Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09378


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Full Text
un HiTii loiao 201
Por tres nezes adiaatados 5$OoO
Por tres meies yeicidos 6$000
SEGUIDA FEIIA 2 IB SETEMBRO DE lili
Poranao adiantade 49$000
Pirte fraico para subscritor.
NCARRRGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, oSr. Antonio Aleandrino da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
da Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tin Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS UUS CUHKKlUS.
Olanla todos oa dias as 9 1/1 horas do da.
Iguaraas, Goianna Parahiba as aegundas
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Ciraar.AUinho
Garanhuns as tergaa-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoero.Brejo, Pes-
queira.Ingazeira, Flores, Villa-Bella,Boa-Vista.
Ouricury e Pl as quartas eiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso,Una,Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
Todos os correiospartero as 10 horas da manhaa
EPHEMERIDES DO MIZ DE SETEMBRO.
4 La nova as 7 horas 52 minutos da man.
11 Quarto ereacente ai 10 horas e 56 minutos da
manhaa.
18 La eheia aa 11 horas e 42 minutos da tarde.
27 Quarto misguanta aa 4 horas e 5 minutos da
manhaa;
PREAMAR DEHOJE.
Primeiro as 2 horas e 30 minutos da manhaa.
Segundo as 2 horas e 6 minutos da tarda.
DAS DA SEMA*A.
2 Segunda. S. Estevao rei de Hungra.
3 Terca. S. Eufemia ?. m.; S. Aristheo b. m.
4 Quarts. S. Rosa de Viterbo v. f.; S. Rozalia
5 Quinta. S. Antonino m.; S. Merlino ab.
6 Sexta. S. Libania v. m.; S. Presidio m.
7 Sabbado. S. Joo m. ; S. Regina v. m.
8 Domingo. Natividade de Nossa Senhora.
AUUUNUA& UOS TRIBUNaES DA CAPITAL
Tribunal do commercio; segundaa quintas.
Relaca o: torgas, quintas sabbados ss 10 horas.
Pazenda: tercas, quintase sabbados as lOhoraa.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito do orphos: tercas e sexta* as 10 horas.
Primeira Tara do stsI : tercas sextisao meio
dia.
Segunda rara do tvel: qaartas a sabbados a 1
hora da tarde;
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPgAO DO SUL
Alagoas, o Sr. Claudino Falsao Dias; Baha,
Sr. Jos Martina Airas; Rio do Janeiro, o Sr
Joo Poroira Martina.
EM PERNAMBL'CO.
O proprietario do dumo Manoel Figueiroa Ce
Paria,na sus livraria prega da Independencia n
0 e 8.
PARTE OFFICUL
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do lia.59 de agosto de
1861.
Officio ao Exra. presidente do Rio Grande do
Norte.A' vista do ofUcio de V. Exe. datado de
5 do corrente anlorisei nao so a compra da amar-
ra de Ierro, a que alinde o de 26 de juoho ulti-
mo, mas tambem o pagamento da respectiva des-
peza oa importancia de 700&165, como V. Exc.
melhor ver da conta, que aqui junto por co-
pia.
Maodou-se pagar importancia da amarra a
Caetano Cyriaco da Costa Moreira & Irroos.
Dito ao commaodante das armas Sirva-se V.
S. de mandar postar em frente da igreja de N. S.
da Penha, no da Io de aetembro prximo vio- edificio, em que fuocciona aquella repartigo se-
so espera do sul, para o que ficam expedidas as
convenientes ordens.Expediram -se as ordens.
Dito ao director geral da instrucgo publica.
Pode Vmc. autorisar o professor de iostrucco
elementar de Taquaritioga a comprar para o uso
de sua escola os objectos mencionados na rela-
cao, que acompanhou o officio de Vmc. de 27 do
corrente, sob d. 264, meos as duas toathas, a
que se refere o seu citado officio.
Por esta occasiao chamo a sua atlengo para a
materia do officio que lhe foi expedido em data
de 13 de julho ultimo, afim de que nao saja ex-
cedido o crdito votado para taes despeas.
Dito ao engenhelro William Martineau.Re-
commendo Vmc. que. enlendeodo-se com o
administrador do Correio, mande executar de
conformidade com o disposto no aviso da repar-
tigo da agricultura, commercio e obras publicas,
de 13 de julho ultimo, constante da copia inclusa,
os trabalhos que forem neeessarios para que no
douro, s 10 horas da manhaa, urna guarda de
honra para assistir a festa da mesma Senhora e
ao Te-Deum ooile.
Dito ao meamo.PJe V. S. expedir as suas
ordens para qoe os exercicios de atirar ao alvo,
que tem de fazer o 4. batalhao deartilheria a p
sejam executados do forte do Montenegro para o
lado do rio Doce, como propoz o commaodante
do mesmo batalhao, visto ser aquello lugar o qoe
iodicou a cmara municipal de Olinda no officio
sobre que V. S. informou em data de 26 do cor-
rente.Gommunicou-se a predha cmara.
Dito ao mesmo.A' vista dos officiosdo dele-
gado do cirurgio-mr do exercito a que se re-
fere o de V. S. datado do 26 do correte, sob o.
1384, officiei ao conselho administrativo nao so
para impor na compra dos remedios registrados
para o corpo de guarnicao desta provincia a coo-
dicao de recolbe-loso vendedor pharmacia mi-
litar afim de serom examinados convenientemen-
te, mas tambem para exigir quanto antes do ar-
rematante do fornecimeoto de remedios para a
mesma pbarmscia e subgtituicao dos drogas que
foram regeitados por nao aerem de boa qualida-
de.Officiou-se oeste sentido ao conselho admi-
nistrativo.
Dito ao provedor da Santa Casa de Misericor-
dia.Respondo o officio de V. S. datado de 24
do corrente, ao qual me communica haver o vi-
ce-provedor interino dessa Santa Casa, bsro do
Livramento, feito presente aos estabelecimentos
de caridade, nao s di quantia de 7-394)120, em
que importou a deapeza por elle feita com as obras
do hospital dos lazaros e casa dos expostos, bem
como da de 1:0009000 em dioheiro, teoho a di-
zer-lhe qne me foi agradavel a communicacao
desse acto de beneficencia, que nao pode deixar
de ser apreciado por todos quantos se interessam
pela prosperidade daquelles estabelecimentos.
Dito ao baro do Livramento.Chegando ao
meu conhecimento pelo officio que me dirigi o
proredor da Santa Casa de Misericordia em 2i do
corrente, que V. S. fizera presente aos estabele-
cimentos de caridade oaos da quantia de......
7:39i$120 em que importou a despeza por V. S.
feita com as obras do hospital dos lazaros e casa
dos expostos, como tambem da de 1:0009000 em
dinheiro, nao posso deixar de, applaudiodo tal
offerta, louva-lo por esse acto do beneficencia
que revela claramente o inleresse que lhe mere-
ce a prosperidade daquelles estabelecimentos, in-
teresse que nao pode deixar de ser por todos de-
bidamente apreciado.
Dito ao inspector do arsenal de marioha.Res-
pondo ao seu officio o. 229 de 27 do corrente, de-
clarando que deve V. S. por eoquanto sobr'eslar
na compra doimaterial cuja despeza corre pela ru-
bricaobrassendo entendida assim a recom-
mendago coolida no officio que lhe dirig em 26
do corrente, a qual nao se refere alimentago
dos africanos livres, nem aos joroaes e venc-
meatos dos empregados, coovindo tambem que
nao se passem conhecimentos de despezas em
quanto se nao fizer a distribuicao a que allude o
meu citado officio.
Dito ao chefe dd polica.Expela V. S. as suas
ordens para que, emquanto se eativer fazendo os
reparos de que precisa o calgamento da ra do
Cabug seja vedado por ella o transito de carros
e animaes carregados, conforme requisitou o di-
rector da repartido das obras publicas, em offi-
cio de hootem, sob n. 212.Commucicou-se a
quem solicitou esta medida.
Dito ao commandante superior do Rio Formo-
so. OevoWo V. S. a folha em duplcate dos
vencimentos do alferes commandante do destaca-
mento da villa de Barreiros relativos ao mez de
julho ultimo, afim de que seja organisada de con-
formidade com a informadlo da thesouraria de
fazeoda de 27 do crrante, constante da copia
junta.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Nao havendo crdito, segundo consta de sua in-
formagao de 23 do correle, sob n. 753, para ef-
ectnar-se, conforme ordenei em officio de 21
deste mez, o pagamento dos vencimentos da tor-
ga de guardas nacionaes que marcbou de Gara-
nhuns para a villa Bella, e constam dos docu-
mentos, que devolvo, msnde V. S. realisar esse
pagamento sob minha responsabilidade nos ter-
mos do decreto de 7 de maio de 1842.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Conformando-me com o que ponderaram o di-
rector geral da instrucgo publica e a directora
do collegio das orphas, autoriso V. S. a man-
dar por em hasta publica o piano que existe no
mesmo collegio, afim de ser o aeu producto ap-
plicado i compra de urna machina de costuras.
Communicou-se ao director geral da instrucco
publica.
Dito ao mesmo.Nos termos de sua informa-
gao de hootem, sob n. 418, mande V. S. entre-
gar pessoa que se mostrar autorisada a quantia
de 765)000. em que imporlam as mensalidades
doa alumnos gratuitos do gymnasio provincial
nos mezes de jqlho a setembro deste auno, como
se v da inclusa relago, que me foi remellida
pelo director geral da instrucgo publica com of-
ficio de 20 do correte, sob n. 273.Communi-
cou-se ao director geral da instrucco pu-
blica.
Ordenaram-ise pela mesma thesouraria os se-
guimos pagamentos :
A' Jos Elias de Oliveira, da quantia de.......
27633420, importancia das despezas feilas no
mez de julho ultimo, com o sustento e curativo
dos presos pobres da casa de delenco.
A' Guilhermina Basilina de Oliveira e Silva,
professora publica da cidads da Victoria os seus
vencimentos relativos ao lempo em que esleve no
gozo de um mez de liceoca, que lhe tora conce-
dida.
Dito ao director do arsenal de guerra.Con-
cedo a aulorisac&o que Vmc. pedio em officio de
17 do correte, sob n. 239, para diapender mais
a quantia de 489)800, com os coocertos de que
precisa o dormitorio da companhia de aprendizes
menores desse arsenal, devendo porm esaa des-
peza ser levada verba obras do ministerio da
guerra do exercicio prximo fiado, conforme
indica a thesouraria de fazenda em sos informa-
gao de bootom sob o. 789, visto haver crdito na
mesma verba.Deu-se icieocia thesouraria de
fazenda.
Dito ao mesmo.Achando-se o agente fiscal
da Parahiba impossibililado por molestia de ir
pessoalmente a esse arseoal receber os objectos
que se spromptaram com deslino a fortaleza do
jam addicionadas duas salas, que requisitou o
mesmo administrador.Communicou-se the-
souraria de fazenda.
Dito ao Sr. Thomaz Harrison.Respoodendo o
officio que Vmc. me dirigi em 28 do correle
offerecendo-se para construir a ponte do Recite,
de conformidade com o plano apreseotado pelos
Srs. Warring A Irmos, com as modificagdes fei-
las pelo engenheiro Martioeau, teoho a dizer-lhe
que nao haveodo sido apreseotada esta sua pro-
posta dentro do prazo marcado para o receb-
ment de propostas, tica por isso prejudicada, e
nao pode ser mais agora tomada em considera-
gao, tanto mais quanto este negocio se acha pre-
sentemente submettido deciso do goveroo im-
perial.
Portarla.O presidente da provincia, attenden-
do ao que requereu Bento Borges Leal partidor e
contador do termo de Caruar, resolve nomea-lo
para exercer provisoriamente os mesmos officios
no termo da Escada.Communicou-se ao juiz
municipal deste ultimo termo.
Foi tambem nomeado Antonio Pergentino Mo-
reira de Souza para exercer iguaes officios no
termo do Rio Formozo.
Dita.O presidente da provincia, atlendendo
ao que lhe requereu Maria Theophilade Almeida
e Aibuquerque, resolve conceder-lhe licenga para
mandar seu tilho Pedro Paulo de Almeida e Ai-
buquerque e um escravo ao presidio de Fernan-
do no hiate Sergipano.
Dita.Os Srs. ageutes da companhia brasileira
de paquetes a vapor mandem dar paasagem de
proa para o Para, no vapor que se espera do sul,
em lugar destinado para passageiro de estado, a
Jos Emigdio Ferreira, que consta ser desvalido.
Despacbos do dia S9 de agosto
Rtqutrimmtos.
Antonio Malaquias Macedo Lima.Informe o
Sr. director das obras publicas.
Anoa Pereira dos Santos.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria proviocial.
o famoso torro onde lhe coube emsina estabe-
lecer sus sede.
a Seriara 10 horas, quando o Apa mostrou-se
aquem das Pedras-Braocas. O lago era um es-
pelho. Quatro ou cinco navios a velejarem nelle,
se reproduziam as aguas, e o vapor, sulcan-
do-as rpido pelo meio deltas, fazia pairsr no es-
paco, como um pendi altivo, largo pennscho da
fnmaca negra.
< Ascollina* da cidade a esse lado cobriram-se
para logo de povo. Da todas as partes via-se
acudir a populago da sede diocesana chegadi
do esperado bispo.
Os navios do porto tioham-se embandera-
do, os de guerra tioham feito subir a gu a roiga o
s vergas e ostentaram suas pyramides de brava
marinhagem.
Em poucos momentos a canhooheira surga
ao ancoradouro rpida e garrida, no meio dos
victores das tripolaces de guerra, e das salvas
do arsenal do exercito, que havia situado urna
batera no largo que lhe tica em frente.
Entretanto, o Exm. Sr. presidente, o Sr. vi-
ce-presidente Patricio Correa da Cmara, S. Exc.
o Sr. general commandante das armas, o Sr. ge-
neral Lopo, o Sr. Joio Dias de Castro, presiden-
te da assembla provincial na sesso pastada, o
Sr. presidente da cmara municipal, o Sr. Dr.
chefe de polica, e algumasoutras pessoas gradas
e autoridades, embarcavam no trapiche da al-
fandega no vapor CocAoeiro, e aeguiam em de-
manda do Apa, levando a galeota presidencial a
reboque.
bandeira tomava posicao ao p do caes, e o ba-
talhao de guardas nacionaes estendia em alas
desde o mesmo largo da alfaodega at as portas
da igreja cathedral, sob o compando do Sr. ca-
pito Jos Francisco.
A multido acuda ento para ahi. As ja-
nellas das ras por onde devia seguir o prestito
enchiam-se de senhoras, muitas casas debruga-
vam ricas colgaduras para enfeilar o transito do
novo bispo.
S. Exc. Rvma. deixou o Apa acompanhado
dos vivas da sua bisarra guarnirlo e abeocoan-
do-a em troca, e o Cackoeira aeguio com elle e
a comitiva que foi receb-lo, na demanda do
trapiche da alfandega.
t Ahi saltaram os cavalleiros que tioham ido
receber a bordo o reverendo prelado, segoiodo a
galeota com S. Exc. Rvma. e o Sr. presidente
para ir desembacar na escada de pedra iesquerda
do edificio da alfandega, onde se achava j a
guarda de honra postada, e comecavam a chegar
diversas irmandades.
A do Sacramento trazia o pallio, sob o qual
lomou lugar S. Exc. Rvma., pegando as varas o
Sr. presidente, general das armas, vice-presi-
dente, presidente da assembla, presidente da
cmara e chefe de polica.
< Grande numero de cidadaos distioctos, ge-
neraos, otficiaes da guarda nacional, do exercito,
da armada e da poticia, fuoccionarios pblicos
Beoto Rorges Leal.Passe portara na forma officiaes de fazenda, acompanhavam o pallio, fa-
requerida. { zendo-lhe alas os seminaristas, irmandades do
Carlos Maria Colsoul.Nao tem lugar por nao Santissimo Sacramento, ordem terceira de Nossa
ser o supphcaate empregado publico a quem uni- Senhora -das Dores, e irmandades do Rosario,
cemente sao concedidas as licencas.
Francisco Fideles de Souza,Informe
Dr. chefe de polica.
o Sr.
COMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
de Pernambuco, na oidade do
Beeife, em 3f de agosto de 1861.
jQ ORDEM DO DA N. 134.
que na manhaa do dia 2 de setembro futnro se
passe revista de mostra aos corpos movis do
exercito, e as compaohlas soladas desta guarni-
co, pela ordem seguate : as seis horas a com-
panhia de artfices, as seis e meia a de cavallara,
as sete ao 2", as sete e meia ao 10, as oito ao 9a,
todos de infantaria, e as oito e meia ao 4* bata-
lhao de artilharia a p.
Outrosim, faz publico para sciencia da guarni-
cio, que approvou o eogajamento contrahido
hontem pelo cometa do 10 batalhao de infanta-
ria Antonio d'Abreu, para servir por mais 6 an-
nos nos termos do decreto e regulamento do Ia
de maio de 1858
Assignado.Jos Antonio dsjfjonseca Galvao.
Conforme. Antonio EnarCustavo Galvao,
Alferes ajudante de ordens interino do com-
mando.
INTERIOR.
BIO DE .1 V\l lltO
9 de agosto dt 1861.
Depois de orarem os Srs. D. Manoel e minis-
tro da marinha, o senado approvou hontem em
2a discusso o resto da fixaco de forcas de mar.
Cootinuou a 3a discusso do projecto que man-
da adoptar o systema mtrico fraocez, e ficon en-
cerrada, tendo fallado o Sr. Ferreira Peona.
A cmara dos deputados adoptou hontem em
primeiro lugar, depois de orar o Sr. Silveira da '
Molla, a proposta do goveroo que flxa as forcas '
de trra para o anno tiaanceiro de 1862 a 1863.
Approvou depois em 2* discusso o artigo e I
seus paragraphos de proposta do ornamento na
parle relativa despeza do ministerio do impe-
rio, rejeitando os que dizem respeito 6 commis-
sao scientiflca, i prestacao ao emprezario do
thealro de S. Pedro de Alcntara, e a limpeza e
irrigacao da cidade. As emendas da comraisso
foram aa nicas approradas, excepto a qae con-
signa 20:0008000 em lugar de 130:0009 com-
missio scientilica de exploracao.
Occupou-se em ultimo lugar com a 2a discus-
so da proposta do ornamento na parte relativa i
despeza do ministerio da justica. Orou o Sr. Vi-
rialo, ficando a discusso adiada.
Acham-se inscriptos com a palavra os Sr. Ca-
simiro Madureira, F. Octaviano, Saldanha Mari-
cirio, Oitooi, Tarares Bastos, Jos Bonifacio e Go-
mes de Souza, contra ; e a favor, os Srs. Silva
Nunes, Caslello-Branco, Gama Cerqueira, Figuei-
ra de Mello, J. de Alencar, Carlos da Luz, Serra
Carneiro e Diogo Velho.
O vapor Mrquez de Caxias, entrado hontem
dos portos do sul, trouxe-nos datss de Porto-
Alegre at 2, do Rio-Grande at 4, e de Santa-
Catharina at 6 do correle.
A carta do nosso correspondente da capital da
provincia de S. Pedro resume as principaes oc-
currencias daquelle lado da mesma provincia.
No dia 28 do passsdo chegou a Porto-Alegre,
onde ha muito era anciosameate esperado, o no-
vo prelado diocesano.
O Correio do Sul d conta nos segnintes ter-
mos da brilhante recepQao de S. Exc. Rvma. na
sede do seu bispado :
c S. Exc. Revm., o Sr. bispo, chegou ante-
hootem, por volta do meio dia a esta cidade.
< S. Exc. veio na eaohooheira o vapor Apa,
qne ficra a suas ordens no Rio-Grande, e que
de l sahra sabbado ao meio dia.
c O dia era lindissimo. Dir-se-nia que a pro-
pria oatureza se aliodava para dar ao respeitavel
prelado vaolajosa idea da
ventajosa idea da sua nova dioceae, e
Cabedello, faga Vmc. embarca-los no vapor que I mostrar-lae em todo o esplendor da sua belleza
Cooceigao, S. Miguel e Santa Cecilia.
O trajelo desta solemne entrada foi ourto.
S. Exc, do largo da alfandega passou pela ra do
Ouvidor praca de palacio, em que se eocontra
a cathedral situada.
c Sob o pallio vloham com o Rvm. bispo o
Sr. provisor padre-meslre Juliano, seu secreta-
rio o Rvd. Sr. padre Veras, e o seu caudatario,
i < Na cleresia que anteceda aquello vimos, coa
i o respeito que nos inspira sempre sus fronte in-
telligente e veneranda, seu raro mrito e singu-
lar modestia, o venerando padre Joo de Santa
Barbara.
A cathedral eslava cheia ao entrar o prestito.
Regia o coro o mestre Hendanha.
S. Exc. fez a sua entrada solemne aos cnti-
cos do Ecce sacerdos magnue, abencoando a grei
que a bondade de Deus lhe havia confiado, e
achando em jubilo e de gala a egreja que ainda o
outro dia se cubra de creps diaate do fretro do
seu venerando e inolvidavel predecessor nesta
diocese.
i O Sr. bispo oceupou o solio tanto lempo vin-
vo. as autoridades oceuparam os respectivos lu-
gares, as irmandades formaram alas no templo,e
o popular cocheado o corpo da egreja, as tribu-
nas, ss grades oceupava at o menor espac.0 que
apparecesse livre.
i a O Rvm. vigario, o Sr. padre Brito, leu a era-
Cao Deus fdelium pastor com os versculos, can-
lando logo a msica a aetiphona do padroeiro.
S. Exc. Rvma. indo ao lado da epstola, leu
a oracao, e no meio do altar abeocoou o povo.
: Depois paramentou -se, e, feita a exposico do
; Santissimo Sacramento, levantou o Te-Deum, que
i foi alternado.
Seguio-se ento urna orago anloga fes-
tividade, pregada pelo Rvm. parocho da Ca-
choeira o padre Lniz Antonio Goo;alres dos
Santos, e por ultimo a publicaco de urna indul-
gencia de quarenta dias, concedida aos asiisten-
! tes por S. Exc. Rvma., que a confirmou dando
deade o alto do solio a sua benco solemne a
prosternada grei da sua diocese.
c Sentou-se eotoo S. Exc, e comecou o cere-
monial do sculo do anel, primeiro pelo clero,
seminaristas e irmandades, depois pelas autori-
dades, e pelo publico em geral.
c Longa foi esta ceremonia. A msica acom-
panbou-a com dais irmosas ouverturas, e um
popular immeuso succedia-se is grades de sa-
grado solio para beijar o symbolo santo da su-
blime missio do seu pastor em Christo.
c Finda ella, o Sr. D. Sebaslio quiz inaugu-
rar a sus regencia da mitra som um acto santo,
oobre, bello, digoo, e fraternisar com o seu re-
banho no aentimento interno e sincero da sauda-
dade que vota ao seu primeiro bispo.
S. Exc. baixou do solio, e cobrio os hom-
bros de paramentos pretos : um panno mortaa-
rio estendeu-se sobre a hmida lage que escon-
de os restos do saudoso prelado ; e sobre esst
sigoal de luto o novo bispo da trra rio-granden-
se entoon um solemne responso pelo descanso
eterno de sen predecessor no bculo, do bispo
que oos foi to caro, que amamos todos por bom,
por siogello, por carilatiro e dedicado.
S. Etc., aeabada atlnal essa tocante e au-
gusta ceremonia, aeguio para sua residencia com
o mesmo ceremonial que havia-o seguido at
igreja. Ahi deixaram-o as irmandades que li-
nham-o acompanhado, reltrando-se tambem o
Sr. presdeme e mais autoridades, depois de o
ter deixado empossado do seu modesto, porm
risouho e piltoresco paco.
No dia 3 ficou reconstituida, na forma dos res-
pectivos estatutos, a directora do banco da pro-
vincia, cu jo estado era muito satisfatorio.
A Ordem de 3jdo corrente d as seguintes no-
ticias.
c As colonias da provincia do j um grande
impulso oossa agricultura, e moslram o seu
grao de adiantamento.
c A cultura e preparadlo do fumo, ensaiada
apenas ha pouco lempo, val tomando j um in-
cremento tal que promette libertar-nos em bre-
ve de mais esse tributo psgo aos productos agr-
colas das provincias do norte.
Duas casas commerciaes desta capital rece-
beram do Rio-Pardo duas partidas de fumo de 70
a 80 rolos, preparados na colonia de Santa
Cruz.
Esse fumo, que pela sua expeliente qualida-
de e prepararlo iguala ao quo importado da
provincia de Minas, obteverno nosso mercado pro-
cos iguaes aquello.
E* um grande acorocoamento'para essa nova
industria da provincia, que de dlrto despertar
nos nossos agricultores o natural desejo de expe-
rimentar seu alcance.
Evadio-se hontem s 4 1(2 horas da manhaa,
do xadrez civil da Santa Casa da Misericordia, o
reo Belchior Amaocio de Almeida, eondemoado
20 anoos de priso com trabalbo. A sentinella
que o guariava fugio tambem em sua com-
panhia.
a O Sr. conselheiro Anto, tendo conhecimen-
to da que esse xadrez nao offerecia todas as con-
dices de seguraoga. mandou fazer lodosos coo-
certos precisos, porm mesmo assim nao pos-
sivel evitar essas fugas. E como faze-lo, se as
seotioellis sao as primeiras em proporcionar-
Ules os motos ?
c O Sr. Dr. chefe de polica, tendo noticia do
faci, fez logo seguir, de combinadlo com o Sr.
commaodante do corpo policial, duas escoltas,
afim de ver se conseguiam captura-Ios ; e para
evitar a reprodcelo desses factes, coosta-nos
que S S. trata de remover a enfermara do lu-
far em que est na Santa C*a* Par* urna das sa-
is da cidade civil.
c Ghegaram hontem esta cidade, em compa-
nhia do Sr. Manoel Nunes Pinto, mais dous ma-
rioheiros pertencentes IripolaQo do hiate
DeoS'te-guarde, que deu costa em Traman-
dah/ em viagem de Siota-Catharini para o Rio
Grande.
Sendo os dous individuos subditos portu -
guezes, foram apresentados ao Sr. vice-consul
de Sua Magestade Fidelissima, que, segundo nos
consta, lhes deu tolo o agazalho de que necessi-
tavam.
L-se no Diario do Rio-Grande :
Cartas que temos de Bag oos do a triste
noticia do passamento de um bravo soldado do
exereito brasileiro, o estimavel e distincto coro-
nel commaodante daquella fronteira, Sr. Mart-
uno Baptista Ferreira Tamarindo I I
a No dia 21 do corrente achava-se em sua casa
almorzando o valeote coronel, quando accom-
metiido de um ataque apopltico, cabio morto
instantneamente I
Esta perda consideravel e preciosa foi geral-
mente sentida n'aquells cidade.
Seu enterro leve lugar no dia 22, fazendo-
lhe as honras devidas o 6.a batalhao e um es-
quadrio de avallara.
Por occasto de baixar o caixo, o Sr. capi-
to da guarda nacional Feliciano Antonio de
Moraes pronunciou urna ioteressante oracao, em
a qual frisara as boas qualidades do illustre fina-
do ea valeote espada que acabava de perder o
nosso exercito.
No testamento que deixou lega.sua fortuna
sua desditosa esposa, e por fallocimento desta
urna sua sobrinna que actualmente se acha oa
Babia.
O vapor Pfinceza de Joinville, que ha dias
esteve prestes a ser vendido em leilo por inna-
vegavel, consta-nos que est de nado I
Urna commisso de peritos chegados ltima-
mente no mperatriz por parta das compaohias
seguradoras do Rio de Janeiro, composla de um
engenheiro, um secretario e dous mestres cala-
fates, para examinarem o dito vapor, deram
principio a esse trabalho no dia 26, e com a
maior facilidade esgotaram o vapor, que se acha-
va cheio d'agua, conservando actualmente urna
bomba de burrioho que faz o esgolo diario.
< O hbil engenheiro que se acha testa deste
trabalho julg brevemente por o vapor em esta-
do de seguir viagem para o Rio, afim de all en-
trar em concert.
De Santa Catharioa nada temos que noticiar.
tas, D. Manoel, Sinimb
a discusso encerrada.
e Vascoucellos, e ficou
Cootinuou hontem na cmara dos deputados a
segunda discusso da proposta do ornamento na
parte relativa despeza do ministerio do impe-
rio. Oraram os Srs. Castello Branco, F. Octa-
vianno e ministro da Justina, fleaodo a discusso
adiada.
Foi apresentado o seguiote parecer:
a A commisso de Coostituic.o e poderes vem
dar conta a esta augusta cmara do exame que
fez das actas da eleigo que se procedeu ao dis
7 de julho prximo passado em o primeiro dis-
trelo da provincia de Sergipe.
Tendo aido nomeado senador do imperio o
Sr. baro do Maroim, depois de eleito e reconha-
cido deputado da presente legislura por aquello
districlo, reuoirara-se de
collegios, para elegerem um deputado que o
substitua.
< Sao dez os collegios desse dislricto eleitoral,
cootendo quatorze freguezias com 363 eleitores
ao todo.
< Fez-se a eleco em. todos ellos no referido
dia 7 de julho prximo passado, com a devida
regulartdade, segundo consta da respectivas ac-
tas, que foram presentes todas commisso, e
as quaes nenhuma duvida ou reclamado en-
controu esta.
a Dos 333 eleitores que compereceram, vota-
ram 326 no Exm. Sr. conselheiro Jos Maria da
Silva Paranhos, .actual ministro da fazenda; 6
votaram do Dr. Enio Pretextado da Fonceca, e
1 no Dr. Luiz Duarte Pereira.
c Nao foi, nem poda ser presente commis-
so a acts da apuraco geral, que s no dia 7 do
correte mez devena fazer a cmara municipal
da cabeca do districto. Mas, tendo a cmara
dos Srs. deputados firmado o precedente de ap-
provar eleicoes secundarias antes de lhe ser re-
mettida essa acta, vista somonte das dos colle-
gios, quando j tem decorrido os 30 dias marca-
dos na le para a apurago, e a eleigo nao offe-
reee duvida alguma, nem soffre cootesiaco, a
commisso de parecer:
Io. Que sejam approvadas as eleicoes dos
collegios do primeiro districto da provincia de
Sergibe, a que se procedeu no dia 7 de julho
prozimo passado.
a 2a. Que seja reconhecido e declarado depu-
tado pelo referido districto o Exm. St. conse-
lheiro Jos Maria da Silva Paranhos, actual mi-
nistro e secretario de estado dos negocios da
fazenda.
cr Pago da cmara dos deputados, em 10 de
agosto de 1861.L. A. L. de Oliveira Bello.
R. F. de Araujo Lima.Z. de de Ges e Vascou-
cellos.
13-
0 senado occupou-se hootem com a approva-
co da emenda substitutiva proposta sobre ca-
samentas mixtos, do projecto sobre dispensa de
leis de amortisaco e fixaco de torga naval.
No meio das reclamagdes violentas que nas-
ceram deste acto, de insultos, ameagas, prises,
arrebatamento da lista das raaos do juiz de paz,
comparecimento de guardas nacionaes armados,
invasao da igreja pelo destacamento abi existen-
te, e chamada do 3" juiz de paz e dous individuos
para substituirem a maioria da mesa, julgou-se
esta coacta, e retirou-se com o povo, a p, para
a capella indicada, que dahi dista urna legua, e
at 4 de Janeiro concluio a eleigo.
c Eleigo da matriz. Tendo a presidencia da
provincia reprovado o segundo adiamento que se
fizara para 2 de Janeiro, declarando-o Ilegal e
criminoso, e mandando que a eleicSo se fizessa
em 13 do mesmo mez, formou-se nesle dia nova
mesa, sendo presidida pelo 4 juiz de paz do qua-
triennio passado. por se haverem escusa Jo o 1'
e 2", e morar o 3" em districlo diverso : termi-
Temos datas do Paran at 27 do passado.
O Correio Oficial d as noticias seguintes :
Por acto da presidencia de 12 do passado fdra
convocada a nova assembla legislativa,
Haviam sido expedidas as necessarias ordens
para qua se procedesse eleigo de eleitores na
parochia de Guarxkessava por ter sido aonullada
a que se fez em dezembro.
Receisva-se que se tivesse perdido o vapor
D. A/fonso, do qual nao havia noticias desle a
sua partida de Paraoagu para Santa Gatbarina.
Na madrugada do dia 10 um grupo de homens
armados de cacetas assaltou a cadeia da villa de
Morretes, arrombou-a, e soitou oito individuos
que tinham sido recrutados pelo teoente da
companhia de polica Antonio Emilio Vaz Lobo e
all se achavam reclusos.
A forga que guardava a cadeia, composta de
guardas nacionaes, abandonou o seu posto.
Na occasiao do arrombameoto, foi espancada
urna praga de polica que interveio no conflicto.
O delegado do termo instaurou logo o compe-
tente proceiso.
No dia seguinte ao que se teve conhecimento
do faeto, seguio para aquella villa o chefe de
polica.
Foram nomeados : official da ordem da Rosa,
o tenoDte-corooel Manoel Correa Mirapalheta, e
cavalleiro da ordem de S. Beoto de Avlz os espi-
tes Joaquim Jos de Pinho, Leopoldo Augusto
Ferreira, Luiz Antonio Pa villa Filho, e Manoel
Bsnto de Andrade.
10
O sonado approvou hootem em terceira dis-
cusso o projecto que substilue o actual systema
de pesos e medidas pelo aystema mtrico.
Eotrou depois em terceira discusso a propos-
ta e emenda sobre casamentas entro pessoas que
nao proesaam a religlo do estado, e tomaram
parte no debate os Srs. Dantas, Carneiro de
Campos, marquez de Olinda, Souza Ramos, Can-
sinso de Sinimb e Vascoocellos. A discusso
Qcou adiada pela hora.
A cmara dos deputados approvou hontem, de-
pois de orar o Sr. Figueira de Mello, o art. 1* do
projecto que approva o decreto relativo ao con-
tracto celebrado com Joo Carlos Pereira Pinto,
para a navegago a vapor entro Montevideo e
diversos portos da provincia do Rio Graode do
Sul.
Cootinuou dapois a segunda discusso da
proposta do orgamento na parte relativa des-
peza do ministerio da jusliga. Oraram os Srs.
Silva Nunes, e C. Madureira, ficando a discusso
adiada pela hora.
Foram offerecidas pela commisso respectiva
as seguintes emendas:
Ao 3. accrescente-se :Incluida a quantia
de 3:000) para pagamenlo do ordenado do de-
sembargador aposentado Severo Amorim do
Valle.
A' verba n. 13 accrescente-se:Inclusive
o instituto dos menores aprendizes artezos.-or-
ganisado pelo decreto n. 2,745 de 13 de feverei-
ro de 1861.
11
O senado approvoi hontem em terceira dis-
cusso diversas rosolugdes sobro ppnses, e em
primeira discusso o parecer concedeodo licenga
ao Sr. bario de Cotigipe.
Passou em ultima discusso a emenda ao pro
jecto que adopta o systema mtrico.
Continuando a terceira discusso da proposta
relativa a casamento de pessoas que nao profes-
sam a religue, do estado. Oraram os Srs. Dan-1 tituira guarda exclusivo delta.
A cmara dos deputados approvou hootem, de-
pois de orarem os Srs. Martioho Ompos, Car va-
Iho Res e Leandro Bezerra, o parecer da com-
misso de poderes que reconhece deputado pelo
1 districto da provincia de Sergipe o Sr. conse-
lheiro Jos Maria da Silva Paranhos.
Conlinuou em seguida a 2a discusso da pro-
posta do orgamento na parte relativa despeza
do ministerio da juatiga. Orou o Sr. Saldanha
Marinho.
Foram offerecidas as seguintes emendas :
Fica autorisado o goveroo a mandar pagar ao
Dr. Jos Antonio de Oliveira e Silva, ex-juiz de
direito do Algrete, os seus ordenados vencidos
desde a data em que foi illegalmente considerado
avulso, segundo j foi reconhecido por parecer e
voto desta cmara. J. J. Fernand.es di Cu-
nta.
< O goveroo autorisado a organisar o minis-
terio publico na parte criminal, se poder despen-
der com este servico melade ou a maior parte da
verba de despeza secreta e represso do trafico,
ficando assim reduzida a dita verba do 7.aC.
Madureira.
Foi apresentado e lido o seguinte parecer e vo-
to em separado :
A commisso de constituigo e poderes, ten-
do examinado as actas e papis relativos s elei-
coes de eleitores das freguezias de Santo Amaro
de Taquaritinga, de S. Loureogo de Tejucupapo e
de Nossa Senhora do Rosario da cidade de Goian-
na, pertencentes ao 2" diatricto da provincia de
Pernambuco, passa a expr o juizo que forma a
semelhante respeito.
a Santo Amaro de Taquaretinga.Segundo as
actas que foram presentes commisso, iostal-
lou-se em 30 de dezembro do anno passado a
mesa da respectiva assembla parochial, sob a
presidencia do 1 juiz de paz, e com os msanos
regularmente eleitos pelos eleitores e supplentes
que compareceram. Conhecido este resultado,
retirou-se o 1* jniz de paz, sob o fundamento de
intervirem na formago da mesa o eleitor Manoel
Jos Bonaparte e o suppleote Manoel Florentino
Bezerra Cavalcanti, que nao estavam na quaftfi-
cago do aono. Chamado o 2a juiz de paz, prose-
guio-se regularmente na eleigo, qne terminou
em 2 de jaoeiro.
a Sem deparar com nenhum papel official re-
lativo outra eleigo, v comludo a commisso
que se menciooa na reuniio do collegio do Li-
moeiro, a que pertence esta freguezia, a appro-
vago de um parecer de commisso, em que se
repellem do collegio os eleitores de urna outra
eleigo, que se diz fetta duas leguas distante da
matriz, de 9 a 12 de Janeiro, e sob i presidencia
do 1 juiz de paz, cuja jurisdiego, com a posse
dos novameote eleitos, cessava em 7 do mesmo
mez.
Do aue fica exposta se deprehende fcilmen-
te que e regular a eleigo da matriz, sendo que
legitimou-se a competencia do 2a juiz com a re-
tirada infundada do 1*, porque a lei nao exige
dos membros das mesas o ioquerito de qualifica-
dos, seno o de eleitores ou supplentes.
< E' tambem manifest que nao merece exame
serlo a eleigo a que so allude no collegio do Li-
moeiro, urna vez que nio coasta devidamente sua
existencia, que teve lugar, alm disto, em lempo,
lugar, e com presidencia incompetente.
S. Loureogo de Tejucupapo.Duas elelg5es
se fizeram nesta freguezia, sendo urna oa capella
filial de Nossa Senhora do Rossrio e outra na
matriz.
a Eleigo do Rosario. Em 30 de dezembro e
na matriz foi a mesa composta sob a presidencia
do 1 juiz de paz, com dous membros a ella ad-
heredes representando os eleitores, e dous que
lhe eram oppostos, eleitos pelos supplentes. Nao
podendo continuar a eleigio por excessos do sub-
delegado de polica, foi a mesma eleigo adiada
para o dia 13 de Janeiro, do que se deu parte
presidencia di provincia. Mas ou porque com a
communicacao julgasse a mesa que desappare-
cera o motivo do adiamento, ou porque quizesse
aproveilar-ae dos juizes de paz existeotea, que o
nao seriara naquelle tempo, revogou ella imme-
diatamente o seu acto, marcando para a eleigo
o dia 2 de Janeiro, fazendo affixar editaos, par-
ticipando-e igualmente ao goveroo. provincial.
Reunida a mesa em 2 de Janeiro, para contiouar
os trabalhos interrompidos, verificou-se haver na
urna o excesso de 42 cdulas, cuja iolroducglo se
novo_ os respectivos ando a eleigio em 16 do mencionado mez.
a Apreciando as eleicoes referidas, cujo resu-
mo, vista das respectivas actas, acaba de ser
feito, eotende a commisso que nenhuma dellas
est no caso de ser approvada. Para legitimar-se
a eleigo do Rosario, em qne se vm os defeitos
de lugar e da ausencia de dous mesarios, fdra
mister que provas mu claras e evidentes tiras-
sem a limpo os actos de violencia que molivaram
este passo ; sendo para laso insuffieientea as sim-
ples a8serges da acta, pouco coherente, e lavrada
sob a inspirsgo exclusiva de urna parcialidade
que nella figurou.
< Feita em dia que fdra alterado pela mesa, e
com intervenco de um juiz de paz incompeten-
te, fra de duvida que a eleigo da matriz est
igada de vicios radicaos.
a Freguezia da cidade de Goianna. Deu-sa
duplcala de eleigoes nesta freguezia, sendo urna
feita na matriz, e outra na igreja do Carmo.
< Eleigo da matriz.O processo eleitoral, se-
gundo a acta respectiva, correu com a maior sim-
plicidade. Presidio-a o 1 juiz de paz, que, com
o fundamento de morar em freguezia diversa,
excluio de iotervir na formago da mesa o eleitor
Antonio Martius do Valle. Compareceram 16 elei-
tores e 12 supplentes, sendo a acta assigoada por
estes e smente por 15 daquelles, alm de dous
individuos que nao possuiam nenhuma destas
qualidades. Composla a mesa, em sua totalidade,
no sentido do 1 juiz de paz, fiodou -se a eleigo
em 5 de Janeiro, tendo comegado a 30 de de-
zembro.
Eleigo do Carmo.Na conformidade das ac-
tas desta eleigo, os factos se passaram por ma-
neira mui diversa. Chegando matriz o 1 juiz
de paz, fez logo tomarem assento na mesa, no
meio de grande perturbago e de difficil fiscali-
sago pelo corpo eleitoral, e apezar de todas as
observages, os iodividuos que definitivamente
compozeram a mesma mesa. Procedendo apu-
raco das cdulas, leu elle at a trigsima lista,
em que deu mostras de querer parar, achando-sa
a votago em p de igualdade para as duas par-
cialidades que dispulavam o triumpbo eleitoral.
Instado para concluir a apurago da ultima lista,
comegou o juiz de paz por 1er os nomes de seus
adversarios, como estavam escriptos; mas variou
logo, fazendo a leitura dos de seus alliados, nao
obslaote as reclamagdes immediatas contra a
fraude, das pessoas que por detraz delle espreita-
vam o acto, coofundindo immediatamente a ce-
dula com as outras. No estado de confaso e des-
ordena que suscitou este acto, e at do ferimento
de um eleitor com um tinteiro quo lhe foi jogado-
cara, gritou-se contra a fraude, iostou-se pela
verifleago da apurago. Tudo foi baldado, de-
clarando o commandante da forga, cujo numero-
chegava a 80 pragas, e das quaes 30 estavam na
igreja, que apoiava o proceder do juiz de paz.
Ento o corpo eleitoral, em numero de 16 eleito-
res e 21 supplentes, irritado contra to escanda-
losa fraude sem apoio da forga, e receiaodo sie-
nas lamentaveis de violencia, de que ji tinha a
mostra no ferimento do eleitor, retirou-se para a
igreja do Carmo, onde enviando um protesto
mesa da matriz, que nao foi aceito, chamara o 2a
juiz de paz, que declarou comparecer dahi a tres
dias, o 3 que se escusou, e o 4 que comparecen
constituiram nova mesa, com dous mesarios ahi
eleitos, alm dos outros dous da matriz, sendo a
acta assigoada por 16 eleitores e 21 supplentes,
e proseguio na eleigo, que conc'.uio-se em 5 de*
Janeiro.
Fol presente commisso urna representa^
gao, em nome dos eleitores e supplentes da elei-
go do Carmo, confirmando-s os factos expostos
e accrescentando-se para o fim de demoostrar o
proposito fraudulento do 1 juiz de paz de obter
maioria na mesa, a circumalanoia notavel de ha-
ver elle convocado os eleitores com diversidad
de prazo, ora para 30, ora para 31 de dezembro.
Moralisaodo agora os factos relatados, a com-
misso nao hesita em declarar qne lhe parece ei-
vada de fraude e de violencia a composico da
mesa da eleigo da matriz, cujo presidenta enea-
minhou todo o seu proceder para alcaogar maio-
ria nella, sem reparar nos meios, por mais re-
provados que fossem, quando a isso o cooduzis-
sem. Com documentos firmados pelo proprio juiz.
de paz e com a acta da matriz fica fra de con-
testarlo a diversidade de data na convocago do-
corpo eleitoral, bem como a excluso iodevid*
do eleitor Antonio Martins do Valle. Da acia do-
4 juiz de paz, que tem todos os caracteres de*
verdadeira, da assergao da maioria do corpo elei-
toral, da propria acta do 1 juiz de paz, em que
nao assigoaram seno 15 eleitores, apezar de 16
que ahi se mencionaos, resulta que faltou-se
verdade dando-se para formago da mesa um vo-
to indevido parcialidade do 1 juiz de paz;
Annullada a eleigo da matriz, a commisso-
entende que pode ser approvada a eleigio do 4*
juiz de paz, apezar de defeitos que se lhe ootem,
de lugar e competencia, os quaes se acham justi-
ficados pela necessidade indeclinavel, provenien-
te da fraude e da violencia do 1 juiz de paz, o
do perigo reconhecido da ordem publica,
c Nestes termos a commisso de parecer:
1, que seja approvada a eleigo de eleitores
a que em 30 de dezembro de 1860 se procedeu
oa matriz de Santo Amaro de Taquaretinga, do
2 districto da provincia de Pernambuco, sob a
presidencia do 2o juiz de paz Manoel Joaquim ds
Silvs Curvello ;
c 2a, que se aonulle a eleigo de eleitores qu
foi feiti de 2 a 4 de jaoeiro deste anno na capella
de Nossa Senhora do Rosario, pertencente fre-
guezia de S. Loureogo de Tejucupapo, do 2 dis-
tricto da provincia de Peruambuco, sob a presi-
dencia do 1 juiz de paz Joo Ribeiro Campos
Vascopcellos;
3a, que se anoalle a eleigo de eleitores qu
foi feita de 13 a 15 de Janeiro deste anno na ma-
triz da freguezia de Tejucupapo, sob a presiden-
cu do 4 juiz de paz Joo Antonio de Souza.
Costa ;
c 4, que se mande proceder a nova eleigo de
eleitores na freguezia de S. Lourengo de Tejucu-
papo ;
c 5, que se aonulle a eleigo de eleitores a.
que em 30 de dezembro do anno passado se pro-
cedeu na matriz da cidade de Goianna, do 2* dia-
tricto da provincia de Pernambuco, sob a presi-
dencia do Ia juiz de psz. Joaquim Raphael d
Mello Jnior ;
6, que se approva -a eleigo de eleitores a
attribuio ao subdelegado de polica, que se coas- n' Al"8' Vianna
que em 30 de dezemhro do anno passado se pro-
cedeu na igreja do Carme, de Goianna, sob a pre-
sidencia do 4 juiz de r,az o oommendador Anto-
1 < Pago da caro.ars doa deputados, 12 de agos,-


'------------
lo de 1861. R. F. de Araujo Lita. Oflvetra
Bello.Z. de Ges e Vasconeellos, con roto em
separado.
Discord da apreciado doa factos feita pelos
sneus illuslrea collegas d> commisso de consti-
tuico e poderes, oso s a respeilo da eleico a
que se procedeu na matriz, como relativamente
4 que (ere lugar oo carmo, da cidade de Gui-
an na. *
Quanlo a eleico da.matriz, oo ligo valor
circumstaocia de baver o Io juiz do pai, nos
cilicios que dirigi aoa eieitores e suplientes,
coDocando-os para a organisaco da mesa pa-
rocitial, designado ora o dia 30, ora o dia ultimo
lo soez de dezembro; Io, porque essa variaco
leve untes allribuir-se descuido ou ignoraecia
do jniz de paz, do quo a maliciosa intenco de
desviar os con rucados de comparecerem oo dia
o hora proprias. o que tanto mais presumivel,
quaoto v-se que em todos os oflu ios de convo-
taco. en nexos aoa papis suboteltidos aoeame
la commisso e datados do 1* de dezembro, o
juiz de paz usa dos seguidles termos : eveodo
ter lugar no dia 30 (outras vezes oo dia ultimo)
do correte mez do anno provimo fiodo a elei-
co de eieitores desta parocbia, de conformida-
de com o art. 92 da lei de 19 de agosto de
1846, ect.; redacco com que ojuizd como
prximo tiodo o aooo que eolrava em seu ultimo
mez. e cita um artigo da lei eleiloral que Bao tem
applicaco ao caso vertente ; 2o, porque suppos-
to que o juiz de paz tivesse em vista, variando de
praso, arredar eieitores ou aupplentes, consta das
actas e documento presentes- commisso que
d5o lograra oseo intento, pois que oscidados a
quem enderezara officios marcando o dia ultimo
le dezembro, era por iseo deixaram de compa-
recer no dia 30, e taes sao o comraendador JoSo
Joaquim da Cuoha Reg Barros, capilo Jos
Ignacio de Mello e comnaeodador Antonio Aires
"Viaouo.
Aceresce que a ultima dominga (30) de de-
xembro de 1860 era o dia designado por lei
(decreto n. 1,08-2 de 18 de agosto de 1860) para a
eleico_ de eieitores da presente legislatura
pois no4>odia entrar oa mente do juiz de paz
mas votado designar outro dia, sen era poisivel
que os eieitores e supplentes se deixassem enga-
ar a lal respeilo.
>< Tambem nao me parece que tenha importan-
cia para annullar a elelgo da matriz o fado que
se attribue ao iuiz de paz de haver excluido de
tomar parte dos trabalbos da organisaco da me-
sa o eleitur Autooio Martin do Valle, a pretexto
de mu lado da parochia : 1, porque a acta da
eleico da matriz diz que-, suscitada essa questo
pelo eleitor Antonio Pinheiro de Mendonc*, o
mesmo eleitor desisti dells, a cooselho do Dr.
Jos Joaquim lirmino, logo que o presi lente fez
constara circumstancia da mudanza do dito elei-
tor, o que de algum modo confirmado pelo
attestado (documento n. 12) do escrivo do juizo
de paz, Jos Nuaes Monteiro ; 2o, porque a pro-
pria acta da eleico do carmo nao faz mengo
lessa circumstancia, que dscerto commemoratia
se a julgasse valiosa.
O facto de tor o juiz de paz mais votado,
orno lhe imputara os eu adversarios, lido na
spuracn da ultima cdala os nomes dos dous
candidatos de zeu lado, em vez de 1er os dos
candidatos do lado opposto, que realmente esla-
?am nella escriptos, de muila gravidade ; mas
poritso mesmo devra provar-se de modo irre-
vusavel, e o que no meu conceito nao se fez ;
porque a acta do carmo diz que o juiz de paz,
iodo ler a ultima cdula, apenas proferir as pa-
lavrasDr. Firmino, todo perturbado emendou
lizendo apressedamenle e era voz baixaJoo
Paulioo e Serano) da Rocha, e logo confund
a lista com as outras para se nao reconhecer a
sua frauJe ; entretanto que era urna petico para
a justilieago (documento n. 8) se diz que o juiz
e paz tomando a cdula proferir as palavras
Dr. Firmino, e logo depoisSerafim Bastos.
Nessa justiticaco a que slludo, documento
sem valor, porque nao liouve citaco de inle-
resssdos jurram tres testeraunha?, a primeira
las quaes somente confirma o idem da petico,
a segunda excede o pedido dos justificantes, di*
aendoque o juiz de paz, apenas abri a cdula,
leu os nomes do Dr. Jos Joaquim Firmino e
yplo AoIodo Pinheiro de Mendonc,*, cujos
nomes forera substituidos pelo mesmo juiz por
outros de seus amigos, e a terceira testemunha
imitou-se a dizer vagamente que era verdade
quaoto se contiena nesse e com ostros artigos
la petico.
A' vista dessa incoherencia no que asseve-
ram os adversarios do ljuiz de paz, e da falta
le pro va comprida de suas assevera^oes, peaso
que nao p le ser acreditad a imputar o feita
ao juiz de paz de haver lido uos nomes por
cu tros.
A differenca de um nome, notada entre o
numero de eieitores que oa acta da eleigao da
matriz sealfirma terem votado nos dous msa-
nos, e o dos que assigoaram a referida acta, nao
convence que tivessem deixado de votar efecti-
vamente Itt eieitores naquelles msanos, podes-
do ler acontecido que depois da votacao algum
eleitor, por motivos caja aprecieco nao f em ao
caso, se bsaivesse de assignar a acta.
No que toca eleicao do carmo occorre: 1*,
que o 4o juiz de paz, que foi chamado preti-
Oeocia dos trabalhos eleitoraes, incompetente;
Sa, qoe os dous msanos, Dr. Jos Joaquim Fir-
mino e Antonio Pinheiro de Mendones illegal-
mente oiam considerados splos a fazer parte
da mesa do carmo em virtude da eleico da
matriz.
Qualquer que seja o joizo que se forme do
proceder do juiz de paz mais volado na apuraco
la ultima cdula, e ainda suppondo-se que coro
cffeito elle leu uos nomes por outros, o certo
datos seus amigos, e confundira logo, como se
furnia, a cdula com as outras para se nao des-
eobiir a sua fraude, nao se pode dizer que os
nomes coatldos oa ultima cdula fossem os do
Dr. Firmino o de Mendonga, e coosequeolemen-
le Bao possivel eoosidera-los eleitos, e no caso
de irera como taos servir na eleicao do carmo.
Cabe ainda ponderar, e essa observadlo
decisiva, que concedendo-se que a ultima cdula
osse do lado verso ao juiz de paz, era por
jsso o Dr. Firmino e Mendonc haviam sido elei-
los membros da mesa, porque sendo eles eieito-
res e candidatos aoa lugares da mesa, trio po-
diam obter nat 16 cdulas (supposto que a ulti-
ma perteocesse ao seu lade) seno 15 votos cada
ero, excepto se, o que se nao presume por ser
um abuso escaudaloso, elles votassem em si
mes m os.
Isto posto, inclino-me a crer, o contrario
dos meus nobres ceilega*, qne a eleicao da ma-
triz est no caso de ser approvada, e que a do
carmo insanavelmenle nulla.
Relativamente eleico da freguezia da
Taquarating, constanao apenas das actas sujei-
tas ao exame da commisso que o juii de paz
mais votado, Flix Correa de Qneiroz, depois de
organisada a mes, se retirara, tendo sido cha-
mado para substitui-lo o 2a juiz de paz, e de-
prehendendo-se da acta do collegio do Limoeiro
que esse 1 juiz de paz proceder a outra eleicao
cujos eieitores o njenconado collegio repelllo,
oio consentindo que se tomassem ao menos em
separado, como cumpria, os respectivos votos,
creio que para se proceder em regra devem-se
eolictar, por intermedio do governo, as actas
dessa eleicao, assim despresada no collegio do
Limoeiro, e todos os esclareeimentos a respeilo
do abandono dos trabalhos da eleicio da fregue-
zia pelo juiz de paz mais votado.
Em conclusa emendo :
Io, que deve-se approvar a eleico primaria
la freguezia do Rosario, da cidade de Goianna,
celebrada na matriz ;
f 2o, que deve-se adiar a apprnvaco da elei-
co primaria da freguezia de Taquaretioga, pre-
sidida pelo 2o juiz de paz, at que por interme-
dio do governo venham os documentos sobro o
abandono attribaido ao 1' juiz de paz as actas
da eleico a que se diz ter este presidido em
utro lugar.Z. de Ges e Vasconeellos.
Brito, da comarca do Bananal, da provincia de
S. Paulo, para a de Rezende na do Rio de Ja-
neiro ;
O juiz de direito Joan Jos de Almeida Couto,
da comarca de Cabo-Frio, do provincia do Rio
de Janeiro, para a 2a vira criminal da corte ;
O juiz de direito Joo da Costa Lima e Castro,
da comarca do Rio-Bonito para a de Cabo-Frio,
ambas da provincia do Rio de Janeiro ;
0 bacharel Francisco Leite da Costa Belm,
juiz munielpal e de orphaos do termo do Sabara,
oa provincia de Minas Geraes, para o mesmo
cargo no termo do Pirahy da provincia do Rio
do Janeiro.
Forara mais removidos a seu pedido :
O desocaba rgador Jeronymo Marliniano Fi-
gueira de Mello, da relaeo de Fernamboeo para
a do Rio de Janeiro ;
Ojuia de direito Jos Antonio da Rocha Vian-
na, da comarca do Chique-Chique*, da provincia
da Baha, para a de Jacobina, na mesma- pro-
vincia ;
0 juiz de direito Jos Alfredo Machado, da
comarca do Rio-Pardo, da provincia de Minas
Geraes, para a de Chique-Chiqne, na da Bahia ;
O juiz de direito Joo Valentino Dantas Pina-
g, da comarca do Rio-Grande, da provincia de
S. Pedro do Sol, para a da capital do Cvar ;
O juiz de direito Luiz Francisco da Cmara
Leal, da comarca de S. Malheus, da provincia do
Espirito-Sanio, para a de Iguape, na de S.
Paulo ;
O juiz de direito Luiz Pinto d Miranda Monte-
negro, da comarca de Iguape, na provincia de S.
Paulo, para a do Rio Bonito, na do Rio de Ja-
neiro ;
O juiz de direito Miguel Joaquim Ayres do
Nascimento, da comarca da capital da provincia
do Cear, para a vara dos feitos da fazeoda da
provincia do Pernarabuco.
Foram designadas ao juiz de direito Francisco
Oiogo Pereira de Vasconeellos a t* vara criminal
da corte e ao juiz de direito Izidro Borges Mon-
te:ro a comarca do Baoanal, da provincia de S.
Paulo para nellas servirem.
Forara aceitas as desistencias que fizeram :
Manoel Henrique Grellet, servedtuario vitalicio
dos officios de escrivo do civel, tabellio do
publico, judicial e notas da cidade do Baoanal,
da provincia de S. Paulo, e do registro da hy-
pothecas da comarca do mesmo nome, dos refe-
ridos officios ;
Ednardo Frederico Laranja e Oliveira, da ser-
venta vitalicia dos officios de 2o tabellio do
publico, judicial e notas e escrivo privativo do
juizo de orphaos e ausentes do termo de Maca-
li, da proviociado Rio de Janeiro.
A Domingos Pinto Gon^alves foi commutada
em multa de 100$ para as obras da igreja matriz
da villa de Pouso-Allo,' na provincia de Minas
Geraes, a pena de um mez de prisao a que foi
condemoado em grao de apellaco pela retaco
do Rio de Janeiro.
A Jos Goncalves da Costa foi commutada em
200$ para as obras do cemiterio da cidade do
Mar de Espanha, ni provincia de Minas Geraes,
a pena que lhe foi imposta pelo jury da mesma
cidade, como incurso no grao mnimo do art.
201 do cdigo criminal ;
A Joo Jos de Aodrade foi perdoada a pena
de 20 annos de gales a que eslava coodemnado
pelo jury do termo da Capella, da provincia de
Sergipe.
Por decreto de 10 do correte foram no-
meados :
Terceiro escriplurario da alfandega da cdrteo
do thesouro nacional Carlos dos Santos e Oliveira
Pinto ;
Administrador das capslazias da alfandega de
Albuquerque, em Mallo-Grosso, Joo Correa da
Silveira.
Por decreto da mesma dala foi eoncedida a
demisso que pedio Barlholomeu Jos de Carva-
1 to do emprego de solicitador dos feitos da fa-
zeoda da provincia das Alagas.
Por decreto de 7 de corrente foram reforma-
dos, como pedirara, o capilo de mar e guerra
graduado Pedro Paulo Boutrouelle, e os capttes
de fragata David Petra de Barros e Joo Climaco
Nunes, aqoelle como sold de capilo de mar e
guerra e graduaco de chefe de diviso, e estas
no posto de capilo de mar e guerra com o res-
pectivo sold.
Foi nomeado lente cathedratico da primeirs
cadeira do terceiro anno da faculdade de direito
de S. Paulo o lente substituto Dr. Jos Bonifacio
de Aodrada e Silva.
Foi coneedide o titulo do conselho ao marechal
de campo Francisco Flix da Fonseca Pereira
Piolo, director geral da segunda directora geral
das ecretariade estado dos negocios da gerra.
Consta-nos que o governo imperial, em res-
posta i communicaclo offlcial que recebeu, de
haver o rei Victnr Kmmanuel II tomado para si
e seus successores o titulo de rei da Italia, de-
clarou que neobuma duvrda teria em reconhecer
ase titulo desde que o mesmo aegusto seohor o
notificasse por carta a S. M. o Imperador.
Foi exonerado da presidencia da
de Matto-Grosso o Sr. Antonio Pedro
entro.
provincia
de Alen-
Foram removidos :
O juiz de direito Antonio Franciico de Azevedo,
da comarca de Rezende, da provincia do Rio de
"*lF0'J" o Rio-Grande, oa de S. Pedro
do Rio-Grande do Sol ;
O juii de direito Frederico Augasto Xavier de
O Sr. conego Joaquim Pinto de Campos distri-
buio impreso o sermo por elle pregado na festa
da Virgen) da Piedade, celebrada aate-hootem
na igreja da Santa Cruz dos Militares
Os que tiveram afortuna de ouvir o-eloquente
orador, com percorrer-lhe e meditar-lhe o dis-
curso no rcmsnso do gabinete nada perder*m das
rm pressdes recebtdas, eos que nao conseguir m
ouvi-lo podero edifkar-se com a leitora deste
bello sermo, embora despido do colorido e da
expresso que o pregador soube dar-lhe com a
sua palarra inspirada.
it
Honlem nao houve sesso no senado por falta
de numero legal.
A cmara dos deputados approvon hontem, de-
pois de orar o Sr. Paranagu, a proposta do or-
namento na parte relativa despeza do ministe-
rio da justiga, com as emendas da commisso,
rejeitaudo todas as entra.
Occupou-se depois com a discosslo da mesma
proposla na parte relativa despeza do minis-
terio dos negocios estraogeiros. Orsram os Srs.
Couto e Amaro da Silveira, fleando a discusso
encerrada.
Foi offerecida a seguinte emenda :
9o Com o pagamento das reelamaces bra-
sileras e hespanholas, na forma ajustada......
775:090*708.
O 9* passe a ser 10.Paranafu.Pinto
Lima.J. de Alen car.
Foi apreseolada pela Ia commisso de o re-
menlo a seguinte resoloco :
A assembla geral legislativa resolve:
Art. Io A lei n. 1.1H, de 27 de setembro
de 1860, decretada para o exercieio de 1861 a
1862, continuar em vigor no anno fioaneeiro de
t8og) a 1863, emquante nao (or promulgada a lei
do orcamento deste exercieio, considerando-se
como parle da mesma lei as despezas nao con-
templadas nellas, mas autorisadas por outras leis
anteriores e posteriores presente ; exceptundo-
se os crditos abertos para servidos limitados ao
exercieio da referida lei n. 1,114. os quaes nao
continuaro alm do seu termo, e modificndo-
se algumas das suas disposiQoes na forma dos
seguiotes paragraphos:
Io Fica revogada a autorisacao dada no
1* do art. 11 da sobredita lei, e o governo des-
de j autorisado:
| 2o Para pagar as dividas de exerccios fin-
dos liquidadas, e as que se liquidarem no cor-
rele e futuro exercieio.
3" Para rever o regulameoto do imposto
do sello, promulgado pelo decreto n. 2,713 de
26 de dezembro de 1860, oo podendo augmen-
tar as taxas, nem estend-las a objectos nella
nao compreheodidoa.
5 4o Para incumbir ao* escrives do civel,
cumulativamente com os tabellies de notas e
escrives dos juizes de paz, sem dependencia de
distribuigo, o lavrarem as escripluras publicas
de compra e venda de escravos.
Neste documento nao setfi transcripto por
extenso o conhecimento do imposto, declarndo-
se somonte o seu Damero e dala, a quantia e a
estaco arrecadadora.
a Art. 2o Ficam revogadas as disposic,5e em
contrario.
Paco da cmara dos depuUdos, 13 de agosto
de 1861./. M. Pereira da Silva.A. T. de
Moneorvo e Lima.P. Jt. Soares de Souza.
apresentava a receita confrontada com a despeza,
enchi-me de confianza vendo que a assembla
esteva disposta a tomar todas as medidas qoe
tendessem a melborar esse estado.
Nao foram esteris voseos trabalhotj, sanho-
res; suppondo mesmo qae este annoawaWfiza***
ceis, ahi esto do anno passado muitas providen-
cias uteis e econmicas para recommendar-vos
gratidio da provincia. Nto sendo pora poaai-
vel que vea abandone a prudencia e illtsttraeo
com qne ve houvestes-, creio firmemente
aos servirlos que prestaste entao eausa pub
vir-se-hao ajuntsr outrosv
a rfosem circumstauciao sao boje um pouco
mrlhorwav aoeao veris fallo na rendas. Alguna dos nosaos compromis-
sos acbam-se olvido*. Temos com ludo muitas
obrar enceladas que nn pdem ser lavadas a
effeilo sem o emprego de grandes quairttar, de
Isorte que nossa estado nao tal que suspenda
todos- os* recejos qneentoo- libamos-; se- formos-
'prudentes conseguiremos restaurar, e mesmo aug-
mentar nossas foro"; se- formos imprudentes
iautilisaremos os estorbos e sacrificios emprega-
dos at o presente, e o mal se aggravara. Para
prodazic a ruina de um Estado s veces besta
urna medida m; paca.preduzir a prosperidade
necessario urna serie de esforcos, I necessario
prudencia, constancia e terapo.
No dia 6 procedeu-SB k lerco da mesada as-
sembla que Qceu coraposta dos Srs;: presidan'
te. Cesado Augusto Gama ; vjee-presideote, Dr.
Francisco Jos de Araujo e Oliveira ; 1* secreta-
rio. Dr. Ernesto Pires dos Mares Guta-r e n-
dito, Francisco Peixoto da Mello.
Fra convocada pela presidencia a assembla
provincial que tem de funecionar na t4 legishtu-
ra, expedindo-se or leas para a eleigao de seus
membros no dia 3 de novembro prximo futuro.
_-. !S -
O senado occupou-se hootem com a 1* discus-
so da proposta do governo fixando as forgss de
trra para 1862 a 1863. Orarara os Srs. marquez
de Olinda, Souza Ramos e D. Manoel^ e a dis-
cusso ficou adiada pela hora.
A cmara dos deputados occupou-se hontem
em primeiro lugar cora a discusso do parecer e
veto em separado sobre a eleico do 2o districto-
da provincia de Peroambuco. Orou o Sr. Paes
Brrelo, (cando a discusso adiada.
Approvou depois em 2a discusso o artigo da
proposta de or-amonto na parte relativa des-
peza do ministerio dos negocios estraogeiros com
todos os seus paragraphos e emendas da com-
missio.
Era ultimo lugar occupou-se com a 2* discus-
so da mesma proposla oa parle relativa des-
peza do ministerio da maiioha. Orarara os Srs.
/.icarias, Lamego e Barcellos, ficando a discus-
so adiada.
Foram offerecidas pela commisso as seguintes
emendas:
a Ao 17, ajunte-se a quantia 10:2345100 ne-
cessaria para occorrer as despezas dos novos pba-
res estabelecidos na Pona dos Naufragados, em
Santa C-tharina, e na ilha do Santa Barbara dos
Abrothos,
A# 20. accrescente-se a quantia de........
7:137g6lK) proveniente de maior dispendio cora
seis officiaes de diversas patentes ltimamente
reformados a
Pelos Srs. Lamego, Rodrigo Silva, Ribeiro de
Andrade, Nebias, baro da Bella-Vista, Carlos
da Luz, Costa Pinto, Silveira da Molla, Barbosa
da Cunha, e.Henriq*-es foi tambe offerecida a
seguate:
a Fica o governo autorisado a mandar cons-
truir phares na barra de Paranagu, barra do
norte era Santa Calharioa, e a melhorar o actual
pharol da Mocita oa barra de Santo.
Esto inscriptos com a palavra os Srs. Ftlix
da Cunha, Viriito e FurUdo, contra; e a faror
os Srs. de Lamare, Pereira Pinto e Silveira da
Molla.
16
Da ordem do dia a. 274 publicada pela repar-
tido do ajudaole general, em dala de ante hon-
lem, constim as nomesQes seguintes :
Do Sr. capilo do corpo de eogenheiro Fran-
cisco Xavier Lopes de Araujo, para adjunto de
desenho da escola central;
Do Sr. Manoel Francisco de Oliveira, para phar-
maceutico do corpo de ssle do exercito. De-
creto de 10 do correte.
Feitas pelas respectivas presidencial e appro-
vadas:
Do Sr. torrente coronal reformado da guarda
nacional e alteres tambem reformado do exercito
Antonio Teixeira de Carvalho, para encartegado
do arraazero daattigos bellicos da cidade do Rio
Grande.
Do Sr. capilo do corpo de estado maior de 2*
classe Antonio Jua Das Nuues, para ajudante
do encarregado do supracitado rmazem de arti-
gos bellicos.
Do Sr. major graduado reformado do exercito
Antonio Ferreira Rufino, para encarregado do
armazem de artigos bellicos da provincia do Es-
pirito Santo.
Do Sr. major do corpo de estado maior de 2a
classe Joo Das Ampuero. para commandar a
fortaleza de S. Francisco Xavier 4a Barrak na
provincia do Espirita Saoto.
-17
Lonlnuou hontem no senado a Ia discusso da
proposta fixando as forjas de trra pava o anno
de 1862 a 1863; orarara os Srs. visconde de Al-
buquerque, marquez de Caxias, Souza Franco e
Manoel Felizardo. A discusso ticou adiada pela
hora.
companhia brasHeira de paquetes a vapor, como
meios de ofter-ee ama conveniente e necessaria
reduceao de despeza.
facto reeooaecido que se podo diminuir o
* ou, deixndo de sciencia os lam
.**>oras de luar em toda a cidade, e sim-
Plesmenre nos arrebaldes. ou, o que commis-
a P"*" IB*i* conTenienepagndo-se alter-
nadaroeejU todos os dias de carta hora em dianto,
u* w>. por exemplo, metade dos lampees
em lea a orea por que se achara elles espalha-
Oosv Deste raudo se conservarla* a luminacac
B-r5*i??*ra P0,iciamento da corle, e a commo-
dldade do raro transito de urna pequea parte
da populacoque circula nessas horas morta.
sobre essas bases o governo pode com van-
tagem obter, sem prejuizo da companhia, notavel
reduegaoda despeza actual.
Quanto compaohia brssiteira de paquetes
a vapor, o estado. depioravaL a que ella se aeh*
w* reeewr a internrpco repentina dss sass via-
gens^se o estado a ae auxiliar cora um avanco
da subvengao por seis mezes, fazendose men-
salraeute um descont proporcional desse adian-
ti,B*,a"' tealizaodo porm fssa medida, cum-
pre que ella d lugar novajo do actual con-
trato, no sentida de dlmiouir o numero das via-
gens, desooerando assim os cofres pblicos da
excessiva despeza que sobre elles pesa.
Essa dimiuuigo das viagens pode e deve ser
feita sem prejuizo daa oramuoieacoes entre a*
provincias, por meio de ama prudente combina-
cao das viagens dos paquetes brasileiros com as
viagens dos paquetea ingUzea e fraueexas, cuja-
regularidade facilita aquella medida. E* certo
que os paquetes estraogeiros s tocam nos por-
tos de PernamDueo e Bahia ; mas com urna meia
viagem do Maranho a Pernarabuco, ou com me-
lhor regularidade das corapanhias proviociaes e
intermedias, saliafaz-se as exigencias de admi-
nistraco e do commercio.
PROPOSTA.
Art. 8 O ministro e secretario de estado
dos negocios de agricultura, commercio e obras
publicas autorisado para despender com os ob-
jectos designados nos seguiotss paragraphos a
quantia de 7.210:127g020 ; a saber
1. Secretaria de estado.........
2 Sociedade Auxiliadora da Iq-
diiBtria Naciooal...............
3. Melhorameoto da cultura da
canna de assucar, etc.........
4. Descobrimento e exploraco
de minas de carvodaupedra..
5." Garanta, de juros s estradas
2,433:000g00O
605:6818606
55:943^500
762 7800000
80:0009000
600:000000
30:0C0#U00
2I:957S000
10:0009000
1,000:0009000
SattWVPOO
53.840JW0O
&
Frederico Leopoldo Cesar de Burla maque, con-
selheiro Alexandre Mara de Matiz Sarment, Dr.
Bernardo Augusto Nascentes de Azambuja, Dr.
Manoel Ignacio de Aodrade, tenente-coronel Ja-
ciolho Vieira do Couto Soares, Dr. Augusto Dias
Csrneiro, Dr. Manoel de Oliveira Fausto, senador
Jos Pedro Dias de Carvalbo, Antonio Joaquim
de Azevedo e Antonio Luiz Fernandes da Cuoha.

O senado approvou hootem em segunda dis-
cusso, diversos pareceres da commisso que es-
tavam na ordem da dia.
Continuando depois a primeira discusso da
proposta de fixacta de forcae de lena, foi ap-
provada, e entro* logo em segunda discuaao o
artigo Io. Orararam oaSra. visconde de Jequi-
tinhonha, marques de Casias e visconde de Al-
buquerque, e ficou encerrado o debate sobre o
artigo 1."
Conliauoii hontem na cmara dos deputados a
1* discusso do projecto que manda vigorzv oo
execcicio de 1862 a 1863 o orcamento vigente.
Orou o Sr. ministro da fazeuda.
Contiauou depois a 2a discusso da proposta
do orcamento na parle relativa despeza do
ministerio da marinha. Oraram os Srs. ministro
da marinha, Zacaras e Tavares Bastos.
Ambas as discussoes fkaram adiadas pela
hora.
Foram offerecidas as seguintes emendas pelos
Srs. Pereira Pinto e Silva Nanea:
Ao 9o acrescente-se : Ioclusive a quan-
Ua neeessafia pata aereeco de urna compaohia
de aprendizes marialnirus na provincia do Espi-
to Saoto. >
Ao 22 acresc-inta-se : Inclusive a quan-
tia de 60:0009 para a obra de um pharol na barra
da Victoria, capital da provincia do Espirito-
Santo.
t Ao mesmoparagrapho acrescente-se : In-
clusive a quantia de 40:0009 paca a desobstruc-
Co e canalisaco da barra de Ifapemerim, na
provincia do Espirito Sauto.
Recebemos folhas de Minas at 7 do corrente.
Installou-se no dia 4 a assembla legislativa
provincial com 21 membros. sendo-lhe apresen-
lado o relalorio da presidencia, que cornaca nos
termos seguiutes:
a As esperanzas qne me animaram o anno pas-
sado qoando vos vi reunidos, esperances que nao
foram. illusorias, porquanto traduziram-se em
factos, reanitnam-se boje e tornam-me grate o
dever de expor-vos o estado da provincia.
Lutsndo com embaraces graves a aeco do
governo provincial seria quasi estril se a assem-
bla em vez de secundar seus esforcos, tralasse
de crear-lhe obstculos.
a Longe de desanimar en face do dficit que
A cmara dos deputados oceupoa-se honlem
com a Ia discnsio do prejecto que manda vigo-
rar no etercicie de 1862 a 1883 o oreameolo vi-
gente. Orou o Sr. Ottoni.
Conlinuoa depois a 2a discusso da proposta
do orcamento na parte relativa despeza do mi-
nisterio da marinha. Orou o 8r. Pereir-a Pinte.
Ambas as discussoes licaram adiadas pela hora.
Foi apresentado o seguinte parecer:
A 2a commisso de ornamento, depois de exa-
minar o artigo da propesta do governo que se re-
fere ae ministerio de agricultura, commercio e
obras puWicis, lera a honra de apresenta-la con-
vertida em projecto de lei, com algumas emendas
que passa a justiflesr.
As reducc/jes feitas pela commisso & pro-
posta do governo montam em 102:8579. prove-
niente : de 10:0009, as eventoees; 1*9009. na
verba dos teiegraphos era virtude de nova orga-
nisago dada pelo governo a esse servirlo; de
9:9579, na verba relativa ao jardirn botnico da
Lsgda de Rodrigo de Freitas, coosequencia do
contrato celebrado por este ministerio para o cos-
teio e melboramento desse estabelecimento ; de
74:0009, na verba relativa illuoiinaco da cor-
le, arista da diminuico que o governo pretende
realizar ao consumo actual, reco onecida mente
excessivo, ainda em coraparacao com as mais
bem Iluminadas cidades da Europa.
Aproveilando-se dessas reduegoes, julgou a
commisso conveniente applicar urna parte della
a algumas necessidades indispensaveis.
Dirersas exposiges se tem feito na Europa,
sem que o ooaso paz, rico e abundante, se nao
de productos manufacturados, ao menos de pro-
ductos naturaes,. tenha concurrido de urna manei-
ra digna e ul para o seu commercio. Coovm
que na expesico que deve brevemente ter lugar
em Londres se faca urna tentativa que pode eer
coroada dos melhores resaltados, e para esse ef-
feito consigna a commisso ama verba de ris
30:0009.
A convenieacia de tornar mais eonheciJo na
Europa o nosao paz, sobre o qual aili correm no-
ticias falsas, que Unto empecem a emigrcao es-
pontanea, e mesmo a colonisajo por contrato,
justifica po animo de vossa commisso o aceres-
cimo de 6:0009, que consigna para auxiliar a coa-
tinuaeo da obra intitulada Brasil Poresco, cu-
ja primeira parlo, j publicada, so recommenda
pela perfaigo do trabalho arstico, e pela coa-
scieocivsa apreciaco do ooaso estado.
Circumstancias que esta augusta cmara nao
ignora tendem a elevar a nossa cultura do algo-
doa um alto grao de importancia, tirando-a do
marasmo a que a reduzo a competencia viclo-
nosada prodnxco norte-americana; iguaesal-
terares se podem dar de improvise em outros
ramos da nossa agricultura, e que precisen] ser
animados. Estas consideraces levaram a com-
misso a ampliar a rubrica da verba n. 3, e a
consignar mais 2:0009 para a sociedade Auxilia-
dora da Industria Nacional, que tao relevante
auxilio presta ao governo nessa especialidade.
a Montando esses accrescimos em 38.0009, a
reduceao final obtida pela commisso importa em
64:837: nao contada a verba de 205.0009 com
llmpeza e irrigacao, que paisou do ministerio- do
imperio a que primitivamente eslava anexo eese
servido.
*. Alm dessas emendas, entende a commisso
conveniente autorisar o goveroo a tratar a nova-
eio dos. contritos da companhia o gaz, e da
170:0009000
4:0009000
20:OOOJOOO
8:000g000
_ Ode,ferro e de rodagem........ 803:9613714
6. Subvenpo s compaohias de
navegago a vapor............
'." Obras publicas geraes, e au-
xilio s provincias............
8." Teiegraphos.................
9.a Reparliso geral das trras
publicas, medijdo destaa e co-
lonisago......................
10. Cathechese e civilisaco dos
,,io^V........................
11. Correio geral................
12. Eventuaes...........m-------
No municipio da corte:
13. Jardim Botnico da Lagoa
de Rodrigo de Freitas.........
14. Dito do Passeio Publico.....
15. Obras publicas!..............
16. Corpo de bombeiras.........
17. Illumnaco publica.........
18. Exerccios lindos............
emendas da-commisso.
Ao n. 2Em vez de 4 OOOg diga-se 6:0009.
Ao u. 3Em vez de cultura da caons, etc.,
dgasecultura da canoa, algodo, trigo o ou-
tros productos agrcolas.
46*0j50b3~EH> 1Ug" 55;943*500' diga"8*
Accrescente-ae no o. 12Para a remessa de
productos para a exposico de Londres 30:000$.
Accrescente-se no n. 13-Para auxiliar a
conlioua5ao da obra Brasil PiUoresco 6:0009.
Ao n. 12, que passa a ser 14Em vez de
30:0009, diga-se 12:0009.
n." A"n- '3f que passs a ser 15Em vez de
21957g, diga-se 12:000$.
Ao n. 15, que passa a ser 17, diga-se obraI
publicas, compreheadido o palacio imperial.
. ,o ft ,7, 1ue PasM a e 19Em vez de
043:8109, diga-se 469:8409
Accrescente-se no n. 20Cem a limpeca e
rngagao da cidade 205:0009.
O o. 18 passa a sor 21.
Para seiem collocadas onde coovier:
I." Fiea o goveroo autorisado para tratar da
novacao do contrato da companhia a gaz, no sen
tido de diminuir o consumo que actualmente se
faz, e a despeaa relativa.
a 2." Fica governo autorisado para adantar
compaohia brasileira de paquetes a vapor seis
mezes da subvengo, con a clausula de desconta-
la as prestaces mensaes; e para tratar da no-
vado do contrato da mesma compaohia no sen-
tido de diminuir o numero das viagens e a des-
peza relaiiva.Pro Lima.C. Paranagu___
/. de Alencar.
O vapor de guerra inglez ^roant, trouxe fo-
lhas de Montevideo at 9 do cotrente;
A noticia mais importante, ou antes a nica
de importancia que nollas encontramos, a mais
inesperada, mas ao mesmo lempo a mais agra-
davel que daquellas paragens nos podia vir. a
da paz outra vez aesentada entre a provincia de
Bueoos-Ayres e a Repblica Argentioa.
Nao daremos a noticia como absolutamente in-
cootesiavel, nem affiancaremos que nao podes-
sem sobrevir circumstinciss que zessem desva-
necer-se lo gratas esperancas; o que s pode-
mos saber o que nos assevera a imprensa pe-
ridica de Montevideo,,e essa d tads por feito.
Segundo ella, foi no dia 5 qua ae deu este roe-
moravel aconlecimeoto, resultado de urna confe-
rencia que tiveram as Piedras (povoaejio mar-
gem do Paran, a urnas quatro legoas do Rosario]
o presidente Dereui e os generaet Urquiza e Mi-
tre, e qual aesisliram osmiaistros estraogeiros,
que haviam tomado a peite servir de mediado-
res nesla desgranada canteada.
O vapor de guerra hespenhol Concordia, que
fot para Montevideo o portador desta nova, que
nao desdiz do seu nome, Dada pJe adiantar ofi-
cialmente a respeilo das bases em que assentava
o paci i o Pueblo poraa diz saber de pessoas
competentes haverera ellas sido seaaraco de.
Buenos-Ayres do reslo da Coaederacjio, al ex-
pirar o prazo da presidencia de Derqui, e paga-
mento de dous milhoes de pesca por parte da-
quella provincia.
lioje deve estar aqui o Espigador. Por elle
provavel que tenhamos alguns detalhes ; ae-
crscenta a mesma folfaa. e o eommeodanle do
-trdent aasegura haver effeclivamente- chegado
aquelie vapoc antes de sua sahida, confirmando a
noticia da paz.
Ajuota anda o mesmo Pueblo que, assignada
a paz, partir o presidente Deiqui para o Para-
n, afim de contrabalanear a oppesicao do con-
gresso ; eocabecada por Calvo e Barra, e acal-
mar os nimos, que nao se mostravam mui incli-
nados paz.
Possa cala obra ser duradoura, a que appe-
tecemos aos aossos vizinhos
Do Paran referem baver o governo nacional
posto o cumpra-se oa lei que onera com 6 por
cenloe 3 por ceuto i valoren as mercaderMS
sujetas a 20 por eento e 15 por nto de direitos
de importacao.
Em C.irdova deixou Derqui o Dr. Fernando F-
lix de Allende eocariegad do governo da pro-
vincia, dando-lha por ministro geral do mesmo
goveroo o Dr. Jeronymo Corl.
O poder execaUvo nacional resoUeu a veinte-
gragao de D. Podro Alcona como governador e
Santiago, cargo que este se vira obrigado a abal-
donar a Taboadas.
Ni Bolivia foi eleito presidente da repblica o
general D.Jos Mara de Acha.
De Chilehavia noticias at9 de juooo, e, se-
gundo lias, cortiam sem a menor perturbar
da ordem os elei^oes de eleitorea do presidente
da repblica.
OaescruUoiMj corlhecidos, que eran de Val-
paraizo, Quillota e Casa-BUnca, davam, affir-
ma-o o Mercurio, grande maiorio aos eieitores
que suslentam a etndidatera de D. Jos Joaquim
Prez, do partido do presidente Montt, maa esa
subsluuico da candidatura Varas.
Por decreto de 17 de julbo ultimo faram no-
meados o presidente e membros da commisso e
do jury que tem de presidir expesico nacional
na corte, em principio do auno prximo futura, o
de julgar oa productos o artigos exposto, ficando
composla do modo seguinte :
Presidente, marquez de branles
Membros, senador Jos Ildefonso de Souza Re
mos, visconde de Itaborahy, visconde de Barba-
cena, conde de Baependy, barao de Mau, Dr.
Recebemos folhas de S. Paulo at 15 do cor-
rete.
O chefe de po'icia da provincia lioha partido
para, Mogy das Cruzes, afim de garantir alli a or-
dem publica e a liberdade do voto na eleico
primaria a que se vai proceder.
- 19
Foram anle-hontem apresenlados na cmara
dos deputados os seguintes pareceres e voto em
separado :
a A commisso de juslica civil, a quem foi pre-
sente o projecto n. 108 do anno passado, vem ex-
por sobre elle o resultado dos seus estudos.
A commisso julga conveniente fazer a nsr-
raco fiel e circunstanciada da questo, para que
fiquera bem em relevo os motivos que por ventu-
ra auloriaarem qualquer deciso que tenha de ser
afioal adoptada por esta augusta cmara quaolo
ao pagamento da quantia devida pela fazeoda pu-
blica ao representante, competentemente habili-
tado, do conde da Batea, de conformidade com a
deciso do poder judicial.
Falleceudo o conde di Barca em 1817. o seu
herdeiro, Joo Antonio de Araujo, depois de en-
celar o respectivo inventario, retirou-se para a
Europa, onde tambem fallecen, deixando por her-
deiro o seu sobrinho Aatonio de Araujo, o mes-
mo que cedeu dos seus direitos em favor do ac-
tual reclamante.
Dos bens deixados pelo conde da Barca (a-
zum parte urna casa ra do Passeio Publico,
onde se acha eslabelecida a secretaria da jusliga,
e urna livraria com posta de 74,000 voUmes, que
boje do dominio do Estado.
a Joao Rodrigues Pereira de Almeida, depois
baro de Ub. exeeulava o casal do conde como
credor; e, subrogando-se a fazeoda publica nos
direitos do mesmo baro, proseguio nos ulterio-
res termos da acjo, at que obteve seotenca de
adjudicarlo do referido predio pela quantia de
14:6009, dando por conta desta quantia 9:7359120,
como pagameuto da divida ao baro de Ubi, e
4169874 a um outro credor, ficando respoosavel
para cem o herdeiro do casal do conde da Barra
em 4:48$996.
Tendo de ser arrematada a livraria de 74,000
volumes, coubo ao padre Joaquim Dmaso, bi-
bliothacsrie da biWiot*eca publica, autorisado
pelo principe regente, arrematar toda a bibliothe-
ca do conde pela quanlia de 16:8189, cora obriga-
co de depositar o producto da arrematars no
antigo banco do Brasil, dentro de tres dias.
Correrara os lempos, al que em flns de 1848
appsreceu o herdeiro Antonio ae Araujo recla-
mando a restituico desses bens. por terem sido
iudev,Jmente incorporados nos proprios naci-
naes. os os seus valores reaes.
No thesouro oo foi contestado o direito do
redamante, mas por despacho do ministro res-
pectivo ordenou-se-lhe que se habilitasse.
Ventilado pelo reclamante o seu direito pe-
rante o juizo dos feitos da fazenda, allegou-se
por parte d faaeuda a excep;o de prescripQoda
divida, qae fura aceita.
Levada a questo por appellaco para o tri-
bunal da relaeo do Rio do Janeiro, fra a fazeo-
da, como cessonaria do baro de Ub, e como
arrematante da livraria do casal do conde, cov-
demoada ao pagamento dasquanlias reclamadas
em moeda forte, com os juros pedidos no libello.
lnlerposto pela fazenda o recurso de revista,
foi concedido, sendo designada para revisora a
relaeo da Bahia, onde foi de novo a fazenda
condemnadaa pagar a quantia de 21:2649396.
com a declaraco porm de que os 16:8199400,
producto da arrematarlo da livraria, sero pagos
em moeda forte com os juros da lei, coolsdos
desde o lempo da incorporaco; e pelo que res-
peila aos 4:4i79, e pagamento ser realisaio na
moeda que actualmente corre, por nao se consi-
derar acerca desta qusrlia a fazenda publica em
mora.
blenlo o rafia man te precatorio contra o
thesouro, e alli afkaeotando-o, foram ouvidas
as secc.es reunidas de juslica e fazenda do con-
selho de estado, que opinaran) pelo pagamento,
aecresceotando as seguintes palavras :a fazenda
defendeu-se como parte, e no entender das sec-
coes baveria verdadeira eonfuso de poderes sa o
thmsouro, depois de coodemnado como parte, se
arfrasse em juiz de seas jaizes para apreciar a
juslica da deciso o examinar se a divida est
prescripta, ou apreciar o quantum da divida.
Em conseqaencta do que, dirigindo-se o go-
veroo cmara doa deputados pedinde a decre-
tado de fundes para pagamento da divida, fra
ollerecido o projecto n. 108 sobre o qual tendo
ouvida a comuiissao de fazeoda coneloio pelo pa-
gamento.
Por occasiao da discuseo do projecto resol-
veu a cmara em sua- aaboderia ouvir tambem a
comraiseeo de justic, qae aa sua exposico cir-
cumscrever-se-ha priocipalmento a interpr o
seu parecer com referencia a algumas quesles
do direito a que se prende a materia do projecto.
A commisso entende em primeiro lagar que
das sentencas do poder judiciario, quande ao po-
der legislativo parecer que sao injustas, nao ca-
be outro recurso que nao seja o da aeco resci-
soaia.
< Por mais de ama vea lem-se agitado esta
questo, prctendeado uas dar ao poder legislati-
vo atiriauices arapliasimas, firmando- paro
isto na sua competencia exclusiva de decretar
fundos para pagamento das despezas do Estado.
Este mesmo principio, consagrado no naseo
pacto fumiameotal, restrictivo par a questo
vertente, e nao pedera por ama ampliae toda
gratuita conferir ae corpo legislativo a attribuice
de coiilieeer daa decisoes do poder judiciario pa-
ra por si mesmo nuilinca-las.
Tem sido argumento para mellos a disposi-
e o art. 31 da lei de 24 do outubro de 18S2,
asaim concabida :Nao ser inscripta e nem pa-
ga divida Iguma que raspis a perdaa de parti-
culares por motivo de guerra lotera e estera,
sem aulorisacoda assembla gersl.
a Parece commisso quo soeomo por este ar-
tigo de lei oo se peder chegar conciuso de
que a cmara pode, sarapre que r chamada a
votar fundos para pagamento de taea dividan,
converter-se em um grande jury nacional, com
attribuiQes de um poder superior ao verdadeira
poder judiciario.
Mas commisso prescinde de alongar-so
o esta parte porque o pagamente de que se trata
uo respeita perda de particulares per motivo
de guerra interna ou estero ; deriva-so do ama
obrigacao contrabida pelo thesouro como cessio-
nario dos direitos do baro de UM e como arre-
matante de urna livraria perleoceote ao casal do
conde da Barca. O papel potd que representa o
thesouro o de uro doeedor coraaaum, sujeito s
disposigoea cosa raaos da nossa leglaco.
a Em taes circumstancias as decisoes do peder
judiciario, en cuja eataoilidade principalmente
repousa a ordem social, ai poden ser destrui-
das peto poder legislativo, son desconhecer-te a
independencia daquelle peder, definida no art.
151 da nossa constitu cao, sem confundir pelo ex-
cesio de allribaic^es a diviso e harmona de ca-
da um dos poderes polticos, que pelo art. 90 foi
consideradacomo o principio conservador dos
direitos dos cidados, e o mais seguro meio do
fazer effeclivos as garantas que a constituico of~
ferece.
c E' certo qoe desapparecea saneco legal pa-
ra a sentcnc do poder judicial nos caaos em que
o corpo legislativo esquivar-oo do votar fundos,
urna vez que aenhum outro peder cumpelli-lo a
iato: mas nota commiaao que do uso do na
poder para o abuso delle differeoca palpare!.
E nem paree* que dKaeopematora estaopi-
niao, que alia* lino o principio d iudependoa-
ciados podwo*, o- nao pnajartica interpoaicao
do recureo da aegao rosciaoria. senpeo a\u> bou-
ver injusti? manifest ou nullidade no julgado.
O mesmo procarador fiscal nao o descoohe-
-ceu quaodo escroveu nu eu parecer o seguinte :
Essa senteoca porem passou em julgado, e
della nao cabo seno o recurso incerto e precario
ds aeco rescisoria, etc., etc.
a Este recurso considerado incerto e precario
o que a commisso recoobece e o que indicar -
camarr como o legal nos casos em que verificar
que o poder judiciario condemnou iodevidamen-
te'e Estado ao pagamento desta ou daquella
quantia.
Cura relaeo materia sujeita, nota a com-
misso que por parte da fazenda oppoz-se o se-
guinte :prescripeo da divida, incompetencia do
juizo, injualie* do pagamento drtiida em moda
forte e com os juros desde o tempe da incorpo-
rarlo da livraria nos proprios nacionaes.
A commisso uo demorar-se-ha na questo
de prescripcu porquo juiga-a iot>iremeote des-
tituida de fundamento, e uo v nenhuma razo
jurdica que-iteiUe a fazeoda do pagamento de
urna divid, que pelo Estado foi sempre confes-
aad.
Quaoto incompetencia-de juizo, parece
commisso que ella nao existe, e que de todo
desappareceu desde que pelo therouro fdr o re-
clamante remeldopari o poder judiciario, pe-
ranle quem se deveria habilitar, e finalmente por-
que a competencia tlrmou-se com a acquiescan-
cia de ambas as partes.
Alm de que, invocando os principios geraes
de direito ver-se-ha com a autoridade delles e de
jurisconsultos distioctos que se poder sustentar
a competencia do poder judiciario por perteocer-
Ihe a jurisdieco ordinaria e pelo direito de terri-
torio.
A jurisdieco ordinaria, fallando com Demo-
la, aquella que conferida univertaliter et
pro modo lerritorii.
_ A palavra territorio, lomada uesta aecepeo,
nao significa somente a eircumscripco de um
tribunal. Para ter este direito, segundo explicara
os mestres,para ser investido dest alta pre-
rogaliva, preciso ter da lei primitivamente, a
titulo universal e em urna circumscripco deter-
raiuada, a plenilude da autoridade judiciaris, ou,
o que a mesma cousa, ter nesta circumscripco
a represso de todas as iofraccoes de lei e oa
meios de coerco necessanos para forjar todos os
cidados obediencia que lhe devera. Este po-
der, capaz de inspirar um respeite salo tar, fez.
segundo refere um esetiptor, que es Romanos
chimassem terrilorium a circumscripco dentro
da qual o magistrado tem o direito de distribuir
justica.
< De maneira que, se em cada, circumscripco,
dadaodir. no de territorio oo pertence sene ao
magistrado que tem a jurisdieco, a titulo primi-
tivo a universal, claro, accresceota o mesmo
escriptor, que, quilquer que seja o numero dos
tribuoaes estabelecidos nesaa circumscripc>, s6
um poderia dizerstou no meu territorio.
Cum plenissimam jurisdiclionem habeat.
Tratando finalmente ds coodemaaco do pa-
gamento em moeda forte, e principalmente dos
juros dessa moeda desde o lempo da incorpora-
cao da liyraria no proprios nacionaes, entende a
commisso que cabe por essa deciso o recurso
da aeco rescisoria, por pareeer-lhe contra direi-
to expresso a cobraucade semelhaoles juros, ou
cousidere-se a divida como deposito ou como he-
ranga jaceole.
Presciodiodo de soccorrer-se a outros prin-
cipios que a commisso reserva para na discus-
so f*/-lo, afim de nao estender demasiada-
mente este parecer, citar apenas a disposicao da
ord. liv. 4 (11*50 l\ na qual est eslabelecido
que a mora deve conur-se do pedido, quo co-
rneja da litis-conteaUco em diante, ord. liv. 3"
til. 66 Io.
Sem querer, para o caso qualquer privilegio
dos concedidos fazenda, tira-la da coedicao de
devedor commum, nao se lhe poderam appiicar
outras obrigaces, alera daquellas que a legisla-
rlo defini.
Resumindo a commisso de parecer:
< 1. Que neohum outro recurso cabe, seno o
da aeco rescisoria;
a 2.* Que para se o intentar, emqaanlo ao pa-
gamento dos juros a que fra iadevidamento coa-
demnada a fazeoda, deve asta cmara officiar ao
governo para que este animo ordeoo fazenda,
a quem incumbe intenta-lo como parle;
3. Qua finalmente continu o projecto 103
em discusso.
Sala das commissoes, 10 de agosto de 1861.
M. P. de Sooza Dantas.F. Jos Furtado. >
Concordo inteiraraente cora os meus dignos
e illustradosfollegas da commisso de justica ci-
vil as concluses seguintes desea parecer :
1.a Que certa e real a divida em que se
acha a fazenda para com os herdeiros do conde
da Barca pela compra de sua importante lirraria
e pelo resto do prego da casa que foi adjudicada
a mesma fazenda.
2.a Que contra essa divida Bao se podia al-
legar prescripeo alguma, e com razo foi esta
repellida pelo poder judiciario.
3. Que este poder com perfeita competencia
decidi a demanda que aquelles herdeiros ou seus
cessionsriosiotentaram contra a fazenda nacional
afim de haverem o seu pagamento.
4.a Que essa deciso nao pode ser nulificada
pelo poder legislativo, negando os fundos para
esse fim necessarios, sem oftensa da constituico
e sem os maiores inconvenientes pira a cansa
ublica.
Nao posso porm concordar com elles quao-
do pretenden):
a 1. Que foi dada contra direito expresso a
seotenca mandando fazer em moeda forte o pa-
gamento da divida respectiva livraria e com es
respectivos juros desde o lempo da arremataco.
2.a Que em vista disso se deve intentar o
recurso extraordinario da aeco rescisoria no in-
tuito de evitar o darano da fazenda nacional.
Quanto ao primeir o ponto entendo que as
ordeoaces do hvnr 4.a tit. 50 1, e liv. 3a tit,
66 Ia, que elles citam determinando que a mo-
ca se cont da tis-coetestaco em diante, afim
de que desde ento se cootem os juros legaes da
divida, nao teem appHcacio ao caso de que sor
trsta ; porquanto, a fazenda nacional arrematado
como qualquer particular a livraria do conde da
Barca, e sendo intimada judicialmente em 22 de
abril de 1822 pan recolher ao banco o producto
dessa arremataco dentro de tres dias, pelo fac-
i de nao faze-o (facto fllho somente de sua for-
tentara da propriedade atheia, e est por isso
mesmo obligada a pagar os juros da mora, ou
rendimentes dessa propriedade, como ensinam os
jurisconsultos, e entre elles Correa Telles no seu
Dtgesto Poriuguez liv. 3* 883.
Com effeilo, a obrigacao consisto em pagar
certa quaotr de dinheiro, em falta de ajuste da
outra pena : satisfn o devedor moroso a toda
as perdas e ioteresses pagando o juro legal ; a
considera-se esse devedor em mora, Ia, desder
que foi interpellado por citaco para pagsr, ex-
cepto uos casos em que a lei manda pagar ipso
jure os rendimeotos; e 2a, se a obrigago linha
um dia preciso para se dar cumprida, e o deve-
dor a nao cumprio sem jaste causa. Esta doutri-
no, enarcada por todosos jurisconsultos nacionaes
e eetrangeiros. e adoptada expressameute pelo
cdigo civilfraacez no art. 1153, nao poda dentar
de ser applicada questo vertente, e deve ne-
cesianamente regula-la.
Quanto ao pagamento em moeda forte, tam-
bera sent o abaixo assignado que os seos colle-
gas nao houvessem citado lei expreasa que o nro-
hibwse na hypothese em que a fazeoda nacional
se collocou como depositara, sendo corrente
alias em direito que o depositario deve restituir
amesma especie, receida e que as moedas de-
positas augmentaren de valore elle as alo
restituir em especie deve pagar o augmento con-
forme ensinam o j citado jurisconsulto Cort
letles no seu Drgesto, itv. 9 { 86, e dispon ter-
minantemente o cdigo civil francez no art. WW.
Passando agora a tratar do 2a ponto en que
o abaix assignado discorda de seos Ilustrados
collega, entende elle que proposta aeco res-
cisoria nao pode ter lugar n presente questio,
porquanto esse recurso que ten por fin destruir


lfti di
o effeito de uma decisio judite l que pessou a
sercaus* jujgeda, e censidarar-sa coat a mes*
ma verdad re juMoaia ptkmdtaM mabetur,
nao pode ser intentado senio quando ou, t.#,ae
-descubrirn] no/as defosas qoe ostrera ter sido
aquella decwao proferid* por falsa prora, pela
qual se Iludi cooecfoncia do julgador {Coi.
Si exfaltisinttrum, vel testen, jiicatum asi),
ou, 2, quando o estado, em razo de seu poder
eminente, pode allegar o direito de restituigo
in integrum [liv. 4 C. quihtunxeaus majores
4n tnraorum restituantur) ou,*}:*, quando se de -
ram oulluiades absolutas que inverteram a or-
dena natural do processo. e os julgadores nao de-
ram-lhe attengo alguma por urna (atalidade dif-
flcil alias de explicar-ee, visto que os interessa-
dos nao deixariam de fazer as convenientes aile-
gajas jurdicas.
Ora, na-questo vertente aa-proras da divida
fiscal nio podem ser mais claras era mais con-
cludentes, reconhecida .coma est essa divida
pelo proprio (hesouro nacional que a inscreveu.
raetrinas, instrumentos e.ulencilios necessarlos
execuco dos trabalhss da empresa.
c 2. Coocesso de vinte leguas de terrenos
derolutos as matas do Orob, ao lado da estre-
lla, para estabelecimeoto dos trabajadores con-
iratados, terminado os trabalhos e para a cultura
do algodio.
a 3.a Privilegio para a exploragio, dentro da
ona da estrada contratada das minas que a em-
presa descobrir, principalmente a dos productos. cia do dote a que se obrigou peo cootratode ca-
chimicos naturaes.comoo salitre,nitrato de sod, smenlo "aquella principe" con sua alteza a Sra.
princeza B. Januaria, cessuodo a prestago de
alimentos as tilhos de suas altezas. T. B. Otto-
ni. F. Octaviano. Martinho Campos,Melle
Franco.lima Dusrte.
Coniinuou depois a 2* discussio da proposta
der-se-ha com a Aesooiecie-Getitral de Gelonisa-
cao para dar por lindos quaesquer ajstese tran-
sacgSes entre a mesma associaco e o governo.
5 Fica a n aullad o o crdito de 6,000.000$
votado para a colonisseo, qaer no seu destino
primitivo, quer no destino que lhe deu a le oo
orgamento rigente.
6o O governo flea autorizado a pagar desde
j a eua alteza o Sr. conde d'Aquila a importan-
brax, podeodo para esse flm importar o pessoal,
aa machinas de que precisir, alera do qe ae
conoade para a estrada e com asisenedes dos di-
leitoa.
* 4." A planta, as condigdes da construegio e
o lempo em que devem comecar os trabalhos, o do orgamento na parte relativa despeza do mi-
OfWQmn Oal aKAInriAPi n a >-t animal a Man n^Likin n ni aai > .4 a_! >^ l< .... \_________ r___I"' __ i
governo astabelecer no contrato que celebrar
com a enrpreza, e assim tudo mais que fdr con-
cernente mesma, guardadas as condices cima
mencionada!.J. J. Fernandos ds Cunba. J. J.
O. lunqueira Jnior.M. P. de Souza Dantas.-
O direito de restituicio nao pode ter lugar porque J.'MadureJra.Espioola Tiberio. C. Parana-
a fazenda nacional figura np processo como gu.Pereira Franco.Gasparroo.J. A. Sarai-
qualquer oulra parta, sendo como eeasionaria i tb.Pinto Lima.
do bario de Ob quaolo adjudicegio da casa, e Para ser collada onde convier:O governo
a em basta publica de urna livraria; e applicar atraoalmente a quantia de 200:000-3
conseguintemente nao pode ter mais direitos do
que qualquer eojrro litigante-ptlrada.
O processo emJim seguio ana marcha regular
em todas as instancias, at negar ao supremo
com a construegio de urna estrada de rodagem,
que partindo da cidade de S. d'EI-Rei, passe pe-
la de Hoyar e v fenecer na de Cuyab, cons-
truindo-se as pontea necessarias sobre os rios S.
tribunal,e desta relago revisora ; e as quaa-' Francisco, Parnahyba e Curumb, bem como as
toes acerca da qualidade da moeda e do lempo demais que se julgar necessario.
em que se daran uro* taxam peante easas ios- a Da consigoagao do primeiro anuo applicar-
taocias to extennameate tratadas quanto justa- se-ha logo a quantia de 25.0009 P"a a coo-
meole decididas ; e para que assim se opine so- trcelo da ponte do Parnahyba, no lugar deno-
brar atlender que o mesmo recurso extraer- j minado Gachoeira no municipio do Caialo.
nariu da revista fot ioleiyeeto, nao pelo funda- Aregao e Mttllo.Salathiel. Correa do Couto.
monto de nulkdade notoria, mas de inj'islici Cynllo. Gama Cerqueira. Santa Cruz. A.
manifesta, que o tribunal competente nio" rec-
?heceu. Como poier-se pois intentar com pro-
ficiencia a acejo resciioria ? A lei 3 coJ. si
scepius in integ restit. postulelur, diz: In uno
cieinqut causa itera tu m %H integrum reslitutio-
nit iHucilium non jure, niti nsvee defensiones
praltndauiur, para, sojpe rescriptum esl.
c Paraca portanto ao .abaixo asignado que
mandar em taeg circunstancias que se intente _a
acQao rescisoria da senten^a seria ou um meio
prolelatorio e menos decente para demorar o pa-
gamento de urna divida j reconhecida adminis-
trativa e judicialmente, augmentando-so a final
os encargos da azesuta nacional; aeria urna ten-
tativa perante o poder judicial para elle revogar
suas auterior.es decises sob a presso da auto-
rida-ie ajbremolo respeilavel de um dos ramos
do poder legislativo ; seria emfim, mais do que
tu lo isto, destruir o effaito oecessario da causa
julgada, que deve ser reapeitaiio como a verda-
de legal e indubitavel para que os litigios te-
nbam fim e os direitos um fundamento ioabala-
vel. Proferida a ultima seotenfa do poder judi-
cial, segue-se a sua execuco, e o abaixo assig-
nadu nao pie admiltir que o poder legislativo
possa entrar no coobedmento do mrito das de-
cises do judiciario, verificando se elle condem-
nou individamenle estado ao pasamento desta
ou aquella quantia, sem olleader, com abuso
manifest, a independencia e a boa harmona dos
poderes polticos do estado.
Finalmente observar ainla o abaixo sssig-
na lo que, hav-endo o poder exeentivo entendido
pela eua resolugo de consulta de 17 de deiem-
bro de 1858 que as qusiaes aventadas pela maio-
rii da commisso j esto resolvidas, e que ao
governo apeno cabe solicitar os funda? uecessa-
rios para pagar aquillo em que a fazenda foi
eondemnada em ultima instancia, como o fez per
officio de 16 de maio de 1860, parece ser exce-
dente das atlribuiges do poder legislativo im-
por-lhe urna regra de proceder que elle em sua
ssbedoria j implcitamente rejeitou, e isto em
materia administrativa, e em questo individual,
com desconceito da scieocia jurdica, do espirito
ae juslica e da independencia de um tercerro
poder, a qaem a conatituigo conflou a guarda
dos maiores inleresses e dos mais respeilaveis
direitos. E se o peder legislativo nao pode, na
opinio do abiixo assignado, impor esse procedi-
tnenlo ao executativo, menos o peder isolada-
mente um dos seus ramos, oficiando -Ihe nesse
sentido, como opioo os seus llluslrados col-
legas.
Em vista das consideraces abreviadamente
expostas, entende o abaixo assigoado que se de-
ve continuar na discussae do projeclo n. 108 do
aono ^passado, e que o poder legislativo deve
ODsigoar os fundos necessarios para o pagamen-
to do que deve aos herdeiros do conde da Barca,
seus ou legtimos cessionarios, como foi reconbe-
cido pelos poderes judiciario e executivo.
Rio de Janeiro, 16 de agosto de 1861.Jero-
nymo Martiniano Figueira de Mello.
O Sr. cavalleiro de St. Georges, ministro fran-
cez nesta corte, deu a 15 deste mez, dia da testa
do imperador dos fraacezes, na sua residenciado
Cllete, um jantar ao qual assistiram os Srs.
presidentes do cooselho, ministro dos nogouios
estraogeiros, senador Cansanso de Sioimb, con-
selheiro J. M. Nascimento de Azambuja, inter-
nuncio apostlico, enviado extraordinario da
Suissa, ministro da Ilussia, Austria e Hespanha,
os encarregado de negocios de-Portugal, Italia,
Inglaterra, Sueraa e Noruega, alm de outras
pessoas da distinc;3o : e tres brindes se propoe-
ram nesta occasio, sendo o primeiro ao ape-
rador dos fraocezes pelo Sr. presidente do con-
selho ao qual correspondeu o Sr. cavalleiro de
St. George com outro de S. M o Imperador do
Brasil e depois aos soberanos e cheles de estados
cujos representantes all se acharam.
A galera norte-americana Addie Snow, entra-
da neste porto no dia 16 do correte de Lisboa, e
que devia sabir hontem para Santos com um
carregamento de sal, suspendeu de manha e na-
vegou com este fim. Faltando-lhe porm o terral
leve de fundear perto da fortaleza de Santa Cruz.
As 2 e meia horas da tarde com a mir de va -
sanie suspendeu noramente, mas tendo de bor-
dejar por Ser-lhe o vento contraro, foi no segun-
do bordo sobre as peoras da fortaleza da Lage, e
ahi abri agua e parti o leme.
As fortalezas fueram logo signal de navio em
perigo e os soccorros foram promplos. Seguiram
para o lugar do sinistro, alm do vapor de rebo-
ques com o Sr. oapito do porto e o consignatario
do navio, os escaleres dos soccorros e dos navios
de guerra; e depois de muitos esforcos conse-
guirn] tirar o navio das pedras. Gomo porm fa-
zia elle muita agua, apenas foi possivel rebca-
lo depois para a praia de Ilujur, entre Santa
Cruz e Jurujuba, onde ticou encalhado.
20
Proseguio hontem no senado a 2a discussio da
proposta de xacao de forjas de trra, sendo ap-
proradas os arla. 1 a 4o, apaas com algumas
observaedes do Sr. D. Manuel a respeite do 3.
A respeilo do 5a oraram os Srs. D. Manoel, mar-
quez de Caxias, visconde de Albuquerque, Fer-
reira Penua, e Souza Franco, e ficou a discussio
encerrada por nio haver mais quem pedisse a
palavra, nem casa para votar-se.
A cmara dos depotados epprovou hontem em
1" discuesao, depois de orar o Sr. Junqueira, o
projecto que manda vigorar no emercicio de 18G2
a 1863 o orfamenio vigente.
Approvou depois o artigo da proposla do orra-
menlo na parte relativa 6 despeza do ministerio
da marioha com as emendas da commissio, re-
jeitando todas as outras.
Occu?ou-se em ultimo lugar com a discusso
da mesma proposta na parte relativa despeza
do ministerio da agricultura. Oraram os Srs.
Ferreira da Veig, Brtas e Viriato, ficaado adia-
da a discussio.
Foram offerecidas as seguintas emendas:
Ao 7.Inclusive a quantia de 200:000$.
aendo 10t):000(| para continuagao da estrada do
Passa-Vinte a 100:000j para abertura de urna
qoe, partindo da villa Leopoldina, se dirija no
porto-de Kidelia.Lima Dusrte___C. Ottoni.
Ferreira Lage Mello Franco.
Ao"j 7.Sendo 50:000S para auxiliar a aber-
tura de urna estrada entre a eidade de Itabira,
em. Minas, e a provincia do Espirito Santo pelo
valle do Rio-Doce.Salathiel.Silva Nuaes.
A. Pereira Pinto- T. B. Ottoni.
c O gosarao fica autorisade approvar s in-
corporaQSo da eosapsnbia orgaoisada na provin-
cia da Baha pelo commendador Antonio Pedro-
so de Albuquerque a oulros negociantes pro-
prletarios para a cooslruccio de urna va de car-
ris de ferro, ou peloeystema trsm-road, couTsr-
me fdr mais conveniente, entre cidade de Ca-
choer a a Gkapada Dlur-aoSaua, oora um ramal
para a villa da Feira de Sant'Anna sam onus al-
gas real 4o tbesouro, sosa subvencio nasa ga-
ranta 4* juros, e quaesquer cutios favorei, ex-
cepto as contessoes seguintes:
< 1/ lateas da lods a qustqaec direila de
importadlo e de expediente sobra o material,
Fleary.
c Ao 7, depois das palavrasQbrss publicas
geraes e auxilio s proviociaes. accrescente-ae
inclusive a consnvaco e melhoramento da
estrada dos Bois a Santa Clara.A. C. da Cruz
Machado. Bretas.Ottoni.Mello Franco.L
Carlos da Fonseca.
>.< Para auxilio das obras da cada da capital
da pTornrera da Hatto-fcrosse, 90:000$.fl L -
mare.Couto.
Ao n. 4. Descobrimento e exploraco de
minas de csrvo de pedra accrescente-se :e
outros mineraes,
o Aon. 6.Em vez de 2,433.000gdiga-se
2,408:0008, em virtud da reduccao de 25:000
com a companhia Jequitinhonha, exlincta.
Aon. 13, accrescentado pela commissio
Em vez de 6:Q00fdiga-se 8.000# desde j,
sendo 4:000 por cada volme de texto e estam-
pas, relativo a urna das provincias do imperio.
J. de Alencar.Piulo Lima.C. Paranago.
Esto inscriptos com a {palavra os Srs. Vioira
da Silva, Correa de Oliveira, Silreira da Mota,
Bezerra Monteiro, Sjuta Mondes, Pedreira, Si-
queira Mandes, Silva Nunes, Pereira Pinto, Bar-
bosa da Cunba, Raposo da Cmara, Tiberio, An-
gelo do Amaral, Mello Reg, a favor ; e contra,
os Srs. Mello Franco, Marlinho Campos, C. Mi-
dureira, Lima Duarte, Ottoni, Couto, Bezerra Ca-
valcanti, Carvalho Res, Arago e Mello. Jos
Bonifacio, Salathiel, Lessa, Barcellos, Martim
Francisco, lavares Bastos e Gomes de Souza.
Foram removidos a seu pedido os juizes de
direito :
Rufino ITheotonio Segurado, da comarca da
Boa-Vista do Tocantins para a da Palma, ambas
da provincia de Goyaz ;
Duarte Marques de Araujo Ges, da comarca
da Palma para a do Maranhio, ambas da provin-
cia de Goyaz;
Jos de Almeida Martina Costa, da comarca de
Castro, da provincia do Paran, para a de S. Ma-
Iheus, na do Espirito-Santo ;
Baldoioo Jos Metra, da comarca do Maranhio
da provincia de Goyaz para a de Iguape, na de
S. Paulo ;
Luiz Francisco da Cmara Leal, da comarca de
S. Malheus da provincia do Espirito -Santo, para
a de Castro, na do Paran, ficando sem effeito a
sua remojo da referida comarca de S, Malheus
.para a de Iguape.
Tiveram merco :
Da serventa Vitalia do officio de 3 tabellio
do publico, judicial e notas da capital di pro-
vincia do Paran, Ricardo de Souza Guimaries ;
Da do officio de contador do termo de Marica,
da provincia do Rio de Janeiro, o partidor de
mesmo termo Marcolino Antonio Pereira.
Foram nomeados cavalleiros da ordem de Chris-
to o padre Joaquim Antonio de Cerqueira, viga-
rio collado na freguezia de S. Miguel de Cotigi-
pe, o conego Bernardo liygino Das Voltio, vi-
gario collado na freguezia do Rio Novo, e a co-
nego da ca pella imperial Bernardo Lira da Silva,;
e cavalleiro da ordem da Rose, Roberl Milligam.
Foi apresentado na cadeira de chantre da S
de Marianna o padre Felicio de Abreu e Silva.
Por decretos de 17 docorrenle foram nomea-
dos :
1 estripturario do thesouro nacional, o 2
toefleurique Pereira de Azevedo;
2 escripturario do mesmo thesouro, o 3o dito
Francisco Teixeira de Lira e Oliveira ;
1 escripturario da thesouraria de fazenda da
provincia do Paran, o official da secretaria da
mesma thesouraria Joio BapiLsta de Azevedo
Coutinho;
2o conferente da alfandega de Urugusyana, da
provincia do Rio Grande do Sul, o ex-segundo
escripturario da exlincta alfandega de S. Jos do
Norte, Israel Dias aa Costa.
di-
nisterio da agricultura. Oraram os Srs. Vieira ds
Silva, Jas Bonifacio e Leandro Bezerra.
Foram offerecidas as sezuiotes meadas :
a Accrescente-se segunda emenda da com-
missio, relativa com pan bii brasileira de paque-
tes a vapor, a clausula desde J. C Paran-
gu.Pinto Lima.J. de AleuoBr.
a Ao g 3a accresceote-se, depois das palavras
Melheramentos da cultora da canna, etc.inclu-
sive um auxilio i escola rural de D. Pedro II,
estabelecida na provincia do Grao-Para.Angelo
Thomaz do Amaral.Leitio da Cunha.Siqueira
alendes.
Ao 6 accrescente-se, depois das palavras
Subvenco as eompsnhhs de navegaco a vapor,
inclusive um auxilio navegaco que seesta-
belecer entre a capital do Pari e os portos de
Muan, Soure, Chaves e Macap, de conformidade
com a lei provincial n. 359 do anno prximo pas-
sado.Angelo Thomaz do Amaral. Furtado.
Lelto da Cuaba.Saqeeira Meades. o
c Ao 6* accrescente-se, depois das palavras
Sub'eucao es compashias de o*vegaco vapor,
inclusive as despezas necessarias com urna fla-
gea raeasal ao ponto da rio Madeira mais con-
veniente aos inleresses da provincia do Amazo-
nas. Angelo Thomaz do Amaral. Furtido.
Leito ds Cunha b
1.000:000.Salathiel.
c Snb-menda ao 79 onde diz, partindo de
S. Joo d'EI-Rei diga-se partindo de Barba-
cena, e psasando por S. Joio d'EI-Rei e Goyaz.
O mais como est.Lima Duarte.
Ao 7* accrescente-sesendo 30:000 para
abertura de urna estrada que communique a villa
do Rio-Pardo, na provincia dealinas-Geraes, com
o porto do Cachimbo, na provincia da Bahia.
Paula Fonseca
Ao 7 accresceate-se inclusive 30:000
para auxilio das estradas e obras da provincia do
Piauhy.C. Paranagu.Soma Mendes.
Ao 7 Para continuago e conclusio do caes
de Santos, 100:000.Ribeiro de Aodrada.
Ao 7 augmente-se a verba com mais rs.
50:000 para a navegaco entre as provincias de
Goyaz, Maranhio e Para pelos rios Tocantins e
Araguaya.Santa Cruz.Cruz Machado.Gama
Cerqueira. A. Fleury. Sequeira Mendes.
Vieira da Silva.Aragio e Mello.Viriato.
Ao 7 accrescente-se e exploraco desde
j do rio Paracat, desde o porto denominado
Bority al a sua foz, no rio de S. Francisco.
Cameiro de Mendoea. Cruz Machado.Ferrei-
ra da Veiga.L. Carlos.Gama Cerqueira.
Ao 7 accrescente-seDrQamento e planta
de urna estrada que da cidade de Passos, na pro-
vincia de Minas-Geraes, paseando pela villa de
S. Carlos do Jacuby, se dirija cidade de Cam-
pias, na provincia de S. Paulo, ponto terminal
da estrada de ferro de Santos. Ferreira da Vei-
ga.Cruz Machado.Ribeiro da Luz.Bretas.
Cyrio.Ferreira Lage.Salathiel.Gama Cer-
queira.L. Carlos.J. O. Nebias.Costa Pinto.
Barbosa da Cunha.Rodrigo Silva.Calszans.
Lima Duarte.Paula Fonseca.
Ao 7 accrescente-se., depois das palavras
Obras publicas geraes e auxilios s provincias,
inclusive a quantia de 80:000 para a abertura
das estradas entre a capital do Para e a cidade de
Bragaoga, e entre o ponto mais conveniente do
rio Capim, na mesma provincia, e a de Goyaz.
Angelo Thomaz do Amaral.Leito da Cunta.
Serqueira Mendes.
Ao7 accrescenU-se e exploraco desde
j do rio Sapucahy, desde Itajub at sua barra
no Rio-Grande.Ferreira da Veiga.Ribeiro da
Luz.Cruz Machado Cameiro de Mendoncs.
Brotas. Cyrillo. Gama Cerqueira. Ferreira
Lage. Salathiel. L. Carlos.J. O. Nebias.
Costa Pinto.Barbosa da Cunha.Rodrigo Silva.
Calszans.Lima Duarte.Paula Fonseca.
Ao 10 accrescente-se, depois das palavras
Catechese e civiljsacao dos indiosinclusive um
auxilio de 3:000 anouaes s casas de educandos
da provincia do Amazonas.Angelo Thomaz do
Amaral.Furtado.Leitio da Cunhs.
Ambas as discussoes ficaram adiadas pela hora.
22
_0 senado oceupou-se hontem com a approva-
cio em 2a discussio da pcoposta de forcas de tr-
ra ; rejeip.o do projeclo creando incompatibili-
dades para os senalores, e em 2a o que autorisava
matricula de estudanles, era Ia o que cresva una
companhia de 200 pragas voluntarias em Matto-
Grosso.
IMf|
< aro 7" acresaente-ae : fiara factura -de
ama pools que coaamunioue a cidade da Victo-
ria, na provincia >do Espirilo Santo,-com a terrs
ftrtt natdtrecge da airada gersl qua aogae na*
ra Minas, a quantia de 6fl:000f.-A. Pereira Pin-
to'Silva Nunes
Ao 7.O governo fica autorisado a garan-
tir o juro de 70(0 ma corapaoliia que se or-
gantsar para navegar a vapor o rio S. ffrocisco
e seus confluentes..Salpthiel.L. Carlos^-Car-
neiro de Mondonga.Cruz Machado.Paula Fon-
seca. Ferreira da Veiga.Gama Cerqueira.
Ribeiro da Luz.rtasCjcaiilo.
c Ao 7'SBodo a qaaotm de 50:000 para a
conclusio da ponle do SantMu, oa Parahyba da
Norte. Silva Nunes.Cameiro da Cunha,
Diogo Velho.--Henriqoes.--Arag.io e Mello.
Bario de Mamaoguape.Costa Pinto.
Ao 7 erescenle-ae : inclusive 200:000
para auxilio das estradas geraes da provincia do
S. Paulo, e especialmente das que coromunicam
cera os portos de mar.Les.Ribeiro de An-
drada.
Continua em vigor a drsposigo do 31 do
ornamente vigente, relativamente a caoalisacao
do rio Cear-Mirim e desobstruccio dorio Cu-
nha, na provincia do Rio Grande do Norte; e
mais fies o governo autorisado a fazer ssdespezas
necessarias com o levaotsmeuto da plaa e cons-
truccao de uma ponle sobre o rio Salgado, na
capital da dita proviucia.Raposo da Cmara.
Junqueira.Correa de Oliveira.Vieira da Silva.
Miguel Fernandas Vieira.
Aog7 accrescente-ae:Sendo 20:000000
para a exploraco e abertura de uma estrada com-
mum desde j, que, partindo da povoacao doPd-
gaoha. da comarca do Serr, da .provincia Ja Mi-
nas, termine no porto do Souza do Rio Do-
ce.Cruz Macha lo Paula Fonseca. Pereira
Pinto.
Ambas as discussoes ficaram ? adiadas pela
hora.
t*
Foi nomeado o Dr. Manoel Freir Allemao pa-
ra o lugar de director da secgo de botnica,
agricultura e arles mechanicas do museu na-
cional.
Foi concedido na forma da lei, ao Dr. Joo
Cryspiniano Soares, lente cathedralico da facul-
dade de direito de S. Pa#lo, por ter completado
25 annos da magisterio o titulo do conselho.
Foi concedido o fdro de fidalgo cavalleiro ao
conselh'ro de guerra e chele de esquadra An-
tonio Pedro de Carvalho.
Foram nomeados commendadores da ordem
de S. Bento de Aviz o cooselheiro de guerra e
chele de esquadra Antonio Pedro de
os brigadeiros reformados Policiano
Gonzaga e Luiz Antonio Favilla.
Carvalho, e
Jos Neres
Approvago de estatutos.Foram approvados
os da saciedade Unio Beneficente dos guardas na-
cionaes.
Por decreto de 19 do correte foi exonerado
Luiz Ernesto Pinto, do lugar de almoxarife do
arsenal de marinba da provincia de Mato-Grosso,
conforme pedir, e nomeado para o referido lugar
Joio Guarim de Almeida.
sangrenta e encarnizada batalha tivoram os pri-
meirosde retirar-se coro parda de 1,100 homens,
haveodo occasionado aos contrarios oulra da 590
600.
Alguna das depois vingaram-se os cen'rali9tas
atacando e exiermioando, verdade que co\m vio-
lacio da tregua, segundo se afftrms, uma (otee de
300 homeos ao mando do general Obando, que
flcou no campo.
Reforgado com mais 2,000 homena, moveu Mos-
quera o seu campo sobre Bogot, frente de
6,000 homens.
No Equador dispunha-se o governo a enviar
o Per um plenipotenciario ad-hoc que expli-
casse a desapprovagio do tratado de Mapaaio-
gue.
O Per eslava tranquillo ; receiava-se com tu-
do que o presidente dissolvesse o congresso para
promover reformas na con-lituigao.
Na Bolivla de.pois da abertura da convengio
nacional e eleigio de D. Jos Maris Acha para
presidente provisorio ds repblica, receiava-se
que nos departamentos de Ghaquisaca, Potos, e
Chinchas estalasse uma revolugio dirigida por
Morales, ioimigo tlgadal de Pelzu, cujo partido
coostilue a maioria na convengio. Estes reeeios
traziam parausado ocommercio.
No Chile continuara-se a contar com o trium-
pho da candidatura de D. Jos Joaquim Prez
para presidente da repblica.
Priocipiavam a desapparecer os effeltos da ul-
tima crise, e ji na cmara dos deputados ae a-
presentra um projeclo para navegagio a vapor
do rio Blobio.
DE
Hontem nao houve sesso na cmara dos de-
putados por falta de numero legal.
Alm do que publicamos hontem sobre a gale-
ra norte-americana Addre Snow, sabemos o se-
guinte:
A galera abri agua pela qujjfra, a flcou com o
leme todo partido, e portanto Wpossibililada de
manobrar. O rombo de taes dimeuses, que,
a nao serem os promplos soccorros que recebeu,
teria o navio sossobrado no lugar do sinistro.
O Sr. capilio do porto depois de o encalhar
em 3 bragas de agua, mandou para junto della o
vapor Jagnaro com o ajudante da capitasfia
afim de proceder ao desapparelho e aproveitar-se
lodo o material que fosse possivel. Esleservigo
tem continuado sem interrupgio, mas nio ha es-
peranza de por o navio a nado.
O Addre Snow pertence praga de Boston ; o
seu carregamento que eram 2,-227 moios de sal
foi embarcado em Lisboa.
Est seguro nesta praga somente o (rete do
carregamento.
21
O sanado apprevou hontem o artigo 5 da pro-
posta de Gxagao de torgas de trra; e entrando
em discussio a art. 6 (additivo da cmara dos
deputados), oraram os Srs. D. Manoel. marquez
de Caxias, Ferreira Peona, visconde de Jequiti-
nhonha e Msnoel Felizardo.
Pouco depois de uma hora da larde, nao ha-
veodo mais quem pedisse a palavra, sem casa
para votar-se, cou a discussio encerrada.
A cmara dos Srs. depuladoa oceupou-se hon-
tem em primeiro lugar com a segunda discussio
do projeclo que manda vigorar no exercicio de
1862 a 1863 o orgamento vigente.
Orou o Sr. barao de Maui.
Foram offerecidas as segniotes emendas:
O governo, ouvido o conselho de estado, fica
autorisado para discutir e concordar com a ad-
ministragio do banco do Brasil, bem como com
as dos outros bancos creados por decreto do po-
der executivo, uas alterages que forem necessa-
rias em seus respectivos estatutos, afim de que
esses estabelecimentos preencham o Ora para
qne foram creados, harmonisando-se os inleres-
ses de seus accionistas com os do publico, com-
anlo que nao seja ampliada a faculdade emisso-
ria que Ibes foi outorgas pelos actos qae os in-
corporaran!.Bario de Mau.
Aos paragraphos do artigo Io se additen os
seguales: ,
1* Fiea prohibida qualquer despoza exceden-
te das verbas marcadas as leisdo orgame.ntQ.4ob
pena de responssbilidade para todos os funecio-
narios qoe derem ou execularem a respectiva
autorisagio.
a 2a Os em pregados da secretaria de estado
ficam equiparados em vencimentos aos da se-
cretaria de estado dos negocios da fazenda. O
governo nao preencheti os lagares que vagarem
at definitiva approvagio da reforma das raes-
mas secretarias. Os segares de consultores ficam
desde j sopprimidos.
c 3 A accumulagao de empregos nio dar di-
reito aecumatagas de venciraeatos alm da tor-
ga parle dos vencimentos de emprego ea empre-
]gos accumulados.
a 4a Pica redozida a 200:000 a verba com a
colonisfc&o e terral publicas, o gorerno entea-
Temos datas de Paran al 10 do correnle. Na-
da occorrera de importancia depois das ultimas
noticias.
23 -
O senado approvau hontem em terceira discus-
so, depois de orarem os Srs. Souza Franco, Ma-
noel Filizardo, Jobim e visconde de Jequitinho-
nha, a proposta de fixagio de torgas de trra.
Entrando depois em Ia discusso a indicagio
queautorisa a mesa paca contratar a publicagio
dos debatea em 1862, tomaram parte no debate
os Srs. visconde de Jequitinhonha, Jobim, Vas-
concellos, visconde de Albuquerque e Ferreira
Penua, ficando a discussio encerrada s 2 1(2
horas da tarde por nio haver casa, nem mais
quem quizesse fallar.
2* -
O senado ocenpou-se hontem com a rejeigo
do projeclo creando um hspalo de Santa Calha-
rina ; e discussio ds fixagio de torga de trra.
A cmara dos deputados approvou hontem em
segunda discussio, depois de orarem os Srs. mi-
nistro da fazenda e F. Octaviano. o projecto que
manda v'gorar no exercicio de 1862 a 1863 o or-
gamento vigente, rejeitando todas as emendas.
Approvou lambem o artigo do orgamento na
parte relativa a despeza do ministerio da agricul-
tura, con todas as emendas da commissio e mais
asegnint?:
O giverno fica autorisado a approvar a in-
corporarlo da companhia organisada na provin-
cia da Bihia pelo commendador Antonio Pedroso
de Albuquerque e outros negociantes e propie-
tarios, pira a construego de uma va de carris de
ferro, ou pelo systema tram-road, conforme for
mais conveniente, entre a cidade da Cachoeira 6
a Chapaca Diamantina, com um ramal para a vil-
la da Feira de Sant'Anna,sem onus algum real do
thesouro, sem subvengio nem garantas de juros,
e qualquar outros favores, exeepto as concessoes
segutnta:
1." Isengio de todo e qualquer direito de
imporlaao e de expediente sobre o material, ma-
chinas, instrumentos e uteocilios necessarios
execugo dos trabalhos da empreza.
2.a Coocesso de viole leguas de terrenos
devolutos as matas do Orob, ao lado da estrada,
para eslabelecimenlo dos trabalhadores contrata-
dos, terminado os trabalhos, e para a cultura do
Igoiao.
3.a Privilegio para a exploragio, dentro da
zoni da estrada contratada das minas que a era-
pre;a descobrir, principalmente a dos productos,
chinicos naturaes, como o salitre, nitrato de so-
da trax, podeodo para esle fim importar o pes-
soal as machinas de que precisar, alm do .que
se cncede para a estrada e com as isenges dos
dirrilos.
4.a A planta, as condigdes da cooslruegio e
o lampo em que devem comegar os trabalhos, o
governo eslabelecer oo contrato que celebrar com
a empreza, e assim tudo mais que fdr concernen-
te mesma, guardadas as condlcoes cima Bten-
oonadas.
Todas as outras foram rejeitadas.
Cootinuou em ultimo lugar a discussio do pa-
lecer da commissio de poderes sobre a eleicao na
reguezias da cidade de Goianna, pertencenles ao
segundo districto de Pernambuco, com o voto em
separado. Orou o Sr. Correa de Oliveira, Acan-
to a discusso adiada pela hora.
Coniinuou hontem oa cmara dos deputados a
2a discussio do projeclo que manda vigorar no
exercicio de 1862 a 1663 o orgamento vigente.
Orou o Sr. Tiberio.
Foram offerecilos os seguinles additivos :
< Ficam extinctos os lugares de consultores das
secretarias de estado.
O archivo publico ticar a cargo da secreta-
ria do imperio e exlincta e* repart\gio existente
sob este nome. >
a Suppriraa-se a despeza mencinala no 36
do art. 2 Coommisaioscientrfica).
A consignacio decretada no 46 do *rt, 2o
fica reduzida a 20:000.
Supprima-se a despeza mencionada no {, 32
do mesmo art. 2 (prestagio a Joio Caetano as
Santos).
Reduza-se a 30:000g000 a verba do 6 4o
art. 3o (gratificagio por commissoes extraordi-
narias).
Reduza-se a verba do 23 do art. 5o a 50:000$
(extraordinaria ds marinha),
A verba consignada no 7 do art. 6 fica re-
duzida a necessaria para pagamento do pes-
soal que na lei de fixagio de torgas de trras
decretado.
s Os empregados que vagarem as secretarias
de estado, excepgio dos de directores e chefes
de secgio, deixarao de ser prvidos emquanto
exoederem cm numero a dous tergos dos que se
acbam creados pelos respectivos regulamenlos.
c Ficam isentos de sello fixa ou proporcional :
a 1. As transferencias de apolues da divida
publica geral ou provincial j
2.* Os reqaeriraentos dos militares, das viu-
vas dos militares e dos officiaes ou pragas refor-
madas, uma vez que digam respeilo a servigo mi-
litar, obteoglo de sold oa outro semelaanle ob-
jeclo ;
3.* As licencas com vencimento ou sem
elle a pragas de.pret ou a officiaes do exercito
ou da armada,
a 4. Os processes criminaas.
a A multa de 4 0[o que substituir o imposto de
2 0|0 de chancellara tica reduzida a 2 oO, e ser
realisavel antes da sentenga. a
c Todas as obras publicas de qualquer nalure-
za edenominagio que sejam, correrio pelo mi-
nisterio da agricultura, coramercio e obras pu-
blicas.Joaquim Saldinha Marinho. a
Contiouou em seguida a 2a discussio do orga-
mento na parte relativa despeza do miaisleri)
da agricultura. Oraram os Srs. ministro respec-
tivo e Viriato.
Foram offerecidas as seguintes emendas:
< Ao 7" acrescente-se ; Para ai despeas
com a abertura da estrada entre S. Hatheus, na
provincia do Espirito Santo, e Santa Clara, no
Irecury, a quantia de 40:000A. Pereira Tin-
to,Silva Nuqos.
Eotrou hontem do Ri da Prata, com dalas de
Montevideo at 16 e de Buenos-Ayres at 15, o
paquete francez Saintonge.
Araencionada caria do nosso correspondente
piuco nos deixa que accrescentar s noticias da-
quellas partes.
Infelizmente nio por ora inteiramente isenta
de duvidas a nova da paz entre Buenos-Ayres e
a Confederado Argentina, e menos liquido ainda
se essa paz, no caso de chegar a realisar-se,
assentar sobre bases que lhe promettsm segu-
ranza e estabilidade.
Ao que a este respeito diz o nosso correspon-
dente, apenas ajumaremos o seguinte, que se l
na Revista Commercial de Buenos-Ayres do
dia 15.
Sanemos que a mediagio aceita por parte do
geerno de Buenos-Ayres o foi igualmente pela
do Paran ; que em virtude disto se nomim com-
missarios por uma e outra parte para abrir as
conferencias ; que estas seTario a bordo do va-
por inglez Operan, diante do porto dellas Piedras,
com assisteocia dos ministros mediadores, e que
Buenos-Ayres nomeou commlssario pela sua par-
te o ministro Riestra, munido de sufflcieotes po-
lares edas instrucgdes competentes.
Entre o estrepito das armas nio se esquece
Bieoos-Ayres inteiramente dos progressos m-
tenles, e es cmaras apresentou o governo um
projicto de coocesso para nova estrada de ferro,
que partir di Alfandega Nova para Chascomus,
aportantissima via de communicagio e cora-
merrJo com o sul da nossa campanha, diz o Na-
cional, onae a industria criadora de gado espe-
cialmmte langero, tem o seu maior desenvolvi-
mento.B
Deve?sta estrada atravessar a povoagio de Bar-
racas ea do Porto da Boca del Richauelo, onde
a-aprovetarao os salgadores de carne para ex-
portarlo los seus productos. Por ser pantanoso
o terreno te construir aqui uma ponte, que est
orgada em i 17,000, devendo alm desta lancar-
se em Sambtromben oulra, cujo custo chegar
talvez <3 34.T0.
Apezar de talar j em execugio a nova pauta
que reduzio os direitos de importagie, tendo at
abolido inteiranente alguns, rendeu a alfandega
de Montevideo 10 mez de julho <3 144.995 ou <
20,000 mais do me em igual mez de 1854, nao
obstante as causis especiaos qae coacorrem ac-
tualmente para a paralisago do commercio no
Ro da Prata. E' im objecto este digno de medi-
ta r-se.
Hvia algumas noticias das repblicas do Paci-
fico e de Venezuela.
Nesta ultima vio-s o presidente D. Danoel Fi-
lippe Tovar obrigado a psssar o governo ao vice-
presidente Dr. Gual, ajsumiodo o general Paez,
que se recusava a servir debaixo daquelle, o com-
mando em chele do exercito.
Na Confederaco Granadin a encontraram-se a
25 de abril, perto de Roget, centralistas e fede-
ralistas, commandados aquellas pelo presidente
1 Osptna e estes pelo general Mosquera. Aps uma
CORRESPONDENCIA DO DIARIO
PERNAMBUCO.
Bahia
25 de agosto de 1861.
Nao b quem nio se agite agora do Brasil
com o presseatimento de que seu futuro deslino
ora ae decide na ebuligao de todos os grandes
inleresses que nelle predominan!. Se livermos
um governo sabio, previdente, patritico, que
tome peito dirigir a operago, para aproveitar
os elementos bons, e affastar os nocivos, duvida
nenhuma pode haver de que sahremos mais for-
tes, mais rios, mais constituidos da crise.agr-
cola, industrial e social que nos subjuga. Mas
necessario nao abandonar a partida, nao seguir o
laisser faire o laister passer, que tem sido sem-
pre o nosso systema, o qual, entre a verdadeira
liberdade, e a completa anarchia, nio collocou
mais que um passo, que fcilmente se tcans-
pe.
O mundo se prepara para uma nova transfor-
magio ; isto evidente. De um lado vemos a
Russia empenhada em uma grande revolugio so-
cial, que nio se pode prever at onde a condu-
zir. A Turqua lambem enlra em uma nova
via ; a Italia se consolida ; a Allemanha se agita;
a Franca se engrandece ; a Inglaterra se pertur-
ba com as probabilidades de falta de irabalho,
para os seus milhoes de prolectarios, e se passa-
mos ao Novo Mundo, observamos anda esta na-
go estupenda, que se chama a repblica dos Es-
tados-Unidos, romper com as tradiges do seu
passado glorioso ; substituir os horrores da guer-
ra fratriciia ao festim iuinlerruplo de sua valente
industria, de sua incansavelaclividade, com que
realisou riquezas collossaes.
Emquanto tudo isto se passa em torno de nos,
gozamos de uma paz oclaviana ; nenbuma nu-
vem s appirece em nosso horisoate poltico;
mas que tormenta se condensa em nosso horison-
te social ?
A Inglaterra desespera com a superabundancia
de bragos que possue ; e que nos fallara para ro-
tear nossos terreos fertilissimos, abrir estradas
ecanaes, arrecadar, emfim, immensos valores,
que hoja ainda jazem inertes no seio da trra,
espera de uma exploraco vigorosa e intelli-
gente.
Ella precisa de algodio para alimentar suas fa-
bricas, como precisa de pao para fartar suas le-
gies de operarios.
Ninguem ignora que os Estados-Unidos abun-
dantemente as suppriam, e que a lula que se
empenha ha de estagiar por muito tempo suas
fontes de produego.
O Brasil tem uma incalculavel extengo de ter-
ritorio appropriado a cultura desta excellonte
planta, epoda s elle abastecer o mercado do
mundo com esta materia to necessaria. Apenas
lhe faltara capitaes e bragos para cultiva-la na
escala conveniente.
Nenhum outro psiz se acha melhor collocado
para supprir os Estados-Unidos do que elle. O
que indispensavel tratar-se desde ji de for-
mar associages, que se incumbam deste planto.
Os esforgos iodividuaes sao impotentes para
grandes emprezas, como as de que se tracta.
Aquella nago tem o msior interesse que
possivel imagioar-se em nos auxiliar oeste as-
sumpto: seus capitalistas nao duvidaro concor-
rer promptameote para este fim. Resta que o
nosso governo approveite estas lendeucias, lome
uma iniciativa qua os nossos homens ainda nao
esto habituados ter.
Quaudo contemplo esta provincia tao grande
como um reino: to bem situada com seus excel-
entes portos, suaa ricas trras, sua vivenlo ve-
getagio, seu clima esplendido, parece-me que
a Providencia a fadou para o emporio de um
commercio espantoso, para o deposite de uma
incommensuravel riqueza, que se permutar com
o excedente de sua produegio.
Mas descreio da sorte brilhante que lhe ante-
vejo, quando considero o que ella j foi, o que
; quando pens do que j poderia ser, se todas
as torgas de sua nslureza fossem applicadas um
fim commum, e nio tivessem servido para mu-
tuamente se deslruirem.
Assim mesmo v-se que nenhuma outra se
lhe avantaja na diversidade e abundancia das pro-
duges.
Ella colhe o assucar, o caf, o fumo, o cacao, o
algodio, e uma iofinidade de oulros productos
naturaes, que formara um valor consideravel,
uma colheita excedente de suasirm&as.
Alm disso sua industria fabril se vai susten-
tando com vantagem.
Tem quatro fabricas de lecidos de algodio ;
algumas de rap, de sabio, etc. Porm assim
mesmo ella tem dormido desde a revolugio de
1837 um somoo profundo, de que mister des-
perta-Ia, sob pena de v-la morrer de inanigo
se deixa-la neste estado.
A crise Cnanceira porque temos passado ella
mais do que a nenhuma outra abalou ; mas nio
ha falta de dinheiro, porque os beos nao re-
ceben! mais de cinco por ceoto ao anno prazo
cerlo, e em conta correte apenas a dous por
ceoto.
O que desappareceu completamente foi a con-
fiinga. O choque foi moi violento, e algum tem-
po decorrer antes que cheguemos uma poca
normal.
Entretanto a caixa filial deesa provincia, e ou-
lros estabelecimeotos da crdito pagara oito por
cento de juros em conta correte, e mais ainda a
prazos limitados. Nio seria acertado que esta-
belecesaem conta corrente com os bancos desta
praga, e os aulorisassem a tomar al seis ou cin-
co por cento ao menos? Proponho este problema
s respectivas directoras.
Feitas estas cooaideragdes que nio julgo dos-
loucadas na missio de sea correspondente, vou
cingir-me agora positivamente tarefa da ohro-
oista.
A vice-presidencia da provincia fiel ao syste-
ma que tem seguido de curar nessas enfermida-
d es mora es e sociaes, creou mais duas casas de
misericordia para asylo e soccorro dos desvali-
dos, ma na villa dos Llpees, e outra na villa
nova da Rainha, povoagoes- importautes do ser-
lio qae foi tao flagellado pem secca.
Destioou para as primeiras despezas desses pos
estabelecimentos a quantia de 10:0OOOOO para
cada um, e incumbi mesa fundadora, compos-
ta des mais conspicuos cidadios daq->ellas loca-
lidades, que Doroeou, de promover all uma ao-
va subscripgo, cujo resultado ser appHcavel ao
complemento delles e ao seu patrimonio, em
quanto nio forem mais generosamente auxiliados
pelos poderes competentes.
Restava afora da sobscripeo promovida na
corte, e que lio fruelaosameote ha sido emprega-
da a quantia de 3:000 que tocou essa da Pro-
videncia desta cidade, aura de poder ella repar-
tir com maior numere de meninas desprotegidas
os beneficios de uma educacio moral e religiosa.
Mas nio sao aquellos os nicos desvellos que
que do distinelo administrador tem merecido o im-
portante districto das Larras diamantinas, que
sustenta um avultado commercio com a eapital, e
poesue uma extraordinaria populago.
Nomeou elle ama commissio composta de 3
habis engenheiros nacienaes para inepeccMnar]
a estrada ruim qae pira ali ha, e effectuar todos
os melhoramentos de qne ella (dr susceplivel,
para com mais commedidade e segoranga ser tran-
sitada.
nio passa de.um projecto til, era a medida mais
acertada tomar-se. Felizmente a cmara ca-
da j em realisar lambem aquella.
Ao lugar vago de ajudante do guarda mor da
alfadega con correr a m Irea cidadios, os Srs. Od l-
rico, Bloem e Leite.
Dizem qoe as provas de capacidade que pre-
sentara foram em geral boas, pelo que foraui
lodos approvados.
Cabe agora ao governo imperial .designar unv
delleg. A uosea alfandega tem algumas outra
vagas, que bem podariam aer preenchidas pelo
candidatos que nao fossem escollados.
Tambera houve na faculdade de medicina no
concurso, nao me esprimo bato, o exame do Sr.
Dr. Joo Francisco dos Reis, porque nao se apre-
sentoa oulro candidato, que pela terceira vez se>
havla inscripto swra um logar de oppoaitor.
Desta vezo foi de secgio eimrgjca, e leve
mesma infeliz sorte que nos dona anteriores can-
curaos. A votago foi de 5 veHos favor, II e
contra, e por cousegwulo continua vago aquel!
lugar, que elle tio vivamente deseja.
Na noite de 14 do corrale fez-se ouvir pe
pnmeira vez do theatr publico, o nosso habsl
comprovinciano, o Sr. lfoniz Barrello filho do>
cooheemo poeta do mesmo nome, qve ha pouur
chegara da Earopa, oode fui um dos mais distino-
tos discpulos do celebre Alard.
Na sua mgica rabeca tocou as mais difTiceei
variages, e o- publico bahiattoo vivamente sor-
prendido com a mauiestace deste genio qu
despooia em nosso horisele rustico, pplauiio-o>
eom iolhueiasmo ioexcedivel. Os proprios pro-
fessoret da orehslra, e outros artista* de mevit
que se achavam prsenles, maaeoacorreram para
que elle livesse uma completa ovagSo.
Se o joven rabequisla proseguir oa carreira lo>
bem encelada, se dedicar-se um estudo conti-
nuo, e nao inebriar-se na laga tos applausos qu
se lhe prodigalisim, para anima lo. ha de im-
morlalisar-se si a ua patria, e ser a maior il-
luslrago musical da nossa pocha.
A eleigo primaria que ae acaba de fazer d
freguezia da Aldei, districto de Nazarelh, por
ter sido aonu-Uada a anterior, operou-a* na maior
calma e tranquillidade, felizmente, na preseoga do
Sr. chefe de polica inlerioo Dr. Francisco Mea-
des da Costa Correia. Veoceua parcilidade do juiz
de paz major Lucio Valeriano dos Santos. O Sr.
chefe de polica da provincia reassumio o seu
cargo quando aquello Sr. Dr. Mendes regressou
de fura.
Tem-se procurada descobrir na parle de doen-
te dada pelo Sr. Dr. Moraes, nessi occasio um
motivo de divergencia entre elle e e vice-presi-
dencia. Suppouho que estas autoridades, ao con-
trario, marchara na maior harmona, e que real-
mente um incommodo de saude foi a verdadeira
causa que dirigi o procedimento do Sr. Dr.
Moraes.
Suscitou o t Interesse publicoo uma quest
mui importante sobre a proprielade Iliteraria.
contra Sr. director dos estudos. por ter este
compra lo uma porcia de exemplares da gramma-
tica de Latino Coelho, publicada em olhetim
n'um peridico que se diz ser orgio do mesmo di-
rector, e que defaado a reforma da inslrucgo pu-
blica effectuada pelo ex-presidente, o Sr. couse-
llieiro Costa Pinto.
O artigo do citado peridico foi mui virulento,
e atacante, e tinha por titulo O roubo da pro-
priedade litierarw. O Dr. director dos estu-
dos informando, respeito presidencia, dea
uma looga respoata, com que parece combaler o
legitimidkde desta proprielade, que consiiera
como a mais bem fundada e justa que possa exis-
tir. O Ilustrado director, procurando escriptores
belgas, qua lioham todo o interesse em negar
sse direito de propriedade para justificar as nu-
merosas caotrafaccoes que a imprensa belga prs-
licou, os eslraordiaarios roubos que fazii aos
editores fraocezes, commelleu um acto censura-
vel; porque abusos nio purificara abusos.
Nao ha falla de divertimentos de todos os g-
neros nesta proviucia.
Dapois das noiles de endiente que o excelleo-
te drama do Sr Dr. Macedo Luxo e Yaidade deu
ao Iheatro publico, e do concert do Sr. Muoiz
filho, houve as corridas de Peperiperi no dia 15,
que allrahiram numeroso concurso. Eotrarsmaa
primeira cincocavallos, na segunda tres.e oa ter-
ceira nove. Nao houve nenhum incidente -
meular-se.
Nesse mesmo dia celebrou-se na igreja da Sau-
de com muita pompa, e com grande concurren-
cia de fiis, a testa de Nossa Senhora da Boa-
alorle. A' uoite foi extraordinaria a multidio
que se apiohou no largo em que ella est situa-
da, mais encantada pelo magnifico luar qua azi*
do que pelos balees ; fogo de artificio etc., cura
que se procurava eulrel-la. Na noite de 17
tivemos dous grandes baile, que reciprocamente
se dispulavam a mesma sociedade, um oa Recrea-
tiva, solcmnisaado o uodecimo anniversario de
sua iustallaco, e outro em casa de advogado o
Sr. Joo Alves Porlella. Foram duas fuaeges
brilhantcs em lodos os seulidos, e o bello sexo
desta capital nelles osteutou toda a sua gra-
ca e espirito com seductoras maneiras.
O Diario da Bahia lera apresentado ltima-
mente alguos inleressantes arligos sobre a hygie-
oe desta grande capital, e suas considerages tem
sido acollada pela adrainistracio e pela munici-
palidad e, que inmediatamente tomaram provi-
dencias, em ordem destruir os perniciosos cos-
lumes profligados.
Era iocrivel que se tolerasse no centro dessa
immeosa populago um foco fatal, como o curral
do cooselho, ou malsdouro, oas couJiges depLo-
raveis em que eslava I
Do exame medico policial que ali ltimamen-
te se fez, resultou reconhecer-se que um terre-
no continuo ao matadouro publico (a o nome ex-
prime realmente o que esle local para a popu-
lago da Babia) no centro desta cidade, se acha
todo juncado, oo espago de triota qua renta
bragas em quadro, de sepulturas oceupadas pe-
los despojos de uma, duas e mais rezes cada uma,
existilo essa immensa somma de materias
miasmticas, infectas, eminentemente envenena-
doras, cobertas com urna ligeira carnada de trra
sola, apenas um palmo abaixo da superficie do
terreno. Pasma contemplara nossa incuria, o
nosso deleixo at nos objeclos mais vitaes 1 So-
mos um povo bem singular I
E nos admiramos ainda de tantas enfermiiades
que domisam agora em noso paiz t Eu fico sor-
prendido de que nao estejamos continua mate
empestados.
Felizmente o distincto inspector de saude pu-
blica, indicou cmara que ella mudasse o ma-
tadouro para um sitio mais distante que possue.
e que comprou para esse fim, denominado Reti-
ro, e julgo que isto se vae realisar em breve.
Foram pronunciados pelo Sr. Dr. juiz munici-
pal da Ia vara, como incurso no art. 170 do c-
digo criminal, os empregados da recebedoria Jo-
s Raymuodo da Brim, Jos Antonio Machado
Lima, Jos Carneiro da Silva Reg, Alfredo Fer-
reira Bandeira, Irineu de Vasconcellos Nogueira
e Benjamim dos Santos Martins Vallas jues; al-
guns j foram recolhidos prisio. Lembra-seque
pesa sobre elles graves imputagdes de prevart-
cagio.
Teoho agora que mencionar-lhe um triste
acontecimento occorrido no dia 17 do corrente.
Na noite antecedente foi accommettido de uma
congeslo cerebral o Sr. desembargador Japiass,
a qual foi infructuosamente combatida pelos es-
forgos dos mdicos e amigos que lhe cercaram a
cab'eceira, e que receberam o seu ultimo suspiro
no referido di. O cadver do Ilustre tinado te-
ve um acompanhamento immenso, nio s das
primeiras autoridades civis e militares da pro-
vincia, como todas as clssses da sociedade.
Nio ha quera do conhecesse no Brasil este ho-
mem eminente, que foi um cultor apaixooado das
ciencias, e um vigoroso athlela da liberdade.
Morreu pobre, como acontece todos os ma-
gistrados honrados do paiz, que nio mercade-
jam com a justiga.
De ama noticia necrolgica escripia com ver-
dade e eloqueocia no Interesse Publico, e trans-
cripta no Diario, extrahio os seguintes apoota-
mentos biographicos, que nio se devem perder.
O dezembargador Japiass nasceu nesta capi-
tal em o da Io de novembro de 1798, a torna
seus pas o coronel Joio Ladislu de Figueiredo
e Mello, e D. Mara Feliciana Alvos Ribeiro. Es-
tudou setnelas sociaes a juridicas na Univerai-
dade de Coimbro, onde tomou os graos de ba-
charel formado em direito, e em caones. Logp>
que regressou ao Brasil eotrou pata a carreira
da magistratura, na qualserviu caru dignidade
rectido diversos logares
Cedo foi nomeado dezembaigador da relago
dessa provincia pelo ministro Feij, msimpe-
diu-se-lhe o exercicio em conaequencia de sua
dedicacAo I causa dro {andador do imperio.
, Ha foro de Riod'e Janeiro obteve eolio magn-
ficos triampboft.; sendo o mais asaigoalado na
Emquanto a estrada de ferro e PtragaaM' *! rolca dtieu do cofiwheiro Jos


(*)
DIABIO DI FIASIMOOO. U SKGUNDl RULA 8 Dfi SETBMBRO DE 1891,
e Silva, patriarcha da o-1 como devia, 0 helo que lhe mencione! s
colonia do Rio de Cootas, e
Bonifacio de Andrade
depeodeoci?.- Ella est impresas,
fe1, (ambem envolvido cas perseguices deisa
pocha intolerante ; ra deffendeu-se comple-
lasaente ds* imputacoea malignas que lhe fa-
liam de Cumplicidade no homicidio do infeliz
Badir.
De 1847 185-2 frequeotou o curso da acade-
mia de medicina deste capital, e nella lomou o
grao de l)r., euatentando urna luminosa these
sobre a febre amarella, que foi muito applaudida
pelos professorta desla sciencio. Quando o cho-
lera morbui fazia sua horrirei devaalacio aqu,
creou no hospicio da Palma um ponto sanitario,
ao qual prestou humanidade os maia impor-
tantes articos.
Foi excellenie orador, jornalista mui disllncto,
toaglstrado integro, cidadao, em somma, ador-
nado das mais apreciareis virtudes. Casado
-duas vezes, deixou de seu priuieiro consorcio
<3ous filhos, o Sr. Dr. Joo Ladislu Japiass de
Figueiro e Mello, que vai seguindo lio nobres
exeraplos, e a Eim. esposa do Sr. Dr, Francisco
de Almeida Sebro. Do segundo consorcio ficou
um innocente fllhiuho de mui tenra idade.
Os larapios uo descancam : agora nao ae
onienlam s em despovoar oa gallinhtiros ; at-
trevem-se arrombar escriptorios, como tize-
ram ao do negociante Mamede Amaro Lopes,
-que declarou (altar-lhe a quaotia de 290)000 sm
diversas especies. B' preciso que nossa polica
despert; porque elles estao mui animosos com
a impuoidade que teem tido.
' sempre urna cooaolaco apparecer de quan-
do em quaodo um exempfo de longevidad, que
prova que, apesar dos peaares, ainda boje se
pode morrtr de velhice
Falleceu no da 20. do correte Francisco Bor-
ges, solteiro, cnoul), natural da villa de Itapa-
rica, com 103 anuos de idade I Era enfermo do
hospital dos Lazaros (de mais msis) onde se
recolhera por soTrer da morpha em 19 de se-
tembro de 1702, tendo portanto entrado para a-
queiie estabelecimento com 34 anuos de idade.
Este facto a-utheotico.
Gracas. Divina Providencia est actualmente
a provincia da Baha livre do terrivel flagello da
febre amarilla, que desde que aqu apareceu
nunca mais nos deixou, e noa tem causado in-
culaveis prejuizos. Por veriQcar-se isso man-
dn a vice-presidencia fechar o hospital de Moni
Serrat, dedicado exclusivamente ao seu trata-
: ment.
E' rrJi nolavel o relatorio acerca do estado
s sanitario apresentado pelo Sr. Dr. Jos de Ges
Siqueira, Ilustrado inspector de saude publica,
ao cemmunicar administracio esta feliz situa-
jao. Ello est impresso no Diario da Bahia de
hornero, n. 190 e eu lhe recommendo sua trans-
en pc-S o ; porque tem muilaa ideas aproveilaveis
- sobre diversos pontos de hygiene publica.
Em um mappa estatislico que acompinha este
relatorio se v que, desde o da 28 de dezembro
de 1858 at 19 de agosto de 1861, em que esteve
eberto sem inierrupcao este hospital, se trataran)
o lie 415 enfermos, dos quaes sahiram curados
808, e fallecern) 107. Elles se subdividirsm des-
te modo por nacionalidades, 85 Allemes, 5 Ame-
ricanos, 5 Belgas, 1 Ghim, 2 Chilenos, 9 Dina-
marquezes, 29 Francezes, 1 Grego. 2 Hespanhoes,
7 Hollandez's, 101 Ingleses. 16 Italianos, 13 na-
cionaea, 62 Portuguezes e 57 Suecos.
Osestudantesde medicina despertaram do longo
soteno era que estavam, e acabara de publicar o
primeiro numero de um peridico denominado
Instituto Acadmico, que parece augurar urna
nova poca de esplendor lilterario nossa aca-
demia, outr'ora lao floreacente, e que hoje mes-
rao abunda de grandes talentos e bellas vocagq^s
No seu programraa l-se as seguioles palavras
de animacao:
a Comecemporque um dia terminarao-ou
alguem por elles ; caminhem, porque um dia to-
carlo a melta de seus'desejos :nanfragnem em-
bora !seu naufragio ser urna lico aos que os
seguirem, ter a torca da experiencia,a lgica
do exemplo. atirem ao mundo as suas optoies,
paradoios I.... dir alguem mas que impor-
ta ?Talvez se incurobam de sua realisacSo.
Este pentamento uma verdade, cada passo
demonstrada pela historia da hamanidade.
Como sou apologista exaltado da imprensa,
applaudo vivamente a appariro deste novo com-
batente da sciencia ; amo-a, adoro-a at com
seus desatino*, com sous furores, com auas lou-
curas, como se ama o cu ora limpido e encanta-
dor, ora cobertode negras ouvens, e despedindo
raios terriveis ; como se ama o ocano, agora
meigo e brando, dahi ba pouco soberbo e medo-
nho, como se ama a mulher causa dos nossos
prezeres e penas. E' que o bem e o mal sao
inseparaveis neste mundo; nao se pode fruir o
primeiro, sem supportar o segundo, e conse-
gutotcmenle, nao devemos sacrificar aquello,
para nao nos esquivarmos este.
No dia dia 22 do crrente honre ao meio dia
toque de incendio ; mas quando os soccorros
chegaram ao lugar in Jicado, uo eram mais ne-
cesserios porque foicousa de pouca monta. A'
hora em que lhe escrevo (8 horas da noite) ou-
ve-se o mesmo toque em varias igrejas, e acabo
de saber que o fego se manifestou em um arma-
rinho sito oa ra dos Algibebes, que estava fe-
chado desde hootem. Foi promptamenteala-
. lbado, e apenas consumi parte da armacio. E'
incomprehenaivel e itmplicavel este incendio ;
assim como alguos outros que teem apparecido
nesta capital, e que a populacho atlribue, com
um .rastrado talvez inspirado pela Providen-
- cia, malvadeza e proposito deliberado de al-
guem.
A polica deve esmerilhar muito este grave
assumpio, que envolve grandesinteresses. Cons-
: ta que o tal armarinho eslava seguro por....
' 20:000$ e que nao contiuha a quarla parte deale
: valor. Custa-me, entretanto, crer tanto egois-
. xno e perversidade.
A presidencia determinou ao Sr. chefe de po-
. licia que formulasse um regulamento paraos
. criminosos sentenciados prii>o com trabalho
-que vai transferir para a casa de correceo.
. que o snbmeitesse a sua approvacao ; assim
.-como tem nomeado diversas commisses para
. szer as obras necessarias em siguas estra-
das mais importantes, para o concert de poo-
, tes, etc. appellando anda para o patriotismo das
. pesssoas designadas, e oferecendo concorrer a
. provincia com metade de despeza. Por ora nin-
guem deixou de corresponder a este distinelo
. appello, e a administracio actual, vai-se tornan-
-do conhecidacom a denominarlo de governo pa-
tritico, 9 que muito honra [ao Exm. Sr. Chaves,
- que tem sabido por emljogo os mais nobres e ele-
vados sentimentos do homem em prol da pro-
vincia.
Nao sei que mo fado per segu todos os nos-
.sos eosaios de colonisaco estrangeira, e esteri-
" lisa todos os nossos esforcos.
Ainda na inha penltima missiva lhe com-
rauniquei que tinham chegado cem colonos sa-
rdonios, que foram transportados para o Rio de
ram a esta cidade tres delies, nomeados pelos
demais, segundo afiancam, para se queixarem
. nao a do modo por que foram alli receidos,
sendo todos agas/Ibados em urna s casa vasta,
-quecSo tem amojmenlos separados para cada
jfamili*, mas tambero da alimentaco que Ibes
Uao, que carne eeca m e farinha. Accres-
cenlam que, urna mi\. desesperada por ver qua-
ro fllhes agritar com fome, e j mui magros,
-alirou-ae ao rio, aasque felizmente foi salva.
Estou informado por pessoa tidedigoa que de
i U chegou tambera que, nada de verdade ha nea-
ia descripcao.
.^QMtmt enviados extraordinarios sao os mais
turbulentos da turma porque no possivel salisfazer-se as suas in-
slitas exigencias. Arustoria da infeliz mai que
se deiLou a uTogar nao passa de urna inrenco
para despertar o ulerease.. O que se quer ap're-
. sentar estas ais noticias para prejudicar a em-
..preza.
Vamos obler um melhoramenlo brevements.
O Sr. Tliomaz de Aqujoo Gaspar fez um contrac-
Jo com a cmara municipal para correr por sobre
.barracas da Praca do mercado um andar, no
mesmo gos.to dos elegantes sobrados que n'aquel-
le local ulliiTiamenle se ha levantado, e o lado
do mar ser a.op'icado para o ceileiro publico,
que deve ser L\aulmeole traniferido do arsenal
de marioba.
A cmara mer 'ce elogios; porque vai mos-
trando bastante inltwesae pelo municipio.
29 agesto.
Em Jugar do vapor braaileiro esperado, che-
gou hootem i tarde o fr ncez, pelo qual lhe di-
rijo a presente. Nelle chegou o nosso arcebispo,
tambem dous deputados os Sra. DanUs e Ca-
semiro liadureira, que se .olheram sob a pro-
teceo da bandeira franceza para fugir da corle,
onde o governo est roteado i>* outros.
A presidencia tomou em mu'1* considerafio,
Rio de Cootas, e honlem lafde
mandou sa-'nir para l, bordo da canhonheira
Iguatemy urna commisso composta do enge-
nheiro Andr Preseusdouski, de outro cidedao
que le'j) viajado muito oa Europa e falla petfei-
tame'jte o allemo, e do 1* lente Netto, com-
mar danto da canhonheira. O cnsul respoctivo
actompanbou a commisso, que leve recommen-
(JacSo de verificar se sio exactos os detalhes da-
dos pelos trez colonos.
O nosso commercio contina em spathia. A
escuna Carlota annuncia que parte para essa
provincia, na presente semana, ms isso no
provavel.
A slfandega at hontem rendeu 366:8788139 ;
a recebedoila de rendas internas 27:505*446 ; e
a meza de rendas proviociaes tem dado cercado
2:5009000 por dia.
O cambio Cea : sobre Londres 25 e 24 7/8
por 19000, sobre Paria 380 o franco, sobre
Hamburgo 730 o marco, sobre Lisboa 115 "I,.
Os metaes sao procurados com premio,
desapparecendo da praca.
Desculpe a extenso que costumo dar s mi-
nbas correspondencias. Como ahi existe urna
grande colonia bahianna, que deve se interessar
pelas coasas da patria, julgo de necessidade ser
minucioso.
DIARIO DE PERNAMBUCO-
Chegaram, procedentes de Pera ambuco :
9 do paseado, a barca Jahild, com 18 dias de
viagem ; 16, o brigue Felicidad, com 17 ;
18, o patacho americano Breve, com 9 ; e 24,
o patacho Inglez Cornucopia, com 8.
Baha, 28 de Agosto dt 1861.
Cambios.
Londres 25 e 24 7(8 d. por 1*000.
Pars 380 rs o fr.
Hamburgo 730 rs. m. b. ora.
Lisboa 116 % prem. oom.
Metaes.
Dobloes hespsnhoes319 a 319500.
da patria319000 a 315500.
Pecas de 69400 velhas
de4.-
Pstacoes brasileiros29100.
heapanhoes29100.
> mexicanos19900 a 2ft000.
Fretes.
Canal45 sch. e 47 sch. e 6 d. por tonelada.
COMMERCIO.
Ylfandega,
Rendimento do dia 1 a 30. .
dem do da 31.....
5361649502
11560*236
sr
7249738
Movlmento da alfandesca.
Volamos entrados com fazendas..
ion gneros.
e vao
PERNAMBUCO.
Volames

sahidos

com fazendas..
com gneros..
41
252
------124
90
250
319
Sabbado fuudeou em nosso porto o vapor Et-
tremadure, vindo dos porlos do Rio e Bahia, que
nos irouxe cartas e jornaea do primeiro al 25 e
do segundo at 29 do corrente.
Km outra parte vo transcriptas as noticias
mais importantes, alm das quaes encontramos
as seguintes :
/fio de Janeiro.Telo ministerio da fazenda
baixou o decreto n. 2,814, fizando em 6:0009 oa
corte e 4:000$ as provincias, os vencimentos dos
Oseaos dos bancos, exceptuado o novo banco des-
la provincia, cujo acal ter 3:000$.
Pelo da justica o n. 2,813, declarando de pri-
meira enlrancia a comarca da capaila, em Ser-
glpe.
Pelo da marinha o aviso de 17 do passado, de-
clarando que os officiaes da armada, empregados
em Matto-Grosso e Amazonas, devem perceber o
dobro das maiorias de embarque e de como-
donas.
Fallecer no dia 16 o membro do supremo
tribunal de justica, conselheiro Cypriano Jos
Velloso.
Havia sido demitlido, seu pedido, do ad-
ministrador da casa de correicao, o Sr. Antonio
Jos de Miranda Falco.
O vapor brasileiro devia partir 31 do pas-
sado para os porlos do norte.
L-se no Jornal do Commercio de 25.
O senado decidi hontem sem debate as mate-
rias que estavam oa ordem do dia.
A cmara dos deputados approvou hontem suc-
cessivamente os pareceres sobre as eleic,oes das
freguezias da cidade da Goianoa, pertencente ao
segundo dislriclo de Pernambuco, julgaodo-se
prejudicado o voto em separado, e da parochia
de Nossa Senhora da Conceico da Bemposta,
pertencente ao terceiro dislriclo da provincia do
Rio de Janeiro.
Occupou-se depois com a segunda discusso
da proposta do orcamento na parte relativa des-
peza do ministerio da guerra. Oraram os Srs.
C. Madureira, Carlos da Luz e Tavares Bastos, fl-
cando a discusso adiada pela hora.
Esto inscriptos com a palavra os Srs. Salda-
nha Marrano, C. Ottoni, Martinho Campos e Les-
sa, contra ; e a favor os Srs. Ribeiro da Luz, Fia-
Iho e Silveira da Molla.
Foi apresentado o seguiote projecto :
A assembla geral resolve :
Art. 1. Os ebefes de policia sero escolhi-
dos d'eotre os doutores e hachareis em direito,
revogada assim a limitaco da primeira parte do
art. 2 da lei de 3 de dezembro de 1841. Per-
cebero os vencimentos que actualmente re-
ceben).
Art. 2. Ficam abolidos os cargos de juizes
muoicipaes nos termos em que residirem os jui-
zes de direito ; para estes magistradoa pasaam
todas as allribuices daquelles juizes marcadas
no lit. 2* da lei de 3 de dezembro de 1841, e as
criminaos e policiaes do capitulo 2o, titulo 1*
para delegados de policia. Nos termos em que
nao residirem os juizes de direito cootinuaroos
juizes municipaes com todas as suas allribuices
actuaes, excepeo da de julgamento final das
causas civis e provedoria, o qual pertencer aos
juizes de direito.
-:< Art. 3." O numero dos membros do supremo
tribunal de justica ser reduzido a ouze : da re-
la;ao da capital do imperio a dezaseisdesembar-
gadores ; e das demais relacoes a dez ; e creadas
mais tres relacoes, urna em Ouro-Prelo, outra
no Rio Grande do Sul, e a terceira no Cear, ca-
da urna com nove desembargadores, passaodo-se
para ellas o numero excedente de membros das
actuaes relacoes, e marcando-lhes o governo as
provincias que ficam sobre sua algada.
a Art. 4." Para o julgamento as relacoes ser
estabelecido o seguinte-systema : appellacoes ci-
vis, aggravos e prorogaedes de inventario por
tres desembargadores ; babeas-corpus e appella-
coes crimioses por seis ; recursos do pronuncia
e pronuncias por um, nao licaudo impedido para
o julgamento o juiz da pronuncia.
a Art. 5.* O ordenado dos membros do supre-
mo tribunal de justica fizado na quantia de...
4-8009 e a gratificaco em 4.000fl; o dos desem-
bargadores em 4 0009 e a gralieacao em 3:6009;
o dos juizes de direito em 2:4009 e a graticago
em 1:6009 ; o dos juizes municipaes em 1:000$ e
a gratificaco em 6OO9 ; o dos promotores pbli-
cos em 8OO9 e a gratificado em 6OO9. As grali-
ficaces sao s e nicamente concedidas por
exercicio efiectivo.
Art. 6. Os promotores pblicos serio tam-
bem curadores geraes dos orphose pessoas au-
sentes, e promotores dos residuos e capellaa ;
as grsndes capilaes haver promotores pblicos
especiaes do civil.
Art. 7." Fica autorisado ojgoveroo a expedir
os regulamentos precisos para a boa execuco da
presente lei.
Art. 8.* Ficam revogadas as disposices em
contrario.
Paco da cmara dos deputados, 10 de agosto
de 1861.J. M. Pe reir da Silva.
Dahia.Remellemos os nossos leitores para a
carta do nosso correspondente.
NOTICIAS COMMERCIAES E MARTIMAS.
Rio de Janeiro, 24 de agosto de 1861
Desde a partida do paquete inglez Magdalena,
al hoje tem havido pouca actividade em nossos
mercados.
No de importarlo apenas tem tido mais sahida
alguos artisos de prompto consumo, por estarem
os compradores regularmente auppridos.
Os precos da farinha de trigo tem baixado sen-
sivelmente sob a influencia dos supprimentos re-
cebidos, e ante o deposito ainda hoje elevado a
41,380 barricas procuram ainda os compradores
ser mais favorecidos.
A posico do sal sotreu tambem pela mesma
causa de sua accumulaco no mercado em segui-
da successivas a entradas.
Dd vinnos tem sido as vendas insigniucanles.
No mercado de exportado houve tambem pouca
procura de caf, veadendo-se al o dia 21 apenas
alguraas partidas de melhores qualidaJes, aue por
sui escassez pouca alteraco apresentaram nos
precos.
No dia 17 trouxe-nos o Estremadur noticias
desfavoravis dos mercados turopeus, e sob a
dala de 17 do passado um aviso telegraphico de
New-York participando a approvacao dada pelo
congresso ao imposto de 5 cts em libra de caf.
as vendas que desde esae dia se eflectuaram
em cumprimeolo de ordens deram as qualida-
des inferiores do artigo urna baixa de 200 rs. em
arroba.
De assucar realisaram-se nos ltimos dias ven-
das de alguma importancia pira exportarlo.
No dia 19 abrio-ae o cambio para o Etlrema-
dure a 24 1|2 24 34 4. sobre Londres, firman-
do-se mais a 24 3(4 d. depois das recentes ven-
das de caf.
Sobre Franca e Antuerpia ssccou-se aos extre-
mos de 385 a 388 rs., sobre Hamburgo a 720 rs.
o sobre Lisboa e o Porto, ltimamente, a 118 Oin
a 90 dias. ,U
Negociaram-se as apolices geraes de 6 Oin a
94 3,4, 94 1|2 95 e 94 0|0, e as provinciaes a
90 Ojo-
Nao houve mudanca na laxa dos descont^.
Eflecluaram-se transaccoes importantes do on-
cas da patria a 30$ e 311.
O ouro em moeda nacional foi negociado hoo-
tem com 8 0|0 de premio.
Sahiram para Pernambuco : 20 do passa-j
do, a ercuna hanoverians Jpiter: e 24, o pa- i
lhabols Pierde. i
REVISTA DIARIA.
O estado diariamente prograssivo da ruinada
ponte velha do Recife reclama pela prompta adop-
(o de um dos planos, que foram presentados
para a respectiva factura.
E' este objecto urgentemente requerido pelas
necessidades do commercio, e pela utilidade do
publico, que a cada instante est a ver-so priva-
do desse tranaito essencialissimo pelo desaba-
mento da ponte, podendo at d'ahi resultarem
ainistros bem lamentaveis.
Demais, nos ioformamque a solucio aeha-se
pendente ha quasi um anno, que por certo j
lempo bastante para urna resoluco, mximo em
um caso de tahanha monta, e quando todo o dia
cresce a ruina.
Somos informados de que da syndieancia
procedida pelo Sr. administrador do correio des-
la cidade sobre a queixa, que publicamos nesta
Revista do nosso asignante da Serra-Preta con-
tra a agencia do Ouricury, resultou que este
agente com abonacoes de varias pessoas dessa
villa, entre as quaes notam-se os Srs. Drs. juiz
de direito e promotor publico, viga rio respectivo
e outras mais igualmente conaideradas, provara
que fazia fiel entrega da correspondencia que
d'aqui era para alli remellida, e que alem disso
mereca inteira confianza daquellas pessoas co-
mo empregado publico.
Folgamos que o empregado publica sempre se
exhiba sob o carcter de cumpridor de seus de-
veres, sendo nos o primeiro a dar lestemunho
disto, quando temos prova.
Sem embargo disto, e mesmo do que provou o
Sr. agente, parece-nos todava que o nosso cor-
respondente, se commelteu alguma sem razio
para com elle, foi baseado quando maito em um
falso supposto ; porque o extravio concedido
at pelo referido Sr. agente, qnando em'aua in-
formacao diz :
< Concedo de barato que te tenha extraviado
nmeros do Diario do Sr. assignante da Seria
Preta ; mas affiango V. S. que nao resta agen-
cia. O Sr. assignante da Serra Preta, morando
cinco leguas desta villa, manda ver os seus
Diarios por diversos portadores ; e consciencio-
samenle elle que se atreva a declararse quando
o proprio a recebe-los, j os recebea aberlos;
o se nmeros se tem extraviados, ser talvez de-
vido negligencia dos mesmos.
Como fora annuociado, nao teve lugar a ar-
ramataco dos impostes e outras rends munici-
paes, que devera ser no dia 26 do prximo pas-
Hdt).
Este acto porem tendo sido transferido, ser
effectuado hoje no paco da cmara s horas sn-
nunciadas.
Na oitava pagina damos estampa um ar-
tigo do nosso comprovinciano, o Sr. primeiro l-
ente de eogenheiros Philadelpho Augusto Fer-
reira Lima, acerca do fabrico do assucir.
A materia de que se oceupou o referido Sr.
Ferreira Lima he de tal importaocia para nos ou-
tros, que julgamos fazer um servico publicando
o seu trabalho, e para elle reclamaodoa atienes o
dos nossos leitores, mormenle daquelles que se
dedicam a industria da fabricaco do assucar.
E* este mais um servico do nosso Ilustrado
comprovinciano que em Paria, onde sa acha ac-
tualmente, nao perde occasifio de dar copia de si
em estados de objectos que nos posssm interes-
sar directamente, revelando assim un coracio
que mesmo em paiz estraogeiro sempre pulsa por
aquelle em que vio a luz do dia.
O vapor francez Exlremadare, 'indo dos
portas do sul, troaxe a seu bordo os seguioles
passaseiros:
Gustavo Honegger ; F. D. Teuerheerd, Anto-
nio Megliolo de Biase, Severio Prsico da Gae-
tano, Domeorio Brando Gaetano, madama Mar-
garida Antros, Beagio Perisco de Gaetano, Len
Chapleo.
O hiate brasileiro Novaes sabido para os
portosdo norte, conduzo a seu bordo o (assa-
geiro menor Joaquim de Mello Albuquerque.
O vapor francez Exlremadare shido
para a Europa, conduzio a seu bordo os seguio-
les passageiros:
Manoel Gon;alves Teixeira e sua mulher, An-
tonio Lopes Rodrigues, Jos Joaquim Hoiteiro
de Barros, bario de Arary seu Qlho o um c;eado
Jos da Cruz.
MORTALIDADE DO DIA 31.
Anacleto, 14 mezes, escravo ; gastro interite.
Antonio, 2 mezes; convulsdes.
Elias Monge Geraldo, 60 annos, solteiro : rfel-
dade.
Falleceram durante a semana 35 pessoas,
saber : 10 homeos, 6 mulheres e 10 prvulos, li-
vres ; e 4 homens, 1 mulher e 4 prvulos cravos.
Desearrogam hoje 31 de agosto
Barca ioRlezaIsabella Redy mercadorias.
Brigue portugoezRelmpago pedras.
Brigue inglezRosalabacalho.
Barca oglezaEnthusiastcarvio.
Patacho dinamarquezElviraaicilrio e calvio.
Polaca hespanbolaIndiacarne de charque.
Recebedoria de reodas Internas
sjreraea da Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 30. 336439769
dem do dia 31......; 3:8969900
37:5409669
Consalado provincial.
Rendimento do dia 1 a 30.
dem do da 31.
57:2819289
1:4499780
58:7349069
navio......: cento
Estoupa nacional .... arroba
Farinha de mandioca. lqueire
dem de ararata..... arroba
Feijio de qualquer qualidade. >
Frechaes....... um
Fumo em folha bom. ...
dem ordinario ou restolho. >
dem em rolo bom .... >
dem ordinaro restolho... >
Gomma........ arroba
Ipecacuanha (raz) ....
Lenha em achas..... cento
Toros........ >
Lenhas e esteios..... um
Mel ou melaco...... caada
Milho........ arroba.
Pao brasil ...... quintal
Pedras de amolar urna
dem de filtrar.....
dem rebolo......
Piassava........ molhos
Pontas ou chifres de vaccas e
novilhos....... cenlo
Pranchdes de amarello de
dous custados...... urna
dem louro.......
Sabio........ libra
Salsa parrilha...... arroba
209000
IfOOO
18$OO0
6$000
25$000
2$400
119000
50$0OO
220
I9OOO
IO9OOO
800
- 4$000
1J2C0
200
59000
169000
8$000
100
IGNEZ BERNA.
Os bilhetes tanto de camarotes como de pla-
teas e cadeiras, que serio vendidos para os dias
7 e 8, scham-se desde j disposicao do publico
no escriptorio do theatro, bem como as encom-
mendas.
Os espectculos serio em lempo circumstan-
ciadaroente annunciados._______________^^^^^
Avisos martimos.
PRA$A DO RECIFE
31 DE ACKISTO DE i8ttl.
'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios Saccou-se sobre Londres a 24
1/2 e 24 3/4 d. por 19000, de
385 a 390 rs. por f. sobre Pa-
rs, e de 114 a 115 por cenlo
de premio sobre Lisboa, sendo
deminutas as transaccoes efec-
tuadas para o paquete Extre-
madure. Sobro o Rio de Ja-
neiro saecou-se a um por cen-
to de descont.
Algodo O de Pernambuco escolhido
vendeu-se de 99600 a 99700 t.
por arroba, e o regular a 99*00.
e o da Paralaba posto a bordo
de 109500 rs.; nao tendo havi-
do venda do de Macei.
Assucar O braoco vendeu-se de 39000
a 39400 rs., somenos a 256OO
rs., mascavado purgado a
29200, e bruto de 19950 a 2$0OO
reis por arroba.
Couros- Os seceos salgados venderam-
se a 170 rs. a libra.
Arroz- O pilado da India vendeu-se de
29200 a 294OO rs e o do Ma-
ranhio de 296OO a $800 rs. por
arroba.
Azeito doce- O de Lisboa vendeu-se a 3j000
o ... Salao.
acaih 10$600 a 119000, e a retalho
do 89000 a 129000 a barrica,
ficando em ser 9,000 barri-
cas.
Batatas-----------Venderam-3e a 800 rs. por ar-
roba.
Bolachinha- Venderam-se a 3$900 rr. a
barriquioha.
Vendeu-se de 59000 a 69OOO
rs. per arroba.
dem de 29000 a 29400 rs.
por libra.
A do Rio Grande do Sul ven-
deu-se de 296OO a 3S2C0 rs.
por jrroba, e a do Rio da Pra-
ta de 294OO a 29800 rs., fican-
do em ser 94,000 arrobas da
_ primeira, e 11.000 da segunda.
Carrao de pedra Oexcossez vendeu-se a 169000
rs., e o de CardirX a 179000 rs.
a tonelada.
Cerveja- Vendeu-se de 39500 a 6$000 re.
a duzia de garrafas.
Farinha de trigo-Retalhou-se a 309 ", a bar-
rica de Richmond, de 269 *
309 rs. a de Philadelphia, e a
309 rs. a de Trieste, ficando
em ser 1,400 barricas da pri-
meira, 8,600 da segunda, e
5 200 da terceira ao todo
o .u ,5'W0 barricas.
Folha de Handres-Vendeu-se de 209 a 229 rs. a
caixa.
Ferro---------------O inglez vendeu-se a 59500 rs.
o quintal; e o da Suecia de 99
a 995OO rs.
Genebra Em botija vendeu-se a 320 rs.,
e a 5$ rs. a frasqueira.
Vendeu-se a 300 por cento de
premio sobre a factura.
A ogleza vendeu-se a 900 rs.,
e a franceza de 520 a 530 rs.,
Sor libra, ficando em ser 900
arricas.
Venderam-se a 69OOO rs.
a 19400 rs. por ga-
Sebo em rama. .
Sola ou vaqueta ,
Taboas de amarello
dem diversas .
Tapioca ....
Travs.....
nhas de boi .
Vinagre

urna
duzias
1
arroba
ama
cento
caada
1049500
7O9OOO
392OO
89000
$320
9280
Alfandega de Pernambuco 31 de agosto de 1861.
O primeiro conferente. Joio Hermenegildo
Borges Dioiz. O segundo conferente. Callos
Augusto Lins de Souza.
Approvo. Alfandega de Pernambuco 31 de agosto
de 2861. Barros.
Conforme o3. escripturario. Joio Jos Pe-
reira de Faria.
MoTimeuto tto porto.
Navios entrados, no dia 31.
Rio de Janeiro e Babia6 dias, vapor francez Ex-
tremadle, de 1279 toneladas, commandanle
C. Trollies, equipagem 133, carga diflerentes
gneros.
Liverpool42 dias. barca ingleza Isabella Ry-
dley, de 232 toneladas, capitao Richard Bul ley,
equipagem 12, carga fazendas e outros gneros:
a C. Aslley & C
Navios sahidot no mesmo dia.
Maranho pelo CearH'ate brasileiro Novaes,
capitio Antonio M. da Costa e Silva, carga
diferentes gneros.
New YorkBrigue inglez Creyound. capitao W.
M. Pulll ; om lastro.
BahiaBarca prussiana Inpia, capitio F. W.
Muller. carga parte da que trouxe de Fuime.
CanalLugre inglez era, capitio Thomax Hu-
ghes, carga asaucar.
Bordeax e portos intermediosVapor francez
Extremadure, commaodaote C. Trollies.
o> w -* "a o
10
Horas.
B
Caf-------------------
Cha-------------------
Carne secca- -
CHBOItlU JUUILURIJL
TRIBUNAL DA RELAMO
f SESSAO EM 31 DE AGOSTO DE 1861.
Presidencia interina do Exm. Sr. detembargador
Caelano Santiago.
As 10 horas da manhaa, achando-sepresen-
tes os Seohores desembargadores Gitrina,
LourenQo Santiago, Molla, Peretii, Uchoa Caral-
canti, Assis e Guerra, procurador da corda, fal-
tando com causa o Sr. desembargador Silveira.foi
aberla a sessao.
Passados os feitos e entregues os distribui-
dos, procedeu-se aos seguintes
JLLGAMENTOS
ARAV DE PKT1CO.
Aggravante. bacharel Joaquim Antonio Caroei-
ro da Cunha Miranda ; aggravado. o juizo.
Relator o Sr. desembargador Peretli.
Sorteados os Srs. desembargadores Costa IIotta,
Gitirana.
Deu-se provimeulo.
APPELLAC.5ES CR1HES.
Appellanle, Jos Marques da Silva ; appella-
do, o juizo.
A' novo jury.
Appellanle, o juizo ; appellado, Manoel Joa-
quim Teixeira.
A' novo jury.
Appellante, o juizo; appellado, Clemrotino
Fialbo da Cunha.
Nullo o processo.
HABEAS-CORPLS.
Negou-se soltura a Antonio Pinto de Jzevedo
Jnior, pedida em habeas-corpus.
DESIGNACAO DE DIA.
Assignou-se dia para julgamento das^eguintes
appellacoes crimes:
Appellante, Joio Severino da Silva appella-
do, ojuizo.
Appellante, o juizo ; appellrdo, Francisco An-
tonio Limoeiro.
Appellante, o juizo; appellado, Alexandre
Braz de Mello.
Appellante, o juizo ; appelladi, Mara Magda-
lena e outros.
As appellacoes civeis :
Appellante, Francisco da Cunha Marreiros; ap-
pellado, Francisco da Cunha Caoral.
Appellante, Antonio Norberto de Souza Leal-
dade ; appellada. Seohorioha Germana do Espi-
to Santo.
Appellante, Antonio do Re(o Pacheco ; appel-
lado, Joaquim Rodrigues Vieira.
DISTR1BUICJES.
Ao Sr. desembargador Uchoa Cavalcanti, o
aggravo de peticio :
Aggravante, Joaquim Jos Toemotheo Pinto;
aggravado, o juizo.
Ao 'Sr. desembargador Asis, o aggravo de
peticio:
Aggravante, Matbiis de Azevedo Villarouco ;
aggravado, o juizo.
A' 1 hora encerrou-se a sessio.
Louga---------- -
Hanleiga-------
Massas------------
Oleo de linhaca- Vendeu-se
lio.
Passas- -
dem de 69000 a 7$000 rs a
caixa.
Os flamengos venderam-se de
29OOO a 29200 rs.
O de pinho da Suecia vendeu-
se a 359 a duzia, e o de rezina
a 959 rs. o p.
Toucinho- Continua a falta do de Santos,
e o de Lisboa vendeu-se a 99
rs. por arroba.
O de Portugal vendeu-se de
1109000 a I2O9OOO rs. a pipa.
O de Lisboa vendeu-se de 2209
a 250$ rs. a pipa, e o de outros
paizes a 2059 rs.
Velas ----- As de composi^o venderam-se
de 680 a 720 rs. a libra.
Descont- Regulou de 9 a 18 por cento
ao auno, descontando a caixa
cerca de duzentos e cincoenta
conloa de reis a 9 por cento.
Fretes ----------Para o Canal a 35, para Ge-
nova a 50para Trieste a 55.
Queijos
Taboado-
Vinagre -
Vinho-------------
AIFANDEGA DE PERNAMBUCO.
Pauta dos precos dos gneros sujeos direitos
de eeportacao. Semana de 2 a 7 do mez de
seumbro de 1861.
Mercadorias. Unidades.
Roanos.....: < cento
Agua rdente de cana. caada
dem restilada ou do reino.
dem caxaca...... >
dem genebra......
dem alcool ou espirito de
agurdente ...... >
Algodao em caro o arroba
Valores.
I9OOO
9500
$280
9400
$380
dem em rama ou em li. >
Arroz com casca..... >
dem descascado ou pilado. >
Assucar mascavado ....
dem branco......
dem refinado......
Azeite de amendoim ou mon-
dobim....... caada
dem de coco......
dem de mamona..... >
Batatas alimenticias .... arroba
Bolacha ordinaria propria para
embarque.......
dem fina........ >
Caf bom...... ;
dem escolha ou restolho
dem terrado...... libia
Caibros........ um
Cal. ......... arroba
dem branca......
Carne secca charque. ...
Carvo vegetal...... >
Cera de carnauba em broto. libra
dem idem em velas. ;
Charutos....... cento
Cocos seceos....... >
Couros de boi salgados libra
dem seceos espichados.
Idm verdes...... >
dem de cabrajeortidos um
dem de onga......
Doces seceos...... libra
dem em geleia ou massa t
dem em calda. ..... >
Zspanadores grandes. um
Iiem pequeos.....
Esleirs para forro ou estiva de
800
2$320
9$300
1$000
380O0
2$000
39000
S
29000
19920
1$440
29CO0
4$000
8$000
72500
5$000
300
360
200
400
1$600
220
400
295OO
4$000
175
220
100
280
'US
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500
4$000
2$000
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metrica.
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A noite nublada, vento
fresco e assim amanheceu.
O
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COiriNHU PERUiBliCAIU
DI
Kavegaco costeira a vapor
Paralaba, Rio Grande do Norte, Ma-
cau do Auu', Aracaty, Ceara',
Acara cu' e Granja.
O vapor cJaguaribe, commandanle Lobato,
sahir para os portos do norte no dia 6 de se-
tembro as 4 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 5 ao meio dia. Encom-
mendas, passageiros e diuheiro a frete at o dia
da sahida as 2 horas : escriptorio no Forte do
Mallos n. 1.
Para o Rio de Ja-
neiro
Pretende seguir com muita brevidade o brigue
escuna Joven Arthur, para o resto da carga que
lhe falta trala-se com os seus consignatarios
Azevedo & Mendos, no sea escriptorio ra da.
Cruz n. 1.
\ji y :
COMPINHU BRASILEIRA
DE
emits a nms
Espera-se dos portos do norte at o dia 2 de
setembro o vapor Cruzeiro do Sul, commandanle
o capitio de mar e guerra Gervazio Mancebo, o
qual depois da demora do costume seguir para
os portos do sul.
. Engaja-se desde j a carga que o vapor poder
conduzir, a qual deveri embarcar no dia de sua
chegada, recebe-se passageiros, encommendas o
dinheiro a frete, at o dia da sahida as 3 horas
da tarde : agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio
de Azevedo & Mendes.
Para o Aracaty
o hiate Santa Rita, para carga trata-se com
Martina & Irmio oa com o mestre Antonio Jos
Alves.
Para o Ass e Aracaty
segu at o dia 31 do corrente o hiale Beberi-
be, mestre Bernardino Jos Bandeira : a tratar
na ra do Vigario n. 5.
do quadrante do SE
OSC1LACA Da AR.
Preamar as Oh. 42'da tarde,altura 5, p.
Baixsmar as 6 h 30'da manhaa, altura 1,6
Observatorio
agosto de 1861.
p.
do arsenal de marinha, 31 de
Romano Stepple,
1* teneote.
Declarares.
Vice consolatb.
Di S. M. II R Vittorio Ema-
nuele II. in PerDambuco.
Essendo si aperto in Italia una soscriziooe per
innalzare un monumento alF insigne Uomo di
Slato, e grande Patriota, 'umversalmente com-
pianto Cont di Gavour, e volendosi con quel
monumento attestare ai posteri la ric onocenza
degli Italiani pella grand' opera dell Unil, Li-
berta ed -Independeoza, della nostra peoisola,
alia quale tanto contribu col vasto sao intelleto,
coll' acume deLsuo perspicace iogegno, coll' in-
tensit dell' a^edibile sua allivit, e coll' ope-
rozita del suo gran cuore. II vice consol resi-
dente in questa citt, ad inatauza dell' lUm*
Consol Genrale diS. M. in Rio di
vita tull, i sudditi Italiani,
correr fine si realizzi
Sig.
Janeiro ra-
qui residenti, a con-
queslo atto di grande
Ueconoscenza.
Per la realisazione delle soscrizioni, di quelli,
che generosamente vogliano concorrere colla loro
ofTerta per questo invito, lo possono fare al Vice
Consolato Italiano, Ra do Trapiche n. 15 sino
al gioroo 15 del mese di setiembre prossimo.
Pernambuuco 22. Agosto 1861.
II Vice Consol
Jos Teixeira Bastos.
Santa casa da misericordia do
Recife.
A Ulma. junta administrativa da irmandade da
santa casa de misericordia do Recife manda fazer
publico, para conhecimento dos ioteressados, que
no dia 1. de setembro prximo futuro entram de
mez no hospital Pedro II o Sr. major Jos Joa-
quim Aotuoes ; na casa dos expostos o Sr. Dr.
Antonio Herculaoode Souza Bandeira; e no hos-
pital dos Usaros contina o Sr. Antonio Jos Go-
mes do Correio.
Secretaria da santa casa da misericordia do Re-
cife 31 de agosto de 1861.O eecrivio,
F. A. Cavalcanti Cousseiro.
Santa casa de misericordia do
Recife.
A Illma, junta administrativa da irmandade da
santa casa de miaericordia do Recife manda fazer
publico, que no dia 5 dn prximo futuro mez de
setembro, pelas 4 horas da tarde, na sala de suas
aesses, irio praca para serem arrematadas a
quem mais der as rendas das casas ns. 4 da ra
de Santa Thereza, e 30 da ra da Calcada, pelo
lempo que decorrer do dia da arrematado a 30
de juoho de 1863. Os pretendentes devem com-
parecer no dia a hora aprazados acompanhados de
seus fiadores, ou munidos de cartas destes.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife 30 de agosto de 1861.
F. A. Cavalcanti Cousseiro,
________ Escrivio.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMNQ.
Bahia.
Segu a sumaca Hortencia, capitio Belchior
Maciel Araujo ; para o resto da carga que lbe
falta e passageiros, trata-se com Azevedo & Men-
des, ra da Cruz n. 1.
Almirante.
Segu para o Rio de Janeiro o brigue nacional
Almiranie,a capitio Henrique Correia Freitss, o
qual tem parte da carga prompta : para o resto
que lhe falta e escravos a frete, trata-se com
Azevedo & Mendes, ra da Cruz n. 1.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
ra
Navegaco costeira a vapor.
O vapor Persinunga, commandanle Moira,
segu viagem para os portos do sal de sua esca-
la no dia 5 de setembro as 4 boras da larde. Re-
cebe carga al o dia 4 ao meio dia. Encom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete at o dia
da sahida i 1 hora : escriptorio no Forte do Mal-
los n. 1.
isboa e Porto,
abarca Flor de S. Simio, vai sabir nestes dias
por j ter quasi prompto o seu carregamento,
recebe ainda alguma carga para os dous portos,
e passageiros, para os quaes tem excellentes
commodos : s tratar com Carvalho, Nogueira &
C, na ra do Vigario n. 9, primeiro andar.
Porto por Lisboa
Segu em breves dias a barca nacional cThere-
za I por ter sua carga engajada e parte della j
a bordo, recebe uoicamenle passageiros, para o
que tem excellentes commodos, e trala-so com
Bailar & Oliveira, ra daCadeia do Recife n. 12.
Leiles.
LEILO
A 2 de setembro.
Manoel Ferreira Barbosa fsri leilao por inter-
vengo do agente Oliveira, e em lotes a vontade
dos pretendentes, de 11 pipas e 2 meias de vi-
nho tinto, de 5 barris dito branco, e meia pipa
de vinagre, sendo estes gneros de qualidades es-
peciaes e Mes como ha muitos annos nao tem
sido importados da Figueira:
Segunda-feira 2
de setembro, ss 11 horas da manhia, no lugar
do largo defronte da alfandega, junto ao arma-
zem do Sr. Aones.
Gontinuacao do leilao
DE
FAZENDAS
a retalho.
Terca-feira 3 do corrente.
Antones continuar a vender a retalho a ven-
tado dos compradores, fazendas de todas as qua-
lidades que serio vendidas sem reserva de preco
Bem como
duas escravas proprias para o servico de urna
casa e duas vaccas de leite sem cria e um bom
carro de 4 rodas em perfeilo estado, que ser
entregue pelo maior preco obtido as U horas
em ponto do referido dia. ________
Avisos diversos.

Aviso
Os Srs. assignantes deste
Diario, que se acham atraza
des no pagamento de suas as-
signaturas, queiram manda-
Prepara-se em festejo ao aK?aveT da 7 de las Pagar, D018 0113 a detenCO
setembro. o drama em cinco actos, e seis quadros j.h _______._
ongiaai frencez, idellas causa perdaa empreza.


^^HWHWMN
Diario de heinamco. segumja feira i u setembro di mi.
(5>
Fraociico Jos Correia vai para o Rio de
Janeiro.
Comprant-se moedas de oaro de 909000 :
na ra da Cadeis, loja de fazeadat o. 51.
Aluga-ae um sitio oa estrada do Roaarinho
n. 7, entender-ge lo arsenal de marinha com o
sjudante do meamo arsenal.
Precisarse alugar urna preta ou moleque
que saiba Tender na ra : quem tiTcr queira diri-
gir-se na ra das Cinco Pontai n. 54.
Feitor.
Jos Antonio
protincia.
de Seixas rai para fora da
Casa para alugar.
Um sobrado de un andar muito fresco porpre-
$o commodo na ra Imperial lado da sombra .
116 : a tratar no largo do Terco n. 141.
Urna pessoa capax, que Tal provincia do
Cear, onde pretende demorar-se alguos mezes,
offerece-se aoi Srs. commercisotes desta praca e
mais pessoas, que (enham devedores naquella
provincia, principalmente no centro, para eocar-
regar-ae da cobranza dessas dividas, quer ami-
gavel, quer judicialmente, para cojo fim prestar
as precisas garantas. Quem deaejar tratar a ree-
peito dirija-se ao pateo do Terco sobrado de um
andar, n. 28.
Precisa-se de um caixeiro de idade de 12 a
15 annoa para taberna : na ra do tfondego nu-
mero 97.
Precisa-se de um preto sem vicios para o
servido externo : na ra do Cabug n, 3, terceiro
andar.
Fugio no da 24 do correte o moleque Eu-
enio, de idade 12 annos, pouco mais ou menos,
evou calca de brim, camisa de madapolio, tem
os signaes seguiotes : olhos grandes e braocos,
chelo do corpo, um signal visivel no peito : quem
o pegar, lere-o casa o. 32 da ra do Apollo,
que ser recompensado.
Precisa-se alugar urna casa terrea que te-
cha quintal, no bairro da Boa-Vista, ou de S.
Jos : na ra Nova n. 42, loja.
Attenco.
*
Castriciano Marques de Gouveia, arrematante
das dividas activas da massa fallida de Gaminba,
lrmos&C, previne aos devedores da referida
mana que nesta data constitue sea bastante pro-
curador para liquidadlo das cobranzas ao Sr.
Francisco Tiburcio de Souza Neves.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
LEITURA.
A directora do Gabinete Portuguez de Leitura
faz publico, que sabbado, 31 do correte, ser
aberto o estabeleclmento, principiando desse dia
todo o expediente na bibliotheca, interrompido
pela mudanza da mesma, effeetuada ltimamente
para as novas casas do Exm. Baro do Livra-
menlo.
Sala dassesses 30 de agosto de 1861.
A. B. Nogueira, 1.* secretario.
Preclss-se de um feitor: na ra da Gadeia d.
35, loja de Ferreira A Matheas.
Anda se acha fgido o escravo Cosme, cri-
oulo, idade de 35 annos, estatura regular, testa
grande, com falla de denles na frente, cosluma
mascar fumo e dado a bebidas, foi o ascravo do
Sr. tenente-coronel Joo Valentim Vilella, tem
offlcio de pedreiro e carapina, tem sido visto na
Passagem esoas immediscoes, poro talvez te-
cha ido para o eogenho Crauass, aonde tem un
irm&o gemeo chamado Damio, que tambem foi
escravo da sogra do mesmo Sr. Vilella, e vendi-
do para o mesmo eogenho, elle multo conhe-
cido; pelo que roga-se a todas as autoridades
policiaes, capites decampo, e a quem mais Ihe
coovier, o favor de o prenderem e conduzi-lo ao
seu seohor Antonio Leal de Barros, no seu sitio
na ra de Joo Fernandes Vieira, junto ao Man-
guinho, que gratificar generosamente.
Precisa-se alugar um preto ; a tratar na
padaria da roa da Matriz da Boa-Vista n. 26.
Recebem-se e apromptam-secom perfeigo
ebrevidade qualquer encommeoda de espanado-
res : as Cinco Pontas segundo andar do sobrado
d.42.
=: Aluga-se urna canoa grande para familia,
que pode carregar at 20 pessoas, com assentos
em roda, bem construida e aceiada ; na ra No-
va de Santa Rita, serrara do Sr. Banks n. 21,
para ver e tratar.
Oa armazens da ra da Lapa n. 13, e ra
do Costa n. 10, recebem gneros para recolhe-
rem por menos de que costumam receber outros :
quem pretender, dirija-se ao n. 13, que achara
com quem tratar ; assim como se aluga um dos
mesmos armazens.
Antonio Brrelo Cotrim de Almeida decla-
ra nada dever, mas quem se julgar seu credor
dirija-se ra da Uoio n. 39.
Aluga-se o primeiro andar da casa'n. 37 da
roa do Amorim : a tratar na ra daCadeia n. 62,
segundo andar.
P. C. Morton, cidadlo britannico, retira-se
para Europa.
Precisa-se em urna das povoaces da co-
marca de Garanhuns, de um reverendo sacerdo-
te para exercer o cargo da magnificencia do seu
magisterio em urna capellana que offerece
grande vaotagem ; trata-se aa ra do Qneimado,
loja n. 20.
Precisa-se de um trabalhador de padaria
ara tomar conta de todo o servico, paga-se-lhe
em : na ruados Pescadores ns. 1 e 3, padaria.
O Sr. Joo Augusto de Carvalho Marioho
tem urna carta na ra das Trincheiras n. 1.
Vinho do Porto.
Previne-se aos Srs* empregados da estrada de
ferro e ao publico em geral que na villa do Ca-
bo ao p da estaco, no estabelecimento de Pe-
dro Rufino do Reg, se acha a venda vinho do
Porto marca chamico em calzas de dozia cada
urna e mesmo a retalho por menos do que se
vende no Recife attendendo a qualidade.
0
0 Sr. Fran-

t
cisco de Carvalho Paes
de Andrade, antes de se \
9 retirar para o centro, 9
$ queira ir a loja de fa-
zeudas n. 23 da ra da
Cadeia do Recife, para
cujo fin nao extranho. $g
Manoe
Janeiro.
Alvea Guerra saca sobre o Rio de
S
Gabinete medico cirurgico.
Ra das Flores ti. 37. p
Serio dadas consiltas medlcas-cirurgi- Q
cas pelo Dr. Estevo Cavalcaoti de Albu-
querque das 6 as 10 horas da manbla, ac- 9
cudindo aos chamados com a maior bre- ala)
vidade possivel. a)
! Partos. a*
2. Molestias de pelle. %
8.* dem dos olhos. #
4." dem dos orgaos genitaes. %
Pra ti cara toda e qualquer operago em f$
seu gabinete ou em casa dos doentes con- aj
9 forme Ihes fdr mais conveniente. ay

s
Sacam sobre Lisboa
Aranaga, Hijo & C, ra do Tiapiche
Novon. 6.
MUDANCA.
Luiz Soulan, cutileiro e armeiro francez, participa ao respeitavel publico
e especialmente aos seus freguezes que mudou sua officina da ra das Cruzes pa-
ra a ra da Imperatriz n. 13, aonde continua amolar todos os dias e a fazer
concertos, reparos e obras novas tendentes a sua arte com promptidao e bar ateza.
Altenco.
O abaixo assignado est autorisado pelos
Srs. Faiia & C. a cobrar todas as dividas de sua
loja sita nesta praga : por Uso roga a todos os
devedores queiram quaoto antes pagarem, por-
que do contrario se proceder judicialmente,
Joo de Souza Rangel Jnior.
Do sobrado da ra Nova n. 56 fugio um sa-
bia : quem a apeonar e entregar em dita casa,
ser generosamente recompensado.
A commissao liquidadora dos ere-
dores da massa do tallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aos Srs.
devedores a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commissao todos os dias uteisdas 10 ho-
ras da manhaa as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commissao roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a obrigue a lancar
mao dos me ios judiciaes ou do jornal
para ha ver essas importancias de que
sao seus deredores.
A mais fina e nova que se pode desejar neste genero, a 1#000 a libra tanto em porco
como a retalho, vende-se nos armazens Progressivo e Progressista no largo do Carmo n. 9,
e ra das Cruzes n. 36.
CHA HYSSON.
O melhor que se pode desejar em artigo cha a 2$600, 2$800 e 3#000 a libra, afianza-
se qualquer urna das qulidades.
CHOCOTE.
Francez, inglez, portuguez, a 1#200 a libra, vende-seno Progressivo e Progressista
no largo do Carmo n. 9, e ra das Cruzes n. 36.
wmm
se pode desejar na qualidade deste queijo a 600 rs. a libra, esen-
Aviso.
largo da Peiiia
Francisco Fernandes Duarte, proprietario deste
armazem de molbados, parlecipa aos seus freguezes, assim como aos senhores da praca, de enge-
nho e lavradores que d'ora em vante quizerem-se afreguezar neste estabelecimeuto, que se acha
com um completo sortimento de gneros os mais novos que ha no mercado e por serem a maior
parte delles viudos de conta propria, est portanto resolvido a veode-los por menos 10 por cento
do que em outra qualquer parle, afianzando a boa qualidade e acondiciouamento, assim como ser-
vir os portadores meos praticos to bero, como se os senhores viessem pessoalmente, para o que
nao se poupar o proprietario em prestar loda attencao, afim de continuarem a mandar comprar
Euas encommendas, serlos de que, toda e qualquer encommenda comprada neste estabelecimento
acompanhar urna conta impressa com o mesmo titulo de armazem Progresso.
Manteiga tagUza perfcamente ot imo ri.. libra, TeDde-
se por este prego nicamente pela grande porco que tem e sefor em barril se fara abatimento
Manteiga traneeza 700 r8.. Hbra* em .ru a eio rs.
Villa nySSOII 0 meih0r que ha na mercado a 29800 a libra. ,
lAeiU V*etal600 5libra.
QUeiJ08 dO reittO chegados nesta ultimo vapor a 29600.
dem prato a 640 rs inlero a 700 rs. a iibra.
dem SU1S80 640 a libta em por5a0 se faz a batimento.
Prexuivto de fiambre ingl, 800 tf. a libra.
Prezunto de lamego. 480 a libra nteiro*4o r..
A.m.ClXaS lXancezaS em frasco com 4 libras por 3*000, a retalho ^00 rs.
*s\iermasete a 720 a libra> em caixa a 700 rg-
l^atas com bolaxlnVia de soda d6 dererente quaildades a uo
Latas com peixe em posta de Blitas qu.ud.desxwoo.
A.zeitonas muito novas a Hm 0 barr| a retalh0 a 320 r8.. garrafa.
Boee de iVlpereue en lall de 2 Ilbra8 por 1|J00.
C%TlUtaS pari podm 80o rg. a ijbra.
Banha de porco refinada a 480 r8. a ubra, em barril a 440 rs.
IllaC, a de tomate a majn0va do mercado a 900rs.,e em latas de 2libra por 1*700.
ratOS Cnon ticas e paios muil0 noyog a 560 .ub.
Palitos de dente lindos com 20 m.cinho. Por oo.
CnOCOlate francez a i9%}o r.- a libra, diUo portugnez a 800 rs.
MarmeVada imperial d0 afainado Abreu de oulros muUos fabricantes de Lisboa
a 1*000 rs. a libra.
VinnOS engarrafados Port0t Bordeaux, Carcavellos, e moscatel a 1*000 a garafa.
VinliOS em pipa de 500# 580 e 640 fl a garrafa( em caadas a 3*500 4S000 4*500.
Vinagre de Lisboa 0 mai8uperior a 240 rs. a garrafa.
^erveja das msg acreditadas marcas a 5* a duzia, e em garrafa a 500 rs.
EiSireilinna psra sopa a ma|, 07a que bi no merCado a 640 rs. a libra.
.rviihas f ranelas a m m. lalla.
M'lOlO de amendoa 800 a Ubra, dlU com casca a O rs.
, NOZeS muito novas a 120 t. a libra.
Castanbas piiadag a 249 r. a ubra.
l^aie n,1ji0 liperior a 240 ri, a libre, e a 7*^8 arroba;
iVrrOZ d0 i|aranba0 3d em arr0ba, e em libra a 100 rs.
nmO tlCanO a i| a ubra, se for em porso se. far abatimento.
Francisco Maciel de Souza participa a seus
freguezes tanto da praca como de fora que de
novo abri o seu estabelecimento de calcado fei-
to na provincia oa ra da Imperatriz outr'ora
aterro da Boa-Vista pretende vender muito em
conta para agradar seus freguezes que todos gos-
tam do bom e barato.
Furtos de cavallos.
Furtaram do engenho Huribequioha, sito na
freguezia de Huribeca, na noite de 8 do correte,
doua cavallos, sendo um de estribara, gordo,
bem novo, russo, com alguna signaes de talhado,
muito bem feito, nao grande nem muito peque-
no, porm de meio, est ripado, tem os cantos
de um olho brancos e ooulro todo preto, a fren-
te aberte, anda bem de baixo a meio, e intei-
ro ; e por ter sido comprado ao seohor do enge-
nho Moreno, julga-se ter o ferio de sua fazenda.
O outro russo sujo, pequeo, inteiro, com cau-
da e clioaa prelas, urna baixa na saruelha. j foi
de roda e talvez leoha signal do peiloral, s anda
a passo, e tem o seguinte ferro NC : quem ap-
prehender esses cavallos e leva-Ios ao dito enge-
nho, ser generosamente recompensado.
$ O
# Jorge Vctor Jnior, d lkcoes de plano $
% nesta cidadee seus arrabaldes. Pode ser 0
) procurado na ra Nova n. 25. #
&
Vocal e iostru-
meniaL
MANOEL AUGUSTO DE MENEZES COSTA d
lines de msica por casas ptrliculares : quem
de seu presumo se quizer uliliaar, procure na
ra da Conceicao da Boa-Vista n. 42, ou no ar-
senal de guerra.
Aluga-se, o sobrado n. 2 B da ra do Apollo,
a casa terrea n.27da ruado Burgos a tratar na
ra da Aurora n. 36.
Chegados no ultima paquete a 640 rs. a libra, e sendo inteiro a 600 rs. a libra, affian-
ca-se a superior qualidade.
QUEIJOS FLAMENGOS.
Os mais frescaes que ha no mercado por serem vindos no ultimo paquete a 2#800
cada um.
O melhor que
do porco a 500 rs.
Em pipa de Lisboa, Porto e Figueira a4$a caada de 500 a 600 rs. em garrafa.
Porto, Duque do Porto, jenuino Carcavellos, Nector, Madeira, Feitoria, Cheres,
Bordeaux a 1^200 agarrafa e 13$ a duzia. nicamente no progressivo e progressista
no largo do Carmo erua das Cruzes.
DOCE DA CASCA DE GOIABA
um dos meihores doces que ha em relaco ao tempo a 800 e 1 $200 o caixo.
LATAS COM FRUTAS
de todas as qualidades que ha em Portugal o mais bem arranjado que temos tido no
mercado a 800 e 1$000.
ERVILHAS PORTUGUEZAS E FRANCEZAS
o que se pode desejar em bom neste genero, pela sua preparacao e qualidade a 800
rs. a lata.
VINAGRE PURO DE LISBOA
a 240 a garafa e 1#850 a caada afianca-seser de Lisboae de superior qualidade tam-
bem branco por 400 rs. a garrafa e 2J560 a caada.
COMINHOS E ERVA DOCE
os mais novos que temos no mercado, e mesmo nunca os houve meihores a 400 rs. a
libra de erva doce e 800 rs. os cominhos
a mais nova que se pode desejar a 180 rs. a libra de sevadinha e 280 rs. o sag.
LATAS COM DOCE DE ALPEBCE
o melhor que se pode desejar, a 1#100 a lata, tambem marmelada dos meihores fa-
bricantes de Lisboa a 1$800 a lata, e peras a 1,280 rs. a libra.
alem dos gneros cima encontrar o publicotudo que procurar tendente amo-
lhados.
N. B. Os gneros cima vendidos em nossos armazens levaro o destentivo dos
mesmos.
Feitor.
Padaria.
de Franca a 240 rs. a libra.
Se\ad\RRa
oagU muito noro a 320 rs. a Ubra.
X ouemiio it LUbot a g60 rg t librt # 10s a afr0ba.
FartaRa do MaraRuao. mti nota, m a llltt.
T ORCiRRt RgVtz. m r; a libr.
Pastas em crxirrrs de8libral t ^oo cada uma.
ladcpendenle dos gneros mencionados encontrar o respeitavel piblice^ludo quinto pro-
curar leadMtc a molbados, .
Na padaria de Antonio Fernandes da Silva Bei-
riz, ra dos Pires n. 42, vende-se a muito acre-
ditada bolacbinba quadrada.d'agua, propria para
deentes, bolacbinba de araruta e dita de moldea.
Precisa-se alugar um sobrado de 1 andar
oo bairro da Boa-Vsta : quem o tiver dirija-se
ra dos Coelhos n. 8, ou ao Sr. Figueiroa, que
lhe diri quem o pretende.
Offerece-se uma mulher branca de meia
idade para ser ama de homem solteiro, ou de
casa da pouca familia : na ra das Aguas-Verdes
n. 88.
A commissao liquidadora dos credores da
casa do fallecido Manoel Buarque de Macedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgaretn ere-
doras por letras ou contas de livros, que se diri-
jam com os seus ttulos rus da Cadeia do Re-
cite n. 26. primeiro andar, das 10 horas da ma-
nhaa s 2 da larde, para serem verificados e clas-
sificados pela referida commissao
Ao Sr. acadmico Francisco Barbosa Cor-
deiro precisase fallar, ni ra Nova n. 7.
O Sr. Braailiano Francisco de Paes Barreto
tenha a bondade de vir fallar na loja do Germano,
relojoeiro, na rus Nova n. 21, viato ignorar-se
aonde o meamo aeohor mora.
O Dr. Joo Ferreira da Silva, de volta de
sua viagem, eat morando na roa larga do Ro-
sario n. 20, e contina no eiercicio de sua pro-
fissao, dedicando-se especialmente a pratica de
operares cirurgicas.
Transferencia
O correio particular da Paiahiba do
Norte, fica desta data em diante trans-
ferido para a casa de Travassos Jnior
& C, ra do Amorim n. 58.
O abaixo assignado, correspondente do Sr.
Joaquim Correia de Araujo, senhor do engenho
Mnribara, em S. Loureoc,o da Matta, declara que
nao se entende com dito seu correspondente os
annuncios chamando a outrem de igual nome, a
comparecer na loja de calcado da ra da Impera-
triz n. 16, e como nio seja essa a nica loja qua
tenha chamado pelo Diario a esse Joaquim Cor-
reia de Araujo, declara o mesmo abaixo assigna-
do que seu correspondente nada deve nesta praca
a pessoa algum, e que se bouver algoem que se
julgne seu credor por qualquer titulo, haja de o
apresentar em sua casa, ra nova dos Pires nu-
mero 90.Manoel Gomes Viegas.
Precisa-se de um feitor que saiba bem de
de plantar e trabalhar de enchada no seu officio,
ue seja capaz e Bel, para casa de um estrangei-
ro, dirija-se ao sitio de portao de ferro, na frente
do palacio do biapo.
Transferencia,
O correio particular da Parahiba do Norte, fica
desta dita em diante transferido para a casa de
Travasso Jnior & C : ra do Amorim n. 58.
Quem precisar de um caixeiro para a ra
ou encommendas, dando fiador a sua conducta,
dirija-se com uma carta na mesma typographia
deste Diario com aa ioiciaes H. P. Msgalhaes.
Ama.
Na ra da Soledade sobrado o. 80, existe uma
mulher portuguesa que prope-sea ser ama, pa-
ra cujo myster tem as habilitaedes necessarias:
quem dos seus servicos precisar pode dirigir-se
a casa cima mencionada.
Deseja-se fallar com o Sr. Francisco An-
tonio Bastos, para se saber algumas informaedes
do espolio deixado pelo fallecido Joaquim Gon-
c,alves Bastos, dirigindo-se a ra do Crespo loja
n. 9.
Aluga-se uma excellente casa de
campo com todas as commodidades de
familia, com sitio grande, cocheira, es-
tribaria etc., a casa construida ha pou-
co tempo com trraco a roda, sita na
entrada do Poco: a tratar com os pro-
prietariosN. O. Bieber & C, successo-
res, ra da Cruz n. 4.
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso, Santos & C. sacam e tomam
saques sobre a praca de Lisboa:
Publicacoes do Instituto Ho-
meopathico do Brasil.
THESOIRO HOIEOPATHIfO
OU
YADE-MECIM DO H0MF0PATHA.
(Segunda edieco consi-
deravelmente augmen-
tada.)
Preclsa-se de um caixeiro portuguez, pre-
ferindo-se dos ebegados ltimamente, para uma
taberna distante desta prac;a 12 leguas, aQan-
cando-se-lheo bom tratamento ; a tratar na ma
da Praia n. 29.
80$vj>s m%wm9
@ Precisa-se de uma ama para comprar e #
9 cosinhar para uma pessoa : no becco do 1
0 Padre n. 6, primeiro andar. @
<$ *#
Na travessa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continuase a tingir
com toda a perfeicao para qualquer
cor e o mais barato possivel.
O abaixo assignado, relojoeiro estabelecido
na ra da Imperatriz n. 14, vem pelo presente
declarar que as pessoas que em seu poder dei-
xaram relogios para se concertar, isto ha muito
tempo, devero comparecer dentro do prazo de
15 dias contados da data deste, afim de satisfa-
zerem seus dbitos concernentes a taes concer-
tos, resgalando seus relogios, e do contrario fin-
do o dito prazo serao vendidos semelhanles ob-
jectos para de seu producto er o mesmo abaixo
assignado integralmente pago. Becife 24 de
agosto de 1801.
' Albert Aschoff.
Precisa-se de uma ama que compre e sirva
para todo o servico de uma casa de pouca fami-
lia : na travessa do Livramento n. 18.
Estirara fgida.
No dia 4 dejuoho do corrente anno fugio do
sitio da viuva de Joo Ferreira dos Santos, na
Passagem da Magdalena, a eacrava crioula de
nome Ignez, com os seguintes signaes : tem 40
annos de idade, de estatura regular, tem cor
fula, aleijada de um dedo da mao esquerda, e
muito regrista ; esta escrava foi propriedade do
seohor do engenho Poeta ; suppoe-se que ella
est oceulta em alguma casa sob o titulo de forra,
pelo que se protesta contra quem a tiver em seu
poder : roga-se as autoridades policiaes e capi-
tes de campo a apprehenso de dita escrava, e
leva-la ao referido sitio, onde receber a paga de
seu trabalho com generosidade.
Miguel Antonio Boberto avisa aos senhores
donos de tabernas que acha-se com o seo esta-
belecimento de aguar e limpar a ra aberto :
quem pretender, dirija-se a casa de Antonio Bo-
berto n. 15.
Quem tiver achado uma canela de prata
galvanisada com astea de marfim, e penna de
ouro, perdida da ra do Trapiche ao sello, vindo
pela ponte nov ecaes, far of avor dirigir a sua
entrega na ra da Penha n. 29, primeiro andar,
que ser gratificado com 50 0|0 correspondente
ao seu valor.
Diccionario
popular
me
de medicina ho-
ico
PELO DR.
{ Gurgel & Perdigao.
Receberam diversas fazendas
modernas para a sua loja da ra
da Cadeia do Recife n. 23.
i
SABINOO- L. PINHO.
Continuara as assignaturas para estas obras a
209000 em brochura ata dezembro. Desse tempo
em diante aa assignaturas sero elevadas a rs.
25*000.
Ra de Santo Amaro (Mundo Novo) n. 6.
Perda
Perdeu-se da ra dos Pires at o Campo Ver-
de uma pulseira de ouro, na noite de 29 do cor-
rente : quem a achou qaerendo-a restituir diri-
ja-se a ra Velha n. 66, que receber 109 de
gratificaso.
Preclsa-se de 6009 sob penhor de ouro e
prata : na ra Angosta d. 60, se dir com quem
se trata.
Leite puro.
Na ra do Vigario, deposito n. 6, vende-se lei-
te puro a 320 a garrafa, desde as 6 1|2 s 9 ho-
ras da manhaa.
> Vendem-se tres escravos de lindas figuras
vindos do serto, com idade de 16, 20 e 24 an-
nos : na roa das Cruzes n. 35, segundo andar.
Vende-se a taberna do largo de S. Pedro
o. 1, com poneos fundos, propria para qualquer
principiante: quem pretender, dirija-se a mesma
i)m
Vende-se a casa terrea de tres norias, na ra
de Santo Amaro n. 32, a qual bem construida :
a tratar no pateo de S. Pedro n. O.priaaeir andar.
Na mesma ca ha para vender un estrave or
oulo e moo, com habilidades de coiiohai bem,
e engommar com perfeicao, alem de outras, e
sem ricio algum, vista do comprador se dir o
motivo da venda.
Novo estabelecimento de
cabelleireiro, no bairo
do Recife, ra da Ca-
deia n. 55, l.e andar.
JOO GODOFREDO PINTO, artista cabelleirei-
re, acaba de estabelecer-se na ra da Cadeia do~
Recife n. 55, primeiro andar, e otferece-se por-
tanto ao respeitavel publico psra exercer as func-
Ces de sua arte, com aceto e promptidao. Ncst. -
estabelecimento encontraro sempre os freguezes
o gosto necessario que se exige no exercicio des-
ta arte. Este novo estabalecimento que principia
hoje a desabrochar, se torna necessario a coad-
juvacao do respeitavel publico em que confia o
artista cabelleireiro. Recebe encommendas de
cabelleiras para senhora, ditas para homen?,
cresceotes, enchimeotos para bandos, marrafas,
trancas para anneis, trancelins, cadeiras para re-
logios, braceletes, quadros tumulares, memorias,
firmas, etc.. etc., CORTES D CABELLOS E ERI-
ZADOS. Lava-se a cabega com a excelleole
AGUA IMPERIAL. Tioge-se cabellos, barbas,
etc., etc., por um processo facilimo, e que uma
vez tintos jamis mudarlo a cor. Extracto des
caspas por meio do TRICOPHENUS : este excel-
lente remedio para extinguir por uma vez as cas-
pas, e fizer renascer os cabellos, se torna asss
recommendaval.
No dia 21 do correle mez de agosto fugio
desta povoafao de Apipncos um escravo crioulo
de nome Andr, cajo escravo tem os signaes se-
guintes : baixo, cheio do corpo, pouca barba, ros-
to redondo, tem uma marca vermelha no ldbio
inferior, ps grossos, dedos curtos, j tem tido
eraros nos ps, dos quaes inda tem vestigios, en-
tende de carreiar, j foi escravo de um dos se-
nhores do engenho Cagafogo, levou -vestido ca-
misa a ceroula comprida de algodo, e um pale-
to t pelo velbo, cujo escravo pertence hoje a
Joo Fjancisco do Reg Maia, morador na po-
voaclo de Apipucos : quem o prender, leve-o a
seu referido senhor que ser recompensado de
seu trabalho.
Ra do Queimado
n. 19,
Santos Coelho vende o seguinte :
Cobertas de chita a chineza a 19800.
Len^es.
Lences de panno de lioho a 19900,39 e 39300.
cortes de phaotazia.
Lindos corles de phantazia de seda pelo bara-
tsimo prego de 89 cada corle.
Toalbas de fusilo a 500 rs. cada orna.
Cambraia branca de salpicos grandes para ves-
tido, sendo cada pega a 5g.
Gollinhas bordadas para senhora, muito finas
a29000.
Sortimento de baldes para meninas.
Bramante de linbo para leuces, tendo de lar-
gura 10 palmos, pelo prego de 2$ a vara.
Algodo monslro a 480 a vara.
Bramante de algodo a 1|280 a vara.
Cortes de seda Je todas as cores, fazenda su
erior, a prego da 49, ditos com toque de mofo a-
Ana de leite.
Na ra da Cruz n. 45, armazem, precisa-se de
uma ama de leite, prefereee-se eacrava.
Chapeos de sol de seda para meninos e me-
ninas.
Capailas brancas paranoica a5|.
Chapeos para senhora.
Ricos chapeos de seda e de velludo para se-
nhora, pelo baratisslmo prego de!5el69: na
ra do Queimado o. 22, loja da boa f.
"1


Ii*IO n*MM*\nO. ~ SlGUWWL filftA 2 M SETMEfilo DI 1161.
Attencao.
Mello, Trmlo, tendo comprado ao airematante
da massa fallida de Manoel Francisco de Mello,
faz scientes aos deredores da dita massa a virem
pagar os seos dbitos, e os que nao fizerem serio
jamados a juizo. Kecifo 12 de agosto de 1801.
No dia 3 de seterabro prximo, pelas 11 ho-
ras da manbia, depois da audiencia do Illtn. Sr.
Dr. juiz de orphaos, tem de se arrematar por Yen-
da varios sitios e tres casas de taipa perlencentes
aos orphaos fllhos do finado Manoel da Silva Bar-
ros, cujos sitios sao dous as Corcuranas de den-
tro; com boas trras de plantario, e um delles
tem casa de taipa, outros sao Da Venda Grande
com porgo de ps de eoqueiros, alguns na pan-
cada do mar, tendo o denominado Crmpieho boa
casa de vivenda perto do mar, prupria para paa-
sar a testa, e offerece os bachos d'agua salgada ;
as tres casas sao sitas ua ra da Venda Grande,
tendo dous excedentes commodospara familia.
Precisase fallar ao Sr. Vicente
Jos de Oliveira, que morou na ra de
Santa Isabel, e como se ignore sua mo-
radia roga-se Ihe queira dirigir-se a el-
la typographijS.
para
Ruada Imperatriz mi-
mero 16, loja da viuva Dias
Pereira & C.
Bogo ao senhor que faz parte da compaDhia
desta casa que quando tirer de fazer alguma de-
clarago por este Diario em typos trplices, que
me declare o seu nome por extenso, pois tenho
informales por pessos que ten por habito de
pagara qaem deve, que um jovem com 6na
educacao eexcelleotes costumes, e que tambem
tem virado pela corle e norte do imperio, nao
deve ter acanhamento de assignsr seu nome por
extenso, pois desejo entreter algumas relaqes
tambem em typos trplices com este senhor, e
. deixarmos de mencionar a Itlma. e Exma. Sra.
viuva Dias Pereira, a quem muilo respeito.
Firmo Candido da Silveira Jnior.
3:000^000 rs.
D-se tres contos de ris a premio com hypo-
theca em urna casa terrea as priocipaes ras do
bairro da Boa-Vista, que tenha commodos para
urna familia : oa ra da Concordia casa do Sr.
LuU Csetano Borges achara com quem tratar.
Aluga-se urna casa em Beberibe : a tratar
com J. I. de 11. Reg, na rua do Trapiche n. 34.
A viuva de Manoel Ferreira da 6ila Maia
Teude ddas moradas de casas na cidade de Oltn-
da, urna na ra do Amparo n. 1 e outra na la-
deira da Misericordia n. 2, para pagamento de
seu3 credores : quem pretende-las dirija-se a ra
de Malhias Ferreira, sobrado n. 12.
Aluga-se. urna casa na Passagem
da Magdalena, entre as duas pontes,
com excellentes commodos, tendo 4-
quartos, urna dispensa, sotao com 2
quartos, urna cosiuha no fundo do quin-
tal, ptimo banho no fundo : as pessoas
que pretenderen! dirijam-se a ra Di-
reita n. o.
Ba da Imperatriz
n. 16.
Rua da Gadeia do Recife
numero 49.
O abaixo assigoado chtmou sua casa o pro-
pietario do estabelecimcnto aciroa referido, para
lheindicar a maneira de cobrar alguma quantta
que se julgue credor, o dar explicagoes a respeito
ao milito digno chefe de lao re?peilavel casa,
que nao leve, mas parece ter negocios com
Firmo Candido da Silveira Jnior.
Os senhores, cujos'noroes abaixo vo ins-
criptos, lenham a bondade de dirigir-se a typo-
graphia da Ordena, na ra da Praia- desla cida-
de n 47, trataren) de negocios da seus iote-
ressea :
Padre Antonio da Cunha Vasconcellos [da Pa-
ral.iba.)
Dr. Alvaro Nstor de Albuquerque Mello (dem.)
Ur. Antonio de Soua Nunes Pinto (idem.)
Dr. Adr de Albuquerque Maranbo (idem.)
Antonio Felemoo deSouza Reg (idem.)
Vigario Frederico de Almeida Albuqu
(idem.J
Corunel Joao Valentim Peixolo de Vasconcellos
(dem.)
Dr. Manoel Aranha da Fonseca (idem.)
Antonio Jos Leina (idem.)
Laurentioo de S. Pedro Neves (idem.)
Dr. Fornando Jos Rabello (idem.)
Antonio Ferreira da Costa (dem.)
Fortunato Ferreira da Silva Campos (idem.)
Valentiniauo da Cun'aa Reg Barros (deGoi-
anua.)
Antonio Pinheiro de Mondonga (dem.)
Ludovico Cavalcanti da Cunha Vasconcellos
(idem.)
L'rsulino Civalcanti da Cunha Vascoocellos
(idem.)
Viuva e herdeiros do coronel Henrique Luiz
a Cunha Mello (dem).
Vigario Manoel Paulino de Souza (idem )
Padre Galindo Ferino de Silveira Cavalcanti
[do Limoeiro.)
Joaquim Jos Coimbra de Andrade Jnior.
Manoel do Nascimcnto Bastos.
Honorato Jos de Oliveira Figueiredo.
Joo Hypolito Meira Lima.
Bellarmiuo Ferreira Padilba (de Cabrob )
Jos Joaquim de Sant'Anna (de Caruar.)
Jos Francisco do Reg Barros Jnior.
Bernardo Eugenio Peixolo (do Rio Grande do
Norte.)
Jos da Costa Villar (dem.)
Jos Marcolino de Bessa (idem.)
Aleixo Barbosa da Fonseca Tinoco (idem.)
Manoel Honorato de Barros Theodoro (de Bar-
r ciros.)
Os delicados enfeites
senhora
na leja d'eguia de ouro. roa do Cabug n. 1 B,
receberam palo vapor ioglez, os mais delicados
entalles do ultimo gosto, que se venaiji por
prados mais barato que posaivel de 2gM0, 31
4SO0O. 5g000, 6*000, 790OO e 80000; aasisacomo
de palhioba a 189000. Vende-se por esto preg
por que se receben em direitura.
Os lindos sintos
Existe tambem oa lindos sintos com Ovella
dourada, assim como com Ovella de ac, e de
outrasqualidades que se .vende por prego mui-
lo baralisaiffio.
fscarrilha.
Existe tambem am sortimenlo de asacarrilha
de todas as larguras e das mais lindas cores que
possivel encontrar para enfeitar vestidas, e que
em vista dos lindos gostos, ninguem deixira de
comprar.
Chapelinha para seuhora.
Existe tambem am rio surtimento do chape-
linba para senhora que se vende a 12*000,13
e 1450(30, nada mais barato e obra muito fina,
ludo isto na loja d'agnia de ouro, ras do Cabo-
e"' S Gama & SHfa.
Grande exposico de fazendas
baratissimas, na ra da Im-
peratriz n. 6, loja do
PAV.O.
Vende se cortes de phanta-
si9, fazenda de muito gosto
com babados pelo diminuto
prego de 4#500; na ra da
Imperatriz n. 60, loja que tem
um pavo do lado de frr, (is-
to para nao haver engaos.)
3#500.
Vende-se ticos corles de cambraia de seda
com avental ouduassaias a 3$500 : na ra da
Imperatriz n. 60, loja do pavo.
3,200, 3,500 e 4,000.
Vende-se finissimos cortes de cambrais bran-
ca e de cor coto dous e mais babados pelo dimi-
nuto prego de 3*200, 3g500 e A$ : ds ra da Im-
peratriz n. 60, loja do pavao.
A 15J00Or
Vende-se nicissimos eortes do cambraia braa-'-f
ca com bordado muito delicado proprios para
baile ou casamento a 15*: na ra da Imperatriz
o. 60, loja dopsvo.
Wva p*C\l\i\e\Y Vende-se flnissimas pegas de cambraias fran-
cezaj de carocinho3 com 17 1(2 varas pelo dimi-
nuto prego de 83 a pega, ditas das mesmas com
8 3j4 varas pelo prego de 4jJ a pega, tambem se
vendem das mesmas a 500 rs. a vara, sendo
brancas e de cores ; oa ra da Imperatriz n. 60,
loja do pavo.
PupeUaa a 280 rs.
Vende-se pupelina de quadrinhos a imitago
de sedinhas de quadro pelo diminuto prego de
na ra da Imperatriz n. 60,
Cemento inglez
para cridar vidros, loaga, barre fedra, etc., o
qual resiste a lodo o teafloo par asis formoso
que seje at ao aso d'agaa qeal* prego de ca-
ta vidrol0 : anioo deposito, na loja de fazendas
de R. C. Leite & Irmos, raa da Imperatriz nu-
mero 11.
Velas de espermacete da es-
trella, muito superiores.
Na ra de Imperador n. 53, vende-se em por-
gao e a retalbt.
Cestinhas de Hamburgo.
S oa loja d'agnia de om, ra do Cabwg n.
IB, quem receben m cera pie to sortisnenio de
lindas cestinhas de todos os lmannos fMprias
para meointsdeeacola, aaaiaa como maiores com
lampa proprias para compras, toalaios proprios
para costura,ditos proprios parafaqueiros, ditos
multo bonitos par. arinquedos de meninos, di-
tos maracas pintadinaos que se venden por Dra-
gos muito baratos-
Enfeites riquissimos.
Vendem-se ricos enfeites de relroz, sao os me-
mores e mais modernos que ha no mercado, pelo
eaaissimo prego de 8*: na ra do Queimado
0.22, ea loja da boa f.
Nova pechincha
Pegas de cambraia lisa fina com 7 li2 8 e 9
J"^s a *5W>. 3 e 3#500. chita larga franceza
a2e220rs. ocovado: na ra do Queimado
O. 44.
Transelins grossos dere-
troz para relogios.
Vendem-se a 500 rs. cada um na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca, n. 16.
Sua do Crespo.
Loja n. 25 de Joaquina Verreira de g|, Teri-
de-se por pregos muito baratos as seguintes fa-
zendas de superior qualidade e modernas, sedas
de quadros miudos para vestidos de senhora e
meninas a 800 rs., basados largos e transparen-
tes a 3J a pega, ntremelos mnito finos a 1*500,
canas de merin e'.fasto para senhora a 5*, chi-
tas lirgas esouras e clares a 240 rs. o covado,
roupes de seda a 10jJ, pegas de bretsnha de a
godio a 2*. riscado francez muito fino a 18ft rs.,
J manguitos bordados finos a 2*. gollinhas borda-,
das a 610 rs., albsrns do panno felpudo para
homem proprios para chuva a 10*. capas russia-
as o melhorque tem vindo a este mercado a
30*. paletots de panno preto a 18S e 20*. sobre-
casacas de dito mnito finas a 25?, caigas de cise-
mira preta e de cores de 5* a 8J. ditas de brim
braoco ede cores de 2 a 5*, paletots de alpaca
e de bnm de 8*500 a 5*. camisas brancas e de
cores finss a 2g, chapeos deso de seda supe-
riores a 65. ditos fnglezes a 10*. cassas de cores
transparentes a 240 rs. o covado, assim como
outras muitas fazendas que se vendero por me-
nos do seu valor para fechar contas, vestuarios
de brim e fusilo todos guarnecidos e enfeitsdos
para meninos a 2*.
Albuquerque
^orapras.
Compra-se urna machina de costura em
segunda mo, porm quer-se das que fazem
trsncinha pelo lado debaixo : a tratar na travessa
das Cruzes n. 12, no segundo andar.
^7
acias.
Vende-se urna armagSo para taberna com
dous caizoes, e elugn-se a mesma casa que
rxulto afreguezada e em muito bnm lugar, por
cuito commodo prego, na ra do Cordoniz n. 6,
a tratar na mesma, no Io andar.
Vende-se urna casa terrea no becco do Po-
cinho n. 9 : quem ptetender, dirija-se a ra da
Cadea do Recife n. 64, das 8 s 11 horas da ma-
nba, c de tarde desde as 4 s 6.
? Loja de fazendas finas V
&Martinho de OliveiraBorges O
@ Ra da Cadeia do Rerife n. 40. f>
:?-: Vendem-se bonitos cortes do vestidos }
fe de cambraia bianees bordados a 30$, &
ditos ditos de cambraia da Escocia fina i?
sendo toda a saia e fazenda para corpi- w
250 rs. o covado
loja do pavo.
C\i*\y a 500 va.
Vende-se chaly muito Cno a 500 rs. o cova-
do : na ra da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Sedas a cavado.
y^nde-legrosdenaples Preto muito encorpado
a lj600 e I38OO, ditos de cores azul, cor de rosa
e cor de cana mais barato que em outra qualquer
parle ; na ra da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Sedas de quaurinios
Vende-se sedas de quadrinhos fazenda muito
encorpada a 500 e 640 rs o covado : na ra da
Imperatriz n. 60, baja do pavao.
Manguitos de t\\ a 500 ts.
Vende-se manguitos de fil muito bem enfei-
tados a 500 rs. : na ra da Imperatriz loja do
pavo.
Chitas francezas a 200 rs.
Vende-se chitas francezas muito finas e largas
fazenda de 360 o covado a 200 rs. por ter um
pequeo toque de mofo, afiangando-se que solta
logo que seja lavada a primeira vez : na ra da
Imperatriz n.^60, loja do pavo.
Cassas com salpico graudo a
200 rs.
Vende se cassas com salpicos graudos e listras
a 200 rs. o covado, fazenda muito nova : na ra
da Imperatriz o. 60, loja do pavo.
Cassas pintadas a 240 rs,
Vende-se cassas pintadas auito miudinhos
padroes a 240 rs. o covado : na loja da ra da
Imperatriz onde est o pavo.
Sentido ao Pavo.
Vende-se neste estabelecimento um grande e
variado sorlimento de fazendas tanto para ho-
menscomo para seohoras, de todas as fazendas
se do amostras com penhor ou maodam-se le-
var em casa das familias pelos caixeiros da casa,
assim como o respeitavel publico achara lodos os
dias otis este estabelecimento aberto das 6 ho-
ras da manhaa as 9 da noite.
Vendem-se potes do apprcvado remedio
para matar ratos e baratas a 1g ; na ra da Sen-
zala Nova n. 1.
AVISO

nho bordado, prego 50
Vende-se um carro de condnzir gneros da
alfandega, em boto estado, prompto para traba-
lhar, por prego commodo : na ra Velha n. 67;
Lencos de cam-
braia com padroes de se-
da a 2$500 a peca.
Na loja d'aguia branca tambem se vende mui
bonitos e finos lencos de cambraia imitando seda,
isso pelebaraiissimo prego de 2*500 a peca de
10 lencos E' essa urna das Deschinchas que costa
apparecer, e quando assim approveitar-se da
occasiio, porque elles servem tanto para algibei-
ra como para meninos, e uena os vir na loja
d'aguia branca, ae roa te Queimado a. 16, tfer
voniade de eoanprf mais de urna pega, tal a
bondade delles.
Aos Srs. boticarios.
Daqul por diante haver sempre assucar candy
para vender por prego commodo : na ra dos
Guararapes n. 42, Fra de Portas.
AUen$ao.
Na ra do Brnm n. 41, defronte da padaria do
Sr. Pinheiro, vendem-se velas de composigo de
lodos os lmannos por prego commodo.
Magalhes k Mendos
teima, nao vende, queima.
Na ra da Imperatriz loja armazenada de qua-
tro portas n. 56, recebeu novo sortimeoto de fa-
zendas, a saber : ricos cortes de phantasia com 3
babados a 8, ditos de cambraia de seda a 5*. di-
tos de cambraia braocos e de cores de 2, 3, 4, 5 e
6 babados a 3g e 3*500, ditos de tarlatsoa de 3
babados a 2*500, pegas de algodozioho a 2*500.
3* e 3*500, ditas de madapolo a 3*500 4J000 o
4*500, todas as fazendas em perfeito estado.
Grande
Pechincha.
Sedinhas de quadros de todas as cores muilo
encorpadas covado 720 rs., chitas francezas a 220,
240, 260 e 280 rs. o covado, pegas de cambraia
brancas finas a 2*500. 3 e 3*500, pegas de ma-
dapolo francez enfestado a 3#, ditas de bretanha
franceza entestada a 4g e5g, pegas de entremeios
e liras bordadas a 1*, saia balo de 20 a 40 ar-
cos a 3* e 3*500, as mais modernas que ha, cor-
tes de cambraia de salpicos a 2 : na ra da
Imperatriz loja de4 portas n. 56, de Magalhes &
Mendes.
Nova pechincha.
Cortes de cambraia branco de salpicos e bor-
dados com 8 e meia varas pelo diminuto prego
da 4* o corte : na ra do Crespo n. 20 B, loja de
Adriano & Castro.
Attencao s mac&es.
Vendem-se magies muilo perfeitas chegadas
pelo ultimo vapor, declara-se 419 a porgo
pequea: na ra da Senzala Nova o. 1,
Vende.se a gorda carne do sertio a 320 a
libra ; ni ra da Senzsli Nota n. 1.
para vestidos de senhora e
roupinhas de enancas.
Na loia d'aguia branca se encontra um bello
sortimente de frasjas de seda, lia e linho, bran-
cas e do corea, proprias para enfeites de vestidos,
assim come ama diversidade de galo de seda e
linho, brancos e de cores, abertos e fechados, lar-
gos e estreitos at o mais que possivel, trancas
tambem de seda, la e linho, de diferentes qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar em taes cousas : por isso quem precisar
de taes ebjecloe, dirigir-se a dita loja d'aguia
branca, na ra do Queimado n. 16, que ser bem
4 loja da bandeira |
jjNova loja de funileiro da
B ra da Cruz do Recife
numero 37.
g Manoel Jos di Fonseca participa a
|| todos os seus freguezes tanto da praga
8 como do mato, e juntamente c respeita-
vel publico, que tomou a deliberago de
m baixare prego de todas assuas obras, por
as cujo motivo tem para vender um grande
S surtimenlo de bahs e bacas, ludo da
al diferentes timanhose de diversas cores
g 9'n pinturas, e juntameute um grande
fe sortimenlo de diversa* obras, contando
banheiros e gamelas grandes e pequeas,
machinas para catee camas de vento, o a*
que permite vender mais barato possivel, J5
como seja bahs grandes a 4* e peque- 3
nos a 600 rs., bacas grandes a 5* e pe- S
quenas a 800 rs,, cocos a 1* a duzia. Re- |
Scebe-se um official ds mesma officina ar>
para trabalhar. ^
Win i/flW ctWb ^v^rrW jH ^F!Wp WBV ^^Wk ^ffwaWrT^p **
L ~.EJ* "8" Adamson, Howie 4 C, rtra do i 11^^ ao.: #nA .
rrepiche Novo a. 41. vende-se : UOlH e aSSUll Ddl dlO
Eona'e SJi"15' Dls,im"- ninguem deixa de comprar urna pasu par. p.-
KLfiT 5!lA0.r-f9?: *?J*{ -d>S,U ""a acha-se
Superiores tintas de todas as cores.
^Uina, siUiees, arreiaa para carro ou cabriolet
No Hospicio n. 10, sitio prximo a acade-
mia, vende-se leite pur das 6 ase aoras da ma-
nhaa, a 400 rs. a garrafa.
Nova remessa de macees
Hgaos
-Maces
Magias
Mages
vendem-se aes oenlo o retalbo, e -esa csizas,
na ra estaeila do Rosario n. U, deposito de So-
dr & C.
Saboneles
de amendoa, m caixinhas de louca a
500 rs. cada ara.
/endem-sesabonetes de amendoa para barba,
cada um em sua eaJiinha de louga a 50o rs. ; na
rila do Queimarlo, toja d'aguia branca n. 16.
Bom para rancho.
Vende-se am capado gordo por prego commo-
do : na ra nova de Santa Rita n. 65.
Quadros de mol-
dara dourada.
Lindos quadros j feitoe de moldara dourada,
proprios para retratos e estampas, pele diminuto
prego dea* cada.am ; na loja da Victoria, na
rua do Queimado o 75, junto a loja de cera.
DESTINO
DE
Jos Dias Brando.
5Rua da Lingueta5
O novo destino torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga iogleza a 1$ a libra,
dita franceza a 700 rs.. cha preto a 10400, pas-
tas a 560, conservas inglezas e portuguezss a
700 rs., alelria.talharim e raacarro a 400 rs. a
libra, toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de porco refinada a 480 rs latas com peize de
postas a 1^400, cerveja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 55 a duzia,dita preta a 600 rs. a garrafa e
6$800 a duzia, tanto em garrafas como em meias,
ervilhas francezas e portugnezaa a 720 rs. a lata,
spernracete de 4, 5 e 6 em libra por prego mui-
to em cenia, vioho do Porto engarrafado fino
(velho) alJOOrs., vbaho de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. a gar-
rafa, e outros muitos gneros que eseasado
menciona-los, qu e do contrario se torna va enfa-
donho aos freguezes. (Dinheiro vista.)
Agua ambreada
para banho do rosto edo
corpo.
k loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
va e apreciavel agua ambreada, de un: aroma ex-
cedentemente agradavel. Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas gotas n'agua pura
com que se. banha o rosto, resultando disso que
refresca e conserva o vigor da catis, com especie-
lidade dassenhoras ; assim como para se deitar
n'agua de banho, que o torne mui deleitavel, re-
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer desa'f
parecer esse hlito desagradavel que queai sem-
pre se tem peto transpirar. Tambem tem a pre-
ciosidad a de acalmar o ardor que deixa a navalha
quando se faz a barba, ama vez que a agua com
que se lave o roslo baas della composigo. Cus-
a ofrasco 10, e quem aprecia o bom nSoo.eixar
cortamente decomprardessa estimavel agua am-
breada, isto na loja d'aguia branca, na rua do
Queimado n. 16, nica parte onde se achara.
Cera de carnauba.
A dinheiro.
Vende-se ama pequea porgo de cera de car-
nauba muito boa, que ae acba depositada no ar-
mazem da Gompanhia Pereambucana 6 commo-
do preso.
Gravatinhas de
froco para senhroas
Lindas gravatinhas de froco para senhors. pelo
barato prego de lg500 cada ama i na loja tra
Victoria, na rua do Queimado n. 75, junto a loja
de cera.
Bonitos toucado-
res de armacao e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
A loja d'aguia branca acaba de receber mui
bonitos toucadores de armago preta, torneada,
e gaveta* com embutidos e machetados que os
tornara mui elegantes, os quaes servem excelen-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de detraz, e de rapazes soltei-
ros, e pelos preces de 8, 9 e 100, sao baraiissi-
mos na verdade, e quem os vir na rua do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16, se agradar, e
iafallivelmente comprar.
Espelhos para
salas.
Ricos espelhos de moldura dourada com mui-
to bons vidros para ornamentos do salas, de va-
rios lmannos e precos : na loja da Victoria, na
ruado Queimado n.75, junto a loja de cera.
i a
com necessarios para costura
Acaba de chegar para a loja d'aguia branca mui
lindas caixinhas matizadas, com espelho, tesoura,
caivete, agulhela, agulbeiro, dedal e ponteiro,
ludo pratiado e de apurado gosto, emOm urna
caixinha excellente para um presente, e mesmo
para qualquer senhora a possuir, e vendem-se a
100 e 12$ : na lo^a d'aguia branca, rua do Quei-
mado n. 16.
Esiojos para barba.
Ricos estojos om espelhos e repartimentos
para os necessarios de barba, pelos pregos de 2JS,
3. 4 e 5JJ cada um : na loja da Victoria, na rua
do Queimado n. 75, junto aloja de cera.
Lencos para rap.
Vendem-se lengos finisaimos de linho proprios
para os tabaquistas por serem de cores escurase
Gxas, pelo baratissimo prego de 63 a duzia j na
rua do Queimado n. 22. na bemeonhecida loja da
boa f.
Bugias de Lisboa.
E' chegado loja de cera na rea do Queimado
o. 77 as afamadas bugias de Lisboa para vender
pelo antigo prego de 1J440 a libra a dinheiro.
Vende-se um cabriolet novo : na rua Novb
numero 59.
Vendem-se quatro tachos de cobre proprios
de reGnago, todos ou avulso: na rua dos Guara-
rapes n. 42.
Vende-se arroz do Maraohio a 20 a arroba
e 80 rs. a libra, azeile de cairapato a 440 a gar-
rafa : na rua das Cruzes, taberna n. 22.
4 2.500 o covado.
Damasco de seda boa fazenda, encarnado, cor
de canna e branco.
Manteletes de fil preto enfeitados com bico a 50.
Damasco de II com 6 palmos de largura cova-
do a 10500,
Chales de merino bordados a velludo superior
fazenda a 80.
Cortes de casemira de cor a 30500.
Setim Maco superior a 2(500.
Casemira preta setim superior a 20500.
Pegas de indiana finissima com 10 varas a 8$.
Na rua do Crespo loja n. 10.
Vende-se em casi de Adamson, Howie &
C, rua do Trapiche Novon. 42, biscoitos oglezes
sonidos, em pequeas latas.
20 e 30 arcos.
Saia balo a 80000 cada urna, fazenda perlera-
mente boa, chales de la estampados a 30500,
ditos de merino finos de pona redonda a 60, chi-
tas francezas escuras a 240 rs. o covado, ditas
estrellas tintas seguras a 160 rs., riscado francez
padroes bonitos a 160, pegas de bretanha de rolo
a 20, cambraia lisa fina a 30 a peca, cassas de
cores a 200 rs. o covado: na loja das 6 portas em
frente do Livramento.
Seceos e molhados
No antigo estabelecimento de seceos e molha-
dos do palee do Carmo, esquina da rua de Her-
as n. 2, continua-se a vender todos os gneros
o mais em conta possivel, a saber; assucar brao-
co uno a 140 rs., baixo a 130, mascavado a 100
rs., refinado lino a 160, baixo a 140, crystalisado
a.220, caf a 200, 240 e 180, dito moido a 400 rs.,
pitnenta da India a 440, erara a 800 rs., berva-
doce a 560, cominho a 10. alfasema a 320, cb a
2g600, dito muito fino a 30. preto a 10800, bola-
chinhas e sequilos de todas as qualidades a 300
rs., iogleza a 320, passas a 500 rs., toucinho a
400rs..gomma bem slva a 120, farinha do Mara-
nhao a 140, alpista a 200 rs., queijo suisso muilo
fino a 480, dito de prato a 640, dito flamengo a
20800, chouricas a 600 rs., paios a 280 am, man-
teiga iogleza a 800 rs. a 9o0, muito fina a 10300.
franceza a 640 e 720, banha bem alva a 480, vi-
oho a 400, 480, 560 e 640, braoco a 560 a garrafa,
e em caadas se vende por menos, engarrafado
legitimo do Porto a 10600, 1100, 10200 e 10100,
Figueiraa 800 rs., espermacete a 800 rs.. velas,
de carnauba a 440, e 480 finas, arroz a 120 e 140
mnito fine, azeile doce a 720, aletria, macarraoe
talharim a 560, carias para jogar a 320, palitos do
gaz, groza a 20600, urna duzia 40, caixinha a 80
rs., gmxa em latas, dnzia a 10100, ama lata 120
n doce de goiaba, caixSes de 4 libras a 20200,'
esnfim todo se vende barato, latinhas com sardi-
nhas de Naotes a 460.
Vende-se para maia de 60 roas denomina-
das hamburguezsa ; na rua de S. Francisco como
quem vai para a rua Bella, sobrado n. 10; danio-
m mais ea conta a quem comprar ledas.
urna porgo de boas e perfeitas pastas para pa-
pel cam calendario perpetuo, e indico das festae
mudsvois, pelo que se tornam de muita utili-
dade, e o pequeo prego de 10000 cada urna
convida a aproveitar-se da occaaiae em que se
eatioiellas vendando por melada do que sem-
pre custuram ; assim dirjamele a rua do
Queimado, loja d'aguia branca n, 16, que seci
bem servido.
Gravatinhas de raiz 4e
coral,
o melhor que possivel. Vende-se mui bonitas
gravatinhas de raiz de coral com duas e tres
voltese lagos as pontas, sendo ellas bastante
corapridas, vista do que sao baratissimas
20500 e 8&800 : assim bom e barato s oa loja
d'aguia branca, rua do Queimado n. 46.
Saiasdecordo.
Superiores saias de cordao a 30, 30500 e 49,
ditas alcoxoadas muito superiores a 50 ; na rua
do Queimado n. 22, loja da boaf.
Trina e gales.
Na loja n. 50 da rua da Cadeia do Recife ha
para vender trina, galoes e valantes por precos
commodos.
Cheguem
BARATe PARA LIQUIDAR
Na rua da Imperatriz n. 40,es-
quiua do becco dos Ferrei-
ros, loja de Manoel Jos
Guedes de Magalhes
QSedinhasde quadros de todas as cores e muito
encorpadas, covado a 720 rs., cortes de cambraia
brancos cora 3 ordens de bordado a 30, ditos com
3. 4, 5 e 6 babados de diversas cores a 30500,
ditos de tarlatana com 3 babados a 2$500 e 30,
ditos de cambraia de seda a 50, baldes de 14 a
40 arcos dos melhores que tem apparecido a 30,
30500 e40, ditos para meninas de lodosos lma-
nnos,camb-raieta franceza muito fina,pega a 70500
e 8$, cassas com salpicos brancas o de ere?, co-
vado a 240, pegas de cassa de salptcos brancos e
decores com 8 1(2 varas a 30500, cobertas de
froco matizadas para cama a 90, chales de froco
coa ponta redonda e borla dos mais modernos a
80, ditos de laa e soda a 20500, ganga ama relia
muito boa, covado a 240, cambraia de edr muito
bonita, covado a 300 rs., alpacas de cor para ves-
tido, covado a 320, popelinas, riscadinhos para
vestidos de senhora e meninas, covado a 300 rs.,
liras bordadas a ponto inglez de todas as largu-
ras a 10280, 10440,10600 e 20, manguitos a ba-
lo com gollinba para senhora a 2 e 30, chitas
francezas liuase cores fizas, covado a 220, 240,
260 e 280 rs., e outras muitas fazendas de barato
prego.
Vende-se um cabriolet novo : na rua 'Nova
n. 59.
aa rua
Queijos do serto.
Vendem-se frescaes queijos do sertio ;
do Queimado, loja n. 14.
Superiores ofgan-
dys.
Na lojo da boa f, na rua do Queimado n. 22,
vende-se finissimo organdys de muito lindoe pa-
droes, pelo baratissimo prego de 720 rs. a vara,
fazenda de 10200, e quem nao andar muito de-
pressa ficar sem a pechincha ; na rua do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Vestidos brancos
bordados*
Anda rcslim alguns corles de vestidos brancos
bordados que contiauam-se a vender pelo bara-
tissimo prego de 50, com 2 e 3 babados, de gra-
ga : na rua do Queimado o. 22, na bem conheci-
da leja da boa f.
Arados americano le machina-
par a lavar roupatem casa de S.P. Jos
nhston & C. rua daieazala n.42.
RuadaSenzala Novain.42
Vende-se am casada S. P.Jonhston 4C.
sellinse silh5esaglezes,eandeeirose castigaos
bronzeados,lonas aglezes, fio devala,chicou
ptraearros, a montara,trreiospara carrods
ou cvalos ralogiosde ouro patenta
nglaz.
A dinheiro
w na m
||Loja dos barateiros ruaS
Y do Crespo n. 8 A,
^Leandro Miranda.**
3k Ricos enfeites a imperatriz a 20 cada :
W um 6 outros muitos enfeites de diversas 59
*JP qualidades por baratissimo prego de 30, &
^ tos que tem vindo a este mercado, do- 5
HSf se amostras com penhores. |
Campos A Lima.
Na rua do Crespo n. 16 continua a vender lin-
das fofos de cambraia para guarnigode vestidos
por commodo prego.
Entremeios bordados.
Vende-se a 10600 e a 20 a pega de entremeios
muito finos encmente bordados; na "rua do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
lival sem segundo.
Na rus do Queimado n. 55, loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos pregos abaixo declarados pa-
ra apurar diaheiro, pois o que muito precisa,
garante ludo perfeito,pois o prego- admira :
Lioha do gaz superior para marcar, no-
velo a 40
Dita do gaz brancas e de cores, novelo a 30
Dita de carretel muito boa, carretela 30
Nvelos de liona do gaz brancas a 10 e 20
Carreteis com liona preta muito gran-
des a 160
Varas de franja de la muito bonitas a 100
Pegas de traoga de la muito bonitas e
cora 10 varas a 200
Pares de meias cruas para menino a 200
Ditos ditos de cores lodos os ta manos a 160
Ditos de cores para meninas a 120
Duzia de meias cruas para homem a 20400
Cartdes de linha Pedro V com S00 jar-
das a 80
Caixas com tissoes para acender charu- ,
tos a 40
Caiza8Com phosphoros de seguranga a 160
Duzia de phosphoros de gaz a 240
Fitas para enar vestidos muito gran-
des a 80
Frascos d'agua de colonia muilo supe-
rior a 400
Ditos comcheiros mullo fino a 500
Duzia de meias para senhora o melhor
que ha a 3000
Pegas de trancioha de Ua sorlidaa a 50
Saboneles superiores e muito grandes a 160
Groza de botoes de osso para caiga sendo
pequeo a 120
Dita de ditos grandes a 240
Tramoia do Porto superiores varas a
100, 120 a 160
Pegas de fita de linho brancas da co-
res a 4o
Groza de penas de ago muilo finaa a 500
Frascos de opiata para limpar dentea a 400
Copos com banha muito boa a 540
Espelhos de columaas madeira branca a 10500
Carteiras para guardar dinbeire 500
Rialejos para meninos a 40
Baralho portuguez 120
Varas de franja para cortinados a 240
Groza de botdes de lougs brancos a 120
Tesouras mnito finas para untas e oes-
tura a 400
Caixas de charutos de Havana muito su-
periores a 40000
Cartas muito finas para voltereta o ba-
ralho a 240 e 320
Varas de bico largura de 3 dedos a 1JO
Garrafas com agua celeste para cheiro a 11500
Rialejos com 2 vozes para meninos a 100
Venda de propredades
Vendem-se as casas terreas silas na rua atrst
da matriz da Boa-Vista o. 30 e32, Bangel n. 79,
e rua do Forte n. 26, todas cosa solos proprios :
a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza
rua do Queimado q. 12, primeiro andar:
V ende-se a todos miudezas baratas
Apparega dinheiro que a vista faz f ;
Correi freguezinhos s estrellas gratas
Que no Rosario divisara a Loja que .
Loja das tres estrellas, rua
largado Rosario o. 33
Ecuadores para espartirhos a 60 rs., ditos da
seda preto a 100 rs., gallo braoco de linha e
100 el20 rs. a vara, ditos prelosde seda a1$600
a pega com 10 varas, fils de velludo escoceza
para sintos a 10 a vara, ditas encarnadas a 800
e 10, fita lavrada de la e seda a 120, 140 e 400
rs., ditas de garca a 480 rs., ditas de sarja a 800,
10 e 10500, fita com colwtes a J20 e S60 vara,
fita de velludo estreita a 10 a pega, ditas de cOr
a 800 rs., caixiohas com agulhas francezas a
120, 160 e 240 rs., bico 320 rs., ditos largos a 800 e H02O a vara, bico
preto de linho a 240 e 400 rs. a vara, franjas de
la preta a 700 rs. a pega com 10 varas, trancado
para enfeite a 800 rs. a pe^a com 15 varas, nen-
ies do tartaruga a imperatriz a 70 e 80, ditos
para tirar bixos a 320 rs fita de sarja estreia
coro pouca avaria e 10 a peca om 11 varas, tra-
moia a 320 e 400 rs. a pega com 15 varas, gnar-
danapos de lioho a 200 dnzia 2S, escovss para
laclo a 640, 800 el0, ditas finas a 10500, barre-
tes de palha para meninos a 2J500, ditos de pel-
lucia branca fazenda de apurado gosto a 50, es-
lampas de diversasimagens a 120 e 160 rs., ditas
brancas cousa nova a 320 e 400 rs., ditas colo-
ridas muito finas a 800 e 10, tesouras para cos-
tura a 100, 1604 2i6 rs., ditas muito finas a 320
e 400 rs., caivete* para aparar penas a 100 e
160 rs., ditos muito finos a 800 e 10 com duas
folhas.dedaes brancos a 40 rs.. escovas finas pa-
ra denles a 320 e 400 rs., ditas para unhas a 120
rs., ditas para cabello com cabo de bfalo a
10500, botos de osso grandes para paletot de
brim a 500 rs. a groza, ditos de massa preto pa-
ra paletot de alpaca a 720 e 800 a groza, ditos
de seda para casaca a 1JJ600 e 20800. ditos de
massa cousa nova a 3g a groxa, botes de vidro
para casaveque a 2C0 e 246 re. a duzia, ditos de
linha a 240 rs., abotuadura para collete a 240 e
320 rs carteiras grandes para dinheiro e let-
tras a6g, capachos para porta a 480 rs., ditos
grandes para sof a 10400 e outras muitas quin-
quilheriasque se vende sem reserva de prego
para acabar.
Feijo de corda
no armazem de Tasso Irruios, rua do Amorim
n. 35.
Cabo de marfm e madrepero-
la, escovas para (lentes.
Na loja d'aguia branca adiarlo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
fim e madreperola a 20 e 2J500 cada urna. Com
urna escova assim delicada faz gosto limpsr-se
os dentes, e para as comprar dirigir-se rua
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Ca rissa viu-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
raeoto das me-
lhores machi-
nas de cozar
des mais afa-
mados autores
melhorados
com novos
a pe rfe i coa-
mentos, azeDdo ptspoDto igual pelos doas lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trobes em carrlteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Encyclo-
pedica
Lo ja de fazendas
[Rua do Crespo numero 17.|
DE
Guimares A Villar.
Para acabar com certas fazendas ven-
demos baratissimos:
Chapelinas de seda de riquissimos gostos.J
a 120 cada ama.
Ditos de palha de Italia a 289.
Gollinhas e manguitos de punbo de s
perior qualidade a 80.
Cassas de cores fixas e delicados padroes
a 280 rs. o covado.
Sedas, cambraias, cassas, chitas e tudo
quanto pertence para adoraos de se-
nhora porbaratissimos pregos.
Calcado Mell de 2 solas e sola fina.
Para horneas.
Grande sorlinaento de roupas feilas e
chapeos de todas as qualidades.
Objectos de gosto para
casatuentos.
A loja d'agnia branca acaba dececeber de sua
encommendi um completo sortimenlo de objec-
tos de gosto, proprios para casamentos, sendo
finas luvas de pellica enfeitadas para noivaa, de-
licadas capellas com 1 o 2 caixos para o pasto,
caixos brancos de flores mui finas, bonitas filas
brancas lavradas para lagos, ditas muito estrellas
para enfeites de vestidos, franjas de seda e (ras-
gas brancas para o mesmo fim, meias brancas
de seda, fazenda muilo boa, bonitas ligas de
dita (lao bem ha para meninas) grvalas bran-
cas do seda e chamelote para -ooivos, em m
urna variedade de objeotoa escolbidas ae melhor
gosto, e o mais moderno, todos proprios para
casamentos : na rua do Quaiaaaoo, leja 4 sguia
branca, n. 16.
Relogios.
Vande-sa em cata de Joans ton Pater C,
rua doTigario n. 3 am bailo sortisaento da
relogisdeouro^pataaba iogla, da va dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambam
urna var1o9t9e de boaitc* irtaeoHas para as
MMt,


WAWO DI tlftJUMBCCQ. SSUSLU IIIB A a NfcJOBMKl DI i Mi.
7.
Y
Facas e garios.
Muitbo" facas e garios para o diario de urna
caaa, a 2J}600 a duzia de talherea: na loja da Vic-
toria, aa ra do Queimado n. 75, junto a leja de
C6HU
Caixas para joias.
Liadas caixiohaa pora guardar ioiaa, petos pre-
sos baratas de 400, 600, 800, 1 e 2 cada urna :
na loja do Victoria, na ra do Queisnado n. 75.
jauto a loja da cera.
Attenco.
IUr*doTrapichea.46,tmeadeRo r n
KooUr & C., euate am bom ortimento de 11-
ttttaa.de core* e brancaaem carreteii do melhor
aneaatedelQglaterra.ajqiaae aavendem por
prego muirazeavei*
Batatas e cebollas.
Vendem-se uoicameote nos armazeos progres-
svo e progressista no largo do Carmo n. 9 e ra,
oa Cruzea n. 36. cebolla a Jg80 o cento. e ba-
tata a 1J a arroba e 50ris a libra, tambera tem
porcno de queijode prato chegado no ultimo pa-
quete que f endem-se a 680 ris a libra e 620
sendo tnteiro, afflanga-se ser ludo do melhor que
se pode desejar.
Sdaco de certas*
I fazendas finas. S
RUA DO CRESPO N. 17.
Riquissimas chapeliass de seda para
P aenhcras, de diversas cores a 12. #
O Gassas de cores bonitos padres a 240
rs. o corado. @
Cassas e organdys de cores a 580 rs. o
fjj corado. Q
Chita* de todas ae qualidade e pregos.
4j) Muilissimas fazendas unas que se ven-
dj dem por presos baratisiimos para liqui- #
dar, do-se amostra das fazendas. SjL
# 999
Manteiga ingleza
flora 1,000 rs. a libra
Franceza a 680 a libra : na ra das Cruzes n.
2 esquina da travesa do Ouvidor.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem coohecido e acreditado deposito da na
da Cadeia do Recife n. 12, ha para rendar a var-
dadeira potassa da Ruaeia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal rirgem em
pedra ; ludo por pre$os mais barato do que em
oatr qualquer parte.
Bonecas de camur-
sa com rosto de massa.
Na loja d'aguia branca reodem-ae mui bonitas
bonecas de camursa com rosto de massa, e pri-
morosamente vestidas com saia balo etc., etc.,
vista do que, ede sua muita duraco sao bara-
tsimas a 1S200, barato assim s se encontra na
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Cera de carnauba.
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riseado
para contas e facturas, papel mata-borro; ven-
de-se na loja d'aguia branca, ra do Queimado
numero 16.
Na roa da Cruz n. 10," casa de
Kalkmann Irruios 4C, tem ex-
potto un completo sortimento
de amostras de objectos de bor-
racha, proprio para machinas de
engenho, sendo crrelas para
transmittir movimento, canudos
H de borracha de qualquer com.-
| primento e groisura, pannos de
borracha, rodetas de dita, so-
l bre ditos artigos tomam-se en-
H commendax.
NMM dKMMWM dBeiefiMMeS
A 2$ o corte
de calca de meias caaemiras escuras
cor ; na ra do Queimado n. 22,
boa f.
ftit
WIPA HITA ANDA IAKEAIATAS.
^ SORTIMENTO COMPLETO

[Fazendas e obras feil
*k
de
na
urna s
loja da
4 11000 e {$200 o
cavado.
Na. loja de Alvaro & Magalhes, ra da Cadeia
do Recife o. 53, vende-se aedaa de quadrinhos
com lindas corea e bonitos desenhos, pelos bara-
tissimos presos de igOOO e 18200 o covado, ca-
rnizas inglezas com peilo e puuoes de lioho a
4OS0OO rs. a duzia.
PH\RM\ABARTHOLeHEO
Ra larga do Rosario u. 36
Rob l'Affecteur.
Pilulas de Allexou.
Pilulas americanas.
Vermfugo iaglez.
Pilulas Holloway.
Ungento Holloway.
Em casa de Kalkmann Irma os
& C, na ra da Cruz n. 10, exis-
te constantemente um completo |
sortimento de ,
Vinho Bordeaux de todas as
quafidades.
Dito Xerez em barris. (
Dito Madeira em barris e caixas.
Dito Muscatel em caixas.
Dito champanhe em gigos.
Cognac em barris.
Cerveja branca.
Agua de Seltz. j
Azeite doce muito fino em caixas.
Alvaiadqpm barris.
Cevadinha em garrafes.
Na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50, ha pa-
ra vender cera de carnauba a melhor que ha no
mercado.
AGttRCiA
niNDiaoLow-iooi
Rua da Sen zalla Nova n.42.
Nest astabeleciment contina ahavarura
completo sortimentodamoendasemeiasmoen-
dasparaengenho.machinas de vapor elaixas
te ferro batido e coado,de todos ostamanhos
pira dito,
O torrador!
M l.Mg do Te*$o %3
Quem duvidar venha ver; manteiga ingleza
perfeiUmenle flor a 1$ a libra, franceza a 640 e
a 680 a libra, batatas muito novas a 80 rs. a libra
assim como se torra massas muito finas para sopa
a 440 ris a libra e outros muilos gneros per lan-
cales moldados, (a dinheiro vista.)
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 22*. fazenda fina,
caigas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim ede ganga, dilas de brim brauco, paletota
de bramante a 4, ditos de f usto de cores a 4,
ditos de eslamenha a 4$, ditos de brim pardo a
3, dito de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
dolletes de velludo pretos a de coree, ditce da
eorguro de seda, gravalaa de linho aa mais mo-
bernas a 200 rs. cada ama, collarinhoa de linho
gaulnma moda, todas estas fazendas se vende
paratopara acabar; a loja est aberta das 6 ho-
ras da manha at 9 da noite.
SAMO.
Joaquina Francisco de Helio Santos avisa aoi
8eus freguezes desta pra?a e os de fra, que tem
exposto venda sabode sua fabrica denominada
Reciteno armazn dosSrs. Tnvasso Jnior
& U, na rua do Amorim n. 58-; aua amarella,
caetanha, preta a outras qualidade* por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo ama-
nera tem feito o seu depoaito de velaa da carnea-
za simples sem mistura alguma, como aa de
composico.
Luvas de pellica.
Novo sortimento de lavae de pellica chegadas
no vapor ingle.para a loja d'aguia branca, na
rua do Queimado n. 10.
E' muito barato a 320 ris a
libra.
Vende-se carne do aerlao, eoasa melhor nao
pede ha ver de gorda e aova;, na na da Senzala
Nora o. 1. .
Luvas de Jenvin.
Continua-se a vender aa superiores luvas de
pellica de Jouvin, Uaxe para homem come para
senhora ; na rua do Queimado n. 22 na loja da
boa .
Aos tereeiros da
veneravel ordem de S.
Francisco.
J4 eheajou a verdadeira eslamenha de lia, na
loja de 4 aartae, rma do Quemado b. 39, e se
sproaaotara hatrtoc esta fazenda a 40, tam-
bem i de algeoao que eo apromptam a 285 cada
as, e se vende a aneada por raoaic* preco.
Vendeaa-ee aa abofadas ebioeltas do Porto
Por 18800, quem defiera de comprar: na raa da
Senzala Nova n. 1.
Fejo fradtnho, ateas com 20 cuias ; ven-
M-se na rua das Cruzes a. 24. esquina da tra-
?eaaadoOaaid,,
Vende-se urna boa armaeo de amarello,
toda eovernisada, que serve para qualquer esta-
belecimento, e por prego razoavel: na rua do
Crespo n. 15, loja.
Benjos de palha da Italia
Vendem-se bercos de palha de cores, sendo
amarello, encarnado, azul, verde, ede tartaruga,
muito bem feitos, e com sua competente cama,
sao de multa utilidade pan este paiz por ser elle
muito calido, e os bercos muito frescos, segundo
nos afirma o fabricante da Italia ; devemser pro-
curados na rua estreita do Rosario n. 11, exposi-
c.ao de balaios fiaos e grossos de Sodr & C.
ELOJA E ARMAZEM
DB
IGes & Bast
NA
Rma W Queimado
u. 48, frente amarella.
Constantemente emosamgrandee va-
i riadosortimento desobrecasacasp-ieias
ae panno e de corea multo fino a 28,
305 e 359, paletots dos meamos pannos
| 2QC,22f e 24S, ditos saceos pretodo
mesmoa pannos a 14, 16 e 18, casa-
cas pretaamuito bem feita* ede superior
panno a 28, 308 3#. sobrecasaca de
aserrara da core muito finos a 15$, 16J
18J, ditoasaccos das meemas caaemi-
ras a 10J, 12 e 14f, calcha pretas de
casemira fina para homem a 8, 9, 10|
le 12, dita de casemira de corea a 7|,8,
9e 10, ditas da brim braceos muito
fina a 5f e 6, ditaa do ditos de core
35, 3j500, 4 e 4500, dita de meja ca-
. semira de rica corea a 4f e 4$50O, col-
eles pretos de casemira a 5J e6, dito
i de ditos de corea a 4|500 e 5J, ditos
brancorde seda paracas-amento a r}|
ditos da 69,colletesdcbrimbrancoe d
[ f usto a 39, 39500 e 4, ditos de cores a
; 2500 e 3, paletotspretos de merino de
i ordaosacco esobrecasacoa7f ,89 e9*
1 colletespretosparaluto a 4500 e 5a'
as pretas de merino a 49500 e 59, pa.
. I etota dealpaea preta a 3500 e 4$,ditosfe,
', sobrecasaco a 69,79 e 8$, muito flnocol-1
letes de gorguro desedtdecoremuito
boa-fazendaa3800e4S, colletede rol-
lado de crese pretos a 7 e 8, roupa
para maninosobre casaca depanno pre-
, toa o de corea a 14, 159 16, ditos de
1 asemira saccoparaosmesmos a6*500 e
1 7, ditos do alpaca protoaaaccoc a 3 a
3500, ditos sobrecaaaeos a 5J e 5500
1 ealcasde casemira preta* e decores a 69'
65500 a 79, eamisas para menino a 2(
i a dazia, camisas inglezas prega ilargaa
muit osa periora|325 a duzia par* acabar. _.
j| Assim como temos urna officin* de al S
Rliateondemandamos executartodas as 2
1 obrastom brevidad*.
im
A 2^500
Chelea de merino estampados, que em outras
loja* se veodem por 4 e 5 na loja da boa f
na rua do Queimado n. 22, vende-se pelo bare-
lissimo pre^o de 29500.
cobertos edescobsrtosr poquenes s grtndas, da
ouro patate inJez, para homem e seofaora de
nm dos melhores fabrican tea de Liverpool, tinr
dos pelo ultimo paquete ingles : em casada
SonlbaUllallordcC.
Carros e carrocas.
Em easa de N. O. Bieber
t C successores ru da Cruz
numero A.
Veadern-ae carro amerreanes mui elegantes
wpardoe e 4pessoas e rerobem-se ea-
commeudas para cujo fin alie* possuem map-
pa coa ario desenhoi, tambem rondem car-
iroCsa pata oondueco de assoear eto.
Jf. O. Bieber <& C, successores, rna da Crez
n. *, tem para vender relogios para algibeira de
ouro e prata.
Gravatas da moda.
Vendem-se gravatinhas estreitas mvrlto supe-
riores, tanto pretas"como de cores, pelo baratis-
aimo preco de 19 ; na rua do Queimado n. 22,
na loja da boa f,
Bramante de linho milito
superior.
Vende-se superior bramante de linho eomduas
?aras de largura, pelo baratissimo preco de 29400
a vara : na rua do Queimado n. 22, na bem co-
nhecida loja da boa f.
Trapiche
tarad do Livrameulo.
Largo da Assembla nu-
mero 15.
Ha continuamente para vender neste novo es-
tabeleclmento o seguinie :
Cera de carnsubi em porcoes ou a retalbo,
qualidade regular e superior.
Cebo do Forte em caixintrasde 1 arroba 9 4.
Barricas com cebo do Rio. Grande, em porcoes
ou a retalho.
Velas de carnauba pura em caixinhas de 1 a 2
arrobas.
Meios de sola, difieren tes qnalidades, em por-
coes ou a retalho.
Courinhos curtidos.
Farinha de mandioca por 1S500 a sacca.
Farelo em saccas grandes por 3g800 a sacca.
Atten^o,
Francisco II ou a Liberdade da Italia, drama
histrico em 5 actos por Francisco Gaudencio
Sabbas da Costa : acha-se L venda na livraria
S2SS**^ D do arco de Saol Antonio, a
jlSOOO cada ezemplar.
Casemiras a
1.000 o corte, na
loja do Pavo.
Vende-se finissimos cortes de aasetm-
ra enfestada de cores pelo diminuto
preco de 4*. o corte para cairas, assim
como tem das mesmas para vender a
2#4Q0 rs. o covado praprias para pa-
etots, calca e collete, recommendase
multo esta fazenda aos Sis. aifaiates que
costumam a fazer roupa para vender,
porque tao cedo nao acham urna pe-
chincha igual : na rua da Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva.
Para quem se quer esta-
belecer.
Vende-se ama padaria montada e prompta a
trabalhar, com cas para morada de familia, sita
na rua dos Prea : trata-se com Prente Vianna
* C'' "*_*" Cadei* D 57-
Fende-se
um relogio de ouro patente suisso com cadeia a
moderna, e tambem se vende dous trancelins
com paseadores sendo um chato e outro rolico,
tudo por muito commodo preco : na rua do Ran-
gel n. 45.
Vende-se urna armac.no de amarello enver-
nisada, propri para qualquer estabelecimento,
com gaz dentro, e todos os pertences, na rua
Direitan. 75: a tratar na rua do Queimado n.
45, loja.
I Vende-se luvas de
i camurca branca e amarella para militar w
a 39 o par! na loja de Nabuco & C, na 5
g& rua Nova n. 2. /i,
www yw 5ffi?? 9&>?siy& Altenco.
s
Vendem-se dous cabriolis de duas rodas,
assim como um carro de quatro rodas, tudo mui-
to bom e por prego commodo : quem os preton-
der, dirija-searuado Jasmim, no lugar dos Cee-
lhosn. 24. que achara com quem tratar.
EscrayosTgidos.
No dia 22 de julho do correle auno, au-
sentou-se de bordo do vapor Iguarass um
mulato criado de nome Faustino, idade de 21 a
22 annos pouco mais ou menos, natural da cida-
de da Granja e de propriedade do Sr. Jos Anto-
nio de Barros, residente all, cojos signaes sao os
^guiptes : alto, corpo regular, cor amarellada,
cabellos carapinhos, nariz proporcionado, bocea
grande, beicos grossos, bons denles, mal feito de
ps, anda sempre bem vestido e penteado : o su-
pracitado mulato anda pela rua da Aurora inti-
tulando-se forro. Roga-se a autoridades policiaes
e capites de campo a apprehenso do predito
| mulato, e leva-lo io largo da Assembla n. 12,
2 andar, ou em casa do Illra. Sr. commendador
Manoel Goncalves da Silva.
Desappareceu no dia-29 de agosto, de tarde,
da casa do abaixo assignado, o escravo Jos,
crioulo, de idade 18 annos, bem preto, altura re-
gular, magro do roslo, denles alimados, cabellos
carapinhados e ctescidos, lerou vestido camisa
de algodao e caiga de brim com listras ja desbo-
tadas, perlencenle ao vigario da villa de S.
Rento: roga-se a quemo apprehendor entrega-lo
ao dito vigario ou nesta praca na rua Direita d.
106, que ser recompensado.
Joio Ferreira da Silva.
No dia 19 de Janeiro de 1856 fugio do en-
genho das Maltas, comarca do Cabo, um mulato
por nome Jeronymo, idade 30 annos, baixo, es-
padado, ps pequeos e carnudo, os dedos do
ps curtos, pernas grossas, ponca barba, bom ca-
bello, cor acanellada. quando falla gagueja
meslre sapateiroe carreiro. Da primeira fug'ida
que fez foi preso em Caruar, e agora consta an-
dar por alli mesmo e pelos serlOes do Penedo
quando fugio levou um poltro rozilho cab3Do
com este ferro CI: quem o apprehender e levar
ao referido engenho receber J008 de gratifica-
cao. O referido mulato intitulase forro, e cons-
ta andar pelos sertSes com esse titulo.
Desappareceu no dia 13 do corrente, do si-
tio de S. Jos do Manguinho, o escravo crioulo,
maior de 50 ancos, de nome Joaquim, como
signaes seguintes : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedade do Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para aqui fgido : roga-se
a todas as autoridades policiaes e a quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo lo
sitio acimacitado. ou na rua do Trapiche n. 15
a Jos Teixeira Basto.
Achim-se fgidos os escravos Francisco,
mulato claro, natural da villa do Ip, provincia
do Cear, fgido em aetembro do anno proxim-
passado, com os signaes seguintes : idade de 35
annos, altura regular, barbado e cabellos preto
annellados; e Luiz, cabra, natural do Ic, fugio
do em margo deste anno, e com os seguintes sig-
Dae* : idade 30 annos, altura regular, muito pou-
ca barba, cheio do corpo, ps grandes, com al-
guns signaes de bexigas no rosto, e muito re-
grista ; suppoe-ae este escravo estar occullo por
pessoa que o proteje, pelo que protesta-se contra
quem o tlver feito : qualquer pessoa que os ap-
prehender ou delles der noticia a seu senhor Joao
Jos de Carvalho Moraes Filho, na rua do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13, ser bem recom-
pensada.
Fugio do engenho Oiteiro de Sebastopol,
provincia da Parahiba, no 1. de agosto do cor-
rente anno, a escrava Maria, crioula, representa
a idade de 40 annos, pouco mais ou menos, com
os signaes seguintes : estatura regular, cheia do
corpo, cor preta, rosto um pouco descarnado
com alguraas marcas de bexigas perceptiveis'
olhos vivos, nariz bem feito, bocea regular, den-
tes perfeitos, e limados os do lado superior, ps
seceos, tendo os calcan ha res muito salientes, tem
n urna das espaduas um pequeo botao prove-
niente de urna enliga cicatriz, a falla descanga-
da e um pouco cerrada e fanhosa. Andar ven-
dendo taboleiro quando evadio-se, de presu-
mir qne esteja acoutada pela capital, ou que se
dirigi8se para Pernambuco, aonde foi escrava do
lllm. Sr. capito Francisco de Paula Cavalcanti
da Silveira, senhor do engenho Bizouro na fre-
gueziade S. Lourengo da Matta. Roga-se as au-
toridades policiaea e capites de campo a sua
captura, e qualquer pessoa que a apprehender e
levar a seu senhor, na Parahiba, Cypriano de
Arrochella Galvlo, no supradito engenho, ou em
Pernambuco, oa rua da Cadeia no Recife, a Jos
Francisco S Leito, ser generosamente rati-
ficado.
Vendem-se caixoefcvasios proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a 1#280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem os tem
para vender.
/?ua do Amorim
VENDE-SE:
Milho novo, saccas de 3|4 por 4&300.
Dito de meia idade por 3500.
Dito velho por 30.
Mel.
\ ende-se rael em barris de5.Q : na rua do Ran-
gel n. 9, deposito, e n padaria da rua dos Pesca-
dores as. 1 e 3.
Vende-se uma escrava de meia
idade que cosinha, lava e faz todo ser-
vido de uma casa com perfeicao : na
rua do Fogn. 43.
Aiflda lia pe
chincha.
Chegouaruado Crespn. 8
loja de 4 portas, um sortimento
de castas de cores fixas e lindos
padres que se vendem a 240 ss.
o covado, do-se amostras com
penhor.
mmmmmm*mmmmmtim
Raz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, rua do Gabug n. 1 B,
rende-sea verdadeira raiz, de coral a 900 rs. o-fio.
Caixinhas com msica.
'Na-urja-d'aguia re ouro, rua do Cabugfi n. 1
o, chegado de sua proprta encommenda muilo
imaas camnhas de costura com msica, proprias
para mimo, que se vendirmuto barato.
Vendem-se os engeuhos
S. Fedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e eorrentes o
d'agua, sitos na fregueza 4e
S. Rento comarca de Porto
CalroeproYinciade Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas ohras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pe:
quem pretende-los dirija-se
a rua da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
Lencos brancos.
Vendem-se lencos braceos proprios para algi-
beira, pelo baratissimo prego de 2*400 a duzia :
na rua do Queimado n. 22, loja da boa f.
Vende-se ama carraca aova para m caval-
la : oa raa Nova n. 6.
Dos^ premios da 4'parte da 9/lotera, a beneficio da igreja da matriz
da Boa Vista desta cidade. extrahida em 31 de agosto de 1861.
209
5
NS. PREMS
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W.-Typ.'Jc M, F. deFariai-tm.
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Litteratura.
Do direito do homem verdade nos
estados chrslos.
Depois do que dissemos ltimamente, e que
r.ao coavem agora esquecer, devemo3 fazer urna
derradeira observadlo sobre essa liberdade dos
cultos, na esperanza de que o leitor sincero par-!le encarece !
tiihou precedentemente os nossos senliroeoto
quer sobre a liberdade da alma, quer subre a
imprensa, qoer finaUi.enle sobre. pin'.ao
pretende que aliberato sufficierrtepara*
ja. As tres theses sahirara dessa torrente de illu-
soes e de erros, que engrossava todos os dias du-
rante o ultimo reinado.
A do atheismo da iei, da separado completa
da egreja e do estado, oo da liberdade dos cul-
tos, todas tem a mesma origem.
Todos dos queremos sem duvida a liberdade da
consciencia, mas queremos lambem o direito da
verdade I
A liberdade dos cultos 1 nao haveria por ven-
tura nisso muita ingenuidade ? Se o homem po-
desse lambem escother seu culto, oo teria car-
tameute tanta necessidade dalle. E a inclinacao
natural para o vicio, e o esforgo sobrenatural que
eiige a virtude ?
Sempre a mesma ignorancia a respeito da na-
tureza humana, de sua situaco real, oeste mun-
do. Esta inadvertencia um flagello em nossa
poca.
O homem victima do orgulho, da ignorancia de
todas as miserias, de todas as paixoes, urna
creatura mullo frgil e muito preciosa, sua alma
tem todo direito proteccao, todo direito ver-
dade no seio das sociedades chrUtas, para que
seja abandonada aos attentados da mentira e da
maldade.
Se se lhe deve proteger o espirito contra a im-
prensa, deve-se-lhe lambem proteger a razo
contra a herpsia ; emfim, deve-se-lhe salvar a
alma. Tendo o homem o direito de escolher en-
tre todos os cultos, escolher o maisbaixo... Por
sue por ventura o homem o amor da justiga e da
perfeigo ? Se assim fosse, para que ento a re-
ligio ? para que vossas leis, vossa poltica, vossa
sociedade ? Nao se pode sahir do dilemma ..
O estado offerecer a liberdade i todos os cul-
tos, e os homens justos tomaro essa liberdade
poltica por urna liberdade theologica, como se
se podesse ser lodifferenlemente, diante de Dous,
catholico, deista ou atheu.
Para obrar como pae de familia, o estado de-
ver pois aastar egualmente, como virao-Io, a
lieenga absoluta, e o que se poderla chamar pro-
teccao absoluta. Se a primeir um principio
destruidor, a segunda um caminho perigoso.
Mas m atheoria pura, privada da experiencia,
conduz ao fanatismo, a indiflerenga pura, nasci-
da da frooxidao, conduz ao atheismo brutal e a
destruico dos Estados. S a sabedoria com-
pleta, e torna-se a rainha do mundo quando nel-
Ella reuoe a Iei pura a experien-
ia, a verdade a bondade o a firmeza. Os livros
gradosje as nacos lem-na denominado o mais
ecioso dom do cu, e o maior bem da trra.
agentes chimicos de prego pouco elevado, nlo
tendo, alm disto, hlguma aegio nociva sobre a
economia animal; tambera dispensa as filtrages
sobre o negro-animal, podendo-se (azar a ova- (Obstante affirmo-vos que em pocha alguma de
- x'al a these que decorre da experiencia e da
noco methaphisica de nossa liberdade, e que
reunir lodos .os espirilos
sensatos. Ninguem, ainda urna vez o dizemos,
pede a lieenga. nem a inquisico ; mas toda a li-
berdade que Iraz o bem, e nao a I berdade sem
o bem. No emprego d'esses cuidados que faro
triumphar a verdade sobre a violencia,ou a forga
moral sobre a brutal acharaos a idea do estado e
de seu dever por que ahi est a idea da propria
civilisagao.
O estado, como j dissemos, deve antes de lu-
do o exemplo ; a represso o segundo.dever e
a parte menos oobre de suas altas funecoes. Os
homens nao lhe forana confiados para elle os a-
bandonar e esperar suas faltas assim de reprimi-
las. Triste coocepgo do estado, se tal a nossa !
Quam pouco brio ella suppe I... Ter urna moral
para os goveraam, e outra para os que sao go-
veroados, um crirae de alta poltica, um ger-
men de desmoralisaco. Pois que I a verdade
para o individuo o objecto mais charo, e para o
estado o mais indifferente ? Restabelego-se os
governos ;salam da humilbaote situaco em que
os querem laucar as fragas ideas dos homens I
Nao possuindo sobre as coosciencias oulro poder
directo a nao ser o da virtude, e a voutade alta-
mente manifestada de preleger por toda parte
seu imperio, exerca o estado pelo menos esse po-
der em toda a sua exteoso, e tome a direcgo
de seu proprio sacerdocio 1 Seja elle o ministro
de Deus, e conserve-so na altura desses estados
christaos queQzeram a grandeza,e a prosperidade
das oages modernas 1 E a poca, que ja denia
a liberdade, o poder de fazer o bem e o mal, nao
pretenda que a liberdade de conscieocia, seja a
de nao ter consciencia, nem defina o estado ; o
poder de deixar fazer ludo.
poracao das caldas em quaesquer vazos, aquecl-
dos con toda a casta de combuslvel.
Sabe-se que o caldo da canoa, tal qual aeex-
trahe, se altera rpidamente ao ar, porque con-
ten materias albuminoides e substancias, queso
colorara de negro pela acgo d'oxigenio ; o Sr.
Rousseau exlrahe as materias albuminoides aqua-
cenlu o caldo de canna com tres millesimos de
seu peso de gesso cru ( sulfato de cal) pulverisa-
do; logo que o liquido chega a temperatura
d'agua fenendo, formam-se espumas brincas
espessas, que subindo a superficie, podem ser
praticos, honestos e' desembarazadas pela desamarn, ou espumndo-
se o liquido ; oblendo-se assim urna calda per-
ftitamente clara ; sendo, porm, abandonada ao
ar torna-se ainda negra, o que nao aconUce se
fdr posta em contacto com 6 a 8 por cento de seu
peso d'hydrato de perxido de ferro, porque en-
tao em alguns segundos i desembarazada da
materias orgnicas alteraveis, permantcendo in-
mirante no meio deste drama deve ao menos pa -
reeer-vos singular. Pois bem I qualquer incre-
dulidade que eu me exponha a encontrar, nao
son vida elle desenvolvere tanta liberdade de es-
pirito.
Este homem cuja penetraclo eu eonbecia, que
o que era para outr um Indicio frivolo, urna
sombra imperoeptivel, para elle toroava-se urna
turbceo, este homem pareca nao se apereeber
de nada, nada suspeitar. O contraste de sea ar
alegre, com os combates destes dousjovens, era
espantoso. Eu nao poda crer em urna lio sin-
gular cegueira. Combinei e formei mil planos
["para surprehende-lo e descobrir-lhe, de impro-
viso, os peosamentos ; inventei ludo que se po-
do inventar; e nada me servio.
No entretanto em margo de 1853, elle parti
para a Indianna. Nao me record que negocios
ahi o chamavam. Veio despedir-se de mim, se-
gundo nosso costume, a deixou-me dizendo-me
estas palavras, para as quaes nao pres'ei atieu-
IMo:
o est
Os que precipita m todas as cousas nVsse pe-
Provae ao povo que elle deve fazer melhor que \ rioso declivio que pretedera que os estados de-
jstsdo I Dessa liberdade de cultos elle deduzi- ve.m ?f desenteressados na questao da verdade.
r que se nao deve ter nenhu. Perdemos o bom limiiarem-se a represso nao eoraprehendem
senso christio, islo o bom senso moderno. Por < os'otara ao despreso ?... Deverao tambora
Deus evitemos que o povo soffra as consequencias! os estados soffrer as consequeocias da curteza de
dessas loucuras. dispamo-oos emfim de um vil li- I lnBl9",enc'V f da r"Be" defn0f espi"
beralismo (rito? Faltara-nos anda estudos profundos ; por
Se o estado se persuade que o tem nenhuma Ilod Pl8 nle-ae a necessidade da theologia,
obrigacaode curaV-das almas, nenhum direito de'2" P"U l S "J06"0' QUfr "V3,6,6-
ensinar, deve tambera comprehender que o nao i '' espirito humano. 111ue perde asiotelli-
tem de destruir toda a doutrina. Entre Deus e o : g?cias. dedicrem-se ellas a especialidades
homem ha relaces immutaveisque precedem de a. nde alguma forma os lempos, e que os se|uiram, re- fl8iem as grandes eis. O hornera e muito fra-
lacoes iodependenlesde quaesquer projectos queic0?seu espirito incapaz de partir de zas pro-
a poltica possa formar respeito da religiao, que ; P"38 'mpressoes, de se formar tora da historia ;
a expresso dessas semelhangas. I e de cre8C.er Pr.81 me8mo, com. "ma flo' em um
r vaso. A insuficiente instruccao bem depressa o
Se o estado pretende fazer abstraeco daquille confunde. Como advertir o ougo que elle est
que smente lera no homem um valor eterno, era cima de_ urna collina, o nao sobre os flancos
da luiilo que tambera o fim desse ente admira-
vel, o fim da civilisa;o, elle testemunha urna
funesta ignorancia, e entra per si mesmo no ca-
minho que conduz a sua destruico.
D'onde sahe a anarchia poltica, seno da anar- f"80 S"8 ,se .tor"ou lnlf"aratole ". !-
tou a theologia, e urna litteratura, procedente de
definitamente incolor, e s fallando entao eva-
pora-la paraobter-se o assucar crystallisado.
< Ohydrato de perxido de ferro ser empre-
gado indefinitamente, seodo regenerado, e o ges-
so misturado com as materias orgnicas, forman-
do as espumas, ser um excedente eslrume para
a agricultura.
< Oa resultados que dar a mportagio em nos-
sas colonias deste processo sero immensos ; os
plantadores nao terio necessidade de renovar seu
material, de recorrer a emprestimos onerosos, e
comtudo chegaro a mais que dobrar a quaoti-
dsde do assucar extrahido da canoa, vero assim
luzir para ai os bellos dias da prosperidade. A
sciencia lera o mrito de resolver urna das maiores
difliculdades sociaes, que presentam os paites
onde reinava a escravido I
Nao sendo professional na materia, nlo terei a
preteogo de querer juntar alguma cousa ao que
diz o Sr. Barral ; somente direi que este processo
dispensa as numerosas operaces que em nossos
engenhos se fazem para purificar, clarificar e de-
colorar o assucar, qua comtudo nao sahe refinado
da todos esses preparativos, como do novo pro-
cesso, o que j s por si urna grande vantagem,
sem cootar que se pode egualraenle cora elle fa-
zer o assucar quer em um engenho, quer em
urna cozioha por qualquer pessoa, como se fazos
doces de sobremesa, segundo diz o Sr. Barral.
Paris, 5 de agosto de 1861.
Philadelpko A. Ferreira Lima,
i tenente de eogenheiros.
Ters bem depreisa Doticias miohas.
Uraa noite as quatro horas e meia, eu ainda
dorma, quando fui sbitamente acordado pelo
meu creado, que me disse que Joao Pedro que-
ra fallar-me.
Joao Pedro? disse eu.
Sim senhor.
Quo entre, depressa, que entre.
Joao Pedro era o guarda da Indianna.
Era um desses bravos, e pobres Breles que,
tendo a escolher entre a alternativa de serem
soldados ou marinheiros, preferem a marinha,
porque de sua aldeia ouvem rugir o mar. Elle
amputara um braco depois da balalha de Sbang-
Hai. O almirante, que linha por principio sus-
tentar a moral de seus homens, assistia a visita
dos feridos. Notou o herosmo deste rapaz, e fi-
coucommovido. Alcancou-lhe a cruz, edeui'he
a Indianna para azilo como invallidez. Depuis,
quando conheceu as boas qualidadea de Joao Pe-
dro deu-lhe toda sua conanga. Por isso com-
prehendereis o meu susto com a presenga deste
hornera a semelhante hura.
do mundo ?
Em poltica, bera como era tudo o mais s te-
mos litteratura. A philosophia, fructo de urna
cbia das crenca ?
A verdade de si mesma intoleravel como as
mathematicas ; nao pode dizer que una linha
recia curva, nem que dous e dous fazem cinco.
)- da a le divina, a f nao poderia dizer que ella
cao a le ; que a justica nao a juslica ; que o
bem nao o bem, e que o homem pode salvar-se
sem pratica-lo.
Ainda nao tudo ; ella nio pode deixar de de-
chra-lo alio e bom som, e de prescrever um ab-
surdo, urna frouxa liberdade de consciencia. Que-
rer que em preseoga do verdadeiro, a f deixeao
peosamento a liberdade de nao cre-lo, que em
preseoga do bem d ao corago a liberdade de
nao ama-lo I Cortamente nao reflectisteis bem
nisto... E se tal o dever da verdade. julgaes que
a autoridade nao tem lambem algum?
Sim, o homem tem o direito de adherir por si
mesme verdade, afim de obter o mrito, mas
nao o tem de conscienciossmeote affastar-se del-
la para pralicar o erro e preferir o culto que lhe
deprava a alma, ou priva-a de bens que sero
eternos : e o estado tem ainda menos direito de
coucorrer para urna semelhante ioiquidade para
ama semelhante destruico da liberdade de nos-
S35 almas.
Ora, nao isso o que elle pratica ofiicialmente,
proclamando a indifferenca poltica. Iodiffereoga,
por consequencia, scepticismo, anarchia.... e o
stado bem depressa saber se pode separar oeste
ponto ordem natural, sobre que pretende ir-
mar-se, da sobrenatural, 'oode decorrem esse
dever e essa obediencia sobre que est definiti-
vamente firmado 1
O estado nao um bruto, deve reconhecer a
verdade 1 a moralidade do povo assim o quer. O
homem em sociedade tem o direito verdade da
parte do estado.
A Indiana.
.(Continuagao.)
Sem me pronunciar em um sentido ou oulro,
sem decidir se os joven fazem bem em obede-
cer ao primeiro impulso de seu corago, ou se
nao pertence antes quelles a quem seu futuro
interessa refrear sua paixo, que por sua nature-
za cega, espero ter-vos satisfeito.
Cooheceis agora o carcter do almirante, j o
rehabililastes e podis agora saber as razoes que
o zeram desposar, elle mais que quincuagena-
rio, a lilha orpha e sem familia de um de seus
velhos smigos. Nao cedeu a atractivo algum,
nem a alguma seduego do peosamento ; nao fez
.calculo algum de velho. Eocarou as cousas com
urna razo recahida na infancia, baoio a philoso-
phia. Bem como as plantas arrancadas da Ierra,
os espiritos ficam privados da seiva e feridos da
eslerilidade. Nao podendo* mais produzir ellesfuma diguTdade sem vaidade e iiraa competVab"
dirigindo-me
coolinuam a trabalhar no vacuo de suas impres-
soes, e d'ahi a litteratura. Sem raisso, sem
principios, sem instruego, muitas vezes como
meio de vida apoderarn-se de todas as questoes,
dirigera-se aos caprichos, opiuio, aos derra
deirosappetites mesmo. A litteratura subslituio
o peosamento, a tradieco, a honra e a indepen-
dencia ; mudou o sentimento do verdadeiro,
perverleu pouco a pouco os mais nobres ios-
tinelos. Todo mal que se lem feito sahio do
erro; o que lizer d'ora a vante partir da lit-
teratura : um e oulro, nascidos do indivi-
duo! Toda a palavra bem acceita entre os ho-
mens procede de urna nobre sciencia, ou da tra-
diego : s litteralo obra e falla por si mesmo...
Por isso qual o seculoque tem escripto mais pa-
ginas, qual lambem o que mais deixa-las-ha no
esquecimento?
Nao ha mais principios, nem genio; nao se
senle mais desde entao a necessidade de achar o
todo, de seguir urna doutrina. Temos repetido
muito, mas nao dissemos ainda o que bastan-
te... A liberdade, a razo e a f, a alma, agraga,
o infinito, todas as nocoes pbilosophicss)so al-
garismos, cujo valor se ignora. Isto es ideas
fenecem ; a rethorica as lem substituido. En-
tramos no baixo dominio das ideas. O sensua-
lismo est as almas, e o senilismo no pensa-
mento. Nao mais a doutrina quese admira, o
talento. Nossos paes procurara a verdade, seus
filhos procurarlo a dexteridade I A these sim-
ples, e a phrase ornada captivam seu espirito.
Para agradar-lhes preciso desenrolar superfi-
e preciso
E' claro que nao pedimos nem a inquisigo ces brilhantes, tapetes d'Ambusson, onde a plan-
.nem a licenga, mas smente a profisso dessa ver- la nao tem raz, onde os entes sao cores...
dade. Quando um paiz salubre,cingem-no com ;
cuidado de um cordao sanitario. Quando, porra, Os homens nao tem mais doutrina ; apenas;
a epidemia, quando o erro o tem invadido, pro- [ cooservam ideas, isto ruina do edificio das
curam-se pelo exemplo, zelo e caridade, reanimar doutrinas. Destruiodo a verdade nos espiritos A lgica desta situago infelizmente era muito
urna verdade que espira. 0nd3 nao pode penetrar, a revolugo tem por to- I conhecida, nao me preciso, sem duvida dizer
Ue mais, como recorrer a inquisigo, quando da a parte trazido a ausencia de doutrioasl cas- nada a respeito de Hanoel que nao tenhaes pre-
se viu a maneira porque a abusavam della os po-1 g de uma poca que vem coodemoar o passa-1 visto. Se, para elle o amor nao foi uraa revela-
J_________ _'*____n 1 a*itn a w\ nm nnnanmiAnnii n ix n A n vi r> a 1 \ ^.S. ~
negacao, e sdecidiu-se depois de ter medido as
suas Torgas. Nao erara palavras fingidas que elle
dizia a joven. Pergunlaudo-lhe se o acceita va por
pae e por esposo, nao armara lago algum a sua
innocencia. Fez della uma Qlha querida, cuja
felicidade proseguiu at o sacrificio de sua vida.
Durante oitoannos, nenhuma navem obscure-
ceu a pureza da alma desta menina. Respeitada
e querida pelo mais nobre dos homens, viva
oesta ignorancia e candura adoraveis, que foram
sempre da mulher a flor do ideial I
A vinda de Manoel fdra uma diversio podero-
sa contra os perigos que podiam sesees de uma
posigo semilhaote. Este menino trouxera jo-
ven senhora uma nova existencia, e ella, apode-
rou-se desta vida e a ella ligou-se; ambos de-
senvolveram-se ao mesmo lempo, e encantaran)
o almirante com sua mocidade egraca. Nada
fizera coohecer a estes jovens que havia alguma
couss alm de seu horisonte ; nada, nem mesmo
a partida de Hanoel.
Porem em sua volta, ouvindn esta voz sonora,
mide seu nome e o do almiraote se misturavem
em uma coofuzSo impaciente e alegre, toroan-
do-os a ver, vendo este mancebo, que ella nao
conhecii; estremecen.
Sentio nosei que sbito movimeoto; seu co-
rago commoveu-se ; tudo pareceu-lhe confuso,
julgou morrer. Tornou a si nos bracos de Ha-
noel, e quando quiz duvidar do que se passara,
quando observou pela segunda vez este nonre
mancebo, por quem ficara to perturbada, tre-
meu pela segunda vez, ento fechou os olhos, e
achaodo-se muito mudada, cborou. Gomprehen-
deu que amava.
deres polticos ? i sado, e por consequencia condemnar a Deus
A liberdade dos cultos poder realmente des-; de uma poca que quer maraar, s, e sem au-
cer at a faculdade de admittir todos ? Nao, cer- j x'l aquella que asstenla na doutrina.... O
tameote... Pois bem I eleve-se o poder al a i mundo nao lem mais doutrina, e os seus direitos
rrissao de reconhecer o verdadoiro culto ; eleve- mais caros pedem a razo de sua existeocia. Os
se al a honra de o pralicar I Conceda ao me- principios desapparecem com as crengas, os ca-
nos o soccorro de sua le, de seu amor a essa racteres com os principios, e o despotismo ca-
egreja incomparavel, que guia os coragdes para [ rainha. Os espirilos ficam veoeidos; as scien-
a justiga, obediencia e paz, a essa egreja que lhe 1 as, a historia, a poltica a philosophia, a mea-
da a sociedade quasi formada 1 | ma religiao, todos os canses da verdade eslo io-
J que se nao pode entender por liberdade de {terceptados, e o homem nao pode seguir hoje
cultos a faculdade de nao ter nenhum, tenha ao seu peosamento sem chegar mentira. Os res,
menos a gloria de possuir o verdadeiro I Nao se I os proprios res, nao teem mais doutrina, e es-
lbe pede que imponba a verdade, mas que a hon- te o ultimo golpe da revolugo. Os elementos
re, para que os homens a imponham a si. I das nages, as aristocracias, a familia, a prossjie-
! dade, as ordens, as cidades, tudo suecumbe ;
Nao fot para descerraos ao scepticismo, mas ninguem mais conhoce a razo de sua existencia,
para elevarmo-nos a f d'aquelle que se adora na, As leis morreo, os paes nao se julgam mais os
verdade, que a verdade foi dada ao homem, e a chefes de suas casas, os exercitos hesitam, e os
autoridade quelles que o governam. O estado j res nao se sustentara no throno, porque aquel-
deve proteccao a moral, por consequencia deve-a i les que os sustentan) esto privados de dou-
lambem ao dogma a lgica que lhe falla
Ora, esta protecgo de sua parte, a confiaso da
verdade, e a conlisso da verdade, a excluslo de
uma profanago, de uma prostituido dos cultos
publicamente autorisada. c Lembre-se o soberano
diz a Eocyclica em sua liogaagem elevada, que. o
poder lhe foi dado especialmente para protecgo
e defeza da eg|eja 1 a
O estado deve em primeiro lugar o exemplo : e
nicamente quando os homens ultrapassam a
Iei moral no momento de romper a Iei civil ou
poltica, que deve a represso.
Porque para elle essa represso o segundo
dever, e nole-se bem, o lado menoa nobre de
suas altas funegoes. Porm elle s poder di-
minuir a represso esUndendo, por seus exem-
plos, o poder da verdade. E' d'este modo que
elle revela um verdadeiro liberalismo. Elle tra*
balhar ao mesmo tempo pela verdade, sem a
qual nao ha liberdade, e pela liberdade, sem a
qual nao ha mrito para o homem. Eis porque o
estado mostra primeiro a fonte de conviegao de
que dispoe : o exemplo e a confiaso da ver-
dade.
Os povos honram os governos que preenchem
esse grande dever, porque esses governos sao os
amigos do povo, os bemfeitores da nago. E' claro
que o estado que acolher todos os erros ter por
si o povo, em que elles reioam logo que appire-
cem ; crear menos embaragos, encontrar me-
nos difficuldades, se a sua frouiido o desoja ;
pelo contrario, o eatado que defender todas as
verdades, multiplicar aa difliculdades e ser, nao
mais fraco, porm mais altacado. Ser porm
mais fraco se defender a verdade aem confessa-
la.*A verdade dissimulada, offerecida com timi-
dez, uma prova evidente de fraqueza. Quando
se possue o nobre direito de defende-la, convm
primeiro exerce-lo, e depois declara-lo franca
mente, para que os homens fiquem sciantes disso,
e apprendam ao mesmo lempo a submtler-se-lhe
e a estimar-vos. E' sobre estes pontos mais ele-
vados e delicados que os povos ajuizarao de vossa
forga.
trinas...
B, de Saint Bonnet.
[Monde.Ulisses.)
Uma revoluta o na industria do as-
sucar e na agricultura.
Com este titulo fra publicado em Paria um
artigo do Sr. Barral, que, julgando de grande
importancia para ns, dei-me presea em tradazir,
remetiendo em margo do crrante anno minha
tosca traduego para a capital do imperio, por
pensar que assim lhe dara maior publicidade ;
porm enganei-me, ou por outra, nao me lem-
brel, que allL sao poucos os jornaes para a publi-
caco dos debales legislativos, de modo que at
hoje ficra mioha pobre traduego a espera, que
lhe chegasse sua voz. Julgando, porm, que em
pas agrcola, e que s pode Mr agricola, todo o
melhoramento em um ramo qualqner das indus-
trias agrcolas para elle questao vital, por isso
tomo a deliberagao de remetler para ahi nm ex-
tracto de meu primeiro Irabalho, o qual o se-
guate :
A revolugo que ora annunciamos trar grao-
dea felicidades para a Franca, tendo por efTeito di-
minuir o preco do assucar, enriquecer a agricul-
tura nacional, favorecer a produeco das carnes
verdes, e augmentar a fertilidade das trras cul-
tivadas. NaS colonias os resultsjlos nao serio me.
nos coosideraveis, porque os plantadores podero
tirar da canna, sem ser misler recorrer a groasos
capitaes para a acquisigo d'spparelhos compli-
cados, duas oa tres vezes mais d'assucar, que oo
podiam obter com os antigos meios ; pois geral-
mente as pequeas fabricas s se exlrahe o ter-
go do assucar que contera a canna, islo 5 ou O
per cnto em lugar de 16 ou 18,' que o que en-
cerr.
O processo, cuja descoberta annunciamos,
I devido ao Sr. Rousseau, repon oo emprego de
gao tao espontanea e enrgica, como para a jo-
rem senhora, sabis a razo disto pela differeo-
ga de sua maluridade, e mesmo de sua natureza.
filia, ioteiramente ignorante, oceupada de um
nico objecto, fora repenlinamente acommelti-
da; elle, mais forte e mais distrahido, custara
mais a soffrer eta impresso : porem vira-a cres-
cer irresistivelmente. O germem do amor exis-
tia nelles, como existe na arvore o germen invi-
sivel donde sahe a flor, e o fruto.
CAPITULO III.
Teoho visto bem tristes couzas ; porem nunca
vi nada compsravel vista destes dousjovens de-
vorados por um mutuo amor. Ja vos deacrevi o
estado em que se achava a jovem senhora. Era
muito ingenua, e o amor subjugara-a com vio-
lencia, por que achou que devia reaialir e lutar.
Nao corren s egrejai para procurar as oragoes
um impossivel esquecimento, nem sos bailes pa-
ra alordaar-se.
Triste e melanclica, refngiara-se em ama es-
pecie de torpor, de catalepsia moral e phisica,
de que nada era capaz de tira-la. Somente cer-
tas inflexoes da voz de Hanoel, certos modos que
elle tinha de accentuaralgumas palavras, tinham
o poder de desperla-la. Ento, ergua para elle
seus bellos olhos, olhava-o com ama expresso
apaixooada, seu semblante animava-e, e escla-
recia-se. e grandes estremecimentos agitavam
seu dbil corpo.
Era preciso a lodo o prego tira-la desta espan-
tosa atmosphera ; Manoel emprehenden-o. Ea-
tregou-se com fervor ao trabalho. Sete mezes
depois de sua chegada, publicava a primeira
parle de suas lembrangas de viagem. Este livro
foi bem acolhido. O author mereceu elogios.
Frequentou as sociedades e teve melhores suc-
cesaos do que desejava.
Renovando as excentricidades do ultimo_secu-
lo, a mulher de um grande comprometteu-se
abertamente por elle- Este escndalo deu muito
que fallar. Chegou aoa ouvidos de Alina. Uraa
noite, quando Hanoel se recolhia, achou-a em
p oa escada. Ella esperava-o. Pegou-lhe no
brago e com voz acre e refreada disse-lbe:
Qucres matar-me 1 Desfallecida leve um grande
ataque de ervos. Hanoel levou-a para casa, e
correu a procurar-me. A datar deste momento,
elle abandonou um remedio que nao lhe dava
alivio algum, e cujas consequencias podiam ser
funestas. Foi um momento supremo oquelleem
que estas duas paixdesacharam-ae face a face, e
como provocadas uma pela outra. D'ora em dien-
te oo eram mais possiveis nem misterios nem
subterfugios. Antes podiam saber que se ama-
vara, agora elles o coofessavam; e o grito que
ella dera na hora da agona, vibrante, eloqueote
e fascinador, era quem oa atlrahia 1 Elle sobre
tudo, enternecia-se de ve-la fraca'e trmula cho-
rar reclinada sobre seu hombro, Porem, se seus
coragoes se enternecan!, a figura sagrada do al-
mirante eslava sempre entre elles, e protegia-os.
Que aconleceu ? perguntei,
para elle com anciedade.
Morreu o almirante, disse-me elle com sua
voz grave.
Nao podereis avaliar a grande dr que ti ve.
Era meu amigo, mais que um irmo, o me-
lhor dos homens, que assim me roubavam I...
Logo que pude, quiz saber os promenores des-
ta cataslrophe. Eis o que me eontou Joo Pedro.
O almiraote, chegou a Indianna s duas ho-
ras depois de meio da.
Ninguem o esperava.
Tinha um ar extranho.
Julguei que eslava doeote, tanto mais quanto
apenas falln, e feichou-se logo em seu quarto.
As seis horas chamou, e pedio que lhe trouxes-
sem o jaotar. Porem nao tocou em prato algum,
e apenas tornou um pouco de sopa. Eu eslava
inquieto a meu pezar Asaentei-me sobre um
banco diante da casa, o fumav meu cachimbo,
observando sua sombra, que ia e vinha, clari-
dade de sua janella.
A's dez horas elle desceu cora um charuto ac-
ceso, e passeiou commigo pelo pateo, conver-
sando sobre diversas cousas. Quando seu cha-
rulo apagou-se elle retirou-se dizendo-me:
Boa noite, Joo Pedro. Amanh s sette horas
da rnanh, aprompta-rae o Trtaro.Fiz uma ob-
servago, dizendo-lhe que o Trtaro era um ca-
vallo, mo, e proprio somente para rapazes. Fin-
gi nao perceber-me. Ora I disse elle rindo,
domaremos este Trtaro ; at amanh. E eolrou.
Fiquei aioda muito tempo no jardira, depois sen-
tindo-me com friosomno, retirei rae. Pela ma*
nh, s nove horas, segundo a ordem que rece-
bi, o Trtaro eslava prompto, escavando o chao j
diante do poial. O almirante appareceu logo.
Bom da, Joo Pedro, disso-me elle. Eslava
com melhor semblante que na vespera. Appro-
ximou-se do animal, que principiou a sallar,
empinar-se, ele. Tudo islo assustava-rae. O
almirante sorriodo, alizou as crinas, e montou-
se de um salto. Parti, o Trtaro, sallando e
rinchando, e elle direito e firme como um I.
Urna hora depois, ouvi um grande barulho na
porta ; baliam e tocavam sanela ao mesmo lem-
po. Ab senhor, traziam-me o almirante, e em
que estado 1 Coberto de sangue e de lama I Ti-
nha um golpe na cabega extraordinariamente
fundo. Algumas pessoas acharam o cavallo, e
pozeram-se a procura do dono, e acharara o al-
mirante com o rosto sobre um monto de po-
dras, e sem movimenlo. Deitei-o sobre a cama
da senhora, pois a sua ainda oo eslava feila, e
mandei procurar um medico em Orleaos. Em-
quanto nao vinha, lavei com agoa tepida o san-
gue e a lama que o disfiguravam. Isto alliviou-
o ; deu um suspiro, e abri os olhos. Vio-me e
recooheceu-me ; chamou-me. Aproximei-me.
Vai minha secretaria, disae-me elle ; ahi
acharas um grande masso de papis lacrados com
cera encarnada, guarda-os, e quando eu mor-
rer...
Ah I senhor, exclamei chorando.
Nao me interrompas. Faz-me mal fallar.
Promettes-me, que antes de fallar com pessoa
alguma. entregars estes papis ao doutor.
Prometti-o, senhor, chorando cada vez
mais, ento ello olhou para mim com um modo
to torno, que eu fiquei como snffocado. Entre-
tanto chegou o medico. Disse que nao havia es-
peranza, e que a coogeslo nao tardara a de-
clarar-seno cerebro. Assim succedeu. O almi-
rante adormecer. Do vez em quando, balbu-
ciava, e quando eu ioclinava-ma para ver se ella
quera alguma cousa, s ouvia frazes desintelle-
giveis. Assim esleve at oito horas e meia. As
nove, fez dous ou trez movimentos, proounciou
os uomes da senhora e do senhor Manoel, de-
pois appareceu-lhe nos labios uma espuma ver-
melha e expirou.
Heu silencio sobre o papel e fisionoma do al-
Deixei a seu lado uma Irma de caridade, e
vira. Agora volto para junto delle.
Deixel partir este servo fiel dizendo-lhe que
antes da noite eu estara na Indianna, e quei
abismado em miohas reflexoes.
De que ideas, senhores, nos possuimos nesses
momentos fnebres I Ento, recordamo-nos das
menores aeges e gestos, e por um pheoomeno
extraordinario, as mata iosigoifjcinies circums-
tancias, vem-noa muitas vezes ao pensamento.
Porque razo, particularidades insignificantes de
que nao faziamos caso, toroam-se de tanta im-
portancia ? Porque se apaderam de os e dos ab-
sorvem at o pooto dedomioar-nos todas as lem-
brangas, e somente ellas tornarem-se a verda-
deira causa do acontecido. porque o homem
preata menos atteogo aos vulgares incidentes ds
vida, que aos acontecimenios graves. E* porque
ha horas de solido e fadiga em que, por mais
hbil que elle sejs, esquece a mascara que lhe
pede um interesse qualquer. Assim peosava eu
no acontecido ao almirante. A leitura destes p-
pela que me trouxera Joo Pedro nao adiaotou
idea sobre o que eu havia pensado. Elles eram
a copia de um testamento que estava depositado
em poder de um notario de Paris. Eram-me di-
rigidos. Vou diier-vos o seu cooteudo.
a Meu amigo, dizia elle, ha mais de quareota
annos que vivemos unidos por ama amizade que
cousa alguma tem alterado. Nada, para mim.
tem mais valor. E' por este motivo que te es-
colla para meu executor testamentario, assim
como ter-me-hias escolhido para o teu; eslou
certo disto. Sabes de que modo cazei. Nina
minha fllha. Nio a teria unido i minha velhi-
ce, se nao conhecesse a perfeita slaplicidade de
sua alma, e se nao eslivesse seguro que ella por
muito tempo desconlieceria o amor. Nao me en-
ganei. Deus protegeu-nos. Horro sem ter a ex-
probar-me de tes feito o mal, querendo fazer o
bem.
< A nica pessoa que com ellacompartilhondo
meu amor, foi meu sobrinho Manoel. Suas anua-
lidades foram mais efficazes, que todos os lagos
de familia, para fazer com que o asaasse. Nun-
ca fiz dslincgio- entre elle e Nina, ambos tem si-
do egaalmente os filhos de miaba predilecgae, e
pagaram-me bem, associaodo-se para amar-me
amaodo-se,
c Porem em que val lornar-sa esta harmona em
que viviam ? Ser possivel que obrigagea so-
ciaes aeparem as duas nicas crealuras que po-
dero lembrar-se de mim ? Desojo pedir-lhes
aioda uma cousa. Se, como pens, o corago
de Nina est livre, fogo-lhe que tone por espo-
so a Hanoel, assim como peco a eale que tome
por espoza sua ta Nina, minha filha. Sao pou-
co mais ou menos da mesma edade, tem oa mea-
mos hbitos e os mesmos gostos; e sao ambos
jovens I A affeigio que elles tem um pelo oulro
poder fcilmente ser substituida pelo amor I
Poder-se-bo fazer squt alguns commentarios,
eohores? de que serviriam discursos? e cada
um de vos nao conhece por seus proprios aenti-
meotos, aquellos que dereriam agitar-me?
Tinha ama missao a cumprir, apressei-me a
execata-la. Eu eslava possuido de uma agitago
nervosa. Tinha desejos de vinganga contra estes
dousjovens; estava resolvido a nio poupar-lhes
soffrimento algum, a fazer-lhes beber golta a
golta a narrago da desgraga de que eu os tor-
na va responsaveis.
Fallar-lhe-ia da abuegago da almirante, de
sua dedicagio e amor ; saborearla um amargo
prazer com a idea de que envenenara a criminosa
alegra da noticia que eu lhes levava. Porm
apenas a fatal noticia sahlu '.de meus labios, toda
minha colera dissipou-se. Esta joven senhora
trmula, esgotada pelo praoto, vencida pela dr,
abrandou-me. Meu corago commoveu-se, a
piedade. os remorsos, meas proprios petares ap-
pareceram, echorei com ella. Ah I senlnres.es-
tes jovens eram dignos de todos os sacrificios.
Hanoel espantou-me. Quando soube da morte
do almirante empallideceu, deu dous passos para
a frente, e com os bracos esteodidos e voz impos-
sivel de descrever-se:
Que I raorto ?.... o almirante morto 1......
exclamou. E como eu me calasse, abaixou a ca-
bega.
Conservou-se silencioso emquanto coolei o
que ouvira de Joo Pedro. Um movimeoto coo-
vulsivo interrompia de lempos a lempos sua fe-
roz immobilidade.
Quando li o testamento quando li a parte em
que o almiraote peeia-lhes que se casassera ; el-
le deu um grito horrivel que fez estremecer. Di-
rigiu-se para mim, e disse-me :
Vamos a Indianna, nao verdade ? Quero
tomar a v lo.
J, se quizeres, respond eu.
Pois bem.
Durante o caminho, nao pronunciou uma pa-
lavra. Subindo a escada, as peruas tremiam-lhe
tanto que foi obrigado a segurar-se ao corrimio
e parar, deu um suspiro, e contiouou dirigindo-
se para o quartel do almirante.
Por aquiv senhor Manoel, elle est no lelto
da senhora, disse Joo Pedro que nos guiava.
Ento todo seu corpo comegou a tremer e este-
ve a ponto de desfallecer. Approximei-me para
ampara-lo.
Sobre seu leito, disse elle, sobre seu leilo I
Entrou e conlemplou por muito tempo o rosto
tranquillo e sereno do almirante, depois inclinou-
ae lentamente e nelle depoz-se um bejo.
Leveroo-la agora, disse-me elle.
Nessa mesma noile estavamos em Pars com o
stade. O funeral marcou-se para quarla-feira
seguinte. Eucarreguei-me de tudo.
Estes aconteciraentos produzirarn na joven se-
nhora umareaego favoravel, se quizerdes dar a
esta palavra o sentido odioso que ella poderia
ter nestas circumstancias.
Fizeram desapparecer esta inercia em que se
consuma ; havia na sua vida |um interesse ao
qual ligara-se d'or avante sem dar por isso. El-
la nao poda oceultar-me seus peosamentos. Nao
tinha visto Hanoel depois do succeJido? Encer-
rado em casa, oceupado continuamente em es-
crever para fra, nao apparecia nem i sala, nem
mesa.
Que lem elle ? disse-me ella, fiz-lhe algu-
ma cousa?
Ella estava inquieta ; eu ainda o estava mais.
Tema uma desgrana. Conhecia este mancebo
inexoravel, ao qual nem a razo tirara uma con-
cesso, nem a sociedade dos homens urna indul-
gencia ; lo inflexivel para si como para oulrem,
Capaz de resolugoes extremas, proseguindo-as
cora animosidade. Em vo proojfjbva illudir-me,
julgando chimaras o que eu peosava ; e que elle
s vera na morte do almirante um accidente.
Seu silencio feroz, seu persistente isolamenlo,
seu carcter, e al as cartas que elle escrevia,'
ludo contribua para diminuir minha esperanga,
e augmeotar-me os temores :
No dia do funeral, Hanoel camiuhou de cabe-
ga descoberta atraz do carro fnebre. Tinha o
olhar brilhante e sombro, o rosto pallldo, e era
seu ar nao sei o que do grave e severo, que com-
moveu-me. Conservou-se sempre silencioso.
Quando o paire laogou a primeira pi chcia de
trra sobre o ataie, seoti-o estremecer.
Foi o nico signal de commogo que deu. Em
quanto durou a ceremonia, conservou-se de p
juoto a sepultura,saudando a todos quelles que
conheceram o almirante. Sua impassibilidade
nao se desmentiu. Quando o ultimo convidado
retirou-se, deu-me o brago e fomos para casa. Foi
logo sala, e com um gesto indicando-me uma
cadeira, chamou um criado, e disse-lhe :
Preveni a senhjsa que a esperamos aqu.
A joven sonhora 'Jfapareceu visivelmente as-
sustada por este modo de solemnidade. Hanoel
dirigiu-se para ella com passo firme, inclinou-se,
e tomando-lho a mo, fe-la assentar junto a mim.
Depois eneostou-se chamio e esleve alguns
instantes pensativo, Quando ergueu a cabega,
fallou com voz clara e vibrante :
O almiraote confiou-nos, senhora, a exe-
cugio de uma de suas vontades. Sena procurar
saber vossa determinago, e que importancia te-
ria sobre ella o culto que lhe tenhaes votado ;
pela minha parte, sinto-me incapaz de ebede-
cer-lhe.
As palavras de felicidade e familia nao me des-
pertara mais idea alguma, Uoir-me a alguem
seria, eu o confesso, uma insupportavel cadeia e
nio justo fazer a infeiicidade de duas pessoas.
S tinha uma ambigio, ella est satisfeila. O
senhor ministro da guerra admittiu-me em um
regiment da frica.
Amanha partirei.
Nina ouvia-o com um estupor ioexplicavel,
olhaodo para elle e para mim com modo des-
vairado ; fez depois algumas exclamagescoD-
fusds, e passou muitas vezes a mo pela fronte.
Emfim pareceu tornar a si. Correu para Hanoel,
agarrou-se. a elle, e cootinuou assim sem o
largar. Abragava-o, e chora va, sempre unida a
elle.
Hanoel 1 disse ella, Manoel 1 la nio me
amas? Que tens? Que te fiz ? Porque queres
partir ? Eu te amo e morrerei se partires. Te-
rs este nimo ?
Eu tua amiga I tua companheira I Oh I Manoel,
tica. O almirante mesmo o quer. Pergunta ao
doutor I....
O mancebo debatia-se cootra este assalto, e os
tormentos de sua alma reflectiam-se sobre seu
rosto. Tentou arrancar-se a este louco abrago ;
cada vez ella o apertava mais. Eolio, trmulo,
desvairado, lonco de desespero e amor, empur-
rou-a, aegurou-a peloa plaos e langou este gri-
to supremo :Nao vs que elle matou-se por
nossa causa 1
Os bracos de Nina se desprenderio delle. Io-
clinoa-se como uma baste quebrada, e cahiu so-
bre o assoalho. dando un surdo gemido. Corri
para ella. Ah a infeliz joven nao resistir a es-
te abalo ; tioha uma febre ardeote acompaohada
de delirio.
Desta vea foi Manoel quem eoteroeceu-se.
Deixou apparecer seus seotimeatos ha muito
tempo comidos fallou como um insensato. Foi
uma torrete de paixio ama lava que exeedia tu-
do que a imagioago pode conceber. Porm com
que fim ?
Ella nio o ouvia.
Levamos toda a noite a velar sobre esta crise
que podia no-la roubar. Ella triumphou. Ape-
nas amanheceu tranquillisei Hanoel a este res-
peito. Nina estava adormecida.
Agora, ao dever, disse elle.
Levaotou-se desprendeu da parede uma meda-
tha que continha o retrato de Nina, deu algumas
voltas pela cmara como para fixar na idea a ima-
gem destes lugares adorados, olhou uma ultima
vez para o leito onde Nio* repousava.... depois
precepitou-se para mim, abragou-me e desappa-
receu....
Pareceu-m eolio que o mondo inteiro me
abandonava; seo ti em minha alma dr tal, e nio
sei que echo, muito lempo depois que elle desap-
parecera, repetia-me ainda sen ultimo adeus....
Acabando estas palavras com voz alterada, o
doutor cobru o roato com as mios, e nos, gra-
ves epeosativos, respeitamos sua dr, e nio oa-
samos interrogi-lo mais.
(H. VlliSEiC.)
(Traiuccao de Emilia Luna]
aa forma, na idea e no estylo, o sea romance de
Jessit, por mais elevado e encantador que elle
seja. Ha em Mr. Hoequard o que aioda mais
raro que um talento: ha um carcter.
Gomo esses homeos, a quem a fortuna julga
muito capazea de sobresahir por suss proprlas
forgas, sera o auxilio dos seus favores, Hr. Moc-
quard deve o que ao seu merecimento; porm
bem differeniemente dos que repeliera a escada
com o p,depois de t-la transposlo, elle deu a
forma e o fervor de um culto a sua ioclinagio
para as lettras, origem de sua elevagio ; e oeste
culto, que j era a satisfago de um bom sent*
ment, o autor de Jessie ochara aindaja gloria.

Mr. Mocquard occopar um dos primeiros lu-
gares na lista desses litteratos que, desde Ege-
nhard at Bourienne, tiveram a fortuna e honra
de ser admittidos a participar dos peosamentos e
trabalhos ntimos de grandes soberanos. Esta
escola talvez nio sejs, principalmente em nosso
lempo, a da poltica ; porm traz para as almas
as mais elevadas, como para os mais delicados
negocios, dias grandes e de curiosas perspectivas,
particularmente fecundos para o moralista e para
o escriptor. Se a visla perspicaz de Holire des-
cubri tantas cousas na ante-camara de Luiz XIV,
o que nao teria descoberto em sea gabinete ?
Nao elogiaremos a Hr. Mocquard por ter dei-
xado ficar estacionario o seu crdito, e conserva-
do sua vida em uma situago quasi privada : esta
situago recebe da coofiaoga e da pessoa do so-
berano um realce e encanto invejaveis e dignos
de honra, porm lonva-lo-hemos sinceramente
por ter reservado para as lettras ludo quanto, em
seus pensamentos, em seus sentina en tos e em sua
vida, nao pertencem, e nio tem dado ao impe-
rador.
Com offeito, era vo procurar-se-hia Hr. Moc-
quard as reunios, oas festas, em lodos os cen-
tros invejados e brilhantes, onde se gasta a vida
official. Seus amigos sabem que elle s poderia
estar em dous lugares, igualmente retirados e
tranquillos : no gabinete do imperador ou no seu ;
escrevendo um despacho, ou compondo um li-
vro.
E' eite culto da idea, este respeito da intelli-
gencia, este estudo da forma, emfim, este traba-
lho incesantemente amado e seguido da arte
Iliteraria, no meio do ruido dos maiores aconteci-
mealos.do brilho dos maiores nomes, que nos pa-
rece constituir, em Mr. Hoequard, uma persona-
lidade particularmente elevada e honrosa, e que
nao deixou de influir na natureza e direegio de
seu talento.
II
Mr. Hoequard dedicou-se pouco tempo ad-
vogacia, e sempre a arle ; collega de Mr. Berri-
jer e amigo interno de Grlcault, pertence ge-
rago e poca daquelles no meio das quaes te-
ve lugar a nossa revolugo litteraria.
A bella e nobre litteratura do XVII-seculo se
linha empobrecido, descorado e disseccado as
moa de escriptores do XVIII, todava lio altivos
de si mesmos e soberbos de sua gloria. O mais
eminente d'entre elles, Voltaire, o seolia, enisto
convinba. Nosso seculo, escrevia elle a ma-
dama du Bocage, vive e sobre o crdito do secu-
lo de Luiz XIV. Algum espirito ; mas nem um
s homem de genio. Acrescenlava elle alguns
dias depois: As gragat e bom gosto estio baoi-
dos de Franca O genio francez est perdido ;
quer tornar-se Dglez, hollaodez e allemo. Jul-
ga-te estar solido, nio se passa do estupido e
chimerico.
Sob a impulsio diversamente activa e fecunda
de Mr. de Chateaubriand, de Hr. de Fontaines, de
ndame de Stael, os escriptores se dividiram.
Uns quizeram fortalecer as lettras francezas as
footes de Shakespeare, D'Ossian e de Schiller,
para torna-las a achar, como os vestidos do9
triuraphadores, tres vezes tintas em purpura por
este glorioso contacto ; os outros creram que el-
las deveriam ser reanimadas o renovadas pelo es-
pirito vivificante de suas proprias tradices, e
applicaram-se ao estudo dos mestres do XVII se-
culo.
Quaes tinham razo?
Talvez todos, mas Mr. Hoequard escolheu a
tradigio nacional, e suas inclinacoes, suas prefe-
rencias e seus trabalhos silenciosos e ntimos fi-
caram velados ao culto de alguna grandes nomes
entre os maiores ; unio-se de preferencia a T-
cito entre os antigos ; a Coruelio e a Bosseot, en-
tre os moderos.
Mr. Mocquard e o sea livro.
Era cousa commum, oo XVIII seculo, de que
lera havido exemplos ootaveis no nosso, encon-
trar se Iliteratos versados, destros, habis, con-
sultados e acceitos, e que todava pouco puibli-
caram ou at nenhum livro. Suas ideas e ob-
servsgdes, seus conselhos, e conceilos consti-
tuan um livro vivo, sempre aberto, e jamis
acabado, algumas vezes mais dilTundidos, sobre
tudo mais conceituado que taes ou taes obras
completas. Deste numero foi, entre outras, Mr.
Jouoert, cujos amigos f dmiraram o espirito e o
estylo, muito antes que o publico admirasse seu
livro.
At o momento em que H. Hoequard publicou
Jessie, era um litteralo e um escriptor semelhan-
te a M. Joubert, prefera a reputagao ao eoca-
dernado e dourado da obra. Podia-se disentir
sobre a parte que elle tomva em tal publicago
ou em tal pega de theatro ; mas os que o conhe-
ciam naodiscutiam sobre a disliocgo de seu ta-
lento, nem sobre o que elle poda exigir de si
proprio.
III
Jessie um|fructo cahido dessa arvore sempre
verde e sempre florida, como as dos trpicos. E'
tim romance em que a idea, o plano, e a marcha
teem a mesma grandeza que o estylo.
O romance, a que o uso diario, e consumidor
que d'elle faz,ha viole e cisco- annos, a imprensa
peridica deu um deseavoWimento immenso,
nao fallando do seu merecimento as mesmas
proporgoes, est hoje ioteiramente sujeito gran-
des complicagoes de aventuras, signal ordinario
da vulgaridade das ideas e do estylo.
Senhor de si, M. Mocq,*ard adopUn o effeito
desejavel e raro que prodox sempre aidea sim-
ples sob uma forma delicada-.
Tres caracteres princpaes-, proprios da grande-
za bu-mana a maia geral, servem de base ao ro-
mance.
lim pae, H. Addington, americano, negociante
e puritano, iato, tres veaes pacifico a circums-
pecto pela raga; profuso e eostuaae, exaltado
smente por dous lados e honra cotnmercial e
domestica.
Urna donzella, Uiss Jessie Addington,.aojo da-
lar pela affabilidade, submissio e ternura ; assaz
desejosi de aprender, para- penetrar as melhores
mais-bel las obras Iliterarias ; assaa recta de eo-
Mqo e d'espirito, para preservaras dos perigos
do saber; e assaz resoluta em s*a modeslia,
para salvar sea pae, mo-grado seu, pelos recur-
sos de sua inteliigeueia,.
Um mancebo, Alfred Loslay, do natureza hon-
rada o elevada, porm irrefleclido e arrebatado ;
fraco em seu impeto, offaosivo eos seu respeito,
egosta em sua dedicago e cruel em sua affeicio.-
A" roda destes caracteres principies gravetara
alguos personagens secundarios : urna mi, -
cuja fraqueza torna estril a affeigio ; nm ami-
go cuja sabedoria calma modera, sem conte-lo e
preserva-to, um carcter violento, repeilindo o
conaelho que oo ama complieldade ; duas
doozellas velhas, derramando sobre o genero
humano o despeito nascido de sua leialdade :
emfim dous criados,crioalos, typa nado da affei-
gao e lldelidade.
Sao estas, para o romance deque se trata,
grandezas bm sijiples e modestas. Devenios
accrescentar que o autor, para dar-lhes valor,
oo recorreu ao recurso que a natureza oftereco
ao lapis dos artistas. Nelle nio ha tempestades,
nem aurora, nem clario de la. Nao para
censurar estas cousas que meocionamos sua au-
sencia no romance de Jessie, o autor eniendea
que o bomem, sua alma e seu espirite, anas
paixoes e lagrimas e seus erros e arrepeodianeu-
los eram recursos assaz sufficientes para satis-
faze-lo, sabendo aptoveita-los.
Parece-nos que se oio faria coohecer aufficien-
temente a persooalidade litteraria lio correcta,
penetrante e original, propria de Hr. Hoequard,
se se limitasse a expor e a explicar, no fundo e
[ Conlfnvar-se-na.
BEM. -TTF, DI M. F. DI FA1U.-W61.
(
^


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