Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09380


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Full Text
:-------------;------------__
i
lili IIIT1I lOMElO 203
Por tres mezes adiantados SgQoO
Por tres mezes vencidos 6$000
ODAETA FEIRA 4 JE SBTEIBRO 91 lili.
Por anno adiantado 19|00 O
Porte franco para o subscriptor.
NCABREGADOS H\ SUBSCRIPCAO DO NORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino d Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, do Lomos Braga; Ceara o Sr. J. Jos
do Olireira; Maraaho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tins Ribeiro Guimaraes; Pari, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr.Jernimo daCosta.
PARTIDAS OUS CORKIllUa.
Olinda" todos os diai as 9 1/2 horas do dii.
Iguarass, Goianna Parahiba naa segundas
sextas-feiras.
S. Antio, Becerros, Bonito, Ciraar.AUinho
Garaohuns as tercas-feiras.
Pi d'Alho, Nazareth, Limoeiro.Brejo, Pes-
queira.Ingazeira, Flores, Villa-Bella,Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas (eiras.
Cabo, Serlnhiem, Rio FormosoUna,Barreiros,
Agua Preta. Pimenteiras e Natal quintas feiras
EPHEHERIDES DO MIZ DE SETEMBRO.
4 La nova ss 7 horas 52 minutos da man.
11 Quarto croscenta as 10 horas e 56 minatos da
manha.
18 La chais as 11 horas o 42 minutos da tarde.
27 Quarto minguanta i 4 horas e 5 minutos da
manilla;
PREAHAR DEHOJE.
Primeiro as 4 horas e 6 minutos da manha.
BIAS DA SEABA*
Agua rrea. nmenieiras e naiat quimas leiras. mmetro as 4 horas e 6 minutos da manhi
Todos os correiospartem as 10 horas da manha Segundo as 3 horas e 42 minutos da tarda.
2 Segunda. S. Ettevio re dflHuffgria.
3 Tersa. S. Eufemia v. m.^. Aristheo b. m.
4 Quarta. S. Rosa de Viterbo ?. f.; S. Rozalia.
5 Quinta. S. Antonino m.; Ss Berlino ab.
6 Sexta. S. Libania r. m.; S. Presidio m.
7 Sabbado. S. Joo m. ; S. Regina v. m.
8 Domingo. Natividade de Nossa Seohors.
Auuit.uiAa UUS TR1BUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commereio ; segundas quinta.
Relacao: tercas, quintal a sabbados as 10 horas.
Fazenda: ternas, quintas sabbadoa as 10 horas.
Juizo do commereio : quartas ao molo dia:
Dito do orphos: tergas o sextaa aa 10 horas.
Primeira rara do eivel : tercas sextaaao meio
dia.
Segunda rara do ItoI : quartas sabbados a 1
hora da tarde:
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DOSUL
Alageas, o Sr. Claudino Falco Das; Baha,
Sr. Joa Martina AlTta; Rio de Janeiro, o s>
Joo Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa te
Faria.na aua lirrarla praga da Indapendancii n
6 a 8.
PARTE OFFICIAL
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia31 de agosto de
1861.
Oficio ao Exm. presidente do Paran.Cora o
oflicio circular de V. Exc. de 7 do correte re-
cebi dous exemplares do relatorio apreseotado a
assembla legislativa dessa provincia em aua se-
gunda sessao ordinaria da quarta legislatura.
Dito ao coronel commandaote das armas.Pa-
ra cumprimenlo do disposto no aviso da reparti-
do da guerra de 12 do correte quoira V. S.
mandar extrahir o remelter-me cerlido dos as-
s mu 'lientos que existirm no primeiro semestre
lo 4." batalhao de arlilharia a p relativamente
ao soldado Joaquim Duarte, da companhia de in-
valtd ia da provincia de S. Pedro do Sul, o qual
assenlou praga no mesmo batalhao em 2 de julho
de loil oa provincia da Bahia.
Dito ao mismo,-Para terem o conveniente
destino, passo s raaos de V. S. o inclusos
procesaos de conselho de averiguagio para qua-
lilicaco de segundos cadetes dos soldados do 4.
batalhao de arlilharia a p Miguel Muoii lavares
e^ da companhia de cavailarla Alfredo Ramos
Chaves e Hoslulano Joaquim dos Santos Be-
zerra.
Eoviaram-se tambera para o fim conveniente
talhio de infantaria da guarda nacional desto ros interiores na forma da le, ou que a obtive-
muaicipio relativamente ao fornecimeoto de luz
para o quartel do mesmo batalbo, que estere
destacado nesla capital durante o mez de outu-
bro do anno prximo passado, lenho a dixer que
sendo certo que se realisou esse fornecimeoto, que
coocedido por lei, nao deve Qcsr prejudicada a
pessoa que fez s pelo simples faci de nao ser
elle exigido em lempo, e por isso mande V. S.
logo que houver credi'io salisfazer em dinheiro a
a importancia desse fornecimeoto, conforme in-
dica a contadura dessa tbesouraria no pare-
cer exarado no verso do offlcio do director do
arsenal de guerra, que vaicobrindo o mesmo pe-
dido.Commuoicou-se ao coronel commandante
superior interino do Recife.
Dita ao mesmo.De conformidade eom o dis-
poslo no aviso do ministerio da Uzeada de 14 do
correle, transmiti V. S. para os devidos ef-
feitos, os cinco inclusos exemplares do decreto
o. 814, de 10 deste mez, Gxando o mximo ho-
norario que compete sos Qscaes dos bancos de
circulago.
Mandaram-se iguaes exemplares caixa filial
do banco do Brasil nesta provincia, e ao novo
banco de Pernambuco.
Dito ao mesmo.De conformidade com a sua
inforraago desta data autoriso V. S. a mandar
adiantar ao almoxarife do hospital militar, vista
do incluso pedido, a quantia de um cont de ris
pan occorrer ao pagamento das despezas daquel-
le estabelecimento na primeira quinzena do mez
de setembro prximo viodouro.Communicou-
rem eslabelecida para a baldeadlo ou carga dos
mencionados no artigo antecedente, gossrao da
mesma isengo.
Art. 3.* Fica snpprimido todo direito de equi-
pagem.
Art. 4." Os navios exceptuados Ocam todava
sujeitos polica, e regulamento d'oode proce-
derem.
Art. 5.* Esta lei corneara a ter effeito desde
o 1 de outubro prximo, ficando derogada desde
easa data, a de 20 de junho do anno anterior na
parte em que se opponha presente.
Art. 6.a Manda fazer as convenientes commu-
nicages.
Directora central da agricultura, commereio e
obras publicas, em 19 de agosto de 1861.O di-
rector, Jos Agoslinho Moreira Guimaraes.
os processos de conselho de guerra do, capito
Pedro Alfonso Ferreira, furriel Braulio dos San- se ao coronelcommaodante das armas.
tos Lima, e dos soldados Jos Thedoro da Silva, | Ordenou-se tambem o adiaD la mente ao segn-
Jos Francisco Moreira e Joaquim Luiz do Espi- : do cirurgio do exercito, Dr. Manoal Cardoso da
r'l- Costa Lobo, que deslaca para Fernando, somonte
Dito ao mesmo.Para que eu possa resolver as vaotagens concernenles ao cadente moz.
acerca do pagamente, a que alludem os inclusos Communicou-se ao coronel commandante das
papis, faz-se necessario que V. S. se sirva de armas.
informar se foram aprehendidos pelo delegado
do termo do Limoeiro os desertores do segundo
batalbo de iofanlaria Vietorio Jos Rodrigues
e do 10. da masma arma Francisco David
Borges.
Dito ao conselheiro presidenta da relago.
Dito ao commandante do presidio de Fernando.
Para que eu possa resolver sobre o que Vine.
expoz em seu offlcio o. 54, de 26 de julho ultimo,
fsz-se necessario que informe se consta de ar-
chivo desse presidio que a presidencia aulorisasse
a vinda dos cavallos que Vmc. maodou tomar aos
Sirva-so V. S. informar sobreo estado de appella- particulares, os quaes de vera ser conserrados em
Cao do reo Joo Leile da Silva Campos,a que se re- deposito at ulterior deliberaco.
tere a inclusa copia do offlcio dochee de polica da
Parahiba, que veio junta ao offlcio do respeajro
presidente de 27 de julho prximo fiodo. son n.
8317.
Dito ao chef de policaTransmiti por co-
pia V. >. as informaces ministradas pelo Exm.
presidente da provincia da Parahiba em offlcio
n. 3317, de 26 do mez de julho prximo ndo
com referencia aos processos dos reos Claudino
Jos de Fana, Lourengo Jos deOliveira Jardtm,
e Joo Leite da Silva Campos mencionados na
relacao dos presos existentes na casa de detengio.
Igual copia foi remeltida ao juiz municipal da
primeira vara.
Dito ao commandante do corpo de polica.
D'ora em diante mande V. S. apresentar lodas as
noites ao subdelegado da freguezia de S. Fre
Pedro Gongalves, seis pragas do corpo sob seu
commando para o servico de ronda.Communi-
cou-se ao chefe de polica.
Dito ao eommandante de Pao d'Alho.Cons-
tando de participadlo do juiz municipal em exer-
cicio nesse termo de 25 deste mez que por falta
de comparecimento dosdemaii membros, deixou
de fuoccionar o conselho de revista da guarda
nacional sob seu commando superior recommen-
do V. S., que de conformidade com o que dis-
poe o 26 do art. 1. do decreto n. 1354, de 6 de
abril de 1854, luja de expedir suas providencias
para que ae rena e funecione o referido couse-
Iho no dia que V. S. designar.Communicou-se
ao juiz municipal respectivo.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Em virtude de autorisaco coneedida esta pre-
sidencia pelo art. 5. da lei n. 431 de 22 de julho
Dito ao mesmo.A' vista do que informou o
director do arsenal de guerra no offlcio por copia
incluso com referencia ao de Vmc. datado de 24 de
julho ultimo, a que respondo, ha inconveniencia
em serem cooduzidos em caixes os sapatos que
se manufaeturaram nesse presidio com deslino a
aquello estabelecimento, devendo portaoto con-
tinuar a pratica de serem acondicionados em
saceos.
Ao predito director offlcio nesta data para re-
metter Vmc. os cem saceos, a queallude o seu
citado offlcio.Fez-se o offlcio de que se trata.
Dito aojuiz de direito da comarca da Boa-Vis-
ta.Mande Vmc. organisar um orofjmeuto dos
concertos de que precisa o acude da villa ao Ou-
ricury, e a que se refere o seu offlcio do 1 deste
mez, e propooha pessoa idnea que os faga pelo
menor prego que for possivel, aQm de poderau-
torisar-se a execugo dessa obra.
Dito aouiz mnoicipal da Escada.Haja Vmc.
de ministrar as ioformagdes exigidas na circular
de 3 de maio ultimo, com refereocia-ao semestre
de Janeiro a junbo deste anno, e nao desde que
entrn no exercicio do cargo de juiz municipal
desse termo, como fez por offlcios de 29 e 30 do
correte.
Dito ao director das obras publicas.Com mu-
nico a Vmc. psra seu connecimenlo e direegao,
que nesla data approvei as clausulas e ornamen-
tos, que acompanharam o aeu offlcio de 28 do
correte, sob n. 213, e os transmittt & thesonra-
ria provincial para servirem de base a arremata-
gao da pintura do raio do norte da caaa de de-
tengio e dos reparos de que precisa a cadeia da
villa do Cabo.Fez-se a remessa predicta the-
INTERIOR.
de 1857, e art. 45 da lei n. 510 de 18 de junbo do souraria com a recommeadagao de por em hasta
crreme anno, recommeudo V. S. que convide
por editaes s pessoas que quizerem contratar a
construeco de pontea nos lugares indicados em
a nota junta, organisada pelo director das obras
publicas, fazendo bem expressa a declarago de
que os contratos aoro formulados sob aa seguin-
tes bases:
1.a Que a importancia das obras contratadas
correr toda por conta dos contratantes, nao
eendo em caso algum por ellas responsaveis os
cofres provinciaes
publica a factura dos mencionados reparos e pin-
tura.
Dito ao professor publico de Santa Mara da
Boa-Vista, Joao Jos Rodrigues.Ao seu offlcio
de 30 do mez prximo ndo, respondo dizendo-
Ihe quo, caso nao tenha anda feito entrega dos
objectos pertenceotes escola, que Vmc, regia, &
pessoa designada pelo director geral da iostruc-
cao publica, a quem Vine, j offlciou.a semelhan-
te respeito, como declara, pode entrega-Ios os
presidentes da cmara municipal, ou a qualquer
2. Que o governo garantir a percepeo do outra autoridade desta villa, ex'igido recibo,"quo
pedagio pelo lempo e forma que contratar, com me ser remettido.
tanto que os contribuate; do pedagio nao paguem
em cada barreira msis do duplo do que se arre-
cada as existentes como receita da provincia.
3.* O numero de anuos para a percepgo do
pedagio ser regulado em altengo frequancia
do transito que possa haver, a importancia e dif-
liculdades da obra.
4.* Que as pootes serao construidas segundo
as condjayes e planos e orcamentos aprsenla-
dos pelrtlirectoria das obras publicas. .
5.* Que- emquanto nao (Indar o prazo para a
percepgo do pedagio o emprezario ser obriga- j
do a conservar a obra em perfeito estado, tob
peoa de serem os reparos necessarios feitos por
Portara.O presidente da provincia, atten-
dendo ao que Ihe requereu Jos CaetaUo Teixeira
da Silva, resolve conceder-lhe permiss&o para
estabelecer casa de negocio a retalho no presidio
de Fernando, cando obrigado a solicitar liceoga
para o embarque dos geooros que tiver de reraet-
ter para all, e a ci vender agurdente, nem ou-
tra qualquer bebida espirituosa, podando enviar
para esta capital 150 saccaa de milho que decla-
rou ter recibibo em pagamento no mesmo pre-
sidio.
Expediente do secretarlo.
31 de agoato de 1861.
Offlcio ao inspector
Rio de Janeiro
11 de agosto.
LS-se ni Nota Phase de Angra dos Res, do 1
do correle :
Antes de honlem, urna hora depois da
meia noite, um estrondo prolongado de mais de
um minuto se fez ouvir nesta cidade ; e por igual
espago de tempo se manifestoa um geral tremor
de Ierras.
a Soubemos hontem que o estrondo parti do
sertiio da Japuhyba, e que as casas da fazenda
daquelle nome houve louga quebrada e abalo
mais sensivel.
Informara-nos tambem que foi sentido o
tremor de trras em Jerumirim e em Jacarehy.
A existencia de um vulco na Itapessirica
da Gamboa da Japuhyba nos parece hoje incon-
testavel : ha alguos annos tem-se observado que
dessa Itapesserica, aps horrireis estouros, par-
tem grandes volumes de pedras, que sao langa-
das a distancias de quarto de legua, e na noited e
ante-hootem ao estrondo geralmente ouvido se-
guio-se o tremor de trras que vimos de men-
cionar.
Paraty.Escrevem-nos daquella cidade que
foi all muito seosirel o tremor da trra da noite
de 30 do mez fiodo. Afflrmam-nos tambem que
ha muilos receios de que se reproduzam as ex-
plosoes de ha cinco annos na ilha de Joo de
Araujo, da qual deserlaram todos os moradores.
Rio Claro. Informa-nos pessoa dalli que o
tremor de trra da noite de terga-feira da corren-
te semana quebrou as telhas de algumas casas,
e durou talvez mais de dous minutes, a' vista
dettas informages acreditamos que o tremor foi
sentido em urna grande zona ao longo desta
costa.
a Na freguezia de Mambucaba o tremor de
torra foi muito aensivel, tornndose miis pro-
nunciado para o sul, onde at houve o receio que
as casas desabassem. O tremor foi precedido por
um rumor que durou cinco segundos.
Escrevem-nos de Maogaratiba que no dia
30 do mez passado, urna hora da noite pouco
mais ou menos, ouviram os habitantes daquella
villa um som como o de um ronco de vapor, e
logo aps tremer a trra a ponto tal que foram
abaladas aa telhas do trapiche all existente, cau-
sando aos empregados um nao pequeo susto.
O mesmo informante nos diz que em S. Joo
do Prncipe deu-se igual acontecimeoto, sendo o
tremor de Ierra to sensivel que parti alguos
vidros das vidragas que guarnecer as casas.
a Pelo que vemos, o tremor de trra foi geral,
e quanto a nos as causas que o occasionaram sao
desconfiedlas.
c Em a noite de 30 para 31 de julho, de urna
para nma e meia hora, seoti esse phenomeno. Os
Srs. Pedro de Souza Travassos, ax-tenante da
armada, e Joo Raymundo da Cmara Brrelo
Sobrinho, que aqu ae achavam, igualmente o
sentirn.
O abalo durara dous segundos, fazendo tre-
mer camas e todos os mais movis, sendo o tre-
mor aeompanhado de um surdo ronco como urna
trovoada longinqua ou o rodar de peaado carro
por urna calgada, ouvido de alguma distancia.
< O ronco pareca com o que costuma fazer o
principio de um tufao, maa o co estava estrella-
do e quasi limpo de nuvens. Indagando de al-
guna meus visinhos a urna milha para O e a duas
para S, muitos aentiram mais o ronco do que o
tremor, talvez porque suas habitagoes sao cober-
tas sobre esteios.
18
L-se na Revista Commereial de Santos, de 15
do correte :
Pelo correio que chegou hontem recebemos
a noticia que o tremor da trra, na madrugada
do dia 31 do passado, a essas mesmas horas teve
lugar m Guaratinguet, Lorena, Pindamonhan-
gaba, Itajubi e Silveiras.
22-
Da ordem do dia n. 275, publicada pela repar-
tido do ajndante general em 20 do corrente,
consta o aeguinte :
Nomeag5es.Foram approvadas as seguintes :
Dos Srs. tenente Antonio Alexandrino Ferrei-
. da thesouraria de fazenda.
ordem do governo cusa do mesmo emprezario De ordem de S. Exc. o Sr. presidenta da pro-
que, alm dalo, pagar urna multa correspon- vincia, transmuto a V. S. as quatro inclusas or- ra da Silva e alteres Joaquim Vieira de Aguiar
dente dcima parte das despezas que com isso dens do thesouro, ns. 124 e 127, bem como duas o primeiro para quarlel-mestre e o segundo para
em duP|lc,lad repartigodo ajudanle general ns.
274 e 275.
Dito ao conselho de revista da guarda nacional
de Ouricury.S. Exc. oSr. presidente da provin-
cia, manda accuaar recebido o offlcio de 25 de ju-
lho prximo lindo, em que V. S. communicou
ter-se encerrado no dia 24 daquelle mez os tra-
ae fizerem.
6.* Que as obras serio inspeccionadas pelos
agentes do governo, nio s quanto sua cons-
truego, como no que diz respeito aoa trabalhoa
da conservago.
7.* Qualquer das obras, embora amprehendida
por particulares, ser considerada de utilidada
publica, para que possam ter lagar as desapro- balhos do conselho de reviata da guarda nacional
priagoes de que por ventura depender a sua rea- desse municipio,
lisago, e por isso gozar dos mesmos privilegios
que as demais obras da provincia.
8.* Pinalmente, que os contratos asiim feitos
fieario augeitoa i approvagiof da assembla pro- !
VTocial com excepgo nicamente daquelles que
versarem sobre obras de um valor equivaleote a
3 conloa ris, oa em que se estipular pedagio
que nio exceda de um anno, as quaes produzirio
Despachos do dia 31 |de agosto
Rtqutrimnttos.
Andr Francisco da Costa.Informe o Sr. ca-
pito do porto.
Anna Galdina da Trindade.Nio tem lugar,
avista da informago do coronel commandante
das armas.
desde logo os seus efleiiosEovfou-ae copia des- Jos Antonio Pestana.-Passe-se portara, con-
e directora das obras publicas, e recommeo- cedendo 15 das de licenga de favor
dou-ae-lhe que tratara da organiaagio dos pa- Manoel Vicente de Oliveira.Em vista da in-
o, orgamentos e condiges para a construegio formagio nio ha que deferir
daa prediUa pontea. | Thom Joaquim da Veiga.-Remettido ao Sr.
w onde dtvem ser construidas as inspector da thesouraria provincial para atteoder
pautes de qu trata o oflicio supra.
1' Sio Joio. na estrada de Pao d'Alho, obre o
rio Capibaribe.
2 Tiuba, na villa de Pao d'Alho, dem dem.
3a Capunga, dem idem.
4* Motocolomb, estrada do sul, sobra o rio
Tigipid.
5' Eogeoho Trapiehe, estrada do Cbo, aobre o
rio Plrapama.
6* Trapiche de Ipojuca, sobre o rio Ipojucs.
7* Porto de Pedra, sobre o rio Sarinhlem
8* Duas Barras, idem.
9* Villa de Barreiros, sobre o rio Una.
10 Eogeoho Jundi, idem.
11 Escada, sobre o rio Ipojuca.
12 Amargi, sobre o rio Amarigi.
13 Genipapo, sobre o rio Serib.
N. B. Nio vio comprehendidas aqu as pontes
incluidas no contrato Mamede.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Inteirado do couteudo de sua informago de 27
do corrente, aob n. 782, dada acerca do pedido
que tez o major commandante inteiro do Io ba-
o supplicaote.
N. 14.Directora central. 1. secgo.Rio
de Janeiro.Ministerio dos negocios da ggricul-
tura commereio e obras publicas, em 19 de agos-
to de 1861.Circular.Illm. e Exm. Sr..Re-
i metto a V. Exc. afina de que lhe d devida pu-
blicidade nessa provincia, a inclusa copia da lei,
qae a repablica oriental do Uruguay acaba de
promulgar aobre direilos de porto.
Dos guarde a V. ExcM. F. de Souza t
Mello.Si. presidenta da provincia da Pernam-
baco.
Copia da lei promulgada ltimamente no es-
tado oriental sobre direito de porto a que aa re-
fere o aviso desta data.
Arl. 1.a Ficsm iientos de todo direito de an-
| coragem os navios de qualquer bandeira, proce-
dentes de ultramar, que fagam operagdes com-
merciaes nos portos da repblica.
' Art. 2. Os navios de cabotagem e os daa na-
ges que obtverem a cooeessao de navegar nos
. segundo para
aiudante do batalhao de cagadoresde Goyaz, fei-
tas sobre proposta do respectivo commandante
pela presidencia daquella provincia ;
Do Sr. tenente do corpo de guarnigio do Cea-
r Anaslacio Antonio de Farjaja. para secretario
do mesmo corpo, faita pelo rwpectivo comman-
dante ;
Foi nomeado o cabo de esquadra do primeiro
batalhao de arlilharia a p Antonio de Salles Bar-
bosa, para servir no archivo militar na qualidade
de guarda da officina lithographica.
Exonerago. Do Sr. coronel do corpo de en-
genheiro Antonio Pedro de Alencastro, do com-
mando das armas da provincia de Matto Grosso.
Decreto de 17 do correte.
Transferencias. Para a primeira companhia
do terceiro batalhio de infantaria, oSr. capilio
do corpo de guarnigio de Minas Geraes Henrique
Frederico Benjamn Ethur. Decreto de 17 do cor-
rente.
Para a oitava companhia do sexto batalhio da
mesma arma, o Sr. capilio do corpo de guarni-
5io do Amazonas Jos Antonio Alves. Decreto de
7 do corrente.
Para a terceira companhia do corpo de* guar-
nigio do Amazonas, o Sr capilio do oitavo da
mesma arma Benedicto Jos de Barros.
Para o terceiro batalhio de infantaria, preen-
chendo a vaga deaecretario que nelle existe, o
Sr.alteres dol* batalhio da mesma arma Joio
da Guerra Passos, que pedio ser transferida desta
batalhio para outro.
[Do Jornal do Commereio do Rio.)
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Parahiba.
Cidade ;de Mamanguape, 31 de agosto de 1861.
Na minha anterior correspondencia promeiti
tratar da ultima reuniio do jury deate termo e
dizer alguma cousa da assembla provincial, e
festa das Neves da capital deata provincia. Cum-
prrei o promettido.
Antea de tudo dero declarar-lhe com prlzer,
que este termo gosa de perfeita paz.
Foi convocada a primeira reuniio do jury des-
ta cidade para 8 do passado, nos primeiros das
nao houveratn sessoes por falta de numero, de-
pois de novo sorteio houve numero legal, no dia
10 abriu-se a sessao.
No primeiro dia foi submellilo a julgamento
Manoel de Ferrof criminoso de morte, foi absol-
vido, e appellado pelo juiz.de direito interino Dr.
Alvaro Nstor.
No dia U foi submettdo a julgameolo o reo
Jos Bezerra de Nojosa por crime de esteliona-
to, foi absolvido e apellado pelo Dr. Chaves pro-
motor publico : neste mesmo dia foi submettdo
a julgamento Joio Elias de Oliveira por crime
de uso de armas prohibida, foi absolvido.
No dia 12 foram submettidos a julgamento os
reos Jos Gomes da Silveira, e Viceote do Reg
Toscano por crime de falsidade ; foram absol-
vios.
No dia 13 foi submettdo a julgamento Anto-
nio Flix pronunciado no art. 206. foi condem-
nado no mnimo do mesmo artigo.
No dia 15 foi submettdo a julgamento o reo
Luiz Soares de Albuquerque pronunciado em
crime de morte, foi condemnado a 20 annos de
prisio com Irabalho ; appellou da sentenga.
No dia 16 f*i submettdo a julgamento Jos
Lopes dos Santos pronunciado em crime de feri-
mentos graves; foi absolvido.
No dia 17 foram submettidos a julgamento os
reos Antonio Ruviano de Souza Bitancourt, e
Francisco Xavier da Rocha pronunciados em eri-
me de falsidade e estelionato ; foram condemoa-
dos no grao mnimo do art. 167dous mezes de
priso.
No dia 18 foram julgados os reos Brasilioo Jos
Francisco,TrajanolJosc Francisco eNorberto Duar-
te proDuociados em crime de ferimentos graves ;
foram absolvidos.
No dia 19 foi submettdo a julgamento o reo
Antonio de Lima pronunciado em crime de fe-
rmenlos graves; foi absolvido.
Por esse resultado dos Irabalhos do jury j v
o publico que os senhores jurados tiveram para
com os reos urna benevolencia toda nociva a so-
ciedade.
Admira a facilidade com que um juiz de facto
absolve um reo de crimes por elle conbecidos,
somonte para aatisfazer pedidos.
A iostituigio do jury tio boa em si, tem-se
tornado um refugio dos criminosos, convm que
os senhores jurados se compenetrem das suas
posicoes, vejam que males horriveis emanam
deste seu proceder para a soeiedade, e coose-
guintemente para si: nio possivel que isto
continu. E' irabalho perdido os processos que
se fazem. Esperamos nio |er occasiio de re-
produsir segunda vez, o que agora fazemos.
Tendo ido a capital ver a teatividade das Ne-
ves tive occasiio de algumas vezes oceupar as
galeras da assembla provincial, e algumas ve-
zes conversar com alguns senhores dignissimns.
Admirei como marchara os negocios pblicos
all, o ioteresse pessoal, e orgulbo mal entendi-
do tem dado causa a descooQangas entre os mem-
bros daquella assembla, de aorte que hoje uns
desconfiara dos outros a tal ponto que urna idea
por mais pura que seja, nella devisada o mes-
quinho inleresse, anda que este seja obtido do
fundo da reserva que sempre posssuem certas
entidades que ae tem querido constituir especia-
lidadea nesta nossa infeliz provincia.
A nica medida quo jugam de salvagi pu-
blica, o accrescimo de impostos contra a ago-
nisante agricultura.
Ouvi fallar que queriam augmentar o impoato
no assucar na razio de 90 res por arroba, bre-
vemente leremos urna lei que imponha ao agri-
cultor a dar melado de seu producto para o the-
souro provincial ; e para que este sacrificio ?
nicamente para engordar a cortos fllhos queri-
dos da fortana.
Nem um melhorameoto
oblido a provincia nsstes
apurarmos, havembs de ver que temos ido em
regresso. Algumaa idaa boaa que ha annos ap-
pareceram teem sido sepultadas no egosmo de
uns e deleito de outros no cumprimenlo de seus
deveres.
Temos plena confianga no actual presidente o
Sr. Dr. Araujo Lima, homem inlelligente, de
illastragie e de vontade; esperamos delle algu-
ma couaa no sentido de sahirmos deste mo es-
tado em que nos achamos. A aua admis^stra-
co tem aido apreciada neata provincia.
Talvez em breve S. Exc. ha de encontrar tro-
pegos aua administragio em alguna individuos
que se dizem aeus amigos, e que debaixo das
cortinas o tratara por modo differente; o lempo
o moatrar. J hoje mal traduzera o modo fran-
co por que sio caracteriaados os seus actos.
Assisli a festividade das Neves pela segunda
vez; ai ultimas tres noutes estiveram perfeita -
mente boas : houveram sempre sermes em to-
das as noutes; entre os oradores primon, como
sempre, o oosio distincto amigo o Sr. Dr. Lio-
dolpho, um doa talentoa qae mais brilham nesta
nossa provincia.
No seu Diario a. 188 de 17 do corrente vem
um communicado aasignadoo portuguezdo
qual nio nos oceupariamoa ae o seu autor naa
suas lisonjas ao capilio Assumpgio nio calam-
niasse as autoridades deste termo.
Qae o Sr. commandante thurifieasse a seu bsl
prazer aqaelle que bem aalisfez os seus desejos
estava no seu direito, visto infelizmente estar-
mos no tempo das conveniencias pessoaes; mas
como foi adianto obriga-noa a mostrar ao publi-
co que o communicante foi por demaia parcial, e
que somonte guiado por paitio ousou a tanto
sera receio de que a verdade apparecendo o cha-
fardease nafpnte impura donde nasceu.
Tinbamos feito proposito nada mais dizer a
respeito dos factos que se deram nesta cidade ;
a imprudencia do Sr. communicante nos obriga
a mudar de parecer bem contra nossa von-
tade.
O communicante comegou o sen commu-
nicado como um general transcrevendo or-
dena do dia. Depois historiou um pouco ni-
camente para mostrar que huveram em Por-
tugal horneas de valor a mrito, o que nio ne-
gamos ; este histrico foi mal cabido, os bra-
sileros para terem valor a mrito nio precisara
pedir a estranhos; (parece que o communi-
cante encontrara mais valor e herosmo em um
Fernandes Vieira, em um Tidal de egreiros, e
outros do que nos que citou.
O patriotismo nests occasiio sultocou o com-
municante. Deesas citagoes passa a fazer ap-
plieagio ao Sr. capitio Aasumpgio, permita que
diga aa Sr. commuoicaote, sb^m seus bravos
sao iguaes ao aeu novo decantadej^Atio os con-
aidero em pessimas condiges. ^^ w
Diz o communicante que em diasdejalhoa
aeguringa individual dos porluguezes se achava
em maior perigo, que as autoridades locaea
urna via mas nio quera, outra quera maa oio
via, outra finalmente finga nio ver o que se pas-
sa va e mais etc.
Nio podemos bem decifrar o tal enigma de via
e nio quera. Apreaentamos ao publico o facto
como se deu, elle que ajuize do risco em que
diz ter corrido os porluguezes a do proceder das
autoridades.
Na vespera de S. Joio, como coslume em to-
das as partes, reuoem-se aa familias para revi-
verem aa tradigoes antigs, e formam-se algumas
reunies de homena exclusivamente, isto se deu
nesta cidade no dia 23 de junho : na noite deste
* dia para 24 houveram algumas imprudencias in-
material e moral (em
ltimos annos, e se
(reas partes declarantes, e d'ahi resultou duas
leves offensas physicas, e nada mais. Nao sei de
que fonte appareceu a noticia de que havia urna
coojurago ou cousa Jigual para serem esfolados
os portuguezes : o delegado e o subdelegado nio
obstante nio acreditaren} em taes boatos pela
confianga Ilimitada que tinham na mansido, e
boa ndole dos Hamaoguapenses, o que nada
mais faziam do que justiga ; por um excesso de
zelo se pozeram em actividade, reqnisitando tor-
ga ao commaodante superior da guarda nacional
trataram de rondar a cidade, e empregar todos
os meios de investigago afim de ver se podiam
descobrir alguma cousa de real acerca dos boatos
que os ioteressados faziam espalhar. Nada des-
cobriram ; e nem era possivel conseguir o con-
trario.
Nestes Irabalhos cootinuaram nos das poste-
riores os de 23 e 24 de junho.
No fim do mez appareceu um capito de linha
com presumpgio de ser um dos hroes do Salla-
do, Aljubarrdta e Albufeira, eotrou a toque de
corneta por esta cidade e procurou tomar posigio
nio em sentido das ordensque sem davida rece-
beu das autoridades superiores, mas conforme os
agrados que apparecessem ; de facto tomou a
posigo que desejava e ento comegou a devassa,
muitos nomes foram escriptos no seu livro mag-
no; eram os seus fiis urna das parles que se
dizia offendida ; por ora nao diremos porque to-
mou este partido, se entretanto de nos exigirem
darei com toda a franqueza. Nesta cidade este-
ve o tal Sr. capitio muitos das, nio obstante a
sua m vontade a certa gente, nao obstante as
affeig5es dos contrarios obtidas por agrados e
agradiohos, o que pode descobrir o Sr. de Alju-
barrota? Apenas limitou o resultado de suas in-
as pernas cruzadas. Falla-lhe apenas o p em
urna das pernas, e o outro mostra estar de sa-
pato raso. A parte dos ps era a raz da ar-
vore
A isto accrescenta o Publicador Marahense,
que o referido engeoheiro tenciona remetter ou
para o museo do Rio de Janeiro ou para a Ame-
rica essa raridade natural, cuja vista tem fran-
queado a todos que o querem.
Do Apody, provincia do Rio Grande do Nor-
te, temos noticias, que chegam a 11 do pas-
sado.
O estado d'essa comarca era satisfactorio por
todos os lados de apreciaces.
A carne, a farinha, o milho, as rapaduras, bem
como os garrotes e os cavallos esto baratissi-
mos ; e s all muito caro o tal senhor dinhei-
ro, segundo a expresao da carta, que tamos
vista ; de maneira, que sendo geral esto mal oa
provincia, acha-se o cofre provincial em um es-
tado de phtisica to adiantado, que os misrri-
mos que delle comem vio com um alrazo de
dezeseis mezes em ordenados)
Em tal situago por certo um enigma a vida
do empregado publico.
O presidente da provincia de volta de aua ex-
cursao ao centro da provincia, passara por aquel-
la localidade, onde esteve por dous dias hospeda-
do em casa do Dr. juiz de direito Delphino Au-
gusto Cavalcaoti de Albuquerque, segurado d'ahi
para a villa de Mossor, nica que lhe faltara
ver.
S. Exc. tem sido bem recebido em toda a par-
te, poisque sem abdicar a digoidade, ha sido af-
favel para com todos ; e nao se podendo ligar
fins politico-eleitoraes sua viagem, de crer
sua
ades
propria origem
" !?*" 1uedella resultem vantagens para o syslema da
dagagoes em levar preso para a capital o Sr. Ro- administragio da provincia, cujas necesaid
rano cuja pnsao fra requisitada pelo Dr. chefe M
de polica de Pernambuco e um outro acto que
talvez breve tenha de dar cootas, que nao obs-
tante a altura que supponhe estar o seu protec-
tor, nio ser elle sufficieote talvez neasa occasiio
para um feliz xito.
O Sr. Rosario homem criminoso, protegido
pelas autoridades de Mamanguape como dizia o
tal capitio, est sollo, sua innocencia foi verifi-
cada, e nao seria sua m vontade que o viesse
prejudicar.
Na verdade as autoridades de Mamanguape nao
podem agradar ao Sr. communicante, e os que
partilharem do seu modo de pensar brevemente
trataremos desta materia.
Coosta-me que na assembla provincial appa-
receu a idea de supprimir-se a inspecgo de al-
godio desta cidade : acredito que esta idea oio
aera apoiada pela maioria daquella corporagio.
Nao posso descobrir quaes as vantagens da sup-
presso, s e nicamente para se recolher ao co-
fre a quantia de 2:0009000, que com ella se gas-
ta, neste caso deveriam-se acabar com muitas
outras verbas de despezas, alias bem superfluas.
E' verdade que o Sr. presidente pedio no seu re-
latorio a suppressao de tal repartigio ; o seu pe-
dido foi fundado em informages de pessoas que
considerar> habilitadas ; hoje porm elle nio faz
o mesmo juizo qae antes fazia depois de iofor-
magdes contrarias as primeiras, nio sabemos qual
o seu juizo final. S. Exc. anda illudido; neste
negocio predomioa o inleresse de um individuo,
e vnganga de outro, que or carambola faz o pa-
recer por um seu recooffecido.
Sio estas as couiasds necessidade da suppres-
sao da inspecgo desta cidade.
Se for preciao eu reduzirei isto em trocos mia-
dos, esperamos pelo resultado desta feliz idea.
Alguem para conseguir os seus desejos nSo se
eovergonha de calumniar para sobre esta fundar
a sua obra mesquinha e miseravel.
A utilidade da inspecgo do algodio nesta ci-
dade de primeira intuigio. Se observarmos
que antea da inspecgo nunca veio ao mercado
desta cidade mais de 20 saceos de lia por dia e
que depois de sua creagio dias ha de entrar con-
t e tantas a duzentas.
Se observarmos que todos os compradores e
vendedores reclamam pela aua cootioaagio, a
bem dos seus interesses, parece que nio ae deve
por em duvida a sua ntilidade. Se a inapecgo
fosse contraria quer aos interesses dos compra-
dor, quer do vendedor sem duvida que aa entra-
das de lia nio teriam sido em crescimento. E'
urna mentira, urna calumnia dos interessados
quando dizem que a lia que d'aqui vai para a ca-
pital all inspeccionada e novamente pesada :
com o atleslado do Inspector do algodio que
abaixo transcrevemos ver o publico o desfaga-
mento dos calumniadores.
Naa seguints ainda nos occdparemos da mes-
ma materia, e faremos publicar um attestado de
todos os commerciantes desta cidade, e vares
eapital relativos a utilidade da tal inspecgo, de?
xando de fazer agora por j ir eata um pouco
longa.
as seguintes mostrarei tambem qne o Diario
da Parahiba teve falsos fundamentos para sus-
tentar a mesma idea de suppressio.
Adeus. Faga-me reeommendado a P. Pimpim.

PERNAMBUCO.
R REVISTA DIARIA.
Em data de 8 do passado foram dadas pelo
ministerio dos negocios da agricultura, com-
mereio e obras publicas instruegea para as ex-
posiges agrcolas e industriaes as provincias
do Par, Pernambuco, Bahia, Minas-Geraes e
Rio-Graude-do-Sal, devendo taes exposiges te-
rem comego j em dazembro prximo futuro.
As vantagens resallantes das exposiges de
productos agrcolas e industriaes sio lio mani-
festas nos paizes em qae tem ellas sido adopta-
das, que os mesmos effeitos nio podem deixar
de prodozir-se entre nos com a consagragio
dellaa; e por essa razio bemdir sempre o paiz
ao Exm. Sr. ministro da agricultura, qae inte-
ressando-se sempre pelo eograndeeimento e pe-
la prosperidade dos diferentes ramos da admi-
nistragio seu cargo, quit desta sorte ainda li-
gar ao sau nome ama creagio importante, que
ha de marcar urna poca para o deaenvolvimen-
to daa industrias, e perpetuar saa lembranga
entre os aeus concldadios.-
Agora que est dado o passo primeiro pelo
governo; corre o dever de ser elle secundado por
todas aa classes da nossa soeiedade com a con-
currencia dos seas Irabalhos 4 nossa exposico
de dezembro viodouro, para a qual em breve o
Exm. Sr. presidente da provincia tem de nomear
o jury julgador dos objectos qae se expozerem,
bem como da marcar o dia em qae deve come-
gar a recepeo destes, e aqaelle di abortara da
exposigio.
E' tempo, pos, das associaces de artistas exis-
tentes entre nos promoverem em seu aeio Ira-
balhos aperfeigoados e artefactos de apurado gos-
to, que manifeslem odesonvolvimento das artes
em nosso paiz, afiea-de expo-los, seguindo-as
nisto todos aquellos em quem a nalureza depo-
sitou a centelha do genio.
Como fecho deata noticia, convidamoa a alten-
go de todos para aa referidas instruegoes, qae
hontem publicamos em outra parte deate Diario.
No Maranbio, foi encontrado e traiido do
Pindar pelo engenheiro americano John Welsan
um tronco de genipapeiro, que a figura per-
feita de urna molher em meio corpo a p, tendo
wcam assim coohecidas em
por quem pode sana-las.
A sessio judiciaria do jury da cidade da Im-
peratriz estava convocada para o dia 2 deste .
mez.
Em S. Miguel de Pao de Ferros certo sugeito,
por aposta, havia comido um sapo era. Todos
louvaram-lhe o gosto, e elle no da immediata-
mente seguinto fez viagem desta para melhoc
vida.
Morreu arrependido, bem que tarde !
A seguiotecommunicagao nos remetlida,
e dando a publicidade, nio podemos deixar de
sobre sua materia chamar a altengo das autori-
dades competentes para providenciaren! sobro
ella :
O acto mais vergonhoso e revoltete deu-se
hontem, em pleno dia, na ra da Soledade, so-
licitando pelo aeu estupendo a altengo de todos
os moradores.
c Um alferes, cujo nome ignoramos, morador
na mesma ra, apresenlando-se de chambre,
descaigo de um p, com a cabega ao veoto, bran-
dindo corajosamente ama formidavel espada, ali-
ra-se com todo o furor sobre um pobre homem
inerme, a quem espanca brbaramente. O pa-
ciente corre para evilar tamanha sanha, mas es-
se Ferrabraz segue-o, e, alcangando-o, d-lhe
de novo com tal furor, que a nio chegar em soc-
corro do infeliz um offlcial, e custosamente desar-
ma-lo, talvez tivessemos de presenciar urna ace-
a bem borroross...
Consta que todo o crime desse pobre homem,
foi ter ido procurar um ciozinho, que lhe havia
desapparecde, em casa do referido offlcial.
A vista de semelhaoteaclo tio o (Tensivo das
nossas leis, espero que o Sr. redactor da Revista
Diaria, aceitando esta commanicago chamar a
attengio dos Illms. Srs. Dr. chefe de polica e
commandante das armas.
c Sou etc.
Wma teslemunha de vista.
O calgamento daa ras Nova e da Gamboa do
Carmo em aua entrada acha-se grandemente
damnificado pelo levantamento das pedras. sem
duvida occasionado pelas obras de canalisagio
que frequentemente ah se fazem.
Nio sabemos positivamente a quem attribuir a
paternidade dessa damnificagio, todava nio po-
demos deixar de pedir que ae obrigue ao respec-
tivo reparo aquelles que originaram o referido
estrago ; visto ser isto de utilidade publica, a
merecerem alguma attengio aquelles que tendo
carros, pagara um imposto pesado, e alm dello
gaslam nio pouco em concertos dos mesmos, em
conseqaencia dessa causa, que nio deveria por
certo existir, e que mesmo nao existir em outra
paiz.
Acha-se concurso o pro vi me oto dos dous
offlcios de partidor, accomulande um o de des-
iriboidor, e outro o de contador, do termo de
Villa-Bella, com o prazo de 60 dias para a habili-
tagio e apresentago dos requerimenlos dos pre-
tenderes.
Havendo o nosso amigo, o distincto lente da
faculdade de direito desta cidade, Dr. Joio Sil-
veira de Souza, por occasiio de explicar i seus
discpulos, estudsotes do 2* anno, o art. 90 da
consliluigio^ defendido a causa que abragamos
da eleigio directa, obtivamos copia de auas ex-
plicages de um de seus discpulos, e autorisadoa
por S. S. encelamos abaixo a sua publicagio, pa-
ra a qual chamamos a attengio dos leilores. E*
mais um adepto causa que defendemos, e de
tal ordem, que nos honramos summamente.
I
A nossa conslituigao politiea no seu artigo 90
estabelece o modo pelo qual devem ser feitaa as
nossaa eleiges de deputados, senadores, e mem-
bros dos cooielho* geraea de provincia, hoje aa-
semblas provinciaes; essas eleiges serio in-
directas, diz o citado artigo, elegendo a mas-
aa dos cidadios activos em aasemblas paro-
< chiaes os eleitores de provincia, e eatea os-
representantes da nagio e provincias.
Temos pois adoptada expressamente entre boj
a eleigio indirecta, de dous graos, em vez da
directa a de um s grao admittida pela maior
parte doa paizes constituciooaes modernos, taes
como, alm da outros, a Inglaterra, a Blgica
Portugal, e a Fraoga, nio s em sua actual cons-
lituigao, mas j as de 1793,1814,1830. e 1848.
monarchicas urnas, e outras republicanas ; elei-
gio na qual a massa mais oa meaos coasideravel
dos cidadios reputados activos, escolhe os sea
representantes, por si, sem o intermedio de qual-
quer outra entidade eleitoral.
Qual destes dous systemas seja realmente pre-
ferivel, a grande queatio que nesta materia so
ventila, e na qual divergem as opinies dos po-
lticos e dos publicistas, do mesmo que na con-
faego das cooatituiges, tem praticameote diver-
gido oa legisladores cooslituintes de cada Estado.
Emiltiremos tambem a eate respeito o nosso juizo.
embora em termos brevea, em tragos muito ge-
raes, porque se prelendessemos dar a eate ponto
todo o deseavolvimento de que elle susceptivel.
teramos de ir muito alm dos limites que no
impe a escacez do tempo qae nos resta para as
prelecces desta cadeira.
Urna" vez que a eleigio 'a forma pratica da
delegago do poder legslivo nos governos cons-
tituciooaes, e que essa delegago da nagio pa-
recera que a eleigio indirecta, que eiigiudo
menores quatiftcagM aoa votantes crea um mui-
to maior numero de cidadios activos, reapeita
mais a verdade do systema representativo, e di
em resultado mandatarios que com mais razio
ae poaaam considerar como realmente eleitos pelo
povo.
Has se nisto coosiatisse nica ou principal-
mente a lereiglo do systema eleitoral, oa a pu-
llflsf-I



aal

. .
Jfc_______________________- .
DURIO DIPBERJJIBOCO. *. QUARTA, FLI^ 4 OE 8ETEMBRO BE 181.
da exprestao do voto popular, o roeio de
-consegu-las Dio en, de cario, tornar-ae a elei-
cao indirecta, o aim conceder-a* directamente a
iodo ou a quasi todo o pino o direito de eleger
oeusrepresentantes, era adoptar-se o suffragio uni-
versal, do qual, em verdad*, essa forma de elai- ioleiramonle fra das lulas dos partidos, s iote-
o nao outra couaa man do que urna espe- reaaada em fazer iustica a iodos os cidados, e
* cndegenerada^oonodizo Sr. Helio, tobo- en geraotir-lhes o exercicio da sou voto, sana
ra euffragio universal ae|a justamente banido
m9 so pelea propios sectarios da etaicio direc-
ta, as aiada pot todos oa publlciatis rasoaveis ;
aporque Dio eicluindo elfo ninguan ou exdutndo
anuito poneos iodividuos de tomar parle oa elei-
'&, chana para esta elementos que oeoeoaaria-
anoote a hio de ciar; porque, em sumare, elle
*. ootrega, como diz Rogrtt, osdeetinos do paii
* t paixoes popoteres, eoi dtooreaiveta adu-
ar ladorea que engaen o tcduzen m aaaasas.
Eotretanto, e por isso mesmo que a eleicao io-
edoselhos orem conferidas a outroa funeciona-
nos ou triouoaes nao partidarios, a magistrados
te absolutamente excluidos de todas as preten-
das e cargos eleiloraes, si tanto or preciso. De
) ama magistratura independente, e posta
orna grande providencia, porta termo a allos
daquellea escndalos, desordena, mas oto a to-
dos, nem aquella que ae poden al considerar
amo aa feotes da aaaior parte dalles e doa aula
Kves. Bates eutatatiriau aempre, porque sao
oa de proprio systema em ai; subeiairian
aatnpre a dependencia a venalidad dos Tata* tea,
a sua loterveoio ficticia na eleicao intertan-
to a excloso real da mador paita da claree rer-
dodeiraaente inlelligente, moreliaada o til, va-
to que nesse systema nao possivel dllatar-aa
Hoete, urna vertededo bstenla do offratfol noftooorrcolodos rleUutw; subiistitiam finar-
aini versal, ressenie-se aiada em graode parto de t menta os ocrpoa eleiloraes fertos por si mesaos
jieus defeitos, aperar da interposico da segunda ou peles influentes da aldeia, e oa deputados re-
suma de vetaalea, a des eleilores, oa qual Ha presentantes de pequeo? grupos e de seus che-
uppoe depurar-se, mea que sendo fllha genuioe : tes,e nao do voto daclobal mals ou menos poro e
-la primeira. di em ultimo resultado represen- perteilo.
tantea affectados, embora indirectameote.dos mes-1 E domis se eaaa subttituieo de mesas e con-
reos vicios de sua origem, dos mesmos que direc- selhpj palo modo indicado, lo proficuo, como
lamente lhes proviriam do suffragio da mullidao. com efTeito reconhecemos que o ; se arrancar
ecaaia o fim a que ae prope esae systema, de aa fudeees do nosso processo eleitoral Is maos
--conservar mais ou menos urna aparencta de reali- asiagaa de funccionaries ou corporaces partidis-
Jade na representsco do pait, escapa-lhe ainda,: tas para confia-las o outroa que oferecan boas
-desde que poe os eleitos a urna lao grande garantias. uma medida capaz de raeihorar radi-
alistancia do primeiro gro eleitoral, exactamente clmente a eleicao indirecta, de expurga-la exsc-
acuelle em que figura e pove, qoe fidal Unto tenle do que ello lew de peior, edo queeeos-
ste como aquelles descoahecem as relacdes de
liaco e paternidade que reciprocamente os de-
-veratu unir : os eleitos nao reconhecem mais na
Biassa popular a sua verdadeira origem, e aquella
por seu lado nao vd mais tiles a sua obra ; e
ale tacto 0 nao .
fiem analysado pois o syslena de eleiqo indi-
recta, que reduz os eleitos do primeiro grao, co-
no depois veremos, a representantes da depen-- recto, como j mostramos?
alenda, e corruptibilidad^ das maesas populares,
reduz os do segundo a representantes de peque-
nos grupos viciados em saa composicao, dando
oesia em consequencias inieiramente opposlas s
-que procura alcanjar. Pretendeodo fazer diid-
titue o piiocipal, senao uoico, embaracb do di-
recto, por que nao ha de ser rogo applicada a
esta, i qualificacao de seua eleilores ? (Ja uom
modo de qualificacao para urna nao i lambem a-
proveilarel para a outra, poia que a ioferiorida-
dade ou superioridade do censo nada influe so-
bre a na tu reza do procesas, e ae iaflue e maiaoo
sentido de facilita-lo em rela(ao ao syetemo di-
Auselmo, Norberto, Antonio, SeTOrino, Hareeli-
no, de Antonio Ricardo do Reg, Julia Gubart o
Josephina Nobrictel, Augusto de Olkreira C*r-
doso da Fooseca, escravoa Janusaio, Saferte*,
Eugenio, Adriana, Bernarda, Felicia**. A*dr4,
Fernando, Jlo, Jlo. Antonio e 1 crrjf<3r.
viura de Francisco M Pereira da Costa, S" te-
nenta Joaqun Jos dos aVaia Lima, eaoravos
Clara, CrisliBo, Luda. Frantisca, Genera*, Lui-
za e 1 lhos, da afacoel Aires Guerra eacrovoa
Damiaoa, PraBciapo, Marta, Jaciaavo. de Jos lo-
sebio Altea da Silva, ftovoa Laurino, Joe,
Uuranoa, Uaacia. Franciaoa, Uonardo.oo Joa
Baplana ta Fooaoca Janior, eaatero AHiMlii,
de Jaea Joaquin de Pinito MeaJMmca, Augaaa
Candido de Atbayde Safena, esamos rtajenoa.
Hara, do Simio de Sanpaio Laite, Fe trneato
do Santa Anoo Cunha, Fr. Gandido de Santa
Anna Cunba, Domingos Ferreira Haia, escravo
WVU dD cutotrel JUW"J'drJT>ae^
Beoto Carpinteiro Dominguea, oseraro Eugenio,
de Antonio Loaranco Leuio, Ildefonso Bitten-
courte, escrard Florencio, do 1)r. Luiz C. de M-
B.. escravos atara, Sebasliio, Uanoel, Joanoaa
Bertuleza, Amaro, ^dro. Perpetua, Ignacio, Al-
Xandre, Agostintio, e Joaquim de Joto 8a Silva
OSf.

Ferreira austentoa o seu requerimento
^f^^ode novn coneideragoes.
Sra. tocios, em apartes, pronunciaram-
*a*or da proposta do Sr. Jos de Vascon-
fifc 3tellr>4tedindo a palana, fez varias con-
stdeMcoes acerca daa for?aa do cofre, e concluio
1>r?piJ,^L#*-,d0 Qe p
entrar, toaran applicados para a acqnisic!
'"^y P*** assdciacio.
P^0: materia discutida, o Sr.
Em quanto a oossa elei(o indirecta aaaentar
sobre as qualificacoes profundamente viciosas,
com que al aqu tem 60o taita, ale ha razo
para tirar-se argumente a apu favor da faciii
maior ou menor de sua execucao; porque
-_ ---------------------------------------T. ,---------------------------- w ** BMW VACVWyV i#\.,wut?
na taos reaes do povo, ella impede at de faze-los nO* po leamos por nossa vez dizer.que com laea
- qualificacoea tamben a eleicao directa podia-se
por fcilmente em pratica, se nos quizessemoa re-
signar a compra-la, pelo paje* que nos tem os-
lado aquella ; se bem que mesmo aasin, e at
cuta qua.iucac.6es ainda peiores de que a do ac-
tual systema, nunca a oletean directa teria tao
tristes e perniciosas conseqaencias. Aandona-
maior de sua parte sensata, moulisada.e capaz
4t um voto conscieocioso e livre.
Este systema, como se t, fncoDsequente,
urna verdadeira coocepco hybrida; porque
ajuereodo evitar os absurdo*, e perigos do suffra-
jglo universal, sem scceiUr a eleicao directa, re-
corre comludo ao mesmo priucipio sobie qoe
sts repousa, exigindo sempre taes ou taes hab- da a soluco do problema de urna boa qualifico
quer dus votantes em urna, quer dea eleilores
Jilacoes mesmo no grande numero que chama as
leicdei primarias, e excluindo destas todos aquel-
es que as nao tem. Daqui conclue com razo o
atado Sr Sello que mais Valeria por coose-
r guite abracar-re logo francamente squelle prin-
cipio, e precorar-ae na sociedade a altura em
* que conten fixar-se directamente a presump-
* o da capacidade eleit.ral, a sccresceotando
*\ie se isso no problema dilTicil, ntce.-sa-
< rio todava resohe-lo senao de um molo per-
al feito, ao menos do melhor posstvel, consia-
lindo a saa incgnita em fazer-se eleilores io-
telligeotes, e sobre lulo independenles no
ax maior numero que possa ser.
Esta difficul lade com effoilo grande, mes
__en
ouira ambas sao ms, porui aempre oneMior
aquella que em tede e caso eaxlue do suffragio a
graode massa popular com todas aa snas ftaque-
zas e paixea, e o arbitrio eae tufluencias pea-
soaes e dos grupos sobre a capacidade prefina e
legal dos cidados.
A eleicao indirecta co.paasa em ultima analy
se de .uma ficeo aem fuodaravenio, c que nao ex-
prime a verdade da represoata(io nacional ; de
um arremedo meticuloso do suffragio universal,
que nao tem ao menos a sua aimplicidade o a
sua franqueza, loado alias qoasi todos os seus vi-
cos, e alm deates alguna que Iho aao privativos;
- e nma falsa homenagen ao povo qoe so serve
Farreo, Antonio Thontaa Peres Jnior e t criado,
escravp Francisco^de D. Joanna Mara Ricardo de
Aguiar Nabuco de Araujo, esoravo Domingos, de
Francisco Lima, Jos Antonio Seixas, escravos,
Amaro, Bernardo, Antonio, Lourenr;, Maria,
Jos, de Svirro Goilherma de Barres, capillo
maro guerra Eliziario Antonio dos Sanios, sua
senhors, una rmnhada e 1 criado, Br. Ottarisiro
Augusto de M. Sarment, Antonio J. Marques, 1
eacravo Joaquim de Miguel Bernardo Gima raes,
Valerio Joa da raca, 33 tecrulas para a corle e
2ditos para a Baha, Joaquim Siiveira deMacedo,
escrava Rita de Jnveocio L. de Brilo Taborda, os
escravos Marcos e alaria, da Guilherme Augusto
Ricardo, escravos Aurelio e francisco de Antu
nes Guimares & C, J. Pereira de Miranda, Ma-
ra Joaepha^da Conceioie a o soldado Manoet A.
doa Santos.
_ Paasageiros quo seguen para Fernando nn
hiate nacional Sergipano :
Dr. Hanoe.1 Cerdoso da Costa e 1 criado, alfares
Albino Jos de Farias e sua saehora, sargento
Belarmioo da Costa Ramos, Maooel Joa Moreira,
Manoel dos Santos Maquedonio, Jos Joaqun de
Saeta Anua, Jos RiUerro da Costa Monteiro, F.
Tiburcio de Paula Teixeira, Carlos Augusto de
Barros Lina. Antonio lveo de Aranjo, Miguel
Pereira do Valle, Pedro Paule de Almeida Albu-
querque, Francisca Maria de Jess. Anna Maria
de Jess e2 iilhas, Maria Augusto Coelho, Maria
Joaquina da Cooceicao.
Fassageiros do hiate brasiieiro Btbtrib.
saludo para o Aasu'
r
ice-
requertoaooto de Sr. Fr-
dame eue o ..
retro eentinba duas partes : a prtneira era idea
aventada da tor a associacio um ergio na in-
prensa ; e a efunda, qual devia sor *e tajado ;
sendo que porta ni. elle reaoivaa pdr votos a
primeira parto, e votada ella foi a Moa quasi ana-
nimemente apprevada. Emqoaolo a segunda par-
.. ?r, 'ca-presdente disse que em sua opi-
C. Souza -nraojulgerji lut.uujmpjrjnc que a auemola ra-
EuRenio. solvesse de xore uma questie lao importante.
por wso propuaha >qo fosse nomeada uma com-
missao especial para considerar o aasumpto e
apresedtar o resultado de seu trabalho a asaem-
Mea.
O Sr. Vonahoatea pedindo a patarra pela orden
Propoz que esse encargo fosse commeltido a di-
recclo, visto como acabava esto de ser elaita, a
bem poucos das, e mereca plena condanca da
associacao ; o sendo posta a votos a proposta do
Sr. VoosnostcD, foi ella approvads.
Sendo aabmetUda dltcassie a proposta doSr.
vice-presidente no intuito de ser nomeada urna
commissio para reforma des estatutos, e nao ha
vendo quem pedisse a palavra, o Sr. vice-presi-
dente ooaerven que,segundo a diapoclo do art.
47 dos actuaos estatutos nio poda ter logar a
reforma seoo quaudo fosse requerida por dous
tergoa doa aasociadoi, e que porlanto se aa aota-
clo da assemblea se approvasse a proposta ssria
eUa condicional. Jeteo,seria valiosa, se consul-
tados os associadoa se reonisse ao roto dos pre-
sentes o numero sufficiente para conslituir os
dous tercos ; sendo uosuimemertte epprovada a
proposla, fui nomeada em seguida a eonnisao,
que fieou composta des Srs. Vonshosten, Feotn
F Guimares. Fragoso e Jlo Ignacio do Reg
Medeiros, tendo-se esc usado o Sr. Goaes Fer-
reira, allegando sua prxima sahida para a Eu-
ropa,
E nada nato horondo a tratar
sesso.
Jos Teixeira Bastos,
U/ J A.aK_ ,^^fcJM^S m
v tce-presioeute.
Manoel Alves Guerra,
Secretario.
encerrou-se a
Manoel Igoaciode Gliveir. Martms, Joio Pnn-1 ^KOM^?SO"P*rlaProV,leial'
vr, Du.w. -f_____,___c-f. SBOirSTlttCAO DO saldo existente ka CA1XA
xno a nica sena, que contra a eleicao direejj> para corrompe-lo.o que analhe he can eao
allegara os seus adversarios; roas alm de nao a l paiz ; para condemna-la definitivamente basta a
^rermos insuperavei, commum a arobos.os sys- experieocia dolorosa de quasi 40 anuos de scenas
- desagradareis e revolteles que ella nos tem va-
lido
temas; ella tambera um embaraco enorme' o
fcolho da eleicao indirecto, em cujas qualifi-
aca^es exigem-se ainda cendi(es e requisitos
*]>e flxem a capacidade para volar do primeiro
grao eleitoral; condices e requisitos idnticos aos
ta, embora osdesta mais elevados. A difficuldade
deve ser at maior naquella visto que trata-se de
resolver u problema em reUcao a um numero
tnuito mais ccnsideravel de individuos, e de in-
dividuos menos conhecidos, e lambem em rola-
co a fortunas e posicoes sociaes tanto maisdiffi-
cilmente apreciavels, quanlo sao muito mais mul-
tiplicadas e de menor vulto no Estado.
Pdese acaso contestar esta verdide? Qual
lem sido e de lacto entre nos a verdadeira ori-
gem dos maiores abusos e escndalos eleiloraes,
senao as fraudes que se introduzem sempre as
Era summa, se a elei$o directo m, porque
limita o numero dos cidados que podem tomar
parte na escolha dos representantes da oago e
provincias, peior a indirecto que realmente o
restringe muito mais, visto que nesse systema a
quelle direito s de tacto exercido peto segun-
da turma de votantes, isto pela de eleilores,
alias viciados en sua origem, no primeiro grao
eleitoral, e que vao por sua vea viciar o resulta-
do final do segundo. Semelhante eystema nao
resiste seriamente ao st-gukile dilemma : ou a
grande massa dos cidados deve ser considerada
activa e hbil para eleger os.membros da repre-
sentarlo do paiz, e enio seja chamada a faze-
io diiecteraeote. ella tem o direito de exigi-lo ;
ou nao pode ser assim considerada por falu da
ualiflcacoea dos nossos votantes primarios, e as oecessaria independencia, instmecao^ monilida-
raudes e escndalos novos a que ellas se prestan de, ou quaesqueroutros requisitos de que depen-
postenormente as maos das mesas parochtaes? de o voto cordato e consciencteso, eentao nao
em principalmente senao ah todas as deve ser lambem incumbida de escolher aquellea
)
monstruosidades e desordeos de que temos sido
iMtemunhas em nossas eleigoes, mxime depois
a creacao dos circuios? E como nao hade ser
assim? as mesas qualicadoras composlas de
membros partidarios, dos princpaes figurantes
o primeiro grio eWitoral, incluem ou excluem
das listas os cidados a seu bel-praser, e fy-
cio de seu partido ou conveniencias ; os conse-
lbos de recursos esli pouco mais ou'menos no
mesmo caso, e as proyrias rel'ges que em ultima ,
alfada conhecem delles nao sao inteiramentd. blica^ao.
isemptas do mesme peecado original ellas proprias
cao bem vezes interessadas ueste ou naquelle
resultado da eleicao ; e em taes circumstancias
o direito do cidadao a ser reputado acti/o, eseus
z-ecursos contra a injustiga e a parcialidade que
lh'o roubsm de nada ou de muito pouco valm.
Estas qualica^es assim dulleituosas e usur-
padoras vao para as mesas eleiloraes das paco-
chis, coDtendo j em incubagao o Iriumpbo an- j,'
leripado de um lado, o tornase este endent,
infallivel mesmo antes da apurago dos votos,
se essas mesas tambem partidarias, usam ou an-
tes abusam de sua soberana sem correctivo no
mesmo sentido das fraudes e violceas j all
consurcmadas, e raras vezes deixa'm de fa-
zS-lo, e d'abi a mxima corrupta e corruptora ;
cuem tem as mesas tem as tlei$oet I mxima ins-
cripta indistinctamente as badeiras de todos os
nossos prtidos polticos, se partidos ha nesse
embale mesquinho de interesses e paixoes pes-
aes.
Como porm a parte desfavorecida, que nao
lem por si os qualicadores ou mesas psrochiaes,
xiunca se resignara a soffrer o garrote mudo
e quedo ; ahinemo-la em campo laucando mo
dos nicos recursos que Ihe restara, e Toreando
os seus antagonistas a eroprega-los tambem ; e
ni veem as substituirles dos votantes por oulros
suppostos na occasio das chamadas* e a obsen-
ridade de seua nomes e coodigoes presta-ae a is-
so marartlhosameDle; ahi vem a corrupgo, a
compra e renda publica e escandalosa dos votos
dentro das matrizes.s inlroducgio e subrselo das
seduias as urnas, as reclamagoes, os murros, o
ccete, a faca de ponta, o bac'amarle, e por Ara,
en ultimo apuro, as duplcalas de mesas e elei-
edes primaras, de coilegios e de eleilores, de
cmaras clandestinas e de diplomas do deppla-
-dos I
Mas quando mesmo d8o chegam as cousas a
sse extremo, e depois de alcanzada por quaiquer
dos lados pleiteantes uma victoria mais ou menos
pacifica e isempia dessas scenas repugnantes em
que se joga a seguranca e a vida dos cidados, a
moral publica e o crdito das instituiQdes do paiz,
o que temos ainda assim por ultimo resultado da
retelo t corpos eleiteraes que se nao toem a de-
pendencia da ignorancia, e a venalidade ds mi-
seria, que os compozeram, tem a cegueira do
proselyismo e as prisesda camaradagera; e de-
peis, por intermedio delles, deputages que de or-
ahnario e saleas honrosas exceptes nSo se cora-
poem dos cidados msis dignos mais capszes de
advogar na assemblea eral oa interesses da pa-
o.raas dos socios mais preeminentes as imroo-
rahdades que os ergueraro, os coropanheiros ou,
patronos mais preslimosos nsquellas fraudes e
lats seroi-barbaras, os camaradas emfim mais
capazes de servirem aos peqoeoo grupos ou in-
fluentes eleitorses da sua localidade, cujas pre-
tences ou interesses, sao a coma tnica que eUes
realmente representara,
A isto accresce a accio decisiva que em tal sys-
tema eleitoral o goveroo pede eiercer sobre o
nttnero limitade de eleitores de cada collegio,
ojo voto di9virtusr completamente lirando-lhes
z liberdade pela expectativa defovores eauxilios
que lhes sao sempre ottlissimos, e ao partido
influxo gournalrvo ; pude ir at ao proprio de-
puiado proveniente aquella origem, pois que ne-
cessariamente rejluir sobre elle a pressao exer-
eida ou possivel sobre os corpos eleitoral de que
dependem as sas futuras reeleices, e que serio
aempre pouco mais ou menos compostos doa mes-
trios individuos, ou de outros em idnticas clr-
Wmstancias; e o que sio uma retelo, e uma
represontaco nacional com taes elementos ?
Poder-ae-ha dizer que mortos dos inconvenien-
tes e vicios que temos indicado nio ale proptios
do systema adoptado pela constituirlo, mas da
naneirs e dos detalhes eom que o pox em pratica
a nossa lei re-gula mentor das etelr)6es, taes aojan
os abusos das mesas qaatittesdoras, parochiaes e
conselhus de recursos ; que esses abasos podarle
deapparecer so as attitM$6i dessas mesas ou
a quera se haja de conferir tao importante mis-
sao ;>e cidadao que nao hbil para uma cousa
nio.o Umbem para a outra, emboca o coutrano
pretenda oSr. Berrtet de Sainl-Prix, cuja opi-
nio este respeito depois examinaremos.
(Con ttn u ar- se-ha.)
Um nosso assignante offerece-nos oa se-
guintes sonetos compottos ba 20 e tantos anuos
n prente, pedindo-nos a respectiva pu-
\o dia 29 de agosto, festa da degolaco
de S. Joao Baptisla.
Primeiro soneto. \-
Penitenc, justiea hooeslidade,
Prega o Baptrsta ao *ei incestuoso.
Mas II ero des, se ourta attencioso,
N4e guardara respeito castidade.
Sua incestoo ilHcitoomfzade,
. O propheto corrige predoso ;
Herodias. com odio furioso.
Contra elle requinta a crueldade.
A tilha leriaoB, qaedaasou
Agradando maito so rei embriagado,
A' mi incestuosa assim fallou :
Pede ao rei qoe 'promette e tem jurado,
((Duendoo que pediros tudo dou, )
A cabeca do Baptisla e oca re erad o.
SJgundo soneto.
flbjrodise confiada na promessa.
De Heredes obveve e facaldsde :
(Porque do reine san o quer metode,)
S do Baptisla a morte a interessa.
Eis que o cruel deaejo a impia expresea,
Herodes d lugar crueldade ;
A' seu furor sao ha difficuldade,
Nem do hroe a virlude que professa.
Por ter contra o egcandalo chamado.
Pela honra de Deus laato ofendida,
Tevede ser o justo degolado.
A cabeca decapada e oleracida,
Foi o festim de Herodes ultimado
Con sacrilegio de morte bem sentida.
Terceiro soneto.

_
Succedeu-lha con a morte roesbnr si,
Jaz sepuludo em triste monumento,
V-se a cidado neste aparlanenlo
De assombro e de pasaao confoodida.
To ja p sua atogr aoiavardida, -ij, .-...
>o deserto nao ha conten lamento,
Occupa ludo um grande sentimeote.
Peto morte deste auto aoontecida.
Foi tyraana e cruel, gronde a tereco 1
A lude caesou espastn o, forte a dura,
L nones ioiagiuada tal erneu.l
Mas, ah 1 .ualo mudara de figura
Se buscasse por ultima.finoaa
Seu amor, prtec{o, sua tornara.
cisco Pereira. e Cosme Jos da Costa, sua seoho-
ra e 1 filho menor.
Mortalidad! do da 3.
Maria, Pernembuco, 5 annos, Boa-vista; con-
vursees.
Marcos. Peroanbuoo, 34 annos, solteiro, escra-
vo. Boa-viste ; fiebre maligna.
Jernimo, Pernambuco, 11 mezes Becife; *y-
dtocepbafo.
Liberato, Pernambuco, 30 annos, solteiro, es-
cravo Santo Antonio ; pneumona.
Leudoro, Pernambuco, 2 mezes, S. Jos; con-
gesio cerebral.
Felicidade, Pernambuco, i nao, Boa-vista ; con-
vulcoes.
Manoel, Pemanbuco, 4 mezes, S.Jos: eclam-
psia.
-___
CHROfllCAJllOlCURII.
TRIBUNAL DA RELAQA0
SESSAO EM 3 t>E SETEMBBO DE 1861.
Presidencia interino do Exm. Sr. desembargador
Cmelano Santiago.
As 10 horas da mauha, achando-se presen-
tes os Seohores desembargadores Gitirana,
Lourebco Santrago, Motta, Peretvi, Ucha Caval-
canti e Assis, faltaqdo com causa os Srs. desem-
bargadores Siiveira e Guerra, procurador da co-
rda, foi aberta a sessao.
Passados os feitos o entregues os distribui-
dos, procedeu-seaos seguintes
JULGAMSNTOS.
AOGRAVO DE PETir^AO.
Aggravante, Joaquim Jos T h.motheo Pinto :
aggravado, ojuizo.
Relator o Sr. desembargador Uchda Caval-
eanli.
Sorteados os Sra. dosembargadoies Costa Motn,
Gitirana.
Deu-se provimento.
Aggravante, Mathias de Azevedo Villarouco ;
aggravado, ojuizo.
Relator o Sr. desembargador Assis.
Sorteados os Srs desembargadores Ucha G-
valcanti e I.ourenco Santiago.
Deu-se provimento.
appeldaces camas.
Appellante, ojuizo; appellada, Maria Magda-
lena e outroa.
Improcedente.
Appellante, o juo ; ampollado, Francisco An-
tonio Limoeiro.
Improcedente.
Appellante, o jaizo; apnellado,
Braz te ello. K
Reformada a sentenqa.
Appeltonle, Joo Sererino da Silva
do, ojuizo.
Improcedente.
Anpellanae, o juizo ; appellado, Joo Ferreira
Ferro.
Improcedente.
Appellante, Thereza Mara de Barros; appolla-
de, Francisco Jtavier de Mello Falco.
A novo jury.
Appellante, o promotor ; appellado, Joaquim
Alves da Reoba.
Improcedente.
Appellante, o juizo ; appellado, Joaquin la-
vares da Silaa.
Improcedente.
DIUGENC1A3 CITIS.
Appeltaate, Antonio do Bege Pacheco ; appel-
lado, Joaquim Rodrigues Vieira.
Com vista ao Sr. Dr. curador geral .
DJBSMAajjO DO DIA. .
Assignou-se da para julganento dasseguintes
appellaces crimes:
Appelante, Jacob Jos de Franca : epoellado,
o juizo.
Appellante, MarcoUno Jos Ferreira ; appel-
lado, o joo.
As appellaces cive :
Appellanie, Pedro Accioli do Costa ; apnella-
do, Pearo i^miso Moaleiro.
- lAppeltente, o jaizo .; appellado, Jos Jseome
Taaso.Jssios.
Appellante, Francisca.Maria da Cooeeieio; ap-
pellada, Caibanoa Josanha Alves.
A' A hora encerrou-se a sesso.
.....
Alexandre
a p pe lia-
DO EXERCICIO DE 1861
DE 1861.
Saldo em 81 de julho.
Receita de 1 a 31 de
agosto.....
A 1862, BU 31 DE AGO
16:4739179
60 2989180
Despeza idem
76:7718359
49.844S2.i3
Saldo.
26:9285106
DEMOSSTRAQO DO SALDO
EXERCICIO DE 1860 A
DK "1861.
Saldo em 31 de julho
EXISTENTE NA CAiXA DO
1861 EX 31 DE ACOST
p. passado
Receita de 1
agosto.
a 31 de
11:923 JS65
15:820! 97
Despeza idem
27:744*062
22 099*024
Saldo
36455038
DEBOHSTRACAO DO SALDO EXISTEJtSK A CAIXA DE
DEPSITOS EH 31 DE ACOST DE 1861.
Saldo em 31 de julho
p. passado. 198:687635
Receita de 1 a 31 de agosto 75:9105 ----------------274:597#635
Despeza idem. ....... 130J000
Saldo.
274:467#635
DEMOKSTRACO DO SALDO EXISTENTE NA CAIXA PS-
PEC1AL OE AMORT1SAQO DAS AP0L1CF.S E PAGAMEN-
TO DO RESPECTIVO JIRO EX 31 DE AGOSTO DE
1861.
Saldo em 31 de julho
p. passado .... 7:615726
Receita de 1 a 31 de
agosto ....... }
--------------7:6157S6
Despeza idem.........2.846S032
Saldo. .... 4:769694
DEMONSTRAQO DO SALDO EXISTENTE NA CAIXA ES-
PECIAL DO CALCAMENTO DAS RAS DESTA CIDADE
EH 31 DE AGOSTO DE 1861.
Salde em 31 de julho
prximo passado. 3)890
Receita de 1 a 31 de
agesto ..... 1:9002000
Despeza.idem ........
Saldo. .
DEMOXSTRACO DO SALDO EXISTENTE
ESPECIAL DAS APOLICES EM 31 DE
J861.
Saldo em 31 de julho
p.. passado # .. 18X0Q4O00
Receita de 1 a 31 de
esto.......
1:908*890
1:694920
208970
NA CAIXA
AGOSTO DE
maries Hachado, casa terrea ar-
rendada por............
dem 1.Francisco Manoel da Silva
Tarares, sobrado com ama loja e
dona andares arrendado tudo por
dem 29.Manoel Jos Guedes de
Hagalhies, casa teiua arrendado
por.................;,.............
Idan 33.Luiz Pereira Ripozo, ca-
sa terrea arrendada por..........
Idan 37.Joaqun Jos de Faria
Mares, casa terrea arrendada por.
Idan 41.Dr. Joa Rodrigues do
veeeo, casa termo arrendada por.
Roo do Mondego.
Nomero 2.Manoel Joaqun da Sil-
va Brasiieiro. cana terrea arrenda-
* Pr,...........................
dem 20.Francisco de Assis Pe-
wwa'roiro, aao 4arrea arreuda-
JA* ?0'- .............
dem 22.0 mesmo, uma casa ar-
rendada por.....................
dem 28 Joio Jos Fernaodes de
CarvaTho, casa terrea arrendada
por ..............................
dem 30. Gabriel Antonio, casa
terrea arrendada por.............
dem 36. Padre Francisco Jos
Tavares Gama, casa terrea arren-
dada por......i...................
dem 7.Jos Joaquim de Castro
, .*****! ** *** arrendada por
dem 9 O mesmo, casa terrea ar-
rondada por,......................
dem II.Marcelino Joa Lopee,
casa terrea arrendada por........
dem 17.Domingos Pereira. casa
terrea arrendada por.............
dem 17. Severiano Pinto, casa
terrea arrendada por.............
dem 63. Apolooio Carneire, casa
tetrea arrendada por..............
dem 9.Jos Antonio Bastos, ca-
sa terrea arrendada por..........
den 71.<0 mesmo, uma cass ter-
rea arrendada por................
dem 73.O mesmo, uma casa ter-
reo arrendada por................
dem 83.Jos Antonio Bitencourt,
cesa terrea arrendada por........
dem 89. Alexandre des Santos
Barros, un portee que serve de
entrada para deus telheiros qao
aervem de otaria, arrendado por..
Iden 91.Joaqun Jos do Faria
Neves, casa terrea arrendada por
dem 93. Francisco Antonio Gaiio,
casa terrea arrendada por........
dem 97.Francisco Rodrigues da
Cruz, casa terrea arrendada por..
Mera 99.Flora Maria Diniz & Fi-
lho, cosa terrea com tm swbradi-
aho no fundo arrendado por......
Ra daPassagem.
Numero 2. Josephina Sebastiana
Cavalcanti de Albuquerque e ou-
tros. um sobrado de um andar
eccupado pelos seoborios avaha-
do por SOOyOOO as lojas, parte da
igreja, duas casas terreas e deas
neias-aguas na frente arrendado
tudo per..........................
dem. 15. Uerdeiros de Maooel
Joaqun Ferreira, casa terrea
com um sobradinho no fundo ar-
rendado tudo por...-.............
dem. 3.Antonio Jos de Castro)
casa terrea arrendada por........
dem 25.Maooel Antonio da Silra
Ros, casa terrea arrendada por..
Roa do Cajueiro.
dem. .Uerdeiros de Joao Jos
da Cruz, casa terrea arrendada
por................
Ra de Henrique Das.
Numero 2.Jos Baptista Ribeiro
d Farias, casa terrea arrendada
fl|PrV V.............
dem 4.O mesmo, uma casa ter-
rea arrendada por................
dem 6.O mesmo, orna casa ter-
ree arrendada por................
dem 8.0 mesmo, nma casa terrea
arrendada por....................
dem 10.-d*0 mesmo, uma casa ter-
rea arrendada por................
dem 12o mesmo, uma casa ter-
rea arrendada por................
dem 16.0 mesmo, uma casa ter-
rea arreofada por................
dem 18.O mesmo, uma casa ter-
rea Arrendada por................
dem 20.O mesmo, uma cosa ter-
rea arrenflads por................
dem 1.Manoel Goncalves da Sil-
va, uma casa terrea arrendada por
Ra Real.
Numero 43.Albino Jos Ferreira
da Cunha, urna casa terrea arren-
dada por..........................
dem 51.o mesmo, nma casa ter-
rea|errendada poT...........
dem 67.Thereza de Jess Mara)
uno casa terrea arrendada por.
1809000

1:4009000
24O000
2404000
24%000
144J0O0
otXVfOOO
1449000
1929000
1929000
144900
r3OO9OO0
fiifutftfkn
swnuuv
3009000

3009000
2409000
600J000
1809000
3009000
2409000
2049000
2409000
2009000
3009000
3609000
1805000
1:0009000
dem 53.Jos Rodrigues Sordos,
uma casa terrea arrendada por..
dem 57.Maria Joaquina da Sil-
va Manta, ama asa terrea arren-
dadannr..........................
loen 87.Jos de Aragio, uma ca-
* '""a arrendada por..........
Iden 109.-|>aoira Antonio Ro-
drigues, un sobrado coa um an-
dar e Iota arrendado Indo por....
loan 113Joaquim Rodrigues da
Almeida. una eaaa terrea arrea-
dada par..........
Man 115.. J nano',............
1:8449000
500JOO0
2109000
3008000
8909000
3609000
2102000
aiOJOOO
2409000
240$000
18OS000
1929000
1809000
2409000
3009000
24O9OOO
I2O3OOO
MTiiC3S5^^^eIx
un sobrado coa un andar e teja!
arrendado tudo por.............;
dem 127.Manoel Jos Rodrigues
Pinfcero, un sobrado eon un
andar e loja, arrendado tudo por.
K ._ i-go do Pilar.
n. 17.Joaquim Lopes de Almei-
da, nna casa -terrea arrendada
. Pr"-;..........................
dem o.Ionocencio Xavier Viap-
na, uma casa terrea arrendada por
- '' Ra do Aroial.
N. 16.Jos Norberto Casado Li-
ma, uma casa terrea arrendada
, Ppr...............................
dem 28.Viuva de Agoatioho da
Silra Neves, una casa terrea ar-
rendada por.......................
2I6900O
192|000
o409000
MQIorjO
aofooo
W9000
4929000
3849000
I8O9OOO
1929000
1209000
[Co>ttinuar-u-hm.)
2409000
Communicados.
Ordem tepceira do Carmo.
Como irmao da ordem terceira do Carmo nao
podemos deixar de elogiar a masa regadora, tan-
to a do anno passado, como a do actual, pelo
modo econmico com que tem administrado a
ordem, s com o fim de satiefazer os seus debi.
tos ; ae o mesmo pratcassem as meaaa anterio-
res a do anno passado, nao se reria a ordem no
estado em que ae acha. e tanto mais e torna el-
la digna de elogios, quando tem cobrado dinhei-
ros que exutiam em poder de quem se gaba de
prestaros seus frricos orotutam.ute, assim
como de scalisar certas coates, em cejo propo-
sito ella se acha empentada, muito principal-
mente quando o nosio irmo er-lhesoureire Jo-
s Joaquim da Coste Macial pedio na mesa con-
tunda de 30 de ageste proxino passado, porania
irtnte e se'.e irmos, que a mesa regeddra tra-
lasse de acabar com as patotas, laucando ra os
paloteiroa, pois que assim fazia um grande aer-
vigo nos exanes das cootas, e por elle rerian aa
patotas que se fazian i orden.
0 pedido de nosso irmo Maciel muito eig-
nicativo. por isso que servio em mea* por al-
guns annos, e sabe quaes sao os irmos pato-
ICllOS.
Pedimos mesa regedra que cerrando os ou-
vidos a certos meaerices, s proprios des pato-
tetros, conlinoenoseu nobre n, como pratieou
a mesa do anoo passado, que nao obstante as
dilculdades com que lutou, acabou o seu anoo
com dignidade, oferecendo-afloal o irmo prior
a apreciaco dos irmos a oxposicio do estado
em que eocontrou a orden.
O irmao terceiro.
Correspondencias.
[Continuar-se-ha.)
192J000
Despeza idan :
, .
Saldo ,
18:6009900
9
. 48:600g000
I 111
DBUONSTRACAO DO SALDO EX13TEHXE NA CAIXA ESPE-
PUJIUCA EH 31 DE AGOSTO DE
CIAL DA DIVIDA
1861.
Saldo cm31 ae julho
p. passado .
Receita de 1
agosto .
a 31
* .
de
1
7:350$000
S
Despeza dem.
--------------7:750000
1 9
ASSOCIAa^AO COMMEBC1AL
MENEFICENTE.
ACTA DA SESSAO EXTRAORDINARIA DA AS-
SEMBLA GERAL EMT20 DE AGOSTO DE 1861.
Presidencia do vice-presidenle Jote Teixeira
Basto.
As 10 horas da tarde, achando-se reunidos 36
socios, foi abarla a seseo,
. Lida i acta da ultima seaaao foi approada.
OSr. vice-presideote declaro que o objecto da
reunio da aasembla geral, era. em primeiro lu-
gar, para apreciar o luquerimonto apresentado
pelo Sr. tlomes Fer qual se apon ve, o mostaeva a absoluta necessi-
dade de ter a associacao un orgo na impreosa,
.. o qual deteodesse e lea teas e os interesses do cem-
l assageiros do vapor nacional Cruzeiro ido! mexcio, a que.esse orgo fosse o Diario de Per-
JW, saJudo^aM o sul : Aodz d QUvoira! mtuoo, unios fulba da prosincia que elle jul-
Bento.de Oeirs, esoearo Clementino, Joanna gaa reupit todas as coudices de bem desoraoe-
Maria do Espirito Sanio e 1 filbo menor, escra-1 nbar essa da/Aratura.
vus Marcello, SeJviano, Luiza. Domingos. See- Era sAgun^r que, reeouhecoado alguna Srs.
rtoo- Bruno. Domingos Jooooeocio, GuUUerme, socios Tnnmbro da direceo a neceasidade de
Cordolina, Antonio. Jos, Guilhurae, Joaquina, I uma reforma nos actuaos estatutos da associaco
Msnoel. Bortoleza, RuQna, Jos, Raymuedo. Joa-1 o vico-presidente propunha a aasenbla geral'
quim, Jos, Cyo/iano, Benedicto, Venascip.rle "
Silvino Guberme de Rarros, Joan Beiorra de
Salles, Podre, RaymancUi, leopardo. Benedicto,
de Aguiar, escrava Benedicta, do Caetaao Sure-
o da Silia, Joaguin Pereira da Souza, aua ae-
nhora e I menor, Francisco d V. Paes Brrelo e
1 criado. Jos Thomaz Pires de Aguiar, Joaruia
Maria Ricardo de A. Naboco de Araujo. 8 fiihos
menores e 1 escrava, Justtee Francisco de Assis,
Dr. Jos lorquato de Araujo e 1 criado, Fran-
cisca Melgo ol filho. Em manoel Bianchy, es-
cravos Ruino, de Guilhorno Augusto Ricardo.
Domingos, da Antonio Manual Bastes, taidprn.
que oomeasae uma commasao que se enearre-
gasse de apreaentar um projeeto de reforma.
Submettido I discusso o requsrisaento, o Se
Jqs, Aatooio, sacro vos de..., Virtuosa Castaa Gomos Ferreira, pediodo a patavr*. tez largas e
bem dednzidas consldericeapaDa mostrar a uti-
lidad de sita adopeo : o Sr. Fragoso achou rtu.
to til a ida, mas poudarou o ser excessivs a
somraa de 3:000$, que o Sr. Ferreira iodicava, e
acompanbaodo easvs decaraco de nata algunas
conoidoraedos; Se secretario apreeeuiou una
proposta do Sx. Joa de Vasconcelloa, oflereeondo
este o encarregar-se daa publcar6es da assooia-
cn, advogaodo ao mesmo tempe em seu
Oleo os inteaasss do conmarcio.
2:313975a
2:0389500
Saldo. .... 7:7509000
DBM0SSIRACA0*O SALDO EXISTEJUE NA CAJKA .ES-
PECIAL DE AWORTIZAQO DO CAPITAL E iV 9.08 DA
DtViDA flBJ.ICA,EM 31 DE-AOOSOQ JE 1861.
baldo em 31 .do julho
prximo passado. 2:3139355
Receita d ^1 a 31 do ^^
.Jjosto, #.
Despeza dem. .......
^aldo. ,. ,
DEMONSTRACO DO SALDO EXISTENTE NA CAIXA
fHSAI* DOa OR.HAOal ^0 EXJLUClCiO BE 18tl a
W62, i'O 31 DE AGOSTO DE 1861,
Saldo em 31 de julho
p. passado .... 7:772*770
Receita de 1 a 31 de
goaio ...... 3909833
Despeza dem
*
..
i
8 0639603
2497JJS44
Saldo .
5:565*939
DEMONSWUCAO DO SA4DO EXtSXENTE HA CAIXA HS-
PEC1AL DOS ORPH0S N0 BXERCICIO DE 1860 A
1864, M 31 DE AOOTO PS 1861. ,. -
Saldo em 31 de julho
prximo passado. .
Receita de 1 a 31 de
osto .. .
Despeza idem .
12:063g5Il
3:230,725
-. T1 '"
...... .
Saldo. .

:
15:2949836
3639840
14:9309386
_, O Ibjsourotao,
Thomaz Jos da Asno Gusmo.
\ 0 eacrirao,
Antonio Maria de Faria Neves.
1509000
CWWUaW) PR9VINCHL.
Relaco das casas ataixo menciona-
das, que soreram. alleraees no
ireseate UncwneBio, feito pete lan-
cador Coelhi, a saber:
Ra do Colralo.
Nnnero 30..Marta Josepha Via nna,
casa terrea arrendada por. ....
dem 33.-Joanna do Rosario Gui-
iW*m
Altepaces feitas no lancaraento da de-
cida ruana, 4a fptignezia de S.
Fre Pedro Gonsalves. .pelo laca-
dor Matta.
em ... Roa do Brun)-
N. 24.Viura de Manoel Goncalves
Pereira. nma casa terrea arren-
.Aa* Pr- ...................... 849000
dem 50. Msnoel Duarte Rodri-
gues, uma ora teTrea oceupada
pelo mesmo, avallada por......... 2009000
dem 74.Jos Pereira Viann, um
sobrado cora uma loja, 2 andares^
e um armazem no tundo, arren-
dado por.......................... 1:8009000
la-ru i A. -'-Joaquim Francisco de
Melle Saotos, um telheiro que
serve de olaria oceupado pelo
nresmo, avaHado por............ 2QO*000
dem 7.Domingos Jos Pereira
uma casa terrea em caixo, e um
telheiro dentro que serve de ofJS-
cioa, ocetrpado pelo mesmo, ava-
llado em..........................
dem 27. Joao Antunes Guima-
res, ama cesa terrea coro solo
a tej n-endada por 2*09, o so-
rJ*0 ?,1r 2*- tai, Pr.......... 4809000
Mott 39.-ltaprrael FetnantJes de
branles, uma casa terrea com
meia agua no fundo arrendada
Pr;.....i;.....:-.............. 1809000
idem 41. Manoel Duarte Rodri-
gues, uma casa terrea arrendada
por.............................. 4009000
dem 48.Jos da Silva Mendonja
Vianna, uma casa terrea arren-
dada por........................ #< i
Idan SoV-Jooo o\m Santos CoelhY,
um sobrado com om andar uma
loja arrendada -tudo pr..........
Ra do Pilar.
5. 8.Viuva de Agostiotro da Silva
Noves, nna casa terrea arrenda-
da por.......................
dem 0.Msnoel a Sirvo rreves',
uma casa terree arrendada por..
dem 64.LoureBra Mafia da Sil-
va e Maria Joaquina da Silva
Manta, uma can terrea arrendada
dem 70.-Herdeiros de Maria Mag-
dalena da Concerni B Joaquim
Lepas de Aloeroo, orno casatr-
wa arrendada por...... .........
dem 76.Manoel Coelho Pinhei-
*o, uma casa terrea arrendada
tor...............................
dem 76. O mesmo, uma casa
terrea arrendada por............
dem 88. Joao de Brite Oorra,
una cisa terrea arrendada "por..
Iden 1.Irmandadede San-Hene-
dilo, uma casa terrea arrendada
por ..............................
Iden 3. Joio Baptista Pragoao,
una casa terrea arrendada por.,
dem 5.Bernardo Henriqoe, nna
casa-terrea errnea da per........
dem 31.Manoel Joaquim Bote-
telho, una casa terrea arrendada
Pr................................
laomSS.-ABtenioHeurtque Mafra,
ama ca torrea arrendada por....
Srs. redactoresChegando houlem da cidado
daJlazareth e lendo o seu mu conceituado D\n-
rioale 27 do mez prximo lindo nelle deparei
com um communieado da Sra. Eeliciana Maria
Olimpia em o qual essa mulher pondo em exer-
cicto o seu genio atrabjlario e calumniador ati-
ra contra mim toda a sua bilis lancando-me epi-
Ihetos que s poderte produzr ama alma cor-
rupta e furiosa. E se bem que o ooroe dessa
mulher seja por si s bastante para defender-me
de tao falsas arguiges, todava o seolimenlo da
propna digoidade me impelle pora que em sa-
tisfagao ao publico eu d uma resposia qualquer
a essa mulher, e por isso permittam-me Vv. Ss.
que eu reeorra as columnas do eeu mesmo Diario
para protestar solemnemente contra lao negra
calumnis e desafiar a essa malvola mulher que
prove o que tao desfasadamente avaoQou contra
mim sob pena de vindicar eu a calumnia que
rae fez, pelos meios lgaos. Sin, Sra. Felicia-
na, so a sua consciencia nao se acha catatada
com o crine prove uma s deseas imputarles que
me fez em o seu communieado, pois que nao
basta aecusar um hornera, preciso alm disso
provar o seu crime ; ficando porm de uma vez
por todaa sabendo qua nao esteemeco com as
lavas ardentes dos seus vulcoes, porque quem
tem a sua consciencia tranquilla nada pode re-
cetar.
Queiram, Srs. redactores, dar publicid.de a
estas iinhas com o que muito pen hora rao ao seu
reverente servo.
Joaquim Affonso Ferreira de Mello.
Recite 4desetembro de 1861.
2169000
1689000
3009000
009000
168 JW0
1681000
1929000
I929OOO
192JOO0
30B9BO0
180*900
Srs. redactores.Um facto altamente censura-
vel, uma violencia Inqualiflcavel e digna da "at-
teDgo publica, acaba dedar-se noeogenho San-
ta Cruz, na fregnezia de Una ; quero referir-me
a minha prisao e ao desrespeito e arbitraTedade
com quefoi invadida a casa, e tratadas as familias
anas mui respeitsveis dos Srs. commendador Pe-
reira de Brilo e msjor Brito Bastos.
Eis como se deram os fados e suas circums-
tancias :
No dia 6 de maio do cerrente anno, apparece-
ram no mencionado engenho 4 a 6 paisanos, ar-
mados de farras de ponta, dirigirm-se a tanda
em que trabalhaTs o marcioeiro Flix Jos de
SanlAana e procuraram prende-lo; oque nao
effectuaram, por que este escapuliodo-se das
maos da tal patrulha, e entrando pela casado
viveoda do engenho, sahio pela cosinha e desap-
pareceu.
As senhorassorprohendidas com a carreira que
Flix havia dado pelo interitr da casa, e procu-
rando saber o motivo desta sua ousadia, ainda
mais atoDitas e admiradas flearam, qoando so
chegarem a siria de espera viram-na invadida por
pessoasdesconhecidas e de ma caradura, que em
gritse alaridos, desvhmdo-se dassenhoras, que
eom toda a delicadeza inqueriam delles o motivo-
que os trazta 3 sua casa, procuravam invadir do
modo mais brutal o interior da casa dizendo que
qneriam o preso qae havja entrado.
m escrevi) que seTve de criado, acompanbao-
do suas senhoras. detevo-os no impelo em que
taro, e tao honre aht uma pequea troca de
palavras de parle, mas os tees descooheeidos fl-
caram to irritados a ponto de dizerem que nao
sabiam onde estavam que nao o sfaqueavam
logo.
Nesse interfm chegou nma for$a commandada
pelo Sr. alferes Seraphim Ignacio Paes Barrete,
e aproxlmou-se o Sr. Bernardino Teixeira Bar-
ros, inspector do Rio FoTmoso, que acompanhan-
do a forca, tinha chegado adianto com os paisa-
nos e mandado prender ao mencionado Flix, e
pergunlando sos tees descooheeidos o que havn,
foi-lhes respondido por om dos cabos, Sslustiano
Jie tal e Antonio Zumb, cada qual mais inso-
jeole, que ao escravo se devia a evaso de F-
lix; era vista do que os Srs. alferes e inspector
manrtaram Inmediatamente e sem mais prem-
bulos e indagaces que se cereasse a casa e se
preodesse o dito escravo.
Cercada a casi, fot aOnal preso e amarrado o
escravo a quera seapprouve atlribuir a escpula
de Flix, quando se s&bia petfeitameote que este
conhecendo a bretalidode dos taes paisanos.*
pretexto de so vestir decentemente os soube en-
gaar do modo j cima referido.
Observando-se ao Sr. alferes que a gnarda aren-
gada e mais alguos de sua tropa alm da viren
como paisanos vinham armados de tacca da pon-
ta, cujo uso era prohibido peta le, o mesmo Sr.
procurou convencer que enm guardas naciooaes
e que em vez de faccas traziam tsyoneta cono
passava a mostrar, e abrindo o palilfl te un, fl-
cou completamente desapontado ochando um*
grande facca 1
Tudo isto passoo-se na auaoucia do Sr. Brito
Bastos, que entaose achara no Re:ie, e na pre-
senta nicamente daa senhoras, as quaea na*
sabiam se devian tratar de poupar e evitar lodos
esses dissabores por que estavam paasando no
Sr. Pereira de Brito, hornera septuagenario, todo
paralitico e que nessa occaslio eslava felizmente
rJormindo em nn qnarto retiraJo de todo esae
bulicio, on se devhn antea attender a esses gri-
tos e ameacas de bonons malcreados e desalma-
dos que acobertado|com o manto da lei e 0 do-


*-
s
Tr-r
Utth) 01 riMMcO. JL frJAfeTA liffiU 1 Di tMCWO l ful)
; r i
--
------------

^ue^m
munoj
me da autoridade, nao sablam t qae faziam,
nem tinham cenecieacla do im queriara.
Preso e amarrado o escravo do modo por que
fica, cima referido, as senhoras donas da casa,
maodaram immediattmentechentar-me para que
cerno administrador do engenhed arMmela do
Sr. Brito Bastos tomaaae asdefidas providencias;
mas antes que eu ehegasse, temendo Jque o es-
cravo fosae victima no meio desuella torca, a
maior parte brots e deseafreiada, Qzeram algu-
nas observaces e re'ffexes aos Srs. alteres e
inspector para- que soltassem o esoravo que
uenhuma culpa toha relativamente o fado que
e Ihe imputara ; ao que reaponderam que s
soltariam o escravo se fosse castigado a Sua Til-
la; e rendo as mesmts ten horas que s nao an-
nuissem e esse castigo, o escravo poderia muito
mais (pritcipalmete quando o proprio Sr. alte-
res era o priaoeiro a oenfesar que Ha das ten-
tara debalde refrear parle daquella gente) esti-
Teram por tudocom tanto que aottassem logo o
escravo.
Com effeito depois de castigado o escraro so-
mente com dous btlos, o que bem revela e de-
monstra que uenhuma falta havia elle commet-
tido, e que, com sua prislo, apenas se teve em
vista mostrar quanto se bravo e valente com
quera naturalmente pacifico, se mandou pdr
em liberdade e escravo.
Logo depois cheguei eu e procurando saber co-
mo tluha vindo aquella torca sem ter scienda
della nao obstante ser inspector do lugar a mal-
los amos (Documento n. 1] apresenlou-me o Sr.
Bernardino Taixeira Barros um papol, que era a
portara com que o Sr. delegado do Rio Formoso
me demitUa deste lugar.
Depois da soltura do escravo e dos incidentes
que tenho referido, todos da torca foram a raeu
convite descansar e jantar eos minha casa ; feito
o que prenderam-me [parecem-me aioda hoje
incrivel] nao obstante doclararem aole rauitas
peasoas que n8o traziam para isso ordem escripia
ato delegado e oonduairam-me para Rio Formoso.
Cbegaodo ah, ful logo re col bid a priado e no
da seguidle o Sr. delegado teueute Joaquina lier-
culano Pereira Caldas depois de eomecar a in-
terrogar-me, paesou-me a disposicao do Sr. juiz
municipal para que eu fosae processado pelo cr-
me de morte perpetrado, segundo diziam, ao
preto Carlos escraro do Sr. Maaoel de Barros da
Rocha Wanderley (Documento b. 2 a 3).
A origem e o resultado final da todo esse dra-
ma que me fizeram representar nessa processo,
buje sabido e divinamente apreciido por todos
e consta dos documentos ns. 4, 5 e 6.
Seo principio desse processo mor ticou-me e
acabrunhou-me, como ers natural, j pela cou-
scieocia que liona de minha innocencia, j pela
certeza que tinha de que os meus desaffettos ha-
viam j saciado a sua sede de vinganca, o resul-
tado liual, a despronuncia que obtive pelo modo
mais honroso e digno, mnilo me alegrou e aa-
lisfaz-mo por restituir-me a doce e santa liber-
dade, de que me haviam privado violentamente
e por ter desse modo desma'scarado e eito per-
der a ganancia que meus gratuitos ioimigos li-
aba m em vista.
O que mais admira em tudo lato aue essas
violencias e arbitrariedades se pralicalsem em
nome da le, achando-se a frente da torca, ho-
rneas como o referido altores e inspector, que
neo se quer sooberam ter a torga moral para
conter a parte desenflreada da sua gente.
E o que mais revolta e escandalisa sobre tudo
isto a semccremonia com que os horneas pro-
curan) depois justificar o seu procedimeoto re-
prebaosivel e illegal, inventando aqoil.o que
nunca existi e inteiramento imaginario.
Consta do documento o. 7 que os Srs. altores e
inspector as partes ofBciaes que mandaram ao
Sr. delegado declarara que chegando ao dito en-
genho Santa Cruz encontraran e prendern) a
Flix Jos de Sani'Aona desertor protegido pelo
Sr. do eogenho.
E' por isso que se diz vulgarmentequ
mo acto, um crime, acarreta as vezes
outros.
E' com effeito a calumnia mais revollanle, o
cynismo mais inqualifkavel, que presidiu a esse
invento, ou a essa historia dedesertor. F-
lix, nunca foi desertor. Nascido em Serinhem
e criado em Rio Formozo ah principiou apren-
der o officio de marcineiro, aperfeigoando-se de-
pois no Recito d'onde voltou, continuando a re-
sidir em Rio Formozo at 1856, vindo nesse an-
no com o mestre marcineiro Alexaodre Correia,
trabalhar na obra da capella do eogenho Santa
Cruz, terminada a qual, passou a trabalhar no
engenho Juodi de Cima do bem conbecido Sr.
Paulino Augusto da Silva Freir, onde iicou mo-
rando, d'ahi veo agora de novo trabalhar no
engenho Santa Cruz, onde se achava, e anda se
acha, procedendo sempre muito bem.
Nao consta a pessoa alguma, e muito menos a
aquellos que o qualificaram dedesertor que
Flix livesse pertencido ao exercito e a armada.
Proseguirei no meu histrico, deixando que o
publico ergua todo o veo com que se procura en-
cubrir os maus feitos das referidas autoridades.
O Sr. Maximiano da Rocha Wanderley, 2* sup-
plente de subdelegado da freguezia de Una, eo-
tendeu de si para si que o melhor meio de poli-
ciar a freguezia, era de proceder como aulorida-
de e na forma da lei, e tornar-se um verdadeiro
denunciante, pensando talre por esse modo se
livra mais fcilmente da respectiva responsabili-
dade ; o que pelo menos ae depredando dos
documentos ns. 8, 9, e 10. e se sabe geralmente
em Ro Formozo.
Nesse intento pois Maximiano fez sciente ao
delegado do Rio Formoso, que em seu districto
baria muitos recrutas e criminosos, mas que sem
urna torga nao poda prende-los ; aatisfeila esta
requisQi3, o Sr. Maximiano querendo evitar
comprometimentos manda a torga em nome do
delegado preoder a quem fosse encontrando com
apparencias de criminoso ou de reerutavel, indi-
cando s e calculadamente o mea nome e o de
um morador do engenho Sau do Baixo, (pro-
priedade do Sr. Dr. Jacinlho Paes de Meodonc),
chamadoJos boa perna, e a quem procu-
rara fazer passar por um celebre criminoso de
igual nome, e cuja captura tem sido constante-
mente recommendada pelas autoridades de Seri-
nhem.
O Sr. delegado, hospede no logar, onde pou-
cas pessoas deve conhecer, e prestando ouvldos
a muita gente, que se conhecasse bem nao lhe
dara a menor alteocao, mandou urna torca pren-
der ao indicadoJos, boa perna e a mim, aem
que estivessemos no caso de aermos prezos,
orno pelos menos a mea respeito provo com to-
dos es ducumeotos abaixo transcriptos.
O Sr. Maximiano que mora menos de 12 le-
gua d'este novoJos, boa perna devia saber
perfeitamente se era este ou nao o criminoso que
se procursva ; e as autoridades nao se destinguem
pelo numero das prizdes dos procesaos, mas sim
pelo encontr real do verdadeiro criminoso.
Se S. S. qoizer ser mais bem sucedido em
suas denuncias, se nao fosse contra meu genio,
lhe aconselheriaqae procurasse denunciar quaes
foram os mandantes e executores da morte do
infeliz Barbosa modo a cacetadas e laucado ao
Rio de Una, bem prximo a casa de S. S. ; pois
que julgo que S. S. deve ter mais sciencia e
pleno conhecimeoio d'esie|(acto,e Wlvez de mui-
to outros.
Nao duvtdo que S. S. como particular seja boa
pessoa ; mas para funcces publicas, bem como
subdelegado, commandanle de companhia 6 ele,
nao tem as precisas habilitacdes, tem al abso-
luta e iavencivel negacao. S. S. obrara cooci-
ociosamente e 0 governo com justiga dando a
na dessisso dos cargo* que occupa. Esteu cer-
to mesmo que se o governo o risse e o ouvisse.
duvidaria de te-lo Borneado aubdelegado sup-
liente de polica, e commandante de companhia
da guarda nacional etc.
Osdocumeotos abaixo traoscriato. dispnsam-
ete de estender-me tala, e de fazer mas algu-
mas reflexoes acerca de mioha conducta e mo-
ralidade, assim como acerca do tocto criminoso
qae o Sr. Maximiano calculadamente me quiz
imputar.
De alguns d'etses documentos se deprehende
fcilmente que o escravo Carlos suictdon-se ;
mas quando se podesse provar que em vez de
auicidio, bouve um assassinato. anda assim, ve-
rlca-se dos referidos documentos que em tal
faci e sua execugo Uve tanta parte, como Pila-
tos no credo.
Nascido e criado no engenho Ssuzinho, mu-
dei-me em 1839 ou 1830 para o engenho Santa
Cruz, oude me cazei, e viv tomo lavrador e mes-
tre de todas as obras d'este engenho, que aigu-
mas vezes administrei na ausencia dos proprie-
Itffo, at 1839 ; depois em 1840 entrei e tenho
continuado sem ioterrupgo ns administrago do
mesmo engenho, servindo at como que de pro-
curador dessus proprtetarids, durante o longo
teospo de 11 anuos que deixaram de vir aos seus
engenfcos.
Fiel e escrupuloso ao cumprimeato |de meus
deveres, quer pblicos quer particulares, desva-
nego-me cora a presumpeo de ter semore me-
recido e gosado a illimitada conOanca estima
de todos os particulares (D. n. 11], come de todaa
as autoridades que teem funeelonado desda 1382
na comarca do lio Formoso, inclusive do pro-
pritf Sr. Maximiano. (D. n. 12).
Coneluindo aqni esta minha expslglo, pego
e chamo altencao daa autoridades superiores
para eases e ootros fados', fllhos oo s da per-
versidade cbmo da estupidz, que conititum om
verdadelr* flagello, e devem ser devidameote ra-
premidos, para que o homem honesto e laborio-
so, e suas familias, possam viver socegsdos e
tranqnillee.
Engenho Santa Cfna, 2 de jalho de 181.*-
Bernardino Ferreira Bastos.
DOCUMENTOS rf. 1.
Illm. Sr. -Incluso lhe remello a nomeagio para
inspector na cooformtdade da le sendo o sea
distrito o que contera em dita nomeacao, espero
do sen bora zeloje presumo o desempentio a to-
das asordons que por mim lhe foram dirigidas.
Daos guarda A V. S. engenho Canoioha, 6 de
abril de 1835.Francisco Esteres da Costa J-
nior, juiz de paz do 5o distrito.Illm. Sr. Ber-
nardino Ferreira Basto, inspactor do 5.a distrito.
N. 2.
Illm. Sr.Teodoesta delegada passado hoje a
disposicio de V. S., o preso Bernardino Ferreira
Bastos, senhor do eogenho Barreirioho deste
termo, indigitado como autor da morte de um
escravo, para proceder como de direito tor con-
tra elle; e tendo promeltido em dito meu officio,
remelter os dados que a tal reapeito esperara ru-
ceber do subdelegado de polica da freguezia de
Una, acabo agora de receber daquelle subdelega-
do o officio que por copla passo s maos de V.
S.: algnns esclaiecimentos mais, me parece
que podero ser subministrados por aquello re-
ferido subdelegado, e por isso con vera que V. S.
(se achar conveniente) lhe os exigir.
Deus guarde V. S. por muitos aoeos. Delegacia
de polica na cidade do Rio Formoso, 7 de ftiaio
de 1861.IIIm. Sr. maior Joaquim Francisco
Diois, digno juiz municipal supplente do ter-
mo. Joaqun Herculano Pereira Cardas, tenle,
delegado de polica do termo.
N. 3.
Illm. Sr. tenante.Recebi o officio de V. S. a
que passo a dar cumprimento; o escraro chma-
ra-se Carlos, e o senhor, Manoel da Rocha Wan-
derley; em quanto a morte foi certo ter sido morto
dito escravo no eogenho Santa Cruz, denominado
Perco, ouSausiaho, mas as testemunhas eu nao
sei quem foram as que presenciaram o tocto s
sei a mora houve, e faz lempo e nlo estou
presente o anno em que dSu-se o caso, o que
tenho a responder V. S. sobre o csso.
Deus guarde V. S. muitos annos. Angicos, 7
de maio de 1861.Illm. Sr. tenante Herculano
Pereira Caldas, mni digno delegado desla cidade
do Rio Formoso.Maximiano da Rocha Wan-
derley.
N. 4.
Illm. Sr.Bernardino Ferreira Bastos.Serra
d'Agoa, 10 de maio de 1861.Recebi aua carta
de 8 deste mez. e Oquei admirado por Vmc. me
dizer qae se achava preso por crime de morte do
preto Carlos escravo do Sr. Manoel de Barros
Wanderley, do engenho Bombarda, cujo escravo
malou-se cora urna tocada no pescogo procuran-
do ao vio da parte direita, na occasiao que o
Qnado Calislro, que eolito era ueste lempo admi-
nistrador do eogenho Saustaho c^rcou o dito
escravo, quando passiva no dito engenho para o
pegar por recommen Jagoes do dono e Vmc. se
achava no engenho Santa Cruz, e s appareceu
quando foi chamado para providenciar sobre o
que tinha acontecido, o que Vmc. fez fazendo as
devidaa commuaicagoes as autoridades e ao senhor
do dito escravo por isto Vmc. nada deve temer,
e a verdadeapparecer para a sua justificagio e
punigo deste calumniador que deu tal denuneia
o qual Vmc. nao deve deixar impune.
Por ter desmentido um brago e nao poder me
vestir, e nem montar acavallo nao vou j apre-
sentar-me ao Illa. Sr. juiz municipal, ao qual
escreverei dando esclarecimeotos precisos oo
posso mandar-lhe o termo de vestoria ou corpo
de delicto que entao eu (z no cadver do dito
escravo porque cora lodo archivo da subdelegada
passei a quem depois, me subetituiu. Sempre
estarei prompto para sustentar a verdade e des-
truir calumnias como esta que lhe est agora lhe
causando incommodo.
Desta mioha resposta pode V. S. fazer o uso que
lheconvier, e para o mais quepoder prestar pode
dispdr pois que sou de Vmc. aliento venerador
obrigado.Joo Vieira Fialbo.
N. 5.
O presente summario deve ser julgado impro-
cedente vi^io como delles nao consta o menor in-
dicio de ter sido o suosmariado Bernardino Fer-
reira Bastos, o autor da morte do preto Carlos
escravo de Manoel de Barros Wanderley, havlda
a annos no eogenho Saosinho da freguezia de
Una.
Serinhem, 15 de maio de 1861. O promotor
publico, Antonio Rigueira de Souza.
N. 6.
Nao constando dos depoimeotos das testemu-
nhas, e mais pessoas do processo, digo pessosa
do presente processo, ter o summariado Bernar-
dino Ferreira Bastos, sido autor da morte do pre-
to Carlos escravo 'de Maooel de Barros o sem
para ellacoucorrido directamente julgo improce-
dente o summario centra ella instaurado : mando
que se lhe passe alvar de soltura, se por elle nao
estiver preso, pagas as cusas pela municipal!-
dade.
Na forma da lei, declaro que em vittude das
deligencias a que proced, nao pule concluir o
processo dentro dos 8 das.
Rio Formoso, 16 de mato de 1861.Joaquina
Francisco Diois.
N. 7.
Em cumprimento a ordem que live de V. S.,
para ir a freguezia de Una, prender o criminoso
de morte, Jos Boa Perna, assim como passar
pelo engenho Santa Cruz que dono Jos Anto-
nio Pereira de Brito, para prender Bernardino
Ferreira Bastos, logo que cheguei no dito enge-
nho encontrei-me com um desertor por nome
Flix Jos de Saat'Anna, protegido pelo dono do
mesmo engenho, este prend a ordem de V. S.
entregando a dous soldados aOm de ser o mesmo
algemado, este leve de escapolir, que resulton
entrar pela casa do senhor do engenbo na car-
reira, acompanhando-o os dous soldados, at a
porta da dita casa do senhor do eogenho digo da
dita casa, ah apreseotou-se um escravo da caaa
com muitas palavras atacaotes e injuriosas, o
qual en quiz prender e a seohora do mesmo eo-
genho digo do mesmo pedio-me dizendo que lhe
mandavadar uns bollos, apenas deu dous bollos
um em cada mo: o quanto tenho a partici-
par V. S.
Rio Formoso, 7 de maio de 1861. Illm. Sr.
lenle Joaquim Herculano Pereira Caldas, mu
digno delegado de polida desto termo.SeraSm
Ignacio Paes Brrelo, tenente commandante do
destacamento.
[No mesmo sentido officiou o celebrrimo
inspector do Rfo Formoso o Sr. Bernardino
Ferreira de Barros.)
N. 8.
Illm. Sr.Pelo soldado conductor deste baja
V. S. de mandar a esta delegacia o nome do es-
cravo e de seu senhor que se diz ter sido morto
por Bernardino de tal, morador no engenho San-
ta Cruz, ou Cabega do Porco, conforme V. S. de-
clarou ao inspector de policia Bernardino Teixeira
Barros ; e assim tambem os nomes de 5 a 8 tes-
temunhas que saltara do fado delictuoso e saas
circumstaocias declarando as residencias e quali-
dade destas o que lhe hei por muito recommen-
dado.
Dos guarde a V. S. muilos annos. Delegacia
da policia na cidade do Rio Formoso, 5 de maio
de 1861.Illm. Sr. Maximiano da Rocha Vao-
derley, digno subdelegado do segundo deslricto
de Una, Joaquim Herculano Pereira Caldas, t-
ente delegado de polica.
N 9.
Illm. Sr. lenle Herculano Pereira Caldas,
presadissimo amigo e Sr. muito heide estimar
que V. S. estoja com pereila sade; a breve
14 vou ter o prazer de communicar-lho. Agora
pego ao meu amigo e senhor em conQanca, para
aue nao seja preciso dar ordem sobra esta morte
do negro do Porco, do inspector Bernardino,
peco a V. S. como amigo, nao quero ma com-
prometter, o negro de meu mano quando fi-
zeram osla morte oeste engenho verdade ter
herido dita morte awim como o preso que foi
preso no engenho San preto e de boa con-
ducta supponho ser engao esta priso ae assim
Mr e mesmo tenante do destacamento, conhece ;
aqui viera.me pedir por ella, maiseu respond
que pristo torta por V. S. seoo foi cousa de
mala eu tambem (alio pelo mesmo ae fdr coma
que nao complique a V. S. afflaoco.a V. S. man
amigo, que esteu prompto como particular at
ordena de mea amigo como V. S. autoridade o bllca da mspecgio all hit) resl duida porque
ajudarei o que fr pbssivel, o que niu posso notorio que depois da sua crecio afflua para o
amostrar meus derid'respailo i peio ITeT. S.! mercado daquella cidade muito algodio, d que
de quem preso ser de V. S. amigo obrigado d'aniea nao aconteca.
creado.Maximiano.
N. 10.
Certifico que iodo no dia 10 do correte ao
engenho Saohezinho safas vltiuhlncaa com um
mandado do juizo municipal aftm de citar 8 tes-
temunhas que soubess da morte do preto Carlos,
e juntamente quem fot o seu autor i e psssatd
no eageabo Aagtco df quetn contenhor o cpi-
to Maximiano da Recha Vanderley, e fallando-
lhe eu a dtlo respeito, este respondeu-me, que
osm ellas nem o tea mano Manoel de Barros da
Rocha Vandetley, senhor do dito- escraro, nao
dar om s passo contra o supplicante de que faz
raenso a petigao retro. O referido verdade
do que dou f.
Cidade do Rio Formoso, 14 de maio da 1861,
o officiat Martinho Jos de Santa Anoa.
n. .
O major Leandro Jos da Silva Santiago juiz
de paz do 2 destriclo do Rio Formoso. por S.
M..I. 4 4.
Altesto que annos bstanles eonheeendo 00
Sr. Bernardioo Ferreira Bj94os, nunca chegou
* meu conhecimenfo, que elle pratidasse acto
alguna pel qual merecess mnima censura,
poia sua conduela tanta publica, como particular
digna de tedo o louvor; em virtude do quanto
cima tenho declarado dou ao mesmo Sr. Bernar-
dino tal altestado para della fazer a uao que lhe
convier.
Rio Formoso, 15 de iunho de 1861.
Leandro Soi da Silva Santiago.
N. B.Nos te mesrao sentido Ueslaram os Srs.:
Jos Gomes Coimbra, do Rio Formoso.
Jos Antonio de Leo, do Rio Formoso.
Paulo de Areorlra Salgado1 Jnior, do engenho
Santo Andr.
Jos Felippe de Barros Cavalcanti, do engenho
Bom Destino.
Francisco Esleves de Mello, do engenho Piabas
de Cima.
Referene Francisco Urbana de Albnqneeque,
yigario de Una.
Joo Baptista Paes Brrelo, do engenho Limo.
Domingos Soriano de Oliveira, do eagenbo Gaga.
Joo Carlos Cavalcanti de Albuquetque do eoge-
nho Junli de Cima.
Manoel Elias de Moura, do eogenho ConcelgSo.
Manoel de Moura Silva e Aguiar, do engenho tto-
risoote.
Joo Bento de Gouvela, do engenho, Matto Grosso.
Reverendo Joo Bapliata Soares, vigario de Bar-
reiros.
Reverendo Joo de Franga Cmara, edadjuelor d
Barreiros.
Dr. Feltsbino de Mendonc,a Vajconcellos, juiz
municipal de Barreiros.
Jos Luiz Caldas Lins, do engenho Una.
Herculano Francelino Cavaleanti de Albuquerque
do engenho Canoa Grande.
Reverendo Miguel Pires do Azeveo Falco, do
engenho Paraso.
Paulino Augusto da Silva Freir, do engenho
Jundi de Cima.
Paulo de Amorim Salgado, do engenho Ca-
choeira.
Antonio Ferreira Bastos, do engenho AUinho.
Jos Antonio de Brillo Bastos, do engenho San-
ta Cruz.
N. 12.
Illm. Sr. Tendo o Delegado desta Comarca de-
Ireminado que eu ovege de dar ordena os Srs.
Imspetores desle segundo distrito afim detira-
rem omapa dapulagam por isto lhe comunico
aVmc. afim de tirar com brevidade assim detre-
mioa mesmo Sr. Delegado espero que d suas
ordem arespeito in aver falla Dos oGuarde.
Anguas 12 de Abril de 1861. -Illm. Sr. Bernar-
dino Ferreira de Brito Imspetor deste Coateron.
Maximiano da Rocha Wanderley S D I do 2o
distrito.
Fado V. S. fuer o dad que lhe convier desta
rtlnha respfla, e com estima e consideradlo so
de V. 8. amigo atiento obrigado e Criado.Ser-
gio Clemenlino Dourmont Pessel.
Cidade, 27 de agosto da 1801.
(Bstae reconhecida pelo eserivio.)
Entretanto i que mais nos admira que o
compadre proviociaoo, aceitando a informace
de alguem havei um auno por tempo de elei-
epes, tecondn os (Helores e pomposos elogios a
magonana em geral, procurou destioguir e fazer
al sobreaahir em primazia um quadro d'entre
todas as outras, havia sido entu reeleito e seu
presidente, este porm nao tendo sido desla vez
noramente reeleito, eis que diaa depois da elei-
eo surge das columnas da Ordem, um escripto
fallaodo-se com a mais manifesta offensa contra
todos os quadros, como destituidos de senso e de
seotimenlos nobres, a Imitlindo em seu seio at
earroetirot e carniceiroi 11
E' isto urna falsidade, e urna fslsidsde revol-
tante Impropria de ser protajida por qualquer de
n*. como o de que ha tenaencias de ser divi-
dida a raacooaria desta provincia em dous gru-
pos adversos, o de portugueses e o de brasi-
leros.
ETeetiva-mente todo* quintos tem a honra e a
subida gloria de pertencerem a to Santa insti-
tuigo sabem.que ioimigos muitas vezes sappon-
do-se irreconciliaveis, se congracam fcilmente
nessas fetnioef frsiernaes, aon'de o polticos
mais extremadas e at encarnizados, se esque-
cem de o ser para se abrsgarem mrttuamerjtc com
toda a effuao da mais sincera e cordial amizade,
sonde finalmente ligados entro si por to estrei-
tos jacos, nenhum resenlimeolo, nenhum odio de
nacionalidade se faz perceber nos alegres sem-
blantes de seus associados, que sabem se respei-
lar e prezar, como lodos iguaes, Ai/ios tog fimos
da viuva.
Infelizmente, porm, temos com dor n'alma de
lamentar, q-ffe da m esco'ha, como bem diz o
redactor da Ordem, resulta eotrar para to ele-
vada asiociago, homeos como aquellos, que por
um motivo, que muitas vezes o causaram, sup-
pondo-ae oftondides em seas orgulhos, nao tre-
pidam desvirtuara a ioslituigo a profanando im-
pamente nao vacillam assacar injurias contra os
seus /. 1., dos quaes reeebendo- delicados e mo-
derados queixumes para entrarem era seus de-
veres, sao sempre relevados de seus erros com o
mais manifest agrado e cordialidade.
B. P. L.
maasSa ..... '
com 61 arrobas e 18
com 1000 ar-
Heefy fbs'h, 10 sceos
libras de algodo.
Jos Velloso Soares, 200 saceos
rbbas de assucar.
Johnston Pater &C, 627 saceos com 3135 arro-
bas de assucar.
Barca franceza Solferino, para o Havre, carre-
garam :
Tisset freres, 311 couros salgados com 10,068
libras.
Almeida Gomes Aires & C, 20 saceos com 106
arrobas e 14 libras de algodo.
Patacho italiano Mara, para Genova, carre-
garam :
Bastos & Lemos, 191 saceos e 7 barricas com
991 arrobas e 5 libras de assucar, e 250 couros
salgados com 7,030 libras.
Escuna portuguesa Emilia, para Porto, carre-
garam :
Domingos Rodrigues de Andrsde, 4 barricaa
com 24 arrobas el6 libras degomma.
Brigoe portuguez Flor de S. Simo, para Lis-
boa, carregaram :
Carvalho Nogueira & C, 50 barra com 1,800
medidas de mel e 30 pipas com 5,620 medidas de
cachaga.
Joaquim Rodrigues da Costa Santos, 4 barri-
quinhas com l7*arrobas e 1 libra de assucar.
Barca portuguesa Santa Clara, para o Porto,
carregaram :
Domingos Rodrigues de Andrade, 80couros
com 2,240 libras.
Azevedo& Mondes, 2(3 saceos com 1,215 ar-
robas de assucar.
Sumaca hspaohola Esmeralda, para Buenos-
Ayres, carregaram :
Amorim Irmos, 200 barricas e50 barriquinhaa
cora 1,413 arrobas de assucar.
Escuna ingleza Wunderer, para Liverpool, car-
regaram :
Saundera Brothers & C, 207 saceos com 1,035
arrobas de assucar.
Polaca argentina C/irisna, para o Rio ta, carregaram :
Bastos & Lemos 210 barricas e 125 meias com
2,347 arrobas e 4 libras de assucar.
Becebeloria de rendas internas
geraes de Pernambneo.
Rendimento do dia 2.....1:174*859
dem do dia 3.......1:6459698
N.
Largo de Pddro II.
1. Sala do 1 andar...... 180|00o poranne.
, Roa do Imperador.
2. sobrado de dous an-
dares................, {:60i9OO6 por aoo-
Rua do Rozario da Boa-Vist.i.
Caa terrea........... 20i000 por snno..
Roa da Cacimba.
Casa terrea........... 1228000 por anna.
dem idem............ 8l|000
Ra dos Burgos.
Casa terrea........... 125|000poranoov
Ra da Senzalla Velha.
Sobrado de dous anda-
"................ 753O0O por anno.
80. Sobrado de dous an-
daros.................... 753000
Ra da Guia.
Casa terrea.......... 168*000 por annov
Rna do|Pllar.
14.
66.
66.
69.
79
81.
94. Gasa terrea..........'.
98 dem dem...........
1. Sitio na estrada de
Parnamerim..........
2. dem dem............
4. Sitio da Mirueira.....
5. Sitio do Forno da Cal,
253J000 por anno.
2249000 a
OC9000
lSOffOOO
21i000
352SO00
o presentee
2:820*557
Consulado provincial
Rendimento do dia 2.....2 378*992
dem do dia 3.......3:0l9;63i
COMMERCIO.
^waamwmm^mu^i i un uaSu ...
Praca do Recife 3 de
setembrode 1861.
Cotftces da junta de corretores
\s quatro Uoras da tarde.
Fretes:
Da Parahiba para Liverpool.
Assucar21/ e 5 0(0 por tonellada.
Algodo1(2 d. por libra 0 5 0|0.
Couros40( por tonellada e 5 0).
Descont :
9 e 10 OO ao anno.
Leal SevePresidente.
Frederico Guynaressecretario.
-tlfaudega.
Rendimento do da 2.....15 669*4*20
dem do dia 3.......20:713j288

36332*708
0 Sr. Dr. Hanoel Teiieira Soares, juiz
municipal e delegado do Pencdo.
Srs. rcdaclorct.O senmento de gratido de
quejne acbo animado, me impela vir decla-
rar ao publico solemnemente o meu recooheci-
mento ao Illm. Sr. Dr. Hanoel Teixeira Soares,
juiz municipal e de orphos da cidade do Penedo
da provincia das Alagoas, e bem que lhe oo
possam servir de adorno meus elogios, pelo meu
peiueoo vulto, na sociedade, com ludo nao sa-
rao sem alent as miohas expressoes por seren
as de um eorac&o animado pelos sentimentos de
honra e probidade. Nao precisa o Sr. Dr. Tei-
xeira de minha defeza pelo espago de 2 annos
que o communico, sempre o tenho achado o
mesmo homem probo, nunca ouvi a seu respeito
urna palavra em seu desabono, durante a sua
digna administrado naquella cidade: assim me
ufano em ver um magistrado ns posigo do Sr.
Dr. Teixeira, por seus servigos; por sua dedi-
cago a sua profisso; por suas virtudes... Nao
seja isto um elogio, apenas seja a expresso sin-
cera a que se vio obrigado pateotear mais pelo
dever da verdade do que da affecgo do seu velho
e honrado amigo.
Publieages a pedido.
Mvtmeuto da alfan-dega,
Volumes entrados com fazendas.. 319
a com generoa..
Mo Yimento do porto
Navios entrado no dia 3.
Marseille60 das, polaca franceza Irkerman, de
206 toneladas, C'pitao B. Crouvert, equipagem
10, carga sement, vinho e outros gneros ; a
N. O. Bieber & C.
Rio de Janeiro16 das, barca iogleza Linda de
341 toneladas, capito James Turner, equipa-
gem 14 era lastro ; a James Crabtree & C.
Veio receber ordena e seguto para a Para-
hiba.
Manzaoillo95 das, brigue dinamarquez Frede-
rico, de 250 toneladas, capillo Jacobseo, equi-
pagem 11, carga pao Brasil; ao mesmo capi-
to. Veio refrescar e segu para Falmouth.
Navios sahidos no mesmo dia.
Ilha de Fernando de NoronhaHiate brasileiro
Sergipano, capito Henrique Jos Vieira da
Silva, carga diflereoles gneros.
AssHiate brasileiro Beberibe, capito Bernar-
dino Jos Bandeira, carga varios gneros.
CanalBrigue sueco Tritn, capilo Sjostrom,
carga assucar.
Porros do solVapor brasileiro Cruzeiro do Sul,
commandante o capito de mar e guerra G.
Mancebo.
Velamos
o
sahidos

com
com
Ao Ilustrado compadre provinciano.
Na Ordem n. 2t8 de 3 do crrante, tomados
de urna verdadeira sorpresa com a leitura de um
trecho iocerto pela redaego daquelle jornal, ao
seu compadre cortezo, tendente a magonaria des-
la provincia, o nosso espirito se revoltou em ex-
tremo, contra o modo menos conveniente urna
semethante publieaco, come reprovaria mesmo,
se em vez de urna lo pungente e menos justa ac-
cusago, como nelleiufelizmente'se observa, hou-
vessem prodigalisado os maiores e bem mereci-
dos encomios aos membros de urna sublime e ve -
neravel ioslituigo, to santa e lo antiga, como
o propria redactor confessa.
O Ilustre redaetor da Ordem, a quem muito o
conhecemos, o primeiro que far sem duvida o
melhor e o mais elevado conceito dessa institu-
cao que faz honra a humanidade, e to certa e
verdadeira esta nossa presumpeo. que coadu-
na com os seus bons seotimealos, que d'entre os
caralleiros esforgados que a sustentam cora dg-
nidade, temos o prazer de ver nella associados
mais dous respeitaveis menbrosdesua familia.
Se pois, o nobre redactor, eomo eremos, Uvera
ja tido a felicidade de passar das trenas para a
luz, como com acert poder consentir que por tal
guiza, em urna folha publica, ae menoscaba o
brilho e as conveniencias que se devem restrictas
ereligiosamente guardar? Como sem escrupu-
losamente syndicar dos factoa, receber, com tan-
ta facllldade de um Irmo muitas vezes degene-
rado e por de mala despeitado per alguma oceur-
rencia justificativa, informages inexactas e pou-
co dignas, para seram levadas a publicidade ?
E quando apellido porum motivo superior
aua fontade, houvesse sempre^ (aliar de publi-
co cora razio ou sem ella so^p semelhante as-
sumpto reconhecidamente melindroso, quando
menos esquecldo por um asmenle de saos de-
veres jurado, procurasse em satiafaego a alguem
disconsiderar a algnns dos membros daa*a iosli-
tuigo, perguntamos nos, nao seria sohreludo de
seu mais restricto dever oecultar cuidadosamen-
te das indiligencias dos tnais, o que jamis de-
vem tiles interprelsr ou iniciar-se, devendo j-
mente osar de ama lingoagem toda apoealypse ?
Ora, que o Ilustre compadre proviociaoo, fdra
na realidade indignamente Iludido por essa ma-
liciosa informago dada talvez com todo aeento de
verdade, todos, comprehende-se bem, Udot e
cada am de per ai o certificaran), a exeepeo de
um ou outro Catn I
72
------391
fazendas.. 146
generes.. 190
------336
Descarregam hoje 4 de setembro
Barca inglezaIsabelU Redy mercadorias.
Brigue prussiaooGazetlaidem.
Brigue inglezRosalabacalho.
Brigue portuguezFlorindaceblase batatas.
Polaca beaoanholaIndiacarne de charque.
Importaban.
Brigue portuguez Florinda, vindo de Lisboa,
consignado a Francisco Severiano Rabello & Fi-
Iho, manifestou o seguale :
50 barris azeile de oliveira, 10 ditos vinho, 20
ditos vinagre ; a Thoraaz de Aquino Fonseca.
8 barris cera em grurae, 50caixas ceblas : a
Thoraaz de Aquino Ponseca & Filho.
163barris touclnho, 200 dilos cal, 30 ditos al-
pista, 15 ditos amen loas cora cas:s, 100 saceos
farelo, 6 ditos cominhos. 275 caitas ceblas, 20
ditas magia, 60 ditas cera em velas, 12 pipas e
21 barris vinho, 22 ditos vinagra e 340 rodas de
arcos de pao para barril ; a Francisco Severiano
Rabello &Tilho.
50 barris cal ; a Hanoel Ferreira da Silva Tar-
roso.
2 caitas chinellas de orello ; a Burle Jnior &
Martins.
1 dita ditas de dito ; a Satyro Seraphim da
Silva.
3>
Horas.
r/s
3
c
kthmosphera
en
Direcgao.
99
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I Hygrometro
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metrica.
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Francez.
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Almeida, Gomes Alves
farinha de trigo ; a Jos Dias das
a Antonio de Azevedo
a Manoel Marques de
te ce c* **
Inglei.
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As arrematagea serio feitas pelo, lerapp que
decorrer do dia da arremataco at o Um de ju-
nho da 1864.
E para constar se mandou aCfxar
publicar pelo Diario.
Secretaria da theaouraria' provincial de Per-
na mbuco, 2 de setembro de 1861.
O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciago.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exid.
Sr. presidente da provincia de 31 de agosto utti-
' mo, manda convidar as pessoas que quizerenr
contratar a construego das pontea nos lugares
. indicados na nota abaixo copiada, a aprsente-
le m Da mesmz Ihesouraria as suas propostasv
>; sendo os mesmos contratos efectuados sob as se-
guiles eondiges :
1.*Oue a importancia das obras contratadas
! correr toda por couta dos contratantes, nao sen
' do em caso algum por ellas reaponsaveis os co-
! fres proviociaes
2 "Que o governo garantir a percepgao do>
pedagio pelo tempo e forma que contratar, oomv
. tanto que os contribuiotes do pedagio nao pa-
' guem em cada barreira maia do duplo do que se
j arrecada as existentes como receita da pro-
vincia.
"~T~~I 3."O oumero da auoos para a percepcio do-
5:3985628 J pedagio ser regulado em attengo frequencia
do transito que possa haver, a importancia e
i difliculdade da obra.
4>*Que as ponles sero construidas segundo
. as eondiges, planos e orgameotos apresenladoa.
: pela directora das obras publicas.
5.aQue em quanto nao Qodar o prazo para a
percepgao do pedagio o emprezaro ser obriga-
do a conservara obra em perfeilo estado, aor>
pena de seren os reparos necessarios feitos por
. ordem do governo custa do mesmo empreza-
ro, que alm disto pagar urna mulla corres-
pondente decima parte das despezas que com
isso se flzerem.
6 "Que as obras sero inspeccionadas peas
entes do governo, nao s quanto sua cous-
cgo, como no que diz respeito aos trabalhost
de conservagao.
7.Que qualquer das obras, erabora ernpre-
hendida por particulares, ser considerada d utilidale publica para que possam ter lugar as>
desappropriages de que porventura dependa a
sua realisago, e por isso gozar dos mesmos pri-
vilegios, que as demais obras da provincia.
8 *Que os contratos assim faites ficaro su-
jeitos approvtco da assetnbla provincial, cora
exeepeo nicamente daquelles que morarem so-
bre obras de um valor equivalente a tres conloa
de ris, ou em que se estipular pedagio que nao
exceda de um anno. os quaes produzlro desda
logo os seus effaitos.
Relafo dos lugares onde devem ser construidas
asponles.
1.S. Joao na estrada do Pao d'Alho, sobre
rio Capibaribe.
2Tiuba na villa de Pao d'Alho, sobre o ro
Capibaribe.
3.Capuoga, sobre o rio.Capibariba,
4.Molocolomb, estrada do sul, sobre o rio Ti
jipj.
5.Engenho Trapiche, na estrada do Cabo, so-
bre o rio Piraparaa.
6.Trapicha lpjuea, sobre o riolpojuca.
7-Porto da Pedra, sobre o rio Serinhem.
8.Duas Barras, aobre o rio Seriohaem.
9.Villa de Barreiros, sobre o ro Una.
10.Eogenho Jundi, sobre o rio Uoa.
11.Escada, sobre o rio Ipojuca.
12.Aroarigi, sobre o rio Araarigi.
13.Ginipapo, sobre o rio Sibir.
As propostas sero racebidas al o dia 30 da
outubro do correte anno.
E para constar, se mandou afxar o presente,
e publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Per-
nambuco, 3 de setembro de 18610 secretario^
1 A. F. d'Annunciago,
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria por-
. vincial manda fazer publico para conhecimenlo
| dos inleressados o artigo 48 da lei provincial n.
510 de 18 da juoho do corrento anno.
Art. 48. E' permitlido pagar-se a meia siza
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A ooite nublada e de aguaceiros. vento do qua- | dos escravos comprados em qualqoe: temoo an-'
Illm. Sr. Sergio Clemeotino Dourmont Pessoa.
Necesiito que V. S. me declare ao p desta se
o algodo que i inspeccionado na cidade de Ha-
manguape, e remettido depois para esta espita 1
soffre aqui outra inspecgo, ou se valiosa a que
all se procede, bem como ae a inspecgo daquella
cidade tem ou oo trazido proveito para o publi-
co ; coneentindo V. S. que eu faga de aua de-
clarago o uso que me convier.
Sou com a maiorconsideraclo de V. S. ami-
go, attento obrigado e criado-Joo Cavalcanti
de Albuquerque Vasconcellos.
Cidade da Parahiba 26 de agosto de 1861.
Illm. Sr. Jlo Cavalcanti de Albnqterquo Vai-
coocelloe.Satisfazendo o seu pedido tenho a d-
zer-lhe que aa saccas de algodo inspeccionadas
na cidade de Hamauguape, e remettidas para esta
cidade nao passam por nova inspeceo a excep-
gio daquellaa qae por chegarem detrioradas aem
ae peder conhecer o peso, aorta, ou numerago e
que por ella causa alo feitas de novo ; e que
aem sempre coatece. Quanto utilidade p-
1 caixo cadeiras ; a Luiz de alones Gomes
Ferreira.
275 caixas batatas
& C.
50 barricas
Naves.
6 barrios amendoas com casca, 2 calxotes do-
ces ; a Maooel Googalves da Silva.
20 pipas e 50 barris vinho, 5 pipas vinagre ; a
Manoel Joaqun Ramos e Silva.
78 caixas ceblas i a Luiz Antonio Sijueira.
2 caixotes fructas seccas, 2 ditos massa de to-
mates, 1 dito chocolate ; a M. Jos Gongalves
Pontea.
50 barris cal; a Domingos Jos Ferreira Gui-
hnares.
50 caixas batatas, 30 ditas ceblas ; a Antonio
Lopes Rodrigues
50 caixas batatas, 25 ditas cobolas; a Jos Fer-
nandes Ferreira.
5 pipas, 6 meias elO barris vinagre, 20 barris
cevada ; a Jos Marcelino da Rosa.
4 caixas chinellas de orello ; a Jos Luiz
Vianna.
355 pedras de lagedo
Villarooca.
20 barris erva-doce
Amorim.
15 barris alpista ; a Jos Baptista da Fonseca
Jnior.
24 caixas mag&aa ; a Hanoel Marques de Amo-
rim.
1 barril carne, 1 pacole bordado ; a D. Alves
Malheus.
20 barris alpista ; a Amorim Irmos.
F* 100'caixas batatas, 20 ditas maesas ; a Jos
Augusto da Costa Gongalves.
50 caixas ceblas, 50 bitas batatas ; a Luiz Jo-
s da Costa Amorim & C.
Brigue lnglez Rotalie, viada da Terra Nova,
consiguada a Saunders Brothers & C, manifestou
o seguiote :
2134 barricas bacalho ; aos mesmos.
Vapor nacional Cruzeiro do Sul, procedente
dos portos do norte, manifestou o seguate :
4 caixas ; a Jos Leopoldo Bourgard*
100 barricas a Amorim &Irmlos.
3 volumes; a Ramos Duprat & C.
2 rodas ; a Domingos Alves Matheus.
1 caixote ; a Guilherme ds Silva J.
1 encapado; a F. J. Germano.
1 caixinha ; a D. Juan Anglada;
1 panelro ; a J. Arsanio Cintra da Silva.
1 eaixola ; a Joa Antonio Pinto.
1 encapado ; a W. F. Danson. ^,_
1 dito ; a Antonio de M. Rolidag
9 Totumes ; a F. T. Borges. 50 saceos, 10 barricas e 3 volumes; a ordem
da diversos,
Bxporaea\o.
Dia 31 de agosto.
Barca portuguesa Santa Clara, para o Porte,
carregaram :
Azevedo & Mendes, 900 couros salgados com
23,240 libras.
Barca pertugaeza Flor d S. Simia, para Lia-
boa, carregaram :
Carvalho Noguaira & C, 117 barris com 5,490
medidas de mel.
Dia 1 le selembro.
Barca ingleza Trtneuio, para Liverpool, carre-
garam :
drante do SE e variavel deioleosidsde.
OSCILAQA O* BURB.
Preamar as 3 h. 54'da tarde, altura 5,8 p.
Baixsmar as 9 h 42'da manha, altura 0.9 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 3
setembro de 1861.
Romano Stbpple,
1* tenante.
Edtaes.
terior a data da presente lei independtnte de
revalidago e multa, urna vez que os devedores
actuaos deste imposto, o fagam dentro do exerci-
: co de 1861 a 1862, os que oo o Ozerem ficarao
de i sujeitos a revalidago e multa em dobro, sendo
I um tergo para o denunciante. A Ihesouraria
(ara annunciar por edital nos primeiros 10 dias
j de cada mez a presente disposico.
M i E para constar se mandou atlixar o presente o
1 publicar pelo Diario.
\ Secretaria da Ihesouraria provincial de Per-
i j nambuco 8 de julho de 1861.O secretario,
Illm. Sr. inspector da thesouraria provn- j A* F> d'Aununciago.
cial, em cumprimento da resolugo da junta da j O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria pro-
da fazenda, manda fazer publico, que no vincial, am virtude da ordem do Exm. Sr. presi-
dia 19 de setembro prximo vmdonro, vai nova* dente da provincia, de 31 de agosto prximo u-
menle praea, para ser arrematado a quem mais do, manda fazer publico, que no dia 26 do cor-
der a renda das casas pertencentes ao patrimonio rente, perante a junta da fazenda da mesma the-
dos orphos, abaixo mencionadas. j souraria se ha de arrematar, a quem por mena
Ns.
12 Casa terrea
41 Casa terrea
Qzer, os concertos de que precisa a cadeia da villa
[do Cabo, avaliados em 808*500.
. I6O5OOO por anno. a arremataco ser feta na forma da lei pro-
Rua da Lope._ \ vincial n. 343 de 15 de maio de 1854, e sob ae
18|000 por anno. clausulas especiaes abaixo copiadas.
Ra daCscimba.
65 Casa terrea 300$000 por anno.
Ra dos Burgos.
68 Casa terrea .... 203JOOO por anno.
Ra da Guia.
83 Casa terrea .... 162J0O0 por anno.
Ra do Pilar.
96 Casa terrea. 157#000 por anno.
Os pretndanles podem examinar ditas casaa,
que se acham vastas, e as chaves depositadas
nastatbesouraria, para serem franqueadas a quem
as pretender arrematar.
As arrematagea sero feitas pelo tempo que
decorrer do dia da arremataco at o fim de iu-
nho de 1864.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Otarse.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
bneo 2 de setembro de 1861.O secretario, An-
tonio F. d'Annunciago.
O Illm. Sr. inspector da thesoararia provin-
cial, em cumprimento da resolugo da junta de
fazenda, manda fazer publioo, que 00 dia 3 de
outubro prximo vindouro, vai novamente pra-
ga para ser arrematado a quem maior preco ofle-
recer, o reodimeoto doa impoalos de qaatro e
oito por contar, creados pelos 16 e 17 do art.
40 da lei provincial numero bit), nos municipios
seguales :
Bonito.
G-araohuos.
Floras.
Boa-Vista.
Brejo e Cimbrea.
A arremataco ser (eita per tempo de deus
1 annos, a cantar do 1* de juaho do correnta anno
30 de juoho de 1864.
E para constar aa mandou affixar o presante e
publicar pelo Diarto.
Secretaria da theaouraria provincial de Per-
namhuco 2 de setembro do 1861. O secretario,
A. F. d'Aaaeaeiacae.
O Illm. Sr. inspector da thesour-ria pro-
vincial, em cumprimento da resolugo da junta
da fazenda, manda fater publico, que no dia 19
da setembro prximo vindouro, vai novamente a
praga para ser arrematada a quem mais der a
renda das casas do patrimonio dos orphos abano
mencionados:
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
taco comparegam na sala das sasses da men-
cionada junta no dia cima indicado, ao meio da
e competentemente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente o
publicar pelo Diario.
Secretaria da ihesouraria provincial de Per-
nambuco 2 de setembro da 1861. O secretario
Antonio Ferreira d'Annunciago.
Clausulas especiaes para a arrematago.
1.a A obra dos reparos e seguranga da cadeia
da villa do Cabo, principiar awinze das depoi
da arremalago, e concluir-ae-na no prazo da
dous mezes.
2.* O arrematante cumprir todas as prescrip-
ges do eogeuheiro, tendeles a boa execugo da
obra, e bem assim ao disposta a tal respeito o*
lei provincial n. 286.
3*0 pagamento ser feilo depois de estar
concluida toda a obra de conformidade com o or-
gamento.
4.* Nao ser allendida reclamago alguma,
em qualquer tempo por parle de arrematante
tendente a exigencia de indemnisacao, seja qual
fr a causa que allegue para tal fim.Conforme.
A. F. d'Annunciago.
EDITAL.
2.a secgo.Secretaria do governo da Per-
narabuco em 31 de agosto de 1861.
Pela secretaria do governo se fas publico, pa-
ra conhecimenlo de quem convier que, leudo *
assembla legislativa provincial, por lei. n. 504
de 29 de maio ultimo, creado deus offlcios de
partidores em cada termo desla provincia, ae-
eumnlaado um aa funcces de contador e outro
as de partidor, acham em concurso os do termo
de Villa Bella, afim de qae os pretendenles ae
habilitem a apreaentam ea eeus requerimentos
instruidos de eaafermidada cem o decreto o.
817 de 30 de agesto de 1851. e aviso n. 252 de
30 de dezembro de 1854, no prazo de 60 dias con-
tados desta data.
Antalo Leile de Piaba.
O Illm. Sr. inspector da tbesouraru, osa
cumprimento da ordem do Exm. Sr. presidenta
da provincia de aftde correle, manda fazer pu-
blico, aue no da 28 de novembro do correte au-
ne, perante a junta de fazenda da mesma theaou-
raria, se ha de arrematar, a quem por menas fi*


zer, a obra do calgameoto da ra do Imperador,
campo daa Priocezas e Praga de Pedro II, pelo
systema de paralelipipedos, avallada em 212:9059
A arrematado ser feila aa forma da lei pro-
vincial d. 343 de 15 de malo de 1854, e sob as
clausulas espectaes abaixo declaradas.
As pessoas que se propozerem a essa arrema-
tagao comparegamna sala das sesses da referi-
da juoia, no dia cima mencionado, pelo meio
dia e competentemente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
cambuco, 27 de agosto de 1861.
O secretario,
(Antonio P. d'Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arrematado.
1.a A obra sera principiada em dous mezes a
contar da dala da arrematado e concluida no
prazo de des mezes.
2.a Oariemrlanle ser obrigado a atlenderas
observagoea concernenles boa execu^o da
obra, feitas pelo engeuheiro encarregado da sus
DsctJimio.
3.a O pagamento ser dividido em quatro pret-
ales iguaes, correspondiendo cada urna a um
uarto do valor da obra constante do ornamentos,
e eflectuado com as quantias que forem votadas
anoualmenle para esse m, com o imposto dos
propnetirios, e com as sobras da receita, nos
termos do 2o do art. 41 da lei do orgamento
vigente.
4 Para se proceder ao pagamento ser a obra
avaliada em bracas quadradas, licando o arre-
matante sujeito pelo prego do orgamento ao aug-
mento da mesan se o goveroo assim o entender.
5.a O arrematante ser obrigado a seguir res-
trictamente as disposiooes cootidas no art. 36 da
lei n. 286, e nos maisarligos da mesma lei, que
regula as arrematarles.
6.a A pedra deve ser de granito ou oulra pe-
dra de muito boa qualidade e igualmente dura.
7.a As pedras serio asseotadas sobre urna ca-
rnada de argamassa deca e areia, posta sobre o
terreno bem socado, e depois de arrematadas te-
rao pisadas com um mago pesado.
8.a O arrematante ser obrigado a botar urna
carnada de argamassa liquida por cima das mes-
mas pedras, para lhes eocher os intersticios.
9.a O prego aqu meocionado dever incluir
qualquer aterro, que seja preciso fazer para le-
vantar o nivel das ra*.
10." Nao ser attendida reclamagio alguma
por parte do arrematante, tendente a exigencia
de indemnisa-io, seja qual for a causa que ale-
guen: para tal flm.
Conforme.O secretario, Antonio P. d'Annun-
ciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial em observancia da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 31 de agosto ultimo,
manda fazer publico que no dia 26 do crrente,
peranle a junta da fazenda da mesma thesoura-
ria se ba de arrematar a quem por menos flzer a
pintura do raio do norte da casa de detengo e
de diversas grades de ferro do mencionado edifi-
cio, avaliado em 2.0159200.
A arrematado ser frita na forma da lei pro-
vincial o. 313 de 15 de maio de 1854, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
ta cao con>pareram na sala das sesses da referi-
da junta, no dia cima declarado pelo meio dia e
competentemente habilitadas. ^
E para constarse mandou afflxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
narobuco 2 de setembrode 1861.O secretario,
ADtonio Perreira d'Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arrematado.
Art. 1." A obra principiar 8 dias depois da
arrematado e terminar no prazo de um mez.
Art. 2. A pintura ser feita de modo que fi-
quem as cores por igual e livre de manchas.
Art. 3. O arrematante ser obrigado a seguir
as iuslruecoes do engeoheiro encarregado da
obra.
Art. 4. O pagamento ser feito em ums s
prestarlo logo que a obra se ache concluida, pre-
ceden Jo todava um'atlestado do engenheiro no
qual declare estar a obra executada conve-
nientemente.
Art. 5. Nao ser attendida reclamado alguma
e em qualquer tempo por parle do arrematante,
tendente a exigencia de inderanisaeao, seja qual
for a causa que para tal fim allegue.
ConformeO secretario,
A. F. [d'Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia, manda fazer publico que
no dia 19do correnle, peranle a junta da fazen-
da da mesma thesouraria se ha de arrematar a
quem mais der um piano de Jacaranda perlen-
cente ao collegio das orphaas dcsta cidade
ij prelendentes podem examina-lo no mesmo
collegio.
E para constar se mandou sfiliar o presente e
publicar pelo Diarlo.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambueo 2 de setembro de 1861.O secretario
, A. F. d'Annunciacio.
Declara$oes.
Directora geral da instrucco
publica.
Por esta rewarticao se fiz publico que o prazo
marcado para o examede habilitaco dis oposi-
toras s cadeiras vagas do sexo femenino, linda-
se no dia 5 do corrate.
Secretaria da instrucco publica de Pernambu-
co, 3 de setembro de 1861.O secretario interi-
no, Salvador Heniique de Albuquerque.
Consolado provincial.
Pela meaa do consulado provincial se faz pu-
blico aos devedores de impostos de decima ur-
' baa, de 4 e 12 por cento sobre diversos estabe-
lecimenlo?, de 50j? sobre casas de modas, perfu-
maras, e chapeos eslrangeiros, e finalmente o
imposto sobre carros, carrogas. mnibus, e ve-
hculos oertencenles ao anno finauceiro Ando de
1860 a 1861, que no ultimo de setembro corren-
te finda-se o prazo para o pagamento de seus
dbitos, licando sujeitos os que nao pagarem, a
aerem remettidos para o juizo dos felos da fa-
- zenda.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco,
: 2 do setembro de 1861.Theodoro alachado Frei-
r Pereira da Sjlva.
Conselho adminislralivo.
O conselho administrativo para fornecimento
-do arsenal de guerra tem de comprar os objectos
segoiotes :
Para o almoxarifado do presidio de Fernando de
Noronha.
Azeite doce, 24 medidas novas.
Vinho branco eogarrafado para missa, 12 ditas.
Fanoha de trigo marca SSS, 6 barricas.
Assucar branco fino, 2ditas.
Arroz pilado. 2 saccas.
'Sal do Ass, 2 barricas.
Velas de carnauba, 1 caixa.
Papel almago branco marca d'agua, ou marOm,
6 resmas.
Papel almago pautado dito dito, 12 ditas.
Pedras de louza 24.
Lapes de dita 100.
Pennas lipis 24.
Lacre fino, 2 libras.
Fita, ou cadasso estreito de cor (la de algodoe,
6 pecas.
Sota, 600 meios.
Vaquetas 200.
Algodozinhode forro, 1,000 jardas.
Brochas, 20 melheiros.
Agulhasgrossas 1,000.
Cravadores 500.
Vidrcs quebrados, 1 caixio.
Suvellas grossas 2,000.
Quem quizer vender taes objectos aprsente aa
suas propostas em carte fechada na secretaria do
conselho as 10 horas da manhaa do dia 6 de se-
tembro prximo vindouro,
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 28 de
agosto de 1861.
Btnto Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente,
Frtmcitco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal, secretario interino.
Conselbe administrativo).
O conseibo adminislralivo para fornecimenle
o arsenal de guerra tena do comprar os obiettos
guinies:
Para o corpo de guaroicao do Pernambuco.
Eofermraia militar.
i livro pan cont corrento do agente, do 200
Jolbit.
1 dito para recoituario diario, de 200 folhas.
1 dito para inventario do material da enfermara
de 100 folhas.
1 dito para carga dos instrumentos cirurgicos, de
50 folhas,
1 dito para inventario da botica, de 200 folhas.
1 dito para registro dss entregas e sahidas dos
doentes, de 300 folhas.
1 dito para ltncar-se os officios dirigidos, de 200
folhas.
1 dito para lancar-se os ditos receidos, de 200
folhas.
1 dito para o enfermeiro-mr lanzar a roupa e
utensilios recebidos do amanuense, de 100
folhas.
1 dito particular do agente lanzar as despezas
diarias, de 100 folhas.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
8uss propostas em carta fechada na secretaria do
conselho s 10 horas da raanha do dia 4 de se-
tembro prximo vindouro.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra 28 de
agosto do 1861.
Btnto Jos Lamenha Lint.
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo.
Coronel vogal, secretario ioteriuo.
O lancador da recebedoria de rendas inter-
nas geraes, lendo de dar comeco no dia 3 do
correte, o lancamento dos difiranles impostos
do bairro de Santo Antonio, pelo preaenle, avisa
aos donos, gerentes, ou procuradores de estabe-
lecimentos que tenham promptos para serem a-
presenlados no acto da collecta, os recibos, pa-
pis de tratos, ou escripturas de arrendamentos,
para em vista de taes documentos ser feito o
processo do lancamento ; principiando pela ra
do Imperador, caes de S. Fraocisco, dito de
22 de Novembro, praca de Pedro II, e ra do
Crespo.
Recebedoria de Pernambuco, 2 de setembro
de 1861.
O lancador
Jos Jernimo de Souza LImoeiro.
O Illm. Sr. iospector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico, que do dia 3 do
correte, por diante, pagam-se os ordenadoa dos
empregados provinciaes, vencidos no mez de a-
gosto prximo (indo.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nsmbuco, 2 de setembro de 1861.
O secretario
Antonio Ferreira da Aonunciagio.
Pela subdelegada de policia da Capunga
faz-se publico, que se acha recolhido casa do
detengan um preto, que diz cbamar-se Antonio,
e perlencer ao capitio Barbosa : quem sejulgar
com direlto ao mesmo escravo comparega nesla
subdelegacia, que provando o seu dominio lhe
ser entregue.
Subdelegacia de polica da Capunga, 2 de se-
tembro de 1861.
O subdelegado
Manoel Gentil da Costa Alves.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo para fornecimento
do arsenal de guerra tem de comprar os objectos
seguintes :
10 batalho de infantaria.
1800 covados de psnno verde.
230 1/4 covados de panno preto.
24 3/16 covados de casemira encarnada.
145 varas de cordo prelo de retroz.
1440 varas de cordo preto de la.
3402 1/2 varas de brm branco.
2502 1/2 varas de algodozinho.
54 varas de galo de prata de urna pollegada de
largura.
40 1/2 varas de galo de prata de meia polle-
gada de largura.
5040 botes grandes de metal bromeado de
o. 10.
2520 boioes pequeos de metal broozeado de
n. 10.
12 varas de tranca de la conforme o figurino.
378 boioes grandes de metal prateadode n. 10.
162 botes pequeos de metal praleado de
o. 10.
69 grosas, 6 duztas e 2 botes pretos de osso.
360 pares de clcheles pretos.
360 booets.
27 bonets para msicos.
27 pares de platinas para msicos.
1001 esteiras.
4a batalho de artilharis.
1940 covados de panno azul.
271 1/2 corados de panno preto.
3682 1/2 varas de brm branco.
2712 1/2 varas de algodozinho.
15 varas de tranca de la conforme o figurino.
54 varas de galo de prata de urna pollegada
de largura.
40 1/2 varas de galo de prata de meia polle-
gada de largura.
5149 botes grandes de metal amarello n. 4.
1823 botes pequeos de melal amarello o. 4.
378 botes grandes de metal prateado n. 4.
162 botos pequeos de metal prateado n. 4.
98 grosas, 6 duzias e 2 boioes pretos de osso.
388 pares de clcheles pretos.
368 bonets.
27 bonets para msicos.
27 pares de platinas para msicos.
1085 esteiras.
Compaohia de artfices.
440 covados de panno azul.
61 covados de panno preto.
16 1/2 covados de casemira encarnada.
610 varas de algodozinho.
830 varas de brim branco.
744 botos graodes de metal amarello n. 3.
60 botes pequeos de metal amarello n. 3.
21 grosas e 10 duzias de botes pretos de osso.
88 pares de clcheles pretos.
88 pares de platinas couforme o figurino.
244 esteiras.
88 be neis.
8 batalho de infantaria.
54 varas de galo de prata de urna pollegada
de largura.
40 1/2 varas de galo de prata de meia polle-
gada de lugura.
135 varas de cordo prelo de retroz.
378 botes grandes de metal prateado o. 8.
? 162 botes pequeos de metal prateado n. 8.
9o batalho de infantaria.
14 1/4 covados de casemira encarnada.
Quem quizer vender taes objectos aprsente aa
suas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho, s 10 broas da raanha do dia 9 de se-
tembro prximo vindouro.
Sala das sesses do .conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 30 de
agosto de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Pela conladoria da cmara municipal do
Recife se (az publico, que no ultimo de setem-
bro prximo futuro finda-se o prazo marcado pa-
ra pagamento do imposto de estabelecimenlo com
a multa de tres por cento ; e todos aquelles que
deixarem de pagar fleam sujeitos a mulla do du-
plo do valor do mesmo imposto.
Cmara municipal do Recife 27 de agosto de
1861.O contador.
Joaquim Tavares Rodovalho.
Vice consolato.
Di S. M. II R Vittorio Ema-
nuele II. in Pernambuco.
Esseodo si aperto io Italia una soscrizione per
innalzare un monumento all' insigne Uomo di
Stato, e grande Patriota, l'univeraalmenle com-
pianto Cont di Cavour, e volendosi con quel
monumento altestare ai posteri la ric ooocenza
degli Iialiani pella grsnd* opera dell Unit, Li-
berta ed Independenza, della nostra penisola,
alia quale tanto contribu col vasto sao intelleto,
coll' acuoso del suo perspicace iogegno, coll' in-
tensil dell' incredibile sua altivit, e coll' ope-
rozita del suo grao caore. II vice consol resi-
dente in quesla cilla, ad instauza dell' 111"" Sig.
Copsole Genrele di S. M. in Rio di Janeiro in-
vita tulti, i tudditi Italiani, qui residenti, a con-
correre Une si realizzi questo atto di grande
reconoscenza.
Per la realisazione delle soscrizioni, di quelli,
che generosamente vogliano concorrere colla loro
offerta per qneslo invito, lo possono faro al Vice
Consolato Italiano, Ra do Trapiehe n. 15 sino
al giorno 15 del mese di setiembre prossimo.
Pernambuuco 22. Agosto 1861.
II Vice Consol
Jos Teixeira Bastos.
Santa casa de misericordia do
Recife.
A illa*, junta administrativa da irmandide da
santa cssa de misericordia do Recife manda fazer
publico, que no dia 5 do prximo futuro mes de
setembro, pelas 4 horas da tarde, na sala de suas
sesses, lro prega para serem arremsladas a
3uem mais der as rendas das casas os. 4 da ra
e Santa Thereza, a 30 da ra da Calcada, pelo
tempo que decorrer do dio da arrematagio a 30
de juoho de 1863. Oa prelendentes devem com-
parecer no dia a hora aprezadosacompanhados de
seus fiadores, oa manidos de cartas destes.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife 30 de agosto de 1861.
F. A. Cavaleanti Cousseiro,
Escrivo.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMaNO.
Prepara-se em festejo ao memoravel dia 7 de
setembro. o drama em cinco actos e seis quadros
original frencez,
IGNEZ BERMIJ.
Os bilhetes tanto de esmerles como de pla-
teas e cadeiras, que sero vendidos para os dias
7 e 8, achara-se desde j disposigio do publico
no escriptorio do theatro, bem como as encom-
mendas.
Os espectculos sero era tempo circumstan-
ciadsmente annunciados.
Avisos martimos.
i v,. vv
Vende-se a escuna porluguexa Emilia, de lote
de 108 toneladas portuguezas, bem construida,
forrada e encavilhada de cobre, muito veleira e
preparada a navegar para qualquer parte, tendo
sido empregada desde que sabio do estaleiro a
conduzir fructas de Lisboa para.a Inglaterra:
quem a pretender pode examina-la ue ancora-
dourodeste porto aonde se acha fundeada, e pa-
ra tratar no escriptorio de Azevedo & Mendes,
ra da Cruz n. 1.
Haranhao e Para.
O hiate Novaes ainda recebe alguma carga
para ambos os por tos : trata-secom os consigna-
tarios Marques, Barros & C, largo do Corpo San-
O palhabote nacional Dous Amigos, capito
Francisco Jos de Araujo, segu para a Baha em
poucos dias ; para o resto da cerga que lhe falta,
trata-se com seu consignatario Francisco L. O.
Azevedo, aa ra da Madre de Dos n. 12.
Para Lisboa ePorto.
SejBie com brevidade a barca portuguesa San-
ta Clsra, capito Antonio Ventara doa Santos
Neves, para carga e psssageiros, tendo para estes
excellentes commodos : trata-se com Azevedo &
Mendes, ra da Cruz o. 1, ou com o capito na
prega.
Aracaty.
Segu nestes dias o hiate Vdela ; para o
resto da carga trata-se com Caetano Cyriaco da
C. M. & Irmo, no lado do Corpo Santn. 23.
Para Lisboa segu com a maior brevidade
o brigue portuguez Relmpago : quem no mes-
mo quizer carregar ou ir de passagem, para o
que ofierece os melhores commodos, trate com
Thomaz de Aquino Fonseca, na ra do Vigario
n. 19, ou com o capito na praca do commercio
Para Lisboa.
Pretende seguir nestes oito dias a veleira es-
cuna portugueza Emilia, capillo Jos Caetano
da Silva, tem parte de seu carregamenlo a bordo
para o resto que lhe falta e pssssgeiros para os
quaes tem excellentes commodos trata-se com
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, no
seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
"-, P'u
COMPAXHU PERMBICAIU
DI
Navegaco costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
can, do Assu', Aracaty, Ceara',
Acaracu'e Granja.
O vapor Jaguaribe, commaodante Lobato,
sahir para os portos do norte no dia 6 de se-
tembro as 4 horas da tarde.
Recebe carga al o dia 5 ao meio dia. Eocom-
mendas, passageiros e diuheiro a frete at o dia
da sabida as 2 horas : escriptorio no Forte do
Mallos n. I.
Para o Rio de Ja-
neiro
Pretende seguir com muita brevidade o brigue
escuna Joven Arthur, para o resto da carga que
lhe falta trata-se com os seus consignatarios
Azevedo & Mendes, no seu escriptorio ra da
Cruz n. 1.
Para o Aracaty
o hiate Santa Rita, para carga trata-se com
Martina & Irmo ou com o mestre Antonio Jos
Alves,
Baha.
Segu a sumaca Hortenea, capilo Belchior
Maciel Araujo ; para o resto da carga que lhe
fulla e passageiros, trata-se com Azevedo & Men-
des, ra da Cruz n. 1.
Almirante.
Segu para o Rio de Janeiro o brigue nacional
Almirante, capilo Henrique Correia Freitas, o
qual tem parte da carga prompta : para o resto
que lhe falta e escravos a frete, trata-se com
Azevedo & Mendes, ra da Cruz n. 1.
CpMPANHIA PERNAMBCANA
Navegagao costeira a vapor,
O vapor Persinunga, eommandante Honra,
segu viagem para os portos do sul de sua esca-
la no dia 5 de setembro as 4 hora* da tarde. Re-
cebe carga at o dia 4 ao meio dia. Encom-
mendas, passageiros e dloheiro a frete at o dia
da sahida 1 hora : escriptorio no Forte do Mal-
tos n. 1.
isboa e jPorto,
a barca Flor de S. Simio, vai sabir nestes diss
por j ter quasi prompto o sed carregamenlo,
recebe ainda alguma carga para os dous portos,
e pssssgeiros, psra os quaes tem excellente*
commodos : s trstsr com Carralho, Noguelra &
C, oa na do Vigario n. 9, primeiro andar,
Leiloes.
LEILO
DE
Queijos flamengos
Quinta-feira 5 do correte.
Brander a Braodis & C. faro leilo por in-
tervengan do agenta Pinto, de 20 caisas com
queijos flimeogos. recntenseme chegados, as 11
horas em ponto do dia cima mencionado no
armazem do Sr. Aunes em frente a alfandega.
Gontinuacao do leilo
DE
FAZENOAS
Sexta-feira 6 do corrente.
Anlunes continuar a vender a retalho a von -
tade do comprador fazendas de todas as quoli-
dadesque serio vendidas sem reserva de preco
algum : em seu armazem na ra da Imperador
o 73, a 11 horas em ponto do referido dia.
LEILO
as 11 horas.
Sexta-feira 6 do corrente.
O agente Antunes far leilo no dia cima
designado no seu armazem na ra do Impera-
dor, de nma casa de taipa arruinada situada na
ra da Esperance, na Soledade, tendo a referida
casa 30 palmos de frente e 120 a 130 de fundo,
com urna excellente cacimba de pedra e cal de
muito boa agua, sendo a referida casa de chaos
proprios e tendo um oit?.i de lijlo dobrado e
um alicerce na parte de detraz e mais 3,000 li-
jlos pouco mais ou menos pertencentes a refe-
rida casa.
LEILO
DE
Movis e escravos
Quaita-feira 4 do corrente.
Costa Carvalho far leilo no dia as 11 horas
em ponto no seu armazem oa ra do Imperador
n. 35, de differenles movis existente em seu
armazem, bem como vender alguns escravos
sem reserva de preco.
LEILO
A 5 do corrente.
Barroca & Medeiros faro leilo por interven-
gao do agente 01iveira.de grande porco defer-
ragens e mindezas proprias deste mercado, e
que serio vendidas sem reserva de pregos para
liquidagao de certas facturas :
Quinta-feira 5
do corrente, s 10 horas da raanha, no seu ar-
mazem ra da Cruz do Recife.
Avisos diversos.
O abaixo assignado, correspondente do.Sr.
Joaquim Correia de Araujo, senhor do eogenho
Almibara, em S. Loureogo da Malta, declara que
nao se entende com dito seu correspondente os
annuncios chamando a outrem de igual nome, a
comparecer na toja de calcado da ra da Impera-
triz n. 16, e como nio seja essa a nica luja que
tenha chamado pelo Diario a esse Joaquim Cor-
reia de Araujo, declara o mesmo abaixo assigna-
do aue aeu correspondente nada deve nesla praca
a pesso alguma, e que se bouver alguem que se
julgue seu credor por qualquer titulo, naja de o
apresentar em sua casa, ra nova dos Pires nu-
mero 30.Manoel Gomes Viegas.
Gurgel & Perdigo. i
Receberam diversas fazendas ]
modernas para a sua Ioja da ra )
da Cadeia do Recife n. 23.
A commisso liquidadora dos ere-
dores da massa do fallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aosSrs.
devedores a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commisso todos os dias uteis das i 0 ho-
ras da manhaa as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commisso roga mais a esses Sis. de-
vedores, que nao a obrigue a lancar
mao dos meios judiciaes ou do jornal
para haver essas importancias de que
sao seus deredores.
0 Sr. Fran-
cisco de Carvalho Paes
de Andrade, antes de se
retirar para o centro,
queira^r a loja de fa-
zenda A. 23 da ra da
Cadeia do Recife, para
cujo fim nao extranho.
Manoel Alves Guerra saca sobre o Rio de
Janeiro.
Josa Joaquim Dias do Reg vai ao Rio Gran-
de do Norte a negocio.
Aluga-ae o primeiro andar da casa n. 4, no
becco do Campello, proprio para escriptorio ou
para pouca familia.
Aluga-se o segundo e terceiro andar da
casa da ra do Trapiche o. 44, com bastantes
commodos : a tratar no armazem da mesma.
Ao Sr. acadmico Francisco Barbosa Cor-
deiro precisa-se fallar ; na ra Nova n. 7.
Pedro Dermody e John Glewis, subditos
britaunicos, se reliram para Europa.
Aluga-se um grande e excellente sitio no
principio da estrada dos Afilelos, com muitos
srvoredoa de frncto, e excellente e commoda ca-
sa de morada : a tratar no mesmo sitio, defronte
do tenente-coronel Barata, ou com o seu pro-
prietario o Sr. Dr. Auguslo de Souza Leio.
C. Pauog esua senhora com uma'crianca
retiram-se para Inglaterra. J
Vende-se nma boa barcaje de nome Claa-
dina, bem coohecida, que carrega 20 calzas, boa
de vela : a tratas na roa da Senzala Velba n. 134
no primeiro andar; na mesma casa di-se 1.500
a juroa com penhor.
Vende-se ama escrava robusta de boa fi-
gura, e varias habilidades: no pateo de S. Pedro
numero 16.
Aloga-se o terceiro andar da casa da ra
do Pilar n. 143, a qual tem vista para o mar e
lar oa taberna por baixo.
LOTIIM i
Tendo sido approvado pelo Exm. Sr.
presidente da provincia o plano abaixo
transcripto para a extraccao das lote-
ras o abaixo assignado espera do res-
peitavel publico pernambucano e flu-
minense a concurrencia na compra dos
bilhetes.
A lotera e a stima parte da quarta
Gymnasio Pernambucano cujos bi-
lhetes se ocham a venda na thesouraria
das loteras na ra do Crespo n. 15, pa-
vimento terreo e as casas commissio-
nadas. A extraccao tera' lugar itnpre-
ter velmente no dia 18 do corrente no
consistorio da igreja de N. S. do Livra-
ment pelas 8 horas da manhaa. Os
premios serao pagos depois da distri-
buicao das listas.
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
PLANO.
6000 bilhetes a 5.............. 30:000000
Beneficio e sello de 20 por cento. 6:00O0()0
Liquido. 24:000000
6:000*
3:1)00
1:000*
500
800
800
800
1.000
1:060
9:0408
---------24:0001000
1 Premio de.........
1 Dito de......
1 Dito de.........
1 Ditodo.............
4 Ditos de 200......
8 Ditos de 100*.....
SO Ditos de 40.....
50 Ditos de 20.....
106 Ditos de 10......
1808 Ditos de 5....
2000 Premiados.
4000 Brancos.
6000 Bilhetes.
N. B. As sor tes maiores de 400# es-
tilo sujeitos aos deseontos das leis The-
souraria das lotera* 2 de setembro de
1861.O thesoureiro, Antonio Jos
Rodrigues de Souza.
Approvo.Palacio do governo de
Pernambuco 2 de setembro de 1861.
Nunes Goncalves.
Conforme. Francisco Lucio de
Castro.
No sitio da Sra. viuva Lasserre na Cap unga
precisa-se de um esersvo para todo o seivico :
a tratar no mesmo sitio ou na ra da Cadeia nu-
mero 20.
O capito de mar e guerra Elizia-
r;o Antonio dos Santos e sua familia,
de partida hoje para o Rio de Janeiro,
quasi repentinamente despedem-se de
todas as pessoas que muito os honra-
ram com as suas amisades e por falta
de tempo n5o o poderam fazer pessoal-
mente, oferecendo-se-lhes alli com a
maior sinceridade para tudo quanto
possam prestar.
Madama e mademoiselle Mor ti-
mer e seu neto de 5 annos de idade,
retiram-se para Liverpool.
Amaro Januario Francisco de Paula aviso
ao respeitavel publico que, desde 16 de julho da
corrente anno deixou de ser fiador da casa per-
tencenle ao Sr. Joao Muniz de Santa Rosa, ero a
qul mora Casimira Francisca das Virgeos, o
que faz publico por nao haver ainda receido a
carta de flanea que prestou, nio obstante t-la
pedido ao referido proprietario.
Joic Rodrigues Campello, tendo perfeito
conhecimento d'agricultura, est prompto a ser-
vir com administrador d'algum eogenho ou sitio,
d fiador sua conducta : quem precisar do seu
prestimo dirija-se casa do tenente-coronel Vil-
lela, na ra Formosa n. 4.
Precisa-se
de 600000 a juros' por tempo de cinco mezes,
hypothecando-se urna excellente casa, sita em
urna das estaces da estrada de ferro, que rende
20000 rs. mensaes de aluguel, licando esse ren-
dimento de juros da quantia pedida : a tratar
na loja de encadernarao junto igreja da Con-
gregado.
9

9
a
0
i

O bacharel Witruvio po-
de ser procurado na ra
Nova n. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do Carmo.
9
Loureoco de Carvalho a Araujo Filho mu-
dou o nome para Lourenco de Cirvalho d'Arau-
jo Cavalcante.
Precisa-se
comprar dous espelhos novos ou em segunda
mo, mas em bom estado, e que tenham pouco
mais ou menos 5 palmos de comprido e 3 de
largura, e que os vidros nao tenham defeito al-
gum. Tambem se precisa de um lustre para
azeite com Ires ou quatro luzes, broozeado ou
dourado, e que esteja em bom estado : a tratar
na ruado Amorim n. 17.
hraucisco Balihazar oa Silveiri e .
familia pedem ios seus amigse prenles,
que lhesfaQam o caridoso obsequio de as-
sistir a missa que no dia 7 do correnle pe-
las 9 horas da manhia se ha de dizer na
matriz da Boa-Visla, pela alma de seu fal-
lecido lio o Sr. coronel D. Braz Balihazar
da Silveir, e pela alma do finado Sr. con-
solheiro CvprianoJos Velloso.
Precisa-se de urna ama de leite : na praca
do.Corpo Santo n. 17.
1120 rs. o papel.
Agulhas Victoria
vende te na loja Esperanca ra do
Queimado n. 33 A.
Na ra da Aurora n. 10, dir-se-
ha quem vende urna escrava moca com
um filho menor, tudo por preco com-
modo
Feijao em baja e repolhos em sal-
moira, em barrilbinhos de 24 libras,
cousa muito boa chegados de Lisboa pe-
la barca Relmpago: no armazem
de Nunes & Ir mao.
4ltencAo.
Deseja-se fallar ao Sr. Joao Evange-
lista Nery que reside ou ja residi no
lugar da Torre, ou a seu cunhado o Sr.
Manoel de tal, filho do finado Gervazio
Paes Barreto. a negocio de seu interes-
se : na ra de Santo Amaro no Mundo
Novo n. 8.
Compra-se um gato capado, do-
vo e prefere-se mal tez : nesta typogra-
phia se dir' quem precisa.
Atten Aluga-se a padaria da ra Imperial n. 199 :
a tratar com Narciso Jos da Costa Pereira, no
largo do Carmo, das 7 s 9 horas da manhaa e d
meio dia as 2 horas da tarde.
Aluga-se um segundo andar na ra do Ran-
gel defronte da botica : a (aliar na ra do Quei-
mado n. 75, loja da Victoria.
Giocondo Feasioa e Antonio Fessina, sub-
ditos italianos, retiram-se para fora da provin-
cia.
Precisa-se de urna pessoa que d fiador a
sua conduela para encarregar-se de urnas cobran-
gas dentro desla praQS : na ra Nora n. 25, pri-
meiro andar.
Attenco.
Vende-se telha e lijlo de alvenaria batida e
ladrilho, obra bem feita, bem eozida, e de barro
d'agua doce, por prego em conta, a dioheiro :
quem se quizer desengaar v ver e achara na
olaria do fundi, junto a casa do Dr. Lobo Hos-
coso.
Sse vendo.
Finissimas casemiras de cores para paletoU,
calcas e colletesa 1 j*400 o covado ; deatas fazen-
das s oa ra da Imperatriz, loja de 4 portas n.
56, de Msgslhies & Mendes.
INSTITUTO FIO G LITTERARIO-
De conformidade com o !. do art. 41 dos
oseo* estatutos, e de ordem do Sr. presidente
interino, convido a todos os seohores socios a
comparecerem a sessio ordinaria da assembla
geral no dia 7 do corrente, s 10 horaa da ma-
nhia, afim de proceder-se a eleico dos membros
que tem de reger esla sociedade at margo de
IsjW. Antes da assembla geral funecionar o
conselho director em sessio ordinaria.
Secretaria do Instituto Pi e Litterario em 3 de
setembro de 1861.
Henrique Mamede,
1." secretario inlerino:
Offerece-se um mogo portuguez para co-
cheiro de urna casa particular, d boas informa-
goes de sua conducta : quem precisar, dirija-se
a ra das Cruzes de Santo Antonio n. 39.
Peter Dermody e John Glecois, subditos bri-
tannicos, retiram-se para Ioglaterra.
Lices
de lingua nactonal, latim, ioglez e francez em ca-
sas particulares, sendo as hgoes de ingles e fran-
cez lecciouadas pelo excellente melhodo d'OUen-
dorff, methodo pelo qual ensina-se hoje differen-
tes linguas na Europa ; e com effeilo o nico
que em pouco lempo pode ensinar a fallar, es-
crever e traduzir urna lingua estranha cm pouco
tempo com perfeicio ; na ra da matriz da Boa-
Visla n. 34.
fflole Pi Popular Per-
nambucano.
Ha de ler lugar em sessio geral de hoje a de-
cisao de um negocio da mais summa importancia,
pois que affecta a dignldade, e talvez que exis-
tencia desta corporagio beneflcenle. Todos os se-
ohores socios que prezam a reputagio do Monte
Po devem achar-se na casa das sesses s 7 ho-
ras da noite em ponto, attender calmamente as
discusses, e votar conscienciosameote sem at-
tender a pedidos, promessas ou araeagas, porque
cima de tudo deve estar a honra da nossa so-
ciedade e a justiga devida a cada um de seus
membros.Alguns socios.
Mrs. Paulino & Chiler, subditos ioglezes
retiram-se para a Europa.

Pedido.
Pede-se ao Sr. Germano Francisco de Oliveira,
digno emprezario do Santa Isabel, que leve ainda
urna vez sceoa o muito applaudido drama mili-
laro 29 ou honra e gloria.
Um que mnito aprecia.
Aluga-se urna sala no segundo andar: na
ra Nova n. 23, loja.
Eogomma-se com toda a perfeigio ; no oi-
tio da matriz da Boa-Vista n. 6.
Compram-se moedas de ouro : na ra No-
va n. 2g, loja.
Venda de escravos.
Vende-se urna escrava de meia idade, muito-
fiel, boa lavadeira. cozinheira, costureira de al-
faiale, e tambem engorama alguma cousa. Tam-
bem se vende ums crioolinha, filha da mesms,
com 11 a 12 aonos, que j cose chio e faz grades
perfeiiamente, e muito boa para mucamba :
fallar oa ra da Aurora, taberna n. 48.
Alugam-se dous mulatinhos de 14 16
annos, para copeiros ou criados ; na ra da Ca-
deia do Recife n. 50 A.
Precisa-se de urna ama : na ra das Cruzes
n. 24, esquina da travessa do ouvidor.
"u"'i,u -n. jm, esquina aa travessa do ouvidor.
Consultorio medico-cirurgico
3--1Uj V D GLORIA CASA DO VUNDO-S
Consulta por ambos os systemas,
O desejo que tem de que os remedios do seu estabelecimenlo nio se confondam com oa d
nenhum oulro, valo o grande crdito de que sempre gozaram e gozara ; o proprietario tem tomada
a precaucao de mscrever o seu nome em todos os rtulos, devendo ser considerados como"faBS-
, ?,!,.ue"Mi,U6 0.rem PMMntold0'' e8t *". 1 prar queira ter maior certeza acompanhar nma conta assigoada pelo Dr. Lobo Moaaoxo e em m-
pel marcado com o seu nome. -.wv* o oi ?
m^ 0ut.ro ?m : ca0,.de refebe.r de FFaDca r.n<, prSo tincturs de acnito e belladona, re-
medios estes de summa importancia e cujas propriedades sio lio conhecidas que o iS'
mdicos allopathas empregam-as constantemente. H uwnoa rs.
Os medicamentos avulsosqur em tubos qur em tinctoraa custario a 1 o vidro
.. mu PwP'ktsTOeatos^WeeisnMio annuncia a seus dientes e amigos que tem eemsaotfo
sufflcieotea para recabar alguna escravos de um e outro sexo doentes ou qae precisem de algama
operacao. afflancando que serio tratados com todo o disvelo e promptido. como saben tatos
aquellos que | tem tide eaeravoo na casa do ano uncante. tw bb l(
A ailuagio magnificada casa, acommodidaedos banhos salgados sie outras tantas vanta-
geos para o prompto resUbelecimento dos doentes.
As pessoas que quizerem fallar com o a anuncian te devem procura-lo de manhia al 11 horas
ender: ra da Gloria n. 3 asa do Fundi.
~W Dr. Lobo Mtjteexo. M



DIARIO M FEINAB1DCO. s* QiTA FURA 4 U SETEMBRO DI 1861.
*
/
*)
y
/
/
25 Ruada Imperatriz 23
pidos e musios.
J. Laumonoler convida os lenhores mestrese amadores de msica, virem a seu armazem
ver os escolenles pianos Laumonnier, que acaba de receber da Paria, (abricadoa expressamente
{iara o clima do Brasil, muito elegantes e de goslos modernos. Igualmente tem msicas dos me-
bores autores, assim como concerta e afina os meamos instrumentos.
PEOBMSO.
fcargodaPenlia
Francisco Fernandes Duarte, proprietario deste
armaiem de molhados, partecipa aos seus freguezes, assim como aos senhores da praca, de ene-
nho e lavradores que d'ora em vanle quizerem-se afreguezar ueste estabelecimento, que se acha
com um completo sortimeoto de gneros os mais novos que ha no mercado e por serem a maior
parte delles vindos de coota propria, est portanto resolvido a veode-los por menos 10 por cenlo
do que em outra qualquer parte, aflaocando a boa qualidade e acondicionamiento, assim como ser-
vir os portadores menos pralicos to bem, como se os seobores viessem pessoalmente, para o que
nao se poupari o proprietario em prestar toda atiendo, afim da continuarem a mandar comprar
suas eacommeodas, serlos de que, toda e qualquer encommenda comprada neste estabelecfmento
acompanhar urna conta impreasa com o mesmo titulo de armazem Progresso.
Mantelga ingleza perfoitamente flor. imo ., ,ibrit TeDde.
se por este prego nicamente pela grande porco que lem e se for em barril se fara abatimento
NlAntolga Waiie^ia 700 ri. a libra e em barril a 640 ri.
Citta UyflSOII 0 meinor que ha na mercado a 2800 a libra.
Qaeijos ao reao chegad08 DMU Uimo Tapor a ^oo.
dem prato a 640 r8i iDtero a 700 r8> a Hbra#
dem SU1S90 a 640 rs. a libra em porfi se faz a batimento.
P reanlo de hambre IogtoE soo r.ub.
Prezunto de Vamego B m .. Ubr. iDteiro. 440 r..
Amelias francesas im fragco com 4 UDra8 por 31000, a reuiho soo rs.
Joias.
Seraflm & Irmo, com loja de ourives na ra
doCabug o. 11, scieotlficam > todos osseus fre-
guezes amigos, que por terem graude sorlimento
de novas e delicadas obras de ooro, conlinuam a
vender o mais em coota possivel. e se responsa-
bilisam pelas qualidades do ooro, prata, diaman-
tes, brilhantes, mencionando ditas qualidades em
urna coota impresas que coatumam psssar : os
meamos previoem que ninguem ae deixe Iludir
por individuos que sndam vendendo obras por
fra desta praca, dizendo serem da casa dos mes-
mos, pois nuoca tireram era teem pessoa algu-
ma eocarregada de ven'er joias suas.
- IISIrWJL
Se o annunciante da loja da rus do Crespo n.
9 quer saber alguma cousa do espolio do nao fal-
lecido Joaquim GoncMves Bastos, dirija-se a ra
do Rosario da Boa-Vista n. 26, que do proprio
recebera as ioformacdes respectivas desse futuro
espolio, e nao do abaito assignado, que se julga
incompetente.Francisco Antonio Bastos
Perd u-se urna pulseira de ouro de lei, des-
de a Soledade at a Santa Cruz : a pessoa que
achou. querendo restitu-la, leve a Soledade, ca-
sa o. 7, de Francisco das Flores, que ser bem
recompensada.
Aluga-ae urna escrava para o servico inter-
no de urna casa de pouca familia : quem preten-
der, dirija-se a ra do Cabug n. loja de cera.
Monte Pi Popular Per-
Rambucano.
-
I^sner msete a 720 ri> a 1bra> enj caixa a 70o rs.
L.ataS COm V)0\axVuVia de SOda de eferente qualidades a 18400
Latas com peixe em posta de BllUti qMlldidM a 1|40o.
JV.zevtoo.as multo novas a {$m r8.0 barril> a relaih0 a 320 a gartafJ.
Doce de Wpercne m latla, de 2Ilbr por isoo.
%j%TIUtaS par, podim t goo rs. a libra.
ttauua de porco refinada a 480 r8.. WbMl em bami. 44o rs.
!ll.a^a ae tomate a mais nova do mercado a 900 rs., em lattas de 2 libra por 1&700.
raiOS 0.e lOmbO a prmera yez que vieram a este mercado a 640 rs. a libra.
Cuourtcas e patos muit0 n040S a 560 rs.. um.
Palitos de dente lidos com 20 m.cinho. por 200 .
CUOCOlate IraitCeZ a 1#200 rs. a libra, dtto portuguez a 800 rs.
Alarmelada imperial d0 tfamado Abreu e de outros muitos fabricantes de Lisboa
a I9OOO rs. a libra.
\ UUOS eUgar talados Porlo# Bordeaux, Carcavellos, e moscatel a lfOOO a garafa.
V HUIOS em pipa de 50o, 560 e 640 rs. a garrafa, em caadas a 39500 4*000 4500.
V inagre de Lisboa 0 Baii 8uperor a 240 rs. garrafa.'
^"* VI5jt das mig acreditadas marcas a 59 a duzia, e em garrafa a 500 rs.
KiSlTClllUUU piras0pa amis nova que ha no mercado a 640 rs. a libra.
F.tvi iuas trncelas a 640 r8., lall8.
Milo de amendo 800 ri. a ubra. dlU com casca a 480 rs.
NOZeS muUo D0T88 a 12o r8. a libra.
(CaStanuaS Piiadas a 240 rs. a libra: *
OnfA
una^ muito superior a 240 ra a libra, e a 79 a arroba:
ivvvOZ do Maranho a 39 em arroba, e em libra a 100 rs.
. rumo amen cano 3 lt a 1bra> se for em porao ge far abatnjente.
SevadlUUa de Fr,n?a a 240 r. alibra.
9UgU mut0 n070 a 320 r8> a ibra.
a oueiuno de L8D0a a 360 ri libra e a 10Jt a arroba>
Farlnna do Maraunao mal8 n0Ta a t60 .. m*.
T oueiuno IngUz a 200 r t libra
Passas em ealxtnnasde8Ubra8t50oc.dauma.
Inlependeote dos gneros mencionados encontrar o respeitavel publicoltudo quanto pro-
curar tendente a molhados.
ARMAZEM
DE
Quarta-feira 4 do torrente haver sessio geral
extraordinaria pelas 7 horas da noite, para se
tratar de negocio importante, convido, portanto,
aos senhores socios para que se dignem de com-
parecer.
Secretaria do Monte Pi Popular Pernambuca-
no 1. de setembro de 1861.
Jeo Francisco Marques,
1.* secretario.
Cheguem
barato para liquidar
Na ra da Imperatriz n. 40,es-
quina do becco dos Ferrei-
ros, loja de Manoel Jos
Guedes de Magalhes
Sedinhasde quadros de todas aa cores e muito
encorpadas, covado a 720 rs., cortes de cambraia
brancos com 3 ordeos de bordado a 39, ditos com
3, 4, 5 e 6 babados de diversas cares a 39500,
ditos de tarlataoa com 3 babados a 28500 e 39,
ditos de cambraia da seda a 59, baldes de 14 a
40 arcos dos melhores que tem apparecido a 39,
39500 e 49, ditos para meninas de todos os tama-
nbos.cambraieta fraoceza muito fina.pe^a a 79500
e 88. cassas com salpicos brancos e de cores, co-
vado a 240, pecas de cassa de salpicos brancos e
de cores com 8 i\l varas a 39500. cobertas de
froco matizadas para cama a 99, chalea de froco
com ponta redonda e borla dos mais modernos a
89, ditos de lia e seda a 29500, ganga ama re lia
muito boa, covado a 240, cambraia de cor muito
bonita, covado a 300 rs., alpacas de cor para ves-
tido, covado a 320, popelinas, riscadinhos para
vestidos de senhora e meninas, covado a 300 rs.,
tiras bordadas a ponto inglez de todas as largu-
ras a .19280. 19440,19600 e 29, manguitos a ba-
lo com gollioha para senhora a 2 e 39, chitas
francezas finas e cores fixas, covado a 220, 240,
260 e 280 rs., e oulras muilas fazendas de barato
prego.
Aluga-se urna excellentc casa de
campo com todas as commodidades de
familia, com sitio grande, cocheira, es-
tribara etc., a casa construida ha poa-
co tempo com trraco a roda, sita na
entrada do Poco: a tratar com os pro-
pietarios N. O. Bieber & G., successo-
res, ra da Cruz n. 4.
* &*
9 Precisase de urna ama para comprar e 9
9 cosinhar para urna pessoa : no becco do %
9 Padre n. 6, primeiro andar. 9
9 )*
Na travessa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continua-se a tingir
com toda a perfeicao para qualquer
cor e o mais barato possivel.
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso, Sntos & C. saca ni e tomam
saques sobre a praca de Lisboa.
Publicaces do Instituto Ho-
meopathico do Brasil.
THESOURO IMfflEOPATIf0
ou
VADE-MECIIIH DO HOMFOPATHA.
(Segunda edieco consi-
deravelmente augmen-
tada.)
Diccionario popular de uicdiciaa ho-
uieopalhice
A mais fina enova que se pode desejar neste genero, a 1$000 a libra tanto emporco
como a retalho, vende-se nos armazens Progressivo e Progresista no laro do Carmo n. 9,
e ra das Cruzes n. 36. *
CHA HYSSON.
O melhor que se pode desejar em artigo cha a 2$600, 2#800 e 3$000 a libra, afianca-
se qualquer urna das qulidades.
CHOCOLITE.
Francez, inglez, portuguez, a 1#200 a libra, venderse no Progressivo e Progressista
no largo do Carmo n. 9, e ra das Cruzes n. 36.
muy Mm
Chegados no ultima paquete a 640 rs. alibra, e sendo inteiro a 600 rs. alibra, affian-
c,a-se a superior qualidade.
, QUEIJOS FLAMENGOS.
Os mais frescaes que ha no mercado por serem viudos no ultimo paquete a 2$800
cada um.
O melhor que se pode desejar na qualidade deste queijo a 600 rs. alibra, e sen-
do porco a 500 rs.
Em pipa de Lisboa, Porto e Figueira a4$a caada de 500 a 600 rs. em garrafa.
Porto, Duque do Porto, jeuuino Carcavellos, Nector, Madeira, Feitoria, Cheres,
Bordeaux a 1#200 agarrafa e 13$ a duzia. nicamente no progressivo e progressista
nc largo do Carmo erua das Cruzes.
. u, DOCE DA CASCA DE GOIABA
um dos melhores doces que ha em relaco ao tempo a 800 e 1$200 o caixo.
LATAS COM FRUTAS
de todas as qualidades que ha em Portugal o mais bem arranjado que temos tido no
mercado a 800 elJOOO.
ERVILHAS PORTUGUEZ AS E FRANCEZAS
o que se pode desejar em bom neste genero, pela sua preparaco e qualidade a 800
rs. a lata.
VINAGRE PURO DE LISBOA
a 240 a garafa e 1#850 a caada afianga-seser de Lisboa e de superior qualidade tam-
bem branco por 400 rs. a garrafa e 2#560 a caada. ?
COMINHOS E ERVA DOCE
os mais novos que temos no mercado, e mesmo nunca os houve melhores a 400 rs. a
libra de erva doce e 800 rs. os cominhos
a mais nova que se pode desejar a 180 rs. a libra de sevadinha e 280 rs. o sag.
UTAS COM DOCE DE 1LPEBCE
o melhor que se pode desejar, a 1#100 a lata, tambem marmelada dos melhores fa-
bricantes de Lisboa a 1#800 a lata, e peras a 1,280 rs. a libra.
alem dos gneros cima encontrar o publico tudo que procurar tendente a mo-
lhados.
N. B. Os gneros cima vendidos em nossos armazens levaro o destentivo dos
mesmos.
ROUPA F
PELO TJR.
DE [
Joaquim Francisco dos Santos.
140RUADO QUEMADO 40
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Neste eatabetecimento ba sempre um sorlimento completo de roupa (eita de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, rontade dosfregaezos, para o
que tem um dos melhores professores.
SABINO OLPINHO.
Cooliouam as asaigoaturas para estas obras a
20&000 em brochura at dezemfero. 'Desse tempo
em diante as assiguaturas serio elevadas a rs.
259000.
Ra de Santo Amaro (Mundo Noto) n. 4L
Os armazens da ra da Lapa n. 13, e rus
do Costa o. 10, recebem gneros para recolne-
rem por menos de quecoslumam receber outros :
quem pretender, dirija-se ao o. 13. que chara
com quem tratar ; asim como se aluga um dos
mesmos armazens.
Aluga-se o primeiro andar da casan.37 da
ra do Amorim : a tratar ua roa daCadeia o.62,
segundo andar.
Aluga-se, o sobrado n. 1B da ra do Apollo,
.i a casa terrea n.27da ruado Burgos a tratar na
ra da Aurora n. 36.
89000
3500
39500
1500
Casacas de panno preto, 409, 359 e 309000
3obrecasaca.de dito, 359 o 30900
Palitotsde dito e de coros, 359, 309,
15$990e 209000
Dito do casimira decores, 129000,
159, 1>9 9000
Dito de alpaka preia golla de vel-
ludo, nsooo
Dito* de merino-sitim pretos de
corea, 9fX)00
Ditos de alpaka de cores, 59 e
Ditos de dita preta, 99. 79.59 t
Ditos de brim decores, 5f, 49500,
efOOOe
Ditos de bramante deliatao braneo,
65000, 59900 e
Ditos de merino de cordio preto,
159000 o
Calas de casimira preta o decores,
19.109,99e
Ditas de prioceza e merino de cor-
do pretos, 59
Ditas de brim branco o decores,
5J000. 49500 e
Ditas de ganga de coros
Colletes de reliado preto o de ce-
res, lisoe e bordados, 129. | e
Ditos de caeemira preta e de cores,
lisoe* bordados. 9.59500,59 e
Ditos do setim preto 59000
Ditos de seda e setim branco, 69 e 59000
Ditos do gurgarao de seda pretos e
de cores, 71090,69OOO e 59000
Ditos de brim e fusto branco,
39500 e 89000
Seroulaa de brim de lioho 29200 :
Ditas de algodio, tf600 e 1 f 280
Camisas de peito de fusto branco
e de cocee, 29500 e 29300
Ditas de peito de lioho 6$ e 39000
Ditas de m a da poleo branco e do
cores, 89. 2)500, 29 e I98OO
Camisas de meias 19000
Chapeos pretos de massa.francezes,*
formasda ultima moda 10J,85O0 o 79000
Ditos de feltro, 69, 5J, 49 e 29000
Ditos de sol de seda, ioglezes e
franceses, 149.12f, 11J e 79000
Collarinhos de lioho muito finos,
wwi. noTosfeitios. da ultima moda 9800
..un Dito* d lgodio 950O
***w Belogios de. uro, patentes horl-
aontaes. 1009, 90, 80 e 709000
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente bosonues, 40J 3O9OOO
Obras de ouro, aderemos e moios
adereeos, palsoiras, rosetas e
I anoeis f
39500 < Toalbas de linbo. duzie i29000 o 109000
Novo estabelecimento de
('abelleireiro, no bairo
do Recife, ruada (!a-
deia n. 55, 1/ andar.
JOAO GODOPREDO PINTO, artista cabelleirei
re, acaba de estabelecer-se na ra da Cadeia do
Recite n. 55, primeiro andar, e ofTerece-se por-
tanto ao respeitavel publico para exerceras (une-
Ces de sua arte, com aceio e promptido. Neste
estabelecimento enconlraro sempre os freguezes
o gosto necessario que se exige no exercicio des-
ta arte. Este novo eslabalecimento que principia
hoje a desabrochar, se torna necessario a coad-
juvaco do respeitavel publico em qne conQa o
artista cabelleireiro. Recebe encommendas de
cabelleiras para senhora, ditas para homens,
crescentes, eachimentos para bandos, marrafas,
trancas para anneis, traocelins, cadeiras para re-
logios, braceletes, quadros lumulares, memorias,
firma?, etc., ele, CORTES DE CABELLSE FRI-
ZADOS. Lava-se a cabera com a excellente
AGUA IMPERIAL. Tinge-se cabellos, barbas,
etc., etc., por um processo facilimo, e que urna
vez tintos jamis mttdario a cor. Extracao das
caspas por meio do TRICOPHENUS : este excel-
lente remedio para extinguir por urna vez as cas-
pas, e fazer renascer os cabellos, se torna asss
recommendaval.
Sois attt ais sucaK^e- &ic tfca*K
Dentista de Pars. |
15Ra Nova15 S
Frederic Gautier.ciTurgiodentiea, [az
todas as operaedes da sua arte eeolloca
denles artificiaos, tudo com a superiori-
dadeeparfeQoqueis pessoasentendi-
das ibereconhecem.
Teta agua e psdeotifriciosate.
hms MS9i99nei6eiesieeieeiHwS
CONSULTORIO ESPECIAL HOHEOPATHICO
Vocal e instru-
mntale
MANOEL AUGUSTO DE MENEZES COSTA d
licoes de msica por casas pirticulares : quem
de seu presumo se quizer ulilisar, procure na
ra da Conceigao da Boa-Vista n. 42, ou no ar-
senal de guerra.
5Ra estreita do Rosario3
Francisco Pinto Uzorio continua a col-
locar denles artiticiaes tanto por meio de
molas como pela pressao do ar, nao re-
cebe paga alguma sem que as obras nao
fiquern a Tontade de seus donos, tem pos
i e outras preparacoes as mais acreditadas
i para conservar o da bocea.
Livros baratos.
Padaria.
29500
31000
89000
Na padaria de Antonio Fernandes da Silva Bei-
riz, ra dos Pires n. 42, vende-se a muito acre-
ditada bolachinha quadrada.d'agus, propria para
doentes, bolacbinba de araruta e dita de moldee.
Transferencia
O correio particular da Pataliiba do
No re, fca desta data em diante trans-
ferido para a caea de Travassot Jnior
& C, ra do Amorim n. 58.
A eommisso liquidadora dos credores ds
casa do fallecido Manoel Buarque de Macedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou contas de livros, que se diri-
jan) com os seas titulos ras da Cadeia do Re-
cite o. 26, primeiro andar, das 10 horas da ma-
nha i 2 da tarde, para serem verificados e cas-
sificados pela referida commisslo
O Sr. Brasiliano Francisco de Paes Brrelo
tenha a boodade do vir fallar na loja do Germano,
relojoeiro, na rus Nova n. 21, vuto jgnorar-se
aonde o mesmo senhor mora.
^- A pessoa que tivar para alagar urna preta
ou moleque que seja fiel, dirija-se a ra do Li-
mmepto n, 1), segundo andar.
DO DOCTO
SABINO O.L. PINHO.
Ruado Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias atis desda as 10 horas
at meio dia, acerca das seguales molestia* :
molestias das mulheres, molestias das crian-
zas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphiliticas, todas as especies de febre,
ftbres intermitientes e suas consecuencias,
PHARMACIA ESPECIAL H0KE0PATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus effeitos, tanisMm tintura,como
em glbulos, pelos presos dm commodos pos-
slveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sttino sao
anicenaente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as earteirss sao acompaohadas de] um
impresao com um emblema em relevo, tendo ao
redor as segointes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico braaileiro. Este emblema posto
Igualmente na lista dos medicamentos quo se pe-
de. As carteiras qne nio levaren esse impresso
assim marcado, embora tenham na tampa o no-
mo do Dr. Sabino sao falsos.
Sacam sobre Lisboa
Aranaga, Hijo t C ,
NoTon. 6.
ru do Ti api che
Veadem-se os seguintes romances, escriptos
por E. Sues, A. Domas, Cooper, Rousseau, e ou-
tros bons autores, quasi todos novos e por preco
commodo: na pra;a da Independencia, loja de
chapeos o. 34 : Jos Balsamo 1 volume, a Vigia
de Koat-ven 1 vl., o Pastor d'Asbourg 3 vol.,
Alezina 4 vola., o espiso 2 vols., a Nova Heloise
ou cartas de dous amantes 4 vols., Victor ou o
Menino da Selva 4 vols-, os Orphosiohos d'AU
deia 4 vols., o Menino da Praca Nova 4 vols., a
Banaoeira 2 vols., Adriana 3 vols., Leonel Lin-
colin 2 vols., os Esposos Desgranados 1 vol.
Atten Precisa-sede urna ama forra ou captiva para
cozinhsre comprar na ra : a tratar na ra Nova
numero 17.
Gabinete medico cirurgico.#
a Ra das Flores n. 37.
9 Sero dadasconsUtaa medlcas-cirurgi-
0 cas pelo Dr. Estevie Cavalcanti de Alba- i
dj querque das 6 as 10 horas da manhia, ac-
Q cudindo aos chamados com a maior bre-
*j| vidade possivel.
0 I- Partos.
^ 2.* Molestias de pelle.
^ 3.* dem dos olhos. i
S4. dem dos orgaos Renilaes. i
Praticari toda e qualquer operaeao em g
fj seu gabinete ou em casa dos dosntes con- 0
sj forme Ibes fr maia conveniente. sb

Aviso.
Francisco Maciel de Souza participa a seus
freguezes Unto da prar^a como de fora que de
novo abri o seu estabelecimento de calgado fei-4
to na provincia na ra da Imperatriz oulr'ora
aterro da Boa-Vista e pretende vender muito em
conta para agradar seus freguezes que todos gos-
tam do bom e vralo.
. N. 32-Rua estreita do Rosario-N. 32
NUMA POMPILIO dentista brasileiro, acaba de
receber granle e variado sorlimento de denles
terreos-mineraes e mais apparelhospara a con-
fecQao de dentaduras artiBciaes, plantando-os
pelos systemas seguintes: auccao de ar, gram-
pos-ligaduras, a pivot sem grampos, sem liga-
duras e sem extracceo de raizes Arranja e
concerla dentaduras de ouro ou platina. Enche
os naluraes com ouro, plalioa, maca adaman-
tina.scinmentos clcanos etc.,e qualquer dos sis-
temas referidos sero accommodados ao estado
da bocea. Limpa os mesmos sem usar de ci-
dos que concorrem positivamente para a queda
dos dentes, visto que dissolve a superficie vi-
trea, expondo os assim a accao activa dos agen-
tes chimicos, que se desenvolvem na bocea. Ex-
trahe dentes e raizes cariadas por mais difficeis
que ejam e mesmo abandonadas por outros den-
tistas, empregando para esse fim o systema nor-
te-americano sem fazer applica;ao da chave de
| GatiDgeot; privando assim os evidentes perigos
que podern resultar das operaedes feitas com um
tal instrumento, como sejam o extrangulamemo
dos tecidos moles.fraturago dos alveolos e mes-
mo da maxilla e tecidos duros, que formam as
covas das raizes dos dentes, nervalgias, hemor-
ragias, affecces pollipozas, grangreoas e caria
dos tecidos duros. Faz tudo com asseio e promp-
tido, guardando todas as conveniencias relati-
vas a ryrurgia da bocea e bygiene dos dentes
podendo ser procurado em sua casa a qualquer
hora. Acceita qualquer chamado para os fios
cima mencionados tanto na capital como fora
della.
e
2gm&4tttita&:
flQffffltlf
. >
Ama de leite.
Na ra da Cruz n. 45, armazem,
urna ama de leite, praferece-se esciart.
Bteeisa-ie de


MARIO ** rtaftiKfUCO. QUARTA ARA 4 1 SITMEBEo DI 1881.
-
Fter,
Freci-a-se de un feitor que siiba bem de
de plantar e trabalhar de sachada do aeu officio,
que seja capaz a fiel, pwinnde um ettrangei-
ro, ditija-se ao sitio de porto de ferro, na freote
de palacio do biipo.
0 Dr. Joo Ferreira da Silva, de volla de
sua viagem, est morando na ra larga do Ro-
sario o. 20, e contina no exercicio de sua pro-
fisso, dedicando-se especialmente a praiica de
operaces cirurgicas.
Quera precisar de urna ana para coxinhar e
ongommar para casa de horneas solteiro, dirja-
se a ra do Jsrdlm n. 7, que se dir quem .
Auga-se um armazemna ra nova de San-
ta Rita [frente na ribeira do peite) n. 19, com
aufficieocia para qualquer estabelecimento por
maior que elle seja, pode recolher psra mais de
6,000 barricas, ou de 300 a 400 pipas chelas, e
outras tantas vasias, ou outros quaesquar volu-
mos na proporgo, com a vantagem de ter no fun-
do trapiche e guindaste, pelo qual pode embar-
care desembarcar assucar com toda a mar : a
entender-se com o proorietario Manoel Pereira
Lomos, no caes do Ramos n. 10.
Aluga-se a toja do sobrado da ra do Ara-
go n. 26, com armago para qualquer estabele-
cimento : quem a pretender, dirija-se a ra do
Crespo, loja n. 7.
Miguel Antonio Roberto avisa aos seohores
denos de tabernas que acha-se com o seu esta-
belecimento de aguar e limpar a ra aberto :
quem pretender, dirija-se a casa de Antonio Ro-
berto u. 15.
Vendas.
* + '.3 AtB/n msuu fctEfl Mttll aniD'B tifrn **m a>c^ a.rPa aUat
Attencao
SFazendas e rou-8
pasfeitas baratas.
NA LOJA DE
PORTO
S48- Ra da Imperatriz48]
Junto a padaria franceza.
8 Acaba de chegar a este estabeleci-
mento um completo e variado sortimento
Pde rajjpas de diversas qualidades como
s"jara: grande sortimento de palelots
I de alpaca preta e de cores a 8$ e 3$500,
1% ditos trridos a 49 e 49500, ditos rauce-
c ri prelo a 69, ditos de brim pardo a
S 3^800 e 49, ditos do brim de cor a 3(500.
8 ditos de gaoga decora 3500, ditos de
?s| alpaca de la amarella a iruitago de pa-
5 Uta de seda a 3(500 e 49. ditos de meia
."i casemira a 49500, 5J* e 59500, ditos de
* casemira saceos a 13J, ditos sobrecasacos
Q a 15tf, ditos de panno preto Uno a 209,
JK '2-2$. 289. ditos brancos de bramante a
m 3(500 e 49, caigas de brim de cor a 1J800,
S* 2S500, 3(, ditas brancas a 3( e 4(500, di-
tas de meia casemira a 3(500, ditas de
> casemira a 68500. 7J500 e 9(, cUlas pre-
g las a 4S500, 7(500, 9( n 10(, colletes de
ganga franceza a 1(600. ditos de fusto
2*800, ditos brancosa 2J800 e 3(, ditos
T de se ti m preto a 3(500 e 4(500, ditos de
fc> gorguro de seda a 4(500 e 5(, ditos de
S ciseroira preta e de cores a 4(500 e 5,
S ditos de velludo a 7. 8J e 99.
Completo sortimento de roupa para
*5 meninos como sejam caigas, collete,' pa-
*** ltots, camisas a 19800 e29, ditas defosto
** a2(500, chapeos francezes para cabeca
|i fazenda superior a 6(500, 88500 e 10(,
** ditos de sol a 6g e 6(500, ditos para se-
nhora a 4g500 e 59- Recebem-se algu-
^ mas encommendas de roupa por medida
Jg e para isto tem delibarado a ter um con-
3 tra-mestre no estabelecimento para exe-
J5 cutar qualquer obra tendente a su a arte.
Fazendas.
St Aobarateiro da rua da Imperatriz n.
?48 juntoa padaria franceza, vende ae:
|f ricos corles de carabraia brancosa e
V bordados com dous folhos a6$000, ri-
I eos cortes de vestido de seda escocesa f
pelo brrato prego de 12$, cambraias lizas fi
muito Anas com 10 jardas a 3g500e 4( e M
de l;cccia a 6(, saias a balo de arcosa 5
23500, cortes ae chita franceza achamal.;- ||
tada com 14 covados a 5$, pegas de cam- 5
braia lisa para forro com nove varas a 2(, l
v e um completo sortimento de chita ran- 2
15 ceza a 210, 260 e 280 rs. o covado e das if
O inglezas a 180 e 200 rs. e outras inultas 5
5 fazendas por pregos commodos.
Ditos mais ordinarios a 120 rs. cada un e du-
rll a IJIOO.
Lia de todas as cores para bordar a #1500
libra. K ^
Feotes muito bons de balis para alisar a 210,
240 e 380 rs. cada um.
Ditos os melhores e maiores que se enconlraa
a 860 rs.
Ditos transparentes muito bons a 400 I*.
Sfeias croas brancas e de cores para homem a
160, 200,240 280 rs. o par.
Ditas prelas para homem a 120 rs. o par.
Ditas para senhoras a 240, 280 s 310 rs. o par.
Ditas brancas cruas e de cores para menino a
160. 200, 240 e 280 rs. o par.
Ditas prelas para senhora a 200 e 240 rs. o par.
Enfeites de vidrilhe a 1$800 rs. cada um.
Ditas a Imperatriz muito lindos a 8f cadaum.
Cioturoes de seda com borracha para homem a
320 cada um.
Ditos de algodo 240 rs. cada um.
Cintos muito lindos para senhora a 18800, 29,
2(500 e 3 eada um.
Franjas de bololas brancas e decores para cor-
tinados a 4$ a pega.
Ditas de algodo para toalha a 2(800 a pega-
Ditas de lioho par* cuaveque a 120 rs. a vara.
E outras muitas miudezas que se tornarlo en-
fadenho menciona-las attangando-se, porra, que
nao se deixar de vendar a quem trouxer dinhei-
rona loja da Fajozes Jnior na ra do Queirna-
do n. 75.
VICTORIA
DE
Fajoses Junio)'
Na rua do Queimado 75,
junto a loja de cera.
Esta loja acha-se provida de um completo sor-
timento de miudezas para vender, tanto por ata-
cado como a relalhp, por pregos muito baratos,
como abaixo se vera, s para quem comprar, vic-
toria sempre contar.
Clcheles francezes bons em carto de urna car-
reira a 40 rs.' e duzia 400 rs.
Ditos tambem bons de duas carreiras a 80 rs.
e 900 rs. a duda.
Ditos da trra em caixinhas a 800 rs. a duzia.
Agulhas fraucezas boas a 120 rs. a caixa com 4
papau.
Ditas as melhores que se eneontram a 240 rs.
a caixa com 4 papeia.
Ditas em papel avulso a 40 rs. o papel.
Ditas para eoQar a 40 rs. cada urna.
Liona victoria em carritel com 200jardas a 60
rs. e duzia a 640 rs.
Ditas de 200 jardas, de Alexander a 900 rs. a
duzia.
Ditas de 100 jardas brancas e de cores a 30 rs.
o carritel.
Ditas de Pedro V, em carto com 200 jardas a
60 rs. a carto.
Ditas de peso verdadeiras miadas grandes a
240 rs. a miada.
Ditas de meada cabega branca e encarnada a
120 rs. a meada.
Ditas do gaz brancas e de cores a 800 e 900 rs
' a caixa com 50 novellos.
Papis cun cento e tantos alOnetes a 40 rs. e
dunas 400 AlfintUes Moeezes Cabega chata a 120 rs. a
carta
Ditas pira arraages a 2J600 o mago.
Cordo imperial para vestido a 40 rs. a pega.
Eadorm de algodo a 60 rs. cada um.
Caivetes Baos de duas felhas psra peana a
200 rs. cada um e duzia a 28000.
Ditos de cabo de viada de urna folha de 160 rs.
cadaum o diuiaal86O0.
Os delicados enfeites para
senhora
na loja d'aguia de ouro, rua do Catmg u. 1 B,
receberam pelo vapor ioglez, os mais delicados
enfeites do ultimo gosto, que se vendem por
pregos mais barato que possi'el de 2(000, 38
4$000, 58000, 6(000, 7(000 e 8(000; assim como
de p'lhinba a 10(000. Vende-se por este prego
por que se recebeu em direitura.
Os lindos sntos
Exisle tambem os lindos sinlos coa flvella
dourada, assim como com flvella de ago, e de
outras qualidades que se vende por prego mui-
to baralissimo.
Casearrilha.
Existe tambem um sortimento de casearrilha
de todas as larguras e das mais lindas cores que
possivel encontrar para enfeitar vestides, e que
em vista dos (iodos gostos, oiogueai dettar de
comprar.
Chapelinha para senhora
Existe tambem uno rio surlimento de chape-
lioha para senhora que se vende a 12(000,13j
el4j0p, nada mais barato e obra muito fina,
ludo isto na loja d'aguia de ouro, ro doCibu-
k S Gama & Silva.
Grande exposico de fazendas
baratissima*, na rua da Im-
peratriz n. 6, loja do
Vende se cortes de phanta-.
sia, fazenda de muito gosto
clu babados pelo diminuto
preco de 4$500; na rua da
Imperatriz n. 60, loja que tem
um pavo do lado de frr, (is-
to para nao haver engaos.)
3#500.
Vende-se ricos cortes de cambraia de seda
com avental oudoassaias a 38500: na rua da
Imperatriz n. 60, loja do pavo.
3,200, 3,500 e 4,000.
Vende-se finissimos cortes de cambraia bran-
ca e de cor com dous e mais babados pelo dimi-
nuto prego de 3(200, 38500 e 48 : na rua da Im-
peratriz o. 60, loja do pavo.
A 15$000.
Vende-se flnicissimos cortes de cambraia bran-
ca com bordado muito delicado proprios para
baile ou casamento a 15(: na rua da Imperatriz
n. 60, loja do pavo.
Nova pe chinela, a.
Vende-se flnissimas pegas de cambraias fran-
cezas de carocinhos com 17 1[2 varas pelo dimi-
nuto prego de 88 a pega, ditas das mesmas com
8 3|4 varas pelo prego de 48 a pega, tambem se
vendem das mesmas a 500 rs. a vara, sendo
brancas e de cores ; oa rna da Imperatriz o. 60,
loja do pavo.
Pnptliaa & 2&ft rs.
Vende-se pupelina de quadrinhos a imilago
de sedinhas de quadro pelo diminuto prego de
280 rs. o covado : na rua da Imperatriz n. 60,
loja do pavao.
Ch*ly a 500 rs.
Vende-se chaly muito fino a 500 rs. o cova-
do : na rua da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Sedas a covado.
Vndete grosdenaples preto muito encorpado
1JS600 e 1(800, ditos de cores azul, cor de rosa
e cor de cana mais barato que em outra qualquer
parte ; na rua da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Sedas de \n.adrinl\09.
Vende-se sedas de quadrinhos fazeoda muito
encorpada a 500 e 640 rs o covado : na rua da
Imperatriz n. 60, toja do pavo,
Mangnitos d l a 500 rs.
Vende-se manguilos de fil muito bem enfei-
tados a 500 rs. : na rua da Imperatriz loja do
pavo.
Chitas francezas a 200 rs.
Vende-se chitas francezas muito Boas e largas
fazenda de 360 o covado a 200 rs. por ter um
pequeo toque de mofo, aflaogaodo-ae que sola
logo que seja lavada a primeira vez : na rua da
imperatriz n. 60, loja do pavo.
Cassas com salpico graudo a
200 rs.
Vende se cassas com lpicos graudos e listras
a 200 rs. o covado, fazenda muito nova : na rua
da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Cassas pintadas a 240 rs
Vende-se cassas pintadas muito miudinhos
padres a 240 rs. o covado : na loja da rua da
Imperatriz onde est o pavo.
Sentido ao Pavo.
Vende-se neste estabelecimento um grande e
variado sortimento de fazendas tsnto para ho-
rneas cerno para senhoras, de todas aa fazendas
se do amostras com penhor ou mandam-se le-
var em casa das familias pelos caixeiros da casa,
assim como e respeitavel publico achara todos os
dias uleia este estabelecimento aberto das 6 ho-
ras da maoha as 9 da noile.
Vendem-se potes do approvado remedio
para matar ratos e baratas a lg ; na rua da S r-
zala Nova n. 1.
AVISO
Aos Srs. boticarios
Daqui por diante haver sempre assucar candy
para vender por prego commodo : aa rua dos
Guararapes n. 42, Fra de Portas.
Magalhes & Nendes
teima, nao vende, queima.
Na rua da Imperatriz loja armaxenada de qua-
tro portas n. 56, recebeu novo sortimento de fa-
zendas, a saber : ricos cortes de phanlasia com 3
babados a g, ditos de cambraia de seda a 5(, di-
tos de cambraia braneos e de coresde 2, 3, 4, 5 e
6 babados a 3| e 31*00, ditos de tarlatana de S
babados a 2(500, pegas de algodozinho a 2(500,
3( e 3(500, dilaa de raadapolo a 3(500 48000 e
4(500. todas ss fazendas em perfeite estado.
Attenco s inacaes.
Vendem-se mages muito perfeitas chegadas
pelo ultimo vapor, declara-se que a porgo
pequea; na rua da Senzala Nora a. i.
Cemento inglez
para soldar vidros, louga, brro o pedra, etc., o
qual resiste a todo o trado por mala forgoso
que taja at ao uso d'agua quente j prego de ca-
da tidro 1( : nico deposito, aa laja de fazendas
de R. C. Leite & Irmaos, rna da imperatriz nu-
mero 12.
Velas de espermacete da es-
trella, muito superiores.
Na rua do Imperador n. 95, vende-se em por-
go e a realho.
Cestinhas de Hamburgo.
S oa loja d'aguia de ouro, rua do Cabug n.
1 B, quem receban un completo sortNMblo de
lindas cestinhas de todos os tamanhof ffoprias
para meoints Je escola, assim como maiores com
lampa proprias para compras, batatos proprios
para costura,ditos proprios' para faqueiros, ditos
muito bonitos paro brinquedos de meninos, di-
tos maracas piotadinhes que se vendem per pre-
gos muito baratos-
Enfeites riquissimos.
Vendem-se ricos enfeites de retroz, sao os me-
lhores e mais modernos que ha no mercado, pele
Hrsliasimo prego de8(: na rua do Queimado
i). 22, na loja da boa fe.
Nova peehneha.
Pegas de cambraia lisa fina c,m 7 1|2 8 e 9
jardas a 2(500. 3( e 3(500, chita larga franceza
a200220rs. o covado: na rua lo Queimado
o. 44.
Transelins grossos d re-
troz para relogios.
Vendem-se a 500 rs. cada um na rua do Quei-
mado, loja d'aguia branca, o. 16..
Cera de carnauba.
A dinheiro.
Vende-se urna pequea porgo de cera de car
nauba muito boa, que se acha depositada noar-
mazem da Gompanhia Pernambucana commo-
do prego.
airara
para vestidos de senhora e
roupinhas de criancas.
Na loja d'aguia branca se encontra um bello
sortimento de franjas de seda, la e linho, bran-
cas e do cores, proprias para enfeites de vestidos,
assim como urna diversidade de galo de seda e
linho, brancos e de cores, abertos e fachados, lar-
gos e estreitos at o mais que possivel, traogas
tambem de seda, la e linho, de dilerentes qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar em taes cousas : por isso quem precisar
de taes objectos', dirigir-se a dita loja d'aguia
branca, oa rua do Queimado o. 16, quesera bem
Aloja dabandeira
[Nova loja de funileiro da
rua da Cruz do Recife
%
s
Em casa de Adamson, Howle & C, rua do
Trapiche Novo o. 42, vende-se :
Rolhas de cortiga floissimas.
Lona e flele.
Fio de vela.
Superiores tintas de todas ss cores.
Sellins, silhes, e arreior para carro ou cabriolet
No Hospicio n. 10, sitio protrmo a acade-
mia, vende-SB leite purb das 6 s8 horas da ma-
cha, a 400 re- a garrafa.
Nova retuesta de maques
Mafilea
Maces
11 caes
Mages
vendem-se aos centes e a relalho, e em caixas,
na rua eslaeila do Rosario n. 11, deposito de So-
dr & C.
Quadros de mol-
dura dourada,
Lindos quadros j feitos de moldura dourada,
proprios para retratos e estampas, pelo diminuto
prego de5( cadaum ; na loja da Victoria, na
rua do Queimado n 75, juntoa loja de cera.
Gravatinhas de
Troco para senhroas.
Lindas gravatinhas de froeo para senhora, pelo
barato prego de 1$500 cada ama '. na loja da
Victoria, na rua do Queimado n. 75, junto a leja
de cera.
Benitos toucado-
res de armaijo e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
A loja d'aguia branca acaba de receber mui
bonitos toucadores de armage preta, torneada,
e gaveia com embutidos e machetados que os
torna m mui elegantes, os quaes servem exceden-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de detraz, e derapazessoltei-
ros, e pelos pregos de 8, 9 e 10(, sao baratsi-
mos na verdade, e quem os vir na rua do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16, se agradar, e
iofalliveimenle comprar.
Espelhos para
salas.
Ricos espelhos de moldura dourada com mui-
to boas vidros para ornamentos de salas, de va-
rios lamanhos e preges : na loja da Victoria, na
rua do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Lindas eaixinkas
com necessarios para costura
Acaba de chegar para a loja d'aguia branca mui
lindas caiiiohas matizadas,com espelho, tesoura,
caivete, agulhela, agulheiro, dedal e pooteiro,
tudo praliado e de apurado gosto, emfim urna
caixioha excellente para um presente, e meemo
para qualquer senhora a possuir, e vendem-se a
10( e 12( : na \ota d'aguia branca, rua do Quei-
mado n. 16.
^
Pegas da fita de lioho braacaa e da co-
res a
j Bom e assim barato ^
niogaeai deia de comprar urna pasta pare pa- Grota de pepas de ago muito finas a
acha-se Francos da plata par limpar
, pe por 1*100. Na loja d'aguia branca
umaporgao de boas e perfeitas pastas para pa-
pel com calendario perpetuo, e ndice daa featas
mudareis, pelo que ae tornara de rauita utili-
dade, e o pequeo prego de i|000 eada urna
convida a aproreitar-se da occtso em que se
eato alias vendendo por metade do que sem-
pre custuram ; assim dirijaa-se a rua do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16, que ser
bem servido.
Gravatinhas de raiz de
coral,
o melhor que possivel. Vende-se mui bonitas
gravatinhas de raz de coral eom doas e tres
rollase lagos as ponas, sendo ellas bastante
compridas, avista do que sao Daraflssimas
2(500 e 3(000: assim bom e barato s na toja
d'aguia branca, rua do Queimado n. 14.
Saias de cordo.
Superiores saias de cordo a 3(, 3(500 e 49,
ditas alcoxoadas muito superiores a 5( ; na rua
do Queimado n. 22, loja da boa f.
Vende-se um cabriolet novo : na rua Nova
o. 59.
Vende-se arroz pilado em saccas, muito
superior, viodo da provincia do Alagoas, por pre-
co commodo: a tratar na travesad do arsenai de
Kuerra d. 1 a 3,
Manteiga inglez a a 800 rs. e
960, f-anceza a 640, queijos
do vapor a 1,900 rs.
Cha mnilo bom a 29700, caf lavado a 260 e
200 rs arroz a 100 rs., toneinho a 320, esper-
macete a 720, bolachiBha a 3$ a barrica, em li-
bras a 160 rs., tabo massa a 200 rs. e 160, ce-
bolas a I9J8O o cento, azeite de carraplo a 440:
no armazem da estrella, largo do Paraizo n. 14.
Bales de cordo.
Chegaram a loja da roa da Gadeia, esquina da
rua da Madre de Doos, os ecodomicos baldes de
cordo, que se vendem pelo barato preco de 3(
cada um.
Attenco.
*
Vende-se urna casa sita na villa da Escada,
muito propria para negocio por ser no pateo da'
feira : os pretendentesdirijam-se a mesma villa,
no pateo da feira, rua da Cadeia, que achara com
quem tratar.
40
500
400
640
11600
500
40
120
240
120
400
4(000
320
120
1(500
100
s
numero 37.
Minoel Jos da Fooseca participa a
todos os seus freguezes tanto da praga
cmodo malo, e juntamente o respeita-
vel publico, que tomou a deliberago de
ba1xfo prego de tolas assuas obras, por
cujo motive tem para vender um grande
sortimento de bahs e bacas, tudo de
differenteslamanhos e de diversas cores
am pinturas, e juntameute um grande
sortimento de diversas obras, conteodo
baoheiros e gamelas grandes 6 pequeas,
machinas para caf e camas de vento, o
que permite vender mais barato possivel,
como seja bahs grandes a 49 e peque-
nos a 600 rs., bacias grandes a 5( e pe-
queas a 800 rs,.cocos a 1( a duzia. Re-
eebe-sa um o/ficial da mesma ofilcina
para trabalhar.
ESTINO
DE
Jos Dias Brandal),
5Rua da Lingueta ~5
O novo destino torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga ingleza a lg a libra,
dita franceza a 700 rs.. cha preto a 1(400, dss-
sas a 560, conservas inglezas e portuguezas a
700 rs., alelria, talharim e macarro a 400 rs. a
tibra, toucioho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de porco refinada a 480 rs latas com petze de
postas a 1(400, cerveja branea a 500 rs. a gar-
rafa e 50 a duzia,dita preta a 600 rs. a garrafa e
6(800 a duzia, tanto em garrafas como em meias,
ervilhas francezas e portuguezas a 720 rs. a lata,
spermacete de 4, 5 e 6 em libra por prego mui-
to em eonla, vinho do Porto engarrafado fino
(velho) a 1$500 rs., vinho de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. a gar-
rafa, e outros muitos gneros que esousado
menciona-Ios, que do contrario se tornava enfa-
donho aos fregueses [Dinheiro i vista.)
Machinas para descarocar al-
godo.
N. O. BIEBER & C. SUCCESSORES, rua da Grnz
n. 4, participam aos agricultores do Algodo
que elles acabam de receber MACHINAS PA-
RA. DESCAROCAR E LIMPAR O ALGODO'.
Estas machinas leem as seguinles vantagens:
descarogam com urna rapidez incrivel, nao
quebram a sement era eorte o fio do algo-
do, e iimpam-o de toda e qualquer impu-
reza, augmentando assim o valor considera-
velmente. A machina mui fcil a manejar,
e s a rapidez com que descoroga vale fazer-se
a despeza da compra.
Instrumentos para agricul-
tura-
MACHINAS PARA DESCARGAR O MILHO, tra-
balham com urna pessoa e descarojam as es-
pigas instantneamente sem qnebrar o milho.
MACHINAS PARA CORTAR CAPIM ; cortara
com presteza o capim em tamapho de urna
pollegada e teem a vantagem de nao deixsr
retrago.
FACAS feilas exoressamente para cortar cana.
ARADOS, GRADES, BOMBAS para regar capim,
norias, etc., etc., bombas para cacimas.
Grande
Pechincha.
Sedinhas de quadros de todas as cores muito
encorpadas corado 720 rs., chitas francesas a 220,
240, 260 e 28Qjjf o covado. pegas de cambraia
brancas finas nfSOO, 3f e 3(500, pegas de ma-
dapolo francez enfestado a 3(, ditas de bretanha
franceza enfestada a 4$ e 5g, pega a de entremeio
e tiras bordadas a 19, saia balo de 20 a 40 ar-
cos a 3( e 3f500, as mais modernas que ha, cor-
les de cambraia de sil picos a 2|: na rua da
Imperatriz loja de4 portean. 56, da Magalhes &
Mandes.
Nova pechiiich
Corlea de cambraia braaco de lpicos o bor-
dados com 8 meia varas pelo diminuto prego
de 4( o edrte : na rua do Crespo n. 20 B, lojade
Adriano & Castro.
Vende-se a gorda carne do serto a 320
Ubi* ; na ruada Senzah Nora n, 1,
Fslojos para barba.
Ricos estojos cok espelhos e repartimeotos
para os necessarios de barba, pelos pregos de 2(,
3, 4 e 5( cada am : na loja da Victoria, na rna
do Queimado o. 75, junto a loja de cera.
Lencos para rap.'
Vendem-se lengos finissimos de linho proprios
para os tabaquistas por serem de cores escurase
fizas, pelo baralissimo prego de 69 a duzia ; na
rna do Queimado n. 22, na bemeonhecida loja da
boa f.
Vende-se um cabriolet novo : na rua Nova
numero 59.
Lencos de cam-
braia com padroes de se-
da a 2#500 a peca.
Na loja d'aguia branca tambem se vende mui
bonitos e finos lengos de cambraia imitando seda,
isso pelo baralissimo prego de 29501) a pega de
10 lengos. E' essa urna das pechinchas que custa
apparecer, e quando assim approveitr-se da
eccasio, porque elles servem tanto para algibei-
ra como para meninos, e quem os vir na loja
d'aguia branca, oa rua do Queimado n. 16, ter
vontade de comprar mais de urna pega, tal a
bondade delles.
Ruada Senzala Nova n.42
Vende-se em casada S. P Joans ton & C.
sellinsa silhesnglezes.candeeirosecastigase
bronzeados.'onas aglezes, fio devala,chicote
paracirros, amontan,irreiospar carro de
um ious cvalos rslogiosda ouro patenta
"*! 2.500 o covado.
Damasco de seda boa fazenda, encarnado, edr
de canna e branco.
Manteletes de fil preto enfeitados com bico a 53.
Damasco de la cora 6 palmos de largura cova-
do a 19500.
Chales de merino bordados a velludo superior
fazenda a 85.
Corles de casemira de cor a 3J500.
Setim Maeo superior a 2$500.
Casemira preta setim superior a 2J50O.
Pegas de indiana fioissima com 10 varas a 8$.
Na rua do Crespo loja n. 10.
Vende-se em casa de Adamson, flowie &
C, rna do Trapiche Novo n. 42, biscoitos inglezes
sortidos, em pequeas latas.
Tachas e moendas
Braga Filho & C. tem serapre ao seu depo-
sito da rua da Moeda n 3 A, um grandesor-
mento da tachas a moendas para engenho de
muito acreditado fabricante Edwin Maw atra-
a r uo meimo deposito ou na rua do Trapicho
n. 4.
Seceos e molhados
No antigo estabelecimento de seceos e molha-
dos do paleo do Carmo, esquina da rua de Hor-
tas n. 2, cootinua-se a vender tolos os gneros
o mais em conta possivel, a saber; assucar bran-
co fino a 140 rs., baixo a 120, mascavado a 160
rs., refinado fino a 160, baixo a 140, crystalisado
a 220, caf a 200, 240 e 280, dito moido a 400 rs.-,
pimenta da India a 440, cravo a 800 rs.. herva-
doce a 560, cominhoa 1|. alfazema a 320, aba a
13800. dito muito fino a 39, preto a 19800, bola-
chinhas e aequilhos de todas ss qualidades a 300
rs., ingles* a 320, passas a 500 rs., toneinho a
400rs.,gomma bem alva a 120, farinha do Mara-
nhoa 140, alpiala a 200 rs., queijo suisse muito
fino a 480, dito de prato a 640, dito flamengo a
299OO, ehouricas a 600 re., paios a 280 am, man-
teiga ingleza a 800 rs. e 060, muito fina a 19300,
franceza a 640 e 720, banha bem alva a 480, vi-
nho a 400, 480, 560 e 640, branco a 560 a garrafa,
e em caadas se vende por menos, engarrafado
legitimo do Porto a I96OO, 1S4O0, 19200 e t100,
Pigueira a 800 rs espermacete a 800 rs., velas
de carnauba a 440, e 480 finas, arroz a 120 e 140
muito fino, azeite doce a 720, alelria, macarro e
talharim a 560, cartas para jogar a 320, palitos do
gaz, groza a 29600, urna dasia 240, caixinha a 30
rs graxa em latas, duzia a 1#200, ama lata 120
rs., doce de geiaba, calxoee de 4 libras a 29200,
emfim tado se vende barato, fatlnhas com sardi-
nhas de Bastes a 460.
Vendo-se para mais de 50 rolas denomina-
das hamburguezas ; na rna de S. Francisco como
quem vai para a rna Bella, sobrado n. 10; dando
e mais em conta a quem comprar todas.
31 Rua Direita 31.
Chegaram os lo desojados vidros para vidra-
gas, em caixas.
Vende-se urna planlagao de capim em esta-
do de se cortar, perto desta cidade, a margem do
rio Capibaribe: a tratar na rua do Crespo n. 25 A.
Superiores organ-
dys.
Na lujo da boa f, na rua do Queimado n. 22,
vende-se finissimo orgaodys de muito lindos pa-
dres, pelo baralissimo prego de 720 rs. a vara,
fazenda de 19200, e.quem nao andar muitode-
pressa ficar sem a pechincha ; oa rua do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Vestidos brancos
bordados*
Anda restam algons cortes de vestidos brancos
bordados que contiouam-se a vender pelo bara-
lissimo prego de 59, com 2 e 3 babados, de gra-
ga : na rua do Queimado n. 22, na bem conheci-
da loja da boa fe.
Arados americano se machina
par a lavar roupa :em casa deS.P Joa
nhston & C. rua dais tzala n.*2.
Cheguem ao barato.
O Preguiga est queimando, em sua loja na
rua do Queimado n. 2. *
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a 29
easemira escura enfestada propria para calsa,
collete e palitos a 960 rs, o covado, cambraia
organJiz de muito bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito na a 39, 49 o 69
a pega, dita tapada, com 10 varas a 555 e 6g a
pega, chitas largas de modernos e escolhidos pa-
dres a 240, 260 e 280 rs. o covado, requissi-
mos challes de merino estampados a 79 e 89
ditos bordados com duas palmas, fazenda muilo
delicada a 99 cada um, ditos com urna s palma
muilo finos a 89500 rs., ditos lizos com franja
de seda a 59, lencos de cassa com barra a
100,120 e 160 rs. cada um, meias muito Gnas
para senhora a 49 a duzia, ditas de boa qualida-
de a 39 a 39500 rs. a duzia, chitas francezas
de ricos desenhos para coberta a 280 rs. o cova-
do, chjtas escuras inglezas a 59900 rs. a pe;a,
e a 160 rs. o covado, brim branco de puro linho
a 19, 19200 e 19600 rs. a vara, dito preto
muilo encorpado a 19500 rs. a vara, brilhantina
azul a 400 rs. o covado, apalea de differentes
cores a 39600 rs. o covado, easemiras prelas fi-
nas a 29500, 30 e 39500 rs. o covado, cam-
braia preta e de salpicas a 500 rs. a vara, e oa-
tas muitas fazendas que se far patente ao com-
prador e de todas se daro amostra com penhor.
Vendem-se quatro tachos de cobre proprios
de refloago, todos ou avulso: na roa dos Guara-
rapes o. 42.
ntremelos bordados.
Vende-se a I96OO e a 29 a pega de ntremelos
muito finos e ricamente bordados ; na rua do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Uval sem segundo.
Na rus do Queimado n. 55. loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos pregos abaixo declarados pa-
ra apurar diaheiro, pois o qua muito precisa,
garante lodo perfeito, pois o prego admira ;
Linha do gaz superior para marcar, no-
velo a 40
Dita do gaz brancas e de cores, novelo a 30
Dita de carretel muito boa, carretel a 30
Nvelos de lioha do gaz brancas a 10 e 20
Carreteis com lioha preta muito gran-
des a 160
Varas de franja del muito bonita a 100
Pegas de tranga de l muito bonitas
com 10 varas 1 200
Pares de meias cruas para menino a 200*
Ditos ditos de cores todos os lamanhos a 160
Ditos de cores para menina* a 190
Duzia de meias cruas para homem a S9400
Carles de linha Pedro V com 200 jar-
das a 80
Caixas com tisses para aeender charu-
tos a 40
Caixas com phosphoros de seguranza a 160
Dutia de phosphoros do gaz a 240
Filas para eafiar vestidos maito gran-
des a 80
Fraseos d'agua de colonia muito supe-
rior a 400
Ditos com cheiroi multo Bao a 500
Duzia de meisa para senhora o melhor
que ha a 89000
Pegas de trancinha de lia sarlida a 50
Saboneles superiores e muito grande a 180
Groza de botos de osso para caiga sendo
pequeo a t20
Dita de ditos grandes a 240
Trtfmoia de Paito superiores vara* a
too, tat too
denieta
Copos coto banha multa boa a
Espelhos decolumaas madeira branca a
Carleiras para guardar dinheiro
Malejos para meninos a
nralfio aortuguez
Varas de franja para cortinados a
Grozs da botoes de leu;* branCos t
Tesouras muilo fines para unhss e Cos-
tura a
Caita d charutos de Harana muito su-
periores a
Carta muito finas para voltereta o ba-
ralho a 240 e
Vara de bico largura de 3 dedo a
Garrafas com agua celeste para eheiro a
Rialejoscom 2 rotes para meninos a
Rua do Oueimatto n. 10,
loja de i portas
de F erra a .$> Maia,
vende m-ae barato as seguinles fazenda, para li-
quidar.
Corles de casemira fino de cor a 39500 e 49.
Ditos de dita ditos de cor preta a 59 e 69.
Ditos de brim de por l a l#GO0 s 2a.
Panno prelo, azul, verde e cor de esf, covado
a 35000.
Cortes de superior velludo de cor a 4$ e 59000,
Manteletes de fil preto bordado a 49.
Visitas de seda abarlas a fil a 49
Mantas de dita ditas'a fil a 49 e 59.
Riquissimos corte de seda a 80, 90 e 100$.
Dito dito de dita a 15, 20 e 259.
Chales com palma de seda a 29 e 29500.
Cortes de cambraia bordada a I98OO.
Lencos bordados com bico, duzia a 19500 e 59.
Chales detouquim a 15 e 309.
Ditos de merino bordado a 4, 5 e 69.
Chitas francezas, qaalidade superior, corada
a 240 r.
Dita inglezas, core fixas, covado 160 rs.
Lengos de seda da India a 19.
Cambraias lisas muito Gnaa, com 8 varas a pe-
ga 39500 e 49.
Gazaveques e espiabas de fusto branco a 89 o
99OOO.
Meias de algodo cr superior fazenda a 4#.
Chapeos a GaribaWi a 14 e 15.
Enfeites e chapeos travista a 9,10 e 129.
Herneslina, riquisaima fazenda para vestido
de senhora, covado a 400 e 500 rs.
Ambrosina, idem idem, covado a 500 rs.
Mimos do co, covado a 500 rs.
Sedinhas do quadros, covado a 700, 800,900 e
19000.
Manguitos de cambraia bordados, um 500rs.
Gollinhas idem, urna 320 rs.
Superiores espartilhos para senhora ilL ,
Brim branco de lioho, vara a 700, 800 e 15-
Pechincha
Tasso Irmos acabam de receber nova porgo
"de chicotes inglezes para carro, cabriolet, mon-
taa e caga. Os Srs. donos de cocheiras teem
boa occasio de supprirem-se de bons e baratos
chicotes.
Trapiche
Bardo do Lirramenlo
Largo da assembla n. 15.
Ha continuamente para vender, neste novo es-
tabelecimento o seguate :
Cera de carnauba em porgdes ou a relalho,
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em caixinhas de 1 arroba a 4.
Barricas com sebo do Rio Grande em porces
ou. s retalbo.
Velas de carnauba para em caixinhas de 1 a 2
arrobas.
Meios de sola, differentes qualidades, em por-
ges ou a retalho.
Couriohos curtidos.
Farinha de mandioca por 19500 o sacco.
l'arello em saceos grandes por 39800 o sacco.
Feijo de corda
no armazem de Tasso Irmos, rua do Amorim
n.35.
Hay mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Carissa viu-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto s o r t i -
ment das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
m e1h ora dos
com novos
a perla i coa-
mentos, fszendo pesponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado exprs smente para aa mesmas ma-
chinas.
iafMiMfc-fi!Mt*3S!6- MSOMOKl*
a33 wmrw wwrw wmm vaii wwm WCT wW!% WaWJt'PS
Encyclo-
pedica
.Loja de fazendas
[Rua do Crespo numero 17.
DE
Guimares A Villar.
Para acabar com certas fazendas ven-
demos baratissimos:
Chapelinas de seda de riquissimos gostos
a 129 cada ama.
Ditos de palha de Italia a 289.
Gollinhas e manguito de punho de su-
perior qualidade a 89.
Casias de cores fixas e delicados padroes
a 280 rs. o covado.
Sedas, cambraias, cassas, chitas e tudo
quanto pertence para adornos de se-
nhora por baratissimos pregos.
Calgado Mell de 2 solas e sola fina.
Para homens.
Grande sortimento de roupas feilas o
chapeos de todas as qualidades.
Objectos de gosto para
casamentas.
A loja d'aguia branea acaba da receber do toa
encommends um completo sortimento de oajec-
tes de gosto, proprioa para caaaataatas, oendo
finas luvas de pellica enfeitada para ooiva, de-
licadas capellas eom i a 2 caitos para o peito,
caitos brancos de dore raai fina, bonita filas
brancas lavrads para lagos, ditas muilo estrellas
para enfeites de vestidos, franja do seda o tron-
cas brancas para mesmo fin, meiee braacaa
de seda, fazenda muito boa, bonita ligan de
dita (Un bem 4a pasa menina) grvalas bran-
ca dosedae chamalote para oaivaa, em fian
urna varieos de da objecto* eacolbida ao melhor
ffOto, 00 mdls moderna, toda proprios para
calamentos: na tua do Quotasad, loja d acnia
branca, n. 16.
/
/'
Yenda- smeasa dotoJanston Patr dr C,
rom doVijario n. 3 hallo fortunen* da
rnlnrrin itnnirm.patanlu iMia. do na domais
afamados fabricante d Liverpool; usabam
J vnmdado do bonito iwncoiin por a
----------------^rr
-i-.


Facas e garita,
Maiio boas facas e garios para o diario de urna
casa a 99600 a duzia de lalberc: na loja da Vic-
toria, na ra do Queimado a. 75, junto loja de
cera.
Caixas para joias.
Lindas caixiobaa pora guardar joias, pelos pre-
sos baratos de 400, 600, 800, 19 e tf cada urna '
na leja do Victoria, na ra do Queimado n. 75:
junto a loja de cera.
A.tteno.
a ra do Trapichen. 46, emeasa diKorn
Rooker nbaa.de crese branca em car retis do melhor
abricantedelaglaterra.aa quaes erunden por
precos muirazoaveia
DUW9 W MMAM1QO). QUlTA FtjaA 4 0| flUMW&N uei.
daco de certas!
| fazendas finas.
RA. DO CRESPO N. 17.
Riquissimas chapeliuM de eeda para
W aenhoras, de diversas corea a 12J.
Casaas de cores bonitos padroes a 240
9 rs. o corado.
Cassas e organdys de corea a 180 rs. o
covado.
Chitas de todas as qualidadea e precos.
Muitisaimas fazendas finas que se ven-
dem por presos baratiaaimoa para liqui- 9
dar, do-se amostra daa fazendas. Sj>
f **9
Potassa da Rnssia e cal de
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
para cantas e Yacturas, papel mata-borro; ven-
de-se na loja d'aguia branca, ra do Queimado
numero 16.
[ttttttttttie m ees
Na ra da Cruz
KfiW MMtfiKK
n.TO, cata de ]
Ralktnann Irmioi &C, tem ex-
posto un completo sortimento 1
de amostra de objectos de bor- ]
racha, proprio para machinas de 1
engenhos, sendo correias para j
transmittir mov ment, canudos 8
de borracha (Je qualquer com- j
prmento e groisura, pannos de 1
borracha, rodetas de dita, so- ]
bre ditos artigos tomam-se en- J
commendas. Q
A2$ o corte
de cal^a de meiaa caaemiraa escuras de urna s6
na ra do Queimado n. 22, na loja da
I
f.
No beoa conhecido e acreditado deposito da na
da Cadeia do Recife n. 1, ha para rendar a rer-
dadeira potassa da Russla, nor-a e de superior
qaalidade, aasim como tambem cal rirgem em
podra ; tudo por prego* mais barato* do que em
outri qualquer parte.
JTUNDICJLOLOW-MORi!
Ra daSenzalla Nova b.42,
Nesta stabelacirnanto contina ahaverua
completo sortimentodemoendasemeias moen-
d*s Jra ^ngenho,achinas de vapor etaixas
le ferro balido e coado,de todos ostamanhos
pira dito,
O torrador!
2.3 letargo do Te^o 13
Quem duridar reoha rer; manteiga Ingleza
perfeitamerjte flor a 19 a libra, frsnceza a 640 e
a 680 a libra, batatas muito coras a 80 rs. a libra
assim como se torra massas mnito finas para sepa
a 440 ris a libra e ontros mullos gneros perten-
centes molhados, (a dinheiro vista.)
Loja das seis portas em
Frente do Livrameno.
Roupa feita para acatar,
Paletots de panno preto a 229, (azenda fla
caigas de casemira pretas e de cores, ditas e
brim de ganga, ditas de brim brauco, pateftati
de bramante a 49, ditos de fusto de corea a 43
ditos de estamenlia a 4$, ditos de brim pardo a'
39, ditos de alpaca preta saccoa e sobrecasacos
dolletea de velludo pretos e de eores, ditca de
corgurao de seda, grvalas de linho as mata mo-
bernas a 200 rs. cada urna, collarinboe de linho
gauliimamoda, todas estas fazendas se rende
parato para acabar; a loja est aberta daa 6 ho-
ras da manhaa at as 9 da noiie.
SABAO.
Joaqulm Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desla praca o oade fra, que tem
exposto renda sabio de sua fabrica den o minad a
Reciteno armazem dosSrs. Trarassos Jnior
& C, na ra do Amorim n.58; maesa amarella,
castanha, preta e outras qualidadea por menor
preco que de outras fabricas. No mesmo arma-
bem tem feito oseu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composicao.
Luvas de pellica.
Noto sortimento de loras de pellica chegadas
no raporinglez para aloja d'aguia branca, na
ra do Queimado n. 16.
Lnvasde Joiivd.
Continua-se a vender as superiores luvas de
pellica de Jouvio, taoto para homem como para
senbora ; na roa do Queimado n. 22, na loja da
boa fe.
Aos terceros da
veneravel ordem de S.
Francisco.
J chegou a rerdadeira estamonha de lia, na
loja de 4 portas, rna do Queimado n. 39. e se
apromptam hbitos desta fazenda a 409, e tam-
bem ha de algodo que se apromptam a 28fi cada
nm, e se rende a fazenda por mdico preco.
~~.Vod em"8e afamads cbinellaa do Porto
por 198OO. quem deixar de comprar: na ra da
Senzala Nora n. 1.
Fejao fradinho, saccas com 20 cuias; ven-
de-se na ra das Cruzee n. 24, esquina da tra-
vessa do Ouridor.
Em casa de Ralkmann Irmaos
& C., na ra da Cruz n. 10, exis-
te constantemente um completo &
sortimento de t
Vinhos Bordeaux de todas as &|
qualidades. m
Dito Xerez em barrls. g|
Dito Madeira em barris e caixas. &|
Dito Muscatel em caixas. g|
Dito champanhe em gigos. &
Cognac em barris.
Cerveja branca.
Agua de Seltz. &k
Azeite doce muito fino em caixas.
Alvaiade em barris.
Cevadinha em garrafees.
Vende-se urna boa armaco de asaarello,
toda envernisada, que serr para qualquer esta-
belecimeoto, e por prego razoarel: na ra 4
Crespo n. 15, loja.
AUenco
Vendem-se caixoes vasios proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a 1 #280:
quem pretender dirjase a esta tipo-
graphia, que alii se dir' quem os tem
para vender.
#ua do Amorim
VENDE-SE:
Milho novo, saccas de 3|4 por 49300.
Dito de meiaidade por 85500.
Dito relho por 39.
Vende-se urna escrava de meia
idade que cosinha, lava e faz todo ser-
vico de urna casa com perfeic&o : na
ra do Fogo n. 43.
gff9filMW-fil8 9ISM3fiKSieSNM9^
Moda ha oe-l
chincha.

8
8
8
S
I
J
2 LoJa de fazendas finas 9
DE
&Martin ho de OliveiraBorges&
Ra da Gadeia do Rerife n. 40. 9
Veddem-se bonitos cortes de vestidos fft
Sde cambraia brancos bordaSos a 308,
ditos dito* de cambraia da Bscocla fina 2
sendo toda a saia e fazenda para corpi- O
^ nho bordado, preto 5QJ.
^*^* flM ***?
rUHACIiBiRTBOLMEO
Rna larga do Rosario n. 36
Rob rAff-icteur.
Plalas de Alleiou.
Pilulas americanas.
Vermfugo iuglez.
Pilulas Holloway.
Ungento Holloirsv.
Vende-se ama escrara crioula boa cosi-
nheirs. de idade 30 annoa: na ra eitreita de
Rosario n. 1.
a 1. V.e2lJe"8.e a ProP'ledade denominada ilhe
do Toco Grande junto a barra de Serihhem, cem
vu ps de coqneiros grandes e 40 noros, com
terreno para so plantar o numero que se quizar-
os pretendentes entendam se no engenbo Gaerra
do Cabo com o aeu proprietario.
Gaz liquido.
Em casado Samuel P. Johnston & C, rea da
Senzala flore o. 42, vendem-se latas com 5rt-
loes de Kerosme.
BREU.
Vendem-se barris eom breu de muito boa qoa-
lUde; na ra da Madre de fieos n. 2.
Chegou a ra do Crespo n. 8
loja de 4 portas, um sortimento
de cassas de cores lixas e lindos
padroes que se vendem a 240 rs.
o covado, da o se amostras com
penhor.
*&ieroMMie-fiiMtettMistttti&3
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro.rua do Cabuga n.|B
rende-sea rerdadeira raiz de coral a 900 rs. 0 o.
Cnixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug D. i
B, chegado de sua propria encommenda muito
lindas eaixinhas de costura com msica 'propria
para mimo, que se vende muito barato.
Vendem se os engeuhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pae*:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
Lencos brancos.
Vendem-se lencos brancos proprios para algi-
beirs, pele baratsimo preco de 2*400 a duzia
na ra do Quemado n. 22, loja da boa f.
Veode-se orne carroga ora para um caral-
lo : na ra Nova n. 59.
Ra do Queimado
n. 19
{ROUPA FEITA AINDAMIS BARATAS.}
SORTIMENTO COMPLETO
fazendas e obras feilasj
HA
LOJA EARMAZEM
iGues I Bast
Ni
Kua do Queimado
*. 4ft, frente amateWa.
Constantemente emosnmgrandeT-
radosortimento desobrecasacaipretas1
de panno e de corea muito fino a 28*,
30g e 359, paletots dos meamos pannos
205,22$ e 24$, ditos saceos pretos des
mesmoa pannos a 14. 16 e 18$, casa-
cas pretasmuitobeni feilas edesuperior
panno a 28J, 80f e 35. sobrecasacas Oe
asemira de core muito finos a 15, 16J
e 18J, ditos saceos das mesmas casemi-
rasalOf, 12 e 14J, cal;a.s pretas de
casemira fina para bomem a 8, I, 10|
e t, ditas decasemira decores a 71,89,
9 e 10, ditas de brimbrancoa muito
fina a 5| o 6, ditas de ditos de cores a
39, 39500, 49 e 49500, ditaa de meia ca-
semira de ricas cores.a 4f e 4|500, rol-
letes pretos de casemira a 59 e69, ditos
de ditos decores a 4J500 e 59, ditos
branco fde seda para casamento ? 5(
ditos de 69,colletes dtbrimbrancoe d
I fusto a 3, 39500 e 49, ditos de cores a
25500 a 3, paletotipretos de merino de
cordo sacco e sobrecaaacoa 7|, 89 e9
eolleteapretosparaluto a 49500 e5'
as pretaa de merino a 450(i e 5, pa-
|Ietots dealpaca preta a 39500 e 4J, ditos
sobrecasaco a 69,79e 8S, muito flnocol-J
lotes de gorgurao desedadecore. boa-fazanda a3800 e4S. colleterde re-
lado de crese pretos 7 e 89, roups
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de corea a 149.15 e 16, ditos de
casemira saccopara os meamos a 69500 e
79,ditos de alpaca preto saceos a 39 o
1-19500, ditos sobrecasacos a 5f, e S9500
I calcas de casemira pretas e decores 869'
1 6$500 e 79, camisas para menino a so
3at dazia, camisas inglezas prega (largas
{* muilosa perior a'32 a duzia par acabar.
Assim como temos urna officina deal-
'siateondmandamos ezecutartodas as
obrascem breridade.
A 2^300
Chales de merino estampados, que em eulr a
tojas se rendem por 49 e 59 na loja da boa f
na ruado Queimado n. 21, vende-se pelo bara-
tissimo prego de 29500.
Acaba de
chegar
novo armaze
eobertos edescobertosr pequeas e grandes, de
onro patente inglez, para homerc na bor da
um dos melhores fabricantcsdeLtverpool.rin-
dos pelo ultimo paquete ingles : em casada
SoDihallllellorC.
Carros e carrocas.
Em casa de N. O. Bieber
A C. successores ra da Cruz
numero A.
Vendem-se carros americanos mui elegantes
e leres para duas e 4 pessoas e recebem-se en-
commendis para cujo fim olles possuem map-
pas com rarioa deseuhos, tambem rendem car-
rocas para condueco de assucaretc.
N. O. Bieber & C, successores, ra da Cruz
o. 4, tem para render relogios para algibeira de
ouro, e prata. *
Grava tas da moda.
Vendem-se grarelinhas eatreitas muito supe-
riores, tanto pretas como de cores, pelo barats-
imo prego de I9 ; na ra do Queimado n. 22,
na loja da boa f,
Bramante de linho mnito
superior.
Vende-se superior tramante de linho eom duas
rarss de largura, pelo baratissimo preco de 240d
a rara : na ra do Queimado n. 22,' na bem co-
nhecida loja da bea f.
Atten^o.
Francisco II ou a Liberdade da Italia, drama
histrico em 5 actos por Francisco Gaudencio
Sabbas da Costa : acha-se renda na Imana
econmica ao p do arco de Santo Antonio, a
ljOOO cada exemplar.
MfM&MMBSl a^AAiaaiMfil^au> ^cu- ^tn^ ^. ^.^ -.
Casemiras a

4.000 o corte, na
loja do Pavo.
Vende-se finusimos cortes de aasemi-
ra entestada de cores pelo diminuto
prec/) de 4# o corte para calcas, assim
como tem das mesmas para vender a
2#400 rs. o corado proprias para pa-
letots, calca e collete, reconrmenda se
muito esta fazenda aos Srs. alfaiates que
costumam a fazer roupa para vender,
porque tao cedo nao achara urna pe-
chincha igual : na ra da Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva
Para quem se quer esta-
belecer.
Vende-se urna padaria montada e prompta a
trabalhar, com casa para morada de (amilia, sita
na ra dos Pires : trata-se com Parete Vianna
& C, ra da Cadeia n. 57.
45
1 Vende-se luvas de
9 cawurga branca e amarella para militar
fj$ a 29 o par: Da loja de Nabuco & C Da
S ra Nora n.2.
Naruado
respo n. 8 A.
LOJA DOS BARATEIROS
i Leandro Miranda.
Vendem-se tres escravos de lindas Oguras
rindos do serto, com idade de 16, 20 e 24 an-
noe : na roa das Cruzes n. 35, segundo andar.
A grande loja de
portas que es-
t queimando.
Na ra da'. Imperatriz loja armazenada de 4
portas n. 56, rende-se ricos eofeites de groxe
para cabera a 49 e 4500, ditos muito ricos a
5S500o65, siias bordadas a 39 e 39500, ricos
sinios com frelas muito rica a 2g500 e 39, no-
ras sedas a 640 rs. o corado, organdys de lindos
gosls a 640 rs. a rara, todas as fazendas se do
amostras ou mandm-se pelos caixeiros da casa.
N. B. recommenda-se muito que por favor quan-
do renha rer qualquer fazenda loja de 4 portas
isto para nao harer engao na loja de Magalhaes
& Meodes.
8
S
%
8
Santos Coelho vende o seguinte :
Cobertas de chita a cbineza a 19600.
Len^es.
Lenes de panno de linho a 19900,39 e 39300.
cortes de phaotazia.
Lindos cortes de phantszla de seda pelo bara-
tissimo preco de 89 esds edrte.
Toalhss de fuslao a 500 rs. cada urna
Cambraia branca de saloicos grandes para res-
udo, sendo cada pega a 5g.
8 800 b** b0rda Sortimento de bales para meninas.
Bramante de linho para lenjes, tendo de lar-
gura 10 palmos, pelo prejo de 2* a rara.
AlgodSo monslro a 480 a vara
Bramante de algodao a I528O a rara.
Cortes de seda de todas as cores, fazenda su-
259000 pre5 Chapeos de sol de seda para meninos
moas,
(apellas brancas paranoira a5f.
Chapeos para senbora.
Hicos chapeos de seda e e reliado para se
nhora, pelo toeralisslmo preco de 15 e 169: na
ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Leite puro.
Na ra do Vigario, deposito n. 6, rende- lei-
te puro a 320 a garrafa, desde as 6 li2 s 9 ho-
ras da maaha.
DE
B4ST0S & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceicao dos Milita-
res n. 47.
Um grande e rariado sortimento de
roupas fei tas, calcados e fazendas e todos
estes se rendem por presos muito modi-
tieadoa como de seu costume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos figurinos a
269,289, 30 e a 359, paletots dos mesmoa
pannos preto a 16, 18g, 209 e a 249,
ditos de casemira de cor mesclado e de
noros padroes a 149.169. 189, 209 e 249,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99. 109.129 9 a 149, ditos pretos pe-
lo diminuto preco de 89, 109, e 12g, di tes
de sarja de seda a sobracasacadoa a 129,
ditos de merino de cordo a 129, ditos
de merino cbioez de apurado gosto a 159,
K dita de alpaca preta a 79. 89. 9 e a 109,
*** ditos saceos pretos a 49. ditos de palna de
seda fazenda muito superior a 49500, di- ,S
a toa de brim pardo e de fustao a 39500, 49 J
|ea 495OO. ditos de fustao branco a 4, M
grande quantidade de calcas de casemira 5
preta e de eores a 79, 89, 9e a 10, ditas 8
pardas a 39 e a 49. ditas de brim de-eeres X
tinas a 28500, 39. 3}500 e a 4g. ditas de H
brim brancos tinas a 49500, 5$, 59500 eiS
69, ditas de brim lona a 59 e a 6fi, eolle tes l
de gorgurao preto ede cores a 5fl e a 6g, o
ditos de casemira de cor e pretos a 44500 jf
e a 59, ditos de fustao branco e de brim m
a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 4f. fg
M ditos de merino para luto a 49 e a 49500, |
g calcas de merino pata luto a 4S5Q0 e a 5g, S
II capas de borracha a 99. Para.meninos U (
V de todos os tamaahos : calcas decasemira 5
m prefa e de cor a 54, 69 e a 79, ditaa ditas U t
B de brim a 2J, 39 e a 39500, paletots sac- Si
I eos de casemira preta iGjei 7, di toa 8
m deeor a 65 e a 1%, ditos de alpaca a 89,
sobrecasacos de panno preto a 129 e a
14*. ditos de alpaca preta a 59, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamaobos, 1
meios ricos rostidos de cambraia feitos M
para meninas de 5 a 8 annos com cinco o
babadosliaesa89ea 12|, ditos de gorgo- gf
rao de cor e de laa a 59 e a 69, ditos da S
brim a39, ditos de cambraia ricamente 5
bordados para baplisados.e muitas outras 1
fazendas e roupas feitas que deixam do S
ser mencionadas pela sua grande quanti- O
dade; assim como recebe-se toda e qual- 9
quer encommenda de roupas para se S
mandar manufacturar e que pora este fim
temos ara completo sortimento de faaen- 1
das de gosto e urna grande oficina deol-
aiate dirigida por um hbil mostr que
pela auapromptidoeperfeicao nadadei-
xa a deaejar. -
Vende-se szendas por menos precos
que em oulra qualquer parte, atsim o
freguez traga dinheiro.
Pe^as de cambraia de salpico muito fi-
na com 8 1|2 varas a 4g.
Chapeos de sol de ssda ingleza 119.
Dito de alpaca de boa qualidade a 4J600.'
Enire-meio de cambraia bordados a J
10400 a peca.
Chales de merino estampado a 5500. S
Dito dito prelo o de cores a 49509?
Saias bordadas a 3g.
Ditas muito ricas a 20$.
Cortes de vestido de cambraia
bordados a 5$, 109 e 129 e muito
a 25g e 9O9.
Enfeites a imperatriz a 29 e outra
muitas qualidadeade 59 a 10$.
Caaaveque de velludo de muito
qualidade a 259.
p Chapeos de seda para senhora a 89.
I Pecas de cambraia lisa 1a India com 6
i 1|2 varase 1 1(2 vera de largura por 10$"
B fazen'a nova.
f Chitas francezas finas a 280 rs. o eo-
vado.
Organdys de noves padras a 800 rs. a
i vsra.
Meias finas inglezas para aenhora du-
[ lia 69.
Dita dita cruas para homem a 59.
tGrande Drtimento de rou-j
pa feita.
Casacas.muito finas a 30$.
Jiobrecasacas muito finas a 249 e 349.
T'aletol sobrecassesdo panno mescla-
do a 20g.
Dito saceos, casemira-de cores a in-
b raneo
ricos a
boa
li gleta a I69.
S Dito de panno preto fino a 179.
o| Dito de panno preto lino saceos a 179,
e de outrao muitas qualidades que se
ff vende barato. ie
Coipleto sortimento de perfumaras ?
inslezas e francezas. W
Charutos de Havaoa e da Babia de 2>
boas qualidadea e baratos.
%
e me-
Baloes para meninas.
Vendem-se balds para meninas, de todos os
tamaitos, de madapollo e de mussulina a 39 e a
4p : nS ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Mantas de retroz para gra-
vatas.
Vendem-se mantas da retroz para gravitas,
tanto pretaa como de cores a 500 rs. : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Meias barassimas.
A 29400 a duzia de pares de meias brancas fl,
as para hornea : m ra de Queimado n. 22
a loja na boa j.
Ricos cortes de vestidos Jaran-
eos bordados.
A' loja da boa f na ra do Queimado n. 22
chegou novo sortimento de ricos cortes de vesti-
dos brancos bordados cem 1 e 3 babados. os quaes
contiouim a er vendidos palo baratissimo preco
de 59 cada corte : os ra do Queimado o. 22 na
su conbcitU loja da boa "
Importante
Aviso
Na loja do;4 portas da ra do Queimado o. 39,
acha-se um grande rmazem com todo o sorti-
mento de roupas feitas, para cujo fim tem mon-
tado urna officina de alaiate, estando encarrega-
do della um perfeito mestre viudo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se Ihe
encommende ; por isso que taz um convito espe-
cial a todas as pessoas com especial idade aos
Illms. Srs. offlciaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fardes com superiores preparo
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinus que de
14 vieran ; alm disso fjz-se mais asaquinbas
para montara, frdelas ou jaquetaa, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudante* de esta-
do maior.e de careliana, quer seja singelos ou
bordados a espequilha de ouro ou prata, tudo ao
osto da Europa, tambem prepara-ae becas para
esembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylode Coimbra sndese fazem as melhores
Jsnhecidas at boje, assim como tem muito rices
esenhos a matiz de todas as coces proprios para
faldamento de pageos ou criadas de libr que se
far pelo gosto a franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para .meninos jaquetaa a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiancando
Sue por tudo ae fica.ieaponaavel como seja boas
zendas, bem feito e hom corte, nao se (alta no
dia que se promelter, segundo o syslema d'oode
veio o mestre. pois espera a honrosa visita dos
dignos senhores visto aue nada perdem om ea-
perimentar.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. IB,
recebeu um completo sortimento de goUiebas'de
missange, sendo de todas ascores
Em casa de Mills, Lalham & C, na
ra da Cadeia do Recife n. 52, vende-se
Tinta preparada a oleo de zinco e chum-
bo em latas.
Ancoras e orrentes de ferro.
Tijolos para limpar facas.
Algodozinho grosso para saceos.
Linha de algodSo em nvelos.
Vioho do Porto engarrafado de muito
superior qualidade.
Dito de Lisboa em barris de 5o.
Dito champagne de boa qualidade.
Arroz da India.
Sulfato de ferro.
Oleo de linbaca.
Azarcao.
Salitre.
REMEDIO INCOMPARAVEi
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nacSes
podera testemunhar as virtudes deste remedio
incomparavele provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu < raembroi in teiraraente saos depois de havar em-
pregado intilmente outrostratamentos. Cada
pessoa poder-se-ba convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leilura dos peridicos, quelh'as
relatam todos os dias ha mu i tos annos; e a
maior parte dellas sao tao sor prndenles que
admiram os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois dedar
permanecido longo lempo nos hospitaes, o sM
deviam soffrer a amputadlo 1 Dellas ha mui-
cas quehavendo deixado esses, asylos depade-
tiraentos, parase nao submeterem a essa ope-
racao dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desseprecioso remedio. Al-
gnmas das taes pessoa ns enfnsao de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afimde maisautenticarem sua afirma-
tiva.
Ninguem desesperara do estado de saude st
tivessebastante confianza para encinar este re-
medio constantementeseguindo algom tempo (i
tratamento que necesslasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar i neo n testa vel man te.
-Que tudo cara.
O ungento be til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
45 Ra Direita
Magnifico sortimento.
tJn^VI*C0n,Jece'eDte e prazenteiro com os
freguezes que Ihe trazem dinheiro, o propriela-
&tEXS cslabe,imento' continua a .{-
ZlrLl pub,JC0- Pr P^os mdicos e sempre
lVll.LT de U,r0', ,eu bel> 'ortimento
de calcado francez mglez e brasileiro e vejam :
Homem.
Roriegulns Vctor Emmanuel.
couro de poree. '.
lordPalmerston(bezerro' '.
diversos fabricantes (lustre)
> JohoRossell. ....
Sspatdes Naotes (batera inteira).
patente......' *
Sapatos tranca (portuguezes)'. '; '. '.
(francezes). *
entrada baixa (sola e viraj. '.
muito chique (urna sola). .
Senhoras.
Berzeguins primor Joly)......3a500
! br.lbsntjna......5s0(!
^aspaalta.......Sgog
31, 32, 33, 34.....4*500
decores 32,33.34. 4c000
Sapatos com salto (Joly)......3|o0o
\ ?i'Dm"m freT,inh.M- 2240
ai, 82. dd e 34 lustre. 1JC0O
h um rico aorlioieuio de couro de lustre be-
cerro francez. marroquim, sola, vaquetas, 'cou-
nnhos. Do, tanas etc., por meaos do que qual-
quer outro pode vender.
Vende-se a taberna do largo de S: Pedro
n.l. com poucos futidos, propria para qualquer
quem pretender, dirija-seo mesma

9
105000
loyooo
99500
99000
89900
5850
5SO0O
2S00O
1*5011
5J5CU
3gOO
principisnte
-i. ''j**M'^^"^apw^aiaawMtMtas^sa^^sjSjBjSfjaaaaaBaast^saf^>t^.M
Escravos fgidos.
._r A.,n?a ?e ?Sha fu8'do "cravo Cosme, cri-
oulo idade de 3a aonos, estatura regular, testa
grande, com falta de denles na frente, csturna
mascar fumo e dado a bebidas, foi o ascravo do
Sr. tenente-coronel Juao Valentim Vilella, tem
officio de pedreiro e carapina. tem sido visto na
Passagem e suas mmediacoes, porm talvez te-
nhaidopara o eogenbo Crauass, sonde tem un
irmaogemeo chamado Damiao, que tambem foi
escravo da sogra do mesmo Sr. Vilella, e vendi-
do para o mesmo engenho, elle muito contie-
ndo ; pelo que roga-se a todas as autoridades
policiaes, capitaes de campo, e a quem mais Ihe
convier.o favor de o prenderem e conduzi-lo ao
seu seohor Antonio Leal de Barros, no seu sitio
na ra de Joao Femsndes-Vieira, junto ao Man-
guinho, que gratiflcar generosamente
Fugio no dia 22 de agosto passado um relo
de nome Ricardo, nsgao Costa, alto, magro tem
uos pannos no rosto, representa ter 40 annos de
idade, levou um bahu velho e alguma roupa tem
sido visto nos arrabaldea desta cidade roga-se
as autoridades policiaesou qualquer pessoa o ao-
prehendam e maodem ra da Cadeia Velha c
la entregar ao abaixo assigoado. que ser pag
todo o seu tjabatho.Jos Gongalves Torres.
No da 22 de julho do correte anno, 'au-
sentou-se.de bordo do vapor Iguarass um
mulato criado de nome Faustino, idafe de ^l a
22 annos pouco mais ou menos, natural da rida-
de da Granja e de propriedade do Sr. Jos Anto-
nio de Barros residente all, cujos sigoaes sao os
seguintes : alio, corpo regular, cor amarellada
cabellos carapiohos, nariz prouorcionado, bocea
grande, belfos grossos, bons denles, mal feito de
ps, anda sempre bem vestido e perneado o u-
pracitado mulato anda pela ra da Aurora inti-
tulsndo-se forro. Roga-se a autoridades policiaes
e capitaes de campo a apprehensao do predito
mulato e leva-lo ao largo da Assembla n 12
2" andar ou em casa do lllm. Sr. commeodador'
Manoel Goncahes da Silva.
-- No dia 19 de Janeiro de 1856 fugio do en-
genho das Matas, comarca do Cabo, um mulato
por nome Jeronymo, idade 30 anoos. bWo, es-
f.odoudu, ^es pequeos e carnudos, os dedos jos
ps curtos, peinas grossas. pouca barba, bom ca-
bello, cor acaoellada. quando falla
mestre sapateiro e carreiro. Da
Alporcas
Gaimbras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos memo ros.
Enfermidades da eus
em geral.
Ditas de anus.
Erupces escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Incbaeoes.
Ioflammacio do figado.
Inflainmaca o da bexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peos.
de olbos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Que imadelas.
Sarna.
Supurares ptridas.
Tinba, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
ulceras na bocea.
do figado.
das arlieulaees.
Veas torcidas ou no-
das as percas.
Vende-se este ungento no estabeleciraento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas enearregadas de sua venda em (oda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocelinha conten
urna instrueco em portuguez para explicar o
modo de fazer aso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pbarmaeeutico, na ra de Cruz n. 92, em
Pernambuco.
Superiores organdys a
720 rs a vara,
Vendem-se finissimos organdys de muito bo-
nitos padroes, pelo baratissimo preco de 720 rs.
a vara, fazenda que sempre se vendeu por
I92OO,assim pois, quem quizer comprar fazenda
Una muito bonita e muito barata chegar ra
do Queimado n. 22, na bem conhecida loja da
boa f.
Relogios baratos.
Na ra Nova n. 21, hagrande porco de relo-
gios follados, dourados e de ouro, patentes e ori-
zonUes, suissos e ingieres, os quaes serlo ven-
didos pelos precos da factura. Cada relogio leva-
r um recibo em que se reaponsabilisa pelo re-
gula ment datante seis mezas.
gagueja,
- prlmeira fgida
que fez foi preso em Caruar, e agora consta in-
dar por all mesmo e pelos sertOes do Teneto
quando fugio levou um poltro rozilbo cabano'
com este ferro CI: quem o apprehender e levar
ao refetido engenho receber 1OO9 de gratifica-
cao. 0 referido mulato intitulase forro, e cons-
ta andsr pelos sertdes com esse titulo
- Desappareceu no dia 13 do correte, de si-
tio de S. Jos do Maoguinho, v escravo crioulo
maior de oO annos, de nome Joaquim cem c
signaes seguintes : cabellos brancos, alto secco
do corpo e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedade do Sr. Manoel Jos Pereirs Pacheco do
Aracaly, d onde veio para aqui fgido : roga-se
a todas as autoridades policiaes e a quem quer
que o encontr de o capturar e entrega-loco
sitio cima citado, ou na ra do Trapiche n. 15
a Jos Teixeira Basto.
-- Achim-se fgidos os escravos Francisco
mulato claro, natural da villa do Ip, provincia
do Cear, fgido em selerobro do anno proxim-
passado, com os signaes seguintes : idade de 35
aunes, altura regular, barbado e cabellos prelos
annellados; e Luiz, cabra, natural do U, fugio
do em marco deste aBno, e com os seguintes sig-
naes : idade 30 annos, altura regular, muilo pou-
ca barba, cheio do corpo, ps grandes, com al-
guna sianoes de bexigas no tost, e muito re-
grista ; suppoe-ae este escravo estar occullo por
pessoa que o proteje. pelo que protesta-se ontra
quem o Uver feito : qualquer pessoa que os ap-
rehender ou delles der noticia a seosenhor Joao
Jos de Carvaiho Moraes Filho, na ra do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13, ser bem recom-
pensada.
Fugio do engeoho Oiteiro de Sebastopol
provincia da Parabtba, no 1. de agosto do cor-
re?]e DD. escrava Maria, crioula, representa
a idade de 40 annos, pouco mais ou menos, com
os signaes seguintes : estacara regular, cheia do
corpo, cor preta, rosto um pouco descarnado
com alguraes marcas de bexigas perceptiveis'
olhos vivos, neriz bem eie, bocea regular, den-
tes perfeitos, e limados os do lado superior ps
seceos, tendo as caleaohares muilo salientes,'tem
n tima das espaduaa um pequeo boto prove-
niente de urna anlig kalriz, a falla descanca-
oa e um pouco cerrada e fanhosa. Andava ve'n-
dendo taboleiro quando evadio-se, de presu-
mir qne estoja acouUda pela capital, ou que se
dingisse para Pernambuco, aonde foi eacrava do
lllm. Sr. capillo Francisco de Paula Cavalcanti
da SHveira, senhor.do eogenhp Bizouro na fre-
guoza de S. Lourenco da Malla. Roga-se as au-
toridades policiaes e capitaes de campo a sua
captura, e qualquer pessoa que a apprehender e
levar a seu senhor, na Parahiba, Cyprieno de
Arrochella Galvio, no supradito engenho. ou em
1 ernambuco na ra da Cadeia no Recife, a Jos
Francisco S Leilao, ser generosamente cati-
ucado.
Escrava fgida.
No dia i dejunho do correte anno fugio do
sitio da viuva de Joao Ferreira dos Santos, na
Passagem da Magdalena, a escrava crioula de
nome Ignez, com fts seguintes signaes : tem 40
annos de idade, evJe estatura regalar, tem cor
rula, aleljada deum dedo da mo esquerda, e
muito regrista ; esta escrava foi propriedade do
seohor do engenhp Poeta ; suppoe-se qee ella
est oeculta*n> alguma casa sob o titelo de forra,
pelo que se protesta contra quem a liver em seu
poder : roga-se as autoridades policiaes e capi-
taes de campo a apprehensao de dita escrava, e
leva-la ao referido sitio, onde receber a paga de
seu trabalho eom generosidade.
No dir2t do correte mez de agosto fugio
desta poveacSo de Apipucos um escravo crioulo
de nome Andr, cujo escravo tem os signaes se-
guintes : baixo, cheio do corpo, pouca barba, ros-
to redondo, tem urna marca vermelha no ldbio
inferior, ps groasos, dedos curtos, j tem tido
cravos nos ps, dos quaes inda tem vestigios en-
teode de carreiar, j oi escravo de um do se-
nhores do engenho Cagsfogo, levou -vestido ca-
misa a ceroula eomprida de algodao, e um pale-
to! pelo velbo, cujo escravo jiertence hoje a
Joio Fjsdcsco do ftego lala, morador na po-
voacio de A pipieos : quem o-prender, leve-o a
*** .... wnh01 I"* ser recompensado de
seo trabalho.



(8)
I1RIO DI UMAMIOCO. QUARTA FURA 4 BE 5ETEMRRO DI 4Mi:
Litteratura.
As tres soberanas crioulas.
Maintenosr, Valid, Joskfma.
(Concluaio).
Brincando um dii com a filha deum fazendei-
ro, que trazia uro vestido de valor:
Francisca, Ibe disse esta, rneu vestido nao
tao bello ?... Tu s muito pobre para ter um
semelhante.
E' verdade, replicou Francisca, porm eu
son nobie e vos nao o sois.
Depois do rdeme calor do dia os canoeiros da
cosli viam a jovem creoula, com seus longos ca-
bellos anadiados, de olhos vivos e brilhantes,
correr pelos coqueiros da praia do Precheur e
ajuutar as conchiorras que Ihe (razia a vaga.
Urna tarie esses marinheiros foram attrahidos
por gritos dolorosos. Descerara de suas canoas,
e encontraran Francisca enlajada pelos aoneis
de urna enorme serpete.
O monstro precipitou-se sobre sua victima das
moutas de espinheiros que gaarneciam a praia.
Os marinheiros livraram esta infeliz, e levararn-
Da desmaiada para casa.
Sua me mui consternada, tratava de faze-la
tornar a si. Constancio d'Aubign lia tranquilla-
mente um voluroe de Plutarco, na pagina mar-
cada pela manba por sua lha.
Para que aligir-se, disse elle a sua mu-
lher com a sua fleugma imperlubarel; Alexan- i
dre, em sua infancia nao esteve a ponto de sor
devorado por urna serpele?.. Pois que Fran- ''
cisca escapou ao meamo pergo porquo a sorte
lite reserva, como Alexandre, a immortalidade 1
A preJicgo, por mais brilhante que fosse,
ainda que renovada dos Macedonios, pouco di-
minuto a affligo da mae, que alm disto linha
pouca f oo propheta Constancio. Porm o fu-
turo justificou-a ; d'Aubign urna nica vezem
sua vida dissera a verdade.
Francisca nada soiTreu pelo susto dos apertos
di serpele. Sju aoine inmortal.
Entretanto a miseria approiimnva-se desta
habitacao. Madame d'Aubign esua lha viram-
se obrigadas a trabalhar no campo para viver.
Francisca, emquaoto nao teve urna corte mais
esplondida, era soberana no sou pateo de ga-
lio has.
Eu nesla pequea corte, dizia ella depois, e
foi por abi que o meu reino comecou
Todas as maohas, com um v'u sobre o rosto
para preservar-lh'o, com um chapu de palha na
cabeca urna varinha na mo, e um cabazinho 'no
brago, ia dar o sustento s gallinhas e patos, e
levar os pers planicie.
Tem-se visto reis despozar pastoras I di-
zia ella os que passavam que riara e zombavam
de sua humilhago.
Contaocio d'Aubign, perseguido pelos credo-
res, solliciira em sua profunda miseria um em-
prego militar. A pobre familia esperava todo os
das a Donaeago. Porm, quando finalmente
chegou o correio, urna manhaa.no limiar da ha-
bitago, adercebeu-se no mesmo instante, o
corpo do infeliz habitante, em urna padiola, e ha-
chado em seu saogue. No meio de suas orgias,
o gentil-homem arruinado, provocara para um
dullo um adversario mais destro que elle, ou
mais feliz ; e foi ferido morlalmenle.
A viuva e a lha deixaram os credores dispula-
rem entre si os restas da successo, e foram pa-
ra Franca.
Ilavia nesse lempo, em Paris, em urna mise-
ravel casa do Marais, um salo, que rivalisava de
espirito com a sociedade elegante escolhiJa do
salao ojanabolet. As maneiras ahi eram menos
polidas, e a lioguagem mais livre.
Pessqas da corte, e de lettras ahi se achavam
emcompanhia de Marin Delorne, Ninon de Len-
chos. Tureune, Boisrabert, Seviogn e Palm,
Hignard, e a Sablire, Scudri, Lebrum, Segrais,
Balsac... achavam-seahiquasisempre em con-
tacto. Da melhor harmona, e alegres convivas.
O prszer, a folis, ceias, para a qual cada um
levava seu pralo, taes eram os gastos destas reu-
oies.
Entre a assembla via-se um bomem de urna
figura groUsca, tornada disforme pela doenga, e
constantemente atormentada pelo soffrimenlo,
porm riodo sempre, e fazendo tir os outros. In-
titulava-se o aleijado, o decano dos doeotes de
Franca, o resumo da miseria humana. Este ho-
meiii era Paulo Scauvu, u auim do Ramunce c-
mico da Eneida mascarada, da Mazarinvada etc.
Entre os corlezos do burlesco Appollo, apre-
sentou-se urna noite um certo commendador de
Poioci, que eslivera, nao ha muito, no mesmo
estado que o aleijado e preso em sua cadeira pe-
la gotla.
Que vejo? exclamou o poeta, com sua voz
estridente, a sombra de Poinci, sem a sombra de
urna muleta I
A sombra nao, replicou o commendador,
porm Poioci em pessoa.
E tua gotla ?.... se verdade que nao s
uaia sombra I
Bagalella 1 respondeu Poioci fazendo sobre
cslcanhares urna volta em semicrculo. Passei o
ocano ioteiramente paralylico e tornel-o a pas-
ear, grabas a Deus, direito como um 7. O clima
da Martinica fez este milagro.
Por Deus, replicou Scarron, nem sempre
fomos sementantes a um Ze, e (vemos :
II Ven souvient Ainon I
II Ven souvient Marin I....
o corpo bem feito em nossa mocidade. Quero
experimentar os climas colooiaes.
Peior ser se o calor dos trpicos nao conse-
guir de gelar-me os membros.
Reuoiam-se nesse lempo companhia numero-
sas para irem s colonias; era moda tomarem-se
acces dessas companbias. Scarron nao semen-
t empregou a quantia de trez mil libras, como
tambero decidio-se a embarcar.
Meu destino, escrevia elle a Sarrazin, con-
duz-me em um mez s Indias occidentses......
Adus, Franca, adeus Paris I adeus tigres dis-
arcadas em anjos I adeus Menage, Sarrazin, Ma-
rigni I Renuncia aos versos burlescos, aos ro-
mances cmicos e s comedias, para ir a um paiz.
FOLHET1M
OBATEDORDEESTRADA
POR
PAULO DUPLESSIS.
SEGUNDA PARTE.
XXXVI
(Continuago)
O Baledor de Estrada fez um gesto de impa-
ciencia, como se julgasse aquella observarlo do
marquez indigna de merecer a sua atleugio, e
dirigtndo-se a ejte, disse :
Urna nica perguata : o que esperaos
fazer ?
O marquez levou bastante tempo sem respon-
der ; afinal assim se exprlmiu :
Sr. Joaquim, s teuho um pezar deixando a
vida, e o de nio ter sabido apreciar-ves mais
cedo. Coa um guia, com um amigo como tos a
minha existencia tavez tivesse sido outra 1 Per-
gunUes-me o que espere fazer ? A minha con-
ducta est tragada pelos acontecimeotos. Quero
vingar-me de Lennox antea de suecumbir. Juro-
vo, Joaquim, que se esse Lennox tivesse um
motivo justo de odio contra, mim, eu respailara
os seus dias : mas nada tem de que aecusar-me,
nada I porque foi elle que me obrigou com os
seus insultos a commetter um acto de violencia
sobre sua pessoa. Para que recusou ento a re-
para gao que Ihe offereci ? Nao quiz eu por ven-
tura conceder-lhe a hoora de um duello ? Afflr-
mo-vos, pois, que ease miseravel carrasco nio
merece contemplagio, nem piedade.
Estas palavras deram ao semblante de Joaquim
urna expresso indefinivel. O marquez senlio um
estremecimento percorrer-lhe o corpo todo.
Em nomedo cu, Joaquim, dizei-me em que
pensaes I exclamou elle com ancosa vivaci-
dade.
Pens n'uma patarra que acabaes de pro-
nunciar, pola so ella seria sufflcieote para con-
vencer-me deque a jostiga deDeusinevitavel,
oo caso de ser eu Uo louco que o davidasse I
A que palavras quereia alludir ?
A' palavra carraKO.
E porque ?
Esse epitheto, que destes a Lennox em aig-
nal de despreso, e urna pura realidade. Lennox
com effeito o carrasco que roa enva a justiga
divina 1___________________.
~(Vide Diario n. 199 '
onde nao haver.... nem invern que me mate,
nem defiuxo que me aleije, nem que me faca
morrer de tome.
Para reflectir melhor. sobre seus projectos de
perigrinago alm-mar, o poeta fez rolar sua ca-
deira para urna j mella esclarecida pelos alegres
! raios do sol nascente.
I Qual fot sua sorpreza percebendo na casa fron-
tera um novo estabelecimenlo que elle airida nao
linha visto I
Sobre o balco, brilhavam aos ralos do sol con-
chinhas as mais variadas, arranjadaa com urna
: symetria delicada.
Na exrornidade da sala eslovam exppstos
yenda sobre urna mesa, nozes de coco e d aca-
j, cachos de palrneira, semenles da America.
Urrta joven, que pareca ter dezeseis annos, bri-
lhante de vivacidade e belleza, adornada de pu-
' dor e innocencia, andava de um lado para oulro,
dispondo os movis e arranjaodo a casa.
.Sem durida ; pensou o poeta esta joven
creoula, e chega das colonias. O acaso pe a
minha porta e ..... Ou antes minha janella as
informacoes que eu desejo. So se trata da lar-
gura de urna ra.
No dia seguinte, inda que o sol eslivesse en-
cuberto, Scarron fez rolar sua eadeira para junto
da janella.
Desss vez toda a admirago foi da parle da jo-
ven ; ella nao se cangavade olhar para esle pe-
queo corcovado, que s lioha livre o movimen-
to da lingua e dos dedos, e que, semelhante a
um macaco vestido, cocava o nariz e as orelhas
com a ponta de urna bengalla. De repente abriu-
se a porta do fuqdo, e Scarron, para cumulo de
seus desejos, viu entrar em casa da interessante
desconhecida, urna de suas maiores amizades,
madama de Neuillant. O meto de conliectmeoto
eslava descoberto.
Urna noite que havia grande reunio na man-
sarda do poela, madema de Nuiullant apreseotou-
Ihe sua linda visinha, que era, talvez o tenhaes
adevinhado, Francisca d'Aubrign.
Francisca, depois de sua volta Franca, per-
der sua mae e tornra-se catholica, grabas a
madama de Neuillant. sua prenla, porm de-
pois de sua converso, seus protectores a aban-
donaran), com a mais cruel mesquinhez.
A mocidade e o embanco da bella indianna,
como chamavam-ua ento, commoveram a todos
e particularmente a Scarron.
Seu velho coracao sensibilisou-se, e urna la-
grima molhou suas palpebras.
Conrersou affectuosamente com a joven, e las-
timo u tantas ragas unidas a tanto infortunio.
Minha lha, disse elle, s tendes a escolher
0 convento ou o casamento.
Queris ser religiosa ? Rimarei para pagar o
vosso dote. Prefers casar-vos ? S vos posso
offerecer a disforme figura que vedes.
A altiva creoula empallideceu etremeu.... Po-
rm preferio aleijado ao convento.
Um mez depois ce' brou-se o casamento, e foi
desle modo que o paralylico fez a sua viagem s
antilhasem companhia da bella indiana.... sem
sahir do Marais.
Scarron estabeleceu da maneira mais simples o
dote da noiva ; dezeseis anuos, quatro luizes de
ouro, dous olhos Iravessos, urna estatura esbelta,
bellas mos, muita peoeiraco e ternura.
Que dote I disseram rindo os assislentes.
Islo a immortalidade ; replicou o poeta.
-O nome de madama Scarron vivera ejeroa-
mente.
Era asegunda ver que se predizia a immorta-
lidade a Francisca d'Aubign.
Madama Scarron foi o anjo da guarda de seu
marido. Ella elevou por sua digoidade o carc-
ter e o moral do pobre poeta, deu-Ihe as mais
honrosas relaces, e iraosformou a miseravel ca-
sinha do Marais em un elegante salo, onde ao
menos, se faltavam os assados, nao havia falta de
espirito, born tom, e graga.
Quando, depois de dous annos de urna uniao
irreorehensivel,approximou-8e a morte, Francisca
fechou piedosameole os olhos do celebre poeta,
cujas ultimas palavras foram :
Miaha querida esposa ; permitto-vos que
tornis a casar ; pois que oo quero fazer-vos
chorar depois de minha morte tanto quaotovos
lenho feito rir durante minha vida.
A joven viuva retirou-sa para o asylo da pra-
ga real, onde para poder subsistir, recorreu a
trabalhos maouaes. Porm mesmo no meio des-
si mediocridade, permaneceu sempre digna e
resoeitavel. Nao se acredite pois o que diz Saint
Simn sobre a sua oceupago antes da iovengo
dos sonetos.
Informem-se antes do que diz Saumaise no
seu Diccionario das Delambidas :
Slractonice urna joven delambida das mais
espiritosas e agradaveis... E'bella e de esbelta
figura. A respeito de iotelligencia, a voz publi-
ca diz muito em seu favor, e todos aquellos
que a conhecem dizem que urna das mais ama-
veis pessoas de Atheua?. Escreve em prosa e
em verso, e quando s tivesse osconhecimentos
adquiridos comStracton, fal-o-hia lambemcomo
qualquer outra que Disto se oceupasse.
Moslrou pelo modo com que se porlou.que fre-
queotava as sociedades mais por conveniencias
sociaes, que por inclinaco particular ; retiran-
do-se para urna casa de vestaes depois da nor-
te de Straclon .
retenan com a msica de Lulli e poesa de Mol-
To preciosas qualidades eram proprias para
altrahir-lhe Ilustres homenagens; porm Slrac-
tonice repelliu-as sem piedade. Rejeitou do su-
perintendente Fouquet um cofre de joiaa que te-
ria tentado urna raioha. S aos ltimos pedidos
de seus protectores ella consentiu em ir a corle.
Na corte de Luiz 14* nao era o dlnheiro quen
dava consideragao ; o nasclmeoto e o mrito
elevavam-se sobre a riqueza. Madama Scarron
foi ahi apresentada por suas amigas, e recebida
com destiuccao. A rainha me coocedeu c a
bella infeliz urna penso de duas mil libras que
a ajudou a supporlar as agonas da mizeria. Po-
rm s at ahi pareclam limitar-se seus favores..
Entretanto, depois da conquista de Franche
Cont, nessas testas esplendidas, onde o rei vic-
torioso, joven, amavel, no meio da fascioaco
das artes e das maravilhas da imaginacao, con-
duzia pelas frescas sombras de Versailles, que
lire, ludo quanto seu seculo conpreheudla de
gracioso e illuslre, madama Scarron era lambem
do numero das tresentas senhoras convidadas
para ea banquetes reaes. Baviam nove metal.
Madama e Madamoeselli.de Sevign, Madame de
Lafayette e Madama de Goulanges estavam na
propria mesa do rei; a da raioha era reservada
para as priocezas reaes. Madama deScarron es-
lava na quarla, presidida por Madama de Mon-
lausier.
Entretanto astros de belleza que estavam ao
lado do rei, entre aasa brilhanlo pliade deSe-
vignes, Lafayeltes, Montausier... urna Euher to-
cara ocoraco de Assuirus.
Esta Esther era Francisca d'Aubign, a creoula
de Precheur, que recebeu do illuslre raonarcha,
o nome e titulo de marqueza de Mtintenon.
Luiz ti" confiou-lhe a educago do duque de
Maine, e de suas irmas.
Bem depressa o favor da marqueza tornou-se
cada vez mais visivel. Nosei, escreve Madama
de Sdvign, qual foi o cortezao que primeiro
fallou, chamam particularmente a Madama de
Maintenon, Madama de Maintenant e esta se-
nhora de Maintenon ou Maintenant, passa todas
as noites desde as oito horas at as des, com Sua
Magestade %
Depois da morte da raioha, fallou-se muito no
casamento do rei com a infante de Portugal ; e
dizia-se mesmo que era Madama de Maintenon
que desejava que esse casamento se realisasse.
Porm ou fosse o efivito do mecanismo da h-
bil intrigante, como diz Saint Simn, ou fosse
eeito do amor absoluto do rei, succedeu o con-
trario do que se presumir.
Urna noite, emquanio todos dormiam, o padre
La Chaise, auxiliado porBootemp, primeiro cria-
do grave, celebrou urna curta missa, no oratorio
particular de Versailles: e o arcebispo de Paris,
em presenga de M. de Moolchevienil e de Louvois
como testemuobas abencoou o casamento de
Luiz 14" com a marqueza de Haintenou.
Desde esse momento, em que foi collocada
do lugar mais singulareinvejado alea mor-
te do rei,-quero dizer durante trila e dous an-
nos, a creoula da Martinica governou a Franca e
a Europa.
Constancio d'Aubign, e Paulo Scarron, nao se
tinham engaado em suas predieges : Fraacisca
recebeu de Luiz o Grande, a coroa da immorta-
lidade.
O magistrado historiador acabava apenas de
coroar sua primeira soberana,quauio, a sineta do
navio, annunciou o jaotar. Bem que viajassemos
com felicidade, nem porisso nossa mesa era mais
sumpluosa, e nossa mesquinha raco, preciaava
ser temperada pela alegra dos passageiros.
Madama Scarron de Maintenon, uossa com-
patriota, substitua o assado por urna historia,
disso riodo-se o official de marioha ;ms temos
a substituir mais que o assado, por tanto nos dous
coolaremos a essas senhoras historias to de ver-
tidas como Madama de Maintenon.
Passemos pois da mulher do grande rei a mu-
lher do grao Turco.
Viajei no oriente, e apaixonei-me pela vida
romanesca da sultana creoula. Vou contar-vos
como a soube.
Nossas viajantes, que s desejavam ouvir seu
galante cavalleiro, dirigiram-lhe vistas spprova-j
doras ; eo official, tomando, por sua vez a pala-
vra em um eilylo que experimenlou tomar o
mais oriental possivel, exprimio-se pouco mais
ou menos neste3 termos.
II
A Sultana.
O Sulto Abdul Hamed que reioava na subli-
me Porta em 1784, acabava de perder sua sul-
tana favorita. Em sua dor mostrava-se insensi-
vel a todas as sedceles.
Passava horas inteiras s, sobre o terrago mais
solitario de seu palacio, segaiodo com ar distra-
hido as velas brancas das tartanas que solcavam
as ondas do Bosphoro ; ou ento afastava-se dos
lugares, que foram testemunhas de sua felicidade
passadj^ a fim de dar livre curso a seus pesares.
Uoa sua tristeza levara-o at s sombras
alles de urna mouta de cyprestes, quando de re-
pente, foi lirado de sua distracao pelos queixoaos
sona de urna harpa. Urna voz de mulher, suave
e harmoniosa, ainda que um pouco presa pelas
lagrimas, fez-lhe ouvir distinclamenle este verao
de urna opera :
Ah laissez-mol, laissec-moi la pleurer 1
O sulto oo duvidou por um instante sobre as
ioteogoes da arla e da voz.
Dirigio-se para a graode sala do aerrelho, le-
van tou com mo trmula a cortina de purpura da
porta principal, e entrou em um agradavel cama-
rim donde sahiam os sons melodiosos.
Urna joven captiva de seductora belleza eslava
reclinada sobre cochios de vellido carmesin bor-
dados de diversas cores.
Tinba ainda a harpa, entre as mos. A seus
ps eslava asaentada urna negra velha que pare-
ca patlilhar de sua melancola. As parolae de
seu loucado tinham-se deaprendido, e cahiam
juntamente com seus cabelUa negros pelo aeu
alvo rosto e espadoas de alflraatro. Seus ln-
guidos olhos mostravam ser de creoula.
O sulto fez repetir a aria melodiosa. Quiz
acabar o luto, casando-se segunda vez.
Fago-te sultana, disse elle sera tpcanta-
dra.
Quen ease irmio que choras? perguntou
Abdul-Hamed cada vez maissubjugado, e assen-
tando-se sobre o divn ao lado da joven captiva;
onde nasceste, qual o leu paiz ?
Nasci em urna ilha franceza da America,
respondeu a joven. De ledas as ilhaa que com-
pe doiso rico arebipelago, nenhuma mais ri-
aonha que a Martinica, neohama tem arvores
mais altas e copadas, nem mais floridas plani-
cies I Naaci na habitacao da Ponta Real, em urna
enseada to bella, como o bello efescenteda Cor-
he d'Or que serve de ancoradouro s vossss ar-
madas. Meu pae ahi possue grandes trras e
rouilos escravos. Lembro-me ainda da minha
infancia, quando me via com meu irmio, livres,
felizos, sempre unidos, gozando dos favores da
opulencia, e dos Ihesouros do nosso clima.
Tudo que pode inspirar a ternura paternal e
maternal, foi empregado para desenvolver pela
educago os dons preciosos que dos prodigalisou
o cu.
Nada faltava para nossa felicidade, nada... so-
mente ella nao devia durar 1 Na idade de doze
annos nossos paes resolveram mandar-nos
Franga.
Preferimos, diziam elles misturando suas
lagrimaa com as nossas, a dr da separaco, a de
ver murcharem-ae as sombras duis flores nas-
cidas para brilharem no mundo I
Partimos. Quando chegamos a Nanles, eotrei
como pensionista no convento das Senhoras da
Visiiaco ; meu irmo foi para a escola militar.
Depois de seis annos de estudo, nossa familia
mandou-nos buscar. Embarcamo-nos para vol-
tar-mos nossa patria. Infelizmente o momen-
to que devia appioximar-oos, aflastou-DOS para
sempre I Estavamos destinados a oo tornar a
ver nosso paiz natal I...
O navio em que iamos eslava de agua aberta.
la socobrar, quando eocontrou urna embarcago
hespanhola que ia para Majorque. Recebeu-oos
e cootiououseu camioho.
J, depois de urna feliz visgem, estavamos a
algumas leguas distaotes do porto de Parma ; j
descobrlamos as alvas casas que coroam as colli-
oas mais prximas, quando fomos capturados por
um corsario argelino. Prendem-me com meu ir-
mo na mesma cada, e levam-nos para Algeria.
Ahi apezar de oossas lagrimas e pedidos, o dey
dessa regencia, separou-nos... Desmaiei.... Reco-
brando os sentidos, achel-me no meio do mar om
um navio barbaresco. Quiz morrer, recusei com-
pletamente o alimento:
A morte I oxelamei, antes i morte l do que
a vida sem meu irmo 1...
Urna voz conhecida respondeu-me. Era Zara,
minha fiel criada, esta negra que veles a meus
ps, e que dos acompanhava em nossa viagem.
Zara tinha as mos suas cartas infalliveis para
as quaes o futuro nao tem segredos.
Mademoiselle Aim, vivei, vivei, minha
boa ama I- Estas cartas dizem-me que est desti-
nada para grandes couzas.e queser-vos-ha mui-
to fcil encontrar vosso irmio. Tomae animo,
nao tos eotregueis assim a dr. Vamos, alae o
cabellos, vest vossos mais bellos vestidos, pre-
parae-vos moda das ricas creoulas do vosso
paiz. Eochugae vossas lagrimas, ellas offuscam
o brilho dos olhos. Pegae em vossa harpa e to-
cael
Ouv as coDsoladoras palavras de minha velha
companheira, segu seus conselhos; levantei-me
e preparei-me com meus adoros. Na esperanca
de salvar aquello que mais amo no mundo, re-
conciliei-me com a vida.
Entretanto chegamos a Smyrna. Achmct, o
dono do navio e das captivas, gabou de tal forma
minha belleza, que o cnsul desta cidade quiz
comprar-me.
Oppuz-me 1 Outra infelicidade ; eis-me a pon-
to de ficar soterrada no harem de algum obscu-
ro Turco... Eoto fallei francamente a Achmet.
Um Turco de cor morena, de grandea bigodei,
appareceu no salo.
Levou trea vezes ana mo direita ao coragio e
aos labios, o que entre os filhos de Msbomet,
substilue aoa cortejos; e ia recitar um magnifi-
co discurso... quando deleve-se sbitamente a
vista de um retrato que eatava sobre, un con-
sol, .:.
Senhor e senhora, disse elle depois de om
longo silencio, sou drogueman de S. A. o sulto
Mahmoud II. Meu senhor, mandou-me a esta
ilha tirar informacoes sobre sua me, a Ilustre
1 sultana Valid, que j oo existe Este retrato
prova-me bastaole que me dirijo sua familia.
Depoia das prioieiras lagrimas consagradas
memoria de sua cunhada, M. Marlet dictou ao
drogueman a seguinte nota, que resume esta to
maravilhosa existencia, que parece pertencer an-
tes as Mil e urna Noites, que a historia : Ma-
demoiselle Aime Dubuc de Rivery, minha cu-
nhada, nascida (em 1766) na Martinica, foi edu-
cada em Nantes, no convento das Senhoras da
Visitarlo, onde receben a melhor educago, e to-
das aa prendas necessarias a urna joven de fami-
lia distincta.
Era alm disto mui bella e possuia todos os at-
tractivos de nossas amaveis francezas. Voltando
a seu paiz a chamado de seus paes, antes da re-
voluco, foi prisioneira porum corsario barbares-
co, e depois de muitos incidentes que se podiam
considerar como penosos para a bella creoula. e
que, na ordem de seu destino, eram preparares
para sua grandeza futura, entrou no harem, ou
antes sua belleza, ou as vantagens de urna boa
educago flzeram com que fosse notada pelo sul-
to, que eolio reinava, Abdul-Hamed, que fez
della sua sultana favorita.
AsiignadoMarltl.
suas amigas. Clarisge de Lamaltie outras, di-
rigio-se com auas cbmpanheiras at junto i
cboupana de Eufemia. A aibylla aahia della nes-
se momento, e Iratou cada urna daa mogas por
seus nemes.
Oh I a nerana de fitas cor de rosa, Josephl-
na, a mais bella das bellas, oh I Mara, oh I loa-
ra Clarisse, de filas azues !...
Quem te disse
Josephoa velha.
nossos nomes? perguntou
Consagro-te meulhrono, e minha vida, neus
subditos, e tambera Stamboul, Bassora, Trebizon-
de, Chypre, Erzeroum, Sroyrne I..;
Nao cuides mais, minha prioceza, aeao nos
frescos bosques de pltanos, nos banbos perfuma-
dos d'ambar e nardo, as escravaa aubmissaa a
leus caprichos, e na felicidade de leu sulto I....
Os olhos da candida joven estavam inundados
de lagrimas.
Nobre senhor, disse ella, nao sou fiiha de
Horaot. Sou urna captiva eatrangeira. Gosto do
lugar que nunca visitado pelo invern, onde as
arrorea ealio sempre cobertas de Seres, onde os
passaros sempre gorgeiam, e onde a palrneira io-
clina-se com a brisa do mar... Todava eu ama-
ra estes campos, eslaa ondaa de asul ultramari-
no, eatea astros brilbantea que me lembram meu
paiz..., se encontraese meu irmo 1
Ignoras, disse Ihe, os destinos que esto re-
zervados a Aime. Cessa pois de confuodi-ls
com as captivas georginas e circassiannas do leu
navio. As cartas de Zara que leem claramente
o futuro como tu no livro do Propheta, reservam-
me grandezas extraordinarias.
Achmet julgou ouvindo-me, ouvir as ordens
de Allah. Partimos para Stamboul. Sabis o
resto, nobre senhor : Achmet vendeu-me a um
chefe de alfandega, e, ragas a influencia deste
chele,as porlasdo serralho abrir na-se para vossa
humilde captiva.
O sulto Abdul Hsmet pareca ter a alma sus-
pensa nos labios da bella odalisca. Retirou-se
aioda mais enlevado do que quando entrara no
camarim encantador. Os cantos da joven creoula
seduztram-lbe o coraeo, e a misteriosa predieco
da velha criada o seu orgulho
Passaram-ae algumas semanas; quando urna
bella manha o sulto voltou mais alegre que de
ordinario ao-camarim da bella sera. Como ella
nao se mostrssse seosivel a sua ternura, Abdul-
Haraet fezsignal a um mudo que eslava na por-
ta do fundo. Este levantou a espessa cortina de
tapetara da porta da entrada e Aime, vio appa-
recer... seu irmo to, chorado, to desojado I
Deixo que ulgoeis que prazeres gozaram em
recompensa do seu Irabalho I Elles, elles quero
dizer o irmo, a irma, e... o sulto ; pois Ab-
dul-Hamet, por paga de seu Irabalho, obteve o
corago e a mo da joven creoula que se torno j
aua sultana favorita.
Aime, chegada ao auge da grandeza, nao es-
queceu sua familia e seu paiz. Apressou-se a
tranquillisar seus paes informando-os de suas
vicissitudes, acompanbadaa de aua prodigiosa
fortuna.
Por meio de cartas e presentes foram manlidas,
durante seu reinado, relaces frequentes entre
Coostanlinopla e a Martinica.
Algum tempo depois, quando morreram seus
paes, a casa de Ponta Real tocou a sua irma,
que ae tornara madama Marlet
M. e madama Marlet viviam ha muito na Pon-
ta Real, quando una nanha do aono de 1817,
oa eaeravos da casa ieran advertir seus seoho-
res que urna escuna turca ancorara na enseada
do Robert, que descera da escuna urna homem
de turbante, e que sollicitava urna audiencia.
Que entre I respondeu o colono.
Nao compreheodo I exclamou o mancebo
com um terror instinctivo. Explicae-vos, se-
nhor...
A voz do Batedor de Estrada tomou urna iofte-
xo solemne.
Marquez d'llallay, disse elle lentamente,
nao porque marcastes a Lennox na fronte, que
elle jurou derramar todo o vosso aangue at a ul-
tima gota : antes que Ihe houveaseis dirigido esse
ullrage j os seus labios tinham pronunciado a
vossa seotenga de morte l
Mas elle nao me linha ainda visto, nio me
conhecia 1
E' verdade ; porm j o tioheis offeodido
indirectamente n'uma pessoa que Ihe era muito
cara. Lennox hoje o carrasco do assassino de
Evans I
O marquez soltou um grito de espanto, e oc-
cultou o semblante entre aa moa. A reaposta de
Joaquim Dick acabava de evocar-lhe todas as re-
cordacoes do seu paasado.
Longo tempo, mui loogo tempo asain ficou,
oo ouaando mostrar o rubor que Ihe corava aa
faces, nem aa lagrimea que dos olhos Ihe ca-
hiam.
Joaquim, dase elle de repente como se aca-
ba sse de tomar urna reaoluejo decisiva, disses-
tes bem I Eu nem o direito lenho de amaldicoar
a esse Lennox l E' elle o instrumento da Provi-
dencia, e como tal o pouparei. Entretanto por
maia que proeuraaae mostrar-me resignado ao cas-
tigo, a aua grandeza confunde a minha raso, e
abata a minha coragem I Nio posso comprehen-
der que Deus queira punir um criminoso por neio
de torturaa sem nome I
Joaquim nao responden ; es seus olhos, porm,
se cravaram as pistolea do marquez d'Hallay.
Obrigado I murmerou o mancebo.
Durante essa conversaco, e a partir do mo-
mento em que o marquez cahlra to inconsidera-
damente no lago armado por Lennox, oa pelles-
varmelhaa cooliouavam no seu Irabalho de demo-
lido com incrivel ardor.
Dessa vez j nao tratavam elles de descobrir a
reseoga de um inimigo, um pelle-branca, n'um
ugar quasi impraticavel : maa trabalhavam con
a certeza de apoderaren-ae da presa ardent-
rnente ambicionada e destinada ao mais caro dos
seos passatempos, isto a ser atada e sacrifica-
da no poste das torturas I
Pedagos inteiros da rocha calcarla rolavam com
eslrondo pelo voladero abati : era una nasaa
de pedraa precipitando-ae da nonlanha I
Sr. Joaquim, replicn o marquez dahl a
pouco con melancola e resigoaclo, aupplicasha
a que ninguen pode faltar aem tornar-se cruel;
dessa numero sao as supplicas dos moribundos :
e um presentimento me diz que nio lerei nuilo
O drogueman fez tres saudscoes, mais venera-
veis que as primeirss, voltou para sua escuna,
que parti neste mesmo dia.
A nota que elle levou foi depositada nos archi-
vos da embaixada franceza, em Coostanlinopla,
onde vi-a, e onde permanecer como testemuoho
do extraordinario, porem providencial destino da
creoula da Ponta Real.
Durante esta oarracao que prendes particular-
mente a atteocio das viajantes, e fez o potico
official merecer muitas olhadellas o cooselheiro
colonial, historiador escrupuloso, nao deixou de
criticar sobre certas particularidades, que elle
dizia desconhecidas, especialmente sobre a exis-
tencia do irmo da sultana.
Porm emquanto elle sustentava calorosamen-
te sua critica, o tempo mudara ; amesc.ava urna
borrasca, e as vagas pozeram-se a encapellar-te.
Os passageiros foram obrigados a retirarem-se
aos seus camarina.
No fim de alguna dias o co ficou sereno ; fo-
mos para o tombadilho.
A terceira soberana? perguntaram as mu-
lheres creoulas, as mais curiosas das filhas de
Eva.
Finis coronal opus'l respondeu sentencio-
samente o magistrado ; o que significa, senhora,
que guardamos o melhor para o fim. Depois da
mulher do sulto, a mulher de Cesar.
Cada qual assentou-se e prestou attenco.
III
A imperatriz.
Antes de empreheoder minha Historia da
Martinica, disse o cooselheiro, percorri era toda
a sua extenso, as setenta e cinco leguas hect-
rea da superficie da ilha. Urna daa excurses,
cuja lembraoca nao ae me apagar mais, foi a
que fez na costa das Tres llhas. Acabava de
desembarcar naa Tres llhas, quaudo eocontrei um
negro velho, curvado, de cabello encarapinhado
e branco, como algodao. Este velho descendente
de Cham, exercia na casa Pagerie as funecoes de
jnitor e de cicerone.
Pae Sabino, disse-Ihe eu, ( seu nome era
conhecido de todo o paiz) desejo ver o lugar onde
nasceu a imperatriz.
O negro octogenario tirou da algibeira de seu
avental urna grando chave, e disse-me que o se-
guisse.
Dirigimo-nos para as casas da fabrica de as-
sucar. O velho abri a porta da casa de purgar,
e parando disse-me:
Foi all.
Em que anno?
O negro levantou o dedo. Li, gravada na pa-
rede a data seguinte:1766.
No mesmo anno que a sultana, disse eu.
_ No anno da terapestsde, continuou o ps-
triarchi africano. Ah I senhor o fogo mo, a
agua nao melhor, porem o vento quaudo im-
petuoso o peior. E' urna lingua invisivel que
passa e lambe tudo o que o sol encobre. Era pre-
ciso que como eu eslivessem presentes e ouvis-
sem huivar a lempeslade. Tudo era levado por
ella ; tanto pessoas como animaes, tanto casas co-
mo colheitas.
A casa de purgar ficou intacta; porque suas
paredes eram solidas como rochados, o mesmo...
porque Deus reservava este asylo psra aquella
que elle eoviava... E dizer que foi ahi, neste
canto obscuro, que madama Tacher de la Page-
rie, deu luz mademoiselle Josephoa Rose, a
imperatriz dos Fraocezea I... Tambem o menino
Jess nasceu em urna estribara ; todava o ta-
ino da Virgem, o Soberano dos reis e rainhas.
Era viaivel que mademoiselle Josephoa eata-
va reservada para grandea cousas. Nasceu no
meio de relmpagos e troves; e, quando dei-
xou aua ilha por aeu reino, toda a multido que
correr praia para aauda-la e bemdiz-la, vio
urna grande chamma que coroava seu navio. Os
marinheiros dixem que era o fogo de Saint-
Elne.
Nao o acreditis; segundo creio, era aua
estrella que descia para guia-la. A Phemie nao
se enganou, ella predisse antecipadauente a glo-
ria de mademoiselle Josephina.
Gontai-me isto, pae Sabino, disse-lhe eu.
Vou contar-vos ludo como realmente suc-
cedeu, disse-me elle. Na grande planicie do
Forte de Franca vivia urna velha mulata quo ae
chamava Eufemia. Era nui hbil en 1er a bue-
na-dicha. Um dia era que mademoiselle Jose-
phine, que era muito divertida, brincava sobre a
planicie com Maria, aua irma raiis velha, e
A aibylla dea urna risada.
Aquelle que sabe tudo, disse ella, o espiri-
to da planicie. Approximai-vos e ouvi vossos des-
tinos. -
Tu, Josephina Rose, Thascher de la Page-
rie, urna cora de ouro substituir teu chapeo de
palha de fitas cor da rosa. Teu nome ser im-
mortal I... Sers rainha de Franca I... Tu, Mara,
viveras como o jasmira dos caramaocheis I... Tea
reino nao deste mundo I Tu, Clarisse de La-
maltie, sers mulher de um bravo soldado do
grande capito I...
Siro, senhor, Eufemia lia, a verdade futura
no co, como vos, brancos lides a passada nos
livros. Suas profecas cumpriram-se exactamen-
te ; mademoiselle Josephina foi coroada impera-
triz dos Francezes ; mademoiselle Maria morreu
de tristeza oo tempo em que as oulraa ealio ale-
gres, na veapera do seu casamento. Mademoiselle
Clarisse casou com o coronel Miany, um bravo
do imperio, que derramou seu aangue para de
fender esta ilha contra os Ioglezes.
Sabis o que acontecen Josefina, depois de
entrar em Franga I Mysteriosa vontade da Pro-
videncia I Maria devia casar com o viscoode de
Beauharnais, filho do antigo governador da Mar-
tinica ; sua morte deixa sua irma sua cora
de noiva e .... de raioha I
lempo de vida I Recusaren dar-Be a vossa mo
em aignal de perdi ?
A' este pedido o Batedor de Estrada ficou ex-
traordinariamente perturbado e com movido.
Sr. d'Hallay, juraea peranle Deua que me
responderis a verdade ao que vos vou per-
guntar ?
Juro.
Quaes eran u voseas iotenges i respeila de
Antonia 1
Quando a vi pela primeira vez no rancho da
Ventana quera fazer della minha amaaia : naa
depoia de aeu rapto estava decidido a dar-lhe o
neu nome. assim ella o qulzesse.
Neste caso te-la-hieis desposado fiel e total-
mente peranle Deua e parante os homana ?
Juro-vea que sin.
Joaquim estendeu os bracos ao marquez, e o
apertou aeu peito.
Vamos, amigo, coragem I Ihe disse elle ex-
tremamente enternecido: coragem I Se ajusti-
ca de Deua implacavel, a aua misericordia
tambem sem limitea I A punicio rehabilita o pas-
eado terrestre... o arrapeodimento aaaegura o fu-
turo immortal I
E vos, Sr. Joaquim, porque anaes tanto a
Antonia ?
Porque a ano I Oh I porque ella minha
filha...
Voasa filha 1
Sim ; eate um segredo que norrer con-
nigo, pois que eu nio quero que nioha filha le-
nha occasio de envergonhar-ie das culpas de
sen pae. Ninguem no mundo conhecer oa la-
gos que ne unen a eaae anjo de virtudes e de
belleza I
Porn ros acabaes de eonfiar-ne esse se-
gredo I exclanou o marquez d'Hallay com un
rao singular, que fez paanar Joaquim Dick. Que-
rer iato dizer que devo renunciar toda a eape-
ranca, e que j me consideraos como nio per-
tencendo a eate mundo I Maa iato ho possivel...
eu nao quero morrer... eu nao morrerel I Sou
forte, sou bravo e sou invecivel I Que me im-
porta essa porcio de peitos-vermelhaa que ae
agarram aos neus paseos... diesipa-loa-hei cora
un azorrague. Oh I veremos... veremos...
O marquez pronunciou estas palavras con a
voz rpida, e agitada, sem acentuado regular;
passou por maitas vszesa mo abrasada sobre o
glido semblante; e depois de looga pauaa disso
voltando-ae para o Baledor de Estrada :
Tende piedade da minha (raqueta, Joaquim :
eu nio sei morrer I Ha pouco... neste meano
momento tive um accease de loucura Oh I fra-
co... frace que sou I
O miseravel pareo de nevo ; e de novo tornar-
nando a fallar, proseguiu aem exaltacio, e sen
O visconde de Beauharnais abracara calorosa-
mente as ideas liberaes que j eram adoptadas
pelas pessoas mais razoajreis.
Quando rebentou a revoluco, elle estara sua
rente I
Josefina, vendo seu marido presidente da as-
sembla nacional, depois general em chefe da ar-
mada dos Alpes, julgou que a propbecia da Mar-
tinica ia realisar-se. Porm as revolucoes lera
sbitas mudangas, o general aecusado no tri-
buna] da convengan, e s d'abi se para subir ao
cadafals.
Ficando viuva eom dous filhos Eugenia e Hor-
tensia, seus anjos de consolarn, ternura e espe-
rance, a creoula das Tres llhas acha um refugio
na sociedade de madama Tallien, que era muito
poderosa para .o directorio. Gragas influencia
do sua protectora, ella mandou seu filho recla-
mar a espada de seu marido, que tinham tirado^,
e levado oo lempo do desarmamento das div*B*
so es de Pars.
A' 13 do rindemario, um mancebo, qussi me-
nino ainda, apresentou-se ao general Bonaparte,
e pediu-lhe, com certa afouteza ingenua da pri-
meira edade, para mandar-lhe dar a espada do
seu pae.
Quem era vosso pae ? perguntou-lhe Bona-
parte olhando para elle com interesse ; pois esta
physionomia intelligeute e firme, esclarecida por
Meu pae era o general Beauharnais, respon-
deu Eugenio. E lagrimas rolaram-lhe pelas faces.
Booapsrte estaodeu a mo ao mancebo, e dis-
se-lhe de um modo lerno :
um n;o de ineffavel bondade, tinha-lhe excitado
logo a curiosidade.
Tereis as armas de rosso pae, mancebo, e
eu serei vosso amigo. Tendes me?
Sim, meu general.
Bonaparte tomou o enderezo de madama viuva
de Beauharnais, e mandou-lhe no dia seguinte a
espada de seu marido.
Reebendo esta gloriosa heranca, Josephina
julgou que o recoohecimento impunha-lhe o de-
ver de ir agradecer ao general republicano ; Bo-
naparte pagou-lhe a visita e ficou encantado pe-
las maneiras distioctas e graga creoula, cora que
a seductora Josephina presidia s suas reunies
da ra Chanlereioe.
Deste modo se approxtmaram e se compre-
henderam estas duas almas creadas urna para a
outra, nascidas ambas em ilhas governadas pela
Franga, de geraco nobre, e collocadaa pelas cir-
cumstancias em um estado democrtico excep-
cional.
Seu casamento celebrou-se 9 de margo de
1796, no dcimo dislricto de Paris.
Abdico I disse assignando o contrato a jo-
ven creoula, fazendo alluse aos brilhantes des-
tinos que Ihe predisseram na sua infancia.
A cora de riura .... replicou o general
que acreditara no aeu destino a via luzir sua es-
trella no firmamento. V %
Estes dous entes amarara-ae com exlrena ter-
nura.
Nessa nemorarel campanha da Italia, com
que amor, dedicagao e sollicitude, Josephine de-
leita e modera as penas do hroe, quando o di-
rectorio cioso as torna cada rez mais crueis 1. ..
De rolta da expedico de Egypto, depois de dous
annos de ausencia, com enteriecimenlo e felici-
dade, aquelle que os Mamelucos chamaram sul-
to de fogo, e que entrara em Franga cercado de
noro prestigio, nao encontrou a companheira que
nunca dereria perder!
E depoia, quando o papa reio Notre Dame
sagrar suas frontes unidas, com qne feliz satis-
fago este hornero, este soldado, eate conquista-
dor, eate imperador, dizia aquella que se incli-
nara graciosamente diante do altar-mor :
(Continuar-se-ha.)
desanimo, com a roz branda e melanclica, que
nio era destituida de um encanto sympalhico :
Foi com muila razio, Sr. Joaquim, que ain-
da ha pouco me perguntastes ae eu tinha cora-
gem, e foi sem razio que me offendi com essa
porgela ; porque agora rejo com effeito que ig-
norava o que rerdadeira coragem, porque ago-
ra reconheco que nio a lenho, e que s do orgu-
lho rem toda a minha forca I Oh I se oa olhos de
urna multido esliressem pregados aobre mim,
se eu risse um publico assistindo a minha que-
da, eslarie calmo, impassirel e alliro I Porm eala
morte obacura, ignorada e miseravel gela-me de
eapanto o aangue as reiaa Parece que oulro
dereria aer o meu fim... Maa para que estes quei-
xumea I Estou abusando de vossa bondade, se-
nhor... cahis de fadiga I Ide repousar um pou-
co. .. tornaremos mesma conrersacio depois que
despertardes.
O mancebo pronunciou eatas ultimas palarraa
de una maneira particular e eatranha.
O Batedor de Estrada considerou-o durante al-
guna minutos com aincera compaixio, e depoia
apertaado-ihe a mi, disse :
Seja I At logo, qnando eu despertar...
E virou-se psra o lado da parede ; passados
poneos momentos pareca sepultado em profundo
aomoo. Elle haria comprehendido que o marquez
d'Hallay nio desejara ter quem leatenunhaaae aa
suas irresolugoes e angustias.
Nesse ioterim os pelles rermelhaa pareciam
nio empregar o meano zolo o actiridade no aeu
irabalho : os golpes dos instrumentos de que se
serriam pera demolir o cume do voladero aucce-
diam-se com menoa torga e precipitacio. O mar-
quez tere um momento de esperanca; maa a roz
de Lennox arrancou-o bem depressa a essa su-
prema illuso.
Divagar, deragar, neua amigos, dizia o ve-
lho nateiro. E' preciso nio offender o nosso ini-
migo : conserremo-lo intacto para o poste das
torturas.
O marquez armou urna daa auaa piallas, le-
rou-a a fronte com gesto rpido e febril; porm
quaai logo atirou-a para um lado murmurando :
Nio, ainda nio I Devo... preciso orar.
E ajoelhou-ae, procurando elevar a sua alma
a Deus : naa o terror, que o possuia, Uo pode-
rosamente excitado, chamara o sen penaameoto
a cousas terreatrea. O barulho dos pelles-rer-
melhas cavando o aolo abaorvia toda a aua at-
tenco.
Sbito soltou una exclamago ronca e abafa-
da ; seus olhos desmedidamente abortos flxaram-
se sobre un objecto que parela atorra lo : era a
poeta de um lomahawk que acabara de atrares-
ssr a pingue carnada que (altara de pedra calca-
rla, e que (ornara o tocto da excaracao.
Oh I nuito tarde I exclamou elle.
Ento de um pulo que denotara demencia sal-
loo por cima do corpo de Joaquim, e inclinou-ae
sobre a borda do abyamo, medindo com urna es-
pecie de aelragem alegra o racuo assustador que
se abra a seus ps, e quaai logo fechou os olhos
com horror.
Sentir em mim lana forca, tanta energia e
mocidade... e morrer I Oh I iato oo pode aer as-
sim... un sonho, un aooho horrirel que ne
acabrunha... naa eu heide deaperlar I...
Paaaou-ae un segundo. O mancebo apodron-
se da outra pistola que trazia preaa ao cinto de
couro que Ihe cingia a cintura, lerou-a de noro
i fronte, e ficou immore.
De repente soltou urna gargalhada aguda e es-
tridente : urna detonsco ecboou na eatreita ex-
caracao, enchendo-a de fumaca ; e o cadver do
miserarel cahiu no abysmo !
Joaquim abriu oa olhoa, rolreu-oa para o lu-
gar onde acabara de deaapparecer o marquez, e
nurnurou com ar de oveja :
Felizes aquellea a quem Deus por punigo
dos aeua crines inflige somonte o sacrificio da
existencia I
O Batedor de Estrada nal tinha acabado de
pronunciar eataa palarraa, e j oa pellea-rerme-
lhas penetraram na excavagao.
Cinco minutos depoia Joaquim e Lennox acha-
ran-ae em face un do oulro en cima do vola-
dero.
O velho maleiro por naia violenta que (oase a
aua colera cooaerrara sempre a mesma impassa-
bilidade do coatume.
Joaquim, disse elle com a ros um pouco
emphalica, s livre, podes retirar-te. Porm an-
tea de separar-nos para aenpre deixa-ne, nio
censurar a tua traigo, e ain pedir-le explicacio
da tna conducta. Porque motivo arrancaste esse
d'Hallay minha ringanca ? Nio era elle lam-
ben teu inimigo ?
O Batedor de Estrada sorriu-se melanclica-
mente.
Lennox, a explicacio qne solicitas da mi-
nha boa rontade e da minha franqueza, tu nunca
compreheederias 1
Oh I reconheco agora que rir i muito lempo
engaado a teu respeito : reconheco que nunca
exiatiu entre na dous a mais pequea ligago de
Idiaa e de goatoa. Fia mil em pensar que por
acaso ee podara encontrar um homem rerdadei-
ro entre os pelles-brancas : islo impossirel 1 A
natureza doten a cada riga de certaa qualidades
e defeitos, que nonca pdem aer desmentidos.
Os pelles-brancas mostrara muitas rases, por ac-
cidento, torga, dedicagao e coragem, maa o (uodo
do seu carcter a (raqueza, a traigo e a bal-
xeza 1 E de outra sorte como explicar a tua con-
ducta para com eaae miserarel d'Hallay ?
Haria na maneira porque Lennox pronunciou
essas patarras um desejo secreto de rer o seu
amigo desculpar-ae a aeua olhos.
Joaquim encarou-o com una terna piedade,
e reapondeu-lhe com a roz cheia de comise-
rago :
Lennox, nio procurarei justificar-me. NSo
urna loucura querer discntir-se com um ceg
sobre a belleza desta ou daquella cor? Entre nos
existe um abysmo. O teu olhar penetrante, mas
ceg o tou coragio 1 Tu possues grande expe-
riencia das psixoes brutaes da humanidade ; po-
rm nuoca comprehendeste o pensamento de
Deua 1 Amigo, a ringanca urna (raquezs, a for-
ga consiste s no perdi.
A voz do Batedor de Estrada ribrara con un
enlhusiasmo reflectido, que o cercara como que
de urna aureola de respeito. A seu pesar Lennox
curvou a caneca.
Naquelle momento ouviu-se um riacho ao mea-
mo tempo lastimoso e alegre a pouca distancia,
e quaai logo Gabilaa appareceu.
O fiel animal aliroo-ao de um pulo para junto
de seu senhor, e estirando tmidamente o pesco-
go pareca solicitar con urna caricia o perdo da
sua desobediencia. Gabilan nio quiz rollar ao ao
(rancho da Ventana ; oa raaioa descarnados pro-
vavan que caro lbe havia custado essa prora de
dedicagao ao seu senhor.
Joaquim passou-lhe o brago pelo pescogo, e
depoz um beijo sobre a aua fronte d'ebano : o
raio de aenstbidade real que riu-se brlhar no
doce e expressiro olhar do intolligente aninal
equiralia bem a urna lagrima de alegra.
Joaquim, disse Lennox, adeus I Nao le dei-
xo como inimigo, naa com indiffereaca. Amel-
le nuito para querer-te agora nal : desejo po-
rn nioHornar a rer te, porque ser-ne-hia asss
penoso desprezar-te I Procurarei persuadir-rae de
qne s norto, e aaain conseguire conservar urna
boa recordagio de ti. Pela ultima vez adeus,
Joaqun t
O Batedor de Ealrada quiz responder ; a auae
torgas completamente exhaordaa trahiran-lne a
rontade : cahiu deamaiado.
Urna expresso do sincera eonpaixo o ao mea-
mo tempo de orgulho aatiafeito debuchou-se no
semblante do reino maleiro. locltoou-se para
Joaqun afin de soccorre-lo, murmurando :
Eu uunca perd oa sentidos ; lego sou su-
perior a elle I
(Continuar-H-hu.)
PE*. -TTP. DI M. F. DI f AIU.-W0U

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Full Text
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