Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09377


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Full Text
AH IIITI1 IDMEIO 200
' Pop tres mezes adiantados 5$0ft0
Per tres mezes reactdos 6)000
mi
SABBAD 31II AGOSTO N lili
i
Per ana. adan tade i 9fy)0 0
Ptrle fruet para a snbseripttf.
NCAHRBGAD09 Di. SDBSCMPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexand rio da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
'y, O Sr. A, de Lomos Braga; Cear o Sr. 1. Jos
do Oliveira; Maranhao, o Sr. Manoel Jo** Mar-
tias Ribeiro Guimares; Pari, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, Sr. Jernimo daCosta.
PARTIDAS UUS COKKKls.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguaraas, Goianna Parahiba as segundas e
seitas-feiras.
S. Anlao, Bezerros, Bonito, Ciraar.AUinho
Garanhuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Naxar*th, Limoeiro.Brejo, Pes-
queirj.Ingazeira, Flores, Villa-Bella,Boa-Vista,
Ouricury e Px as guaras eiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso.Una.Barreros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
Todos oacorreioapartem ai 10 horas da manha
EPHBMERIDES DO MIZ DK AGOSTO.
6 La ora as 10 horas 34 minuto* da man.
13 Quarto rscente as 4 horas e 56 minutos da
manha.
20 La choia as 7 horas e 31 minutos da man.
28 Quarto minguanl* as 11 horas e 4 minutos da
manha.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro aos 54 minutos da manha.
Segundo os 30 minutos datardt.
BIAS DA SEMANA.
26 Segunda. S. Zeferino p. m.; S. Constancia m.
27 Terco. S. Jos de Calazans fund. das esc. pias-
28 Quarta. S. Agoatinho b. dout. da egreja.
29 Quinta, egollaco de S. Joo Baptista.
30 Sexta. S. Rosa de Lima americana v.
31 Sabbado. S. Raymnndo Nonnato card.
1 Domingo. Nossa Senhora da Penha.
uUULNiUAS DOS TRIBUNAKS DA CAPITAL?
Tribunal do eommercio ; segundas e quinta*.
Relaco: largas, quintas sabbados as 10 horas.
Fazenda: tercas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do eommercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 hora*.
Primeira rara do ivel : tercas (xtaaao meio
dta.
Segunda Tara do iv*l: qltrtM aabbados a 1
hora da tarde:
ENCARREGADOS DA SUBSCR1PCAO DO SUL
Alagoa*. o Sr. Glaudino Falco Dias; Baha,
Sr. Joa Martina Aira ; Rio de Janeiro, Sr
Joao Pereir Martina.
EN PERNAMBUCO.
O proprietaro do diario Manoel Figueiroa
Farfala *ua liTraria prega da Independencia n
6*8.
PARTE OFFICIAL
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expodiente do dia 8 de agosto de
1861.
Officio ao Exrn. presidente da Parahiba.Com-
munico V. Exc. que nesta data exped ordem
aura de serem enviados para essa provincia o o
primeiro rapor que passar do sul os arligos de
muaicao, que por aviso de 5 do correte se man-
daram fornecer i fortaleza do Cabedelto, o cons-
Um da relaco por copia inclusa.
Dito ao coronel commandante dsj armas.
Qieira V. S. mandar por em liberdade, dndo-
me baixa se j estiver alistado, ao recruta Jos
Maria de Araujo, que prorou iseoco legal.
Dito ao rnesmo.Deferiodo o requerimento do
cabo de esquadra do 2o balalho de iofaotaria
Antonio Francisco sobre que V. S. informou em
orficio de n. 1397 e data de 27 do corrente, o au-
tonso a mandar dar-lhe baixa. aceitando em seu
jugar o paisano Manoel Florindo Borges, que loi
lulgado apto par* isso em idspecc.au de ssude.
Dito ao mesmo.A' vista do requerimento do-
cumentado que aqu ajunto, sirva-se V. S. de
expedir as suas ordens para que seja retirado
para esta cidade o soldado Francisco Antooio de
Oliveira, a quem reclama como seu escravo o
bicharel Manoel da Fouseca Xavier de Andrade,
mas tambem para que se proceda as diligencias
que forem de lei acerca dessa praca.
Dito ao mesmo.A' vista do que V. S. expoz
em seu officio de 21 do corrente com referencia
a informago do director do arsenal de guerra da
mesma data concordo na transferencia que pedio
para o 4o batilho de artilharia a p o soldado
da companhia de artfices Sabino do Reg Barros,
e neste sentido pode V. S. expedir as convenien-
tes ordens.
Dito ao ehefe de polica.Convm que V. S
informe qual o numero de pessoas pobres exis-
tentes as cadeias da cidade de Goianna, e das
Tillas do Limoeiro, Bonito e Flores.
Dito ao iuspeclor di thesouraria de fazenda.
Transmiti V. S., para os convenientes exames
as pnmeirs e segundas vas das contis de re-
ceita e despeza do hospital militar relativamente
ao mez dejulho ultimo, bem como copia do pa-
recer da junta de saude, que approvou as referi-
das contas. *
Dito ao mesmo.Communico V. S. que, se-
gundo participou-me o coronel commandante das
armas em officio de hbntem falleceu o capellio
alteres reformado da repartico ecclesiastica do
exercito Fr. Manoel dos Santo Sepulchro Pavo.
Dito ao mesmo.Devolvendo. como V. S. so-
licou em sua informago de 26 do corrente sob
n. 773, os documentos comprobatorios das des-
pezas miudasfeitas pela reparticao dss obras mi-
litares nos mezes de maio e junho deate aono, o
autoras a inundar pagar essas despezas, na im-
portancia de U$540, conforme requisitou o res-
pectivo director em officio de 10 de junho ultimo
n. 68, que tambem devolvo.
Ordenaram-se tambem os seguidles pagamen-
tos :
Ao procurador de Luiz Jacquea Bruoet o que
se estiver a dever a este de sua gratificaco como
adjunto viajaote do museu nacional.
A Francisco Antonio Bastos a quanlia de res
27J500, provenientes da enea iernacao de diver-
sos livros pertencentes capitana do porto.
Autorisou-se igualmente a pagar,quando nou-
vesse ere lito, as despezas feitas com o forneci-
mento de agua (otea da guarda nacional desta-
cada nesta capital, no mez de outubro ultimo, e
de agua e luz para o quartel do destacamento de
guardas oaciooaes de Caruar, desde 4 de julho
al 31 de outubro do anno passado, aquellas na
importancia de 858560, e estas na de 339120.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Tendo V. S. em vista o numero de presos reco-
lhilos s differentes cadeias da provincia, segun-
do as folhasde despezas feitas com a alimentacao
do3 mesmos presos no exerccio ultimo, orgaoise
e remetta-me quanto antss, guardadas as devi-
das proporcOes, urna tabella contendo urna dis-
tribuido por municipios do crdito votado no
corrente exercicio sob a rubricasustento e cu-
rativo dos presos pobrespara que limitadas as
despezas locaes as quantias que forem distribui-
das, nao seja em bypolhese alguma excedido o
crdito votado.
Pito ao meamo.Mande V. S. pagar a pessoa
que para isso so mostrar autorisada a quantia de
30o300 que, segundo consta de informago do
ebefe de polica de 13 do corrente, sob n. 785,
acha-se recolhida essa thesouraria proveniente
da metale da gratificaco de 400 rs. diarios que
o preso Joo Mximo Espiodola venceu durante o
tempo em que, de conformidade com as inalruc-
coes da presidencia de 25 de setembro de 1856,
esteve empregado no machioismo das aguas e
asseio da casi de detenco.
Dito ao commandante superior da guarda na-
cional dos municipios de Olinda e Iguaraas.
Mande V. S. passar ao major ajudante de ordens
desse commando auperior Salvador Heorique de
Albuquerque, a guia de que trata o art. 45 do
decreto o. 1130, de 12 do marco de 1853, visto
que pretende elle flxar a sua residencia no muni-
cipio do Recife, como V. S. declarou em sus in-
formaco dadata de 13 do corrente.
Dito ao commandante superior de Garanhuns.
Ao officio de V. S. a. 63 de 23 de julho prxi-
mo tinao, respondo dizendo-lhe que par* os ca-
aos em que o resultado da reviso da qualifica-
gao das respectivas parochiaa nao chega a lempo
de ser submefJHo aos conselhos de revistas da
guarda nacional ha o remedio do art. 54 do de-
creto, n. 722, de 25 de outubro de 1850, mas
avista dos motive* constantes do aeu citsdo officio
approvo o alvitre tomado por V. S., a quem re-
commendo a expedco de suas ordena para que
funecione o respectivo conselho de revista da
mesma guarda nacional.
Dito ao Dr. Antonio Agripioo Xavier de Brillo.
Applaudindo o offerecimento que fez V. S. de
prestar gratuitamente os seus servicos mdicos,
quando forem precisas is deligeocias da polica,
cabe-me declarar V. S. que ao chele de polica
dou nesta data sciencia do seu louvavel offereci-
mento.- -Communicou-se ao chefe de polica.
Dito ao gerente da companhia pernambucana.
Devolvo inclusas as notas das passagens que
se mandaram dar em vapores da companhia per-
nambucana, a differentes presos e is escoltas que
os acompaoharam nos mezes de abril a julho dea-
te auno, para que ara reforma-las eliminando as
sommas, cojos pagamentos devem correr por
coota de outras provincias, na forma do aviso de
16 de fevereiro deste anno, de que lhe remelti
copia em 8 de marco ultimo.
Dito ao juiz de paz oais rolado do Buiquo.
Constando de aviso do ministerio do imperio da-
tado de 29'de julho ultimo que a cmara dos de-
putados annullira as duas eleicoes primarias fei-
tas nessa freguezis, presididas, ubi pelo juiz de
paz Manoel Camello de Sequeira, e onlra em sua
propria casa por Luiz Ignacio de Araujo ; aasim
o communico 6 Vmc. para seu conhecimenlo e
afim de que, nos termos da lei de 19 de agosto
de 1846 e mais disposiges em vigor, proceda no
dia 24 de outubro prximo viodouro i nova elei-
go de eleitore* que deve dar essa freguezia, cor-
to de que neata data officio a cmara municipal
dessa Tilia para que de sua parte expeca as or-
dens que lhe compre na forma da lei.Officlou-
se cmara do Buique.
Dito ao cora mandan le do batalhio 36 da suar-
da nacional, Jote do Reg Couto Maciel.Devol-
vo i Vmc. o rajquerimeuto do guarda Joo IgoJ-
cio dos Santos, que acompanhou o sed officio de
14 do corrente, dizendo-lhe que para ser toma-
da em consideraco a materia do aeu citado offi-
cio, faz-se misler que, de conformidade com o
disposto no art. 22 do decreto 135 de 6 de abril
de 1854 seja transmitlida por intermedio do seu
commandante superior.
Portara.O presidente da provincia, confor-
mando-so com a proposta do chefe de polica, n.
839, de 27 do corrente, resolve coosiderar vagos
os lugares de 3, 4o e 6o supplentes do delegado
de polica do termo da Escada, e nomi para el-
los os cdados abaixo declarados :
3o supplente.Marcionilio da Silveira Lins.
i* supplente.Manoel da Rocha Lins.
6 supplente. Thomaz Joaquim de Oliveira.
Communicou-se ao chefe de polica.
Foram tambem nomeados autoridades policiaes
OS seguintes cidadios :
Major Bellarmino do Reg Barros para subde-
legado do diatricto da Magdaleaa, Bcando exone-
rado Joo Cirneiro Rodrigues Csmpello, que o
exercia.
Manoel Cavalcanti Lins Walcacer e Olympio
Theodoro da Fonseca para oa cargos de Io e 2"
suppleotes do subdelegado de polica do 1* dia-
tricto da freguezia de Barreos.Communicou-se
essas nomeacoes ao chefe de polica, que as ha-
va proposto.
Dita.O presidente da provincia, attendendo
a que se deu o engao de propor-se a Jos Be-
zerra da Silva em vez de Joaquim Bazarra da Sil-
va, para o cargo de subdelegado da freguezia de
Caruar, conforme declarou o chefe de polica em
officio n. 826 de 26 deste mez, resolve que flean-
do de nenhum effeito a portara de 8 do corrente
ao referido Joaquim Bezerra da Silva se passe ti-
tulo para o cargo cima.Deu-se sciencia ao che-
fe de polica.
Expediente do secretario.
28 de agoalo de 1861.
Officio ao coronel Domingos Affonso Nery Fer-
reira, preaileate do conseibo de revista da guar-
da nacional do Recite.S. Exc. o Sr. presidente
da provincia maoda declarar a V. S. em resposta
ao seu officio de hontem datado que Oca inteira-
do de ter naquella data encerrado suas sessoes o
conselho de revista da guarda nacional deste mu-
nicipio.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
O Ex na. Sr. presidente da provincia manda com-
municar V. S., que, segundo participo* ocom-
mandante das armas, foi admittido no hospital
militar como servente, no dia 27 do corrente o
paisano Manoel Malhas do Espirito Santo.
Despachos do dia 88 de agosto
Rtqutrimtntos.
Joaquim Cavalcanti do Reg Barros e outros;
Remanido a cmara municipal deata cidade
para attender aos supplicanles como fordelei.
Candido Jos da Silveira.Informe o Sr. juiz
municipal do termo de Garanhuns.
Francisco Fideles de Souzs.Informe o Sr. Dr.
chefe de polica.
Francisco de Paula Tavares de Mello.Volte ao
Sr. inspector da thesouraria da fazenda para
mandar passar titulo.
Francisco Jos de Moraes e Silva.Informe o
Sr. inspector da thesouraria da fazenda.
Igoez Joaquina do Monte Ponciano.Informe
o Sr. coronel director do arsenal d% guerra.
Joo Mximo Espindola e outros A thesou-
raria provincial tem ordem para pagar o que se
esti a dever ao 1* supplicaote, quanto aos demais
devem apreseotar aa suas cadernetas ao director
das obras publicas, para vericar-se os dbitos.
Joo Jos Goncalves.Nao provam iseoco os
documentos que exhibe o supplicaute.
Joo Nuoas Correa.Nio tem lugar em vista
do que expoeo art. II do regula ment de 17 de
marco de 1860.
JosHiginode Miranda.Nao tem lugar o que
requer o supplicante, visto constar da informa-
Cao do eogenheiro director, que ji se acha em
andamento e por um modo muito satisfactorio as
obras contratadas a que alinde.
L. J. Brunet.Informe o Sr. inspector da the-
souraria provincial na pacte que lhe toca.
Mauricio Alves de Brillo.Nao ha por ora ne-
cessidade de corrieiros no arsenal de guerra, se-
gundo informou o respectivo director.
Maria Francisca dos Aojos Curado.Cumpra as
disposcoes constante dos arts. 36 e 39 do regula-
meato de 28 de Janeiro ultimo.
Mauoel Joaquim Pereira Velho. Cumpra o
supplicante o disposto no aviso n. 252 de 30 de
dezembro de 1854 e requeira pelos transmites
marcados nos arts. 11 e 12 do decreto de 30 de
agosto de 1851.
Rosa Maria do Espirito Santo.Pro ve a sup-
plicante convenientemente o que allega.
Vicente de Hollanda navalcaote de Albuquer-
que Requeira por intermedio do commandante
superior.
EXTERIOR.
O Amigo da Religio publica, a respeito das
armas guardadas no castalio de Ssot'Angelo, as
seguinles explicacoes. Como se sabe essas ar-
mas estavam aob a guarda dos franceses que ti-
nham sido os proprios que desarmaram as tro-
pas napolitanas depois da sua entrada nos esta-
dos da igreja. Eis o que escrevem de Roma, ao
Amigo da Religio'.
O govetno pontificio acaba de adquirir do
rei de aples, as pecas d'artilhcria, as espin-
gardas, e o material de guerra, que, tioha sido
cooduzido para o forte de Sant'Angelo, pelo cui-
dado da autoridade militar frauceza, por occa-
siio da entrada no territorio pontificio de um nu-
meroso corpo de napolitanos, um pouco antes do
sitio de Gaeta. Este ficto bem simples foi im-
mediatamente desfigurado pela imprensa revolu-
cionaria, que pretendeu queessaa armas linbam
sido entregues ao* reaccionarios e mandados
para o lado dos Abruzzos. Urna aimilhante ca-
lumnia merece tanto menos ser refutada quanto
que o* representantes da Franca, seriam os pri-
meiro* a iocorrer na censura por isso que as ar
mas confiadas a sua guarda foram eutregues
por el les.
As pecas de artilharia cedidas sao quarenta
e oilo ; oito raiadas e quarenta de calibre ordi-
nario. Esto em mullo bom estado, e foram
Iransportadaa para os armazens do arsenal que
acaba de se construir no palacio do Vaticano.
As officinas eato um pouco deterioradas, mas
de fcil reparago.
c As espingardas e sabr* carecem de algu-
ma obra aotea de serem entregues ao soldado.
Urna parte das espingardas sao de pedreoeira.
Vio ser desde j mudada* para o ayatema mo-
derno, operaco que so sabe, multo pouco dif-
icil. O arseual e a fundicao do Vaticano teem
todoa o* elemento* necewarios par* urna boa e
promota execujo deste trabalho.
c Esta compra de um material de guerra lio
coosideravel vai ser provavelmenle origem de
muitaa supposicdes. Importa nao fazer caso des-
tas interpretares, e fazer notar que, depois da
batalha de Casteldardo e do memoravel sitio de
Ancona, o governo pontificio, eslava qoasi com-
pletamente desprovido de todo o material de
guerra. Tornava-a necessariocomprar, e man-
dar vir do estrangeiro as espingardas que se
acbam hoje em poder dos soldados pontificios. Os
depsitos de armas estavam vazios. e era de urna
sabi prevenco pensar em os guarnecer. Apre-
seatou-se urna excellente occasio, o ministro da
guerra aproveilou-a immediatamente, e nao
pode deixar de ser por isso felicitado.
Esta ac juisigo foi feita sem pensamento re-
servado, e com o fim nico de suppnr um va-
cuo, que infelizmente era real nos arseoaes do
estado.
A Presse publicou a tradcelo da carta do con-
de de San Martino, de que teem fallad os jor-
naes. e em tjue elle expe aa causas da sua de-
misso. Em seguida damos esse documento,
que concebido nos seguinles termos :
Carta de Mr. San Martino.
Turin, 22 de julho de 1861.
Seohor conde. Tendes manifestado no
senado o desejo de saber os motivos que me le-
varam a pedir a demisso do mea cargo de
lugar-tenenle as provincias napolitanas. Nao
tendo podido estar presente a ultima sesso,
cumpro um dever fazendo-vos saber por escrip-
to esses motivos.
Sabis que ha muitos annos tenho procu-
rado viver muito longo de qualquer cargo pol-
tico. Totavia, pensando como o conde de Ca-
vour que a questo interna na Italia devia prin-
cipalmente resol ver-se em aples, e vendo que
o governo nao sabia a quem havia de confiar a
a admioistraco das provincias napolitanas, fiza
patria o sacrificio das minhas inclinaces.
Sabis como, usando amplamenta da liber-
dade d* cco que me fra confiada, eu inau-
gurei logo .a minha chegada s aples, isto ,
a 20 de maio, urna poltica de conciliacao, de
igualdade e de ordem. Comquanto eu cootasae
com urna grande quantidade de adherentes, a
minha expectativa foi comtudo excedida, por
isso que ninguem sejmostrou contrario a essa po-
ltica, nem ella encoolrou opposico alguma.
Tendo-me dedicado a esludaj o paiz, fiquei can-
vencido principalmente de que duas qestdes
deviam ser resolvidas, a saber : a organisa$o
da admioistraco publica e a da polica.
A admioistraco publica nao faltava, nem
boas leis, nem uteis regulamentos, mas desde
urna longa serie de annos o governo burbonico
tinha-as por assim dizar abandonado ; desejoso
de criar para si partidarios, tioha acumulado a
administraco de um pessoal exorbitante, onde
se eucontravam at cranos ; mas, pan nio
sobrecarregar o orcamento, tinba elle destinado
aos empregados um veoelmento muito insignia-
cante; tolerava que estei ltimos procurassem
ganhos Ilcitos, o que era passado como uso, a
ponto de preverter a conscieocia publica.
A revolucao nacional tinha-se verificado pouco
lempo antea para que fosee poasivel provar de re-
medio a esse mal. Os oovos administradores ti-
nham-se principalmente oceupado de excluir dos
ofllcios pblicos os homens mais odiosos a po-
pulaco, e de introduzir as diversas administra-
edes homens que represeotassem os novos prin-
cipios. ;
a Estes ltimos eram de tal maoeira impelli-
dos pela necessidade de fazer muito em pouco
tempo, que acarrelaram a queixa de um excessi-
vo numero de empregados, cuja conducta e ex-
periencia nio correspondiera s necessidades dos
semeos pblicos. Alm disso, a nomeacosi-
multanea de tantos novos que corrern) aos em-
pregos pblicos tinha feito nascer urna tal febre
de pedidos, tioha de tal maoeira habituado o*
povos accreditar que o estado devia dar empre-
gos a todos que resultava a queda de todas as
boas tradiccoes e de todos os justos principios do I
governo.
Procurei de principio nao augmentar esses
males, recusando todas as nomeacoes de emprega-
dos novos; depois trateide examinar com tranquil-
lidade a marcha das repartidos a condocta dos
empregados, privando successiramente do seu
em prego todos aquellos que pareciam mios e in-'
capazos. Ao mesmo tempo, com o auxilio dos!
chefds de servico, procurei preparar novos reg-
lamenos orgnicos, com o fim de restringir o nu-
mero desses empregados aos limites fixados pelo
interesse geral.
c Estas medidas e estes estados foram igual-
mente apoiados pelo governo central e pelos po-
vos napolitanos ; mas nio aqui o lugar de en- .
trar em detalhes circunstanciados sobre ludo'
quanto se fez ou comecou, e sobre as razdes que
que me levaram a esperar um resultado final I
satisfactorio, porque este ponto da minha admi-
oistraco absolutamente estranho a minha de-
misso.
Raras vezes na minha vida tenho empregado
mais interesses em estudar praticamenle urna
cousa que eu fiz em aples, com o fim de exa-
minar as condicoes da ordem publica tanto a res-
peito da politice como a respeito da seguranca
material.
< Interrogando os funecionarios pblicos e os
principaes dentre os cidados que vinham procu-
rar-mo ; consultando os actos officiae* do gover-
no, bem depressa me persuad que as opposices
polticas desappareceriam reduzidos a proporces
ioleiramente iuoffoosivas, logo que se houvesse
prvido convenientemente i seguranca material
do paiz.
c O passo principal e o mais importaote j ti*
nha sido dado, por isso que, gracas a firmeza e
prudencia do principe de Carigoan, tinham-se
feito cessar os tumultos na praca publica por
meio8 que nao s tinhsm exaaperado, mas que ti-
nham aido favoravelmente accolhidos.
c Por este lado, nio tioha eu que aeguir mais
do que aquello nobre exemplo, e nos dous mezes
que me esleve confiado o governo de .' poles, as
condicoes da ordem publica, relativamente aos
tumultos da praca publica, foram melhores do que
os que se produzem muitas vezes entre povos de
ha muito habituados a liberdade.
c Mas o estado das provincias appresentava
urna certa gravidade. Um grande numero de con-
demoados fgidos das prises, e reunidos em ban-
dos, infestavam anda os provineiaes.
Esses bandaa de ladrdes, para se fazerem ac-
eites, tornava-se-lhes necessario tomarem um
carcter poltico.
Por outro lodo, nao existia servigo algum re-
gular de polica. Toda essa forca compunha-se
de 4,500 carabineiros sobre 6,500 ponco mais
ou menos que devem constituir a forca destina-
da, em lempos normaes, para as provincias na-
politanas.
Os principaes perigos que eueoconlrei, pro-
vinuam de nao terem tomado as precauces ne-
cessariaa para conseguir que os soldados do ex-
exercito borbnico djssolvido, que fra eato cha-
mado em grande numero, obedecesse ao chama-
mento.
c Previ que oeste pas, onde o governo nunca
se oceupou da educaco militar do povo, esses
soldados nao obedeceriam se nao fossem obriga-
dos por urna forca orgaoisada systematicamente;
e empreguei tanta soliicitude em estudar esta or-
gaoisaco com o excellente general Darano, que
a 31 de maio, isto 10 dias depois da minha
chegada a aple*, maoriei para o ministerio
um plano, do qual pedia a exeeucio immediala.
a Anda que a forca militar pedida por mim nio
fosse coosideravel, e que ao coatrario fosie mais
de um terco inferior, guardadas as proporgoes, a
que se mandou para a Sicilia ; a saber: a pre-
seoca em Roma do ex-rei Francisco II, e dos
soldados debandados; tadsvia os homens mais
pralico* deesas provincias, com os quaes eu con-
sultei, e **t conselhos dos quaes tinha resol-
vido submetter-me, julgavam como cerlo que
esta forca era insuficiente para fazer revlver
o espirito publico e impedir que os soldados
eoamadoa fossem engrossar os bandos reacciona-
rios.
i Eu nao s tinha tencao de impedir a forma-
cao de novos bandos, e de destruir os que j
existiam, grecas a idea de distribuir urna parte
dessas tropas em columnas movis, que fre-
quentemente percorressem aquellas paragens;
mas peosava em me servir dessa* forc>s para
fazer execntar as sentencias dos tribunaes ; para
exigir o pagameoto dos impostos, e finalmente
para restabelecer a plena e completa aeco das
leis.
Ao mesmo lempo, era-me fcil reconhecer,
por certos dados e por certos fados, como o res-
peito da legalidade, ao mesmo tempo que dimi-
nua o numero dos nossos adversarios, dos quaes
muitos s tratavam de viver pacificamente, res-
tabelecia por assim dizer a digoidade do governo
para com as massas, offerecendo-lhes um bem em
vio esperado desde muito tempo.
c Tenho a conviccao de que ; se eu tivesse si-
do secundado com a mesma con flanea e promp-
tido, com as quaes eu jalgava poder contar, nao
teria impedido a formagao de novos bandos,
mas leria visto todas as provincias marchar no
caminho do progresso e da civilisaco com um
eothosiasmo extraordinario, de maneira que em
pouco tempo se teria reparado o tempo perdido
sob os governos passados.
J antes da minha chegada a aples, tioha
tentado prover a estas necessidades por meio de
guardas nacionaes movis, dos quaes muitos es-
tavam anda em actividade, mas esta ensaio, na
miuha opinio, nao tinha produzido o resultado
que se esperava.
Este ensaio fez-me desejar appoiar-me oas
guardas nacionaes, mas de maneira que elles po-
dessem por muito tempo operar de accordo com
as tropas regulares ; e debaixo das orden* dos
militares cooperar para a manutenco da paz,
e para a observancias das leis.
Tinha o paiz disposto a secundar-me n'eile
caminho. Todo o mundo pareca persuadido de
que todas as forgas reunidas as mesmas mos
teria aido urna garanta poderosa e de segura li-
berdade.
Nao fui aufficieotemente feliz para fazer com-
penetrar as minha* convegoes a este respeito no
espirito dos ministros.
Vendo realisarem-ae as minhas previse*
relativamente ao augmento dos bandos de la-
dros, escrevi cartas sobre cartas, afim de repre-
lar a urgencia de medidas promptas, manifestan-
do ao ministerio, at a data de 21 de junho, que
se eu chegasse a perder a espa ranga de ser ou vi-
do, me vera na necessidade de dar a minha de-
misso.
Infelizmente perdeu-se muito tempo, e o
ministerio nao se decidu a mandar-me novas
tropas seoo no momento em que o augmento dos
bandos tornava inaufficienle o numero das que eu
tinha pedido deade o principio.
EntSo insist vivamente para obter reforgos,
e ji tinha boas razes para accreditar que me
seriam concedidos, quanto me chegou a noticia
de que o general Cialdini eslava nomeado na qua-
lide de commandante das forgas as prorincias
napolitanas.
-c Esperei que o Ilustre e feliz general, sua
chegada, me ajudaria na pacificacio e faria exe-
cutar enrgicamente as ordens por meio das
quaes eu julgava certo alcanca-la.
c Tinha razio para nio duvidar de que a auto-
rtlade militar obrarla a requisigo da autoridade
poltica,a mioba tengo era pedir de maneira
que ae prevenissem as deaordens, e se tornasse
menos necessario o meio de represso.
Mas a fatalidade das clrcumstaocias quiz que
os poderes dado* ao general Cialdini fossem de
natureaa que lhe permittiam obrar por si mesmo,
e annullar todos os planos de pacificacio que eu
havia formado.
Efectivamente o ministro do interior, eacre-
vendo-me para me annunciar a remesas dos
soccorrot destinados a perigos ameagados pelos
bandos, dizia, o'um post teripttim de seu pro-
prio punho, que me regulaue a este respeito e
em todas as cousas pela opinio do general Ci-
a/dtni,e|n'outra carta, advertia-me que o general
operario segundo os usos da guerra.
Eu eslava bastante experimentado nos ne-
gocios para me nao illudir a respeito da nature-
za desses poderes. Sabia eu de longa data que
os generaes operara segundo os usos da guerra,
quando teem um autoridade absoluta ; e o ge-
neral Cialdini confirmou-me n'este pensamento,
quando, para me demonstrar a possibilidade de
urna coexistencia daa nossas duas autoridades,
me fazia observar, pela carta de 10 dejulho, que
tioha exercido urna autoridade semelhanle du-
rante o sitio de Gaeta, sem que o logar-len-
le do rei que me tinha precedido no governo das
provincias napolitanas se julgasse lesado na sua
autoridade.
Posso assegurar-vos que meditei seriamen-
te sobre estes argumentos, e que, se eu tivesse
julgado que estas recentes ionovages consti-
tuan, simplesmente urna questo de pessoas,
teria feito o sacrificio ao rei e a minha patria.
< Mas era para mim evidente que as medidas
tomadas pelo ministerio, quaesquer que tives-
sem sido as suas inteogoes ; constitaiam em*
mudanga de systema.
Emquanto que nao cessava de declarar ao mi-
nisterio que, apesar do augmento dos bandos,
era necessario reprimi-los, orgsnisando a milicia
na forma circumscripti e prudente de um serv-
go de polica, o qu eu declarava eatar em cir-
cumatancia do fazer com um augmento de forca*
relativamente muito pouco coosideravel, o mi-
nisterio adoptara um systema inteiramente con-
trario.
< Tendo por outro lado at eoto felizmente
supporiado o peso do meu perigoso mandato, nao
me illudi, e reconheci que todos aquellos a quem
importa conservar os abuaosque eu me exforga-
va de estirpar, tonariam, s pelo tacto da dimi-
nuigao da minha autoridade, urna audacia ex-
traordinaria.
< Previ finalmeote que a minha demisso era
o nico meio de dar ao governo a falicidade de
reparar o erro por elle commettido, porque des-
ta maneira poderia concentrar no general Cialdi-
ni, os poderes da logar-tenencia, e retirar i re-
presso esse carcter de guerra, que lio graves
males teria produzido.
< Estimo pois que ninguem possa atlribair a
minha resolugao a um despeito, e admiro-me do
ministerio nao ter feito desmiotir a aecusacio do
deputado Nisco, publicada pela Opinione, isto ,
que, por despeito, tioha eu recusado os recur-
sos a Avellino, emquanto que os meus despa-
chos, que o ministro tem em seu poder, provam
que eu me aervi dos meus poderes e da minha
iniciativa at ao* ltimos limites para soccorrer
Avellino, expedindo n'essa direcgo, sob a mi-
nha responaabilidade, tropas que tioham ordem
expressa de permanecerem emSalerno.
s Recebei, etc,
C. Ponxa de San-Martino.
[Jornal do Commercto, de Lisboa.)
Boma.
Acta do consistorio de 22 de julho.
Nosso santo paire o papa Pi IX reuni, se-
gunda-feua pela manha, no.palacio apostlico
ao Vaticano, um consistorio secreto no qual pro-
pOz a crescio das seguales igrejas :
* iortja metropolitana de Quilo, na America
merxdxonal, para monsenhor Jos Maria Rofrio,
promovido da igreja episcopal de Pompeiopoles
tn partibus infideUum.
. AJ9r.9a orchipiscopal de Colosses in partibus
inftume* para monsenhor Carlos Amavel da
Torre d'Auvergne Lauragais, clrigo de Monlios,
prelado da santa S, auditor da sagrada Rota-
romana, doutor em direito civil e canomico, e
desigoado coadjutor com futura successo de
monsenhor Aleixo Basilio Menjaud, arcebispo de
Bourges.
A igreja cathedral de Carthagena, no reino
de Murcia,emespanha, para monsenhor Fran-
cisco Landira-y-Sevilla, transferido da S de
Teruel.
A igreja cathedral de Comayagna na America
central, para monsenhor Joo Flix de Jess
Lepeda, transferido da episcopal d'Ariodele, in
partibus infidelium;
A igreja cathedral de Marselha. na Franca,
para o R. D. Patricio Francia Cruice, clrigo da
diocese de Clonfert, na Irlanda, superior do col-
legio dos carmos em Pars e doutor em theo-
logia.
A igreja cathedral de Lucon, na Franca, para
o R. D. Carlos Theodoro Colet, clrigo da diocese
de Saint-Dier, e vigario geral da cidade e diocese
de Dijon.
A igreja cathedral-de Monlpellier, na Franca,
para o R. D. Francisco Jos Lecourtier, clrigo
de Pars, archipresbytero e conego theologal da
igreja metropolitana.
A igreja cathedral de Vannes, na Franca,
para o R. D. Luiz Aooa Dubreul, clrigo de
Toolouse, superior do seminario de S. Pons, em
Monlpellier. d'anles vigario geral da mesma ci-
dade e diocese.
As igrejas unidas de Calahorra e Calzada, na
Castilla- Velha, para o R. D. Antonino Mooesci-
lo, clrigo da archidiocese de Toledo, cabeca da
matriz da metropole, pregador da> real corte de
Hespanha, e doutor em theologia.
A igreja cathedral de S. Luiz do Maranhao,
no Brasil, para o R. D. Francisce Luiz da Con-
ceigo Saraiva, clrigo da archidiocese de S.
Salvador, na Babia de todos os santos, abbade
do convento dos beneditinos no Rio de Janeiro,
e doutor em theologia.
A igreja cathedral de-Ante-guerra ou Caxaca,
no Mxico, para o R. D Jos Mara Covarrubias,
clrigo da archidiocese do Mxico, prebendario
da metropole, e doutor em direito cannico.
A igreja cathedral de Cuenca, na America do
tul, para o R. D. Joa Aotooio Remi Esteves de
Toral, clrigo de Quito, juiz e examinador syno-
dal pela diocese de Cuenca, e doutor em thao-
logia.
A igreja cathedral de Guayaquil, na America
do sul, para o R. D. Thomaz Aguirre, clrigo de
Guayaquil, conego theologal da cathedral e dou-
tor era theologia.
A igreja episcopal de bistres, in partibus in/i-
delium, para o R. D. Jos Ignacio Checa, clrigo
de Quito, conego da metropole, alumno da Aca-
demia pontifical dos ecclesiaaticos nobres de
Roma, doutor em direito civil e cannico, a de-
putado auxiliar de monsenhor o bispo de Cuenca,
na America do sul.
A igreja episcopal de Lura, in partibus infide-
hum, para o R. D. Henrique Luiz Carlos Maret,
clrigo de Mende, conego hooorario da metropole
de Pars, professor de theologia e dontor na
mesma faculdade.
Em seguida Sua Santidade annunciou a pro-
ra ogo por cartas apostlicas :
Igreja archipiscopal d'Amasia,in partibns tn/-
dehum, na peasoa de monsenhor Jos Lenovier,
j bispo de Cranad e Temesvar, no Banal, na
Hungra ; assim como a eleigao dos seguintes
bispos, feita pelo orgo da sagrada congregagio
da Iropaganda, deade o ultimo consistorio at o
presente :
Para a igreja metropolitana da Nova-Orleans
nos Estados-Unidos da America, monsenhor
Joo Maria Cdin, da congregacao da misso, pro-
movido da S cathedral de Galvestoo para
Texas.
Para a igreja cathedral de SaronoA, nos Es-
tados-Unidos da America, monsenhor Agostioho
Verot, vigario apostlico da Florida, o transferi-
do da S episcopal de Danabe, in partibus in/i-
delium.
Para a igreja cathedral de Harlem, no reino
dos Paizes-Baixos, o R. D. Geraldo Pedro Wil-
mer, preboate do cabido da cathedral dos Bois-
le-Duc. .
Para a igreja episcopal de Sion, in partibus
infdelium, o R. P. Francisco Sebastiio Fran-
corich, da ordem dos mineiros da observancia
de S. Francisco, delegado e vigario apostlico de
Bosmia.
Paro a igreja episcopal de Cidomia, in parti-
busin/idelium o R. D. George Butler, cura e vi-
gario de Limerich, designado coadjutor com
futura successo de monsenhor Joo Ryan, bispo
de Limerich, na Irlanda.
Paro a igreja episcopal de Lenca, in partibus
xn/idelium, o R. P. Francisco Ange de Capronsa,
da ordem seraphica dos mineiros capuchinhos
delegado e vigario apostlico.
Depois Stia Santidade, em um breve discurso
dirigido a ssgrada congregacao, exprimi a alia-
f*Cio que lhe fuera experimentar o comporta-
ment, do epiacopado, bem como a umio da
maior parte do clero e de tantos milhes de ca-
tholicos que corajosamente oppe-se ao erro, e
a iojustlca. e se mostram de mil maneiras dedi-
cados a santa S.
Eatretanto tioha a deplorar as aberraedes de
um bispo do reino de aples e de muitos ecle-
sisticos dessas proviocias, os escndalos de urna
parte distincta do clero de Milio, infelizmente
imitado por urna collegiada do ducado de Mo-
dena, e os mios escriptos, em que tem parte
alguna ecclesiaslicos indignos de seu carcter,
quer em Milio, onde sao reproduzidos por um
mi jornal, a que, por aotithese, se di o titulo
da Conciliador; quer em Fioreoca, onde urna
sociedade perveraa, que se intitula Socitdade &*
soccoros mutuos, mereceu, da parte do fervoroso
arcebiapo dessa cidade, urna condemnagao, que
nao deixou de produzir algum effeito.
Em seguida fez notar o santo padre os males
produzido* pela viuvez de tantas sedes episco-
paes na Italia, de que se sproveitam para dimi-
nuir a influencia salutar do clero na moralisago
dos povos, e apoderaram-se dos beos da igreja.
Faz sobresahir o horrivel contraste que fazem,
cora as pomposa* promessas dos ioimigo* do pa-
pado, de proteger a igreja e aeu chefe, a profu-
sio dos livrs impos, a perseguicio dos ministros
de Dos, perseguicio orgnanisada, disseminago
protegida pelos mesmos que lovooam os autores
dos escriptos perversos. Declarou ter maoifeatado
ao represeotante da Franca junto da Santa S
que nio obstaste estar reconhecida pelo grande
apoio que lhe d em Rom* generosa tropa da
grande naci franceza, nio pode comtudo dissi-
mular o aboso que oa inimigos da ordem praticam
e continuarlo a praticar do aclo de reconheci-
mentoio pretendido rei produzido em seu corceo urna sorprera afllic-
liva. o
O santo padre lermioou seu discurso exhor-
tando os que estavam prsenlos a confiarem na
Divina Providencia que ludo regula paternalmen-
te, e animou-os a continuar com mais fervor que
nunca a rogar a Dos para aprestar a vioda dos
das da misericordia, depois dos de jusliga.
Emfim, o pedido santo padre para ae igrejaa metropolitanas de
Quito e da Nova-Orleans, assim como para a de
Marselha, que foi gratificada com este previlegio
pela bulla de sua santidade, romani ponlificis
do | de abril de 1851.
[Jornal de Roma).
(Monde.Ulyttes).
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Bruxellas, 9 de agosto de 1861.
Taima, celebre actor, leve em Eufurt urna pla-
tea de res para ouvi-lo : Napoleio III, que, co-
mo todo o mundo sabe, se apraz em reviver
memoria da poca do seu ilustre to, quiz apre-
seotar tambem os seus talentos de actor poltico
no campo de Chalos perante urna reunio de
imperadores, de res e de principes, reunio que
nao ceder a palmi famgerada platea do Er-
furl. 9
Os jornaes francezes annuociam todos os dias
novas visitas : ora o imperador da Russia que
ir com a sua preseoga protestar contra os boa-
tos de colhgago austro-russo-prussiana, o pesa-
delo da impreosa franceza I Ora, o rei da
Prussia, arrestando aps si uns poucos de peque-
oos_reis e principe* allemes que presurosos cor-
rero ao campo de Chalona como no anno passa-
do a Bade, com o fim de ostentare m a sua sobe-
rana, e com olhar ltenlo e ioquieto velarem
no rei da Prussia, de quem teem elles tanto me-
do como os meninos do papo da fbula I Fi-
nalmente os reis da Blgica, Hollanda, Dinamar-
ca e Suecia, devero completar, conforme se ex-
prime a mesma imprensa, esse espectculo au-
gusto que o imperador offerece Franca.
Mas o hornera que no dizer da imprensa iog'e-
za nunca falla e mente sempre vio repellidos qua-
si todos os seus instantes convites, pois que o rei
da Suecia foi o nico dos convidados que nao
faltou. Hontem desembarcou ella no Havre, e
a presenga do filho de Bernardolte no solo fran-
cez vai ser festejada por forca das declamagdes a
combinages de alta politica. Falla-se j de urna
colligacAo que a Franca pretende formar com a
Italia, Suecii e a Dinamarca : pens entretanto
que nao ha perigo por esse lado, o que todas es-
sas ostentacoes, todas essas preteoges da Franga
s suas fronteiras naturaes, urnas vezes animadas
outras negadas com affioco, sao apenas destinadas
a occultar o despeito de seu chefe e amo por ter
abortado a visita do rei da Prussia !
Essa visita era .esperada com toda a certeza,
pois que Guilherme I fora convidado com taota
jolicilude que nao podera negar-se. Forneceu-
Iheeorm um pretexto ad rem o attentado con-
tra a sua vida perpetrado por Osear Becker, urna
especie de louco Iluminado, attentado a que elle
escapou quasi miraeulosameote. Admirai os pro-
gressos do ooso seculo, a forc das ideas At
os proprios reis se utilisam, e especulara com os
atteotados dirig ios contra as suas pessoas Sir-
va de exemplo o mesmo rei da Prussia que nao
s aproveilou-se do perigo, a que vioha de ser
exposlo, para se livrar de urna risita desagrada-
vel, como tambem para inventar um novo meio
de presso eleitoral.
Eis o facto :
A noticia do crime odioso de Osear Becker
Cmancebo de vinte e um annos] excitou a indig-
oaco geral oa Europa, e oa Prussia urna doloro-
sa colera. Tolas ai cidades principaea enviaram
deputages para felicitar o rei, e dar urna prova
do seu amor e dedicago. Guilherme I ouvio-as
com affibildade, agradeceu-lhes at com lagri-
mas nos olhos, e concluio dizendo-lhes : ouvi
com intima satisfaco vossas palavras, vejo com
prazer a espontsneidade do vosso passo : porm,
essas palavras devem traduzir-se em factos para
que se enrobusteca a minha crenca. Provai &
vossa dedicago minha realeza, e minha casa.
as prximas eleicoes.
E que tal 1 Um rei Ilustre fazendo-se corrector
eleitoral I Negai o progresso, se podis.
Entretanto o progresso nio um facto para to-
do o mundo ; o monsenhor Merode, ministro da
guerra de sua santidad* o papa, acaba de offere-
cer-nos urna prova com o seu acto de coragem.
O boato daa bofetadas moraes infligidas ao mi-
nistro pelo general Goyon, que echoou em toda-
a Europa, aqui na Blgica despertou a recordago-
das bofetadas materiaes, acompanbadss de alguna
pontaps, que o mesmo Merode recebeu outr'ora
3uaodo official belga : naquelle tempo nao trazen-
o elle ainda a sotana, prelextou as suas convic-
coes religiosas para nao tirar desforra de um in-
sulto to grave 1
Muitas pessoas, fallo mesmo de homens poli-
ticos considerados, enchergam na publicago da-
da pela imprensa official da Franca a esse facto-
escandaloso, um indicio precursor da retirado
prxima das tropas franceza* de Boma. Quanto
mim, este um grave erro.
So Napoleo III continua a oceupar a cidade
eterna, fa-le oio tanto por interesse 'do papa
como pelo deaejo de conservar urna posigo of-
fensiva contra a Austria.
Quando chegar o momento propicio a Vctor
Emmanuel de apoderar-se daquella cidade, e a
ella estender o aeu novo throno, a guarnico
franceza a abandonar, como a esquadra de Gae-
ta abandonou no momento mais supremo ao rei
de aple* e sua corajoaa espoaa, deixaodo-os-
entregues sua infeliz sorle I
as regidos catholioas da Franca j nao se il-
ludem mais a esse respeito. A seguate caria-
do um abbade francez, a qual me foi communica-
da, moslra a animosidade at meamo o odio, que
nos coragdes dos fiis succederam ao sent ment
de admiraco e de adulago qoe outr'ora profes-
savam ao salvador da santidade e da religio.
como em 1850 designavam a Luiz Napoleo.
Eis a carta;
c O notario romano Mr. Franchi acaba de
lavrar um auto de venda em vista do qual o*
jardina de Farnese pertencentes ao rei de ap-
les passam ao dominio de Napoleio mediante
250,000 francos. O palacio dos Cesares era edi-
ficado no terreno deiaes jardn*, e nio ha du-
vida de que o admirador do hroe, que coofiscou.
a repblica para ideiar a mais odios* lyrannia
que tem pesado sobre o mundo e deshonrado a
huraaoidade, ouide em approximages de que se.
acha talvez povoado o seu pensamento. E eis
aqui como um descendente de S. Luiz humilian--
do a sua raga, as suas tradieges, e a propria ci-
dade de Roma entrega i sorte de ama raes, que*
jurou exterminar o* Bourbona e os Habsfcourga.
um dos lugares mais clebres da Roma anliga I
Eia-aqui como Napoleo consegue crear urna re- -
sidencia imperial no corceo da cidado santa,
preparando-se para ostentar perante o catoli-
cismo e perante o papa os escndalos da sua in-
clinago pelo Cesar, e do aeu ferro politica
paga I Nio i Fraoca que pertence o palacio.
dos Cesares, mas sim pessoa de Bonaparte ; e>
ninguem pense que elle tem desprexado os seas
interesses particular**. Adquire vastos domi-
nios na* costas do Adritico, em Cevita-aova, a
finalmente nos astados <|o papa; porque nov


<)
al
DIARIO DIPIRNAMBUCO; ~ SABBAJX) 31 DI AGOSTO DE 1861.
citados do Pips que os Bonapsrtes hio estsbe-
Jecido a aua residencia.. Se isto to commodo I
rode-se trahir, maltratar, despreiar o pai dos
xhristios, e depoia te* perdoaio, agraciado, ac-
curoulado de favores....* trahir aiuda I
Abrevio esta citacao; porque o que flca dito
Kiilcieiite,- segundo peoso, para p6r lodo o mun-
jpo par dos senjnenlos do partido colbolioo a
respailo de Napriao III: os leitores dahi con-
cluam o que meibor enlepdetem. Eolretaoto
passarei a dizer alguma causa sobre o que tem
ceorrido na nossa pequeoa Blgica depoia da
uossa ultima raissiva.
As perturbagoes dos mioeiroa eaa Hainant (o-
ram apasiguadaa logo do dia seguiste ao de par-
ida daqualla raissiva. Felizmente nao houve
-angue derramado, e a presenca do ministro do
interior Mr. Rogier no propr'io legar do con-
flicto muito contribuio para restabelecer a ordeni.
O ministro foi recefeido com o enthusiaamo pela
< *-* ** rv" wau <* uncu93vv tj rvi001 o aw hm
.sjopulagae das operarios, desvairada mas nao. guraas alteraces na lei do proeesso criminal.
sem Inteiramente o uso legal dos antigos peses e
medidas.
8 2* Durante este prazo as escolas de ins-
tracco orimaria, tanto publicas como particu-
lares, comprehendero no ensino da arithmetica
a explicago do systema mtrico, comparado com
o systema de pesos e medidas que esti actual-
mente era vigor.
* ^'.0 gobern far arganisar tabella* eom-
parativaa*que faciiitem a converao daa nedidas
de un systema as 4* outre, dejando as reper-
lices publicas deltas servirem-se emquaolo vi-
gorar o systema actual de pesos e medites.
Rio de Janeiro, 13 de julho de 1861.M. F.
de Souu o Mello.Viseando de JequittesMoha.
Silva Ferraz.-*Bario de Pirapema.C. Gornei
ro de Campos.=Almeida e Albnquerque.
Vai a imprimir.
ORDEM DO DIA.
> n 3.a dieeuesao o orejete qoe faz a+-
culpada. Essa confianza, que se basea na lem
branca de urna misso toda anloga de pacifica-
do de que se encarregou com successoo mesmo
Mr. Rogier quando membro do goveruo proviso-
rio em 1831, nao foi desmentida. Os propie-
tarios das minas retiraram o regulameoto injusto
e velatorio, que deu motivo as queixas doa ope-
rarios, e estes -voltaram todos aos seus tra-
i>alhos.
Esperamos que essa triste licao aproveite aos
explora Jures, e quo para o futuro alleodam mais
2 voz da justica e generosidade, do que dos
seus iolereeses egostas.
O Sr. Amaral leve a honra de ser antes de
tontera recebido pelo rei em audiencia official,
aai de eritregir Ihe as credenciaes Quo o acre-
Oilain junto ao uosao governo na quahdadd de
Ministro residente de sua magestade o imperador
do Brasil. Sendo conduzido n'uraa carruagem
da corte por um ajudaote de campo do rei do
palacio, de onde vollon com o mesmo ceremo-
nial sua residencia, foi elle apresentado pele
fcrao de Vnere, vfcfalslro dos negocios estran-
geirus. O rei voltava justamente do campo de
Beverlav, onde paseara dous dlasem compaohia
lo duqueza de Brabante, e asaistin a todas as
asaoobras.
Acolhidocom um eothasiasmo indiscriplivel
eua magestede apesar da sua idade a vaneada foi
superior fadigas econservou-se qualro turas
> cavallo no meio de um calor abrazador. A du-
yendo no seu chapeo as tures nacioDaes, o acom-
panhou corajosamente.
As experiencias feitas em preseoge do rei
com os novos canbes rajados, segundo o mu-
lelo pruii.no, produziram resultados maravi-
llosos. Assim, pois, se acham desmentidas as
sinistras prediegoes que muitos orgos da im-
prensa, nao eseulando mais do que as suas ce-
gas preveugSes contra a Allemanha, tinham Teilo
circular sobre essa importante reforma de oossa
nrtilharia, devida i iniciativa, e ao zelo cheio
de abuegaco do ministro da guerrl bato de
Chaza).
A calma, que reina de ordinario durante as
tenis das cmaras legislativas na uossa poltica
interior; foi ioterrompida por um incidente,
que aos olhos de muitas pessoas pareceu tomar
0 alcance de um aconlecimento poltico.
Creio ter j dito que a cidade de Bruxellas quiz
contratar com a tas de Rolhscbild um emprs-
tito o da 20 milbes em condigoes mui vantajosas
para ella, mas Gcando os premios divididos por
forma tal que mais pareca um jogo do acaso, urna
erdadeira lotera. O governo usando da sua pre-
logaliva recusou dar a autorisago necessaria,
aera a qual nenhum conselho communal pode
contrahir emprestimos. Por esse motivo houve
grande commoco no conselho communal, que, a
rxemplo do burgomestre e dos quatro vereadores,
pedio irameJiatamente a sua deraisso ao rei;
a* foi reeleito sem que o governo, forte no seu
direito. Ihe oppozesse outra lista. Quanto so bur-
Ro-mestrc M. Foutainas e aos vereadores, nao
ioran aceitas as suas demisses, porque o miois-
ro do interior no seu relatorio ao rei declarou
" ",,.." "T". .w""w uu oe ler-como se POdera pretender que o r<
?n..I;. aP0,4Tam sobre actos nteiramenle de crime inafflancavel possa ser julgado auseute
jnexaclOS. urna vez nuo mH.>.m l,m.. ..k^.o c>:..j
inexactos.
Esses senhores suppunham seriamente que
flerribariam o ministerio actual com a sua oppo-
sico. J em certos concilisbulos haviam elles
crganisado listas de um novo gabinete I Porm
sseus brados nao acharara eco na opinio pu-
blica ; e hoje o conselho communal de Bruxellas.
alguraa cousa arrependido da sua imprudencia,
aleve estar muito salisfeilo com aceitara trausac-
9ao proposta pelo ministerio:
< Divid os vossos premios de igual .forma pe-
las 66 annuidades em vez de os acamular com
urna disparidade inconveniente nos primeiros an-
aos maneira de agiotagem, e nos estaremos
promptes a flar a devida auiorisac.io.
Eis aqu no que deu esse conflicto entre o coo-
selho communal de Bruxellas e o ministerio : foi
a montanba parindo um ralo I
O rei e a duqueza de Brabante assisliram nu
domingo passado abertura do salo de Antuer-
pia. a mais bella exposicao que all se tem
visto. Os quadros do aoluerpioo Leys brham
ntre todos os mais pela sua grandeza de coocep-
eao, pelo seu colorido aoberbo, e por urna cor
especial da idade media que quadra as mil ma-
ravilhas. As escolas franceza. ingleza e allema,
Xambem contara all produceos suas. Reservo
urna analyse mais succinta para a mioha prxima
carta, visto como me impossivel fallar com co
nhecimento de causa desses primares d'arte logo
aps a primeira visita que fz ao salo.
No dia 19 deste mez lera lugar a abertura do
coogresso artstico e internacional na mesas ci-
dade de Antuerpia ; e como preparam para osse
lempo muitos festejos pblicos, tetemos de ver
lfl 'ir a essa cidade um grande numero de es-
trangeiros que talvez exceda de 50,000. A miulia
correspondencia seguiute ser pois quasi exclusi-
vamente urna noticia dessas testas de Aatuerpia,
digno bergo de Rubens.
Acabo de saber que a Blgica reconhecer mui-
lo breve o novo reino da Italia. O governo re-
cebeu urna nota de Ricasoli que pede instiota-
tnenle, e com muita urbanidade, urna decisao
qualquer. A Prussia far o mesmo do seu lado,
e segundo as ultimas uocias que Uve isto nao
tardar muito.
INTERIOR.
8
RIO DE .1 \ M I ItO
SENADO.
SESSAO EM 15 DE JULHO DE 1861.
Presxdenca do Sr. visconde de Abaet.
As lt horas da manhaa o Sr. presidente abre
a sesso, estando presentes 30 Srs. senadores.
Lidas a setas de 12 e 13 do correte, sao ao-
provadas.
EXPEDIENTE.
O Sr.l3 secretario ser?iodo de primeiro l :
Um olficio do i." secretario da cmara dos
Srs. deputados em resposla ao do senado relati-
vo s commisses de ambas as cmaras que teem
com a outra de examinar varios artigos do acto
adJicional, declarando que a eommisso daquel-
Ja cmara achaase nomeada, e compe-se dos
Srs. deputados LuizPedreira doCoulo Ferraz, Za-
caras de Goes e Vesconcellos, Jeronymo Villela
do Castro Tavares, Antonio da Costa Pinto e Sil-
va e Francisco Octaviano de Almeida Rosa.
O Sr. presidente declara que amanha proce-
der-se-hia eleieo dos cinco membros que por
parte do senado deviam compdr a mesma com-
misso, e depois da eleigo feita, communicar-
se-hia mesma cmara,
Oulro do ministro dos negocios da fazenda
ocompanhando o mappa n. 632 das operacoes
oecorridis oa seccao da substituigo do papel
moda durante o mez prximo passado.-A' com-
znisso de fazeoda.
Outro do presidente do Rio Grande do Sul
acompanhando urna collecco das leis promul-
gadas pela assemblai legislativa dessa provincia
da 1861, incluiodo es actos e regularaentos da
presidencia.A' commisiao de asserablas pro-
viociaes.
O Sr. 2o secretario l oseguiote projeclo :
A assembla geral legislativa decreta :
Art. 1. O actual syttema de pesos e medi-
das ser substituido em todo o imperio pelo sys-
tema mtrico fraocez, na parte COncernente s
aedidas de extensio e de pese.
Art. 2." E' o governo autorisado para man-
dar vir de.Franca es necessarios padrdes do refe-
rido systems, sendo alli devidameote aferidos
pelos psdroes legaea : a outro sim. para tomar
" med'<" que julgar convenientes bem da
xecucao do artigo preaedeote, sendo observadas
as disposisoes seguiotes:
1." O sysiema mtrico obstituir gradual-
mente o aitual systaroa de pesoa e medidas em
*cd o imperio de modo qua em dez annos ees-
O Sr. Vasconcellos records que na segunda
discussjo desle projecto oppozse a que se con-
servasse a palavrapresono art. 1*, por im-
portar uma innovacao inconveniente. Com effei-
ti, como o artigo dizSendo o reo preso absol-
vido em 1.a instancia, etc.pode isto dar lugar a
entender-ae que o reo de crime naffiancavel
deve aer julgado mesmo estando ausente ; o que
em nenhum caso admissivel.
O art. 233 do cdigo do procosso concebido
oestes termos : Nao ser acensado o deln-
queme estando ausente fura do imperio, ou em
lugar nao sabido, nos crimea que nao admitiera
flanea. Invocando a disposico deate artigo a
favor da indiligencia que o orador impugna, ar-
gumentou-se assim : o artigo falla de lugar nao
sabidt : logo, estando em lugar tbido pode ser
julgado reo de crime inatBancaval.
Nem aempre os argumentos a contrario sensu
sao exactos ; e accresce que oa aoaaos uibuneoa
o que tem entendido quo, a centrara sensu,
o que se conclue daquelU ditposico que oa
reos de crimes alangaveis, estando ausentea em
lugar nao sabido, podem ser julgados: maa nun-
ca que os reos de crime ioalancavais, estando
ausentes em lugar sabido, podem ser julgados.
(Apoiades).
Cr mesmo que nao poder citar um exem-
plo, no noaso pas, de um reo de ciime ieaffian-
gavol julgado ausente, ubora em lugar sabido.
Apoiados).
E isto lanto mais fcil de compreh;nder-se
quando basta considerar que o reo, oo de crime
oaiaogavel, nao pode cooservar-ae sollo em
lugar sabido ; porque desda que esse lugar r
conhecido, ouser immediatamente preso; ou se
expedir precatoria ex-oflicio para a sua captura
(Apoiadoa).
Nao portanto admissivel a hypothese de jul-
gar-se o reo de crime iuaffiangavel ausente em
lugar sabido; e com razao insiste o orador em
que ae suppnma a palavrapreso neste artigo.
A respeilo de avisos do governo, segu o ora-
dor esta doutrina : nao d ao aiso eeoao a au-
toridade e considerago que Ihe merece o minis-
tro que o assignou ; e na traria para a discusso
do senado um aviso que vai ler, sa nao dsse
toda a Importancia ao jurisconsulto que o tirmou.
Refere-se ao aviso de 17 de jutho de 1843,
expedido pelo Sr. cooselheiro Honorio Hermeto
Carneiro Leo (depois marques do Paran) aoore
xdmitlrem-so ou nao recursos da pronuncia 5
reos era crimes inafRaogaveis anda nao presos.
Fot opinio do governo (leudo) que de maneira
neniuma se podem admiltir taes recursos, por-
que sujeitando a pronuncia nesses casos a livra-
mento debaixo de priso, nenhuma diligencia
para esse livramento podem elles legalmeote fa-
zer Benao depois de presos ; e ninguem pode
negar que o recurso da pronuncia seja uma di-
ligencia para o livramento. pois que o effeito
d elle, quando procedente, a plena absolrico
do reo
< Ora, se para o caso de recurso de pronuncia
reos em crimes inaQiangaveis anda ne presos
a doutrina que prevalece 6 a do aviso que ac- .
bou de ler. como se poder pretender que o reo
uma vez
missivel.
Oppoz-se
que esteja em lugar sabido? E' inad-
tambem o orador emenda do Sr.
abuce que exceptuou da dsposigo do art. Io os
reos absolvidos pelo jury, quaodo o juiz de di-
reito appellar, na forma do arl. 79 da lei de 3
de dezembro, por achar a decisa cantraria evi-
dencia doa debates.
Compre attender primeiro que ludo que ento
ha uma sentenga a favor do reo; e em segundo
lugar que o artigo Io nao dispoe simplesmente
que nessa hypothese o reo Ime-ae solt ; t>ri-
ga-o a prestar flanea, e t idos sabem que que-
brada uma flanea, perde o reo ou o seu fiador
mvjlade do valor da (langa, o reo julgado a re-
velia, (em dedesapparecer do paiz, etc.; de ma-
neira que a flanga uma grande garanta para a
soctedade ; e tanto mais que, oas circunstancias
do projecto, as (langas ho de tornar-so muito
difBceis deobter.
Ninguem, pois, condemnaria por fraqueza o le-
gislador que det6rmoasse o que est no artigo Io
sera a excepgao. que o nobre sonador qiwr fazer
para as appellagea inlerposlas pelos juizea de
direilo, serapre que julgarem a decisao contraria
a evidencia dos debales.
Curapre nao perder desvista que os lugares de
juizes dedireito sao as vezes servidos por subs-
titutos leigos, quo Diopoeo duvida em appellar
j com a convkcao de que o recurso ser des-
piezado na iostancia superior, assim procedendo
so para referen os reos presos por mais algum
lempo, em quanto nao se decide a appellago.
O beneficio que o projeclo quer fazer flca, pois,
muito incompleto e seduzido se for adoptada a
restriego proposta pelo nobre senador.
Nestes termos conclue oflerecendo emendas de
suppresso da palavra preso e da excepgio
dos casos do artigo 79 da lei de 3 dodezembro.
Sao apoiadas as seguiotes emendas:
Piirneira do S*. Vascoocellos, ao artigo 1.* :
Supprima-se a palavra presos sup-
priraa-se tambera a emenda salvo do artigo
79 1 da lei de 3 de dezembro de 1841.
Seguoda, do Sr. baro de Muritiba :
Depois de multa diga-se que nao rbr
correspondente a certo tempo. O mais como no
artigo.
O Sr. Visconde de Jequitinhonha observa que
o queixume geral quanto impuoidade, quei-
xume de que se tem tomado echo os senhores
ministros da justiga em seus relatnos, e que o
orador nao julga to justificado como a muila
gente parece; mas. seja qual for o grao em que
a impunidade se dfi, o que se nao pode negar
que ella tem por base a forma porque sao os pro-
cessos criminaes organisados.
Na quasi tolalidade os corpos de delicio sao
mal feilos, assim como asinquiricoes da testemu-
nhas.
Em outros paizes ha o ministerio publico, es-
tabelecido de maneira que concorre para o bom
andamento dos processos.
A lei de 3 de dezembro, confundindo a polica
judiciaria com a administrativa, teve em vistas
minorar, se dSo acabar com a impunidade ; mas
nao conseguio o seu flm por falta do ministerio
publico que indispensavel.
Ora, quando com este projecto vai-se dar mais
garantas aos reos, era conveniente que se apro-
veitassea occasiopara crear-se o ministerio pu-
blico que d mais garantas sociedade.
E tanto mais isto se deve fazer, quaodo corto
se inslilua o ministerio publico.
Tomou, pois, o orador a liberdade de oTerecer
emendas que formulou para a creaco do minis-
terio publico.
Q nobre orador passa a ler e explicar os artigos
e paragraphos das suas emendas, queja publica-
mos no Jornal do Commercio de hontem. pagina
2a columna 3.a
Acrescenta que se este objecto fosse materia
nova oo se animara a apresentar ao senado estas
emendas.
Mas a sua doutrina lera sido tantas vezes dia
cutida e apreciada no oosso parlamento qu
nao neceata multo tempo para ser conside
rada.
Desde 1843 reconbeceu-se a necessidade da
separago entre a polica administrativa e a judi
latirla n k.^ln .._- __.__ t_ .a
ciarla ; e basta para prova-lo ler presente o pro-
jecto offerecido oaquella poca pelo Sr. senador
Bernardo Pereira de Vasconcellos. De eolio para
c, looge de cesssrera os clamores, elles teem
augmentado sensivelmenle.
Os assassinatos abundara porque a acgo da
justiga criminal nio nica e activa, nem pode
s-lo.
Isto nao pode continuar em termos taes.
Domis, se as emendas do orador merecer a
atlengo do senado, tero de ser discutidas na c-
mara temporaria ; abi aero ellas lomadas em
cooslderagao pelo Sr. ministro da justiga e mea-
eros da cmara qne as podero rogeitar se defl-
nitivamente forem jnlgadas menos mista
Quanto a dispoaiges do projecto do
trata, conforrna-ae inteiramente coa aa i__
goes feitas pelo nobre senador por Miaja Ontaoa.
votando pelas emendas de S. Ex. E como o
jecto nao leva mais o art. 2*, cr que deve pas-
sar, e at agradece ao nobre acatador peta Rabia
por l-lo apresentado.
Coacrate eoviaudo mesa es emendas que -
plicou.
0 Sr. Preaidente entra coi duvida ae deve oia>
recer ao apoiamento estaa easaatdaa.' que" eoatta
materia inUiramente nova a estaanha aos arsjgaa
do projeoto que ae disco.
O ir. Visconde de Jaqwatnhook* quueaa que
S. Exc nandasee ler o artigo do regiment em
que fundamenta a aua duvida.
0 Sr. Presidente l o artigo 60 do regiment,
qoedac :
< As emendas sao suppressoes, addltamentos,
u correeges, ele
E tambera o artigo 01, que diz :
As alterages e emenda en geral,para aeren
tomadas em consideracio, deven ser apoiadas.
ate., e se forem emendas novas fleero adiadas
para a seguate sesso, com oa artigos a que fo-
ram offerecidaa. continuando a discusso quanto
aos outros que nao liverem com ellas relago.
A' vista destes dous artigos conclue-se que to-
das as emendas referem-se a artigos do projecto
que se discute ; sao para fazer suppressoes, ad-
dita rentos ou correeges a esses artigos ; dovem
trotar da sesma m ater a qoe o projecto.
Portante aa enoodae do nobre sanador nao sa-
lando neste caso oo podtm aer postas oo apoia-
mento.
O Sr. Vicende de Jeqaitiahooba sustenta que
doa artigos lidos nao se conclue a doutrina sus-
tentada pelo Sr. presidente ; a que ae esta pre-
valecaaaa importara uaua reforma do regiment.
Observa que se de suas emeodaa podesao resul-
tar algum inconveniente, e se nao tivesaem cabi-
mento, havia correctivo ao voto do senado, quo
poda nao as apoiar ou negar-Ibes a sua appro-
vagao, ou emenda-las, como meibor Ibe pare-
aesaa.
De nenhum destes corsos, pern, poder
prevalecer-se o senado ae dominar a indiligen-
cia dada pelo Sr. presidente.
Anda poda aconlecer, adnitlidas as emendas
discusio, que o orador, Ilustrado pelo debate,
pedisse caaa o seu cooaeolineoto para retira-
las. Has nunca consentir, de bom grado, em
um abitrio como o que quer ter o Sr. presidenta
de decidir que as emendas conten materia es-
tranha.
Quanto ao nexo, que S. Exc. desconheceu, en-
tre estas emendas e a proposigo de que se trate,
e fcil compreheode-lo. O nexo este : trata o
projecto de reformar algumaa diposig6es do c-
digo do proeesso; o orador nao deseja que aa
reformas limitem-se s s consgnalas no pro-
jecto ; propde nais alguna cooaa. Aqu est
ludo: sio dispoaiges da mesmissima naturese,
que ten a maior relago entro ai.
Isto tanto mais digno de nota, pois que se
se recorresse legislago de 1860 havia de eocon-
Irar-se bastantes exemplos do procedimento que
o Sr. presidente quer agora tclher ao senado e
aos membros da casa.
0 Sr. presidente nao desiste da indiligencia
que d ao arls. 60 e 61 do regiment, maa se o
eobre senador couvem. consultar o senado se
as emendas dovem ou nao ser postas ao apoia-
mento.
_0 Sr. Viseando de Jequinhooha declara que
naoconvem em tal absurdo ; que faga o Sr. pre-
sidente o que entender ; mas o orador nao acha
regular que seja assim emmendado o regiment
por urna forma que nao a eslabeleeida.
A' vista da inteligencia dada pelo Sr. presi-
dente, protesta peraote o senado que andar
d ora em_ diante constantemente com o regimen-
t na mo, o que nao deixar passar uma s oc-
casiao de prescrutar como elle executado e
quando Infringido. Era suman, ser um As-
ea rigoroso do regiment, pois que nao possi-
vel consentir que elle v sendo assim arbitraria-
mente transformado.
O Sr. presidente diz qoe continua a sustentar o
que disse, (irme na idea de que nao reforma o
regiment, a apenas o eiecuta segundo a sua in-
leuigencia. Se o nobre aeoador nao considera
assim as cousas, nao tem mais do que appellar
para o senado, ea appellago ser immediota-
meote receida.
O Sr. Visconde de Jequitinhonha protesta con-
tra o arbitrio que o Sr. presidente, sern'ler essa
intengao, pretende chamar asi. Como disse,
cada vea mais se convence que nao ter reme-
dio se nao andar com o regiment no bolso a ver
se o salva ; naaa nao appella.
0 Sr. presidente dclara qoe continua a ter-
ceira discusso do projecto com as encadas dos
Srs. Vascoocellos e baro de Muritiba que foram
apoiadas.
O Sr. D. Maooel cr que nao podo fallar a res-
peito do mldente que acaba de paaaar-ae.
O Sr. presidate arba que oo. O que est
em discusso o projecto com as emendas a-
poiadas.
O Sr. D. Maooel tem pena de nao poder fallar
a tal respeilo, mas protesta contra o acto prati-
cado pelo Sr. presidente, para que fique consig-
nado que mais de um senador nao se curvo,
protestan por ache-lo irregular.
.Na assisliu seguoda discasso deste projec-
to por calar doeote; mas tem noticia do que se
passou pejo extracto publicado no Jornal do
Lommereio,
A idea capital do projecto boa, muito boa
mesmo. Era urna necessidade e a que ha mais
tempo se deveria ter atteniido ; d remedio a
em mal palpitante, e o nobre autor do projecto
prestou um bom servigo aopaiz.
A lei pao Tai em geral aproveitar aos pobres
que tero falta de meios de aflangar-se, mas ao
menos gosar deste beneficio aquella pacte da
sociedade que estiver nss circunstancias de
prestar uma flanga, e sempre alguma cousa.
Qanto emenda presentada pelo nobre sena-
dor da Bahia, o Sr. Nabuco, e approvoda na se-
gunda discusso, nada accrescentar ao que dis-
se o nobre senador por Minas Geraes. S. Exc.
ja mostrou que a excepgao das appellagea n-
terpostas pelos juizes de direito nos casos do art.
fundamento rasoavel.
O nobre senador pela Baha coosiderou a ap-
pellago do juiz de direito, na hypothese de ser
a absolvan contraria S evidencia dos debates
como sufflciente para contrabalangar a presump-
gao de innoeencia do aecusado. Mas S. Exc des-
conheceu assim que na maior parte das vezes as
relagOes acham improcedentes as razos dos jui-
zes de direito, e decidera que mal andaram elles
nao se conformando com as decises do jury, e
tarado assim com qoe os aecusados estivessem
mais tempo na cada.
Nem daqui se queira deduzir cousa alguma
contra a nossa magistratura, aegra geral: os
juizes de direito oo se deixam levar por vingan-
? ou Pirito de partido, quando interpe as
appellagea. Se muitas vezes se decide qne o
juiz de direito nao devja ter appellado, o propro
tribunal superior nao o faz s vezes sem discre
pancia ; ha occasies em que cinco e seis votos
dao razo ao juiz de direito, embora o resto do
tribunal confirme a seotaoga de absolvigao.
Serve isto para mostrar os embaragos em que
um juiz de direito s vezes se v, e as difflcul-
JMijtga contraria evidencia dos debates, em-
'^!I^lr?, **u de difeit0 doclsre que fez a
que so oppellago en lempo, ella oo aceita.
* rana-i que nao possivel que a lei
dar mala f ao escriv&o do que ao
1 -rae eemelhaote intelligeocia demasia-
do servilwmo letra da lei; mas lem-se acbado
emi uruado a cate respeilo.
Nenvae q o oscrivo ne atiesta o contrario
fnJa?-^ **5 deoire''o. Este declara que
ppsjiwu mncdistamente ; mas nao apparaee o
tarao Uvradopelo escrivo. non decUracio ne-
a ^L*!^ V eoD"rio. e entretanto nio ae
d valor declarago do juiz de diroio.
uesta maoon Um acontecido qeo reos O cri-
mes horrorosos, absolvidos coavtra 4 evisnock
aos debales, Acara impunes, porque na falta de
declaraglo feita pelo escrivae, nao se sdmitte s
do juiz de direito.
*oaa Agorado o caso (te absolvicSo indevida j
mas imagine-se a hypothese de uma condenna-
gao clamorosa a norte ou a gales. O juiz de di-
reito appella : e esenvao descuidase de escre-
?er o termo; passa a sentenga en julgado, eso
resta o recurso ao poder mpderador ; nao ha ou-
lro meio de evilar-se a condemeaco do um in-
nocente a penas to graves. Tudo isto por cau-
sa do excessiro servilismo com que se quer en-
tender a letra da lei.
Poderia apontar outros muitos casos que me-
recer decisao do poder legislativo ; mas nao quer
complicar a questo, nem mesmo protelar a de-
cisao da medida, que simples.
Vota pelo projecto com as emendes apoiadas
boje. v
O Sr. bario de Muritiba impugna as emendas
do nobre senador por Minaa-Geraes. apoiadas
aoje, a explica a que offereceu e que foi tambera
apoiada.
O Sr. Vasconcellos insisto ns sustenUc&o das
suas emendas.
A'a duas horas da tarte verifica-so nao hever
numero suficiente para votar-ae.
0 Sr. presidente declara a discusso encerra-
da, d a oidem de dia aeguinte, e levanta a ses-
so.
^ u.u mai isio se ueve tazer, quanuo e certo uai J1* ue oireuo as vezes se v, e as difflcul-
que nenhuma reforma judciaria se far sem que ddes com quo lula para bem apreciar as razes
se inslilua o ministerio nuhliro. nr ou contra um* innji..;. h ''_______
pro ou contra uma' appellago. Mas'em geral
nao se pode aecusar o juiz de direito de interpor
appellagoespor motivos reprovados.
O Sr. baro dePirapama : Apoiado.
O Sr. D. Maooel, observa, porm, que anda
mesmo quando nao resta duvida de que a senten-
ga de absolvigao foi contraria evidencia dos de-
bates, a flanga d toda a garanta sociedade,
como j so mostrou.
Demais, cumpre nao esquecer que quando a
relago julga procedentes as razes da appella-
,- gao, e manda que o roo respoodv a novo jury,
e quasi sempre o resultado a confifraacao da ab-
solvigao.
A razo clara : se foi o empenho que obteve
a primeira absolvigao, a forga do patronato pas-
sa a exercer-se sobre os segundos juizes anda
com mais forga que sobre os primeiros.
Eentio se a absolvico quasi cerls/qud con-
sequoncia ra pode trazer a (langa ? Nenhuma.
Deve declarar com franqueza que queria mais
alguma cousa ; lem todava lano mede dos ad-
ditamenios e emendas, que se contena por ora
com o que est feito, e que bom.
Poderia, por exemplo, oTerecer uma enenda
reguando materia queja tem sido objecto de
queslao na relago da corte.
Entende-se oaquelle tribunal que quando o os-
crivo do jury oo certifica qoe e juiz de direito
ppellou immsdiatameole da decisao do jury
CMARA DOS SRS DEPUTADOS.
SESSO EM 3 DE AGOSTO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe.
A s 11 3/4 horas fez-se a chanada, e o Sr.
presidente declarou aberta a sesso.
Lida e approvada a acta, o Sr. Io secretario
deu centa do seguiote
EXPEDIENTE.
Um ofiicio do ministro da agricultura, commer-
cio e obras publicas datado de 30 de julho pr-
ximo passado, remetiendo um exemplar do atlas
e relatorio sobre a exploragodo Rio deS. Fran-
cisco.A' quera fez a requisico.
Leu-se e entrou em discusso a redaego do
projecto e emendas sobre matticulas de estu-
dales.
O Sr. Vieira da Silva requereu que a redaego
voltasse respectiva commisso, para reconai-
derar a emenda relativa ao estudante Tiburciode
Andrade Vallasques. que parece contar incohe-
rencia.
Posto a volos esse requerimenlo, foi sppro-
vado. rr
Jalgou-se objecto de delberago, e foi a im-
primir para entrar na ordera dos trabalbos, o
projecto com que concloe nm parecer da com-
misso de razenda, dispensando s leis de amor-
tisagao para que a irmaodade de Nossa Senhora
da Boa Morte da cidade da Constituigo da pro-
vincia ae S. Paulo possa adquirir bens de raiz
at quantia de 40:0008.
Leu-se e foi approvado o seguiote requer-
meoto do Sr. Mello Reg :
Requeiro que pelos canses competentes se
solicite do ministerio da agricultura, commercio
e obras publicas :
1." Copia de quaesquer informagea ou relat-
nos apresentados pelo eogenheiro fiscal da estra-
da de ferro de Pernambuco, relativamente ao es-
tado das obras da segunda aeceo, deade 13 de
outubre do anoo passado at a dala da inaugu-
rscao da mesma secg&o.
a 2." Copia da convenci assigoada entre o
referido engenheiro e os agentes da companha,
regulando aa coodigea concernentes garanta
de juros por parte do goveroo.
ORDEM DO DIA.
Sabiram reeleitos para a mesa os mesmos se-
nhores que serviram no mez anterior.
Na eleigo de vlce-presldeule susclton-se du-
vidas sobre a validado da dita eleigao, por ter
apparecido na urna uma cdula de mais, deci-
dindo a cmara por conselho do Sr. presidente
que se procedesse a novo escrutinio.
Recolhendo-se ento 85 cdulas, sabio nova-
mente reeleito o Sr. Nebias com 48 votos, obten-
do o Sr. Zacharias 35 votos, e apparecendo tres
cdulas em branco.
Continuando a discusso das interpellages do
Sr. T. Ottoni, flcou ella encerrada por nao haver
mais ninguem com a palavra.
Eutrarara depois em discusso as interpella-
.es do Sr. Junqueira, annunciadas na sesso de
26 de julho prximo passado, acerca dos movi-
menlos que se do actualmente nos estados da
niao Americana, e que afioal flcou tambera en-
cerrada por nao haver mais ninguem com a pa-
lavra. r
O Sr. presidente d a ordem do dia.
Levaotou-se a sesso as 3 3/4 horas da tarde.
PERNAMBUCO,
REVISTA DIARIA.
A thesouraria provincial foi ordenado pela pre-
sidencia, que organisaase una tabella distribui-
ttva do crdito votado no orgamento vigente pars
sustento e curativo dos presos pobres.
Segundo a nesna ordem deve essa tabella ter
atteogo ao numero de presos recolhidos s dirTe-
rentes cadeas da provincia, servindo para isto de
baae aa folhas das deepezaa feitas com a alimen-
taco dos mesmos presos no anno financeiro fia-
do ; assim como deve guardar as devidas propor-
coes na diatribuigo por municipios, que Ihe
designada como fundamento.
Esta medida de S. Exc. de palpitante neces-
sidade, principalmente porque tem em vista acau-
telar o excesso do crdito consignado ; e nos pa-
rece, alm disto, que della devem provir vaeta-
gens reaea oa melhor dastriboigo de uma con-
signlo de beneficios, que nem sempre attinge
0 flm, que levoe o regulador a vota-la.
O Sr. Dr. Antonio Agripino Xavier de Brlto
tendo posto dsposigo do gobern os seas ser-
vicos mdicos, por occasio de diligencias poli-
ciaes sem retribuigo alguma, S. Exc. o Sr. pre-
sidente aceitn esse offerecimento, e delle deu
parte ao Sr. Dr. chefe de polica para os devidos
elleilos.
E* digno de elogios o aeto do Sr. Dr. Agripino.
Por portara de 38 do correte tendo sido
exonerado o subdelegado do districlo da Passa-
g'm da Magdalena, o Sr. Joo Carneiro Rodri-
gues Campello. foi para elle nomeado o Sr. maior
Belarmino do Reg Barros.
. Pr Portara de igual data foram nomeados
1 e i supplentes do subdelegado do Io districlo
de Barreiros os Srs. Manoel Cawlcaoti Lins Wal-
cacer e Oiyrapio Theodoro da Fonseca ; e para
3. a 6* supplentes do delegado do termo da
Escada os Srs. Marcionilo da Silveira Lins, Ma-
noel da Rocha Lins e Thomaa Joaquim de Ol-
veira.
Para aubdelegado da fregnezia de Carear
foi nomeado o Sr. Joaquim Bezerra da Silva, e
nao Jos Bezerra da Silva, como por engao foi
proposto.
Ante-hontem pelas nove horas da noite fal-
leceu o Sr. Domingos Jos Soares.
Era o mais antigo official da secretaria do go-
verno, em cujo exercicio contava mais de 23 an-
nos de servico. Havendo-se ltimamente aggra-
vado os seos solTrimentos. deixara elle de com-
parecer a aua tepartco, ha cerca de seis mezes.
0 Sr. Antonio Pergentino Moreira de Souze
acna-se noneado para exercer provisoriamente
os offlcios de partidor e contador do termo do Rio
Pormoso.
Foi o Sr. Bento Borges Leal, partlor e con-
tador do termo de Caruar, removido no mesmn
carcter para o termo da Escada, por assim o ha-
ver podido.
Ante-honlem no canpo daa Priucezas fez
exercicio de manobras a companha de menores
do arsenal de guerra. A destreza eo adiantamen-
to dessas evoluces militares, nada deixam a de-
sejar em to tenros toldados, e dio sem duvida
a percober o zelo caprichoso daquelles a quem
esto subordinados.
Hoje se devora exirahir a 4* parte da 9a lo-
tera da matriz da Boa-Vista desla cidade no lu-
gar as horas do costume.
Foi preso pelo delegado de polica do ter-
mo de Gounna o criminoso de mora Brmino Lo-
pes, que aaaassinara em diaa do mez passado
uma preta, escrava de Joo Ferrelra de Ollveira.
No dia 24 do correte um aoldado de poli-
ca do destacamento do Limoeiro ferio levemente
a dous individuos, con quem trarara lula em
un samba por motivos de ciumes. O soldado foi
preso pelo delegado.
No, dia 29 4o corrate foram recolhidos
ceta de detengo 1 bomens e 3 mulheres, sendo
4 livres e 1 que se sorna suaneilo do sor esetavo.
a aaber : a orden do subdelegado do Hecite 3 ;
a osdem do da Vaneo 2, inclusive a parda Julia-
na Joaquina, que dascoafie-se ser osera va an-
dar fgida
-- HosriTAL ooa lazaros.
Durante o mez de agosto existan : 20 bomens
e 14 mulheres ; entrou l horneen ; morreram 3
homooe e 1 mulhor; neam exialindo 31 do mes-
mo mez : 18 homeos e 13 mulheres, total 31.
Matadoiro plbuc.
Mataram-se no dia 25 do correte para o con-
sumo desta cidade 66 rezos.
No dia 3078.
MORTALIDAD! DO DIA 30.
Luiz, Pernambuco, 2 annos, S. Jos; vermes.
Francisco Joaquim Tavares, Portugal, 40 an-
nos, casado, Boa-Vista ; ascite.
Elias, Pernambuco. 18 annos, solteiro, escra-
vo. Boa-Vista ; pleuriz.
Domingos Jos Soares, Pernambuco, 50 annos,
solteiro, Recife ; apoplexia cerebral.
Maria, 36 horas, Recife ; espasmo.
CHRONICAJIUDICIARIA.
TRIBUNAL DO COInERttO.
Tendo havido inexactido na publicace da
acta da sesso judciaria, oa parte do julgamento
dos aggravos, pede-se que seja a mesma acta de
novo publicada com a seguiote correcgo :
SESSO ADMINISTRATIVA EM 29 DE AGOSTO
DE 1861.
TRESIDENCIA DO BU. 8R. DESBBBAROADO
. F. A. DE SOUZA.
As 10 horas da manhaa, reunidos os Srs. depu-
tados Reg, Basto, Lemos e Silveira, o Sr. presi-
dente declarou aberta a sesso.
Foi lida e approvada a acta da antecedente.
DESPACHOS.
Sendo conclusos os autos de moratoria de An-
tonio Francisco de Miranda. O tribunal con-
cedeu.
Igualmente conclusos os de Barroca A Castro.
O.tribunal coocedeu.
Um requerimenlo de Joo Pinto de Lemos J-
nior, pedindo o registro de uma escriptnra que
junta.Como requer.
Outro de Jos Nunea de Paula, pedindo o re-
gistro de um documento que ajunta. O mesmo
despacho.
Mandou-se remelteraojuizo especial, paraser
junto aos autos, o officio de Henry Gibson, excu-
sando-se de verificar o balango de (desquita &
Dutra ; declarando-se a nomeago de outros ere-
dores Barroca A Medeiros para aubstiluirem o
que excusara-se.
Outro de Maooel Carvalho de Moura, pedindo
o registro do diatralo da sociedade que tivera
com Joo Teixera de Souza Lima, soba razo de
Moura & Lima.Como requer.
SESSO JUDCIARIA EM 29 DE AGOSTO.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARCADOR
SOL'ZA.
Secretario, Julio Guimaraes.
Ajneia-hora, o Exm. Sr. presidente abri a
sesso, achando-se preseotes os Srs desembar-
gadorea Villarese Silva Guimaraes, eos Srs. de-
putados Reg, Lemos, Bastos e Silveira.
Lida, foi approvada a acta da sesso antece-
dente.
Jl'LC AMENTOS.
Embargantes, Francisco Santiago Ramos esua
mulber ; embargado, Elias Emiliano Ramos.
Desprezaram-se os embargos.
Appellante, Augusto Muniz Machado ; appel-
lado, Andr de Abreu Porto.
Foram desprezados os embargos.
DE3I0NACAO DE DIA.
Appellante, Bernardo Jos de Barros ; appel-
lado, Jeaquim Francisco de Albuquerque San-
tiago.
Foi designado o primeiro dia atil.
DISTRIBUigES.
Appellante, Domingos Alves Matheus ; appel-
lado, Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
AoSr. desembargador Villares.
Appellantes, os herdeiros de Jos Maria da
Costa Carvalho e o Dr. curador geral; appellado,
Jos Nunes de Oliveira.
Ao Sr. desembargador Silva Guimaraes.
Recurrentes, Francisco Alves de Andrade Cosa
4 Companha e outros ; recorrido, Dr. Joo Ne-
pomuceoo Machado.
Ao Sr. desembargador Villares.
FASSAGEHS.
Appellante, Antonio da Silva Rocha ; appella-
do, Antonio Gongalves de Azevedo.
Do Sr. desembargador Villares ao Sr. desem-
bargador Silva Guimaraes.
AGGRAVOS.
Aggravante, Manoel da Costa Lima ; aggrava-
do, o juizo.
O Exm. Sr. presidente deu provimento.
Aggravante, o comraendador Antonio deSi-
queira Cavalcanti ; aggravado, o juizo.
dem.
Aggravanles, Henrique A Azevedo ; aggrava-
do, o juizo.
O Exm. Sr. presidente denegou provimento.
Aggravante, Francisco Antonio Pereira da Silva;
aggravado, o juizo.
dem.
Aggravante, Luiz Antonio da Silva Ribeiro ;
aggravado, o juizo.
dem.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 30 de agosto de 1861.
Julio Guimaraes,
Secretario.
CONSULADO PROVINCIAL.
Relaco das casas abaixo menciona-
das, que sBureram alteraces do
presente lancamento, feito pelo lan-
cador CocIho", a saber:
Kua do Desengao ou Principe.
N. 2. Joaquim Igaacio Ribeiro
Jnior, um sobrado com uma
loja e nm andar, arrendado por..
dem 4. Jos Fernandes Lima,
uma casa terrea arrendada por
dem 6.O mesmo, uma casa ter-
rea arrendada por................
dem 8. O mesmo, uma casa
terrea arrendada por............
dem 10.O mesmo, uma casa ter-
rea arrendada por................
dem 12. Moreira & Duarte, um
sobrado com uma loja e um an-
dar arrendado por................
dem 16.Jos Antonio de Figuei-
redo, uma casa terrea arrendada
, Pr; -.......................... 12OJO00
dem 18. O mesmo, uma easa
terrea arrendada por............ 120500o
dem 20.O mesmo, uma casa ter-
rea arrendada por................ 120JJOOO
dem 23.O mesmo, urna casa ter-
rea arrendada por .............. 120$000
dem 24.O mesmo, uma casa ter-
rea arrendada por................ 120JKW0
dem 26.O mesmo, uma casa ter-
rea arrendada por................ 120?O00
Idon 28.O mesmo, uma casa ter-
rea arrendada per................ 144&000
dem 1.Luiz Pereira Raposo, um
portan eom 8 meias-aguas arren-
dado por......................... 432&000
dem 3.Jos Baptists Braga, una
easa terrea com soto, arrendada
Pr.........................:.... 50O8O0O
Travesea da ra do Desengao ou Prioeipe.
N. 6 A.Manoel Jorge de Areujo,
uma casa de madeira arrendada
p............................... ooaooo
Sahida para Bellem.
N. 16 A. Escolstica, uma casa
terrea arrendada por............ 60&000
Rus do Destino.
N. 2.Dr. Vicente (Pereira do Re-
g, uma casa terrea arrendada
, Por,.............................. 3O08O00
dem 4.O mesmo, ama easa ter-
rea arrendada por................ fOgOOO
dem 18.Joo Luit Ferreira Ri-
beiro, una casa terrea arrendada
80OjO0O
30O9OOO
300000
300#O00
300000
600*000
por
240*000
360*000
360*000
M0000
144*000
3f6f
8W9000
480*000
240*009
252*000
144S00O
360*000
480JJ0OO
216*000
300JKKK)
400*000
2:388*000
240*000
120*000
240*000
150*000
96*000
168*000
144*000
144*000
1448000
144*000
192*000
se-na.)
dem 1.Jos Rodrigues Peixoto,
una eaoa terrea arrendada por ..
Iden 3.Thomazia Barbosa Coim-
bra, uma caaa terrea arrendada
por...............................
dem 7.Mena si Antonio Gongal-
ves, urna caaa terrea con soto,
nenas.d9.por.....................
dem 29.-Mignol Archanje de W-
gueiredo, una cosa terrea arres*-
ta^W'A......................*
Iden 31 O mesmo, una
. sea arrendada por.......
Iden 33.~0 noane. uma -
i.*"' S"*6^ pot...............
Iden 85. O noomo, auna casa
terrea arrendada por.............
Boa Novo do Prea!'
N. 4. Tiburcio Antunea de Oli-
veira, uma casa terrea arrendada
Pr...............................
Ra do Socego.
N. 2.Joo Baptisla Boa -VA tora
Rodrigues de Almeida, uma cata
terrea arrendado por..............
dem 18. Manoel Ignacio de Oli-
veira, uma casa terrea arrendada
por..............................
dem 2*. Manoel Antonio Tei-
xera, uma cesa terrea arrenda-
da per ...........................
dem 26.O mesmo uma easa Ier-
re arrendada por................
dem 30 A.-Joa Guedes da Trin-
dade, ama casa de madeira, com
3 quartos arrendada por..........
dem 38.Joo Luiz Ferreira Ri-
beiro, uma casa terrea arrendada
-.P01--.............................
dem 52.O mesmo, una easa ter-
rea com sulo arrendada por....
dem 1.Padre Jos Aulonto des
Sanios Lesea, un porto com 27
meias-aguas, arrendado por......
dem.5.Jos Carneiro da Cunha,
uma casa terrea arrendada por..
Iden 17.Joaqun Domingues Fer-
nandes. uma casa terrea arren-
dada por..........................
dem 21.Manoel Mergelino Go-
mes da Fonseca, uma casa ter-
rea arrendada por................
dem 31.Francisco Jos Fernan-
des Pires, uma casa terrea arren-
dada por.........................
dem 57'Lniz Pereira Raposo, uma
casa terrea arrondada por......
_ Ra do Cotovello.
N. 6.Padre Jos Leite Pitia Orti-
gueira, uma casa Ierres arrendada
, Por..............................
dem 14.Viuva de Jos Diogo da
Silva, uma casa terrea arrendada
por..............................
dem 16.A mesma, uma casa ter-
rea arrendada por................
dem 18.Jos Antonio Lopes, uma
caaa terrea arrendada por........
dem 20.Jos Antonio Lopes, uma
casa terrea arrendada por........
dem 22.O mesmo, uma casa ter-
rea arrendada p-r................
(Continuar-
Alteraces feitas no lancamento da d-
cima urbana, perlencente a fregne-
zia de Santo Antonio, pelo lancador
Matta.
- o, Ra" das Trincheiras.
H. 37.Jos Pedro Gajo de Miran-
da, nm sobrado de um andar e
loja, arrendado tudo por..... 300*000
Ra das Larangeiras.
dem. 2.Claudio Deubeux, um so-
brado de um andar elojs, arreo-
dado tudo por........... 480*000
dem. 4.Maria Bernardina da Con-
eeigo 1 ima, casa terrea arren-
dada por.............. 300J000
dem. 10.Ordem Terceira de S.
Francisco, casa terrea arrendada
. Pr .............. 360*000
dem. 16 Irmandade do Divino
Espirito Santo, casa terrea arren-
dada por.............. 250g000
dem. 18.Dr. Felippe Lopes Net-
to, um sobrado de dous andares e
loja arrendado tudo por...... I:100f000
dem. 28.Herdeiros de Antonio
Maria Cortez. easa terrea com so-
to arrendada por......... 300*000
dem. 30.Irmandade do Sanlissi-
mo Sacramento de S. Antonio,
casa terrea arrendada por..... 192*000
dem. 9.Joo Francisco dos San-
tos, casa terrea arrendada por. 204*000
dem. 13.Jos Gongalves Torres,
um sobrado de dous andares e lo-
ja, arrendado tudo por...... 780000
dem. 15.Herdeiros de Antonio
Maria Cortez, um sobrado de dous
andares e loja, arrendado tudo
Pr ............... 860*000
dem. 21.Viuva de Victorino Jos
de Medeiros, um sobrado de um
andar e loja, arrendado tudo por 690$000
R"a larga do Rosario.
dem. 4.Filhos de Jos Rodrigues
do Passo, casa terrea arrendada
. Pr -' .......... 150*000
dem. 8.Emilia Ferreira, um so- .
brado de um andar e loja arren-
dado por r......... 390*000
dem. 36.MaDoelda Silva Santos,
um sobrado de dons andares e lo-
ja arrendado tudo por....... 9003000
dem. 3.Miguel Joaquim da Cos-
ta, casa terrea arrendada por 240*000
dem 9.Irmandade de Nossa Se-
nhora da Conceigo da Escada,
casa terrea arrendada por. .... 240*000
dem. 33.Viuva e herdeiros do
Dr. lvo Mequiliooda Cunha Sou-
to-Maior, e herdeiros de Adrio
' Jos dos Santos, um sobrado de
dous andares e loja, arrendado
lu Ra estreita do Rosario.
dem. 6.Jos da Fonseca e Silva,
um sobrado de dous andares e
loja arrendado tudo por...... 540*000
N. 14.Jos Moreira da Silva, uma
casa terrea arrendada por........ 306JO0O
dem 18.Br. Antonio Joaquim de
Moraes Sarment, um sobrado de
dous andares e loja, arrendada por l:l0JJ000
dem 20.Antonio de Souza Bar-
cello, um sobrado de dous anda-
res e loja, aireodada tudo por.... 672*000
dem 22 Antonio Gongalvea de
Moraes, um tobrado de dous an-
dares e loja arrendada tudo por...M
dem 23.Jos Antonio Bastos, udr
sobrado de dous andares a loja,
arrendado tudo por..............
dem 15. Ordem terceira de S.
Pr masco, um sobrado de um an-
dar e loja arrendado tudo por....
dem 19.Viuva de Freitas Barbo-
za e Antonio Pereira de Oliveira
Rames, um sobrado de dous an-
res e loja, arrendado tudo por..
dem 33.Ordem terceira de S.
Francisco, um sobrado de dous
andares e loja, arrendado tudo
por..............................
Travessa do Queimado.
N. 9.S de Olioda, um sobrado de
dous andares e loja, arrendado por
Largo do Paraizo.
N. 4.Joaquim Patricio da Costa
Valeote, ama casa terrea arren-
da por............................
dem 6. Ordem terceira de S.
Francisco, uma casa terrea arren-
dada por..........................
dem 18.Orphos Innocencio Ro-
drigues Lima, um sobrado de
dous andares e loja, arrendado
tudo por..........................
dem 20. Herdeiros de Joo da
Fonseca Telles, uma casa terrea
arrendada por....................
dem 22. Francisco Casado da
Fonseca, uma casa terrea arren-
dad ajpor..........................
dem 3.Miguel Gongalves"dei Bri
to, casa terrea arrendada por....
dem 17.Joaquim Gongalvea Sal-
gado, ama casa terrea arrendada
por ..............................
900*000
910*000
400*000
1:000*000
500*000
800*000
420*000
324*000
608*000
24O|O0O
SOOfOOO
300*000
1401600
-I


BILBil DI riUllMlDCO. -* SOBADO 31 DE AGOSTO 1 1M1.
(3*
liem J7.Antonio Abreu de Miran-
da Gutmaraes, ama casa terrea
arrendad por.................... 144*000
dem 45.Luiz de Franca Souto cn-
aa terrea arrendada por.......... 110#000
Ra do Imperador.
Ns. 5 e 7.Bario do Livraotooto,
do sobrado de un aadar a duas
loj*s, arrendado lado por........ 2:9001000
[Continuar'te-ha.)
Public agoes a pedido.
tllm. Sr. Da. chele de poficia. Diz Antonio
Muioh Paee Brrelo, que ten lo V. S. conside-
rlo as tirelas de suspensorios do auppticante,
que estaram cjm a nutra prata como cobre gal-
vanisado e nao se toado juntado ao processo,
requero supplicaateam exime aomeaado V. S.
don* ourives peritos e em presenga de V. S. e
do supplicaate e asado da e hora para dito exa-
me, e sendo galvanisadas V. S. as mandar jun-
tar ao processo, que tem de ir para o supremo
tribunal de justiga e alo sendo, serera entregues
ao aupplicaote tomando-se por termo dito exi-
me para ser juntamente entregue ao supplicaate.
f ede deferimentoE R. MeAntonio Mirinho
Paes Brrelo.
Casado detenco 29 de agosto de 1861.
COMMfcRClO.
Alfandega,
Rendimento do dial a 99. .
dem do dia 30 ,
520:4041384
15 760jl18
536"l64502
Movlmento da alfandega,
Volumes entrados com fazendas.. 39
a > aom gneros.. 85
Volamos

sabidos
coas
com
fazendas..
gneros.
------124
98
241
------339
Descarragam hoje3i de agosto.
Brigue portuguez Relmpagopodras.
Polacs hespanboU Indiacarne de chirque.
Barca inglezaEnthusiasl-carvo.
Barca americanaW. Harique taboado.
Patacho dinamarquez Elviramercadorias.
Brigue inglesRosalinebacalho.
Exportado.
Dia 29 de agosto.
Barca franceza Solferino, para o Havre, carre-
garam :
Tisset (reres, 261 saceos com 1,185 arrobas e
23 libras de algodio, e 468 couros seceos espi-
chados com 12,768 libras.
Estevio da Guana Hedeiros, 4 ancoretas com
20 medidas de agurdente.
P. Dubarry, 1 volume com 20 libras de peonas
de emma.
Barca inglesa Trinculo, 'para Liverpool, carre-
garam :
Phipps Irmaos & C, 14 saceos com 78 arrobas
e 7 libras de algodio.
Sumaca hspaohola Esmeralda, para Buenos-
Ayres, carregaram :
Amorira Irmaos, 365 barricas e50 barriquiahas
cora 3,107 arrobas de asaucar.
Patacho italiano Mara, para Genova, carre-
garam :
Ba9tos & Lemos, 1,800 couros com 47,611
libras.
Polaca argentina Chrisiina, para o Rio da Pra-
ta, carregaram :
Bastos & Lemos, 40 pipas com 7,320 medidas
de caxac.a.
Bjrca porlugueza Flor de S. Simo, para Lis-
boa, carregaram :
Carvalho Nogueirs & C, 10,003 ponas de boi
Barca porlugueza Santa Clara, para o Porto,
carregaram :
Parete Vianna & C, 20 saceos com 83 arro-
bas e 20 librss de gomma de mandioca.
Recebe doria de rendas internas
ajeeraes de Pernambueo.
Rendimento do dia 1 a 29. 32:911*769
dem do dia 30......; 732*000
As pesian* que se propozerem a easa arrema -
tacto comparecam na sala das sessoes da referida
junta, no dia cima mencionado, pelo meio dia,
competentemente habilitadas.
B para constar se mandou affirar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
oambuco, K 4* agosto de 1861.
O secretario,
Antonio P. sTAonuociagao.
Clausnlss especiaos para a arrematado.
1.* A obra principiar oito das depois da ar-
rematagio e conclair-se-ha no prazo de tres
mezea.
2 a O arrematante attender as rectamagdes
do director do eollegio dos orphios, tendentes a
indicar o mesmo quaes os lugares que devora aer
retelhadoa.
3.a O pagamento ser feito em duas prestarles
Iguaes, pagas ama no meio e outra na conclusio
da obra, precedeado a esse pagamento um at-
testado do engenhelro ou pessoa encarregada de
inspeccionar a obra, no qual declare achar-ae
ella concertada de conformldade com o orna-
mento.
4 Nio ser atteodida reclamagio algama por
parte do arrematante, tendente a exigencia de
indemnisagio, seja qual fdr a cansa que alegar
para tal flm.
Connforme. O secretario, Antonio F. d'Annun-
QO.
O Iltm. Sr. inspector da tbesouraria, em
cumprimeato da ordena do Bxm. Sr. presidente
da provincia de 26 do correte, manda (azer pu-
blico, iue no dia 28 de novembro do corrate au-
no, peranle a junta de fazenda da mesma tbesou-
raria, se ha de arrematar, a quem por menos fl-
zer, a obra do calamento da ra do Imperador,
campo dlsePrinceaas e Praga de Pedro 11, pelo
systema de paralelipipdos, avahada em 212:905$
A arrematado ser feila na forma da Iei pro-
vincial o. 343 de 15 de msio de 1854, e sob as
clausulas especiaes abaixo declaradas.
As pessoa qae se propozerem a e8aa arrema-
tado comparecam na sala das sessdes da referi-
da junta, no dia cima mencionado, pelo meio
dia e competentemente habilitadas.
E para eonslar se mandou afflxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da tbesouraria provincial de Per-
nambueo, 27 de agosto de 1861.
O secretario,
Antonio F. d'Aonunciagao.
Clausulas especiaes para a arrematado.
1.a A obra ser principiada em dous mezes a
contar da data da arremalacio e concluida no
prazo de dez mezes.
2.a Oartemriaole ser obrigado a atleoder as
observares concernenles boa execugio da
obra, feitas pelo engeoheiro encarregado da sua
QscalisagSo.
3.a O pagamento ser dividido em quatro pres-
taces iguaes, corresponden do cada urna a um
quarto do valor da obra constante do orgamento,
e effectuado com as quaotias que forem voladas
annualmenle para esse flm, com o imposto dos
proprielsrios, e com as sobras da receita, nos
termos do 2 do art. 41 da lei do orgamento
vigente.
4 Para se proceder ao pagamento ser a obra
avallada em bragas quadradas, Gcando o arre-
matante sujeilo pelo prego do orgamento ao aug-
mento da mesma se o governo assim o entender.
5.a O arrematante ser obrigado a seguir res-
trictamente aa disposiges contidas no art. 36 da
lei n. 286, e nos maia artigos da mesma lei, que
regula as arremstages.
6.a A pedra deve ser de granito ou outra pe-
dra de muiio boa qualidade e igualmente dura.
7.a As pedras sero assentadas sobre urna ca-
rnada de argamassa deca e areia, posta sobre o
terreno bem socado, e depois de arrematadas se-
rio pisadas com um mago pesado.
8.a O arrematante ser obrigado a botar urna
carnada de argamassa liquida por cima das mes-
mas pedras, para lhes encher os intersticios.
9.a O prego aqui mencionado devet incluir
qualquer aterro, que seja preciso fazer para le-
vantar o nivel das ras.
10.a Nao ser atlendida reclamagio alguma
por parte do arrematante, tendente a exigencia
de indemnisagio, seja qual for a causa que ale-
guem para tal Qm.
Conforme.O secretario, Antonio F. d'Aonun-
ciagio.
receidos 4o amaneas, da 1M
langar as despezaa
utwreHtos
folhas.
i dito particular do agente
diariu.de 10 folhas.
Quem quizar vender tse objeetos aprsente as
Mis propostas em carta (echada na secretaria do
eooselha s 10 horas da raanhia do dia 4 de se-
tembro prximo vindouro.
Sata (m anate*, do conselho administrativo
para (oroecimanto do arsenal i guerra 28 ato
agoslo de 1861.
Bento Joti Lamenha Lint.
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pertira Lobo.
Coronel vogal, societario interino.
Pela subdelegada de Iguarass acham-se 2
cavallos apprehendidoa a dona ladrdea que vi-
nham do norte para o sul, parece que os ditos
cavallos forero furtados de Manguape, ou outro
lugar chamado Nova Cruz ou per perto destea lu-
gares ; aio ruasos, um miior que outro, e nao
aio.muito novoc : quem for seu dono dirija-se
com os sigoaes ao subdelegado da villa Xoo Car-
valho Raposo.
Pela secretaria da cmara municipal do
Recite se (az publico, qu nio tendo-se effectua-
do no dia 26 do correle, como eslavam annun-
ciadas, as arrematagdes dos impostos e outras
randa* mueicipaes, fleam transferidas para o da
2 de eetemhro futuro.O officul-maior servindo
de secretario, Francisco Canuto da Boaviagem.
Pela contadura da cmara municipal do
Recife se faz publico, que no ultimo de> setem-
bro prximo futuro fioda-se o praso marcado pa-
ra pagamento do imposto de esUbelecimeoto com
a multa de tres por ceoto ; lodos aquelles que
deixarem de pagar ficam sujeitos a multa do du-
plo do valor do mesmo imposto.
Cmara municipal do Recife 27 de agosto de
1861.O contador.
Joaquim Tavares Rodovalho.
Tribunal do eommereio
Pela secretaria do tribunal do eommereio de
Pernambueo se fas publica a ioscripglo no com-
petente livro, do Sr. Pedro Joaqu m Vianna da
Lima, cidado Brasileo, domiciliado na cidade
do Rio Formoso, ooJe commarcia ha maia de 4
anuos.
Secretaria da tribunal do eommereio de Per-
nambueo 30 de agosto de 1861.
Julio Guimaraea.-Official-maior.
dlnhoiro e objeetos da valor, eem
d*w*no-pa Londroc em transito por Bordeaux
a Boulogne.
Para a condigiet, freto e pasaagens trata-ae
na agenda.
Para o Aracaty
o hiate aSanta Rita, para carga trata-ae tom
Martina & Irraao ou com o meatra Antonio Jos
Alra
Pata o Ass Aracaty
aegue at odia 31 do correte o hiate Beberi-
be, Bieawe^jernardino Jos Bandeira : a tratar
na ra do yfgno n. 5.
THEATRO
DE
Baha.
Segu a sumaca cHortencia, capito Belchiot
Maciel Araujo ; para o reato da carga que lhe
falta e paisageiros, trata-ae com Azevedo & tien-
des, ra da Cruz n. 1.
Almirante.
Segu para o Rio de Janeiro o brigue nacional
Almirante, eapitio Henrique Correia Freitts, o
qual tem parte da carga prompta : para o reato
que lhe falta e escravos a frete, trata-se com
Azevedo & tiendes, ra da Cruz n. 1.
Maranho e Para.
O hiato Novaos ainda recebe alguma carga
para ambos o portos : trata-ae com os consigna-
lirios Marques, Barros A C, largo do Corpo San-
to n. 6.
O palhebote nacional Dous Amigos, eapitio
Francisco Jos de Araujo, segu para a Baha ero
poneos diss ;. para o resto de carga que lhe falta,
trata-se com seu consignatario Francisco L. O.
Azevedo, na ra da Madre de Dos n. 12.
33643*769
Consulado provincial.
Rudimento do dia 1 a 29. 55:4549295
dem do dia 30.......I:829a994
57:28 i$289
Mo y intento do porto.
30
Nao houveram entradas nena sahidas.
eo
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Horas.
* e 5' E. <= = kthmosphtra
en en a b c/3 M Direeeao. < m a n o
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o

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Ueeiara^oes..
Vice consolato.
Di S. M. II R Vittorio Erna-
nuele II. in Pernambueo.
Essendo si aperlo in Italia una soscrizione per
ionalzare un monumento sil' insigne Uomo di
Stato, e grande Patriota, l'universalmente com-
pianto a Cont di Cavour, e volendosi con quel
monumento altestare ai posteri la re onoceoza
degli Italia ni pella grsnd' opera dell Unit, Li-
berta ed Independenza, della nostra penisola,
alia quale tanto contribu col vasto suo intelleto,
coll' acume del suo perspicace iogegno, coll' in-
tensiti dell' incredibile sua attivit, e coll' ope-
rozita del suo gran cuore. II vice consol resi-
dente in questa cilla, ad instauza dell' Illm* Sig.
Consol Genrale di S. M. in Rio di Janeiro in-
vita tutti, i suddili Italiani, qui resideati, a con-
correre One si realizzi questo atto di grande
reconoscenza.
Per la realisazione delle soscrizioni, di quelli,
che generosamente vogliano concorrere coila loro
offerta per questo invito, lo possono tare al Vice
Consolato Italiano, Ra do Trapiehe n. 15 sino
al giorno 15 del mese di setiembre prossimo.
Pernambuuco 22. Agosto 1861.
II Vice Consol
Jos Teixeira Bastos.
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMaNO.
31 recita da assignatura.
Sabbado 31 de Agosto.
Subir scena em primeira representarlo i
excellente e apparatosc drama em cinco actos
original francs,
PEDRO IANDAIS
ou
0 ALFAIATE MINISTRO.
DENOMINACAO DOS ACTOS.
1.O duque em caea do alfaiate.
2.aO alfaiate ministro na corte do duque.
3.A priso dos conjurados.
4.aA charpa eosanguentada.
5.aO triumpho do ministro.
PERSONAGENS.
Praneiseo II, duque de Brota-
cha.......................... Valle.
Pedro Landais, alfaiate depois
ministro...................... Germano.
Etienne Cheuvio................ Nunes.
Visconde de Rohao............ Raymundo.
Treges........................ Leite.
Guib, eapitio de archeiros.... Oliveira.
Joio Cosquer, alfaiate.......... Teixeira.
Alberto........................ Vicente.
Kermor......................... Campos.
Um meirinho.................. Santa Rosa.
Haria, filha de Landais........ D. Manoela.
Pagens, damas da corte, fidalgos, archeires e
povo, etc.
Terminar o espectculo com o gracioso en-
tre-acto,
Ifei
rt. -iy
Para Lisboa ePorto
Segu com brevidade a barca portngueza San-
ta Clara, eapitio Antonio Ventara dos Santos
Neves, para carga e passageiros, tendo para estes
excelentes ommodos: trata-se com Azevedo Si
tiendes, ra da Cruz n. 1, ou com o eapitio na
pra;a.
Porto por Lisboa
Segu em breves dias a barca naciooal There-
za I por ter sua carga engajada e parte della j
a bordo, recebe nicamente passageiros, para o
que tem excellentes commodos, e trata-so com
Bailar & Oliveira, ra daCadeia do Recife d. 12.
fefei
uri-9
Vende-se a escuna porlugueza Emilia, de lote
de 108 toneladas portuguezas, bem construida,
forrada e encavilhada de cobre, muito veieira e
preparada a navegar para qualquer parte, tendo
sido empregada desde que sahio do ostaleiro a
conduzir froetas de Lisboa para a Inglaterra -.
qaem a pretender pode examina-la no aneora-
dourodesle porto aonde se acba Tundeada, e pa-
ra tratar ao escriptorio de Azevedo & Mendos,
ra da Cruz o. 1.
no dia do leilo que tera' lugar sabbado
51 do corrente, as 11 horas em ponto,
em sea escriptorio na ra da Cadeia do
Recife n. 48._____________________
Avisos diversos?
' I II. I .1. !., .^I, fc,.
Aviso

Os Srs. assignantes deste
Diario, que se achara atraza
dos no pagamento de suas as-
signaturas, queiram mnda-
las pagar, pois que a detenco
dellas causa perda a emprezn.
LO TIB I
Hoje 31 do corrente anda rao im-
preteriTelmente as rodas da quarta
parte da nona lotera a beneficio da
matriz da Boa-Vista desta cidade; os
tullit-tes e meios bilbetes acham-se a
venda na tbesouraria das loteras ra do
Crespo n. 15, pavimento terreo, e as.
casas commissionadas do costnme. Os
premios serao pago* em continente a
entrega das listas.
O thesoureiro,'.
Antonio Jcse Rodrigues de Souaa.
TIWAI'BETA
COMMERCIAL
Recommendada pelo seu autor para uso das
repartieres publicaa, eommereio, eacripturas
etc., etc. Nunca deixa no fundo do ticteiro se-
dimento algum, conservando-se sempre sem
mofo e melhorando todos os dias de sua exceo-
cial comdiccao. As peonas metlicas nao pre-
cisan) serlimpas, adquirindo com uso deasa tin-
ta urna cor linda, que as preserva da corrupto
a que ealao sujeitas as entregadas as outras
tintas.
Sua composico toda nova e de um processo
todo chymico, sem substancia alguma emprega-
da as tintas al agora conhecidas, bem como as
gallias, sumagre, tanino, saes de cobre, ferro etc.
que tem por fim estragar o papel, e pelo correr
dos lempos a mudar de tur e a cabar-se. Tem
ainda urna vantagem prima, e vem a ser, o nao
deixar ser atacada ou aniquilada pelos cidos e
outras substancias conhecidas
Vende-se na ra do Queimado n. 6, casa do
Sr. Jayme, artista em cabellos, e em S. Jos, bo-
tica do Sr. Torres.
Preco de cada garrafa lJfOOO, meia dita 500 rs.
Acarad!*
O releiro Garibaldi, meslre Custodio Jos
Vianna : a tratar com Tasso Irmaos.
A ooite de aguaceiros, vento variavel de inlen-
sidade do SE at as 4 h. que roodou para o terral.
OSCILAC.A Da AR.
Preamar as 11 h. 54'da manhaa, altura 4,8 p.
Baixamar aa 6 h 6'da tarde, altura 1,8 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 30 de
agosto de 1861.
Romano Stepple,
1* tenente.
Editaes.
Camillo da Silveira Borges Tavora Iodigena, ca-
valleiro da imperial ordera da Rosa, e secreta-
rio da cmara municipal da cidade de Olinda,
porS. H. Imperial e constitucional, que Deus
guarde, etc.
Faz publico que por deliberarlo da cmara, to-
mada em sesso ordinaria de 27 do corrente mez,
foi mareado o prazo improrogavel de 60 dias para
todos os foreiros de terrenos de seu patrimonio
pagarem os foros vencidos, com especialidades
os foreiros de Megoaipe, Candelaria, Gaib, Na-
zareth, Bolo, Cnrcuranas, e bem assim aos her-
deiros de Damasio Gomes de Azevedo, Florenti-
no Velloso tfonteiro da Fonceca, ou seus herdei-
rus, do morgsdo do Cabj, Estevo Paes Brrelo o
administrador do hospital do Recife denominado
Paraizo pelos solos de Tapuama al Gaib. e das
trras da praia de S. Googalo, ilha do Terem,
Muribeca,-ponte de Carvalhos, o-quaes sero
infallivelroente execotados se no prazo marcado
nao effectuarem o pagamento dos referidos foros.
E para que chegue ao conhecimeolo de lodos os
ioteressados mandou a mesma cmara publicar o
presente edital.
Secretarii da cmara do Olinda,28 de julho de
1861.Camillo da Silveira Borges Tavora Iodi-
eoa.
O Imll. Sr. inapector da thesouraria provincial,
m cumprimento da ordem do Exm. Sr. presiden-
te da provincia de 26 lo corrente, manda fazer
publico qae no dia 19 de setembro prximo fu-
turo, perante a junta da fazenda da mesma the
souraria, ae ha de arrematar, a quera por meaos
fizer, os repsros de que precisa o edificio, am
que funecioaa o eollegio dos orphios de Santa
Therea em Olinda, avahados em 1:8451.
A arremalacio sera feiti na forma da lei pro-
vincial o. 343 de 15 de malo de 1854, e sobre as
clausulas especiaes sbaixo copiadas.
pela Sra.
mundo.
D. Manoela, D. Carmela e oSr.Ray-
Comecar s 8 horai.
Atsos martimos.
4 LOJA DO WU
Ra da Imperatriz n. 60.
DE
iGama&Silva
Censellio administrativo.
O conselho administrativo para fornecimento
do arsenal de guerra tem de comprar os objeetos
segniotes :
Para o almoxarifado do presidio de Fernando de
Noronha.
Azeite doce, 24 medidas novas.
Vinho branco engarrafado para missa, 12 ditas.
Farioha de trigo marca 8SS, 6 barricas.
Assucaf branco fino,2dl(as.
Arroz pilado. 2 saccas.
Sal do Ass, 2 barricas.
Velas de carnauba, 1 caixa.
Papel almajo branco marca d'agua, ou marfim,
6 resmas.
Papel almajo pautado dito dito, 12 ditas.
Pedras de louza 24.
Lapes de dita 100.
Peonas lapis 24.
Lacre fino, 2 libras.
Fita, ou cadaaso eslreito de cor (lia de algodao,
6 pe?as.
Sola, 600 meios.
Vaquetas 200.
Algodaozinho de forro, 1,000 jardas.
Brochas, 20 melheiros.
Agu has grossas 1,000.
Cravadores 500
Vidros quebrados, 1 caixo.
Suvellas grossas 2,000.
Quem quizer vender taes objeetos aprsenla aa
suas propostas em carte fechada na secretaria do
conselho as 10 horas da manhaa do dia 6 de se-
tembro prximo vindouro,
Sala das sessdes do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 28 de
agoslo de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente,
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal, secretario interino.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo para fornecimento
do arsenal de guerra tem-de eomprar os objeetos
seguiotes:
Para o corpo de guarnigao do Pernambueo.
Enfermraia militar.
1 livro para conta corrente do agente, de 200
folhaa.
1 dito para receituario diario, de 200 folhas.
1 dito para inventario do material da enfermara
de 100 folhas.
1 dito para carga dos instrumentos cirurgicos, de
50 folhas,
1 dito para inventario da botica, de 200 folhas.
t dito para registro das entregas e sahidas dos
doeotes, de 300 folhas.
f dito para lao;ar-ae os officios dirigidos, de 200
folhaa
1 dito para langar-se os ditos recebidos, de 200
folhas.
i dito para o enfermeiro-mt langar a roupa e
COflPANHIA PERMBICAIU
DS
Navegado costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cau do Assu', Aracaty, Ceara',
Acaracu' e Granja.
O vapor cJaguaribe, commandante Lobato,
sahir para os portos do norte no dia 6 de se-
tembro as 4 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 5 ao meio dia. Eocom-
mendas, passageiros e diuheiro a frete at o dia
da sabida as 2 horas : escriptorio no Forte do
Mattos n. 1.
Para o Rio de Ja-
neiro
Pretende seguir com muita brevidade o brigue
escuna Joven Arthur, para o resto da carga que
lhe falta trata-se com os seus consigmtarios
Azevedo & Mondes, no seu escriptorio na da
Cruz n. 1.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Navegago costeira a vapor.
O vapor Persinunga, commandante Moura,
segu viagem para os portos du sul de sua esca-
la no dia 5 de setembro s 4 horas da tarde. Re-
cebe carga at o dia 4 ao meio dia. Eocom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete ateo dia
da sabida i 1 hora : escriptorio no Forte do llat
tos n. 1.
Lisboa e Porto
i sahir com brevidade a barca Flor de S. Si-
mio' por ter parte da carga prompta : para o
resto e passageiros, trata-se com Carvalho, No-
gueira &C, oj ra do Vigario n. 9. primeiro
andar.
Aracaty.
Segu oestes dias o hiate Vdela; para o
resto da carga trata-se com Caetano Cyriaco da
C. M. & Irruo, no lado do Corpo Santn. 23.
Para Lisboa segu com a maior brevidade
o brigue portuguez Relmpago : quem no mes-
mo quizer carregar ou ir de passagem, para o
que offerece os melhores commodos, trate com
Thomaz de Aqoino Fonseca, na ra do Vigario
o. 19, ou com o capito na praco do eommereio
Para Lisboa.
Pretende seguir oestes oito dias a veieira es-
cuna portugueza Emilia, eapitio Jos Caetano
da Silva, tem parte de seu carregamento a bordo
para o resto que lhe falta e passageiros para os
quaes lem excellentes commodos trata-se com
os seus consignatarioa Azevedo & Mendes, no
seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
Leudes.
Leilo
qm^ifl^
COMPANHIA BRASIL-EIRA
DE
Etpera-se dos portos do norte at o dia 2 de
setembro o vapor Cruzeiro do Sul, commandante
o capito de mar e guerra Gervazio Mancebo, n
qual depois da demora do costme seguir para
os portos do snl.
Engaja-se desde j a carga que o vapor poder
conduzir, a qual deveri embarcar no dia de sua
chegada, recebe-se passageiroa, encommendas o
dinheiro a frete, at o dia da sahida as 3 horas
da larde : agencia ra da Cruz n. 1, escriitorie
de Azevedo & Mendes.
mwl
DAS
Hessageries imperiales.
Agencia ra do Trapiche n. 9.
No dia SI do corrente espera-ae dos portos do
aula vapor francez Eetremadure, commandante
Trollier, o qual depois da demora do cosluae
seguir para Bordeaux com,escalas por Sio Vi-
cente (onde ha um vapor em correspondente
com Goree) e Lisboa.
A companhia encarrega-se de segurar as mer-
caduras embarcadas a bordo dos vaporea e -
No da 31 do corrente.
O ageote Evaristo fari leilo de urna |escrava
crioula com 35 annos, a qual cosinha, lvaa Je
quitandeira, as 11 horas do dia cima nojsen ar-
mazem da ra do Vigario n. 22.
LEILO
A 2 de setembro.
Hanoel Ferreira Barbosa far leilio por inter-
vengo do agente Oliveira, e em lotes a voDtade
dos pretendemos, de 11 pipas e 2 meias de vi-
nho tinto, de 5 barris dito branco, e meia pipa
de vinagre, sendo estes gneros de qualidades es-
peciaes e laes como ha muitos annos nio tem
ido importados da Figueira :
SeguQda-feira 2
de setembro, as 11 horas da manhia, no lugar
di largo defronte da alfandega, junto ao arma-
stm do Sr. Aonee.
LEILO
Sabbado 31 do corrente.
Costa Csrvalho fari leilio no dia cima as 11
horas em ponto por mandado do Illm. Sr. Dr.
t'uii do eommereio e a reqneriment de Hermino
rerreira da Silva da loja de miodezas sita na
ra da Imperatriz n. 49, de Hilarino Soares da
Silveira.
LEILO
O agente Hyppolito autorisado pelo
Bxm. Sr. Dr. jutz especial do eommer-
eio, le rara' a leilo urna escrava parda
de 36 annos de idade pouco mais> ou
menos, a qual podera' ser examinada
Mor.
Prfcia-se e um feitor que saina bem d*
de plantar e trabalhar do enchada oo au oficio,
que.!*,a ***** M' **** tn* an estreofM-
ro, dirija-se ae sitio do porteo de ferro, na frento
do palacio do hispo.
Ru da Imperatriz casa de
comidas b. 86.
Precisa-so da urna preta eecrava que dirija
perfeilameote urna cozinba. O dono da mesma
casa offerece comidas para (ora com todo o aceio
e perfeicio.
senatMBMH sksmm Maesa
8
Aencao
Fazendas e rou-j
pas feitas baratas.
NA LOJA
Acaba de recebar um novo sortimeoto
de fazendas proprias para senhoras e
meninas que vendem por presos bara- I
tissimos como sejam :
Ricos cortes de cambraias brancos '
com barra adamascada e outros com ba-
bados brancos e de cores que vendem a
3J300, peQas de cambraia muito una com
10 varas e urna vara de largura a 6Je
7J, dilas transparentes muio Boas com
)e l|2 iaid3i3je 3J50, ditas do fi e>
1|2 varaa a 29500, peca de cambraia
branca com salpico com 8 e \\-2 varas a
13, cortes de cassa com salpicos brancos
e decores a 23, ditos de ditos brancos
lavradas a 1$, capas pintadas com lin-
dsimos padres o covado a 280 rs., di-
tas de salpico brancos e de cores o co-
vado a 340 rs., chitas francezas escuras e
alegres a 220, 240,260, 280, 300 e 320
ris.
Sedas.
Grosdenaples preto bastante largo e
encorpado o covado a 19600 e 13800, di-
to cor de rosa a 2g, dito azul cor muito
bonita a 2jj400 o covado, seda lavrada
cor de caona muito moderna por ser ada-
mascada o covado a 2$, chamalote pre-
to bastante largo o covado a 2/.
Para familias.
Damasco de li com 6 palmos de lar-
gura para cobrir mesas de jantar, de
meio de sala, pianos etc., etc. o covado
a 19250, damasco de seda encarnado e
amarello proprio para colzas, cortinas
etc., etc. o covado a 22i0, sedas bran-
cas proprias para vestidos de noivas fa-
zenda muito superior, madapolao muito
fino pega de 40 jardas a 440 rs. a jarda,
dilos muito superiores a 200 rs. a jarda,
a 4)500. 59,59500, 6$. 68500 e 79, al-
paca preta muito superior a 500, 560,
640 rs. o covado, grande sorlimento de
chitas pretis francezas covado a 240 rs.,
ditas ingieras a 160 rs. o covado, cas-
sa s p re tas a 480 rs. a vara.
Para vestidos.
Orgrndys de cores fazenda muito mo-
derna covado a 560, mimos do co e
gazias de seda fazenda muito nova co-
vado 19. chaly muito bonito a 1$, 800
e 640 rs. o covado, laaziohas claras te-
cido kropao covado a 640 rs., corles de
gorguro escuros a 69.
Chales.
Ricos chales dekrepom cora listas de
seda a 8$, dilos de ditos a 79, ditos de
froco a 69, ditos de merino com palma
de seda e de velludo a 49500.
Bordados.
Camisetas cora golla e manguitos a 39,
4 e 59, manguitos com golliohas a 39,
fioissimas tiras bordadas a 800, 19 e
19500,gollinhas muito delicadas a 600,
800 e 15. lencinhos de labyrinlbo pro-
prios para senhora ou para presente a
19280 e 1$600, dilos muito fios a 4.
Paletotspara homem.
Paletots de panno preto de todos os
precos e qualidadea tanto saceos como
sobxecasacos, ditos de casemira de toda,
as cores, dilos de ganga o de riscados
calcas de brim de linho brancas e de co-
res, ditas de casemira de todos os lma-
nnos e qualidades tanto prelos como de
cores garante se a bemfeiloria destas
obras por terem sido feitas por um dos
melhores alfaiates desta cidade ; na
mesma loja existe um resto de chapeos
do sol de seda a 69 e lencos de seda a
lf, tambem se vende constantemente um
completo sorlimento de roupa feila para
escravos on para trabalho muito bem
eotidas, dio-se as amostras de todas as
fazendas deixaodo penhor ou mandam-se
levar pelos caiieiros da casa aos frogue-
zas que quizerem.
Desappareceu no dia29.de agosto, de tarde,
da casa do abaixo assigoado, o escre-vo Jos,
crioulo, de idade 18 aunos, bem preto, aliara re-
gular, magro do roslo, denles alimados, cabellos
carapinhados e crescidos. levou vestido camisa
de algodio s caiga de brim com listras ja desbo-
tadas, perleocento ao vigario da villa de S.
Bento: roga-se a quem o apprehendor eotrega-lo
ao dito vigario ou neata praca na rna Direita 0.'
106, quesera recompensado.
Jlo Ferreira 4a Silva.
48- Ra da Imperatriz48]
Junto a padaria franceza.
Acaba de chegar a eale estabeleci-
mento um completo e variado sorlimento
de roupaa de diversas qualidades como
sejam : grande sorlimento de paletots
de alpaca preta e de cores a 39 e 39500,
ditos forrados a 49 e 49500, ditos france-
zes fazenda de 109 a 6(500, ditos de me-
rino preto a 69, dilos de brim pardo a
3J800 e 49. ditos de brim de cor a 35500,
ditos de ganga de edr a 35500, diloa de
alpaca de lia amarella a imitarlo de pa-
lha de seds a 39500 e 49. ditos de meia
casemira a 49500, 55 e 59500, dilos de
casemira saceos a 135, ditos sobrecasacos
a 159, ditos de panno preto fino a 209,
223,289. ditos brancos de bramante a
39500 e 4*. caigas de brim de cor a 15800,
25500, 39. ditas brancas a 39 e 49500, di-
tas de meia casemira a 39500, ditas de
casemira a 6500. 7g500 e 99, ditas pre-
tas a 43500, 79500,99 e 109, colletes de
ganga fraoceza a 19600, ditos de fusto
29800, ditos brancos a 2g800 e 39, ditos
de setim preto a 39500 e 49500, ditos de
gorgurio de seda a 49500 e 59, ditos de
casemira preta o de cores a 49500 e 59
ditos de velludo a 79,8$ e 99.
Completo sorlimento de roupa para
meninos como sejam caigas, colletes, pa-
letots, camisas a I98OO e 29, ditas de fusto
a29500, chapeos francezes para cabeca
fazenda superior a 69500, 85500 e 109,
ditos de sol a 65 e 69500, ditos para se-
nhora a 48500 e 59. Recebem-ae algu-
mas encommendas de roupa por medida
e para isto tem deliberado a ter um con-
tra-mestre no estabelecimento para exe-
cutar qualquer obra tendente aaua arte.
Fazendas.
Ao barateiro da ra da Imperatriz d.
48 juntoa padaria franceza, vende ae:
ricos corles de cambraia brancosa e
bordados com dous folhos a 69000, ri-
cos cortes de vestido de seda escocesa
pelo brralo prego de 125, Cambraias lizas
muito finas com 10 jardas a 39500 e 49 e
do """Ma 6, aaiaa a balso de arcos a
2$o00, cortes oe chiu houceza achamali -
tada com 14 covados a 55, pegas de cam-
braia lisa para forro com oove varas a 29 ;
e um completo sorlimento de chita fran- 5
ceza a 24(1, 260 e 280 rs. o covado e das Ib
ioglezas a 180 e 200 rs. e outras muita 5
jfS fazendas por precos commodos. 3
Transferencia
O correio particular da Parahiba do Norle, fica
desta data em diante transferido para a casa da
Travasso Jnior & G : ra do Amorim n. 58.
Quem precisar de um caixeiro para a ra
ou encommendas, dando fiador a sua cooducta,
dirija-se com urna carta na mesma lypegraphis
desle Diario com as ioiciaes II. P. Magalhaes.
Na rna dog
Cabug n. 1 loja da S
%M
esquina
DE
&
Vende-se fazendas por metade de seus
valores assim o freguez traga larjant
Sintos para senhora a 19500.
Chapeos de seda para senhora ultima
moda a 109,129 e159-
Ditos de sol de seda inglezes a 119.
Ditos de alpaca preta e de cores a
4S50O
Vestuarios de cambraia branco borda-
dos para bapiisado a 89
Cortes de collete de pelucia e velludo
de cores a 59 e 79.
Chaly matisado listas de seda o cova-
vado a 640 rs.
Cortes de vestidos brancos bordados
a 209 e 459.
Chapeos de castor branco rapado a 89*
Ditos de dito com pello a IO9.
Ditos de foltro copa baixa e alta a 69.
Ditos de dito patria e seda para crian-
za a 89.
Toucas de seda para crianga bordados
e lisos a 59 *
Casacas de panno preto muito fino
. (francezas a moda) a 409.
Sobrecasacas de panuo preto muito fi-
' no (francezas a moda) a 308.
Ditas de ditaa de cores a 229
Ditas saceos de casemira a 125 e 20$.
Vestuarios de seda para meninos de
1 diversos tamanhos a 89.
I Mantelete de filet muito ricos a 209.
Gorros de velludo bordados a ouro pa-
' ra homem a 53-
) Paletots de alpaca preta sobrecasacos
a6i-
Fitas do seda matisadas para sinteiro
I a vara 29-
I Organoys os melhores que ha no mer-
cado a vara a 19000.
1 Cambraias de corea muito fina a 640
I e 700 rs.
i B muitas outras fazendas baratissimas.
m
Ama.
Na ma ds Soledade sobrado n. 80, eiitte urna
mulher portugueza que prope-se a ser ama, pa-
ra cujo my&ler tem as habilitacoes neceesahas:
quem dos seus servlgoa precisar pode dirigir-so
a casa cima mencionada.
Deseja-se fallar com o Sr. Francisco An-
tonio Bastos, para se saber algumaa inrormages
do espolio deixado pelo fallecido Joaquim Gon-
calvea Bastos, dirigiodo-se a ras do Crespo loja.
n; 9.


W
DilfiiO M tlttUBetOCft SABB1D0 31 DE AGOSTO DB 1811.
Importante
Aviso
Na loja de'. 4 portas da ra do Queimado o. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorli-
mento de roopaa feitas, paracujo fim tem mo-
udo urna officina de aUaiate, estando encarreaa-
do della um perfeito mestre rindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se lbe
encorameode; por isso que faz um confite espe-
cial a todas as pessoas com especialldade ios
Ulms. Srs. offlciaes Unto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fardos com superiores preparas
e muito bem feitas, tambem traU-se fazer o far-
dameolo todo completo conforme se usa no Rio
l rieram ; alm disso faz-se mais casaquiohas
para montara, fardetaa ou jaquetas, bem como
colletes a miliUr para qa Srs. ajudantea de esta-
do maioi- e de carallaria. quer seja aingelos ou
bordados a espequilha de ouro ou prsla, ludo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylode Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecLdas at boje, assim como tem muito ricos
desenhos a matiz de todas as cores proprios para
fardsmento de pagens ou criados de libr que se
fari pelo goslo franceza. Na mesma casa eu-
carrega-se de fazer para meoinos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiancando
que por tudo se flea responsarel como seja boas
azendas, bem feito e bom corle, nao se falta no
dia que se prometter, segundo o systema d'onde
veio o mestre, pois espira a honrosa risita dos
dignos senhores risto que nada perdem em es-
perimentar.
Na loja 'aguia de ouro, ra do Cabug o. 1 B,
recebeu um;completo sortimeoto de gollinhas de
missaoga, sendo de todas ascores
i




O bacharel Witruvio po-
de ser procurado na ra
Nora o. 23, sobrado da es-
quina que rolla para a
camboa do Carmo.
i

i

I
Publicages do Instituto Ho-
meopathico do Brasil.
TIIESOlliO IIOIlEOPATIlirO
ou
VADE-UECIM DO HOMFOPATHA.
(Segunda edceo consi-
deravelmente augmen-
tada.)
Diccionario
popular de medicina
meopalhico
ho-
ttio un.
SABINO OL.PINHO.
Continan) as assfgoaturas para estas obras a
20*W0 em brochura at dezembro. Desse lempo
S5i/uJADle ** a98'8DalurS suo eleradas a rs.
Ra de Santo Amaro (Mundo Noto) n. 6.
Perda.
Terdeu-se da ra dos Pires at o Campo Ver-
de urna pulseira de ouro, na noite de 29 do cor-
rente : quera aachou querendo-a restituir diri-
ja-se a ra Velha n. 66, que receber 10 de
gralificacao.
O Sr. Joo Augusto de Carralho Marinho
tem urna caita na ra das Trincheiras n. 1.
Precisa-se de 600 sob penhor de ouro e
prala : na ra Auguita n. 60, se dir com quom
se trata.
A riura de Manoel Ferreira da Sila Maia
vende duas moradas de casas na cidade de Olin-
da, urna na ra do Amparo n. 1 e outra na la-
deira da Misericordia n. 2, para pagamento de
seus credores : quem pretende-las dirija-se a ra
de Malhiag Ferreira, sobrado n. 12.
O bilbete n. 589 e os meios de ns. 1136 e
P-21 da quarta parte da nona lotera da matriz da
Boa-Vista, perteocem ao Sr. Cassiano de tal
morador na cidade de Nazarelh.
O abaixo assignado, relojoeiro estabelecido
na ra da Imperatriz n. 14, rem pelo presente
declarar que as pessoas que em seu poder dei-
xaram relogios parase concertar, isto ha muito
tempo, deverao comparecer dentro do prazo de
lo das contados da data deste, am de satisfa-
xerem seus dbitos concernentes a taes concer-
t, resgalando seus relogios, e do contrario An-
do o dito prazo serao rendidos semelhantes ob-
jectos para de seu producto ser o roasmo abaixo
assignado integralmente pago. Recife 21 de
agosto de 1861.
Albert Aschoff.
Compra-se urna machina de costura em
segunda rn*o, porm quer-se das que fazem
trantinha pelo lado debaixo : a tratar na traressa
das Cruzes n. 12, no segundo andar.
&
Qp Precisa se de urna ama para comprar e
0J cosinhar para uma pessoa : no becco do dj
d$ Padre n. 6, primeiro andar.
Machinas pttra descarocar al-
godo.
. O. BIEBER & C. SCCESSORES, ra da Cruz
d. 4, participara aos agricultores do algodao
que elles acabam de receber MACHINAS PA-
RA DESCAROCAR E LIMPAR O ALGODAO'.
Estas machinas teem as seguales ranlageos-
descarogam com uma rapidez incrirel, nao
quebrara a sement neo cortao o fio do algo-
dao, e limpam-o de toda e qualquer impu-
reza, augmentando assim o valor coosidera-
relroente. A machina mui acil a manejar,
s a rapidez com que descoroga rale fazer-se
a despeta da compra.
instrumentos par* agricul-
tura.
MACHINAS PAHA DESCAROgAR OMILHO, tra-
balham comuaia pessoa e descarojam as es-
.P!?.1^ln9iSDt8De,menle 6m gnebrar o milho.
MACHINAS PARA CORTAR CAPW ; cortem
com presteza o capim em tamanho de uma
pollegada e teem a rautigem de nao deixjr
retrago,
n niU8'U *'"* Para cortar cana.
ARADOS, GRADES. BOMBAS para regar capim,
hotU, te.,Me bombas para cacknas.
a travesea da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continua se a tingir
com toda a perfeiijo para qualquer
cor e o mais barato potsivel.
h *?-se globos para candieiroa, e Jom-
nas de japi, mais barato do que em ou raar.al-
qnet pane: na ra larga do Rosario, n 34.
. Os senhores, cajos nomes abaixo vio ins-
criptos, teobam a bondade de dirigir-se a typo-
grapbla da de n. 47, Iratarem de negocios de seus inte-
resses :
Padre Antonio da Cunha Vasconcellos (da Ps-
rahiba.) W
Dr. Alvaro Nstor de Albuquerque Mello (dem.)
Dr. Antonio de Souza Nunes Pialo (dem.) -
Dr. Aodr de Albaquerqae Maranbo (dem.)
Antonio Felemon de Souza Reg (idero.)
Vigario Frederico de Almeida Albuquerque
(idem.)'
Coronel Joo Valeotim Peixolo de Vasconcellos
(idero.)
Dr. Manoel Aranha da Fonseca (idem.)
Antonio Jos Leina (idem.)
.Laurenlino de S. Pedro Neres (idem.)
Dr. Fernando Jos Rabello (idem.)
Antonio Ferreira da Costa (dem.)
Fortunato Ferreira da Silva Campos (idem.)
Valentiniano da Cuaba Reg Barros (de Goi-
anna.)
Antonio Pioheiro de Mondonga (idem.)
Ludorico Caralcanti da Cunha Vasconcellos
(idem.)
Ursulioo Caralcaoti da Cuoha Vasconcellos
(idem.)
Viara e herdeiros do coronel Henrique Luiz
da Cunha Mello (idem).
Vigario Manoel Paulino de Souza (idem )
Padre Galindo Ferino de Silreira Caralcanti
(do Limoeiro.)
i Joaquim Jos Coimbra de Andrade Jnior.
Manuel do Nascimeoto Bastos.
Honorato Jos de Olireira Figueiredo.
Joo Hypolito Meira Lima.
Bellarmino Ferreira Padilha (de Cabrob
Jos Joaquim de Sani'Anoa (de Caruar.
Jos Francisco do Reg Barros Jnior.
Bernardo Eugenio Peixoto (do Rio Grande do
Norte.)
Jos da Costa Villar (dem.)
Jos Marcolioo de Betsa (idem.)
Aleixo Barbosa da Fonseca Tinoco (idem.)
Manoel Honorato de Barros Tbeodoro (de Bar-
reiros.)
CONSULTORIO ESPECIAL HOHEOPATHICO!
DO DOCTOR
SABINO O.LPINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias otis desda as 10 horas
at meio dia, acerca das seguales molestias :
molestias da$mulhere$, molestias das crian- tribana efe, a casa construida ha poa-
oas, molestias da otile, molestias dos olkos,mo- PA tomr.n ..______j_ A
lesiia, syphiliticas, todas as especies de febres,)C0 'eP Cm terra?<> a roda, Sita na
febres intermitientes esuas consequeneias, ( entrada do Poco : a tratar com os pro-
pharmacu especial hoiikopathica. f prietarios N. O. Biebcv & C, successo-
Verdadeiros medicamentos homeopathicos are- _, a r i
parados som todas as cautelas necessarias. in- l L,ruz n- *
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos presos maia commodos pos-
liveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
laicamente vendidos em sua pharmacia; todos
que o forem (ora della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompaohadas dej'.um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
r6dor as seguiotes palavraa : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos qua se po-
de. As carteiras que nao levaram esse impresso
assim marcado, ombora tenbam na tampa o no-
BM do Dr. Sabino sao falsos.
. Preclsa-se de um caixeiro portuguez, pre-f 0<| _
fe rindo se dos ebegados ltimamente, para uma a. o j!liu estrcitl do RosU'O\ 22
taberna distante desta praca 12 leguas, a flan- : "
cando-selheo bom tralamenlo ; a tratar na ma NUMA POMPILIO dentista brasileiro, acabado
da Praia n. 29. receber grande e variado sorlimento de denles
Os delicado*! P,nfMtM nara Je"?os-mineraes e mais apparelbospsra a coa-
ua UClltdUUb CUieUCh para fCCao de dentaduras artiQciaes, plantndoos
Senhora Peloseyslemasseguintes: sueco de ar, gran-
pos-iigaduras, a pivot sem grampos, sem liga-
duras e sem exrac?ao de raizes. Arranja e
concerta dentaduras de ouro ou platina. Encie
os naturaes com ouro, platina, maca adamar-
tina.scinmentos clcanos elc.,e qualquer dos sys-
temas refjridos serao accommodados ao estade
da bocea. Limpa os mesmos sem osar de ci-
dos que concorrem positiramente para a queda
dos dente, visto que dissolre a superficie r-
trea, expondo os assim a aeco actira dos agen-
tes chimicos, que se desenrolrem na bocea. Ex-
trae denles e raizes cariadas por mais difficeia
que sejam e mesmo abandonadas por outros den-
tistas, empregando para esse fim o systema nor-
te-americano sem fazer applieacao da chave de
Oanngeot; pnrando assim os evidentes perigos
que podem resaltar das operarles feitas com um
tal instrumento, como sejam o extrangulameoto
dos tecidos moles.fraturaco dos airelos e mes-
mo da maxilla e tecidos duros, que formara as
coras das raizes dos denles, nerrslgias, hemor-
ragias, affecses pollipozas, graogreoas caria
dos tecidos duros Faz tudo com aaseio e promp-
udao, guardando todaa as conveniencias relati-
vas a cyrurgia da bocea e bygiene doa denles
podendo ser procurado em sua casa a qualquer
hora. Acceita qualquer chamado para os fios
cima mencionados tacto na capital como fora
della.
Desapparecea dr casa do abaixo assignado
um relogio de euro, abnate, orisootal, tendo
oo fundo da caixa o numtro 338*3, e per saber
quem e tiren, prerine que se nao maodar entre-
ga-Io, proceder convenientemente.
Joa Joaquim da Silva.
A. Beringar, anbdito francs, e sua familia,
vai i provincia das Alagas.
Um lugar vago.
Na rea das Flores o. 3 est vago om lugar pa-
ra menino interno do 10 annos de dado, na es-
cola central do methodo Castilho ; nrmesma es-
cola se abre um curso da liogua franceza por
um dos melhores mestres desta cidade, segunda-
feira 2 de selembro, onde, para maior commodi-
dade, lecciooar as 7 hons da maohaa.
Domiogos Ferreira Maia vai ao Rio de Ja-
neiro.
Nos abaixo assignados temos justo a taberna
da ra de Aguas-Verdes u. 48 com o Sr. Joa-
quim Flix da Veiga : quem se julgar com direi-
to a mesma, reclame no prazo de tres dias na
traressa de S. Jos n. 22.Jos Joaquim de A-
breu CardseManoel Barbosa Ribeiro.
Atten^o.
Mello, Irmio, tendo comprado ao airtmataote
da massa fallida de Manoel Francisco de Mello,
faz scientea aos deredores da dita maesa a rlrem
pagar os seas dbitos, e os que nao fizerem serio
qamados a juizo. Recito 12 de agosto de 1861.
No dia 3 de selembro prximo, pelss 11 ho-
ras da maohaa, depois da audiencia do Illra. Sr.
Dr. juiz de orphos, tem de se arrematar por reo.
da rarios sitios e tres casas de taipa perteocentes
aos orphaos fllhos do finado Manoel da Stlra Bar-
ros, cajos sitios sao dous as Corcuranas de den-
ir*, com boas trras de plantacio, e um delles
tem casa de taipa, outros sao na Venda Grande
com porclo de ps de coqueiros, alguna na pan-4-
";a^m"'/ndood;BOMdcrapiehoboa mediante o uso desse precioso remedio.
casa de rireoda perto do mar, propria para pas- -
sar a festa, e oflerece os banhos d'agua salgada ; -------------------
as tres casas sao sitas na ra da Venda Grande, nnecimento declararam estes resultados benefi-
tendo^doua excelentes commodos para familia. eos diante do lord corregedor e outros magis-
(Arista C J. _._..__.* .
Dentista de Pars.
15Rua Nova15
Fradaric Gautier,eirargiiodntista, faz
todas as oparaedes da sua arto e colloca
dentes artificiaos, tudo com asuperiori-
dadooparfeicioqueas pessosssntendi-
das lhereconbecem.
Tem agua e psdentifriciosatc.
REMEDIO INCOWlPARAVa
UNGENTO HOLLOWAT.
Hilhares de individuos de todas as na$8es
podem testemunhar as virtudes deste remedio
incomparavala provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu arpoe
membros inteiramente'saos depois de hater em-
pregado intilmente outrostratamenios. Cada
pessoa poder-se-ba convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lh'as
relatam todos os dias ha muitos annos; e a
msior parte deltas sao to sor prndenles qua
sdmiram os medios mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois dedur
permanecido longo tempo nos hospiues, o tea
deviam soffrer a amputacao 1 Dallas ha mui-
cas quehavendo dcixado esses, asylos de pade-
timentos, para se nao submeterem a essa ope-
ra$o dolorosa oram curadas completamente,
desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusio de seu reco-
William Leech, subdito britnico, rai pa-
ra Europa.
Quem precisar de uma mulher parda de
muito boas coslumes para ser ama de cozinhar
em casa de familia, pode dirigir-se a ra da Ca-
deia Velha n. 22, segundo andar.
Aluga-se uma excellente casa de
campo com todas as commodidades de
familia, com sitio grande, cocheira, es-
trados, afim de mais autenticaren: sua a firma-
tiva.
Ninguem desesperara do estado de saude sa
tivessebastante confianja para encinar este re-
medio constantemente seguindo alguna tempo o
intrnenlo que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que tudo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos segulntes casos.
23 Ruada Iraperatriz 23
i. PIANOS E MSICAS.
EAU MINERALE
NATURADLE DE VICHY.
Deposito na boticaf ranceza ra da Cr n.lt
Acaba de
chegar
ao novo armazn
ns loja d'aguia de ouro. ra do Cabug n. 1 B,
receberam pelo rapor ioglez, os mais delicados
eofeites do ultimo gosto, que se rendem por
precos mais barato que possirel de 2$000, 32
4g000. 58000, 6&000. 7{C0O e 8&000; assim como
de palhinba a IO5OO. Vende-se por este prego
por que se recebeu em direitura.
Os lindos sintos
Existe tambem os lindos sintos com flrella
dourada, assim como com fella de a;o, e de
outrasqualidades que se vende por prego mui-
to baratissimn.
fascarrilha.
Existe tambem um sortimeoto de casearrilba
de todas as larguras e das mais liadas cores que
possirel encontrar para enfeitar vestidas, e que
em vista dos lindos gostos, ninguem deixar de
comprar.
Chapelinha para senhora.
Existe tambem um rico surtimeoto de chape-
linha para senhora que se rende a 12*000,133
ei4S000, nada mais barato e obra muito fina,
tudo isto na loja a'aguia de ouro, rus do Cabu-
g n. 1 B.
eeaeittieaft mmtm reaKeieg'
f (muillK molpac u
Alporeas
Gaimbras
Gallos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
-das costas.
dos membros.
inferraidades da cutis
em geni.
fitas de anus.
firupces escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
es.
Fritiras.
Gergivas escaldadas.
Inciacoes.
Inflammacao do figado.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Sirand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em loda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs cada bocetinha contm
uma nstrucgo em portuguez para explicar o
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pbarmaceutico, na ra de Cruz n. 22, am
rernarabuco.
UttHiMIetitktMti
Inflammacao da bexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna.
Supurafdes ptridas.
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulaces.
Veas torcidas ou
das as pernas
no-
?
Consultas medicas. S Sociedade bancaria.
Serao dadas todos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escriptorio, ra
a Cruz o. 53, desde s 6 al s 10 horas
da maohaa meaos aos domiogos sobre:
1." Molestias de olhos.
2.* Molestias de coracao e de peito.
3.* Molestias dos orgos da geraco e
do anus.
O exame dos doentes ser feito n or-
dom de suss entradas, comecando-se po-
rm por aquelles que soffrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos,acsticos e p-
ticos serao em pregados em suas consul-
tares e proceder com todo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, natureza e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamento que deve deslrui-la ou
curar.
Varios medicamentos serlo tambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeiraqualidade,
promptido em seus effeitos, e a necessi-
dade do seuempregourgente que se usar
delles.
Pralicar ahi mesmo, ou em casa doa
doentes toda e qualquer operacio que
julgar conveniente para o restabeleci-
menlo dos mesmos, para cujo fim se acha
prvido de uma completa collecco de
instrumentos iodispensavel ao medico
operador.
Vinho do Porto.
Prerine-se aos Srs. empregados da estrada de
ferro e ao publico em geral que na villa do Ca-
bo ao p da estacao, no estabelecimento de Pe-
dro Rufino do Reg, se acha a renda rinho do
Porto marca chamico em calzas de daaia cada
uma e mesmo a retalho por menos do que se
rende no Recife allendendo a qualidade.
2
O Amorim, Fragoso, Santos & C. sacam e lomara
saques sobre a praca de Lisboa.
Padaria.
?
..2. .
lili
Sa a
ta l. o
%
Na padaria de Antonio Feroaodes da Silra Bei-
ru, ra dos Pires o. 42, vende-se a muito acre-
dita da bolachinha quadrada, d'agua, propria para
doentes, bolachinha de araruta e dita de moldes.
.Precisa-se alugar om sobrado de 1 andar
no bairro da Boa-Vsta : quem o lirer dirija-se i
ra dos Coelhos n. 8, ou ao Sr. Figueiroa, que
loe dir quem o preteode.
Precisa-se de uma ama de meiaidade para
casa de uma pessoa aolteira : a tratar na trares-
sa do Sarapatet n. 10.
O Sr. Augusto de Olireira Cerdoso da Fon-
seca nao mais caixeiro de Luiz Jos da Costa
Amorim & C.
Recife 24 de agosto de 1864. Braga tilho & L. tem serapre no seudepo-
O Dr. Joio Francisco de Amida Falco, se- s't0 d* rat da Moeda n 3 A, um grandesor-
engeoho Siberia, na freguezia do Cabo, ment de tachas e moendas para engenho de
O
Q
o
sagn

.
e
a
o
a
Tachas e moendas
precisa de uma pessoa habilitada para ensinar a
seus filhes os preparatorios, com especialidad* a
liogua patria, latim, francs e geographia.guem
pretender dirija-se ra da Senzala Nora 6. 38,
que achara com quem tratar, disposto a
bem.
pagar
a~Z Offerece-se uma mulher branca de meia
idade para ser ama de hornera solleiro, ou de
casa de pouca familia : na ra das Aguas-Verdes
n. 88.
P. C. Morln, cidado britannico, retira-ie
para Europa.
Precisa-se em uma das povoicoes da co-
marca de Garanhunt, de um rererendo sacerdo-
te para exercer o cargo da magnificencia do seu
magisterio em uma capellana que offerece
:3~4Ua estreita do Rosario-3
Francisco Pinto Ozorio continua a col- S
# locar denles artificiaos tanto por meio de 2
tV|molas como pela presao do ar, nao re- 2
# cebe paga alguma sem que as obras nao Z
fiquem a rontade de seas donos, tem por
muito acreditado fabricante Edwin Maw atra-
a r no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. .
Precisa-se de uma ama que com-
pre e sirva para todo servico de uma
casa de pouca familia : na ra das Cru-
zes n. 20, primeiro andar.
3:000#000 rs.
3-se tres contos de ris a premio com hypo-
theca em uma casa terrea as principaes ras do
niirro da Boa-Vista, que tenha commodos para
ma familia : na ra da Concordia casa do Sr.
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sorlimento de
roupas feitas,- estes sovendem por precos muito modi-
ficados como de seu costume.assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitoa pelos ltimos figurinos a
26a, 289, 30J> e a 35$, paletots dos mesmos
pannos preto a 16J, 185. 20 e a 24,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novos padroes a 1*J. 16, 18. 20 e 24,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9, 10, 12 e a 14, ditos pretos pe-
lo diminuto preco de 8, 10, e 12J, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a ti,
ditos de merino de cordo a 12, ditos
de merino chinez de apurado goslo a 15
ditos de alpaca preta a 7, 8, 9 e a 10,
ditos saceos pretos a 4, ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 45500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 3500, 4
e a 4500, ditos de fusto braceo a 4,
grande ouaotidade de calcas de casemira
preta e de cores a 7, 8, 9e a 10, ditas
pardas a 3 e a 4, ditas de brim de cores
finas a 2J500, 3, 350O e a 4$, ditas de
brim brancos finas a 4500, 55, 5500 e a
6, ditas de brim lona a 5 e a 6J, colletes
de gorgurao preto e de cores a 5$ e a 6$,
ditos de casemira de cor e pretos a 4f500
e a 5, ditos de fusto branco e de brim
a 3 e a 35500, ditos de brim lona a 4f
ditos de merino para luto a 4 e a 45500'
caigas de merino para luto a 4500 e a 5*
capas de borracha a 9. Para meninos
de todos os tamaobos : calcas de casemira
prefa edt cor a5J, 6 e a 7, ditas oilsa
de brim a 25, 3 e a 3500, paletots sac-
eos de casemira preta a 6$ o a 7, ditos
de eor a 6 e a 75, ditos de alpaca a 3.
sobrecasacos de panno preto a 12 e a
14, ditos de alpaca preta a 5, boneta
para menino de todas asqualidades ca-
misas para meninos de todos os tamanhos
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babades lisos a 8 e a 125, ditos de gorgu-
rao de cor e de la a 5 e a 6, ditos da
brim a 3, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sorlimento de fazen-
das de gosto e uma grande officina de al-
faiate dirigida porum hbil mestre que
pela sua promptido e perfeico nadadei-
xa a tiesejar.
7<*Voef,dem'se a8.fan,<1s chinellas do Porto
por 1I3Q0, quem deixar de comprar: na roa da
Senzala Nora n. 1.
Fejo fradinho, saccas com 20 cuias ; fen-
de-se na ra das Cruzes n. 24, esquas da tra-
ressa do Ouridor.
Vende-se um carro de conduzir gneros da
alfandega, em bom estado, prompto para Iraba-
lhar, por prego commodo : na ra Velha n. 87:
# Lc-ja de fazendas finas #
9 DE @
GMartinho de OliveiraBorges 9
Ra da Gadeia do Rerife n. 40.
Vendem-se bonitos cortes de vestidos A
&& de cambraia btancos bordados a 30S. 2
K ditos ditos de cambraia da Escocia fina W
|H nho bordado, preco 50ff. A
grande ranl.gem ; trata-M na ra do Queimado!" Luiz ^"0 ^" achar c0",?',? ""
foja o. SO. w Aluga-se uma casa em Beberibe : a tn
Precisa-se de um trabalhador de padaria
para lomar coota de lodo o serrico, paga-se-lbV
bem : na ra dos Pescadores ns. 1 e 3, padaria,
Casa para alugar.
Com cooseatimento do propietario traspasa.
se o segundo audar da casa da ra do Imperadir
o. 79 que se achawnuito aceiada : a tratar ni ria
do caea 22 de Norembro com o abaixo assignado.
Polycarpo Jos Layme.
Precisa-se fallar ao Sr. Vicente
Jos de Oiiveira, que morou na ra de
Santa Isabel, e como se ignore sua moa-
radia roga-se lhe queira dirigir-se a l
ta typographiS.
No dia 22 de julbo de correte anno, au-
sentou-se de bordo do vapor Iguarass um
mualo criado de nomo Faustino, idade de 21 a
22 annos pouco mais ou menos, natural da cida-
de da Granja e de propriedade do Sr. Jos Anto-
nio de Barros, residente alli, cujos sigoaes sao os
segeintes : alto, corpo regular, cftr amarellaea,
cabellos carapinhos, nariz proporcionado, bosca
grande, beicos grosaos, boas dentes, mal feito da
ps, anda sempre bem vestido e perneado : o su
pracilado mulato anda pela ra da Aurora ioti-
tulindo-se forro. Roga-se a autoridades policiaes
o capitaes de campo a appreheosao do predilo
I e outras prepanc&ea as mais acreditadas 2 miilain t i.
para conaervacio da bocea xl T* ,eTa'10 40 ,ar8 d Assembla n. .
iMMMaaeaeeAeeet,.! ,o?TA ou ?m c,,a do Illffl- Sr- comm.ndador
## | Manoel Goncalres da Silva.
_ tratar
com J. I. de Si. Reg, na ra do Trapiche n. 34.
Precisa-se de uma ama que compre e sirra
para todo o serrico de uma casa de pouca fami-
lia : oa traressa do Lirrameolo n. 18.
- Preclsa-se de uma ama capaz de meia ida-
de para todo servico de casa de pouca familia:
na ra da Roda n. 54.
Ra dalmperatriz
n. 16.
Ra da Gadeia do Recife
numero 49.
Oabaxo assigoado chamou sua casa o pro-
prie ario do estabelecimento cima referido, para
lhe indicar a maneira de cobrar alguma quaolta
queso julgue credor, o dar explicaces a respeito
ao muito digno chefe de lio respeitarel casa,
quJ nao leve, mas parece ter negocios com
Firmo Candido da Silreira Jnior.
Aluga-se urna cata na Passagem
da Magdalena, entre as duas pontea,
com excelientes commodos, tendo 4
qjartos, uma dispensa, sotao com 2
qjartos, uma conha no fundo do quin-
til, uptimo banho no fundo : as pessoas
que pretenderem dirijam-se a ra Di-
nita n. 3.
Casemiras a
4.000 o corte, na
loja do Pavo.
Vende-se fimssimos cortes de aasemt-
ra entestada de cores pelo diminuto
preco de 4# o corte para calcas, assim
como tem das mesmas para vender a
2$i00 rs. o corado pr jprias para pa-
letots, cal^a e collete, recommenda-se
muito esta fazenda aos Srs. alfaiates que
costumam a fazer roupa para vender,
porque tao cedo nao acbam uma pe-
chincha igual : na ra da Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva.
Vende-se
um relogio de ouro patente su isso com cadeia a
moderna, e tambem se rende dous traocelins
com passadores sendo um chato o oulro rolico,
tudo por muito commodo proco : na ra do Ran-
gel n. 45.
Vende-se uma casa terrea no becco do Po-
cinho n. 9 : quem pretendor, dirija-se a ra da
Cadeia do Recife n. 64, das 8 s 11 horas da ma-
nbaa, ede larde desde as 4 s 6.
Vende-se uma armaco de amarello enrer-
oiada, propria para qualquer estabelecimento,
com gaz dentro, e todos os pertences, na roa
Direita n. 75 : a tratar na ra do Queimado o.
45, loja.
ttenco s maces.
Vendem-se mages muito perfeitas chegadas
pelo ultimo vapor, declara-se que a porcao
pequea: oa ra da Senzala Nova o. 1.
Vende-se a gorda carne do aertio a 320 a
libra ; na ruada Senzala Nova n. 1.
Vende-se uma armacio para taberna com
dous caixdes, e aluga-se a mesma casa que
mullo afreguezada e em muito boa lugar, por
muito commodo preco, na ra do Cordonu n. 6,
a tratar na mesma, oo 1* andar.
S Gama & Silva.
Grande exposico de fazendas biratissimas na
tua da Impera trizo. 60, leja do
Vende-ascutes de phantasiafazenda de muito
goslo com babados pelo diminuto preco de 4500
na ra da Imperatriz n. 60, loja que tem um pa-
vao do lado de fora (isto para nao harer engaos)
3#500.
Vende-se rico, cortes de cambraia de seda
com avente] ou duas saias a 34500 : na ra da
Imperatriz n. 60, loja do pavib!^
3,200, 3,500 e 4,000.
Vende-se flnissimos cortes de cambraia bran-
_ ca e de cor com dous e mais babados pelo dimi-
nuto preco de Ma 3$500 e 4 : na ra da Im-
peratnz n. 60, loja do pavo.
I A 15000.
Vende-se finicissimos sortes da cambraia bKo-
ea com bordado rsuito delicado proprios p*ra
bai^ou casamento a 15: na ruada Imperatriz
n. oo, loja do pavao.
Nova pcelihiclia.
Vende-se flnissimaa pecas de cambraia* fran-
cesas de carocinhos com 17 lt raras pelo dimi-
nuto preco de 8fi a peca, ditas das mesmas com
8 \4 raras pelo preco de 4$ a peca, tambem se
rendem das mesmas a 500 w. e vare, nenio
loja7o8pV.eo.COreS J "" lmper"ril D' <
Puptlua & ^80 ts.
Vende-se pupelioa de quadriohos a imitaco
de sedinhas de quadro pelo diminuto preco do
930 rs. o covado : oa ra da Imperatriz n. 60.
toja do parao.
C\\aW a 500 ts.
Vende-se chaly muito fino a 500 rs. o cora-
do : na ra da Imperatriz n. 60, loja do pavo;
Sedas a covado.
. 1V^e*,e4fde."p,e, pret0 m"i, encorpado
a 18600 e 1800, ditos de cores azul, cor de rosa
e cor de cana mais barato que em oulra qualquer
parte ; na ra da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Sedas de quadrmlios.
Vende-se sedas de quadriohos fazenda muito
encorpada a 500 e 640 rs o corado : na ra da
Imperalriz n. 60, loja do paro.
Manguitos de i\\ a 500 rs.
Vende-se manguitos de fil muito bem enfei-
tados a 500 rs.: na ra da Imperatriz loia do
parao.
Chitas francezas a 200 rs.
Vende-se chitas francezes muito finas e largas
fazenda de 360 o corado a 200 rs. por ter um
pequeo toque de mofo, aflanc.ando-se que sola
logo que seja larada a primeira rez : na ra da
Imperatriz n. 60, loja do paro.
Cassas com salpico graudo a
200 rs.
Vende-se cassas com sai picos graudos e listraa
a 200 rs. o corado, fazenda muito ora-: oa ra
da Imperatriz n. 60, loja do paro.
Cassas pintadas a 240 rs,
Vende-se cassas pintadas auilo miudinhos
padroes a 240 rs. o corado : na loja da ra da
Imperatriz onde est o paro.
Sentido ao Pavo.
Vende-se neste estabelecimento um grande e
ranado sorlimento de fazendas tanto para ho-
mens como para senhoras, de todas as fazendas
se dao amostras com penhor ou mandam-se le-
rar em casa das familias pelos caixeiros da casa,
assim como o respeitarel publico achar lodes os
das uteis este estabelecimento aberto das 6 ho-
ras da manha as 9 da noite.
Vendem-se potes do apprcrado remedio
para matar ratos e baratas a lg ; na ra da Sen-
zala Nora n. 1.
~" Vendem-se quatro tachos de cobre proprios
de renaco, todos ou arulso : na ra dos Guara-
rapes o. 42.
AVISO
Aos Srs. boticarios.
Daqui por dianle harer sempre assucar candv
para reoder por prego commodo : na ra dos
Guararapes n. 42, Fora de Portas.
ttenco.
Na ra do Brnm n. 41, defronte da padaria do
Sr. Pioheiro, vendem-se reas de composic.o de
todos os tamanhos por prego commodo.
Magalhaes k Mendes
teima, nao vende, queima.
Na ra da Imperatriz loja armazeoada de qua-
tro portas a. 56, recebeu noro sortimeoto de fa-
zendas, a saber : ricos cortes de phantasia cem 3
babados a 5, ditos de cambraia de teda a 59, di-
tos de cambraia brancos e de cores de 2, 3, 4, 5 e
6 babados a 3 e 39500, ditos de tarlalina de 3
babados a 2*500, pegas de algodozioho a 29500.
39 e 39500, ditas de madaplo a 39500 4g000 o
49500, todas as fazendas em perfeito^tado.
Grande
Pechincha.
Sedinhas de quadros de todas as corea muite
encornadas corado 720 rs.. chites francezas a 220,
2(0, 260 e 280 rs. o corado, pecas de cambraia
brancas finas a 2950O. 3| e 39500. pecas de ma-
dapolao francez enfeatado a 39, ditas de brelanha
franceza enfestjda a 4g e 5J, pegas de ntremelos
e tiras bordadas a 19, saia baio de 20 a 40 ar-
cos a 39 o 395OO, as mais modernas que ha, cor-
tea de cambraia de salpicas a 2g : na ra da
Imperatriz loja de4 portean. 56, de Magalhaes &
tiendes.
Nova pechincha.
Cortes de cambraia branco de salpicos o bor-
dados com 8 e meia raras pelo diminuto prego
de 49 o corte : na ra do Creapo n. 20 B, loja Ue
Adriano & Castro.
Acha-se em praga perante o Sr. Dr. juiz de
orphos, para ser arrematada depois de tres au-
diencias, o que tem ligar no dia 3 de selem-
bro, casa torrea na ra do Guararapes n, 51,
araliaia por 2:0001 rs., a requerimento de Cons-
tancio Jos da Silra Manta, procurador4>astante
de D. Antonia Emilia da Silra Manta, e de seus
herdeiros.
BAILE.
Hoie, sabbado, ha nos saldes do caes d'Apol-
Io um esplendido baile como a muito alo ha, e
espera-se a benevolencia dos senhores amantes
deste dirertimenlo, por nao ser baile de casa
esim particular.


D.4RI0 DI fEENAHDCO. SABLUDO 81 II AGOSTO DI 1861.
Francisco Jos Corris Tai para o Rio de
Jaaeiro.
Compram-se moedas de oaro de 100000:
na ra da Cadeia, loja de fazendae d. 51.
Aluga-ae um aitio na ealrada do Rossrinho
n. 7, a ealender-ae oo araenal de marioba com o
ajudaote do mesmo arsenal.
rrecisa-ie alogar urna prela ou moleque
que saiba Tender na ra : quem tirar queira diri-
gir-ae na ra das Unco Ponas n. 54.
(6)
Jos Antonio de
proTincia.
eixas Tai para fora da
Casa para alugar.
Um sobrado de um andar moilo fresco por pro-
co commodo na ra Imperial lado da sombra o.
116 : a tratar no largo do Terco n. 141.
Urna pessoa capaz, que Tai provincia do
Cear, onde pretende demorar-se alguns mezes,
offerece-se aos Srs. commerciantes desta praca e
mais pessoas, cje lenham doradores oaquella
provincia, principalmente no centro, para encar-
regar-se da cobranza deasas dividas^uer ami-
gavel, quer judicialmente, para cujo lira prestar
as preclaia garantas. Quem deaejar tratar a res-
peito dirija-ae ao pateo do Tergo aobrado de um
andar, o. 28.
Precisa-se de um caizeiro de idade de 12 a
15 annos para taberna : na ra do Hondego nu-
mero 97.
Precisa-se de um preto sem tcos para o
servido externo : na ra do Cabug n, 3, terceiro
andar.
Fugio no dia 24 do correte o moleque Eu-
enio, de idade 12 annos, pouco maia ou menos,
btou calca de brim, camisa de madapolao, tem
os sigoaea aeguintes ; olhos grandes e brancos,
chelo do corpo, um signal risirol no peilo : quem
o pegar, leve-o 4 caaa o. 32 da ra do Apollo,
que ser recompensado.
Precisa-se alugar urna casa terrea que te-
cha quintal, no bairro da Boa-Vista, ou de S.
Jos : oa ra Nova n. 42, loja.
Attenco.
*
Castriciaoo Marques de Gouveia, arrematante
das dividas activas da massa fallida de Caminha,
Irmos&C, prefine aos devedores da referida
massa que nesta data consume sen bastante pro-
curador para liquidaco das cobranzas ao Sr.
Francisco Tiburcio de Souza Neves.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
OITURA.
A directora do Gabinete Portuguez de Leitura
faz publico, que aabbado, 31 do correte, ser
aberto o estabelecimento, principiando desse dia
todo o expediente na bibliolheca, ioterrompido
pela mudanca da mesma, effeetuada ltimamente
para as oras casas do Exm. Baro do Livra-
mento.
Sala das sessoes 30 de agosto de 1861.
A. B. Nogueira, 1.a secretario.
Feitor.
Preciaa-se de um feitor : na ra da Cadeia n.
35, loja de Ferreira & liathens.
Ainda se acha fgido o escravo Cosme, cri-
oulo, idade de 35 annos, estatura regular, testa
grande, cora falta de denles na frente, costuma
mascar fumo e dado a bebidas, foi o ascrsro do
Sr. tenente-coronel Joio Valentim Vilella, teas
offlcio de pedreiro e carapioa, tem sido visto na
Passagem e soas immediaces, porm lalvez te-
cha ido para o eogenho Crauass, aoode tem va
irmo gemeo chamado Damiio, que tambera foi
escravo da sogra do mesmo Sr. Vilella, e vendi-
do para o mesmo engenho, elle mullo conhe-
cido; pelo que roga-se a todas as autoridades
policiaes, capiles de campo, e a quem mais Ihe
convier, o favor de o prenderem e conduzi-lo ao
seu senhor Antonio Leal de Barros, no sao sitio
na ra de Joo Fernandos Vieira, junto ao Man-
guind, que gratificar generosamente
Precisa-se alugar um preto ; a tratar na
padaria da ra da Uatriz da Boa-Vista n. 26.
Recebem-se e apromptam-secom perfeiclo
ebreridade qualquer encommeoda de espanado-
res : oas Cinco Ponas segundo andar do sobrado
n.42.
= Aluga-se urna canoa grande para familia,
que pode carregar at 20 pessoas, com assentos
em roda, bem construida e aceiada ; na ra No-
va de Santa Rita, serrara do Sr. Banks n. 21,
para ver e tratar.
Os armszens da ra da Lapa n. 13, e ra
do Costa n. 10, recebem gneros para recolhe-
rem por menos de que costumam receber cutros :
quem pretender, dirija-se ao n. 13, que achara
com quem tratar ; assim como se aluga um dos
meamos armazens.
O aqaixo assignado, relojoeiro estabelecido
na ra da Imperatriz n. 14, Tem pelo presente
declarar que as pessoas que em seu poder dei-
zaram relogios para se concertar, isto ha muito
terapo, deverao comparecer dentro do prazo de
15 das, coatados da data deste, sQm de salisfa-
zerem os seus dbitos concernentes a taes con*
certos, resgatando aeus relogios, e do cootraris
Ando o dito prazo sero rendidos semelhanteo
objeclos para de seu producto ser o abaixo as-
signado integralmente pago. Recife 24 de agos-
to de 1861.Albert Aschoff.
Aotonio Brrelo Cotrim de Almeida decla-
ra nada dever, mas quem se julgar seu credor
dirija-se ra da Uoio n. 39.
Alaga-so o primeiro andar da casa n. 37 da
ra do Amorim : a tratar na ra da Cadeia n. 62,
segundo andar.
Na ra do Vigario n. 9, primeiro andar,
existem as segainles imagens, vindas ltimamen-
te da cidade do Porto, e que se trocam a prego
razoarel : -
2 santuarios com as competentes imagens.
Santo AnDnio.
Cooceigo de Nossa Senhora.
Sant'Anna.
S. Joaqoim.
S. Jos.
Menino Jess.
MUDANCA.
Luiz Soulan, cutileiro e armeiro francez, participa ao respeitavel publico
e especialmente aos seus freguezes quemudou sua omcina da ra das Cruzes pa-
ra a ra da Imperatriz n. 13, aonde continua amolar todos os dias e a fazer
concertos, reparos e obras novas tendentes a sua arte com promptidao e barateza.
Costureiras.
Precisa-se de boas costureiras para fazer obras
de atraale : na ra Nova u. 42, defronte da Coo-
cei.o dos Militares.
0 Sr. Fran-
t
t
cisco de Carvalho Paes
de Andrade, antes de se 5
retirar para o centro, $
queira ir a loja de fa- $
zendas n. 23 da ra da
Cadeia do Recife, para
cujo fm nao extranho. &
#t Manoel Aires Guerra saca sobr o Rio de
Janeiro.
:
{Gabinete medico cirurgico.
Ra das Flores n. 37.
9 Serio dadas consultas medlcas-cirurgi-
SJ cas pelo Dr. Estevo Cavalcanli de Albu-
querque daa 6 as 10 horas da manbaa, ac-
9 cudindo aos chamados com a maior bre-
9 ridade possivel.
lo Partos.
a) 2. Molestias de pelle.
f) 3.* dem dos olhos.
) 4. dem dos orgos genitaes.
Praticar toda e qualquer operacio em
SJ seu gabinete ou em casa dos doantes con-
0 forme lhes fdr maia conveniente. Sjt
#
Sacam sobre Lisboa
Aranaga, Hijo & C, ra do Tiapiche
Novon. 6.
Attenco.
O abaixo assignado esl autorisado pelos
Srs: Faria & C a cobrar todas as diridas de sua
loja sita nesta praca : por isso roga a todos os
deredores queiram quanto antes pagarem, por-
que do contrario se proceder judicialmente,
Joo de Souza H argel Jnior.
Do sobrado da ra Nora n. 56 fugio um sa-
bia : quem a apaohar e entregar em dila casa,
ser generosamente recompensado.
Aluga-ae um segundo andar e soto com
grandea commodos, no caes' do Ramos l a tratar
na serrara n. 59 na ra da Praia.
A. commissao liquidadora dos ere-
dores da massa do fallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aos Srs.
devedores a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commissao todos os dias uteis das 10 ho-
ras da manbaa as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commissao roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a' obrigue a lancar
mao dos meios judiciaes ou do jornal
para haver essas importancias de que
sao seus devedores.
N. 18 ra estreta do Rosario, esquina da ra das
Larangeiras n. 18
DE
Jos de Jess Mor eir C.
O proprieta rio deste estabelecimento partleipam tos seus numerosos freguezts, e bem assim aos se
nnorea desta praca e aos sentares de engenho e lavradores Ijue se achara com um completo sortimeni
dente a molhados, e estio retalvidos a veoder por menos do que os ou tros e do melhor que tem rindo a este I
mercado, por ser parte delta vindo em direitura por conta dos propietarios, pelo que os proprietariog se
i"
Ruada Imperatriz nu-
mero 16, loja da vi-uva Dias
Pereira & C.
Rogo ao senhor que faz parle la companbia
desta casa que quando tirer de fazer alguma de-
clarado por este Diario em typos trplices, qoe
me declare o seu nome por extenso, pois techo
informaces por pessoa que tem por habito de
pagara quem dere, que um jovem com fina
educaco e excelleotea coatuma, e que tembet
tem viajado pela corte e norte, do imperio, cao
dere ter acanhamento de atsiguar seu nome por
exteoso, pois desejo entreler algumas relagoes
tambera em typos trplices cora este senhor, e
deixarmos de mencionar a Illma. e Exma. Sra.
sortimento-ten- riura Dias Pereira, a quem muito respeito.
Firmo Candido da SiWeira Jnior.
era
Aviso.
Largo da Penha
Francisco Fernandes Duarte, proprietario deste
armazem de molhados, partecipa aos seus freguezes, assim como aos senbores da praca, de enge-
nho e labradores que dora em rante quizerera-se afreguezar neste estabelecimento, que se acha
com um completo sorlimento de gneros os mais novos que ha no mercado e por serem a maior
parte delles rindos de conta propria, est portento rcsolvido a rende-los por menos 10 por cento
do que em outra qualquer parte, aQancjndo a boa qualidade e acoodiciouamento, assim como ser-
vir os portadores menos praticos to bem, como se os senbores riessem pessoalmeole, para o que
nao se poupar o proprietario em prestar toda attenco, afim de continuaren] a mandar comprar
suas eocommendas, serlos de que, toda e qualquer encommenda comprada neste estabelecimento
acompanhar urna conta impressa cora o mesmo titulo de armazem Progresso.
Nlanteiga ingUza nerfoitamente o* 1|000 rt., llDra, TeDue_
se por este preco nicamente pela grande porcao que tem e se for em barril se fara abalimento
MLanteiga franeoza a 700 r.iibr.! em bami a m .
l^Ha liySSOil 0 melhor que ha n0 mercado a 298OO a libra.
dem preto, l600, libr8
Queijos do reino chegados MiU ulUoao Tapor a ^oo.
dem prato a 640 rs ^tero a 700 rs# a Hbr8#
laem SU1SSO a 640 a Ubra em por5So se fa-z a batimento.
P rexunto de Hambre iDgl6I. soo a ibr..
Prezanto de Vamego. 480..librainteiro a 440r..
iVmeixas raneezas em fragco com 4 libra por 3^000, a retaiho asoo rs.
F.spermas ete a 720 r,.. Hbra. em m a 700 rs.
lalas com boVaxinua de soda de deferenle quaiidades a 15400
Latas com peixe em posta de maita8 qu.ud.desxwoo.
A.ZetOHaS matO UO\aS a lg200 rs. o barril, a retalho a 3S0 rs. a garrafa.
Doce de VVpercue em latla, de 2 ilbra Por 1*00.
Canutas par, podm a goo rg# a 1bra#
Banua de porco refinada, 480 rs. a i,bra, em barril .440 rs.
M.*$a PaiOS ae lOmbO a prmeira rez que reram a este mercado a 640 rs. a libra.
C houcas e paios muil0 nov08 a ^ a m.
Palitos de dente Uxadoscom 20 maciBh0, por 200 rs.
CnOCOiate iranCeZ a 1$200 rs. a libra, diUo portuguez a 800 re.
Mavmeiaila imperial d0 afamad0 Abreu a de outros muitos fabricantes de Lisboa
a I9OOO rs. a libra.
ViOnOS engarraiadOS Porl0i Bordeaux, Carcarellos, e moscatel a 1000 a garata.
\ HUIOS em P&pa de 500> 560 e 640 a garrafa> em caadas a 3*500 4S000 4500.
Vinagre de LlSDOa 0 mais superior a 2*0 rs. a garrafa.
^erVejA das msg acreditadas marcas a 5J a duzia, e em garrafa a 500 rs.
EiSireitinna parasopa amis nova que ha no mercado a 640 rs. a libra
.rvilnas franeezas a m ri#, UIU.
Mioio de amendoa a 800 .. Ubr,, dU Com casca a 4*o n.0
NOZeS aauu0 no?ai a j2o rf. a libra.
CaStanbaS pUadag a 240 rs. a Ubra:
Caie mBt0 saperiora 240 rs. a libra, e a 7 a arroba:
A.rrOZ do Maranho a 39 em arroba, e em libra a 100 rs.
Fumo americano a 1#> a ,bri| ,e for em por5ao ge fara Bbatimenio.
Se\adinba de Fr,nQa, 40 rs a ubre.
OagU mlo D0T0 a 320 rs> a Hbra.
X oncinno de Liiboa .s^,,,, ilbra # a 10 a arroba.
Farinba do Marannao, maii n0Ta, m rl<, Hor,
T oncinbo ingltz, 00 rs.. itkn.
Pansas em caixinnaa de 8 jibrag a j^g^, cada UB)B>
Independente dos gneros mencionados encontrar o respeitavel publica tudo quinto pro
curar Undante i molhados.
obngam a aceitar qi gcneroi, toda vez que nao sejam de boa qualidade, a saber;
Manteiga ingleza perfeitamente flor e960r..,du iranceza a6io rs
bail se far abalimento.
T A de primeira forte o melhor que ha a 200, 2U00 e 2*200.
P !'0 a 19600 a libra, queijo do reino dos ltimos rapore a 2600 e 2400, dito prato a 640
rs. e inteiro a 620 rs.
T O a 480 rs. e inteiro a 440 rs., frascos com ameixas frascos grandes a 3.
Latas com bolachinha de Mi da melbor queha, 19400.
Azeitonas novas a w 0 Una eaao.... garr.f..
_ .o iP-Da do me|nor que ha a 800 rs. a caixa, vende-se por isto por ter grande porcao.
V' h flPerCe gioja e pera em latas de 1 li2 libras por 900 rs.
duque do Porto a bordo, muscatel e mais qualidades seguintes mais barato do que em outri
qualquer parte : Figueira em pipa a 600 rs. a garrafa, dito de Lisboa a 560 e 480 rs., em
caada se far abalimento.
DOCOlate francez do melhor que ha a 1 a libra, dito portuguez a 700 rs.
Marmeladad0ifamad0Abrtua^
Banha de porco a 48o. a m*.
r' **smS franeezas das mais oras que ha a 860 rs. a lata.
reja d|| meiborei marM que ha a 500 ri. a garrafa e em duzia se far abalimento.
EiStreilinha arg0|ha da mOms que ha a 600 rs. a libra.
i\ ozes muit0 n0Yag a.100 rli a ibra>
Arroz do Marauho. m a lbra, em arroba a 2*000.
SevadinhadePrincaa200abllra.
u do melhor que ha no mercado a 360 rs., e em arroba se far abalimento.
Farinha do Maranhol6o.
"aSSas nmito oras em caixas de arroba pr 7, ditas de 8 libras por 2.
Al lino mnito noro a 39600 o mcco e em cuia a 240 rs.
Azeite dOCe a 720 rs. a garrafa.
Vinagre de Lisboa mutobom a 240 rs. a garrafa.
Farinha dO reinO muit0 boa a 140 e 120 n. a libra-
Velas de carnauba a 440 r. a n*>
CebolaSmuito boas a 99S00 a caixa e a 19300 o cento por serem muito grandes e boas.
conserv srrnceztl em fraicol a goo r.
Batatas 83rs.alibra. u A ,
Alm destes gneros mencionados ha lodos os mais que os senhores compradores procurarem tenden le
a molhados, e bem assim os propietarios se responsabilisam tanto pela boa qualidade dos gneros, com o pelo
bom peso e medida, e serao despachados com promptidao, o que s se encontr na Boa F.
Compfas.
= Compram-se moedas de 209 por -20600
na loja da ra doQueimido n. 46.
Compram-se moedas de ouro :
na ra Nova n. 23, loja.
Compram-se moedas de ouro : na ra Nora
n. 22, relojoeiro.
Compram-se moedas de ouro de 203)000 bra-
sileras e de 16$000 portuguezas : no escripto-
rio de Manoel Ignacio de Olireira & F. largo do
Corpo Santo.
Vendas.
Francisco Haciel de Souza participa a seus
freguezes tanto da praca como do fora que de
noro abri o seu estabelecimento de calcado fei-
to na provincia na ra da Imperatriz outr'ora
aterro da Boa-Vista e pretende render muito em
conta para agradar seus freguezes que todos gos-
tam do bom e barato.
Furtos de cavallos.
Furtaram do engenho Huribequinha, sito na
freguezia de Muribeea, na noite de 8 do correte,
dous carados, sendo um de estribara, gordo,
bem noro, russo, com alguns signaes de talhado,
muito bem feito, nao grande nem muito peque-
no, porm de meio, est ripado, tem os cantos
de um olho brancos eoootro todo preto, a fren-
te aberta, anda bem de baixo a meio, e intei-
ro; e por ter sido comprado ao senhor do enge-
nho Moreno, julga-ae ter o ferro de sua fazends.
O outro russo sujo, pequeo, inteiro, com cau-
da e dinas prelas, urna baixa na aaruelha. j foi
de roda e talrez teoha aignal do peitoral, s anda
a passo, e tem o seguinte ferro NC ; quem a p-
prebender esses cavallos e lera-Ios ao dito enge-
nho, ser generosamente recompensado.
*
Jorge Vctor Jnior, d lindes de piano %
# nesta cidade e seus arrabaldes. Pode ser SJ
% procurado na ra Nora n. 25. m

Vocal e instru-
mental.
MANOEL AUGUSTO DE MENEZES COSTA d
licoes de msica por casas ptrticulares : quem
de seu presumo se quizer ulilisar, procure na
ra da Conceico da Boa-Vista n. 42, ou no ar-
senal de guerra.
Aluga-se, o sobrado n. 2 B da ra do Apollo,
j a casa terrea d. 27 da ruado Burgos a tratar na
ra da Aurora n. 36.
O Sr. Joaquim Francisco de Souza Nararro
queira comparecer a repartico do correio, aQm
de receber um officio rindo do Rio de Janeiro.
t om perfeiio.
Lara-se e engomma-se toda qualidade de rou-
pa ; oa ra da Conceigo da Boa-Vista n. 42.
A commissao liquidadora dos credores da
casa do fallecido Manoel Buarque de Macedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou contas de Irnos, que se diri-
jis com os seus ttulos ra da Cadeia do Re-
cife n. 26. primeiro andar, das 10 horas da ma-
ntisa s 2 da larde, para serem verificados e claa-
sifleados pela referida commissao
' A o Sr. acadmico Francisco Barbosa Cor-
deiro precisase fallar, ns ra Nora n. 7.
O Sr. Brasiliano Francisco de Paea Brrelo
tenha a bondade de rir fallar na loja do Germano,
relojoeiro, na ra Nora n. 21, visto igoorar-se
aonde o mesmo senhor mora.
O Dr. Joio Ferreira da Silra, de rolla de
sua Tiagpm, est morando na ra larga do Ro-
sario n. 20, e contina no exercicio de sua pro-
fisso, dedicando-se especialmente a pratica de
operaedes cirurgicas.
Transferencia
O correio particular da Paiahiba do
Norle, Oca desta data em diante trans-
ferido para a casa de Travassos Jnior
& C, ra do Amorim n. 58.
O abaixo assignado, correspondente do Sr.
Joaquim Crrela do Araujo, senhor do eogenho
Muribara, em S. Lourenjo da Malla, declara que
nao se entende com dito seu correspondente os
annuncios chamando a outrem de igual nome, a
comparecer na loja de calcado da ra da Impera-
triz D. 16, e como oo seja essa a nica loja que
tenha chamado pelo Diario a esse Josquim Cor-
ris de Araujo, declara o mesmo abaixo assigna-
do que seu correspondente nada dere nesta praca
a pessoa algumi, e que se hourer alguem que se
julgue seu credor por qualquer titulo, hsja de o
apresentar em sua casa, ra Dora dos Pires nu-
mero 30.Manoel Gomes Viegas.
S Gurgel & Perdigo. S
Receberam diversas fazendas jS
S' modernas para a sua loja da ra :
da Cadeia do Recife n. 23.
$
ARMAZEM
DE
ROJPA FEITA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RA DO QUEMADO 40|
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambera se manda executar por medida, rontade dos freguezes, para o
que tem um dos
melhores professores.
Casacas de panno preto, 40, 359 e 30*000
Sobrecasaca de dito, 35 3U00
Palitotsdeditoedecores, 359, 309.
25J000 e 20000
Dito decasimira decores, 229000,
159, 129 e 9000
Dito de alpaka preta golla da re-
ludo, 11J00O
Ditos de raerin-sltim pretos o do
cores, 98000 8000
Ditos de alpalta da cores, 59 e d95W
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 a 39500
Ditos de brim decores, 59,49500,
48000 a 39500
Ditos de bramante dalinho branco,
68000. 59000 a 4$000
Ditos de merino de cordio prato,
15*000 e 89000
Calas de casimira preta o decores,
129.109, 99 #000
Ditas de princeza a merino da cor-
do pretos, 59 e 49500
Ditas de brim branco a decores,
58000, 49500 e 29500
Ditas de ganga de cores 3$000
Golletes de velludo preto e de co-
res. Usos e bordados, 129. 9f a 89000
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos a bordados. 69.59500,59 o 39500
Ditos da setim preto 59000
Ditos de seda a setim branco, 69 e 59000
Ditos da gurguro de seda pretos e
de cores, 78000,69OOO a 59000
Ditos de brim a fusto branco,
395OO a 39000
Seroulas de brim de linho 29200
Ditas de algodo, 18600 a 18280
Camisas de peito de fusto branco
a de cores, 29500 e 29300
Ditas da peito de linho 68 e 39OOO
Ditas de madapolao branco a de
cores, 39, 29500, 29 e 1&800
Camisas de meias 19000
Chapeos pretos de massa,francezes,
formas da ultima moda 108,89500 e 79000
Dilos de feltro, 69, 5|, 49 e 2j000
Ditos de sol da seda, inglezes a
francezes, 149,128, US e 79000
Collarinhos de linho muito finos,
norosfeitios, da ultima moda 9800
Ditos de algodo 55OO
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 1009, 909, 809 e 709000
Ditos de praia galranisados, pa-
tente hoaontaes, 408 309000
Obras de ouro, aderecos e meios
aderecos, pulseiras, rozetas
anneis g
Toalhas da linho, duzia 129000 a 109000
ELIXIR DE SALDE
Cifrolactato de ferro,
Vtaieo deposito na botica ae oa^TtAm Maruuo
da Cruz Correia & C, raa do Cabug ti. 11,
en Pernambueo.
H. Thermes (de Chalis antigo pharmaceulico apreaentahoja urna ora preparaba o de ferro
com o nome de elixir do cttro-lactato de ferro. ,
Parecer so publico umluxoempregar-se um mesmo medicamento debaixo de formulas to
ranadas, maso homem da scienciacomprehende a necessidade e importancia de urna talrarie-
dade.
A formula um objecto de muila importancia em therapautica ; um progresso immenso,
quando ella, maniendo a essencia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possirel para todas as
idades, para todos os paladares e para todos os temperamentos.
Das numerosas preparaedes de ferro at hoje conhecidas nenhuma rene to bellas qualida-
des comoo elixir de citro lactato deferro. A seu sabor agradarel, rene o tomar-se em urna pe-
quena dose, o ser de urna prompta e fcil dissoluco no estomago, de modo que completamente
assimilado ; eo noproduzir por causa da lactina, que contem emsua compoeico, a constipado de
reir to frequentemente prorocada pelas outrss prepararles ferruginosas.
Estas oras iialidades em nadaalteram a sciencia medicamentosas do ferro, qua sendo nma
substancia da qual o medico se nao pode dispensar era sua clnica, de incompararal ulilidade
qualquer formula aue lhe de propriedadeataea que o ortico o possa prescrerer sem receio. E' o
que conseguio o pharmaceulico Thermes com a preparaco do citro-lactato de ferro. Assim este
medicamento oceupa hoja o primeiro lugar entre as numerosas preparaces ferruginosas, comoo
atiesta a pratica de muito mdicos distinctos que o tem ensaisdo. Tem sido empregado como in-
menso proreilo as molestias de languidez (chlorose^pallidas cores,/ na debilidade subsequenle as
hemorrhagias.aas hydropesitsqaeapparecem depoisdasintermitenles na incontinencia : de urinas
por debilidade, as parolas brancas, na escrophula.no rachitiamo, na purpura hemorrhagica, na
conralesoancia das molestias graves, na chloro-anenria das mulheresgraridas, em todos os casos
em qua o sangeso acha empobrecido ou viciado pelas fadigas an*ec;es chronieas,, cachexia tuber-
culosas, cancross.syphililica.excessos venreos, onanismo e uso prolongado das prr nraedesaer-
enriaes.
Estaseuermidades sendo mu frequeates o sendo o ferro a principal uoalaneie de q
medico tesada locar mi para as debelar, o aulhor do citro-lactato du ferra jia.ece lourores e
roconhecidamento abumanidade portar descobeito urna formula pala qual se pode sem recele asar
de Ierro
VICTORIA
DE
Fajoses Jnior
Na ra do Queimado n. 75,
junto a loja de cera.
Esta loja acha-se provida de.um completo sor-
timento de miudezas para render, tanto por ata-
cado como a retalho, por precos muito baratos,
como abaixo se rer, s para quem comprar, vic-
toria sempre cootar.
Colchetes francezes bons em carto de urna car-
reira a $0 rs.' e duzia 400 rs.
Dilos tambem bons de duas carreiras a 80 rs.
e 900 rs. a duria.
Ditos da trra em caixinhas a 800 rs. a duzia.
Agulhss franeezas boas a 120 rs. a caixa com 4
papis.
Ditas as melhores que se enconlram a 240 rs.
a caixa com 4 papis.
Ditas em papel arulso aO rs. o papel.
Ditas para enQar a 40 rs. cada urna.
Linha victoria em carritel com 200jardas a 60
rs. e duzia a 640 rs.
Ditas de 200 jardas, de Alexander a 900 rs. a
duzia.
Ditas de 100 jardas brancas e de cores a 30 rs.
i o carritel.
' Ditas de Pedro V, em cartao com 200 jardas a
| 60 rs. a carto.
Ditas de peso verdadeiras miadas grandes a
i 240 rs. a miada.
Ditas de meada cabe;a branca e encarnada a
! 120 rs. a meada.
Ditas do gsz brancas e de cores a 800 e 900 rs
a caixa com 50 novellos.
Papis com cento e tantos alQnetes a 40 rs. e
duzias 400 rs.
Alflneles francezes cabeca chata a 120 rs. a
carta.
Ditas para armacoes a $600 o mago.
Cordo imperial para vestido a 40 rs. a peca.
Bufiadores de algodo a 60 rs. cada um.
Caniretes finos de duas folhas para penca a
200 rs. cada um e duzia a 2$000.
Diio oe cabo Ce viaiio ae urna folha de 160 rs.
cada um o duzia a 18600.
Ditos mais ordinarios a 120 rs. cada um e du-
zia a 1$200.
La de todas as cores para bordar a 6500 a
libra.
Pentes muito bons de baleia para alisar a 220,
240 e 280 rs. cada um.
Ditos os melhores e maiores que se encontnm
a 800 rs.
-Ditos transparentes muito bons a 400 rs.
Meias croas brancas e de cores para homem a
160,200,240 e 280 rs. o par.
Dilis prelas para homem a 120 rs. o par.
Ditas para senhoras a 240, 260 e 320 rs. o par.
Ditas brancas cruas e de cores para menino a
160, 200, 240 e 280 rs. o par.
Ditas prelas para senhora a 200 e 240 rs o par.
Eoleiles de vidrilho a 19800 rs. cada um.
Ditas a Imperatriz muito lindos a 89cada um.
Cinturoes de seda com borracha para homem a
320 cada um.
Dilos de algodo 240 rs. cada um.
Cintos muilo lindos para senhora a IfiSOO, 29,
29500 e 39 cada um.
Franjas de bolotas brancase decores para cor-
tinados a 49 a peca.
Ditas de algodo para toslha a 29800 a peca.
Ditas de linho para casaveque a 120 rs. s vara;
E outras muitas miudezas que se tornaro en-
fadonho menciona-las afianc,ando-se, porm, que
nao se deixar de render a quem trouxer dinhei-
ro na loja da Fajozes Jnior na ra do Queima-
do n. 75.
Para quem se quer esta-
belecer.
Vendo-se urna padaria montada e prompta a
Irabalhar, com casa para morada de familia, sita
na ra dos Pires : trata-se com Prente Vianna
& C, ra da Cadeia n. 57.
Cheguein
BARATO PARA LIQUIDAR
Na ra da Imperatriz n. 40,es-
quua do becco dos Ferrei-
ros, loja de Manoel Jos
Guedes de Magalhes
Sedinhas de quadros de todas as cores e muito
encorpadas, eovado a 720 rs., cortes de cambraia
brancos com 3 ordens de bordado a 39, ditos com
3, 4. 5 e 6 babadoa de direJsas cores a 39500,
ditos de terlalana com 3 babsdos a 28500 e 39,
ditos de cambraia da seda a 59, baldes de 14 a
40 arcos dos melhores que tem spparecido a 39,
3^500 e 49, ditos para meninas de lodosos lma-
nnos,cambraieta francesa muito fina,peca a 79500
e 88, cassas com salpicos brancos e de cores, co-
rado a 240, pecas de cassa de salpicos brancos e
de erres com 8 1|2 raras a 39500. cobertas de
froco matizadas para cama a 99, Chales de troco
com pona redonda e borla dos mais modernos a
89, ditos de la e soda a 29500, ganga amarella
muito boa, corado a 240, cambraia de cOr muito
bonita, corado a 300 rs., alpacas de cor para ves-
tido, corado a 320, popelinas, riscadinhos para
vestidos de senhora e meninas, corado a 300 rs.,
tiras bordadas a ponto inglez de todas as largu-
ras a 19280. 19440, I96O a 29, manguitos a ba-
lo com gollinba para senhora a 2 e 39. chitas
franeezas finas e cotes fizas, corado a 220, 240,
260 e 280 rs., e outras muitas fazendas de barato
pre$o.
Lencos de cam-
braia com pdroes de se-
da a 2$500a peca.
Na loja d'aguia branca tambem se rende mui
bonitos e finos lencos de cambraia imitando seda,
isso pelo baratiasimo preco de 29500 a pega de
10 lencos. E' esaa una das pechiochas que custa
appsrecer, e quando assim approreitar-se da
occasio, porque elles serrem laoto para algibei-
ra como para meninos, e quem oa rir na loja
d'aguia branca, na ra do Queimado o. 16, lera
rontade de comprar mais de urna peca, tal a
bondade delles. *


MARIO M N&HAIIJDCO. gWADO l M AM)9To DI 1M.
Ra do ftneimado n, 10,
loja $le i portas
de Ferraa Mala,
vendem-se barate as seguintes fazendas, para li-
quidar.
Cortes da caaemira fios de cor a 3J500 e 49.
Ditos de dita ditos de cor preta a 59 a 69.
Ditos de brim de paro lioho a lfGOO e 2a.
Panno preto, azul, rerde e cotde caf, corado
a 30000.
Corles de superior velludo de cor a 41 e 59000,
Manteletes de fil preto bordado a 4$.
Visitas de seda abertas a fil a 49-
Mantasde dita ditas a fil a 49 e 5J.
Riquissimos corlea de seda a 80, 90 e 1009.
Ditos ditos de dita a 15, 20 e 25).
Chales com palma de seda a 20 e 29500.
Cortes de cambraia bordada a I98OO.
Lencos bordados com bico, duna a 19500 e 29.
Chafes de touquim a 15 e 309.
Dilos de meiio bordado a 4, 5 e 69.
Chitas Irancezas, qualidade superior, corado
a 240 rs.
Ditas inglezas, cores fizas, corado a 160 rs.
Lengos de seda da India a 19.
Cambraiaa lisas muito finas com 8 raras a pe-
ga a 39500 e 49-
Cazareques e capinbas de fustao branco a 89 e
99000.
Helas de algodo cr superior fazenda a 49.
Chapeos a tiaribaldi a 14 e 159.
Enfeites e chapeos trariata a 9,10 o 129.
Herneslina, riquissima fazenda para restido
de senhora, corado a 400 e 500 rs.
Ambrosioa, idem idem, corado a 500 rs.
Mimos do co, corado a 500 rs.
Sediohas de quadros, corado a 700, 800,900 e
19000.
Manguitos de cambraia bordados, um 500 rs.
Golliohas idem, urna 320 rs.
Superiores esparlilhos para senhora a 40.
Brim branco de linho, rara a 700, 800 e 19-
Ra do Crespo.
Loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S, ren-
de -se por pregos muito baratos as seguales fa-
zendss de superior qualidade e modernas, sedas
de quadros miudos para reslidos de senhora e
meninas a 800 rs., babados largos e transparen-
tes a 39 a peca, ntremelos muito fiaos a 19500,
capas de merino e fusilo para senhora a 55, chi-
tas lugas escuras e claras a 240 rs. o cdrado,
rcupes de seda a 100, pecas de bretinha de al-
godao a 29, riscado francez muito fioo a 180 rs.,
manguitos bordados finos a 29, golliohas borda-
das a 610 rs., alberns de panno felpudo para
hornero proprios para chura a 109, capas russia-
Das o melhorque tero rindo a este mercado a
305, paletots de ffanno preto a 180 e 209, sobre-
casacas de dito muito finas a 25$, caigas de ose-
mira preta e de cores de 59 a 8$, ditas de brim
braoco e de cores de 29 a 59, paletots de alpaca
e de brim de 39500 a 59, camisas brancas e de
cores linss a 2$, chapeos deso de seda supe-
riores a 6$, ditos inglezes a 109, cassas de cores
transparentes a 240 rs. o corado, assim como
ouiras muilas fazendas que se venderlo por me-
aos do seu valor para fechar cootas, vestuarios
de brim e fustao todos guarnecidos e eafeitados
para meninos a 29.
Novidade.
Fazendas baratis-
simos.
Ghita3 modernas inglezas, covado a 180 rs.
Ditas fraocezas, bom Rosto, covado a 2t0.
Cassas pintadas muito unas, corado a 240.
Vestuario para meninos a 39.
Cortes de vesliJOS O yhanlasia para bailo a 60.
Chales de merino com palmas de velludo a 70.
Dilos de dito com ponas redondas a 6
Cimisas de cambraia de linho para senhora
89000.
Grosdenaple preto superior, covado a 1800.
Corles de seda lavrada superior a35g.
Pegas de madapolio muito lino a 49500.
I.azinhas de quadros para vestidos, covado a
250 rs.
Camisas fraocezas de linho para hornera, duzia
a 359000.
Manteletes de grosdenaple preto e de cores a
2O9OOO.
Cortes de cmbala de seda a 6g.
Ditos de colleles de velludo superiores a 69.
Sedas pretas lavradas, corado a 1J200.
Chaly de cares com lislra de seda, covado a
500 rs.
Cortes de gorgurao de seda para collete a 23500
Velbutina larnda de cores, covado a 500 rs.
Esguio de linho muito uno, vara a 19.
Cambraias de salpicos muito finas, pega a 33200
Lengos brancos de ombraia, grandes, duzia a
35000.
Eafeiles pretos e de cores de vidrilbo a 29.
I.uvas de pellica brancas a 10500.
Riscados francotes finos, covado a 220.
Meias cruas muito finas, duzia a 39500.
Bem como muitas outras fazendas baralissimas
tanto para negociar como para gasto das familias
que faro a msior economa comprando ; na loja
de fazendas e deposito de machinas de costura,
de Rayraundo Carlos Lcite & Irmo, n. 12, ra
da Imperalriz, aoligamente aterro da'.Boa-Vista.
a
m
A dinheiro
& NA
^Loja dos barateiros rua^
do Crespo d. 8 A. \
%Leandro Miranda!
Ricos enfeile8a imperalriz a 29 cada ]
vS? um e outros muitos enfeites de diversas ?
i,-. quahdades por baratiasimo prego de 39, {
*-* 59, 79 o 10$ os melhores e de mais gos- -
3? tos qne tem rindo a este mercado, dio- *
qp se amostras com penhores. ;
Calcado
45 RuaDireita45
Estojes para barba.
Ricos estojos coyi. espelbos e repartimentos
para os necessarios de barba, pelos pregos de 29,
3. 4 e 59 cada um : na loja da Victoria, na ra
do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos fialssimos de linho proprios
para os tabaquistas por serem de cores escuras e
fizas, pelo baratiasimo preco de 69 a duzia ; na
ra do Queimado n. 22, na bem conhecida loja da
boa f.
Magnifico sortimento/
Sempre con deseen de ote e prazenteiro com 01
freguezei que Ihetrazem dinheiro, o proprieta-
rio deste grande estabelecimeoto coaUnua a of-
ferecer ao publico, por presos mdicos e sempre
inferiores aos de outro, o sea bello sortimento
de calcado francez, ioglez e brasilera Tejan :
Home 111.
Borzeguina Victor Emmanuel. 10#000
coro de porco..... IO9O8O
lord Pslmeretoo (bezerro 99600
diversos fabricantes (lastre) 900O
John Russell. ..... 8*300
Sapates rfantes (batera inteiray. 59500
patente......... 50000
Sapatos tranga (portuguezes). : 2"
(francezes).....-
9 entrada baiza (sola e vira].
muito chique (urna sola). .
Senhoras.
Borzeguios primor (Joly).....
brilhsntina. ....
Raspa alta......
b baiza......
31.32.33.34. .
decores 32,33.34. .
Sapatos com salto (Joly). ....
francezes fresquiohos. .
" 31,32.33 a 34 lustre. .
E um rico sortimento da couro da lustre, be-
zerro francez, marroquim, sola, raquetas, cou-
rinhos, fio, taitas etc., por meaos do que qual-
quer outro pode vender.
Verdadei-
ra liquidadlo
55500
58000
59000
40900
49500
4SOO0
31200
29240
19000
i Veode-se lavas de I
" camurca branca e amarella para militar VI
@ 3 29 o par: na loja de Nabuco & C ua %
gfe ra Nora n.2. ,ax
mmttmumm mmmm *
Alten Vendem-se dous cabriolis d/duas rodas,
assim como um carro de qualro rodas, tudo mui-
to bom e por prego commodo : quem os preton-
der, dirija-sea raado Jasmim, ao lugar dos Cee-
Ihosn. 24. que achara coa quem tratar.
Fazendas.
Fazendas baratas na roa do Queimado n. 69,
palitos 4e panoo preto saceos e sobrecasacos a rs.
140 muito fiaos, forrados de seda, cortes de seda
brancos e de cores com 16 a 18 corados pelo di-
minuto preco de 80000 o trte, fazenda que pelo
prego todos compran.
Na ra do Cabug n. 8.
A' DINHEIRO.
Burgos Pon ce de Len, ven-
de todas as fazendas existentes nesta loja com
grande abalimento de seu custo, para que assim
liquidando a massa da extincta firma de Al-
meida <& Burgos, someote em consequencia da
retirada do socio Almeida, possam os credores
da referida firma ser pagos com toda a breridade.
PARA SENHORAS.
Chapelinas francezas de seda e fil ricamente
enfeiladas, dando-se para ellas os seus respecti-
vos veos de fil de seda, bordados a 49, 59, 7J,
90, 109 el 29. ^'
Chapeos de sol de seda de diversas cores com
toda a armaco de ferro pintado a 29, 29500 e a
39000.
Organdys ou cambraias (inissimas de Irados e
modernos goslos a 400 rs. cada covado.
Gaze de seda de urna s cor havendo cor de
cana, rosa, azul e encarnada, fazenda que muito
brilha em vestidos de aeohoras que tem gosto
de se eofeitar a 800 rs. cada corado.
Gorgurao de se la de quadrinhos a 19 e seda
de quadrinhos a 19500 cada corado.
Casavequese cambraia bordados ricamente a
89, e muito finos que se pode imagioar a 14JJ.
Manguitos com golliohas de fil e de cambraia
a 23500. 39 e 39200.
Camisinhas de cambraia proprias para lulo
a I9OOO.
Chales de seda de grosdenaples ricos e de bo-
nitos pidres a 20$, ditos de retroi bordados a
159, dilos de merino fino de gosto da India a
129>00, dilos de merio de differentes qualidades
e gostos a 6, 80. 90 e 109, ditos de froco de
velludo a 6$, ditos de cambraia de cores a 600 rs.
Cortes de vestidos de grosdenaples de seda de
diversas cores, com ricos babados bordeaos guar-
dados em seus grandes cartoes sendo pretos a
503 e os de cores a 409 e a 559I 1
Tiras de babados bordados de cambraia para
diversos misteres a 500, 640 e a 19 cada tira.
Filas de seda de grosdenaples, sarjadas bem
eocorpadas e muito bonitos padres para cintos,
enfeites de chapeos para senhora, lagos de cor-
tinados, fronhas e sinteiros a 800 e 19 cada vara.
Franjas de seda pretas e de cores a 240 rs. a
vara.
Cieos francezes finos a 19, I920O, 19600, 29,
39 e 3g200 cada pega e muito largos a 45, 49500
e a 59 a pega.
Bicos de seda branca ou de blonde para ea-
feiles de chapeos como para enfeitar vestidos de
ooiras a 320 rs. cada rara.
Enfeites pretos de ridrilho a 29 e a 29500.
Ditos de flores fraocezas a 3$, 49 e a 59.
Ditos de verdadeiro froco do seda a 2f.
Luvas brancas e cor de canna de pelica de
Jouvio a 500 rs.
Toucas de Ida francezas para senhoras paridas
a 35000.
Pentes de tartaruga a imporatriz a 89.
PARA MENINOS.
Brimzinho de linho a 200 rs. o corado.
Capinhas, jaquetinhas e casareques de la a
19500,29. 29500 e 49-
Calcinhas de cambraia a 39-
Sapatinhos bordados de seda a 19280.
B onetsfrancezes a 29500, 3g e a 49.
Toucas de la para menino de peito a 800 rs.,
e de fil enfeiladas com fita e bicos a 19.
Meias pintadas a 300 rs, cada par.
Lencinhos de retroz a 19500.
uvas de pelicad?. Jouvin a 500 rs.
PARA HOMEM.
Brim trancado muito fino de listras e quadri-
nhos de pura seda e lioho para caiga, collete e
paletot a 19500 cada. rara.
Fustao alcochosdo de riscadinhos para pletot
e caigas a 480 rs. o corado.
Cortes de colleles de fustao a 500 e a 810 rs.-
Cortes de calcas de caaemira a 39, 49. 59 e 69.
Chapeos pretos francezes a 89, de palha escu-
ra a 352OO, do Chyli de 59 at ao prego de 129,
de palha para artistas a 800 rs.
Casacas, paletots, caigas, seroulas, de todas as
qualidades e pregos, como muitas outras fazen-
das tao em coota que admira.
Ghegue o ao barato.
O Preguica esl queimanjo, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas de bretanha de rolo cora 10 raras a 29
easemira escura enfestada propria para calsa,
collete e palitos a 960 rs. o corado, cambraia
organJiz de muito bom gosto a 480 rs. a rara,
dita liza transparente muito fina a 39, 49 e 69
a peca, dita tapada, com 10 varas a 59 e 6ft a
pega, chitas largas de modernos e escollados pa-
dres a 240, 260 e 280 rs. o covado, requissi-
mos challes de merino estampados a 79 e 89
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 99 cada um, dilos com urna s palma
muilo finos a 89500 rs., ditos lisos com franja
de seda a 59, lencos de cassa com barra
100, 120 e 160 rs. cada um, meias muito finas
para senhora a 49 a duzia, ditas de boa qualida-
de a 39 e 39500 rs. a duzia, chitas francezas
de reos desenhos para eoberta a 280 rs. o cova
do, chitas escuras inglezas a 59900 rs. a pega,
e a 160 rs. o covado, brim branco de puro linho
a 19, 19200 e 19600 rs. a vara, dito preto
muito eneorpado a 19500 rs. a vara, brilhanlina
azul a 400 re. o covado, apalea de differentes
cores a 39600 rs. o covado, casemiras pretas fi-
nas a 2500, 3# e 39500 rs. o covado, cam-
braia preta e de salpicos a 500 r\ a vara, e ou-
tias muitas fazendas que se far patente ao com-
prador e de todas te daro amostra com peonar.
Vende-se um cabriolet novo : oa ra Nora
numero .59.
Cemento ioglez
para soldar ridros, louga, barre o podra, etc., o
qual resiste a leda o trafico pan mais formoso
que seja t ao use d'agua qnente ; prego de ca-
da vidro 19 : nico deposito, na loja de fazendas
de R. C. Lelte 4 Iraaos, ra da lmperatriz nu-
mero 12.
Velas d espermacete da es-
trella, muito superiores.
Ka na de Imperador n. 55, vende-se em por-
gio e a retalho.
Vende-se a casa n. 42 da ra da Alegric,
qual tem eommodos para grande familia ; oa rus
de Santa Thereza o. 18.
Cestinhas da Hamburgo.
S ni loja d'aguia de ouro, ra de Cabug n.
IB, quemteeebeu um completo sortimenta de
liadas cestinhas e todos os tamaohos proprias
para menins de escola, assim como maiorea com
lampa proprias para compras, balaios proprios
para costura, ditoa proprios pa faqueires, ditos
muito bonitos para brioquedos da meninos, di-
tos maracas pialadiohos que se vendem por pre-
gos muito baratas-
Enfeites riquissimos.
Vendem-ae ricos enfeites de retroz, sao os me-
lhores e mais modernos que ha no mercado, pelo
baritissirao pcego de89: na ra do Queimado
a. 22, na loja da boa f.
Bugias de Lisboa.
E'chagado loja de cera na ra do Queimado
a. 77 as afamotas bugias de Lisboa para vender
pelo antigo brego de 1^440 a libra a dinheiro.
Nova pechincha-
Pegas de cambraia lisa fina com 7 1|2,8 e 9
jardas a 29500. 39 e 39500, chita larga franeeza
a200e220rs. o covado: oa ra do Queimado
n. 44.
Transelhis gf ossos de re-
troz para relogios.
Yendera-se a 500 rs. cada um na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca, o. 16.
Bandos de nova epro-
veitosa invenco.
Aioja d'aguia bracea acaba dereceberuma pe-
quena porgo de baoda de urna ora e pro-
reitosa invenco, com os quaes muito adianto
as senhoras na composigao de seus cabellos. Es-
sesooros e preciosos bandos sao de compridos
cabellos humanos tnui bem tecidos e seguros em
pequeos pentes com os quaes se prendera a-
quelles por dentro do cabelio da senhora, ser-
riado de eachimenlp o mesmo que elles trazem,
e depois junto o cabello do dito ao da pessoa faz
un lindo e perfeito amarradilho, principalmen-
te quaodo a senhora tem pouco cabello, e em
todo o caso sao dispensadas as pesadas trouzas
que eolo se usaram. o que de melhor e
mais moderno apparece, e a rista da perfeigo e
ulilidade da obra sao buratos por 6-5000 o par
Os cabellos sao pretos e castaabos, conforme os
naturaes daa senhoras. Elles acham-se somon-
te na ra do Queimado, loja d'aguia branca,
para vestidos de senhora e
roupiabas de criancas.
Na loja d'aguia branca se encontra um bello
sortimento de franjas de seda, la e linho, bran-
cas e de corea, proprias para enfeites de rostidos,
assim como urna dirersidade de galo de seda e
lioho, brancos e de cores, abertos e fechados, lar-
gos e estreitos at o mais que possirel, traogas
tambem de seda, la e linho, de ditlerentes qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar em taes cousas: por isso quem precisar
de taes objeetos, dirigir-se a dita loja d'aguia
branca, na ra do Queimado n. 16, quesera bem
servido.
tt9*5*36?tf6 a*39ii6 2*826*e33Jtf
] A loja da bandeira
Nova loja de funileiro da
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos da Fooseca participa a
todos os seus freguezes tanto da praga
cmodo mato, e juntamente orespeita-
rel publico, que lomou a deliberago de
balsar o prego de todas as su as obras, por
cujo motivo tem para vender nm grande
sortimento de babas e bacas, tudo da
differentes lmannos o de diversas cores
em pinturas, e juntameute um grande
sortimento de dirersas obras, contando
banheiros e gamelas grandes e pequeas,
machinas para cafe camas de reato, o
que permite vender mais barato possirel,
como seja bahs grandes a 49 e peque-
nos a 600 rs., bacas grandes a 59 e pe-
queas a 800 rs,.cocos a 19 a duzia. Re-
cebe-se nm official da mesma officina
oaratrabalbar.
n Sifi *iC jj MC j & ^ytftfflrSMrW
Era casa da Adamson, Howle & C, ra do
Trapiche Noro n. 41. vende-se :
Holbas de cortiga floissimaa.
Lona e filete.
Fio de rea.
Superiores tintas de toda* as corea
Sellins, silhoes, e arreioa para carro ou cabriolet.
No Hospicio n. 10, sitio prximo a acade-
mia, rende-se lelte paro das 8 asShoras da ma-
nla, a 406 is a garrafa.
Nova remessa de m a caes
Macles
Haca es
Magles
Maces
vendem-ae aos centoa e a retalho, e em caizas,
na raeatseita do Rosario n. 11, deposito de So-
ar & C. ^^
8
Sabonetas
deamendoa, em caixinhas de Ioucaa
500 rs. cada um.
Vendem-sesaboneles de amendoa para barba,
cada nm em suacaixinba de louga a 500 rs. ; na
ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Bom para rancho.
Vende-ae nm capado gordo por prego commo-
do : na roa nova de Santa Rita n. 65.
Quadros de mol-
dura douradaa
Lindos quadros j feitos de moldura dourada,
proprios para retratos e estampas, pelo diminuto
prego de 59 cada nm ; na loja da Victoria, na
ra do Queimado n 75, junto a loja de cera.
Gravalinhas de
froco para senhroas.
Lindas gravalinhas de froco para senhora, pelo
barato prego de 13500 cada urna '. na loja da
Victoria, na ra do Queimado n. 75, junto a loja
de cera.
Bonitos toucado-
res de armaco e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
A loja d'aguia branca acaba de receber mui
benitos touoadores de armagio preta, torneada,
e gareia com embutidos e machetados que os
tornara mui elegantes, os quaes serrem exceden-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de detraz, e derapazessoltei-
ros, e pelos procos de 8, 9 e 109, sao baratsi-
mos na rerdade, e quem os rir na ruado Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16, se agradar, e
iofalllrelmeote comprar.
Espelhos para
salas.
Ricos espelhos de moldara dourada com mui-
to bons ridros para ornamentos de salas, de ra-
nos tamanhos e pregos : na loja da Victoria, na
ra do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
a a
j Bom e assim barato
ningaem deixa de comprar urna paata para pa-
> pe por 19000. Na loja d'aguia branca acha-se
ama porcao da boas e perfeitaa pastas para pa-
pel com calendario perpetuo, e ndice das festas
mudareis, pelo que ae tornan de rauita ulili-
dade, a pequeo preco da 19000 cada ama
convida a apcoreilar-se da occaao em que ae
eatao ellas vendando por metade do que sem-
pre custuram ; assim dirijam-se a raa do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16, que ser
bem servido.
Gravatinhas de raiz de
coral,
o melhor qne possivel. Vende-se mui bonitas
gravatinhas de raiz de coral com duas e tres
rollase lagos as ponas, sendo ellas bastante
compridas, arista do que sao baralissimas a
895OO e 39000: assim bom e barato s na loja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
DESTINO
DE
Jos Das Brandao.
5Ra da Lingueta S
O noro destino torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga iogleza a 19 a libra,
dita franeeza a 700 rs.. cha preto a 19400, pas-
sas a 560, conservas inglezas e portuguezas a
700 rs., ale tria, tslharim e macarra o a 400 rs. a
libra, toucinho de Lisboa aSSOrs. a libra, banha
de porco refinada a 480 rs latas com peixe de
postas a 19400, cerreja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 59 a duzia,dita preta a 600 rs. a garrafa e
68800 a duzia, tdnto em garrafas como em meias,
errilhas francezas e portuguezas a 720 ra. a lata,
spermacete de 4, 5 e 6 em libra por prego mui-
to em conta, vinho do Porto engarrafado fino
(velho) a 19500 rs., vinho de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. agar-
rafa, e outros muitos gneros que escusado
menciona-los, que do contrario se tornara eofa-
donho aos freguezes. (Dinheiro rista.)
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa o-
ra e apreciarel agua ambreada, de um aroma ex-
cedentemente agradaval. Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas gotas n'agua pura
com que ae banha o rosto, resultando disso que
refresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
lidade das senhoras ; assim como para se deitar
n'agua de banho, que o torna mui deleitavel. re-
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer desa"?
parecer esse balito desagradavel que quasi sem-
pre se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre-
ciosidade de acalmar o ardor que deixa a navalha
quando ae faz a barba, urna vez que a agua com
queso lare o rosto tenha della composigao. Gus-
ta o frasco 19, e quem aprecia o bom aio(k.eiiar
cortamente de comprar dessa estimarel agua am-
breada, isto na loja d'aguia branca, na na do
Queimado n. 16, nica parte onde Machar.
Cera de carnauba.
A dinheiro.
Vende-so urna pequea porgo de cera de car-
nauba muito boa, que se acha depositada no ar-
mazem da Compannia Pernambucana commo-
do prego.
com necessarios para costura
Acaba dechegar para a loja d'aguia branca mui
lindascaizinhas matizadas,com espelho, lesoura,
caivete, agulheta, agulheiro, dedal e ponteiro,
tudo pratiado e de apurado gosto, emfim urna
caixioha ezcellente para um presente, e mesmo
para qualquer senhora a possuir, e rendem-se a
109 e 129 : na lo^a d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Campos l Lima.
Na ra do Crespo n. 16 continua a render Ilu-
das fofos de cambraia para guaraicode rostidos
por commodo prego.
Entremeios bordados.
Vende-se a I96OO e a 29 a pega de entremeios
muito finos e ricamente bordados ; na ra do
Queimado d. 22, na loja da boa f.
Escravos.
Gurgel Irmos reodem 6 escravos mogos, bo-
nitas figuras : a tratar em seu escriptorio na ra
da Cadeia do Recife n. 28, 1.a andar.
Modas francezas.
Pelo rapor francez e o navio Solferino ma-
dama Hillochau recebeu reslidos de baile e casa-
mento, capellas finas com um e tres caixos, en-
feites de cabeca de dirersas modas, ricas fitas
para cintura, lindas pelerinas coro mangas, cami-
sinhas das mais modernas para rostidos de visi-
tas, ricos manteletes de seda, chapeos de palha
para mocinhas e meninas, tudo do ultimo gosto
e superior qualidade, esparlilhos das casas as
mais afamadas em Paria : na ra da lmperatriz
loja o. 1.
- Veode-se arroz do Maranho a 29 a arroba
e 80 rs. a libra, azeite de cajrapato a 440 a gar-
rafa :,na ra das Gruzes, taberna o. 22.
4 2.500 o covado.
Damasco de seda boa fazenda, eocarnado, cor
de canna e branco.
Manteletes de fil preto eofeitados com bico a 59.
Damasco de la com 6 palmos de largura cora-
do a 19500.
Chales de merino bordados a relludo superior
fazenda a 89.
Cortes de easemira de cor a 39500.
Setim Maco superior a 23500.
Casemira preta setim superior a 29500.
Pegas de indiana Qnissima com 10 raras a 85.
Na ra do Crespo loja o. 10.
Vende-se em casi de Adamson, Howie &
C, ruado Trapiche Novo n. 42, biscoilos inglezes
sortidos, em pequeas latas.
2p e 30 arcos.
Saia balo a 39000 cada urna, fazenda perfeila-
mente boa, chales de la estampados a 35500,
ditos de merino fiaos de poota redonda a 6*9, chi-
tas francezas escuras a 240 rs. o corado, ditas
estreitas tintas seguras a 160 rs., riscado francez
padres bonitos a 160, pegas de bretanha de rolo
a 29, cambraia lisa fina a 39 a pega, cassas de
cores a 200 rs. o corado: na Toja das 6 portas em
frente do Livramento.
Seceos e molhados
No antigo eatabelecimento de seceos e molha-
dos do pateo do Carmo, esquina da ra de Har-
tas n. 2, coalinua-se a render todos os gneros
o mais em conta possirel, a saber; assucar brao-
co fino a 140 rs., baixo a 120, masca vado a 160
rs., refinado fino a 160, baixo a 140, crystalisado
a 220, caf a 200, 240 e 280, dito moido a 400 rs.,
pimenta da India a 440, craro a 800 rs.. herra-
doce a 560, cominho a i, alfazema a 320, cha a
2$800. dito muito fino a 39, preto a I98OO. bela-
chinhas e sequilhos de todas aa qualidades a 300
rs., ingleza a 320, passas a 500 rs., toucinho a
400 rs., gomma bem slra a 120, farinha do Mara-
nho a 140, alpista a200 rs., queijo suisso muito
fino a 480, dito de prato a 640, dito flamengo a
29800, chourigas a 600 r.., paios a 280 um, man-
teiga ingleza a 800 rs. e 960, muito fina a 19300.
franeeza a 640 e 720, banha bem aira a 480, vi-
nho a 400. 480, 560 e 640, branco a 560 a garrafa,
e em canadaa se vende por menos, engarrafado
legitimo do Porto a I96OO. 1J400, I92OO e 19100,
Figueira a 860 ra espermacete a 800 ra., velaa
de carnauba a 446, e 480 Anas, arroz a 120 e 140
muito fino, azeite doce a 720, aletria, macarroe
lalharim a 560, cartas para jogar a 320, palitos do
gaz, groza a 296OO, urna duzia 249, caixioha a 30
rs., graza em latas, duzia a 19260. ama lata 120
ra doce de goiaba, caixoes de 4 libras a 29200,
emfim tudo se renda barato, latlnhas com sardi-
nhas de Naoles a 460.
Ven Jc-se para mais de 50 rolas denomina-
das hamburguesas ; na ra de S. Francisco como
quem vai para a ra Bella, sobrado n. 10; dndo-
se mais em conta a quem comprar totas.
Saiasdecordao.
Superiores saias de cordo a 39, 39500 e 49,
ditas alcoxoadas muito superiores a 59 ; na ra
do Queimado n. 22, loja da boa f.
Trina e gales.
Na loja n. 50 da ra da Cadeia do Recife ha
para render trina, gales e rolantes por pregos
eommodos.
tS itf mmf-K*s--<*> saa,- *m*.JM*. fgm.~m- -^--y*
Mal i^uv wbwWWBWJfW^ wWaTwW tani^iTcmW cTiiToJNfc
A dinheiro
NA
Loja dos barateiros,
ra do Crespn.8 A.
Leandro A Miranda.
Ricos vestidos de cambraia branca bor- |
dados a 259 e 309 corte, sendo os mais S
modernos que ha no mercado.
Saias bordadas muito finas a 39. S
Vestidos de cambraia branca bordados a jR
Zuavos, fazenda nova de muito gosto a 229. n
B outras muitas fazendas que temos re- X
5 cabido pelos ltimos vapores e navios ds j
Europa, e que tudo se vende por menos 8
2| que em outra qualquer parte.
&I9WSI6 CI6CI6$l6SI$Mr-9l9filMnM
Vende-se um cabriolet novo : na ra Nora
n. 59.
Vende-se um carro e um boi em bom esta-
do : quem quizer comprar, dirija-se ra da
Aurora o. 56.
Queijos do serto.
Vendem-se frescaes queijos do serto ; na ra
do Queimado, loja n. 14.
Superiores organ-
dys.
Na tojo da boa f, na ra do Queimado n. 22,
vende-se finissimo organdys de muilo lindos pa-
dres, pelo baratissimo prego de 720 rs. a rara,
fazenda de 19200, e quem nao andar muito de-
pressa ficar sem a pechiocba ; na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
KNttie ewsMMKwaissiNKew
iRua do Crespo n. 8 Io-|
* ja de 4 portas. *
Admira a pechincha. 8
Laa para vestidos fazenda que S
| outr'ora custava 800 rs. o cova- *
i do vende-se a 240 rs., dao-se 9
o amostras com penhor. f
Vestidos brancos
bordados.
Anda restam alguna cortes de reslidos brancos
bordados que continuam-se a render pelo bara-
tissimo prego de 59, com 2 e 3 babados, de gra-
ga : na ra do Queimado n. 22, na bem conheci-
da loja da boa f.
Arados americano se machina-
par a lavar roupa:emcasa de S.P. Jos
nhston & G. ra daSenzala n.i2.
Ruada Senzala Nova n.42
Venda-so m casada S. P.Jonhston 4C,
sellinse silhdesnglezes.candeeirosa castigaes
bronzeados, orias nglezes, fio devala,chicote
psracarros, amoniaria,arraiospara carro da
Pegas da fita do Unto brancas a da co-
res a o
Groza de penas da ago muito unas a 500
Frascos de opiata para lio par den tes a 400
Copos coa banha muito boa a 040
Espalaos da columnas msdeira branca a 19600
Carteiras para guardar dinheiro 500
Riaiejoa para meninos a 40
Bwalho portuguez 1M
Varas de franja para cortinados a 140
Groza de boles de louga brancos a 120
Tesouras muito finas para unhat e cos-
tura a 00
Caixas de charutos de Harana muito su-
periores a 4*000
Cartas muito finas para voltareta o ba-
ralho a 240 e 320
Varas de bico largura de 3 dedoa 9 120
Garrafas com agua celeste para cheiro a 19500
Rialejos com 2 rozes para meninoa a 100
Venda de propiedades
Vendem-se as casas terreas sitas na roa alrat
da matriz da Boa-Vista n. 30 a 32, Bangel n. 79.
e ra do Forte o. 26, todas com solos proprios :
a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza,
ra do Queimado o. 12, primeiro andar.
nglez.
ous cvalos ralogiosda ouro patente
Vejara o Pavo.
Vendem-sdriquissimos cortes de ves-
tidos de seda de cores fazenda que se
vendeu por mais de 100$ cada corte e o
PavSo vende pelo diminuto preco de
30$, 35$ e 40$, por terem um pequeo
toque de mofo : na ra da lmperatriz
n. 60, loja de Gama & Silva.
AttencSo as sedas de quadrinhos a 720
rs. o covado.
Vendem-se sedas de qua-
drinhos muito enco-pados a
720 rs. o covado e dita a 560
rs :na ra da lmperatriz n.
60, loja de Gama & Silva.
uval sem segundo.
fa rus do Queimado n. 55. loja de miudezas
de Jos de Azeredo Maia e Silra, tem para ren-
der pelos diminutos pregas abaixo declarados pa-
ra apurar dinheiro, pois o que muito precisa,
garante tudo perfeito, pois o prego admira ;
Linha do gaz superior para marcar, no-
velo a 40
Dita do gaz brancas e de cores, novelo a 30
Dita de carretel muito boa, carretel a 30
Nvelos de linha do gaz brancas a 10 e 20
Garreteis com liaba preta muito gran-
des a 160
Varas de franja de la muito bonitas a 100
Pegas de tranga de la multo bonitas e
com 10 raras 1 200
Pares de meias cruas para menino a 200
Ditos ditos de cores todos os tamanhos a 160
Ditos de cores para meninas a 120
Duzia de meias cruas para homem a 29400
Cartes de linha Pedro V com 200 jar-
das a 80
Caixas com tissdes para acender charu-
tos a
Caizas com phosphoros de segur a nc, a a
Duzia de phosphoros do gas a 140
Fitaa para enfiar reslidos muito gran-
des a 80
Frascos d'agua de colonia muito supe-
rior a 400
Ditos com cheiros muilo fino a 500
Duzia de meiaa para senhora o melhor
que ha a 39000
Pegas de traocinha de Ua aortidaa a 50
Saboneles superiores e muito grandes a 160
Groza de botea de osso para caiga sendo
pequeo a 120
Dita de ditos grandes a 240
Tramoia do Porto superiores raraa a
100, 120 180
Veode-se a lodoa miodezaa baratas
Appareca dinheiro que a rista faz f ;
Corro iregueziohos s estrellas gratas
Que no Rosario divisara a loja que .
Loja das tres estrellas, ra
larga do Rosario 1.33
Bufiadores para espartilhos a 60 rs., ditos da
seda preto a 100 rs., gallo branco de linha a
100 e 120 rs. a rara, ditos pretos de seda algfiOO
a pega com 10 raras, fita de relludo escocis
para sintos a 19 a rara, ditas encarnadas a 800
e 19, Ota larrada de la e seda a 120, 240 e 400
rs., ditas de garga a 480 rs., ditas de sarja a 800,
19 e I950O, fita com colseles a 3z0 e 360 a rara,
fita de relludo estreita a 19 a pega, ditas de cor
a 800 rs., caixiohas com agulhas francezas a
120, 160 e 240 rs., bico de soda a 120, 240 o
320 rs., ditos largos a 800 e 19200 a rara, bico
preto de linho a 240 e 400 rs. a rara, franjas de
li preta a 700 rs. a pega com 10 raras, trangado
para enfeite a 800 rs. a pega com 15 raras, pen-
tes do tartaruga a imperalriz a 79 e 89, dilos
para tirar bixos a 320 rs, fita de sarja eslreia
com pouca arara a 19 a pega com 11 raras, tra-
moia a 320 e 400 rs. a pega com 15 raras, guar-
danapos de linho a 200 duzia 2f, escoras para
fado a 640, 800 e 19, ditas finas a 19500, barre-
tes de palha para meninos a 20500, ditos de pel-
lucia branca fazenda de apurado gosto a 59, es-
tampas de diversas imagens a 120 e 160 rs., ditas
brancas cousa ora a 320 e 400 rs., ditas colo-
ridas muito finas a 800 e 19, tesouras para cos-
tura a 100, 160 e 240 rs., ditas muito finas a 320
e 400 rs., caniretes para aparar penas a 100 e
160 rs., ditos muito finos a 800 e 19 com duas
folhas, dedaes brancos a 40 rs., escoras finas pa-
ra denles a 320 e 400 rs., ditas para unhas a 120
rs., ditas para cabello com cabo de bfalo a
19500, boles de osso grandes para paletot de
brim a 500 rs. a groza, ditos de massa preto pa-
ra paletot de alpaca a 720 e 800 a groza, ditos
de seda para casaca a 10600 e 29800. ditos de
massa cousa ora a 3$ a groza, boles de vidro
para casaveque a 200 e 240 rs. a duzia, ditos de
linha a 240 rs., abotuadura para collete a 240 e
320 rs, carteiras grandes para dinheiro o let-
tras a 6$, capachos pira porta a 480 rs., ditos
grandes para aef a 19400 o outras muitas quin-
quilherias que se rende sem reserra de prego
para acabar.
Feijo de corda
no armazem de Tasso Irmos, ra do Atnorim
a.39.
Cabo de marfm e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
fm e madreperola a 29 e 20500 cada urna. Com
urna escora assim delicada faz gosto limpar-se
os dentes, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leile &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Ca rissa rin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas da cozer
dos mais afa-
mados autores
m elhorados
com noros
a perfeigoa-
menlos, fazendopesponto igual pelos doua lados
da costura, mostram-se na rea da lmperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem reeebram todos
os preparos para as meemos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todaa aa cores tudo
fabricado exprossamente para as mesmas ma-
chinas.
saiseteeie-Gie^Mtte^dKeieflKJ
Encyclo-
pedica
Vi*ja de fazendas
Ra do Crespo numero 17.1
DE
Guimares A Villar.
Para acabar com certas fazendas ren-
demos baratissimos:
Chapelinas de seda de riquissimos gostos J
a 129 cada ama.
Ditos de palha de Italia a 289.
Golliohas e manguitos de punho de su-
perior qualidade a 39.
Cassas de cores fixas e delicados padres
a 280 rs. o corado.
Sedas, cambraias, cassas, chita e tudo
quanto perlence para adornos de se-
nhora por baratissimos pregos.
Calgado Mell de 2 solas e sola fina.
Para homens.
Grande sortimento de roupas feitas e
chapeos de todas aa qualidades.
Objeetos de gosto para
ca samen tos.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda um completo sortimento de objee-
tos de gosto, proprios para casamentos, sendo
finas luvas de pellica enfeiladas para notras, de-
licadas capellas com 1 e 2 caixos para o peito,
caixos brancos de flores mui finas, bonitas fitas
brancas tarradas para lagos, ditas muito estreitas
para enfeites de reslidos, franjas de seda e tran-
cas brancas para o mesmo nm, meias brincas
de seda, fazenda muito boa, bonitas ligas da
dita (to bem ha para meninas] grvalas bran-
cas do seda e chamelote para noivos, em fina
urna rariedade de objeetos escolhidas ao melhor
gosto, e o mais moderno, tadaa proprios taca
casamentos: na ra do Queimado, loja d aguia
branca, n. 16.
Relogios.
Veada-se a casa da Johastoa Paaer V &,
roa do Yigario n. 3 nm bello sortimento da
relogios de ouro, patenta ingles, da um dos mais
afamados fabricantes do Liverpool; tambera
urna rariedade do bonitos traacelias para ot
masanos.


0UA10 31 riMUMIOCO. SAMADO ti DI 2Q0IO DI 1861.
Facas e garlos.
Mallo boas (teas e garios para o diario de una
casa a 29600 a duzia da talhere ;. na loja da Vic-
toria, na ra do Queimado n. 75, junio a loja de
cera.
Caixas parajoias.
Lindas coiiiohas pora guardar joias, pelos pre-
sos baratos de 00, 00, 89O, 1 e 18 cada ama :
na tajado Victoria, na rua do Queimado n. 75,
junto a loja de cera.
Coraes lapidados
a 500 rs. o masso.
Vendem-se massinhos de coraes lapidados a
900 rs. cada un: na rua do Queimado, loja d'a-
guia branca o. 16.
c
Attenco.
a rua do Trapichan. 46, em casa da Ro ro
Rooker & C, axiate am bomsortimento deli-
nhas'.dacorese brancasem carrateis do melhor
abneBtede[nglstarra,asqaes se venden por
preos mui rszoa veis
Batatas e cebollas.
Vendem-se nicamente nos armazens progre-
sivo e progressista so largo do Carme n. 9 e rua
das Cruzes n. 96. cebolla a 1 J*80 o cento, e ba-
litas alga arroba e 50 ris a libra, tambem lem
porclo de queljo de prato ehegado 00 ultimo pa-
quete que vendem-se a 880 ris a libia e 620
sendo inteiro. affiaoga-se ser ludo do melhor que
se pode desejar.
00000 00000 oooooooooa
daco de certas*
fazendas finas, i
BA DO CRESPO N. 17. O
Riquisaimas cbapelinaa de seda para O
aenhoraa, de diversas corea a 12*. O
Gaaaas de cores bonitos padroea a 240 O
rs. o corado. 0
O Gaseas e orgaodya de cores a 180 rs. o O
O covado.
O Chitas de todss m qualidadea e prego. O
Huitissimas fazendas finas que ae ven- O
O) dem por precoa baratsimos para liqui- O
O dar, dao-se amostra das fazendas. a\
ooooooooo ooooo oooooo
Manteiga ingleza
flor a 1,000 rs. a libra
Francesa a 680 a libra : na rua das Cruzes n.
24, esquina da travesa do Ouvidor.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvin, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja lera constantemente recebido de sua
propria eocommeoda aa verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesrao acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a recebe-las por to-
dos os outros ; per isso quera qaizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirlgir-se aloja
d'aguia branca, roa do Queimado b. 16, que ahi
ser bem servido.
Coral de raz
Vende-se muito bom coral de raiz, o fio a 1$:
a rua do Queimado, leja d'aguia branca n. 16.
Potassa da Russia e cal de
Entre-meios
os melhores que se tem visto.
A loja d'aguia branca receben uto ezplendido
sortimento de ntremelos de delicados bordados,
e gostos inleiramente novos, cora, differentes lar-
guras, do mais estreilo at mais de 1|2 palmo,
suaa diversas applicaces escusa dizer-se porque
todas as senhoras sebea : os presos sao des a
S| a pega conforme a largura, e tal a bondade
delles que quem os vir e apreciar o bom, iofalli-
velmenle os comprar: na loja d'aguia branca,
na rua do Queimado o. 16.
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
para conlaa e faoturaa, papel mata-berro; ven-
de-se na loja d'aguia branca, rua do Queimado
numero 16.
Na rua da Cruz n. 10, casa de
Kalkmann Irmao &C, tem ex-
porto um completo sortimento
de amostras de objectos de bor-
racha, proprio para machia as de
engenhos, sendo correias para
transmittir movimento, canudos
de borracha de qualquer com-
primento e groisura, pannos de
borracha, rod tas de dita, so-
bre ditos artigos tomam-se en-
commedas.
Muita gravata ba-
rata. .
Na loja d'aguia branca se encontra um grande
e bello sortimento de grsvatas de differentes gos-
tos e qualidades, e por precoa taes que em ne-
uhuma outra prtese acha, como seja, grava ti-
nhasestreitaa bordadas a 800 e lf, ditas pretas e
de cores agradareis a 19, i$100 e 19300, ditas
com pontas bordadas e matizadas, e lisaa de mui
bom setimmsco a 15500. Pela variedade do sor-
timento ecomprador ter omitas de que ae agra-
de : na rua do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Em casa de Kalkmann rmeos
& C, na rua da Cruz n. 10, exis-
9 te constantemente um completo
^ sortimento de
^ Vinhos Bordeaux de todas as
g) qualidades.
d| Dito Xerez em barris.
Dito Madeira em barris e caixas.
Dito Muscatel em caixas.
Dito champanhe em gigos.
Cognac em barris.
Cerveja branca.
Agua de Seltz.
Azeite doce muito fino em caixas.
Alvaiade em barris.
Cevadinba em garrafbes.
Vende-se ums boa armaco de amarello,
toda envernisada, que serve para qualquer esta-
belecimento, e por prego razoarel: na rua do
Crespo n. 15, loja.
Berros de palha da Italia
Vendem-se bercos de palha de cores, sendo
amarello, encarnado, azul, verde, e de tartaruga,
muito bem feitos, e com sua competente cama,
sao de multa utilidad* pan este paiz por ser elle
muito calido, e os bercos muito frescos, segundo
nos afirma o fabricante da Italia ; devem ser pro-
curados na rua estreita do Rosario n. 11, expoal-
co de balaioa tinos egrosaoa de Sodr & C.
No bem conhecido e acreditado deposito da rua
da Cadeia do Recite n. 12, ba para vender a ver-
dadeira potassa da Russia, era a de superior
qualidade, aasim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por precoa mais baratos do que em
outra qualquer parte.
fionecas de camur-
sa com rosto de massa.
Na loja d'aguia branca vendem-se mu bonilaa
bonecaa de camursa com rosto de massa, e pri-
morosamente vestidas com saia bal i o etc etc.,
vista do que, e de sna muita duraco sao bara-
tiasimaa a 18200, barato assim s se encontr na
loja d'aguia branca, rua do Queimado n. 16.
Cera de carnauba.
Na rua da Cadeia do Recife, loja n. 50, ba pa-
ra Tender cera de carnauba a melhor que ha ne
mercado.
FflDICOLOW-MOW,
Roa daSenzalla Nova n.42.
Reste *stabelecimento contina ahavsrum
completo 3ortiasan to damoendaf eneias moen-
das paraingenho,machinas de vapor alaixas
te ferro batido a coado,da todos ostamanhos
para dito,
Vinho chamisso.
Vende-se este delicioso vinho engarrafado a
19500 a garrafa : no novo destino de Jos Dias
Braodo, rua da Lingoeta n. 5,
Libras slerlinas.
Ha para vender, na rua da Cadeia do Recife n.
12, em casa de Bailar & Oliveirs.
O torrador!! 1
23 L.*Tgo do T er^o 23
Quem dovidar venha ver; manteiga ingleza
perfeiiamento flor a lj> a libra, frsnceza a 640 e
a 680 a libra, batataa muito novaa a 80 rs. a libra
assim como se torra massas muito finas para sopa
a 440 ris a libra e outros muitos gneros perten-
cenles molbados, (a dinheiro vista.}
Penaasdeace
iuglezas, caligraphicas.
Aloja d'aguia branca acaba de receber de sua
eocommeoda as verdadeiras pennas de ago iogle-
zas, ealigraphlcas, cuja superioridade est deci-
dida, e anda assim contina a vende-las a 25 a
caixinha : na loja d'aguia branca, rua do Quei-
mado n. 16.
Luvas de Jouvin.
Conlinua-se a vender as superiores luvas de
pellica de Jouvin, tanto para homena como para
senhora ; na rua da Queimado n. 22, na loja da
boa f.
Aos terceiros da
veneravel ordem deS.
Francisco.
J chegou a verdadeira estamenha de lia, na
loja de 4 portas, rna do Queimado n. 99, a se
apromptam hbitos desta fazenda a 409, e tam-
bem ha de algodo que se apromptam a 28$ cada
um, c te vendes fazenda por mdico prego.
Allenco '
Vendem-se caixoes vastos proprios
para bauuleros,funleiros etc. a 1 $280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
grapbia, que ahi se dir' quem os tem
para vender.
/ua do Amorim
,, VENDE-SE:
Mil no novo.saccaa de 3|4 por 49300.
Dito de meiaidade por 38500.
Dito velho por 39.
Mel.
Vende-se mel em barris de 5.e: na rua do Ran-
;el n. 9, deposito, e na padaria da rua dos Pesca-
ores ns. 1 e S.
Vende-se urna escrava de meia
idade que cosinha, laya e faz todo ser-
vico de urna casa com perfeicSo : na
rua do Fogo n. 43.
Ainda ha pe
chincha.
Chegon a rua do Crespo n. 8
loja de 4 portas, um sortimento
de cassas de cores fixas e lindos
j padroes que se vendem a 240 rs.
o covado, d5ose amostras com
penhor.
Raz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, rua do Cabug n. 1 R,
vende-ae a verdadeira rail de coral a 900 rs. o fio.
Caixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, rua do Cabug n. 1
B, chegado de aua propria encommenda muito
lindas eaixinhas de costara com msica, propriaa
para mimo, que se vende muito barato.
Vendem.-se os engeuhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pes:
quem pretende-los dirija-se
a rua da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
Loja das seis portas en
Frente do Livramento.
Roupa feita para acabar,
Paletota de panno preto a i}, fazenda fina,
calesa da oasetaira pretas a da coras, ditas da
erim a deganga, ditas de brim branoo, paletots
da bramante a 49, ditos de fasto da oras a 4),
ditos de estamenha a 4f, diloa da brim pardo a
39, diloa.de alpaca preta saceos a sobreeasacc,
dolletea da velludo pretea e da corea, ditos da
corgurao de seda, grava tas de linho as mais mo-
dernas a 200 rs. cada urna, collarinhoa da linbo
gauliimamoda, tojias astas fazendas se venda
paralo para acabar; a leja asti abarte das 6 bo-
as da maabia at a 9 da noite.
SABAO.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus fregueses desta prsca e os de fosa, qua tem
exposto i venda sabio de aua fabricaren o minada
--Recifeaoaraoazem dosSra. Travassos Jnior
& C, na rua do Amorim n. 58; massa amarella,
castsnha, preta a outras qualidadea por asesor
prego que da outraa fabricas. No asesina arma-
bem tem (eito osea deposito davales da caraaa-
sa simples sem mistura alguna, como as da
composigao.
Luvas de pellica.
Novo sortimento de lavas de pellica ebegadas
no vapor ingles para a loja d'aguia branca, oa
rua do Queimado o. 16.
E' muito barato a 320 ris a
libra.
Vende-se carne do sertao, couas melhor nao
pode baver de gorda e nova; na raa da Senzala
Novaa. 1.
A11000 e 11200 o
covado.
Na loia de Alvaro & Magalhaes, rua da Cadeia
do Recite n. 53, vende-ae aedas de qaadrinbos
com lindas cores e bonitos desechos, pelos bara-
tsimos preeos d IJOOO e lj?200 o covado, ca-
rnizas inglezaa com peito e punbos da linho a
40S00O rs. a duzia.
PHARMACIABARTBOLOMEft
Raa larga da Rosara a. 36
Rob l'Affecteur.
PUulaa de Allexou.
Pilulas americanas.
Vermifugo iagiez.
Pilulas Holloway.
Ungento Holloway.
A mais fina enova que se pode desejar neste genero, a 1#000 a libra tanto emporco
como a retalho, vende-se nos armazens Progressivo e Progreesisia no largo do Carmo n. 9,
e rua das Cruzes n. 36.
CHA HYSSON.
O melhor que se pode desejar em artigo cha a 2#600, 2$800 e 3#000 a libra, afianca-
se qualquer urna das qulidades.
CHOCOLATE.
Francez, inglez, portuguez, a 1#200 alitra, vende-seno Progressivo e Progressista
no largo do Carmo n. 9, e rua das Cruzes n. 36.
wmm man.
Chegados no ultima paquete a 640 rs. a libra, e sendo inteiro a 600 rs. a libra, afilan-
ca-se a superior qua idade.
,, a QUEIJOS FLAMENGOS.
Os mais frescaes que ha no mercado por serem vindos no ultimo paquete a 2#800
cada um.
O melhor que se pode desejar na qualidade deste queijo a 600 rs. a libra, e sen-
do porco a 500 rs.
Em pipa de Lisboa, Porto e Figueira al|a caada de 500 a 600 rs. em garrafa.
mm mmm ibp *
"OUPA FEITA AINDAMIS BARATAS.
SORTIMENTO COMPLETO S
r
ii
iazendas e obras feitas.1
.a
LOJA E ARMAZEM
iies Basto
NA
Kua do Queimado
n. 4tt,rTente aMMella.
Constantemente emosumgrandeeva*
riadosortimento desobracassesspratas
de panno e de cores multo fino s 289,
30j e 359, paletots dos meemos pannos
a 205,22$ e I4f,ditossaccoapreto*dos
mesmos pannos a 149,10} e 18J, casa-
ca pratasmuitobem feitasedesuperior
panno a 28, 30$ e 359. eobrecaaaras de
caaemira de core multo finos a 159,16|
e 18f, ditos saceos das mesmascasemi-
rasalOf, II9 e 14J, calcas pretas de
casemirafina para bomem a 8, 99, io|
e 12, ditaa decasemira decorea a 71,89,
99 e 109, ditaa de brimbrancos muito
fina a 5J a#9, ditas de ditos decores s
39, 39500, 49 e 49500, ditaa de meia ca-
semira de ricas corea a A$ e 4J500, col-
letespratosdecasamiraa 59 e 69, ditos
da ditos da coras a 4J500 a 59, ditcs
brsnco ida seda paracasamento a &9
ditos de 69,colletes debrimbrsncoe d
(usto a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
29500e89, paletotspretosde merino de
cerdoaacco esobrecasacoa 7f ,89 e9j
colleteapretosparaluto a 49500 a 5a'
;as pretaa de merino a 4950(1 e 59, pa-
l etots dealpaca preta a 39500 e 4S,ditoa
sobreessaco a 69.79e 81, muito Dnocol-|
latas de gorguro desedsdecoremuito
boafarandaa39800 e4S, colletede vel-
lado de crese pretos s 79 e 89, roupa
ara menino sobre casaca depanno pre-
tos e de cores a 149.159 e 169, ditos de
casemira saccoparaosmesmos a69500e
79, ditos de alpaca pretos saceos a 89
39500, ditos sobrecasseos a 5| e 59500,
calcas de casemira pretas e decores a 69,
6(500 a 79, camisas para menino a S0(
a dazia, camiaas inglezaa prega ilargas
rauitosuperiora|32j a duziapan acabar.
Assim como temos ama ofSeina dea]-
- (ilate ondemandamoi exeeutartoda as
obrascom bravidade.
Porto, Duque do Porto, jenuino Carcavellos, Nector, Madeira, Feitoria, Cheres,
Bordeaux a 1#200 agarrafa e 13J a duzia. nicamente no progressivo e progressista
no largo do Carmo erua das Cruzes.
, it j DOCE DA CASCA DE GOIABA
um dos melhores doces que ha em relaco ao tempo a 800 e 1#200 o caixo.
LATAS COM FRUTAS
de todas as qualidades que ha em Portugal o mais bem arranjado que temos tido no
mercado a 800 e 1#000.
ERVILHAS PORTUGUEZAS E FRANGEZAS
o que se pode desejar em bom neste genero, pela sua preparaco e qualidade a 800
rs. a lata.
VINAGRE PURO DE LISBOA
a 240 a garafa e 1^850 a caada afianca-seser de Lisboa e de superior qualidade tam-
bem branco por 400 rs. agarrafa e 2#560 a caada.
COMINHOS E ERVA DOCE
os mais novos que temos no mercado, e mesmo nunca os houve melhores a 400 rs. a
libra de erva doce e 800 rs. os cominhos
S,VAIIINBA 1M RMCA S\G*
a mais nova que se pode desejar a 180 rs. a libra de sevadinha e 280 rs. o sag.
UTAS COM DOCE DE ALPEBCE
o melhor que se pode desejar, a 1#100 a lata, tambem marmelada dos melhores fa-
bricantes de Lisboa a 1#800 a lata, e peras a 1,280 rs. a libra.
alem dos gneros cima encontrar o publico tudo que procurar tendente a mo-
lhados.
N. B. Os gneros cima vendidos em nossos armazens levaro o destentivo dos
mesmos.
I
Ao Pavao
Vende-se oissimes cortes de riscadiohos fran-
cez com U corados a 29*: nTrua da Imperatriz
o. 60, loja de Gama & Silva.
Trapiche
BaraOdo Livramento,
Largo da Assemblea nu-
merol5.
Ha continuamente para vender neste novo es-
tabelecimento o segointe :
Cera de carmnbs em por^oes ou a retalbo
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em eaixinhas de 1 arroba a 4.
Barricas com cebo do Rio Grande, em porcoes
ou a retalho.
Velas de carnauba pura em eaixinhas de 1 a 2
arrobas.-
Meios de sola, differentes qnalidades, em por-
coes ou a retalbo.
Courinhos curtidos.
Parinha de mandioca por J500 a sacca.
Prelo em saccas grandes por Sg800 a sacca.
cobertos edescobsrtosr pequeas grandes, da
ouro patente inglez, para bomem a Minora ds
na dos melhores fabricantes de Liverpool, vin-
dos pelo ultimo paquete inglex : n casi de
Sonthall Mellor C.
Carros e carrocas.
Em casa de N. O. Bieber
numero 4.
Vendem-se csrros americanos mui elegantes
e leves para doas e 4 pessoss e recebem-se en-
commendas psra cujo fim elles possuem map-
pas com varios desenhos, tambem vondem car-
rosas para condueco de assuesretc.
N. O. Biabar & C, saceessores, roa da Cruz
b. 4, tem para vender relogios para algibeira de
ouro e prala.
Grvalas da moda.
Vendem-se gravatinhas estreitas muito supe-
riores, tanto pretas como de cores, pelo baratis-
aimo prego de 19 ; na rua do Queimado n. 22,
na loja da boa fe,
Bramante de linho muito
superior.
Vende-se superior bramante de linho com duas
aras de largura, pelo baratiasimo preco de 29400
a vara : na rua do Queimado n. 22, na bem co-
nhecida loja da boa f.
A 2^500
-Chales de merino estampados, que em outras
lojas se> vendem por 49 e 59 na loja da boa f
na rua do Queimado n. 28, vende-se pelo bara-
tissimo prego de 29500.
A 2$ o corte
de calca de meias caaemiras escuras de urna s
cor ; na rua do Queimado n. 22, na loja da
boa f.
Lencos brancos.
Vendem-se lencos brancos proprios para algi-
beira, pelo baratiasimo prego de 29400 a duzia :
na rua do Queimado n. 22, loja da boa f.
No armazem da rua da Cruz n. 33, vendem-
se por mdico prefo velas de composigao, e tam-
bem se vende sebo do Porto em caixotes, e a me-
lhor cora de carnauba que tem vindo ao mercado.
Vende-se urna carrosa nova para um cava-
io : na rua Nova n. 59.
Luvas de fina camursa
para militares ecavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de aua
.eocommeoda mui finas luvas da camursa, o que
de melhor se pode dar nene genero, e aa est
vendendo a 29500 o par ; os senhores offlciaea e
cavalleiros que aacomprarem coohecero que sio
baratas vista de sua finura e duracao, a pareas
obtar dirigirem-se rua do Qaeimado, loja da
aguia branca o. 16- Ad verte-se que a qaantidado
pequea por hora, e p*r iaao nao demorosa.
I r
Attenco,
Francisco II ou a Liberdade da Italia, drama
histrico em 5 actos por Francisco Gaudencio
Sabbas da Costa : acba-ae 4 venda aa Itvraria
econmica ao p do arco de Santo Antonio, a
lfiOOO cada exemplar.
Vende-se um esersvo com 2B anuos de ida-
da, bom trabalbador de eniada a ptimo carrei-
ro, bom para andar com carraca ou meaue psra
algum engenho : quem qaizer dirija-se a roa
das Aguas-Verdes n. 108.
S a dinheiro.
N. 19Ruado QueimadoN. 19.
ARMAZEM DE FAZENDAS
DE
Santos Coelho.
Vendem-se ss seguintes fazendasbaratisaimas:
Lindos cortes de phanUsia de seda de tres o-
lboa a &g.
Gollinhas a 2.y000.
Ricas gollinhas bordadas das mais modernas a
2SC0O.
Cortes de seda a 4-0$.
Superiores cortes de seda a 40?.
Cobertas a 1800.
Cobertasde chits achineza a 1.-800.
Cortes de seda a 25$
Cortes de seda de 1009 por 25JJ por ter aleum
mofo.
Leocoes de linho a i J900.
Baldea para senhoras e meninas.
Lencoes de bramante a 3#300.
Grandes lengoes de bramante.
480 e 6*0 rs. a vara.
Algodao de duas larguras a 480 e 640 a vara.
Bramante de linbo
com 10 palmos de largo, pelo barato preco de
2900O a vara.
Lengoes de panno de linho sem costura a Z$.
Toalhas de fusto a 500 rs. cada urna.
Cambraia de salpicos graudos mnito fina a 59
a pega. *
Grosdenaples de quadrinhos com algum mofo
a 640 o covado,
Tarlatana de todas ss cores para vestido a 800
rs. a vara.
Fil de linho liso muito fino a 750 a vara.
Capailas de flor de larsnja para noivas'a 59.
Escravos fgidos,
Andam fgidos (0B0 roubadas) asescravas,
cujos nomes e sigoaes sao 03 seguintes :
Margarida, Mina, 30 annos de idade, excellen-
te escrava e muito bem comportada, baixa. cheia
do corpo, cor bem preta, claudica de urna das
pernas quando anda, de modo que vlta um p
para ora excellente cozioheira e soffrivel en-
gommadeira.
Lucrecia. Mina, 30 e poucos annos, cor aver-
melbada, alta, corpo regular, olhos empapujados,
beicos grossos, denles bem separados uns dos
outros, e nos peitos urna porgao de carogos abo-
toadoa, pelo que usa andar sempre com um len-
to na frente para os encobrir, excellente cozi-
nheira, e melhor engommadeira.
Recommenda-se a captura polica ou a qual-
quer, levando-as rua Imperial, casa do l)r. A-
maral, ou ao escritorio dos Drs. Borges da Fon-
seca a Ama ral, rua do Queimado n. 41. O senho-
rio das escravas recompensar generosamente.
Ditaa escrayas sabem andar por todo este mu-
nicipio, os de Pi d'Alho, Nssareth a Olinda,
Prolesta-se proceder eontra quem quer que as
teoha deaeDcaminbado, e mais hateras perdaa e
damnas que hourerem causado.
Por aflora nao queremos indicar o desencami-
nhador para nao aermos aecusados de precipita-
gao ; o que se passa porm a um mez a eela par-
te com respailo a aaaas escravaa, mxima Marga-
rida. d muita luz para que se poasa ir sobre
quem deseocamioha ditaa eacraras.
Estamos colhaado testemunbsa, e quando os
feitos estirerem bem verificados, aposentaremos
em juiso nossa quexa.
No da 19 de Janeiro de 1856 fugio do en-
genho das Maltas, comarca do Cabo, um mulato
por nome Jeronymo, idade 30 annos, baixo, es-
padando, ps pequeos e carnudos, os dedos dos
ps curtos, pernas grossas, pouca barba, bom ca-
bello, cor acanellada. quando falla gagueja,
raestre sapateiroe carreiro. Da primeira fgida
que fez foi preso em Caruar, e agora cousta an-
dar por alli mesmo e pelos sert6es do Penedo ;
quando fugio levou um poltro-rozilho cabano
com este ferro CI: quem o apprehender e levar
ao referido engenho receber 1009 de gratifica-
cao. O referido mulato intitula se forro, e cons-
ta andar pelos ser te es com esse titulo.
Desappareceu no dia 13 do correte, do si-
tio de S. Jos do Maoguinho, o escravo crioulo
maior de 50 annos, de nome Joaquim, cornos
signaos seguintes : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedadedo Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para aqui fgido : roga-se
a todas as autoridades policiaes a a quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-loro
sitio cima citado, ou na rna do Trapkhe c. 15
a Jos Teixeira Basto.
Acham-se fgidos os escravos Francisco,
mulato claro, natural da villano Ip, provincia
do Cear, fgido em aetembro do anno proxim-
passado, com os signaes seguintes : idade de 35
annos, altura regular, barbado e cabellos pretos
annellados ; e Luiz, cabra, natural do Ico, fugio
do em m arco deste anno, e com os seguintes sig-
naes : idade 30 annos, altura regular, muito pou-
ca barba, cheio do corpo, pea grandes, com al-
guns signaes de bexigas no rosto, e muito re-
grista ; suppe-se este escravo estar oceulto por
pessoa que o proteje, pelo que protesta-se contra
quem o tlver feito : qualquer pessoa que os ap-
prehender ou delles der noticia a seu senhor Joo
Jos de Carvalho Moraes Filho, na rua do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13, ser bem recom-
pensada.
Fugio do engenho Oiteiro de Sebastopol,
provincia da Parahiba, no 1. de agosto do cor-
rente anno, a escrava liarla, crioula, representa
a idade de 40 annos, pouco maia ou menos, com
os signaes seguintes : estatura regular, cheia do
corpo, cor preta, rosto um pouco descarnado,
com algumss marcas de bexigas perceptiveis,
olhos vivos, nariz bem feito, bocea regular, den-
tes perfeilos, e limados os do lado superior, ps
seceos, tendo os calcanhsres muito salientes, tem
n'uma das espadoas um pequeo boto prove-
niente de urna antiga cicatriz, a falla descansa-
da e um pouco cerrada e fanhosa. Andar ven-
dendo taboleiro quando evadio-se, de presu-
mir qne esteja acontada pela capital, ou que se
dirigase psra Pernsmbuco, aonde foi escrava do
lllm. Sr. capitSo Francisco de Paula Cavalcanti
da Silveira, senhor do engenho Bizouro na fre-
guezia de S. Lourenco da Halla. Roga-se as au-
toridades polielses e capilaes de campo a sua
captura, e qualquer pessoa que a apprehender e
levar a seu senhor, na Parahiba, Cypriano de
Arrochella Galvao, no supradito engenho, ou em
Pernambuco, na rua da Cadeia no Recife, a Jos
Francisco Si Leitao, ser generosamente grati-
ficado.
Fugio no dia 27 do correte, a 1 hora da
tarde, o escravo crioulo, por nome Severino, de
idade 40 annos, mais ou menos, com os signaes
seguintes : barba e cabellos com quantidade e
brancos, alto, reforcado, falla descansada, fulo,
denles abenas, ps e mos grandes, levou cami-
sa e caiga azul, um chapeo de cooro ji velho, e
outro do chilly usado, um surrao de pelle de
caraeiro, escravo do Sr. Jlo Izidro Portolla,
morador em Carlri novo, provincia do Cear, que
o deixou nesta cidade para ser vendido : roga se
portento a todas as autoridades policiaes, capi-
laes de campo, e a quem quer que o encontr
deve o capturar e entrega-lo na rua di Cadeia
do Recife n. 56, loja de ferragens de Sampaio,
Silva & C, que sera gratificado.


(8)
UAIO DI tl&lAMBOCO. m SABBlDO 31 DE AGOSTO DI 1861;
Litteratura.
U. B. Saintine.
A' M.B0 Virginic Ancdot.
Litro terceiro.
VIII
(Concluido.)
O reslo do da passou-se para elles as expan-
sfes e eftuses do una amisade, que pareca
ctescer de minuto em minuto. A' par da allerr--
i'o secreta, que nctoappcuxtma uns dos oulros, I
a inlimidade caminha sempre na r>zio da medi-
da do lempo, que temos a dar s novas affeiges. I
Chame)- e Thereza nunca se tinham fallado an- i
tes daquelledia, porn lioham pensado tanto um j
no outro, e lio poucas horas Ihes restavam talvezl
Assim, quaodo Charoey per urna consideraco
puramente de etiqueta e exigencias da socieda le
fez um movimento para retirar-se, querendo,
dizia elle,depois de urna to tonga ausencia
deixar o pae e a tllha entregues a felicidade dse
toroarem a ver:
Vos nos deixaes I exclamou Thereza de-
tendo-o com um olhar, em quinto Girhardi o re-
linha com um gesto. -Sois acaso um eslranho
para meupae.... e para mim ?accrescentou el-
la com um tom encantador de censura.
Para melhor fazer-lhe comprehenderquo pou-
co a encommodava sua presenca, ella poz-se a
i) -lalhar ludo quanto fizera depois quo sahiu de
Feneslrelle, e os meios que empregra para reu-
nir os dous captivos. Concluida suj narracao,
pediu Charoey que comecasse a delle e oisses-
se o emprego de seus dias e suas occupares jun-
to de Picciola. .
Este leve pois de comear a historia dos pri-
nieiros lempos de sua prisao, seus enfados e tra-
oalhos manuaes, a invengo de sua planta e seu
desenvolvinienlo progressivo.
E Thereza com um ar curioso e alegre fazia-lhe
perguotas sobre cada urna de suas descobertas.
Sentado entre os dous interlocutores, Girhardi,
tendo em urna das mios a de sua filha, e na ou-
t:a a do amigo que ii deixar, os escutava e olha-
va-os alternativamente com um senlimeuto mis-
turado de alegrii e de tristeza. Mas s vezes
as maos do velho approximavam-se urna da oulra,
3 tambem pelo mesmo movimento as de Charney
e de Th?reza.
Ento, os dous jovecs, commovidos, embaraca-
dos ; regalavam os olhos e calavam-se.
Emflm, a doozella sem apparencia alguma de
pudor ou de affectago, lirou docemente sua mo
da do velho, e pondo-a sobre o hombro de seu
pae e apoiando nelle indolentemente a cabera,
m urna attracliva posigo, voltou sorrindo os
olhos para Charney para pedir-lhe que conli-
nuasse.
Animado, arrestado por tanta graga e abando-
no, este chegou a contar at seus sonhos junto da
planta. Eu o tenho dito, eram estes os grandes
acootecimentosde sua vida durante sua solido.
Fallou daquella doozella ingenua e seductora, na
qual Picciola moslrava-se personificada, e em
quanto esbogava com calor, com transporte, o
retrato delta, o rosto de Thereza perda gradual-
mente seu sorriso e o peo lhe entumescia ou-
rindo-o.
O narrador esquivou-se de mostrar o verdadei-
ro modelo daquolla doce imagen) ; porm coo-
cluiodo a historia e desgrasas de sua planta, lem-
brou o instante em que, por ordem do comman-
dante, Picciola moribunda ia ser arrancada da
trra sua vista.
Pobre Picciola 1exclamou ento Thereza
enternecida ;oh I tu me pertences tambera, ca-
ra pequea, por que contribu para tua salvacao.
Charney transportado de alegra, agradeceu-
llie em seu corago esta adopco, que acabava de
estabelecer urna santa communho entre ella e
elle.
IX
Certamente Charney teria para sempre e mili-
to de bom grado renunciado a liberdade, fortuna,
o mundo, se seus dias devessem correr assim em
urna prisao entre Thereza e seu pae. Elle amava
esta doozella como nunca tinha amado. Esse
sentimento/ at ento eslranho sua alma, aca-
fcavade prenelrar nella ao mesmo lempo violen-
to e suave, amargo e agradavel, como um fructo
acido, que perfuma bocea irritando-a. Elle se
lhe revelava pelas palpitacoes de urna alegria des-
conhecida e pelos impulsos de ternura, que es-
treilavam ao mesmo lempo Deus e os homens e
a natureza inteira. Cria sentir dilatar-se-lhe a
cabega, o corago o o peito, para conler as espe-
ranzas, os projectos e os transportes, que lhe oc-
ccorriam em chusma.
No dia seguinte todos tres reuniram -se aioda
no pateo, junto da planta, os dous amigos no
banco e Thereza defronte dellesem urna cadeira,
que Ludovico leve a precaugo de trazer.
Ella trouxera um trabalho de mulher,um bor-
dado, e com o prazer no semblante, com as faces
coloridas de urna tinta de felicidade e satisfacao,
seguindo com a cabeca o movimento de sua agu-
ija, levantando os olhos ao mesmo lempo que a
mo, sorria-se alternativamente para seu pae e
para Charney, lancando algumas perguntas fri-
volas no meio do suas graves conversas. Depois
de algum lempo levaulou-se e sem importsr-se
de iuterromper os dous pensadores, foi eslreitar
seu pae em seus bracos e beijar-lhe os cabellos.
A conversa, interrompida por ella, nao foi mais
incetada. Charney acabava de cahir em urna pro-
funda meditaco.
Seria elle amado de Thereza?....
A' esta pergunta, que faz si mesmo, dous
pensamentos contrarios o agitsm ao mesmo lem-
po : teme cr-lo, treme de duvida-lo I
Ella conseivou a flor dada por elle e promet-
teu guarda-la sempre ; perturbou-se quando na
vespera suas duas maos se tocaram sobre os joe-
lhos do velho ; seu seio palpitou ao narrar elle
seus sonhos apaixonados ; porm aquellas pala-
Tras, articuladas com urna voz tao terna, foi em
presenca de seu pae .que ella aa pronuaciou I Que
sentido prestar todos esses encantadores teste-
njunhos, indicio de piedade, de inlerease, de de-
dicado ? E nao lhe dora ella provas muito an-
tes desta entrevista, quando seus olhares nao se
tinham ainda encontrado e suas palavras trocadas?
Insensato insensato 1 que er tio fcilmente oc-
cuparum lugar naquelle coracao, que um senti-
xnenlo de ternuraQlial enche inleiramente, e que
toma por palpitacoes de amor os pdicos estre-
meciraentos de urna virgem 1
Que importa ? elle ama, qaer ama-la or mui-
to lempo, sempre, e substituir esta anglica rea-
lidade um ideal de ento em diante incompleto.
Encerrar em si mesmo esse amor; seria um
crime procurar faz-lo partilbar. Por que querer
empeconbar um futuro to risooho ? io esto
elles destinados a viverem separados um do outro?
ella, livre e feliz, no meio de urna sociedade,
onde nao tardar a escolher um esposo,elle,
sosinbo, em sua prisao, onde deve ficar com Pic-
ciola esuas eternas recordaedea de um instante?
Assim, Charney tomou um partido; deade
aquella dia, desde aquello momento, affectar in-
differenca para com Thsreza, ou ao menos saber
cercar-se das falsas apparenciaa de urna amisade
calma e tranquilla! Desgranado delle, de ambos,
se ella o amasse I
Cheio destea lindos projectos, despertando de
suas reflexes, prestou ouvidoa aa phrases vira-
mente trocadas entre Girhardi e ana filha.
Esta abandonara-se inteiramente idea da
prxima aoltnra de seu pae, e pareca querer dis-
suadir o velho, que por flogimeoto ou conviegio
affirmara que o auno acabara antes de sea ca-
livelro.:
Conheco,dizia elle,as demoras da cor-
te : pouca cousa basta para suspender a jasliga
on a boa vontadedos homens poderosos I
- Se assim ,diz a moga,amanhaa volla-
rei Turim para apresaar a execuc&o de suas pro-
ai essas.
Que pressa temos ?retorquiu Girhardi.
Que I prefers pois vosso quarto acachado e
escuro e este pateo ordinario vossa habitago
e aos vossos lindos jardins da Collina ?
Esta apparente disposigo de Thereza, a espe-
cie de impaciencia, que elle manifestara em af-
faslar-se de Feaestrelle, ddveria ser agradavel
Charney, provando-lbe que nao era amado, e que
ojperigo temido por causa della estara longe de
ser para temer. Todaria o que corresponda to
bem aos seus desejos, perturbou-o ponto de a
zer-lhe esquecer de repente seu plano projecta-
do. Nao affectou nem indifferenca, era amizade
calma e tranquilla. Victima de um despeito do-
loroso, nao pode deixar de manifesta-lo ; porm
Thereza pareceu prestar-lhe atlenco nicamente
para gracejar respeito de seu silencio e ar zan-
gado, e de novo encetou sua tbeae para prorr
que se o decreto esperado tardara ainda, ella do-
ria quanto antea dirigir-se Menou, ao impera-
dor, em Pars mesmo ae fosse de mister!
Ella, de ordinario to indulgente, to reserva-
da, pareca sbitamente dominada por urna in-
comprehenaivel necessidade de zombaria e de
loquacidade.
O que tens tu esta manhia ? dizia-lhe aeu
paa admirado de ve-la regoiijar-seem presenca
do pobre captivo, do qual dentro em pouco ae iam
separar.
Charney nao sabia o que pensasse della.
E*que Thereza tambem entregara-se s mes-
mas reflexos que Charney. Nao seotira o amor
chegr, mas compreheodia que elle j exista des-
de muito tempo. Como Charney, bem quera ac-
ceita-lo com seu3 riscos e perigos, porm, como
elle aioda, temia-o por causa do outro 1 E esse
prazer de amar, esse temor de ser amada, lan-
gavam-a nessas ontradiges comsigo mesma, e
nessa fecun'Mdsde de palavras, em que seu cora-
co buscava aturdir-so.
Porm brevemente todos aqaellea esorcos, to-
da aquella indifferenca para diefarcar seus verda-
deros sedimentos, cahiram sbitamente por si
de ambos oslados ao mesmo tempo. Docemen-
te alientos s narracoes de Girhardi, que coota-
va quantas vezes vira presos, cuja graga eslava
publicamente annunciada, esperarem de balde o
seu effeilo durante mezes inteiros, elles deixa-
ram-ae persuadir com delicia, com transporte:
dir-se-hia que dahi em diante, e para sempre a-
quella prisao devia servir-lhes de asylo, a tal pon-
to succediam-se os projectos para o dia seguinte
e para os oulros dias, de maneira que. ahi reuni-
dos, com seu aojo da guarda, os captivos lioham
apenas a temer urna cousa, a liberdade de
um s.
Tranquilisados todos tres, os philosophos con-
tinuaran) sua conversa, Thereza, seu bordado e
seus engranados apartes.
Um pallido raio de sol illuminava ainda o pa-
leo e vinha clarear o rosto de Thereza ; o vento
que re fresca va agita va ligeramente as dobrase
titas de seus enfeites ; e ella, suspendendo um
instante seu trabalho, com a fronte inclinada, sa-
codlndo seus cabellos, pareca inebriar-se inlei-
ramente de ar, de luz e de felicida le, quando
de repente abre-se a pequea porta do pateo.
O coronel Morand, seguido de um ofBciale Lu-
dovico, vem significar Girhardi seu acto de sol-
tura.
Girhardi deve deixar immediatamente a forta-
leza ; urna carruagem o espera junto da rampa
da praca, e deve transportar Turim elle e sua
filha.
A' entrada do commandante Thereza levanta-
ra-se ; cahiu logo sobre a cadeira, e no olhar,
que entao laocou Charney, este poderia ver
como tinham-se rpidamente extinguido daquel-
le nobre semblante, as vivas cores e os alegres
sorrisos.
Porm, Charoey, conservando-so sentado em
seu banco, tinha a fronte abaixada, em quanto se
liam Girhardi papis, que o rehabililavam em
sua honra e restituiara-o liberdade.
Os preparativos da partida nao podiam ser
longos.
J Ludovico linha descido do quarto do ex-
prisioneiro com a mala contendo seus pertences.
O ofllcial o esperava para acompanha-lo at
Turim.
A hora da separagio tinha soado.
Thereza levaotou-se de novo e pareceu oceu-
par-se de acondicionar seu bordado em seu sac-
co, dearranjar seu lencinho de pescoco, depois,
lentou calcar as luras... nao pode consegui-lo.
Charney ento, armando se de resolugo, adi-
antou-se para Girhardi, e abrindo os bracos :
Adeus, meu pae I
Meu filho meu charo filho I balbuciou seu
velho companheiro... coragem I contae com nos-
co... Adeus, adeus I
Elle o estreitou algum lempo contra o peito, e
de repente pondo fim esse abraco voltou-se
para Ludovico, e para melhor occultarsua emo-
gao, fez-lhe algumas derradeiras recommenda-
ges inuteis respeito daquelle que deixava so-
zinho.
Ludovico nada respondeu, mas offereceu o
braco ao velho, que tinha necessidade de um
apoio.
Nesse ioterim Charney approximara-se de The-
reza para despedir-se della. Com urna mo no
recostado da cadeira, os olhos pregados no chao,
ella permaneca pensativa, immovel no mesmo
lugar, como se nunca devesso deixar aquella ha-
b tacao.
Vendo Charney junto a si, sahindo de sua
scisma, coosiderou-o alguns momentos sem di-
zer palavra.
Elle eslava pallido e desfigurado e as palavras
pareciam faltar-lho aos labios.
^Sbitamente a moga esquecendo suas resolu-
gdes estendia o braco para a planta do cap-
tiro :
E' nossa Picciola, que tomo por testemunha,
diz ella.
E np pode articular mais.
Ums das luvas de seda que tinha as maos
cahiu ; Cbarney apanbou-a, depoz nella um bei-
jo e intregou-a silenciosamente.
Thereza tomou a lu va, eoxugou com ella aa la-
grimas, que arrasavaru-lhe os olhos, e entre-
gando-a de noro Charoey, lhe disse com um
sorriso :
Al a rista I e levou seu pae para fra do
pequeo pateo.
O conde segui-os com os olhos ; lioham parti-
do, a pequea porta j se liaba fechado muito
tempo entre elle e elles e ainda Charney perma-
neca como petrificado, com o olhar fixo para
aquelle lado, aportando ainda sobre o corago a
pequea luva de Thereza.
X
Um philosopho disse que a grandeza tem ne-
cessidade de ser abandonada para ser sentida :
elle pode-lo-hia egualmente dizer da fortuna, da
felicidade e de lodos os gozos, to sua veis, que
a alma fcilmente so habita.
Nunca o preso apreciara tanto a sabedotia de
Girhardi, as,virtudes e encantos de sua tilha, como
depois da partida de seus dous hospedes.
A' embriaguez de um dia auccedeu para elle
um profundo acabrunhamento. Oa eaforgos de
Ludovico, os cuidados que reclamava Picciola,
nao bastavam para distrahi-lo ; entretanto, aquel-
es germens de forga e de moralisago, colhidos
no seio de seus doces estudos, fructificaram fi-
nalmente, e o homem abatido levantou-se.
Na luta sua alma se completara. A' principio
abengora sua solido, que permittia-lhe conser-
var comsigo mesmo respoito de seus amigos
ausentes ; mais tarde, viu com prazer alguem
rir sentar-so no banco, onde o lugar do velho
permaneca vasio.
De seus noros companheiros o primeiro e mais
assiJuo foi o capello da prisao, aquelle bom sa-
cerdote, a quem outr'ora repellira to grosselra-
mente. Advertido por Ubdorico da sombra tris-
teza, de que era rielima o prsioneiro, elle apre-
aentou-se, esquecido do passado,' para offerecer-
lhe suas consolares, aa quaea foram accolhtdaa
com reconhecimento.
Melhor disposto para com es homens, Charney
nao tardou a ama-lo, e o banco rustico tornou-
se ainda o banco das conferencias.
O philosopho exaltara as maravilhas da sua
planta, as da natureza, e repetia as ligos do ve-
lho Girhardi ; o sacerdote, sem entrar na discus-
sSo dos dogmas, dizia a sublime moral do Chris-
to, e amboa forlificavam-se apoiando-se um con-
tra o outro.
A segunda visita foi o commandante da-forta-
leza, o coronel Morand. Visto de perto, era mui-
to bom homem, tinha o corago militarmente
formado, isto s atormentara seu mundo por
ordem. Elle quaai recoociliou Charney com os
tyrannos subalternos.
Emflm, este em breve tere defazer suas despe-
didas ao abbade e ao coronel. Um dia, quaodo
oinguem esperara, as portas da prisao abriram-
ae tambem para elle I
Napoleo, ao rollar de Austerlilz, importuna-
do por Josephlna, que sem durida o era tambem
por alguem que interceda em favor do prsionei-
ro de Feneslrelle, pedio contas da apprehenso
feita no quarto deste.
Foram entregues ao imperador os lengos ma-
nuscritos, guardados at ento nos archiroa do
ministerio da juatiga ; elle os percorrea, e depois
de um maduro exime declarou altamente que o
conde de Charney era um louco, porm d'ahi em
diante um louco perigoao.
Quem pdde assim humilhar seu peasamen-
to diante de um pedago de herva, diz elle, po-
de ser um excellenle botnico, maa nunca um
conspirador. Agracio-o; restiiuam-ie-lhe seus
bena, e elle mesmo os administre ae quizer.
Cbarney deixou pois Feneslrelle tambem I po-
rm nao parti s. Poda elle aeparar-ae de aua
primera, de aua constante amiga ?
Depois de hare-la feito traosplanlar para um
largo caixo cheio de boa trra, lera triumphan-
le comsigo sua Picciola IPicciola, quem deve
a razio Picciola, que lhe salrou a vida ; Picciola,
em cuio aeio encontrou suas cooaoladoraa eren-
gas ; Picciola, que lhe fez couhecer a amisade e
o amor, Picciola emflm, que acaba de restitui-Io
liberdade.
E ao transpor a poste levadiga da fortaleza,
urna mo callosa e larga eslendeu-se de repente
para elle:
Signor cont, dizia Ludovico suffocando urna
grande commoco, dae-me vossa mo, agora po-
demos ser amigos, risto como parts, visto como
nos deixaes, visto como nao mais nos reremos I*.
Deus louvado 1
Charney saltou-lhe ao pescogo.
Nos nos veremos ainda, meu charo LJdovi
co 1 Ludovico, meu amigo 1
E depois de te-lo abracado, de ter-lhe aper-
lado a mo viole vezes, saino da cidadella.
Atravessra a esplansda deixando aps si a
monlaoha, sobre a qual est sentada a fortaleza,
traospozra a ponte sobre o Clusone e voliava ja
o camioho de Sute, e ainda urna rozae ouria,
que bradava de cima dos baluartes :
Adeus, signor cont I adeus, Picciola I
Seis mezes depois, urna rica equipagem parou
diante da prisao fl'Estsdo de Feneslrelle. Um
viajor apeiou-se e perguntou "por Ludovico Kitli.
Era o antigo preso, que vinha visitar seu ami-
go carcereiro. Urna joven senhora apoiava-se
leroameote com os dous bragos no brago do
viajor.
Esta joren senhora era Thereza Girhardi, con-
dessa de Charney.
Juntos visilram elles o pateo e o quarto ou-
tr'ora habitado pelo enfado, pela incredulidade e
desengao. De todas as seolengas desesperadas,
que tinham sujado as brancas paredes, restava
apenas urna :
Sciencia, espirito, belleza mocidade, fortu-
na, tudo nesle mundo impotente para dar a
felicidade >.
Thereza acuacentou :
Sem o amor .
Um beijo, qe Charney depoz-lhe na fronte,
confirmou o que ella acabava de eacrever.
O conde riera conridar Ludovico para ser pa
drinho de seu primeiro filho, como o (ora de Pic-
ciola, e signaes visiveis na condessa annuncia-
vara bastante que Ludovico devia estar prompto
para o Qm do aono.
Preeochida sua misso, os dous esposos volts-
ram Tunn, onde os esperava Girhardi em seu
lindo dominio da Collina.
Junto de seu aposento particular, no meio de
um rico alegrette, allumiado, aquecido pelos raios
do solnascenle, Charney fizera collocar sua plan-
ta, que nenhuma outra vinha embagar em seu
desonvolvlmento. Por ordem sua nenhuma mo
estraoha devia oceupar-se della, de sua cultura,
de seu bem-estar. Elle o prohibir I elle s de-
via cuidar della. Era urna occopagao, um derer,
urna paga imposta sua graliao.
Como rpidos passaram-se dous dias 1 Cercado
de jardins imensos, a margem de um rio, sob um
cu risonho, Charney saboreara a rida dos feli-
zes deste mundo. O lempo accrescentava um no-
vo encanto, urna nova forga a todos os seus la-
gos, por que o costume, com a hera de nossos
muros cimenta e conrolida, o que nao pode des-
truir. A amizade de Girhardi, o amor de The-
reza, as tngaos daquelles que viviamsob seu
tecto, nada, faltava para sua felicidade.
Chegou emfim o momento em que essa felici-
dade ia crescer aioda mais. Cbarney tornou-se
pae.
Ohl ento, seu corago trasnbordou de ventura
A ternura que tinha sua filha pareceu redobrar
a que consagrara a sua mulher. Elle nao se can-
gava de contempla-las e adora-las ambas. Sepa-
rar-se dellas um momento era para elle um sup-
plicio I
Nesse tempo Ludovico chegou para cumprir
sua rromesaa, quiz visitar em primeiro lugar sua
primera efilhada, a da prisao. Porm, ab I no
meio desses transportes de amor, dessas prospe-
ridades, que enchiam a hibilago da Collina, a
foofe de todas essas felicidades, de toda essa ale-
gra, a povera Picciola, eslava mora......mora
por falta de cuidados !
[ Trad. por A. de Sotiza ).
A Indiana.
A' pouca distancia do castello de Source, entre
lodas essas casas cujas sombras reflecten) no Loi-
ret, e fazem delle o rio mais bello de Franga, ha
urna, esquerda, qual certamente daris a
preferencia. E' bem conhecida em Olivel. fc
elegante e aprazivel. Pequeos campanarios
pendem de seu tecto, como rgolas de origem
extica. Tem dous andares ; edificada para o
esto, e tem um alpendre.
Alpendre urna especie de galera com colum-
nas, um recinto de que se cercara as habitagdes
indianas, para conservarem-se reservadas do sol.
Finalmente esta casa de urna intereasante e
bella coostruego. Imagioae-a como eu a ria
meio oceulta pela folhagem das arvorea, cercada
de sombra e de luz, cheia de flores e perfumes.
Os passaros ahi tem cores mais bellas, e tambera
cantam com mais meloda. Ella habitada por
urna mulher encantadora, urna creoula, que o
contri-almirante Dupr desposara no tempo de
sua ultima estago no mar das Indias.
Quando ella chegou do seu psiz, os habitantes
dos caslellos vizinhos a appellidaram Indianna,
e este nome passou della para a casa, que pare-
ca feita eipressamente para aua singular bel-
leza.
Eu era medico e amigo do contra-almirante an-
tes do seu casamento, e esta mudenca em sua
vida nao diminuio os previlegios de que eu go-
zara para com elle. Sua joven mulher veiu at
tornar mais intima nossa amizade. Alientos e
commovidos, eatavamos a seu lado, tratando-a
com o amor que o prsioneiro tem pela flor que
perfuma a aua prisao. Ella era to joven e to
bella I Era urna menina divertida ; poasuia o ca-
pricho e a mobilidide de um passaro. Innocente
e candida, admirava-se quando se fallara de
amor, ouvia sem comprehender, e como seu co-
rago viva sempre tranquillo, ria-se de tudo.
Imaginae urna semelhante creatura com um me-
nino. Nao zombeis; este menino o sobrinho
do almirante. Manoel tinha quarloze annos, e
havam Ires que eslava no collegio Rollio, quan-
do um dia foi chamado ao locutorio por seu to,
a quem elle ria pela primera rez. Sua me ti-
nha morrido. Apaixonra-ae de um pintor,
com elle casara se, sem o conseatimenlo do al-
mirante. Este, ento capitao de fragata, era seu
nico prente. Tinha prerengoea muito tortea
contra os artistas ; alm disto professara um des-
prezo soberano, assim como todos os ofnciaes de
marinha a tudo que nao partencia marinha de
estado. A principio nao tomou a serio a paixo
de aua sobrinha. Quando ella escreveu-lhe so-
bre isto, elle nao duridou, ainda que esliresse
em Bourbon, que suas admoestagoes, nao des-
persuadissem o que elle chamara um capricho
de moga.
Enganou-se. Por cada correio recebia cartaa
mais instantes. Irritado, Dupr resolreu acabar
com isto, e recosou francamente o seu coosonti-
raenlo. Era maito tarde. O amor haria-ae adan-
lado ; os dous joreos eslaram casados A esta
noticia, Dupr ticou profundamente oflendido ;
lodo sentimonto de derer, reconhecimento e res-
peito pareceu-lhe desconhecido para esaa Joren ;
jurou nao a tornar mais a ver.
A fortuna pareceu nao fazer caso dessa repro-
vago ; e dir-se-hia que a felicidade quiz fazer
esquecer a joren um rigor to cruel para sua na-
tureza terna e dedicada. Ella foi adorada por
aeu esposo, e leve um filho. Amamentara-o
ainda, quando soffreu urna horrirel Oesgraga.
Urna manha Irouxeram-lbe seu marido ferido
por urna bala no peito direito. O infeliz arriscara
a vida, para defender aquelle que o julgra in-
digno da honra de perteocer a sua familia. Nao
sei que jornal intitulado Noticias da China fal-
lara em termos odiosos e mentirosos de urna ex-
pedco do commandante Dupr contra Shang-
Bai. O pintor exigir ama retratago ; recusa-
rem-lhe ; tere lugar um duello. Ainda urna
rez, a calumnia triumphou da razo. A infeliz
joven ignora va o que se tiaha passado. S co-
nheceu a verdade, vendo a sanguinolenta pedila
enlrar-lhe em casa. Nio tere mesmo a conso-
laco de receber um deua. O ferido expirou
antes de tornar a ai. Ferida- por esta iofelicida-
do, ella nao cedeu ao desespero, resistiu ; dedi-
cou-se por seu filho. Duraole treze annos, la-
tn, para me serrir de aua expressio, contra a
fasemaco deste sonho de todas as noitea em que
ella se ria no tmulo aolado daquelle que tanto
amara.
Porm al a forga'moral gasla-ae. A propor-
go que o filho crescia, o auaente apoderara-se
sensivelmente de seus direitos, e a ms deixava
deerescer aua energa. Nio lutar constantemente
era suecumbir. Blls>ocomprehendeu. Nio po-
da mais resistir; deitou-se, como o combateote,
que nio tem maiaeaperanga, que nao pretende
defender a rida. Chamou seu filho, conlemplou-
o ima ultima roz, abragoa-o chorando... Bem
depressa expirou, pronunciando o nome de seu
esposo.
Foi nesse momento supremo que ella escrereu
so almirante. Essa carta fez-me chorar. Ah I
que alma tem as mulheres, e quanto o amor ma-
ternal as tornam interessantes 1 Ella entregava
seu filho ao almirante, persuadida, dizia ella,
qae acolheria o orpho, e que nao o faria parti-
cipar da aeveridade com que ella tanto soffrera.
Nao tenho necessidade de dizer se o almirante
aceitou este (estamento. Eu eslava na Indianna,
quando elle trouxe o meuino. Nem eu, nem sua
mulher esoeravamos por cousa alguma.
Minha querida Nina, abraca rosso filho,
disse simplesraeote o almirante.
D'ora em diante perlengo-lhe completa-
mente, disse-me elle, depois de me ter conta-
do o que acabaes de ouvir; e mosirou-me o me-
nino cora quem sua mulher linha j feito conhe-
cimento. E lembrar-me que desconheci laesco-
rages 1 que remoraos I Porm repsrarei o mal
que fiz. Quero que Manoel aeia feliz. E' esta
minha nica smbigio, e aera d'ora avante meu
nico cuidado.
Manoel nao voltou mais para o collegio. Sua
educago completou-se em casa do almirante,
onde leve todos os mestres necesiarios. Nao
esperis que eu o siga em todos os seus estudos.
Elle dirigiu-se como todos sem tornar-se um
prodigio. Em compensago, levaotava-se todas as
manhas s cinco horas, aprenda a esgrima,
montava a cavado, e oadava, quando a estago o
permitlia. Esta educagio physica era urna das
recommendagea de sua me. Ella havia notado
nelle urna sensibilidad nervosa, de que receiava
muito para o futuro, talvez escrevera ella ao
almirante', possaes, dandu-lhe urna rida exterior
toda cheia de movimento e actividade, vencer
essa disposigo cachtica Deixo-ros este cuida-
do. A raorle de meu marido perturbou-me de
tal modo, que tenho, infelizmente, desprezado
muitas cousas, pelo que pego perdi a meu filho
de ter sido mais esposa, que me. Consultou-
se-me para saber se a sade de Manoel nio sof-
freria com um rgimen ura tanto enrgico.
Respond que nada sotlreria, e que pelo con-
trario o menino ganhina com isto. Logo elle foi
a islo obrigado, nao sem alguma resistencia de
aua parle. Porm affrontando o somno e as fres-
cas manhas, desperlando-o, asaociando-se
seus ejercicios, sua tia venceu suas primeiras
repugnancias, e foram obtidos os resultados mais
felizes. Doentio e fraco, tmido e vergonhoso,
quando chegou i Indianna, Manoel tornra-se
robusto e desembarazado. Nio fot smente o cor-
po que to bem se desenrolreu.
Seu carcter tornra-so singularmente franco,
o seu espirito recto. Toda a sua fraqueza natural
desapparecen. Urna experiencia intuilira, urna
rara maturidade de razo olivravam dessas facis
commoges que d'antes tinha, e que so mostra-
vam por lagrimas, solugos e convulsdes. Infeliz-
mente, sua natureza modificra-se antes do que
se mudara. Sua seasibilidade estiva, se assim se
pode dizer, oceulta no fundo de seu corago. Po-
rm ella ahi permaneca to ardeote e impetuo-
sa, como outr'ora. Se mostrava menos sensibili-
dade, e se ella s se manifestava por motivos se-
rios, apparecia sempre com urna forga que che-
gire al a violencia. Qualquer crueldade excita-
va nelle desejos de urna vinganga cruel. Via-se
que haveriam casos, para os quaes 9M9 mancebo
tornar-se-hia implicavel.
Tu s ainda excessivo, dizia-lhe o almi-
rante.
Rebellas-te contra certas offensaa com urna in-
tensidad de odio sincero, e urna fria resolugo,
sobre os quaes impossivel illudir-se.
E' fcil prever-se, que na colera sers violen-
to. Pensa que a pena de Taliio urna le do sel-
vagens. Se, em seu sentido absoluto, ella legi-
tima, nem por isso deixa de ser, e mesmo alleo-
tado do que sers i victima e contra o qual to-
das as consciencias protestaran) Pune, impede o
mal; porm nio te Tingues. E' preciso saber
perdoar. A exagerago mesmo dos senlimenlos
mais nobres provoca espantosas desgragas...
Ah senhoros, quanto estas palavras eram
prophelicas, o quanto sio tristes as prediges dos
velhos I Sua rida juncada de tmulos, e cada
um de seus passos calcam algumas cnzas, e des-
pertara fnebres chos.
Porm talvez desojis saber se Manoel era
bello.
A esto respeito nao poderia satisfazer-vos. De-
cidir da belleza de um homem parece-me um ne-
gocio delicado, e segundo me parece, nao sao os
homens os mais habilitados para isso. O que pos-
so affirraar, aem receio de exagerar, que Ma-
noel tinha o dom de agradar, era moreno, tinha
olhos temse rosto amavel.
Quanto vida que se passava na Indianna, era
mu risonha e aerena ; e pada fazia augurar o
Qm que tere.
Entretanto estivamos rio principio do anno de
1849. O almirante fra para Pars com todos os
seus. Manoel Bregara aos dezoito annos. Urna
manba que elle sania, segundo o costume, para
dar o seu passeio cavallo, rio o almirante que
j eslava montado, e esperava-o.
Depressa, accende o leu charuto e a galo-
pe, disse-lbe este estendendo-lhe a mo. Acom-
panho-le hoje. J preveni la tia que almona-
riamos em Madrid.
Tenho que fallar-te.
Esta conversago trouxe um mui grave aconte-
cimealo para que eu o passe em silencio.
Quando servio-so o caf, eis, em resumo, o
que disse o almirante :
Meu filho, chegasle a ama edade, em que
preciso cuidar no futuro. Nio que seja preciso
trabalhares para leu sustento.
< Tenho sessenla mil libras de renda, e desti-
no-te a metade. Meu testamento est feito, nio
fallemos mais nisto. Alm do que, tua tia rica,
e deixo-lhe vinte mil francos.
"t Porm por ae ter riqueza nio se deve ficar
de bragos cruzados. Imitars por veotura a maior
parte das peasoas ricas ? Jogar, veatir-se redicu-
lamente, gabar-se de ser um distinelo cavallei-
ro, de andar em companhia de creaturas sem es-
pirito e sem belleza; eis sua existencia ; seduz-
te ella? S em pensar nella, nao te aborreces?
Formo de li mais elevada opiniio. Todo o ho-
mem deve ter urna oceupagio, qualquer que ao-
ja. A m herva cresce as rusa desertas, e os
mios sentimentos oosespiritos ociosos... >
O almirante acrescentou oulras cousas ainda,
muito sensatas e justas. Todos as conhecero. Qual
ser o pae que as nio tenha dito a seu filho?
Minoel responden queja tinha reflectido no
quesea lio acabava de dizer-lhe. Porm confessa-
va que sua resolugo embaragara-se sobre todos os
pontos, para onde roltara-se.
Pelo que diz respeito ao estado, ria um syste-
ma de jerarchia ou de protecjo, que elle nio es-
lava disposto s affrootar; ae dirlgia-se para as
proflssoes chamadas liboraes, bem como a advo-
cad!, medicina, tambem nio se tentara. Aaub-
lileza pueril dos textos tirara-lhe a paciencia de
estudar o direito. Decidir-se hia com mais gasto
pela medicina; porm em medicina, os mdicos
sio simules moriaea, nao entendem absolutamen-
te da gota...
Finalmente que linha disposigea para a poesa.
Nio serei eu quem le contrari ; eslou cu-
rado dos prejuizos. Porm que rida nos prepa-
ras ?
Tenho pensado em tudo. O mais penoso o
que rou pedir-ros.
O que?
Que me doixois viajar.
.Queres deixar-noa ? I disse o almirante com
urna dolorosa exclamagio de sorpresa.
Fago-roa juiz da minha causa. Nio conhe-
go o mundo; apenas o tenho entrevisto. Tratado
por rossa affeigio, nunca aoffri pesar algum. Nio
aou homem ; preciso s-lo. Entregue a mim
mesmo, a meus proprios recursos, saberei, com
os acontecimeotos, o que posso, e o que ralho.
Elle desenvolveu esta these com sua energa e
bom aenso do costume. O almirante ouria-o, de
cabega baixa. Cuidara quanto esla separagio lhe
seria penosa, e quanto sotlreria com ella aua mu-
lher. Pensara noa perigos de urna tonga riagem,
e este mancebo, que elle considerara como seu
filho, nio poda apartar-se delle sem grande sen-
timento de sua parte. Se elle nio roltasse mais I
O almirante resigoou-ae.
_ Cada um segu aeu deatino, isto fatal,
disse elle. Nao te occulto, disse elle, que nao sei
como tua ta acolitar este projeclo.
Quaodo a joren senhora soubea resolugo to-
mada durante o almogo, olhou para o almiranteo
para Manoel, e experimentou sorrir-se, balbu-
ciendo :
E' um gracejo, nio rerdade?
Porm nao recebendo reaposla alguma, e ven-
do o semblante afSicto do almiraoto e os olhos
hmidos de Manoel, deu um grito doloroso e fu-
gio. Seu pranto e seus suspiros fliersm temer
que cahisse rerdadelramente doente. J mesmo
m*
Manoel ajoelhade junto ao sof em qae ella Aca-
ra prostrada jura-lhe que nio partira mais. Ella,
eeto, vollando-ee, disse-lbe cosa voz trmula :
Nio; parte, tu o queres. Cedo ou tarde leu
desejo renaacera, e seras infeliz; melhor qae
vas agora. O peior j se passou. Smente, disse
ella com um temo sorriso, nunca pensei que tal
succedesse. i
Dous mezes depois, o mancebo embarrava-se
a bordo do Vaubam, para correr o mundo. Foi-
Ihe precisa toda sua firmeza para nao vltar atraz,
quando recebeu o ultimo abraco do almirante, e
quando depoz o ultimo beijo sobre a fronte de
sua lia, que levavam rlesmaiada.
CAPITULO II.
A ausencia, como dizera rouitos, a pedra de
toque de nossos senlimentos ; corttudo, nio se
deveria aecusar de indifferenga aquelles que sao
levados por urna rpida correte. Nem todos vi-
vera as mesmas coodiges. Este relho, aquel-
lo joren ; um tem negocios, outro nao os ten ;
um tem familia, outro s: eis, portento, mui-
tas causas que modifican) nossa sensbilidade.
Quando se est na relhice, dizia o almirante, e
que o futuro resume-se smente n'uma palavra,
a morle, o qus se perde est verdaderamente
perdido. As tristezas de entao nao sao mais de
um dia ; nao ha mais nem dia aeguinte nem re-
parago. O abandono immeoso, completo, ab-
soluto ; o tempo, a forga e a illuso, tudo, tudo
nos falta inteiramente ; e, entretanto, elles par-
tera, ingratos 1 sem pensaren) que nos, velhos.
so tiohamos um ultimo amor, e que este lhe de
os.
Depois, tornando piedade e ternura accres-
centava :
V3, meu velho amigo, como sou injusto.
Accuso o charo filho. Por ventura nio aproveila
elle todas as occasioes para eacrever, e aascar-
las nio respirara a amizade mais sincera? Elle
joven, tem espirito, nada tem gosado, nio ne-
cessario tambem que viva? Se eu estiresse em
meu navio, em frente do inimigo, a fumaga da
plvora nao {obscurecera todas as figuras de f-
ra ? Porm nossa balda langar sempre nossos
erros sobre os oulros. Tenho observado que a
raiior parte das recrimioages sio injustas. A
vida um engao perpetuo. Porque estamos
dispostos sacrificar-nos por alguem, Indigna-
mo-nos porque elle hesita em sacrificar-se-nos.
Como se podessemos fazer bater todos os cora-
goes conforme os nossos.
Expanses semelhaotes da parte do almirante
eram muito raras, e nada affeclava mais o carc-
ter grave e concentrado de sua dr, do que o vi-
ro pesar de sua joven esposa. A' principio ella
ficra muito abatida ; porm, pouco pouco le-
vanira-se, semelhanle estas arvores rirazes e
fleiiveis, que os ventos da tempestado curvam,
mas nao quebrara.
Ella agora nio chorava mais cada oslante,
nio eslava miis constantemente pensativa. Ain-
da algumas rezes, verdade, viam-a deler-se de
repente no meio de um gesto, de um pensamen-
to ; ficava indecisa, olhando ao redor de si, e
parecendo procurar alguma cousa ; porm isto
passava, como um relmpago. Nos que a co-
nheciamos, sabamos que, por um agradavel cos-
tume, era seu amigo ausente que ella associava
assim ludo que fazia. Elle linha aido o com-
panheiro de seus divertimentos, de sua vida.
Ignorante de. amor, acostumada com elle, com
elle se confunda. Ella julgava impossivel poder
yiver sem elle, era elle sem ella. Confessava-o
ingenuamente. Falla n'elle continuamente. Seus
projectos. seus planos, tudo elle se referia. Ces-
sra de chorar, eslava quasi alegre, porque espe-
rava-o. Contava os mezes, os dias, as horas, e
agitava-se para apressar a marcha do tempo.
Morrena, se Manoel morresse; nao duvidava
disto. Sua confianga e resignago rerelavam
umi candura e forga tal de sentimento, que cau-
savam enlernecimento.
Manoel tambem corresponda tanto interes-
se ; para qualquer lugar que fosse nao deixava
de escrerer. Sabia com que prazer suas cartas
eram recebidas ; Dortaoto, julgava um crime es-
quecer-se de faz-lo. Estere no Brasil, tocou
no Cabo da Ba-Esperaoga, desembarcou em
Maurice, viu Bourbon, atravessou a India, e vi-
sitn urna parle da China, e por toda a parle se-
guia-o a chara lembrsnga daquelles que deixra.
Finalmente, em abril de 1851, por urna carta
datada de Calcuta, annunciou o fim do que elle
charaava, por zombsria, peregrinacio do novo
Child-Harold, e 8 de maio elle chegava In-
dianna, onde seu lio e sua tia foram espera-lo.
Eu tambem ahi me achava.
Nao, nio poderia dar urna idea do affecto do
almirante, quando viu apparecer Manoel. Aper-
lou contra seu corago, e por muito tempo ahi o
releve. Contemplava-o, abragava-o, nao ae far-
tava de v lo e nio poda separar-se delle. Vi-
vamente commovdo por um transporte lio ex-
traordinario, levante! involuntariamente os olhos
para a joven senhora, afim de ver se ella parti-
Ihava de meus senlimenlos, Qual foi a minha
sorpreza I Ella eslava paluda e desfigurada; seus
olhos estavam fixos e desmedidamente abertos.
Pareca que -eslava borda de um abysmo, e que
experimentava sua fascinago. Eu ia correr pa-
ra ella e gritar... Porm Manoel tioha-se j pre-
cipitado para ella, abragava-a e fazia-lhe mil
caricias. No transporte de sua alegra elle uida
rira. Quando, depois de o ler tambem abragado,
ro lei-me inquieto para a joren aenhora ; a cor
voltra-lhe ao rosto, e nao vi mais signal algum
da singular commoco de que fra testemunha.
Nao dei isto importancia alguma, e bem de-
pressa esqueci-o.
Demais, nesse mesmo momento, eu estava
aturdido, e inquieto por urna tal successo de
trabslhos e cui Jados, que durante seis mezes nao
Uve um momento de descango. Fui chamado Pa-
rs por urna carta telegraphica, onde meu irmo
acabava de ser accommettido pela febre thyfoide.
Despedi-me apressadamente de meus amigos, e
para ali corr. Cheguei lempo ; neu irmo foi
salvo. Descangara, e quando meus doentes or-
dinarios ; comassee se tivessem apostado, arma-
ram-ae de meWoa mais ou menos plauaiveia
para reclamaren) meus cuidados.
Foi urna rerdadera cooapirago. Quando um
levantava-se, caba outro, e assim levei oceupa-
do at o fim do outono, sem perder um s, gra-
gas Deus, porm, muito zangado por nao ter
{po, como os oulros, um s dia para gazear.
E' preciso coofesssr que eu senta urna certa
cunosidade, que contribua muito para tornar-
me insupportavel a estada em Paria. Deviam
passar-se na Indianna cousas extraordinarias.
Eslava certo disto ; pois era eaquecido !
Supponho que tendea coohecido a amizade
que eu tinha na casa t Ahi eu era considerado,
cpmo se fosse o proprio almirante, um pae, um
irmo, um parete preferido. Por que aervigos,
por que provas, e por que circumatancias cheg-
mos essa amizade intima ? Eia o que pedira
muitas explicagoes. Nao de mim que se traa.
EmQm, e isto o mais importante, quando por
qualquer motivo estavamos separados, eu tinha
certeza de receber noticias. Isto fra urna das
coodiges expressas de nossa amizade e acreditae
que foi melhor executada do que ae costuma
oeste genero de negocio. Quasi toda a noile eu
recebia urna carta. Tudo diziam-me ; nio omit-
tiam, nem desdenharam cousa alguma. Nio es-
queciam qualquer incidente, por mais frirolo
que fosse. Fsllara-se nesta carta em lodas as
cousas, serias e frivolas, tristes e alegrea. Tudo
isto era alegre e encantador. Do mesmo modo
que.em um claro ribeiro, cada objecto se refteclia
oa alma desta bella creatura, e communicara-
me impresses particulares ; pois bem o lendes
adevinhado. era ella o secretario particular.
Bem sabis quanto pode o coatume ; julgai qual
seria minha admiragio, quando me vi esquecido
durante semanas inteiraa I A primera rez, foi
tal minha anciedade que eacreri pelo telegiapho,
convencido de que alguma infelicidade acontece-
r a meus amigos. Reaponderam-me pelo mea-
mo telegrapho, que passaram o melhor posslvel.
Finalmente no da seguinte tire urna carta. Po-
rm que mudsnga I Adeus, meu pequeo jornal
quotidiano [ Deata rez era verdaderamente urna
carta, e curta, onde a trarez das ragas formulas
da desculps, apparecia o constraogimento. So-
bre o almirante nada se dizia, nem lio pouco de
Manoel, de Manoel 1 Aa cartaa nunca mais se
toroaram frequentes, e nio toroou mais a appa-
recer a encantadora franqueza de outrora 1
Nao (allei nada aobre os preaentimentos e tris-
tezas que me causaran) urna semelhante meta-
morpboae. Nio me eacapou urna s queixa, nem
exprobagio. Nio inroquei nem a autoridad de
minha dedicagio nem de minha experiencia ; af-
fectei mais firmeza do que nio linha ; affaatei at
o maia ligeiro Indicio de miabas preoecupagea.
E' que a amizade preacreve oulros deveres, que
oa facis ardores de um indiscreto. Mostrar urna
suspeita i conscienciasvrerdadeiramente pertur-
badas ; porem que aiuda" nao tinham talvez o
aeotimenlo do seu mal, sem conhecorem net o
nome nem a natureza delle, nao era arenturar-
se s despertar o proprio perico que se quera coa.
jurar ?
Em taea erizos o orne ludo. Eu penaara
tambem em que os cooselhos nio curam o
amor.
S me reatara um partido, esperar ; e ae m-
nhas suspeitas fossem rerdadeiras, estar sempre
com meu velho amigo, e impedir que esta funes-
ta clandade ebegasse al elle, elheroubesse sua
ignorancia e felicidade.
Bem vejo que minha linguagem vos sorprende,
e que obrarieia de urna maneira difireme. Jal-
gais que a amizade austera e que ignora laes
recommendagdes, que qualiflcarieis de bom gra-
do de vergoohosas, nio o neguis. Julgais qae
a honra o bem mais precioso da vida, e que,
ver ferir qtiella de nosso amigo e nao advirti-lo
ser o cmplice da traigao que lhe fazem. Tal-
vez que tenhais razo.
Ficii certos, todava, que a maior parte dos
homens nio vos perdoavam o ter-lhes desven-
dado os olhos. Se nio vos odeiara com urna ir-
resistivel violencia, como seu mais eocarnigado
inimigo, experimenlario em vossa presenga urna
especie de solfrtmento vago, e nao sei que sen-
timento de repulso que* nao se define, nem se
aoalysa, porque nao se pode vencer. E' que os
homens sao dominados maia do qae elles di-
zem, pelo amor dss mulheres, desses seres fra-
cos e amaveis; e quando elles nio tem mais es-
te amor, sentem ento tudo que lhes foi rouba-
do, e roubado por vos I
Sao luzes que lhes dais, certamente, porem
lazes que queimaro.
Lembrar-me-hei sempre de urna scena a que
assisti, ha vinte annos. Estava junto a um leito
de morle.
O moribundo, velho, de phisioaomia severa e
fria, nio se mova mais; eu tomava-lhe as len-
tas pulsages que se eofraqueciam visivelmente.
Fiz um signal e o padre enlrou. Afastei-me.
Durante alguns instantes s se ouvia um peno-
so sussurrar, ioterrompido frequeotemente por
suspiros prolongados.
Nao tinha certeza se o doente poderia acabar a
confissio. Repentinamente a urna pergunta que
fez o padre, este homem moribundo, este relho
sem torgas, recobrou orna espantosa energia.
Ergueu-se sobre o leito, seu rosto tomou urna
medonha expressio ; estendeu sua mi crispada,
e com voz clara e arrogante, que nos abalou as
entranhas: prefiro ser sepultado immediatamen-
te as profundezas do inferno, disse elle, do que
ver minha irmia nesle quarto. Ella ez-me o
homem mais infeliz do mundo 1 Amara minha
mulher, nada sabia, era feliz....
Minh irmia, minha armia I prorou-me que
elli me eogaoara. Que lhe Importara isto, se
eu era feliz.
Sira, senhores, creio sinceramente, que
urna grave responsabilidad de que depende a
sorle de urna existencia ; e admiro que haja al-
guem que ouse toma-la.
Sua magrem, suas faces cavadas, seus |olhos
fundos e amortecidos, sua immobililade de mar-
more, tudo ira hia nella o estrago da paixao que
arrastou Pbedro at ao crime.
Era a imagem da fatalidade amiga em toda a
sua fealdade. Tudo nella lembrava a atroz tra-
gedia, as noites de iosomnia, os delirios, as la-
grimas, os frenezis, as prestages, esperanzas e
vergonhas. O amor fulminara-a, e ella trazia
seu indelevel signal. Os mais indifferenles fica-
riam commovidos com semelhante espectculo ;
eu fiquei consternado. Triste, e com um passo
vagaroso, aproximei-me della, e eslendi-lhe a
mo. Ella eslremeeeu logo a meu contarlo, e
um vivo rubor passou por sua fronte ; porem des-
appareceu, e com um movimento de cabega, com
um olhar e sorriso, onde se lia urna resignago
suprema, pareceu mostrar-se-me e dizer-me :
Vedes? ...
E era bem natural que isto succedesse. Ella
conhecia o almirante desde a infancia, via-o em
lodas as suas viagens vir casa paleroa.crescera
sobre seus joelhos.
A elevada posigio de Dupr, seus eitos d'ar-
mas, a estima em que era tido, sua polidez e
phisionomia grave que impunha respeito, tudo
isto nada era para ella, e s fazia delle um ami-
go de quem muito gostava. Para ella elle era
bom, fcil e compliscente. Acariciava-a, nunca
a acolhera com impaciencia ou grosseria e nao
deixava depois de alguma ausencia, de trazer
sua pequea Nina um presente escolhido, algum
objecto de goslo. Assim se formaran) seus lagos,
e assim se estreitaram ; e quaodo seu pai mor-
reu, quando achou-se s e sem apoio, foi para
quem ella dirigio-ae naturalmente. Tinha ape-
nas dezesseis annos, vivera sempre encerrada em
urna babilago duas leguas de Siugapoore, lon-
ge das sociedades, bem vistes, que menina era 1
Como saberia ella que o amor urna le, qual
cedo ou tarde lem-se de pagar o tributo, que
falso o poder-se-lhe subtrahir, e que os jovens
spodem amar aos jovens? Foi pois com ale-
gra e reconhecimento que ella confiou-se ao al-
mirante, quando elle disse-lhe: Nina, queris
acorapanhar-me ? Acceitiis-me per esposo, e
por pai ?
Creio, senhores, ter fallado pouco a raspeito
do carcter do almirante, e possivel que nao
simpathlseiscom elle, depois do que ros disse
acerca de suas prerenges contra os artistas, e
desaa resistencia contra o casamento da mi de
Manoel. Os prejuizos do almirante nao somenta
contra os artistas, porm, repito-o, contra tudo
que nio fazia parte da marinha do estado, sio
communs a todo o honrado corpo della ; offi-
ciaes e marinheiros.a todos em geral. Nao en-
contrareis aspirante de segunda classe, que con-
senlisse em trocar sua agulbeta de seda e ouro
pelas dragonas de coronel, e mui sabido que
urna grave injuria chamar a um marinheiro
soldado. Que motivo ha para (isso ? S cooha-
go para os marioheiros, como motivo mais serio,
a inexperiencia daquelle que sobe a bordo pela
primera rez, que nao sabe fazer no balango do
navio passos phantasticos, ziguizagues ridiculos,
e at que cabe algumas rezes. Nao esquegamos o
prejuizo do mar; elle permanece desde muito
tempo.
Quanto aos officiaes a superoridade que ha
delle para o marinheiro, sendo quasi nenhuma, e
o Borda, salvo algumas excepges raras, estabe-
lecida pela escola polytchenica, sendo o tirocino
nico donde os tiram ; suppde-se de classe
mais soparada, de aristocracia exclusiva, final-
mente de nobreza.
Um capito de nario mercante que entra a ser-
rigo do estado, com a patente de commandante
para elles um intruso, qualquer que seja seu.
merecimenlo.
A questode prejuizo parece-me agora termi-
nada. Se accuaasaeia Dupr de nao se terisenta-
do della, desconhecerieis, segundo creio, a tyran-
na do prejuizo. Consultae os creoulos, os mais
entendidos, aquelles que foram educados aqu,
em Franga, aquellos mesmos que tirerem algu-
ma cousa de philosopbia e liberalismo ; e dirio
que nao se uniriam a urna mulata, fosse ella aira
como urna filha de Albion. Estou certo que nao
lenciooaes justificar costumes tio lamentareis ;
contento-me em affirmar um faeto, cuja influen-
cia excessira, e me parece irrecusavel.
Alm disto as opposigdes de Dupr ao casa-
mento de aua sobrinha nao ha s um prejuizo,
ha um symptoma de seu carcter.
Nao vos fallare! nem de sua capacidade, como
oQleial, nem de aua rida militar; tratarei s-
mente de suas relagoes com seus pareles e ami-
gos. Muito impressionavel, e sem du-ida cons-
tantemente contrariado pelos homens e pelas cou-
sas, acabara por torna-se impassirel. Nda no
exterior mostrava o que podia sentir, seno urna
pallidez estraordioana, e seus olhos que, confor-
me a occasiao, lornavam-se de um pardo claro,
ou de um azul escuro. Porm sob seu aspecto
aristocrtico e um pouco desdenhoso, sob a re-
serva de suas maneiraa, apparecia ara enthusias-
mo e rigor de mocidade inauditos. Era mo-
desto, como urna virgem, e ludo que o nao
era, envergonhava-o. S fallava da mulher com
commogao e respeito, e nio compreheodia que
se Uzease de outro modo. De urna pureza
completa, lerava os senlimentos do dever a da
honra at a exagerago. Sua iotelligencia era
immensa, sua dedicagio absoluta. Para os seus.
era capaz de todos os sacrificios. Porm o ami-
f;o por quem dara aem hesitar sua vida e sua
ortuoa, te-lo-bia visto, por qualquer aegio du-
vidosa, aeparar-ae delle sem remissio. A falla
de delicadeza o rerolUra, a iogratido torna-
vam-o sem piedade. Foi eate o motivo de aoa
ioimizade com sua sobrinha. Longe dos aconte-
cimenlos, nao podando conhecer a rerdade. en-
raiveceu-se pela insistencia e afouleza da joven
que elle havia creado, e pelo seu acto manifest
de independencia. lava disto um grande pa-
sar. Suas ideas e sua crenca. nio podiam rece-
ber um golpe mais cruel.
\ConHnuur-u-ka.)
PfitM, IIP. DI M. f. DI IARIA.M6V
*'


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