia
um official hbil proceder a exames ; dos quaes
resultou recoohecer-se a possibilidade de fazer-
se alguma cousa ao sul de Santa Catharioa afim,
de ter um porto de abrigo. Nao se devo, oa opi-
nio do orador, olhar a dinheiro para conseguir
um tal melhoramento. Nao se diga que nao ha
dinheiro para isto ; deve haver com mais facili-
dade do que para essss subvengoes votadas s
cegas. Quaodo para arraojar ailhados, uin-
guem chora pobreza ; mas, quando se trata de
interesses desta ordem, vm lugo as taes econo-
mias que consislem em nao gastar dinheiro. Pa-
ra o orador economa gastar bem, oo des-
pender pouco ; applicar com criterio os diohei-
ros do povo em bem da causa publica.
Leu as instruccoes dadas pelo Sr. mioistro &
respeito do fornecimento dos navios da armada,
e dir S. Exc. que nao se fie em regolamen-
tjs, por este meio nao consegue cousa alguma.
Se quer tirar alguma vaniag9m, mande fuzilar
algum commissario ou official relaxado ; s assim.
poder arraficar caveira de burro que entende
com este melindroso negocio. O Sr. ministro
conhece perfeitamente onde esi o mal ; o que
cumpre que nao descanse em providencias n
papel.
Depois da disciplina severa, a maior necessida-
de da nossa esquadra ser bem inspeccionada,
afim de nao se armarem senao ,os boos navios,
bem armados, bem guarnecidos de gente livre.
que saiba e aprecie a posico que oceupa : que
nao esquega nunca que um navio de guerra &
urna porgo do imperio.
Nao se pense que o orador est persuadido que-
nada temos de bom. Quizeraquese aproveitas-
se o que temos de casa. E deve-se recoohecer
que a nossa mocidade dedicada marinha d&
muitas esperances.
Com referencia a todos estes pontos j se v
que, se pretendesse entrar na politica, eslava
muito no caso de faze-lo ; mas nao lem tal dese-
jo : quiz s mostrsr que esta fixaco urna mira
ormalidade,que afore fixadanao inspira coo-
fianga pela sua organisago.
Se vo'tasse contra isto havia de se gritar, mas
a fixaco como se faz oo vale nada ; querem se>
esmirrilhar estas cousas, diz-se : agora nao 6
occasio ; deixe para o orgamento.Mas o orga-
mento vem no fim da sesso, quando lodo o mun-
do quer se ir embora, quando at j nem ha sub-
sidio, e ninguem diz nada. Entretanto as cou-
sas continuam na mesma.
Quando era official de artllharia veio para o>
corpo em que militava um official desses manda-
dos s vezes de Portugal s porque eram criados-
do paco ou tinham bons padrinhos; o facto qu
nao sabia nada.
Tratou de aprender com outro official do cor-
po, mas, por mais que este explcava, o outro
nada comprehendla. Mettia oa soldados em li-
ona, comegava a querer manobrar como o com-
paoheiro lhe havia entinado ; mas ia esbarrar
em um muro, e voltando-te eoto para o outro
pergantava-lhe : c E agora, meu amigo, com
me hei de tirar destes apertos ?
O camarada cansava de eosinar-lhe o que ha-
via de fazer, mas qual 1 a sceua repetia-ae cons-
tantemente, porque tudo quanto a boa creatura,
sabia erameia volta direitameia volta es
querdae nada mais.
AppHca o cont maneira porque laxemos ar
flxago de forcas.
Verificando-se nao haver casa para se votar, o>
Sr. presidente declara a discusso encerrada.
Retirase o Sr. mioistro com as mesmas for-
malidades.
O Sr. presidente d a ordem do dia e levanta a
sesso l 1|2 hora da tarde.
RELATORIO.
Apresentado a' assembla geral legisla-
tiva na primeira sesso da decima le-
gislatura pelo Exm. Sr. ministro*, e
secretario de estado dos negocios, da
marinha Joaquim Jote Ignacio.
(Coolinuaco).
AUDITORIA ERAL DA MARINHA ; CDIGO FERAL DA
MARINHA DE GUERRA ; CDIGO D1SFI.IXAR DA UA-
RINHA MERCANTE.
A estatutica annexa, sob a. *4, demonstra a
numero oatureza doa Crimea propasados, o
j lgidos at ultima instancia durante o anno pr-
ximo pretrito.
Apreeenta esse documento 89 coodemoacftea.
sendo 87 por deterco, 1 por furto, t per ioeaa-
bordinacao, 2 por actos immones, i per homi-
cidio a pot ferimentos.


* ^ te*fp



DIARIO DI flRlUMBUCO. a. TEkQk FEIRA 10 DI SETEMBRO RE 1841.

As penas impostas foram priso simples a 2t
dita cam Irabalho a 2, galea a 6, a morte a 2.
Comparados estes algaliamos oso os do aaeppa
do ano anterior, nota-te urna difierenga de 7,
Sara meaos, no numero dos criminosos, resulta
a que muito depoe em.fa.ror da disciplina, e
progresiva moralidade das gutmie&es.
Os artigo de guerra, mandados obsecrar pelo
adrar de 1799, que) formam aioda boje o digo
panel da marinha, reaentiado-ee do espirite da
poca toqiM faram edictados, eaedizem do re-
giesen sob que actualmente vivamos.
S ""Joes anorajajetera que a oarreira
aUearrnaeoalloca aquella* que a> eguem, recla-
aevaridade oaa lei*, o celaridade no jul-
ajaaento, om perisso exigem o atropello dos
aneante* e formla, que os philosophicot prio -
cijoada jurispradtjcfa moderna recommendam,
orno garantidores da justiga e do direito, nicas
bises da autoridade do superior e da obediencia
4)0 subordinado.
O julgamento dos crimes militares
nem deve. continuar a merc de urna legisiagao
nao pode,
_ .v.o, uuuuuaii a uioitc ut uuia legisiagao
achronica e deffecliva, que, abrindo em muiloa
atoa larga margara ao arbitrio, em utroe, pelo
aileacio, compeli o julgadora recorrer ao cdi-
go commum, cuja peoahdade nem sempre cor-
responde uatureta das infracgoe*.
Agradago das penas, a qualificagao de cir-
cumstaucias atteauantes, ou aggravaoles do fac-
i criminoso, nao eslo ahi definidas, antea sao
discriciooariamente delegadas ao criterio de ho-
rneas pouco affeitos dilBcil misso de distribuir
justiga.
Fallo perante urna assembla, onle, entre as
alias capacidades do ps, assealam-ae abaliaa-
dos juriscooaultos ; nao roo demorare! portento
na demonstrar o de verdades, que sbrele vara se
ta mais perfuoctoiia aoalyse.
Na parte concernetite ao processo, mais sen-
siveis se tornam aa lacenas da legisla^o, ou
antes a completa ausencia de preceilos e for-
mulas.
Os conselhos de guerra e o supremo militar de
juttica constituem a 1" e 2* instancia das juris-
dicoes militares.
Naquelles ludo se reduz ao interrogatorio do
jo, que, desacompanhado do um defensor, res-
ponde sob a presso do temor, que naturalmente
incute o apparato do um tribunal militar, e ao
depoimento das testemuohas, quasi sempre ho-
rneasbisonhos, sem cooscieocia do que dizem,
e muitas vezes suspeilos, ou ioflueociados pela
presenca de superior que os interroga.
Absolv lo, ou condemnado o reo na Ia ins-
tancia, sobeo processo ao conselho supremo mi-
litar de justiga, que, sem audiencia das parles,
confirma, ou aauils a sentenca, mitiga, ou aug-
menta as penas, e at manda reprehender os
juizes, pelas irreguleridadea do juigado.
Praticas absoletae e confusas, arestos contra-
dictorios, regras dissemiuadas em ordenanzas an-
ticuadas, falta absoluta de preceilos sobre a or-
ganisaco e competencia doa tribunaes, eis o
quadro poaco lisongeiro. mas fiel, que aprsenla
legisiagao, de que est dependendo a honra e
liberdade dos nossos concidados militares da ar-
mada e classes annexas.
Por mais que me pese, a mim educado na obe-
diencia e respeilo da le, nao posso esquivar-me
ao dever de invocar da vossa solicitude a decre-
taco de um bom cdigo, que realise emfim a
promesas solemne da nossa coastituigo, cujo
cumprimenio nao de re por mais lempo ser
adiado.
aqu julgo opportuno lembrar-vos, que a
marinha mercante pede tambem um cdigo dis-
ciplinar, que, definindo claramente os direitos e
obrigacoes de cada um ; o attribuiodo a tribu-
naes especiaes o coohecimento das faltas.com-
metlidss a bordo, opponha paradeiro aos des-
mandos, e prepotencia dos capites, e a insubor-
flinago da marinhagem.
FREZAS. .
A coramiseo, creada pelo art. 1 do regula
melo de 29 de dezembro de 1855, ainda nao
lerrainou os trabalhos oecessaries distribuigo
das sommas voladas pelo Io do arl. 1 d* lei
n. 834 de 16 de agosto de 1835, como indemuisa -
cao das prezas felas oas guerras da Indepen-
dencia, e do Rio da Prat.
Ach&m-se definitivamente julgadas 292 recla-
magoes, sendo 212 conceroeoles primeira e 80
5 segunda das ditas guerras.
Nos termos do aviso de 7 de abril do anno
fiado, incumbe commissao arbitrar os valores
,JPrSl. que o nao liverom nos documentos
exhibidos; calculara quoU, que dava ser adju-
dicada a cada um dos reclamantes, cujo direito
recooheceu, e publicar finalmente pela impreo-
aa as necessarias declaracoe para conheciraento
dosinteressados, coocedendo Ihes przo razoa-
vel para interposicao de recurso, quinto ava-
llarlo e partilha.
N'esse inluito, occupou-se a commissao, du-
rante o anno que findou, em colligir. e preparar
os elementos, em que tem de baseer os seus cal-
culos.
Segundo informa o respectivo presidente, con-
cluidos como se acham os trabalhos preliminares
e a distribuigo relativa as prezas da guerra do
Rio da Prata, po 1er ella dentro em breve levan-
tar mo da tarefa que lbe foi commetlids, e que,
na minha opinio, tem desempenhado com mui-
to zelo e lutelligencia.
ARSENAES. '
A completa execuco do regulamentode 30 de
abril do anno passado, que reorganisou os arse-
naes do imperio, est ainda dependendo de
tabellas, e outros Irabalhos especiaes, que o go-
verno trata de formular.
Augmentar a produeco, diminuindo os gastos
do respectivo cosleio, tal foi o problema que se
eve em vista resolver com esse regulamenlo.
O pouco lempo decorrido, depois que elle co-
mecou a vigorar, nao ofTerece ainda A experien-
cia dados seguros, para julgar, se o resultado pra-
iico de suas disposicoes satisfaz, ou pode salis-
fazer quelle desiJeralum.
ARSENAL DA CORTE.
A falta de espago, e de eaificios raethodica-
mente construidos nao permute dar as officinas
deste estabelecimeoto as proporedes, que lhe sao
ndispensaveis, e ieola-las do movimerito dos ser-
vicos e repartiges, que lhe sao extranhas, to
completamente quinto fura misler boa arreca-
dacao do material, fiscalisaco do irabalho, e
manutencao de urna severa vigilancia.
Quadro dos operarios effeclivos. *
O inexplicavel temor, que no animo doa ope-
rarios despertou a disposico do regulamenlo,
que sujeita o pessoal deste quadro remocao de
uns para outros arsenaet, tem retardado o sao
preeochimeoto, pela repugnancia que elles ma-
sifeatam ao alistamenlo voluntario ; repugnancia
que, que lenho f, ser vencida pela rellexo, e
consciencia das vantagens a favores, concedidos
pelo art. 95 e seus .
Ufficinai.
As de machinas receberam, durante o anno fio-
do, um importante melhorameoto com a conclu-
sao do edificio de ferro, onde hoje funcciooam os
fer reros e cal di reros, cujo prolongara en to al aa
casas que lhe tcam prximas, parece de necessi-
dede, afim de melhor abrigar as forjas e opera-
rios, que actualmente estao expostoa chuva,
quaulo acollada por ventanas.
Progride a construeco de urna machina da
forca de 200 cavallos, destinada a crvela a bli-
co que tem de ser feita nos estaleiros do meamo
arsenal, na conformidade de ordena ia expe-
didas.
Effectuaram-se diversos coacertos, e obras no
tnachioismo dos navios da esquadra, alm de um
jogo de caldeiras para o vapor Beberibe a
Acba-se terminada a carreira de pedra, deque
de ve cahir em bravos diasa corveta Nictberoy
e bea assim a correspondente coberia de
ferro.
Iguaes melhoramentos reclama o estaleiro do
arsenal.
Escolhido o local, na ilha das Cobras, para as-
aenlamento da serrara a vapor, ltimamente che-
gada da Europa, deu-se comeco a esse trabalbo,
e contralou-se cosa lliers rmeos 4 Maylor, por
7000# rs., urna can da ferro, que Ihedeve ser-
vir de abrigo, e com Antonio Pinto Ferreira Mo-
nda & Thomat Robtnsen, por 21:0009, o levan-
ta meo lo doa respectivos alicarees.
Para completar lo til innovaco, encommen-
dou-se S nossa legacao em Londres a compra de
rcelbld*hn* ** '"*" "***' '*"i 01 "qui
capilania, 2 barcas de cavallos, 2 ditas de quere-
os, 3 baleloes e 91 escalares.
Laboratorio pyrothechiiico.
Pende de consulta do conselho naval a esca-
Iha de localidade, para a iostsllacao desta ofici-
na, que nao pode continuar na ilha das Cobras,
sem risco dos rmateos a depsitos nacioaaes ali
existente.
ReaKsada esos mudang, oonvir talret croar
urna reparticao aapeaial, que roana, sos a mes-
ara diraccao, a artilharia a seua pertenoaa, o ar-
mamenlo porttil, o preparo dos artificiosda-gaar-
ra, a antros ranos de servico, peculiares ao mes-
mo objeoto ; orgaaisando-M o laboratorio pyro-
techmoa em escala proporcional a neaeaaidadaa
da marinha.
Obras hydraulicas.
Creseondo, com a importancia doa otras liy-
drauiicas que ji alisten, e que teremos anda do
encelar no inlerease do melhorameoto dos nossos
porlos, a necessidade de engeubeiro hbil, e pr*-
tico em semelhante especialidade, foi o ministro
brasileiro em Pars incumbido de contratar al-
gum nossas eondiooas, o em confidencial da 7 4a
margo Qodo deu canta da tarefa que lbe fra com-
mettida relatando as propostas, que para tal fim
recebeu de um eogenheiro ao servico da Franca,
cuja prociencia, e alta capacidade sao garantidas
pelos mais honrosos tesJemuohos, o Ilustrada
reputagao.
ARSENAL DA BAHA.
Remetteram-se para ali as ultimas pegas da
machina de serrar madeiras, deque faz mengo
o rotatorio do mea digno antecessor.
Pouco importantes foram durante o anno os
trabalhos deste arsenal, que limitou-se a effec-
tuar os concertos reclamadas pelos.navios da es-
tadio.
Achs-se paralysada a construeco dos hiatos
Cayr e Rio de Contas, i falta de madeiras para
o seu proseguimenfo.
Este faci poe em relevo um mal, que com a
mesma forca sentm os nossis arsenaes.
Nenhum delles possue o numero de armazens
indispeasavel guardt, o cooveniente classillca-
cao das madeiras, que pela maior parte, espalha-
das a granel, e a cu descoberto, ficara expostas
damaosa accao das variacoes atmosphericas.
E assim escoam-se, improductivas, considera-
reis sommas, annualmente despendidas em ac-
quisices desta natureza I
Na completa ausencia de regras, e de urna
classificagao melhoJica, madeiras adequadas
construego de grandes navios sao muitas vezes,
empregadas em obras de inferior capacidade.
Os abastecimentos nao se realisam com a ne-
cessaria antecedencia, e na previso dos traba-
lhos a emprehender.
E' depois de resolvida construegao de quilquer
navio, que se trata de obter o material a ella pre-
ciso, e que os conlratadores vo, as mais das ve-
zes, procurar as matas paos em proporgao com
as formas que lhe sao ministradas 1
Os resultados sao facis de prever ; a urgencia
dos forneclmentos afrouxa o escrpulo na fisca-
lisaco, e abroa porta aos sbusos; a escassezdos
depsitos obriga a langar-se mo das madeiras
apenas recebidas, anda verdes e sem as condi-
ces exigidas pela arte no interesse da duraclo e
solidez dos navios ;systema vicioso e prejudi-
cial, de qae nos offerecem um triste exemplo os
hiates Cayr e Rio de Contas, cujas qutlhas
apoJreceram sobre o estaleiro.
A methodlsaco dos cortes de madeiras, a a
sua explora'cao por conta do estado, objecto que
prende a attengo do goveroo, que acaba de con-
fiar o seu estudo ao conselho naval, lucumbin-
do-o de formular as bases para a fundncao de tres
dessos corles em diversos pontos do nosso li-
toral.
O arsenal da Bahia requer melhoramentos,
que compre outorgar-lhe, afim de levaota-lo do
abatimento e decadencia que o ameaca.
Roste numero figurara : a remogo do celleiro
publico e de repartigoes esiranhas, que, encra-
vadas no espago por elle oceupado, embaracam o
exercicio da polica e disciplina que convem
maoter no seu interior.
A edificago de urna casa com proporedes e ca-
capacidade para accomraodar oo pavimento infe-
rior um deposito de madeiras, e no superior a
sala do risco, que, por falla de espseo, nao ple
continuar no local em que ora se acha ; obra es-
ta qae foi orgada em tt.OOft&OOO.
Urna coberta de ferro, para abrigar o estaleiro
do sul, nico de que actualmente dispe aquello
importante estalecimento por ter sido inulilisado
o do norte com o prolongamento do caes da al-
fandega.
Cabe aqu communicar-vos que, em conse-
quencia doinquerito a que ali procederam os
membros do conselho naval, para esse fim com-
missionidos, resolveu o goveroo aposentar e de-
raitlir alguns em pregados que mal cumpriam oa
seus deveres.
ARSENAL DE PERNAMBCO.
Vai em progresso a obra da ocina de fund-
gao, onde se trata de mootar dous apparelhos de
.serrar, que serviro provisoriamente, e emquanto
filia de localidade adequada nao permute o
levanlamento de urna serrara completa.
Celebrou-se contrato com Samuel Power Juh-
nston & C. para o fornecimeiito e collocaco,
mediante a quanlia de 49:950^000, de urna co-
bertura de ferro, destinada a abrigar o estaleiro
das coostrueedes osvaes.
Expedio-se ordem para ser ali construida urna
corveta a hetiee, apta a receber urna machina da
forca do 200 cavallos que deve ser feita as offi-
cinas do arsenal da rtte.
ARSENAL DO PARA.
Continuam as obras que tem por fim fecha-lo
pela parle do rio, tanto do lado do norte, como
do sul, al a batete da baixamar. A concluso
(lestes trabalhos est orgada em 30000000, cu-
ja despeza autorisarei, logo que me venham s
maos o plano e esclarecimeotos que exigi.
Pendem de consulla do conselho naval, a pro-
proposta de presidente para a construegao na-
quelle arsenal do um vapor a hlice, do porte do
Ypiraoga, e de ioforinagoes que julgueis neces-
sarias, a coocesso de urna machina de serrar,
cuja compra inculcada como de sumisa vanta-
gem. Pretendo dar a este estabelecimeoto o de-
senvolvimeato compativel com os meios pecu-
niarios de que fr dotada a repartigo de ma-
rinha.
ARSENAL DE MATO GROSSO.
O inspector ltimamente nomeado, assumio o
exercicio de seu emprego no dia 10 de outubro
do anno findo.
Luta ainda este arsenal com as difficuldades e
embaragos inherentes a todo o servico que se
inaugura a tao conslderavel distanciada corte.
Em satisfago ao que foi requisitado pelo seu
chefe, Irata-se de adquirir nesta corte, a fim de
remetter-lhe urna machina deserrar madeiras.
Por falla de dados completos, nao foi possivel
realisar-se o contrato para edifleacao de casa pa-
ra as suas ofBcinas.
Foi finalmente enllocada no estaleiro, confor-
me participa o presidente daquella provincia, a
quilha do vapor, cuja construeco est, ha muito,
ordenada.
ESTALEIRO DOS DOURADOS.
Pouco deseovolvimento tem tldo este auxiliar
dot arsenal de Mato Grosso ; e nem julgo que se
lh'o deva dar, antes que a secgo de guerra e
marinha do copselho-de estado proflra seu pare-
cer sobre os poni^- que trazem divergentes as
opinies, na ele* da localidade mais adequa-
da ao conseguim^nto dos flns, que se leve em
mira com semelhante creaco.
ESTABKLECIMEirrO NAVAL DE 1TAURA.
O goveroo nao perde do vista este eslabeleci-
rnento, a cujo futuro ligam-se interesses de su-
bido alcance. Infelizmente a insalubridade do
clima, e a estirada distancia
roados, tornam dlfflcil
ment.
a que fica dos po-
moroso o seu anda-
Segundo as ultimas participares estova con-
cluido um edificio com 220 palmos de compri-
mento e 22 de largura, gubdividido em quatro
compartimentos, que servem, o primeiro de
quartel ao ajudante, o segundo de armazem ao
almoxarifado, o terceiro de offleina dos ferrei-
, ros, caldeireiros e fundidores, e o quarlo de saia
de risco e babitaco do engeabeiro mecnico do
estabelecimeoto.
Achando-se prompto um engenho de serrar
madeiras, trabalha-se no levantameolo do te-
Iheiro que o deve abrigar, e na calanisaco d'a-
gua para dar impulso a roda motora.
Vai mito adiaotada a conatrueeao da corveta!,. L,BJ!- P0," obre o valle oa gargan-
iieihewya, que promelte m na^llBtt^I "' qae ,,mI,,." c?looia Pel ,rienle' Para m,"
cimen doa navios mistos : a AmLr ios mistos : o enoaUram-to de
itta oocvtU A hekca, o de um aeqaaoo vapor
^Jlvniln, a esta una da 40.
Atem deuaa obras, etlectuou a oOetna da oont>
trswcao aaaal aa aeguuUas : fabrieo a canterios
aa 3 ragnaa, tm**^ toigun 14 apone,
t tranaportt, 1 baraa da aoasarco do tarvico da
tempe
grandes chuvas.
Prolongaram-se mais 100 braca das ras de
Caterot, Pirtjj, e Ypiraoga, em direcelo per-
pendicafar i do rio, e abrio-se a de Gartrapes,
parallela esta.
O vapor Tamandaiahy, prompto e armado em
perfeito p da guerra, conserva-se tundeado no
porto da colonia. Na opiniio do director nao
rene esta navio aa quslidades ladispensaveis A
navegago a que destinado
As rogas e plantages foram eomaeadaa cana
antecedencia na intenco de dar-ealhoa largaa
proporgoes; mas a epidemia, paratiaendo gran'
de numero de bragos, apenas permiatt* ata te-
menteira de tele a. oito alqueires. qu pfomette
urna colheite de 800.a 1,000 l^uetres da milno,
alenda algn arroz e feijo.
Na roez de maio, parti de 8. Pautar con 58
afriatnoa o encarregad da estrada entre 1 tapora
e Avenanotea, fieate ponto teguio, em jathe,
pelo aotigo pioado, qjt roepu a foica, at o
AlaaatJuij ; lugar, era se. abandonado o mea-
mo pieaeae, principia estrada aatravessar flo-
rones vinjcDa,
Proaeguindo em sena trabalbot, tinto rotea-
das ana novembro seis leguas de estrada cora 20
palmos de largara.
Principiando eolio as chuvas, fez urna limpe-
rsrdefoice mr picada de- explorago, e-depois de
alarga-la o collocar ponlilhes, em todos os ribei-
roes quo a coiUra, apresentou-se em Itapura no
mez de deiembro, deixaodo em estado de ser
transitada por animaea de talla o de carga toda a
distancia, que vai datle nlUaso lagar ao Ava-
nhindava
C0MPANHIA8 DE APRENDIZES ARTFICES.
O decreto n. 2,615, de 21 de julho, deu novo
regulamenlo t companhias da aprendizes artfi-
ces, creada nos arsenaes desta corte, Bahia e
Pernanabueo, de aoeordo com b disposto no de-
creto de 30 de abril do anno passado.
As desta corle, e provincia, da Bahia eslao
completas ; na de Peroambuco faltara 17 meno-
res, para o preenchimento do pessoaV, que lhe
foi fixado ; como mais circunstanciadamente vo-
reit do mappa n. 25.
No intuito de aceumular um peculio em pro-
reito de taes menores, estabeleceu o citado re-
gulamenlo, que do salario liquido, que houver
da lhes ser abonado, desconte-se urna qusrta
parle, para ser depositada a juros em eslabele-
clmentoa de crdito.
O producto de taes desceios eleva-se, segun-
do as ultimas inforraajdes. nesta eorte a............
10.46JK58. na Bahia a 962520, e em Pernam-
buco a 6.0833000.
Participa a nossa lgagao em Londres que,
tendo ali ebegado os dous aprendizes artfices,'
Jos Custodio Fernn es do atcimento, e An-
tonio Francisco Moreira de Garvalho, designados
por aviso de 18 d abril, nos termos do artigo
48 do predilo regulameolo, para irem applicar-
se ao estudo das machinas de vapor navae, jul-
gara conveniente reclhe-los am um bom colle-
gio de educago primaria, a fim de adquirirem
o conveniente conhecimento da lingua do paiz.
_ COMPANHIAS DE ARTFICES XILITAKSS.
Esto dadas as ordens para a formaco dasduas
companhias de artfices militares, creadas no ar-
senal da corte pelo art. 113 do regulamenlo de
30 de abril do anno passado, e que se devem
constituir com as pragas das que exisiem, con-
forme a amiga legisligo, oom osarlifices aquar-
telados na fragata Principe Imperial, e com oa
aprendizes que tocam a idade de 16 annos.
Para com manda-las foram nomeados os anu-
dantes di inspeceo, capito de fragata Bernardo
Al ves de Moura, e capitio-teaente Francisco
Eduviges Bricio.
Por aviso da 6 de seterabro, raaodou-se con-
certar e proparar a casa que lhes tem de tervir
de quartel: e pelo de 25 do correte, alixou-se
o uniforme que devem trajar.
DIQUES.
Dique da Ilha das Cobras.
Toca a seu termo a concluso deste dique, sem
duvfda a obra mais importante e grandiosa de
quantas, oestes ltimos lempos, se tem empre-
heodido no interesse da marinha. Dependendo
a sua inauguracao nicamente da remogo de
alguraas pedras partidas pela explosao das minas,
e que ainda lhe obstruera a porta, cont em bre-
ves dias -lo entregue a reparticao s meu car-
go, e em estado de prestar os bons e valiosos
servigas, que delle aguardam as marinbas de
guerra e mercante.
Executado pelo eogenheiro H. Law. sob a
fiscalsago do director das obras civis de mari-
nha, tenente-coronel Francisco Antonio Rapozo,
e de conformidade com asestipulages do con-
trato, cuja integra est annexa ao relatorjp de
1857, ofTerece elle as seguinles diraensdes :
Coraprimento do eixo, medido no plano da
aresta, ou borda da cava, contado desde a face
exterior dos urabraes de encost da porta, at a
aresta perpendicular ao mesmo eixo, nos extre-
mos da qual terminara as duas bordas car as da
roda de proa...... 300 ps ioglezes.
Vo da entrada, ou distancia entre as duas
faces parllelas dos umbraes........... 70 ps.
Era consecuencia da forma da secgo da entrada
esta distancia conserva-se a mesma, tanto no
plano de nivel do preamar, como no da baixa-
mar, o primeiro cinco ps, o segundo 10 ps
abaixodo plano das bordas da cava.
Espessura doa umbraes, no sentido parallelo
ao eixo do Dique........................ 10 ps
Com um recuo de 3 ps de cadal ado, para fra
do alinhamentodas faces parallelasdos umbraes,
comegam- iotevergindo at a distancia de 60 ps,
contados em projecgo sobre o eixo, a partir do
plano de encost da porta. Nesta distancia o seu
afastamento. que comecra por 70 ps, attinge a
grandeza de 92 ps :
Em virtude da curvatura, qae na secgo cor-
respondente a este poni do eixo tem os dous
costados, reduz-se este affastamento ;
No plano de nivel do preamar a___ 86 ps.
E no Deste ponto do eixo, em ditnte, proseguem as
duas bordas rectilnea e paralelamente at
distancia de 235 ps, contados ainda era projeccao
sobre o eixo, e a partir do mesmo plano de
encost.
Em toda esta extengo do eixo, isto desde
60 ps at 235, onde a secgo do "Dique lera a
mesma forma, como cima.
Largura do Dique o plano das bor-
das da cava, ou distancia entre as
res pecti vas a restas.....................
Esta distancia reduz-se :
No plano de nivel do preamar ....
E no c da baixamar a..
Deste ultimo ponto, at o extremo do eixo, a
300 ps de distancia do plano de encost, con-
vergen) as bordas da cava, curvande-se, para
formar a roda de proa, al encontrar os extre-
mos da aresta perpendicular ao eixo, em que
remats a mesma proa.
Neste ponto a distancia das curvas,
que era do 92 ps, reduz-se sobre esta
reala a................................ 20 ps.
No fundo do Dique as dimensOes reduzem-se :
Comprimeuto do eixo, entre o piano
de eocosto da porta e a aresta interior
da proa................................
Largara entre os dous enconiros
parallelos dos costados com a super-
ficie do fundo.......................... 30 ps.
A superficie do fundo formada por quatro
pannos planos: dous, eocontrando-se sobre o
alinhamento da quilha, cahem com pequeo de-
clive para duas aargelas lateraes parsllelas ; os
outros dous, em contra declive, elevam-te das
sargetas para as arestas de encontr dos costa-
dos com o plano geral do fundo.
Estas sargetas recebera e conlu2em todas as
aguas do fundo para e boeiro do pdco das
bombas.
A altura do Dique :
Desde o plano do fundo al o das
bordas da cava........................
dem, idem, at o nivel do preamar!
dem, idem, c da baixamar.
No intetvallo, que medeia entre 115 205 ps,
contados sobre o eixo, a partir da entrada, ba em
cada costado um recesso, ou grande degro do
comprimento de 90 ps, largura de 10, e altura
tambem de 10 ditos.
Os planos das suas faces extremas verticaes
esto na mesma distancia de 70 ps, qae tem o
vao da entrada. Destinam-se & accommodaglo
daa caixaa das rodas dos vapores.
A excepc&o deates dous recessot, toda a super-
ficie restante dos costados est repartida, por
plaoos verticaes, e normas curva das bordas
da cava, em zonas de cinco ps delargura, com
degros alternados de urna para outra, que pres-
tara descida at o fundo do Dique ; iuterrom-
pendo-se estes apenas em duas banquetas bori-
sootaes que circulam por todo e coatado, de
popa proa, a t/3 a a 2/3 da altara total do
Dique.
Estes degrot e banquetas destinamse para o
servico da circularlo geral, e para assento das
escoras, que tem da suster o navio a secco.
A superficie do costado da eatibordo, bem
como a dos correspondentes degros, quasi toda
cortada na propria rocha; a de bomburdo e da
parta do fundo, onde o arrebantsmenio da rocha
excedeu ot limites da conformacio da cava,
formada de pecas de cantara regular;
92 ps.
86 ps.
78
281 ps.
33 ps.
28
23
Toda a superficie interior letrada.
> piano de ntrda do Dique ha, em roda da
STS-fc- .**'.* orla' dMlnd circolaco
.en or, de 13 ps de largura, qae a ciuge em
H* extenslo. Urna parte desta orla
tojeata^eon, parallelipipedos ; o mas cortado
na propria rocha.
No fuado,oealiguo entra dado dique.a ettibor
ao, o boeiro de com ra un cacto do inteior da ceta-
coceo popo das bombas de atajlo, ni distancia
a ^T^**" ** boeiro com 4 P* de lartjnra, e
o ae altura. munido de urna adafa, qae te fecha
e ato por maio de apparelae.
O-poco daa bombas, de da* pea de dimetro,
e cujo fundo fica um pouco maia abaixo do Di-
qe, conten o jogo das bomba, movidas por
urna machina a vapor da fon de 40 caveoe.
A machina, caldeiras, e bambea eato abriga-
das por um edificio decantara totea, com co-
bertura metlica,, situado ao lado da entrada.
A porta OuctuaDte de ferro, e feita confr-
mese dimensoes, e especificages, que veem
indicadas no contrato.
Cntralo de segundo Dique.
Usando da aulorisago, incluida no 16 do ar-
tigo 11 da lelo. 1,100, de 18 de setembro do
anoo findo, contratou o governo com o citado
^"heire, Henrique Lavr, pela somma de
850:000$000, paga em nove prestagoet, a cons-
trueco de um segundo Dique na mesma ilha ;
que dever, aer concluido oo preso de 4 aunes,
contados de 10 de abril ultimo, data da atsigna-
tura do termo de contrato, que acharis entre
os annexot do presante relatorio.
A reconhecida pericia deste engenheiro, sua
probidade o escrupulosa lealdade no cumpri-
mento dos encargos que assume, de que mais
de uma prova deu no decurso da obra que acaba
de realisar, sao motivos sobejos para alimentar
Iisoogeirat esperangas sobre este novo melbora-
mento, com que vamos dotar o porto do Rio de
Janeiro.
Dique du Maranhao.
Mo grado as avultadaaquaolias que tem con-
sumido acha-se ainda muito longe de concluso.
Por aviso de 4 de dezembro do anno passado,
foi nomeado inspector do taes obras o capito
do porto d'aqaella provincia, capito lente,
Hermenegildo Antonio Barbosa de Alraeida.
Reconhecendo-se a insutficisBcia da verba que
lhe foi volada no actual exercicio. abrio-se-lhe
um crdito na importancia de 10:0009000.
O acude, os cantos da entrada, e parte doa
paredoes do canal, a cantara j lavrada, e o
assentamenlo da macbina de esgoto, sao as obras
mais importantes, das que se acham concluidas.
Ao digno presidente, ltimamente nomeado
para esta provincia, oflicial distincto do corpo
de engenheiros. imcumbi de dar-me diversas
informagdes, sem as qaes nada posso empre-
hender, para melhor regular as providencias
que desejo tomar sobre este objecto a que, se-
gundo pens, iodupensavel prestar grande at-
tengo.
MKL11ORAMKST0 DE PORTOS.
Maranhao.
O porto desta provincia caminha a pasaos lar-
os para uma total obstruegao. Procede seme-
jante facto das|aras, que, iovadindo-o, es-
Ireitam e rebaixam o canal navegavel. Lugares
do a o corado uro de carga, que, seis annos,
comportavam oavios de 15 ps de mando d'sgua,
apenas admitiera hoje os de nove.
Felizmente o effectivo emprego de duas barcas
de escavsgo bastar por em quanlo, para, se
nao remediar, ao menos palliar a forc.a desse
mal ; visto como a experiencia atiesta que a
rapidez da correle favorece a remogo das frat
revolvidas por taes barcas,
Sem semelhante providencia, a completa rui-
oa do porto ser iofallivel ; e com ella a iouti-
lisago das sommas despendidas com a obra do
Dique d'aquella provincia, e a decadencia de uma
bella_ e populosa cidade. Acha-se ali em cons-
truegao uma barca destinada a este effeito ; maa
seria conveniente contratar uma outra de ferro,
e os competentes batelldes; como j disse, do
emprego combinado de duas d'essas machioat
muito se podar obter.
Parahiba.
A presidencia est autorisada a usar do crdi-
to de 60:000#, votado no 22 do art. 5 da lei n.
1,114, de 27 de dezembro do anno findo, para
cootiouago do caes do Varadxniro, e melhora-
menlo do rio Mamanguape.
O perlo deste nome apenas offerece surgidouro
e barcacas, e outras erabarcaedes da mesma na-
tureza. Sua barra formada por uma abertura,
ou depresso do recite que contorna a costa na
direceo do NO, e dividila em dous canaletes et-
treitos, o de pouco fundo.
As ioforraacet, que possuo acerca desse por-
to, fazem-me recetar que os 30.000g concedidos
nao bastera, para fazer face a despezas do deso-
jado melhorameoto.
Isto posto, julgo indispensavel, antes de em-
prehender all qualquer obra, mandar proceder
por um eogenheiro hy iraulico a estudos, quesir-
vam de base ao necessario plano e oresmeoto.
Cear.
Como vos disse o meu illuslre antecessor, o go-
verno guarda esclarecimeotos, em quepossa as-
sentar uma retolugio definitiva, sobre oa malho-
raraenlos, de que susceptivel o porto da capital
desta provincia.
Construcges 13o gigantescas e dispendiosas,
como as que atli ser preciso, effectuar, nao se
decidera, sem aprofuodado estudo o madura re-
tlexao.
Entretanto alguma causa se tem feilo no senti-
do de embargar-lhe a ruina. Por aviso de 17 de
agosto oi a presidencia autorisada, para gasttr
al 11.9489690 com a construeco, no lugar de-
nominadoMeirelles, de ama rauralha destina-
da a desviar aa areias da direceo, que os ventos
reinantes, em grande parle do anno, lhe do so-
bre o porto.
[Conlinuarse-ha.)
PRNIIWBUCO.
REVISTA DIARIA-
Informam-nos que na parte posterior da igreja
de Santa Thereza ha uma malta de jurubebas,
onde se aoinham alguna larapios para pilharem
os quintaos adjacentes, d'onde carregam galli-
nhas, porcos, e outros que taes animaes, sea
salve.
Assim, seria conveniente queso mandasse der-
ribar aquellas jurubebas; porque deseppareciio
o quartel general, devem os referidos larapios
levantar o acampamento, oa quaodo venham
aeco, ser era campo raso, e por conseguiote
com alguma desvantagem.
Recebemos urna caria concebida nesles ter-
mos :
Sr. redactor da Revista.Pedimos-lhes que
una os seus aos nossos rogos, afim de ver se o
administrador do collegio dos orphos ou a junta
da Santa Casa de Misericordia tira das garras de
uma mulher perdida chamada Cosma uma meni-
na parda, que a mesma tomou na qualidade de
ama para criar, ha mais de oito annos.
Consta-nos que diz ella nao receber mais a
paga, que al a idade de 7 annos recebia ; assim
como que a tem subnegado a panto de j ter ha-
vido busca em casa da referida Coemt, tendo s
mesma tido em vio, pois que Tcomo a casa tem
porto no fundo, apenas entrevara as pessoas que
iam ver a menina, esta sahia por detraz pira a
casa da me daquella Cosma, que mora na rea
das Aguas-Verdes.
t Ora, esta mulher, como geralmenle sabido,
de pessima conducta, havendo-se convertido
em abtlha-metra do oortifo que ha formado,
para a qual recebe constantemente do malo
ignorantes a cuja eusla vai vivendo, em quanlo
tambem taes abetbaa nao abrem os olhos. E' por
esta razao que fu ella todos ot eaforgoe para fi-
car com a engaitada, do que lhe rallamos, e t)a
qual d'aquium ou dous annos poder ella tirar
lucro I
Por este motivo, pois, que lhe pedimos, a
publicago desta citada innocencia e daquella
myslificgo junta ; pois doloroso tambem
ver em, pouco tempo ana uma infelit oa carrei-
ra aa prestituigo, quaodo pode com a parte que
lhe toiue do patrimonio que tem constituido at
almas piedosas aer uma mi de familia honrada,
ou alia vi ver cobro .doa horrores ds infamia.
O cooceito que nos merece o carcter pessoal
da junta administrativa da Santa Casa de Mise-
ricordia, o nao meaos os seua actos, autorisa-noa
a aaseverar ao nono correspondente que at toas
boas intengoes sern secundadas, e que a misera
menina teti arrancada daa garras da hediooda
harpa ou mi Tancrado, que ae quer cavar na
sua objecgo moral.
Foi nomeado para exercer provisoriamente
o officio de partidor e contador de Caruar o 6r.
Ju venci Tacituo Mariz.
Tere lugar no sabbado, como aonunciaracs
em uma de nossas Revtas passadat, o baile da-
do pela tociedade Cassino Militar, por occaaio
do aoniveraario de nossa independencia. Eslavo
elle muito concorrido, notando-te aa pessoas
mais distinctat da sociedade pernambucana.
Os sales achavam-te elegaptemente decora-
dos com trophos d'armaa, fazendo-sa notar n'um
dalles, em face un do outro, os retratos de S.
al* L e o de sea augatto sai.
O servico foi todo mito con aoeio e proasio,
rido ao zelo era prega do pelos tocios pata ter-
virem aos convidados sua fasta.
Louvamos, aioda urna vez, a diaoecio pele, telo
qae em prega para que seja bons lees enireteni-
mentos, e tolos oa tocios pela affabilidada com
que toem sempre tratar aqueltee que sao seus
convivas.
Domingo leve lugar a festa de Nossa Se-
nhora do Bom Conselho, padroeira da mocidade
acadmica de nossa faculdade de direito, oo con-
venta de Santo Antonio, onda a ade da referida
irmaodade,
A igreja achara-se simples maa bellamente
ornada.
A msica, de composigo do Sr. Colas, agradou
bastante, e na verdade assim devia aer, porque
um bello composto de harmona e de bom gosto.
A' noite foi muito concorrido o Te-Oeum, e
visitado e templo at 10 horas da noite.
Lista dos baplisados e casameolos feitos na
matriz da Boa-Vitla no mez de agosto :
Antonio, branco, nascido em 30 de margo desle.
Bino legitimo de Vicente Joaquim de Caldas
Brando e Mara Carolina de Caldas Bran-
dan.
Pedro, branco, com 2 mezes de nascido, filho na-
tural de Anoa Joaquina do Patrocinio.
Olegario, pardo, com 5 mezea de nascido, filho
natural de Marianas, esorava.
Jcsuino, pardo, com 1 mez de nascido, filho na-
tural de Joaquina, eserava,
Virgilio, crioulo, com 6 mezes de nascido, filho
natural de Merencia, eserava.
Tranquilina, crioula, idade 17 annos, eserava.
Heoriquela, branca, com 1 mez de nascids, filha
legitima de Joo Vieira de Alraeida e Heori-
quela Mara do Carmo.
Theodoro, branco, com 5 mezes de nascido, filho
legitimo de Frederico Lsfred, e Firmina Ama-
lia.
Theodora, parda, com anno e meio de uascida,
filha legitima de Flix Jos da Porciuncula e
Jacinlha Marta da Conceicao.
Manoel, pardo, com -JO mezes de nascido, filho le-
gitimo de Antonio Francisco Gomes e Francis-
ca Mara da Conceicao.
Thereza, parda, com 8 annos de nascida, filha le-
gitima de Jos dos Santos Torres e Marianos
Joaquina dos Santos Torres, fallecidos.
Belisia, branca, nascida em 20 de margo deste,
filha legitima do Dr. Candido Jos Casado Li-
ma e Mara Clara da Fonceca Lima.
Boaveotura, pardo, com.l mez de nascido, filho
natural de Ansa, eserava.
Leopoldina, branca, com 1 mez de nascida, filha
legitima de Nicolao Ciruq e Hara do Espirito
Santo.
Joo, branco, nascido a 4 de julho deste, filho
legitimo de Francisco de Barros Falco de La-
cerda e Alexandrina de Barros Duarte.
Joo, branco, nascido a 14 de agosto do anno
passado, filho legitimo de Joo Marlins do
Ros e Ignez Marlins do Rios.
Isabel, branca, nascida a 4 de julho de 1859. fi-
lha legitima de Targioo Silverio de Souza Ha-
galhea e Felismiaa Francisca de Souza Maga-
lbes.
Romulo, branco, nascido a 30 de maio do anno
passado, filho legitimo do lente Francisco
Romano Stepler da Silva e Emilia Augusta Ste-
pler da Silva*
Bento, braoco, com 4 mezes de nascido, filho le-
gitimo de Manoel da Silva Nevos e Umbelina
Noves Correa da Silva.
Elias, pardo, nascido a 20 de julho do correte,
filho de Esperance, eserava.
Felippe, pardo, nascido no Io de maio do cerran-
te, filho de Raimunda, eserava.
Alfonso, braoco, nascido a 5 de abril do anno
passado. filho legitimo da Francisco Antonio
Vieira da Silva e Olyrapia Maria Vieira da
Silva.
Ciocinalo, branco, nascido a 9 de maio do corre-
le, filho legitimo de Joo Ribeiro Pessoa de
Lacerda Jnior e Candida Ignez Pessoa de La-
cerda.
Libania, branca, nascida a 7 de margo deste, fi -
Iba legitima de Jacques Benefond e Maria Emi-
lia de Albuquerque Banefoud.
Procopio, pardo, com 15 mezes de nascido, filho
de Joanna Maria do Espirito Santo.
Antonio, crioulo, com 2 mezea de nascido, filho
natural de Ricardo Romualdo da Silva e Ri-
carda Maria da Conceicao.
Maria, parda, cora 2 maze's de nascida, filha na-
tural de Marianno Jos Pavo, e Maria Ignacia
das Neves.
Silveria, crioula, com 2 mezes de nascida, filha
natural de Benedicta, eserava.
Jos, branco, com 3 mezes de idade, filho legiti-
mo de Jos de Moraes Gomes Ferreira e D.
Anua Candida da Costa Ferreira.
Ananias, pardo, cora 3 semaoss, filho natural de
Josepna Maria da Conceicao.
Sara, crioula, com 5 mezes, filha natural de Bo-
nifacia, eserava.
Jos, branco, com i mez de nascido, ttlbo legiti-
mo de Jos do Reg Brrelo e D. Mathildes do
Reg Barros.
Casameolos:
Jos Bernardo Ventura com Joanna Antonia da
Fonceca, brancos.
Joo Jos Gongalves com Luiza Maria Theodora
do Nascimento, pardos.
Joaquim da Rocha Carvalho Jnior com Anoa
Benedicta Maria, brancos.
Amaro Joao da Cruz com Maria Joaquioa da Ao-
nunciaco, pardos.
Antonio Candido Nogueira com Eugenia Thereza
Gongalves, pardos.
Joaquim Lourenco Barros com Jovina Alexandri-
ii3, brancos.
Joo Chrisostomo Simes do Amaral com Maria
do Espirito Santo, brancos.
Passageiros que saturara no patacho ioglez
fltty, para Liverpool: William Pauling, sua
tenhora e um filho menor.
Passageiros sabidos para o Aracaly, no hia-
to brasileiro Aracaly : Francisco G. Linhores e
1 criado, Jos de Azevedo Villarouca Jnior e 1
criado, Antonio Pioheiro da Palma.
KORTALIDADE DO DU 8.
Victorino Ferreira da Costa, cearense, 22 annos,
rol tetro, Boa-Vista; escrfulas.
Jos Antonio da Fonceca, brasileiro, 45 annos,
casado, Recife; hydropisia.
9
Mara, Peroambuco, 2 horas, Boa-Vista; t-
tano.
Jos, Peroambuco, 19 mezes, S.Jos; desa-
ters.
Anua, Peroambuco, 1 anno, S. Jos ; inlerite.
Joaquina Urbana, Pernambuco, 50 annos, Boa-
Vista ; asthema.
Joaquim, Africano, 60 annos, solteiro, oseravo,
Boa-Valo; apoplexia.
Aona Thereza de Jess, Pernambuco, 78 annos,
viuva, Boa-Vala ; diarrha.
Joaquim, Pernambuco, 1 anno, Boa-Viata ; inte-
nte.
Leooella Rosa Soares, branca, Recife, 22 annos;
encepbalite aguda.
~

Communicados.
Exposico geral dos productos natn-
raes, agrcolas e iadiistriaes.
A quem nao pede Dos nao ouve.
Se a imprensa Brasileira nao titease reprodu-
zido naa columna a dea taus numeroso jornaes ot
ioteressantes artigos sobre aa diversas exposigoes
dos productos agrcolas e industriaos, qae lera
havido na Europa e Dea Estados-Uoidos, parti-
cularmente desde a exposico universal de Lon-
dres em 1851 at heje, nao teremo, de certo,
tido o prazer de ver estampado no irameoso
Diario de Pernambuco de 3 do cerrante a satis-
factoria acucia de S. M. I. ha ver por bem nao-
dar ootervar o aviso circular sob a. 15, expedido
em 31 de julho prximo fiado, pelo ministerio
de agricultura, commercto e obras publisas, aeom-
panhando as iostrueges para ae exposigoes agr-
colas e indiattriaes, ot corle do imperio e as
captaea daa provincias do Para, Pernambuco,
Babia. Mistes Carees a S. Padre do Strl, asquees
recebarlo oa (Mveraee preduclee dae outras pro-
vincits, qae Ibea foraaa relativamente limilrephee.
Ai falta de tempo terd muite prejudicial ge-
neralidade dos expositores, tanto da capital como
dotta, cutres prometa* Mmrtrephe*, victo S.
Y
*
Exc. o Sr. pretideale ter fizado o dia 2 de de-
zembro para abertura de exposico, que tenciooa
fazer installar nat salaa e ao pavimente terreo
do palaeio de governo.
Estamos em 7 de setembro, e nao conste que
i Ilustrada commissao comeada pela presidencia,
em 4 do correte, teoha aioda feilo sua primeira'
reuniao.
Por pouco tempo que te perca, enegart e dia
15; os objaetot a expor devero car enliatnet i
commissao. 4a 15 a 20 de aova mar* prximo fu-
turo ; tem tneaa* dous mezea da intervalo, para
reunir n capiut oa objeoto a cano*.
limbos* ledoaot que aupporaoe poder** tir
da extrema, cu meamo do interior desta provin-
cia e daa anpp pcotamai vtatnha*. eattvwaaeaa i
promptoe vir, doua raeteeno aeriem aln-
eatee para levar aa tartas de convite aos pootos
acuna referidoe, e de l poderem vir ot objecto
Com a mair Tentada de ooacorrer, e o maior
desejo de satisfszer as viales da excelso meoarcha,
e do seu Ilustrado goveroo, nao possivel, qoaes^
quer que sejam as diligencias, os cuidados e as
despezas pecuniarias, que pessoalmenle julguem
necessarias fazer, alguns dos Ilustres membros
da commissao, maia promplos a gastar o que
for, com Unto que possam sprasenttr maior Da-
mero de productos.
Seriara precisos, pelo menos 9 a 12 meses, para
dar tempo a ae aprontarem, tanto oo exterior da
capital, romo no interior, os objectos que cada
expositor liver a ipreaeniar.
Embor* o Brasil em gerai, tej essencialmeote
mais agrcola, do que industrial, nao deixamos
de recoobecer que abunda em variedad* da io-
dustnas fundadas a perteocenles a ealrangeires
estabelecidos 9 casados, alguns, no paiz. oa a
nacionae. "
Porlaoto aqu como na Europa estes artistas
lados, excitados peto incentivo da emalaeo e
das recompensas nacioaaes, faro lodot ot sa-
crificios para poderem apresentar oa* expotices
respectivas productos de suat artea, que oa tor-
nera celebres e lembradot na historia industrial.
Km sua justiga esclarecida, o governo fraacez.
lem muiias yezet as occasies solemnes das ex-
pusiQoes condecorado donos de fabricas, e ado
medalhaa de ouro ou prata, ou manses honro-
sas, e algumas vezes premios em dinheiro por
urna vez, ou penste vitalicias, a captre-metlres
de turicas, ou a ofliciaet, aulorea de melhora-
mentos ou descoberias novas.
Estes exemplot deveriam aer imitados.
Se nao se poder absolutamente addiar poca
ja uxada, assim como escoiher um lugar maior
e tutu apropriado do que o palacio do governo,
toreada ser a commissao a resignar-te ao que
houver e vier. Dae faitea que eed*rem nao te-
rao seus membros causa, nem cuTpaveis. Dese-
jamos-lhes sinceramente o melhor xito em todo
caso.
Se elles nos permittireea, Ibes taremos repa-
rar, que se nao se pode mudar o dia 2 de de-
zembro, fizado para a abertura da expoeicAo,
deveriam sempre mudar o local da exposigo, e
assim livrar as bellas salas do palacio dos estra-
gos que lhes occasiooariam as armagoea, prat-
leiras e balustradas necessariaa em temelbantes
installages, que por forga, para terem a solidez
exigida, deveriam aer pregadas nos bonitos aa-
soaluos e bellas paredes daa ditas talas.
Se a Ilustrada commissao se dignar nao te
offeadtr com nossas bem teocionadas indicacet^
lembrar-lhe-hemoe o edificio do trseesl de ma-
rinha do lado de Ierra que nos parece mais pto-
pno e conveniente do que ae salas do palacio
para receber com folga. Unto no sobrado como
no pavimento terreo, paleo, telheiroa. etc., lodos
os productos que edneorrerem a exposigo de 1
de dezembro trigessimo sexlo aoniversario do
ochto monarcha Brasileiro.
Este dia nemoravcl, por ser natalicio de S.
M. I., tornar-se-ha tambem lembrado na histo-
ria, por aer o dia de abertura solemne da pri-
meira exposigo geral dos prodoelos naluraes
agneojas e industriaos, feito no Brasil.
Poder-se-ha, no dia 2 de dezembro, inaugurar
a exposigo, pela maoba, de tarde fazer a cere-
monia do conejo do eslylo, a effigia de S. M. I.,
e para coroar a obra, a uolte, dar em palacio,
um soire daosaote, bem entendido, as expensas
do ministerio da agricultura, commercio e obras
publicas. Esle, ers, em nossa humilde opinio,
um dos beneficios que o digno presidente da
provincia deveria offereeer a alustrada commis-
sao, aos expositores, e ao bello sexo dessa capi-
tal, que eremos, far-se-ba distinguir na exposi-
co, com seus numerosos e delicados trabalhos
de agulba, como sejam lebyriolnos, rendas, bor-
dados diversos, flores artificiaes e mais galante-
ras era uso, tujo produelo material depois de
Onda a exposigo, e feilo leito publico, dos ob-
jectos que os expositores quizerem dar, poder
se hava empregar, era dotacAo para casamento
de alguraas virgens, filhas de familias pobres.
mas honradas.
Exposigoes de obras de senhoras, fazem-se an-
nualmente em Franca, tanto na capital como as
provincias, na estaco de invern, e o producto
da" venda, feita era leito, por precoa algumas ve-
zes fabulosos, distribuido por commisses, de
senhoras ad hoc, a domicilio de familias pobres
recolbides.
Est6s bellos exemplos de caridade ehrista se-
rao, nao duvidamoe, imitados peles senhoras
Pernambucsnas, com tanto ardor, quanto ellas
tem em imitar aa bellas modas francezas.
Embora o nosso desejo fosse de nao darmos
hoje um artigo muito extenso, temos aioda a en-
trar em alguns detalhea pertencenles a este nosso
primeiro artigo sobre a exposigo geral e chro-
nologica deste ramo de melhoramentos materiaes
e moraes dos povos modernos.
Asaim como o dissemos em nosso exteoso arti-
go, sobre a ulilidade da iolroducgo, oeste vas-
tissimo imperio, das exposigoes peridicas dos
productos naturaes, agrcolas e industrias, foi em
30 de margo de 1854, em sessao da assembla
provincial, que odeputado Sr. Dr. Francisco Car-
los Brando apreseutou um projecto de lei bem
elaborado para a creago de exposigoes peridi-
cas dos productos agrcolas e industriaes nesta
capitah
Se os deputados tratastem menos de politice
estril e egosta e maia dos melhoramentos reaes
e positivos deste bello paiz, as cousas andariam
melhor, nao se tera passado sete annos antes do
aviso sob n. 15, apperecer, que o governo de
Sua Mageatade Imperial mandou baixar em 31 de
julho prximo findo, para crear as exposigoes.
O primeira projecto de creagao das exposigoes
emanou do seio da assembla provincial de Per-
nambuco em margo de 1854.
A' provincia de Pernambuco devida tambem
a iniciativa da primeira exposigo industrial pu-
blica.
Foi a modesta e esperanzosa corporagao dos
artistas telleiros desta provincia, qae no da 23t
de abril de 1860 apresentou, as salas do palace-
te da ra da Praia, em exposigo publica, uma
completa collecgo de todos os productos da sua
arte.
Convidado especialmente pelo Sr. Jos Fran-
cisco Carneiro, digno presidente ento daquella
corporago, tiremos a satisfago de ver e apreciar
os progressos que com a iotrodugo de instru-
mentos e erramentas aperfeicoadas, importados
de Franga, os artistas deste ramo de industria
chegaram a fazer nesta capital neates ltimos 20
annos. .
A modestia e fraternidade existente entre estes
recommendaveia artistas, pareceu-nos excetsiva ;
reparamos que obre nenhuma levava inscripto,
como costume levar, o nome do aeu autor, o
que oo nos permiti de louvtr individualmente
ot mais merecedores, e contentamos-nos de lou-
vtr as obras^em geral.
Convidamos o Sr. Carneiro e mais membros a
adoptar, para a primeira exposigo que tornassem
a fazer, o systema adoptado na Europa, e pre-
miassem os que se tornassem dignos de recom-
pensas ou mensoes honrosas, nico meio, exci-
tando a emulago dos coocurrentes, de levar a
perfelco em lodos oa remonda industria.
Apezar dos numerosos peasimistas, que se en-
contrara nesta Ierre, pretender que Pernambuco
nao tem nada a poder expor, tomos convencidos
pelo contrario que se se apreaentarem lodos os
objectos que este provincia e capital encerram
dignos, e no casa de ser apreseotado a exposijo,
o local do palacio da presidencia nao aeri suffi-
eiente para se receber.
Apezar de nao ter tempo sufficiente, para po-
derem vir multes maraviinas da oatareza, do in-
terior desta e entras provincias, lembraremos
alustrada commiaso que sem- ir procurar bem
longe, achar-se-ho admiraveis orebides oo
plantas parasylas sobre as arversi dtt maltas do
interior, que m geral florecer de novembro
Janeiro, e tem flores mui curiosas e rigioaes qae
durara e conservera-s* traecas semanal iuteiras.
Ellat devero vir juntas ao pedazo de po em que
te acharara eoraizadas.
Nao ha eenhor de engento qae nio postt, que-


lRW D*
MCO *WBRfk fWRA l
I

rendo, mandar procurar em hh dmUh deslas
flores eemanle* de arverea, smente* dleegiae-
ms, que ten mas esliare, pelas mittM camai-
na* a saber: Andiroba ou Jaadiraba, bisuiba,
gerfelia, bapol e muitu utra*.
Mo fique desconsolada a illustre commtse,
se o concurso dos expositores nao tor lo grande
3uanto seria deseu patritico ebem tencionado
eaejo, e lembre-ae que do histrico que pre-
senta moa era soase artigo publicado pela segun-
da ros ai 3 de margo prximo passado, a Frao
rifa osea poder do apoio de todas aseuperiorie-'
dades sociaes.e it*o por ama razio muito natural;
cor que a aeleiidade una aupertorMede de di-
reito, que so actaallsa ou se lucarna fm ama su-
perioridade de Acto, lem 6 que o poder se dis-
prestigia.
Ora se por urna invenid da orden natural que
quer ver o poder de dh-eRo sampre anido com o
poder do tacto, acontecer o contrario, e tornar-
se traquate e qaasi habitual a junccao 4o.poder
de direito com a inferioridad* de tacto; e se isse
na re* *m no ae margo protiuio (iintoo, o iru- wiunu wat a iDterioriaaua un tacwi e nms
ca teve a iniciativa das oxposiges agricolaa e io-iBe der no elaitorado, as municipalidades, ais
dustraes. [cmaras provinciaes e geraes, o que succeder
? primeira data de Miembro de 179*. EUa fez- desse coito damnado do poder da direito cora a
se em Pars. O numero dos expositores
toi ape-
nas de 410 ; ella durou tres dias. A duodezima
toi universal em 1855 ; tete 31,064 expositores,
dos quaea 10,891 flaneases ; tere lagar no mag-
nifico palacio da industria em Paris, nos Campos
Elysios. Abcio-te em 5 de maio e feixou-se em
31 de outubro segalole.
Embora o dia d dezembro seje bem prximo
denos, o amor a pessoa de sea idolatrado mo-
naroha a s io*til*igea do paiz, asaim como o
desejo de satisfazar as valas e esperanzas do go-
verno de Sua Magestada Imperial ho de tazer
com que oa Perosmbucanos de todas as claeses
eovidem todas oa seus esforgos, para reunidos,
dar aquella grande testa nacional e industrial,
todo o brilho a daseavolvimento e realce pos-
si re. /
Pararemos aqu hoje e publicaremos outros ar-
tigo* em segurnoslo.
euaqueira que depoisda raelhoria oceasiona-
da pelo remedio paliativo que sera dovida rtsul-
Ur daa espeeiedea geraes, ogoveroo de S. M. I.,
cuide mais seriamente do que lem mostrado at
hoje, de empregsr, quanto ames o remedio infal-
livel para curar radicalmente os males chronicos
que acabrunbam o pais moral e phvsicamente ;
este poderoso e efflcsz remedio a fuodago im-
mediata em Peroambueode om Instituto Imperial
Agrcola, montado e organiaado como o de Grig-
non, do qual em outros artigos temos dado a
descripgo.
E' preciso se mear antes de pretender colher
Recite, 7 de setembro de 1861.
F. M. Dupral.
Reforma eleitoral. Clelc&o
directa.
xv
Resumo dos vicios da eleico indirectaAssump-
to dos artigos seguintesDiscredilo do princi-
pio da autoridadeAs bases da consiituigao
sao irreformaveisOs artigos constitucionaes
sao reformaveis, havendo mandato especial
A legislatura ordinaria pode alterar o modo
pralico da eleigo, eslabeleeendo a eleigo di-
recta, sem mandato especial.
At boje tetnos mostrado que s a eleigo di-
recta nos podera dar ama representago genuioa
e nacional, a qual nunca seri tal, se nao tor
oriunda de um corpo eleitoral numeroso o ca-
paz ; e consequentemeote que a eleigo indirec-
ta, em lempo algutn, e sej ira quaes forem as
combinagoes eleitoraes, produzir um corpo elei-
toral capaz, e que rena em seu seio todas as
superioridades sociaes, dignas do eleitorado.
Mostramos tambem que, por mais que dourem
a pilula, nunca os partidarios da eleigo indi-
recta poderao sustentar, com argumentos serios,
a necessidade de dar tutores oaco, na escolha
dos seus representantes; porque se a grei tu-
tellada, isto os eleitores do Io grao, nao po-
dem por si mesmos escolher os representantes
para que chami-los ao exercicio de um direito
poltico, que, por ser tal, requer capacidade, que
se lhes nao suppe? Form se elles leem aiu-
telligencia e a iodependeucia precisa para urna
boa escolha, por que nao se lhes confiar desde
logo o direito poltico em toda a sua plenitude e
eficacia? Contradicho ; escaroeo feito aos elei-
tores do Ia grao ; tutella da na gao por um pugilo
de horneas talvez to ignorantes e dependentes
como os proprios pupillos, que os elegeram;
excluso das verdadeirat capacidades eleitoraes
entre as quaes muitas superiores aos eleito-
res do 2* grao ; e como resultado final urna
representado falsa, desacreditada, desde a sua
base primordial; eia ludo o que produz a eleigo
indirecta, anda mesmo nos casos em que, ao
absurdo do aystema, nao junlam immoralida-
de, a violencia e o sangue 1
Infelizmente a historia das nossas eleigdes, se
por nm lado tem confirmado previsoes da Iheo-
ria, por outro lado tem mostrado quo a fraude e
o assassioato sao o apanagio de multas 1
Como sobre estes pontos nos temos oceupado
nos anteriores artigos, nao nos cansaremos com
demonstrages, que a sia theoria, deduzda da
natureza do governo representativo, e o triste
cortejo das nossas eleig5es, tornam escusadas
Por isso d'aqui por diante, questdes de oulra or-
dem, se bem que Inicuamente coanexas com a
materia, faro o assumpto dos nossos artigos. O
que dissermos, de ora em diaule lera por objeclo
a maneira pratica da eleico directa, que hoje j
nao urna exigencia da theoria, mas sim um re-
clamo da moral e da salvago publica.
Na verdade se, com razo, nao se pode contes-
tar esta proposigo do venerando senador, o Sr.
risconde de Albuquerque, enunciada no recinto
do senado : a questo da ordem do dia a ira-
moralidade ; nao menos cerlo o dizer-se que
o dominio dessa immoralidade est, em grande
parte, baseado na eleigo indirecta. Entre a pro-
posigo do senador peroambucaoo e o nosso sys-
lema eleitoral, tal qual e lem sido, ha por cor-
to a relacao do effeilo para com a causa.
Nao pois, por odio ao governo, e muito
menos por espirito de partido que pugnamos pela
substituigo di eleigo indirecta pela directa ;
sim, j>ct que, realmente o actual systema de
eleigoes urna fonte perenne de corrupgo, e
muito prejudicial tanto ao governo como ao paiz.
Nos governos representativos, que sao governos
de opinio, o poder rai buscar os seus ttulos, a
sua torga moral, na torga moral das maiorias das
cmaras legislativas. Mas que forga moral podera
dar as cmaras aos ministerios, quaodo ellas,
desacreditadas pelos vicios de sua origem, a elei-
co, vicios, que Ihe sao lanzados em rosto pelos
seus proprios membros, voltindo os olhos, veem
alraz de si um corpo eleitoral microscpico, tam-
bem desacreditado pela massa obscura, ignara e
dependente que lhes deu o ser? Ao mesmo lem-
po que ellas veera em derredor a nago ioteira,
resumida em milhares de capacidades eleitoraes,
desherdadas do direito poltico, por nao terem
ingresso em urna chapa, na qual leem-se os no-
mes de alguns cidados dignos par de muitos
outros indignos e verdadeirameole incapazes do
eleitorado.
Por isso, por pouco que se observe e procre-
se descobrir a causa do eofraquecimento da au-
- toridade entre nos, qualquer que seja a sua ca-
tegora e a denominago que tenha, coobecer-
se-ha que nao s da ingerencia indebita do go-
verno e dos seos agentes, na eleigo, que se de-
riva o discredito do principio da autoridade. Este
discredilo provm grandemente das eleigoes in-
directas e dos seusioevilaveis vicios.
Esta especio de eleigo um mundo s avessas;
gragas ella, as incapacidades naturaes sbem,
e se pem i cavatleiro das superioridades reaes :
assim o filho-familia logra ser eleitor, ao passo
que o pai nao o ; o patrio v-se amesquinhado
em presenga do seu caixeiro eleitor, ao passo que
elle nem votante ; o empregado de superior
graduago tcitamente ridicularisado pelos seus
subalternos, honrados com diplomas eleitoraes e
assim por diante.
Ora essas inversdes da ordem natural e civil
do-se em todas as relages sociaes, nos diffe-
reotes graos dos direitos polticos : no corpo elei-
toral, as justigas de paz, as cmaras muoici-
paes, as assemblas provinciaea, etc., etc. E
to communs sao essas inversdes, que, alienta a
corrupgo do ayslema eleitoral e os vicios de
qualiticages patildaras, talvez ae possa dizer
com fundamento, que, excepgo do imperador,
ptimeiro representante do paiz, e que indepen-
de da eleigo por ser heriditaria a monarebia,
os outros ramoa do poder legislativo, devam a
sua eleigo nao e capacidades eleitoraes da oa-
co, mas sim s inferioridades sociaes, que, com
preterico dallas, tem invadido as urnas e vicia-
do em sua base os dous ramos da soberana or-
ganisada.
D'ahi esse disprestigio jaral, que rai minando
o principio da autoridade ; ora nada mala assusta-
dor e nem de mais prejudicial a soeiedadedo que
o discredito do poder! Portento nao s do go
verno pela ingerencia as eleigoes que nasce o
enfraquecimento do poder : essa mesma ingeren-
cia as eleigoes pelos agentes do governo um
effeito do disprestigtn do poder, que procura no
venciraento de urna eleigo, e por meioa menos
honestos, a torca moral, de que elle se sent di-
minuido, quando a deve ir beber em outras
tontea.
A autoridad* nos governos represntateos, de-
interioridsde de tacto ? Succeder que a autori-
dade de direito ae avUttr al a inferioridade de
tacto, e a inferioridade de tacto subir at a au-
toridade de direito Mas ahi neasa elevada po-
siglo a inferioridade nao se sustenta: e o seu
natural discredito contamina o poder, que s ae-
ra poder de direito, quando estiver incarnado *m
o poder de tacto.
E nem de outro modo pode ser; porqus nao
est no poder dos homens alterar a natureza das
cousas. A autoridade, seja ella qual fr, um
poder de unio e direceo das forjas sociaes ao
fim da sociedade ; ora os homens assoctados nao
podem supportar que lhes prescrevam regras, e
os dirijam intelligencias interiores. E* por isso
que o governo representativo, langa mo da elei-
go como o modo pralico de eonhecer as superio-
ridades naturaes, am de que ellas goveruem e
dirijam a sociedade.
D'ahi s necessidade de que, o homem, elevado
ao poder, tenha a capacidade na altura do cargo.
Toda um deapota, o poro ou p poder elevar
o sea cavatlo dignidade de cnsul, mas o bom
senso nao se Iludir e chamar ao cnsul ca-
rillo, apezar da dignidade.
Desculpe-se-nos o insistirmos neste ponto ;
porque a eleigo indirecta tem, realmente, trans-
tornado a ordem natural das cousas ; e a prova
est em que no corpo eleitoral, as cmaras mu-
nicipaes, provinciaes e geraes, vemos com fre-
quencia a violago dessa le providencial, que
nunca ferida impunemente ; e os tactos o tem
provado.
Infelizes de nos 1 Se por maU tempo cooti-
nuasse a ser espesinhada essa lei providencial,
em virtude da qual o poder dere andar consor-
ciado com a superioridad^ de facto I Infelizes de
nos se pelas declamagoas dossophtstas, se pelas
razoes fallaciosas de urna mentida poputaridade,
continuassemos a ver, por mais tempo, o fatal
systema da eleigo indirecta,.collocando o poder,
a autoridade, a representago as mos dos ig-
norantes dos fracos, e dos pequeos I
Ento urna experiencia, anda mais dolorosa,
nos tari ver que a autoridade, eollocada as
mos dos ignorantes, s podera conduzir-nos ao
erro e ioiquidade, e nao justiga e verdade ;
que o poder collocsdo as mos dos fracos e dos
pequeos s produzir o triste espectculo da
insaciavel avidez da necessidade. dos-odiosos
rancores da inoeja, da *ega tyrannia da fra-
oueso.
Para corroborar o que dizemus, nao precisa-
mos laogar os olhos sobre o paiz, basta fixarmos
por nm momento a attengo sobra o que se lem
passado nesta infeliz provincia. O que que
tem dividido os Peroambucanos em dous campos
inimigosem conservadores e liberaos ? Qual a
causa dessa looga lula entre irmos, filhos da
mesma provincia, luta que nos joraaes ae patn-
tela por palavras desabridas ; no campo de bala-
Iba por urna revolugo aanguinolenta ; as elei-
goes pela excluso absoluta dos adversarios ? 1
Ha principios polticos divergentes.que causem
essa lo profunda e to duradoura desharmonia ?
Nao o pensamos ; e nao de hoje ; desde 1848
temos essa coavieco, e a declaramos nessa po-
ca de urna maneira bem solemne, e em urna si-
tuago arriscada. Nao ha principios polticos di-
vergentes entre os Pernambucanos : todos-so
monarchistas, ordeiros e libanes. O que ha,
que cada um dos partidos pensa de si para si que
a constituido foi feita para elle com excluso
dos seus adversarios: essa a idea fixa, que se
revelta bem as eleigoes. O qua ha. sede e
fome de justiga; mas essa necessidade com-
mum, geral, e nao pode ser bandeira de parti-
do. O que haemllm a violago insensata dessa
lei providencial, de que ha pouco fallavamos, a
qual exige que o poder ande sempre ligado s
superioridades naturaes Sim, o que tem hvido
entre nos um poder fraco e suspeitoso, rido
de perpetuar-se, e por iss > forgado a empregar
contra os seus adversarios todos os meios de ex-
cluso, que s a fraqueza sabe excogitar, desde a
intriga e a calumnia at essas situages desespe-
radas, que em 18(8 se desalaram em urna raedo-
nha revolugo : e ao lado ou em frente desse po-
der fraco, urna opposigo traca tambem, desejosa
de subir pelas raesmas escadas, que elevaram os
seus adversarios ao poder.
D'ahi procede que, nenhum delles, nem gover-
no nem .opposigo, queiram os meios conciliato-
rios, cagazes de harmonisar a familia pernambu-
cana. (
E' por isso que tanto os ordeiros como os 1.be-
raes nao querem saber da eleigo directa. A elei-
go directa, entregando o poder eleitoral todas
as capacidades naturaes e legitimas da provincia,
cujas coodiges deveriam serjulgadas por urna
magistratura, iocompavel com a politica, aca-
bara a lula, dara razo ambos, e levara ao
gremio da representago Gregos eTroyanos, v. g.
os Macieis Monteiros e os Urbanos, e assim por
diaote.
Ora isso tendera evidentemente a fortificar o
poder e a opposigo ; mas como seguramente
nao ser isso em favor do poder actual, e da op-
posigo actual, no sentido de urna completa ex-
cluso ; d'ahi vem que nem o governo, e nem a
opposigo, nem conservadores e nem liberaos,
queiram a eleigo directa. Ambos se compra-
zem com esse ocano revolto das eleigoes pri-
marias, contido pelo forte dique dos eleitores do
1.a grao, que sao poucos, verdade, mas sao
bons e fortes... Para un e outros nao ha meio
termo : ou Cesar ou Joo Fernandes, ou ludo ou
nada. Assim o pedem as ideas 1
E'certo que o poder desojara conciliar os seus
adversarios porm aviltaodo-os: a opposico deso-
jara poder tazer o mesmo, porm sujeitando-os
tambem ao cabresto de urna politica sem politica.
Mas os meios naturaes de'conciliar os nimos,
sem avilta-los, facilitando a concuirencia de to-
das as superioridades sociaes sejam quaes forem
as suas opinides polticas, porque todas sao cons-
titucionaes, os meios naturaes, v. g.a eleigo
directaesses nao, nao servem & nenhum del-
les 1
E porque nao servem ? porque, acodem logo
ambos, a eleigo directa inconstitucional ;
porque a eleigo directa ira tirar direitos polti-
cos esses votantes primarios, que, coitados
apreciam tanto a pequea dse do direito poli-
tico, que lhes toca 1 E seria um perigo, dizem,
para a sociedade privar tantos cidados do voto ;
porque para priva-los do voto tora preciso urna
constituinte, o urna constituale convocada para
semelhante fim importara em urna revolugo ;
cuja lembranga s faz horror I
Assim temos visto discorrem liberaos e ordei-
ros 1 E querem melhor prova de que ambos sao
ordeiros e liberaos, ambos sao constitucionaes 1
Nao obstante isso, que lula I que luta entre
elles I
I ii felizmente, nos que tambem somos do partido
liberal e ordeiro, e ordeiro e liberal, e por isso
temos a mesma commuoho de principios polti-
cos, infelizmente dizemos, neste ponto, relativo
reforma eleitoral, temos urna conviego opposta a
dos nossos correligionasios politices. Peza-nos es-
sa pequea divergencia ; mas como ella nao reraa
sobre artigos constitucionaes, o nosso pezar nao
profundo; porque tambem a divergencia o
nao .
Sim, o ser a eleigo directa ou indirecta, o se-
um s o corpo eleitorsl em rez de dous, comr
temos, nao importa isso em questdes da natuo
reza d'aquellas, que pelo art. 178 devem ser ca-
pituladas, como questdes essenciaes, fuadamen-
taes ou constitucionaes.
Ora segundo o citado art. t constitucional
o que dis respeito aos limites, attribuiges res-
pectivas dos poderes polticos, e aos direitos po
Uticos e individuas do cidados. Tudo o que
nao i constitucional pode ser alterado pelas le-
gislaturas ordinarias.
E' no final deste artigo que assenta o direito
das legislaturas ordinarias em virtade do qual
podem ellas reformar tudo quanto nio consti-
tucional ; e desse direito tem os nossos legisla-
dores osado mesmo em relaco ao artigo 90 da
oonstituico, na parte em que determina que os
eleitores. que elegem os deputados e aenadorta
sejam eleitores de provincia.
artigo 00
rao feitai 'por eleifbes indirecta*, feftn*,)*
masa ios cidados nativos em asismblat paro-
chiis ot eleitores de provincia, e tita os tepfe
tentante da nacao e provincien^aH. 90.
Ora, nesse artigo vft-se bem jaramente o que
esseoem, que constitucional, a o que
regulamentar.
O que essencial.era um 100811181010 ir-
reformavel: laes sb Os artigos que eslabelecem
as bares da nossa forma de governo, as quaes
todas esto implicitameate contida no fl. 8-
OiHjweriw ( o do Brasil) monarchico here-
ditaaia, oooatilucional e representativo.
Ocaassaa bases, desenvolvida* em.outros ar-
tigos do nosso pacto constitucional sao icrefor-
raaveis, mesmo i vala do art. 178, e com razo,
porque, do contrare a constituigo encerrara
em aeu propriosele o elemento de sua destruigo.
Applicando o que dizemos deulrina do arl.
90 da constituigo, concluimos que a proposigo
as nomeage* dos deputados a seaadorea para
a assembla geral sero fetaa por eleigoes
irreformavel, anda mesmo por urna eamara. in-
vestida de podares especiaos, e guardadas lo lai
aa prMcripgoes dos artigos 174 at 177.
Dizemos que aquella proposigo do art. 90
irreformavel, i vala mesmo da constituigo, por-
que semelhante proposigo retere-se a um dos
elementos constiluitivoi da nossa forma do go-
verno, i urna daa suas bases, forma electiva,
implcitamente contida na patarra representativo
do art. 3 ji citado : nenhum poder no Brasil
tem o direito de boiir oas bases constitucionaes :
feri-las, tora a revolugo; a as constiluigdes po-
lticas e mallo meaos a nossa, nao consagrara o
direito, de quem quer que sejs dsstrui-la em
suas bases.
Posto assim o que ha de invulneravel no art.
90 da constituigo cima doa golpes, quer da as-
sembla investida de poderes especiaos, quer
dos poderes ordinarios, vejamos o que ha de
constitucional e o que ha de regulamentar no
mesmo artigo.
Pela leitura do art. 90 parece que a conititui-
go liijou um sentido muito serio s palavras
eleitores de provincia, e que ellas, eom quanto
immediatamente nao ae prendam couaa algu-
ma, que em urna constituigo se possa chamar
basetodava consagrara um direito vadoso, e
qe se prende autonoma das provincias, que,
nos limites constitucionaes, sao entidades, que
tem sua representar :>especial,e nao podem te-la,
sem que exlstam eleitores de provincia.
Entretanto esse ponto do artigo 90, que or
parece constitucional, foijulgado regulamentar,
e o poder legislativo, acabou com os eleitores
de provincia ; substituindo-os poreleitores de
circulo, independenle do mandato especial.
Agora o que resta no artigo 90? as palavras
eleico indirecta, elegeodo a massa dos cidados
activos em assemblas parochiaes os eleitores de
provincia, e estes os representante* da naci.
Ora todas estas palavras sao indicativas do
modo pralico da eleicoque, como ja vimos
um dos elementos constitutivos da nossa forma
de governo.
Porm se o elemento eleico irreformavel,
aioda mosmo por urna cmara com poderes es-
peciaos, seguir-ae-ha d'ahi que acuoteca o mes-
mo com o modo pratico pelo qual o principio se
traduz oa vida social?
Nao ; o modo pratico de eleigoes. proscripto
pelo artigo 90, urna dessa* muitas disposieoes
regula mentares, que a nossa constituigo encer-
ra, e que nao sendo constitucionaes, esto no
caso de serem reformadas pela legislatura ordi-
naria, sempre que a reforma fr conveniente.
O modo pralico de eleigo, pela sua mesma
natureza, est sujoito lodas as alternativas e
mudangaa, que soffre a sociedade era sua marcha
o estado de adiantamento ou alrazo do paiz,
o seu maior ou menor desenvolvimeoto scienti-
fico, industrial, commercial e moral, reclamara
em difierentes pocas, em difiranles circums-
lancias de tempo, lugar etc., modos difierentes ;
e forgoso adaptar os modos pralicos s cir-
cumstancias, para que nao seja sacrificado o
principio ao modo, o que absurdo.
A extenso deste artigo furca-nos a cortar o
fio das nossas ideas, que continuaremos a de-
senvolver no seguate.
F'*
por accao, relativo ao semestre findo
em 31 de agosto prximo passado.
1563551628
61641572
Dato**.,
fcendlmenlo lo dftl a 6 .
Idam do dfi f......
Volu
133:2209X00
entrado oom f azendaa.
* ion genero*..
Volamos
sabidos
>
com lazendas..
com gneros..
191
410
Descarragam hoja 10 de setembro.
Patacho americanoHalenfarioha.
Brigua americanoJoseph Porckidem.
Brigue portnguezFloriudamercadorias.
Polaca hespanbolaIndiacarne de chsrque.
ReceJseduria de rendas Internas
geraes de Pernambneo.
Rendimento do dia 1 a 6 5:9084387
dem do dia 9......; 2:5779947
7:88tS34
Coi
Rendimento do dia 1
dem do dia 9 .
do provincial
a 6
15 0864100
915*574
16:001*674
'
MeTiaento do porte.
Navios entrados no dia 8.
Aracaly14 dias, hiate nacional Exhalaco, de
37 toneladas, capito Trajino Aotunes da Cos-
ta, equipagem 6, carga lijollo, cera de carnau-
ba e outros gneros ; a Grugel & Irmo.
Ass9 dias, late nacional Flor do Rio Grande
do Norte, de 42 toneladas, capito Miguel Ar-
chanjo da Costa, equipagem 5, carga sal ; ao
mesmo capito.
New -York*5 dias, brigue americano Helen, de
193 toneladas, capito Croarell, equipagem 8,
carga 1,440 barricas com fariaha de trigo e ou-
tros gneros; a Philippe Brothers & C.
Boston40 dias, patacho amerioano Joseph Park,
de 244 toneladas, capito Thomaz L. Briggs,
equipagem 8. carga fariaha de trigo e outros
gneros ; a Henry Forster & C.
Nao houveram sabidas.
Obser'acao.
Passou para o sul urna galera ingleza.
Navio* sahidos no dia 9.
Gibraltar por Maceipatacho dinamarquez El-
mira, capito H. Brands, carga assucar.
Liverpoolpatache ioglez Busy, capito Robert
Moncktoo, carga ssucar.
Aracalyhiate brasileiro Aracaly, capito Jos
Ricardo de Araujo, carga varios gneros.
Liverpool pela Parahiba barca ingleza Enlhu-
siast, capito John M. Kenaey, carga assucar.
Nao houveram entradas.
Observsges.
Apparece ao norte urna galera e a leste um
brigue.
Alimentacio.
Domingo.Almogo.
1 pao de tres opea*.
Urna onga de-caf.
Duas oncas de macar.
Janlar.
Urna libra de -carne verde,
lima onga da toucinho.
Un dcimo le ftrilt*.
tenha e tal.
Segsnda-teira.Almogo.
O mesmo que no domingo.
Janlar
O mesmo que no domingo.
Tercs-feira.Almogo;
O mesmo que do domingo.
Jantar.
O mesmo que ao domingo.
"Ouirta-feira.Almogo.
O mesmo que no domingo.
Janlar.
Meia libra de carne seces.
Urna onga de toucinho.
Meio dcimo de feijio.
Um dcimo de fannha.
Lenba e sal.
Quinta-feira.Almogo.
O mesmo que no domingo.
Janlar.
O mesmo que no domingo.
Sexta-tetra.Alm ogo.
O mesmo que no domingo.
Janlar.
Meia libra de bacalho.
Meio dcimo de feijo.
Um dcimo de farioha.
2 oitavas de aieite.
Urna onga de vinagre.
Lenha e sal.
Sabbado.Almogo.
O mesmo que no domingo.
Jantar.
O mesmo que na sexta-feira.
Dietas para os doentes.
N.l.
Almogo.Um quarto de galUaha para
do* no dia.
Lenha e sal. <
casas do patrimonio dos orphus abaixo mencio-
nados :
N.
Largo de Pjdro'II.
1. SaladoIa andar...... 180JOOO poranod.
Usa do Imperador.
2. sobrado de dous -an-
dares................. t 6011*300 por ana.
Boa do Rosario da Baa-Viat'a.
14. Casa tarrea........... 1019000 por tnoo.
Ra da Cacimba.
68. Casa terrea........... 112*000 por anue.
66. dem idem............ 8I9OQO
Raa dos Burgos.
69. Casa terrea........... 129SO00 por anuo.
Ra da Semilla Velhe.
79 Sobrado de doas anda-
res.................... 753*000 poranso-
80. Sobrado de dous an-
p ares.................... 7590000
Ra da Gu>a.
84. Gata tarrea.......... 168*000 por anno.
Rna do Pilar.
253$000 por anuo.
2249000
EOOJrOOO
1209000
212*000
3528000 0
tres cal-
N. 2.
Almogo.Um pao de tres oogas na sopa de cal-
de sjallinha.
Leoba e aal.
Jantar.Um quarto de gallinha eozida.
Duas ongas de arroz para caoja.
Lenha, sal e vinagre.
N. 3~
Almogo.O mesmo da dieta n. 2.
Jantar. O mesmo da dieta n. 2, e mais:
Um quarto de gallinha assada.
Um pao de tres ongas.
Lenha e sal.
a. to
Horas.
5
e
Lthmosphera
rfl
Dirseco.
ERAATA.
No communicado dedicado ao Sr. Eliziario on-
de dizlamentamos a urgencia diga-sela-
mentamos a ausenciaonde dizquig outros
iovenaveisdiga-sequig a outros mvensiveis.
03
o
D
fia
0
39
a
a
en
O
O
\ Inttnsidad*.
\
en
o
3
I Fahrtnhtit.
I
N. 4.
Almogo.Duas oitavas de cha da India.
Um pa de tres ongas.
Duas ongas de assucar.
Lenba.
Jantar. Urna libra de carne verde.
Um dcimo de farinha.
Lenha e sal.
o
eo
ce
o c
?0 SI 1* * O) a 10 1 Centgrado. u M m 0
00 23 2 ~4 O . | Hygromttro.
0 0 0 O 0 | Cisterna hydre-metrica.
Correspondencias.
Srs. Redactores. Publicando o Sr. AfTonso
Jos de Oltveira urna correspondencia por este
Diario, na qual me attribue um procedimenlo
que eu nao tivera, e figura-me como offensor,
quando fui offendido, apresso-me s por defe-
rencia ao publico responder aquello senhor, que
nao lograr fazer acreditar a alguem, que eu me
portasse pela maneira, porque declarou have-Io
eu feito.
No dia, que se referi aquella senhor, um
meu sobrinho e aQlhado, filho de Vicente ller-
culano de Lemos Duarte, voltra d'aula do Sr.
Alfonso, na qual aprenda latim, logo depois, que
para ella havia ido, dizendo que aquelle Sr.' o
havia mandado embora.
Em consecuencia disso, e pedido de meu
cunhado, dirig- ne com elle aula do Sr. Alfonso
afim de saber do motivo de um tal procedimen-
lo ; e, assim o fazeodo, aquelle senhor mostran-
do-se colrico, declarou, que tendo o pequeo
dito um seu companheiro que seu pai preten-
da tira -lo daquelli aula, em consequencia de eu
haver dito que o ensino all nao era regular, elle
s'antecipra fazendo o pequeo voltar d'aula :
ao que observe) que isso nao era motivo sufici-
ente para ler semelhante procedimenlo: e tanto
mais quanto o Sr. Affonso eslava adiantado na
percepgo de seu honorario pelo ensino do pe-
queo.
Accrescentei mais, que quanto ao methodo por
elle adoptado no ensino daquelle idioma nao era
regular; pois que nao dava elle themas de parte
alguma da arte, nem explicava as regras da syn-
laxe, sendo que at ignoravam os seus alumnos
a formago dos lempos dos verbos pelas raizes
dos mesmos; o que era mui esseocial.
Nesse momento advirto aos pais de familias,
que tenham filhos all aprendeudo tal lingua,
que os mande examinar por quem entenda da
materia, e vero que disse pura verdade ao Sr.
Affonso.
Foi ento que este senhor todo furia se le-
vanta da cadeira ; e, vociferando,langou por so-
bre mim affrontas e insultos; julguei at que
era um possesso que all se achava diante de
mim.
Devo declarar, que sent ter-se dado tal oc-
currencia n'uma aula, em que, por haverem ahi
criaogas, me esforcei por ser prudente, e o fui
em demazia, pois quizera mostrar ao Sr. Affon-
so, que sei repellir os insultos e affrontas.
Cra-me o publico que fui o offendido e nao
offensor; o que bem revela o proprio Sr. Affon-
so, quando no final de sua correspondencia se
resguarda com o dizer, que nao tem inimigos
de quem lhe possa provir algum mal; como se
eu fosse capaz de tomar vendidas que nao sejam
legaea; como se eu nao fosse conhecido nesta
grovincia, onde tambem o dito senhor e na
do Para.
Folgaret de responder esse processo, com
que me ameaga o Sr. Affonso ; venha elle, que
apesar de ser o prmeiro que tenha de 80ffrer,
completarei nelle a defeza de to indigna impu-
taco-
Recife 9 de setembro de 1861.
Jfa noel Jos Per tira de Mello.
01
o
en o> ce
1
g 3
u
o
o
eo
o
w
Francas.
fnglei.
A noite clara vento SE e assim amanhecer.
OSCILADO Da MARK.
Preamar as 8 h. 54' da manha, altura 5,2 p.
Baixamar as 3 h 6' da tarde, altura 1,4 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 9 de
setembro de 1861.
ROBANO StKPPLE,
1* lente.
Editaes.
COMMERdO.
Praca do Recite 9 de
setembro de 1861.
Cotacdes da junta de corretores
tai piatro horas aa tarde.
Cambios
Londres 24 1(2
d. por I9OOO 90 d.
Sobre
vista.
Sobre Paria384 rs. por franco 90 d. de rista.
Dwscontos:
12 0(0 ao anno.
-Leal Se vePresidente.
Frederico Guimaraessecretario.
Pola bem, nesse mesmo artigo 90 (que j
soffrea urna reforma ) que assenta o fatal aysle-
ZSf!S^lSSlSL':INovo Banco de 'eraambueo.
membro dos conttlhot gerats de provincia, *-
0 banco paga o 7* dividendo de 12$
O Dr. Francisco Doraingu.es da Silva, juiz de di-
reito da segunda vara criminal e substituto da
do especial de commercio desta cidade do Re-
cite de Pernambuco e seu termo, por S. 31.
Imperial, que Deus guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edital virem, e
delle noticia tiverem, que a requerimento de
Manoel de Azevedo Pootes, acha-se aberta 9 sua
fallencia pela sentenga do theor seguinte :
Expondo Manoel de Azevedo Pootes, commer-
ciante matriculado e estabelecido com loja de fa-
zendas na ra da Cideia do bairro do Recite, que
havia cessado os seus pagamentos em consecuen-
cia de incalculaveis prejuizos, que soffrera, de-
claro o mesmo' Manuel de Azevedo Puntes, em
estado de quebra, e fixo o termo legal da exis-
tencia desta contar do dia 17 do mez prxima-
mente fiado.
Nomeio curadores iscaes a Barroca & Mcdei-
ros, seus credores, e depositarios interinos Kalk-
mann Irmos & C. tambem seus credores. Pres-
tado pelos primeiros o competente juramento e
assignado pelos segundos termo de deposito, faga
o escrivo remessa da copia desta sentenga ao
juiz de paz que for competente para a apposigo
de sellos que se devem por na forma da lei, em
todos os livros, papis e bens do fallido.
Feito isto e sendo esta publicada nos termos
dos arts. 812 do cdigo commercial e art. 129 do
regulamento n. 738, proceda-se as de mais dili-
gencias recommeodades pelo citado cdigo e re-
gulamento. Recite 2 de setembro de 1861.Fran-
cisco Domingues da Silva.
E mais se nao cnlinha em dita aentenga aqui
transcripta; e em seu cumprimeoto convoco
todos os credores presentes do referido fallido
para comparecerem no da 13 do correle mez, is
10 horas da manha, afim de se proceder a 00-
meaco de depositario ou depositarios, que ho
de receber e administrar provisoriamente a casa
fallida.
E para que o presente chegue ao cooheciocen-
lo de todos ser publicsdo pela imprensa, e afil-
iado na forma do ealylo.
Recite 6 de setembro de 1861.Eu Adolpho
Liberato Pereira de Oliveira, escrerente jara-
mentado, o escrevi.
Eu Manoel Hara Rodrigues do Nascimento, es-
crivo o subscrevi.
Francisco Domingues da Silva.
O Ijlm. Sr. inspector da thesouraria por-
viecial manda fazer publico para conhecimento
doa intereasados o artigo 48 da lei provincial n
510 de 18 de juoho do correte anno.
Art. 48. E' permittido pagar-ae a meia aiza
dos escravoa comprados em qualquer tempo an-
terior a dala da presente lei independante de
revalidag&o e multa, ama vez que os devedbres
actuaes deste imposto, o tacem dentro do exerci-
cio de 1861 a 1862, oa que nao o fizerem caro
sujeitos a revalidago o multa em dobro, sendo
um tergo para o denunciante. A thesouraria
tara annunciar por edital nos primeiros 10 dia*
de cada mez a presente disposigo.
E para conatar se mandou afflxar o presante e
publicar pelo Diario.
Secretara da thesouraria provincial de Per-
nambuco 8 dejulho da 1861.O secretario,
A. F. d'Aununciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimelo da orden* do Exm. Sr.
residente da provincia, manda fazer publico
que se contrata, por lempo de trea mezes, o for-
necimento da almenlaco a dietas so*
pobre* da caja de detencio, a a.ber;
N. 5.
Almogo.O mesmo da dieta o. 4.
Janlar. Urna libra de carne assads.
Quatro ongas de arroz.
Um pao de tres ongas.
Lenha e sal.
As pessoss que qaizerem contratar dito torne-
cimento apresenlem as suas propostas em carta
fechada no dia 12 da setembro prximo vindou--
ro, na mesma thesouraria, ao meio dia, aonde
encontraro as condignas com que de>e ser ef-
fecluado o mesmo contrato.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 26 de agosto de 1861.
O secretario, A. F. d'Annunciaco.
O Illm. Sr.'inspector da thesouraria provincial,
em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presiden-
te da provincia de 26 do correnle, manda fazer
publico que no dia 19 de setembro prximo fu-
turo, perante a junta da fazenda da mesma lhe
souraria, se ha de arrematar, a quem por menos
lizer, os reparos de que precisa o edificio, em
que funeciooa o collegio dos orphos de Santa
Thereza em Olinda, avadados em 1:845$.
A arremalago ser feita na forma da lei pro-
vincial n. 343 de 15 de maio de 1854, e sobre as
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a essa arrema-
lago comparegam na sala daa sesses da referida
junta, no dia cima mencionado, pelo meio dia,
competentemente habilitadas.
E para constar se mandou adrar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 27 de agosto de 1861.
O secretario,
Antonio F. d'Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arremalago.
1.a A obra principiar oilo dias depois da ar-
remalago e concluir-se-ha no prazo de tres
mezes.
2.a O arrematante allender as reclamages
do director do collegio dos orphos, tenientes a
indicar o mesmo quaes os lugares qe devem ser
retelhados.
3.* O pagamento ser feito em duas prestagoes
iguaes, pagas urna no meio e outra na concluso
da obra, precedendo a esse pagamento um at-
testado do engenheiro ou pessoa encarregada de
inspeccionar a obra, no qual declare achar-se
ella concertada de conformtdade com o orna-
mento.
4.* Nao ser atteodida reclamago alguma por
parte do arrematante, tendente a exigencia de
indemnisago, seja qual fr a cansa que alegar
para tal fim.
Connforme. O secretario, Antonio F. d'Annun-
go.
94. Casa terrea...........
98' dem idem...........
1. Sitio os estrada de
Parnamerim..........
2. dem idem............
4. Sitio da Mirueira.....
5. Sitio do Foroo da Cal.
Aa arrematages serao feitaa peto tempp que
decorrer do dia da arremalago at o Um deru-
nho de 1864.
E para constar se mandou affixar o presentes
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco. 2 de setembro de 1861.
O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciago.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em virtude da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, de 31 de agosto prximo fia-
do, manda fazer publico, que no dia 26 do cor-
rente, perante o junta da fazenla da mesma the-
souraria se ha de arrematar, a quem por menos
fuer, os concertos de que precisa a cadeia da villa
do Cabo, avalUdos em 806&500.
A arremalago ser feita na forma da lei pro-
vincial 11. 343 de 15 de maio de 1854, e sob aa
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrema
laceo comparegam na sala das sasses da men-
cionada junta no dia cima indicado, ao meio di*
e competentemente habilitadas.
E para constar se mandou afQxar o presente s
publicar pelo Diario.
Secretara da thesouraria provincial de Per-
nambuco 2 de setembro de 1861. O secretario
Antonio Ferreira d'Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arremalago.
1.a A obra dos reparos e aeguranga da cadeia
I da villa do Cabo, principiar quinze dias depois
da arremalago, e concluir-se-ha ao prazo da
dous meze*.
2.a O arrematante cumprir todas as prescrip-
goes do engenheiro, tendentes a boa execugo da
obra, e bem assim ao disposlo a tal respeito na
lei provincial n. 286.
3.a O pagamento ser feito depois de estar
concluida toda a obra de conformidade com o or-
namento.
4.a Nao ser altendida reclamago alguma, s
em qualquer tempo por parle do arrematante
tendente a exigencia de indemnisago, seja qual
fr a causa que allegue para tal lira.Conforme.
A. F. d'Annunciaco.
O Illm. Sr. ioapector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimeoto da ordem do Exm.
Sr. presidente da provincia de 31 de agosto ulti-
mo, manda convidar as pessoas que quizerem
contratar a construego das pootes nos lugares
indicados na nota abaixo copiada, a aprsente-
rem na meama thesouraria as suas propostas.
sendo os mesmos contratos effectuados sob as se-
guntes coodiges :
1.aQue a importancia das obras contratadas
correr toda por cunta dos contratantes, nao sea-
do em caso algum por ellas responsaveis os co-
fres provinciaes.
2.aQue o governo garantir a percepgo do
pedagio pelo tempo e forma que contratar, com
tanto que os contribuinles de pedagio nao pa-
guem em cada barreira mais do duplo do que se
arrecada as existentes como receita da pro-
vincia.
3.aO numero de anuos para a percepgo do
pedagio ser regulado em atteogo frequenci*
do transito que possa haver, a importancia a
difficuldade da obra.
4.aQue as pontee sero construidas segundo
as condtgoes, planos e orgamenlos apresenlados
pela directora das obras publicas.
5.aQue em quanto nao lindar o prazo para a
percepgo do pedagio o emprezario ser obriga-
do a conservar a obra em perfeito estado, sob-
pena de serem os reparos necessarios feitos por
ordem do governo custa do mesmo empreza-
rio, que alm disto pagar urna mulla corres-
pondente decima parte das despezas que com
isso se fuerera.
6 "Que as obras sero inspeccionadas peios
agentes do governo, sao s quanto sua cons-
truego, como no que diz respeito aos trabaibos
de Conservago.
7.Que qualquer das obras, embora empre-
hendida por particulares, ser considerada da
utlidade publica para que possam ter lugar as
desappropriages de que porventura dependa a
sua realisago, e por isso gozar dos mesmos pri-
vilegios, que as demais obras da provincia.
8 aQue os contratos assim felos caro su-
jeitos approvigo da assembla provincial, com
excepgo nicamente daquellea que morarem so-
bre obras de um valor equivalente a tres contos
de ris, ou em que se estipular pedagio que nao
exceda de um anno. os quaes produziro desde
logo os seus effeilos.
Relaro dos lugares onde devem ser construidas
aspontes.
1.S, Joo na estrada do Pao d'Alho, sobre o
rio Capibaribe.
2 Tiuba na villa de Pao d'Alho, sobre o rio
Capibaribe.
3.Capuoga, sobre o ro Capibaribe,
4.Motocolomb, estrada do sul,sobre o rioTi-
jipj.
5.Engenho Trapiche, na estrada do Cabo, so-
bre o rio Pirapama.
6.Trapiche lpojuea, sobre o rio Ipojuca.
7.Porto de Pedra, sobre o rio Sernhem.
8.Duas Barras, sobre o rio Seriabaem.
9.Villa de Barreiros, sobre o rio Una.
10.Engenho Jundi, sobre o rio Una.
11.Escada, sobre o rio Ipojuca.
12.Amarigi, sobre o ro Amarigi.
13.Ginipapo, sobre o rio Sibir.
As propostas sero racebidas at o dia 30 de
outubro do correte anno.
E para constar, se mandou affixar o presente,
e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 3 de setembro de 18610 secretario,
A.-F. d'Annunciago,
Declarares.
Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da resolugo da junta da
da fazenda, manda fazer publico, que no
dia 19 de setembro corrente, vai novamenle
praga, para ser arrematado a quem mais der a
renda das casas pertencentes ao patrimoaio dos
orphos, abaixo mencionadas.
Ra do Sebo.
Ns.
12 Casa terrea .... 160&000 por anno.
Ruada Lapa.
41 Casa terrea .... 1820000 por anno.
Ra daCacimba.
65 Casa terrea .... 300#000 por anno.
Ra dos Burgos.
68 Casa terrea .... 205#000 por auno.
Rus da Guia.
83 Casa terrea .... 162g000 por anno.
Ra do Pilar.
96 Casa terrea.... 157#0OO por anno.
Os prelendentes podem examinar ditas casas,
que se acham vasias, e as chaves depositadas
nestatbesouraria, para serem franqueadas a quem
as pretender arrematar.
As arrematages sero feitas pelo tempo que
decorrer do dia da arrematado at o fim de ju-
oho de 1864.
E para constar se mandou afQxar o presente e
publicar pelo Diario. *
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 2 de setembro de 1861.O secretario, An-
tonio F. d'Annunclago.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da resolugo da junta de
fazenda, manda fazer publico, que no dia 3 de
outubro prximo vndouro, vai novamenle 4 pra-
ga para aer arrematado a quem maior proco offe-
recer, o rendimento dos impostos de quatro e
oito por cenlo, creados peloa 16 e 17 do art.
40 da lei provincial numero 510, nos municipios
seguintes :
Bonito.
Garanhuns.
Flus*.
Boa-Vista.
Brejo e Cimbres.
A arremalago ser feita por tempo de dous
annos, a contar do Ia de juoho do corrente anno
30 de juobo de 1864.
E para conatar ae mandn affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretara da thesouraria provincial de Per-
namhuco 9 do setembro de 1861. O secretario,
A. F. d'Annunaiago.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumplimento da resolugo da junta
da fazenda, manda fazer publico, que no da J9
de setembro corrente, vai novamenle a praca Nororrha.
par* lee arrematad* a quem mal* dec a rendada! Joo Cirios Augusto da SUra:
Correio geral.
Relacao das cartas seguras existentes na admi-
nistrago do correio desta cidade para ossenho-
res abaixo declarados:
Azevedo & Irmo.
Dr. Antonio Raogel de Torres Bandeira.
Antonio de Souza Reg.
Braz Marcelino do Sacramento.
Constantino Joo Itarlios da Camino.
Joaquina Lins de Souza.
Joaquim Vieira de Barros.
Joo Francisco Gomes da Silva.
Jos Caetano de Albuquerque.
Jos Cupertino dos Santos Meira.
Capito Jos dos Santos Nunes Lima.
Lucia Mara da Conceico.
Mara da Conceico e Silva.
Mara Joaquina Pessoa de Saboia.
Harianno Lopes Rodrigues.
Dr. Uanoel Bernardino Bolvar.
Manoel Pereira de Castro.
Nano Marta doa Prazeres.
Paulo de Albuquerque Gama.
Trajano da Costa.
Waaiotylhen, Ildefonso de Novaea Cabamby.
Con&elhs administrativo.
O censelho administrativo, para fornecimenlo
do arsenal de guerra, am cumprimento ao art. 22
do regulamento de 14 de dezembro da 1652, faz
publico que foram aceitas as propostas dos sen o-
res abaixo declarados.
Para o almonrihdo do presidia da Femando da
-0



w
TERCA FEIBA 10 Df STEMBRO DE 1811.
} medidas de azeile docena Lisboa a 2*500 J Terminar o especUculo com aova comedia
em un aeto,
aiMif
ou
Os apuros d'inn estudante.
Na qual a-Sra. D. Manoela tari quatro difieren-
tes papis.
PERSONAGENS.
Rosita..........................
Sierra Moreno;................
ID. Manoela.
Mistrisa Penelope..............i
Pedro Fernando................'
Heitor, esludanle.............,
SerapiSo, dito..................
Leonardo, dito.................
Blaumignon, director de urna
companbia de baile, e lio de
Heitor........................
Fremeuille, regenta de urna or-
cheatra e tio de Heitor......
Outros eatudantea.
A scena paasa-se em Pars em 18(0.
Comecar s 8 horas.
Vicente.
Teixeira.
Campos.
Nunea.
Raymundo.
Atsos martimos.
medida.
13 ditas de vioho branco 2JM0O a medida.
6 barricas de (arnha de Iriso marca SSS a
30|500.
1 saceos de arroz pilado do MaranhSo a 3$ a
arroba.
Joi Rodrigues da Silva Rocha :
2 barricas com aaaucar branco a lsjmrrnriit.
2 barricas com sal do Ass a 5j a barrica.
1 caixa com velae da carnauba por 12J300.
12 resmas de papel almajo pautado a 490O a
reama.
6 ditas de* dito lisa, a 49500.
6 pecas de Ota de lia de cor a 240 rs. a peca.
2 libras de lacar Uno a 3$.
1000 agulhas groases por i|200. Wl
500 gravadores pandes e quadrados a 40 rs.
1 caixa com vid ros quadrados por 5^500.
2000 suvellas grosias a 2} o cento.
Joao Jos da Silva ;v
2*1podras de louaa para escripti a 400 rs.
100 lapis com creides para as ditas a 40 rs.
24 lapis unos a 40 rs.
20,000 brochas batidaa a 800 rs. o milheiro.
ABtooio Jos Moreira Pontea :
200 vaquetas a 5*800.
1000 jardas de algjdozioho de forro marca co-
queiro a jarda a 211 rs.
Jos Antonio deCar?alho:
600 meios de sola de primeira qualidade igual
a amostra.
O couselho avisa aos venledores cima men-
cionados que devera ser recolhidos os objectos
comprados no dia 13 do crrente as 10 horas da
manilas, na aala das sesses do mesmo con-
aelho.
Sala das sesses do cooselho administrativo
para fornecjmeoto do arsenal de guerra 6 de
aetembro do 1861.
Francisco Joaquim Vertir Lobo.
Corooel vogal, secretario interino.
Inspeccao do arsenal de ma-
riuha.
De ordem do Sr, capito de fragata, servindo
horas da manha at o meio dia, somente o cas- SRle' A*ani80n. Ho C-. ra do Trapiche
co do brigue escuna Xing, com leme, ferragens, N n ni.mh,ik..* w *'
forrado de cobre, duas bombas de dito guarnec-'UoLanU,. 3u-i rece^m ?u"
das. e a respectiva arm.co, cmara, praca d'at-1 ou mi hora Su!" ID'," Pe, fre'6
na. camarote., despensas, cobert. corida de] SXSi
paioes as amuradas, camarotes a proa, convez,
roda de leme, bilacula, duas casinhas, cinco es-
eotilbas, um escotilho, duas bozioas, abita cha-
prsda de ferro, dous mordeotes, doua escovens,
um castello, bigne com curvas e mais arranjos,
dous turcos de msdeira i proa, e outros r,
mesas dos mastros grande e do traquete, e corri-
do de trincheira, no valor ludo de 800$.
Inspeccao do arsenal de marinba de Peroam-
buco em 6 de setembro de 1861.
O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Tendo a directora das obras militares de
mandar caiar ascasaa de guardas do palacio do
governo, theiourarie e alfandega, convida as pea-
soaa que deate servico se queirm encarregar a
comparecerem na referida directora das 10 ho-
ras da manha s 2 da tarde, nos das 9, 10 e 11
do correnle mer.
Directora das obras militares de Peraambuco.
6 de setembro de 1861.
O escrpturario,
Joo Monteiro d'Andrade Malveiras.
REAL flOMPANHlA
DE
Paquetes inglezes a vapor
At o dia 14 deste mez espera-se do sul o va-
por Oneida, commajgante Bevis, o qual depois
da demora do coctWe seguir para Soulhamp-
too, tocando nos portos de S. Vicente e Lisboa :
para passagens etc. dever-se-ha tratar com os
Leiloes.
DE
Calcado e ronpa feita.
Sexta teira 20 do corrente Tendera'
o agente Antones no armazem da ra
da Crqz n. 15, um explendido sortt-
mento de calcado como sejam : sapatos
de couro de lustre para senhora e ho-
rnera, borzeguins de bezerro, couro de
lustre com tola e sola supposta, assim
como um tortimento de roupa feita pa-
ra hornera.
LEILO
DE
MOV
pagando um pataco
Quinta-feira 12 do corente.
Costa Carvalho continua neste dia em seu ar-
mazem na ra do Imperador n. 35, o leilo dos
movis existentes em seu armazem.
LEILAO
A 10 do. corrente.
Augusto C. de Abreu far leilo por ioterveu-
?ao do agente Oliveira. do mais completo sorti-
menlo de fazendas loglezas recntemele despa-
chadas, e as mais propriaa deste mercado :
Terrea-feira 10 do corrente,
s 10 horas da raanhaa, em seu armazem na ra
da Cadeia do Recite. .
ment* pelas 8 horas da manhaa. Os
Eremios lerSo pagos depois da distri-
uicao das listas.
O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues* de Souza.
PLANO.
WWbhates a 5#.............. 30:000*000
Beneficio e sello de 20 por cento. 6:0090000
Liquido.
24:0009000
1 Premio de............
1 Dito de. ...... .
1 Ditod.............
1 Ditodo................
4 Ditos de 2009.........
8 Ditos de 1002........
20 Ditos de 4J........
50 Ditos de 209........
106 Ditos de 109......:..
1808 Ditos de 59........
2000 Premiados.
4000 Brancos.
6:(
3:(
1:000 j
5009
8009
8009
8009
10009
1:0609
9:0402
---------24:0002000
11111
DAS
Messageries imperiales.
Agencia ra do Trapiche n. 9.
At o dia 14 do corrente espera-se da Europa
o vapor francez Guienna, commandante Enout,
o qual depois da demora do costume seguir pa-
ra o Rio de Janeiro tocando na Babia, para pas-
sagens etc. a tratar na agencia.
Vende-se o superior brigue ame
Vi0 PAncnafn 'ricano Helen, com a lotacao de
o lf ti ^"SOiaiO. 12,500arrobas, demanda carreado 8
Di b. M. II R VlttOrio Ema- P d'agua, este navio de exaellente
nuele II. in PernambuCO. marcha, esta' forrado de cobre e promp-
Essendo si aperto in Italia una soscrizione per toPara eguir a qualquer viagem, para
innaizare un monumento all' insigne Uomo di mais informacoes diriia-w a ra do Vi-
Stato, e grande Patriota, Tuniversalmente com- t,ar0 n 2
pianto Cont di Cavour, e volendoai con quel S
Para Lisboa
segu viagem com a possivel brevidade o bem co-
nhecido brigue portuguez Relmpago ; para
carga e passageiros, trata-te com o consignatario
Thomaz de Aquino Fonseca, na ra do Vigario
n. 19, primeira andar, ou com o capito na praja.
Rio de Janeiro
a rehira ebem conhecida barca nacional.Ama-
lia, pretende seguir com mui'.a brevidade, lem
parte de seu carregamento prompto ; para o res-
to que lhe falta, passageiros e escravos, para os
quaes tem excellentes commodos, trata-se com
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, no
seu escriptorio ra da Gruzn. 1.
monumento altestare ai posteri la ric onocenza
degli llaliani pella grand' opera dell Unil, Li- :
berta ed Independenza, della nostra peoisola,
allaquale tanto contribu col vasto suo inlelleto,
coll* acuate del suo perspicace iogegno, coll' in-
tensil dell' incredibile sua attivit, e coll' ope-
rozita del suo gran cuore. II vice consol real-
dente in questa cilt, ad inatauza dell' III1" Sig
Conaole Genrale di S. M. in Rio di Janeiro in-
rita tull, i sudditi Italiani, qui residenti, a con-
correre fine si realizzi queslo alto di grande
reconosceoza.
Per la realisazione delle soscrizioni, di quelli,:
che generosamente vogliano concorrere colla loro
offerta per questo invito, lo possooo fare al Vice
Consolalo Italiano, Ra do Trapiche n. 15 sino
al gioroo 15 del mese di setiembre prossimo.
Pernambuuco 22. Agosto 1861.
II Vice Consol
Jos Teixeira Basto.
Pela conladoria da cmara municipal do
Recife se faz publico, que no ultimo de setem-
bro prximo futuro fioda-se o prazo marcado pa-
ra pagamento do imposto de estabelecimenlo com
a mulla de Ires por cento ; e todos aquellesque{
deixarem de pagar ficam sujeitosa multa do du-i
po do valor do mesmo imposto. iJ1 mA i I, ^) y py\\ r^
Cmara municipal do Recife 27 de agosto do O palhabote nacional Dous Amigos, capito
1861.O contador, Francisco Jos de Araujo. segu para a Bahia em
Joaquim Tavares Rodovalho. poucos das ; para o resto da carga que lhe falta,
Pela secretaria da cmara municipal"do Re-, trata-se com seu consignatario Francisco L. O.
cifese faz publico, que continuam em praga no Azevedo, aa ra da Madre de Dos n. 12.
da 9 do cdrrenle os seguintes impostos munici-
paes que deixaram de ser arrematados. |)ri)t ^v D!A A ^ f^
Imposto de 500 rs. por cabeca de gado 16:5309. \ I d U IVIO QC J <%"
Jdem de mscales e boceteiras..... 2039. i
dem por 80 rs. por carga de farioha 1:7029. i n A ,/v
dem de 40 rs. por ps de coqueiros 4349020. II "II U
Secretaria da cmara municipal do Recifo 3 de 1 .. t .. .
setembro de 1861.O official-maior, servindo de < Prende seguir com muita brevidade o brigue
secretario. Francisco Caouto da Boaviagem. fscuna Joven Arthur, para o resto da ci
Por esta subdelegacia se faz publico que na V16 faj,a '"i"'8,6 com os 8eus C0D8'
noile do dia 4 do corrente foi tomado um cavallo *zevedo endes, no seu escriptorio
russo pedrez a Manoel dos Santos, cujo sugeito i Cruz n" ,#
diz ter sahido do Recife e que ia para Macei, e 1
i se loroasse suspeito pelos seus Irages, a '
Leilo
MSBUL
o resto da carga que 1
seus consignatarios'
ra da
palrjiha o correndo achou-o com urna formid'a-
rel faca de pona, por cujo motivo acha-se o
mencionado cavallo no deposito, e elle recolhido
-a casa de detengo : quem se julgar com direito
ao mencionado cavallo compare?, que provando
iuc 8er enlre6ue. Afogados 5 de setembro de
O subdelegado,
Jos Francisco Carneiro Monteiro.
Para o Aracaty
o hiate Santa Rita, para carga trata-se com
Martins & Irmo ou com o mestre Antonio Jos
Alves.
I Baha.
Segu a sumaca Hortencia, capillo Belchior
j ose francisco Carneiro Monteiro. i Maciel Araujo ; para o resto da carga que lhe
Por esta subdelegacia se faz publico que se > "1,a e Psageiros, trata-se com Azevedo & Men-
acha recolhido casa de delenco o preto Luiz, de8 rua da Cruz n. I.
que diz ser escravo de urna senhora moradora n
rua do Livramenlo, cujo escravo no acto de ser
preso eslava armado com um caivete; quem se
julgar com direito, comprela, que provendo,
lhe ser entregue.
Subdelegada dos Afogados 5 de setembro de
3861.-0 subdelegado,
Jos Fraociaco Carneiro Monteiro.
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico aos devedores de impostos de decima ur-
bana, de 4 e 12 por cento sobre diversos eslabe-
lecimentos, de 509 sobre casas de modas, perfu-
maras, e chapeos estraogeiros, e finalmente o
imposto sobre carros, caarogas. mnibus, e ve-
hculos oertencentes ao anno Unanceiro Ando de
1860 a 1861, que no ultimo de setembro correa-
te finda-se o prazo para o pagamento de seus
dbitos, (cando sujeitos os que nao pagarem. a da tarde.
aerem remettidos para o juizo dos feitos da fa-
zenda.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco,
de setembro de 1861.Theodoro Machado Frei-
.^e .Pereira da Sjlva.
THEATRO
DB
Sania Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
34 RECITA DA ASSIGNATRA.
Joarta-feira, l de seterabro de i 861.
Subir scena o eicallente dr^ma a 5 actei,
eia quadros original frencer,
IGiNEZ BERN4U.
GOMPANHIA PERNAMBUCAIU
DI
Navegaco costeira a vapor
Parabiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do A$u', Aracaty, Ceara'.
O vapor tlguaras, commandante Vianna,
sahir para os portos do norte de sua escala at
o Cear no dia 21 do corrente mez s 4 horaa
Recebe carga at o dftO ao meio dia. En-
commer.das, passageiroTe dinheiro a frete at o
da da aahida as 3 horas: escriptorio no Forle
do Mallos o. 1.
Acarac.
0 vapor Iguarass, que tem de sahir para
os portos do norte at o Cear no dia 21 do cor-
rele, locar no A carac para largar qualquer
porcao de carga que para all naja, para o que
se poder tratar no escriptorio da mesma compa-
nbia oo Forte do Mallos.
isboa e Porto,
abarca Flor de S. Simo, ra sabir nesUs dias
por j ter quasi prompto o seu carregamento,
recebe anda alguma carga para os doua portos,
e passageiros, para oa quaes tem excellentes
commodos : a tratar com Carvalho, Nogueira &
C. na rua do Vigario n. 9, primeiro andar,
Para Macei ou Pilar, S. Miguel dos Cam-
pos, Cururipe ou para o Penado, freta-se muito
em conta, ou recebe ae carga a frete oa barcaca
Feliz das Ondas, chegada ltimamente do Pe-
nado, nova e muito voleira, de lote de 50 tone-
ladas : quem quizer fretar ou carregar, dirlja-se
ao caes do Ramos, armazem n, 4, ou a bordo da
mesma, fondeada junto ao caes, a tratar com o
mestre e dono Joo Marta M.
Para liquidaco.
A 9 do corrate.
O agente Oliveira far leilo dos escravos se-
guintes :
1 negra quitandeira, nacta Costa, 38 anuos de
idade.
1 dita crioula, Dlba da dita, 17 anuos de
idade.
1 dita dita da dita 5 annos de idade.
1 dita da dita 14 mezes.
1 preto de nacjio bom cosiaheiro e marioheiro 38
annos.
1 dito da Costa 28 annos de idade.
Seguoda-feira 9
do corrente, ao meio dia em ponto, no escripto-
rio do referido agente, rua da Cadeia do Recife.
Attenco.
Grande leila de mercadu-
ras americanas.
Terca-feira 17 de setembro.
RUA DA CRUZ N. 15.
O agente Antunes fara' leilSo no dia
cima de tima immemidade de objec-
tos americanos como sejam: secreta-
rias, carteiras, cadeiras de diversos
gostos e de balancp, marquezas, riqu-
simas camas de rica obra de talha, ma>
las, babus e saceos de viagem, obras de
metal principe prateado, sendo appa-
relhos para cha' e caf, galheteiros,
copos, campainhas, cestas para fnietas
e fruteiras, porta licores etc., etc.. lin-
dos jarros com bachs etc., de folha,
bataneas, limpadores de ps, cestas com
o necessario para viagem, ricos estojos
para barba, cabecadas com brides, ga-
marras, chicotes, selins e silliOes, can-
dieiros para gaz e azeite, caixinhas de
msica, caixas com ferramenta, sabo-
netes, transparentes para janela, re-
logiosde parede e muitos outros arti-
gos que se torna enadonho de mencio-
nar, arados, grades, carros de mao e
carretas, carrosas, machinas pira cor-
tar capim, ditas para descarocar milho,
rebolos e dous carros elegantes e leves
com arreos para um e dous cavallos.
LEILAO
DE
Armacao da taberna da
pa mero n 16 A.
Quarta-feira 11 do corrente.
O agente Coala Carvalho far leilo pormaodado
do Illm. e Exm. Dr. juiz especial do commercio
por conta dos Srs. Joo Antonio Paiva dalFooseca
e Antonio Bento Fernandes Braga, da armago
com todos seus pertences conforme os mesmo te-
oham arrematados propria para qualquer pessoa
que se queira eslabelecer ou algum rapaz prin-
cipiante pela localidade e o estado da casa, pois
tem commodo at para familia, e ser em um dos
melhores locaes da Boa-Vista,a qual se entregar
pelo maior prego que houver em leilo quarta-
feira 11 do corrente s 10 horas da manha na
dita taberna na praja da Boa-Vista o. 16 A.
Avisos diversos.
6000 Bilhetes.
N. B. As sortes malores de 400# es-
to sujetos aos descont* das leis. The-
souraria das loteras 2 de setembro de
1861.0 thesoureiro, Antonio Jos
Rodrigues de Souza.
Approvo.Palacio do governo de
Pernambuco 2 de setembro de 1861.
Nunes Goncalves.
Conforme. Francisco Lucio de
Castro.
Quem precisar da quantia de 600J por qua-
tro mezes, e d urna escrava para hypotheca, di-
nja-se a lha dos Ratos, ou a rua do Seve n. 3.
que achara com quem tratar.
Araga-se o primeiro andar do sobrado da
roa da Praia n. 33 a tratar na rua estreita do
Rosario n. 7, loja de ourives.
Publicaces do Instituto Ho-
meopathico do Brasil.
THES01R0 HOHEOPATHiro
O
VADE-MECUM DO HQMFOPATHA.
(Segunda edic^o consi-
deravelmente augmen-
tada.)
Diccionario popular de medicina ho-
meopa lliico
PELO DR.
jSABINOl). L. PINHO.
Continan aa assignaturas para estas obras a
ZU8WO em brochura al dezembro. Desse lempo
emdiante as assignaturas sero elevadas a rs.
Rua de Santo Amaro (Mundo Novo) n. 6.
Preciaa-ae alugar urna escrava para todo o
aervigo de urna cssa de pouca familia ; oa praca
da Independencia n.38.
Precisa-se de urna ama de boa conducta
que saibs coznhar, lavar e eagommar para casa
de um hamem s : oa rua da Paz n. 44 A.
A 1|000.
Usa resto de latas de marmelada de Lisboa e
do Ro Grande do Sal, de 1 112 libra a 2# cada
tata : oa praca da Independencia n. 22.
> Os abaixo assignados fazem pu-
blico que o Si. major Jos Cesar de AL
buquerque.morador em Goianna, Ihes
devedor da quantia superior a 16:000$
principal e juros, divida tanto particu-
lar como na maior parte contrahida pe-
la firma Albuquerque & Silva, de que o
mesmo Sr. major Albuquerque foi so-
cio, o que o constitiie solidariamente
responsavel. E porque conste que o
mesmo senhor trata de alienar seus bens,
os abaixo assignados previnem a quem
possa nteressar que semelhante aliena-
cao prohibida, e desde ja protestara os
annunciantes anullar pelos meios com-
petenles qualquer alienaqSo que efectu
o mesmo senhor.
Joao Pereira Moutinho & C.
-*- Vendem-se globos para candieiros, e bom-
bas de japi, mais barato do que em outra qual-
quer parte: na rua larga do Rosario, n. 34.
SYSTE MA MEDICO DE HOLLOWAY
PI LULAS HOLLWOYA.
Este i nestimavelespecifico, eomposto i nteira
mente de hervas medicinaos, naocontm mercu-
rio era alguma outra substanciadelecteria. BV
nigno mais tenrainfancia, e a compleijaomais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal nacompleiso mais robusta ;
eateiramenie innocente em su as opera$6eseef-
feitos; pois busca aremove as doen$as de qual
quer especie e grao por mais amigas e tenazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavamas ponas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e forjas, depois debaver tenta-
do inultimente todos os outros remedios.
As mais afflictas naodevem entregar-se a des-
espera^o; fajara um competente ensaiodos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina,
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se" perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes ea/ermidades;
LOTlItli
Tendo sido approvado pelo Exm. Sr.
presidente da provincia o plano abaixo
transcripto para a extraccao das lote-
ras o abaixo assignado espera do res-
peitavel publico pernambucano e flu-
minense a concurrencia na compra dos
bilhetes.
A lotera a stima parte da quarta
do Gymnasio Pernambucano cujos bi-
lhetes se acham a veoda na thesouraria
das loteras na rua do Crespo n. 15, pa-
vimento terreo e as casas commissio-
nadas. A extraccao tera' lugar impre
terivelmente no dia 18 do corrente no
consistorio da igreja de N. S. do Livra-
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Arapolas.
Areias (mal da).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
DebilidadeoH extenua-
$io.
Debilidad* ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Desinleria.
Dor degarganta.
da barriga.
nos rins.
Dureza no ventra.
Enfermidades no ven ire.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Encbaqueca
Herysipela,
Febr* biliosa.
Febreto dae specie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammages.
Irregularidades
menstruagao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra*
Manchas na cutis.
Abstruefao de ventre.
Pbtysiea en eonsnmp-
pulmonar.
Reten^o deourina.
Bheumatismo.
Symptomassecundarios.
Tumores.
Tieo doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal),
Febreto intermitente,
Vend-se estas pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na leja da
todos os boticarios droguistaeou tras pessoas edo
carregadas de sua venda em toda a America n-
Sul, Havana e Hspanha.
Veadem-se as boeetinhas a 800 rs. cada
urna dallas, conten ama instruc?io em portu-
guez para explicar o modo de se usar destasp-
lalas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutieo, na roa da Cruz a. 22 em Per-
nambuco.
Attenco
100,000 rs.
Dar o abaixo assignado a quem lhe trouxer so
seu armazem na rua da Cruz n. 33, o aeu escravo
Caelano, de na$io NagO, de 45 anuos de idade,
de boa altura, pernas fioas e de andar ligeiro,
cara bexigosa.e pouca barba, fallando alrapalha-
damente, e ate s vezea custa-se a entender.
Desappareceu deade malo prozimo paseado da
casa de seu ex-senhor, o francez Etieone Chantre,
que morou nos Guararapes ; costums andar ga-
nhando, e faz chapeos de palha. Dizem que mo-
ra ou ?ai de rez em quando n'uma casa de pre-
tos africanos, na rua de Santa Rita, onde cria
gallinhis. e que se iotitula de forro, por coose-
lho de um certo individuo que costuma dar gua-
rida a gente desta laia, e contra o qual se protes-
tar em tempo, se como se presume, lhe tirer
dado coulo. Taires a leitura deate aonuncio fa-
ga com que o tal protector o mande para fra da
cidade; por isso pede-se aos Srs. espites de
campo e autoridades policiaes, prestem attenco
aos sigoaes deate escravo, que talrez teoha sido
engaado pelo tal senhor que tanto se ioteressa
por elle.
Recife 9 de setembro de 1861.
Domiogos Rodrigues de Andrade.
Os hereiros de fallecido Manoel Buarque de
Macedo Lima sao convipados pela commissio li-
quidadora para se reunirem quinta-feira 12 do
corrente (setembro) para negocio de urgencia e in-
teresse dos credores, as 11 horas da manha, na
rua da Cadeia do Recife n. S7, primeiro andar.
Precisa-se de um caixeiro de 14 16 annos
para taberna : no largo do Terco n. 23.
Precisa-se de um excellente copeiro e de
exemplar conducta : na rua do Vigario n.2.
L. I. P. Seatou, capito da barca ioglez-
Ltma, tendo arribado oeste porto com agoa abera
ta na sua viagem de Londres para Rougoon e
tendo aido oditonaviu legalmente condemnado
precisa fretar um navio de primeira classe de310
toneladas pouco mais ou menos para levar a car-
ga ao supradilo porlo. Oa pretndenos queiram
mandar suas propostas ao consulado britnico at
quinta-feira 12 do corrente.
Perda.
Na noile do dia 8 "do setembro perdeu-se urna
luneta de doua vidros com capa de ouro esmal-
tada, e presume-ie ter cabido no thealro de San-
ta Isabel, por isto recommendamos a companhia
dramtica, ou a quem quer que a tenha achado
que querendo restilui-la pode dirigir-se a rua d
Mangueira o. 5, que ser bem recompensado.
AVISO.
Hoje pelas 11 horas da manha, fioda a audien-
cia do Illm. Sr. Dr. juiz de orphios, contina a
pra$a dos sitios e casas pertencentes aos menores
nios do fallecido Manoel da Silva Barros.
O lanzador da recebedoria de rendas inter-
nas geraes, pelo presente avjsa aos donos, ge-
rentes ou procuradores dos diversos estabeleci-
mentos do bairro de Santo Antonio.que contina
a fazer o lancamento do imposto, pelas ras do
Queimado, travessa da mesma, praca da Inde-
pendencia, rua do Cabuge Nova, para que te-
oham promptoa os seus recibos, papis de tratot
ou esenptura de arrendamento, sOm de serem
apreaentados no acto da collecta, e por ellea ser
Jeito o processo do mesmo langamento. Rece-
bedoria de Pernambuco 9 de setembro de 1861.
O lancader,
# Jos Jernimo de Souza Limoeiro.
~"nHoje ,0 ll Dora. Anda a audiencia do
Sr. Dr. juiz de ausentes, se ha de arrematar o
escravo Cypriaoo pertencenle a heranca de An-
tonio Fernandes da Costa.
Ama.
Precisa-se de urna escrava que saiba bem co-
znhar e fazer todos os arranjos de casa de fami-
lia, paga-se bem, exigindo-se que seja el e obe-
diente : a tratar na rua do Queimado n. 46. loja.
Aluga-se a casa da ruado Tambin.30. na
rua do Rosario da Boa-Vista n. 14.
A casa aonde se tingem fazendas, na rua
do Hospicio n. 42, tinge-se de preto e todas as
cores, lia, seda, grosdenaple e retroz, com toda
perfeicao. tambem se limpa o mofo em vestidos
de velludo ou gosdeoaple, earm-se em cartes
com toda a perfei$o : quem quizer poder avisar
na leja do Sr. Sedrim, no largo da rua das Cru
zes, loja de calcado, e tambem na loja da Sirguei-
ro no largo da matriz de Sanio Antonio n. 2.
D-se moradia e de comer a urna mulher
idosa, que sf ja de bom comporlamento, para es-
tar na companhia de urna senhora viuva, com
tanto que sejsujeile afaier as compras de portas
a fora, que sao muito poucas, nao se escolbe co-
res e nem nacionalidade : a fallar no largo do
Carmo com Narciso Jos da Costa Pereira.
Precisa-se de nm criado e um cozinheiro
preferindo-seestrengeiro : no hotel de Apipucos!
Quem precisar de urna escrava para todo
servio, dirija-se a rua nova de Santa Rita n. 7.
O abaixo assignado roga ao Sr. redactor do
iano de Pernambuco se digne publicar te
elle leve parte qualquer na noticia dada em urna
das revistas sahidas na semana passada no mes-
mo Diario com relago ao fado praticado por
um senhor alferes, morador na Soledade, contra
urna pessoa e presenciado pelo abaixo assignado,
que se fosse o autor da noticia, a daria como ella
desairosamente se passou. E como quer que o
abaixo assignado seja muito positivo, declara que
fazendo este pedido nem mais nem menos signi-
fica, o querer prevenir a alguna mocinhos mili
tares de pocas de paz, que elle est na firme re-
solugo de nao deixar-se insultar, ou provocar
por quem quer que seja que lhe vote ogirisa, nao
se importando com resultados. As poucas ve-
jes que o abaixo assignado manda algum escrip-
lo para a imprensa, como agora, assigna-se
,orge Ro:lr'gues Sidreira.
O Sr. Jos Rodrigues Sidreira nao tem forne-
cido nolicia alguma para a Revista Diaria.
Os redactores.
Urna pessoa com praca no exercito.quer dar
um hornero por si, mediante um ioteressa venta-
joso, sendo de menos de 40 annos: quem estiver
neatas circumstancias, ditija-se a rua do Raneel
numero 73.
(asa para alugar.
Um sobrado primeiro and ir, muito fresco, na
rua Imperial n. 116 ; a tralar no pateo do Terco
n. 141, taberna.
Manteigaingleza flora
1,000 rs. a libra,
Franceza a 640 rs. a libra : na rua das Cruzes
n. 24, esquina da iravessa do Ouvidor.
Leo de ouro.
Na loja do leo de ouro, rua do Cabug n. 2 C,
recebeu ltimamente chegado de Paris, os mais
modernos, enfeites para cabera de senhora, as-
sim como tambem um rico sortimento de cascar-
rilbas dos mais modernos gostos e diversas cores,
e tambem riquissimos cintos de gorguro com fi-
velas de acodos melhores quo tem apparecido, e
s na loja do leo de ouro de Jos Gon;alves da
Silva Raposo est queimando por todo prego.
Vende-se urna negrinha de 9 a 10 annos, e
um moleque de 10 a 11 annos : na travessa do
Veras n. 15, das 3 horas da tarde s 6.
Vendem-se 60 ovelhas e 1 carneiro, feitos
ao pasto : no sitio cortume, nos Afogados. ou aa
rua Nova o. 18.
Vende-se um muito bom relogio de parede,
patente inglez, proprio para alguma igreja por ser
muito bom regulador : a tratar na rua do Padre
Floriano n. 62.
Vende-se
urna casa terrea na rua de Santa Rita o. 21
tralar na praja da Independencia os. 23 e 25.
Barato.
Espirito de vioho a 29 a caada, garrafa a 280,
caona em garrafas a 240, vinho muito bona a
560 e 480 a garrafa. Porto a 800 rs., a em caada
sefazabalimento, espermacete a 700 rs. a libra,
velas de carnauba muito boas a 440 a libra, ha-
rina refinada a 480 a libra, em barril aa faz aba-
timento. queijos do vapor a 21200, dito prato a
560 e a 720, farelo, saceos mullo grandes, a 4#,
e urna balanga decimal muito em conta, azeite
decarrapato a 440 a garrafa, cha, muito bom a
#600.
T. Liddiared e Bobert Baillie, subditos bri-
tinnicoa, re tira m-se para Inglaterra.
Aluga-se am segundo andar, limpo. com
commodos para familia, na rua DIreiU d Santo
Antonio : a tratar oa mesma rua n. 54.
Na livraria ns. 6 e8 da pra$a da* Indepen-
dencia, precisa-se fallar ao Sr. Antonio Herme-
negildo de Goes, para se lhe entregar urna carta,
visto se ignorar sua morad*.
Um rapas de boa conducta deseja-se empre-
ar em qualqaer estabelecimento, tanto nesta
P"5 como para fora, tem pratlca do commercio-
e da nador a sua conducta : quera de seu pres-
umo se quizer utilisar, dirlja-se a rua dos Pesca-
dores ns. 1 e 3.
~" Aluga-se a cssa de sobrado na povoaciodo
Monteiro, aonde morou o fallecido pal do annun-
cisnte, tem commodos para grande familia, co-
chaira, estribara, etc. : a tratar com Manoel Al-
ves Guerra, no seu escriptorio, roa do Trapicho
numero 14.
Compra-se um carro e um boi : na rua da
Florentina, casa da esquina n. 2.
Compra-se
ouro nacional em moeda : na pjaea da Indepen-
dencia n. 22.
Fio de algodo da Bahia.
Contina o deposito do mesmo no escriptorio
de Marques. Barros & C.; esta fazenda veode-se
mais barata para liquidar-se conta de venda.
No pateo do Carmo n. 1, veode-se um es-
cravo bom, proprio para servico de campo.
Vende-se carne do seilo muito gorda a 320
a libra, lioguigas de dito a 320 a libra, vioho, a
garrafa a 440, em caada a 38360 ; no Recife,
rua da Senzala Velha, taberna n. 102, esquina de
becco Largo.
Attenco,
Na rus Direita n. 32, vende-se carne do serlo
a 320 a libra champanha a 1 a garrafa, queijo
do serlao a 560, presunto a 500 rs., batatas a 60
rs. a libra, toucmho a 320 a libra, vlnha Plgueira
a 500 rs a garrafa, cb perola a 3fl, serveja dia-
mante a 500 rs. a garris, todos os mais gneros
te vende em conta.
Na travessa 4o Arsenal de Guerra, taberna
D* i Ten xo declarados, pelos diminutos preQoOl aber
Urna porjo do cabos de linho j servidos oro-
pno para navio.
1 ferro e corrente dem idem.
Urna porso de cavernas de sicupira para bar-
Cfl 4.
Urna porco de cal braaca muito alva.
Qualquer pretendente pode dirigir-se mesma
ia a qnalquer hora, que acha^ com quem
tratar.
Azeite e Trelo
Vende-se azeite de coco a 440 a garrafa, farelo
a 2^600 a sacca, gomma a 80 ra. a libra ; na
iravessa do pateo do Paraizo n. 16, casa pintada
de amarello.
Negra.
Vende-se urna negra que eogomma e cozioha
bem : na rua Direita -n. 35.
A
PRIMERA.
[16Rua da Cadeia do Recife16
LOJA DE MIUDEZAS
DB
Fonseca < Silval
Toalhes, lencos e fronhas de labyrin-
tho de diversos gostos, que a vista se
dir o prego, espelbos dourados a 800
rs. a duzia, pentes para tranca a 1*400
a duna, caixas de raiz a.18400 a duzia
fitas de linho branco a 440 rs. o maco'
fivelas douradas para caiga a 640 rs.
duzia, pentes de tartaruga virados a 5$
cada um, boldes para caiga pequeos a
!! *' 8rza, argolas douradas a
1S500 a duzia, botes para puobos duzia
de pares a 3$, ditos para casaveques a
240 rs. a duzia, grampoaenfeitadosa480
rs. o par, caixas com apparelbos de bo-
ecas aJt\*f 3 cada urna, caivetes
1*23 de 2 folhas com pequeo toque a 1:6200
jg? rs. a duzia, ditos grandes de 2 e 3 fo-
ca Ibas a 25 e 3$, papal amlsade a 600 rs.
ftfl o pacote, meias de lodos os tamsnhos
B Pra meninos a 1J800, 2, 2&200 e 2&4O0
0 a duzia, ditas para meninos a 2$, 2$400
e 29600, pentes de maasa virados a 800
rs. cada um, escovas com espelho para
cabellos a 800 rs. cada urna, froco gros-
Rjg so a 400 rs. a pega e finos a 240 rs., fi-
|jg tas de velludo de n. 6, 8 e 10 a I920 a
EB peca, sabo inglez a 1^600 a duzia, tin-
ag teiroscom figuras bronzeados a 500 e
J 800 rs. cada um, chapeos de sol de seda
para senhoras eme ninas a 3$, escencia
Ag de aabo para tirar nodoas a ig o vjro
j pentes de tartaruga para tranca a 3J50
i cada um, voltas de coral com dous tos
Kj compndos a 250O cada urna, ditas de
pj3 tres fios a 3$, bonecos de choro a 320
B 500, 800, 19 elJ400 cada um, cadeiras
douradas com pomada a 800 e 15 cada 1
urna, colheres de metal principe para
cha a 2J a duzia, ditas para sopa a
w| 3JJ500 a duzia, ditas para lernna a 28 ca-
>^ da urna, caixinhas com pertences para
m senhoras a 240, 320, 500, 640, 800 e 1
B cada ama, colheres de metal para cha a
3 320 e 500 rs. a duzia, bahuzinhos com
gg espelhos cootendo perfumaras a 55 ca-
fcg da um, caixinhas de vidro a 2$5O0, cai-
agvj xas com espelhos e perfumaras, pro-
g)J priaspara loilete de senhora a 69 cada
frfc urna, bem como muitos objectos de gos-
g to e outras miudezas por precos com-
Sa modos.
Attenco
Malas, saceos de viagem, se-
lins e silhoes e relogios pa-
ra algibeira patente.
No leil5o que vai ter lugar terca-fei-
ra 17 do corrente na rua da Cruz n.
15, se vender' sena reserva de preco
um lindissimo e variado sottimento dos
artigos supra mencionados, para o
quaes se chama a attenco dos compra-
dores e desdeja podem ser examinados.
ISintos e enfeitesf
S dourados %
0 e de outras muitas qualidades que se ffe
a vende por menos que em outra qualquer a
' parle: na loja da rua do Crespo} n. A, V
de Leandro & Miranda. ft
Precisa-se de 600$ sobre hypotheca de um
moleque que faz todo o servico de urna casa e
algum de rua, cujos servicos sero dados pelos
juros ; o moleque esteve alugado mensalmente
por 15g, e isto muito barato : alm da hypotheca
da-se mais para maior seguranca urna firma de
toda confianza : quem quizer fazer dito negocio
achara na rua do Encantamento o. II com quem
tratar, como tambem do tempo preciso que eon-
vm esteja feito esse negocio.
Alaga-se a loja do sobrado ella na rua Im-
perial n. 162, novameote acabada e coa acom-
modagoes para grande familia : a tratar na rua
Direita, padaria n. 84.
Hoje depois da audiencia do Dr. juiz muni-
cipal da primeira vara, a ultima praga dos mo-
vis peohorados por execugo da Antonio Nobre
de Almeida contra D. Candida Mara de Araujo,
os moris sao bona e o prego convida.
Aluga-se um preto para lodo o servigo ; na
rua do Rangel n. 11.

B*a


I^IO BJ |WNA*W9 T IW^IMRA 10 M XHARO DI 1161.
(5)
V
23 Ruada Imperatrz 23
PIUOS E MUSIOS.
J. Laumoonier convida o senhores meitres e amadores de mnsica, virem a sea armaren
?et os eieellenles pianos Laamonoier, queseaba de receber da. Paria, fabricados expressamenle
Iiara o clima do Brasil, muito elegantes e de gostos modernos. Igualmente tem msicas dos me-
bores autores, assim como concerta e afina oa meamos intrumento*.
PROBO.
&
Lices
de liogua naclooal, latim, inglez efraneez em ca-
si s particulares, sendo-as ligdes de inglez e fran-
cez lecciouadas pelo ezeellente melhodo d'Ollen-
dorff, methodo pelo qual ensioa-ie boje differen-
tes lioguis os Europa ; e com elfeilo o nico
que em nouco lempo pode ensinar a fallar, es-
crever etraduziruma lingua estranha em pouco
lempo com perfeicao ; na ra da matriz da Boa-
Vista n. 34.
8!
0 Sr. Fran-
Largo da Penlia 8
Francisco Fernandes Duarte, proprietario deste
armazem de molhados, partecipa aos aeus freguezes, assim como sos senhores da praca, de ene-
nho e lavradores que d'ora em vante quizerem-ae afreguezar nesle eatabelecimento, que se acha
com um completo sorlimento de gneros os mais novos que hs no mercado e por serem a maior
parte delles vindoi de coala propria, est porlanto resolvtdo a vende-los por menos 10 por cento
do que em outra qualquer parte, ensogando a boa qualidade e acondiciouamento, assim como ser-
vir oa portadores menos praticoa lo bra, como se os senhores viessem peasoalmente, para o que
nao se poupar o proprietario em prestar toda atteogao, afim de continuarem a mandar comprar
suas encommendas, aerlos de que, toda e qualquer encommenda comprada nesle tstabelecimesto
acompsnhari urna conta impressa com o mesmo titulo de armazem Progresso.
Mantelga ingleza peTftitamente Aot mo r>.. ra, vende-
se por este prego nicamente pela grande porco que tem e sefor em barril se fara abatimento
nA%Htag& Craneeia 6w rs. a libra e em barril a 560 rs.
CllaY nyaSOII 0 meihor que ha no mercado a 29600 a libra.
V\emptetoal9600lIibra<
QueJOS do rellO chegados neste ultimo rapoi a 29400.
dem \ratO a g^ intero a 640 rs. a libr.
dem SttlSSO a g^g rg- a jbra em por5ao se faz a batimento.
P reiunto de Hambre ingl a 100 n. a ubn.
Prezunla de lamego. m a Ufcw inteiro a wo rs.
iVmeVxaS franeezaS em fragco com 4 libras por 3*000, a retalbo a 800 rs."
^spermasete a 740 rl., libr8> ein caixa a 720 rs. -
laataS COm bolaxll&A&a de SOda de deferente qualidades a 1SW0
IjataS COm pCXe em pOSta de muitas qualidades a 1*400.
LieUonaS miltO HO\aS a jgooo rf. 0 bina, a retalbo a 3*0 rs. a garrafa.
Doce de Mpercue em utu d, 2 libras por 19*00.
Manolas par, podm a 80o tg. a ubt.
Banna de poreo refinaiVa
Ma^a Ae tomate
ir a IOS de lOmbO a prmeira Tez que vieram a este mercado a 640 rs. a libra.
Chou ticas e paios muUo n0T08 a 560 rs. a ubrs.
PaUtOfl de dente UndoS com 20 macinhos por 200 rs.
CnOCOinte iranceZ a 13200 rs. a Ubn, ditto portuguez a 800 r.
nWarmelada imperial d0 afamado Abreu de outros muitos fabricantes de Lisboa
a 1*000 rs. a libra.
VinnOS engarrafados Porl0t Bordeaux, Carcavellos, e moscatel a 1*000 a garata.
VinnOS em pipa de 500> 560 e 640rf. a garata, em caadas a 3*500 4S000 4*500
s Vinagre de Lisboa 0 m.i8Superior a 2*0 rs. a garrafa.
^erveja da9 msg acreditadas marcas a 5* a duzia,, e em garrafa a 500 rs.
l^aSirellinna p(ira sopa a mas nova que na no mercado a 640 rs. a libra.
iWiAhas t ranelas a 6i0 rs. a laUa.
Milo de amendoa a 800 a Ubrs, dlU com casca a 480 is.
NOI&S muit0 B0Tas a 120 rs. a libra.
Castannas pnadaS a 240 rs. a u:
\jaiC muito saperiora 240 rs. a libra, e a 7* a arroba:
iVrrOZ d0 Maranho > 3$ em arroba, e em libra a 100 rs.
r UTO americano a j a ]Dr8> se ror em p0r5o se far abatimento.
Sevadinha de Fr,nca a m r9. alibra.
agVl muit0 doto a 320 rs. a libra.
XonelnnO de Li8boa a 360 rs. a Ubra e a 10* a arroba.
Farinlia do Marannao
oncinno inglez a 200 rf., 1bra.
Passas em eaixinnasde8Ubrala ^500 cada um..
Inlependente dos gneros mencionados encontrar o respeitarel publico|tudo quanto pro-
curar tendente a molhados.
1 cisco (le Carvalho Paes '
^ de Andrade, antes de se
S retirar para o centro, (
que ira ir a loja de fa- 1
' zondas n. 23 da ra da '
Cadeia do Recife, para \
9 cujofm noextranho. ^
mmmmmmmmmm
Aluga-se urna excellente casa de
campo com todas as commodidades de
familia, com sitio grande, cocheira, es-
tribara etc., a casa construida ha pou-
co tem po com trra co a roda, sita na
entrada do Poco: a tratar com os pro-
pietarios N. O. Bieber & C, successo-
res. ra da Cruz n. 4.
O Sr. Brasiliano Francisco de Paes Brrelo
tenba a bondade de vil fallar oa loja do Germano,
relojoeiro, na ra Nova m. SI, visto igoorar-ae
aoode o mesmo senbor mora.
HOTA
exposico de candieiros
ECONMICOS
O proprietario deste estabelecimeolo avisa ao
publico que contina a ter um riquistmo e va-
riavel sorlimento de candieiros para todos os ser-
vicos que se precisar, como um grande deposito
de gaz da roelhor qualidade que tem apparecido,
e experimentado pelos compradores, conhecidos
verdaderamente econmicos..
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Na ra Nova n. 20 a 24.
CONSULTORIO ESPECIAL HOMEOPATHICO
A mais fina e nova qtte se pode desejar neste genero, a 1#000 a libra tanto em porco
como a retalho, vende-se nos armazens Progressivo e Progresista no largo do Carmo n. 9,
eruadasCruzesn. 36.
CHA HYSSON.
O melhor que se pode desejar em artigo cha a 2$600, 2#800 e 3#000 a libra, afian ca-
se qualquer urna das qulidades.
CHOCOLATE.
a 180 rs. a libra, em barril a 440 rs.
a mala nova do mercado a 900 rs., a em latas da 2 libra por 1*700.
Francez, inglez, portuguez, a 1#200 alibra, vende-seno Progressivo e Progressista
no largo do Carmo n. 9, e ra das Cruzes n. 36.
Chegados no ultima paquete a 640 rs.alibra, e sendo inteiro a 600 rs. alibra, affian-
ca-se a superior qualidade.
QUEIJOS FLAMENGOS.
Os mais frescaes que ha no mercado por serem viudos no ultimo paquete a 2$800
cada um.
:
w
dade
O melhor que se pTJde desejar na qualidade deste queijo a 600 rs. aiibra, e sen-
do porco a 500 rs.
DO DOUTOR
SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias atis desda aa 10 horas
at meio dia, acerca das seguintes molestias :
moltttiai da mulheres, moUttiai das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhot, mo-
lestia syphililicas, toda a especies d* febrts,
ftbret intermitientes ttua$ consequencias,
' PHARMACIA ESPECIAL HOBBOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
tarados som todas as cautelas necessarias, in-
alliveis em seus efteilos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos presos mais commodos pos-
si vsis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todoa
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, leudo ao
redor as seguintes palavraa : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
Igualmente na lista dos medicamentos qua se pe-
de, As carteiras que nao levare m esse impresto
assim marcado, emboratenham na lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Em pipa deLisboa, Porto e Figueira a 4$ a caada de 500 a 600 rs. em garrafa.
Porto, Duque do Porto, jeuuino Carcavellos, Nector, Madeira, Feitoria, Cheres,
Bordeaux a 1#200 agarrafa e 13$ a duzia. nicamente no pregressivo e progressista
no largo do Carmo erua das Cruzes.
DOCE DA CASCA DE GOIABA
um dos melhores doces que ha em relaco ao tempo a 800 e 1 #200 o caixo.
LATAS COM FRUTAS
de todas as qualidades que ha em Portugal o mais bem arranjado que temos tido no
mercado a 800 e 1J000.
ERVILHAS PORTUGUEZAS E FBANGEZAS
o que se pode desejar em bom neste genero, pela sua preparaco e qualidade a 800
rs. a lata.
VINAGRE PURO DE LISBOA
a 240 a garafa e 1J850 a caada afianca-seser de Lisboa e de superior qualidade tam-
bem branco por 400 rs. agarrafa e 2$560 a caada.
COMINHOS E ERVA DOCE
os mais novos que temos no mercado, e mesmo nunca os houve melhores a 400 rs. a
libra de erva doce e 800 rs. os comintios.

a mais nova que se pode desejar a 180 rs. a libra de sevadinha e 280 rs. o sag.
LATAS COI DOCE DE ALPERCE
o mejhor que se pode desejar, a 1#100 a lata, tambem marmelada dos melhores fa-
bricantes de Lisboa a 1#800 a lata, e peras a 1,280 rs. a libra.
alem dos gneros cima encontrar o publico tudo que procurar tendente a mo-
lhados.
N.B. Os gneros cima vendidos em nossos armazens levaro o destentivo dos mesmos.
a mais nova a 160 rs. a libra.
EAU MINERALE
NATURALLEDE VICHY
Deposito na boticaf ranceza ra da Cruz n. SI
ELIXIR DE SALDE


ARMAZEM
DE
ROUPA FUTA
DE I
Joaquim Francisco dos Santos.
PRIADO GMAD040
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Neste eatabelecimento ha semprs um sorlimento completo de rcupa feita de todas as
(ualidades, e tambem se manda execut&r por medida, i vonlads dos freguezes, para o
que tem um dos melhores prefessores.
Gasacaa de panno prelo. 40, 35 e 30*000
Sobrecasaea ds dito, 35 s 30*00
Palitotsdeditse de cores, 351% 30,
z5000 e 20000
Dito de casimira de corea, *2eo,
15, 12 a 9000
Dito de alpaka reta golla da *-
ludo, llgOOO
Ditos de merin-sitim pratos a da
cores, 9S000 KfOOO
Diios de alpaka da cores, 5 e 3500
Ditos de dita preta, 9. 7. 5 3500
Ditos da brim decoros, 5, 4500,
if000 s 3*500
Ditos de bramante dalinho branco,
6$000, 5000 a Jfoeo
Ditos de merino de eordio preto,
15#Q00e 80O0
Calsas le casimira preta a decores,
11. 10, 9 s 6f000
Ditaa de {trncese e marina de cor-
dio pretos, 5 a 4500
Ditas de brim brsnco a decores,
5f 000, 4500 e 1500
Ditas da ganga da cores 3f000
Goliates de velludo preto a da co-
res, lisos a bordados, 129. 9f a 8*000
Ditos de casemira preta a de cores,
lisos a bordados, 6*, 5*500,5* e 3*500
Ditos da setim preto 5*000
Ditos de seda a setim branco, 8* a 5000
Ditos do gurguro de seda pretos e
de cores, 7J000,6000s 5*000
Ditos de brim e fustas branco,
3*500 e 8*000
Seroulas de brim de linho 25*200
Ditas de algodo, 1S600 e 1J280
Camisas de peito de fualo branco
de cores, 2*500 a 2*300
Ditas de peito de linho 65 e 3000
Dilaa de madapolo branco a da
cores, 3, 2500, 2 a 1*800
Camisas de meias 1*000
Chapeosp*tos de massa,francotes,
formasdaullimamodalOf,8*500 e 7*000
Ditos de eltro, 6*. 55, 4 e 2*000
Ditos de sol da sede, inglezes a
franceses, 14. 125, US a 7*000
Collarinhos deiinho muito finos,
novosfeilios, ds ultima moda *800
Ditos de algodo 500
Relogios de uro, pstentss horl-
sontaes, 100, 90, 80 a 70*000
Ditoa daprata galvanieados, pa-
tente hpsontaes, 405 30*000
Obras de ouro, aderemos a malos
aderecos, pulseiras, rosetas s
anoeis f
Toalhas da linho. duzia 12*000 a 10*000
Citrolactato de ferro.
V3nvto deposito na boea do Joa^am MavViuuo
da CruzCotfcia& C,ruado Cabug n. II,
eu Pernambuco.
H. Inermes (de Chalis) aotige pharmaceutico aprsenla boje urna nova preparado de ferro
com o nome de elixir de cilro-laclato de ferro.
Parecer ao publico um luxo empregar-se um mesmo medicamento debaixo de formulas lio
variadas, maso homem da sciencia comprehene a necessidade e importancia de urna tal vaiie-
dade.
A formula um objecto de muia importancia em Iherapeutica; um progresso immenso,
quando ella, maniendo a esencia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as
idades, para todos os paladares e para todos os temperamentos.
Das numerosas preparares de ferro at hoje conhecidas nenhuma rene tao bellas qualida-
des como o elixir de citre-laclacto de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-se em urna pe-
quena dose, e ser de urna prompa e fcil dissolu;ao no estomago, de modo que completamente
assimilado; e o nao produzir por causa da lactina, que contem em .ua composiro, a conslipaco de
veiitre frequeotemenle provocada pelas nutrs preparares terroginosas.
Estas novas qualidades em nada alteram a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
substancia da qual o medico se nao pode dispeusaa em sua clinica, de incomparavel utilidade
qualquer formula que lhe d propriedades taee, que o praiieo possa prescrever sem receio. E' o
que conseguio o pharmaceutico Thermes com a prepararlo do citro-lactacto de ferro. Assim este
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas preparares terroginosas, com o
atleata a pratica de muito mdicos distinctos que o tem ensaiado. Tem sido empregado como im-
menso proveito as molestias de languidez ( chlorose pallidas cores ) oa debilidade subsequente as
henorrhagias. as hydropesias que apparecem depoisdas intermitentes na incontinencia: de urinas
por debilidade, as perolas brancas, na escrophula, no rachitismo, na purpura hemorrhagica, na
convalescencia das molestias graves, na chloro anemia das.mulheres grvidas, em todos os casos
em que o saogue ae acha empobrecido ou viciado pelas fadigas, affecedes chronicas, cachexia tuber-
culosas, cancroaa, syphililica, excesses venreos, onanismo e uso prolongado das precsu;6es mer-
curiaes.
Estas enfermidades sendo mui frequentes e sendo o ferro a principal substancia de que o
medioe tem de lascar mo para as debelar, o autor do cilro-lactato de ferro merece louvoros e o
reconhecimeoto da humasidade, por ter descoberto urna formuia pela qual se pode sem receio
usar do ferro.
Soeiedade bancaria.
Amoriro, Fragoso, Santos & G. sacam e tomara
saquea sobre a praca de Lisboa.
Sacam sobre Lisboa
Aranaga, Hijo & C, ra do Ttapiche
Novo n. 6.
Precis-se de 2:5005 juro mdico, dndo-
se por seguranza hypotheca em um predio livre
e desembarazado nesta cidade : a tratar na ra
Augusta n. 1, segundo andar.
Manoel Ferreira da Silva Tarroso
sacca sobre Portugal pelo prximo pa-
quete inglez.
Na travesa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continua-se a tingtr
com toda a perfeicao para qualquer
cor e o mais barato possivel.
PH\hMACIa-B\RTH0L0E0
Roa larga do Rosario n. 36
Rob l'Affecteur.
Pilulasde Allexou.
Pilulas americanas.
Vermfugo inglez.
Pilulas Holloway.
Ungento Holloway.
I
Obacharel Witrvjvio po-
de ser procurado na ra
Nova o. 23, sobrado da as-
quina que volta para a
camboa do Carmo.
0O090O0O000OO0OOO
I
Importante
Aviso
Na loja de.4 portas da ra do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com lodo o sorli-
mento de roupas feita?, para cujo 11 m tem mon-
tado urna officins de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfeito mestre vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se lhe
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fardes com superiores preparas
e muito bem feitas, tambem trala-se fazer o far-
damenlo todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os ngurinos que de
l vieram ; alm dksso fiz-se mais casaquinhas
para montaa, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudanles de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singelos ou
bordados a espequilha de ouro ou prals, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylode Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas at hoje, assim como tem muito ricos
desenos a matiz de todas as cores propros para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. ffian^ando
que por tudo se fica responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
dia que se promettaas^egundo o systema d'onde
veio o mestre, pois^Vpsra a honrosa visita dos
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimeatar.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 6,
recebeu um completo sortimento de gollinhas de
missaoga, sendo de todas ascores
Ghegoem
nnn para liquidar
Na ra da Imperatriz n. 40,es-
quna do becco dos Ferrei-
ros, loja de Manoel Jos
Guedes de Magalhes
Sedinbasde quadros de todas aa cores e muito
encorpadas, covado a 720 rs., corles de cambraia
branco com 3 ordena de bordado a 39, ditos com
3, 4, 5 e 6 babedos de diversas cores a 39500,
ditos de tarlatana com 3 bsbados a 2$500 e 3J,
ditos de cambraia da seda a 5#, baldea de 14 a
40 arcos dos melhores que tan apparecido a 39,
3$500 e ii, ditos para meninas de lodosos taroa-
nhos.cambraieta franceza muito fina,peqa a 79500
e 8g, cassas com aalpicos brancos e de cores, co-
vado a 240, pegas de cassa de salpicos brancas e
decores com 8 \\t varas a 39500, cobertas de
froco matizadas para cama a 99, chales de froco
com ponta redonda e borla dos mais modernos a
89, ditos de laa e seda a 29500, ganga amarella
muito boa, covado a 240, cambraia de cor muito
bonita, covado a 300 rs., alpacas de cor para ves-
tido, covado a 320, popelinas, riscadinhos para
vestidos de seohora e meninas, covado a 300 rs ,
tiras bordadas a ponto inglez de todas as largu-
ras a 19280, 19440, 19600 e 29. manguitos a ba-
lito com gollinba para senhora a 2 e 39, chitas
fraocezas floaa e cores tixas, covado a 220, 210,
260 e 280 rs., cambraias de seda de cores enfei-
tada a 540 rs., ditas de forro de oito varas a
pega a 19600, e outras muitsa fazendas de barato
prego.
3-Raa estreita do Rosario~3
Q Francisco Pinto Ozono continua a col- jjj
^ locar dentes artificiaos tanto por meio de $
^ molas como pela presso do ar, nao re- gj
q cebe paga alguma sem que as obras nao ^
I fiquem a vontade de seus donos, tem pos
a e outras prepararles as mais acreditadas tj
a para conservago da bocea; p
vs* es
Machinas para descarogar al-
godo.
N. O. BIEBER di C. SUCCESSORES, ra da Cruz
n. 4, participam aos agricultores do algodo
que elles acabam de receber MACHINAS PA-
RA DESCAROQAR E LIMPAR O ALGODO'.
Estas machinas teem as seguintes vantagens:
descarocam com urna rapidez incrivel, nao
quebram a sement nem cottao o fio do algo-
dio, e limpam-o de toda e qualquer impu-
reza, augmentando assim o valor considera-
velmente. A machina mui fcil a manejar
e s a rapidez com que descoroca vale fazer- ss
a despeza da compra.
Inst ruine utos par 4 agricul-
tura.
MACHINAS PARA DESCAROCAROMILHO, tr-
balham com urna pessoa e descaro;am as es-
pigas instantneamente sem quebrar o milho.
MACHINAS PARA CORTAR CAPIM ; cortam
com presteza o capitu em tamanbo de una
pollegada a tasa a vaoligem de nio deixir
re trago.
FACAS feitas expressamente para cortar cana.
ARADOS, GRADES, BOMBAS para regar capim,
hortas, etc., etc., bombas para cacimas.
Manoel Domiogues de S, subdito por u-
guez, retira-se para o Rio de Janeiro.
No escriptorio de Amorim Irmios, ra da
Cruz n. 3, existem cartas para os Srs. Manoel Fe-
liciano da Silva e Mello e Jos Rodrigues Coelho
de Mace Jo, que por se.igoorarem as suas. mo-
radas nao leen; sido entregue.


aanio d, nauajoco. ttc* nu uRBiminia,
Attenco.
aiuga-sa a padaria da ra Imperial n. 199 :
a tratar cora Narciso Jos da Costa Pareira, na
largo do Carmo, daa 7 as 8 horaa da aaahaa e da
meto dia as 2 horas da tarda.
Vocal e instru-
mental.
MANOEL AUGUSTO DE HENEZES COSTA d
ligoes de msica por casas particulares : quem
de seu presumo se quizer utilisar, procure na
i-ua da Gonceicko da lee-Vista o. 41, ou a ar-
seoal de guerra.
t*
Gabinete medico cirurgico.
9 Ra das Flores n. 57.
9 Serio dadasconsallas medlcas-cirurgi-
# cas peloDr. Estevo Cavalcanti de Albu-
% querque das 6 ss 10 horas da manha, ac-
9 cudindo aos chamados com a maior bre-
a vidade possivel.
Qfi 1' Partos. m
sj 2. Molestias de pella. #
9 3.* dem dos olhos. %
4. dem dos orgos geoilaer. t)
% Praticar toda equalquer operaco em 0
seu gabinete a em caaa dos doantes can- %
m forme lhes fdr raais conveniente.

Os armazens da ra da Lapa n. 13, e ra
do Costa n. 10, recebem geoeros para recolhe-
rem por menos de que costumam receber outros :
queni pretender, dirija-je ao m. 13. que achara
com quem tratar ; assim como se aluga um dos
mesmos armazens.
.2 o o
m
O
Q
mnmmnnmmm
O Dr. Joio Ferreira da Silva, de volta de
sua viagem, est morando na ra larga do Ro-
sario n. 20, e contina no exercicio de sua pro-
fissao, dedicando-se especialmente a pralica de
operacoes cirurgicas.
Aluga-se o primeiro andar do so-
brado da ra da Cruz n. 21 : a tratar
no terceiro andar do inesmo sobrado.
A eornmissao liquidadora dos ere-
dores da massa do fallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aos Srs.
devedores a referida casa que te di-
ara a satisfazer seus dbitos a referida
comtnisso todos os dias uteis das 10 ho-
ras da manha as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commisso roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a obrigue a lanzar
mao dos meios udictaes ou do jornal
para haver essas importancias de que
sao seus desdores.
Manoel Alves Guerra saca sobre o Rio de
Janeiro.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier.cirargiodentista, faz
todas as operacoes da sua arte ecolloca
n denles artificiaos, tudocom a superiorl-
dadeeperfeijoqueas pessoas en tendi-
das lhereconhecem.
Teca agua e psdentifriciosetc.
-" Al"8-8 nma caaa em Beberibe!: a tratar
eera a. I. M. do Reg, na ra do Trapiche a 34.
-- Alaga-ee um armazem na ra Nava daSaa-
w (raale da ribeira do peixej o. laVcom
sufflrtencia para qualquer estabelecimearte par
Miar qn* elle aeja, pode recolher para mais da
6000 barricas, ao de 300 a 400 pitas chatas, e
outras tantas vastas, ou outros quaesquer vasa mes
na pwpofce, eom a yantagem de tar Acatada
ireptehe o guindaste, pelo qual pode emBWBar e
desembarcar equary com toda a mac : a enten-
der-ae cosa o proprietario Manoel Pereira Lemos
no caea da tasaos a, 10.
Na ra da Roda n. 6 eonlinua-se a mandar
comida para fra por prece razoarel.
Na ra da Imperalriz n. 9, segundo andar,
precisa-se alugar orna preta que saiba lavar bem
roupa, tanto de varretla como de sabio.
&*$* a** #&
m Precisa -se da urna coaiaheira a ama fe
g| eogommadeira, Baritas, pan caaa es- ]
f trangeira, etambem um feitor e jardi- w
9 neiro : a tratar na ra do Trapiche n. 4, Sk
g primeiro anjar, escriptorio.
-' #
James Oliver vai a Europa.
Joba Naegeli Sharp, subdito iaglec, ratira-se
para Europa.
Jos" Francisco Coelho da Pas, e Vicenta
Ferreira Nunes dej>aula fazom sciente ao publi-
co o ao respeitavel corpo do commercio que
tam justo e contratado com a vlavw de Aotoaio
Jos Fernandos de Cirvalho a compra de seu es-
labelecimento sito na ra do Amorita o. 88-, isto
com autorisacao dos seus credores, porm se al-
guemse julgar com direito ao dito estabeleci-
mento apresaote-ae no prezo de 3 dita a contar
?r.d.aU d0 Presenle- Recife 6 da aetembro de
1861.
n "" "?Ta do Anlonio Jos Fernandas de
Carvalho fa2 sciente ao publico e ao respeitavel
corpo de commercio que com aulorisaco de seus
credores tem justo e contratado vender o seu
estabelecimento silo da ra do Amorim n. 36
aos Srs. Jos Francisco Coelho da Paz e Vicente
Ferreira Nunes de Paula ; quem se julgar cora
oireito ao dito estabelecimento appareci no prazo
de 3 das a contar da data deste. Recife 6 de
aetembro de 1861.
3,000:000 rs.
rt*Nari^rDa-da rua dosPiresn. 34, se dir quem
oa d.UUttJ a juros, com hypotheca em bens de
raz.
. ~ N. dia 10 io correte, depois da audiencia
do Dr. jutz municipal da 1." ?ara (por ser a ulti-
ma prace) tem de ser arrematado por venda um
terreno na frente do sitio denominado Cortume.
na freguezla dos Afogados, avahado por 1 500S
poreiecusao de Manoel do Amparo Caj contra
Jos Duarte Riogel.
rgo.
Cabugi n.
imento de

90 u loja d'aamia de euro, rea
1 B, 4 qewn reeaaau um cosap
ffadMswyinhi lUm
para maarinasdaaaaola. aeaim ava-tsaiores com
EuSe& drt0TWrtwfwaiaesieiros, ditos
J?UoJ*uw*io<*e4Jaj tteninos, di
toa mafMis pietadtahee aaaa f^otem por pro-
cos muito baratos-
Enfeites riquissimos.
, Vendem-se ricos enfeites de retroz.'sio os me-
Ihores e mais modernos que ha ne mercado, salo
baralissimo pre^o de8: na rua do Queimado
n. 22, aa loja da tasrf.
A loja da kandeira
[ova loja de funileiro daj
rua da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos da Fonsecs participa a
todos os seus freguezes tanto da praca
cmodo mato, e juntamente orespeita-
* publico, que tomou a delibera^o de
aliar o preco de todas assuas obras, por
cujo mortivo tem para vender um grande
sorlimento de bahs e bacies, ludo de
fllereniestamanhese de> Avarsve oree
am pinturas, e juntamente am grande
sertimento de diversas obrss, contendo
eanheiros e gamelas grandes e pequeas
machinas para catee camas de vento o'
que permite vender mais barato pessivel
como seja babas grandes a 4 e peque-
os a 660 rs., badas grandes a 59 e pe-
queas a 800 rs,,cocos al a duzia. Re-
cebe-se um oficial da mesma officina
paratrabalhar.
aS^3s!^=,i0 "'"t Gravanhasderaizde
Lona e Stle.
fio de *ei.
|WTi I
coral,
Majaes
Mar5es.
Mar^Ses.
MacSes
Macees.
Macaes.
e mais
Mames,
Macac-s.
Macaes.
Meeies.
Mames.
Macaes.
Ama.
Offerece-se urna ama portugueza para casa de
ramilla, a tratar na rua do Apollo n. 8 primeiro
andar.
Casas para al ugar.
Arrenda-ae urna casa nova, cora commodos
para familia, agua de beber e fructeiras: no Man-
guinho principio da estrada dos Alictoa. Tam-
bera aluga-se outra casa cora grandes commo-
dos e cocheira para carro, boa estribara e san-
zala. sito na Capunga Nova, rua das Pernam-
bucanas, confronte o Sr. Dr. Pereira do Carmo : a
tratar no sitio do Chora Meninos, na capellinha.
Tem-se justo e contratado a compra do es-
tabelecimento de molhados sito na rua Nova n
o. que gyra sob a firma de Martina & Eloy se
alguera se julga com algum direito a fazer op-
posicao a tal venda, haja de reclamar no prazo
de tres das. Recife 6 de 3etembro de 1861
Aluga-se
urna loja com armacao, propria para qualquer
estabelecimento na rua Direita o. 87 : a tratar na
loja da rua do Qneimads o. 46.
Aluga-se, o sobrado d. 2 B da rua do Apollo
i a casa terrea o.27da ruado Burgos a tratar n
rua da Aurora n. 36.
A commisso liquidadora dos credores da
casa do fallecido Manoel Buarque de Macedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se iulgarem ere-
doras por letras ou conlas de lmos, que se diri-
jam com os seus ttulos rua da Cadeia do Re-
cite n. 26. primeiro andar, das 10 horas da ma-
nha s 2 da tarde, para serem verificados e clas-
sificados pela referida commisso
Vendas.
4 2.500 o corado.
azenda, encarnado, cor
Damasco de seda boa
de caona ebranco.
Manteletes de fil pretoenfeilados com bicoa M
6 palmos de largura covT
Joias.
Serafim & Irmo, com loja de ourives na rua
do Cabug n.1l, scientificam a todos os seus fre-
guezes amigos, que por terera graude sortimento
de novas e delicadas obras de ouro, continua m a
venier o mais em cinta possiel, e se responsa-
bilisam pela9 quahdades do ouro, prata, diam an-
tes, brilhantes, mencionando ditas qualidades em
uma conta imressa que costumam passar : os
mesmos previiem que oioguem se deixe illudir
por individuos que andam veudendo obras por
lora desla praca, dizendo serem ds casa dos m es-
mos, pois nunca tieeram era teem pessoa algu-
ma encarregada de venler joias suas.
a velludo superior
Damasco de la com
do a 10500.
Chales de merino bordados
fazenda a 8$.
Cortes de casemira de cor a ,'ij).">00.
Setim Maco superior a 25500.
Casemira preta setim superior a 2#50O.
Pecas de indiana fioissima com 10 varas a 82
Na rua do Crespo loja n. 10.
Grande sortimenlo
Feitor,
Precisa-se de um hornera que en ten-
da de agricultura, para feitor, que seja
diligente, e de bom costumes ; paga-se
botn ordenado : a tratar na rua da
Guia n. 5, com Laurino de Aloraes P-
r.lieiro.
Precisa-se fallar com o Sr. Jos Victoriano
C)rreia de Amorim, que mora pouco distante
desta praQa, e nao sabendo oannuociante o lugar
em que reside o sobredito S. Amorim : roga-se
aos senhores que nesta praca o conhecem, facam
o favor de informar sua morada, aflm de que o
annunciantepossa saber di,igir-e, podeedo man-
dar-se a noticia casa do Sr. coronel JoSo Jos
deGouveia, na rua do Queimado n. 29, sendo
negocio de interesse para o mesmo Sr. Amorim.
OfTerece seum bomem para aer empregado
etn engenho por ter sido sempre sua oceupacao
e ter bastante pratica de servicos: qaem preci-
sar, annuncie por esta folha para ser procurado.
Precisa-se alugar urna preta escrava que
saiba lavar e engommar: quem tiver queiri di-
rigir-se rua do Trapiche Nevo n. 12.
Precisa-sede uma ama de meia idade par8
lodo servico de casa de pouca familia : na rua
da Roda n. 54. "*
Attenco.
No aterro da Boa-Vista, sobrado de um andar
B. 80, tem-se uma carta para Leopoldina da Silva
Lisboa, vinda de Macei.
Precisa-se de um hornera para trabalhar era
uma disiilacaoem umengenho distante da praca
convinlo de prefereecia aquella que leona algu-
na praliaa de diatitar : quem pretender, dirja-
se a rua de Apollo*n. 35. primeiro andar.
Aluga-se um graode aitio com muito boa
pasa, muiio perto da cidade, tambem se aluga um
segundo andar esolao para grande familia, tam-
bem se vendem caibros, enxams, ataos travs,
sos e travs, mais barato do que am outra qual-
quer parte: na serrara de Jos Hygiao de Mi-
randa.
Fazeudas de todas as qua-
lidades.
Na loja n. 23.
GRGEL 4 PERDIGAO'.
Vestidos de blonde, ditos de seda, di-
tos de phantasia e de cambraia bor-
dados.
Lazinhas, sedinbas de quadros e
cambraiaa de cores padrdes modernos.
Na loja n. 23 da rua da Cadeia."
Manteletes, capas compridas moder-
nas. taimas de 016 e polonezas de gosto.
Fil, tarlatana, organdys com eovos
padres, cambraia com lista de cor o
mais moderno o fasendas para luto.
Na loja n. 23 da roa da Cadeia.
Saiasbalo, manguitos, gollas, pen-
tes de tartaruga, leques, perfumaras,
lengos de lmho e luvas de pelica.
Chales de todas as qualidades, gros-'
denaples, chita franceza, cambraia
branca, chapeos, butinas. etc., etc.
Koupa feita.
Na loja n. 23 da ma da Cadeia.
Completo sorlimenfWe paletoU, cal-
cas, colletes, camisas para home'm, me-
ninos e senhora.
gSUSESEESEESHESsIlS'l
KuadasenzaiaNoyan.42
Vende-* m casa de S. P. Jonhston d C.
sellinse silh6esnglezes,eandeerof e casticaes
bronzeados,lonas nglezes, fio devala,chicou
paracarros, amoniaria.arreiospara carrode
um eious cvalos relogiosde ouro patente
nglsz.
os dourados e
(es de cores.
Sodre & C. alm do grande depsito
que ja tinham dette genero torna tam a
receber hontem 4 do crvente 37 caixas
com majaes e esto vendendo a caixs
por 14$ e o freguez comprando mais
de uma se fara* abatimento.
S Gama & Silva.
Grande exposico de fazendas
baratissimas, na rua da Im-
peratriz n. 60, loja do
Vende se cortes de phanta-
sia, fazenda de muito gosto
com babados pelo diminuto
preco de 4#500; na rua da
Imperatriz n. 60, loja que tem
um pavo do lado de frr, (is-
to para nao haver engaos.)
3,0500.
Vende-se ricos corles de cambraia de seda
cora aventa ou duai saias a 3J500 : na rua da
Imperatriz n. 60. loja do pavo.
3,200, 3,500 e 4,000.
Venderse Goissimos cortes de cambraia bran-
ca e de cor com dous e mais abados pelo dimi-
nuto preco de 3*200, 3$500 e 45 : aa rua da Im-
peratriz n. 60, loja do pavao.
A 15^000.
Vende-se Goicissimos cortes de cambraia brao-
ca com bordado muito delicado proprios para
baile ou casamento a 15 na rua da Imperatriz
o. 60, loja do pavo.
No-Va pecYmiclia.
Vende-se fioissimas pecas de cambraias fran-
cezas de carocinhos com 17 li varas pelo dimi-
nuto preco de 8g a peca, ditas das mesmas com
o 3(4 varas pelo prego de Ai a pera, tambem ee
vendem das mesmas a 500 rs. a vara, sendo
brancas e de cores ; na rua da Imperatriz n. 60.
loja do pavo.
Pupelina a M rs.
Vende-se pupelina de quadriohos a imitaco
de sedinhas de quadro pelo diminuto prego de
280 rs. o covado : na rua da Imperatriz n. 60
loja do pavo.
C\i*\y a 500 r.
Vende-se chaly muito Sao a 500 rs. o cova-
do : na rua da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Sedas a covado,
Vjy)e'le.Br0SI,eB<,P,e Preto maito encorpado
a 1600 e 1&800, ditos de cores azul, cor de rosa
e cor de cana mais barato que em outra qualquer
parte ; na rua da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Sedas de oviadrivos.
Vende-se sedas de quadriohos fazenda muito
encorpada a 500 e 640 rs o covado : na rua da
Imperatriz n. 60, loja do pavo,
Manguitos de l a 500 ts.
Vende-se manguitos de l muito bem enfei-
tados a 500 rs.: na rua da Imperatriz loja do
pavo.
Chitas francezas a 200 rs.
Vende-se chitas francezas muito finas e largas
fazenda de 360 o covado a 100 rs. por ter um
pequeo toque de mofo, afiangando-se que solta
logo que seja lavada a primeira vez : na rua da
Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Cassas com salpico graudoa
200 rs.
Vende-se cassas com salpicos graudos e listras
a 200 rs. o covado, fazenda muito nova : na rua
da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Cassas pintadas a 240 rs
Vende-se cassas pintadas nuito miudinhos
padroes a 240 rs. o covado : na loja da rua da
Imperatriz onde est o pavo.
Sentido ao Pavo.
Vende-se neste estabelecimento um grande e
variado sortimento de fazendas tanto para ho-
mens como para senhoras, de todas as fazendaa
se dao amostras com penhor ou mandam-se le-
var em casa das familias pelos caixeiros da casa
assim como o reapeitavel publico achara lodos os
das uteis este estabelecimento aberto das 6 ho-
ras da manha as 9 da noite.
Cera de carnauba.
A. dinheiro.
aUfw, fj oaa, e atreios Bara carro on eabriolev
ova remeta de macaes
Macaes
Maclas
Haglts
veodea-se aascantoe a* a'rataH, a am caira.,
dr/& c Ro,'no B H. aposito da So.
Quadros de mol-
dura dourada.
Lindos quadros jl feitos de moldara dourada,
proprios para retrates e estampas, pal diminuto
preco de 5 cada um ; na loja da Victoria, na
roa do Queimado n 7*. junto a loja de cera.
Gravatinhas de
froco para senhroas.
Lindas gravatinhas de froco para senhora. pelo
arato preco de 1J500 cada uma na loja da
Tietona,- na rae do Queimado n. 75, junto toja
de cera. '
Bonitos toncado-
res de armado e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
Alojed'aguie branca acaba de receber mui
aooitos teocadores de armacao preta, torneada
e gaveia com embutidos e maxhetados que os
torna m mui elegantes, os quaes servem excelen-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de detrez, e de rapazessoltei-
eos, e pelos procos de 8, 9 e 109, sao baratissi-
mos na verdade, e qaem os rir na rua de Quei-
mado, loja d'esjaia branca ir. 16, aa agradar, e
wfallivelmente comprar.
Espelhos para
salas.
Ricos espelhos de moldura dourada cem mui-
to boos vi-Jros para ornamentos de salas, de va-
nos tama anos e procos : na loja da Victoria, na
rua do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Lindas caixinhas
com necessarios para costura
Acaba de chegar para a loja d'aguia branca mu
lindascaixinhas matizadas,com espelho, tesoura,
caivete, agulheta, agulheiro, dedal e pooteire,
ludo pratiado e de apurado gosto, emfim uma
caixioha excellente para um presente, e mesmo
para qualquer senhora a possuir, e veodem-se a
10 e I*] : na lo^a d'aguia branca, rea do Quei-
mado n. 16.

Estajos para barba.
o melhor que possivel. Vende-se mui bonitas
gravatinhas de raiz de coral com duas e tres
rollase lagos as pontss, sendo alias bastante
2&rid?"' "isl" d0 *Iue aaKsHIssriBMB a
*lOOe3000: assim bom e barato a na loja
d'aguia braac*. tn de Queimado a. 16.
Saias de cordao.
Superiores saias de cordlo a 3#, 3ft500 e 4,
ditas atcotoadas muilo aupartorae a 5} i na rua
do Queimado n. 28, loja da boa .
Baloes de cordao*
Chegaram a loja da rea da Cadeia, esquas da
rua da Madre de Doos, os econmicos baldea de
eordlo, que se venden pelo barato preco de 3*
cada um.
Pe#e d* flta^elinho brancas e de co-
6roza de penas de ac fcatte finaa a
trastos de offkU aam liasjer den tea a
Copos com bao ha muito boa a
Espelhos de columnas madeira branca a
Carteiras para guardar dinheiro
Rldlejoa para meninos a
Basalh%*aareaga
Varas de franja para cortinados a
Knmebotftes de lour;a branffos a
Teseara muito finas para nnbas a sos-
tura a
Cairas de eh aTotos de Harn a wtXo n-
periorea a
Cartas muito finas para voltarele o ba-
ralho a 240 e
Varas de Meo largara de 3 dedos a
Garrafas coa sama celeste pera chexro a
Rialejoscom 2vezes para meninos a
31 Rna Direita
Chegaram os o desejadoa vidros para vidra-
Cas, em caitas.

Nova california
DE
Fazendas baratas.
Ricos estojos com espelhos e repartimeotos
para os necessarios de barba, pelos pregos de 2,
3,4 Sf eada um : na loja da Victoria, na rua
do Queimado n. 75, junte a loja de cera.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos fioissimos de linho proprios
para os tabaquistas por serem de cores escurase
fixas, pelo baralissimo preco de If a duzia na
rua doQueimado o. 22, na bemeonbecida loja da
boa f.
Lencos de cam-
braia com padroes de se-
da a 2#500 a pega.
Na loja d'aguia branca tambem se vende mui
bonitos e finos lencos de cambraia imitando seda,
sso pelo baralissimo preco de 25O0 a peca de
10 lencos. E' essa uma das pechinchas que cusa
apparecer, e quaodo assim approveitar-se da
occasio, porque elles servem tanto para algibei-
ra como para meninos, e quem os vir na loja
d aguia branca, na rua do Queimado n. 16. ter
vontade de comprar mais de uma peca, tal a
bondade deltas.
sstHaaswaie mtmsm mmxtx
S
Attenco
Fazendas e rou-
pas feitas baratas
NA LOJA DE
S
Vende-se uma pequea porgao de cera de car-
nauba muito boa, que se acha depositada no ar-
mazem da Companhia Pernanrbucana i comino-
do preco.
Aviso aos fuman-
es.
Vendem-se na loja de Nabuco & C, na rua No-
?a n. 2, excedentes cachimbos de espuma do mar
ditos de massa Moa, ditos de geaao, fumo caporal
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo ra- LTe "dito ^Ui^i^ "'"k0?1 f0 e Harle-
por ioglez os bonitos cintos dourados eom flval.. I %*ldn?PS'*** ^^to lo Rio da
e
se vende
cintos dourados com fivelas '!.{, *C,?a a' v'*,m,s "."-"o o Kio
de oovos e delicado, moldes, assim eoSo lind, ?rTnb?^?n.e?"otV P*P' p"* c|arro'
enfeites de gestos novissimos e ioleiram^e ? S nJStPT fumnles aue '
daveis, e como seu costme, eati veodeodo^- ^ P"9 commodo-
do mais barato do que em outra qualquer parte Vende-se em ra.a 48- Rua da Imperatriz48]
Junto a padaria franceza.
Acaba de chegar a esle estabeleci-
mento um completo e variado sortimento
deroupas de diversas qualidades como
sejam : grande sortimento de paletots
de alpaca preta e de cores a 3# e 3500
ditos forrados a 4* e 4&500. ditos france-
zes fazenda de 10 a 6500. ditos de me-
rino prelo a 6, ditos de brim pardo a
* 3j|800 e 4*. ditos de brim de cor a 8#500
ditos de ganga de cor a 3*500, ditos de
alpaca de laa araarella a imitaco de pa-
Iha de seda a 34500 e 49. ditos de meia
casemira a 4500, 5g e 5500, ditos de
casemira saceos a 13J, ditos sobrecasacos
a 159, ditos de panno preto fino a 201
8*28. 8#. ditos brancos de bramante
S???64*' C,I5" da brim de edra 11800.
2*>00, 35, ditas brancas a 3J> e 4500, di-
tas de meia casemira a 350O, ditas de
casemira a 6500. 7$500 e 9, ditas pre-
tas a 4S500. 750O.9# e 10, colletes de
ganga franceza a 19600, ditos de fusto
29800, ditos brancos a 2$800 e 8, ditos
de setim preto a 39500 e 49580. ditoe de
gorguro de seda a 49500 e 59, ditos de
casemira preta e de cores a 49500 e 59
ditos de velludo a 79.8g e 99.
Completo sortimenlo de roupa para
meninos como sejam calcas, colletes, pa-
letots, camisas a 19800 e 29, ditas de fasto
a29500, chapeos francezes para cabeca
fazenda superior a 69500, 88500 e 10*
Tachas e moendas
Braga Filho ft C. tam sempre no tan depo-
sito da rua da Sonda Q 3 A, um grande sor-
manto da tachas a moendas para engenho de
uito acreditado fabricante Edwin Mawarra-
lar no mesmo dsposiio ou na rua do Trapicha
n. I.
Na roa da Imperatriz n. 48, junto a
2 padaria franceza. i
Cortes de cambraia branca com babadi- '
* nhos 49 e 49500 superior 59, cambraia U- '
za com 8 1(2 vara 3$, 39500, 49. ditas de
Escossia 59, e 69, ricos enfeites para se- '
* nhora 69 e 65500, sintos os mais delicados '
J para senhora 29500.39. chapelina para cri-
m 5Tca g09l D8'e* 3500.49. P" baptlsado '
I 39, cortes de vestido de seda Escosseza de '
bonitos gosto 129 estao se acabando, ri- '
g eos lencos de labyrintho 19.1$200. chapeo '
de sol para senhora de bonitas cores, lisos '
59, cabo de marfim 59500, cortes de cam- I
9 braia brancos com flor de seda 59. risca-
do francez 200 ris o covado. completos
9 sortimentos de baldes de arcos 39, sorti-
meoios de meias para menino e menina
200 e 240 ris o par. chales de tarlatana
O de cores a 640 ris, lencos branca com bar- #
ras 160 ris chitas inglezas a 180 e 200 rs #
dita franeeaa a 240 e 280 rs. o covado #
pecas de cambraia da forro com 9 varas A
a 2a : junto a padaria franceza n. 48. m
$ ?
Aos cavalleiros.
Continuara a eatar venda os verdadeiros cou-
ros de bode cabelludos, grandes, proprios para
mantas, ltimamente chegados da Europa : na
loja de selleiro, rua larga do Rosario n. 28.
Superiores organ-
dys.
Na lojo da boa f, na rua do Queimado n. 22
vende-se finissimo orgapdys de muito lindos pa-
droes, pelo baralissimo preco de 720 rs. a vara
4 fazenda de 19200, e quem nao andar muilo de-
pressa ficar sem apechincba ; na rua do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Vestidos brancos
bordados.
l AJnJ reslam Iguns cortes de vestidos brancos
bordados que contiouam-se a vender pelo bara-
lissimo preco de 59, com 2 e 3 babados, de gra-
?a : na rua do Queimado n. 22, na bem conheci-
da loja da boa f.
Arados americano se machina-
par a lavar roupa: emeasa de S.P. Jos
nhston & C. rua da?eazala n.*2.
Etremeios bordados.
Vende-se a I96OO e a 29 a pe?a de ntremelos
muito finos e ricamente bordados ; na rua do
Queimado n. 22. na loja da boa f.
Magalhaes & Mendos
teima, nao vende, queima.
Na rua da Imperatriz loja armazeoada de qua-
tro portas n. 56. recebeu novo sortimento de fa-
zendas, a saber : ricos cortes de phantasia com 3
baados a $, ditos de cambraia de seda a 59, di-
tos de cambraia brancos e de cores de 2, 3, 4. 5 e
6 babados a 3g e 39500, ditos de tarlatana de 3
Si o! "a2*500, peGas de "IgodSozioho a 29500.
ztSJ&TV d,t8/ de madaPlao a 39500 4SOO0 e
4ffoUO. todas as fazendas em perfeito estado.
Grande
Pechincha.
Sedinhas de quadros de todas as cores muito
!?n%ftdaS0rtVad0 72 "- chil88 f"ocezas a 220.
240, 260 e 280 rs. o covado. pecas de cambraia
brancas Qnas a 29500, 3* e 39500. pecas de ma-
dapolao francez enfestado a 3*. ditas de bretanha
franceza enfestada a 4g e 5J, peSas de enlremeios
e liras bordadas a 1, saia balo de 20 a 40 ar-
cos a J9 e 39a00, as mais modernas que ha. cor-
tes de cambraia de salpicos a 2|: na rua da
Imperatriz loja de 4 portas n. 56, de Magalhaes &
Meodes.
Vende-se uma ar-
macao

propria para qualquer negocio : os pretendentes
queiram dingir-se i loja onde est assentada a
meima armacao : na rua Direita n. 7.
lival sem segundo.
Na rua do Queimado n. 55. loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos precos abaiio declarados pa-
ra apurar dlaheiro, pois o que muito precisa,
garante ludo perfeito, pois o preco admira :
Lmha do gaz superior para marcar, no-
velo a
Dita do gazbraoca-s e de cores, novelo a
Dita de carretel muito boa, carretela
Nvelos de Unha do gaz brancaa a 10 e
Carreteis com iinha prela muito gran-
des a
Varas de franja deis muito bonitas a
Pecas de tranca de li muito bonitas e
com 10 varas a
Pares de metas cruas para menino a
Ditos ditos de cores todos ostamanhos a
Ditos de cores para meninaa.a
Duzia de meias cruas para homem a
Carlesde linhaPodro V com 200 jar-
das a
Caitas com tissdes para acender charu-
tos a
Caixas com phosphoroa de seguranca a
Duzia de phosphoros do gaz a
Filas para enar vestidos muito gran-
des a
Frascos d'agua de colonia muito supe-
rior a '
Ditos comcheiros moflo fino a
Dnziademeiaa para senhora o melhor
que ha a
Pecas de trancinha de lia sortidas a
jabonetes superiores e muito grandes a
tiroza de botoes de osso para calca aend
paqaaao a
Dita de ditos grandes a
''fondn Port0 "PW" ?
iirV| io a
40
500
400
640
19500
500
40
120
240
120
400
49000
320
190
19500
100
Rua do Quinada n. 10,
ioja de 4 portas
de Verr&o Maia,
vendem-se barato as seguimos razeades, para li-
quidar.
Cortes de cssemira fios de cor a 39500 e 49.
Ditos de dita ditos de cor preta a 59 0
Ditos de brim de paro linho a l9C00e t*'
oOHJ? prel ,Iul Terde e cor caf, covado
a ssuw).
Cortes de superior velludo de cor a 48 e 59000.
Manteletes de fil preto bordado a 4 ^^
Viaitas de seda abertas a fil a 49
Mantas de dita ditas a fil a 49 e 59.
Riquissimos cortes de seda a 80, 90 o 1009.
Ditos ditos de dita a 15, 20 e 259.
Chales com palma de seda a 29 e 29500.
Cortes de cambraia bordada a 19800.
Lencos bordados com bico, duzia a 1*9500 e 29
Chales de touquim a 15 e 309.
Ditos de merino bordado a 4, 5 e 69.
Chitas francesas, qualidade superior, corado
a 240 rs.
Ditas inglezas, cores fias, covado a 160 rs.
Lencos de seda da India a 19.
Cambraias lisas muito finas, cem 8 varas a pe-
ca o5>00 6 4$.
n*^"'eque, caPBh" f"M0 brarrto a 8 e
99000.
Meias de algodao cr superior fazenda a 4.
Chapeos a Garibaldi a 14 e 159.
Enfeites e chapeos 4 travista a t, 10 e 129.
Hernestina, riquissima fazenda para vestido
de senhora, covado a 400 e 500 rs.
Ambrosina, idem dem, covado a 500 rs.
Mimos do eo, corado e 500 rs.
J^i0h" de aoa(,ros. "do 700, 800,900 e
Manguitos de cambraia bordados, nm 500 rs.
Gollinbas idem, uma 320 rs.
Superio'is espartilhos para senhora a 48.
Brim braoco de linho, vara a 700, 800 a 19.
Pechincha
Tasso Irmios acabara de receber nova perco
de chicotes ioglezes para carro, cabriole!, mon-
tana e caca. Os Srs. donos de cocheiras teem
boa occasio de supprirem-se de boas e baratos
chicotes.
Trapiche
Barao do Livraiiienlo.
Largo da assembla n. 15.
Ha continuamente para vender, neste novo es-
tabelecimento o seguate :
Cera de carnauba em porces ou a retalho.
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em caixinhas de 1 arroba a 4.
Barricas com sebo do Rio Grande em porcoes
i a retalho. w*<,v*i
40
30
30
20
160
100
200
160
120
29400
80
40
160
'240
80
400
500
39000
50
160
i
240
ou
Velas de carnauba pura em caixinhas de 1 a 2
arrobas. *
Meios de sola, differentes qualidades, em nor-
Coes ou a retalho. v
Courinhos curtidos.
Farnha de mandioca por 19500 o sscco.
Farello em saceos grandes por 39800 o sacco/
Feijode corda
n35rmaZem e T*S8 Irm5os "Jo Amorim
Ray retundo
CarlosLeile&
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Clari8sa via-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sort i-
mento das me-
Ibores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
ra el h orados
c o m n o y o s
aperfeisos-
mentos, fszendo pesponto igual pelos does lados
da costura, mostram-se na rsa da Imperatriz n
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como aeulbas re-
trozesemcarrlleis, linha de todas escores tu do
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Encyclo-
g pedica
L* oja de fazendas
Rua do Crespo numero 17.1
DE
Guimares A Villar.
Para acabar com certas fazendas ren-
demos baratsimos :
Chapelinas de seda de riquissimos goslos
a 129 cada ama.
Ditosdepalhade Italia a S89.
Gollinhas e manguitos de punbo de su-
perior qualidade a 39.
Casias de cores fixas e delicados padroes
a 280 rs. o covado.
Sedas, cambraias, cassas, chitas e
quanlo pertence para adornos de se-
nhora porbaratssimos precos
Calcado Meli de 2 solas e sola fina.
Para homens.
Grande sortimento de roopas feitas e
.???*? d 'das as qualidades.
/
Relogios.
1W
Vende-se sm casa da Johnston Paier i C.,
rua do Vigario n. 3 nm bello sortimento de
relogios de ouro.patente ingles, de nm dos mais
Minados fabricantes de Liverpool; lamaem
naia variedade de bonitos tranceJins para os
mtalos.
Facas e garios.
MuitLb.0?faCB$ e arfo8 p" o >
casa a 29600 a duzia de Ulherea: na loja da Vic-
toria, na roa do Queimado n. 75, junto a loja de
cero*
Bom e assim barato
niogeem deixa de comprar ama pasta para aa-
pel por I9OOO. Na loja d'aguia branea acha-aa
ama porcao de boaa e perfeitas paeUa para pa-
pel cora calendario perpetuo, e indica daa festas
moasveis,-pelo que aa tornsm de rauita ut|H-
dee o pequeo preco de 19000 cada urna
convida a aproveltar-se da occasio em queja*
aseo altea aastdajassi paraaatade o qne tesa-
pro custuram; satn. dirijaoraa a roa do
bem lerTido.

. 1
seri
aA
OMBI


DUftK) DI tKMUMBlMoV-. ** *** 1 H
Hiasi
Vendem-si am eaxa
Ion. 4.
aovas.
do largo do Corpo San-
Caixas para joias.
Liadas caixinbas pora guarda* joiaa, pelos pre-
50$ baratos da 400, 600, 800, 1 e Stf cada orna
na loja do Victoria, na ra do Queimado n. 75:
junto a loja da cera.
Atten$o.
" Wa ra do Trapichan. 48, era casa daRo r n
Reoker & C., existe um bom aortimanto dell-
nhas .decores a brancaaem earreteii do melbor
abrieautedeluglaterra.asqaaei ia Tndem por
precoi muirazoaTai
Sdaco de certasi
fazendas finas, s

5
RA DO CRESPO N. 17.
Riquiaeimas chapelioas de seda para
senboras, de diversas sores a 12$.
Gaseas de cores bonitos padroea a 240
rs. o corado.
Gassas e orgaodys de cores a 280 rs. o
S corado.
Chitas de todas aa qualidades e prejo.
# Uuitisaimas (axeodas Osas que se en-
Sdem por procos baralistiraos para liqui-
dar, do-se amostra das fazendas.
l
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido a acreditado deposito da raa
da Gadeia do Recife n. 12, ha para vendar a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e da superior
qaaliJade, assim eomo tambera cal rirgem ero
padra ; tudo por pregoe mais barato do qua ib
ostra qualquer parte.
GttQIClA
Di
mmu low-mo
Raa daSeuzalla Nova n.42.
Nests stabelacimentocontina a havarum
completo s or ti atan t o d amoenda sene i as moen-
das para angenho,machinas de vapor a taixas
te farro batido a coado,la todos ostamanbos
para dito,
O torrador!!!
2.3 L.*rgo do Tere %3
Quem duvidar veoha ver; maoleiga ingleza
perfectamente flor a 19 a libra, franceza a 640 e
a 680 a libra, batatas muito novas a 80 rs. a libra
assm como se torra massas muito finas para sopa
a 440 ris a libra e outros muitos gneros perten-
centes molhados, [a dioheiro vista.)
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Palctots de panno preto a 229, (azenda fl4 a
calcas de casemira pretas e de cores, ditas da
brim a de ganga, ditas de brisa branco, paletota
de bramante a 4, ditos de fusto de corsas 49
ditos de estamenba a 4S> ditos de brim pardo a*
3$. ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
dolletes de velludo pretos e de cores, ditos ds
eorguro de seda, grvalas de linho as mais mo-
bernas a 200 rs. cada urna, collarinboa da linbo
gauliima moda, todas estaa fazendas se venda
parato para acabar; a loja est abortadas 6 ho-
ras da manhaa at aa 9 da noite.
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
para- costas e facturas, papel mata-borrao: ven
dt-ae aa laja d'aguia branca, rea do Queimado
amero 1*.
Na ra da Cruz n. 10, cata de
Kalkmann Irmaos &C, tem ex-
posto um completo sortimento
de amostras de objectos de bor-
racha, proprio para machinas de
engenhos, sendo correias para
transmittir raovimento, canudos
de borracha de qualquer com-
primeto e grossura, pannos de
borracha, rodetas de dita, so-
bre ditos artigos tomam-se en-
commendas.
A 2$ o corte
decalce de meias casemira* escuras de urna s
cor ; na ra do Queimado n. 22, na loja da
boa f.
s
m
Em casa de Ralkmann Irmaos
& C., na ra da Cruz n. 10, exis-
te constantemente um completo
sortimento de
Vi nlos Bordeaux de todas as
qualidades.
Dito Xerez era barris.
Dito Madeira em barris e caixas.
Dito Muscatel em caixas.
Dito champanhe em gigos.
Cognac em barris.
Cerveja branca.
Agua de Seltz.
Azeite doce muito fino em caixas.
Alvaiade em barris.
Cevadinha em garrafoes.
s
Vende-se urna boa armacio de amarello,
toda envernisada, que serve para qualquer esta-
belecimento, e por prego razoavel: oa ra do
Crespo n. 15, loja.
Altentfo
Vendem-se caixdes vasios proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a 1#280:
quem pretender dirjase a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem ostem
para vender.
VICTORIA
/ua do Amorim
VENDE-SE:
Milbo novo, saccaa de 3|4 por 4^300.
Dito de meia idade por 3g500.
Dito velho por 3$.
UPA FEITA ANDA MAIS BABAT1S.1
SORTIMENTO COMPLETO
DI
Fazendas e obras feitas.!
a*

Faji
DE
wses Jnior
Na ra do Queimado n. 75,
junto a loja de cera.
Esta loja acha-se provida de um completo sor-
timento ae miudezas para vender, tanto por ata-
cado como a retalho, por preeos muito baratos,
como abaixo se ver, s para quem comprar, vic-
toria sempre contar.
Clcheles (rancezes boos em carlo de urna car-
reira a 40 rs.' e duzia 400 rs.
Ditos lambem bons de duas carreiras a 80 rs.
e 900 rs. a duzia.
Ditos da trra em caixiahas a 800 rs. a duzia.
Agulhas fraucezas boas a 120 rs. a caixa com 4
papis.
Ditas as melhores que se encontrara a 240 rs.
a caixa com 4 papis.
Ditas em papel avulso a 40 rs. o papel.
Ditas para enfiar a 40 rs. cada urna.
Linha victoria em carrilel com 200 jardas a 60
rs. e duzia a 640 rs.
Ditas de 200 jardas, de Alexander a 900 rs. a
duzia.
Ditas de 100 jardis brancas e de cores a 30 rs.
O carrilel.
Ditas de Pedro V, em carlo com 200 jardas a
60 rs. a carto.
Ditas de peso verdadeiras miadas grandes a
240 rs. a miada.
Ditas de meada cabega branca e encarnada a
120 rs. a meada.
Ditaa do gsz brancas e de cores a 800 e 900 rs
a caixa com 50 novellos.
Papis com cenlo e tantos alOnetes a 40 rs. a
duzias 400 ra.
Alfinetes francezes cabera chata a 120 rs. a
carta.
Ditas para armares a 23600 o mago.
Cordo imperial para vestido a 40 rs. a pega.
Enfladores de algodo a 60 rs. cada um.
Caivetes linos de duas (olhas para penna a
200 rs. cada um e duzia a 2fl000.
Ditos de cabo de viado de urna folha de 160 rs.
cada um a duzia a 1600.
Ditos mais ordinarios a 120 rs. cada um e du-
zia a 1J200.
Lia de todas as cores para bordar a 6g500 a
libra.
Pentes muito bons de baleia para alisar a 220,
240 e 280 rs. cada um.
Ditos os melhores e maiores que se encontram
a 800 w.
Ditos transparentes muito bons a 400 rs.
Meias croas brancas e de cores para homem a
160, 200,240 e 280 rs. o par.
Ditas pretas para homem a 120 rs. o par.
Ditas para senhoras a 240, 280 e 380 rs. o par.
Ditas brancas cruas e de cores para menino a
160, 200, 240 e 280 rs. o par.
Ditai pretas para seabora a 200 e 240 rs. o par.
Enfeiles de vidrilho a tittSOO rs. cada um.
Ditas a Imperalrii muito lindos a 89cada um.
Cinturoes de seda com borracha para homem a
320 cada um.
Ditos de algodo 240 rs. cada um.
Cintos multo lindos para aeohora a 14800, 2a,
29500 e 3$ cada um.
Franjas de btelas brancas e de cores para cor-
tinados a 41 a peca.
Ditas de algodo para toalha a 2f800 a paca.
Ditas de linho para caaaveque a 120 rs. a vara;
E outras muitas miudezas que ae tornarlo en-
fadoobo menciona-las aaaocaodo-se, porm, que
nlo se deixar de vender a quem troaxer diohei-
ro na loja da Faioies Jnior oa rus do Queima-
do n. 75.
jAinda ha pe-I
chincha*
Chegou a ra do Crespo n. 8
loja de 4 portas, um sortimento
!de cassas de cores ixas e lindos
padi-Oes que se vendem a 240 rs.
ooovado, do se amostras com
penhor.
&mmmm-tm9K9Bmmiimn
Raiz de coral.
Na lojad'aguia de ouro, ra do Gsbug n. 1 B,
vende-se a verdadeira raiz de coral a 900 rs. o fio.
Caixiahas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug d. 1
B, chegado de sua proprla encommenda muito
lindas caixinhas de costura com msica "nropria
para mimo, que se vende muito barato.
Vendem-se os engenhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Beato comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pes:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
Lencos brancos.
Vendem-se lencos brancos proprios para algi-
beira, pelo baralissimo prego de 2(400 a duzia :
na ra do Oueimado n. 22, loja da boa f.
Ra do Queimado
n. 19.
Santos Coelho vende o seguinte :
Cobertas dechita a chineza a 1(800.
Lences.
Lences de panno de linho a 1(900,39 e 3(300.
cortes de phantazia.
Lindos cortes de phantazia de seda pelo bara-
lissimo prego de 8( cada corte.
Toalhas de fusto a 300 rs. cada ums.
Cambraia branca de salpicos grandes para ves-
tido, sendo cada pega a 5$.
Gollinhas bordadas para seobors, muito finas
a2(000.
Sortimento de baldes para meninas.
Bramante de liaho para leuges, tendo de lar-
gura 10 palmos, pelo prego de 2$ a vara.
Algodo monstro a 480 a vara.
Bramante de algodo a 1(280 a vara.
Cortes de seda de todas as cores, fazenda su-
erior, a prego de 4(, ditos com toque de mofo a
oulras
boa f
bara-
LOJA ARMAZEM
DI
iGes & Basto!
Una do QueVmade
a. 4tl, trente aareWa. i
Constantemente emosnmgrandeeva-
riadosortimento desobrecasacarpretas
da panno e do cores muito fino a 28|,
80J e 35|, palelots dos mesmos pannos
a fOf ,22| e 24J, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 14(, T6( 18J, casa-
casprttasmuito bem feitas ede superior
panno a 28(, 30J a 35(. sobrecasacas de
casemira da core muito finos a 15jf,16J
a I85, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a 10$, ltf e 14f, caigaspretas de
casemira fina para homam a 89, 9(, lOf
e 12, ditas de casemira decores a 7|,8(,
9(e 10(, ditas da brim brancos muito
fina a 5f a 6(, ditas de ditos de corea a
3(, 3(500, 4( e 4(500, ditas de meia ca-
semira dricas cores a 4f e 4J5C0, col-
leles pretos de casemira a 5( e6(, ditos
da ditos da corea a 4J500 e 5(, ditos
branco id* teda para casamento 1 59,
ditos de 63, eolletes dtbrim branco e de
f asta o a 3(, 3(500 e 4(, ditos de corea a
(500 e 3(, paletotfpretos de merino de
cordo sacco esobrecasacoa 7f,8( e9(,
colletespretosparalulo a 49500 a 5(,
as pretaa de merino a 4(500 e 5(, p_
letots dealpaca preta a 39500e AS,ditos
sobrecasaco a69,7(e 8J, muito fino col-
latas de gorguro desedadecoretrnuito
boafazendaa3(800e4S> colletetde rel-
iado do corea e preloa a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca d e panno pre-
tos e de cores a 149,159 lf>(. ditos de
casemira saccopara os mesmos a 6(500*
7(,ditos de alpaca pretoasaccoa i3]
3(500, ditos sobrecasacos a 5| e 5(500,
caigas de casemira pretat e decores a6(,
6|500 e 7(, camisas para menino a 20(
a duzia, camisas inglezas prega tlargaa
muitosperiora|82( a dizia para acabar.
Assim como temos urna ofcini deal-
'tat ondemandamos executai toda aa
obras com brevidade.
A 2^300
Chelea de merino estampados, qua em
lojas se vendem por 4( e 5( na loja da
na ra do Queimado n. 22, vende-se pelo
lisiaio preco de 29500.
X9iQMQ9IQ9K~M99M'M3
Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calcados e fazendas e lodos
estes se vendem por preeos muito modi-
ficados como de seu costume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos flgurinos a
26(, 289, 309 e a 359, paletots dos mesmos
pannos preto a 16f, 18g, 209 e a 249,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novos padres a 149.16(, I89,209 e 249,
8 ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9, 109,12( a a 14(, ditos pretos pe-
ft lo diminuto preco de 8(, 10(, el2J, ditos
S de sarja de seda a sobrecasacados a 12(,
H ditos de merino de cordo a 12}, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 15$,
ditos de alpaca preta a 7(, 8(, 9( e a 109,
ditos saceos pretos a 49, ditos de palha de
Ib seda fazenda muito superior a 49500, di-
g tos de brim pardo e de fustio a 3(500, 4(
B e a 4(500, ditos de fustio branco a 4(,
- grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 7(, 8(, 9( e a 10, ditas
pardas a 8( e a 4(, ditas de brim de cores
finas a 2500, 3(, 39500 e a 4$, ditas de
brim brancos finas a 4(500, 5g, 5(500 e a
6(, ditas de brim lona a 5( e a 6g, colletes
de gorguro preto e de coras a 5J e a 6fi,
ditos de casemira de cor e pretos a 41500
e a 59, ditos de fusto branco e de brim
a 3( e a 395OO, ditos de brim lona a 4f,
ditos de merino para luto a 4( e a 4(500,
calcas de merino para luto a 4J500 e a 5$,
capas de borracha a 9(. Para meninos
de todos os tamaahos: caigas de casemira
prefa e de cor a 5g, 6( e a 7(, ditas ditas
de brim a 25, 39 e a 3(500, paletota sac-
eos de casemira preta a 6j e a 7, ditos
de cor a 6( e a 7j}, ditos de alpaca a 39,
sobrecasacos de panno preto al2(ea
149, ditoa de alpaca preta a 59, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos ostamanbos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
Eara meninas de 5 a 8 annos com cinco
abados lisos a 8( e a 12$, ditos de gorgu-
ro de cor e de la a 59 e a 6(, ditos de
brim a 3(, ditos de cambraia ricamente
bordadoa para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deizam de
ser mencionadaa pela sua grande quanti-
dade; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande offleina de al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
pela suapromptidoeperfeico nadadei-
xa a desejar.
8
mmm.
oobenos tdascofaertosr paqueo es e grandes, de
onro patente inglez, pera homem e saahora de
na dos melhores fabricantesde Liverpool,vin-
dos pelo ultimo paquete ingles : em casad*
SonthaU Mellor C.
Carros e carrosas.
Em casa de N. O. Bieber
t C. successores ra da Cruz
numero 4.
Vendem-se carros americanos mu elegantes
e leves para duas e 4 pessoas e recebem-se en-
commendas para cujo fim elles possuem map-
pas com varios desechos, tambem vendem car-
roas para conduegao de assucaretc.
ff. o. Bieber & C, successores, ra da Cruz
. 4, tem para vender relogios para algibeira de
ouro e prata.
Gravatas da moda.
Vendem-se gravalinhas estrellas muito supe-
riores, tanto pretas como de eores, pelo baratia-
SM preco de 1( ; na ra do Queimado n. 22.
na loja da boa f,
Bramante de linho milito
superior.
Vende-se superior bramaste de linho com duas
?aras de largura, pelo baralissimo prego de 2(400
a vara : na ra do Queimado n. 22, na bem co-
Dhecida loja da boa f.
Atten^o.
Francisco II ou a Liberdade da Italia, drama
histrico em 5 setos por Francisco Gaudencio
Sabbasda Costa : acha-se venda na livraria
econmica ao p do areo de Saoto Antonio, a
1(000 cada exmplar.
Superiores tiras
bordadas..
Na loja da boa f ha ra do
Qneimado n. 22 se encontrar um bonito sorti-
mento de superiores tiras ricamente bordadas
que se vendem pelo barato prego de 3(000 4(000
e 5(000 ris a pega, afivertindo-se que ha mais
de urna pega de cada padro, quem mais depressa
andar melhor servido ser, na ra do Queimado
n. 22 na loja da Boa-F.
Fil liso e tarlata-
na branca a 800
ris a vara.
Casemiras a
4.000 o corte, na
loja do Pavo.
Vende-se fnissimos cortes de aasemi-
ra enfestada de cores pelo diminuto
preco de 40 o corte para calcas, assim
como tem das mesmas para vender a
2#00 rs. o covado proprias para pa-
letots, calca e collete, recommenda se
muito esta fazenda aos Srs. alfaiates que
costumam a fazer roupa para vender,
porque tao cedo nao acfaam urna pe-
chincha igual : na ra da Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva-
bailes e Para os tbealros.
Riquisaimos cintos dourados com lindas Celas
tampem domadas a esmaltadas, e com ricas pon-
las para cahirem sobre oa vestidos, muito pro-
prios para sa senhoras que liverem de ir aos bai-
les e iheatros ; vendem-se pelo baralissimo pre-
go de 4(, 5fe6(: na ra do Queimado n. 22
na bem couhecida loja da boa f.

Vende-se fil liso muito fino e assim tambem
tarlataua branca muito fina, tanto urna cousa co-
mo outra sao proprias para vestidos, nao s psra
bailes como para assistir-se a casamentos, andero
antes que se acabe na ra do Queimado n. 22
na loja da Boa-F.
Vende-se.
I
Chapeos de sol de seda para meninos e me-
ninas.
Cepellai brancas para noira a 5f;
Chapeos para senhora.
Ricos chapeos de seda e de velludo para se-
nhora, pelo baralissimo prego de15e 16(: na
na do Queimado o. 22, loja da boa f..
Luvas de Jouvin.
Continua-se a vender as superiores luvas de
pellica d Jouvin, tanto para homem como para
aenbora ; na ra do Queimado n. 22, na loja da
boa f.
Vende-se a casa da raa de Santa Rita n.
99: quem quizer, dirija-te I prsca da Indepen-
den eia n. 23.
Baloes para meninas.
Veodem-ae baldes para meninas, de todos os
tamaitos, de madapolo e do mussulina i3|si
4( i na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Mantas de retroz para gr-
valas.
Vendem-se mantas de relrot para gravitas,
tanto pretas como de cores a 500 rs. : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Meias baratissimas.
A 2(400 a duzia de parea de meias brancas 0,
as pata homem : na roa do Queimado n* 22
na loja da boa j.
Ricos cortes de vestidos bran-
cos bordados.
A' loja da boa f na raa do Queimado n. 22,
ehegou novo sortimento de ricos cortes do vesti-
dos brancos bordados com 2 e 3 babados, os quaes
continuam a ser vendidos peiO baralissimo prego
do 59 cada corte : na rna do Qneimado n. 22, na
bom conhecida loja da boa f.
Um sobrado na ladeira da S, com bons com-
modos, excellenle vista, grande quintal todo mu-
rado, com diversos arvoredos, e cacimba com
ptima agoa de beber, este predio torna-se re-
commendavel nao s pelas commodidades que
tem, como por estar perto do banho salgado, e
um sitio por detraz do palacio do Sr. Bispo com
muitos arvoredos, baizs psra capim, capoeira
com mnita lesna, e grande cacimba com oplima
agoa de beber: quem per tender dirija-se a casa
do proprietario ra dos Guararapes n. 46.
. mm-mmm *m-mt
Vende- se chapeos de seda e de meri-
no a Garibaldi para meninos de 2 a 4
auoos : na loja de Nabuco Si C. na ra
Nora n. 2.
Fabrica de espiril os na
ra Direita n. 17.
Neste estabelecimento sempre sortido de todas
aa qualidades de espiraos, como sejam, licores,
tanto finos como mais ordinarios, genebra, aniz,
agurdente do reioo, espirito de 36 a 40 graos, o
que tudo se vende em porco, e seu prego o mais
em corita do oue em outra qualquer parte.
E pechiiiclia,
Vendem-se borzeguins para senhoras, de ns.
31,32, 33 e 34. e em bom estado, a 4(560 : na
loja da traressa da ra das Cruzes n. 2.
Aos terceiros da
veneravel ordem deS.
Francisco.
Ja chegou a verdadeira eslsmenha de lia, na
loja de 4 portas, ra do Queimado n. 39, e se
apromotam hbitos desta fazenda a 40A. e tam-
bem ha de algodo que sespromplam a 28$ cada
um, e se vende a fazenda por mdico prego.
Loja de fazendas finas
DE >9?
[MaHinho de OliveiraBorgesf&
Roa da Cadeia do Rerife a. 40.
Vendem-se bonitos cortes de vestidos O
de cambraia blancos bordados a 30g, j|
ditos ditos do cambraia da Escocia fina 3
sendo toda a sais e fazenda para corpi- 9
nho bordado, prego 50$. B
ltimos dias de gelo.
Excellentes sorvetes : na ra da Impera-
triz n. 3.
Vende-se
um eacravo de 18 annos de idade, de bom com-
porta manto : na ra do Queimado n. II.
Gaz liquido.
Em casa de Samuel P. Johnston & C, ra da
Senzaia Nova n. 42, vendem-se latas com 5 ga-
loes de Keroaine.
SABAO.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus reguezes desta praga e os de fra, que tem
exposto & venda sabao de sua fabricadenominada
Recifeno armazem dos Srs. Travassos Jnior
& C, na roa do Amorim n. 58 ; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
prego que de oulras fabricas. No meamo arma-
bem tem feito o seu deposito develas de carna-
la simples aem mistura alguna, como as de
composigo.
Luvas de pellica.
Noto sortimento de lavas de pellica chegadas
no vapor ingrez para a loja d'aguia branca, na
toa do Queimado n. 10.
champagne
de Chateau Lsronzire, em gigos de 15 garrafas
(9 grandes e 6 pequeas) a 150 cada um ; na
praga da Independencia n. 22.
Cintos.
Vendem-se cintos de todas as cores com ri-
cas fivelas para senhora e menina a 25, bandos
de clina para marrafa a 500 rs. o par, enfeiles
para cabega, de cores e diversas qualidades : na
ra da Imperatriz, loja da boa f n. 74-
Sal.
Vende-se sal de muito boa qualidade por ser
muito grosao e alvo : a tratar na ra da Madre
de Dos n. 2.
Vendem-se 5 escravos de bonitas figuras,
com idade de 11, 16, 20 e 24 annos, todos par-
dos, sem o menor deleito, e por barato prego :
na ra das Cruzes n. 35, 2 andar.
Vende-se urna carroga nova muilo segura
e de boa madeira para boi: a tratar na laberna
grande da Soledade.
Veude-se saceos de farinha de mandioca a
2*000, na ra Nova n. 48.
Nova California.
Tapetes para sala fazenda de 8?}000 vende-se
pelo barato prego de 3*500, na ra da Imperatriz
n. 48 junto a padsria franceza.
. 4M&9 g &mmM
Trabuco & C. com loirnTru? NovT nT
2, acabara de receber pelo ultimo navio
lraocez, um rico sortimento de vestua- V
nos para meninos de 2 a 6 annos como m
sejam vestuarios de velludo a punanos. 5
ditos de gorguro de seda, ditoa de la e
e seda a escosseza, ditos de marin bor- &
dados, ditos de fusilo, ditos de musse- ^
lina, ricos vestidos de seda para meni-
nos, ditos ile cachemira bordados, ditos 3&
de la e seda a escoaseza, ditos de bare- X
ge, e um sortimento de vestuarios de P
Lr^L^d0 para men>aos a 3* cada um.
Attenco.
Candeias de estnho econmicas, que com urna
pequea quantidade de azeite dio luz por urna
noite, seu prego 280 rs. cada urna ; oa ra Di-
reita o. la.
Calcado
45 Ra Direita 45
Magnifico sortimento.
Sempre condescendeole e prazenleiro com os
freguezeiqueJhetrazemdinheiro, o proprieta-
rio deste grande estabelecimento continua a o-
?.!0 1' p.or pre5s ""lieos e sempre
HiSET ?' d6 Dlro,. seu bell alimento
de calcado francez, iDglez e brasileiro e vejam :
Homem.
Borzeguins Vctor Emmanuel. io00O
couro de porco.....10000
> lord Palmerston (bezerro 95Q
diversos fabricantes (lustre) 9*000
JohnRttgeell......moo
55fl
Em casa de Mills, Lstham & C, na
ra da Cadeia do Recife n. 52, vende-se
Tinta preparada a oleo de zinco e chum-
bo em latas.
Ancoras e orrntes de ferro.
Tijolos para limpar facas.
Algodozinho grosso psra saceos.
Linha de algouao em nvelos.
Vicho do Porto engarrafado de muito
superior qualidade.
Dito de Lisboa em barris de 5o.
Dito champagne de boa qualidade. .
Arroz da India.
Sulfato de ferro.
Oleo delinhaga.
A zarca o.
Salitre.
Sapatdes Nantes (bateria inteira]
patente.......
Sapatos nanga (portugueses). .' .'
(francezes). .
9 entrada baixa (sola e vira).
muito chique (urna sola). .
Senhoras.
Borzeguins primor (Joly).....
brilbaulina. *. )
gaspa alia. ....'.
baixa. .
31,32,33,34. .
> decores 32,33.34. .'.
Sapatos com salto (Joly).....
francezes fresquinbos'. !
> 31, 32. 33 e 34 lustre. .
E um neo sortimenio de couro de lostre'b-
zerro francez marroquim, sola, vaquetas, cwi-
nnhos, Do, taixas etc.. por menos do que qual-
quer outro pode vender. .
Venda de escrayos.
Vende-se urna escrava de meia idade, muito
fiel, boa lavadeira, cozinheira, costureira de al-
laiate, e lambem engomma algurca cousa. Tam-
bem se vende ums crionlinha, filha da mearas,
. com 11 a 12 snnos, que j cose chao e faz gradas
perfeilamenle, e muito boa para mucamba a
fallar na ra da Aurora, taberna n. 48
5J000
2J00O
1500
5J5G0
3g000
5J5C0
BfOOO
5000
4g80O
4500
4S00O
3J2C0
2240
IjOOO
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nag5es
podem testemurihar as virtudes deste remedio
incomparavele provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seucorpoe
membros in teira mente saos depois de liaver em-
pregado intilmente outrostratamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessascuris ma-
ravilhosas pela leilura dos peridicos, que lh'as
relatam lodos os dias ha muitos annos; e a
maior parte dellas sao tao sor prndenles qua
admirara os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraran) cora este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois dedur
permanecido longo tempo nos hospitaes, o lee
deviam soSrer a ampqlago 1 Dellas ha mti-
cas quehavendo deixado esses, asylos de pade-
limentos, para se nao submeterem a essa ope-
ragao dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfuso de seu reco-
nhecimento declararam estes resoltados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afinado mais autenticaren! sua afirma-
tiva.
Ninguem desesperara do estado desande si
tivessebastante confianga para encinar este re-
medio constantementeseguindo slgnm tempo o
tratamanto que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que tudo cura.
O ungente he til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Inflammago da bexiga
Alporcas
Caimbras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabega.
das costas.
dos membros.
Enferraidades da cutis
em geral.
Ditas de anus.
Erupgoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Freiras.
Gengivas escaldadas.
I achacos.
Inflammago do Bgado.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras da reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna.
Supuragoes ptridas.
Tinha, em qualquer
parle que soja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulares.
Veas torcidas ou no-
das as pernss.
A120 rs. opapel.
Agulhas Victoria
vndete ni loja Esperanca ra do
Queimado n. 33 A.
Excellente vinho
velhodecaju\
mSi\ Sr"l8r8a d R0Mri (anlig0 Qur"
Escravos "frigidosT^
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios foguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada boeetinha contm
ama instrueoao em portugus para explicar o
modo de fazar uso dasle ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Sonm,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 22, em
Pernambuco.
Superiores organdysa
720 rs. avara,
Vendem-se ffoissimos organdys de muito bo-
nitos padroes, pelo baralissimo prego de 720 rs.
a vara, fazenda que sempre se venden por
10200, assim pois, quem quiser comprar fazenda
fina muito bonita e muito barata chegar i roa
do Queimado n. 22, na bem conhecida loja da
boa f.
Relogios baratos.
Na waNova n. 21, ha grande porgio de relo-
ros foliados, dourados e de ouro, patentes o ori-
zontaes, suissos e ingletes, os quses serao ven-
didos pelos pregos da factura. Cada relogio leva*
ra um recibo em que se responsabilisa pelo re-
gulamento durante seis mezes.
No da 5 do correte, pelas 7 horas da noi-
te, rugi da casa de sua senhora (viuva Anacleto]
s preta Heuriqueta, e pede a mesma senhora aos
capiiaes de campo que a caplurem e letem-na
ou nacssa de sua residencia, na Torre, ou na ra
Augusla, sobrado n. 100, e em qualquer desses
logares serao recompensados ; esta preta alta
e magra, tem os ps apapagaiados, muito pro-
sista, levou vestido de chita preta e urna trouia
com roupa.
Ainda se acba fgido o escravo Cosme, cri-
oulo, idade de 35 annos, estatura regular, testa
grande, com falta de denles na renle, cosluma
mascar fumo e dado a bebidas, foi o ascravo do
Sr. tenente-coronel Joo Valentim Vilella, tem
officio de pedreiro e carapins, tem sido visto na
Passagem e suas immediagoes, porm talvez le-
nha ido psra o eogenho Craoass, aoede tem um
irmo gemeo chamado Daniio, que tambem foi
escravo da sogra do mesmo Sr. Vilella, e vendi-
do para o memo engenho, elle muito conhe-
cido ; pelo que roga-se a todas as autoridades
policiaes, capilaes de campo, e a quem mais lhe
convier, o favor de o prendereis e conduzi-lo ao
seu senhor Antonio Leal de Barros, no seu silio
na ra de Joio Fernandes Vieire, junto ao Man-
guinho, que gratificar generosamente
Fugio no dia ido correte mez o escravo
mulato de nome Amaro, representa ter de idade
40 annos, mal encarado, bem fallante, quando
anda com as pernas arquiadas, tem na sobran-
cera esquerda urna pequea costura, sabe bas-
tante illudir a qualquer pessoa, levou vestido
caiga de algodo grosso e camisa, e por dentro
| urna camisa de meia tambem de algodo, chapeo
de palba prelo dos que se usa agora, com fita
preta larga, apezar que o vealuario pode mudar
por ter roupa differente e chapeo do Chille, esta
mulato foi escravo do fallecido Luiz Jos de S
Araujo e depois do Sr. Vicente Fernandes da Cos-
ta. Recommenda-se a todas as autoridades poli-
ciaes e capilaes da campo a captura do mesmo
escravo, e leva-lo ra da Moeda n. 5, segundo
andar, que serio bem gratificados.
No dia 19 de Janeiro de 1856 fugio do en-
genho das Hallas, comarca do Cabo, um mulato
por nome Jeronymo, idade ,30 annos, baixo, es-
padado, ps pequeos e carnudos, os dedos dos
ps curtos, peinas grossas, pouca barba, bom ca-
bello, cor acanellada. quando falla gagueja,
mestre sapaleiro e carreiro. Da primeira fgida
que fez foi preso em Caruar, e agora eonsta an-
dar por all mesmo e pelos sertSes do Fenedo ;
quando fugio levou um poltra rozilho cabano
com este ferro CI: quem o apprehender e levar
ao refetido engenho reeeber 1009 de gratifica-
go. O referido mulato intitulase forro, e cons-
ta andar pelos serl5ea.com esse titulo.
Desappareceu no dia 18 do correte, do si-
tio da S. Jos do Manguinbo, o escravo crioulo,
maior de 50 annos, de nome Joaquim, com oa
signaos seguales; cabellos brancos, alto, secco
docorpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedadedo Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para aqui fgido : roga-se
a todas as autoridades policiaca a a quem quei
que o encontr, de o capturar e entrega-lo no
silio cima citado, ou na rna do Trapiche n. 15
a Jos Teizeira Bnato.
Escrava fgida.
No dia 4 dejaaho do crrante anno fugio do
sitio da viuva de Joio Farreira dos Santos, na
Passagem da Magdalena, a escrava croula de
nome Ignez, com os segviotes signaos : tem 40
annos de idade, de estatura regular, tem cor
fula, aleijada de um dedo da mi esquerda, e
muilo regrista ; esta escrava foi propriedade do
senhor do engenho Poeta ; supp&e-se que Ha
est occolta em alguma caaa so o titulo de forra,
pelo que se prelosta contra quem a tiver em seu
poder : roga-se es autoridades poKciaes e capi-
tana de campo a appreheosao de dita escrava, e
leva-la ao referido sirio, onde reeeber a paga de
sea trahalbo com generosidade.
,
v^


(8)
URIO M flRMiOOO; TEft$A kllU 10 DK SETEMIRO M IMl:
T
Litteratursu
Im amor na Laponia.
A' Sra. cosdessa Lacra Sweykovmu.
I
[Conlinnacao.)
E' forgoso confessar, cooliouou Henrick
olhando-o com um ar, que nao dissiuiulava tai-
vez bastante a sobarba consciencia, que elle li-
nlia de sm propria superioridad*, e esse orgulho
de raga, to prompt a avisar-se no meio de urna
populago eslrangeira, forzoso coofeas>r que
sois urna Rente singular o que habiti.es um sin-
gular paiz.
Entretanto, diz o LapSo, tal como elle .
esle paiz nos convera ; nao sahimos delle para
?erraos oulros mais bonitos ; nao vamos ter com
os oulros a os outros vm ter comnosco.
Ah I eis ahi urna boa resposta, diz Elphege
rindo-sc e meia voz. Respondeu-te plenamen-
te, ou eu nao sei o que digo I
Oh I aempre pensei que o macaco velho era
menos besla que mu, porm de bom grado da-
ra tolos estes jogos de espirito por urna boa
coia.
Nao s difllcil de contentar mas aqui nao
estamos em Slockholmo, em casa da Hans-Bim-
be'rg, na ra da Rainha. Na guerra como na
guerra I Vejamos o que a velha dos ter gui-
sado...
Os dous mancebos enlraram em sua tenda,
onde nenhum preparativo indicara que alguem
se tivesse occupadu de sua comida.
Henrick quem a fome tornava impaciente,
lancou -mo da bengala e baleu repelidas vezes
em urna porgao de bolos seceos enados em urna
corda, e suspensos as estacas, que sustentavam
suas paredes de panno.
Eis ahi um bom modo de cortar pudiz
alegremente o joven pintor, ajuntando os pedacos
cnidos no chao.
Nao acabava quandoouviram como que um le-
ve esgaravalar no solar da tenda.
II
D'ahi ha pouco a porta eotreabriu-se, e appa-
receu urna cabega cornuda ; dous grandes olhos
pardos, intelligeutes e meigos, que brilhavam na
sombra, pareciaui ir de um dos rapazes ao oulro;
depois, de repente, a cabega abaiiou-se, os lon-
gos cornos esleoderam-se sobre as espaduas, e
urna linda retina, alva como a nev, caminhava
da vagar e pondo as patas com cuidado no cha,
entrou na tenda.
Aqui, Snalla 1diz o pintor estendendo a
mo que a recem-chegada veio lamber com a
presteza affectuosa de um animal familiar.
A rena desempenha mais de um mister na
economa domestica do lapo. E' o camello do
norte ; mesmo para sea senhor mais do que o
camello para o rabe : sua vacca, seu carneiro,
seu cavallo. Nutre o bomem com sua carne e
com seu leite ; veste-ocom seus ervos ou o pu-
cha : cose-se com seus oervos como com um fio
grosso : faz-se com seus cintres toda a sorte de
objeclos pequeos uteis ou preciosos.
Mas, se a renna boa, nao linda ;nao ha
perfeito sem o seu senBo. Ella est para o vea-
do de nossos paizes como um camponez para um
homem de fina raga : ella tem o corpo grosso,
baixo e rochunchudo ; as pernas sao crtase
grossas ; os ps largos ; o pello espesso, ruivo e
spero.
Snalla pelo contrario era inleirameate alva ;
suas formas eram elegantes, seus movimentos en-
granados, e bavia em todo o seu ser nao sei que,
de mimoso, delicado e encantador como todos os
animaes que sentem que sao amados, acariciados
e tratadoscom eslima, ella nao tema o homem,
com o qual mostrava-se meiga e festiva. Entre-
tanto, no fundo de sus propria meiguice adevi-
nhava-se anda um nao sei que de selvagem e
bravio, como se ella se lembrasse sempre dos
grandes bosques, onde oascera e nos quaes tioha
muito tempo vivido. Trazia no pescoco urna lar-
ga colleira de couro encarnado, cheia de borda-
fluras e debrum de rame, que formavara dese-
nos caprichosos ; pendia-lhe sobre o peito urna
porcao de guisos, os quaes cada movimento
scltavam umsom argentina e melodioso.
Snalla,era o nome da renna branca,lancou
um momento sobre os dous amigos seus grandes
olhos calmos, melanclicos e pensativos, que dir-
se-hia hmidos de lagrimas como olhos humanos;
e depois de alguns segundos de reflexao dirigu-
os para o pintor.
Quem me ama, minha renna o sabe Idiz
rindo-se o joven official.
O artista encolheo es hombros, e sem responder
tirou de um pequeo sacco. que tinha ao p de
si um lorro de assucar que apresentou ao intel-
ligenle animal. Este tomou-o com a ponta de
seus beicos movis, o sahio da tenda aos pulo*,
como faria em um circo um cavallo ensinado
com a redea sola. Apenas fra da tenda, ella
lancou-se no espago com um pulo engragado o
desappareceu.
Vimos o embaixador, diz Henrick, nao lar-
daremos a ver a princeza.
Nao tinha acabado estas palavras, quando urna
donzella appareceu aolimiar da tenda.
Bastava um olhar para reconhecer ne3ta mo-
ca o original da pessoa que o artista acabava de
pintar. E' sufficiente dizer que ella era extre-
mamente bonita. Em Paris talvez a achassem
um pouco morena, mas este moreno era brando
avelludado, para assim nos exprimimos, e to
suave vista como ao toque, como em todos os
descendentes dos Molgols os olhos se ateavam
nos cintos por urna obliqua mui sensivel; mas
eram to grandes, to negros e to brilhantes,
e sombreados por to longas pestaas, visivel-
rxeute curvas as extremidades, que se esquecia
a singularidade de sua forma para admirar-lhes
o brilhantlsmo ; sua fronte nao tioha sem duvida
o deseovolvimento, que procura a phrenelogia
moderna, porm era modelada com tanta iotelli-
gencia, que pareca petrificada de pensamenlos ;
suassobrancelhas, delgadas, finas, quasi direitas,
davam-lhe ao mesmo tempo um ar de firmezae
alvorolo, cujo composlo nao deixava deaer.affec-
tuoso. Urna de suas mos, pequea, delicada,
estreila, franzina, e cheia de leves covinhas,brin-
ca va com a ponta levantada de seu avental, en-
tretanto que a outra se enterrara at ao meio
no bolso, guarnecido de um bordado de peonas
de vivas corres. Seu toilette sem ser to intei-
ramante escolhido como o do retrato, nem por
isso deixara de ser asss elegante e principal-
ljenle muito piltoresco: a doncella o trazia com
um gosto e graga perfeita, aioda que primeira
Tisla ella parecesse um.pouco theatral. Pareca
urna artista de gosto, que tioha achado o traje
mais proprio pan fazer sobresahir suas formas e
sua phisiooomia, e que o vestia na cidade. Has
esta creatura amavel nao atlrahia smente, ella
prenda. Anda que estranha, sua belleza nao
era todava manos sympalhica.
Ao entrar na tenda, fez aos rapazes urna reve-
rencia um tanto massadoura, e desejou-lhes a
boa tarde em um sueco bastante puro, bem que
o fallasse com certo descango, que nao deixava
de contrastar com a vivacidade de seu andar e de
sua pessoa.
Boa tirde, senhores, diz ella aos nossos
amigos, tende paciencia, ha quem pense em
vos.
FOLHETIM
A DANA DAS PEROLAS
POR
A. DUMAS FILHO.
[Continuas&o.)
Emfim Jacquei mostrou-ie mailo alegre, ma-
dama de Wine icou mais jovial, e chegamos as-
sim aofim do jsntar, no meio de urna conversa-
cao eral, que o espirito dessgradavel da me de-
balde tentava embaracar.
Depois do jantar, tocou-se e cantou-se. Soa-
lam dez horas, Mademoiselle de Norcy retirou-
e acompanhada por Mr. Gabert, que lbe offere-
cera o brago. A mi agarro-se i elles e aca-
rnos sos, madama de Wlne, Jacques eeu. O cir-
culo da conversago estreitou-se e tornou-se mala
intimo. Fallou-se um pooco de tudo, de arte, de
Tersos, de amor ; porm as velas iam demiouio-
do, uma porta entr'aberla, a do quarto de dormir,
deixava ver urna parte dos objectos desse quarto,
togados na paluda claridade de ama lamparina.
Pensei; era mea dito de confidente, que havia
(*} Vide Diario a. 207.
E aproximaodo-se da mesa, como mulher que
se senta em sua casa, lancou um olhar sobre a
grande carta estendida diate de Henrick.
Por mais que uzease., dii ella com um li-
geiro movimento de espaduas, ea errara sempre
todas essas lionas verdes, vermelhas azues.
Nao dovido, linda princeza, conliouou elle
beliscando de leve a borda nacarada de sua ore-
lha cor de rosa e branca, meio oceulta pelos ca-
bellos; cao lo zanga com um innocente gracejo,
e principalmente nao me condemaa a morrer
fome, por nao ter eu como meu amigo a habili-
dade de reproduzir sobre a lela tuas lindas fei-
gdes. Mas que importa, bella Norra. com tanto
que eu as tenha gravadas aqui e aqui ? conli-
nuou elle levando o iodex da mo direila alter-
nativamente ao corago. e a testa.
Ola-to, liugua de ouro I respondan a
donzella com alguma vivacidjde ; bem sabes que
eu nao te acredito 1 Vos outros do su! nao sois
avaros de palavras bonitas, e sabis mais promel-
ter do que enmprir.
O que dizes nao se refere 4 mim, supponho,
retorquiu Henrick, porque nao me lembro de
te haver promettido cousa alguma.
Tens tido muita precauco 1 diz Norra.
E nesta simples resposta ella empregou nao
sei que acento de altivez, de tristeza e de emba-
rago, que obrigou o artista a levantar a cabega,
sempre inclinada sobre o seu quadro.
Em quinto Henrick procurava replicar, Norra
tirou do bolso de seu avena! um pequeo apilo
de chumbo, que applicou aos labios; e voltando
ao limiar da porta fez ouvir un som prolongado,
que ella modulou com agudas olas.
No mesmo instante dous ou tres lapdes appa-
receram e descangaram em uma ponta da mesa
dous cestos de ramos de betulas, tal ponto
cheios de provisoes, que ameagavam furar-se
com o peso.
Estes lapdes, que oceupavam na tribu um lugar
muito inferior, aproximaram-se dos jovens sue-
cos com um ar de fingida humillada, inclinando
a cabega-para um lado, olhando de esguelha t-
midamente e com meiguice.
Norra, cujas ordeos pareciam esperar em silen-
cio, fez-lhes um signa! com a mo e -logo se re-
tiraran).
Os dous amigos nao se vexaram em por a mesa
e fizeram isto mui alegremente, e a donzella col-
locou successivamente sobre a mesa um assado
de renna fumagando aioda, um enorme lucio re-
cheado e uma ligella cheia de leite, cujas gotas
grossas como azeite e um tanto azuladas hala-
vam um cheiro aromtico e perfumado ; gran-
des amoras negras, bagas de murta e de arandos
agrestes, ao mesmo lempo cidos e doces, encer-
rados em um cesto de folhas artsticamente tran-
gadas urnas com as outras de maneira que for-
mavam urna especie de conJega flexivel, com-
pletaran! este jantar, que em vo se buscara as
listas do caf inglez.
__ Nada nos falla 1 exclaraou o official, a
nao ser alguma cousa bebivel, porque eslu res-
peito nao somos mimoseados, e comtigo, nobre
soberana do Kilpis nao temos a beber se nao
agua I
Enganas-te, diz a donzella tirando do fundo
de seu avena! um frasco de ventre arredondado,
e apresentando uma garrafi de tn/orfeomo a me-
lhor hospedeira de Upasala nunca preparou para
festejar a volla de seus estudaotes.
Eoto, diz Elphege, beberemos o primeiro
copo tua sade.
E fazendo sallar a rolha da bebida escuraosa
encheu um copo de corno, cercado de prata, que
apresentou joven lapona. Esta apenas levou-o
aos labios, tornou a descanga-lo sobre a mesa ao
lado de um pastel quente e domado, em cuja
coofeigo era permiltldo suppor que suas mos
oo tivessom deixado de inlervir, porque elle
exceda muito a capacidade culinaria dos artistas
da Laponia.
Os dous amigos sentaram-se defronte um do
outro em dous toros do pioheiro, cortados em
altura conveniente, e que eram os nicos assen-
los desta casa primitiva. Em quanto comiam
com o melhor Jappetile, o appetite da mocida-
de, do trabalho e do prazer, Norra ia e vinha
em roda delles, desusando atravez da lenda com
a indolente flexibilidade e vivo estreitamento da
cobra. Mal se ouvia sob seus ps pequeos o
imperceplivel quebramento dos ramos de pinhei-
ro e das ramas de alfazema, semeadas aqui e ali
pelo chao.
Ella ia e tioha, oceupando-se de ludo, pegan-
do em tudo, pondo cada cousa em seu lugar,
despeito das recommendagdes que linham muito
cuidado de fazer-lhe de nao arrumar muito, con-
versando familiarmente com seus hospedes, vi-
va no ataque, prompla na resposta, recusando
senlar-se mesa, porm mastigando com a pon-
a, dos deotes as migalhas de pastis, molhaodo
um pedaco de biscoilo em uma taga de leite, ou
sacodindo arandos e murtas em um pralo grande
de barro vermelho, que oceupava o mel de sua
bandeja de argila.
Elles a olliaviim e escutavam rindo-se, applau-
dindo suas maneiras e tratando-a algum tanto
cerno se trata um menino, que se ama..... e
quem se fazem as vontades.
Ainda que a joven lapona fosse to previdente
para um dos amigos como para o outro, e para
ambos egualmente atienta, era fcil notar que
ella tinha para com o official uma secreta prefe-
rencia.
O artista era am observador fioissimo para que
isto lhe escapasse assim ; mis resignara-se e era
imposivel observar entre os dous companbeirosa
menor nuvem de ciume.
O que fazemos agora ? pergunlou Henrick
depois de ter oderecido moga um copo de agur-
dente branca, que ella rejeitou com um gesto so-
berbo.
E* impossivel irmos passeiar Djurgaard,
respondeu o artista. (1)
Infelizmente verdade I respoole Hen-
rick acendendo seu charuto : em materia de pra-
zer nao temos aqui o embarago da escolha.
Se fossemos ver ordenhar asrennas?...
Eis sem duvida o que engragado I Mas,
espectculo por espectculo, coofesso que antes
quizera urna cadeira na opera.
Na noile em que Janny Lind cantassel
diz a Iravessa Norra, que se iotromettera entre os
dous amigos.
Ah I bregeira, ests em toda a parte, vs
tudo, ouves tudo.
Norra nao respondeu ; mas como sabia queem
todas as estagdes as noiles da Laponia sao bas-
tante fras, ella tomou em um bahu de taboas
rsticamente aplanadas uma quente e branda pe-
lisia de la e sem dizer uma palavra langou-a so-
bre os hombros do joven official.
Boa creatura I diz Henrick rollando -se para
ella ; e com uma expresso de recoohecimento e
de affectuosa ternura bateu com a mo na face
morena de Norra.
A pequea lapona affastou a cabega com bas-
tante viveza para traz.paraevitar o contacto dessa
mo acariciante ; ao mesmo tempo podia-se no-
lar que ella se tornava paluda.
No mesmo momento o artista vollou-se ; elle
reparou no gesto de sen amigo e adeviohou a
emogo da donzella.
alguem de mais no salo, e ergui-me para reti-
rar-me ao dar meia Rite. Com grande pasmo
meu Jacques fez o que eu de certo nao faria de-
pois de semelhante noite ; ergueu-se tambem, e
depois de ter beijado a mo de madama de Wine,
que olhava para mim tristemente, como quereo-
do dizer: V como elle I tomou-me o brago e
sahiu comigo, quasi bruscamente, como ae're-
ceiasseser detido.
Madama de Wine acompanbou-nos at a porta,
inclinou-se para a escada para rer-nos deacer:
disse-nos um ultimo adeus, e ou eu me engao
muito. ou duas lagrimas por muito tompo comi-
das brilbaram em seus grandes olhos. Emfim,
Toltou para o seu quarto, e ouvi a porta fechar-
se lentamente, como chamando Jacques ; elle nao
pensara em tal, e chegando mi apertou-me a
mo e disse-me :
Moramos em ladosoppostos. Adeus, Ama-
nla irei ver-te.
E acrescentou como para repellir as miohas
perguotas :
Tenho muita cousa acontar-te. Amanha s
cinco horas da tarde irei buscar-le : janlaremos
juntos.
E retirou-se :
No dia seguale pela manha, s onze horas
pouco mais ou menos, o meu porleiro veio dizer-
maquea senhora em cuja casa eu jantra na
vespera mandara perguntar se poda ls!lar-me.
Esperava a minha resposta na sua sege. Res-
pond que sim, e alguna instantes depois appare-
ceu madama de Wine. Estar multo agitada e
muito paluda,
Tu I dizella ontio, nao devessahircom
a c i boga descoberta : est para cabir um peque-
ao orvalho ; amanha tussirias muito.
E assim fallando ella appresentou-lhe sua ca-
pa de pelle de rapoza, que cahia sobre as ore-
Ihas e sobre o Descoco. Elphege a recebeu,
agradeoeu com um sor riso e travou do braco
seu amigo.
Ambos deiraram a tenda.
Norra sosinho levanlou a porleira, que acabava
do abater-se, e, em quanlo pede ve-Ios, soguio
com os olhos os dous jovens suecos.
Era breve uma rolla"do caminho os eqcobrio,
e emquanto gauhavam a fralda de um bosque de
pinheiros, que domioava o acampamento dos la-
pdes, ella entrou em sua lenda.
Esta creatura estranha tinha uma historia, que
nao era menos singular que sua pessoa.
Sua me, Qcando cedo viuva, victima dessa
iucuravel melancola,que as vezes se apodera daa
almas pensativas das ragas do norte, tocara por
sua tristeza e encantara por sua graga uma nobre
familia sueca, que enio viajava na Fiama/ka.
Proposeram-lhe leva-la comsigo ; o como a
pobre creatura sentia-se to infeliz, que para ai
qualquer mudanga devia ser um bem, aceitn e
seguiu-os, levando em sua companhia a pequea
Norra enlo com edade de sete anuos.
Oito aonos passaram-se em Slockholmo : de-
pois, a pobre mulher de repente senliu no cora-
cao o ardente amor e a amarga saudade do paiz,
que deixara. Ella lancou-se debulludaem la-
grimas aos ps do Sr. de Buosen, seu protector.
Perdoa-me, diz ella, tens aido bom
para mim como um pae, encheste-me de leus
beneficios, que nunca esquecerei... porm ne-
cessario agora que eu coma musgo e que durma
sobre a nev. Adeus 1
E partiu.
Norra acompaohou sua me.
Mas a morada de Sto.-kholmo devia deixar tra-
gos profundos o'alma da moga. Ella recebera na
capital da Suecia uma educago, que em nada
poda comparar-se com a qu a aguardara na
Laponia. onde em geral dexava-se crescer os
meninos como as plantas. Em primeiro lugar
nao ha mestre, e ninguem ensina; depois disso,
si convm dizer tudo, a sciencia que lhes dariam
nao lhes servirla para grande cousa ; para que
carrega-los com uma bagagem intil ? E* mais
simples nada apprender do que ter de esquecer.
Norra, ao contrario, cuja maneiras gentis e
espirito vivo tinham agradado todos, e que ti-
uha sido educada com as fllhas de seu generoso
patro, dotada alm disso de numerosas aplides,
approveilara to bem, sem trabalho e sem es-
forgo, as liges dos melhores mestres de Slock-
holmo, que, quando aos quioze aonos tomou o
caminho de seus grandes desertos, sabia tudo
quanto pode saber uma juren sueca, que perlen-
C6 as primeiras familias de seu paiz.
Sem duvida ella nunca leria occasio de tirar
partido de todos os seus talentos ; mas ninguem
pode o'hoje para amanha desembaragar se ao
que tem adquirido com tanto trabalho, e sempre
convm guardar a educago, de que ningaem se
servir nunca.
Norra, que nao tinha mais de sele annos no
momento em que deixava seu paiz, nao po jera
conservar delle uma lembranga bastante viva ;
portaoto ella teria chorado muito Stocknolmo,
si a insaciavel mocidade nao fosse por suanatu-
reza bastante amiga das mudangase sempre leva
da a acreditar que ter cousa melhor do que tem.
Poi pois com o corago alegre e com p ligeiro
que ella tomou o caminho do rio Alten e dos
montes Kilpis.
Entretanto uma grande decepgo a esperava
entre os seus.
O lapo nao de natureza viajor ; elle nunca
deixa seu paiz, e por isso nao comprehende a-
uuelle, que obra de outro modo : orgulhoso co-
mo todos os ignorantes, e pensa que o que faz
o que se deve fazer I
Deus alm disso quiz que cada qual amassa o
paiz de seu nascimento, e aquelles, que elles te-
em parlilhado menos bem, sao os que mais se
juotam a sua triste sorte. A partida da me de
Norra porlanlo nao tioha sido encarad 1 com bons
olhos ; e sua yolta nao fui melhor acolhida.
Este povo cioso de sua independencia nao po-
da despir-se de ura ceno odio contra duas mu-
Iheres, que acabavam de viver entre seus senho-
res, isto entre seus ioimigos. Norra e sua
mae lhes [orara em breve suspeitas. E' verdade
que a donzella nao fazia por chamar a si aquel-
las que julgavam ter tantas razoes para si aftas-
tarem. Tudo, em suas maneiras, em suas aeges,
e at em seu trajar, fazia mui claramente allu-
so a su> estada entre os eslraogeiros ; dir-so-
hia que ella procurava lembrar cada um o que
devena pelo coutrario esforgar-se por fazer es-
qoerer ledos. Ella trouxera livroa de Slock-
holmo -e lia t Desde Tronco at Hammerfesl
nunca talvez uma lapona lera, e principalmente
lera livros suecos : os mais sabios se contentara
com solelrar a Biblia e o Evange'ho, tradazidos
em sua liogua. A donzella, na qual um inge-
nuo iostiucto de coiueiieria, desenvolvido ainda
pelo exemplo das lindas mogas de Slockholmo,
preceder os annos, tinha um cuidado minucioso
em seu toilette. Ella leve de deixar, e deixara
com effeito os vestidos suecos, mas para seu uso
e da maneira a mais feliz ella modificara o traje
piltoresco das mulherts de sua nago, e com elle
tirare um partido to hbil, que pareca real-
mente feilo para realgar todas as gracas de sua
gentil pessoa. Maa taes cuidados, e uma to
constante tarefa eram to oppostos aos usos, aos
costumes e ao trajar das pessoas, no meio das
quaca viva, que ella teria alinalo completamen-
te seus senlimentos, si a posigo de sua familia
nao fosse uma salvaguarda e uma proteicao pa-
ra si.
Emfim, ella nao era dessas naturezas que se
dubram e que cedem ; muito pelo coutrario, ella
se obstinara e resista. Mas, esta luta surda, esta
hostilidade latele lhe faziam pasear uma vida
tristissima no meio dos seus. Assim, do mesmo
modo que su i ma soffrera na Suecia a nostalgia
da Laponia, a Gtha tere na Laponia a nostalgia
da Suecia.
III
A estranha doeoca durou bem dous annos. No
fim deste tempo morreu sua me.
Houve ento um traostorno no espirito Norra.
A orphaa viu-se obrigada a deixar a teoda vasia
e ir habitar junto de seu a v, o qual era o uoico
prenle que lhe restara com um primo cinco ou
seis annos mais velho do que ella. Este av era
o velho Pexkel, o chele da tribu lapona dos Kil-
pis, na qual acabamos de introduzir o leitor.
Os lapoes sero talvez o nico povo da Europa,
no qual se encontrar alguns vestigios dessa an-
liga vida patriarchal, que foi oulr'ora a vida do
mundo, e que ainda hoje para algups um ideal
de civilisago.
A irib lapona com effeito organisada como
o clan escossez; o chefe de algum modo o pae
de seu povo, e o lago do sangue tempera e suavi-
sa d poder : a ternura manda, o amor obedece.
Conheceis acaso nos mais fortes e uma aulorida-
de semultaneamente mais poderosa, mais respei-
tavel e mais santa ? As tradieges da tribu fa-
ziam ver todos os seus membros em Peckel o
representante em linha recta de uma dessas fa-
milias de chefes, sob cuja direcgo vierem seus
antepassados eslabelecer-se na parte aeplealrio-
Perdoe a minha indiscrigao, disse-me ella,
mas preciso absolutamente fallar-lhe.
Offereci-ihe uma cadeira, j adevinhando do
que se la tratar.
Ouga, senhor, disse-me ella : o senhor
amigo de Jacques, e sabe de tudo o que elle faz.
Diga-me, por obsequio, para onde foi elle hoo-
tem ao sahir de minha casa ?
Para casa delle, minha senhora.
Nao.
Eu eslava muito atrapalhado, mas antes de tu-
do era necessario traoquillisar essa mulher.
Enganaram-a, minha senhora, acompanhei
Jacques.
Ella interrompeu-me.
Obrigado, senhor: mas infelizmente sei o
contrario. Esperei-o na porta de casa at s qua-
tro horas da manha.
J teria voltado.
Nao, senhor, porque tomei informagoes.
Nao havia resposta a dar.
Jacques j nao ama-me,senhor.
E, deata vez, a pobre mulher nao pode conler
as lagrimas.
Eogaoa-me, ama outra mulher, tenho certe-
za disso. Se o senhor soubesse como tem elle
mudado para comigo! Ohl sou muito infeliz I E
elle faz mal csusando-me tantas penas, porque
ninguem o amar como eu. Ha quinze mezes que
oes coohecemos,. e elle nada tem de que aecu-
sar-me. Procuro sempre ser-lhe agradavel. Vou
ao encontr dot seus dessjos, curvo-me a todos
os seus hbitos, i todos os seus caprichos. A mi-
nha Yonta.de a delle. Nao goita de minha me,
Mt da guada' pennsula escandinava; e essas
lamillas, cada uma om sua tribu, conservaran)
uma autondade, qoe nao lhes da va uma lei es-
cripia, porm que era reconhecida palo consenti-
mento unnime da nago cem vezes mais forte
que a lei.
Em falla de todo o podar regular, toda a hle-
rarchu religiosa, que exarga sobra elles uma in-
fluencia directa, reale conlinna, todos os Kilpis
acostumaram-se pouco pouco a ver em Peckel
a reuoiode todos es altributos que eotnpe em
outros o terrivel resumo da mais absoluta auto-
cracia. Era ao mesmo tempo poder legislativo,
executivo e judciario: nada lhe fallava nem mes-
mo a supremaca religiosa ; verdade quo em
vez de exerc-la de uma maneira regular, alie
empregava a phsntasia em uma escala bemeoffri-
? el, por que, sob o pretoxto assaz especioso de
que oulr'ora, antes da introdcelo do chrislia-
nismo na Laponia,que nao remonta ais de
tres ou quatro seculos,seus antepassados do-
sempanhavan funeges sacerdotaes, em eujo nu-
mero se devia collocar o sortilegio ea advinha-
gao, Peckel se tornara entre os lapoes feiticeiru
e adevioho ; tao governador do espirito como do
corpo. O pobre ministro sueco; que uma ou duas
vezes por anno vinha fazer sua visita tribu, es-
lava longe de poder conlrabalan;ar a influencia
de Peckel.
Esle ontre asssz numeroas faltas, linha ao me-
nos algumas qaalidadas: o respeito da raga e o
orgulho do sangue, que sao virtudes smente pa-
ra aquelles que nao teem outras, exaltavatn-se-
ibo singularmente n'alma ; amava seus filhos por
elles e por si, e elles o sabiam.
Bem acolhida em sua tenda, vvenlo junto
delle, cercada dos signaos visiveis de sus affei-
cao, Norra reconquistou em breve no favor desse
povo mobil o lugar, que tioha perdido. Acha-
ram-lbe um mrito depois de terem-lhe achado
um crime na escolha de seu traje e na elegancia
de seu toilette : aquelles meamos, como muitas
vezes acontece, que a tinham criticado o mais
amargamente que possivel, foram d'ahi em
diante os mais ardenles em louva-la. Norra nao
ganhou smente o que tinba perdido ; pelo con-
trario, viu-se cercada de um prestigio, quo nun-
ca Uvera, nem esperara nem desejra
O lapo, sempre joven, como os poros que ti-
rela ainda no seio da natureza, cnlhusiasma-se
fcilmente. Norra turnou-se em pouco tempo o
dolo de sua tribu : acostumram-so a ver nella
um ser superior.
Peckel nao procurava nada mais do que conso-
lidar esla idea, que dava um novo bruno glo-
ria de sua familia, elle dizia quem quizesse ou-
vi-lo que a donzella lia to bem como elle o fu-
turo nos signaes do tambor sagrado, e que era
capaz de conjurar um malfico, como jamis ho-
mem algum soubera fazer.
Assim, joven, alegre, relativamente instruida
de um espirito, cuja vivacidade seria reparada
em toda a parte, Norra passava por uma creatura
superior, um ser parte ; e aquelles mesmos,
quem sua mocidade e bondade nao houveisem
inspirado affeigo, seus talentos reconhecidos e
proclamados por todos teriam ao menos imposto
respeito.
Mas, j bastaran) algum dia taes sentimentos
para fazer a felicidade de uma mulher ? Ninguem
cr-lo-hia, sem duvida, vendo a fronte triste e o
olharpensativo da joven lapona. Ella linha um
corago, e esse corago se enfadara ; senlis uma
necessidade que nao conheciam em suas exigen-
cias e delicadeza as mulheres de sua raga : ella
senta a necessidade de amar ; mas a educago
oulr'ora recebida, muilo superior sua posigo
presento, e as perigosas comparages, que ella
poda fazer entre oque vira e o que va, torna-
vara sua escolha exigente e tua preferencia diffi
cil: assim nem ainda tinha escolhido, nem pre-
ferido.
Convm dizer entretanto em louvor dos homens
de sua tribu que quasi todos pareeiam fazer-se
justiga ; e, satisfeitos de conquistas mais facis,
nao aspiravam a mo da neta de seu chefe.
Norra, como pessoa de bom senso que era, com-
prebenden bem que a Suecia estava para sempre
perdida para si, e que nunca mais tornara a ver
Stockolmo ; passados os primeiros pesares, ella
resigoou-se de bjm grado, e pensou muilo menos
no que perder, do que no que ia achar. Sem
duvida este era o partido mais prudente; porm
ha resolugoes maisdiOiceis de conservar do que
de tomar, e nossa herona devia cio capacitar-
se disto. De sua estada em Stockolmo tinham-
Ihe ficado mais ideas do que de ordinario as
guarda a cabega de uma lipona ; esta viagem
um paiz longiuquo fra para ella como uma ja-
iK-lla abena aobre um mundo desconhecido
gente de sua raga : ella guardara para sempre so-
bre elles a vanlagem que tero al o Gm dos se-
culos aquelles quesabem, sobre aquelles que nao
sabem.
Os lapoes ordinariamente sao mui astutos, e
ninguem justamente poderia censura-Ios de fal-
ta de fineza ; masa fineza delles pareceu-se al-
guma cousa com aquellas que o povo julgou e
crilicou dizendo que sao cosidas com linha bran-
ca. Norra pelo contrario acresceolava essa fi-
neza, que partilhava cornos seus, essa habilidade
na conducta da vida, que vem da reflexao escla-
recida ; desl'arte, exerceu em breve sobre todos
em redor de si um ascendente do qual nao suspei-
tava a mor parte daquellea mesmos que o sof-
friam. Ella conseguiu por tauto em pouco lem-
po adormecer todas as desconfiangas e fazer-lhes
aceitar seu imperio.
Mas o cu quiz que as mulheres fossem mais
felizea pela fascinago, que somera, do que pela
que exercem ; o prestigio que irradiava em torno
de Norra nenhum poder tinha para saa felicida-
de ; e quando, gasta por seus triumphos ficis e
sem prego, a pobre creatura conceotrava-se em
si, ella s encontrava a solido, o vacuo e a tris-
teza.
Entretanto fallara-sa muilo desse primo, neto
como ella do chefe da tribu, e ao qual ella ainda
nao tinha visto : elle estava ausente quando Nor-
ra veio eslabelecer-se em casa de Peckel. Uos
diziam que tioha ido fazer uma cagada at as flo-
restas da Suecia ; outros asseguravam que estava
as costas do Norte, onde apparecra mais de
uma vez em egual poia, para traficar com os
marinheiros fiulandezes, aos quaes venda as pe-
les dos animaes, que tinha morto.
Cbamavam-o Nepto, e tioham-o ganado tantas
vezes diante da donzella, que esta esperava saa
chegada com uma singular preoecupago de es-
pirito.
Quer elle tivesse um dora natural de apparecer
em tcena, quer o acaso o tivesse servido, Nepto
apresenlou-se diante delta como uma apparigo.
uma tarde que ella estava sozinha na tenda do
velho Peckel. Mais alto do que sao ordinaria-
mente os lapoes, Nepto trazia altivamente uma
tnica curia, que lbe diva por cima doa joelhos,
e que justa na cintura e as espaduas, deixava
lodo o valor suss formas que aonunciavam fle-
xibilidade e vigor; aeu eolio, joven, nervoso,
mais alvo que o roste, estava completamente n.
O sopro da brisa, o sol e o ar das mootanbas ti-
nham bromeado lhe a tez; mas seus deotes al-
vos, cortantes, e que elle mostrara quando mor-
da o beigo, como acontece s pessoas natural-
mente impacientes, pareciam illuminar-lhea par-
te Inferior do rosto, emquanto o ardente reflexo
de seus olhos negros completara a expressao al-
tiva e atrevida de ama physionomia original. Uta
pequeo bonet de pelle de castor, aem viselra de
qualidade alguma, sobre cuja borda via-se plan-
tadas como pennacho duas peanas de galea, era
por assim dizer expellido por atoa etpeata cabel-
lera lisa, comprida a negra. Suas botas rustas,
justas na barriga da perna, a que chegavam at o
joelho, bordada* de fios de cres, que formavara
desenhos caprichoso, completavam essa traje,
que o rapaz trazia edm tima certa graga. Tinba
em ama das mos uma espingarda de dous ca- i
nos, e com a outra affagava um grande cao ruivo,
que entrara na tenda mostrando as presas.
O atrevido cagador olhou para a moga com
olhos. que nao se davara o trabalho dadissiou-
lar sua curiosidade, e como o ceremonial das
epresentagoes nao ainda muilo usado na Lapo- i
nia, e como emfim ahi nao havia ninguem para i
apresenti-lo:
Eu sou Nepto,diz elle, aquella, que para
ai era uma estrangoira, sem acrescentar cousa al-
guma este nome, que em seu orgulhoso pensa-
ment valia por ai s um longo discurso....E
tu,porquanto eu conhego todas as mulheres
que habitavam sob nossas tendas, e entretanto
estou cerlo que nunca te vi,quem s ?
Eu eu sou Norra, neta de ten av.
Por Jubinal, nosso Deus I ento s minha
prima, e na verdade estou muito tatiafeito com
isso,diz Nepto com um ar de franqueza e de
bom humor.
E approximando-se da donzella, sem lhe pedir
licenga, e antes que ella tivesse tempo para de-
fender-se, elle abragnu-a alegremente.
Muito bem, meus filhos, diz ao mesmo ins-
tante o velho Peckel, que apparecia porta da
lenda ;j vejo que nao gaslastes muito tempo
em fazer coohecimento, e, com os diabos I tanto
melhor l nao sois vos primo um do outro e mais
do que isso quando quizerdes?
Bem que no parecer de Norra eslas palavras
ultimas fossem talvez de mais, ella nao seaiio o
bom recebimento. que deixara seu primo tomar:
elle ia talvez trazer sua vida o que lhe falla-
va al ento.
Estabeleceu-se entre os dous uma especie de
niimidade era muito pouco tempo. Nepto tinha
uma viveza e um ardor, que faziam todo o mun-
do dar os primoiros passos asss rpidamente; e
se elle quizesse conservar para com Norra uma
amizade sem pretengo, nada teria gasto a dogu-
ra de seu commercio.
Norra nao tinha escrpulo de confessar si pro-
pria que depois que elle viva junto della sua vi-
da era menos montona e mais alegre. Mas o ar-
dente Nepto nao era homem, que seconteolasse
com lo pouco : elle precisava de vantageos as-
signaladas, e parecia-lhe nao ter obtido nada
emquanto restava-lhe alguma cousa a desejar. A
amizade de Norra em pouco tempo lhe pareceu
muita ou muito pouca, e deixou fallar seus de-
sejos com toda a franqueza e com toda a honra,
como um homem que conhece seu valor, e que
spede muito, porque est certo de poder tam-
bem dar muilo. Elle queria fazer de Norra sua
mulher, e como emfim sua raga e fortuna eram
eguaes, sua ambigo certamenle nao linha exigi-
do cousa alguma. Alm disso, se Norra dissesse
sim, tena cumprido os votos secretos de seu
av, quo oo desejava no mundo outra cousa
mais nao ser este casamento.
Entretanto, ella d Esta recusa admiroa lodos, e mais que lo-
dos aquella, que della era objecto. Como nao
poda suppor que Norra quizesse desposar outro
homem que nao fosse um lapo, e como coohecia
que era o mais rico, julgava-se o mais espirituo-
so, e se cria o mais lindo de sua tribu, declarou
si proprio que a rsolugo de saa prima era inex-
plicavel e que as mulheres eram incomprehensi-
veis:o que, para um lapo, nao me parece
muilo mal pensado. -
A' principio acreditou em um capricho de don-
zella, ainda que as donzellas em geral livessem
tido at ento caprichos antes por elle do que
contra elle. Isto passar,diz elle,esperemos I
Esperou, mas o capricho oo passou.
Cedo perdeu a paciencia ; era de natureza vio-
lenta e pouco soll'redor, e ordinariamente nao re-
cuava diante de algum meio, por mais enrgico
que fosse, de affaslar o obstculo, que o separa-
ra do fim. Alas aqui infelizmente o obstculo con-
fundla-se de tal modo com o fim, que o pobre
Nepto senta-so muito embarazado ; e, como es-
ses cavallos atormentados pela espora e retidos
pela brida, elle roa seu fri sem se abaixar.
Urna moga nuuca melhor guardada do que
por um amante desgragado. Nepto estabelecrs
uma especie de bloqueio em roda de sua prima,
e ninguem se approximava della.
Emfim, esta vigilancia activa e inquieta era pe-
lo meos intil. Os bomens da tribu um pouco
espantados de seu espirito e desanimados por
seus ares soberbos, nao peosavatn em amontar
seus deslens : para elles a viagem do Norra fiza-
ra della uma sueca... e elles conserva vam-se res
pecosamente distancia. Entretanto, ao p della
nao faltavam lindos rapazes. principalmente no
esto I Concordo que no invern, com seus vesti-
dos de pelles de renna, seus cabellos irrigados,
seus olhos vermelhos, suas faces Irigueiras e en-
fumagadas elles bem podiam nao ter attractivoa
para uma pessoa to delicada como Norra ; mas
com os bons das tomavam sua disforra.
No eslo elles trazem finas tnicas de l parda
ou azul, com brilhantes bordaduras e ornatos
singulares, no esto elles se entregara diante dai
mulheres todas as sortea de exercicio, que lhes
permillem mostrar sua flexibilidade e sua torga,
e deseovulvem era suas cagadas essa coragem e
essa audacia, que em toda a parte encantam e
seduzem o corago do sexo fraco. Bem sei que
elles oo sao altos, mas sua estatura propor-
cionada de suas mulheres : de mais, oo se
grande ou pequeo seoo por comparago, e es-
tou bem certo que se os Patages viessem Pari3
para escrever suas impresses de viagem, elles
nos Iratariam sem respeito algum de pygmeus.
Como quer que seja, os jovens lapoes, que vi-
viera sob o bculo pastoral de Peckel, viam Nor-
ra de longe como Ado e Eva faziam com ofruc-
to prohibido antes dos prfidos conselhos da ser-
pete.
Ninguem ousou concorrer com Neplo ; elle D-
cou por tanto senhor absoluto do terreno, e se
nao fez mais progresso no corago de sua prima,
nao pode queixar-se seuo de si...,e talvez della.
Tanto n'um como n'oulro caso nao era possivel
a vinganga; ella sobrecahiria sobre objectos mui
caros para que elle pensasse em tal; nao cuidou
nisso.
Passada que foi a primeira colera, como sua
paixo era verdadeira, elle resolvea empregar
para conseguir o seu fim os nicos meios, que
ahi deviam cooduzi-lo. Fez a corte Norra
seu modo ; teolou toca-la por suas aiteogdes, ou
ganha-la por seus presentes. Por ella elle foi
roubar no cimo escarpado dos rochedos o macio
leit dos germanos; por ella elle arraocou
aguia marinha as mais compridas peonas de suas
azas; por ella, passou dous mezes em uma flo-
resta para dobrar sua pelissa com- um couro de
esquilo; a pelle de um urso branco morto as
ilbas de gelo, que fluctuara ao redor do cabo do
norte, forneceu para seas ps pequeaos um ta-
pete branco e quente, com* nao pisam todas as
rsiohas. Elle tinha uma singular destreza de
mo; ninguem sabia melhor do que elle bordar
vejo-a o menos que possivel : fecbei a minha
porta todos os meus amigos para abri-la aos
delle. Apenas soube da chegada do senhor, se-
beado o prazer que elle leria em ve-Io, escrevi-
lhe, para que se encontratsep em minha casa.
Nao sou um obstculo nem aos seus trabalhos,
nem s suas relaces. Sei o que um artista,
principalmente da et ade delle. Tudo o que elle
dizii que eu fizesse, eu fazia. Pois bem I parece
aborrecer-se comigo : rae ver-rae cinco minu-
tos, c apenas sentase levanta-se para relirar-se.
Passa todas as noiles fra... E' injusto para co-
migo, offende-me em todas as nimbas vaidadezi-
nhas de mulher. Se viato um vestido novo, elle
acha-o de mu goato, critica tudo o que fago, nao
80 entre nos, como dianle de testemunhas; quan-
do lhe pego que me acompanbe i alguma parte,
recusa e sabe sob que pretexto ? diz que sou mui-
to furmosa, que todos olham para mim, e que
13SC, bamilha-o. Isso razao que se d uma
mulher? Nao ser conducta de um homem que
j oo ama ? Entretanto eu esqueceria todo se
nao adevinhasae outro amor. Hoolem noite
nao fiz ludo para dete-lo? Nao pude resistir eo-
to ao desejo de con vence r-me. Desei depois dos
senhores, chamei nm carro, a. ful casa delle.
Oh I se eu o risae entrar, diria comigo : vem tra-
ba ihar ; um espirito como o delle precita muitas
vezes solido... Eu dtria mim mesmo todas aa
coasolagoes que um corago sempre prompto a
perdoar acha no aeu amor. Mas elle nao voliou.
Que noile passei ? Onda ealaria elle ? O que es-
tara fazendo ? O senhor bem v qoe oo potso
virer em semelhantet igitages. Voltei para casa
com fios de rame e de ettanho, estes alros como
a prata, aquellas amarellat como oouro, arabes-
cos caprichosos e desenhos de uma variedad en-
cantadora para tornar mais agradavel os tecidos
de vadmel, de que ella fazia seus vestidos. Esta
arta aelragera tem s vezes grtgas singulares, a
as machina* mais perfeita* de nossa civilisago
nao preduzem mais curiosos effeitos do que a
mo semi-barbara desses ingenuos operarlos,
perdidos as ultimas bramas do norte, e que nem
so quer teem consciencia das maravilhas que
produzem.
Norra era pois a mais formosa nessas feiras de
setembro, onde se reuoem para as provisoes do
ooUMino os suecos*, noruegos, russos, finbnde-
zes e lapoes ; ella enfeitava-se.sem escrpulo
com todas as dadivas de seu primo ; teria-lhe
causado taola pena a recusa della l Era Nepto
quem tinha preparado a linda colleira vermelha,
cuja cor brilhaole realgava to bem o pescoco de
Snalla ; era elle quem tinha bojdado o pequeo
saco, que peodia da cintura da donzella e oo qual
esta trazia seu dinheiro, suas tizouras e sua fa-
ca. Um marcador de Drootheim tioha-lhe offe-
recido por elle duzentos francos. ., mas NVplo
julgava-se melhor pago com um sorriso de Nor-
ra.
Entretanto pareca que o rapaz al aqu perda
todos os seus cuidados a trabalho. Norra era
para elle uma irm, uma amiga, urna camarada
amavel e boa, e nada mais. Dir-se-hia que ella
tema sobre tudo comprometter-se para com elle,
e que approveitava a occasio de cada presente
novo que recebia para logo dar prova de sua in-
dependencia. Ella nao queria que elle podesse
jamis julgar-se com algum dlreito, e se arrao-
java de modo que oo lbe deixava esperanga ; era
de mister que elle soubesse que seus prsenles
de nada serviam, e que ella nao os recebia como
as arrhas de um esponsorio. Assim, era justa-
mente quando Nepto tioha mais dado, que elle
se va meaos bem tratado.
Se da parle da donzella esli conducta era um
tanto cruel, ao menos era leal e franca e nao
modificara em cousa alguma a do manceco. Sem
ter a finura de um ciumento,e ella lo intil
como impossivel quelle, que tem no corago
um amor verdadeiro,Nepto tinha a perspica-
cia de todo o ser que ama. Nada do que se pas-
sava n'alma de Norra escapara a seu querido
olhar; porem como era um ser mais apaixoaado
emlim do que sentimental, e como esperava ce-
do ou larde arrancar sua prima, quando nao
por ternura ao menos por cangasso, a palavra
que a fazia sua, elle se exhortara calma e se
resignava expectativa ; e mais tarde, quando
ella fosse sua mulher, se o tivesse feito sofrer
muito...mas esse tempo ainda nao tinha chega-
do; nflo con vinha prever as cousas de lo lon-
ge Idizia elle comsigo alguroas vezes e ento
um meio-sorriso, pouco tranquilisador para seu
futuro, dilalava seus delgados labios.
IV
A chegada dos dous jovens suecos ao campo de
aeu av causou um certo humor a Nepto. Gira-
va-lhe as veias o sangue mogol, e nao via sem
uma secreta e amarga irritago a influencia sem-
pre crescente sobro sua nago d'aquelle, quera
chamava assaz desdenhosameote rei de Slock-
holmo. Nepto era o ultimo dos patriotas lapoes;
elle se iodignava cora a preseoga dos dous es-
irangeirosna tribu ; elles nao podiam vir ella,
nao ser com ms leoges; nunca um sueco li-
nha-se approximado delles sem que logo resul-
tase alguma desgraga. O que queriam anda
delles"? Nao eram ja assaz escravos? para que
essa vigilancia continua? de que serviam esses
novos planos, que se davam tanto trabalho de
levantar? quem tinha preciso de uma earta da
Laponia?Os lapoes conheciam-a bastante, eos
outros nao linham necessidade de conbece-la:
cedo seria necessario numerar as arvores desuas
florestas e contar as cabecas de suas rennas 1
Mas, no meio destes enfados, Neplo tmha ao
menos a felicidade de nao ser ciumento dos re-
cem-chesados. Elle sabia perfeitamente que
odio3,ofios de raga, profundos, separara os Sue-
cos e os lapdes ; conhecia essas antipalhias se-
culares, que nada tm acalmado, para nao olhar
como uma impossibilidade monstruosa qualquer
uoio de uma com a outra. Esta couvicgo, to
segura de si como pode ser, nao o dispensav*
alias de urna vigilancia activa : a O seguro mor-
reu de velho !.... um proverbio usado por
lodos os apaixooados de todo; os paizes.
A' principio Nepto nada tinha observado, que
causasse suspeila. Elphege oceupava-se tanto
com as ruinas, como com as mulheres, e era f-
cil de ver que lapdes e taponas nao eram para
ellea outra cousa mais do que modelos. Alm
disso, esse maucebo jovial e feio nao parecia ter
geitos de apaixonado. Desde que viva triste,
Nepto tioha um profundo desprezo s pessoas
muito alegres ; nao julgava que um homem que-
se ra sempre podesse ser um iniraigo perigoso ;
encarava a paixo como cousa mais seria, do que
ordinariamente fazem os homens de sua edade e
de seu paiz, e nao podia adevinbar a alma do ar-
tista sob sua appareole leviandade.
Quanlo Henrick, o orgulho que elle deixava
ver, o sentimento de sua propria superiorilade,
que elle nem sequr.se dava o trabalho deoccul-
tar, seu detdem pela raga dos lapdes tantas ve-
zes humilhada, nao lhe pareciam meios particu-
larmente proprios para ganhar ao joven official
o corago de uma moga to altiva como Norra. O
ingenuo fllho dot desertos, que s tinha esluda-
do o mundo na tenda de seu av ou sob as caba-
nas de Kantoknino, essa capital dos lapdes, cu-
jos palacios sao d'argila, nao sabia que as diffi-
culdades attrahem muitas vezes o amor; que elle
ama os contrastes, que os obstculos nao fazem
mais que irritar e inflammar seu ardor pela es-
peranga que elle tem de renc-los.
Devenios, entretanto, convir que ainda aos
olhos mais observadores e mais prevenidos nada
podia fazer suppor em Henrick a menor iotengo
de que Norra fosse objecto. Apenas, se no prin-
cipio elle se havia prevenido seu respeito ; se
mais tarde se mostrara para com a douzella poli-
do, atlencioso, quasi affectuoso ; essas attengqes
nada tinham de comproraettidor ; demais. Nepto
nao tinha sido disso testemunha : elle era para
ella absolutamente o que seria para uma linda
menina, ou para um animal bonito, engragado e
favorito de seu senhor. Nada havia nisso, que
fosse de natureza perturbar as mais delicadas
susceptibilidades de um rial desprezado.
Alm disso, Nepto, que tioha por principia
que tudo era conforme s leis da guerra em
amor, nao se tioha privado do prazer de langac
um volver d'olhos mais ou menos discreto sobro
o lbum do official. e nelle tinha descoberto, nao
sem um prazer secreto, um retrato de mulher,
que em nada se parecia com o que o amigo ElJ
phege fazia nesse momento da amavel Norra.
Esta mulher, ovante, esta donzella, era to lou-
ra como Norra era morena ; Norra linha olhos
negros, rajados de pequeas fibrinhas d'ouro,
que lbe davam um brilho soberbo ; a outra, pe-
lo contrario, tinha as populas desse asul delica-
do, que parece reflectir o asul paludo dos cus
do norle. Neplo, rondando ao redor da tenda
dos estrangeiros, vira mais de uma vez Henrick
langar furtivamente sobre este retrato um olhar,
com a expressao do qual um apaixoaado nao po-
dia enganar-se.
( Continuar-se-ha.)
incommodada, cheia de pesar e de fri ; tinha
febre ; chorei todo o resto da noite... Esta ma-
nha tomei a rsolugo de dirigir-me ao teohor.
Faga-me um servigo, pelo qual lhe serei grata
toda a minha vida. V ver Jacques, saiba delle a
verdade, e conte-m'a. Juro-lhe que elle igno-
rar sempre que eua soube ; mas. quando eu ti-
ver a certeza de que elle nao me ama mais, que
ama outra mulher, ento me retirarei. A minha
saude, sempre um pouco fraca, me fornecer um
pretexto ; e irei, em algum cinto, procurar es-
quecer os sonhos em que me embalei; porque
eu tinha legado francamente o meu futuro ao de
Jacques, porque fazia votos pelo seu talento, ani-
mava-o, sustenlava-o, exaltava-o com todas as
miabas torgas. Acho que elle o maior homem
da Ierra, e quizera que todos fossem da minha
opinio : emfim, o senhor sabe o que uma mu-
lher que ama. Agora, cont com o senhor, fal-
le-me francamente, nao me d uma esperanga
que me seria necessario perder, e diga-me o que
disser, repito-o, pode coalar com o mea reco-
nhecimeato.
Eta ltnguagem era a deum corago que que-
ria ser engaado, e que s pedia uma palavra
para o acreditar. Coramovido por esta palavras
respond madama de Wine :
Jacques ama-a, mioha senhora, estou con-
vencido disso. Essas desegualdades de que se
queixa fizeram sempre parte do carcter delle, ea
tei bem que fui educada com alie. Alm disso,
nos oulros artistas, temos por vezes caprichos,
mu humor contra as mulheres. Talvez a senho-
ra exagere a situacio. Nao me admirarla que
fosse muito simples o emprego da noite passaa,
que Jacques ficasse em casa de alguna amigo, na
baile ou a jogar. Amigamente elle era um pouco
lOgaebr. O trabalho intelleclual pede tambera dis-
tracgdes violentas. Depois a sua arte pde-no em
relago com actrizes, com daogarinas. Pode ter
tido necessidade de ir casa de alguma dellas;
e nao ter querido dizer-lhe o qoe muiU. natu-
ral : o seu amor poderia astuttar-sa por unta.
cousa que, para elle sem importancia, pode-a
parecer-lhe um perigo. Emfim, hei-de de ve-lo
hoje, fallir-lhe-hei respeito, a seniora sabara
amanha o que elle me disser.
Estava bem longe de mim a couvicgo comple-
ta que ea queria iocutir em madama de Wine ;
tenciooava eogana-la o mais teapo possivel, se
infelizmente fossem fundadas as suas supposi-
gdes, mas tioha sincera tenga de fazer com que
Jacques tornasse & ella, fazendo-lhe coqtpreheu-
der que sua felicidade eslata desse lado. Com
effeito, madama de Wioe, moga, bella, viuva, ri-
ca, e mulher de sociedad*, era na minha opinio
a ligago mais agradavel e oonveniente que po-
dia haver. Havia sem duvida in&delidade d par-
te de Jacques, mas taires ato pastis* de om
capricho por alguma rapariga da thetlro, capricho
sem raizea, que om pooco de relexo faria depres-
sa desapparecer.
(Continnar-se-Aa.]
mV-= TTP. 01 M. P. 01 FAJU4.-181,


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