Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09375


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Full Text

1MBVI
lili IXXTII IDKIO 198
P#r tres ezcs adiaiUdos 5$00
Por tres metes vencidos 6)000
N *
QUINTA FE11A 29 JE AGOSTO 01 Ilii
Por anno adiantado 19)000
Porte franco para subscriptor.
NCABRBQADO-9 DA SBSCtIPCAO DO ItOKTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
ty, o Sr. A, de Leraos Braga; Cear o Sr. J. Jos
da Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jota Mar-
tina Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos} Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
t%KTlL>A> u turin mus.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do da.
Iguarassu, Goianna t Parahiba as segundas
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Camar.Altinho
Garanhuns as tercas-feuas.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro.Brejo, Pes-
queira.Ingazeira, Flores, Villa-Bella,Boa-Vista,
Ouricury e Px as quartas feiras.
Cabo, SerlnhSem, Rio Formoso.Una.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
Todos os correiosparlem as 10 horas da manha
EFHEMERIDES DO MIZ DE AGOSTO.
6 La ora is 10 horas 34 minutos da man.
13 Quarto erescenta as 4 horas e 56 minutos da
manha.
20 La eheia as 7 horas e 31 minutos ds man.
28 Quarto minguanU aall horas e 4 minutos da
manha.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 10 horas e 54 minutos da manha.
[Segando as 11 horas e 18 minntos datardt.
DAS DA SEMANA*
26 Spgunds. S. Zeferino p. m.; S. Conttancia m,
27 Terga. S. Jos de Calazaosfuod. das esc. piS'
28 Quarta. S. Agostinho b. dout. da egreja.
29 Quinta. Uegollacao de S. Joo Baptista.
30 Sexta. S. Rosa de Lima americana v.
31 Sabbado. S. Raymondo Nonnato card.
1 Domingo. Nossa Seohora da Penha.
AoUi&.iUAd UOS 1R1BUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio ; segundas* quintas.
Relaco: tercas, quintas sabbados sslO horas.
Fazenda: tercas, quintase sabbados as 10horas,
juizo do eommsrcio : quartas ao meio dia:
Dito de orphaos: torgas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do civel: torgas ssxtssao meio
dia.
Segunda rara do clrel: qtartas t sabbados a 1
hora da tarde:
ENCARREGADOS DA SUBSCFUPCAO do sul
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias; Baha,
Sr. Jos Mirtina AItss ; Rio da Jsnslro, 8r
Joo Persira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Flgaeiroa tf
Paria,na sus livraria prega da Independencia o
6 8.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia S de agosto de
1861.
Offlcio ao Exm. baro do Rio Formoso, vice-
presidente interino da directora do imperial ins-
tituto agrcola desta provincia.Queira V. Exc.
habilitar-me com a sua infurmago de modo a
poder salisfazer o que exige o Exm. Sr. ministro
da agricultura, commercio e obras publicasen!
aviso de 26 de julho ultimo, constante da copia
junta.
Dito ao conselheiro presidente da rehQao
Sirva-se V. S. de expedir suas ordeos no sentido ,
que solicita o juiz municipal do termo de Seri- nnuncwu o _Exm. Sr. presidente do Para em o-
pito ao juiz de orphos da capital.Para cum-
primento das ordens imperiaes haja Vmc. de in-
formar com brevidade quantas audiencias deu, e
quantas causas julgou definitivamente no semes-
tre de Janeiro a junho deste anno.
Dito ao conselho administrativo. Autoriso o
conselho administrativo a comprar para forneci-
mento do almoxarifado do presidio de Fernando
os objectos mencooados nos dous pedidos inclu-
sos Commuoicou-se thesouraria de fazenda e
ao commaudante daquelle presidio.
Dito aos agentes da corapanhia brasileira de
paquetes a vapor. Maodem Vmcs. por dispo-
9co do regador do gymoasio provincial um cai-
xao e um barril, marca PK, con ten Jo objectos de
historia natural, os quaes foram transportados
para esta provincia no vapor Paran, como me
ohera em offlcio de 13 do crrenle, juoto por co
pia, com referencia ao processo do reo Manoel
Jos do Nascimeoto Batalho. Communicou-se
ao predilo juiz municipal.
Dito ao coronel coomandanle das armas.
Sirva-se V. S. de mandar avisar a tres ofciaes
superiores do exercito para fazerem parte da jun-
ta, qua em ultima instancia tem de julgar o pro-
cesso do soldado da 2a companhia do corpo de
polica, Jos Antonio Soares, dovendo os referi-
dos ofciaes comparecer oeste palacio no da 5
esss negociago? Deve a ilha ser cedida ? A
respostado conde de Gavour foi: O imperador
dos Fraocezes contiaua a instar, at agora te-
nho eu resistido.
c Muilo bem, o cavalleiro posto assim ao facto
dos negocios, parti para a ilha de Sardeoha e
teve a certeza de ter o povo sido manejado da
msneira que j indiquei, e certilicou-se tambera
de que o Irabalho para a aonexaco da ilha ao
imperio raocez, j compreheodia a forraago de
duas commisses de anuexaco.
i Direi agora cmara que a peisoa encarrega-
da da formaco destas commisses Mr. Pietri, o
mesmo hornera que dirigi o suffragio universal
orgaoisado na Saboya e em Niza ( ouvi, ouvi I)
a Sahiodo da Sardeoha e de Turim, e viudo
para Pars, o cavalleiro de que cima fallei sou-
be que do Qm da sesso do corpo legislativo,urna
das sesses discutira o que nos chamamos orna-
mento da marinba.
Un dos deputa los fez observar que este ef-
fectivo era muito grande, e que os portos de
Franga eram insufflcientes par receber urna ma-
rinba lo vasta.
Depois o representante do governo declarou,
que era verdade, mas que a Franca se achava em
negociacoes, que teriam por consequencia deixa-
cer a aoimaes antedeluvanos. cumpre-me deca- la de posse de novos portos no Mediterrneo.
rar V. S. qua remetti aquellas objectos para o Desejava que o nobre secretario dos negocios
flcio de 12 do correte, enviando-me Vmct. a
conta do frete des.-es volumei, aQm de ser satis-
feita.Communicou-se ao director geral da ins-
truccao publica para o (ira de o fazer constar ao
regedor daquelle estabelecimento.
Dito ao Dr. Pedro de Athayde Lobo Moscoso.
Agradecendo V. S. o offerecimento que me
fez de tres pedacos de ossos pulriGcados, que por
sua extraordinaria grandeza Ihe parecem perten-
portaocii da deliberago tomada pela cmara
quasi unanimidade dos suffragios; esta importan-
cia e tanto maior, quanto a le do emprestimo
prov sos interesses mais graves e aos mais vi-
taes da nossa patria, sendo esta deliberado pro-
cedida pela votago de oulra le muito importan-
te, pola qual se creou urna nica divida publica
para toda a Italia. Semelhantes resultados te-
rso, estou- persuadido, urna influencia benfica
na nossa stuago, tanto interna como externa,
Depois de se ter constituido a anidado nacional,
nos conseguiromoi tambem fundar a unida de
ioanceira da Italia. Sustentados pelo crdito e
pela opinio publica, esperamos que nos ser da,
do tambem, pelo augmento da riqueza nacional-
e per urna a ministracao provisoria, cuidadosa
e prudente, reparar as despezss occasionadas por
urna lucta de muitos snnos e restabelecer em
pouco tempo o equilibrio entre a receita e a des-
peza. O progamma exposto com tanta claresi e
preciso pelo meu honrado collega e ministro
das tlnancas aprsenla as maiores segurancas e
estimamos poder osperar que seja acolhido
pela opinio estrangeira com tanto favor como
o foi pelo nosso paiz.
Pela mioha parte, julgo dever, n'esta occa-
sio to solemne, fazer coohecer de novo o com
toda a franqueza de urna convieco Intima, as in-
tences quo dirigem o governo do rei na sua con-
do mez viodouro as 11 horas da manha Desi- i m.use At> gymoasio provincial, onde podero ser eslrangeiros ioformasse cmara, se o poda fa- ducta tanto interna como externa. A nossa poli-
goou-se o juiz de direito da
de relator.
Dita so Dr. chefs de polica.Scienle pelo seu
ofSciode 22 do corrente, sob n. 818, de j adiar-
se V. S. recolhiio a esta capital, para oode fez
cooduzir, depois de orgaaisado o respectivo oro-
cesso, os reos Amaro Jos de Mello, Manoel Go-
mes Per-ira, Eustaquio Pereira da Silva, Joaquim
Leandro Barbosa e Mauoel Correia de Araujo,
autores do roubo e mortes perpetrados no lugar
denominado Brejo do Peripiri muilo me
apraz de por mais esta occasio applaudir o im-
portante servico prestado pela polica sob a di-
recgo de V S., equo teve o muito satisfactorio
resultado de serem
Ia vara para servir vislos Por todas as pessoas, que se dedicara a es- | zer, que portos eram aquellos de que se tratava,
a nao ser na ilha de Sardenha.
tudos dessa natureza, e que bem podero apre-
ciar o seu valor ; parecendo-me assim ter Sitis-
eito o pensamento que a semelhante respeito
maoiesta V. S. em seu offlcio de 22 do correte,
a que respondo.
Portarla. O presidente da provincia, alteo -
dendo ao que Ihe requereu o capito reformado
do exercito e almoxarife do presidio de Fernan-
do, Manoel Claudino de Oiieira Cruz, resolve
conceder-Ihe licenca aura de remelter para esta
capital, a ser entregue a um seu irmo. o feijo,
milho, farinha e outros legumes, que tiver apro-
veitado de suas plantacoes, bem como os que
lem oblido por compra, devendo esta portara ser
_ capturados, e acharem-se j
recolhidos casa de delengo debidamente pro- presentada ao Sr. comrnaodanle do presiJio
cessados todos os compromettidos naquelle alten- i Expediente do secretario.
tado, que assim ticam entregues aeco da jus-i 26 de agosto de 1861.
tica. | Offlcio ao commaodaale das armas. O Exm.
Dito ao mesmo.Informe V. S. acerca do que i Sr. presidente da provincia manda communicar
exige o Exm. Sr. ministro da jusliga em aviso de i a *" S. que aulorsou o director do arsenal de
31 de julho ultimo, constante da copia juuta,' u_erra a mandar salisfazer o pedido do 10* bata-
com referencia ao foruecimenio que se fez do fsr- l
damento e armamento s secces de pedestres!
tiesta capital.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.Vis-
to que, segundo V. S. declarou em seu offlcio de
10do corrente, nao appareceram pessoas pro*
pondo-se a arrematar o brigue escum Xing,
com a mastreaco, apparelho, veame, amarra-
coes, etc., mande V. S. tirar delle tudo quanto
se poder aproveilar para esse arsenal, e o pooha
novamenle em hasta pullica, depois de avahado
conevnienlementa, como propoz o ispeclor da
thesouraria de fazenda na informaco por copia
inclusa.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Respoodendo ao offlcio que V. S. me dirigi em
21 do cerrente, ponderando em os embarazos que
encontra na ordom, que expend a essa thesou-
raria em offlcio de 17 deste mez para ser orga-
nisada urna tabella, na qual se doslribuisse em
Iho de infamara, a que se refere o offlcio de
V. S., sobn. 1.237.
Dito ao inspector ds thesouraria de fazenda.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda decla-
rar V. S., para seu conhecimeuto e directo,
que o Exm. presidente das Alagoas participou
em offlcio de 14 do correte haver mandado dar
passagem para esta provincia, no vapor Cruzeiro
do Sul ao sirgedlo Francisco Marliniaoo da
Costa Lima e a sua mulher, que se Ihe apresen-
tou vindo de Tacarat com destino ao seu ba-
talho.
Dito ao bacharel Miguel Archaojo Monleiro de
Aadrade, juiz municipal de Cimbres. S. Exc,
o Sr. presidente da provincia manda aecusar re-
cebido o offlcio de 27 de julho ultimo, em que
V. S. participou ter naquella data deixado por
molestia o exercicio do seu cargo.
Accusou-se tambem o recebment do offlcio
do Dr. Francisco de Araujo Barros, juiz munici-
pal da 2a vara, commuaicando ter eotrado no
que Ihe foi con-
quotas meosaes o crdito votado no correte
exercicio para as despezas, que correin pelas di- j gz? da licenga de quinze dias,
versas rubricas do ministerio da marinha, visto cedida.
ttr-se (j dispendido pela verba obras a ------
quinlia de 51:219^016 rs equivalente a que se | Despachos do dia 36 de agosto
deveria gastar em tres mezes, alm das despezas. Requtrimmto*.
j feitas, cajos credores esta o de posse dos co- \ Francisco Jos Machado. Informe com ur-
nhecimeotos precisos para haver os seus dbitos, gencia o Sr. juiz de paz da reguezia de Tejucu-
tenho a dizer-lhe que a minha predita ordem de- papo.
ve ser entendida tom relaco nicamente par- Francisco Alves Teixeira Informe o Sr. Dr.
te do crdito anda nao dispendida, e que por i chefe de polica.
cooseguiute. deduzindo-se da somma consignada joao Fagundes de Araujo. Informe o Sr. Dr.
para taes servicos as despezas que por conta! chefe de polica.
della se tiverem at o presente eTectuado. seja I jos Francisco Bezerra.Consta da informi$8o
deslrbuido o restante em quotas mensaes, como | do juiz de direito da comarca do Bonito que o
propoe V. S., cumprindo queme remeta uma 'suplicante nao appellou da sentenc.a deque
tabella dessa distribaico para ser enviada ao ins-
pector do arsenal de marinha a quem nesta data
ordeno que sobr'esleja em qualquerdespeza, an-
tes de organisada a mesma tabella.Offlciou-se
ueste sentido ao inspector do arsenal de mari-
nha com a recommeoda;io cootida no Qnal do
offlcio supra.
Dito ao mesmo.Transmiti V. S.. para o
fim conveniente, o aviso de letra, na importan-
cia de 20$, saccada pela thesouraria de rendas
da provincia do Rio Grande do Norte sobre essa,
e a favor de Jos Joaquim de Lima, ou sua or-
dem. Communicou-so ao Exm. presidente da-
quella provincia.
Dito ao mesmo.Deferiodo o requerimento do
capito reformado Manoel Joaquim Madureira,
sobre que Y. 8. ioformou em olficio o. 745, de
22 do corrente, o autoriso a mandar adiantar-lhe
o saldo do presente mez, visto nao se oppdr a
(iretenco do supplicaoie ao art. 10dos nstrueces
de 10 de julho de 1857, que trata dos ofciaes do
exercito, sem fazer distineco de effectivos e nao
efectivos.
Maodou-se tambem adiaotar tres mezes de
sold, por ter sido promovido, so pharmiceutico
do corpo de sande do exercito, Joaquim do Prado
Araujo Leite*
Expediram-se igualmente ordens para os paga-
mentos seguintes:
A Carlos Roberto Tett, da quantia de 309, im-
portancia do aluguel da casa qne serve de quar-
tel ao deatacamento de Barreiros, relativamente
ao semestre vencido no ultimo de junho prximo
passado.
A' companhia de illuminac.o a gaz, da quantia
de 1079160 rr., em que importa o gaz consumido
com a illuminacao do palacio da presidencia no
mez de junho ultimo.
A Campos & Lima, Joo Jos da Silva e Vicen-
te Ferreira de Souza, do que se lhes est a dever
de objectos que veoderam ao cooselho adminis-
trativo com destino ao hospital militar.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Mande V. S. por novamenle em praca o cala-
mento da ra do Imperador e do Campo das Prin-
cezas, parallelipipedos, segundo o ornamento or-
gaoisado pela repartico das obras publicas, e re-
mettido a essa ihesouaaria ; estipulando-se ex-
pressameole a clausula de que o pigamento des-
sa obra ser effectuado com as quantiaa quo
foram votadas annualmente para eue fim, cora o
imposto dos proprietarios e com as sobras da re-
ceita nos termos do 2o do art. 41 da lei do or-
namento vigente.
Ordenou-se tambem qne pozesse em hasta pu-
blica os reparos de que precisa o edificio do col-
legio de Santa Tbereza de Olinda.Commuoicou-
se ao director das obras publicas.
Dito ao mesmo.Em solucio dnvida por V.
S. apresentada em offlcio de 21 do corrente, sob
tu 401, tenho a dizer que mande pagar no cor-
rente exercicio as despezas com o sustento dos
presos sentenciados em quanto se nao tomar as
providencias de que trata o 5 do art. 41 da lei
do ornamento vigente.
Dito ao juiz de direito interino de Nazareth.
Remetiendo Vmc. uma colleccao dos modelos
dos mappas estatlslicos de trabalhos do jury soli-
citados no seo offlcio de 18 do correte, recora-
mendo-he a observancia do disposto no aviso ex-
pedido pelo ministerio da juslica em 8 di Janeiro
de 1855, junta por copia.
Resta-me anda fallar de outro faci.
Teve lugar um inquerto para provar a capa-
cidade que o porto de Cagliari tem para poder re-
ceber navios de guerra.
o Depois de haver chamado a altenco da c-
mara sobro todas estas considerarles, julgo que
tenho conseguido provar que existi, seoo uma
combioaco, ao menos motivos serios de appre-
henso e de inquietaco (ouvi ouvi I)
* Anda nao ha muito lempo que o baro de
Ricasoli proferto as cmaras sardas um discur-
so para declarar que nunca seria cedido por elle
um plano de territorio italiano.
Creio que na mesma poca o governo fran-
cez renovou ao governo de S. M. a seguranza de
que nao linha ioteoco alguma de annexar a ilha
de Sardenha, e que esta seguranza consegio dar
a conviego completa de que exista inlencao al-
guma desta natureza.
Creio que oestas circunstancias, a idea foi
realmente adiada ento, e como nao desejo em-
baragar intilmente a discusso nesta cmara,
nao quiz nesta occasio oceupar a alteocao do
parlamento.
<' Mas as denegages do baro de Ricasoli, e do
governo francez nao foram eraittidas antes deslo
ultimo ter recorrido aos mesmos processos que
havia empregado, no anno antecedente, a propo-
sito da Saboya e de Niz.
O governo francez volta empreza, e a Pa-
trie, um dos orgos do governo, dirigi varas
censuras ao baro de Ricasoli por ter ousado di-
zer que nao cedera uma s polegada do terreno
italiano.
O orador citou o artigo da Patrie, depois
um artigo anda mais acentuado da Revui Con-
temporaine, e das recriminages destas duas pu-
blicaces semi-offlciaes contra Mr. Ricasoli tira
a coocluso de que ha motivo para nutrir gran-
des recelos a respeito da ilha de Sardeoha. Est
convencido de que o imperador Napoleo, prose-
guiodo em certos designios, um espirito muito
moderado para os nao abandonar diante dos gran-
des obstculos, mas estes projectos nao podem
ficar secretos de uma maneira absoluta : reve-
lara a ambiguo da naco que se apaixoni por ellos
e.assim como a presso da opinio publica e do
exercito nao deixou de ter influencia sobre a con-
ducta do gabinete das Tulherias no negocio da
Saboya e de Niza, tambem uma presso anloga
se poderia exercer sobre elle nointeresse da ma-
rinha.
a Os effeitos desla presso devem ser contra-
balaocados por uma expresso sincera e comple-
ta das opioioes do parlamento, e do governo de
Inglaterra b
tica tem por Qm desenvolver no interior a pros-
peridade nacional, animando o commercio, as in-
dustrias e as artes, dando aos interesses muoici-
paes e provinciaes poderes bastante ampios para
Ihe dar satisfagao, deffedendo resoluta e firme-
mente a ordem publica sem faltar ao respeito s
leis e sincera applicaco dos principios libe res
que provem das nossas instituigdes.
a Quanto ao estraogeiro. o governo do rei,
i nao pode perder de vista e camprimeoto da obra
jque.com tanta constancia, foi conduzida a um
estado to desejado. Mas, pondo de parte toda a
nossa sollicitude em proceder de maneira que a
independencia nacional se torne um facto inteira-
j mente consumado, confiando na razio c oassym-
pathias da Europa, oo nos lomaremos nunca os
provocadores de crises, que possara alterar a paz
gtral, e por em perigo os proprios interesses da
causa italiana. Eu nao duvido que esta po-
ltica hade obter o assentimento das potencias
j amigas, tornando-as favoraveis ao assentimento
dos nossos destinos.
Veado a Italia j reconhecida pelos prlocl-
paes goveruos da Europa, firmada de futuro na
sua organisago intima, prompta a dar ao gover-
. no toda a especie de coocurso, nos permittido
accredilar que as dividas que podiam anda sub-
sistir entre algnns governos.nc tardaro sersub-
sistituidos por um sentimento de seguranca real
na marcha regular e duradoura da nova ordem
, de cousas, e na constituigo definitiva da Italia.
Autoriso-vos, senhor, a fazer uso destas in-
formagoes e destas consideracoes as vossas rela-
jees c-oui jo geverno, juoto do qual esles accre-
dilado, e pego-vos que acceileis a novaseguranga
de minha coosideiago.
Assignado, Ricasoli.
oem manejar as armas. Era a primeira vez que
um rei italiano conduzia um exercito italiano
contra osioimigos da Italia, combateodo em no-
rae da Italia e pela Italia.
< Por este acto, por esta audacia smente me-
recer Carlos Alberto a admirago e o reconhe-
cimento da posteridade. Todavia poda esperar-se
que a fortuna sorriria i grande prova, e que pelo
menos uma vez ella quereria conceder os seus
favores ao bom direito. Coito, Mozambano, Pes-
chiera e Pastrengo, abriram a alma s esperan-
gas que mais tarde foram destruidas. Fracos na
numero, mas nao na alma, nem na coragem o rei
eesso povo generoso, tentaran) de novo a prova
de Novara. Foi fatal. Ento o rei magnnimo fez
o ultimo sacrificio patria.
Para que as torgas necessaras s batalhas do
futuro, ticassem intactas, depositou a corda e
tomou o caminho do exilio. Depositou a corda
nessa fronte augusta quesempre linha visto ina-
balavel onde a lula era mais encarnigada, e que
Ihe era cara, porque resplandeca de virtudes e
de coragem paternal.
O monarcha^Kilado deixou a seu filho ama
heranga pesada Wolorosa, mas qua ns exceda
s suas forgas, por isso que o amor que Ihe con-
sagra o seu povo e a f que linhnm nelle os ita-
lianos, de futuro instruido por tantas desgranas
aliviavam o peso.
Carlos Alberto j nao era rei, mas era mais do
que rei, era o martyr da Italia, assim como tinba
sido o seu campean. Sobre a sus cabega sagra-
da reuoiam-se ecumpriam-se as ultimas expia-
gdesqueDeus linha imposto Italia. Carlos Al-
berto desceu do Ihrono, o ultimo rei de Sarde-
nha, e morreu no Porto o primeiro rei da Italia. J
A sua Grme perseveranga nos seus designios
sagrados, a sua f inabalavel nos destinos da pa-
tria, o seu valor, os seus soffrimentos, ludo ins-
pirava aos italianos essa sabedoria e essa concor-
dia que nao ttnham sabido encontrar as suas pri-
meiras provas. Firmaram-se na opinio da Eu-
ropa, adquirirn) as sympathias das nagoes, e
mereceram ter por alliado o mais generoso dos
monarchas e para auxiliares os soldados da mais
valente nagodo muodo.
Finalmente vinte e dous milhes de italia-
nos poderam reunir-se em um s povo. Torna-
dos nago, deram leal la de e valor do rei Vctor
Emmanuel II corda da Italia. Os votos de Carlos
Alberto eslao em parte cumpridos A sua recor-
dago, as suas virtudes hao de inspirar-nos e en-
sinar-nes o meio de os levar ioleiramente a
effeito.
ltimos annos, para coohecer se este lempo foi
utilmente empregado no bem do paiz.
O nobre lord examinou depois de todos os
trabalhos parlamentares nos quaes cooperou
como representante da capital, desde a parte que
elle tomou na segunda lucta da livre troca, e da
portuegio, at organisago dos voluntarios
destinada a prover a seguranca do paiz.
Lord John Russe disse concluindo que espera
poder anda ser til aos seus concidados na sua
nova posigao de membros da cmara dos lord.
e declarou que, o que ha de dar forga sua voz,
e poder aoseu brago, at ao fim da sua carreira,
a lembraoga de ter tido honra de ser repre-
sentante da corte de Londres na cmara dos
comrauns.
O orador retirou-se depois no meio
plausos os mais assombrosos.
de el-rei man-
misso especial
dos bandos de
trata.
Joo Valeriano Pessoa de Lacerda.Junte cer-
tido do etarae.
Miguel Araujo Pimentel.Nao sendo os emo-
lumentos de que trata o supplicante devido pelo
exercicio do emprego, mas sim pelo titulo que
(be foi passsdo nao tem lugar o que requer.
Mauricio Alves de Brito.Informe o Sr. direc-
tor do arsenal de guerra.
Manoel Leite Ferreira. Informe o Sr. Dr.
chefe de polica.
Thomaz Moreira de Carvalho. Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
Tibuitino Pinto de Almeida Jnior.Sellado os
requerimeotos volte querendo.
EXTERIOR.
O general Cialdnisua chegada a aples, di-
rigi ao sexto corpo de exercito a seguinte ordem
do dia.
O governo dignou-se confiar-me o commao-
do do sexto corpo de exercito, cujas fadigas, ser-
vigos e abnegago eu applaudia de longe.
Considero-me feliz de vir juntaros meus es-
forgos aos vossos.
a Espero que conseguiremos restabelecer a
tranquilldade nesta bella parle da Italia, desera-
baragando-a dos bandos de assassinos que a in-
festara ; e nos conseguiremos sto, reuoindo-
nos ao elemento popular e liberal do paiz.
t Sabis que as difficuldades nao costumam
embaragar-me que tambem me nao falta a
energa.
Conhego o vosso valor e a vossa constancia.
s armas, pois com plena conflanga l
a A fortuna sorrt a quem prosegue nella em
nome da patria e da liberdade I
< Cialdini.a
Na cmara em Inglaterra discursou largamen-
te Mr. Kioglake, a respeito dos projectos de ees-
sao da ilha de Sardeoha Franca.
Vamos publicar a parte mais notavel do seu
discurso, que aquella em que Mr. Kinglake quer
provar a existencia desses projectos :
Um dos hbitos particulares de Cavour, era
(azer elle de ordinario s meias confidencias. Por
exemplo, quando dava iostrueges a alguem, fa-
zia-o em termos sufficientes para o guiar na mis-
sao, e nada mais screscentava.
Segundo estes preliminares, eu vou dizer
cmara o que julgo ser verdade relativamente
exienilo das negociagdes em que o conde do Ca-
vour se acha empenhado para a cesso da ilha da
Sardenha.
O conde de Cavour entrn em communica-
gao com um cavalleiro, cujo nome, se eu o men-
cionasse, seria bem conhecido dos ministros de
S. M. e da Europa em geral, mas que eu nao pos-
so indicar agora, anda que pens poder obter
permisso para revellar a um doa ministros de S.
M. se isso fr necessario.
O conde de Cavour pedio a esse cavalleiro
que lizesse varias iodagages na ilha de Sarde-
nha, para o certificar do progresso que a Frauga
ali fazia nos seus preparativos para a cesso da
ilha.
c O cavalleiro t quem se deram estas iostruc-
Ices, perguatou muito naturalmente : 0 que
Os jornaes eslrangeiros publicara o seguinte
documento enviado pelo governo portuguez ao
Sr. conde de la Minerva, representante da Italia
em Lisboa :
< Secretaria de estado dos negocios eslrangei-
ros, 22 de 1861.Sr. conde :--Tive a honra de
receber a nota que V. Exc. me dirigi, para me
avisar de que o parlamento nacional linha vota-
do, e o rei sanecionado a lei, em virtude da qual
S. M. Vctor Emmanuel II assurae, para si a seus
successores, o titulo de rei da Italia.
Accresceotou V. Exc. ter recebido ordem do
seu governo para notificar este acto ao governo
de S. M. F. Levei pois essa commuoicago ao
conhecimento d'el-rei, o fui-me ordenado pelo
meu augusto soberano, que declarasse V. Exc.
que d'ora em diante ser secebidocomo encarre-
gado de negocios de S. M. o rei de Italia.
Sobro este mesmo objecto, se expedirn) as
instruegoes necessaras, ao encerr gado de nego-
cios de S. M. E. na corte de Turin.
a (Assignado] Antonio Jos d'Avilla.
tt Ao Exm. Sr. conde de Minerva, encarrega-
do de negocios de S. M. o rei de Italia.
Discurso proferido pelo baro de
Ricasoli, presidente do conselho.
por occasio da inauguraco d&
estatua do rei Carlos Alberto.
< Alteza real, seohores e senhoras :
c Este momento que o reconheciment e ad-
mirago dos povos subalpinos queria consagrar
ao magnnimo rei Carlos Alberto, que, tendo
deixado a sua cora no campo de balalha de Na-
vara, descia do ihrono em que nao julgava poder
continuar a servir Italia, e no doloroso exilio
do Porto acabava os seus dias entristecidos pelos
males da patria, mas cheios de esperances pelo
futuro ;esse momento inaugurado hoje no
momento em que os destinos da Italia, prepara-
dos por elle, amadurecem e em que de todas as
partes, da bella pennsula somos chamados para
colher no meio da alegra os fructos que semeou
no meio da sua ddr 1
A Italia,peusamento e preoecupago que
inspiraram e animaram toda a sua vida. A Italia
inteira est hoje presente a esta solemnidade
para prestar nomenagem memoria d'aquelle
. que records.
A Italia era um nome e hoje uma realidade.
Esta nova grandeza obra sua em grande parte.
Gloria pois a Carlos Alberto, o magnnimo I
O cardeal Antonelli dirigiu ao corpo diploma-
tico o segniote protesto :
Roma 9 de julho de 1861.
a A lealdade com que o governo da Santa S
trata de cumprir os seus cumpromissos, apesar
das circumstanclas criticas em que se acha em
consequencia da expoliago sacrilega da maior
parle dos seus dominios, nao Ihe permitte guar-
dar silencio em presenga do emprestimo de 500
milhes de francos, que o governo piemontez re-
solveu contratar.
Por pouco qua se considere com a mais li-
geira altengo esla resolugo, ver-se-ha clara-
mente que uma to enorme somma nao s des-
tinada a prover s necessidades do Piemoote
propriamente dito,mas que.sobrecarregando tam-
bem as provincias arrancadas ao soberano pon-
tfice seu legitime soberano, tendo a augmentar
com uma nova divida publica, o fardo das usur-
pages, e a deixar alm q'isso, por uma tanga
seie de annos, lamentaveis vestiglos, com gran-
de de Irimento dos povos do Estado pontificio.
a Por consequencia, o Santo Padre, na cens-
ciencia dos deveres que Ihe incumbo, a respeito
do patrimonio sagrado da egreja, e dos seus pro-
prios subditos, nao pode deixar de protestar con-
tra esta emprestimo, declarando que oo reco-
nhecer os seus effeitos no qua diz respeito ao
juro do estado pontificio.
O abaixo assignado, cardeal secretario de es-
tado notificando a V. Exc. este protesto, e esla
declaraco de sua santidade, roga-lhe queira
communica-la ao seu governo, para servir de re- iE'i gerago presente que eslava reservada a
Proclamaco do general Ciafdini,
quando entrn em exercicio as
funcedes que desempenhava o
conde de S Martino,
Napolitanos. O goveroo
dou-me para eutre vos com a
de purgar o vosso bello paiz
salteadores que o iofeslam.
A lamentavel demisso do conde de S. Mar-
tino sobreveiu, e ento S. M. quiz, por soberaoo
decreto de 14 do corrente, nomear-me lugar
tenente de el-rei nestas provincias ; e uto, sem
duvida, para reunir em uma s mo os poderes
civis e militares, aflm de facilitar desta maneira
o xito do meu mandato.
Chego precedido de um testemunho crtez
de benevolencia, que a municipalidade de apo-
es se dignou dar-me, oomeando-me vosso cida-
do. Testemunho lisoogeiro, muito caro para o
meu corago, e quo me impoz um dever de gra-
lido, que aqu acabo de preheocher.
a Mas sem vas pouco posso ou nada; comvosco
poderei tudo. Entre aquellas que vos roubam e
?ue vos assassinam, e aquelles que querem def-
ender a vossa propriedade e a vossa vida, a
escolha oo me parece duvidosa.
c Confio pois no bom juizo natural do bom
povo napolitano, e no bom senso da sus admi-
ravel guarda nacional. Indico e espero com
conflanga e auxilio de todas as fraeges do par-
tido liberal, porque existe hoje uma ques-
to de essencia e nao de formula, uma questo
de interesse geral e nao de interesse parti-
cular.
a Haja pois treguas as polmicas irritan-
tes Que os que querem a liberdade sob a
garantia das leis forlemenle guardada, e equita-
tivamente applicada ; que aquelles que querem
a Italia livre e urna com o rei Vctor Emmanuel,
estejam todos comigo, porque eu nao desejo,
oo quero, nem me bato seoo por isto.
< Saia dos nossos peilos um nico grito, e se
elle fr proferido com accordo esimullaneidade.
ter um echo irresislivel desde o Trooto at ao
mar grego. Bastar dissipar rpidamente os
bandos reaccionarios, e espalhar a confuso na
alma daquelle que de longe lhes paga, os instiga
e dirige.
Quando rugir o Vesuvio, tremer Porlici.
a O general do exercito, lugar-teoente de
el-rei.
c II. Cialdini.
gra no caso de necessidade.
Aproveito esta occasio, etc.,
(Assignado) G. Cardeal Antonelli.
Circular que Mr. Ricasoli dirigiu, depois da
votago do emprestimo italiano, sos agentes di-
plomticos da Italia no estraogeiro :
Turin, 2 de julho de 1861.
Senhor.A cmara dos depulados approvou
oa sua sesso de honlem, por uma votago quasi
unnime, a lei pela qual o governo aulorffado
a contraclar um imprestimo de 500 milhes ef-
fectivos. Teodo este emprestimo por fim forne-
cer ao governo os meios de saldar as despe-
zas occasionadas pelos mativilboaos aconleci-
mentos que tiveram lugar, e occorrer s exigen-
cias futuras, a adopgo desta lei era um acoote-
cimenlo essencialmente poltico. A discusso
devia conseguiotemeute collocar o gabinete, que
uma desgrasa irreparavel chamou direcgo dos
negocios pblicos, oa presenga da manifestago.
legal dos senttmeolos e das cooviccoes do paiz.
A votago que houvesse de ter logar dara a me-
dida de conflanga inspirada pelo ministerio ac-
tual e do concurso que elle poderia lisongear-se
de obter da parte da parlamento e da nago.
c O resultado desla prova, tenho a satisfagao
de o declarar, correspondeu plonamente idea
que se linha feito, e s esperangas que se tinliam
coacebido a respeito da represen.tago de um paiz
que, no meio de acontecimentos to extraordi-
narios, tem constantemente dado provas de pa-
triotismo e de sabedoria poltica, ao mesmo tem-
fo que manifestou a firme resolugo em que es-
ava de acceilar de bom grado lodos os sacrificios
honra de coduzir esta empreza ao ponto em
que est ; ella que esto imposta a obrigago
de a coocluir inteiramente. Esse rei generoso,
d-nos, para chegar ao cabo, d-nos a sua vida
como exemplo, como prova e como animago.
Nascido junto ao Ihrono quando a Italia e
toda a Europa obedecan) vontade de um pode-
roso conquistador, aprendeu na tranquilidade de
uma vida quasi particular as virtudes do cidado
de ap-
e os deveres de hornero ; vio quanto misera-
vel a coodigo de um povo que nao tem nome,
oem prosperidade, nem forgas, porque a diviso
reina no seu governo, as suas inslituiges, e
as almas.
c Nonhum rei teve nunca um povo mais apto
do que este novo povo piemontez para compre-
heoder os grandes pensamentos, e secunda-los
Sobrio, probo, disciplinado, valoroso, igualmente
impassivel tanto ua boa cerno ua fortuna adver-
sa, promplo para osjsacriicios, capaz de toda a
aboegago sublime, pbedecendo voz da honra,
cheio de amor pelos seus res, que sao ao mesmo
lempo o seu orgulbo e a sua gloria, devia ser as
mos de Carlos Alberto o instrumento mais pro-
prio para reconstruir a nago e dar-lhe fundamen-
tos duraveis.
Quando soou' a hora das batalhas santas, esse
rei e esse poro acharam-se promplos e armados
para entrar em liga. O. rei depois de ter dado
ao seu povo a liberdade plena e completa 4>ara
fazer ludo, menos o mal, depoia de terarvorado a
baadeira italiana e chimado todos os povos da
Italia a unirem-se em volta da sua bandoirs,
laogou-se cheio de ardor na multido, e seu po-
[va seguio-o ; mas ah 1 seguio-os ou quasi s.
que exigase a obra da sua independencia na- IQa principes vaaaatos do estraogeiro que gorer-
cional. inam o resto da Italia nao tinham instruido oa
< Nao carago, senhor. de vos fazer notar, a im- I seus subditos para compreheader liberdade, e
Lord John Rassell coovidou os eleitores da City
de Londres para uma reunio, aflm de lhes agra-
decer, antes de ir oceupar o lugar que a raioha
Ihe conferio na cmara dos lords, as demonstra-
ges de sympathia que ha vinte annos tem encon-
trado nelles, como seu representante no parla-
mento.
A' sua chegada cidade de Guildhal senti-
rn)-se de toda a parte estrepitosos applausos.
Mr. Thompson Haukey explicou em poucas
palavras que o fim da reunio era receber oa
adeus de lord Joba como representante da City
de Londres.
Lord John Russell, avangando depois para a
plataforma, recomecaram os applausos. A mul-
tido sumia-se no meio de uma nuvem de cha-
peos que se agitavam no ar, no meio de um
ruido incrivel.
Ainal o silencio restabeleceu-se.
Lord John Russell recordou ento que
ha vinte annos que elle tem a honra de repre-
sentar a City na cmara dos communs, e dlsse
que quiz naquelle dia ir agradecer aos seus elei-
tores a honra que Ihe tinham feito, de o conser-
var por tasto lempo no numero dos eleitos da
capital.
Tea sido muito feiiz, aisse elle depois, con-
tinuando a desempenhar os deveres desta posi-
gao honrosa e elevada, se eu ttvesse tido a forga
para isso ; mas depois de ter, durante os lti-
mos vinte annos, dos quarenta a sete que tenho
passado na cmara dos communs, redobrado de
esforgos para desempenhar o meu mandato, pa-
rece-me que chegou o tempo em que nao pode-
rei continuar asupportar, as condiges exigidas
pela grave responsabilidade que me incumbe
nesta qualidade, a honra de representar no par-
lamento esta grande e importante cidade. A
rainha, logo que eu Ihe expui o meu desejo a
este respeito, julgou conveniente fazer-me co-
ohecer a sua graciosa intengo de me elevar ao
paralo. (Graodes applausos.)
c Estou intimamente sensibilisado da honra
que me conferio, mas fui tambem penosamente
affectado pensando no momento em que teria de
fazer os meas adeus aquelles que, durante vinte
annos, me sustentaran: alraves de todas as vi-
cissitudes da minha carreira poltica (applausos,)
e julgo que nao prestara aos meus eleitores a
hmneoagem quo ihe devida seoo passando
em revista, com, Ues, os negocios destas vate
Traducgo official dos hatts imperiaes lidos nar
sublime Porta, e que dizem respeito fuso d
cooselho de Tonzimat, com o grande conselho
de juslica, sobre a presidencia de Fuad-Pach,
assim como a oomeago de Aali-Pach para mi-
nistro dos negocios eslrangeiros;
HATT IMPERIAL
Meu illuslre vizir.A maneira por que sao
formados, tanto o conselho do Taurimat, como r>
grande conselho de jusliga, e oo corresponden-
do s necessidades acluaes do meu governo im-
perial, lornam-se algumas vezes inevitaveis al-
gumas difficuldades e demoras na expedico do
negocios.
Tendo a peito remediar este estado de cou-
sas, reun estes dous conselhos sob a mesma:
presidencia conservando sempre a denominarlo
de conselho de juslica.
Este cooselho sera dividido em tres seccoes,
das quaes uma ser encarregada do cuidado da
admioistrago interna, outra di elaborago dos
regulamentns e leis. A torceira tratar dos ne-
gocios judiciaes que Ihe foram submetlidos pelos
tribunaes criminaos, que vo ser desde j insti-
tuidos.
Sero tomadas as rainhas ordens sobre a ma-
neira por que se deve proceder execugo do
que precede, segundo as bases cima indicadas.
Por consequencia, o ministro dos negocios
estrangeiros do meu goveroo imperial. Fuad-
Pach, nomeado presidente deste cooselho, em
virtude dos seus conhecimentos perfeitos, e da
sua bem coohecida intelligencia, presidencia que
ser intrinamente oceupada at ao regresso do
proprietario, por Kiamgl-Pach, membro do alto
conselho de mioistros, em consequencia da sua
capacidade experimentada.
Digne-se o co cobrir-nos com a sua benco.
HATT IMPERIAL
< Como foi notificado pelo meu precedente hatt,
teodo o ministro dos negocios estrangeiros, Fuad-
Pach, sido nomeado presidente do conselho de
jusliga, e ficando vago o cargo de ministro dos
negocios estrangeiros.
Csmo esta repartico est encarregada de
negocios muito importantes e muito delicados,
e como nao haja cousa algoma que eu tenha tan-
to a peito como consolidar todos os dias mais as
minhas relages de amizade com as potencias
amigas, e como por outro lado Afli-Pach, pre-
sidente do Tauzimat, encarregado interinamente
dos negocios estrangeiros, rene uma capacida-
de e merecimentos conhecidos, intelligencia e
perfeitos conhecimentos, confiei-lhe definitiva-
mente as funeges de ministro dos negocios es-
trangeiros, e assim o ordenei minha sublime
porta.
c Daris pubticago a este.
Deus abeogoe os nossos esforgos.
k commisso central da associacao das com-
misses de prevengo, de que Ganbaldi presi-
dente, acaba de publicar a seguinte declarago.
< As intrigas desleaes a que se tem recorrido
ha algum tempo para derribar as commisses de
prevengo, forgarn-nos hoje a sahir da reserva
a que nos temos imposto, e a romper un silen-
cio que poda ser interpretado de uma maneira
desfavoravel causa que defendemos.
O meio principal de que se servem os nossos
adversarios para nos combatter, esss mentira
criminosa ou murmurada em voz bsixa, de que
as commisses de prevengo para Boma e para
Veoeza, actaalmente espalhadas em tods a Ua
lia, obraTn independentemente de Garibaldi, e
acceitam outras influencias que nao sao as suas.
a E' principalmente na Ombra e na Toscana
que estes artificios teem sido e sao anda entre-
gados.
No interesse pois da verdade, e para tirar
todo o pretexto para evitar todas as perseguices
abertas ou secretas, declaramos que quaesquer
que sejam as nossas opinies a respeito dos ho-
rneo e das cousas, o nosso programma o pro-
gramola de Garibaldi: Italia uma, e Vctor
Emmanuel 1 declaramos que este programma
o nosso, oo s como bandeira, mas tambem
como com pro m isso para levar a effeito a obra
necessaria, aflm de a fazer triumphar.
c Que nos actos relativos ao cumprimenlo des-
te programma, francamente seguido e escrupu-
losamente respeitado, nao temos outra guia alm
do interesse do paiz, a nossa consciencia, a di-
recgo, o conselho, e a obra do general/ Nao-
ha deliberado alguma importante que nao seja
sanecionada pela sua approvago, assim como
nao ha manifestago alguma de qualquer dos seus
projectos para bem da patria, de que nos tenta-
mos segundo as nossas forgas.
< Desta maneira, as aecusages tangidas con-
tra as commisses, apezar das reservas feitas a
favor de Garibaldi, offendem a lealdade do pre-
sidente da associaco, assim orno de toda a as-
sociago.
As commisses de prevengo teem a convic-
go de que ho de facilitar ao governo o cum-
primenlo do programma italiano. Se o governo
resistir, querem dar-lhe um impulso, tal como
Ihe permittirem os meios de que dispesm as suas
forgas; querem, em uma palavrs, fazer o que
devem fazer dos patriotas que teem o sentimen-
to da grandeza e os destinos da sua naco, o que
nem sempre pode fazer o governo, infelizmente
encadeado pela diplomacia.
c A commisso, forte na rectido das suas io-
tonges, forte do seu amor ardente pela Italia,
forte pela direcgo, apoio e exhortagoes. de Gari-
baldi, oo descer a fazer outras declamagees, e>
continuar a marchar imperturbav.elmente nat
senda que encetou. Aecusages estpidas co-
bardes nao farlo nunca anniquilax os seus es-
forgos dirigidos para o bem commum ; pelo, con-
trario ho de dar-lhe um novo,impulso e um no-
vo ardor, no pensamento de que a senleaga .de-
finitiva a respeito dos seus actos deve ser pro-
nunciada, nao pelos ranoares doa partidos ioi-
migos, mas pela livre epura consciencia do povo.
(Seguem as assigoaluras dos membros da com-
misso.)
L-se no Pays:
c Em liorna acaba de ter lugar uma^ scana
muito grave. Mostra at que ponto os sentimen-
los de alguna membros do goveroo papal difie-
ren) dos do Santo Padre, que nunca falla do im-
perador sem testimunhar o recooheclmeoto que
Ihe deve: Em uma rcente rixa h,ida entre
um soldado francez e um soldado romano, em
consequencia de uma mulher, fleou ferido o
pnraeipc. Segonqo. as otjTengde, o solds4


m
HEU
DUROI DIPIENHBUCO. m. QUINTA. FEIRA 28 D* AGOSTO BE 1861.

->"*
pontificio devia ser entregue ao nosso censelho
le guerra, e o general Goyon reelamou-o. Mr.
Merode oppoz-se. O general JirVgiu-se o car-
des! Anlonelli, que reconheceu o direito, dea
* ordem conveniente para a sua entrega.
< A questao foi levada ao conheeimento do
papa, que ordenou a Mr". Merode a entrega do
soldado. A esta ordem solemne reiisliu obsti-
nadamente Mr. Merode. Depois foi a cata do
general Goyon e com ar irritado e gesto imei-
cador, proferiu na cua conversa algumas pala-
bras injuriosas contra o-, imperador Napoteo.
Eolio u general impoz-se tilencio, e sigoificou-
lb que nao podendo, em consequencia dos seus
hbitos ecclesiaslteos, dar-lhe doaa soceos, Ih'os
applicara moralmenie ; e em seguida accres-
ceniou, que se Mr. Merode quizeste largar a sua
-otaina, elle deixaria lambem r? sea uniforme, e
ambos se dirigiran] ao campo:
Mr. Merode, intrrncheirou-se no sen carc-
ter ecclesiaslico. O general responden, queem
todo o caso suslenlava a asperesa das suas pala-
vra, e desde logo mandou ao forte de Saai'
Angelo o commandante da nossa gendarmera,
cara buscar o soldado romano, que afloal lbe
foi entregue.
O Constitutionntl, citando o artigo anterior,
faz as segutnles reflexes :
E' fac prever a impresso que produziu
esta narraeo aulhenllc. Tiremos mais urna
occasio de ver quanta razo tem havido para
attiibuir deplora tel comitiva do Santo Pa-
dre as faltas commetttdas pelo gorerno pontificio.
Veste csao particular, o direilo invocado pelo
general Goyoo, encontrou adversarios, nao no
papa neni no ctrdeal Autooelli, mas n'ura mi-
nistro secundario, era Mr. Merode A vontade
do papa foi altamente manifestada ; o primeiro
ministro foi de egual opioio, e a resistencia
conlinuju, a despeilo o'essa vontade, com des-
preso das opioies do primeiro ministro.
Se o incidente que se refere fosse solado,
nao excitara seno um sorriso de .satisfago. A
conducta do general Goyon, foi a de um oQlcial
francez que nads esquece no exercicio dos seus
direitos, e que procura cumprir os seus deveres,
pondo em pratica a sua acgo muito natural
nos nossos soldados. Mas ha urna revelago
ii'este curioso episodio.
Como nao deve affligi: ver desta maneira
cahirnas ruaos dos salelytes de um partido lio
pouco religioso, quanto pouco popular, o poder
temporal do papa? Como se nao hade reconhe-
1er, nesta desordem latente, a causa dominante
dos aconlecimentos que se verificara na esphera
poltica ? Adrairavatn-se outr'ora quando sos-
l eiiavamos esta funesta interveogo nos nego-
cios pontificios, Respondiam nos : o papa
iivre. Sim. mas que liberdade essa, e como
que ella offerece esperanzas aos partidos I Um
syslema hybrido, que nao tem de liberdade mais
do que o nome, e que se exerce com o auxilio
do mais inloleravel despotismo.
Nos jornaes eslraogeros encontramos os se-
uintes de'.illieg acerca da ultima, uu para me-
lhor dizer, da primeira batalha que leve lugar
nos Estados-Unidos entre os federaes e os do
sul.
O triumpho alcancado pelo general Mac Cid-
lan sobre as tropas separatistas na repblica
norte-americana, o aconteciraento mais im-
portante que at agora lera tornado memora*el
a luis erupeohada entre o norte e o sul. O ge-
neral Mac-ClclUn nao so se apoderou de Bever-
Jy e fez ugir as tropas que linha daote de si,
mas aprehendeu duzentas barracas, dez carros,
seis pegas de cobre, sendo urna o'ellas rayada,
com mais quatroceotos prisiooeiros que se ren-
derara isoladamente, obrigando um corpo de
seiscentos hotnens, commandado pelo coronel
Pegram, a entregar as armas. No entretanto,
una columna do exercilo federal, commandada
lelo general Morris,, dispersara era Carracks-
ford, junto de S. Jorge, oulra sub-diviso do
exercilo separatista, matando-lhe duzentos ho-
mens, enlre elles o seu chefe, o general Gar-
zieU, e fazendo-lhe mil prisiooeiros.
Os separatistas, pronunciaudo-se em relira-
da, cooceotraram-se em Panfax-Coust-Houte, e
dizia se era Nova-York, na data de 16 de julho,
que se prepararan) para desalojar tambera a-
quelle ponto. Como as tropas federaes se con-
servara do lado do Missouri, nada impede j o
general Scotl de Qxar toda a sua otlengo na
Virginia. A victoria do general Mac-Clellan per-
milte ao exercilo federal realisar sem inquiet-
baos passagem do Potomsc, que se est verifi-
cando em varios pontos, e principalmente em
Long-Ponl, em frente de Washington.
O exercilo deoperaces na Virginia est di-
uJidoem quatrffcorpos : o do centro comman-
dado pelo general Patterson, o do nordeste pelo
general Mac-Clellan, e o do sudoeste pelo gene-
ral Bulller. O efleito d'esses qoairo corpos ele-
va-se no papel a 135,000 bomens, mas o effecti-
vo verdadeiro pode calcularse sem exaggersgao
em 90.0C0 homens. O exercilo federal lem por-
tanto, aberto os caminhos, e se o general Scotl
tem realmente um plano, como suppe os seus
amigos, pode leva-lo execugao.
Anda quando as tropas federaes nao care-
cara do valor e de enlhusiasmo, a sua imper-
cita organisacao faz com que haja entre aquel-
les vuluotarios, alguos aelos de insubordinarlo
devidos ni qualidade dos vveres que se Ihes
distrituem. Em algumas cidades do norte esl
parausado o trabalho, e o mesmo succede no
sul. Finalmente, emquanto as tropas do norte
innuodam a parte septentrional da Virginia, os
corsarios do sul fazem solTrer o comraercio do
norte perdae de que comega a reseolir-se cruel-
mente. Em vista destas calamidades, para
desejar que antes da guerra civil ter feito estra-
gos rreparaveis, prevaleca no sul o partido da
submisso, apoiado no noite pelos restos do
partido Doglas transformado >
(Jornal do Commercio, de Lisboa.)
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
ASSEMBLA. GERAL LEGISLATIVA.
CMARA DOS SRS DEPUTADOS.
SESSAO EM 31 DE JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe.
A's 11 horas e 3/4 fez-se a chamada, e o Sr.
presidente abre a sesso.
Lida e approvada a acta, o Sr. 1 secretario
leu conla do seguirte
EXPEDIENTE:
Um oQlcio do ministro do imperio, datado de
29 do crreme, enviando um requerimento em
que a irmandade do Senhor Bom Jess dos Pas-
aos da matriz da S. Frei Pedro Googalves, da
capital da provincia de Pernambuco, pede per-
misso para possuir bens de raz al o valor de
30:000j000.A' commissao de fazeoda.
Oulro do ministro da justiga, da mesma data,
devolrendo com as^nformagoes solicitadas por
sta cmara o requerimeoto do bacharel Domin-
gos Gomes Ferreira Velloso.A' quem fez a re-
quisico.
Outro do ministro da agricultura, commercio
obras publicas, da mesma data, informando
requisigo desta cmara sobre o estado de pe-
nuria que por falta de vveres esli soffrendo os
muicipios de S. Raymundo Nunnalo e Paran-
fiuf, na provicia do Piauhy.Igual deslino.
Oulro do oresidenle da provincia de S. Paulo,
datado de 27 do mesmo, enviando um exemplar
lo relatorio por elle apresentado respectiva as-
sembla provincial.A archivar-se.
OuJ.ro do Sr. conde de Baependy, datado de
boje participando que por incommodo de moles-
tia deixa de comparecer as sessoesIateirada.
Um requerimento de Vctor Frond, pedindo o
auxilio d6:000$ para apublicagio de cada vo-
lume da obra denomioada Brasil Pitloresco.
A' 2o commissao de orgamento.
Ontro de Tiburcio de Aodrade e outros, ex-
ei lores e confrentea da mesa do consulado da
Babia, pediodo que seua venciraentos sejam
gualndos aos dos primeiroi confrentea. A'
commissao de penses e ordenados.
Oulro da irmandade de S. Miguel e Almas da
freguezia da Candelaria desta corte, pedindo dis-
!8v?-ra p?88uir ben' dfi "lz at o valor de
2UU:(JWf.A commissao de faxenda.
Oulro do Dr. em medicina Virgilio Climaco
amszio, pedindo dispenas da /renuencia do 2o
annodafaculdade de direilo de S. Paulo para
que, eitos os exames do 1" a 2o anno, ae possa
matricular no 3," A' commissao de inslruccao
publica. ^
Julgaram-se objeclo de deliberagao e toram a
imprimir os projectoa da commiaso de futoda,
(Jjspeosaoao a* leii de amortizago :
1 para-que a ordem terceira da Penitencia da
corle posaa continuar a possuir diversos predios
de que est de posse ;
2* para que a contraria de S. Gongalo Garcis
e S. Jorge possa possuir bens de raiz at o valor
de 280:000,
Po! lido, posto em discussio e approvado um
parecer da mesma commissao, pedindo informa-
goes ao governo sobre o requerimento do padre
Jinrardyjpapellao da marinha franceza e empre-
gado no asylo de orphios desta corte.
Lu-se, e ticou sobre a mesa para ser lomada
em coosiderago em occasiao opporluna, ura pa-
recer da mesma commissao sobre as emendas
oiTeracidtt ao projeeto n. 10 deste anno, dispen-
sando aa leis de amortiasgo em favor des se-
guintes corporagoes :
1*. i Santa Casada Misericordia da provincia
do Espirito Santo ;
2o, irrmmdade de Nossa Senhora da Penha do
municipio da corta ;
3, a Nossa Seohora do Rosario da provincia
do Maranho ;
4o, igreja de Nossa Senhora da Boa-Morte,
da provincia de S. Paulo ;
5o, sociedade portoguexa de Beneficencia, da
provincia do Rio Grande-do-Sul.
6o, irmandade de N. S. do Monserrat, da
provincia de S. Pauto ;
7o, Irmandade de Nossi Senhora da Concei-
ge da igreja da congregagao do Recite, da pro-
vincia de Pernambuco.
8o, igreja de Nossa Seohora das Grotas e
irmandade do Sanlissimo Sacramento, da pro-
vincia di Babia.
9a, irmandade de Nossa Senhora do Ampa-
ro, da provincia de Sergipe ;
10, irmandade da Santa Casa da Misericor-
dia, da provincia do Ceara.
ORDEM DO DA.
Conliuou a discussao do arl. 4 da proposta do
governo iixando aa torgas de trra.
Vejo mesa o seguinle artigo additivo da com-
missao, que foi lido e apoiado :
t O governo fica autorisado a transferir, con-
forme as conveniencias do serrigo e aplidea dos
que o requererem, os oiciaes no primeiro poslo
de urna para outra arma do exercilo.Zicharias.
Pereira da Silva.
A discussao ticou adiada pela hora;
Orarara os Srs. Macario e ministro da guerra.
Eutrou em segunda discussao a proposta do
governo para a lei do orgameolo, na parte rela-
tiva ao ministerio do imperio, a qual do iheor
seguinle:
Arl. 2. O ministro e secretario de estado dos
negocios do imperio autorisado a despender
com os objeclos desigoados aai seguintes a
quantia de.....................m 5,224:25$&W
A saber:
1 Dotago de Sua Magestade o
Imperador.................. 800.000&000
2 Dita de Sua Magestade a 1ra-
rslriz........................ 96:000j000
3 Aumentos da prioceza impe-
rial a Sr.a D. Isabel........ 12:000}000
4 Ditos da prioceza a Sr.aD. Leo-
poldina...................... 6:0008000
5 Dotago da prioceza a Sr.a .
Januaria, e aluguel de casa 102:0003000
6 Dita de Sua Magestade a Im-
peratriz do Brasil, viuva,
duquoza de Braganca...... 50:0008000
7 Alimentos do principe o Sr. D.
B .Lait........................ 6:000(00
8 Ditos do ptiocipe o Sr. D. Fi-
. l'PPe...................... 6:0009000
9 Ordenados dos meslres da fa-
milia imperial.............. 11 :-200?>0(M)
10 Secretaria de estado.......... 170:0009000
11 Gabinete imperial............ 1.9008000
12 Conselho de estado........... 48:0008000
13 Presidencias de provincias.... 260 0008000
14 Cmara dos senadores........ 266:3908000
15'Dita dos deputados........... 356:000000
16 Ajuia de custo de vinda e vol-
ts dos deputados........... 54250*000
17 Paculdades de direilo......... 161:4465000
18 Ditas de medicina............ 245:5503000
19 Academias de Bellas Arte.... 39:604jJO00
20 Museu........................ 9:0(K)J000
21 Hygiene publ>ca.............. 18 0005000
22 Empregados de vhs de sau-
de nos portos.............. 25:0008000
23 Lazaretos..................... 60 OOOflOOO
24 Instituto vaccinieo............ 14:7808000
25 Bispos, cathedraes, rehgao
metropolitana, parochos, vi-
garios geraes e provisores.. 982:871G60
26 Semjoarios episcopaes........ 191:6009000
27 Estibeleciraentos de eduem-
das no Para................ 2:0009000
28 Archivo publico.............. 12:6109000
29 Para auxiliar a publicagao das
obras du Dr. Antonio Correa
deLacerda.................. 2:000#000
30 Para auxiliar a publicagao das
obrasdo Dr. Martins........ 3 000$003
31 Commissao scientifica de ex-
ploracSo.................... 130.0009000
d2 Soccortos pblicos e melhora-
> do estado sanitario...... 200:000*000
63 Obra publicas especiaes do
ministerio do imperio...... 150:0009000
di Instituto commercial......... 18:0009000
db Ditos dos meninos cgos..... 35:979*000
db Ditos dos surdos-raudos...... 16:0O090u0
37 Bibliotheca publica............ 13:5769500
38 Instituto histrico e geogra-
_ Pbic.,...................... 5:000*000
SI Imperial academia de raedi-
.. _tina........................ 2000*000
40 Eventuaes.................... 30:0008000
NO MUNICIPIO DA CORTE.
41 Prestacao ao emprezario do
theatro de S. Pedro de Al-
cantara..................... 48 000*000
42 Ioslrucgo primaria e setun-
. 11d"U-,...................... 352:208*000
44 Hospital dos Lazaros.......... 2:000*000
44 Ltmpeza e irrigaco da cidade 205:2009000
Ai Lxercicios lindos.............. 9
Foram lidas, apoiadss, e postas conjuncta-
mente em discussao as s#*ointes emendas da
commissao:
Aoart 2.Em lugar de-5,221:554566,
diga-se4.849:65*8566. ^^
i-vJ1L~Em iu8" de-164:446*.~diga-se
ioo:04o*005.
-244.483933rEm IUg" de-245:530S.-di8"
-39^6?-Em l*" ^-39=60*8,-dig--se
-20A000* 31_Em ,u6rde-130:(XJ0*,-diga-se
-100(HK)*33~Ein lg" de-t50:000.-<,ia se
Supprima-se o n. 44.
a *lf? da CiBMra do deputados, 11 de julho
n r6,A~J' de A'encar.Pinte Lima.J. L. da
Cunha Paranagu.
O Sr. Diogo Velho :Sr. presidente, as consi-
deragoes feilas pelo nobre depntsdo que acaba de
seotar-se, era relago desmembragio a pro-
vincia de Minas ou sua conservar;o no estado
actual, levam o meu espirito a ums serie de
ideas, s quaes dou preferencia para continuar o
presente debate.
O nobre depotado disse que a grandeza da pro-
vincia de Minas nao servia de peso a nioguem.
(Apoiadoa.) Nao 4 exaclo ; essa grandeza desequi-
libra inconvenientemente as relacoes polticas e
administrativas do paiz. Sr. presideote, o es-
ludo o raais perfuoctorio sobre a nossa adminis-
trarlo, considerada quercomo administragao
em si, isto como forgs que verifica e activa a
execogo da lei, quer em relago a todas as cir-
cunstancias que concorrem para o desenvolvi-
menlo de sua acgo por todo o nosso territorio,
nos levar a resultados bem desanimadores.
A falla de legislago peculiar e de funeciona-
lismo proprio, a divisio territorial do paiz tal
como se acha, sao, segundo eotendo, as causas
que tem actuado, e que por muito tempo ac-
tuarao para que a admioistraco seja, nao o que
devia ser, mas na realidade um coojuncto de po-
deres e attribuiges queso contradizem e se re-
peliera, com grave damno do servigo publico.
A acgo administrativa parlindo do centro pa-
ra as provincias, estaca nos respectivos presi-
dentes ; e esles, para darem-lhe movimento,
tem preciso de pedir auxilio a agentes que lbe
ao sao proprtos ; isto lera preciso de recor-
rer aos juizes de direilo, aos juizes tnuoicipaea,
aos delegados de polica, etc.
E'certo que as cmaras municipaes sao corpo-
ragoes administrativas ; mas todos nos sabemos
que pelo estado a que se achara ellas redozidas,
bem como por vicios de organisacao esto bem
longe de prestar a grande utilidade que desta ins-
tituigo auferem os paites que a possuemre-
gular e convenientemente estabelecida.
Alm destas irregularidades, concernentes ao
pessosi, yernos anda que a acgo administrati-
va se reparte em o nosso paiz pela forma a mais ultimo a questao do dinheiro mieitn
desigual. A aimultaaeidada n ar.livtrlail* .._ l.nulmi. -i.- ST '.'.... 4ue8,.BO
desigual'. A simultaneidade e ciiridade neces-
sariasem tolos os actos da administragao, Unto
quando ellas dimanam do centro para as extre-
midades, como quando convergen) das extreri-
dades para o centro, lio cousas que ninca-ob-
teremos em quanto prevalecer a desaproporcio-
nada diviso territorial das provincias.
E' asiim I Ao passo qae a provincia de Minas,
por exemplo, abrangende ama vasta exienso de
territorio, cootendo em si grande numero de ha*
bitanies, coostitue quasi que um Estado, oulras
provincias, redozidas mais insignificante cir-
cumscripgio, ae aeham em posigo diaraetrai-
mente opposta.
E' de simples iotuigio que de semelhante de-
sigualdade deven resultar inconvenientes inn-
meros. (Apoiados.)
A consequencia de tudo que a acgo do po-
der central,-rrqvjfae-4raTO- de- eaeeeeo -das ieis-o-
curapriraeuto de ordens, quer da acquisigo dos
dados precisos para o mesmo poder apreciar e
allende r s necesidades de todis as localidades,
como de sua restricta obrigago, torna-se im-
perfeta, incompleta esobretudo to morosa que
nao pode deixar de prejudicar gravemente aos
legitimos interesses da administragao e dos ad-
ministradas.
A estatiscj, que a base essencial da admi-
nistragao, nunca ser assira organisada, e vemos
os Srs. ministros apresentarem os seus relatnos
deficientes por falla de eeclarecimentoa pedidos,
mas que nao lhes podem ser foroecidos, ou nao
chegam a lempo.
Mas, Sr. presidente, algunsdos inconvenientes
que acabo de a presen lar sob o poolo de vista ad-
ministrativo, do-se igualmente eau relago
poltica, por iaso que, como sabemos, as provin-
cias nao sao nicamente divisoes administrati-
vas, mas tambem entidades polticas.
Venios que a desigualdade territorial e da po-
pulage, irazendo como resultado a desigualdade
da representado de cada urna das provincias, 1
estabelece no seio do parlamento desigualdades;
que nao podem estar por forma alguma na indo- |sional na materia, quslqner cousa acerca da or-
le do nossu syslema representalivo. Opoiados.) ganissgo interna da nova forca policial seria su-
Vemos assira que aa depulagoes das grandes i perQuo, entretanto oo me dispenso de dizer que
provincias, podendo pelo seu numero collocsr-se i erabora se maotenha a disciplina, econoraia ere-
era certas condigoes, legitimas ou Ilegitima gimen dos corpos da forga combstente devem-
nao quero tratar dwto, sao serapre preferidas pa- se estabelecer providencias laes que qulquer in-
ra as organisacoes ministeriaes. resultando dahi dividun da nn nn.ri.d. -- ^ _i ..__.-
t-nt. e tftf d ;cra7hdVdeHrpd.%u.rco-
Para a orgaoisago da nova forja policial S.
o &r. oneislro da guerra tem necessaria-
*'. r9 PNveiiar os actuaos corpos fixos de
guarnigao j existentes em algumas provincias,
com os quaes f(z.te Do peqSM despeza. Tam-
bera ntn pequea despeza te faz com os deataca-
mentos da guarda nacional. *
a??!*** qu*U co"ePondente a laes despezas
addrcionarem-se as que cada uaaa das provincias
pode fornecer, despendendo ellas pouco mais ou
menos a quinta parte desusa rendas coma sus-
tentado dos respectivos corpos poHciaes, iusuf-
nclenles e mal organisados, nao hesitaro em dar,
por exemplo, a decima parte das mesmas ren-
das para terem novos corpos de polica bem or-
ganisados e capazes de satisfazer as necessidades
to-serfieo; e-sefhrBtnreTrte fdr aprovellada a idea
trazida casa por um nobre deputado por S. Pau-
lo, e a moilas veseslembrada, de estabelecer-se
um imposto sobre cads guarda nacional, creio
que o governo ficar habilitado com os meios pe-
cuniarios precisos para realisar lao til forma as
condigoes indicadas.
So ha novidade 00 imposto sobre a guarda na-
cional; mas devendo ser tal imposto muito m-
dico, de 1*000 ou 28000 ris anouaes por pes-
soa. nenhuma difficuldade trar, todo o guarda
nacional estimar poder eximir-sedos trabalhos,
incommodos e perseguigoes, mesmo, que soffre
com o oneroso servigo que sobre elle pesa ac-
tualmente, por to pequea quantia.
Se o ministerio, como lem declarado pelo orgo
do nobre Sr. iwoislro da justiga, pretende fazer
algumas modiflcagoea na lei da guarda nacional
de maneira que o servigo respectivo nao conti-
nu a pesar vexatonamente sobre a populaeo
nao pode deixar de allender a estas coosideragdes,
conveocendo-se de que a creagao de corpos de
polica neatas coodiges o meio mais proficuo
de obter o seu detderaum.
Lembrar ao nobre ministro dr guerra, profis-
misal > *.>_;_------________ r.
ra as organisages ministeriaes, resultando dahi
que, sendo os interesses de lies provincias quasi
que exclusivamente alteudidos, ellas constituem-
se verdadeiros payt d'lals do antigo rgimen
francez, ao passo que as pequeas provincias es-
to reduzidas aos bourgt pourris da Inglaterra.
O Sr. Pereira Pinto :E* exacto; as grandes
provincias preponderam exclusivamente. (A-
poiados.)
O Sr. Cruz Machado:Ha s urna correcgo a
fazer,algumas das grandes provincias.
O Sr. Diogo Velho :Sr. presidente, segundo
o syslema que nos rege, um dos dos da repre-
sectago fzer sobresahir as pessoas mais ha-
bilitadas pelo seu talento e merecimenlo a lo-
maren: a direcgo dos negocios pblicos. A na-
go tem o direilo de ser governada pelos mais ca-
pazes, pelos mais aptos, assira como os mais
aptos eos mais capazes tem o direito de gover-
na-la. (Apoiados.)
Entretanto, pela desigualdade da representa-
gao das provincias nullicara-se estes principios
e snrgem ditculdades e inconvenientes nao s
a administragao propriamente dila, mas tambem
harmona e equilibrio poltico do todo que ce
chama Imperio do Brasil. (Apoiados )
O Sr. Cruz Machado:O nobre deputado tem
seu fuodo de razo no que est dizendo : mas
injusto quando quer generalisar a tudas as pro-
vincias.
O Sr. Diogo Velho : O nobre deputado quer
dizer que a sna provincia nao esl actualmente
as coodiges das grandes provincias. ques-
tao de tempo se nao esl, j esteve, e logo es-
tar.
I-' preciso portento que os representantes de
todas as provincias se achem collocadoaem igual-
dade de condiges em ambas as cmaras, para
que someote o talento e o merecimenlo. e nao o
numero, possa ser attendido. (Apoiados.)
Para obler-se este resultado oo se supponha
que eu quero dar provincia do Espirito-Santo,
por exemplo, ou a da Parabiba, que tenho a hon-
ra de representar, o mesmo numero de deputa-
dos da de Minas. Baha ou Pernambuco, como ac-
tualmente se achara constituidas, e menos aca-
bar cora a existencia de todas essas grandes pro-
vincias fraccionando-as : quero sim que se esla-
belega urna diviso territorial por tal forma pro-
porcionada que todas as provincias do imperio,
conservando certa grandeza, tenham o direito
de mandar para aqu igual numero de deputados.
O Sr. F. Octaviaoo :Tudo isto quer dizer que
temos lido mioistns chamados ao poder, nao
pelo seu talento e merecimentos, mas por per-
tencerem a provincias grandes.
O Sr. Diogo Velho :E' urna inlerpretago que
d o nobre deputado.
O Sr. Gama Cerqueira:Note que a provincia
do Piauby, que pequea, foi anda ha pouco
tempo representada no ministerio.
O Sr. Diogo Velho:E* certo ; um filho mui-
to dislinclo do Piauhy, representante dessa pe-
quena provincia, esteve ha pouco no ministerio ;
mas o nobre deputado deve saber que nao foi a
influencia do Piauhy que o ievou aos conselbos
da corda. Em todo o caso isto urna excepgo
que nao serve seno de confirmar a regra.
Sr. presidenle, resumindo as considerages que
venho de adduzir, meu pensamentoue o im-
perio seja dividido em circumscripges lerrito-
riaes, de grandeza e extenso approxirnadameote
igual, subdividido em districtos administrativos,
tendo o govarno central em cada urna dallas seu
delegado, estes seus agentes, de modo que a ac-
go do poder se exerga com simullioeidade o ac-
tividade por todo o territorio; que se creemos
conselhos das presidencias, como tem sido lem-
brado tantas vezes por autoridades na materia ;
que se reformem as municipalidades, dando-se-
Ihes agentes executivos sujeitos aos presidentes
de provincias; e realise-se assira a idea cardeal
em administragao,a deliberagao a muitos, a
execugao a ura s.
Tem-se tratado muite uesta casa sebre a con-
veniencia de separar-se as attribuiges da polica
judiciaria das da judicatura propriamente dila ; e
j_ mostrei com a autoridade do Sr. Dupin que
nao ha mal nenhum nessa accumulago. Me pa-
rece que haveria mais necessidade de separar-se
a polica adminislrativa da polica judiciaria, Ac-
tualmente todas as respectivas attribuiges esto
por tal forma confundidas que s urna reforma
radical desde as secretarias de estado do impe-
rio e justiga al aos Uscaes e inspectores de quar-
teiro as separara. Nao entrarei em semelhan-
te queslo, e s toquei nella para dizer que, se-
jam quaes forem os defeitos da organisago da
nossa administragao policial, os agentes incum-
bidos della nao podem prescindir de forga arma-
da, e conseguintemente merece a msior attengo
o que entre nos se chama forga policial.
Foi asslm, Sr. presideote, que eu acolhi com
muiti satisfago a idea apresentada pelo Sr. mi-
nistro da guerra, presidente do conselho, da di-
viso do pessoal exercito em duas partes, forga
combatente e forga policial, sendo esta destinada
a auxiliar o servigo da polica as proviocas.
Esta idea, convenientemente desenvolvida, pode
trazer os rnaiores beneficios, e eu pego permisso
para facer algumas reflexes que podem aprovei-
lar. urna vez que, segundo diz o mesuo Sr. pre-
sidente do conselho, elle pretende dar a esta par-
le da forga votsda para o seguinle exercicio urna
organisacao especial.
Ninguem pode dizer que a manutengo da paz
interna, o auxilie execugao das leis possa ser
objeclo pertencente a esta ou aquella autoridade,
a esta ou aquella provincia (apoiados); objeclo
que mleressa a lodos; assumpto geral (apoia-
dos). E assim nio vejo que na attribuigo con-
ferida pelo acto addiciooal s assemblas pro-
vinciaes de fixarem a forja policial esteja impl-
citamente comida a obrigago de concorrerem
os respectivos cofres para a snsteotago dessa
forga.
O Sr. Correa de Aodrade: Apoiado. Foi esta
sempre a minha opioio.
O 9r. Diogo Velho :Nesta casa j Uve occa-
siao de oceuparme-me com esta questo, e feli-
ciio-mo por ver que o governo imperial come-
ga a compenetrar-se daquella verdade, estabe-
lecendo essa diviso de forga combatente e forca
policial. *^
Mas, Sr. presidente, para que a reallsaglo des-
la medida traga os resultados que pode prodnzir
convem allender a algumas considerages. Pri-
meramente ella urgente, e deve aer levada a
effeito desde j : em segundo lugar deve ser am-
pliada, porquanto qualro mil bracas nao bastara ;
em tereeiro lugar de*e-#e allender organisa-
go dos corpos de cada provincia, de aecrdo
com as neeessidades do servigo e de modo que
apparesa petioal part (wmpea-loi; rem por
dividuo da noasa sociedade possa achar no servi-
CO policial nao urna oceupago incommoda e tran-
sitoria, como actualmente acootece com o servi-
go das armas, mas um estado permanente, um
meio de ida com vantsaens no presente e ga-
rantas 00 futuro.
Quero dizer que, assim como todos os funcio-
narios pblicos leera ordenados, mas ou menos
lufficientes, certas garantas de conservago nos
lugares que servem, esperanga de aposentagn
quando preeocbem o numero da ennos que a lei
prescreve, aquellos que se dedicassem ao servigo
policial deveriam ser collocados no mesmo p,
obleudo vaotagena semelhantes. O servigo que
prestam imporlanlissimo, e era urna somenos
ao que das oulras claises de funecionarios recebe
o paiz.
Mas parece tambem odispensavel a abolgo
dos castigos corporaes, ou ao menos que elles
fussem limitados pela creagao de companhiasde
disciplina, instituidas em alguna paizes mes-
mo para os corpos do exercilo, as quaes passam
a servir, mediante o processo em conselho e por
ura modo sumroario. as pragas que por irregula-
ridade de conducta necessitm desse meio extre-
mo de repressao.
Organisada a forga policial em cada provincia
'." otagens e garantas apontadas, nao se-
na difcil athar pessoal necessario para preen-
cher o seu quadro, 00 qual podiim ser devida-
mente contemplados os ofliciaes de 2a classe que
o quizessem, os reformados, mesmo os que se
achara actualmente servlndo nos corpos policiaes
das provincias.
A' instruego dessa nova milicia se poderla im-
primir direcgo conveniente, tanto em relago
disciplina e servigo militar, de modo que ella po-
desse era qulquer emergencia cooperar com o
exercilo. como em relago sua misso de, dis-
leminada por toda a extenso e interior do paiz,
representar os olhos, ouridos e as mos da jus-
tiga, eocarreganlo-se de descobrir os autores dos
crimes, decolligiras provas desles e de entregar
os delincuentes aos tribunaes, ludo sera os in-
convenientes que actualmente se do com -.gen-
tes policiaes apanhados as ultimas carnadas da
populago, os quaes, em vez de garantirem a or-
dem e tutelarem os direitos dos cidados, sao s
vezes os primeiros a promover desordens e con-
flictos, disturbios e oTensas tanto pessoa como
a propriedade.
Sr. presidente, a hora adiantada em que rae
coube a palavra obriga-me suprimir as observa-
goes em que eu quera entrar a respeito de oulras
materias administrativas. Passo a expr algumas
coosideragoes acerca da nossa poltica, cora oque
formare a seguoda parte do meu discurso, pro-
meltenlo ser breve o mais possivel.
Poderia prescindir de fallar em poltica ; mas
quiz seguir o conselho do Norlo-Americano Cna-
ning a seus concidados : Estudai poltica
do vosso paiz: um excellente meio de ensaio,
e concorre efficazmente para a educago do povo.
Cora melhor vootade segui o cooselho, por ter
notado que o debate poltico tomn, desde seu
comego nesta casa, urna feigo caracterstica e
especial; isto cada deputado apreciou a situa-
gaoporum modo difireme, cabeodo bem a ap-
plicago do Cotcapila, quot sententiw.
Antes de tudo, porm, permitta-me V. Exc. e
a cmara que mu perfuncloriamenle toiue em
algumas questoes trazidas tribuna.
Primeira mele a da respoosabilidade pelos ac-
tos do poder moderador.
Poder-se-ha dizer que o seu exame nao encer-
ra ioteresse, que queslo didctica ou especula-
tiva. Pelo contrario, eotendo que pJe ler al-
cance pratico, e que por isso de loda a conve-
niencia ser bem esclarecida. Sem ter a preten-
go de trazer luz ao dbale, o que vou dizer se-
ment serve para definir a minha opioio.
Digo que essa questao tem alcance pratico,
porque se alguero, persuadido de que os minis-
tros sao legalarente responsaveis pelos actos do
poder moderador, se lembrar de apreseolar de-
nuncia contra qulquer delles, esta cmara com-
petente para tomar conheeimento della. decretan-
do seu proseguimenlo ou pondo-lhe termo.
Nao vejo, Sr. presidente, razo para a grande
controversia que se levantou a respeito do modo
oe seentender a queslo. Creio poder dizer :
Iegen0abemus; e neste caso as opiuioes de es-
critores que trataram de jure constuendo, ou
que analysaramas constitulges de outros paizes
nao servem. (Apoiados.)
Segundo o systema da nossa consttuigo, o
imperante, collocado na cupola do edificio pol-
tico, revestido de altribuiges importantissimas
como chefe supremo da nagoeseu primeiro re-
presentante, depositario do poder moderador,
inviolsvel e sigrado, sem responsabilidade algu-
ma, s pode querer o bem, e incapaz de prati-
caro mal. Esta ilcgo essencial forma do
governo monarebico-representativo ; e o legis-
lador constituiute, dando-lhe a devida importan-
cia, estabeleceu entre o imperante e a nago
agentes intermedios que respondessem legalmn-
te pelos actos daquelle, de modo que a opioio
principal nunca podesSe devassar o santuario de
sua inviolabilidade.
Pelos actos do poder executivo, de que o im-
perante chefe, sabemos que sao os ministros os
responsaveis. Nirto nao ha queslo. Quacta,
porm, aos do poder moderador, de que depo-
sitario, havia o conselho de estado, que, de con-
formfaade com o arl. 142 da consttuigo, devia
ser ouvido sempre que elle se propunha a exer-
cer as attribuiges proprias deste poder, e que
sao enunciadas do art. 101.
A audiencia do conselho de estado era obriga-
toria, e consttuigo estabelece lateralmente a
responsabilidade dos conselheiros de estado no
art. 143.
Ora, so os actos do poder moderador, com ex-
cepgo apenas da nomeago e demisso dos mi-
nistros, nao podiam serexercidos sem audiencia
do conselho de estado, e se os membros deste
erara responsaveis pelos conselhos que dssem,
quando oppostos lei ou contrarios aos interes-
ses do estado, manifest que o pensamento do
legislador coostituinte, quanto responsabilidade
por laes aclos, eslava completo e bem definido.
Uin Sr. Deputado : Masa responsabilidade
do conselho de estado exilia smenle quando o
conselho era manifestamente doloso.
O Sr. Diogo Velho :Sem duvida, porque sem
essa condigo seria difRcil on impossivel desco-
brir m f, e sem esta nao ha criminalidade, nem
coDseguinlemente responsabilidade legal. Como
j disse, o imperante s podia dispensar audien-
cia do conselho de. estado, quando nomeava e de-
mitlia os seus ministros, e por isso o 6 do ar-
tigo 102 da conttituic&o diz :
. Nomesndo e demittindo lioremente os seus
ministros.
A patarra libremente, que pareceu ao nobre
deputado pelo Maranho, o Sr. Gomes de Souza,
urna redundancia, quer dizer que esta era a ni-
ca prerogativa que o imperante podia exercer so-
beranamente sem audiencia de ninguem, sem su-
bordina-la ao criterio de qualquej agento inter-
medio.
Mas, Sr. presidente, a respoosabilidade do con-
selho de estado pelos actos do poder moderador
que eslava assim claramente estabelecida lomou
outra face.
O artigo 32 do acto addiciooal supprimio o
coaeelho de estado, e com quanto a lei ordinaria
de 23 de noverabro de 1811 creasse o exilente,
decretou que a audiencia 4 elle fosse facultativa ;
e prtenlo subsiste s questao.
Reflectiodo sobre as razoes possiveis da sup-
presso do primiltivo cooselho de estado, mullas
vezes tenho inquerido de mim para rnnii seria
irreflexio do legislador ? seria o proposito de
descobrir a cora, julgaodo se expr osados do
poder moderador apreciarlo da ceosura sem o
sopposto correctivo da respoosabilidade legal ?
ou pretenden-se passar ests para o ministe-
rio ?
Qulquer destas razoes me parece inadmissi-
re. As duas prlmeiras sao iocompativeis com a
sabedoria e patriotismo dos legisladores do acto
addiciooal que de laes-predicados deram mais de
tima prova ; e se elles tivessem querido estabe-
lecer a responsabilidade ministerial pelos aclos
daquelle poder. 16-lo-hiam estabelecdo por dis-
posico expresas. A responsabilidade legal im-
porta punigo, e no direito penal, onde tudo
strictijuris, nao valem as deduges oem inferen-
cias.
Eu enlendo, porlanlo, que o acto addiciooal
veio estabelecer a doutrina que eu aceito, e que
tem aqu sido ventajosamente sustentada pelo no-
bre ministro da justiga, da nao responsabilidade
ministerial pelos actos do poder moderador.
Na realidade, Sr. presidente, desde que a cons-
ttuigo defini o que era o poder moderador, e
0 delegou privativamente ao imperante como
chefe supremo da nago, e seu primeiro repre-
sentante, para que vele incessantemente sobres
manutengo da independencia, equilibrio e har-
mona dos mais poderes polticos, desde que o
imperante, assim altamente collocado, tendo, na
phrase constitucional, a chave de loda a organi-
sacao poltica, s pode praticar o bem, nao se de-
ve razoavelmente adrailtir que os actos, as pre-
rogativas que elle exerce ns qualidade de deposi-
tario do poder moderador sejam sujeitas a con-
traste de nalureza alguma. O contrario serie
desconhecer-se a essencia do poder em suas di-
visoes, e a base do governo na forma estabelecida
pela consttuigo.
Se o principio da responsabilidade legal do mi-
nisterio pelos actos do poder moderador, como
querem alguna nobres deputados, prevalecesse,
o senado, que compleme para conhecer dos
crimes commettidos pelos ministros de estado,
masque apenas urna parle do poder legislativo,
teria o direilo de collocar-se cima de tudo, e
de lomar a posigo que pelo pacto fundamental
reservado nicamente ao imperante. Outro
ne poda ser o resultado de urna discussao aber-
ta acerca do uso das prerogativas do poder mo-
derador neste ou naquelle caso sob a presso da
sanego penal.
Tudo isto me parece de simples inluieo ; e
depois porque razo se havia de dar a urna parte
do corpo legislativo um semelhante direilo? Os
que achsrem semelhante doulrins repugnante,
mas quizerem a todo o transe estabelecer cor-
rectivos contra os abusos possiveis do poder mo-
deraior podero dizer que os legisladores cons-
tiluintes do acto addiciooal collocaram a solugo
da queslo em oulro ponto, entendern) que
quando o imperante, desenlo da altura em que
deve estar sempre collorado como chefe supremo
da nago e seu primeiro representante, fosse ca-
paz de prslicar o mal e por suas raaos quebrasse
o sancturio da sua inviolabilidad, o nico recur-
so seria o que esl consignado no artigo 126 da
consttuigo, que declara a asserabla geral, que
o segundo representante da nago, competente
para declarar a incapacidade moral do impe-
rante.
A solugo da queslo, o recurso constitucional
para punir os abusos que por ventura se possam
dar no uso das prerogativas do poder moderador
seria assim o do artigo 126, islo a asserabla
geral depondo o imperante 1....
O Sr. Marlinho Campos d^im aparte.
OSr. Diogo Velho :O nobre deputado nao rae
fez a honra de attender ao que disse ; desenvol-
v o systema constitucional primitivo ; depois
apresentei o que se estabeleceu pelo aclo addi-
ciooal, collocaodo a questao no seu verdadeiro
ponto, conforme enlendo ; e por ultimo expuz a
doulrina que se poderia atlribuir aos liberaes da
coostituinte.
Tenho mostrado someote o que esl estatuido,
emittindo minha opinio.
O Sr. Martinho Campos d um aparte.
O Sr. Diogo Velho :Desta queslo, Sr. presi-
dente, derivou-se oulra lambem aqu discutida,
da sooeranta popular e do direilo de revolugo.
Eu direi anda menos palavras sobre ella.
Todos nos sabemos que o exereicio da sobera-
na lem dado lugar a grandes discusses, e a es-
tabelecerem-sedoulriuas inteiramente oppostas.
Temos a theoria de Rousseau ou da escola racio-
nal, segundo a qual o poder constiluinte. perma-
nente serapre era posigo activa e decisiva sobre
os poderes constituidos, como o mandante sobre o
seu mandatario.
Temos a theoria de Montesquieu, a qual, exa-
gerando a da escola histrica ou experimental,
estabelece a incarnago do poder cooslHuinle nos
poderes constituidos que se tornam assim abso-
lutos.
Estas duas theorias levam a extremos oppostos
mas igualmente funestos, urna vaiter soberana
do povo, isto ao direto de revoluco sempre
que o povo ou parle do povo entender que a li-
berdade periga, a outra vai ter soberana abso-
luta do governo de tacto, seja elle quem for, islo
, ao direito da dictadura era nome da ordem.
Em nenhuma esl a verdade ; a anarchia eu o
despotismo ha de predominar.
Urna vez estabelecidas as formas do governo
pelo poder constituate, e foita a sua delegago
aos poderes constituidos,, aquelle desapparece de
facto ; mas nao nullifica-se nem permanece nes-
ta, pelo contraiio, iocessanlemente vivifica a ac-
go dos mesmos poderes constituidos, manifes-
tando mu normalmente a sua forga pelos meios
regulares da publictdade das discusses, da liber-
dade da imprensa, e outros que formam a opioio
publica, a qual infiltra-se necessariareente as
leis e inslituiges pela renorago do mandato le-
gislativo.
Assim, quando o Sr. ministro da justiga disse
que o poder constiluinte se encarna nos poderes
constituidos, nao quiz significar que estes se tor-
na v a m absolutos ou estacionarios e sem correc-
tivo, para nao seguirem dictames da verdadeira
opiniio publica ou nao acompanharem os movi-
mentos e transformares da sociedade, e S. Exc.
expoz a doutrina verdadeira, doutrina reconheci-
da pela consliluigao da estado, que estabelece
meios pacficos e regulares para todas as reformas,
e repelle assim o direito de revolugo, direito
tambera repellido per Guizot, Helio e Duvergier
de llauranne.
Um Sr. deputado :O Sr. Zacaras defendeu o
direilo de revolugo com a autoridade de Guizot.
O Sr. Diogo Velho .-Guizot, como sabemos,
historiador e doutrinario. Cono historiador,
narrando os aconlecimentos que se deram por
occasiao da fundago da independencia dos es-
tados Norte-Americanos, escrereu as palavras
citadas pelo nobre deputados pelo Paran, pala-
vras que exprimem urna verdade, porque all
lratava-se de crear a aulooomia de um povo es-
cravisado metropole, o qual exercia nao o di-
reito de revoluco, e sim o de constiluico. mas
que nao tem applicago questao, porque Guizot,
o doutrinario, tratando della, islo da sobera-
na do povo, synouyma do direito de revolugo,
em lugar competente diz o seguinle:
< A soberana do povo urna grande forga que
intervem algumas vezes para quebrar urna des-
igualdade excessiva, ou poder absoluto a que a
sociedade nao pode mais sobmelter-so, do mes-
mo modo que o despotismo intervem oulras vezes
era nome da ordem para ligar a sociedade prestes
adissolver-se. P um meio de ataque edeslruico,
nunca um meio de fundar a liberdade. Nao um
principio de governo, urna dictadura terrivel
e passageira, exercida pela multido, dictadura
que cessa e deve cessar logo que a multido con-
sammou a sua obra de destruigo.
Ora, senhores, quem proclama esta doutrina
nao pode reconbecer nunca o direito de revo-
lugo.
O Sr. Furtado :Guizot disse na tribuna, em
urna occasiao: Ha reroluces justas e neces-
nrias.
O Sr.'Diogo Velho :O Sr. ministro da justiga
tambem o disse; mas porque urna revolugo pode
ser um facto necessario, ha de ser levada altura
de um direito?
Nio poseo conceber que ninguem da verdadei-
ra escola conservadora ou liberal aceite seme-
lhante doulrina, s propria das demcratas pu-
ros, daquelles que proclaasata a soberana dr>
povo com o suffragio universal; e o nobre depu-
tado que me horrou com o seu aparte sabe per-
filamente qae Guizot; corabatendo estas dou-
trinaa, s reconhece a soberana da razo com a
rnaiona dos mata aptos para conbeeerem a ver-
dade e a juittca.
O nobre denotad pelo Paran lambem citoa
algumas palavras de Mili, mas aeho que ellas
servem ti pouco como as d* Guizot para ana-
tentar o direito de revolugo. Na Inglaterra, onde
predomina a verdadeira escola experimental,
onde a opioio quasi soberana, oode, na phrase
de Burke, as inslituiges perpeluara-se modifi-
cando-se incessivelraenie como a raga humana,
s se proclama semelhante direilo contra os go-
vernos que contraran) os seus interesses mer-
cantis.
O lempo urge, e nao posso deixar de limitar-
me a estas considerages.
Sr. presidente, lera sido objecto de controver-
sia, tanto no parlamento como fora delle, se ac-
tualmente existera partidos polticos. E entretan-
to elles se manifestara por ledos os meios por
que os partidos se podem manifestar, na lula
eleiloral, na tribuna, na imprenea I
Diz-se tambera que se existera estes partidos,
elles Dada representara, oo leem principios, to
teem ideas 1 E entretanto era nome daquelles e
desias que todos pugnara I
Cumpre nao levar estas proposgoes a todas as
consequencias.
Os partidos existera, modificados certo, mas
existera. As necessidades que os crearam desap-
pareceram, vieram novos, e as transformjcoes
sociaes deram-lhes oulras modalidades.
A conciliago, da qual tanto se lem fallado, em-
bora viciada na sua origem, e anda mais na sua
applicago, foi o dissolveute poderoso empregado
contra os partidos de outr'ora ; mas a roo que
o empregava ns completou a sua obra. Destruio,
e oo teve lempo*de reedificar. Peraole o paiz
apresentou-se o gabinete de 4 de maio de 1857
proclamando anda como seu programraa essa
palavra sonora....
O resultado foi que o sabemos. Os operarios
da nova Babel nao llveram torgas para langar os
destrogos deluidos dos antigos partidos em outros
moldes. Nao souberara aproveita-los, para com
elles orgnissrem novos partidos as condiges
que estes o o podem deixar de existir como ins-
trumentos regulares e necessarios de governo.
Era vez diste viraos que se pretendeu levantar por
equilibrio interesses locaes ou individuaes.
Era poltica, Sr. presdeme, a opportumdade 6
ludo ; esta perdeu-se, e a consequencia fot que o
espirito publico, que nao pode permanecer em
quietago, nao echando novas sendas para a sua
actividade, leve de retrogradar. Os antigos psr-
tidos reorgaoisaram-se.
E' certo, como j disse, que elles se achara pro-
fundamente modificados; lodos respeitam e que-
rem ao menos ostensivamente a consttuigo, nin-
guem pretende reformas precipitadas, nao estu-
dadas; mas os principios geraes e motores de
cada ura encarnados as tradieges do passado
regulara as necessidades do presente e preparara
as aspiraces do futura. E' o que se v no parla-
mento e fra delle.
O partido liberal, como todos aqu vm, mos-
tra-secheio de vida, aprsenla suas ideas, e vola
cerrado as suas questoes.
O partido conservador representa a maioria, e
tem sido classiticado em dous gruposexagerado
extremado, ou puritano e moderado.
Pela minha parte rejeilo a distiocgo, e apezar
de me sentar nestes bancos, nao cedo em mede-
rago 1 qulquer dos que querem fazer desse at-
tribulo de todo o conservador monopolio para si-
Sr. presidente, compreheode-se que era todos
os partidos, mesmo nos lempos de lula, existam
individuos exaltados e intolerantes, bem como
que exislism outros mais condescendenles e ma-
leareis...
O Sr. Bezerra Cavalcanli:Os moderados sao
maleaveis? Protesto contra esta inlerpretago.
O Sr. Diogo Velho :Nao procure o nobre de-
putado lirar esla illago de miabas palavras, que
sao ditas com referencia a lodos os partidos, sem
sentido offeo3vo ao carcter de alguem. Mas en-
lendo que muito inconveniente e infeliz a idea
de se descobrir em accidentes da ndole e tem-
peramento individual, qualilicacdes que nada afl-
nal exprimem, mas que podem motivar desgostos
como j lomos visto.
Por mim declaro, assim como condemnarei as
exageragoes de quem quer que entre nos preten-
da restibelecer esse passado, felizmeule esqueci-
do, de lula e presso, de antagonismo e intole-
rancia, condemnarei igualmente as hesilages
daquelles que, emboscados entre o sim e o no,
preteodainannullara acgo do governo conver-
lendo as camans era velas rolasemprestaveis pa-
ra a direcgo da nao do estado.
Felizmente eu vejo que nada disto existe. 0>
ministerio aclual conts com o apoio dos conser-
vadores desta cass, e estou convencido de que as
questoes insignificantes que por veotura sesus-
citem desapparecero perante a solugo de qul-
quer outra em que se envolvam as grandes idas-
e interesses do partido.
Mas, Sr. presidente, adraitlindo que oo ha-
jam partidos entre nos, como querem alguos que
os achara reduzidos a queslo de nomes proprio?
seja-me licito tambem dizer a razo porque pre-
Uro alguos desses nomes proprios a outros.
remos necessidades urgentes a allender, como
ninguem desconhece. Devoraos fazer certos reto-
ques, e realisar algumas reformas as nossas leis.
Algumas dessas reformas sao muito importantes,
e de grande conveniencia que se adiaolem.
Ora, eu que professo certas ideas, devo querer
que realizem taes reformas aquelles que pensam
nomogeoeameole comigo.
H> para mim urna idea capital a da obser-
vancia e fiel execugao da consttuigo.Porlanlo
enire os sempre a defeoderam, sempre ex-
pozeram-se ns lula para salvar os seus principio*
8 .d at hontera a combateram. devo preferir os pri-
meiros. Quando os segundos me derera sufficion-
ics garantas de que a querem sinceramente, po-
dere nunca prefer-los, mas v-lo sem descon-
llangs enlre aquelles que j sao por mim conde-
cidos.
Conseguintemente, sabendo que em these es
nomes proprios nada significara na poltica, oade
buscam-sesraeole ideas e principios, oo posso
deixar de prestar toda a veneragio aquelles que
symbolisam ideas e principios que sao os meus
que representam opinios e crengascom as quaes
commungo, quesigoiflcam talentos, illustragao e
servigos reaes prestados ao paiz, e a que se ligara
tradieges gloriosas, como por etemplo, a repres-
sao do trafico, o restabelecimento das nossas fi-
nan-as, a rehabilitado do nosso crdito 00 exte-
rior, a expulso de Rosas do Rio da Prata, etc.
(Apoiados.)
Foram desses actos que brotaram as sementes
de nossa prosperidade, que ji se quiz langar em
conta estril quadra da conciliago I
Ora, se aos servigos, virtudes e talentos que so
chama oligarchia, declaro coro toda a franqueza,
que sou complica na existencia de semelhante
oligarchia. (Apoiados ; muito bem.) Som abdicar
nunca a minha intelligencia, sem nunca deixar de
guiar-me segundo os dictames do meu senso in-
timo, emendo que nao me degrado em reconbe-
cer e aceitar a influencia legitima de inteigen-
cias superiores. (Apoiados.)
Senhores, deixemos as pequeas quasles, o
aitendamos siiuaco do paiz ; temos immansas
difliculdades a resolver, temes assumptos impor-
tanlissimos com que nos oceupar, e cada um dos
quaes pide ser objeclo do mais aecurado esludo.
O gabinete proclama a poltica de justiga, na qual
se inclue a execugao da consttuigo e das leis
Neste terreno conservadores e liberaes nio podem
lutar por ideas extremas.
Concorram lodos com suas ideas e luzes para
que o bem do paiz>enha naturalmente como urna
solugo, e nao como exploses ; vale mais cami-
nhar pouco, mas serapre, do que darsslios mor-
taes, e depois retrogradar para aquem do ponto
de-partida. r
Terminarei, Sr. presidente, applicando & nossa
situagao as palavras pouco mais ou menos com
que o nolavel publicista Bello Anda o seu precio-
so livro do Rgimen Constitucional.
O vicios existentes no nosso rgimen nio lbe
sao inherentes, sao adventicios, e nao smenle
podem ser extirpados sem dilacerages, mas an-
da nao sero extirpados sem melhorameoto. Sir-
va-nos isto de aviso: amemos as leis do nossa
paiz; ellas, apexsr de lado, sio as mais bella
que se lem dado a um poro grande e lltre.
Recebemos liberdade como berenga dos nos-
-


IARI
QUINTA FURA SO 01 AGOSTO M 1M1
sea aartpessados; eoraprehendamos o ponto em
Sue ella se icha : todosoa seus (uadameatoa aa-
lo laogados; alo toquemos aelles, porque po-
daterraier ruinas.
A 0Q3s missao consiste eaa> acabar ecoordensr,
eaoher ea lacunas e estabalaerr a harmona. A
eiperencia do passado deve salvaguardar-nos doa
pergos do enlhusiasmo. A virtude que temo a
pratlceroamorea+moe vlgrraMe da liberddde,
a peneveranga do tele cinco.
*o caminhemos aeoso acata senda; mas ca-
minhemos sera parar, e olo descansemos em-
quanto a verdade constitueonat n5o fdr'com-
Bntendendo que todas Mes bellos pensaraen-
tosso resumen na palma justiga do pro -
gramma do gabinete, preMo-lhe o meu apoio sin-
cero e dssinteressado. (Muito bem, muito bem.
O orador comprlmehtado.)
Orou anda o 8r. Lima Duarte,. ficando a dis-
cusso addiada pela hora.
O Sr. Presidente d a ordem do dia, e leraota
* sesso s t\f horas da tarde.
PEffmHBUCO. .
REVISTA DIARIA-
Pd> ordem da- presidencia da provincia tan de
ser posta em arrematado a execugo do calga-
rxiento da ra do Imperador, Campo das Prince-
zas e prsga 1 Pedro II deste cidade.
O systema por que dere ser execuUda essa
obra o de parallelipipedos ; e o orcamento do
leu costoio de 212 9O5#0OO.
Acaba o Sr. Dr. Pedro de Athahyde Lobo
Moscozo de olTererer ao Exm. Sr presidente tres
pesjacos de osss plriOcados, cuja grandeza faz
suppor que sejam de animaes antediluvianos.
S. Exc. apreciando derda mele essa oflVrla, e
attiogui lo perfeitameole o pensameoto do ofe-
rente, remetteu-os para o Museo do Gymnasio
Prorincial.
E' mais urna acquisigo importante que faz
aquello estsbelecimento, cujas collecgoes sao as-
sim augmentadas com essasj tres raridades, que
alli podero ser nio s vistas jior todos squelles
que se dedicam e acaam o esta lo da historia na-
tural, cono aindi apreciadas em 9eu ioteiro va-
lor pe..3 entendidos na materia.
S Exc o Sr. presidente da provincia visi-
tou hootem o hospital Pedro II, demorando-se
desde as 11 da mauha s 2 da tarde, e percor-
reodo ledo o estabelecimeoto.
Singular casamento I
Na na de C'ry, l-se do Mundo Ilustrado,
ao mesmo andar,* prele meias, morava acerca
de viole aooos urna viuva e um velho celibata-
rio, que atacado nao se sabe por que molestia
chroica, pareca oo ler mais que dous aooos a
?iver.
Pela porteira foi vulgarisado que elle tencio-
oava constituir os poucos bens que possuia em
urna renda vitalicia ; a viuva offereceu-ae para
esse Qm, e combiasram sobre a laxa do interes-
se ; q qual, foi Otado u'uma quaatia que liona
relacao com a pouca esperanga de vida do doente.
Feito o negocio, passam se os dous annos, islo
Coi em 18(0, e eis que l vo viute annos, ao
passo que o boro do oosso hornera coota setenta
e nove annos acha-se secco e vigoroso, e em va
de tornar-se macrobio.
A viuva, verdaderamente inconsolavel, ha res-
tituido tres tantos do capital recebido, e est
prestes a ver as costas de suas moedas !
O velho por eu lado tem feito economas, de
modo que ludo quanto a viuva possuia, elle o
tem juntado.
NesU desastrosa situago, um procarador de
causas interveio, achaodo aflnal um meio equita-
?el de tudo arranjar-se ; este meio foi o de ca-
sarem-se a viuva e o celbatario. Os baohos es-
tavam sendo publicados.
Por ter um certo ioteresse, damos alista
seguinte de todos os annos citados ha onze se-
culos pelos historiadores como tendo sido victi-
mas de calor extraordinario.
Em 738 o calor do esto foi to grsnde em Fran-
ca, e. na Europa que a mor parte das nascengas
seccaram, e milhares de pessoas morreram de
sede.
Em 879 os segadores que se aveoturaram a
sahir ao meio dia, cahiam morios dos campos.
Em 990 e 994 as searas foram completamente
queimadas, e seguio-se urna fome horrTel.
Em 1000, de famosa memoria, todos os rios e
fonles seccaram na Alemana*. O peixe mor-
reo, apodreceu todo, e deu lugar a urna epide-
mia. No dizer das populaeSes crdulas, o fogo
devia er o agente da destrigio do mundo.
Em 1022 um numero incalcutavel, de homens e
do animaes morreu de calor.
Em 1132 a trra rachava, os rios c as nascen-
cas dessapparecersm ; na .-Visada o Rheno seccou.
Em 1152 eosinhavam-se ovos na areia.
Em 1260, na Uatalha de Bela, um grande nu-
mero de soldados morreu da calor.
Em 1303 e 1304 o Seaa, o Loire, o Rheno e o
Danubio atravessavam-se a p enchuto.
Em 1393 c 1394 os animaes cahiam morios em
tolas as partes, e as colheitas foram crestadas.
Em 1440 houve grandes calores.
Durante quatro anuos successivos, era 1538 e
1539, 1540 e 1541, calores excessivo3 seccaram
quasi inteiramentc os ros de Franca.
Em 1556 houvo grande secca em toda a Eu-
ropa.
Em 1G15 e 1616 houve calor insupportavel em
Franca, na Italia e nos Paizes Baixos.
Era 1646 contaram-se suceessivamente ciocoen-
ta e oilo dias de calores excessivos.
Em 1668 deram-se calores forlissimos.
Os cinco primeiros annos do dcimo ollavo se-
clo foram excesivamente quentes.
Em 1718 oo choveu urna s vez desde abril
ot outubro ; as colheitas queimaram-se, os rios
seccaram, e os theatros por ordem do chefe de
polica foram fechados. Os thermometros mar-
cavam trinta e seis graos Ramur. Nos jardios
que podiam ser aguados, as arvores fructfera
florescersra duas vezes.
Em 1723 e 1724 os calores foram extrp0s-
Em 1746 o estio foi mui queote e bas^n'o sec-
co, de maneira que queimou as colh'rtas duran-
te rauitos mezes uo choveu nja'
Em 1748, 1754, 1758. 1760. 1778,1779 e 1788
os calores foram excessivr
Em 1811, anno do fiebre cometa, o estio foi
quentissimo, e o vio-10 delicioso, mesmo em Su-
reraes.
Em 1818, dur,flte perto de um mez, os thea-
tres permanec^am fechados. O mximo do ca-
lor attiogio finta e cinco graos.
Em 18'v- emquanto se pellava nos dias 27. 28
e 29 ^ Jilho, os thermometros marcavam trinta
. e so*3 graos centigrados.
m 1832, durante o combate dos dias 5 e 6 de
juoho, o thermometro attingio trinta e cinco
graos.
Em 1835 houve eslor mortificante. O thermo-
metro marcou trinta e quatro graos centigrados.
.O Sena Gcou quasi secco.
Em 1850, no mez de juuho, por occasio da se-
gunda apparicao do cholera, o thermometro se
elevou trila e quatro graos centgrados.
A mais alta temperatura que o hornera pode
supportar durante um certo tempo, varia, segun-
do os temperamentos, entre quarenta e quarenta
e cinco graos. Accidentes frequentes se produ-
zem mesmo, como o prova a experiencia em urna
temperatura mesmo elevada.
Nestas condiges, a raorle determinada por
fortes coogestes cerebraes on mesmo por urna
verdadeira apoplexia. A sobriedade tanto Das
comidas como Das bebidas o preservativo mais
certo contra o perigo dos grandes clamores mui
prolongados.
O calor influe nio somente sobre os corpos.
as ainda sobre o espirito. M. Dodard referi i.
este respeito academia um exemplo bem nota-
vel da dependencia em qnese achim as funeges
spirituaes da alma, das disposige3 materiaes do
cerebro.
a Um menino de oito annos, disje elle, que
aprenda ptimamente o Iattm, esqaeceu quasi
todo o que detlc sabia quando os grandes odores
de 1705 cmegarJm. Dous ou tres dias de froa-
ura lho restitulram a memoria, que perdeu aio-
da unta segunda fez, em coosequencia de ter re-
aparecido o calor.
Nos dias 24,25 e 26 do corrate foram reco-
Ihidos casa le delenco 8 homens e t mulher,
sendo 6 livrea e Jescrtfvos : a saber: ordem do
Dr. ebefe do polica, 1 ; a ordem do subdelega-
do da reguezia de Santo Antonio, 4 ; ordem do
do S. Jos, 2 ; ordem do da Boa Vista, 1 ; a or-
dem do da Gapungt, 1, que o africano Luiz, es-
cravo do capitoJoi Barbosa de Miranda Santia-
go : e a ordem do des A togados 3, tnctasive o
rionlo Julio. escravo de Alax*ndre Correa de
Castro Jnior, e a africana Isabel, eierava de um
tal Torres.
(3)
No dia 1T foram recolhidos raesma, 3 ho-
mens, todos lirres, sendo 1 ordem do Dr. che-
fe de polida, 1 ordem do subdelegado do Poco,
e 1 ordem do da Murineea.
Matadolro publico.
Mataram-se oo dia 25 do correnle para o con-
sumo desta cidade 114 rezes.
Nodia26 1tO.
No dia 27 100.
No dia 28104.
MORTALIDADE DO DIA 28.
Jos. 18 metes ; diarrha.
Satrioa Mara do Rosario, 18 annos, soltera :
tsica.
6O0OOO
4202)000
3009000
240#000
6449000
8OO9OOO
400000
1929000
1929000
2i0f000
2409000
2409000
2409000
CONSULADO PROYIXCUL.
Rehcaodas casas bai\o mcHcionadas
que pffreram alteracoes. no presen-
te lancamento, feito pelo laneador
Coclho, a saber:
Ra da Solelade.
N. 68.Dr. Luiz Filippe de Souza
I.eo, urna casa tarrea arrendada
por...............................
dem 70.ADDunciada Camilla Al-
ves da Silva, urna casa terrea
arrendada por....................
dem 3 Irmandade de Nossa Se-
ohora da Soledade, urna casa ter-
rea arrendada por..............
dem 5. Jos Carneiro Ouima-
ries, urna casa terrea arrendada
por......................,........
dem 11. Francisco Maciei de Sou-
za, urna casa terrea com cinco*
meias aguas, arrendada por.....
dem 13.Herdeiros de Joao Pe-
reira da Silva Gaimari.es e The-
reza de Jess Moreira, um so-
brado com 2 lujas e 1 andar, ar-
rendado por......................
dem 19. Gabriel Antonio, urna
casa terrea arrendada por........
dem 25.r. Manoel Ferreira da
Silva, urna casa terrea arrendada
por..............................
dem 29. Augusto Frederico de
Oliveira, urna casa terrea arren-
dada por..........................
dem 31.O mesmo, urna Casa ter-
rea arrendado por ..............
dem 33.O mesmo, urna casa ter-
rea arrendada por................
dem 35.O mesmo, urna casa ter-
rea arrendada por................
dem 37.O mesmo, urna casa ter-
rea arrendada por................
Ra do Progresso.
N. 12 A. Amaro Jos dos San-
tos, urna casa terrea arrendada
por ............................... 6809000
dem 14 Gongalo Alves Tavares,
urna casa terrea em alicerces com
3 meias-aguas uo fundo, arrenda-
da por............................ 4329OOO
dem 11.Joaquim Fernandos dos
Santos, um telheiro de madeira
cora 3 cazinhas no fundo, arren-
dado por ......................... 54O9OOO
dem 13.O mesmo, urna casa ter-
rea arrendada por................ 2409000
dem 21Alexandre Jos da Sil-
va, urna casa terrea com dm
porlao ao lado, com 6 quartos ar-
rendada por................,...-.. 6969000
Ra da Conquista.
N 6.Joaquim Fernandos dos San-
tos, urna casa terrea arrendada
por ............................... 2409000
dem 8.O mesmo, urna casa ter-
rea arrendada por................ 2409000
dem 20.Francisco Maciel de Sou-
za, urna casa terrea arrendada
Por................................ 2409000
dem 22 A.Joaquim Biptista de
Araujo, duas casas de madelras
arrendadas por.................. 2409000
dem 1. Bernardo Ignacio de Je-
ss, urna casa terrea arrendada
por............................... 1209000
dem 7.Alexandre Rodrigues de
Atmeida, urna casa terrea arrea-
dada por.......................... 30O3O00
Ra de Joo Fernandos Vieira.
N. 20.Jos Piotd*da Costa, urna
casa terrea arrendada por........ 1509000
dem 22.Padre Temistocles Ro-
mo Pereira, urna casa terrea ar-
rendada por ...................... I09000
Mam 24.Jos Americo dos San-
tos Forie, uuia casa terrea arren-
dada por.......................... 1209000
dem 26. Frauctsco Jos Vieira
Machado, urna casa terrea dividi-
da em duas, Com 2 quartos no
fundo, arreodada por............ 583$0O0
dem 30.Jos Gongalves da Cruz,
urna casa terrea com 2 quartos
no oito, arrendada por........ 180J6O0
dem 32 O mesmo, urna casa ter-
rea com 2 quartos no oito, ar-
rendada por..................... 2649000
dem 38.Manoel Ferreira de Arau-
jo Castor, urna casa terrea ar-
rendada por...................... 33O9OOO
dem 46. Andr de Abruu Porto,
urna casa terrea com 6 quartos
no oito, arrendada por.......... 4569000
dem 50. O mesmo. urna casa
terrea com 8 meias jguas. arren-
dada por.......................... 8889000
dem 54Antonio da Silva Gus-
mo, urna c> terrea arrendada
por.............................. 6OO9OOO
dem 56 Domingos Felicidade,
um- casa terrea arrendada por.. 120000
Ideal 60. Jos Antunes Guima-
raes, urna casa terrea arrendada
por ............................... 6009000
dem 5. Diogo Halliday, urna ca-
sa terrea arrendada por.......... 6OO9OOO
dem 17. Luiz Jos da Costa A-
morirn, urna casi terrea arrenda-
da por............................ 2409000
Travessa de Joo Fernandes Vieira.
N. 2.Herdeiros de Guilherme Col-
lins Coxura, um sobrado com urna
loja e um andar arrendado por.. 1:0009000
dem 6. Delphina Mara Filippa
de Lima, urna casa terrea arren-
dada por ......................... 8OO99OOO
Bellota.
N. 2.Dr. Manoel Ferreira da Sil-
va, urna casa terrea arrendada
por.............................. 168g000
dem 4.Manoel Ribeiro da Cunta
Oliveira, urna casa terrea arren-
dada por ......................... 2409000
Pombal.
N. 1.Visconde de Suassuna, urna
casa terrea arrendada por........ I8O9OOO
dem 7.O mesmo, um sobrado ar-
rendado por...................... :50Q<3000
Ra do Palacio do Hispo.
N. 10. Isabel Celestina Rodri-
gues Ilalliday, urna casa terrea
arrendada por.................... 300JOO
dem 30.Orpho Joo Rodrigues
Lima, urna casa terrea arrendada
por........................;...... 1689000
dem 36.O mesmo, urna casa ter-
rea arrendada .................... 1329000
dem 40 Francisco da Silva San-
tiago, urna casa terrea arrendada
Por............................. O9OOO
dem 42.Francisco Jos Fernan-
des Pires, tres meias-aguas ar-
rendadas por .................... 2529000
dem 5. Luiz do Oliveira Lima,
urna casa terrea arrendada por .. 600JOO0
dem 11.Antonio Jos de Parias
Lino, urna casa terrea arrendada
por............................... 264^000
dem 15.Irmandade de Nossa Ss-
ahora da Soledade, urna casa ter-
rea arrendada por................ 8009000
Ra da Traigo.
N.'l. Miguel Joaquim da Costa,
um porto com 4 meias-aguas,
arrendado por.................... 4209000
dem 3. Valerio Jos Joaquim do
Mello, um porto com 8 meias-
aguas, arrendado por............ 7689000
dem 5.Antonio Pereira de Pa-
rias, urna casa terrea dividida
ero 4 quartos, arr Kua do Oeseirgino oa Principe.
N. 2.Joaquim Ljnacio Ribeiro
Jnior, um sobrado cora urna
lofl e nth airdif, arYeudailofdr.. OttrJOo
dem 4. J rwnande
orna casa terrea arrendada por 3009000
dem 6.O meime, ida eass ter-
rea arrendada plr................ 31)09000
dem 8. O mesmo, urna casa
terrea arrendada por............ 3009000
Idea 10.O Memo, urna easa ter-
rea arrendada por................ 1009000
Idea 12. Metetra Dearte, um
sobrtdo ceta orna leja *e uat an-
dar arrendado por............... 6OO9OOO
dem 16.Jos Antonio^ de Figuei-
redo, uma> casa terrea arrendada
poa; .-........................ 120|000
dem 18. O mesmo, urna casa
tetrea arrendada por............ 124JjO0o
dem 20.O mesmo, urna casa ter-
rea arrendada pdr................ 1209000
dem 22.O mesmo, urna caso ter-
ree arreodada por .....,........ 1201000
dem 24.O mesmo, urna casa ter-
ree arreodada por................ 1209000
dem 26.O mesmo, urna casa ter-
rea arreodada por................ I209OOO
liem 28.O mesmo, ana casa ter-
rea arrendada por..............,. 1449000
dem 1.Luiz Pereira Raposo, um
porto com 8 meias-aguas arren-
dado por......,.,.......til..... 4329000
dem 3.Jos Baptista Braga, ama
cata terrea com soto, arrondada
por..........................,... 5009000
[Conlinu*r-te-ha.)
Araedtr-Mete eocional Invtnttttl, eapllo Jos
Joaquim Alves da Silva carga diferentes g-
neros.
Nio houveram entradas.
COMMKHCIO.
. .,,,..,. --------- ........ ...
4lfandega,
Rendimento do dial a 27 .
dem do dia 28. .... ,
479:3884201
28:384|100
507 7729301
266
Movlmeuto da alfandejra,
Volumes entrados com fazendas.. 69
* .eom gneros.. 197
Volemos sabidos com fazendas.. 112
> > com eneros.. 346
" 458
Descarregam hoje29 de agosto
Barca americanaW. Henrique Uboado.
Polaca hespanholaIndiacarne de chirque.
Barca prussianaludia resto.
Barca oglezaEnthusiastcarvo.
Bngue inglezVotantebacaloio.
Patacho diuamarquezElviramorcadorias.
Importado.
Vapor inglez Oneida procedente dos portos da
Europa, maoifestou o seguinte :
1 Caixa sedas, 1 dita perfumaras, 1 volume fa-
zendas de lioho e 6 caixas cha : a L. A. Si-
queira.
25 ditas queijo ; a Tasso Irruios.
1 ditajoias; a Rabo Schamettau & C.
2 ditas chpeos de sol; a J. Keller & C.
1 barrica presuntos, 2 ciixis queijos, 1 dita ca-
misas de algodo, 2 ditas obras de ouro, joias e
relogios, 1 volume amostras ; a D. P. Wild & C.
3 caixas queijo, 2 barricas presuntos; a Ma-
noel J. G. da Fonte.
50 barrs manteiga, 10 caixas fazendas de al-
godo ; a Sauoders Brothers & C.
5 caixas livros eovelopes, etc. : a Amorim Fra-
goso Santos & C.
I caixa agulhas ; a Parete Vianna & C.
1 lina bichas ; a D. Alves Matheus.
15 caixas fizendas de algodo, 2 ditas queijos,
1 embrulho amostras ; a Soulhall Mellors & C.
2 volumes macacos de ferro, 1 caixa obras de
dito, 1 embrulho peridicos; a T. H. Harrison.
1 caita roupa; a W. Cope.
1 caica alpaca, 1 embrulho amostras; a Fer-
reira & Araujo.
58 caixas queijos ; a Brandar a Brandis.
1 caixa modas ; a Caucaos* & Dubburcq.
1 dita ervas ; a J. A. G. Guimares & C.
2 caixas enfeites para a cabega ,- a Mello Lobo
& C. m
3 ditas chapeos, etc. ; a Monteiro & Lopes.
1 tos bichas ; a Falque,
2 embrulhos amostras; a Paln Nash k C.
1 dito roups ; a E Evans.
2 ditas amostras ; a Rostron Rooker k C.
1 caixa comidas para gsdo,2 embrulhos amos-
tras ; a H. Gibsoo.
2 embrulhos amostras: a Adamson Howie
&C.
1 embrulho amostras: a A. B. Wripht & C.
1 caixa amostras; a J. A. Moreira Dias & C.
1 dita conserva : a R. Austio.
1 volume amostras ; a C. J. Astley k C.
1 volume amostras ; a J Ryder 4 C.
1 embrulho calgado ; a F. C. Cox.
! -ais cinua ; Kalkmano Irmos & C.
l emoruino roupa : a rnmpps 01 q.
1 caixa peridicos: a E. H. Bramah.
1 volume amostras ; a James Crabtree Si G*
1 dito ditas; a Dammyer & Carneiro.
1 dito papis; a C. L. Cambronne.
1 fardo livros ; a A. M. C. Soares.
1 embrulho peridicos ; a J. Whileeld.
1 caixa retratos ; a H. P. da Silva Tinoco.
1 dita balangas; a F. P. de Magalhes.
1 dita queijos; a A. Joaquim Panasco,
1 dita remedios a Joo Souo k C.
10 ditas frutas rerdes; a Ihomaz de Aquino
Fonceca Jnior.
10 ditas cha ; a F. S. Rabello & Filho.
2 ditas calcado: a J. Pereira Arantes.
1 dita publicacoes ; a Amorim k Irrao-
30 caixas mages, 3 ditas doce ; a Marques
Barros & C.
1 volume publicages ; a J. II. Ferreira.
25 birria manteiga ; a Mills Lalhara k C.
hscunj americana SearvilU, vinda de Boston,
consignada a Johnston Pater k C, maoifestou o
seguinte :
1,982 barricas farinha de trigo, 2,291 resmas de
papel de embrulho, 8,758 ps de taboado de pi-
nho, 100 caixas de oleo Keroseve em flandres ;
aos consignatarios.
Brigue inglez Volant, vindo de Terra-Nova,
consignado aSaunders Brothers & C toaaifestou
o seguinte :
2,410 barricas bacalho, 300 ditas farinha de
trigo, 5,000 pos de taboado do piano ; aos
mesmos.
Exporta ^"io.
Dia 27 de agosto.
Barca ingleza Trinculo, para LiverpooaWarre-
garam : w
Brender a Brandis, 40 saceos com 196 arrobas
e 24 libras de algodo.
James Crabtree &C, 6 saceos com 32 arrobas
e 24 libras de dito.
Brigue sueco TVion., para Gibraltar, carrega-
ram :
Patn Nash & C., 1,500 saceos com 7,000 arro-
bas de assucar.
Lugre inglez JV. E. V. A., para o Canal, car-
regaram :
James Ryder & C, 764 saceos com 3,820 arro-
bas de assucar.
Patacho iaglez Busy, para Liverpool, carrega-
ram :
Braga Son di C, 2,000 saceos com 10,000 arro-
bas de assucar.
Barca porlugueza Sania Clara, para o Porto,
carregiram :
Azevedo & Mendos, 100 saceos com 500 arro-
bas de assucar.
Escuua.portuguesa Emilia, para Lisboa, carre-
garam :
F. S. Rabello & Filho, 79 Larris com 12,830
medidas demel.
Barca franceza Solferino, para o Havre, carre-
garaa :
Francisco Alves de Pinho, 45 couros salgados
com 1,440 libras.
Becebedoria de rendas Internas
geraes de Pernamboco.
Rendimento do dia 1 a 27. 31:4199559
dem do dia 28.......; 9989590
31:3789149
Consulado provincial.
Rendimento do 4H\ a27. 50.98*9116
Idea do da 28.......2:017|60i
"1
53 0009zO
oTimento do porto.
Navios sahidos vo tla 28.
Rio da Pratabrigue himburguez Henrique A-
virs, capito A. L. H. Wend, carga assucar e
gurdente.
a tm~
o. -
sr
Horas.
* w B
e
M X X
* en
kthmosphera
---tii
Dirtcgio.
% w S I Int$nt%dadi.
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Fahr$nh4%t.
s
9 8 8 j8 I enterado.
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..8 ^ a., 5J I aygrometro.
I Cisterna hydra-
m* trie a.
i
S ^ s! *->
2 2 2 8
_QP OO V>
Ftctnctx.
g5
l 3
S S
vi W
H M
8 O
A rroite nublada, vento fresco do SSE e assim
atnaoheceu.
OSCILACAO >A MAtt.
Preamar as 10 h. 18'da manha, altura 4,6 p.
Baixjmar as 4 h 30" da tarde, altura 1,8 p.
Observatorio do arsenal de marinha. 28 de
agosto de 1861.
Romano Stbpplb,
1* lente.
Editaes.
O Imll. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumpriraento da ordem do Exm. Sr. presiden-
te da provincia de 26 do correte, manda fzer
publico que no dia 10 de setembro prximo fu-
turo, perante a junta de fazeoda da mesma the
souraria, se ha de arrematar, a quero por menos
ozer, os reparos de que precisa o edificio, em
que funecioea o collegio do orphos de Santa
Thereza emOlinda, vallados em 1:8459.
A arremaiaco ser feiu na forma da lei pro-
viocial n. 343 de 15 de maio de 1834, e sobre as
clausulas especiaos sbaico copiadas.
A9 pessoas que se propozerem a essa arrema-
tago comparegam na sala daa*sesses da referida
juota, no dia cima mencionado, pelo meio dia,
competentemente habituadas.
E para constar se maolou afflxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
oambuco, 27 de agosto de 1861.
O secretario,
Antonio F. d'Anwuociacao.
Clausulas espeeiaes para a arrematago.
1.a A obra principiar oito dias depois da ar-
rematago e concluir-se-ha no prazo de tres
mezes.
2 a O arrematante altender as reclamagdes
do director do collegio dos orphos, tendeles a
indicar o mesmo cuaes os lugares que devem ser
retel hados.
3.a O pagamento ser feito emduas prestacoes
iguaes, pagas una 00 meio e outra na coocluso
da obra1, precedendo a esse pagamento um at-
teotodo do engenheiro ou peseoa encarregada de
inspeccionar a obra, ae q ira I declaro echar se
ella couceiUda de conformidade com o orga-
menlo.
4 Nao ser atteodida reclamago alguma por
parte do arrematante, tendente a exigencia de
indemnisago, seja qual r a cansa que alegar
para tal fin.
Conforme.O secretario, Antonio F. d'Annun-
ciaco.
O Illa. Sr. inspector da thesouraria, em
cumpriraento da ordem do Exm, Sr. presidente
da provincia de 26 do corrente, manda fazer pu-
blico, que no dia 28 de novembro do corrente au-
no, perante a junta de fzonda da mesma Ihesou-
rarii, se ha de arrematar, a quem por menos (1-
zer, a obra do calgameoto da ra do Imperador,
campo das Prineezas e Praga de Pedro II, pelo
systema de paralelipipedos, avaliada em 212:9059
A errematsco ser feita na formo da lei pro-
vincial n. 3-48 de 15 de maio de 1854, o sob as
clausulas espectaesabaixo declaradas.
As pessoas que se propozerem a essa arrema-
lagari pnm|ij- >- oi iioa acosos ua referi-
da junta, no 0ia cimo mencionado, pelo meio
dia e competentemente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presante e
publicar pelo Otario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambueo, 27 de agosto de 1861.
O secretario,
Antonio F. d'Annunciago.
Clausulas especiaos pura a arreooatagao.
1.a A obra ser principiada em dous mezes a
contar da data da arrematago e concluida no
prazo de dez mezes.
2.a Oanemrtaote ser obrigado a allender as
observagoes concernentes boa execugo da
obra, feitas pelo engenheiro eocarregado da sua
Qscalisagao.
3.a O pagamento ser dividido em quatro pres-
tarles iguaes, correspondendo cada urna a um
quarto do valor da obra constante do orgameoto,
e effectuado com as qumlias que forem votadas
animalmente para esse flm, com o imposto doa
proprietarios, e com as sobras da receita, nos
termos do 2o do art. 41 da lei do orcamento
vigente.
4 a Para se proceder-ao pagamento ser a obra
avaliada em bragas quadradas, ticando o arre-
matante sujeito pelo prego do orgameoto so aug-
mento da mesma seo goveroo assim o entender.
5.a O arrematante ser obrigado a seguir res-
trictamente as disposicoes contidas no art. 36 da
lei n. 286, e nos mais artigos da mesma lei, que
regula as arrematages.
6.a A pedra deve ser de granito ou outra po-
dra de muito boa qualidade e igualmente dura.
7." As pedras sero asseotadas sobre urna ca-
rnada de argamasas deca e areia, posta sobre o
terreno bem socado, e depois de arrematadas se-
ro pisadas com um mac.o pesado.
8.a O arrematan!*) ser obrigado a botar urna
carnada de argamassa liquida por cima das mes-
mas pedras, para lhes encher os intersticios.
9.a O prego aqui mencionado devet incluir
qualquer aterro, que seja preciso fazer para le-
vantar o nivel das ras.
10.a Nao ser attendida reclamago alguma
por parte do arrematante, tendente a exigencia
de indemnisago, seja qual for a causa que ale-
guen) para tal ilm-
Conforme.O secretario, Antonio F. d'Aonun-
ciago..
O Dr. Francisco de Assis Pereira Rocha, juz tde
direito especial do commercio desta cidade'do
Recite e seu termo capital da provincia de
PernamDucd por S. M. e C, o Sr. D. Pedro
II, que Dos guarde etc.
Pago saber pelo presente, que no dia 29 de
agosto deste anno se ho de arrematar em praga
publica deste juizo por venda a quem mais der
na sala dos auditorios os escravos seguiotes :
Trajano com idade de 60 anoos, pouco mais ou
menos, e Camillo caboclo com idade de 20 annos,
pouco mais ou menos, os quaes foram penho-
rados a Joaquim Ferreira de Souza, por execugo
que contra o mesmo move Jos Vieira da Silva,
cujos escravos teodo sido avallados o primeiro
em 4009 e o segundo eoi 1:0009, e Ido a praca
pelo prego da avaliago nao aooareceu laneador,
em coosequencia do que, ora na de ser arrema-
tado pelo prego da respectiva adjudicago, que
vem a ser o primeiro por 3009 e o segundo por
7509000.
E par que chegue a noticia a quem cenvier
mandei passar editaes que sero auTulos sos
lugares do costume e publicados pela imprensa.
Dado e peasado nesla cidade do Recito capital
da provincia de Pemambtico toe 14 do mee de
agosto de 1861,40 da independencia e do im-
perio do Brasil.Eu Manoel de Carvalho Paeede
Andrad, escrivo o subscrevi.
Francisco de Assis Pereira Rocha'
*
Deciaracea.
CORHEIO GERAL.
A mala qde tea '*e condtrtlr o Male wolonal
do
Sorgipano para o Peoeldio de Fernando, ser
fechada hoje (29) is 4 horas da tarde.
Couselho administrativa.
Ooonselbo administrativo, para fornecimento
arsenal de guerra, em cumpriraento ao art. 22
do regulameoto do 14 de deiembro ds 852. faz
publico que foram aceitas as propostas dos seoho -
res abaixo declarados, para foroecerem o raocho
da compaohia des menores do arsenal de guerra
do Io de setembro a 31 de outubro prximo vin-
douro.
Manoel Aotoeio de Jess :
Pe de $ oi.c*a a 150 r*. a libra.
Bolscha a 170 rs. a libra.
Joo Carlos Augusto da Silvs :
Assucar refinado a 125 rs. a libra.
Cha hyssevj a 29500 a libra.
Caf em grao a 140 rs. a libra.
Manteiga francesa a 600 rs. a libra.
Arroz pilado a 100 rs. a libra.
Bacalho a 100 rs. a libra.
Ctrno verde a 1*0 rs. a libra.
Dita secea a 140 rs. a libra.
Toucioho de Lisboa a 320 rs. a libra.
Farinha da Ierra a 295O0 o alquelre.
Feijo preto ou mulatioho a 6]i500 alqueire.
Azeiie doce de Lisboa a 640 rs. a garrafa.
Vinagre de Lisboa a 240 rs. a garrafa.
Sala das sesses do cooselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra. 28 de
agosto de 1861.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Conselho adniinislralivo.
O conselho administrativo para fornecimento
do arsenal de guerra tem de comprar os objectos
seguiotes :
Par o almoxarifado do presidio de Fernando de
Noronha.
Azeite doce, 24 medidas novas.
Vinho branco engarrafado para missa, 12 ditas.
Farinha de trigo marca SSS, 6 barricas.
Assucar branco Uno, 2 ditas.
Arroz pilado. 2 saccas.
Sal do Ass, 2 barricas.
Velas de carnauba, 1 caixa.
Papel almago branco marca d'agua, ou marQm,
6 resmas.
Papel alaiago pautado dito dito, 12 ditas.
Pedras de louza 24.
Lapes de dila 100.
Perillas lipis 24.
Lacre fino, 2 libras.
Fita, ou cadasso estreito de cor (Ua de algodo,
6 pegas.
Sola, 600 meios.
Vaquetas 200. %
Algodozinhode forro, 1,000 jardas.
Brochas, 20 melheiros.
Agulhas grnssas 1,000.
Cravadores 500
Vidns quebrados, 1 caixo.
Suvellas grossss 2,000.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas em caris fechada na secretaria do
couselho as 10 horas da manha do dia 6 de se-
tembro prximo viodouro.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimeoio do arsenal de guerra, 28 de
agosto de 1861.
Btnto Jos I.amenha Lins,
Coronel presidente,
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal, secretario interino.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo para fornecimento
do arsenal de guerra Um de eomprar os objectos
seguiotes :
Para o corpo de guaroigo de Pernambuco.
Eofermraia militar.
1 livro para conta correnle do agente, de 200
folhas.
1 dito para receituario diario, de 200 folhas.
1 dito para inventario do material da enfermara
de 100 folhas.
1 dito para carga dos instrumentos cirurgicos, de
50 folhas,
1 dito para inventario da botica, de 200 folhas.
1 dito para registro das entregas e saludas dos
doeoles, de 300 folhas.
1 dito para langar-se os odicios dirigidos, de 200
folhas
1 dilo para langar-se os ditos recebidos, de 200
folhas.
1 dito para o enfermeiro-mr langar a roupa e
utensilios recebidos do amanuense, de 100
folhas.
1 dito particular do senle langar as despezas
diarias, de 100 folhas.
Quem quizer vender tses objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretariado
cooselho s 10 horas da manha do dia 4 de se-
tembro prximo vindouro.
Sala d*a coceoo do vuuaclliu oJulIOlStrativo
para fornecimento do arsenal de guerra 28 de
agosto de 1861.
flnd Jos I.amenha Lins.
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo.
Coronel vogal, secretario interino.
Pela subdelegacia de Iguarass acham-se 2
cavallos apprehendidos a dous ladros que vi-
nham do norte para o sul, parece que os ditos
cavailos foram furtados de Mangoape, ou nutro
lugar chamado Nova Cruz ou por perto destes lu-
gares ; sao russos, um mror que outro, e oo
sao muilo novo : quem for seu dono dicija-se
com os signaes ao subdelegado da villa Joo Car-
valho Raposo.
Pela secretaria da cmara municipal do
Recife se fez publieo, que nao tendo-se efectua-
do no dia 26 do correnle, como estavam annuu-
ciadas, as arrematagoes dos imposlos e outras
rendas muoicipaes, ticam transferidas para o dia
2 de setembro futuro.O official-maior servindo
de secretario, Francisco Canuto da Roaviagem.
Pela contadura da cmara municipal do
Recife se faz publico, que no ultimo de setem-
bro prximo futuro floda-se o prazo marcado pa-
ra pagamento do imposto de estabelecimento com
a inulta de tres por ceoto ; e todos aquellos que
deixarem de p3gar.ncam sujeitos a multa do du-
plo do valor do mesmo imposto.
Cmara municipal do Recife 27 de agosto de
1861.-0 contador,
Joaquim Tavares Rodovalho.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo para fornecimento
do arsenal de guerra tem de comprar os objectos
aeguiotes :
Para a botica da enfermara militar do corpo da
guvnigao ;de Pernambuco.
Agua destilada de hortelan-pimenta 2 libras.
Dita dita decanella, 2 ditas.
Dita dita de alface, 2 ditas.
Agua destilada, 6 garrafas.
Acido ntrico, 2 libras.
Dito clorido, 4 ongas.
Kermes mineral, 4 ongas.
Sel de chumbo, 1 libra.
Subnitrito de Bismulh, 1 onca.
Tinins, 2 dita?.
Therembentina, 1 libra.
Cato, 4 ongas.
Caoella em p, 6 ditas.
Emplastro de cicuta mercurial, 1 libra.
Sabo medicinal, 6 ongas.
Precipitado rubro de mercurio, 1 libra.
Nos moscada, 2 ongas.
Iodureto de polassa, 1 libra.
Nitrato de potassa, 1 libra.
Nitrato de prata cristalisado, 1 onga.
Dito de dita fundido^ ditas.
Farinha de mostarda^ libras.
Liohaga, 16 libras.
Tintura de mcela, 4 oncas.
Pomada alvlssima, 2 libras.
Dita de sodureto de chumbo, 2 ditas.
Dila mercurial, 1 dita.
Unguenio rosado com posto, 1 dita.
Uoguento de altha, 1 dita.
Ungento branco, 2 ditas.
Unto de porco, 8 ditas.
Extracto de belladona. 6 ongas,
Dito de ns-vomica, 2 ditas.
Dito de opio, 2 ditas.
Nitro, ira libra.
Jalapa em po, 1[2 dita. ^
Resina de batata, 6 ongas. '
Sulfato de zifleo, 2 ditas.
Ferro hydrogenado, 2 ditasj
Capsulas do eopahiba, 94 caixas. '
Sabino. 2 ODgas.
Conserra de rosas. Ti2 libra.
Mel rosado, 1'dita.
'Velerenato de zlnco, 2 ongw.
Robe Lfecteur, agarrafas.
Borato de soda, 2 ongas.
Acetato de amoniaco, lf2 libra.
Xaropede Chable, 6 vidnJV.
Dito de Lamonru, 6 dito*.
: Dito de Nsf, 6 ditos.
Dilo de opio, 4 garrafas.
Dito simples, 4 dilas.
Pastilhas de Nsf, 10 caixas. '
Upo del doc, fg vldros.
Alcasss, 2 libras.
Le Roy ,.4 grao, 4 garrafas.
Caixas vastas de piluias, 12 decas.
Sacarrolha, 1.
Quem quizer vender taesobjeclos aprsente a
HPiLopo.,,7em C8r,a fhada. oa secretaria d*
conselho, s 10 heras da maoha do dia 2 de so-
lembro prximo viodouro.
Sala das sesses do cooselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra. 23 da
agosto de 1861. '
J?n/o Jos Lamen ha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Vice consolato.
Di S. M. II R Vittorio Euia-
nuele II. in Periiambuco.
Esseodo si aperlo io Italia una soscrizione per
lonaizare un monumento all* insigne Uomo di
Slato, e grande Patriota, i'universalmente com-
ptanto Cont di Cavour, e volendosi con q-iel
2iatff .altM.t,"e ai P05teti la He onoceoza
deg 1 Ilaltan pella grand' opera dell Unil. Li-
berta ed Independeoza, della nostra peoisola
alia quale tanto contribu col Vasto suo intelleto
coll acume del auo perspicace iogegoo. coll' in-
teusil dell incredibila sua altivii, e coll'ope-
rozta del suo grao cuore. II vice consol resi-
dente in quesla citt, ad instauza dell' Iir Ste
Consol; Genrale di S. 41. in Rio di Janeiro in-
vita tutti 1 sudditi Italiani, qui residenti, a coo-
correre fine si realizzi queslo alto di grande
reconoscenza.
Per la realisazione delle soscrizioni, di quelli
che generosamente vogliano concorrere colla loro
onerla per guesto invito, lo possoao fare al Vior
Coosolato Italiano, Ra do Trapiche n. 15 sino
ai giorno 15 del mese di setiembre prossimo.
Perambuuco 22 Agosto 1851.
II Vice Consol
Jos Teixeira Bastos.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
31* RECITA DAASSIGNATURA.
Sabbado 31 de Agosto.
Subir scena em primeira representago o
excellente e apparatoso drama em cinco acto*
original frsncez,
PEDRO UM AIS
0 ALFAIATE MINISTRO.
DENOMINAgAO DOS ACTOS.
1.O duque em casa do alfaiate.
2.O alfaiate ministro na corle do duque.
3oA priso dos conjurados.
4-A charpa ensanguentada.
5.*O triumpho do ministro.
PERSONAGENS.
Krinciseo II, duque de Brota-
ha.......................... Valle.
Pedro Landais, alfaiate depois
ministro...................... Germano.
EtienneChouvln................ Nuoes.
Visconde de Rohan............ Raymundo.
Ire8ues........................ Leite.
Guib. capito de archeiros.... Oliveira.
Jo-i Cosquer, alfaiate.......... Teixeira.
Alterto........................ Vicente.
^ermO'"......................... Campos.
Um meinnho .................. Santa Roa.
Mara, filha de Landais........ D. Manoela.
Pagens, damas da edrte, fidalgos, archeiros e
povo, etc.
Terminar o espectculo com o gracioso en-
tre-acto,
MIMA IB CISTIfii
pela Sra. D Manoela, D. Carmela e o Sr. Rav-
muodo.
Comecar s 8 horas.
Avisos mantimos.
GOHPMHU PERX4BICA!
BB
iavegaco costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cau do Assu', Aracaty, Ceara',
Acaracu' e Granja.
O vapor Jaguaribe, commandanle Lobato,
sahir para os portos do norte no dia 6 de se-
tembro as 4 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 5 ao meio dia. Eocom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete al o dia
da sahida as 2 horas : escriptorio no Forte do
Mallos D. 1.
wmwwL
DAS
Messageries impelales.
Agencia ra do Trapiche n. 9.
No dia 31 do corrente espera-se dos portos do>
sul o vapor francez Estremadure, commandanle
Trollier, o qual depois da demora do cosiume
seguir para Bordeaux com escalas por Sao Vi-
cente (onde ha um vapor-vera correspondencia
com Goree) e Lisboa.
A compaohia encarrega-se de segurar as mer-
caduras ombaresdas a bordo dos vapores e re-
cebe tambem dinheiro e objectos de ralor, com
destino para Londres em transito por Bordeaos
e Boulogae.
Pareas condices, frete e passagens trata se
na agencia.
Para o Aracaty
o hiate Santa Rila, para carga trata-se com
Martins k Irmio ou com o mestre Antonio Jos
Alves.
Para o Ass e Aracaty
segu at odia 31 do corrente o hiate Beberi-
-be, mestre Beroardino Jos Baavleira : a tratar
oa ra do Vigario n. 5.
atik
&>
Vwde-se a escuna portugoera Emilia, de lote
de 108 toneladas portuguozas, bem construida,
forrada o encaminada de cobre, muito veleira e
preparada a navegar para qualquer parte, tendo
sido empregada desde que sahio do estaleiro a
conduzir fructas de Lisboa para a Inglaterra:
quem a pretender pode examina-la no ancera-
dOUTOrdette porto aoBdeaeacha tundeada, e pa-
ra tratar no escriptorio de Azevedo Si Mendes,
'roa da Cfuz o. 1.
Acaracu'
O rehiro Garlbaldi, mestre Custodio Jas
Vianna : a tratar com Tasso Irmios.


<*>
D11BI0 01 PlfiSAJMDCO. QUINTA ItB&k SO DC AGOSTO DE 1861.
Penedo.
Sabe no da 99 do correte para o Penedo
(Rio de S. Francisco) o palhabote nacional San-
to Amaro, recebe alguna carga : a~lraler coa
Francisco L. O. Azeredo, ra da Madre de Dos
o. 12.
*3eV
\.iv
Para Lisboa e Porto
Segu com brevidade a barca poitugueza San-
ta Clara, capitao Antonio Ventura doa Santoa
iSeves, para carga e psaaageiros, tendo para estes
excellentes commodos : trata-se com Azevedo Si
Mendes, ra da Cruz n. 1, ou com o capito na
prega.
Porto por Lisboa
Segu em broveadiasa barca nacional There-
za I por tersua carga engajada e parte delta j
a bordo, recebe nicamente passageiros, para o
que leai eicellentes commodos, e trata-"so com
Bailar & Olireira, ra daCadeia do Recite o. 12.
B^hia.
Segu a sumaca Hortencia, capitao Belchioi
Maciel Araujo ; para o resto da carga que lhe
fulla e passageiros, trata-se com Azevedo & alen-
des, ra da Cruz n. 1.
Almirante.
Segu para o Rio de Janeiro o brigue nacional
Almirante, capillo Henrique Crrela FreiUs, o
qual tem parte da carga prompta : para o resto
que lhe falla e escravos a (rete, trata-se com
Azevedo & Mendes, ra da Cruz n. 1.
Maranho e Para.
O hiate Novaes ainda recebe alguma carga
para ambos os portos : trata-se com os consigna-
tarios Marques, Barros & C, largo do Corpo San-
O palhabote nacional Dous Amigos, capilo
Francisco Jos de Araujo, segu para a Baha em
poucos dias ; para o resto da carga que lhe falta,
trata-se com seu consignatario Francisco L. O.
Azeredo, na ra da Madre de Deoa n. 12.
Para Lisboa segu com a raaior brevidade
o brigue porluguez Relmpago : quem no mes-
mo quizer carregar ou ir de passagem, para o
que o fe rece os melhores commodos, trate com
Thomaz de Aquino Fonseca, na ra do Vigario
d. 19, ou com o capitao na praca do commercio
Para Lisboa.
Pretende seguir uestes oilo dias a veleira es-
cuna portuguesa Emilia, capilo Jos Caetano
da Silva, tem parte de seu carregamento a bordo
para o resto que lhe falla e passageiros para os
quaes tem excellenles commodos trata-se com
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, no
seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
Quinta-feira 29 do crrante.
O agente Pinto encarregado pelo Sr. Guilher-
me da Silva Guimaraes, que retirou-ie com sua
familia para Europ, apreseular aos concurren-
tes no da cima mencionado, e vender sem re-
serva depreco todos os objectos existentes no
1 e 9 andar do sobrado da ra do Imperador
n. 59.
Principiar ai 10 horas em ponto.
LEILO
DE
UCUJiVOS
Sexta fe ira 30 do corrente.
Costa Carvalho far leilo por mandado do
Illm. Sr. Dr. juiz municipal da segunda vara de
3 escravos de differentes idades ; tambem na
mesma occasiSo vender outros escravos que es-
taro patentes no acto do leilo, que deve ser
effectuado em seu armazem na ra do Imperador
n. 35.
Continuado do leilo
FAZENDAS
a retalho,
i Sexta-fe ira 30 do corrente.
Anlunes contiouar com o leilo de fazeodas
[ a retalho, no qual vender por todo o prego a-
i zendas de apralo gusto que estarlo patentes aos
J compradores, no dia cima designado s 11 ho-
, ras em ponto.
Aracaty.
Segu oestes dias o hiate Vdelo ; para o
resto da carga trata-se com Caetano Cyriaco da
C. M. & Irmo, no lado do Corpo Santo n. 23.
COMPANHIA BRASILEIRA
Avisos diyersos.
Aviso
Os Srs. assignintes deste
Diario, que se achara atraza
idos no pagamento de suas as-
signaturas, queirain manda -
| las pagar, pois que a detenco
dellas causa perdaa empreza.
Precisa-se alugar um preto meo-
salraente dando-se-lbe comida, nesta
typographia.
L0TM4
E esperado dos portos do sul al o dia 30 do
corrente um do3 vapores da companhit, o qual
depois da demora do coslume seguir para os
portos do norte.
, Engaja-se desde j a carga que o vapor poder
conduzir, a qual dever embarcar no dia de sua
chegada, recebe-se passageiros, encommendas o
dioheiro a frele, at o dia da sahida as 3 horas
da larde : agencia ra da Cruz n. 1, escriptorie
de Azevedo & Mendes.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DI
Navegaco costeira a vapor.
O vapor Persinunga, commandante Moura,
eegue viagem para os portos do aul de sua esca-
la no dia 5 de setembro s 4 horas da tarde. Re-
cebe carga at o dia 4 ao meio dia. Encom-
mendas, passageiros e dioheiro a frete ateo dia
da sahida 1 hora : escriptorio no Forte do Mat-
toa n. 1.
Lisboa e Porto
sabir com brevidade a barca Flor de S. Si-
mio' por ler parte da carga prompta: para o
resto e passageiros, trata-se com Carvalho, No-
ueira&C., ni ra do Vigario n. 9. primeiro
andar.
No dia 31 do corrente andar ao im-
pretenvelmente as rodas da quarta
parte da nona loteria a beneficio da
matriz da Boa-Vista desta cidade; os
bilhetes e meios bilhetes acbam-ie a
venda na thesouraria das loteras ra do
Crespn. 15, pavimento terreo, e as
casas commissionadas do costnmc. Os
premios serao pagos em continente a
entrega das listas.
O tbesoureiro,
Antonio Je se Rodrigues de Souza.
O abaixo assignado remetteu pe-
(lo vapor Paran' para serem vendidos
pelo seu commissionado na corte do
Rio de Janeiro 60 bilhetes inteiros e 120
i meios bilhetes da quaita parte da nona
loteria da matriz da Boa-Vista desta ci-
[ dade, cuja numeracao se acha afllxada
na thesouraria das loteras.
1 O thesoureiro,
Prectsa-se de urna ama capaz de meia ida-
| de para lodo servido de casa de pouca familia :
, na ra da Roda n. 54.
Lciles.
LEiLAO.
Quinta-feira 29 do corrente.
Costa Carvalho fara' leilo por man-
dado do Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz do
commercio a requerimento de Hermino
Ferreira da Silva da armadlo, merca-
dorias da loja de miudezas da ra da
Imperatriz n. A9 de Hilanno Soares da
Silva, em um s lote ou a retalho a
vontade dos compradores.
Leilo
No dia sext-feira 30 do cor-
rente.
O agente Evaristo nao podeodo effectuar o lei-
lo do sobrado de dous andares da ra de Aguas-
Verdes, novamente fir leilo no dia cima ao
meio dia em poni, do mesmo sobrado, no ar-
mazem n. 22 da ra do Vigario.
LEILAO
DE
Ricos movis
compcetiendeodo mobilias de Jacaranda com pe-
las, gabinetes, ala de jaotar e quartos de dor-
aoir, um excellenle piano em perfeito estado e
b um dos melhores fabricantes, guarda-vestidos
de oiogno, guarda roupa, lavatorios de mogno
com pedraa e seus pertences, cama franceza de
jicaraodi, comruodas de Jacaranda e de ama-
rello, mesas elsticas, solidos amparadores de
mogno, um grande apelho de Jacaranda proprio
fiara toilel de aenhora, marquezas, una excel-
ente secretaria de mogos, estante para livroa,
um relogio americano, magnficos ornamentos
para cima de mesas, candelabro?, jarros, espe-
lhos, neos quadros com pinturas, porcelana, fi-
nos crysiaea e amitos outros obiectoi que esta-
rlo i vieja dos compradores.
j Recebem-se e apromplam-se com perfei-
I cao qualquer eocommenda de espanadores : as
Cinco-Pontas segundo andar do sobrado n. 12.
Aluga-se urna casa em Beberibe ; a tralaz
com J. 1. de M. Reg, na ra do Trapichen. 34.
Precisa-se contratar dous Srs. re-
ligiosos que queiram exercer seu sagra-
do ministerio as capellas de Malhadi-
nha e Gravata' comarca de Limoeiro :
a fallar com Jos Azevedo de Andrade,
ra do Crespo n. 20 A, que se acha au-
torisado a oTerecer condices vanta-
josas.
Na ra da Saudade n.
15, casa de soto de duas ja-
nellas, precisa-.se de urna
ama de leite.
O abaixo assignado, possuido do mais vivo
reconhecimenlo para com todos os seus amigos, e
digoas pessoas que o honraram com suaa visitas, e
que demonstraran) sofficientemenle o seolimento
de seu infortunio, i com offerecimentos e bons
desejos a obsequia-lo, com o que serviram a mi-
tigar as cousequenciaa de sua fatadade, por isso
o abaixo aaaignado conscio de seu rigoroso dever,
vem publicamente leatemunhar a todas essas
pessoas seus sinceros agradecimentos, e lhe pro-
testar eterna gratido, e que jamis esquecer
em seu coraco as provas de amizade de todos
seus amigos. Oulro sim aproveila a oecaaiio para
na mesma conformidade cima agradecer o ex-
cellenle Iratamento e as provas nao equivocas de
attences que recebeu da mu digna oflicialidade
do corpo de polica, e com especialidade de seu
digno commandante o Illm. Sr. tenente coronel
Sebastio Lopes Guimaraes.
Recite 28 de agosto de 1861.
Antonio Joaquina Vidal.
O abaixo assignado vai para o Rio de Ja-
neiro.
Francisco Jos Correia.
Precisa-se alugar. um sobrado de 1 andar
no bairro da Boa-Vata : quem o tiver dirija-se
ra dos Coelhos n. 8, ou so Sr. Figueiroa, que
lbe dir quem o pretende.
Precisa-se de urna ama de meiaidade, para
casa de urna pessoa so I trra : a tratar na traves-
sa doSarapatel n. 10.
O Sr. Augusto de Oliveira Cardoso da Fon-
seca nao mais caixeiro de Luis Jos da Costa
Amorim & C.
Recite 24 de agosto de 1861.
Recebem-se e apromptam-secom perfeico
e brevidade qualquer encommeoda de espanado
res : naa Cines Pontaa segundo andar do sobrado
o 42.
O Dr. Joao Francisco de Arruda Falcao, se-
nhor do engenho Siberia, na freguezia do Cabo,
precisa de orna peasoa habilitada para ensinar a
seos fllhos os preparatorios, com especialidade a
liogaa patria, latirn, francez e geographia, quem
pretender dirija-se ra da Sensata Nova n. 38,
que achari com quem tratar, disposlo a pagar
bem.
Precisa-se de 70OJO00 re, a premio por seis
mezes, com hypoiheca em escravos : quem qui-
zer fazer tal negocio, aonuocie por este Diario,
para ser procurado.
O bilhete n. 2755 da 4a parte da nona lote-
ra em beoeflcio das obras da matriz da Bos-Vjs-
ta, pertence Exma. Sra. D. Joaooa Correia Pi-
nheiro, da provincia do Para, e J. A. J. G.
Aluga-se o primeiro andar da casto. 37 de
ra do Amorim : a tratar ne ru de Cedeia o. 62,
segundo andar.
Dessppareceu ds casa de abaixo assignado '
um relogio de ouro, sabonete, orisDntal, tendo
no fundo-da caixa o numero 33822, e por saber
quem o lirou, previne que te nao mandar entre-
ga-lo, proceder convenientemente.
Jos Joaqoim da Silva.
A. Beringer, subdito trances, e sua familia,
vai i provincia das Alegse.
Pede-se a pessoa que tiver um ssque viudo
dellamburgo, contra Mariano Xavier Carneiro da
Cunha, tenha a bsndade de aprsenla-lo na ra
do Queimado n. 13, part tli ser pago no dia do
seu vencimeolo. ---
Aviso.
A abaixo assignada avisa ao respeitavel publi-
co que deata dala em diante nao ae responsabili-
sa por qualquer divida que apparecer, e s sim
pelos que for com letra sua. Recite 27 de agosto
de 1861.Madama Rufina Rosalina Freir,
m lugar vago.
Na ra das Flores n. 3 est vago um lugar pa-
ra menino interno de 10 annos de idade, na es-
cola central do melhodo Caililho ; na mesma es-
cola se abre um curso da liogua franceza por
um dos melhores mestres desta cidade, segunda-
feira2de setembro, onde, para maior commodi-
dade, leccionar as 7 horas da manhaa.
Aluga-se
a melhor padaria na ra das Cinco Ponas n. 38:
trata-se na ra da Praia n. 66.
Domingos Ferreira Mais vai ao Rio de Ja-
neiro.
Precisa-se de um caixeiro para tomar conta
de um eslabelecimento fora da praca, que d fia-
dor a aus conducta : a tratar na ra da Seozala
Velha n. 94.
Nos abaixo assignados temos justo a taberna
da ra de Aguas-Verdes n. 48 com o Sr. Joa-
quim Flix da Veiga : quem se julgar com direi-
lo a mesma, reclame no prazo de tres dias na
travessa de S. Jos n. 22.Jos Joaquim de A-
breu Cardoso.Manoel Barbosa Ribeiro.
Precisa-se de urna ama para casa de duas
pessoas, que coziobe e engomme : na ra da Sen-
zal Velha n. 134, primeiro andar.
Fugio do engenho Oiieiro de Sebastopol,
provincia da Parabiba, no 1. de agosto do cor-
rente anno, a eacrava Mara, crioula, representa
a idade de 40 annos, pouco mais ou menos, com
os sigoaes seguintes : estatura regular, cheia do
corpo, cor preta, rosto um pouco descarnado,
com algumas marcas de bexigas percepliveis,
olhos vivos, nariz bem feilo, bocea regular, den-
tes perfeitos, e limados os do lado superior, ps
seceos, tendo os calcaohares muilo salientes, tem
n'uma das espaduas um pequeo botao prove-
niente de urna antiga cicatriz, a falla descanga-
da e um pouco cerrada e fanhosa. Andava ven-
dendo taboleiro quaodo evadio-se, de presu-
mir qne esleja acoutada pela capital, ou que se
dirigiese psra Pernambuco, aonde foi escrava do
Illm. Sr. capito Francisco de Paula Cavalcanti
da Silveira, senhor do engenho Bizouro na fre-
guezia de S. Loureoco da Malta. Roga-seas au-
toridades policiaes e capites de campo a sua
captura, e qualquer pessoa que a apprehender e
levar a ieu senhor, na Parahiba, Cypriano de
Arrochella Galvo, no supradito engenho, ou em
Pernambuco, na ra da Cadeia no Recife, a Jos
Francisco S Leilo, ser generosamente grati-
ficado.
Fugio no dia 27 do corrente, a 1 hora da
tarde, o escravo crioulo, por nome Severino, de
idade 40 annos, mais ou menos, com os signaes
seguintes : barba e cabellos com quanlidade e
branco8, alto, reforgado, falla descansada, fulo,
denles abertos, ps e raaos grandes, levou cami-
sa e caiga azul, um chapeo de couro j velho, e
oulro do ehilly usado, um surrao de pelle de
carneiro, escravo do Sr. Joo Izidro Portolla,
morador em Cariri novo, provincia do Cear, que'
o deixou nesta cidade para ser vendido : roga se
portado a todas as autoridades policiaes, capi-
tes de campo, e a quem quer que o encontr
deve o capturar e entrega-lo na ra da Cadeia
do Recife o. 56, loja de ferragens de Sampaio,
Silva & C, que aera gratificado.
Andam fgidos (nao roubadas) asescravas,
cujos nomesesignaea sao os seguintes :
Margarida, Mina, 30 annos de idade, excellen-
le escrava e muito bem comportada, baixa. cheia
do corpo, cor bem preta, claudica de urna das
pernas quando anda, de modo que volta um p
para fora excellente cozioheira e soffrivel en-
gommadeira.
Lucrecia, aiiuo, oo o rioi >nnn fi0f aver-
melhads, alta, corpo regular, olhos empipucados
beigos grossos, deules bem separados una 4al
outros, e nos peitos urna porgo de earogos abo-
toados, pelo que usa andar aempre com um len-
go na trente para os encobrir, excellenle cozi-
nheira, e melhor engommadeira.
Recommenda-se a captura polica ou a qual-
quer, levando-as ra Imperial, casi do Dr. A-
maral, ou ao escriptorio dos Drs. Borges da Fon-
seca e Amaral, rus do Queimado n. 41. O senho-
rio das escravaa recompensar generosamente.
Ditas escravas sabem andar por lodo este mu-
nicipio, os de Pao d'Alho, Nazarelh e Olinda,
Protesla-se proceder contra quem quer que as
tenha desencaminhado, e mais haveras perdas e
damoos que houverem causado.
Por agora nao queremos indicar o deaeocami-
nhador para nao sermoa aecusados de precipita-
gao ; o que se passa porm a um mez a esta par-
te com respeilo a essas escravas, mxime Mrga-
rida. d muita luz para que ae possa ir sobre
quem desencaminha ditas escravas.
Estamos colheitdo testemunhas, e quando os
feitos estiverem bem verificados, spresentaremos
em juizo,nowa queixa.
A polica de Macei.
Sr. Dr. ebefe de policia 1 Desde 1859 se acha
instaurada pela delegad do termo de Porto-
Calvo um processo contra o padre Jos Pereir
dos Santos Silva (sobrinho da Sra. Maa Magdas
lena do Macei) e outros ; e para que o nom-
deste padre nao continu a soffrer, na opinio de
muitos que pretender ve-lo processado come
mandante a respeilo do espancado Haole Pai-
xeco. misierquo V. S. faga activar semelhaote
processo, que lalvez nao se acha terminado por
nao se ter satisfeito certa requisigo do mesmo
delegado. Concluire dizendo que espera-se se-
gunda sutra (e de dia !) naftigar Gamella, e Dos
queira que nao se diga igualmeote ser por ordem
do mesmo sobrinho da mesma Madama, alias se-
nhora to amada I
Pelo inventor do piro|escaldado,
O ajunta-boccado.
Tendo o abaixo assignado de partir para a
Europa no paquete francez Estreraadure, dei-
xou ha dias de gerir a casa commercial de seu
sogro o Sr. Manoel Joaquim Ramos e Silva. Est
convencido que aquella casa nada deve a esta
praga por transaegoes que effecluasse -durante a
sua admistrago ; entretanto quem della se julgar
credor lera a bondade de entregar sua conta em
dous dias para aer satisfeita. Approveita este en-
sejo para agradecer cordealmeitte a todos que lhe
prestaran) consideragoea e coofianga. A seue
amigos, de quem nao se despedio pessoalmente
pela rapidez de sua viagem, dirige nesta oecaaiio
um adeos, e lhes offerece sen limitado presumo,
aonde se possa achar.
Antonio Lopes Rodrigues.
William Leech, tubdilo britnico, Tai pa-
ra Europa.
Quem precisar de urna mulher parda de
muilo bons costumes para ser ama de cozinhar
em casa de familia, pode dirigir-se a ra da Ca-
dete Velha n. 22, segundo andar.
Compram-se moedas de ouro : na ra Nova
n. 22, relojoeire>
Compram-se moedas de ouro de 20g : na
ra da Cadeia, loja de fazendas n. 51.
Compram-se moedas de ouro de 20&000 bra-
sileras e de 165000 portuguezas : no escripto-
rio de Manoel Ignacio de Oliveira & F. largo do
Corpo Santo.
t.0!
DA
VICTORIA
DE
Fajoses Jnior.
Na ra do Queimado n. 75,
juato a loja de cera.
Esta loja acha-se provida de um completo sor-
timento ae miudezas para vender, tanto por ata-
cado como a retalho, por pregos muito baratos,
como abaixo se ver, s para quem comprar, vic-
toria sempre cootar.
Colchetes francezes boos em carto de urna car-
reira a 40 rs.' e duzia 400 rs.
Ditos tambem bons de duas carreiras a 80 rs.
e 900 rs. a duzia.
Ditos da Ierra em caixiohas a 800 re. a duzia.
Agulhas fraucezat boas a 120 rs. a caixa com 4
papei*.
Ditas as melhores que se encontrara a 240 rs.
a caixa com 4 papis.
Ditas em papel avulso a 40 rs. o papel.
Ditas para enar a 40 rs. cada urna.
Linha victoria em carritel com 200 jardas a 60
rs. e duzia a 640 rs.
Ditas de 200 jardas, de Alexander t 900 rs. a
duzia.
Ditas de 100 jardas brancas e de cores a 30 rs.
o carritel.
Ditas de Pedro V, em carto com 200 jardas a
60 rs. a carto.
Ditas de peso verdadeiras miadas grandes a
240 rs. a miada.
Ditas de meada cabega branca e encarnada a
120 rs. a meada.
Ditas do gjz brancas e de cures a 800 e 900 rs.
a caixa com 50 novellos.
Papis com cento e tantos alfinetes a 40 rs. e
duziaa 400 rs.
Alfinetes francezes cabega chala a 120 rs. a
carta.
Ditas para arraages a 2$600 o mago.
Cordo imperial para vestido a 40 rs. a pega.
Eofiadores de algodo a 60 rs. cada um.
Caivetes finos de duas folhas para penna a
200 rs. cada um e duzia a 2g000.
Ditos de cabo de viada de urna folha de 160 rs.
cada um duzia a 16()0.
Ditos mais ordinarios a 120 rs. cada um e du-
zia a 1(200.
Laa de todas as cores para bordar a 6S500 a
libra.
Pentea muilo bons de baleia para alisar a 220.
240 e 280 rs. cada um.
Ditos os melhores e maiores que se encontram
a 800 rs.
Ditos transparentes muito bons a 400 rs.
Meias cruas brancas e de cores para homem a
160,200,240 e 280 rs. o par.
Ditas prelas para homem a 120 rs. o par.
Ditas para senhoras a 240, 280 e 320 rs. o par.
Ditas brancas cruas e de cores para menino a
160. 200, 240 e 280 rs. o par.
Ditas prelas para senhora a 200 e 240 rs. o par.
Eofeites de vidrilho a 1#800 rs. cada um.
Ditas a Imperatriz muito lindos a Sacada um.
Cinturdes de seda com borracha para homem a
320 cada um.
- Ditos de algodo 240 rs. cada um.
Cintos muilo lindos para senhora a 1S800, 24,
29500 e 39 cada um.
Franjas de bolotas brancas e de cores para cor-
tinados a 4$ a pega.
Ditas de algodo para toalha a 2$800 a pega.
Ditas de linho para casaveque a 120 rs. a vara.
E oulras muitas miudezas que se lornaro en-
fadonho menciona-las afiaogando-se, porm, que
nao ae deixar de vender quem trouxer dinhei-
ro na loja da Fajozes Jnior na ra do Queima-
do n. 75.
Leamos de cam-
braia com padroes de se-
da a 2#500 a peca.
Na loja d'aguia branca tambem se vende mui
bonitos e finos lencos de cambraia imitando seda,
isso pelo baratissimo prego de 29500 a pega de
10 leogos. E* essa urna das pechiochas que cusa
apparecer, e quando assim approveitar-se da
occasio, porque elles servem tanto para algibei-
ra como para meninos, e quem os vir na loja
d'aguia branca, na ra do Queimado n. 16, ter
vontade d '!"' do urna peca, t1
oondade delles.
No armazem da ra da Cruz n. 33, vendem-
se por mdico prego velas de composigo, e tam-
bem se vende sebo do Porto em caixotes, e a me-
lhor cera de carnauba que tem vindo ao mercado.
Veode-se urna carroga nova para um caval-
lo : na ra Nova n. 59.
Vende-se um cabriolet novo : na ra Nove
numero 59.
Atten Francisco II ou a Liberdade da Italia, drama
histrico em 5 actos por Francisco Gaudencio
Sabbas da Costa : acha-se i venda na livraria
econmica ab p do arco de Santo Antonio, a
lgOOO cada exempWr.
Vende-se um escravo com 28 annos de ida-
de, bom trabalhador de enxada e ptimo carrei-
ro, bom para andar com carroga ou mesmo para
algum engenho : quem quizer dirija-se a rus
das Aguas-Verdes n. 102.
Para quem se quer esta-
belecer.
Vende-se urna padaria montada e prompta a
trabalhar, com casa para morada de familia, sita
na ra dos Pires : trata-se com Prente Vianna
& C, ra da Cadeia a. 57.
Cera de carnauba.
A dinheiro.
Vende-se urna pequea porgo de cera de car-
nau^ muito boa, que se acha depositada no ar-
mazrai da Companhia Pernambucana commo-
do prago.
Com toque de avaria.
Vendem-se chitas largas com toque de avaria
a 160 rs. a covado : na ra da Madre de Dos,
loja n. 36 A.
wum
Calcado
45 ^Rua Direita 45
Magnifico sortimento.
Sempre condescendente e prazenleiro com os
freguezet que lhe trazem dioheiro, o proprieta-
rio deste grande eslabelecimento continu a of-
ferecer ao publico, por pregos mdicos e sempre
inferiores aos de oulro, o seu bello sortimento
de calgado francez, ioglez e brasileiro e vejam :
Homem.
Borzeguins Viclor Emmanuel. 109000
> couro de porco..... IO9OOO
lord PalmerstoD (bezerro*J> 99500
diversos fabricantes [lustre) 99000
John Russell...... 89500
Sapates Nantea (batera inteira). 59500
patente......... 5O0O
Sapatos tranga (portuguezes). : 2|000
(francezes)..... 1J500
9 entrada baixa (sola e vira). 5f500
muito chique (urna sola). 30000
Senhoras.
Borzeguins primor (Joly)...... 5|500
brilhautioa...... 5(000
gaspa alta....... 390OO
baixa......; 4800
31,32.33.34..... 49500
decores 32,33.34. 4SO00
Sapatos com aalto (Joly). ..... 3(200
fra'ncezes fresquinhos. 29240
31,32.33 e 34 lustre. I9OOO
E um rico sortimento de couro de lustre, be-
zerro francez, marroquim, sola, vaquetas, cou-
riohos, fio, taixas etc., por menos do que qual-
quer oulro pode vender.
Ainda ha pe
I chincha.
SChegou a ra do Crespo n. 8
loja de 4 portas, um sortimento
S de castas de cores fixas e lindos 8
padroes que se vendem a 240 rs. j
o covado, dSo se amostras com
penhor.
Verdadei-
ra liquidaco
DE
rAXIBBei
e
Veode-se luvas de S
camurga branca e amarelie para militar w.
a 29 o par: na loja de Nabuco C na O
na Nova n. 2. Z
-ti
Vende-ae mantetga ingteza muito boa a 800
e 960 re., queijoe do qualha a 480, milho e fe-
reloem seceos : na ru da Imperatriz n, 4.
!*"
ISHACIAMBTH0L0ME0
m larga do Rtsari n. $6
Rokt'Affecteur.
Pillas de Alleiou.
Ptlulae americanas.
Vermfugo iaglez.
Pilulas Holloway.
Ungento Holloway.
Na ra do Cabug n. 8. -
A' DINHEIRO.
Burgos PoncedeLeon, ven-
de todas as fazendas existentes nesta loja com
grande abatimento deseo cusi, para que assim
liquidando a massa da extincta firma de Al-
meida & Burgos, somenle em consequencia da
retirada do socio Almeida, possam os credores
da referida firma ser pagos com toda a brevidade.
PARA SENHORAS.
Chapelinas francezas de seda e l ricamente
enfeitadas, dando-se para ellas os seus respecti-
vos veos de fil de seda, bordados a 49, 59, 78,
9S. 10| e 129.
Chapeos de sol de seda de diversas cores com
toda a armago de ferro pintado a 29, 29500 e a
39000.
Organdys ou cambraias inissimas de lindos e
modernos gostos a 400 rs. cada covado.
Caxe de seda de urna s cor havendo cor de
cana, rosa, azul e encarnada, fazenda que muito
brilha pin vestidos de senhoras que tom goeiu
ae se enfeitar a 800 rs. cada covado.
Gorguro de nd de quadnnh08 a 19500 cada covado.
Casaieques de cambraia bordados ricamente a
89, e muito finos que se pode imaginar a 14$.
Manguitos com gollinhas de fil e de cambraia
a 2$500. 39 e 39200.
Camisinhas de cambraia proprias para lulo
a I3OOO.
Chales de seda de grosdenaples ricos e de bo-
nitos padroes a 209, ditos de retroz bordados a
159t ditos de merino fino de gosto da India a
129)00, ditos de merino de differentes qualidades
e gostos a 69, S$. 9j e 10. ditos de froco de
velludo a 6g, ditos de cambraia de cores a 600 rs.
Cortes de vestidos de grosdenaples de seda de
diversas cores, com ricos baados bordados guar-
dados em seus granaos cartes sendo pretos a
508 e os de cores a 40? a 559! I
Tiras de babadas bordados de cambraia para
diversos misteres a 500, 640 e a 19 cada tira.
Fitas de seda de grosdenaUes, sarjadas bem
eocorpadas e muilo bonitos padrees para cintos
enfeites de chapeos para senhora, eos de cor-
tinados, fronhas e sinteiros a 800 e 19 d"a vara.
Franjas de seda pretas e de cores a 2-vi rs '
vara.
Bicos francezes finos a 19, ifttt, I96OO, 29,
39 e 3g200 cada pega e muito largos a 45, 49500
e a 59 a pega.
Cieos de seda branca ou de blonde para en-
feilesde chapeos como para enfeitar vestidos de
noivas a 320 rs. cada vara.
Enfeites pretos de vidrilho a 29 e a 29500.
Ditos de flores francezis a 3$, 49 e a 59.
Ditos de verdadeiro froco de seda a 2J.
Lucas brancas e cor de canoa de pelica de
Jouvin a 500 rs.
Toucas de la francezas para senhoras paridas
a 3S00O.
Pentes de tartaruga a imperatriz a 89.
PARA MENINOS.
Brimzinho de linho a 200 rs. o covado.
Capinhas, jaquetiohas e casaveques de la a
I95OO, 29. 29500 e 49.
Calcinhas de cambraia a 39.
Sapalinhos bordados de seda a 19280.
onersfraocezes a 29500, 3$ e a 49.
Toucas de la para menino de peito a 800 rs.,
e de fil eofeiladas com fita e bicos a 19.
Meias pintadas a 300 rs, cada par.
Lencinhos de retroz a I50OO.
Luvas de pelica de Jouvin a 500 rs.
PARA HOMEM.
Brim trancado muilo fino de listras e quadri-
nhos de pura seda e linho para caiga, collete e
paleto! a 19500 cada vara.
Fusto alcochoado de riscadinhos para pletot
e calgaa a 480 rs. o covado.
Corles de colleles de fusilo a 500 e a 800 rs.
Cortes de calcas de casemira a 39, 49, 59 e 69.
Chapeos pretos francezes a 89, de palha escu-
ra a 352OO, do Chyli de 59 at ao prego de 129,
de palha para artistas a 800 rs.
Casacas, paletots, calcas, seroulas, de todas as
qualidades e pregos, como muitas outras fazen-
das lio em conta que admira.
Tachas e moendas
Braga Filho & C. tem sempre do seu depo-
sito da ra da Moeda n 3 4, um grandesor-
mento de tachas e moendas para engenho de
muito acreditado fabricante Edwin Maw tra-
tar no mesmo deposito ou na rna do Trapiche
n. 4.
Chegueu ao barato.
O Preguica est queimando, em sua leja na
ra do Queimado n. 2.
Pesas de bretanba de rolo com 10 varas a 2
eesemira escura entestada propria para calsa,
collete e palitos a 960 rs. o covado, cambraia
organdiz de muito bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 39r 4f e 69
a peca, dita tapada, com 10 varase 55 e 6g a
pega, chitas largas de modernos e escolhidos pa-
droes a 240, 260 e 280 rs. o covado, requissi-
mos challes de merino estampados a 79 e 89
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 99 cada um, ditos com unas s palma
muito finos a 89500 rs., ditos lizos com franja
de seda a 59, lencos de csea com barra a
100, 120e 160 rs. cada um, meias muito finas
i para senhora a 49 a duzia, ditas de boa qualida-
, de a 39 e 3500 rs. a duzia, chitas frincezas
de ricos desenhos para coberta a 280 rs. o cova-
do, chitas escuras inglesas a 59900 rs. a peca,
je a 160 rs. o covado, brim branco de puro linho
a 19, 19200 e 19600 rs. a vara, dito preto
i muito encorpado a 19500 rs. a vara, brilhantina
| azul a 400 rs. o covado, apalea de differentes
I cores a 39600 rs. o covado, casemiras prelas fi-
nas a 29500, 3# e 39500 s. o covsdo, cara-
j braia preta e de salpicos a 500 rs. a vara, e ou-
\ tas muitas fazendas que se far ptenle ao com-
prador e de todas se daro amostra com penhor.
Roa do Queimado n. (0,
loja de 4 portas
4e Ferr&o ^ Mala,
vendem-se barato as seguintes fazendas, para li-
quidar.
Cortes de casemira finos de cor a 39500 e 4f.
Ditos de dita ditos de cor preta a 59 e 69.
Ditos de brim de puro linho a 1900 e 2.
Panno preto, azul, verde e cor de caf, covado
a 3S000.
Cortes de superior velludo de cor a A$ e 59000,
Manteletes de fil preto bordado a 49.
Visitas de seda abenas a fil a 49.
Mantas de dita datas a fil a 49 e 59.
Riquissimos corles de seda a 80, 90 e IOO9.
Ditos ditos de dita a 15, 20 e 259.
Chales com palma de seda a 29 e 29500.
Cortes de cambraia bordada a I98OO.
Leogos bordados com bico, duzia a 19500 e S9.
Chales de touquim a 15 e 309.
Ditos de merino bordado a 4, 5 e 69.
Chitas francezas, qualidade superior, covado
a 240 rs.
Ditas ioglezaa, cores fixas, covado a 160 rs.
Leogos de seda da India a ljt.
Cambraias lisas muilo finas, com 8 varas a pe-
ga a 39500 e 49.
Cazaveques e capinhas de fusto branco a 89 e
99OOO.
Meias de algodo cr superior fazenda a 49.
Chapeos a Garibaldi a 14 e 159.
Enfeites e chapeos traviata a 9,10 e 129.
Herneslina, riquissima fazenda para vestido
de senhora, covado a 400 e 500 rs.
Ambrosina, idem idem, covado a 500 rs.
Mimos do co, covado a 500 rs.
Sediohaa de quadros, covado a 700, 800,900 e
19000.
Manguitos de cambraia bordados, um 500 rs.
Gollinhas idem, urna 320 rs.
Superiores espartilhos para senhora e 4$.
Brim branco de linho, vara a 700, 800 e 19.
Ba do Crespo.
Loja n. 25 de Joaquim Ferreira de SI, ven-
de-se por pregos muito baratos as seguintes fa-
zendas de superior qualidade e modernas, sedas
de quadros miudos para vestidos de senbora e
meninas a 800 rs., babados largos e transparen-
tes a 39 a pega, entremeios muito finos a 19500,.
capaa de merino e fualo para senbora a 59, chi-
tas largas escuras e claras a 240 rs. o covado,
roupes de seda a 10$, pegas de bretaoha de al-
godo a 29, riscado francez muito fino a 180 rs.,
manguitos bordados finos a 29, gollinhas borda-
das a 640 rs., alberns de panno felpudo para
homem proprios para chuva a 109, capas russia-
as o melhor que tem vindo a este mercado a
309, paletots de panno prelo a 18g e 209, sobre-
casacas de dito muito finas a K$, caigas de case-
mira preta e de corea de 59 a 8g, ditas de brim
branco e de cores de 29 a 59, paletots de alpaca
e de brim de 39500 a 59, camisas brancas e de
cores finas a 2g, chapeos deso de seda supe-
riores a 6$, ditos inglezes a 109, cassas de cores
transparentes a 240 rs. o covado, assim como
eutras muitas fazendas que se venderlo por me-
nos do seu valor para fechar conlas, vestuarios
de brim e fusto todos guarnecidos e eofeiladoe
para meninos a 29.
Novdade.
Fazendas baratis-
simas.
Chitas modernas inglezas, covado a 180 rs.
Ditas francezas, bom gosto, covado a 210.
Cassas pintadas muito finas, covado a 240.
Vestuario para meninos a 39.
Cortes de vestidos de phantasia para baile a 6J-
Chales de merino com palmas de velludo a 7j.
Ditos de dito com ponas redondas a 6g.
Camisas de cambraia de linho para senhora
89OOO.
Grosdenaple preto superior, covado a 1800.
Cortes de seda lavrada superior a35g.
Pegas de madapolo muito Uno a 19500.
Lazinhas de quadros para vestidos, covado a
240 rs.
Camisas francezas de linho para homem. duzia
a "*000.
Muleles de grosdenaple preto e de cores a
Cortes de t.mbria de seda a 6fi.
Ditos de collas de velludo superiores a 6.
Se"" Prel" lMaa, covado a 1200.
Chaly de cores con. }iltra de 8*d,f COTado a
oU\) rs.
Cortes de gorguro de sed. para collele a 2*500
Velbulma lavnda de core,, covado a 5$ .
Esguiao de linho muito fino, .,ra a j
Cambraias de salpicoa muilo c.,c peca a 30000
Lengos brancos de cimbraia, graLl.v ,?!. .
3g000. es* auna *
Enfeites pretos e de cores de idrilbo a s>
Luvas de ptllica brancas a 1S500.
Riscadoa francezes finos, covado a 220.
Meias cruas muito finas, duzia a 39500.
Bem como muitas outras fazendas barassimas
tanto para negociar como para gasto das familias
que faro a msior economa comprando ; na loja
de fazeodas e deposito de machinas de costura,
de Baymundo Carlos Leite & Irmo, n. 12, ra
da Imperatriz, amigamente aterro dalBoa-Vista.
Fundico
de bronze.
Na bem conhecida fabrica de fundigio, laloei-
ro e funileiro de ra Nova, defronte da Coocei-
co, contina a fazer todas as obra* tendentes ae
mencionadas arles e officinaa cima ditas, come
sejam : bronze para engenho, parafuaos para di-
tos, e ludo quanto necesaario para tal taister,
ludo mais barato do que em oulra qualquer par-
te, e bem assim, alambiques, serpentinas de co-
bre, e tudo mais concernente a caldeireiro, obras
de lato com a melhor perteigo possivel, obras
douradas e em lato para militares, como sejam,
apparelhos para barretinas, ferragens para telina
e talabarte de qualquer arma, botdea de lodos os
nmeros, dourados, bromeados e em amarello,
obras de folha superiores por serem os artistas
que as fabricara jornaletro e nao eospreiteiro, que
como se sabe, nunca as obras que slo feitas de
empreitada sao perfeitss, tudo muito barato : na
rus Nova n. 38.
eobertos edescobertosr pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para hornea senhors de
na dos melhores fabricantade Liverpool, viu-
dos polo nhiao paquete ingles : en casa de
Sontball Meiror dC.


_
.
DiAWO M IIINAUQCO. ~ QUISTA FKIRA 29 I AGOSTO DI 1S61
(6)
RA NOVA N. 52.

HENRIOIE mWm BECK,
|Artista emdesenhosde cabellos, cabelleireiro
e barbeiro de Paris,
tem a honra de prevenir ao publico desta cidade, que acaba de abrir om estubele-
clmrnto m grande escala, com inagniOcoN saldes para penteiar senho-
ras. cortaros cabellos e faser barba ; assim como urna officioa para obras de ca-
bellos. H. A. Beck o uoico a quem se devem dirigir as encommendas de traba-
lhos taes que quadros, medalhoes, marraas Luiz XV, brinco?, alQneles de peito,
botes de punhos e peilos de camisa, pulceiras, correles, trancelios, cortinas, enfai-
les (hreleques) para relogios, flores, emblemas, ornatos etc., etc. O cuidado que o an-
nuociaote ecupregar nos cabellos que lheso confiados, provar o quanto sabe com-
prehender o valor que cada um Ibes d, pois que elles sao nao s a lembranca da pes-
soa estimada, como urna parte importante da mesma pessoa.
O cstab eieclmento Beck, que acaba de ser aberto, procurar merecer sem-
pre a cooflanca daquellas pessoas que a elle se dirigiris, prompliOcando rpidamen-
te as encommendas que lbe forera dalas. Na mesma casa fabricam-se eabellel-
ras paaeas para homens e senhoras, barbas, topetes, trancas e bandos. Faz-se a
barba e corUai-se os cabellos per mensalidade, no estabelecimenlo ou as casas par-
ticulares, assim como penteiam-se senhoras, sendo a 59000 os penteiados de oa,
ultima moda de Paris.
Salao especial psra Ungir cabellos e barbas.
Agua imperial
s
para lavara cabera e impedir que caiam os cabellos.
H. A. Beck convida o.publico, especialmente as senhoras, visitar seu
cimento, onde acharao patentes diversas obras em cabellos.
eslabele-
Ra Nova N. 52.
Sirop du
DrFORGETI
JARABE DO FORGET.
Esie xarope esl approvado pelos mais eminentes mdicos de Pars,
>mo sendo o methor para curar constipares, tosse convulsa e ouiras,
atTec^oes dos broncbios, ataques de peito, irritares nervosas c iusomnolencias: urna col h era da
pela manha, e outra noite sao sufGcientes. O elTeito deste excelente xarope satisfaz ao mesmo
tempo o (lente e o medico.
O dsposito 'tta ra larga do Rosario, botica de Rirtholomeo Francisco de Souza, n. 36.
MUDANQA.
Luiz Soulan, cutileiro e armeiro francez, pirticipa ao respeitavel publico
e especialmente aos seus freguezes que mudou sua offiema da ra das Cruzes pa-
ra a ra da Imperatriz n. 13, aonde continua amolar todos os dias e a fazer
concertos, reparos e obras novas tendentes a sua arte com promptidao e barateza.
Largo da Penlia
Francisco Fernandes Duarte, propretario deste
armazem de molhados, partecipa aos seus freguezes, assim como aos senhores da praca, de enge-
nho e lavradores que d ora em vanle quizerem-se afreguezar oeste estabelecimeuto, que se acha
com um completo sortimenlo de gneros os mais novos que ha no mercado e por serem a maior
parte delles vmdoa de conta propria, esl portento resolvido a veode-los por menos 10 por cento
do que em outra qualquer parle, afianzando a boa qualidade e acoodiciouamnnto. assim rumo ser-
vir os portadores menos praticos to bera, como se os senhores viessem pessoalmente, para o que
nio se poupar o proprietario em prestar toda attencSo, afim de conlinuarem a mandar comprar
suas encommendas, serlos de que, toda e qualquer encommenda comprada neste estabelecimenlo
acompanhar urna conta impressa com o mesmo titulo de armazem Progresso*
Nlanteig* tagleza vereiameute flor imo ri.. ,ibM, TeDde.
se por este prego nicamente pela grande porclo que tem e se for em barril se fara abatimento
M.t\X\teiga iraU^eZa B 700 rs. a libra e em barril a 640 rs.
Coropanhia Indemoisa-
dora,
Em observancia'da disposiclo do art. 19 dos
estatutos da companbia demnisadora, serio Tendidos em leilao publico,
no dia 30do correnle, pelas II horas 'da maohaa,
i porta da associaco Commerclal, cinco accoes
da mesma compaohia, de ns. 376 a 380. Re'cire,
27 de agoaio de 1861.
O abaixo assigoado, mestre dos novicos da
veneravel ordem lerceira de N. S. do Garmo, con-
vida a mus irmaos novicos, para que compare-
cen fesla de sua padroeira, no dia 8 desetem-
bro prximo futuro.Simio Jos de Azevedo Sao-
tos, mestre dos novicos.
Bario de Arary, com o menor Theodoro e
seu creado Jos da Cruz, vindos do Para no vapor
Paran, aeguem viagem para Lisboa no prximo
vapor francez, o que publicara em vista da lei.
Jos Joaquim lionteiro de Barros, cidadio
americano, vindo do Para no vapor Paran, se-
gu viagem psra Lisboa no prximo vapor fran-
cez, o que publica em cumprimeotoda lei.
Precisa-se de um bom trabalhador : na pa-
dariada ra dos Pescadores ns. 1 e 3.
Jorge Vctor Jnior, di lircoes de piano SJ
% nesta cidade e seus arrabaldes. Pode ser #
9 procarado na ra Nova n. 25. #

Costa reiras.
Precisa-se de boas costureiras para fazer obras
de aifaiate : na roa Nova u. 42, defronte da Ceu-
ceicio dos Militares.
0 Sr. Fran- i
#
cisco Carneiro Paes de
Andrade, antes de se
retirar para o centro,
queira ir a loja de fa-
zeadas n. 23 da ra da
Cadeia do Recife, para
cujo fin nao extranho.
GRANDELiBORATORIOAVAPOR
IME,
!&
ROUPA.
Este estabelecimento te acha aberto para o publico, que se quiser delle utilisar, podendo qualquer mandar
roupa no dia que lhe convier.
A roupa que for s para ser lavada devera' ser remettida em sacos amarrados, e nos mesmos scrSo entregues
8 que for para ser engommada devea' ir em saceos, mas seus denos a man da rao buscar em vasilbas a propriadas.
Toda a roupa deve ser acompanhada por um rol bem especificado, o qual ficara' no estabelecimenlo at a res-
titu cao da roupa.
A roupa sera' entregue e recebida na casa de banhos no pateo do Carmo, ou no sitio dos Buritis, contoime mais
convier ao freguez. ,
Nao havera' motivo algum que peimitta a reUituicao da roupa sem queseja entregue seu importe,
occasiao devera' o portador levar o documento que tiver recebido ao entregar a roupa suja.
e na mesma

EAU MINERALE
NATRALLE DE VICHY.
Deposito na boticafraneexa ra da Crnz n. 51
Vocal e inlstru-
menta|L
i

l~itl.ll. \Vy8S0U 0 meinor que na na mercado a 2&800 a libra.
dem pieto, l600. 1br
QUeijOS dO TeialO ehegados oeste ultimo vapor a 2600.
dem pT&lO 640 Dleiro a 700 rs. a libra.
dem SU1SSO a 640 a liora em por?ao se [az a batimento.
PrexuiUo de fiambre iogltt. ^ .. ,b,..
PKzunto de lameg, 480.. libra inteiro, 440 r8.
JVmeixas irancezas em fri8C0 en, 4 UBr38 por 3^000, a reuiho a 800 rs,
,s\ermasele a720 a 1bra> em wixa a700 rg
L.ataS COm boVaxnUa de SOda d6 dererente qualid.des a 1|400
Liatas com pevxe em posta de ita. qu.iid.de iuhoo.
HxeilOUaS mUltO HO\aS a lg2oo rs. o barril, a reUlbo a 320 rs. a garrafa.
Hoce de Wpercue 6m latlai de 2 llbr por 1#m
CtitlUtlS paM 90lm a 800 rs. a libra.
Baana de porco retinada a 480 rs. libra, em barril 440 rs
Bl.*$a de tomate a mai8nova do mercado a 9O0rs., em lattas de 2libra por 1700.
raiOS ae lOmbO a primera vez qae Teram a este mercado a 640 r. a libra.
Cuovmcas e paios aQit0 no?08,500 r.. m..
Palitos de dente lUados com 20 m.Ciaho. por 200.
Cnocoiate irancez, 18200 r8> a Hbr,t diUo portuguez a 8oo rt.
M.aTmelada imperial d0 ,{amdo Abreu de outros nuitos fabricantes de Lisboa
a 18000 rs. a libra.
W nilOS engarraiadOS Port0t Bordeaux, Crcavellos, e moscatel a 1*000 a garafa.
\ InnOS em pipa de 500> 560 e 640 r$< a garraf8( em caadas a 3500 4S000 4500.
* inOgre de lilSDOa 0 n,,iSgUperior a 240 rs. a garrafa.
^*J** das mais acreditadas marcas a 58 a duzia, e era garrafa a 500 rs. ;
KilirCIiinna parasopa amis nova que ha no mercado a 640 rs. a libr.
'Ewiilias traneexas a 640 r8 ,aMe.
M0\0 de amendoa a 800 rs. a Ubra, dita com esta a 480 r.
NOZeS mult0 BOyas a 120 rs. a libia.
Gastannas piiadas a 240 rs. a ibr..
*-** muito sa seor a 240 rs. a libra, e a 7 a arrobe;
do Maranho a 39 em arroba, e em libra 100 n.
umo americano s ^ a libra> 8e for em por5i0 8e {ara ,baiiB1enic.
S^iadinna de Fr,n5a 8 240 rs a libr8>
SagU QjBito D0T0 g 320 rs. libra.
X oncinno -0 Li8boa a i^ rf a Ubra # a I0> a arroba#
Farinna do Marannao. Baii 00?a. m Hbr8.
T oncinno ingle % tmr... iibr..
Vastas em Ci^mtes4,8ilbrual9B00M4aiiaif.
In4ependente dos gemiros menciooadoi rcootrari o respeilavel pubce ludo quanto pro-
curar tendente a molhados. \
MsDoel Alves Guerta saca sobre o Rio
Janeiro.
&* s-ss&ssss** s
Gabinete medico.cirurgico.
Ra das Flores n. 37.
Sero dadss consultas medlcas-cirurgi-
cas pelo Dr. Ettevo Cavalcanti de Albu-
querque das 6 as 10 horas da manbia, ac-
cudindo aos chamados com a maior bre-
vidade possivel. a
1-0 Partos. ft
2. Molestias de pelle. fj
3.* dem dos olhos. ^
4." dem dos orgos genitaes. &
9 Pralicar toda eqaalquer operagao em a
f| seu gabinete ou em casa dos dteles con- gj
0 forme Ihes fdr mais conveniente. a
#
Atteneao.
Na ra do Rangel n. 67, primeiro
andar, lava-se e engomma-se com as-
seio e promptidao por mdico pre^o.
Precisa-se de um moc/) que te-
nha boa lettra para caixeiro de escrip^
torio, quem estiver no caso queira in-
dicar o lugar onde pode ser procurado
em carta de seu proprio punho, que
servir-se-lia entregar na livraria n. 6 e
8 da praca da Independencia, dirigida
as iniciaes B. D. F.
Sacam sjbre Lisboa
Arana ga, Hijo & C, ra do Ti a piche
Noto n. 6.
O abaixo assignado est autorisado pelos
Srs. Faria & C. a cobrar toda as divilas de sua
loja sita na ra Nova n. 43 : por isso roga a to-
dos osdevedores queiram quanto antes pagarem,
porque do contrario se proceder judicialmente,
Joo de Souza Rangel Jnior.
Aluga-se o segundo andar com soto do
sobrado o. 46 da rui di Aurora.
Do sobrado da ra Nova n. 56 fugio um sa-
bia : quem a apanhar e entregar em dita casa,
ser generosamente recompensado.
Aluga-se um segundo andar e soto com
grandes commodos, no caes do Ramos a tratar
na serrara o. 59 na ra da Prais.
Precisa-se de urna ama de leile ; na praca
do Corpo Santo n. 17.
Aluga-se a casa n. 3 da ra dos Prazeres,
no Coelho ; a tratar no becco dos Barreiros o. 2,
ou botica n. 6 da praca da Boa-Vista.
ARMAZEM
DE
ROUPA F
DE
Joaquim Francisco dos Santos,
|40 RA DO QUINADOS
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Neste estabelecimenlo ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
cualidades, e tambem se manda ezecutar por medida, vontade dos freguezes, para o
que tem um dos melbores professores.
Casacas de panno preto, 40J>, 359 e 30000
Sobrecasaca de dito, 35 30*00
i Palitotsde dito e de cores, 35J, 30$,
5$000 e 20*000
Dito de casimira decores, 22*000,
15, 12 e 9000
Dito de alpaka preta golla de vel-
ludo, nsooo
Ditos de merio-sitim pretos e de
cores, 9$000 8*000
Ditos de alpaka de cores, 5 e 3*500
Ditos de dita preta, 9, 7. 5 e 3*500
Ditos de brim decores, 5*. 4*500,
4SO0O e 3*500
Ditos de bramante delinho branco,
6S000, 5*000 e 4*000
Ditos de merino de cordo preto,
15*000 e 8*000
Galeas ie casimira preta e de cores,
.129,10, 9*e 6*000
Ditas de princeza e merino de cor-
do pretos, 5* e 4*500
Ditas de brim branco a decores,
5*000, 4*500 e 29500
Ditas de ganga de cores 3*000
Goliates de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 12*. 9* a 8*000
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 6, 5*500,5* e 3*500
Ditos de setim preto 5*000
Ditos de seda a setim branco, 6 e 5*000
Ditos da gurguro de seda pretos e
de cores, 78000,6*000 e 5*000
Ditos de brim e fusto branco,
3*500 e 3*000
Seroulas de brim de linho 2*200
Ditas de algodo, 1*600 e 1*280
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 2*500 e 2*300
Ditas de peito de linho 6* e 3*000
Ditas de madapolo branco e de
cores, 3, 2*500, 2* e 1*800
Camisas de meiat 1*000
Chapeos pretos demassa.francezes,
formasdaultimamoda 108,8*500 e 79000
Ditos de feltro, 6*, 5*, 4* e 2*000
Ditos de sol de seda, inglezes
francezes,14*, 12*. 11 e 7*000
Collarinhos de linho muito finos,
novosfeitios, da ultima moda *800
Ditos de algodo *500
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 100*. 90*, 80* e 70*000
Ditos de prala galvanisadoa, pa-
tente hoson taes, 40* 30*000
Obras de ouro, aderemos e meios
aderecos, pvlseiras, rozetas a
anoeis g
Toalhas de linho. duzia 12*000 o IO9OOO
HANOEL AUGUSTO DE MENEZES COSTA
licoes de msica por casas particulares : quem
de seu presumo se quizer utilisar, procure na
ra da Conceico da Boa-Vista n. 42, ou no ar-
senal de guerra.
Ao Sr. acadmico Francisco Barbosa Cor-
deiro precisase fallar, ns ra; Nova n. 7.
Precisa-se de um menino de 12 a 14 annos,
que tenha pratica de venda, Ipreflrindo-se Por-
tuguez : a tratar na ra Velha n. 27.
Antonio Jos' Rodrigues je Souza.
Precisa-se de urna1 ama de meia
idade que saiba cosinhar e engommar :
a tratar na travessa do Carmo n. 10.
Precisa-sede um menino ou rapazinho pa-
ra caixeiro de taberna na cidade da Victoria ; a
tratar na padaria da ra Direita o. 84.
Precisa-se alugar um moleque ou um preto
idoso para o servico de casa ; na ra do Trapiche
n. 26.
Antonio Goncalves Teixeira e sua senhora,
naturaes do Maranho, em transito por esta pro-
vincia, seg-uem no prximo vapor para a Europ?.
Na ra da Cadeia do Recite n. 2, segundo
andar, precisa-se de urna ama boa engomma-
deira.
(om perfei?o.
Lava-se e engomma-se toda qualidade de rou-
pa ; n ra da Conceico da Boa-Vista u. 42.
A commisso liquidadora dos credores da
casa do fallecido Manoel Buarque de Macedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou contas de Irnos, que se diri-
jam com os seus ttulos rus da Cadeia do Re-
cite n. 26, primeiro andar, das 10 horas da ma-
ntisa s 2 da tarde, para serem verificados e clas-
sificados pela referida commisso
Casa
a festa.
MMs.
ELIXIR DE SALDE
Precisa-se de urna ama para cozinha e mais al-
gum servico de casa de familia, sendo liire ou
escravs : na ra da Conceico da Boa-Vista, so-
brado n. 6.
Precisa-se de urna eogomm.deira : na ra
da Senzala Velha n. 90.
Furtos decavallos.
Furtaram do engenho Muribequioha, sito na
freguezia de Muribeca, na noite de 8 do correte,
dous cavallos, sendo um de estribara, gordo,
bem novo, russo, com alguos sign.es de talhado,
muito bem feito, nao grande uem muito peque-
no, porm de meio, esl ripado, tem os cantos
de um olho broncos eooutro lodo preto, a ten-
te aberta, anda bem de baixo a meio, e intei-
ro ; e por ter sido comprado ao seohor do enge-
nho Moreno, julga-se ter o ferro de sua fazends.
O outro russo sujo, pequeo, inteiro, com cau-
da e clinas prelas, urna baixa na saruelha. j fot
de roda e talvez tenha signa! do peitoral, s anda
a passo, e tem o seguinte ferro NC : quem ap-
prehender esses cavallos e leva-Ios ao dito enge-
nho, ser generosamente recompensado.
No seminario de O inda
precisa-se de um cozinheiro, prefere-ae homem
aolteiro, e que de Banca a sua conducta : aquel-
lo que lhe convier, dirija-se ao mesmo semi-
nario.
Aluga-se na ra Velha, bairro da Boa-Vis-
ta, a loja do sobrado n. 15, com muitos commo-
dos : a tratar no mesmo sobrado.
William Leach, chegado no ultimo vapor
do Maranho, segu para Europa.
O Sr. Braailiano Francisco de Paes Brrelo
tenha a bondade de vir fallar na loja do Germano,
relojoeiro, na rus Nova n. 21, visto igoorai-se
aonde o mesmo senhor mora.
O Dr. Joo Ferreira da Silva, de volta de
sua viagem, est morando na ra larga do Ro-
sario n. 20, e contina no exercicio de sua pro-
fisso, dedicando-se especialmente a pratica de
operaces cirurgicas.
Ra da Imperatriz
n. 16.
Ra da Cadeia do Recife
numero 49.
O abaixo assigoado chamou sua casa o pro-
prietario do estabelecimenlo cima referido, para
lhe indicar a maneira de cobrar alguraa quaatla
que se julgue credor, e dar explicares a respeito
ao muito digno ebefe de lio respeitavel casa,
que nao teve, mas parece ter negocios com
Firmo Gandido da Stlveira James.
Ama.
Na eamboia do Carmo n. 6 precisa-se de urna
ama secca para losar conta de una crianea de
dona annos.
Citrolactato de ferro.
Vjuico deposito na botica- d Joaquim Martiu.no
da Cruz Crrela & C, ra do Cabug u. 11,
efc Pernamuuco.
H. Thermes (de Chalis antigo pharmaceutico aprsenla hoje urna nova prepararlo de ferro,
com o nome de elixir de cilro-laclalo de ferro.
Parecer ao publico um luxo empregar-se um mesmo medicamento debaixo de formulas to
variadas, mas o homem -da sciencia comprahende a necessidade e importancia de urna talvarie-
dade.
A formula um objeelo de muita importancia em therapeutica ; um progresso immenso,
quando ella, maniendo a esseocia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as
Uades, para todos os paladares e para lodosos temperamentos
Das numerosas preparacoes de ferro al hoje con heridas nenhuma rene to bellas qua lida-
des como o elixir de citrolactato de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-se em urna pe-
quena dose, o ser de urna promptae fcil dissoluco no estomago, de molo que completamente
assimilado ; e o nao pro Juzir por causa da lactina, que contem em sua com posigo, a constipaco de
ventrelo trequentemente provocada pelas outras preparacesterroginosas.
Estas novas {alidadas em nada alUram a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
substancia da qual o medico se nao pode dispeosar em sua clnica, de incomparavel ulilidade
qualquer formula aue lhe d propriedades taes que o ortico o possa prescrever sem receio. E' o
que conseguio o pharmaceutico Thermes com a prepsraco do citro-laclato de ferro. Assim este
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas preparacoes ferroginoss, como o
atiesta a pratica de muito mdicos distiactos que o tem ensaiado. Tem sido empregado como ira
menso proveilo as molestias de faoguidez(cblorose pallidas cores; na debilidade subsequenle as
hemorrhagias.aas hydropesiasqueapparecem depois das intermitentes na incontinencia : de urinas
por debiliQade, as parolas brancas, na escrophula.no rachitismo, na purpura hemorrhagica, b.
convalesceociadas molestias graves, na chloro-anenria das mulheres grvidas, em todos os casos
em que o sangeso acha empobrecido ou viciado pelas fa digas a ilecjes chronicas.. cachexia tuber-
culosas, caocroia.syphililica, excessos veuereos, onanismo e uso prolongado das vtf "'-sces ruer-
curia es.
Eslaseuermidad_es sendo mui frequenles o sendo o ferro a principal ubslancis de qu
medico tem de logar mo para as debelar, o anlhor do cilro-laetato o ferio ^i, ere iouvores e
roconhecidamento ahumanidade por ter descoberto urna formula pela qual se pe sem receio usar
de Ierro
para
Aluga-se a casa abarracada sita no Moolcira,
unida ao sobjado; mui arejada e tem ahiiia
franca al o baoho : a tratar na ra estreita do
Rosario n. 28, ou no sitio da Ponte de L'cbda,
do consolheiro Jos Benlo.
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
Frgderic Gauiier,cirargiaodentista, faz
todas as operaces da sua arte ecolloca
lentes artiiciaes, ludo com a superiori-
dade ep*rfeigo que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua e psdentifriciosetc.
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nacfcs
podem testemunbar as virtudes deste remedio
incomparavele provar em caso necesfario, aup,
pelo uso que delle fizeram tem seu rj <. o
membros in teiraraente saos depois de hasar cr; -
pregado intilmente outrostratamentos. Cada
pessoa poder-se-lia convencer dessas curas :.-
ravilhosas pela leiluri dos peridicos, que ll'as
relatam todos os dias ha muitos ancos ; e a
maior parle deltas sao to sor prndenles qu
admiran os mdicos mais celebres. Qoantss
pessoas recobraran) cora este soberano rtnerlio
o uso de seus bragos e pernas, depois dtdur
permanecido longo tempo nos hospiues, o tea
deviam soffrer a anputaco Dellas ba mu-
cas que ha vendo deixndo esses, asylos de pade-
timenios, para se nao submeterem a essa c;e-
racao dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. A-
gumas das taes pessoa na enfuso de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord eorregedor e outros msgis-
irados, afim de mais autenticaren) sua a firma-
tiva.
Ninguem desesperara do estado de saude sa
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum tempe o
tratamento que necesslasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmecte.
Que tudo cura.
O uuguento he a til, mais particu-
larmente nos segulntes casos.
Inflainmacao da bexiga
23 Ruada Imperatriz 23
PUIIIOS E MSICAS.
J. Laumonnler convida os senhores meslrese amadores de msica, virem a seu armazem
ver os excellentes pianos Laumonoier, que acaba de receber da Paris, fabricados expressamente
para o clima do Brasil, muito elegantes e de gostos moderos. Igualmente tem msicas dos me-
lhores autores, assim como concerta e afina os mesmos instrumentos.
AOS SRS. ACADMICOS
Acaba de chegar da provincia da Babia superior tabaco em cabella, fabricado na mesma
provincia, para cigarros e cachimbos eacba-se a venda no mesmo deposito em caaa de Jos Leo-
poldo Bourgard, ra da Cadeia do Recife n, 15, lojs do
Centro commercial
Alporcas
Gaimbras
Gallos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Enfermedades da cuts
era ge ral.
Ditas de anu.
Erupces escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Incbaces.
Inflammacao do ligado.
8a matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pul rn oes.
Queimadelasv
Sarna.
Supuragdes ptridas.
Tinba, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das arliculacoes.
Veas torcidas ou na-
das as pernas.
na mesma casa existe pingas ie mata] para cigarros.
Vende-so este ungento no estabelecimenlo
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas da sua venda em toda a
America do sul, Havana a Heapanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocetinha contm
urna instrucc^o em poriuguax para explicar o
modo de laxar uso deste ungento.
O deposito garal em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 28, tm
iPernambuco.


6
MAM
'JOCO. QUINTA fURi *t*M IGOSTo 01'tMi,
- ^modados ao
da oocca. lampa os meamos sem
dos que concorrem positivamente
dos dentes, visto que dissolve
troa, expondo-os assim
,,?.2"Ru, eslre>ta <>o Rosario-N. 32
JIh"A P0*PIi-W denti.U brasileiro, acaba de
jecebergranlee variado sortimento de denles
jrreos mineraes e mais apparelhospira a con-
tecgao de dentaduras artiflciaes, planlando-os
pelossjstemas seguintes: sucgao de ar, grara-
pos-ligaduras, a pivot sem grampos, sem liga*
duras e sem extraerlo de raizes Arrania e
concerta dentaduras de ouro ou platina. Eoche
os nsturaes com ouro, platina, maca adaman-
tina.aciomeotos calcarioi etc.e qualquer dos avs-
lemas refjridos serio accommodados ao estado
usar de aci-
para a queda
a superficie vi-
- a acgo activa dos agen-
tes chimicos, que se deaenrolrem na bocea. Ex-
trae dentes e raizes cariadas por mais difficeis
que sejam e mesmo abandonadas por oulros den-
tistas, empregando para ese flm o systema nor-
te-americano sem fazer applicagao da chave de
Ganngeot: privando assim os evidentes perigos
que polen resultar das operares (sitas com uro
tal instrumento, como sejam o extrangulameoto
dos tecidos rooles.fraturago dos alveolos e mes-
mo da maulla e tecidos duros, que formam as
covas das raizes dos denles, nervs|gia8, hemor-
ragias, affecges pollipozas, grangrenas e caria
dos lecidos duros Fax ludo com asseio e promp.
U'Jao, guardando tolas as conveniencias relati-
vas a cyrurgia da bocea e hygiene dos dentes
podendo ser procurado em sua casa a qualquer
or. Acceita qualquer chamado para os ins
cima mencionados tanto na capital como fora
della.
Sociedade bancaria.
Amoriro, Fragoso, Stotos & C. sacam e tomara
saques sobre a praca de Lisboa.
Padaria.
Na padaria de Antonio Fernaodes da Silva Bei-
riz ra dos Pires n. 42, vndese a muito acre-
ditada bolachinha quadrada.d'agua, propria para
doeules, bolacboha de araruta e dita de moldes.
Aluga-se urna excellente casa de
campo com todas as commodidades de
familia, com sitio grande, cocheira, es,
tribana etc*., a casa construida ha poj-
co tempo com.terraco a roda, sita na
entrada do Poco : a tratar com
prietarios N. O. Bieber & C,
res, ra da Cruz n. 4.
Aluga-se, o sobrado n. 2 B da ra do Apollo
e a casa lerrea o. 27da ruado Burgos a tratar na
ra da Aurora n. 36.
O Sr. Joaqun) Francisco de Souza Navarro
queira comparecer a reparlicao do correio, am
de receber um offkio vindo do Rio de Janeiro
os pro-
successo-
Attenco,
Mello, Irmo, lendo comprado ao arrematante
da massa fallida de Manoel Francisco de Mello
taz scientes aos devedores da dita massa a virem
pagar o* seus dbitos, e os que nao fizerem sero
qarnados a juizo. Recito 12 de agosto de 1861.
A ttencao aos Srs. de en-
genho.
Precisa-se arrendar um engenho de boa pro-
ducto que soja d'agua e fique perto do porto de
embarque ou da via frrea, na se olha a preco
e se tiver elguma fabrica tanto melhor: quem
tiver annuncie para ser procurado.
No dia 3de selembro prximo, pelas 11 ho-
ras da manhaa, depois da audiencia do Illm. Sr.
Dr. juiz de orphos, tem de se arrematar por ven-
da varios sitios e tres casas de taipa pertencentes
aos orphaoa fllhosdo finado Uanoel da Silva Bar-
ros, cujos sitios sao dous nasCorciraoas de den-
tro, com boas ierras de plantagio, e um delles
tem casa da taipa, outros sao na Venda Grande
com porco de ps de coqueiros, alguns na pan-
cada do mor, lendo o denominado Currapicho boa
casa de vivenda periodo mar, propria para pas-
sar a festa, e offerece os banhos d'agua salgada ;
as tres casas sao sitas na ra da Venda Grande'
tendo dous excedentes commodos para familia.
O abaixo assignado alumno do quinto
anno da faculdade de direito desta clda-
de e advogado pela retalio do districto
pode ser procurado pelos seus comniit-
tes em lodos os das uteis, das II as 2
horas da tarde, no esciiplorio do Sr.
Dr. Jorge oroellas Ribeiro Pessoa,
camboa do Carmo u. 8.
J. Borges Carneiro.
Os arnn/.i'us da ra d Lapa n. 13, e rui
do Costa o. 10, recebem gneros para recolhe-
reni por menos de que coslumam receber culros :
quem pretender, dirija-se ao n. 13. que achara
com quem tratar ; assim como se alaga um dos
aiosmos armazens.
A cominissao liquidadora dos ere-
dores da massa do tallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pedeaosSrs.
devedores a referida "casa que se diri-
arn a satisfazer seus dbitos a referida
commissao todos os dias uteis das 10 ho-!
ras da manhaa as 2 da tarde na ra da,
Cadeia do Kecife n. 26, primeiro andar.
A commissao roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a obrigue a lanzar
mao dos meios judiciaes ou do jornal
para haver essas importancias de que
sao seus de redores.
Precisa-se de 5009 a juros de 2 por cento ao
mez, dando-se por hypolheca urna excellente ca-
sa na villa da Escada, que se engeila por venda
1:600J), e rende por aluguel 20* mensaes, pelo
prazo de 4 a 5 mezes : a tratar na ra Direita n.
77, ou anniiocie com urgencia.
Aniiel
Perdeu-se um annel de ouro com diamante,
sendo esmaltado em volta da mesma pedra, e es-
t forrado com um bocado de' madapolao para
servir de calco. Este annel foi perdido na noite
de quinta-feirs da semaaa passada, da ra do Se-
bo at a ra da Cruz do Recito: quem o tiver
achado e quizer restilui-lo a seu dono, queira di-
rigir-se a ra da Cruz do Recito, armazem n. 63,
que ser recompensado alem do agradecimento!
Agencia de passaporte.
Claudino do Reg Lima tira passaporte para
dentro e tora do imperio por commodo preco e
presteza : na ra daPraia, primeiro andar n 47.
J.Praeger&C.
em
Avisa.
Franciect Meclel de Souza participa a seus
fregiiezea tanto da praga como de tora qee de
novo abri o sou estabelecimento de calgad6 tol-
lo na provincia na ra da Imperatriz outr'ora
aterro da Boa-Yuta e. pratende vender muito em
conta para agradar seus fregueses qe todos gos-
tam do boa o barato.
O aqaixo aaaignado, reloioeiro eetabelecido
na roa da Imperatriz o. 14, tan pelo amerita
declarar que as pessoas que em seuipactor xaram retogiorpara se concillar, iaWBtrtndHo
lempo, devero comparecer dentro do prazo de
15 dias, cootados da data deste, afim de satisfa-
serem os seus dbitos concernen tes a taes con-
certos, resgatandd seus relogios, e do contrario
Bndo o dito praio serao vendidos semelhantes
Objectos para de sen producto ter o abaixo as-
signado integralmente pago. '.<'sYecifSt da-agos-
to de 1861. Albert Aschoff.
Antonio- Brrelo Cotrim de Almeida Ocia-
ra nada dever, mas quem le julgar seu crdor
dirija-se ra da Unio n. 39.
Precisa-se de urna ama de leile : na roa da
Cruz n. 4.
Q abaixo assignado faz sciente ao publico
que Henriquo Pereira de Megalhfiea deixou de er
seu caixeiro desde o dia 25 do corrente mez de
agosto.Manoel Al ves Penetra.
Os credoresde Jos Nunes de Paula quei-
ram apreseotar suas letras na ra da Cruz o. 4,
para proceder-se ao raleio do que ao acha em
deposito.
= Aluga-se urna canoa grande para familia,
que podecarregar al 20 pessoas, com assentos
em roda, bem construida e acolada ; na ra No-
va de Santa Rita, serrara do Sr. Baaks n. 21,
para ver e tratar
Os Senhores cujos uomes to abaixo ins-
criptos lenUam a bondade de dirigir-se a loja de
calgagado da ra da Imperatriz n. 16 Iralarem
de negocios de seus interesses :
Antumo Gomes Pessoa.
Jos Antonio da Silva Mello.
Belarmino dn Barros Correa.
Firmo Candido da Silveira.
Manoel Ferreira Fialho.
Ignacio Cinlanil.
Manoel Machado Teixeira Cavalcanli.
Simplicio Jos Carapello Morici.
Antonio Jos de Brito.
Capilo Francisco Lins.
Braz Anlonio da Cunha.
Francisco de Paula Pereira.
Bowmsn.
Estrella.
Dr. Joo Augusto da Silva Freir.
Joaoda Cosa Fialho.
Padre branles.
Manonel Joaquira Arvore de Oliveira.
Joo Machado Soares.
Manoel Jacques da Silva.
Ain.
Remige Qoimark.
Suppra Frederico.
Joaquim Simphronio Affongd de Mello.
Joaquira Jos da Cojta.
Jaciulho Luiz Querreiro.
Joo Antonio de Vasconcellos.
Joaquim Anlonio de Souza.
Joo da Silva Rangel Jnior.
Jos Maria Cesar do Espirito Saoto.
Jacintho Lisboa
Jos Maria dos Santos.
Antonio Elisu Antunes Ferreira.
Altores Penha.
Jos Manoel Correa de Almeida.
Antonio da Costa e S.
Joo Jos de Azevedo Santos.
Hermenegildo Elisu da Silva Caneca.
Ascencio Connives Ferreira.
Helpidio (cocheiro do Claudio Dubeni.)
Capito Jos Joaquim de Barros.
Joo Demetrio.
Manoel Correa Ferreira Guimaret.
Antonio Barbosa da Silva Ferro.
Cipito Bezerra.
Jos C obfno.
Henrique Rodrigues Carlos da Costa:
Joo Culos G. Oliveira Pelagio.
Manoel Ignacio de Oli'oira Martina.
Jos Affonso Ferreira Jnior.
Dr. Antonio Loureiro.
Manoel Ignacio de AlbuquerquoMaranho.
Dr Francisco Baudeira.
Itlandin.
Manoel do Nascimento da Silva Bastos.
Jos Rufino da Silva.
Jos Anlonio Maria.
Faustino Pereira.
Manoel Antonio Rodrigues Samico.
Francisco de Paula Borges.
Joaquim Aotonio de Moraes.
Jos Bernardo de Miquiles.
Francisco Xavier Cavalcanti.
Joo Francisco dos Santos Gaviio.
Justino Francisco de Assis.
Manoel Gangalves da Silva Queiroz.
Manoel de Leinos Ferreira
Joaquim de Lemos Ferreiri.
Carlos Augusto da Conceico Ribeiro.
Jos Honorato de Medeiros".
Anlonio Ribeiro de Lacerda.
Deodoro Fernandes da Cruz.
Joaquim Correa deAraujo.
Trajano da Costa Ribeiro e Mello.
Augusto Lins.
Luiz Jos da Silveira.
J s de Freitas Ribeiro.
Claudino Jos Flix.
Manoe! Joaquim de Paula e Silva.
Jos Luiz Ferreira.
Jos Antonio de Lima.
Aleodato Vieira Gomes.
Ignacio de Souza Leo.
Antonio Francisco de Moura.
Joo Ignacio de M'galhes.
Joo Francisco Regis Ferreira.
-Recito 11 de agosto de 1861.
D. YV. Buwnnn deseja ser informado pelo
dono da loja de calcados supra se o Bowman da
lista refere-se a elle.
Na ra do Vigario n. 9, primeiro andar,
existera as seguintes imagens, vindas ltimamen-
te da cidado do Porto, e que se trocam a preco
razoavel :
2 saoluarios com as competentes imagens.
Santo Antonio.
Conceico de Nossa Senhora.
Sant'Anna.
S. Joaquira.
S. Jos.
Menino Jess.
Tienda*.
lindas cestinhas de todos os tamanhos propria!
para meainxsdeescola, assim como maiores com
lampa praprias pira aomprag, balaios proprioS
paracostora.doa probos pira faqueiros, ditos
muilo bonitos para brinquedes de meninos, di-
losniracspintadinboi < *cos-tnuno baratos-
Enfeites riquissimos.
vndem-se ricos enfeites de retroz, aoos me-
Ihores o mais modernos que ha no mercado, pelo
taaaUastdio prego de 89: na ra do Queimado
o. 22, na loja da boa f.
0 pava vende
cortes de casemira preta, muito boa fazenda, a
39500 o corte : na ra da Imperatriz n. 60, loja
de Gima & Silva.
vendeJent^os
Finisaimoa leocoa a imitadlo de labyrintho bor-
dado! a 1} e 18X80 : na ra da Imperatriz n. 60.
loja de Gama & Silva.
vende vestidas.
Vestidos de cambraia braocos eom habatos,
Uzenda que ae vende era outra qualquer parte a
89torram-aoa48: na na da Imperatriz n. 60.
loja de Gamma & Silva.
Sabonetes
A pessoa que quizer comprar um
rico bOTjo de jaearadd, cea cortina-
dos, tudo em bom estado, dirija-ae
ru de Hortas n. 106, que achara com
quem tratar.
vendem-ae globos para candieiros, e
bas de japi, mais barato do que em outra qual-
quer parle : na ra larga do Rosario, n. 34.
Nova pechincha.
Pegas de cambraia lisa fina com7 1|2,8e9
jardas a 29500. 39 e 39500, chita larga franceza
a 200 e 220 rs. o covado : na ra do (jaJteimado
o. 44.
Transelins grossos de re-
troz para relogios.
Vendem-se rUQO rs. cada um na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca, n. 16.
Bandos de nova epro-
veitosa invencao.
Aloja d'aguia branca acaba de receber urna pe-
quena porgo de bandos de urna nova e pro-
veitosa invencao, coro os quaes muito adianto
as senhoras na composicao de seus cabellos. Es-
sesnovos e preciosos bandos sao de corapridos
cabellos humanos mui bem tecidos e seguros em
pequeos pentes com os quaes ae prendem a-
quelles por dentro do cabello da senhora, ser-
vindo de enchimento o mesmo que elles trszem,
e depois junto o cabello do dito ao da pessoa faz
um lindo e perfeito amarradilho, principalmen-
te quando a senhora tem pouco cabello, e em
todo o caso sao dispensadas as pesadas trouxas
que eoto se usavam. E' o que de melhor e
mais moderno apparece, e a vista da perfeigo e
utilidade da obra sao baratos por 69OOO o par
Os cabellos sSo pretos e castanhos, conforme os
naturaes das senhoras. Eftos acham-se soman-
te na. ra do Queimado, loja d'aguia branes,
n. 16.
O
do
mudaram seu armazem para a ra
Apollo n. 3i defronte do-theatro._
Jos di Sitva Oltveir*, com loja de trastes
e offiuna d marcineiro. faz 'Ter q o Sr. Jos
Damin/ups Torres nao maia aeu caixeiro desle
o dia 23 do crreme mez.
Precisa-se de urna ama que com-
pre e sirva para todo servico de urna
casa de pouca familia : na ra das Ora-
ses n. 20, primeiro andar.
Aos senhores de engenho.
Urna pessoa quesab^ perfeitamente lr, escre-
ver e contar ; se prope aensinar em algum en-
genho prto da praca, por mdica paga ; a tratar
na roa do Queimado n. 75.
Na ra do Pires o. 34, taberna, se dir quera
compra urna casa terrea, nos bairros Boa-vista ou
Saoto Antonio, que nao exceda de 2:5009.
Bernardo Fernaodes Vianna, mudou a sua
escola particular para o primeiro andar o. 7 da
ra da Cadeia Velha do Recito.
Attenco.

Um mojo solteiro precisa alugar um decente
quarto era casa de familia que se obrigue a dar-
Ihe mesa posta ; quem eslirer neste caso deixe
carta nesta lypographia^irigida a P R. F.
cocheira a negocio.
Faz-se todo negocio com a cocheira da roa do
Imperador n. 12, com grande vantigem para
quem quizer 1er um estabelecimento lucrativo, e
o motivo do negocio se dir ao comprador ; a tra-
tar na mesma casa.
O Sr. Joaquim Jos de Saol'Aona queira vir
tirar, no prazo de tres dias, os seas penhoresque
deu por garanta de certa quanlia que se Ihe em-
prestou na ra Direita a. 74, visto ter sxpirado
no dia 15 do corrente o prazo do emprestimo da
mesma quantia ; do contrario sero vendidos os
mesmos penhores para pagamento dessa quantia
e juros vencidos.
Uanoel Jos Soares Guimaraes vai a pro-
vincia do norte.
fia ra Oo- I.ivramonto. sobrado n. preci-
sa se alugar um prelo.
Compras.
ai
para vestidos de senhora e
roupintaas de crianzas.
Na loia d'aguia branca se enconlra um bello
sortimento de franjas de seda, la e liuho, bran-
cas e de cores, propriaspara entoitea de vestidos,
assim como urna diversidade de galo de seda e
linho, braocos e de cores, abortos e fechados, lar-
gos e eslreilos at o mais que possivel, trancas
tambera de seda, la-e linho, de differentesqua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar em taes cousas : por isso quem precisar
de taes objectos., dirigir-se a dita loja d'aguia
branca, na ra do Queimado n. 16, quesera bem
servido.
aisaisswa sK9MSKewa*attK
4 loja da bandeira |
Nova loja de funileiro da
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos da Fonseca participa a
todos os seus freguezea tanto da praga
como do mato, e juntamente orespeita-
vel publico, que tomou a deliberarlo de
balxar o prego de tolas as suas obras, por
cujo motivo tem para vender um grande
sortimento de bahs e bacas, tudo de
differenles tamanhos o de diveraas cores
m pinturas, e juntameute um grande
sortimento de diversas obras, contendo
banheiros e gamelas grandes e pequeas,
machinas pera cafe camas de vento, o
que permite vender mais barato possivel,
como seja bahs grandes a 49 e peque-
noa 600 rs., bacias grandes a 59 e pe-
queas a 800 rs,.cocos a 19 a duzia. Re-
cebe-se um official da mesma offlein
para trabalhar.
Wilvjlawjw vn ^Swaiws'wr^i
deamendoa, em oaixinhas de louca a
500 rs. cada um.
Veodem-sesaboneles de amendoa para barba,
cada um em ana caixinha de 1oura a 500 rs. ; na
ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Bom para rancho.
Vende-se um capado gordo por prego commo-
do : na roa nova de Santa Rila o. 65.
Quadros de mol-
dura dourada.
Lindos quadros j toitos de moldura dourada,
proprlos para retratos e estampas, pelo diminuto
preco de 59 cada um ; na loja da Victoria, aa
roa do Queimado n 75, junto a loja de cera.
Gravatinhas de
froco para senhroas.
Lindas gravatinhas de froco para senhors, pelo
barato prego de 1$500 cada urna '. na loja da
Victoria, na ra do Queimado n. 75, junto a loja
de cera.
Bonitos toncado-
res de armaco e gaveta,
propriospara os senho-
res acadmicos, etc.
A loja d'aguia braoca acaba de receber mui
bonitos toucadores de armago preta, torneada,
e gaveta com embutidos e machetados que os
tornam mui elegantes, os quaes servem excellen-
(emente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de detraz, e de rapazessoltei-
ros. e pelos precos de 8. 9 0 109, sio baratissi-
mos na verdade, e qoem os vir na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16, se agradar, e
infallivelmente comprar.
Espelhos para
salas.
Ricos espelhos de moldura dourada com mui-
to boos vidros para ornamentos de aalas, de va-
rios tamanhos e precos : na loja da Victoria, na
ra do Queimado o/>75, junto a loja de cera.
I Bom e assim barato
ninguem deixa de comprar urna pasta para oa-
kpol por 1000. Na loja -d'aguia branca acha-se
maporgao de-boa e s-erfeitas pastas para pa-
pel com calendario poffttuo, e ndice das festas
modaveis, pelo;que-e tornam de muita utili-
dad*, e o pequoao preco de 1#000 cada urna
Odvida a aprovoitar-ae da occaaiao em que te
to ellas vendendo por metade do que sem-
br custuram ; asaim dirijam-se a ra do
Queimado, loja d'agiia branca n. 16, que ser
bem servido.
'Gravatinhas de raz de
coral,
\o melhor que possivel. Vende-se mui bonitas
gravatinhas de raiz de coral com duas e tres
voltase lagos as ponas, sendellas bastante
comP^WMjavisia do que sao baratissimas a
#800 e 99OOO : ataim bom o barato 10 na loja
raguia branca, ma do Queimado n. 16.
Saiasdecordo.
Superiores saias de cordio a 39, 39500 e 49,
ditas alcoxodas muito superiores a 59 ; na ra
do Queimado o. 22, loja da boa f.
Trina egales.
*a loja n. 50 da ra da Cadeia do Recife ha
pn vender trina, galdes o rolantes por precos
commddos.

A dinheiro
de co-
40
500
400
40
19500
-500
40
no
Pegas da ta de linho brancas e
reara
Groza de penas de ago muito Ansa a
Frascos de opiata para limpar dentea a
Copos com binhi muito boa a
Eepelhos decotemnas madetca branca a
ttetrae para guardar dinheiro
falelos para neninoa a
ralho porhigaez
Taras'de franja para cortinados a
Groza de boides de lougs braocos a
Teeoorasmaito lais para uabas e cos-
tura a
Callas de charutos de Harn a muito su-
periores a
Cartas multo finas para roltarete o ba-
ralho a 0 e
Varas de bico largura de 3 dedos
Garrafas com agua celeste para cheiro a
Rialejoscom 2 vozes para meninos a
Venda de propriedades
Vendem -se as casas terteas^sitas na roa atraz
da matriz da Boa-Vista n. 80 e 31, Rangel n. 79.
e ruado Forte a.26, todas con aolos proprios :
a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza,
fa do Queimado a. I?, primeiro andar.
120
400
44OOO
320
MO
19300
100
= Gamprara-te oedas de SO por SOStiOO
na lojaadTe doQueitasdo 0.46.
Compra rose moeefas !e ouro:
na ra Nova n. 23, loja.
DESTINO
DE
Jos Dias Branddo.
5Ra da Lingueta -5
O novo destino torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga iogleza a 19 a libra,
dita franceza a 700 rs.. cha preto a I94OO,' dss-
sas a 560, conservas inglezas e portoguezas a
700 rs., alelria, tslharim e macarrao a 400 rs. a
libra, toucioho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de poreo refinada a 480 rs latas com peixe de
postas a 1940O, cerreja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 59 a duzia,dita preta a 600 rs. a garrafa e
698OO a. duzia, Unto em garrafas como em meias,
ervilhas francezas e portuguezas a720rs. a lata,
spermacete de 4, 5 e 6 em libra por prego mui-
to em conta, viobo do Porto engarrafado fino
(velho) a 19500 rs., vlnho de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. a gar-
rafa, e outros muitos gneros que escusado
menciona -los, que do contrario se torna va eofa-
donho aosfreguezes (Dinheiro vista.)
Agua ambreada
para banho do rosto e do
* corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber esaa no-
va e apreciavel agua embreada, de um aroma ex-
cedentemente agradavel. Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas gotas n'agua pura
com que ae banha o rosto, resultando disso* que
refresca e conserva o vifcofdacuti, com especia-
lizado das senhoras ; asaim como pava se deitar
n'agua de baoho.qwe o torna mui deleiiavel, re-
sultando a1eHrderefrescer~o raf*t> faer desa"?
parecer ease hlito deasgradavel que quasi sem-
pre se tem pelo transpirar. Tambera tem a pre-
ciosidad de acalmara ardor que deixa a natalha
quando so faz a barba, urna vez que** agua com
qugna lave o roslo teoka della composafao. Cus-
tafJslMco lK e;qujm-eprecra o bOm nSoo.eixar
certatnente dadora^rraf'det estitoa>el agua em-
breada, isto na loja d'aguia branca, na ra do
n-16, ainc parte onde se achata.
com necessarios para costura
Acaba de chegar para a loja d'aguia branca mui
lindascaixinhas matizadas.com espelho, tesoura,
caivete, agulheta, agulheiro, dedal e ponteiro,
ludo praiiado e de apurado gosto, emQm urna
caixinha excellente para um presente, e mesmo
para qualquer senhora a possuir, e vendem-se a
109 e 129 : na lo^a d'aguia blanca, ra do Quei-
mado n. 16.
Campos <& Lima.
Na ra do Crespo n. 16 continua a vender lin-
das fofos do cambraia para guaroieo de vestidos
por commodo prego.
Entremeios bordados.
Vende-se a I96OO e a 29 a pega de entrem'eios
muito finos e ricamente bordados ; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Escravos.
Gurgel Irmos vendem 6escrsvos mogos, bo-
nitas figuras : a tratar em se da Cadeia do Recife n. 28, 1. andar.
Fazendas baratas.
Na ra do Queimado n. 69, lojide tres porlas,
ha para vender por barato prego as seguintes fa-
zendas : bales de 30 arcos a 35500. ditos de
madapclo a 39800,-ditos de renda s 39, enfeites
de froco moderos a 29, chales de froco a 3J&O0O,
manguitos com golla linos a 39500, dito3 Anos
bordados a 6J, velbutioas lisas de cores a 500 rs.
o covado, chitas francezas de todo preco, la e
seda denominada D. Francisca a 480 o" cofdo,
grvalas de todas as qualidadese precos, e raui-
las mais fazendas que se vendem por todo prego;
na ra do Queimado o. 69, loja de 3 portas.
4 2.00 o covado.
Damasco de seda boa fazenda, encarnado, cor
de canna e branco.
Manteletes de fil preto enfeitados com bico a 59.
Damasco de la com 6 palmos de largura cova-
do a 18500. ,
Chales de merino bordados
fazenda a 89.
Cortes de casemira de cor a 39500.
Setim Maco superior a 250O.
Casemira preta setim superior a 29500.
Pegas de indiana fiaissiraa com 10 varas a 85.
Na ra do Crespo loja n. 10.
jr Vende-se em casi de Adamson, Howie Aj
a velludo superior
a do Trapiche Novo n. 42, bscorlos inglezes
sorlidos, em pequeas latas.
20 e 30 arcos.
Saia balo a 39000 cada urna, fazenda perfeita-
raente boa, chales de la estampados a 89500,
ditos de merino finos de ponta redonda a 69, chi-
tas francezas escuras a 240 rs. o covado, ditas
estreilas tintas seguras a 160 rs., riscado francez
padres bonitos a 160, pecas de bretanha de rolo
a 29, cambraia lisa fina a 39 a pega, cassas de
cores a 200 rs. o covado : na loja das 6 portaa em
frente do Livramento.
Seceos e molhados
No antigo eetabelecimento de seceos e molha-
dos do paleo do Carmo, esquina da ra de Hor-
tas n. 2, conlinua-se a vender tolos os geoeros
o mais em conta possivel, a saber: assucar bran-
co fino a 140 rs., baixo a 120, mascavado a 160
rs., refinado fino a 160, baixo a 140, crystalisado
a 220, caf a 200, 240 e 280, dito moldo a 400 rs.,
pimenta da Iodia a 440, cravo a 800 rs., herva-
doce a 560, cominhoa 19. al tatema a 320, cha a ;
2|800, dito muito fino a 39, preto a 19800, bola-
chinhas e sequilhos de todaa as qualidades a 300
rs., ingleza a 320, passas a 500 rs., toucioho a
400 rs., gomraa bem slva a 120, farinha do Mara-
nhloa 140, alpista a 200 re., quetio suisso muito
fino a 480. dito de Arato a 640, dito flamengoa
29800, chouricas a 600 rs., paios a 280 um, man-
teiga ingleza a 800 rs. e 960, muito fina a 19300.
franceza a 640 e 720, banha bem sin a 480, vi-
obo a 400. 480, 560 e 640, branco a 560 a garrafa,
e em Oseadas se vende por menos, engarrafado
legitimo do Porto a I96OO, IfllOO, 19200 e 9100,
Figueira a 800 rs espermcete a 800 rs.. velas
de carnauba a 440, e 480 finas, arroz a 120 e 140
mu'Uo fino, azeite dooe a 720, alelria, macarrao e
lalharim a 560, carias para jogar a 320, palitos do
gaz, groza a 29600, urna duzia 40, caixinha a 30
rs., graxa em latas, duzia a 19200, urna lata 120
rs doco do goiaba, caixes de 4 libras a 28200,
amura todo se vende barato, latlnhas com sardi-
uhas de Nantes a 460.
Vende-se urna preta excellente cozinheira,
boa engommadeira, solTrivel doceira, cese chao,
e fas ledo a eervigo deumaeaaa, por muito com-
modo prego : a tratar na ra da Moeda a 29.
NA
Loja dos barateiros,
ra do Crespo n. 8 A.
Leandro A Miranda.
Ricos vestidos de cambraia branca bor-
dados a S59 e 309 o corte, sendo os mais
' modernos que* ha no mercado.
Saias bordadas muito finas a 39.
, VesfldbrddcatBbraia branca bordados a
Zuavos, fazenda nova de muito gosto a 22J.
Eoutras muitas fazendas que temos re- Jf
cebido peles ltimos vapores e navios ds ]
Europa, e qoe tudo se vende por menos |
que em outra qualquer parte.
Vende-se um escravo. mogo, robusto, bo-
nita figura o de todo servigo, bem tomo do cam-
po, e eanoeiro: muito sadio e sem nenhum
achaque : no Caes do Ramos sobrado da esqoina
Da .
Queijos do serto.
Vendem-se frescaea queijos do serto ; na ra
do Queimado, loja n. 14.
Superiores organ-
dys.
Na lojo da boa f, na ra do Queimado n. 22
vende-se finissimo organdys de muito lindos pa-
drees, pelo baratissimo prego de 720 rs. a vara,
fazenda de 19200, e quera nao andar muito de-
pressa ficar sem a pechincha ; oa ra do Quei-
mado n. 22, na loia da boa f.
%mm mmmmmmmm,
Ra do Crespo n. 8 Io-8
ja de 4 portas. 8
Admira a pechincha.
La pata vestido fazenda que fi
outr'ora custava 800 rs. o cova- !
do vende-se a 240 rs., dao-se
amostras com peohor. M
Vestidos brancos
bordados.
Ainda restara alguns cortes de vestidos brancos
bordados qua conlinuam-se a vender pelo bara-
tissimo prego de 59. com 2 e 3 babados, de gra-
ca : na ra do Queimado n. 22, na bem conheci-
da loja da boa f.
Arados americano re machina-
para Uvarroupa:emcasa deS.P Jos
nhston 4 C. ra daieaza'la n.*2.
Ruada Senzala Nova n. 42
Vende-se em casada S. P.Jonhston 4C.
sellinse silbesnglezes.candeeiros e castigaos
bronzeados.'onas agieres, fio devala,chicla
paracarros, e montara,arreios para carro de
uat elous cvalos relogios de ouro patente
nglec.
Vejara o Pavo.
Vendem-se riquissimos cortes de ves
tidos de seda de cores fazenda que se
vendeu por mais de 100$ cada corte e o
Pav5o vende pelo diminuto preco de
30$, 35$ e 40$, por terem um pequeo
toque de mofo : na ra da Imperatriz
n. 60, loja de Gama & Silva.
9
720
M SOTM)
Attenco as sedas de qudrinhos a
rs. o covado.
Vendem-se sedas de qu-
drinhos muito enco'pados a
720 rs. o covado e dita a 560
rs :na ra di Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva.
lival sem segundo.
Ns rus do Queimado n. 55. loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos precos abaixo declarados pa-
ra apurar dinheiro, pois o que muito precisa,
garante ludo perfeito, pois o prego admira :
Liona do gaz superior para marcar, no-
velo a
Ditatlo gaz brancas e de cores, novelo a
Dita de carretel muito boa, carretela
Nvelos de liona do gaz brancas a 10 e
Carreteis com linha preta muito gran-
des a
Varas de franja de la muito bonitas a
Pegas de tranga de la muito bonitas e
com 10 varas a
Pares de metas croas para menino a
Ditos ditos de cores todos os tamanhos a
Ditos de cores para meninas a
Duzia de meias cruas para hornera a
Cartees de linha Pedro V com SOO jar-
das a
Caixas com tissoes para acender chara-
toa a
Caixas com phosphoroa de seguranga a
Duzia de phosphoroa do gaz a
Filas para enfiar vestidos multo gran-
des a
Frascos d'agua de colonia muito supe-
rior a /
Ditos com cheiros muito fino a
Duzia de meias para senhora o melhor
que ha a
regas de trancinha de laa aortidas a
Sabonetes superiores e muito grandes a
Groza de botes de osso para caiga sendo
pequeo a
Dita de ditos grandes a
Tramoia do Porto superiores varas a
100, 120 e TW
40
30
30
20
160
100
200
200
160
120
29*00
80
40
160
240
80
400
500
39000
50
160
120
2*01
Vende-se a todos miudezas baratas
Apparece dinheiro que a vista" fez f ;
CorrefWegueziohos s estrellas grata*
Que no Rosario diviaam a loja que .
Loja das (res eslrellas, ra
larga do Rosario n. 33
Eufiadores para espartilhos a 60 re., ditos d
s^a preto a 100 rs., gallo branco de linba a
100 e 120 rs. a vara, ditos pretos de seda a 1S600
a pega com 10 varas, flt de velludo escoceza
para sintoa 19 a vara, ditas encarnadas a'800
e 19, italavrada de la e seda a 120, 2*0 e 400
rs., ditas de garga a 480 rs., ditas de sarja a 800,
19 e Ij.jOO, Uta com cohetes a 320 e 360 a vara
M*j* filudo estreita a 19 a-pega, ditas de cor
?Jr.,s- CB,'>s com igulhas francezas a
120, 160 e 240 rs., bico de seda a 120 140 e
320 rs., ditos largos a 800 e 19200 a vara, bico
preto de linho a 240 e 400 rs. a rara, franjas de
la preta a 700 rs. a pega com 10 varas, trangado
para cnfeite a 800 rs. a pega com 15 varas, pen-
tes do tartaruga a imperatriz a 79 e 89, ditos
para tirar bixosa 320 rs fita de sarja estreia
com pouca avaria a 19 a pega com 11 varas, tra-
mla a 320 e 400 rs. a pega com 15 varas, guar-
danaposde linho a 200 duzia Sf, escoras para
faci a 640, 800 e 19, ditas finas a 19500, barre-
tes de palha para meninos a 2$500, ditos de pel-
lucia branca fazenda de apurado gosto a 59 es-
tampas de diversas Imagens a 120 e 160 rs., ditas
brancas cousa nova a 320 e 400 rs., ditaa colo-
ridas muito finas a-600 e 19. tesouras para cos-
Inna 100, 160e ^ ..ditas muito finas a320
?j0r3-> caivetes para aparar penas a 100 e
160 rs., ditos muito finos a 800 e 19 com duas
folhas, dedaes brancos a 40 rs.. eacovas finas pa-
ra dentes a 320 e 400 re., ditas para uohas a 120
rs., ditas para cabello com cabo de bfalo a
19500, botes de osso grandes para paletot de
bnm a 500 rs. a groza, ditos de massa preto pa-
ra paletot de alpaca a 720 e 800 a groza, ditos
de seda para casaca a 1J600 e 29800. ditos de
massa cousa nova a 3$ a groia, botoes do vidro
para easaveque a 200 e 240 ra. a duzia, ditos de
linha a 210 rs., abotaadura para collete a 240 e
320 rs carteiras grandes para dinheiro e let-
tras a 6$, capachos para porta a 480 rs., ditos
grande para sof a 19400 e outras muitas quin-
quilherias que se vende sem reserva de preco
para acabar. *
Feijo de corda
no armazem de Tasso Irmios, ra do Amorim
n. 35.
Cabo de marfim e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
fim e madreperola a 29 e 2^500 cada urna. Com
urna escova assim delicada faz gosto limpar-se
os dentes, d para as comprar dirigir-se i ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Raymundo
Carlos Leile &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Ca rissavin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto so rt i-
mento das me-
Ihores machi-
nas de eozer
dos mais afa-
mados autores
melhorados
com novas
a perfeigoa-
mentos, fsxendo paspo do igual pelos dous lados
da costura, moatram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambera receberam todos
os preparos*para as mesmos como agulbas, re-
trozes em carrileis, linha de todas acorea tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
gdweieifKeedifii6-diseie9!
Encyclo-
pedica
Lo,\a de fazendas
Ra do Crespo numero 17.
DE
Guimardes A Villar.
Para acabar com certas fazendas ven-
demos baratissimoa:
Chapelinas de seda de riquissimos goslos
a 129 cada urna. *
Ditos de palha de Italia a 289
Gollinhas e manguitos de punbo de su-
perior qualidade a 39.
Cassas de cores fixas e delicados
a 280 rs. o corado.
Sedas, cambraias, cassas, chitas
quanto pertence para adornos
nhora porbaratiaaimoa pregos.
Calgado Meli de 2 aolaa o sola fina.
Para homens.
sortimento de re
padres
e tudo
de-se-'!
Objectos de gosto para
casamentos.
A leja d'aguia branca acaba de receber d sua
encommendi um completo sortimento de objec-
tos de gosto, proprios para casa"menios, strldo
Gnas luvas de pellica enlejiadas para noivas, de-
licadas capellas com 1 e 2 eaixos para o p'eito,
caixos brancos de flores mui fiis, bonitas fitas
brancas lavradaa para lagos, ditas muito eslreitas
para enfeiteade vestidos, franjas de seda e Irn-
gas brancas para o mesmo fin, meias brancas
de seda, fazenda muito boa, bonitas ligas -de
dita (to bem ba para meninas) gvavatas bita-
cas do seda e chasMlote para noivos. em Sea
urna variedade de objectos escolhidas ao melrror
gosto, e o mais moderno, lodos premios para
casamentos: na ra do Queimado, loja d'aguia
branca, a. 16.
Relogios.
Vende-te ameasa de Jotnsto Petar A C,
ra do Yigario n. 3 am bello sortimento do
reogioede ouro,pasea.te ioglex, de um Aw mis
afamados fabricante de Liverpool; umbwri
usa a variedade de bonitos trancelins para os
mesaos.
r\.W..V-

.
...
-----:---------
.


.....
Duuo.a* wpmccfr qpbwmwra st o acost mi.
fir
H. 4.-111 [
Facas e garios.
Moito boas facas garios para o diario de urna
casa a 21660 a duzia de talherea: ni loja da Vic-
toria, na roa doQneimado n. 75, junio a loja de
cera.
Caixas para joias.
Liadas coixihaa pora guardar joias, pelos pre-
sos baratos de 400, 600, 860, 1* e 2* cada urna :
Da loja do Victoria, na- ra do Queimado n. 75,
junio a loja de cera.
Coraes lapidados
a500rs. omasso.
Vendem-ae maaaiukoa de coraes lapidados a
500rs. cada un: ama doQueimado, lojad'a-
uia branca o. 16.
Attenco.
Na ras do Trapichen. 46, em casa de Ro r n
Rooker & C, existe um bom sortimento deli-
nhas.decrese brancasem carreteis do melhor
abrieantedelnglslerra,asquees s* vendem por
presos muirazoaveia
Batatas e cebollas.
Vetidem-se nicamente nos armazens progres-
sto e progressists no largo do Carmo n. 9 e ra
das Gruzea n. 36, cebolla a lg280 o cento, e ba-
tatas a 15 a arroba e 50risa libra, tambera tem
porgo de queijo de prato chegado no ultimo pa-
quete que Teodem-se a 680 ris a libra e 620
sendo ioleiro, affiaogj-se ser ludo do melhor que
se pode desejar.

I
Sdaco de certasf
S fazendas finas.
:
RA DO CRESPO N. 17.
Riquissimas chapelinss de seda para
senhcras, de diversas cores a 12*.
Cassas de cores bonitos padrdes a 240
V rs. o coTado.
# Cassas e organdys de cores a 180 rs. o
69 covado.
61 Chitas de todss as qualidades e presos. 69
9 Muilissimas fazendas finas que se ven- H
6) dem por pregos baratissimos para liqui- 69
61 dar, do-se amostra das fazendas. 69
9969et969969 #$ $
Manteiga ingleza
flora 1,000 rs. a libra
Fraoceza a 6S0 a libra : na ra das Cruzes n.
24, esquina da traressa doOuvidor.
Para se comprar as verda*
deiras lavas de Jouvin, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria encommeoda as verdadeiraa luvas de
Jouvin, e agora mumo acaba de a receber pelo
vapor francez e continuar a recebe-las por to-
dos os outros ; por isso quem quizer comprar
boas Uvas escusa cansar-se, dirigir-se a loja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16, que ahi
ser bem servido.
Coral de raz
Vende-se muito bom coral de raiz, o Qo a i*.
a ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Potssa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da rna
da Cadeia de Recife n. 12, ha para rendar a var-
dadeira potassa da Russia, ora e de superior
quilidade, assim como tambem cal virgem em
psdra ; tudo por precoa maia baratos do que em
outra qualquer parte.
Vendem-se alguns trastes, sendo sof de
Jacaranda, candieiros, mesas, commoda, cama de
ferro, fogao de dito americano, etc., etc., estando
tudo em boa condigio; a tratar na ra do Tra-
piche n. 46.
Quem muito se demorar
Nao achara para comprar
Arroz a 2$ a arroba.
Vende-se arroz a 28 a arroba e 80 rs. a libra :
na ra da Imperatriz n. 88, defronte da matriz da
Boa-Vista, esquina da ra do Hospicio.
Bonecas de camur-
sa com rosto de massa.
Na loja d'aguia branca vendem-se nyii bonilaa
bonecaa de camursa com rosto de massa, e pri-
morosamente vestidas com aaia balao etc etc.,
vista do que, e de sua muita duraco slo bara-
tsimas a 1J200, barato assim so se encontr na
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Etre-raeios
os melhores que se tem visto.
A loja d'aguia branca recebeu un exalendido
sortimento deeutremeioe da delicados bordadoa,
e gostos inteiramente novo, com differentes lar-
guras, do mais estreito at maia de 1(2 palmo,
suas diversas appcagoes escusa dizer-se porque
lodaa as senhoras sabem : os prego* sao de z a
5* a pega conforme a largura, e tal a bondade
delles que quem os vir e apreciar o bom, iofalli-
velmente oa comprar: na loja d'aguia branca,
na ra do Queimado o. 16.
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
para cenias e facturas, papel mata-borra; ven-
de-se na loja d'aguia branca, ra do Queimado
numero 16.
N* ra da Cruz n. 10, casa de
Kalkmann limaos &C, tem ex-
posto um completo sortimento
de amostras de objectos de bor-
racha, proprio para machinas de
engenhos, sendo corrers para
transmittir morimento, canudos
de borracha de qualquer com-
priment e grotsura, pannos, de
borracha, rodetas de dita, so-
bre ditos artigos toma m-se en-
commendas.
Muita grvala ba-
rata.
Na loja d'aguia branca*se encontra um grande
e bello sortimento de grvalas de differentes gos-
tos e qualidades, e por precoa taes que en ne-
nhumaoutra prtese acha. como seja, gravati-
n has estrellas bordadas a 800 e 1$, ditas pretas e
de corea agradareis a 1, 1*208 e 1*500, ditas
com ponas bordadas e matizadas, e lisas de mu
bom setim maco algGO. Pela variedade do sor-
timento o comprador ter omitas de que se agra-
de : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Em casa de Kalkmann Irmaos
& C., na ra da Cruz n. 10, exis- j
^ te constantemente um completo \
^ sortimento de $
A Vinhos Bordeaux de todas as {
| qualidades. <
c$ Dito Xerez em barrs.
^ Dito Madeira em barris e caixas. 1
t Dito Muscatel em caixas. -
gg Dito champanhe em gigos. ^
n Cognac em barris.
a Cerveja branca.
A Agua de Seltz.
&l Azeite doce muito fino em caixas..
& Alvaiade em barris.
a Cevadinha em garrafOes.
4 mm.
Admiren, o pavo
Acaba de chegar pelo ultimo vapor francez ri-
qaissimes cortes de cambraiaa brancas e de cor
com babados de seda e ditos de avenlal matiza-
dos de seda, fazenda que val 159. vende-se a 5$:
oa ra da. Imperatriz a. 60, loja de Gama & Silva.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Palotots de panno preto a 22*, fazenda fina,
calcas de casemira pretaa e de cores, ditas de
brim de ganga, ditas de brisa Drauco, paletoU
de bramante a 48, ditos defuatao de cores a 43,
ditos de eslameuha a 4|, diloa de brim pardo a
3. ditoa de alpaca preta saecos e aobrecasaeo,
dolletea da velludo pretos e de cores, ditos de
torgurao de seda, gravata de linho as mais mo-
bernas a200rs. cada urna,collarinboa de linho
gauliima moda, todas estas fazendas se venda
parato para acabar; a loja est aberta das 6 bo-
;as da manha ateas tda noite.
Vende-se urna boa armago de amarello,
toda envernisada, que serve para qualquer esta-
belecimento, e por prego razoavel: na ra do
Crespo n. 15, loja.
Berros de palha da Italia
Vendem-se bercos de palha de cores, sendo
amarello, encarnado, azul, verde, e de tartaruga,
muito bem feitcs, e com sua competente cama,
sao de multa utilidade para este paiz por ser elle
muito calido, e os bercos muito frescos, segundo
nos aQrma o fabricante da Italia ; deven aer pro-
curados na ra estrella do Rosario n. 11, expsi-
to de balaios finos e grossos de Sadr <& C.
Alten cao
Cera de carnauba.
Na ra da Cadeia do Recife, loja n.
ra vender cera de carnauba a melhor
mercado.
50, ha pa-
que ha no
Vendem-se caixoes vastos proprios
para babuleiros.funileiros etc. a 1 $280:
quem pretender dirjase a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem os tem
para vender.
A4#000.
Vendem-se pee.as de bretanba franceza ones-
tada a 4*. ditas muito finas propriaa para aber-
tura de camisas a 5*. ditas de madapoln francez
enfeslado a 3{J: na ra da Imperatriz, loja arme-
zenada de quatro portas n. 56, de Magalhaes &
Mendes.
/ua do Amorim
VENDE SE:
Milbo novo, saccas de 3|4 por 49300.
Dito de meiaidade por 8J500.
Dito velho por 3$.
Mel.
Vende-se mel em barris de 5. : na ra do Ran-
gel n. 9, deposito, e na padaria da ra dos Pesca-
dores ns. 1 e 3.
Vende-se urna escrava de meia
idade que cosinha, lava e faz todo ser-
vico de urna casa com pereicao : na
ra do Fogo n. 43.
Joaquina Francisco da Mello Santoa avisa aos
seus freguezes desta praga e os de lora, que tem
exposto 4 venda ssbode sua fabrica denominada
Reeifenoarmazem dosSrs. Travassos Jnior
& C, na ra do Amorim n. 58; massa amarella,
castanba, preta e nutras qualidades por menor
preco qne de outras fabricas. No mesmo arma-
bem tem feito oseu deposito de velas de carnau-
za simples sera mistura alguma, como aa do
composigo.
Luvas de pellica.
Novo sortimento de luvas de pellica chegadas
no vapor inglez para a loja d'aguia branca, na
ra do Queimado o. 16.
Cal de Lisboa.
Vendem-se barris com cal em pedra a mais
nova que ha no mercado a 69 cada um : na ra
do Brum n. 66.
Vende-se urna morada de casa na ra Di-
reita n. 6i, fregu? i a dos Afogados, a qual ra
ratificada toda de nove, tendo commodos, quin-
tal grande e murado, defronte da eslago que se
vai fazer por prego com modo ; a fallar ao capito
Moraes.
Atten^ao ao Preguija.
Vende-se urna escrava africana que lava, cozi-
nha, e com principio de engommado, boa con-
ducta, eexcelente rara casa de familia : quem
a pretender, dirija-se a ra do Queimado, loja n.
2, do Pregues.
Caf el restauran! ducom-
merce.
Blandin ainfc
avise Sa nmbrense dintele, que samedi 31 du
courant, et dimanche 1. septembre, il y aura
dans son lablissement.
Patisserie :
Gateaux de RoisT
Brioches.
Galettes du Gymnase.
Gharcuterie,
Andouillettes.
Saueisses:
Cervelats.
Boudins.
Fromage decochon.
Fromage de foie de cocheo.
Jambonneauz.
Pelits pieds farcis.
Hoti de pote.
Cotelettea.
Pats.
Atten^o
aos senhores de engeuho.
Nos quatro cantos da ruado Queimado loja n.
20, vende-se o bem acreditadoIgodo da trra,
proprio para roupa de escravos.
E" muito barato a 320 ris a
libra.
Vende-se carne do serto, cousa melhor nao
podehaver de gorda e nova; na ra da Senzala
Nova n. 1.
Vende-se um preto de excellente figura e
boa conducta ; a tratar na fundigao do Sr. Star
com o caixeiro do mesmo.
J
ACHUIC1A
DA
A 3,000 rs.
UNDICiO LOW-MOW,
Roa daSenzalla Nova n.42,
Nesta ntabelecinaento contina ahavarum
completo sortimentodsmoendaseaseiasmoen-
das paraangenho,achas da vapor e taixas
te farro batidos coado, da todos ostamanhos
para dito,
Viaho chamisso.
Vende-se este delicioso vinho engarrafado a
19500 a garrafa : no novo destino de Jos Dias
Brando, rus da Lingoeta n. 5,
Libras sterlioas.
Ha para vender, na ra da Cadeia do Recife n.
12, em cisa de Bailar & Oliveirs.
O toreador!!!
1* Largo 4o Ter^o M
Quem duvidar venj>a v^r; manteiga Ingleza
perfeilamente flor a lJJ a libra, frsnceza a 640 e
a 680 a libra, balataa muito novas a 80 rs. a libra
assim como se Ierra massas muilo finas para sopa
a 440 ris a libra e outros ssultoe gneros perten-
centes i molhsdos, [a dinheiro vista.)
Penas de a(6
inglezas, caligraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de receber de aua
encommenda as verdadeiras pennas de 850 ingle-
zas, caligraphicas, cuja superioridade est deci-
dida, e ainda aasim contina a vende-las a t& a
caixiuha : na loja d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Luvas de Jouvin.
Continaa-se a vender aa superiores luvaa de
pellica de Jouvin, tanto para homem como para
senhora *, na roa do Queimado o. 22, na loja da
boa f.
Vendem se saias balo de 20 a 30 arcos a 3,
ditos de fita larga doa lados que sao os mais mo-
dernos, luvaa de seda a 500 rs. o par, novos gos-
tos de sedas a Pompadour a 800 rs. o covado : na
roa da Imperatriz, loja de 4 portas n 56, de Ma-
galhaes & Mendes.
Grande pechincha.
Vendem-se ricos cortes de phantasia a g, ditos
de cambraia de seda muito finos com babados a
5$, ditos de cambraia braocos e de cores com ba-
bados e de barra a 3f e 39500, ditos de cambraia
de sslpicos brancos e de cores a 2$: na rus da
Imperatriz, oulr'ora aterro da Boa-Vista, loja ar-
mazenada de 4 portas n. 56, de Magalhaes &
Mendes.
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug o. 1 B,
vende-se a verdadeira raiz de coral a 900ra. o fie.
Ciixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, chegado de aua propria encommenda muflo
lindas caixiohas de costura com msica, propriaa
para mimo, que se vende muito barato.
Vendem-se osengeuhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e cor rentes e
d'agua, sitos oa freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nto e poucas obras, porm
safreja quatro mil paes, o se-
gundo tem boas obras, porm
so safreja dous mil paes:
quem preteade-los. dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
chegou,
Vendem-ae novos gostos de fitas a 160, 180 e
200 rs. o covado, cambraiaa de aalpicos brancos
e de cores a 240 o covado, pegas de enlremeios e
tiras bordadas a 19. pegas de cambraia branca
muilo finas a 2$500, 3g e 36500 ; na ra da Im-
peratriz, loja armazenada de 4 portas o. 56, de
Magalhaes & Mendes.
A ISOOOe IS200 o
covado.
Na loja de Alvaro & Magalhaes, ra da Cadeia
do Recife n. 53, vende-se sedas de qoadrinhos
com liodas crea e bonitos desechos, pelos bara-
tissimos precos de IjOOO e 1$20O o covado, ca-
rnizas inglezas com peito e punbos de linhcM
4050OO rs. a duzia.
Contina
o pavo.
A 3000.
Ricos vestidos de cambraia d cores, fazenda
inteiramente nova, afiancaudo-se aer cor segura
com 8 li2 varas, que se vende
riz n- 60, loja de Gama & Sil
A mais fina e nova que se pode desejar neste genero, a 1#000 a libra tanto emporco
como a retalho, vende-se nos armazens Progressivo e Progressista no largo do Carmo n. 9,
e ra das Cruzes n. 36.
CHA HYSSON.
O melhor que se pode desejar em artigo cha a 2$600, 2#800 e 3$000 a libra, afianca-
se qualquer urna das qulidades.
CHOCOLITE.
Francez, inglez, portuguez, a 1#200 a libra, vende-seno Progressivo e Progressista
no largo do Carmo n. 9, e ra das Cruzes n. 36.
fmmm &m
Chegados no ultima paquete a 640 rs. a libra, e sendo inteiro a 600 rs. a libra, affian-
ca-se a superior qua.idade.
. QUEIJOS FLAMENGOS.
Os mais frescaes que ha no mercado por serem viudos no ultimo paquete a 2#800
cada um.
O melhor que se pode desejar na qualidade deste queijo a 600 rs. aiibra, e sen-
do por cao a 500 rs.
Em pipa de Lisboa^Porto e Figueira a $ a caada de 500 a 600 rs. em garrafa.
Porto, Duque do Porto, jeuuino Carcavellos, Nector, Madeira, Feitoria, Cheres,
Bordeaux a j$200 agarrafa e 13$ a duzia. nicamente no progressivo e progressista
no largo do Carmo erua das Cruzes.
DOCE DA CASCA DE GOIABA
um dos melhores doces que ha em relaco ao tempo a 800 e 1#200 o caixo.
LATAS COM FRUTAS
de todas as qualidades que ha em Portugal o mais bem arranjado que temos tido no
mercado a 800 e 1^000.
ERVILHAS PORTUGUEZAS E FRANGEZAS
o que se pode desejar em bom neste genero, pela sua preparaco e qualidade a 800
rs. a lata.
VINAGRE PURO DE LISBOA
a 240 a garafa e 1#850 a caada afianca-seser de Lisboa e de superior qualidade tam-
bem branco por 400 rs. a garrafa e 2J560 a caada.
GOMINHOS E ERVA DOCE
os mais novos que temos no mercado, e mesmo nunca os houve melhores a 400 rs. a
libra de erva doce e 800 rs. os cominaos
SOTAUlttHA Bl RASiCrY 1 S YGV
a mais nova que se pode desejar a 180 rs. a libra de sevadinha e 280 rs. o sag.
LATAS COI DOCE DE 1LPEBCE
o melhor que se pode desejar, a 1#100 a lata, tambem marmelada dos melhores fa-
bricantes de Lisboa a 1J800 a lata, e peras a 1,280 rs. a libra.
alem dos gneros cima encontrar o publico tudo que procurar tendente a mo-
lhados.
N. B. Os gneros cima vendidos em nossos armazens levaro o destentivo dos
mesmos.
aer
na ra da Impera-
va.
Carros e carrocas.
Em casa de N. O. Bieber
A C. successores ra da Cruz
numero 4.
Vendem-se carros americanos mu elegantes
e leves para duas e 4 pessoas e recebem-se en-
commendas para cujo fim elles possuem map-
pas com varios desenhos, tambem vpndem car-
rosas para condcelo de assucar etc.
N. O. Bieber & C, successores, ra da Cruz
n. 4, tem para vender relogios para algibeira de
ouro e prata.
Gravatas da moda.
Vendem-se gravalrnhas estreitas muito supe-
riores, tanto pretas como de cores, pelo baratis-
simo prego de 1J>; na ra do Queimado n. 22,
na loja da boa f,
Bramante de linho muito
superior.
Vende-se superior bramante de linho com duas
varia de largura, pelo bsratissimo prego de 2&400
a vara : na ra do Queimado n. 28, na bem co-
nhecida loja da boa f.
A 2$o00
urna s
loja da
9
Ao Pavo
Vende-se oissimos corteado riscadinhos fran-
cez com 14 covadoaa 2ft: na ra da Imperatriz
n. 60, loja de Gama & Silva.
Trapiche
Baraftdo Livrameuto.
Largo da Assembla nu-
mero 15.
Ha continuamente para vender ueste novo ea-
labelecimento o aegaiote :
Cera de carnauba em porces ou a retalbo
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em caizinbasde 1 arroba a 4.
Barricas com cebo do Rio Grande, em porcoea
od a retalho. *
Velas de carnauba pura em caixinhas de l a 2
arrobas.
Meios de sola, differentes qualidades, em por-
coea ou a retalho.
Courinhos curtidos.
Fartaha de mandioca porlgaOO a saces.
Farelo em saccas grandes porSgSOQ a sacca.
Chales de merino eslampados, que em outras
lojas se vendem por 4 e 5 na loja da boa f
na ra do Queimado n. 22, vende-se pelo bara-
lisaimo prego de 2&500.
A 2$ o corte
de caiga de meiaa casemiras escuras- de
cor; na rus do Queimado n. 22, na
boa f.
Lencos brancos.
Vendem-ae lencoa brancos proprios para algi-
beira, pelo baralissimo prego de 29400 a duzia :
na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Milho a 4.000 rs.
Vende-se milho em saceos grandes por 4# : na
ra da Guia n. 9.
Luvas de fina camursa
para militares e cavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de aua
encommenda mui finas luvaa de camursa, o que
de melhor se pode dar nease genero, e aa eat
vendendo a 2$500 o par ; os senhores officiaes e
cavalleiros que as compraren) conhecerao que sao
baratas vista de sua finura e durago, e para as
obter dirigirem -se ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 16. Adverte-se que a quantidede
pequea por hora, e por isso nao demorem.
Atlenco.
Barato que admira.
Vende-se arroz pilado a 1*200 a arroba, milbo
muito novo a 4fle 4*600, farelo, saceos de 96 li-
brea a 3J800. farioha em bom eatado a 11500,
alhos, oenastraa com 100 maungas a 2|, vinho
tinto, marca TUR a 50* o barril de 5., charutos,
ceblas, e outros muitos gneros : no armazem
de Estevo Jos da ItolU, na roa da Moeda nu-
mero 47.
I A dinheiro
* NA $
Loja dos barateiros ra
do Crespo n. 8 A,
eandro Miranda.^
Rieoe enfeilesa imperatriz a 2* cada :
um e outros muitos enfeites da diversas w
qualidades por bsratissimo prego de 3$,
5*, 7* e 10$ os melhores e de maisgos- 2
tos que tem vindoa este mercado, dao-
se amostras com penhores. &
Fslojos para barba.
Ricos estojos com espelhos e repartimentos
para os necessarios de barba, pelos pregos de 2*,
3, 4 e 5* cada um : na loja da Victoria, na ra
doQueimado n. 75, junto a loja de cera.
S a dinheiro.
N. 19Roa do QueimadoN. 19.
ARMAZEM DE FAZENDAS
DE
Santos Goelbo.
Vendem-se aa seguintes fazendas baratsimas:
Lindos cortes de phantasia de seda de tres fo-
lhos a 8$;
Gollinhas a 2000.
Ricas gollinhas bordadas das mais modernas a
2f6O0.
Cortes de seda a 40$.
Superiores cortes de seda a 40*.
Cobertas a i $800.
Gobertas de chita a chineza a 1J-800.
Cortes de seda a 25 j
Corles de seda de 100* por 255 Por ter a'sum
mofo.
Lengoes de linho a 1J900.
. Baldes para senhoras e meninas.
Lencoet de bramante a 3$300.
Grandes lengoes de bramante.
480 e 640 rs. a vara.
Algodao de doas larguras a 480 e 640 a vara.
Bramante de linho
com 10 palmos de largo, pelo barato prego de
2*000 a vara.
Lengoea de panno de linho sem costura a 3$.
Toalhaa de fusto a 500 rs. cida urna.
Cambraia de sslpicos graudos muilo Qua a 5*
a pega.
Grosdenaples de quadrinhos com slgum mofo
a 640 o eovado,
Tarlatana de todas as cores para vestido a 800
is. a vara.
Fil de.linho liso muilo Ono a 750 a vara.
Capellas de flor de larsnja para noivas a 5*.
Vendo-se para mais de 50 rolas denomina-
das hamburguezas ; na ra de S. Francisco como
quem vai para a ra.Bella, sobrado n. 10; dndo-
se mais em conta a quem comprar todas.
Lencos para rap.
Vendem-se Ieogos floissimos da linho proprios
para, os tabaquista por serem de corea escuras e
fixM. pelo baralissimo prego de 6* a duzia ; na
ra doQueimado n. 22, ni bemeonhecida loja da
boa f.
Era casa de Adamson, Howie & C., ra do
Trapiche Novo n. 42, vende-se :
Rolbas de cortiga finissimas.
Lona e flele.
Fio de vela.
Superiores Unas de todas as cores.
Sellins, silhoes, e arreios para carro oucabriolet.
Cemento inglez
para soldar vidros, louga, barro c pedra, etc., o
qual resiste a todo o trafico por mais formoso
que seja al ao uso d'agua queute ; prego de ca-
da vidro 1* : nico deposito, na loja de fazendas
de R. C. Leite & Irmos, ra da imperatriz-nu-
mero 12.
Velas de espermacete da es-
trella, muito superiores
Na ra do Imperador n. 55, vende-se em por-
gio e a retalho.
Vende-se a casa n. 42 da ra da Alegra, a
qual tem commodos para grande familia ; na ra
de Santa Theieza n. 16.
Vende-se urna taberna na ra Direita n.
113, bastante afroguezada ; a quem della preten-
der, dirija-se mesma, que achar com quem
tratar.
Allenco.
Vendem-se dous cabriolis de duas rodas,
asiim como um carro de quatro rodas, ludo'm'ji-
lo bom e por prego comtnodo: quem os preten-
der, dirija-se a ruado Jasmim, no lugar dos Cee-
lhosn. 24, quo achar com quem tratar.
ESCRAVA.
Vende-se urna mulata que lava e engomma
peifeitamenle. tanto roupa de homem como de
senhora, cozinha, veste urna senbora, muito
fiel, e nao tem vicio algum : para ver e tratar,
na ruada Florentina n. 1.
Escrayos fgidos.
No dia 19 d Janeiro de 1856 fugio do en-
genho das Maltas, comarca do Cabo, um mulato
por nome Jeronymo, idade 30 annos, baixo, es-
padando, ps pequeos e carnudos, os dedos dos
ps curtos, peinas grossas, pouca, barba, bom ca-
bello, cor acamellada, quando talla gagueja,
meslre sapaleiro e carreiro. Da primoira fgida
que fez foi preso em Caruar, e agora consta an-
dar por all mesmo e pelos sertes do Fenedo ;
quando fugio levou um poltro rozilho cabano
com esle ferro CI: quem o apprehender e levar
ao referido engenho receber 100* de gratifica-
gao. O referido mulato intitulase forro, e cons-
ta andar pelos serlSes com esse titulo.
Desappareceu no dia 13 do correte, do si-
tio de S.Jos do Manguinho, o escravo crioulo,
maior de 50 ancos, de nome Joaquim, com oa
signaos seguintos : cabellos brancos, alio, secco
docorpo, e osa alpargata* ; este escravo foi pro-
priedadedo Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para aqui fgido : roga-se
a todas as autoridades policiaes e a quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo no
sitio cima citado, ou na ra do Trapiche n. 15
a Jos Teixeira Basto.
Achirn-ae fgidos os escravos Francisco,
mulato claro, natural da villa do Ip, provineia
do Cear, fgido eq selembro do anno proxinj-
psssado. com os sigo,aea aeguiotea : idade de 35
annoa, altura regular, barbado e cabellos pretos
annelladoa; e Luiz, cabra, natural do Ico, fugio
do em margo deste anno, e com oa seguintes sig-
naes: idade 30 aanos, altura regular, muilo pou-
ca barba, chelo do corpo, pea grandes, com al-
guns signaes de bexigaa no rosto, e muito re-
grista ; suppe-se este escravo estar oceulto por
pessoa que o proteje, pelo que protesta-se contra
quem o tlvar feito: qualquer peaaoa que os ap-
prehender ou delles dar noticia a seu aenhor Joo
Jos de Carvalho Moraes Pilbo, na ra do Quel-
i mado, loja de ferragens n. 13, ser bem recom-
l pencada.


mHH^bbbbbbbbV HBH
(8)
URIO DI MRilBlDCO. -. QUIRTA F1IBA SO DE AGOSTO DI IMl:
Litteratura.
As apparices de Nosso Senhor no da
de Paschoa.
[Continuacao.)
O santo evagelho nao conta a appariQo do
Saivsaor a sua me, entretanto que se enteode
sobre todas as outras ; a razo fcil de saber-
se. As outras appariges tinharu por Om publi-
car o fado da resurreico, e esta pro recUmsda
pelo coraQo de uro fiiho e un filho tal como
Jess. A. natureza e a grega exigiara ao mesmo
lempo cssa primeira entrevista, cujo mysterio
faz is delicias das alaibg chrislas. Ella nao tinha
necessidade de ser coasignada no lvro sagrado ;
tradiQo dos padres principiando de Santo Am-
brosio, bastante para no-la iransmiitir, anda
mesmo quaodo nossos coracoes a nao tivessem
presentido ; e, quando quizesseroos saber a razo
porque o Saltador, que devia sahir do tmulo no
domingo, quiz faze-lo logo as primeiras horas
deste da. antes mesmo que o sol livesse alumia-
do o universo, seguiramos sem dlfliculdade a
opinio dos piedosos e sabios autores, que attri-
butram esta pressa do Filho de Deus ao empeaho
que seu corago experimentara em por termo
dolorosa espera da mais lerna e afilela das
Batea.
Que logua humana ousaria tentar traduzir as
efTuses eo Filho e da Me nessa hora to dse-
jada ?
Os olhos de Mara enfraquecidos pelo pranto e
pela fnsooia, abriodo-se de repente agradavel
e viva luz, que annuncia-lhe a approximago do
seu Filho amado ; a voz de J esos soando em seus
ouvidos, nao coro o doloroso accenlo que, ha pou-
co descia da cruz, e alravessava, como urna es-
pada, seu coraco maternal, mas alegre e terna,
como convem a um Qlho, que vem contar seus
triumphos aquella que deu-lhe o ser ; o aspecto
desse corpo que ella recebia em seus brsgos, ha
tres das sangrento e inanimado, agora radioso e u' "ih"?
cheio de vida, laucando como reflexos da divin-
dade a que esl unido ; as caricias de um tal fi-
lho, suas palavras ternas, seus bregos que sao
seraelhanles aos de um Deus; para tornar esta
scena sublime, s temos a expresso do pledoso
padre Ruper, que nos desrreve a effuso da ale-
gra, de que o coraQo de Maria encheu-se de re-
pente, como urna torrente de felicidade que a
deslumhra e eleva-lhe o seotimento das dores
to pungentes que sentir (I). Nos, christos, que
amamos nossa Mae, que vimo-la sacrificar por
nos seu proprio Filho sobre o Calvario, coraparli-
lhemos da felicidade de um coraco filial, da
qual Jess se apraz em faze-la participar nesse
momento ; e aprendamos ao mesmo lempo a al
liviar as dores de seu coraQo materaal. Foi esta
a primeira manifestarlo de Jess resuscitado;
recompensa da que permaneceu sempre no cora-
co de Mara, durante mesmo o sombro eclipse
que durara tros das. Mas lempo que o Christo
moslre-ee a oulros, e que a gloria de sua resur-
reico comece a brilhar no mundo. Elle fez-sj
logo ver por aquella, que Ihe ora a mais cara de
todas ascreaturas, e que sera digna d'uma tal
felicidade; agora, pela sua bondade, rae recom-
pensar, cura sua vista cheia de coosolago, as
almas dedicadas que se conservaram fiis seu
amor, por um pezar mui humano talvez, mas
inspirado por um reconhecimento que nem a
morte nem o tmulo desanimaran).
Honteni Magdalena e suas companheiras, quan-
do o por do sol veiu annunciar que, segundo o
da grulla, ella se v em presenca do um bo-
mem ; sueste homem Jesu. Magdalena nio
o reconhece ; ella procura o cadver de sea
mestre ; qner sepulta-lo aovament-. O amor
arrebata, mas i f nio esclarece este amor ; nao
sent estar vivo junto ella aquella cajos des-
pojos inanimados procura.
Jess, em sua inefTavel complacencia, te digna
fazer-lhe ouvir sua voz : Mulher, Ihe diz, por
que choras? Que procuras?
Magdalena-nao reconheceu esta voz; seu co-
raQo est como entorpecido por urna excessiva
e cega sensibilizado ; ella ss pelo espirito. Todava seus olhos eslo fixos
n'elle ; mas sua imaginagao que a arrasta faz
com que ella veja nesse homem o jardineiro en-
carregado de cultivar o jardim que cerca a se-
pultura. T3lvez, pensa ella, fosse elle quem ruu-
bou o thcsuuro que procuro ; e sem mais rt-flec-
tirfalla-lhe sob esta imprsalo : c Seohor, diste
ella hu mili emente ao desconhecido, se fostes
vos quem o levou, dlzei-me onde o pozestes que
eu irei busca-lo. Era bastante para o coragao
do Redemptor dos homens; para aquello que
dignou-se louvar francamente, em cssa do Pha-
riseu, o amor da pobre peccadora ; nao pode
roais.demorar-se em recompensar esta ingenua
ternora ; vae elucida-la. Eolio, com essa voz
que desperla em Magdalena tantas lemuraocas
de divina farailiaridede, falla ; mas apenas esta
nica palavra : Maria 1 c Charo mestre I ,
responde com transporte a feliz e humilde mu-
lher, Iluminada de repente pelos esplendores dt
mysterio. Ella se adiaota e quer beijar os ps
sagrados de Jess, por cujo meio outr'ora obteve
seb perdo. Jess a detm ; nao anda occa-
sio de entregar-su taes transportes. Convem
que Magdalena, primeira (estemuuha da resur-
reiQo do Homem-Deus, seja elevada, por meio
do seu amor, ao mais alto grao de honra. Nao
convem que Maria revele a oulros os sublimes
segredos de seu coraQo maternal ; coube a
Magdalena, teslemanha de que viu, e ouviu no
jardim. Ser ella, como dizera os sanios donto-
res, o apostlo dos proprios apostlos. Jess
c Procura meu irmos, e dize-lhes
que eu vou ter com meu pte e o seu, com meu
Deus e o seu.
Tal a segunda apparQo de Jess resuscita-
do, a appariQo Maria Magdalena, a primeora
na ordem do tesleraunho. Meditaremos u'ella
de novo, no dia em que a santa egreja dr-nos
1er a passagem de S. Jobo onde ella esl re-
ferida. Mas adoremos agora a infinita bondade
do Snhor, que, antes de cuidar em estabelecer a
f de sua resurreiQo para com aquellos que deve-
riam prega-la at o flm do mundo, digna-se pri-
meiro reco'mpensar o amor desta mulher que
acompanhou-o at a cruz, at alm do tmulo ;
e que, sendo mais devedora do que as outras,
tambem sabe mais amar do que estas. Appare-
ceodo logo a Magdalena, Jess quiz primeiro que
ludo salisfazer o amor de seu coraQo divino pela
creatura, e eosinar-nos que o cuidada de sua
gloria s vem depois.
Magdalena, apressada em cumprir as ordeos
de sua mestra, dirige-se para a cidade, e nao
tarda em achar-se em presenca dos discpulo?.
V o senhor, Ihe diz ella, "e disse-me isto :
Mas a f anda nao enlrou em suas almas ; s
Joo recebeu esta dom no sepulcro, bem que
seus olhos stivessem visto o tomlo vasio ; mas
lembremo-nos de que depois de ter fgido, como
os oulros, achou-se no Calvario para recebar o
ultimo suspiro de Jess ; e que ahi tornou-se
elle o filho adoptivo de Maria.
Entretanto, as companheiras de Magdalena,
d "'tSo n *rande?br SubsfilUY aria m; de ThiagoTSalom que acoTp'o '-
U1DfaVa^a.rar%rn^Co=dPeersfeu- SSflfsSsf^ d "Bto ^
--rpo _
charo meslre, logo que a luz do dia lhes permil-
tisse ir cumprir este piedoso dever para com elle.
Nao dormiram durante toda a noite ; as sombras
desta anda nao esto inteiramente disspadas, e
j Magdalena com Maria, me de Thiago e Salo-
me, esto no caminho que vae ter ao Calvario,
junto do qua^acha-se o sepulchro em que Jess
jepousa. Ellas nao procuraram saber, em sua
preoecupago, de que braQo se ser vina m para
afastar a pedra que fecha a entrada da grulla ;
aind menos davam oo sello da autoridade pu-
tlieaque seria preciso quebrar primeramente, e
nos guardas que vo encontrar junto do tmulo.
Ao romper d'aurora, chegam ao fim de sua
piedosa viagem ; e a primeira cousa que feriu
seus olhos foi a pedra que forraou a entrada ti-
rada de seu lugar, deixando a vista penetrar as
profundezas do aposento sepulchral. O anjo que
fra encarregado de tirar essa pedra, nao as dei-
xa por muito lempo no espanto de que se ocho-
vam apoderadas. Nao temaes, lhes disse elle ;
sei que procuraos Jess elle nao est mais aqu;
resusclou, como o dissera ; ontrae vos mesmas
no tmulo, o recoohecereis o lugar onde elle re-
pousou.
Era muito para essas almas que o amor de Je-
ss arrebataran!, masqueainda o nao conheciam
pelo espirito. Ellas flearam consternadas diz-
nos o santo Evangelho. E' um defuncto que el-
las procurara, um charo defuncto; dizem-lhes
que resuscitou ; e esta palavra oo desperta en-
tre ellas lembranga alguma. Outros dous aojos
se lhes apresentam na grulla, toda Iluminada
pelo brilho que elles espalhsm. Deslumhradas
-por esta luz inesperada, Magdalena e suas com-
panheiras, diz-nos S. Lucas, abaixaram para a
trra seus olhos melanclicos e espantados. Por
que procuraes entre os morios, lhes dizem os sn-
jos, o que est vivo? Lembree-vos do que elle
vos dizia em Gallila : que seria crucificado
e que no lerceiro dia resuscitaria Eslas pa-
lavras fizeram alguma impresso as santas mu-
Iheres ; e no meio de sua commoQo, urna breve
lembranga do passado pareceu renascer em sua
memoria. Ide, pols, coolinuam os aojos ; di-
zei aos discpulos e Pedro que elle resuscitou,
e que os preceder na Gallila.
Ellas sem epressedemeote do tmulo, e se
dirigem para a cidade divididas entre o terror e
um seotimento de alegra interior, que as pene-
tra mo grado seu. Entretanto, ellas s viram
aojos, e um tmulo aberlo vasio. Os apostlos,
longe de coofiarem em sua narrago, attribuem,
diz-nos anda S. Lucas, exaltago d'um sexo
frgil tudo islo de marivilhoso que ellas contara.
Nao se lembram mais da resurreiQo predila
tao Clara e repelidameote por seu mestre. Mag-
daleoa se dirige em particular Pedro e Joo:
voltam sos Jerusalm.
Repenlioameote Jess se apresenta sua vis-
ta, e detm sua morada lenta e silenciosa. Eu
vos sado, Ihe diz. Fallando assim, seu cora-
Qo se desfaz de ternura e ndmiragao.
Ellas pr6cipitam-se com vehemencia a seus
ps sagrados, abracam-nos e prodigalisam-lhes
suas adoraces. K' a lerceira appariQo do Sal-
vador resuscitado, menos intima, porm mais fa-
miliar do que aquella, com que Magdalena foi
favorecida. Nao se acabar o dia sem que Jess
se manifest aos olhos daquelles que sao chama-
dos a tornarem-se os hroes de sua gloria ; mas
quer honrar aos olhos de todos os seculos, ele-
vando-as, estas mulheresque, affrontaodo o pe-
rigo, e triumphaodo da fraqueza de seu sexo,
coosolaram>-oo oa cruz por urna fideltdade, que
oo eocootrou Daquelles que escolhera e aecumu-
lra de favores. A* roda de presepe, oode pela
primeira vez mostrou-se aos homeos, juotou po-
bres pastores pela voz dos injus, antes de cha-
mar tei pelo ministerio d'um astro material ;
hoje que elle chegou ao cumulo de sua gloria,
que por meio de sua resurreiQo poz o sello em
todas as suas obras, e toroou certa sua origem
divina, confirmando nossa f pelo mais irrefraga-
vel de todos os prodigios, espera, para instruir e
esclarecer seus apostlos, que humildet mulhe-
res tenham sido por elle instruidas, consoladas,
cumuladas, emflm, de sigoaes de seu amor. Que
grandeza nesse comporlameoto to suave e lo
forte do Seohor uosso Deus, e que tem razo de
dizer-nos pelo propheta : a Meus peosamentos
oo sao tossos peosameotosl o ([sai. L.)
Se estivesse nossa disposicio ordenar as cir-
cunstancias de sua viuda a este muodo, que rui-
do oo fariamos para fazer vir i roda de seu ber-
co o geoero humano todo iuteiro, reis e povos?
Com que estrondo publicaramos aote todas as
nages o milagre dos milagres, a resurreiQo do
crucificado, a morte vencida e a immorlalidade
reconquistada ? O Filho de Dens, que a forga
e a sabedoria do Pae (l. Cor. I. 24), peosou a
este respeito diversamente. Por|occasio de sau
nascimeoto s quiz por primeiros adoradores ho-
meos simples e rsticos, cujas narragoes nao de-
veriam soar alm dos limites de Bethlem ; e eis
que hoje a dala deste nascimeuto a era de to-
dos os povos civilisados; para primeiras teste-
munhas de sua resurreiQo s quiz fracas raulhe-
res, e eis que Deste dia, oa hora om que estamos,
a trra celebra o anniversario desta resurreiQo;
tudo est com movido ; os mais indiftereotei ex-
perimentara um sentimenlo desconhecido duran-
te o resto do iodo ; o incrdulo, a quem o cre-
te persuada, sabe pelo meos que boje o dia de
Paschoa ; e do proprio seio das naces infieit
iDnumeraveis vozes christas se unem s nossas.
para com as almas que correspondern], como
poderam, a sena beneficio*.
Parece ebegado o momento dalle tratar de ana
gloria ; pelo menos tsirn deveriamos pensa-lo.
Todava esperemos anda.
Jetes quiz logo recompensar o amor mas ten-
do de proclamar sea triumpho, experimenta a
oecessidada deasslgnalar sua geaerosidade. A
congregago apostlica, da qual todos os mem-
bros fugiram no momelo do perigo, vio seu che-
fe chegar a renegar, pelo dito de urna creada, o
Mestre qudo eochera de honras; mas depois do
olhar de reproche e de perda, que Jess langou-
Ihe em casa do grande sacerdote, Pedro nao ees-
sou de deplorar sua fraqueza com lagrimal es
mais amargas. Jess quer, primeramente, con-
solar o humilde penitente, assegdrar-lhe de vi-
va voz que Ihe perdoa, e confirmar atada por
este signil 9 predilego divina, as sublimes
prerogativas que Ihe cooferio de preferencia a
todos os oulros. Pedro anda duvida da resur-
reiQo ; nao aceitn o lestemunho de Magdale-
na ; mas nio lardar em recoohecer o divino
resuscitado oeste Meslre offeodido, que se dis-
pde a mostrar-se sob as feigoes de um amigo
que perdoa.
Ja desde esta maoh, por ordem de um Se-
nhor tao generoso, o anjo dase is mulheres:
Ide, e dizei a seos descpulos e a Pedro que
elle vos prender na Galilea.
Porque foi aqui Pedro designado por seu nome
se nao para que elle saiba que, se leve a iofeli-
cidade de renegar Jess, este nao o reoegou ?
Porque oo foi elle designado desta vez para o
chefe dos oulros se nao a fim de poupar-lh a
humilhaco que offereceria o contraste de sua alta
digoidade com a fraqueza indigna que elle com-
metteu ? Mas esta meoso especial tambem io-
dica que elle nao cessou de estar presente no co-
raQo de seu Mestre, e que logo se achara ao al-
calice de expiar por suas penas, por sua condem-
naco hoorosa aos ps deste Meslre to glorioso
e cheio de boodade a infelicidade que tere de
ser-lhe infiel. Pedro custa a crer ; porm seu
arrepeadimeoto siocero, e merece recompensa.
De repente, em urna das horas desta tarde, o
apostlo v appareeerem sua presenga este mes
mo Jess que elle viu ha tres dias, amarrado e
arrestado pelos criados de Caiphs, e de cuja
sorte tema haver de partecipar. Mas este Jess,
eolo lo humilhado, brilha agora com todos os
esplendores de sua resurreiQo ; um vencedor,
um Messias glorioso mas o que brilha bms vi-
vamente ao* olhos do apostlo a neffafel bon-
dade de divino Re que tranquillisa maisaioda o
peccador do que sea brilho o nao deslumbre.
Quem ousaria tentar representar este colloquio
entre o culpado e o divino offeodido ; os pesares
do apostlo que ama tal geaerosidade cobre da
mais profunda coofuso ; a segurauQa do perdo
sahindo desta bocea sagrada, e encheodo da ale-
gra paschoal este coraQo lo abatido ?
Sede bem uto, Jess I que relevastes de sus
fraqueza ao que oos deixareis por chefe e por pae
quando subirdes para o cu, donde s rollareis
oo fim do mando.
Depois de haver rendido homenagem a esta
infinita misericordia que permanece e no coraQo
de oosso Salvador resuscitado,oocom menos po-
der e expanso do que a elle dignou-se manifes-
tar nos dias de sua vida mortal, admiremos com
que sublime sabedoria elle trata de coocluir em
S. Pedro o mysterio da uoidado da egreja, mys-
terio que deve permaoecer oeile apostlo e em
seus successores. Jess Ihe disse em presenga
dos outros, o'essa ultima Ceia : < Teohe orado
por ti, Pedro, a fim de que tus f nao desfallega:
quando estiver des convertido, conformars teos
irmos .
IContinuar-se-hr.)
mas quaoto a f para ella fraca anda I Ella a Ora de que se eleve do lodosos poolos do globo
parliu para embalsamar o corpo de seu charo
mestre, e oo o eocootroo ; sua decepgao dolo-
rosa fez-se aioda sentir em presenga dos dous
apostlos : Roubaram, diz ella, o Seohor, do
tmulo, e nao sabemos onde o pozeram. Pe-
dro e Joo determioaram-se por-se camiobo.
Eolram oa grulla ; vem as raortalbas postas
em ordem sobre a pedra que recebeu o corpo de
seu mestre ; mas os espiritos celestes que o guar-
daran) oo lhes apparecem. Joo, entretanto,
elleproprio que no-lo refere, recebe nesse mome-
lo a f; o'ahi por diante er na resurreicao de Je-
ss. Nio fazemos mais do que loca'r rpida-
mente nestas narragoes sobre que mais larde te-
remos occasiio de meditar, quaoto a santa lithur-
gia apreseota-l#s sob nossos olhos. Agora tra-
ta-se apenas de considerar em seu todo os acon-
tecimeotos desse dia, o maior dos dias.
At esta hora Jess aioda oo appareceu se-
no sua me ; as mulheres s viram aojos que
lhes fallaram. Estes bem a venturados espiritos
lhes recommeodaram que fossem annunciar a re-
surreiQo de seu mestre aos discpulos e Pedro.
Ellas nao receben esta commissio para Maris ;
fcil saber a razo disto : o filho reunlu-se j
sua me ; e a mysteriosa e tocante entrevista
seguiu-se aioda durante estes preludios. Mas j
o dia acha-se muito adlaotado ; o proprio Ho-
mem-Deus vae proclamar o triumpho que o ge-
nero humano acaba de obter por meio de sua
morte. Sigamos com um santo respeito a ordem
dessas manifestagoes, e procuremos respetosa-
mente descobrir os seus mysterios.
Magdalena, depois davolta dos apostlos, nao
pode resistir ao desejo de visitar novamente o
tmulo de seu mestre. O pensamenio desse cor-
po que desappareceu, e que, talvez, tornado o
divertimeoto dos inimigos de Jess, fique sem
honras e sem sepultura, sfflige sua alma rdeme
e perturbada. Ella torna partir, e chega logo
porla do sepulchro. Ahi, em sua incoosolavel
dr, comeQou i chorar; depois, inclioando-se
para o ioterior da grulla, viu dous aojos assen-
tadosesda um em urna das extremidades da pe-
dra, sobre que o corpo de Jess esleve estendido
i sua vista. Ella nio os ioterroga ; sio elles
quem Ihe fallara : choras? a Roubaram meu mestre, e ao sei
oode o pozeram. E depois destas palavras es-
ta se precipitad a mele do sepulchro, sem espe-
rar a resposla dos aojos. De repente, i entrada
O assattloo era mais nevo que atsastioado, que
t contava 14 aohos.
Em Kent um marido assassioou sua etposa al-
gumas semanas depois della dar luz o seu d-
cimo lerceiro filho.
Variedades.
(I). De divinis officiit. Lib. VII, C. XXV.
para oosso divino resuscitado a alegre acclama-
Qo que nos rene todos em um s povo, o divi-
no Alleluia. O' Seohor devemos exclamar
rom Moyss, quando o povo eleito celebrou a
primeira Paschoa, e atravessou a p enxuto o
mar vermelho, a O' Senhor, quem d'entre os
mais fortes semelhante a vos? (Exod. XV.)...
O dia se adiaota, e Jess aioda oo appareceu
a seus descpulos. As santas mulheres esto in-
teiramente eotregues alegra e ao reconheci-
mento, que Ibes inspira o favor de que foram o
objecto. Ellas deram seu lestemuoho aos apos-
tlos: ja nao sao somente os aojos quera Ibes
appareceram ; fui o proprio Jess ; dignou-se
fallar-lhes; ellas abraQaram seus sagrados ps ;
persistem em' suas affirmaQes; com tudo, nao
cooseguem vencer o deslenlo desses homens a
quem as sceoas da Paixo de sea Mestre abate-
rara profundamente.
Com qualquer oarragio se eolrestecem, como
pessoai que experimentaran] urna cruel decep-
gao. Sao elles todava os que mais larde affroo-
larao ossupplicios e a morte, em lestemuoho da
resurreiQo de Jess cuja lembranga oesle mo-
melo para elles cgmo urna humilhago.
Nao podemos fazer urna idea das impressoes
de que elles se acham possuidos, ouvindo a con-
versagao de dous homens que com elles passa-
ram urna parte do dia, e que como elles teoham
relages com Jess. Mesmo esta noite, no ca-
minho d'Emmaas, elles exprimiram assim o es-
tado duvidoso de sua alma.
< Techamos confiado nelle, como no que de-
via resgatar Israel; e eis que ja sao decorridos
tres dias em que teve lugar a catastrophe.
a lia algumas mulheres que, leodo ido ao t-
mulo pela manha, nos causaram com seus con-
tos urna certa commogo. Nao tendo ellas echa-
do seu corpo, vollarero, dizeodo terem visto ta-
jos, que lhes dedererem que elle ore vive. Al-
guDS'eatre os foram ao tmulo, veriflearem o
que as mulheres disseram ; roas oo o encontra-
ran!. Cousa admirare! I O anouocio da resur-
reiQo, que por tecles vezes Jess fizers sote Al-
ies, ele em presenga dos judeos, oio Ibes vioha
lembranga ; lento o espectculo e a idea da
morte suffoca, entre os homens carnees, o sen-
tmenlo desse novo nsseimeoto que nosso corpo
deve receber no seio do tmulo !
E' preciso entretanto que Jess resuscitado se
manifest sos que devtm levar at o fim do mun-
do o testemuoho de sua divindede. Al essa ho-
ra elle s appareceu para salisfazer sua ternura
filial para com ana me, e tut iofloila bondade
SUICIDIO NOTAVEL.
Em Amieos (FraoQa) deu-se ha pouco um sui-
cidio notavel.
Adolpho Bieosimai, operario tecelo, de 52 an-
nos, tinha manifestado a inlengao de acabar com
a vida, deque dizia eslava aborrecido.
No dia Ia de egoslo, eprovpitsndo e tusencie
de sua mulher e de urna oeta, desceu loja sub-
terrnea, accendeu um brazeiro, e depois de ta-
par todas as feodas, esperou a morte.
Parece que a asphyxia te derrorou, porque el-
le teve a terrivel corAgem de enllocar a cabe;a
sobre o lume, que, communicendo-se eos vesti-
dos, Ihe queimou os breos e o peito at aos os-
sos, que ficaram em parle calcinados.
Os vizinhos, seotiodo o cheiro de carne asseda,
eolram oa case delle, descerara i loja subterr-
nea, e o encontrarem aioda vivo no mais horri-
vel estado.
Conduzirem-no para o hospital, oode morrea
dees horss depois, teodo declarado que se quei-
mere voluntariamente, e que neo tinha absoluta-
mente oulros motivos pare se meter seno um
invendr! aborrecimento da vida.
A DIETA HNGARA.
A cmara hngara nao se parece em nade com
es dos outros pszes, pois o trago nacional que
todos os deputados usam d-lhes um especio vis-
toso.
O chapeo hngaro, a tunice corte e bordede, o
caiga hssar e a bota por cima fazem sobresa-
hir as formas dos iodividuos e formam um coo-
juncto pittoresco.
A maiorie compe-se de propietarios territo-
rises.
He tambem slguos a drogados o dous ou tres
commercantes.
Nao he all diviso local dos partidos, comtudo
os membros mais distinclos do partido Deak sen-
tara-se direila da espsQoss passagem queatre-
vessa o sslo desde a entreda at cadeire do
presidente, emquanto q ie os cheles do partido
Beschluss, como chamam aos que volarem con-
tra e meossgem, oceupam o lado opposto, a es-
querde de presideocia.
O vce-presidenle mais moro, bario Podmani-
tiki, tem urna presenga agradavel, e o sea lypo
hngaro puro.
O presidente Raiman Ghiczy homem de as-
pecto grave, dislinclo jurisconsulto e com asqua-
(idades propras pare o cargo.
Na ponte do 4 banco seots-se M. Deak, autor
da mensagem, que figura uos 50 aooos, robusto,
sito, cabello preto e bigode espesso um pouco
mais clero.
Perto de Deak, no banco da frente senta-se o
bsrio Eotros, que foi ministro dos. cultos em
1849, e juoto d'elle Lonyay, sub-secretario da fa-
zenda na mesma poca.
Pela parte de trsz sentam-se Klaazal, ex-mi-
oislro do commercio, e a seu lado Silay, grande
orador, e autor da melhor historia da Hungra.
Por detrez de Deek seots-se Emilio Dessewffy,
presidenta da academia de Pestb, e junio a este
um deputado, que sobre o seu trage hngaro trez
ame grande espade, que use na quelidede de
queslor da camare, eocarregedo de maniere or-
dem, receber os eslred'gciros, e despejsr e galera
em caso necesssrio, etc.
Tem s suss ordeos vsrios empregsdos, que
nao sao membros da camera e ama especie de
guarda de voluntarios, sem paga, cujo distincti-
vo se reduz a urna beoda des tres cores hnga-
ras : verde, bronco e encarnado.
O queslor Paulo Hayolk, prefeito da polica
em 1848 e companheiro de desterro de Kossuth.
Mais direila se v Gabriel Kaziosky, que ti
do na conla de primeiro orador da camero.
No centro, extremidade do lerceiro benco, he
um lugar vario, que era o do conde Teleki.
O manto de Teleki, como chefe do partido Bes-
chlus cobre agora os hombros de sea cuohado
Tisze, vice-presideote da cmara, que reparte com
Nyary a direcQo da sua parcialidad*.
Sao tambera deputados os jorualistas Tsengery
e Joksy.
PROGRESSO.
L-se no Brtdasche Courant :
O nosso coucidsdio M. Fournier acab de fa-
zer urna descocerte da maior importancia para a
photogrephie.
c Consiste em reproduzir ns tela, por meio de
urna prepangao oleosa, es figures o quedros. M.
Fournier expoz os productos de sua tnvengo
NOVA~SEITA.
O acaso fez descobrir em Inglaterra urna aova
seita religiosa, da qual um dos principios a
crenga absoluta na fatalidade.
Morrendo dues creangas e procurando a polica
saber de que tiobam morrido, os pees coofesss-
rem que nao tiohem chamado medico. Cooduzi-
dot ao tribuoil pare serem repreheodidos, for-
ga de perguoles, sceberam por declarar queper-
teociim i seita das Novas luzes .[New-Lighl),
O CAVALLBIRO NIGRA.
O cavalleiro Nigra, representante do novo rei-
oo da Italia juoto do goveroo freocez, nao s
diplmala, pois fez as suas proras como militar
e admioistredor, e habilitado] com estudos clas-
sicos dss melhores escolas da aniversidade de
Turin, um constante cultor da litteratura e das
scienclas.
Era 1848, brilhaodo na primeira Qleire da mo-
cidede estudise, apenas rebenlou a guerre en-
tre a Austria e o Piemonte, alistou-se as filei-
rss do exercito e combateu em Pastreogo, Santa
Luzia, Celmecioo e Riroli, sendo gravemente fe-
rido.
Em 1849 tomou o grao de doutor em direitoe
obteve, por coocurso a sua admisso no minis-
terio dos negocios estrsogeiros, oo le, msis tarde,
o ministro marquez de Azeglio Ihe coofiau a cor-
respondencia confidencial.
Q jando o conde deCavour, em 1855 acompe-
nhon o rei Vctor Emmaouel Paria e Londres,
Mr. Nigra o acompeohou oa qualidade de secre-
tario, e na mesma qualidade toroou i Pars,
quando o conde de Cavour all foi representar o
Piemoote no coogresso de 1856.
No seu regresso Turin, o conde de Cavour
deu a direcQo do seu gabioete a Mr. Nigra, que
assim se achou iniciado aos mais ntimos pensa-
raentos daquelle homem de estado e associado s
sues obres, ecompenhendo-o & Pars as fre-
cuentes excurses que elle all fez.
Mr. Nigra foi enviado Zurich com os pleni-
potenciarios italianos para que o pensamento e a
poltica de Mr. Cavour tivessem all represen-
tantes.
Depois do tratado de Zurich, foi mandado
pera Parlz com o ltalo de eocarregado de ne-
gocios, que logo foi substituido pelo de ministro.
Voltando Turin depois do rompimento das
relages diplomticas dos dous gabinetes, foi era
dezembro do eooo lindo eocerregado de ecom-
penher o principe de Cerignen a aples.
O relatorio que dirigi ao conde de Cavour
sobre a situago de Nepoles urna peQa no-
tevel.
Mr. Nigra ainda quo muito joven, j grande
official da ordem de S. Mauricio e S. Lzaro.
Publicou um trabalbo curioso sobre as caoges
populares do Piemoote comparadas com os cao-
tos populares de ouiras oacoes celto latinas e
especialmente com os cantos frsacezes. Este li-
tio foi traduzido na Allemaoha, onde levo gran-
de voge.
DESCOBERTA.
Descobriu-se ltimamente em Stratford-upon-
Avoo um retrato aatheotico de William Shaks-
peere, tirado do oatural.
E' o retrato que Wivell, oa sua obra sobre Sha-
kspeare, diz que devia existir, mas ignorava
aonde.
O retreto reprsenla em busto o grande genio
dramtico da Inglaterra e foi entregue ao juiz de
paz do condado Wanrirk.
ESPADA DE HONRA.
O paquete Pera conduzio a Londres urna mag-
nifica espada do valor de 300 Ib. st. (1:3503000
ris) que os habtenles de Melbourne (Australia)
o fe rece m a Garibeldi.
Foi enviada a sir James Hudson, em Turin,
para ser remetlida para Caprera ao aeu destino.
MEDALHA AGRCOLA.
Segundo diz o Jornal do Havre, o.goveroo
francez vai crear urna ordem de roedelht agrco-
la inteiramente anloga a medalha militar oo
exercito.
O cooselho geral de ceda deparlamento desig-
nar para esta recompensa o agricultor mais re-
commendavel de cale canlo. O agraciado usa-
r a medalha, ou smente a fita, e gozar urna
penso de 100 francos, como os condecorados
com a medalha militar.
Ha perto de 2:800 caoloes em Franga, e, as-
sim, a ordem de medalhe agrcola coolar 2:800
membros, cuja dotagao ser de perto de 280:000
fraocos.
ACHA DO.
Na costa de urna das ilhas Hebridss (na costa
occidental de Escocia) appareceu uma garrafa
com uro papel dentro que liohe escripto i lapis
e assigoedo por William Grahem, o seguiote :
pool para New-Yorck. O navio vae ao fundo.
Balemos n'um banco. A' bordo h* grande coo-
fuso. Monteohes de gelo nos cercam. Sei que
oo podemos salvar-nos.
< Cont a causa da nossa perda pare que, se
elguem achar esta garrofa, os nossos amigos de
Inglaterra saibam qual foi a nossa sorte. Peco
a quem encontrar este bilhele o publique o mais
breve potsivel.
O Pacifico era um dos vapores da cerreire en-
tre Liverpool e Nove-York. Sehiu de Liverpool
a 23 de Janeiro de 1856 e levava mais de 300 p 33-
soas, que perecern) todas.
que considera peccedo o recurso i medicina, por
isso que s Deus pode curar as crealures enfer-
mas
Treteva-se de descobrir os propagadores d'esta
doutrina.
TRAGEDIAS.
Um tel Hilton, do condado de Cambridge (In-
glaterra), leve ltimamente uma desavenga do-
mestica com sua mulher, e, sem mais nem me-
nos, Ihe cortou a cabega, e logo immediatamente
depois de to espantoso crime se foi voluntaria-
mente entregar as mos da juslir.n e coofessou o
seu crime.
Em coosequeocia desta coofisso, foi-lhe im-
posta a pena de morte.
Dous eatudantes de um collegio de Liverpool,
representando uma Iragedie, um delles possuio-
se tanto do papel que fazia, que matou realmen-
te o seu iolorlocutor, dendo-lhe uma puahalada
oo peito.
Cehindo logo em ti e vendo o que fizere, co-
megou a dar gritos espantosos, e sendo levado
perante a justica, foi ebsolvido, porque a sua fie-
lima, entes de expirar, declarou que Ihe perdos-
va, porque o essassinato fra commettido sem
ioteoQio.
PALACIO DA EXPOS1CAO Dfi LONDRES.
O Courrier artittique, d os seguales escla-
recimientos sobre o palecio de exposigao univer-
sal, que deve ebrir-se em Loodres no Io de maio
prximo.
Era 15 de margo ultimo a subscripgao aborta
em fevereiro para a construegao do edificio, ex-
cedie ja de 7 milhoes e meio de fr.
Reoaociou-se o emprego exclusivo do ferro e
vidro, como de priraeire vez, para nao desviar
os objectos d'arte.
A exposigao de Manchester demonstrou quanto
este modo do construegao perigoso pare os
quadros.
A parte reservada a este seceso ser de tijolo
com um lelo de madeira aupportado por colum-
nas de ferro fundido.
As proporges fizadas sao colossaes. O edificio
compoe-se de um corpo de 350 metros de exten-
so. e 200 de largo.
N'uma das extremidsdes une-se outrs cons-
truegao de 264 metros sobre 60, reserveda para
as machines
O edificio eleva-se a uma alture de 30 metros,
tendo nss extremidsdes dous immensos zimbo-
rins octgonos de 76 metros de altura, tendo na
base 48 e meio metros de dimetro, 5 metros
mais que o de S. Pedro em Roma.
Terminada a exposigao o edificio ser demoli-
do, salvo a parte construido de lijlo, e destine-
de s bellas artes.
ANNEIS SYMBOLICOS.
A Gazeta de Vost conla que em Poseo (Polo-
oa prussiaca) os Polacos trazem enoeis de prala
esmaltados de negro, como sigoel de reconhoci-
meoto e de lulo. No esmslte l-se em carec-
ieres brsocos a seguiote legenda : 27 lutego
(fevereiro) 1861. O resto do esmalte cober-
to de cruzes latinas brancas.
ESCAPOU DE BOA.
Com o titulo Cruel Iratamento de marinheiro
inglez n'uma priso rusta l-se no liull Pa-
cket :
o Mr. William Slephenson, cosioheiro e es-
talajedeiro em Hull, foi ltimamente a S. Pe
tereburgo n'um vepor de Hull. Queodo chegou,
o cepito o meodou a Ierra com dues gar-
rafas de genebra. Tinha tranquilamente an-
dado uns 200 passos no caes, quando dous agen-
tes de polica russos Ihe sahiram ao encontr,
agerrerem a ceate que elle levava no brego exe-
minerem-ne, acharem as garrofas, que tomaram,
e melleram o portedor n'uma priso.
Fizeram-no correr naquelle dia tres prises
differentes al as nove horas da noite, quo o con-
duziram presenga de um official russo, que lbe
ojo pergunlou nada, sendo depois levado pera
um espsQoso qnsrto, onde passou a noute. Nao
havie no quarlo nem cenia, nem movis, e nao
deram ao preso alimento algum.
Ahi estere tres dias e tres noutes, leodo ape-
nas uma poaca de agua para beber, e sem ver
ninguem.
Na ooite do quarlo die um dos empregsdos da
priso levou-lhe um grande pedtQo de pi duro
e negro como tinta, um pouco de sel e uma bi-
Iba de agua fra. O pi era tal, que o pobre
diabo apezar da fome, nio o pede comer.
No quinto da pela maohie foi transferido pero
ama celia subterrnea, onde lbe tiraram quanto
levava, e ahi ficou tres dias e tres noutes, tendo
por alimento s pi negro. O preso caniu doen-
te e foi eolio visitado pelo capitiodo vapor, que
Ihe prometteu fallar ao cnsul para obter-lbe a
liberdede.
Muilosinglezes o visitaran) tambem, e alean-
gnu gragas sus intervengo, um pouco de pi
branco e vnho, a que daveu a suasalvago.
No fim de 17 dias e meio, durante os quaes
audou de priso em priso, foi solt, coberto
spenes com alguma da sua roupa, sem sapalos
e sem estaco, com um chepeu na cabega, mas
com os bolsos vastos.
O cnsul inglez pagou-'lhe a passagem para
Hull, onde chegou maldizendo os russos como
bem se ple jalgar.
O INCENDIO DE LONDRES.
Houve oo dia 24 do mez nodo uma nova ex-
ploso de incendio em Londres n'um arnuzem
subterrneo cheio de ezeile e de cebo.
O accidente atiribuido ao effeito do calor con-
centrado no armazem sobre um cerlo numero de
sacess de elgodio, que, em coosequeocia do de-
sabamento d'uma abobada, cabiram n'aquelle
subterrneo e espontneamente se iocendiarem.
Felizmente, as bombas conseguiram, depois
de duas horas de trabalho, abetar as chammas,
que ameagavem tomar de novo uma grande ex-
teoso.
Houve ainde prejuitos considerareis.
Aa diversas companhias de seguros contra in-
cendios de Londres decidiram oflerecer um capi-
tal de 7.-000 lib. st. (31:500*000 ris) a. viuvade
M. Braidwood, commandante dos bombeiros de
Londres, que pereceu no Incendio de London-
Bridge.
THIBET.
Como a malo da India Irouxe a Europe a no-
ticia de que Thibet se achevi aberta aos nego-
ciantes, sem distinecu de nages nem de reli-
gioes, nao ser sem interesse a seguintedescrip-
Qo:
Thibet uma grande regio da Aaie Cenlrel
que faz porte dos peizes tributarios do imperio
chinez, e tem por limites so E. a Chine e eo S. e
Indio, tanto alera como quem do Ganges. Tem
6 milhoes de hsbitaoies. A sua capital Lahsa.
Divide-se em 4 provincias. Thibet um -dos
mais bellos paizes do mundo.
Tem montanhas mais altas que o Himalayi.
O elimo temperado eo eul, e fri as outrss
partes. As estagoes muito regulares, e primo-
vera curta (2 mezes) e o slo muito frtil oo sul.
Tem immeosos deserlos, immeosos lagos, ri-
cas mioas de ferro, mercurio, arseoico, chumbo,
cobre, prate, ouro, salitre, enxofre, turquezas,
pedrarios, marmore, sgoes-mineraese thermaes.
Ha no psiz cavallos, cemellos, bfalos, vea-
dos, cabras, etc.
Ha pouco agricultura, pouco commercio e ne-
nhurae iodustrie.
He em Thibet dues escripturss ums sgrala
outra civil.
A imprenss ol conhecida ha muito lempo, e
a inslrucQo elementar muito espelhode.
E' de Thibet, segundo se diz, que vem o me-
Ihodo de Loncaster.
A religio indgena o lamasmo, cujo chefe
visivel se chame Gr-Lema e reside em Lahsa.
Os simples sacerdotes chamem-se famas.
E excessiva e ridicula a devoQo do povo pelo
Gr-Lema.
O Thibet desde 1642 tributerio do Chine, que
tem sempre em Lahsa um representante.
UM NOVO ICARO.
Segundo conta um jornal de Valencia, um ere-
gonez, por nome Dombon, inventou, segundo
diz, um spperelho pera subir s nuvens. e epre-
sentou-se i rsinhe pedindo protecQSo pare levar
ao cabo o seu pensamento, e, no caso de o rea-
lisar, o titulo de almirante dos ares, a exemplo
do que Colombo obteve de graude almirante do
oceaoo.
O homem vive encerrado no sue mysterinse
casi, oa qual ha um pateo, em cujo centro se
eleva uma alta chemio de ferro, de forme sin-
gular, como todo o exterior da case, que de
nova construegao.
De vez em quaodo, os moradores das casas vi-
sinhas vem urnas grandes aspas, que funecio-
nem pouco lempo, como para eosaio, e desap-
parecem logo.
Neda mais se tem podido descobrir dos royte-
nosos planos de Dombon.
O jornal valenciano diz que oo sebe se o ho-
mem merecer o titulo de visionario, se de groo-
de homem.
Temos para nos que nem um nem outro, que,
a final de coates, s conquistar o de lonco c-
lebre I
carena arrasedes at ao solo. Entra airas, cita-
te om grande armtzem de tjollo conhecida pelo
oome de refioago do sal, que tinha 100 ps da
comprmanlo sobre outros tantos de profundidade.
As perdas oeste desembarcadouro devem exceder
200,000 dollars.
A grande fundigo pertenceote companhie
le ferro de East-Boston foi depois destruida.
&sta constru"eo tinha ume fechada de 100 ps
obre a ra Maverick e eslendia-se sobre uma
orofundidade de 300 s 400 ps. Tinha cusledo
dos de 100,000 dollars. Todos os edificios si-
talos neste desembarcadouro forera destruidos.
c No desembarcadouro Cliftoo, todos os edifi-
cios exteriores eslo consumidos, bem como uma
grande quantidade de madeira pertenceote a John
Clifton e lho.
Desle Dooto as chammas communicaram-se
ao desombarcadouro de East-Bostoo, oode adoca
e o caminho de ferro foram rpidamente consu-
midos. Este propredade, que nio poda raler
menos de 150,000 dollars, esl quasi ioteirameo-
ts destruida e s estera segureor 15,000 dollars.
O fogo continuou depois a sua obra de destrui-
go dos estalleiros de marinhe de Samuel Hall,
onde emfim parou, depois de ter reluzido o da-
zas todas es cases comprehendldas entre as res
Maverick, Liverpool e Border. Estas cases eram
habitados por mais de duzontos families de pon-
eos meios, que agora esto aem ebrigo. A maior
parte des casas de Maverick o Border, street e to-
dosioscomprehendidss entre New e Maverick,
assim como um certo nu mero em Liverpool street,
foram presa das chammas. Acooteceu o mesmo
com setenio e cioco edificios, a maior parte cases
de habilagao, situadas em Sumoer-street, e como
9 edificio de tjollo que servio de arsenal eos
guardas de Unio, que pattirsm pero o theatro
de guerre.
Um ultimo despacho diz que a cifra das perdas
avaliada era 500,000 dollars, perto de 500 cou-
los de ris.
A IMPRENSA IMPERIAL DE PARS.
E' curiosa a seguate noticia que publica a
Patrie acerca da imprensa imperial de
Pars :
A imperial do goveroo, que se tem alterna-
tivamente chamedo real, oacionel e imperial, foi
creeda no reioado de Luiz XIII, durante o mi-
nisterio do duque de Luynes (1620) e foi em
1630 estabelecida oo Louvre, no pavilho da
roinhe.
Nao remonte o Francisco I, como alguns di-
zem, porm possuis os ceracleres gregos que
a -fuelle principe maoJou fazer pelo gravador Ga-
ramond e os caracteres turcos. Persas e Aribes
que se mendoram fundir em Constantinopla du-
rante a embaixada do raariuez de Breves.
Estes lypos foram empregados al 1692, poca
em que Luiz XIV manJou fazer uma nova typo-
graphia.
A imprensa real esteve no Louvre at revo-
luto. Em 1795 foi, com o titulo de imprens
da repblica, mudada pare o holel de Tolouse,
que tinha sido habitado pela princeza de Lam-
balli e que hoje occapa o banco deFraoc.*. Era
1804 tomou o titulo de imprensa imperial e em
1809 foi mudado pare ir oceuper na ra Velha do
Templo a magnilica residencie que Gastn de
Roham, bispo de Strasburgo, mandn edificar em
1712 por Maire e decorar por Bluet e Bruoeti.
E' desle ultimo edificio que a imprensa Impe-
rial vae agora ser mudado pero voltsr ao Lou-
vre, onde egualmente vae estabelecer-se o a Mo-
niteur.
O material da imprensa avaliado em 4 mi-
lhoes de francos. Empregara-se naquelle estabe-
lecimento 1,000 operarios.
RARA FESTA DE FAM1FIA.
Segundo conla um jornal allemo, ha>m Vien-
ne ume dama americano que me de 24 filhos
e av de 50 netas, todos vivos e bem estabeleci-
dos oos diversos estadoe de Europe e da Ame-
tica.
Ha pouco, teodo de festejar-se o 80;aoover-
serio do oascimeoto dequella digoa matrona, um
dos seus filhos teve a idea de Ihe proporcional
ume sorpreze to agradavel como ioesperada.
Escreveu cortos a seus irmos e irmos, e a
seus sobriohos e sobriohas, pediodo-lbes com
instaLcia que fossem a Vieooa. Todos anouiram
ao coovite, e pare abragar uos sua me, oulros
sue av, abandonaran! seus negocios, e oo re-
cuaram ante os incommodoa de longos viagens,
pois alguns membros da familia residen) as mar-
gena do Ohio, oa America do Norte.
No dia da fesla filhos e oetos foram exactos
reuoio. Appareeerem todos juntos a felicitar
venerando evo.
Depois do meio dia foram todos pero ume cese
de cempo onde devia festejar-se o anuiversario
com um esplendido banquete.
A octagenerie dame, que debeixo dos seus ca-
bellos braocos conserva ainde todo o seu vigor
presidiu so feslim
Ere ioexplicevel o seu cootentsmeolo, que Ihe
dava a sua alegria dos viole aooos. Pareca que
remogra de repente 1 O quodro ero magnifico,
pois opresentava em volla de ume mesa de cem
lelheres, a familia mais numerosa que ha no
mundo.
JOGADOR FELIZ.
O conde Orloff, ja distinelo eolre a nobreza
russa, dittioguiu-se ultimameole em Bade, le-
vando glorie, rolete, a graode baoco dejogo
d'aquella cidede, depois do que foi cora todo o
ganho fozer uma viagem de recreio, com graode
pesar dos baoqueiros.
A ALBMINA.
A albmina empregede pare tornar fizas ase-
res nos tecidos extrahida da clare do ovo. E'
bem ssbldo isto, porem o que nem todos ssbem
que seo precisos 200 ovos para fozer orna libra
d'albumina, e por conseguinte, milhares de gel-
liohas paro prover uma s fabrica de chitas.
O numero destas fabricas cresce todos os dios
e na mesma razio cresce o prego, e assim se
procura remediar este estado de cousas.
O cbymico Leichet diz que se pode extrahir
albumioe dos ovos de peixe.
Se assim fr, poder a albumioa obler-se em
coota, pois que em alguna paizes, e entre outros
oa Terra Novo, as desovas dospeixesso laoge-
das coste em mtssas enormes e s costsm o
trabalho de as apaoher.
GRANDE INCENDIO.
O dia 4 do corrate foi assigaalado em Boston,
nos Estados-Unidos, por um terrivel ioceadio que
coosumiu grandes valores. Um primeiro tele-
gremma d deste incendio os seguales porme-
nores :
Hoje pouco depois do meio dia rebenlou um
incendio em Easl-Boston, verlo dos estalleiros
de marinha. As chammas consumiram aucces-
sivamenle os desembarcadouros de Nickersoo, os
armezeas de sel, os raoiohos de sel de Suffolk, e
fundigo de ferro e a officioa das machinas de
East-Boston, acaldeira fluctuaste, as vas frreas
da marinha, etc. Ha alm dalo o perde de umes
cem cesas de habilagao, do armazens e de offici-
oas da marinha, de uma graode quantidade de
depsitos de madeira e de provisdes, assim como
modelosUe todo o geoero.
A barco c Mistery > foi completamente des-
truido.
Os brigues a Henry-Mathews e Faony-O.-
Field sea escuoa Qaiodaro >, que ecebave de
arribar em mu estado, na sus viagem da Tria-
dade pera Cork, com um cerregemeoto de mela-
qo, forem lembem totalmente destruidos.
O berganlim E lwsrd-lill >, de Nova-York,
e as escunas o Dashaway, F.-A.-Hewkins e M*r-
the-Ann-O'Neil > soffreram avarias conside-
raveis.
Por agora impossivel avaliar as perdat.
Um telegremma posterior d mais os seguintes
esclarecimeniossupplemenlares :
c As chammas msnifeslaram-se primeiro em
um armazem de appar.elbos de novios, cesa de
madeira no desembarcadouro de Aspiowal, que
foi destruida com as construeges adjacenles,
comprebeodendo um vasto deposito de sal.
O embarcedouro Suelling, ooberlo de peque-
as casas occupadts por constructores de barcos,
calafates, etc.. (foi em seguida consumido pelo
fogo.
( Chegou depois a rez ao desembarcadouro
Nickersoo, coberto de edificios valiosos, que fo-
ram atacados com furia pelo elemento destruidor.
Todas as construeges ueste desembarcadouro fl-
t
SINISTRO MARIrTiMO.
O vapor inglez Grecian, capitn Joho Melbour-
ne procedente de Liverpool, da'leteco de 1,800
toneladas, com 40 pessoas de tripulago e de
quatro mastros, navegando para Gibraltar, eoca-
Ihou ao aooitecer de 18 do correte, 2 milhas ao
oorte do cabo de S. Viceote. Salvou-ee todo a
tripulago bem como a cirga.
Consta que no die seguiote ao do sioistro foi
rebocado por outro vapor ioglez que ali o eocon-
trou, mas com bastante ereria.
MYSTERIO.
Preoccupa a opinio publica em Loodres uma
terrivel lula que houve oo dia 12, oos eposeotos
de Mr. J. Robert, corrector de descont em Nor-
thumberlan 1-Street, eolre este e o mejor Murrey,
do 10 de hussards.
O mais profundo mysterio eovolvia einda a
causa da luta desesperado em que o majar ficou
com uma bala de piatole oo corpo e Mr. Robert
com dues fracturas no crneo e o rosto to con-
tuso, que mol se Ihe descobre a forma humana.
Esto ambos gusrdodos viste no hospital de
Chariog Lross, em coosequencia do mandado de
priso que contra ambos fra expedido.
O major Murrey liona a (firmado que nunca
vira Robert e que este se dirigir a elle oa ponte.
suspensa de Hungerford e Ihe propozera que fos-
sem ao seu escriptorio psra fallarem acerco da
um projecto de emprestimo pera Governor ho-
tel Compaoy, de que o major director.
Esta assergao, que pareci pouco provavel, foi
confirmada por J Robert, quando este veio a si
pode responder s perguntas que Ihe fizeram.
Diz que fra alocado pelo mejor, mes confessa
que fra elle que o abordara na ponte e Ihe pedi-
r que o acompenhasse ao seu escriptorio para
fallarem do negocio, e confessa que nao houve
nenhume dispute entre ellet.
O Morning Pott annuncta que a polica deseo-
briu na pessoa de Robert, e na sua escrivaninha
papis que darao a chave do mysterio e faro co-
ohecer o motivo do attentado contra o mejor.
Um aptigo chefe de polica acrescenla o dito
jornal, dizia a proposito de todos os crimes e de
todos os acontecimentos: ,
< Procorai a mulher ou dinheiro. Parece
que a polica iogleza achou a mulher.
O escriptorio de Robert, compe-se de dues
soles decorsdescom ume riqueza fabulosa, cheias
de vasos, quadroi, estatuas e movis de grande
cusi, porm o que extraordinario que todos
estes objectos tem uma espessa cemada de poei-
ra, o que prova que nunca foram limpos. Na
primeira sola s appareceu ama cadeire tombada,
porm a outra, menos ricamente ornado e mobi-
ledo, offerecia o espectculo de uma coofuso e
desordem ioexplicaveis, mostrando ter sido o
thestro do luto a mais desesperado. Tudo est
quebrado e destruido e as paredes e tapetes mos-
tr m em differentes lugares as marcas de mos
ensinguenlodas.
CAMINHOS DE FERRO DA INDIA.
Calcula-ae que a despeza total dos cominos
de ferro actualmente em cooslrueco na Iodia io-
gleza de 55.680:000 libras esterlinas.
A3 aommes j gestas mootam a libras esterli-
nas 34.041:000.
O goveroo tem feito grandes emprestimos a
companhias emprezarias.
( Commtreio do Porto ).
PEW, -TTP. Bl M. V. D IA1U.-I8t,


Full Text
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