Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09383


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Full Text
All IHTU IDMEIO 206
Ptr tres mezes adan lados >|ODO
Pr tres metes yeacidos 43$000
NCAHREGADOS. DI SOBSCBIPCAO DO NORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
ly, o Sr. A, da Leraos Braga; Cear o Sr. J. Jos
da Olireira; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Mar-
ti qs Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Kimos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS DOS UUKKBlUs.
Olinda todos oa diaa aa 9 1/1 horas do dia.
Iguaraas, Goianna Parahiba as segundas e
eitas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Ciraar.AUinho a
Garaohuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Naxarath, Limoeiro.Brejo, Pes-
queira.Ingazeira, Flores, Villa-Bella,Boa-Vista,
Ouricury e Fx nas-quartaa (airas.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso,Una,Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
Todos os correiospartem as 10 horas da manhaa
BBADO 7 n SETEMBRO 01 Itl!
PorMnoadiaaUdo.9S0a0
rwl* fraico tara t stbserifttr.
BPHEMERIDES DO MIZ DB SETEMBRO.
4 La nova as 7 horas 52 minutos da man.
11 Quarto crescente sslO horas e 56 minu toada
manhaa.
18 La cheia aa 11 horas e 42 minutos da tarde.
27 Ouarto minguanta aa 4 horas e 5 minutos da
manhaa.
PREAMAR DEHOJE.
I'Primeiro as 6 horas e 54 minutos da manhia.
Segundo as 7 horas e 18 minutos da tarda.
DAS DA SEMA!A
a
2 Segunda. S. Eatevlo rei de Hungra.
3 Terga. S. Eufemia v. m.; S. Aristheo b. m.
4 Quarta. S. Bosa de Viterbo t. f.; S. Rozalla
5 Quinta. S. Aotonino m.; S. Bertino ab.
6 Sexta. S. Libania v. m.; S. Presidio m.
7 Sabbado. S. Joao m. ; S. Regina v. m.
8 Domingo. Natividade de Nossa Senhora.
AUlMUMilAS) UUS IBIBUNAKS DA CAPITAL."
Tribunal do eommercio ; segandas a quintas.
Relacao: tercas, quintas aabbados as 10 horas.
Pazenda: tercas,*quintas sabbados as 10 horas.
Juizo do commarcio : quartas ao mel dia:
Dito da orphios: tercas e aextas as 10 horas.
Primeira Tara do eivel: tarcas stxtasao meio
dia.
Segunda rara do elvel: quartas sabbados a 1
hora da tarde:
PARTE 0FFICIAL.
. ____________ .----------------------- ^-^IH
ENCaRBEGADOS da subscripcao do sol
Alagoaa, o Sr. Glaudino Falso Dias; Baha
Sr. Josa Martina Airea ; Rio da Janeiro, o ,*
Joao Paraira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figaeiroa i
Faria.na sua lvraria praga da Independencia o
6*8. *
GOVERNO DA PROVINCIA.
Secretaria do goveroo de Pernambuco, 3 de
setembro de 1861.
S. Exc. o Sr. presideote da provincia, manda
convidar sos senhores chefes das repartieres pu-
blicas cifis e militares, empregados daa mesmas.
e aos deraais funeciooarios. afitn de assistirem
ao cortejo augusta effiige da S. M. o Imperador,
que lera lugar no palacio da presidencia is 4 e
meia horas da tarde do dia 7 do correte, ani-
versario da independencia do imperio.
Antonio Ltite de Pinho.
Expediente do dia 4 de setembro
de 1861.
Officio ao Exm. visconde de Suassuna.O go-
veroo imperial resol veu que em algumas provin-
cias do imperio ae uzease em dezembro prximo
viodouro uma*exposi$o agrcola, sendo esta
provincia jima das designadas para a exposico
nao s dos seus productos aaturaes e iodustriaes,
mas tambem dos das provincias limitrophes, ou
que Ihe ficam mais prximas, devendo esss ex-
posico ser dirigida por ama commisso Hornea-
da por esta presidencia, segundo me communica
oExm. Sr. mioistro da agricultura, eommercio e
obras publicas em aviso de 31 de julho ultimo,
sob o. 15.
Desejando que a expectativa do goveroo seja
plenamente salisfeita com um resultado o mais
lisongeiro, e que os cidadaos. que t'uerem parte
da commisso, compenetrando-se do-pensamen-
to do goveroo imperial, concorram com o mais
vivo interesse para o fim que se tem em vista,
tomei a deliberaco de, por portara constaote da
copia junta nomear V. Exc. para presidente e
os demais cidadaos neila mencionados para mem-
bros da referida commisso.
Conflaodo nos sentlmentos de patriotismo e
dedicago, que animara V. Exc, todas as vezes
que se trata do bem geral e da prosperidade do
paiz, nao hesilei em contar com a acquiesieocia
le V. Exc. em coadjuvar o goveroo em to no-
bre tarefa, aceitando a nomeagio, que fiz de V.
Exc.
Assim, pois, remello i V. Exc. doos exempla-
re3 impressos para a referida exposico, rogao-
do-lhe que com a maior brevida Je possivel re-
na os demais membros da commisso, aQm de
dar comego s suas funecoes.Of&ciou-se muta-
tis mutandis cada um dos cidadaos abaixo de-
clarados, nomeados membros da commisso que
tem de dirigir a referida exposico.
Barodo Livrameoto.
Dr. Joaquim Pires Machado Portella.
Ba.'i de Muribeca.
Fraocisco Ferreira Borges.
Dr. Jos Joaquim de Moraes Sarment.
Commeudador Antonio de Souza Leo.
Dr. Gervasio Rodrigues Campcllo.
Antonio Marques de Amorim.
Dr. Joaquim de Aquino Fonceca.
Dr. Ignacio de Barros Brrelo.
Gommendador Manoel Figueirda de Faria.
Commeodadsr Manoel Gongalves da Silva.
Dito ao Exm. presideote da Parahiba.Opportu-
namente sero transmitirlos aos Exms. Srs. mi-
nistros da guerra e estraogeiros os dous officio
que para terem esse destino, V. Exc. me eoviou
com o seu de o. 4030 e data de 3 do correte.
Dito ao Exm. presidente do Rio Grande do
Norte.Passo as mos de V. Exc, para os Ons
convenientes, o conhecimento incluso, do qual
consta ter sido embarcada no vapor Jaguaribe,
a correte que ae comprou para o servigo da ca-
pitana dessa provincia.
Dito ao coronel commandante das armas.
Tendo transferido para o dia 10 do correle a
reouio da junta, que tem de julgar o precesso
do soldado do corpo de polica Jos Antonio Soa-
res; assim o declaro V. S., aQm de que o faga
constar aos officiaes designados para servirem
na mesma junta.Fez-se igual communicago
ao juiz de direito da 2." vara, que tem de servir
como relator da mesma junta.
Dito so chefe de polica.Remello V. S. o
requerimento e mais papis em que Francelino
Carneiro de Lacerda pede a entrega do menor
Amaro, alistado na compaohia de aprendizes
marinheiros desla provincia, que diz ser seo es-
cravo, aQm de que proceda a todas as diligen-
cias e averiguacoes necessarias, e indicadas no
parecer do auditor de marioha, e no aviso do
respectivo ministerio de 20 de agosto prximo
fin Jo, juntos por c^ia.
Dito ao capito do porto.Devolvendo incluso
o officio do commandante da estaco naval, a
que allude o ee V. S. de o. 163, a data de 31 de
agosto ultimo, teoho 1 dectarar-ihe que nao con-
m demorara apreseoiacao de Manoel Fernandos
Vianna ao coronel commandante das armas,
como determioei em officio de 28 daquelle
mez:
Dito ao commandante do corpo de polica.
-Mande V. S. apresenlar ao Dr. chefe de policia
as 10 horaa do dia de amanha 12 pragas do cor-
po sob seu commaodo aQm de escoltarem 5 cri-
minosos de roubo al o termo de Serinhaem.
Deu-se sciencia ao chefe de policia.
Dito ao raesmo.Mande V. S. entregar ao Dr.
chefe de policia para o servigo da subdelegada do
districto da Magdalena, conforme solicitou o mes-
rao chefe de policia em officio n. 858 de 2 do
correte 10 eapadaa e o u tros tantos ci tur oes dos
que foram da compaohia de pedreste e se acham
recolhidas ao quartel do corpo sob aeu comman-
do.Communicou-se ao chefe de policia.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Tomando em considsraco o que V. S. expoz em
seu officio de 31 de agosto ultimo, sob o. 810, o
autoriso a mandar pagar sob minha respoosabi-
lidade, nos termos do decreto de 7 de maio de
4842, a quantia de 1:2389208, em que importam
os vencimentos relativos aos mezes de abril e
maio deate anno, das pracas do corpo de guarni-
do destacadas na villa de Ouricury, visto nao
haver crdito para esse pagamento, aegundo
consta do citado officio, que fica assim respondi-
do.Communicou-se ao coronel commandante
das armas.
Ordenaram-ae tambem os seguintes pgameos
tos :
A Joaquim Jos da Coala Fajoses Jnior, da
quantia de 16$60, importancia das diarios Tor-
neadas pelo delegado do Bonito ao recruta da
armada Joo Jos da Silva, a contar de 20 de iu-
nho ultimo at 5 de setembro correte.
A Tertuliano Candido Ramos, da quantia de
3168810,ioi portancia dos vencimentos da escolta de
guardas nacionies que condono recrulas remet
tidos de Villa Bella para o serrico da armada, o
forregens de beatas de bagagem.pari conduelo
do alfares commandante da cesma escolta.
Dito ao iospector da thesouraria provincial.
Mande V. S. por em hasta publica a obra defama
bomba que tem de ser construida no engenho
Paulista, na estrada do norte, sertindo de base a
essa arremataco as clausulas e orgament jun-
tos por copia, que, para esse fim forem remeti-
dos pelo director da repartidlo das obras publi-
cas com officio de 17 de agosto ultimo, sob n.
201.Communicou-se ao predito director.
Dito so aeeaao.Mande V. S. pagar integral-
mente os vencimentos do continuo da secretaria
do goveroo Anselmo Jos Ferreira, relativamen-
te ao mez de agosto ultimo.
Dito ao director das obras publicas.Pode
Vmc conforme indica em sua informaco de 2
do correte, sob o. 216, mandar cortar o isthmo
que tapa o caoal da ra da Aurora, no lugar in-
dicado pela cmara municipal desta cidade em
officio de 11 de margo desta anoo, n. 8, e bem
assim fazer o pasaadico que jolga necessaric
coostruir-se sobre o mesmo canal para o transi-
to de pessoas a p, podendo diipendercom essas
obras at a quantia de 2509, em que foram ellas
oreadas.Communicou-se thesouraria pro-
vincial.
Dito ao commissario vaccinador provincial.
Remeta Trac, ao presidente da cmara munici-
pal da cidade da Victoria algumas laminas de
pus vaccinieo de boa qualidade.Communicou-
se ao predito presideote.
Dito so gerente da compaohia Pernambucaoa.
Por conta do ministerio da guerra mande Vmc.
dar passagem para a Parahiba, no vapor Jagua-
ribe o 2 cirurgio do corpo de aade do exer-
cito Dr. Francisco Aotonio Fernaudes Jnior,
que vai servir naquella provincia.Maodou-se
ambem dar oassagens para o Cear aos desvali-
dos Manoel Ferreira de Souza e Leopoldo Luiz
Mendes.
Portara.O presidente da proviocia, alten-
dendo ao que Ihe requoreu o soldado da compa-
nhia Qxa de cavallaria Augusto Serapio Paes
Barreto, resolve prorogar Ihe por mais tres me-
zes sem vencimentos a licenga que obteve para
tratar de suasaJe fora da capital.
Dita.O presidente da provincia conformndo-
se com o que propozo director da instrueco pu-
blica em officio o. 267 de 31 de agosto ultimo
resolve que os delegados litterarios, da freguezia
da Boa-Vista bacharel Amaro Joaquim Fonceca
de Albuquerque e de Santo Antonio bacharel
Cicero Odoo Peregrino da Silva, paftem a exer-
cer os seus emprego3, este na primeira dessas
freguezias, e aquelle ni segunda, visto qne tem
Oxado as suas residencias as freguezias para
que sao transferidos.Communicou-se ao direc-
tor geral da instrueco publica.
Despachos do dia 4 de setembro de
1861.
Requerimentos.
Aolonia Querubina de Azevedo.Informe o
Sr. director geral da instrueco publica.
Antonia Joaquina Hara da Cooceigo.Infor-
me o Sr. coronel directir do arsenal de guerra.
Joseph Jhieos Blgico.Ioforme o Sr. inspec-
tor do arseoal de marinha.
Joo Girdozo Ayres. Informe o Sr. coronel
commandante superior da guarda nacional do
municipio do Recife.
Miguel Ferreira Velloso.Informe o Sr. com-
mandante superior da guarda nacional dos muni-
cipios do Brejo e Cimbres.
O presidente da provincia, em virtudeda auto-
nsacao dada pela lei provincial n. 507 de 29 de
maio do anno correle, ordena que se observe o
seguinte :
KEGHAHEMO
DA FORCA POLICIAL.
Art. 1. Aforra policial, tica dividida em duas
seccoes, urna denominada urbana e outra vo-
anle.
Art. 2. A seeco volante constara de dusen-
las e cincoeota praga, e conservar a organisa-
cao dada ao actual corpo de policia, dividida em
4 companhias de cioeoenta e sete pracas de pret
cada urna.
Art. 3." A aecgo urbana especialmente des-
tinada para auxiliar as justigas, manter a ordem
e seguranga publica na capital, e seus subur
bios.se compor decenio e cincoenti pragas
didividas em 3 companhias na forma seguinte :
cada compaohia ter um chefe com a graduago !
de teoeote, um sargento, um forriel, tres cabos
e um corneta e quarenta etres guardas.
Art. 4o A respeito da secgo volante conti-
nuar em vigor as disposigoes do regulamento
de 2 de dezembro de 1853 ; a respeito porm da
secgao urbana, se observar o que abaiio se de-
termina.
CAPITULO II
Do aliilamento
Art. 5*. Sero alistados na aecgo urbana ci-
dadaos brasileiros de 18 a 40 annos, de boa mo-
ral, e que tenham a robustez necessaria para o
servigo.
Art. 6. O tempo do engajamento ser de 4
anuos. O lempo que o alistado tiver de licenca
registrada, e o que gastar no campamento de
alguma sentenga nao ser levado em conta.
Art. 7." Todo o guarda, engajado na aeecgo
urbaa, prestar sobre o livro dos santos evan-
gelhos o juramento de bem servir, ser fiel ao
cumprimeoto de aeus deveres, do seu poslo, e
obediente as ordene de seus superiores : igual
juramento prestarlo oa chefes das seccoes. An-
tes dos guardas prestarem o juramento, Ibes se-
ro hdos e explicados todos os artigos deste re-
gulamento, que dizem respeito aos seus devo-
res, e a penalidade em que podem incorrer.
CAPITULO III
Da nomeafdes e demwoe, baixat eicenco*.
Art. 8. Os ehefes de compaohia alo empre-
gados de mera coofianga, e como taes nomeados
pelo presidente da provincia, sob proposta do
chefe de polica, e demiltidos quando o bem do
servigo publico exigir, precedendo tambem pro-
posta ao chefe de policia que nomeara os infe-
riores.
Art. 9.* Os guardas, queliverem de ser alis-
tados, serlo apresentados em relagao pelos che-
fes de compaohia, com o visto do commandante
do corpo de policia, e depois de examinada a
raoralidade dos individuos apresentados, ser
pelo chefe de policia determinado o armamento,
do que ter conhecimento o presideote da pro-
vincia, que poder mandar eliminar a qualquer
iadividtio, que julgue indevidameote alistado.
Art. 10. As baixas do servigo dos guardas serio
dadas pelo commandante do corpo de policia,
precedeodo ordem do presidente da proviocia,
logo que se tenha concluido o tempo do alista-
monto, ou que ae tenhlo tornado incapazes,
phisica ou moralmente de continuar no servigo.
Art. 11. Fiodo o praso do engajamento, de-
clarando o guarda que quer continuar a servir,
o commandante do corpo de policia mandar
abril'novo alislamento, precedendo approvagio
do chefe de polica, e oeste caso o guarda ter
mais urna gratificado de 200 rs. dianos. \
Art. 12. Quando qualquer guarda tiver baixa,
o commandante do corpo de policia mandar
passar escusa, na qual se mencionar a ordem
da presidencia.
Esta escusa ser assignada pelo commandante
do corpo de policia.
Art. 13. O ajuste de conta ser feito pelo res-
pectivo chefe de companhia.
Art. 14. O chefe de policia, ouvindo o com-
mandante do corpo de policia, poder conceder
aos chefes de aecgao, e aos inferiores, licenga
al um mez com todos os vencimentos.. As t-
cenlas por maior espsgo de tempo somente po-
derao ser concedidas pelo presidente al tres
metes, a sem vencimento alguna, quando exce-
derem este praso. Mas enormidades adquiridas
em serrico, de que se tratsrem em suas casas,
terlo licenga com todo t vencimento pelo tempo
que parecer justo, segundo a gravidade da mo-
lestia, sob parecer de urna junta medica, com-
posta do medico do corpo de policia, e de mais
dous mdicos do hospital de caridade.de nomea-
gao do presidente da provincia, a qual ser pre-
sidida pelo mais antgo, na nomeago, idade,
ou carta de douter.
Art. 15. Aos guardas podero os chefes de
compaohia dar licengas at tres das, um nume-
ro limitado, nao excedente de tres guardas por
comoaohia.
O commandante do corpo de policia dar li-
cengas at 8, ao numero limitado de 4 guardas
por companhias
Art. 16 as eofermidades, provadas por altes-
lados do medico do corpo de polica, em que os
guardas se Iratarem em suas proprias casas, nao
excedendo de um mez, neohum descont se far
em seus vencimentos ; excedendo, porm, d'esse
tempo ser preciso licenga.
Art. 17. o impedimento temporario de um
dos chefes de companhia, ser este substituido
por um dos outros, que fr designado pelo che-
fe de policia.
CAPITULO IV
Do uniforme.
Art. 18. Os chefes das companhias usaro em
servigo do mesmo fardamento dos demais offi-
ciaes do corpo de policia com a differeuga de
terem vivos verdes, e os ioferiores e guardas
usaro de sobrecasaca curta de panno azul com
vivos verdes e botoesamarellos, caigas do mes-
mo pao, e de brim branes, bonet redondo com
pala e galio estreito segundo o figusjao dado
pelo commandante do corpo de policial'
Art. 19. Os chefes de companhia. sargentos,
forrieis, cabos, e guardas sao obrigados a estar
sempre fardados, quanJo em acto do servico, ou
quando liverem de fallara qualquer autoridade
superior, ou ao commandante do corpo de po-
lica.
CAPITULO V
Do armamento, equipamento, e utensis.
Art. 20. Os guardas urbanos usaro em ser,
vigo ordinario de tergado e cinturo, e as de-
ligencias, e em casos extraordinarios, trario
mais pistolas ou ele finles. O* chafes de com-
panhias traro espada, como os officiaes do cor-
po de policia.
Art. l. O armamento, equipamento, e uten-
sis sero fornecidos a secgio urbana pelo cofre
provincial, segundo os mjelos approvados pelo
presidente di provincia
A tabella n. 1 mostra o orgamento e equipa-
mento de cada guarda, e o tempo de sua dura-
gio.
A tabella n. 2 apresenta os utensis necessa-
rios as companhias de secgo urbana.
Art. 22. A conservago do armamento, equi-
pamento, e utenais da immediata obrijago
dos chefes de companhias. que sero responsa-
veis pelo que a ellas fr destribuido.
Art. 23. O armamento e equipamento e uten-
ais sero arrecadados na forma porque o ao os
do corpo de policia.
Art. 24. O armamento e equipamento e uten-
sis, destribuidos as companhias, sero carrega-
dos aos chefes das mesmas, os quaes passaro re-
cibo ao commandante do corpo de policia.
Art. 25. Os chefes das companhias de secgo
urbana apresentario todos os mezes um mappa,
que ficar archivado, do armamento, equipamen-
to, e utensis de suas companhias, no qual decla-
rara aonde existem ellos, seu estado, seu nume-
ro, e o que falta para completar as tabellas ns.
I e 2.
Art. 26. O armamento, equipamento e uten-
sis, que nio se acharem destribuidos, (carao na
arrecadago do corpo de policia, a cargo do
quartel meslre, na forma do regulamento do dito
corpo. ^
CAPmJLO VI.
Do tratamento e curativo do guarda enfermo.
Art. 27. Os guardas enfermos da secgo urba-
na, a quem nao fr permittido o favor do art. 33,
sero tratados no hospital de candada, na con-
formidade do art. 6o da lei provincial n. 259 de
II de junho de 1850.
Art. 28. Os guardas recolhidos ao hospital de
caridade sero tratados em urna enfermara, pri-
vativa separada das outras do eatabelecimeoto.
Art. 29. Os guardas que forem recolhidos ao
hospital de caridade, sero acompanhados de urna
baixaassignada pelo commandante da com-
panhia, e rubricada pelo medico do corpo de po-
lica, que verificar a molestia para declarar na
baixa. Para essa verifleago mister que o guar-
da doente se aprsente ao medico, na occasiao
da visita diaria.
Art. 30. o cirurgio do carpo de policia visi-
tar tolos os dias os doentes recolhidos ao hos-
pital.
Art. 31. Os guardas, que, com licenga, se tra-
tarem em suas casas, devero comparecer todos
os sabbados a revista, excepto se a gravidade da
molestia o impedir; e neste caso o cirurgio do
corpo de policia os visitar em suas casas.
Art. 32. Todos os mezes, por occasiao da re-
vista de mostra, cada chefe de compinhia apo-
sentar urna relacao do movimenlo do hospital,
com relagao aos guardas de sua companhia, men-
cionando o numero de doentes, os dias de trata-
ment;
Art. 33. O commandante do corpo de policia
poder permittir, que os guardas casados, e os
solteiros de boa conducta, e que tiverrn familia,
possam curar-se em suas casas, precedendo
exame do cirurgio do corpo de policia, ou at-
leatado de dous mdicos, declarando ser real a
molestia.
Art. 34. o ehefe de eompanhia, sargento, fur-
riel, cabo, ou guarda, que fr mutilado, aleijado
ou tornado incapaz do servigo, em acto de com-
bate para austentar a ordem publica, ou na per-
seguigo e captura de criminosos, ter direito a
urna indemnisago, que Ihe sei arbitrada, pre-
cedeodo exame de urna junta medica, nomeada
pelo presidente da proviocia, ficando, porm, se-
melhante arbitramento sujeito a approvagio da
issembla provincial. No caso deinhabilitagode
trabalho ter tambem direito a aposeotadoria,
conforme o tempo de servigo.
Art. 35. O capello do corpo de policia pres-
tar aos guardas doentes no hospital os soccor-
ros espirituaes.
CAPITULO Vil.
Do erimet e pena.
Art. 36. Todo o guarda que faltar ao servigo
por oito dias consecutivos, sem que tenha obtido
licenga, ou que exceder a lic%nga.por espago maior
de quioze dias ser considerado disertor.
Art. 37. As diaercoes sao consideradas simples
ou aggravadas :
8 1.a A disercao simples, quando consiste a
penas na ausencia do guarda, alm dos prazos
designados no artigo antecedente;
2.* A disergo aera aggravada; Io estando o
reo de guarda, rouda, ou patrulha : 2 estando
em deligencia do servigo: 8a levando armas, mu
niges de guerra, ou qualquer objecto, perten-
cente a fazenda publica: 4 roubaado seus ca-
marades.
Art. 38. Aos disertores seimporo as seguin-
tes penas: %
i." Aperos de primeira disergo simples se
impor a pena de tres mezes de pnsio, e perder
o tempo que anteriormente tiver servido, con-
tando-se nova praga do dia, esa que acabar de
enmprir a pana, soffrendo aa mesmas penas em
dobro, e sendo expulso da scelo, em caso de
reincidencia.
.i
2. Quando a disergo fr qualificada aggra-
vada ao reo se impor em dobro a peoa designada
no paragrapho antecedente.
3." A spresentago voluotaria do disertor se-
ra considerada, como circunstancia attenuante,
para o fim de reduzir a metade a pena, em que
elle tiver incorrido.
Art. 39. A ausencia de qualquor guarda por
mais de tres dias, nao se completando o prazo
para a qualificago do art. 36, ser punida com
primo pelo dobro dos dias, que tiver faltado. As
faltas que nao excederem a tres diss, serio pu-
nidas a arbitrio do commandante do corpo de po-
lica. r
Art. 40. O guarda que fugir da priso, antes
de acabar dj cumprir a sentengs, soffrer de cas-
tigo o dobro do tempo, que Ihe faltar a cumprir,
depois de ouvido e convencido em cooselho de
julgamento.
.\rt. 41. Durante o cumprimeoto da sentenga
o guarda coodemnado, a penas perceber meta-
de dos seus vencimentos.
Art. 42. O chefe de companhia, que, sem mo-
tivo justificado faltar ao servigo por quinze dias
consecutivos, ou que exceder por triot dias a
licenca, que Ihe for concedida, ser considerado '
disertor e demittido Provado em cooselho de'
tovestigago, composlo do major ou mandante,!
do corpo de policia, e dos dous chefes das outras
secgoes, sendo ascrevente o mai moderno. Para !
se proceder a cooselho necessario que o com-!
mandandante interino da secgo do ausente d
parte circunstanciada por escripto.
Art. 43. Aquelle, que injuriar ao seu supe-'
or, ser punido com a peoa de tres a seis me-
zes de priso, e perda de metade de seus venci-
meotos.
Nenhum procedimenlo se poder ler com os of-
ficiaes e guardas, antes da deciso do cooselho
de ovestigagao, que pronunciado o reo, elle res-
pondera a cooselho de julgamento, depois de ou- !
vido e coovencido.
Se a injuria fr de superior para subalterno,
ou fr eotre iguaes a pena ser de seis a vinle
das de priso.
Art. 44. O guarda, que ameagar ao sau supo-
ner, ser punido com um a dous annos de priso:
se a ameaga for serviodo-se o reo de qualquer
arma, pena de um a tres mezes de priso: de su-
perior para subdito, ou entre iguaes, penas de um
a dous mezes de priso.
Art. 45. O guarda que commetter offensa phi-
sica leve contra o seu superior, soffrer o dobro
das penas do artigo antecedente. As mesmas pe-
nas tero lugar se a offensa phisica tiver lugar
de superior para inferior, ou enlre iguaes.
Att. 46. crime de homicidio, ou tentativa
deste cnme.eem gerel as offeosas phisicas gra-
ves, a que compelirem pelas leis civis e crimi-
naes maiores penas, do que aa impostas per este
regulamento, sero julgados no foro commum
criminal, a que se sujeitar o reo.
Art. 47. Todo aquelle guarda, que furtar ou
roubar qualquer objecto a seu superior, ou a seu
camarade nos quarteis ou corpos de guarda, ser
punido com dous a seis mezes da priso, e obri-
gado a restituigo do objecto roubado, ou o seu
valor. Na reincidencia soffrer as mesmas penas
em dobro, e ser elimioado da secgo.
Art. 48. Todo o chefe de compaohia, official
ioferior, cabos, e guardas devem achar-se no lu-
gar e hora, que Ihes for designado para objecto
de servigo, sem murmurar, nem por difficulda-
des, podendo queixar-se depois de 9lto o servigo.
Os que infriogirem esta disposigo soffrero a
pena de 8 a 15 dias de priso.
Art. 49. Nenhum guarda poder fazer o servi-
go com armas emprestadas, sob pena de 8 dias de
priso. Na mesma pena incorreri o que tiver
emprestado a arma.
Art. 50. O gusrda, que se embriagar, e faltar
ao servigo, soffrer por cada urna vez a pena de
8 dias de priso, e descont de metade de seus
vencimentos durante a priso. Se a embriaguez
tiver lugar, estando o guarda em servigo soffre-
r as mesmas penas em dobro, alm das penas
em que incorrer pelos crimes, commeltidos em
estado de embriaguez. ,
Art. 51. Aquelle, que desamparar a guarda,
ronda, ou for encontrado uestes servigos dor-
mir, ser punido com 15 |30 dias de priso. Se
for official inferior ser rebaixado do posto.
Art. 52. O guarda, que, estando de sentinella,
dormir ou abandonar o aeu posto antes de ser
rendido ser punido no primeira caso, com a pe-
na de 15 a 30 dias de priso, e no segundo, com
a pena de 1 a 2 mezes de priso.
Art. 53. Todo aquelle guarda, que desobedecer
as ordens de seus superiores, relativas ao servigo
soffrer a peoa de 2 a 8 mezos de priso.
Art. 54. Aquelle, que por frsqueza ou negli-
gencia, concorrer para a perda de alguma deli-
gencia do aerrigo,ser punido com a pena de 1 a 4
mezes de priso. Sando chefe de companhia ser
demittido, e sendo ioferior ser rebaixado.
Art. 55. O guarda, que, por negligencia, dei-
xar arruinar-se o seu armamento, corrame, e
equipameoto, ou que jogar, vender, ou empe-
nhar os ditos objectos, ser punido com 8 dias
de priso, e o duplo as reincidencias, restitui-
do em todo caso os objectos, ou seus valores.
Art. 56. Aquelle, que distrahir em seu pro-
veito, ou de oulrem, dinheiros, ou objectos da
secgo, ou da fazenda publica : ou que se valer
do seu emprego para tirar qualquer lucro, por
qualquer maneira que seja, soffrer a peoa de 2
a quatro annos de priso.
Se este crime for commettido por chefes de
companhia incorrer este na pena j dita, e mais
na perda do posto.
Art. 57. Aqaelle, que usar de armas para fa-
zer, ou ajudar, algum ajuntamento illicito, op-
poodo-se as ordens e actos legaes, incorrer
as penas de 2 a 6 annos de prisio.
Art. 58. O guarda, que, por omissio, ou ne-
gligencia, deixar fugir algum preso, confiado a
sua guarda, ser punido com 1 a 6 mezes de pri-
,'* j S? kUTer conivencia ou peita, ou se o
guarda fugir em companhia do preso, aoflrer a
peoa de 2 a 6 annos de prisio (ou posto no lu-
gar do criminosos).
Art. 59. Todo o chefe de companhia, que, es-
tando bem informado, der a aeus superiores, por
escripto ou verbalmente. sobre objecto de servi-
co, informaco falsa ; ser demittido. Se for io-
ferior ser rebaixado do posto, e preso por 1 a 3
mezes. |
Art. 60. O chefe de compaohia, que flzer nos
vencimentos dos guardas descontos, para que nio
estejam autorisados, sero demiltidos, e obriga-
dos a repor o deaeoolo feito.
Art. 61. As pequeoas faltas do servigo, ou de
disciplina, nio especificadas n'este regulamento,
quando emomettidas pelos chefes de companhias,
serio ponidas com repreheosio, dada pelo chefe
de policia, ou pelo commandante do corpo de
polica, ou com priso at 20 dias, Quando oa-
las forem commettidas pelos demais guardas da
scelo, serio punidas com as seguintes penas a
arbitrio da commandante do corpo de policia :
1." Suspeosio de vencimentos ate 16 dias.
1* Prisio at 15 dias.
3.* Baixa do pealo at 2 mezes.
4*. Limpeza, ou fachina do quartel at 8 dias
aos simples guardas.
5.* Limpeza de armamento al 8 dias.
6.*. Carregar de 2 a 4 espingardas pee 2 dias,
2 horas de manbia, e duas a tarde aes simples
guardas.
As penas nos 6 S cima designadas nio dis-
pensara o paciente do servigo, que Ihe competir
por escala.
Art. 62. O guarda, que, fallar mal de seu su-
perior nos corpos de guarda, ou no quartel, ser
punido com 3 a 15 dias de priso a arbitrio do
commandante.
Art. 63. Nenhum guarda, chefe de companhia,
ou inferior poder exercer eommercio algum,
nem ter casa de eommercio de qualquer nature-
za ; sob pena de desobediencia.
Art. 64. Quardo o guarda se tornar indigno de
pertencer a secgo urbana, por sua m conducta
habitual, e faltas repetidas do servigo, ter baixa
por iofame, declarando-se assim na ordem do
da do coramaodaote do corpo de policia, li Ja
pelo ajudaote com a forga das 3 companhias na
parada, e o infame guarda, postado na freote
ella, em cuja occasiao despir as vestes da com-
paohia, a que pertencer.
Art." 65. O guarda, que fftr preso por mais de
5 das, perdeir um tergo de seus vencimentos.
Art. 66. No imposigo das penas em virtude
de sentenga, quando a pena de priso exceder a
1 anno, ser sempre considerada priso com
trabalho, e o reo immediatamente desligado da
secgo, e entregue a justiga, para cumprir a pena
na prises publicas. A priso at 1 anno ser
cumprida no quartel da secgo, ou onde milhor
convier, segundo entender o chefe de policia.
Art. 67. As penas, que nao excederem a 1 mez
de priso, e as designadas no artigo 61, serio im-
postas pelo commandante do corpo de policia,
sem dependencia de processo, dando-se parte ao
presidente da proviocia, que as poder modi-
ficar.
CAPITULO VIII.
Do processo.
Art. 68. Para a applicago das penas do capi-
tulo antecedente se guardar o disposto no capi-
tulo 14 do regulamento do corpo de policia.
Art. 69. Os cooselhos de disciplina, e de jul-
gamento, serio formados por officiaes do corpo
de policia, na forma do citado regulamento de
dito corpo, fazendo tambem parte dos referidos
conselhosos chefes de companhias da secgo ur-
bana, (quando nao for autor).
Art. 70. Os processos feitos aos chefes de com-
panhia, inferiores e guardas serlo julgados em
segunda e ultima instancia por urna junta, com-
posla do presidente da provincia,' com voto em
C"J de empate, de um juiz de direilo qae servi-
r de relator com voto, e de tres officiaes supe-
raros do corpo de policia, do exercito, ou da
guarda nacional.
CAPITULO IX.
Do fornecimento do fardamento.
Art. 71. 0 fardamento, para a secgo urbana,
ser foroecido pelo cooselho da admioistrago do
fardamento do corpo de policia, de cujo coose-
lho faro parte os chefes de companhias da sec-
go urbana.
Art. 72. O processo para o fornecimento ser
o mesmo seguido no corpo de policia.
CAPITULO X.
Dos sold, e forma do pagamento.
Art. 73. Os vencimentes dos chefes de compa-
nhia, sargentos, furrieis, cabos, e gusrdas, sero
os da tabella juota sob n. 3.
Art. 74. A forma do pagamento, e escriptura-
go para o mesmo, ser a seguida no corpo de
policia, o especificada no capitulo VII do regula-
mento do dito corpo.
CAPITULO XI.
Da eseripluraco.
Art. 75. A escrpturago da secgo urbana ser
feita pelo mesmo systema, uzado no corpo de
policia.
Art. 76. Para a escrpturago da secgo urbana
havero na secretaria do corpo debatida os se-
guintes livros: ftf/J
1* Llvro mestre, ou de registro dos guardas
que compe a secgo.
2 Dito de carga e descarga do armamento.
3 Dito ao registro das ordens do governo.
4o Dito da correspondencia official.
5" Dito dos mappaa diarios.
6a Dito de relages de mostra e prels.
E msis aquelles que forera necessarios.
Art. 77. Todos os livros sero fornecidos pela
thesouraria provincial, sendo o papel, tinta, e
mais objectos necessarios a escrpturago, for-
necidos pelos chefes de companhias.
CAPITULO XII.
Do eroico da rondas e patrulha.
Art. 78. As rondas e palrulhas executaram as
inslrucges, que Ibes forem dadas pelo chefe de
policia.
Art. 79. As palrulhas sero destribuidas pelo
commandante do corpo de policia, segundo a for-
ga disponivel, e na forma das delermioagdes do
chefe de policia, marcharlo do quartel a hora
para esse fim marcada e se apresentario as au-
toridades.
Art. 80. Os com mandantes das palrulhas ou
rondas, alm das inslrucges do chefe de policia,
e das autoridades policiaes, em cojos dislrclos
patrulharem, receborio mais inslrucges do com-
mandante do corpo de policia a bem da disciplina,
com tanto que estas nada se opponham, ou se
encontrem eom aquellas.
CAPITULO XIII.
Ditpoiicoet gerae*.
Arl. 81. A scelo urbana Qcar inleiramente
a disposigo do chefe de policia, que a mover,
e destribuir, como entender mais conveniente
ao servigo publico.
Art. 82. A secgio urbana se aboletari no quar-
tel do corpo de policia, porm em aposentos se-
parados.
Art. 83. No que fdr omisso o presente.regula-
memo, pelo que disser respeito a disciplina, eco-
noma interna, e modo pratico do servigo, se
recorrer ao regulamento do corpo de policia, e
aos regulamentos militares, adoptados no exer-
cito.
Palacio do governo de Pernambuco 2 de se-
tembro de 1861.
Antonio Marcelino Nunes Gongalvu.
Tabella do armamento de cada urbano, e tem-
po de duraco.
Duraco.
Tergado com bainha................ 4 annos.
Cinturio com canana e porta pialla. 3 annos.
Pistola.............................. 10 annos.
Espingarda de espoleta com bayone-
ta doadarme 13.................. lOannos.
Bandoleira de sola.................. 3 annos.
Bainha de bayoneta................ 3 annos.
Escovioha e agulheta.............. 4 annos.
Correias de couro para as ditas.... 2 annos.
Guardas fechos..................... 3 annos.
Martellnho e sacatrapo............. 4 annos.
Secretaria do goveroo de Pernambuco 2 de se-
tembro de 1861.
Antonio Ltite de Pinho.
Tabella do utencilios para enth companhia
ureono.
1 Barril para condcelo de agoa... 2 annos.
Camas suficientes em relacao ao
numero de pragas que bouver de
perooltar no quartel................
Secretaria do governo de Pernambuco 2 de e-
tembro de 1861.
Antonio ltite de Pinho.
Tabella do vencimento do chefe e pracas da,
seeco urbana, creada em virtude da lei pro-
fineta/ n. 507 de 29 de maio deste anno.
_ rieimn Chefes de companhias............... 100*000
Primeiros ssrgentos................. 5OS0OO
Fsarrselsi...-........................;. 509000
Lab08 de esquadra.................. 455OOO
Fencimenfo diario.
^"ias.............................. 1$400
So'dad08 ;........................... Ig400
becretana do governo de Pernambuco 2 de se-
tembro de 1861.
A Hionio Leite de Pinho.
PERNAMBUCO.
1 Caixio grande para fardamento..
2 Mesas pequeas com gaveta......
2 Tamboretes.......................
2 Jarras de madeira para agua......
2 Pas de ferro......................
2 Carrinhosde mi..............
2 Pasaros de cobra................
2 Barras de madeira..............
2 Sarilhos de armas.................
2 Candieiros de cobre..............
Duracio.
20 aonos.
15 aonos.
6 annos.
4 annos.
2 asnos.
2 aonos.
10 annos.
Manos.
10 ancos.
6 anuos.
REVISTA DIARIA.
Quarenta annos marca hoje u relogiodo tempo,
que o nosso paiz despertando do somoo da ser-
vidio, acordou para a vida livremenle social ao
som de hymnos de urna festa de irmos, e nio
aos ribomhos do canhio de urna guerra de ini-
migos.
Urna revolugio incruenta, tendo por collorarios
a libertacio de um povo, e a cooslituigo de um
imperio livre, por cerlo urna dadiva da Provi-
dencia que jamis deve ser deslembrada.
E' um ficto origoal na historia dos povos, e o
dia portaoto que o testemuohou, tambem o dia
por excelleocia para esse povo que assim se tor-
oou livre.
Com effeilo, aioda mesmo no dominio do scep-
tismo, que caracteria a poca actual ; ainda
mesmo sob a presso do pessimismo que hoje se
alimenta em tudo, o corago do brasileiro nao
pode deixar de dilalar-se ao bafejo da aura ma-
tioal do dia 7 de setembro.
O sol deste dia parece-lhe ter maior brilho, co-
res inusitadas o adoroam em presenga de sua
imaginago ; e dahi nasce espontanea a compa-
parago do dia de hontem com o de hoje, dei-
xando para este toda a vaotagem.
Mas ser esta real ou fiticia ?
Todos tem olhos, o os effeitos sao sensiveis.
Deponham todos pois o seu tributo de gratidao
divindade. assim como manifeslem por actos ex-
pressivos do coramemoraco o qoanlo doce
gozar de urna vida livre, a sombra de instituiges
que satisfazem a todas asaspirages, que tem o
merecimeoto por antecedente.
Acha-se designado o futuro dia 2 de dezem-
bro para ter lugar a *xposigo agrcola e inlus-
trial desta provincia.
O edificio para aexposigo o palacio da pre-
sidencia.
Em sua sessio ultima, votou o nosso corpo
legislativo a lei n. 518, que por certo attende a
urna necessidade reconhecida, proporcionando
meios de satisfaze-la.
Esta lei d autorisagio prerdeocia para con-
tractar, com quem melhores vaotagens offerecer.
sem dispendio dos cofres, a collocagio dos carris
de ferro desta cidade para Apipucos, procurando
assim estabelecer a communicagae por meio do
trilitos urbanos, para estes dous pontos, com pro-
veito tambem dos que Ihe ficam em linha e as.
adjacencias.
Ora, sendo sabida a importancia desses nossos
arrabaldes, coobecendo-ae o quanto de futuro
tem ellesde preponderar, conveniente que se
lhes d esse elemento de rpido incremento.princi-
palmente quando nenhum sacrificio custa aos re-
cursos da provincia.
Com effeito, a vaotagem que 'deve resultar de
urna semelhante empreza ; osfructos de utilida-
de publica que a execugo desta lei tem de pro-
duzir, sao manifostos ; e ao.passo que ha de fa-
cilitar o transporte, tornando-o mais barato e
mais rpido, far produzir a zona comprehendida
dentro do gyro, dobrando o valor dos terrenos,
augmentando a importancia dos predios, e des-
pertando o desejo de edificar,
Demais, da execugo desta linha dependa a de
oulras para diversos pontos, scerca de cuja con-
cesso providenciou o artigo 9 da referida lei
consignando aatorisago sob as mesmas condi-
ges. E' visto assim que por mais este motivo
deve-se promover a execugo della em sua par-
te principal ou de iniciativa, afim de que sejam
dotadas outras localidades com Idnticos bene-
ficios
Quem negar que urna linha desses trilhos pa-
ra a cidade de Olinda a nao remoce de sua ve-
tustez, dando-lhe at a faculdade de viver, que
Ihe foi tirada com a remocao do corso jurdico de
l para esta cidade sem conveniencia alguma,
por qual juer lado que ella seja encarada ?
Ninguem o negar cortamente.
E pois, quando S. Exc. tom-se servido de au-
torisages legialativas de igual alcance para o fu-
turo econmico da provincia ; quando com tino
vai pondo em pratica medidas tendentes a tornar
effectivo esse fim, e a dar expansio s torgas
productivas da provincia, niofra de proposito
quelembramos s vaotagens que devem produzir
a execugo da lei n. 518.
Parece-nos, portaoto, convir que a concurren-
cia seja logo aberta, afim de que se obteoha o
fim do legislador na votaco da Jei.
Por portarla do governo da proviocia de 4
do correte, passou o delegado litterario da fre-
guezia da Boa-Vista desla cidade Dr. Amaro Joa-
?;uim Fonseca de Albuquerque, a exercer as
uneges na freguezia de Santo Aotonio, onde re-
side ; e o Dr. Cicero Odn Peregrino da Silva,
passou a exercer estas feoccoes na freguezia da
Boa-Vista, onde mora, por assim o haver pedido.
A' sessio judiciaria do tribunal do eommer-
cio, publicada hontem, aasisliram os Srs. depu-
tados Bastos e Reg, fallando os Srs. Lemos o
Silveira, devendo ser assim lida essa parte do re-
sumo dos trabalhos.
De Garanhuna recebemos os seguintes por-
menores do assassinato perpetrado na pessoa.do>
commandante do destacamento da guarda oaeio-
nal d'aquella villa, de qae j havia noticia nestat
cidade; e publicando-os, ensogamos a respec-
tiva esactidio, que nos asseverada pelo nosso
correspondente.
21 de agosto
Mais um crime traicoeiro e infameounte pla-
ticado, mais um attenlado centra a poasoa d
um agente da autoridade 1..
Sabe Vmc. que ha um destamento. da guarda,
nacional nesta villa. A alguos mezes fora o of-
ficial que o commaodava substituido pelo teoeo-
te Jos Leonardo Francs, hornera, honrado, do
urna reconhecida energa e digno da maior coo-
fianga das autoridades desta comarca o dos seus
chefes da guarda nacional, que de combinagn *
certos de to aprecia veis predicados, o escolhe-
ram para o servigo em que se aebava.
A requisigio do commandante do batalhao da
guarda nacional n. 28 (desla villa) ao Exm. com-
mandante superior e deate ao delegado desta
villa, o digno Sr. Baptista Peixoto, mandou esta
ao commandante do. destacamento, que fossa
prendero guarda nacional Narciso Correa do
Mello, diligencia qae o infeliz pos em principio



" '-
a
11

DiAUO DI rttHAMBUCO; >- SABBADO 7 t* TEMBRO 1E 1811.

ieeiecuc.io, indo acompanhado de lien Vil^M augmenlar-se cenaideravelmente o numero dos
Jo destacamento, em a noite de 19 para 20 do, eleUpres, au Unto quanto possivel na directa.
correte, i casa do guarda, que temi sido por
diversas vezas notificad* para o *ervic>d4es-
ucameuto negara-ae ao cumprimento deste de-
ver, sendo este o motivo justificado dajiriaao.
Cbegados i casa, e futanlo de (orao commao-
Jaote i Narciso, que ee acbav* oa ca*, le
irada por uro tila* dieer ao cearaandante do
destacamento qae4be teste tallar porta e de-
tr*x; o infeliz cabe nesta cilada e o a prosea ar-
ee da potla, recebe um tito tobre-e corceo, que
c rostro u redondamente anorto oohao 1
Nao ludo. O asssatMabre aorta,aaglo-
ria-ee da faosoha, ameaoa eo e aana, chava de
m+llinhas os guateas da analta ame se jaaawm
a* lega, detaande o oeaawer do en uaisier, o
qaal iosultadu pas taino, queaoce-lho da
elgibeira duas ordena que conduzia ; ameaga de
mor te ao commandanle superior e ao delegado,
ae o mandarra prender i
Anda nao eludo. Recebando aviso O delega-
do o Sr. Peiioto, inda nessa luctuosa noile de
sen* neeeattrto diroinuir-se o mesrao tempo os
requisitoslgidos para ser-se votaote, afim de
augmentar-se tambemos devidaproporcio o ou-
mero distes, porque alis^ter-se-hia, em ultimo
resultado, que oa eieitores aeriao pouco malt ou
mnoatts aaim Hales toiasrtas. aasan m ,
ritftiilK pisniregriaataleicio. eaaatnl
esta seis asi aata existir, datvirtua -
umata e systeaae eesUreeto. as, p
naat|alii seedo, o aei
prisseties, eeria cabir-se aata
SWaJuBrtasnele xve soffrngio aieersal, bc yte-
se-ele i lerel da AesBagajM, pereete oatnlre-
enem cesa rnzie t p raemos seseen o i da eeeeaie
le Bisen i
C ewieeaje aiaaa, que reeeitar-se a Meto di-
recta comdJkeu largo circulo de eieitores cons-
tituidos mediante um procasso -em que fiinc-
19 para 20 do correte, rene pressa seis pra-
Cs da tropa de linha do destacamento d'aqui,
que commaodada pelo .lente Maooel Dioni-
zio de Souzs, e vos em busca do sssassino, que a
cese tempo ja nao se achara em sua casa, mas
eo urna visinha, lomando parte em um samba,
inda ]actando-se com em bsesmarte em pu-
nho, do que flzera e sempre terrireiaiente amea-
cador. O delegado pproxima-se, ioiima-lhe a
prisio, o criminoso avenga, mas nao descobre o
delegado a quem procurara com a oncea da sua
arma para o matar, ao mesmo lempo injurian-
do-o : o delegado que o pdJe descortinar ao cla-
ro da la sem ser visto, arrebata urna arma da
mi de um dos soldados que o bsodonaram fu-
giodo para debaixo de urnas arvotea e a dirige
para o assassino ; te-lo-ia morto se quizesse,
mas repellio a consequencia de maochar-se com
um sssassinato nao suficientemente justificado,
por quaoto o sssassino o nao descubrir ; e to-
dos estes movimentos que tiveram a rapidez do
raio e o terror que inapirou o bandido escolta,
que nao obedeceu a voz do delegado, que a man-
dis a vanear e prendero acelralo, deram a este
lempo de se por em distancia e afina! evadir-se I
Hoje acompanhado dss competentes honras
Juueures militares, deu-se a sepultura o cadver
do infeliz e bravo commandanle do destacamen-
to da guarda nacional deala villa, que sacrifi-
cou-se no desempeoho de urna commisso que
aceitara e que como sempro coslumava cumprir
com aquella fidelidade e inteireza propria do aeu
carcter, que tanto o racommeedara sempre
consideracio c estima dos seus superiores. Esti-
reram presentes as autoridades desta villa e
juilas outras pessoase amigos do infelizque
era casado, pobre e onerado de familia.
O tenente Jos Leonardo fui assassinado talvez
por ser o represntente da guarda nacional e da
outoridsde ; e houve quem dissesse que o assas-
aioato devera reeahir no commaudante supe-
lior...
Mais e muito importante resta-me a referir-
Ibe, mas.... cavtant cnsules : nao direi mais.
J2
P. S. O digno Sr. delegado Bautista Peiioto
tem sido incansavel as diligencias, para o fim
le prender o criminoso: a Providencia corde
-com feliz xito os seus louvaveis esforcos, pois
que muito importa que a sociedade seja desag-
gravada, e restabele;a-se o salular prestigio e
moralisac&o que deve sempre cercar a autori-
dade.
Quaoto aos dscolos, elles existem em toda a
parle e sao a sombra uecessaria a um bello qua-
dro l
24 -
Do procedimenlo dos soldados que acompa-
nharam o Sr. delegado, v Vmc. o quaoto esta-
mos mal servido de destacamento, cujas pra-
CMja deixaram fugir em Buique o preso Vicen-
te Ferreira da Silva, quedepota resolveu-se a vir
entregarse, em cuja occasiao foi atrozmente in-
sultado estando preso, pela soldadescas, aqui em
frente da cadeia ; e mais ouiro criminoso, ao
cVgar a esta villa, oada leudo alera disto feito
em Buique, onde fieou em paz Francisco Alves
e todos os mais criminosas, de cujas prises foi
incumbido o respectivo commandanle.
O julz de direilo interino Florentino Cypriano
da Costa requisitou do delegado de Papacara a
rinda por alguos das,para esta villa do destaca-
mento d'alli, e o mandn pdr a disposi;ao do
delegado desta villa, o digoo-Sr. Baptista Pen-
lo, que chegou hotem : o delegado e lodos os
eus agentes inclusive os subdelegados Puntes,
Salgado e capilo Miguel Ouarte e seus inspec-
tores, teem estado om continuas diligenciisnesta
freguezia, assim como a polica de S. liento, lu-
do diligenciando a captura do assassino do com-
mandanle.
25
Continuara as diligencias policiaes pelo objecto
que sabe ; prsume-se que o assassino teoba
eabido do termo.
Communico mais, que tendo o juiz de direilo
interino requisilado ao delegado de Pspacaca a
vinda para esla villa do respectivo destacamen-
to, adro de entrar em diligencias, at hoje nao
chegado.
Entrou hoje no exercuio de juiz de direilo in-
terino, por se achar no gozo de hceuga o Dr. juiz
de direito desta comarca Theodoro Machado, o
juiz municipal Duarte Jnior.
Damos hoje a segunda preleceo do nosso
amigo o Sr. Dr. Silveira de Souza, sobre a e>ei-
co directa:
II
apreciado das candidaturas ansie fcil porque
os eieitores secundarios pouco nunseroeoe peeei
msia fcilmente reunir-se e comm
os candidatos ; e finalmente que'
commodo pelo lado-de sea applica
? fsto responderemos nos, prime
dado mesmo que a ruaior parte dos
marioe eaehaarexptBciente eritatB pa
er e eecether ee jee pdese ser fjsjns
na sem lecalitfede, kso eshe atesee ; poraje* *o
sanaesiseeedsseetnpre peseveie ase qualifle-
coes tescrettde nusaero, oese di eos votantes e
moratJdedee jadependenele.jee eotretaeeeeewe
eriam Mftaeeaeaeceeeeriee deque o
cuso (iissseiim. pete oelseca-loseoima da
Mp(ee te cbese. Seso odas esas qualide-
des eenees lgssses, qesasi impoeervis aaaMl-
ido. o* votantes primeriee coolaeeariaea ser
o instrumento vicioso e tumultuario datormaco
de corpas eleiterees sem sslnr e eem verdade
dedo ; eppelUda. Senhorinha Germana do Espi-
te Meto.
eenteecs.
Ibbbcsco ds Cunha Marreiros; ap-
o da Cunha Cabral.
atenea.
Appellante, Jos Igoaeio de Brito ; appellado
JbsJJsejV||i,ii bre d Met
ciooariam magistrsdes ou corparagoes imparctaes repreientlttTa, trm espantiMio lutuiupativei-com
Ilustradas, e independente quanlo fosse possivel,
e augmentar-se entretanto o numero dos eieitores
deixando -a sua escolha, pelo syslema indirecto,
entregue a maos de eiellido, oo por fies Mi-
tra couss, seno conferir a esla o direito de qua-
lificar a capacidade para o eleitorado ; aban-
douar-se um meio mais ou menos seguro e ex-
cellenle de reiol*er-se o grande problema da
formaeo de corpos eleiloraes coosciencioaos e
indepeodeotea, para pedir-se s sua solugo 4 ig-
norancia e paixoes populares, ou 4 corrupcao e
mos instinctos daquelles que as a^ulam e explo-
rara. Sj pois, possivel que no systema eleito-
ral indirecto o numero dos eieitores seja como
pretende o Sr. Pimenta Bueno, egual ao que se
pode ter no directo, essa egualdade nao ser se-
no numrica, os de um nunca egualaro aos do
outro oo carcter, e as garantas. Seja qualfor
o numero dos primeiros, grande ou pequeo, el-
les serio sempre lilhos de urna qualificaoo, que
alm de outros mulles vicios, conlraditoria e
espuria porque feita exactamente por aqueiles
que nio tem s capacidade para s-lo 1
E' cerlo, como diz o Sr. Pimeot Bueno, que
pela adopcio do syslema directo entre nos, pri-
var-se-hia muitos cidadiosdo Voto primario que
hoje tem, o a muitos outros da capacidade elei-
toral, porque se deveris eolio exigu molhores
qualiflca^oes ; mas que importa isto ? Se exac-
tamente na exclusao da grande masas dos vo-
tantes primarios, e na dos que nao tem certas
condices indispensaveis para serem boos eleito-
tores, que consiste a vanlagem da eleigao direc-
ta ; se a isso mesmo que ella visa, e o que a
recommenda, onde est o mal dessas consequen-
eias de sua adopjao que enxerga e pretende evi-
tar o disliocto publicista brasilciro ? e tanto me-
nos procedeute a sua objeejao quanto se deve
considerar, que se por um lado se restringe a
simples capacidade eleiloral no syslema directo,
por outro augmenta-se muito o numero dos
eieitores de voto real e cerlo, o que sempre vale
mais do que aquella simples capacidade de te-lo,
que alm de j mnito limitada em sua effeclivi-
dade ortica pelo pequeo numero dos eieitores
da eleicao indirecta, ainda coudemoada perpe-
tuamente ao ostracismo na maior parte dos cida-
daos legal e realmente habis para o eleitorado ;
condemnada ouludade na maior parte exacta-
mente dos mais conscienciosos e iodependentes,
que nao recebem mudos e quedos e senha dos
partidos e de suas influencias.
E' isto urna verdade que nio admilte replica ;
em semeln.aute syslema de eleicao nao ha
verdadeiro eleitorado ; oio ha oa Daeio
urna massa de cidadios segura e permanente-
mente reconhecida como activa, capaz de esco-
llier os seus representaules e investida desse di-
reito ; e ah ludo movel, vsriavel, arbitrario em
to importante materia. Em taes condices elei-
loraes ninguem ha, por mais qualiQcado que se-
js, por mais evidentes e solidos que sejim os
seus merecimenlos e sua posicio social, que
Coocluimos a nossa precedente ligio por um
dilemma, com o qual queramos provar que nio
ha meio-termo possivel, sem grandes inconve-
nientes e absurdos, eotre a eleicao directa e o
sutragio universal; verdatJe que nos parece com
effeito iocontestavel, e nio s aulorisada pela
theoria, mas, infelizmente, demonstrada lambem
por urna longa experiencia do nosso systema elei-
toral.
Vejamos agora o valor dos argumentos de al-
guna publicistas, que pretender, apezar dos prin-
cipios e dos factos, ter senado aquelle justo meio
ds eleicao indirecta miis ou menos aperfeiQoads,
e por isso a austenlam e ptocuram justifica-la,
corrigiodo alguna de seus defeilos, eaponlaudj
outros que Ihes parecem eguaes ou msiores oo
ystema directo. .
O Sr. Pimenta Bueno, depois de reconhecer no
seu lireio Publico Brasileo (pag. 195), que em
ihese a eleigao directa melhor do que a indirec-
ta, mus livre e maisisenta da corrupcao dosparti-
e da Influencia ministerial, e que di em resulta-
do eieitores e representantes da nacao mais ge-
liuinos e mais indepeooenles, declara com ludo
em outra parte de sua cilada obra (pag. 197), que
a vista da liberaiidade com que a coostiluicio
deixou nossa lei regulameutar a faculdade de
marcar o numero dos eieitores, pelo que se pode
augmenta-lo. e ter-se assim um corpo eleiloral
egual ao que se poderia ter na eleicao directa,
nao convrn que entre nos se adopte este modo;
eleiloral, porqift, accrescenla elle, (seria isso
privar muitos Brasileiros do voto, quo hoje tem
u oa eleigio primaria, e da capacidade eleiloral
muitos cidadios qne ora a leem. E d'abi
conclue que o que preciso entre nos, agmen-
lar-se o numero dos eieitores.
Como porm, que com semelhaote expe-
diente se removeria.primeirameute, o deleito ca-
pital daquelle modo de eleicio, consistente em
chamar-se para ella as urnas eleiloraes a grande
massa menos qualicada da sociedad com
todo o seu cortejo de pessimos elementos ; e em
segundo lugar'o deleito nao menos essencial que
consiste nio em serem someote poucos os eiei-
tores, de lal syslema, mas, sobre ludo em serem
elles constituidos por um modo que desnatura o
seu voto, e que crea urna eelentidade eleiloral
ficticia, cuja oterveocao delecleria s serve para
excluir de (acto a inlerveaco real e plena da
parte mais moralisada, msis independente e mais
til da sociedade na eecolba dos representantes
da naci ?
Eesa providencia lembrada pele Sr. Pimenta
Bueno parece, so contrario, qee ainda man deve1
aggravar os males que elle pretende evitar, pois
que torne mais ampie o nomero de eieitores que
para esses males contribuem, dos eieitores, final-:
aenle, sabidos de urna origem vioiosa, como j
o Meemos, e cojos rotes o serio lambem mais oo
aneos. Mas, quaodo mesmo assiaa aae aconte-
ea, e por ese meioee faca deeapeareeor ou atte-
ouar alguna dos dafeitos do systema indirecto
melhorando-se o w a oauormattoe deseare Mw tsBoe etttfbei-
. nem ees de feis eeeemoeaa eoesequenciee.i
eee^ e as freude Umulioa do phmeiro grio etai-
Demais, pera on systenn de eleicio ludireata
m existencia do verdadeiro eleitorado, e o pri-
meiro degro apenas pera s elevaco individa e
falsa de a|guns iddividuos sos bancos ds repre-
senlago do palz. Em eguodo lugir que essa
fecilidade de opreciaco de candidsturaa e que
alinde o Sr. Berriat, unta himera no systema
indirecto em que os eieitores sao lilhos de orna
cabala previa, e que sahem das urnas eleiloraes
primarias com seu voto j adjudicado eleicao
de deputadoa bone ou roaos, e qoe muitiw oviles
aio conhecem seno pela basca do cheeou che-
fes da aldeia que os fez, e que os destara para o
luluro como Ibaepprouver; e que circums-
tancia do pequeo numero deeses eieitores em
vez'de poder ser, em caso algum invocada, como
um argumento a favor da hondada relativa do
systema que regeitamos ou de qualquer de suas
parles, pelo contrario como ja vimos, um dos
seas principaes deteilos, e o que mais coolribue
para a dependencia e falseacao de aeu voto; e
em terceiro lugar finalmente que nio es pode
considerar mais commods a applicacoo de um
modo de eleicao, que tem por caractersticos es-
sen cia es a corrupcio e a desorden] ; mas que
quando mesmo assim nio fosse, o ponto, preju-
dicial ua questio de saber-ee qual daquelles
dous systemas se deve preferir, nio o da maior
ou menor commodidade de sua execuco, mas o
das vantageos reaes desta e de seus resultados
finaes; e neste terreno eremos ha ver demonstra-
do que o da eleicio iudirecta nao resiste com-
paragio com o outro.
Nao somos daquelles que pensam que a leicio
indirecta a causa nica de todos os oossos
males passados e presentes, ou mesmo dos mais
graves, ou que pelo systema directo as cosaos
eleicoes se torna na m Vestaes o todos os oossos
representantes de nacao Cales ; e que por elle
se realisara emflm eotre nos o reinado de Sa-
turna. Nio; mas entendemos, em todo o caso,
que grande numero desees malee e muitos gra-
vissimos, provean com effeito desea origem, e
que removida ella eeaea pelo menos seriam re-
mediados e conseguiramos assim melhorar urna
das nossas mais importantes instituices. ao me-
nos quanto isto compalivel com a imperfeigio
detodas ae obras humanas.
E' por esta razio, que respectando embora,
quanlo nos cumpre e a todos, a disposicio de
nossa couslituicao que consagra o modo eleilo-
ral indirecto, tazemos comtudo votos sinceros
para que ella seja substituida pela adopcio do
syslema directo ; e temos a este-reepeito inteira
no futuro eno progresso de nossas luies e ex-
periencia.
[ConUnuar-$e-hm.)
Passageiros do vapor Jaguaribe sahidos
para ot portos do norte :
Sancho Ferreira Gomes e 2 criados, Francis-
co de Paula Queiroz Jnior, H. da Silva Antu-
' nes, Pedro Kibeiro de Oliveira. Joao de Meo-
{doea Furtado, Joio Antonio Cavalcaote e 1
possa considerar-se eleitor nato de seu pz,! criado, Vicente Sancho Ferreira Gomes, Vicente
nem garantido o exercicio de seus direitos politi- Goncalves de Paula e 3 criados, Giocondo Fis-
cos, os quaes se lornam um joguete as mios dos seoa e seu lho, Francisco Affonso Ferreiria
grupos locaes e de seus coriphos ; se hoje, pe- Francisco Rufino de Sinl'Aona, Antonio Alaria
las conveniencias oestes, o aeu nome incluido I de Miranda Seve, Domingos Antonio de S* 1
em urna lista de eieitores, omaohia poder ser
excluido pelas mesmas razos, e por va de re-
gra o ser sempre que antes da eleigao nio hy-
potheque seu voto favor de candidatos, que.nao
serio os de suas sympalbias e coovieces, que
nio serSo os maisdigaos do seu suffragio, mas
cuja adopgio a condicio sine qua, o prego de
sua entrada para o eleitorado I
O corpo eleiloral converte-se
Ae le.
cristos
Silveiee, o
tenga.
BISTRISUI
argador
/fsea.izo ; recori
ealcaem mmim dJeivao e outro.
Ao Sor. eeeembargador Perelt,
crime:
Recorreo le, juizo ; recoeaj
Fortocarreiro.
Ao Sr. desembargador choa Cavalcanti, (
rar.ureo rimej_ -
Recorrente, "Manol Marcelino Paes Brrelo
Luiz da Cesta
Assis ,
o recurso
recostlo, o juizo.
As Sor. desembargador
cnwc ;
RecoTrerrte, o jaizo ; recorrido, Joaquim Fran*
cisco de Paula Estevas Clemente.
Ao Sr. desembargado Lourenco Santiago, e
irecBreo de qualificagio :
Recorreole, Cloriodo Ferreira Catan; recorri-
do, o conselbo.
Ae Sr. deswbrrgadoT Coses Molla, ee re-
curses de qaalifieacfto :
Recorrente, o teoente-coronel Feliciano Joa-
quiin -ees^saDies ^ recorrfeo, x cooselho.
' i hora encetrou-se a seuio.
NOVO BANCO DE PBRNAMBOCO.
leralsme) dio Novo aneo de Pcr-
namhuco
em 31 de agosto de 18*11.
ACTIVA
Apolices da divida publica ...... 573:800S000
Estradade ferro de PedroII...... 104:0000000
Estrada de ierro da Baha........ 89:264267
Depsitos......... 80:0000000
Joias depositadas...... 5:7351280
Letlas caucionadas...... 4:5305000
Letias descontadas...... 2,649:584102
Letras protestadas..... 84:7970506
Reraeesas......... 21:8910479
Banco da Bahia S/C 28-764832
Jos Antonio de Figueirede J-
nior filio de Janeiro) 3:5900646
Aluguel de casa ...... 3500000
Fornecimento....... 7:7660485
Premios de ttulos de ,garanta. 14-6720717
Caixa.......................... 796:637J314
ease oalhalogo monstruoso de crimes nio passa
de um fructo da imaginario porrease dos meus
referidos con-cunhados, e que, comquanto aio
seja eu um homem limpo de culpas e de pecca-
dos. soe todavia iseoto de crimes.
Senaofra, pois, o amor da rainha reputacio,
pela qual devo sacriSeara ultima gota do meu
do
meu eastr, porque
pretende deixer eos
lera e rcconbscioain

/-
di
entao em urna
cousa toda de occasiio, em um verdadeiro reba-
nho quesegoverna pelo capricho e pelo espirito
de concumitancia e de partido reduzido a propor-
ges mesquinhas : os homena aisudos nao o pro-
curara, nem sao para elle procurados, e se-al-
gum, por excepcao rarissima, tem o desejo e o
poder de inlroduzir-se nelle, ou por um acaso
ahi o contemplam, de que servir o seu voto
solado no meio da chapa batida da grey compro-
metida antecipadamente a votar em um sentido
imposto, seoao para exp-lo a irrisio e a ser
proscripto as futuras organisaces dss listas
eleiloraes da sua localidade?
Que valor ou sigoificacio tem o direito polti-
co dos cidadinj, em um paiz onde o corpo elei-
loral, orgodBportantissirao desse direito, nao
formado uorTnas proprias qualidades, nem pela
le que as declara lufficieoies, e que as tem por
nicas e reaes bases da escolha da representado
nacional ? Sob o dominio de semelhaote oidem
de cousas os melbores cidadios teem a couscien-
cia desconsoladora de sua annullagio politice e
descreem das leis e das iosiiluices sociaas
que a aulorisam e sanecionam pela sua impoten-
cia contra as manobras de influencias pessoaes
mais poderosas do que ellas, e que a seu pesar
ihes roubam fcilmente' a mais preciosa das pre-
rogativas do cidadio de urna nacao verdadera-
mente livre e governada pelo rgimen represen-
tativo. Pode-se com effeito dizer affoitemente
que esta forma de governo nio tem existencia
real, senio naquelles paizes em que cada cida-
dio que tem cerlos requisitos, e certa posicio
social, que lbe dio a capacidade eleiloral, tem
ao mesmo tempo a certeza de que em quaoto as
possuirser eleitor, que ninguem o pode arbitra-
riamente excluir da elei suas opinies ou sympalhias, e que eu voto s
depende de sua vontade e de sua consciencia.
Para o que servem muito as elei.ges indirectas
para dar sempre o triumpho eleiloral exclusivo
a um lado poltico, ou tal intitulado, quelle que
predomine, seja por que meios frem, em cada
um dos pontos do estado, e que ahi dispo-
oha das boas gragas ou dos recursos do governo
que estiver de cima ; e consequentemenle para
mandarem s nossas cmaras legislativas maio-
rias, que nao sao senio o seu reexo, maiorias
tao compactas como condescendenles e promptas
em divinisar os erros ou abusos do poder. Nio
nos dirigimos em particular a governo algum.
passado ou presente, nem nossa intengo ac-
cusir o nosso ou as nossas cmaras, que muito
acatamos, e cujos actos nos oio compele apre-
ciar neste lugar. Nem a culpa de semelhanles
resultados daquelle ou destas, do systema ; e
os nio fazemos mais do que>ssignalar, com a
verdade que nos impe o magisterio, as suas
tristes, mas iofalliveis consequenciss.
Nio s nossa a crenga na superioridade da
eleigio directa sobre a indirecta ; estou mesmo
convencido de que ella se acha hoje mais ou
menos enraizada no espirito de todos os homens
pensadores e sensatos do Imperio, e alguos dos
nossos mais distinctos estadistas a tem j procla-
mado altamente no proprio recinto do parlamen-
to Brasileiro. Debalde entendem alguns indivi-
duos de liberalismo suspeito ou degenerado, que
conbalendo a sua adopcio-defendem a verddei-
racaosa do poro, quaodo realmente e susten-
tan] a do despotismo eu a da anarebie que
cem reyes peior. Quaoto a nos qae veneramos
o principio da autoridade em reooeciarmos s
liberdades publicas, que oom elle se ligam em
uniio intima, queremos a eieig direcla porque
elta purifica e garante de urna maneira solida a
sacio daquelle e o exercicio pratico destas.
Depois do qoe temos dito pederamos talvez
dispensar-nos de responder a algumas pondera-
edes que faz o Sr. Berrist de -4ain-Preix na sua
obraDireito Constitucional Franees-'(pag. 371)
em sentido favoravel eleigio indirecta, que
elle julga melhor, ao meaos nos paizes pouco.
esclarecidos; entretanto aqui as reproduziremos
.para dar-lhes resposta em termos muito breves:
pois t na refutacio mais cabal e pleot est j
ifflDlicitamente conllds em toda a nossa argu-
mentacao anterior contra o systema eleiloral em1
questio.
Dtz este publicista a que aqaetles (os voUDtes
a arios] qae nio sio ssss instruidos para
aprecisrem as qualidades neeeisarias a um bom
legislad ot, todavia esli sempre no caso de *s-
colhereSB na sua municipalidade ou districto al-
guna eieitores espetes; que neste syirenja r
criado, Vicente Gomes do Naacimento e 1 cria-
do, Antonio Ferreira da Rocha, Miguel de Aran
jo Dantas, Autooio Rvimundo Gavalcante e 1
criado, D Leopoldina Espica e 1 cranla, Tho-
maz Gomes da Sil'a. seu irmo, um sobrio bo e
1 criado, Jos Joaquim Das do Reg, Francisco
de Paula Santos, Jos Goncalves de Santos a
Silva, Cesario Pereira Ibiapina, Manoel Jos Soe-
res Uuimares, Leopoldo Luiz Hender, 2o cirur-
giio Francisco Antonio Fernandes, Virgilio de
Menezes Leal, John Stwenson, Al-noel Ferreira
de Souza.
---- MORTAL10ADE DO OA 6.
Loopdldina.Pernambuco, ianno?, Santo Anto-
nio; losse convulsa.
Eduardo, Pernambuco. 30 annos, solleiro,
Boa-vista,escravo; tubrculos.
Gregorio, frica, 50 annos, solleiro, escravo,
Kecife ; hidropesa.
ERRATA.
No comnranicado do Sr. Antonio de Moraes
Gomes Ferreira, publicado hontem, alm de al-
guns erros de lettras, que se podem cerrgir na
leitura, deram-se os seguinles :
3m pagina, Ia collumna.na 16a linhaem lugar
de adiamento lea -seaditamento ; na linha 70
onde dizImperiola-seimporio ; linhas
74onde dizciencia tem noticia se bem que
seja, etc.lea soscieocis tem noticia. Se bem
que seja, etc.
Ris. 4,465:3810828
PASSIVO.
Capital.........
Emissio.......
Depsitos da direccao .
Letras par dinheiro recebido
jurosW.. .......
Contas corren tes com juros .
Fundo de reserva......
Ttulos em cauco.....
Banco da Baha N/C ....
Knowles & Foeter [de .Londres) .
Coala & Filhos da Bahia .
Dividendos........
Descocaos de notas.....
Cnmmissio do presidente e ge-
rentes..........................
Commisso do fiscal..............
Descontos...

2,000:0005000
1,485:9205000
80:0005000
60:3255*08
481:5840274
49:2680183
5:7355280
50:8090798
3:2250734
380526
122:0800500
1:1340000
9:3590850
1:5000000
111:4530375
Ris. 4,465:3840828
Demonstrado da conta de lucro
e perdas,
DEBITO.
Despezas geraes ................. 10:6080982
Jutos............................. 209690496
Fundode reserva................. 9:1325255
Conrmissodo presidente e geren-
tes...........9.359&850
Commisso do fiscal. : 1:5008000
Premios de ttulos de garantia... 12:2125146
Dividendos...................... 180:0000000
o ultimo;
tta principal
lilhos; se
e penosa
ilmente
lummia, pr\nci~pe&m%l q
individuo, mmmUdo ds
pmjmt ella i eoamm raio.f
oietta sobre a* altes sorra, ou sokm rvemtfi
gmmUtcaseu poreerte ateo via hojedar-*eem
pentculo, amatando ei urna foK publiee, de
envolta com o meu os nomes dos meus con-cu-
ulisdus que se luiu cuusiliulrlo naus lnimigos 11 -
gadaes, e me feito ama guerra de morte e de em-
boscada, tete eeasples hete de me ter oppoalo,
como barreka, t satisfa^io da cobija srdida e
insaciavel, que os devora, e que era toda em de-
trimento doe legtimos interesaos det lenras or-
phias, suas e minhas cunhadas.
Paciencia; aejam feitas os snas vontade, j
que assim o quiaeram: aua alma, $* palma.
Antes, porm, de entrar na devida apreoiaco
daquelles factos criminosos, que me sio imputa-
dos, e que aae ae echan compreheodidos em
me denuncia, que foi anteriormente contra mira
apresentada ao xm Sr. presidente da provincia
pelo -meu con-con hado Jos da Silva Pessos, de-
vo. bem de minha detea, qudete ter com-
pleta, para que nio palee no animo de quem
quer que seja o menor vislumbre de dunda con-
tra a minha innocencia, analysar as qualidades
dos alleslados referidos, com relsco s pessoas
que os sabscreveram, por isso que forsm elles a
uuica prova eibibida.
Isto posto, cumpre- ae veriucar.se oe signa-
tarios de taes atistalossio ou nio pessoas qua-
lificadas, e revestidas dos requesites, que a lei
ezige para que postam ser boas testerauuhas,
am de que os seus depoimeolos leaham toda a
loroa jurdica, e possam azer prova plena.
Eotre os diversos signatarios do sobredito sbai-
xo assigpado, appaientemente promovido por
Jos Salgado de Albuquerqoe, negro na cor e na
alma, eaistem dez individuos, moradores no po-
voado denoroiuadoQueimadas,o todos lies
merabros d'uma nica familia; seta moradores
na fasenda Cumar, ouemsuas circuravizinhan-
;as, e todos, prenles lambem uns dos outros; e
os demeis com duas ou tres exeepces, morado
res nos pequeos povoados de Pedra Tapada e
atalhadinha, e entrelacados igualmente por los
de parentesco e de intima amteade.
No primeiro grupo observa-se na frente Anto-
nio Bezerra Cabral, autor d'uma morte cruel,
feita por suas proprias mios, com um tiro de ba-
camarte, em um misoro escravo do senhor do
enjenho Agua Aaulna icomarca de Nazareth,
pela qual foi processado.e absolvido ao depois no
jury pelo prestigio eiofluenm de um amigo, cu-
ja reputacio elle hoje abocanha : aiem disto,
geralmeote tido.e havide como homem de costu-
roes depravados, por que leva a vida em sambas
e batuques, at de escravos. tocar violas e gui-
tarras ; como ealoleiro, porque compra e nio pa-
ga, como publico em toda a povoa;io de Bom
Jardina e Imbuzeiro, ende .nio ha urna loja ou
venda, que Ihe fie urna vara de madapoln, ou
urna garrafa de agurdente, da qual elle excel-
lente apreciador; e finalmente, como proletario,
porque nao possue ao menos, um cavado, nem
dinheiro .pata comprar urna sobrecsaaca, tanto
queem 1857, quando eleitor, vio-se forgado i
recorrer i generosidade do Rvu,. Sr. vigario Gon-
gahes Guimaraes, para-este lhe comprar urna;
o que por cerlo, nao contestar o dito senhor.
Alm deste reo de polica, existem outros, que
oio sao somenos, taes como d'ucn celebre Joio
Manoel de Parias Leite, que passa a vida em or-
gias e bachaoaea, e em estado de completa em-
briaguez, como mui bem podero attestar o Rvm.
Sr. vigario Antonio Hygiuo de II. C. Chacn, os
Srs. capites Caetano Luiz Collaco, Jos Gomes
da Cuaha, e todos os demais moradores da dita
povoasao de Bom Jardira ; um tal Jos Beaerra
183:78257
CRDITO.
Descontos........
Juros da garantia de emissio .
Premios de saques e remessas.
159:9470588
23.2590182
5750959
183:7820729
Estado da caixa.
Em ouro amoedado ..... 33:100000
Em notas do thesouro menores '
de 100000....... 8:5990000
Em ditas de outros valores 349:450*000
Em notas da caixa filial do Ban-
co do Brasil......131:7200000
Em notas do No-
vo Banco de
Pernambuco : e>
sendo de va-
lor de 2000000 153:4000000
dem do valor de
1005000....... 108:7000000
dem do de 50$ 9:4000000
dem idem 200 1200000
dem idem 100 5100000
Prata e cobre
272:1300060
1:6380314
CHRONIC* JUICIfcRU.
TRIBUNAL DA RELCO.
SESSIOEM 6 DE SETEMBRO DE 1861.
Presidencia interina do Exm. Sr. desembargador
Caetano Santiago.
As 10 horas da manhaa, achando-sepresen-
tes os Srs. desembargadores Silveira, Gitirana,
LoureuQo Santiago, Molta, Peretli, UchOa Caval-
canti, faltando com causa os Srs. desembargado- J
res Assis e Guerra, procurador da corda, foi
aberta a sessao.
Passados os feitos e entregues os distribui-
dos, procedeu-se aos seguinles
JULGAI1BNTOS.
RECURSO COHHERCUL..
Recurrente, o juizo ; recorrido, Joao Domin-
gues Ramas.
Relator o Sr. desembargador Motta.
Sorteados os Srs desembargadores Ucbda Ca-
valcanti, Silveira e Lourengo Santiago.
Nao se laman coahecimennto.
APPELLAtOES CHIMES.
Appellante, Jos Francisco do Nascimenlo ;
appellado, ojuizo.
Improcedente.
Appellante, o juizo ; appellado, Joao Cardoso
Dsmasceno.
A novo jury.
Appellante, Quitea Mara do Espirito Santo ;
appellado, o juizo.
Improcedente.
Appellante, o promotor; appellado, Joaquim
Marlirrho.
Improcedente.
Appeilanle, o jaizo; appellado, Jos Alves de
Castro o Silva.
A' novo jury.
Appellante, o jnizo; appellado, Francelino Ma-
rianno de Oliveira.
Improcedente.
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Perei-
ra da Silva.
Nullo oprocesso.
Appellante, Eleuterio, escravo : appellado, o
juizo.
Improcedente.
Appellante, ojuizo; appellado, Buriti e Ja-
nuario, escravos.
Improcedente.
Appellante, o juizo
reir dos Santos.
A'novo jury.
C1VEIS.
Appellante, Francisca Mara da Conceicao : ap-
pellada, Catharina Josenha Alves deMe'flo.
Desprezaram-se os embargos.
Appellantes, os herdeiros de Manoel Joaquim
Pereira ; ppellados, os'herdeiros de Jos Fran-
cisco Belm.
Nio se tomou coohecimento.
Appellante, Joio Pinto de Oliveira e Souza ;
appellado, Manoel Janusrio Bezerra.
. Nao tomaram coohecimento.
Appellante, o preto Jlo; appellado. Ignacio
Pinto dos Santos Soaret.
"Reformada a sentenca.
Emissse.
4270i iotas do valor de 200J000
4660 100^000
3220 50(000
53 200000
386 > 10(000
Ris, 796:6370314
854:0000000
466:000*000
161:0000000
1:0600000
3:860(000
Ris 1.485:920(000
O guarda livros,
Francisco Joaqciv Pereira Pinto.
Communkados.
appellado, Antonio Pe*
Os leiloies estario sem duvida, lembrados, que
em o meu primeiro communicado, publicado as
columnas deste Diario, disse que me constava
que um crioulo, official de carpina, de nome
Jos Salgado de Mbuquerque, instrumento ser-
vil des meus con-cunhados, inimlgos meus Oga-
daes, Jos da Silva Pessoa e Canato Jos Pereira
de Lucens, andava por .diversos lugarejos desta
comarca acompanhado pelo ultimo dos meus
con-cunhados, tirar attestados contra s minba
conducta civil, moral e religiosa, maqueando a
boa f de uns, e extorquiodo as suas assigoaluras
outros ; e que podia de antemao assegurar ao
publico, que, apezar de suas estrategias e violen-
cias, elle oio obteria um nico attestado, se quer
de pessoa grada e indeponlente, contra a minha
vida publica e particular, porque, felizmente, to-
dos os habitantes desta comarca, onde nasci, e
lenho constantemente morado, me fazem a devi-
da Justina, por isso qae conhecem perieitamente
os meus precedentes, o meu paasado, al hoje,
escoimado de imputages desairosas.
Pois bem, o que eu ento affirmava, reali-
sou-se.
O crioulo Jos Salgado de Albuquerque, sem
consciencia de si, preelou-se representar o tris-
te papel de testa de ferro dando i estampa no
Constitucional de 23 do crrente 39 attestados
de pessoas sem criterio, sem nome, sem reputa-
So, analphabelas e reos de polica pela maior
parte, para provar que eu aou um mo cidadio,
um moostro, digno das fegueiras da ioquisigao, e
autor de dezenove crimes, cada qual mais horro-
roso 11 !....
Felizmente para mim, j longe vai o lempo em
que se trancava as portas defeza, em que se
cerrava os ouvidoa i uu da innocencia calumnia-
da, e se inflinga, sem maisramissio, nem aggra-
vo, o ferrete da ignominia : hoje os lempos sio ou-
tros, nio se condemna mais, sem ser aculada a
defeza em toda a sua plenitude, porque na Ierra,
em que tremls a bandeira do catholicismo, se
estas sagradas .palavrasajiresampcdo de -
nocencio i em favor do acensado.
Hoje, porianto, invoco, em meu favor, esse
principio salular do direito natural, essa "grande e
sublime conquista da dilisaijao
pouco mate ou manos, para pagamento de seu de-
bito, pede qee ee lornou lego em principio meu
inimigo, preslsr-se com,sea assignalura i urna
tal infamia, que arredo* todavia de si, em presen-
ca do profestor publico Joaquim Theodoro de
Vascoocetlos Aragao, e de urna outra pessoa, de
cujo nome me nio record preaentemente, quan-
4 ser ma atecpellada, eeseverendo-me que
a verdade. ejne Canuto* esaCalgedoios-
orlasaeate com ella desatas* ema noite.
Hiusjasasjtaaauram oes s% ceatt aaa,' eeeitaado sn dt occa-
tostee sata ana inaencq, ene ea nada
Isa poda paaedieex.aas f elleeee bornes de
otatCMnojswa qat,om oaaeio
moderna, pe-
ante o imparcial e jualiceiro tribunal da opiniao
publica, porque pretendo prevar toda luz e
' evidencia, j anta o Exm. >Sr. presidente da pre-
Appellante, Antonio Norbeito de Souza'Leal- fincis, j as columnas Ueste Diario, que iodo
da Cunha, conheeido por Cizuza Rocha, ex offi-
cial dejustiga, se me nio engao, o qual leva
igualmenle a vida em paluscadas, tressuando vi-
nho e agurdeme por todos os poros ; um tal
Beraldo Bezerra de Melle, celebre oa comarca de
Nazareth pelas suas gentilezas, oo que imitado
porquaai lodos os outros signatarios do indicado
grupo, que vive nesta freguezia sob o peso da
maior desconsiderado possivel, e ioteiramente
desprenados por todos os demais prenles, que
seguem estrada diversa.
Vamos ao segundo grupo, em que se deslaca
dentre todos que o eompoem, um celebre bar-
bacas truanecomajor judaote de ordena do
com mando superior, homem de carcter violen-
to, e indiciado, como autor de urna surra barba-
ra, que solireu urna pobre mulher no povoado
MaHiadinha, da qual veio suecumbir, passad =
poucos dias, indiciado mais de haver cortado os
cabellos de urna mulher casada, e de ter ido, ar-
mado de urna peia, casa do portugus Bastos
para dar urna surra em sua mulher, e o nio fez
pela grande opposigo do mesmo portuguez ; de
ter lambem, ha poucos dias dado urna tremen Ja
descomponenda em Umbellina de tal, casada
com Antooio Mendos da Rocha, acompauhadada
compleme ameaca.
E vive, ha annos, amafiado com Joaquina de
tal, hoje viuva do infelizAmaro, que foi as-
sassinado para maior franqueza...
Esse moostro, esse major de bobeias, chama-se
Luiz Barbota da Silva Cumar.
Saiba o Etm. Sr. presidente da provincia, e
saiba o publico, que esse individuo, que s no-
lavel pelas barbas, e os seus irruios e prenles,
que figurara noial abaixo assignado, calando as
torpezas e actos de canibalismo de outras .pessoas
de sua familia, como bem um genro du Sr. com-
mandanle superior Antonio Gomes da Silva Cu-
mar, que se veha pronunciado neste termo, como
autor de urna mor* perpetrada do dito povoado
de Malhadiohe, ( sem ter at hoje soffrido orna
ave Mara de penitencia) preetaram-se atlesta-
rem contra mim, imputando-me as mais horri-
veis calumnias, nao s por que, desde os lempos
da revolusao pcaiaira, que sio meus inimigos,
seoio cono porque o meu con-cunhado Canuto
Jos Pereira de Lucena, abusando da hospitali-
dade, que recebia em casa du um nosso cuciba-
do, morador iiessa capital, e aproveilando-se do
seu somno em urna alta norte, abre-lhe o quario
em que dorma, erromba-Ihe com a sua for;a
heroulea urna das gavetas de sua .secretaria, e
della subtrahe-lhe, alera de outras, urna carta,
que eu havia dirigido aquella nosso cunhado, pe-
dindo-lhe. que quaoto antes maodaese fxzer
minha farda de lente-coronel chefe do estado
maior para peder prestar o juramento da lei,
visto como o cabund do commandanle superior
por mais de urna vez j me havia officiado tal
reepeito, caria esta, que foi por aquelle dito meu
con-cunhado exhibida aos ditos signatarios, os
quaes, cheios de vento e de estupido orgulho, se
estomagaran! por eu haver-me servido de ama
lal qualificagao para com o chele de sua familia,
sem refleolirem, que eu havia asido delta na con-
fidencia de amizade, e para com urna pesso, que
mm outra eu, o que dalla nunca serum sana-
dores, ae pr ventara oiohouveasem em lodas as
familias membros degenerados, como Canelo
Jos Pereira Laceas, qne te tem celebrlsado na
ortica de actos desta oalureza, o que melhor ae
poderi provar com o furto de toda a correspon-
dencia oficial, que ha poucos das praticou na
gaveta do inspector de polica o a le res Joio
Bapllsla de Araojo, irmio do Rvm. coadjutor
detta freguezia, Severino Jos -Bemco de Areu-
jo, abusando igualmente da hospitalidade, que
delle reciba, e revesliodoum lal crime, quede-
nota ama degradacio metal de todos os senli-
mentos nobres e elevados, em alta escalla, e pelo
qual esti sendo proeetsado, por queita peraote o
juizo da delegada, em falsificar firmas, como
ainda se pode provar eem tres letras da quantia
de 3000 cada urna, passadas elle proprio, e fir-
madas pelo teoente-coronel Antonio Malheus
Rangel, contra coja vita lentou em 1849, servil
do-se para este fim de um guarda-costa, de to-
me Miguel da Penha ; em router escravos, nomo
bem oito, que rouboa ao nosso finado sogro o
covonel Menrique detesta de Lucena, es ottees
foram presos na comarca de Naeaveth pelo coro-
nel Jet Porfirio de Aodrade Lima,-que era
naqnetle lempo delegado de polica, e finalmente
em praticar tactos de igutl jaez, trae bem rev-
tam o negrume ds tea tima.
Quanlo, finalmente, ao terceiro grupo, nota-se
Jos Carlos Pereira de Lucena, conheeido por Ca-
zuza Carlos, meu parante bastardo e meu deve-
dor da quantia de dous ceios leezentos e tantos
mil ris, cojos bens te achata depositados, ea
virtude de um arresto que requer ha um me/,
t^totteate meses*, aIsMtt jastaoal 1 1......
notaa-seateu unaCartosdawuza Revate, idio-
ta completo e irmio daquelle, e um Antonio Di-
ohoda Rosae Silva, e antros tambera parales,
e meus desafectos de recente dala pela sobredita
execuco por mia requerida centra ee Penado
indicado prente : nolsm-se aintia qualro pren-
les de Francisco Alves de Lima, 4 anean mtadei
igualmente executar pela quantia d&A>*1Q0f, e o
qual se constituio logo meu inimigo com toda a
sua pireotella, qee nunca patsou de um bando de
al moeres es pis tto okao : notaos-se mais deut
prenlas meus, bastardos, de ornea Manoel Pe-
reira de Lucena e Mello e Anselmo Pereirs de
Lucena e Mello, os quaes j ameacei com cadeia
ou com o recrutamenlo por urtarem milho e fei-
jao nos roQaeos srheios, jogarem dinheiro e talha-
das de queijo palas estradas, edarem motivos de
queijas. como ccultadorea de cavllos alheios
deolro dos maltes, para ee depois preseata-lo
aos respectivos deens, mediente une pequea
retribuido ; e Qnalmenle neta-se n restante, que
como os dentis, secompe de ema caterva de
almocreves Mlphabetee, jogadnres de proftseio,
verdad eir oenlinna, qne serve de pao para todas
aa obras.
Eis a gente orada, que chareta ee meus con-
cunhados para Ueetarem contra miaba vida
publica e particular 1 1_. talo inda e sais no-
lavel em urna comarca onde existe aa grande
pessoal da gurda nacional, um crescido nume-
ro de oulros fuocctonaeas, e mais de eincoentn e
tantos engenhos, cujos pteprietariea represontam
indubilnvermeate riaueaa, a Independencia, e
a honeslidsde, 4 fora um grande numero de ou-
tros fazendeiroa, qoe ee acham na mesma esleir,
e muitos dos quaes se tem distinguido pelas seus
boas servicos i causa publica. Terguoto aos ju-
risconsultos e todos os homens dotados de bom
seoso podem attestados de taes pessoas pre-
judicar a reputacio de um cidadio, que al hoje
nio tem comparecido parante tribunal algum do
seu paiz, quer do foro civil, quer do foro crimi-
nal, e que pelo contrario tem sido honrado e dis-
liaguido pelo governo, com varios empregos de
coofianca, e com distioccoes honorficas? haver
alguma jurisprudencia, que erga altura de pro-
vas jurdicas i declarares graciosas e malignas,
exlorquidas, urna boa fe crassa ignorancia, e
outras solicitadas ao despeito e inimizades, e vi-
ciadas todas por se resseotirem da falta de uocqo
do juramento e da minha contestacio ? Nio, por
certo, porque urna tal jurisprudencia seria urna
monstruosidade, urna negajo absoluta de lodo o
principio de justica, um aoachronismo sem expli-
csco possirel...
Para uio me tornarpor demais eoTadooho, pas-
sarei a dar cumprimeuto ao que cima prometti,
analysando e apreciando os diversos factos, que
o negro Salgado, sob as figuras dos meus coocu-
nhados, me imputou, denunciando-ot pela im-
prensa ao publico e s autoridades superiores.
Quanto ao primeiro tacto imputado atsassi-
nato de Seraphim no lugar do Mofumbo nio
ha urna s pessos, moradora nesta comarca, que
ignore, que Seraphim foi assassinado em 1848,
isto ha quasi treze annos, por alguns individuos
que havendo adherido revolucio praeira, nio
poderam supportar ea perseguirles de lodo o ge-
aero, que ihes fazta aquelle infeliz, que tendo si-
do elevado adrede cathegoria de encarregado
de policia.'.tornou-seo terror ds populacho, pren-
dendo uns, espanesndo outros, denunciando
e afugentando todos com o maior eacaroeci-
mento.
Era tal a odiosidade, que essa iofeliz victima de
sua propria perversidade, havia accumulado em
torno de si, que, quaei lodos os moradores do seu
quarteirio e os dos circumvizinbos, pegaram em
armas, e depois de have-lo immolado, e atterra-
do outros, foram-se encorporar um grupo,
capitaneando pelo nteu celebre concunbado, de
eternas luminaria. Canuto Jos Pereira Lceos,
o mesmo que hoje pretende dar-me autoria
dessa morte, sem se lembrar, que a povoacio de
Bom Jardim fra por elle proprio atacada, fren-
te desse mesmo grupo, deicindo i pos si um ca-
dver, e varios ferimentos em pessoas da torga do
governo 1... Custa-se crer tanta perversidade,
em criatura humanal 1 I Ninguem melhor do que
esse meu concunhado, que duraate o longo es-
paco de 15 annos, foi o meu amigo intimo o par-
ticipe de todas as miohas confidencias, o cofre de
lodos os meus segredos, e para cujo testemunbo
eu boje appellaria, se porveotura sua conscien-
cia nio estivesse suffocada pela grita das paixoes
odenlas qae me consagra, sabe que ea nenhu-
ma parte Uve nessa morte, e que ainda pessoa al-
guma, mesmo os meus amigos adversarios pol-
ticos, que lio crua guerra me fizeram por ler
igualmente adherido aquella revolucio, cercando
por varias vezes a mioha casa, quabrando-me a
mabilta, louca etc., perseguiodo-me comoassuat
sombras, e afugentaado-me at as brenhas, for-
gicaodo-me procesaos por crimes imaginarios,
que foram por elles proprios julgados improce-
dentes, se lemhraram de faser-me responsavel
por essa morte, porque eslava ento na cons-
ciencia de todos, que Seraphim foi urna victima
da revolucio, como foram tantas outras, e que eu
com quanto rebelde, nio podia ser inimigo de ao
homem, que sempre me respeilara, que nunca
me oteudera, como quem linha amizade, e de
quem era de mais mais seu compadre.
To negra calumnia, pois, eslava reservada
aos meus ditos concunhados, peles motivos que
j revelei ao publico I 11...
Quanto ao segundo tacto desfalque por mi
apresentada como colleclor thesouraria, da
quantia 4e 3:6000 responderei : t. que esse
desfalque foi de 1:800J de principal, sendo o res-
tante de juros, e-da nio arreeadac,io dos i rapos-
tos respectivos por espado de alguosmezes, du-
rante os quaes aadei foragido da comarca, em
consequencia da sobredita revolucio : 2." que
para o pagamento do principal dei ao meu escri-
vo, que hoje mora nessa cidade, empregado no
foro, e para cuja consciencia appello, a quantia
de 1:5000, que era eolio o que gmente devis, e
a qual deixou de ser pelo meu referido escrivo
recolrrida thesouraria, como lhe havia ordena-
do, ou pela superveniencia da guerra, ou por ou-
tro qualquer motivo, que nio me dedo agora
apreciar ; 3. finalmente, qoe lodo esse desfal-
que presumido, isto principal e juros, mesmo
os dos meses que nio foram por mim arrecada-
dos, e pera os quaes pareee-me que devia fallar
equidade em meu favor, afim de nio serem el-
les levados em linha de conta, foi por mim promp-
la e integralmente pago, sem ser preciso aier-se
execuco em meus bens, como coosta do recibo,
qae tenbo em meu poder, e como se pode verifi-
car naquella repartirlo.
Ora, nio devendo ser eu responsavel, nem por
eulpa Ievis9ima, pela nao effectividade da entre-
ga thesouraria da somma confiada ao meu es-
crivo, por quem sempre mandara realisar os pa-
gamentos vencidos; tendo pago ludo quaoto se
me cobrou, sem pedir abates a quem pode con-
cede-los, nio tendo me furtado, nem me sub-
trshide esse pagamento, que foi retlisado logo
que mo foi competentemente exigido, merece, e
devo ser increpado de ter desfalcado os cofres
genes ? Pois ha desfalque, quando se recebe,
rem-do principal e juros da lei, as porceotagens,
que me deviam caber dos metes corresponientes
a um anno, que arrecadei como multa da nio
realisacie do pagamento ne lempo filado 1
Pode esse tacto, todo involuntario, constituir
para mim um desar, quande todo paguei com o
meu dioherro, eem sacrificar aos eus fiadores ?
lia, pois, alguem que de sangue o aisla de
taes razoes que sao pr.ot>at provadas, supoile urna
lio atroz injuria?
Ea faco um appello solemne aos coraQoes gene-
rosos, ana harneas que presam e acataa a sua
honra, tanto quanlo a dos seas semelhanles, para
queme respondan].
Quanlo o terceiro tacto-- daofo de ****-
vallo de autamUtjpr mim feita ao mtu tersada
Jote francito dt Souta iataravntwnaf respon-
de re. que*eojel||alA4ccusAeicA6 aaoaaUaia-
rallelasnjs que seaaguem. Aprecie o publico,
anda nata vez erveisidaitadoa aeusnetraa-
tores, e considera te aoiae alias existo ou non o
planas eadenuauiaem laenpraeiM ooaiau-
aicado a qua eiaa Iludo, 4e ohleiem por
-*
-.::

M
k.
-
-------
------
---------I-------------
______


7.

ato Ira ieftatat a minhi deraissio do eargo de
subdelegado de polrato, que ha cinco toa** car-
io. de- alienaren-tea a estima coosideraco
qae gura otra os oran eomarcoet, para tobre m
eaa dtstrogos ecgaeram um etltmr de burro,
nalte coltocarem am idoia, qua eonfornre o sopro
es ?aaios, taoarrua ou deixa 4* imernitmr a
c*fa para poder melhormeate Iludiros iacaatost
H pouce ib liad mu, veto em eojeilo ae roa
quenar, que oa poder de um morador do oacje-
pho Boa Espetadla, ae ceba am earalto n
Ihe per teocia, e que ea houvratedo mandar bua-
ot-le a de conserva 4o am depotito at que trea-
xaese de sedo oa tena dacaarautoe. para a*
preseoga dalle requerer-ma tua entrega. A'
aislada tal dedareco, mtndti incontinente tra-
aer minha preaeact o sujeilo e o animal indica-
os ; a reconheeeodo na peaaea que se me epre-
sentou, um (ai Joo Bvaagelisla lido e herido por
um radio e peralta, ao tireduvida algumaem
andar depositar o animal, que el! coaduno,
Iavrando-s& logo, o respective termo, em qae ae
assignou como depositario (-documento u. t) Joo
Lopes Delegado Leal, senhor do eogenho Monta-
Alegre, capito da gaarda nacional, 2* suppleote
do delegado e 1 sutplente de subdelegado de
disiricto do Boqi Jar|aira, peatn prob e honra-
da, e oonaegnintemente maia que idnea para
servir de depoaitario de um ctvtllo. e esse qutr
eao Tena e ordinario.
Asstgnsda o depasito, remettido o cavalto
para o engenho do depositario, este, diat depoit,
escreveu a (atoramaeoae, aeu vixinho, compadre
e amigo, pera que Uves eeae cavallo em aeu pe-
der at ojee elle Ihe fosse exigid, visto nao pe-
der coQSdrca-lo em eeneeraado, que ora um ver-
dadeiro carroteo (formaes palavcas) e no qual
corra immiaente risco de vida, atteoiaa sea ma-
greza (documento u. 2).
Ora, em faea dotase documentos a da existen-
cia do animal de que ae trate, o qual nao morreo
era foi alienado, come duer-ae e> alleslar-ae, e
atteatar-se m distancia da dote e mais leguas,
que eu da dosgto um meu escsivo de umca-
rallo de ausentes ?
E dando de barate, que ea tiease am tal pro -
ce Jj meato, digno por seos drida da terete pu-
aico, perguate, e qual a razio porque Antonio
Bezerra Cabral, meu inimigo, man sappleote de
subdelegado, que por rete tem estado em exor-
cicio, e que contra mim atiesta todos oa tactos,
sem ao menos aalrar o deque ota occupo ; nao
mandou tirar esie cavalto do poder de lnteram-
neose : e nao mandou deposita-lo na forma da
le ? Por ventura ees ente, cuja perreraidde
toca meta, neo te denuncia cerno prevaricador,
dando o attestadofqae den ? So cnmes da nalure-
za deatea. e outros queijandos, encontrara oa meus
inimigos para me laagarem em resto.
Quanto ao quarto poeto btttas de tsenles por
mxnha ordem contra ferradasresponderei, que,
nao ha um s Sr. de engenbo, morido por ani-
maos, nesla comarca, a por ventura em toda a
provincia, que ignore, que raro o anoo, em que,
mandando conduzir ae anas beatas ao serlo, onde
se costume refaze-laa no lempo invernoso, n3o
encontr augmento ou diminuido em seu nume-
ro, em consequeocia do transito, que se costuma
dar pelos caminaos ; e que essas beatas, porten-
cenes lotes estraohoa, em rez de se mandar
entregar autoridade competente, como bens de
ausentes, muitos oetlumam carmbalas do quar-
to esquerdo, (onde, como se sabe, nio te ierra
animal algum) para nao se mislurarem com oa do
engeoho, e serem no Um da safra soltas nos mea-
mos pastos, donde vieram, am de l serem en-
contradas pelos raqueiros dat (azendas, que
ellas perteocem, ou por outras quaesquer pessoas
a quem te imcube desse irabalho. como ltima-
mente succedeu com duaa beatas miohas, que
haviam don aunos se linham descarriado do lo-
to, e foram appreheodidaa pelo Sr. Vicente Fer-
reira de Vasconcellos, orno sao testemunhas os
ditos meus con-cuuhados.
Pois bera, este costume antiquissimo, hoje
convertido em capitulo de aecusago conlra mim,
por haver mandado, ha tres anoos, se bem me
record, carimbar no quarto esquerdo, e nao
contra ferrar, como assevera o nsgro Silgado,
sob a$ figuras dos meus cou-cuahados.uma besta
russa e urna poltra alaza, as quaes sendo remet-
alas 00 lira da afra com as beatas da fazenda,
nao voltaram mais no anno seguinte, como sao
testemuahas o proprio Pessoa e dito Vicente Fer-
reir de Vasconcellos com retaceo urna dellas,
e Juvenal Lourengo de Mello, vaqueiro do dito
Pessoa, com relsgo outra, porque recebeu-a
para soltar com as ds fazenda de miaba mana e
sogra l 00 serto.
Como, pois, se inrerte e se adultera um Tacto
to commum, e se procura confundir cousas te
diversas, idea to opposlas, como carim&ar e
contra-ferrar t Parque que se arrigimentam
as paixes ruios com tanta obstinado para me
devorarem e me consumirera ? porque que se
procura com tanto afinco, com taes alicantinas,
chamar o odioso tobre mim 1
Porque sou ro de um grande crime, para o
qual nao ha esquecimento no co nem na trra ;
porque nao consent, que Pessoa e Canuto des-
poj issem urnas pobres orphas, su as e miabas
cunhadas ; porque nao consent, que por mais
lempo um negro velhaco enchesse o seu volumo-
so abdomen, custa de michas economas ; por-
que de eccordo com os meus amigos, de ambos
os credos polticos, nao consent, que um pugillo
de caloteiros, de merca lores de rotos quem
mai3 drfossem revestidos do honroso cargo de
eleitor ; porque, finalmente, em urna carta coa-
lidencial, roubada no regaco d'amizade e ds hos-
pitalidade, commet o horribilissimo crime, o
monitruosissimo peccado de chamar ao inclyto
commaodante superior deste municipio CA-
BU.NDa' !
Quanto ao quinto facto imputado, isto tereu
mandado contra-ferrar \gados pertencenles ao
casal de meu finado sogro responderei, que o
Sue pratico, nao costumo negar, anda que a con-
sso me seja adversa, porque nisto entra muito
de habito e de educago, e esta no homem urna
segunda natureza. Assim, pois. declaro ser ver-
dade, ter eu mandado contra-ferrar duas vaccas
e quatro garrotes do dito casal, e isto por ordem
de minba sogra, como provo com o documento
sob n. 3, porque, dous aanos sotes da morte de
meu dito sogro, emprettei-lhe duas raccas e ou-
ze bois para o maneio do seu engeoho, e por sua
morte haviam morrido desse gado seis cabejas,
como nao podero negar os meus proprios coa-
cu nhados, que, estando j perdidos e desacredi-
tados na opinio publica, procuram arrastar-me
em sua hedionda cauda.
Quanto ao sexto facto venda de um avallo
ausente ao desertor Silvano responderei, que
verdade ter en trocado um cavalio com esse
homem, mas que, nern esse homem desertor,
nem o carallo que Ihe dei em troca, e o qual ain-
-da se acha em sen poder, propriedade de au-
sentes.
Que Silvano nao desertor, prora-seIo, por-
que em todas as listas de desertores, da secreta-
ria da polica, nio se l o seu nome ; 2o, porque
ha dezeseis aonos, que elle morador nesla fre-
guezia, que por elle percorrida em todos em
seus pontos; 3, porque, desde esse tempo al
heje, anda um s dos meos antecessores nio o
perseguio como tal ; 4?, porque s boje que
me consta que o individuo de quo se trata de-
sertor, e isto mesmo pelos attestados que
respondo, muitos dos quaes sao de pessoas que
Duoca o riram, e que nem por tradicio o co-
nhecem.
Que o carillo em quettio. nao de ausentes,
prora-se : 1*, porque publico neste lugar que
este cavallo foi por mim comprado e trocado por
um outro de Silvano, e nio rendido este, cono
calumniosamente ae diz ; 2", porque esse carallo
tanto me perteocia legtimamente, que por mui-
to tempo o tive por emprestimo em poder do
meu proprio con-cunhado Canuto Jote Pereira de
Lucena, meu calumniador, qae usufruio os seus
servidos ; 3o, Analmente, parque o arrematante
dos bens do ausentes, o teneale-coronel Antonio
Matheus Rangel, risinho de Silvano, nunca pro-
curou haver esse cavado como sea, apezar das
denuncias, ou antes dos boatos calculadamente
propalados pelot meus detractores, porque veri-
ficou. ou devia verificar que eaae animal nao per-
tenca aquella classe de beot. Ora, provado
como est, que Silvano nio nem nunca foi
desertor, provada orno est,, qual a verdadeira
origern de cavallo de quo se trata, como dizer-se
qua SHvano i desertor, e que o cavallo que com
elle troquei de ausentes ? O desaggravo desta
e das demals calumnias, espero em Oeus l-lo
muito breve, chamando peranteo tribunal da jut-
tiga tos defamadama da motandera e reputa-
ci, qae felizmente nio p'SaVtdrmanchada pela
baba peganbeata de lio vis reptil.
Qaaoto to tetimo tacto protecci* por mim
dada em meu engtnko aoa daiartaraa Ftortncw,
SUnmo tJhixo de
trata atetada,
dbreir, ataos sobredi toa inrvifaos nio sao,
nem nunca foram desertores, ji porque as teus
norata nio te acham contemplados em urna s
4w lista, rametlMt d* secretoria da poHatt, j
parqueaaset iniividuot, ha quasi dezeseis tuno*,
anda nio arredaram p deata freguezia,, cojos
pontos sao par altes diaria e oitontivametrte per-
corridos, j- fiaatmmte, por?u dorante a ador-
niatracoea paliclaat dos meus anteceasoret, a sa-
ber : Major Jos Gietano Pereira de Qeiroz,
teonte-corone! Drban Jos' dd"MaHo, Joti'Cbr-
[ rea Taveira de Mello, teoeato da primeira Unh
Joaquim Cardo o da Costa, dito dito Ignacio Go-
mes de Si Quetrot, tenente-eorooer Joaquim An-
teoio CorrSaGaiao, e n tuppltnaiat dos ditos
Gailtt, Tavoira e minha, a saber, Mathias Gon-
calves de Aquioo Guarra. Joio Lopes Delgado
Leal, Henriqee Luit de Parias, Jos Thoraaz de
Aquioo Pereira e ANTOMO BEZERRA GAIWAL
esses individuos nunca foram como taes perse-
guidos, nem pelo proprio Antonio Bezerra Oabral,
que o denuncia coma prevaricador, parque, at-
tesUodo que estes homens eram desertores, nun-
ca mandou urna s diligencia contra ellas, como
publico e iotorio ; 2*. qua Ulso e calumnia
revoltante, que taes individuos, excepctO' de
Florencio, sejam moradores na mea enganha, aa
em trras de minha propriedade, para o que de-
sarlo-os do modo o mris positivo i virem provar
o contrario ; 3, quo eaae Florencio (i respeito
de quem dero ser mais explcito, por laso mes-
mo que hoje meu morador) viveu por muitos
anoos am compaohia do finado coronel Lucena,
trabalhando para sustentar a urna mulher e a oi-
to tilhos ; o que nao cootettarao certomente os
ditos meus coo-cunhados, menos que queiram
infamar a memoria do oosso sogro, como protec-
tor da criminosos ; 4, qae publico e notorio
em todo este lugar, que no anno em*que para
aqu me mudei comprei Aleixo de Franca, pela
quaqtia de 95$, os animaet (ua> dos quaes era
uu poldrinho qua anda mamava), que 01 meus
calumaiadores attestam terem-me sida dados pe-
lo tres presumidos desertores, em remuneragao
de proteccio, quando sabido e hade ter provado
em occasiio opportuna, que os referidos animaes
pertenciam exclusivamente i Aleixo de Frauga,
e que ea nesse tempo anda nio era autoridade
policial, e nio poda cooaeguinlemento prote-
ge-los.
' Realmente, fico pasmo ante urna tal accnsa-
cao, feita pelos meus con-cunhadosJos da Sil-
va Pessoa e Canuto Jos Pereira Lucena 1 I Jos
da Silva Pessoa deouuciar-me, como protector
de criminosos Je de desertores, quando ha poneos
das remellen para o engeoho Baixa-Verda, de
seu lio Diogo Velho Cavalcanti, pai de seu cu-
abado Plinio Cavalcanti de Albuquerq-te, mora-
dor na comarea de Nazareth, um desertar de
nome Aotonio Ferreira, vindo de Ierras da Ita-
oheoga, comarca de Po-d'Albo, sob o nome de
Antonio Joaquim, cuja captura me havia sido
recommendada pelo Sr. Dr. chefe de polica, e a
qual s deixou de ser realisada porque elle o ti-
nha nos limites da provincia da Parahiba, com o
districto de minha jorisdiee.ao, e foi avisado de
que eu tramava eata captura quando publico
nesto lugar, que elle era o protector de Manoel
Gomea, quem remelti preso como desertor pira
essa capital, onde foi reconhecido como tal I...
Canuto Jos Pereira de Lucena denunciar-me,
como protector de desertores, quando publico
em toda esta comarca, que elle sendo preso nes-
sa cidade no da 2 de feverero de 1849, e re -
mellido para o Rio Grande do Sul, ahi astentou
praca, desertando algas metes depois ds haver
jurado bandeirt I Qual esse criminoso, ex-
cepcio de Canuto, que tenha vindo se oslabele-
cer em meu districto, depois que fui nomeado
autoridade policial? Os apontadosesses j tqui
existiam, e ninguem ainda provou, que alguns
delles seja realmente criminoso, e nao justo
portanto, e nem curial, que se abuse da prisio
preventiva contra pas de familia, que tem vivi-
do at hoje tranquillos em suas casas, dorante
um lio longo espago de tempo, sem terem sido
incommodados por um s dos meus antecessores.
Quando se provar que ellos ao realmente cri-
minosos, ou quando receber alguma requisigio,
fijuem certos os meus calumniadores deque hei
de prend-los; do contrario, nio ; porque os
desertores nao trazem na testa sigaal algum que
os tornem conhecidos. Sei bellamente que, co-
mo autoridade, nio poda ter Canuto sob minha
proteccio : mas o que havia eu de fazer? pren-
der um meu con-cunhado, presenciar a desola-
cSo de minha mana e sogra, e de toda a sua fa-
milia que minha lambem ? Nao ; tanto nao
chega o meu catonismo ; outros que cumprissem,
ecumpram o seu dever. Estou certo que todos
os homens de bem, que os meus^superiores mes-
mo, louvarao o meu procedimento, e condemna-
rao os dos meus con-cunhados.
Quanto ao oilavo facto consisto elle em ter
eu tomado ajorca dearmas um parl pertencen-
te ao ne groSalgado.
Priocipiarei por declarar, que o facto em sua
esseocia verdadeiro, e que apenas contesto as
circomstancias com que o revestirm, isto que
esse parl era propriedade do tal negro, e fora
por mim tomado com quarenta e tantos homens,
todos armados dosps cabeca 1 Forte miseria I
0 occorrido respeito cousa muito simples. O
crioulo Salgado,|tendo contratado o fazimento de
um engenho com Pessoa, (nao obstante nao ha-
ver ainda coocluido as minhas obras) calculou de
si para si, l em um bello da, que um parl,
com quanto incompleto, que liaba dentro do car-
ral das bestas, ou em suas immediacoes, poda
muito bem Ihe servir para seus arraojos, assim
como para os seus desabafos comigo, e com a
maior sem-ceremonia deste mundo, como se nao
reconhecesse a sus posicao de mestre de obras, e
nio de dono dellas, sem me dar o maior cavaco,
manda encangar urna junta de bois e puchar do
curral o dito parl, que segua caminho do lugar
destinado oelle se construir o engenho de Pes-
soa : e tudo isto succedia sem que eu fosse sabe-
dor ; mas eisse nio quando por caiporismo, sem
duvda, do negro insolente, e dita minha, sou
informado de urna semelhante violencia, e im-
mediatamente sem querer saber de mais cousa
alguma, fiz esbarrar quatro individuos, que me
carregavam canoas, e acompanhado delles sahi
em seguimentodo perturbador da minha proprie-
dade, o qual foi por mim encontrado ainda em
trras do meu engenho, e obrgado 4 reconduzir
0 parl para o mesmo lugar de onde o havia ti-
rado. Pergunto aos doutos e aos entendidos na
materia, usei ou nio de um direito, que me con-
cede a lei? devia ou nao defender a minha pro-
priedade, da qual me achava de posse ? Respon-
dam-me, e qualquer que seja a sentenca, dar-
ma-hei por satisfeito.
Quanto ao nono facto consiste elle, em nacer
ett abusado da confianga em mim depositada pe-
lo dito negro, por quem mandei duplicar urnas
obras, que com elle havia contratado por urna
escriptura publica.
Por toda impugaacio urna tal accusac.5o, li-
mito me dizer, qne este facto urna verdadei-
ra calumnia, provada hoje por urna sentenca, que
obtive no foro civil desta comarca, e da qual te
evidencia, que eu fui victima davelhacarla desse
carpina, que leudo de mim recebido perto deon-
ze cootoa de res, como provo com os recibos
que esli em meu poder, para me construir urna
bellissima obra, ainda nio a concluio, e o que
tom feito acha-se ameacando ruinas, como bem
sejam alguns dos pilares, que esto ja desapru-
mados, as bicas e mais de sessenta caibros com-
pletamente podres, esem terem ainda um anno
deduraco, como tudo consta de urna vestoria
que procedi.
Isto ainda aio tudo, por que quasi todas a
telhas com que cobrio a casa do engenho dissol-
veram-se ao primeiro p d'agoa qae cahio, dan-
do-me de prejuizo um tanque cheio de mel, que
foi convertido em garapa, e perto de 400 pies de
assucar em mel, e ludo isto succedeu por que vi-
vemos em um paiz em que o artista nio se re-
caa de ser por una vez ereammanaado, quando
nio cumprir com suas obrigacdes, visto como
tem certeza de que o trabalho nio Ihe ha de
faltar.
Ha, pois, maior audacia do que a dessa escoria
dos artistas, em dizer, que eu a-busei de sua con-
tiene*, mandando'duplicar obra, por qae achou
alguem mal intencionado que Ihe dittessa, que
1 escriptura de contrato se presta va a esse sub-
tevfagk) miserevet qte nem tei qualiBcar? nao
setf aitda audacia oucjrniemo seo, em dizer que
bouve abuso de coaftanca de miaha parto, ata-
do eu, tuppondo pelo sea jesuitismo e falla ar-
restada, que elle vafease alguma soasa, como ho-
mem, e coma mostr de aras, apar da dar
camprlmento i tota at eorrdrcoat do seu contra-}
to, conflei-me ementa labias e flr-lhe entrega,
atada ao meio ia ara da quaulla de l-5Wff, a
qtR* pala escriptara s 'drverft
>
Ha-Iat tf* maft urna atacara a tatito
abo dito.
Qaaoto ao dcimo facto coesrito He r eu
rtwaar att tararte dos Mat laartaJera, e o it>
lawot dos mea* jornsfetrw I
Declaro q o neo desea da altura am queme
amata a miaba dignidad* pwt defender-me> de
ama ti* ltame palacio, toggeiMa pala ima-
laaea parraraa da Patata, datpeitada por ver
. M

(4
tot^aatamarrgec., tojo mo dta trevaa, esta Guerrt, da quem Petiea se declarou logo in*-,.
gogratuito e figadal, matando-lhe
**'"' a*-no eorpo, tnba ntlmacomot
*"f" dltoa^mwtIlile.flittmCTtnao,
dwto dcieabeHac erricadoa- orno w do torco-
asi** ou do Ajrtao, e oafr maca eneephaliee
6 toda comaatta o* cerebtto, tem aa trguoirta
largaafMes salpicadas, aqui e all, da peqtrenat
maBChaspretas, que tornara hedrond* a sua ca-
ra, com 4akn largos denles salientes na
leue racadoa quaai diariaoMoto trtbatotdoa frente semelhtnte tosdocaod"i, e com'me
ntot atogtdat. qw etta aa eacootra, e I vez, era manta tstuearada, c 00 f tente a ptatoa
a quero se dirige, (principalmente se dalla de-
saber que tenho desde o anno poetado m mee
poder vtrios tttesttdtt dot mait importiete ci-
dadaoade S. Vicenta-, tbeatre da toas facanhse,
attesUndo contra elle, estes meemos factoe, que
ag*rt me attribue. Rettt-me a coasola^ao de
que na lei encontrarei desaggravo tamaatia in-
juria.
Quanto ao 11 facto consiste elleem ter Hdo
en meu poder, titulo de dmertor, sabendo que
eraescravo, 9 qual o seu verdadeiro nome, um
moleque de nome Julio, perlencenU ao Sr. Dr.
Domtngos de Souxa Lelo, e que se use moleque
nao fugisu para a pocoacao do Imbuteiro e l
ao fosse preso pelo inspector e soideieoado t/>-
plente Vicente Ferreira de Vasconcellos pessoa
honrada e proba (00 que estoa de aecrdo, e
anda accresesato incapaz de um mentira, mes-
mo por zombam) talvez elle nao tivesse sido pre-
so por que eu s tinha-om vistas usufruir os seus
servxcos.
Felizmeate a Providencia nio dorme I.... Ve-
jara os leitores e admiren] o attettado sob n. 3,
passado pelo proprio Vicente Berreira de Vascon-
cellos, amigo intimo de Pessoa, que oust dizer,
que o cabra de que se trata, no acto de ser presa
declarou-ma qual a sua verdadeira cndilo e
1at seu verdadeiro nome, e no entretanto
elle Pessoe* que nesse tempo morara, por assim
dizer, na mesma tata, em qae eu morava, e que
va e contemplara com os seus olhos, que eu
tratara aquello cabra orno livre, ptgando-lhe o
seu jornal, chamava-o polo nome doMaboel lem-
po depois de haver elle sabido de ratona casa 11
E nao so- ittoquerendo especular com eWe,
trato de teduzi-lo, trredando-o de mioha com-
paohia, e remetle-o, ou melhor, encaminha o
para Caruar, casa de um sen prente, que nao
goss de boa nomeada, e com um pasaporte pas-
T*fTD por sua letra- njLS SE!* SA ASSIGNA-
TUKA 1 I !....
Ora, se verdade, ter Julio declarado no acto
da prisio (que foi toda casual) qual a sua verda-
deira condico, e qual o seu verdadeiro nome,
como que Pessoa que quer ser estylete da per-
vercra-, o denunciante de todos os crimes Huma-
nos, em vez de remette-Io para a casa de seu se-
nhor, oocaminha-o para Caruar, para casa des-
se aeu parete, que nio gosa de boa nomeada-,
que j tem sido indiciado por vezas, como tadrao
de escravos ? como que me-nSo acooselhou
para cumprir com o meu dever, sendo ainda nes-
se tempo meu amigo ? como que nio declarou
ao dislincto Sr. Vicente Ferreira de Vasconcellos
seu compadre e amigo intimo, seu medico guan-
do o pul^o Ihe est no subaco, que esse cabra era
livre e se cbamava Julio, e que tudo isto elle me
havia declarada no acto da prisio? porque con-
sentio que aquello seu amigo, que aquella autori-
dade tivesse por espaco de seis mezes como en-
gajado um escravo alheio?....
Dicant Paduani, e diga o proprio Sr. Dr. Do-
mingos de Souza Loo, quem Julio certamen-
te coofessar tudo quanto se passou no caso de
se dignar de interroga-lo.
Quanto a) 12 facto consiste elle em proteceo
por mim dada 1 desertor que acompanhou
ao tenente-coronel Antonio Matheus Rangel, em
sua fuga de Santo Anto, e o qual se aena pre-
sentemente em casa do meu escrivo Jos Fran-
cisco de Souza Interamnense, que i meu asses-
sor, amigo ex eorde e director.
Affirmo ao publico, qaem mais tarde hei de
provar com toda a evidencia, que esse individuo
nao nem nunca foi desertor, menos que se
me nao provoque os guardas nacionaes destaca-
dos, que abandonara sem liceuc o seu posto,
sem ser em tempo de 8uerra, deven soffrer a
pena destinada ios desertores do exercito. Quan-
to allegajio de ser o meu escrivio o mea
amigojex-corde e director, responderei, que quan-
to amizade que elle me consagra, esta muito
me honra, porque nasce ella de um homim de
bem, geralmente estimado e apreciado pelos ex-
celentes predicados que o enobrecem, e que
quinto sua asseasora dever do escrivo
advertir respetosamente ao juis, quando este Ihe
ordena alguma cousa que i eonlraria ao seu re-
giment, e tomar conta de todo o seu expediente.
Que, portanto, debaixo deste ponto de vista con-
fesso ser o meu escrivo o meu directordirec-
entregar-lh
frwf. atas1cata recta quando elle ara- aprsenteos* a referida obra,
. %un poiro mala do outro promata pela chav, e eu a tchatse do meu gos>
alatio, emremutMracaodwaprtjt4Cfo,nioo9.li9l p*r no esta n contrario mandar vltto-
toria esta, que aprecio pela iatelligencia e leal-
dade que a caracterisam.
Agora, o que eu, leigo como sou, nanea sup-
portaria, era a tutella de ar&as de couco, cujo
organismo arruinado pelas estravagancias de sua
vida libertioi^meacaa cada iostante cora a dis-
soluco total, de um 6ar6as de couco, que tem
tanto de granito na intelligencia, quanto o tem
00 coracio ; de um barbas de couco, emfim, que
a causa primordial de tudas as dissences de
minha familia, e cujo nome execrando amal-
digoado dia e noite pelos orphaos e viuvas de
dous infelizes termos que foram por elle devas-
tados, como o Egypto pelos gafanhotos, ou Jiva
pela peste negra.
Finalmente, um mameluco da ribera, almo-
creve de p no chio, com as veotss constante-
mente cheas de negro e ftido muco, peadeole
sobre os seus grossos bei^os, intitulaado-se hoje
senhor de engenho sem possuir um s es-
cravo, sem ter um viniera na obra que nio val
dez res de raelcuado, j pelo tamauho, j pela
qualidade, a qual sendo vendida mesmo com o
seu intitulado domno, nao chega para pagameuto
do que elle deve, quiz cantar- me o Requiescat
\n pace, o De profanis com a sua voz de besou-
ro, declarando, quoeu tive oceulta em meu po-
der urna escrava de sua sogra, ff/m de eompra-la
por menos de seu valor. Se esse cataplasma co-
nhecido pelo nome Jos Mendes Goocalves Li-
ma se esse lubis-homem fosse pessoa acostu-
raada tratar a verdade, elle por certo, contara
a historia por essa forma.
Que tendo sua sogra urna escrava em 1853, is-
to 8 anuos, e nio querendo vend-lato
meu sobrinho o Rvd. Sr. padre Benicio Barboza
da Silva, de quem se tinha ella ido valer para a
comprar sua senhora, que pretenda vend-la
no sul da provincia, para onde nao desejava dita
escrava ser vendida, fui, a pedido do dito meu
sobrinho, e pelas supplicasda dita escrava, ca-
si daquella senhora, que prometteu-me realisar
essa venda no caso do seu gonro [o sobredilo lu-
bis-homem) nao se oppr ella. Certo disto
vollei para minha casa, e tendo ido dar no dia se-
guinte um passeio ao roc'do encootrei-me l
com o tal lubis-homem, bastaote ebrio, o qual
apenas me avistou, foi-se dirigindo para mim
com urna facca empuohada, e dizeodo-me estas
palavras aos gritos saiba que a minha sogra
nao vende a escrava, por que eu nao quero e
di-mej conta della,
Respondt-lhe qae ea desde j lavava as mos
neste negocio, que a escrava desde a occasiio
em que fui fallar sua sogra para veoderao dito
meu sobrinho, nio tinha a ta, e que portauto a fosse procurar em outra par-
te : replicou-meinsolentemente nao saio ho-
je daqui stm ella, quero a escrava, j o ditse.
Se eu nao tivesse logo reconhecido que toda
aquella insolencia era o resaltado da embriaguez
toria, quando grite dous escravos para tira-lo
dalli para fra, mandato prend-Io e remettido
a autoridade competente para proeessa-lo por uso
de armas detzas o por crime de ameacas; do
que hoje arrependo-me de nio haver feito.
Mas tive pena do misero estado, em que sa
achava essa pobre 6icfto, deixei ir em paz, soffri
ludo com a maior prudencia, e podendo comoj
disse atra-lo a urna prieto, pela provocacio que
me fez, e pela calumnia quemo attrou fa-
cete que foi no dta seguate provada exuberan-
temente com a chegada do capitio Joaquim Fran-
cisco da Silva j fallecido, entie morador 00
BooSucceuo caza daseohora, paraomearae
Ova, que para l fui, ecom a declaraco de qut a
dita eacrava havia procurado a sua proteccio)
dada fiz no entretanto contra elle. Basa escrava'
foi pela intorveosao do indicado capitn Joaquim
Franciaco vendida ao (filo tobtinho pela quantia
de setecentos mil ris, pceco naquelle tempo
esorblaaote, t pato qual se comprara urna asura-
ra prendada e moca e oio bruta, e avangada em
idade, como a de que; te trata.
Mas, quem que me arraata hoje i eata dis-
casso to desagradavel, contraria aoa meui
hbitos e a miaba educagio ? Quem que me
arranca do meu silencio, do meu trabalho e da
minha obscuridade por ama maneira tioinso-
Irtaf Quem esse hemaao-pure, essa gar^a, cajas
oraAouMiimat axat atada,, ota de lv, roca-
pende), ora esguinchada a irritante, quando falla
a algum pobre almocre ve,ou algum pobre homem
do povo, estregando aempra os sobr'olbos e di-
latando as narmas, como o buctphtlo viajado,
trajaodo esquesilamente, e cavalgando sempre
em cavallos, que o astemelham a algum aroie do
deserto sobre o dorso de algara dcomidario, ou
Na polea Bonaparte (com quem diz que se pare-
ce a figura I) sobae as costas de um elephaole
na sua campanha do Egypto, esse ente, digo, o
mea celebrrimo con-cunhado-Jos daSilva Pes-
soa-esse hroe de Cutunguba, Caoeells, S. Vi-
cente e Bom Jardim. esse parasytt da familia,
ease D. Quixote de La Mancha, este Cabelleira
de novt especie, que- lem lido para noasa fami-
liao contummatum est do cholera morbue......
Queris coohece-lo maia da perto ? Atten-
dei-rae um pouco.
Jos da Silva Pessoa, anda no verdor dos aa-
nos, nessa quadra da vida, em qua o coracao na-
da, por assim dizer, am um mar de amores, e de
afeicSes nobres e generosas, revellou bem codo
a perversidade de urna alma de oitenta anoos,
batida pelas tempestades da vidae crestada pelo
fogo de paixes odenlas, que permanentemente
o devorara, e coostiluem o teu estado normal,
obrigou-o ao digue director de um collegio,
em que estove eaiadtado, a expelli-lo deu-
tre os teus educandos porque amostrado pela ex-
periencia j havia verificado a verdade deste tu-
nexim urna m ovelha deita um rbanho a
perder.Por Infelicidad sua e de toda a fa-
milia que hoje seenvergoaha de conta-lo no nu-
mero de seus membros, nesse mesmo son em
quefoi expulso do collegio, seu pai, honrada ci-
dadio, apreciado geralmente pelas suas encl-
lenles qualidades, foi atacado de tubrculos pul-
monares, que o forgaram t deixar esposa e filhos,
e a ir buscar saude em paizes estranhos, onde
se cooservou por alguns anuos e donde s voltou
para exhalar o ultimo tiento nosbracos da cari-
ohosa esposa, e dos numerosos amigo, os quaes,
ainda hoje desfolliam saudades em sua me-
moria.
Dorante todo o tempo de ausencia de seu pai,
Pessoa se cooservou na engenho como uro poltro,
criada sem freio no- pamaas do Rio Grande do
Sul, ou as campias de Buenos-Ayres, e depois
da morle daquelle aeu progenitor, a infelicidade,
esta- madrasta da- vida, que lio crua guerra faz
aos miseros mortaes, empurrou-o as azasde
algum simo un este lugar, onde pode obter de
mou finado sogro, o coronel Lucena, a mo de
urna sua filha em casamento, por elle suppor,
que o axiomaarbor bona non potest malos
fructus facera boa arvore nao pode produzir
raas fructos, era absoluto, e aio sonra excepcio
alguma.
Horrivel decepeo!
Em breve elle verificou o seu erro, e reconhe-
ceu no seu novo genro um homem indigno de
serseufilho.
Ainla bem nao eram decorridos dous mezes,
depois do seu consorcio, e j o nome de Pes-
soa voava as azas da triste celebridade I......e..
Em Cotunguba elle constiluio-se umarranca
tocos, o se oio fora a prudencia do Sr. Dr. Bar-
ros o de Moraes e a do Sr. major Jos Hygino
Googalves Guerra, senhor do engenho Saguira, e
a intervengao do distincto coroael Manoel Pereira
de Moraes. j fallecido, aquellas distlnctos caval-
leiros teriam talvezdeixado de existir, ou sedes-
gracado por urna vez. Eu appello para o honra-
do cidado o Sr. major Luiz Jos Pereira Siraes,
morador nessa cidade, a quem o dito Sr. Dr.
Barroso de Moraes, por varas vezes abri o seu
coracao amargurado, para que me desminta : eu
appello ainda para todos as habitantes de Naza-
reth, cujos ouvidos j* se acham surdoscom as
narragdes das doudices e extravagancias desse
louco e entre elles invoco mais particularmente
os lestemunhos dos Srs. coronal JoSo Mauricio
Cavalcanti da Rocha Waoderley, major Joio An-
tonio da Silva Cabral, capito Christovo de Hol-
landa Cavalcanti de Albuquerque, Dr. Manool
Claro Googalves Guerra, etc., etc. O seo proce-
dimentu nesse lagar (oi to descommunal, que a
sua Ilustre madrasta a quem elle diariamente
faltara com o devide respeito, ousando at con-
tra ellaerguer mo sacrilega, mandou, de accor-
docomuiiseu genro posteo, dar-lhe um tiro
dentro do sua casa, smente para amedronta-lo,
e afugenta-lo dalli; plano este, que foiexecuta-
do e produzio o devido effeito, porque Pessoa
amedrentado, e atterndo com o que acabava de
Ihesucceder, foge para este lugar, em procura
de nosso sogro, que fez com que elle comprasse
um excellente engenho, prximo povoagio de
S. Vicente* e nelte se eslabelecesse. Ms, para
o homem perverso nao hi lugar na torra, que
Ihe fornega descango, porque elle, como Satina?,
traz comsigo mesmo o elemoato da discordia e
das dsseugoes.
Em menos de tres mezes, Pessoa tinha j pro-
vocado contra si todos os nimos, mesmo os
daquelle, que melhor agasilho Ihe haviam
feito.
Cercada diariamente de vinle criminosos e de-
sertores, armados de bacamarles e facas de pon-
a, eora um corneta sua frente, percorria ca-
da momento os arredores da dita povoico com
esse sequilo de capangas, a dar tiros em sigaal
de desafio aos seus inimigos, em cercar casas de
moradores das visiohaogas como bem adeum
irmao de Jos Eleuterio, official de justiga, con-
tra cuja vida tentou por varias vezes, e final-
mente em praticar todos 03 excessos constante-
mente recebia, e pelo que Ihe contara o proprio
Pessoa, que acabava de cliegar i sua casa, as 4
horas da madrugada, com a imagera do pavor,
daguerreotypadu em sua esqualida phisinnomia,
aconselhau-o pora que vendesse o seu engenho,
e viosse morar em sua compaohia ; o que elle
fez mudendo-se de tolo para este lugar, onde
comeeott a plantar canas e onde se cooservou
someote por espigo de quatro mezes, fiados os
quaes retirou-se iaexperadamente intrigado com
o seu proprio sogro [que tanto em favor delle
havia feito), e alassalhando horrivelmente a sua
repulagio por onde anda va I!'....
Vallando outra vez Cotunguba, associou-se
com seu irmio Joaquim do Reg Postoa, que ha-
via arrematado aquelle eosenho.
Mas o habito tem m jila torga, Pessoa nio quiz
desmentir a sua triste celebridade, e certo de
que todos os processos contra elle instaurados
haviam por fina forga desapparecerem dos carto-
rios, como aconteceu com o de S.Vicente por-
que um seu parete em Nazareth, naquelle lem-
po era um outro Petrus in cunetis, mandou re-
duzira cinzas a* casa de um morador, dar ama
surrs de ccete era Cindido um homem hydro-
phobico. A autoridade local tentou chama-lo
ordem ; mas oh I ousadia inqualificavel I Pes-
soa nio era homem, de cassuada e consequeo-
temente aquelle agento do governo devia pa-
gar caro a sua insolencia e atrevimento.
Sem mais instar, sem mais reflectir, rene
quatro dos seus capangas, penetra frente delles
dentro da poroagao, e encontrando porta de
sua casa o insolente agente policial, o digno ins-
pector Jeronymo de Albuquerque, deiparou-
Ihe com sais proprias mos, um tiro, queima
roupa, e quando ia dar ordem aos seus capangas,
que vioham mais atraz (porque elle eslava a ca-
vallo) eis que se vio cercado por alguns pareles
di sua victima, os qutes diriglndo-se para os
assassinos, que avangaram a marche-marche,
deram tempo a Pessoa recolher.-se a urna casa,
da qual sanio mais tarde.com um vestida de mu-
lher III Nao avaogo a que em propotigao, que
os leitores nao encontrem provada exhuberante-
mente nos attestados abaixo publicados.
Isto porm anda nio .tudo. Omeu sogro.con-
siderando, que a vidt;de Pessoa corra imminente
pegrio pelos avisos, que da lado do tal. de quem
foi quebrada nma castella, e por ultimo,' rollan-
do a sua baba pecenhenla contra o sea proprio
irmio collocou-o em apuros taes, que elle e um
seu cunhado para se verm livres de um tal im-
pingem trataram de vender, como effectivamen-
te veoderara, as partes qae tinhara no dito enge-
oho ao Dr. Manoel Claro Gongalves Guerra. Pes-
soa, irritado com esta venda, e vend pastar a
estranhos um engenho qae pretenda disfructar
por muito tempo, poz o seu dito irmio pela ra
da amargura, duendo a Deas e so mundo, que;
elle era um ladro to miserarel, que ihe hara,
furtado 38 pies de assucar 11..
Dous mezes pouco mais ou menos, depois de
rio o^charoo immundo das fragilidades huma- realisada tal ve'nda, veio tomar conta ri eng
ave
ntnrf* Ea To-lo-dlrei toitoret;
-- os boi. jnsut-
ternto-o hartamente, j em Wlnetei, J em reca-
dos, j pessoaimento* iao & sa propria casa
armado de beagall. da estoque, artjra^^&
nunca lwga ; finalmente, aperreaudo-o por ama
forma tal, qae a dito Sr. Dr. Guerra, bomeoTde
genio manso e pacifico, mandos se lh* tflereeer
pera cora seus etcravotcorttr-lh as canoas aue
rraltaam, carrega-lat para o angeoho, a mo-laa
*>branlicao delle (Peste) abandonar o t^m
que estav. e retirar-te do teu eogeoho7ao\ue
elle annuio reliraodo-ae para o engenho doral-
o .". U?" ,Ua ",***> I"1' edo-ie catado
em segundas nupcias, aconselhou ao seu marido
segundo diiem. par. negar sitio .o 8eu proprio*
mando, porque etta alustre aenhora. coaheceo-
do o genio volcnico delle, quiz ptervar tea
marido de alguma intriga e inimizafTcom elle
Veodo-se sem asylo, sem dtobeiro, sem baos
porque tudo quanto possuia. Pessoa havia esbn!
jado em pagodes, passeios e prodigalidades incri-
veis, Iaogou os seus esfaimades olhos sobre os
beos de nossa sogra, dos quaei se apoderoa vio-
leotaraente, como senhor nico, taes como dos
'oros da todas as suas propriedides, dos servcos
dos bois e beatas do seu engenho. a muitas das
quaes deu fim. repartindo-as titulo de empres-
Umos, e por ultimo dedara-se tnimigo Hgadal de
su propria sogra. cuohados e meu, alassalhando
os seus noraes at pelas calcadas dessa cidade ou
dentro de algum carorto celebre nos falsifica-
E isto ainda nio tudo ; muito mais poderia
eu dizer a respeito de Pessoa : mas aiut paro
porque nio quero esgotar de todo a paciencia dos
leitores, que me tm acompaohado em tal di-
gressao. Antes, porm. de coocluir, pego quel-
les. que se quizerem convencer que nio sou
capaz de calumniar ao meu maior iuimito pa-
ra que se eotendam com o dittiocto Sr.'Dr
FelippeCaroeiro de Olioda Campetlo, senhor do
eogenho Capibaribe, e o interpellem acerca de
um astassinato, ou de urna surra que Pessoa
com quatro guarda-costas armados de bacamar-
les, pretendeu dar em um dos recebedores da
ponte do Caxaag, nao levando a effeito esse seu
perverso intento pelos reiterados conselhos do
dito Sr. Dr. Olinda. Aqui fago, por ora, ponto,
pedindo ao publico que se digne de relevar-me
urna outra expresso menos conveniente, que
me possa ter escapado no cumulo da iodignagao
de que me nao pude lvrar, pelos golpes atirados
minha honra e repulagio.
Engenho Ioveja, 2 de setembro de 1861.
Joo Barbosa da Silva.
Joao Barbosa da Silva, tenente-coronel chefe do
estado-maior da guarda oaciooal do municipio
do Limoeiro, e cavalleiro da ordem de Christo.
etc. '
Pela
presente deelaragio, assignada por meu
proprio punho, me responsabiliso, na forma da
lei, pela^publicagio de um Communicado
que principia pelas patarras Os leitores esla
rao, sem duvida, lembrados, etc. em resposta
a um abaixo assignado. promovido e publicado
no Constitucional de 23 de agosto prximo pas-
sado por Jos Salgado d'Albuquerque.
Engenho Toveja Io de setembro de 1861. .
Joo Barbosa da Silva.
Reconhego verdadeira a firma supra, por ser
a propria do tenente-coronel Joo Barbosa da Sil-
va, porque della tenho ioteiro coohecimeoto.
Bora-Jardim Io do setembro de 1861. Era teste-
muaho de verdade. Jos Francisco de Souza
Interamnense, tabellio publico.
Documento n. 1.
Jos Francisco de Souza Interamnense, escrivo
da subdelegada do districto do Bom-Jardim,
comarca do Limoeiro, provincia de Pernambu-
co, em virlude da lei, etc.
Certifico que em meu cartorio existe o termo
de deposito do theor seguinte :
r Aoa vinle dias do mez de margo do anno de
mil oitoeentos e sessenta, neste lugar do enge-
nho Fortaleza, attrbuigo do Io districto da fre-
guezia do Bom-Jardira, comarca do Limoeiro,
provincia de Pernambuco, em casa da residencia
do teoente-coronel Joo Barbosa da Silva, sub-
delegado de polica do dito districto, onde eu
escrivo de seu cargo, abaixo assignado, me acha-
va, ahi eompareceuJoo Evangelista da Silva,
morador era trras do eogenho Ba-Esperanca'
conduziodo um cavallo castanho com os segua-
les sigoaes ;
idade de dez anoos, meio, manso, pi esquerdo
branco,com a marca raargem.e declarou ao juiz
que, tendo elle apandado por troca o dito cavallo,
o coostando-lhe agora que era furtado, o vinha'
entregar ao deposito. E porque o dito Evange-
lista era pessoa suspeita, o juiz tomou posse do
eavello, e o depositou em poder do capito Joo
Lopes Delgado Leal, senhor d eogenho Monte-
Alegre deste districlo, cujo depositario tomou
conta do deposito, e assigaa o presente com o
juiz, sujeitando-se s penas da lei.
E para constar mandou lavrar este termo.
Eu Jos Francisco de Souza Ioteramnense, escri-
vo que o escrevi. Barbosa da Silva. Joo
Lopes Delgado Lea!.
Em nada mais se contera em dito termo, aqui
por mim fielmente transcripto de proprio punho,
que tica archivado em meu carloj*a^ao qual me
reporto. E. na verdade, vae I lertido sem
cousa que duvida faga ; e, oa roTnfa do estylo,
por mim s conferida e concertada escripia
assignada aos 29 dias do mez de agosto do anoo
do oascimento de Noaso Senhor Jess Christo, de
mil oitoeentos e sessenta e um, quadragesimo da
independencia e do imperio.
Era f de verdade.
O escrivo
Jos Francisco de Souza Interamnense.
N 2.
Illm. Sr. compadre e amigo Ioteramnense.
Estimo a sua saude e da Exma. familia. Remet-
to o cavallo de que assignei o deposito, j que
Vmc. me qner fazer o favor de o ter no seu sitio,
que tem pasto sufllciente, nao como aqui que
um carrasco, o que me fez recear que o cavallo
veoha a morrer.
Fico-lhe muito obrigado pela sua franqueza.
Seu compadre e amigo obrigadissimo.
J. D. Leal.
N.3.
Hano; compadre e amigo. Em resposta ao
que me perguola em seu bilhete de hontem, te-
nho a dizer-ihe que verdade ler-lhe eu dado
auJorsagao para contra-ferrar duas vaccas e qua-
tro garrotes da fazenda, pertencente ao casal de
meu fioado marido, em pagamento de outras
t-intas cabegas que haviam morrido, e que Vmc.
cora mais cinco emprestou ao dito meu marido,
logo depo\s de haver elle chegado de Fernando*.
Pode fazer desta resposta o uso que Ihe aprou-
vr. Sua mana, comadre e sogra.
Anna Barbosa da Silva.
Eogenho Fortaleza 29 de agosto de 1861.
Reconhego verdadeira a firma supra, por ser
a propria da signataria, porque della tenho in-
teiro conhecimenlo. Bom-Jardim, 29 de agosto
de 1861. Em testemunho de verdade. Jos
Francisco de Sousa Interamnense, tabellio pu-
blico. 0
N. 4.
Publica-frma de um attealado que contra Jos
da Silva Pessoa mandou tirar o lente coronel
Joo Barbosa da Silva.
Saibam quaotos este publico instrumento de
publica-frma avulsa virem, que no anno do
Niscimento de Nosso Senhor Jess Christo. de
mil oito ceios e sessenta, aos vinte e nove dias
do mez de detembro.nesta povoagio da freguezia
de Bom Jardim, comarea do Limoeiro, provincia
de Pernambuco, em o meu escriptorio veio o le-
nente-coronel Joo Barbosa da Silva, e me apre-
sentou o alleatado que se segu, pediodo-me que
Ihe passasse em publica-frma ; o qual acceitei
por se achar sem vicio, nem cousa que duvida
faga, sendo o aeu theor da forma e maneira
seguinte :
Illms. Srs.O tenente-coronel Joio Barbosa
da Silva precisa a bem seu, que Vv. Ss.. em
abono da verdade e em- suas consciencias, attes-
tem ao p deaU poticafriMi loi da Sito* Peetta,
quando morador em seu eogenho prximo easa
povoago de Sao Vicente, platicara os fados
seguales : *
Primeiro. Se em um sabbado,tendo mandado
matar ura boi,Uvera uataaltonagaocaleraM tom
o procurador do respectivo imposto, Sebastio
Jos de Mondonga, am de eximir-se dease tri-
buto, e na tarde do sabbado seguinte o mesmo
Pessoa se apreseutra montado t cavalla na.
frente da casi da Jeronymo da Albuquarque-
(hoje finado e ento inspector de polica da dita
povoago). e, sem querer apeiar-ae, eotrou a
disputar forlemente com ella a respeito do dito
pagamento ; e chegando da aurorara dous fad-
noraa, seus guarda coslai (Josa Colho Jos
Corre*), armaram e apontaram os seus davinotea
tobre o Jeronymo, qua Ungen mo de urna pit-
fcinoras, que se retirara a forga de aceoo do>
Pessoa?
Segundo.Se ep> otro dia de feira, se apre-
seotou nella o dito Jos Correa com am com-
parta, timbera guarda cosita da Pessoa (qu
oeste dit eslava fora)i e tendo te denunciado aa
de Jeronymo, que elles eram criminosos, elle ceu~
turou-os; mas sollou-osno mesmo da : o Pea-
toa, regressando no dit seguinte, acompanhado.
de um guardt costa bem araado, to pausar
peto frente dt ctaa do Jeronymo, oi gritan-
do-Ihe : Quando quiter prender guarda cotias
de homem, venhal......> E apete chegou do
sen eagenho desparou dous tires,que era a
toque de rebate cenvenciooado-, ao qual aceu-
dram todos os teus guarda coatas, frente dea
quaes marchou para a povoagio. Sabendo, pu-
rera, que o Jeronymo (que nao era peco......J
achava-seji com geute reuuila espera delto.
ro esfnando o seu enthusiasrao guerreiro. pro-
porcionando-Ihe aprudentezetirada Felizardo
de Tal, que com elle tinha amisade, o qual veto
encontrt-lo em marcha para a povoacao, e instar
com elle para retrocadae. A preltito da euio
empenho retirou-se f
Tercelro.Se estet e ideoticos insultos, que
trauam a povoago em alarme, e em continuos
sustos os pacficos habitantes deram em resultado,
vir da ddade de Maaareth um destacamento,
que, de alguma maneira, oppfiz um dique tor-
rente de tantas insolencias?
Quarto.Se depois, o Pessoa, acompanhado
de seus guarda costas armados, ae dirigi a
moradas dot inermes cidtdot Joo Jos Vieir%
Manoel Alexaodre, Marcionillo de Tal e oulrer.
com fins sinistros, dt que nao foram victima,
por se fazerem aos mallos ?
Quinto.Se em outra occasiio o Pessoa.
armado de um bacarnarto e seguido de dous d
seus guarda costas, tambera armadoa, se dirigi
povoagio casa de urna tal Dona Belinda, afina
de reunir mais dous filhos della e darem urna
surra em Antonio Padeiro, que se achava apo-
sentado em casa de Jeronymo; e passando onto
o Antonio Padeiro, o Pessoa foi bradando aoa
guardacostas: Deem no cabral O Antonia
Padreiro largou se s carreiras para a casa do
Jeronymo, que morava perto, e este langou mo
da pistola e correu para a casa da tal mulher i
mas, ao chegar porta della, o Pessoa descarre-
gou o bacarnarto cootra o Jerooymo, e este re-
pondeu-lbe com am tira de pistola, e seguida-
mente capturou os dous guarda costas, e ao o
Pessoa, que consegua escepuiir-se envergado
o um vestido de mulher ?
Sexto.Se depois desta ultima faganha, en
que desapparecra para aempre desse lugar o
Pessoa, fra por varias vezes cercada e varejada
a aua casa, afim de ser capturado ?
Portantoo supplicantePede Vv. Ss. se
dignem altestar o que aouberem a respeito dos
artigas supra, ede outros anlogos.--E R. M.
Joo Barboaa da Silva.
< Atiesto em quanto ao primeiro artigo deata
peligo, que fui teslemunba ocular acerca da
a I ter caca o que lirera o Sr. Jos da Silva Pessoa
para te exbir de pagar o imposto ; accrescendo
mais, que estando dito Pessoa nessa mesma
occasio armado de bacamarte e mais armas.
disse: aO que tenho para pagar, o que est
dentro deste bacamarte Em quanto alterca-
gao, que no sabbado seguinte ao da duvida do
imposto Uvera o dito Pessoa com Jerooymo de
Albuquerque, nao s foi motivado pelo mesruo-
imposto, como lambem por ter Jeronyajo.
como inspector de quarteiro naquelle lempo, ou
a ronda posta por elle, tomado um faco a um
escravo de Pessoa, que nao s quera elle andar
armado nesla povoago, como lambem seus
escravos e guarda costas.
-r. Em quanto aos demais artigos da mesma
peligo, tudo verdade, pois nesse tempo pas-
sava eu lodos os dias nesta povoagio, onde
observava quasi tudo quanto diz dita peligo. e
com especalidado o artigo quinto, pelo que fra
preso, fugindo em trsje de mulher o mesmo Sr.
Pessoa, iostauraodo-se-lhe por isto um processo,
no qual juraram de vista cinco testemuohas.aqui
moradoras sendo urna dellas Jos Castor Caval-
canti.
- tota; nao se seguinda urna acea de sangae por
ato crteferito Sr. Df. Manoel Claro Gongaffeslaccudir logo- a ronda, qual leaialiram, os ditos
Augmento mais, que tendo cannas e botan-
do-as para moer no engenho que o Sr. Pessoa
comprou a meu mano Joo Alves Camello, ren-
deram cincoeula e lies pes de assucar, dosquaest
jamis me quiz entregar mioha meiacao, e por
certo nao os perd, porque o Sr. corouel Lucena.
sogro do dito Sr. Pessoa, sabendo que eu fazia
publico este facto, pelio-me, que o nao Gzesse-
prometUndo-me, que faria cora que eu nao per-
desse; oque se realisou, quando d'aqui se reli-
rou o Sr. Pessoa, vindo ento ordem do dit
coronel para o felor entregar-me.
< Succedeu lambem naquelle mesmo lempo,
que o Sr. Pessoa tomou noventa mil ris a Jos
Magro para Ihe os dar no Recite, onde tinha de
fazer pagameoto, e nuoca oa deu ; e disto sa-
bendo o Sr. eoronel Lucena, deu por commise-
rago ao dito Jos Migro um cavallo velho, que
diz elle Jos vender por vinte mil ris.
t Tudo quanto tenho expendido jurarei, se
preciso fr.
S. Vicente, primeiro de dezembro de mil
oito ceios e sessenta.Jos Ignacio de Araujo
Pereira, tenente reformado da guarda nacional e
proprielario.
Refiro-me ao allestado supra, por ser de
pessoa fidedigna, e ser verdico todo o seu
exarado: accresce que o referido Pessoa
contervou-se nesto lugar como um homem.
furioso.
a Em abono da verdade, o que tenho a air-
mar, e jurarei se preciso fr.
c S. Vicente, primeiro de dezembro de rail
oito centos e sessenta. O subdelegada em exer-
cicio.Sebastio Jos de Mondonga.
Atiesto por me ser pedido, que o Sr. Jos
da Silva Pessoa ao tempo que uorou oeste dis-
tricto praticou todos os actos mencionados na
peligo supra, tanto que por elles foi processado
pela subdelegada deste districlo: isto aflimiu.
porque funecionei em dito eummario crime, e
estou prompto a jurar, se necessario for.
< Povoago de S. Viceote, primeiro de dezem-
bro de mil oito centos e sessenta.Jos Faustino
Civalcante de Albuquerque, lente da guarda
nacional.
Atiesto em f de verdade, que o tempo em
que Jos da Silva Pessoa aqui morou sempre foi
malvado, porque trazia comsigo urna corja de
assassinos, e fez aqui neste lugar de S. Viceoto
latrocinios de um assatsino, que deu pancadas e
tiros em gente, e insultos de todas formas: em
fim verdade e que requer o Sr. tenente-coro-
nel Joo Barbosa, e oque jurarei se preciso
toe
S. Vicente, primeiro de dezembro de mil
oito centos e sessenta.Jos Joaquim do Espirito
Santo.
c Refiro-me aosatttstados aupra por serem pes-
soas verdadeira e mesmo por antes ter sabi-
do por ser publico neste lugar de tudo quanto
vem narrado aa potigo retro. S. Vicente 1 de
dezembro de 1860 Joo Francisco de Moura,
alteres da guarda nacional.
c Atiesto, por me ser pedido*ser verdade todo o
expendido na peligo retro do Sr. tenente-coronel
Joo Barbosa da Silva, acerca dos feilos do Sr.
Jos da Silva Pessoa, no tempo em que morou
oeste lugar de S. Vicente, de cajos feilos consu-
me ser verdade, nio parque oa preaenciasse e
sim porque por muitai vezes os tenho ouvdo
narrados por pessoas de todo criterio deste mes-
mo lugar, e com especialidade, o que consta do
artigo 5, pois todo seu ezpendilo tem-se-me re-
petida em conversa pelo Sr. Feliciano de Albu-
querque Mello, dizendo-ma que foi elle o pro-
prio que conduzio pela mo o dito Sr. Pessoa.
que em traje de mulher aubtrthio-se da priso, e
isto por intermedio do Sr Jos lavares de Albu-
querque. Vai luda itto por mim espendido por
ter tido scieacia publica, e nada ter sabido em
confianga de suicide, e teda tttrait in /id $a-
cerdotis. Povoagio da Su Vieaato 2 de deieoabro
de 1860.Padre Andr Curcino de Araujo Pe-
c Refiro-me ao atteattdo cima por me aer pe-
dido. S. Vicente S da desamaro da 1860:Rai-
mundo da Cuan Pedrera.
a Refiro-me to attetiado cima. S. Vicente 2
de dezembro de 1860.Pladdo de Souza Pi-
meotel.
c Refiro-me aos altotladortoima, na forma de-
clarda, portar voz publiet, sobra o qae exige os
artigo da peligo supra. S. Vicaote 2 da dezem-
bro de 1860.Joo Pereira Guedes de Araujo.
alfares da guarda nacional.
c Atiesto ser verdade que o Sr. Jos da Silva
Pessoa, quando aqui morou, praticou ludo quan-
to vem exasado na petigo retro ; tanto que por
itto mesmo (oi prooeatae tata subdeiegacia;
sendo eu urna dta tetlemuuhas; fiz paitar o
prenote e me tstigno ; jurawi se precito fdr.se-
gunda, a, s. Vicente % da dezembro de 186.-
Jos Castor Cavalcanti,
\



w
DIAaiO M flRHAlUDOO. U SABBADO 7 M WTIMlllll DI 1811.
"^

o Reflro-me aos al testados supra, e meamo
vos publica neste I i. Vicente! de dezembre
de 1860.Joaquim Guedes de Araujo Poreira.
Retiro-me aos aitestados supra, porque che-
gando aqu no anco 18Srt tchel publico e nota-
rio os fados pralicidos pelo Sr. Jos da Silva1
Pessoa, e ludo juro por ourir dlzer. S. Vicente t
de dezembro de 1860.Tranqueilia Ildefonso de
Brito.
Reflro-me aos atlestados supra. S. Vicente 2
de dezembro de 1860.{os Corris da Silva.
c Atiesto ser rerdade que o Sr. Jos da Silra
Pessoa pralicou quando aqu morou tudo quanto
vem aponlado nesta policio, e de quaii tudo fui
testerouoha ocular. Passo o preseote por me ser
pedido e jurarei.se preciao Mr. S. Vicente 2 de
dezembro de 1860.Joaquim Vieira do Nasci-
mento.
ReGn-me a voz publica eaosattesUdos su-
pra. S. Vicente 2de dezembro de 1860.Tnomaz
Jos de Aquino.
c Atiesto e jurarei se preciso for o que allega
a petico supra por aer voz publica oesta povoa-
cio e seus arredores. S. Vicento 2 de dezembro
de 1861.Luiz Guedes Alcoforado.
(Estar recouhecido e sellado.)
E nada oais se conlioha em dito attestado,
que eu tabelliao, abaiio assignado, bem e fiel-
mente Irasladei do proprio original, ao qual me
reporto. E na rerdade, ra ata publica forma sem
couia que durida faca, e, na formado esiylo por
mim s conferida e concertada, escripia e issig-
nada em publico e raao, dia e era ul supra e
Infra.
Declaro que lera um nomo emendado e urna
entrelinha.
Em testemunho da rerdade.O tabelliao pu-
blico, Jos Francisco do Souza Inleraminense.
Joio Barbosa da Silra.
N. 5.
Atiesto, que em dias do anno de 1858, se
bem me record, reio ter minha casa um cabra
escuro, de iJale de 18 annos, pouco mais ou
menos, com o nome de Manoel, o qual j o tinha
visto no engeuho do Sr. lente-coronel Joio
Barbosa da Silra, quatro leguas distante deste lu-
gar, pedir-me para ficar em minha companhia,
como engajado, ao que aonui, nao s porque elle
era lido e harido geralmenle por livre, oaquelle
engenho, se nao como porque trazia comaigo um
passi porte do Sr. Jos da Silra Pessoa, muito
meu coohecido, e morador lambem oosobredilo
engenho, remelteodo-o para o termo deCaruu,
para a casa de um tal Manoel Francisco de Olirei-
ra, (se bem me record): atiesto mais, que esse
cabra estere em miuha companhia por espago de
6 mezes, pouco mais ou menos, e mais lempo
estarla, se porrentura nao fosse observado nelle
certos hbitos, que nao se compadeciam com a
condtcao de homem livre, e como reiterasse essas
observagoes, e dito cabra descoofiou e fugio, em
companhia de uns comboieiros, que se dirigiam
para o Rio do Peixe, e como tal fgida inespera-
da toofirma-se as minhas suspeitas, montei im-
mediatamente a cafalio com outras pessoa, e fui
agarra-lo i noite desse dia, 7 leguas distante do
meu domicilio, e apertando com elle para coo-
fessara sua rerdadeira coodicao e o seu rerdadeiro
nome, decUrou-me ser escraro da Exm. Sra. D.
Thereza miido Sr. Dr. Domingos de Souza Leao,
morador no engenho Garanas,echamar-se Juliio.
Certo disto, fiz immediataraente remessa do dito
cabra aquella senhora. que o rec.ebeu como escra-
ro, segundo um recibo, que tenho em meu poder :
atiesto ainda, que quando o dito Sr. Pessoa reio
passar alguns mezes neste lugar, para tratar de
sua saule mandei esse cabra por varias vezes
sua casa prestar-lhe alguns servicos e mes-
mo Sr. Pessoa chamara-o sempre em minha pre-
senta pelo nome de Manoel; atiesto finalmente,
que o passaporle passido pelo referido Sr. Jos
da Silra Pessoa ao dito escravo Juhao nao trazia
a sua assignatura, mas era escripto por letra do
dito Sr. Pessoa, da qual tenho inteiro conheci-
menlo : o que acabo de expor, jurarei, se pre-
cito for. Imbuzeiro 27 de agosto de 1861.Vi-
cente Ferreira de Vasconcellos, subdelegado sup-
pente.
(Estara reconhecido).
Correspondencias.
Boatos se tem espalhado de que grande parte
da ofQcialidade da guarda nacional deste muni-
cipio, deixa heje de comparecer a parada que
tem de solemnizar o aonirersario de nossa inde-
pendencia, por se acharem desgolosos pelo aviso
do ministro da justica e execuco que lhe deu
S Exc. o Sr. presidente da provincia e ebefe de
polica nos que a essa nobre ciaste pertenec-
ios, podemos afianzar sem medo de errar, que
se existe algum desgosto (o que nao queremos
contestar] nao ser elle mauifestado por desobe-
diencia as ordens superiores, nem tao pouco dei-
zaodo de comparecer para solemnizar to fausto
dia.
Os ofkiaes da guarda nacional comprehendem
bem que essa m'licia um sustentculo de or-
den), e nao s pelo juramento que preslaram,
como pelas suas posi;oes na sociedade, nao de-
?em ter temelhante pracedimeoto; tem elles
bastante forca de rootade para pedirem suas de-
missoes quando nao sejam sustentados os direi-
tos que a Ici lhes concedeu. E' pois destituido
de fundamento tal boato. Os batalhes Io de ar-
tilharia e 2o de fuzileiros que sao os mais oomea-
dos por aquelies que espalham tal noticia, no
entretanto temos certeza que existe a melhor
harmona entre toda a ofQcialidade, os quaes se
tem extorcado para apreseolsrem seu batalhao
lio melhor asseio nao poupando mesmo despe-
zar, com especialidade o 1* de arlilharia que nao
se achara preparado para marchar, e que desde
o anno de 1858 que nao tem feito parte de pira-
da algum, por falta de pravas, rislo como fcou
bastante redusido pela gente dispensada pela ca-
pitana do porto.
MoTiiaeato do porto.
io entrado no dia 6.
Sao tos 25 dias, barca iogleza Sulton, de 880
toneladas, capito W Hertehens, eqoipagem
13, em lastro; N. O. Bieber & C auc-
cessores.
Navios lahidoi no mesmo dia.
Granja e portos intermediosrapor brasileiro
Jaguaribe, commandante Manoel Joaquina Lo-
bato.
Harregalera franceza Solferino, capito Laisne,
carga assucar, couros e outros gneros.
< CL m te o. e *> forai.
W w w P n e B G ce kthmosphera O
VI w 09 o Diricao. n a H e es 09 *5
O CU u o 33 oq c V C3 i aj o 1 Intemidadt. 1 < ai o 5 3 -i a
si -4 a i -1 00 1 Fahrtnhtit. 1 m U o M e
ce 00 o 1* "in ce Centgrado. 1 5 e o
o' 8 2 ce a en Hygrometro. C9 i
O o o O e> Cinema hydro-metrica.
en Ve 8 ~4 -a en Franees. Inflei. o i O
8 a* 1t~ ce o m ce o en ce fti ce 2
A noite nublada e depois clara, vento SE bo-
nanfa que rondou para o terral ao amanhecer.
OSCILACA Da MARB.
Preamar as 6 h. 6'da tarde, altura 6,6 p.
Baixamar as 11 h 5i'da manhaa, altura 1, p.
Obserratorio do arsenal de marinha, 6 de
setembro de 1861;
ROHAHO SlBPPLB,
1* tenente.
COMMEItCIO.
Praca do Recife 6 de
setembro de 1861.
Cota$oes da junta de corretores
\s quatro horas da tarde.
Cambios :
Sobro Londres 24 Ii2 d. por 1JKKK) 90 d.
vista.*
Leal SerPresidente.
Frederico Guimaressecretario.
cotilhas, usa scotilhao, duas bozinas, abita cha-!
prsda de ferro, dous mordentes, dout escreos,
um castello,#bigoe com curras e mais arranjoa,
dous torcos de ttsdeira i proa, e outros r,
mesas dos mastros grande e do traquete, e corri-
do de trlncheira, no ralor tudo de 800$.
Iospet^ao do arsenal de marinha de Pernam-
buco em 6 de setembro de 1861.
O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Aojos.
lDspec$o do arsenal de ma-
rinha
Faz-se publico que a commissao de peritos
deste arsenal examinando na forma determinada
no rgulamento baixando com o decreto n. 1324
de 5 de ferereiro de 1854, o casco, machinas,
pparelho, mastreacao, relame, amarras e anco-
ras do vapor cJaguaribe da companhia Pernam-
bucana de navegacao costeira, achou tudo em re-
gular estado.
Inspecco do arsenal de marinha de Pernam-
buce em 6 de setembro de 1861.Joio Baptista
de Olireira Guimares, capito de fragata, ser-
riodo de inspector.
Tendo a directora das obras militares de
mandar calar as casas de guardas do palacio do
governo, theiourarie e alfandega, convida as pea-
soas que deste serrico se queirm encarregar a
comparecerem na referida directora das 10 ho-
ras da maohia is 2 da tarde, aos dias 9, 10 e 11
do correte mer.
Directora das obras militares de Pernambuco,
6 de setembro de 1861.
O escripturario,
Joio Monteiro d'Andrade Malreiras.
O fiscal da freguezia da Boa-Vista, abaixo
assignado, faz arrematar na segunda feira (9 do
correle na prs;a da Boa-Vista peranie subde-
legada, duas porcas apprehendidas em corree-
cao no dia 5 do correte mez.
Fiscalisago da freguezia da Boa-Vista, 7 de
setembro de 1861.Thomaz Augusto de Vascon-
cellos Albuquerque Marsnhao.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
Salibado 7 de Setembro de 1861.
Em.festejo ao glorioso e memora-
vel diada
Independencia do Brasil
; Subir' a' scena o segu n te espectculo :
J Logo que o Exm. Sr. presidente da provincia
se dignar comparecer na tribuna, a orcbeslra
ejecutar urna breve introdcelo, depois da qual
; abrir-se-ha a scena e peranie a efiigie de Sua
Magesude o Imperador, a companhia dramtica
, cantar o
Novo Banco "de~"Pernaffinuco. flV0]DO da Independencia.
O banco paga o 7- dividendo de 12$
por aecao, relativo ao semestre lindo
em 31 de agosto prximo passado.
Seguir-se-ha a re presen taca o do noro drama
em cinco actos eseis quadros original freocez.
Publicagoes a pedido.
SETTE DE SETEMBRO.
Eis um dia de pompas e galas
Eis um dia de jubilo e amor.
Pelo co de saphira, que opalas
Nessas nuvent de candida cor I
No sol i'hoje, que brilho, que encanto,
Que fascina, que enlera, que exalta I
Absortos de glorias, que canto
Espontaneo dos labios nos salta ?
Eis o da mais rico de gloria
Que ha de sempre fulgir no Brasil;
Vde-o ?brilha na tela da historia,
Mais que o sol no sen lago de ail.
Inda agora se escuta o gemido
Do Indgena humilde, a chorar.
Inda agora se escuta o estampido
De seu forte e gigante acordar.
O estrangeiro trahio-lhe a amizade,
F-lo escraro, o maldito oppressor.
Mas, perdida a feliz liberdade,
Chora, sim, mas nao perde o ralor.
Vio seus pulsos alados, e a trra
De seus paes, pelos vis, profanada ;
Nao desmaia, nao treme, o que atierra
A'quella alma tao livre e esforcada ?
Surge a aurora feliz : golpheja o sangne,
E o Indio lueta 'oh que febril ardor I
Lucia e vence : dos vis no peito exange
Crava altivo a bandeira bicolor.
JLaictj e rence, qM Deus l das alturas
Nao no creara para rirer lio vil.
Com muito saogue o vidas e torturas
I.ibertaram os nossos o Brasil.
Sejamos gratos, sim ; entre os louvores
Com que saudamos da liberdade a era.
Sagremos urna s de nossas florea,
Ao que a patria com o sangne regenera.
EU o dia das nossas riclorias f
Ei-e. ergamo-no* todos de pe
F absortos de jubilo e lorias ^**
Entoemos um canto com .
Eotoemos um canto gigante,
Como sempre do livres a vo ;
Que airares o porrir retumbante,
Que os vindouros ravejasn-se em dos.
Sim, do sol de setembro que brilha
*dt*me a frontes na luz.
Hoje, agora, o Brea quera humilha f
Alio {rilan o* fettoedaCruz I
Victoriano Pausares.
VI tandeara,
Rendimeuto do dial a 5 .
Idam do dia 6 .... .

87:413|647
38.942*001
126:3559628
Movlmento da alfandega.
Voluntes entradosconifazendas..
com gneros.. 257
Volantes sahidos com fazendas.. 191
> com gneros.. 430
-----257
621
Descarregam hoje 9 de setembro.
Brigue portuguezPlorindamercadorias.
Brigue pruasianoGazellacarrio.
Polaca francezaInkermann cemento.
Polaca hespanuolaIndiacarne de charque.
' lmportacao.
Vapor nacional Iguarass, procedente dos por-
tos do norte, manifestou o seguinte :
26 couros salgados. 3 garajaos carne, 1 barrica
queijos; a Bernardino Jos Monteiro.
Exportacao.
Da 5 de setembro.
Patacho porluguez Jareo, para Genova, carre-
garam :
E. A. Burle & C, 100 saceos com 500 ar-
robas de assucar.
Jos Velloso Soares & Filho, 300 saceos com
1500 arrobas de assucar.
Barca poitugueza Flor de S. Simo, para Lis-
boa, carregacaa :
Carvalho F^ %ira & C, 5 pipas com 920 me-
didas de callear
Barca ingleza Enthusiast, para Liverpool, car-
regaram :
Saunders Brothers & C, 200 saceos com 1,000
arrobas de assucar.
Patn Nash & C, 225 saceos com 1,125 arro-
bas de assucar.
Escuaa ingleza Wanderer, para Liverpool, car-
regaram :
Saunders Brothers & C, 3C0 saceos com 1,500
arrobas de assucar.
Brigue portuguez Relmpago, para Lisboa,
carrega :
. 1Xh.0ln,2 de A1u Fonceca, 4* barris com
1,755 medidas de mel.
Escuna portugueza Emilia, para Lisboa, carre-
garam :
Francisco Luiz de Overa Azevedo, 200 saceos
com farioht de mandioca.
Galera franceza Solferino, para o Havre, car-
regaram :
Tissel Freres & C.,*24 saccas com 119 ar-
.0-.bS e ^ libras de Igodo e 997 couros com
2,385 libras.
Recebedoria de rendas internas
geraes de Pernambueo.
Rendimento do dia 1 a 5 4:671*015
dem do dia 6......; 632*372
,5:303j387
IGNEZ BERMIJ.
PERSONAGENS.
Ernesto, gro-duque de Ba-
tiera........................ Nunes.
Alberto, seu filho.............. Viceote.
Eberard, conde de Palacio..... Valle.
Fursteufeld, enviado do duque
de Wurlemberg.............. Raymundo.
Berthold, pescador............. Teixeira.
Walter, .official................. Leite.
Um pregoeiro.................. Oliveirs.
Um homem do poro........... Campos.
Isabel, filha do duque de Wur-
lemberg...................... d. Carmela.
lgoez Beroau, aldeas dos su-
burbios de Straubiog........ D. Manoela.
Hedwiges, sua mai............ D. Isabel.
Clotilde, aia de Isabel.......... D. Anna Chaves
Dous meninos futios de Alberto e de Ignez.
Homens o mulheres do poro, fidalgos, etc.
A accao passa-se o primeiro acto nos arra-
baldes de Straubing e os outros no palacio do
quque de Baviera
re, outra da calhedral de Amsleidam, outra a
minas de Palmyra, entra a torre de porcelana em I
Pekn ; um grande quadro represenlando as tres
grecas em um jsrdim, e um outro representando
as densas da dansa e da msica (Terpsicore e Eu-
lerpe em um vasto bosque de Dores.
Tudo se acha disposto com elegancia e gosto,
e de modo a nao deuar de agradar aos Ilustres
concurrentes, esta fests qde recorda o primeiro
dia do Brasil, e para o brilhanlismo da qual nio
tem o administrador desles saldes pqupado faai-
gis nem deapezas.
Um numero crescido de convites est feito, tan-
to As mais distinclas damas, como aos carallei-
ros o)o tom ; pelo que ser esta reuniiouma das
mais bellas dentro as que tem harido oestes sa-
ldes ; accrescendo que ahi se encontrarlo neste
dia objectos nunca vistos nesta cidade.
Ser cumprido a risca o regulamenlo policial.
Eolradas para as damas, gratis ; para cavallei-
ros 2JKJ00.
atisos martimos.
iiio 8 do corrente.
2a RECITA.
Subir scena a excelleote e muito applaudido
drama em cinco actos,
PEDRO L4NDAIS
ou
0 ALFAIATE MINISTRO.
Toma parle toda a companhia.
Terminar o espectculo com icomedia-lyrica
em um acto,
O SU I JO.
Comecar s 8 horas.
Os bilhetes vendem-se para as duas recitas.
BAILE
CASSINO POPULAR
NO
Consolado provincial
Rendimento do di 1 a 5 13:634*629
dem do dia 6.......1:4519471
15:0865100
Editaes.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria por-
vincial manda fazer publico para conheciraento
dos interesaados o artigo 48 da lei provincial n
510 de 18 de jucho do correlo anno.
Arl. 48. E' permittido pagar-se a meia siza
dos escravos comprados em qoalque; lempo an-
terior a data da presente lei independite de
revalidado e multa, urna vez que os devedores
actuaes deste imposto, o facam dentro do exerci-
cio de 1861 a 1862, os que nio o fuerera iicaro
sujeitos a revalidado e multa em dobro, sendo
um tergo para o denunciante. A thesouraria
far annunciar por edital nos primeiros 10 dias
de cada mez a preseote disposico.
E para constar se mandou affiar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambueo 8 de julho de 1861.O secretario,
A. P. d'Aununeiacio.
Declarantes.
Inspecco do arsenal de ma-
rinha.
De ordem do Sr, capillo de fragata, servindo
de inspector deste arsenal, fico constar que em
9,11 e H do correte mez, acha-se venda em
hasta publica, na porta do almoxarifado, das 11
horas da manha at o meio dia, somonte o ses-
eo do brigue escuna Xing, coa leme, ferrsgeos,
forrado de cobre, duas bombas de dito guarneci-
das, a a respectiva armacao, cimara, praca d'aa-
ma, camarotes, despensas, cobarta corrida da
paioes naa amuradas, camarotes a prds, conrea,
/oda de leme, bilscela, dasj esslnbas, cinco es-
Rio de Janeiro
a vel ;ira e bem coohecida barca nacional Ame-
lia, pretende seguir com muita brevidade, tem
parte de seu carrega ment prompto ; para o res-
to que lhe falta, passageiros e escravos, para os
quaes tem excellentes commodos, trata-se com
os seus consignatarios Azevedo & alendes, no
seu escriptorio ra da Crnzn. 1.
Ain
O palhabote nacional Dous Amigos, capito
Francisco Jos de Araujo, segu para a Baha em
poucos dias ; para o resto da carga que lhe falta,
trata-se com seu consignatario Francisco L. O.
Azevedo, na ra da Madre de Dos n. 12.
Para o Rio de Ja-
neiro
Pretende seguir com muita brevidade o brigue
escuna Joven Arthur, para o resto da carga que
lhe falta trata-se com os seus consiguatarios
Azevedo & Hendes, no seu escriptorio ra da
Crus n. 1.
Para o Aracaty
o hiate Santa Rita, para carga trata-se com
Martina & Irmio ou com o mestre Antonio Jos
Alves.
*
Baha.
Segu a sumaca Hortencia, capito Belchioi
Maciel Araujo ; para o resto da carga que lhe
flta e passageiros, trata-se com Azevedo & Ven-
des, ra da Cruz n. 1.
COMPAA pernambugana
DR
MAGESTOSO SALAO
DO
PALACETE DA RIJA DA PRAIA.
Sabbado 7 de setembro.
A sociedade Cassino Popular tem a honra de
annunciar ao respeitavel publico que dar um
sumptuoso baile em festejo a to memoravel dia.
Ser mentida a boa ordem e harmooia do cos-
tume.
A msica neste dia executar as melhores pegas
de seu repertorio. O gabinete ptico presentar
ioteressantes quadros. Serio observadas as dis-
posices do regulamento. Entrada para damas-
gratis cavalleiros 2g000.
Magnficos e
Sumpl uosos bailes
NOS
Saldes do caes de Apollo
Solemnisato do anniversario da
independencia do Brasil.
Sabbado 7 e domingo 8 de se-
tembro.
A's9 horas da noite de sabbado a banda de mu-
sica tocar o hymno nacional, innanciando o co-
rnejo do baile.
O sali catar explendidamento adornado de
ovos cortinados com laces das cores nacio-
naes: no faodo se notaV, entre os dous qua-
dros com transparentes a gaz, a corda impe-
rial em urna bella illumioaco lambem a gaz ;
harendo diremos dsticos allegoricos, e estando a
cerda em meio das btndeiras das nacoes amigas;
circulando todo o sali muiloa estandartes do se-
das de lindas cores, o que muito abrilhantar a
casa.
Urna parte do segundo salao estar pomposa-
mente Iluminada a transparentes dagas, reple-
sentando difieren tea quadros em ponto grande, e
eotrt outros ; Urna vista do rio Scnoe ca Pa-
Navegado costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Asiu', Aracaty, Ceara'.
O vapor iguarass, commandante Vianna,
sahir para os portos do norte de sua escala at
o Cear no dia 21 do corrente mez s 4 horas
da tarde.
Recebe carga at o dia 20 ao meio dia. Eo-
commendas, passageiros e dinheiro a frete at o
dia da sahids as 3 horas: escriptorio no Forte
do Mallos n. 1.
Acarac.
0 vapor Iguarass, que tem de sahir para
os portos do norte al o Cear no dia 21 do cor-
rente, locar no Acarac para largar qualquer
porejio de carga que para all baja, para o que
se poder tratar no escriptorio da mesma compa-
nhia no Forte do Mallos.
isboa e .Porto,
a barca Flor de S. Simio, vai sahir nestas dias
por j ter quasi prompto o seu djarregamento,
recebe ainda alguma carga para os dous portos,
e passageiros, para os quaes tem excedentes
commodos : a tratar com Carvalho, Nogueira &
C, na ra do Vigario n. 9, primeiro andar,
Leiloes.
LEILAO
DE
Armacao da taberna da
pra$a da Boa-Vista nu-
mero n 16 A.
Quarta-feira 11 do corrente.
0 agente Costa Carvalho far leilio por mandado
do Illm. e Exm. Dr. juiz especial do commercio
por couta dos Srs. Joio Antonio Paiva da[Ponseca
e Antonio Bento Fernandes Braga, da armacao
com todos seus perteoces conforme os mesmo le-
nham arrematados propria para qualquer pessoa
que se queira eslabelecer ou algum rapaz prio-
ctpiante pela localidade e o estado da casa, pois
tem commodo at para familia, e ser em um dos
melhores locaes da Boa-Vista,a qual se entregar
pelo maior preco que hourer em leilio quarta-
feira 11 do corrente s 10 horas da manhia na
dita taberna na pra;a da Boa-Vista o. 16 A.
Leilao
las, babas e tecos de viagem, obras de
metal principe prateado, sendo appa-
relhos para cha' e cafe', galheteiros,
copos, campainhas, cestas para fructas
e fruteiras, porta licores etc., etc., lin-
dos jarros com bachs etc., de follia,
balancas, limpadores de ps, cestas com
o necessario para viagem, ricos estojos
para barba, cabecadas com brides, ga-
marras, chicotes, selins e silhoes, can-
dieiros para gaz e azeite, caixinhas de
msica, caixas com ferramenta, sabo-
netes, transpatentes para janella, re-
logiosde psrede e mu tos outros arti-
gos que se torna enfadonho de mencio-
nar, arados, grades, carros de mo e
carretas, carrocas, machinas para cor-
tar capim, ditas para descarocar milho,
rebolos e dous carros elegantes e leves
com a r reos para um e dous cava los.
Avisos diversos.
10TIRU
Tendo sido approvadopelo Exm. Sr.
presidente da provincia o plano abaixo
transcripto para a extraccao das lote-
ras o abaixo assignado espera do res-
peitavel publico pernambucano e flu-
minense a concurrencia na compra dos
bilhetes.
A Ioteria e a stima parte da quarta
do Gymnasio Pernambucano cujos bi-
lhetes se ?cham a venda na thesouraria
das loteras na ra do Crespo n. 15, pa-
vimento terreo e as casas commissio-
nadas. A extraccao tera' lugar impre-
terivelmentejao dia 18 do corrente no
consistorio da igreja de N. S. do Livra-
mento pelas 8 horas da manhaa. Os
premios se rao pagos depois da distri-
bu i cao das listas.
0 thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
PLANO.
Para liquidaco.
A 9 do corrente.
O agente Oliveira far leilio dos escravos se-
guirles :
1 negra quitandeira, najo Costa, 38 anuos de
idade.
1 dita crioula, filha da dita, 17 annos de
idade.
1 dita dita da dita 5 annos de idade.
1 dita da dita 14 mezes.
1 preto de naci bom cosiabeiro e marioheiro 38
annos.
1 dito da Costa 28 annos de idade.
Segunda feira 9
do corrente, ao meio dia em ponto, no escripto-
rio do referido agente, ra da Cadeia do Recife.
Attencao.
Grande leilade mercado-
rias americanas.
Terca-feira 10 de setembro.
RA DA CRUZ N. 15.
0 agente Antunes fara' leito no dia
cima de urna immensidade de objec-
tos americanos como sejam: secreta-
ras, carteiras, cadeiras de diversos
gostos e de bataneo, marquezas, riqtris-
simas camas de rica obra de taina, tma.
6000 bilhetes a 5..............
Beneficio e sello de 20 por ccolo.
Liquido.
30 0009000
6:000000
24:000000
1 Premio de............ 6:0009
1 Dito de........3:0009 -
1 Dito de............ l.OOOS
1 Dtode................ 5009
4 Ditos de 2009......... 8009
8 Ditos de 100$........ 8009
20 Ditos de 409........ 8OO9
50 Ditos de 209........ 1 0009
106 Ditos de 109......... 1:0609
1808 Ditos de 59........9:040J
------ ----------24:000J000
2000 Premiados.
4000 Brancos.
6000 Bilhetes.
N. B. As sortes maiores de 400$ es-
tao sujeitos aos descontos das leis The-
souraria das loteras 2 de setembro de
1861.O thesoureiro, Antonio Jos
Rodrigues de Souza.
Approvo.Palacio do governo de
Pernambueo 2 de setembro de 1861.
Nunes Goncalves.
Conforme. Francisco Lucio de
Castro.
Programma
DA
Fesla de Nossa Senhora
do Bom Gonseiho.
A mesa adminietratira da irmandade acadmi-
ca de Nossa Senhora do Bom Conselho, erecta
no conrento dos religiosos franciscanos tem a
honra de annunciar ao respeitavel publico o pro-
gramma da fesla de sua Divina Padroeira.
Hoje, 7 de setembro, s 7 horas da noite ha-
rer resperas. Amaoba, depois da algumas va-
riares da msica marcial, ter lugar a [esta,
que principiar s 10 horas da manhaa, sendo
executada a bella msica de orchestra.O dogma
da 1 inmaculada Cnnceico composigo do in-
signe professor o Sr. Colas, que ser o director
da dita msica. Ser pregador taoto doerange-
lbo como do Te-Deum o Rrm. Sr. padre mestre
pregador da capella imperial Frei Joaquim do
Espirito Santo.
A mesa, portelo, convida aos derotos da Ex-
celsa Senhora para asgistir este acto de pieda-
de ; e aproreita a occasiio para pedir aos mora-
dores da ra do Imperador que se dignem illumi-
nar as frentes de suas casas na vespera e no dia da
festa a noite para maior brilhanlismo do acto,
pelo que a mesma mesa Qcar eternameole agra-
decida
Pugio no dis 4 do corrente mez o escraro
mulato de nome Amaro, representa ter de idade
40annos, mal encarado, bem filiante, quando
anda com as pernas arquiadas, tem na sobran-
celha esquerda urna pequea costura, sabe bas-
tante Iludir a qualquer pessoa, levou vestido
calca de algodio grosso e camisa, e por dentro
urna camisa de meia lambem de algodio, chapeo
de palha preto dos que se usa agora, com fita
preta larga, apezar que o vestuario pode mudar
por ter roupa diflerente e chapeo do Chille, este
mulato foi escraro do fallecido Luiz Jos de Si
Araujo e depois do Sr. Vicente Fernandes da Cos-
ta. Recommenda-se a todas as autoridades poli-
ciaes ecapities da campo a captura do mesmo
escravo, e lera-lo ra da Moeda o. 5, segundo
andar, que serio bem gratificados.
Antonio Maris Miranda Ser retira-se para
fora da provincia a trstar de sua saude, e dcixa
por seus procuradores a Jos Mari* Ser, Manoel
Joaquim de Miranda Ser e o Dr. Joio Maris Se-
ve. Outro sim, pelo mesmo incommodo de saude
nio pode despedir-se dos amigos, do que pede
desculpa.
Quemsjprecisar da quanlia de 600g por qua-
tro mezes, e d urna escrara para hypotheca, di-
rija-se a ilha dos Ratos, ou a ra do Seve n. 3,
que achara com quem tratar.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra da Praia n. 33 : a tratar na ra estreita do
Rosario n. 7, loja de ourives.
No escriptorio de Amorim Irmios, ra da
Cruz n. 3, existem cartas para os Srs. Manoel Fe-
liciano da Silva e Mello e Jos Rodrigues Coelho
de Macado, que por se igoorarem as suas mo-
radas nio teem sido entregues.
* aixeiro.
Precisa-se de um meoioo portuguez dos lti-
mos chegados, de idade de 12 a 14 annos, para
caixeiro na villa do Cabo, e que d fiador a sua
conducta : a tratar na fabrica do Franca, na rea
ora de Santa RiU.
No dia 10 do correle, depois' da audiencia
do Or. juiz municipal da 1.a vara (por ser a ulti-
ma praca) tem de ser arroma.ado per renda um
terreno na trente do sitio denominado Cortme,
na freguezia dos Afogados, sraliado por 15009,
por execuQio de Manoel do Amparo Caj contra
Jos Duarte Bangel.
O acadmico do 3. anno, o Sr. Amando
Goncalves dos Santos, no dia 26 de nato veio
buscar a chave do lerceiro andar n. 39 para ir
ver, e rollando tratou o alugue), e que devora
ter comeco no dia 27 de roaio, que nio dava
fiador, mas que no 1.* de junbo dava o dinheiro
do mez, e assim contiouava os pegamentos, no
ueaanuio <> proprietario. No 1 de julho in-
o-se recebar o aluguel o Sr. metelo diese ae
portador que no dia 27 do mesmo julho pagara e
entregara a chave, ao que annuio o proprietario,
chegado que fosse o dia 27, o Sr. Amnelo nio
mandou a chare o que prova a carta n. 1, no
dia 17 de agosto o Sr. Anuncio tornou a escre-
rer ao proprietario pediodo o piazo al 30 de
agosto prximo passado, o que prova a carta n.
2 ; a 28 do mez passado o Sr. Amando mudou-
se, e constando ao proprietario esta mudanca,
e nio sabeodo para onde, deliberou-se a mandar
o anuuneto para o Diario, o quaf foi publicado a
30 do mez prximo passado, oeste dia que foi
publicado o aonuncio, o Sr. Amaocio para rriais
das 7 horas da noite veio casa do proprietario
trazer a chave e que o dinheiro breve trazia, e
que tinba-se mudado em consequencia dos tens
companheiros terem-ae mudado e que elle s nao
poda continuar, e que aiude os seus companhei-
ros nio lhe tinham ainda pago, ao que respondeu
o proprietario que nao recebia a chare sem o
dinheiro que estara vencido, ae o Sr. Amando
tinha esta autorisa$o para recebgr do proprieta-
rio 199992, para que nunca a publicou, a ser
exacto e legal este debito pouco restara, eo Sr.
Amancio escusava ter o trabalho de pedir este
e aqnelle lempo para pagar o aluguel, e at
mandar o bilhete do Sr. Pedreira para mostrar
que quera pagar, e que o nio fazia porque o Sr.
Pedreira nio lhe mandou parte do que devia ; se
o Sr. Amaocio quer entregar a chave e pagar o
que deve, queira enlender-se com o Sr. Frede-
rico Chaves, o qual mora na ra da Imperatriz,
casa n. 19, e apresentar esla autorisacao e liqui-
dar, pois o Sr. Frederico Chaves est autorisado,
e juntamente receber a chave e ir com Smr. ver
o estado em que se acha o andar, pois consta que
est immundo e at com urna taboa arrancada do
assoalho, para nesta concavidade se botar a im-
mundice que existe, melbor concluir este ne-
gocio, do que Smc. vir com tanto aranzel no ao-
nuncio de 3 do correte, intitulando a casa de
castello, de torre inclinada, e que bem conhe-
cido o sobrado de tres andares na ra da Impe-
ratriz, s falta S. S. dizer que este terceiro andar
desta casa de tabulagem.
Carla n. 1 de 27 de julho.
Sr. Passo Abi vai 419000 do aluguel da cas%
vencido hoje 27 de jolho, no dia 2 de agosto at
a chegada do vapor francez do sul o senbor man-
de ver o aluguel do outro mes, que ser satis-
feito, vindo-me resposta de urnas cartas que es-
crevi para o sul, e no caso de nio receber no dia
15 do viodouro, serei exacto cumpridor do que
prometi. Seu criado,
Amancio Gongalvea dos Santoi.
Carta n. 2 de 17 de agosto p. p.
Sr. Passo.Mandei pedir-lbe o favor de espe-
rar at o dia 15 do corrente quando mandei pa-
gar-lhe o mez p. p.; esperava receber carta do
sul e nao recebi, recorr a um amigo com quem
tenho umacoota, para me mandar paite delta,
atim de lhe mandar pagar, e ahi enrio-lhe a res-
posta que me mandou ; assim, pois, veja se quer
ter a bondade de esperar at a chegada do pri-
meiro vapor do sul, que no dia 30 do corrente.
Sen criado, Amancio Goncalves dos Santos.
Segue-se o bilhete do Sr. Pedreira, es-
cripto ao Sr. Amancio.
Amancio.Nao maodo o que pede porque nio
teoho, pois ainda nao recebi mesada este mez,
porm vou fallar com o Gonzalo, se elle tiver
tomo emprestado para lhe mandar. Seu amigo
patricioPedreira.
#
Nova california |
DE
S Fazendas baratas. S
Na roa da Imperatriz n. 18, junto a*
padalia franceza. 3
Cortes de cambraia branca com babadi-
ohos 49 e 49500 superior 59, cambraia li- &
za com 8 1i2 vara 3$, 39500, e 49, ditas de 9
9 Escossia 59, e 69, ricos enfeites para se- #
| nbora 69 e 65500, sinlos os mais delicados
2 para senhora 29500. 39, chapelina para cri-
anca gosto inglez 3;500, 4, para baplisado #
39, cortes de vestido de seda Escosseza de #
bonitos gosto 129 esli se acabando, ri-
eos lencos de labyrintho 19.|13200. chapeo
< de sol para senhora de bonitas cores, liaos #
59, cabo de marfim 59500, cortea de cam- #
B braia brancos com flor de seda 59. risca-
do francez 200 res o covado, completos ft
9 sortimentos de baldes de arcos 39, sorti- #
memos de meias para menino e menina 9
9 200 e 240 ris o par. chales de tarlatana #
de cores a 640 ris, lencos branco com bar- #
ras 160 ris chitas inglezas a 180 e 200 rs. 0
9 dita fraoceza a 240 e 280 rs. o covado 0
19 pe^as de cambraia de forro com 9 varas
a 25 : junto a padaria franceza o. 48. tt

James Oliver vai a Europa.
Chama-te a ciioula que veio tratar sobre o
aluguel do molecote de urna viuva que venha fe-
char o negocio na roa do Cabug n. 3, terceiro
andar.
John Naegel Sharp, subdito inglez, relira-se
para Europa.
Acha-se em pra^a perante o Sr. Dr. juiz
dos orphaosa casa terrea na ra dos Guararapes
n. 51 a requerimento de Constancio Jos da Silva
Manta, e procurador bastante de Antonia Emilia
da Silva Manta e seus herdeiros, j aonunciido
em tres publicaces sendo a terceira 00 dia 3 do-
corrente, e por inconvenientes do Illm. Sr. Dr.
juiz deorphaos; e que leve lugar no dia 6 do
meamo, o que ficar para segunda audiencia do
dia 10 do andante.
OITerece-se para criado um rapaz solteiro filho
de China com bst habilidades, entendendo de
cosinbar qualquer comida em foroo e em outra
qualquer instruceo deste fim, informa a boa
conducta : quem o pretender dirija-se ra da
Concedi n. 24, que com a mesma pessoa tra-
tar.
Tendo se perdido o camarote de
tercetia ordem n. 19, que devem ser-
vir para as recitas que estao anuuncia-
das para os dias 7 e 8 do corrente pre-
vine-se a pessoa que os achou que os
bilhetes dei.vam de ter entrada por ja
se ter dado as providencias.
Jos Francisco Coelho da Paz, e Vicente
Ferreira Nunesde Paula fazcm sciente ao publi-
co e ao respeitavel corpo do commercio que
tem justo e contratado com a viuva de Antonio
Jos Fernandes de Carvaiho a compra de seu es-
tabelecimento sito na ra do Amorim n. 36, isto
com autorisacao dos seus credoies, porm se al-
guem se julgar com direito ao dito estabeleci-
mento apreseole-ae 00 prazo de 3 diis a contar
da dala do presente. Recife 6 de setembro de
1861.
A viuva de Antonio Jos Fernandes do
Carvalho faz sciente ao publico e ao respeitavel
corpo de commercio que com autorisscio de seus
credores tem justo e contralado vender o seu
estabelecimento sito da ra do Amorim n. 36,
aos Srs. Jos Francisco Coelho da Paz e Vicente
Ferreira Nunes de Paula ; quem se julgar com
direito ao dito estabelecimento apparega no prazo
de 3 dias a contar da data deste. Recife 6 de
setembro de 1861.
3,000:000 rs.
Na taberna da ra dos Pires n. 34, se dir quem
d 3:0009 a juros, com hypotheca em bens de
rali.
Casas para alugar.
Arrenda-se urna casa nova, com commodos
para familia, agua de beber e fructeiras: no Man
guinho principio da estrada dos Aflictos. Tam-
bera aluga-se outra casa com grandes commo-
dos e cocheira para carro, boa estribara e san-
zala, sito na Capuoga Nora, rna das Peroam-
bucanas, confronte o Sr. Dr. Perelra do Carmo : a
tratar no sitio do Chora Meaiaoa, na capellinha.
- Tem-ae justo e contratado a compra do es-
tabelecimento de molhados sito na rna Nova n.
48. que gyra sob a firma de Manas & Eloy, se
siguen se julga com algum direito a fazer op-
posicio a tal renda, haja de reclamar no prazo
de tres dias. Recife 6 de setembro de 1861.
Aluga-se
ama loja com armaba, propria para qualquer
estabelecimento na ra Oireita n. 87 : a tratar na
loja da ra do Quoimads n. 46.
Vende-se urna earroca aova muito segara
e de boa madeira vara bel: a tratar na laberaa
randa da Soledad.
s
J
X


d,oio m iWmmm* S4JBAD0 7 n setbmro di ssi
23 Ruada Imperairiz 23
PitlOS E MSICAS.
J, Laumonnler convida os sentares mestrese madores de msica, & virem avien armazem
?er os excellenles pianos La umonoier, queseaba de receber de Pars, fabricados expressamente
para o clima do Brasil, multo elegantes e de goatos modernos. Igualmente tem msicas dos me-
mores autores, asslm como coucerla e afina ounesmos instrumentos.
Joias.
___________
(5)
largodaPenha
Francisco Fernandes Duarte, proprietario deste
armazem de molbados, partecipa aos seus freguezes, assim como aos senbores da praca, de enge-
nho e larradorea que d'ora em vaate quizerem-se afreguezar neste estabelecimenlo, que se acha
cora um completo sortimento de gneros os mais novos que ha no mercado e por serem a maior
parte delles vindos de coota propria, est porlanto resolvido a veode-los por menos 10 por cenlo
do que em outra qualquer parle, afianzando a boaqualidade e acondiciouamento, assim como ser-
vir os portadores meaos pralicos lio boro, como se os senbores viessem pessoalmenle, para o que
nao se poupari o proprietario em prestar toda attencSo, alim da continuaren) a mandar comprar
suas eocommendas, serlos de que, toda e qualquer encommenda comprada neste estabelecimenlo
acompanhar urna conla impressa com o meemo titulo de armazem Progresso.
Nianteiga ingleza peTltUamenle o*. imo Ilbra, Tenfle.
se por este prego nicamente pela grande porco que tem e sefor em barril se fara abatimento
Nlantaiga raueexa 640 rgt a libra e em btrril a 5^ rt,
*^ uySStlll 0 meihor que ha aj mercado a 2600 a libra.
dem pteto. 9600a 1bra.
QUIJOS O TClllO negados oeste ultimo vapor a 2#400.
dem urato a g^ intero a 640 rg# a ,ikra
"eM SttlSaO a 640 rS a lbra em por?So se faz a batimento.
P reiuuto de Hambre iDgUl. 700 .. Uta..
Prezunt de lamego a m.,libra inteiro, 4l0r..
A.n\cixas iraneexas em fragco com 41bra8 por 3#000| a retalh01800 r8.
F.spermasete. 740 r$f, libra> em cai... 720 rg.
l,ataS COm bo\axVft\ia de SOda de eferente qualidade. a 1*400
Latas com peixe em posta de mnitas qua,id.des a woo.
Apitonas muito novas a ism ra. 0 barril,. ralalh0 a m .. garrafa.
Doce de Ylperche em lallM d6 21ibras por moo.
innatas pari podim a goo rg# a libra>
ttanha de porco refinada a 480 rg. a llbra, em barril, 440 .
Ill.a^a ae tomate a maignoTa do mercado a 900 rs., a em latas de 21ibra por 1700.
r aiOS Oe lOmuO a primeira^ez que vieram a este mercado a 640 rs. a libra.
Chouricas e oaios muil0 n0T0, a ^ .. Mbr..
Palitos de dente iixados com 20 macinho. por 200 rs.
Chocolate francez.a imo a libra> dilt0 p0rtogae2 a goo rs.
Mar meiatta imperial d0 afamad0 Abreu e de outros muitos fabricantes de Lisboa
a 1*000 rs. a libra.
\ l aUO S eOgar raiadoS Port0| Bo*rdeaux, Carca vellos, e moscatel a l060- garata.
V HUIOS em Pipa de 500# 5W e 640 rg garrafai em caadas a 39500 4J000 4*500;
Vinagre de Lisboa 0 m.iuPerior240 rs.g.rr.fa.
Ser Veja dag m,g acreditadas marcas a 5* a duzia, e em garrafa a 500 rs.
EiSlTeilinaa parasopa a mais nova que ha no mercado a 640 rs. libra.
.rvilbas trancezas a 64018.. i.u.
MiolO de ameUdoa 800 r, ubra, dita com casca a 480 rs.
NOZeS mujto 00Tag a 120 rs. a libra.
daStaikhaS piladas a 240 rs. a libra;
A"**" muito superior a 240 rs. a libre, e a 7* a arroba:
JYTIlOZ d0 Maranho a 3* em arroba, e em libra a 100 rs.
Fumo amerieano
Sevadinha
SagU muito n0T0 a 320 r8. a libra.
T OaCiaUO de Ligboa a 860m. a libra e a 10* a arroba.
Farinha do Marannao
T oueinlio ingUz a 00 rg libt.
Pasaas em eaixinhasde8U*ai.^cadaumfl.
Inlependeote dos gneros mencionados encontrar o respeitavel publico|tudo quanto pro-
Seraim & Irmo, com loja de ourives na ra
do Cabug n. 11, scienlificam a todos os seus fre-
gueses amigos, que por'terem graude sortimento
de novas e delicadas obras de ouro, continan a
vender o mais em eoota possivel, e se responsa-
bilisam pelas qualidades do ouro, prsta, diaman-
tes, brilhanles, mencionando ditas qualidsdes em
urna coota impressa que coslamam psssar : os
meamos previoem que ninguem se deixe illudir
ior individuos que sndam vendendo obras por
ora desta pra^a, dizendo serem da casa dos mee-
mos, pois nunca tiveram Bem teem pessoa ilgu-
ma encarregada de vender jolas suas.
Bernardino Lopes de Oliveira, subdito por-
tuguez, vai a Europa, e deixa por aeus procura-
dores para tratar dos negocios de sua loja aos Srs.
Francisco de Paula Mindello, Joaquina Ferreira
de Araujo Guimaries e Manoel Antonio de Car-
valbo, e para tratar deseos negocios particulares
aos Srs. Juaquim Ferreira de Araujo Guimaraes,
Hanoel Antonio de Garrelho e Francisco de Pau-
ta Mindello.
0 Sr. Fran-1
cisco de Carvalho Paes
de Andrade, antes de se \
retirar para o centro, 9
queira ir a loja de fa- 0
zendas n. 13 da ra da
Cadeia do Recife, para \
cujo fm nao extranho.
A mais fina e nova que se pode desejar neste genero, a 1^000 a libratanto em porco
como a retalho, vende-se nos armazens Progressivo e Progressisla no laTgo do Carmo n. 9,
eruadasCruzesn. 36.
CHA HYSSON.
O melhor qu se pode desejar em artigo cha a 2$600, 2
se qualquer urna das qulidades.
e 3#000 a libra, afianca-
CHOCOUTE.
Lices
Francez, inglez, portuguez, a 1$200 alibra, vende-seno Progressivo e Progressista
no largo doCarmon. 9, era das Cruzes n. 36.
Chegados no ultima paquete a 640 rs. alibra, e sendo inteiro a 600 rs. alibra, affian-
ca-se a superior qualidade.
QUEIJOS FLAMENGOS.
Os maisfrescaes que ha no mercado por serem viudos no ultimo paquete a 2$800
cada um.
alga libra, se for em porco se far abatimento.
de Fran;a a 240 rs. alibra.
a mais nova a 160 rs. a libra.
curar tendente a molhados.
ir mandadle do Di-
vino Espirito
Santo.
A mesa ragedora manda convidar a todos os
Beso9 irmos a comparecerem em nossa igreja,
areanha 8 do correte pelas 3 boras da tarde,
afim de encorporados, irnos trasladar do Cemi-
terio publico para a nossa igreja, os restos mor-
taee do nosso finado irmao ex-juiz Antonio Fran-
cisco de Lima Guimaraes, e roga-se a todos aquel-
las irmos que tiverem capis, e por qualquer
carnea nao possam vir de as mandar entregar ao
irmo thesoureiro.
O escrivo,
Antonio Augusto dos Santos Porto.
O bacharel Witrdvio po-
de ser procurado na ra
Nova o. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
eamboa do Carmo.
Ama.
Urna parda de maior idade se offerece para
ama de casa de homem solteiro ou de pouca fa-
milia, trala-se na ra da Palma n. 18.
Vende-se saceos de farioha de mandioca a
29000, na ra Nova n. 48.
Nova California.
Tapetes para sala fazenda de 8$000 vende-se
pelo barato pre^o de 3j>500, na ra di Imperatriz
o. 48 junto a padaria francesa.
Superiores tiras
bordadas.
Na loja da boa f na ra do
Queimado n. 22 se encontrar um bonito sorti-
mento de superiores tiras ricamente bordadas
que se veodem pelo barato prego de 3$000 4*000
e 5g0QQ ris a pega, advertindo-se que ha mais
de ums pega de cada padro, quera mais depressa
andar melhor servido ser, na roa do Queimado
n. 22 na loja da Boa-F.
Fil liso e tarlata-
na branca a 800
ris a vara.
OfTerece-se urna ama portugueza para casa de
familia, a tratar na ra do Apollo n. 8 primeiro
andar.
Cintos.
Vendem-se cintos de todas as corea com ri-
cas fivelas para senbora e menina a **, bandos
de ellos para mrrafa a 500 rs. o par, entalle
para cabeca, de cores e dirersas qualidades : na
ra d Imperatriz, loja da boa f n. 74.
de liogua nacional, latim, inglez e francez em ca-
sas particulares, sendo as liedes de inglez e fran-
cez leccionadaa pelo ezcellente methodo d'Ollen-
dorff, metbodo pelo qual ensina-ae boje differen-
tes linguas na Europa ; e com effeito o nico
que em pouco lempo pode enslosr a fallar, es-
crever e traduzir urna lingua estranha cm pouco
lempo com perfeico ; na ra da matriz da Boa-
Vieta n. 34.
SOC1EDADE
INSTITUTO PI E LITERARIO-
De cocf^Didado com o 1.* do art. 41 dos
nossos esflptos, e de ordena do Sr. presidente
interino, convido a todos os senhores socios a
comparecerem a sessao ordinarU da assembla
geral oo dia 7 do correte, s 10 horas da ma-
rinas, afimdeproceder-se a eleico dos membros
?ue em de reger esta sociedade at marco de
86?. Antes da assembla geral funecionar o
conselho director em aesso ordinaria.
Secretaria do Instituto Pi e Lilterario emSde
setembro de 1861.
Henrique Mamede,
1.a secretario interino;
Peter Dermody e John Glecois, subditos bri-
tannicos, reliram-se para Inglaterra.
Antonio da Silva, subdito portugus, reti-
rs-se para a Europa.
DE
Escultura em Marmore
Caes do Ramos n. 50.
Se fazem pelos presos aeguintes :
Consolos Luis XV de 12JJ a 15.
Jardineiras idem idem de 20$ a 309.
Consolos lisos de 9$ a 120.
Mesas redondas de 18 a 250.
Lavatorios de 12 a 30.
Aparadoras de 20$ a 35$-
Letras gravadas aouradaa ou embutidlo m,
forme oa caracteres e tamanhos de 100 rs. cada
urna a 1.
Pedra para collocar as ditas, cada palmo em
quadro a 1.
Concerta se alabastro, jaspe e porcelana.
Recebem-se pedras usadas em troca, quer se-
jam ou nao de trastes, ainda meimo quebradas.
Precisa-ssjyle 600 pelo lempo de quatro
mezes, fleando em poder de qem der a referida
quanlia, urna escrava cozinheira, que nao tem
vicios nem achaques ; a quem convier negociar
annuncie.
AHiga-se urna exceente casa de
campo com todas as commodidades de
tamilia, com sitio grande, cocheira, es-
tribara etc., a casa construida ha poa-
co tempo com trraco a roda, sita na
entrada do Poco: a tratar com os pro-
pietarios N. O. Bieber & C, successo-
res. ra da Cruz n. 4.
-<- Na travesa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continuase a tingir
com toda a perfeico para qualquer
cor e o mais barato possivel.
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso, Santos & G. sacam e tomam
saques sobre a praca de Lisboa.
Os armszens da ra da Lapa n. 13, e ra
do Costa o. 10, recebem gneros para recolhe-
rem por menos de que costumam receber outros :
quem pretender, dirija-se ao n. 13, que achara
com quem tratar ; assim como se aluga um dos
mesmos armazens.
Aluga-se, o sobrado n. 2 B da ra do Apollo,
j a casa terrea n.27da ruado Burgos a tratar na
ra da Aurora n. 36.
Transferencia
O correio particular da Paralaba do
Norte, Oca desta data em diante trans-
ferido para a casa de Travassos Jnior
& C, ra do Amorim n. 58.
A commisso liquidadora dos credores da
casa do fallecido Hanoel Buarque de Macado Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgsrem ere-
doras por letras ou contaa de Irnos, que se diri-
jan com oa seus litlos ra da Cadeia do Re-
eifen.26. primeiro andar, das 10 horas da ma-
nhia is 2 da tarde, para serem verificados e cas-
siQcados pela referida commisso
O Sr. Braailiano Francisco de Paes Barreto
tenha a bondade de vir fallar oa loja do Germano,
relojoeiro, na rus Nova n. 21, visto ignorar-se
aonde o mesmo senhor mora.
O melhor que se pode desejar na qualidade deste queijo a 600 rs. alibra, e sen-
do porco a 500 rs.
Em pipa de Lisboa, Porto e Figueira ai$a cariada de 500 a 600 rs. em garrafa.
iPorto, Duque do Porto, jeuuino Carcavellos, Nector, Madeira, Feitoria, Cheres,
Bordeaux a 1#200 agarrafa e 13$ a duzia. nicamente no progressivo e progressista
no largo do Carmo e ra das Cruzes.
, iv DOCE DA CASCA DE GOIABA
um dos memores doces que ha em relaco ao tempo a 800 e 1$200 o caixo.
LATAS COM FRUTAS
de todas as qualidades que ha em Portugal o mais bem arraniado que temos tido no
mercado a 800 e 1^000.
ERVILHAS PORTUGUEZAS E FRANGEZAS
o que se pode desejar em bom neste genero, pela sua preparacao e qualidade a 800
rs. a lata.
VINAGRE PURO DE LISBOA
a 240 a garafa e 1^850 a caada afianca-seser de Lisboa e de superior qualidade tam-
bem branco por 400 rs. a garrafa e 2#560 a caada.
GOMINHOS E ERVA DOCE
os mais novos que temos no mercado, e mesmo nunca os houve memores a 400 rs. a
libra de erva doce e 800 rs. os cominhos
S.YA.1HNU,Y H^ FRMiCA S\G3
a mais nova que s pode desejar a 180 rs. a libra de sevadinha e 280 rs. o sag.
UTAS COI DOCE DE ALPEBCE
o melhor que se pode,desejar, a 1#100 a lata, tambem marmelada dos melhores fa-
bricantes de Lisboa a 1 #800 a lata, e peras a 1,280 rs. a libra.
alem dos gneros cima encontrar o publico tudo que procurar tendente a mo-
lUuiloS.
N.B. Os genero atima vendidos em nossos armazens levaro o destentivo dos mesmos.
Novo estabelecimenlo de
cabelleireiro, no bairo
do Recife, ruada a-
deia n. 55, 1.* andar.
JOO GODOFREDO PINTO, artista cabelleirei-
ro, acaba de estabelecer-se oa ra da Cadeia do
Recife n. 55, primeiro aodar, e offerece-se por-
lanto so respei'lavel publico para exerceras func-
Coes de sua arte, com aceio e promptido. Neste
estabelecimenlo encontrarlo sempre os freguezes
o gosto necessario que se exige no exercicio des-
ta arte. Este novo eslabalecimenlo que principia
hoje a desabrochar, se torna necessario a coad-
juvago do respeitavel publico em que confia o
artista eabelleireiro. Recebe encommendas de
cabelleiras para senhora, ditas para homens,
crescenles, enchimentos para bandos, msrrafas,'
trancas para anneis, trancelins, cadeiras para re-
Ioeios. braceletes, quadros tumulares, memorias,
firmas, etc., etc., CORTES DE CABELLOS E ERI-
ZADOS. Lasa-se a cabera com a excellente
AGUA IMrEBIAL. Tioge-se cabellos, barbas,
etc.. etc., por um processo facilimo, e que urna
vez tintos jamis mudaro a cor. Extragao das
caspas por meio do TRICOPHENUS : este excel-
lente remedio para extinguir por urna vez as cas-
pas, e fazer reoascer os cabellos, se torna asss
recommendaval.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Sal.
Vende-se sal de muito boa qnHdade por ser
muito grouo aifo : a trsler oa ra da Madre
de Daos n. S. -
\ Yendem-M 5 seravos de bonitas figuras,
cosa idade de 11. *U ^"m Pr"
os.aesao asMor defeito. a por barato preco :
" rus das Crazsj n. 3, 8* Mdr.
Vende-se fil Uso muilo fino e assim tambem
tarlatsna branca muito fina, tanto urna cousa co-
mo outra sao propriaa para vestidos, nao s para
bailes cono para assiitir-se a caaamentos, anden
antes que m acabe na na do Queimado o. 32
na loja da Boa-F.
Vnde-se.
Um sobrado na ladeira da S, com bons com-
modos, excellente vista, grande qaintal todo mu-
Mfe^fom diversos srvoredos. e cacimba com
i agoa de beber, este predio toroa-se re-
commendavel nao s pelas commodidades que
jmo por estar perla do banho salgado, e
io por detraz do palacio do Sr. Bispo com
mullos arvoredos, baiza para capim, capoeira
com'mu.U leah, e grande cacimba com ptima
agoa de beber: quem pertendar dirija-s a tasa
do nroprieUrio roa dos Gudrarapes o, 46.
HDTJa
exposicao de candieiros
ECONMICOS
EAU MINERALE
NATRALLEDE VICHY.
Depositei na b o tic francez a ra daCrizn.22
IFIlDE
Fraderic Gaulier,cirurgaodenlista, faz
todas as operacoes da sua arte ecolloca
dentes artificiaos, lado com a superiori- .
dade eperfaicio que as pessoasentaadi-
dssIhereconhacem.
Tem agaa e posdeniifrstasete.

CONSULTORIO ESPECIAL HOMEOPATHICO
O proprietario deste estafcelectmesito avisa ao
publico que contina a ter um riqoisstmo e va-
rate! aortimeoto der candieiros para todos os ser-
vicos que so precisar, como om grande deposito
de gaz da melhor qualidade que tem apperecido,
e experimentado pelos compradores, conheeidos
verdaderamente econmicos.
Caadieiros ecoaomieos a gai.
Candieiros ecoaomieos s gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros ec*ao*icos s gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Na ra Nova p, 90 a 24.
DO DOUTOR
SABINO 0. L. PINHO.
Ruado Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas lodos os das u teis desde as 10 boras
at meio dia, acerca das seguales molestias :
molestias das mulherts, molestias das crian-
sos, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias sypkiliticas, todas as especies de febres,
febres intermitientes s suas consequencias,
PHAJUUCIA ESPECIAL HOMEOUTHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
irados som todas as cautelas necesarias, In-
lliveis em seus effeitos, Unto em tintura, como
ana glbulos, pelos pregos mais commodos pos-
aiveis. > ,
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
enicassente readides em sua pharmaeia ; todoa
que o forem lora della sao falsas.
Toduascarleirss sao acompanbadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as aeguintes patavras : Di. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileo. Este emblema poeto
r mente na lista dos medicamentos que se pe-
As carleira* que nso levaram esse isspreuo
assim marcado, ombora tenbam na Umpa o no-
mo do Dr. Sabino alo falaos.
Citro Jctate de ferro
\]neo deposito na botica de loaquim MarUnVio
da Cruz Covieia A C, ra do Cabug n. 11,
em Pemambuco.
H. Thermes (de Chalis) aotigo pharmaceutico aprsenla hoje urna nova preparacao de fe'ro
com o nome de elixir de citro-lactato de ferro.
Parecer ao publico um luxo empregar-se um mesmo medicamento debaixo de formulas lo
variadas, maso homem da sciencia comprehende a necessidade e importancia de urna tal varie-
dade.
A formula um objecto de muita importancia em therapeutica : um progresso immenso,
quando ella, maniendo a osseocia do medicamento, o toroa agradavel, fcil e possivel para lodas as
idades, para todos os paladares e para todos os temperamentos.
Das numerosas preparares de ferro at hoje conhecidas nenhuma rene to bellas qualida-
des como o elixir de tro.-laclado de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-seem urna pe-
quea dose, e ser de urna prompta e fcil dissolugio oo estomago, de modo que completamente
aasirailado; e o nao produzir por causa da lactina, que contem em sua composicao, a conslipacao de
ventre frequeotemente provocada pelas oulris preparages terroginosas.
Estas novas qualidades em nada alteram a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
substancia da qual o medico se nao pode dispeusaa em sua clnica, de Incomparavel utilidade
qualquer formula que lhe d propriedades taes, que o pratico posea prescrever sem receio. E' o
que conseguio o pharmaceutico Thermes com a preparacao do cilro-lactado de ferro. Assim este
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas preparaces terroginosas, com o
atiesta a pratica de mullo mdicos distinctos que o tem eosaiado. Tem sido empregado como im-
menso proveito as molestias de languidez (chlorose pallidss cores ) na debilidade subsecuente as
hemorrhagias. as hydropesias que apparecem depoisdas intermitentes na incontinencia: de urinas
por debilidade, as perolaa brancas, na eacrophula, no rachitismo, na purpura hemorrhagica, na
convalescencia das molestias graves, na chloro anemia das malheres grvidas, em todos os casos
em que o sangue se acha empobrecido ou viciado pelas tadigas, affeceoes chronieas, cachexia tuber-
culosas, cancrosa, syphililica, excessos venreos, onanismo e uto prolongado das precaoces mer-
curiaea.
Estas enfermidades sendo mui frequentes e sendo o ferro a principal substancia de que o
medico tem de laucar mao para as debelar, o autor do citro-lactato de ferro merece louvores e o
reconhecimento da humaoidade, por ter descoberto urna formula pela qual se pode sem recejo
usar do ferro.
Sacam sobre Lisboa
Noto d. 6.
Venda de escravos.
Vende-se urna escrava de meia idade muito
fiel boa lavadeira, cozinheira, costureira de al-
faiale, e tambem engomma alguma cousa. Tam-
bem se vende urna crioulfnba, filha da mesma
com 11 a 12 annos, que ji cose chao e faz gradea
perfeitamenle, {e muito boa para mocamba : a
fallar na roa da Aurora n. 46, taberna.
Fabrica de espiritos na
ra Direita n. 17.
Neste estabelecimenlo sempre sortido de todas
aa qualidades de espiritas, como sejam, licores,
tanto finos como mais ordinarios, genebra, aniz,
agurdente do reino, espirito de 36 a 40 graos, o
que tudo se vende em porco, e seu prego o mais
em conla do que em outra'qualquer parte.

Vendeaa-se borzeguins para sanhoras, de os.
31,32, 33 e 34. a em bom estado, a 4|M0: oa
1 loja da travesea da ra das Cruzes o. 2.
dencia a.
A vende-se chapeos de seda e de meri- Sjt
x no a Garibaldi para meninos de 2 a 4 !
W annos : na loja de Nabuco & C. na ra 9
No va o. 2. $f
#9999 $ $$$$
sm Precisa-se deuss eestoheira e urna |
I eogommadeira, peritas, para casa es- 1
f trangeira, e tambem um feitor ejardi- &
9 De'ro a tratar na ra do Trapiche n. 4, ^
A primeiro andar, escrlptorio. a
* #*
SCollcgio Bom ConselhoS
8Precisa-se de um criado para eopeiro, w
que d fiador a sua conduela. m)
**< o !
Vende-se na bom carro ainda novo, pro- -
prio para cartegar asaucar da estajeo ferr i bas-
tan tr ero coaita : .ao corredor do Bispo n. "5.


6
MilIO DI MMMMABeo 9*Mif)0 7 Mi SETKMo ttt itM.
Attencao.
Aiua*-8a a padaria da rua Imperial n. 199 :
a atar com N.reit^ej|da ,.
ierao do C.rno,daTihorada manhaae te
meio dfa aa 9 horas d4ad*v
Vocal e iastru-
mental*
MANOEL AUGUSTO DE MENBZES COSTA, d
liedes de msica por casas ptrticulares : quem
de seu prestimo se quizer utiUsar^ procure
b su preatimo se quzer utiliaar, procure na
rua da Conceigo da Boa-Vista n. 49; ou no ar-
senal de guerra).
Livros baratos.
Vendem-se os seguate romeuces, escriptos
por E. 8ues, A.Duma, Cooper, Rousseau, eou-
tros boas autores, quasi toHos novos e por preso
commoao : na praga da Independencia, loja de
chapeos n. 34 : Jos Balsamo t volume, Viga
deKoat-venl vol., o Pastor d'Asbourg 3 vol.,
Alexina 4 yoI.. o ospiao vols. a Nora Heloise
ou cartas de dous amantes 4 vols., Vctor oui o
Menino da Selva 4 vola-, os Orphaosinhos d Al-
deia 4 vols., o Menino da Praga Nova 4 vols.. a
Bansneire 2 vols., Adriana 3 vols., Leonel Lm-
colin 2 vols., os Esposos Desgranados 1l.
-o
Gabinete medico cirurgico.
Ra das Flores n. 37. $
SSero dadss consultas medlcas-cirurg,-
cas peloDr. Estevio Cavalcantl de Alba-
OJ qaerque da 6 a 10 horas da manhla.ao- 9
3 cudiodo sos chamados com a maior bre-
vidade possivel.
*n I- Partos.
m 2. Molestias de pella.
*n 3.* dem dos olhos.
S 4. dem dos orgsos enilae. W
Z Praticar toda equalquer operagao em *
2, seu gabinete ou em casa dos dotes con- #
Z forme Ihes dr raai conveniente.
*>
\na de leile.
Na ra da Cruz n. 45. armazem. preclsa-se de
ama ama de leite, preferece-ae esclava.
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J.2.2 *
X L. k. O
uys-a.
5 -a
i?fff?f?-HfffmfHffi
O Dr. Joo Ferreira da Silva, de volta de
sua viagem, est morando na ra larga do Ro-
siiio n. 20, e contina no exercicio de sua pro-
fissao, dedicaodo-se especialmente a pralica de
operaces cirurgicas.
Aluga-se
a casa e sitio detronte da igreja dos Remedios n
5. e o Urceiro andar d "<" 'na larga do Ro-
sario n. 01 : tratar na ra da Cadeia uu Keci-
fe o. 4.
Na rua da Aurora n. 10, dir-se-
lla quem vende urna escrava moca com
um ilho menor, tudo por pre^o com-
modo
No sitio da Sra. viuva Lasserre na Capunga
precisa-se de ura escravo para todo o servigo:
a tratar no mesmo sitio ou na ra da Cadeia nu-
mero 20.
Aluga-se o prmeiro andar do so-
brado da ra da Cruz n. 21 : a tratar
no terceiro andar do rnesmo sobrado.
Aluga-sa urna escrava para todo
o ser vico de urna casa : na ra Direita
n. 16,
A commissao liquidadora dos ere-
dores da massa do fallecido Manoel
Buarque de Macedo Luna, pede aos Srs.
evedores a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commissao todos os dia uteisdas 10 ho-
ras da manhaa as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recite n. 26, prmeiro andar.
A commissao roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a obrigue a lancar
mao dos meios judiciaes ou do jornal
pna haver essa importancias de que
sao seus devedores.
Manoel Alves Guerra saca sobre o Rio de
Janeiro.
Attencao.
Hontem 3 do correnle, as 4 horas da tarde, Jo-
s Duarte das Neres, ao entrar para o mnibus
Ssnl'Anna, na ra do Crespo, e dahi at oMon-
teiro perdeu um embralho de papel, contendo
10:000$ em sedulss, sendo urna de 5009, tres di-
las verdes de 200$, algumas de 1009, e 2009 do
novo banco, algumas amarellas da caixa filial,
sendo 3:5009 em notas da 509 da caixa filial e do
novo banco : rogs-se pois a pessoa que o achou
se digno restituir, dirigindo-se ao mesmo Jos
Duarte das Neves em seu armazem, do becco do
Gon^alves n. i0. que ser gratificado com 2 OOOfl
v ihe ficar eternamente grato.
Carlos Beutchtr vaia Babia.
Precisa-se de um coznheiro e de um cria-
do, prefere-se estrangeiro : no hotel dos Api-
pucos.
ATTENQAO.
O Sr. Joaquim Alves Pinto que fui caixeiro do
Sr. Malveira antes de retirar-se desta provincia
haja de dirigir-so ao botequim da ra do Impe-
rador n. 16, sfim de pagar ao dono do mesmo a
importuncia que se acha a de ver ; e faz-se este
annuncio em consecuencia do referido Sr. Pinto
nao ter querido por maneira alguma satisfazer o
seu debito.
Alugam-se duas casas novas na ra dos
Prazeres do bairro da Boa-Vista : a tratar com
Jos Cirneiro da Conha.
Os senhores administradores actuaes da so-
ciedade Oithodoxa queiram dirlgir-se a ra da
Ioperatriz n. 58 s negocie da mesma sociedade.
Coznheiro.
Precisa-se de um coznheiro para um hotel na
villa do Cabo : quem estiver neslas circumslao-
cias e quizer, dlrija-se aestscSo das Cinco Pon-
tas, a tratar com o Sr. Jos Luiz Netto de Men-
donsa, ou no mesmo hoUl a tratar com o tfono.
Ra Direita-n. 105.
Viu^a Brilo avisa a seus fregueses que mudo
sua fabrica da velas i d. 5 para b. 105, los
passando o becco do Serigado.' cu|a cata lem o
letreiro na porta, aonde conlina a tes sempre
sarumenta de v^Us de todos os tamaahos e qua-
tidades, e mais barato do que em outra parte.
-- Preclsa-se de urna eogomroadeira que sefa
fiel, prefere-se scrava, para" una casa esfraael-
c* : aa ra da Cadeia n. 37. ^^
Ptt\RllVarVrB\RTeMll
RBilarp don*samQ.J6
Kt* l'A'fsctanr.
Pillasd Allsxou.
Pilulas americanas.
Vermfugo inglez.
Plala* Holloway.
Ungento Hotlovray.
Offerece-se ama crioala de meia idade para
anra de casa de pone familia, ou hodsen sottei-
ro, e mesmo para casa de maior familia, confor-
me o ajuste; a qual cozinha perfeftamente, en-
gomma, ensaboa e sabe tratar de doentes: no
becco do Veras n. 9, cssa da Sra. Adriana.
Aluga-se ama casa em Bebona*.; a tratar
com i. I. M. do Reg, m ra do Trapttfc* o. 34.
Aluga-se um avamera n roa ero de San-
ta Rito (frente da ribotra da peite) v. 19, com
sufficiencia para qualquer esttftelectaooto por
maior que elle seja, pode recoUkor paro asis de
6000 barricas, ou de 30O a 400 pipas cheias, e
entras tanta* vasias, ou atroa queesquer votamos-
na proporcao, com a vaotagem da ter no fundo
trapiche o guindaste, pelo qual pode embarcare
desembarcar aquary com toda a asar : a enten-
der-se com o proprielario Manoel Perera Lalos
no caes do Ramos n. 10.
Um* pessoa que retira-se da vida agrcola,
permuta por predios nesta praca eawavosafToJto*
a todo o servido de engenho. o* qnces sao robni-
tos e saos, e de boa conducta, pie Usados estes
que se garante ao permutante : os pretendientes
dirijam-se ra Augusta n. 43, segundo andar.
Na ra da Roda o. 6 eantinua-se a mandar
comida para fra por proco razoaval.
Na ra do Atalho n. 3 (atraz da caica d'a-
gua), aluga-se um exeellente criado, proprio
para servir em casa de familia.
Na ra da Imperatriz n. 9, segundo andar,
precisa-se alugar urna preta que saiba lavar bem
roupa, tanto de varrella como de sabio.
Offerece-se urna mulher de idade de be
conducta para ser ama de casa de poucs familia
ou hotnem solteiro : quem precisar, dirija-so a
ruada Paz n. 24, casa que fies defronte daco-
chein do Sr. Joi Hara.
Aluga-se um exeellente coznheiro ; quem
pretender, dirja-se a roa da Cruz n. 45, prmei-
ro andar, das 10 horas da manhaa s 3 da tardo.
Francisco Antonio Falcio, subdito italiano,
retira-se para a Europa.
Attencao.
Precisa-se de urna ama para cozinha o que se-
ja boa cozinheira, e para mais algum sorvico de
casa de familia : na roa da Conceicao, sobrado
numero 6.
Aluga-se um segundo andar com solio,
aceiado e com commodos para familia, na ra
Direita de Santo Antonio : a tratar na mesma roa
numero 54
Giocondo Feasioa e Antonio Fessina, sb-
itos italianos, retiram-se para tora da provln-
i
Compras.
Compram-se escravos crioulos de 14 a 20
annos de idade : na ra da Imperatriz n. 12, lo-
ja de fazendas.
Compram-se duas negras de 18 a 29 annos
de idade, qoe tenham habilidades : na ra da Im-
peratriz n. 9, prmeiro andar.
Vendas.
&mmmm saetea nkimwik
I
Attencao
Fazendas e rou-j
pas feitas baratas
NA LOJA DE
J48- Rua da Imperatriz48
} Junwi padaria franceza.
Acaba ao chegar a esle estabeleci-
mento um completo e variado sorlimento
Sderoupas de diversas qualidades como
sejam : grande sorlimento de paletots
de alpaca preta e de cores a 39 e 39500,
ditos forrados a 49 e 49500, ditos france-
{zes fazenda do 109 a 69500, ditos de me-
rino prelo a 69, ditos de brim pardo a
33800 e 49, ditos de brim de cor a 39500,
ditos de ganga decora 33500, ditos de
K alpaca de laa amarella a imitagao de pa-
O Iha de seda a 39500 e 49. ditos de meia
j| casemira a 49500, 5 e 59500, ditos de
8** casemira saceos a 13J, ditos sobrecasacos
a 15>, ditos de panno preto fino a 209,
S22g, 28J, ditos brancos do bramante
39500 e 49, caigas de brim de cor a 1800
-g 2^500, 39. ditas brancas a 39 e 49500, di-
I tas de meia casemira a 3J500, ditas de
C casemira a 69500. 7A500 e 99, ditas pre-
tas a 4S500, 79500.99 e 109, colletes de
ganga franceza a 19600, ditos de fuslao
29800, ditos brancos a 2$"800 e 39, ditos
de setim prelo a 39500 e 49500, ditos de
gorgurio de seda a 49500 e 59, ditos de
casemira preta e de cores a 49500 e 59
ditos de velludo a 79,8J e 99.
Completo sorlimento de roupa para
meninos como sejam calcas, colletes, pa-
let0'9. camisas a I98OO e 29, ditas de fusta o
a295OO, chapeos francezes para cabeca
fazenda superior a 69500, 8g500 e tOa
ditos de sol a 63 e 6J500, ditos para se-
nhora a 45500 e 59.
Cheguem
BARATO PARA LIQUIDAR
Na rua da Imperatriz n. 40,es-
quina do becco dos Ferrei-
ros, loja de Manoel Jos
Guedes de Magalhes
Sediohasde qaadros de todas as coreo e amito
encorpadas, covado a 720 rs., cortes do eambraia
brancos com 3 ordena de bordado a 39, dito com
3, 4, 5 e 6 babados do diversas cores a 39500,
ditos de larlasaaa com 3 babadas a 2|50O e 39,
ditos de eambraia de seda a 59, balesde 14 a
40 arcos dos melhores qoe lem apparecio a 39,
39500 e49, ditos para meninas de lodosos tama-
nhos.cambraiota francesa maito floa.peca a 79500
e a$, cassas com salpicos brancos e de cores, co-
vado a 240, pocas da eassa de lpicos brancos o
deccroa coa 8 l|t varas a 3f>84>, oooertas de
roco maUzadae poro cima a 9#, chales do froco
com pona redonda e borla dos mais modernos o
89, ditos de la o seda a 29500, gwgr amarella
muito boa, covado 240, eambraia do cor maito
bonita, covado a 300 rs., alpacas de cor para ves-
tido, cova 1o a 3-i0, popelinas, riscndlnhos para
vestidos de se o hora a meninas, cora* a 300 rs.,
(iras bordadas a ponto fnglez da (odas aa larga-
rao a 19280. 19444), 1#600 o >, iDiaftiatat ho-
la too gollioha para senhora a 2 e 39. chitan
francezas finase cores xas, covado a 230, 2*0,
^9'ascaaabfaias de seda dooorea enfoi-
(aa* a 540 rs., ditas da forro da oito vasa
peca a 19600, e outras muitas fazenda de barato
proco.
Sentido *o Paveo.
?ao*>ao ueste estabelaciaonto nm grande e
varttdtt sactlmonto do fanonds taato para bo-
rneas cosno para sonhorao, da todas ss fazendas
aa dio Mostrea enm ponhor ola sbandam-so le-
ar anksjsss das familias petos oaiieiros da casa,
aasim ano o respeitavel puWico aclara todos os
dfas uMaa esto estabeteeimeada) aifrrtb das 6 ho-
mo da man ha as 9 da noita.
Cestinhas de Hamburgo.
S6 na loja d'agnia de outo, rua do ijfbogl' n.
1 B, quem raoooeu um completo-sortinieoto de
liadas cestinhas de todos os lmannos propras
para meointsde escola, asoim conao-matorea com
tampa propras para compras, balaios pjanprios
para costara,ditos proprioa para faqueiraa, ditos
muito bonitos para brnqasodos de meniawo, di-
tos maracas plntadlnhos que se vandem po* pre-
sos muito baratoa-
Enfeites riquissioios.
Vendem-so ricos enfeitaode retroz, sao os me-
lhores e maia modernos que ha no marcado, pelo
baraaissimo preco de 89: na rua do Queimado
11. 29( oa loja da boa f.
Nova pechincha.
Pecan do eambraia lisa fina com 7 li2,8 e 9
jardas a 29500. 39 e 39500, chita larga franceza
a 200 o 220 rs. o covado: na raa do Queimado
!*** msmb muHtmmm
k loja da bandeira
Nova loja de funileiro da
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos ds Fonseca participa a
todos os seus freguezes tanto da praca-
cmodo mato, e juntamente o respeita-
vel publico, que tomou a deliberaco de
-j baizaro preco de tolas assuas obras, por -,
cujo motivo tem para vender um grande 1
sorlimento de bahs e bacas, tudo da *
differeatestamanhoso de diversas cores
em pinturas, e juntamente nm grande
sorlimento de diversas obras, oontendo
banbeiros e gamelas grandes e pequeas,
machinas para caf e camas de vento, o
que permite vender mais barato possivel,
como seja bahs grandes a 49 a peque-
os a 600 rs., baciaa grandes a 59 e pe-
queas a 800 rs,.cocos a 19 a duzia. Re -
cebe-se um official da mesma offlciua
_ paralrabalhar. _,
Macaes e mais Majaes.
Majaes. Macaes.
Maceen. Maqae.
Ma^es. Macles.
Macees. MaqSei.
Maraes. Macaes.
Sodr & C. a lem do grande deposito
que ja tlnham deste genero tornaram a
receber hontem 4 do corrente 57 caixas
com macaes e estao venciendo a caixs
por 14$ e o freguez comprando mais
de urna se fara' batiment.

S
S Gurgel & Perdigo. I
Receberam diversas fazendas j
2 modernas para a sua loja da rua
2 da Cadeia do Recife n. 23. W
Quad
Attencao
Vende-se um rico sorlimento de bicos e ren-
-S s. lencos de labyrinlbo ltimamente chegados
do Cear, por pregos commodos : a tratar > '-<
do Pilar, em p' -- t*-
So fiama k Silva.
Grande exposigo de fazendas
baratissimas, na rua da Im-
peratriz n. 60, loja do
FMTJLO.
Vende se cortes de phanta-
sia, fazenda de muito gosto
com babados pelo diminuto
preco de 4^500; na rua da
Imperatriz n. 60, loja que tem
um pavo do lado de frr, (is-
to para nao haver engaos.)
3#500.
Vende-se ricos cortes de eambraia de seda
com avental ou duas saias a 38500: na rua da
imperatriz n. 60, loja do pavao.
3,200, 3,500 e 4,000.
Vende-se flnissimos cortes de eambraia bran-
ca e de cor com dous e mais babados pelo dimi-
nuto prego de 39200, 3g500 e 4J : aa rua da Im-
peratriz n. 60, loja do pavo.
A 15#000.
Vende-se Gnicissimos cortes de eambraia bran-
ca com bordado muito delicado proprios para
baile ou casamento a 159: na roa da Imperatriz
o. 60, loja do pavo.
Nova pec\\mc\w.
Vende-se flnissimas pegas de cambraias fran-
cezas de carocinhos com 17 Ii2 varas pelo dimi-
nuto prego de 8g a pega, ditas das mesmas com
8 3(4 varas pelo prego de 4$ a pega, tambem se
vendem das mesmas a 500 rs. a vara, sendo
brancas e de cores ; na rua da Imperatriz o. 60,
loja.do pavo.
Pupeltaa i m ts.
Vende-se pupelioa de quadrinhos a imitago
de sedinhas de quadro pelo diminuto prego de
280 rs. o covado: na rua da Imperatriz n. 60,
loja do pavo.
Ch*\y a 500 **.
Vende-se chaly muito fino a 500 rs. o cova-
do : na rua da Imperatriz n. 60, loja do pavao.
Se% a covado,
ydete groadenaples preto muito encorpado
a 19600 e I98OO, ditos de cores azul, cor de rosa
e cor de cana mais barato que em outra qualquer
parta ; na rua da Imperatriz o. 60, loja do pavo.
Sedas de o^uadroAios.
Vende-se sedas do quairmaos fazenda muito
encorpada a 500 a 640 ra o covado : na rua da
Imperatriz n. 60, loja do pavio,
Manguitos de\ a 500 rs.
Veodo-sa manguitos de fil muito bem ental-
lados a 500 rs. : na rua da Imperatriz loja do
pavo.
Chitas francezas a 200 {*.
Vende-se chitas francezas muito finas e largas
fazenda de 360 o covado a 200 rs. por ter um
pequeo toque de mofo, afiangando-se que solta
logo que seja lavada a primeira vez : na rua da
Imperatriz n. 60. loja do pavo.
famas eom salpico gratido a
200 rs.
Vendo-so cassas eom aalpieos grandes e ristras
a 200 rs. o covado, fetenda muito nova : na rn
da Imperatriz n. 60, loja do pavio.
Cassas pintadas at&Qrs
Vende-se cassas pintadas auito miodinhoe
padroas a 240 ra. o covado : na loja da run da
Imperatrii gode. est o paT&o.
Era casa de Adamsen, Hoirie & C, rua do
trapiche Novo n. 41, vende-se :
Boinas de cortiga flnissimas.
Aon a e fille.
fio de vela. (&,
Suptriorea tintas de todaa aa cores.
Sollrns, sitttdns, e avreioapara carro oucabriolet.
Nova remena'de macSes
Maglea
Raclea
Hagies
Magies
vendem-se aoscentos e a retalho, e em caita,
oa rua estseita do Rosario n. lt, deposito de So-
dr & C.
ros de mol-
dura dourada.
Lindos quadros ji teilos de moldura dourada,
proprios para retratos a eslampas, pelo diminuto
prego de 59 cada um ; aa loja da Victoria, na
rua do Queimado n 75 junto a loja de ceta.
Gravatinhas de
froco para senhroas.
Lindas gravatinhas de froco para aenhora. pelo
barato prego de 1J500 cada urna ; na loja da
Victoria, na sua do Queimado n. 75, junto loja
de cera.
Bonitos toucado-
res de armacao e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
A loja d'aguis braoca acaba de receber mui
bonitos toucadores do armagao preta, torneada,
a gaveia com embutidos o machetados que os
tornam muielegantes, os quaes servem excelen-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de detraz, o de rapazessoltei-
ros, e pelos pregos de 8, 9 o 109, sao baratissi-
mos na verdade, e qnem os vir na rua do Quei-
mado, loja d'agnia branca n. 16, se agradar!, e
infallivelmente comprar.
Espelhos para
salas.
Ricos espelhos da moldura dourada com mui-
to bons vidros para ornamentos de salas, de va-
rios tamaohos e procos : na loja da Victoria, na
ruado Queimado n, 75, junto a loja de cera.
Liadas eaixinh
com necessarios para costura
Acaba dechegar para a loja d'agnia branca mui
lindascaixinhas matizadas, com espelho, tesoura,
caivete, agulheta, agulheiro, dedal e peoteiro,
tudo praliado e de apurado gosto, emfim urna
caixieha exeellente para nm presente, e mesmo
para qualquer senhora a possulr, e vendem-se a
109 e 129 : na lo,a d'aguia branca, rua do Quei-
mado n. 16.
Estojos para barba.
Ricos estojos eos; espelhos e repartimentos
para os oecessaros de barba, pelos pregos de 29,
3,4 e 59 cada um : na loja da Victoria, na rua
do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Lencos para rap.
Vendem-se lengos fiolssimos de linno proprios
para os tabaquistas por serem de cores escuras e
Qxas, pelo baratissimo prego de 69 a duzia ; oa
rua do Queimado n. 22. ns bem conhecida loja da
boa f.
Lencos de eam-
braia com patn)es de se-
da a 2#500 a pega.
Na loja d'aguia branca tambem se vende mui
bonitos e Unos lengos de eambraia imitando seda,
isso pelo baratissimo prego de 29500 a pegs de
10 lengos. E' essa urna das pechinchas que custa
apparecer, e quando assim appzoveitar-se da
occasiao, porque elles servem laoto*para algibei-
ra como para meninos, e quem os vir na loja
d'aguia braoca, na rua do Queimado n. 16, ter
vontade de comprar mais de urna pega, tal a
bondade delles.
*
RuadaSenzaIaNoTan.42
Vsnde-se em casada S. P.Jonhston &C.
sellinss silhesnglezes,candaairosa casticaas
bronzaados,lonas aglazas, fio devala,chicote
para carros, emoniaria,arraiospara carro da
uai oious cvalos ralogiosda o uro patenta
agio!.
4 2.500 o covado.
Damasco de seda boa fazenda, encarnado, cor
de canna e branco.
Manteletes de fil preto enfeitadoa com bico a 59.
Damasco de la com 6 palmos de largura cova-
do a 19500.
Chales de merino bordados a velludo superior
fazenda a 8.
Cortes de casemira de cor a 3950O.
Setim Maco superior a 25500.
Casemira preta setim superior a 29500.
Pegas de iodiana Qnissima com 10 varas a 8$.
Na rua do Crespo loja n. 10.
Vende-se em cass de Adamson, Howie &
C, ruado Trapiche Novon. 42, biscoitos ingezes
sortidos, em pequeas latas.
Tachas e moendas
Braga Filho & C. tem serapre no seu depo-
sito da rua da Moeds n 3 A, um grande sor-
manto de tachas e moendas para engenho de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na rua do Trapiche
n. 4.
Seceos e molhados
No anligo estabelecimento de seceos e molha-
dos do pateo do Carmo, esquina da rea de Hor-
tas n. 9, continua-se a vender todos os gneros
o mais em conta possivel, a saber: assacar bran-
co fino a 140 rs., bairo a 120, maacavado a 100
r?., refinado no a 160, baixoa 140, crystalisado
a 220, caf a 200, 240 e 280, dito moido a 400 rs.,
pimenta da Iodia a 440, eravo a 800 rs., herra-l
doee a 560, comioho a 19. alfatoma a 320, cha a
2g800, dito muito fino a 39. preto a 19800. bola-
chinhas e sequilos de todar ss qualidades a 300
rs., ingleza a 320, possaa a 500 rs., toucinho a
400 rs., gomma bem slva a 120, farinha do Hara-
ahoa 140, alpista a 900 rs., qneijo suisso muito
fino a 480, dito de prsto a 640, dito flamengo a
29800. cb.ouric.as a 600 rs.. paios a 980 nm, man-
teiga Inglesa a 800 rs. a 946, muito tina a 19300,
franceza a 640 e 770, banha bem aira s 490, vi-
nbo a 400, 480, 560 a 640, branco a 560 a garrafa,
e em caadas so vende por menos, engarrafad
legitimo do Forto a 19800, 1JKW, 19200 **!t0,
Figueira a 800 rs_, esperncete a 800 rs.. velas-
de carnauba a 4W, e 480 finas, arroz a 120 e 140
muito fino, aaeit* doav a 790, aletri, macarro e
talharim a 509, cartas para jogar a 390, palitos do
gsz, groza a 99909, urna duzia 949, eaixinh a a 30
rs craza em latas*, doria a 19908, ama lata 190
doce de gotaba, caedos de
Peca* de fita de linbo bracees e de co-
res a
_____ Croa de penas da ac ranile finas a
pe por 199*9. Na loja d'aguia baanea ath aai l***08 de opiata par* lian par densa n
I Bwa e assim barato
ningaam deixa de com por ama nasta par pa-
pel por 1990. Na loja d'aauia baanea eeWo
umaporgo de boas e pereitas pastas para pa-
pel com calendario perpetuo, e ndice das feafea
mudsveis, pelo qne se tornam da muila utili-
dade, e o pequeo prego de 19000 cada urna
convida a aproveitar-se da eeeiao em que aa
estio eUas veodendo por melado do que sem-
5ra cuslutam; assim. dirijam-se a rua do
ueimado, loja d'aguia branca n. 16, que aera
bem servido.
Gravatinhas de raz de
coral,.
o melhor que possivel. Vende-se neo bonita*
gravatinhas de raz de coral com done e tren
rollase lagos as pontos, seodo ella bastante
comprdas, avista do que sao baratissimaa a
295OO e 39OOO : assim bom e barato so na loja
d'aguia branca, ruado Queimado n. 16.
Saias de cordo.
Superiores saias de cordao a 39. 30500 e 49,
ditas alcoxoadas muito superiores a 59 ; na rua
do Queimado n. 22, loja da boa f.
Vende-se arroz pilado em sscoas, muito
superior, vlndo da provincia do Alagoas, por pre-
go commodo : a tratar na travesea do arsenal de
guerra n. t a 3,
Baloes de cordSo.
Chegaram a loja da roa da Cadeia, esquina da
rea da Madre de Doos, os econmicos baloes de
cordao, qne se vendem pelo barato preco de 39
cada um.
40
500
400
640
19500
500
49
120
940
129
400
49090-
320
129
I95OO
100
rs., doee de gotaba, cartees de 4 libras *9f290, .
emfim lado se rende barato, latlnhas eom sardi- com cheiros muila fino
nhas de lfantee a 499. Dua de mezan peca senhora
Cera de carnauba.
A dinheiro.
Vende-se aa pequea, porgao de cera de car-
nauba muito boa, qoe a acha depositada no ar-
mazem da Companhia Peraansbucaaa com mo-
do prego. 1
Rua Direita 31.
Chegaram os tao deaejadoa vidros para vidra-
cas, em caixsa.
MIMA
ao p do arco de Santo
Antonio,
chegou pelo vapor do norte nm rico sorlimento
de bicos e rendas, assim como na mesma loja
tem um rico sortimento de tiras bordadas e n-
tremelos os mais finos que ha no mercado, cas-
sas francezas a 300 rs. o covado, chitas muito fi-
nas francezas a 260 o covado, lengos de labyrin-
tho, toalhas e fronhas, e outras muitas fazendas
por barato prego.
Aos cavalleiros.
Continuam a estar venda os verdadeiros cou-
ros de bode cabelludos, grandes, proprios para
mantas, ltimamente chegados da Europa : na
loja de selleiro, rua larga do Rosario n. 28.
Superiores organ-
dys.
Na lojo da boa f, na rua do Queimado n. 22,
vende-se finissiou) organdys de muito linios pa-
drdes, pelo baratissimo prego de 720 rs. a vara,
fazenda de 19200, e quem nao andar muito de-
pressa ficar sem a pechincha ; na rua do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Vestidos brancos
bordados.
Anda restam alguns cortes de vestidos brancos
bordados que contiouam-se a vender pelo bara-
tissimo prego de 59, com 9 e 3 babados, de gra-
ga : na rua do Queimado n. 22, na bem conheci-
da loja da boa f.
Arados americano se machina-
par a lavar roupa :em casa de S.P. Jos
nhiton 4 C. rua da>enzala n.4S.
Entremetes bordados.
Vende-se a I96OO e a 99 a pega de entrem'eios
muito fiaos e ricamente bordados ; na rua do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Magalhftes k Alendes
teima, nao vende, queima.
Na rua da Imperatriz loja srmazenada de qua-
tro portas n. 56, recebeu novo sortimento de fa-
zendas, a saber : ricos cortes de phaotasia com 3
babados a g, ditos de eambraia de seda a 59, di-
tos de eambraia braocos e de corea de 9, 3, 4, 5 e
6 babados a 3$ e 39500, ditos de tarlatsna de 3
babados a 29500, pegas de algodozinho a 29500.
39 e 39500, ditas de madapolio a 39500 4J00 e
49500, todas as fazendas em perfeito estado.
Grande
Pechincha.
Sedinhas de quadros de todas as cores muito
encorpadas covado 720 rs., chitas francezas a 220,
240, 260 e 280 rs. o covado, pegas de eambraia
brancas finas a 2950O, 3$ e 39500. pegas de ma-
dapolao francez enfestado a 39, ditas de bretanha
franceza entestada a 4J e5S, pegas de enlremeios
e tiras bordadas a 19, saia balao de 20 a 40 ar-
cos a 39 e 39500, as mais modernas que ha, cor-
tos de eambraia de salpicos a 2|j : na rua da
Imperatriz loja de 4 portas n. 56, de Magalhaes &
Hondea,
A 19000.
Um resto de latas de marmelada de Lisboa e* do
Ro Grando doSul, de 1 1|2 a 2 libras cada lata:
na praca da Independencia n. 22.
Enfeites para senhora,
Vendem-se enfeites para senhora, de muito
bom gosto, de grade de retroz, muito baratos, e
80 vstase dir o prego delles, de muitas qua-
lidades ; na mesma loja vende-se rap Paulo
Cordeiro e muitas mais qualidades: na rua larga
do Rosario n. 38.
lival sem segundo.
Na rus do Queimado n. 55. loja de miadezas
de Jos de Azevedo Hala e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos pregos abaixo declarados pa-
ra apurar dinheiro, pois o que muito precisa,
garante tudo perfeito, pois o prego admira :
Linha do gaz superior para marcar, no-
velo a 40
Dita do gaz brancas e de cores, novelo a 30
Dita de carretel muito boa, carretel a 30
Nvelos de linha do gaz brancas a 10 e 20
Carreleis com linha preta muito gran-
des a 160
Varas de franja dla muito bonitaa a 100
Pecas de tranca de la multo bonitas e
com 10 varas a 200
Pares de meias cruas para menino a 900
Ditos ditos decores todos ostamanhos a 160
Ditos do corea para meninas a 120
Duiia de meia eraos pora hontem a 294O0
Cartees de linha Pedro V cem 900 jar-
das a 80
Caicas com ti atoes para acandar chara-
tos a 44)
Caixas com phosphoros de segura nga a 160
Duzia de phosphoros do az a 940
Fitas para enfiar vestido muito gran-
des a 80
Frasco d'agua de celonia maito auf e-
rior a
Copos com banha moflo boa a
Espelhos de columnas aoadaira branca a
Carteiras para guardar dinheiro
Rlaleiot pea meninos a
Bar albo portagnez
Varaa de franja para cortinados a
Groza: de botes de lougi brancos a
Tesn ras muito fina para unbas e cos-
tara a
Cawae decharutos de Havana muito su-
periores a
Cartas muito Unas para voltarete o ba-
ralho a 240 e
Varas do oteo lancera de 3 dedo a
Garra fas com agua celeste para cheiro a
Rialejoa com 2 voz pera meninos a
Roa do Qneimads o. 10,
loja de portas
de Ferr&o Maia,
vendem-se barato as aeguiotes razano**, para li-
quidar.
Cortea de casemira finos de cor a 39500 e 49.
Ditos de dita dito de cor preta a 5S e 69.
Ditos do brim do pare limara a 19600 e 9.
Panno preto, azul, verde e cor de caf, covado
a 3JD00.
Cortes de superior velluda de cor a 4$ e 59000,
Manteletes de fil preto bordado.a 49.
Visitas de seda abortas a fil a 49
' Mantas de dita ditas a fil a 49 e 59.
Riquissimos cortes de seda a 80, 90 e 1003.
Ditos ditos de dita a 15, 20 e 259.
Chales com palma de seda a 99 e 99500.
Corles de eambraia bordada a I98OO.
Lencos bordado com bico, duzia a 19500 2f.
Chales detouquim a 15 e 30.
Ditos de merino bordado a 4, 5 e 69.
Chitas francesas, qualidade superior, covado
a 240 ra.
Ditas ioglezat, core fizas, covado a 160 rs.
Lengos de seda da India a 19.
Cambraias lisas muito finas, com 8 vara a pe-
ga a 39500 e 49.
Cszarequea e capiahaa de fnstao branco a 89 e
99OOO.
Meias de algodae cr superior fazenda a 49.
Chapeos a Garbaldi a 14 e 159.
Enfeites e chapeos travista a 9, 10 e 199.
Uernestina, riquissima fazenda para vestido
de senhora, covado a 400 e 500 rs.
Ambrosina, idem idem,covado a 500 rs.
Mimes do co, cavado a 500 rs.
Sedinhas de quadros, covado a 700, 800,900 e
19000.
Manguitos de eambraia bordados, um 500 rs.
Gollinhas idem, urna 320 rs.
Superio'.'s espartilhos para senhora a 4.
Brim branco de linho, vara a 700, 800 e 19.
Pechincha
Tasso Irmos acabara de receber nova pergo
de chicotes ingezes para carro, cabriole!, mon-
tara e caga. Os Srs. donos de cocheiras teem
boa occasiao de supprrem-se de bons e baratos
chicotes.
Trapiche
Bardo do Livramenlo,
Largo da assembla n. 15.
Ha continuamente para vender, nesle novo es-
tabelecimento e seguinte :
Cera de carnauba em porgdes ou a retalho,
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em caixinhas de 1 arroba a 4.
Barricas com sebo do Rio Grande em porgdes
ou s retalho.
Velas de carnauba pura em caixinhas de 1 a 2
arrobas.
Heioa de sola, differentes qualidades, em por-
goes ou a retamo.
Couriohos curtidos.
Farinha de mandioca por 19500 o sacco.
Parello em saceos grandes por 39800 o sacco.
Feijo de corda
no armazem de Tasso Irmos, rua do Amorim
o. 35.
Bay mando
Carlos Leite <
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Ca rissa via-
da ultimamen-
te de New-
York,um com-
pleto s o r l i -
ment das me-
Inores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
melhorado
com novos
a perfoigoa-
mentos, fazendo pespooto igual pelos doas lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todoa
os proparos para as mesmos como agulhas, re-
trozos em sarrteia, linha de todaa aa corea tudo
fabricado expressamente para aa mesmas ma-
chinas.
*ie:*e tteacsiga* vzmmx
Encyclo-
pedica
lO^a de fazendas
Rua do Crespo numero 17.]
DE
Gu imardes A Villar.
Para acabar com certas fawndas ven-
demos baratissimos :
Chapelinas de seda de riquissimos gostos
a 129 cada ama.
Ditos depalhade Italia a 289.
Gollinhas e manguitos de punho de su-
perior qualidade a 3|.
Cassas de cores ffxsa e delicados padrees
a 280 rs. o covado.
Sedas, cambraias, cassas, chitas e tudo
quanto pertence para adornos de se-
nhora por baratissimos preco.
Calgado Mell de 2 aolas e sola fina.
Para homens.
Grande sortimento de roupas feitas e
_cJ"Pos de todas aa qualidades.
Relogios.
Vende-se em casa ele Jobnston Paier eV C.,
na do Vigario n. 3 um bello sortimento da
relogios de ouro, patea te infles, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna rariadade de bonitos trancelins para os
400
#" 500
para senhora o melhor
que ha 39000
Pegas de trancinha do lia so rudas a 50
Sabon etes anpacioje e mullo grande* a 160
Groza de bo toas de osso paca calce sead
pequeo a 120
Dita de dito grandes a 240
Tramoia do Porto superiores vara* a
100, 20 160
Pacas e garfos.
Muito boaa facas e garfos para o diario de urna
casa a 29600 a duzia de talherea: na loia da Vic-
toria, na rua do Queintado n. 75, Jauto a loja. de
Vende-se ou arrends-se o grande sitio de-
nominado Caiaoa, silo na fregnezla da Vanee,'
com urna casa ja coberib, aa* dita de eaer fa-
rinha, grande porgao do ees de fructeirae, como
aeja.ijoqueuoa, larangairea. ele-, etc^ e tamben
graede quantidade da pea de cafezeiros : no
mesmo vendem-se duas raccas que dio bastante
leite e com. crias, o ota burro manas : a tratar
na rua do Sebo n. 20.
Vende-ae um bel manso para carroga ou
rarro da alfandega: 00 largo do arsenal, cochei-
can. 8 -.



DU1IO DI IHIMMO. SAUADO 7 MftUEMlItf) MW1.
Negra.
Vende-ge urna ,muito aaa cozinheira : na roa
Bireila n. 85, loji.
Caixas para joias.
Lindas caixinhas pora guardar joias, pelos pre-
sos baratos de 400, 600, 800, 1) e tj cada urna
na lojado Victoria, na ra da Queimado n. 75:
junto lojedeere.
Attenco.
a ma do Trapichan. 46, as casa da Ro r n
Rooker & C., existe aa boa sortimento da li-
ohasldecoresebrancaseaa carretela doeaelhor
bricantdeaa;laterra,aa pracoa muirazoaveie
idacao de certas:
i fazendas finas.
RUA DO CRESPO N. 17.
Rifuissimes chapelinas de seda para
senhoras, de diversas cores e 1*8. #
Cassas de cores benitos padroes a 240
0 rs. o covado. a)
Casns e orgaodys de cores a 180 rs. o
corado.
aa Chitas de todas aa qualidades e pregos. %
Muitissimae fazendas finas que se ven-
ajj dem^or pregos baratissimos para liqui- %
% dar, do-se amostra das fazendas. %
## ve9
Potassa da Rassia e cal de
Lisboa.
No beaa conhecido a acreditado deposito da ma
da Cadeia do Recite n. 12, ha pare vendar a ver-
dadeira potassa da Russia, ora de superior
quilidade, aisim como tambem cal virgem em
paira ; tudo por prego mala barato* do que em
ontra qualquer parte.
f MDIGO LOW-MOO
Ra daSazalla Nova n.42,
fiesta stabelecimento contina a haverum
completo sorliman to damoendaseaeias moen-
ds para aagenho,ach as da vapor laixas
te farro batido coado,da todos ostamanhos
para dito,
O torrador! H
3 aUrgo do T er$o 2,3
Quem dimiar venha ver; manteiga ingleza
perfeitamente flor a 10 a libra, frsnceza a 650 e
a 680 a libra, batatas muito novas a 80 rs. a libra
assim como se torra massss muito finas para sopa
a 440 ris a libra e outros muitos gneros perten-
centes molhados, {a dinheiro vista.)
Loja das seis portas em
frente do Livramento.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 22$, fazenda fia
calcas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim a de ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 4, ditos de fusto de oree a 45
ditos de estamenha a 48, ditos de brim pardo a'
30, ditos de alpaca preta saccoa e aobrecasacos
dolletes de velludo pretos e de cores, ditos de'
corguro de seda, grvalas de linho aa maia mo-
beruas a 200 rs. cada unas, collarinhos de linho
gauliimamoda, todas estas fazendas se venda
paralo para acabar; a loja est aberta das 6 ho-
ras da manba ataa 9 da noite.
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
para coates e facturas, papel mata-borro; vea-
de-se na loja d*aguia branca, ra do Queimado
numero 16.
WMKK IB KBMNKM
Na ra da Cruz n. 10, cata de
Kalkmann limaos &C, tem ex-
posto um completo sortimento
de amostras de objectos de bor-
racha, proprio para machinas de
engenhoe, sendo correias para
transmittir movimento, canudos
de borracha de qualquer com- M
pri ment e grossura, pannos de
borracha, rod tas de dita, so-
bre ditos artigos tomam-se en-
commendas.
A %$ o corte
de calca de meias casemiras escuras de urna s
do Queimado n. 22, na loja da
cor ; na roa
boa f.
>r
Em casa de Kalkmann Irmos @
& G., na ra da Cruz n. 10, exis- ^
te constantemente um completo dfe
sortimento de fift
Vinhos Bordeaux de todas as g$
qualidades. em
Dito Xerez em barris; 2
Dito Madeira em barris e caixas. j)
Dito Muscatel em caixas.. |
Dito champanhe em gigOS. A
Cognac em barris. s&
Cerveja branca. a
Agua de Seltz. &
Azeite doce muito fino em caixas. Alvaiade em barris.
Ce va din ha em garrafees.
Vende-se urna boa armagio de amarello,
toda envernisada, que serve para qualquer sta-
belecimento, e por prego razearel: na ra do
Crespo n. 15, loja.
AUenco
Vendem-se caixSes vasios proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a i$280:
quem pretender dirija-se a esta tipc-
graphia, que ahi se dir' quem os tem
para vender.
VICTORIA
DE
Fajoses Jnior
Na ra do Queimado a. 75,
junto a loja de cera.
Esta loja acha-se provida de um completo sor-
timento ce miudezas para vender, tanto por ata-
cado como a realho, por pregos muito baratos,
como abaixo se ver6, s para quem comprar, vic-
toria sempre contar.
Colchetes francezes bons em cartao de urna car-
reira a 40 rs.' e duzia 400 rs.
Ditos tambem bons de duas carreiras a 80 rs
e 900 rs. a dozia.
Ditos da Ierra em caixinhas a 800 rs. a duzia.'
Agulhas francezas boas a 120 rs. a caixa com 4
papei<.
Ditas as melbores que se encontram a 240 rs.
a caixa com 4 papis.
Ditas em papel avulso a 40 rs. o papel.
Ditas para enflar a 40 rs. cada urna.
Linha victoria em carritel com 200jardas a 60
rs. e duzia a 640 rs.
Ditas de 200 jardas, de Aleander a 900 rs. a
duzia.
Ditas de 100 jardis brancas e de cores a 30 rs.
o carritel.
Ditas de Pedro V, em cartao.com 200 jardas a
60 rs. a cartao.
Ditas de peso verdadeiras miadas grandes a
240 rs. a miada.
Ditas de meada cabera branca e ensarnada a
120 rs. a meada.
Ditas do giz brancas e de cores a 800 e 900 rs
a caixa com 50 novellos.
Papis com cento e tantos alnetes a 40 rs. e
duzias 400 rs.
AlQnetes francezes ca-bega chala a 120 rs. a
carta.
Ditas para armages 2JJ600 o mago.
Cordo imperial frara vestido a 40 ra. a pega.
Enliadores de algodo a 60 rs. cada um.
Caivetes liaos de duas folhas para peona a
200 rs. cada um e duzia a 23000.
Ditos de cabo de viada de urna folha de 160 rs.
cada um e duzia a 18600.
Ditos mais ordinarios a 120 rs. cada um e du-
zia a 1&200.
Lia de todas as cores para bordar a 61500 a
libra.
Peo tes muito bons da balis para alisar a 220,
240 e 280 rs. cada um.
Ditos os oielh-ores e maiores que se encontram
800.
Ditos transparentes muito bons a 400 rs.
Meias cruaa brancas e de corea para hornea a
160,200,240 e280rs. o par.
Ditas protas para homem a 120 rs. o par.
Ditas para seohoras a 240, 280 e 320 ra. o par.
Ditas brancas cruas e de cores para menino a
160. 200, 240 e 280 rs. o par.
Ditas pretas para sanhora a 200 e 240 rs. o par.
Eofeiles de vidrilho a 1$800 rs. cada um.
Ditas a Imperatriz muito lindos a 8#cada um.
Cintures de seda com borracha para homem a
320 cada um.
Ditos de algodo 240 rs. cada um.
Cintos mullo lindos para sanhora a 11800. 2a.
2J500 e 3fl cada um.
Franjas de bolotas brancaa e de cores para cor-
tfoados a 49 a pega.
Ditas de algodo para toalha a 2$800 a peca-
Ditas de linho para cisaveque a 120 rs. a vara.
Eoairas muilas miudezas que se tornaro en-
adonho menciona-las aQaogando-se, porm, que
nao se deixar de vender a quem trouxer dinhei-
ro na loja da Fajozes Jnior na ra do Queima-
<1m -aapap
don
a lpi
.75.
/?ua do Amorim
VENDE-SE:
Milho novo, saccas de 3|4 por 4*300.
Dito de meia idade por 3$500.
Dito velho por 3J>.
jAinda ha pe
chincha.
Chegou a ra do Crespo n. 8
loja de 4 portas, um sortimento
de cassas de cores ixas e lindos
i padroes que se vendem a 240 rs. j
o covado, d5o se amostras com 1
penhor. 8
Raz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
vende-aeaverdadeiraraizde coral a 900 rs. o Gol
Caixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug D. 1
B, chegado de sua proprla encommenda muito
lindas caixinbas de costura com msica "propria
para mimo, que se vende muito barato.
Vendem-se oseugeuhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pes:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
Lencos brancos.
Vendem-se lencos brancos proprios para algi-
beira, pele baralissimo prego de 2*400 a duzia :
na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Ra do Queimado
n. d9.
Santos Coelho vende o seguinte :
Cobertas de chita a cbineza a 1^800.
Lences.
Lenges de panno de linho a 1*900,3$ e 3*300.
cortes de phantazia. .
Lindos cortes de phantazia de seda pelo bara-
lissimo preco de 8* cada corte.
Toalhas de fusto a 500 rs. cada urna.
Cambraia brancada saloicos grandes para ves-
tido, sendo cada peca a 5g.
Gollinhas bordadas para senhora, muito finas
a 2*000.
Sortimento de baldes para meninas.
Bramante de linbo parlenles, tendo de lar-
gura 10 palmos, pelo prejo de 2$ a vara.
Algodo moostro a 480 a vara.
Bramante de algodo a 1J280 a vara.
Cortes de seda de todas as cores, fazenda su-
perior, a preco de 4*, ditos com toque de mofo a
25*000.
Chapeos de aol de seda para meninos e me-
ninas.
Capellas brsncas paranoica a 5g.
Chapeos para senhora.
Ricos chapeos de seda e de velludo para se-
nhora, pelo baralissimo preco de 15 e 16*: na
ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Leite puro.
Na ra do Vigario, deposito n. 6, vende-se lei-
te puro a 320 garrafa, desde aa 6 1}2 a 9 ho-
ras da manha.
Lavas k Jouvio.
Continua-ae a vender aa auperiore luvaa de
pellica de Jouvin, tanto para homem como para
senhora ; na ra da Queimado n. 22, oa loja da
boa f.
ROUPA FEITA AINDAMIS BARATAS.
1 SORTIMENTO COMPLETO
BI
fazendas eobras feilas!
n
LOJA EARWAZEM
IGes k Bast
NA
Ana do Queittedo
a. 4ft, tvate MftftteU*.
Constantemente emosamgrandeevi-
[ riado sortimento desobrecasacaspretas
de panno e de cores muito fino a 28*,
30$ e 35*. paletots dos mesaos pannos
a zvf ,22f e 54J, ditos saceos pretos doa
mesmos pannos a 14*. 16* 185, sa-
eta pretaamuitobem feitaedesuperlor
panno a 28*. 30$ e 35*. sebrtcasacas de
casemira da core muito finos a 15*, 16j
e 185, ditossaccos das mesmascasemi-
raaalOf, 11) 14f, caigas pretas de
casemira fina para homem a 8*. 9*. 10/
e 12, dilaa decasemira decores a 7j,8*t
9* e 10*, ditas da brirt brancos muito
Abs a 5f 65, ditas de ditos de rores a
3|, 8*500, 4* e 4*500, ditas de neia ca-
r semira de ricas corea a 4f e 4(500, ol-
i letes pratos decasemira a 5* e 6*. ditos
da ditos decoras a 4J5()t) e 5*. ditos
brancofda seda para ensarneci > 5*,
ditos de 6*, colletes dtbrim branco e de
f ustao a 3*. 3*500 e 4*. ditos de corea a
2*5003*. paletot.'pretosde merino de
cordio sacco e sobrecasaco a 7|, 8* e 9*,
colleteipretospara luto a 4*500 e 5*,
aa pretaa de merino a 4;f (( e 5*, pa-
letots dealpaca preta a 3*500 e 4J, ditos ,
sobrecasaco a6*,7*e 8J,muito Dnocol-'J
letes de gorguro de sed t dt core muito
boa fazenda a 3*800 e 48. colletetde rel-
indo de cores e pretos a 7* e 6*, roupa
para menino sobre casaca de pan no pre-
tos e de cores a 14*. 15* e 16*, ditos(
casemira saccopera os meemos a 6*500 o
I 7*.dUos de alpaca pretos saceos a 8*
3#500phtossobrecasaco i 5J e 5*500,
| calcas de casemira pretas e decores a 6*,
1 6g500 e 7*, camisas para menino a 2( f
! a dazia, camlaas ingleza* prega tlargas
muito se periora|32* a duzia para acabar.
Assim como temos urna officin* deal
r late ondemandamoa execu tar todas as
obraacom brevidede.
3W58 VUmVKb QnM&aKMCiiSeifi
Wfmwmm VWVSV i*aTWflIlr1lffllWl jm
A 2^500
Chales de merino estampados, que em outrf
se vendem por 4* e 5* ra loja da lia
22, vende-se pelo bara
tobarlos e9gcobtrtosr pequeo* e grandes, da
ouro patente inglez, para homem e leahora di
um dos melhoras fabricanitsde Liverpool,vin-
dos pelo ultimo paquete inglez : ees casada
Sonthall MeHor AC.
Carros e carrocas.
Em casa de N. O. Bieber
A C. successores ra da Cruz
numero 4.
Vendem-ae carros americanos mu elegantes
e leves para duas e 4 pesseas e recebem-se en-
commendaa para cujo fim ellea possnem map-
pas com varios desenhos, tambem vendem car-
rosas para condueco de assucar etc.
N. O. Bieber & C, saesessores, ra da Cre
a. 4, tem para vender relogios para algibeira de
ouro prata.
Gravatas da moda.
Vendem-se gravatinhas estreitas muito supe-
riores, tanto pretas cerno de cores, pelo barats-
imo preco de 1* ; na ra do Queimado n. 22,
na loja da boa f,
Bramante de linho muito
superior.
Vende-ae superior bramante de linho com duas
varas de largura, pelo baralissimo pre{o de 2*400
a vara : na ra do Queimado n. 22, na bem co-
nhecida loja da boa f.
Attenco.
*
Francisco II ou a Liberdade da Italia, drama
histrico em 5 actos por Francisco Gaudencio
Sabbas da Costa : acha-se 4 venda na livraria
econmica ao p do arco de Santo Antonio, a
1$000 cada ejemplar.
lajea
na ra do Queimado n.
tissimo preco de 2*500.
^^sTa W?*We>Tl^ eTTijW VB"! esvnfW va; eWmVBPeT*?*
Acaba de *
s
8
chegar
ao novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas eitas, calcados e fazendas e todos
estes seveajdem por precos multo modi-
ficados como de seu costume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos flgurinos a
26*, 28*. 30* e a 35*. paletots dos mesmos
S pannos preto a 165,18g. 20* e a 24*.
ditos de casemira de cor mesclado e de
novos padroes a 14*. 16*. 18*, 20* e 24*,
8 ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9*. 10*,12*e a 14*. ditos pretos pe-
*lo diminuto preco de 8*. 10*. e 12$, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 12*,
8 ditos de merino de cordo a 12*, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 15*,
H ditos de alpaca preta a 7*. 8*, 9* e a 10*,
* ditos saceos pretos a 4*, ditos de palha de
ai seda fazenda muito superior a 4*500, di-
55 tos de brim pardo e de fusto a 3*500, 4*
lea 4*500, ditos de fusto branco a 4*,
a grande quantidade de calesa de casemira
M preta e de corea a 7*. 8*, 9*e a 10, ditas
pardas a 3* e a4*, ditas de brim decores
finas a 2g50O, 3*. 3*500 e a 4f, ditas de
brim brancos finas a 4*500, 5$. 5*500 e a
6*, ditas de brim lona a 5* e a 6g, colletes
de gorguro preto ede cores a 52 e a 6f,
ditos de casemira de cor e pretos a 4g500
e a 5*, ditos de fusto branco e de brim
a 3* e a 3*500, ditos de brim lona a 4$,
ditoa de merino para luto a 4* e a 4*500,
calcas de merino para luto a 4(500 e a 5$,
capas de borracha a 9*. Para meninos
de todos os tamanhos : calcas de casemira
prefa e de cor a 5$, 6* e a 7*, ditas ditas
de brim a 2$, 3* ea 3*500, paletots sac-
eos de casemira preta a 64 e a 7>, ditos
de cor a 6* e a 75, ditos de alpaca a 3*,
sobrecasacos de panno preto a 12$ e a
14, ditoa de alpaca preta a 5*, boneta
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os taman nos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninaa de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 8*ea 12g, ditoa de gorgu-
ro de cor e de la a 5* e a 6*. ditoa de
brim a 3*, ditos de cambraia ricamente
bordadoa para baptisados.e muitas outraa
fazendas e roupas feilas que deizam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para etto fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande offleina de al-
faiate dirigida por um hbil meslre que
pela auapromptidaoeperfeico nadadei-
za a desejar.
Baldes para meninas.
Vendem-se bales para meninas, de todos os
tamanhos, de madapolo e de mussulioa a 3* e a
4* : na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Mantas de retroz para gra-
vatas.
Vendem-se mantas de retroz para gravitas,
tantS pretaa como de corea a 500 rs. : na ra do
QaeimadOfB. 22, na loja da boa f.
Meias baratissimas.
A 2*400 a duzia de parea de meias brancas ff,
as para homem : na na de Queimado a. 22
na loja da boa j.
Reos cortes de vestidos bran-
cos bordados.
A' loja da boa f na ra do Queimado n. 22,
chegou novo sortimento de ricos cortes do vesti-
dos brancos bordados com 2 e 3 babados, os quaes
cOnlinuam a ser vendidos pelo baralissimo prejo
de 5* cada corte : na ra do Queimado n. 22, na
bem conhecida loja da boa f.
Casemiras a

4.000 o corte, na
loja do Pavo.
Vende-ee finissimos cortes de aasemi-
ra enf estada de coz es pelo diminuto
preco de 4# o corte para calcas, assim
como tem das mesmas para vender a
2#400 r*. o covado proprias para pa-
letots, calca e collete, recommenda se
muito eta fazenda aos Srs. alfaiates que
cottumam a fazer roupa para vender,
porque tao cedo nao acham urna pe-
chincha igual : na ra da Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva-
Para os bailes e Iheatros.
Riquissimos cintos douradoa com lindas fifelaa
?!S Ttd*i ?***. com ricas po"
nJLS"" cablren> "bre o vestidos, muito pro-
Im iK1 "h0" *lue "em de ir aos bai-
code MVtoe0dem-8ape, b'"'sio pre-
50 de 4, 5g e 6*: na ra do Queimado n oo
aa bem conhecida loja da boa fvue,B,Bao D "
r'.nA ect*er pel ulUmo navio ?
rancez, um rico aoriimenlo de veslua- %
como
Vende-se tovas de
eamurca branee e amarella para militar
a 2* o par: na loja de Nabuco & C, na @
ron Novan. 2. 4
I amado
|Crespo n. 8 AJ
LOJA DOS BARATEIROS
Leandro Miranda.]
Vende-se fazendas por menos presos
que em outra qnalqner parte, aisim o
freguez traga dinheiro.
Pegas de cambraia de salpico muito fi-
na com 8 1(2 varas a 4{.
(Chapeos de sol de ssda inglez a 11*.
Dito de alpaca de boa qualidade a 4(600.1
Entre-meio de cambraia bordados a ]
1$400 a pega.
Chales de merino estampado a 5*500. 1
Dito dito preto e de cores a 4*500.
Saias bordadas a 3$. jf
Ditas muito ricas a 20$.
Cortes de vestido de cambraia branco ]
bordados a 5$, 10* e 1S* e muito ricos a 3
a 25$ e 80- 3
Enfeites a imperatriz a 2* e outras S
muitas qualidades de 5* a lOg. 1
Caaaveque de velludo de muito boa S
qualidade a 25*. j
Chapeos de seda para senhora a 8*.
Pecas de cambraia lisa da India com 6
1|2 varas e 1 1)2 vara de largura por 10g
fazen-ia nova.
Chitas francezas finas a 280 rs. o co-
vado.
Orgaodys de novos padrdos a 800 rs. a
vara.
Meias finas ioglezas para senhora du-
zia 6*.
Dita dita cruas para homem a 5*.
'Grande sortimento de rou-s
pa feita.
Casacas muito finas a 30j.
Sobrecasacas muito finas a 24* e 34*.
Paletot sobrecasseado panno mescla-
X do a 20.
*J Dito saceos, casemira de cores a io-
II gleza a 16*.
** Dito de panno preto fino a 17*.
Dito de panno preto fino saceos a 17*,
n e de outras muitas qualidades que se
S vende barato.
Completo sortimento de perfumaras
inglesas e francezas.
Charutos de Havana e da Bahia de
boas qualidades e baratos.
Aos terceiros da
veneravel ordem deS.
Francisco.
J chegou a verdadeira estamenha de la, na
loja de 4 portas, ra do Queimado n. 39, o se
apromptam hbitos desta fazenda a 40*. e tam-
bem ha de algodo que se apromptam a 28$ cada
um, e se vende a fazenda por mdico prego.
S revendo.
Finissimas casemiras de cores para paletots,
caigas e colletes a 1*400 o covado ; destas fazen-
das s na ra da Irnteratriz, loja de 4 portas n.
56, de Magalhes & alendes.
A grande loja de
4. portas que es-
t quei mando.
Na ra da Imperatriz loja armazenada de 4
portas n. 56, vende-se ricos enfeites de groxe
para cabera a 4* e 4500, ditos muito ricos a
5$500 e 6*. siias bordadas a 3* e 3*500. ricos
sintos com fivelas muito rica a 2$500 e 3*, no-
vas sedas a 640 rs. o covado, orgaodys de lindos
j gosta a 640 rs. a vara, todaa as fazendas se do
; amostras ou mandam-se pelos caizeiros da casa.
N. B. recommenda-se muito que por favor quan-
do venha ver qualquer fazenda loja de 4 portas
isto para nao haver engao na loja de Magalhes
& Meodes.
nos para meninos de 2 a 6 annos
sej.m vestuarios de velludo a puria
daos de gorgueo de seda, ditos de ) e
a Ia* ..*0*"". o^os de merino bor-
dados, ditos de fusto. ditos de aun-
Una, neos vestidos de seda para meni-
nos ditos de cachemira bordados, ditos
de la e seda a escosseza. ditos de bsre-
hri'm J?a o">mento de vestuarios de
"S. E!ri P"r" eoinos a 3* cada um
Attenco.
Caneias de estanho econmicas, que rom ,,m.
pequea quantidade de azeite dao Vuz Sr umi
Sn:TPreS0 m C8da Uffi" r PruraTi-
Calcado
45 Ra Direita 45
Magnifico sortimento.
!f!r?,!? .P"b,Jc.0.lP.or P^os mdicos
os
propiieta-
Sfffe?" de .ro, o bello sortlmPbio

Loja de fazendas finas
W OE # Martinho de OliveiraBorges 9
# Ra da Cadeia do Rerife n. 40.
4f^ Vendem-se bonitos cortes de vestidos
& de cambraia brancos bordados a 30$, g
t ditos ditos de cambraia da Escocia fina ;
w sendo toda a saia e fazenda para corpi- W
^| nho bordado, preco*0g. ^
Em casa de Mills, Lalbam & C, na
ra da Cadeia do Recife n. 52, vende-se
Tinta preparada a oleo de zinco o chum-
bo em latas.
Ancoras e orrentes de ferro.
Tijolos para limpar facas.
Algodozinho grosso para saceos.
Linha de algodSo em nvelos.
Vinho do Porto engarrafado de muito
superior qualidade.
Dito de Lisboa em barris de 5o.
Dito champagne de boa qualidade.
Arroz da India.
Sulfato de ferro.
Oleo de liobaca.
Azarcao.
Salitre.
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhares de individuos de todas as nac,fies
podem testemunhar as virtudes desteremedio
incomparavele prova r em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seurpoe
membros in teirarnen te saos depois de hasor em-
pregado intilmente outros tratamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, quelh'as
relatam todos os das ha muitos annos; e a
maior parte dellas sao to sor prendentes que
admiram os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobrarais com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernaa, depois dedur
permanecido longo tempo nos hospitaes, o tea
deviam soSrer a amputado 1 Dellas ha min-
eas quehavendo deixado esses, asylos de pade-
timenios, para se nao submeterem a essa ope-
ra;o dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso rimedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfuso de seu reco-
nhecimenlo declararan) estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais autenticaren) sua a firma-
tita.
Ninguem desesperara do estado desaude si
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio constantementeseguindo algam tempo o
tratamento que necesstasse a natureza do mal,
eujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que tudo cura.
O ungento lie til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
de calcado francez, YngUz 7 bra^e^m"
Homem.
Boneguins Victor Emmanuel
couro de porco. '.'.''
.ord Palmerston [bezerro '.
diversos f.bricanleslustrej
John Russell.
Sapatoes Nantes (bateria intera)'. *
patente.
Sapatos tianCa (portuguezM)".
(francezes). .
9 entrada baixa (sola e viral' '
> muito chique (urna aola). .'
Senioras.
Borzeguins primor (JoJy).
brilhsntina. .' '
gaspa alta. .
baixa. ." *
31,32.33,34. .' *
decores 32,33.34. '.
Sapatos com salto (Joly).
* .8nezes ffeaquinhos'. ". !
31,32,33 e 34 lustre. '
E um rico sortimento de couro de
105CCO
10*(.00
9*500
98CCO
8500
5*500
550CO
2J00O
lj?500
5J5CO
3seon
5f50O
5$cce
500O
4g800
4*500
4S0C0
3JC
2*240
1JC00
lustre, be-
Hnh0o6ranoeZta!nxar.0,qU,D' 8la' ^afits> cou-
q^ouRpo'dVvend" meD8 ** M ^'
Venda de escravos.
ltimos dias do gelo.
Excellentes sorvetes : na tua da Impera-
triz n. 3.
Vende-se
um escrave de 18 annos de idade, de bom com-
portan) ento : na ra do Queimado n. 11.
Gaz liquido.
Em casa de Samuel P. Jofaoston & C, ra da
Senzala Nova n. 42, vendem-se latas com 5ga-
loes de Kerosine.
Alporcas
Gaimbras
Galles.
Aneares.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos raembros.
En fer mida des da cu til
em geral.
Ditas de anus.
Erupces escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchaces.
Inflammagao do figado.
Inflammacao da bexiga
da matriz
Lepra.
Males das per as.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna.
Supurares ptridas.
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulcerasna bocea.
Ldo figado.
das articulares.
Veias torcidas ou no-
nas pernas.
fai.'te mh""- C0ZDne". costureira de .1-
rallar na ra da Aurora, taberna n. 48.
4l20rs. opapel.
Agulhas Victoria
vende e ni
Queimado n.-
loja Esperanca
33 A.
ra do
Milho e trelo.
saceos grandes a 4jj500 o sacco.
champagne
SSSlVSS1 e>m 8iRos de i5 g"r8f
l r.8r h ? !. 6 P!1eDas 15 cada um ; na
praga da Independencia n. 22.
Escravos fagidos.
1%)
SABAO.
Joaqun Francisco de Helio Santos avisa aos
seus (reguezes desta praga e os de fra, que tem
exposto 4 vena* sabao de sua fabrica denominada
Recifeno armazem dos Srs. Travasaos Jnior
4 C, na ma do Amorim n. 58; masa amarella,
castanha, preta e ostras qualidades por menor
prego que de outraa fabricas. No meamo arma-
bem tem feitonseu deposito develas de carnae-
zasimplessem mistura alguma, como as de
composicao.
Luvas de pellica.
Novo sortimento de lnvas de pellica chegadas
no vapor inglez para a loja d'aguia branca, na
ra do Queimado n. 16.
Vende-se este ungento no estabeleciraento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs cada bocetinha contm
urna instraofa em portuguez para explicar o
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 22, em
Pernambuco.
Superiores organdysa
720 rs.avara.
Vendem-se finissimos organdys de muito bo-
nitos padroes, pelo baralissimo prego de 730 rs.
a vara, fazenda que sempre se vendeu por
I920O, assim pois, quem qoizer comprar fazenda
fina muito bonita e muito barata chegar i ra
do Queimado o. 22, na bem conhecida loja da
boa f.
Relogios baratos.
Na roa Nova n. 21, ha grande porga o de relo-
gios foliados, donados e de ouro, patentes e ori-
zontaes, anisaos e ingieres, os quaes sero ven-
didos pelos pregos da factura. Cada relogio leva-
r um recibo em qua se responsabilisa pelo re-
gulamento duraste seis mezes.
Anda se acha fgido o escravo Cosme, cri-
oulo idade de 35 annos, estatura regular, testa
grande com falta de denles na frente, costures
mascar fumo e dado a bebidas, foi o ascravo do
Sr. tenente- coronel Joo Valenlim Vile)lar lem
otncio de eedreiro e carapina, tem sido visto na
Passagem e suas immediagoe, porm talvez le-
nha idop.ra o eogenho Crauass, aoode tero um
riuao gemeo chamado Damiao, que tambem foi
escravo da sogrado mesmo Sr. Vilella, e vendi-
do para o mesmo engenho, elle muito conhe-
cido ; pelo que rogarse a todas as autoridades
policiaes, capues deeempo, e a quem mais Ihe
convier o favor de o prenderem e conduzi-lo ao
seu eenhor Antonio Leal de Barros, no seu sitio
na ra de Joo Fernsndea Vieira, junto ao Man-
guinho, que aratificar generosamente
No dia 22 de julbo do correnle anno, au-
sentou-se de bordo do vapor Iguarass um
mulato criado de nome Faustino, idade de 21 a
22 annos pouco maia ou menos, natural da cida-
de da Granja e de proptiedade do Sr. Jos Anto-
nio de Barros, residente all, cojos sigoaes sao os
seguintes : alto, corpo regular, cor amarellada,
cabellos carapinho?, nariz proporcionado, bocea
grande, belgos grossos, bons denles, mal feilo de
jps, anda sempre bem vestido e perneado : o su-
| precitado mulato anda pela ra da Aurora inti-
tulando-se forro. Rcga-se aa autoridades policiaes
e capites de campo a apprebenso do predilo
mulato e leva-lo 2* andar, ou em casa do lllm. Sr. commendador
llanoel Gongalves da Silva.
No dia 19 de Janeiro de 1856 fugio do en-
genho das Matas, comarca do Cabo, om mulato
por nome Jeronymo, idade 30 anees, baixo, es-
padado, ps pequeos e carnudos, os dedos' dos
ps curtos, pernas grossas, podca barba, bom ca-
bello, cor acanellada. quando falla gagueja,
mestre sapateiroe carreiro. Da primeira fgida
que fez foi preso em Caruar, e agora consta an-
dar por all mesmo e peles sertoes do Peoedo ;
quando fugio levou um poltro rozilbo cabana
com este ferro CI: quem o apprehender e levar
ao referido engenho receber ICO de gratifica-
gao. 0 referido mulato intitulase forro, e cons-
ta indar peloa sertSes com esse titulo.
Desappareceu no dia 13 do corrente, do si-
tio de S.Jos do afanguinbo, o escravo crioulo,
maior de 50 annos, de nome Joaquim, com oa
signaes seeaiintea : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedadedo Sr. Hanoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para aqui fgido : roga-se
a todas as autoridades policiaes e a quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo un
sitio acimacitado, ou na rae do Trapiche n. 15
a Jos Teixeira- Basto.
Esorava fgida.
No dia 4 dejuoho do corrente anno fugio do
sitio da viuva de Joio Ferreira dos Santos, na
Passagem da Magdalena, a escrava crioula de
nome Ignez, com os seguintes signaos : tem 40
annoa de idade, de estatura regular, tem cor
fula, aleijada de um dedo da mo esquerda, e
muito regrista ; esta escrava foi propriedade do
senhor do engenho Poeta ; suppoe-se que ella
eati oceulta em alguma easasob o titulo de forra,
pelo que se protesta contra quem a tiver em seu
poder : roga-se as autoridades policiaes e capi-
tes de campo a apprehenso de dita escrava, e
leva-la ao referido sitio, onde receber a paga de
seutrabalho com generosidade.


(8)
URIO DI IWIHMM. SBBADO 7 BE SETEMMlO DI IMl;
Littertura.
Os principios de 89 e c a din trina
catktliea.
(Conlinuagio.)
Cojaeee v, o 8enJftr(BrofesM tam gratas li-
beles tgnaes, si! muitas ootras Nio rlle-
nlos mais de direitos impresqnpliveis o ioaliena-
veis obre a nagiN Est entendido que ningur-ru
tetu. Mas a naro que contratou com uro sobe-
rana nao ppttd convir que elle leria a pleniludo
do poder legislativo e execulivo? Conhece o Sr.
professor iheologos que tenham declarado que
este pacto aociaiera illicilo e aullo de pleno di-
reiio? E se este podo legitimd, quero impele
o soberano de conservar a omnipotencia elle
delegada pela nagio, em quanlo a nago nao po-
der iocrtpar-lhe de fazer della ura uso lyraoni-
co? E' verdade que in?entaes urna lyraonia o-
ra, que. para uro soberano, consiste em nao
querer se despojar do seu peder, quando seu po-
to, chegsdo i uto certo desenvolvimento, mos-
tra-so cangado de sua tutela e reclama a parleci-
paco da Tida poltica. Mas qual o theologo que
ames de vos llou de urna igual tyraonia ? Nao
coaiprehendeia que sois o paio dos joroaes li-
vres pensadores, que demasiado ldet, e que de
um modo lamentavel amalgamaes com a tradigo
caiholica? Em quo pagina desla'tendes ouvido
fallar de consciencia poltica adormecida, de ci-
dado que nao est formado? E a sociedade ca-
tbolica da idade-mdia que julgies pintar cora
este pincel protestante e racionalista ? Julgaes
que os vassallos de S. Luiz, de S. Fernando, de
S. Henrique tinham a consciencia poltica im-
perfeite, e que ignora vara seu direito resisten-
cia contra um governo prevaricador? E* verdade
que nuDca teriam peusadoem se mostrsrem can-
sados da tutela destes grandes horneas, e nunca
teriam olhado como sendo de seu direito, menos
anda de seu interesse, priva-los -da administra-
gao de seus proprios negocios. Queris fazer
urna alluso ao Papa e ao rei de aples, quan-
do fallaos dos soberanos que s expe i seren
justamente derribados, resisti Jo s aspirages
legitimas de seus povos, que reclamam a parte-
eipaco da vida poltica ? Nao vedes que vos, que
com tanto transporte provaste que nem a mooar-
chia nem dynasta alguma sao de direito divino,
creaes um novo direito divioo, o direito divino
do rgimen parlamentar para os povos cansados
de tutela? Julgaes-vos enviado para pregar este
novo direito divino s velhas dynastias, com a
sanego da exploso que fizer voarseu throno em
pedacos, seno quizerem escutar-vos.
A exploso das legitimas aspirages do povo,
comprimidas por urna resistencia systematica,
ha de fazer voar o throno em pedacos. Que ima-
gem pitoresca 1 V-se a mioa cavada ioscasivel-
mentedebaixodo throno. Chega a hora em quo
a machina infernal assestada pela oceulta fer-
mentago do povo. A iodigoagao, tornada mais
amarga por urna siluago cuja necessidade nada
demonstra mais, acc6nde a centelha, a exploso
resda ao longe, e a vista deslingue na atmosphe-
ra abrasada os fragmentos do throno que em pe-
dacos voaro. Bravos I Sr. profeisor de semina-
rio, um professor de barricadas nao teria dito
melhor.
Quando o p6 assentar um po\co, pediremos
algumas explicages sobre esta ligio de pyrote-
chnia revolucionaria. No cometo de urna nago,
os homens reunidos pelas circumstancias, como
os primeiros vassallos de Romulo, devem neces-
sitar muito de um remedio contra a anarchia, e
comprehendemos que o pecara, por um consen-
limenlo real ou presumido, ao poder absoluto.
Mas como urna sociedade que sahio da infancia,
cuja consciencia poltica est bem despertada,
como urna sociedade madura, em urna palavra,
para repetir a feliz expresso do Sr. professor,
pode ser perturbada- ponto que nao tenha mais
outro refugio contra a anarchia seno o dos po
vos infantes, o poder absoluto? Se est madura,
como anarchica? e se anarchica, como est
madura? Que urna sociedade corrupta sedecom-
pooha em anarchia, comprehendemo-lo assas ;
mas que o carcter de urna sociedade nao aecu-
se a vida b a sade com lodos seus recarsos, se
esla sociedade est madura, nao comprehende-
mo-lo mais. N8o poder ser que o Sr. profes-
sor tenha confundido esta pretendida maturidade
dos povos modernos com a era nova, que, na
philosophia catholica da historia, conhecida
pelo nome de invasao do livre exame? Que pe-
rigoso engao I
Emfim, pode o Sr. professor offerecer garan-
tas contra a exploso que faz voar o throno em
pedacos lodos os soberanos que, seguindo seos
conselhos, cedessem seus anligos direitos s le-
gtimas aspirarles dos povos maduros e canea-
dos de tutela ? Nao estando a historia precisa-
mente de acord com suas promessas. urna boa
capa, como se diz no processo Mires, seria mu
precisa para obstar a execuco.
Passernos a oulra serie de objeeges. O Sr.
professor bem ou mal provou a primeira parte
do lerceiro artigo da declarado, mas nao disse
urna palavra da ultima parte deste artigo, que
assim concebido: Nenhum corpo, nenhum in-
dividuo pode exercer autoridade que nao emane
expressamente da nagio. Parece-nos que esta
asserco constitucional nao mui fcil de conci-
liar com a doulrioa catholica, ao menos na po-
cha em que a consciencia poltica dos povos dor-
mindo em seu berco, nha-se disto aproveitado
a egreja para se unir com o Estado. Com effeilo
nesla pocha de olvido, de iguorancia ou des-
prezo dos direitos do homem, que sao nicamen-
te as causas das calamidades publicas, a egreja
estabelecera no seio de cada nago um direito
ecclesiastico qae nao ha muito exista ainda em
Turim, antes da le Siccardi, e a autoridade que
exerciam os individuos em todos os graos desta
junsdiccao, em vez do emanar expressamente da
cagao, emaoava expressamente da egreja. Ora,
esla jurisdiccio era ratji vasta ; englobara as
pessoas e as proprieddes ecclesiasticas, e lodos
os lugares sagrados ou pios.
Mas mesmo quando a egreja lem sido despoja-
da de seu direito ecclesiastico. nao o tem sem-
pre sido simultneamente de sua eccao civil so-
bre o sacramento de matrimonio. Turim anda
euro exemplo disto. Eotre os povos em ques-
to, tribunaes que recebem expressamente sua
autoridade do Papa decidem da validada civil do
matrimonio. Ora, a validado civil do matrimo-
nio acarreta conseqnencias enormes, propieda-
des, teslamentos. ttulos hereditarios e mesmo
direitos yoaslicos. Em Turim, em Madrid, em
V ienna o processo actual de madama Patterson
sera levado perante urna jurisdiccio ecclesiasti-
ca e julgado segundo urna legislago que por ne-
nhum modo emanara da rontade nacional, E'
msler que o casamento civil seja estabelecido
em toda a parte em que se quer que o artigo 3
da declarado seja urna verdade. Pode-se ver
por estas ofcservages qae temeridade impellio a
penoa do Sr. professor quando ouson escrever:
a Logo evidente qae o terceiro principio de 89
conforme ao ensino dos doutores caiholicos. t
Mas voltamoslftsegundo nossa promessa, ao ca-
sino da egreja sobre a sagragao dos reis. Vamos
ahi descobrir multas outras incompatibilidades
com o artigo 3. Estabelecemos em primeiro lu-
gar que as soberanas sio destinadas por Jess
Christo uair-se sai egreja. A tradigo abun-
da nesta doutrina e nestei exemplos. Pode-se
este respeito consultar a grande Encyclica de
Gregorio XVI. Dizemos depois' que a egreja
juiz do mrito do candidato corda que lhe apr-
senla a neco. Pode acceita-lo ou refusa-lo. Se
o principio da eleigo popular posto em relevo
na sagraco dos res por meio de ritos de urna
evidente siguifleago, o principio da eleigo ec-
clesiaslica nio menos brilhante. ^metrpoli
tao interroga o prelado qae aprsenla o rei
coroar: Estaos certo qae elle seja digno e til
esta dignidade?-0 prelado responde: Sa-
bemos e eremos qae elle digno e til egreja
de Deas e ao governo deste reino. Depois o
metropolitano adrerte o eleitoreal dos deveres da
realeza, do modo qae a egreja oscomprehende ;
fa-lo jurar de cumpri-Ios, e tomadas estas pre-
caugoes, dispensa-lnea santa-ungo, o primeiro
dos sacramentaes.
Pode-se tirar ama multido de consequencias
desta augusta funego. Limitamo-nos collocar
as seguimos sob os olhos do Sr. professor. Pa-
rece-nos difflcil dizer que o metropolitano, ad-
mittindo o rei sagragao, nao teota exercido
sobre sua peuos seno urna autoridade emanan-
do da egreja. Parece-no* ainda mais difflcil di-
xer que a resistencia i oppressio proveniente de
nm sobersno cortado .pela egreja, um direito
inahenavel da nago Com effeito, este direito
est necessariamwite jeito legislacao da parla,
a egreja. Porque foi ella que nao somente m-
tipulou pelo poro, no contracto consliUcional,
mas estipulou porsi mesms, e quejido oUbera-
,no edrpenhou-se por juramento, seu juramento
dizia respeito egreja tanto e mais do que ni-
gio. Todos estes empenhos sio solidarios.' Urna
: dMJKMH*..0'0 Pode se lasempenhar. sem o as-
^Hk*. da que evidentemente oceupou
I a primeira ordem no contracto.1' Dizels que vos*
, so soberano toraou-se um tyrsnno. Fui eu quem
| julgou se elle era digno de recebar a corta ; sou
i'iem ha do julgar.je elle djgno de perde-
Que admiravel rlha para as paixes despo-
ticas e as paixoes anarchicas que se cliocam 1
Mas ento a egrf ja lera Urna suzertma univer-
sal ?Nao, dieisque ella s de dreitito divino
revelado i^fe a Wrra".Pareft-nos entretanto
que
div
os
03
da
Na.
liv
do-
cul
ha unpfVDtido mui legitimo no qual pode-se
dizer que os reis por olla sagrados so de direito
*:"ino. Nao revelou Jesus-Chrsto que res eram
vigaros do sua realeza, como os pontfices sao
vgaros de seu sacerdocio, posto que a elTuso
realeza divina nao se faga pelo mesmo canal ?
o revelou que sua egreja devia se alliar com a
soberana temporal ; que os dous poderes devia
representar a uniao da alma e do corpo ? E se a
egreja, em coosequ^acia desta divina inslrucgo,
'"esse aceito urna dyoasta, sagrado-a, defendi-
-a e por ella tivesse sido defendida durante so-
los, julgaes que nao poder-se-ia dizer que o
diadema que oeste mundo prenden na fronte
desta raga, fui egualmente prendido nos cos ;
que seria islo urna illuso ; que a sagragao nao
muda a natureza da soberana vulgar ; que urna
pura bengo para aquello que a recebe ? Sois
um homoni bem positivo, senhor professor 1
Passamos os artigos 4 e 5 da declarago para
tratar immediatamente do sexto, que assim con-
cebido : < A lei : a expresio da vonlade ge-
ral. Todos os cidados teem direito de concor-
rer possoalraeote ou por seus representantes pa-
ra a sua formago. Ella deve ser a mesma para
todos quer proteja, quer puna. Sendo lodos os
cidados iguaes a seus olhos, sao igualmente ac-
cessiveis todas as dignidades, lugares e empre-
gos pblicos, segundo sua capacidade, e sem ou-
lra disliocgo mais do que a de suas virtudes e
seus talentos.
O senhor professor encantado por esta redac-
gao : Nem por oossas doutriuas, nem por nos-
sa historia, nem por nossa conducta, estamos op-
poslos ao sexto principio de 89 de qualquer mo-
do que seja encarado. Prosegue:
Que necessidade temos de insistir? Nao foi
a propria egreja que ofiVreceu aos povos o mo-
delo do governo representativo ? Nao se tralam
seus grandes interesses, nao se discutem suas
leis, nao se formsm em seus concilios ? Se de-
negaren] o direito de se goveraar assim, ou se
estorvarem-no na pratica, nao ha de reclamar el-
la este direito e seu livre-exarne, como direito
que lhe essencial ? Tivera urna centena da con-
cilios, muitos dos quaes ecumnicos, antes que
nenhuma aasembla poltica deliberante appare-
cesse na Europa ; e se notar estas assemblas em
torno dobergo das raonarchias que succedem ao
imperio romano, quero se se deve, senao aos
bispos? Elles consagram sua influencia modelar
sobre a sociedade religiosa a sociedade civil, mo-
delara sobre os concilios as reunies parlamenta-
res, onde iniciam os reis barbaros e ossenhores
seculares no rgimen representativo, de que nao
sao seno a ioteira dilatago dos estados-geraes
as assemblas constituinleg ou legislativas de nos-
sa poca. Se a egreja, cujo poder legislativo vem
immediatamenle de Deus, e nao do povo, se go-
verna pelo syslema representativo, como con-
derana-lo-hiam pois seus doutores na sociedade
civil, onde o poder vem de Deus pelo povo ?
Leia-se o discurso do cardeal du Perros, repre-
sentante da cmara ecclesiastica nos estados-ge-
raes de 1614, dala fnebre marcada no tmulo
de nossa antiga liberdade nacional, o dir-nos-
ho depois quero trahio ento a causa dos prin-
cipios resuscitados em 89 ? De certo, nao foi o
clero.
Eosina-nos aqui o senhor professor muitas
cousas que nos impossivel crer sobre sua pala-
vra. Segundo elle as asserobls constituintes ou
legislivas de nossa poca nao sao seno a iateira
dilago das assemblas polticas deliberantes as
quaes tinham o* bispos iniciado os povos da ida-
de-mdia. Ento, como explicar que as cortes
ou os Campos-de Maio, tenham sido to profun-
damente caiholicos, e as reunies parlamentares
modernas o sejam to pouco ? Poderiamosainla
notar que as assemblas constituintes e legisla-
tivas teem sempre voltado repblica, o quo era
desconhecido antes da dilatago contempornea.
Mas temos pressa de assignalar um erro mais ca-
pital. Segundo o senhor professor, a inleira
dilatago do syslema representativo acha-se as
assemblas constituintes de nossa poca, e egre-
ja se governa pelo syslema representativo. Eis
com urna s palavra um novo tratado da egreja I
as assemblas constituiutes, todos es repre-
sentantes sao iguaes, como perante a lai. En
nossos concilios, ha o clero de segunda ordem
cujo voto puramente consultivo e aristcratas,
os bispos, que tero sa vol deliberativo. as
assemblas constituintes, lodos os roembros reu-
nidos elegem seu presidente e seu secretario.
Em nossos concilios, o presidente nao eleilo
imposto, o papa. Em nossas assemblas legis-
lativas.'todo o deputado legalmente eleito no-
cessariamente deputado quaado mesmo sua elei-
co tenha_ encontrado obstculos de parte da ad-
ministrago. Em nossos coocilios, o deputado
legal o bispo ; mas quando um hispo nomeado
nao convm ao papa, desembaraga-se delle sem
ceremonia, como muitai vezes tem dado o exem-
plo. as assemblas modernas, o presidente da
repblica ou o soberano nao pode fazer urna lei
sem maioria dos representantes. Na egreja, o
papa pode perfcitamente passar sem a maioria e
mesmo sem o concilio fazer. a mais importante
das leis. Dever-se-ia ler necessidade de lem-
braresta organisacao da egreja em urna poca
to visinha do anno bemaveolurado que ouviu
proclamara immaculada Coocei;o de Mara sem
forma alguma conciliaria ? as assemblas mo-
dernas o privilegio menos conlroversn ovlo
do orgameno. Na egreja, o papa ordena arreca-
dagoes de dinheiros em forma de decimas, de
componendas, de analas, ou aliena um milhar
de bens do clero sem recorrer ao concilio.
as assemblas modernas, quando o poder
executivo e o legislativo nao se entendem mais,
o principe manda representago que se dissol-
va. A representago responde que ella est
aqui pela vontade do povo, e que ha de sabir so-
mente poder das baionelas. Ento tenia o po-
der das baionelas expellir a representago nacio-
nal. Algumas vezas nao tem bom xito, e ento
ha urna revolugo de 1789 ou de 1830. Outras
bem succedido, e neste caso o principe appella
ao povo. Se o povo approva, a revolugo feita
contra a assembla. Se nao approva, a revolu-
go feita contra o principe. Antes da inteira
dilatago do syslema representativo, e quando os
bispos se ingeriam nelle, todas estas revoluge
eram desconhecidas ; mas antes, durante e de-
pois nunca existirn na egreja. O papa convo-
ca o concilio quando o quer, transere-o quando
o quer, proroga-o quando o quer, dissolve-o quan-
do o quer, subjnetie-lhe o que quer, e approva-o
quando o quer. O senhor professor pode ver,
por estas differengas, que esqueceu, nao se sabe
como, a que encarregamos os novigos do semi-
nario de lhe lembrar, que o systema representa-
tivo esl mui pouco dilatado na egreja, e que
absurdo ennunciar esta proposico : A egreja
se governa pelo syslema representativo.
Vamos adianto : O principio da egualdade pe-
rante a lei a consequencia do principio da egual-
dade natural que temos visto ensinadopeos theo-
logos, e fortificado pela doulrioa da frateroidade
em Jesus-Chrsto. Nao pode-se por tanto repel-
lir como principio a egualdade perante a lei.
Se a egualdade natural fosse eosinada pelos theo-
logos, se a frateroidade christa fortiQcasse a
egualdade natural, e se a egualdade perante a lei
proviesse destes dous principios, nunca no direi-
to christao ter-se-ia visto desigualdade perante
a le ; e todava para remediar desigualdade
perante a lei admitlida pela jurisprudencia ca-
nnica que a assembla de 89 decretou s egual-
dade. Quem comprehendia melhor a tbeologia
e a frateroidade christia do direito cannico ou
dos constituintes ? Vae o senhor professor di-
zer como marquez d'Azeglio e o doutor Bu-
chez, qae a revolugo de 89 foi a inteira dilata-
go do christianismo, e que neste ponto tem ad-
vertido s velhas escolas calholicas, ao bispos e
aos papas ? Em que terreno perigoso veio se
collocar I
a Se o clero foi isento da jurisdiego secular
oo que toca s cansas civis a criminis, nao ara
em prorelto do mal e para arrancar o culpado
juitiga, era para poupar ao mesmo lempo a hon-
ra da religio, que poda parecer ferda na pas-
aos metaio de seos ministros, e os direitos da
jutlica, que com effeito, pronunciava anas see-
teogas por outras bocea*. Queremos sappor que
boje, gragas s luzes e a dignidada da magistra-
tura, gragis educacao maisaditntada da multi-
do, a sociedade nada perde em ver levar um
padre como outro qualquer Individu perante os
tribunaes ordinarios; suppomos, se quizerem,
que a vaotagem da egualdade, absolutamente
applicada, compensa para a sociedade o inconve-
niente de ver o carcter sagrado humilhado na
pessoa do padre.
Folgamos de ver o senhor professor justificar a
immunidade ecclesiastica no pastado. Mas fa-
zendo esta apologa, esquece que sea immunida-
de foi boa em si rneema em urna data qualquer da
historia segu se que a egualdade perante a lei
nao tim aireito inalienavel e imprescriplivel
dos cidados. E' ielo entretanto o que se obri-
gra i provar quando eslabeleceu a these da per-
feita concordancia dos principios de 89 da dou-
trina catholica. Quando suposigo que a so-
ciedade nada perde em ver ura padre como qual-
quer individuo perante os tribunaes ordinarios,
desejariamos que em lugar de urna supposigo
gratuita, nos desse ama supposigo prora Ja. Ver-
dade que lenta um simulacro de p-ova, duen-
do que a educago religiosa da multido est ho-
ja mais adianlads, sem duvida porque a socieda-
de est madura, e tocamos na inteira dilatago do
systema representativo ; mas longe de lhe lomar
de coalado todas estas asserges, adverlimo-lo
positivamente quo rejeilamo-la como moeda fal-
sa. O campamento que o senhor professor di-
rige i magistratura nova em detrimento da ma-
gistratura aotiga, entra na mana dos cumpri-
mentot, que julgamot pastado. Temos bastante
conflaoga as luzas e digoidade de nossos tribu-
naes de jusliga para predizer-lhe qua ser desap-
provado.
O Sr. professor procura emfim estabelecer urna
iodemnidade da perda da immunidade, dizendo
que a egualdade absolutamente applicada com-
pensa o ioconveniente de ver o carcter sagrado
humilhado na pessoa do padre* Mas ento como
a SantaS tem reclamado o reclama onde quer
que a immunidade seja violada? Porque parti-
cularmente reclamou no Piemoote, quando tra-
tou-se da lei Siccardi ? S vemos duas explica-
ges possiveis: ou julgou que a educago da
multido italiana eslava menos adiantada, ou
emfim conheceu muito lard que o direito lom-
mum procede da cruz de Jess Christo. Mas no
primeiro caso, a Sania S teria dado entender
que a eJucago da multido eslava tanto menos
adiantada quanto o cloro della podra se oceupar
mais, o que nao provavel; e no segundo caso,
ter-se-bia declarado culpado de nao ler tirado
durante dezoito sculos urna consequencia da
Paixo (do Salvador, o que menos provavel
ainda. *
Contentar-nos-Iremos com citar a parase se-
guinle, para mostrtr o espirito de conctsso que
anima o Sr. professor, mesmo quando a egreja
nao o eocarregou de tratar por ella : Se a coos-
lituigo legal da propriedade ecclesiastica, em
consequencia de seu desenvolvimento ou de ou-
tra causa qualquer, reclamasse modiQcages no
interesse dos poros, a egreja poda nisso assea-
tir ; porque nao considerava essas isenges como
essenctaes e ioamissiveis.
Eis outra passagem mais arriscada ainda :
Pretende o clero que seus antigos previlegios
e immunidades, posto que fundados em urna
exacta oogo da religio e de sua importancia
social, devam ser-lhe restituidos ? Nao. Nao
sacrificou-os ua noite de 4 de agosto de 1789, e
nao sanecionou a concordata sera sacrificio ? Sim.
Provocamos sua volla? Por modo nenhum. Aqui,
pois, o clero anda de seu lempo. Se as im-
munidades do clero sao fundadas em urna nogo
exacta da religio, como pode o clero desejar
que esla oogo exacta da religio seja desconhe-
cida? Provavelmente porque a ignorancia ou o
desprezo dos direitos do homem sao as nicas
causas das calamidades publicas, e que o olvido
dos direitos da religio nao tem Importancia pata
a sociedade.
Pode-se em verdade dizer que sacrificando seus
antigos previlegios, na noite de 4 de agosto, te-
nha o clero pretendido sacrificar por isso o direi-
to ecclesiastico, a legislago do casameolo e a
immuaidade da clausura dos conventos de mu-
lheres, esta irumunidade pela qual nossos bispos,
ha alguns annos, impugaavam anda, proposito
da inspecgo das escolas de meninas ? Se a con-
cordata sanecionou ludo aquillo sobre que elle se
calou, se em toda a parte seu silencio equivale
um sacrificio definitivo, como, oo tempo da res*
taurago, pediu e obteve o clero o reconbecimen-
to de muilas cadeiras episcopaes nao erguidas
pela concordata de 1801 ?
Ha melhor : a concordata oo diz urna palavra
do estado religioso, que todava comps urna das
tres diyises da egreja militante. O clero do pri-
meiro imperio, da restaurago, da revolugo de
julho pensou que lhe era prohibido lamentar ot
jesutas, os capuchinhos, os redemptorisias, afim
de ser aqui ainda de seu lempo? Ao contrario,
oo feliz quaodo a illuslrada benevolencia do
governo permute estes discpulos da mais alta
legislago christa calcar de novo o slo da pa-
tria? h quando estes caros auxiliares sao obri-
ga Jos lorairem lomar o caminho do exilio,
como na diocese de Cambrai, nao provocamos
sua volla precisamente porque somos de nosso
tempo, um lempo pobre, verde, mal amadureci-
do, era que a educago da multido, quando mui-
to, nao est adiantada, e em que nao se pode ob-
ter asss de boceas e de corages sinceros, capa-
zes de ensinar e amar o povo sem lisongea-lo ?
Has ludo isto nao o essencial de nossas ob-
jeeges contra o art. 6.
Se todos os cidados sao eguaes aos olhos da
le, sem oulra disliocgo mais do que a de suas
virtudes e talentos, se esta egualdade um di-
sobtilesa sobre afmaneira porque ae poderla en-
tender o art. .10. e chegou deacobertss to di -
vertidas, que dallas nao queremos privar nossos
teltores.
Esla compensago lha bem devda de nossa
parte, de dos que temos retido e retaremos ain-
da sua altengo sobre estudos mal graves do que
o estylo ordinario de um jornal.
O Sr. professor achou o sanio offlcio da inqulsi-
Co no texto que se acaba de ler. Mas convm
citar para ser crido : Se a ordem publica esta-
beiecida pela le a que reinava os edade media,
coroprehende-se que esta manifestaco das opi-
nies religiosas iodividuaes poder ser, em vir-
tude mesmo dos principios de 89, restricta como
o foi naqnetles lempos. Que pretenda a ioqui-
slgo, ou antes, e para fallar mais frsncamente,
que pretendern! as diversas inquisiges? Impor
pela orga ou pelo terror a f catholiea ? Nunca.
Teria sido absurdo, porque impossivel; leria
sido impo, porque contrario ao espirito como
latir do evangelho e ao ensino da egreja. A
egreja oo leria somente desspprovado os rigores
e os sngrenlos excessos desles tribunaes de jus-
liga, como por mais de urna vez o fez, teria con-
demnado at em principio. Mas pretendern.,
conforme o art. 10 da declarago de 1789, deter
e punir < a manifestago das opinioes religiosas,
o,ue perturbavam a ordem publica ettabelecida
pela lei sobre os fundamentos nao somente da
religio natural, como da revelago christa;
protegern) a egreja, a sociedade caiholica, con-
tra aquellos que, depois dse lerem emponhado
psrs com ella, queran) arruina-la impunemen-
te. Allendam bem nossos adversarios ; elles
desviaram-se. Apressem-se de condemnar o
priocipio de 89 sobre a liberdade religiosa ; por-
que d lugar religio de estado, iotoleraocia ;
e de nada servir-lhes-his para bater a egreja em
brecha e pregar pega aos ultramontanos. Fume-
ce mesmo estes ltimos armas contra os pala-
dinos da pretendida sociedade moderas.
Esta inlerpretago iocontestavelmente mui
singular. Mas aos adeptos dos principios de 89
como aos caiholicos reflectidos, nSo ha de pare-
cer seno um simples gracejo. Supponde que na
lei civil admetlida a religio revelada, ento
olharia a lei civil como um escndalo o fallar da
religio sob a denominago de opinioes religiosas.
A religio representa a parte mais inamovivel
das ideas humanas, e as opinioes, a parle mais
interminada. Quande o duque d'rleans, na ves-
pera de passar a Algera, escreveu um testamen-
to onde se re-acha, junto nobres sentimentos,
os tristes vestigios de urna educago que recebera
sua ioteira dilatago do sol de julho, teve cui-
dado de fazer seotir esta gradago, mas coaver-
tida, fallando a sua mulher de suas opinidet re-
ligiosas e de sua f poltica. Quando a religio
degj^eu ero urna sociedade a ponto de nao ser
mais do que opinioes religiosas, o templo que
est arrasado, e delle nao resta am nadra sobre
oulra, e mister reconstruir o edis^Wdesdeos
licerces. Porlalis ento escrove serrlivro : importancia das opinioes religiosas.
reito inalienavel e sagrado, aegue-se muitas cou-1 meDciou8r a e8rej ou o evangelho.
sas que to incompativeis cam a doutrina chris- I """ a0 n,D0 D0 sentido proprio ei
ta, e que o Sr. professor prudentemente passou I
em silencio. Em primeiro lugar, a egreja nao '
teve razo de tolerar e mesmo de admitlir em
seu direito cannico distioeges fualas no as-
cimento, como, por exemplo, os captulos nobres,
e em geral todo o edificio da aristocracia, to
precioso aos olhos dos ioglezes, e to prezado
anda em Franga, que nao se sabe como affastar
(odas as pedras plebeas que se esforgam por en-
trar subrepticiamente na architectura do pantheon
herldico.
Pode pois o Sr. professor ler como cerlo que
jamis um inquisidor da f, nem um soberano
cujo brago secular apoiasse a Santa Ioquisigo.
teriam fallado de opinioes religiosas. Anda me*
nos teriam annunciado que maguera poda ser
inquietado em sua occasio. A phra.se seguale
e que o Sr. professor admira: comtaoto quo suas
maoifestages nao perturbem a ordem publica ,
nada teria mudado em sua intolerancia. Com
efTelto, nao ha ahi senao urna restriego das ma-
nifeslages, como o autor tem o cuidado mal en-
tendido de faze-lo elle mesmo notar. Urna res-
triego suppoe que as maoifestages subsistero,
em quanto o Santo Offlcio nao restringa somenle
as manifestages das opinioes religiosas, suppri-
mia-es totalmente. De modo que o art. 10 en-
tendido segundo a patente da iovengo do Sr.
professor, deveria ser commentado desta manei-
ra ; Nioguem pode ser inquietado por suas opi-
nioes religiosas, com tanto que manifest sempre
as que a egreja e o estado professo, e que nun-
ca manifest as outras. Restara pois a liberda-
de das opinioes religiosas sepultadas na consci-
encia. Mas a que vem urna declarago solemne
para certificar esta liberdada que existe sempre
sem declarago 1 Se urna provago gratuita a
heresia slmplej, como diz o cdigo inquisitorial
que chama heresia dupla a heresia manifestada,
odiosa e impia ; se urna puerilidade de com-
mentador, pode fazer surtir um atante, mas nao
deve nos oceupar mais.
Temos visto o Sr professor no opposto da quea-
to. Convm lambem mostra-lo tora d'ella.
Objeclar-uos-ho talvez que o arl. 10 inter-
pretado segundo o espirito que.dicluu o todo da
declarago, d pensar que a socTedade civil nao
precisa baaear-se em neomima religio revelada,
que pode atlingir seu lira nao se apoiando se
nao sobre as verdades da ordem natural, as ni-
cas com efleito que sejam exprimidas na decla-
rago.
Aislo, duas respostas : 1. o prembulo an-
nuncia que a declarago expor direitos uaturaes
do homem, mas nao que contera precisamente
ludo o que pode servir de fundamento socieda-
de, nem mesmo tudo o que lhe necessario co-
mo principio essencial de estabelidade e progres-
so. Tambera esta declarago, tomado em si
mesma e fazeodo abstrago das circumstancias
?ue a accompanharam eseguiram, nao se oppe
que a religio revelada seja iniroduztda como
base da ordem poltica pela lei. Estara emeon-
tradiego comsigo- mesma e com a verdade, se
apreseutasse a revelago como base social, em
virtuie do direito natural ; porque a revelago,
a graga nao faz parto da natureza e nao lhe era
devida. Portanto, a declarago nao tinha que
Nao rejei-
natural de
que nao offenda
seus termos : basta islo para
_ Se os cidados uao teem entre si Oulra dislinc-
gao mais do qae a de seus talentos e virtudes,
isto nada quer dizer, ou quer dizer que os cida-
dos nao sao mais distinguidos entre si por sua
profisso de f. Mas, ento, como justificar o
parlamento inglez, que, por urna lembranga da
antiga religio, quera ao menos ficar christao, e
que, por este motivo, fechou por taoto tempo a
entrada de Westminster sos judeus ? Como fazer
urna justicacao mais difflcil, a dos bispos aus-
tracos nomeados para a dieta geral do imperio,
qae acabara de sollicitar ao imperador de manter
a constituico antiga do Tyrol, a anal nao admitte
os protestantes aos empregos pblicos, apezar do
seus talentos, e ao direito de possuir o solo, ape-
zar de seus escudos ? Como justificar todos os
bispos do Tyrol, que fizeram a mesma petigo, e
pedem alm disso a manutengo de seus antigos
previlegios, como mais cooformes & urna exacta
nogo da religio do que o art. 6 ?
Emfim, nosso santo padre o papa Pi IX, de
todas as partes sollicilado de se explicar sobre o
progresso, sobre as sociedades maduras e cansa-
das de tutela, sobre a civilisago moderna, em
urna palavra, ignora ou esquece o art. 6* pon-
to de ousar queixar-se que as Romanias a revo-
lugo admiltiu os inflis s funeges civis I Mas
larabem quantts calamidades publicas nao teem
cahido sobre a pennsula, e cuja causa somente
esla I
O Sr. professor quer esperar com Mr. Rcasoli,
que aiada na Italia o papa eco clero ho de
ser de sea tempo e er que t falta no Vati-
cano urna noite de 4 de agosto .para achtr a so-
lugo da questio romana ? Se o art. 6 da de-
clarago eocerra om direito natural, inalienavel
e sagrado, consequente.
Tocamos no grande debate: a liberdada reli-
0 art. 10 da declaraco ae exprime *-
c Hloguem deve- ser inquietado, por suas
opinioet mesmo religiosas, com tanto que sua
manifestago nao perturbe s ordem publica etta-
belecida pela lei. 'O Sr. professor, antes de dis-
cutir 4 fundo, tere a pbaotuia de exercer sua
A declarago nao se oppe a que a lei inlro-
duza a revelago como basa da ordem poltica ;
os principios de 89 nao proscrerem a oio es-
trella ntreos dous poderes que representan) a
autoridade soberana as duas sociedades, deixam
lugar a lei que reconheceria esta uniao de fado,
e nao ferem m doutrinas que a proclamaran!
boa, santa e querida de Deus ; a declarago nao
se oppe i intro lueco do Santo Offlcio ; a ma-
na do Sr. professor que torna a apparecer. Nao
tratemos mais della seno' para dizer que nos
lembra o ar estudioso, austero e parvo de Dom
Gerle na assembla nacional. A declarago es-
tarla em conlradicgo comsigo mesmo te apre-
seutasse a revelago como base social em virtude
do direito natural. Aqui, vos temos, Sr. pro-
fessor. Porque, emfim, por mais que tomis a
declarago em si mesma efazendo abstraego das
circumstancias, > nao podis fazer que a decla-
rago nao esteja escripia em francez para Fran-
cezes. Pois bem, temos urna grande novidade
a descobrir-vos, da qual parecis to longe co-
mo do casamento de Laazum Em 1789 como
em 1861, ou para melhor diter desde quatorze
seculos, os Francezes sao baplisados, e para todo
o povo baptisado a revelago a base da ordem
social, de direito natural ; nao porque a graga
faga parte da natureza, observago pretenciosa
que est fra da questo, mas porque a razo diz
que menos Deus devi.a da-la, quanto mais deve-
mos recebe-la sob pana de ouvir e merecer la-
mentado de S. Joo : Inpropria venil, et sui
euro nom receperunf.
E sabis quem nos suggeriu este argumento
sobre o direito natural da revelago a ser a base
da ordem social ? O Sr. professor na passagem
seguate sobre o direito natural da liberdade da
egreja : A religio catholica a nica religio
verdadeira. Quer se examine sua doutrina em si
mesma, quer se a a encare em suas relages com
o interesse da sociedade esta religio nao pode
aer seno verdadeira e boa, pois que ella Deus.
Ella tem pois direito I liberdade de direito natu-
ral : nao justo dizer que se a tolera. Como
a religio caiholica de Deus por urna iostitui-
co positiva, dviba, lem estrictamente direito
liberdade de direito divino como de direito natu-
ral >. Mas se a religio catholica tem um direi-
to natural f liberdade por fia de consequencia,
como nao vedes que, pela mesma. va 9e cense-,
quencia, tem um direito natural atar a base da
ordem social ? Nao diste Notan Senhor tris hr/-
mens : ets-ahi minha leWjT'sWda^oaeis a
aceita-la ou abandon-la, mas comtantaque re-
coohegais sua liberdade, a razo mais nao exige.
Tambes, quaado ros oarimos diter que a decla-
rago que pretenda inaugurar em 89 o direito
publico dos Francotes nio tinha a mencionar a
egreja ou o evangelho, e que basta que nao re-
jeite-os formalmente para nao offander nossa
f, ficamoa acommellidos de assombro vendo a
extenso do mal que nos devora ; eremos com
ludo que ainda resta bsstante senso christao em
nossa patria, pan que se possa appellar elle de
vossas concesses e esperar com confiauga sua
resposta.
< 3. Quando mesmo fosse preciso deduzir da
declarago que os principios de direilo natural
bastara o rganisago e manutengo da sociedade
civil, nio seriamos obrigados considerar esta
pega comojinfectada de erro ou como heterodoxa.
No livro de S. Thoroaz, de Regimine princi-
puro, l-se bem que a religio deve ser especial-
mente o objecto das solicitudes do poder; mas
nao se trata seno da religio em geral, qualquer
que seja a forma, contanto que encerr as ver-
dades da religio natural, sem a qual toda idea
de dever ou de obrigago moral seria lgicamen-
te destruida. Por isso que S. Thomaz d como
prova a religio paga tambera como a dos judeus
e invoca o testemueho dos autores pagaos como
o dos escriptores sagrados. Nada diz de mais,
sobre a necessidade de excluir aa falsas religies,
como levando com ella a aniquilago da ordem
social. Reconhece com Santo Agoslioho que Deus
deu aos Romanos a durago, o poder, o imperio
do mundo, por causa de seu patriotismo: prop-
ter zelum patria ; da jusliga ou saolidade da suas
leis : propter leges sanelistimas. quat tradide-
runt, de sua humanidade comparada com os cos-
tumes barbaros: propter eorum civilem benevo-
lentiam; qualidades toda3 que nao suppem ne-
cessariamerile a ordem sobrenatural.
A'que vm todo este monto deerudico?
Precisavamos folhear S. Thomaz para ficar ss-
oendo esta banalidade que a sociedade civil
possivel entre os povos que nao tem a felicidad
deconhecer Jess Christo? Sais da questo.
Procurai pois um texto de S. Thomaz que diga
que os principios de direito natural bastara
organisacao e manutengo da sociedade civil
enlre os povos baptisados. Nao haveis de acha-
to, porque esta proposigo falsa. Quaudo a or-
dem social decae da altura di revelago, cae abal-
lo da razao natural, em um abismo. E' esta que-
da cuja coata vos impedem de vos dar vossas
complacencias revolucionarias. Tambera argi-
mos de falsas as consequencieas que pretendis
tirar das proposiges seguales: O poder civil
nao urna emaoago do poder ecclesiastico, e
lem por s mesmo autoridade oecessaria para fa-
zer leis que obnguem em coosciencia. Islo ver-
dade tanto do poder no mundo pago, como do
poder no seio da.christandade. Elle pode pois,
conformndose com ajusta razo, instituirs
leis xnduspensavexs vida de uroa nacao. Os
principios de 89 nada dizem de mais, se ainda
que coegam at ahi. Nao, nao verdade que o
poder, no seio da christaodade. possa instituir as
leis udispeosaveis vida 'de urna nago confor-
mando-se com a justa razo, e nada dizendo de
mais. Quando um povo christao, nem o poder
nem 03 vassallos, podem fazer que elle nao o sa-
ja, e que seja governavel pela razo somente.
Os revolucionarios tem odiosamente abusado
dos principios do 89, quando lem dito : ludo o
que nao est positivamente encerrado nesses
principios mo e deve ser abolido. Teria con-
viodo dizer: oque formalmente coatrario
esses principios mo e nao pode ser respeita-
do. Pois bem, aceitamos a segunda proposi-
go, que parece ser tanto de vosso gosto, e va-
mos dar-vos urna amostra do que contrario aos
principios de 89 no direito christao, sem voliar
Oem entendido, oossas allegages dos arligos
precedentes. A lei deve ser egual para lodos,
quer proteja, quer puoa. Entretanto, se sois ju-
k 1 Se' da cnrislandado, eque vosso fi-
Iho tenhs sido baptisado in articulo morlis por
urna mao sancliflcada, o direilo christao, era lu-
gar de proteger vosso iolerior de familia e vossos
direitos pateroos, ver brilhar o sello redemptor
na fronte que o traz como um diamante de um
prego inesiimave! o saogue de Jess Christo, e
appressar-se-ha em eogasta-lo no puro ouro de
urna educago catholica. O pequeo Morlara,
pelo qual tantas perseguiges soffreu nosso doce
pae e pontfice Po IX da parte de uroa diploma-
cia que porfiava em se collocar no ponto de vista
natural no seio da christandade, far emfim
entrar em vossa cabega que o baptismo creou
urna humanidade nova, e que todas as leis da
razao que nao se conformara com este typo su-
perior, devem ser sacrificadas sua belleza?
Concluindo, quizeramos sahir da mistura de
argumentos em que o seohor professor nos em-
penhou, e dar nossosleitoresurna idea clara do
artigo 10 da declarago. Reproduzamo-lo pri-
meiro : < Ninguem deve ser inquietado mesmo
por suas opiaies religiosas, comtanto que sua
manifestago oo perturbe a ordem publica esta-
blecida pela lei. Este artigo nao encerra so-
mente a tolerancia das opiaies religiosas, por-
que a tolerancia urna escala movivel; pode ser
alongada, encurtada e reduzida zro. Ora, a
declarago tem por fim enunciar direitos ssgra-
dos e inalienavets. Qual pois, o direilo ina-
lienavel encerrado no artigo 10 ? Evidentemente
a liberdade de consciencia. Mas como a liberdade
de consciencia nao existe sera a liberdade dos
cultos, pois que urna consciencia que uo pode
se exprimir em seu culto nao urna consciencia
livre, urna consciencia escrava, a liberdade dos
cultos esl por conseguate subsidiariamente en-
cerrada no artigo 10. Mas um culto poderia pro-
fesar dogmas destructivos da ordem publica es-
tabelecida pela le. E' por isso que o artigo 10
consequente comsigo mesmo, declara que a liber-
dade dos cultos acaba onde comega o direito da
ordem publica. Agora, o que convm entender
pela ordem exprimida no artigo 10? Evidente-
mente ainda a ordem publica estbelecida pela
lei natural, visto que a declarago se manlm oo
circulo da justa razo. Todo o mundo convm
nisso e o senhor professor mostra-se orgulboso.
Assim o artigo 10 proclama a liberdade da cons-
ciencia e de culto como om direito imprescripli-
vel do homem, emqusnto nao for contraria or-
dem publica estbelecida pela lei natural. Eis,
eremos, um argumento que lem ojseoso commum
e conduz um determinado. Havemos de ver
urna oulra vez se os caiholicos que podem e de-
vem obedecer ao artigo 10, podem tambem admi-
ra-lo como Oe principio.
Nossa controversia atioa com o ponto da ques-
to. Razo de mais para citar largamente o Sr.
professor.
Nossos adversarios nio esto satisfeitos, ain-
da que lenhamos admittido, alem do principio de
89, as cartas modernas com a l'berdade dos cul-
tos. -Objectam que estas cartas nao representam
nossot olhos o ideal de urna sociedade perfeita,
tal emfim como seria se a realitassemos como
inteira expresso de nossas doutrinas religiosas-
Para os caiholicos, dizem elles, a liberdade dos
cultos nao um progresso, mas um mal neces-
sario.
c A' esta difflculdade, poderiamos responder
em primeiro lugar que todos os caiholicos nao
partilham o sentimenlo segundo o qual a liber-
dade dos cultos seria em si cousa lamentavel,
sendo somente de urna boodade relativa, em res-
peito de um estado social em que os espiritos se
aebam divididos. Ninguem ignora que enlre nos
muitos poem no mesmo p a liberdade poltica e
a liberdade religiosa, e consideran como corres-
pondendo um progresso para a perfeico social,
a lei que proclama a liberdade dos cultos. S#-
guudo elles, esta liberdade deve ser regrada, nio
conforme a verdade intrinsecs das religies, mas
conforme o flm directo e proprio da sociedade
oivil.
c Ora, dizem elles, o bem espiritaal neste mun-
do e a felicidade na outra ida nao sao o fim pri-
mitivo e proprio das sociedades civis y este uro
o bem natural, a felieidada temporal-da commu-
nidade e dos individuos considerados como
mentaros da commanidade. Esta felicidade nio
dependente de tal ou tal doutrina religiosa.
Logo, a autoridade do sobe*sao nsc tem que ae
entender sobra religio. Logo, pode mui bem,
em consciencia, deixar os cuites livres.
a Os partidistas deste systema sccrescenlam
que a verdade ha de iar por si mesmo, e
mits gloriosamente do que se fosse auxiliada pa-
la proteegio do poder civil. A lata no meio das
armas espiritases ptrece-lhet alias a nica em
harmona com o' espirito do evangelho como com
o espirito de noiaa poca.
Coosequenleraeote, melhor que o soberano
deixe com effeito os cultos livres, pois por outra
parte est desempenhado da obrigago de unir
especialmente o poder nenhum.
Nao pretendemos aqui atacar nem defender
este liberalismo. Somente, diremos notaos ad-
versarios : Aquelles que o professam teem sido
expressamente censurados condemnados pela
igreja ? Se, como se persuaden, oo o teem si-
do, nao estis fundados em reprochar em geral
aos caiholicos a opposigio de sua doutrina com a
liberdade.
Com effeito, ninguem ignora que entre nos,
muitos poem no mesmo p a liberdade poltica e
a liberdade religiosa. Como iguora-lo-hiam i
Os partidistas da c igreja livre no estado livre
fazem tanto estrepito e o presam tanto, que
bem difflcil escapar promulgago de seu syste-
ma desde Dan at Bersabe.Admittimos um
momento, se for preciso que a liberdade dot cul-
tos deveser regrada conforme o fim directo e pro-
prio aa sociedade civil. Mas nao admitliremos
um momento mesmo que a felicidade temporal
da communidade oo dependa de tal ou tal dou-
trina religiosa. Nioguem entre nos ignora quan-
lo os caiholicos liberaes teem em honra Montes-
quieu, e sobretodo seu Espirito das leis. Ora,
ha no Espirito das leis urna passagem sobre os
effeitos temporaes do christianismo, que nao se
pode mais citar, tanto tornou-se lugar com-
mum 1 Mas aquelles para quem os textos de
Moatesquieu nao iossem palavra de evangelho,
nao ficariam sem prova sobre a influencia do
christianismo em suas relages com a ordem ci-
vil. Sao Paulo disse que a piedade catholica
nao tem meaos as prometsas desta vida do que as
da vida futura.
Assim, regrando a liberdade dos cultos nao
conforme a verdade intrnseca das religies, mas
conforme o fim directo da sociedade civil, teria
anda o calholicitmo urna parte leonina, e os ou-
tros cultos dever-se-hiam contentar com urna
escravido activa, coohecida nos procesaos de
parede nieia sob o nome de da de padecimento,
que seria conveniente decorar d'aqui em diante
com o titulo pomposo de direito do homem, na-
tural, inalienavel e sagrado.
Mas, bem verdade que o bem espiritual nes-
te mundo, e a felicidade na outra vida, nao sejam
o fim primitivo das sociedades civis ? Nao teria
pois Nosso-Senhor fallado s nages, quando dis-
se : ( Procural primeiro o reino de Deus, e o
resto ros ha de ser dado por accrescimo.
Esta manera de fallar seria com effeito a ni-
ca capaz de por < em harmona o espirito do
evangelho com o espirito de nossa poca, u Mas
uossa poca to singular, que nao era conheci-
da antee de nossa poca, e durante os-dezoito
seculos que a precoderam, todos os caiholicos
julgsram que a sociedade civil tinha por deslino
primario a unio com a igreja, que nisso consis-
ta seu nico necessario, e que urna vez consu-
mada esla uno. todos os bens vir-lhe-hiam
igualmente com ella.
Sem duvida aa uniao da igreja e do estado, as
fuucges da alma e do corpo que representara,
nao sao as mesmas ; mas, quaes que ellas sejam,
to todas subordinadas necessidade da unio,
que a primeira condiego de vida. A Ency-
clica da Gregorio XVI, este martello dos disi-
dentes, a exposigo magnifica desta doutrina,
e temos visto com urna rara satisfaco o Seohor
pnucipe de Drogue abraga-la emfim com um
bom senso bem digno de seu talento, apezar da
propenso de suas amisades litterarias, em sua
carta ao Correio do Domingo, sobre a suspenso
dos traiamentos ecclesiasticos.
Ah canamente, se a verdade triumpasse por
si mesmo a sem proteegao alguma do poder ci-
vil, era nosso estado de natureza decahida, trium-
pharia mais gloriosamente. Triumpharia como
o estabelecimeaU do christianismo. Maso es-
labelecimento do christianismo o maior dos
milagres, e por demais romntico montar um
systema religioso que nao caminhe seno com
milagres.
Como, senhor professor, nao pretendis nem
atacar, nem defender o liberalismo dogmtico, a
liberalismo amado por si mesmo, a arte liberal
pela arle liberal I Mas o liberalismo, netta crue-
za de expresso, nao o abbade de La Mennais
sobrevivendo i aua morle ? E' vossos adver-
sarios do mnndo que iris pergunlar, -vos profes-
sor de seminario, se os caiholicos liberaes, taes
como acabis de trahi-los, e de modo que nao
ousariam elles mesmos se mostrar ISo condem-
nados pela Santa S ? Mas toca-vos ensinar aos
do exterior quaes sao os arestos da igreja, e nao
inquirir junto elles as seniencas que tem dado.
Se, como os caiholicos liberaes ae persuadem,
nao teem sido condemnados, ento nao estaes
fundados em reprochar... O' ingenuidade inef-
favel do Se I Se seu systema nao coodem-
oado, logo elles teem razio e vos nao 1 Ma-
ravilloso iem per idem Mas, ao fado, co-
mo o systema dos catholicos kberass poderia ser
condemnado 1 elles se persuadem do contrario I
Nao esta persuaso dos aecusados urna prova
invencivel ? Por exemplo, os jansenistas se per-
suadem que elles oo teem sido expressamente
censurado pela igreja : logo nao o teem sido.
Desejais saber se as cinco proposiges esto em
Jansenio ; bom simples, dirigi-vos seis par-
tidistas. Se se persuadirem do contrario, tenda
por certo que as cinco proposiges ahi nao exis-
tem. O liberalismo catholico I assim sao teus
golpes... na cabega dos professores 1
O senhor professor que resiste pelo priocipio
de nao iotervengo, nao aquiz atacar, nem de-
fender o liberalismo condemnado pela Ency-
clica. Mas s prudente, Oca muito discreto
para nao confessir que ha catholicos de urna es-
pecie differente. c Eis com effeito qual
theoria :
sua
A religio catholica a* nica religio ver-
dadeira, estbelecida de Deus, excluso de to-
das as que o espirito humano pode inventar.
Quer se examine sua doutrina em si mesma,
que se a encare em suas relages com o inte-
resse da sociedade, esla religio s pode ser ver-
dadeira e boa, porque ella de Deus. Logo tem
direilo liberdade de direito natural. Torquan-
to nao ae pode, sem Inquidale, pretender anni-
quillaro que bom e aerdadeiro, e nao justo
dizer que se o tolere; porque s se tolera o que
nao inteiramenie verdade ou inleira mente bem.
Alem do que, como a religio catholica da
Deus por urna .inslituieo positiva, divina, tem
estrictamente direito liberdade de direito divi-
no como de direito natural ; porque, nenhum
poder-, nenhuma creatura, pode, sem ioiquidada
impiedade, oppor-se Deus. Tudo^vque se
faz coaira a igreja por consequencia nullo de si.
Nao se tem pois nunca direito contra seu direito,
porque o seu absoluto e eterno como Deus. Sen-
do as outras religies necessariamente falsas, vis-
to a religio cjUiolica ser a nica verdadeira, nao
si mesmas, por sua natureza, esa
virtude da verdade e da hondada consideradas
intrnsecamente, um direito natural ou divine a.
liberdade. O qae ellas encerram de bom e vet-
dadeiro poder bastar para torna-las compativeis
com a boa ordem civil, e por consequencia tole-
ravais : mas esta bondade. esta verdade parcial
nio ho de impedir que sejam falsas e em si mes-
mos condemnados de Dos. Ora, o erro, o mal
nao pede ser o fundamento de um direito, pois
o Tro, o mal, alguma cousa d puramente ne-
itivo, Logo as religies, falsea, mis. nao po-
em porsi mesmaster o direito liberdade.
(Corw/tir-s-A.)

PEM. -TTP, DI M. F. DI 141 A.-1861,


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