Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09382


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Full Text



lili IIITJI 1DMHQ 206
Por tres mezes adiantados 5$O0O
Por tres mezes yepcidos 6J000

SEXTA FEIK1 6 BE SETE1BR0 BE lili
Por auno adiaatado 19$000
Porte fraieo para o sibscripttr.
*
NCABHBGADOS JA SBSCRIPCAO DO NOITB
Farahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
ty, o Sr. A, do Lomos Braga; Cear o Sr. J. Jos
da Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Pari, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo daGosta.
PARTIDAS DOS OUKHKlU.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguaraas, Goianna Parabiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, C triar, Altinho
Garanhuns as tercas-feiras.
Pi d'Alho, Nazarath, Limoeiro.Brejo, Pes-
queira.Ingazeira, Flores, Villa-Bella,Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quarlas(oirs.
Cabo, Serlnhiem, Rio Formoso,na,Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras a Natal quintas feiras.
Todos os correiospartem as 10 horasda manha
EPHEMERIDES DO MIZ DI SETEMBRO.
4 La ora as 7 horas 52 minutos da man.
11 Quarto erescenta as 10 horas e 56 minutos da
manha.
18 La eheia as II horas e 42 minutos da tarde.
27 Quarto minguanta aa 4 horas e 5 minutos ds
manha:
PREAMAR DEHOJE.
Primeiro as 6 horas e 6 minutos da manha.
Segundo as 6 horas e 30 minutos da tarde.
IAS DA SEMAMA
2 Segunda. S. Eatevio rei de Hungra.
3 Terca. S. Eufemia v. m.; S. Aristheo b. m.
4 Quarla. S-. Rosa de Viterbo t. f.; S. Rozalia.
5 Quinta. S. Antonino m.; S. Bertioo ab.
6 Sexta. S. Libania t. m.; S. Presidio m.
7 Sabbado. S. Joo m. ; S. Regina y. m.
8 Domingo. Natividade de Nossa Seohors.
AUlHhNUAS DOS IRIBUNAKb DA CAPITAL.
Tribunal do commercio; segundas a quintas.
Relacao: torgas, quinta* a atibados aa 10 horas.
Pazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito da orphos: tercas e aextas as 10 horas.
Primeira raa do cival: torgas stxtasao meio
dia.
Segunda rara do eiTOl : quaitas sabbados a 1
hora da tarde:
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO DO SUL
Alagoas, o Sr. Claudino FaleoDias; Baha,
Sr. Jos Martin* Airas; Rj0 da Janeiro, o Sr
ioao Paraira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa a?
I "paria,na su a livraria praga da Independencia o
6*8.
PARTE OFFICIAL,
GOVERNO DA PROVINCIA.
Secretaria do governo de Pernambuco, 3 de
setembro de 1861.
S. Exc. o Sr. presidente da] provincia, manda
convidar aos senhores cheles das repartirle* pu-
blicas civis e militares, empregados das mesmas,
e aos deroais fuocciooarios, afim de assislirem
ao cortejo augusta elflige da S. U. o Imperador,
que teri lugar no palacio da presideocia s 4 e
meia horas da tarde do dia 7 do correte, anni-
versario da independencia do imperio.
Antonio Leite de Pinho.
setembro
Expediente do dia 3 de
de 1861.
Officio ao coronel commante das armas.Res-
ponto ao officio de V. S., n. 1426, de 30 de agos-
to ultimo, declarando-lhe que em data de 30 da-
quelle mez, j providenciei convenientemente
acerca da lavagem de roupa do hospital militar.
Dito aos cnsules e vice-consules estrangeiros
nesta provincia.O presidente da provincia ao
Sr.... cnsul de.... para assistir ao cortejo que
no dia 7 do correte anniversario da independen-
cia do imperio se tem de fazer a efflgie de S. M.
o Imperador, s 4 X horas da tarde oeste pala-
cio.Convidaram-se para o mesmo Qm a todas
as autoridades e fuocciooarios pblicos.
Dito ao presidente da retaceo. Constando da
certido do escrivo do jury do termo de Santo
Anto. junta ao incluso officio, que me devolve-
r, n. 27 de 23 de agosto prximo findo, do juiz
do direito da respectiva comarca que foi pre-
sentada nesse tribunal a appellaco do reo Fran-
cisco Gomes da Silva, e da nota do solicitador
da jusliga, junta ao incluso officio, que tambem
me ser devolvido, de V. S. de 14 de junho ulti-
mo, que ella ah nao existe, sirva-se V. S. dein
-formar a tal respeiio como se Ihe offerecer
que lhe sao limitrophes, ou que lhe ficam mais
prximas, resolve que a referida exposigao seis
aberta no dia 2 de dezembro vindouro no edificio
do palacio do governo, que para este fim tica
designado, e nomeia as termos do citado aviso
para compra commisso, qne tem de dirigir
exposigo os seguales cidadios:
Visconde de Suassuna, presidente.
Baro do Livrameoto.
Dr. Joaquim Pires Machado Portella.
Baro de Muribeca.
Francisco Ferrelra Borges.
Dr. Jos Joaquim de Moraes Sarment.
Commendador Antonio de Souza Leo.
Dr. Gervasio Rodrigues Ca ai pello.
Aotonio Marques de Amorim.
Dr. Joaquim de Asnino Fonceca.
Dr. Ignacio de Barros Barreto.
Commendador Manoel Figueiroa de Faria.
Commendador Manoel Googalves da Silva.
Assignado.Antonio Marcelino Nunes Gonal-
ves.Conforme.Francisco Lucio de Catiro.
INTERIOR.
RIO DE JANE1BO.
SENADO.
SESSAO EM 23 DE JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Abaeti.
A's 10 horas e 55 mioutos da manha, achan-
do-se presentes trinta eum Srs senadores, o Sr.
presidente abre a sesso.
Lidas as actas de 22 do mez corrate, sao ap-
provadas.
EXPEDIENTE.
O Sr. 1 secretario l um officio do Sr. sena-
dor visconde de Jequitinhonha participando
achar-se doente.Inteirado.
Um requerimeoto da mesa administrativa da
' jirmandade do Rosario da eidade de Campias, da
provincia de S. Paulo, relativo despensa das
presidente d a seguinte, e levanta a sesso u m
quarto antes da 1 hora da tarde.
SESSO 24 EM DE JULHO DE 1861.
Preside neto do Sr. visconde de Abaeti.
A's 11 horas da manha. achando-se presen,
las 30 Srs. senadores, o Sr. presidente declarou
aberta a sesso.
Nao ha expediente.
O Sr. presidente declara que se tem de .sortear
a deputago paracomprimeotar a S. M. imperial
por parte do senado no dia 29 do correte mez,
pelo anniversario natalicio de sua alteza impe-
rial.
Procedendo-se ao sorteio, flca a deputago com-
posta dos Srs. rmenla Bueoo, Vasconcellos, ba-
ro de Maroim, Borges Monteiro, D. Manoel,
Ferreira Peona, visconde. de Itaborahy, Souza
Franco, Dias de Carvalho, visconde de Albuquer-
qua. Silva Ferraz, Hendes dos Sanios, baro de
Muritiba e Dias Vieira.
Declara tambem o Sr. presidente que se vai of-
flciar ao Sr. ministro do imperio afim de saber
se o dia, hora e lagar em que aera recebida a
mesma deputago, e que se participar aos mem-
bros quo a compdem.
ORDEM DO DIA.
Entra em segunda discusso a proposigo da
cmara dos deputados approvando a penso de 500
rs. diarios concedida aos guardas oacionaes da
provincia da Parahibi Francisco Antonio Mar-
ques e Antonio Flix da Conceico. dj
Julgada discutida, approvada, paWfubir
sanccjio imperial.
Segu-se a primeira discusso da proposigo
mesma cmara approvando a penso animal
da
Dito ao mesmoSirva-se V. S. de informar se a'/J? i iQa- r" ?uaQtla--A8 ca-
lorara aposentados nes.e tribunal as appellages i mi|^^^ J
contantes das relacoes juntas aos inclusos officios *J!?A PP/ovada a redaccao da emenda
dous do juiz de direito da comarca de Flores ns.! Pr.Ps,.c0 da mira dos Srs. deputados, deler-
13 e 15 de 9 e 16 de julho ultimo, que me sero
minando que nos relatnos dos ministros se faga
nienao dos contratos celebrados por elles ou por
seus delegados
O Sr. Souza Franco (pela ordem,) diz que ha
diasna sua ausencia, e discutindo-se um reque-
rimeoto que anteriormente offerecera, um nobre
devolvidos, e providenciar em caso afirmativo,
para que tenham ellas odevido andamento.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Cumpre que V. S. remetta-me com urgencia as
seguales informages :
1 A despeza monsal com todo o pessoal e ma- 9enador Rel Bahla "Presentou urna lista de con-
dal da nova barca de eicavaco. j *> terrenos de marinhas na capital
I aa provincia do Para, na qual figurava o nome do
orador ; e como nunca requereu, nem teve taes
I terrenos de marinhas, fez esta declarago, pro-
te ri a
2* O custo do reboque dos baleles, emprega-
dos na condueco de arda.
3a O custo de um batelo novo.
4 A quantia provavel para concert da barca lSf*f*S,5?,22*2LH "br,e e,te as"
de escavagSo e batelo no espado de um anno.
5* Quil a quantia necessaria para os concertos
da barca reina.
6' A quantia em que poder montar mensal- I
mente a despeza com o material e pessoal, para
trabalhar a barca velha.
7" Quanto se dispendsu no semestre ultima- I
mente findo, com as obras feitas na barreta das
Jangadas. i
8a O custo de urna braga correte da obra da
lha do Nogueira.
Dito ao mesmo.Transmuto V. S. a tabella
junta por copia, da distribuico porquotas men- '
saes do crdito votado para as rubricasObras e
materialdo mioisterio da marinha no corrente
exercicio, que maodei organiar depois de rea-
lisados todos os pagamentos das despezas j fei- ,
tas por aquellas 'verbas, recommeudo V. S.
que, tendo em vista a quantia linda para cada
mez, regule as despezas a fazer-se com os diver-
sos servigos de modo que em caso nenhum seja
excedida a quota mensal da distribaigo ; iicando
na inteltigencia de que oeste sentido sao expedi-
das as precisas ordeos thesouraria de fazeoda. '
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Tendo em vista os seus officios de 29 e 31 de
agosto ultimo, sob ns. 421 e 424, o autoriso a
aceitar o offerecimento que fez Ismael Gaudencio
Portado de Mendonga da quantia de 303000 pelos
impostosde 4 e 6 por ceoto dequetrstam os 16
17 do srt. 40 da lei do orgamento vigente, eque
devem ser cobrados no municipio de Iguarass,
sos dous annos que devem terminar a 30 de iu-
Bho de 1863.
Dito ao mesmo.Attendendo ao que pooderou
o director geral da istracgo publica em officio
de 31 de agosto ultimo, sob n. 268, recommeo-
de V. S. que mande entregar ao procurador do
professor Luiz Jacques Brunet, os 4000000 que
devem restar da quota votada para o museo do
gyinasio pernambucano, afim de serem remet-
idas aquello professor em commisso na provin-
cia do Amazonas.Communicou-se ao director
geral da iostrocgo publica.
Dito aos agentes da companhia brasileira de
paquetes a vapor.Declaro Vmcs. que o nume-
ro de pragas destinadas para a corte, a que Ilu-
de a portara de 30 de agosto ultimo 23 enten-
dendo-se astim a citada portara.
Portara.Os Sr. agentes da companhia brasi-
leira de paquetes a vapor, manden: dar transpor-
te por conta do mioisterio da guerra no vapor :
Cruseiro do Sul ao soldado Manoel Antonio dos
sumpto lhe teem sido dirigidas e de que em
tempo se oceupar.
O Sr. Visconde de Albuquerqne (pela ordemj
insta pelo parecer da mesa sobre o requerimen-
to que offereceu por occasio do Sr. presidente
tomar a deliberago de ordenar aos tachygraphos
que nao eserevessem nem publicassem cousas
que se passaram em sesso.
O Sr. Presidente declara que j redigio o pa-
recer e psssou-o aos seus collegas da mesi, sen-
do, portauto, de esperar que em breve ser apre-
sentado.
ORDEM DO DIA.
Procedeu-se volago da primeira discusso
do projecto do senado substituiodo o actual sys-
tema de pesos e medidas, que tkou encerrada ;
approvado e passa para a segunda.
Entra em terceira discusso a proposigo da
cmara dos Srs. deputados autorisando o gover-
no para conceder liceuga com seus vencimentos
ao conselheiro Jos Bento da Caoha Figueiredo
e outro; e approrada para subir saneco
imperial.
Segue-se a primeira discusso do projecto do
senado approvando o art. 12 do contrato cele-
brado entre o governo e Thomaz Cochrane. e
rejeitado depois de algumas observaces do Sr.
Manoel Felizardo.
Tem lugar a aegunda discusso do projecto da
cmara dos Srs. deputados sobre a aposentadoria
dos empregados das cmaras legislativas, com a
emenda da commisso de conslituigo.
Consultado o senado se consente na retirada
da primeira emenda substitutiva da dita commis-
so, consentida.
Sao lidas e apoiadas as seguintes emendas da
mesma commisso;
Ariigot additivos.
< Art. 2 Estas aposentadoras serlo conce-
didas pela mesms forma e com as mtsmas con-
dicoes com que se concedem as dos empregados
da secretaria de estado dos negocios do im-
perio.
c Art. 3* Qusodo os empregados da cmara
dos senadores e deputados tiverem mais de 30
annos de bons serviros, poder-se-lhes-ha conce-
der, sobre o ordenado, mas 10 por cenlo de gra-
tificago que vencerem, por cada anno mais que
tiverem servido alm dos trinta.
Entra em primeira discusso o art. Io do pro-
jecto.
O Sr. Ferreira Peona acha conveniente que se
aproveite a opportuoidade para regular nao s o
de 300$000 concedida ao capito reformado do
exercito Joo Francisco do Reg Barreto.
Dada por finda, passa para a segunda, e desta
para a terceira. sem debate.
Entra finalmente em primeira discusso a pro-
posigo da referida cmara approvando a penso
mensal de 360000 concedida a D. Candida Fraga
Neves, viuva do commissario da terceira classe
Jos Rodrigues das Neves.
Dada por concluida passa para a segunda, na
qual entra logo, comegaodo-se pelo art. 1..
O Sr. Ferreira Peona fundamenta e manda
mesa a seguinte emenda additiva :
< A agraciada perceber esta penso desde a
data do decreto que a concedeu.
c 24 dei julho de 18.il.
E' apoiada, e entra conjuntamente em dis-
cusso.
Dada por concluida, approvado o art. i., e
a emeoda do Sr. Peona.
Entra em discusso o art. 2.a, o qual appro-
vado, e passa a proposigo para a terceira dis-
cusso.
Esgotada a materia da ordem do dia, o Sr. pre-
sidente d a do dia seguinte, e levanta a sesso
s 11 1/2 horas da manha.
Santos o aualtm de seguir oara o corte a for- V* diz resPeit0 s posenladoria. como tambem
SS oXsSgURS caornaseqS2ncl.ndeOtre; ^^!^1^}^
obtido perdao do crime de desergio.
Mandou-se tambem dar passagem de estado
para o Cear no vapor Jaguaribt, a Francisco '
Affonso Ferreira, primeiro, coofereute da alfao-
dega d# Parnahibt.
Expediente do secretarlo.
3 de se tem bro de 1861.
Officio ao procurador fiscal da thesouraria de
fazenda.O Exm. Sr. presidente da provincia,
ficaodo inteirado pelo seo officio de liontem, de
baver V. S. n'aqoella dala assumido o exercicio
de seu emprego ; assim Ih'o manda declarar em
resposta ao citado officio,
Dito ao Dr. Manoel Moreira Guerra.S. Exc,
o Sr. presidente da provincia, manda aecusar re-
cebido o officio de 2 do corrente em que V. S.
participoo ter n'aquella data, e na qualidadede
6* suplente assumido o exercicio do cargo de juiz
municipal da 1.a vara desta eidade.Fizeram-se
as devidaa communlcagdes.
Despachos do dia 3 de setembro.
Rtqvtrimtntos.
Antonio Ferreira Lobo.Informe o Sr. inspec-
tor da thesouraria provincial.
Antonio Firmo da SilveiraInforme o Sr. ins-
pector da thesouraria provincial.
Jos Mara Carneiro de Laeerda.- Ioforme o
Sr. director das obras publicas.
Manoel Accioly Santiago Ramos__Passe porta-
a concedeodo dous mezes de Ucenea para o fin
que requer.
4.* secgo.Palacio do governo de Pernambu-
co, 4jle setembro de 1861.O presidente da pro-
vincia, para cumprimeoto do que se determina
ao aviso circular expedido pelo ministerio da
agricultura, commercio e obras publicas am 31
de junho prximo fiado, sob n. 15, relativamen-
te a expoiigio, que o governo imperial deliberou
que so fizesse nesta provincia, bem como em ou-
Y* do imperio, dos producios naturses e iodus-
ulaes nio so desta, mas tambem das provincias,
vas das cmaras e fixago de seus ordenados.
O trabalho da commisso so trata das aposen-
tadoras, e mesmo nesta parte toma por base o
regulamento da secretaria do imperio, que ainda
nao est definitivamente approvado por acto le-
gislativo.
Era pois mais rasoavel appliearem-se aos em-
pregados das cmaras legislativas aa disposiges
do regulamento do tbesouro quaato a aposenta-
donas, visto que este regulamento est approva-
do por lei e mais conveniente.
Possuido destas ideas, formulou emendas que
ir mandando mesa.
E' apoiada a seguate emenda :
c Cada urna das cmaras competente psra
nomear, suspender e demiltir seus empregados,
nos casos e pela forma que determinar o regi-
ment interno; e para conceder-lhes licengas e
a psenla dorias; devendo esta ser regulada pelas
disposiges dos decretos n. 736 de 20 de novera-
bro de 1850 e n. 9,343 de 29 de Janeiro de 1859
na parte concernente i dos empregados do the-
souro e thesourarias da fazenda (S. R.) Pago do
senado, 23 de julho de 1861.-Ferrtira Penna.
O Sr. visconde de Albuquerqne oppoe-se ao
projecto e s emendas.
O Sr. Dantss concorda com a primeirs parte
da emenda do Sr. Ferreira Peana ; mas impug-
na a segunda por entender que a iniciativa des-
tas aposenladorias deve ser de cada cmara, sen-
do depois resolvidas por acto legislativo, e fican-
do ao governo applicar ento as disposiges da
lei do thesouro para ver-se qual o vencmento
qne deve ficar recebendo o empregado aposenta-
do.
Se o projecto pasear 3a discusso formular
este peosa ment com clarete, em emeoda que se
compromette a apresentar.
O Sr. Ferreira Penna fax sioda algumas obser-
vaces sustentando a sos emenda.
Finda a discusso do artigo t* e posto a votos,
rejeitado, ficaodo prejudicados os demals artl-
gos e emendas.
se emendas. Como fazer idea de qaalquor quantidade
Esgotada a materia da ordem do dia, o Sr. I saber qual a unidade a qo te refero? 1
SESSO EM 26 DE JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde dt Abaeti.
A's 11 horas da manha, feita a chamada, e
acbando-se presentes trinta e tres senhores se-
nhores senadores, o Sr. presidate abre a sesso.
Lidas as actas de 24 e 25 do corrente mez, sao
approvadas.
EXPEDIENTE.
O Sr. Io secretario l um officio da cmara dos
Srs. deputados, communicando que pelo mioiste-
rio dos negocios do imperio foi participado aquel-
la cmara haver S. M. o Imperador consentido
na resolugo da assembla geral permittindo que
a igreja matriz da ilha de Paquet possa possuir
bens de raiz.Ficou o senado inteirado.
O mesmo Sr. 1 secretario declara que offere-
cido por Vctor Frond, para o archivo do senado,
um exemplar da aua obra o Bratil Piltoresco.
Foi recebido na forma do eslylo.
O Sr. Dias Vieira manda mesa o seguinte re-
querimeoto, que sendo lido e apoiado ca adiado
por baver-se pedido a palavra.
c Constan jo-me que o presidente da provincia
do Maranbo apresenlra candidato eleigo que
naquella provincia se vai proceder para um de-
putado, o actual Sr. ministro da marinha, e que
oeste intuito tem procurado reagir contra a sita
gao poltica ali dominante, requeiro que o gover-
no ioforme o que aouber a este respeito.Dias
Vieira.
ORDEM DO DIA.
Entra em 2a discusso o projecto do senado
substituiodo o acrual systema de pesos e medi-
das pelo systema mtrico francez, comegando pe-
lo art. !. v k
O Sr. Souza Franco observa que o mioisterio,
quereodo mostrar que faz alguma cousa, foi bus-
car om projecto cuja utilidade cooteatada, e
que, se fr convertido em lei. pode ter ms con-
sequencias. Entretanto ficam de parte medidas
teis e reclamadas pelo paiz, como a proposigo
sobre cunho de moeda de prata, systema bypo-
thecaro, reviso da tarifa das alfandegat, etc.
Nao se pode negar que ha vaotagem theori-
ca ns disposico que se pretende adoptar; mas
se se considerar nos inconvenientes que ho
de resultar da sua pratica, ver-se-ha que nao sao
compeosados por aquellas vaotagens.
O povo difficilmeote abandona seas hbitos ;
no interior do paiz ainda hoje ha quem venda
nao aos alqueires ou quartas, mas s cuias, etc.
Pareca pois melhor so orador conservar as me-
didas que temos e soas deoomioagoes, tratndo-
se to someote de fizar com preciso e regulari-
dade a sua relago com o systema, visto que te-
mos falta de um padro natural.
Como esta porm redigido o projecto nao pode
dar-lhe o seu voto.
O Sr. Manoel Felizardo (ministro da agricultu-
ra e commercio) posto que considere mais pro-
prio da primeira discusso o que o nobre sena-
dor acaboo de dizer. e fra de lugar depois que
o senado, approvando o projecto para passar a
segunda discusso, decida que elle era til,
comtudo dir alguma cousa para provar a vaota-
gem da adopgo desta medida.
O que temos nos a respeito de pesos e medi-
das ? Sobre medidas lineares, por exemplo ?
Veja-se o que est acontecendo na eatrada de
ferro de D. Pedro II. Ahi se fas uso de oito de-
ferentes medidas lioeares : do palmo portuguez,
cuja graodeza exacta nio se sabe qual do p
ioglez, da jarda, do metro, da milha ingleza, do
kilmetro, de leguaa de 20 e de 18 ao grao, ede
leguas de 3,000 bragas;
O que succede nesta estrada pouco mais on
menos o que acontece em toda a parte. Na pro-
vincia de Minas Geraes coohecera-se leguas de
2,400 bracas, de 2,500 e de 3.000 ; e quaodo por
actos legislativos se tem de cobrar peagens em
relago s leguas percorrdas, v-se a que duvida
d lugar aquella circumstaocla.
As medidas de capacidsde differem entre si
tanto quantos sao talvez, oio as provincias, mas
os jaunicipios. O alqueire da eidade de Mcei
ans pequeos do que o da eidade das Aladjfcs,
que est a duas ou tres horas de viagem.
A nossa unidade de peso parece aer a mesma
em geral, mas nio conhece as nossas unidades li-
near e de capacidade, variam extraordinariamen-
te de um pooto para outro.
aem
Nio
possivel, e isto tem inconvenientes que sao sim-
ples intu gao.
Se temos necessidade de determinar a grande-
za daunidadeque deve servir de termo de eom-
parago dos objectos, qual ser melhor ? torna-la
arbitraria, ou ir busca-la na oatureza, de maoei-
ra qu com lodo o tempo posss o padro adopta-
do ser reprodozido com exacltdo? Nao pos-
sivel hesitar entre os dous expedientes.
Nao compreheode que duvida poder haver
em adoptar o systema decimal que ensinado
as escolas primarias, e que muito mais sim-
ples do que o actual methodo de divisan que se-
guimos por z, por 3, por 5, etc., que exige com-
plexos.
O systema mtrico parece, prini6ira vista,
que complicado ; mas nao ha nada mais racio-
nal e mais simples.
Para regnlarisar os seus pesos e medidas con-
sultou a Franga, no fim do secuto passado, os
seus homeos mais Ilustrados ; elles que foram
buscar na natureza a unidade linear que tomaram
por base de todas as outras.
Mediu-se urna porgo do arco do meridiano
terrestre que passa por Pars, sendo esta opera-
gao feita com toda a exactido, segundo as regras
proscriptas pela sciencla; tomou-se a decima
milionesima parte da extenso do polo ao Equa-
dor naquelle meridiano, e a isto chamouso
metro.
Para ter os mltiplos e sub-mltiplos do metro
segoio-se o systema decimal ; e para nao haver
confusao entre os mltiplos e sub-multiplos
adoptou-se a terminologa grega para aquellos, e
a latina para estes.
Nao ha nada mais simples, mais racional, e
conforme com o que se ensina na escolas. Os
embaragos pois que por ventura se manifestaren]
na pratica ho de por cerlo ser resolvidos dentro
de pouco tempo.
Estabelecida a unidade linear, serviam-se del-
laos Fraocezes psra ter as medidas de superficie
agraria. Ao quadrado formado sobre 10 metros
chamou-se are, e fez-se a unidade de superficie.
De 100 vezes isto fez o heclare, que a unidade
agraria.
Qual a medida desta natureza qne temos? Os
Portoguezes teem a.geira ; mas nos? nenhuma.
Quanta unidade de capacidade, teem os Frao-
cezes duas especies deltas. Urna para os lqui-
dos e graos, outra para a lenha.
A' capacidade do decmetro cubico chama rara
litro, etiveram com o litro unidade para a me-
dida dos lquidos e graos ; formando com o litro
mltiplos e sub-multiplos, exactamente como ha-
viam praticado com o metro ; de sorte que cada
10 uoidades flzeram urna unidade de outra es-
pecie.
A'capacidade do metro cnbico denominaram
tterq* tiveram a unidade de medida da lenha.
Anda para o peao procederam da mesma ma-
neira : o peso da agua pura a 4 graos contida
no cabo formado sobre o centmetro a unidade
de peso, ou a gramma.
Assim, tomaram por base de todo o systema
urna unidade invarisvel, e que tem o seu padro
na natureza.
E' esta simplicidade do systema mtrico que
o tem feilo propor por todos os congressos de
estadistas como o que mais convm a todos os
povos. uos por ser a sua unidade tomada na
natureza, porque tambem jardap'ogleza assim
lomada, sendo como o comprime.ito do pn-
dulo bateado segundos exagesisaes em Londres,
mas pela facilidade de avaliare calcular as quan-
tidades expressadfc segundo a ordem decimal,
que dispensa complexos.
Com effeito todos os congressos de estadistas
tem advogado a oecessidade e alta cooveoiencia
da adopgo deste systema : e por ventura Jes-
conheceram esses sabios que ho de apparecer
dlfficuldades na sua execuge? querero elles
inlroduzir a desordem e a fraude em todos os
paizes a que proeuram estender este systema ?
A Blgica a Hollaoda, grande parte da Italia,
Portugal, o Chile, as repblicas da liogua hespa-
nhola j adoptaram o systema mtrico. Na In-
glaterra mesmo ha grandes discusses sobre a
vanlagem de adoptar-se esse systema.
Ora, haver razo para que se faga ao povo
brasileiro a injuria de suppo-lo menos capaz do
que o povo portuguez, ou das repblicas do Pra-
ta, decomprehender e executar um systema. to
symples e racional? Peosa que isto sera grao-
de iojostiga.
Pelo que acaba de dizer cootins a estar con-
vencido que o projecto merecedor da opprova-
cao do senado; mas offerecera todava urna
emenda ao art. 1. para tirar certas duvidas a al-
gumas pessoaa alias Ilustradas, que peosam que
a proposigo nao tem a exteogo que devia ter,
porque limitou-se a providenciar sobre unida-
des lineares e de peso sem tratar das de capa-
cidade.
E' evidente que o projecto nao tem esse delei-
to, porquejextencao abraoge todas as dimensoes,
nao s as duas quetermiosm a superficie, como
tambem a que termina a capacidade.
Nao obstante, para tirar toda a duvida, pedir
que em lugar deextenso se digalinear de
superficie, e de capacidade.E neste sentido of-
ferece a emenda.
A emenda apoiada e posta em discusso con-
junctamente com o art. Io.
O Sr. Souza Franco continua a oppor-se so
projecto, e ola que esta medida nao nova.
J em 1834, sob proposta do ministro da (ateo-
da, tratou-se deala questo, mas accommodaodo
os oomes aos existentes, e fizando to someote
o padro da unidade. A cmara dos deputados
ipprovou a proposta, e o senado rejeitou-a,
convencido de que o paiz nio estava ainda pre-
parado para esta invocago.
k Pooderou o nobre ministro que sao muitas as
unidades que temos ; que s na estrada de ferro
de D. Pedro II se era prega oito medidas lioea-
res; entretantos. Exc. quer dar mais um meio
de coofuaio e desordem oeste assampto, pondo
a par dessss medidas seguidas urna medida
legal.
Quanto s vantagens do methodo decimal, nio
ho de ser to fcilmente apreciados pelo povo
como parece a S. Exc. Em materia de moeda
temos o methodo decimal, o mais desenvolvido ;
a nem por isio o povo abhdonou o aso de con-
tar por cruzados e patacas, para contar exclusi-
vamente por mil ris.
Nao sabe que vanlagem possa haver em cha-
mar-se metro vara, e er que os mltiplos e
sub-multiplos do systema mtrico bio de cau-
sar ao povo a maior confusao.
Se todos os paizes da Europa ainda nio pude-
ram adoptar este systema, porque dos iremos
adiantar a elles I Nio devemos ter pretengo de
que o noaso povo seja mais civilisado do que
esses oulros.
O orador deseja quo se fique sabendo bem que
elle nio deseja s a conservado dos nomos, isto
, que nao se pense que elle quer adoptar o me-
tro com o nome de vara ; o quo lhe parece con-
veniente nao isto, mas que se Conserve a uni-
dade vara e que ae Ose por lei a relago eotre a
vara e o metro. Assim ae tero padrio natural,
2ue to neceasario se julga, eno sedar lugar-
coofosio que o projecto pode occasionar so for
adoptado.
O Sr. Marques do Olinda votou para que o pro-
jecto pasaasse a 2 discusso, por onteoder que
alguma cousa deve fazar-se oeste respeito. Cqm
etfeilo existe grande difteroD^a de medidas no
nosso paiz, e convem tomar providencias que '
reguiem melhor esta materia, mas receia que o
projecto venha augmentar a confusao.
A cousa nao to fcil e simples como o no-
bre ministro a pintou ; para reconhece-lo basta
recordar o qoa aconteceu em Franga, e que Na-
poleo vio-se obrigado a empregar a violencia, e
a ter a polica muito vigilante para obrigar as
casas de negocio a ter as medidas mtricas. E
ainda assim tal foi a resistencia do paiz, que vio-
so obrigado a tolerar, as medidas lineares, a
ount, declarando que teria mais um decmetro
do que o metro.
Disse o nobre ministro que nao temos medidas
de extengo. Temo;. Os actos do governo, nos
contratos com companhias de estrada de ferro, e
outros. que tem autorisado a introduego de
medidas ingieras e francezas, dando assim lugar
confu Pedro II.
Temos a legua que era de 2.600 bragas, e pas-
sou a ser de 3, 000 por decreto promulgado de-
pois da vinda de el-rei para o Brasil. Nada mais
fiel do que fazer os contratos em relago a esta
melida de extenso, da mesma maneira que se
passar o projecto ha de se fazer a reduego a me-
tros, etc.
Nao tem isto o bonito do systema mtrico ;
maa desde que o nobre ministro deixa de parle
o que diz respeito s moeds, j ha esse defeito de
belleza do systema.
A respeito de medida agraria temos a braga
quadrada, adoptada para esse fim na legislago
antiga, e que est em uso.
Demais, a medida de extengo (a nao ser
scientiflcadamedte) nao tem relago forgosa com
as medidas de peso.
E' verdade que alguns estados visinhos da
Franga e que a rodeam adoptaram j o systema
mtrico ; mas esses paizes, pela sua posigo,
recebem fcilmente as noges que lhe vem de
Frenga. Quanto ao Chile, nada diz o orador por-
que nao sabe quaes as dificoldades que tem en-
contrado all a adopgo do systema mtrico.
_0 que receia que acontega com esta innova-
go o que succedeu com o regulamento para o
registro dos nascimentos e bitos, e entende por
isso que Do devemos ser to apressados em
adoptar um systema que completamente des-
conhecido do nosso povo.
O projecto d dez annos pars a sua execugo.
Nioguem se imprtala com islo durante nove
nnos ; no ultimo apparecerio os embaragos, as
violencias, e nada de bom se ha de conseguir.
Vola pois contra o projecto como est redi-
gido.
O Sr. D. Manoel diz que, como o mioisterio
tem sido aecusado de estril, quiz o Sr. ministro
de agricultura e commercio responder a esta
aecusago offerecendo o projecto em discusso,
projecto que limitando-se a dizerflca adoptado
o systema mtriconao tem valor algum o qual-
quer o faz em dous minutos.
A proposigo porlanto nao prova (ertilidade,
nem destroe a pecha de estril langada contra o
gabinete com justa raso.
Entretanto a maneira de legislar nova: ap-
plique-se ao Brasil o que se faz em Franga a este
r espeito, e est ludo dito.
O oobre ministro diz que isto se pode fazer,
tanto assim que seis e seie Estados j o pratica-
ram, e eotre esses paizes metteu o Chile e at as
repobli cas do Prata I
Na opinio do orador nao argumento valeote
para o Brasil o exemplo das repblicas da liogua
hespanhola, nem mesmo os exemplos dos outros
povos indicados, tanto mais que a experiencia nos
tem mostrado que graede erro temos commettido
adoptando sem criterio o que fazeos, outros pai-
zes que esto em condigdes muito differente do
nosso.
Nao preciso grande esforgo para ver quo o
Brasil nao est no mesmo p de civilisago que
a Uollanda, a Blgica e a Italia ; nem era possi-
vel que um povo novo, que conta por annos a
sua existencia, tiresse a pretengo de andar par
do povos aotigos que existem ha seculos.
Entretanto o projecto ia passando sem debate,
como aconteceu na 1* discusso, sem que ao
menos seja ouvida a tal respeito a Ilustrada
commisso de fazenda, que sem duvida o acom-
panharia de um parecer luminoso.
Dessa maneira ao menos se suppriria a falta
commettida pelo Sr. ministro, que iniciou urna
medida desta ordem sem tratar de preparar para
ella o paiz por meio da imprensa e com a devida
antecedencia.
Est porlanto resolvido a requerer que seja
ouvida a commisso de fazenda.
O requermento apoiado e sem debate re-
jeitado.
Contina a discusso do art- Io com a emenda.
O Sr. Ferreira Penna, convencido da utilidade
do projecto, est resolvido a dsr-lbe o seu voto
para cumprir-se o preceilo constitucional que
incumbe assembla geral legislativa determinar
o padro de pesos e medidas
Esse padro nao existe entre nos, e a diversi-
dade de medidas dentro da mesma provincia tem
trazido tal confusao que aftlige nio smente o
commercio e a industria, como disse um escrip-
tor, mas tambem a razio.
Allega-se cootra o projecto como principal
motivo a difficuldade de p-lo em pratica. Nio
possivel desconhecer que com alguos embara-
ces se ha de para isso lotar, como succedeu em
Franga e outros paizes que adoptaram o systema
mtrico; mas tambem poosa que bio de ser
vencidos como ali foram, urna vez que se marque
um praso rasoavel para a execugo obrgatoria
do novo padrio.
O projecto designa o praso de dez snnos, e que
a substituigio se faga parcialmente *. assim neve-
ra tempo para que o paiz vi estudando o aystema
e possa p-lo em pratica convenientemente.
Pede lodavia permisso para ir expondo algu-
mas duvidas que tem, limitando-se por ora ao
art. 1* que se discute.
A primeira observago que tem de fazer ji foi
prevenida pela emenda do nobre ministro.
A outra relativa i deoominago dos pesos e
medidas ; se se adopta a deoomioago propria do
systema, como pareee rasoavel e se fes em Por-
tugal, ou se iotengio do governo conservar a
denominagao actual dos nossos pesos e medidas,
o que o orador nio er, porque parece absurdo.
O Sr: Manoel Felizaro, explica ao nobre se-
nador que a maneira porque est redigido o art.
1 nio deve deixar a menor duvida a respeito da
questo que acaba de suscitar; porquanto adopta
o systema mtrico sem fazer-lhe alteracio alguma
e portauto parece evidente que se refere nio s
composigo das unidades como sua nomen-
clatura.
RELATORIO.
Apresentado a' assembla geral legisla-
tiva na primeira sessSo da decima le-
gislatura pelo Exm. Sr. ministro e
secretario de estado dos negocios da
marinha Joaquim Jos Ignacio.
(Conlinuago.)
OKPICUES DE SALDE.
O mappa numero 5 mostra qual o estado deste;
corpo.
Em lempos de paz bastar talvez o numero de>
cirurgies fizado pelo regulamento provisorio da
30 de setembro de 1857, mas na erentualidsde de>
urna guerra nao poder elle fazor face s emer-
gencias do servigo.
O art. 35 desse plano conferio, verdade, aa>
governo a faculdade de contratar, em circumstan-
cas extraordinarias, mdicos paisanos com os
vencimentos, e vantagens attribuidos aos segun-
dos cirurgies; porm pouco se deve esperar
dessa medida, visto que difficilmente se deparar
com um facultativo habilitado, que se preste a
correr os riscos de urna guerra, sem garantas de
futuro para si, ou sua familia, no caso de feri-
mento, ou morte.
Nesies termos seria conveniente augmentar-se
com mais 10 classe dos segundos cirurgies.
Este augmento redundara em vanlagem da
disciplina, tornando exequivel a substituigo pe-
ridica dos cirurgies, cuja conservado por mui-
tos annos no mesmo embarque ou commisso
enfraquece-lhes a acliridade, desenvolveudo a
tendencia para os empregos permanentes, que
to altamente prejudica os interesses do servico-
naval.
CORPO DE OFF1CUES DE FAZENDA.
O pessoal, tizado a este corpo pelo regulamen-
to, e deereto n. 1,940. de 30 de junho de 1857
nao besta, para acudir s exigencias dos nossosv
armamentos.
Mo grsdo a solicitude, com que ltimamente
se tem olhado para elle, est ainda longo da re-
gularidade, e ordem requeridas pela magnitud
dos interesses, que chamado a zelar.
Primeiro fiscal da fazenda, guarda e distribui-
dor do material, desempeoha elle a bordo dos
navios de guerra funeges de que immediatamen-
te dependem o til emprego dos recursos do Es-
tado, e o Oem eslar das guarniges ; e que s po-
dara achar segura garanta no zelo e piobidade.
Entretanto, forgoso dize-lo, nao est o noss
corpo de fazeoda na altura de sua misso, tor-
oando-se assim iodispensavel urna depurago no>
seu pessoal, que salvas poucas e honrosas excep-
coes, o peiorda armada. A escassez de horneas
aptos para este emprego, que, alm de habilila-
ges especiaes, exige robustez e disposigo par
.vida do mar, tem afrouxado o rigor, que se de-
veria escrupulosamente guardar na admisso de
taes funecionarios.
Melhorar-lhes os vencimentos, equiparando-o
aos dos officiaes da armada, fra no meu enten-
der poderoso incentivo, para altrahir um pes-
soal morigerado, e capaz de bem cumprir os seus
deveres.
Pens outrosim, que a estes officiaes dove-sa
fazer extensiva a merc do habito de Aviz de que>
j gozam os do corpo de saude e capella.
O al vara de 7 de Janeiro de 1797, que ainda ho-
je vigora como lei de fazenda na marinha, eucir-
ra disposiges em desacord com os elementos
de que aclualmenie se compe a nossa foro na-
val, e com a nalureza dos servigos, que ella tenx
de prestar, resinlindo-se de (acunas e imperfei-
ges, que muito importa remediar.
Depoia do ultimo relalorio, diversas providen-
cias foram expedidas, no intuito de salvaguardar-
os interesses da fazenda nacional, e de meltiorar
a condigo dos officiaes de fazenda, das quaes e-
numerarei as de maior alcance.
Por aviso de 20 de agosto, fizoo-se o praio da
dous mezes, para apresentaco na contadoria de
marinha e thesourarias de fazenda dos livros, e>
documentos, concernentes acontas dosdinheiro*
e valores do estado cargo dos diversos respon
saveis, sujeitos a este mioisterio; marcando-ser
igual periodo para a sus liquidago, e remessa
ao tribunal do thesouro, nos termos do art. 34-
do regulamento e decreto n. 2,518, de 10 de mar-
go do anno passado.
Declarou-se, em data de 5 de setembro, que
encerrado o inventario com as formalidades do>
capitulo 2 do aviso de 2 de abril de 1855, e exa-
minadas as cuntas como ahi se prescreve, oen-
bum recurso cabe aos respoosaveis aotes do paga-
mento dos seus dbitos, nem depois, s nao ser
na reviso definitiva das mesmas contas, a que ha
de proceder-se no thesouro oacional.
Determinou-se por aviso de 12 do citado mez
que os saldos existentes em poder dos mesmos
responsaveis sejam recolhidos ao thesouro, e-
thesourarias de fazeoda no fim de cada anno fi-
nanceiro.
Pelo decreto n. 2,649 de 21 de setembro, pres-
creveram-se as condiegoes exigiveis dos preten-
deres aos lagares do corpo de officiaes de fazen-
da da armada, e regulou-se o meio pratlco da su*
verifica gao.
Maodou-ae acrescentar, por aviso de24 de ou-
tobro, lotagio dos navios menores mais om
praga de creado, para o servigo do respectivo*
commissario, que o nio tinha.
Em aviso de 3 de oovembro, declaroo-se qual m
poca de que ae devam cootar os prazos fizados
oo de 20 de agosto, cima citado.
Finalmente, por aviso de 16 de margo ultimo
estabeleceu-se, comoregra, que as promogesn
corpo de fazenda teoham lugar lias mesmas po-
cas, em que se effectuam as dos >>fflciaes de ar-
mada.
OFFICIAES DE NUTICA.
O orador responde is objeegoes que foram offe-
recidaa contra o projecto.
O Sr. D. Manoel, contina a impugnar a pro-
posigo.
O Sr. Ferreira Peona, fac anda algumas absar-
vages a favor.
Nao havendo mais quem pega a palavra, o ve-
rificaodo-se nio haver casa, o Sr. presidente
declara encerrada a discusso do art, Io t
emenda.
Dada a ordem do dia seguate, levanta-so
sesso a doas horas e tres quarto da Urde,
Na carencia, cada dia mais sonsivel, subalternos, continuamos a empregar pilotos na.
guaroigio de nossos navios.
Esta classe, porm, a cujo modesto concurse*
tem a armada, quaai sempre, recorrido com pro
veito, subsiste sem organisagao, com mingua-
das vantagens no presente, o sem esperances na
futuro.
Entretanto longo ainda est, a poca, om quet
poderemos prescindir da sua cooperario.
Emquaoto a escola do marinha nio nossupprir
do pessoal preciso ao preeochimeoto. das claav-
ses subalternas do qusdro, ser forgoso adouir
pilotos.
E porque este recurso vsi tornando-s.a difikil
pela escassez de homens legalmente habilitado
para a pratica de lio imporlaoio mister, eoleodc*
que muito lucraramos, dando iogresso na predi-
la classe aoa alumnos approvado* pela escola es
aula de pilolagom.
E' verdadqne esse mocos, iniairamentehee- -
podes no mar. nio prestaran) nos primeiros tasa
pos todo o servigo de um official feilo; ma* ea-
tou eonvencido de que, poasuiado conhecimenio
Siaai Ideticos ao* doa guardas marinhas, pode
* cerno ellos, adquirs em breve tirocinio
bordo dos navios do atado a pratica, que lhe
falte.
Adoptado eate alvilre, oonvira regularisar
classe do officiaes de nutica, que Ilustrada por
urna edocacio methodiea, pode tornar-so no fu*
turo de valioso concurso, para a ormacao d
| corpo da armada, sendo a elle admittidos,
a I conformidsde de regras que o facultes, coma
1 premio aos mais prestiaoaos.


t>
DIARIO DI mAMBUCO; fe- SEXTA FfeJBA D* SeTEMBRO E 1861;
COBFO DE OFFICIAES SARINHIIROS.
Reorganisado pelo decreto o. 2,109, de 20 de
fevereiro de 1858, nao foi possivel anda elevar
sua difieren te classes o eatado completo.
Consta actualmente de qualro m estrs de 1*
claise, 17 de segunda, e 43 guardioes, conforme
veris do mappa annexo sob n. 7.
Oa mesmes embaragos, com que lula nao oo
alistamento de aarinhagem, aclvam costra a
rpida acquisico do pesieal proprio para a for-
nceo deste cOrpo.
O Lom cfBcial msrinheire elemento indlssen-
a*el comoesigo harmnica de ana bda equi-
pagem, pela poderosa loflueneie, que eivrcita
sebre a sua moralidad*, e disciplina, pelo
valioso concara, que presta a diversos ramas do
ervigo de bordo.
Sem a presianca de meetre, diflKllasave have-
r rapidet e precelo na manobra, e regulndole
cas fiioas.
Afsim que, par bem exercer este modesto
legar a bordo de io navio de guerra, mister,
alm da pericia, calma nos perigoa, infatigavel
aclividade, e tesignago nos soiTri mritos, predi-
cados estes, que smente ns rude, e afanosa
acola das gaveas e con vs se idquirtm, e desen-
volver.
Os poucos marinheiros naeionaes, em quem
concurre lio raro complexo de requisitos, adian-
do fcil, e lucrativo emprego nos navios do com-
mercio, esquivara-se ao servido militar, cuja
sujeigio mal se coaduna com a carcter voluvel
desses nmades do Ocano, pira os quaes a li-
erdade a principal aspirago, e a mobilidade
primeira necessidade.
Estes bices, todava, nao seo insuperaveis ; e
a sua daatruico depende, lano do govern,
como dos oBciaea da armada.
Continu o primeiro a olhsr com solicitude
para to prfstimosos servidores, e proeurem oa
ltimos apagar infundados preconcebas, cercao-
dn-os de considerago e demonstraodo-lhes as
vantngens do regulamento de 1858; e tico que
desepparecer grande parte das causas, que hoja
os ffastam da marinha de guerra.
Como porffi isso depeade da acgo lenta do
tempe, empreguemoa toda a deligencia em pro-
mover a instrurcao do corpo de imperiaes mari-
oheiro, que, anda nesle caso, o nosso mais
seguro recurso.
MACHIKIStAS.
Com o progresso da manoha a vapor lem
rescido de importancia a organisago desta
clssse.
O regulamento, e decreto n. 1,945, de 11 de
julho de 1857, que lbe deu organisago, j re-
clama urna reforma.
Com este m acba-se entre mos do conseibo
aval um projeclo, formulado pelo inspector do
arsenal de marinha da corte.
No interesse da economa, e do respeito devido
aos contractos, foi ordenado por aviso de 21 de
ovembro do auno findo, que os machioislas en-
gajados nao embarquem nos navios em desarma-
nieoio, por nao Ihes ser applicavel a disposigao
do aviso de 29 de agosto de 1853, que sojeiiou
os do quadro, quando empregados em taes na-
vios, a um demonio correspondente a 25 / loa
respectivos vencimentos.
Posteriormente tornou-se oecessario abrir nes-
la regra excepgdes aconselhadas pelo bem do
servido, e pelo limitado numero de taes pravas,
que mal rhegam para occorrer as mais urgentes
coramisfes de embarque.
A escola, estabelecida no arsenal desta corte,
por decreto n. 2.542, de 3 de margo do auno
fsssado, com o flm de habilitar oa secessarios
para o servigo da armada, e arseoaes, foi inslal-
lada em mato seguinte, sob a direcgo do 1 l-
enle, Carlos Braconot, ajudante do director das
Bcinae de machia.
A organisacio do compendios praticos, e a
adopgo de regras, que systematisem o ensino
desta especialidade, sao trabolhos indispensareis,
le que cont em breve oceupar-me.
CORPO DE IMPERIAES, E COXPANHIAS DE APRENDICES
MARINHEIROS.
O effectiro das suas 14 companhias eleva-se
actualmente a 1,440 pravas, sendo 1,422 de
I re, e 18 do estado maior, e menor; o que de-
monstra um augmento de 85 sobro o algarismo,
Da forga cima indicada acham-se embarcadas
ros navios de guerra 1,214 pragas.
Pens, com meu antecessor, que o governo
aeuto a este corpo, elevando o eu effeelivo al
os limites da torga annualmeote filada, pela
creago de tantas companbias, quaotas sejaiu
ecessarias para que delle, e do batalho naval
saiara exclusivamente as guarnicoes da ar-
mada.
O alistamento de mariohagem o problema
Je mais dilcil solugo na nossa organisago
naval.
Fura enfadonho reproduzir aqu quanto se lem
adduzido, para chegar i seguinte conclu-
sa o r Paro termos marinheiros mister
trea-los. t
lnlre as modernas instituigoes o corpo de
imperiaes marinheiros sem duvida o que me-
Ihores resultados lem produzido, e mais larga-
mente lem compensado as sommas despendidas
com a sua maoutengo.
' elle quem fornece o principal e mais pre-
cisoso elemento da forga, chamada a tripolar os
nos sos navios.
Era sua curta existencia mais de urna vez bem
mereceu da patria, pela bravura, fldelidade, e
ledicacao, com que se ha portado nos das de
proyarao, e de crise.
A' sua prosperjdads, pois, est ligado o futuro
recurso, para fazer navegar os seus vasos.
As companhias de sprendizes marinheiros sao
o complemento iodispensave^ perfeita organi-
sago do corpo de imperiaes, sao o meio rnais
proficuo de preencher suas fileiras diariamente
-variadas pelaa bailas e deserges ; mal terrivel,
le, herdado da marinha porlugueza, tornou-se
endmico entre nos.
Quanto maior incremeoto derdes a esses pre-
ciosos viveiros, que a meu ver conviria multipli-
car por todas as provincias martimas, tanto mais
xequivel tornareis no futuro s acquisico de boa
manija, mais concorrereis para suavisar O pesa-
do oous do recrulamento, diminuido as suas exi-
gencias.
Educados nos saos principios da moral, e do
dever, habituados desde os mai tenros annos s
vicissitudes da vida militar,moralisado finalmen-
te pelos dietames de urna disciplina paternal,
conslilnem-se os individuos, procedentes de taas
companhias, os fados o provam, as aelhores pra-
cas do corpo de imperiass marinheiros.
Oa instituigo de companhias de apremdizes re-
sulta, alm da* vantigeos enumeradas, a nao me-
ses apreciavel de darem esyle a centenares de
nangas desvalidas, que em seu seio adquirem
boorosa proQssSo, lornando-se oidados prestan-
tes, e uteis ao paiz; verdade atleslada peta ins-
tancia, com que as assemblas provineiaes, como
a de Sergipe e Espirito Santo, as solicitara, no
intuito de beneficiar as suas proviociis.
Achavam-se enestporadas, alm da qae est
addida ao corpo ef rpo de imperiaes marinheiros,
mais cinco destls companhias as provincias da
Baha, Pernambuco, Para, Santa Catharina, e Mal-
to-Grosso.
ltimamente foram creadas mais doas as pro-
vincias do Miranho a Rio Grande do Sul, em
virtude da amrtasete conferida as $ t." 4o arl.
ti." da lei n. 1100, de 18 de setembro do anno pa-
ssdo.
O effeelivo das existencias o seguinte :
Corte.Compoem-se de 211 aprendizes, dos
vjuses acham-se destacados 57 nos navios da ar-
mada.
Baha Conta 149, faltando-lhe 51 para o es-
tado completo.
Pernambuco Aprsenla um effeelivo de 132
pregas, raitando-lhs 68 para completar-e*.
Par.O sea effectiro de 106 aprendizes, e
faltam-lhe94 par o estado completo.
Santa Catharina.Apenas est orgaoisada a
primeira seceso com 52 aprendizes, faltando lhe
48 para completar-se.
Matto-Grossa.Tem um effectivo da 43 praeas
e carece 157 para seo completo.
Todas ellas esli aquartaladss a borda de na-
vios, onde, a par dos eiertteies sraUcos da pro-
nasa, eprendem ss prisMiras leHras, radimsates
<* ariUmetica, sostaa christaa, S jogo es ar-
an as, as ev ola (dea militaros.
O mappee anaezos, sob ns. 13, H 15 16.
asastram o movimeato as bsisa, roformss, de-
ergoes, alistasnantos, e esptacas uas compaabias
le aprendizes, e corpo de imperiaes, duraste a
anne naso,
A estattstica es crimss ssaUanctsos asiss ja-
r isd i gees a asariaJas miiiiar, rrrTigaa asmas a
Slgamaato da 2 Hcas asas carao, as per lmrTi< a qsa dea sacia asa s,
progresas as ana moraaUaoaas IksUm.
Representando o quartel general ceres da in-
congruencia de figuraren no quadre do corpo
Individuos que, a elle partencendo, sao nomei-
dos officiaes marinheiros, e como taes emprega-
dos em diversos exercicios, determioou-sa por
aviso de 9 de jsneiro ultimo, que aa prigas pro-
movidas, em virtude do art. 22 do plano de 20 de
fevereiro de I85S, fossem eoasMsrsdas como des-
ligadas se mesmo corpo, prseacbendo-se aa res-
pectiva vagas, na forma de regalimento.
Em virtude das imperlaea Mssteces, temadas
sobre csassIUs da sergao de gasrra e marslia
da sstiseTbe de estada, ecmrea-ts ao qusrtel ge-
neral :
i.* Ose deve essaf a prstics de se remires
do eerrfeo pragaa des corpos demavinha, aredtas-
te a conmbsigo se quaotlas para os eclres pu-
blico, por nio ser semelhagte meio autorisa-
do em disposigao de lei, on regulamento da tr-
inada.
2." Que aos individaos da mariohagem, qae
passirem a servir nos preditos corpos. deve-se
contar, como terepo de servigo para baixa, ou
reforma, o que naqueila qualidade hajam pres-
tado.
3.a Que a disposigao do art. 7 de decreto n.
1465, de 25 de outubro de 1854, comprehende
todas as praeas do corpo de Imperiaes marinhei-
ros, existentes na data da pobticegao do citado
decreto, qualquer que haja sido asna proceden-
cia ; nao s porque diversa kitelligeocia seria en-
contrada io preceito constitucional, que nao ad-
mitte as leis effeitu retroactivo, con:o porque no
S 2 das instrugoes, de 28 de ouiubro do referido
aono, se acha claramente consignada essa inter-
pretagSo.
Outro sim, que a revogacio dos arts. 29 e 30
do regulamento, de 5 de juoho de 1845. determi-
nada no art. 8 daquelle decreto, 6 absoluta, em
relago aos alistados, ou qae se alistaren} da data
da sua promulgsgio em diante.
Tendo a lei n. 1043, de setembro de 1859, con-
ferido aulorisagao ao governo, para levantar mais
urna companhia de imperiaes msrinheiros em
Mallo-Grosso, foi essa creagao effeituada, tsta-
tuindo-se por decreto n. 2724. de 12 de Janeiro
ultimo, que, reunida s duas all existentes for-
masse um s corpo, com regulamento especia],
que se denominarcorpo de imperiaes marinhei-
ros de Hatto-Grosso.
Por decreto n. 2790, do 1 de maio correte,
estabeleceu-se a bordo da fragata ConslUuiio,
oeste porto, urna escola pratica de artilheria e
mais armas de fogo e brancas usadas no servico da
armada.
Muito espero desta creago, que planejo com-
pletar com nutras destinadas ao ensino de diver-
sas especialidades, cujo perfeito conhecimenlo
tao necessario se torna educago mililir da
nossa mariohagem e tropa de embarque.
BATALHAO NAVAL.
Com a creago da 4a companhia, ordenada por
aviso de 9 de abril do aono passado, elevoa-se a
forga do batalho a 461 pragas, menos metade da
que lhe foi fixada pelo regulamento, e decreto
d. 1.067 de 24 de novembro de 1852.
Seu estado, quanto disciplina, satisfacto-
rio ; quaolo iostruccio militar, porem, saris
maislisongeiro, se a iosvfficiencia do seu effeeli-
vo, tornando impraticavel o reveeamenlo das
fraegoes dettacadas, nao impessibiliasse, como
impossibilita, a pralica de exercicio regulares,
que so oo quartel se podem seguir.
As velhas, e emprestadas espingardas de adar-
me 12, que hoje constiluem seu armamento,
proscriptas geralmente pelo progresso dos mo-
dernos instrumentos de guerra, seriam. em qual-
quer emergencia pela inferioridade do alcance e
potendi destructiva, antea um comprometti-
mento do que um meio de ataque e defesa.
Urge, pois, substitui-las pelas novas armas de
preciso.
O auxilio que o batalho naval pode prestar
nossa forga minlima de subido valor.
Incumbido da guarda e policia de bordo, con-
corre para a manutenclo da disciplina ; e, por
sua educago militar, de especial ulilidade Ss
taifas e contingentes do desembarque, e anda
execugo das manobras de forga, qoe apenas exi-
gem o vigor do maior numero de bragos.
A revolugo que o emprego do vapor, como
rorga motriz veio produzir as regras da tctica
nival, simplificando as grandes evoluges e ma-
nobras, que nos passados lempos titiham de exe-
cutar as esquadras, para formatura da linha de
combate, fez com que a presenga do soldado no
seja deslocada a bordo oo da da peleja.
Urna marinha que, como a nossa, resenle-se
principalmente da falta de marinheiros, e que
mullas vezes chamada a operages em ierra
nao pfe, sem erro, desprezar o seguro emprego
de um auxiliar, que redus a menores proporgea
o ajanara daquelles, conservando aoa navios a
mesma forga numrica.
Convm, pois. que o batalho naval seja eleva-
do, seno ao estado completo, pelo menos a aeis
companhias.
A consecugo deste desidertum seria fcil,
deslioando-se-Ihe annualmeote maior quanlida-
de de recrutas, cuja acquisigo nao -neate caso
to embaragada.como a de pessoal para o corpo
de imperiaes marinheiros.
Por urna dessss anomalas, difficeis de expli-
car, o recrulamento para o exercito absorve a
flor dos recruris supprldos pelas provincias ma-
rtimas, deixando marinha os filhos do interior,
que a educago e hbitos torna pesados e im-
proprios para o mar, ou valetudinariascrealuras,
que o pimeiro invern passado no Rio da Prata
conduz ao hospital, para augmentar o numero
dos phlhysicos. E assim expllca-so a grande
mortaliJade, que as estatisticas assignalam as
classes de marinhagem e tropa.
Em quanto os contingentes para o corpos de
marinha nao forera exclusivamente formados de
homens recrutados as cortes e cidades marti-
mas, por esse motivo dispensadas do alistamento
para o exercito, nio desapparecerio este e oulros
inconvenientes que tanto importa remover.
ESTADO DO MATERIAL DE OLERRA ; ORCAMISACO
E DISCIPLINA DA FORgA NAVAL.
O mappa n. 17 demonstra o estado,
distribuigo da forga naval.
Compoe-se esta de cincoenta navios
e dez desarmado, a saber:
Fragata..............
Corvetas.............
Brgue-barca.........
Brigues..............
Ditos escunas........
Escunas..............
Pacho..............
Bales...............
Transportes..........
De rodas ............
A hlice.............
De vela
Vapores <
e actual
armados
23
37
60
Os 50 navios armados, dos quaes 30 a vapor
ffiontam 299 bocas de fogo, e Sao guarnecidos
por 2,870 pragas de pret, e 740 officiaes do cor-
po da armada, e mais clsises de embarque.
Comparando estes algarismos com os ministra-
dos pelo mippa do relatorio que vos foi ultima-
mente apresentado, notareis a reduego de 2 na-
vios, 56 officiaes, e 495 pragas de pret. Procede
esta dilTereoga dos naufragios do brigue Valiope
corveta 0. Isabel, ejdos desarmamentos dos va-
pores Tieti, Reeife e Japor, brigne haparica e
mate Pttrtthybano.
Accreecem no presente mappa a corveta Be-
reniee, biate Rio -Formero, e vapor Corutnb,
armado no correr do aooo.
O preslimo, estado de cooservago, e duragio
provavel da material da nossa armada vae estn-
didamenta descripto no mappa aanntxo sob
n. lo.
Desse documento dimanem revalagoes pouco
animadoras. Mu i tos dos navios, que anda figu-
rara oo quadro da forga naval, esli coneidera-
valmente deteriorados, e qaasi impreslaveia ;
oulros terio de despparecer em curto periodo ;
poucos preenchem as condiges de um bou vaao
de guerra.
A marinha braaileira, que em seu comago cen-
tava saos, nao possue hoje urna fragata (em asta-
do de navegar!
To triste resaltado denuncia vicios de admi-
nisirago, que devemos por diligencia em corri-
gir, para que os recursos do paiz nao conliuuem
a aer consumidos em pura perda.
Soto a exigeocia de sacrificios extraoTtfbaros,
poderemos, com o nico aoxilo das verbas do
otwiasnts, crear em posees annos ama forca res-
peitavel e adequada s nossas oecessidsdea e slr-
cumatancias, urna vez que na sos orgaoisago
sigamos um plsno de antemo tragado, e que ama
severa e discreta economa presida ao emprego
des dioneiros pblicos.
A falta de (vstema as ccnalracges navaaa, s
de discernimento na apreciago das necessidades
a autorisacao das despazas, acarrala aeasivais
prejolroi fizsBTia pirtlea, torna ifflpowirel
perfeita compotigao da forga, geranio a desordem,
fraqueza e atraso.
Para combater taes inconvenientes, publfcoa-
se em 1850 o decreto n. 667, de 26 a jaaatrsv
fixando o numero, qualidade e capacidad*ss rm-
barcagoes, que devirlam compor a esqusdrst ass
quadro, porro, sobre nio ler sido escrupulosa-
mente esservado, por haverem falhade asaitea
dos rsesrsos, esa que caksUra sea iHastre as*
tor ds est soja a par de progresso e aaatisrcos-
mentes, ese as i ven gees moderaaa tem iu'.rods*
zido as arte a guerra naval.
As tentativas s sassios, se saqaella poca se
annusciafam apenas aais4a4s na theorta. ssa
boje aatsa tanto prosternas resolvidos, e sas-
cionados pela pratica.
O emprego do blica, asno prapslaof mocan i-
a, vr* desvanecer todas as duvidae, e asabar s
hesitaces, que fsziam Tacillar na cscolha de um
plmo orml
A marinha *e veta est crjndemnida como agen-
te de guerra ; a o navio mixto de grande forga,
julgado pela experiencia, geralmente procla-
mado o elemento principal das futuras frotss de
combate.
Isento dea deleites, qae prejadieam aos vapo-
rea de radas, rene elle ts qualidadas nuticas e
militares, que recos mandara m ossntigos navios
de vela, maior velocidade na marcha, mais pres-
teza nos movimeotos, mais certeza e eficiencia
oas evolsges.
Se os aossos metes, e as ergencias do paiz nio
nos permiltem alimentar poderosas esquadraa,
capricheraos na organisacio militar da nossa ma-
rinha, esorcemo-no?, para que os nossos navios,
embora poucos, sejam bem construidos, supe-
riormente armados e guarnecidos, e por esta for-
ma conseguiramoa compensar a ioferierldade do
numero.
Nio enxergando vantagem naa limitagdes de
um quadro nornal, julgo todava esseneial l pre-
fixagao das categoras, e principies dimensoes dos
navios, que devemos construir, pela facilidade e
economa, que da sua niformidade resultaro
aos armamentos.
Nascircumstincias especises da nossa marinha
fura arriscado proscrever completamente os na-
vios de vela. O cruzeiro, qne somos obrigados a
manter ni costa, servido exclusivamente por va-
pores, tornar se-hia dispendiossimo, pelo sabi-
do custo do combustivel necessario.
Navios dessa especie, alm de custarem som-
mas consideraveis, e de fcilmente delerierarem-
se pela falla, que anda sentimenlos, de pessoal
adestrado no manejo e cooservago de seus ma-
chinumos, nao sao a escola maia conveniente
educago de nossos jovens officiaes, e guarni-
coes : nao ah que elles se habituaro s fadi-
gas da vida martima ; nao superando a rumo
directo as difficuldadesda oavegagao, que apreo-
dero a lutar com aa contrariedades do vento
e mar.
Algumas fragatas de primeira e segunda or-
den, boas corvetas, do systema mixto ; vinte ca-
nhoneiras, tambera a hlice, promptas a armar,
segundo as necessidades; vapores de menor por-
te, apropriados navegago fluvial; bons brigues
e hiates a vela ; taes sao a meu ver os vasos,
de que carecemos, para constituir urna marinha
regular.
As transformagdes, por que tem ltimamente
passado a srtilharia, e armas portateis em use na
marinha, exigera igualmente o abandono das pe-
gas e armas, que actualmeote empregasnos a bor-
do dos nossos navios, e a sua substiluigao por
canhes modernos, espingardas Mini, pistolas
revolver, e outros instrumentos apeifeigoados.
Posto que as opinides divirjam aindana Euro-
pa sobre a arlilharia, que se deva adoptar de
preferencia, o Cinho slriado francez parece reu-
nir propriedsdes que o toroam superior aos de
Armstrong e Wbilworth.
Tenciono incumbir a algum dos nossos officiaes
o estudo desta capacidade, alim decolligir dedos,
quepossam guiar-me oa eacolha, por occasiode
armar-se a corveta JVtctnaroy, que prximamen-
te ser langada ao mar do estaleiro do arsenal da
corte.
Esbogadas estas ideas, indicare!, antes de le-
vantar mi do assumpto de que tratamos, al-
gumas innovares, e reformas que a elle se
prendera.
O regiment Provisional da armada, que vigo-
ra como lei a bordo dos nossos navios de gukrra,
posto que encerr os principios geraes de orfem,
disciplina, e policia, adoptados por todas as mari-
nha i, doxa muito a desejar, quanto ao methodo
do servigo, detalhe das fnoas, economa, e outras
minudencias, sobre que nao coosignou preceitos,
ou tratou incompletamente, e por forma que se
acha em desharmonia com as regras geralmente
seguidas.
E' assim que, r .-ferindo-se quisi exclusiva-
mente ao servigo em esquadrs, pouco diz sobre
os navios olio, e nada dispe acerca dos va-
pores, que nao exisliam ao tempo, em quo foi
elaborado.
Em bem da disciplina e uniformidade, essen-
ciaes a toda forga bem constituida, convm que
esse regiment seja revisto, eajajaplado actuali-J
dade, coosolidando-se as disposiges, que para
complela-lo tem feito objecto de ordens parciaes,
cuja disseminagio altamente prejudica os mais
vitaes interesses do servigo.
Nao produziodo as estages os resultados, que
de sua instiluige esperava-se colher, enxergo
na sua oontiuuago serios obstculos discipliua,
e mobilidade da forga naval.
A concenlragio dos savias as capitaes de pro-
vincias populosas, e principalmente na corte,
sede de urna das estages, muito cootribue para
enervar a aclividade dos officiaes e mariohagem,
que, pela tonga estada nos portos, contrahem
relages, a que diffictlmenle se arrancam, quan-
do chamados a servir em oulros pontos.
lia muito que ouiro a conviego de qae deve-
mos manter urna forga nos marea da Europa,
como meio mais efficaz de proporcionar aos nos-
sos officiaes, e marinheiros, pela pralica dss
grandes manobras, a educago martima de que
carecem, e de, alentando o espirito militar, des-
envolver entre elles o gosto, e interesse pela pro-
issao, que abrsgarem.
Anda considerares de outra ordera actuam
em prol desta medida. A frecuencia de navios
brasileiros nos portos da Europa tornara mais
coahecidos nossa iodole e costumes, es Ilustra-
da mocidade, que abrilhaota a corporagio da
armada, concorreria por seu trato ameno, e ma-
neiras csvalheirosas, para desvanecer lofundados
areconceitos, e desmentir calumnias, que, pre-
jodicando-nos na opinio do estraogeiro, ferem
os legtimos interesses do nosso commercio, e
contrariam os esforgos, que empregamos, para
attrabir emigrantes.
O regulamento do Ia de maio de 1658, nio per*
dando da vistea importancia dascampanhas lon-
ginquas, para formar homens do mar, prescreveu
viagens de instruegio ansuaes para os guardas
marinha, que completam o corso de escola.
De conformidade com semelmntepreceito,desa-
ferrou deste porto a corveta Bibiana, > nodia
2 de marco ultimo, com destine a Pernambuco,
New-York, Cork, Pembrok, Ptymeath, Brest,
Ferrol, Lisboa, Cidix, Gibraltar, a Tnger, don-
de regressar, fazeodo escala pela ilba da Ua-
deira.
E' com profunda sentlmento que campro o pe-
noso dever de commuoicar-vos dous sioistros,
que durante o armo passado vieram enlatar a
marinha, e derramar a consteraago e a dr no
seio de innmeras familias.
No da 17 te agosto, is 11 horas da mantisa,
sossobrou, cinco legoas ao mar da barra do Uro.,
o brigue Callope, que do Maranho fazia der-
rota para o Cear, eommandado pelo capito te-
nente, stanael Maria Lobo Bntelho.
Perdeu-se completamente o navio, todo sea
apparelho, e material tfe guerra, e, o que mais
lsmentavel, 10 pessoas da respectiva guarnigo,
entre as quaes o immedialo, o medico, e dous
officiaes de fazenda.
Nos termos da lei, ol o capillo lente, Lobo
Botelho, submettido a conselho de guerra, flean-
do absolvido em ambas as instancias, que reco-
nheceram ser o desastre devido a forca maior, e
nao depender da pericia do commandante o sal-
vamento do navio a das vidas, que lhe haviam
sido confiadas.
Dados officiaes e irrecusaveis desmentem os
boatos malvolamente espsjhados sobre o estado
de ruina do Caliope, e provam que ha tres annos
fflra elle radicalmente concertado no arsenal do
Para, regreasando em fina de setembro de 1858
para o Maranho, onda se conservou ancorado
al a data de sua partida Dar o Cear.
Tres meses depois, quas dia por da, a ti de
novembro, naufragoa aa costa da Barbaria, 6
mlhas ao sul do Cabo Esparte!, a corveta D.
Izabel, que regreasava da viagem de irjstruecio
a que fdra mandada. 0 dasaaUe tero losar du-
rants a ooile.
0 navio, impellido por rento o mar. qoe to-
O
ir 0-,*?b*'^**"'. despedagou-se de ancon-
r-f ""Si* ,ma Pr,ia iohosplta.
** tre? ,io'" perdoram-se fatal e
aso noite luctuosa : 100 pragas da
mariohagem, a vinte o tres offi-
alor parte mogos, cheios de futuro,
ue ardente dedicago vida do mar, que ha-
viam bsaaade por escolha. s ricos de experien-
cia oaooeiaisetos adquiridos na tonga viagem,
va a terminar.
,tr*y. "rgurado,sirva-aos iota de
,ofasiiM e marinheireo vtspriram dig-
ssa dever.
aadaate da D. IsaM, s ospltoo t-
enle. Beirto los de Carvalho, fcaave-sa, pelo
unnime lestoosonho dos quo saasaviveram, com
a calma e a eaorgia de um verdsdeiro. e sobre
raarujo. At o ultimo extrema lutos, para salvar
a corveta, e quando o raivar do vento, e escar-
k niaa^ que redebravam a cad instante lbe
arrirrearam a ultima esperanga, fez-se martyr
da religuo do dever; pereceu eom o navie, que
lhefra confiado.
E'-me grato entretanto dizer-vos que as 103
pessoas, sendo 10 officiaes, e 93 pragas de-pret,
que lograram escapar cataslrophe, receberam
por toda a parte, sem dislinccio de classes. aa
mais gratas proras de sympsthia e condeimento,
at doa proprios Marroquiaos, ntreos quaes en-
cootnram tratamenlo humano e bom gasalhado.
O governo imperial ja mandou agradecer, como
era de aoa rigorosa obrisagao, ao viee rei de
Tnger, MuUy Albas; a Mr. Drumond Hay, mi-
nistre de Sua tf agestado Britamnica em Marrocos;
ao Sr. Jos Collico, vice cnsul portugus, em
Tnger; a Mr. Kirby Greem, cnsul ingles na
mesma localidade; ao encarregado de negocios
de Hespaoha; ao caphso Lugrim, commandan-
te da corveta iogleza a Argos, e a outros os
servigo, que prestaram aos niufragos.
Apenas etcspsram ao total destrogo do navio
alguns salvados, qae foram vendidos em Tnger
por 490 pesos.
* viagem, que to desgragadamente terminou,
fora encelada e continuada sob os mais lisoogei-
ro auspicios; a joven officialidade, guiada por
um chefe respeitado e querido, achou mais de
urna occasio de prestar servigos, desses que
honrara nma clssse, e de representar com brilho
e applauso o paiz, a que pertenciam.
O triste aeontecimento, qae destruio em flor
tantas esperanga, encerra, porm, urna ligio
grandiosa: s a lula engrandece o homem; e a
lula com os elementos eleva-o cima do com-
mum ds humanidade.
[Continuarse-ha.)
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
Amanhaa, 7 de setembro, asniversario da nos-
sa eroancipagao poltica, deva haver em solem-
nisacao arrumameoto de tropas constante de urna
diviso composta de trea brigadas, ao mando dos
Srs. coronis Luiz Jos Ferreira e Hygino Jos
CoelhMBajenente-coronel Rodolpho Joao Bara-
18 de ^O^ids* e sob comniiodo geral do Sr.
coroneTTommaodante das armas.
i Formada em linha a divisan na ra dos Pires,
d ahi marcbsr para o campo dasPrincezaa, aura
de serem executadas aa continencias do es-
lylo.
As quatro e meia horas ter lugar o cortejo
efugio de Sua Magestade o Imperador no pala-
cio da presidencia.
_ Em commemoragao do mesmo dia, e Cas-
sino Mililar dar um baile, manifestando assim
o patriotismo que predomina em sua dirsegao.
Por eminentemente patritica eass idea, nao
podemos deixar de congratular-nos pela sua rea-
liago com essa associsco, que composta de
militares, em quem clstico o enlhusiasrao,
nao poda tambera omittr um testemuuho de
regosijo pelo dia em que raieu a independencia
do imperio du Cruzeiro.
Acha-se desigoado o dia 20 do correte
mez para ajeuoiao do jury deste termo em sua
quarta sesso judiciaria oo corrente anno.
No dia 9 cootinuam em praga diflerenfes
ramos de impostos municipaes, qae deixaram da
ser arrematados nos das anteriormente mar-
cados.
Estes ramos sao o imposto de 500 ris por ca-
bega de gado, o de mscales e boceteiras, o de
80 rs. por sarga de farinha, e o ds 40 rs. por p
de coqueiro.
Em data de 2 do correte approvou o Exm.
Sr. presidente um novo plano orgaoisado pelo
respectivo thesoureiro, para por elle serem ex-
trihldas al loteras da provincia.
Esta plano eleva o capital da lotera a 30:000g,
subindo igualmente o numero dos bilheles
scw mil, dos quaes um tergo distribuido pelos
differeotes premios
Alm disto, o revPrido plano contm tres pre-
mios de quantias miioree, sendo urna ds 6:000$
outro de 3:000 o ultimo finalmente de 1:00o,'
alm de outros de quantias. inferiores.
Em ostro logar damos um escripto do Sr.
agente do correio na tilla do Ouricury. em da-
tera arguigio que lhe foi f eita por um nosso
ssslgnante daquelle lugar, e que publicamos
nesta Revista.
Dando estampa esse escripto ou defezs, sa-
tisfacemos i nossa posigao de imparcialidade; a
o que deversmos ora adduzir, j o consignamos
ha dias, quando noticiamos que o referido Sr.
agente se justificara de que lhe era imputado
para com o Sr. administrador do correio.
Solicitamos a alteogSo dos nossos leilores
para a importantissima allocugio sagrada, qae
pelo prelado domestico de S. Santidade o Exm.
Sr. Jeaqoim Pinto de Campos, foi recitada por
occasio da festa da Virgen da Piedade na corte,
com assisteocia de Suas Magestadea Imperiaes.
Esta allocogo que oa eOrto do imperio pro-
duzio sensagio, d certamente muito que pen-
sar pelas ideas qae nella se manifestara em prol
da regenerago social, por intermedio da mu-
lher; e por cooseguinte a leitura delia nio pode
deixar de inleresear.
E' mais um teslemunho irrafragavel que o
Exm. Sr. Pinto de Campos d de sua illustrago,
e pelo qual nao podemos deixar da felicita-lo,
ora que lhe rendemos este tributo.
Acha-se em exercicio da primeira vara mu-
nicipal desta cidade o Sr. Dr. Manoel Moreira
9.ue'ra/ 1ue fesssumio o referido exercicio no
da 2 do correte.
.* Sr. Dr. juiz de direito da segunda vara
criminal interino das varas de fazenda e com-
mercio (Francisco Domiogues da Silva), deu
hontem audiencia dos varios juizoa seu
cargo.
Assim ni audiencia da fazenda, eomo na do
crime e commercio, foram publicados grande
numero de feitos montando todos i mais de oi-
tenla.
E' realmente para admirar e louvar o zalo,
prudencia e aclividade de digno magistrado,
qae m o nosso fro deve tantos e to assignalados
servigos.
Por portara de 4 do corrente, S. Exc. a
S_r. presidente da provincia nomeoa a commis-
sao que deve jalgar dos objectos enviados para
a nossa exposlgo agrcola, a qual fieos assim
organisada:
Presidente.
Visconde deSuassuna.
Vogaea.
Barao do Livramento.
Dito de Muribeca.
Dr. Joaquim Pires Machado Portell a.
Dr. Jos Joaquim de Moraes Sarment.
Dr. Gervazio Rodrigues Campello.
Dr. Joaqsim de Aquioo Fonseca.
Dr. Ignacio de Barros Brrelo.
Commendador Antonio de Souza Leao.
Dito Antonio Mtrquee do Amorim.
Dito Manoel Figueirda de Faria.
Dito Manoel Gongalvea da Silva.
Francisco Ferreira Borges.
No dis 4 do corrente foram recolhidos i
casa de detengan 6 homens a 2 mulheres, sendo
5 livres e 3 escravos, a saber: & ordem de Dr.
chefe de policia 1; ordem do subdelegado du
Reeife 4, inclusive o creoulo Matheus, escravo do
Jos da Silva Loyo; ordem do de Sanio Anto-
nio 2. que sao oa Africanos Eufrazio, escravo do
Ctaudino de tal e Francisco escravo e Francisco
Florencio Marques; o & ordem do da. Boa-
Lista dos baptisados da freguezla da Santo
Antonio do Reeife, de 26 do passado a 1 do cor-
rente.
Dojjkda, parda, filha natural do Josefa MariUva
Ctrnceigao.
Antonio, pardo, filho natural do Anaa atarla da
Coocelgio.
Pedro, pardo, filho natsral de Miquelina Maria
de SanlAnna.
Leopoldina, crioul, eserava de Antonio Gongal-
vea da Silva. ^
Antonio, branco, filho legitimo de Antonio da
da Silva Lima e Maria de Jess;
Antonio, branco, filho legitimo de Francisco Pe-
reira/Lemos e Maria Adelayde da Silra Le-
mos. Santoa Oleoa.
Maria, branca, filha legitima de Joo de Santa-
Rosa Muhiz e Delfioa Juliana Muniz.
Marcelina, parda, Ulna sataral de Maria Florinda
do Espirito Santo, Sontos leos.
Joveotioa, branca, Uk legitima da Fraacisco
Botelho de Andndo e Tbeophila Senhoriaki
Cimpello de Aadrade. Saatos Otse*.
Lisia das pessoas fallecidas oa freguezia do
ao-Viits, aunooa o mes de agosto.
Jamioa, parda, prvula, 6 Otezea de idade, sera-
va de Severians Pinto, espasmo.
el Borges ds Mondonga, portaguez, de 62
ios de idade, vas*, rysipeta,
Juliana Hara, crioul, de 70 annos de idade,sol-
tetra, dlsvrnes.
Antonio Telxeira Pinto, portugsez, de 25annos
do idade, selteiro, tetmo.
Asna Maria do Espirito Santo, parda, de 30 an-
nos de idade, solteira, colite chronica.
Alexaodrina Angeliea Virgs, branca, de 30 an-
nos de idade, viuva, tubrculos pulmonares.
Jos Joaqsim, Africano, liberto, de 50 annos de
idade, solteiro, hypetrophia.
Eugenio Norberto Alvee Ferreira, branco, de 14
annos de idade, solteiro, de tiro.
Antonio, Africano, de 49 asnos de idade, soltei-
ro, escravo de Antoaio llamos, hepalite.
Umbelioa, parda, prvula, idade 2 roezes, lha
de Francisca Maria da Cooceigo, solteira. es-
pasmo.
Firmino, Africano, de 50 annos de idade, soltei-
ro, escravo de Joaquim Jos de Miranda, con-
gestio celebra!.
Jos Ferreira Vanos, Portaguez, de 78 annoa de
idade, casado com Maria do .Carmo Vianna,
erysipella.
Margarida, parda, de 30 annos de idade, solteira,
eserava de D. Felisbella Cintra da Silv Wilsoo,
phtbysici.
Maria, branca, parvula.de 7 mezea de idade, fi-
lha legitima de Andi Alvea Ros, toase con-
vulsa.
Maria, parda, idade 7 mezes, filha natural de Jo-
anna Maria do Sacramento, coavulses.
Damazia da Cosa Monte, parda, idade 91 annos,
viuva, diarrbee.
Joao, pardo, idade 5 mezes, filho natural de An-
tonia Hara da Ceneeigo, soUeira, ictericia.
Manoel, pardo, da 2 dias de idade, filho legitimo
de Herculaao Jos Ignacio, coovuUoes.
Barao e Capibaribe, de 78 sones de idade, viu-
vo, congesto pulmonar.
Joventioa, parda, de 6 mezes de idade. filha na-
tural de Alejandrina Maris da Conceigo. den-
tigao.
Manoel, pardo, de 15 dias de idade, filho legitimo
de Frmciseo Borges Tsvora, Ictericia.
Mana Mxima Rodrigues, parda.de 27 annos de
idade, viuva, tubrculo pulmonares.
Gracillano, crioulo, de 3 dias de idade, filho de
Justina, eserava de Manoel de Jess Jordo,
espasmo.
Felit Antonio Teixeira, de 23 annos de idade, ca-
sado com Guilhermisa Maria, tubrculos pul-
monares.
Maria, parda, de 10 mezes de idade, filha legiti-
ma de Joaquim Alves da Costa, espasmo.
Fraocisco das Chagss, psrdo, idade de 110 annos
viuvo. veihioe.
Jos Gomes Ferreira. portuguez, de 40 annos de
idade, casado, phthysice.
Francisco, branco, de 3 annos de idade, filho do
fallecido Miguel Serg, fabre intermitente.
Padre Joaquim Jos de Menezes, branco, idade
64 annos, diarrhs.
Luiz, crioulo, de 2! annos de idade, solteiro, es-
cravo do Dr. Luiz Salazar Moscoso, tubrculos
pulmonares.
Ephigenia de Nossa Senhora do Rosario, crioula,
de 30 aouoa de idade, solteira, molestia in-
terna..
Manoel, pardo, de idade 4 dias, filbo legitimo de
Hartins da Cosa, espasmo.
Cosario, Africano, idadg, 28 annos, solteiro, es-
cravo de Mearon & C, perilaaia.
Um prvulo pardo, e 15 dias de idade, deposita-
do na porta da igreja do Rosario.
ftona Felicidade Perpetua, branca, de .90 annos
de idade, viuva, erysipella.
Feliciano, branco, de 2 annos de idade, filho na-
tural da Hara Joaquina da Conceigo, ane-
mia.
Felicia, Africana, de idade 70 annos, eserava do
teaeote-coronel Manoel Florencio Alvos de Mo-
raes, estupor.
Maria. Africana, liberta, de 35 annos de idade,
solteira, phlhysiea.
Raymunda, crioula, de 40 annos de idade, esera-
va do Jos Rodrigues de Senna, pneumona
dupia.
Francisco Pereira, portuguez. de 17 annos de
idade, solteiro. febre typhoide.
Maria das Dores, parda, do 50 annos de idade,
solteira, ssthms.
Anna, parda, de 16 mezes de idado, filha legiti-
ma de Jos Joaquim Goianna, coqueluche.
Joo, Africano, da 60 annos de idade, solteiro,
escravo do D. Isabel Carell, viova, congesto
cerebral.
Antonio, parda, de 7 mezes de idade, filho legi-
timo de Manoel Francisco de Honorato, inflam-
mago.
Joo, crioulo, de 3 annos de idade, filho de Del-
phina, eserava de Luiz Antonio Pereira, coo-
vulsoes.
Jos, branco, de 2 annos de idade, filho legitimo
de Jos da Silva Ferreira, asphixiado por aub-
merso.
Manoel, crioulo, nascido ha 2 horas, escravo de
Manoel Marques Dias, espasmo.
Elias, crioulo, de 28 annos de idade, solteiro. es-
cravo de Francisco Rufino Correia de Mello,
olteiro, pleuriz.
Francisco Joaquim Tavares, portuguez, de 46 an-
nos de dade, solteiro, ascite.
Elias Mooge Geraldo, preto liberto, da 60 annoj
de idade, solteiro, frialdade.
Passageiro* do vapor Peninunga aahido
para os partos do sal: Jos do Souza Moura,
Antonio de Soaza Moura, Francisco Jos Do-
mingos, Dr. Balblno Cesar de Mello, sua senho-
rs, urna filha e urna criada, Dr. Francisco de
Assis Oliveira Maciel, sua senhora, urna prenla,
t criada 7 escravas, Balbino, Joao Antonio Al-
ves da Silva, sua senhora, 4 filhos e 4 criadas,
Miguel Jos Barbosa Gui naraes Jnior, Dr. Am-
brosio Machado da Cunha Cavalcanti e sua ae-
nhers, Manoel Cavalcanti da Albuquerque, sua
senhora e 8 escravo, Jos Cerdoso Soares, Es-
tanislao Lepes de Carvalho, Jos Joaquim Go-
mes de Abren, sua senhora, sua sogra e 2 cria-
dos, Ciciliano Mamede de Almsida, Florismuodo
Marques Los, Beroardioo ds Senna e Souza o
2 criados, Francisco Moreira da Costa, Antonio
LoarsBco Teixeira Marques, tibaldo Umbeliao
Ramos.
MORTALIDAD! OO DIA 5.
Jualino, Pernambuco, 11 mezes, Santo Antonio ;
aelminlhaas.
Eugenia, Pernambuco, 18 mezas, Reeife; tubr-
culos.
Oliveira Lobo, communicando quo achando-ie
restabelecide, assumira hoje (12) o exercicio de
sea emprego.Iateirada, e mandou-se cammu-
nicsr ae contador, e ao fiscal supplente que se
achara em exercicio.
Outro do fiscal de Pogo, communicando haver
mandado lavrar termo de iefraegao aa posturas
municipaes esotra Elias Beptieta da Silva, procu-
rador do fiH o finado vissoade o Loores por
lar mandada oaatrair um maro mangares Par-
eemeinm saos tasaste e aiisWcfm, pedia a ca-
ntora provilistmia.Peste e sscusiio. re-
aelveu-so ao o Sosal cusapriese o ao dotorml-
ras as masan pasturas.
Ostro Voset* Jabearte*, pasvaaopando se
te pasamos jaabo solteos seas soasaos 26
archivo. "v^rmooo. o
Urna petigao ds Jos Augusto Leal, pediado
exoneraco do obrigago quo so sojeiloo para
fazer a limpesa do mitadouro publicoQue fos-
se remettida esta petigao so S, vareador encar-
regado dos negocios do mesmo matadouro.
Foi approvade um parecer da comraisso de
edificages, no sentido de se pedir ao Exm. presi-
dente da provincia a alteragao da planta|da estrada
da Ponte de Uchea na parte onde fica o sitio do Dr.
Bente Jos da Costa, da maaara por que indica o
eogenheiro cordeader.Que s sogeoheiro fiaesso
a alteragao na plaota para se pedir a approvaco
a S. Exc.
A' te1"e_"meilto do Sr- R*o, mandou-se effi-
ciar de novo ao Exm. Bispo Diocesano para man-
dar construir a calgada em frente do muro do pa-
lacio da Soledade, dlzenda-se a S Exc. que pe-
las posturea de 30 de juoho de 1849 todos os
proprietartea aso obrigados a fazeT as calgidas
em frente de seas predios.
Comparecen o fiscal da Varzes, que foi cha-
mado oa sesso ultima para dar as informacoea
sobre as casas de plvora, existentes em sua fre-
guezia declarou que ellas guardaran, as dsmeu-
ses exigidas pelas posturas.
Despachsram-se as pelicoes de Antonio Alvea
Barboza, Anna Joaquina da Conceigo Teixeira,
Antonio Jos Pereira Bastos, Antonio Alves da
Costa, bario do Livramento, Braz Ferreira Ma-
ciel Pinheiro, Claudio Dubeux, Christovio San-
tiago do Nascimeoto, Custodio Alves Rodrigues
da Costa, Francisco do Barros Corris, Francis-
co Antooio Pereira da Britlo, Francisco Jos Vi-
anna, Fraocisco Jos Arantes, Joaquim da Silva
Reg, Jos de Araujo Pinheiro, Joaquim do Al-
meida Queiroz, Jos Luiz laaocencio Peggi, J -
Pinto Tavares, Joaquim Francisco Franco, J .*-
quim Ferreira da Costs. Joo Hachado, Joao A u-
lonio do Reg, Jos Jacome Tasso, o outr.n,
Jos Gongalves Bellro 4 Irmo, Luiz Gongalves
Agr, e levanlou-se a sesso.Eu Francisco Ca-
puto da Boaviagem.Official maior a escrevi no
impedimento do secretario.Barros Reg, presi-
dente.Cesario de Helio. Barata de Almeida,
Reg, Reg Maia, Leal Seve, Mello.
CHARA MUNICIPAL DO RECIPE.
SESSAO EXTRAORDINARIA AOS 12 DE
AGOSTO DE 1861.
Prttiencia do Sr. Cetario de Jfeiie.
Presentes os Srs. Maia, Reg, Seve, Barata,
Henriques da Silva, s Mello, faltando com cansa
o Sr. Reg e Albuqeerqoe, abre-ae a sesso, e
hda a approvada a acta da antecedente.
L-se o seguate:
EXPEDIENTE.
Lima petigao da Francisco Botelho deAodrade,
vinda da presidencia para a cmara informar, aa
qual pede o peticionario a S. Exc. para Iba per-
mita fazer em aoa terreno da ra do Brom um
armazem e urna doka pasa o fabrico, e concert
de sosa alvirengas o canoas.Poita oa discus-
so, reaolvea-ae qae informasse o eagoahstro
cordeador.
Um oflkio do subdelegado dos Affogadoa, re-
metiendo a quanlia de 34*000 rea, importancia
ds multaa por elle impasta, a diversas pessoas
que inlriagiram aa posturas de 30 da juaho da
1849.Que ae remetteaaa ao procarador, se
aecueoeae recepgo.
Outro do contador, remetiendo o nota daa ren-
das municipaes qua teem de ser arraaiatadas psrs
o futuro exercicio de 1861 a 1862.Mandos -as
per es prega.
Outro de fiscal su pelate do Recita, informan-
do que nao ha va inconveniente em se permiuir
quo Aetoew lveo Barbosa aaastitsiaaa por duas
portas o porteo etieteate em ass tarrsno ds o-
saaeia e mato palmos ds frente asteo os doas so-
brados quo posaos ato rao das Gesrarapes.Con-
cedeu-se.
Outro do fiacat do Rotife, Maaoel Ignacio de
CHRONiCIJUDICURU.
TRIBUNAL 00 COMERCIO.
SESSO ADMINISTRATIVA EM5DESETEM-
DE1861.
rRESistirciA no bu.sn. desehbaruador
f. A. DE SOUZA.
As 10 horas da manha, reunido! os Srs. depu-
tados Reg e Bastos, o senhor presidente de-
clarou aberta a sesso de mero expedient.
EXPEDIENTE.
Ura officio do secretario do meritissimo tribu-
nal do commercio da Bahii, de 29 de agosto pr-
ximo passado, acompaohando a lista dos com-
merciants matriculados oaquelle tribunal no de-
curso dos mezes de Janeiro julho do corrente
anno.Accuse-se a recepgo e archive-se.
Foram presentes as cotagoes officiaes dos pro-
cos correles da praga, das ultimas semanas.
Archivem-se.
DESPACHOS.
Um reqoerimento de Manoel Figueirda de Fa-
ria e Dr. Manoel de Figueirda Faria, pedindo o
registro do contrato de sua sociedade.Vista ao
Sr. desembargador fiscal.
Outro de Parete Vianna & Compauhia, pedin-
do o registro de urna procurago que ajunlam.
Como requer.
Outro de Richard Ireland, pedindo tambero o
registro da sua procurago que ajunta. Como
requer.
Sendo conclusos os autos de moratoria de An-
tonio Botelho Pinto de Mesquita, foram com vista
ao Sr. desembargador fiscal.
Outro requerimento de Domingos Alves Ma-
theus, pedindo o registro de seu contrato social
com Antonio Lopes Rodrigues, sob a razo de Ma-
theus & Rodrigues.Vista ao Sr. desembargador
Bacal.
Nada mais houve.
SESSAO JUDICIARIA EM 5 DE SETEMBRO.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADO*.
SOUZA.
Secretario, Julio Guimares.
Ameia-hora, o Exm, Sr. presidente abri
sesso, achando-se presentes os Srs desembar-
gadores Villares e Silva Guimares, 6 os Srs de-
putados Reg e Lemos.
Faltaran com cansa os Sr. deputadoa Bastos
e Silveira.
Lida, foi 3pprovada a acta da sesso antece-
dente.
DISTRIBl'igES.
Appellante, o coronel Gaspar de Vasconcel-
os Menezes de Drummond ; appellados, os her-
deiros de Joo Honriques da Silva.
Ao Sr. desembargador Villares.
DESIGN.,C.AO DE DIA.
Appellante, Antonio da Silva Rocha ; appella-
do, Antonio Gongalves de Azevedo.
Foi designado o primeiro dia til.
passagens.
Appellante, Domingos Alves Matheus ; appel-
lado, Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Do Sr. desembargador Villares ao Sr. desem-
bargador Silva Guimares.
Appellante, Francisco Jos Germano', appel-
lado, Eustaquio Gomes.
Do Sr. desembargador Villares ao Sr. desem-
bargador Silva Guimares (por embargos}.
DILIGENCIAS.
Appellante, os berdeiros de Jos Maria da
Costa Carvalho e o Dr. curador geral; appellado,
Jos Nunes de Oliveira.
Com vista a0 gr. Dr. curador geral
Appellante, Antonio Jos Moreira Pontes; ap-
pellado. Jos Gongalves Malveira.
Vista as partes.
A GC RATOS.
Aggravante, Charles Leclere ; aggravados, Vic-
torino Jos Ferreira e E. Lourence.
O Sr. presidente den provtmento.
Aggravante, Manoel da Silva Ponas; aggra-
vado, Ionocencio Jos de Mattos.
O Exm. Sr. presidente deu provimento, e man-
dou descer os satos para o joizo a qa.
Nada ha vendo a tratar, o Sr. presidente encer-
rou a sesso.
Communicados.
Illms. Srs. possuidores de predios urbanos nos
ta capital.Havendo Vv. Ss. com benigofdsde
prestado as suas assignaturas, honra tanto maior
quanto nio com ella condigna o tosco trbalo
que elaborei, as represeotaeoe, inderessadas aos
poderes competentes, solicitando providencias
efficases o immediatas em ordem, se nio a ex-
tirpar pela raz o abuso praticado com escndalo
inaudito, a venda da polvera en grosso o a reta-
Iho, no seio desta importante capital, ao menos
a cohibir por meios legses, e nio brandos ama
infraego das leis civis, municipaes e humani-
tarias.
No intuito de evitar que se figure que em am-
bryo cou um to justo intento, venho boje
manifestar a Vv. Se. a qoe ha occorvtdo, visto
como d vedado por lei o publicarem-se preten-
goes, antes de serem ellos eoididas final mente
pelo poder competente, acerca dessa laejumbeo-
cia espontanea, qua me impuz.
A Illma cmara municipal, solicita, como ha
sempre sido am seotaor seoevelamanto os qoei-
xas e exigencias justas de seus municipos, tornea
na devida consideracio a materia que se contm
na que Iba foi dirigida, dio precitadas represen-
Ucdoo; o rspataado so receabeeida stilidade pa-
sitos a acoslo do pto}elo s artigo e pastara
oierecso, exoros coa mogos sem avlds o se-
pscae, oo qual ao eaeerra o ocaarocflo de nio
oaber aa saa rtmHasa aleado o loatlPair ama poo>
tura tai, cosso a e qaa so Uata, sao fosas ds
sacootro s laia atvta em vigor.
Magos, sao,saoaa^soja*foiinatoyioconav
o torsos aqaslis sorperseto credora, fot o4ro


W4RI0 DI HilHiyav XTA4U 6 01 TIMBRO B 1H1,
fl>
aerer, fots de erbita que Ihe 4 tratada pato to-
ar wytteate, purtrcnr actotoo tafear attrt-
boiges qae Ihe nao competem, sendo que sua
pratiea a deslustrara.
latentci. coma me cumpria, INWt peta o
Exa. Sr. presidente la previaeta, a qual mais
urna Tez se dignan do dar um teatemuoho publico
que o recestmeaa aasia estima dos sea* go-
vernsdo, 4a eu lino administrativo, inlalligea-
cia illustragio, reitaroa as ordans relativas i
fiel observancia as tais, qae rati Materia
esa queetio. -
Lew i ataja nectario, Ueosgara-aneda o decla-
rar toes, pesaer, teas dado cuaprimealo religioso
o digno a iotelgente lliaa. Sr. Dr. chefe de po-
lica, que em adiamanto ao zelo o dedicaco que,
presarou, presta ao tena-estar publico, se es-
Serou em confeccionar um regulamento policial,
lalivo aos depsitos de plvora & renda, em
lugares que disttm dests cidade ; regulamento
que para sob a Ilustrada cousiderage da muni-
cipalidade.
Nao querendo, nem devendo recaar ante lio
grandiosos obalaculas, porm juelos e bem fun-
dados, (orese me foi o levar a presenta radiante
da illustragio, amor a dedicagao que votam ao
paiz os augustos digoissimos representantes da
nagao brasileira o oecorride, e supplicnr-lh.es a
instiluigo immediata de urna let especial que re-
gule de modo satisfactorio o assumpto em ques-
tio, oa presente aeaso.
Aos esforgo destes dignos brasileiro se reu-
niro indubitarelmenle as diligeneiss valiosas
dos luieiros de illustrtgio, dos phares de amor
sincero e dedicagao abnegada ao Brasil, os mem-
bros do distiocto corpo ministerial; sendo que
em cordeal fraternidade e harmoaia evanglica
cooperem para, esparar deemos, que se Irada-
zam em lei os votos da populacho inteira da cida-
de do Recife.
Devemos confiar, portanlo, que o Todo Pode-
roso os inspirando lodos, nio aejam elles in-
differeotes aos males que de pacto affectam as
preciosas vidas, o bem-estar cubicado, e as for-
tunas bem adqueridas de 100,000 almas, habitan-
tes da Veneza Americana, a capital da provincia
de Pernambuco.
Finalmente, Srs. propietarios, outro dever sa-
grado etalrezde mais difficil consecuco ou rea-
lismo, a reducto do premio do seguro contra o
fogo, tomei sobre os meus humildes e fracos
hombros.
Para conseguir, pois, um tao rasoavel e lou-
vavel desidertum, leaho j coafeccionado, a
estatislica dos incendios occorridos nesta capital
nos ltimos 10 sanos, enumerando simultnea-
mente os estragos por elles occasioaado.
A' essa pega importante (a estatislica referida)
re un re outro documentos officiaes e irrefraga-
veis, comprovando a solidez da eoostruegao ur-
bana nesta capital; bm como a regidez refrac-
taria que possuam em geral ss maJairas empre-
gadas em taes construeges, aegio ao fogo.
E assim munido do material oecessario, e ei-
tribado na verdade iocoolestavel, espero, se Deus
nao ordenar o contrario, obter, mediante os
meus debis esforgos, e dos de meus amigos sin-
ceros, a concessao projectada, e almejadi da mais
poderosa inslituigo, companhia de seguro*, es-
labelecida no imperio do mundo civilisado, Lon-
dres, para garantir o valor da propriedade urba-
na das devastares horrendas, proddsidas por
um dos elementos mais destruidores de que a
sciencia tem noticia, se bem que seja de fcil in-
dcelo a tentativa que conceb, ltenlas as ra-
zoes que militara em favor da superiorilade dis
construeges de casas nesta cidade, e da regidez
das madeiras uo Brasil em geral sobre as de que
se servem os Europeus geralmente, todava alm
-de outras, existe urna razio que sem duvida a
priucipal.
Consiste ella em serem construidas as casas de
habitacao, em regra quasi g-ical ni Europa pan
durarem um lempo limitado, empregando-se nel-
fas o que ha de mais leve e ligeiro ; circunstan-
cia que as torna mais sujeitas, e accessivers s
combustoes, em quanto que as de se servlrem
os nossos concidadaoi, se acham na hypolhese
diametralmente opposla.ao ultimo caso figurado
Neste intuito, assim me ach e eu no thealro
desejado, esforgar-me-hei para levar i effailo o
que levo dito, e, pondo em contribuigo a minha
tenacidade habitual, procararei traduzir em fados
as minlias humildes intengdes.
Se, senhores redactores, com a publicagao des-
las mal conchavadas linhas me quizerem honrar,
mais um obsequio, immerecido, porm nunca
esquacido, terei de o addir outros favores, e
attenges a mim por V. S. prodigalisados.
Recife, 3 de setembro de 1861.
Antonio de Moraes Gomes Ferreira.
Correspondencias.
Srs. redactores. Continuando a analysar os
itens da geringonga do Sr. Antonio Flix dos San-
tos, publicada em seu Diario de 20 de agosto
andante, principiare! lamentando que o subdele-
gado de Beberibe iostaurasse no decurso de 3 an-
uas 8 processos crimes, 2 em Beberibe e 6 em
Olioda, ignorando por erro de officio talvez qu6
nenhuma autoridade policial pode instaurar pro-
cessos em districto alheio, fora do de sua juris-
diegao, sendo o primeiro a coofessar semelhante
destampatorio, que prova asss a sua pericia, ad-
querida pela longa pratica de fazer processos po-
liciaes I
Anda contestamos a enumeragio de dous pro-
cessos, que diz ler instaurado em Beberibe, por-
que consta-nos que foi smente um ex-ofikio de
ordem do Dr. chefe de polica, por nao querer
mais o ex-delegado Fragsta criar engeitados do
Sr. subdelegado, que a despeito de ouvir urna das
testeraunhas jurar o contrario do que Ihe denun-
ciara previamente, julgou improcedente o pro-
ce-so. sem nada proceder contra aquella lesle-
munhs, que jurou falso por dinbeiro, como se
diz, que dera um amigo e inquiliso do Sr. sub-
delegado, e de publica notonedade esse occor-
rido na povoago !...
Muito sorprendeu-me de ouvir o Sr. subdele-
gado dizer, que se quizesse processar a tdrto e a
direito devena comegar por mim porque nao en-
sinava meninos I... ignorando as suas obrigages
o que mais Ihe cumpria saber, que a jusliga
pjra ser bem distribuida comega por casa instau-
rando o respectivo processo crime contra seus
escravos, que espancaram um pobre homem mo-
rador do Passarinho, que fallecer poucos das
depois por haver tirado urna jaca de seu sitio
Coelhosem nenhuma Ave Mara de penitencia
a seus escravos, e sem indagages policiaes que
os juslilicassem, como diz geralmente a povoa-
go de Beberibe ler acontecido este horroroso as-
sassinato ha 8 annos pouco mais ou menos, e j
v o Sr. subdelegado que nao sou eu quem o diz,
e nem poda saber disso, morando apenas 4 an-
nos no lugar, se seus dislrictanos nao o contas-
sem 1...
Nao foi feliz o Sr. Antonio Flix quando para
descoQceituar-me, fantasiou urna cerebrina his-
toria da mulher, a quem ceusurando o procedi-
mento irregular, appareei-lhe eu ao encontr to-
mando as dores por ella 1... E' inteiramenete falsa
esta pstoria so existente na imaginagio escal-
dad* de alguma autoridade desmoralisada e sem
pundonor.
Srs. redactores, contratando eu com a cabocla
Francisca das Qbagas osservigos doseu filho Her-
miuo em das do mez de juoho de 1860 por 6f
mensaes pagos adiantados e lirres de todas as
deapezas domesticas, como in continenli paguei-
lhe, appareceu-me ella na vespera do 3. Joio
bastante embriagada podiodo-ase mais dinheiro,
ou que Iba entregaste o filho porque j tioha
quem lbe pagasse por mais os seus servigos, dis-
se-lhe eu anto atiento o sen deploravel estado
que me appareoesse no ostro dia, eis que appa-
receu-me en companhia do Sr. Antonio Flix,
que communicando-me ter ella se queixado do
asas, par nao Iba querer entregar o filho e neai
pager-lbe sen dinbeiro, que achava-me a dever,
por uso tmha vindo syaoicar o occorrido f
Fundada aa mata solida jaatica a ao mais fir-
me direito do ser pelo Sr. Antonio Flix bem
tratado, qae assim determinam as regras da ama
baa edaaaacaev mxima qeaaatos sarta 4a minha
casa montado cavallo sem delicadeza alguna
eetraabava-me d m (aeto, qae tirrba-m"
oavida, oaasatrei-o. verdade, enrgicamente a-
zeado-lfee entrar na rbita de sana deveres o
que da fado saadarau-sa apaando-se do cavado
ouvjo-me eom alguma moderacio, bem casto
ao meme, qaa da aeuhuma forma qaeria seom-
panbar a mil, e retirou^e padiada asa deecatpM
daquella aventualdade, sem mais prestar a at-
tanco a dita caneca, que senda talvez per elle
iniciada recrrese aa Dr. chafe da polica, que
oCQciando-me por intermedio do Se. Faustino
Ramos em 3 de julbo do mesmo asno, cuja effi.
cia tenbo em mea poder, para que compareeaese
oa secretaria de polica dar txplicafs sobes a
_
bMdIoo Hermino, qae de protnpto comparec pe-
rante a Dr. Chefe de polica, qae exigio-me O
menino pera o arsensl de goerra.
F esta a verdadeira historia 4o anteo fado qae
dea-se comigo e o Sr. Antonio Flix, e qae foi
presenciado slm de varias pestoss da povoagio
per dous homens honrados, que esto promptos
jaras em juizo para convenee-la da saa alai-
vosta 1 E' carecer mallo de pundonor ama auto-
ridade qae assim procade 1
Por diier o Sr. Antonio Flix s por sus pala
vra que deixara a carreira da trafleancia e im-
portago nagreira em 189.em que se estatelteera
coa negocios nesta prega e nanea mais viajoa, a
nem sabio barra foro, aada prava a qaa aUeoo,
porque alm de sua palavra nio ser crida, ainda
mesmo com juramento, acresce a possibilidade
de ter continuado a trafleancia por procurago e
intermedio de outros, ums vez qae tioha-se dado
bem com a importago negreira, qae Ihe deu
bastantes fondos para estabelecer-se, e mesmo
porquequem o demo toma ama vez, sempre lbe
fies um geito I
Admirou-se o Sr. Antonio Flix que eu nao
dissesse que o testamento do fallecido Regadas
fosse falso, quando aaVlhe as hooraa de ter sido
o seu testamenteiro, aem lembrar-so ao mesmo
tempo que seus remorsos despertaran! a saa con-
sciencia, e esta sempre nos oondemna, e oxaii
que urna experiencia diaria nao tivesse dado tan-
tos exemplos de testamentos falsos, mormenle os
ricos, como o foi do finado Regadas, e ha quem
diga que nio foi dos mais verdadeirosl...
0 publico que aprecie essa sua lembranca lan-
do em vista o antigo adagio quem se queima,
alhos come I
Sorprendeu-me muito de ver o Sr. Antonio F-
lix defendendo os moradores de Baberibe, que
era urna grave injuria e calumnia, que eu Ihes
fazia, quando disse que os crimes se succediam
quasi diariamente, depois de devorar-me come
um lobo esfameado, attribaindo-me mesmo ludo
quanto publico e notorio pertencer-lhe e a leus
esbirros policiaes, deadiz-se in cootinenti que nao
era elle quem o dizia, mas sim toda a povoago
de Beberibe, defendeu-os e aecusou-os, de certo
nao o esperara eu sem que elle tivesse perdido
o ultimo iostincto, que Ihe assiste, quando a cer-
tidao do cartorio do seu proprio escrivio, que
outra vez fago inserir, documento abiixo trans-
cripto prova o quanto sou pacifico para os mora-
dores do districto de Beberibe, e vice-versa, como
tambem a injuria e a calumoia que Ihes attribue
o subdelegado Antonio Flix 1... Nao se pejando
ainda o Sr. Antonio Flix em faltar a verdade do
menor facto, que me attribue, diz mui ancho no
seguinte trecho : c Se alguem quizer saber quem
seja o padre Baodeira etc. etc. basta recordar-lhe
que durante o processo Padilna ouvio cara i ca-
ra... dizerem as testemnohas que elle eraum de-
vasso e...
llavera maior pedago d'asno? Quem logo nio
v que falso esse seu dizer? Que irrogar urna
grave injuria e calumoia ao Dr. juiz municipal
de Olioda, juiz processante que nio consentira
em audiencia publica, que algum negro, desti-
tuido de todo o pundonor, face do juiz me in-
juriasse? Fago justiga ao carcter honrado do
Dr. juiz municipal de Olinda tao vilipendiado
pelo subdelegado de Beberibe, que mede os ou-
tros por si, que talvez fosse o nico capaz de
proceder I ... Est completamente desorinta-
lo, e parece-me precisar de urna camisola para
com a caneca rapada ir oceupar ama celia do
hospital Pedro II ou dos alienados do Rio de Ja-
neiro I Dizeado, finalmente, o Sr. Antonio Flix
que ha deseseis annos que reside em Beberibe,
s tem que bem dizer de seus habitantes pelo
bom agasalho que Ihe mostram, e pelas maneiras
urbanas com que \he tratam; anda falso este sen
dizer, nao fallou a verdade, e creio qae s a fal-
lar quando houver de tomar, ou receber a com-
munhao sacramental em seas paroxismos, s con-
fessar Domine, non sum dignus I
Ignorar o Sr. Antonio Flix que foi enxotado
pelos irmaos da irmaodade de Beberibe como in
digno de ser membro, por haver intentado ju li-
cialmenle urna accao m e injusta, queperdeu-a
em todas as instancias, e passou em julgado por
um accordo da relagio Ignorar o Sr. subde-
legado, que j esteve em guerra viva de sangue e
fogo com urna enlidade do lugar, que, cantaodo-
lhe a vida em prosa e em verso, descobrio-lhe os
meios illicitos e vergonhoses, por que adquiri
essa fortuna colossal, com que se achs hojeior-
gulhoso vista de todo Beberibe? Ignorar que
j raandou matar vaccas* de leite desta mesraa
eetidade, cortar orelhas de cavallos, fazer em-
boscadas, ele, etc., e o que foi-lhe retribuido ?
Quem j soffreu, ou fez ludo isso, tem ou nao si-
do interrompido no decurso desses deseseis an-
nos ? Ora, Sr. Antonio Flix, convenga-se que
nao fallou verdade contra mim, e nem mesmo a
seo favor 1
Tioha, Srs. Redactores, outras consideragoes
que fazer relativas a esso energmeno, que com-
poriam urna pagina de seu Diario ; porem. re-
celoso de ser enfadonho, deixo apreciado do
publico sensato coohec-lo como um homem
que, sem consciencia e contra as leis da huma -
oidade, traflcou e imporlou negros novos, que
nao estariio hoje soffrenlo o pesado jugo do cap
tiveiro com milhares de seus descendentes e as-
cendentes, que nao deixarao em suas attribnla-
coes de amaldigoarem os dias de seu nefando
traficante e importador I... Como um homem
que nao ouve roissa, nio se confesas, e nem
manda saa familia cumprir estes preeeitos sa-
grados, qual o rei, tal a greil Como um ho-
mem que nao consta que tivesse feito caridade
alguem com socoorros pecuniarios; vingativo,
arbitrario, nio cumpridor de sen juramento,
inepto, e por coosegainte incapaz de exercer as
funegoes de subdelegado, qae elle mesmo no fi-
nal de seu arauzel confessa ser contrario seas
hbitos e sua vida retirada.
Eis-ahi o que foi, o que e o que presume
ser o Sr. Antonio Flix j bem conhecido e cele-
brisado em Beberibe I S desejo ver-me lirre da
ira e do juramento falso de tal autoridade ; as-
sim como a povoago salva de semelhante pes-
te, mormente da lepra asquerosa, com que ora
vae soffrendo I Como sacerdote nao cessarei as
minhas fracas orages de pedir a Deus que o con-
verla, para que, assim contrito e arrependido, v
dispondo beneficio de saa alma essa colossal
fortuna, que possue pela trafleancia da carne hu-
mana, que assim merecer o perdi, creio eu,
de suas culpas, e a salvagao de sua alma que en-
commendarei a Deus, para conceder-lbe am
eterno descango, e que a trra Ihe seja leve
Rquiem ceternam dona ei. Domine ... Requiet-
catn pace! Eia.poisl Minha consciencia re-
pousa na minha innocencia, contra a qual a ca-
lumnia nao tem poder.
Se nio sou fiel executor de meus deveres, fago
o que me possivel para bem executa-los hon-
rosamente ; que ha quinze e meio annos de exer-
cicio effectivo de meu magisterio publico e de
sacerdote ate hoje nio" desmerec o lisongeiro
conceito das respectivas autoridades, e creio em
Deus, que elles conlinuam a prestar-me nio se
illudindo por essas carpideiras, torpes ssssasai-
nos de minha reputacio, que nao se pejaram de
offender-me sem que eu os offeodesse no mais
simples facto, e ainda mais illaquear a boa f do
publico sensato. Ha quatro annos qae moro em
Beberibe, anda nao fui pesado Dioguem, se na-
da possuo, nada devo a aeus habitantes ; e se al-
guna favores bei receido, creio que ho sido re-
compensados generosamente. Moro com tres ir-
mias solteiras com decencia e hooestidade, sem
vi8itarmos a ninguem, e sem sermos visitados, e
nio encommodamos as visinhangas por quaes-
quer precises domesticas, Deas loavsdo. Prezo
a amizade com digoidade, presto oa meas offi-
ciosos respeitos a quem os merece, quaesquer
que sejam as cores, e ao mesmo tempo dasprco
soberanamente aos que querem impor aem ne-
nhuma outra recemmeodagao e importancia que
seu fofa orgulho e... o que todo o mea crime.
Se isto deleito meu, nao est em miabas
ataos remedia-lo ; son excessivamente fraeo,
nao pssso vencMo. ufanaodo-me sempre par
mesad da Deas, que em Beberibe, date quatro
sano que o habito, anda nio appareeeu depr-
calo algum civil, crime ou ecclesiasco por tac-
tos que eu praticassa em Pedrea da lago oa as
Escala, que, como em Beberibe, conservo nume-
rosos amigos excepeo dot ivos de cues vas
orno a Antonio Flix e outro qae tal, qaa, rala-
das ate inveja, dio ludo a qoa podem ea qae
Mas par cojo sacrificio os agredego por ser o vi-
dente que a luz s sabe mais brilhante depois
qae dissipen ss trovas. Da) san psMtasds assig-
naata 6 obrigado eaaatto
O padre Francesco Vtrismo Bsmieira.
Beberibe 31 da> asete- 4*18*1. v
arm nrro.
Certifica que par asta mea sortaria (4a satte
legaca 4a Babsriba) a*o asaste qaa o su*a4s-
caote tenas deao 4esaacia. aa sjaetae 4a pasas*
alguma dasta diatriata ; taasbeas ais a
pessoa slftiuM taalw dado epeu*. os
contra o supplicaote, e nem correr precesso-cri- Folca trance Tnlwrmam, fiada d Marente,
me contra o meamo. O referido verdade, ao consignada a Eduardo Burle & C, manifesfonb
qual me reporto. Beaerisa em 13 de maie de
1861. Em f dt verdade. Frsadico Esteres
de Abroa.
(Attendite l ... Sr. subdelegado, como diz que
a pevoagio de Beberibe falla mal de mim ? 1... (
jsBaBasesBascsssaBBaa^axssssstssssBS:
Public a^oes a pedido.
Um brado de indisnae*-o.
Na Revista Diaria do Diario de Pernambuco da
17 ateaba daate nomo, foi traaseripto ama ca-
vilosa sarta datada da-Serra-Preta, deste termo
em 14 4aabril tambem deste atino,l qual s leve
par flm ferir minha reputacio como agente do
correio dests villa : se nio fon o respeito devi-
do ao publico, e o dever qaa teoho em saliafazer
aa ordena superiores, ea nio darla meia palavra
ao bem conhecido Sr. da Sem-Preta, porque
fazendo-o rebaixava-me a nivelava-me com elle,
mas sou obrigado defeuder-me da pesha qae
iangou-me o Sr. da Serra-Prela, e nesse propo-
sito j respond convenientemente ao Illm. Sr.
administrador geral dos cerrera, qaa a seme-
lhante respailo mandou-me ouvir, maa como a
calumnia foi mandada estampar no jornal, de
jastiga qae pelo mesmo jornsl d a minha res-
posta, para qaa o psblico nao fique na crensa de
3ue o homem da Serra-Prela falln a ver-
ade.
Pouco mais de aono faz queantrei no exareieio
de agente do correio desta villa, lugar cate que
nio ped, nicamente solicitado para mim por
pessoa que julgou-me habilitado, e capaz de
cumprir meus deveres, e desojando satisfacer as
vistas do cavalheiro que me quis honrar com sua
confianga, tenho procurado ser bastante zeloso
no cumprimeoto de meas deveres, e aesse propo-
sita, muilss e muitas vezes son o mesmo porta-
dor de jornaes, e cartas para entregar a seus
donos, quando as nio mandam logo receber na
agencia.
Urna s voz sinda nio se havia erguido para
me fazer a mais leve censura, ao contrario todos
se mostram contentes com mea procedimento,
em relagio ao finado ex-ageote, no entretanto o
homem da Serra-Preta, nio echando um meio
mais fcil para deixar de coatribuir com o con-
tigente da assignatura do Diario, atlrou-se com
tanto desoeje por sobre miaba reputagio, sem
Ihe passar pela imaginagio que aquelles que me
coohecem, ao lerem saa carta diroi mais urna
das muitas do Sr. da Serra-Preta.
Eotrelenha-se o Sr. da Serra-Prela, com ou-
tros, e nio comigo, que mogo como sou nio
estou na resolugio de soffre-lo calado sem por-lhe
a calva ao sol, e eu que merc de Deus nio te-
nho em minha vida publica a particular actos
que me deslustren), nao temo entrar em urna dis-
cussio com S.Mc e concluindo esta resposta direi
afioal qae em quanto o tal Sr. da Serra-Preta
nao provar o que a mea respailo avangou ser
pelo publico conhecido como Emulo da reputa-
rai atheia.
Peco V. S. Illm. Sr. redactor qusmsa digno
fazer insirir en seu acreditado Diortj^Hlelevt
de duer em minha defeza.
Villa do Ouricury, 3 de agosto do 1861.
Dimingos da Silva Saldanha.
saguinie:
501 barris fcenrento, 10 ditos oleo d llnhaca,
15 calxa papel, 90 bailas dito de mnralho,
806,160 libra* de sal, 10 hallas de stateme, 10
ditas erva-doce, 5 ditos cominos, S%arrl cham-
bo de munida, SO caitas sabio, 4 ditas o 450
caixiohas pastas; sos consignatarios.
1 caixas chapeos; a Joio Keller & C.
Bacana h-anoveriana Jpiter, vlnda de Bae-
nos-Ayres, coasignado a Bastos & Lemos, mani-
fest u o seguinte:
3,097 quintaos boapanhooe de carde de char-
que, 55 couros seceos vaceuns; a ordem.
Exporta pao.
Dia 4 de setembro.
Barca franceza Solferino, para o Havre, carre-
garem :
Lasserre & Tisset Freres, 16 saccas com 89 ar-
robas e 12 liocas de algodao.
Barca iogleta Entkwiast, para Liverpool, car-
regaram :
Jos Velloso Soarea 4 Filho, 600 saceos com
3000 arrobas de assucar.
Sumaca hspaohola Esmeralda, para Buenos-
Ayres, carregaram :
Amorim Irmios, 50 barricas e 20 barriquinhas
com 496 arrobas s 17 libras de assucar.
Polaca argentina CArtsttna, para o-Rie da Pra-
ta, carregaram :
Bastos S Lemos 215 barricas a 175 meiascom
2-158 arrobas e 10 libras da assucar.
Patacho inglez Buey, para Liverpool, carrega-
ram :
James Crabtree & C, 120 saceos com 617 ar-
robas e 17 libras de algodao.
Patacho portuguez Jareo, para Genova, carre-
garam :
E. A. Burle & C, 200 saceos com 1,000 ar-
robas de assucar.
Brigue portuguez Flor de S. Simio, para Lis-
boa, carregaram :
Carvalho Nogueira t C, 2 pranches de ama-
relio e 6 costados de dito com 18 palmos, 8 pipas
com 1472 medidas de caxaga e 43 barris com
1,600 medidas de mel.
Barca ingleza Tnnculo, para Liverpool, carre-
garam :
Morln, 25 caixes com 100 libras de doce de
goiaba.
Barca portugueza Santa Clara, para o Porto,
carregaram :
Marques Barros & C, 111 coros seceos com
2255 libras.
Heeebedoria de rendas internas
gernesde Pernambuco
Rendimento do dia 1 a 4 ... 3 6789995
dem do dia 5....... 992tf0*>
atoTimento do porto.
Navios sahidos no dia 5.
Maeei e portos intermedios vapor nacional
Persinunga, commandante Manoel Rodrigues
dos Santos Moura.
Barbadoes barca americana William Henry,
espitio David Crocker ; em lastro.
Nao houveram entradas.
4:671*015
Consalado provincial
Rendimento do dia 1 a 4
dem do dia 5
6:639J860
6:994j769
13:634{626
ce
Horas.
2!
i
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5
c
kthmosphera
ri en en P1 CA ce cu i Direcco. *
w w 53 o o se B o 1 Intensidad*. 1 -i p
a -4 -4 a 4 90 al fi 00 Fahrenheit. 1 w m m o
ce 00 a* | Centgrado. -i 9
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I CijSassia hydra-
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H

O
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o
A noite nublada e de aguaceiros, vento do qua-
drante do SE e variavel deiotensidsle.
OSClLAgA Da AR.
Preamar as 5 h. 18'da tarde, altura 7, p.
da manhia, altara 0,8 p.
arsenal de marinha, 5
Baiximar as 11 h 6
Observatorio do
setembro de 1861.
de
Romano Stkpple,
1* lente.
COMvILRlO.
Alfandega,
Rendimento do dial a 4 7S:196fl949
dem do dia 5.......15:2165678
87:413*627
Movlmeuto da alfaiidetja,
Volumes entrados com tazendas.. 107
com gneros.. 342
449
Volamos sahidos eom fazendas.. 139
com gneros.. 273
------412
Descarregam hoje6 de setembro.
Brigue portuguez Florioda mercadorias.
Brigue pruasianoGazellaidem.
Polaca francezaInkermanacemento.
Polaca hespanholaIndiacarne de charque. .
Barca inglezaIsabella Ridtey carvao, tachas
e ferro.
Importac&o.
Brigue prussiano Gazelle, vindo de Hamburgo,
manifestoo o seguinte :
1 caira obras do ouro, de prata e coraes, 1 dita
charutos, 1 dita chapeos de sol de seda, 1 dita
ditos de dito de alpaca, 4 ditos sophs. cadeiras,
de vime e chapeos de feltro, pestes e charutos, 6
barris oleo de linhaga, 8 ditos alamen, 66 ditos
oleo de miaio ; a ordem.
5 caixas quinquilharia, 1 dita livros de escrip-
torio ; a Alves & C.
a Rao Schamel-
pacote amostras;
10 caixas papel de imprensa ;
tau &C.
9 caixas meias, 1 dita fio, 1
a Lindem Wild.
135 barris potassa ; a Manoel Ignacio de Oliveira
Lobo & Filho.
1 caria carne e lingoas fumada, 5 fardos pa-
pe lo, 1 cana porcelana, 1 dita piano, 1 dita cas-
tices de prata e vidro; a Christiani Irmios
& C.
128 barricas e 406 caixas geoabra. 600 garra-
des vinagre; a Seve Pitbos 4 C.
4 calas lencos do lia o seda ; a M.O. Bieber
& C.
5 ditas ferragens, 5 ditas chapeos ds sol de so-
da, i ditas ditos de dito da algodao, 4 ditas cha-
les de algodao, 5 ditas lencas de dito, 2 ditas fa-
zendas de algodio o de algodao e seda, 1 pacota
amostras; a D. P. Wild.
1 eaxa cyUndros o bolas da vtdts, 1 dita lam-
eoes e pavioa para os ditos, 3 ditoa oten de gas,
- tt?.^,.!D-B.d* algodio 1 pacota aataetra*; a
ScbaheiUim & C.
7 caixas couros invernisados, 1 dita fitas da ta-
t. 7 ditaa video, I dita roape, 1 diia charutos.
1 dMa ftua, 1 dits prega para espelhos, 1 dits
chapelaria, 1 dita encerados, 1 dita gomosa lacre,
2 ditas qoartinhas ps*a agua, 9 tascos ervithas,
3 fardos lonas para saces, t catxa faxenda de se-
da^ ditat dita da llama, t fardo ita de lai e
tedi, 5 caixas dita de algodio, 2 ditas dltaiti-
rsrsas a ontras mercadorias, 1 eaixa lencas da lia,
tf ditas bebidas, 2450 gsmf&ea, 3 caixas franjas
de algodao, 6 ditas chales de dito, 4 ditaa brtm
de Has, a afta da atgaala, 1 pacota amostras,
ss> lastras csrrio de sadr ; a Geb KttkmattB
Editaes.
O Dr. Francisco Domingues da Silva juiz de di-
reito da segnnd; vara criminal, e substituto d*
do especial do cammercio desta cidade do Re-
cite de Pernambuco e sea termo por S. U. o
imperador, qae Dos guarde etc.
Fago saber aos ,ue o presente edital virem,
e del le noticia tiversm que no dia 19 do corren-
temer, t>r lugar a arrematagp dos seguidos
beos depois da audiencia : urna mesa elstica de
amarello para janlar, avallada por 500000 ; seis
cadeiras de Jacaranda por 30$000 ; um bahu de
sola por 8$000 ; um dito do folha por 6;000 ;
dous espelhos de molduras, dourados, grandes e
em bom estado por 163000 ; um baoheiro de fo-
lha por gOOO ; um apparelho de porcelana para
brioquedo de meninos, avdado por 3$000 ; urna
caixinha de costura avahada por 10000 ; um la-
vatorio com jarro, baria e mais periences por
1&OOO0 ; um lavatorio de Jacaranda por ljJOO ;
os quaes sao perlenceotes aos herdeiros de Joa-
quim Jos de Paiva, e oram penhorados estes
por execugao de Fructuoso Martios Gomes.
E caso nao apparega laogadorque cubra o pre-
go da avaliagio ser a arrematagao feita pelo pre-
go da adjudicago com o abate da lei.
j E para que chegue ao eonhecimento de to-
dos ser publicado pela imprensa e affixado na
forma do estp.
Recife 5 de setembro de 1861. Eu Adolpho
Liberato Pereira de Olivaira escrevente juramen-
tado o escrev.. E ea Manoel Mara Rodrigues
do Nascimenlo escrivio o subscrevi.
Francisco Domingues da Silva.
0 Dr. Francsco Domingnas da Silva, juiz de
d.reito da segunda rara criminal e interino da
especial do commercio desta cidade do Recife
de Pernambuco e sea termo, por Sua Mages-
tide Imperial etc.
Fago smer aos que o presente edital virem e
dalle noticia tiverem, que no dia 19 de setembro
do correte anno, se ha de arrematar por venda
a quem mais der em praga publica deste juizo,
na sala dos au litnos os objectos avahados pela
maneira seguinte : 130 duzias de carreteis de
linhas de corea, de 100 jardas por 3lj200, 90 du-
zias de ditos brancos de 200 jardas 54S0OO ; 294
duzias de ditos de 300 jardas 2013600 130 du-
zias de clcheles de uas carreras, 785000 ; 83
ditas de urna carreira 24S900 ; 68 massos de
alUnetes -e 21 cartas 1499600 ; 158 libras de li-
ona de numero 40 1589000; 31 ditas de ditas
de cores 24$800 ; 85 duzias de carreteis de cordas
de violas 119900 : 24 duzias de baralhos de car-
tas portuKuezas 28>800 ; 9 duzias de ditas fran-
cezas 25$200; 3 duzias de ditas 129000 ; 28 duzias
de pomada franceza I698OO ; 27 pentes de tarta-
ruga para coco 549000; 41 duzias de ditos de
chifre 419OOO : sete duzias de ditos paja desem-
bargar cabello 149000; 3 1(2 duzias de dilo or-
dinario 29100; 35 duzias de caixas de raz 49 :
5 duzias de ditas de chumbo 3j000 ; importado
fitas de seda 3009000 ; dito do dita de velludo
509000 ; fita de franja e tranga de seda 114$000 ;
dita de linho 509000 ; dita da algodio 189000 ;
dita de franja de algodao 1209000 ; 124 duzias de
meia de algodao sortidas 2189000 ; 4 grozas- de
lapis finos I29OOO ; 2 ditas de ditos ordinarios
29OOO; 16 duzias de caixas ade obreias 59300;
870 grozas de botoes de sso'para caigas preas e
brancas 1219800 ;3 grozas defirellas para ralas
de calsas 21(000 ; 16 duzias de escouvas para
denles ordinarias 19&200 : 11 ditas de ditas finas
30$800 ; 56 duziat de caixinhasde colxetes fran-
cezes 229400 : 2 ditas de ditos da torra 199040; 149
duzias de botoes de madreperola para camisas
7-495O0 ; 17 grozas de ditos para colele 309&00 ;
11 ditas de ditos para paletots 333000 ; 235 libras
de grampos 759200; 44 grozas de botoes de osso
para paletots 109500 ; 241 grozas de dito para
caiga 489200 ; 64 grozas de ditoa de metal para
calgs 20jt80; 68 macinhosde nha de algodao
19S040 ; 144 pesase de fita de linho 409320 ; 377
grozas de bolles de louga para camisa 229560 ;
24 milheiros de espoletas 149400 ; 264 caixinhas
delinha de marca 319680 ; 51|2 duzias de caixas
destrualo 279500 ;7 lj! duzias de caixinhas de
peanas de ago 269250 ; 23 jogos de domin 239;
8 ditos ds vispora SfOfX) ; 42 duzias de gargan-
Ulbas de aljfar 1O6J0OO; 35 dorias da aeres de
boneca de metal com pedras 149000 : 13 g, ozas
de botoes de velludo e do relroz para casareque
399000 ', 57 pesis de tranca de lia de cores ris
II9400: 24 caixiohas de ilhtfzes 3$S40 : 38 grozas
de botoes de vidro para camisa e casaveque
959OOO ; 240 botijas de tinta preta 4SgOO0 ; 12
grozas de cofiadores de esvartilhos aSJOOO ; 13
grozas de caixas de phosphoros 26g400; 13 duzias
de ditas grandes 109508 ; ama porga de agulhas
129000 ;3 duaias de caixinhas de alUnetes fran-
cezes 13gOOt ;22 espelhos de pds torneados ris
35920O : 16 eafxishas da sepelio pera guardar
joias 39280 ; 5 duzias do grvalas de seda 40g ;
5 caixas de madeixa para estojo de navalhas 59;
7 caixas da seda par* sepafeiro 760 ris ; 3 du-
zias de easefbos.de ump 1290W; 48 oteaos
apsasBlhos en calleas para leite BltfOaO; 49
appatelhat Salse* para briaqueda afSBt; 12
centuroes de borracha 2)900; 22 escevas para
sapatos 29640; 4 duzias de ditaa 409000 ; 2 e
meia docta da dita pata caaaca 12950 ; 51
resmas da papel de pco 1279300; 20 duzias de
caita de itca 296110; 11 grosai de botos* de seda
para cazaca 279500: 30 pares da sapalinhos da
ta 99600; 1? ditos de merino 89500; 6 macos
de cairiteis.de miro 98000; 1,304 varas dagalo
1049320; 520 co va dos de volante 52|500; 497
varas de bico de metal 39(760; IZ cavados de
trina 19920; libra e meia debella para esparti-
Ibo 39900 ; 2 duzias s 8 calgadeiras 2(500; 12
groaras da toccidaa para cadeeiro 69000 reta;
15 enfeites pata cabeca 45JOO0; 40 folha da pa-
pel dourado a 3JS00; 12 nucarM 19200; 5?
nracinho* de trogal de lia de cVes 189880; 14
frotas de Brelias de ferro estanhadas 59600; 150
varas de babado 9|000 ; 86 dozias do pommada
do reino 241080 ; 6 dorias de calas torteadas
para tabaco 179280; 20 folhas de lata 29200; 11
sacarrolhas 2gd00; 14 pares de meias de laia
14J0O0; 4 duzias de pares de oculos de ferro, la-
ti e baleia 429000; 3 grosai de botoes para sa-
marra 19000; 21 bengalas de canoa 109500 ; 11
libras de retrot 110$000 ; 37 duzias de bordes
para vialao 11(840; 15 duzias de dito para viola
396OO; 23 carios da papel bordado para cartas
23000; 2 duzias de pentiohos de eaixa com es-
pelhinho 5;O00 ; 120 vara da bico e renda de !
diversas largara por OfOOO; 10 fosos paro cha-1
peo 19600 ; 2 pagas de tiras cora clcheles por i
49000; 5 duzias e meia de pare de lava de seda
braoca 'para seaaora 3I9O0O; 9 duzias de pares
de ditas amarellas com froco, algumas com de-
leito 369000; 8 pares de ditas de seda com vidri-
Ihos] 6|000 ; 2 duzias de ditas de algodio para
homem por 4fOGO ; 2 duziat e meia de ditas de
lo de.Escossia IO9OOO; 4 grosas do vernicas de
Uto 498OO ; 10 pastas para menino de esrola
5$O0O; 190 capschos grandes 76J.OOO ; duzia e
meia de pedras de escrever 39000 ; 6 seroulis
de meia 69OOO; 11 grvalas de gorgurao fingia-
go coleto 129200 ; 9 espartilbos e 5 camisas 149 !
14 manguitos e 7 pares de caigas ptra senhora
10$000; 37 grosas de botoes de marca 29900; 50
charuteiras de couro 89OOO ; 3t carteiras de al-
gibeira 16$000 ; 8 duzias de ssccos para escrotos
329OOO; 7 pares de manguitos de cambraia 10} ;
2 duzias e meia de leques a 129 a duzia 3090UO ;
13 massos de pegas de fita para debrum de sapa-
tos 592OO ; 26 massoa de linhas de meada, cabe -
ga branca 829200 ; 1 e meia duzia de carapagas
de algodao 9#0O ; 30 grosas de creies de podra
249000 ; 5 grosas de ditas pintadas 5$000 ; 18
duzias de eavolucro para cartas 29500 ; 6 caixas
com anneis de metal 69000; 1 duzia e meia de
caixas de lamparioas I98OO ; 167 grosas de bo-
toes da ouro para caiga 23$&40; 9 lernos e 8 bo-
celes de pioho 399; 14 lencinhos de retroz com
vidrilhos IO9OOO ; 7 cintos de fita de sarja com
fivella 39OOO ; 4 caixinhasde tranquetss para bo-
toes ; 3 libras de linha de linho (loa 69000; 6
cartdes de cadago de seda 2#000 ; 110 duzias de
rosarios de louga 26J400 ; 91 massos de missao-
gas de 100 fus 46$500 ; 21 garrafas grandes de
agua de Colonia e outros cheirot 429000 ; 1 e meia
grosa de caeta de cabo de osso e de quand
"550O ; 3 grosas e meia de ditas de pao 298OO;
72 libras de lia rouxa 2889000, 162 massos de
fita de linho [cadago) 512800; II massinhos de
contas de vidro lapidadas 19320 ; 6 duzias e meis
de oplito 269000: 12 novellos de linha para sa-
pateiro 960 rs.; 7 chapeos de sol de seda para
senhora 129000 ; 13 duzias de pentes de maifim
para tirar piolhos 399000; 40 tiras douradas para
moldura de quadros 2009000; 7 duzias de fras-
cos de oleo de babosa 35900O; 8 garrafas d'agua
de Colonia 89000; 9 dizias da frascos d'agua de
Colonia sortidos 459000; 4 duzias de vidroscom
baoha 10000; 8 duzias de frascos de tinta de
cores 996OO; 6 frasquinhos de oleo babosa 59;
urna porgio de tita, linhas e cordao sollos 49000 ;
8 duzias de vasos com baoha 24$0O0 ; 5 duzias
de frasquinhos de diversos cheiros 15S000; 11
enfeites de froco para cabeca 39520 ; 16 duzias
de caetas de metal 1600 ; 8 duzias de suspen-
sorios ordinarios 89000; 4 aderegos pretos para
luto 49800; 301 espelhos de papelo de 1/4 a
folha 849000 ; 9 duzias de booecos de pao pe-
queos 69480; 9 duzias de ditos de cera entre
grandes e pequeos 90J00O; 8 duzias de ditos de
cabeca de porcellana 4O9OOO; 19 bonecos gran-
des de roupa 15J000 ; urna porgao de diversas
qulquillarias de chumbo para oratorio de crian-
gas 2O9OOO; 10 chaposinhos enfeitados para
menino 15$000 ; 14 touquinhss de linho 79O00 ;
30 corpos de booecos de csmvrga 150OO; 27
meios corpos de eabelleira 89640; urna porgao
de lacre Uno IO9OOO ; 16 pulceiras de cootinhas
59120; 6 bunels de panno fino azul para homem
690OO: 3 cosmoramas 35000; 36 pares de sapa-
tos de tranga e tapete 23&040 ; 5 libras de ba-
leias 69000; 1 par de jarros de vidro fusco de
cor 39OOO; 3 jarros dourados de porcellana 39;
64 tinteiros de vidro com tinta de escrever 4$800 ;
40 duzias de saboneles de diversas qualidades
209 ; 3 grosas de dedaes de lato e ferro 3)600;
4 pelos de marroqnim 39200 ; 6 ditos de couros
de lustre a 12P000; 8 duzias de novellos de linhas
do gaz em caxiohas 39200 ; 4 bolas da eafiar al-
Unetes de costuras 1S000 ; t 1|2 groza de facas
de sapateiro 39900 ; 36 duzias de talheres cabo
de osso ordinarios 559600 ; 2 duzias de dito fino
de balango 129000 ; 51 duzia de.lesourasde 6 po-
legadas 519000 ; 6 tesouras de 12 polegadas
2jJ000; 13 1(2 duzias de diversos tamaohos
I39Q0O ; 4 duzias ditas em mu estaio ljjOOO ;
5 1[2 duzia de esporas H9OOO ; 2 grosas de co-
lheres de ferro estanhadas 5-9000 1 grosa de co-
Iheres de estaoho 39000 ; 10 duzias de colheres
para cha de metal branco 109000 ; 12 colheres
grandes para arroz e sopa, de metal branco
45OOO ; 4 1|2 duzia de molas de ago para cha-
ves, 29500; 14 duzias de caivetes 149000 ; 2
duzias de navalhas 69900 ; 10 cartdes com com -
pagos, e tira-liobas 5g000 ; 1 grosa de pares de
botoes para punhos de metal 89OOO ; 9 duzias
de pares de brinco e rozetas de metal 99000 ;
2 grosas de botoes para para camisa 4jgOO0 ;
19 trancelins de metal dourado4pB9000 ris;
12 caxinhas de fivehnhas para sapatos I9OOO ;
11 caixas para tabaco douradas 5)500; 5 charu-
teiras douradas 39000 ; 18 lonelosde dois vidros
lgJOO ; 9 duzias de botoes para colhote 900 rs.; 8
1[2 aderegos de metal por 1$200 ; 8 1|2 duzias
de alflnetes pretos para lulo 39000 ; 1 grosa de
rozetas 129000 ; 1 grosa de botoes pretos para
camisas 2*000 ; 20 pulceiras para luto 129800 ;
3 aderegos ditos 39600 ; 7 pares de argolas em
eaixa 15120 ; 8 groza de carle3 de linha do gaz
119520 ; 4 caixinhas de tranquetas para botdes
400; 1 1)2 grosa de botoes de metal para pali-
tos 250OO ; 9 enfeites de vidrilhos para cabega
75200 ; 43 golas de retroz e coalas ; 14 maci-
nbos de traocelim de retroz preto 19400 ; 4 pe-
gas de cadago de seda 2)000 ; 9 enfeilos de vi-
drilhos para cabega de cadago de seda 75200 ;
43 golas de traega de relroz e contas 21)500;
9 grosas de botdes dourados para fardamentos de
pagem 639000 ; 16 puteeiras de cootinhas com
borracha 59120 ; 20 duzias de botdes de metal
para pautte 5S0 ris ; 14 magos de conlinhas
miudas 89400 : 4 1(2 duzias de caxinhas de pos
para denles 45500 ; 38 magos de missanga de vi-
dro 95120 ; 4 duziss calungas de porcelana com
banha I69OOO ; 27 pentes de volta de maga para
cabellos 13)500 ris ; 27 golinhas de algodao
4)000 ; 4 pares de bandos 19280 ; 3 cosmora-
mas 29000 ; i urnas de setim com frascos de
cheiros 49SO0 ; 4 cestinhas com saboneles 2)000 ;
4 1(2 duzias de reloginhos com cadeias 7$2u() ; 1
duzia de assovios de osso por 200 ris ; 8 gro-
sas de bolees de diversas qualidades 8)000 ; 5
pares de liga de seda e 2 pares de tapetes para
laoternas I9OOO ; 3 duzias de frascos de macag
perola 79500 ; 1 1(2 duzia ditos leite virginal
89OOO ; 6 caoecos de porcelana com banha
450OO ; 1 11,2 duzia de boies de baoha 65 ;
28 vidrinhos de diversos eneros 10)000 ris ; 301
estampas grandes e pequenss 1209000 ris ; 5
duzias de caxinhas de tinta para dezenho
30)000 ; 4 aparelbos de (landres para fazer caf
89000 ; 5 grosas de assobios de chumbe 2)500 ;
2 duziss de pares de meias de aeda 20)000 ;
8 grvala de manta de seda 89000 ris ; 28 es-
porinhas de (landres 1) rs.;20 quarteiresde pen-
is de pato 29OOO rs ; 3 duzias de pares de sus-
pensorios 6$ : 6 duzias de pares de botoes pera
puosos 69 ; 9 pegas de cordao de lia de cores 29 ;
32 pares de dados grandes de louga 3); 32 mas-
sinhos de vidrilhos 169 ; 12 massos de cordao
branco de algodio 14)400 ; 2 grosas de anzes 29;
duzia e meia de caixas de pos de arroz 12) ; 4 re-
domas com figura de geaso 29 ; 20 gaitas de pao
49 ; 9 libras de vidrilho 99; 19 eatojoavastos pa-
ra navalhas 199 l 9 escoletas 3#; 25 magos de pa-
I hitos 4)', 9 libras de linha de peso 229500 ; du-
zia e meia de carapugaa de algodao 109; 59 mas-
sinhos de torcat de lia de cores 188880; a arma-
gao e seus pertences inclusivo um andteire de
gaz 6OO90OO, aasjuaessia pesvencoates a Antonio
Jos de Oliveira. e vas troca per saecugo que
Ihe rao ve Sev Blhos & C.
E nio havenda lancador qaa cabra o prego da
avaliagio, a meujtacy ser feita pelo valor da
adjudicago com o abatimenio da tai.
E par* qae chefue so coufaeciatena da todos
mandei pastar edilaea, que sano pasMcades pelos
jornaes e afiliados nos lugares do coslume.
Dado e passado nesta cidade do Recite aos 2
dias do mea dVsotembro do son 4o nascimenlo
de Nosso Senhr Jess Christo de 1861, 40 da
independencia a do imperio do BrasiL
le Manoel Rodrigues do rvascimsoto, eterivio
o subscrevi.
Francisco Domingues da Silva.
O film. Sr. Inspector da thesoutaria, em
cumplimento dajordem do Eim. Sr. presidenta
Mico, que no dia 28 de novembro do corrale an-
no, perante a junta de fazeada da mesma thesau-
raria, te ha de arrematar, a quem por meos fi-
zer, a obra do calgamento da ra do Imperador
campo das Princezas e Praga de Pedro II, pela
syttems de paralelipipedos, avsliadaem 212:905
A arrematsgio ser feita na forma da lei pro-
vincial n. 343 de 15 de maio de 1854, e sob aa
clausulas especiaes abaixo declarada.
As pessoat qae se prspozerem essa arrema-
tagao comparegam na sala das sesadas da referi-
da janta, no dia cima mencionado, pelo meio
da e competentemente habilitadas.
Epara constar se mandou afiliar o presente a
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 27 de agosto de 1861.
O secretario,
Antonio F. d'Aonunciagio.
Clausulas especiaes para a arrematagao.
1.* A obra ser principiada em dous meies a
contar da data da arrematagao e coocluida no
prazo de dez mezes.
2.a Oanemrtaote ser obrigado a atleoderas
observagoes concerneotes i boa execugio da
obra, feitaa pelo eogeoheiro encarregado da sin
Qscalissgao.
3.a O pagamento teri dividido em quatro pret-
agoes iguaes, eorrespondendo cada urna a urna
uarto do valor da obra cooslante do orgamento.
a effectuado com aa quantias que forem votadas
annualmenle para este flm, com o imposto doa
pro prieta rios, e com as sobrst da receita, nos
termos do 2 do art. 41 da lei do orgamento
vigente.
4 Pira se proceder ao pagamento ser a oqra
avallada em bragas quadradas. ficando o arre-
matante sujeito pelo prego do orgamento o aug-
mento da mesma se o gorerno assim o entender.
5.a O arrematante ser obrigado a seguir res-
trictamente as disposigdes coudas do art. 36 da
le n. 286, e nos maisartigos da mesma lei, qua
regula ai arremttages.
6.a A pedra deve ser de granito ou outra pe-
dra de muito boa q^alidade e igualmente dura.
7.a As pedrat serio assentadas sobre urna ca-
rnada de argamassa deca e areia, posta sobre o>
terreno bem socado, e depois de arrematadas se-
rio pitadas com um migo pesado.
8.a O arrematante ser obrigado a botar urna
carnada de argamassa liquida por cima das mes-
mas pedras, para Ihes encher os Intersticios.
9.a O prego aqoi mencionado derer incluir
qualquer aterro, que seja preciso fazer para le-
vantar o nivel das ras.
10.a Nao ser attendida reelaraagio alguma
por parte do arrematante, tendente a exigencia
de ndemnisagao, seja qual for a causa que ale-
guem para tal Um.
Conforme.O secretario, Antonio F. d'Anoun-
ciagao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial em observancia da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 31 de agosto ultimo,
manda fazer publico quaoo dia 26 do correntel
perante a junta da fazenda da mesma thesoura-
ria se ha de arrematar a quem por menos flzer a
pintura do raio do norte da casa de detengo a
de diversas grades de ferro do mencionado edifi-
cio, avaliado em 2.0159200.
A arrematagao ser feita na forma da lei pro-
vincial 11. 313 de 15 de maio de 1854, e sob a
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
tagao comparegam na sala das sessoes da referi-
da junta, no dia cima declarado pelo meio dia a
competentemente habilitadas.
E para constarse mandou affixar o presente o
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 2 de setembro de 1861.O secretario,
Antonio Ferreira d'Anounciagio.
Clausulas especiaes para a arrematagao.
Art. 1." A obra principiar 8 dias depois da
arrematagao e terminar no prazo de um mez.
Art. 2. A piolara ser feita de modo que fi-
quem as cores por igual e livre de manchas.
Art. 3. O arrematante ser obrigado a seguir
as inslrucgdes do engenheiro encarregado da
obra.
Art. 4. O pagamento sor feilo em ums s
prestagio logo que a obra se ache concluida, pre-
cedendo todava um altestado do engenheiro n
qual declare estar a obra eieculada couva-
oienlemente.
Art. 5. Nao ser attendida reclamagao alguma
e em qualquer tempo por parle do arrematante,
tendente a exigencia de indemnisago, seja qual
for a causa que para tal fim allegue.
ConformeO secretario,
A. F. d'Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimeoto da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia, manda fazer publico qua
no dia 19 do corrate, perante a junta da fazea-
da da mesma thesouraria so ha de arrematar a
quem mais der um piano de Jacaranda perten-
cenle ao collegio das orphas desta cidade.
Os pretndeme podem examina-lo no mesmo
collegio.
E para constar se rtandou afiliar o presente a
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
ambuco2 de setembro de 1861.O secretario
A. F. d'Aonunciagao.
O Illm. Sr. iaspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Eim.
Sr. presidente da provincia de 31 de agosto ulti-
mo, manda coovidar as pessoas que quizerem
contratar a conslruegao das pontes nos lugares
indicados na nota abaiio copiada, a spreseota-
rem na mesma thesouraria as suas propostas,
sendo os mesruos contratoseffectuados sobas se-
guiotes eoodigoes :
1.aQue a importancia das obras contratadas
correr toda por conta dos contratautes, nio sen-
do em caso algum por ellas responsaveis os co-
fres provinciaes.
2.aQue o goveroo gsranlir a percepgio do>
pedagio pelo tempo e forma qae contratar, con
tanto que os contribuinles de pedagio nao pa-
guem em cada barreira mais do duplo do que se
arrecada as existentes como receita da pro-
vincia.
3.aO Dumero de anoos para a percepgio de*
pedagio ser regulado em attengio frequenci
do transito que possa haver, a importancia a
difliculdade da obra.
4.aQue as pontes serio construidas segundo-
as condiges, planos e ornamentos aprsenla Jos
pela directora das obras publicas.
5.aQue em quanto oio Sudar o prazo para a
percepgio do pedagio o empresario ser obriga-
do a cooservar a obra era perfeito estado, sot>
pena de serem os reparos neeessarios feitos por
ordem do governo cuita do mesmo empreza-
rio, que alm disto pagar ama multa corres-
pondente decima parto das despezas que com
isso se fuerera.
6 'Que as obras serio inspeccionadas peios
agentes do governo, nao sd quanto sua cons-
lruegao, como no que diz respeito aos trabalhos
de conaervagao.
7. Que qualquer das obras, embora empre-
hendida por particulares, ser considerada d
utilidade publica para que po&am ter lugar a
desappropriages de que porvefitura dependa a
sua realisagao, e por isso gozar dot mesmos pri-
vilegios, que as domis obras da provincia.
8 aQue os contratos assim feitos ficaro su-
jeitos approvtgao da ssembla provincial, con
excepcao nicamente daquelles que morarem so-
bre obras de um valor equivalente a tres cont
de ris, oa em qae se estipular pedagio que nao
exceda de am aono, os quaes produziro desda
logo os seas effeitos.
Relaeo das- Jugares nds-tUvem ser construida
as pontee.
1.S. Joio na estrada do Pi dMlho, sobra e>
rio Capiberibe.
2.Tiuba na Tilla de Pao d'Alho, sobro o rio
Capibaribe.
3.Capuog. sobra a rio espitarla*.
4.Motocolomb, estrada do- tul, sobre rio Xi-
jlpj.
.Engenho Trapiche, na estrada do Cabo, so-
bre o rio Pirapama.
6.Trapiche lpojuoa, sobre oriolpoiuca.
7.Porto de Pedra, sobra o rio- SeriohJem.
8.Duas Barras, sobra o rio Se o hiera.
9.Villa de Rarreiiot, sobre o vio Una.
10.Engenho Jundi, sobre ario Una.
11.Recada, sobre o lio ipojnca.
12.Amarigi, sobre a rio Aaurigi.
13.Giniptpo, sobre o rio Siblr,
At propostas serio racabidas at o dia 30 de
[outahro do corrala anna.
E para constar, ss mandou afiliar o presente,
"e publicar palo Diario.
Secretaria da thssouraria provincial de Per-
jnamtmco, 3 da ttUmbro da 18610 secretario,
A. F. d'Annnsciagio,
bbbVO Illm. St\ inspector da thesouraria por-
i
da provincia dt W do corrente, atada fzerpu-l^w manda hut publico para eonhecimento


<*)
DIARIO DI P1UUJMDCO. y- SEXTA FURA 6 Dfi SETEMBRO DE 18ll
dos interesstdos o artigo 48 da lei proTincial n.
510 de 18 dajunho do correte inoo.
Art. 48. E' permittido pagar-se a meia aiza
terior a dala, da presente tei independile de
tevalidaco e multa, urna vez que os devedore
actuaea este imposto, o fagam dentro do exerci-
cio de 1861 a 1862, os que nao o flzerem ficarao
sujeitos a revalidago e multa em dobro, sendo
um lergo pars o denunciante. A thesouraria
ar aonunciar por edital nos primeiros 10 das
de cada mez a presente disposigo.
E para constar se maadou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 8 dejulho de 1861.O secretario,
A. F. d'AiiGunciaro.
Declara^oes.
Pela contadura da cmara municipal do
Recite se faz publico, que no ultimo de setem-
bro prximo futuro fioda-se o prazo marcado pa-
ra pagamento do imposto de eslabelecimento com
a mulla de tres por cento ; e todos aquelles que
deixarem de pagar flcam sujeitos a mulla do du-
plo do valor do mesmo imposto.
Cmara municipal do Recite 27 de agosto de
1861.O contador,
Joaquim Tavares Rodoralho.
Pela secretaria da cmara municipal do Re-
cite se taz publico, que coolinuam en prsga no
lia 9 do crrente os seguiotes impostos munici-
paes que deixaram de ser arrematados.
Imposto de 500 rs. por cabeca de gado 16:530$.
dem de mscales e boceteiras..... 203$.
IJem por 80 rs. por carga de farioha 1.70J>.
dem de 40 rs. por ps de coqueiros 4349020.
Secretaria da cmara municipal do Recito 3 de
setembro de 1861.-0 official-maior, servindo de
secretario, Francisco Canuto da Boaviagem.
Tendo de contratarse, em virtude de or-!
dem superior, o ser*ico de lavagem
378 boldei grandes de metal prateado de n. 10.
162 botocs pequeos de metal prateado da
n. 10.
69 grosas, 6 duzias e 2 botes pretos de osso.
360 psres de clcheles pretos.
360 boneta.
27 bonets para msicos.
27 parea de platinas para msicos.
1001 esleirs.
4* batalhio de artilharii.
1940 corados de panno azul.
271 1/2 corados de panno prelo.
3682 1/2 raras de brim braoco.
2712 1/2 raras de algodozinho.
15 raras de tranca de la a conforme o figurino.
54 raras de galio de prata de urna pollegada
de largura.
40 1/2 raras de galao de prata de meia polle-
gada de largura.
5149 botes grandes de metal amsrello o. 4.
1823 botes pequeos de metal amarello o. 4.
378 botes grandes de metal prateado n. 4.
162 botes pequeos de metal prateado d. 4.
98 grosas, 6 dusas e 2 boioea pretos de osso.
388 pares de clcheles pretos.
368 bonets.
27 bonels para msicos.
27 parea de platinas para msicos.
1085 esteirss.
Companhia de artfices.
440 corados de panno azul.
61 covados de panno preto.
16 1/2 covados de casemira encarnada.
610 raras de algodaotioho.
830 raras de brim branco.
744 botes grandes de metal amarello n. 3.
60 botes pequeos de metal amarello n. 3.
21 grosas e 10 duzias de botes pretos de osso.
88 pares de clcheles pretos.
88 pares de platinas conforme o figurino.
244 esleirs.
88 bcnels.
8o batalhao de infanlaria.
54 raras de galao de prata de urna pollegada
1 Ser manlida a boa ordem e harmona do cos-
tume.
A msica neste da executar as melhores pecas
de seu repertorio. O gabinete ptico apresentar
inleressantes quadros. Serio obserradas as dis-
poaigOes do regulamento. Entrada para damas
gratis cavalleiros 2J000.
de roupa do
uso deste hospital, sob a condigao de ser apre- j de largura,
sentada prompta dentro de um prazo fixo, que i 40 1/2 raras de galio de prata de meia pollo-
nao exceder a 10 das cada remessa de roupa, e i gada de largura.
Canga idnea que se responsabiliie pelo cumpri-.
ment do cootrato e extrarios de roupa, se bou-
ver ; manda o Illm. Sr, director interino convidar
os interesaados apreseotarem suas propostas
em cartas fechadas no dia 9 do correte.
Hospital militar de Pernambuco 3 de setembro
de 18610 eacrirao,
Jos Marcelino Aires da Fonsecs.
CoDsellio administrativo.
Ocooselho administrativo, para fornecimento
135 raras de cordo preto de retroz.
378 botes grandes de metal prateado o. 8.
162 botes pequeos de metal prateado o. 8.
9 batalhio de infanlaria.
| 14 1/4 corados de casemira encarnada.
Quem quizer render taes objectos aprsente as
. suas propostas em carie fechada, na secretaria do
i conaelho, s 10 hroas da manhaa do dia 9 de se-
. tembro prximo viudouro.
Sala das sesses do conselho administratiro.
^do arsenal de guerra, em cump'rimento ao art. 22 'J"!l7.6cllRfnl0 do "8ensl a "ra. 30 de
do regulamento de 14 de dezembro de 1852, faz i g
publico que foram aceitas as propostas dos senho- j
res abaixo declarados.
Para o corpo da guarnico desta provincia.
Guimares & Olireira :
10 lirros de papel alraaco paulado para diffe-
reutes registros, sendo 5 de 200 folhas a 2#500,
3 de 100 folhas a IgrJOO, um de 300 folhas por
3$500 e um de 50 folhas por 1.
Para a enfermara militar do mesmo corpo. 3
Bernardo da Veiga Leilao: i
Nos medicamentos que foram requisitados por
1S09000, sob a condigao de serem entregues na
botica do hospital militar, no dia 13 do corrente
mez. i
O conselho avisa aos rendedores Guimares
& Olireira quedevem recolhtr os livros compra-
dos no dia 13 do corrente, na secretaria do con-
selho, s 10 horas da manhaa.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra 4 de
setembro do 1861.
Francisco Joaquim Pereira Lobo.
Coronel vogal, secretario interino.
Por esta subdelegada se faz publico que na
noite do dia 4 do corrente fui tomado um cavallo
russo pedrez a Manoel dos Santos, cujo sugeilo
diz ter sabido do Recite e que ia para Mace, e
como se tornasse suspeilo pelos seus trages, a
patrulha o correndo achou-o com urna formida-
vel faca de ponta, por cujo motivo acba-se o
mencionado cavallo no deposito, e elle recolhido
casa de detengan : quem se julgar com direito
ao mencionado cavallo compareca, que provando
Ihe ser entregue. Afogados 5 de setembro de
1861. O subdelegado,
Jos Francisco Carneiro Monteiro. '
Pela subdelegada da freguezia de Santo An-
tonio do Recite se faz publico que foram appre- .
hendidos em mi de Honorio Jos da Rocha, no
dia 5 do corrente, as pessas de roupa seguintes:
1 toalha de linho, pequea, com bico e renda, e
cora a marca M. F.'T., 2 caigas de ganga ams-
rella, 1 paletolde dita, 1 paletotde brim de qua-
drinhos, 1 dito de brim branco, 1 toalha grande
do madspolao com babados de cassa, e j velha,
cujos objectos se acham neste juizo pdr serem
entregues a quem justificar o seu dominio.
Recite 6 de setembro de 1861.-O subdelegado
suppleoteJess Jnior.
Por esta subdelegacia se faz publico que se
acha recolhido casa de detencao o preto Luiz,
Tua do Livramento, cujo escravo no acto de ser
preso eslava armado com um caivete; quem se
julgar com direito, compareca, que prevando, I
ihe ser entregue. !
Subdelegacia dos Afogados 5 de setembro de
1861.O subdelegado,
Jos Francisco Carneiro Monteiro.
Tribunal do commereio
Pela secretaria do tribunal do commereio da
provincia de Pernambuco se faz constar que por '
ccordo dos socios da firma Ribeiro & Lobo, fi-
cou desde 30 de julho prximo findo dissolvida _
sociedade que Luiz Antonio de Souza Ribeiro e' Seguir-se-ha a representado do novo drama
Francisco da Silva Machado Lobo, deram priuci- eQ1 cinco actos eseis quadros origical frencez
pi em 30. de Janeiro de 1859, no estabelecimen!
to de fazendas sito na ra do Queimado n. 45,
tendo passado dito eslabelecimeto a perteocer i
exclusivamente ao socio Lobo, a contar de 30 de' PERSONAGENS
maio ultimo, ficando por isso obrigado pela so- Ernesto, gro-duque de Ba- "
lugao do activo e passivo da extincta firma, a ex-i viera ............ Nunaa
cepcao docxedite de I. P. Adour&C, na irapor- Alberto, seu filho....."..'.!'" Virantn
tancia de rs. 3:3009720, que fica a cargo do socio Eberard. conde de Palacio Valle
Ribeiro, o qual se acha embolcado desaa quantia.' Fursteufeld, enviado do duque"
do commereio dePer- de Wurlemberg.............. Rymundo.
Benlo los Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Vice consolalo.
Di S. M. II R Vittorio Ema-
nuele II. in Pernambuco.
Essendo si aperlo in Italia una soscrizione per
innalzare un monumento all' insigne Uomo di
Stato, e grande Patriota, l'universalmente com-
pianto Cont di Cavour, e volendosi con quel
monumento attestare ai posleri la ric onoceoza
degli Ilaliani pella grand* opera deil Unili, Li-
beiti ed Independenza, del la nostra pe rasla,
alia quale tanto contribu col vasto iuo mlelleto,
coll' acume del suo perspicace iogegno, coll' in-
tensil dell' incredibile sua attivit, e coll' ope-
rozita del suo gran cuore. II vice consol resi-
dente in questa citt, ad instauza dell' lllm* Sig.
Consol Genrale di S. M. io Rio di Janeiro in-
vita tull, i suddili Ilaliani, qui residenti, a con-
correre fine si realizzi queslo atto di grande
recoooscenza.
Per la realisazione delle soscrzioni, di quelli,
che generosamente vogliano concorrere colla loro
offerta per questo invito, lo possono tare al Vice
Consolalo Italiano, Ra do Trapiche n. 15 sino
al gioroo 15 del mese di setiembre prossimo.
Pernambuuco 22. Agosto 1861.
II Vice Consol
_______ Jos Teixeira Bastos.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
c iVREZA-GERIIIIIO.-
Sabbado 7 de Setembro de 1861.
Em.festejo ao glorioso
vel diada
Independencia do Brasil
Subir' a' scena osegumte espectculo:
Logo que# Exm. Sr. presidente da prorincia
se dignar comparecer na tribuna, a orebestra
executar urna breve introdcelo, depoia da qual
abrir-se-ha a scena e perante a efugio de Sua
Magestade o Imperador, a companhia dramtica
cantar o
e memora-
: Hyoino da Independencia.
MU BERNAU.
Secretaria do t-ibunal
Bambuco 4 de setembro de 1861.
Julio Guimares,
Ollicial-maior.
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico aos deredores de impostos de decima ur-
bana, de 4 e 12 por cento sobre diverses estabe-
iecimentos, de 509sobre casas de modas, perfu-
maras, e chapeos estraogeiros, e finalmente o
imposto sobre carros, carrosas, mnibus, e ve-
hculos oertencenles -ao anno financeiro findo de
1860 a 1861, que no ultimo de setembro corren-
te finda-se o prazo para o pagamento de seus
dbitos, licando sujeitos os que nao pagarem, a
aerern xemettidos para o juizo dos feitos da fa-
seana.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco
2 de setembro de 1861.rheodoro Utchado Fre-
re Pereira da Sjlva.
u lanzador da recebedoria de rendes inter-
nas geraes, tendo de dar comeco no dia 3 do
enfrente, o Laacamento des differentes impostos
do bairro de anl Antonio, pelo presente, avisa
aos dones, gerentes, ou procuradores de estabe-
laciaoentos quetenuam premptos para serem a-
3>reseolados no aclo da collecta, os recibos, pa-
pei do tratos, ou escripturaa de aireodameatos,
yara eoi vista do taes documentos ser feito
Tprocesso do lancanonio ; principiando pela ra
Jo Imperador, esea de S. Francisco, dito de
S2 do Navembro, praca de Pedro.11, e ra do
jGwapo.
steeebedoria de Pernambuco, 2 de setembro
de J861.
Olancador
Jos Jernimo de Souza Limoairo.
Couselbo administrativa.
O conseibo administrativo para fornecimento
-4o arsenal de guerra tem de comprar oa objectos
.seguintes :
10* batalhio de infantaria.
1800 covados de panno verde.
250 1/4 covados de panno preto.
24 3/16 covados de casemira encarnada.
145 varas de cordo preto de retroz.
1440 varas de cordo preto de lia.
3402 1/2 raras de brim branco.
2502 1/2 varas de algodozinho.
54 varas de g.tlo de prata de urna pollegada de
largura.
40 1/2 varas de alio de prata de meia polle-
gada de largura.
5040 botes grandes de metal bronceado de
o. 10.
2520 botes pequeos de metal broozeado de
x. 10.
12 raras de transa de Ja conforme o figurino.
5rer,. old,' e?ca Walter, official................. Leite.
Um pregoeiro.................. Oliveirs.
JJm hornera do povo........... Campos.
Isabel, Dlha do duque de Wur-
lemberg......................
lgnez Beroau, aldea dos su-
burbios de Slraubiog........
Hedwiges, sua roii............
Clotilde, aia de Isabel..........
Dous meninos fiihos de Alberto e de lgnez.
Hmeos o mulheres do povo, fidalgos, etc.
A aegio passa-se o primeiro aclo nos arra-
bales de Slraubing e os outros no palacio do
quque de Baviera
D. Carmela.
D. Maooela.
D. Isabel.
D. Anna Chaves
Domingo 8 do corrente.
2a RECITA.
Subir scena a excellente e motoapplaudido
drama em cinco actos,
Atsos martimos.
Rio de Janeiro
a rehira e bem conhecida barca nacional Amo-
lia, pretende seguir com muita brevidade, tem
parte de seu carregamento prompto ; para o res-
to que Ihe falta, passageiros e escravos, para os
quaes tem excelleotes commodos, trita-se com
os seus consignatarios Azevedo Mendes, no
seu esciiptorio ra da Cruz n. 1.
IsV

Vende-se a escuna porluguea Emilia, de lote
de 108 toneladas portuguezas, bem construida,
forrada e encavilhada de cobre, muito veleira e
preparada a navegar para qualquer parte, tendo
sido empregada desde que sanio do estaleiro a
conduzir fructas de Lisboa para a Inglaterra :
quem a pretender pode examina-la no ancora-
douro deste porto aonde se acha fundeada, e pa-
ra tratar no escriptorio de Azevedo & tiendes,
ra da Cruz n. 1.
Mii
O palhabote nacional Dous Amigos, capitio
Francisco Jos de Araujo, segu para a Baha em
poucos das ; para o resto da carga que Ihe falta,
trata-se com seu consignatario Francisco L. O.
Azevedo, na ra da Madre de Dos n. 12.
Aracaty.
Segu nesles das o biate Vdala ; para o
resto da carga trala-se com Gaetano Cyriaco da
C. M. & Irmio, no lado do Carpo Santo n. 23.
- Para Lisboa segu com a maior brevidade
obrigue portugez Relmpago : quem no mes-
mo quizer carregar ou ir de passagem, para o
que ofterece os melhores commodos, trate com
Thomaz de Aqdino Fonseca, na ra do Vigario
n. 19, ou com o capitio na ptac.a do commereio
COMPANHIA PERNA1BUCANA
DB
Navegado costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, M-
cau do Assu', Aracaty, Ceara',
Acaracu' e Granja.
0 vapor Jaguaribe, conmandante Lobato,
sahir para os portos do noile no dia 6 de se-
tembro as 4 horas da tarde.
Recebe carga at o da 5 ao meio dia. Encom-
mendas, passageiros e diubeiro a frete at o dia
da sabida as 2 horas : escriptorio no Forte do
Mattos n. 1.
Para o Rio de Ja-
neiro
Pretende seguir com muita brevidade o brigue
escuna Joven Arthur, para o reato da carga que
Ihe falta trata-se com os seus consignatarios
Azevedo & Mendes, no seu escriptorio ra da
Cruz n. 1.
Para o Aracaty
o hiate aSanta Rita, para carga trata-se cano
Martina & Irmio ou com o mestre Antonio Jos
Alves.
Baha.
Segu a sumaca Hortencia, capitio Belchior
Maciel Araujo ; para o resto da earga que Ihe
fslta e passageiros, trata-se com Azevedo Si Men-
des, ra da Cruz n. 1.
GOMPAimiA PERNAHBUGAIU
DS
Navegaco costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Assu'. Aracaty, Ceara'.
0 vapor Iguarass, commaodante Vianna,
sahir para os portos do norte de sua escala at
o Cear no dia 21 do corrente mez s 4 horas
da tarde.
Recebe carga at o dia 20 ao meio da. Eo-
commendas, passageiroa e dinheiro a frete at o
dia da sahida as 3 horas: escriptorio no Forte
do Mattos n. 1.
Acarac.
O vspor Iguarass, que tem de sahir para
os portos do norte at o Cear no dia 21 do cor-
rente, tocar no Acarac para largar qualquer
porcao de carga que para all baja, para o que
se poder tratar no escriptorio da mesma compa-
nhia no Forte do Mattos.
Zisbqa e Porto,
a barca Flor de S." Simio, vai sahir nestes das
por j ter quasi prompto o seu carregamento,
recebe anda alguma carga para os dous portos,
e passageiros, para os quaes tem excellentea
commodos : a tratar com Carvalho, Noguetra &
C. na ra do Vigario n. 9, primeiro andar,
V
Leudes.
rEDito LtNBiis \m taberna.
0 ALFAIATE MINISTRO.
Toma parle toda a companhia.
Terminar o espectculo com a comedia-lyrica
em um acto,
OBEIJO.
_ .... Comecar s 8 horas.
Os btlnetes vendem-se para as daas recitas.
BAILE
CASSIN0 POPULAR
Segunda-feira 9 do corrente.
Costa Carvalho far leilao no dia cima as 11
horas em ponto da armacio e gneros da taber-
na da ra do Aragio o. i. em um so" lote ou
retalho a vontadedos compradores.
LEILAO
NO
MAGESTOSO SALAO
DO
PALACETE DA RA DA PRAIA.
Sabbado 7 de setembro.
A sociedade Cassino Popular Um a honra'de
annuncisr ao respeitavel publico que dar um '
stmpteoso MI* em festejo a tio memorarel dia. i
as 11 horas.
Sexta-feira 6 ci corrente,
O agente Antunes far leilao no dia cima
designado do sen armazem na ras do Impera-
dor, de urna casa de laipa arruinada situada na
rus da Esperanza, oa Soledade, tendo a referida
cau 80 palmos de frente e 190 a 130 de fundo,
com urna excellente cacimba de pedra cal de
muito boa agua, seido e referida casa de chios
proprios e tendo nm oitio de lijlo dobrado e
um alicerce na parte d detraz e mais 3,000 li-
jlos pouco mas ou menos pertencentes a refe-
rida casa.
Attencao.
Grande leilao de mercado-
ras americanas.
Terca-feira 10 de setembro.
RA DA CRUZ N. i 5.
O agente Antunes fara' leilSo no dia
cima de urna immensidade de objec-
tos americanos como sejam: secreta-
rias, carteiras, cadeiras de diversos
gostos e de bataneo, marquezas, riquis-
simas camas de rica obra de tulla, ma-
las, bahus e saceos de viagem, obras de
metal principe prateado, sendo appa-
relhos para cha' e caf, galheteiros,
copos, campainhas, cestas para fructas
e truteiras, porta licores etc., etc., lin-
dos jarros com baci-ts etc., de folha,
bataneas, limpadores de ps, cestas com
o necessario para viagem, ricos estojos
para barba, cabecadas com brides, ga-
marras, chicotes, selins e silhoes, can-
dieiros para gaz e azeite, caixinhas de
msica, caixas com ferramenta, sabo-
netes, transparentes para janella, re-
logiosde parede e muitos outros arti-
gos que se torna enfadonho de mencio-
nar, arados, grades, carros de m3o e
carretas, carrocas, machinas para cor-
tar capim, ditas para descarocar milho,
rebolos e dous carros elegantes e leves
com arreos para um e dous cavarlos.
Leilao
Para liquidaco.
A 9 do corrente.
O agente Oliveira far leilao dos escravos se-
guintes :
1 negra quitandeira, naci Costa, 38 bduos de
1 ditasWloula, fllha da dita, 17 annos de
dador
1 dita dita da dita 5 annos de idade.
1 dita da dita 14 mezes.
1 preto de naci bom cosinheiro e marinheiro 38
annos.
1 dito da Costa 28 annos de idade.
Segunda -feira 9
do corrente, ao meio dia em ponto, no escripto-
rio do referido agente, ra da Cadeia do Recite.
Gontinaaco do leilao
DE
FAZENDAS
Sexta-feira 6 do corrente.
Antunes continuar a vender a retalho a vnn-
tade do comprador fazendas de todas as quoii-
dadesque serio vendidas sem reserva de prego
algum : em seu armazem na [ra da Imperador
n 73, as 11 horas em ponto do referido dia.
Avisos diversos.
Deparando com um annancfo no aDisrlo
de 3 do corrente do Sr. Amaro Jaouario Francis-
co de Paula, acerca da Ganga que prestou a Sra.
Casemira Francisca das Virgens, dizendo em seu
annuneio que desde 16 dejulho do correte anno
deizou de ser fiador da mesma senhora, nao sei
o motivo que tem para nao querer continuar,
porm o que sei s|ue sua carta de llanca bem
explcita a tal respeito, pois diz que fica respon-
savel pelos alugueis at a entrega da chave, logo
se o Sr. Amaro nao quer continuar com sua
flanea exija de aua protegida a chave da mesma
casa, ou que ella d novo fiador minha satis-
asSo. e so assim o Sr. Amaro ficar desonerado
para comigo, pois do contrario sua fiaoga conti-
nuar a estar em p, e nao o seu aranzel que
vem destruir a fianza que prestou mesma se-
nhora.
Joio de Santa Rosa Huniz.-
Hme. Traversa, florista franceza e modista
de roupa branca, para seohoras e criaocas, tem
aberto o seu eslabelecimento roa da Aurora n.
10 (andar terreo) onde se ofterece ao publico e
com especialidade as senhoras, para executar
qualquer trabalho da sua proQssao. Est igual-
mente prompta a ensinar a sua arte, para o que
trouxe de Pars, em grande quaotidade e variado
gosto, todos os objectos necess'arios este estu-
do, e ir as casas onde a chamarem para seme-
Ihante fim. Desojando poder mostrar os seus tra-
balhos, para melbor se tornar conhecida, convida
a todos a viaitarem o seu estabelecimeuto, onde
encootrar-se-ha sempre o que se pode desejar
em flores artificiaos, como ramos, capellas, gri-
naldas e muitos outros eofeites. tudo de gosto
apurado e delicado.
Pede-ae ao Sr. alteres Joaquim Amerieo da
Silva o favor de mandar ver urna carta sua vinda
do sul casa n. 38, becco de S. Amaro.
Urna pessoa que retira-se da vida agrcola,
permuta por predios nesta praga escravos alenos
a todo o aervico de engenho, os quaes sao robus-
tos e sios, e de boa conducta, predicados estes
que se garante ao permutante : os pretendentes
dirijam-se ra Augusta n. 43, segundo andar.
. ,Na ra da Roda o. 6 continua-se a mandar
comida para fra por prego razoavel.
Na ra do Atalho n. 3 (atraz da caixa d'a-
gua), aluga-se um excellente criado, proprio
para servir em casa de familia.
Na ra da Imperatriz o. 9, segundo andar,
precisa-se alugar urna preta qua saiba lavar bem
roupa, taoto u varrella como de sabio.
Precisa-se de urna eogommadeira que seja
fiel, prefere-se escrava, para urna oasa estraugei-
ra : na ra da Cadeia n. 37.
OITerece- se urna mulher de idade de boa
conducta para ser ama de casa de pouca familia
ou homem solteiro : quem precisar, dirija-se a
ra da Paz o. 24, casa que fies defronte da cu-
cheira do Sr. Joi Uiria.
Cozmheiro.
Precsa-se de um cozinheiro para um hotel na
villa do Cabo : quem esliver nestas circunstan-
cias e quizer, dirija-se a estagio das Cinco Pon-
tas, a tratar com o Sr. Jos Luiz Netto de Mon-
donga, on no mesmo hotel a tratar com o dono.
Ra Direita n. 105.
Viuva Brito avisa a seus freguezea que mndou
sua fabrica de velaa de n. 59 para o. 105, logo
passando o becco do Serigde, cuja casa tem o
letreiro na porta, aonde contina a ter sempre
sortimento de velas de todos os lmannos e qua-
lidades, e mais barato do que em oulra parte.
Compram-se escravos crioulos de 14 a 20
annos de idade : na ra da Imperatriz n. 12, to-
ja de fazendas.
-. Compram-se duas negras de 18 a 20 annos
de idade, qne leoham habilidades : na rea da Im-
peratriz n. 9, primeiro andar.
Vende-se a casa da ra de Santa Rita n.
98 : quem qolser, dirija-se i praea da Indepen-
dencia n. 93,
pechiocha. .
. ?Jm"M boraegutns psra senhoras, de ns.
31,32, 33 e 34. e em bom estado, a 4#580: na
toja da travesea da ra daa Cruzea n. 2.
Vende-se um bom carro anda novo, pro-
prio para carregar aasucar da estagio ierres bas-
tante em conta : no corredor do Bispo 1.15.
Fugio segunda-fera 2 do corrente, do so-
brado d ra Direita n. 127, um menino de nome
Camillo, cornos stgnaea seguintes : branco, ma-
gro, cabello! pretos a a nazareno, rosto magro e
bastante queimado do sol, em razio de andar
arribado ha vate tantos dias, tendo sido agarra-
do na segunda-feira (2) ao meio dia, no qartel
do 2 batalhio de fuzileiros,' as Cinco-Pcntas.
onde eslava vadiando, fugio em camisio sendo
a camisa de homem e bastante cumprda e um
sapato preto de mulher; costuma andar na es-
deia-nova, roa da Concordia, porto das canoa e
areial do Porte a empinar papagaio: roga-se a
quem o pegar de leva-lo ao convento do Carmo a
Fre Joio da Encarnagio Helio, ou essa ty-
pographis, que muito se agradecer.
iOTlBIi
Tendo sido approvado pelo Exm. Sr.
presidente da provincia o plano abaixo
transcripto para a extraccao das lote-
ras o abaixo assignads) esp'era do res-
peitavel publico pernambucano e flu-
minense a concurrencia na compra dos
bilhetes.
A loteria a stima parte da quarta
do Gymnasio Pernambucano cujos bi-
lhetes se acham a veoda na thesouraria
das loteras na ra do Crespo n. 15, pa-
vimento terreo e as casas commissio-
nadas. A extraccao tera' lugar impre-
terivelmente no dia 18 do corrente no
consistorio da igreja de N. S. do Livra-
ment pelas 8 horas da manhaa. Os
premios serao pagos depois da distri-
buicao das listas.
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
PLANO.
6000 bilhetes a 5.............. SOOOOJOOO
Beneficio e sello de 20 por cento. 6:000000
Liquido.
24:0009000
1 Premio de............ 6:000
1 Dito de........ 3:000*
1 Dito de............ 1:0005
1 Ditodo................ 500J
4 Ditos de 2009......... 8O09
8 Ditos de 100$........ 800$
20 Ditos de 409........ 8OO9
50 Ditos de 209........ I.OOO9
106 Ditos de 109......;.. 1:0609
1808 Ditos de 59........ 9:040$
20 Premiados. -------'2im'm
4000 Brancos.
6000 Bilhetes.
N. B. As sortes maiores de i 00f es-
to sujeitos aos descontos das leis The-
souraria das loteriat 2 de setembro de
1861.O thesoureiro, Antonio Jos
Rodrigues de Souza.
Approvo.Palacio do governo de
Pernambuco 2 de setembro de 1861.
Nunes Goncalves.
Conforme. Francisco Lucio de
Castro.
Chcgoem
BARATO PAR LIQUIDAR
Na ra da Imperatriz n. 40,es-
quna do becco dos Ferrei-
ros, loja Guedes de Magalhaes
Sedinhasde quadros de todas as cores e muito
encorpadas, covado a 720 rs., cortes de cambraia
brancos cora 3 ordeos de bordado a 39, ditos com
3, 4, 5 e 6 babados de diversas cores a 39500,
ditos de larlataoa com 3 babados a 2$500 e 39,
ditos de cambraia de seda a 59, baldes de 14 a
40 arcos dos melhores que tem apparecido a 39,
39500 e49, ditos para meninas de lodosos tama-
nhos.cambraieta franceza muito fina,pega a 79500
e 8$, cassas com salpicos brancos e de cores, co-
vado a 240, pegas de cassa de salpicos braocos e
de ccres com 8 1|2 varas a 39500, cobertas de
froco matizadas para cama a 99, chales de troco
com ponta redonda e borla dos mais modernos a
89, ditos de lia e seda a 29500, ganga amarella
muito boa, covado a 240, cambraia de cor muito
bonita, covado a 300 rs., alpacas de cor para ves-
tido, covado a 320, popelinas, riscadinhos para
vestidos de senhora e meninas, covado a 300 rs.,
tiraa bordadas a ponto ioglez de todas as largu-
ras a 19280, 19440, 19600 e 29, manguitos a ba-
lao com gollinha para senhora a 2 e 39. chitas
francezas fioase cores xas, covado a 220, 240,
260 e 280 rs., cambraias de seda de cores eofei-
tada a 540 rs., ditas de forro de oito varas a
pega a I96OO, e outras muitas fazendas de barato
prego.
Attencao.
Vende-se um rico sortimento de bicos e ren-
das,e tongos de labyrinlho ltimamente chegados
do Cear, por pregos commodos : a tratar na ra
do Pilar, em Pora de Portas n. 47.
Negra.
Vende-se urna muito baa cozinheira : na ra
Direita n. 85, loja.
Trabuco Si C. com loja na ra Nova n.
2, acabam de receber pelo ultimo navio
francez, um rico sortimento de vestua-
rios para meninos de 2 a 6 annos como
sejam vestuarios de velludo a puritanos,
ditos de gorguro de seda, ditoa de l e
e seda a escoseza, ditos de merino bor-
dados, ditos de fustio, ditos de musse-
lina, ricos vestidos de seda para meoi-
nos, ditos de cachemira bordados, ditos
de l e seda a escosseza, ditos de- bare-
ge, e um sortimento de vestuarios de
brim pardo para meninos a 39 cada um.
m
Vende-se chapeos de seda e de meri-
no a Garbaldi para meninos de 2 a 4
annos : na toja de Nabuco & C na ra
Nova n. 2.
g Precisa-se de urna cosioheira e urna
eogommadeira, peritas, para casa es-
trangeira, e tambera um feilor e jardi-
9 aeito: a tratar na ra do Trapiche n. 4,
|& primeiro andar, escriptorio.
ICoIIego Bou Conselho
Preciss-se do um criado para copeiro, '
W qne d fiador a sua conducta. A
9909f ***
Precisa-se de urna pessoa que d fiador a
sua conducta para encarregar-se de urnas cobran-
ga ueotio desta prags : na ra Nova n. 2, pri-
meiro andar.
Fabrica de espiritos na
ra Direita n. 17.
Neste eslabelecimento sempre sortido de todas
as qualidades de espiritos, como sejam, licores,
tanto fiaos como mais ordinarios, geoebra, Miz,
agurdente do reino, espirito de 36 a 40 graos, o
que tudo se vende em porgio, e seu prego o mais
em cont do que em entra qnalquer parte.
SOCIEDADE ACADMICA PROMOTORA
DA
RemissaO dos captivos.
De ordem da directora convido aos senhores
socios effectivos comparecerem a assembla ge-
Ml extraordinaria, que, para tratar-seda reforma
dos Ututos, ter lugar sabbado 7 do corrente,
s 10 horas da manhaa.oa-rua Jo Hospicio n. 29.
Secretaria da sociedade Acadmica Promotora
da Remisslo dos Captivos 4 de setembro de 1861,
Manoel Pereira Guimares,
_ 1. secretario.
A Sra. D. Joaquina Francelioa Vilella quei-
an],.'r partigo do correio receber nm
otflcio dingide pelo escrivo da mesa da santa
casa da misericordia da Baha.
Attencao.
Hontem 3 do corrente, as 4 horas da tarde, Jo-
s Duarte das Neves, ao entrar para o mnibus
Sant'Ama, na ra do Crespo, e dahi al o Mon-
teiro perdeu um embrulho de papel, cootendo
10:0009 em aedulas, sendo urna de 5009, tres di-
tas verdes de 2005. algumas de 1009, e 2009 do
novo banco, algumas amarellas da caiza filial,
sendo 3:5009 em notas de 509 da caia filial e do
novo baoco : roga-se pois a pessoa que o acbou
se digoe restituir, dirigiodo-se ao mesmo Jos
Duarte das Neves em seu armazem, no becco do
Gongalves n. 10. que ser gratificado com 2:000|
e Ihe ficar eternamente grato.
Precisa-se de um caiieiro para um enge-
nho perto da capital : na ra Bella n. 35.
Carlos Beatcher vai a Baha.
Precisa-se de um cozinheiro e de um cria-
do, prefere-se estraogeiro : no hotel dos Api-
pucos.
Precisa-se de 6009, dando-se por hypothe-
ca um moleque qne faz o servigo diario de urna
casa : a tratar na ruado Encantamento n. 11.
ATTENCAO.
0 Sr. Joaquim Alves Pinto que foi caizelro do
Sr. Malveira antes de retirar-se desta provincia
, de d'",r-so o botequim da ra do Impe-
rador n. 16, a fim de pagar ao dono do mesmo a
importancia que se acha a dever ; efaz-se este
annuneio em consequencia do referido Sr. Pinto
nao ter querido por maneira alguma satisfazer o
seu debito.
Precisa-se de um cozinheiro, na ra da
Imperatriz, casa de comidaa :- na ra da Aurora
numero 86.
Alugam-se duas casas novas na ra dos
Prazeres do bairro da Boa-Vista: a tratar com
Jos Carneiro da Cunha.
Maces e mais Mames.
Macfiei. MacSes.
MaS2es. Mawes.
Ma95es. MacSes.
Macaes. MacSes.
Ma9aes. MacSes.
Sodr & C. alm do grande deposito
que ja t'Aham deste genero tornaram a
receber hontem 4 do corrente 37 caixas
com macaes e estSo vendendo a caixa
por 14||e o freguez; comprando mais
de urna se tara' abatimento.
Aluga-se o primeiro andar do so-
brado da ra da Cruz n. 21 : a tratar
no terceiro andar do mesmo sobrado.
Aluga-sa urna escrava para todo
o servico de urna casa : na ra Direita
n. 16.
A commissSo liquidadora dos ere-
dores da massa do tallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aosSrs.
devedores a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commisso todos os dias uteis das i 0 ho-
ras da manhaa as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commisso roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a obrigue a lancar
mao dos raeios judiciacs ou do jornal
para haver essas importancias de que
'sao seus devedores.
Manoel Aires Guerra saca sobre o Rio de
Janeiro.
Jos Joaquim Dias do Reg vai ao Rio Gran-
de do Norte a negocio.
I Gurgel & Perdigo. S
9 Receberam diversas fazendas
modernas para a sua loja da ra
! da Cadeia do Recife n. 23.
Os senhores administradores actuaes da so-
ciedade Orthodoxa queirsm dirigir-se a ra da
Imperatriz n. 58 a negocio da mesma sociedade
mu
expsito de candieiros
ECONMICOS
0 %&,
U proprietano deste estabelectmeoto avisa ao
publico que contina a ter um riquisstmo e va-
riavel sortimento de candieiros para todos osser-
vigos que se precisar, como um grande deposito
de gaz da melhor qualidade que tem apparecido,
e experimentado pelos compradores, conhecidos
rerdadeiramente econmicos.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Candieiros econmicos a gaz.
Na ra Nova n. 20 a 24.
#>>aaaam
!

Uj ft
3Roa estreita do Rosario3
Francisco Pinto Ozorio continua a col- S
locar dentes artificiaos tanto por meio de S
molas como pela presso do ar; nao re- Z
cebe paga alguma sem que as obras nao 2
fiquem a vontade de seus danos, tem pos g
a outras preparagdes as mais acreditadas 2
para conservago da bocea.
Para os bailes e Iheatros.
Riquissimos cintos dourados com lindas uvelas
tembem domadas e esmaltadas, e cem ricas pon
tas para cahirem sobre os vestidos, muito pro-
prios para as senhoraa que Uverem de ir aos bai-
les e theatros ; vendem-se peto barstiasimo pre-
go de 49, 58 e 69: na ra do Queimado n. 22,
aa bem conhecida toja da boa f.
<
Attencao.
Canleias de estanto econmicas, que com urna
pequea quantidade de azeite dio le por ama
noite, seu prego 280 rs. cada urna; na ra Di-
reita n. 19.
-----
SSBSSSSBSBBSBSm


DIAIIO 01 fllNAODCO. SEXTA FURA 6 18 SETEMBRO DI 1S61
9
23 Ruada Imperatriz 23
PIANOS E MSICAS.
J. LaamonnJer convida os senhores meslrese amadores de msica, 4 virem seo armasen
ver o* exoelleoter pianoa Laumonoier, que acaba de receber de Paria, fabricados expresssmente
para o clima do Brasil, muito elegantes e de goitos modernos. Igualmente tem msicas dos me-
lhores autoaes, assim como concerta e afina os meamos instrumentos.
ftargodaPenha
Francisco Fernandes Duarte, proprieiario deste
armazem de molhados, partecipa aos seus freguezes, assim como aos senhores da praca, de enge-
nho e lavradores que d'ora em Tanle quizerem-se afreguezar neste estabelecimento, que se acha
com um completo sortimento de gneros os mais novos que ha no mercado e por serem a maior
parte dellesvindos de coota propria, est portanto resolvido a Teode-los por menos 10 por cento
do que em outra qualquer parte, afianzando a boa qualidade e acondiciouamento, assim como ser-
vir os portadores menos praticos to bera, como se os senhores viessem pessoalmente, para o que
nao se ponpari o propretario em prestar toda attencio, afina da continuarem a mandar comprar
as encommeodas, serlos de que, toda e qualquer eacommends comprada neste estabelecimento
acompanhar urna conta impressa com o mesmo titulo de armazem Progresso.
NaUnteiga inglez* peritUameme or, iWQQ rt., Ubra. vende-
se por este prego uoicatneote pela grande porco que tem e se for em barril se fara abatimento
MLtutoiga trancen* 6i0 rg#, libI, e em barriIa 560rf,
Cl\a UySSOll 0 meihor que ha na mercado a 2600 a libra.
Idem^etrOal96005libra.
QeljOS do reVH.0 chegad09 BMU ultB1o vapor a 2#400.
dem p rato a 600 intelro a ew rs. a libra.
dem SttlSSO a 640 rg# a 1bra em porsao se f a batimento.
Preiunto de fiambre inglez, 700 n., m,,..
Prezunto de lamego a 480 ., libra iDteiro a 440 .
iVmeixafii irancezas em fraseo com 41brag por 33000, a retamo asoo rs.
jSper msete a 740 ri a Ubra> em caixa, 720 rs.
Litas com bolax'mha de soda de er#renle qUiidades a iswo
lalas com peixe em posla de mntas q..ud.desnoo.
A.XeVtonaS maitO HO\AS a 1S000 rs. o barril, a relalho i 310 rs. a garrafa.
Doce de Wperche em laUa, de 2 ubM. por iioo.
Cariotas pari poim a 800 a 1bfa#
Banna de potreo refinada a 480 rs. a u*, em barril a o rs.
Hl*ja ae tomate a maisnova do mercado a 900 rs., a em lattas da 2libra por 1*700.
raiOS Oe lOmbO a primeira vez que vieram a este mercado a 640 rs. a libra.
Chou ricas e paios muUo no?08 a 560 .Ubw.
PaUtOS de dente Uxado8com20macinhoapor200rs.
CnOCOlate iranCeZ a 13200 rs. a libra, ditto portuguez a 800 rs.
alar melada impeTial d0 aramado Abreu de outros muitos fabricantes de Lisboa
a I5OOO rs. a libra.
lfinnOS engarra lados Porl0| Bordeaux, Carcavellos, e moscatel a 1000 a garafa.
W innOS em pipa de 500, 560 e 640rs. a garrafa, em canadaa a 3*500 4J0O0 4500 ,'
VmagTe de lalSOOa 0 m,is superior a 240 rs. a garrafa.
^erveja daa maig acreditadas marcas a 59 a duzia, e em garrafa a 500 rs.
EiSireilinna paraS0pj. amis nova que ha no mercado a 640 rs. a libra.
ISrvUnas trncelas a 640 rs a UUt.
Milo de amendoa a 800 ra., Ubrat dUa com casa a 480 r>.
^iozes mglt0 DOvas a 120 a ibraf
CastannaS piiadas a 240 rs. a libra:
^-*ai muito superior a 240 ra. a libra, e a 7$ a arroba:
iXrrOZ do Maranhio a 3* em arroba, e em libra a 100 rs.
s nmo americano a iS a libra> se for em porsao Ie fara abatimento.
Sevadinha de Fra5a a 240 rs. abra.
sagn mut0 n0T0 a 320 rs. a libra.
X OnCinnO de Liaboa a 360 rs. a libra a a 10 a arroba.
ariiv\\a do Niaranuao mail n0Ta, l60 a iibr.
T oneinlio inglez a 200 ri a libra.
Passas em eaixinnasde8m>r...i5ooc.dauma.
Inlependeote dos gneros mencionados encontrar o respeitavel publicojtudo quanto pro-
curar tendente a molhados.
ARMAZEM
DE
ROUPA F
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40RIaD0QMAD040|
' Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Neste estabelecimento haaempra um sortimento completo de roupa feita da todaa aa
cualidades, e tambem se manda eiectttat por medida, vontada dos freguezes, para o
que tem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto, 40$, 35$ e 30*000
Sobrecasaca de dito, 35 30#00
Palitotsde ditos de cores, 35, 30$,
25S000.O 2Q#000
Dito de casimira decores, 229000,
15, 12 e 90001
Dito de alpaka preta golla da vel-
ludo, tsooo
Ditoada merin-sitim pratos a da
cores, 9f000 8Qp
Ditos de alpaka de coree, 5 a 3#9PJ
Ditos de dita preta, 9, 7. 5 t 3500
Ditoade brim da corea, 5, 4500,
4fO0O a 3#500
Ditos de bramante da lioho branco,
6|000, 5*000 4|000
Ditos da merina de cordio preto,
15000 8000
Calsssde casimira preta a decores,
11, 10. 9 e |000
i Ditas de princesa a merino da cor-
dio pretos, 5 e 4*500
Ditas de brim branco a decores.
5*000, 4600 e *500
Ditas de ganga de cores 3f000
Goliates de velludo preto e de co-
rea, liaos e bordados, 13, 9$ a 8000
Ditos de casemira preta e de corea,
lisos a bordados, 6. 5500,5 t 3500
5000
5*000
5*000
8*000
2*900 i
15*80j
3*300
3*000
1*800
1*000
Ditos da setim preto
Ditos de seda a aetim branco, 6 e
Ditos de gurgurio de seda pretoa
de cores, 7f000,6*000 o
Ditos de brim fustio branco,
3*500 e
Seroulas de brim de linho
Ditas de algodao, 1|000
Camisas de peito de fustio branca
a de corea. 1*500 a
Ditas da paito de linho 6| e
Ditas de madapolio branca da
cores, 3, 1*500,1 a
Camisas de meiaa
Chapeoa pretos de maasa.francezea,
formasdaultimamodal0|,8*500e 7*000
Ditos de feltro, 6, 5f, 4 e 1*000
Ditos de sol da seda, ingleses
franceses, 14, llf, Ule 7000
Gollarinboa de linho maito finos,
novosfeitios. da ultima moda *800
Ditos de algodo 500
Relogios de uro, patentas hori-
aontaaa, 100, f 0, 80*a 7000O
Ditoa daprata galvanisados, pa-
tente hoaontaes, 40f SOfOOO
Obraa de ouro, aderemos meios
adere?os, palseiras, rosetas a
anneia f
Toalhas da linho. duzia 11*000 1000t
Joias.
SeraGm & Irmao, com loja ,de ourivea na ra
do Cabug o. 11, scienticam .todos os seus fre-
gueses amigos, que por terem graude sortimento
de oras e delicadas obraa de ouro, conlinuam a
vender o mais em conta possivel, e se responsa-
bilisam pelas qnslidades do ouro, prata, diaman-
tea, brilhantes, mencionando ditas qualidades em
urna coota impresss que costamam pasear : os
mesmos previnem que_pioguem se deixe illudir
por individuos que andam vendendo obraa por
fra desta pra^a, dizendo serem da casa dos mes-
aos, pois nanea tiveram aem teem pessoa ilgu-
ma encarregada de veo-'er joias suas.
Aluga-se o segundo e terceiro andar da
casa da ra do Trapiche n. 44, com baatanles
commodoa : a tratar no armazem da mesma.
Ao Sr. acadmico Francisco Barbosa Cor-
deiro precisa-se fallar ; na ra Nova n. 7.
Pedro Dermody e John Glewis, subditos
britannicos, se reliram para Europa.
Aluga-se um grande e ezcellente sitio no
principio da estrada dos Afilelo?, com muitos
arvoredoa de tracto, e excellente e commoda ca-
sa de morada : a tratir no mesmo sitio, defronte
do tenente-coronel Barata, ou com o sen pro-
pretario o Sr. Dr. Augusta de Souza Leio.
C. Pauling e sus seohora com urna crianza
retiram-se para Inglaterra.
'Beroardino Lopes de Oliveira, subdito por-
tuguez, vai a Europa, e deixa por seus procura-
dores para tratar dos negocios de sua loja aoa Sra.
Francisco de Paula Mindello, Josquim Ferreira
de Araujo Guimariea e Manoel Antonio de Car-
valho, e para tratar de seus negocios particulares
aos Srs. Joaquim Ferreira de Araujo Guimaraes,
Manoel Antonio de Carvalho e Francisco de Pau-
la Mindello.
0 Sr. Fran-
cisco de Carvalho Paes
de Andrade, antes de se
retirar para o centro,
queira ir a loja de fa-
zendas n. 23 da ra da
Cadeiado Recife, para
cujo fim nao extranho.
Lices
s
A mais fina e nova que se pode desejar neste genero, a l^OOO a libra tanto emporce
como a retalho, vende-se nos armazens Progressivo e Progresista no largo do Carmo n. 9,
eruadasCruzesn. 36.
CHA HYSSON.
O melhor que se pode desejar em artigo cha a 2$600, 2#800 e 3#000 a libra, afianza-
se qualquer urna das qulidades.
CHOCOLITE.
Francez, inglez, portuguez, a 1$200 a libra, vende-seno Progressivo e Progressista
no largo do Carmo n. 9, e ra das Cruzes n. 36.
MSy IPMT
Chegados no ultima paquete a 640 rs. a libra, e sendo inteiro a 600 rs. a libra, affian-
ca-se a superior qualidade.
QUEIJOS FLAMENCOS.
Os mais frescaes que ha no mercado por serem vindos no ultimo paquete a 2#800
cada um.
LT3
O melhor que se pode desejar na qualidade deste queijo a 600 rs. a libra, e sen-
do porco a 500 rs.
Em pipa de Lisboa, Porto e Figueira a $ a caada de 500 a 600 rs. em garrafa.
de liogua nacional, latim, inglez e francez em ca-
ses particulares, sendo as lices de in^|S^> fran-
cez lecciousdas pelo excellente melhoajQ Poilen-
dorff, methodo pelo qual ensina-se hojeditferen-
tes linguas na Europa ; e com effeito o nico
que em pouco tempo pode ensinar a fallar, es-
crever etradaziruma lingua estranha cm pouco
tempo com perfeigao ; na ra da matriz da Boa-
Vista n. 34.
Mra. Pauline & Chiler, subditos inglezes,
retiram-se pera a Europa.
Aluga-se urna sala no segundo andar: na
roa Nova n. 23, lojs.
SOC1EDADE
INSTITUTO PI E LITTEBABIO
De cenformidade com ol.* do art. 41 dos
nossos estatutos, e de orden do Sr. presidente
interino, convido a todos os senhores socios a
comparecerem a sesso ordinaria da assembla
geral no dia 7 do corrente, aa 10 horas da ma-
nha, aQm de proceder-se a eleico dos membros
ue tem de reger esta sociedade at margo de
862. Antes da assembla geral funeciooar o
conselho director em sesso ordinaria.
Secretaria do Instituto Pi e Litterario em 3 de
setembro de 1861.
Henrique Mamede,
1. secretario interino;
Offerece-se um moco portuguez para co-
cheirode urna casa particular, di boas informa-
(dea de sua conducta : quem preciaar, dirija-se
a ra das Cruzes de Santo Antonio n. 39.
Peter Dermody e John Glecois, subditos bri-
tannicos, retiram-se para Inglaterra.
Antonio da Silva, subdito portuguez, reli-
ra-se para a Europa.
DE
Escultura em Marmore
Caes do Ramos n. 30.
Se fazem pelos preces seguintes:
Consolos Lniz XV de 128 a 15$.
Jardineiras idem idem de 20$ a 30$.
Consolos lisos de 9$ a 12$.
Mesas redondas de 18$ a 25$.
Lavatorios de 12$ a 30$.
Aparadores de 20$ a 35$.
Letras gravadas doursdas ou embutidas con-
forme os caracteres e taannos de 100 rs. cada
urna a 1$.
Pedra para collocar as ditas, cada palmo em
quadro a 1$.
Concertase alabastro, jaspe e porcelana.
Recebem-se pedras osadas em troca, quer se-
jam ou nio de trastes, ainda mesmo quebradas.
Precisa-se de 600$ pelo tempo de quatro
mezes, Qcaodo em poder de quem der a referida
quantia, urna escrava cozinheira, que nao tem
vicios nem achaques ; a quem convier negociar
annuncie.
Aluga-se urna excellente casa de
campo com todas as commodidades de
familia, com sitio grande, cocheira, es-
tribara etc., a casa construida ha pou-
co tempo com trraco a roda, sita na
entrada do Poco: a tratar com os pro-
pietarios N. O. Bieber & C, successo-
res, ra da Cruz n. 4.
Na travessa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continuase a tingir
com toda a perfeico para qualquer
cor e o mais barato possivel.
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso, Santos & C. sacam e tomam
saques sobre a praca de Lisboa.
Os armazens da ra da Lapa n. 13, e ra
do Costa n. 10, receben) gneros para recolhe-
rem por menos de que coslumam receber outros :
quem pretender, dirija-se ao b. 13, que achara
com quem tratar; assim como se aluga um dos
mesmos armazens.
Aluga-se, o sobrado d. 2 B da ra do Apollo,
j a casa terrea i.27da ruado Burgos a tratar na
ra da Aurora n. 36.
Transferencia
O correio particular da Paralaba do
Norte, fica desta data em diante trans-
ferido para a casa de Travassos Jnior
dr C, ra do Amorim n. 58.
A commissao liquidadora dos credores da
casa do fallecido Manoel Buarque de Macado Li-
ma, roga aquellas pesaoaa que se julgarem era-
doras por letras ou coatas de irnos, que se diri-
jam com oa seus ttulos ra da Cadeia do Re-
Porto, Duque do Porto, jeuumo Carcavellos, Nector, Madeira, Feitoria, Cheres,
Bordeaux a 1#200 agarrafa e 13$ a duzia. nicamente no progressivo e progressista
no largo do Carmo erua das Cruzes.
DOCE DA CASCA DE GUIABA
um dos melhores doces que ha em relaco ao tempo a 800 e 1#200 o caixo.
LATAS COM FRUTAS
de todas as qualidades que ha em Portugal o mais bem arranjado que temos tido no
mercado a800 el#000.
ERVELHAS PORTUGUEZAS E FRANGEZAS
que se pode desejar em bom neste genero, pela sua preparaco e qualidade a 800
rs. a lata.
VINAGRE PURO DE LISBOA
a 240 a garafa e 1J850 a caada afianca-seser de Lisboa e de superior qualidade tam-
bto branco por 400 rs. agarrafa e 2#560 a caada.
COMINHOS E ERVA DOCE
os mais novos que temos no mercado, e mesmo nunca os houve melhores a 400 rs. a
libra de erva doce e 800 rs. os cominaos.
SE\VVn^ll\ W& R\NC\ i S\Gtt
a mais nova que se pode desejar a 180 rs. a libra de sevadinha e 280 rs. o sag.
LATAS COI DOCE DE ALPERCE
o melhor que se pode desejar, a 1#100 a lata^tambem marmelada dos melhores fa-
bricantes de Lisboa a 1J800 a lata, e peras a 1,280 ra a libra.
alem dos goncros cima encontrar o publico ludo que procurar lenaenie a mo-
lhados.
N.B. Os gneros cima vendidos em nossos armazens le varo o destentivo dos mesmos.
Novo estabelecimento de
ealielleireiro, no bairo
do Recife, ruada Ca-
deia n. 35, 1. andar.
JOO GODOFREDO PINTO, artista es bel I ei rei-
r, acaba de estsbelecer-se na ra da Cadeia do
Recife n. 55, primeiro andar, e offerece-se por-
talo ao respeitavel publico para exercer aa fuoc-
Cea de ana arte, com aceio e promptido. Neste
estabelecimento encontraro sempre os freguezes
o gosto necessario que se exige no exercicio des-
ta arte. Este doto estabalecimeuto que priocipia
hoje a desabrochar, se torna necessario a coad-
juvaco do respeitavel publico em que confia o
artista cabelleireiro. Recebe encommendas de
cabelleirss para seohora, ditas para homens,
crescentes, enchimentos para bandos, marrsfas,
trangas para anneis, tranceln*, cadeiras para re-
logios, braceletes, quadros tumularea. memorias,
firmas, etc., etc., CORTES DE CABELLOS E FRI-
ZADOS. Lavase a cabeca com a excellente
AGUA IMPERIAL. Tinge-se cabellos, barbas,
etc., etc., por um processo facilimo, e que urna
vez tintoa jamis rnudarao a cor. Extracaodas
caspas por meio do TRICOPHENUS : este excel-
lente remedio para extinguir por urna vez as cas-
pas, e fszer rensseer os cabellos, se torna asss
recommendaval.
EAU MINERALE
NATRALLEDE VICHY.
Deposito na boticaf ranceza ra da Cruz n. 21
a
o- rs
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i.oT.8
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S. Sr a o* ^ s i
S 8 j te 5 b
sr cr o- _. o.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier .cirurgiaoien tista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
dentesartificiaos, tudocom a superiori-
dade eperfe$io que as pessoas entendi-
das lbareconhecem.
Tena agua e psdentifriciosatc.
ttMfi flCMSMB^iftflMflBWlftflltrMgrS
fPf IPff JBfroffOfnm mili 9WVU l^WvWMt
CONSULTORIO ESPECIAL HOMEOPATHICO
DO DOCTOR
SABINO O.L. PINHO.
Ruado Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultss todos oa dias uteis desde aa 10 horas
at meio dia, acerca daa seguintes molestiea :
moltttiat dat mulheret, nolestiat dat erian-
cat, molestias ia pelle, molestias do$ olhos, mo-
lestias syphililicas, todas ai upeeiu dt febres,
ftbrts intermitentes, stvat consequencias,
rHSMUCU MfcCUL B00PATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicoa pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
fallireis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos presos mais commodos pos-
sires.
N. B. Os medicamentos do Dr. Stfcino sao
anlcamante vendidos em sna pharmacia ; todos
que o fqrem (ora della sao falsas.
Todas as carteiras sao aompanhadas de um
lmpresso cbm um emblema em relevo, tendo ao
redor aa seguintes palavraa : Dr. Sabino O. L.
-
cife n. 16. primeiro andar, daa 10 horas dama- Pinn. medico brasileiro. Esta emblema posto
obla 4s S da tarde, para serem verificados e clai- igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
aificadoa pela referida comsaissao d.. As carteiras |H nia levare sae impresso
O Sr. Brasiliano Frsncisco de Paes Brrelo unm marcado, ambora teabam na lampa 9 no-
tenba a bondafle de vir fallar na loja do Germano, do D'- Sabino alo falaoa.
relojoeiro, na rus Nova n. 11, visto ignorar-se r, i. t u
aonde o mesmo aenhor ora. oacam SODre LlSDOa
m3Z'VSXS!?ZSZ Ax.Mg. Hijo 4 C, ra do T.-piche
mado s. 76, loja da Victoria OTO n. 6.
JARABE DO FORGET.
Este xarope est spprOvado pelos mais eminentes mdicos de Pars,
uno sendo 0 melhor para curar conatipacoes, tosse convulsa e ouiras,
bronchios, ataques de peito, irritacoea nervosas e iasomaoleacias: ama colberada
pela manb, e outra i nuite sao eufBcientes. O effeito deste excelente xarope satisfaz ao mesmo
lempo o doente e o medico.
O dsposito i n* ra larga do Rosario, botica ie Bartholowteo Frtnelsco dt Sonta, s. 36.


6
MiftlO D* mMItiOCO. SEXT fBRA 6 M flETMEBRo tfl 1851.
Atteoco.
Deseja-se tallar aaSr. Jo5o Evange-
lista Nery que reside ou ja retidlo no
lugar da Torre, ou a teu cunbado o Sr.
Manoel de tal, ilho do finado Gerrazio
Paes Barreto. a negocio de seu inters-
se : na ra de Santo Amato no Mundo
Noto n. 8.
Attenco.
Aiuga-se a padaria da ra Imperial n. 199 :
a tratar com Narciso Jos da Coila Pereira, no
largo do Carmo, du 7 s 9 horas da man han do
meio dia as 2 horas da tarde.
Vocal e instru-
mental.
MANOEL AUGUSTO DE MENEZES COSTA di
licoes de msica por casas ptrticulares : quem
do seu presumo se quizer utilisar, procure na
ua da Conceiglo da Boa-Vista n. 42, ou do ar-
senal de guerra.
Livros barattfc.
Veodem-se os seguiotes romances, escriptos
por E. Sues, A. Dumas, Cooper, Rousseau, e ou -
tros bons autores, quasi todos novos e por prego
commodo: na praga da Independencia, loja de
chapeos o. 34 : Jos Balsamo 1 volume, a Viga
de Koat-ven 1 vol., o Pastor d'Asbourg 3 vol.,
Alexina 4 vol., o ospio 2 vols., a Nova Heloise
ou cartas de dous amantes 4 vols., Vctor ou o
Venino da Selva 4 vols., os Orphosinhos d'Al-
deia 4 vols.. o Menino da Praga Nova 4 vols., a
Bjnaneira 2 vols., Adriana 3 vols., Leonel Lio-
coln 2 vols., os Esposos Desgrasados 1 rol.
Attenco.
Precisa-sede urna ama forra ou captiva para
cozinhar e comprar na ra : a tratar na ra Nova
numero 17.
Gabinete medico cirurgico.g
0 Ra das Flores n. 37. 9
$ Serao dadasconsfcllas medicas-cirurgi-aj
0 cas pelo Dr. Estevo Cavalcaoti de Albu- %
quorque das 6 as 10 horas da manhaa, ac-
aa cudindo sos chamados com a maior bre- al
vidade possivel.
{y I' Partos. 9
ft 2. Molestias de pello. 9
39 3.* dem dos olhos. aj)
4.a dem dos orgos genitaes. sj
e$ Pratiear toda equalquer operagao eru
f seu gabinete ou em casa dos dotntes con-
forme Ihes fr rcais conveniente.


3 !99 #*#
Aviso.
Francisco Maciel de Souza participa a seus
freguezes tanto da praca como de fora que de
novo abri o sea eslabelecimento de calgado fal-
to na provincia na ra da Imperatriz outr'ora
aterro da Boa-Vista e pretende vender muito em
conta para agradar seus freguezes que todosgos-
:.-ini do bom e barato.
Ima de leilc.
Na ra da Cruz n. 45, armazem, preclsa-se de
uaia ama de leite, preferece-seescrava.
" ,- "
.2 O O *
OO
O
en
B
"3
seo S
s
O
, e
a
* O -> V. O SJ-
*54i ?#
O Dr. Joio Ferreira da Silva, de volta de
sua viagem, est morando na ra larga do Ro-
sario n. 20, e cootina no esercicio de sua pro-
fis operages cirurgicas.
Precisa-se
emprar dous espelhos novos ou em segunda
nio, mas em bom estado, e que tenham pouco
mais ou menos 5 palmos de comprido e 3 de
largura, e que os vidros nao tenham defeito al-
gum. Tambem se precisa de um lustre para
azeite com Ires ou quatri luzes, bronzeado ou
dourado, e que esteja em bom estado : a tratar
na ra do Amorim o. 17.
Aluga
-se
a casa e sitio defronte da igreja dos Remedios u
5, e o terceiro andar da casa da ra larga do Ro-
sario n. 37: tratar na ra da Cadeia do Reci-
fe n. 4.
Na ra da Aurora 11. 10, dir-se-
ha quem vende uma escrava moca com
um lho menor, tudo por prec com-
modo.
No sitio da Sra. vluva Lsaserre na Capunga
precisa-se de um escravo para todo o servido:
a tratar no mesmo sitio ou na ra da Cadeia nu-
mero 20.
Precisa-se
de C00?000 a juros por lempo de cinco mezes,
hvpothecando-se uma ezcellente casa, sita em
urna das estsgea da estrada de ferro, que rende
20*000 rs. mensaes de aluguel, fleando esse reo-
d metilo dejaros ds quantia pedida: a tratar
na loja de encadernago junto igreja da Con-
gregaco.
9 O;
* ._______i
Compras.
Compram-se moedas do ouro : na nsa No-
va o. 23, loja.
Compra-se um galo capado, no-
vo e prefere-se maltfz : nesta typogra-
phia se dir' quem precisa.
Vendas.
Attenco
[Fazendas e rou-j
pas feitas baratas.
NA LOJA DE
8
Obacharel Witrlvio po-
de ser procurado nt ra
Nova o. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do Caroso.
i
fc##
Aluga-se ura excellente cozinheiro ; quem
pretender, dirija-se a ruada Cra* o. 45, ptimei-
ro andar, das 10 horas da saaabjit s 3 da tarde.
Francisco Antonio Falcio, subdito italiano,
retira-se para a Europa.
Eogomma-se com toda tecfego ; no oi-
lao da matriz da Boa-Vista n. 6.
Attenco.
Precisa-se de uma ama para cozioha e q.tte,se-
ja boa cozinheira, e para mais argom servico de
casa de familia : na sua da Coriceieie, sobfasto
numero 6.
Alua-se aos segundo andar coso solio,
aceiado e com cemaaodos para faatilia, na roa
Direita d Santo Antonio : a tratar na mesma roa
numero 54.
Giocondo Fessina e Antonio Fessina, sb-
itos italianos, retiram-se para fora da provtn-
848-Ra da Imperatriz48J
Junto a padaria franceza.
Acaba de chegar a este eslabeleci-
mento um completo e variado sortimento
deroupas de diversas qualidadas como
sejam : grande sortimento de paletots
de alpaca preta e de cores a 39 e 38500,
_ ditos forrados a 4a e 4&500, ditos france-
8zes fazenda de 100 a 63500, ditos de me-
rino prelo a 69, ditos de brirn pardo a
3S800 e 45, ditos de brirn de cor a 3|500,
ditos de ganga de cor a 3:500, ditos de
alpaca de la amarada a imita^o de pa-
lha de seds a 3)500 e 49. ditos de meia
casemira a 4*500, 5J e 5*500, ditos de
casemira saceos a 13J, ditos sobrecasacos
a 15*, ditos de panno prelo lino a 20*,
8- 223.285. ditos brancos de bramante a
3*500 e 4*. caigas de brim de cor a i J800
, 2S500, 3*. ditas brancas a 3* e 4*500, di-
m tas de meia casemira a 3*500, ditas de
I casemira a 6*500, 73500 e 9*. ditas pre-
S tas a 43500. 7*500.99 e 10*. colletes de
ganga franceza a 1*600, ditos de fustao
2K800. ditos brancos a 2S800 e 3*. ditos
de se tira pretoa 3*500 e 4*500, ditos de
gorgurao de seda a 4*500 e 5*. ditos de
casemira preta e de cores a 4*500 e 5*
_ ditos de velludo a 7*, 83 e 9*.
Completo sortimento de roupa para
meninos como sejam caigas, cohetes, pa-
le^-nca'?i"sa We 2*. ditas de fustao
jg aj>aou, chapeos francezes para cabeca
II fazenda superior a 6*500, 8S500 e 10*
K ditos de sol a 63 e 6&500, ditos para se-
II nhora a 43500 e 5*. Recebem-ee algu-
I mas encommendas de roupa por medida
5 e para isto tem deliberado a ler um con-
tra-mestre no eslabelecimento para exe-
cutar qualquerobra tendente a sua arte.
Fazendas.
Aobarateiro da ra da Imperatriz n.
48 juntoa padaria franceza, vndese:
neos cortes de cambraia brancosa e
bordados com dous folhos a 6*000, ri-
cos cortes de vestido de seda esco'cesa
pelo brrato prego de 12J, cambraias lizas
muito unas com 10 jardas a 3*500 e 4* a
de Escocia a 6*. saias a bailo de arcosa
5500, cortes de chita franceza achamalo-
tadacom 14 covados a 53, pegas de cam-
braia lisa para forro cora nove varas a2*
c uuj ..uluplelu aorliaioutu dB.cnia trau-
ceza a 240, 260 e 230 rs. o covado e das
inglezas a 180 e 200 rs. e outras muitas
_ fazendas por pregos com modos.
S Gama & Silva.
GraadeexposiQo de fazendas
baratissimas, na ra da Im-
peratriz n. 60, loja do
Vendr cortes de phaota-
sia, fazenda de muito gosto
com babados pelo diminuto
prego de 4$500; na ra da
Imperatriz n. 60, loja que tem
um pavo do lado de frr, (is-
to para nao haver engaos.)
3#500.
Vende-se ricos cortes de cambraia de seda
com a venial ouduas saias a 33500: na ra da
Imperatriz n. 60, loja do pavao.
3,200, 3,500 e 4,000.
Vende-se floissimos cortes de cambraia bran-
ca^ de cor cora dous e mais babados pelo dimi-
nuto prego de 3*200, 33500 e 4|: na ra da Im-
peratriz o. 60, loja do pavo.
A 15#000.
Vende-se flnicissimos cortes de cambraia bran-
ca com bordado muito delicado proprios para
baile ou casamento a 15*1 na ruada Imperatriz
n. 60, loja do pavo.
^wa pee\mic\ia.
Vende-se finissimas pegas de cambraias fran-
ceza de carocinhos com 17 1|2 varas pelo dimi-
nuto prego de 8g a pega, ditas das mesmas com
8 3(4 varas pelo prego de 4$ a pega, tambem se
vendem das mesmas a 500 rs. a vara, sendo
brancas e de coras ; na ra da Imperatriz n. 60,
loja do pavo.
Pupelina a ISO rs.
Vende-se pupelina de quadrinhoa a imitago
de sedinhas de quadro pelo diminuto preco de
280 rs. o covado: na ra da Imperatriz a. 60,
loja do pavo.
CtaAy a 500 rs.
Vende-se chaly muito flno a-500 rs. o eova-
do : na ra da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Se^as a ovado.
Vndete grosdenaples preto maito eocorpado
a 1*600 e 1*800, ditos de cores azul, cor de rosa
e cor de cana mais barato que em outra qualquer
parle ; na ra da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Sedas de quadruos.
Vende-se sedas de quadrinbos- fazeada muito
eocorpada a 500 e 640 rs o corado : na ra da
Imperatriz n. 60, loja do pavo,
Manguitos de V a 500 rs.
Vende-se manguitos de fil muito bem enfei-
tados a 500 rs.: na ra da Imperatriz loja do
gpavio.
Chitas francezas a 200 rs.
Vende-se chitas francezas muito Sosa alargas
fazenda de 360 o covado a 200 rs. pac ter um
pequeo toque de mofo, afiangando-se que solta
logo que seja lavada a primeira vez : na ra da
'ImperatrE n. 60, toja do pavfto.
r WO rs.
Vende se cassas ceta satefeea fraadea a Ultras
a 2U0 rs. o. covado. fazenda muito nova : pa ra
da Imperatriz n. 60, laja do pavo.
Cassas pintadas a 240 rs.
Tenn-te eassas prulsdis ato nlsjtfiuhos
fadrsa a 140 rs. o covado ; aa baja da ra da
maaratnx onda est a pavio.
Sentido ao Pavo.
Veo4a-se oeste estabatectaaeata ajtn grande e
variada sorlitneoto da fazendas tanto para ho-
neaacon para sanheras, a tadaa as fazendas
ae dio amostras com penhor ou maodam-ae le-
var eos casa das familias pelos caixatros da casa,
assim como o respeitavel peWice aeliarS todos os
das uteis este estabelecimento aberta das 6 ho-
ras da manhaa as 9 da noite.
Velas de espermacete da es-
trella, muito superiores.
Na raa do Imperador a. 55, vende -se em por-
go e a retalho.
Gestinhas de Hamburgo.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cafemg n.
1 B, quem reeebeu um completo sortimento de
lindas cestinhas de todos os tanlas proprias
para menintsdeescola, assim como maiores com
lampa proprias para compras, balaios proprios
para costura, ditos proprios parafaqueiros, ditos
alto bonitos para brinquedos de meninos, di-
tos maracas pintadinhos que se vendem por pre-
gos muito baratos-
Enfeites riquissimos.
Veodem-se ricos enfeites de retrez, sao os me-
Ihores e mais modernos que ha no mercado, pelo
baratiisimo prego de8*: na raa do Queimado
m. 22, na loja da boa f.
Nova pechincha.
Pegas de cambraia lisa fina com7 1|2,8e9
jardas a 2*500. 3* e 3*500, cbiU larga franceza
a200e220rs. o covado: na ra do Queimado
a. 44.
Transelins grossos dere-
troz para relogios.
Vendem-se a500 rs. cada um na raa do Quei-
mado, loja d'aguia branca, n. 16.
Cera de carnauba.
A dinheiro.
Vende -se uma pequea porgo de era de car-
nauba muito boa, que se acha depositada no ar-
mazem da Companhia Pernambucana 4 commo-
do prego.
Em casa de Adamson, Howie 4 C ruado, n _.___ ,
Trapiche Novo n. v.nd-.e : BOHl e aSSllH baratO
RiVe *** aam"- ^m-djta de eo.p..r ... .aada aa. ,a^
Ko de vela lptl *0T *!* .Na *** *"* <*^-
Superiores tintas de todas as cores u.aporgao de boas e perfeilas pastas pava pa-
:^?.'.*^s.,.tH., z^?rxz ras sb
lOT
para vestidos de senhora e
roupinnas de criancas.
Na loja d'aguia branca se encoalra um bello
sortimento de franjas de seda, la e linho, bran-
cas e de cores, proprias para enfeites de vestidos,
assim como uma diversidade de galo de seda e
linho, brancos e de cores, abortos e fechados, lar-
gos e estreitoa at o mais que possivel, traogae
tambem de seda, la e linho, de difiranles qua-
lidadea, aos que de melhor gosto se pode en-
contrar em taes cousas': por isso quam precisar
de taes objectos, dirigir-se a dita loja d'aguia
branca, na ruado Queimado o. 16. quesera bem
servido.
4 loja da bandeira
gNova loja de funileiro da
S ra da Cruz do Recife
numero 37.
9 Mi noel Jos da Fonsecs participa a
todos os seus freguezes tanto da praga
5 cmodo mato, e juntamente orespeita- *
velpublico, que tomou a deliberago de m
balxaro prego de todas assuas obras, flor g
cujo motivo tem para vender um grande m
sortimento de bahs e bacas, tudo da
differentestamanhoso de diversas cores S
em pinturas, e juntameute um grande *
sortimento de diversas obras, contendo S
banheiros e gamelas grandes e pequeas, S
machinas para caf e camas de vento, o 8
que permite vender mais barato possivel, S
como seja bahs grandes a 4* e peque- H
nos a 600 rs., bacas grandes a 5* e pe- S
quenas a 800 rs.,cocos a 1$ a>duzia. Re- i
cebe-se um ofScial da mesma officin S
w para trabalhar. f
Vende-se um piano proprio para principi-
ante, por prego commodo ; na ra da Gloria nu-
mero 60.
Vende-se um boi manso para carraca ou
carro da alfandega : no largo do arsenal, cochei-
ra n. 8.
Facas e garfos.
Muito boas facas e garfos para o diario de uma
casa a 2*600 a duzia de talheres: na loja da Vic-
toria, na ra do Queimado n. 75, junto a loja de
cera.
Vendem-se potes do approvado remedio
para matar ratos e baratas a lj ; ua ra da Sen-
zalaNova n. 1.
AVISO
Aos Srs. boticarios.
Daqul por diante haver sempre assucar candy
para vender por prego commodo : na ra dos
Guarsrapes n. 42, Fra de Portas.
Mag alhaes & Alendes
teinia, nao vende, queim-a.
Na ra da Imperatriz loja armazenada de qua-
tro portas n. 56, receDeu oovo sortimento da fa-
zendas, a saber : ricos cortes de phaotasia com 3
babados a g, ditos de cambraia de seda a 5*. di-
tos de cambraia braocos e de cores de 2, 3, A, 5 e
6 babados a 3g e 3*500, ditos de tarlatana de 3
babados a 2*500, pegas de algodozinho a 2*500.
3* e 3*500, ditas de madapolo a 3*600 4J000 a
4*500, todas as fazendas em perfeito estado.
A 1*000.
Um resto de latas de mermelada de Lisboa e do
Rio Grande do Sul, de 1 1|2 a 2 libras cada lata:
na praga da Independencia n. 22.
Vende-se ou arrenda-se o grande sitio de-
nominado Caisna, sito aa freguezla da Varzea,
com uma casa ja coberta, uma dito de fazer fa-
rioha, grande porgo de ps de fructeiras, coma
seja.coqueiros, larangeiras, etc., etc., e tambem
grande quantidade de ps de cafezeiros : no
mesmo vendem-se duas vaccas que dio bastante
leite e com crias, e um burro manso : a tratar
na ra do Sebn. 20.
Enfeites para seuhora.
Vendem-se enfeites para senhora, de muito
bom gosto, de grade de retroz, omito boratos, e
s vista se dir o prega delles, de muitas qua-
lidades ; na mesma loja vende-se rap Paulo
Cordeiro e murtas mais qualidades.
No Hospicio n. 10, sitio prximo a acade-
mia, vende-se teite poro das 6 s 8 horas da ma-
aha, a 400 rs a garrafa.
Nova remessa de maqSes
MagSes
acias
Maces
Maga*
vendem-se aos ceios e a retalho, e em caitas,
na ra estseila do Rosario n. 11, deposito de So-
dr & C.
Quadros de mol-
dura dourada.
Lindos quadros j feitos de moldura doarada,
proprios para retratos e estampas, pelo diminuto
prego da 5* cada um ; na loja da Victoria, na
ra do Queimado o. 75, jantoa loja de cera.
Gravatinhas de
froco para senhroas.
Lindas gravatinhas de froco para senhora. pelo
barato prego de 1$500 cada uma '. na loja da
Vietoria, na raa do Queimado o. 75, junto a loja
de cera.
Bonitos toncado-
res de armacao e gaveta,
proprios para os senho- [
res acadmicos, etc.
dade, e o pequeo prego de 1*000 cada sm
convida a aproveitar-se da eccariio e. que ais
eeUe ellas vendando per metade do que ac.*
pre castora.; aasisa dirijasa-sa a raa do
Queimado, loja d'aguia braaca n. 16, que ser
bem servido.
Gravatinhas de raiz de
coral,
o melhor que possivel. Vende-se .ai bonitas
gravatinhas de raz de coral com duas e tras
vollase lagos as ponas, sendo ellaa bstanle
corapridas, avista do que sao baratissimas a
2*500 e 3*000 : assim bom e barato aa aa loja
d'aguia branca, ruado Queimado n. 16.
Saias de fiordo.
Superiores saias de cordo a 3*. 3*500 e 4*.
ditas alcoxoadas muito superiores a 5* : na ra
do Queimado a. 22, loja da boa f.
Vende-se arroz pilado em saccas, muito
superior, vindo da provincia do Alagoas, por pre-
go commodo : a tratar na travessa* do arsenal de
guerra n. 1 a 3,
Baloes de cordo.
Chegaram a loja da raa da Cadeia, esquina da
ra da Madre de Doos, os econmicos baldes de
cordo, que se vendem pelo barato preco de 3*
cada um.
A loja d'aguia branca acaba de receber mui
bonitos toucadores de armago preta, torneada,
e gaveia com embutidos e macheladoa que os
toro a m mui elegantes, os quaes serven) excelen-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de sen horas, salas de detraz, e derapazessoltei-
ros, e pelos pregos de 8, 9 e 10*. sao baratsi-
mos na verdade, e quem os vir na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16, se agradar, e
iafallivelmeote comprar.
Espelhos para
salas.
as vdro
arabio i
ti
Grande
Pechincha.
Sedinhas de quadros de todas as cores muito
encorp&das covado 720 rs., chitas francezas a 320,
240.260 e 280 rs. o covado. pegas de cambraia
brancas finas a 2*500, 3f e 8*300, pecas de ma-
dapolo francas entestado a 3*. ditas de bretanha
franceza enfestada a A$ e 5f, pegas de enlremeios
e tirss bordadas a i*, saia balao de 20 a 40 ar
cosa 3* e 3*500, aa mais modernas que ha, cor
tea da cambraia de salpicos a 2|: na rus da
loaparatiU lo]* de 4. portas a. 58, de Hagalhiaa l
Majujaj,
Nova peiock
Corles d cambraia braoco da sefptaes a bar-
dados com 8 a meia varas pelo diminuto prego
de 4*.o Arte : aa ra da Crespo a. 20 B, lojade
AdrUt & Castro.
Vende-se a gorda carne do serlle a 390 a
libra ; na nuda Seazali Nora n. 1.
Ricos espelhos de moldure dourada com mui-
to bons vidros para ornamentos de salas, de va-
rios lamaahos e pregos : na loja da Victoria, na
samado n. 75, junto a loja de cera.

C
com necessarios para costura
Acaba de chegar para a loja d'aguia branca mui
lindascaiiiohas matizadas, com espelbo, tesoura,
caivete, agulheta, agulheiro, dedal e pooteiro,
ludo pratiado e de apurado gosto, emfim uma
caixioha excellente para um presente, e mesmo
para qualquer senhora a possuir, e vendem-se a
10* e 12* : na loa d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Fstojos para barba.
Ricos estojos con, espelhos e repartimentos
para os necessarios de barba, pelos pregos de 2*.
3, 4 e 5^ cada um : na loja da Victoris, na roa
do Queimado n. 75,, junto a loja de cera.
Lencos para rap.
Vendem-se lengos finlssimos de linho proprios
para os tabaquistas por seram de cores escuras e
fizas, pelo baralissimo prego de 6* a duzia; na
ra do Queimado n. 22, na bemeonhecida loja da
boa f.
Lencos de cam-
Draia com padroes de se-
da a 2$500 a peca.
Na loja d'aguia branca tambem se vende mui
bonitos e finos lengds de cambraia imitando seda,
isso pelo baratissirao prego de 2*500 a pega de
10 lengos. E' essa uma das pechiochas- que cusa
apparecer, e quaodo assim approvetar-se da
occasio, porque elles servem tanto para algibei-
ra como para meninos, e quem os vir na loja
d'aguia branca, na ra do Queimado n. 16, lera
vontade de comprar mais de uma pega, lal a
bondade delles. .
Ruada Senzaia Novan.42
Venda-sa sm casada S. P Jouhston 4C.
sellinse silh5esnglezes,candaairosacasticaas
bronzeados,lanasrjglezas, fio devala,chicots
para carros, a momaria,rraios para carro de
dous cvalos rslogiosds ouro patente
nglaz.
4 2.300 o covado.
Damasco de seda boa fazenda, encarnado, cor
de canna e branco.
Manteletes de fil preto eafeitados com bieo a 5*.
Damasco de la cora 6 palmos de largura cova-
do a 1*500.
Chales de merino bordados a velludo superior
fazenda a 8*.
Corles de casemira de cor a 3*500.
Setim Macao superior a 2J5O0.
Casemira pretasetim superior a 2*500.
Pecas de indiana Qnissiraa com 10 varas a 8{.
Na roa do Crespo loja n. 10.
Vende-se em casa de Adamson, Howie &
C, ruado Trapiche Novon. 42, biscoitos inglezes
sortidos, em pequeas latas.
Tachas e moendas
Brag Filho & C. temserapre no leu depo-
sito da ra da Moeds n 3 A, um grande sor-
menio de tachas e moendas para engenho da
muito acreditado fabricante Edwi n Ms* a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. I.
40
900
400
640
1*500
500
40
120
240
120
400
4*060
320
120
1*500
100
31 Ra Direita 31.
Chegaram os to desejados vidros para vidra-
cas, em caizas.
M MU
ao p do arco de Santo
Seceos e molhados
No antlgo estabelecimento de seceos e molha-
dos do pateo do Carmo, esqnina da ra de Bor-
las n. 2, continua-se a vender todos os gneros
o mais em conta possivel, a saber; assucar bran-
co fino a 140 rs., baixo a 120, mascavado a 100
r., refinado fina a 160, baixo a 140, erysteiisado
a;220, caf a 200, 240 e 280, dito moido a 400 rs.,
pimeata da India a 440, cravo a 800 rs., harva-
doce a 560, comioho a 1*. alfazema a 320. cae a
MBOO, dito muito fino a 3, prelo a JSOO. bola-
encobas a sequilos de todas as quaedadee a 900
rs., ingleza a 320, passas a 500 rs., touctnho a
400 rs., gomma bem slva a 120, farinha do Mara-
nho a 140, aVpista a 200 rs.. quaijo suiaso muito
fino a 480, dito de pralo a 640, dito fiamengo a
2*800, chourigas a 600 rs., paios a 280 um, man-
teiga inglesa a 800 rs. e 960, muito Un a 1*300.
franceza a 640 e 720, banha bem, alva a480, vi-
nho a 400, 480, 560 e 640, branco a 560 agarrafa,,
a asn caeadaa ae vendo- por meaos, engarrafado
ieguiato do Porto a 1*600. IgtOQ, 1*20 1*100,
VifueiraaSOO rs eso^rravacete a 800 rs., velas
daeaaoaaba a 440, e 480 finas, arras a 120 e 140
amito fino, azeite doce a 720, allela, macarrao e
tarharira a 510. carias para jogar a 320, palitos do
fas, grasa a 2*600, na duzia 2*0. atetaba a SO
rs graza em tatas, dada a tt00. ama lato 120
rs., atea* de goiaba, eaixdes da 4 libras a 2*200,
eatfi taaa ae vendo barate, laUnbas com sardi-
ahaa da Naatee a 460.
Vendo-ae pasa saaia da 50 rolas danamiaa-
dea harabawgiinias ; na raa da & Fraaciaao como
quasn vai para a ra Bella, sobrado & 10; danda-
se mais em conta a quam comprar tatas.
chegou pelo vapor do norte um rico sortimento
de bicos e rendas, assim como na mesma loja
tem um rico sortimento de tiras bordadas e n-
tremelos os mais finos que ha no mercado, car-
sas francezas a 300 rs. o covado, chitas muito fi-
nas francezas a 260 o covado, lengos de labyrin-
tho, toalhas e fronhas, e outras muitas fazendas
por barato prego.
Aos cavalleiros.
Continuara s estar venda os verdadeiros cou-
ros de bode cabelludos, grandes, proprios para
mantas, ltimamente chegados da Europa : na
loja de selleiro, ra larga do Rosario n. 28.
Superiores organ-
dys.
Na lojo da boa f, na ra do Queimado n. 22,
vende-se finissimo organdys de muito lindos pa-
drees, pelo baralissimo prego de 720 rs. a vara,
fazenda de 1*200, e quem nao andar muito de-
pressa ficar sem a pechincha ; na ra do Quei-
mado n. 22. na loja da boa f.
Vestidos brancos
bordados*
Anda restara alguns cortes de vestidos brancos
bordados que continuam-se a vender pelo bara-
lissimo prego de 5*. com 2 e 3 babados, de gra-
S : na ra do Queimado n. 22, na bem conheci-
da loja da boa f.
Arados americano se machina-
par a lavar roupa :em cas a de S.P Jos
nhiton & C. ra daienzala n.*2.
Cheguem ao barato.
O Preguica est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pecas de bretanha de rolo com 10 varas a 2$
easemira escura enfestada propria para calsa,
collete e palitos a 960 rs. o covado, cambraia
organdiz de muito bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 39, 4* e 6*
a pega, dita tapada, com 10 varas a 59 e 6s) a
pega, chitas largas de modernos e escolhidos pa-
droes a 240, 260 e 280 rs. o covado, requissi-
mos challes de merino estampados a 79 e 89
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 9* cada um, ditos com uma s palma
mulo finos a 89500 rs., ditos lizos com franja
de seda a 59, lengos de cassa com barra a
100,120e 160 rs. cada um, roeiasmuito finas
para senhora a 49 a duzia, ditas de boa qu alija-
de a 3* e 3*500 rs. a duzia, chitas francezas
de ricos desenhos para coberta a 280 rs. o cova-
do, chitas escuras inglezas a 5*900 rs. a pega,
e a 160 rs. o covado, brim branco de puro linho
a 1, 1*200 e 1*600 rs. a vara, dito preto
muito encorpado a 19500 rs. a vara, brilhaotina
azul a 400 rs. o covado, apalea de difieren les
cores a 3*600 rs. o covado, casemiras prelas fi-
nas a 2*500, 3# e 39500 rs. o covado, cam-
braia preta e de salpicos a 500 rs. a vara, e ou-
tias muitas fazendas que se far patente ao com-
prador e de todas se darao amostra com penhor.
Vendem-se quatro tachos de cobre proprios
de refinago, todos ou avulso: na ra dos Guara-
rapes n. 42.
ntremelos bordados.
Vende-se a 1*600 e a 2* a pega de ntremelos
muito finos e ricamente bordados ; na ra do
Queimado o. 22, na loja da boa .
Pegas de fita de linho brancas e da co-
res a
Grata de peas de ac maito finas a
Fraseos de opiata para lisnaar dentet a
Copos eom banha multo boa a
Espelhos de columnas madeira branca a
Carteiras para guardar dinheiro
Rialejoi para meara os a
gsralba t*rtaaez
Varas de franja para cortinados a
Grozade botdes de log* brancas) a
Tesooraa muito finas para unhaTe cos-
tara a
CaiTas de charutos de Ha vana maito su-
periores a
Cartasr multo finas para voltereta o ba-
ralho a 240 e
Varas de bieo largara de 3 dedos a
Garrafas coa agua celeste para chairo a
RialejoacoB 2 votas para meninos a
Roa do Quinad n. 10.
loja de i portas
de Fcrr&o .Maia,
vendem-sa barato as aaguintes razendas, para li-
quidar.
Cortes de casemira finos de cor a 3*500 e 4*.
Ditos de dita ditos de cor preta a 5* e 6*.
Ditos de brisa da paro linho a 1*600 e 2s.
Panno preto, azul, verde e cor de caf, covado
a SpOOO.
Cortes de superior velludo de cor a 4S e 5*000
Manteletes de fil preto bordado a 4*.
Visitas de seda abertas a fil a 4*.
llantas de dita ditaa a fil a 4* e 5*.
Riquissimos cortes de seda a 80, 90 e 100*.
Ditos ditos de dita a 15, 20 e 25*.
Cbalescom palma de seda a 2* e 2*500.
Cortes de cambraia bordada a 1*800.
Lengos bordados com bieo. duzia a 1*500 a 2*.
Chales detouquim a f 5 e 30*.
Ditos de merino bordado a 4, 5 e 6*.
Chitas francesas, qoalidade superior, covado
240 rs.
Ditas inglezas, cores fizas, covado a 160 rs.
Lengos de seda da India a 1*.
Cambraias lisas muito finas, eom 8 varas a pe-
ga a 3*500 e 4*.
Cszaveques e espiabas de fosto branco a 8a e
9*000.
Meias de algodo cr superior fazenda a 4*.
Chapeos a Garibaldi a 14 e 155,
Enfeites e chapese travista a 9,10 e 12*.
Hernestina, riqnissima fazenda para vestido
de senhora, covado a 400 e 500 rs.
Ambrosioa, dem idem, covado a 500 rs.
Mimos do co. covado a 500 rs.
Sedinhas de quadros, covado a 700, 800,900 e
Manguitos de cambraia bordados, am 500 rs.
Golliohas idem, uma 320 rs.
Superiores espartilhos para senhora a 4$.
Brim branco de linho, vara a 700, 800 e 1*.
ti val sem segundo.
Na rus do Queimado n. 55. loja de miudeza.
de Jos de Azevedo Mata e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos pregos abaixo declarados pa
ra apurar dinheiro, pois o que muito precisa
garante tudo perfeito, pois a prego admira :
Linha do gaVsuperior para marcar, n-
vala a
Dita do gaz brancas e de cores, novelo a
Dita de carretel muito boa, carretel a
Nvelos da linha do gaz brancas a 10 e
Carreteis com linha preta muito gran-
des a
Varas de franja de la muito bonitas a
Pegas de tranga de la multo bonitas
am 10 varas J
Parea da telas cruas para menino a
Ditos ditos de cores ledos os lmannos a
Ditos de corea para meninas a
Duzia de meias cruas para hesaaat a
Cartoas de linha Pedro V com 200 jar-
das a
Caixas eom tissoes para aceoder chara-
loa a
Caitas com phosohoros de seguraoga a
Duzia de phosphoros do gaz a
Fitas para enfiar vestidos maito graa-
des a
Frascos d'agua de colonia muito- aupa-
rior a
Dito*comeheiros multa loa a
Dutia de meias para leohoiao melhor
quaa*
Pecas de traacinha da toa tartata* a
Sabonetes superiores a muito grandes a
Grasa derbotesdeosso para calca senda
DUa de ditos grandes a
TrasaaiadJo Porta saaeriores Tata a
M8. 1W
200
10
120
2*400
80
40
i0
240
80
400
500
41000
50
160
tt
240
** ** "'"'i ** iw, ouw v XfJr*.
Pichincha
Tasso Irmaos acabara da receber nova porgo
de chicotes inglezes para carro, cabriole!, mon-
tara e caga. Os Srs. donos de cocheiras teem
boa occasio de supprirem-se de bons e baratos
chicotes.
Trapiche
Baro do LivrameBlo.
Largo da assembla n. 15,
Ha continuamente para vender, neste novo es-
labelecimento o seguinte :
Cera de carnauba em porges ou a retalho,
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em caixJnhas de 1 arroba a 4.
Barricas com sebo do Rio Grande em porges
ou a retalho.
Velaa de carnauba pura em caixinhas de 1 a 2
arrobas.
Meios de sola, difiranles qualidades, em por-
ges ou a retalho.
Couriohos curtidos.
Farinha de mandioca por 1*500 o sacco.
Farello em saceos grandes por 3*800 o sacco.
Feijo de corda
no armazem de Tasso Irmos, ra do Amorim
n.35.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Carissa via-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
mal hora dos
com novos
aperfeicoa-
mentos, fszendo pesponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz a.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulbas, re-
trozes em earriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Encyclo-
pedica
LiOja de fazendas
[Ra do Crespo numero 17.
DE
Guimares A Villar.
Para acabar com certas fazendas ven-
demos baratissimos :
Chapelinas de seda de riquissimos gostos
a 12* cada ama.
Ditos depalhade Italia a 28*.
Golliohas e manguitos de panho de su-
perior qualidade a 3*.
Cassas de cores fitas e delicados padroes
a 280 rs. o covado.
Sedas, cambraias, cassas, chitas e tudo
quanto pertence para adornos de se-
nhora porbaratissimos pregas.
Calgado Mell de 2 solas e sola fina.
Para homens.
lGrande sortimento de roupas feitas
eos de todas as qualidades.

40
30 _________________________
lo Objectos de gosto para
{jh casamentos.
A loja d'agaia braaca acaba da receber de aaa
2oq eecommends um completo sortimento de obj*c-
tos de gesto, proprios para casamento, seado
fiaos luvas de pellica enfeitadae para noivas, de-
licadas capeltaa coas le eaitoa para o paito,
caitos brancas da floras mui flauta, bonitas fita*
brancas labradas para lagos, ditaa muito estrellas
para enfeites de vestidos, franjas 4a aada e trasi-
gas branca* pa a meamo fia, meiaa braataa*
a seda, fazenda maito boa, benitos ligas da
O dita (lia bees ha pata menina*) ravatas brao-
n ca do seda e chmalo te para notaos, am iza
uma variedada da oajectoa escolhidas ao mettiot
sato, e o mais moderno, todo* pcopos para
casaraeatee: na ra do Queimado, loja di
braaea, n. 16.
Relogios.
?ende-se em easa da Johnston Paier C.,
toa do Vigajtio n. 3 am hallo sor timan t o da
relogios da oura,pa tanta i na; tea, da um dos mais
afamados fabrieantae da Liverpool; tamhaan
oaaa variedada da benitos irtaceJiat par


ofcftAitai inaMMco. sexta niRA e m htbiibro di imi.
Attenco s macees.
Vendem-se mieles aorta perfeitas ebegedas
ptlo ultimo vapor, deelara-ae que a porcao 4
pequea: na ra da Senzala Nova o. 1.
Gaixas paraJolas.'
Lionas caiiiohM pare guardar Mi, pelos pre-
ces baratea de 400, 00, 800, 1 a 2 cada va
oa loja da Victea, rae o QMiaado-n. 75.
justo a leja de Wra*
Attenco.
Ha raa do Trapichen. 4, em caa de Ro r n
Rookar & C, axiate aaa boa aortimanto dell-
obaa:daorea a braneaaaaa eartotoie do aelbor
abricantedelnlaterra,asqaes m vendes per
ptecoa auicusaveia
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
pata entaa e factura*, papal mata-borrao; Ten-
de-te na roja d'aguia branca, roa do Queimado
amero 1.
Sdaco de certas!
# fazendas finas.
:
RA Da CRESPO H. 17.
Riquiseiaao chapelioee de ceda para
tenhoras, de diversas corea a t2#.
Cassas de cores boailos padrdea a 240
rs. o corado.
Cseas a organdys de cores a 180 rs. o
covado.
Chitas da todas aa qualidades e prego.
Muitissimas fezeadas finas que se ven-
der por precos barattiiimo para liqui-
dar, do-ae amostra das faxeadas.
U
Pota da Russia e cal de
Lisboa.
Ne bem coahectdo e acreditada deposito da raa
da Gadeia do Recife n. 1!, ha para rendar a ver-
dadeira potassa da Russia, aova e de superior
qoalidade, aesia como tambem cal virgem em
pedra ; ludo por eregos maia baratos do que em
VUNDIGO LOW-HOO
Raa daSenialla Roya n.42.
Reste stabelecimeotocontina ahaverua
completo sorliaentodemoendiseaeiasmoen-
das para engenho,achinas da vapor ataixas
te ferro batid e coado.d* todos ostamanhos
per dita,
O torrador f!!
M L*rgo do Ter^o 13
Quera duridar venha ver; manteiga iogleza
perfeitaraente flor a 10 a libra, francesa a 640 e
a 680 a libra, batatas muito novas a 80 rs. a libra
asaren como se torra massas muito finas para sopa
a 440 ris a libra e oatros muitos gneros perten-
centes i molhsdos, (a dinheiro vista.)
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 22*,fazenda fl*
calcas de casemira pretas e de cores, ditas da
brim a de ganga, ditas de brim branco, pal tota
de bramante a 4*. ditos de fustao de coree a 4j,
ditos de estameoha a 4|, ditos de brim pardo a
3*. ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
dolletes de velludo pretos e de cores, ditos da
corguro de seda, gravatas da linho as mais mo-
bernas a 200 rs. cada urna, collarinhos de linho
gauliimamoda, todas estas fazendas se vende
paratopara acabar; a loja est aborta das 6 ho-
ras da manha ateas 9 da noite.
S
fa ra da Cruz n. 10, casa de
Kalkmann IrmSo & C., tem ex-
posto um completo sortimento
de amostras de objectos de bor-
racha, proprio para machinas de
engentaos, sendo correias para
transmittir movtmento, canudos
de borracha de qualquer com-
primento e grotsura, pannos de
borracha, rodetas de dita, so-
bre ditos artigos tomam-se en-
commendas. .
A 2$ o corte
de calca de meias casemiras escoras de
cor; na raa do Queimado n. 22, na
boa f.
urna s
loja da
Em casa de Kalkmann Irmos
& C., na ra da Cruz n. 10, exis-
te constantemente um completo
sortimento de
Vinhos Bordeaux de todas as
qualidades.
Dito Xerez em barris.
Dito Hadeira em barris e caixas.
Dito Muscatel em caixas.
Dito champanhe em gigos.
Cognac em barris.
Cerr ja branca.
Agua de Seltz.
Azeite doce muito fino em caixas.
Alvaiade em barris.
Cevadinha em garraoes.
Vende-se urna boa armaco de amarello,
toda envernisada, que serve para qualquer esta-
belecimeato, e por preco razoavel: na ra do
Crespo n. 15, loja.
Attenco
Vendem-se caixoes vasios proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a 1 $280:
quem pretender dirija-se a esta tipo
graphia, que ahi se dir' quem ostem
para vender.
/hia do Amorim
VENDE-SK:
Milbo novo, saccas de 3|4 por 49300.
Dito de aeia idade por 35500.
Dito velho por 3.
VICTORIA
DE
Fajases Jnior
Na ra do Queimado a, 75,
junto a loja de cera.
Esta loja acha-se prvida de um completo sor-
timento de miudezas para vender, tanto por ata-
cado como a retalho, por precos muito baratos,
como abaixo se ver, s para quem comprar, vic-
toria sempre contar.
Clcheles francezes bons em carto de urna car-
relra a 10 rs.' e duzia 400 rs.
Ditos tambem bons de duas carreiras a 80 rs.
e 900 rs. a duzia.
Ditos da trra em caixiohas a 800 rs. a duzia.
Agulhss fraucezas boas a 120 rs. a caixa com 4
papis.
Ditas as melbores que se encontrara a 240 rs.
a caixa com 4 papis.
Ditas em papel avulso a 40 rs. o papel.
Ditas para enflar a 40 rs< cada urna.
Liona victoria em carritel com 200 jardas a 60
rs. e duzia a 640 rs.
Ditas de 200 jardas, de Alexander a 900 re. a
duzia.
Ditas de 100 jardas braocas e de cores a 30 rs.
o carritel.
Ditas de Pedro V, em carto com 200 jardas a
60 rs. a carto.
Ditas de peso verdadeiras miadas grandes a
240 rs. a miada.
Ditas de meada cabega branca e encarnada a
120 rs. a meada.
Ditas do gn brancas e de cores a 800 e 900 rs
a caixa com 50 novellos.
Papis com cento e tantos alfinetes a 40 rs. e
duzias 400 rs.
AlQoetes francezes cabega chata a 120 rs. a
carta.
Ditas para armaces a 2$600 o maco.
Cordao imperial para vestido a 40 rs. a pega.
Enfiadores de algodo a 60 rs. cada um.
Caivetes finos de duas folhas para peona a
200 rs. cada um e duzia a 2g000.
Ditos de cabo de viado de urna folha de 160 rs.
cada um duzia a lfi&OO.
Ditos mais ordinarios a 120 rs. cada um e du-
zia a 1(200.
LSa de todas as cores para bordar a 63500 a
libra.
Pentes muito bons de baleia para alisar a 220,
240 e 280 rs. cada um.
Ditos os melhores e maiores que se encontrara
a 800 rs.
Ditos transparentes muito bons a 400 rs.
Meias croas brancas e de cores para homem a
160, 200,240 e 280 rs. o par.
Ditas pretas para homem a 120 rs. o par.
Ditas para senhoras a 240, 280 e 320 rs. o par.
Ditas brancas cruas e de cores para menino a
160. 200, 240 e 280 rs. o par.
Ditas pretas para senbora a 200 e 240 rs. o par.
Bofeites de -Mrilho a 18800 rs. cada um.
Ditas a Imperalriz muito lindos a ajeada um.
Cinturoes de seda com borracha para hornea a
320 cada um.
Ditos de algodo 240 rs. cada um.
Cintos muito Hados para senbora a 18800. 2a
2*500 e 3o cada um. ^'
Franjas de bolotas brancas e de ceras para cor-
tinados a 43 a peca. -
Ditas de algodo para toslha a 2*800 a peca.
Ditas de linbo para casaveque a 120 rs. a vara.
E outras multas miudezas que ae tornaro en-
fadonho menciona-las afiao jaado-se, porm, que
nlo se deixsri de vender quem trouxer dinhei-
ro na loja da Fajozes Jnior na ruado Queima-
do n. 75.
jAioda ha pe
chincha. J
Chegou a ra do Crespo n. 8 R
loja de 4 portas, um sortimento 8
de cassas de cores ixas e lindos tt
padroes que se vendem a 2*0 rs. 2
o covado, dao se amostras com 1
penhor.
^MNKfiKW-eiefilMKdHMSSWS
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. l B,
vende- se a verdadeira raiz de coral a 900 rs. o fio.
Caixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug j. 1
B, chegado de sua propria encommenda muito
lindas caixiohas de costara com msica 'propria
para mimo, que se vende muito barato.
Vendem-se osengeuhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nto e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pe*:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
Lencos brancos.
Vendem-se lencos brancos proprios para elgi-
beira, pelo baratissimo preco de 2*400 a duzia :
na raa do Queimado n. 22, loja da boa f.
Ra do Queimado
n. 19.
Santos Coelho vende o seguinte :
Cobertas de chita a chineza a 1*800.
Lences.
Lences de panno de lioho a 1*900,3* e 3*300.
cortes de phantazia.
Lindos cortee de phantazia de seda pele bara-
tissimo preco de 8* sada corle.
Tealhae de fustao a 500 rs. cada ama.
Caaabraia branca de saloicos graadoapara ves-
tido, sendo ceda peca a 5$:
Gollinbas bordadas para senhora, muito finas
a 9*000.
Sortimento de baldes pare meninas.
Bramante de lioho para reucoes, loado de lar-
gura 10 palmos, pelo preco de fg a vare.
Algodo mooslro a 480 a vara.
Bramante da algodo a lj-280 a rara.
Cortes de seda de todas as cores, foseada su-
perior, a preco de 4*. ditos coa toque de mofo a
25*000. H
Chapeos de sol de seda para meninos e me-
ninas.
Capailas brancas para aoiva a 5|.
Chapeos para senhora.
Ricos chapeos de seda a de vallado pera se-
nbora, pelo baratiasimo preco de 15 a 161: na
ra do Queimado o. 22, loja da boa f.
Leite puro.
Na roa do Vigario. deposito n. 6, vende-se lei-
te paro e 390 e garrafa, desdo as 6 lr2 s 9 ho-
ras 4a manha.
Lovas k Jouvin.
Continua-se a vender as superiores lavas da
pellica de Jouvin, tanto para homem como pata
senhora ; na raa do Queimado n. 22, na loja da
boa f.
iWPA FEITA AI1WA1A1S BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
BB
tandas -e obras feilasj
i
LOJA EARMAZEM
DI
IGes k Basto!
NA
H**v do Queimado
a. 4ft, tremi ammreUa.
Constantemente emosamgrandeeva-
riado sortimento desobrecasacaspretas
de panno e de cores muito fino a 28*.
304 a 35*, paletots dos meamos pannos
e 20g,z2f e 14$, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 14*. 16* a 18$, casa-
cas prataamuitobem feitasedesuperior
panno a 18*. 30$ a 35*. sobrecasacaa de
casemira de core muito finos a 15*. 16$
e 18$, ditos saceos das mesmas caaemi-
raa a 10$, If* a 14$, calcas pretas da
casemira fina para homem a 8*. 0*. 10|
e 12, ditaa decasemirs decores a 7$,8*,
9*e 10*, ditas da brim brancos muito
fiaa a 5$ a 6*, ditaa de ditos de cares a
3*. 3*500, 4* e 4*500, ditas de meia ca-
, semira de ricaa corea a 4$ e 4$50O, col-
iletespratoadecasemiraa 5* e 6*. ditoa
de ditoa da coros a 4$500 o 5*, ditoa
branco tda seda para casamento a 5*,
ditos de 6*,collotes debrim branco s de
lasto a 3*, 3*500 e 4*. ditos de cores a
2*500 e 8*, paletoWpretos de merino da
cordao sacco asobreeasacoa 7$,8* e9*,
colletes pretos para lato a 4*500 a 5*.
as pretaa de merino a 4*500 e .*>*, pa-
palota dealpaca preta a 3*500 e 4$,ditoa"i
sebrecasaco a6*,7*e 8$, muito finocol-*]
letea da gorguro de sedade core.'muito
boafazanda a3*800 ei$, collete d a vel-
lado de corea e pretos 1$ e 8*. roupa
para maninosobre casaca de panno are-
toa e do coros a 14*. 15* 16, ditos de
case m i ra aaccop araos mesmos a 6*500 e
I 7*,ditos de alpaca pretoasaccoa a 3*
13*500,ditos sobrecaaacoi a 5$ JB5()I
| calcas da casemira pretas e decows a 6;
6$500 e 79, camisas para menino a S*<
[ a duzia ca misaa ingle zas prega ilargaa !
muitesaperiora|8S*adusispara acabar. ]
Assim como temos ama officina dea]-
ptate onde mandan oe ezecatartodas as
obrascom brevidade.
mm
cobertos edescobertosr pequeos e grandes, de
oaro patento ingles, para homem e senhora da
aa dos melhores fsbrieaausde Liverpool,vin-
dos palo ultimo paquete ingles : em casada
Sonthall Mellor dC.
Carros e carrosas.
Em casa de N. O. Bieber
A C. successores ra da Cruz
numero 4.
Vendem-se carros americanos mu elegantes
e leves para daas e 4 pessoas e recebem-se eo-
commendas psra rajo fim ellee possuem map-
pss com varioe desechos, tambem vendem car-
rocas para condueco de easacar etc.
W. O. Bieber & C, socceasores, ma da Craz
a. 4, tem para vender relogios para algibeira de
ouro e prata.
Grvalas da moda.
Vendem-se gravatinhas estreitas muito Supe-
riores, tanto pretas como de cores, pelo baratis-
airoo prece de 1* ; na raa do Queimado n. 22,
na loja da boa f,
Bramante de lioho muito
superior.
A 2^500
Chales de merino estampados, que em outrf
lejas se veadem por 4* e 5* na leja da t. a
na ra do Queimado n. 22, vende-se pelo bara.
(issimo preco de 2*500.
3Kfil5irlSftlMIQ"ftl5ftl3 "MBfiiS 9IK9KK
Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Yende-se superior bramante de linho com duas
varaa de largura, pelo baratissimo preco de 2*400
a vara : na ra do Queimado n. 22, sa bem co-
nhecida loja da boa f.
Attenco.
Francisco II ou a Liberdade da Italia, drama
histrico em 5 actos por Francisco Gaudencio
Sabbas da Costa : acha-ae venda na livraria
econmica ao p do arco de Santo Antonio, a
IgOOO cada exemplar.
randa e variado sortimento de
sitas, calcados a fazendas e todoe
Um
roupas
estes se vendem por precos mnito modi-
licados como de seu costume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e ca sacos feitos pelos ltimos figurines a
26*, 28*. 30* e a 35*, paletots dos mesmos
pannos preto a 16$, 18$. 20* e a 24*,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novos padroes a W9.16*. 18*. 20* e 24*,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9*. 10*. 12* e a 14*, ditos pretos pe-
lo dimiuuto preco de 8*, tO*. e 12$, ditoa
de sarja de aeda a sobrecasacados a 12*,
ditos de merino de cordao a 12*. ditos
de merino chines de apurado gosto a 15*,
ditoa de alpaca preta a 7*, 8*. 9* e a 10*.
ditoa saceos pratos a 4*. ditoa de palha de
aeda fazenda muito superior a 4*500, di-
tos de brim pardo e de fustao a 3*500, 4*
e a 4*500, ditoa de fustao branco a 4*.
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de coree a 7*. 8*. 9* e a 10, ditaa.
pardas a 3* e a 4*, ditas de brim de cores
finaa a2$500, 3*. 3*500 e a 4$. di tas de
brim brancos finas a 4*500, 5$, 5*500 e a
6*. ditas de brim lona a 5* e a 6$, colletes
de gorguro preto e de coree a 5$ e a 6$,
ditos de casemira de or a pretos a 4$500
e a 5*, ditos de fustao branco e da brim
a3* e a 3j500',ditos debrim lona a 4$,
ditoa de merino para luto a 4* e a 4*500,
calcas de merino para luto a4$50O e a 5$,
capas de borracha a 9*. Para meninos
de todoe oe tmannos: calcas de casemira
preta e da cor a 5$, 6* e a 7*. ditaa ditaa
de brim a 2$, 3* o a 3*500, paletots sac-
eos de oasemira preta a 6$ e a 7, ditoa
de cor a 6* e a 7$, ditoa de alpaca a 3*,
sobrecasacos de panno preto a 12* e a
149, ditos de alpaca preta a 5*, bonete
para menino de todas as qualidades, ca-
misas psra meninos de todos ostamanhos,
meioa rico* veatidoa de cambraia feitoa
Kra meninas de 5 a 8 annos com einco i
badea lisos a 8* e a 12$, ditos de gorga-
rao de cor e de la a 5* e a 6*. ditoa de em
brim a 3*, ditos de cambraia ricamente t>
bordados para baptieadoa.e militas outras
fazendas e roupas feitaa que deixam de
ser menciooadaa pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de ronpaa para se
mandar manufacturar e que para esto fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e ama grande officina de al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
pela ana promptidaoe pereico nadadei-
xa a deaejar.
i

Baldes para meninas.
Vendem-se baldes para meninas, de todos os
tamanhos, de madapolo e de mussulina a33e a
4* : na raa do Queimado n. 22, loja da boa f.
Mantas de retroz para gra-
vatas.
Vendem-se mantas de retroz paca gravatas,
tanto pretaa como do cores a 500 rs.: na raa do
Queimado. n. 22, na loja da boa f.
Meias baratissimas.
A 2*400 a duzia de pares de meias brancas fi,
nss para hornea : na m do Qneimado a. 22
na loja da boa ).
Ricos cortes de vestidos bran-
cos bordados.
A* loja da boa f na ra do Queimado n. 22,
chegou novo sortimento de ricos cortes de vesti-
dos braceos bordados com 2 e 3 babados, os quaes
continuara a sor vendidos pero baratissimo preco
do5* cada corle : na raa do Queimado n. 22, na
bem conhecida loja da boa f.
amado
respo nt 8 A.;
LOJA DOS BARATE1ROS-
Leandro & Miranda.]
Vende-se fazendas por menos precos
que em outra qualquer parte, assim o
freguez traga dinheiro.
Pecas de cambraia de salpico muito fi-
na com 8 lr2 varas a 4$.
Chapeos de sol de ssda inglez a 11*.
Dito de alpaca de boa qoalidade a 4$60O.
Entre-meio de cambraia bordados a
1J4O0 a pega.
Chales de merino estampado a 5*500.
Dito dito preto e de cores a 4*500.
Saias bordadas a 3$.
Ditas mullo ricas a 20$.
Cortes de vestido de cambraia branco
bordados a 5$, 10* e 12* e muito ricos a
a 25$ e *0*.
Enfeites a imperalriz a 2* e outras
muitas qualidades de 5* a 10$.
Casaveque de velludo de mnito boa
qoalidade a 25*.
Chapeos de seda para senhora a 8*.
Pecas de cambraia lisa da India com 6
1(2 raras e 1 1(2 vara de largara por 10$
fazenda nova. *
Chitas fraocezas finas a 280 rs. o co-
vado.
Organdys de novos padroes a 800 rs. a
vara.
Meias finas inglesas para senhora du-
zia 6*.
Dita dita cruas psra homem a 5*.
[Grande sortimento de rou-s
pa feita.
Casacas muito finas a 30$.
Sobrecasacaa muito finas a 24* e 34*.
Paleto! sobrecasicado panno mescla-
do a 20$.
Dilo saceos, casemira de cores a io-
gleza a 16*.
Dita de panno preto fino a 17*.
H Dito de panno preto fino saceos a 17*.
S e de outras muitas qualidades que se
m vende barato.
a* Completo sortimento de perfumaras
H inglesas e fraocezas.
S Charutos de Uavana e da Babia de
boas qualidades e baratos.
no.-4^.^ma. <,> jjf ^aa_--------------Mr V ITlT"
Aos terceiros da
veneravel ordem deS.
Francisco.
J chegou a verdadeira estamonha de la, na
loja de 4 portas, ra do Queimado n. 39, e se
apromptam hbitos desta fazenda a 40*, e tam-
bem ha de algodo que se apromptam a 28$ cada
um, e se vende a fazenda por mdico preco.
Vendem-se as afamadas cbinellas do Porto
por 1*800, quem deixar de comprar: na ra da
Senzala Nova n. 1.
Loja de fazendas finas i
# LE
f^Martinho de OliveiraBorges!
9 Ra d Cadeia do Rerife n. 40. <
d Vendem-se bonitos cortes de vestidos {
dgt de cambraia brancos bordados a 30$, i
t ditos ditos de cambraia da Escocia fina '
W sendo toda a saia e fazenda para corpi- '
|H nho bordado, preco 50$. |
mmmummm $ mm
ltimos das do gelo.
Excellentes sorvetee : na rea da Impera-
lriz n. 3.
Vende-se
m eacravo do 18 annos de idade, de boa com-
porta ment : no ra 4o Qaoimado a. II.
Gaz liquido.
Em caaa de Samael P. Jobnston & C, raa da
Senzala Nova o. 42, vendem-se latas cea ga-
ldes de Keroaine.
SARAO.
Joaqutsa Francisco de Mello Santos avisa aos
saua freguesas deata praca e os de fra, que tam
exposto i renda sabio de aaa fabrica denominada
Reciteno a rmazem dos Sra. Travesos Jnior
& C, na roa do Amorim a. 58; aussa amarolU,
caatanha, prata e outras qualidades per menor
proco que da airas fabricas. Ne naeeaeo acma-
bem tea eilo o aeu deposito de velan da carnea-
xa simples sea mistara altante, coao as da
composico.
Lu vas de pellica.
Noto sortimento de lavas de pellica chegadas
no vapor inglez para a loja d'aguia branca, na
roa do Queimado n. 16.
Casemiras a
4.000 o corte, na
loja do Pavo.
Vende-se finissimos cortes de aasetni-
raenfestada de cores pelo diminuto
preco de 4 o corte para cairas, assim
como tem das mesmas para vender a
2J400 rs. o covado propriampara pa-
letots, calca e collete, recommenda se
muito esta fazenda aos Srs. alfaiates que
costumam a fazer roupa para vender,
porque to cedo nao acham urna pe-
chincha igual : na ra da Imperatriz n.
40, loja de Gama & Silva-
Vende-se linas de
camurca branca e amarella para militar
a 2* o par*, na loja de Nabuco & C na
rea Nova n. 2.
Calcado
45 Ra Direita 45
Magnifico sortimento.
Sempre condescendite e prszenteiro com os
egueze. que )he traze. dinheiro, o promet!
no deste grande eat.belecimento continua a o-
ferecer ao publico, por precos mdicos e seapre
de \dnVr.ndre.U,-r0', "" be" 'orlimeSlo
de calcado francei, lgica e braaileiro e vejam :
Homem.
Borregulns Vctor Emmanuel.
couro de porro. ". *
> lordPalmerston(bezerre" '.
diversos fabricantes (lustre)
Joho-ISussell. .
Sapatoes Nantes (batera inlei'ra.
patente......' '
Sapatos tranca (portugueses)'. '. '*
(francezes). .'.'.'
9 entrada baixa (sola e vira)
muito chique (uaa sola). .
Senhoras.
Borzeguins primor (Joly). .
brilhantna. '
> aspa alta. ...'.'.[
baixa. .
31,32,33,34. .
de cores 32,33.34. .
10*000
10*000
9*500
0*000
8*500
I>*500
5$O0O
2$000
1&500
5$5CO
3gOOO
Sse vendo.
Finissimas casemiras de cores para paletots,
calcas e colletes a 1*400 o covado ; deetas fazen-
das f na ra da Imperatriz, loja de 4 portas n.
56, de kfigalbes & llendes.
A grande loja de
portas que es-
t queimando.
Na ra da Imperatriz loja armazenada de 4
portas n. 56, vende-se ricos enfeites de groxe
para cabega a 4* e 4(500, ditos muito ricos a
5$500 e 6*. siias bordadas a 3* e 3*500, ricos
sintos com fivelas muito rica a 2$500 e 3*, no-
vas sedas a 640 rs. o covado, organdys de lindos
gosis a 640 rs. a vara, todas as fazendas se do
amostras ou mandam-se pelos caixeiros da casa.
N. B. recommenda-se muito que por favor quan-
do venha ver qualquer fazenda loja de 4 portas
isto para nao haver engao na loja de Magalhes
& Nendes.
Sapatos com salto (JolyJ.
francezes uesquinhos'.
Em casa de Milis, Latham & C, na
ra da Cadeia do Recife n. 52, vende-se
Tinta preparada a oleo dezinco e chum-
bo em latas.
Ancoras e orreotes de ferro.
Tijolos para limpar facas.
Algodozinho grosso para saceos.
Linha de algod&o em nvelos.
Vinho do Porto engarrafado de muito
superior qoalidade.
Dito de Lisboa em barris de 5.
Dito champagne de boa qualidade.
Arroz da India.
Sulfato de ferro.
Oleo de liobaca.
Azarco.
Salitre.
5gr.0O
5$0CO
5*000
. 4$800
450>
4$000
S"aM Ie",D.M' : 20
Ji,d, dd e 34 lustre. ISOOO
E um rico sortimento de conro de lustre be-
fnrh,aeV mar^o^ain,. la, vaquetas, eon-
rinhoB, Oo, tanas etc., por menos do que qual-
qner outro poda vender. 4
Venda de escravos.
Vende-se urna escrava de meia idade, multo
fiel, boa avadeira. cozinhelra. costureira de al-
faiate, e tambem engomma alguma cousa. Tam-
bem se vende urna crionlinha, liba da metma
com 11 a 12 annos. que j cose chao e faz grades
perfeitamente e muito boa para moceaba a
fallar na roa da Aurora, taberna n. 48.
4120 rs. o papel.
Agulhas Victoria
vndese ni loja Esperanca ra do
Queimado n. 33 A.
Feijao em baja e repolhos em al-
moira, em barrilbinhos de 24 libras,
cousa muito boa ebegados de Lisboa pe-
la barca Relmpago : no armazem
de Nunes & Irm5o.
Vende-se urna boa barcaca denome aClau-
dma bem conhecida, que carrega 20 caixas, boa
de vela : a tratar na ra da Senzala Velha n 134
no primeiro andar; na mesma casa d-se l.a
a juros com penhor. *
Vende-se urna escrava robusta de boa fi-
gura, e vanas habilidades : no paleo de S. Pedro
numero 16.
Attenco.
uS.e~Ste,!?a e.tiJI de Senaria ^a e
ladnlho obra bem feita, bem cozida, e de barro
d agua doce, por preco em conta, a dinheiro
quem se quizer desengaar v ver e achara na
otaria do fundao, junto a rasa do Dr. Lobo los-
COSO*
Milho e farelo.
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT.
Militares de individuos de todas as nacCes
podem tosteraunhar as virtudes deste remedio
ncompara vele provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seuoorpoe
membros in tetramente saos depois de havec em-
pregado intilmente o u tros trata raen tos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lh'as
relatara todos os das ha muitos annos; e a
maior parte deltas sao to sor prndenles que
admiram os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobrarais com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois dedur
permanecido longo tempo nos hospitaes.o tea
deviara soffrer a amputadlo 1 Dellas ha mui-
ros quehavendo deixado esses, asylos depade-
timentos, para se nao submeterem a essa ope-
raco dolorosa foram curadasjj^mpletamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusio de seu reco-
nhecimento declararan) estes resultados benfi-
cos dianle do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de aais autenticarem sua a firma-
tiva.
Ninguem desesperarla do estado desaude s
tivesse bastante con nanea para encinar este re-
medio constantementeseguindo elgum lempo o
tratamento que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que ludo cura.
O ungento be til, mais particu-
larmente nos segnlntescasos
Alporeas
Caimbras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores decabeca.
das costas.
dos membros.
Enferraidades da cutis
em geral.
Ditas de anns.
Erupces escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade oa falta de
calor as extremida-
des.
Freiras.
Gengivas escaldadas.
Inchacoes.
iDammacao do figado.
Inflammaco da bexiga
da matriz 0
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna.
Supuragdes ptridas-.
Tinha, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articularles.
Veias torcidas ou no-
das as pernas.
Na taberna grande da Soledade e ra da Impe-
.n; iUD' /J?.nle' ha farel e milho em
saceos grandes a 4*500 o sacco.
champagne
de Chateau Laronzire, em gigos de 15 garrafas
19 grandes e 6 pequeas) a 15* cada
praca da Independencia n. 22.
um ; na
Escraros fgidos.
Yendo-so este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs,, cada boeetinha contem
urna instmooo em portugus para explicar o
modo do fasor uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ruar de Cruz n. 22, em
Pernambuco.
Superiores organdys a
720 rs.avara,
Veodem-se finissimos organdvs de muito bo-
nitos padroes, pelo baratissimo prego de 720 rs.
a vara, fazenda que sempre se vendeu por
1*200, assim pois, quem quizer comprar Tazeoda
fina muito bonita e muito barata chegar i ra
do Queimado n. 22, na bem conhecida loja da
boa 14.
Relogios baratos.
Na ra Nova n. 21, ha grande porcio de relo-
gios follados, douradoa ede ouro, patentes e ori-
tonlaes, suissos e iogleies, os quaes serlo ven-
didos pelos pregos da factura. Cada relogro leva-
r um recibo em que se responsabilisa pelo re-
gulamento durante seis mezas.
Anda se acba fgido o escravo Cosme, cr-
nalo, idade de 35 annos, estatura regular, testa
grande, com falta de denles na frente, costuma
mascar fumo e dado a bebidas, foi o ascravo do
Sr. lente-coronel Joo Valentim Vilella, tem
officio de pedreiro e carapina, tem sido visto na
Fassagem e suas immediaces, porm talvez te-
chando para o eogenho Crauass, aonde tem um
irmao gemeo chamado Damio, que tambem oi
escravo da sogra do mesmo Sr. Vilella, e vendi-
do para o memo engenho, elle muito conhe-
cido; pelo que roga-se a todas as autoridades
policiaes, capites decampo, e a quem mais he
convier, o favor de o prenderem e conduzi-lo ao
seu senhor Antonio Leal de Barros, no seu sitie
na ra de Joao Fernandes Vieira, junto ao Jlan-
guinho, que gratificar generosamente.
Fugio no dia 22 de agosto passado um preto
de nome Ricardo, naci Coala, alto, magro, lem
uos pannos no rosto, representa ter 40 annos de
idade, levou um bab velho o alguma roupa, tem
sido visto nos arrabaldes desta cidade ; roga-se
s autoridades policiaesou qualquer pessoa o ap-
prebendam e mandem ra da Cadeia Velha n.
1, a entregar ao abaixo assigoado, que ser pago
lodo o seu Uabalbo.Jos Goncalves Torres.
No dia 22 de jolbo do crreme anno, au-
sentou-se de bordo do vapor Iguarass > um
mulato criado de nome Faustino, idade de 21 a
22 annos poaco mais ou menos, natural da cida-
de da Granja e de propriedade do Sr. Jos Anto-
nio de Barros, residente all, cojos signaes sao os
seguintes : alto, corpo regular, cor amarellada,
cabellos carapinhos, naiiz proporcionado, bocea
grande, belcos grossos, bons denles, mal feito de
ps, anda seapre bem vestido e penteado: o su-
pracitado mulato anda pela ra da Aurora inti-
tulsndo-se forro. Roga-se aa autoridades policiaes
e capites de campo a apprebenso do predito
mulato e leva-lo ao largo da Assembla n. 12,
2* andar, ou em casa do Illni. Sr. commendador
Hanoel Goncalves da Silva.
No dia 19 de Janeiro de 1856 fugio do en-
genho das Maltas, comarca do Cabo, um mulato
por nome Jerooymo, idade 30 annos, baixo, es-
padado, ps pequeos e carOudoa, os dedos dos
ps curtos, pernas groases, pouca barba, bom ca-
bello, cor acanellada. quando falla gagueja,
mestre sapateiroe carreiro. Da primeira fgida
que fez foi preso em Caruar, e agora consta an-
dar por all mesmo o pelos sertOea do Fenedo;
quando fugio levou um poltro rozilho caban
com este ferro CI: quem o apprehender e levar
ao referido engenho receber 100* de gratifica-
Co. O referido mulato intitulase forro, e cons-
ta indar pelos sertOes com esse titulo.
Desappareceu no dia 13 do conente, do si-
tio da S. Jos do Manguinho, o escravo crioulo,
maior de 50 annos, de nome Joaquim, com oa
signaes seguintes : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e oso alpargatas ; este eacravo foi pro-
priedade do Sr. Hanoel Jos PereiraPacheco, do
Aracaiy, d'onde veio para aqui fgido : roga-eo
a todaa as autoridadea policaea o a quem qoer
que o encontr, do o capturar e entrega-lo no
sitio cima citado, oa na roa do Trapiche n. 15
a Jos Teixeira Basto.
Escrava fgida.
Ifo da djenme de arrente anno fugio do
aitio da viunra le Jlo Ferretra des Sanios, na
Paisagem da Magdalena, a escrava crioula de
nome Ignes, com os seguintes signaes : lem 40
annos do idade, 4 de estatura regular, tea cor
rala, aleijada deum dedo da nao esquerda, e
mnito regrista ; esta escrava foi propriedade do
senhor do engenho Poeta ; snppoe-se qae ella
est cocola em algema casaeob o titulo de forra,
pelo que se protesta centra qoea a tiver ea sea
poder : roga-se as autoridades policiaes e capi-
tes de campo a apprehenso de dita escrava, e
leva-la ao referido sitio, onde receber a paga de
seu trabalbo com generoeidade.


(8)
IARIO DI P1RUO000; SEXTA RIIU 6 DE 5ETEMBRO DI 1S61:
Litteratura.
Os principios de 89 e c a doutrina
cathoca.
Apparecen ltimamente una obra importante
pplo assumplo, mais importante ainda pelo au-
tor. Ura professor de grande seminario quiz pro- j
rar a conformidade dos principios de 89 coma
doutrina caiholica. Lenos coni atiendo esta bro-
chura, e apezar da habilidade do theologo, e tal -
vpz mesmo por causa de aua habilitsima habili-
dade, resta-nos objecces. Pedimos-lhe a per-
misso de exp-las.
Digamos em primeiro lugar etn que estamos de
aecrdo.
O'Je seja peroiiltiio acriiaros principios de 89,
ron;o oulros tantos arligos do Cireito positivo
francez, prometter-lhes obeliencia e prestar ju-
ramento consliluigo cojo prefacio formara,
nenhuma duvida ha oeste ponto. As decises
emanadas da Santa-S, a conducta dos bispos, a
pratica d'uma multidode funcionarios christos
que preferiran! perder seu lugar e sua cabega
assigaar um juramento do Test, provam supers-
buodanlemente que licito obrigar-se obser-
var, os principios de 89. Mas pde-se exigir mais
dos calholicos, < exigir que o estado social em
que se exercem os principios de 89 seja por elles
admirado como o ideal da perfeigio? Nao ser
injusto e absurdo recusar a liberdade aquelles
que se cootentam com urna submissao perfeita e
sincera, para puni-los por nao irem at o super-
lativo da admirago? >
Nao mesmo urna violago da liberdade de
pensar, da liberdade de consciencia, que fazem
parte, prova-lo-hemos, dos principios de 89?
Gomtudo esta apologa theorica, cata these
metaphysica, esta f dogmtica que pretende
nos conduzir o senhor professor. Recusamos se-
gui-lo i mais ampia informagao, e por esta re-
sistencia nao julgamos ofiender nem o clero fran-
cez, nem o povo, ao qual distribue a Terdadeira
dentrina.
O senhor professor faz observar que sobre 50
mil padres, somos 45 mil futios de lavradores e
operarios, e que de ninguem necessitsmos que
nos eosine conhecer o pvo, ama-lo, viver
no meio delle e nos dedicar por elle. > Nao
contestamos esta esiatistica, mas nada faz cau-
sa. Somos os amigos mais preciosos do poro, nao
por nosso nascimento, mas por nossa regenera-
gao no biplismo e no sacerdocio. Nosso Sanhor
Jess Christo, aquello que leve a mais incompa-
ravel misericordia para com as msssas proletarias,
porqueerravam sera pastor antes delle, era do
sangue da prixeira dyaastia do mundo ; e os
sintos que admiramos de perto e imitamos de
longe, eram quasi todos fldalgos, como f-lo no-
tar nosso breviario om cada urna de suas legen-
das, eixemos pois as castas, que sao todas
eguaes peante Deus, se sempre nao o teem sido
peranle a lei, e sobretudo nao lisongeemos urnas
em detrimento das outras; compararemos mais
exactamente as iheon-s de 89 com a doutrina ca-
tholica. Se as paixes polticas devem oeste
xnunio se calar em alguma parte, justamente
no fundo de um grande seminario.
Pretende o senhor professor que os princi-
pios de 89 forara ensinados pelos theologos ca-
tholicos, antes daquelles que os pregam como se
fussem os reveladores, e que o problema do.ac-
cordo entre a autoridade e i liberdade, do pro-
gresso na ordem, e no respeito de todos os direi-
tas, pode ser resolvido pela doutrina christa, de
conformidade com os principios bem entendidos
de 89. S. Thomaz, Bellarmino, Soares, longe de
declarar que a egreja nao pode subsistir, guardar
suas condices esseociaes de vida no seio de urna
sociedade fundada sobre estes principios, assegu-
racu-nos ao contrario que ella ahi pode respirar e
se mover sem antagonismo E'soberbo. Veja-
mos as provas, ese se preferir a cor local, pese-
mos os argumentos.
Em primeiro lugar, o prembulo da declara-
gao:
Os representantes do pvo francez, constitui-
dos em assembla nacional, considerando que a
ignorancia, o olvido ou desprezo dos direitos do
noaiem sao as nicas causas das calamidades pu-
blicas e da corrupgo dos governos, resolveram
expor em urna declararlo solemne os direitos
naturaes, inalienaveis e sagrados do hornero.
O senhor professor proseguo:
Altnbue-se neste prembulo as calamidades
publicas ea corrupgo dos governos causas que
sao, no essencial, a injustiga ou a foote da injus-
tiga. Tudo o que lesa a nogo de um direito ou
embaraga seu legitimo exercicio, tudo o qae de-
termina o olvido dos deveres entre os cidados,
contribue para pdr a sociedade em um estado de
aolTrimento. Ora, esta doutrina nada tem de con-
traria f e nenhuma contestago poderia dar
lugar no ponto de vista di orlhodoxia. Est re-
sumida n'estis palavras dos livros santos : Justi-
tia elevat gentem ; miseros aulem fcil populo
peccatum.
Nao ha alguma complacencia democrtica nes-
te commentario? Cortamente ludo o quo lesa a
noco de um direito ou embaraga aeu legitimo
exercicio contribue para pdr a sociedade em um
estado de soflmenlo. Mas a queslo, em 89, nao
era essa. Tratava-se de saber se o olvido ou des-
prezo dos direitos do homem sao as nicas cau-
sas das calamidades publicas, e a declarago res-
FOLHETIM
OBATEDORDE ESTRADA
POR
PAULO DUPLESSIS.
SEGUNDA rARTE.
(Concluso.)
XXXVIII.
A povoagq de Villequier acha-se sobre um
dos sitios mais apraziveis que se pode imaginar.
Elegantemente situada na eocsla de urna vas-
ta colima, e dominando por sua posigao geogra-
phica grande parte do paiz, ofTerece essa povoa-
co um panorama admiravel.
Em baixo da collioa vG-se urnas trinta caba-
nas irregulsrmente edificadas margem do Se-
na. Essas cabanas formara urna especie de al-
deasinha, a que chamam o Baixo Villequier, e
quo quasi exclusivamente habitada por maru-
j,os. e pescadores.
Em ns-de agosto do aono de 1855 achava-me
eu no Baixo Villequier. e sentado pona de urna
miseravel taverna, nica do lugar, esvasiava
tranquillamente um pichel de cidra, escutando
com vivo ioteresse as conrersagoes lechnicas de
alguna pescadores, a quem o calor abrasador da
atmospbera fuera refuglar-se naquella especie
de espelunca.
De repente partiram de entre elles muilas ex-
clamagoes que mais se assemelhavam a raas e
zombarias. Voltei-me, evi um rapagio de 25 a
27 anuos que caminhava com ar bumilhado e
abatido, trazendo a cabega, toda contusa, envol-
Tida n'um grande lenco.
Oh I la Tem Le Dru : como passa tio altivo
sem fazer caso dos amigos I E que ar grave que
elle tem I O' rapaz, entol veos agora das nup-
cias?
Sim, fa)lem-me de nupcias... muilo bom
islo I respondeu Le Dru soltando um grande sus-
piro.
Ora vamos, encontraste seguramente o Ur-
so-Pardo ; nao rerdade que o encontraste, meu
rapaz?
Isto nao se perguota...bem ests Tendo...
fcnlao, elle bateu-te como de cosame?
-,* c?m. de CMlu>e. seria bom l Eu
nao me queuaria 1
turna ?0* qU8 B,leu'u mai inda de que cs-
E' rerdade ; s faltou matar-me l Porem
deata resalo possrel mais soffrer" >ou de-
nuncia-lo justica...elle ha d. ir P?J 5S
qq ro *
De que serr isto, se esse Urso-Paraozom-
na al da justiga I exclamou um manijo. Todos
os dias est sendo condemnado por crime de
reincidencia, e todos os dias rae fazendo das
suas I Querem saber ? Sou de parecer que nos
entendamos sobre o meio de acabar com esse
jagello. Vamos todoa de encontr a elle ; qoe
acham ?
Um silencio signifl cativo acolbea a pro posigao
do marojo : era evidente que essa especie de
cruzada nio agradara muilo a aquelles a quem
oi ella proposla.
Ora deixa-lo I replicn um pescador. Elle
ne mo quando deixam-no tranquillo : o que
nao quer ser contrariado as suas manas.
pondeu de urna maneira afTirmativa, contradicto-
riamente doutrioa de S. Thomaz, Bellarmino e
Soares, que ensinam que urna causa muito mais
efflcaz da corrupgo dos governos jas no olvido
ou desprezo dos direitos de Deus. Entraos cora-
mentadores da Santa Escriptura, o senhor pro-
fessor nao encontrar um squeapplique somon-
te So desprezo dos direitos do homem o prover-
bio sagrado que cita. Todos elles entendeni por
justitia a virlude que faz o justo, virtude que
coniprehende tanto e mais a pratica dos direitos
de Dos como a dos direitos do hornera, e por
peccatum os peccados que se comraetlem contri
Deus antes dos que se commettem contra o pr-
ximo. Nao consultamos o acto de nascimeulo
destes commentadores, mas estamos persuadidos
que em seu numero achar-se-hia Cilios de lavra-
dores e de operarios
A admirarlo do senhor professor para o prem-
bulo da declarago prosegue oestes termos: A
assembla reconhece e declara direitos, mas nao
os crea. Declara-os em presenga do Ser Supre-
mo e sobseui auspicios. Deus pois chamado co-
mo testemunho, porqve o autor da nalureza,
cujos direitos a deglaragao exprime, e porque el-
le mesmo consequenlemente, o autor e a ori-
gen) do direito. Sua presenga emfim nao pode
ser invocada sem que se situ nelle a idea da
sanego do direilo ; d'outro modo seria ella in-
til. Nos pois permittido dizer que a Franga de
89 nao queria que a lei fosso atheisla. ella nao
acredita va que devesse nem podsse s-lo. Coo-
cebia-se que nao iovocasse tal culto, tal rellgio
em particular, mas ligavam-na idea de Deus.
tomada ao menos na ordem natural e como pri-
meiro principio da razio. Esta doutrioa confir-
mada pela religio caiholica. Ella corresponde a
esta exprsalo das Sanias Escripturas: Os reis
reinam por mim, e por mim que os lsgislado-
res ordenam o que justo.
Que o senhor professor, permita-nos diz-lo;
nao difficil. A nago chrislianissima passava
todos os seus actos, desde quatorze seculos, em
presenga de Jess Christo e sob seus auspicios.
A assembla nacional de 89 subsliiue isso o Ser
Supremo, e olle acha isso bem simples. Faz de-
cahir a Franga de S. Remigio e de S. Hilario.de
Carlos Magno e de S. Lufz, a Franga baplisada,
sobrenatural, chamada visto beaiica, ao Deus
de Robespierre e da Nalureza, ao Ser Supremo, e
elle acha que esta doutrina confirmada pela re-
ligio caiholica I A assembla separa o que a
Santissima Trindade uni, a raga franca e a rea-
leza de Christo ; pretende nos lirar, como pvo,
um carcter indelevel, o do baptismo e da ca-
valliria christa, e elle nao repara esta aposta-
sia ? Elle est satisfeito, risto nos restar o Ser
Supremo e a immortalidade da alma. Sua calma
nos excede. O ar que respira no fundo de um se-
minario est pois carregado este ponto dos
miasmas do seclo, e estjs miasmas exorcem um
tal poder anesthsico? Teria elle esquecido esta
declarago de S. Jacques: Deligio inunda... im-
maculatum se cuslodire ab hosc sculo ?
Concebe-se, diz elle, que a Franga de 89 nao
invocasso tal culto, i.il religio em particular.
Coucebeis vos isso, vos? Enlo nossos paes ti-
nham-se dado bem mal com a religio christa,
visto que to tranquillamente concebeis que a
nago tenha-lhe dado seu libello de repudiago,
sob forma de declarago dos direitos? Ah I nos
consterna vossa bonbomia muito mais do que as
imprecages dos impos e as diatribes dos racio-
nalistas contra a egreja 1
Mas estaes bem cerlo que os conslituiotes de
89 nao queriam que a 1-i fosso atheisla, porque
puoham sua declarago sob os auspicios do Ser
Supremo ? Para nos esla consequencia bem ar-
riscada. Os constituimos collocavam-se, ver-
dade, por sua eonta pessoal sob os auspicios do
Ser Supremo; mas ahi nao collocavam legal-
mente seus coostituinles ComprehenJiam mu
perfeitamente que o cidado francez nao nvo-
casse tal culto em particular, nem mesmo o des-
mo. Nao pretenliam privar o panlheista e o in-
diflVrentista de sua egualdade perante a lei.
D'oode segu que pretendiam que a lei fosse
atheisla, pois pretendiam que a lei Uzsse abstrae-
cao de Deus sob todas as formas em que pode ser
reconhecido e adorado pelo homem. Has ento,
diris, porque punham-ae elles meamos em pre-
senga do Ser Supremo ? Podiam crerque o Ser
Supremo sanecionasse elle proprio o atheismopor
omisso da lei, coodo sendo urna legslago mais
perfeits no meio dos homens divididos pelo li-
vre exame, como a legslago mais apropriada o
progresso da socidade moderna.
Logo, nao evidente que a a declarago dos
direitos de 1789 prenda positivamente Deus to-
da a ordem da sociedade, e, por consequencia,
parece-nos duvidoso que, por este principio, a na-
da elle avance que seja contrario doutrina
christa.
Mas quando mesmo prendesse positivamente
Deus toda a ordem da sociedade franceza, nao
seria anda conforme doutrina christa. Porque
esta doutrina ensina que se esta liago com o
Deus da nalureza basta aos povos que nao rece-
beram a Boa-Nova, completamente insuficien-
te s ragas que trazem na fronte o zelo da rege-
neracao e o ttulo de franco.
Passemos agora aos anigos.
O artigo primeiro da declarago diz que c os
homens nascem e permanecem livres e eguaes
em direitos. O senhor professor prova mui bem.
por Soares, que os horneas nascem livres, mas nao
(Vide Diario a, V)4,
Naquelle momento ouvio-se o astrondo de um
tiro alguna psssos de distancia da taverna.
Ouvis? observou Le Dru. E-lo que la es-
t adrando sobre as lebres, apezar de nao ter si-
do ainda permittido ocar-se I Duvido muito que
nao va acabar os seus das as galeras.
Todava devemos confessar que um famo-
so atirador. acudi logo oulro manijo: nao ha
segundo em lodo o departamento. Nunca carre-
ga a sua arma seno com urna bala, porque diz
que o chumbo s serve para alimpar garrafas.
Sim, um famoso atirador I repetiram os
oulros assistentes com esse respeito instinctivo
que a forga ou destreza desperta sempre entre as
pessoas do campo.
Ola, pae Duvatl exclamou Le Dru dirigin-
do-se a um homem que passava naquella occa-
8io por dianle da taverna. Para onde ides ?
O homem interpellado por Le Dru trazia urna
chapa de cobro reluzeute sobre o peito : era o
guarda campestre da communa.
Para onde rou ? disse elle com certo em-
barago. Vou para mioha casa.
Ento ja fustes demittido?
Nao. Porque?
Porque nao roe parece muilo correte que
deixeis assim um ladro de caga a exercer livre-
menle o seu officio as vossas venias I
Ha alguem que esteja cagapdo? perguntou
o guarda campestre flngindo-se muito admirado.
Historia I Parece que queris zombar de mim I
Mal tinha elle concluido esta phrase, quando
ouviu-se outro tiro a pequea distancia.
Ento? perguntou Le Dru.
Eotio I Vou ja para mioha casa, respondeu
o guarda tomando resolutamente o seu partido.
Confesso. que estar curioso por saber quem
era essa personagem, designada com o appellido
de Urso-Pardo, que lo poucos adeptos contava
em Villequier, e que cagava lebres tiros de
bala: resolv pois satisfazer a mioha curiosi-
dade
Tinha apenas dado uns duzenlos pasaos quan-
do achei-me em frente de urna especie de gigan-
te armado de urna carabina.
O Urso-Pardo, pois nao poda ser outro seno
elle, me encarou de revs, e parou como se es-
perasse que lhe eu dirigisse a palavra. A occa-
sio era favoravel, a tratei de aproreita-la.
Fizestes boa cagada, senhor ?
Por ventura pode-se aqu cagar bem ?
Entretanto essas trez lebres que trazeis...
O gigante lorantou os hombros em ir de pie-
dad e, e disse;
Chamaes a isto boa cagada?
E ia retirando-se quando fi-lo parar com urna
ora pergunta.
Ja ha permisso para cagar-se ?
Qae duvida I As lebres correm em liber-
dade.
Pelo que rejo tendes pouco medo dos pro-
cesaos.
Ah I parece-ne que sois daquelles qae se
oceupam em rabisesr papis contra todo o mun-
io i me diste o Urso-Pardo com um modo pouco
loenerolo. Se um processo que rindes annun-
ciar-me ; podis fallar, nao me zangarei. Que
me importa um processo de mais ou de menos?
inm .Sm I".' g'8"le *'"* bttatB, fflBS 0
om com que as pronunciou denotiva urna lerda
irnlagao prestes a rebentar "U0,,TB umt nm
nr^iTXh "^1ltimente abre a minha
EES! k- ? n3,Dh" bonges, lhe res-
lgnmeofflcu YeS prora por modo algum que permanegam livres,
em ama palavra, que aua liberdade innata seja
um direito natural, inalienarel e sagrado. Ne-
nhum theologo disse iss> tratando da lei de na-
lureza.
Has o Evangelho, elevando a sociedade huma-
na vida sobrenatural, nao coosagrou a liberdade
do homem como um direito Imprescrlptlvel ? O
Sr. professor affirma-o e nem ao menos prova-o.
Na ordem sobrenatural, diz, s temos um mes-
mo pae que Deus ; lodosos horneas sao irmot
e chamados mesma hersnga.a E' rerdade;
mas o que somos aos olhos de D-us torna-se ne-
cessariamente um direito para nos no rgimen
poltico e civil ?
< Nao ha mais Judeus nem Gregos, exclama
S.Paulo; nao ha incircumeisos nem circumei-
sos ; escravos, nem livres ; todos tos nao sois se-
no um em Jess Christo. haremos a mesma ob-
jeegio ; trata-se aqui do direilo eclesistico, a
nao do direito civil.
Se naoha, de facto, mais Judeus e Gregos aos
olhos do" christianlsmo, nao permitteo ebristia-
nismoquo reste Judeus e Gregos. Fraoceres e
Hetpaubes aos olhos dos governos temporaes?
< O ehristianisno corlou a escrarido pela
raz. Deslruio-o moral monte em tudo o que tem
de contrario ao direito natural. Leia-se a epsto-
la Pbilemon, e dir-nos-ho depois se Onesimo
era um escravo, segundo a noco do direito pa-
go. Nao tem de escravo seno o nome, como
diz S. Cbrysostomo, ea egreja nao distingue en-
tre elle e seu senhor.
Ha nessas assergoes ideas misturadas. O chris-
tanismo cortou a escraridlo pela raz ; mas onde
o christianismo nao tem feilo a edueago do po-
vo tem prohibido a escravido como opposta
um direito ioalienavel do homem ? declarou-se
abolicionista ? Destruio a escravido em tudo o
que tem de contrario ao direito natural ; mas se
vossa these fosse verdadeira, o christianlsmo nao
lelo-nia destruido em parte ; te-lo destruido total-
mente, porque, segundo ros, a eacravido toda
inteira que contraria a um direito inalienarel.
Com tudo sois obrgado insinuar que o chris-
tianismo tem maBtido provisoriamente a escrari-
do em tudo o que nao era contrario ao direito
natural.
Ora, o que realasse della bastava para violar o
primeiro artigo da declarago ? Sem duvida al-
guma. Onsimo, escravo segundo a nogo do di-
reito chrislo, nao poda mudar de senhor, nem
de lugar, nem dispordeseu trabalho, nem adqui-
rir ; e quando seu senhor estar de mo humor,
S. Pedro dizia-lhe que nao lhe devia menos a
obediencia.
Emfim, tolo o mundo bem sabe que a egreja
deixou a escrarido na Europa at Alelan ir III;
que os santos liberlavam successivameote seus
escravos, o que provava que elles tinham tido, e
que sua liberdade nao era um direito ioalienavel
aos olhos do christiauiamo.
Pde-se fazer phrases e citagoes que paregam
dizer o contrario ; obtero mesmo urna certa po-
pularidad?, mas sero menos conformes doutri-
na caiholica.
Esta nao teme dizer que o homem pode ser es-
cravo ; que misler urna looga acgo do clero
para que elle merega cessar de se-lo, e que a es-
cravido o estado necessario da ordem social
oos povos que nio teem gozado da tulella cleri-
cal, ou repudiaram-na desde muito lempo.
O Sr. professor confirma seu commentario do
primeiro artigo por um paragrapho que comega
assim:
c Gostamos de crer que entre os cidados en-
nobrecidos ou nobres por heraoga, nenhum mata
ha que sonhe urna nobreza natural ou residindo
de algum modo no sangue. Ha at alguns sar-
casmos de que se parece feliz de ter adiado. Con-
cedemos que as ragas aristocrticas nao sejam
mais do que um prejuizo, risto que o bom san-
gue dos lavradores e operarios, de quem somos
filhos, nunca lenha mentido.
a Ari. 2. O fim de toda a associago poltica
a cooservago dos direitos naturaes e imprescrip-
tiveis do homem. Estes direitos sao a liberdade,
a seguranga e a resistencia oppresso.
O Sr. professor ensina sobre a resistencia op
presso, nao a doutrioa dos Gallicaoos e de Bos-
suel, mas a dos doutores ultramontanos, no que
somos completamente de sua opioio. Has ca-
bio em confuses que ramos tentar pdr em
ordem.
Um povo querendo resistir oppresso, est
em urna destas tres condiges: ou um povo
primitivo vivendo no estado de nalureza, e s
tendo pan regrar sua conducta a lei natural, ou
um povo organisado christmente, ou um povo
que tem passaJo pela edueago cbrisla, e que
veio 6 ser litro pensador.
Se oo distingus estes tres estados, julgareis
estabelecer urna these, e em lugar disso palinha-
reis em um lamagal. >
O Sr. professor cita os theologos da edade-me-
dia e mesmo do pretendido renascimento, que
tomam calorosamente o partido da nago contra
o tyranno ; mas nao diz que elles se oceupam de
um povo no estado piimiliro, e que suas decises
de casos de coosciencia polticos sao nicamente
feitas para elle.
Esta omisso langa-os em estranhas perplexi-
dacle. Proseguido por sangrentas lembrangas,
quizera dar como dass theorias contrarias dous
aphorismos que se assemelham.
A declara-go da 89, sobre o direito de resis-
Tanto melhor para ros I exclimou elle.
E porque ?
Porque jurei anatomisar o primeiro homem
da justiga que viesse com a sua peona abrir que-
relas commigo. O que queris? Nao sou mo ;
porem a paciencia humaba tem os seus limites;
e preciso acabar com isto.
A patarra-i anatomisar na boca de um
camponez normando surprehendeu-me bastante.
Tendes para isso algum lomahawk ? per-
guntei-lhe eu sorrindo-me.
A minha pergunta parecen causar-lha um pas-
mo egual ao que em mim havia produzido a sua
resposla.
O que que dissestes Y romaftoic*; ?
Sim, tomahaaik. De que ros admiraes ?
E sabis o que isso quer dizer t
Se nao soubosse, nao eropregaria a patarra.
O gigante Ihou-me com mais altengo do que
o havia feito at ali.
Dar-se-ha acaso que j estiresseis l ?
L aonde?
Do outro lado do mar : na America.
Ealive sim.
Neste caso dereisconhecer a Sonora...
Conhego at perfeitamente.
Urna completa metamorphose operou-se na
pessoa do gigante. A dureza dos seus tragos tor-
nou-se n'uma expressao de benerolencla ; a aus-
teridade dos seus modos abrandou-se immedia-
tamente.
_ By God 1 exclamou elle estendendo-me a
mao. Estou satisfeitissimo por encontrar-ros.
Com queja estrastes l I Poderei saber qual
o vosso destino?
Nao tenho destino ; rlajo, ou antes passeio
descripgo do meu capricho.
Caramba 1 E' justo I Aquelles que j ti-
veram l nao saben o que obedecer, aeno
sua rontade. Consents em passarmos juntos o
da ? Conrersaremos da America ; isto me far
bem.
O carcter pessoal do Urso-Pardo agradon-me
logo de principio : aceitei pois a sua proposta
sem hesitar.
Poderia conduzir-ros para mioha casa, me
disse elle com risivel embarago, e passando a
carabina a tiracolo : porm a fallar-ros a rerda-
de nao posso precisamente affirmar que tenha
casa...
Como nao tendes casa ? Ento passaes em
Villequier a rida dos nmades ?
O semblante do gigante, tostado pelo sol, ain-
da assim cobrio-se de urna cor arermelhada.
Ai de mim, senhor I possuo urna cabanasi-
nha, verdide : mas... mas... sou casado I Se-
, gria melhor que foseemos para a taverna.
Para a taverna! Nada ; a vossa presenga
ali poderia dar lugar a alguma scena desagrada-
vel ; pois que l se acha um certo Le Dru...
-Sim, Sim, sei o que queris dizer, inter-
rompeu o gigante. Pois sabei que esse Le Dra
um patife que me escreria urna alluriio de
mentiras, quando eu estar na America, s com
o fim de roubar o meu dinbeiro I Mandei-lhe
duzentas piastras para o seu casamento ; dei on-
gai pelo nascimento do seu primeiro Gibo ; a nao
sei quantas mala afina de comprar sinos para a
egreja I Ora, acreditareis que o bregeiro est
aioda por casar, a que os atos da egreja sao
os meemos que ella possue j ha cem anuos)?.
Nao tenhaes receio da sua presenga; quando elle
nos vir eegar, ter o cuidado de retirar-se. Ain-
da esta manhia deixei-o ficar um pouco convi-
dado 1 Oh I senhor, vos nao podis imaginar que
teociajfce conrea, mas a declarago de 93 lhe
parece anarchica. Julga rer nella esla doutri-
na mortfera que se oceulta hoje nessas phrases
mellifluas, de que nao desconfa o honesto con-
servador : um poro tem o direito de ae desfazer
de um governo que lhe desagrada I e termina
assim :
Os eupbemismos moda que acabamos de
assignalar, nao fazem seno dissimular para os
homens pouco perspicazes o famoso principio da
declarago de 1793 : quando o governo viola os
direitos do povo, a insurreigao para o povo, e
cada porgo do povo o mais sagrado e o mais in-
dispeasavel dos deveres.
Se o Sr/ professor quizer reflrectir bem nisto,
ver que a declarago de;93 e a de 98 sao as
mesmas em termos differentes. Quando o gover-
no viola os direitos do povo, nao contraria por
suas phantasias, nao desagrada a urna crianga
turbulenta, faz ouirs cousa, tyranno, e merece
a resistencia oppresso.
Que oeste caso seja a Insurreigao o mais sagra-
do dos deveres, resulta de que a resistencia op-
presso, segundo o Sr. professor a sotes de lu-
do um direito primario, natural e imprescrip-
tivel.
Que cada porgo, mesmo cada cidado, deva
cooperar para o livramento social, aioda a con-
sequencia da associago poltica que a deve asse-
gurar cada homem a liberdade, a seguranga e
resistencia oppresso.
D'onde vem pois que oSr. professor, que diz:
depois de S. Thomaz, segundo o espritu dos
principios de 89, mas em termos mais enrgicos
do que os da declarago : se o povo tem o direi-
lo de prover si mesmo de um chele, tem tam-
bera o de derriba-lo ou de conter seu poder.se
abusa tyraonicameme da autoridade suprema ;
d'oode vem pois que faca um lo mo acolhi-
mento declarago de 93] que todava nao passa
de um commentario desta doutrioa ? Ei-lo : pen-
sou, meos na doutrioa em si mesmo do que em
seus interpretes.
Os homens de 89, collocados < em presenga e
sob os auspicios do Ser Supremo, ganharam sua
confianga. Diz de bom grado com elles :
Submettemo ao julgamento da razo.luzda
humanidade, a ioterpretago do pacto social;
emquanto as geoles de 93, eocarregadas de inter-
pretar sua Declarago, recordaram-lhe o cads-
falso de Luz XVI e de Maria Antonieta, e elle
recuou.
Se er ingenuamente na razo primitiva do
gallo gautez, o barrete vermelho recorda-lhe en-
tretanto que ha um livre-exame. Era lempo 1
Eocontra-se aioda no mesmo capitulo outras
passagens confundidas pela mesma negligeoca
em distinguir os diversos estados de ama nago.
Cita a resistencia tyraonia de Roboo; mas
aqui a razo judaica era guiada por urna ioter-
pretago theocralica ; a Lig, mas ahi, o clero e
o papa guiavam a ioterpretago franceza segundo
o poder dos chefes. Cita emfim o caso de resis-
tencia oppresso. no qual a razo publica ti-
vesse recurso Santa S, a qual o direito publico
proclamasse arbitro. Mas ento a Sania S nao
tirara seu direito de inlerprelago dos casos de
consciencia poltica senao de um consentimento
europeo muito pouco sobrenatural, e ainda me-
nos inalienavel e imprescriptivel; de urna con-
sulta de Leiboitz e Joo de Muller, o que nao
urna grande garanta para os povos, de umacon-
cepgo cannica-histrica de Mr. Gosselio, o sul-
piciano, o que nao urna grande autoridade en-
tre os publicistas calholicos.
Se o Sr. professor quer ver claramente em suas
sabias inrestigages, importa que distiogua o po-
vo primitivo de povo christo e de poro livre
pensador. Todos os autores que cita nao se oc-
cuparam seno do primeiro, d'oode segu que a
applicago que faz de seus textos um povo
christo, e sobretudo um povo li.-re pensador,
passa de um genero outro, o que como lodos
os dias eosina-o seus discpulos, um dos mais
clamorosos sophismas.
Quando um povo primitivo quer usar do direi-
to de resistencia oppresso, pode-o, posto que
:. esta theoria suscite na pralica bem difficulda-
des e possa dar indirectartente lugar a abusos
mui graves. Mas islo n3o prova que elle seja
mal fundada. Todo outrosyslema acarrela alias
inconvenientes mais graves ainda.
Estamos de accordo com o Sr. professor neste
primeiro ponto, fazeodo nao obstante observar
que elle pouco pralico, risto que nao se eu-
contra quasi mais poros primitivos seno na
Ibeoria.
Quando um povo, organisado cathoca mente.
sent a necessidade de resistir oppresso, em
vez de consultar a razo natural sobre esle direi-
to, consulta a razo da egreja ; e como a razio
da egreja mais intelligente do que a razo na-
tural, assistida, como de gragas superiores, se
o povo nao se acba j mal por tentar a resisten-
cia tyrannia sobre os indicios someote da razo
primitiva, com mais poderosa razo atbar-se-ha
bem emprebender seu livramento sob a direcgo
da razo ecclesiasca.
Quando um povo reiu ser livre pensador,
oo pode mais do que oscillar entre o despotismo
e a ansrehia, porque s ha dous fundamentos da
ordem social, a razo primitiva e a rav6lago
christa, a porque o povo livre pensador perrer-
leu urna e outra. Cansado de despotismo, tenta-
r a anarchia, e cansada de anarchia, tentar o
despotismo. Mudar de lado na cama, mas fica-
gente abomtoavel sao estes Normandos I Ea ve-
ril com prazer arder todo Villequier I... Mas,
paciencia I...
Como, paciaocia ? Queris acaso ser o Al-
tila da rosss poroaco, lerando-a a fogo e a
ferro ?
Nao conhego o Atlila de quem fallaes ; ha de
ser algum atirador do Kansas ; e eu frequentei
o Kansas muilo pouco. Quanto ao que me diz
respeito, nao pretendo arruinar Villequier; disse
e repito somento paciencia l porque...
O gigante parou no meio da phrase ;e depois
olhando-me com ar desconfiado e suspeitoso,
que em nada me offendia, por isso que pareca
ser o seu modo habitual, disse :
Vamos taverna.
J que o queris, ramos.
Alm de que tinha eu desejos de saber porque
maneira receberiam oUrso-Pardo naquella taver-
na, onde ouvira mallratarem-no com patarras :
essa recepgo fui corlez e respeilosa contra o que
eu esperara. Quanto a Le Dru nem mais o vi ;
elle tinha-nos percebido de longe.
O gigante sentou-se a um banco diaotede urna
mesa ralba.
Ola. rapariga I exclamou com voz delrovo.
Traz-nos agurdente.
O terrivel freguez foi servido logo com extre-
ma solicitude.
_ Tirae daqui estes brinquedinhos de crianga,
disse elle designando com um gesto de sobera-
no despreso os copos pequeos que trazia a cria-
da. Dae-nos urna tigela. nio importa que seja
grande, e deixaa ficar a botija.
Sim, Sr. Grandjean, disse a raparig res-
peitosamente.
Estas patarras da criada dersm-me a* conhecer
o nome do meu coohecido ; o que tornara mais
fcil o dialogo entre nos. Estara pois para come-
car a conrersacio quando vi o gigante perturbar-
se de urna maneira ealraoha : dir-se-hia que na
sua frente surgir um perigo terrivel a inespe-
rado I
Levantei os olhos, e deparai com urna mulher,
cujo lamanho seria pouco mais ou manos de fin-
co ps a quatro polegadas, a qaal, com o rosto
abrasado pela colera, os punhos cerrados, e as-
pecto ameacador, araogou para Grandjean.
Que hei de eu sempre vir encontrar-te na
taverna I exclamou ella. Leranla-te j, e se-
gue-me.
Estou com sede l responden o gigante com
urna calma e tranquillidade que proraram estar
elle mais habituado a submissao do que ao espi-
rito de rerelta.
Nunca deixas de ter sede I pois bebe agua.
Vamos, levanta-te depressa.
Grandjean conlinuou o conservar o seu sangue
fri ; e nio se moren.
Nao me ourisle ? tornoa a mulher cada vez
mais encolerisada.
Ouvi, Miquelna.
E enlio, porque nao obedeces ?
Agora nao pode ser ; logo mais
Essa pachorra mudou a colera da madama
Grandjean n'um rerdadeiro furor.
Miserarel I Ters o arrojo de resistir-me 1
Hara de ser engragado realmente I Tu, que nio
passss de um vagabundo, um bregeiro, um be-
bado I
A' medida que as injurias cahiam sobre a ca-
bega de Grandjeao, o seu semblante animara-se
pouco a poaco, e revesta-se de urna expressao
de ootarel contentamento.
Madama Grandjean, a quem eiasperara essa
i* sempre enfermo. Se quizar aarar, a primeira
oppresso qual dore resistir o lirre exame.
Anlesjle flnalisar sobre os arligos 1 e i* da
declarago, consignemos aqui algumas reflexes
destacadas. O Sr. protessor propo aos poros e
aos reis tomar a Santa S por arbitro de suas df-
fereogas, o qae nao conforme aos priocipios de
89, e accrescenia que fora do catholicismo. ne-
nhum principio, nenhuma instiiuigo pode con-
jurar de um m9do geral o perigo de cahir na re-
volugao, segundo a baodeira da liberdade. A
sociedade adianta-se pois para o futuro cora ga-
rantas muito menos seguras de progresso na
paz. Esta disposigo certsmeute mui conser-
vadora.
Entretanto, se nao admittio que o papa obre
no exercicio de suas funegoes e com a assisten-
cia do Espirito Saoto, que lhe proprta ; se nao
vedes no papa mais do que um arbitro humano,
muito reoerarel aioda neste ponto de vista, nao
podis negar que o papa possa abusar de seu ar-
bitrio como um soberaoo or Jioario, seno tanto
como um soberano ordinario ; e como o direito
de resistencia oppresso segundo os prioci-
pios de 89, que sao os vossos, inherente toda
associago poltica, segue-se d'ahi que, em um
caso que nao chimerico, um poro deveria re-
sistir ao papa abusando do arbitrio elle delega-
do voluntariamente. Eis em que labyrintho sa
entraha-se, quando se entremelte-se em alterar
a tradigo para dar-lhe um ar mais spresen-
tarel.
Notaremos emfim urna ultima phrase: t E*
preciso resigoar-se ver algumas vezes a razo
s mos com as difficuldades oriundas das rela-
ges tio delicadas e complicadas entre a autori
dade e a liberdade, duas irmas, mas ciosas o
sombras como duas rivaes.
O Sr. professor folheou muitos autores de theo-
logia, e se sempre nao os comprehendeu quando
coovlnha remontar s ideas geraes para compre-
hende-las, esludou-os ao menos com paciencia.
E' incontestavel.
Estimaramos saber se, em suas immensas lei -
turas, a tradigo lhe tem urna s vez fallado da
autoridade e da liberdade como de duas irmas
que Deus fizra para serem ciosas, sombras e ri-
vaes. Ha ahi urna reminiscencia deplorare! das
duas irmas de Mr. Thiers que Deus alojen urna
no corago e a outra na cabega do homem, e que
nunca se amam to bem como depois de um pro-
longado duello. Ai I o jargo parlamentar que
nenhuma idea justa representa, o que o apostlo
chama as profanas novidades de palavras, entra
pois tambem em um grande seminario I Tome-
mos sentido, nos que a concordata chamou do
captiveiro de Babylonia para edificar o segundo
templo, de trazer para o saocluario um mixto de
vocabulo estringeiros iotroduzidos na lingua ma-
terna.
Esta famosa ponderago da autoridade e da li-
berdade descoohecida de toda a antiguidade
christa.
A egreja s conhece tres grus da ordem so-
cial : a justiga natural, a justiga christa e os
conselhos evanglicos. De pgsse destas grandes
verdades e das gragas que a pem em pratica,
ells ouve as assemblas polticas dos dous mun-
dos que disculem desde um seculo sobre o equi-
librio precario dos poderes legislativo, executivo
e judiciario, dando si este testemunho : Tenho
melhor do que isso para as3egurar aos homens a
liberdade I
O art 3 da declarago diz : O principio de
toda soberana reside esseocialmente na nago.
Nenhum corpo, nenhum individuo pode exercer
autoridade que della nao emane expressa-
menle.
Sr. professor applaude com ambas as mos.
a Expondo o seolimenlo dos theologos sobre os
arligos precedentes, temos deixado prever que o
terceiro artigo ser perfeitamente conforme seu
eosino. Elle repele o mesmo : c h' pois certo
que o terceiro principio de 89 conforme ao eo-
sino dos doutores calholicos. Para que se o veja
mais claramente ainda, poremos em dia com
elles as coosequencias que derivam deste prin-
cipio.
Custa-nos laogar agua fra sobre este enthu-
siasmo ; mas devemos dize-lo : nao asss re-
flectido. O Sr. professor que commodamente
falla em por em dia as consequencias que deri-
vam desle principio, entrevio-os elle mesmo al
o fim ? Sigamos seus mui confiados passos.
Primeiramente, todo poder legitimo vem de
Deus, mas pelo povo ; em segundo lugar, os po-
vos, obrigados escolher urna forma de governo
teem a liberdade de escolher a que lhe convm ;
e emfim a mooarchia em geral, e com mais po-
derosa razo dynsstia alguma real em particular,
nao de direito divino propriamenle dito. At
aqui, verdade para os povos primitivos.
Longe de considerar a forma monarchica
como derivando mais do que as outras dos prin-
cipios primarios, em materia de constiluigo po-
ltica, longe de reconhecer-lhe urna superiori-
dade intrnseca e absoluta relativamente s ou-
tras formas de governo, os theologos s lhe acham
vaotageos duvidosas ou coolrabalaogadas por in-
convenientes particulares. Ha oulros modos de
governar sufficientes, diz Soares, ainda que (ai-
vez menos perfeitos. Nao temos Soares mo,
mas estamos persuadidos que o Sr. professor
commelteu urna inadvertencia. Em lugar de por
a monarchia no numero dos governos sufficien-
tes, posto nue tilvez menos perfeitos, apostara-
mos que Soares quiz designar por esses governos
os que nao sao a monarchia.
Era todo cazo, garantimos achar numerosos e
apreciados theologos qae eollocam a forma mo-
narahica frente das formas de gorerno.
Logo s se pode rer um lamentare! equivoco
nesla proposigo de Bossuet : E' Deus que faz os
res e estabelece as casas reinantes. Nao cem-
mettei equivoco por vossa vez. Se Bosiuet quiz
dizer que Deus escolhia as dyoattias como esco-
Ihou a de David, nao teve razo, o que nao
provarel, porque vos mesmwcitaes a passagem
era que diz :< O poder dos reis nao rem de Deus
de modo, que tambem nao Tenha do consenti-
mento dos povos. Mas se Bossnet quiz dizer
que a nago por mais direilo que livesse de es-
colher seu principe, permanecera seu direito no
estado Iheorico, se em seu seio nao encootrasse
um homem capaz de reinar, disse Bossuet nisto
urna grande verdade. A nago eleitor, repets
cora cantos patriticos que deleita rer. Mis
mistcr ainda que haja um elegir!.
Ora, Deus, e por nenhum modo a nago,
que faz os elegiris cora. Nao exclamis :
Sem duvida Deus faz os reis, mas faz tambem
os presidentes de repblica. Tambem, sim,
mas nao lo fcilmente. Crde toda a tradigo ;
elle despende mais poder creador para talhac
com suas mos ura Pepino, um Garlos Magno,
um Hugo-Caplo, do que para conservar accsa
a bruxuleante poltica de M. Pierce ou de M. Lin-
coln,
a Seria oulra illuso crr que a ceremoniaTa
sagrago confere aos mooarchas urna autoridade
civil de direito. divioo. O Sr. professor faz
grande carnicera de prejaisos e illusoes. Com
tanto que oo mate com o mesmo golpe algu-
mas innocentes verdades I Vamos rer: A sa-
grago nada accrescenta autoridade dos reis,
nao muda a nalureza e nao supprime a origem
immediata que a rontade do povo. Confere
ao poder ja constituido civilmente urna particular
magestade pelo sello da religio e o recooheci-
raento solemne da egreja ; urna origem de ben-
go para o mooarcha ; testemunha a unio dos
dous poderes para o bem commum ; mas looga
de apagar o principio da eleico popular, o pe
era relevo em ritos de urna evidente significa-
cao. A sagrago oo supprime a origem da au-
toridade dos reis que a roatade do povo, seja,
mais por causa disso a sagrago nada accrescen-
ta sua autoridade ? Se s urna origem da ben-
go para o mooarcha, d'oode rem que monar-
chas que passavam por preferir a origem de au-
toridade origem de bengo, tudo fizeram para
serem sagrados ? Mas oo dizeis vos mesmo que
a sagrago confere ao poder urna particular ma-
gestade pelo sello da religio ; e acreditaes que
esla particular magestade nada accrescente au-
toridade dos reis? E' de vossa parte urna illu-
so, nao menos fatal doutrina cathoca do que
as de que fazeis razzia. Voltaremos este pon-
to. Mas temos outras notas que lomar nesla
mesmo capitulo.
Na infancia de um povo, em ama sociedad
nascente onde a consciencia poltica anda est
adormecida, porque o cidado aioda oo est for-
mado, o poder pode bem ser absoluto de facto ;
mas islo nada suppe em favor do syslema que
o esiabelecesse como principio e que dsse as-
sim ao soberaoo direitos imprescriptiveis sobre a
naco. Ao contrario o dever do soberaoo ce-
der desta omnipotencia, quando a sociedade,
chega um certo desenvolvimento, mostra-se
esngada da tulela e reclama, como sendo de seu
direito e ulerease, a parlicpago da vida polti-
ca, adminislrago de seus proprios negocios.
O poder que, apoiando se em um direito chime-
rico, resiste systematicamente estas legitimas
as,iiragoes, se expe ser justamente derribado.
'.< Di mesma maneira, o poler absoluto pode
existir de facto o transitoriamente, quando, para
urna sociedade ja madura, mas perturbada ou
ameagada, o nico remedio ou preservativo
contra a anarchia. Ento repousa, nao sobre um
direilo do soberano, mas sobre a rontade ou
consentimento presumido da sociedade, que, an-
tes de tudo, quer ser salra, e suspenle, nesta
vista e por um lempo, o exercicio dos direitos
dos quaes nao poderia de mais se despojar em
principio. Se o soberano, passado o perigo, abu-
sa e pretende guardar o poder absoluto ; se en-
gaa indefinidamente a nago com vas patarras
e mendazes palliatiros; se a embala com pro-
messas que, tornando-se de algumi sorte em
irona, nao teem outro effeito seno tornar mais
amarga urna ailuaco cuja necessidade nada de-
monstra mais, s de si dere queixar-se da oc-
eulta fermeotago queinsensirelmente mina seu
throno, at a hora em que a exploso o fizer
tioar em pedamos.
(Confinuar-se-na.)
resistencia irnica e calculada, nao pode mais
dominar o seu furor. Com um murro, que teria
invejado um gladiador ioglez, fez voar a botija
que estara sobre a meza ; e aproximando o pu-
obo cerrado s rentas do seu marido, exclamou :
E's muito fraco 1
Bom, mormurou o gigante com ar satis-
feito, eis finalmente que me chega a colera I
Por um gesto rpido como o pensamento agar-
rou com a mo esquerda os bragos de sua
mulher, e com a direita applicou-lhe duas bofe-
tadas as mais estrondosas que j cahiram so-
bre urna faca humana ; animado com este acto
imprimio-lhe um movimento de vae-rem, at
que soltando-a repentinamente ella-loi cahir a
dez passos de distancia.
Apre I disse elle com um suspiro de satis-
fago e como se acabbsse de desembaragar-se de
um fardo que o opprimia. Ha muito que tenho
desejos de fazer isto I
Madama Grandjean sorprendida e subjugada
por esse acto da autoridade, que de certo nao es-
perava, humilhada alem disto pelos risos de mo-
fa que suscitou a sua queda, afastou-se apressa-
dameote. O gigante ficou senhor do campo.
Quanto a mim, pouca attengio prestei a essa
scena de violencia ; pois que absorvia-me na lei -
tura de um jornal, que tomei logo no comego da
querela conjugal por um sentimento de reserva,
e sobre o qual tinha langado os olhos ao acaso.
Tambem gostaes de ler jornaes ? me per-
guntou Grandjean. Isto me admira I Que iote-
resse pode ter um homem, que j esteve l, em
ler todaa essas mentiras ?
. Um interesse do qual parlilharieis, se sou-
bessets o qae contera este jornal.
Eu I Eoganae-ros, senhor. Para mim in-
differente o que se passa na Franga.
Porem o artigo qae lelo nio se refere
Franga, e sim ao Mxico. Narra o Om trgico
de um mancebo, com quem me eocootrei outr'o
ra em Pars, e que mereceu a minha sympalhia :
era elle o conde d'Ambron.
O gigante deu um salto no seu banco, e domi-
nado por extrema commocio, perguntou apertan-
do-me a mo com forga :
O conde d'Ambron morrea ?
- E' rerdade .- foi fuzilado....
Fuzilado Por queso, e porque ?
Pelos Mexicanos, e por ha ver querido con-
quistar o seu territorio, o seculo dezenove,
meu amigo, nao a poca de Fernando Cortes I
Graodjean j nao me escutava : depois de ter
voltaao ao seu assenlo, ccllocira os coto vellos na
mesa, e com a cabega apoiada em suas mos pa-
reca eotiegue a graves reflexes.
D'ahi a pouco ergueu-se, e com urna roz que
havia perdido a sua rudeza habitual disse como
que fallando comsigo mesmo.
Pobre conde! Era um corago nobre e vlente!
Conhecostes o conde d'Ambron ?
Se o conheci I oh I combat a seu lado no de-
serto. Senhor, afastemo-nos d'aqui, nao posso ex-
primir-ros o desejo que tenho de conversar com-
vosco : aqui estamos no risco de ser outra vez
interrompidos por minha mulher. Eu nao flz
mais do que aturd-la. .. ella b de rollar I ....
Eram oito horas ; a noite estara bastante es-
cura, e ambos nos pssaearamos ainda a margem
do Sena. Grandjean tinha comecado a narragio
dos acootecimentos que acabo de relatar nesla
historia. n
De repente parou, e prestando o ourido a um
raido distanie, que eu nao havia percebido, me
disse:
Escutae 1
Alguns segundos depois chegatam at nos os
sons agudos e penetrantes de urna sineta spera-
mente agitada ; e percebemos afioal dous pon-
ilos luminosos resvalando com rapidez sobre o
Sena.
E' o rapor que segu para o Havre, me
disse Gran Ijean. Adeus, senhor, eu rou partir.
Eeu ros aeompanho.
O gigante desatou urna barquinha que se acha-
ra presa na praia por urna correnta, e oflareceu-
me a mo para embarcar nella.
Passados cinco minutos chegavamos ao rapor
que linha parado afim de receber um pralico.
Quando Grandjean me to bordo, agarrou-se
escadinhs, e empurrando com o p a barqui-
nha, que nos transportou, disse :
Vae lerar os meus adeases a minha mulher I
Tres horas depois chegaramos ao Harre. O
resto da nolte passou-se para mim com incrivel
rapidez. Grandjean tinha coocluido a sua nar-
rago. O dia comegara a despootar quando dei-
xaramos o hotel que haviamos tomado.
Onde iremos agora ? perguotei ea ao meu
novo conhecimento.
Eu too comprar urna passagem bordo do
paquete que parte hoje para New-York ; depois
irei buscar urna porgo de dioheiro que deposi-
tei n urna casa de commercio desta cidade. Oh I
Ha muito lempo que .eu tinha combinado a mi-
nha fuga 1 Todas as medidas estaram tomadas.
Pois queris rollar aos Eslados-Unidos
Grandjean ?
E porque nio ? Pensareis que ficaria em
Villequier para ir purgar na priao, como di-
zem os taes senhores da lei, as sentengas profe-
ridas contra mim ? Preferira antes fazer-me
saltar os milos.
Como qoe detestando tanto a vossa al-
dea, ahi podestes residir pelo espseo quasi de
dous aonos 1
Pareceu que a minha pergunta embaracara o
Canadiano : afioal decidia-se a responder.
O que all me retara tanto lempo foi o
amor que tio ha miaba mulher.
Nao pode conter o riso.
Porem permitti obserrar-ros que hontem
nao ros mostrastes muito affeigoado a madama
Grandjean. Como conciliar as rossas maneiras
enrgicas com o amor que ella ros iospirou ?
Bata mioha mulher de lempos em lempos,
porque nao gostara della ; amara-a, porque ella
me eofeitigou I
Grandjean fez ama pequea pansa, e depois
moderando a roz proseguio com ar embaracado :
Sois casado, Senhor ?
Nao.
I Eotio a rossa admiragio natural. Nao
podis saber o que urna mulher I Oh 1 se sou-
besseis....
O gigante coron, abaixou a cabega, a mudou
logo de conversarlo.
Ao meio dia ambos nos estaramos no caes :
elle ia embarcar.
Estaes bem resolrido? lhe perguotei quando
o ri por o p na prancha que ia ter ao rapor.
Mais do que nunca I me respondeu elle.
E depois, apertando-me a mi, accrescentou
com ama sensibilidade rea!, que ea nio espera-
ra encontrar de sua parte:
Exiliaos l para onda roa doas lomlos se-
parados, que dero reunir, e cobrir de flores \
FIM.
PEtM, =m. DI M. F. DI AJja\.-lHi\ "
1 '


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