Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09376


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Full Text
lili IIITII IUM10 199
Por (res mezes ad.aalados SgOfyO
Por tres nezes vencidos 6$000

SEITA FEIIA 30 11 AGOSTO
Prmta4iutadti9J000
Porle franco p*n t gikwrifttr.
HCAHRBGADOS DA SOMCIIPCAO DO NORTR

Parahiba, o Sr. Antonio Alexaudrio da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
ty, o Sr. A, do Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
'do Oliroira; Haranhio, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
Partidas dos ujkkkius.
Olinda todos os dias as 9 1/1 horas do da.
Iguarassu, Goianna Parahiba naa segundas o
sextas-feiras.
S. Antao, Bezerros, Bonito, Ciraar.Allinho e
Garaohuns as tergas-teiraa.
Pao d'Alho, Nazarath, Limoeiro.Brejo, Pes-
queira.Ingazeira, Flores, Villa-Bella,Boa-Vista
Ouricury e Px as quartaa feiras.
Cabo, Serlnhero, Rio Forra oso,Una,Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal qaintas feiras.
EPHEMERIDES DO UtZ DE AGOSTO.
6 Lua ora as 10 horas o 34 minatos da man.
13 Quarto crescento as 4 horas a 56 minatos da
manha.
20 La cbeia as 7 horas e 31 minatos da man.
28 Quarto mingaanto as 11 horas e 4 minutos da
manha. #
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 11 horas e 42 minutos da manha.
PARTE OFFICIAL.
---- .~.-, ..wi"-.<> o i.u.oi i|iuna iciroa. c iiuiciiu as ii untas o *a oiiuuiua ua manna
Todos oscorreiospartem as 10 horas da manhalSegando as 12 horas e 6 minatos dstardt.
DAS d
26 Segunda. S. Zeferino p. m.; 9. Constancia m.
27 Terga. S. Jos de Cabaos fand. {as esc. pias<
28 Quarta. S. Agostinho b. dout. da egreja.
29 Quinta. Degollago de S. Joo Baptista.
30 Sexta. S. Rosa de Lima americana v.
31 Sabbado. S. Raymnndo Nonnato card.
1 Domingo. Nossa Senhora da Penha.
UUla.fti.lAb DOS
Tribanal do commereio
Relaco: tergas, qaint
Pazenda: tercas, qaintase sabbados as lo-horas.
Juizo do commorcio : quartas ao meio dis:
Dito do orpbos: tercas o sextas as 10 horas.
Primeira Tara do eivel: tercas a saxtaaao meio
dia.
Seganda rara do alval: qaaitas sabbados a 1
hora da tardo:
t^tZ^ ^^ VCA1R1GAD0 DA SUBSCRIPTO DO SL
10; aegandasa-quintas. I .."
tai s sabbados o 10 horas.! *U*"0M Sr- Claadino Faicao Dias; Bahia.
Sr. Jos Martios AItss ; Rio d. Jantiro, Sr
Joao Psreira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O propiIilaiH' do curio Manoel Flgaefroa d
Paria,na saa livraria praga da Independencia n
6*8.
GOVERNO A PROVINCIA.
Expediente do dia ev de agosto de
1861.
Officio so Exm. presidente do Cear. Recebi
o ofQcio de 12 do correte em que V. Exc. n.e
fez constar a nomeago de Joo Baptista Gitira-
oa, para o lugar de juiz municipal e de orphos
do termo do Crato, o cabe-me dizer V. Exc.
era resposta que parece ter havido equivoco,
visto que nao existiodo nesta provincia bacharel
com aquelle nome, tem entretanto dous denomi-
nados Aotonio Baptista Gitirana Costa e Francis-
co Jos Fernandes Gitirana.
Dito ao Dr. chefe de polica. Mande V. S.
transferir para o hospital de caridade, para o
que flcam expedidas as convenientes ordens os
alienados que existem na casa de deteogo e o
de que trata o officio de V. S. desta data sob n.
836.Expediram-seas ordens convenientes.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Tendo V. S. em vista inclusa nota, que acaba
do ser-me aeresentada pelo thesoureiro da Santa
Casa da Misericordia, das quantias por elle rece-
bidas por conta da contribuido de caridade, ar-
recadada pela alfanJega nos exercicios de 1854
a 1855 e seguintes at o de 1860 a 1861, e man-
dando proceder aos necessarios exames e con-
fronlagdes, naja de informar-me se ainia nessa
thesouraria existe algum saldo proveniente da
referida distribuigo, para que seja igualmente
applicado ao destino que deve ter.
Dito ao mesmo.Estando nos termos legaes a
inclusa folha em duplicata, que me fui remettida
pelo comrnandante superior deste municipio com
officio de 26 do crreme, so3 n. 129, mande V.
S. pagar a quantia de 100$, proveniente do alu-
guel vencido nos mezes da maio a julho deste
anno, da casa era que funcciona a secretaria do
mesmo commando superior. Communicou-se
ao predilo comrnandante superior.
Mandou-se tambera pagar pela thesouraria
provincial ao furriel Quintiliano Ferreira Callado,
a quantia de 238$200 rs., importancia dos ven-
cimeatos de urna escolta de guardas naciooaes,
que conduzio sentenciados de justicadeGaranhuns
para esta capital.
Dito ao cuoselho administrativo Autoriso o
conselho administrativo a comprar para o corpo
de guarnigo desta provincia os livros mencio-
nados no iocluso pedido. Communicou-se ao
comrnandante das armas e a tbesouraria de fa-
zenda.
Dito ao conselho de compras navaes.Pode o
conselho de compras naraes efectuar a compra
dos objectos de material, de que trata o seu of-
ficio de 29 de julho ultimo, cnmprindo que o
mesmo cooselho remetta thesouraria de fazeo-
da copias dos termos que assignsrem os vende-
dores de tses objectos.Communicou-se the-
souraria de fazenda.
Dito cmara municipal de Csruar.Remet-
i inclusa a cmara municipal da cidade de Ca-
rota a peticao que me dirigiram varios habitan-
tes desse municipio, afn, de ser tomado na de-
vida consideraco o que elles representan), de-
vendo a mesma cmara cumprir restrictamente
a ordem que lhe foi expedida em data de 11 de
junho ultimo, visto como o cemiterio da referi-
da cidade foi construido a casta dos particulares
sem a menor contribuicao dos cofres proviociaes
ou muoieipaes, segundo allegam os peticiona-
rios e affirma a cmara municipal em seu officio
de 25 de maio deste anno.
Dito ao juiz de direito de Santo Antao.Ao
seu officio de 19 de julho ultimo respondo di-
zendo-lhe que nao lendo a lei do ornamento pro-
vincial vigeute consignado com a recaita da pro-
vincia o imposto de 540 rs. sobre foihas corridas,
o que Vmc. allude, nao pode ella ser arrecadado
por falta de autorisago para isto e antes se deve
considerar supprimido
Dito ao juiz de paz mais votado de Quipap.
Informe Vmc. porque motivo deixou de proceder
no lempo marcado por lei a qualificaco dos vo-
tantes dessa freguezia relativamente ao anno cor-
rente.
Dito ao agente da provincia do Rio Grande do
Norte.Em solugo ao seu officio de 12 de julho
ultimo transmiti lhe por copia o da capitana do
porto do Rio Grande do Norte afim de que se re-
gule por elle na compra da correte encommen-
dada pelo Exm. presidente daquella provincia, e
a que allude o meu officio de 10 do citado mez.
Portarla. O presidente da provincia, alten-
dendo ao que lhe requereu Maa Augusta Coe-
lho, resolve conceder-lhe licenca para ir ao pre-
sidio de Fernando no biate Sergipano, levando
comsigo os gneros constantes da relaco inclusa
assignada pelo official-maior da secretaria do go-
verno. nao podendo effectuar-se o desembarque
dos ditos gneros, sem que por parte do comrnan-
dante do mesmo presidio se proceda a exarce
para verificar se ha agurdente, ou outra qual-
quer bebida espirituosa.
Iguaes liceocas foram concedidas para o mes-
mo fim a Carlos Augusto de Barros Lima, Miguel
Pereira do Valle, Joo Pereira do Valle, Antonio
Alves de Araujo e Francisco de Paula Tiburcio
Ferreira.
Dita.O presidente da provincia, atlendendo a
que Innocensio Monleiro de Paula Borges o
mesmo individuo, que, com o nome de Ionocen-
cio Borges Monteiro foi por officio de 18 de ju-
nho do anno paseado dirigido ao comrnandante
superior da guarda nacional deste municipio e a
seu requerimento, mandado eliminar da quali-
cago da mesma guarda nacional, por haver pro-
vado com documentos, que exhibi, passados pelo
consulado de sua nago, ser cidauao portusuez
resolve considerar sem effeitn a portada de 8 do
correnle pela qual foi elle nomeado para exercer
provisoriamente os officios de partidor e conta-
dor do termo do Bonito, e determina que neste
sentido se expegam as necessarias eommunica-
coes.Fez-se a jespeito o de msis expediente.
Dita. O presidente da provincia, atlendendo
ao que lhe requeren o cabo deesqaadra da com-
panhia fixa de cavillaria Belarmino Francisco
Barbosa, e tendo em vista o parecer da junta mi-
litar de saude, resolve conceder-lhe tres mezes
de licenr;a de favor para tratar-se no centro da
provincia.Communicou-se ao coronel comrnan-
dante das armas.
Dita. O presidente da provincia, atlendendo
ao que lhe requereu Joaquim Rodrigues Maia de
Oliveira, que actualmente se scha no presidio de
Fernando, resolve conceder-lhe luenga afim de
remetler para esta capital o feijio, milbo, fari-
nha e outros gneros que liver obtido em paga-
mento ; devendo esta portara ser apresentada ao
Sr. comrnandante do mesmo presidio.
Dita.Os Srs. agentes da companhia brasileira
de paquetes a vapor maodem dar transporte para
a corle, por conta do ministerio da guerra, no
primeiro vapor que passar do norte ao 2* teoente
Joaquim Jos dos Reis Lima, que vai reunir-se
ao Io batalho de artilharia.Communicou-se ao
coronel comrnandante das armas, e officiou-se
thesouraria de fazenda para ajuslar as contas e
passar a gua desse offlcial.
Bespachos do da *7 de agosto
R$gurimtntoi.
Azevedo & Mendes.loforme 0 Sr. capitao do
porto.
Alexandre Americo de Caldas Padilha. Pode
seguir.
Jos Francisco Borges.Informe o Sr. Dr. che-
fe de polica.
Joaquim Antonio de Castro Nunes.Informe o
Sr. director geral da ioslrucco publica.
Luzia Maris do Espirito Santo.Nao tem lugar
vista do despacho no aviso da repartigo da
guerra de 20 de margo ultimo.
Mara Theophila de Almeida Albuquerque.
Passe portara no sentido em que requer.
Mara Joaquina da Conceigo Maia. Pode se-
guir viagem.
Nunes & Irmo. Informe o Sr. inspector da
thesouraria de fazenda.
EXTEBIM.
Alensagem do presidente dos Esta-
dos Unidos
Concidados do senado e da cmara dos re-
presentantes :
Reunidos para urna sesso extraordinaria,
como autorisa a consliluigo, a vossa attengo nao
tero que occupar-se de assumpto algum habitual
de legisiaco.
No comego do prsenle periodo presidencial,
ha quatro mezes, o exercicio do direito federal j
achsva-se suspenso nos Estados da Carolina do
Sul, da Georgia, da Alabama, do Mississipi, da
Luziana e da Florida, com excepgo do que dizia
respeito reparagao dos correios.
< Nesles estados,lodosos fortes, arseoaes, edi-
ficios de alfandega e outras propriedades anlo-
gas, tanto movis como immoveis, queali se en-
travam, lioham sido approveitados e achavam-se
em hostilidades abertas cora este governo, com a
nica excepgo dos fortes Pickens, Taylor e Jeffer-
son, na costada Florida, e o forte Sunter, no por-
to de Charlesloo (Carolina do Sul.)
< Os fortes desta maneira aproveitados foram
postos em estado do deteza ; construiram-se al-
guna novos; orgaoisararo-se torgas armadas, e
anda se eslo organisando, e tudo com o mesmo
designio designio de hoslilidade manifesta. Os
fortes que anda estavam em poder do governo
federal, no territor3 ou as visinhangas dos es-
tados de que se trata, estavam ou situados, ou
ameagados pelos preparativos de guerra.
O forte Sunter especialmente eslava quasi
cercado de bateras inimigas bem protegidas, ab-
roadas de pegas de artilharia iguaes s melhores
que possuia o forte, e em proporgo quasi de dez
contra urna.
c Urna quanlidade desproporcionada de espin-
gardas e carabinas pertencentes ao armamento
federal, tinha, de urna ou de outra maneira sido
er.camiohadas para aquelles estados, e sprovei-
tadas para se empregarem contra o governo. Os
productos accumulados dis rendas publicas lan-
Cou-se mo delles para o mesmo fim.
A marinha eslava dispersa em mares longin-
quos, nao deixando mais do que urna pequea
parte do seu elieciivo ao alcance immedialo do
governo.
Os officiaes do exercito federal lioham em
grande numero dado as suas demisses, o a maior
parte dos demissionarios tinham tomado asar-
mas contra o governo.
Simultanea e conjuntamente com todos estes
tactos, proclamava-se aberlamente o designio de
romper a unio federal.
Com estas ideas, urna ordenanga promulgada
por cada um dos sobreditos Estados declarou-os
respectivamente separados da Unio nacional.
Foi promulgada urna formula que institua um
governo combinado dos estados de que se trata ;
e esta organisago illegal con o titulo de Esta-
dos Confederados, invocavaj o reconhecimento,
o auxilio e a iotervengo das potencias estran-
geiras.
a Em presenga de um aemelhante estado de
cousas, e na con vicgo em que se esta va do que
havia para o novo executivo deveres imperiosos
de impedir se fosse possivel, a consumago de
urna semelhante tentativa que tinha por fim des-
truir a unio federal, tornava-se indispensavel
escolber os meiosde conseguir.
a Fez-se essa escolba e annunciou-se no meu
discurso de inaugurago.
o A poltica adoptada tenda a em pregar todas
as medidas pacificas antes de occorrer a alguma
mais forte. Tenda nicamente em conservar os
portos e propriedades publicas que anda estavam
em poder do governo, e em cobrar as rendas,
entregando o resto ao lempo, discusto e ao
escrutinio da urna.
Prometlia a cootiouago do servigo das ma-
las casta do governo, para os proprios povos que
lhe resistiam. Offerecia a esses povos compro-
missos reiterados de que tudo quanto se podesse
fazer, de urna maneira constitucional e justifica-
vel, por um presidente, se levara a effeito para
impedir qualquer attaque contra os seus di-
re i tos.
a Em urna palavra, passava por cima de tudo
quanto se julgava que poda ser compalivel para
manter o governo na sua posigo.
a A'5 de margo, primeiro dia do poder effecti-
vo do presidente actual, a repirtico da guerra
entregou-lbe urna carta do major Aoderaon, com-
rnandante do forte Sunter, escripia a 20 de feve-
reiro e recebida a 4 de margo.
a Esta carta manifestava, com detslhes techni-
cos, a opinio de que era- impossivek municiar
aquelle forle a lempo opporluno, em vista da ex-
trema reducgo dos seus provimentos ; e pensar
na sua conservago com menos de 20,000 homens
resolutos e bem disciplinados. Esta opinio era
parlilhada por todoa os officiaes da guarnigo cu-
jas notas acompaohavam a carta do major An-
de rson.
Foi ludo immediatamente submettido ao te-
en te-gen eral Scott, que desde logo partilhou di
opinio do major Aoderson.
c Reflectindo porm, tomar lempo, consullou
com todos os officiaes de Ierra e de mar, e pas-
sados quatro dias chegou com repugnancia, mas
decididamente, mesma concluso que antes.
Acrescenlou ao mesmo tempo, que o general nao
tinha naquelle momento sua disposigo urna
forga sufficiente e nao podia pensar em levantar,
para a conduzir ao ponto na poca em que as
prorses do forte estiverem exhasla. Debaixo do
pooto de vista puramente militar, islo rednzia o
dever da admioistrago 4 simples questo de re-
tirar a guaroigo sa e salva do forte.'
< Julgou-se comtudo, que abandonar assim
aquella posigo, as circumslancias preseote3,
seria completamente funesto; que a necessidade
que obrigava a faze-lo nao seria perfeitamenle
comprebendida, que quando muito, esse acto se-
ria interpretado como fzendo parte de urna po-
ltica lirremente adoptada, que deaanimava os
amigos da Unio no paiz, reforgaria os adversa-
rios e chegaria mesmo a assegurar a estes lti-
mos o seu reconhecimento pelo estrangeiro ; que
de facto isto equiraleria a consumago da nossa
ruina nacional.
c A fome noopprimia anda a guarnigo e an-
tes que ella se minifestasse, o forte Pickeas po-
dia ser reforgado. Assim se indicava claramente
poltica, e collocava o paiz a ponto de aceitar a
evacuagao do forte Sunter como urna necessidade
militar.
< Tambero, se deu ordem para fazer desem-
bocar tropas do vapor Broohlyn no forte Pikens.
Esta ordem nao poda ir por trra, mas devia to-
mar o caminho mais longe e mais moroso do
mar.
c A primeira noticia de se haver rendido che-
gou juntamente urna semana antes da queda do
forte Sunter.
< A noticia era de que o official que comman-
dava o navio la Sabine, para o qual tinham sido
tranferidas as tropas do Brookleyn, obrando se-
gundo urna especie de armisticio da ultima ad-
mioistrago, de cuja existencia a presente admi-
nistrado nao tinha, no acto de re expedrem as
ordtns, seno boatos muito vagos e amitos iocer-
tos para poder tirar a sua attengo ; tinha recu-
sado desembarcar as tropas.
Tornava-ae por tanto impossivel reforgar o
forte Pickens antes de chegar a urna crise, o for-
te Sunter, crise eminente em consequencia de se
exaurirem os provimentos daquella fortaleza.
a Por precaugo contra urna semelhante con-
jectura, o governo comegou poucos dias antes a
preparar urna expedicao, tambem organisada
quanto fosse possivel, para municiar o forle Sun-
ter. expedigo que havia tengo doutilisar ou nao
em ultimo caso, segundo as circumslancias Co-
mo se apresentava a mais forte probabilidade
prevista para fazer uso delta, resolveu-se mandar
partir a expedigo, como j eslava premeditado.
Neste meio tompo, determioou-se tambem noti-
ficar ao governador da Carolina do sul, que de-
via esperar que se fizosse urna tentativa para mu-
niciar o forte, que se esta tentativa nao encoo-
trasse resistencia, nenhuma faria para all 1 anear
homens, armas e munigoes, sem aviso ulterior,
salvo o caso de ataque contra o forte. Este aviso
deu-se efectivamente; o forte foi atacado e bom-
bardeado at i sua queda, sem que mesmo se es-
perasse a chegada da expedigo das munigoes.
V-se por aqu que o altaque e a entregado
forte Sunler nao era em sentido algum ura acto
de defeza da parte dos assaltautes. Sabiam bem
que a guarnigo do forte nao podia commetler
aggresso alguma contra elles ; sabiam, e lioham
sido expressamente prevenidos de que o que se
quera tentar era o facto de levar o pao a alguns
bravos exhaustos, sabiam que o governo deseja-
va msnter a guarnigo do forte, nao para os ata-
car, mas apenas para guardar ostensivamente
posse delle, e preservar d'esla maoeira a Unio
de urna dissolugo material ioertavel. ficando-
se, como cima disse, no lempo, na discusso e
as urnas do escrutinio para um ajuste final. Sa-
biam tudo islo, e atacaran e roduziram o forte
para um fim inleiramente contrario, o de entra-
quecer aautoridade ostensiva da Unio federal, e
precipitard'esta maneiro urna dissolugo inme-
diata.
c Que esta era a sua intengo, bem o compre-
heodeu o poder executivo, e depois de hes ha-
ver declarado na mensagem de inaugurago, que
nao teriam conflicto, salvo se elles mesmos fos-
sem os aggressores, seotio-se difficuldade uo s
em sustentar esta declarago, mas tambem em
desembaragar a siluago de qualquer sophisma
engenhoso, do maoeira que o mundo nao podes-
se eoganar-se.
Pelo negocio do forle Sunter, pelas circums-
lancias que o acompanharam, esta a verdadeira
siluago; os inimigos do governo comegaram
desde logo a conflicto armado, sem artilheria al-
guma que se visse Ou fosse esperada para res-
ponder ao seu fogo, salvo aquelles que se encon-
travam no forte, e que, mandados ha mu i tos ao-
nos para a baha deCharleslon, para servir de sua
propria protecgo, estavam anda promptos para
os proteger em todas as circumslancias legiti-
mas.
Por este acto, alera ae qualquer outra con-
siderago.impozeram ellos ao paiz urna alterna-
tiva formal; a dissolugo immediata ou o san-
gue. E esto alternativa comprehende mais do que
a sorte dos Estados-Unidos, suscita entre toda a
familia dos homens a questo de saber se urna re-
publica constitucional, ou urna democracia,um
governo do povo feito pelo proprio povo pode
ou nao manter a sua inlegridade territorial con-
tra os seus proprios inimigos internos.
< Suscita a questo de saber se os individuos
descontentes, em numero muito inferior, para do-
minar constantemente a admioistrago conforme
a lei orgnica, podem, sob pretextos taes como
aquelles que vimos aqui, ou sob qualquer oulro
pretexto, vir arbitrariamente, e sem fundamento
algum,destruir o seu governo; e por ptica-
mente termo a todo o governo livre que baja na
trra. Isto obriga-nos a perguntar: c Existe esta
fraqneza fatal em todas as repblicas? Deve
um governo ser necessariamente muito forte pe-
las liberdades do seu proprio povo, ou muito
fraco para lhe conservar a sua propria existen-
cia.
Examioando a questo debaixo deste ponto
de vista, nao havia outrs cousa a fazer seno ap-
pellar para a forga de que o governo poda dis-
pdr, afim de resistir forga empregada para a sua
destruigo, com a forga destinada para a sua con-
servago.
I Appellou-se. pois, para o paiz, e a sus res-
posta foi satisfatoria, excedendo om unanimidade
e em enlhusiasmo as mais ardentes esperangas.
Todava, nenhum dos Estados ordinariamente
chamados Estados de escravos, salvo o De-
lavare, deu um rgimen regularmente orga-
nisada ao nome do Estado. Alguns regimentos
foram formados nes limites de alguns outros dos
i seus Estados, por empreza particular, sendo ad-
mitlidos a servir o governo. Bem entendido, que
os Estados que se diziam separados, e aos qaaes
se juntou Texas depois da insurreigo, nao foroe-
cerim .tropas, 4 causa da Uoio.
Os Estados do centro, Bordtr Slatos, como
se Ihes chama, nao foram unnimes na sua ac-
gao, estando alguns quasi pela Unio, emquanto
que nos outros, como a Virglnis, a Carolina do
I Norte, o Tennensse, e Alkansas, os sentimentos
unionistas erara quasi reprimidos e reduzidos ao
silencio.
A altlude lomada pela Virginia foi a mais
notavel, talvez a mais importante. Urna conven-
gan eleita pelo povo d'aquelle Estado para tomar
em consideraco a propria questo do rompimen-
lo da Unio federal, eslava em sesso na capital
. da Virginia, quando suceumbio o forte Sunter. O
! povo liaba escolhido para essa convengo urna
grande maioriade bornees que professaram de-
dicago unio. Quasi immediatamente depois da
queda do forte Sunter, muitos membroa dessa
maioria, passaram para a maioria desunioista, e
com ella adoptaram para ordenanga para fazer
I sahir o Estado da Unio.
Se esta mudaoga foi causada pela provago
que deram ao ataque do forte Sunter, ou pelo
seu grande ressen ti ment em consequencia da
resistencia do governo a esse ataque, o que
ainda nao esta definitivamente conbecido.
c Anda que elles tenham submettido a orde-
nanga retiflcago do povo por meio de um voto,
cujo da foi flxado apeoas com o ioterrallo de
um mez, a convengo e a legislatura que tambem
estavam em sesso ao mesmo lempo e no mesmo
lugar, comegaram immediatamente de acoordo
com os homens influentes do Estado, que nao
erara membros nem de un nern de oulro, a
obrar como se o Eslsdo j estivesse separado da
Unio. Deram vigorosamente impulsos aos pre-
parativos militares em todo o Estado. Toraa-
ram posse do arsenal dos Estados-Unidos em
Harper's Ferry, e do arsenal martimo em Gos-
port, prximo de Norfolk. Receberam, talvez
mesmo que Chamassas, no seu Estado corpos con-
siderareis de tropas com p seu equipanjento de
guerra, vindos dos Estados que se ditem separa-
dos. Concluiram um tratado de allianga tempo-
rario com os chamados Estados confederados, e
mandarara membros ao SOu congresso, que tinha
accento em Montgomery. Finalmente permitti-
ram que o governo insurgente fosse transferido
para a capital de Richmond. O povo da Virginia
permittio assim que esta insurreigo gigante fi-
zosse o seu ninho no aeu territorio, o governo
nao tem outra alternativa seno combate-la onde
que que ella esteja, e tem disso tanto mais sen-
tmenlo quanto oscidadaos fiis invocaram a sua
protecgo em devida forma. Estes cidados fiis,
leve o governo de os proteger e reconhecer como
se estivesse na Virginia.
Nos que cha mam Bordar Stalis, isto esta-
dos do centro, ha gente que favorece urna pol-
tica a que chamam neutralidade armada ; islo
o armamento dos estados para impedir que as
torgas 4v Uoio por um lado, e as da desunio
pelo outro passem pela sea territorio. D'aqui
segue-se a desuoio completa. Para fallar por
meio de comparaco, isto sera levantar urna
muralha invensivel ao longo da linha de sepa-
rago, e todava nao ioteiramente invensivel,
por que debaixo do pretexto de neutralidade,
prendiam as mos aos homens da Unio, e fa-
ziam lirremente passir provimentos aos insur-
gentes, o que nao podia fazer seoo um inimigo
declarado D'aqui estavam elles desembarga-
dos de quaesquer difficuldades, salvo as que re-
suliassem do bloqueio externo. Isto para os des-
miooistas era fazer o que mais desejavam entre
todas as cousas, sustenta-los bem, e procurar-
lhes a desunio sem lula da saa parte.
Esta poltica nunca recooheceu fidelidade
unio, nem obrigago de manter a unio, e ainda
que um grande numero d'aquelles que a favo-
recen! sejam sem duvida cidados leaes, com-
tudo o effeito, nem por isso menos peior.n
Tratando de novo dos actos do governo, pode
mostrar-se que primeramente fez-se um recru-
tamento de 75,000 homens de milicia, que foi
promptameote seguido de urna proclamago para
fechar os portos dos destrictos insurrecciona-
dos, por meio de bloqucios. At ento, tudo
era considerado como estrictamente legal.
< Foi n'esse momeoto que o insurgentes
sanecionaram o designio em que estavam de se
entregar pratica do corso. Fez se novo ch-
menlo de voluntarios para um servigo de tres
annos, salvo maisprompta liberdade, e tambem
para ura consideravel augmento do exercito e
da marinha. Estas medidas, quer sejam ou nao
legaes, pareceram-me ser um voto popular e
urna necessidade poltica, na conflanga que ain-
da tenho actualmente, de que o congresso as
ratificara promptameote. Julgamos nao ter fei-
to cousa alguma alera da competencia constitu-
cional do congresso.
Logo depois do primeiro chamsmenlo da mi-
licia, pareceu ser um dever autorisar o com-
rnandante geral, em certos casos que ficavam
sua disposigo, para suspender o privilegio do
lerii habeas corpus, ou por outra, para prender
o deter, sem recorrer a processos ou formulas
legaes ordinarias, os individuos que polesse
julgar perigosos para a seguranga publica. Esta
auloridade foi exercida liberrimamente, mas
com reserva. No entretanto a legalidade e a
conveniencia do que se fez, forma assumpto de
questo, e a attengo do paiz voltou-se para esta
proposta : que aquelle que jurou vigiar pela
execugo fiel das leis, oo fosse elle o proprio
que as violasse. Quer dizer que se preoecupasse
com as quesles do poder e de opportunidade
antes de opperar sobre a materia.
Todas as leis que lhe era proscripto executar
fielmente soffriam resistencia, e estao sem effei-
to em quasi um tergo d'estes estados. Seria fi-
nalmente necessario renunciar sai execugo,
quando fosse perfeitamenle claro que, para era-
pregar os meios necessarios para a sua execu-
go, se loroasse preciso violar em ama medida
muito restricto, alguma lei isolada feita em urna
tao extrema susceptibilidade para a liberdade do
cidado, que, na pratica, aproveitasse msis ao
culpado do que ao innocente ?
Para apresentar mais directamente a questo,
seria necessario que todas as leis cessassem de
ser etecutadas menos ama, e que o proprio go-
verno se dividisse antes de violar essa nica
lei? N'este caso mesmo nao seria violado o ju-
ramento offlcial, ae o governo estsva aniquilan-
do quando a suspeogo de urna uuica le tenda
a mante-lo ? Mas nao julgamos que esta ques-
to se tenha a presen todo. Nao julgamos lei alguma
fosse violada. A clausula da conslituigo que de-
clara que o privilegio do toril habeas corpus nao
ser suspenso salvo no caso de rebellio onde in-
vaso assim o exigir,esta clausula equivale a
declarago de que este privilegio poderi ser sus-
penso, quando no caso de rebellio ou de inva-
so, a seguranga publica o exija. Ora, foi de-
cidido que nos estamos em caso de rebellio, e
que a seguranga publica exige a suspenso mo-
tivada do privilegio do lerit ; ests suspenso foi
auto risada.
Actualmente, insisti-se que o congresso e
nao o poder executivo que est investido dessa
autoridade. Masa propria conslituigo nao falla
da auloridade que ha de exercer esse poder, e
como a clausula foi evidentemente feita para urna
eventualidade de parigo, nao se pode acreditar
que os autores desse instrumento tivessem pre-
tendido, que em todo o caso, o perigo seguira
o seu curso al que o congresso fosse convocado
que a sua convocsgo podia estar impedida, o
que, no paso actual, era tengo de rebellio.
O argumento uo ser levado muito alm aqui,
porque urna opinio detalhada a este respeito
ser provavelmente apresentada pelo procurador
geral.
Se deve haver ama legislago especial a este
respeito, e qual ha de ser, sao as quesles
submetlidas ao julgamento superior do con-
gresso.
A paciencia deste governo foi to extraordina-
ria e to prolongada, que maitas potencias es-
Irangeirasforam levadas a lomar urna altlude
fundada apparentemente na aupposigo de que
a destruigo prxima da Uoio nacional era pro-
vavel.
Descobrindo este facto, o poder executivo preo-
cupoa se ; mas agora considera-se feliz em de-
clarar que a sobaraoia e os direitos dos Estados-
Unidos sao por toda a parte respeitados ptica-
mente pelas potencias estrangeiras. e que em
todo o mundo se manifesta urna sympathia geral
por todo o paiz.
Os relatorios dos secretarios do thesouro, da
guerra a da marinha vos daro em detalne as
ioformagdes que ae julguem necessarias e con-
venientes, para poderdes deliberar e operar,
emquanto que o poder executivo e todas as re-
partigesse acharo promptas a supprir s orais-
.oes, ou a commuoicar-vos notos tactos de que
se julgue importante o vosso conhecimento.
Agora, -vos muito recoramendado foroecer
os meios legaes para fazer esta conta curia e de-
cisiva; collocar i disposigo do governo para esta
tsrefa, pelo menoa 400,000 homens, 400.000,000
de dollsrs.
Este numero de homens 'o dcimo dos de
urna idade conveniente que existe oas regidos
onde appareotemente todoa qusreriam alistar-
se, e a sobaja menor do que a vigsima ter-
ceira pirle dos valores financeiros pogsuidos
home.ua que parecem promptos a sacrificar lu-
do, Esta divida de 600,000,000 de dollars
actualmeote urna somma menor para o cidado,
do que o era a divida da nossa revolago, quan-
do sahimos da lula; e alm disso os valores fi-
nanceiros no paiz teera augmentado desde ento
em proporgo maior ainda do que a respeito da
populago.
Hoje tem cortamente cada homem to po-
derosos motivos para preservar as nossas liber-
dades, como ento tinha cada um para a esta-
belecer.
Um bom resultado na actualidade, valer mais
para o mundo do que dez vezes os homens e dez
vezes o dinheiro pedido.
As provas que de toda a parte noschegam,
nao deixam a menor duvida sobre a abundancia
dos maleriaes para emprezi; nao falla seoao a
mo da legislatura para lie dar a sanego legal;
e a do poder executivo para lhe dar a forma e o
effeito particular.
Urna das maiores perplexidades do governo
evitar receber tropas mais depressa do que
pode prover s suas necessidades. Em urna pa-
lavra, o povo saudar o seu governo, se o pro-
prio governo preencher a sua tarefa s de urna
suficiente maneira.
A'primeira vista, poderia parecer que ha pou-
ca differeoga entre chamar cessaco ao presente
motivo do sul, ou chamar-lhe rebellio. Os
seus aathores, porm, tiram bora partido desta
differenga. De principio sabiam elles que nao
podiira nunca elevar a sin iraigo a grao al-
gum respeitavel de grandeza, dando-lhe um no-
me, que implicasse a violago da lei; sabiam
que o seu povo possuia tanto senso moral, tan-
ta dedicago pela lei e ordem, tanto orgulho no
seu respeito pela historia e governo da sua pa-
tria commum como nenbum povo civilisado e
patriota ; saibam que nao podiam marchar direc-
tamente ao eacontro desses e generosos senti-
mentos.
Comegaram ento a viciar o espirito publico ;
inventaran! um engenhoso sophisma, que, urna
vez concedido, foi seguido de actos perfeitamen-
le lgicos, aira vez ds todos os incidentes suscita-
dos para conduzir a destruigo completa da U-
nio. Este sophisma que todp o estado da
Uoio pode de accordo com a cooslituigo do
paiz, e por consequencia legal e pacifica, reti-
rar-se da Uuio, sem o consentimenlo dalla, ou
de qualquer outro estado.
c O pequeo artificio de que este supposto
direito dove ser exercido somente por urna cau-
sa justa, de que elles proprios se constiluem os
uolcosjuizes, maito transparente para mere-
cer considerago. Com a rebellio assim de-
senvolvida, preverleram elles o espirito da sua
secgo durante mais de trinta annos, at que afl-
nal conseguirn) arrastar maitas pessoas de bem
para tomarem as armas contra o governo, que
os nao acompanhou na reunio em que alguns
homens representaran) a farga de retirar o seu
estado da unio.
Esle sophisma deriva muitoioteiramente
talvezda opinio de que urna supremaca sa-
grada e omnipotente pertence a um estado,a
cada estado da Unio federal. Os nossos esta-
dos nao teem era mais nem menos poder do
que aqaelle que pela constiluigao lhe esl reser-
vando na Uoio,oo tendo nenhum dellessido nun-
ca um estado fra da Unio. Os estados primitivos
estavam unidos mesmo antes de eerem liberta-
dos da dependencia colooial brtannica, e os no-
vos enlraram directamente na Unio sahindo de
urna coodigo de dependencia, excepgo de
Texas ; Texas mesmo na sua independen-
cia temporaria, nunca foi designado como um
estado.
Os novos estados nao tomaram este titulo
seno quando entraram na Unio, emquanto que
os aotigos o tinham adoptado pela declarago de
independencia, na qual as colonias unidas de-
clararan) que se toro aria m estados liv res e tn-
dependenles. Has o sea fim ento nao era de-
clarar que eram iodependenles um do outro na
Unio; bem pelo cootrario, como abundante-
mente o provaram nessa poca, e depois do seu
juramento e da sua acgo mutua. O compro-
misso formal lomado por cada um e por todos os
treze estados primittivos, dous annos maia tarde,
nos irtigos da confederago, de formar c a Unio
perpetua dos mais concluientes. Nao teodu
pois nunca estado os estados, quer na substan-
cia, quer no nome, fra da Unio, de que pode
proceder essa imagem omnipotente dos direitos
do estado, que autorisasse a assumir o poder de
destruir a propria Uoio ?
Falla-se muito da soberana dos estados;
mas esta palavra nao mencionada constitu-
gao nacional, nem julgamos, que em nenhuma
das conslituiges de estado.
c O que e ama soberana no sentido polti-
co da palavra ? Seria um grinde erro defioi-la ;
a urna commuoidade poltica, aem um superior
poltico ?
Desta maneira, nenhum dos nossos estados,
excepgo de Texas, tinha ama soberana, e
Texas mesmo repudiou este caraeter entrando
na Uoio, acto pelo qual recooheceu a consli-
tuigo, as leis, e os tratados dos Eslados-Uuidos,
feilos conforme a cooslituigo, como devendo
ser para elle a lei suprema. Os estados teem a
sua posigo na Unio, e nao tem outra posigo
legal. Se se affastam della, nao pode ser aenao
contra lei, e por meio de rerolugo.
a Foi a Uoio, eno cada ara delles separa-
damente, que cooquistou a sua independencia e
a sua liberdade. Ai juirindo-os, a Unio dea
a cada um delles ludo quanto tem, a indepen-
dencia e a liberdade. A Uoio mais antiga do
que nenhum dos estados. Originaria mente al-
gumas colonias dependentes formaram a Unio,
e o restabelecimeoto da Uoio sacudi a sua ve-
lha dependencia e tornou-os estados, tal como
esto; nunea nenhum d'entre elles leve urna
conslituigo independente da Unio. Nao se per-
de da vista sem duvida, qae todos os novoa es-
tados estabeleceram a sua cooslituigo antes de
entrar na Unio ; mas esta conslituigo nao era
menos coaoexa e preparatoria para a sua iacor-
porago na Unio. Incontestavelmente os cata-
dos teem os poderes e os direitos qae lhes esto
reservados na e pela coostituigo nacional ; mas
entre esses direitos oo esto seguramente com-
prehendidos lodos os poderes imaginaveis, por
prejudiciaes e distinctivos que sejam. Nao teem
mais poderes do que aquelles que tioham na
poca reconhecida no mundo com poderes go-
vernamentaes, e um poder proprio para destruir
o governo nunca foi seguramente reconhecido
como um poder governameotal e simplesmente
administrativo. Esta questo relativa de poder
oaciooal e de direito de estados, com principio,
nao outra cousa maia do que o principio da ge-
neralidade e da localidade. O que diz respeito
ao todo deve ser referido a governo geral, e em-
qusnto que o que se refere ao estado deve dei-
xar-se exclusivamente ao estado.
a Eis aqui tudo quanto se refere ao principio
original. Quanto a saber-se a conslituigo na-
cional, deQnindo os limites entre as duaa auto-
ridades, applicou o principio com justa exacti-
do, isso nao tem questo. O que combitemos
agora, a agsenjo de que a successio esl em
concordancia com a constiluigao, que legal e
pacifica. Nao ae pretende que baja lei alguma
expresas a aeu favor, e nao ae deve considerar
eomo lei pefa implicago, nada qae condaza a
consecuencias injustas e absurdas, A afio com-
prou cu(a de dioheiro os paites de que ae for-
Wram. mujtos desses estados. E/ justo que se
retiren) sem licenca e sem restiluigo ? A m-
go pagoa sommas donsideraveis, perto de cena
milhes, creio eu, para libertar a Florida das tri-
bus aboriginas. E' justo agora que ella saia da
Unilo sem consenlimento, e sem pagamento al-
gum em retribuido ? A naco est agora indi-
vidada em consequencia de emprestimos appli-
cadosem beneficio dos estados que se dizem se-
parados em commum com os outros estados. F,'
justo qae os credores percam o seu capital, ou
que os estados fiquera pagando por lodos?
Urna parte da actual divida nacional foi con-
tratada para pagar as antigs dividas de Texas.
E' justo que este estado ae retire e nao satisfara
quota alguma pela soa parte? Mas alm disso.
se um estado pde'sparar-se, tambem outro o
pode fazer ; e quando todos estiverem separados
nao ficar nenhum para pagar as dividas. E' isto
justo para os credores ? Fizemos nos saber es-
tes as nossas sabias vistas a este respeito, quan-
do lhe pedimos emprestado o seu dinheiro ? So
agora reconhecermos esta doutrna. deixando os
seccionistas retirar-se em paz, difficil ver o qua
podemos fazer, no caso de outros escolherem re-
tirar-se tambero, ou em que termos exigiremos
nos delles a promessa de flearmos.
Os seccessionistas insiste m om que a consli-
tuigo admilte a separago. Tomaram a seu
cargo fazer urna conslituigo nacional que lhe
fosse propria, na qual necessariamente affasta-
ram ou roantiveram, o direito de separago qua
pretende existir na nossa constiluigao. Se o af-
fastarara, admitlir por isio que um principio nao
devia existir na nossa. Se o maoteem, segundo
a sua interpretago a respeito di nossa, mos-
trara que, para serera coosequeotes, devera se-
parar-se uns dos outros, todas as vezes que vi-
rem que est nisso o meio mais fcil de regular
as suas dividas, ou de attender a algum fim
egosta ou iojusto.
a Este principio em si ara principio de des-
ioiegrago, sobre o qual nenhum governo poda
oxistir. Se todos os estados, com excepgo da
um s, affirmarem o poder de excluir aquelle da
Unio, de presumir que a classe inteira dos
polticos separatistas neguem logo esse poder o
denuncien) este acto como o maior dos ullrages
aos direitos dos estados. Mas suppomos que
precisamente o mesmo estado, em vez de ser
qualificado como ura estado repellido, qualii-
cado de separago dos outros estados a seu res-
peito ; teremos certamente o que os separatistas
pretendem fazer, a menos que uo queiram avan-
gar que um estado s, porque est em minora,
pode tazer em direito o que os outros nao po-
dem em direito praticar, porque esto em maioria.
Estes polticos sao subtis e profundos a res-
peito dos direitos das minoras. Nao se pro luz
em favor desse poder que fez a constiluigao o
que falla no prembulo dizeodo : c Nos o povo.
Mteos bem por-so em duvida se existe hoje ama
maioria de votantes legalmente qualificados da
qualquer estado que seja,-- excepgo talvez da
Carolina do Sul--, que saja a favor da desunio.
Nao ha grande razo de acrescentar que os unio-
nistas esto era maioria em muitos dos outros es-
tados que se dizem separados, seoo mesmo em
todos.
Pelo contrario, nao se demonstrou isso era ne-
nhum delles. Pode correr-se risco em affirmar
mesmo quanto a Virginia e o Tennesea, porque o
resultado de urna eleigao havida no campo onde
as baionetas esto todas do lado da questo qua
se vota, difficilmente se pode considerar como
urna maoifesiago de sentimento popular. Em
semelhante eleigo, toda essa classe consideravel
que a favor da Unio e contra a coergo
sena forgada coercivamente a votar contra a
Unio.
Pode affirmar-se, sem exagerago, que as
lostituiges livres de que gozamos, desenvolve-
rn! o poder e melhorsram a condigo de lodo o>
nosso povo, alm de qualquer outro exemplo no-
mundo. Temos alm disso urna prova natural a
concludente.
Nunca al agora se vio um exercicio ti
grande como aquelle que o governo sustenta, no
quaPse nao encontra um soldado que nao tenha
ido urna posigo de sua propria e livre escolha.
Anda mais, excitou regimentos cujas pragas to-
das possuam pleno conhecimento pratico de to-
das as artes, scieocias e profissoes, que se co-
nhecem, quer sejam uleis quer de distragao ;--
difficil encontrar um em que se nao possa en-
contrar um presidente, um gabioete, um congres-
so, e talvez que um tribunal amplamente com-
petente para administrar o governo. Isto nao
quer dizer que nao acontece o mesmo no exerci-
to dos nossos antigos amigos, hoje nossos adver-
sarios nesta luta. Mas mais urna razo para
que o governo que como nos lera espalhado tan-
tos beneficios sobre elles, seja derribado. Qual-
quer, cadaum segundo a collocago que liver no
paiz, propoe-se abandonar tal governo, proce-
dera bem se consideraste o principio porque o
faz, qual outro melbor tem eventualidade prova-
vel de alcaogar o seu lugar, e se a substituirla
dar ou detxar de dar urna somma igual de be-
neficios para o povo.
Produzem-se alguns indicios percursnres a
este respeito. Os nossos adversarios adoptaram
algumas declarages de independencia,as quaes.
as vessas do bom e amigo modelo redigido por
Jefferson, omittem as palavras :--Todo o homem
nasceu igual. Porque ? Adoptaram urna coos-
tituigo nacional provisoria, na qual em opposi-
gao ao bom e antigo modelo assignaoo por Was-
hington, omittem a formula : Nos o povo a
substituem a Nos os deputados dos estados sobe-
ranos eiodependenles, Porque ?
Porque existe a intengo deliberada de por
do parte os direitos dos bomeooe auloridade do
povo ? Trata-se essenciatmente aqui de urna luta
do povo. Do lado da Unio, urna luta para man-
ter no mando essa formula e essa esseocia da
governo, cojo fim principal elevar a condigo
do homem, allivia-lo dos foros artificios, enca-
minha-lo em todas as carreiras louvaveis, offe-
recer a todoa um ponto livre de partida na car-
rea da vida, aalva as excepgoes parclaese tem-
porarias que a necessidade possa exigir.
Tal o fim principal do governo pela exis-
tencia do qual cimbattemos. Considero-me feliz
de acreditar que a maesa do povo o comprehen-
de e aprecia. E" ama cousa digna de ootar-se qua
se nesta hora de provago para o governo, al-
guns daquelles que lioham. recebido emprego
na marinha deram as suas demisses, e iiahi-
ram a mo que os elevou, nem um simples sol-
dado, ou enarinbeiro desertou das suas bandei
ras. Devem cerlamente honrar-se os officiaes
que permaneoeram fiis, a despeito do eiemphx
dos seus collegas traidores; mas a maior honra.
e o fado maia importante est na firmeza un-
nime doa simples soldados e dos simples mari-
nheiros.
Taato quanto eu aaiba, todos tem vioioro-
samente resistido aos traidores esforgos. daquel-
las cujas ordens eram para elles urna lei absolu-
ta, urna bora antes. E' este o inslincto patritico
do simples pavo. Comprehende sem argumenta-
cao qae a destruigo do governo fundado por
Washington nao pode ser-lhes ventajosa. O nos-
so goveroo popular foi muitas vezes qualifloado.
de experiencia. O nosso povo resol vea dous pon-
tos a este respeito ; o xito do seo estabeleci-
menlo, e o xito da sua admioistrago. Resta
ainda outro ponto e raiolver; o esito da ana con-
serraciQ contra unja (orm,id|vel tentativa interna.


<*)
MllOI DIWHIHAM1WCO. t- SEXTA lElRA 30 DI AGOSTO DE 1861.
para o derribar. Perleoceao povo demonstrar ago-
xt oomundo queoquellas qu.podem vencer urna
leiglo, nodem tamben) ouparimir urna rebellio,
que o eacrulinio o legitimo sur-cessor (fas bailas,
que quando o escrutinio se tem proouuciado de
urna maneira difioitivo e constitucional, nao se p-
ara as bailas, mass-
nenie para o proprio escrutinio, na seguinte elei-
o. Isto ser urna graode ligo de pai, que ha
<> mostrar aos hornea, que aquellos que nao po-
sean vencer urna eleicao, nio podem vencer por
noto de urna guerra.
Para nao restar inquietado alguma, no es-
pirito dos homens de boa f, no que toca a qual
levo sor a conducta do governo a respeilo dos
estados do sal, qurndo a rebellio Mr reprimida,
poder executivo jolga a proposito dizer queen-
tao, assim como boje, a sita inlencio tomar
por guia a coosliluigao e as leis, e que provovel-
niente nao compreheoder oulra cousa que nao
aja o que est manifestado no discurso de inau-
jguraco quanto aos poderes e deveres de governo
federal, relativamente aos direitos dos estados, e
4o povo segundo a constitulgio. Desejo manter o
governo para que esse governo continu a ser
administrado para com todos, como fes para com
-os homens que o fundaram.
E' isto ama causa que os cidadaos leaes teera
per toda a parte o direilo da reclamar doseu go-
verno, e que o governo nao tem direito nem de
recusar nem de despresar. Eu nio vejo que exis-
ta coerso, conquista ou suujugagio, no verda-
dero senti lo de nenhuma destas palavras.
* A cooslituicao decidie todos os estados
aceitaran) a clausulaque os Estados-Unidos ga-
rantirn) a cada estado detsa uoiao urna forma
de governo republicano ; mas ae um estado pode
Jegalmenie sahir da unio, pode tambera depois
le ter sahidu, por de parle a formula de gover-
no republicano, de maoeira que impedi-lo de sa-
bir e um meio indispeosavel de chegar a maoter
a indica Ja garanta. Ora, quandu um Qm legal
obrigalorio, os meios iudispunsaveia para o al-
coagar sao igualmeute legaes e obligatorios.
E' com o mais profundo sentimeoto que o
poder ejecutivo se vio impor o dever de empre-
ar o poder da guerra para defeza do governo.
Era-lhe necessario, ou cumprir este dever ou
abandonar a existencia do governo, Nenhum
cempromisso da parte dos servidores da oagio
poda aqui servir de remedionao porque os com-
promissus nao sejara muitas vezos uleis, mas
porque nenhum governo popular poderia sobre-
viver por muilo lempo a um precedente, do que
Maullara que aquelles que vencern) urna elei-
**0.' .nao poder salvar o goveroo de urna des-
iroiga o immedial*, abdicando o ponto principal
a respeilo do qual o povo se pronunciara nessa
eleigao. S o povomas nio os seus servidores
podem derribar com seguraoca as suas proprias
decisoes.
Como simples cidado, o poder executivo
nao poda consinlir em que estas instituirles pe-
xecessem, muilo menos o podia consentir, quan-
do se tratara de trahir a misso lio grande e lio
agrada que um povo livre Ihe tinha confiado.
Coonprehendeu quo nao tinha nenhum direito
moral de recuar, nem mesmo de suportar as even-
tualidades da sua propria vida no que se poder
seguir.
Na plena coosciencia di sua alta respousa-
Btlidade, fez at agora o que considerou ser seu
dever. A vos agora pertence cumprir o vosso. se-
gundo o vosso proprio juizo.
O poder executivo espera sinceramente que
as voasas vistas e os vossos actos com binara m com
seus de maneira que assegure a todos os cida-
daos fleis, que se virem preplexos. no exerclcio
eJo. seus direilos, o resta be I eci raen lo prompto e
completo desses mesmos direitos, na conformi-
dade da consituico.
Teodo desta maneira acolhido a nossa causa
aem artificio, e com intencoes puras, renovamos
a nossa conDanga em Deus, e marchemos avante
sera recelos indignos de corages vis.
4 de julho de 1861.
Abraho Lincoln.
[Jornal do Commercio, de Lisboa.]
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Pars 7 de agosto de 186 1.
Desta vez inda nada posso avaocar sobre a
poltica interior da Franca. As viagens do im-
perador, as visitas que recebe, sao motivos suf-
icientes para absorver todos os boatos que appa-
xecem no mundo offlcial.
Nipoleio 111 passou em Vichy o mez de julho
com o fim de tratar de sua ssude. e coucluir a
ua obra Historia de Cesar Acha-se actual-
mente era S. Cloud, onde acaba de chegar o rei
Oa Suecia: dentro de poucos das partir para
Chalona presidir s manobras do campo, e ali
Teceber o re da Prussia, no caso de que este se
decida vir.
A Inglaterra vae tambem entrar as suas fe-
rias parlamentares. ltimamente se tem ella oc-
cupado da importante individualidade do novo
memoro da cmara dos lords.
O paralo coocedido pela cora lord John
usseil nada augmenta sua illuslracao. O
mais mogo de urna das primeiras familias hist-
ricas da loglalerra gosava de pouc fortuna, e
era esta urna das razoes por que nio quiz at en-
tao acceitar o pariato, visto como d'ahi lhe pro-
Tiuho a necessidade de instituir um morgado.
seu irmao mais velho, duque de Bedfort, deixou-
Ibe urna propnedade consideravel, de que podia
dispor em lestamento, e lord John Russell tor-
na-se o fundador de urr. novo parialo, sob o ti-
tulo de conde Russell.
a quasi meio seculo que elle entrou para a
cmara dos communs em 1813 como represn-
tame da villa de Tavistock ; e depois tem repre-
sentado successivamente durante vinle annos a
cidade de Londres.
Nodescaaqo de sua vida sera mancha ha sem-
pre conservado iovoriovel Qdelidade aos grandes
principios que animaram e exaltaran desde co-
aaego a sua juventude : alm disto, adoptou um
estandarte, de que nunca deserlou, isto a li-
berdade civil, e foi elle quem mais contribuio
para o emaocipago dos eslholicos. Todo o mun-
do se lembra muito bem de que essa emancipa-
cao foi effecluada offlcial mente pelo duque de
Wellington e Roberto Peel ; mas estes o zeram
constrongid. e forcadoe pela pressio da opioiao
publica e ameaca de guerra civil, em quanto que
lord John Russell defendeu em toda a sua vida
proprio principio de liberdade.
A' lord Julio Russell devem os dissidentes o
eu libertameolo e os calholicos tambem ; deve
a patria multas reformas, e o tratado de permuta
livre. r
E' elle j septuagenario, e pensou que a sua
carreira de iniciativa eslava terminada.
Essa sua elevagao ao pariato tem produzido
multa sensaco na Inglaterra. Pallou-se n'uma
eombinogoo que dara M. Cobdeo um assento
no gabinete ; e H. Gladstoo toroar-se-hia na c-
mara dos communs o chefe do partido liberal
Eolio seris preponderante a influencia dos ho-
mens de Maochester, os bomens da paz, da per-
muta livre, da restricta economa no emprego do
remenlo, das reformes serias e sociaes. Cha-
mados ha quioze annos iiberses da escola mo-
derna, e depois radicaes M. M. Cobden, Bright
iloer-Gibsoo, e toda a escola de Maochester'
sao boje denunciados ao paiz pelos lorys como
republicanos, que querem a subversio do ihrono
das velbas instituirles inglezas.
Tal o grito de alarma que soltara em toda a
liaba os conservadores, e nio sem proveito. El-
le disputara aos Whigs, e com grandes proba-
bilidades de triumpho, os cinco assentos parla-
mentares que se acham boje vagos.
Lord Jubo Russell, no grande banquete de
despedida aos seus conslituinles do primeiro cor-
po eleilorol do reino, a cidade de Londres, pro-
nunciou um discurso que urna justa exposigo
dos tnumphos da causa do progresso liberal, em
que tem elle tomado grande parle, e termioou,
dizeodo que a sua retirada se effectuaria depois
de consuramodas todas as reformas importantes.
Os lorys apegaram-se a estas ultimas palavras,
dolas se prevaleceram para ostentar um trium-
pho sobre a ioactividade comparativa e lostims-
vel dos liberae. Entretanto, a admissao de M.
Cobden no gabinete deve mudar o carcter da lu-
a eleitoral, que faarer lugar em caso de urna
diesolucao proiima considerada como provavel.
O partido liberal mostrou-se mais conado na
ceridade, de lerd Palmerston sobre a reforma
aparada.
En quanto lord John Russell tomara ssenlo
na cmara dos lords, os eleitores da cidade se
uniam para dar-Ihe um saccessor na esmara
dos communs
aeJo" ll0ill?!eIg]C, ;,- p,r,id0 llber"' P"
nirita.0 loiei da. oparscoss pr.parit.ri!?j^
rm em pregara m-se os maiores esforgos durante
os dous ltimos das para assegurar ao governo
o lugar que acabava de deixar lord Joba. < Ta-
reco, Hit um jornal, que urna influencia poderosa
sobro a praca de Londres, igual qe se tem
exercido em diversas ootras pravas des doos
mandos, nao contribua pouco para o resultado
dessa luta eleitoral. a
Como quer que seja, os lorys zeram grandes
esforcos da mesma forma que j o haviara feilo
na occasio da disenstao do orcamento Gladato-
ne. Desta vez anda mais, porque nio recaaram
persote um acto que nio tem precedentes nos
annaes eleitoraes, isla a candidatura 4a um
lord maire em eiercicio.
Instrumento dcil dessa politica. esquestao das
conveniencias e de sua igoidade pessoal, Sir
William Cubitt consenlio em pedir a sus de-
missio do lugar que ocuupava as communas,
como repreaeutaute do Aodover com o Qm de
apresenldr-se candidato aos f leilores da cidade.
Serviodo-se de sua enorme fortuna, exagerou os
hbitos hospitaleiros de Mansin-Ilouse e mul-
tiplicou os esplendidos festins da salla egypcia.
A' sombra desse magistrado municipal dirigiam
suas intrigas lord Derby e M. Disraeli, e todo es-
se trabalho foi baldado, porque o torysmo com-
pletou j o seu lempo, e boje speoas represen-
tante de interesses extnctos, e opioioes antiqua-
rias.
O que ser delle, quando a reforma houver
engrandecido o corpo e fortificado a sua inde-
pendencia ?
Lord Herbert foi definitivamente substituido
na pasta da guerra por Sir Georges Lervis. Sir
George Grey oceupou a pasta do interior. M.
Cardiwel, secretario para Irlanda com assento no
gabioete, succedeu a este ultimo como chancel-
lar do ducado de Liocaeler. Sir Robert Peel
succedeu a Cardivrel, mas sem assento no gabi-
oete. Lord John Ri)sseU,*conservou se na pas-
ta dos negocios estraogeirus.
Quetto hngara.
E' em vio que a Austria se exlorca por estabe-
lecer|alguma unificado as diversas aggtomera-
Qes de povos que constituera o seu imperio. De-
pois de ter empregado forlemente o despotismo
para crear essa unidade chimenea, o imperador
Francisco Jos recorreu ao rgimen constitucio-
nal. E' a um syslema.de semi-liberdade que
elle pede esse poder de centralisac.ao, to neces-
sario para curvar a cabera des povos meio-alle-
mes e meio-slavos que quer dirigir.
O partido da separacao cresce nio obstante os
exforcos do partido unitaiio : no proprio centro
do conselho do imperio os allemies contio ape-
nas com urna maioria ficticia. Se as Dietas da
Hungra e da Istria, se a Venecia, cedendo s
ordens da corda, enviassem seus deputados, o
primeiro effello de sua obediencia seria transfor-
mar em maioria a ardente mimoria, que no seio
do Reichsrath defende o principio das nacionali-
dades.
O goveroo acha-se completamente irresoluto :
ou tem da renunciar seus projectos de politica
interior, ou ento recorrer violencia das armas
para levar a effeito a unilicaco. As cousas po-
rm parecem indicar que a Austria oio resistir
a lentac.io de empregar o seu argumento favo-
ritoa forga 1 Admittindo que ella triumphe,
n0m por issoa sua victoria deixar meos de ser
urna aova derrota.
As medidas radicaes que o gabinete de Vieo-
na tivesse de por em pratica nada mais fariam
do que collocar o imperio em urna especie de as-
sedio. e submelter provisoriamente a autoridade
do Reichsrath urna couimieso militar, que le-
ria grande influencia dos negocios do paiz. O
prejecto floauceiro, que adoptara, seria um em-
prestimo forgado de'200 milhes ; e isto bao seria
rehabilitar o crdito da Austria, porm arruna-
lo ainda mais I
A Dieta da Istria foi dissolvida porque recusou,
apesar dos convites reiterados que lhe forara fei-
tos eleger membros para o Reichsrath. A 28
de Julho na segunda cmara desse Reichsrath os
partidarios do principio das nacionalidades ma-
nifestarara os seus sentimeolos a favor da sepa-
rarlo por urna especie de iosurr^igio parlamen-
tar, atacando o primeiro artigo da lei federal.
Um deputado (M. Brauner) advogou com violen-
cia os direitos da Bohemia autonomia. Convi-
dado a calar-se pelo presidente, protestou no
mel dos applausos da direita em nome de lodas
as nacionalidades representados no Reichsrath :
do que proveio um tumulto inexprimivel, termi-
nando a sessao com a retirada dos deputados
Tcheques e Polonezes.
O caso por si mesmo nao teve outras conse-
quencias : somonte acconteceu que os Bohemios
manifestassem mais vivamente ainda as suai
pretengoes independencia do seu paiz.
Na Dieta de Peslh, entre os projectos aposen-
tados de aolemio nss reunioes preparatorias,
com o Qm de resistir s ordeos do rescripto im-
perial, o que obteve mais approvaco foi aquelle
que mais fatal se apreseotou ao governo austra-
co, pois que abre o caminho revolucio. A Die-
ta nao reconheceria as dividas feitas pelo estado,
e igualmente se recusara a qualquer empres-
tinio.
Mas, prescindindo de todas as questes de for-
ma que pretendem dar manifestagao de suas
vonlades, a Hungra rebelde a esse rgimen coos
titucioual unitario pretende antes que ludo de-
fender a sua independencia, e nesse intuito est
tao resolvida que grave%acconlecimentos podem
surgir de urna hora para outra.
Tratemos agora da apreseotacao da supplka
da Dieta de Pesth. Como ella levava o endere-
50 offlcial concebido oestes termos. A' sua sa-
grada magestade, imperial e resl/-nio foi repel-
ada, mas lida por Francisco Jos que ordenou a
M. M. Scezers e Vay se encarregassem de um
projecto de resposla. O projecto porm oio foi
adoptado, e algurqas horas depois ambos pedi-
ram a soa deroissio, tendo por successores a M.
M. deFargaeh e^Harasdy, assaz impopulares na
Hungra. \
Emfim a 27 deN julho o imperador enviou
Dita o rescripto em resposta sua mensagem.
Nesse rescripto Francisco Jos dizia que a uniao
puramente pessoal da Hungra com as outras
provincias cootraria aos ioteresses do imperio
queexigem a uoificagio ; que elle oaodeicoohe-
cia os direitos da Hungra, mas os lempos eram
outros, e exigio sacnQcios no interesse de to-
das. O soberano valeu-se um pouco do Relsch-
rath, recusou |nnvas concesses, e baseou-se na
lei fuodamental. Fallou tembem da repulsio
que teriam a Croacia, a Esclavooia e a Trao-
sylvania em reunirem-se Huogria ; e isto jus-
tamente quaodo34 deputados croatas vio a Pesth
eoteoder-se com a Dieta hngara, quando a Die-
ta da Croacia recusa eoviar deputados ao Rei-
chsrath I
O imperador procura impedir por lodos o
meios passiveis a uniao dos Slavos, e termioou
o seu rescripto, ordeoando aos Hngaros que
enviassem seos deputados ao Reichsrath. pro-
meltendo-lhos amoistia- A Dieta porm enten-
de que deve discutir artigo por artigo, e a dis-
cussao comecou ja a 28 de julho.
J se v, pois, que as cousas marchara o'um
entido cootrario s ioteosoes da Austria : a
uoiio das ragas slavas se completa : a decompo-
sigao do Reichsrath cootioua.
Quetlo allema.
A assoclagio uoitaria allemia reuoir-se ha a
29 d agosto correle em assembla geral na cida-
de de Cubourg. Espera-se, diz um corresponden-
te de Francfort, que l para esse tempo o duque
reioate esteja de volta da sua viagem a Loodres.
As resoluges que serio proposlas pelos chefes
do movimeoto, e indu.ilivolmenle aceitas pela
assembla geral, ,hao de ser mais claras e eoer-
gicas do que at aqu. Appellar-se-ha para os
soberanos, pedindo-se a cada um delles que fa-
ga o sacrificio de sua dynastia em prol da unida-
de allema: o que vem a ser o mesmo que pe-
dir-se a esses soberanos a cessio de urna certa
parte dos seus direitos privilegiados e de sua au-
toridade em favor do futuro imperador da Alle-
manha.
Este ultimo ser eleito mediante osuffragio
uoiversal para exercer o poder central, apoiao-
do-se sobre um parlamento popular que substi-
tuir os delegados dos priocipes soberanos na
Dieta Germnica. Tal o resultado a que ten-
dera os esforgos da associagio nacional. Nao ser
de corto o rei Guilherme I da Prussia eleito im-
perador de toda a Allemanha ; porm sim um ou-
tro principe mais digno, ainda que o mais modes-
to de eotre os soberanos allmes.
Estas informagoei sejam tidas na considerago
e valor que ellas mereeerem. O certo porm
que a Allemanha adianta-se a olbos vistos para
a unidade ; o que pode acontecer, salvos alguna
aceotecimeotos Imprevistos e extraordinarios,
ser muilo retardada aioda a sua marcha, por isso
qu o Ira se acha aiodo muito distante.
Do sea lado os membros da uniio nacional
das provincias de Posen, Pomeraoia e da Prussia
e reunirn em Doutzig. A. loas resoluges
tendeles ueirfeagao ds Allemanha siofoala-
ralmente favoraveis ao re Guilherme, pola que a
maioria compee-se de adherentes prussitoos:
entretanto a cooperagao da assembt* nao lhe
tem sido concedida sem condiges.
A Prussia presentemente nao est no-oso-d
preeneber a mssao de que a pretende encarregar
o Nacionalvere'B. A constituicio actual da ca-
an dos sonrieres o torna notavelraeote im'pos-
sivel: fei por essa razio que a assembla da
Doutzig reclamos a sua reorganisagio immeda-
te. As tenaencias tie con nacidas do rei nao ao*
torisan a crer-se quo atle acolheresse voto,
lanio mais quanto em Berln os ministros deseo
soberaoo pensara n'uma lo.ca reeoastituigao da
feudalisma, e isto em pl.no curso dos acootaci-
mentos contemporneos I Elles oceupam-so com
toda a adtividade da restituigao aos direitos e
privilegios garantidos aos antigos principes, e
os antigos condes immediatos do territorio prus-
siaoo, Esses privilegios consisten) em preroga-
tivas honorficas em certas direitas de justiga
menor, em isempges do servigo militar, e do
pagamento de imposto..
A questio da coroaco hoje o objecto das
preoccapages* reses. Guilherme I passa dias
ioteiros a folhear grandes volumes in folio que
oooteem lodas as minuciosidades da ceremonia
da coroagao do rei Frederico.
Ser celebrado no dia 15 de oulubro viodouro
esse acto cujos preparativos iem tido necessidade
de tantas iodagages acheologicas. As cmaras
serio para esse lira convocadas em sessao ex-
traordinaria.
O agente mais activo da politica exterior d.
Prussia ha dous annosM. de Schleoitzdei-
xou definitivamente a pasta dos negocios estrao-
geiros ; porm esse estadista cooserva-se oo mi-
nisterio como ministro d'estado, oque lira a essa
mudanga o carcter que ella poda ter. O seu
succassor nio foi ainda designado offlcialmenle ;
todava falla-se do embaixador da Prussia em
Londres : sendo assim parece que a politica
prussiana nao soffrer muita modilicacio.
O partido reaccionario prussiano acaba de pu-
blicar o seu programa, qae fazer triumphar na
prxima sessio o governo da realeza pessoal so-
bre o do rgimen parlamentar. O nosso program-
la, dizem os seohores prussianos tem por ponto
de partida nao o cidadio, mas sim o subdito.
Parece que esses senhores necessltam muito
de urna ligio da historia contempornea ?
Queslo italiana. ^
O goveroo italiano prorogou indefinida rente a
sesso das cmaras. -
Essa decisao foi bem acolhida pelo senado e
pela cmara dos deputados as circumstancias
acluaes a permanencia do parlamento com
efleito urna medida de segutaoga publica : por-
que sem essa permanencia nao seria muito pos-
sivel ao governo coostitucionil apressar a unifi-
cagio da Italia, e salisfazer todas as necessida-
des da siluagao.
Vio tomando alguma consistencia os boatos de
modideagoes ministeriaes, e j nio perece mais
duvidoso que M. Uinghelti se retira com alguns
dos seus collegas. M. Ratazzi fot chamado da
campanha p|0 presidente do cooselho M. Rica-
soli, que em todo o caso ficar sendo sempre o
chefe da nova admioistrago. Ratazzi oceupar a
pssta do loterfor em que est Minghelt. M. Cor-
dova substituir a M. Basloggi as finangas. Pe-
poli suecceder a Cordova oa pasta de agricul-
tura e commercio. M. Peruzz ceder a pasta das
obras publicas a M. Sella. Emfim o general de la
Harmora ficar na pasta da guerra.
Inaugurou se era Turin um monumento ele-
vado a memoria do rei Carlos Alberto. M. Ri-
casoli presidio a ceremonia, e fez um discurso
narrando a vida desse primeiro carnpeio da pa-
tria, que ha doze annos procurou conslitui-ia
com os seus nicos recursos, tentativa aquella
audaciosa que o acaso das batalhas fez mallograr-
se, mas que o seu Qlho proseguio, se nao cora
mais resolugo, ao menos com maior probabili-
dade desuccesso. pois que teve por si o apoio da
Fraoga, o patriotismo das italianos, e o seu ar-
deote amor pela liberdade.
O emprestimo, esse grande triumpho do cr-
dito italiano sobre a incredulidade da finanga,
sortio born effeito e alm de todas as esperangas.
A' crer-se no que dizem os correspondentes, o
soberano poaliQce declarou ao gabinete das Thu-
Iherias, quenao desejaria mais ouvir fallar nem
de proposiges, nem de compromisso*. e que
deixaria os seus estados logo que a Franga re-
tira-se suas tropas de Roma. Protestou tambem
contra o emprestimo de 500.000.000 proposto pelo
reino da Italia.
Acaba de dar-se um successo, que pode muito
decidir da queslo romana, por isso que lalvez
abra urna nova phase s relagdes entre a Franga
e o governo pontifical.
Um soldado franceze umoulro soldado do Pa-
pa tiveram um conflicto por causa de urna mu-
Iher.
O soldado francezfoi ferido, e segundo as con-
vengoe3 o outro dever ser inmediatamente en-
tregue autoridade militar franceza. O general
Goyoo o reclamou : porm monsenhor Merode
recusou entrega-lo. O general dirigio-se ao car-
deal Anlonelli, que recooheceu o seu direito, de-
pois de receber de M. Cadore, embaixador da
Franga, urna queixa formal contra o ministro
Belga.
E' sabido que o cardeal Antonelli do gosta de
moosenhor Merode ; e por isso dirigio-se ao Pa-
pa para pedir a demissio do ministro da guerra,
depois do que expedio urna ordem sobre o ob-
jecto da queslo: nova resistencia de monsenhor
Merode.
O negocio foi levado decisao do pontfice, que
ordenou ao ministro da guerra que eotregasse o
soldado: o ministerio resisti ainda a essa ordem
soberana. Finalmente correu casa do general
francez, onde chegando summamente agitado,
proferio palavras as mais injuriosas contra o im-
perador Napoleio. ,
O general impoz-lhe silencio, e disse-lhe que,
nao podendo dar-lhe oa face duas bofetadas em
atteucao ao seu carcter, applicava-as moral-
mente ; accresceotou que sustentara a ignominia
infligida por suas palavras; e depois ordenou ao
commandante da cavallaria fraaceza que fosse ao
forte de Saint-Aoge buscar o soldado romaoo, o
qual foi entregue finalmente.
E' provavel que semelhante conflicto arreste
aps si alguma outra coDsequeocia desagradavel,
que apresse o Qm de nma situagio j bastante
prolongada. Os amigos da Italia nao devem as-
8ustar-se com a misso confiada por apoleo
III ao marquez de Cadore de assegurar ao Papa
Roma e o papado sempre em todo o caso, e por
qualquer prego, ainda mesmo quando se desse
um conclave oo caso de vacancia da Santa S.
Existe actualmeote um cordio de tropas frao-
cezas em toda a exleBsSo das fronteires romeos.
O general Goyon mandou oceupar Subiaco. Per-
guota-se porque ? Respondem os legitimistas :
para impedir os soldados piemootezes de entrar.
Respondem os italianos: para impedir os bour-
booiaooe de sahir.
Ha quem se teoha ainda gravemente Uludido
sobre as disposiges do mundo pontificio. Os 7
cardeaes da corte romana laogam todos o ana-
thema cootra Vctor Emmanuel e Napoleio III.
Nio ha um s de entre elles, por mais que se di-
ga, que se incline a urna conciliagio com o rei-
no da Italia : nao ha um s que nio viva eogol-
phedo em mystico fatalismo sem olhar para o fu-
turo. Muitos ha que sao ioimigos do cardeal An-
tonelli, porm nenhum que sinta a gravidide da
situagio. Os menos scepticos, que sao os mais
mogos, talvez quelram ceder sem rompimento, e
flear era Roma com urna guarnigo mixta: o
cardeal Antooelli e mais outros dous ou tres nio
se inclioam muito ao parecer do marchar para o
exilio ou descer s catacumbas: emfim todos
querem cooservar a situagio como se acha, era-
quaoto forera suficientemente garantidos pelos
francozes.
Um correspondente resume o pensamento da
corte romaoa oesta linguagero, que lhe empres-
ta : tenho absolutamente razio, e triumpharei
desta vez como das outras : se os mos filhos,
que perturbara o meu socego, me obrigarem a
ceder, eu delles me vingarei, e logo.
Os successores da Italia meridional tem perdi-
do muito de sua gravidade, gragea aos esforgos
de Cialdini, e s columnas mobis por elle orga-
nisadas. As escaramugas dos campees da reac-
go vio sendo ceda vez mais isoladas. Chiavo-
ne tem sido por direrees rezes obrigado a refu-
giar-se na sua mootaoba. Na Calabrie, em Sa-
lermo, por toda a parte os bandidos sao derrote-
dos, os ataques multiplicados, e a repressio cer-
ta e rpida.
Roma o foco de (odas essas agitages. Do
palecio Parneio, residencia de Frencisco II,
que partera munigoes, dioheiro e auxilios de toda
a especie. O cardeal Antonelli, cuoQado no cor-
po de oceupago frencez, sjude ao joven sobera-
no nepolileno. Moosenhor Merode, miuistro de
guerra, e Pasqualoni o Deui tx machina dai
polica romana, o auxiliara nestellponto: pTm
cMoSte! lMl,,,BWM C0BS *<> P-
'mJ&f*** U,,MB ji P ifraaeataam Reme, desenrola os tramas
Twwwnanos. S'risdes se effecluam simultanea-
mente nos estados napolitanos e nos estados pon-
Suuk romraanol da agosto o general
ueidlnr expedio para Turin o seguinte despacho :
i i Z? uHi" dias a reaego tentou um
movimeoto cojabioado e simultanea em muitas
provincias. pr toda a parte foi batida. Na Ier-
re de Bar, na de Otrante, em Basilicale e no
(.rgano, oa morios elevarara-se a um numero
consideravel ; as aossas perdas porm foram in-
significantes Repeliio-se urna tentativa de in-
vasao em Sora, fronteira romana ; temos feilo
prisoee importantes ; os soldados debendedos se
nos epreseotsm eos ceios. A silusgao em
nosso favor. >
Depois disto as cousas hio marchado ainda
paro melhor.
Polonia.
As noticias da Polonia coolinuam o ser graves:
os monifestagoes se multiplicara, e augmenta o
suo importando. Em V.reovia foi urna deputa-
gao de algumas vinle pessoas agradecer ao cn-
sul inglez as palavras eympathices pronunciados
no perlomento de Londres em fovor da nogio
poloneze. Inmensa multido oflluio no dio se-
guinte a um fuueral feito pelo arcebispoem hon-
ra do principe Czortorifkm, que foi chefe em
Fanz do emigragao poloneza: grande pom-
pa, e nao usada alli, presidio a essa ceremonis ;
iree bisos e muitos socerdotes a ella concorre-
rem. Em Veluo milhares de pessoas se reuuem
todos os dia. para caotar hymnos patriticos. Em
todo o rasto do reino a. populages conservera
o luto.
Russia.
Na Russia acham-se os nimos irritados em to-
das as classes da sociedade. A grande questio
da emancipago dos servos tem occasionado urna
dessas vagos eppreheosoes, que fozem prever
mu graves complicagoes. Os eenhores proprie-
tanos de bens de rsiz se julgam lesados, e recu-
sara admilur a reforma como a quer o governo.
s camponezes pouco aptos para bem destinguir
oe sua mente o carcter, o alcance, e o fim dessa
reforma imperio!, irritom-se com os obstculos
que elles enteoden estar no seu poder fezer con
que desspporegom immedlataraeote, e encoleri-
sara-se contra os nobres, a quera aecussm de pe-
ralysar as boas intengoes de Czar e seu respeito;
o cumpre confessar que ha muita verdade as
amargas queixas que elles fazem ouvir. No lem-
po da escravidao os camponezes, que adquiriera
tol ou qual fortuno, oio podendo possui-las em
seus nones, conpravam propriedades nos de
seus seohores, e hoje suas legitimas reclamages
fozem que nio hojom menos de dous mil proces-
aos intentados para a reinvindicagio nio admitli-
da pelos possuidores do bens pertencentes aos
camponezes.
Turqua.
No norte do imperio turco nao cessam as per-
turbagoes, e ha motivos poro crer-se que oug-
meotoram de intensidade. Nesse ponto Abdul-
Aziz parece que oio ser mais feliz do que Abdul-
Medjid. A.S conferencias dos commissarios eu-
ropeos cora os chefes da iosurreigo foram nter-
rompidas sem haverem chegedo a resultado al-
gum. Omer-Psch ocompanhado dos cnsules
voltou a Mostar. Os insurgetes tomaram as
armas de novo, e era breve leremos de ouvir
fallar em combates, depredagoes, morticinios,
etc., na Hergegovina.
G. H.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
ASSEMBLA. GERAL LEGISLATIVA.
CMARA DOS SRS DEPUTADOS.
SESSAO EM l DE AGOSTO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe.
As 11 borose3/4 fez-se a chamode, e o Sr.
presidente obre a sesso.
Lida e opprovodo a acta, o Sr. 1 secretario
deu conta do seguinte
EXPEDIENTE:
Um ofRciodo ministerio do imperio, datado de
30 de julho prximo passado, enviando as actos
de eleigao de eleitores a que se procedeu na pa-
rochia de Mossa Senhora da Conceigio de Rem-
posto, pertenceote oo terceiro districto de pro-
vincie do Rio de Joneiro. em substituigio que
foi annullada por esta camara.-A'commissaode
poderes.
Outro do ministerio de estraogeiros, datado de
zy do mesm, enviando copia do parecer dos sec
goes dos negocios estraogeiros e de fazenda do
conselho de estado sobre a liquidago das presas
hespanholas fela no thesouro nacional.A' quem
fez a requisigflo.
Outro do secretario do seoado, deledo de 26 do
mesmo participando que o senado adoptou e voi
dirigir sonego imperial a resolugo que appro-
va ai pernio de 500 rs. diarios, concedido cada
um dos guordos nacionaes da provincia da Para-
byba, Froncelmo Anlonio Morques e Antonio F-
lix da Conceigio.Inteirada.
Mais dous do mesmo secretario, datados de 30
do mesmo mez, participando tambem que ao se-
nado cooslou terem sido sanecionadas as resolu-
ges que autorisam o governo para conceder li-
ceoga com vencimentos ao bscharel Antonio Bor-
ges Leal Castello Branco, e ao conselheiro Jos
ueolo da Cunha e Figueiredo ; e exonerando o
desembargador Joio Candido de Deus e Silva, da
obrigago em que se echa para com a fazenda
nacional na importancia de i:366J980. Intei-
rada.
Dous requerimentos de Antonio Henriques da
Silva Bastos e Jos Moreira da Silva Pontes, pe-
dindo autorisegao psra se naturalisarem cidadaos
brasileiros.A' commissao de poderes.
Outro de Jos Rodrigues de Carvolho, pedindo
ser exonerado do pagamento da quantia em que
ficou alcangado seu afiangado Francisco Igoacio
da Cosa, ex-collectorda villa de S. Luiz na pro-
vincia de S. Paulo.A' commissio de fazenda.
Outro de Antonio Pinheiro de Aguiar, pedindo
a subvengao de 100J000 mensaes para pratica do
seu systema de leitura denomioedo Bacadef.
A commissio de instruego publica.
ORDEM DO DIA.
Conlinuou a discusso do artigo 4o da proposta
de flxagao dos forgas de trro.
Vieram mese as seguales emendas do Sr.
Barcellos, que foram lides, epoiadas e postas con-
juntamente em discusso.
No 2em vex de 22,500. diga-se 50.000.
Ao tinal do 1* ecrescente-se ou median-
te a quantia de 600S.
* *" Fiodo o prazo do contrato, tero im-
mediatamente baixa os voluotsrios ; e aiode que
nao a tenharn recebido, poderio, logo que se
completen quatro mezes depois da terminagio da
quelle prazo, abandonar o posto ou servigo, sem
a mioima responssbilidede, e oio serio mais
considerados prages do exercito.
5. Ser nulloo engajomeoto de qualquer
prega, voluntaria ou recrutada, que houver com-
pletado o primeiro prazo de servigo, feito antes
de se lhe haver eutregado a respectiva baixa.
Encerrada a discussio, procedeu-se votagao,
e foi opprovodo o ortigo em lodos os seus pora-
graphos, sendo regeiladas as emendas.
Entrando era discusso o artigo 5o, leu-se a
seguinte emenda, que, deodo-se por opoiodo, era
razao do numero de suas essignoturas, entrou
conjuoctomente em discussio.
Additlvo.As circumstancias extraordioerias
o que se refere o artigo 5o desta lei sio os cosos
de iovasio do territorio por forca estrangeira e
de rebellio, sedicao, ou iosurreigo.
a O servigo ordinario a que pode ser chema-
da a guarda nacioool, ser sempre dentro do
respectivo municipio e por escala. F. Octavio-
no.Mello Franco. Furtado. Ribeiro de An-
drede.Lime Duarte.Marliaho Campos.Es-
pinla.Pernandes da Cunha.R. Barcellos.
Saldaoha Marinho.
Decloraodo o Sr. presidente estsr terminado a
hora desigoada pora a primeira parte da ordem
do da, decidi e camera, requenmento do Sr.
F. Octaviaoo, que continuasse a discusso ioter-
rompide, que foi afinol encerrada.
Procedendo-ee volagio, oi epprovedo o ar-
tigo 5o sendo regeitsda a emenda.
Entrou era discusso o artigo addilivo da com-
missio, apoiado no sessio de hootem, com a se-
guinte emenda da mesma commissao, depois de
lida e apoiada :
Ao artigo addilivo sobre trenefereucia de of-
ficioes, ocreicente-se:
t Ficsndo o offlcial transferido o mais moder-
no da arma i que pasear.2. G. Vasconcello
Pereira da Silva.
0 Sr. Leitio da Cunha:A cmara compre-
fcende que.'apezar do desejo que nanifesta para
que se vote, eu oio posso deixar de diter duas
palavras. vista do que acabo de ouvir ao meu
hoorado amigo deputado pelo-municipio da corle
e respeito do gsbinete transado e de seus dele-
godos as provincias, com relagio i guarde na-
cional. Tomei como urna provocogao a nos o
que disse o hoorado memoro: devo responder-
los j.
O Sr. F. Oclaviaao:Nao fui eu que Qz a pro-
vocogio, o sim o Sr. mioistro da justiga.
O Sr. Leitio da Cunha :Perdi: o Sr. minis-
tro da justiga querendo mostrar o interesse que
lhe merece o bem atar da guarda nacional, de-
clarou que determinara aos presidentes da Baha
e de Peroombuco que moodaesem dissolver os
destacamentos da mesma guarda nocional que
existaos, nos copitoes daquellns provincias : disse
eolio o nobre deputado que aquillo que dizia o
Sr. ministro imporlova urna censura a seus an-
tecessores, e cooseguintemeote os delegados do
gabinete que precedeu ao de S. Exc.
Em defesa pois minha, visto que fui delegado
daquelle gebinete oa provincia de Pernombuco,
ond existi o destacamento da guarda nacional,
quoS. Exc. julgou dever mandar dissolver, sou
obrigado o oceupar a atlengio da comer por el-
guos iostaoles, alias sem que tivesse teogio al-
guma de fatiga-la na discussio presente.
[Ha um aparte )
Eslou respondendo ao nobre deputado pelo mu-
nicipio neutro e nio ao Sr. ministro da juslica,
que estova muito no seu direito expediodo aquella
ordem, sem saber talvez mesmo do que vou
referir.
Declaro agora a S. Exc. e a camora que, che-
gando eu provincia de Pernambuco e tomando
conta da presidencia, encontrei as poucee pregos
do> exercito que alli exieliera, e que oio erom
mil e tantas, como disse o nobre deputado por
Minas Geraes, mas muito menos, espalhedos em
destacamentos pelo interior da provincia, dei-me
entao pressa ora mandar recolher capital toda
o forga de linhe, nio s porque julgo que nodo ha
meis prejudicisl a disciplina da tropa de linba
do que conservs-la em pequeos destacamentos
tora das vistas de seus commandantes e do r-
gimen do quartel, como priocipolraeote paro
dispensar a guarda oaciooal que existia destacado
na cidade do Recite, fozendo servigo da guarn-
gao ha quotro ou cinco anios, segundo fui in-
formado. Logo que. reuni noquella cidade a tor-
ga de liona necessaria ao servigo da guaroigao,
maodei dissolver o destacamento da guarda no-
cioool a que alludo, e dispensar a mesma guarda
de semelhante servigo. E o mea amigo deputa-
do pelo muoicipio neutro que me ecostumou o
ser honrado com seus elogios no illustrado jor-
nal que redigo nesta corte, ha de recorder-se
mesmo de que por occosio de chegor aqui a no-
ticio dessa providencia, a mencionou de modo
muilo obsequioso a mira.
O Sr. Mello Reg:-Nio fez senio executar a
ordem do ministerio que mandou dissolver esses
destacamentos.
O Sr. Leitio da Cnoha:Perdoe-me o nobre
deputodo; minha ordem em virtude da quol
se dissolveu o destacamento do Recite Dio pre-
cedeu delerminogio alguma para isso do governo
imperial. Eu eslava habilitado como presidente
da provincia para, de autoridede proprio, dar
todas as providencias que dei e que acabo de
mencionar. Demois foram ellos a execugo do
pensamento que sempre Uve de alliviar a guarda
nacional de servigossemelhentes; foi isso mes-
mo um de meus primeiros cuidados Das edminis
trogoes do Pora e do Porohybo, onde eu eocoo-
trava destacamentos da guarda neciooal como
eoconlrei no Recife.
E' verdade que, como disse o nobre deputado
por Pcroambuco, recebi ordens do goveroo para
procurar dispensar a guardo nrcional dos desta-
camentos; mas posso assegurar-lhe que quando
recebi semelhantes ordeos, que foram expedidae
pelo honrado Sr. cx-ministro da justiga, que es-
t presente, j eu havia feito dispensar todos os
destacamentos que era possivel dispensar-se, co-
mo fiz mesmo ver a S. Exc. respondendo ao seu
aviso; a determinogo de S. Exc navio sido pre-
venido por mim de motu proprio. V, po3, o
cmaro, que quando deixei a presidencia de
Pernambuco nenhum destocamento da guardo
nacional exista na cidade do Recife, onde o ser-
vigo da guarnigo ficou sendo leito pela tropa de
7?h?-' Assin, ?isl lie O destacamento a que
alludio o Sr. ministro da justiga, e que S. Exc.
mandou dissolver alli, devia ter sido creodo de-
pois que deixei a presidencia de Pernambuco.
J agor, Sr. presideote, direi aos honrados
deputados autores do artigo additivo que est so-
bre a mese, que sioto nao rae ser possivel pres-
tor-lhe o meu voto, nao s pelas razoes expendi-
das pelos alustrados oradores que acabaos de
impugna-lo, como porqua nio posso deixar de
descobrir no mesmo artigo um voto de taita de
conflanga no gabioete, por mais peso que me me-
regem as palavras proferidas pelo meu honrado
amigo deputado pelo muoicipio neutro, no sen-
tido de arredar de sobre o seu additivo semelhan-
te iotengo.
OSr. F. Octaviaoo d um aporte.
O Sr. Leitio da Cunha :Desde que estou per-
suadido de que nio ha razio paro que a cmara
pralique um acto que revele pelo menos descon-
Qanga no ministerio com relagio materia sujei-
la. estou no meu^direito votaodo contra. (Apoia-
dos.J Nem sef^que haja nisso contradiegao com
o que disse eu.de outra vez.
Os nobres deputados podiam apreseotar o seu
additivo sera iotengo de provocarem urna de-
moostregio de oesconfiaoga : nio duvido ; mas
oe estamos no nbaso direito dando ao additivo
semelhante significagio ; porque o nobre depu-
todo ha de concordar que, desde que es medidas
cootidas no seu additivo se acham consignadas
na lei da guardo nacional, reproduzi-los em orti-
go de umo lei onnuo reela inconteslavelmente
pelo menos presumpges de que o governo se
esquecer desase disposiges da lei ordinario pa-
ro sobrecarregsr a guarda nacional com servjgos
oao' autorisados na mesma lei. Demais nao sei o
que significar a definigio na lei que se discute
de circumstancias extraordinarias, at agora dei-
xada ao prudente juizo do governo.
Concluirei com ums simples observarlo em
referencia oo additivo dos nobres deputados. Nao
me admirei que alguns dos nossos honrados col-
legss mandassem mesa semelhante oddiliro,
que conviessem na sus doutrioa. Os nobres de-
putados esli acostumsdos a encarar essas ques-
tes certomeDte com muito talento e illustragio,
mas theoriesmeote nio teera lutado, felizmente
para elles, com os grandes embsrogos que eu e
outros temos encontrado Das adminislraces nro-
viDciaes ; admiro-me porm, senhor presidente,
que entre os signatarios do artigo esteja o meu
honrado amigo deputado pela provincia do Ma-
ronhao, que j foi presidente de provincia ; S.
Exc. devia lembrar-se de que urna des medidas
contilas no additivo ira, se executada, crearos
mais serios embsrogos a administrado publica
no estado actual da guarde nacional. (Muito bem!)
Vozes:Votos I votos !
Nioguem mais pedindo a palavra, posto a
votos e approvado oort. 5o.
Eotra em discussio o seguinte artigo addi-
tivo :
a O governo fice autorisado a trsnsferir, con-
forme es conveoiencies do servigo e sptidoes dos
que o requererem, os ofcioes no primeiro posto
de umo poro outro arma do exercito.Z. de Gea
e Vasconcellos.Pereira da Silva.
Vera mesa, lida e apoiada, a seguinte emen-
da :
Ficendo o offlciol trensferido o mais moder-
no da arma a que possar.Z. G. e Vasconcellos.
Pereiro da Silva.
Ninguem pedindo a pahvro, approvado o ad-
ditivo bem como o emenda.
A proposto passa 3a discussio.
Oraram oiuda os Srs. Barcelloe, Pereira da Sil-
va, ministro da justiga, F. Octaviaoo, e Cruz Ma-
chado. .
Conlinuou a 2a discussio doorgameolo do mi-
nisterio do imperio, e ficou adiada pela hora.
Orou o Sr. Gomes de Sooza.
Forara a imprimir, para entraren) na ordem
dos trabalhos, os pereceres da Ia commissio de
orgameoto, fixando a despez do ministerio da
fazeode e orgando a receite geral do imperio pa-
ra o exercicio de 1862 a 1863.
O Sr. presidente d a ordem do dia.
Levanta-se a sessio s 4 1/2 horas da tarde.
SESSA EM 2 DE AGOSTO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe.
A's 11 3/4 horas, feita a chamada, abnu-se a
sessio.
Lida a acia da antecedente approveda.
O Sr. 1 secretario di conta do seguale
EXPEDIENTE.
Um requerimento de Domiciano Barboza de
Oliveire Arrodo, pedindo permissao pera fbiar
co do 2* aono da faculdade de direito de S.
Paulo, eslando matriculado oo 1.A' commissao
de inslrucgao publica.
ORDEM DO DIA.
Continua a segundo discussio do projecto o.
o7 desle auno, approvondo o contrate celebrado
con i. C. Pereira Piolo, para a n/vegogio bra-
eileira i vapor eotre Montevideo e diverso, por-
to, do provincia do Rio Groada do Sul, con oa
emendas apoiada..
O Sr. Flix te Conho mandan i saeta a .exeiii
te emendo, em .abatituigio de outro qae oflore-
cea em umo te. sesses en le rio re.
* O governo Sea autorisado a contratar con
quera melaara. rentegene ofifereeer, medanlo
urna subveocae raanal de 30:000, por espaeo do
10 annos, o novegogio a ropor do Alto-Uruguoy.
desde o primeiro porto estrongeiro hotudo, oci-
mo do Solt, ele villa de S Borja, com escola
pelos porte i a le r medio*, fictodo o coolroUdor
obrigado o desobstruir a cschoeiro do Butuhy, no
prazo de dous anoos, a contar da data do cootra-
to, a a fazer mensalmeote do viogens redondas
nos dous primeiros annos e tres*nos seguinles, se
goveroo o jalgor conveniente, a
A cmara consenlio na retirada da primeira
emeoda ; a sendo opoiodo a segundo, oi posta
em discussio, a qual ficou odiado pela hora.
Orou o Sr. Flix da Cuoha.
Coniiouou a segunde discussio do orgemento
da despeza do ministerio ffo imperio, e lcou
adiada pela hora.
Ororsro os Sr. Aleocor e Silvino Cavolcooti.
O Sr. Presidente di o ordem do dia.
Levootou-se a sessao s li* horas da terde
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
Solveodo o duvida proposta pelo Sr. Dr. jatzdo
direito de Santo Antio, resolveu a presidencia
que oao fosse arrecadado o imposto de 540 rs. so-
bre folhas corridas, visto que nio foi elle coosig-
nado no orgamento da receita e despeza provin-
cial do anno finoncoiro que corre.
Na falta de autorisagio legislativo, entendeu S.
Exc. muito bem que outro nio poderio sera intel-
ligeocio ligado especie consultora.
~i ^n'ormani-DO'i que no Iravessa dos Expos-
los ha um meslre de oflkio, que no uso do direi-
to de correcgo aos discpulos ou aprendizes ex-
cede-se at ao ponto de sevicia-loa, ioflingindo-
Ihes cartigos barboros, qur pela idade dos casti-
gado, qur pela forme com que os d.
Este tacto aioda na tarde do dio 27 reprodu-
zio-se com escndalo e sensibilidode dos vizinhos;
e paro que nio continu semelhante protic.'
bom sena que se odvirlisse esse mestre a
inconveniencia d'ellos tonto mais quanto as leis
enmioees nio tolerara, e antes a puoem.
Exigi o Exm. Sr. presidente do juiz de pez
mais volado do parochia de Quipop a informo-
gao do motivo que honve doodo lugar que no
lempo legal nio fosse procedida o qualificagao dos
votantes da mesma parochia com relogo ao cor-
renteanno.
Foi coosiderada sem effeito a portara de 8
do correte mez, que nomeou para exercer pro-
visoriamente os officios de partidor e contador
do lermo do Bonito Innocencio Monteiro d
Paula Borges ; visto que foi verificado ser elle
subdito portuguez e nio brasileiro.
Hootem fez exercicio d'arms, no campo das
Princezas, a companhia de aprendizes menores
do arsenal de guerra, mostrando pericia nos tra-
balhos que executaram.
O Dr. juiz de direito da segundo vara cri-
minal e interino dos veras do commercio e fazen-
da. deu hontem audiencia na sola dos ouditorios
dos vorios juizos seu csrgo. Acvo e diligente
como poro o bom andamento do servigo publi-
co, o Exm. Sr. Dr. Domiogues da Silva exerce
cada urna dessas varias funeges com tanta pro-
hscieocio e zelo, como se Uvera cargo urna s
das varos.
Na Audiencia da fazenda, na qual nio houve-
rem requerimentos, publicou o juiz grande nu-
mero de feitos que com a resposta do Dr. procu-
rador fiscal haviara eubido sua contlusio.
Na audiencia do crirae, qual assislirs o Dr.
promotor publico, forera interrogodos devida-
mente os reos Manoel Ferrera Garrido e Narci-
so Ferreira Veiga, pronunciados no art. S63 do-
cdigo cnmioal, teodo por advogados aos Drs.
Joaqun Jos do Fooseca e Aotonio Jos da
Costa Ribeiro.
^"guida, leve lugar a diecussio oral, e de-
pois della njueridas os testemunhas do deieze.
bubiram os autos concluso do juiz.
Nada mais bouve.
Amanhia se dever extrahir a quarle porte
da nono loterio da matriz da Boa Vista desta ci-
dade, no lugar e as horas do costume.
,,,~ Ha as lettras francezas, l-se no Mundo
illustrado, um hornera que ha vinle annos mui-
to tem escripto, e sobre o qual todovia pouco se
lera fallado ; um hornera a quem os crticos ho
deixado sua vootade, sem dignarem-se de tra-
tar de seus trabalhos : queremos fallor do Sr.
raolo de Kock, sobre quem algumas palavras
hao de ser lidascom interesse, segundo eremos.
Paulo de Kock, o oulor querido dos leilore
hurguezes, e um homem de cerco de sesenta e
cinco annos de idade, baxo, gorducho, com sem-
blante aberlo, nsonho. sympolhicoede maoeiras
trancas e amaveis. Tal como se o pode augurar
pelos seus romances, tal elle e(lectivamente.
Ha triota annos, desde que elle escreve, segun-
do pens, que mora oa mes ai a sobrelojo situada
no boulevard S. Marlinho. numero 12, dous
passos do theatro. E" da jaoella deste quasi mo-
desto retiro que o piotor do povo e da baixa bur-
gueza tem podido facilmeole esludar .eu mo-
delos, dos quaes este qusdeirio um dos centro,
mus activos. Envolvido em um limio de fia-
nela azul, com a cobego opulento coberta de um
gorro de velludo casquilhomenle bordado pela
mao de alguma moga de sua familia, com o seu
oculo na mi, este excellente pintor de costumes
tem passado ah muitas horas, apoiado sobre es-
so janello, aberta como um camarote de primeira
ordem sobre o eteroo espectculo das agitages
de urna graode cidade.
O aposento de Paulo de Kock mui simples,
bastante estreito raesrao, e se elle nio o deixou
desde muito, porque julga difflcil achar em con-
dicgoes mais espogosas e mais confortaveis um
observatorio igual.
Este aposeoto nio tem senio duas pegas na
frente : um solio e umo pequeoa cmaro de dor-
mir, que serve tambem de gabinete de trabalho
oo omovel romoncista.
O sali nao offerece nenhuma particularidado
digna de ser notada, a mobilia burgueza por
excellencia : cadeiro. de bragos, gravuras com
molduras, alguns quadros, algumoe porcelanas, o
famoso velador central com a sua bandeja ; v-
se ah o todo, e pois nisto nao insistimos mais,
A segunda pega, soncloario do trabalhador,
tem mais interesse. A janella que d sobre o
boulevard accessivel ; v te que o escriptor
ahi se apoia frequeotemente. A* um lado est
coliocodo sua secretorio, umo simples secretoria-
sinha de acaj que poderia ser posta no eterip-
torio de um commerciante de meias ou de for-
mas de chapeo.
Ahi nio se nota nenhum accessorio de luxo ou
de origioalidade, Paulo de Kock escreve seus
romances como um loglsto escreverie cario, da
commercio : um tinteiro de porcelooa braDco,
penuos de ferro, sreia em urna escdela de ma-
deira...
Estamos looge dos sumpluosidades de certoa
escriptores melhor alojados, porem tambem me-
nos celebres.
O principal ornato desta estreito, mas compri-
da pega, nma bibliotheca construida oe parede
com simples taboaa de piohoiro colorido polo-
tempo, que contera cerca de quinhentos volumes.
A diviso mais accessivel & mao offerece a col-
lecgao das obres do celeore romancista : ahi esta
todas as sua. ediges, desde o volume tn-oetoa
cheio de brancos, al a coalrafacgao belga incada
de erros.
Poulo de Kock mereceu umo soberbs edigao no
genero daquellos de Woller Scolt e de Cooper,
grandes volumes compactos que contera um ro-
mance completo, e que sio ornados de bellas
gravuras em ago. Elle ufsno-se desta edigao,
que nao obtivera um maior numero de nossos
romancistas mais literarios : Julio Saadeau ,
Leao Gozlan.George Send,Mery,Eueoio Sue, etc.
Porem, ao posso que es lo edigao 4 para elle um
motivo de orgulho, conslitue tambem una causa
de prejuiso sea ; porque elle 4 a enjecuLeeo do
um editor que soube, em lempos era que o o olor
nio previo sem duvida toda a sua futuro cele-
bndade, obter de sua inexperiencia ou de ana
modestia ara contrato que eoglobevo d'ante nio
(110*0 o gue elle compoxuie durante um certo nu-
mero de annos, que expirou ha pouco. Paulo

i
.
Vi

? 4



iAAi pb rwnuiUDe*. mu k 3* m agosto ti xtti.
m

deKockdecliroa om dia, que elle eom Uto per-
da mais de sessenta mil francos 1
Todos estes voluntes io encadernadoseom nm
caidado particular, e apenas um volume sabe
luz, logo colleeedo em seu lugar, eom espa
?erde convenientemente douraJo. Este esmero
de suas obras- como ama sorte de dignidade,
Urna modesta cama de oogueira, baixa como
um leito de campo, e simplesmente adornada de
urna cortios de chitafj) Persia, um pequeo tou-
cador, um pedaeo de Canap, e urna poltrona de
marroquim "verde compltate a mobilia desta ca
rara, onde passa a vida laboriosa de um homem
honrado e de um escriplor que o estraagefro
aprecia mais do que a Franga. Sem dunda Pau-
lo de Kock nao possu vastas qualidades Ilitera-
rias, a sua simplicidade, sea natural, sea bom
humor, seu colorido sentimental e seu immenso
dom de observaco lhe dao na litleratura deste
seculo um lugar que naoobtero bom numero de
autores, que tem sido mais celebrados do que
elle, qae oto tatam deste haWl e engeahoso
pintor de costumes, senao eom um sorriso desde-
nbogo.
Paulo de Kock togrou crear para si urna sorte
de abastance. Possue ec Romainville sitio
campestre onde tem feito passar muitas scenas
de seus romances, um bello campo em que pas-
sa todos os annam o mais tempo possivel.
Mandou ahi eonstnnr om th-atrinho, no qual aos
domingos representa-se, em familia e entre ami-
gos, pequeas pecas que elle cora pie, e que sao
muitas vezes enviadas depois para theatros se-
cundarios
Mis, Cumpre dizer, Paulo de Kock menos fe-
liz ootheatro do que no romance, porque coua
singular, nelle triste e lnguido. Seu Qlho,
Henrique de Kock, tem-se applicado especial-
mente scena, e neste genero lem-se sahido to
bem como no romance.
ResurainJo diremos, que Paulo de Kock um
digno homem de bem, sympathicoe amavel, que
fez para si um nome aue permanecer no estudo
dos costumes do seculo dezenove.
No dia 28 do corrente foram recolhidos
casa de detengo 2 homeos, ambos livres, sendo
1 ordem do Dr. delegado da capital, 1 a ordem
do subdelgalo da Capuoga.
A barca americana Imperador, couduzio
seu bordo para Philadelphia o seguinte passa-
geiro :
Francia Odell.
Hortalioaoe no DIA 29. *s
Ignacio Moreira dos Prazeres, 88 airos, viuvo*;
apoplexia.
Manuel, 2 horas ; espasmo.
Mariado Rosario, 58 anaes, viuva ; inflamma-
gao chronica.
Antonio, 7 mezes ; espasmo.
Joan, 13 mezes ; coovulses.
Joo, 2 anuos ; asphixia.
Anjo da Guarda Olegario, 22 anuos, solteiro ;
tisica pulmonar.
Antonia,, 50 snnos, solleira ; erysipella.
CHRONICA JUICURIA.
TRIBUNAL DO COMERCIO.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 29 DE AGOSTO
DE 1861.
PRESIDENCIA DO EX*. 8R. DESEMBARGADO!!
K. A. DE SOL'ZA.
s 10 horas da manha, reunidos os Srs. depu-
tados Reg, Basto, Lemos eSilveira, o Sr. presi-
dente declarou aborta a sesso.
Foi lida e approvada a acta da antecedente.
DESPACHOS.
Sendo conclusos os autos de moratoria de An-
tonio Francisco" de Miranda. O tribunal con-
cedeu.
Igualmente conclusos os de Barroca & Castro.
O tribunal conceden.
Um requerimento de Joao Pinto de Lemos J-
nior, pediodo o registro de urna escriptura que
ajunla.Como requer.
Outro de Jos Nuues de Paula, pelindo o re-
gistro de um documento que ajunta. O mesmo
despacho.
Mandou-seremelter ao juizo especial, para ser
Junto aos autos, o officio do Ilenry Gibsoo, ex-
cussndo-se de verificar o balaoQo de Mesquita &
Dutra ; declarando-se a nomeacao de outros ere-
dores Barroca & Medeiros para substituirm o que
excusara-se.
Outro de ManoelCarvalho de Moura, pedindo
o registro do distrato da sociedade que Uvera eom
Joo Teixeira de Souza Lima, sob a razo de
Moura & Lima.Como requer.
SESSAO JUDICIARIA EM 29 DE AGOSTO.
PRESIDENCIA DO EXH. SR. DESEHBARGADOR
SOUZA.
Secretario, Julio Guimares.
A meia-hora, o Exm. Sr. presidente abri a
sesso, achaodo-se presentes os Srs desembar-
gadores Villares e Silva Guimares, eos Srs de-
putados Reg, Lemos, Bastos e Silveira.
Lida, fui approvada a acta da sesso antece-
dente.
JLLUAMENTOS.
Embargantes, Francisco Santiago Ramos e sua
mulher ; embargado, Elias Emiliano Ramos. .
Desprezaram-sc os embargos.
Appellanle, Augusto Muoiz Machado ; appel-
lado, Aadr de Abreu Porto.
Foram desprezados os embargos.
DESINACAO de da.
Appellante, Bernardo Jos de Barros ; appel-
Azevedo & Mendes, 150 couros salgados cerm
3,745 libras.
Barca franceza Solferino, para o Havre, carre-
garam : .
N. O. Bieber & C, 400 ouros salgados eom
11.429 libras.
Tisset freres, 100 couros espichados eom 2,025
libras e 50 saceos eom 250 arrobas de caf.
Barca ingteza Trinculo, para Liverpool, carre-
garam :
Saunders Brothers & C, 63 saceos .eom 351
arrobas de algodo.
Escuna portugaera Emilia, para Lisboa, carre-
fraram :
F. S. Rabello & Filuo, 4i barris eom 1,692
medidas de mel.
Sumaca hspanhola Esmeralda, para Buenos-
Ayres.fsarregaram :
Amorim & Irmaoi, SO pipas eom 5,520 medi-
das de cauca.
Polaca argentina C/irisItwa, para o Rio da Pra-
ta, carregaram :
Bastos & Lemos, 30 pipas eom 5,490 medidas
de caxaga :
Becebedoria de rendas internas
geraes de Pernauibuco
Reodimento do dia 1 a 28. 32:3780149
dem do dia 29........ 533*620
32:9118769
Consulado provincial
Rendimento do dii 1 a28.
Idea do dU 29.
53 0U6|620
: 447*375
55:454295
MoTimento do pono,
Navios entrados no dia 29.
Melbourne76 das,galera ugleza Koh-i-noor,
de. 8*8 toneladas, eapito&uthrie, equipageni
35 pessoas, carga la e outros gneros ; ao
mesmo capito. Yeio refrescar e segu para
Londres : tem a bordo 150 passageiros in-
glezes.
Terra-Nova45 dias, brigue inglez Rosali, de
195 toneladas, capito Filmore, equipagem
10, carga 2434 barricas cora bacalho; a Saun-
ders Brothers & C.
Navios sahiios no mesmo dia.
Philadelphia barca americana Imperador,
capito John Power ; em lastro.
Rio de Janeirohiato americano Searsile,
capito Joseph Kelley, carga parle da que
trouxede Bsltimore.
1 ce fii a. 5' ca> : i Horas. O ce OS 3= 4 o f SS > O f
V w W a o s 5 C Qi kthmosphera
V w B t Direeeao. te 3 O
7 Qn O O ca o a o> a O 33 en 3 ca n o 1 Intensidad!. 1
-4 -1 00 8> 00 53 Fa/irn/iftt. 1 *> s o H M m o
ce 00 y* O o> CU .8 co Cmtigrado. 1 " 5 S t-o
03 03 C5 ^1 MI OS Bygrometro. C5 i
o o O o Cisterna hydr mtrica. -
"<3J p 1 OS 2 O p i Francex. o s w H V O
te *- 00 ec p (O j inglez.
A noite uublada, vento fresco do SSE e assim
amanheceu. -
OSCILAQAO Da HAR.
Preamar as 11 h. 6'da manha, altura 4,6 p.
Baixamar as 5 h 18' da tarde, altura 1,9 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 29
agosto de 1861.
Romano Stepplb,
1* lente.
de
Ettaes.
appel-
lado, Joaquim Francisco da Albuquerque San-
tiago.
Foi designado o primeiro dia atil.
DISTRIBUIQES.
Appellante, Domingos Al'ves Matheus
lado, Antonio Luizde Oliveira Azevedo.
Ao Sr. desembargador Villares.
Appellanies, os herdeiros de Jos?. Maria da
Costa Carvalho e o Dr. curador geral ; appellado,
Jos Nunes de Oliveira.
Ao Sr. desembargador Silva Guimares.
Recorrentes, Francisco Alves de Aodrade Costa
[ Companhia e outros ; recorrido, Dr. Joo Ne-
pomuceno Machado.
AoSr. desembargador Villares.
PASSAGENS.
Appellante, Antonio da Silva Rocha ; appella-
do, Antonio Goncalves de Azevedo.
Do Sr. desembargador Villares ao Sr. desem-
bargador Silva Guimares.
aggravos.
Aggravante, Luiz Antonio de Souza ; aggra-
vado, o juizo.
O Exm. Sr. presidente deu provimento.
Aggravantes, Henrique & Azevedo ; aggra'a-
do, o juizo.
dem.
Aggravante, Francisco Antonio Pereira da Silva
aggravado, o juizo.
dem.
Aggravante, o commendador Antonio de Si-
queira Cavalcaoti ; aggravado, o juizo.
O Sr. presidente deu provimento.
Aggravante, Manoel da Costa Lima ; aggrava-
do, ojuizo.
dem.
Nada mais houve.
COMiMBimClOe
alfnndega.
Rendimento do dial a 28. 507.772301
dem do dia 29.......I:>:32j083
520:404384
Hovlmento da alfar.deea.
Viumes entrados eom fazendas..
> > eom gneros,
Voluntes
a
sabidos
t
86
236
------322
eom
eom
fazendas..
gneros..
166
178
344
Descarregam hoje30 de agosto.
Brigue porluguezRelmpagopedras.
Patacho dina marquezElviramerca dorias.
Barca ogloza Enthusiastcarvio.
Polaca hespanholaIndiacarne de charque.
Sirca americana Exporta cao.
Dia 28 de agosto.
Lugre inglez A'. E. y. A., para o Canal, car-
regaram :
James Ryder & C, 436 saceos eom 2,810 arro-
bas de assucar.
Patache italiano Maria, para Genova, carre-
garam :
Bastos & Lima, 1,000 couros eom 28,485
libras;
Barca porlugueza S*ula Clara, para o Porto,
carregiram :
O Dr. Francisco Dumiogues da Silva, juiz dedi-
reilo da segunda vara criminal e substituto da
do especial do commercio desta cidade do Re-
cifede Pernambucoe seu termo por S. M. 1.
que Dos guarde etc.
Fago saber aos que o presente edital virem e
delle noticia tiverem, que no dia 12 do prximo
futuro mez de setembro, ser arrematado era
pra;a publica deste juizo finia a audiencia, a es
crava crioula Eduvirges, de 24 annos de idade
pouco mais ou menos, pertencenle a Jnaquim
Pereira da Silva Santos, e vai a praca por exe-
cugo que lhe move Miranda & Vasconcellos, e
caso nao appareca laocador que cubra o prego
da avaliaco ser a arrematago feita pelo prego
da adjudicago, sendo a referida escrava avahada
em 1:2009.
E para que o presente cheguo ao conhecimen-
to de todos ser publicado pela imprensa e af-
fixado na forma do estylo.
Recite 28 de agosto de 1861, 40 da indepen-
dencia e do imperio do Brasil.En Manoel Ma-
ria Rodrigues do Nascimento, escrivo o subs-
crevi. >
ujDr. Francisco Domingues da Silva, uiz de di-
reito da segunda vara criminal e interino do
especial do commercio desta cidade do Rccife
de Pernambuco e seu termo por S. M. I, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem e
delle noticia tiverem que no dia 12 de setembro
do correle anno se ha de arrematar por venda
quem mais der em praca publica deste juizo, na
sala dos auditorios, um carro de 4 rodas, forrado
de seda azul, em mo estado, sem arreios, ava-
llado por200jj, o qual fora penhorado a Antonio
Jos Pereira Lagos por execugo que lhe move
Joaquim Jos Silveira, e nao havendo laogador
que cubra o prego da avaliaco a arrematago
ser feita pelo valor da adjudicago eom o aba-
(imenlo da lei.
E para chegarao conhecimento de todos man-
dei pas3ar editaes que sero publicados e afilia-
dos nos lugares do costume.
Recite 25 de agosto de 1861.-Eu Manoel Ma-
ria Rodrigues do Nisciment, escrivo o subs-
crevi.
Francisco Domiugues da Silva.
O Imll. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presiden-
te da provincia de 26 do correle, manda fazer
publico que no dia 19 de setembro prximo fu-
turo, perante a junta da fazenda da mesma lhe
souraria, se ha de arrematar, a quem por meaos
fizer, os reparos de que piecisa o edificio, em
que funeciona o collegio dos orph&os de Santa
Thereza em Olinda, avaliados em 1:845$.
A arrematago ser feita na forma di lei pro-
vincial o. 343 de 15 de maio de 1854, e sobre as
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esa a arrema-
tago comparegaro na sala dassessea da referida
junta, no dia cima mencionado, pelo meio dia,
competentemente habilitadas.
E para constar se mandou aCfirar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 27 de agosto de 1861.
O secretario,
Antonio F. d'Annunciagao.
Clausulas espeeiaes para a arrematago.
1.a A obra principiar oito dias depois da ar-
rematago e concluir-so-ha no prazo de tres
mezes.
2 a O arrematante attender as reclsmages
do director do collegio dos orphos, tendentes a
indicar o mesmo cuaes os lugares que devem ser
rotelhados.
3.a O pagamento ser feito em duas preslagoes
iguaes, pagas urna no meio e ostra na concluao
da obra, precedeodo a esse pagamento um al-
testado do engenheiro ou pessoa encarregada de
inspeccionar a obra, no qual declare achir-se
ella concertada de conformidade eom o orga-
mento.
4 Nao ser sttendida reclamago sicoma por
parte do arrematante, teniente a exigencia de
indemnisseo, seja qual fdr a cansa que alegar
para tal uro. .
Conforme.O secretario, Antonio F. d'Annun-
ciagao.
* O Illra. Sr. inspector da thesouraria, em
cimprimento da ordem do Exm. Sr. presidente
do provincia de 26 do corrente, manda fazer pu-
blico, rjue no dia 28 de novembro do corrente au-
no, perante a junta de fazenda da mesma thesou-
raria, se ha de arrematar, a quem por menos fi-
zer, a obra do calgamento da ra do Imperador,
campo das Princezas e Praga de Pedro II, oelo
systema de paralelipipedos, avallada em 212:9059
A arrematago ser feita na forma da lei pro-
vincial n. 343 de 15 de msio de 1854, e sob as
clausulas espeeiaes abaiio declaradas.
As pessoas que se propozerem a essa arrema-
tago comparecam na sala das sessdes da referi-
da junta, no dia cima mencionado, pelo meio
dia e competentemente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 27 de agosto de 1861.
O secretario,
Antonio F. d'Annunciagao.
Clausulas espeeiaes para a arrematago.
1.a A obra ser principiada em dous mezas a
contar da data da arrematago e concluida no
prazo de dez mezes.
2.a Oariemriante ser obrigado a attenderas
observagoes concernentes boa execugo da
obra, feitas pelo engenheiro eocarregado da sua
Qscalisagao.
3.a O pagamento ser dividido em quatro pres-
tages iguaes, correspondendo cada urna a um
quarto do valor da obra constante do orcameoto,
e effeetcado eom as quantias que forero votadas
anoualmenle para esse lim, eom o imposto dos
proprietirios. e eom as sobras da receita, dos
termos do g 2 do art. 41 da lei do orcamento
vigente.
4 a Para se proceder ao pagamento ser a obra
avaliada em bragas quadradas, ticaodo o arre-
matante sujeito pelo prego do orgamentoao aug-
mento da mesma se o governo assim o entender.
5.a O arrematante ser obrigado a seguir res-
trictamente as disposiges contidas no art. 36 da
lei n. 286, e nos mais artigos da mesma lei, que
regula as arrematares.
6.a A pedra deve ser de granito ou outra po-
dra de muito boa qualidade e igualmente dura.
7.a As pedras sero as9eotadas sobre urna ca-
rnada de argamassa deca e areia, posta sobre o
terreno bem socado, e depois de arrematadas se-
ro pisadas eom um mago pesado.
8.a O arrematante ser obrigado a botar urna
carnada de argamassa liquida por cima das mes-
mas pedras, para lhes encher os intersticios.
9.a O prego aqui mencionado dever incluir
qualquer aterro, que seja preciso fazer para le-
vantar o nivel das ras.
10.a Nao ser allendida reclamago alguma
por parle do arrematante,-.tendente a exigencia
de indemnisago, seja qual for a causa que ale-
gnem para tal Um.
Conforme.O secretario, Antonio F. d'Annun-
ciagao.
O Dr. Ernesto de Aquino Fons^ca, cavalheiro
da ordem de Christo, juiz de orphos e ausen-
tes da cidade do Recite e seo termo, por S M.
o Imperador, que Deus guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edital virem que
por este juizo, cartorio do escrivo Guimares,
na porta da sala das audieocias, lindos os dias da
lei, tem de ser arrematada de venda as seguintes
propriedades :
Duas casas do taipa, cuberas de.tellm, ladrl-
lhadas, no lugar da Venda Grande, aonde resilia
o fioado inventariado, sendo o solo das mesmis
pertencenle a D. Maria Magdalena de Vasconcel-
los, avaliada cada urna em 3009, importara em
6008000.
Outra dita de dita no mesmo lugar da Venda
Grande, em mo estado, sendo o solo pertencenle
a.Nossa Senhora do Loreto, avallado em 1009*
Um sitio denominado Carrapicho na beira da
praia, eom casa de vivenda do taipa, reparada
paredes de pedra e cal, o qual peitence a Ignacio
Jos de Barros e depois ao coronel Agoslinho Be-
zerra, eom planlago de coqueiros, e fundo al
a estrada, avallado em 1:8005-
Outro sitio no lugar de Corcuranas, eom co-
queiros, denominadoPogo fundo, comprado a
Miguel Francisco dos Anjos e sua mulher eom
terreno e dioensoes constante do respectivo titu-
lo, avaliado em 6009.
Um sitio no lugar de Corcuranas, denominado
Guagir, comprado a Francisco Gomes Wanderley
e sua mulher, eom o terreno e dimensdes cons-
tantes do respectivo titulo, avaliado cm 3009-
Outro sitio em ditj lugar eom alguns coquei-
ros, denominadoBelchior, comprado a Paula
Joaquina da Conceigo e seu irmo Pedro Joa-
quim de Barros, unido ao mesmo sitio o terreno
contiguo comprado a Maria AUcs do Nascimeulo
coca o terreno constante dos seus limites, avalia-
do em 2809.
Um terreno no lugar da Venda Grande, com-
prado a Caelaoo Manoel de Almeida e sua mu-
lher, eom tres casas que pagara foro, e eom o ter-
reno constante dos seus limites, avaliado em rs.
150:3000.
Dous sitios contiguos na Pona di Praia, eom
coqueiros, contendo 4 casas que pagam fdro,
compradas a D. Anna Joaquina da Santa Cruz,
cora os terrenos constantes dos respectivos ttu-
los, avaliados em 6UO9.
Um sitio no luar de Corcuranas, denominado
Carapic, comprado a Manoel Antonio dos Pra-
zeres e sua mulher, avaliado em 1009.
Outro dito eom coqueiros, no lugar denomina-
doFra de Portas, na praia do Lorlo, compra-
do a Jos Joaquim da Ressurreigo, avaliado era
2009000.
Outro di Corcuranas, denominadoBota ajuda, comprado
ao dito Jos Joaquim da Ressurreigo, avaliado
em 80$000.
Cujas propriedades sao perlencenles aos meno-
res flhos do (iiiado Manoel da Silva Barros, e
vo praga de venda por interlocutorio deste
juizo proferido nos autos do respectivo inventario
e a requerimento do lutor dos mesrnos Jos Ro-
drigues Ferreira.
E ptra que chegue ao conhecimento de quem
interessar possa, mandei passar o presente que
ser allixado no lugar do costume e publicado
pela imprensa.
Dado e passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco, sob o meu signal e sello deste juizo
que aote mim serve ou valha sem sello ex-causa
aos 30 de julho do anno do nascimento de Nosso
Senhor Jess Christo de 1861, 40 da independen-
cia e do imperio do Brasil.
Eu Joo Facundo da Silva Guimares, escrivo
o subscrevi.
Ernesto de Aquino Fonseca.
Declarares.
fiscal desta freguezia de Santo Antonio,
na corrida a que hoje procedeu, nos passeios
[vulgo calgadas) das ras da Virago e Fogo, e
as tra?essas do Livramento, do Carmo e da Bom-
ba, fez lavrar termos de achadas, contra os pro-
pietarios daquelles predios, nos quaes os referi-
dos passeios se acham desconcertados contra o
disposto no art. 18 do lit. 7 das posturas em vi-
gor de 30 de junho de 1859.
O que pelo presente faz constar aos mesmos
proprielarios para perfeita intelligencia.
Fiscalisago da freguezia de Santo Antonio 20
de agosto de 1861.O fiscal,
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro.
Vice consolato.
Di S. M. II R Vittorio Erna-
nuele II. in Pernambuco.
Essendo si aperlo in Italia una soscrizione per
innalzare un monumento all' insigne Uomo di
Ststo, e grande Patriota, l'universalmeote cora-
pianto a Cont di Cavour, e volendosi con quel
monumento altestare ai posteri la ric onocenza
degli Italiani pella grand' opera dell Unit, Li-
berta ed Independenza, della nostra penisola,
alia quale tanto contribu col vasto suo intelleto,
coll' acune del .suo perspioace iogegoo, coll' in-
tensil dell' incredibile sua attivit, e coll' ope-
rozita del suo gran cuore. II vice consol resi-
dente io questa citt, ad instauza dell* Illmu Sig.
Consol Genrale diS. M. in Rio di Janeiro in-
vita tutti, i sudditi Italiani, qui residenti, a con-
correre fine si realizzi questo alto di grande
reconoscenza.
Per la realisszione delle soscrizioui, di quelli,
che generosamente vogliano concorrere colla loro
offerta per questo invito, lo possono (are al Vice
Consolato Italiano, Ra do Trapiehe n. 15 sino
al giorno 15 del mese di setiembre prossimo.
Pernambuuco 22. Agosto 1861.
II Vice Consol
Jos Texatira Bastos.
Conselho adminisiralivo.
O conselho administrativo para fornecimento
do arsenal de guerra tem de coesprar os obiectoa
segeiotsa :
Pars o almoxariado do presidio de Fernando de
Nofonl. '
Azeite doce, 24 medidas novas.
Vinho branco engarrafado para missa, 12 ditas.
Farioha da trigo marca SSS, 6 barricas.
Assucar branco fino, 2 ditas.
Arroz pilado. 2 saccas.
Sal do Ass, 2 barricas.
Velas de carnauba, 1 caixa.
Papel almago branca marta d'agua, eu marfim,
6 resmas.
Papel almago pautado dito dito, 12 ditas.
Pedras de louza 24.,
Lapes de dita 100.
Peonas lipis 24.
Lacre fino, 2 libras.
Fita, ou Gadasso estreito de coajlaa de algodo,
6 pegas.
Sola, 600 meios.
Vaquetas 200.
Algodaozinho de forro, 1,000 jardas.
Brochas, 20 melheiros.
Agulhas grossas 1,000.
Cravadores 500
Vidros quebrados, 1 caiio.
Suvellas grossas 2,000.
Quem quizer vender taes objectos aprsente aa
suas propostas em carts fechada na secretaria do
conselho as 10 horas da manhia do dia 6 de se-
tembro prximo viodouro.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 28 de
agosto de 1861.
//enio Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente,
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal, secretario iulerino.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo para fornecimento
da arsenal de guerra tira de eomprar os objeetos
seguintes:
Para o corpo de guaroigao de Pernambuco.
. Eofermraia militar.
1 livro para ecnta corrente do agente, de 200
folhas.
1 dito para receituario diario, -de 200 folhas.
1 dito para inventario do material da enfermarla
de 100 folhas.
1 dito para carga dos instrumentos cirurgicos, de
50 folhas,
1 dito para inventario da botica, de 200 folhas.
1 dito para registro das entregas o sahidas dos
doentes, de 300 folhas.
1 dito para langar-se os oQicios dirigidos, de 200
folhas
1 dito para langar-se os ditos recebidos, de 200
folhas.
1 dito para o enfermeiro-mr langar a roupa e
utensilios recebiios do amanuense, de 100
folhas.
1 dito particular do agente langar as despezas
diarias, de 100 folhas.
Quem quizer vender tses objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretaria do
conselho s 10 horas da manha do dia 4 de se-
tembro prximo vindonro.
Sala das sessdes do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra 28 de
agosto do 1861.
Bento Jos Lamenha Lins.
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo..
Coronel vogal, secretario interino.
Pela subdelegacia de Iguarass acham-se 2
cavallos apprehendidos a dous ladres que vi-
nham do norte para o sul, parece que os ditos
cavallos foram furtados de Manguape, ou outro
lugar chamado Nova Cruz ou por perto destes lu-
gares ; sao russos, um maior que outro, e nao
sao muito novos : quem for seu dono dirija-se
eom os signaes ao subdelegado da villa Joo Car-
valho Raposo.
Pela secretaria da cmara municipal do
Recife se faz publico, que nao tendo-se efectua-
do no dia 26 do corrente, como estavam annun-
ciadas, as arrematagoes dos imposlos e oulras
rendas muoicipaes, Dcam transferidas para o dia
2 de setembro futuro.O official-maior servindo
de secretario, Francisco Canuto da Boaviagem.
Pela contadoria da cmara municipal do
R>cife se faz publico, que no ultimo de setem-
bro prximo futuro fioda-se o prazo marcado pa-
ra pagamento do imposto de estabelecimenlo eom
a multa de tres por cento ; e todos aquellesque
deixarem de pagar fleam sujeitos a multa do du-
plo do valor do mesmo imposto.
Cmara municipal do Recito 27 de agosto de
1861.O contador,
Joaquim Tavares Rodovalbo.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo para fornecimento
do arsenal de guerra tem de comprar os objectos
seguintes :
Para a botica da enfermarla militar do corpo da
guarnico ,de Pernambuco.
Agua destilada de hortelan-pimenta 2 libras.
Dita dita de canella, 2 ditas.
Dita dita de alface, 2 ditas.
Agua destilada, 6 garrafas.
Acido ntrico, 2 libras.
Dito clorido, 4 oncas.
Kermes minercl, 4* oncas.
Sal de chumbo, 1 libra.
Subnimto de Bismuth, 1 onca.
Tinins, 2 ditas.
Therembentina, 1 libra.
Cato, 4 ongas.
Canella em po, 6 ditas.
Emplastro de cicuta mercurial, 1 libra.
Sabo medicinal, 6 oogis.
Precipitado rubro de mercurio, 1 libra.
Nos moscada, 2 ongas.
I'idurelo de potassa, 1 libra.
Nitrato de potassa, 1 libra.
Nitrato de prata cristalisado, 1 onga.
Dito de dita fundido, 2 ditas.
Farioha de mostarda, 8 libras.
Linhaga, 16 libras.
Tintura de maceta, 4 ongas.
Pomada alvissima, 2 libras.
Dita de sodureto de chumbo, 2 ditas.
Dita mercurial, 1 dita.
Ungento rosado composto, 1 dita.
Ungento de allha, 1 dita.
Ungento Dranco, 2 ditas.
Unto de porco, 8 ditas.
Extracto de belladona. 6 oncas,
Dito de ns-vomica, 2 ditas.
Dito de opio, 2 ditas.
Nitro, 1|2 libra.
Jalapa em p, 1(2 dita.
Resina de btala, 6 ongas.
Sulfato de tinco, 2 ditas.
Ferro hydrogenado, 2 ditas(
Capsulas do copahiba, 24 cuixas.
Sabino, 2 ongas.
Conserva de rosas. Ii2 libra.
Mel rosado, 1 dita.
Valerieaato de zioco, 2 ongas.
Robe Lafecteur, 6 garrafas.
Borato de soda. 2 ongas.
Acetato de amoniaco, 1|2 libra.
Xaropo de Chable, 6 vidros.
Dito de Lamouru, 6 ditos.
Dito deNaf, 6 ditos.
Dito de opio, 4 garrafas.
Dito simples, 4 ditas.
Pastilhas de Nsf, 10 caixas.
Opo del doc, 12 vidros.
Alcasss, 2 libras.
Le Roy do 4o grao, 4 garrafas.
Caixasvasias de pilulas, 12duzias.
Sacarrolha, 1.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas era carts fechada, na secretaria do
conselho, s 10 heras da manha do dia 2 de se-
tembro prximo viodouro.
Sala das sessdes do conselho administrativo
para fornecimento do arseoal de guerra, 23 de
agosto de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
__________Coronel vogal secretario interino.
excellente e apparatoso
original frsncez,
drama em cinco aetos
PEDRO L4ND4IS
ou
0 ALFAIATE MINISTRO.
DENOMINAQO DOS ACTOS.
i.O duque em casa do alfaiate.
2.O alfaiate ministro na corte do duque.
3-A priso dos conjurados.
4.aA charpa eosaoguentada.
5.aO triumpho do ministro.
PERSONAGENS.
Francisco II, duque da Brota-
_ nh.......................... Valle.
Pedro Laudis, alfaiate depois
ministro.............,........ Germano.
Etienne Chouvio................ Nunes.
Visconde de Robas............ Raymundo.
Treges........................ Leite.
Guib, espileode srcheiros.... Oliveirs.
Joo Cosquer, alfaiate.......... Teixeira.
Alberto........................ Vicente.
Krmor......................... Campos.
Um meirinho.................. Saeta Rosa.
Mara, filha de Landais........ D. Manoela.
Pagens, damas da corte, fidalgos, archeiros e
evo, ele.
Terminar o espectculo eom o gracioso en-
tre-acto,
assm
D Manoela, D. Carmela e o Sr. Ray-
Comecar s 8 horas.
wisos iaritimos.
Bihia.
Segu a sumaca Hortencia, capito Belchior
Maciel Araujo ; para o resto da carga que lna
falta e passageiros, trata-se eom Azevedo 4 Man-
des, ra da Cruz n. I.
Almirante.
Segu para o Rio de Janeiro o brigue nacional
Almirante, capito Menrique Crrela Freitas. o
qual tem parte da carga prompta : para o reate
que lhe falta e eecravoa a frete, trata-se cem
Azevedo & Mendes, rus da Cruz n. 1.
Maranho e Para.
O'biate Novaos anda recebe alguma carga
para ambos os portos : trata-se eom os consigna-
tarios Marques, Barros & C, largo do Corpo San-
to n. r>.
pela Sra.
mundo.
COUPINHIA PERYUiETCm
HE
Navega^ cosleira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cau do Assu', Aracaty, Ceara',
Acara cu* e Granja.
O vapor cJaguaribe, commandante Lobato,
sahir para os portos do norte no dia 6 de se-
tembro as 4 horas da larde.
Recebe carga at o dia 5 co meio dia. Encom-
mendas, passageiros e diuheiro a frete al o dia
da sabida as 2 horas : escriptorio no Forte do
Mallos n. 1.
Mli
m
O palhabote nacional Dous Amigos, capito
Francisco Jos de Araujo. segu para a Baha em
poucos dias ; para o resto da carga que lhe falta,
trata-se eom seu consignatario Francisco L. O.
Azevedo, 3a ra da Madre de Dos n. 12.
Penedo.
Sahe no dia 29 do corrente para o Penado
(Rio de S. Francisco) o palhabote nacional San-
to Amaro, recebe alguma carga : a tratar eom
Francisco L. O. Azevedo, ra da Madre de Deos>
n. 12.
DAS
Messageries imperiales.
Agencia ra do Trapiche n. 9.
No dia 31 do corrente espera-se dos portos do
sul o vapor francez Estremadure. commandante
Trollier, o qual depois da demora do costume
seguir para Bordeaux eom escalas por Sao Vi-
cente (onde ha um vapor era correspondencia
eom Goree) e Lisboa.
A companhia encarrega-se de segurar as mer-
caduras embarcadas a bordo dos vapores e re-
cebe tamben) dinheiro e objectos de valor, eom
destino para Londres cm irausito por Bordeaux
e Boulogne.
Para as condiges, frea e passagens tratase
na agencia.
Para o Araeaty
o hiate aSanta Rita, para carga trata-se eom
Martins & Irmo ou cora o meslre Antonio Jos
Alves.
Para o Ass e Araeaty
segu al o dia 31 do corrente o hiale Beberi-
be, mestre Bernardino Jos Bandeira : a tratar
na ra do Vigarion. 5.
1&3\
fi!SR
Para Lisboa e Porto
Segu eom brevidade a barca porlugueza San-
ta Clara, capito Antonio Ventura dos Santos
Neves, para carga e passageiros, tendo para estes
excellentes coromodos : trata-se eom Azevedo &
Mendes, ra da Cruz n. 1, ou eom o capito nat
praga.
Porto por Lisboa
Segu em breves dias a barca nacional There-
za I por tersua carga engajada e parte della j
a bordo, recebe nicamente passageiros, para o
que lem excellentes commodos, e trata-so cem
Bailar & Oliveira, ra daCadeia do Recife n. I-'.
Leles.
LEtlAO.
Quinta-feira 29 do corrente.
Costa Carvalho fara' leilao por man-
dado do Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz do
commercio a requerimento de Hermino
Ferreira da Silva da armacSo, merca-
d or as da loja de midezas da ra da
Imperatriz n. 49 de Hilarino Soare da
Silva, em um s lote ou a retalho a
vontade dos compradores. .
Leilao
Vende-se a escuna portugueza Emilia, de lote
de 108 toneladas purtugucz*s, bem construida,
forrada e encavlhada de cobre, muito veleira e
preparada a navegar para qualquer parte, tendo
sido empregada desde que sabio do estaleiro a
conduzir (rucias de Lisboa para a Inglaterra :
quera a pretender pode examinadla no ancora-
dourodest! porto aonde se acha fondeada, e pa-
ra tratar no escriptorio de Azevedo & Menes,
ra da Cruz o. 1.
Acaracu'
O veleiro Garibaldi, mestre Custodio Jos
Viaona : a tratar eom Tasso Irmos.
No dia sexta-feira 30 do cor-
rente.
O agente Evaristo nopodendo effectuaro lei-
lao do sobrado de dous andares da ra de Aguas-
Verdes, novameute ftr leilao no dia aciraa a
meio dia em nonio, do mesmo sobrado, no ar-
mazem n. 22 da ra do Vigario.
LILAO
COMPANHIA PERXAMBUCANA
DE
Navegaco costeira a Yapor
O vapor Persinunga, commandante Moura,
segu viagem para os portos do sul de sua esca-
la no dia 5 de setembro s 4 horas da tarde. Re-
cebe carga at o dia 4 ao meio dia. Encom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete ateo dia
da sabida 1 hora : escriptorio no Forte do Mat-
tos n. 1.
Lisboa e Porto
sahir eom brevidade a barca Flor de S. S-
mo' por ter parte da carga prompta : para o
resto e passageiros, trala-se eom Carvalho, No-
gueira&C., na ra do Vigario n. 9. primeiro
andar.
Araeaty.
Segu nestes dias o hiate Vdela; para o
resto da carga trata-se eom Caetano Cyriaco da
C. M. & Irmo, no lado do Corpo Santn. 23.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GEJ.MANO.
31a RECITA DA ASSIGNATURA.
Sabbado 31 de Ag&sU.
Sub\t scena em primeira representado o
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
E' esperado dos portos do sul al o dia 30 do
corrente um do3 vapores da companhia, o qual
depois da demora do costume seguir para es
portos do norte.
Engaja-se desde i a carga que o vapor poder
conduzir, a quel dever embarcar no dia de sua
chegada, recebe-se passageiros, encommendas o
dinheiro a frele, at o da da sabida as S horas
da tarde : agencia ra da Cruz n. 1, escriptorie
de Azevedo i Mends^_
Para Lisboa segu eom a maior brevidade
o brigue portuguez Relmpago : quem no mes-
mo quizer carregar ou ir drti;ssagem, para o
que otferece ce metbores commodos, trate eom
Thomaz de Aquino Fonseca, na ra do Vigario
n. 19, ou eom o capito na praga do commercio
Para Lisboa.
Pretende seguir nestes oilo dias a veleira es-
cuna porlugueza Emilia, capito Jos Caetano
da Silva, lem parle de seu carregamenlo abordo
para o resto que lhe falta e passageiros para os
quaes lem excellentes commodos trata-se eom
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, no
seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
Sexta feira 30 do corrente.
Costa Carvalho far leilao por mandado do
Illm. Sr. Dr. juiz municipal da segunda vara de
3 escravos de differentes idades ; tambera nx
mesma occasio vender outros escravos que es-
tarlo patentes no acto do leilao, que deve ser
effectuado em seu armazem na ra do Imperador
n. 35.
GoDtimiaco do leilao
DE
FAZENDAS
a retalho.
Sexta-feira 30 do corrente.
Antones continuar eom o leilao de fazendas
a retalho, no qual vender por todo o prec.o fa-
zendas de apralo goslo que estarlo patentes aos
compradores, no dia cima designado as 11 ho-
ras em ponto.
LEILAO
A 2 de setembro.
Manoelerreira Barbosa far leilao por inter-
venco do agente Oliveira, e em lotes a vontade
dos pretendentes, de 11 pipas e 2 meias de vi-
nho tinto, de 5 barris dito branco, e meia pipa
de vioagre, sendo estes gneros de qualidades es-
peeiaes e taes como ha muitos annos nao lem
sido importados da Figueira :
Seguuda-feira 2
de setembro, as 11 horas da reyraha, no lugar
do largo defronte da alfandega, junto ao arma-
zem do Sr. Aones.
LEILAO
Sabbado 31 do corrente.
Costa Carvalho far leilao no dia cima as 11
horas em ponto por mandado do Illm. Sr. Dr.
juiz do commercio e a requerimento de Hermin
Ferreira da Silva da loja de midezas sita na
ra da Imperatriz n. 49, de Hilarno Soares da
Silveira.
LEILAO
O agente Hvppolito autorisado pelo
Exm. Sr. Dr. juiz especial do coipmer-
co, levara' a leilao urna escrava parda
de 36 annos de idade pouco mais ou
menos, a qual rodera' ser examinada
no dia do leilao que tera' lugar sabbado
31 do corrente, as 11 oras em ponto
em seu escriptorio na ra da Cideia do
Recife n. 48.___________________^
Precisa-se de.uma ama de leite ; na praca
do Corpa $Qto o, 17.


- _. ;-.;
(*)
DIARIO M tlAXilMOCO fe- SEXTA FORA^ao Dfi AGOSTO DE 1841
Atso
Os Srs. assiguantes deste
Diario, que se acham atraza
dos uo pagamento de suas as-
signaturas, queiram mnda-
las pagar, poi's que a detenco
dellas causa perdaa empreza.
Precisante lugar utn preto men-
salmente dando-se-lhe comida, nesta
typograDhia.
LOTIKIi
Amanhaa 31 do correte anda rao im-
pretenvelmente as rodas da quarta
parte da nona loteiia a beneficio da
matriz da Boa*Vista desta cidade; os
bilhetes e meios bilhetes acbam-se a
venda na thesouraria das loteras ra do
Crespn. 15, pavimento terreo, e as
casas commission? das do cosame. Os
premios serao pagot em continente a
entrega das listes.
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Transferencia,
O correio particular da Parabiba do Norte, tica
desta dita em diante transferido para a caaa de
Travasso Jnior & C : ra do Amorim n. 58.
No dia 22 de julho do corrente anno, au-
sentou-se de bordo do vapor Iguarass > um
mulato criado de nomo Faustino, idade de 21 a
22 annos pouco mais ou menos, natural da cida-
de da Granja e de proprielade do Sr. Jos Anto-
nio de Barrps, residente all, cujos sigoaes sSo os
eguintes : alto, corpo regular, cor amarellads,
ctbellos carapiohos, nariz proporcionado, bocea
grande, beicos grossos, bons denles, mal feito de
ps, anda sernpre bem vestido e peateado : o su-
pracitado mulato anda pela ra da Aurora inti-
tulsndo-se forro. Roga-se a autoridades policiaes
e capitei de campo a apprehenso do predito
mulato, e lvalo o largo da Assembla n. 12.
2* andar, ou em casa do Illm. Sr. commendador
Manoel Gon;alves da Silva.
Prectsa-se do urna ama capaz de meia ida-
de para todo servico de casa de pouca familia :
na ra da Roda n. 54.
Recebem-sc e apromptam-re com perfei-
cao qualquer eocommenda de espanadores : as
Cinco-Pontss segundo andar do sobrado n. 42.
Aluga-se urna casa em Beberibe ; a trataz
cum J. I. de M. Reg, na ra do Trapichen. 34.
Precisa-se contratar dous Srs. re
ligiosos que queiram exercer seu sagra-
do ministerio as capellas de Malhadi-
nha e Gravata' comarca de Limoeiro :
a fallar com Jos Azevedo de Andrade,
ra do Crespo n. 20 A, que se aclia au-
torisado a offerecer condc/es vanta-
josas.
Na ra da Saudade n.
15, casa de soto de duas ja-
nellas, precisa-se de urna
ama de leite.
Precisa-se alugar um sobrado de 1 andar
no bairro da Boa-Vsta : quem o tiver dirija-se
ra dos Coelhos n. 8, ou ao Sr. Figueira, que
Ihe dir quem o pretende.
Precisa-se de urna ama de meia idade, para
casa de urna pessoa solleira : a tratar na traves-
sa do Sarapatel n. 10.
O Sr. Augusto de Oliveira Cardoso da Fon-
seca nao 6 mais caixeiro de Luiz Jos da Costa
Amorim & C.
Recife 24 de agosto de 1864.
Recebem-se e apromptam-secom perfeico
ebrevidade qualquer encommeoda de espanado-
res : as Cinco Ponas segundo andar do sobrado
a 42.
O Dr. Joo Francisco de Amida Falco, se-
nbor do engenho Siberia, na freguezia do Cabo,
precisa de urna pessoa habilitada para ensinar a
seus iilhos os preparatorios, com especialidade a
lioga patria, lalim, francez e geographia, quem
pretender dirija-se ra da Senzala Nova n. 38,
que achara com quem tratar, disposto a pagar
bem.
Precisa-se de 700(000 rs. a premio por seis
mezes, com hypotheca em escravos : quem qui-
zer (azer tal negocio, annuncie por este Diario,
para ser procurado.
Aluga-se o primeiro andar da casa n. 37 da
ra do Amorim : a tratar na ra da Gadeia n. 62,
segundo andar.
Precisa-se de 500 a juros de 2 por cento ao
mez, dando-se por hypotheca urna eicellente ca-
sa na villa da Escada, que se engeita por venda
J:600, e rende por aluguel 209 mensa es, pelo
prazo de 4 a 5 mezes : a tratar na ra Direita n.
77, ou annuncie com urgencia.
Precisa-se de urna ama que coav
pre e sirva para todo servido de urna
casa de pouca familia : na ra das Crn-
zes n. 20, primeiro andar.
3:000(000 rs.
D-se tres contos de ris a premio com hypo-
theca em urna casa terrea as principaes ras do
bairro da Boa-Vista, que tenha com modos para
urna familia : na ra da Concordia casa do Sr.
Luiz Cieano Borges achara com quem tratar.
Aluga-se urna casa em Beberibe : a tratar
com J. I. de H. neg, na ra do Trapiche o. 34.
Precisa-se de urna ama que compre e sirva
para lodo o servico de urna casa de pouca fami-
lia : na travessa do Livramento o. 18.
Offerece-se urna mulher branca de meia
idade para ser ama de homem solteiro, ou de
casa de pouca familia : na ra das Aguas-Verdes
t. 88. *
P. C. Morln, cidado britannico, relira-se
liara Europa.
Precisa-se em urna das povoacoes da co-
marca de Garanhuos, de um reverendo sacerdo-
te para exercer o cargo da magnificencia do seu
magisterio em urna capellana que olTerece
grande vaulagem; trata-se na ra do Queimado,
Joja o. 20.
O secretara da irmaodade de S. Jos da
Agonia, de ordem da mesa regedora convida aos
irmos ex-raesarios para reunio de mesa coo-
juncta no dia 1.* de setembro do crrante, as 10
lloras do dia. i- Manoel Francisco dos Santos e
Silva.
AVISO.
Silvera Francisc* da Cooceicao faz saber ao
fespeitavel publico que seohora de urna letra
da quanda de 600$ aceita pelo Sr. Domingos Jos
Ferreira Chaves, caja letra tinha deliberado dar
a Luiz Elias da Silva Albuquerque para promo-
-ver a cobranza, e na mesma occasiao resolvendo
distrstar dito negocio de forma alguma annuio
4ito Elias, e como tenha de disputar a leaao de
emelhanto negocio, por isso (as o presente avi-
so tanto ao publico como em particular ao refe-
xde Domingos Jos Ferreira Chaves afim de que
abatenha de fazer aegocio slgum com o dito
Elias, visto haverem embarazos eco semelhsnte
aegocio. Povosgo da Luz 29 de agosto de 1861
Precisa-se de um trabalhador de padaria
para tomar conta de todo o servico, paga-se-lbe
bem ;. na ra dos Pescadores ns. 1 e 3, padaria.
Casa para alagar.
Con coMoUmento do propietario traspaesa-
ae o segundo andar da casa da roa do Imperador
n. 79 que se seba multo aceiada : a tratar ns ra
do caes 22 de Novembro con o abaixo assignado.
Polycarpo Jos Layme.
Precisase tallar ao Sr. Vicente
Jos de Oliveira, que morou na roa de
Santa Isabel, e como se ignore ua jno-
radia rega-*e lhe queira dirigir-se a es-,
ta typographia.
Aluga se urna cata na Passagem
da Magdalena, entre as duas pon tes,
com excedentes commodos. tendo 4
quartos, urna dispensa, sotao com 2
qmrtos, urna cosinha no fundo do quin-
tal, ptimo banho no fundo : as pessoas
que pretenderem dirijam-se a ra Di-
reita n. 3.
Transferencia
O correio particular da Pat ahiba do
Norte, (ica desta data em diante trans*
terido para a casa de Travassos Jnior
& C, ra do Amorim n. 58.
Gurgel k Perdigo. I
Receberam diversas fazendas .
. modernas para a sUa loja da ra (
l da Cadeia do Recife n. 23.
No dia 30 do corrente, depois da audiencia
do juiz municipal di primeira vara, tem de ser
arrematado por venda seis casinhas tapadas de
barro e urna em aberto em chaos perteocenles a
Mximo Jos dos Santos Andrsde, no lugar da
Torre, freguezia dos Afogados, urna casa tapada
de barro, coberta de lelha, avaliada por 1205000.
urna dita por 120}, urna dita por 509, urna dita ,
por 30fl, urna dita tapada de barro e coberta de P>aa, que combe e engomme : i
dita por 20, urna em aoerto z"la Velna a- ls*> P"neiro andar.
Deiapparecea di casa do abaixo assignado '
um relogio de ouro, sabonete, orisontal, tendo
no fundo da caixa o numero 33822, e por saber
quem o tirou, previne qae se nio mandar entre-
ga-lo, proceder convenientemente.
Jos Joaquim da Silva.
A. Beringer, subdito francs, e sua familia,
val provincia das Alagoas.
Aviso.
A abaixo assignada avisa I ao respeitavel publi-
co que desta dala em diant nao se responsabili-
sa por qualquer divida que apparecer, e s sira
pelos que for com letra sua. Recife 27 de agosto
de 1861.Madama Rufina Rosalina Freir,
Um lugar vago.
Na ra das Plores n. 3 est vago um lugar pa-
ra menino interno de 10 annos de idade, na es-
cola central do methodo Castilho ; na mesma es-
cola se abre um curto da liogua fraoceza por
um dos melhores mesires desta cidade, segunda-
feira 2 de setembro, onde, para maior commodi-
dade, leccionar as 7 horas da manha.
Aluga-se
a melhor padaria na ra das Cinco Ponas n. 38:
trata-se na ra da Praia n. 66.
Domingos Ferreira tfaia vai ao Rio de Ja-
neiro.
Nos abaixo assigaados temos justo a taberna
da ra de Aguas-Verdes n. 48 com o Sr. Joa-
quim Flix da Veiga : quem se julgar com direi-
to a mesma, reclame no prazo de tres dias na
travessa de S. Jos a, 2*.Jos Joaquim de A-
breu Cardoso.Manoel Barbosa Ribeiro.
Precisa-se de urna ama para casa de duas
na ra da Sen-
Casa para a festa.
Aluga-se a casa abarracada sita no Monteiro,
uoida ao sobjado ; mui arejada e tem sahida
fraoca at o baoho : a tratar na ra estreita do
Rosario o. 28, ou no sitio da Ponte de Ucboa,
do conselheiro Jos Bento.
8
I
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gaulier.cirargiaodentisla, faz
todas as operaedes da sua arla e colloca
denles artificiaos, ludo com *. superiori-
dade e perfeico que as pessoas entendi-
das lhereconhecem.
Tena agua e psdeDtifrieiostte.
palha por 2J, urna
e coDerla de palha por 109 ; as quses vo pra- j
ga porexecuco de Mximo Jos dos Santos An-
drade contra os menores de Francisco Rorges !
Mendes. #
Ruada Imperatriz nu-
mero 16, loja da viuva Dias
Pereira & C.
Rogo ao seohor que faz parte da companhia
desta casa que quando tiver de fazer alguma de-
clarado por este Diario em typos trplices, que
me declare o seu nomo por extenso, pois tenho
Attenco.
Mello, Irmio, tendo comprado ao arrematante
da massa fallida de Manoel Francisco de Mello,
faz scientes aos devedores da dita massa a vlrem
pagar os seos dbitos, e os que nao fuerera serio
qamados a juizo. Recife 12 de agosto de 1861.
No dia 3 de setembro prximo, pelas 11 ho-
ras da manha.depoia da audiencia do Illm. Sr.
Dr. juiz de orphaos, tem-de se arrematar por ven-
da varios sitios e tres casas de lalpa perteacentes
aos orphaos Iilhos do finado Manoel da Silva Bar-
ros, cujos sitios sao dous oasCorcuraoas de den-
informacoes por pessos que tem por habito de J tro, com boas ierras de plantado, e um delles
pagara quem deve, que um jovem com fina : tem casa de taipa, ootros sao na Venda Grande
educacao eexcelleotes costumes, e que tambem com porco de ps de coqueiros, alguos na pan-
tera viajado pela corte e norte do imperio, nao cada domar, ten Jo o denominado Carrapicho boa
deve ter acanhamento de assignar seu nome por'casa de vivenda perto do mar, propria para pas-
exteoso, pois desejo entreter algumas relacoes sar a festa, e offerece os banhos (Pagua salgada -
tambem em typos trplices com este senhor, e as tres casas sao sitas ua ra da Veoda Grande'
deixarmos de mencionar a Illma. e Exma. Sra.' tendo dous excedentes commodos para familia.
viuva Dias Pereira, a quera muit3 respeito.
Firmo Candido da Silveira Jnior.
Quem precisar de um caixeiro para a ra
ou eocomroendas, dando fiador a sua conducta,
dirija-se com urna carta na mesma typographia
deile Diario com as iniciaes II. P. Magalhes.
O Sr. acadmico do 3. anno, natural da
Rahia, o qual morou no terceiro andar da ruada
Imperatriz, que visto S. S. ter-se mudado queira
trazer a chave e o dioheiro qu6 deve tanto o atra-
sado como o mez vencido, e os dias que tem de-
corrido, do contrario publicar-se-ha o seu nome.
O abaixo assignado, correspondente do Sr.
Joaquim Correia de Araujo, senhor do engenho
Muribeca, em S. Lourenc,o da Malta, declara que
nao se entende com dito seu correspondente os
annuncios chamando a outrem de igual nome, a
comparecer na loja de calcado da ra da Impera-
triz n. 16, e como nio seja essa a nica loja que
tenha chamado pelo Diario a esse Joaquim Cor-
reia de Araujo, declara o mesmo abaixo assigna-
do que seu correspondente nada deve nesla praca
a pesso alguma, e que se houver alguem que se
julgue seu credor por quilquer titulo, baja de o
apresentar em sua casa, ra nova dos Pires nu-
mero 30.Manoel Gomes Viegas.
Oa seohores, cujos nomes abaixo vo ins-
criptos, teoham a boudade de dirigir-se a typo-
graphia da Ordem, na ra da Praia desta cida-
de n. 47, tratarem de negocios de seus iote-
resses :
Padre Antonio da Cunha Vasconcellos (da Pa-
rahiba.)
Dr. Alvaro Nstor de Albuquerque Mello (dem.)
Dr. Antonio de Souza Nunes Pinto (dem.)
Dr. Andr de Albuquerque Maranbo (dem.)
Antonio Felemon de Souza Reg (idem.)
Vigario Frederico de Almeida Albuquerque
(idem.)
Coronel Joo Valentina Peixoto de Vasconcellos
(idem.)
Dr. Manoel Aranha da Fonseca (idem.)
Antonio Jos Leina (idem.)
Laureono de S. Pedro Neves (idem.)
Dr. Fernando Jos Rabello (idem.)
Antonio Ferreira da Costa (dem.)
Fortnalo Ferreira da Silva Campos (idem.)
Valentiniano da Cunha Reg Darros (deGoi-
anna.)
Antonio Pinheiro de Meodonca (idem.)
Ludovico Cavalcanti da Cunha Vasconcellos
(idem.)
Ursulino Cavalcanti da Cunha Vasconcellos
(idem.)
Viuva e herdeiros do coronel Henrique Luiz
da Cunha Mello (idem).
Vigario Manoel Paulino de Souza (idem )
Padre Galindo Ferino de Silveira Cavalcanti
(do Limoeiro.)
Joaquim Jos Coimbra de Andrade Jnior.
Joo Cavalcanti de Souza Leo.
Manoel do Nsscimento Bastos.
Honorato Jos de Oliveira l'igueiredo.
Joo Hypolito Meira Lima.
Rellarmioo Ferreira Padilha (de Cabrob )
Jos Joaquim de Sanl'Anna (de Caruar.)
Jos Francisco do Reg Barros Jnior.
Bernardo Eugenio Peixoto (do Rio Grande do !
Norte.)
Jos da Costa Villar (dem.)
Jos Marcolioo de Bessa (ideio.)
Aleixo Barbosa da Fonseca Tinoco (idem.)
Manoel Honorato de Barros Theodoro (de Bar-
reiros.)
REMEDIO INCOMPARAVL*
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhares de individuos de todas as nacSes
podem teslemunhar as virtudes deste remedio
incompara vale provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu eorpoe
membros inteiramente saos depois de haver em-
bregado intilmente outrostratamenlos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lh'as
relatara todos os dias ha muitos annos; a
maior parte dellas sao tao sor prndenles que
admiram os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois dedur
permanecido longo tempo nos bospitaes, o tes
deviam soSrer a ampulac,ao I Dellas ha rni-
cas quehavendo deixado esses, asylos de psde-
timenios, para se nao submeterem a essa ope-
rario doloros (oram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das '. as pessoa na enfuso de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais autenticaren) sua a firma-
tiva.
Ninguem desesperara do estado de saude s
tivesse bsstante confianza para encinar este re*
medio constanlemente seguindo algum tempo o
traumenlo que necesslasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar i neon testa velmente.
Que tudo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos segruintes casos.
O abaixo assignado alumno do' quinto
anno da faculdsde de direito desta cida-
de e advogado pela relaco do districto
podeser procurado pelos seus commil-
tes em toJos os dias uteis, das 11 as 2
horts da tarde, no escriplorio do Sr.
Dr. Jorge Dornellas Ribeiro Pessos,
camboa do Cirmo n. 8.
J. Borges Carneiro.
Aluga-se o segundo andar com soto do
sobrado n. 46 da rus di Aurora.
Tendo o abaixo assignado de partir para a
Europa no paquete francez Estremadure, dei-
xou ha dias de gerir a casa commercial de seu
sogro o Sr. Manoel Joaquim Ramos e Silva. Est
convencido que aquella casa nada deve a esta
praca por transaccoes que eTectuasse durante a
sua admistraco ; entretanto quem della se julgar
credor ter a boodade de entregar aua coula em
dous dias para ser satisfeila. Approveila este en-
sejo para agradecer cordealmenle a todos que lhe
prestaram considerac.des e coofianca. A seus
amigos, de quem nao se despedio pessoalmente
pela rapidez de sua viagem, dirige nesta occasiao
um adeos, elhes offerece seu limitado presumo
aonde se possa achar.
Antonio Lopes Rodrigues.
Quem precisar de urna mulher parda de
multo bons costumes para ser ama de cozinhar
em casa de familia, pode dirigir-se a ra da Ca-
deia Velha n. 22, segundo andar.
Aluga-se urna excellente casa de
campo com todas as commodidades de
familia, com sitio grande, cocheira, es
tiibaria etc., a casa construida ha pou-
co tempo com terrado a roda, sita na
, entrada do Poco : a tratar com os pro-
prietariosN. Bieber & C, successo-
! res, ra da Cruz n. 4.
Alporcas
Caimbras
Gallos.
Anceres.
Cortaduras.
Dores de cabeea.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da culis
em geral.
Ditas de anus.
Erupcoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchacoes.
Inflamraagao do figado.
Inflammaco da bexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmdes.
Queimadelas,
Sarna.
Supuracoes ptridas.
Tinba, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulaces.
Veias torcidas ou na-
das as pernas.
Ven de-se este ungento no es tabeleci ment
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs,, cada bocetinha conten
urna instruccao em portuguez para explicar o
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 22, em
Pernambuco.
393Ess$x gatsaasaa^tt ststaxa*
Modas trancezas.
Pelo vapor francez e o navio Solferino ma-
dama Uillochau recebeu vestidos de baile e casa-
mento, capellas tinas com um e tres caixos, eo-
feites de cabeea de diversas modas, ricas illas
para cintura, lindas pelerinas com mangas, cami-
sinhas das mais modernas para vestidos de visi-
tas, ricos manteletes de seda, chapeos de palha
para mocinhss e meninas, tudo do ultimo gosto
e superior quslidade, espartilhos das casas as
mais afamadas em Pars : na ra da Imperatriz
loja n. 1.
Vende-se arroz do Maranho a 2$ a arroba
e 80 rs. a libra, azeite de cairapato a 440 a gar-
rafa : na ra das Cruzes. taberna n. 22.
Vende-se um cabriolet novo : na ra Nova
n. 59.
Vende-se um carro e um boi em bom esta-
do : quem quizer comprar, dirija-se ra da
Aurora o. 56
Fazendas.
Fazendas baratas na ra do Queimado o. 69,
palitos de panno preto saceos e sobrecasacos a rs.
14$ muito finos, forrados de seda, corles de seda
brancos e de cores com 16 a 18 covados pelo di-
minuto prego de 8f000 o corle, fazenda que pelo
prego todos compram.
Bugias de Lisboa.
E' chegado loja de cera na roa do Queimado
n. 77 as afamadas bugias de Lisboa para vender
pelo antigo prego da 19440 a libra a dinheiro.
Aos terceiros da
veneravel ordem deS.
Francisco.
i ebegou a verdadeira eslamonha de lia, na
loja de 4 portas, roa do Quemado n. 39, e ae
apromptam hbitos desta fazenda a 40#, tam-
bem ha de algodio que se apromptam a 96f cada
um, e ee rende a fazenda por mdico preco.
Williacn Leecb, subdito britnico, vai pa-
ra Europa. V
X. 32-Rua estreita do Rosario-X. 32
NUMA POMPILIO dentista brasileiro, acaba de
! receber granle e variado sortiraento de denles
' terreos-mineraes e mais apparelhos para a coo-
fecco de dentaduras artiflciaes, plantando-os
pelos systemas seguintes: sueco de ar, graro-
pos-ligaduras, a pivol sem grampos, sem liga-
e sem extraeco de raizes Arranja e
concerta dentaduras de ouro ou platina. Encbe
os naluraes com ouro, platina, maga adaman-
tina,scinmentos calcariof etc.e qualquer dos sys-
lemas refjridos sero accommodados ao estado
da bocea. Limpa os mesmos sem usar de ci-
dos que concorrem positivamente para a queda.
dos denles, visto que dissolve a superficie vi-
trea, expondo os assim a aeco activa dos agen-
tes chimtcos, que se desenvolvem na bocea. Ex-
trae denles e raizes cariadas por mais dlfflceis
qae sejam e mesmo abandonadas por outros den-
listas, empregando para esae um o systema nor-
te-americano sem fazer applicaco da chave de
Gariogeot; privando assim os evidentes perigos
que podem resultar das operaces fetas com um
tal instrumento, como sejam o extrangulameoto
dos lecidos moles,fraturaco dos alveolos e mes-
mo da maxilla e lecidos duros, que formam as
covaa das raizes dos denles, nervalgias, hemor-
ragias, allecces pollipozas, grangrenas e caria
dos lecidos duros Faz tudo com asseio e promp-
tido, guardando todas as conveniencias relati-
vas a cyrurgia da bocea e hygiene dos denles
podendo ser procurado em aua casa a qualquer
hora. Acceita qualquer chamado para os flns
cima mencionados tanto na capital como fora
della.
3
<
O *
m
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o

e
r.
O
Q
a
01
a
o
a
Taclias e moendas
Braga Filho & C. tem sernpre no seu depo-
sito da ra da Moeda n 3 A, um grandesor-
mento da tachas e moendas para engenho da
muito acreditado fabricante Edwi n Maw atra-
lar no mesmo deposito ou na ra dp Trapiche
n. *. K
0;
S NA BOA FE
N. 18 ra estreita do Rosario, esquina da ra das
La rao ge iras a 18
DE
Jos de Jess Mor eir & C.
Os nroprieurios deste esubcledmento parlieipam aos seas numerosos fregueses, e lasas assim aos M-
nnores desta praca eaoisenbores de engenho e lavradores que se acham com um completo aortimento ten-
denle a molbado, e eslao resalvidos a vender por menos do que os ootros e do melhor ame tasa vindo a e*te
aereado, por ser parte delle vindo em direitura por eonta dos proprieurioi, pelo que os propietarios se
obrigam a aceitar os gneros, toda vez que nao sejam de boa quaiidade, a saber :
Manteiga^ingtez^erfeitamenteflor tma.,iubMU,m^m
Cha D1SSOD ^ prtmeira sorte o melhor que ha a 2600, 3*000 e ftttOO.
ri.^ tn'Sa'eao'r*' qW> d re0 d* tMana **** S*6 e 2*400'dlt0 fnu> *
Presunto lamego aiaa ., .
T. o i480n.e inteiro a 440 rs., frascos com ameixas frascos grsndes s I.
Latas com bolachinha de ^. d. meh0r q, h.. um.
Azeitonas novas.,.bmil eta80 .. g.rr,f>.
e Oe gOiaba d0 melnor que ha a 800 rs. a caixa, vende-se por isto plr*ler grande portio.
dem de aJperce giDji ( em hui *, IU)r|l m m m
dUn.?.eudo Porto a bordo- ^"u", qualldades seguintes ma barato do que em onlra
r.n.!? f"}e i F'8ueira em pipa a 600 rs. a garrafa, dito de Lisboa a W e 480 rs., em
caada se far abatimento.
COCOJate francez do melhor que ha a 1 a libra, dito portuguez a 700 rs.
Marmeladft do afamado Abreu..
Banha de porco, o .. br..
1.1 Vllnas francezas das mais novas que ha a 860 rs. a lata.
oerveja d n,e|h0res mareas que ha a 800 rs.
Estrellinha
INOZeS muto novas a|100 IB. a libra.
Arroz do Marauno,
Sevadinha
Toucinho
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso, Santos & C. sacam c lomara
saques sobre a praca de Lisboa.
Padaria.
a garrafa eem duzia se far abatimento.
argolinha da melhor que ha a 600 rs. a libra.
100 ri. a libra e em arroba a 39900.
de Franca a 300 a blira.
do melhor'que ba no mercado a 360 x., e em arroba se far aba time oto.
Farinha do Maranho, 160.
8 multo novas em caixas de arroba por ~9, ditas de 8 libras por 3.
Al lino ninito novo a 3*600 o sacco e cm cuia a 340 ri.
Azeite doce.72orf.,garr,f..
Vinagre de Lisboa muil0 bom a 340 rs.. pb.
Farinha do reino mu,0 boa a 140 e 120. a a*>
Velas de carnauba 440 ri., ibr..
* 6DO las muito boas a 9*800 a caixa e a 19300 o cento por serem muito grandes e boas.
conserva Sfrrncezll em fraico, m .
Batatas 8or,..i.br..
Alm destes gneros mencionados ba todos os maii que os senhores compradores procuraran tendente
a molhadas, e bem asiim os propietarios se responsabilisam tanto pela boa quaiidade dos gneros, como pelo
bom peso e medida, e sero despachados com promptido, o que se se encontra na Boa F.
Na padaria de Antonio Fernandes da Silva Bei-
riz, ra dos Pires n. 42, vende-se a muito acre-
ditada bolachinha quadrada,d'agua, propria para
doenles, bolachinha de aramia a dita de moldes.
Ra Nova n.18.
M. A. Caj vende para acabar, em bom estado,
os calcados seguintes :
Borzeguios gaspisdos para homem a 8#.
Dilos sem ser gas piados para seohora a 39500
Ditos para menino* a 89.
Ditos de setim branco a J.
Sapalos de daas solas e salto a 4y.
Ditos de ama sola e salto a 3*500.
Ditos virados lodoa de lustre a 2500.
Em casa de Adamson, Howie & C, ra do
Trapiche Novo n. 43, vende-se :
Rolhas de cortija Dnissimas.
Lona e Hele.
Fio de ve.
Superiores tintas de todas as corea.
Seilins, silboes, e arieios psra carro ou cabriolet,
eobertosedescobertosr pequeas a grandes, de
ouro patente inglez, para homem a aenhora da
um dos melhores fabricantes de Liverpool, viu-
dos pelo ultimo paquete ingles : em casada
Sonthall Mellor & C.
Lencos de cam-
Draia com padres de se-
da a 2$500a peca.
Na loja d'aguia branca tambem se vende mui
bonitos e Anos lencos de cambraia imitando seda,
isso pelo baratissimo preco de 2$500 a pega de
10 lencos. E' essa urna daa pechiochas que cusa
apparecer, e quando assim approveitar-se da
occasiao, porque elles aervem tanto para algibei-
ra como para meninos, e quem os vir na loja
d'agnia branca, oa roa do Queimado n. 16, ter
vontade de comprar mais de urna pe;a, tal a
* I bondade delles.
No Hospicio n. 10, sitio prximo a acade-
mia, vende-se leite puro das 6 s 8 horas da ma-
nha, a 400 ra. a garrafa.
Nova remessa de macaes
Haclea
Macea
atacan
Maces
vendem-se aos cantos e a retalho, e em caixas,
aa ra esiseita do Rosario n. 11, deposito de So-
dr a G.
rnvviv vnwwOT vswvswv!
Acaba de
chegar
novo armszem
DE
B4ST0S & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. kl.
Um grande e variado sortiraento de
roupas feitas, calcados e fazendas e todos
estes se vendem por precos muito modi-
Ucados como de seu cosiume,assim como
aejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos figurioos a
26, 38, 30 e a 35, paletots dos mesmos
pannos preto a 16|, 18$, 20 e a 24,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novos padres a 14. 16, 18. 20 e 24,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9, 10, 12 e a 14, ditos pretos pe-
lo diminuto preco de 8, 10, e 12$, dilos
de sarja de seda a sobrecasacados a 12,
ditos de merino de cordo a 12, ditos
de merino chicez de apurado gosto a 15,
ditos de alpaca preta a 7, 8, 9 e a 10,
ditos saceos pretos a 4, ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 4500, di-
tos de brm pardo e de fusto a 3500, 4
e a 4500, ditos de fusto branco a 4,
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 7, 8, 9 e a 10, ditas
pardas a 3 e a 4, ditss de brlm de cores
unas a 2$500, 3, 3500 e a 48. ditas de
brm brancos finas a 45500, 5g, 5500 e a
6, ditas de brm lona a 5 e a 6g, col le tes
de gorguro preto e de cores a 5$ e a 68,
ditos de casemira de cor a pretos a 48500
e a 5, ditos de fusto branco e de brim
a 3 e a 3500, ditos de brim lona a 48.
ditos de merino para luto a 4 a a 45500,
calcas de merino para luto a 48500 e a 58,
capas de borracha a 9. Para meninos
de todos os lmannos : calcas de casemira
prefa e de cor a 58, 6 e a 7, ditas ditas
de brim a 28, 3 e a 3500, paletots sac-
eos de casemira preta a Gg e a 7, ditos
decora 6 ea78, dilos de alpaca a 3, _
sobrecasacos de panno preto a 12 e a ji
14, ditos de alpaca preta a 5, bonete c
para menino de todas asqualidades, ca- 1
misas para meninos de todos os tamanhos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos S
Eara meninas de 5 a 8 annos com cinco g
abados lisos a 8 e a 128, ditos de gorgn- ]
rao de cor e de la a 5 e a 6, ditos de fi
brim a 3, ditos de cambraia ricamente O
bordados para baptisados.e militas outras S
fazendas e roupas feitas que deixam de V
ser mencionadas pela sua grande quanti- tt
dade ; assim como recebe-se toda e qual- j
quer encommenda de roupas para se f
mandar manufacturar e que para este fim S
temos um completo sortimento de fazen- f|
das de gosto e urna grande oficina de al- S
faiate dirigida por um hbil mestre que
pela sua promptido e perfeico nadadei-
xaadesejar. |f
Cheguem
BARATO PARA LIQUIDAR
Na ra da Imperatriz n. 40,es-1
quina do becco dos Ferrei-
ros, loja de Manoel Jos
Guedes de Magalhes
Sedinbasde qaadros de todas as cores e muito
encorpadas, covado a 720 rs., cortes de cambraia
brancos com 3 ordeos de bordado a 3, dilos com
3, 4, 5 e 6 baados de diversas cores a 3500,
ditos de tarlataoa com 3 bsbsdos a 2$500 e 3,
ditos de cambraia de seda a 5, baldea de 14 a
40 arcos dos melhores que tem apparecido a 3,
3500 e4, dilos para meninas de lodosos taraa-
nhos.cambraieta francesa muito flna.peca a 75O0
e 88. cassas com salpicos brancos e de cores, co-
vado a 240, pecas de cassa de salpicos braocos e
decores com 8 1|2 varas a 91600 coberUs de
froco matizadas para cama a 9, chales de froco
com poota redondaja borla dos mais modernos a
8, ditos de la e seda a 2500, ganga amarella
muo boa, covado a 240, cambraia de cOr muito
bonita, covado a 800 rs., alpacas de cor para ves-
tido, covado a 320, popelinas, riscadinhos para
vestidos de seohora e meninas, covado a 300 rs.,
tiras bordadas a ponto inglez de todas as largu-
ras a 1280. 1440, 1600 e 2, manguitos a ba-
lo com gollinha para senhora a 2 e 3, chitas
francezas finas e cores Oxas, covado a 220, 240,
260 e 280 rs., e outras muitss fazendas de barato
preco.
nOlPA FEITA ACAMIS BARATAS.
S SORTIMENTO COMPLETO
Sta/endas e obras feilas.i
a
LOJA
E ARMAZEM
DB
S
i
Ges k Basto!
NA
Ra do QueiiDac
n. 46, trente amateUa.
Constantemente ecnosamgrandeeva-
riadosorlimento desobrecasacaspretas
de panno e de cores multo fino a i
90$ e 35, paletots doa mesmos pannos
a 208,228 e 248, ditos aaccos pretos dos
mesmos pannos a 14, 16 t 188. cas-
cas pretasmuitobem feitas ede superior
panno a 28, 308 e 35, sobrecasaras Ce
casemira da core muito finos a 15, 16J
a 188, ditos saceos daa mesmas casemi-
ras a 108, 1S> 148, calcas prelas de
casemira una para hora em a 8, 9, 101
e 12, ditaa decasemira decorea a 78,8,
9 e 105, ditas de brira brancos muito
fina a 58 a 6, ditas de ditos de cores a
3, 35500, 4 e 4500, ditas de n ej ca-
semira dricas cores a 48 e 4|500, rol-
letes pretos de caserairaa 5 e 6, ditos
da ditos de corea 48500 a 5, ditie
branco ido seda para casamento 1 5
ditoa da 6, eolle tes de brim branco e d
fusto a 3, 35500 e 4. ditos de cores a
J5500 e 3, paletotspretos de merino de
eordosacco e sobrecasacos 7|,8 e9
eolletespretosparaluto a 450O 5'
cas pretal da merino a 4151 fc e 5, p8.
,1 etots dealpaca preta a 3500 e 48, dito |
' sobrecasaco a6,7e 88, muitofinocol '9t
lotes de gorguro desedsdecorermuito S
boaazanda a3800 e4S, collete jd vf l W
lado de crese pretos a 7 e 8, roupa S
para menino sobre casaca depanno pra- X
toa e de corea a 14, 15 a 16, ditoa de S
> casemira sacco para os mesmos a 6500 e V
j 7,ditos de alpaca pretos saccoa a 3 |
15500,ditossobrecasacos a 58 e 5500
calcasde casemira prelas e decores a 6' tt
68500 a 7, camisas para menino a 20 *
I duzia, camisas inglezas prega flargas S
1 muito su periora|32 a duziapar acabar. S
\ssim como temos ama oficina de al I
' ilate ondemandamoa executar todas as
obraacom bravidade. |r
CONSULTORIO ESPECIAL H01EIPATHIC0
, DO DOUTO
n SABINO O.L.PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas lodoa oa dias otis deada aa 10 horas
at meio dia, acerca daa seguintes moleatiaa :
molestias das mulheres, molestias das crian-
cas, mofesia da ptllt, molestias dos olhos. mo-
lestias typhiliticas, todas as espseits dt febrtt,
fsbres intermitientes < tuas consecuencias,
'HABJUCU ESPECIAL HOUOFATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicoa pra-
oarados som todas aa cautelas necessaras. in-
ralliveis em seua effeitoa, tanto em tintura, como
em glbulos, peles precoe mala commodos poo-
slvets. ^
N. B. t)s medicamentos do Dr. Sabino ao
nicamente vendidos em aua pharmacia ; lodoa
qua o forem fra dalla ao falsas.
Todas as carteirss ao acompanhadas de] um
impresso com om emblema em relevo, tendo ao
rador aa seguintes palavraa: Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico braaileiro. Bata emMema posto
Igualmente na lisia dos medicamentos que se pe-
de, Aa carteirss qne nio loratem esa* lmpresso
assim marcarlo, aabora teakoaa na tampa o no-
me do Dr. Sabino ao falte)*.
I


aaSsaa^H

DIAUO 01 fllNAMBDCO. SEXTA FEIRA 80 ftl AGOSTO DI 1861.
(5)

Os aromaos da ra da Lapa o. 13, e ra
do Costa a. 10, recebem genero* para recolhe-
rem por meos d qaecoslumam receber ostros :
quem pretender, dirija-se ao d. 13, que achara
com quem tratar ; assim como a* aluga uaa dos
ffieswo rmateos.
O aqaixo asalgnado, relojoeiro estabelecido
na ra da Imperatriz o. 14, a pelo presante
declarar que as pessoas que em seu poder dei-
xaram relogioa para se concertar, isto ha muito
tempo, devero comparecer dentro do prato de
15 dias, cootados da data deite, eflm de salisfa-
zerem os aeui dbitos conceroentes a taes con-
certos, resgatando seus relogioa, e da contrari
Ando o dito praio serio vendidos semelbantes
objectoa para de seu producto ser o abaixo as-
signado integralmente pago. Recite 24 de agos-
to de 1861.Albert Aschoff.
Antonio Brrelo Gotrim de Almeida decla-
ra nada dever, mas quem se julgar seu credor
dirija-se ra da Uoiao n. 39.
Os credorea de Jos Nunes de Paula* quei-
ram apresentar mas letras na ra da Cruz n. 4,
para proceder-M ao rateio do que se acha em
deposito.
=s Aluga-se urna canoa grande para familia,
que pode carregar at 20 pessoas, com assentos
em roda, bem construida e aceiada ; na ra No.
va de Santa Rita, serrara do Sr. Banks n. 2t,
para ver e tratar.^}
Oa Sen h ores cu jos uomes vio abaixo ins-
criptos lenham a bondade de dirigir-ae a loja de
caleteado da ra da Imperatriz n. 16 i tratarem
de negocios de seus interesses :
Antonio Gomes Pessoa.
Jos Antonio da Silva Mello. a
Belarmioo de Barros Correa.
Firmo Candido da Silveira.
Haooel Ferreira Pialho.
Ignacio Cantanil.
Manoel Machido Teixeira Cavalcaoti.
Simplicio Jos Campello Morici.
Antonio Jos de Brito.
Capito Francisco Lins.
Braz Antonio da Cunha.
Francisco de Paula Pereira.
eaumont.
Estrella.
Dr. Joao Augusto da Silva Freir.
Joo da Costa Fialho.
Padre branles.
Hanonel Joaquim Arvore de Oliveira.
Joao Machado Soares.
Haooel Jacques da Silva.
Ain.
Remige Quimack.
Suppra Fredenco.
Joaquim Simphrooio Affonco de Mello.
Joaquim Jos da Cojta.
Jacintho Luiz Querreiro.
Joo Aotonio de Vasconcellos.
Joaquim Aotonio de Souza.
Joo da Silva Raogel Jnior.
Jos Maria Cesar do Espirito Santo.
Jactntho Lisboa.
Jos Maria doi Santos.
Antonio Elisu Antunes Ferreira.
Alferes Penhs.
Jos Manoel Correa da Almeida.
Aotonio da Costa a Si.
Joio Jos de Azevedo Santos.
Hermenegildo Elisu da Silva Caneca.
Ascencio Gongalvea Ferreira.
Helptdio (cocheiro do Claudio Dubenx.)
Capitio Jos Joaquim de Barros.
Joao Demetrio.
Manoel Cortea Ferreira Guimiraes.
Antonio Barbosa da Silva Ferro.
CapitoBezerra.
Jos C'obino.
Heorique Rodrigues Carlos da Costa:
JoSo Cirios G. Oliveira Pelagio.
Manoel Igoacio de Oliveira Martina.
Jos Alfonso Ferreira Jnior.
Manoel Ignacio de Albuquerque Maranho,
Dr. Francisco Baudeira.
Blandi.
Manoel do Nascimento da Silva Bastos.
Jos Rufino da Silva.
Jos Antonio Maria.
Faustino Pereira.
Manoel Aotonio Rodrigues Samico.
Francisco de Paula Borges.
Joaquim Antonio de Moraes.
Jos Bernardo de Miquiles.
Francisco Xavier Cavalcanti.
Joo Francisco dos Santos Gavio.
Justino Francisco de Assls.
Manoel Goncalves da Silva Queiroz.
Manoel de Lm'os Ferreira.
Joaquim de Lemos Ferreira.
Carlos Augusto da Coocelco Ribeiro.
Jos Honorato de Medeiros.
Antonio Ribeiro de Lacerda.
Deodoro Feroandea da Cruz.
Joaquim Correa de Araujo.
Trajaoo da Costa Ribeiro e Mello.
Augusto Lins.
Luis Joa da Silveira.
J s de Preitas Ribeiro.
Claudino Jos Flix.
Maooe! Joaquim de Paula e Silva.
Jos Luiz Ferreira.
Jos Antonio de Lima.
Adeodato Vieira Gomes.
Ignacio de Souza Leo.
Antonio Francisco de Moura.
Joo Ignacio de Magalhes.
Recite 11 de agosto de 1861.
D. W. Bowman deseja ser informado pelo
dono da loja de calcados supra se o Bowman da
lista refere-se a elle.
Na ra do Vi gario n. 9, primeiro andar,
existem as seguintes imagens, vindss ltimamen-
te da eidado do Porto, e que se trocam a prego
razoavel :
2 santuarios com as competentes imagens.
Santo Antinio.
Coocelco de Nossa Senhora.
Sant'Anna.
S. Joaquim.
S. Jos.
Menino Jess.
Corapaoliia Indemoisa-
dora,
Em observancia da disposicio do art. 19 dos
estatutos da compaohia de seguros matimos In-
demnisadors, aero vendidoa em leilo publico,
no dia 30 do correte, pelas 11 horaa da maoba,
i porta da associaco Commercial, cinco acedes
da mesma compaohia, de ns. 376 a 380. Recife,
27 de agosto de 1861.

Jorge Vctor Jnior, d liocoes de piano (y
nesta cidade e seus arrabaldes. Pode ser
procurado oa roa Nova n. 25.
*
Costureiras.
Precisa-se de boas costurelras para fazer obras
de alfaiate i na ra Nova u. 42, defronte da Con-
ceico dos Militares.
i
O Sr. Fran-
S
cisco Carneiro Paes de
Andrade, antes de se
retirar para o centro,
que ira ir a loja de fa-
zendas n. 23 da ra da
Cadeia do Recife, para
cujo fin nao extranho.
GRANDE LABORATORIO A VAPOR
B^
lr.il I
ISA & J9 & J&SJt
^
ROUPA.
Este estabeleciment te acha aberto para o publico, que se quiser delle utilisar, podendo qualquer mandar
roupa no dia que lhe convier.
A roupa que for l para er lavad-* devera' ser remettida em sacos amarrados, e nos mesmos scrao entregues
8 que for para ser engommada devea' ir em saceos, mas seus donos a man da rao buscar em vasilhas a propriadas.
Toda a roupa deve ser acompanhada por um rol bem especificado, o qual ficara' no estabelecimento at a res-
tituicao da roupa.
i A roupa sera' entregue erecebida na casa de banhos no pateo do Carmo, ou no sitio dos Buritis, conforme mais
convier ao freguez.
Nao ha vera' motivo algum que peimitta a restituirlo da roupa sem queseja entregue seu importe, e na mesma
occasiao devera'o portador levar o documento que tiver recebido ao entregar a roupa suja.
MUDANCA.
Lun Soulan, cutileiro e armeiro francez, participa ao respcitavel publico
e especialmente aos seus freguezes quemudou sua officina da ra das Cruzes pa-
ra a ra da Imperatriz n. 13, aonde continua amolar todos os dias e a fazer
concertos, reparos e obras novas tendentes a sua arte com promptido e bar ateza.
Manoel Alvea Guerra saca sobre o Rio
Janeiro.
f Gabinete medico cirurgico.J
# Ra das Flores n. 37. aj
9 Serao dadas consultas medicas-cirurgi- aj
tj cas pelo Dr. Estevo Cavalcanti de Albu- tj)
# querque das 6 aa 10 horas da manha, ac- #
O cudiodo aoa chamados com a maior bre- sa)
# vidade possivel. S)
# Partos. $
IB 2.a Molestias de pelle. fj
aj 3.* dem dos olhos.
aj 4.a dem dos orgos geoitaes. aj
aj Pralicar toda e qualquer operaco em
aj seu gabinete ou em casa dos doantes con-
forme Ibes fr maia conveniente. g

Attencao.
Na ra do Rangel n. 67, primeiro
andar, lava-se e engomma-se com as-
seio e promptido por mdico pi eco.
Precisa-se de um moco que te-
nha boa lettra para caixeiro de escrip-
torio, quem estiver no caso queira in-
dicar o lugar onde pode ser procurado
em carta de seu proprio punho, que
servir-se-ha entregar na livraria n. 6 e
8 da praca da Independencia, dirigida
as iniciaes B. D. F.
Sacam sabr Lisboa
Aranaga, Hijo & C ra do Ttapiche
Novon. 6.
EAU MINERALE
NATRALIJE DE VICHY
Deposito na boticaf ranceza_ ra da Cruz n.22
Compras.
ARMAZEM
DE
ROUPA FSITA
= Compram-se aoedas de SO* por 20(600
na loja da ra doQueimido n. 46.
Compram-se moedas de ouro :
na ra Nova n. 23, loja.
Compram-se moedas de ouro : oa ra Nova
n. 22, relojoeiro.
Compram-se moedas de ouro de 20( : na
ra da Cadeia, loja de fazendas n. 51.
Compram-se moedas de ouro de 20$000 bra-
sileras e de 16g000 portuguezas : no escripto-
rio de Manoel Igoacio de Oliveira & F. largo do
Corpo Santo.
Yendas.
DE
Atten$ao.
o melhor que ha no mercado a 2(800 a libra,
a 19600 a libra.
alargo da Penlia
Francisco Fernandes Duarte, proprietario deste
armazem de molhados, partecipa aos seus freguezes, assim como aos seohores da praca, de enge-
nho e labradores que d'ora em vante quizerem-se afreguezar oeste estabelecimento, que se acha
com um completo sorlimento de gneros os mais novos que ha oo mercado e por serem a maior
parte delles vtndos de coota propria, est portento resolvido a veode-los por menos 10 por cento
do que em outra qualquer parte, afianzando a boa qualidade e acondiciooamento, assim como ser-
vir os portadores menos pralicos to bem, como se os seohores viessem pessoalmente, para o que
nao se poapar o proprietario em prestar toda attencao, afim de continuarem a mandar comprar
suas eocommendas, serlos de que, toda e qualquer encommenda comprada oeste estabelecimento
acompanhar urna coota impressa com o mesmo titulo de armazem Progresso.
Manteiga iuglex* peTtaitameuto uor imo ri tibra, ,eDde_
se por este prego nica mete pela grande porco que tem e se for em barril se fara abalimento
M.aMega fraiieeia a 70o rs. a Ubn e em barril a 640 rs.
Cd \\y aso ii
dem preto
QueVios do reino cnegad09- a#iU ultlmo Tapor a 2#6oo.
dem pTatO a 640 rs iniero a 70o rs. a libra.
dem SU1SSO a 640 a ,ibra em por5ao se faz a batimento.
Prezun.to de fiambre iDglei a 800 r. > uk.
P rezant o de lamego a 480 a libra iDteiro44o.
Xmeixas iranfezas em fra8C0 wm 4 i^taa por aooo, a retaino a 800 rs.
Etspermasele a 720 a libra> em caixa a 700 rs.
lalas eom bolaxvnVia de seda de aerereBte quaUd.de, a i$4oo
lalas eom peixe em postadeaitasquaiid.desa;ia4oo.
LZetOUaS muitO nOVaS a lg200 0 barril, a relalho a 320 rs. a garrafa.
Boee de xVlpercue em latta, de 2 llbrag por i9M0.
^Tintas pan podim a 800 rs. a libra.
Banha de porco refinada a m rs. a libra, em bflrrn a 440 rs.
9laa$a 4e tomate a maioova do mercado a 900rs.,e em lattas de 2libra por 1&700.
l*aiOS Cnourcas e paios mM9 ao08 a 560 ., mt$.
Palitos de dente Uxadoscom 20 ma6iah0, por 200 rs.
CnOeOlate ItaneeZ a ^208 rs. a Ubra, diUo perlugnez a 800 r.
alar melada imperial d0 temado Abreu a^eoutros muitos fabricaotes de Lisboa
a lyOOO rs. a bra.
\ nUOS engarrafados Porto> Bordeaux, Carcavellos, e moscatel a 1)000 a garafa.
ITlnnOS em pipa de 500> 560 e 640ri gtrra(a| em caadas a 3J500 4000 4500.
Vinagre de Lisboa 0 n,tiigUperior a 2*0 rs. a garrafa.
^erVCj A dai mag acredita las marcas a 5) a duzie, e em garrafa a 500 rs.
5*SWeilla*na pira sopa amis oova que ha oo mercado a 640 rs. a libra.
rvnas franelas a m ., latla.
Milo de amendoa a 80o ri a Ubra> dUa coaj a 4^ .
i^aOZeS multo aovas a 120 rs. a libra.
Castannas pUadaa a 240 rs. a nra.
vaie muito eiperiera 240 rs a libra, e a 79 a arroba: *
iVrrOZ 0 Maranho a 3 m arroba, e em libra a 100 rs.
rumo amerieano ,talibra>gefortmpor5aog6{araabaiimeoio.
Sevadinna u Fr,D5a a 240 rs. a ubra. *
SagU j^jto naT0 a 320 ts. a libra.
X oncinno de Liaboa a 360 rg a Ubra e a ia# a atrobB
Farlaba do Maraubao naif n0Ta, m rg>. ,bri
Toueinbo inglfzaao0ltalibra
Paseas em eaixinbas de8 ub... *boq c.d. um..
Indepaodenle dos genero; meociooados encontrar o respeitavel publica ludo quinto pro-
curar tendente i nolbidoi,
Joaquim Francisco dos Santos.
40RIAD0 QUEMADO 401
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sorlimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda eieeutar por medida, vontade dos freguezes, para o
que tem um doa melhorea professores.
O abaixo assignado esl autorisado pelos
Srs. Feria & C. a cobrar todas as dividas de sua
loja sita nesta praca : por isso roga a todos os
devedores queiram quanto antes pagarem, por-
que do contrario se proceder judicialmente,
Joo de Souza Kangel Jnior.
Do sobrado da ra Nova o. 56 fugio um sa-
bia : quem a apanhar e entregar em dita casa,
ser generosamente recompensado.
Aloga-se um segundo andar e soto com
grandes commodos, oo caes do llamos a tratar
na serrara n. 59 oa ra da Praia.
Aluga-se a casa n. 3 da ra dos Prazeres,
oo Coelho : a tratar no becco dos Barreiros o. 2,
ou botica n. 6 da preca da Boa-Vista,
A commissao liquidadora dos ere-
dores da massa do tallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aos Srs.
devedores a referida ca$a que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commissao todos os dias uteis das 10 ho-
ras da manhaa as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commissao roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a obrigue a lancar
mao dos meios udiciaes ou do jornal
para haver essas importancias de que
sao seus deredores.
Casacas de panno preto, 40$, 358 e 30*000
Sobrecasaca de dito, 359 e 30*00
Patitotsdeditoe de corea, 35$, 30$,
KSOOOe n 20000
Dito de casimira decores, 2$000,
15, 1S e 9*000
Dito de alpaka preta golla da TeJaV_____
ludo, llgOOO
Ditos de raerin-stim pretos e da
cores, 9SO0O 8*000
Ditos de alpaka de cores, 5$ e 3*500
Ditos de dita preta, 9, 7*. 5* e 3*500
Ditos de brim de corea, 5*, 4*500,
4f000 e 3*500
Ditos de bramante delinho branco,
6S000, 5*000 e 4J0O0
Ditos de merino de cordo prato,
15*000 e 8*000
Calass le casimira preta e de cores,
12*. 10, 9#e 6$000
Ditas de princeza e merino de cor-
do pretos, 5* a 4*500
Ditas de brim braoco a decores,
5SO0O, 4*500 e 500
Ditas de ganga de cores 3$000
Golletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 12*. 9$ a 8*000
Ditos de casemira preta e de cores,
t i aoa a bordados. 6*. 5*500, 5* e 3*500
Ditos da setim preto 5*000
Ditos de seda a setim branco, 6 a 5*000
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 7g000,6*000 e 5*000
Ditos de brim a fustao branco,
3*500 e 3*000
Seroulaa de brim de linho 2*200
Ditas de algodo, 1g60 e 1&280
Camisaade peito de fuatao branco
e de cores, 2*500 e 2*300
Ditas de peito de linho 6$ e 3&000
Ditaa de madapolo branco a da
cores, 3, 2*500, 2 e 1*600
Camisas de meiaa 1*000
Chapeos pretos de massa.francezea,
formasdaultimamodal0S,8*500e 7000
Ditos de feltro, 6*. 5g, 4 e 2*000
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes,14, 12$, 11 g e 7000
Collarinhos de linho muito finos,
novosfeitios, da ultima moda 800
Ditos de algodao *500
Relogioa de ouro, patentei hori-
sontaes, 100, 90, 80 e 70000
Ditoa de prala galvanisadoa, pa-
teotehosoolaes, 40$ 30*000
Obraa de ouro, aderemos e meioa '
aderecos, pulseiras, rozetaa a
anoeia g
Toalhas da linho, duzia 12*000 a 10*000
Aviso.
rs.
:. e
rs. a
Francisco Uaciel de Souza participa a seus
freguezes tanto da praca como de fora que de
novo abri o seo estabelecimento de calcado fei-
to na provincia na ra da Imperatriz outr'ora
aterro da Boa-Vista e pretende vender muito em
conta para agradar seus freguezes que todos gos-
tam do bom e barato.
Furtos de cavallos.
Furtaram do engeoho Muribequinha, sito os
freguezia de Muribeca, oa noite de 8 do correte,
dous cavallcs, sendo um de estribara, gordo,
bem novo, russo, com alguns signaes de talhado,
muito bem feito, nao grande oem muito peque-
no, porm de meio, esl ripado, tem os cantos
de um olho brancos e o outra todo preto, a fren-
te aberta, anda bem de baizo a meio, e iDtei-
ro ; e por ter sido comprado ao senhor do enge-
oho Moreno, julga-ae ter o ferro de sua fazenda.
O oulro russo sujo, pequeoo, ioteiro, com cau-
da e clinas pretas, urna baixa na saroelha. j foi
de roda e talvez leohs sigoal dopeitoral, s anMa
a passo, e tem o seguinte ferro NC : quem ap-
prehender essea cavallos e leva-Ios ao dito enge-
oho, ser generosamente recompensado.
No seminario de Olinda
precisa-se de um cozinheiro, prefere-se homem
solteiro, e que d flanea a sua conducta aquel-
lo que lhe convier, dirija-se ao mesmo semi-
nario.
Alnaa-se na ra Velha, bairro da Boa-Vis-
ta, a loj.i do sobrado n. 15, com muitos commo-
dos : a tratar no mesmo sobrado.
William Leach, chegado no ultimo vapor
do Maranho, segu para Europa.
O Sr. Brasiliano Franciaco de Paes Brrelo
tenha a bondade de vir fallar na loja do Germano,
relojoeiro, na rus Nova n. 21, visto ignorar-ae
aonde o mesmo senhor mora.
O Dr. Joio Ferreira da Silva, de volta de
sua viagem, est morando na ra larga do Ro-
sario n. 20, e contina no eiercicio de sua pro-
fisso, dedicaodo-se especialmente a pralica de
operacea cirurgicas.
Ra da Imperatriz
n. 16.
Ra da Cadeia do Recife
numero 49.
O abaixo assigosdo chamou sua casa o pro-
rielado do estabelecimento cima referido, para
be indicar a maoeira de cobrar alguma quaotta
queae julgue credor, e d ir explicaces a respeito
ao muito digno ebefe de to respeitavel caaa,
que nao teve. maa parece ter negocios com
Firmo Candido da Silveira James.
Ama.
Na eamboia do Carmo n. 6 precisa-se de qma
ama acece pare tomar conta de >! crieoca de
dous annos.
ELIXIR DE SALDE
Citrolactato de ferro,
Inico deposito na botica do efooquim Martiubo
da Cruz, Correia & C, ra do Cabug u. 11,
em Pernamiiuco.
H. Thermea (de Chalis anligo pharmaceutico aprsenla boje urna nova prepararlo de ferro'
com o nome de elixir de citro-lactato de ferro.
Parecer ao publico umluxoempregar-se um mesmo medicamento debaixo de formulas to
variadas, mas o homem da sciencia comprahende a necessidade e importancia de urna tal vari-
dade.
A formula um objeeto de muita importancia em therapeutica ; um progresso immenso,
quando.ella, maniendo a esseocia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas ai
idades, para todos os paladares e para todos os temperamentos
Das numerosas nreparaces de ferro at hojecoohecidasnenhuma rene lio bellas qualida-
des comoo elixir de curo lactato de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-se em urna pe-
quena dose, o ser de urna promptae fcil dissoluco oo estomago, de modo que completamente
assimilado ; e o nao proluzir por causa da lactina, que contem em sua composico, a constipaco de
ventreto frequente'mente provocada pelas outras prepara^esferrogiDosas.
Estas no^as {validades em nada alteram a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
sabsiancia da qual o medico se nao pode dispensar em sua clnica, de incomparavel utilidade
qualquer formula aue lhe d propriedadea taes que o ortico o possa prescrever sem receio. E' o
que conseguio o pharmaceutico Thermes com a prepsraco do citro-lactato de ferro. Assim este
medicamento oceupahoje o primeiro lugar entre as numerosas preparaces ferroginoses, comoo
atiestas pratica de muito mdicos distinctos que o tem eosaiado. Tem sido empregado como im-
mensoproveito as molestias de languidez[chlorosepalllda8 coiet) na debilidade subsecuente as
hemrrhagias.aas hydropesitsqueapparecem depoisdaaintermitentes na incontinencia : de urinas
por debilidade, oasperolas brancas, na escrophula.no rachitismo, na purpura hemorrhas,ic8, na
convalescenciadas molestias graves, na chloro-anenria das molheres grvidas, em todos os catea
em que osanguese acha empobrecido ou viciado pelasfadigasaffeccoes coronices., cachexta tuber-
culoaaa.cancrosa.syphililica, excessos venreos, onanismo e uso prolongtdo das pr* ursres mef
curiaes.
Estasenfermidadea seodo mui frequentes o sendo o ferro a principal ubalancia de qu*
medico tem de locar mo para as debelar, o aulhor do citro-lactato m ferte .sa.ece louvores e
rocoohecidameoto ahumaoidade por ter descoberto urna formla pela qual se p*.e sem receio usar
de trro
23 Ruada Imperatriz 23
PUOS E MSICAS.
J. Laumoonier convida oa seohores mestrese amadores de msica, virem a seu armazem
ver oa excelleotes piaooa Lanmoooier, queseaba de receber da Pars, fabricados expressameote
para o clima do Brasil, muito elegantes e de gostos modernos. Igualmente tem msicas doa me-
mores autores, assim como concerla e auna os mesmos instrumentos.
om perfei^o.
Lava-se e engomma-se toda qualidade de rou-
pa ; na ra da Cooceico da Boa-Vista u. 42.
A commiaao liquidadora doa credores da
casado fallecido Manoel Buarque de Macedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se jolgarem ere-
doras por letras ou cootas de Irnos, que se diri-
jan) com os seus ttulos i roa da Cadeia do Re-
cife n. 20. primeiro andar, daa 10 horaa da ma-
nha is 2 da tarde, para aerem verificados e claa-
eifleados pela referida commiaao
Ao Sr. acadmico Francisco Barbosa Cor-
deiro precisa-se fallar, ns ra Nova n. 7.
Autonio Goncalves Teixeira e soa senbora,
oaturaea do Maranho, em transito por esta pro-
vincia, legoen no prxima vapor paro Europa,
Vocal e instru-
mental,
MANOEL AUGUSTO DE MENEZES COSTA di
licoes de msica por casas ptrticulares : quem
de seu presumo se quizer utilisar, procure na
ra da Cooceico d Boa-Vista n. 42, ou no ar-
aenal de guerra.
Aloga-ae, o sobrado o. S B da ra do Apollo,
e a casa terrea o. 27 da ra do Burgos a tratar na
ra da Aurora o. 36.
O Sr. Joaquim Francisco de Soasa Navarro
queira comparecer a reparticio do correio, afim I
de receber oo offlcio viodo do Rio de Janeiro.
VICTORIA
DE
Fajoses Jnior
Na ra do Queimado n. 75,
judo a loja de cera.
Esta loja acha-se provida de um completo sor-
limento ce miudezas para vender, tanto por ata-
cado como a retalho, por precos muito baratos,
como abaixo se ver, s para quem comprar, ?ic-
toria sempre contar.
Clchelesfrancezfsbons em carlo de urna csr-
reira a 40 rs.' e duzia 400 rs.
Ditos lambem bons de duas carreiras a 80 rs.
e 900 rs. a duna.
Ditos da trra em caixinhss a 800 rs. a duzis.
Agulhas fraucezas boas a 120 rs. a caixa com 4
papeit.
Ditas as melhores que se encontram a 20 r?.
a caixa com 4 papis.
Ditas em papel avulso a40 rs. o papel.
Ditas para enfiar a 40 rs. cada urna.
Linha victoria em carritel com 200jardas a 0
rs. e duzia a 640 rs.
Ditas de 200 jardas, de Alexander a 900 rs. a
duzia.
Ditas de 100 jardis brancas e de cores a 30 :s.
o carritel.
Ditas de Pedro V, em carto com 200 jardas a
60 rs. a carto.
Ditas de peso verdadeiras miadas grandes a
240 rs. a miada.
Ditas de meada cabeca branca e encarnada a
120 rs. a meada.
Ditas do giz brancas e de cores a 800 e 900
a caixa com 50 novellos.
Papis com cento e tantos alGnetes a 40
duzaa 400 rs.
Alflneles fnncezes cabeca chata a 120
carta
Ditas para armacoes a 2$600 o mago.
Cordo imperial para vestido a 40 rs. a pega.
EnGadores de algodo a 60 rs. cada um.
Caivetes finos de duas folhas para peona a
200 rs. cada um e duzia a 2(000.
Ditos de cabo de visdo de urna folha de 160 rs.
cadaum e duzia a 1(600.
Ditos mais ordinarios a 120 rs. cada um e du-
zia a 1(200.
La de todas as cores para bordar a 6(500 a
libra. *
rentes muito bons de baleia para alisar a 210.
240 e 280 rs. cada um.
Ditos os melhores e maiores que se encontram
a800rs.
Ditos transparentes muito bons a 400 rs.
Meias croas brancas e de cores para homem a
160,200,240 e 80 rs o par.
Ditas pretas para homem a 120 rs. o par.
Ditas para senhoras a 240, 280 e 320 rs. o par.
Ditas brancas cruaa e de cores para menino a
160, 200, 240 e 280 rs. o par.
Ditas pretas para senhora a 200 e 240 rs. o par.
Enfeiles de vidrilho a 18800 rs. cada um.
Ditas s Imperatriz muito lindos a 83 cada un.
Cioturoes de seda com borracha para homem a
320 cada um.
Ditos de algodo 240 rs. cada um.
Cintos muito lindos para senhora a 1(800, 2J,
29500 e 39 cada um.
Franjas de bolotas brancas e de cores para cor-
tinados a 4$ a pega.
Ditaa de algodo para toslha a 2(800 a peca.
Ditas de linho psra casaveque a 120 rs. s vara.'
E outras muitas mindezas que se tornaro en-
fadonho menciona-las atlencaodo-se, porm, que
nSo se deixar de vender a quem trouxer dinhei-
ro na loja da Fajozes Jnior na ra do Queima-
do o. 75.
Attencao.
Francisco II ou a Liberdade da Italia, drama
histrico em 5 actos por Francisco Gaudencio
Sabbas da Costa : acha-se venda na livraria
econmica ao p do arco de Santo Aotonio, a
1(000 cada ejemplar.
Veode-se um escravo com 28 annos de ida-
de, bom trabalbador de eoxada e ptimo carrei-
ro, bom para andar com carraca ou mesmo para
algum engenho : quem quizer dirija-ae a ra
das Aguas-Verdes n. 102.
Para quem se quer esta-
belecer.
Vendo-se orna padaria montada e prosapia a
trabalhar, oom casa para morada de familia, sita
na rae dos Pires : trata-se com Prente Vianca
& C, ra da Cadeia n 57.
Cera de carnauba.
A dinheiro.
Vende-se orna pequea porco de cera de car-'
oauba muito boa, que se acha depositada na a-
mazem da Compaohia Pernambucana coturno-
do preco.
Com toque de a va ra.
Vendem-se chitas largas com toque de avaha
a 160 rs. novado: na ra da Madre de Dos,
loja d. 36 A.
PHAB1ACIABABTHOLOME
Roa larga 4o Rosario i. 36
Rob l'Affectaur.
Pillas de Allexoo.
Pilulaa americanas.
Vermfugo iaglez.
Pilulaa Holloway.
Ungento Hollovray.
\
--T


ii&io di nmaunco. seta fuaa sd m agosto di mi,
Roa do (tenido 1.10,.
loja de portas
de V erriio j$ Mala.
vendem-se barato a seguiotes (azoadas, para li-
quidar.
Cortea de caaemira finos de cor a 39500 e 4$.
Ditos de dita ditos de cor preta a 53 e 83.
Ditos de brim de puro linho a l$0re2.
Panno preto, azul, verde e cor de caf, corado
a 3$00O.
Cortes de superior velludo de cor a 4S e 53000,
Manteletes de Ol preto bordado a 43.
Visitas de seda abertas a fil a 43.
Mantas de dita ditas a fil a 4$ e 59.
Riquissimos cortes de seda a 80, 90 e 100$.
Ditos ditos de dita a 15, 80 e 233.
Chales com palma de seda a 28 e $500.
Cortea de cambraia bordada a 13800.
Lengos bordados com bico, duAs a 13500 e 23.
Chales de touquim a 15 e 305.
Ditos de merino bordado a 4, 5 e 6$.
Cintas Irancezas, qualidade superior, covado
a 240 rs.
Ditas inglezas, cores flxas, covado a 160 rs.
Lencos deaedada India a 1$.
Cambraiaa lisas rumio finas com 8 varas a pe-
a a 3$500 e i.
Cszaveques e capiBhas de fusto branco a 8$ e
j000.
Meiasde algodo cr superior fazendas 40.
Chapeos a Garibaldi a 14 e!5.
Enfeites e chapeos traviata a 9,10 e 12.
Ilernestina, riquissima faienda para vestido
de senhora, covado a 400 e 500 rs.
Ambrosina, idem idem, covado a-500 rs.
Mimos do co, covado a 500 rs.
Sediohas de quadros, covado a 700, 800. 900 e
1*000.
Manguitos de cambraia bordados, um 500 rs.
Gollinbas idem, urna 320 rs.
Superiores espartilhos para senhora a 4fl.
Brim branco de linho, vara a 700, 800 e 1#.
Ba do Crespo.
Loja n. 25 de Joaquina Ferreira de S, ven-
de-se por pregos muilo baratos as segointes fa-
zendas do superior qualidade e modernas, sedas
do quadros miudos para vestidos de senhora e
meninas a 800 rs., babados largos e transparen-
tes a 3$ a peca, entremeios muilo finos a 13500,
capas de merino e fusto para senhora a 53, chi-
tas largas escuras e claras s 240 rs. o covado,
roupes de s*da a 10$, pegas de bretanha de al-
godo a 23- riscado fraucez muilo fino a 180 rs.,
manguitos bordados finos a 2$, gollinhas borda-
das a 610 rs alberos de panno felpudo para
homem proprios para chuva a 103, capas russia-
as o melhor que tem vindo a este mercado a
30$, palelols de panno preto a 18jJ e 20$, sobre-
casacas de dito muilo finas a 25$, caigas de cise-
ffiira prela e de cores de 59 a 8, ditas de brim
branco e de cores de 2 a 53, palelols de alpaca
e de brim de 33500 a 5$, camisas brancas e de
cres Hujs a 2$, chapeos deso de seda supe-
riores a 68, ditos inglezes a 10$, cassas de cores
transparentes a 210 rs. o covado. assim como
outras muilasfazendas que se venderlo por me-
nos do seu valor para fechar contas, vestuarios
de brim e fusto todos guarnecidos e enfeitados
para meninos a 2$.
\ovidade.
Fazendas baratis-
simas.
Chitas modernas inglezas, covado a 180 rs.
Dita3 frarcezas, born goslo, covado a 210.
Cassas pintadas muilo linas, covado a 240.
Vestuario para meninos a 3$.
Corles de vestidos de phantasia para baile a 6.?.
Chales de merino com palmas de velludo a 79.
Ditos de dito cora ponas redondas a 69
Camisas de cambraia de linho para senhora
BjOOO.
Groadenaple preto superior, covado a 1#800.
Corles de seda lavrada superior a 35$.
Pecas de mndapoao muilo lino a 4$5O0.
Laaztohas de quadros para vestidos, covado a
2:0 rs.
Crnicas francezas de linho para homem. duzia
a 353000.
Manteletes de grosdenaple preto e de cores a
Cortes decambria de seda a 6f.
Ditos de colletes de velludo superiores a 63.
Sedas pretas lavradas, covado a 1$200.
Chaly de ores com listra de seda, covado a
rs.
Corles de gorgurao de seda para collele 3 23500
Velbutina lavnda de cores, covado a 500 rs.
Esguiao de linho muito fino, vara a 13.
Cambraias de salcicos muito finas, peca a 33200
Lencos braDcos de cimbraia, grandes", duzia a
30OO.
Enfeites pretos e de cores de vidrilbo a 23.
Luvas de pellica brancas a 1S500.
Kiscados franretr-s finos, covado a 220.
Meias cruas muito finas, duzia a 335O0.
Bem como muilas outras fazendas baratsimas
tanto para negociar como para gasto das familias
que faro a maior economa comprando ; na loja
de hzeridas e deposito de machinas de costura,
de Kayroundo Culos Lcite & Irmao. n. 12, ra
da Imperatriz, ainamente aterro da.Boa-Vista.

..
A dinheiro
w*
m
NA
Loja dos barateiros rua
do Crespo n. 8 A,
Leandro Miranda.^
L Ricos enfeites a imperatriz a 2$ cada 9
? um 6 outros muitos enfeites de diversas 9?
@ qualidadespor baratissimo prego de 3$, dfe
fh 5, 7$ o 10$ os melhores e de mais gos- Z
g tos que tem vindo a este mercado, do-
SS* se amostras com penhores. $$
slojos para barba.
Ricos estojos com espelho3 e reparlimentos
para os necessarios de barba, pelos pregos de 2$,
3. 4 e 5$ cada um : jia loja da Victoria, na ra
CoQueiuiado n. 75, junto a loja de cera.
Lencos para rap,
Vcndera-se Uncos fiuissimos de linho proprios
para os tabaquistas por serem de cores escuras e
ixas, pelo baratissimo preco de 6$ a duzia ; na
ra doQueimado a. 22, na bemeonhecida loja da
boa f.
i Veode-se luvas de I
'2? camua branca e amarella para militar 5
jjjj! a 2$ o par: na loja de Nabuco & C na ^
z* ra Nova n. 2. 2
. Vende-se urna taberna na ra Direita n.
113, bstanle efre-guezada ; a quem della preten-
der, dirija-se mesma, que achara com quem
tratar.
Utenco.
Venlem-se dona cabriolis de doas rodas,
assim como um cairo de qualro rodas, tudo mui-
to bom e Kur prego commodo : quem os prelon-
der, dirija--e a ruado Jasmim, no lugar dos Cee-
lhos n. 24. q i: achata com quem tratar.
ESCIUVA.
Vende urna muala que lava e engomma
peifeitameDte, taoto roupa de homem como de
senhora, cozinha, veste urna teohora, muito
fiel, e nao tem vicio ilgum : para ver e tratar,
na ruada Florentina ii. 1.

Sapatos

9


103000
103000
HOO
93000
8*500
53500
5SO0O
2$000
1
5S500
3;
51500
baixa.
31,32,83,34. .
a decores 32,33.34.
Sapatos com aalto (Joly). .*
Calcado
45 Ra Direita 45
Magnifico. sortimento>
Sempre enndescendente e prazenteiro com os
freguezes que Ihe trazem dinheiro, o propriela-
rio deste grande eatabeleciment continua a of-
fereear ao publico, por presos mdicos e sempre
inferiores aos de outro, o seu bello sorlimento
de calgado francez, inglez e brasileiro e vejam :
Homem.
Borzeguins Vctor Emmanuel. .
couro de porco.....
lord Plmerston(bezerro .
diversos fabricantes (lastre]
John Rus?ell......
SapatoesNantes (batoria ioteira). ,
patente.........
tranca (portuguezes). ; .
(francezes).....
entrada baixa (sola e vira]. .
muito chique (urna sola). .
Senhoras.
Borzeguins primor (Joly)......
brilhsDtina...... 5J000
Raspa alta....... 5$000
. 48300
. 43500
. 48000
. S8-20O
francezes fresquinhos. 23240
31,32.33 e 34 lustre. I3OOO
E um rico sorlimento de couro de lustre, be-
zerro francez, marroquim, sola, vaquetas, cou-
rinhos, fio, taitas etc., por menos do que qual-
quer outro pode vender. "*\
Verdadei-
ra liquidaco
DE
Na ra do Cabug n. 8.
A' DINHEIRO.
Burgos Pon ce de Len, ven-
de todas as fazendas existentes nesta loja com
grande abalimento de seu custo, para que assim
liquidando a massa da extincta firma de Al-
meida & Burgos, somente em consequencia da
retirada do soiio Almeida, ,-ossam os redores
da referida firma ser pagos com toda a brevidade.
PARA SENHORAS.
Chapelinas francezas de seda e fil ricamente
enfeitadas, dando-se para ellas os seus respecti-
vos reos de fil de seda, bordados a 43, 53, 7$,
9g. lC e 123
Chapeos de sol de seda de diversas cores com
todj a armacao de ferro pintado a 2, $500 e a
33000.
Organdys ou cambraias linissimas de lindos e
modernos goslos a 400 rs. cada covado
Gaze de seda de urna s cor liavendo cor de
cana, rosa, azul e encarnada, fazeoda que muito
brilha em vestidos de senhoras que tom goslo
de so enfeil'ar a 800 rs. ca la covado.
Gorgurao de seda de quadrinhos a 13 e seda
de quadrinhos a 1$500 cada covjdo.
Casaveques de cambraia bordados ricamente a
83, e muio finos que se pode imaginara 14$.
languitos com gollinhas de fil e de cambraia
a 2^500. 3$ e 33200.
Camisinhas de cambraia proprias para lulo
a t$000.
Chales de seda de grosdenaples ricos e do bo-
nitos psdres a 20$, oilos de retroz bordados a
15$, ditos de merino fino de gosto da India a
129500, ditos de meriu de differenles qualidades
e goslos a 6$, 83, 98 e 10$, ditos de froco de
velludo a 6g, ditos e cambraia de cores a 600 rs.
Corles de vestidos de grosdenaples de seda da
diversas cores, com ricos babjdos bordados guar-
dados em seus grandes cartoes sendo pretos a
509 e os de cores a 43 e a 558 I I
_ Tiras de babadas bordados de cambraia para
diversos misteres a 500, 640 e a 13 cada tira.
Filas de seda de grosdenaples, sarjadas bem
eocorpadas e muilo bonitos padres para cintos
enfeites de chapeos para senhora, lacos de cor-
tinados, froohas e sinteiros a 800 e 13 cada vara.
Franjas de seda pretas e de cores a 240 rs. a
vara.
Bt'cos francezes finos a 18, 18200, 18600, 23,
3$ e3$200 cada pega e muito largos a 48, 4$500
e a 58 a pega.
Bicos de seda branca ou de blondo para en-
feites de chapeos co(jo para enfeitar vestidos de
uoivas a 320 rs. cada vara.
Enfeites pretos de vidrilho a 23 e a 23508.
/.'ios de flores francez)s a 39,, *$ e a 5$.
Ditos de verdadeiro froco do seda a 2$.
Luvas brancas e cor de canns de pelica de
Jouvin a 500 rs.
Tvucas de Ida francezas para senhoras paridas
a 3000.
Pentes de tartaruga a imperatriz a 88.
PARA MENINOS.
rimzinho de linho a 200 rs. o covado.
Capinhas, jaquelinhaa e casaveques de la a
13500,23. 23500 e 43.
Calcinitas de cambraia a 33- ,
Sapatiithos bordados dn seda a l>260.
Binis francezes a 23500, 38 e a 48.
Toacas de la para menino de peito a 800 rs.,
e de fil enfeitadas com fita e bicos a 18.
Meias pintadas a 300 rs, cada par.
Lencinhos de relroz a 1$500.
Luvas de pelica dn Jouviu a 500 rs.
PARA HOMEM.
Brim trancado muito fino de listras e quadri-
nhos de pura seda e linho para caiga, collele e
palelot a 1$500 cada vara.
Fusto alcochoado de riscadiohos para pletot
e caigas a 480 rs. o covado.
Cortes de colletes de fusto a 500 e a 810 rs.
Corles de calcas de casemira a 38, 43. 58 e 63.
Chapeos pretos francezes a 8$, de palha escu-
ra a 3$200, do Chyli de 53 at ao prego de 12$,
de palha para artistas a 800 rs.
Casacas, palotots, caigas, seroulas, de todas as
qualidades e pregos, como muitas outras fazen-
das to em conta que admira.
Cemento inglez
para soldar vidros, louca, barro c pedra, etc., o
qual resiste a todo o trafico por mais foraaso
que seja at ao uso d'agua quente ; prego lie ca-
da vidro 13 : nico deposito, na loja de fazendas
de R. C. Leite & Irmaos, ra da imperatriz nu-
mero 12.
Velas de espermacete da es-
trella, muito superiores.
Na ra do Imperador n. 55, vende-se em por-
go e a retalho.
Vende-ae a casa n. 42 da ra da Alegric, a
qual tem commodos para grande familia na rus
de Santa Thereza n. 16.
Gestinhas de Hamburgo.
S na loja d'agaia de ouro, ra do Cabug n.
IB, quem reeebeu um completo sorlimento de
lindas cestinhas de todos os tamaohos proprias
para meninas de escola, assim como maiores com
tampa proprias para compras, balaios proprios
para costura, ditos proprios parafaqueiros, ditos
muito bonitos para brinquedos de meninos, di-
tos maracas pioladinhos que se vendem por pro-
cos muito baratos-
Enfeites riquissimos.
Vendem-se ricos enfeites de retroz, sao os me-
lhores e mais moderos que ha no mercado, pelo
bartissimo prego de 8$: na roa do Queimado
n. 22, na loja da boa f.
0 pavafivende
cortes de casemira preta, muito boa fazenda, a
3$5(i0 o corte : na ra da Imperatriz n. 60, loja
de Gima & Silva.
Vendem-se globos para candieiros, e bom-
bas de japi, mais barato do que em outraqual-
quer parle : na ra larga do Rosario, n. 34.
Nova pechincba.
Pegas de cambraia lisa fina com 7 li2,8 e 9
jardas a 23500. 3$ e 39500, chita larga fraticeza
a 200 e 220 rs. o covado : na ra do Queimado
n. 44.
Transelins grossos de re-
troz para relogios.
Vendem-se a 500 rs. cada um na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca, o. 16.
Bandos de nova epro-
veitosa invencao.
A ioja d'aguia branca acaba dereceberuma pe-
quea porgo de bandos de urna nova e pro-
veitosa invengo, coro os quaes muito adianto
as senhoras na composigao de. seus cabellos. Es-
sesnovos o preciosos bandos sao de corapridos
cabellos humanos mui bem tecidos e seguros em
pequeos pentes com os quaes se prendero a-
quelles por dentro do cabello da senhora, ser-
vindo de enchimeoto o mesmo que elles trazem,
e depois junto o cabello do dito ao da pessoa faz
um lindo e perfeito araarradilho, principalmen-
te quaodo a senhora tero pouco cabello, e em
todo o caso sao dispensadas as pesadas trouxas
que enlo se usavam. E' o que de melhor e
mais moderno apparece, e a vista da perfeigo e
utilidade da obra sao biratos por 63OOO o par
Os cabellos sao pretos e castanhos, conforme os
naturaes das senhoras. Elles acham-se somen-
te na ra do Queimado, loja d'aguia branca,
n. 16.
Gbeguen
ao barato.
sua loja na
O rreguiga esl queimando, em
ra do Queimado n. 2.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a 29
easemira escura enfestada propria para calsa,
collele e palitos a 960 rs, o covado, cambraia
organdiz de muilo bom goslo a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 39, 4$ e 68
a pega, dita lapada, cora 10 varas a 5# e 6{ a
pega, chitas largas de modernos e escollados pa-
dres a 240, 2(J0 e 280 rs. o covado, requissi-
raos challes de merino estampados a 73? e 89
ditos bordados com duas palmas, fazeoda muito
delicada a 9$' cada um, ditos com urna s palma
muilo finos a 89500 rs., ditos lizoscom franja
de seda a 59, lencos de cassa com barra a
100,120 e 160 rs. cada um, meias muilo finas
para senhora a 49 a duzia, ditas de boa qualida-
de a 33 e 33500 rs. a duzia, chitas irancezas
de ricos desenhos para coberla a 280 rs. o cova-
do, chitas escuras inglezas a 53900 rs. a pe;a,
e a 160 rs. o covado, brim branco de puro linho
a 19, I3200e 13600 rs. a vara, dito preto
muilo encorpado a 19600 rs. a vara, brilhantina
azul a 400 rs. o covado, apalea de differenles
cores a 33600 rs. o covado, casemiras pretas fi-
nas a 2*500, 3# e 39500 rs. o covado, cam-
braia preta e de salpicos a 500 rs. a vara, e ou-
para vestidos de senbora e
roupinbas de crianzas.
Na loia d'aguia branca se enconlra um bello
sortimenlo de franjas de seda, laa e linho, bran-
cas e do cores, proprias para enfeites de vestidos,
assim como urna diversida le de galo de seda e
linho, brancos e de cores, abertos e fechados, lar-
gos e estreitos at o mais que possivel, tranga
tambem de seda, laa e linho, de differenles qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar em taes cousas : por isso quem precisar
de taes objectos, dirigir-se a dita loja d'aguia
branca, na ra do Queimado o. 16, quesera bem
servido.
SE3i59l35f63M 515SIS ^5?i5K5i53tl
j| A loja da bandeira |
Nova loja de funileiro dai
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Minoel Jos di Fonseca participa a
todos os seus freguezes tanto da praga S
cmodo mato, e juntamente orespeila- 9
vel publico, que tomou a deliberagao de m
baixar o prego de todas as suas obras, por fi
cujo motivo tem para vender um grande 1|
sorlimento de bahs e bacas, tudo de
dilereotes tamanhos o de diversas cores fi
em pinturas, e juntameute um grande **
sorlimento de diversas obras, "contendo S|
banheiros e gamelas grandes e pequeas, JS
machinas para cafe camas de vento, o W
que permite vender mais barato possivel, S
como seja bahs grandes a 48 e peque-
nos a 600 rs., bacas grandes a 53 e De- 2
quenas a 800 rs,.cocos a 1$ a duzia. Re- J
cbese um official da mesma officim S
para trabalhar. ^
ESTINO
DE
Jos Das Brandao.
5Ra da Lingueta S
O novo deslino torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga ingleza a 13 a libra,
dita franceza a 700 rs.. cha preto a 18400, Das-
sas a 560, conservas inglezas e portaguezaa a
700 rs., aletria.talharim e-niacarrao a 400 rs. a
libra, toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de porco refinada a 480 rs latas com peixe de
postas a 18400, cerveja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 53 a auzia.dita preta a 600 rs. a garrafa e
638OO a duzia, tanto em garrafas como em meias,
ervilhas francezas e portuguezis a 720 rs. a lata,
spermacete de 4, 5 e 6 m libra por prego mui-
to em conta, vinho do Porto engarrafado fino
(velho) a1i500rs., vinho de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 310 rs. a gar-
rafa, e outros muitos gneros que escusado
menciona-los, quedo contrario se tornara enfa-
donho aos freguezes. (Dinheiro A vista.)
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
va e apreciavel agua ambreada, de urc aroma ex-
cedentemente agradavel. Ella serve acertada-
mente para se deilar algumas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando disso que
refresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
lidade das senhoras ; assim como para se deitar
n'agua de banho, que o torna mui deleitavel. re-
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer desa"f
parecer esse hlito dessgradavel que quasi sem-
pre se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre-
ciosidadede acalmar o ardor que deixa a navalha
1 quando ae faz a barba, urna vez que a agua com
1 que se lave o rosto leona della composigao. Cus -
lias multas fazendas que_ se far patente ao cora-1 u ofrco 1Jt e quem aprecia 0 bom nav0&eixar
prador e de todas se darao amostra com-penbor. i cortamente deeomprsr dessa eslimavel agua am-
Vende-se um cabriole! novo ; na-rua N'ov oreada, islo na loja d'aguia branca, na ra do
numero 59. [ Queimao n. 16, nica parte onde ae achara.
vende lencos
Finissimos longos a imitagao de labyrinlho bor-
dados a 13 a 18880 : na ra da Imperatriz n. 60,
loja de Gama & Silva.
vende vestidos.
Vestidos de cambraia brancos com babadoa,
fzenda que se vende em oulra qualquer parte a
83 torram-se a 4J : na ra da Imperatriz n. 60,
loja de Gamma & Silva.
Saboneles
de amendoa, em caixinhas de louca a
500 rs. cada um.
Vendem-sesabonetes de amendoa para barba,
cada um em aua caixinha de louca a 500 rs. ; na
ra do Queimado, loja 4'aguta branca n.-16.
Bom para rancbo.
Vende-se um capado gardo por prego commo-
do : na ra nova de Santa Rita n. 65.
Quadros de mol-
dura douradaa
Lindos quadros ja feilos de moldura dourada,
proprios para retratos e estampss. pelo diminuto
prego de 53 cada um ; na loja da Victoria, na
ra doQueimado o ?5, junto a loja de cera.
Gravatinhas de
froco para senhroas.
Lindas gravatinhas de froco para senhora, pelo
barato prego de lg500 cada urna ; na loja da
Victoria, na ra do Queimado o. 75, junto a loja
de cera.
Bonitos toueado-
res de armacao e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
A loja d'aguia branca acaba de receber mui
bonitos toucadores de armago prela, torneada,
e gaveia com embutidos e machetados que os
tornam mui elegantes, os quaes servem excelen-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de detraz, e derapazessoltei-
ros, e pelos precos de 8. 9 e 108, sao baratissi-
mos na verdade, e quem os vir na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16, se agradar, e
infallivelmente comprar.
Espelhos para
salas.
lo
Ricos espelhos de moldura dourada com mui-
bons vidros para ornamentos de salas, de va-
rios tamanhos e precos : na loja da Victoria, na
ra do Queimado n. '75, junto a loja de cera.
a".
com necessarios para costura
Acaba de-chegar para a loja d'aguia branca mui
lindas caixinhas matizadas, cora espelho, tesoura,
caivete, agulheta, agulheiro, dedal e pooleiro,
tudo pratiado e de apurado gosto, emflm urna
eaixioha excellente para um presente, e mesmo
para qualquer senhora a possuir, e vendem-se a
108 e 128 : na lo4a d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Campos Limac
Na ra do Crespo n. 16 continua a vender lin-
das fofos de cambraia para guarnieo de vestidos
por.commodo prego.
Entremeios bordados.
Vende-se a 18600 e a 28 a pega de entrem'eios
muilo finos e ricamente bordados ; aa ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Escravos.
Gurgel Irmaos vendem 6 escravos megos, bo-
nitas Oguras : a tratar em seu escriptorio na ra
da Cadeia do Recife n. 2S, 1. andar.
Fazendas baratas.
Ni ra doQueimado n. 69, loj^ de tres portas,
ha para vender por birato prego as segointes fa-
zendas : bales de 30 arcos a 3J500. ditos de
madapolo a 33800, ditos de renda a 38, enfeites
de froco moderos a 23, ehale3 de froco a SfOOO,
manguitos com golla finos a 33500, dito3 finos
bordados a 6, velbutioas lisas de cores a 500 rs.
o covado, chitas francezas de todo oreco, la e
seda denominada Francisca a 480 o* covado,
grvalas de todas as qualidades e precos, e mui-
tas mais fazendas que se vendem por todo prego;
na ra do Queimado o. 69, loja de 3 porta.
4 2.500 o covado.
Damasco de seda boa fazenda, encarnado, edr
de ratona e branco.
Manteletes de 016 preto enfeitados com bico a 53.
Damasco de la com 6 palmos de largura cova-
do a 13500.
Chales de merino bordados a velludo superior
fazenda a 88.
Cortes de casemira de eor a 38500.
Selim Maco superior a 2$500.
Casemira preta setim superior a 23500.
Pegas de indiana Qnisstma com 10 varas a 8$.
Na ra do Crespo loja o. 10.
Vende-se em casa de Adamson, llowie &
C, ra do Trapiche Novo n. 42, biscoilos inglezes
sortidos, em pequeas latas.
20 e 30 arcos.
Saia balo a 38000 cada urna, fazenda perfeila-
mente boa, chales de la estampados a 33500,
ditos de merino Anos de pona redonda a 63, chi-
tas francezas escuras a 240 rs. o covado, ditas
estreitas tintas seguras a 160 rs., riscado francez
padres bonitos a 160, pegas de bretanha de rolo
a 23, cambraia lisa lina a 38 a pega, cansas de
cores a 200 rs. o covado : na loja das 6 portas em
frente do Livramento.
Seceos e molhados
No anligo estabelecimenlo de seceos e molha-
dos do pateo do Carmo, esquina da "ra de Hur-
tas n. 2, conlinua-se a vender todos os gneros
o mais em conta possivel, a saber: assucar bran-
co fino a 140 rs., baixo a 120, mascavado a 100
rs., refinado fino-a 160, baixoa 140, cryslalisado
a 220, caf a 200. 240 e 280, dito rooido a 400rs.,
pim1JTrtirda~Iodia a 440, ctavq. a 800 rs., herva-
doce a 560, cominho a 13. alfazema a 320, cha a
2$800, dito muito tino a 33/, preto a I38OO. bola-
chinbas e sequilhos de todas s qualidades- a 300
rs., ingleza a 320, passas a 500 rs., toucinho a
400 rs., gomma bem slva a 120, fariuha do Mara-
nho a 140, alpista a 200 rs-, queijo suisso muilo
fino a 480, dito de prato a 640, dito flamengo a
23800, chourigas a 600 rs., paios a 280 um, man-
teiga ingleza a 800 rs. e 960, muito una a 18300,
franceza a 640 e 720, banha bem alva a 480, vi-
nho a 400, 480, 560 e 640, branco a 560 a garrafa,
e em caadas ae vende por menos, engarrafado
legitimo do Porto a 18600, IglOO. 18200 e 18100,
Figueira a 800 rs espermacete a 800 rs., velas
de carnauba a 440, e 480 Anas, arroz a 120 e 140
muito fino, azeite doce a 720, aletria, macarrao e
talharim a 560, carias para jogar a 320, palitos do
gaz, groza a 28600, urna duzia 240, caixinha a 30
rs., graxa em latas, duzia a 13200. urna lata 120
rs doce do goiaba, caixoes de 4 libras a 2320Q,
emflm ludo ae vende barato, lallnhaa com sardi-
uhaa de Nantes a 460.
* Venia-se para mais de 50 rolas denomina-
das hamburgueaa ; na ra de S. Francisco como
quem vai para a ra Bella, sobrado n. 10; dando
ge mais em cania a quem comprar todas,
I Bom e assim barato
ningaem deixa de eomprar urna pasta para pa-
Irpel por 13000. Na loja d'aguia branca acha-se
urna porgo de boas e perfeitas pastas para pa-
pel com calendario perpetuo, e ndice das festaa
mudareis, pelo que se tornam de muita utili-
dade, e o pequeo prego de 18000 cada urna
convida a aproveitar-ae da occasio em que ae
ejto ellas vendendo por metade do que sem-
pre custuram ; assim dirjam-se a roa do
Queimado, loja d'aguia branca o. 16, que ser
bem servido.
Gravatinhas deraizde
coral,
o melhor que possivel. Vende-se mui bonitas
gravatinhas de raiz de coral com duas e'tres
rollase lagos as ponas, sendo ellas bastante
compridas, avista do que sao Daratissimas a
23500 e 38000 : assim bom e barato s na loja
d'aguia branca, ruado Queimado n. 16.
Saiasdecordo.
Superiores saias de cordao a 33, 33500 e 43,
ditas alcoxoadas muito superiores a 53 : na ra'
do Queimado n. 22, loja da boa f.
Trina egales.
Na loja n. 50 da ra da Cadeia do Recife ha
para vender trina, gales e volantes por precos
commodos.
|wt|'!&wB^f's)i- M3 M3 SIN iiM &1 K
A dinheiro I
NA
Loja dos barateiros,
I ra do Crespo n. 8 A.
Leandro & Miranda.
B Ricos vestidos de cambraia branca bor- |E
I dados a 258 o 308 o corte, sendo os mais
| modernos que ha no mercado.
> Saias bordadas muito finas a 33. S
< Vestidos de cambraia branca bordados a 1|
b Zuavos, fazenda nova de muito goslo a 223. S
fft outras muitas fazendas que temos re- X
cebido pelos ltimos vapores e navios da j
7| Europa, e que tudo se vende por menos 3
|fe que em oulra qualquer parte.
*mm ^eieties&dft-diaaettei
Vende-se um escravo. mogo, robusto, bo-
nita figura e de todo servigu, bem como do cam-
po, e canoeiro: muito sadio e sem neohum
achaque : no Caes do Ramos sobrado da esquina
n. 2.
Queijos do serto.
Vendem-se frescaes queijos do serto; na ra
doQueimado, loja n. 14.
Superiores organ-
dys.
Na lojo da boa f, na ra do Queimado d. 22,
vende-se finissimo organdys de muito lindos pa-
dres, pelo baratissimo prego de 720 rs. a vara,
fazenda de 13200, e quem nao andar muito de-
pressa ficar sem a pechioeha ; na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Ra do Crespo n. 8 lo-l
ja de 4 portas. 8
g Admira a pechioeha. S
Laa para vestidos fazenda que S
S outr'ora custava 800 ra. o cova-
I do vende-se a 240 r., dao-se
5 amostras com penhor. m
Vestidos brancos
bordados.
Ainda restam alguns corles de vestidos branco9
bordados que continuam-se a vender pelo bara-
tissimo prego de 53, com 2 e 3 babados, de gra-
ga : na ra doQueimado n. 22, oa bem conheci-
da loja da boa f.
Arados americano e machina-
par a lavar roupa:em casa deS.P Jo*
nhston 4 C. ra da$enzala n.*2.
Ruada Senzala Nova n.42
Vende-se m casada S. P.Jonhston &C.
sellinse silhesnglezes,candeeirof e castigaos
bronzeados,lonas uglezes, fio devala,chicote
paracarros, emomaria,arreiospara carro da
u ious cvalos ralogiosda ouro patenta
nglaz.
3
720
Vejam o Pavo.
Vendem-se riquissimos cortes de ves-
tidos de seda de cores fazenn que se
vendeu por mais de 100$ cada corte e o
PavSo vende pelo diminuto preco de
30$, 35$ e 40$, por terem um pequeo
toque de mofo : na ra da Imperatriz
n. GO, loja de Gama & Silva.
Attencao as sedas de quadrinhos a
rs. o covado.
Veudem-se sedas de qua-
drinhos muito enco-pados a
720 rs. o covado e diti a 560
rs :na ra di Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva.
uval sem segundo.
Na ruado Queimado n. 55, loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos pregos abaixo declarados pa-
ra apurar dinheiro, pois o que muito preoisa,
garante tudo perfeito, pois o prego admira ;
Linha do gaz superior para marcar, no-
velo a 40
Dilado gaz brancas e de cores, novelo a 30
Dita de carretel muito boa, carretela 30
Nvelos de linha do gaz brancada 10 e 20
Carreteis com linha preta muito gran-
des a 160
Varas de franja dla muito bonitas a 100
Pecas de tranga dala muito bonitas e
com 10 varas s 200
Pares de meias cruas para meninos 200
Ditos ditos de cores todos os tamanbas a 160
Ditos de cores para meninas a 120
Duzia de meias cruas para hornea a 23400
Cartoes de linha Pedro V com 200 jar-
das a 80
Caixas com tissoes para acendec charu-
tos a 40
Caixas com pbospboros de segiranga a 160
Duzia de phosphoros do gaz a 240
Fitas para eufiar vestidos muilo gran-
des a 80
Frascos d'agua de colonia muito supe-
rior a 400
Ditos com cheiros muito fino a 500
Duzia de meias para senbora o melhor
que ha a 33000
Pegas de trancinha de laa sortidas a 50
Saboneles superiores e muilo grandes a 160
Grosa de botdes de osso^para caiga sendo
pequeo a 120
Dita de ditos grandes a 240
Tramoia do Porto superiores varas a
100, 120 160
Pegas da fita A*linho brancas e da co-
rea a 40
Groza de penas de ago moito finas a 500
Frascos de opiata para limpar denles a 400
Copos com banha muilo boa a $40
Espelhos de columnas madeira branca a 13500
Carteiras para guardar dinheiro 500
Rialejos para meninos a 40
Baralho porluguez 120
Varea de franja paca cortinados a 140
Groza de botdes de lougs brancos a 120
Tesoorasmuito finas para uobee e coa-
tura a 400
Caixas de charutos de Ha vana muito su-
perioreaa 4^000
Cartas muito finas para voltarete o ba-
ralho a 240 e 320
Varas de bico largura de 3 dedos 1 120
Garrafas com agua caleate para cheiro a 13500
Rialejos com 2 vozes para meninos a 100
Vjenda de propriedades
Vendem-se as casas terreas sias na ra airas
da matriz da Boa-Vista o. 30 a 32, Bangel n. 79,
e ra do Forte a. 26, todas com solos proprios :
a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza,
ra do Queimado n. 12, primeiro andar.
Vende-ae a todos miudezas baratas
Apparega dinheiro que a vista fazi ;
Correi ireguezinhos s estrellas gratas
Que no Rosario divisam a loja que .
Loja (I
larg
as tres estrellas, ra
a do Rosario n. 3 3
Enfiadores para espartilhos a 60 rs., ditos do
seda preto a 100 rs., gallo branco de lioba a
100 e 120 rs. a vara, ditos pretos de seda a lg60O
a pega com 10 varas, fila de velludo escoceza
para siotos a 13 a vara, ditas encarnadas a 800
e 13, fita lavrada de la e seda a 120, 840 e 400
rs., ditas de garga a 480 rs ditas de sarja a 800,
18 e 13500, fila com cohetes a 320 e 360 a vara,
fita de velludo estreita alja pega, ditas de edr
a 800 rs., caixinhas com agolhas francezas a
120, 160 e 240 rs., bico de seda a 120, 240 e
320 rs., ditos largos a 800 e 13200 a vara, bico
preto de linho a 240 e 400 rs. a vara, franjas de
la preta a 700 rs. a pega com 10 varas, trangado
para cnfeiie a 800 rs. a pega com 15 varas, pen-
tes do tartaruga a imperatriz a 73 e 83, ditos
para tirar bixos a 320 rs fita de tarja estreia
com pouca avaria a 13 a pega com II varas, tra-
moia a 320 e 400 rs. a pega com 15 varas, guar-
danaposde linho a 200 duzia 2J, escobas para
fado a 640, 800 e 13, ditas finas a I35OO, barre-
tes de palha para meninos a 25500, dile de pel-
lucia branca fazenda de apurado goslo a 53, es-"
lampas de diversas imagens a 120 e 160 rs., ditas
brancas cousa era a 320 e 400 rs., ditas colo-
ridas muito finas a 800 e 13, tesouras para cos-
tura a 100, 160e 240 rs., ditas muito finas a 320
e 400 rs., caivetes para aparar penas a 00 e
160 rs., ditos muito finos a 800 e 13 com duas
folhas, dedaes brancos a 40 rs.. escovas finas pa-
ra denles a 320 e 400 rs., ditas para unhas a 120
rs.j ditas para cabello com cabo de bfalo a
13500, botes de osso grandes para paleto! de
brim a 500 rs. a groza, ditos de massa preto pa-
ra paletot de alpaca a 720 e 800 a groza, ditos
de seda para casaca a tg600 e 2*800, ditos de
massa cousa nova a 3J a groza, botes de vidro
para casaveque a 200 e 240 rs. a duzia, ditos de
linha a 240 rs., abotuadura para collele a 240 e
320 rs carteiras grandes para dinheiro' e let-
tras a 65, capachos para porta a 480 rs., ditos
grandes para sof a 13408 e outras muitas quin-
quikherias que se vende sem reserva de preco
para acabar.
Feijo de eorda
no armazem de Tasso Irmaos, ra do Amorim
n. 35. .
Cabo de marfim e madrepero-
la, escovas para deotes.
Na loja d'aguia branca achoro os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
fim e raadreperola a 23 e 2$500 cada urna. Com
urna eseova assim delicada faz gosto limpar-se
os denles, e para as comprar dirigir-se ra
do Quermado, loja d'aguia branca b. 16.
Raymundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ra m pela bar-
ca Clarisas vin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto so rt i-
meolo das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mafs afa-
mados autores
m e Inora dos
com novos
a perfei co-
rtenlos, fazendo pasponlo igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparoa para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carrlleis, linha de tedas aa cores tudo
fabricado exprassamente para as mesmas ma-
chinas.
sdittifieaiera^fiKgg-sKeieaKK
Eocyclo-
pedica
l^oy.\ de f axeudas
;Rua do Crespo numero 17.
DE
Guimares A Villar.
Para acabar com certas fazendas ven-
| demos baratissimos :
i Ghapelinas de seda de riquissimos goslos
a 123 cada urna.
i Ditos de palha de Italia a 283.
Gollinhas e manguitos de punho de su-
perior qualidade a 33.
Cassas de cores fias e delicados padres-1
a 280 rs. o covado.
Sedas, cambraias, cassas, chitas e tudo
quanto pertence para adornos, de se-
nhora por baratissimos pregos.
Calgado Mell de 2 solas a sola fina.
Para homens.
Grande sorlimento de roupas feilas- e
chapeos de todas as qualidades.
Objectos de gosto para
casamentos.
A loja d'aguia branca acaba de reaeber de sua
encommenda um completo sorlimento de obyec-
tos de gosto, proprios para casamento, sendo
finas luvas de pellica enfeitadas para noivas, de-
licadas capellas com le? caitos para o peito,
caixos brancos de flores mui finas, bonitas fitas
brancas lavradas para lagos, ditas muito estreitas
para enfeites de vestidos, franjas de seda e tran-
cas brancas para o mesmo fim, meias brincas
de seda, fazenda muito boa, bonitas ligas do
dita (lao bem ha para meninas] grvalas bran-
cas do seda e chamelote para noivos, em fim
una variedade de objectos escolhidas ao melhor
gosto, e o mais moderno, todos propiios para
casamentos : na ra do Queimado, loia d'aguia
branca, n. 16.
Relogios.
Vande-sa m tu da Jahosioo Pater i C.,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimente da
relogios de ouro,petaste ingle, Vua das ais
afamados fabricante* de Liverpool; tamfctm
urna variedade de bonitos trancelins part os
mesaos.


. _
DlilIO 31 UftJIAMlOCO. SEXTA FEIRA SO M 1G
^
DI 1861.
a
Facas e garios.
Milito boas facas e garfos para o diario de urna
casa a 3#60Q a duzia de talherea: na toja da Vic-
toria, na roa doQaeimado n. 75, junio a loja de
cera.
Caixas para joias.
Liadas caixinhas pora guardar joias, pelos pro-
cos baratos de 400, 600, 800, 1$ e 4& cada urna :
na loja do Victoria, oa ra do Queimado n. 75,
jooto a leja de cera.
Goraes lapidados
a 500 rs. o masso.
Vandem-ae massinhos de coraes lapidados a
500 ra. cada um i na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca a. 16.
Attenco.
a raa do Trapiche n. 46, em casa de Ro r n
Rooker & C., existe um bom sortimento de 11-
nhas;de cores e brancasem carreteis do melhor
abricautedelngla procos muirazoaveis
Batatas e cebollas.
Vendem-te nicamente dos armazens progres-
sivo e progressista ro largo do Carmo n. 9 e ra
das Crozas d. 36, cebolla a 1$280 o cento, e ba-
tatas a 15 a arroba e 50risa libra, tambem tem
porgo de queijo de prato chegado no ultimo pa-
quete que vendem-se a 680 ris a libra e 620
sendo inteiro, affiaoga-se sertudo do melhor que
se pode desejar.

Ealre-meios
Sdaco de certas!
S fazendas finas, |
8 RA DO CRESPO N. 17.
Ri^uissimas chapelioas de seda para
senboras, do diversas cores a 18*. %
# Cassas de cores bonitos padrees a 240 %
w rs. o corado. ej
Cassas e ergandys de cores a 580 rs. o J
# corado. j
Chitas de todas aa qualidades e prego. 0
SMuilissimas fazendas finas que se ven- 9
dem por procos baralissimos para liqui- 8

&&999
Manteiga ingleza
' flora 1,000 rs. a libra
Fraoceza a 680 a libra : na ra das Cruzes n.
24, esquina da travesa doQuvidor.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvin, a
loja d'aguia branca ponto
eerto.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria eocommenda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor rancez e continuar a recebe-las perio-
dos es outros ; por isso quera quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirigir-Se aloja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16, qae ahi
ser bem servido.
Coral de raz
Vende-se muito bom coral de raiz, o fie a 4$:
a ra do Queimado, loja d'aguia branca n, 16.
Potassa da Rnssia e cal de
os melhor es que se tem -visto.
A loja d'aguia branca receben un eiplendido
sortimento de ntremelos de delicados bordados,
e gostos inteiramente novo, com difieren tes lar-
guras, do mais estreito at mais de 1|2 palmo,
suas diversas applicacoea escusa dizer-se porque
todas as senhoras sabetn : os precos sio de a
59 a pega conforme a largura, e tal a boudade
delles que quem os vir e apreciar o bom.infalli-
velmente os comprar: oa loja d'aguia branca,
na roa do Queimado n. 16.
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
para cuntas e facturas, papel mata-borrao; ven-
de-se na loja d'aguia branca, ra do Queimado
numero 16.
X6afc2a*awa^.w-^ **
^9 mal9 JUI llrf VUfJ VTa^aV WVWVVBIT/m
Na ra da Cruz n. 10, cata de
Kalkmann limaos &C, tem ex-
1 posto um completo sortimento
I de amostras de objectos de bor-
g racha, proprio para machinas de
engenhos, sendo correias para
transmittir movtmento, canudos
de borracha de qualquer com- J
pr i ment e grotsura, pannos de
borracha, rodetas de dita, so-
bre ditos artigos tomam-se en-
commendas.
S
4
K
Muita gravata ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se encontra um grande
e bello sortimento de grvalas de differentes gos-
tos e qualidades, e por precos taes que em ne-
nhuma outra prtese acha, como soja, gravati-
nhasestreitas bordadas a 800 e 1$, ditas pretas
de cores agradaveis a 19, 1JSO0 e 19300, ditas
com pontas bordadas e matizadas, e lisas de mu
bom setim maco a lg.500. Pela variedade do sor-
timento o comprador ter muitas de que ae agra-
de : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Q Em casa de Kalkmann limaos
&., na ra da Cruz n. 10, exis- g
te constantemente um completo i
g$ sortimento de 4
2 Vinhos Bordeaux de todas as 4
^ qualidades. r.
m Dito Xerez em barris. i
gfy Dito Madeira em barris e caixas. <
I Dito Muscatel em caixas. t
fc Dito champanhe em gigos.
I Cognac em barris. -
a Cerveja branca.
I Agua deSeltz.
I Azeite doce muito fino em caixas.f
a Alvaiade em barris. ,
a Cevadinba em garrafoes.
No bem conhecido e acreditado deposite da ra
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por preces maia barato* do que em
ontra qualquer parte.
Vendem-se alguos trastes, sendo sof de
Jacaranda, candieiros, mesas, commoda, cama de
ierro, fogo de dito americano, etc., etc., estando
tudo em boa condigo.; a tratar na ra do Tra-
piche n. 46.,
Quem muito se demorar
Nao achara para comprar
Arroz a2|a arroba.
Vende-se arroz a 2$ a arroba e 80 rs. a libra :
na ruada Imperatriz n. 68, defronte da matriz da
Boa-Vista, esquina da *ua do Hospicio.
fionecas de camur-
sa om rosto de massa.
Na loja d'aguia branca vendem-se mu bonitas
nonecas de camursa com rosto de massa, e pri-
morosa meo te vestidas com saia bailo etc., etc.,
vista do que, ede sua muita duracao sao bara-
tissimas a 1J200, barato assim s se encentra na
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Cera de carnauba.
Na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50, ha pa-
ra vender cera de carnauba a melhor que ha no
mercado.
\GLI*CIY
niNDICAO LOW-MOW,
Raa daSenzalla Nva n.42.
Resta stabelecimento contina a Diverta
completo sortiaaen todamoendaseaaeias moen-
das para erigenho,achinas de vapor etaixai
te ierro batido a oado,da toaos ostamanhoa
para dito,
Vinho chamisso.
Vende-se este delicioso vinho eegarrafado a
18500 a garrsja : no aovo destino de Jos Dias
Braodo, raa da LingeeU n. 5,
libras slerlinas.
Ha para vender, na rna da Cadeia do Recife o.
18, em casa de Bailar & Oltveira.
O torrador!! I
23 Liftrgo do Tcr$o 23
Quem duvidar veoha ver; manteiga ingleza
perfeitameote flor a lj> a libra, franceza a 640 e
a 680 a libra, batatas muflo novas a 80 rs. a libra
assim como se torra miagas muito finas para sopa
a 440 ris a libra e outros muilosgeoeroe perten-
ceoles molosdos, (a dtnheiro vista.)
Pennasdeace
inglezas, caligraphicas.
Aloja d'aguia branca acaba de receber de sua
eocommenda as rerdadeiraa pennaa de ac ingle-
zas, caligraphicas, coja superioridade est deci-
dida, e ainda assim contina a vende-las a 2J) a
caixinha : na loja d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Luvas de Jouvin.
Continua-sa a vender as superiores luvas de
pellica de Jouvin, tanlo para hornera como para
aenhora ; na roa /Jo Queimado n. 9-2, na loja da
boa fe.
Vende-se tima boa armaco de amarello,
toda envernisada, que serve para qualquer tsta-
belecimento, e por prego razoavel: na ra do
Crespo n. 15, loja.
Berros de palha da Italia
Vendem-se bercos de palha de cores, sendo
amarello, encarnado, azul, verde, e de tartaruga,
muito bem feitcs, e com sua competente cama,
sao de multa utilidade persiste paiz por ser elle
muito calido, e os bercos muito frescos, segundo
nos aQrma e fabricante da Italia ; devem aer pro-
curados na ra estrella do Rosario n. 11, expsi-
to de balaios finos egrossos de Sodr & C.
Allcnoao
Vendem-se caixoes vasios proprios
para bahuleiros.funikiros etc. a 1^280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem os tem
para vender.
A 4#OG0.-
Vendem-se pecas de bretanha franceza onfes-
tada a 49. ditas muito finas proprias para aber-
tura de camisas a i>, ditas de madapolo francez
entestado a 30: na ra da Imperatriz, loja arma-
zenada de quatro portas n. 56, de MagalhaesS
Mendes.
A 58000.
Admirem o pavo
Acaba de chegar pelo ultimo vapor francez ri-
quUsisuos corlas de cambraiaa brescas e de cor
com babados de seda e ditos de avenlal matiza-
dos de seda, fazenda que val 154, veode-se a 5$.
na ra da Imperatriz n. 60, loja de Gama & Silva.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupafeita para acabar,
Paletots de panno preto a 2*5, fazenda fina,
calcas de casemira pretas e de ceres, ditas de
brm deganga, ditas de brian braneo, paletots
de bramante a 49, ditos de fusto de cores a 4),
ditos de estamenha a 4|, ditos de brim pardo a
39, ditos de alpaca preta saceos e tobrecasacos,
Jolletes de velludo pretos e de cores, ditos de
eorguro de seda, grvalas de linho a a mais mo-
bernas a 200 rs. cada urna, collarinhoi de linbo
ga uliima moda, todas estas fazendas se vende
parato para acabar; a loja est aberta das 6 ho-
?as da manha at as 9 da noile.
SABAO.
Joaqulm Francisco de Helio Santos avisa aos
seus freguezes desta praca e oade fra, que tem
ezposlo venda aabode sua fabrica denominada
Recifenoarmazem doaSrs. Traveseos Jnior
& C, na raa do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidadea por menor
preco que de outras fabricas. No mesmo arma-
bem tem feilo o seu deposito de velas de carnan-
za simples sem mistura alguma, como as da
composico.
Luvas de pellica.
Novo sortimento d luvas de pellica chegadas
o vapor inglez para a loja d'aguia branca, na
rea do Qu eimado n. 16.
Attenfao ao jPregu Vende-se urna escrava africana que lava, cozi-
nha, e com principio de engommado, boa con-
ducta, e excedente ara casa de familia : quem
a pretender, dirija-se a ra do Queimado, loja n.
2, do Preguica.
Caf et restauranl du com-
merce.
Miudin avil
avise Sa nombreuse Clienlle, que samedi 31 du
courunt, et dimanche 1. seplembre, il y aura
dans son tablissement.
Patisserie :
Gateaux de Rois.
Brioches.
Galeltes du Gymnase.
Charculerie,
Andouilletles.
Saucisses;
Cervelats.
Boudins.
Fromage decochon.
Fromage de foie de cochon.
Jambooneaoz.
Petits pieds farcis.
Roti de porc.
Cotelettes.
Pats.
E' muito barato a 320 ris a
libra.
Vende-se carne do serlo, cousa melhor nao
pode ha ver de gorda e nova; na ra da Senzala
I Ainda ha pe-
chincha.
Cliegou a ra do Crespo n. 8
loja de 4 portas, um sortimento
de cascas de cores ixas e lindos
padroes que se vendem a 240 rs.
o covado, dao-se amostras com
penhor.
/ua do Amorim
VENDE SE:
Milbo novo, saccas de 3|4 por 4*300.
Dito de meia idade por S^aOO.
Dito velho por 3.
Mol.
Vende-se mol em barris de 5.* : na ra do Ran-
gel n. 9, deposito, e na padariada ra dos Pesca-
dores ns. 1 el
Vende-se urna escrava de meia
idade que cosinha, lava e faz todo ser-
vico de urna casa com perfeicao : na
ra do Fogo n. 43.
A 3,000 rs.
Vendem se saiss balao de 20 a 30 arcos a SU,
ditoa de fita larga dos lados que sao os mais mo-
dernas, luvas de seda a 500 rs. o par, novos gos-
tos de sedas a Pompadour a 800 rs. o covado : na
roa da Imperatriz, leja de 4 portas a. 56, de Ma-
galhaes & Mendes.
* Grande pechiocha.
Vendem-se ricos cortes de phantasia a g, ditos
de cambrsia de seda muito finos com babados a
59. ditos de cambraia braocos e de cores com ba-
bados e de barra a 3$ e 3^500, ditos de cambraia
de salpicos broncos e de cores a 2J : na ra da
Imperatriz, oulr'ora aterro da Roa-Vista, loja ar-
mazenada de 4 portas n. 56, de Magalhies &
Mendes.
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug o. I R,
vende-se a verdadeira raiz de coral a 900rs. o fio.
Caixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, chegado de sua propria eocommenda muito
liodas caiiinbas de costura com msica, proprias
para mimo, que se vende muito barato.
Vendem-se os engeDhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pes:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andffr, que acha-
ra com quem tratar.
Vende-se manteiga iogleza muito boa a 800
e 960 rs., queijos de quaina a 480, roilho e fa-
relo em saceos : na rna da Imperatriz n. 4.
J chegou,
Vendem-se novos gostos de Otas a 160, 180 e
200 rs. o covado, cambraias de salpicos brancos
e de cores a 240 o covado, pecas de ntremelos e
tiras bordadas s Ijj, pecas de cambraia branca
muito finas a 2J500, 3$ e 3&500 ; na ra da Im-
peratriz, loja armazenada de 4 portas n. 56, de
llagalhes & Mendes.
A itOOOe 11200 o
covado.
Na loja de Alvaro & Magalhes, ra da Cadeia
do Recite n. 53, vende-se sedas de quadrinhos
com lindas cores e bonitos desenhos, pelos bara-
tissimoe precos de 1*000 e 1$200 o covado, ca-
rnizas inglezas com peilo e punhoa de linho a
4OS0OO rs. a duzia.
Contina
o pavo.
A 3J0O0.
Ricos vestidos de cambraia de cotes, fazenda
inteiramente nova, afiangando-se ser cor segura
com 8 Ii2 varas, que se vende na ra da Impera-
riz n- 60, loja de Gama & Silva.
Ao Pavo
Vende-se finissimos corles de riscadinhos fran-
cez com 14 corados a 28: oa rna da Imperatriz
n. 60, loja de Gama & Silva.
Trapiche
BaraO do Livrameuto.
Largo da Assembla nu-
mero 15.
Ha continuamente para vender neste novo es-
tabeleclmento o seguinte :
Cera de carmubs em poredes ou a retalbo,
qualidade regalar e superior.
Cebo do Porto em caiiiuhasde 1 arroba a 4.
Barricas com cebo do Rio Grande, em porces
oa e retalho.
Velas de carnauba pura em caixinhas de 1 a 2
arrobas.
Meios de sola, differentes qnalidadi, em por-
goes ou a retalho.
Courinhos curtidos.
Farinha de mandioca por 1J500 a saces.
Farelo em saecas grandes por 3f 800 a sicca.
A mais fina e nova que se pode desejar neste genero, a 1J000 a libra tanto e'mporco
como a retalho, vende-se nos armazens Progressivo e Progressista no largo do Carmo n. 9,
e ra das Cruzes n. 36.
CHA HYSSON.
O melhor que se pode desejar em artigo cha a 2$600, 2#800 e 3#000 a libra, afianza-
se qualquer urna das qulidades.
CHOCOUTE
Francez, inglez, portuguez, a 1#200 alitra, vende-seno Progressivo e Progressista
no largo do Carmo n. 9, e ra das Cruzes n. 36.
Chegados no ultima paquete a 640 rs. a libra, e sendo inteiro a 600 rs. a libra, affian-
ca-se a superior qualidade.
QUEIJOS FLANIENGOS.
Os mais frescaes que ha no mercado por serem viudos no ultimo paquete a 2#800
cada um.
O melhor que se pode desejar na qualidade deste queijo a 600 rs. a libra, e sen-
do porco a 500 rs.
Em pipa de Lisboa, Porto e Figueira a4|a caada de 500 a 600 rs. em garrafa.
Porto, Duque do Porto, jeuuino Carcavellos, Nector, Madeira, Feitoria, Cheres,
Bordeaux a 1#200 agarrafa e 13$ a duzia. nicamente no progressivo e progressista
no largo do Carmo erua das Cruzes.
, DOCE DA CASCA DE GOIABA
um dos memores doces que ha em relaco ao tempo a 800 e 1#200 o caixo.
LATAS COM FRUTAS
de todas as qualidades que ha em Portugal o mais bem arranjado que temos tido no
mercado a 800 e 1#000.
ERVILHAS PORTUGUEZAS E FRANCEZAS
o que se pode desejar em bom neste genero, pela sua preparaco e qualidade a 800
rs. a lata.
VINAGRE PURO DE LISBOA
a 240 a garafa e 1#850 a caada afianca-seser de Lisboa e de superior qualidade tam-
bem branco por 400 rs. a garrafa e 2#560 a caada.
COMINIIOS E ERVA DOCE
os mais novos que temos no mercado, e mesmo nunca os houve melhores a 400 rs. a
libra de erva doce e 800 rs. os comino os
a mais nova que se pode desejar a 180 rs. a libra de sevadinha e 280 rs. o sag.
LATAS COM DOCE DE 1LPEBCE
o melhor que se pode desejar, a 1J100 a lata, tambem marmelada dos melhores fa-
bricantes de Lisboa a 1#800 a lata, e peras a 1,280 rs. a libra.
alem dos gneros cima encontrar o publico tudo que procurar tendente amo-
lhados.
N. B. Os gneros cima vendidos em nossos armazens levaro o destentivo dos
mesmos.
Carros e carrocas
Em casa de N. O. Bieber
A C. successores ra da Cruz
numero 4.
Vendem-se carros americanos mni elegantes
e leves para daas e 4 pessoas e recebem-se n-
eo ramendas para cujo fim elles possuem map-
pas com varios desenhos, tambem vondem car-
rocas para conduccio de assucar etc.
N. O. Bieber & C, successores, ra da Cruz
n. 4, tem para vender relogios para algibeira de
ouro e prata.
Gravatasdamoda.
Vendem-se gravalinhas estreitas muito supe-
riores, tanto pretas como de cores, pelo barata-
aimo preco de 1 ; na ra do Queimado n. 22,
na loja da boa f,
Bramante de linbo muito
superior.
Vende-se superior bramante de linho com duas
varas de largura, pelo baratissimo preco de 2&400
a vara : na ra do Queimado n. 22, na bem co-
nhecida loja da boa f.
A 2,0500
Chales de merino estampados, que em outras
lojas se vendem por 4# e 5$ oa loja da boa f
na ra do Queimado n. 22, vende-se pelo bara-
lissiao prego de 29500.
A 2$ o corte
de calca de meias casemiras escuras de urna s
cor; na rna do Queimado n. 22, na loja da
boa f.
Lencos brancos.
Vendem-se lencos brancos proprios para algi-
beira, pelo baratissimo prego de 2(400 a duzia :
na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
No armazem da ra da Cruz o. 33, vendem-
se por mdico prego velas de composigo, e tam-
bem se vende sebo do Porto em caixotes, e a me-
lhor cera de carnauba que tem viudo ao mercado.
Vende-se urna carroga nova para um caval-
lo : na ra Nova n. 59.
Luvas de fina camursa
para militares e cavailei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
eocommenda mi flnai luvas de camursa, o que
de melhor se pode dar nesse genero, e as est
vendendo a 28500 o par; os senhores offlciaes e
cavalleiros que as compraren) conhecero que sao
baratas vista de sua finura e duragao, e para as
obter dirigirem-se & roa do Queimado, foja da
aguia branca n. 16. Adverte-se que a quantidade
pequea por hora, e por isso nao demorem.
Attenco.
Barato que admira.
Vende-se arroi pilado a 1200 a arroba, milho
muito novo a 4| e 4500, farelo, saceos de 96 li-
bras a 38800. lrinhi em bom estado a 1&500,
albos, canastras com 100 mauocas a 2#, vinho
tinto, marca PRR a 50 o barril de 5., charutos,
ceblas, e outros muitos gneros : ao armazem
de Estevie Jos da Motil, na ra 4a Blotda nu-
mero 47.
S a dinheiro.
N. 19Roa do QoeimadoN. 49.
ARMAZEM DE FAZENDAS
DE
Santos Coelho.
Vendem-se aa seguintes fazendas baratsimas:
Lindos cortes de phantasia de sedado tres fo-
llaos a 8|.
Goilinhas a 2j000.
Ricas goilinhas bordadas das mais modernas a
2S000.
Cortes de seda a 40$.
Superiores cortes de seda a 40$.
Cobertas a 1,0800.
Cobertasde chita achineza a 1*800.
Cortes de seda a 25$
Cortes de aeda de 100 por 25$ por ter algum
mofo.
Lengoes de linbo a 1J9O0.
Baldes para senhoras e meninas.
Lencoes de bramante a 3#300.
Grandes lengoes de bramante.
480 e 6i rs. a vara.
Algodao de duas larguras a 480 e 640 a vara.
Bramante de linho
com 10 palmos de largo, pelo barato preco de
29OOO a vara.
Lengoes de panno de linho sem costura a 3*.
Toalhas de fusto a 500 rs. cada urna.
Cambraia de salpicos graudos muito fina a 5
a pega.
Grosdenaples de quadrinhos com algom mofo
a 640 o covado,
Tarlatana de todas as cores para vestido a 800
rs a vara.
Fil de linho liso muito fino a 750 a vara.
Capellas de flor de laranja para noivas a 5.
Escravos fgidos.
Aodam fgidos (nao roubadas) aseacravas,
cujos nomes e signaos sao 03 seguintes :
Margarida, Mina, 30 annos de idade, excelleo-
te escrava e muito bem comportada, baixa, cheia
do corpo, cor bem preta, claudica de urna das
pernas quando anda, de modo que volta um p
parafora ezcellente cozinheira e soffrivel en-
gommadeira.
Lucrecia, Mina, 30 e poucos annos, cor aver-
melbada, alta, corpo regular, olhoa empapugados,
beigos grossos, denles bem separados uns dos
outros, e nos peitos urna porg&o de cerogos abo-
toados, pelo que nsa andar sempre com um len-
go na frente para os encobrir, excedente cozi-
nheira, e melhor engommadeira.
Rf commenda-se a captura polica ou a qual-
quer, levando-as ra Imperial, casi do Dr. A-
maral, ou ao escriptorio dos Drs. Borges da Fon-
aeca e Amaral, ra do Queimado n. 41. O seoho-
rio das escravas recompensar generosamente.
Ditas escravas sabem andar por todo este mu-
nicipio, os de Pao d'Alho, Nazarelh e Olioda,
Protesta-se proceder contra quem quer que as
tenba desencamiohado, e mais harer as perdas e
damoos que houverem causado.
Per agora nio queremos indicar o desencami-
nhador para nio aermos acensados de precipita-
gao ; o qae se passa porm a um mes a esta par-
te com respeito a essas escravas, mxime Marga-
rida, d muita luz para que se possa ir sobre
quem desencamioha ditas escravas.
Estamos colheudo lesteuiunhas, e quando os
feitos eativerem bem verificados, apresenlaremos
em juizo nosea queixa.
No dia 19 de Janeiro de 1856 fugio do en-
genho das Maltas, comarca do Cabo, um mulato
por nome Jerooymo, idade 30 annos, baixo, es-
padado, ps pequeo e carnudos, os dedos dos
ps curtos, pernas grossas, pouca barba, bom ca-
bello, cor acanellada. quando falla gsgueja,
mestresapateiroe carreiro. Da primeira fgida
que fez foi preso em Caruar, e agora consta an-
dar por all mesmo e pelos serloes do Peoedo ;
quando fugio levou um pollro rozilho cabano
com este ferro CI: quem o apprehender e levar
ao referido engenho receber 100 de gratifica-
go. O referido mulato intitulase forro, e cons-
ta andar pelos sertOes com tan titulo.
Desappareceu no dia 13 do crrante, do si-
tio de S. Jos do Manguinho, o escravo crioulo,
maior de 50 annos, de nome Joaquim, cornos
signaes seguintes : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedadedo Sr. Uanoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para aqui fgido : roga-se
a todas as autoridades policiaes e a quem quer
que o encostre, de o capturar e entrega-lo no
sitio cima citado, ou na rna do Trapiche n. 15
a Jos Teixeira Basto.
Achsm-se fgidos os escravos Francisco,
mulato elaro, natural da villa do Ip, provincia
do Cear, fgido em setembro do anno proxirc-
passado, com os signaes seguintes : idade de 35
annos, altura regular, barbado e cabellos pretos
annellados ; e Luiz, cabra, natural do Ic, fugio
do em margo deste anno, e com os seguintes sig-
nae : idade 30 annos, altura regular, muito pou-
ca barba, cheio do corpo, ps grandes, com al-
guna signaes de bexigas no rosto, e muito re-
gnsta ; suppe-se este'escravo estar oceulto por
pessoa que o protejo, pelo que protesta-se contra
quem o ver feito : qualquer pessoa que os ap-
prehender ou delles der noticia a seo senhor Joo
Jos de Carvalho Moraes Filho, na ra do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13, ser bem recom-
pensada.
Fugio do eogenho Oiteiro de Sebastopol,
provincia da Parehiba, 00 1. de agoato do cor-
rente anno, a escrava Mara, crioula, representa
a idade de 40 annos, pouco mais ou menos, com
os signaes seguintes : estatura regular, cheia do
corpo, cor preta, rosto um >jouco descarnado
com algnmas marcas de bexigas percepliveis'
olhos vivos, nariz bem feilo, bocea regular, den-
tes perfeitos, e limados os do lado superior, ps
seceos, tendo os calcanhares muito salteles, tem
n'uma das espaduaa um pequeo botao prove-
niente de urna antiga cicatriz, a falla descanga-
da e um pouco cerrada e fanhosa. Andava ven-
dendo taboleiro quando evadio-se, de presu-
mir qne esteja acoulada pela capital, ou que se
dirigase para Pernambueo, aonde foi escrava do
Illm. Sr. capillo Francisco de Paula Cavalcanli
da Silveira, seohor do engenho Bizouro na fre-
guezia de S. Loureogo da Malla. Roga-se as au-
toridades policiaca e capitaes de campo a sua
captura, e qualquer pessoa que a apprehender e
levar a seu senhor, na Parahiba,. Cypriano de
Arrochella Galvo, no supradito engenho, ou em
Pernambueo, na raa da Cadeia no Recife, a Jos
Francisco S Leito, ser generosamente grati-
ficado.
Fugio 00 dia 27 do corrente, a 1 hora da
tarde, o escravo crioulo, por nome Severno, de
idade 40 annos, mais ou menos, com os signaes
seguintes : barba e cabellos com quantidade e
brancos, alto, reforgado, falla descangada, fulo,
dentes abertos, ps e mos grandes, levou cami-
sa e caiga azul, um chapeo de couro j velho, e
outro do chilly usado, um surrao de pelle de
carneiro, escravo de Sr. Joo isidro Portolle,
morador em Cariri novo, provincia do Ceari, que
o deixoo nesta oidade para ser vendido : rogase
porta nio a todas ae autoridades policiaes, capi-
taes de campo, a a quem quer qae o encontr
deve o capturar e entrega-lo na ra da Cadeia
do Recite n. 56, loja de ferragens de Saaopaio,
Silva 4 C, qne ser gratificado.
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(8)
IARIO DI flEB&IIBOOO. SEXTA KIBA 80 DE AGOSTO di iMl.
Litteratura:
As apparicoes de IVosso Seihor bo da
de Paschoa.
( Conclusa/).)
E' chegado o momputo de ealabelecr em redro '
esta f que timis dte acabar. Jess deu-lh'a
na mesma hof,a, foi quem o inslruio por si
mesmo, afim de estabelecer o-fundamento. Elle
rai logo apparecer aos outros apostlos; porm ''
Pedro estar ahi em companhia de seus irraos ;
de sorte que se este apostlo obtem favores de i
que os outros nao participan), estes nao os rece-
ben) sem qqe aquello nao lenha parte nui-
les. Cumpre-lhes crer na palavra de Pedro,
como o fizeram ; pelo testemunho deste recebem
a f da resurreigo, e a proclaraago asslm como
o veremos logo.
Em algumas octjasies Jess appareceu a elles
rr-smos; porque os ama, cruma-lhes seos ir-
ruaos, e deslioa-os a pregarem sua gloria por
toda aterra; porm j encontrar nelles esta -
belecida a de sua resurreigo, porque ellos
crero no teaieniunho de Pedro ; e este testemu-
oho produzio nelles o royslerio da unidade que
eile produzir, na egreja at o flm do mundo.
A apparicao de Jess ao priocipe dos apostlos
confirmada pelo evangelho de S. Lucas o pela
primeira epstola de S. Paulo aos Corenthios ; e
a quarta das que liveram lugar desde o dia da
resu rraiga o........................................
O dia assigoalado pelo maior doseprodigios
passa-se rpidamente, e a noite se aproxi-
ma. Qualro rezes no decurso 4esa dia, o mais
solemne que lem havido no mundo depois da
creaco da luz, Jess digoou-se manifestar sua
resurreigo. Resta agora apparecer aos apost-
los reunidos, a faz-los juntar sua experiencia
pessoal ao testemunho que acceilaram da bucea
de Pedro. Has tal a condescendencia de oosso
Divino resuscitado para com aquellos que se
unio, a elle dos das de sua vida mortal, que,
deixaodo anda por alguas momentos aquelles a
quem chama seus apostlos, e que agora o nao
duvidam mais de seu triumpho, trata inconti-
nente de consolar dous coraedes que esto
afilelos por sua causa, mas cuja afflicgo nao
teru outra razio alm ae sua pouca f.
Na estrada deJerusalem a Emmaus caminham
triste e lentamente dous viajantes. Pelo seu ex-
terior abatido, coobece-se fcilmente que urna
cruel decepgo asoderou-se delles ; quem sabe
at se elles nao se affaslam da cidade por um
sentimenio de desassocegu ?
Elles erara discpulos de Jess, quando este
rivia ; mas a morte affronlosa e violenta deste
mostr em quem elles baviam acreditado cau-
sn-Ibes urna affeigo to amarga quaoto pro-
fuuda. Humilhados por terem comprometido
sua honra, accomptnbando um homem que nao
era o que elles pensaram, conservaram-se occul-
tos durante as primeiras horas que se seguiram
do seu supplicio ; mas de repente fallou-se do
sepulchro aborto e violentado, do desappareci-
menlo de um corpo sepultado; osiniaigos de
Jess sao poderosos, o sem duvida neste mo-
mento procuraram couhecer os violadores de um
tmulo, cuja pedra tinha o sello da autoridade
publica. E' de suppdr que a averiguago leve
ante seu tribunal aquelles que eslavam unidos a
um Messias, a quem a syoagoga crucicou entre
dous malfeitore?. Tal era sem duvida o assump-
to do dialogo de nossos dous viajantes.
Mas eis que seunem a elles um terceiro, via-
jante, e este o proprio Jess. A concentragao
de seus pensameotos sobre o lgubre objecto
que os oceupa privou os de recoohece-lo ; assim,
quando nos entregamos a urna dor humana, per-
demos de vista o divino companhelro que vem
collocar-se junto a nos para caminhar comnosco
e consolidar oessas esperanzas. Jess interroga
estos dous homeos sobre o motivo de sua triste-
za ; elles lh'o confesso ingenuamente ; e este
rei de gloria, este vencedor da morte neste mes-
mo dia, dignase balbucear com elles, e expli-
car-lhes, caminhaodo, toda a serie dos divinos
orculos que annunciavam as humilhacoes. a
corte e o triumpho flual do Redemptor d'Is-
rael. Os dous viajantes commovem-se ; sntem,
como depois o confessaram, seu corago iola-
mar-se com nm fogo desconhecldo, proporcao
que esta voz, que nao reconhecem ainda, faz
soarera em seus ouvidos estas tocantes palavras
que lhes eram at entio desconhecidas.
Jess finge querer deixa-los; elles o re-
tem : Oh! fcae comoosco, dizem-lhe elles; o
dia declina, e acceitarels nossa hospitalida-
oe. Ellescnoduziram seu mestre desconhecido
casa de Emmaus ; fazem com que se asseote
mesa com elles; e, cousa maravilhosa 1 nao
advinharam ainda quem este celeste doutor
que acaba de resolver suas duvidas com tanta
sabedoria e eloquencia.
Taes somos nos, quando nos deixaraos dominar
pelos peDsamentos humanos; Jess est em
nossa compaohia, falla-nos, instrue-nos e con-
sola-nos ; e muitas vezes ainda nos preciso
muito lempo para reconhece-lo.
Finalmente chegado o momento em que o
Senhor da luz vae se revelar a estes dous disc-
pulos to demorados em crer. Eiles convida-
ram-no a presidir sua mesa; cumpre-lhe partir
o pao. Elle o toma em suas mos sagradas,
como o fez na cela ; e no momento em que o
divide, para distribu-lo com elles, seus olhos se
sbrem repentinamente, e elles conhecem o pro-
prio Jess, Jess resuscitado. Vio cabir a seus
ps: mas apenas manifestou -se elle a seus olhos,
desappareceu, deixando-os accommetlidos de um
espanto, mas ao mesmo tempo possuidos de urna
alegra, que excede a toda a felicidade que te-
nbam experimentado em sua vida.
Foi esta a quinta apparicao do Salvador re-
suscitado no oa de Paschoa. S. Lucas nol-a
descreve; e ser ella o objecto da leitura do
santo evangelho na missa d amanhaa.
Os dous discpulos nao podem demorar-se mais
em Emmaus; nao obstante a hora adiantada, s
tratara de entrar o mus depressa posstvel em
Jerusalem.
. TarJa-lhes anouociarem, aos apostlos de coja
fraqueza participaran: eata nraoha, que seo
mestre est vivo, que fallaran) com elle, e que
viram-oo Trauspem rpidamente o espago
que separa a povoago em que contavam passar
a noite, da grande cidade do que, ha poneos ins-
tantes fugio receiosus dos perigos. Acham se
logo entre os apostlos, a quem se apressam em
contar-lhes sua felicidade ; mas estes esto pre-
venidos; a f da reisurreigo est viva na con-
gregado apostlica.
Aotes que elles fallassem, dizem-lhes todos a
urna roz : 0 Senhor resuscitou verdadera-
mente e appareceu a Pedro. Os dous discpulos
dizem enlo aos apostlos que elles tambera
compariilharam da graga de verera o conversa-
rem com seu mestre.
Conliouava a conversarlo entre esses homens
simples e sinceros, esses homens lio obscuros
eoto. cujos nomes immoilaes o mundo tudo
deveria conbecer mais larde. As portas da rasa
estavam todava fechadas, porque a pequeoa
compaohia recejara urna sorpreza. Os guardas
do tmulo fizeram pela manhaa sua narrago
aos principes dos padres; estes procuraram subor-
na-los, e al dero lhes dinhelro pars iuduzi-los
a dizer que, durante seu somno, os discpulos -de
Jess viera a) roubar-lhe o corpo. Este systema
prfido das autoridades judias poda prnduzir
alguma reaco popular conira os apostlos; pelo
que julgaram estes de vir lomar precauces.
Neste momento achavam-se reunidos dez ;
porque Thomaz, que eslivera prsenle na occa-
sio da entrada dos discpulos em Emmaus, sa-
tura mais tarde para a cidade auxiliado pela
noite.
No momento em que os apostlos recordavam
entre si as commoges desse memoravel da, eis
que Jess apparece diaole delles; e as portas
noseabriram para dar-lbe passagem. E' elle
em pessoa; sua voz cheia de boodade. A paz
esteja em rossa compaohia la lhas disse com
ternura. Todava, elles flearam attonitos; esta
entrada mysteriosa e inesperada perturbou-os.
Ignorara ainda as prerogalivas de ura corpo
glorioso ; e sem duvidar da resurreigo de seu
mestre, nao sabem se esto em presenca de um
espectro. Jess, durante esle dia parece ter
cuidado mais em testemuohar o amor que tem
aos seus, que em proclamar sua gloria, digna-se
dar-lhes a tocar seus membros divinos; ainda
faz mais: para provar-lhes a realidade de seu
corpo, pede-lhes para comer e come diaole del-
les. Quem poderia descrever a alegra, de que
seus coraces se acham possuidos vista desta
ineffavel familiaridade; as lagrimas de ternura
que correra de seus olhos?
Com que sincera alegra dizem elles a Thomaz
quaudo este apostlo voltou a ter com el-
les: Vemos o Senhor la Assim passou-se a
aexta apparigo de Jess resuscitado, neste dia
de paschoa. Ella nos descripta por S. Lucas,
cuja narragao a sania egreja dar-nos-ha a 1er na
missa de um dos das da oitava.
Sede bemdito e glorificado, vencedor da morte
que em um s dia, digoastes-vos apparecer aos
homens seis vezes, para salisfazer .vosso amor, e
para apoiar nossa t em vossa resurreigo. Sede
bemdito e glorificado por tea consolado por vossa
cara presenca e ternas caricias o corago to
opprimido de vossa me e da nossa. Sede bem-
dito e glorificado por ter acalmado a desolago
da pobre Magdalena com urna s palavra de
vosso amor. Sede bemdito e gloriticado por ter
enebugado em um momento as lagrimas das
sanias mulheres com rossa sbita preseoga, dan-
do-lhes a beijar vossos sagrados ps. Sede
bemdito e glorificado por ter dado a Pedro de
vossa prupria bocea a seguranza de seu perdo,
e por ter confirmado nelle os doos da Primazia,
revelando-lhe, de preferencia a todos, o dogma
fundamental de nossa f. Sede bemdito e glori-
ficado por ter luoquillisado com tanta bondade
o corago duvidoso dos dous discpulos, no ca-
minho de Emmaus, e por ter completado esle
favor, pateuteando-vos a elles.. Sede bemdito e
glorificado por nao ler acabado este dia sem vi-
sitar vossos apostlos, e sem ter-lhes dado to
locantes provas de vosso adoravel condescenden-
cia pela sua fraqueza. Sede, em tira bemdito e
glorificado, Jess, porque, por meio do orgo
da santa egreja, vos dignastes hoje fazer-nos
participar, depois de taotos seculos, de alegras
to puras e lo deslumbrantes, que experimenta-
rana em semelhanle dia nao e Mara, vossa Me,
como Magdalena com suascompanheiras, Pedro,
os discpulos de Emmaus, e os apostlos
reunidos.
Aqu oada se tem apagado ; ludo est vivo e
renovado;, vos sois o mesmo e a paschoa de hoje
aquella mesmo que vio-vos sabir do tmu-
lo. Todos os lempos periencem-vos ; e o mun-
do das almas vive pelos vossos myslerios, como
o mundo material sustenta-se pelo vosso poder,
depois do momento em que em semelhanle dia,
apraz-vos comecar vossa obra, creando a luz
risirel, que deve esclarecer o mundo, at o em
que ella empatlidega e se apague ante a eterna
claridade que nos alcnceles hoje.
( Momde.Andrade Luna. 1
Variedades.
Julgamos de verdadeirointeresse e opoortuni-
dade, ss noticias seguioles, que extraamos de
um jornal, acerca da organisaco e physionomia
especial da dieta hngara :
As cmaras modernas apresentam-se em ge-
ral com a mesma montona uniformidade. No
norte ou no sul, em Inglaterra ou em Hespaoha,
na Allemanha ou na Italia vem-se os menos
vestidos ; s a cmara hngara difiere nesta par-
te de todas as demais. All ainda se nao renun-
Cou ao traje nacional, e taem feito bem, porque
alm de pittoresco, conveniente por amitos mo-
tivos. O chapeo hngaro tem vanlagens consi-
derareis, tanto a respeito da commodidade como
da figura, comparados com os que se usam na
Europa occidental. A tnica curt bordada, a
caiga husard e a bota ligeira, fazem sobresahir
as boas formas daquelles habitantes, e a cmara
sorprende por aquelle vistoso aspecto.
a A maioria compoe-se de proprietarios terri-
toriaes. Ha tambe-m alguns sdvogados, e dous
ou tres que se dedicam aocommercio. A diviso
local de partidos, a saber, direita, esquerda '
centro, nao existe all, se bem que os membros
mais disttnctos do partido Deak, se sentam 4 di-
reita da passagem que cruza o sali desde en-
trada at cadeira da presidencia, emquaoto que
os chefes do partida Beschtoss, como Ihe chamam
por haver querido que se adopte urna resoluco,
e nao se eoviasse ama meossgem. oceupa o lado
opposlo, a esquerda do assento presidencial.
c O vice-presideole mais joven, o baro Pod-
manitzky, lem urna figura agr iavel, e o sen (y-
po hngaro puro. O presidente Raiman Guiezy,
homem de aspecto grave, distincto como juris-
consulto, e que possue qualidades proprias para
o cargo que oCcupt. No extremo do quarto ban-
co v-se o autor da mensagem ; Deak representa
uns 30 aunos, a sua compleico robusta, e a
sua estatura elevada ; tem cabello preto e um
bigode espesso, mas de cor muito mais clara.
-Goza de grande populandado na Huogria.
Quasi ao p de Deak, no banco da frente, senta-
se o baro Eoirot, que foi mioistro dos cultos em
1848 ; junio delta est Lonyay, sub-secretario da
fazenda na meima poca ; pelo lado du detraz
Klausal, ex-ministro do cominerci, e a seu lado
Szalay. exceltente orador e autor da melhor his-
toria da Hungra ; escreveu tambem alguns fo-
Ihetos sobre os direilos dos servos e croatos e a
relagao com a Hungra.
a Atraz de Deak aenta-se Emilio Dessewffy,
presidente da academia de Peslh, e junto a este
um depulado, em cujo traje hngaro brilha um
pesado sabr, que usa na qualidade de questor
da cmara, encarregado da sua polica, de man-
ler a ordena, de receber os eslraogeiros, de fazer
evacuar galera no caso necessario, e do com-
primento de outros deveres por estylo.
c Tem s suas ordens varios empregados, que
nao fazem parte da cmara, e urna especio de
guarda joven, composla de voluntarios gratuitos,
cujo dislioctivo se reduz a urna banda das tres
cores hngaras ; verde braoco e encarnado, so-
bre o traje nacional. O questor Paulo Hajwik,
perfeito de polica em 1848, e depois cama rada
de Kossuth no desterro. Mas direita v-se Ga-
briel Kozieski, que reputado o orador mais bri-
lha n te da cmara. Todos os que acabo de indi-
car eslo direita e apoiam a poltica de De No centro, na extremidade do terceiro banco
ha um lugar vago, o de Ladislao Teleki, a quem
os seus amigos choram sempre. O manto de
Teleki, como chele do partido Beschtus, cobre
agora os hombros de seu cnhado Tisza, vice-
presidente da cmara, o qual divide com Nyary
a direcg&o dessa parcialidade.
Taes sao, se aecrescentarmos a estes Be-
niczky. Horvath, Tseogery e Jokey, sendo es-
tes dous ltimos joroalistas, os membros mais
influentes da dieta hngara, para a qnal o mundo
tem fixa a altengo, como se delle dependesse
hoje a paz ou a guerra da Europa.
A imprensa e os tribuoaes oceupam-ss do pro-
cesso do baro de Vidil, aecusado de pretender
assassinar seu filho.
Para que se possa fazer perfeitaida deste ne-
gocio, que oceupa todos os crculos, vamos pu-
blicar o depoimeoto que por escripto fez o joven
Vidil :
a Moro em n 14, Duke Street, Weslminster.
Sou filho legitimo de Alfredo Luiz Pons de
Vidil. Na sexta-feira 28 de junho ultimo, fui con-
vidado por meu pae para ir com elle a Clare-
moot.
Nesse dia 23 dejulho, fui a Clarendoo Hotel,
Bont Slreet, onde eocontrei meu pae, e dail ful
com elle a eslago do caminho de ferro de Wa-
terloo, e pelo trem chegamos aTwickesham, on-
de nos esperavam douscarallos sellados.
c Antes de chegarmos a urna estalagem, para
onde conduz um camiuho lateral, disse elle :
necessario que eu pergunte qual o melhor ca-
mioho. Fiquei admirado, porque elle coohecia
perfeitamenle o caminho, e nao perguolou cousa
alguma ; e sem dizer nada, tomou a esquerda.
Nao rosso compreheoder, lhe disse eu, por que
ides por aqu Deu-me a intender que eslava
incommo lado do veolre. Queris, lhe disse eu,
vollar e ir a estalagem ? O caminho eslava per-
ramente deserto quando entramos nelle, mas de-
pois vimos urna mulher na extremidade.
Queres-me segurar no cavallo, disse elle ?
Como hei de segura-lo, respond eu ? Eu
quera dizer com isto : devo ticar a cavallo ou
apeiar-me Oh I nao importa; replicn
elle A mulher eslava no lira do caminho ; nos
voltamos sobre a estrada real. Passando em fren-
te da estalagem convidei-o a tomar all alguma
agurdenle ; nao, nao respoodeu eile, obrigado
cada, tomando a levantar o braco. Procure!
salvar-me na cavallo e a alguma distancia apiei-
me tranqaillameule e corr na direegao em que
eslava um homem e um* mulber a cujo falo me
agarrei, pedindo que me protegessem.
O baro chegou logo depois a p, e eslava
muito vermelho. Passou por cima de urna gra-
de 4 esquerda, e nessa occasio feriu-se na mao
como eu vi depois.
O homem que eslava com a mulher pegou-
rae pela mo para meconduzira urna estalagem.
Nao qaiz deixar que elle me pegasse na mi,
porque eu eslava escorrendo em sangue. Disse
a mulher que me oha ferido na cabega conira a
muralha. Nao era verdade, e disse-o pelo receio
que tinha de meu pie. Nao ousava dizer que
elle que tinha feito aquillo. Quando chegei a
estalagem, lavei a cabega com agua. O baro of-
fereceu-se para me lavar, e muitas vezes me per-
guniou como .eu eslava. Eu nao lhe poda res-
pon ter, e pedi-lhe para que me nao tocasse, por
que soffria muito.
Mr. Clarke vem rer-me. Sondou os dous
fermeotos que eu tinha, um na Usa e outro no
lado eaquerdo da cabega.
O baro sania de vez em quanto do quarto.
Approveitei um desses intervallos para dizer a
Mr. Clarke que eu nio tinha cabido, nem tinha
ferido a cabega conira o muro, mas que fora elle
quem dra o golpe. Pedi-lhe que fosse comigo
para a cidade. Elle maodou o aeu aisisteote que
me acompanhou. Disse na estalagem que os meus
beos passariam para minha ta e para meu primo.
Nunca fui casado : se eu morresse sem filho* le-
gtimos e sem fazer testamento, meu pae herdae
ra urnas 30:000 libras. Acredito que mea pa-
rn feria se intengio de rae assassinar.
( Assigoado ] Alfredo John 4 Vidil.
PROCESSO DO BARO DE VIDIL.
Este proceaso contina em Londres. Na ses-
so de 17, frz-se a leitura dos depoimentos b-
tidos no ioquerito e especialmente os da victima.
Estes documentos nio fizeram mais do que re-
produzir os factos j relatados
Depois da sua leitura, o filho foi chamado pre-
senca do pae; e do Sun vamos extrahir o que
cotao se passou, que nio deixar de causar bas-
tante sorpreza :
As immediagdes do tribunal de polica de
Bow-Street, eslavam desde muito cedo cheias de
povo ;sabia-se que o bario de Vidil devia ser,
depois do meio-dia, sujeito a novo interrogato-
rio. Lord Alfred Pagel, membro do parlamento,
Mr. Gaskell, membro do parlamento, e oulras
pessoas notaveis tomaram assento na sala da au-
diencia. A's tres horas, compareceu na barra o
preso Luiz Pons de Vidil, escollado por Mr Smilh
agente da policia ; assentou-se, e como na pri-
meira audiencia, conservou a cabega entre as
mos. Mrs. Charles Pollowk e Ellis, estavam no
banco da aecusago ; Mr. Sleigl e Orridge no
banco da defeza. '
a Foi chamada a primeira testemuaha Alfredo
Joio de Vidil, a qual com vfz trmula se expres-
assim :
Desejo dizer urna ou duas palavras antes da
abertura dos debates judiciaes; achando-me
doente, esperava ni ser obrigado a vir depr a
este recinto.
Quaudo eu requer o mandado foi nicamente
para minha justificago pessoal, e pensara que
as pessoas encarregadas de o executar poderam
levar a effeito esta misso. Era isto que eu es-
perava, e ludo est malogrado ; por consequen -
ca do meu dever conservar o silencio. Nao sei
o que me po lera resultar deste silencio, nem o
que se poder fazer ; mas espero poder suppor-
lar tudo quanto possa acontecer inststindo na
minharecusa em fallar.
Nao sei se fallarei erradamente entregndo-
me a inspirages contra o preso ; devo dizer tam-
bera que estes seohores que leem andado neste
negocio, o leem feito a pedido meu ; repito, que
o meu nico fim era obter protecgo, para meus
das. Se o preso exige que eu deponha. nao dei-
xarei de o fazer, mas aotecipadamente devo dizer
que elle foi bem infeliz.
Mr. Sleigh : Se o preso e objecto de alguma
insiouagio, direi testemuaha que est em grave
erro.
Mr. Pollock : Pego que sejara addiadas
quaesquer observagdes para quando estiver em
forma regular.
Mr. Alfredo Vidil : Acho-me na mais penosa
posigo. Julgo que o mea dever disistir.
Mr. Corri: A vossa posigio sem duvida
penosa-.,; mas tandes um dever a cumprir, e to-
esla casajio tem boa apparencia. Quando iamos das assympathias esto da rossa parte.
FOLBEHM
OBATEDORDEESTRADA
roa
PAULO DUPLESSIS.
SEGUNDA PARTE.
(Continuago)
XXXVI
O da inteiro se passou sem que houvesse mu-
danga no estado das cousas ; Joaquim Dick logo
ao amanhecer fuera um signal imperioso ao rnar-
quez d'Hallay, ajim de recommeodar-lhe abso-
luto silencio ; e de entio al o cahir da noite
nem urna s palavra foi trocada entre os dous.
Apenas a escuridio comegou a invadir os cu-
mes das monlanhas-rocbosas, o marquez d'Hal-
lay applicsndo os labios ao ouvido do Batedor de
Estrada disse-lhe to baixinho que mais pareca
um murmurio:
Tenho sede I
Joaquim esteodeu-lhe a cabaga, e o mancebo
poz-se a beber sofregamente : antes porm que
houvesse de todo mitigado o calor ardeote, que
ihe abrasava o peito, o Batedor de Estrada sus-
pendeu-o, dizendo-lhe:
E amanhaa'?
O marquez nio insisti; reconhecia a necessi-
dade daquella precaugio.
Vos, Joaquim, replicou elle sempre no mes-
mo tora, tambem nao leudes sede?
Sim.
E porque nio bebis?
En estou mais habituado que vos priva-
ces prolongadas e excessivas : nio fraquearei.
Agora nem mais urna palavra ; procurae dormir.
O Sr. d'Hallay obedeceu. Todava se a sua
boca ficou moda, o olhar que dirigi ao seu co"m-
panheiro exprima mui sincero e ardeote reconhe-
eimento unido a um grande pasmo.
O Batedor de Estrada ficou impassivel.
Oa dous das e duas noites, que se seguiram,
passaram-se da mesma sorte. No fim do tercei-
ro dia a cabaga e o sacco eslavam completamen-
te vasios. Joaquim, fiel sua resolugo, nao ti-
nha-se utilisadonem de um punhado de fari-
oha, nem de urna gota de agoa.
Quanto ao marquez, apezar do generoso e ex-
clusivo abandono que o companheiro lhe Ozera
das suas provises communs, sentia-se extrema-
mente fraco : insupporiaveis zumbidos fatigaram*
camiohmdo, fillou-medo seuincommodo de es-
tomago.
Se eu tivesse sabido isto, lhe disse eu teda
jantado m Haropton, como me finteis pedidt .*.
E' muito obsequio da vossa parte, responden
elle. Seguindo u caminho, disse-me elle, que
ira a casa do duque de Aumale, o que me sor-
prenden, depois de elle se ter queixado do seu
incommodo de estomago.
Aumale, em direcgo que rae a urna avenida
lateral. Alm d'esta ha muitas oulras que tam-
bem vo dar ao rio. O bateo faz-me tomar a
primeira, e como eu me mostrei admirado, disse-
me que nao sabia se no flm, havia ou na um
caminho. Mas nio existindo esse caminho, rol-
lamos para a estrada real.
O bario levou-me pela segunda arenida, que
ambos sabamos nao conduzir a casa do duque de
Aumale. Seguimos eolio pelo que conduz a casa
do duque. Mas com grande sorpresa minha, nio
entrou ali, e seguiu o caminho que rolla a es-
querda, e cuja extremidade se r que parallelo
entrada. Fiz-lhe observar que n iamos na
direcgo de duque de Aumale. J tiohamoa an-
dado alguma cousa na ra que rae a estrada real,
quando elle me disse que nos tinhamos engaa-
do e que era necessario rollar atraz. Retroce-
d sem dizer patarra.
Este caminho um pouco sombrio : nio se
ria pessoa alguma. Eu estar um pouco. aoteci-
pado ao bario que ia a direita ; apenas teria an-
dado um ou dous pasaos, quando sent urna vio-
lenta pancada na cabega ; roltei-me e ri que a
mo de meu pae se levantara com alguma cousa.
Foi com isso que elle me deu urna segunda pao-
Mr. Sleigh : Se a lestemuoha recusa prestar
juramento....
Mr. Pollock: Ainda urna rez pego ao meu
douto amigo queira nao continuar as suassug-
gestes, que parecem ter por fim influenciar a
leslemunha.
Mr. Corri : Cmo ha pouco disse, a leste-
muoha tem um derer penoso a cumprir, mas
necessario que esse dever se cumpra. (Dirigi-
do-se teslemunha) : Dereis fallar e dizer tudo
quanto sabis.
Mr. Alfredo de Vidil: Sou de opinin de que
do derer de um filho expdr-se a qualquer cas-
tigo para proteger seu pae ; e eu nao approraria
le alguma que eslaluisse o contrario.
Mr. Corri : Desta maneira recusaos prestar
juramento?
a Mr. Alfredo de Vidil: Recuso.
a Mr. Corri; Enlo sou obrigado a fazer-me
prender.
Mr. Bernaby, primeiro official do tribunal:
Prendei esse mancebo I (O mancebo conduzido
por um agente de policia.)
Durante a sua ausencia, Mr. Sleigh, defensor
de Mr. Alfredo de Vidil, pediu : 1* que o nego-
cio fosse apresentado de novo no sabbado prxi-
mo ; 2 que neste intervalo, aquelle mancebo
fosse confiado aos seus amigos, em lugar de per-
manecer preso.
Mr. Corri fez observar que Mr. Alfredo de Vi-
dil devia continuar preso pro forma, sem estar
sujeito a correegio alguma, e que por isso nio
poderia soffrer muito com esla detenga o, aceres-
centando que a sua recusa em fallar parante o
tribunal nao podia ser tolerada sem ama especie
de protesto da parte do tribunal.
lhe os ouvidos, um circu? de ferro cingia-lhe as
loles, horrivel conlracgo seguida de dores lote-
jantes apertava-lbe a garganta, e opprimia-lhe a
respirado de um modo atroz. Com tudo o receio
de ser descoberto, ou antes o exemplo de inaba-
lavel estoicismo, que lhe dava Joaquim, fazia
com'que elle concentrasse em si a expresso dos
seus soffrimenlos. ,
Haviam j noventa e seis horas que durava es-
se drama horrivel, quando veio um acontecimen-
to romper o silencio que existir al entao, Os
pelles-rermelhas de Lennax abaliam a extremi-
dade do cume do voladero.
Aos primeiroa golpes que retumbaram cima
das cabegas dos dous fugitivos o marquez olhou
para Joaquim, que sorria-se com ar alegre e zom-
bador: entio incapaz de moderar a sua impa-
ciencia inclinou-se brandamente para elle.
Porque sorris, amigo ? Ser de alegra por
chegar a um fim, qualquer que elle seja, com
tanto que ponha termo ao vosso martyrio, ou se-
r de esperanga, o que nao ouso acreditar?
Sorri-me, Sr, marquez, porque como todos
os homens sou sensivel ap aentimenlo do amor
proprio, e rejo com prazer que nesta luta de as-
tucias e ardis empenhada entre mim e Lennox o
meu velho amigo ha de ter sem duvida a desvao-
tagam.
Em nome do co, Sr. Joaquim, explicae-
rosl
Eu nao dereria responder-ros, porque des-
de que dos perseguem nunca a nossa posigio foi
to arriscada e melindrosa como agora : porm
de outro lado rejo que, se nio soccorrer-ros o
moral com urna boa noticia, possivel que o
rosso cerebro enfraquecido forga das privages
porque teodes passado nao resista ao delirio. At-
lendei pois, e nao esquegaes de que urna simples
exclamagio da vossa parle ser bastante para
perder-vos sem remedio. Comprehendels bem a
importancia desta recommendagio?
Comprehendo.
Pois eolio ouvi o que se passa. Ha quatr
dias que Lenoox se acha acampado por cima des-
te voladero; isto demonstra de sua parte muita
obstinagio e bom senso, o que nio me surpre-
hende : com tudo elle ainda nao cooseguio saber
o que feito de nos; de outra sorte teria j co-
megado com o auxilio dos seus pelles-rermelhas
o trabalho de demoligao a que se entrega neste
momento...,
Mas eolio...
Nada de iotertupgoes. Os golpes que ouris
nio provam qnetenhamos sido descoberlos; an-
tes alleslam que Leunox est prximo a retirar-
se : talrez a ultima experiencia que tonta para
Todava por insiateocia de muilos magistra-
do, e conselho de um medico que declarou que a
detengio poderia ser prejudicial saule de Al-
fredo de Vidil, Mr. Corri deu ordem para este ser
de novo conduzido & audiencia, dirigindo-lbe as
seguioles patarras :
Depois de algumas reflexoes, e tomando em
consideradlo os factos da causa, em lugar de ros
fazer conduzir preso por nao quererdes fallar, roo
confiar-ros aos rossos amigos, at que o negocio
recomece ; teodes tempo at para consultar o
rosso adrogado.
Teodes um dever a cumprir para com a vos-
sa soberana e pura com a sociedade, e por maia
penoso que posia ser, nao deveis receusar curo-
pri-lo. Espero que refleclireia sobre a vossa po-
sigo ; tendea a depr, e para desejar que o fa-
gaes de boa vontade, e nao constrangido.
O mancebo, accrescenta o Sun, foi entregue
a Mr. Parker, seu prenle, e o baro foi condu-
zido para fora da sala. Emquanto o joven esta-
ra na sala da audiencia, mostrou sempre estar
accommettido de urna rira agitago nervosa. O
preso nao pareca inquieto ; smente tiohi o ros-
to oceulto entre as mos pars escapar as vistas
daquelles que assisiiam audiencia. Quando
eata concluiu, recebeu urna carta que leu con-
servando-so na meami posigo. O povo espe-
rava a sua sabida da audiencia, quando foi re-
cooduzido do tribunal de policia para a casa da
detengio.
Audiencia do dia 19.
O aecusado Alfredo Luiz Poos de Vidil de no-
vo conduzido barra.
Mr. Pollocti toma assento pela corda ; o aecu-
sado defiendido por Mr. Sleigh, Mr. Orridge e
Wootoer.
Mr. Polloch. Tenho a informar-ros, senhor
juiz de que o addiamento do negocio para hoje
oo tere por effeito alterar-sea determiasgo de
Mr. de Vidil filho, de oo ser parte contra seu
pae: este mancebo nao foi guiado oa deciso que
tomou a este respeito, seno em relago a sua pro-
prla pessoa. Sendo estas as circunstancias e
teodo Mr. de Vidil filho reounciado ao processo,
julgo oo dever continuar. Nao me perieoce di-
zer o que ha sobre o oegoiio. E' a vos, senhor
juiz, qun toca decidir Mr. de Vidil filho, est
presente audiencia, mas, como eu acabo de ter
a honra de ros dizer, elle recusa-se a dar o me-
nor teslemuoho.
Mr. Corri.Ha outras testemuohas?
Mr. Polloch.Mr. Ellis e eu cessamosde estar
eocarregados do processo.
Mr. Toratons, inspector de polica.Estou en-
carregado por sir R. Mayne derogar a V. S. quei-.
ra proseguir com o negocio como se se traiasse
de um simples inqueriio.
Mr. Sleigh.Depois de ter ouvido o que aca-
bj.de dizer o meu amigo, Mr. Polloch, pego li-
cenga para fazer urna observago; que espero
que o tribunal julgar que os direilos da justiga
estaro agora completameote preenchidos, de-
clarando que bastar que o defensor foroega ama
caugo consideravel, que sirva para garantir a
Mr. Vidil filho, contra qualquer mo tratamento.
(Sentem-se graedes assobios no recino reservado
ao publico.)
Mr. Corri.St>- se renovaren) deraonstrages
desta especie, farei immediatamente evacuar a
sala.
Mr. Sleigh.Sinto infinitivamente estas de-
monstragoes. O negocio de urna natureza mul-
to perigosa quando se coosidera debaixo do pon-
to de vista das relagdes entre o pae e o filho.
Como j disse, em urna circumstancia precedente
acbamo-nos era preseoga de um processo muito
excepcional, e sinceramente espero quo a minha
proposla nao encontrar opposigo algumi da
parte do meu digno amigo.
Mr. Corri.Mr. Polloch nao faz agora parte da
causa.
Mr. Sleigh.Como a proposta parece convir a
todos, espero, senhor juiz, que vos, como ma-
gistrado, a julgareis tambem em relago com a
misso da justiga.
Mr. Polloch'Mr. Parker e eu renunciamos
ao processo, e posso accresseotar que nao existe
o menor direito de obrar contra o preso. O ni-
co desejo de Mr. Parker, que tomou parte neste
negocio, que a honra e a seguraega pessoal de
Mr. Vidil filho, sejam garantidas conira qualquea
ataque.
Mr. Corri.Desejo ver o mancebo.
Mr. Vidil lilao, entra no recinto das tres teste-
munhas.
Mr. Corri.Depois da ultima audiencia ten-
des tido tempo de reflectir, e de vos acooselhar
com os rossos amigos. Tenho agora a pergun-
tar-ros se presistis em recusar o vosso testemu-
nho contra o preso.
Mr. de Vidil.Sim, presisto.
Mr. Corri.Muito bem.
Accresseotarei agora que recebi do mancebo
certas informages que foram confirmadas pelos
depoimentos de muilos magistrados, e que essas
ioformagoes n) decidiriam, se o iuquerilo po-
desse continuar, que o preso fosse mandado pa-
yante o juizo competente ; mas nio podemos con-
tinuar este proceaso quando a principal lestemu-
oha recusa o seu testemunho.
Se este silencio da lestemuoha deve suspender
o negocio, tere ra os um precedeote, que sem du-
vida ser imitado de futuro, e lalvez por mo-
tivos menos legtimos do que no caso que nos ou-
oupa.
Disse-se que a autoridade da policia tenciona-
va continuar o processo, mas para lamentar
que nao haja ainda oeste paiz magistrado encar-
regado de proseguir de oflicio em uome do esta-
do. Se nunca houve um processo em que o es-
tado devesse iotervir em nome da sociedade,
este, mas quanto a mim julgo nao dever ir mais
alm.
Limttar-me-hei por agora, a fazer comparecer
o preso na terga-feira afirn de ler tempo de per-
guntar ao secretario de estado, se a sua intengio
fazer proseguir o negocio.
Hesito a tomar urna deciso quint ao mance-
bo, mas, eo posso contar com a sua preseuga na
terga-feira prxima, nio me opponho a que elle
continu a estar confiado aos sees amigos al
enlo.
Se vos deixar com os vossos amigos, voltareis
aqu na terga-feira ?
Mr. de Vidil, filho.Nio me comprometi a
dizer enlo a verdade.
Mr. Corri.Pergunto-ros se comparecis aqui
na terga-feira ?
Mr. de Vidil, filho.Sim, rirei.
O preso 4 egualmente convidado para compa-
recer nesse dia.
Mr. Bernaby.Mr. de Vidil rollar aqui na
terga-feira prxima, sob pina de mil libras de
multa.
Mr. de Vidil.Mas nio serei obrigado a dar o
meu testemunho?
Mr. Bernaby.Agora pedimo-rossomente para
virdesaqui na terga-feira.
Mr. de Vidil, filho.Muito bem rirei.
O preso retirou-se.
[Jornal do Commercio, de Lisboa.)
MANIFESTAQO DE SYMPATHIA.
Urna carta de Bade d assim noticia da maoi-
festago de sympathia que toda*a populago de
Bade, deu ao rei da Prusaia, na noite do da, em
que tere lugar o atleotado contra a vida de S. M.
Prussiana.
Urna immensa mnltidao se reuna em frente
da porta do baliado e orgaoison a msoifestago.
O cortejo pz-se em march^pouco depois das
8 horas, engrossaodo de ra ewrua la na frente
o burgo-mestrecom a cadeia de prata, insignia:
das suas funeges, e os membros do conseibo mu-
nicipal, seguidos de lodos os notareis e burgue-
zes de Bade, em duas Qlfiras. Cada ura lerara
na mo um braodo de resina coja nharama pro-
jectava ao longe reflexos rubros como os de um
incendio.
Os banhislas esperaran) o cortejo no terrasso
do palacio da conversaco.
O rei e a rainha da Prussia oceupam urna casa
cor de rosa, sita no ngulo do dito edificio. E'
urna casa de modesta apparencia, e como mui-
tas em Bade. Nao se desliogue em nada das
outras risinhas, nem mesmo as flores que tem
na sacada exterior. Nao tem seonella nem ap-
pirato algura a porta.
' ali que ha muitos annos o rei e a rainha,
quando nao eram ainda mais que principe e prin
ceza real da Prussia, costumaram habitar eis
semanas ou dous mezes, sem faualo, nem ruido
n'uma ierra que amam e onde sao amados.
Chegado o cortejo em frente da casa cor de rosa
o burgo-mestre se apreseoloa ao rei da Prussia,
em nome do; seus concidadios, no meio de en-
tusisticas aclamages, que redobraram quando
S. M. appareceu na raraala.
Um numeroso coro de allemaes cantn eoto
um hymno nacional, oo meio do mais profundo
silencio da multido.
Acabado o hymno, a orchestra do terrasso exe-
culou o od save lhe King que mil bravos
enthusiaslicos aoplaudiram.
O cortejo retirou-se depois lentamente.
NECROLOGIO.
Falleceu em Paris com 92 annoi o prncipe
Adara Czarioryski. Tioha nascido em 14 de ja-
neiro de 1770.
Desde 1792 tomou parte as lutas da Polonia
contra a Russia. Entregue em refem a Catha-
rina II, entrou na diplomacia e depois seguiu o
imperador Alexandre as campanhas do tempo do
primeiro imperio fraocez. Passou disponibiti-
dade em 1821 e sahiu d'ella em 1830 para fazer
parle do governo nacional polaco, cuja presiden*
ca lhe foi momentneamente confiada. Pros-
cripto depois de ter combatido at ultima pela
independencia da sua patria, viva em Paris no
antigo palacio Lamber!, que mandou restaurar
com tanto gosto como magnificencia.
Muitas rezes lerantou a roz para recordar os
direilos da Polonia, e os emigrados eram objecto
da sua constante sollicitude. Os seus ltimos
pensameotos foram ainda da sua patria e dos seus
concidadios.
certificar-se de que o voladero nio offerece perto
do seu cume alguma caridade. Ora, esta que nos
serr de abrigo est lio oceulta e retirada, que
nio pode elle suspeitar a sua existencia. Deixse-
o pois demolir sua ronlade 1 Quando a extre-
midade do cume se desmorooar, e palenleer-lhe
o racuo, ir procurar-nos a outra parle ; pois nio
affirmo que deixe de perseguir-nos. Bem sei que
os minutos ros parecem horas: porm permiiti
lembrar-ros aqui um dicto que tere origem neste
mesmo paiz da boca do imperador Guatimozin:
E eu I Pensaes que estou sobre um leilo de ro-
sas?
O marquez ia aproreitar-se dessa occasiio para
agradecer ao Batedor de Estrada a dedieago sem
limites que lhe Mostrara ; aquelle porm, como
se presentase a sua iotengo, convidou-o com
um gesto de autoridade a guardar silencio.
Apezar da esperanga que essas explieages fi-
zeram nascer no coragio do mancebo, foi com um
aperto de corago, e inexprimivel senlimento de
receio e angusties que elle rio a dubia claridade
do crepsculo anounciar a approximagodas tro-
vas. Passar mais urna noite naquella priso, que
era sua mente elle comparara ao carcere de Ugo-
lin, parecia-lhe cima de toda a coragem : as suas
torgas estavam quebrantadas I
O desanimo absoluto do marquez nao escapou
4 penetrago do Batedor de Estrada.
Nao queiraes naufragar prximo ao porto
da salvagio! rourmuiou elle ao ouvido do Sr.
d'Hallay. Ainda urna rezcoragem I Eu rela-
rei pelo rosso somno; te dormindo elerardes a
rot, acordar-vos-hei.
A precaugo de Joaquim nao foi intil, pois
que durante aquella noite tere necessidade de le-
var muitas rezes a mo boca do mancebo para
abafar-lhe as patarras incoherentes que lhe ar-
raocava o delirio.
Nos cimos das mootanhas comegaram ja a re-
flectir-se os primeiros claroes da aurora, quando
- o Batedor de Estrada, cedeodo finalmente fa-
diga, fechou os olhoi. Os pelles-rermelhas ti-
nham volta.do aos seus Irabalhos havia urna hora.
A arela e os entulbes cahiado no abysmo cobriam
os dous refugiados de urna nuvem de p
Ja era dia ctaro quando o marques d'Hallay
desperlou : aps os primeiros mementos em que
levou a coordenar as suas ideas, pois que nao
tinha couscieocta exacta da sua posigo, o man-
cebo sento percorrer-lhe pelo corpo um doloro-
so calafrio : era a sede que rollara a torturar a
sua presa 1 Lerou aa miosao pello com um ges-
to de deseapero como se o qaizesse dilacerar,
mormurando com roz sarda e inintilgirol:
Agoa I. .Deem-me agoa !..e depois matem-
me i ronlade 1...
O desgranado cerrou o punho e mordeu at ti-
rar sangue ; essa dor parcial abrandou-lhe por
alguns segundos a forga dos seus soffrimeotos
complexos, e o reatiloio momentneamente ao
uzo da razio. Voltou-se para Joaquim, e ren-
do-o mergulhado n'um somno calmo e pacifico,
o foi despertar : tioba inveja do seu repouso I
Que queris de m;m? perguntou o Batedor
de Estrada em roz baixa com maravilhosa pre-
seoga de espirito.
Joaquim, lhe respondeu elle, ros me Ilu-
ds, zombaes de mim I...Esta pretendida resig-
nado oio passa de um pretexto para'dissimular
a vossa tralco !...N.io possivel que oio teohaes
provises escondidas...Ha por ventura quem pos-
sa passar cioeo dias sem tomar stimeato algura ?
Exijo, quero que dtridaes commigo os recursos
que tio indignamente me haris oceultado al
hoje: exijo e quero, ouristes?...ou enlo grita-
rei, e Lennox coohecer o nosso escondrijo I...
' impossirel fazer-se urna idea do olhar indi-
aivel que o Batedor de Estrada langbu sobre o
miseravel: esse olhar exprima ao mesmo tempo
compaixo, censura, e desprezo.
Pobre infeliz 1 murmurou elle. Quanto vos
lastimo! Dae urna busca em tudo, al em mim
proprio, se nao queris crer na minha palavra...
porem deixae-me repousar...
Estas patarras to simples, pronunciadas com
0 deslenlo momentneo, mas penetrante, que
experimentara muitas vezes as almas escolhldas,
quaodo se acham em face de urna odiosa iogra-
tidio, causaran) no mancebo profunda impres-
sio. Urna lagrima reio amortecer o orilho febril
do seu olhar, ordinariameole endurecido e alti-
vo ; e elle, tomando entre as suas a mao de
Joaquim, exclamoa:
Oh I perdoae-me 1 Eu soffro tanto I. .
Seguio-se um silencio de alguns minutos. O
marquez, contemplando o seu heroico compa-
nheiro de infortunio com urna admirago despi-
da d qualquer pensamento mu, replicou :
Joaquim, ensinae-me o segredo da vossa
forja, e eu procurare! imitar-ros.
-7 O segredo da minha forga est Da minha
submisso cega aos decretos da Providencia. Oh I
oio abalis assim a cabega em ar de duvida I
Que inleresse teria eu em illudir-ros? Osoffri-
meoto, peranie o qual tremem o homens mais
altivos, tem o seu lado bom, tem a sua utilida-
de incontestavel: elie mu conselheiro paraos
coragea traeos e rebeldes; mas para aquelles,
que o aceitara como expiago das suas fallas,
ohimm.4 que devora o corpo para purificar a al*
LORD JOHN RUSSELL.
A proposito da prxima elevsgo de lord John
Russell ao pariato. o Times records que ha
45 annos que este homem de estado, figura bri-
lhanlemente entre os graodes cidados do seu
paiz.
Lord John Russell entrou na cmara dos com-
muns em 1813, no reinado de Jorge III. e tem
depois successivamente sido membro do gover-
no, na qualidade de primeiro lord da thesoara-
ria, ministro dos negocios eslrangeiros e miois-
tro das colonias.
Foi presidente de um gabinete e fez parladas
administragdes de lord Gray, lord Melbourne,
lord Aberdeen e de lord Palmerston.
Foi na cmara dos communs o grande campeo
da reforma.
O Times de opinio que lord John Russell
mostra grande tino, descendo da alta posigio que
oceupa oa cmara dos communs. anteado tempo
em que a edade o rir privar do rigor das suas
faculdades e da influencia que ha longo tempo
tem as deliberarles daquella cmara .
ma Sede submisso e resignado, e acabareis por
fazer um gozo das rossas maiores dores 1
Joiquim Dick parou ; depois encarando o mar-
quez sera colera, sera exprobrago, coutiouou :
O soffrmento nesta hora tem para mim um
encanto ineffarel, porque elle o lago syoapa-
thico que me liga a Antonia...Antonia que tam-
bem saba soffrer sem queixar-se I...Porem aca-
bemos com esla conversaco ; a minha fraqueza
extrema : a meu pesar o somno abate-me as
palpebras, nao posso mais resistir-lhe. Peco-
ros que me deixeis repousar urna hora se quer.
O Batedor de Estrada calou-se : dahi a pouco
a sua respirarlo tranquilla e compassada prora-
va que elle dorma profundamente.
O Sr. d'Hallay ergueo se sobre um joelho, e
poz-s a olhar para o cu. Eslava naquella me-
mento dominado por urna dessas haluclnagoes
estranhas, que se apoderam dos condemoados
morte, e lhes faz acreditar que no momento de
marchar para o supplicio um cataclysma univer-
sal rir derribar os muros das suas prizoes, ou
urna oagao inleira se ergoer para livra-los: o
marquez esperara tambem, verdade que com
mais alguma rerosimilhanga, que um psssaro
perdido no espago, e perseguido por alguma
aguia, fosse refugiar-se na excavago, e forne-
cer-lheo seu sangue para mitigar-lhe a sede, a
sua carne paraabrandar-lhe a tome l
De repente o olhar vago do mancebo parecea
fixar-se sobre um objecto; suas palpebras abri-
ram-se desmedidamente, urna expresso de lou-
ca alegra, ao mesmo tempo de pungente duvida,
trouxe um leve colorido s suas faces lvidas:
e'ra extraordinaria a sua commogau 1 Por tres ou
quatro vezes esfregou os olhos, como se nio
acreditasse no testemunho dos sentidos, come
se duvidasse da realidade do que vi* ; finalmen-
te conrencido de que oio so engaar, passou
vagarosamenie por cima do carpo adormeeidvde
Joaquim, e estirando o mais possivel o brago pa-
ra fora da escarago agarrn com aridez aem
igual, e atrahio rirameote a si urna corda que
penda do alto do voladera.
Na extremidade dessa corda balougavam-se
urna larga cabaga, um quarto de cabrito assado.
A lengio da corda dar a eotender qua a cabaga
estara cheia.
Oh 1 E" agua 1 exclamou o marquez d'Hal-
lay, lerendo-o vivamente aos labios.
No mesmo instante um som guttural e prolon-
gado, que tinha o quer que fosse de semelhanle
ao grito da are de rapia, o ao rugida do tigre,
elevou-se nos rea, e retumbando de echo em
echo auimou com ainistra harmona as solidoes
das montanhas rochosas.
CAPRICHOS DA SORTE.
Celebrou-se ltimamente em Roma o casamen-
to de um antigo soldado fraocez. hoje duque ro-
mano.
E'Mr. Arduin, que entrou em Roma em 1849,
com o exercito fraocez, sendo entio sargeoto aju-
dante. Tere a fortuna de agradar riura do du-
que de Altemps, e chegar a ser seu marido. A
duquesa morreu passados annos, deixando um
filho nico, que morreu o anno passado, e assim
Mr. Arduin se riu duque e herdeiro de urna gran-
de fortuna. '
Pediu e obtere a mo de urna filha de Mr. Lez-
zani, celebran4o-se o casamento na presenca do
cardeal Antonelli e de muitas pessoas distinctas.
A msica de um dos regtmentos francesas tocara,
oa praca de Veoeza, em honra do antigo sar-
geoto.
( Commercio do Porto }.
Quasi logo um choro infernal, digno acoaipa-
nhamento desse grito sem nome, langou as suas
notas agudas aos sopros da brisa matinal.
O marquez d'Hallay continuara a bebes: Joa-
quim dispertou.
O que isto ? perguntou elle- em ro
baixa.
A' vista do marquez saciando-se com frenes oa
agua que cootinba a cabaga Joaquim nao Ibe di-
rigi mais urna s perguota.
Fis tudo quanto possivel hamaaamente
fazer-se, murmurou elle como que faltando cora-
sigo mesmo ; cumpri a minha promesas An-
tonia t
Volveu de novo os olhos para o marquez, a>
urna expresso de soberano despreaa deu ao seu
semblante fino e significativo, ioerivel mages.-
tade.
O homom sem renlas aem f seme-
lhanle ao bruto. A rerdadeira coragem nio as-
ce do terror do sangue, mas sim da nobr*za, as
seotimentos, de um eocagaoelevado 1 Ora, pois!
A astucia obstinada do selragem venceu a indi-
ligencia do hornera instruido e civilisad.o t E,
cumpre coofesaar,o lago armado por Lennox foi
dos mais destros. Se o marquez soubessa resis-
tir 4 tentago ama hora somante, ficaria salvo.
Esta experiencia era a ultima de Lennox ; elle
ter-se-ha retirado, logo querella nao produzisse
effeito. Agora o que devo fazer? Meu Deus!
Dae-me ainda alguas midutos de razo-... a mi-
nha cabega est to Iraca I Vejamos : jurei a An-
tonia subtrahir este marquez s torturas que lhe
prepara o seu inimigo. Hei da cumprir o meu
juramenta!
Um sorrisn sioistro entr'abrio os labios do Ba-
tedor de Estrada ; lerou a mi aa cinto para
certificar-se de que nio tinha perdido o seu
punhal.
Nesse interira o marquez depunha a cabaga no
chio ; estava rasia I
Oh I perdi, Joaquim l exclamou elle n'um
tom que exprima rerdadeiro pesar. Eu tintu-
ras esquMido de ros 1
(Coniaasr-M-no.)
PEW. -TYP. DI M. F. DI 1114.-1801,
aaa
rr~.


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