Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09384


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Full Text

lili IXIfH ID1EI0 207
Por lrestaezes adiaotados 5)000
Por tres mezes vencidos 6$000

SE6DIDA FEIKA 9 M SETEMBRO DI lili
Por uno adiaaUdo 19$00 0
Ptrle franco para o subscriptor.
N'CARRKGA.DOS -A 90BSCHIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra; Araca-
d Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tins Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr.Jernimo daCosta.
hAKlllJAS UUS UOKHE1U9.
Olinda todos os dias as 9 1/2 hora do da.
Iguaraas, Goianna Parahiba as segundas o
sextas-feiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Ciruar.AUinho e
Garanhuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazaretb, Limoeiro.Brejo, Pa-
queira.lngazeira, Flores, Villa-Bella,Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartaa(airas.
Cabo, Serinhem.RioFormoso.Una.Barreiros,
Agua Preta. Pimenteiras e Natal quintas feiras.
Todos os correios partera as 10 horas da manha
EPHEMERIDES DO MIZ DK SETEMBRO.
4 Lua ora as 7 horas a 52 minutos da man.
11 Quarto erescenta as 10 horas e 56minatosda
machia.
18 Lua cheia as 11 horas e 42 minutos da tarde.
27 Quarto minguanta as4 horas e 5minutos da
manha;
PREAMAR DEHOJE.
Primeiro as 8 horas e 30 minutos da manha.
Segundo as 8 horas e 54 minutos da tarda.
DAS DA SEMANA*
9 Segunda. S. Sergio p. ; S. Seraphina viuv.
10 Terga. S Nicolao Tolentino ; S. Jader b. m,
11 Quarta. S. Theodora penitente; S. Proto m.
12 Quinta. S. Auta v. m. ; S. Juvencio b.
13 Sexta. S. Pellppe m.; S. Ligorio; S. Cypriano
14 Sabbado. Exaltsgo da Santa Cruz.
15 Domingo. O Santissimo Nome de Mara.
acusmas ov* gBgg DA CAPITAL. ENCaRBEGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SUL
Tribunal do commercio ; segundas o quintas.
Relaco: tercas, quintas a sabbados as 10 horaa.
Pazenda: terca, quintase sabbadoa aa 10horas.
Juizo do eommarcio : quartas ao meio dia:
Dito da orphos: tercas e sextas .. 10 horas. I Ell PEBNAMBCO.
Primeira rara do stoI : tercia a saxtasao meio!
dia. 10 propretario do sumo Manoel Figueiroa d
Segunda rara do eivel: quartas e aabbados a l|Faria,na sua livrara praca da Independeneia n
har da tarde: ls a 8.
Alagoas, o Sr. Claudino FalaoDias; Baha
Sr. Jos Martina Airea; Rio da Janeiro, o 8,"
Joao Poreira Martina.
PAUTE OFFICIAL.
G0VEIX0 DA PROVINCIA.
Copia.Directora central, Ia secgo.Rio de
Janeiro ministerio dos negocios da agricultura
commercio e obras publicas em 8 de ago3to de
1861.
N. 12.Illm. Exm. Sr. Tendo o governo de
S. Magestade calholica determinado urna redc-
elo nos direitos da imporlsgo que pagavam os
algodoes em rasa, desde 15 de setembro prxi-
mo futuro at 15 de Janeiro de 1862, como me
fui communicado por aviso do ministerio dos
negocios es ira o gei ros de 6 do correnle mez, con-
vm que V. Ere. mande dar, nessa provincia, a
devida publicidade a semelhante noticia.
Dos guarde a V. Exr. Manoel Felisardo de
Souza e Mello, Sr. presidente da provincia de
Pernambuco,
Conforme.Francisco Luir de Castro.
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INTERIOR.
BIO DE JANEIRO.
SENADO.
SESSAO EM 27 DE JLHO DE 1861.
Presidencia do Sr. viteonde de Abaeti.
q 11 ho"s da maohaa, achando-se presen-
tas 30 Srs. senadores, o Sr. presidente deciarou
aberta a sesso.
Lida acta da anterior, approvada.
EXPEDIENTE.
O Sr. 1." secretario 15 um officio do ministerio
dos negocios do imperio, communicando que
S. M. o imperador se dignar de receber no paco
da cidade, urna hora da tarde, a deputacio do
senado que o tem de felicitar no dia 29 por aer o
do anniversario natalicio da princeza imperial a
&ra. D. Isabel.Fica o senado inteirado.
Um dito da cmara dos Srs. deputados, acom-
pannando a proposta do governo que ixa as for-
SoL mar par* anno finnceiro de 1862 a
1863, coni as emendas feitas e approvadas pela
dita cmara.A|imprimir.
Um dito da mesma cmara, acompanhando a
proposiQao que approva a penso aonual de 720J
concedida a Philles Brown, iura do chefe de di-
Tisao Jorge Brown.A imprimir.
Um dito do ministerio dos negocios da fazenda,
acompanhando o sutographo sanecionsdo da re-
solusao da assembla geral legislativa exoneran-
do o Dr. Joao Candido de Dos e Silva da obriga-
Qao em que se acha com a (azoada nacional na
importancia de 1-.360JJ980.Fica e senado intei-
rado, e manda-se communicar cmara dos Srs.
deputados.
Entra em discusso o requerimento do Sr.
Ferreira Penna, que flcou adiado em sesso de
16 do corrente, sobre o concurso do Brasil na
exposigo que haver em Londres no anno de
1862.
O Sr. Ferreira Penna apresentou este requeri-
mento receiando o/ie na' prxima exposicao de
Londres, como as antecedentes, o Brasil, por
falta de coohecimento dado com a devida anteci-
pa;o, deixasse de concorrer, com os seus pro-
ductos, fleando assim considerado em posi^ao in-
ferior a outros paizes qne alias esto menos
adiantados do que nos.
A' vista, porm, da declaracjao que- fez'o nobre
ministro da agricultura e commercio a respeito
da delberafao tomada pelo governo de expedir
instrucsSes para os diversos pontos do imperio,
que por certo nao deixario de produzr ventajosos
resultados, e nao tendo havido quem contrare
estas vistas da administracio, julga desoeceisa-
saria a approvaco do requerimento, e pede per-
missao para retira-lo.
A casa consente na retirada.
Entra em discusso o requerimento do Sr. Dia*
Vieira para que o governo informe se exacta a
noticia da candidatura do Sr. ministro da marl-
nba. pelo Maranho, a parte que nessa candida-
tura toma o presidente daquella provincia.
O Sr. Sooza Ramos (ministro do imperio), fa-
tendo juslica ao nobre senador autor do requeri-
mento, acredita que S. Exc. nao pretende qne
esta mocao soja approvada. Entretanto far al-
guna reparoseeste respeito.
Neohuma Ienrobibe que um ministro de esta-
do seja eleito deputado por qualquer provincia.
A apresntaao das candidaturas em casos seme-
jantes nao corre oficialmente. Pjrece Mi que
W
o objecto a que se refere o requerimento nao po-
de ser materia de informagoes officiaes.
Falla-se tambem em re provincia do Maranho contra a situadlo poltica
alli dominante. A' este proposito cumpre decla-
rar que o governo nao tomou, nem poda tomar,
empenho algum de sustentar ailuages polticas
dominantes, e nao se julga obrigado a respeita-
las nem a conformar os seus actos com o que
melhor convier a taes situaQes.
O governo tem um dever bem determinado, e
o programma offerecido quando assumio a ad-
ministrarlo do paiz a regra pela qual se diri-
ge. Empenhando-se na Qel execucao das leis
julga-se o governo na obrigago de respeitar os
direitos de todos. Portanto, sempre que esse de-
ver achar-se em conlradico com quaesqner si-
tuaces dominantes, isto nao lhe servir de em-
barago e ir seguindo seu caminho.
Desejaodo porm provar da maneira a mais
completa a deferencia que lhe merece o iilustre
representante da provincia do Maranho, adian-
tar mais algumas explicares.
Sendo da privativa aitribuigao da cmara dos
deputados verificar os poderes de seus membros,
nao parece ao orador prudente levantar-se ante-
cipadamente no senado urna discusso a respeito
da regularidade de urna eleiQo de deputado.
Se por ven tura um memoro dosabioele, afron-
tando a opinio de urna provincia, consegaisse
usurpar um diploma que s a espootaneidade dos
eleitores deve dar-lhe, por sem duvida que a
cmara dos deputados eslava no seu direito nao
approvando semelhante diploma, e est conven-
cido que em tal caso ella saberiacumprir o seu
dever.
Nao portanto o receio de urna discusso que
nao pode ter lugar na casa, e sim a deferencia
que, como disse, lhe merece o nobre senador
que leva o orador a dar as informacoes com que
est oceupando a alteogao do senado.
Nao seria de estrannar que o Sr. cooselheiro
Joaquim Jos Ignacio obtivesse a honra de ser
eleito deputado pelo Msraoho na vaga que dei-
xou o nobre senador ; S. Exc tem alli amisades,
e os servidos importantes que prestou em 1835 e
1836 quando commandou a forga naval daquella
provincia por occasio da rebellio do Para nao
pdem estar esquecidosdos Maranhenses.
Tambem se semelhante eleicao se dsse nao
podia ser considerada fructo dos esforgos do go-
verno. Todos ssbem que a eleiQo primaria
est feita, e ninguem acreditar que os eleitores
de urna provincia to illuslrada se sujeitassem
caprichosa imposico de um candidato por elles
repellido.
Nem seria de estraohar que esses eleitores que
deram na cmara dos deputados um assento ao
nobre senador pensassem de bom grado em
preencher a vaga que S. Exc. deixou lembrando-
se de um cidado que pelos seus servicos, diCQcil
e honrosa poeico que oceupa. e communidade
de opinies com o nobre senador eslava muilo
no caso de substitui-lo. (Apoiados).
Deve porm declarar com franqueza que o Sr.
ministro da marioha nem se aprsenla nem
candidato deputaco do Maranho.
E lera tambem razos para acreditar que, se o
actual presidente daquella provincia alguma io-
tervenco tiver nessa eleijo, ser para dissuadir
a quaesquer pessoas que procurarem promover
a nomeago do Sr. conselheiro Joaquim Jos Ig-
nacio.
O Sr. Dias Vieira agradece ao nobre ministro
as explicares que se digoou de dar, e se lives-
sem consistido to smente as ultimas palavras
que proferio, seguramente que o orador nao se
levaularia para motivar o seu requerimento, nao
porque espere ve-Io approvado, mas como um
desabafo.
Um dos males que o Brasil soffre a falta de
espirito publico, e esta falta quem a causa o
governo. Formulam-se queixas de desprestigio
do principio da autoridade, e nao ha papel que
o governo nao represente.
O nobre ministro da marinba por certo dig-
no de um assento na cmara dos deputados ; mas
o governo nao tem o direito de impr a sua can-
didatura, nem de exigir a degradadlo de orna
provincia ; e diz degradafio, porque o pensa-
mento desta candidatura nao parti do reconhe-
cimento dos servir03 do Sr. conselheiro Joaquim
Jos Ignacio e desuas hibilitacoes, mas do deso-
jo de especular com a reaeco e com as posices
que pdem vir.
A vaga que o orador deixou na cmara dos de-
putados foi solicitada por varios cidados, e estes
encontrarlo apoio as parcialidades polticas
existentes na provincia.
Diz-se que a candidatura do Sr. ministro da
marinha foi voluntariamente adoptada por Al-
cantara e pelo partido da Estrella. Mas Alcntara
havia j receido a candidatura do Sr. Dr. Nunes
Gongalves, presidente de Pernambuco ; a prela-
lidade da Estrella quera a candidatura do Sr.
Franco de Almelda ; o outro lado poltico abra-
gou a candidatura do Sr. Jos Vicente Jorgo.
S depois que d'aqui foi o chefe da estaco
naval do norte foi que appareceu no Maranho
a candidatura do Sr. conselheiro Joaquim Jos
Ignacio.
Quando recebeu cartas dando noticia desta
candidatura nao quiz dar-lhes crdito, porque os
Srs. ministros haviam assegurado ao orador que
nao tiobam candidato algum ; foi pois com sor-
preza que vio que da sua provincia continuou a
dar-se por certa a candidatura do Sr. ministro
da marinba; tanto mais que nao conhece no
Maranho outros amigos de S Exc. alm do ca-
pitao do porto, chefe da estaco naval, e presi-
dente da provincia.
Nem o' senado far ao orador a injusta d9
acreditar que, se nao tivesse certeza de que tal
candidatura era inventada pelo presidente da
provincia de um modo irregular, viesse suscitar
urna discusso desta ordem.
Disse o* nobre ministro que o requerimento ne
pode ter cabimento no senado porque revela
exame previo de urna eleigao cujo exatne cabe s
cmara dos deputados. A apreaentaco de urna
candidatura pelo presidente da provincia, com as
ctreumstancias que se do a respeito desta, de-
monstra grande irregularidade; mas se for aceita
pelo corpo eleitoral tornar-se-ha um facto legal
Nao pode portanto o requerimento ser tomado
como o nobre ministro do imperio o tomou.
Nao podia passar pelo pensamento ao orador
que o govaroo respeitasse a situago politice do-
minante no Maranho. Mas quizera que o uzea-
se francamente, que nao consentase que o seu
delegado estoja alli hostilisando os amigos do
orador e da deputaco do Maranho, ao passo que
o gabinete est squi fazendo protestos de harmo-
na com estas mesmas pessoas.
Particularmente j fez ao governo a evistencia
de actos do presidente do Maranho que denotam
dasejo de reagir, como sejam julgar irritas e nal-
jas pateotea da officiaes a guarda nacional con-
feridas pele aeu anleceasor, nao expedir diplomas
a autoridades policiaca nomeadas tambem pelo
seu antecessor, e outros desta natureza que
nao podem ser considerados sentf arrhas aos
que pleitean,! candidatura- p Srt-*iuistro da
nurinhi
at boje nunca havia
admittido.
Nestaacircumstancias, convicto o orador de
que o Maranho pede um presidente discreto,
prudente, que nao excite paixes, e que atienda
para o melindroso estado oanceiroda provincia,
julgou de seu dever manifestar estas cousas, nao
coosentir calado que a mo de ferro de um presi-
dente peuco capaz entregue a sorte dos amigos
do orador naquella provincia aos Jacarandas e
outros que taes.
E' um ponto multo importante, muilo serio :
e prendendo-se a candidatura do Sr. ministro da
podido conseguir ser alli isto s podia considerar-se urna imposico do
i governo. O nobre senador esqueceu que ha na-
, quella provincia dous partidos, cujas torces qua-
| ai se equilibraran na ultima eleigao geral. Ora,
o partido eontrario ao do nobre senador podia por
tctica ou outro qualquer principio, trabalhar por
essa candidatura, afim de trazerao nobre senador
e aos seus amigos a suspeita de que a gabinete
toi qae a impoz.
E tanto mais isto fcil de acontecer quando
1 no Maranho os partidos nao se distinguen! mul-
to pelas opioies polticas. Ainda na ultima elei-
._ gao parte dos denominados conservadores liga-
mariaba direccao que o presidente tem de dar ram-se com parte dos chamados liberaes. e con-
fta cousas publicas, nao poda o orador consentir aeguiram eleger seus candidatos
silencioso que a sua provincia sofra os desvarios O Sr. Dias Vieira :-S dous em oito
daquelle administrador. I O Sr. Baro de Cotegipe acredita que isto bas-
Nao er que haja proposito do Sr. Primo de ta para mostrar quanto difflcil nal provincias
Agolar em proceder mal, attribue mesmo a inex- distinguir os partidos pelos principios que sus-
periencia em admimstraco os mos actos prati- tentam, e como possivel que a parcialidade
cados 1; mas pensa que a provincia do Maranho vencida apresentasse agora mui voluntariamen-
nao est no caso da cara do tolo, em que apren- te e por tctica a candidatura do Sr. ministro
de o barbeiro novo; devia-se-lhe poupar a apren- da marinha com fios que sao de fcil comore-
dizagora de semelhante presidente. henso. vu,K,0
Tendo dito com brevidade a sua opinio a res- i O nobre ministro do imperioj deciarou termi-
1 provincia do Maranho est nanlemente que o Sr. conselheiro Joaquim Jos
i decidido a pedir a retirada do requerimento.
O Sr. visconde de Albuquerque : Nao fa-
I 5a tal. ^
O Sr. Dias Vieira nao tem duvida em solicitar
a retirada do requerimento porque, se o passo
que acabajk dar trouxer antagonismo entre o ga-
binete e^ orador, nao lhe faltar occasio
de discutir com o governo as cousas da sin pro-
vincia.
Agradece ao Sr. ministro do imperio as infor-
maeftes que deu por deferencia ao orador, mas
estimara mais que S. Exc. lirrasse o Maranho
de um presidente que pelas aberturas da sua
administrago nao deixa a menor esperanga de
que ser oroveitosa provincia.
O Sr. Souza Ramos (ministro do imperio) diz
que verdade que o nobre senador taoto, ver-
balmente como por escripto, lerou ao conheei-
mento do governo actos da presidencia do Mara-
nho que achou irregulares.
O ministerio deposita a maior conQanga as
palavras do nobre senador ; mas por um lado
S. Exc. falla por ioformages, e por outro lado o
ministerio tambem nao pode deixar de depositar
igual cooQanga no seu delegado. Era portanto
dever do governo nada resolver antes de dar au-
diencia ao seu delegado, e mandn ouvir o presi-
dente da provincia a respeito das reclamages
do nobre senador. Neste procedimeoto nao pode
S. Exe. acbar nada de irregular, nem cousa digna
de censura ; pensa mesmo que o nobre senador
nao procedera de outra forma se eslivesse no
lugar dos ministros.
Do quo o orador disse nao pensa quo pudesse
o uobre senador inferir que era pensamento do
governo ter em pouca considerago o seu apoio
e o de seus amigos no Maranho ; nem lhe parece
cabida a censura de que o ministerio nao proce-
de a seu respeito com franqueza e lealdade.
O nobre senador nunca poder admiltir como
sa e digna de ser adoptada a doutrina que torna
o governo instrumento de partidos. Elle tem os
seus deveres marcados, as suas attribuigas sao
limitadas, e at na direcgo da poltica a justiga
coodigo essencial de um governo regular.
E anda quaqdo actos isolados contrariassem
a situago poltica dominante do Maranho, nem
por isso o nobre senador, que se acha frente
Ignacio nao se apresentou candidato deputaco
pelo Maranho; entretanto o nobre senador in-
siste em attribuir osados do presidente daquella
provincia ao desejo e proposito de fazer hiumphar
essa candidatura.
O que parece claro que o governo nao im-
poe nem recommenda semelhante candidatura ;
e urna vez que o gabinete nao empregne meios
governamenlaes para fazer eleger o Sr. ministro
da marinha, tambem certo que a eleigo de S.
Exc. em nada viria desairar a provincia do Ma-
ranho. (Apoiados.)
As censuras que o nobre senador fez ao presi-
dente dessa provincia nao autorisam, ao menos
no conceito do orador, o juizo desfavoravel que
pretende que se faga de tal administrago. Pou-
co conhece o orador aoSr. Primo de Aguiar, mas
sabe que um cidado muito Ilustrado, e de quem
nao se pode dizer com justiga que vai lazer o pa-
pel de barbeiro novo que aprende na cara do to-
lo. (Apoiados.)
Nao tem de certo pratica de administrago, mas
todos os que teem sido presidentes tambem prin-
cipiara m assim..
Qnses foram "os factos argidos? A nao expe-
digo de diplomas a agentes policiaes nomeados
pelo seu antecessor nao urna cousa que indique
reaego ; antes urna medida prudente, de que
o governo geral d sempre exemplo, devolven-
do aos presideutes novamente nomeados as pro-
postas feitas por seus antecessores, afim de ver
se concordam nellas. E' urna medida prudente,
e que nao importa injuria alguma so antecessor,
ao passo que muitas vezes facilita a administra-
go.
O mesmo acontece com as patentes de offi-
ciaes da guarda nacional que nao foram expedi-
das. Talvez que poi certa deferencia nao o de-
vesse fazer; mas que dessa maneira nao praticou
acto nenhum illegal cousa que nao deixa duvi-
da : e at certo ponto, depois da crise de urna
eleigo, talvez fosse prudente reconsiderar seme-
lhantes patentes.
Quanto a admisso de um suppleote na as-
sembla provincial, era preciso provar que o pre-
sidente.da provincia interveio em um tacto todo
da competeocia daquella assembla, para achar
que exprobar-lhe. Que culpa tem o presidente
o orador nao proseguir.
O Sr. Dias Vieira (para explitar) nao sabe se
deixou entreter idea de deslealdade por parte do
governo : se assim foi. declara nao leve tal pen-
samento.
Quando disse que desejava que o governo se
axplicasse de urna maneira explcita a respeito
do que se est passando na provincia do Mara-
nho, quiz signicar que, se o gabinete nao es-
lava satisfeito com a situago poltica daquella
provincia, convinha que disso tivessem sciencia
os seus representantes.
Nao sao os factos que o orador apontou os que
provam que o actual presidente do Maranho es-
t rengindo; ha outros da mesma ordem, por
exemplo mandar chamar o juiz de orphos da ca-

Do proprio rolatorio do Sr. Primo do Aguiar
ve-se que a ordem publica em Pastos e no serto
nao corre regularmente. Na,capital da provin-
cia os caprichos do actual presidente j deram as-
sento na assembla provincial, como supplente
de duieto remoto, a va capito Jacaranda que
- aqu a culpa
do presidente ?
Nao comprehendeu bem o que diz respeito
suspenso de urna arreraatago annonciada era
prega de orphos. Parece porm que a interven-
gao do presidente nao passou de um conseibo ;
ordem de certo que nao toi: e desde que era um
mero conselho, eslava as m3os do juiz de or-
phos nao o aceitar.
O que convm nao esquecer que, no esta-
do do espirito publico no Brasil, o administra-
dor que fr para sertas provincias ha de custar
muito a sabir de l, elogiado ; taes sao as exi-
gencias pessoaes exageradas das diversas parcia-
lidades.
O que cumpre pois ao governo escolher pre-
sidentes iIIusirados e prudentes, mas energi-
pital e exigir que auspendes'se urna "praca de "bes cos,,1ue PS8am resistir a taes exigencias, seja
que eslava annunciada e ia ter lugar. qusl fur a "tuago que domine neste ou naquelle
Proporcionando ao ministerio esta occasio de 8eDlido- *
manifestar as suas vistas sobre o estado daquella Antes de concluir Tara ainda um pequeo re-
provincia suppoz que fazia-lhe at certo ponto Paro.sobre algumas expressdes de que se servio
um servigo habilitando-o para recoosquistir a es- D2.br^. amador em relsgo aos representantes
tima de muitos de seus amigos com a declarago a Bahla 9 maneira porque elles lavam a sua
tranca de que o governo nao impe candidatura. rouDa 8UJa-
!/m;Da0, P de.iiar de 8er mai, conveniente O orador esl convencido que al hoje ainda
auminiairagao n um onde se acredita em ludo nao bouve discnsso alguma promovida ou aceita
n ?.!le CP 8<"erno. por senadores e deputados da Baha que autori-
,.V oor e outros representantes do Maranho 8asse o nobre senador para concluir que elles ti-
J* 08p 8e -nao para h08lili8ar abine- oham roupa suja, mas que nao a queriam lavar
te, ao menos para nao estar muito contentes com em publico. !" lavar
SLSXSStS^f caia.d0*>. M*f um ac" Causaram-lhe pois especie essas expresses do
.. n.H a- envolver.ia dignidade do orador, nobre senador pelo Maranho, e que do a enten-
?.pw dlss?sse' P?1S. *lna*a nao deTem estar es- der que na trra do orador ha tanta roupa suja
IliV,.- M ,nJ"clidoea que aiguns joroaes pro- sem que elle o saiba. (Risadas.) Quizera pois
paiaram quando o orador foi escolhido senador, merecer ao nobre senador o obsequio de explicar-
u que se nao dina delle, como se nao quereria se a respeito da razo porque foi logo lembrar-se
r?AIgf r-.a conflrmaQao das apreciages que ento da Babia para aprosenlar como exemplo nesta es-
loram teitaa, se as actoaes ctreumstancias se re- pecialidade. (Risadas.)
mNnSoS.l*SllenC0? I Em loao caso o dr de opinio que
ninguem enxergue pois em suas palavras se- quaesquer discussoes, desde que sao levadas
nrnv?nrUmpnm0nt0 ** um daw para com a 8ua orde,D de lava8e" ^ upa suja, nao convem em
OurEdt. en- S1?1.8 a,un)a (aPOiados), e que os negocios da
manrtVdr. i'5 u'' Pu"m0 de Agu,ar era Bahla' assim coa>0 de q"aW outra provin-
ouhlir. ni flm'.ir Maranhao Por1ae obcas C,B. Poae"> 8 sempre Iraniamente discutidos
estado drm.0 a'l'bem. esperava-sequt esse com a decencia e molerago de que o nobrese-
estaao de cousas melhorasse sendo o presidente nador deu exemplo.
EDkaUnta .. k... ki- .- I Sr' v'8Conde de Albuquerque considera o
as do dinniVLlT P.ub,,lc" e8iao >>a mesma, requerimento como um meio de prestar impor-
homena oueS22JnTT""0 Para.a8a f ">te servigo .0 ministeria. o faz algumas consl-
i.l ^"8_pre8l"m T?los em eleigoes. J pelo derages a seu respeito.
mesmo motivo outra obra de importancia para a
provincia havia parado.
Mas nao dar grande expsnso a estas queixas,
nao quer lavar perante o senado esta roupa suja
do Maranho : seguir antes o exemplo dos Srs.
representantes da Baha, que nao do este espec-
tculo em publico.
A verdade que no Maranho nao ee cuida de
obras publicas ; da primeira cousa que o presiden-
10 cuidou foi de dar execugo a urna autorisago
muno facultativa que tioha em lei, para reformar
a secretaria do governo augmentar o vencimento
dos empregados, o numero deates, etc., do que
nao havia a menor necessidade.
Quanto economa, eis o que est fazendo o
presidente; quanto direcgo poltica, j disse
qual o estado do Maranho. Ao abandono de in-
teresses vitaes e to legtimos vindo juolar-se a
imposico de urna candidatura que nao tem base
natural na provincia, deverla o orador conservar-
se calado ? Pensa que ninguem approvaria seme-
lhante procedimenlo.
O Sr. Barao.de Cotegipe, visto que o nobre mi-
nistro 40 imperio/jl fez ver que o requerimento
de que se trata bao est muito conforme com os
estjflos e atiriburgas do senado, nada mais ac-
crescentar'a eile flspeito, limitando-so a pro-
testar contra o precedente; Far porm algumas
ebservsges sobre diversas proposiges enuncia-
das pelo nobre senador.
Pareceu a S. Exc. que, apresentada no Mara-
nho a candidatura do Sr. ministro da marinha,
O Sr, Dias Vieira pede permisso para retirar
o requerimento.
O senado consente.
O Sr. Dantas diz que lhe parece chegada a oc-
casio de saber-se emquaoto importou a despeza
com a commisso scientifica que est de volta do
interior do Brasil; por isso ofterece o seguiote
requerimento :
Requeiro se pecam ao governo as informa-
goes que elle j estiver em estado de tornecer
sobre as quantias despendidas com a commisso
scientifica que foi encarregada de explorar o in-
terior do Brasil.
E' apoiado e approvado sem debate.
ORDEM DO DIA.
Submellido votacao do art. 1." do projecto do
senado substituiodo o actual systema de pesos e
medidas pelo systema mtrico francez, cuja dis-
ousso ficra encerrada, approvado.
_ E igualmente approvada a emenda ao dito ar-
tigo,eflorecida pelo Si. Souza Mello, cuja dis-
cusso tambem ficra encerrada.
Entrara em discusso 9 art. 2." do projecto e
seus pasegraphos.
O Sr. Visconde de Albuquerque iche boa a idea
do projecto, e recoohece que ioteressaote ; mas
a questao est na execugo. 6 desta que se tajee.
O systema portuguez de pesos e medidaa, com
que nos criamos, em que estado ae acha ? Q
alqueire de um municipio nao o alqueira de
outro, dentro da msma provincia : est ludo al-
terado, a confusao grande. 0 que nio terl
quando se puzer em pratica o systema mtrico,
que quisi ninguem conhece entre nos 1
Alguma cousa se podia fazer neste sentido,
mas o meio outro. O governo que eslava no
caso de adiantar alguma cousa neste assumpto,
mandando que as repartieres e eslacoes publicaa
se comegasse a praticar o systema mtrico, com-
parando-o sempre com os nossos pesos e medi-
das. Assim a pratica ira introduziodo o conhe-
cimento do systema, e o paiz ir-se-hia pouco a
pouco dispondo para receber este melhora-
ment.
A cousa nao m, mas a pratica pode dar
lugar a muitos inconvenientes. Tambem ninguem
duvida que urna estatisiica necessaria, mas a
lei do censo que fizamos foi recebida pelo paiz
de tal maneira que o governo teve de suspen-
de-la.
A adopgo do syslem mtrico vai entender
com todos os contratos de compra e venda, desde
as transaegea com as quitandeiras at s mais
importantes e elevadas em valor.
O que custou a fazer adoptar em Franca este
systema deve servir-nos de exemplo. Elle nao
to simples como se quer dizer, e a prova
que nos principaes estados da Europa que esto
era grande contacto com a Franga, e onde a ins-
truego do povo superior nossa, ainda nao se
poz em uso o systema mtrico. Como pois se
quer que o Brasil v tomar a dianteira essas na-
ges ? As difficuldades bao de ser multas e o
systema pode desacreditar-se de maneira que de-
pois seja muito difflcil adopta-lo.
E' apologista di medida e reconhece o seu
grande alcance, mas vota contra por causa da
pratica. Por emquanto dar-se-ha por contente
se o governo fr tomando algumas medidas que
com vagar preparando o nosso povo para receber
esta innovago.
Tal qual o projecto est redigido nao vota por
elle, lem roedo da sua execugo.
Sr. Souza Aamos ( ministro do imperio ) ob-
srva que o art. 1., j approvado era o que tra-
tava da substituigo do acial systema de pesos e
medidas pelo systema mtrico ; que o art. 2.
que se est disculindo, s tem por fim os meios
de p-lo em execugo, e sobre estes que deve
versar o debate.
Ninguem desconhece que devem haver diffi-
culdades na pratica; mas para remover essas dif-
ficuldades que se procura no art. 2. lomar cau-
telas que at certo ponto devem salisfazer o no-
bre senador porque em parte vo de accordo com
as suas opioies.
Quaes sao essas cautelas ? Ei-las :
E' o governo autorisado para mandar vir
de Franga os necessarios padres do referido sys-
tema, sendo alli devidamente ateridos pelos pa-
dres lega es ; e outrosim para tomar as medidas
que julgar convenientes a bem da execugo do
artigo precedente, sendo observadas as disposi-
ces seguintes :
1. O systema mtrico substituir gradual-
mente o actual systema de pesos e medidas em
todo o imperio, de modo que em 10 annos cesse
ioteiramente o uso legal dos antlgos pesos e me-
didas.
2. Durante este prazo as escolas de ins-
trnego primaria, taoto publicas como particula-
res, comprehendero no ensino da arithmetica a
explicago do systema mtrico comparado com o
systema de pesos e medidas, u
Parece que estas providencias e as que o go-
verno pode tomar nos regulamentos que expedir,
e sendograduala substituigo, nao se deve re-
ceiar a reproduego de embaragos como os que
pozeram obstculo execugo da lei do censo.
Deve-se crer que pelo que fica disposto o paiz ir
adoptando e praticando o novo systema sem o
menor abalo.
Pensa pois o orador que o nobre senador nao
pode deixar de votar pelo art. 2. que d os meios
de fazer executar com prudencia e conveniente-
mente o que j se venceu.
O Sr. D. Manoel continua a impugnar o pro-
jecto. Se no interior do Brasil nao ha mestres
que ensioem o A B.C, como os haver para en-
sinar a systema mtrico ? Nao os bao de encon-
trar.
Nao v necessidade urgente de adoptar-se j
esta substituigo, nem prevalecen) as razes que
para isto apresentou o Sr. ministro da agricultu-
ra e commercio.
S. Exc. disse por exemplo que na estrada de
ferro de D. Pedro II havia oito medidas lineares.
Tem o orador informages que considera officiaes,
em virtude das quaes est habilitado para asse-
verar que naquella estrada s se faz uso da mi-
Ibaingleza, e em parte delta tambem do metro,
mas referindo-se sempre s nossas medidas.
Mas nao foi sem plano que o nobre ministro
embirrou logo com a estrada de ferro de D. Pe-
dro II ; nao se lembrou de outras.
Entretanto quer se considerar esta innovago
de tal urgencia que nem se quiz approvar o re-
querimento do orador para ir o projecto com-
misso de fazenda, to competente como pelos
membros que a compem para dar sobre a mate-
ria um parecer que a esclarece completamente.
E isto se faz ao passo que outros projectos j
era parte discutidos e bem estudadosso manda-
dos la commisses afim de os reconsiderar I
As difficuldades da adopgo do systema mtri-
co tem impedido a Inglaterra, a Hespanha, a
Russia, a Allemanha, etc., paizes adiantados, de
o receber e por em pratica ; e entende-se que
o Brasil, que nada sabe de tal systema uem tem
no interior quem o ensine, v desde j e dentro
de dez annos servir-se de tal systema 1 ,
Quando grande numero de uages nao tive-
ram duvida de adoptar o cdigo civil da Franga,
que hoje pode quasi chamar-se o cdigo euro-
peo, e entretanto nao poderam ainda praticar o
systema mtrico, o Brasil, que est to atrasado
a outros respeitos, que vai j adoptar aquel-
lo systema I O orador roceia que daqui nasgam
graves embaragos, e pede ao senado que atienda
bem para o exemplo daquellas nages Ilustradas,
e que nao approve esta innovago sem maduro
examo e toda a reflexo.
Na opinio do orador, o paiz nao est disposto
para esta alterago. Vota pois contra o pro-
jecto.
Nao havendo casa para votar-se, o Sr. presi-
dente declara a discusso encerrada, marca a or-
dem do dia, e tevaota a sesso s duas horas da
tarde.
SESSO EM 80 DE JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Abatt.
A's 11 horas da manha, o Sr. presidente abre
a sesso, estando presentes
dores.
Lida a acta, da anterior approvada.
EXPEDIENTE.
O Sr. Primeiro Secretarlo 16 um officio do mi-
nisterio dos negocios da justiga, acompanhando o
autographo da resolugao da assembla geral au-
torisanOo o governo para conceder ao bacharel
Antonio Borges Leal Castello Branco, juiz de di-
reito -de Oeiras, e ao conselheiro Jos Beoto da
Cuaba Figueiredo, lente da faculdade de direito
do Recjto, usa anno de licenca com todoa od veo-
cimntos para tratar de sua saude, na qual reso-
Pf'meira, approvando a pensfio annual de rs.
300JKKH) concedida a D. Josepha Cruz e Silva de
Andrade;
Segunda, approvando a penso annual de rsv
1:200fl000 concedida a D. Escolstica Basitia de
Seixas ;
Terceira, approvando a penso annual de 264S
concedida a D. Candida Bosa Pereira Nunes.
Vao imprimir.
O Sr. quarto secretario l o parecer da mesa
sobre a indicago doSr. visconde de Albuquerque
Fica sobre a mesa.
O Sr. Pimenla Bueno participa que como ora-
dor da depulago encarregada pelo senado de fe-
licitar a Sua Magestade o Imperador peto an-
iversario natalicio de Sua Alteza Imperial a
Sra. D. Isabel, cumprira sua misso e pronuncia-
ra na preseoga do mesmo augusto senhor o se-
guinte discurso :
Senhor.O anniversario natalicio da serenis-
sima princeza imperial um dos nossos dias de
amor, de jubilo, de seguridade, de progresso e de
grandeza.
a E' urna poca venturosa para Vossa Magesta-
de Imperial, pois que affecta vivamenfP o seu
magnnimo corago, j como pai, porque um
da de especiaes emoges para a ternura e para
o amor paternal, j como esposo, porque um
periodo certo de conlemplago e de prazer vendo
como se reproduzem e crescem na gracioa prin-
ceza 3 illustracao e as excelsas virtudes de sua
augusta mi, j como monarchs, porque Vossa
Magestade Imperial o primeiro e o mais Ilus-
trado amigo dos Brasileiros e sabe perfeitamente
quanto a elles importa que se vigore e perpetu o
precioso penhor do porvir que a alta sabedora
de Vossa Magestade Imperial to desveladamen-
te nos prepara.
E' urna poca venturosa para a naco, pois
que por muitos ttulos intensamente affecta o co-
rago e os destinos de todos os Brasileiros.
por si mesmos, pois que ella merece urna sincera
devogo ; amara alm disso, porque imam a seus
augustos pais, e venerara a memoria do fundador
do imperio e a de seus Ilustres antecessores,
cujos nomes recordara to grandes e gratas tra-
dices.
a Alm do devido amor, senhor, concorre an-
da o interesse geral dos Brasileiros, lei necessa-
ria, justa e immutavel, que domina as sociedades
polticas.
A augusta Qlha de Vossa Mageslade Imperial
nos foi dada pela Providencia como um symbolo
de estabilidade, de ordem, de paz, de seguraoga,
como urna garanta de perpetuidade de nossas sa-
bias iostituigdes e de nossas valiosas liberdades,
como um penhor de progresso e de grandezas,
omfim como a continuago nao interrompida da
gloriosa misso que Vossa Magestade Imperial
tem desempenhado por seu Ilustrado governo,
j pela sabedora e alta previdencia com que tem
adornado e se desvela em adornar aquella que
est destinada a continuar em to sublime e gran-
diosa obra, aquella que tem de ser o chefe su-
premo da nago, seu primeiro representante que
tem de velar sobre a independencia de um povo
livre, sobre a manutengo da religio do estado,
sobre o equilibrio e harmona dos poderes poli-
ticos, que tem emfim de ser o defensor perpetuo
dos direitos, do progresso, da felicidade do Bra-
sil e dos Brasileiros.
Reuoem-se, pois, senhor, gratas affeicOes e
transcendentes inleresses para que o senado, fiel
interprete do povo brasileiro, se alegre vivamen-
te pelo dia de hoje, e se ufane pela sabedora do
seu monarcha ; para que nos mande que venha-
mos pedir a Vossa Magestade Imperial e a Sua
Magestade a Imperatriz que se digoem aceitar a
renovago de suas sinceras bomenagens e de suas
respeitosas congratulages.
O senado, senhor, renova conjunctameota
seus fiis protestos de dedicago e seus fervorosos
votos pela existencia de Vossas Magestades Im-
periaes, da princeza imperial, e de toda a sua au-
gusta familia.
Ao que Sua Magestade se dignou dar a seguin-
te resposta :
Podis manifestar ao senado quanto sou gra-
to aos sentimentos de amor e fidelidade minha
pessoa e mi ha familia.
O Sr. Presidente declara que a resposta de Sua
Magestade o Imperador recebida com muilo es-
pecial agrado.
ORDEM DO DIA.
Sabmeltidos votagio, por ter fleado encerrada
a segunda discusso na sesso antecedente, o ar-
tigo 2 e seus paragraphos do projecto do senado
substituiodo o actual systema de pesse medidas
pelo systema mtrico francez, sao approvados, e>
passa o projecto para a terceira discusso.
Entra am primeira discusso a proposigo da
cmara dos senhores deputados elevando a 800$
o ordenado do porteiro da academia das Bellas
Artes.
Julgada finia a diseasen, passa para a segun-
da e desta para a terceira sem debate.
Segoe-se a primeira discusso da proposta do
governo, cora as emendas approvadas pela c-
mara dos senhores deputados, acerca dos casa-
mentos mixtos.
Bada por concluida, approvada e passa para
a segunda discusso, na qual entra logo, come-
ganlo-se pelo artigo 1' com as emendas.
O Sr. Vasconcellos deixou passar em silencio a
primeira discusso. mas na segnnda a sua ab3-
tengo seria extranhavel e at reprehensivel.
Convm recordar os motivos que teve o gover-
no para olerecer em 1838 a proposta que reio>
emendada pela cmara dos depurados e de que o>
senado se esl oceupando.
Nao foram as reclamages mais ou menos ins-
tantes dos governos estrangeiros que determina-
rais a apresentago da proposla; militaram para
isso razes de ordem superior, mal interpretadas
pela ignorancia de uns e m f de outros.
Considerada menos orthodoia como foi esss
proposta, parece que o passo dado pelo governo
em 1859, aceitando aa emendas lembradas pela
commisses da outra cmara, de algum modo re-
forca semelhante aecusago ; o que augmenta a
necessidade que tem o orador de entrar nesta
discusso. 0
Em 1853 occorreu o seguiote facto: urna Alie-
ma da religio evanglica havia casado em Pe-
tropolis com um portuguez catholico, sendo a
casamento celebrado segundo o rito evanglico;
viveu annos com o marido, at que este, reli-
rando-se da companhia delta, toi-ae embora pa-
ra outro ponto da provincia do Rio de Janeiro,
onde casou-se outra vez, dtrgiudo depois ao go-
na- verno orna petizo para que fitesse declarar in-
valido o primeiro casamento.
Ouvio o governo o cura evanglico de Petra-
polis e o Revm. bispo diocesano, e ambos opi-
narais que nao era valido o primeiro casamento.
Do mesmo parecer foi a secgo do conseibo do
estado ouvida a este respeito.
Em 1855 o ministro da justiga tralou deste as-
sumpto em seu relatoro; em 1856 doclarou qua
tornara a ouvir a secgo"do conseibo de estado,
e qae julgava argente medidas que regulassem
urna materia to importante.
No relatoro de 1857 tornou-se a fallar deste
lut* Sua Magestade o Imperador consente.-Fi- objecto, assegurandn-se que ia ser ouvida
ca o senado inteirado, e manda-se communicar
cmara dos senhores deputados.
Outro da cmara dos senhores deputados, acom-
panhando as tres teguintes proposiges di meinu
cmara ;
a san-
ts-s, e que eu brere se dara providencia ade-
qaada.A
Neste p estavam as cousas
entrou para o ministerio e
a seguate proposta;
quando
apresentou
o orador
em 18
TT
------


m
?*+-
&
DIARIO DB HNAMBUCO.
*>e
* s:
'"
O E 1811.
Augusto! e dignissimos Srs. representantes
la telo.
As laii que regalan no imperio o matrimo-
nio nao pdem, sera grava compromettlmeoto
dos interesses publico, permanecer inalteradas.
A liberdade de cooseiencia e a tolerancia dea
cultos sao rrtncipios que a constituigio poltica
lo sudo proclama e consagra, e de vantagem
intuitiva as cooseqisaBqaa qee derivam de me-
es to salutares.
O overno imperial aceaspaoha naga* em
enlimcatos religin*, n aaedieucia des
a lanlos de igrrja de Jesas Christo, no reedito
aoe direilos ieeootestaveit.ee peda espiritswl. e,
eeonhecendo eua indepnastoatin, alo pode por
seso mesmo deixar de pftr pelo lif re exarcado
des ettributces de peder temporal.
E'fra de duvida eea, como outras nages
sathottoae, pode o Braet eslsbelecer o caaamea-
to civil e legitima-lo em todos os seus effeitos.
< Fiel a taes principios, e governo imperial
eem solicitar de vosea illuatracto e patriotismo
medidas que protejam a seguranza das familias,
seu futuro, e a sorte, boje tio precaria, da prole
los contrarenles que professam religies dile-


tTTV
assiai, a par
Accresce aoe a igreja reapeita at o casamenta
eotre deus inflis; tanto que quando no dos
coojugeaneennverte ao calholicismo nao se re-
nova a cosamento,. Esta opinio oio I do ora-
dor, mas de Bergier, no seu diccionario Ideol-
gico e deoutros muilos escriptores de igual no-
meada.
E que o sacramento pode ser aeparado da cae-
trato opieiio tasaeem do naaao diocesano, co-
ma mastra aam na* toeaae, jee le, da au* taea-
to#is.
Ora, se, segundo tan gravea autoridades, a aa-
eraaneetojwde ser aaBeredo do contrato, casto
ressmdsraOa manas oathodoxa a doutrina a
peap asta f Hao eossivel ter para isso boas ra-
saos, e aa que o orador transa em eeu a peto dis-
aaaaaaa citago da outras mstaa auiorideeea
competentes que abundara no sentida da pro-
posta.
Entreunto a proposla fui wtdificidi, a ajsjssj SJ
ach depois de emendada Incompleta, deixa
sem solarlo a questo dos cssamentos mixtos,
nao determina quaes os tribunaes competentes
para decidir da validada dos matrimonios, e con-
tera nutras lacunaa importantes que esiiram
providenciadas pelos artigos da proposta.
Assim incompleta, toroar-se-ha quasi intil a
medida, ou trari novas complicaces; mas nlo
se oppoe a que passe, nem offereee emendas.
Falln, porque na posigao quo oceupoa, teodo
ollerecido a propoata que foi tao mal ioterprela-
pa, nio poda deizar de dar expliesgo do seu
procedimeoto.
r'oi tratado da herege em varios escriptos que
sppareceram sobre este assumpto: nao podia
deixar passar esta aecusacio. Qual tem sido o
:, e cima de tu- seu procedimeoto as- cameras sobre materias
desta ordem ? Elle est patente, e desvanece-se
de que algumas medidas teem passado iniciadas
ou sustentadas pelo orador, as quaes sao as mais
favoraveis religio catholica.
Assim que fui o orador quem propoz a crea-
cao de mais um bispado ; quando ministro ad-
vogou a causa dos parochosj tratou de melho-
rar o estado das cathedraes, esforgou-se porque
fossem adoptadas providencias a respailo da edu-
caco do nosso clero, concorreu para dar-ae aos
bispos um foro especial, etc.
Parece, pois, que tudo isto nio aulorisava o
que se disse contra o ministro da justica que em
1858 apresentou esta proposta.
Nao havendo mais quem pega a palavra
O Sr. presidente declara encerrada a discus-
so do art. Io.
Dada a ojdem do da, levanta-so a sesso
urna hora da tarde.
reates da do estado, promovendo
da ama legislagio protectora de tio sagrados di-
rcitos, a tranquillidade domestica e a prosperi-
dade da naco.
O governo nio contempla cem fra indifTerenca
a confusao e a desordem no seio das familias, que
pdem inespera Jmenle ver-se desamparadas o
expostas miseria e deshonra, se as leis nio
regulare de modo conveniente os diretios e de-
vafes dos coojuges, ou ambos sejam catholicos
a omento um catholico e outro nao.
Os tratados, as
do o dever de naco christa e civilisada, puze-
ram termo ae trauco da sera vos da frica, don-
de a lavoura a todas as industrias da imperio se
proviam de trabalhadores.
Da extioccie desee trafico resultou a falta de
bracos, e da falta de bracas a urgencia de aoimur
a emigragao com solicitude para dar-se desen-
volvimento i nossa aradeecio.
< locootestavelmente porm os esforeas do go-
verno encontrarlo barreira insuperavel na satis-
agio deesa necessidade, sa par ventara ce es
trangtirus que vierero trazer-nos sna industria e
seu t rabal lio uo puderera contra hir os lagos de
familia com certeza de ua legitimidade e com
lodos os ctfeitos que provm do matrimonio le-
galrnenie contrahido.
E' facto constante e por todos testemunha-
do que oio catholicos, mas grande numero
le protestantes, procuram na emigragao para o
Brasil melboramento de aua posieio.
Entretanto qual ser o homem morigerado
que nao vacille v* para o imperio se nao contsr
seguro cora a legitimidade de familia? se se re-
putar concubinato a unto que contrahlr? Ileg-
timos seas fllhos, e portento iocepases de suc-
cesso ?
Melhorar esta siiuaglo o dever e o erope-
nho do governo imperial.
Exigiado a prudencia, em materia tao deli-
cada, larga meditncao, profundo exame, coofiou
o governo esta grava incumbencia ao estudo da
seccao de iustiga do conselho de estado.
E dignando-se Sua Magestade o Imperador
de conformar-se com as ideas da mesma secgio
e do conselho de estado, que tambera se servio
cutir, ordeoou-me que vos apreseotasse, augus-
tos e digotssimas Srs. representantes da nagio, a
seguate proposta:
Art. 1. Os casamento* entre pessoas que
cao professem a religo catholica apostolice ro-
anaoa sero feilos por contrato civil, podeado ae-
guir-se o acto religioso, se este oio tver sido
celebrado antes.
a Arl. 2." O casamento civil tambem poder
ser contrahido quando um dos contrahentea fdr
catholico e o outro nao. Fica porm entendido
que se nessa hypothese preferirem celebrar o ca-
samento religioso ante a igreja catholica, o po-
dero fazer i ti dependen tem ente de contrato civil,
produzinJo o religioso, alm do vinculo espiri-
tual para o catholico, lodos os effeitos civis para
ambos, io completamente cerno sa livessehavi-
do contrato civil.
Ait. 3.B O contrato civil, seguido da com-
municagao dos esposos, assim na hypothese do
art. Io como do art. 2o, torna o matrimonio in-
diesoluvel e produz todos os* effeitos civis que
resultara do que contrahido segundo as leis e
costumes do imperio.
Art. 4." Os cssamentos mixtos ou eotre pes-
aoes estranhas 4 igreja catholica, bvna fide, con-
trahidosant-s depublicagio da presente lei por
eecriptura publica ou celebrados na forma de al-
jguma religio tolerada, se c< nsideram ipso facto
Mtificadns para os effeitos civis, como se livessero
ido coutrahidos ou celebrados na forma pres-
cripta para os casamentoa civis, urna vez que a
isso se nao opponham impedimentos taes que os
devam euibaracar, segundo o que houver regu-
lado o governo em conformidade do !j Io do ar-
tigo g.
nico. Dentro porm de um anno contado
da publkacio da lei, ser livre diisolv-los,
quando o permita a religio segundo a qual se
tiver celebrado s ceremonia religiosa. Passado
este periodo, ficaro sendo indissoluveir.
Art. 5. Sao recoaaer:doe validos e produ-
ziro lodos os effeitos civis os casameatos cele-
brados (ora do ic perio segando as leis do paiz
onde tiverem sido contrahido*.
m Art. 6. E* o governo autoriado:
1.* Para regular os impedimentos, uulli-
dades, divorcios quo adthorum, e forma da ce-
lebrago dos referidos casamenlos come contra-
tos civis.
2.a Para organisar e regular o registro dos
zoesmos cssamentos, assim como dos oascimen-
tos que delles provierem.
Esta proposla excitou discusses na imprensa e
na oulra cmara, sendo levada a ponto de es-
palhar-se que o governo quera extinguir o sa-
cramento al nos prprios contratos mairimo-
niaes ende catholicos romanos.
Tal peusamcoto nunca o governo leve, e o con-
trario se prova com o exame dos artigos que
acabou de ler; mas, se para que o concilio tri-
dentino fusso mandado observar no imperio a
respeito do casamento tornou-se preciso qua a
lei de 3de novembrode 1827, assim o determi-
narse, sem dependencia de nenhuma convesgo
epa a santa-s, claro que oulra lei. emanada
do mesmo poder que promulgou a de S de no-
verabro de 1827, poda, se isso conviesse, modifi-
car ou restringir a applicago do dito concilio.
era se argumente-com a lei de 23 de outubro
de 1823, que mandou continuar a vigorar no Bra-
sil a legislagao portagueza. porque esta lei nao
se retare parte religiosa ; tanto assim que foi
precisa aquella de 1827 para que o concilio de
Treuio Qcasse entre nos regulando os casimen-
tos.
Isto quanto ao direito que aasiste ao poder
legislativo para alterar a le de 3 da noverobro
de 1827; mas a proposta nao est em dessecor-
do sobre nenhum ponto com o concilio de Treo-
lo ; o que fez com que o segundo parecer de sec-
eso do conselho da estada disiesse que nem os
id&s exagerados jltramonUnos achariam que op-
ear a urna legislarn civil eslabelecida sobre
toes bases, a
Com etTeilo, a proposla levou o seu escrpulo
a ponto de declarar que, quando um doa contr-
tenles fdr catholico e outro nao, se preferirem
celebrar o casamento religioso ante a igreja ca-
tholica, o podero fazer, sem dependencia de
contrato civil. Entretanto disse-se que a propoa-
ta acabava com o sacramento at oo casamento
entre catholiecs.
Nosabe pois porque razio o goveroo aceilou
em 1859 as emendas apresentadas na cmara dos
depnlados; o que julga evidente qje os escr-
pulos mais razoaveis nio deviam aconselhar ao
Sr ex-minislro da justica de eolio a justificar a
aceitago desses emendas nos termos em que o
fsr.
Urna grande qusalio sa agita: a quem cabe
por os impedimentos? se ao poder tempera!, se
ao espiritual.As opioies sao desencootradas,
mas o orador pansa nio ir errado seguindo as
do nosso diocesano: S. Ere. diz no seu tratado
detheologia que esti queetao offereee tres ex-
pedientes pars sua solsco:
1 Prevalecer o poder espiritual;
2? Prevalecer o poder temporal;
3a (que a do Sr. bisan), perteneer a ambos
os poderes.
A questio reduz-ta a saber ae pode separar-se
o contrato do sacramente. Nio pe em duvida
qne o matrimonio sacraveoio ; artigo da
que nao discute, niai nao aebou anda um theo-
logo que austenta aer artigo da f a separacio do
contrato,
A opiuo da qae poda separar-se a cont
do esersmeoto oio hertica : prova-se
proposigiocom a doutrina do tratado dejtiaolo-
ajia qae serva da compendia aaa noasas ne
e que o orador 13 nesta parta.
RELATORIO.
Apresentado a' assembla ge ral legisla-
tiva na primeira sessao da dcima le-
gislatura pelo Exm. Sr. ministro e
secretario de estado dos negocios da
marinba Joaquina Jos Ignacio.
(Coolinuacio).
ESCOLA DEMAK1N11A.
O mappa d. 19 demonstra o movimeolo da es-
cola durante o anno lectivo fiado, e o de n. 20 o
estado actual da Companhia de Aspirantes a
Guarda Mariana.
Pela simples inapeccio desses documentos,
reconhecereis que os resultados colhidos do sys-
tema de ensino e.-tabelecido pelo regulamento
do t. de maio de 1856, oio satisfazem as eai-
geocias do servigo naval, nem compensara os sa-
crificios pecuniarios, que o estado faz com a ma-
nutengan, e costeio dessa instituigo.
De feito, ainda admittindo-se, bypolbese irrea-
lisavel, que todos os alumnos, que actualmente
frequentam as suas aulas, logrem terminar em
tres aonos o respectivo curso, mesmo assim nao
poder o nosso uoico estabelecimeoto martimo
foroecer no prximo quatrienoio alm de 37 oifi-
ciaes ; contingente sem duvida maito quem do
oecessario, para o preenchimenlo das vagas, que
as demisses, reformas, e falleeimcntoa abrem
diariamente as classes activas do quadro.
A causa, se nao nica, ao menos mais forte do
mal, que venho de assignalar. ect no demasiado
desenvolvimento qua a reforma deu ao estudo de
algumas Iheorias de rara applicago na pratica.
O eminente estadista que diriga a reparligo
da mariuha em 1855, disculiodo as bases de um
boni systema para educacio dos jorens que se
dedicam marinha de guerra, coneigoou em seu
reUtorio asseguintes ideas
O systema actual carece de rrfoima, e esta
deve tur por fin dar aos oficiaes da armada a
maior somma de coohecimeolos profissionaes,
verificar e desenvolver a sua aptido pratica.
Em 1857 dizia o mesmo ministra :
meu humilde parecer sobre a organisago
da Escola Naval, creio que se acha claro e pre-
cisamente manifestado .nos relatorios de 1854 e
1855.
Ahi manifestei a convieco, em qae estou,
conviego adquirida do magisterio de urna e ou-
lra escola militar, e na direcgo dos negocios da
mariuha, de que convm exigir dos nossos offi-
ciaes mais cenhecimentos litleraiios, restringir
certos estudos scientificos de pouca applicago na
pratica, e accresceolar oulros, que to iodispen-
saveis.
Conlrahiodo-me ao que peculiarmeote diz
respeito marinha, indique!, como indispensa-
vel, que os candidatos matricula ua Escola Na-
val, alm do sufficieiile conhecimeoto da liogua
verncula, saibam o francez e o nglez, e posauam
nogoes geraes de geogrephia, e historia
E quanto aos estudos scientificos, observei
que o ensino do calculo nao dere ser to desen-
volvido.
Sob a influencia destas considerares, o Ilus-
trado ministro que concebeu, e promulgou o
plano de estudos de 1858, alargou o ensino pra-
tico ; mas, cedendo s reclamagoes dos quo cla-
mavam pelo maior desenvolvimento do theonco,
procurou conciliar as diversas opioies, aug-
mentando quanto lhe foi possivel este, sem ab-
sorpgo do lempo necessario quelle.
Resultou d'ahi impdr-se aos alumnos dentro
do mesmo lempo, no decurso de tres aonos, du-
plicado trabalho intellectual, obrigando-os a
acorapanhar, com esforgo superior intelligen-
cias nascenles e ainda pouco cultivadas, o estu-
do simultaneo de theorias, pela mor parte difll-
ceis : mal que ao demais, aggravado pela falla
dos necessarios compendios.
Accresce ainda, qne a arilhmelics, qua antes
da reforma fazia parte das disciplinas do corso
patsou a figurar entre os preparatorios, cujo nu-
mero foi igualmente augmentado com a exigocia
doconhecimento da lingua iDgleza, e de historia
e geographis.
O estudo da arithmetics, bsse do calculo nu-
mrico de diaria applicago na pratica e usos da
scieocia de navegar, nao pode, sem inconvenien-
te, ser expellido do programma do curso.
A um dos homens mais competentes nestas
questoes de ensino, ao meu sabio e venerando
mestre o finado capito de fragata Maximiano
Antonio Leite, ouvi muitas vezes repetir, quando
Nio ; mil veses nio : admir, a preso os ho-
mens illustradoi e desejaria ve-las multipiioar-
se entre os meus carneradas : coma, porm, as
intelligencias superiores nao si o lia itidaalsj
que possam supprira armada de todo a naasaai,
que ella necessita, desejo que se nio < a prese a
til concurso doa modestos engenbos. '
Aleas que a raducgaodaa aebiUUgaaa aseo-
lasticaa a pmnfta* masa ai tu, aapassa
que tacna aceese***! i eataaaasa carreira benroa*.
aio talaa aaa aares a Har vea de suas aaajtr
ragee.
AqasHaa. equem a Praaidencia, iifirfl
talento dietincto, dotou aanaaanaa lampo -de saoe
da scienca, acharara nsp tarsos da nossas esaa
Us superiorea, a oee visaaa ao eatoaegeiro sobe-
jos rneios ae cultivar etaaadons praaiusoa.
Finalmanie, o corpo da armada Miseaes er-
gulho nio poucos ofSciaes, os quaes, ao mesmo
os conhecimentos praticos do perfeito ma'rinhei-
ro, empregando no estudo as horas de calma e
solidio. que nos intervallos de afadigosos traba-
Ihos deixa a vida de bordo, conseguaos conquis-
tar honroso lugar entre os homens de letras.
Reclamo, pois, a voseaatleaeio aere tao trans-
cendente objecto, a que est intimamente ligada
o nosso futuro como aacio martima.
Mais do que qaalquer ontra nago preciaamos
possuir officiaes f\ miliares com a parte pratica de
sua proOsso.
Nao temas marinha marcante, nio podemos,
poitaoto, recrutar nella as tripolagoes dos nossos
navios de uere.
Para termos marinheiros, mister que os for-
memos ; sos nossos officiaes eabe, alm de ou-
tras, essa misso ; a elles corre o dever de rrear,
disciplinar, e instruir as guarnlges, a quem tai-
vez mais Urde tenha de aer confiada a defeza da
honra e soberana nacional.
Qualquer que seja a vossa resoluco sobre este
assumpto, contera que autoriseis o governo a ad-
quirir am predio para isstallacio da escola.
Funcciona ella baje em duaa casas alugadas,
que pelo acanhado de suas proporces, a par se
acharem situadas em urna das ras de maior tra-
fego mercantil, nio offerecem o espago, isolamen-
to, e accommodages indspenssveis a am esta-
belecimeoto de educagao.
Essa compra trar economa aos cofres pbli-
cos, desobrigando-osdo pesado aluguel, que hoje
pagam, por certo maito superior ao jaro do capi-
tal, qua se ter da empragar.
A casa, para este tira escolhida, deve ser si-
tuada beira-mar, nio s para maior facilidade
dos exercicios praticos da manobra e tctica, co-
mo porque oa alumnos, habituados com as sce-
nae e movimento de que diariamente thaatro o
nosso porto, possam intuitivamente perceber as
explicages sobre finias a evoluces, qae melhor
se gravara na mamaria pela vista, do que com
ajuda de modelos que pouco auxiliara a quem nio
possue a menor idea da materia que aprende.
BIBLIOTECA DA MARINHA.
O seu fundo vai progresivamente enriquecen-
do-se, pelo acertado emprego da consignago,
para esse fim aonualmento rolada.
Possue ella boje 7,430 volumes de obras esco-
midas, pela maior parte sobre especialidades da
marinas, 2,800 mappas, planos, etc., alguna mo-
delos, a diversos instrumentos para o estudo da
cosraograpbia.
Conforme as disposicoes de seu regulamento,
fornece bibliothecas especiaes aos navios de guer-
ra ; meio eflieaz de auxiliar a diffusio de luzes,
que vai toado na pratica oa melhores resul-
tados.
Seisceolos e vinte nove volumes, e diversos
mappas constituem doza deesas bibliothecas, dis-
tribuidas s corvetas Dous de Julho, D. Janua-
ria. Imperial Mariheiro, e Uoio ; aos vapores
Amazonas, Jequitiohooha. Mag, Maracania,
Pedro II, Iguatemy, brigue barca Itsmarac.
luaie Capibaribe, e colonia do Ilapura.
Compartilhando a opinio dos meus antecesso-
res, manifestada nos tres ltimos relatorios, en-
lendo de justica melhorar-se a aorte do respecti-
vo porteiro e escrevente.
Os reocimentos marcados a esses empregados
nao sao proporeiooaes ao trabalbo, e responsabi-
lidades que sobre elles pesara ; e nem bastara na
actualidade para a satisfaco das mais urgentes
necessidades da vida.
HOSPITAES.
Possue a repartigiode marinha doushospitaes,
ura nesta corte e outro na Hahia, e duas enfer-
maras ero Pernambuco e no Para, onde se pres-
ta tratamento s pracas de pret. officiaes, e mais
individuos ao servigo da armada, quando en-
fermos
Nos demais portos sao os doeotes tratados em
estabelecimentos particulares, ou casas pas,
quando a molestia reclama cuidados, que nao
podem ser largueados as enfermaras de bordo.
Hospital da corte.
Se o servigo sanitario e administrativo deste
estabelecimeoto marcha na melhor ordem e re-
gularidade, gragas ao iotelligente impulso do
digno offirial que o dirige, e a zelosa coadjuvagio
dos seas subordinados, nao se pode dizer outro
tanto de suas coodigdes maleriaes.
O predio em que se acha situado, est muito
looge de satisfazer as necessidades de um bom
hospital.
Agrupamento irregular de casas velhas, e
ameacando ruina, pelos estragos do cupira que
as corroe e devasta, falto de veolilacio o de es-
pago, mal comporta esse edificio as dez enferma-
ras de que hoje se compde.
Cumpre, pois, prover-se sua remogio para
local que, s. necesiarias condigoes bygieoieas
rena capacidade para a edificaba* de maior nu-
mero de enfermaras, casa de banhos, sala de
operagoes, e quarlos separados para o tratamento
de molestias que reclamara maior resguardo e
mesmo isolameoto, e oulros requisitos de que nio
pode prescindir um perfeito e regular eslabeleci-
mento sanitario.
Annexo ao hospital existe um laboratorio phar-
maceutico que funcciona perfeitamente, supprin-
do de medicamentos o mesmo hospital, e do bo-
ticas os navios da armada.
Hospital da Baha.
A falla de edificio apropriado empece igual-
mente alli a acgo da sciencia, difficullando, ou
impossibilitando, a adopcao das medidas recla-
madas, para o benfico desenvolvimento de um
bom systema hygienico.
Funcciona elle no arsenal, e no primeiro an-
dar de um predio, cujo pavimento terreo oceu-
pado pelo celleiro publico, e o superior pela of-
ficina de velas, aulas de primeiras letras, e ou-
lros misteres.
To insalubre, e ruidosa visinhanga prejudica
altamente o bem-eslar e quietagio dos doentes.
Removidos estes inconvenientes, ser fcil,
aproveitando o espsgo que lhe sobra, torna-lo,
sem grande despeza, mis adequado aos flus a que
est servindo.
Enfermara de Pernambuco.
Contloi sob a direceo de um cirurgio de
commisso.
O actual chefe de sade daquella estagao, pon-
estudava o 3. anno : Quem nosabe logarith- do Por d,aDte o crescido numero de doentes alli
mna nan rt& um r..^.--. __.______.. Iraltirlna tnala nr1. -_____.% dv I___* ____ #
salas,
mos nao di um passo em|astrooomia.
Nio igooraes que nos collegios de instruegio
elementar mal se aprende essa materia, de cujo
perfeito conhecimeoto depende a intelligencia
dos estudos superiores das mathematicas.
E, pois, nao estranhareis que o facto de ser
ella requerida como preparatorio, augmentando
o numero das reprovagoes nos exames prelimi-
nares, difflculte o alistameoto de aspirantes.
Das considerages, que levo expostas, iafere-se
a urgencia de ser revisto o regulamento do t.
de maio de 1858. modificaodo-o, de forma que a
iostruego theorica, sem exceder os limites de
urna razoavel exigencia, marche par da pratica,
to essencial ao homem do mar.
A verdadeira e mais apreciavel sciencia do
official de marinha consiste oa habilidade, com
qae manobra, gula o defende a bella e custosa
machina de guerra, que lhe foi confiada ; e essa
s com a pratica se adquire, e aperfeiga.
Nem sempre aquellos, que mais vocagao sen-
lem para a laboriosa vida do mar, sao os mais
propensos ao estudo das abslrscgoes mathe-
maticas.
Nio impossivel reunir o mesmo individuo
igual aptido para a tbeoria, e para a pratica ;
porm isso to raro que nio pode constituir
legra.
O eatado aprofundado das sciencias exactas
redama madureza de reflexo, que s a idade
pede dar ; e para ser bom mariheiro 6 preciso
comegsr cedo, mister dedicar-se desda menino
easa vida deprivaedes a de gloria, de combates
i amoees, i qual o homem falto diffieilmeote se
oda.
Nlo se concias, porm, das miabas paravras
que, ceg partidario da retina, foreejo por tran-
car as portas ds sciencia sos membros da corpa-
relo, a qae tenho a honra de perteocer.
* erapplteaao o costeio dessa instituigo,
o P^roaato ee-pensei, desde ji, aos inva-
^Jt toada familia; preferem desfrvetar no
anacida recompensa, de sua de-
-------------impostas pelas instrucgoei de 7
de levereiro de 1848 a estes infelizes, no maior
nnmero laaliliaados em servit,. alo excesaira-
1e'ig < oconipattvnia-cm aass torcas
OK' pa* isso que ocaavawaUm coo-
cedada muitas aalxa da companhAa.aaoerva-
onda vio estebelecer residencia, aeat a obriaacio
para atgvot, da prestar nos laanaas peqaaoes
ervijos am harmona com o seu estado.
(Coaliatsr sa-Aa.)
PERNAMBUCO.
tratados, insta pela oomeago de mais um facul-
tativo.
Enfermara do Para.
A humar Iade, bem como as conveniencias do
servigo, instara pela prompta mudang desta en-
fermarla para um predio e local que nio sejam
como aquelles em que est hoje situada, antes
um foco de molestias, do quo urna casa de
sade.
Nio obstante os graves defeitos quo tenho
apontado, sao felizes os resultados que aprsenla
a eetatislica dos nossos hospitaes, como mostra o
mappa sobo. 21,
COMPANHIA DE INVLIDOS.
Compoe-so esta companhia de 32 pragas, que
continuara aquartelhadas na Ilhx das Cobras,
onde prestara aervigos compativeis com as suas
forcea.
O fundo, creado pela lei n. 514 de 28 de ou-
tubro de 1848, para a edQcagao de um aylo
destinado a recebe-los, aiad* nao altiogio, nem
to cedo poder attingir, o avultado algarismo
de 563:460J210, em qua foi oreada emelhaote
construego.
Continua, pois, por saldar urna divida sa-
grada, cujo pagamento nio poda ser retardado.
E' nobilitando a profissio do mariheiro, pro-
moveodo o seu bem estar no presente, e asse-
gurando-Ihe honrosa subsistencia no futuro, que
conseguiris estimular, era um paiz tio rico de
recursos como o nosso, o gosto a propenso para
a pesada vida do mar.
Julgo, pois, que as deipezas com a edificedlo
do asylo devem correr integralmente por oonla
dos cofres pblicos; reservando-so o producto da
contribuigao de um dia desold por mez,impos-
ta a todas as pragas de pret e officiaes marinhei-
ros da armada, e os joros aecumulados, em vir-
tude da lei o. 1,040 de 14 do setembro de 184,
para a formacio de um fundo, cujo rendimeoto
REVISTA DIARIA-
Em o anniversario da nossa independencia,
ante-hontem embandeiraram-se e salvarsm as for-
talezas e vasos de guerra surtos no porlo, srru
mando s 4 a meia horas da tarda, no Campo da*
Pnncezaa, a forga de lioha a guarda nacional,
composla de perto de2.0O0 pragas. para hzer as
continencias devidas I tal dia, teodo lugar logo o
cortejo efugio de S. M. o Imperador, ao qual
assistio todo o mando official um numero cres-
cido de pessoas gradas de nossa aociadade.
Fehsmento nio se deo o facto, tanto publicado
e provocado por alguem, de nio marchar a oH-
cialidade da guarda nacional, em consequencia
do ultime avizo sobra a mesma, do ministerio da
jusliga, dando essa briosa classa maia urna prova
de amor ao primeiro dia do Brasil, e provaado
que, antes de qualquer questio da interese par-
ticular, esii o do paiz, qae os vio nascer. Con-
gratlamenos, pois, com esa classe pela forma
expoolanea e honrosa porque respondeu s essas
insinusges malvolas.
A' noute houve espactaculo no Santa Izabel,
subindo sceoa o drama lgnex Btrnaw, o qual
foi muito concorrido, a partida no Cassino Militar.
Ao amanhecer de 6 para 7 do corrate dea-
appareceu de sua easa, sera que se tenha ainda
conhecimeoto exnclo do aea dastioo, o Sr. Jos
Joaquim Pinto Martins, estoselecido cora taberna
na travesea da ra das Cruzes, esquina que d
para ra larga do Rosario.
Urna especia de carta foi encontrada, na qual
manifest a intengo deliberada de por termo
seus das ou suicidar-se, a fim de livrar-se desta
serte vergonba de nio poder solver seus d-
bitos. .
A realisar-se o sea snistro intento, ser! mais
urna victima da crise actual; que por um falso
pundooor reduz urna esposa i viuvez e cinco fl-
lhos orphaodade.
qajista-oos que a polica j tem sciencia do
facto, qae delle lomee conhecimeoto, mas que
ainda nio pode descobrir as pegadasldo iofeliz
nem o seu lira. S
A carta comquanto tragada por pessoa ignoran-
te, della desiilla urna exprsalo de seotimeoto
que commove e um accenlo de bro que penalisa
ao sontemplar e fim a qae o arrastra. Dos
queira no entretanto arredar-lhe do espirito a
idea de suicidio, que delle se acha apoderado,
dominando-lhe al os ioetioctos da propria con-
servago.
Parece que urna fatalidade malfica acom-
panha ullimameolo ao Sr. J. Duarte das Neves.
Depois de passar por dous roubos, ei-lo agora
seffreodo a perda de 10:000&000, que trazia em
um embrulho no dia 3, a que ao entrar no om-
nibns Sanl'Anna, da ra do Crespo at sallar ao
Monteiro, lhe desappareceram.
Nenhum jaizo licito aventurar, mas lenda o
mesma seohor aonunciado essa perda, e offere-
ceodo al a remuoerago de 2 0009000 a quem
houvesse achado e lhe entregasse a referida quan-
tia, e occorrendo ainda que nenhum tracto tenha
produzido essa sua generosidade, de esperar
que a polica ainda desta vez venba com os seus
efficazes esforgos em adjutorio do Sr. Neves, fa-
zendo-o rehaver urna somma impotlante, que
forma urna pequea fortuna.
A de'.agio do alheio achado pela nossa le-
gislago criminal considerada um furto, e como
tal punido o deteutor.
Quem quer que achou o embrulho dos 10;000*;,
ji deve dar-se por satiafeito com 2;000 que lhe
sao olerecidos pela ochada, livrando alm disto
a propria cooseiencia do acto de apropriar-se do
alheio contra a vontade de sea doao, acto repug-
nante perante a moral, criminoso em face da lei,
e coodemaado pela religio.
Succumbio sua hylropesia, de que fra
aecommettido ha algum lempo, o Dr. Haooel
Teixeira Peixoto, juiz de direito da comarca de
Pao d'Albo, desta provincia.
Remeilem-nos as seguales fjbservagoes so-
bre o calcemento das ras, as quaes consigna-
mos alinelo do publico em seu texto ou tex-
tualmente.
Devenios, porm, acresceotar que nos parece
ter o seu autor em mente, quando quer que se-
jam feitos os calgamenlos das ras transversaes
ou beccos expensas dos particulares e nio do
governo, as disposigdes da lei que dos particula-
res exige 15 % P*ra esse fim. S assim combi-
namos cora elle oeste ponto ; porquanto do con-
trario seria um vexame:
Agora que se projecla levar a efleito urna
obra importante nesta cidade qual a do cala-
mento da ra do Imperador, obra de grande va-
lor, e que nao deve por isso passar dessperca-
bida, sem urna pequea analyse, varaos aventu-
rar, um additamepto ao que j disse Vmc, algu-
mas reflexdes ; e pedimos que sejsm cunsidera-J
das por quem competir.
E' lastimoso o estado em que vemos quasi
todas as nossas ras. Pelo invern um lamagal
perenne, e pelo verlos mollificante- poeira que
tanlo mal nos causa, e sem duvida origina algu-
mas molestias.
Existe urna lei provincial que obriga aos pro-
pietarios a concorrerem com urna quota pecu-
niaria e proporcional para o calgamenlo das ras,
onde tiverem seus predios ; nao deixamos ae nes-
sa lei enxergar algum vexame para aquelles que
apenas possuem urna propriedade de pouco va-
lor, porm nao sabemos tambem qual a razio de
nio estarem j ha mais lempo grande numero de
ras calgadas.
Se o governo tivesse organisado urna compa-
nhia de calceteiros portuguezes, como consta ha-
ver na provincia do Cear, com grande proveilo,
pagando-se-lbes por braga quadrada o calcemen-
to que fizessero, j hoje teriamos bellas ras, e a
cidade apreseolaria outro aspecto. Nao pode-
mos, pois, deixar de muito recommendar este
systema de grande vantagem.
E' verdade que algumas de nossas ras se
calgarara. como as de Horlaa, Livramenlo, Di-
relia, Tergo e Raogel ;e nellas se gastaram gran-
des quantias e quanlias talvez mui superiores ao
seu justo valor,'e para as quaes os proprietarios
foram toreados a contribuir com sua parte pro-
porcional, presenciando ao mesmo tempo o ser
ella consumida n'um calcamento todo irregular,
feito a esmo e sem base.
E' nossa opinio que o governo deve fazer
calgaras ras de maior transito, as principaes,
onde ha grande trajelo de carros e cavallos, por
calgamenlos perfeilos como o de parallepipedos
ou Mac-adam, sendo cotisado os proprietarios
dessas roas como se fossem calgadas pelo syste-
ma ordinario, e concorrendo o goveroo com o
excedente; e as mais ras, as transversaes, de
menor transito, beccos etc., serem calgadas pelo
systema seguido at hoje. que sendo bem feito,
e em ras pouco frequenladas por carros, caval-
los etc., tem a vantagem de aer mais barato, e
nao onerarns pequeos proprietarios; mas sendo
executado por urna companhia de calceteiros,
ajustsndo-se por bragas quadradas o. que fixes-
sem indrstinctamente, tudo a custa dos proprie-
tarios das mesmas ras, sem nenhuma coolribui-
go mais do governo, fleaodo assim este s com
o calgamenlo das pragas e o excedente que tives-
se de concorrer com a das ras principies.
Notamos as clausulas para o calgamenlo da
roa do Imperador, ltimamente annuneiada para
ser arrematado, qae aa pedraa tem de ser assen-
tadas sobre uns carnada da argamasas de cal e
areia, posta sobre o terreno bem socado etc., e
nesta parle vemos quo j se desvia do modo que
a costume fazer-se ; tiremos occaaiio de ver fa-
ter-ae rouitos ealgameotos por este systema no
Rio de Janeiro, onde .talvez melhor aa trabalhe
hoje -, e ahi observamos a viraos sempre que ni-
velado o terreno, segu urna carnada de padrea
miudat, come se usa uo Mac-adam, seguramen-
te com a altura da6.a 8 salegadas, soase asass
pedrea depois de batidas eolio a carnada de al-
gamissa de cal a atea, para recebar depois as
pedras doligedo do mais forte granito ; a ainda
sobre essas padrea urna algamassa lquida para
aocher oa inforilicioi; e aam asta solida basa se-
r intil tanto sacrificio, gaslando-se urna quan-
tia enorme, para vermoa em pouco lempo des-
truido como se acontecer, infelizmente, em qua-
si todas as noiaai obras. Grandes despezas a sa-
crificios se fizeram com os poucoi calgamenlos
que temos, e o vemos hoje arruinados pela ne-
nhuma solidez- O sacrificio que a provincia faz
de mais de duzentos nt merece atarado exa-
me a reflexo.
filo sabemos aa tai aprevattada a idea da se-
raaa chamados a emelinhamenlo ae pisseios da
ra do Imperador com o calcamento quo ae vai
faser ; seria isto da grande vantagem ao esaeel-
lataascojo da mesma ra, onde pedera plantar
fradiosas arvores as extremidad*, a tsaaaem
eceaomico por diminuir o espago qna fica para
calgar-se.
MORTALIDADE DO BU 7.
Anselmo, 2 mezes, S. Jos ; eclampsia.
Helena Joaquina Pinto de Carvalho, 55 annos,
casada, apoplexia fulmioanto.
Falleceram durante a semana 23 pessoas, a
saber: 6 homens, 8 mulheres e 6 prvulos livres;
3 homens 2 mulheres e 3 prvulos escravos.
CONSULADO PROVINCUL.
Altmces que soffreram as casas
abaiio meocioonadas, perteoceotes
freguezia ta Boa-Vista,- no pre-
sente lancameiilo, feito pelo lanca-
dor Coeiho, a saber:
( C onclus o.)
Ra Real.
N. 73. Ienacio Jos de Oliveira,
urna casa terrea oceupada pelo
mesmo, avallada em............
Ra da Esperanga.
N. 2.Antonio Proeopio de Soozs
Barcellos, urna casa terrea arren-
dada por.........................
dem 4 Izidoro dos Aojoi Porci-
uocula, ama casa terrea arrenda-
da por............................
dem 8.Jos Loarengo da Silva,
urna casa terrea arrendada por
dem 10 O mesmo, urna casa ter-
rea arrendada por................
dem 19. -Herdeiros de Joo Jos
do Reg, urna casa terrea arren-
dada por ........................
dem 34.Luiz Gomes de Azevedo,
urna casa terrea arreodada por..
dem 40. Candido de Alboquer-
que Maranho, urna casa terrea
arrendada por....................
dem 64.Tiburcio Antuoes de Oli-
veira, urna casa terrea arrendada
por................................
dem 70.Padre Jos de Jess Ma-
ra de Vasconcellos, urna casa ter-
rea arreodada por................
dem 74.Antonia Francisca Car-
daval, urna casa terrea com solo,
oceupada pelo senhorio, avalla-
da por............................
dem 1.Antonio Cerdoso de Oli-
veira, ama casa lenea arrenda-
da por............................
dem 3. Maooel Hachado Vieira,
ama casa terrea arreodada por
dem 7.Jos, urna casa terrea
oceupada pelo senhorio ,avaliada
Por................................
dem 27. Antooio Joaquim Fer-
reira Porto, urna casa terrea ar-
rendada por......................
dem 29.O mesmo, urna casa ter-
rea arrendada por................
dem 37.Francisco da Costa Ama-
ral, urna casa terrea arrendada
por ..............................
dem 43.Antonio Joaquim da Cos-
ta e Silva, uoia casa terrea divi-
dida em duas, e 8 meias-aguaa
no fundo, arreodado tudo por..
dem 45.O mesmo, urna casa ter-
rea oceupada pelo senhoria, ava-
liada em..........................
dem 49. O mesmo, urna casa
terrea arrendada por.............
dem 51. O mesmo, urna casa
terrea com urna meia-agua com
soto no fundo, arreodado tudo
por................................
dem 59. Joaquim Francisco dos
Sanios, urna casa terrea oceupada
pelo senhorio, avallada em......
dem 83. Dr. Jos de Almeida
Soares de Lima Bastos, urna casa
terrea de madeira dividida em
2 e urna meia-agua no oito, ar-
rendado tudo por..................
dem 93.Frencisco Jos Raposo,
urna casa terrea oceupada pelo
mesmo avahada em..............
Becco da ra das Nymphas
N. 4.Manoel de Jess Monteiro,
urna casa terrea arrendada por.
dem 6.O mesmo, urna casa ter-
rea arrendada por................
dem 8.O mesmo, urna casa ter-
rea arrendada por................
dem 1.Francisco Bazilio de Aran-
da, urna casa terrea cm urna
meia-agua arrendada por........
dem 3.O mesmo, urna casa ter-
rea com urna meia-agua arren-
dada por.........................
Ra das Nymphas.
N. 2.Francisco Bazilio de Aran-
da, urna casa terrea com 2 quar-
los no oitio arrendado tudo por..
dem 12.Manoel Cosme de Mo-
raes, um portio com 2 meias-
aguas arrendadas por.............
dem 3.Antonio Outre, urna casa
terrea arrendada por..............
dem 7.Domingos Jos Machado,
urna casa terrea arrendada por..
dem 9.Marcelino Jos de Lima,
urna casa terrea arrendada por..
Ra daa Crioulas.
N. 27. Joaquim de Albuquerque
Mello, urna casa terrea arrendada
por...............................
dem 45. Frederico Soulon Col-
loo, urna casa terrea arrondada
por...............................
Ra da Capunga.
N. 2.Albino Jos Ferreira da Cu-
nta, uma casa larrea arrendada
por...
Idem 5.Lauriano Jos de Barros,
ama casa larrea arrendada por....
dem 7. Joio Baptisla Teixeira,
uma casa terrea arrendada por..
dem 15. Franciseo de Freilas
Gamboa, uma casa terrea arren-
dada por..........................
Ra da Baixa-Verde.
N. 2. Antonio Luiz Nuoes, um
porlio com 2 meiaa aguas arren-
dadas par.........................
dem 6. Joio Duarte Maginario,
uma casa terrea arrendada por..
dem 8.Malheus A uionio de Mi-
randa, uma caa terrea arrendada
por...............................
dem 12.Joaquim Pereira Aran-
tes, uma casa terrea arrendada
por................................
dem 16.Jos Bernardo de Senoa,
uma caaa terrea arrendada por..
dem 20. Joaquim Fraocisco de
Barros, uma casa terrea arrendada
por .. .....,.,.,,,.,.,.
dem 1.Joio Augusto do Monte,
uma caaa terrea com oulra no
fundo, oceupadas pelo aenborio,
arrendadas por....................
dem 3.Antonio Correa doa San-
tes, uma caaa terrea arrendada
, Pr- .............................
dem 11.Joaquim de Albuquer-
que Mello, uma caaa terrea arren-
dada pos..........................
Traveasa da Baixa-Verde.
N. 8. Jos Bernardo da Seaaa,
uma casa torrea arreodada por..
dem 10.Joaqaim Pereira Aran-
tas, uma caaa terrea arrendada
por.........
dem 1.Jos Bernardo de Sanea,
ama casa terrea arreodada por..
dem 5.O mesmo, urna easa ter-
rea arrendada por ..............
dem. Jos*da 8ilva Oliveira,
ama caaa terrea arrendada po..
dem 11. Fraacisea Galdida da
Silva Oliveira, urna, casa terrea
dividida em duas arrendada por..
Mem 13.Francisca Jos da Silva
Mayer, ama caaa terrea oceupada
pelo mesmo, avaliada em........
2405000
2401000
cosooo
3009000
1929000
1929000
1809000
1929000
1209000
969000
400JOO0
1209000
5009000
168S000
168-5OOO
I449OOO
2409000
209006
2009000
9o0#000
200$000
I2O9OOO
150g0O0
288:000
150S000
3369000
240000
1925000
192*000
1929000
1089000
1089000
2409000
2409000
1409000
3009000
I2O9OOO
1929000
3009000
3009000
3009000
I449OOO
3009000
192J000
3OO9OOO
2009000
2409000
15O9O0
I2O9OOO
3189000
14*9000
1509000
1209000
4609000
2OO9OOO
1685OOO
I205OOO
Comunicados.
4 nio a primeira ves qua haremos a sargo a-
todo os abanen sea, aera reapeita es posturas, aa
eaesmeltem ladea oa dias, em detrimento da sa-
de publico Oseta cidade. on aer depsitos da im-
aadiciaa que sa datura accumutor nos lasares
mais publicas, o. pele iaauadagio da todas ss
noitoe daa mas com aguas infectase puiridas.
Pars obviar tasa e la machos incoa venientes,
eremos que nio podemos fazer melhor do que
citar textualmente nm tpico do tratado da hi-
giene publica t da eade. obrado am dos china-
cas mais distinctos, e que sen cootradiccio um
dos maiores philosophos que a Franga possue,
isto Raspail; o qual assim ss exprime :
Ha alguna annos a salubridade de nossas
grandes cidades, e sobre tudo de Psris, icha-se
gravemente camprometlida pelos falsos syslemss
de limpeza o ssseia. A canalissgio das ras dis-
semina por todos os pontos a quiotaessencia das
immundlcias, e os elementos de putrefacto qua
filtra depois atravez dos intersticios do caiga-
ment nelle reprodoxem so infinito por suas ema-
nsges os accidentes terrivei* dea Ulriuaa Infe-
liz daquella que passa eotio ao alcance da exha-
lagao infecta, porque cahir fulmipado pela apo-
plexia, como acontece aos limpadores nc pruden-
tes de cloacas
Alm disto, aa inflUragoes pluviaes introdu-
zem estes venenos as aguas des pocos, e dahi
procede que nos lugares faltos de fonles, sio os
habitantes condemnados a s beberem cerveja,
aflm de sobtrahirem-se ao eoveoenameeto lento
de uma agua tio corrompida.
< Nos joroaes de 1852 fiz notar que os casos
de apoplexia fulminantes linham se multiplicado
em Pars sobretudo depois que sederramava pela
Ierra a parte liquida das comuas; a qual cria-
se ter tomado inofensiva por havor-se tornado
momentneamente inodora, a
Depois disto, oio se permittio mais o despejo
das aguas mesmo limpia oos canos das ras ;
mas o que disse Rospail com relagio s cidades
de Franga, nio lera um alcance anda maior para
o nosso clima, onde o sol tem uma forga de ab-
sorpgo tio energici, que a emanago dos gazes
cootidos na Ierra por assim dizer continua ?
Esta cidade acha-se naa condigoes mais favo-
raveis para ser constantemente conservada em
um estado de limpeza e por conseguiote de salu-
bridade tio necessarias sade de seus habitan-
tes. Temos em todos os seas lados vias de com-
municago para agua; que permittem ir deitar a
Ionge ludo quanto pode ser incommodo oa pre-
judicial. Temos uma empreza para a limpeza e
escoamento subterrneo de todas as aguss in-
undas das habitages, cora que nos dotou o go-
verno ; e mais tarde provavelmente havemos do
r o servigo da limpeza das ras contratado pela
.maca municipal com a mesma empreza, de ma-
neira que esta nossa cidade, sob a relagio hygie-
oica, dever serums das mais favorecidas nio s
i Brasil, senio tambem de toda a Europa.
Nio terminaremos este artigo sem addicionar-
Ihe algumas palavras acerca da empreza de que
tratamos cima.
J vo alguns annos que fei celebrado o res-
pectivo contrato ; e sera embargo da pressa que
o emprezario deu-se em comegar os teus traba-
lhos ; sem embargo de achar-se j am certo nu-
mero de ras canalisadas ; sem embargo final-
mente de ter-se concluido o estabecimenlo situa-
do em Santo Amaro, onde existe um immenso
material e grande provisao de apparelhos em seus
difTerentes armazeot, acha-se ella de presente
suspensa, ao menos quanto aos trabalhos desta
cidade, porque no estabelecimento tem elles pro-
seguido.
E donde procede este phenomeno ?
Dizem-oos que uma importante questio exigi
que o emprezario fuesse ao Rio uma visgem,
dando isto lugar a alguma proctsstioago oa mar-
cha da empreza ; mas achaodo-se esta questio
terminada, ora nos acrescentam que levantaram-
se difBculdades ou falla de aecordo acerca das
medidas que se devam tomar para que o systema
se torne effectivo e por conseguate gera).
Como quer que seja, para que servem todas
essas delongas, que paralysam o progresso, do
que cora justa razio vida esta nossa cidade ?
para que sobre tudo entorpecer seus habitan-
tes o gozo prompto das vantageos. que devem
resultar da realisago da referida empresa, van-
lagenstio importantes sob a relago da salubrida-
de, limpeza e hygiene publicas?
Um certo numero de pessoas amigas do pro-
gresso, apressou-se logo de munir-se de appare-
lhos ; e deotre ellas muitas coohecemos, que se
felicitara todos os dias pela comroodidade do-ser-
vigo e pela economa que nelle fazem, ou delle
resulta-lhes.
Isto posto, pertence ao governo torna-lo ge-
ral o mais depressa possivel, solvendo as duvidas
que hajam da maneira mais conveniente ; peis
que os grandes e uteis melhoramentos nao de-
dem ser negligeociados.
Deixou o Exm. Sr. eommendador capillo de
mar e guerra Elisiarin Antonio dos Santos, a nos-
sa provincia, onde tem exercido o nobre, elevado
e muito considerado cargo de inspector do arse-
nal de mariuha por 8 aonos, tendo por longo tem-
po exercido conjuntamente de um modo o mais
elogiavel o de capito do porto, que deixou por
ter a lei extremado as suas funcgdes, ahi mesmo
por muitas vezes deu provas exuberantes de sua
aptido, esmero e dedicaclo ao servigo publico
no desempenho dos pesados deveres que lho
curapria.
Contouou o Exm. Sr. Elisiario no honroso
cargo de que fallamos de inspector at que fa-
zeodo entrega a 2 do correnta aa seu digno
substituto, retiron-ie para a corte com a Ucenca
que do governo obteve. Nio temoa por fim os-
tentar um elogio : e nem mesmo a inhabilidade
de nossa peona dos proporcionara meioa; alm
de que a modestia que caracterisa anobrepessoa
de quem nos oceupamos. muito se offeoderia se
fosse tal o oosso intento I 11 Nio fazemos mais
do que um dever manifestando ao publico o sen-
tmenlo que nos aoima para cora esse emprega-
do zeloso, probo, activo a iotelligente.
Nao sabemos qudl seja o resultado da sabida
do Exm. Sr. Elisiario ; e tem oa nio de tornir
nossa provincia ; seja porm qual fr: ainda
por momento lamentamos a urgencia dessa pro-
minente servidor da eslado, deixando de prestar
seus valiosos servigos em nossa provincia 11 !
Em qualquer parle, sabemos, pode elleganhat
novos loaros por seas continuados e nobres
feilos.
Seoao pedimos por nada influir nosso pedido,
lastimamos por ser 1 nossa exprselo que nao
veoha elle Ipermitta-se-uos assim dizer) acabar
a sua obra 111 Queremos fallar do arsenal de
marinha onde o genio obreiro e elevado de S.
Exc. tem sido admirado por todo aquello, a quem
a curiosidade, o acaso e mesmo o dever o tem
cooduzido esse estabelecimeoto I ahi se v re-
gular a convenientemente montadas differentes
officioas dirigidas por peritos da melhor nota to-
dos escolhidos e empregados pelo Exm. inspec-
tor ; devido tudo ao seu genio emprehendedor
qua as maiores difficuldades quigi a oulros inve-
naveis faz desapparecer 111
A ordem do trabalbo, a pericia da execuglo, a
activldade da direcgo, a conveniencia de uma
inspoegio prudente que inalleravelmente ahi sa
pratica, ludo revela que o Exm. Sr. Elisiario
esae servidor do estado 1 eese homem probo e
zeloso! esse chefe activo, o prestimosoque nelle
acharaos. Fallera agora os seus subordinados,
os seus collegas! os seus.... quem mais? Nos
vimos na hora de seu embarque aa expresses
J?IWC?rUdas nos '"k^ de UD81"e lhe gr dan1 favores recebidos, de oulros protecgo pro-
digahsida ; ede morios iaalterarel eslima com
que os mimoseara.
) acoropanhamento que levou o Exm. Sr. Eli-
siario at a aordo do vapor bem demonstrou o
aprego de que ^lle credor.
Aceite o Exm. Sr. Elisiario un nosso saudoso
e sincero adeos. Reverentes e humiihadoa bai-
lamos as mos da Exma. consorte. Coohecemos
de longos annos o Exra. Sr. Elisiario, a logo pela
primeira vez qae o coromuoicamos, a saa urba-
oidade, as saas expresses sigoificaiiraa, e sobra
tudo a intrpidas de seu carcter, bem que dcil
e affavel, nos prometleu qua um dia veriamoa
nella o homem qae agora procuramos mu nao
conseguimos retratar.
- ,


KkRl B*Mtatt*IK0. SEGULTOk fUU 9 D* MIEMBRO 1 IMl.
O Rv. padre Vi
Bandeira,
fsee> Virlssimo
_jr pablico da
povoacao loleherib* e o S. An-
tonio FeMx dan Santas.
Nao ha durida da dia para da mais nos con-
rencamos de que niogoem as dorar considerar
tranqaill de espirito sent da aanha dos mst-
dizeules, deesas creaturaa, que perece que a
Tieram so mundo para flagello 4a bumantdade ;
par eamprirea ama misaio, as esa que a aai
torps s detesta vel que se poda imaginar
Cremos no Rr. padre Bandeira, um desees
fimigerados membros, por iaio mesmo qe sen-
do padre acha-ae con melhor aptidlo e habili-
dad para tasa encesgaa, por quanto de ordinario
easae rostes perusesn usar da hypoereeta e da
metaphyslca para melbor itludir os incautos a
oexperientes.
Quem se baa sunca da persuadir que o res-
pailare! Sr. Antonio Flix, iosse, infelizmente
um dos alros a que esse emissario do arerno ae
atirasse com a aanha que sem ases entes ?
Creaos qae ainauem daqaeltes que leea a
fortuna de commuoicar aquelle respeitavel ei-
dadla.
Outro tanto alo entende o padre Bandeira, que
querentfoa todo o tranze ser fiel a sua misso, e
pretendendo deienrslrer o aeu genio rixoso,
atrabiliario o irado de intrigoinbas as mais
aiserareis, eis que ae atira com furia satnica
sobre o excellenle e eslimado sexagenario.
Todos que coohecem o Sr. Antonio Flix ssbem
perfeitamente da sua vida, qoer publica quer
particular; sabem que um cidado respeitador
das leis e dos horneas ; da espirito pacifico, mo-
derado, que aehando-se em bella posigao social
ali respailado por aeu ei6mplar tomportamon-
to de que' (em dado proras irrefragareis, por
espaco de mais de 16 anuos que habita aquella
povoaeo ea aeu sitio um pouco retirado, de on-
de so desee por urgencia do serrico publico, e
como pois ae abocanhar por um modo lio des-
coamunal de um aneio desses I Ah Sr. padre
Sr. padre I nem tanto.
Conaole-ea porm o Sr. Antonio Flix, porque
immensas teem siao as rictimas tfessa viperina
liogua, da sanha deise desregrado sacerdote, que
devendo ser o primeiro a dar o exemplo de do-
cura e da boa mural, pelo contrario s que ful-
mina e enfraquece a crenga espiritual, de que
nos catholicos tanto carecemos, o esse padre
que quer fallar em moral e mais moral I
Heus Deus onde Iremos parar ??
Nao desejamos per a evidencia es altos feitos
desse professor pablico tu nomine, porque a isso
oos obrigaria a descer urna exposigio que por
certo nao estara em nosso carcter.
Para fazer, pois, um pouco saliente o carcter
pessoal desse energmeno, desse genio excntri-
co, basta dizermos que qual are de arribacao
nao para em um lugar e adejaodo de estago
em estadio, por toda a parte por onde pasta rai
deixando vestigios de seu humor bydro-
phobico.
- Corrido de Pedras de Fogo por suas faganhas
chega a villa da Escada, d'ali sendo ainda enxo-
tado pelos bons habitantes e pelo dislincto paro-
dio com quem leve urna infame polmica jor-
narlistics, de que 6 useiro e visairo, corre para a
bella e piltoresca poroagao de Bebribe, depois
de ter sido fulminado pelo virtuoso prelado dio-
cesano.
Ah estere elle as primeiras semanas sem fazer
patente para o que serve e para o que presta, e
como sOe.nao se esqueceu de se foruacer de altes -
lados de boa conducta para o que desse e riease,
a exemplos dos lagares d
corrido.
a exemplos dos lagares dos quaes riera
Eotroianlo pouco tardou que nao dsse um
panno de amostra para o que presta, e eis o
nosso ernissarie desenrolrendo a incansavel
misso a com tao bello xito que em poucos dias
tere de brigar e de separar-se de todas as pes-
soas gradas do lugar, de modo que a nao serem
insignificantes sugeitos, todo o mais acha-se de
sobreaviso e prevengo com o nosso rereren-
dissimo. Que genio 1 Se esse o seu elemen-
to..........
Porm o que mais admira que o homem para
ludo tem lempo,porque alm dessas esteris po-
lmicas e o proiessorslo, tem ainda uuito e
muilo mais em que ae oceupa. Oh l se
tem 1..........
Em ludo isto o bom do Sr. Aotooio Flix, de
todos foi o mais infeliz, porque tendo esste mi-
nistro de altar estado em Redir iesinteligen-
cia com quasi toda a gente do logar, inclusive a
irmaodade em pezo, como cima Oca dito, sobre
o pacifico ancio que achou de se atirar com a
mxima gana de que capaz.
Forte deshuouoidade e falla de caridade I
Tal procedimento em um secular tolorar-se-hia
mas em um aacerdote, nunca 1
Suppomos que o que levou o padre Bandeira,
a tratar, de preferencia outrem, por um modo
tao injusto e reprehensirel ao Sr. Antonio Flix,
foi um negocio bem particular, e eslranho s
questdes do dia.
Motivos imperiosos, motivos que provocara a
creatura a mais fleugmalica obrigou o Sr. An-
tonio Falix a usar de um direilo inconles-
tarel
Tendo-se posto remisso esse seu ioquilino e
pretendendo adoptar elle os principios do com-
munismo, entendeuosenhorio de chamar juizo
aflm de mostrar a razio de se furtar ao paga-
mento, a despeilo mesmo de decoatinuo pr-se
a atasaalhar aquelle a quem dereria ter tratado
como sem acuelles que comprehendem os de-
reres sociaes, mesmo porque o seu carcter de
que revestido, nao permita tratar a outrem
sinao de modo conveniente moralidade.
Seaelhanle passo pelo seu senhorio, eseanda-
lisou o reverendo e desafiou-o a que langasse
sobre a cabega desie tudo quanto ha de ruim e
asqueroso.
Tetilla, pois paciencia Sr. padre com taes de-
cepgdes, mister resignarmo-nos rontade do
Creador; S. S. melbor do que nos dereri com-
prehender esta imperiosa necessidade, pois que
': urna, como sabe, das mximas evang-
licas.
Eis aqu pois em duas patarras o motivo pelo
qual sahio-se o padre Bandeira com urna im-
petuosidade ao auge de lerar de rojo a reputa-
cao a mais robusta eillibada.
Deixe-ae de tanta brarata Sr. padre; acom-
mode-se e faga esforgose deligeocias para d'ora
arante rirer melhor na sociedad* dos homens
de bem; por quanto por tal guisa que S. S.
ganhar consideracao, qualidade que al o pre-
sente nao tem podido adquirir.
Tome o nosso conselho que de meslre, com
o qual nao se ha de dar mal. Vi, ande, ri para
casa.
0 attestado de residencia e nao de moralidade
como adrede diz o reverendo no seu escripto
deffamatorio, dos Srs. Antunes, com que em boa
f passou o distincto subdelegado de Bebribe,
foi igualmente imittado por este reverendo, que
do mesmo modo confirmou, como o podero rer
quem quizer, e nem nisto ha nada de censura-
re, por quanto todos saben que por aquelle
lempo aquellea Srs. ali residiam, hariam
mezes.
Se isto perjurar, como quer o professor, en-
to quantas rezes nao leri elle perjurado. Nao
c rerdade?
Procura ainda, como que quereado intrigar o
digno subdelegado de Bebribe aos olhos doiilm.
Sr. chefe de polica.
Felizmente nao fazem somante dias que este
distincto magistrado se acha entre nos, mas sim
annos, e portaoto asss conhece os homens e as
cousas da proviocia, ergo oo se assustem os
intrigantes que elle siberi dar a do vida eoosi-
derago as diatribes por S. S. outros apo-
sentadas.
Aqui Acarnos, pedindo ao respeitarel Sr. An-
in Flix denos desculpar, se por rentura nao
tormos accordado neatas mal alinharadas linhas,
por isso que o nosso intento foi apenas para fa-
zer um pouco saliente o carcter desse sacerdote
ejue oio se peja em desrlrluar restes to sagra-
das quao respailareis.
NECROLOGA
DO
do Snpresna Trlaaanl
do Justina.
Cvprlano Joa Velloso.
Et nottri mmnonm sepulcro
Escalpe querellan.
He.. L.3.0, Od. 9
Sobre o sepulcro me* fesse um gemido,
Qae me faca dos. rfros eenhscido.
A aorta algou seo ingente aguethio, ferio, e
roubou urna rtda mu preciosa I Conpletou sua
terrirel victoria 1 Cumprio-sa e lei dolorosa I
Divida na bergo ceotrahida, e a no tmulo sal-
dada altos e iapreseruUrais sao os decretos
da ProrMoaeia II.-. Cahio, da, urna victima do
pesado tributo da humanidad*, maso seu tmulo
um rerdadeiro monumento erigido s auas vir-
tudes 1 Esas atas; esta rtds por cario nao mor-
rer, porque efis encerra ma aemtria lerna!
para seapre grarada no corceo dos que a apre-
ciaran, e existir seapre no porrir des rin-
do uros.
Mate Hgero eaboeo necrolgico (tem durida
ais azado para bebis peonas} torca 6 revivar a
TMolclo dos clares feitos, e praticb de verda-
deiras rirtudee de ua rario nal respeitavel,
como sempre foi o conselheiro do supremo tri-
bunal de jusliga Cipriano Jos Velloso, sem
alus mesclar-se com aa cores da lisonja, porque
isso importarla violar o repouso sagrado, ou
commetter um puro sacrilegio no momento mais
solemne, em que a verdad* deve refulgir sem
atavos, e s em (odo o seu esplendor.
Oriundo de mu anUga, e preclara familia,
nasceu aquelle distincto magistrado na provincia
da Bahia aos 16 de setembro de 1799. Desde
seos primeiros annos prescrutou-se nelle bastan-
te descrfpgio, ndole mu dcil, carcter bonda-
doso, trato mui ameno, maneiraa inteiramenle
insinuantes, sentimentos nobres e generosos,
alm da maior dedicagio possirel s letras, em
urna palarra'pde-se melhor dizer que elle en-
thusiasmara-se com os exemplos dos seus maio-
res, e s buscara immortalisar-se por iguaes vir-
tudes, e servicos relevantes patria, que sem
duvida para Imita-las apenas lhe coubera ea le-
gado.
Elle rio logo a sua lougia juveotude revestida
dos negros matizes da erphandade, ligio que an-
da mais o edificou, porque (filo cedo aprender
os rigores das vicissitudes da vida, afrontar,
rencor, tornar-se sobranceiro a priracea, em
urna patarra roborar o see natural pendor para a
senda da honra.
Entretinto, pode elle all attingir a edacagio
secundaria coa grande aproreitameato, s lou-
ravel distiocgo, e para logo aegulo para nnivar-
sidade de Coimbra, onde distinguile sempre
por sua profunda applicaco, nao vulgar islelli-
gencia e excellenle aorigeragao.
Longe das proras desses verdicos tactos ape-
nas neje possirel inrocar-ee o vsrlioao teste-
munho dos seus collegas, entre os quaes ose ae
dere esquecer o Esa. Sr. conselheiro Agostinho
Ermelino de Leao, que, segundo consta, com
elle moroa en Coimbra, bem o eoohecia, muito
o apreciava, emfim, seapre consagrou-lhe a
mais fraternal e intima amiaade, aem durids pela
homogenidade dos nobres sentimentos, e subli-
mes qualidadea que o caracterisaram.
Iiavendo conseguido e grao de baeharel for-
mado em direilo por aquella universidade em
1825, seguio immediatameote para o Brasil, que
ji reio achar sob o rgimen constitucional, por
cuja inslltuigao elle all eheio do mais puro pa-
triotismo tanto ss enthusiasmra.
Em qualqoer paiz seria sem durida devida-
mente logo muilo apreciado um mancebo, como
aquelle baeharel que regressava sua patria do-
tado de tao brilhantes predicados, e seguido de
tao boa reputagio.
Assia succedeu, porque apenas elle aportou
as plagas do Brasil, logo foi despachado juiz de
fora do Rio Grande do Norte, e pouco depois
ouvidor dessa entio comarca, nomeagio que
plenamente correspondern! a expectativa.
Elerando-seelle toda altura de um rerdadei-
ro magistrado, demoostrou sempre que a mais
recta justiga pessirel conciliar-se com a per-
feita equidade, de tal sorte, que elle toroou-se o
symbolo da confianga, e garanta dos direitos de
cada um e o aais fiel executor da lei.
Tal foi o subido cooceito, e a geral estima que
por esse seu lourarel proeedimento Lleve na-
quelle lugar, que sobremaneira diffic foi para
elle, e para todos a sua retirada para a proriocia
do Maranho, quando foi despachado desembar-
gador da respectiva relago.
Ahi elle tornou-ee aioda para as decisoes o
puro lypo da opinio mais eaa, mais prudente,
mais judiciosa, emfim de um jurisconsulto aba-
Usado por aua reconhecida illualragao e probi-
dadu i toda prora, o que f-lo singularisar-se
tanto que cooquistou-ihe a elerada confianga do
ser nomeado presidente do meretissima tribunal
do commercio daquella proriocia, sem empragar
o mnimo empenho, e at com sorpreza, e alias
contra os esforgos de alguna que anheuvam teae
mui honroso cargo.
A despeilo de ter de latar com a inslituigo de
urna legistago toda difiicil, especial e ora, elle
all perfeitamente adumbrou o eximio juriscon-
sulto portuguez, que foi chamado corte do seu
paiz por idntica occasiao. Com toda persere-
ranga, urbanidade e circumapeegio ella procu-
rou fundar, sdb solidas bases toda essa legisla-
gao, aplainando os bices que sem suggerir-se
em taes ensejos e toroando-a pela sua constante
e esclarecida pralica urna verdadeira reali-
dade. '
Foi desl'arte que elle conseguio exterminar os
escndalos que reinava as transaeges commer-
ciaes, efaze-las repoosar tranquilla mente, sb a
egide da ba-f e da garanta de um juizo e de
um tribunal esclarecido, recios e honestos, e ao
mesmo lempo pode inspirar seu respeito a mais
illimitada e brilhante confianga entre todos os
negociantes daquella prorincia como bem sa-
bido.
Asuaantiguidade, porm, na magistratura, a
par de to relevantes servicos, e do mais dis-
tincto mrito fizeram-no assumir a mais elevada
posigo nessa carreira, de conselheiro do supre-
mo tribunal de justiga. onde a sua palarra tor-
nou-se logo poderosa, o seu roto passou i ser
de preferencia adoptado pela madureza, inleire-
za, illustragao e experiencia, que ressumbrara
sempre na ardua misso de julgar, e rpidamente
all tambem conquistou a mais propicia e respei-
tosa opinio em seu favor, e a estima geral, por-
que com effeito os rerdadeiros sacerdotes da jus-
tiga, quando compenetrara-se devidamente do
seu sublime ministerio, gosam sempre do mais
ampio eulto s suas virtudes.
Achava-se, pois, elle na fruigo de todo esse
fastigio de gloria e renome, qusndo repentina e
grarissima enfermidado reio expr a sua pre-
ciosa existencia. O annuncio do perigo, que
corra rida to cara, sobresaltou e coosternou
profundamente a todos que o cercaram.
Ao approximar-se o momento fatal, elle rece-
beu os conferios espirituaes com toda a resigna-
cao chrislaa. A natureza comegou a desfallecer,
a roza prender-se as fauces; e encostando os
labios no Cruciflxo do Redemptor. fechou os
olhos e exalou o ultimo suspiro... Golpe terri-
rel 1 Ah 1 s o chorar do corago mitiga as penas
d alma I Foi a luz, que se extingui, o sepulchro
que se carou, o espirito que subi a sidrea
manso de Dos, mas tambem foi a saudade,
que se perpeluou.
Se a trra o perdeu, o co o adquiri. Dos
peitos dos que o cooheceram se formaram as iras
da immortalidade desse ptimo fitho, fiel con-
sorte, padrasto exemplar, extremoso pai, presta-
rel irmo, zeloso prente, amigo rerdadeiro,
raro conspicuo, magistrado archetypo, christo
inleiro, denodado apostlo das liberdades pa-
trias.
No seu semblante transluzla sempre a bonda-
de no mais intimo consorcio com a energa do
S6u espirito, aseim como nos seus constantes
actos se reconhecia que o seu corago era o de-
posito de todas as virtudes domesticas.
Sim, sabem todos, que elle era austero em
seus proprios costumes, mas indulgentes para
com os ootros, generoso sem prodigalidade, mag-
nnimo sem arrogancia, sensirel sem refelhos,
caritativo sera raidade, probo sem limites, ortho-
doxo aem hypocrisia, despido de ambigo, pobre
de soberba, rico de aeges, urbano com descrip-
gao, ingenuo na corte e discreto no retiro, em
urna patarra huaano, sincero, rerdadeiro e cir-
cumspeeto quanto possirel.
Alfim os lamentos de tantos Infelixes a quem
elle soccorria, as saudades de ata Exms. familia
de quem elle era o nico esculo, principalmen-
te aoa pobrissima e octaganaria ait e do urna
reina irmia solteira, emfim as lagrimas pungen-
tes de todos os qae com elle trataran e tiveram
retesoes, sio per sem durida os testemunhos
maia aulhealicoe, superiores a lisonja, e s illu-
soes, que constituirlo para sempre o seu rerda-
deiro panegyrico, e servirao de outras tantas sup-
plicas para que elle era justo premio de todas
eesas immensas virtudes, de que era dotado, re-
na a gosar da sempeternidade feliz.
Descaece em pai.
Perpetua seja a see memoria, e eme lagrima
de rerdadeira saudade corra sobre ae* la-
pide 111
Recife 7 de setembro de 1861.
Correspopdftftciag.
Ute e aitofaHsI1
S. rsdefleeres. {*)Honte^^etat 10 horas da
**>;* poses asese ou neooe, eehaud-M no
ejercicio d'eola que particularmente dirijo Beata
cidade, foi a minha casa invadida e eu deeor-
presa, MSnjnievltdo per dose honeee, sedee
quaes fulo de ceesre cono en detente, e esca-
mando pelos cantos ds bocea como um possesso,
dirigio-se* mim com o chapeo de sol em potrho,
rociferando aos termos mais descomedidos que
rioha desafrontar-se da injuria, que dizia elle,
lhe hariaee feitol
Sornreso eeeeoabrado como naturalmente rie-
via ficar, toa semelhante oceurreocia, coafesso
que flquei sem aegio, podeodo apenas tomar a
defensiva e delxar que o ae aggreasor raeasse
impunemente sue hedionda bilis, come effeclira-
mente o fez, injariando-me i sea salvo, perante
mais de quarenta estudentee que n'aula estaram,
servindo-ss at de expresses obceaaa acompa-
nhadasdos accionados respectivos 11 Como, po-
rm, me riese chegar a raranda pera clamar soc-
corro, foi entio qae procarou retirar-se, etliran-
do-me ainda o vasto das obcenidades de que ri-
oha nejado e emeagando'me de lh'o pagar quan-
do se encontrasse na ra coaigo 11
Sabei agora, leitores, qeem eram esses ho-
mens e o que os lerou i tanto arrojo I Um del-
les. o eggroeeov, ora o baeharel afanoel Jos Pe-
reira de Slello, advogado antigo Oes auditorios
desta cidade III eo ootro era o aeu cunhado o
Sr. Vicente Simes de Lenros Daarte! Tendo ea
sido procurado por este em dias do mez de mar-
go do crrante anno para me encarregar de envi-
nar latim a um fllho seu, a isto me prestei, e
jgpdu conseguido que o menino em seis mezes
desee a arte o principiasso ha pouco mais deoito
diae e tradozir historia sagrada, me persuada
que seu pai estara saliafeito e multo satisfeito ;
mas assim nio era, por que teodo-ae o menino
faltado a aula, depois quando voltou, perguotei -
lhe como costumo fazer com todos, qual o moti-
vo por que tiuha faltado, ouvi com pasmo o me-
nino dtaer-as-quesea pai o baria tirado d'aola
e ido fallar outro mestre, por isso que sea to
o baeharel Maooel Jos Perera de Mello, exa-
minando-o, o linha achado muito atraaado e sem.
saber ainda paasar urna oracao da aclira para a
passira; mas como i arte adoptada por aquelle
outro mestre nio era a meama pela qual eu en-
tinara, e teria elle menino de rollar para tras,
por esta razio nio tinha sabido e rollara a con-
tinuar.
Offendido como dera ficar com a injustiga de
semelhante procedimento do Sr. Vicente Hercu-
lauo de LemosDuarle, senteique nio me estara
bem continuar a ter o menino ea ninha aula e
despedi-o. a
Eis pois, leitores, a injuria de que to negra-
mente pae-urou desaggravar-se o baeharel Ma-
ooel JosvaaTereira de Mello! 1 Notai mais que
eu fui fallado para ensinar o menino por seu pro-
prio pai, o Sr. Vieente Herculano de Leos Daar-
te e que este e somente este comigo se entenda
para saber de mim o como ia seu filho ; sendo
que s agora foi que cedeu o* seus poderes o di-
reitos a seu cunhado o baeharel Maooel Joa Pe-
reira de Mello, compellindo-o assim que re-
presentasse o triste papel talve de lonco ou ebrio!
Papel para o qual nio se iulgiva capaz o Sr. Lo-
mos Duarte I
Emquanto, pois, nao dou a minha queixa pe-
rante a autoridade, permitta-me o Sr. baeharel
Manuel Jos Perera de Mello que eu chame a
attengo do Exm. Sr. Dr. chefe de polica sobre
o occorrido, proreoindo-o de que nenhumas ioi-
mizades tenho nem nesta cidade, nem fora della.
Recife, 7 de setembro de 1861.
AfTonso Jos de Olireira
--......
<3f
Pablicagoes a pedido.
Ao publico.
Os abaixo assignados, ompregados em aa diver-
sas repartieres do arsenal do marinba, na occa
siio solemne em que desta provincia se ausenta
para a corle do imperio o Illa. Sr. eepilie de
asr e guerra Eliziario Antonio des Sanios, falta-
ra m a um de ver de sagrada gratidio se nio
acompanhassom a outros empregados de mor ca-
thegoriaque no Diario da qaarta-feira (5 do cor-
rete) publicaran, um saudoao adeos de despedi-
da temporaria ao digno chefe, que, por suas ma-
neiras delicadas o polidas ha caplivado a estima
de todos os seus subordinados, qualquer que seja
a classe a que pertengam.
Dolado de urna acliridaue iocomprehensirel,
como de um espirito de rectido e humanidade a
inda prora, o Illa. Sr. inspector do arsenal de
marinha de Pernambuco, ao passo que deixa,
embora por pouco tempo, um racuo difiicil de
preoncher, nos inspira a mais pungente dor de
saudade.
E' urna alma verdadeiraraeoie generosa e pres-
tarel, e pois os abaixo assignados nao podendo
deixar de sentir acerbamente a sua ausencia, e
fazer ardentes votoj ao Todo-Poderoso para que,
aps urna riagem prospera, o reconduza breve ao
seio dsquelles que tanto o prezam, e que tanto
seoten essa fatal ausencia.
Queira pois o Illm. Sr. inspector, onde quer
que este testemunho de nossa affeigo lea, reco-
uhecer nos abaixo assignados outros tantos ami-
gos muilo dedicados quaots se ufanam de ser
seus humildes subalternos.
Arsenal de marinha de Pernambuco 7 de se-
tembro de 1861.
Joio da Costa Reg Lima.
Jacintho Martyr de Olireira Jnior.
Thomaz Poapeo Lios Wanderley.
Joaquim Telles de Souza.
Antonio Jos de Souza.
Manoel Ignacio de Carralho Mendonga.
Jos Romualdo da Silva.
Joo Manoel Lumach Miguis.
Silvestre de Jess dos Santos Cario.
Antonio dos Santos Rocha.
Marcelino Prudencio Michado.
Joo Mattoso.
Eimundo Garlos Vital.
Manoel Francisco Gomes.
Filippe Francisco Gomes.
Sergio Rufioiano do Reg Barros.
Trajano Osias dos Santos.
Francisco Jos da Costa.
Antonio Jos. da Cunhs Guimaries.
Manoel Edurirges da Silva.
Jos Antonio Gnngalres.
Sabino JoeVianna.
Chrislovio Pratto.
COMMKltCIO.
Novo Banco de Pernambuco,
O banco paga o 7' dividendo de 12$
por accao, relativo ao semestre findo
em 31 de agosto prximo passado.
PRAQA DO RECIFE
9 DE SETEMBRO DE 1861.
A'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios Os saques da semana regula-
ra m por 15,000 sendo so-
bre Londres a 14 1/2 d. por
14000 rs.. sobre Paria de 380 a
390 rs. por f., sobre Hambur-
go de 720 a 725 rs. por M. B
e sobre Lisboa a 115 por cento
de premio. Sobre o Rio de
Janeiro sacou-se a um por
cento ds descont.
Algodo O escoliado de Pernambuco
vendeu-se a 9f8D0 rs.' por ar-
roba, e o regular a 9&600 rs..
Nio bou ve vesda do de M acet
e o da Parabiba negociou-se a
10*500 .rs. por arroba posto
a bordo.
Assucar----------O branco reafleu-se de 3)000
a 3f400-rs. por arroba, so menos
a 28600 rs., mascavado purgado
de2J200al400M., e o bruto
de 1)600 etfttOrs!
publicada
deacia.
affluencta da
no sabbado
materia deixou de ser
a presente correepon-
A redaeco.
Carne secce------A do Rio Grande rendeu-se
do 2)1500 a 3J0OO rs., e a do
Rio da Trata de D000 a 2)fl0o
rs. por arroba, ficando em aer
SO'.OOOTrrrobae da primeira, e
23.000 da segunda.
Agurdente Voadeu-ea a 70|0Of> re. e pipa.
Coaros------------Oseeocos saltados vender a n-
seds l/O a 175 rs. a libra.
Arroz----------- O pitado dalndlareadeu-se.de
1)300 a MICO rs, por arroba
e o do Maranho de 2)600 a
2J800 rs. por arroba.
Azeite doce- O de Lisboa rendeu-se a 3O00
rt. o galio, e o deltfediterra-
neo a 2)700 rs.
Batatas Venderam-se a 800 rs. por ar-
roba.
Caf- ----- Veodeu-ae de 5)000 a 6)000
rs. por arroba.
i----------------dem de 2)000 a 2)300 rs,
por libra.
Carreja- Vendeu-ee de 3)500 a 6J000 rs.
a duzia de garrafaa.
Feriaba de trige-Retalhea-se a 28) rs. a^e
Richnoad, de 16) e 18$ rs. a
de PhiladelphiQi, e 30) re. a
de Trieste, ficaauo en aer 1000
barricas da primeira, 8000 di
segundo, e 5060 da terceira, ao
todo 14,000 barris.
Far. de mandioca-Vendeu-se a3)500 rs. a sacca.
Folha de Flandres-Vendeu-se de 20) a 23) re. a
caita.
O inglez rendeu-se de 5)500 a
6) rs. o qaintal; e O da Suecia
a 9)000 rs.
Genebra A frasqueira rendeu-se a 5g000
rs., e a botija a 320 rs.,
Louga-----------A ingiera rendeu-se a 300 por
cento de premio sobre a fac-
iera.
Manteiga A franceza vendeu-se de 520 a
530 rs., por libra, e e ingleza
de 858 a 900 rs., ficando en
ser cerca de 800 barris.
Ferro -
Massas----------
Oleo de liuhaga
Passas- -
Queijos----------
Taboado
Toucinho-------
Vinagre
Vinhos----------
vendeu-
taboas, e
o p por
Velas------------
Descont------
Freleg----------
Venderam-se a 6)500 rs.
Vendeu-se a 1)400 rs. por ga-
lio.
dem a "3500 rs a caixa.
Os (lamengos venderam-se de
1)800 a 2)200 rs.
O de pinho da Suecia
se a 35) a duzia de
de rezins a 95 rs.
despachar.
O de Lisboa rendeu-se a 93 rs.
por arroba.
O de Portugal de 110) a 1263
rs. a pipa.
Os de Lisboa regularan! de
210) a 250$ rs. a pipa, e o de
outros paires de 196) a 210)
rs. a dita.
As de composico venderam-se
r 680 a libra.
O rebate de lettras regulara de
8 a 12 por cento ao anno.
Para Liverpool a 21pelo as-
sucar, e 1/2 d. por libra de al-
godo.
ALFANDEGA DE PERNAMBUCO.
Pauta dos precos dos gneros sujeitos direitos
de exportacao. Semana de 9 a H do mez de
setembro de 1861.
unidades. Valores.
cento
caada
Mercadorias.
Abanos ..... .
Agua rdenle de cana. .
dem resillada ou do reino. .
dem caxaca......
dem genebra......
dem alcool ou espirito de
agurdente ......
Algodo em caro o .
dem em rama ou em li. .
Arroz com casca.....
dem descascado ou pilado. .
Assucar mascavado ....
dem branco ......
dem refinado......
Azeite de amendoim ou mon-
dobim...... casada
dem de coco......
dem de mamona..... >
Batatas alimenticias .... arroba
Bolacha ordinaria propria para
embarque. ......
dem fina........
Caf bom...... ;
dem escolha ou restolho a
dem terrado......libra
Caibros........um
Cal..........arroba
dem branca......
Carne secca charque. ... a
Carro regelal...... a
Cera de carnauba em bruto. libra
dem idem em velas. ...
Charutos. ......cento
Cocos seceos....... a
1)000
)500
5280
8400
$380
2)000
1)920
18440
2)000
48000
88000
73500
58000
300
360
260
400
28800
18600
220
400
2)500
4J000
*175
220
100
280
118000
1)000
500
500
48000
28000
S eb -
cfc ao
Horas.
w
i
n
a
m
E.
I

ara
O O

kthmosphrra
Dirsccao.
ce
| | Intensidad.
X
Coaros de boi salgados libra
Idem.seccos espichados.
dem verdes...... a
dem de cabrajeortidos em
dem de onga.
Doces seceos ...... libra
dem em geleia ou maesa a
dem em calda. a
Es pan adores grandes. um
dem pequeos ..... a
Esteiras para forro ou estira de
navio ......;. cento 20)000
Estoupa nacional .... arroba 18600
Farinha de mandioca. nlqueire 48200
dem de araruta.....arroba 4; "
Feijo de qualquer qualidade.
Frechaes........um 5;
Fumo em folha bom. ... a 2
dem ordinario ou restolho. > 8k
dem em rolo bom .... a ^^5292
dem ordinaro restolho... a 68000
Gomma........arroba 3)000
Ipecacuanha (raz) .... a 258000
Lenfaa em achas.....cento 2|400
Toros......... H000
Lenhas e esteios.....um 508000
Mel ou melago......caada 220
Milho ........ arroba. 1)000
Pao brasil ...... quintal 10)000
Pedras de amolar .... urna 800
dem de filtrar..... a 48000
dem rebolo...... a 1J2C0
Piassara........-molaos 200
Puntas ou chifres de vaccas e
uovilhos.......cento 5)000
Praoches de amarello
dous custados.....
dem louro......
Sabo........
Salsaparrilha.....
Sebo em rama.....
Sola ou vaqueta ....
TboM de amarello .
dem diversas.....
Tapioca.......
Travs........
Unhas de boi .... .
Vinagre.......
Alfandega de Pernambuco
1861.
O primeiro conferente. Francisco de Paula
Gongalvea da Silva. O segundo conferente.
Jos Thomaz de Campos Quaresma.
Approae. AUaedegadePernanbaco 6 de setem-
bro de 1861.Barros.
Conforme o3.* escripturario. Joo Jos Pe-
rera de Faria.
Mot.ment do porto.
. Navio sahiio no dia 7.
Rto da PratePolaca argentina Christina, capi-
tio Candios Severino de Avila, carga assucar
e agurdente.
Nao houreram entradas.
I
2 o S 5 ^ I Fafcr.nV.it
S 1 -8 S 9 I Csntigr
a si t
ado.
a
o So o g cw I Hygromttro.
j Ct'tterna hydro-
mitrica.
" S! ^ ii 2 I
5 .8 8 S _S Franc.r.
-4
m K
w
-i t*
S P*
n
r-
o
a
A noite nublada e depois clara, rento SE bo-
oanga que rondou para o terral ao amanhecer.
OSClLAgAO D HAR.
Preamar as 6 h. S' da tarde, altura 6,6 p.
Baiiamar as 11 h 54'da manhaa, altura 1, p.
JSSStTw "r,e"1 de marinha'7 de
Romano Stspple,
1* lente.
Editaes.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria por-
vincial manda fazer publico para conhecimento
?1 inte,rttes8sdos ""'o 48 da lei provincial n
510 de 18 de junho do correte anno.
Art. 48. E' permittido pagar-se a meia siza
dos escraros comprados em qualquer tempo an-
terior a data da presente lei independante de
reralidagio e multa, urna rez que os deredores
actuaes deste imposto, o fagam dentro do exerci-
eio de 1864 a 1862, os que nio o Gzerem ficaro
sujeitos a reralidago e mulla em dobro, sendo
um tergo para o denunciante. A thesouraria
far annunciar por edital nos primeiros 10 dias
de cada mez a presente disposigio.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 8 dejolho de 1861.O secretario,
A. F. d'Aununciagio.
O Dr. Francisco Domingues da Silra, juiz de di-
reilo da segunda rara criminal e substituto da
do especial do commercio desta cidade do Re-
cife de Pernambuco e seu termo por S. M. I.
que Dos guarde etc.
Fago saber aos que o presente edital rirem e
delle noticia tiverem, que no dia 12 do prximo
futuro mez de setembro, ser arrematado em
praga publica deste juizo finia a audiencia, aes-
crara crioula Edurirges, de 24 annos de idade
pouco mais ou menos, pertencente a Joaquim
Perera da Silva Santos, e vai a praga por exe-
cugio que lhe move Miranda & Vasconcellos, e
caso nao spparecs laogador que cubra o preco
da avaliagao ser a arrematago eita pelo prego
da adjudieacio, sendo a referida escrava avahada
em 1:200).
E para que o presente cheguc ao conhecimen-
to de todos ser publicado pela imprensa e af-
ilalo na forma do estylo.
Recife 28 de agosto de 1861, 40 da indepen-
dencia e do imperio do Brasil.Eu Manoel Ma-
na Rodrigues do Nascimento, escrirao o subs-
crevi.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da proviocia, manda fazer publico
que se contrata, por tempo de tres mezes, o for-
necimento da alimentago e dietas dos presos
pobres da casa do detengo, a saber :
Alimentaco. i
Domingo.Almogo.
1 pao de tres oogas.
Urna onga de caf.
Duas oogas de assucar.
Jantar.
Urna libra de carne verde.
Urna onga de toucinho.
Um dcimo de farinha.
Lenha e sal.
Segunda-feira.Almogo.
O mesmo que no domingo.
Jantar.
O mesmo que no domingo.
Terga-feira.Almogo:
O mesmo que no domingo.
Jantar.
O mesmo que no domingo.
Quarla-feira.Almogo.
O mesmo que no domingo.
Jantar.
Meia libra de carne secca.
Urna onga de toucinho.
Meio dcimo de feijo.
Um dcimo de farinha.
Lenha e sal.
Quinta-feira.Almogo.
O mesmo que no domingo.
Jantar.
O mesmo que no domingo.
Sexta -feira.Almogo.
O mesmo que no domingo.
Jantar.
Meia libra de bacalho.
Meio dcimo de feijo.
Um dcimo de farinha.
2 oitavas de azeite.
Urna enga de vinagre.
Lenha e sil.
Sabbado.Almogo.
O mesmo que no domingo.
Jantar.
O mesmo que na sexta-feira.
Dietas para os doentes.
N. 1.
Almogo.Um quarto de gallinha para tres cal-
dos no dia.
Lenha e sal.
41
65
68
83
96
A arrematago eri bita ea toras da Iai pro-
vincial n. 343 de 15 da maio de 1854, e sobre as
clausulas especiosa abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerea a essa arrema-
tago comparecen es sala das eesaee da referida
junta, no dia a cia mencionado, pelo meio dia.
competentemente habilitada.
K BSJra coaltar se mandeu affixar o prosete a
publicar pelo Piario.
Secretaria da thesouraria pcoriadal de Per-
aboo, 37 ds agoeU de 1861.
O secretario,
Antonio F. d'Aanuociacao,
Clausolas espeeiaea paca a arrematago.
1.a A obra principiar oito dias dopois da ar-
rematago e concluir-se-ha ae prazo de ir
mezes.
2.* O arrematante allendera as reclamages
do director do coltegio dos orpbioa, tendente a
indtcar o mesmo cuses os lugares que devora ser
retelhados.
3.a O pagamento ser feilo em duas prestagoes
iguaes. pagas urna no meio e outra na conclusa
da obra, precedendo a esse pagamento um at-
testado do eogenhairo ou pessoa encarregada da
inspeccionar a obra, no qual declare acbar-ee
ella concertada de conformldade com o orca-
menlo.
4.* Nao ser altendida reclamagio alguma por
parte do arrematante, tendente a exigencia de
indemnisago, aeja qual fr a cansa que alegar
para tal fia. f
Connforme. O secretario, Antonio F. d'Annua-
go.
Illa. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da resolugao da junta da
da fazenda, manda fazer publico, que o
d'n 19 de setembro correte, rai oorameota A
praga, para ser arrematado a quem mais der a
renda das casas pertencentes ao patrimonio dos
orpbos, abaixo mencionadas.
Ra do Sebo.
Ns.
12 Casa terrea .... 160)000 por anno.
Ra da Lapa.
Casa terrea .... 182)000 por anno.
Ra da Cacimba.
Casa terrea .... 300)000 por anno.
Ra dos Burgos.
Casa lerrea .... 205)000 por anoe.
Ra da Guia.
Casa lerrea .... 1628000 por anno-
Rua do Pilar.
Casa lerrea.... 157)000 por anno.
Os pretendentes podem examinar ditas casa.
que se acham vasias, e as chaves depositadas
nesta tbesouraria, para serem franqueadas a quem
as pretender arrematar.
As arrematagoes sero feitas pelo tempo qu
decorrer do dia da arrematago at o fim de ia-
nho de 1864. .
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 2 de setembro de 1861.O secretario, An-
tonio F. d'Annuoclagao.
- O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da resolugao da juota de
fazenda, manda fazer publico, que no dia 3 de
outubro prximo viodouro, ra uorame'nte pra-
ga para ser arrematado a quem maior prego offe-
recer, o rendimento dos impostos de quatro e
oito por cento, creados pelos 16 e 17 .lo art.
40 da lei provincial namero 510, nosununicipios
seguintes :
Bonito.
Garanhuns.
Flores.
Boa -Vista.
Brejo e Cimbres.
A arrematago ser taita por tempo de doas
annos, a contar do 1* de junho do corrale anno
30 de junho de 1864.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 2 de setembro de 1861. O secretario,
A. F. d'Annuociaco.
O Illm. Sr. inspector, da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da resolugao da junta
da fazenda, manda fazer publico, que na dia 19
de setembro correte, vai noramente a praca
para ser arrematada a quem maia der a rendadas
casas do patrimonio dos orpbos abaixo mencio-
nados:
N.
Largo de Pedro II.
Sala do 1 andar.... 1808000 por anno.
Ra do Imperador.
sobrado de dous an-
des................. 1:601)000 por anne.
Ra do Rozario da Boa-Vista.
Casa terrea........... 201)000 por anno.
Rua da Cacimba.
Casa terrea........... 122)000 por anne.
liem dem............ 81)000
Ra dos Burgos.
Casa terrea........... 125)000 por anno.
Ra da Senzalla Velha.
Sobrado de dous anda-
re.................... 753)000 por anno.
80. Sobrado de dous an-
res.................... 753)000
Ra da Guia.
Casa terrea.......... 168)000 por anno.
Rna do Pilar.
N. 2.
Almoco.Um pao de tres oogas aa sopa de cal-
de gallinha.
Lenha e sal.
Jantar.Um quarto de gallinha cozida.
Duas oncas de arroz para canja.
Lenha, sal e vinagre.
N. 3.
Almogo.O mesmo da dieta n. 2.
Jantar. O mesmo da dieta n. 1, e mais:
Um quarto de gallinha assada.
Um pode tres oogas.
Lenha e sal.
N. 4.
Almogo.Duas oitavas de cha ds India:
Um pao de tres oogas.
Duas ongas de assucar.
Lenha.
Jantar. Urna libra de carne rerde.
Um dcimo de farinha.
Lenha e sal.
ff. 5.
Almogo.O mesmo da dieta n. 4.
Jantar. Urna libra de carne assada.
Quatro oncaa de arroz.
Um pao de tres oncas.
Loaba e eal.
As pessoas que qoizerem contratar dito forne-
cimeote apresentem as suas propostas em carta
fechada no dia 12 de setembro prximo rinden-
ro, na mesma thesouraria, ao meio dia, aonde
eocontraro as coadiges con qae dse ser ef-
fectuado e nasmo contrato.
E pare constar se mandou eflrxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 26 de agosto de 1861.
O secretar, i. F. d'Annunciaco.
O Illm. Sr.liaspecter da thesouraria provincial,
em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presiden-
te da proviocia de 26 do corrate, meada fazer
publico que tro dia 19 de setembro prximo fu-
te, petante a junta de faxeada de neema lhe.
sonraria, se ha de arrematar, a quen por menos
flzer, os leparos de que precisa o edificio, em
que funeciona o collegio dos orphios i Saota
Tbereza em Olinda, reliados em 1.845).
1.
14.
66.
66.
69.
79
84.
253gOOO por anno.
224)000 i>
50O000
120*000
214)000
3528000

94. Casa terrea...........
98- dem idem...........
1. Sitio ns estrada de
Parnamerim..........
2. dem idem............
4. Sitio da Mirueira.....
5. Sitio do Foroo da Cal.
As arrematagoes serio feitas pelo tempp que-
decorrer do dia da arrematago at o Um deiu-
nho de 1864.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria' prorincial de Per-
nambuco. 2 de setembro de 1861.
O secretario,
Aotonio Ferreira da Annuociagio.
_ O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
rincial, em rirtude da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da prorincia. de 31 de agosto prximo fin-
do, manda fazer pablico, que ao dia 26 do cor-
rente, perante ajusta da fazenda da mesma the-
souraria se ha de arrematar, a quem por menos
fizer, os concertos de que precisa a cadeia da villa
do Cabo, avallados em 808)500
A arrematago ser feta na forma da le pro-
vincial n. 343 de 15 de maio de 1854, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propoxerem a esta arrema-
tago comparecam na sala das sessdes da men-
cionada junta no dia cima indicado, ao meio dia
e competentemente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente s
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 2 de setembro de 1861. O secretaria,
Antonio Ferreira d'Aanunciage.
Clausulas especiaes para a arrematago.
1.a A obra dos reparos e seguraoga da cadeia
da rilla do Cabo, principiar juinze dias depois
da arrematago, e concluir-se-ha no prazo do
dous mezes.
2.a O arrematante ^umprir todas as prescrip-
Qes do engenheiro, tendentes a boa execugo da
obra, e bem assim ao dispoala a tal respeito na
lei prorincial n. 286.
3.* O pagamento ser (eilo depois de estar
concluida toda a obra de conformidade com o or-
gameato.
4.a Nao ser attendida reclanago alguma, o
em qualquer lempo por parte do arrematante;
tendente a exigencia de indemniaagao, seja qual
fr a causa que allegue para tal fia.Conforme.
A F. dTAnnunciago.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
rincial em observancia da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 31 de agosto ultimo,
manda fazer publico que no dia 26 do corrents,
perante a junta da fazenda da mesma thesoura-
ria se ha de arrematar a quem por menoa fizer a
pintura do raio do nortada casa de detengo a
de diversas grades de ferro do mencionado edifi-
cio, avaliado em 2.015)200.
A arrematago ser fifia aa forma da lei pro-
vincial a. 343 de 15 de maio de 1854, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas qae se propozerem a esta arrema-
tago comparegam na sala das sesaes da referi-
da juata, no dia cima declarado pelo meio dia e
competentemente habilitadas.
K para constar ae tesadou aCfixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria prorincial de Per-
ambuco 2 de Miembro de 1861.O secretario,
Antonio Ferreira d'Anaunciago.
usulas espeeuu para a arrematago.
1." A obre principiar 8 dias depois da
arrematago e terminar ao prazo de um mez.
.


DIARIO OB PlfijUIMOCO. SEGUNDA FBIRA 9 D SETEMBRO DE 1841.
Art. 2. A pintura ser feita de modo que fi-
quem a core por igual e Hf re de manchas.
Art. 3. O arremataste ser obrgtdo a seguir
as lnslrucces do engeoheiro eacarregado da
obra.
Art. 4. O paga meato eri.feitq em urna so
prestadlo logo que a obra se ache concluida, pre-
cedeudo todava un attestado do engenheiro no
qual declare estar a obra executada conve-
nientemente.
Art. 5. Nao ser attendida reclamadlo alguma
e em qualquer tempo por parte de arrematante,
tendente a exigencia de iodemnisaco, seja qual
for a causa que para tal Qm allegue.
ConformeO secrelario,
A. P. 'Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia, manda fazer publico que
no da 19 do correte, peraote a junta da fazen-
da da mesraa thesouraria so ha de arrematar a
quem mais derum piano de Jacaranda perten-
ceote ao collegio das orphas desta cidade
Oj pretendemos podem examioa-lo no mesmo
collegio.
E para constar se sandou affixar o presente e
publicar pelo Diarlo.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
ambuco 2 de setembro de 1861.O secretario
A. P. d'Annunclacao.
O Illm. Sr. iospector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm.
Sr. presidente da provincia de 31 de agosto ulti-
mo, manda convidar as pessoas que quizerem
contratar a construcco das pontes nos lugares
indicados na nota a'baixo copiada, a aprsenla
rem na mesma thesouraria as suas propostas,
sendo os mesmo* contratos effectuados sob as se-
guiotes condicoes.:
1.*One a importancia das obras contratadas
correr toda por coala dos contratantes, nao sen-
do em caso atgum por ellas respoosaveis os co- j
fres pro'inciaes.
2.aQue o governo gsranlir a percepcao do
pedagio pelo lempo e forma que contratar, com .
tanto que os contribuales de pedagio d8o pa-
guem em cada barreira mais do duplo do que se > ra do Livramento, cujo escravo no acto de ser
arrecada as existentes como receita da pro- preso eslava armado com um caivete; quem se
T'D.ca* ; jaalajar com direito, comparece, que prorando,
.'O numero de annos para a percepcao do lhe ser entregue,
pedagio ser regulado em attenco frequencia '. Subdelegada dos Afogados 5 de setembro de
do transito que possa haver, a importancia o I '
difficuldade da obra. j
4.aQue as pontes serio construidas segundo
as condicoes, planos e ornamentos presentados
pela directora das obras publicas.
5.aQue em quaoto nao fiudar o prazo para a j
percepcao do pedagio o emprezario ser obriga- '
do a conservar a obra em perfeito estado, sob \
pena de serem os reparos necessarios feitos por ,
ordem do governo costa do mesmo empreza- ,
rio, que alm disto pagar urna multa corres- .
pondente decima parte das despezas que com ;
isso se zerem. j
6 aQue as obras sero inspeccionadas peios
agentes do governo, nao s quaoto sua coas*
trucco, como no que diz respeito aos trabalhos .
de conservaco. j
7.Que qualquer das obras, embora empre- '
hendida .por particulares, ser considerada de
utilidaJe publica para que possam ter lugar as j
desappropriacoes
dem de 40 rs. por ps de coqueiros 434*090.
Secretaria da cmara municipal do Recito 3 de
setembro de 1861.O official-maior, servindo de
secretario. Francisco Canuto da Boaviagem.
Tendo de contratarse, em virlude de or-
dem superior, o servico da lavagem de roupa do
uso deste hospital, sob a condico de ser apre-
sentada piompta dentro de um prazo flxo, que
nao exceder a 10 das cada retuesta do roupa, e
flanea idnea que se respoosabilise pelo cumpri-
mento docootrato e extravos do roupa, se hou-
ver; manda o Illm. Sr, director interino convidar
aos ioleressados apreseotarem suas propostas
em cartas fechadas no dia 9 do correte.
Hospital militar de Pernambuco 3 de setembro
de 18610 escrivo,
Jos Marcelino Alves da Ponseca.
Por esta subdelegada se faz publico que na
noile do dia 4 do correnle fui tomado um cavallo
russo pedrez a Manoel dos Santos, cujo sugeilo
dis ter sabido do Recite e que ia para Macei, e
como se tornasse suspeilo pelos seus triges, a
patrulha o correndo achou-o com urna formida-
vel faca de ponta, por cojo motivo acha-se o
mencionado cavallo no deposito, e elle recolhido
casa de detengan : quem se julgar com direito
ao mendonado cavallo comprela, que pro v and o
lhe ser entregue. Afogados 5 de setembro de
1861. O subdelegado,
Jos Francisco Carneiro Monteiro.
Pela subdelegada da freguezia de Santo An-
tonio do Recife se faz publico que foram appre-
hendidos em mo de Honorio Jos da Rocha, ao
dia 5 do correte, as pessas de roupa seguintes:
1 toalha de linho, pequea, com bico e renda, e
com a marca M. F. T., 2 calcas de ganga ama-
relio, 1 palelotde dita, 1 palelotde brim de qua-
drinhos, 1 dito de brim braoco, 1 toalba grande
de madapolo com lunados de cassa, e j velba,
cujus objectos se acham nesle juizo por serem
j entregues a quem justificar o seu dominio.
Recife 6 de setembro de 1861.O subdelegado
suppleoteJess Jnior.
Por esta subdelegacia se faz publico que se
acha recolhido casa de detenco o preto Luiz,
que diz ser escravo de urna senbora moradora na
1861.O subdelegado,
Jos Francisco Caroeiro Monteiro.
Consolado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico aos devedores de impostos de dtcima ur-
bana, de 4 e 12 por cento sobre diversos estabe-
lecimentos, de 509 cobre casas de modas, perfu-
maras, e chapeos estrangeiros, e finalmente o
imposto sobre carros, carrocas, mnibus, e ve-
hculos perlencentes ao anno flnanceiro Ando de
1860 a 1861, que no ultimo de setembro correo-
te fioda-se o prazo para o pagamento de seus
dbitos, (cando sujeitos os que nio pagarem, a
serem remettidos para o juizo dos feitos da ia-
zenda.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco,
2 do setembro de 1861.Theodoro Hachado Frei-
r Pereira da Sjlva.
PERSONAGENS.
Rosita..........
Sierra Moreno.
D. Manoela.
Miitriss Penelope.
Pedro Fernando...
Heitor, eatadante............. Vicente.
Serspio, dito.................. Teixeira.
Leonardo, dito................. Campos.
Blaumignon, director de urna
companhia de baile, e tio do
Heitor.........;.............. Nunes.
Fftmeuille, regenta de urna or-
cbeslra e to de Heitor...... Raymuodo.
Outros estudantes.
A scena passa-se em Paris em 1810.
Comecar a 8 horas.
Atisos martimos.
Rio de Janeiro
a rehira e bem conhecida barca .nacional Ame-
lia., pretende seguir com muita brevidade, tem
parte de sea carregameoto prompto ; para o res-
to que lhe-falta, passageiros u escravos, para os
quaes tem excellentes commodos, trata-se com
os seus consignatarios Azevedo & Mondes, no
seu escriptorio ra da Cruzo. 1.
Mii
O palhabote nacional Dous Amigos, capito
Francisco Jos de Araujo, segu para a Baha em
poucos dias ; para o resto da carga que lhe falta,
trata-se com seu consignatario Francisco L. O.
Azevedo, na ra da Madre de Dos n. 12.
Para o Rio de Ja-
neiro
Pretende seguir com muita brevidade o brigue
escuna Joven Arthur, para o resto da carga que
lhe falta trata-se com os seus consignatarios
Azevedo & alendes, no seu escriptorio ra da
Cruz o. 1.
Para o Aracaty
o hiate Santa Rita, para carga irata-se com
Martina & Irmo qu com o mestre Antonio Jos
Alves.
Conselho administrativo.
de que porveotura dependa a
sua realisac, e por isso gozar dos mesmos pri- n ...
vilegios, que as dermis obras da provincia. u cnelho administrativo para fornecimento
8 aQue os contratos assim feitos ficaro su- ao seal de guerra tem de comprar os objectos
jeitos approvf gao da assembla provincial, com 8eBulDtes
excepcao nicamente daquelles que morarem so-
bre obras de um valor equivalente a trea contos
de ris, ou em que se estipular pedagio que nao
exceda de um aono. os quaes produziro desde
logo os seus effeilos.
Relao dos lugares onde devem ser construidas
aspantes.
1.S. Joio na estrada do Pao d'Albo, sobre o
rio Capibaribe.
2 Tiuba na villa de Pao d'Alho, sobre o rio
Capibaribe.
3.Capunga, sobre o rio Capibaribe,
4.Motocolomb, estrada do sul, sobre o rio Ti-
jipj.
5.Engeoho Trapiche, na estrada do Cabo, so-
bre o rio Pirapama.
6.Trapiche lpojuca, sobre o rio Ipojuca.
7.Porto de Pedra, sobre o rio Serinh&em.
8.Duas Barras, sobre o rio Seriohaem.
9.Villa de Barreiros, sobre o rio Una.
10.Engeoho Jundi, sobre o rio Una.
11.Escada, sobre o rio Ipojuca.
12.Amarigi, sobre o rio Amarigi.
13.Ginipapo, sobre o rio Sibir.
As propostas sero racebidas at o dia 30 de
outubro do correte anno.
E para constar, se mandou affixar o presente,
e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 3 de setembro de 18610 secretario,
A. F. d'AuQunciaQo,
Deciara^oes.
Inspecc&o do arsenal de ma-
rinha.
De ordem do Sr, capillo de fragata, servindo
de inspector deste arsenal, faco constar que em
9,12 e 14 do correnle mez, acha-se venda em
hasta publica, na porta do almoxarifado, das 11
horas da manha at o meio dia, somonte o cas-
co do brigue escuna Xing, com Jeme, ferragens,
forrado de cobre, duas bombas de dito guarneci-
das, e a respectiva armaco, cmara, praca d'ao-
ma, camarotes, despensas, coberta corrida de
paies as amuradas,camarotes a proa, convez,
roda de leme, bitacula, duas casinhas, cinco es-
cotilhas, um escotilho, duas bozinas, abita cha-
prada de ferro, dous mordentes, dous escoveos,
um casiello, bigne com curvas e mais arranjo*,
dous turcos de madeira proa, e outros r,
mesas dos mastros grande e do traquete, e corri-
do de trincheira, no valor ludo de 800$.
Inspecgo do arsenal de marinha de Pernam-
buco em 6 de setembro de 1861.
O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Aojos.
Tendo a directora das obras militares de !
uutas miniares ue a. i.TBaT.
mandar caiar as casas de guardas do palacio do ?,,
lesa r.nnvtiU no.. V J/3 va
10 batalho de iofantaria.
1800 covados de panno verde.
250 1/4 covados de panno preto.
24 3/16 covados de casemira encarnada.
145 varas de cordio preto de retroz.
1440 varas de cordo preto de la.
3402 1/2 varas de brim branco.
2502 1/2 varas de algodozinho.
54 varas de galio de prata de urna pollegada de
largura.
40 1/2 varas de galo de prata de meia polle-
gada de largura.
504O botoes grandes de metal bronzeado de
n. 10.
2520 botoes pequeos de metal bronzeado de
n. 10.
12 varas de tranca de la conforme o figorino.
378 botoes graodes de metal prateado de a. 10.
162 bulos pequeos de metal prateado de
d. 10.
69 grosas, 6 duzias e 2 botoes pretos de osso.
360 pares de colchetes pretos.
360 bonels.
27 bonets para msicos.
27 pares de platinas para msicos.
1001 esteiras.
4o batalho de artilharia.
1940 covados de panno azul.
271 1/2 covados de panno preto.
3682 1/2 varas de brim branco.
2712 1/2 varas de algodozinho.
15 varas de tranca de la conforme o flgurino.
54 varas de galo de prata de urna pollegada
de largura.
40 1/2 varas de galo de prata de meia polle-
gada de largura.
5149 boldes graodes de metal amarello n. 4.
1823 botoes pequeos de metal amarello o. 4.
378 botoes grandes de metal prateado n. 4.
162 botoes pequeos de metal prateado n. 4.
98 grosas, 6 duzias e 2 botoes pretos de osso.
388 pares de colchetes pretos.
368 bonets.
27 bonets para msicos.
27 pares de platinas para msicos.
1085 esteiras.
Companhia de artfices.
440 covados de panno azul.
61 covados de panno preto.
16 1/2 covados de casemira encarnada.
610 varas de algodozinho.
830 varas de brim branco.
744 botoes grandes de metal amarello n. 3.
60 botoes pequeos de metal amarello n. 3.
21 grosas e 10 duzias de botoes pretos de osso.
88 pares de clcheles pretos.
88 pares de platinas conforme o figurino.
244 esteiras.
88 bcnets.
8 batalho de infantera.
54 varas de galo de prata de urna pollegada
governo, thesourat e alfaodega, convida as pes-
soas que deste servico se queirm encarregar a
comparecerem na referida directora das 10 ho-
ras da manha s 2 da tarde, nos dias 9, 10 e 11
do corrento mez.
Directora das obrs militares de Peraambuco,
6 de setembro de 1861.
O escripturario, -
Jo Monteiro d'Andrade Halveiras.
Vice consolato.
Di S M. II R VittorioEma-
nuele II. in Pernambuco/
Essendo si aperto in Italia una soscruiooe per
innalzare un monumento all' insigne Uomo di
Slato, e grandeaPatriota, ('umversalmente com-
piauto a Cont di Cavour, e volendosi con quel
monumento atlestare ai posteri la ric onocenza
degti Ilaliani pella grand' opera dell nlt. Li-
berta ed Independeoza, della nostra peoisola,
alia quale tanto contribu col vasto suo intelleto,
coll' acume del suo perspicsce ingegoo, coll' in-
tensit dell' incredtbile sua attivit, e coll' ope-
rozita del suo grao cuore,. II vlce consol resi-
dente in quesla citt, ad inatauza dell' IIIa'* Sig.
Consol Genrale diS. ftf. in Rio di Janeiro in-
vita tutti. i sudditi Italiani, qui residenti, a coo-
correre fine si realizzi questo alto di grande
reconoscenza. t
Per la realisscione delle soscrizioni* di quelli,
che generosamente vogliano concorrere colla loro
offerta per questo invito, lo possono fare al Vice
Coosolato Italiano, Ra do Trapiehe n. 15 sino
al eiorno 15 del mese diseltembre prossimo.
Pernambuuco 22. Agosto 1861.
II Vice Consol
Jos Teixeira Basto.
Pela contadoria da cmara municipal do
Recife se faz publico, que no ultimo de setem-
bro prximo futuro fioda-se o prazo marcado pa-
ra pagamento do imposto de eatabelecimeolo com
a ovilla de trea por canto ; todos aquetlesque
deixarem de pagar fieam sujeitos a multa do du-
plo do valor do mesmo imposto.
Cmara municipal do Recite 27 de agosto de
1861.O cantador,
Joaquim lavares Rodovalho.
" Pala secretaria da cmara municipal do Re-
ctese faz publico, que coalinuam em praca no
da 9 do cdrrenle os seguintes impostos munici-
paesque deixaram de ser arrematados.
Imposto de 500 rs. por eabeca de gado 16:530.
dem de masca tes e boceteiras..... 203|.
liem por 80 re- por carga da tartana JTOI.
ras de galo de prata de meia polle-
gada de largura.
135 varas de cordo preto de retroz.
378 botoes grandes de metal prateado o. 8.
162 botoes pequeos de metal prateado n. 8.
9 batalho de infantaria.
14 1/4 covados de casemira encarnada.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho, s 10 hroas da manha do dia 9 de se-
tembro prximo viodouro.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenil de guerra, 30 de
agosto de 1861.
Benlo los Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZ A-GERMANO.
34a RECITA DA ASSIGNATUBA.
Qnarta-feira, 41 de setembro de 1861.
Subir acea o escolente drama em 5 acto,
seis quadroi origical frencez,
IGNEZ BEIN4U.
Terminar o espectculo com a aova comedia
em um acto.
IIOT
O
Os apuros i) um estudante.
Na qual a Sra. D. Manoela far quatro difieren-
toa ppela.
Babia.
Segueaaumaca Hortencia, capito Relchiot
Maciel Araujo ; para o resto da carga que lhe
falta e passageiros, trata-ae com Azevedo i Meo-
dea, ra da Cruz n. 1.
COMPANHIA PERNAMBUGANA
Navegado costeira a vapor
Paralaba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Assu'. Aracaty, Ceara'.
O vapor Iguarsss, commandante Vianna,
aahir para os portos do norte de sua escala at
o Cear no dia 21 do correte mez s 4 horas
da tarde.
Receba carga at o dia 20 ao meio dia. Eo-
commendas, paasageiros e dinheiro a frete at o
dia da saluda as 3 horas : escriptorio no Forte
doMatlos o. 1.
Acarac.
O vapor Iguarasss, que tem de sahir para
os portos do norte at o Cear no dia 21 do cor-
rente, tocar no Acarac para largar qualquer
pore.o de carga que para all haja, para o que
se poder tratar no escriptorio da mesma compa-
nhia no Forte do Mattos.
isboa e Porto,
a barca Plor de S. Simio, vai sahir nestaa dias
por j ter quasi prompto o seu carregameoto,
recebe anda alguma carga para os dous portos,
e passageiros, para os quaes tem excellentes
commodos : a tratar com Carvalho, Nogueira &
Coa ra do Vigario o. 9, primeiro andar,
Para Macei ou Pilar. S. Miguel doa Cam-
pos, Cururipe ou para o Penado, freta-se muito
em-conta, ou recebe-se carga a frete na barcaca
Feliz das Ondas, chegada ltimamente do Pe-
nedo, nova e muito voleira, de lote de 50 tone-
ladas : quem quizer fretar ou carregar, dirlja-se
ao caes do Ramos, armazem n. 4, ou a bordo da
mesma, tundeada junto ao caes, a tratar com o
mestre e dono Joo Mara H.
Leudes.
LEILO
A 17 do corrente.
Augusto C. da Abreu far leilo por iotrven-
co do agente Oliveira, do mais completo sorti-
mento de fazendas inglezas recentemente despa-
chadas, e as mais propris dfste mercado :
Terga-feira 17 do corrente,
s 10 horas da manha, em seu armazem na ra
da Cruz do Recife.
Leilo
Para liquidaco.
do jarro com bachi etc., de folha,
balancas, Hnpadore de p, ceitai com
o neceisario para viagem, rico estojo
para barba, cabecada com brides, ga-
marra, chicote, eln e Ub6e, can-
dieiros para gaz e azeite, cixinhas de
msica, caixas com ferramenta, ab-
nete, transparentes para janelia, re-
logios de ps rede e muitos outros arti-
gos que se torna enfadonho de mencio-
nar, arados, grades, carras de mSo e
carretas, carrocas, machinas p;r cor-
tar capim, ditas para descarocar milho,
rebolos e dous carros elegantes e leve
com arreos para um e dous cavallos.
LEILO
DE /
Armaco da taberna da
pra^a da Boa-Vista nu-
mero n. 16 A.
fimvtr. <, A A J M^,# I ?ealidoa de senhora e meninas, covado a 300 rs
IJUarta-feira 11 dO COrrente. Uraa bordadas a ponto inglez de todas as largu-
0 agente Costa Carvalho far leilo por mandado
do Illm. e Exm. Dr. juiz especial do commercio
por couta doa Srs. Joo Antonio Paira daJFonseca
e Antonio Rento Fernandes Braga, da armaco
com todos seus pertences conforme os mesmo te-
nham arrematados propria para qualquer pessoa
que se queira estabelecer ou algum rapaz prin-
cipiante pela localidade e o estado da casa, pois
tem commodo at para familia, e ser em um dos
melhores locaes da Boa-Vista,a qual ae entregar
pelo maior prego que houver em leilo quarta-
feira 11 do corrente s 10 horas da manha na
dita taberna na pra;a da Boa-Vista o. 16 A.
Avisos diversos.
10TEBIA
Tendo sido approvado pelo Exm. Sr.
presidente da provincia o plano abaixo
transcripto para a extraccao das lote-
ras o abaixo assignado espera do res-
peiavel publico pernambucano e flu-
minense a concurrencia na compra dos
bilhetes. m
A lotera a stima parte da quarta
do Gymnasio Pernambucano cujos bi-
lhetes se acham a venda na thesouraria
das loteras na ra do Crespo n. 15, pa-
vimento terreo e as casas commisso-
nadas. A extraccao tera' lugar impre-
terivelmente no dia 18 do corrente no
consistorio da igreja de N. S. do Livra-
mento pelas 8 horas da manha. Os
Eremios serao pagos depois da distri-
uicao das listas.
O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
PLANO.
6000 bilhetes a 59.............. 300009000
Beneficio e sello de 20 por cento. 6:0080000
escravos se-
de
de
A 9 do corrate.
O agente Oliveira.far leilo doa
guiotes :
1 negra quitandeira, naco Costa, 38 annos
idad.
1 dita crioula, fllha da dita, 17 annos
idade.
1 dita dita da dita 5 annos de idade.
1 dita da dita 14 mezes.
1 preto de nac.au bom cosirtheiro e marinheiro 38
annos.
1 dito da Costa 28 annos de idade.
Segunda -feira 9
do corrente, ao meio da em ponto, no escripto-
rio do referido agente, ra da Cadeia do Redfe.
Attenco.
/
Grande leilo de mercado-
ras americanas.
Terca-feira 10 de setembro.
RA DA CRUZ N. 1S.
0 agente Antune fara' lelo no dia
cima de urna immensdade de objec-
tos americanos como tejara: secreta-
rias, cartera, cadeiras de diversos
gosto e de balanco, marquejps, riquis-
simas camas de rica obra de talha, ma-
las, bahus e saceos de viagem, obras de
metal principe prateado, sendo appa-
relbos para cha' e caf, galheteiros,
copos, campainhas, cestas para fructas
e ruteiras, porta licores etc., etc., Un.
Cheguem
BARATO PASA LIQUIDAR
Na ra da Imperatriz n. 40,s-
quina do becco dos Ferrei-
ros, loja de Manoel Jos
Guedes de Magalhes
Sedinhaade quadros de todas as cores e muito
encorpadas, covado" a 720 rs., cortes de cambraia
brancos com 3 ordens de bordado a 3$, ditos com
3, 4, 5 e 6 babados de diversas cores a 38500,
ditos de tarlatana com 3 babados a 2g500 e 39,
ditos de cambraia de seda a 5$, baldes de 14 a
40 arcos dos melhorea que tem apparecido a 3$,
38500 e 4#, ditos para meninas de todos os tama-
itos,cambraieta francea muito fiDa.peca a 75500
e 8$, cassas com aalpicos brancos e de cores, co-
vado a 240, pecas de cassa de salpicos brancos e
decores com 8 \\t varaa a 3500, cobertas de
froco matizadas para cama a 95, chales de froco
com ponta redonda e borla dos mais modernos a
89, ditos de la e seda a 29500, ganga amarella
muito boa, covado a 240, cambraia de cor muito
bonita, covado a 300 rs., alpacas de cor para ves-
tido, covado a 320, popelinas, riscadinhos para
raa a 19280. 19440,19600 e 29, manguitos a ba-
lo com gollioha para senbora a 2 e 39. chitas
fraocezas finase cores fijas, covado a 220, 240,
260 e 280 rs., cambraias de seda de cores enfei-
tada a 540 rs., ditas de forro de oito varas a
peca a I96OO, e outras muitas fazendas de barato
pre$o.
Na travesa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continuase a tingir
com toda a perfeico para qualquer
cor e o mais barato possivel.
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso, Santos & C. sacam e tomam
saques sobre a praca de Lisboa.
Sacam sobre Lisboa
Aranaga, Hijo & C, ra do Ttapiche
Novon. 6.
Urna parda de maior idade se offerece para
ama de casa de homem solteiro ou de pouca fa-
milia, trata-se na ra da Palma n. 18.
Liquido.
24:0009000
1 Premio de............ 6:0009
1 Dito de......... 3:0009
1 Dita de............ 1:0008
1 Dilodo................ 5009
4 Ditos de 2009......... 8009
8 Ditos de 100$........ 8009
20 Ditos de 409........ 8OO9
50 Ditos de 209........ 1:0009
106 Dito de 109......:.. 1:0609
9:0408
20OO Premiados.
4000 Braneos.
24:000fO00
6000 Bilhetes.
N. B. As sortes maiores de 400$ es-
tao sujeit9s aos descernios das leis The-
souraria das loteras 2 de setembro de
1861.O thesoureiro, Antonio Jos
Rodrigues de Souza.
Approvo. Palacio do governo de
Pernambuco 2 de setembro de 1861.
Nunes Goncalves.
Conforme. Francisco Lucio de
Castro.
Quem precisar da quantia de 6008 por qua-
tro mezes, e d urna escrava para hypotbeca, di-
rija-se a ilha dos Ratos, ou a ra do Seve n. 3,
que achara com quem tratar.
~ Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra da Praia n. 33 : a tratar na ra estrena do
Rosario n. 7, loja de'ourives.
^ No escriptorio de Amorim lrmos, ra da
Cruz o. 3, existem cartas para os Srs. Manoel Fe-
liciano da Silva e Mello e Jos Rodrigues Coelho
de Macedo, que por se igoerarem as suas mo-
radas nio teem sido entregues.
A publicacao que faz o seohor Passos de
minhas cartas servem somente para confirmar
o rneu annuncio de 3 do corrente, nunca lhe ne-
guei, que devia como fez o Sr. com a autorisa-
cao que lhe apresenTei : j v pois que foi infe-
liz publicando-as por que em vez de me contes-
tar confirmou o que lhe disse por mais de urna
vez : serve tambem para provar a sua traicao
por que tendo eu lhe pedido, que esperasse, e o
Sr. anouido, chamou-me antea do dia marcado
para entregar a chave e o mez vencido : anda
foi infeliz quando appellidou de aranzel o rneu
anouncio, julgando-me oTeoder pois o que ao-
nunciei foi justamente o que se lioha conven-
cionado entre mim e o Sr., e por isso bem
cabido o termo aranzel, se ignora a sua lingua
patria, aconselho, que v aprender como eu es-
tou fazeodo : a vista disto pois o Sr. leu o meu
annuncio, e nao entendeu : no seu ultimo faltou
a verdade quando disse que fui entregsr-lhe a
chave no dia que sanio o annuncio; deve se lera-
brar de que no dia, em que me mudei levei-lhe
a chave, e ped que esperasse at odia sabbado
31, que lhe pagara iofallivelmente, e o Sr. dis-
se-me, que eu podia continuar a morar em sua
casa, preveoindo-lbe quando nao podesse pagar
adianlado, e eu agradeci-lhe, ento disse-me o
Sr. que eu levasse a chave, e correra por mi-
nha cotila os dias al quando euquisesse pagar,
que foi no sabbado 31 de agosto segundo lhe
promettt em sua casa a noile, e quando levei o
dinheiro, a chave, e autonsagao, negou-me a
divida, o que nunca fiz com oSr. nem cora pes-
soa alguma por que sempre obro de boa f: a
publicacao de minhas cartas aprecio muito por
que affirmam o que declarei no annuncio, e moi-
tra o Sr. quem .pois tendo-lhe pedido essaecar-
tas quando fui-lhe pagar, o Sr. disse-me, que
nio as tinha mai* :-diga-me o Sr. Passos para
que mandou pedir por seu fllho aos mocos que
morarara em sua casa, e que recelosos de mor-
rerem esmagados debaixo das paredes raiadaa
de seu castalio, modaram-se, a quem o Sr. nao
quena restituir os 199992, que elles declarassem
n um bilbete que nao me tinha autorisado para
recebar esae dinbeiro ? Cooveoca-ee o dono do
castello, que hei de acompanha-lo neate terre-
no, quando appellar porm para aa diatribes, e
insultos Acara sosinbo, e estou prompto para
confirmar o que for* verdade, e desmenti-le
quando o fizer: desta vet ser-lhe-ha mais fcil
a respoita, por que cuatera mais entender, visto
ao primeiro annuncio tao simples demorar tanto
para responder com a confirmadlo do que eo j
havia dito : declaro-lhe que nao foi eu quem
apellide! de torre inclinada, e castello o mu dea-
apprumado sobrado, j oavi assim te chamar,
ecomo achei bem cabido por isso oaei, se amol-
lou-ae com lato, desculpe-me, e eu retiro a ex-
presta 0:
amando Goncalvu dos Santos.
Attenco.
Oabaixo assignado, 2*. teen te do i .
Batalho de Artlbaria a pe da Guarda
nacional apressa seem declarar que par-
te alguma tevj no annuncio publicado
pelo Constitucional n-. 137, pois cum
pra-lhe o dever como soldado obedecer
as ordens, legalmente emanadas de seus
superiores.
Recife, 7 de Setembro de 1861.
Julio Cezar Ferreira d'Aguiai.
Grande sermeDto
Fazendas de todas as qua-
lidades.
Na loja n. 23.
GURGEL & PERDIGAO'.
Vestidos de blonde, ditos de seda, di-
tos de phantasia e de cambraia bor-
dados.
Lazinhas, sedinhas de quadros e
cambraias de cores padrdes modernos.
Na loja u. 23 da roa da Cadeia.
Manteletes, capas compridas moder-
nas, taimas de fil epolonezasde gosto.
Fil, tarlatana, organdys com aovos
padrdes, cambraia com lista de cor o
mais moderno e fasendas para luto.
Na loja n. 23 da ra da Cadeia.
Saiasbalo, manguitos, gollas, tien-
tes de tartaruga, leques, perfumaras,
lencos de linho e luyas de peiiea.______
Chales de todas as qualidades, gros-
denaples, chita franceza, cambraia
branca, chapeos, butinas, etc., etc.
Roupa feita.
Na loja n. 23 da roa da Cadeia.
Completo sortimento de paletots, cal-
cas, colletes, camisas para homem, me-
ninos e senhora.
Manoel Ferreira da Silva Tarroso
sacca sobre Portugal pelo prximo pa-
quete nglez.
Precisa-se de um homem que enten-
da de agricultura, para feitor, que seja
diligente, e de bons costumes ; paga-se
bom ordenado : a tratar na ra da
Guia n. 5, com Laurino de Moraes Pi-
nheiro.
Cintos delirados e enfei-
tes de cores.
A loja d'aguia branca acaba Ae receber pelo va-
por ioglez os bonitos cintos dourados com flvelas
de novos e delicados moldes, asaim como lindos
enfeites de gostos novissimos eioteiramente agra-
dareis, e como seu costume, est vendendo lu-
do mais barato do que em outra qualquer parte,
e para desengao dirigirem-ae a dita loja d'a-
guia branca, ra do Quaimado n. 16.
Precisa-se fallar com o Sr. Jos Victoriano
Corris de Amorim, que mora pouco distante
desta praca, e nao sabendo o annuociante o lugar
em que reside o sobredito Sr. Amorim : roga-se
aos senhores que nesta praca o conbecem, facam
0 favor de informar sua morada, afiro de que o
annunciante posaa saber diiigir-e, podendo man-
dr-se a noticia casa do Sr. coronel Joo Jos
de Gouveia, na ra do Queimado n. 29, sendo
negocio de interesse para o mesmo Sr. Amorim.
OfTerece-se um homem para ser empregado
em engeoho por ter sido sempre sua oceupacao
e ter bastante pratica de servicos: quem preci-
sar, annuncie por esta folha para ser procurado.
Precisa-se de um menino de 12 a 14 annos,
de boa conducta, para caixeiro de padaria : no
pateo do Terso n. 40.
Precisa-se alugar urna preta escrava que
saiba lavar e eogommar : quem tiver queira di-
rigir-se 4 ra do Trapiche Novo n. 12.
Ama de leite.
Precisa-se de urna ama de leite : na pra;a do
Corpo Santo n. 17.
Precisa-se de urna ama de meia idade para
todo aervico de casa de pouca familia : na ra
da Roda n. 54.
Attenco.
No aterro da Boa-Vista, sobrado de um andar
n. 80, tem-se ama carta para Leopoldina da Silva
Lisboa, vinda de Macei.
Aviso aos fuman-
tes.
Vendem-se na loja de Nabuco & C, na ra No-
va o. 2, excellentes cachimbos de espuma do mar,
ditos de massa fina, ditos de gesso, fumo caporal
para cachimbos, dito americano, dito de Harle-
beke, dito em latas, cigarros bota-fogo do Rio de
Janeiro, dito de Havana, papel para cigarro, e
outros objectos para os fumantes que se vende
por prego commodo.
Excellente vinho
velhodecaju'.
Veode-se na ra larga do Rosario (antigo Quar-
teis) loja o. 22.
Vende-se urna ar-
maco
propria para qualquer negocio.: os pretendentes
queiram dirigir-se loja onde est assentada a
mesma armago : na ra Direita n. 7.
Precisa-se de um homem para trabalhar em
urna distilacoem um eogenho distante da praca,
convndo de preferencia quelle que leona algu-
ma pratica e distilar : quem pretender, dirja-
se a ra de Apollo n. 35, primeiro andar.
Aluga-se um grande ailio com muito boa
casa, muito pe rio da cidade, tambem se aluga um
| segundo andar e soto para grande familia, tam-
1 bem se vendem caibros, enxams, mos travea-
I sos e travs, mais barato do que em outra qual-
quer parte: na serrara de Jos Uygioo de Hi-
I randa.
i Precis-se de 2:500a* a juro mdico, daodo-
I se por seguraoca bypotheca em um predio livre
, e desembarazado nesta cidade : a tratar na ra
Augusta n. 1, segundo andar.
Manoel Domiogues de S, subdito portu-
guez, relira-se para o Rio de Janeiro.
No dia 5 do corrente, pelas 7 horas da noi-
le, fugio da casa de sua senhora (viuva Anacleto)
a preta Heuriqueta, e pede a mesma senhora aos
capites de campo que a capturem e le*em-na
ou na casa de sua residencia, na Torre, ou na ra
Augusta, sobrado n. 100, e em qualquer dessea
lugares sero recompensados ; esta preta alta
e magra, tem os ps apapagaiados, muito pro-
sista, levou vestido de chita preta e urna Irouza
com roupa.
Mag&es novas.
Vendem-se em caixa*: no largo do Corpo San-
to n.4.


DiAEIO OK URNAODCO. SEGLBDA FURA 9 BU SKTEMBRO DI 1861.
(5)
23 Ruada Imperatriz 23
PIAHOS E MSICAS.
J, Laumonnier convida os tenhores meatres e amadores de msica, irem a seo armazem
ver o< eicellentes pianos Laumonnier, que acaba de receber de Paria, fabricadoa expreasamente
par o clima do Braail, milito elegantes e de gosloa modernos. Igualmente tem msicas dos me-
lhores autores, assim como concerta e afina o meamos instrumentos.
largo daPenlia
Francisco Fernandes Duarte, proprielario deste
armazem de molhados, parlecipa aos seus freguezes, assim como aos senhores da praca, de enge-
nho e labradores que d'ora em rante quizerem-se afreguezar neste estabelecimento, que se acha
cqjn um completo sortimeoto de gneros os mais novos que ha no mercado e por serem a maior
parte delles Tindos de coota propria, esl portanto resolvido a rende-los por menos 10 por cento
do que em outra qualquer parte, afiaocando a boa qoalidade e acondiciouamento, assim como ser-
vir os portadores menos praticoa to bera, como se os senhores viessem pessoalmenle, paro o que
nao se poupar o proprielario em prestar toda attenco, afim de continuarem a mandar comprar
Bas eacomrneodas, serlos de que, toda e qualquer encommenda comprada neste estabelecimento
acompanhar urna conta impressa cora o mesmo titulo de armazem Progresso.
Nlanteiga tagleza peTfcUameiite ftot. imo ri librt, TeDde.
se por este preco nicamente pela grande porco que tem e sefor em barril se fara abatimento
M^Utega franela 6W rs. a lita e em barril a 560.
tia uySSOU 0 elhor que ha no mercado a 2600 a libra.
dem preto, 1J600 libr8
QUCl JOS dO TelaO cnegados oeste ultimo Tapor a 2#400.
dem Bvato, eoo r9- inlero a 640 r8. a Hbr-
dem SttlSSO a 640 a Ubra em pors|o ge ai a batimento.
P reanlo de Hambre nglex. 700.. iibr.
Prezunt* de lamego. mrs. alibr, nteiro, 440 .
iVlfteiXaS iraiieeZaS em fraeco com 4 i ibr por 33000, a retalho a 800 rs.
I ayrmasete a 740 ri- a 1brat em caxa a 720 rg#
Latas eom bolaxiaua de soda de ,,ef-renle quaiid,de,, iSWo
Latas eom peixe em posta de maU quatid.deswoo.
ZeltOliaS mUitO HO\aS a nm rf. 0 barrU| B ret,lho a 320 rs. a garrafa.
Hoce de Wpereue 6Ba utUa de 2 UbIit por um.
^HrMI par, podm a goo r8. a libra.
Bauna de poreo refinada a 480 r8.. ibra, em barrii, 440 r8.
Iliaca ae tomate a mais nova do mercado a 900 rs., em lattas de 2 libra por 18700.
raiOS ae lOmbO a primera Tez que Tieram e8te mercado a 640 rs. a libra.
Cnoucas e paos fflut0 n0T08, ^ ., Ubtf.
Palitos de dente lUados com 20 m.cinho, Por 200 r..
CuOCOVate iraiieeZ a 19200 r9. a libra, ditto portoguez a 800 n.
alarme iada imperial d0 a[amado Abreu de outros muitos fabricantes de Lisboa
a I9OOO rs. a libra.
\ UUOS engarrafados Port0i B0rdeaux, Carca vellos, e moseatela 1000 agarafa.
W nUOS em pipa de 50o, 560 e 640 rs. a garrafa, em caadas a 3&500 *SO00 45O0.
Vinagre de Lisboa 0 miissUperior a 2*0 rs. a gunb.
aeiVCJd das mas acreai(adas marcas a 59 a duzia, e em garrafa a 500 rs.
i ircitltlutt para sopa a mais nova que ha no mercado a 640 rs. a libre.
^rvibas trncelas 6i0 r9., lalla.
Milo de amendoa a 800 r. a Ubr,, dlta com ca8a a m .
Noz.es
Licoes
de liogua nacional, latim, inglez e francez em ca-
sos particulares, sendo aa licoes de inglez e fran-
cez lecciouadas pelo excelleole melhodo d'Ollen-
dorff, melhodo pelo qual ensina-ie hoje differen-
tes linguas na Europa ; e com effeilo o nico
que em pouco lempo pode ensinar a fallar, es-
crever e traduzir urna lingua estranha em pouco
lempo com perfeico ; na ra da matriz da Boa-
Vista n. 34.
multo novas a 120 rs. a libra.
Castanbas
Caf
piladas a 240 rs. a libra;
muito saperior a 240 ra, a libra, e a 7$ a arroba;
ArrOZ do Maranho a 3jJ em arroba, e em libra a 100 rs.
rumo americano a 10j a libr8> se for em por5io se far abatimento.
Sevadinba de Fr,nQa a 240 r8 alibra>
^agu muit,, D0T0 a 32o r8< a iibra
X oneinbo de Liib01 a 360 rg a Ubra # a f0J) arroba>
arinba do Marannao Btii Q0Ta, m a libr.
Toneinbo inglez 200 r8.a libra.
Passas em eaixinbasde8Ubra,tS5oocadauma.
Inlependente dos gneros mencionados encontrar o respeitavel publicoltudo quanto pro-
curar tendente a molhados.
ARMAZEM
DE
RCUPA T
DE I
Joaquim Francisco dos Santos.
I40R14D0QIH4D040
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambera se manda eiecutar por medida, Tontade dosfreguezes, para o
le tem um dos melhorea professores.
Casacas de panno preto, 409, 35$ e 30$000
Sobrecasaca de dito, 359 30f00
Palitotsdedito edecores, 359, 309,
258000 e 209000
Dito de casimira decores, 229000,
159, 129 e 99000
Dito dealpaka pretagolla de vel-
ludo, 11$000
Ditos de merin-sltim pretos de
cores, 9g000 89OOO
Ditos de alpaka de cores, 59 e 895OO
Ditos de dlta preta, 99, 79. 59 c 39500
Ditos de brlm decores, 59, 49500,
4#000e 39500
Ditos de bramante da linho branco,
63000, 59000 e 4f0OO
Ditos de merino de cordio preto.
159000* 89000
Galssile casimira preti e decores.
129.109, 9 e 6|000
Dita* de princeza e merino1 de cor- -
lio pretos, 59 e 49500
Ditasdebrim branco e decores,
5|000, 49500 e 29500
Ditas de ganga de cores 3f000
Goliates de velludo preto e de co-
ree, lisos e bordados, 129,9$ e 89OOO
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 9,59500,59 e 39500
Ditos de setim preto 59000
Ditos de seda setim branco, 69 e 59OOO
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 7$000, 68000 a 59000
Ditos de brim e fustao branco, *
39500 e 39OOO
Seroulas de brim de linho 29200 i
Ditos de algodio, 1f600 e 1|280
Camisas de peito de fustao branco
e de cores, 29500 e 29300
Ditas de peito de linho 6f e 39000
Ditas de madapolo branco e de
cores, 39, 29500, 29 e I98OO
Camisas de meias I9O6
Chapeos pretos de massa.fraiicezes,
formas da ultima moda 104,89500 e 79000
Dito* de feltro, 69, 5f, 49 e 29000
Ditos de sol de seda, ingleses e
franeezes, 149,12$, llj e 79OOO
Collarinhos de linho muito Unos,
novosfeitios,da ultima moda 9800
Ditos de algodio 500
Relogios de oro, patentes horl-
aontaes, 1009, 909, 809 e 709000
Ditos de preta galranisados, p-
tente hosontaes, 40J 309000
Obras deouro, aderemos a meios
aderemos, pulseiras, rozetas o
anneis g
Toalhas de linho. duzia 129000 e IO9OOO
0 Sr. Fran-

cisco de Carvalho Paes
de Andrade, antes de se
retirar para o centro,
queira ir a loja de 'a-
zendas n. 23 da ra da
1 Cadeiado Recife, para
cujo fim nao extranho.
Aluga-se urna excellente casa de
campo com todas as commodidades de
familia, com sitio grande, cocheira, es-
tribara etc., a casa construida ha pou-
co tempo com terraco a roda, sita na
entrada do Poco: a tratar com os pro-
pietario N. O. Bieber & C, successo-
res. ra da Cruz n. 4.
O Sr. Brasiliano Francisco de Paes Brrelo
tenha a bondade de vir fallar na loja do Germano,
relojoeiro, na ra Nova n. 21, visto ignorar-ae
aonde o mesmo senhor mora.
mu
exposico de candieiros
ECONMICOS
O proprielario desie estabelecimento avisa ao
ublico que contina a ter um riquistmo e va-
riavel aorlimenlo de candieiros para todos os ser-
vicos que se precisar, como um grande deposito
de gaz da melhor qualidade que tem appareeido,
e experimentado lelos compradores, conhecidos
verdaderamente econmicos.
elandieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Na ra Nova n. 20 a 24.
CONSULTORIO ESPECIAL HOMEOPATHICO
DO DOUTOR
n SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horaa
at meio dia, acerca das seguales molestiaa :
molestias das mulheres, molestia da* crian-
cas, molestias da ptlle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphiliticas, todas as especies dt ftbrtt,
febres intermitientes esuas consequtncias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPATH1CA .
Verdadeiroa medicamentos homeopathicos pre-
Sarados som todas as cautelas necessarias, in-
lliv-eis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em-globulos, pelos presos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sttino sao
anicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem lora della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impreaso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguintes palavraa : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se'pe-
de. As carteiras que nao levaren esse impresso
assim marcado, embora tenham na tampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
A mais fina e nova que se pode desejar neste genero, a l^OOO a libra tanto em porco
como a retalho, vende-se nos armazens Progressivo e Progreesista no largo do Carmo n. 9,
eruadasCruzesn. 36.
CHA HYSSON.
O melhor que se pode desejar em artigo cha a 2#600, 2#800 e 3#000 a libra /afianza-
se qualquer unra das qulidades.
F CHOCOLITE.
Francez, inglez, portuguez, a 1#200 a libra, vende-seno Progressivo e Progressista
no largo do Carmo n. 9, e ra das Cruzes 36.
Chegados no ultima paquete a 640 rs. a libra, e sendo inteiro a 600 rs. alibra, affian-
ca-se a superior qualidade.
n ,. QUEIJOS FLAMENGOS.
Os mais frescaes que ha no mercado por serem vindos no ultimo paquete a 2#800
cada um.
* ecj-LTM3:M:-"aerje t*mt 7:#JPsBSKiae:.
O melhor que se pode desejar na qualidade deste queijo a 600 rs. alibra, e sen-
do porco a 500 rs.
Em pipa de Lisboa, Porto e Figueira a 1$ a caada de 500 a 600 rs. em garrafa.
Porto, Duque do Porto, jeuuino Carcavellos, Nector, Madeira, Feitoria, Cheres,
Bordeaux a 1#200 agarrafa e 13$ a duzia. nicamente no progressivo e progressista
no largo do Carmo erua das Cruzes.
DOCE DA CASCA DE GOIABA
um dos melhores doces que ha em relaco ao tempo a 800 e 1$200 o caixo.
LATAS GOM FRUTAS
de todas as qualidades que ha em Portugal o mais bem arranjado que temos tido no
mercado a 800 e 1^000.
ERVILHAS PORTUGUEZAS E FRANCEZAS
o que se pode desejar em bom neste genero, pela sua preparaco e qualidade a 800
rs. a lata.
VINAGRE PURO DE LISBOA
a 240 a garafa e 1^850 a caada afianca-seser de Lisboa e de superior qualidade tam-
bem branco por 400 rs. agarrafa e 2#560 a caada.
COMINIIOS E ERVA DOCE
os mais novos que temos no mercado, e mesmo nunca os houve melhores a 400 rs. a
libra de erva doce e 800 rs. os cominhos.
SEY\MN1V\ BU FUAlNCA ^ SAGt]
a mais nova que se pode desejar a 180 rs. a libra de sevadinha e 280 rs. o sag.
UTAS GOM DOCE DE ALPEEGE
o melhor que se pode desejar, a 1#100 a lata, tambem marmelada dos melhores fa-
bricantes de Lisboa a 1J800 a lata, e peras a 1,280 rs. a libra.
alem dos gneros cima encontrar o publico tudo que procurar tendente a mo-
lhados.
N.B. Os gneros cima vendidos em nossos armazens levaro o destentivo dos mesmos.
EAU IffINERALE
NATURALLEDE VICHY
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n. 5*
ELIXIR DE SALDE
Sirop du
DrPORGET
JARABE DO FORGET.
=j
Esie xarope esl approvado pelos mais eminentes mdicos de Paris, j
[como sendo o melhor para curar constipacoes, losse convulsa e ouiras,
alteccoes dos bronehios, ataques de peito, irritac6es nervosas e iusomnolenci;.s: urna colherada
pela manh, e outra noite sao suflicientes. O eleito deste excelente xarope satisfaz ao mesmo
lempo o uoenle e o medico.
O dsposito i na ra larga do Rosario, botica de Bartholomeo Francisco de Souza, n. 36.
APPROVACiO E AlTORISAClO
DA
Ctrolactato de ferro.
l3n\eo deposito na botica de foat\um Mavtuuo
da Cruz Correia & C, roa do Calinga n. II,
em PernamAmco.
H. Thermes (de Chalis) antigo (farmacutico aprsenla hoje urna nova preparaco de ferro
com o nome de elixir de citro-lactato de ferro.
Parecer ao publico um luxo empreaar-ae um meimo medicamento debaixo de formulas to
Tarjadas, maso homem dd ciencia comprehende a necessidade e importancia de urna tal vatie-
dade.
A formula um objecto de mutta importancia em therapeulica ; um progresso immenso,
quaodo ella, maniendo a oasencia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as
idades, para lodos os paladares e para todoa os temperamentos.
Das numerosas prepareces de ferro at hoje conhecidas nenhuma rene lio bellas qualida-
des como o elixir de citro-laclado de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-seem urna pe-
quea dose, e ser de urna prompla e fcil dissolugio no estomago, de modo que completamente
assimilado; e o nao produzir por causa da lactina, que contem em fu composico, a constipaco de
veotre (requenlemenle provocada pelas outns prepararles terroginosas.
Estas novas qualidades em nada alteram a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
substancia da qual o medico se nao pode dispeusaa em sua clnica, de incomparavel utilidade
qualquer formula que lhe d propiedades laes, que o pratico possa prescrever sem receio. E' o
que cooseguio o pbarmaceulico Thermes coro a preparaco do cilro-laataclo de ferro. Assim este
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas preparaQes ferruginosas, com o
atiesta a praltca de muito mdicos distinctos que o lem ensaiado. Tem sido empregado como im-
menso proyeito naa molestias de languidez (chlorose paludas cores ) na debilidade subsequente as
hemorrhagias. as hydropesias que spparecem depoisdas intermitentes na incontinencia: de urinas
por debilidade, as perolas brancas, na escrophula, no rachitismo, na purpura hemorrhagica. na
convalescencia das molestias graves, na chloro anemia das mulheres grvidas, em todos os casos
em que o saogue se acha empobrecido ou rielado pelas fadigas, affereoes chronicas, cachexia tuber-
culosas, cancrosa, syphilica, excessos renereos, onanismo e uso prolongado das precaocoes mer-
cun&6s.
Estas enfermidades sendo mui frequentes e sendo o ferro a principal substancia de que o
medico tem de laucar mao para as debelar, o autor do citro-lactato de ferro merece louvores e o
reconhecimenlo da humanidade, por ter descoberto urna formula pela qual se pode sem receio
usor do Ierro.
DO DR. CHABLE
MEDICO E PROFESSOR DE PHARMACIA, DE PARS,
ARA O TRATAMKMTO E PRMPTO CLRAT1VO
B*S EFEMIIDADES SEXBAES, BX TOBAS AS AFFECCOES CUTAMAS, VIRCS E ALTERASOES DO SA^GOE.
PLUS DE
COPAHU
DEPURATiF
di. SAIVG
Cilrato de ferro Cbable.
Xarope mui preferivel ao
\Copahiba e as Cube-
bas, cusa immediatamen-
_ te qualquier purgagao ,
relaxacao e debilidade, e igualmente fluxoi e
flores brancas das mulberes. injeecao de
Cbable. Esta injeecao benigna emprega-se mes-
mo tempo do xarope de citrato de ferro, urna vez
de manha, e urna Tez de urde durante tres dias;
ella segura a cura.
""rrbJtU.Pomada que as cuaa em 3 dias.
O deposite na ra larga do Rosarte, Mica de Bartholomeo Francisco de Saiua, n. 16
Depurativo de ntuc
Xarope vegeial sem mer-
curio, o uoico conhecido
e approvado para curar
-----------------------_ con promptidad e radl-
calhjente impigens, pstulas, herpes, sana, co-
mixfas, acrimonia e alteracoes Ticiosas do Ma-
gue ; virus, e qualquer anecio venrea. Ba-
nho raineraea. Tomao-ie doua por semana, se-
guindo otratamento depurativo. Poaiada -
Uherpetica. De um cffeito maravilhoso as af-
fecoes cuuneas e comixoes.
iteAdes i i mmki u umm
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
mmm mmmt
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
Oe Elleardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
... ,Com mm Chapas-elbctbo-magneticas-epispasticas obtem-se urna cura radical e in-
fallivel em todos os casos da inflamrnaQo ( cansado ou falta de respiracao ), sejam internas ou
externas.como do Ggado, bofes, estomago, baso, rins, ulero, peito, palpitado de coraco, gar-
ganta, olhos, erysipela, rheumatismo, paralysia e todas as affeceee nervosas, ele., etc. Igual-
mente para as differentes especies de tumores, como lobinhos escrfulas etc., seja qual fr o seu
tamanho e profundeza por meio da suppuraso sero radicalmente extirpados.
O uso dellas aconselhado e reeditadas por habis e dislinclos facultativos, sna eflScaia in-
contestavel, e as innmeras curas obtidas o fazem merecer e conservar a coafianca do publico
que j tem a honra de merecer, depois de 24 annos ie existencia e de pralica.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo todo o cuidado
de fazer as necessarias explicacoes, se as chapas sao para homem, senhora ou crianca, decla-
rando a em que parte do rorpo existe, se na caneca, pescoco, braro coxa, perna, p, ou tronce
do corpo, declarando a-cicumferencia: e sendo inchajoes, feridas ou ulceras, o molde do seu
famanho em um pedaco to papel e a doclaracao onde exislem, afim de que as chapas seio da
torma da parle aneciada e para serem bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas serlo acompanhadas das competentes explicacoes e tambem de todos os acces-
sonos para a collocacio dellas.
Consulta as pessoae que o digoarem honrar com a sua eonfianca, em seu esariptorio, que
se achara aberto todos os das, sem excepeo, das 9 horas da manha s da tarde.
||9 Ra do Parto ||!)
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
i em f mmm%m
ra do
Qbe*mad^T5eadMOUnf0rma96Mdrianl"8e Pha/m,cia de ^Alexandre Riheiro;
*


6
ftlAftIO DB FEa*A*J0CO -GBBD* BBA M SETkflEBHij 01 .>,
--___________________!__
Attencao.
Aiuga-ie padaria da ra Imperial n. 1M :
a tratar cora Narciso Joe da Coala Pereira, no
largo do Carmo, daa 71a 9 horai da manha do
moio da as 2 horas da larde.
Vocal e rustra*
mental.
MANOEL AUGUSTO DE MENBZES COSTA di
lines de msica por casas particulares : quem
de seu presumo se quizer utilisar, procure na
i-ua da Conceigo da loa-Vista, n. 42, ou do ar-
senal de guerra.
Livros baratos.
Veodem-se
uj seguintes
per E. Sues, AIDut
romanees, escupios
mas, Cooper, Rousseau, e ou-
tros bons autores,- quast todos novoe a por proco
commodo: na praga da Independencia, loja de
chapeos n. 34 : Jos Balsamo i volume, a Viga
de Koat-ven 1 yo!., o Pastor d'Asbourg 3 rol.,
Alexina 4 voIj., o espio 2 vols., a Nora Heloise
o'j cartas de dous amantes 4 vols., Vctor ou o
Menino da Salva 4 vols-, os Orphosiohos d'Al-
deia 4 vols., o Menino da Praga Nora 4 vols., a
Bananeira 2 vols., Adriana 3 vols., Leonel Lin-
colin 2 vols., os Esposos Desgragados 1 vol.
Gabinete medico cirurgico.g
Ruardas Flores n. 37. m
Sero dadas consolas medlcas-cirurgi- 0
cas pelo Dr. Etevao Cavalcanti de Albu- 9
querefue das 6 as 10 horas da manha, ac- 9
cudiodo aos chamados com a -maior bre-
vidade possivel. 9
Cfe l-o Partos.
8. Molestias de pella.
m 3.* dem dos olhos.
8 4. dem dos orgos geoitaes. 9
Praticartoda equalquer operago em t)
B seu gabinete ou em casa dos doantes con- 9
a forme lhes fdr mais conveniente. 9
*$
Os armazens da ra da Lapa n. 13, e ra
do Costa n. 10, recebem gneros para recolhe-
rem por menos de que costumam receber outros:
quom pretender, dirija-se ao n. 13, que achira
com quem tratar ; assim como se aluga um dos
mesmos armazens.
^&-&t&t-g


i
mfl!!! flfllil!!! P!f?
O Dr. Joao Ferreira da Silva, de volta de
sua viagem, est morando na ra larga do Ro-
sario u. 20, e cootiua no exercicio de sus pro-
fissao, dedicando-se especialmente a pratica de
operacoes cirurgicas.
Na ra da Aurora n. 10, dir-se-
ha quena vende urna escrava moca com
um filho menor, tudo por pretj com-
modo.
No sitio da Sra. viuva Lasserre na Capuoga
precisa-se de um escravo para todo o servico :
a tratar no mesmo sitio ou na ra da Cadeia nu-
mero 20.
Aluga-se o primeiro andar do so-
brado da ra da Cruz n. 21 : a tratar
no terceiro andar do mesmo sobrado.
A commisso liquidadora dos ere-
dores da massa do tallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aos Srs.
devedores a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commisso todos os dias uteis das 10 lio-
ras da manha as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commisso roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a obrigue a Iancar
mao dos meios judiciaes ou do jornal
para haver essas importancias de que
sao seus de redores.
Manoel Alves Guerra saca sobre o Rio de
Janeiro.
Attencao.
Honlem 3 do correnle, as 4 horas da tarde, Jo-
s Duarte das Neves, ao entrar para o mnibus
Str.l'Anna, na ra do Crespo, e dahi at o Mon-
teiro perdeu um embrulho de papel, contendo
10:0009 em sedlas, seodo urna de 5009, tres di-
tas verdes de 200$, algumas de 100, e 2009 do
novo banco, algumas amarellas da caita filial
sendo 3:500 em notas da 509 da caixa filial e d
novo banco : roga-se pois a pessoa que o achou
se digne restituir, dirigindo-se ao mesmo Jos
Duarte das Neve3 em seu armazem, no becco do
Goncalves n. 10. que ser gratificado com 1:000a
e he ficar eternamente grato.
RuaDireita n. IOS.
Viuva Brito avisa a seus freguezes que mudou
sua fabrica de velas de o. 59 para n. Oj, logo
passaodo o becco do Serigado, cuja casi tem o
letreiro na porta, aoode contiu a ter sempre
sortimento de velas de tolos os tamaabos e qua-
lidades, e mais barato do que em outra parle.
Precisa-se de urna eogommadeira que seja
fiel, prefere-se esefava, para urna casa estraugei-
ra : na ra da Cadeia n. 37. .
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Fraderic Gautier ,cir urgiodentista, a z
todas as operacoes da sua arle ecolloca
dantas artificiaos, todoeom a superiori-
dades psrfeigao que as pessoasentendi-
das lhe reconbeeem.
Tea agua e psdentifriciosetc.
Aluga-ae ama casa em Beberibe : a tratar
com J. I. H. do Reg, na ra do Trapicho a. 34.
~~ *lBB**WM ">em ni roa Nova dSan-
ta Rila (frente da ribeira do paite) o. 19.com
enca para qualquer ealabeloeicaaodo por
maior que elle aeja, pode recolher para mis de
6000 barrica, ou de 300 a 490 pipa abatas,
entras tantas raeias.ou outros qusctjquor alumes
na proporcao, com a vantagem dotar oa>{udq
trapiche o guindaste, pelo qual podo enrbUfcar 0
desembucar aquarv com toda a mar ; a enlen-
der-se com o proprietario Maooel Pereir Lemos
no caes do-Ramo a. 10.
urna pessoa que retira-so da vida agrcola,
permuta por predios nesla praga escravos affeitoi
a todo o servido de engenho, os quaes ao robus-
tos e saos, e de boa coardueta, predicados estes
que se garante ao permutante : os avalen denles
dirijam-so ra Augusta n. 3, segando andar.
Na ra da Roda n. 6 continua-ae a mandar
comida para fra por prego reaoavel.
@# @@# &#$$$
SColIegio Bom Conselhol
Precisa-se do um criado para copeir, w
W que d fiador a sua conducta. A
mmmmppm m& ##mn
ra ra da Imperatnz n. 9, segundo andar,
precisa-se alugar orna prora que saiba lavar bem
roupa, tasto de varrella como do sabio.
Offerece-aa urna mulher de idade de boa
conducta para ser ama do casa de pavea familia
ou homem solteiro : quem precisar, dirija-se a
ruada Pac o. 24, casa que les defroota daco-
cheira do Sr. Jo Maria.
Aluga-se um excellente cozinheiro ; quem
pretender, dirija-se a ra da Crui a. 45, primei-
ro andar, das 10 horas da maohaa s 3 da tarde.
Precisa-se de urna cosinheira e ama
engommadeira, peritas, paro casa ea-
traogeira, e tambera um failor ejardi-
neiro: a tratar na ra do Trapiche n. 4,
primeiro andar, escriptorio.
james Oliver vai a Europa.
John Naegeli Sharp, subdito ingloz, relira-se
para Europa.
OTereee-se para criado um rapaz solleiro filho
de China cosa bai habilidades, euleadendo de
cosinhar qualquer comida em torno a em outra
qualquer iostruego deste fim, informa a boa
conducta : quem o pretender dirija-se ra da
Conceigo n. 24, que com a mesma pesaba tra-
tar.
Jos francisco Coelho da Paz, e Vicente
Ferreira Nunes de Paula fazom sciente ao publi-
co e ao respeitavel corpo do commercio que
tem justo e contratado com a viuva de Antonio
Jos Peroafldes de Csrvaiho a compra do seu es-
tabeleclment sito na ra do Amorim n. 36, isla
com autorisagao dos seus credores, porm se el-
guem se julgar com diroito ao dito estabeleci-
mento aprasente-se no prazo de 3 dna a contar
da data do presente. Recife 6 de setembro de
1861
A viuva de Antonio Jos Fernaodes de
Carvalho faz sciente ao publico e ao respeitavel
corpo de commorcio que com autorisagao de seus
credores tem justo e contratado vender o seu
eslabelecimento silo da ra do Amorim n. 36,
aos Srs. Jos Francisco Coelho da Paz e Vicente
Ferreira Nunes de Paula ; quem se julgar com
direito ao dito eslabelecimento apparec, 1 no prazo
de 3 dias a contar da data deste. Recife 6 de
setembro de 1861.
3,000:000 rs.
Na taberna da ra dos Pires n. 34, se dir quem
d 3:0009 a juros, com hypotheca em bens de
raz.
f aixeiro.
Precisa-se de um mooioo porlugnez dos lti-
mos chegados, de idade de 12 a 14 annos, para
caixeiro na villa do Cabo, e que d fiadora sua
conducta : a tratar na fabrica do Franca, na ra
nova de Santa Rila.
No da 10 do correnta, depois da audiencia
do Dr. juiz municipal da 1.* vara (por ser a ulti-
ma prara) tem de ser arrematado por venda um
terreno na frente do sitio denominado Cortume,
na freguezia dos Afogados, avahado por 1500,
porexecu$ao de Manoel do Amparo Caj contra
Jos Duarte Rngel.
Ama.
Offerece-se urna ama portugueza para" casa de
familia, a tratar na ra do Apollo n. 8 primeiro
andar.
Casas para alugar.
Arrenda-se urna casa nova, com commodos
para familia, agua de beber e fructeirag: no lan-
guinho principio da estrada dos Afllictos. Tam-
bera aluga-se outra casa rom grandes commo-
dos e cocheira para earro. boa estribara e san-
zala, sito na Capuoga Nova, ra das Pernam-
bucanas, confronte o Sr. Dr. Pereira do Carmo : a
tratar no sitio do Chora Meninos, na capellinha.
Tem-se justo e contratado a compra do es-
labelfcimenlo de molhados sito na roa Nova n.
48. que gyra sob a firma de Martina & Eloy, se
alguem se julga com algum direito 9 fazer op-
posicao a tal venda, haja de reclamar no prazo
de tres dias. Recife 6 de setembro de 1861.
Aluga-se
urna loja com armacao, propria para qualquer
eslabelecimento na ra Direita n. 87 : a tratar na
loja da ra do Queimads n. 46.
Aluga-se, o sobrado n. 2 R da rqa do Apollo
i a casa terrea n.27da ruado Burgos a Iratar na*
ra da Aurora n. 36.
A commisso liquidadora dos credores da
casa do fallecido Manoel Buarque de Macedo Li-
ma, roga aquellas pessoas qufl se julgarem ere-
doras por letras ou contas de livros. que se diri-
jam com os seus ttulos ra da Cadeia do Re-
cifen.SS, primeiro andar, das 10 horas da ma-
nhaa s 2 da tarde, para serem verificados e cla-
sificados nela referida commisso
Vendas.
MlLMJa
ao p do arco de Santo
chegou pelo vapor do norte um rico sorlimeolo
de.bicos e rendas, assim como na mesma loja
tem um rico sortimeoto de tiras bordadas e n-
tremelos os mais finoapue ha no mereado, cas-
cas francezas a 300 rs.TTcovado, chitas muito fl-
naa francezas a 260 o covado, lencos do labyrin-
tho, toalhas e fronhas, e outras muitas fazendas
per barato prego
A 2.500 o covado.
edr
wacMG?igfioao
rtnvvaivvBnBRrannMN
Joias.
SeraQm & Irmio, com loja de ourives.na ra
do Csbug n. 11, scienlifleam s todos oasna-fre-
guezes amigos, que por terem graude sorftenlo
de nove delicadas obras de onro, continuara a
vender o mais em conta possivel. e se responsa-
bilisam pelas qualidades do onro, prata. diaman-
tes, brnltaQtes, mencionando ditas qoaiidades em
urna cobU impresa qae eostumam pascar os
mesmos previoem que oiogoeot se doit* Uludir
por individuos que andam vendando obras por
lora deta pra?a, duendo serem da casa dos me-
Bo, pois nunca tiveram aero teem pessoa fau-
-na eocarregada de ven Jer jola suas.
Damasco de seda boa fazenda, encarnado,
de canoa e braoco.
Manteletes de fil pretoenfeitadoscom bicoa 5j>.
Damasco de la com 6 palmos de largura cova-
do aI9500.
Chales de merino bordados a velludo superior
fazenda a 89.
Cortes de casemira de cor a 39500.
Setim Maco superior a2|500.
Casemira preta setim superior a 29500.
Pecas de iadiana fiaissiraa com 10 varas a 8f.
Na ra do Crespo loja n. 10.
Vende-se em casa de Adamson, flowie &
C, ruado Tapiche Novo n. 42, biscoilos inglezes
sonido, oa pequeas latas.
Ruada Senzala Novan.42
Vendc-sc casada S. P.lpnhstoi AC.
salUnaa silh5esnglezes,eandcairoi a cucaai
bronzoao,!onas aglazas, fio devcla.ehicotc
naxicuroi, oniria,irraiotpari carro da
crdoui cvalos reltfiosda ouro-paum
oglai.
Cesiihas de Hamburgo.
Sosa laja d'ccaia da ouro. taa a Cabagi n.
1 B, /macuraaa*aa na coaapUu aortimento do
liadaaoestinbaudotad ootaMahos oropriac
para atan inca de cacla, asaim obm maiores com
tampa propria pera compvaa, bal i os proprios
para coatura. uto proprio parafaqueiros, ditos
auitoSjcnitM par. brinquemos da meninos, di-
tos maracas piatadinhosqiscae vdem por pre-
50S muito baratos-
Enfeites rquissimos.
Vendem-se ricos enfeites de retroz, sao os me-
lhores e mais moderno que ha no mareado, pelo
baritissimo prego de 83: na ra .do Oueimado
n. 22, na loja da boa f.
4 loja da bandeira
Nova loja de funileiro dai
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos dt Fonseca participaba
todos os seus freguezes tanto da pra;a
_ cmodo malo, e juntamente orespeita-
velpublico, quetomou a deliberacio de
jg baiiar o prego de todas as sua obras, por
jo motivo tem para vender um grande
sortimeato de bahs e bacas, tudo da
dirieren test amachse de diversas eeres
m pinturas, e juntameute um grande
sortimento de diversas obras, contendo
; banheiros e gamelas grandes e pequeas,
machinas para cafe camas de vento, o
que permite vender mais barato possivel,
como seja bahs grandes a 49 e peque-
nos a 600 rs.,J>acias grandes a 59 pe-
queas a 800 rs,,cocos al aduzia. Re-
cebe-se um offlcial da mesma officina
para trabalhar.
Macaes
e mais
Majaes.
Majaes.
Maces.
Macaes.
Macaes.
Majaes.
MacSes.
Macaes-
Macaes.
Ma^Ses.
Macaes.
Sodr dt G. aleen do grande deposito
que ja t'mliatn deste genero tornaram a
receber hontem 4 do crvente 37 caixas
com macaes e eltao venden do a caixs
por lije o freguez comprando mais
de urna se tara' abatiment.
I Gurgel & Perdigo. I
Receberam diversas fazendas ]
S modernas para a sua loja da ra '
f da Cadeia do Recife n. 23. f?
Attencao.
Vende-se um rico sortimento de bicos e ren-
.g s,e lencos de labyrinlho ltimamente chegados
do Cear, por probos commodos : a tratar na ra
do Pilar, em Pora de Portas n. 47.
So Gama & Silva.
Grande exposico de fazendas
baratissimas, na ra da Im-
peratriz n. 60, loja do
p\vio. 1
Vende se cortes de phanta-
sia, fazenda de muito gosto
com babados pelo diminuto
prego de 4#500; na ra da
Imperatriz n. 60, loja que tem
um pavao do lado de frr, (is-
to para nao haver engaos.)
3#500.
Vende-se rico cortes de cambraia de seda
com avental ouduassaias a 35500: na ra da
Imperatriz n. 60, loja do pavao.
3,200, 3,500 e 4,000.
Vende-se Qoissimos cortes de cambraia bran-
ca e de cor com dous e mais babados pelo dimi-
nuto prego de 3*200, 3$5O0 e 4f : na ra da Im-
peratriz n. 60, loja do pavo.
A 15^000.
Vende-se Qnicissimos cortes de cambraia bran-
ca com bordado muito delicado proprios para
baile ou casamento a 159: na ruada lmperatrix
n. 60, loja do pavo.
TNova peeMueVia.
Vende-se finissimas pecas de cambraias fran-
cezas de carocinhos cora 17 1[S varas pelo dimi-
nuto prego de 8$ a peca, ditas das mesmas com
8 3|4 varas pelo prego de 4$ a pega, lambem ae
vendem das mesmas a 500 rs. a vara, sendo
brancas e de cores ; na ra da Imperatriz n. 60,
loja do pavo.
PuptUiia a fcfc ts.
Vende-se pupelina de quadrinhos a imilago
de sedinhas de quadro pelo diminuto prego de
280 rs. o covado : na ra da Imperatriz n. 60,
loja do pavo.
Cfcaly a 500 rs.
Vende-se chaly muito fino a 500 rs. o cora-
do : na rna da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Sedaa a eo\ado.
Vndete grosdenaplea preto maito encorpado
a 19600 e I98OO, ditos de cores azul, cor de roca
e cor de cana mais barato que em outra qualquer
parle ; na ra da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Sedas de (\uadrn\vos
Vende-se sedas de quadrinhos fazenda muito
eocorpada a 500 e 640 rs o covado: na ra da
Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Manguitos de l a 500 rs.
Vende-se mangatos de fil muito bem eafei-
tados a 500 rs.: na ra da Imperatriz loja do
pavo.
Chitas francezas a 200 rs.
Vende-se chitas francezas muito finas e largas
fazenda de 360 o corado a 200 rs. por ter um
pequeo toque de mofo, afiaogando-ae que sola
logo que seja lavada a primeira rez : na ra da
Imperatriz n. 60, loja do paro.
Cassas com salpico graudo a
200 rs.
Vende se cassas com salpicos graudo e listras
a 200 rs. o corado, fazenda muito ora : na roa
da Imperatriz n. 60, loja do paro.
Cassas pintadas a 240 rs.
Vende-se cassas pioladas auito miudinhos
padres a 240 rs. o corado : na loja da ra da
Imperatriz onde est o pari.
Sentido ao Pavao.
Vende-se neste eslabelecimento um grande e
variado sortimento de fazendas tanto para e-
meos como para senhoras, de toda ac tascadas
se do amostras com penhor ou mandara- ka-
ver em casa daa familias pelos caixeiros daoaaa.
assim coma o respeitavel publico achara todos ec
dias uteis este eslabelecimento aberto daa ho-
ra da maohaa as 9 da noite.
Cera de carnauba.
A. dinheiro.
Vende-se urna pequea porgao a cata da etr-
nouba bmmo boa, que-m aeha depositada noar-
racatasa aa rmaiaiii Puns.....4
do prego.
7^llTft4rSSfc-.0T1,*c> """
Ibes de cortica finissimas.
la Itla. ,
a rata.
petiore lintda todas $ corea,
8eHhB, siiados, e arreie para carro ou eabrilet
Nora remesa de macaes
Macaes
Maclas
Magia
11 ac es
rendem-se aos ceios o a retalho, a em eaixaa,
na ra estseita do Rosario n. 11, deposito de So-
dr & G.
Quadros de mol-
dura dourada.
Lindos quedros ji feitos de moldura dourada,
proprios para retratos e estampas, pelo diminuto
prego de 59 cada um ; na loja da Victoria, oa
roa doQueimado n 75, junto a leja de cera.
Gravatinhas de
froco para senhroas.
Lindas graratiohas de froco para senhora, pelo
barato prego de i$500 cada urna na loja da
Victoria, na raa do Queimado n. 75, juato a loja
do cera.
BOIlitOS tomado-
res de armaeo e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
A loja d'aguia branca acaba de receber mui
bonito toucadores do armago preta, torneada,
e gaveia com embutidos e machetado que oa
tornam mui elegantes, os quaes servem excelen-
temente para os seahorea acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de detrae, e de rapazes soltei-
ro, e pelos precos de 8, 9 e 109, sao baratissi-
mos na verdade, quem os rir na ra do Ouei-
mado, loja d'aguia branca n. 16, aa agradar, e
infallivelmente comprar.
Espelhos para
salas.
Bicos espelhos de moldura dourada com mui-
to bons vidros para ornamentos de salas, de va-
rios lmannos o pregos : na loja da Victoria, na
ruado Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Lindas caixiuliaS
com necessarios para costura
Acaba de chegar para aloja d'aguia brinca mui
lindas caixinhas matizadas, com espelho, lesoura,
caivete, agu beta, agulheiro, dedal o ponteiro,
tudo praliado e de apurado gosto, emfim urna
caixioha excellente para um presente, e mesmo
para qualquer senhora a possuir, e vendem-se a
109 e 129 : arloja d'aguia branca, roa do Quei-
mado n. 16.
Estyjos para barba.
Ricos estojo com espelhos e repartimeotos
para os necessarios de barba, pelos pregos de 29,
3,4 e 59 cada um : na loja da Victoria, na ra
doQueimado n. 75, junto a loja de cera.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos flnssimos de linho proprios
para os tabaquistas por serem de cores escurase
fixas, pelo baratissimo prego de 69 a duzia ; na
rna doQueimado n. 22, na'bemeonhecida loja da
boa f.
Leamos de cam-
braia com padrees de se-
da a 2$500 a peca.
Na loja d'aguia branca tambera se vende mui
bonitos e finos lencos de cambraia imitando seda,
isso pelo baratissimo prego de 29500 a pega de
10 lengos. E' essa orna das pechinchaa que cusa
apparecer, e quando assim approveitar-se da
occasio, porque elles servem tanto para algibei-
ra como para meninos, e quem os vir na loja
d'attuia branca, oa ra do Queimado n. 16, ter
vontade de comprar mais de urna pega, tal a
bondade delles.
w*aisaje aeteeste etrea
Gravatinhas de raiz de
[ coral,
o melhor que possivel. Vende-se mui bonitas
gravatinhas d raiz de coral com deas e tres
rollase lagos as ponas, sesde ella bastante
compridas, avista do que ato Patticaraa a
29500 e 89000: assim bom e barato so na loia
d'aguia branca, toado Queimado n. 16.
Saiasdecordo.
Superiores saias da cordio a 39, 39500 e 49,
ditas atcoxoada muUo superiores a 59 ; na ra
do Queimado n. 22, loja da boa f.
Baldes de cordo.
Chegaram a loja da roa da Cadeia, esquina da
ra da Madre de Doos, os econmicos balos de
cordio, que se vendem pelo barato prego da 39
cada um.
Attencao
Fazendas e rou-j
pas feitas baratas
NA LOJA DE
48- Ra da Imperatriz48]
Jante a padaria franceza.
Acaba de chegar a este eslabeleci-
mento um completo e variado sortimento
deroupas do diversas qualidados como
sejam : grande sortimento de paletols
de alpaca preta e de cores a 39 e 39500,
ditos forrados s 49 e 49500, ditos france-
ses fazenda de 109 a 69500, ditos de me-
rino preto a 69, ditos de brim pardo a
8g80O o 49, ditos de brim de cor a 39500,
ditos de ganga de cor a 39500, ditos de
alpaca de la amarella a imilago de pa-
lha de seds a 39500 e 49. ditos de meia
casemira-a 49500, 5$ e 59500, ditos de
casemira saceos a 13J, ditos sobrecasacos
a 159, ditos de panno preto fino a 209
8- 225,289. ditos braneos de bramante a'
395OO e 49, caigas de brim de cor a 11800
m 2S500, 39, ditas brancas a 39 e 49500, di-
tas de meia casemira a 39500, ditas de
casemira a 69500. 7500 e 99, ditas pre-
tas a 48500. 79500.99 e 109, colleles de
ganga franceza a 19600, ditos de fuslo
HOOO. ditos braneos a 2g800 e 39, ditos
de setim preto a 39500 e 49500. ditos do
gorguro de seds a 49500 e 59, ditos do
casemira preta o de cores a 49500 e 59
ditos de relindo a 79,8$ e 99.
Completo sortimento de roupa para
meninos como sejam calcas, cohetes, pa-
letots, camisas a I98OO e 89, ditas de fustn
829500, chapeos francezes para cabec
fazenda superior a 69500, 80500 e 109.
ditos de ol a 6$ e 69500, ditos para se-
nhora a 4J500 o 59.
Tachas e moendas
Brags filho C. tem sarapre no seo depo-
sito da raa da Ifocda n 3 A, us grandeaar-
mcato datadlas moendas para engenho de
pitoacreditado fabricada Ed-win Mawatra.
Me naaaitiM daptasiuaaB^MAJvTriainha
Peca da fita de linho brancas a a co-
sos a 40
Greca de penas de age moHo finas a 500
Frceos do opiata para iioepar dente a 400
Copos com banha muito boa a 940
Espelhos de columnas madeira branca a 19500
Carteira para guardar dinheiro 500
Mtete* para meninos a 40
Beraliw aortof oez 120
Vara de franja para cortinados a -240
Qrot do botos do louga braneos a 120
TesrjorasBruitcflnss para unhas o cos-
tura a 409
Caita do charutos de Harana mnito sa-
penorea a 43000
Cartas muito finas para roltaret o ba-
ralho a 240 e 320
Varas de bico largura de 3 dedeo a 120
Garrafa com agua colecte poda chairo a 19500
Rialejoa com 2roses para meninos a 100
Ra da Oueimado n. 10,
loja de i portas
de FeTt&o IMUia,
31 Ra Direita 31*-
Chegaram os to desojado vidros para vidra-
gaa, em caixas.
: Nova california
DE
Fazendas baratas. \
Ka rna da Imperatriz a. 48, junto aj
padaria franceza. fl
Corles de cambraia branca com babadi- !
\ nhos 49 e 49500 superior 59, cambraia li- \
J za com 8 Ij2 vara 3j, 39500, e49, ditas de )
' Escossia 59, e 69, ricos enfeites para se- J
9 nhora 69 e 65500, sintos os mais delicados '
I para senhora 29500.39, chapelina para cri- *
anga gosto inglez 39500,49, para baptisado <
I 39, cortes de vestido de seda Escosseza de '
bonitos gosto 129 esto se acabando, ri-
9 eos lengos de labyriotho 19.1$200. chapeo '
9 de sol pars senhora de bonitas cores, lisos '
59, cabo de marfim 59500, cortes de cam- i
9 braia braneos com fior de seda 59. risca- i
9 do francez 200 ris o corado, completos 4
sortimenlos de bales de arcos 39, sorti- (
9 mentos de meias para menino e menina (
9 200 e 240 ris o par. chales de tarlatana i
9 de cores a 640 ris, lengos branco com bar- t
9 ras 160 ris chitas ioglezas a 180 e 200 rs. i
dita franceza a 240 e 280 rs. o corado {
9 pegas de cambraia da forro com 9 raras \
@ a 2f : junto a padaria franceza n. 48. I
** I
Aos cavalleiros.
Continan: a estar venda os verdadeiros cou-
ros de bode cabelludos, grandes, proprios para
mantas, ltimamente chegados da Europa : na
loja de selleiro, ra larga do Rosario o. 28.
Superiores organ-
dys,
Na lojo da boa f, na ra do Queimado n. 22,
rende-se nissimo organdys de muito lindos pa-
dres, pelo baratissimo.prego de 720 rs. a rara,
fazenda de 19200, e quem nao andar muito de-
pressa ficar sem apechincha ; ns ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Vestidos braneos
bordados.
Anda restara alguns cortes de estidos braneos
bordados que continuam-se a vender pelo bara-
tissimo prego de 59, com 2 e 3 babados, de gra-
ga : na ra do Queimado n. 22, na bem conheci-
da loja da boa f.
Arados americano se machina-
par a lavar roupa :em casa de S.P. Jos
nhston dt C. ra da3enzala n.42.
Entremeios bordados.
Vende-se a I96OO e a 29 a pega de entremeios
muito finos e ricamente bordados ; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Magalhes & Mendes
teima, nao vende, queima.
Na ra da Imperatriz loja armazenada de qua-
tro portas n. 56, recebeu novo sortimento de fa-
zendas, a saber: ricos corles de phantasia com 8
babados a 8, ditos de cambraia de seda a 59, di-
tos de cambraia braneos e de cores de 2, 3, 4, 5 e
6 babados a 3$ e 39500, ditos de tarlatana de 3
babados a 29500, pegas de algodozibho a 29500.
39 e 33500, ditas de madapolo a 39500 4S000 e
49300 todas as fazendas em perfeito estado.
Grande
Pechincha.
Sedinhas de quadros de todas as cores muito
encorpadas covado 720 rs., chitas francezas a 220,
240, 260 e 280 rs. o covado. pegas de cambraia
brancas finas a 29500. 3$ e 39500, pegas de ma-
dapolo francez enfestado a 39, ditas de bretanha
franceza enastada a 4g e5J, pegas de entremeios
e tiras bordadas a 19, saia balo de 20 a 40 ar-
cos a 39 e 395OO, as mais modernss que ha, cor-
tes de cambraia de salpicos a 2|: na ra da
Imperatriz loja de 4 portas o. 56, de Magalhes &
Mendes.
Enfeites para senhora.
Vendem-se enfeites para senhora, de muito
bom gosto, de grade de retroz, mnito baratos, e
s i vstase dir o prego delles, de muitas qua-
lidades ; oa mesma loja vende-se rap Paulo
Cordeiro e muitas mais qualidades: na ra larga
do Rosario n. 38.
Rival sem segundo.
Na rus do Queimado n. 55, loja de miudezas
de Jos de Azevedo Haia e-Silva, tem para ven-
der pelos diminutos pregos abaizo declarados pa-
ra apurar dinheiro, pea o quo muito precisa,
garante ludo perfeito, pois o prego admira :
Linha do gaz superior para marcar, no-
relo a
Dita do gaz brancas e de cores, norelo a
Dita de carretel muito boa, carretela
Nvelos de linha do gaz brancas a 10 e
Carreteis com linha preta muito gran-
des a
Varas de franja del mullo bonitas a
Pegas de tranga de l muito bonitaa e
com 10 varas a
Pares de meias cruas para meniaoa
Ditos ditos de cores todos os lmannos a
Ditos de cores para menina a
Duzia de meias cruas para homem a
Cartes de linha Pedro V com 2O0 jar-
das a
Caixas com tisses para acender chata-
tos a
Caitas com phosphorosde seguranga a
Duzia de phosphoros do gaz a
Filas pera onfiar vestidos muito apan-
des a
Frascos d'agua de colonia muito aupe-
rior a
Ditos com cheiros mnito fino a
Duzia de meias para senhora o melhor
que ha a
Poetas do trancinha de Sa sorlida a
abneles superio.ee* cjnuito creadee a
rota de botos do osso para caiga send
. peoueoo o
Dito de dttoc grandes a
fracnoie do Porto superiores Taraa a
MO, I ICO
40
30
30
20
160
100
200
200
160
120
294OO
80
40
160
240
80
dOft
500
3*000
60
180
98
rendem-se barato as segaintes fritadst, para li-
quidar.
Cortes de casemira fiaos de cor a 39500 e 49.
Ditos de dita ditea de cor pre a 59 o 69.
Ditos de brim de puco linbo a I9COO o 2a.
Panno preto, azul, verde e cor de caf, corado
a 3JO0O.
Cortes de superior velludo de cor a 4$ e 59OOO,
Manteletes de fil preto bordado a 49.
Visitas de seda abertas a fil a 49
Mantas de dita ditas a fil a 49 e 59.
Riqusimos cortes de ceda a 80, 90 o IOO9.
Ditos ditos do dita a 15, 20 o 259.
Chales com palma de aeda a 29 e 29500.
Cortes de cambraia bordada a 19800.
Lengos bordados com bico, duzia a 19500 o 29.
Chales de touquim a 15 o 30$
Ditos de merio bordado a 4, 5 e 69.
Chitas trncelas, qualidade superior, covado
a 240 rs.
Ditas ioglezas, cores fitas, corado a 160 rs.
Lengos de seda da India a I9.
Cambraias lisas maito finas, com 8 rara a pe.
ga a 39500 e 49.
Cazareques o capiohas de fuslo branco a 89 e
99000.
Meias de algodo cr superior fazenda a 49.
Chapeos a Garibaldi a 14 e 159.
Enfeites e chapeos Irarkia a 9,10 e 129.
Hernestina, riquissima fazenda para vestido
de stnhora, covado a 490 e 500 rs.
Ambrosina, idem dem, covado a 500 rs.
Mimos do co, corado a 500 rs.
Sedinhas de quadros, corado a 700,800,900 e
I9OOO.
Manguitos de cambraia bordados, um 500 rs.
(jollinhas dem, urna 320 re
Superio'as espartilhos para senhora a 4$.
Brim branco de linho, rara a 700, 800 e 19.
Pechincha
Tasso Trmos acabam de receber novs porgo
de chicotes inglezes para carro, cabriolet, mon-
tarla e caga. Os Srs. donos de coebeiras teem
boa occasio de supprirem-se de bons e baratos
chicotes.
Trapiche
Barao do Livramenlo,
Largo da assembla n. 15.
Ha continuamente para render, neste noro es-
tabelecimeolo o seguale :
Cera de carnauba em porges ou a retalho,
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em caixinhas de 1 arroba a 4.
Barricas com sebo do Rio Grande em porgos
ou i retalho.
Velas de carnauba pura em caixinhas de 1 a 2
arrobas.
Meios de sola, differentes qualidades, em por-
ges ou a retalho.
Courinhos curtidos.
Farnha de mandioca por 19500 o sacco.
Farello em saceos grandes por 39800 o sacco.
Feijode corda
no armazem de Tasso Irmos, ra do Amorim
a. 85.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Ca rissa Tin-
da ltimamen-
te, de New-
Tork.um com-
pleto s o r 11
ment das me-
Inores machi-
nas de cozer
dos mala afa-
mados autores
melhorados
com noros
a pe r i goa-
mantos, fazendo paspento igual pelos doos lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambora receberam todos
os preparo para as mesmos como agulhas, re-
irozes era carriteis, linha de todas a coros tudo
fabricado ctprcssamente para a mesmas ma-
chinas.
grotieetframfittie mmmx
Encyclo-
pedi
tica
Lioja de fazendas
[Ra d Crespo numero 17.1
DE
Guimares A Villar.
Para acabar com certas fazendas ren-
demos baratissimos:
Chapelina de aeda de riquissimos gostos
a 129 cada ama.
Ditos de palha de Italia a 289.
Golliuhas o manguitos de punbo de su-
perior qualidade a 39.
Cassas de cores fitas e delicados padres
a 280 rs. o covado.
Sedas, cambraias, cassas, chitas e tudo
quanto pertence para adornos de se-
nhora porbaratisaimos pregos.
Calgado Mell de 2 solas o sola fina.
Para homens.
Grande sortimento de roupas feitas o
chapeos de tedas as dualidades.
Relogios.
Vendo-so em casa de Johnston Palor de C.,
roa. do Vigario n. 3 um bello sortimeato da
relogios do ouro, pateo te ingles, de um dos mais
nados fabricantes de Liverpool;, tambem
variedado de bonitos traacelins para os
mocitos.
Facas e garios.
!* boaa facaa e garios para o diario de ama
casa a 29600 a duzia de talherts: na loja da Vic-
toria, na ra do Queimado a. 75, junte a loja de
cera.
Bom e assim barato
"*?*te,n. le5t ^ eomprar urna pacte para pa-
pel por 19000. Na loja d'aguia branca acha-so
tima porgo de boa e perfeitas pastas para pa-
pel com calendario perpetuo, o ndice das ferias
mudavei, pele que se tornara do muit utili-
do, 'e o pequeo prego de 19000 G*da urna
convida a aproveitar-se da occasio em que 10
ectto ellas venteado pornaoiedc do que sem-
pre costurara ; aacira dirljam-ao a ra do
Queimado, loja d'aguia branca n. 18, que ser
bem servido.


---------
& .
diaim m iwmpy>. mguiwa nsi o o mmo men

% Negra.
na na
Vende-M ufflt muito baa cozioheira
Direita b. 85, loja.
Caixas para joias.
Liadas caixiohas pora guardar joias, pelos pre-
$os baratos de 400, 600, 800, 19 e 29 cada una
nalojado Victoria, na ra do Queiaado o. 78:
junto a loja de Cira.
Atten$o.
a nado Trapichan. 48, emcasa d.Ko r a
Rooker & C., liste um bom sortimento da li-
abas decores e brancasem carretela do meihor
abncautedeLnflaterta.asqaaea aevendem por
procos muirazoaveis
|daco de bertas!
{* fazendas finas.
RA 00 CRESPO N. 17.
Riquiestmas chapelioss de seda para
senhoras, de diversas cores a 13$. #
Caasaa de corea boDitos -padros a 240
W rs. o covado. ej
Gassas e orgaodys de cores a 180 rs. o
X corado.
Chitas de todas m qualidades e prego.
Muitisaicnas Cateadas finas que se ven-
dea por precos baratiasimes para liqui- 0
dar, do-se amostra das fazendas.
Potassa da Russia e cal de
No bem eeobecido e acreditado deposito da raa
da Gadeia do Recite n. 12, ha para vendar a rer-
dadeira potassa da Russia, ora e de superior
qualidade, assim como tambem cal Tirgem em
pedra ; ludo por presos mais baratos do que em
oatri qualquer parte.
na
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
pare contas e facturas, papel mata-borro; Tea-
de-sena loja d'aguia branca, rna de Qaeimade
^mmm___
rita da Cruz n. 10, cata de
Kaikmann Irmaos &C, tem ex-
posto um completo sortimento
de amostras de objectos de bor-
racha, proprio para machinas de
engenhos, sendo correias para
transmittir mov melo, canudos
de borracha de qualquer com-
primento e groisura, pannos de
borracha, rodetas de dita, so-
bre ditos artigos tomam-se en-
S commendas.
A i$ o corte
de calca de meias casemiras escuras de urna s
cor; na rae do Queimado n. 22, na loja da
boa f.
Em casa de Kaikmann Irmaos ^
& C, na ra da Cruz n. 10, exis- 0
te constantemente um completo k
sortimento de ,
Vinhos Bordeaux de todas as A
f| qualidades. a
Dito Xerez em barris. 4
Dito Madeira em barris e caixas. i
Dito Muscatel em caixas. i
Dito champanhe em gigos. g
Cognac em barris.
Cerveja branca.
Agua de Seltz.
Azeite doce muito fino em caixas.
Alvaiade em barris.
Cevadinha em garrafes.
0 LOW-NOa
Raa daSenza 1 la Nova n.42.
Nesta stabeleciraento contina ahaverun
completo sorlimeo t o dsraoendasemeias moen-
das para engaoho,achinas da vapor etaixas
te ferro batido e eoado,de todos ostamanhos
para dito,
O torrador!!!
23 litrgo do Ter$o 13
Quera durilar veoha ver; manteiga ingleza
perfeitamente flor a 1 a libra, franceza a 640 e
a 680 a libra, batatas muito oras a 80 rs. a libra
assim como se torra massas muito finas para sopa
a 440 ris a libra e ostros muitos gneros perten-
centes molhados, (a dinheiro vista.)
ja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 22}, fazenda fio a
caigas de casemira pretas e decores, ditas de
brim edegaoga, ditas de brim brauco, paletots
de bramante a 49, ditos de fusto de corea a 44
ditos de estameoba a 4g> ditos de brim pardo a'
3$, ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacos
dolletes de velludo pretos e de cores, ditcs d
eorgurio de seda, grvalas de linho aa maja mo-
bernas a200rs. cada ums.collarinhos de linho
gauluraa moda, todas estas fazendas se vende
paralo para acabar; a loja est aberta daa 6 ho-
ras da manhia at aa 9 da noite.
Vende-se urna boa armagio de amarello,
toda envernisada, que serve para qualquer tsta-
belecimento, e por prego razoavel: na ra do
Crespo n. 15, loja.
Attencfto
Vendem-se caixOes vastos proprios
para bahuleiros.fuoiletros etc. a 1$280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ahi se dir* quem ostem
para vender.
Loj
VICTORIA
Fajoses Jnior
Na ra do Queimado n. 75,
jiluto a loja de cera.
Esta loja acha-se provida de um completo sor-
timento de miudezas para vender, tanto por ata-
cado como a retalho^ por precos muito baratos,
como abaizo se ver, s para quem comprar, vic-
toria sempre cootar.
Clcheles francezes bons em carto de urna car-
reira a 40 rs.' e duzia 400 rs.
Ditos tambem bons de duas carreiras a 80 rs.
e 900 rs. a duzia.
Ditos da trra em caixinhas a 800 rs. a duzia."
Agulhss francezas boas a 120 rs. a caixa com 4
papeia.
Ditas as melhores que se encontram a 240 rs.
a caixa com 4 papis.
Ditas em papel avulso a 40 rs. o papel.
Ditas para enfiar a 40 rs. cada urna.
Licha victoria em carritel eom 200 jardas a 60
rs. e duzia a 640 rs.
Ditas de 200 jardas, de Alexander a 900 rs. a
duzia.
Ditas de 100 jardas brancas e de cores a 30 rs.
o carritel.
Ditas de Pedro V, em carto com 200 jardas a
60 rs. a carto.
Ditas de peso verdadeiras miadas grandes a
240 rs. a miada.
Ditas -de meada cabega branca e encarnada a
120 rs. a meada.
Ditas do gsz brancas e de cores a 800 e 900 rs
a caixa com 50 novellos.
Papis com cento e tantos alfinetes a 40 rs. e
duzias 400 rs.
Alfinetes francezes cabega chata a 120 rs. a
carta.
Ditas para armares a 2S60O o majo.
Cordo imperial para vestido a 40 rs. a peca.
Eofiadores de algodo a 00 rs. cada um.
Caivetes finos de duas folhas para penna a
200 rs. cada um e duzia a 2J0O0.
Ditos de cabo de viada de umafolha de 160 rs.
cada um e duzia a l6O0.
Ditos mais ordinarios a 120 rs. cada um e du-
zia a 18200.
Lia de todas as cores para bordar a 65500 a
libra.
Peales muilo bons de baleia para alisar a 220,
240.e 280 rs. cada um.
Ditos os melhores e maiores que se encontram
aSOOrs.
Ditos transparentes muito bons 400 rs.
Meias cruas brancas e de cores para homem a
160, 200,240 e 280 rs. o par.
Ditas pretas para homem a 120 rs. o par.
Ditas para senhoras a 240, 280 e 320 rs. o par.
Ditas brancas cruas e de cores para menino a
160. 200, 240 e 280 rs. o par.
Ditas pretas para Motora a 200 e240 rs. o par
Bofeitesde vidrilho a t|800 rs.cada um.
Ditas a Impeaatriz muito lindos a 8$ cada um.
Cinturoea de seda com borracha para homem a
320 cada um.
Ditos de algodo 240 rs. cada um.
Cintos muito lindos para senhora a 11800, 2.
2|5003 cada um. a~v-t,
Franjas de bolotas brancas e de crea para cor-
tinados a 49 a peca.'
Ditas de algodo para toslha a 2)800 a peca.
Ditas de linbo para cwaveque 120 rs. a vara.
E outras multas miudezas que se tornaro en-
fadonho mencinalas afiancando-se, porm, que
olo ae deixari de vender a quem trovxer dinhei-
ro na loja da FejozeoJnior na ruado Qaeima-
do..7
/fu do Amorim
VENDE-SE:
Milbo novo.saecaa de3|4 por 4)300.
Dito de meia idade por 3g500.
Dito velho por 3).
Anda ha pe
chincha. .
Chegou a ra do Crespo n. 8
loja de 4 portas, um sortimento
de.cassas de cores ixas e lindos
padroes que se vendem a 2*0 rs.
- o covado, dao-se amostras com
penhor.
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 JJ,
vende- se S verdadeira raiz de coral a 900 rs. o fio.
Caixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug d. 1
B, chegado de sua propria eocommenda muito
lindas caixinhas de costura com msica -propria
para mimo, que se vende muito barato.
Vendem-se osengeuhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pes:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
Leiujos brancos.
Vendem-se lencos brancos proprios para algi-
beira, pele baralissimo preco de 29400 a duzia :
na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Ra do Queimado
n. 19.
Santos Coelho vende o seguinte :
Cobertas de chita a chineza a ljf800.
Lences.
Lenges de panno de lioho a 19900,39 e 35300.
cortes de phantazia.
Lindos cortes de phantazia de seda pelo baia-
tlssimo preco de 89 cada corte.
Toalhaa de fusto a 500 rs. cada urna.
Cambraia branca de salpicos grandes para ves-
tido, sendo cada peca a 5g.
Gollinhas bordadas para senhora. muito Coas
a29000.
Sortimento de baldes para meninas.
Bramante de linho para lences, teodo de lar-
gura 10 palmos, pelo preco de 2$ a vara.
Algodo monslro a 480 a vara.
Bramante de algodo a 1J280 a vara.
Cortes de seda de todas as cores, fazenda su-
perior, a preco de 49, ditos com toque de mofo a
259000.
Chapeos de sol de seda para meninos e me-
ninas.
Capailas brancas para noiva a 55.
Chapeos para senhora.
Ricos chapeos de seda e de velludo para se*
nhora, pelo baraliasimo preco de 15 e 169: na
ra do Queimado o. 22, loja da boa fe.
Luvas de Jeuvio.
Con tinua-se a vender as superiores luvas de
pellica de Jouvin, tanto para homem como para
senhora ; na ra do Queimado n. 22, na loja da
boa f.
Vende-se um bom carro aioda novo, pro-
prio para carregar aseoear da estaco ferres bas-
tante em eonta : no corredor do Bispo n. 15.
Venda-te a casa da roa de Santa Bita o.
92 : quem quizer, dirija-se praca da Indepen-
dencia o. 23.
lit
S
1
jtou
{ SORTIMENTO COMPLETO
.Fazendas e obras feitasj
-A
LOJA EARMAZEM
DE
IGes & Basto!
NA
Hua do Queimado
n-4tfr,freate amavella.
Constantemente emosamgrandeeva-
riado sortimento desobrecasacaspretas
e panno e de corea muito fino a 289,
OS e 359, paletots dos meamos pannos
a 20f ,i2f e 24f, ditos saceos prelos dos
meamos panno a 149.169 18f, casa-
ca pretas mnito bem feitasede superior
panno a 289, 30$ t 359. sobrecasacas de
easemira da core muito finos a 159,16}
18f, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a lOf, 1>9 e 14f, calcas pretaa de
easemira fina para homem a 89, 99, lOf
e 12, ditas decasemira decores a 7f,89,
99 e 109, ditas de brimbrancoa muito
fina a 5$ 69, ditas de ditos de cores a
39, 39500, 49 e 49500, ditaa de meia ea-
semira de ricas cores a 4j e 4$500, col-
letes pretos de easemira a 59 e6$, ditos
de ditos decores a 41500 e 59, ditos
brancoide seda para casamento 1 59,
ditos de 69,colletes dbrimbrancoede
uato a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
9500 e 39, paletottpretosde merino de
cordo sacco e sobrecasacoa 7J, 89 e9&
colletes pretos parlalo a 49500*59,
as pretaa de merino a 49500 e 59, pa-
. tota dealpaca preta a 39500 e 4$, di tos'
sobrecasaco a 69,79 e 82, muito finocol-*-
letes de gorguro deaedadecoretmuito
boaf azanda a 39800 e 4S, collate id a rel-
iado de corea e pretos 7 e 8, roupa
para meninosobre caaacadepanno pre-
tos e de cores a 149.159 I69, ditos de
caaemira saccoparaosmesmos a69500 e
79, dito de alpaca preto aaccoa a 39 e
39500, ditos sobrecasacos a 5| e 59500,
ealcasd* easemira pretas e decores a 69)
6S500 79, camisas para menino a 209
a dazia.camisaa inglezas prega tlargas
muitoaperiora|S29 a duzia para acabar.
i Assim tomo temo urna officina deal-
(aiateondemandamos executartodas aa >j
_j obrascom brevidade. m
gatete ais mwsmvKmmm
A 2^500
Chales de merino estampados, que em oulras
lojaa se vendem por 49 e 59 aa loja da boa f
na ra do Queimado n. 22, vende-se pelo bara-
lissimo preco de 29500.
fgtummam-mm mmimm*
Acaba de
chegar amt^
ao novo armazem s
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. Al.
Um grande e variado sortimento de
roupaa (eitas, calcado e fazendas e todos
estes se vendem por precos muito modi-
ficados como de seu costume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannoa
e casacos feitos pelos ultimo* flgurinos a
269,289, 309 e a 359, paletots dos mesmos
pannos preto a 16J, 18g. 209 e a 249,
ditos de easemira de cor mesclado e de
novos padroes a 149.169, I89,209 e 249,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99,109,129 e a 149. ditos pretos pe-
lo diminuto preco de 89, 109, e 12, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 129,
ditos de merino de cordo a 129, ditos
de merino chines de apurado gosto a 159,
{ditos de alpaca preta a 79, 89, 99 e a 109,
ditos saceos pretos a 49, ditos de pal ha de
seda fazenda muito superior a 49500, di-
, tos de brim pardo e de fusto a 39500, 49
vea 49500, ditos de fusto branco a 49,
Z grande quantidade de calcas de easemira
I preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditaa
pardas a 39 e a 49, ditas de brim de cores
M linas a 22500, 39, 39500 e a 4g, ditas de
I brim brancos finas a 49500, 5|, 59500 e a
I 69, ditas de brim lona a 59 e a 62. colletes
de gorguro preto e de cores a 52e a 6J,
ditos de easemira de cor pretos a 42500
e a 59, ditos de fusto branco e de brim
a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 4,
ditoa de merino para luto a 49 e a 49500,
caigas de merino para luto a 4#500 e a 52,
capas de borracha a 99. Para meninos
de todos os tamaahos : calcas de easemira
Srefaedccora52, 69 e a 79, ditas ditas
e brim a 22, 39 e a 39500, paletots sac-
eos de easemira preta a 6$ e a 7, ditos
de cor a 69 e a 72, ditos de alpaca a 39,
sobrecasacos de panno preto a 129 e a
14, ditos de alpaca preta a 59, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanbos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
Eara meninas de 5 a 8 annos com cinco
abados liaos a 89 e a 12|, ditos de gorgu-
ro de cor e de la a 59 e a 69, ditos de
brim a 39, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptiaados,a muitas outras
fazendaa e roupas feitas que deizsm de
ser mencionadaa pela sua grande quanti-
dade; assim como recebe-ae toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al-
iis te dirigida por um hbil mestre que
pela sua promptidoe perfeico nadadei-
xa a desejar.
Baldes para meninas.
Vendem-se baldes para meninas, de- todos os
tamanhos, de madapelo e de mussulioa a 89 e a
49 : na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Mantas de retroz para gra-
vatas.
Vendem-se mantas.--de retroz para gravatas,
tanto pretas como de cores a 500 rs.: na ra do
Queimado o. 22, na loja da boa f.
Meias baratissimas.
A 29400 a duzia de pares de meta* brancas fi,
as para homem : na raa do Qaeimado n. 22
na loja da boa j.
Ricos cortes de vestidos bran-
cos bordados.
A' loja da boa f na ra do Queimado b. 22,
chegou novo sortimento de ricos cortes de vesti-
dos brancos bordados com 2 e 3 babadoa. os qwaes
continuam a ser vendidos pelo baralissimo preco
de 59 cada corte : na ra do Queimado n. 22, as
bem conbecida loja da boa f.
eobertos eaescobertosr pequen es e graides, de
re patate inglez, para homem e seahora da
M dos melhores fabricantes de Liverpool, vin-
flos pelo ultimo paquete inflet : em eassde
SonthelMeJlorAC..
Carros e carrocas.
Em casa de N. O. Bieber
A C. successores ra da Cruz
numero 4.
Vendem-se carros americanos mu elegantes
e levee para daa e 4 pessoss e recebem-se eo-
commendes para cojo fim ellea possuem map-
pas com vares desechos, tambem vendem car-
ro?e para condueco de assucar etc.
N. O. Bieber & C, successores, rna da Cre
4, tem para vender relogios para algibeira de
onro e prata.
Gravatas da moda.
Vendem-se gravalinhas eatreitas muito supe-
riores, tanto pretas cerno de cores, pelo baralis-
simo preco de 19; na ra do Queimado n. 22.
na loja da boa f,
Bramante de liaho muilo
superior.
Vende-se superior bramante de linho com duas
varas de largura, pelo baralissimo preco de 29400
a vara : na ra do Queimado n. 22, na bem co-
nbecida loja da boa f.
Atten^o.
Francisco II ou a Liberdade da Italia, drama
histrico em 5 aetos por Francisco Gaudenclo
Sabbas da Costa : acha-se A venda na livraria
econmica ao p do arco de Santo Antonio, a
1SO00 cada exemplar.
Superiores tiras
bordadas.
Na loja da boa f na ra do
Qaeimado n. 22 se encontrar um bonito sorti-
mento de superiores liras ricamente bordadas
que se vendem pelo barato prego de 39000 4000
e 59000 ris a peca, advertindo-se que ha mais
de urna peca de cada padro, quem mais depressa
andar meihor servido ser, na ra do Queimado
n. 22 na loja da Boa-F.
Fil liso e tarlata-
na branca a 800
ris a vara.
Casemiras a
4.000 o corte, na
loja do Pavo.
Vende-se fimssimos cortes de aasemi-
ra entestada de cores pelo diminuto
preco de 4# o corte para calcas, assim
como tem das mesmas para vender a
2400 rs. o covado proprias para pa-
letots, calqa e collete, recommenda se
muito esta tazenda aos Srs. alfaiates que
costumam a fazer roupa para vender,
porque tao cedo nao acbam urna pe-
chincha igual : na ra da Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva-
S Vende-se luvas de
* camurca branca e amarella para militar
9 29 o par: na loja de Naboco & C, na
&& ra Neva a. 2.
Cintos.
Vendem-se cintos de todas as cores com ri-
cas tirelas para aenhora e menina a 29, bandos
de dina para marrafa a 500 rs. o par, enfeites
para cabeca, de cores e diversas qualidades : na
ra da Imperatriz, loja da boa f n. 74.
Sal
Vende-se fil liso muito fino e assim tambem
tarlataua branca muito fina, tanto urna cousa co-
mo outra sao proprias para vestidos, nao s para
bailes como para assistir-se a casamento!, andein
antes que se acabe na ra do Queimado n. 22
na loja da Boa-F.
Vende-se.
Um sobrado na ladeira da S, com bons com-
modos, excellente vista, grande quintal todo mu-
rado, com diversos arvoredos, e cacimba com
ptima agoa de beber, este predio torna-se re-
commendavel nao s pelas commodidadea que
tem, como por star perto do banho salgado, e
um silio por detraz do palacio do Sr. Bispo com
muitos arvoredos, baixa para capim, capoeira
com maita lesna, e grande cacimba com ptima
agoa de beber: quem pertender dirija-se a casa
do proprielario ra doa Guararapes n. 46.
Vende-se sil de muito boa qualidade por ser
muito grosso e alvo : a tratar na raa da Madre
de Dos n. 2.
Vendem-se 5 escraros de booitas figuras,
com idade de 11, 16, 20 e 24 annos, todos par-
dos, sem o menor defeito, e por barato prego :
na ra das Cruzes n. 35, 2o andar.
Vende-se urna carroca nova muito segura
e de boa madeira para boi: a tratar na taberna
grande da Soledade.
Veude-ae saceos de farioha de mandioca a
29000, Ba ra Nova n. 48.
Nova California.
Tapetes para sala fazenda de 89OOO vmde-se
pelo barato prego de 39500, na ra da Imperatriz
n. 48 junto a padaria franceza.
-Riquisaimes cintos douredos com lindas tirelas
tambem douradas e esmaltadas, e com ricas pon-
tas para cahirem sobre os vestidos, muito pro-
ptios para as senhoras que tiverem de ir aes bai-
les etheatros ; veodem-sepelo baralissimo pre-
go de 49. 5Se69: na ra da Queimado n. 22.
aa D*m conaecifla loja da boa f.
2, acabam dereceber pelo ultimo navio 5
francez, um neo sortimento de vestua- A
9 rioa para meninos de 2 a 6 annos como m
' ditos da gorguro de seda, ditos de la #
L- ." ?8C0!8e?8' Mo d "nao bor- A
ft fd..'*o8 ^. cos vest.dos de seda para meni- &
D. ditos de cachemira bordados, ditos fia
dg de l e seda a escosseza. ditas de bare- *S
g ge.e um sortimenlo de vestuarios de
brim pardo para meninos a 39 cada um. gft
Atten$o. -
Candeias de esUnho econmicas, que com urna
pequea quantidade de azeite dio luz p?r urna
Su u:e5.Pres "' cada um* ? w-
Calcado
43 Ra Dreita 45
Magnifico sortimento.
Sempre condescender e prazenleiro com o
E qU6he "".f" "heiro. o proJSet!
rio deste grande estabelecimento continua a nf-
erecer ao publico, por precos mdicos e semne
inferiores aos de oulro, o seu bello nriirr.ri
de calgado francs inglei"br.ileiro'e^vejm :
Homem.
Borzeguins Victor Emmanu"el. loaoflO
lCnrU/pd.e P0.....109000
lord Palmerston (bezerro 99500
iT"08 4b.r"nes(luatrej 99OOO
89500
58500
550OO
2S00O
IfSOO
5J50O
3800O
Vende-se chapeoa de seda e de meri-
no a Garibaldi para meninos de 2 a 4
annos : na loja de Nabuco & G. na ra
Nora o. 2.
Fabrica de espiritos na
ra Direita n. 17.
Neste estabelecimento sempre sortido de todas
aa qualidades de eepiritos, como sejam, licores,
tanto finos como mais ordinarios, geoebra, aniz,
agurdente do reino, espirito de 3o a 40 graos, o
que ludo se vende em porgo, e seu preco o mais
em coala do que em outra qualquer parte.
pechincha,
Vendem-se borzeguins para senhoras, de ns.
31,32, 33 e 34, e em bom estado, a 49500 : na
loja da traressa da rna das Cruzes n. 2.
Aos terceiros da
veneravel ordem deS.
Francisco.
J chegou a verdadeira eslamenha de la, na
loja de 4 portas, rna do Queimado n. 39, e se
apromptam hbitos desta fazenda a 409. e tam-
bem ha de algodo que se apromptam a 28$ cada
um, e se vende a fazenda por mdico prego.
# Loja de fazendas finas tt
DE
QMartinho de OliveiraBorges O
Ra da Cadeia do Rerife n. 40.
Vendem-se bonitos cortes de vestidos
jts de cambraia blancos bordados a 30f, gjk
ditos ditos de cambraia da Escocia fina :
w sendo toda a saia e fazenda para corpi- V
nho bordado, prego 50.
ltimos dias de gelo.
Excellentes sorvetes : na ra da Impera-
tris o. 3.
Vende-se
um escraro de 18 annos de idade, de bom com-
portamento : na ra do Queimado n. 11.
- Gaz liquido.
Esa casa de Samuel P. Johnslon & C, raa da
Seozala Nova o. 42, vendem-se lata eom 5 ga-
ldes de Kerosine.
SABAO.,
Joaqlm Francisco de Mello Santos avisa aes
seus fregueses desta praga e oa de fra, que tem
exposto venda sabio de sus fabricadenoainada
ReciCeno armazem doa Srs. Travassos Janior
& C, aa roa do Amorim n. 58; massa amarella,
eastanha, preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo araua-
bem tea falto osen deposito develas de carosa-
xa simples sem mistara algama, coma as da
composicio.
Luvas de pellica.
Novo sortimento de lnvas de pelliea chegadas
no vapor inglez para a loja d'aguia branca, na
ro do Qaeimado o. 16.
Em casa de Milis, Lalham & C, i
ra da Cadeia do Recife n. 52, vende-se
Tinta preparada a oleo de zinco e chum-
bo em latas.
Ancoras e orrentes de ferro.
Tijolos para limpar facas.
Algodozinho grosso para saceos.
Liona de algodio em nvelos.
Vinho do Porto engarrafado de muito
superior qualidade.
Dito de Lisboa em barris de 5o.
Dito champagne de boa qualidade.
Arroz da India.
Sulfato de ferro.
Oleo de liohaga.
Azarco.
Salitre.
5J50O
5S00O
59000
4S80O
49500
4S00O
3J200
2>2 19000
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAI.
Hilhares de individuos de todas ae nagCes
podem testemunhar as virtudes deste remedio
incompara vele provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu arpo e
membros in teira mente saos depois de haver em-
pregado intilmente outrostratamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessascuras ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, quelh'as
relatara todos os dias ha muitos annos; a s
maior parte deltas sao tao sor prndenles qus
admirara os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraran) com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois dedar
permanecido longo tempo nos hospitaes, o lee
deviam soffrer a ampuiago 1 Dallas ha min-
eas queha vendo deixado esses, asylos depade-
timenios, parase nao submeterem aessaopa-
rago dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gamas dss taes pessoa na enfusao de seu reco-
nhecimento declararam estes resallados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afimde mais autenticaren) sua afirma-
tiva.
Ninguem desesperara do estado desaude u
tivessebastante eonfianga para encinar este re-
medio constantementeseguindo algam tempo o
tratamento que necesslasse a natureza do mal,
cuja resultado seria provar incontestavelmente!
Que ludo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos searulntes casos
>
s

> John Russell.
Sapates Nantes (batera itei'ra). '
patente..... '
Sapatos nanga (portugueses). .'
(francezes). .
9 entrada baixa (sola e viral
> muito chique (urna sola). '.
Senhoras.
Borzeguins primor (Jolyl. .
brilhantna." '
gaspa alta. .
baixa. .
31,32,33, 34. \
> decores 32,33.34. .
Sapatos com sallo (Joly).
francezes frequinhos". '. !
31,32.33 e 34 lustre.
E um rico sortimento de couro de lustre le-
rirr'SCei/ marr1ui. "la. vaquetas cou-
quer outro pode vender.
Venda de escravos.
Je Ke"i" mt Mcra" de meia idade, muilo
w:t.b.a !"ileira- C02Dbe". costureira de 1-
V lV5b-ln eD8-n,m 'guoa consa; Tam-
cZ A ?e Un,S cri0dlDha. nlha da mesma,
S-S.V aDn0,' qoe cose cha<> g"de
KS^j^s^sr1,:
A120 rs. o papel.
Agulhas Victoria
vndese ni loja Esperanca ra do
Queimado n. 33 A.
Hiiho e farelo.
Na taberna grande da Soledade e ra da Impe-
ratriz n. 4. junto a ponte, ha farelo e milho em
saceos grandes a 49500 o sacco.
Aiporeas
Caimbras '
Callos.
Anceres.
Cortadura!.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidsdes da cutit
em geral.
Ditas de anu.
Empopes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdad* ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Incbsces.
Inflammagao do figado
Inflammaco da bexiga
-da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmdes.
Queimadelas.
Sarna.
Supuragoes ptridas.
Tinba, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulages.
Veas torcidas ou no-
nas pernas
champagne
?9 0 l grandes e 6 pequeas a 159 cada um na
praga da Independencia d. 22. '
EscravosIfugiosT
Vende-so este, ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios djMuista e outras pes-
soas socar regadas de kV venda em toda a
America do sol, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada boeetinha contm
urna instruccio em portuguez para explicar o
modo de fazer uso deste ungento
pbarmaceatieo, na
Pernambuco.
nnln /ff P 5= g'd eSCfT0 Cosme, CH-
JUI'aI df .^ 8JDD08> e,alura rpu'r. testa
grande C0IB f8,la oe deDteg na fren c *
mascar fumo e dado a bebidas, foi o ascravo do
Sr tenente-coronel Joao Valentim Vilella, tem
cilicio de pedreiro e carapina, tem sido vjt0 na
Fassagem e suas immediagoes, porm lalvez te-
nha ido para o eogenhoCrauass, aonde tem m
irmao gemeo chamado DamiSo, que tambem foi
escravo da sogra do mesmo Sr. Vilella, e Tendi-
do para o mermo engenho, elle muilo conhe-
cido ; pelo que roga-se a todas as autoridades
poiiciaes, rapilaea de campo, e a quem mais lhe
coavier,, o favor de o prenderem e conduzi-lo ao
seu senhor Antonio Leal de Barros, no seu sitio
na ra de Joao Fernsndes Vieira, junto ao Man-
guinho, que gratificar generosamente
Fugio no da 4-do correte mez o escravo
mulato de nome Amaro, representa ter de idade
40 annos, mal encarado, bem fallante, quando
anda com aa pernas arquiadas, tem na sobran-
cera esquerda urna pequea costura, sabe bas-
tante lludir a qualquer pessoa. levou Teslido
caiga de algodo grosso e camisa, e por dentro
urna camisa de meia tambem de algodo, chapeo
de palha preto dos que se usa agora, com uta
preta larga, apezar que o vestuario pode mudar
por ter roupa differente e chapeo do Chille, este
mulato foi escravo do fallecido Luiz Jos de S
Araujo e depois do Sr. Vicente Fernsndes da Cos-
ta. Recommenda-se a tedas as autoridades poli-
ciaes ecapitiea da campo a captura do mesmo
escravo, e leva-lo raa da Hoeda n. 5, segundo
andar, que serio bem gratificados.
No da 19 de Janeiro de 1856 fugio do en-
genho das Matas, comarca do Cabo, um mulato
por nome Jeronymo, idade 30 anuos, baixo es-
padando, pea pequeos e e-amodos, os dedos'dos
ps curtos, pernas grosaas. pouca barba, bom ca-
bello, cor acsnellada. quando falla gagueja,
mestre sspateiroe carreiro. Da primeira fgida
que fez foi preso-ra Caroar, e agora consta an-
dar por all mesmo e peloa sertoes do Fenedo
quando fugio levou um poltro rozilho cabana
com este ferro CI: quena o apprebender e levar
ao referido engenho receber 1C09 de gratifica-
Cio. O referido muate intitulase forro, e cons-
ta andar pelos sertoes com esse titulo.
Desappareceu no dia 13 do corrate, do ai-
tio de S. Jos do Manguinbo, o escravo crioulo,
maior de 50 annos, de nome Joaquim, com o
O deposito geral em casa do Sr. SoamJ"""*"""* J0"" Joaquim, com os
.rmacWtico. M ra de Cruz n. 22. am "!!.8ef U'n.le. J^M1 08.b.r"C09' all.. co
Superiores organdysa
720 rs.avara,
Vendem-se flnissimos organdys de muito bo-
nitos padroes, pelo baratissimo prego de 720 rs.
a vara, fazenda qoe sempre se vendeu por
I92OO, assim pois, quem quizer comprar fazenda
fina mnito bonita e muito barata chegar i rea
do Qaeimado n. ti, na bem conhecida loja da
boaf.
Relogios baratos.
Na raa Nova a. 24, ha grande porgSo de relo-
gios foliados, dourados e da ouro, patentes e ori-
zontsee, suissos e ingleses, os quaea serio ven-
didos pelos pregos da faetn. Cada relogio leva-
r um recibo em que ae responsabilisa pelo re-
gulamenlo durante seis meses.
docorpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedadedo Sr. Haneel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'oode voio para equi fgido : roga-se
a todas t autoridades polieiaes e a quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo no
sitio acimacitado, ou na roa do Trapiche n. 19
a Jos Teixeira Basto.
Es^rava fgida.
No dia 4 de juoho do correte anno fugio do
aitio da viuva de Joio Ferreira dos Sanios, na
Passagem da Magdalena, a eacrava crioula de
nome Ignez, com o seguintea signaes : tem 40
annos davidade, de estatura regular, tem cor
fula, aleijada deum dado da mi esquerda, e
maito regriata; esta escrava foi propriedade do
senhor do engenho Poeta ; suppde-se que ella
estl occulta em algnma casa aob o titulo de forra,
pelo qae se protesta contra quem a liver em seu
poder: taes de campo a apprehenso de dita escrava, e
leva-la ao referido aitio, onde receber a paga de
sea tfabalbo com geaeroaidade.
'
-----


(8)
=
MARIO DI riRIAMDOO. SEGUNDA VklBA 9 DE SETEMBKO M 1881:

Litteratura.
Os principios de 89 e c a doatrina
catholica.
(C o n c 1 ii i a o .]
Aquelles que assim ri6corrcm recusad-llws
por isso toda especie de direiloa liberdade?
Recusara por consequencia reconhoeer a justiga
de nossas leis sobre esla materia? Anda urna
vez, rio. Maj elles siluam em cutra parte o fun-
damento de direito que altribucm s falsas reli-
gies : o situara, segundo a iloutrina de S. Tho-
maz, no interesse da sociedade civil, qdendo ti-
vesse de soffrer muito cora n aboligo
vista da iucerteza devtodas as religdes; compre- podem prestar ao erro, cora un professor de
hendendo o deismo. Erro de su* parte, c Se as grande seminario I Que monsanbor Caputo, bit*
po destituido d Ariano pela autoridade do papa.
cr em alguma cousa como em urna verdade cer-
ta, nio te pole, sera contradicho, nao desejar o
reinado da verdade, tanto na orden* social como
! na vida privada dos cidadbs. E' muito tarde,
senhor profeaaor, para fazer valer este argumen-
' to contra vossos advrsanos do exterior. Esque-
ceis o que dissestes fallando destes calholicos li-
bertes de puro singue que nio ousaes alacir,
era defender. Os revolucionarios retorquiro
assim 'vossss magnificas pslavrs: Nao, nao
somos sceplicos. Detestamos os padres, os escri-
bas e os phariseus; mas temos urna religiao, a
i religiao de Chrislo, o primeiro dos demcratas.
desojamos que o culto maconico reine tanto na
. dosle di-
riilo ; no inlercsse da verdadcira egreja, que se ordem social como na vida privada dos cidadaos;
exporia fechar aos difidentes o cimioho da con-; m,s linios horror aos meios coercitivos e de lu-
vcrsao e provocar contra si mesma represalias do 1ue recorda a inquisigo. Nao queremos,
temiveis, posto que injustas ; o situam emOm na P4ra fer trumphar nossa religiao na naco co-
pusse paciQca e sera perigo para o estado desla I n' dos individuos, nos chefes como nos subordi-
mesma liberdade, posse que vale titulo e que go-' nados, as leis como as modas, seno a ezpan-
xa una especie do prescripco. O direito reco-1 sao da verdade, livre de seus raios no raeio das
onecido real, ainda que de sua natureza nao superstiges, livres ellas tambem de suas sora-
seja iramorlal, e todo homem assisado temera ^ras. fssa verdade nao triumpharia to glorio-
attestar contra elle. O calholico chamar em
theora esta liberdade tolerancia, da parte de un
estado calholico, afm de por sua linguagem de
accrdo com seus principios ; mas, de fado, res-
peita-la-hia e ha de respeitar sinceramente as
leis que -a consagrara. Nada de mais pde-se
exigir de um bom cidado.
Ninguem ha, entre nossos leilores, que nao re-
conhega o senso rommum, o senso calholico, e
que nao se reconheca si mesmo no espelho
desla passagem. Mas coraprehcnde-se que se
possa conhecer to bem a verdade e exprimi-la
de urna maneira conveniente sem adherir ella,
eicluso de todas suas falsas semelhangas? E'
o problema que nos d o senhor professor re-
solver em seus momentos quasi irreprehensiveis.
Do mais, estes momentos sao fugitivos. O segui-
mento vai mostra-lo.
Exigir que o estado social em que se exerce
smente se fosse auxiliada pela protecco do po-
der civil. A luta por raeio das armas espirituaes
alias a nica em harmonia com o espirito do
Evangelbo e o espirito de nossa poca. Em urna
palavra, temos urna religiao; dos calumniaes
quando nos accusaes de nao termos alguma;
mas queremos fundar sen dominio publico e pri-
vado sobre a liberdade, que so digna delta, so-
bre um plebiscito uoanime incessantemente re-
novado, como o casamento, sobre urna modifica-
c.o de amor de todas as horas. Nao lendes que-
rido atacar, nem defender o este syslema quan-
do se tratava dos calholicos liberaes. Porque
viudes ataca-Io quando se tratados liberaes re-
volucionarios?
Eis um porque que pe o senhor professor em
quia. Ahi deixa-lo-hemos. Nao levaremos mais
longo o exame de seu livro, applicando elle
mesmo as palavras que terminam seu capitulo
a liberdade dos cultos seja admirado como o ideal'80Dre o art. 10: ;. o que temos dito deve bastar
da perfeico, sob esla rolacao ; recusar a liber-
dade aquellos que se contentara com urna sub-
misso perfeita e sincera, para puni-los por nao
irem at o superlativo da admirarlo, injusto e
absurdo ; urna violacao da liberdade de pensar
e da liberdade de coosciencia : violarlo que de-
veria fenr nao snmente calholicos, mas protes-
tantes, judeus, racionalistas, porquanto cada uro
pode naturalmente olhar como mais perfeito em
si o estado social em que exclusivamente reioas-
seoquejulga sera verdade; em que a nago
como os individuos, o poder como os subditos,
as leis e as ioslituiges, prestaran) homenagem,
com um accrdo unnime, verdade e vontade
Divina. A mor parte dos catlicos julgam assim
em favor de sua raligio, lano melhor que in-
terpretan) neste sentido nao somente a conducta
constante da egreja em suas retacos com os po-
deres temporaes, como tambem certas passagens
da Escriptura em que Deus parece annunciar e
recommendar a estreita uniao' da egreja e do es-
tado. Foi egreja, segundo a interpretacao da
tradico ehrista, que Deus disse, por exemplo :
Erunt Reges nulric tu, el Regina nutrices
tuce. (Isaas, 69.)
Este juizo theorico nao impede que de bom-
grado nao se sacrifique alguma cousa de seus de-
aej03 pela paz e o bem commum.
Reflicta-se nisto, e ver-se-ha claramente
que a liberdade dos cultos, como nossos adversa-
nos-a eotendem, nao pode ser admittida por
aquelle que tem unta convicco religiosa qual-
quer. Seu systema s lgico no poni de vista
da incerteza de todas as religies, comprehen-
dendo o deismo Se em nada se er, nao se de-
ve desejar o triumpho de urna doutrina de pre-
ferencia ao de outra. Mas se se er em alguma
cousa como ero urna verdade certa, nao se pode,
sem conlradicgao, nao desejar o reinado da ver-
dade tanto na ordem social como na vida privada
dos cidadaos. E' por consequencia o scepticismo
em religiao que pretender-se-hia impdr como re-
sultante do direito natural.
Em nome dos principios de 89, protestamos
contra urna semelhanle extravagancia.
Somos obrigados tornar comecar nossas
censuras. Basta pois, seguudo o senhor professor
respeitar sinceramente as leis que consagrara a
liberdade dos cultos, sem admirar o estado social
em que se desenvolve.
Exigir mais de um bom cidado seria injusto e
absurdo.
Ora, encarada sob este aspecto, a liberdade
dos cultos nao um progresso, mas um mal ne-
cessario. Mas se se pode pensar e fallar assim
do artigo 10 da declaragao, quem impede pensar
e fallar com a mesma irreverencia dos dezesete
arligosde que se compe a declaracao? Porque
suppomos que os direitos do homem nao sao me-
nos exigentes do que os direitos de Deus, e que
quem ofTende um offende todos ao mesmo
tempo. E' certo que existam aquelles que a ob-
jeclam que esta declaracao e cartas nao repre-
sentan) nossos olhos o ideal de urna sociedade
perfeita, tal emfim como seria se realisassemo-
la como plena expresso de nossas doutrinas re-
ligiosas, certo que estes fanticos nao nos per-
doaro mais de nao admirar o artigo 10, que a
pedra de remate de se* edificio revolucionario,
do que se nao admlrassemos um s dos dezesete
artigos sacramentaes. Mas cnlao, porque fez o
senhor professor seu livro da .conformidade dos
principios de 89 com a doutrina catholica, se
quera abandonar esta conformidade em um s
ponto ? Tudo od nada. Se provees que sobre,
dezesete direitos do homem, ha dezesete que sao
conformes aos direitos de Deus, tendes prestado
um immenso servico aos amigos da religiao, que
suspiram pela c harmona entre o espirito do
Evangelho e o espirito de nossa poca. Mas se,
sobre dezesete artigos, s podis justificar deze-
seis, nada tendes feito ; tendes mesmo desfeito ;
porquanto tornasts mais evidente a incompalibi-
lidade de carcter entre os principios de 89 e a
doutrina catholica. Todo bom revolucionario se
dir : um professor tao bem disposto nao pode
dar no chiste intil procurar depois delle,
que nao ha.
Quando senhor professor nos falla dos calholi-
cos que desejariam ver o poder como os eubdi-
tos, as leis e as modas prestando urna homena-
em unnime nossa santa religiao, edifica-nos.
Mas quando acrescenla que certos calholicos in-
terpretara oeste sentido a conducta constante da
egreja, a tradicao doutrinal e a Escriptura Santa,
como se se tratassede urna opinio livre, escan-
dalisa-nos. Quantas passagens theologicas Ibe
sao pois precisas para certificar o que pertence
f chrisla, se a palavra de Deus, a perpeluidade
do ensino e da pra tica da egreja nao bastara, so-
bretudo quando este ajuntamento de provss
coroado pelas eneyelicas da Santa S?
Commette urna ioconsequencia de outra espe-
cie em sua argumentado contra os partidistas
revolucionarios da liberdade dos cultos. Segundo
elle, seu systema nao lgico seno no ponto de
aos homens graves e de boa f ; para os outros,
nunca diremos asss.
Entretanto, nao devenios acabar sem advertir
nossos leilores da boa fdo senhor professor. Nio
repelle a verdade, nao a v. Nao estamos sem
ter meditado em um espirito de perfeita sub-
misso, alm das eneyelicas de Gregorio XVI que
temos citado, a allocugo consistorial de Pi VI
de 29 de margo de 1790, sua carta ao cardeal de
La Rochefoucauld de 10 de margo de 1791, e
muitas outras pecas emanando dos soberanos-
pontfices, as quaes os principios revoluciona-
rios sao reprehendidos, infamados e condemna-
dos, e suas funestas coosequeocias assignaladas
e deploradas. Mas sao estes principios os de 89
que acabamos de examinar segundo suas formu-
las authenticas? Nao o acreditamos. Que com-
pleta bealitude I Pi VI, Pie Vil, Pi VIH se
explicaran) sobre os principios da revolugo
franceza, Pi VI particularmente o fezem 29 de
margo de 90 e em 10 de margo de 91. Ora, a
declaragao dos direitos do homem fra feita seis
mezes antes da primeira allocugo, e tora collo-
cada em frente da coostluigo tranceza seis me-
zes depois da segunda. A declaragao e a cousti-
luigo, por urna parte, as allocugoes do Papa, por
outra, fallam todas quatro da liberdade i moda.
O senhor professor sabe-o bem, mas nao pode
ver nisto urna correlago. Sem duvida a pala-
vra liberdade reacha-se de parle parte, mas
fcil verificar que nao tomada no mesmo sen-
tido. Ah I meu Deus, pobre Papa, falla se-lhe
do urna liberdade, e responde sobre outra I E'
mesmo fcil de verificar, da parle de um ho-
mem cuja segunda vista descobrio a cama pre-
parada inquisigo no artigo 10. Mas ha bem
peior I A revolugo de 1830 faz respeitar a de
89. Torna-se fallar de liberdade, e Gregorio
XVI julga necessario dizer claramente o que a
Santa S pensa dell.i. Expede sua famosa eney-
clica. O senhor professor raeditou-a em um es-
pirito de perfeita submisso, e se er obrigado
advertir o Papa e a revolugo de 1830 que elles
continuara divertirse com o proposito discor-
de. A revolugo falla azul, e o Papa responde
encarnado. Que dr para um digno hornera o se-
nhor professor, penetrado desta idea fatal, que
nao esl no poder de pessoa alguma talvez fazer
esqueeer em Franga esta expresso prestigiosa :
Principios de 89, a e que tena tao bi e ingenua
vontade de dissipar funestos equvocos I
S um allivio acharaos sua dr. O senhor
professor ultramontano, Deus louvado. CrS na
infallibilidade do papa. Cr que o papa respon-
de infallivelmente ; mas nao est to persuadido
que o papa escule e coraprehenda infallivelmen-
te. Entretanto, se o papa nao comprehende o
estado da questio, sendo suas respostas infalli-
veis podero bem instruir a egreja, mas nao po-
dero reg-la egoverna-la ; cousa de que foi en-
carregado por Nosso Senhor e pelo concilio de
Florenga. Creamos, pois, juntos, que o papa
comprehende to bem como responde, e aparte-
mos-nos alliados de pensamentos como o somos
de senlimentos.
Terminemos por algumas reflexes geraes. O
senhor professor um velho agricultor do campo
ibeologico. Tem passado e repassado a rlha de
um paciente arado em cada um de seus sulcos.
Poda-se dizer igualmente que um mestre obrei-
ro era todos os delalhes da sciencia ecclesiastica.
Estamos persuadidos que nao ha caso de coos-
ciencia que nao tenha vinte vezes submetlido
seu officio, e que nao tenha recebido de seu h-
bil escalpelo urna solugo conforme moral ehris-
ta. Se quer nos acreditar, apegue-se estas
obras to meritorias e onde o espera urna to so-
lida recompensa. Mas nao lente mais ascengo
s ardoas regies da syothese catholica. Nao se
arrisque mais dar seu parecer sobre ibeses gi-
gantescas, ao p das quaes somos to auos que
apenas tocamos nos-artelhos de seus ps. Se ti-
vesse a desgraga de esquec-lo, Apelles lembrar-
Ih'o-ia duramente.
Nos mesmos temos tomado a liberdade deser-
raos s vezes severos seu respeilo. Digne-se
achar nossa escusa no titulo que lomou em fren-
te de sua brochura. Um professor de grande se-
minario nao pode langar no mundo um livro so-
bre um assumptu to delicado, que lhe volte va-
zio. Se seu livro conforme ao dctame da egre-
ja, ha do produzir lauto mais bem quanto suas
funeges lhe concillara mais eslima. Mas se seu
livro, contra sua iolengo, seguramente, falseasse
o sentido christo, quanto a confianga que o au-
tor inspira augmentara o damno no rebaoho fiel I
Nada de mais mal soante disse o senhor professor
sobre o liberalismo e o espirito de nossa poca, do
que a pleiade de escriptores que cantara todas as
tardes o do da religiao e da liberdade, ou mes-
mo do que antigs estrellas de primeira classe,
mudadas boje em cometa que passeiam no espa-
go seus raios e seu capricho, procura da egre-
ja livre no estado livre. E' urna jusliga fa-
zer-lhe
Mas que differenga no crdito que uns e outros
ejcapellio mor da Italia meridional pela graga de
Vctor Emmaouel, faga urna carta pastoral de um
liberalismo desordenado, s engaar aos que
procurara ser engaados. Quo o abbade Miction,
o pregador emrito cujo principal mrito foi pro-
por a deportago do papa para Jerusslem, d par-
te ao publico de suas elucubracoes progressivas e
civilisadoras, o publico recusar l-Ki ou ha de
rir de sua leitura. Mas se nossos vereraveis di-
rectores de grandes seminarios ingiram-se com
isso, onde vamos parar 1
Quizeramos tambero, por occasiio do fiasco
que deploramos, fazer notar a sabedoria da egre-
ja na protegi que offerecia s inteligencias
maii numerosas por suas leis sobre o Index. Eis
um padre que habita ha numero de aonos o asy-
lo abengoado de Deus e dos homens que ae cha-
ma um grande seminario. Este padre piedoso,
sabio mesmo. Mas teve a desgraga de ministrar
com aa leituraa de sua protisso urna dose mui
consideravel destes livroa sophisticados que a re-
putago dos escriptores contemporneos poz em
moda, e viu-ae era nossos seia artigos que gui-
zado tem sido feito de suas ideas por este mixto
contra o qual seu espirito nao tinha a forga de
resgir.
Ora, este guizado Dio tem desagradado i todo
o mundo, convm diz-lo. Todos os que procu-
rara o mixto ou, como o crem, a allianca do
espirito do Evangelho com o da poca, regala-
ram-se. Um jornal que apoia seus planos de
campanha no famoso quadrilatero acadmico, ser-
vi u -o anda queme suas tropas ligeiras, que
engoliram confiadamente ; e um livreiro, que
ter-se-ia julgado mais em guarda contra os in-
gredientes revolucionarios, fez e venden este pas-
liccio indigesto com urna celeridade que lembra
o bobo do gymnaso.
Mas se tal a sorte das almas naturalmente
mais bem guardadas, quando por sua poca sao
condemnadas viver no meio da promiscuidade
dos livros e joroaee, o que convm pensar, que
nao preciso temer que estes milhoes de almas
que lem um pouco de tudo o que lhes cahe sob
os olhos ? Gomo queris que se orienlem nesta
feira permanente dos pensamentos, nestavjxposi-
co universal dos productos da penoa, onde se
eoconlra mil erros por urna verdade ? Gomo
queris que a faculdade de discorrer resista es-
to alarido de parallogismos ? o juizo se desvair,
a coosciencia torna-se indifferente. A maiori-
dade immensa das intelligencias uo aprsenla
mais do que um albura mais ou menos variado,
segundo o grao da escala social.
Que meio de conservar a tradiego immacula-
da da egreja, neste mundo de imagens, oode a
arte da degradago das tintas levada ao infini-
to? Esta certamente urna das maiores difflcul-
dades suscitadas esposa do Salvador, Me dos
Sinos de Deus, pelas condiges proprias nossa
civilisago; e posto que contemos anda as sedes
de Franga athletas da verdade, guardas do depo-
sito, intrpidos at o martyrio, convm se fiar,
com elles mesmos, para salvar as almas do dilu-
vio da liberdade da imprensa, principalmente as
promessas deste divino Paraclel, que sabe variar
tanto os soccorros como os perigos.
Espalhara-se o boato que o senhor bispo de
Arras approvra o livro que foi o objecto desta
critica.
Estamos autorisados desment-lo.
L'abb jules-morel.
[Monde.H. Chaves.)
FOLHETIill
A DAMA DAS PEROLAS
POR
A. DUMAS FILHO.
CAPITULO I.
Nos primeiros oias do mez de dezembro de
184... tinha eu pouco voltado de urna viagem
ao meio dia da Franga, quando Uve convite para
ir jantar casa de urna senhora com quem Uvera
occasio de encontrar-me duaa ou tres vezes antes
da minha partida, mas em circomstanciaa muito
confideociaes, para que eisaa duas ou tres vezes
se tivessem estabelecido entre nos urna eapecle de
intimidado. Com e&eito, eu fra apresentado
esta senhora, por um dos meus bons amigos,
Jacquea de Feuil, que, nao teodo segredos para
mim, pozera-me ao Tacto de suas relagoes reci-
procas. Na terga-teira seguinte, dia do jantar,
as seis horas menos alguns minutos, eu me fazia
comrauoicar em casa de madama de Wine.
Jacques j tinha chegado ; era seu direito e seu
dever. Tocava no sali, pola que e bom dizer aos
leilores que Jacques era msico, e ae eu noraeasse
alguma daa obras delle ficariam os leilores admi-
rados de encontrar, sob o pseudonymo com que
o disfargo, um desses amigos do espirito e da
alma como O talento crea naa maiorea distancias.
Abragamo-nos como dous bons camarades que
se tornara a ver. Alguna instantes depois appa-
receu madama de Wine.
A*
Era urna bella mulher, em toda a accepgo da
palavra. Como nao teria sido bella com os de-
lalhes seguintes : olhos negros admiraveis, as-
sombreados por longos cilios e afogados no ncar
mais puro, cabellos de Italiana, abundantes, se-
dosos, brilhantes as fontes e terminando em um
farlo coco sobre um^u^scogo redondo, teodo, col-
lar natural, as duasAbas circulares do pescogo
da Venus amiga ; um nariz direito que Minerva
podra reclamar, urna bocea aiqueada, vermelha,
entre cujoa labiossoinlillavam os denles, um la-
lhe delgado cuja flexibilidade d to lindos re-
flexos 4 seda que o cobre, bragos ao mesmo tem-
po firmes e cheios de abandono. Mas o que a
tornava maisnotavel, delalhe pelo qual teriamos
amado urna mulher eia, se essa mulher o pos-
suisse, erara os ps. Esses fes, confesso, eram
um maravilhoso gracejo da natureza. Nunca at
entio viera oo pensamento de ninguem que ae
podsse andar com semelhantes ps, e entretanto
ella andava e muito e muitas vezea, para mostra-
los, e eu desafiara quem quer que fosse, a um
filho desherdado, um negociante prestesa que-
brar, 4 am namorado indo a primeira entrevista,
que nao se rollasaem ao v-los passar ao seu lado.
Madama re Wine poda ter vinte e aeia para
viole e aete aonos. Havia das em que nao pa-
reca ter mais do que dezoito, e a terga-feira em
que ful jantar sua casa podia ser contada entre
essea diaa. \
Vestida com um corpinbo branco e urna saia
de tafet cor de rosa, pareca urna mocinha. Ja-
tendeu-me aflecluoaamenle a mo ; pareca as-
segura r-se de que eu era seu amigo, e agradeceu-
me per ter Ido, mais do que eu mereca. Come-
gamos a conversar 4 reapefto da mioba viagem,
de urna viagem que ella flzera 4 Bagnrea duran-
te o mez de julho e me disse Ralhe com o Sr.
d Feuil, nunca quiz Ir pasear comlgo oito dias
em Bagnres : e no entaoto Dio era viagem de
Um amor na Laponia.
Sra. cotoess.v Lacra Swetkowska.
I
Elphege Y
Henrick I
Te divertes muito aqu ? Eu... me enfa-
do a morrer I
Sempre me divirto quando trabalho.
Dou-te os meus parabens ; mas tu nao tra-
balhas sempre 1 Dcididameote a Laponia nao
alegre e tu me fizeste um grande sacrificio dei-
xando Stockholmo para me acompanhares ao fim
do mundo.
Nao to grande como parecis cro-lo I Aehei
interesse nisso ; minha dedicago apenas um
egosmo bem. inlendido I Alm disso, o que
que me falta ? Boos homens jocosos e um lio-
do quadro para colloca-los ; ou se artista, ou
nio, podes tu me lastimar quando vejo diante de
mim um espectculo como este ?
Assim fallando, aquelle dos nossos dous inter-
locutores, que seu camarada chamara Elphege,
deui alguns passos na tenda de vadmel (l)que os
abrigava, pondo urna das raaos no hombro de
Henrick, estendeu a outra do lado da porteira
levantada, como para mostrar-lne a paisagem,
que os desenrolava dianle dalles.
Era um sitio de urna selvageria austera, mas
ao qual nao faltava poesa, nem grandeza. O solo,
elevado circulameote, formava por suas desigual-
dades urna cadeia de pequeas colinas assaz bai-
xas, daa quaes urnas estivam completamente des-
pojadas, e outras palo contrario esmaltadas de
urna verdura espessa e sombra ; essas collinas,
caprichosamente unidas urnas as outras, arredon-
davam o recinto quasi regular de um vasto circo.
Grandes rochas pardas, semeadas como ao acaso,
ora nuas, ora cobertas de musgos, erguiam sua
massa rude no meio das betulas aoes, das mur-
tas, dos arandos selvageus, dos laryzes e dos ne-
gros abetos
Ao longo de um regato, qoe rolava suas ondas
de prata por entre duas margena bordadas de
fonlinaes, agrios e musgos, ostavam agrupadas
era urna desorden) das mais pittorescas sete ou
oito tendas, cujo architeclo seguir um alinha-
mento phantastico. Essas tendas nao tioham
a grandeza,nem a riqueza d'aquellas, que o viajor
encontra as vezes nos desertos de areia do orien-
te ; ellas eram pequeas, simples na forma, de
cor desmatada. Bem si via que nao tinham exi-
gido nem muitos matoriaes, nem muita arte :
para sua construego bastara apenas sete ou oito
varas formando um circulo e reunidas em feixe
pelas extremidades, amarradas com cordasde
couro torcido, que serviatn ao mesmo tempo para
prender os pannos da tenda, de um estofo tri-
gueiro e ruim, que duas ou tres carnadas de
azeite de pelxe toraavam ao mesmo tempo im-
permeavel e brilhante.
Ao redor dessas tendas via-se suspensos em
estacas ulensis de todas as especies, mas quasi
todas de aspecto assaz extravagante, e cujo uso
nao se revelava sempre primeira vista ; havia
instrumentos de caga e pesca, redes, arcos, es-
pingardas, e fundas, misturados com vestimen-
tas de pelle de renoa, de golla de pelles de lobo,
de rapoza, ou de urao marinho ; com panellas de
(I) Especie de panno, ou antesdefeltro.de
tecido encorpado, muito usado entre os esmpo-
nezes da Noruega e na Laponia.
----- de pu. Tudo eslava ar-!
raojido, disposto e agrupado en urna confuso
encantadora : o quadro eslava prompto ; s falta-
va piota-lo.
No meio dessaa tendas deslinguia-ae urna mui-
to maior, d urna cortalrocgio mais regular, e
que pareca dominar as outras. Nett a madei-
ra era o principal elemento : grandes tabuas de
pinho, multo mal aplainadas, seriam-lhe de pa-'
rede ; o tecto era formado de ramos d'arvores
aseas de betulas, cobertas de couros cortidos e
de nma levo carnada de re va secca. Em cada n-
gulo urna enorme pedra pareca posta expresa-
mente para sustentar esse tecto to leve, que o
menor p de vento podia carrega-lo.
De todas essas tendas partiam grossas colum-
nas de fumaga, que langavam aqui e ali algumas
faiscas sciniillanles ; mas a cabana de roadeira por
um raro privilegio tinha nm cano de charnin co-
mo urna casa de Christiania ou de Stockholmo.
Via-se mesmo brilhar de longe os vidros deduas
pequeas jsnellas, nicas talvez que exisliam em
toda a Laponia : aa tendas circumvisinhas rece-
biam ar e luz pela abertura do tecto, a qual ao
mesmo tempo podia-lhes derramar chuva e fri
Aqui e ali, nos lugares em que o circulo se
entreabra, viam-se pequeas quebradas ebeias
de frescura e verdor com grandes arvores, ao p
das quaea desabroChavam grandes bouquels de
anemones e muitas de genciana.
Podiam ser dez horas da tarde, e o sol ainda
muito alto no cu feria com seus raios obliquos
o cimo dos roebedos, que fechavam o pequeo
circo, e illuminava-os com seus claros purp-
reos, rseos ou amarellos. Ao longe o Kilpis,
moolanha mais nobre de toda a Laponia, e que
os Lapes adoram como a morada sagrada de
seus amigos deuses, ergua seus cones de grani-
to e basalto.
Nada eguala a grandeza e a formusura dos as-
pectos desta montanha. Ora. sao profundos des-
Qiladeiros, cheios de grandes bosques, com mur-
murejantes aguas no fundo : ora, feodas nuas,
ridas, desoladas, sombras, quasi negras, como
se o raio as tivesse tocado ; ora, planicies im-
mensas cobertas da podras enormes, cuja cor de
ferrugem faz pensar em velhas couragas de fer-
ro ; ora, massas gigantescas, que surgem de um
ocano de ruinas e entulhos. As nevoas nesse
momento coroavam-lbe a cabega cora um diade-
ma de prata, e osgelo3 laogavam-lhe sobre os
pardacentos hombros suassciulillantes pedrarias.
No fundo do quadro mgico a montanha es-
tendia suas Jinhas sem fim, urnas por cima das
outras, alturas desiguaes, onde oolho nao po-
da segu-las : seus cumes, como se quizessem
escalar o cu, desappareciam nos vapores e na
sombra.
Sim, confesso que bonito I diz Henrick
o qual tinha acompanbado seu amigo aleo ba-
tete da porta ; mas esta belleza invariavel, e
ha dous mezes que contemplo as mesmas ma-
rivilhas : bastante para eofadar-me... desejara
outra cousa I
A vida tem-te gasto, diz Elphege e julgo
que ser-te-ha bem dlQicil agora ser feliz 1
Nesta conversa os dous amigos eotraram em
sua tenda, cujo centro era oceupado por tres
grandes taboas de pinho, mal afinadas, e postas
sobre dous troncos de betula, serrados em altura
pouco mais ou menosegual, que serviam de ps
essa mesa primiiliva. Ella eslava coberta de
papis espalhados, de cartas e planos, que lluu-
rick muitas vezes consulta va e pareca copiar com
um cuidado extremo om urna larga folha de pa-
pel Unta de cores diversas.
Este mogo, que podia ter viote e sete vinte
e oito aonos, era alto, magro ; trazia um bigodi-
nho mui altivamente levantado ; seus cabellos
castanhos-claros annelavam-lhe sobre a fronte
braoca como a de urna mulher, onde se encon-
trassem todos os indicios da intelligencia e da
vontade ; seus olhos, cujo iris pareca fluctuar
do azul ao pardo, tinham a chamma viva e oar-
dente irradiar, que parece peculiar s ragas es-
candinavas, olhos taes penetrara quaado olhara.
Seu traje era meio civil meio militar, e compu-
nha-se de urna tnica verde de pauno de Lincoln
abotoadaat o queixo e aperlada nascadeiras por
um ctnturo de pelle de gamo, onde se via a 11-
vella e o gancho que de ordinario sustentava sua
espada. Elle discangra sobre a mesa seu lado
urna especie de pequeo kpi de couro de lustro,
ornado de um peonacbo de pennas d'aguia, que
nao pareca militar.
Henrick Steinborg,era o nome de nosso h-
roe,pertencia essa parte muito instruida e
mui distincta do exercilo sueco, que corresponde
ao que chamamos entre nos a engenharia ; elle
passara por um dos ofliciaes de mais capacidade
de seu coreo e fra destacado para a Laponia pi-
ra fazer estudos topographicos, que podessem
emfim permittir ao governo central levantar a
carta ollkial de um paiz at aqui pouco conhe-
cido.
Nao era necessario olhar duas vezes para seu
compaoheiro, para ver que elle nao pertencia
mesma classe. A phaotasia ligeiramente excn-
trica, que reinava em seu trajar, indicava um
artista to claramente como a palheta o o pincel
collocados junto si.
Elphege Sturlessen era pintor. Elle dava mes-
mo ptimas esperangas. A academia real de
Stockholmo o tinha mandado Dusseldorf e de-
pois Paris, que o premiara era urna recente ex-
posigo. De volta seu paiz, sentir a necessi-
dade,e era esta urna prova de sua inteligencia
nao menos que de seu gosto,de mergulhar seu
genio as fontes da inspirago nacional.
Por conseguate appressara-se a esqueeer os
Romanos de Dusseldorf e os Gregos de Paris pa-
ra somente pintar Suecos ou Noruegos. Amigo
intimo de Steinborg viera com elle, tanto para
nao deixa-lo emprehender s urna expedigo, na
qual havia sem duvida alguns perigos e certa-
mente muitos enfados, como tambem para fazer
urna excurso, que lhe parecia cheia de interes-
se. Seguindo nisto seus iustinctos de artista, elle
tinha amplamente sacrificado seu traje ao que
chamava as exigencias da cor local; assim, bem
que se estivesse entao no rigor do verio, pre-
texto de que se achava entre os Lapoes, trazia
urna larga calca de pelle de renna, e urna jaque-
la de vadmel pardo com urna gola de pelle da
largura do urna mo, e. cujo pello se confunda
com sua barba comprida, spera e irrigada.
O amor do bello nesle bravo Elphege nao po-
dia passar por amor proprio ; se elle tivesse a
menor valdade masculina, os perfis de Apollo e
Antino o deveriam morlifka-lo singularmente,
pois que elle tinha os tragos os menos classicos,
que um caricaturista de bom humor tenha acaso
riscado carvo sobre nossas paredes para arre-
medar urna mascara humana. Suas orelhas do
morcego, graodes, espesftas, largas, carnudas, e
affastadas, da testa, e seu nariz, que se ergua
bruscamente para o cu por urna obliqua provo-
caote, excitavam geralmenle o riso: urna barba
espessa como a de Polyphemo occultava-lhe qua-
si ioteiramente o rosto e nio deixava ver alem
desse nariz original mais do que duas migas sa-
eansar muilo... E, dizendo isso, deilou-me um
olhar no qual eu lia correntemenle a confidencia
de um pesar.
Parece que o meu amigo nao era sempre o que
devia ser. Entretanto liguei pouca importancia
essas pequeas censuras, to frequen'ea da
parle das mulheres, e dirig a conversago para
outro assumpio, em quanto esperavamos as tres
ultimas convivas, que eram a me de madama
de Wine, um amigo, uro sujeilo de seus sessenta
aonos com quem aquella tomara amizade em
Bagnres e que para com ella Uvera todas essas
attengozinhas que to apreciadas sao pelas mu-
lheres.
Quanto Jacques, o qual em quanto conver-
sbamos, olhava com modos de quem est abor-
recido, as gravuras de um keepsake, era om ra-
paz de vinte e aete annos. A nossa amizade da-
lava do collegio. De ordinario essas amizadea
nao tem solidez ; cahem sem abalo, como os pri-
meiros denles, para ceder o lugar s amizades,
seno mais doces, pelo menos mais firmes, que
os intereases e as paixdes do mando creara na
edade madura. As nossas relagoes pelo contra-
rio tinham eitreitado mais. Cumpre dizer que
Jacques era urna natureza excepcional, pondo de
parte mesmo o seu talento. Espirito enthusiasta,
to prompto para a meditagio como para a ale-
gra, muita vez profundo, sempre original, sem-
pre artista, corago generoso, alma independente,
sade de ferro, tinha tudo oque di 4 vida um
proceder franco, urna razio utll de existir e de
exiitir por muito tempo. No collegio, era o que
se chama um bello preguigoso, sallando perpe-
tuamente fra do circulo dos estudos classicos
para correr atravz deesa phantaaia aem alvo,
sem causa e sem resultado que iadica j em urna
crianga urna organisago escolhida. Goslava de
todo o que nio era aquillo que lhe diziam que
goslasse ; a msica, o desalo,- i natureza. E
lientas e coradas, lustrosas como dous pomos de
aipo, que passaram o invern sobre a palha. Fi-
nalmente, Elphege era o melhor e o mais diver-
tido companheiro do mundo, bon-vivant; agra-
decido como ninguem, debicador de ai proprio
com taoto prazer quanto eapirito e fazendo cor-
dialraenle aa honras de sus risivel pessoa.
No momento em que Henrick entregou-se s
suas eartas planos, Elphege lomou- sua palheta
e seus pineeis e continuou a pintar um quadro
mu siiyrico de interior lapo com os mil objec-
tos maisou menos alegres, porem assaz singula-
res, que constituem o bem-eslar ou o luxo des-
ses ingenuos filhoa da natureza.
Continuas?diz Henrick inclinaodo-se pa-
ra seu amigo,
Nao te approxima Iresponde este.
E com um gesto rpido ostendeu eolre elles
dous sua vrela, como um obstculo, que o jo-
vem official nao dovia franquear.
Oh I que mysterio I
J disse que nao veras Norra antes de aca-
bada.
E preciso esperar muito tempo?
Al amanh...se me deixas trabalhar.
Deus nao permitta que eu te impega de fa-
zer urna obra prima...
Ah se a copia se parecer com o original...
Toma cautela, Pygmaliol
_ Ah I se minha Gallatea se animasse, teme-
ra muito que nao fosse para mim ; respoodeu o
artista com um meio sorriso.
Depois recuou dous passos para melhor julgar
sua obra, e voltaodo tela, com a ponta de seo
pincel e por feliies retoques acariciou delicada-
mente a nica personagem, que por ventura o
animava.
Era urna donsella, que nao careca olhar-se
duas vezes para reconhecer nella todos os signaes
distinctivos da raga lapona.
Ella nao era alta, mas sua estatura parecia to-
mada perfeita mente, e nao se admirava menos o
arqueado atrevido do que a delicadeza de seu*
membros pequeos e bem juntos. Sua cabega
parecera muilo pequea sem os abundantes ca-
bellos de um negro de reflexos azues como a aza
do corvo e ella se esforgava em vo por segu-
rar as fontes as madeixas rebeldes desses cabel-
los, que se levantavam sobre a nuca em duis
trangas compridis enirelagadas de urna maneira
engragada, e prezas por um n de fita de um
encarnado vivo.
Seu rosto nao tinha o oval elegante da belleza
grega, as magas accentuavam mui fortemenle sua
proeminencla sobre as faces, e a curva um pouco
brusca de seu ment ganbaria talvez se se arre-
dondease mais; porem o olhar assentava com
prazer em sua fronte de um modelo encantador,
e sobre seus olhos, nos quaes adiviohava-se urna
grande meiguice no fundo de ums grande me-
'ancolia.
Encontrei mais de urna vez o olhar de taes
olhos no norte 1
Em outra mulher o bistre dessa tez seria mui-
to carregado ; mas achava-se que na jovem la-
pona elle condizia bem com o brilho sombro de
seus olhos, de seus cabellos e de suas sobraoce-
Ihas; assim o composto dessa pequea pessoa
formava um todo ao mesmo tempo estranho e en-
granado.
O traje era digno de quem o trazia por sua ex-
quisitice e riqueza. Um vestido de l azul, co-
quettemente bordado de encarnado, desenhava-
Ino o contorno das espaduas, e deixava adivinhar
a perfeico de suas formas nascentes. Urna fa-
cha vermelha, leve como urna dessas nuvens
d'ouro. que um raio de sol poeote atravessa,
fluctuava-lhe em redor do corpo. O vestido nao
passava dos joelhos, porem urna caiga braoca
descia ateos tornozellos, descobrindo-lhe os bor-
zeguins do couro de renna, cuja nica costura
era sobre o peito do p, um p estreito e com-
prido, que s descangava no chao pela extremi-
dade e pelo calcanhar, como convinha i filha de
urna raga viajora, que para s vezes, mas nunca
se xa em um lugar. Cordes de diversas cores
ligavam este calgado e o conchegavam perna,
como as fitas do cothurno antigo, um pequeo
saco, tbo guarnecido de pennas de germano,
do gansos e de patos bravos, brilhantes como es-
meraldas e rubios, penda do sua cintura, no
lugar que entre nos oceupa o aveotal
Sua cabega nao tinha eofeites; o artista com-
prehendera que nenhum adorno Valeria o que
faziam-lhe seus lindos cabellos ; porem ella tra-
zia no pescogo um collar de perolas da Laponia,
achadas em certas coochas, que as ondas jogam
as praias ; ellas nao tinham a fineza nem o bri-
Ihamismo dessas perolas d'Asia, nascidasem um
mar que o sol aquece, e lhes d o brilho eje um
reflexo do sua luz; mas seu brilho paludo e um
pouco sombro harmonizava perfeitamonte coma
epiderme morena de quem com ellas se enteila-
va. Pequeos traspassos, que lhecruzavam so-
bre o peito como os de um redingote polaco, es-
lavam carregados de medalhas de diversas po-
cas, de topazios alvissimos, de paludas ame-
thystas, e outras podras de urna linda cOr araa-
rello-cinzenta, encontradas as cavernas do
monte Kilpis.
Nosso pintor tinha empregado um particular
cuidado nesta parte de seu quadro. O retrato
vivia. Elle se destacava do fundo, e parecia
prompto a sahir da tela e a caminhar seus gran-
des olhos pardos, que pareciam volver-se para
lodos os lados, illuminavam em roda.
Era impossivel que quem visse essa cabeca nio
a olhasse para ve-la ainda.
Creio que isso I diz Elphege pensativo.
Henrick deixou sua carta, depositou em urna
ponti da mesa a tinta da Chioa e a sepia, e foi
collocar-se dianle da lela de seu amigo.
Eis ahi tua obra prima I diz elle no fim de
um instante de muda contemplago ; este quadro
le far honra, ou enlo nao sei... Na verdade
encantadora essa pequea Norra 1 E dizer que a.
Laponia oceulta um tal thesouro, e que sem nos
estara elle perdido para o mundo I... porque em-
fim, Elphege, fomos nos que o descobrimos.
Ella ainda mais do que bella, respondeu
o artista ; sabes tu verdaderamente tudo quanto
ella vale ?
Ouso cre-lo, diz o official, e nisso nao ha
grande mrito.
Elphege olhou para Henrick, e urna nuvem,
que lhe passou pela fronte, o cegou um mo-
mento.
Pobre moga I murmurou elle entre dentes,
porm de maneira que seu amigo nao podesse oa-
vi-lo.
Ei-los que voltam 1 diz Henrick adiantando-
do-se at o solar da tenda.
Ouvia-se ao longe o Unir das campjinhas me-
lodiosas, e os latidos sonoros dos caes, aos quaes
ae misturavam risos cantigas, de lempos lem-
pos entrecortados por queixosos berros.
Eram as reonas da tribu, que vinham do pasto.
Cada bando de perto de sessenta ora conduzido
por tres ou quatro homens. Aa rennaa caminha-
vaaa muito- de vagar, come nossos bois, quando
voltam estribara ; urnas paravam para losquear
as pequeas raoutaa de betulas ; outras affasta-
vam-se para errar pelos rochedos. Mas, ao som
do apilo doa pastores, grandes caes pardos, de
pello cabelluda como ursos, de focinho comprido,
fino e pooludo como o das raposas, arremessa-
vam-se atraz dos fugitivos e traziam-os ao bando
com urna vigorosa dentada.
Denlro em pouco todo o rebanho precipitou-ie
na estreita passagem, que conduzia ao campo.
Ellas se conchegavam urnas s outras, saltando e
deitando as patas sobre as outras ; por momen-
tos nao se via mais que urna floresta de cornoa
movedigos ; alguos instantes depois ellas passa-
vam diante dos camponezes, fazendo estalar em
um trote secco e brusco os ossos das patas e as
articularles dos joelhos, como se as juntas se
deslocassem cada movimento.
Um dos que conduziam o rebanho den nm gri-
to agudo ; os meninos e as mulheres sshiram das
tendas, e abriram as caocellas do corral, cuja
cerca era feita de ramos e de taboas de pinho.
Bem que tivessem visto este espectculo vinte
vezes, os dous amigos approximaram-se para con-
templaren) de mais perto a acea animada. As
rennas pequeas pulavam alegremente ao redor
de suas mies, as mais crescidas escavavam o chao
com as patas e procuravam um lugar favoravel
ao repouso da noite. Ora as femeas vinham com-
placentemente atraz de quem as devia ordenar ;
outras porm mais bravas escapa va m-se por urna
rpida fgida at que os pastores com mo dex-
tra jogassem o lago, que as apanhava pelos cor-
nos ; o animal era agarrado, passavam-lhe esta
corda duas vezes em roda do focinho, pren-
dan-a na pala, e a renna ficava socegada : entio
o leite grosso esguichava fumegante e chiando
as panellas de ferro ou as tigellas de pu; Ape-
nas conhecia-se que a teta eslava vasia, des-
amarrava-se depressa a corda e o animal solt
affastava-se de um pulo selvagem no meio dos
risos e gritos das mulheres, dos meninos e dos
homens.
Eis ahi como se passa a existencia destes
infelizes, diz Henrique encolhendu os hombros
asss desdenhosamente.
Julgas que haja entre nos muitos que vivam
melhor ? relorquio Elphege nao sem alguma vi-
vacidade. Elles habitam sobre speros rochedos,
muitas vezes no meio das oeves; porm nao sao
amollecidos pelos nossos falsos gozos ; acham a
verdadeira felicidade na satisfaco ras verdadei-
ras necessidades, e o que i nos outros parecia
miseria, nos criados no algodo, elles parece
o cumulo da felicidade. Procuremos apenas nao
lhes dar ideas cima de sua posigo ; e pre-
texto do fazer-lhes conhecer urna felicidade chi-
merica, nao os privemos da felicidade real, que
o destino lhes concede. Cr3 tu que elles sejam.
to lastimaveis e que cu tenha muita pena dessa
existencia, que se passa pacificamente aos olhos
de Deus, sem esperar cousa alguma dos homens,
sem lhes pedir nada ? Elles simplificara suas ne-
cessidades ; sao outros tantos tormentos que se
poupam. Sao felizes com o estrictamente neces-
sario, que tero, ao passo que nos sollreraos com
o superfluo que nos falta. Em vez de se encer-
raren) como nos no recinto de casas eslreitas,
elles vm desenrolar-se dianle de si as vriaveis
perspectivas, o vasto horisonte e o espago infini-
to. Sao to felizes como nos I
E tu nao procuras mais do que partilhar es-
sa felicidade com o modelo, que te inspirou esse
lindo quadro ?
Com ella, diz Elphege, e um raio de enthu-
siasmo, Iluminando de repente seu rosto, pare-
cen traostlgura-lo ; com ella eu partilharia ludo,
riqueza nu pobreza, palacio ou cabana, e dando
tudo, acreditara dever ainda I
Boa tarde, paesinhos, diz de repente urna
voz de um som estranho por detraz dos dous man-
cebos ; e era difcil dizer se o accento desta voz
exprima respeilo ou irona ; boa larde, paesi-
nhos... inda da parte de fra e 4 taes horas ?...
Ah 1 s tu, velho Pecket ? diz Henrick vol-
taudo-se para aquelle que faltava ; espera que o
sol se pooha para nos mandares dormir...
A vigilia ser longa I relorquiu o recem-
chegado com urna risadinha zombeteira ; o sol
nao cahir por detraz do Kilpis antes de trala e
tres dias. Esper to, meus gallinhos de terreiro 1 Quanto mim,
sem me importar com quem passeia l por cima,
preciso que ao menos urna vez em viote e qua-
tro horas eu eslanda sobre o musgo meus can-
gados ossos.
Peckel, que a tribu dos Kilpis reconhecia por
ebefe, era um vigoroso velho de setenta e cinco
annos, quem a edade nio liaba curado : elle
se conservava direito como o tronco de um pi-
nheiro, nascido em urna fenda de montanha, e
que nenhum vento pode dobrar. Em p diante
dos dous mancebos, elle apoiava suas duas mos
fortes e callosas sobre o castio de urna comprida
bengala de freixo, o qual tinha a forma de um
bico de corvo, e era de marfim de elephante ma-
rinho ; tres grandes rugas verlicaes solcavam-lhe
a fronte desde a raz dos cabelles at o principio
do nariz, e urna immensidade de pequeas pre-
gas cercara seus pequeos olhos vermelhos, mo-
vedigos, meio-occullos por espessas sobrance-
ras, e que peslanejavam incessantemente : a
velhice, lio valentemenle suportada, nem sequer
lhe tinha alvejado os cabellos. Elles apenas ti-
nham descorado, e como acontece entre nos aos
que querem se fazer rspazes, servindo-se de ms
tinturas, elles se tinham tornado um pouco par-
dacentos ; eram corapridos e cahiam em madei-
xas irregulares de debaixo de seu toucado e fluc-
luavam-lhe sobre os hombros.
Este toucado era a cousa mais singular, que
acaso se pode ver : era formado da pelle, mui
artsticamente preparada, de urna especie de gan-
so, chamado loom, ao qual tinham deixado a ca-
bega, as azas e a cauda. Esta cauda descia sobre
o pescogo do velho, e ahi ae ostentaba como um
leque, entretanto que as azas batiam-lhe as
largas orelhas e a cabega se balougava sobre a
testa. Seu vestido de vadmel azul, bordado de
urna fraojs parda e seu capote de pelle de renna,
que elle trazia raeio dobrdo sobre o hombro,
indicavam um gosto de trajar e urna exquesilice
de toilette, que oioguem esperara encontrar en-
tre os outros lapes da tribu.
Sem a expresso um taoto astuta de seu sor-
riso, um taoto dolosa de seu olhar, amar-se-hia
esse rosto, ao qual nio faltava energa, nem iu-
telligeDcia. Nio era de mister um longo exame
para adevinhar que Peckel devia ser um dos pri-
meiros entre os seus. Via-se que elle tinha o
habito do commando, e que se elle se dobrava
diante dos suecos era para levantar-se dentro eu
pouco diante dos seus.
[Concluir-se-ha.)
por isso passava muitos domingos preso. Entio
sentava-se 4 um canto da sala e meditava. Pa-
rece-me v-lo ainda com seus cabellos louros,
grandes olhos azues e rosto um pouco pallido que
fazia dizer :,Pobre menino 1 nio vivera 1 porque,
como mui las vezes acontece,a sade s lhe devia
vir com a adolescencia.
Muito novo perder o pae. Alguns dos meus
carneradas, dotados dessa m curiosidade, que
tanto abunda nos meninos, diziam mesmo que
esse pae nunca tinha existido. Pouco importa,
Hoje gragas Deus um homem tem o dote, des-
de o momento que existe; e quando tem talen-
to e probidade, possue a mais nobre e querida
familia que um homem pode ter, tanto peior
para seu pae se nio o coohece.
No entretanto, urna mulher, moga ainda nessa
poea, e muito formosa, ia duas ou tres vezea
oa semana ver Jacques. Era .sua mi, sempre
s, vestida do escuro, cora o'rosto oceulto por
um vu. Ambos iam senlar-ae em urna grande
allea reservada aos patentes; conversavam
durante meia hora e Jacques voltava qua-
si sempre dessas entrevistas com o olhos um
poseo vermelhos. Porque lagrimas ? Teria sua
mae ralbado com elle por sua negligencia ao
trabalho? Nio, essa mi nunca ralhava. Creio
antes que suis conversas v ersavam sobre recor-
dagdes tristes para ambos; porque muitas vezes
quando se separavam, estavam osolbosda me!
to hmidos como os do filho. Sem duvida Ira- j
tava-se desse pae morto ou desconhecldo, e, cer-
tamente, ocoragio do nosso joven camarada en-
cerrara j urna dor ou desses primeiros segredos
da vida qoe occasionam a pallidez precoce e as
melancolas facis.
Mas para que determo-nos oa infancia de Jac-
ques ? Na hora em que o conhecemoa ou anles
em que o leitor o coohece, nio mais o estu-
date preguigoso, o orpho triste, o meaiao do-
ente. E' um rapaz alto, bello e bravo, de alma
grande e de talento, j filho de suas obras, a-
maodo sempre sua mi e amado por urna das
mafs bellas mulheres de Pars.
E' condigio que nao me parece muito infeliz.
Chegaram d'ahi a pouco os comvivas espera-
dos, e a mi de madama de Wine era urna mu-
lher mulher muito desagradavel. Avara, egos-
ta, golosa, aborreca a raocidada queja nao tinha,
e belloza que nunca Uvera ; estava sempre da-
posta 4 maledicencia e de mo humor. Se fosse
capaz de amar alguem, nSo amara a filha. Viam-
se, porque necessario que urna mae e ama fi-
lha, mesmo quando nio se estimara, se vejam
de vez em quando O mundo diz e quer essas
cousas, mas nao as explica.
Cabellos pintados, olhos pequeninos, faces mui-
to gordas, nariz torto, barba magra, bocea peque-
a e meltida para dentro; vesdo de seda cor de
amaraotho, touca de fitas da mesma cor; ahi ten-
dea essa me 4quem Jacques cumprimenlari ape-
nas ella aentoo-se, mas 4 quem virou as costas
quasi immdiatameote. oaoto 4 segunda se-
nhora, era outra cousa. Quando appareceo, jul-
guei ver entrar urna primzinha doeote, que fi-
aba no neglig do ineogoito, visitar urna amiga.
Com effeito, nada mais simples do que o seu toil-
lette, porm tambem nada mais elegante. '
Mlle. deNorcy, porque essa moga nio era ca-
sada, podia ter trinta annos. Era a iocarnago
do gosto e da deslioegio. De certo nio era, como
belleza, coraparavel 4 madama de Wine, e toda-
va havia no seu rosto alguma cousa que faltava
4 outra e que fizesse ama-la immediatamente. A
ternura, a benevolencia, a meiguice, aprop6n-
sao tod3 os senlimentos delicados da mulher, oa
signaos do rosto, do corago a do eapirito, moa-
travam-se francamente no meio de feices Ansa,
tranquillas 'e harmonosas, cujo todo constitua
un rosto doce e eaciarador^ Ao lado dewa mu-
lher Mme. de Wine perda muito, ese eu tives-
se de escolher eolre a opulenta belleza de urna
e o encanto feiliceiro da outra, a minha sympa-
thia talvez triumphasse do meu amor proprio e
eu teria escolhido a menos formosa.
Taes eram os nossos convivas, com um provin*
csl, bom homem que se asaoava com leogos
amarellos de flores vermelhas e cuja existencia
pasaava-se entre a leitura dos jornaes, o passeio
e a partida de raihsl: tudo isso misturado do
conselho municipal, de influencia administrativa
e de urnas dez mil libras de reodimento. Mr.
Gobert tinha os defeilos da provincia; seu espi-
rito andava s vezes como a aua casaca, atrasado
um doua ou tres annos das da capital, apesar das
suas relagoes frequeotes com os Parisienses que
iam s aguas ; fallava de poltica na sobra-mesa
e dizia :
Aqu est o que eu quero.
Como todos os homens de sua idade julgou ter
experiencias como todas as autoridades de decide
pequea, interrompeu as conversas para expen-
der a suaopinio em voz alta e em termos um
pouco pretenciosos: mas, em suasma, era um
bom homem destes ser um exceUeote vv,
posicio 4 que o destinava a filha, casada havia
alguns mezes e quem elle tinha vindo visitar
em Paris.
Servirm-nos um bom jantar, em urna salla
bem quente, bem illuminada, com flores : pou-
co 4 pouco, vinhos fraocos, capilet e a mocidade
fizeram desapparecer nio sei que constrangimen-
to que pesara sobre todos no principio desse
jantar, qoe provinba de urna inquielagio, que
apesar de todoa os exforgoa a don! da casa
diaaianulava mal.
[Continuar-e-ha.)
PEM. -TTr. DI M. F. DI f AR A.-1861,
*


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