Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09374


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Full Text

. %
lili IIITH ID1M0 197
Por tres mezes idiantados 5|000
Por tres etcs vencidos 6(000
QOARTi FEIli 28 IE AGOSTO II lili
# Por anno adiantadol^OOO
Porte fraict para subscriptor.
HCARRBGADOS DA SBSCIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Srr Antonio Alezaftno d Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra ; Araea-
ty, o Sr. A, da Lamos Braga; Ceara o Sr. 1. Jos
da Olivaba; Maralo, o Sr. Manoel Josa Mar-
tas Ribeiro Guimares; Bar!, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo daCosta.
PARTIDAS uus cutitthlu.
Olinda todos os dias as 9 1/5 horas do da.
Iguarass, Goianna a Parahiba as segundas e
seztas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar.Altinho a
Garanhuns as fergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro.Brejo, Pes-
queira.lngazeira, Flores, Villa-Bella.Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartasairaa.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Uoa.Barreiros,
Agaa Preta. Pimenteiras e Natal quintas feiras.
Todos os correioapartem as 10 horasda manha
EPHEIIERIDES DO MIZ DI AGOSTO.
6 Laa nova as 10 horas a 34 minutos da man.
13 Quarto crescenta as 4 horas e 56 minutos ds
manha.
20 Loa cheia as 7 horas e 31 minutos da man.
28 Qnarto minguanta aall horas a 4 minutos da
manha.
PREAMAR DE HOJE.
Primairo as 10 horas e 6 minutos da manhia.
Segundo as 10 horas e 30 minutos datarda.
IS DA SEMAWA*
Segunda. S. Zeferino p. m.; S. Conitancia m.
Terga. S. Jos de Calazaos fund. das esc. pisa*
Quarta. S. Agoslinho b. dout. da egreja.
Quinta. Degollado de S. Joao Bsptists.
Sexta. S. Rosa de Lima americana .
Sabaado. S. Raymondo Nonnato card.
Domingo. Nossa Senhora da Penha.
iuui&i rribunal do commereio: segundas a quintas.
Relaco: largas, quintas a sabbadoj as 10 horaa.
Foseada: tercas, quintase sabbadoa aa 10horaa.
Juizo do commereio : quartas ao mel dia:
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primaira Tarado eivel: torgas a sextisao meio
dia.
Segunda rara do eiral: quartas a sabbados a 1
hora da tarde:
ENCARREGADOS DA SBSCRIPCAO DO.SUJL.
Alagoas, o Sr. Clandino Falcao Dias; Babia.
Sr. Joa Martina Airas; Rio do Janeiro, a &r
Joao Paraira Martina.
EM PEBNAMBUCO.
O proprieta rio do diario Manoel Figueiroa a>
Faria.na aua livraria praca da Indapendonaia n
a 8.
PARTE OFFICML
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 84 de agosto je
1861.
Officio ao conselheiro presideote da relago.
Pelo offlcio que V. S. me dirigi em 17 do cor-
rente fiquei oleirado de terem sido naquella ju-
ramenta Jos e impossados os desembargadores
Alvaro'Barbalho Uchoa Cavalcaoti e Francisco de
Assis Pereira Rocha, nomeados para esse tribu-
nal por decreto de 3 deste mez.
Dito ao coronel commaodante das armas.De-
ferindo o requerimento de Sancho Ferreira Go-
mes sobre que V. S informou em officio de... do
corrente,autoriso a mandar dar baixa do servigo do
exercilo a Vicente Sancho Ferreira Gomes.llho do
supplicante, o qual, sem consenso de seu pae, e
sem ter a idade exigida por lei alistou-se volun-
tariamente, devendo o supplicante apresentar
primeramente documento do qual conite ter res-
tituido a thesouraria de fazenda a quantia que se
abonou ao dito seu filho a titulo de premio.
Ofliciou-se predita thesouraria para arrecadara :
quantia que tem de ser restituida.
Dito ao chefe de polica.Devolvo a V. S. o
requerimento de Jos da Rocha Paranhos, a que
allude o seu officio, o. 233, de 30 de margo ulti-
mo, aQm de que faga arbitrar por peritoa de con- i
formidade com aa inclusas informages da tbe- ,
souraria provincial, a quantia que deve perceber
o supplicante pela desiofecgo que fez no quartel!
do corpo de polica por occasiao de reinar epide- i
miesmente a escarlatina nesta cidade. Quanto,
porm, ao pagamento que pede de igual servico j
feito no hospital de caridade nao tem lugar'
vista das citadas informages.
Dito ao ioapector da thesouraria provincial,
Devolveodo as propostas que acompanharam o
seu offlcio de 22 do correrite, sob n. 411, relati-
vamente ao fornecimento de gneros para o con-
summo dos collegios de orphaos, tenho a dizer
em resposta que deve V. S. aceitar por ser mais
vantajosa a que foi apresentada por Antonio da
Cruz Ledo.
Quaoio, porm, multa de que trata o Qnal do
citado ofQeio, torna-s desnecessaria por existir
a clausula Je serem comprados a custa do forne- '
cedor os gneros que nao forem de boa qualida- i
de. cumpriu'io que apenas se exija urna Uaoga
su tupiente para garantir aquella clausula.
Dito ao mesmo.Devolvo V. S. os papis que
aompanharam o seu officio de 21 do correte,
afim de que mande ouvir, como propoz em dito
officio a um dos pharmaceuticos estabelecidos
nesta cidade acerca dos pregosdos medicamentos
que forneceu Leocadio Jos de Figueiredo pira
tratamento dos presos pobres da cadeia do termo
de Goianna, ficando V. S. cerlodoqae nesta data
expego ordem para serem reoolhidos a essa Ihe-
sounria as respectivas receitas.
Dito ao director das obras militares.Mande
Vmc. substituir por outra a trave que existe ar-
ruinada na coberta do hospital militar, nao exce-
dendo a despeza a 30$, em que Vmc. a orgou,
secundo o seuofficio, n. 82, datado de 31 de ja-
lao ultimo. Communicou-se thesouraria de
fazenda.
Dito ao director das obras publicas.Recora- i
mendo Vmc. que man le lavrar o competente'
certificado, afim de que o engenheiro Henrique1
Augusto Milet possa receber na thesouraria pro-
vincial, para o que ficam expedidas as convenien-
tes ordens, a quaptia a que ti ver direito, por ha-
ver feito, na qualidade de empreiteiro da estrada
provisoria de Tamandar ao engenho Piabas
mais 18 bragas correles naquella estrada, aim
das que foram indicadas em seu contrato, como
se v da informago ministrada por Vmc. em 19
do corrente, sob n. 204, devendo esse pagamento
ser effecluado na razo do piego estipulado no
mesmo contrato.Expediram-se as ordens para
O pagamento.
Portara.Os Srs agentes da companhia brasi-
leira de paquetes a vapor mandem dar urna pas-
sagera de proa para o Rio de Janeiro, no vapor
Paran em Jugar destinado para pasiageiro de
estado, a Joo de Azevedo Jeruema, que consta
ser desvalido, ficando sem effeilo a portara que
se expedio nesle sentido em 5 do corrente.
Despachos do dia 51 de agosto
Requtrimtntos.
Manoel Jos de Parias.Opportunamente ser
attendido.
Juvenianno da Costa Monleiro.Requeira por
intermedio do director geral da instruego pu-
blica.
Joo de Azevedo Jeruema.Dirija-se a agencia
da companhia brasileira de paquetes a vapor.
Francisco Jos Machado. Informe o Sr. Dr.
chefe de polica.
Francisca Pia da Conceigio.Nao tem lugar
em ysta da informago.
Manoel Antonio Simes de Araaral.Informe
o Sr. inspector da thesouraria da fazenda.
Rogelio Thomaz de Souza. Informe o Sr,
commandante superior da guarda nacional do
municipio do Recife.
pelo conde de Bernstorff, at agora ministro prus-
siaoo em Londres.
Nao se falla de motivo poltico qualqaer que
fosse a causa deesa niudinca. O verdadeiro mo-
tivo parece ser principalmente o estado de aade
do Sr. de Schleinitz, o qual j no auno passado
tinha declarado que as suas toreas nao podiam
mais resistir aos esforcos do seu emprego. Tam-
ben) nao se deve esperar do conde de Bernstorff
qualquer mudanga notavel na poltica externa da
Pruisia.
As suas syrapathias talvez serio mais em favor
da Austria, do que as do baro de Schleinitz ;
porm nao provavel que essas sympathias pos-
sam levar a qualquer iniciativa pela Austria em
caso eventual.
O conde de Bernstorff em todo o caso nao ho-
mem da poltica de snjeigo Austria, porque foi
elle que, entao ministro da Prussia em Viena,
se rotirou em consequencia do famoso tratado de
Olmeitz.
Maior sensagao, porm. do que esss mudanga
ministerial Um causado um boato, ao principio
muito duvidoso,
de parte dos goveroos estrangeiros se acha em
progressodos Estados Europeos j declararan)
positivamente o seu reconhecimento: a Ingla-
terra, a Franga, a Suiasa, a Turqua, a Grecia, a
Suecia, a Dinamarca, o Portugal e os Paizes Bai-
xosas circunstancias no suida Italia, no ami-
go reino de aples se vo tornando cada vez
mais precarias.
Tambern o novo governador Pouzo de San Mar-
Uno so vio obligado a tomar a sus demisso. e
? este momento o supremo poder civil do antigo
reino de aples se acha reunido ao poder mili-
tar, as mos do general Cialdioi.
Todos os dias ha combates entre as suas tropas
e os bandos de insurgentes bourbonos ; todos os
dias estes sao batidos, mas apenas batidos n'um
lugar, logo levantara a cabeca em outro, e a guer-
ra civil com todas as suaa horriveis consecuen-
cias se vai prolongando de semana em semana,
de mez e mez, e est arruinando o infeliz paiz.
Na Herzegowoa continua a insurreigo. Urna
entrevista entre os chefes dos insurgentes de um
lado e Omer Pascha e oscommissarios Europeus
mimo duvidoso, mas pouco a pouco mais acre- do outro lado, que leve lugar em 28 de julho na
Hitado o boato de urna prxima viagem de el- Sultorina nao teve resultado algum, e nao se con-
rei da Prussia para o campo de Chalos por con- seguio nenhum acedrdo.
vite do imperador Napoleo. Essa noticia nao se
acha confirmada at agora, lalvez que aioda se
achem pendentes negociages entre os dousso-
beranos acerca das modalidades da entrevista
tencionada ; a cousa entretanto passs hoje por
mediata
Londres,
8 de agosto de 1861.
Pelo telegrapho de Lisboa tivemos aqu noticia
muito provavel, e as gazetas francezas ji fallara da chegada do vapor Tyne aquella cidade com a
de urna contra-visita que era consequencia im- mala do Brasil na manha de 30 do mez prximo
da entrevista de Chalos, o imperador passado. sendo ao mesmo lempo informados de
[ara ao soberano prussiano no Rheno. que esse paqueti "
jtriaco nao se gosta desse negocio e quelle dia com de
nao fallara os esforcos desse mesmo lado e dos lo chegou a Soutampton no dia 3 do corrente o
interesses que Ihe sao affiliados, de impedir a sua vapor Tyne, e nesse mesmo dia recebemos n'es-
ivvSSn. u- ... ., ita c*P"al mala vinda por aquelle paquete
. P puWlca d* Allemanha n5 8e olha apressando-se os jornaes a darem um resumo
com nenhum recelo para ossas noyas relagoes das noticias mais importantes trazidaa por aquel-
pessoaes entre os dous soberanos, applaudindo-as. le conducto. O cambio do Rio de Janeiro sobre
anies como um novo penhor da paz, deque a Eu- Londres foi
mpoleao far ao soberano prussiano no Rheno. que esse paquete largaria do Tejo na tarde d'a-
:*.i?,,u,nico.M0 e gosta desse negocio e quelle dia com destino Iogleterra. Com effei-
aqu annunciado a 24 d. Ii2 e 24 d
e 3|4 ; e mencionaram algumas folhas que a im-
portago do caf do iotorior da provincia do Rio,
bem como a exportago para o eslraogelro desse
arligo, havia diminuido, tendo os precos bai-
lado.
Como ja fu ver em urna de minhas anteceden-
tes cartas, se esperavs aqu que em virtude da
guerra civil dos Estados-Unidos o commereio do
Brasil viesse a ressentir-se desse successo, sendo
certo que entre esses dous paizes as relagoes
commerciaes tem tomado um incremento coosi-
deravel ; e por conseguinte se calculava que
grande
egoes
quili-
ra
Posan
n!rtr.a.ffmn Um program,na Pr0Dri' ? fcmbem de ter lagar~pars~o mesmo imtoTTesi todaria
nadase falla de quaesquer preparos esse res- este aconlecimento esusado aqui serias appre-
.L. a a -,-. hensoes, tanto mais que o commereio em geral
drha- rd"asconvenco militares do duque se acha paralysado por virtude ds guerra exis-
J!,. l com a Pr,IS8,a J fallamos a lecta na Unio Americana, sem que haja proxi-
ropa realmente tem to urgente preciso.
Entretanto os partidos na Prussia comegam a
preparar-se para as precedentes novas eleigoes
para o parlamento. Os primeiros que se apre-
senlaram foram os liberaes, os quaes immediata-
mente depois do encerramento da dieta appare-
ceram com um programma para as eleigoes. Esse
programma acenta especialmente dous pontos :
a necessidade da orgaoisacao federal da Allema-
nha debaixo da corda prussiana, e a necessidade
de urna transformacao da cmara dos senhores
prussiana.
a rt J-s'. a ma esperanja de um termo qualquer a esse mal,
A primeira deasas convengoes, que trata espe- pois que as ultimas noticias que chegam 25 de
cijimenie da posigao dos officiaes, ei tinha sido julho aonunciam que os partidos se achara cada
aceiia pela cmara representativa, j se acha em dia mais engajados i
vigor desde o 1 do corrente mez, e a segunda a praga tem ultimamei
convengao principal que transiere corea da
Prussia a soberana militsr de todo o contingen-
te do duque, e que deve entrar em vigor em
agosto do anno prximo futuro, tambem foi acei-
ta pela cmara,
Entretanto se acham pendentes nao menos no-
taveis uegociag6es entre as cidades Anseticas
de um lado, e a Prussia do outro lado acerca de
um assumpto anlogo.
Em quanto que a Prussia se tem esforzado de
se assegurar pela creago de urna flotilha de ca-
nhoneiras va por,os meios para defeza das costas
allemes do Bltico em caso de urna guerra da
partid
na luta. O descont nesta
mmente regulado entre 5 e 6 por
0[0, continuando na alta o pedido de dinheiro
nao s sobre o banco de Inglaterra como tambem
sobre as casas baocariasde Lombard Street.
Anda com relaco ao Brasil publicaran) as fo-
lhas ioglezas, e o fizeram com grande elogio,
que o governo imperial apresentra na cmara
um projecto regulando o direito de venda dos
escravoa ; pelo qual o senhor de um escravo ca-
sado nao podera vende lo seno com a familia
desle, alera da prohibicao que por essa medida
se faz ,de no futuro continuaren) as vendas d'a-
quella especie de propriedade em hasta pu-
blica.
t TI *J7 po enca mantima, as mu a imprensa ingleza, sempre desejosa de ad-
o mais importantes costas do mar do norte, al- vog.r a causa, da hura anidado opprimda e espe-
lemao carecen) ate agora de todo e qualquer meio cialmente da classo escravisada. nao poda dai-
a Aieim!a"i. r xar de l0U7ar e medida philantropica. que
A Allemanha j soffreu lodo o peso das tristes ella considera como meio para progressivameote
EXTERIOR.
consequencias dossa falta durante os annos de
1848 e 1849 na sua guerra com a Dinamarca, e
j ha muilo a opiniao publica insta em se por
em estado de defensa as costas allemes do Mar
do Norte.
Urna laatava da Prussia, porm, de tornar a
quesio da proteceo das costas da Allemanha ura
negocio geral da confederago, encarregando-se
para prog
ebegar o Brasil completa extiocgo da classe
dosescravos. Hoje que a idglaterra, e camella
o governo britanoico, confia nos esforcos leaes
do imperio para chegar um dia aquella Qm, sao
sempre aqui recebidas com eothusiasmo noticias
daquella ordem, e servem ellas semduvidade
muilo para facilitar as relagoes polticas commer-
ciaes e al as industrias entre os dous paizes.
IZtELA.iJ^- Dacl,nal>Jf.alhou P.r cau" d. Alguna jornaes rancezes teem igualmente dado
ii.!.0.*"nA,"c_,~?.d n<"icia. azendo nessa occasiao justiga
nioes na dita cerporago, porque as propostas a
esse respeiio, apezar de serem apreseotadas ha
mais de um anno e meio, se acham em Frankfort
ainda no primeiro estadio de deliberarlo pre-
paratoria, e oto de prever o fim das delibera-
cijos.
Em consequencia disso os corpos dos notareis
aos sentimentos de cirilisago do governo im-
perial.
Segundo as noticias trazidas pelo mesmo pa-
quete Tyne, o ministerio Caxlas offerecia dura-
cao, ero Dora houvesse soffrido no senado urna
derrota pela rejeigo da |proposla do Sr. Sayo
Lobato para o augmento dos vencimentosda
tra em ^rUr. ESSZ "T*" de V >DCd9ote ausencia d W* d d erabros
deiirinl eC" Cm P.^U8S,a *Am l fa'oraveis poltica do governo. de modo que o
&?aW^A?lU^VJ!?-?, Pa" de" minite "o qui cora justa razo repaUr-se
FA R-rhm Lu.r d ^rte' em minoria 1uand0 o resaltado da votaco con-
nrS?nfa ? J *"* PromP'amonle a traria se lhe raanifestou por quatro votos.
d TnL. ..T?,nHd 8g0ra C?-m 8S .dltaS wn^ercio inglez coSlia rauito na actual ad-
ranhonhiir.. ..n! t S" C0?tlD8ente de ministrago brasillira. e sobretudo espera quo o
canhonheiras vapor fornecer pelas mesmas, governo imperial n tardar em pelo menos
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PEBNAMBUCO.
Hamburgo
5 de agosto de 1861.
Como era de prever, o partido reaccionario na
Prussia e outras partes da Allemanha nao deixou
de aproveitar para os seus planos a tentativa de
assassinato do estudaute de Leipzig, Osear Bec-
ker.
Inmediatamente depois do atlentado, esem
poder indicar mais ligeira sombra de probabi-
lidade, denunciou elle o partido liberal e sobre-
tudo a sociedade nacional (National-Verein) como
cmplices do acto criminoso.
E at hoje os seus orgos nao tem deixado de
apresentar sempre iguaes denuncias.
Em 1850 quando um sargento enlouquecido
chamado Sfeloge, tinha dado um tiro sobre el-
rei Frederico Guilherme IV, assasdenunciaa me-
reciam ainda fcilmente crdito. Hoie tudo
differente. El-rei Guilherme I lera demais bom
senso para ajuizar os motivas dessas suspei-
goes.
A unanimidade das demonstrages de lealdade
em que por causa doalteotado de Becker sedis-
putaram a palma todas as corporagoes e munici-
palidades,assim como todos os partidos polticos,
a a unnime abominaco do allantado a que to
espontameote deu expresso a imprensa de todas
as cores, de certo nao poderam deixar de con-
vencer a el-rei Guilherme, que o crime contra
elle tentado era completamente solado, e em
todo o rspeito s a a cea o de um nico indivi-
duo, segundo toda a apparencia, completamente
doudo.
Fundando-se nessa idea, el-rei Guilherme to-
mn occasiao de declarar expressamente s de-
putages, que o congratularan) pelo feliz salva-
mento da baila do asaassino, que eslava decidido
sustentar o sea systema de governo at agora
seguido, e que o atlentado nao lhe dar nenhum
motivo para desconfiar da lealdade do povo.
Como referimos na nossa ultima, o ministro
dos negocies estrangeiros da Prussia, bario de
Schleinitz deia o sea posto, sendo substituido
para a marinha prussiana. 8UspeDder dSp0Ss5e3 vexaiorias do novo re-
govern
, susp
nr.%Tnme.nh.0of Pinia0 PubUcada la golameoto das alfan'degas promulgado pelo mi-
parte da Allemanha se preocupa com muito zelo nisterio Ferraz
'am toda0.""nirWiin8!S2! HSS I A$ n8"8 ,C0M daS etradas de ferro braailei-
Jri Z.LJ h seDesla? azend0 colleclas para ras aqui coladas continuara com grande descon-
sul.rem. ? a,80ma)a8 9uedellas o. As do Recita com o de 0 6i 1^ a 5 6 por
Na Austria a queatio constitucional se acha
ainda no mesmo ponto como j relatamos, o im-
perador nao tinha aceilo o primeiro endereco da
dieta da Hungra, a qual depois se decidi a a-
presentar o sea eaderego em forra i mudada ; na-
da se tinha conseguido com isso, porque mesmo
no seu eodereco mudado a dieta de Peslhe sus-
tenlava as suas prelengoes acerca das leis de
1848.
O Imperador aceitando esse endereco na sua
nova forma, tinha reaolvido responder ao mesmo
detalhadamente por um rescripto imperial. De-
pois de urna viva luta no ministerio de Vienna,
que teve por consequencia a retirada do baro de
Vay.chanceller da Hungra e do conde de Scezcher
ministro sem pasta, esse rescripto de resposta fi-
nalmente appareceu, contrasignado pelo conde
de Torgach, o novo chanceller da Hungra, e foi
transmiltido dieta de Peslhe.
Esse rescripto rejejta as exigencias da Hungra,
to positivamente como ellas eram feitas, o con-
vida a dieta directa e expressamente para depu-
tar o parlamento (conselho do imperio) em Vien-
na. Naturalmente ninguem pensa que a dieta
de Peslhe annuir a essas exigencias,e nestes dias
ella vat rcunir-se para deliberar urna resposta ne-
gativa ao rescripto imperial, sob basa de um no-
vo projecto redigido per Deak. Deremos esperar
as novas consequencias.
Entretanto o parlamento em Vienna continua
as suas sesses, sem que at agora tenha podido
conseguir quaesquer resultados notaveis acerca
da legiaiago, e quasi em todas as sessoes se ma-
nifesta a irreconsiliavel opposigo entre allemes
e eslavonos, ,a que de certo nao contribue para
augmentar a aua coosideragao nos olhos do go-
verno, nem na opinio publica.
Quanto Italia s diremos por esta vez, que em
quanto que o reconhecimento do Estado Italiano
(2 a 3S 0 por
cada urna, estando j annunciada urna nova cha-
mada de e 2 ; as da Babia com o de 1 7(8 a
S 1 Ii2 ; e as de S. Paulo, com o de S6 2 1[S a
S 1 1(2 por cada apolice. Este estado de
cousas e medonho para o nosso crdito, e ao go-
verno cumpre olhar seriamente para isso, tanto
mais que dentro de doui annos teremos de le-
vantar aqui um forte emprestimo, que o conse-
guiremos someote com condlgoes mui onerosas
se continuar esse estado desfavoravel ao nosso
crdito. Os proprios fundos do governo tem bai-
lado, achando-se os de 5 OO a 98 112 e os de 4
ll2 0|o a 87 lii.
Os consolidados ioglezes 3 0[0 ficam a 90. Os
portuguezes 3 0|0 a 46 1|2 ; os hespanhes 3
0(0 a 48 112 e 49 ex dividendo ; os russos 5 0|0
a 102 ; e os turcos 4 0(0 garantidos a 100 1(2.
Os nossos principaes gneros cotados nos di-
versos mrcalos deste reino ficam pelos segulo-
les pregas. Algodo de Peroambuco a 9 d 1|4 ;
dito do Maranho a 9 d ; e dito da Babia a 8 d
7(8 por libra, sendo o pedido firme. Cacao de50s
a 58 e por cwt, pago 1 d de direito por libra. Ca-
f Ia qualidade 59 s69 s ; 2a 52 a 6d 59 s ; e
3* dita 45 6 d a 53 a per cwt. Assucar de Per-
narabuco e da Parahyba branco 26 s31 s 6 d ;
mascavado 16 s a 23 s 6 per cwt. Baha bran-
co 21 sa 28 8 6 d ; mascavado 16 s 6 d a 21 s
per cwt. E coros salgados de 6 d a 1^8 d 1(2.
Pao Brasil a 80 s por tonelada.
Do Brasil chegaram a Inglaterra na allima
quinzena os seguintes navios :
Da Bahia HenrietU (julho 27) a Falmouth ;
do Rio Janeiro Hermn Adolph (28) a Fal-
mouth ; de Peroambuco Mary Wincho (29) a
Liverpool ; da Bahia Silistria (28) a Liverpool :
da Parahyba Glaucus (29 a Liverpool ; da Pa-
rahyba Henry Clem (29J a Liverpool: de Per-
aambuco cEmilys (30) a Liverpool ; de Peroam-
buco Moneta (29) a Deal; do Rio Grande Ea-
1' (39) BriBlol ; do Rio Grande Hermano
(30) a Falmouth; e da Bahia Perekop(3t) a
Grvesend ; do Rio Grande MeezusfIo de agos-
to) a Gravensend : e do Rio Grande (2) eCavel
XV. a Palmouth.
No mesmo periodo seguiram para Rio de Ja-
neiro de diversos portos de Inglaterra os seguin-
tes navios; de Liverpool Midas a 27 ; de Deal
Jacob a 27 ; de Deal Peong a 27; e de
Shields Susanoa no 1" de agosto corrente.
A corveta bahiana, da marinha imperial bra-
sileira, chegou a Brest no fim do mez prximo
passado sob o commando do distincto official o
capitao de fragata Rodrigues.
Ali devei fazer alguos reparos aquelle vaso
de guerra, devendo seguir depois para o Ferrol
em 15 do corrente,
0_ itinerario dessa corveta como j Uve oc-
casiao de annunciarEstados-Unidos, Inglaterra,
(onde j estove), Franga, (onde est) Hespanha,
(Ferrol;, Lisboa, Gibraltar, Tnger, e Agres de
regresso ao Brasil,- onde dever chegar em prin-
cipio do anno prximo futuro.
A apparigo da nossa bandeira em Tnger cau-
sar sem duvida ali a melhor impresso, sendo
certo que as autoridadese marroquinas seeoodu-
ziram mui generosamente com os nossos infeli-
ces compatriotas, nufragos da corveta D. Isa-
bel ; Deoa permita que methor destino do que
teve este Taso da nossa marinha de guerra estoja
reservado corveta Bahiana.
Constou aqui ter naufragado sahida de Mon-
tevideo a nossa corveta a vapor Paraguass, per-
dendo-se muitas vidas. Este triste successo veio
entristecer o animo dos brasileiros residentes oes-
te paiz, at porque parece que um mo fado est
perseguiodo a nossa marinha de guerra, que ape-
nas se acha em nascimeoto. Nos ltimos seis
annos tenho contado seis naufragios de navios de
guerra da marinha brasileira I
Sua magestade a rainha contina a residir em
Osborne. onde se acham igualmente os principes
da Prussiaseos filhos; e suas altezas reaes de-
vero proravelmente demorar-se ali at que a
rainha parla para a Irlanda no decurso deste mez.
De Osborae seguiro o principe e a princeza
Frederico Guilherme para Ostende, onde se en-
contraro com o re da Prussia, que all estar a
banhos do mar.
Sua magestade prussiana se acha completa-
mente reatabelecida da ligeira cootuso que re-
ceben por occasiao do recente atlentado contra a
sua vida, e deixou Badn em principio deste
mez.
El-rei Frederico Guilherme far proravelmen-
te urna excdrso Chalos (Frang) no meiado
de selembro prximo, afim de presenciar all as
grandes manobras militares que esto tendo lu-
gar sob o commando do marocha! Me. Machn,
duque de Magenta. O imperador Napoleo ir a
Chalos receber el-rei ds Prussia.
Chegaram residencia de Sua Magestade a
rainha Victoria em Osborne, no dia 2 do oorroo-
te, suas altezas imperiaes o archiduque e a ar-
chiduqueza Maximiliano d'Austria viajando in-
cgnito sob o nome de condes de Lacroma. A
archiduqueza Carlota Maximiliano prima irma
da rainha d'Inglaterra por ser filha do rei Leo-
poldo da Blgica ; e veio a loglaterra para vi-
aitar seus augustos pareotes.
O archiduque Maximiliano primo irmo de
sua magestade o imperador do Brasil; e no de-
curso do anno prximo passado teve a honra de
avistar-se com esse augusto soberaao em urna
das provincias do imperio de Santa-Cruz. Os
principes austracos devero regressar Austria
depois desla viagem, que ser curta.
Nos ltimos das da presente sesso parlamen-
tar a legislatura ingleza oceupou-se ainda com a
discusso dos diversos orgameotos, versando a
polmica sobre o da marinha.
A cmara coneedeu afinal o quantum pedido
por conta dessa reparligo, mss oo sem grande
discusso havendo o partido tory declamado al-
lmanle contra oexcessivo augmento das despe-
jas correles desse ministerio.
Mr. Disraeli suggerio a idea de um accordo
entre a Inglaterra e a Franja acerca do numero
dos navios de guerra que ambas estas nagdes po-
dero mahter; mss lord Palmerslon combateu
essa suggesto, allegando que a Gra-Brelanha
precisa precaver-se nao s contra a Franga, maa
tambem contra qualquer co!ligac,o e que por
isso nao deve em circunstancia alguma limitar
o numero de seus navios, cumprindo-lhe a esse
rspeito flcar com plena liberdade.
A imprensa ingleza, porm, tem combatido os
enormes gastos que correm pelo ministerio da
marinha, deixando at certo ponto de concordar
com as vistas de lord Palmerslon sobre aquelle
assumpto.
Entretanto o orgamenlo foi approvado, e ahi
o ministerio habilitado para continuar a mandar
construir novos navios de' corraga, com que pre-
tende intimidar a Franga se esta nao quizar
manter a allianga ingleza.
O ministerio Palmerslon acaba de perder um
dos seus mais valiosos membros. Lord Herbert
of Lea, que. anda ha muito pouco lempo oceu-
pava a pasta da guerra, succurabio no dia 2 do
corrente urna doeoga de intestinos.
Sua seohoria falleceu na idade de 51 annos,
tendo nascido no dia 10 de agosto de 1810, e du-
rante muitos annos representara na cmara dos
communs o condado de Wilton, onde nascera
lord Herbert na casa paterna.
O carcter firme do fallecido, seu grande ta-
lento, e verdad eir dedicaco pelo servigo da pa-
tria haviam alcaogado para elle urna reputaco
solida e agora lhe tem procurado no publico um
justo sentimento de saudade sua memoria.
Lord Herbert, recntenteme fallecido, fora l-
timamente substituido por sir C. Lewis, que oc-
cupava a pasta do interior. Para esta reparligo
foi nomeado sir George Grey ; e lord John Rus-
sell, ministro dos negocios estrangeiros, acaba
de ser elevado cmara dos pares, em recom-
pensa de seus relevantes servicas, cora o titulo
de conde de Russell. O partido liberal tem ap-
plaudldo este signal de estima que a soberana
acaba de dar a lord John Russell, e confia que
S. S. pugnar na cmara alta pela reforma elei-
toral como mesmo eothusiasmo com que ni casa
dos communs advogra essa causs, embora o Q-
zesse sem favoravel resaltado. Mr. Layard foi
nomeado sub-secretario de estado dos negocios
estrangeiros em subslituigo de lord Wodehouse
e sir Roberl Pell entrou na administragao na qua-
lidade de secretario pela Irlanda.
A nomeagio de lord John Russell para a casa
dos lords foi causa de um novo triumpho para o
partido liberal. O lugar que esse estadista dei-
xra vago na cmara doa communs foi vivamen-
te disputado pelos partidoa tory e wbig, preten-
dendo cada um alcaoca-lo aa favor do candidato
que haviam proposto, e que eram pelo partido
conservador atr William Cubitt a palo liberal Mr.
Wood. Este ultimo foi porm o vencedor por
ama maioria de 512 rotos; de maneira que
o partido tory ae vio derrotado, e o que mais
privado do apoio de sir W. Cubitt na cmara,
onde era j membro por Andover maa a cuja re-
preaeotago renunciara para propor-se pela cida-
de de Londres, representada por lord John Rus-
sell durante mais de vinte annos.
De Italia as noticias da ultima semana sao maia
satisfactorias, havendo o general Cialdini descon-
certado os planos dos reaccionistas que preten-
dan) fazer rebeotar em aples ama revolu-
to nos dial 28, 29 e 30 da julho prximo pas-
sado. O cardeal arcebispo de aples, compro-
meltido nesse trama, araba de ser exilado, tendo
chegado a Cfvita Vecehia no dia 2 do corrente de
carainho para Roma.
Cialdini, hoje lugar-tenente de Vctor Emma-
uuel no reino de aples, espera comprimir em
breve a insurreigo que tem levantado cabega nos-
Abbruzi na Calabria, e na Capitanata, a a cuja
testa ae acha o famoso caudilho Chiavone; e
para eaae fim tem expedido contra os rebeldes
numerosas torgas, distribuidas em columnas vo-
lantes. O partido Mazzini procura para seus fins
manter o reino de aples no actual estado de
desorden).
O rei da Suecia chegou ao Havre de Grace no
da 6 do correte, e se acha no palacio de St.
Cloud de visita ao imperador dos Franceze. S.
M. Sueca acompanhada nesta viagem pelo prin-
cipe Osear, seu irmSo, e lenciona demorar-se em
Franga alguna dias, afim de all visitar as curio-
sidades dignas de mengo.
Dos Estados-Unidos temos noticias at 25 de
Julho por via de New-York, e sao ellas da maior
importancia. O exercilo federal, que debaixo do
commando do general Me. Cleand ganhra no dia
5 do mez prximo passado vantagens decisivas a
ponto de na opinio daquelle general se achar
recuperada para a Uoio toda a Virgnea occi-
dental, acaba de ser completamente batido em
Marmatsas pelos separatistas, quo all se acha-
vam poslados em forga de 90:000 homens. Os
federaes perderam toda artilharla, e se virara
obrigadoa a retirarem-se sobre Washington de-
pois de urna viva perseguido que soffreram al
Fairfax, tendo perdido entre os mortos o general
Garnett. As tropas federaes subiam a cincoenta
mil homens e. erara commandadas pelo general
Me Dowell ; as perdas foram grandes do ambas
as partes. A capital se aehava ameagada pelo
exercilo dos confederados ; mas em virtude das
forlificages ltimamente feitas era considerada
estar a abrigo de sorpresa. O presidente Lincoln
telegraphra immediatameote depois daquelle
desastre para diversos pontos, pedindo refotcos
que eram esperados promptameote e em numero
de oitenta mil homens. Deste modo a luta se
eocarniga cada vez mais mais; ea Europa pre-
sencia estupefacta essa guerra fratrecida.
Lisboa
13 de agosto:
O Sr. ministro da marinha "apresentou na
cmara dosdeputados unta proposta, ha poucos
dias, para o governo ser autorisado a conceder
as provincias de Angola e MogamUque, inde-
pendentemente de hasta publica, baldos para a
cultura do algodo e gneros colonies sendo o
foro, al I real por are.
Os motivos que determinara esta medida sao
justo, sobre tudo em presenga da guerra civil
que est assolando a America de norte.
Est em discusso na cmara electiva um
projecto de lei aulorisando a compra que o go-
verno fez respectiva companhia do caminho de
ferro do Barreiro as Vendaa Novas e do Samal
para Setubal, na razio de 13:500^000 ris por
kilmetro, e para poder ceder a urna companhia
a sua explorago.
O governo porluguez tinha-se obrigado a con-
diges muito onerosas com a companhia chama-
da brasileira, e cumpria-lhe libertar-se dellas
quinto antes. Por isso muitos deputados ex-
tranham, nao que o governo comprasse aquella
estrada frrea, mas que nao tivesse feito esta
acquisigo, ha mais lempo. A companhia ce-
dendo o seu contrato a outra empreza, havia de
ocluir naturalmente as condignos que lhe ti-
nham sido garantidas, continuando por tanto os
encargos que oneravam o estado. Alm disso,
o governo da negenerago estipulara no contrato
urna condigo pelo qual era conferido ao gover-.
no o direito de remisso passados 30 annos. O'
governo pois, efiectuada a compra, habilila-se a
exercer desde j aquello direito. Ainda ha ou-
tras muitas considerages que fazem com que
esta medida seja muito popular e bem recebida
geralmente. E' um erro poltico consentir que
a rede dos carinnos de ferro de um paiz qual-
quer seja monopolisada por urna s empreza. Ora
a companhia do caminho de ferro do snlentabo-
lra as suas negociages com o celebre capita-
lista hespanhol D. Jos Salamanca, o qual se
promptiGcava a dar pelo caminho era questo
900 e taotos contos, na razo de 3 mil libras por
kilmetro, que o prego porque o governo o
comprou, dispondo-se tambem a contratar com
a companhia ingleza do caminho de ferro do
Alemlejo.
Na actual conjunctura foi um acto acertado in-
terpr o governo aos seos direitos e obstar a que
se concluisse aquella transaego.
as reunios preparatorias que o governo
teve com os deputados e com os pares foi bem
recebido este pensamento. Entretanto a oppo-
sigo empeoha as suas torgas para combslter o
ministerio neste campo. Abri hontem os de-
bates o Sr. Serpa (que foi ministro das obras
publicas). Seguia-se-lhe o actual, que o Sr.
Thiago Hosta. O Sr. Fontes e o Sr. Carlos
Bento da Silva, ministro da marinha tambem
oraram largamente. E' de presumir que a dis-
cusso da generalidade do projecto acabe ho-
je. Mesmo, encerrando-se as cortes no dia 20,
nao poderiam 'estes debates prolongar-se muito
sem umi prorogago. Nisso que ninguem
concorda, porque a estaglo vai excesivamente
calmosa, e fra sem duvida um verdadeiro sa-
crificio continuar por mais os trabalhos parla-
mentares /
J foi apresentada a proposta do governo para
auxiliar a companhia Unido -Mercantil, que se
aehava em crise, como lhe coramuoiquei na
minha ultima. A proposta para aulorisar o
governo a garantir um emprestimo de..........
45O:OOO$OO0 de ris, feito por qualquer estabele-
cimento de crdito a favor daquella compa-
nhia. O governo poder crear os ttulos de
divida interna fundada de 3 por cento necessa-
rios para realiaar esta garanta. Do subsidio
concedido por differentes contratos mesma
companhia para o pagamento de juros do em-
prestimo, o governo deduzir as sommas que
julgar necessarias, nao podeodo esta deduego
ser inferior a 40:0008000 ris em cada anno.
Se por qualquer motivo cessar o pagamento, o
governo embolgar.Ubs prazos estipulados, o es-
tabelecimento de crdito, que o tiJto feilo, po-
dendo para este fim proceder veWa dos ttulos
de divida publica que forem necessarios para pa-
gamento das prestacoes convenciooadas. A com-
panhia depositar nos cofres do estabelecimento
de crdito, com que celebrar o contrato, titulos
de cinco mil aeces, e o producto da renda des-
tes ttulos, proporco que se forem negociando,
ser exclusivamente applicado amortisaco do
emprestimo. Ser constituida urna hypotheci
especial deste emprestimo na parte do material
da companhia que for julgada correspondente
somma muluada. O governo ter o direito na
gerencia e administragao da companhia, Hornean-
do directores em numero proporcional ao capital
por elle garantido.
Sio pois estas as condiges da referida pro-
posta.
Em Janeiro deste anno, linhs o governo apre-
sentado s cortes um projecto que dea origem
carta de le pela qual se concedem urna garanta
j de mnimo de juro a esta companhia de navega-
gao. Quando esta lei se propoi, se rotou e se
. promutgou, tinha o goreroo. a lisongeira espe-
ranga de que as acg.es desla companhia que>
ainda nao estavam emillldas, fcilmente seriara
tomadas pelo corpo de commereio das principae
oragas do reioo, e que assim tao ulil empreza
ficaria constituida com om capital correspon-
dente aos dos que se prope. Mo se realisou
ptorm at hoje essa esperanga, e a empreza tem
sido obrigida a recorrer ao crdito em largai
escola para adquirir o material oeceasario para
as carreiras de navegago de frica Occidental,
dos Agores e do Algarve, e hoje oo poderia
solver as suas responsabilidades sem urna
prompta liquidagio. Considerando o govern
que sao muitos os inconvenientes que resulta-
ran) para a causa publica, se a navegago para
aquelles portos fosse interrompida, e que mu
difficilmente se poderia estabelccer uma empreza
semelhante a esta sem auxilios rauito valioso
dos poderes pblicos, por isso que a experiencia
mostra que oos paizes mascivilisados e de mais
importantes communicaggs commerciaes se
estao concedendo a emprezas idnticos auxilios
e subvenges, de dia para dia mais avultades.
juigou do seu dever impedir a liquidago da
companhia e procurar por todos os meios a
seu alcance que a navegago para to impor-
tantes districtos da monarchia continu re-
gular.
Foi approvado na cmara electiva o projecto
que autorisa a creago de ura novo ramo de cir-
culagao com a denominago de banco Unio, o
qual lera a sua sede na cidade do Porto e farS
todas as mais operages propras da sua nature-
za segundo a carta orgnica que o governo ap-
provar. Podendo a respectiva companhia ele-
var o seu capital a 5 mil contos.
Passou as duas cmaras um projecto autori-
saodo o governo a conceder a uma conrpanhia
ou a um individuo o privilegio exclusivo por 20
annos para estabelecer machinas 'alagem no-
no Douro.
El-Re parle no dia 24 no vapor Mindello para
o Porto, a fim de assistir abertura da exposig
industrial. Daquella cidade, lenciona S. M. di-
ngir-se a Braga.
J se acha pio.isrado no Porto o palacio cha-
mado dos carrancas, que el-rei comprou por 3S
contos.
Ha tres dias o ministerio convidou a maioria
da cmara a uma reunio, em que expz os mo-
tivos que o acooselhavam a pedir s cortes ainda
nesta sesso legislativa, uma autonsaco para se
puderem importar cereaes estrangeiros, logo quo
fosse necessario.
Como lhe refer na minha de 28 do mez passa-
do, serenaram completamente os tumultos de
Loul e mais algumas povoagoes da provincia
do Algarve. Conserva-se todava ali o batalho
de cegadores 2 que sahira immediatamente da
Lisboa para restabelecer a ordem, nao tendo sido,
preciso empregar a forga para o conseguir.
Hontem ehegou uma parte telegraphica do
Setubal, participando que tendo-se alguns pro-
prielarios combinado para diminuir os salarios-
aos marroteiros, ou trabalhadores das marinhas.
estes se linham juntado na praca onde concor-
rem seguoda-feira para que "ali vao enga-
ja-los. Depois de grande alarido, entraran) por.
muitas lojas de venda, arremegando ra ou a*
casa dos logistas os pezos do syslema decimal
*4ue encontraram. A autoridade reclamou auxi-
lio ao governo, partindo logo d'aqui uns 60 sol-
dados de infantera 7, e 40 de lsnceiros. Hoje
devem sahir para aquella cidade mais 60 bayo-
netas. O general Maldonado, governador civil
do diatricto de Lisboa, e mais alguos empreados
de polica acompanharam a forga militar.
O soccorro que d'ali se pedia ao governo foi em
consequencia de se receiar que taes excessos se>
repetiasem.
Haver instigadores oceultos para esles mo-
dos r E' possivel e mesmo provavel.
Lisboa tem estado sem theatros. O lyrico, fei-
chado por estarmos no verso; o normal, fei-
chado tambem por se,estar substituindo o tectr>
querr de zinco, por outro de telha, alm de
utros reparos. A companhia do gymnasio est
representando no Porto. As do iheatro das Va-
riedades e ra dos Condes, formaram uma troupe'
ambulante e partiram para as Caldas da Rainha,
d'onde contam passir a Alcobaga e Nazareth.
Chegou hontem porm uma companhia de 60
criangas, florentiuas de ambos os sexos. Repre-
sentara em francez e italiano, cantara, dangara
etc. Depois de se fazerem applaudir no gymna-
sio vo para o Porto.
No Jornal do 'Commereio de Lisboa tem appa-
recido uns excellentes artigos patriticos em res-
posta ao pamphleto Ibrico publicado em Madrid
por D. Po Gulloo. Attribuem-se estes artigos ao>
Sr. Sabino Coelho.
Parti para a sua diocese no ultimo paquete da
csrreirs d'frica occidentaljo Sr.D.Manoel de San-
ta Rita Barros, antigo prior do Pinheiro Grande
e actual bispo de Angola e Congo. Este virtuoso-
prelado levou em sua companhia outros muitos
sacerdotes que vo paroebiar para aquella vasta
provincia.
O vapor de guerra D. Ettephania deve dentro-
em poucos dias, sahir para Mairocos. A sen
bordo ir o novo cnsul portuguez Collago, para
Tnger encarregado de apresentar ao imperador
varios brindes que lhe offerece o nosso governo.
Ha pouco tempo aquelle soberano tinha presen-
teado o Sr. D. Pedro V com alguns cavallos da
ragas mais finas e apuradas
Falleceu em Braxellas o Sr. Ignacio Antonio
Paes.de Villas Boas que em diversas legislaturas
fra deputado Is corles e desempeohara impor-
tantes commisses de servigo publico.
A cidade do Porto resolveu construir por subs-
cripgo popular uma corveta a ^ue se pora o a-
me de 1. de Dezembro. Este navio ser offere-
cido a el-rei, em demoustrago de affeclo pela
dymnastia reinante, servindo ao mesmo lempo
esta dadiva patritica de commemorago solemoa
da gloriosa data da nossa independencia. A.
lembranca que teve a commisso eleila pela he-
roica cidade do Porto, foi applaadida em todos os
ngulos do paiz, e de esperar que tenha imita-
dores.
Vo continuando as obras
de Cames em Lisboa.
No dia 3 do corrente sahio das aguas do Tejo
a crvela Barlholomeu Das, commandada por S.
alteza o Sr. infante D. Luiz. Dirigia-se Sou-
ihamptoo, onde foi buscar o principe Leopoldo da
Iloheozellern, futuro esposo da Sr." infanta D
Antonia.
O enlace matrimonial da formosa princeza con
o cunbado de seu augusto irmlo, ser no dia 7
de selembro em Lisboa. Os Ilustres noivos nao
de no mez de oulubro assistir em Koeoigsberg i
a coroago do rei da Prussia.
A nao Fosca da Gama que tem estado a ser-
vir de ponto no lazareto recebeu ordem para
armar.
Os oossos distioctos typographoa Castro Irmos
( Boa-Vista) acabam de publicar ama ntida edl-
gao das obrascompletas de Nicolao Tolenlino da
Almeida, comjum-studo btographico de Jos da-
Torres.
A edigo i illuslrada da numerosasgravuraa en*
madeira, por Nogueira da Silva bem conhecido
doa leitores do Archivo Pitloresco de, que os
meamos Caslros sao propietarios.
O texto prestava-se aos deivaneios satyricos do
chistoso caricaturista. O la pia traveso de No-
gueira da Silra qae tSo espirituosa mente se 09-
para a monumento


*

DIARIO *1 rEMAMBUGO.- ~ QLURTA FURA 18 01 AGOSTO BE 1861.
rfini
? ?%
1
frea na anliga Revista Popular e no Jornal
para rir, tem gnnho muilo em perUgio.
A empreza editora Gongalves Lopes (pateo da
Cruz de Pao,) publicoa ltimamente o romaDce
Escolhidos t Reprobos,
Cuasi toda ezgolad*.
o Ledo, o Romance de urna Senhora e varios
ouiras publicages que tem (eilo, do-lhe boos
rditos e assegurae?-lhe urna numerosa clien-
tella de asignantes.
Tomou asente na cmara hereditaria o Sr. Se-
astiao Jote de Ctrvalho, filbo do fallecido bario
de Chancelleiros.
Fallecen de urna apoptexia a 7 do rorrete o
Sr. Aolooio Ignacio do Porto, com 87 annoade
idade. Era o deceno do* nefeoanlea desta
preca.
Granada, nao anprovoo as duas sentencia de mor-
te impostas elttma
de Loji.
imeBte pelo conaelho militar
Hespa tiln
13 de agosto.
S. M. a rainha de Uespanha est em Santan-
der, oadesumpluosoa festejos celebtaram a sua
presenga. S. M. no dia 28 de junno acompanha-
de de sea augusto esposo e de S. A. R. o princi-
pe das Asturias, recebeu de tarde ta> audiencia
particular o general Decaen, chefe da 13* divisio
do exercilo francez, e Mr. Pron. perfeilo dos
B>iios Pyrenoeas, aos quaes tioha confiado S.
M. o Imperador aos francezes a missao de voli-
tar S. M. por motivo de sua viagem a esta ci-
dade. -
Os jornaes hespanhoes mtlht informad os crem
que a corte sair de Santander no dia 13 indo
descansar nessa noite em Keinoso ou em Paten-
cia; no dia seguidle chegar a Burgos, perasne-
<-eodo ahi lodo o da 15, qne e a fests.de Nossa
Senhora de Agosto, padreeira daquelr* capital
da provincia. S. H. a rainbt e toda a sua au-
gusta familia se insultarlo oo aago archiepisco-
pal. No dia 16 sahir de Burgos a familia real
para transferir-se no meado de setembro aoreal
itio da Granja.
Nao obstante o appareotejallivio que tinha es-
penraentado S. A. K. a infanta D. Mara filhados
duques de Montpensier, fallecen no 25 do mez
passado.
O cadver de S. A. seria exposto ao publico por
res das na capella do palacio, e que depois se-
ria conduzide ao saoctuario de Reg*, onde (Ica-
ria depositado.
Ha projecto de cunhar raoedas de ouro nio
.rnente de cem mil reales, como at agora, mas
lambem de 10,15 20 e 2> duros. Se aasim se
realisar nao ha duvid; de que prodozir vanta-
geus para ocommercio pela facilidade cora que
poierao verificar-se os pagamento*.
Ouvidam alguos peridicos de que se abram
as cortes na poca que annunciaram as folhas
minisleriaes. Accrescentam que indabilavel
que asopposicGes se preparara para a campanha
parlamentar, e que ho de rennir todas as suas
largas para debellar o ministerio nos primeiros
das do combate.
Nao se acreditara os nmeros que se tem que-
rido espaldar do que certos homens polticos es-
tavam decididos a separar-se da actual situagao
governativa.
Observa-se que a poltica comraega a esperi-
mentara languidez propria da estagao ; que os
aconlecimentos de Loja, na parle que interessa-
va curiosidad esto esgotados, e aquella su-
fclevagio, pronuncios de novas desrdeos; as no-
ticias seguindo o movimento da gente qae aban-
dona Madrid parece que taaibem foram tomar
iianhos.
O duque de Valencia esperado em Madrid
pars o pricipo de setembro.
Una folha governamental hespanhola, diz que
logo que se reunam as cortes o governo apre-
sentar o orcamento, sendo possivel que apte-
ente igualmente a annunciada reforma da
jauta.
Sobre a reuniio das cortes escreve a Chronica ;
Cada da cobra mais crdito o rumor de que
nao se reuoem as cortes m outubro. O gover-
no teme oaufragar nella, e oun*o naufragio as
leiges a que procedesse para substituir-las no
oaso de dissolve-las ; quer a todo o costo evitar
o perigo. O principal para elle mer.
Cootam os jornaes francezes que o general Za-
bala, ministro da marinha em Uespanha, che-
ganda a Marselha nao vioha munilo eom o do-
cumento coraprovando a legaiidide de seu em-
nariue. Para dar exemplo do respeito pela le-
4 .-lago martima, regressou a Uarcelloaa para
curtiprir com a formalidade que Iho faltava.
Insiste ura jornal hespanhol era que o Sr. Co-
myn oo foi eocarregado de missao alguraa diplo-
mtica a Franga, e declara que todas as nego-
ciages peudentes sobre os assuraplosqus boje se
ventilam entre Uespanha e o visinho imperio es-
li incumbidas ao reconheciio zelo do digno era-
bailador da primeira na Franga.
Sendo athoje exata a noticia do regresso do
general Serrano peniosula, claro est que lam-
bem o a da sua substituirlo pelo general Prim,
ou pelo general Ros de Ola, como tioham dito
alguns peridicas.
Parece que as continuas suspenses, suppres-
soes, denuncias, e multas com que se vem per-
seguidos jornaes polticos da parte das autorida-
des Uscaes daimpreosa liberal hespanhola.de-
cidiram os representantes da mesma celebrar urna
reumo para tratarem de ialerromper as respec-
tivas publicages. "Nada por ora eslava resol-
lido.
Auounciam coraoprova7el que o general mar-
quez do Douro, no seu regresso a Vicliy, assista
sgrandes manobras que a 19 diste mez se de-
vem realisar no acampamento de Chalos.
Consta que o Sr. Soreral, ministro de Portu-
gal em Madrid, deu um jautar ao novo represen-
tante da Ioglaterra naquella carie, Mr Cramp-
n e sua esposa. Esliveram neste jaotir, alm
dos empregados da legago iogleza, o nuncio de
sua saniidade, os ministros de Hollaada
Blgica, o eocarregado de negocios da Franga o.
outras pessoas de importancia poltica e social.
Era Loja foram sentenciados moite de gar-
rote mais dous implicados nos uKimos acooteci-
Os sentenciados a prisao perpetua pelas com-
cuja primeira edigio est missdes militares de Hespaoha, serio mandados
3 Reido Mundo, Caca \ para Fernando P e para os presidios d'Africa.
No dia Io deste mez, appareceram adiadas em
Salamanca proclamages em sentido republicano.
Consta que o povo foi quena os arrancou.
A esquadra do commaodo do geaeral Bubalara
s deve regressar do Hait, depois de obter
u'aquella repblica garantas effertivas acerca das
suas futuras relagdes com a parte de S. Domin-
go!, annexada i monarchia hespanhola.
Morreo o arcebispo de Cuba ; esta cidade teta
a iofelicidade de ver devorar pelas chamaa urna
povoacao que Qeava extramuros da cidade.
A siluagao econmica de Havana nrelhorou
muilo ; os pregos do assucar e da agurdente,
SUDtram.
Consta que a 11 d julho se apresentoo na ba-
ha de Porto Principe urna esquadra hespanhola,
coraposla de seis navios, exgiodo do comman-
dante do govtrnu de Hait, que, em aaliafacio
offenga feita i Hespaoha, pela invasio do terri-
torio de S. Domingos, e para indamnieacfto dos
prejuisos causados s familias que foram expul-
sas de algoraas povoag-s linulrophes. a praga
devisa saudar eom vinle tiros de arlilheria o pa-
vilho hespanhol da esquadra, entregando o the-
suuro de Hait ama forte somma para a mencio-
nada indemnlsago. O praso para responder, foi
de 18 horas. Antes d'elle lindo, o governo de
Hait responden, que, apegar de nao seren iodi-
viduos d 'aquella repblica, mas la o comente
emigrados de S. Domingos os que iuvadiram o
territorio desta parte da ilha, e de se ignorar
que a annexago livessesido acceila pela Hespa
nha, goveruo recouhecia, em principio, a iii-
demuisagao, mas, sendo regulada por meio da
urna cournisaao mixta, aOm de nao satiafazer
mais do que o devido, pelos prejuisos que se
avaliem. Quaoto salva, os pretos tambem,
apezar da esquadra, uto deixararn o caso sera
reparo, declarando que salvariam, mas esperan-
do que o seu acto de cortezia fosse correspon-
dido.
Parece que a commisso de ajuste de contas
do exeteito d'Africa ha poucos das ultimou as
de liquida gao do exercilo de oceupago de To-
luo, correspondentes ao priineiro eemeslre do
conente aono.
As cotilas da guerra d'Africa anda nao esli
juslada. Pelo que se t o governo deutalho
de separagao as contas, e deixando de parte as
da campanha comega a presta-las desde a oceu-
pago de Tetuau, correspondentes io prineiro
semestre do correte anno.
L.
concedendo-se em coropensagio aos membros
militares os vencimentoa e vantiieas de cora-
ra ando de etlago em effecttvo servieo de embar-
que, e aos paisanos o ordeoad 6^KIO|000
KB.,UU. -r^ oiwi*ww v-~p of ,Mima e zelo, mata a emulagio, e
por atino. Aasim permittam nos&a^ncas tale ^^"lino de mullos dos qne, fascinados
e eutros augmento, que, repuUdtn.de Intenta fate IniTno^as altas patentes, abragaram com
justiga, julgo de meu dever piopor. "--
QVJiaTEL 6BKBK1L.
A nova orgaoisacio, ane Ibe deu o decreto n.
2,536 de 25 de fevereira da anno fiodo, nao
por sam davida a ultima palavra sobre tao las
r--- ------- i>aa potemos, auragaraoi com
entnusissmo a vWa do mar. nio como om meio
de edqairir riaaezas, mas cano ama earreira de
gloria roaoaae, esaa tendencia para os empre-
g?ll '*" *e"s dennariada o corno le-
pwt tat wnjvju* umuid |iffiia 9 ivfVUlQ IflO JB" glnWtlf O;
portante assumpto. Aquelles. ana, dotados de naior resignacio.
Como esti hoja ronstilnMo, ella mera lotaf- ou mala decidida vocacao, conservam-se o ier-
- vigo da Armada, quando logren attingir aes pos-
tos superiores, esto velhos e alquebradoi, pelas
fadigas de urna vida excepcional.
A diuturna permanencia nos pollos subaMar-
os, habituando a mocidade a auboroioar os dic-
.... hjt ..,.... .....w Mnna t
mediarlo do ministro, cujas ordans transmilla, n
completa com providencias de desaine, na parle
concemenie ao serrino militar propriameote
dito.
A meo ver, parm, nio essa a organisagao,
que mais Ihe convm. 0 eocarregado do quar-
taV general deve ser o chefe do -estado matar, e
principal conservador do espinto militar, o pri-
meiro Oscal da disciplina, e boa ordem da forga
naval. Para isto, seria mister conferir-Ihe al-
tribuigoes mais Utas do que as que Ihe foram ou-
torgadas pelo citado decreto, que, collocando-o
lorgaaas pelo citado decreto, que, collocando-o Resoltldos a abrogrscao do decreto b. 185, de
para expedirlo das providencias, ainda as mais 20 de juaho de 1842, e o estabeiecimento de'um
osigniflcantes. na immediata dependencia da se- novo quadro sobre bases mais largas, seria occa-
Crelaria da estado. Ihe tollie a nroaintidn. a p- sio asada, nur* aiimin._.. a. _X..J l.......u:.
cretaria de estado, Ihe tolhe a promplidao, o e
torpece a aclividade, elementos essenciaes ao
proficuo desenvolvimeoto do servido militar.
v^^ut.-tu.uiumcmvuujciu^ miuioi. vnti.puruH) as mannnss fstraogeiras, coro
A frente dessa repartigao acha-se hoje o vice- quena entretemos mais freqoeotes relaces, fas
mirante, bario de Tamandari. Marinheim constaalemnnia mi^r rfa....rf..t. ^.
almirante, bario de Tamandar. Marinheino
destemido e cavalheiroso, amando estremecida-
mente a sua prossao, este distincto general pode,
eu o espero, concorrer no eminente lugar, que
oceupa, para aelliaas expaos.o dos germens ge-
nerosos, que em si ebeerra a oosna joven e es-
perangosa officialidade, habitan a desde a infan-
cia a venerar nelle o desinteresse, dedicagio e
mais virtudes, que caracteriiam o perfeito ho-
rnera do mar.
' -". "> ^io loima, uesomoaragaao o cammno, oon-
A eqntdade reclama que se fixem maioros ven- seguira o mrito elevar-se s altas posigoes a
meutos ao chefa e emnrecados dn nuartel ne- auem tem direitu a hrHoni mi.(.^ '...
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
RELATORIO.
Apresentado a' assembla geral legista-
ti va na primeira sessSo da dcima le-
gislatura pelo Exal. Se. ministro e
secretario de estado dos negocios da
marinha Joaquina Jos' Ignacio.
Augustos e dignissimos tenhores representantes
da horno.Na conformidade ^ lei, venho apre-
seotar-vos o re la lo rio da repartigao da marinha,
para cuja direcgo houve Sua Magestade o Im-
pera lor por bem noraear-me por decreto de 3 de
margo ultimo.
ADMINISTRADO CENTRAL.
SECRETARIA DE ESTADO.
O systema establecido pelo decreto o. 2,539,
de 19 de fevereiro do 1839, que reforraou a se-
cretaria de estado, comega a produzia. os seus
effeitos.
A divisan do trabalho, sobre quo elle so basa,
a lei suprema do progresa ; o caminho mais
seguro para alngir a perfeigao. Na marinha,
mais do que em qualquer oulro ramo do servieo
publico, a especialidade dos agentes subalternos
fia a/x miniil. -7. ., A -_..' :i._______ ?.i
meatos ; constava porm, que nao tendo sido
approvada a santenga pelo capilo general de
Granada sobre-estoo-se na exerugao.
No dia 23 entraram em Malaga 81 presos, como
implicados nos aconlecimentos de Loja. No dia
26, o conselho de guerra que funeciosa em Loja,
proferio urna sentenga de prisio por toda a vida,
quatro por 20 annoa de ptisio, e duas absolvi-
oes. O capitao general de Granada, conQrmou
diversas sentengas de 12 e 15 aunos de prisao,
proferidas a reos que se Julgaram como meros
executores da sublevacao. Estas palavraa fio
textuaes do jornal hespanhol que d esta no-
ticia.
Os con fiscos tambem alcsngam em Madrid as
olhas governamentaes. A Bpoca, depois do ser
recolhila a primeira edieco de um de seus n-
meros pelo fiscal da imprensa, escreve, para des-
colpar as sentengas da Loja, que esto sendo la-
mentadas por toda a Europa, como excessiva-
mento rigorosas, que o governo estava inclinado
& clemencia, mas que nao poda realisar tao lou-
vaveis intentos deixando de castigar com severi-
dade um movimento, que o mesmo jornal quali-
fica, como tendoa sido a mais transcendente, a
mais grave e a mais lemivel de todas at sable-
i>abes, desde o renascimento constitucional da
He/panha.
Sao 108 as sentengas proferidas em Hespanha
pelas commisses militares, e sommam seculos
os annos de prisio a que foram coodemoados os
aecusados que nio foram sentenciados morte,
Consta que os preso3 dtrigiram urna supplica a
S. al. a rainha de Hespanha, implorando a pie-
lade real sobre a sua triste sorte. J desos das
duas execugoes polticas S. M. perdoou a um as-
sassino que tioha raulher e dous filhos.
O cooselho de guerra de Malaga encetou os
eus trabalhos por seniencear i prisio por toda a
vida quatro implicados na snblevagio de Loja.
Entraram nesta cidade escoltados pela guarda
civil 84 presos, procedentes de Antequare, Tra-
buco e Chauche. O numero total de presos em
-resultado dos aconlecimentos de Loja, que ha
aquella cidade nio dista multo de 300. Das
antes os linhara precedido 82 viudos de Trabuco,
Sancedo e Vlllunueva de Tapia. Alora dos apo-
sentados ha oulros muitos, cojos nomes por ora
sa igaoram, assim como os de 409 a 500 que ti-
verarn de fugir sabendo quo se tratara de pren-
de-loa.
Dz-se que no dia 26 do pairado, ehegou a Gra-
nada, vmdo de Loja, 'um ajudante do general
Serrano, baveodo quera supponha que a chegada
deste offlcial a Granada soja consequencia de re-
velagoes feilss no oratorio pelo preso que ltima-
mente foi enforcado em Loja.
Differentes columnas de tropa esli percorren-
do as povoag5es de Halaga e confiscando o ar-
mamento, que encontram em abundaocia.
o sTiprnmo tribunal de guerra e marinha, con-
TOftaando-ad com o parecer do capiUo.general e
da admiriislragao requisito essencial e iadis-
pensavel.
Centro para onde converger os multplices e
variados negocios, que correm pelo ministerio da
marinha, a secretara de estado deve colligir.es-
tudar, preparar e coordenar os dados iodiapensa-
veis promulgago dos actos, que tem de impri-
mir movimento ao complicado mechanismo da
nossa organisagnio naval.
Funcgoes lio importantes e numerosas, como
as que o novo regulamento commelteu secreta-
ria, exigem para o seu completo desempenho um
pessoal activo, inlelligente, e proporcionado aos
euargos, que tem de desempenhar; forga, perm,
e coofessar que estas coosiderages nao foram
altendidas na reforma ; pos que peada pslas res-
triegues da autorisagao concedida pelo corpo le-
gislativo, augmentando sobremanera o trabalho,
nio pode alargar proporcionalmeote o quaJro
dos empregados.
O diminuto numero desles, desfalcado ao do-
mis pelas deslas e ausencias de alguns, dis-
Irahidos para commisses do servieo publico, eo-
mo veris na relagao annexa sobo. 1, toma ex-
tremamente difcil, se nao impossivel, a despeilo
da raelhor boa voolade e esforgos, a slricta e pon-
tualexecugo das prescripges regulameotare?.
_ E assim que 03 trabalhos. preceituados nos
7 e8 do arligo 8, ainda nao poderara ser postos
por obra.
Na dlsiribuicao das materias pelas secgoes nao
se guardou talvez a necessaria homogeoeidade,
mas esse inconveniente, revelado por mais de
dous annos de pratica, como oulros detalhes de
disciplina e economa interna, sero obviados
pelo regiment, cuja elaboracao da compelen-
0 da (cia do director geral.
CONSELHO NAVAL.
0 couselho naval continua a corresponder s
vistas que Jelermioaram a sua creacao.
Na esclarecida cooperago de tao prestimoso
auxiliar depara a administragao superior da ma-
rinha, alera de um precioso maoancial de boas
tradieges, e nao menos importante concurso de
opioies, formadas pela experiencia, e ilustradas
pelo saber, que Ihe sao seguros guias na inicia-
tiva de medidas taimares.
Durante o auno Godo formulou o conselho 161
consultas, e diversos regulamentos.
Eulre as attribucoes. que Ibe foram conferidas
pelo seu regulamento orgnico, avulta a de ins-
peccionar peridicamente oa ostubeleeimeolos de
marinha e eslagoes navaes.
O aviso de 10 de outubro ultimo preQxou regras
para estas visitas. De conformidade com elle,
nomearam-se, por avisos de 29 do mesmo mez,
duas commisses, urna cranosla dos conselhei-
ros baro de Huritiba, e Zacaras da Ges e Vas-
concellos, para inspeciomr nesU corle o arsenal,
epotadoria, escola, capitana do porto, intenden-
cia, e seus accessorios : e outra, do conselheiro
chefe de divisan Joaquim Maooel de Olroira Fi-
gueiredo, e 1 lenle Pedro Leiao da Gunha,
para desempenhar igual misso na Bahia. At-
lendendo porm a que as duas commisses nao
poderiam simultneamente fuaccfooar, sem for-
gar o conselho a suspender suas reuoies, por fal-
ta de membros, resolveu o meu antecessor aadiar
os trabalhos da primeira, al que a segunda, de
cuja presidencia foi dispensado o cooselhoiro
Oliveira Figueiredo, tendo substituido pelo cen-
selheiro* baro de Muritiba, baja coocluido os
seus.
A experiencia de quasi tres annos aconselha a
modicago de algumas das prescripges do re-
gulamento de 22 de julho de 1858. que parecer
desharmouicas com as da le n. 874, de 23 de
agosto de 1856.
Entendo que o encarregada do qaarlel general
nao deve teyausento no conselho naval, nao s
porque Ihe nWsobeja lempo, para bem desem-
penhar as funcgoes inherentes a estes doas ea-
pregos, como porque no ultimo lera muvtas ve-
zes de ioterpor parecer sobro actos pralicados 00
primoiro, ou sobre os quaes tenha sido chamado
a informar.
Pens que convida augmentar com mais dona
o numero'dos membros effeclivos militares, eli-
minando os adjuntos, de cuja cooperago as
questes technicas pode prescindir o conselho,
nlilisando-se da faculdade, que ibe foi ouiorgadaj
de chamar sua presnos, os homens nspeciaeej
sempre que ju-lgue neoesjario ouvilos.
Sendo evidente que duas sestes por semana
nio bastara, para trazer em dia o creaoido nume-
ro de negocios, sujellos i apreciacao do conselho,
repulo de grande vaotagem a sua reuoiio diaria.
Adoptando, finalmente, a idea de que os mem-
bros do conselho nao devem accamuiar ouUat
funcgoes visto que as causas de marinha de ven-
dara por sua peculiaridade, a quasi exclusiva de-
dicagio daqueiles, qua neliaa ae arapregam, jan-
go de conveniencia ouatar asa incompatilidada.
cimeolos ao chefe e empregados do quartel ge-
neral, cuja remuueraeo nao hoje proporcional
natureza eimportancia do servieo, que desem-
penham.
A tabella de 1793, segando a qml, como ve-
ris da relaco annexa, sob n. 2, sao retribuidas
o chefe e empregados militares dessa repartigao,
deve Inteirameate deeapparecer da legislagao da
armada. E' irrisorio e absurdo Oxar para co-
medorias em 1861 os meemos400 ra. diarios, que
ha 68 annos (orara para Ul fim coocedidot 1
FORQA NAVAL.
CORPO DA ARMADA.
Compe-se 0 corpo da armada dos officiaes
enumerados no mappa n. 3, que se acham dis-
tribuidos, segundo as desigoagoes do de n. 4.
Com a proraogo, pela qual S. M. o Imperador
houve por bem, em 2de dezembro do snno pas-
eado, dar orna nova prova do apreco e benevo-
lencia, cora que ol ha para a corporagao da arma-
da, Qcarao preeocbidaa as vagas existentes nos
postos superiores so de Io tenle.
Torna-se cada dia mais pal pipante a necessi-
dada de alargar as cUstas superiores o quadro
estabelecido pelo decreto n. 185 de 10 de junho
de 1842, calculado soare previses ullrspaseadas
pelo progressivo desenvolv ment qae com o
volver dos annos tem tilo as nossas inslituigoes
martimas.
As ereecoes do cooselho naval, capitanas de
portos, corpos de marinna.companhias de apren-
dices, eslagoes navaes e multas oatras po-terh
res dacretago do mesmo quadro, trouxeram
exigencias de peseoal, com que eolio ae nao
conloo.
Assim que, o numero de officiaes generaes e
superiores, ji u'aquella poca apenas suficiente,
nao basta hoje para fazer face maior copia de
armamentos e commisses administrativas; do
que resulta vr-se o governo compellido a 00-
mear officiaes de pequea patente para comman-
dos de superior csthegoris, com detrimento da
disciplina e desfalque da citase dos subalternos,
que mal chega para guarnecer, em tempodepaz,
os navios, que posmosos.
A medida que tenho a honra de suggerir-vos,
alm disto urna indeclinavel consequencia do
regulamento, que baixou eonvo docreto n. 2,709
de 19 de dezembro ultimo, firmando regras, se-
gundo as quaes devam ser feilas as nomeages de
com mandantes para os navios da armada; ne-
gras qu, a subsistir o q-iadro no p, em que se
acha, toroar-se-hao letra morta, pela deficiencia
de patentes superiores na proporgo por ellas
exigidas.
A seguinte confrontagio entre as forgas do
qoadro e osserricos, q'ttesio ellas destinadas,
demonstra a verdade deste asserto.
Existentes, segunio
quadro.
Vice-almiranles. 2
Cheles de esquadra. 4
Necessarios para c
desempenho
de diversas commisses.
Conselho supremo. 1
Couselho naval. 1
Chefes de divisio. 8
Conselho supremo.
Conselho naval. .
Quartel general. .
Divisio do Rio da
Prata.......
Arsenal da corte. .
Direccio da escola e
conselho supremo.
Conselho naval. .
intendencia da corte
inspeegioda Babia.
EsUcoes navaes. .
Capitao do porto da
corte........
I
10
Capitaes de
guerra. .
mar e
16
Arsenaes.......
Capitanas......
Quwiel general (aju-
dante)........
Escola de marinha
(vice-director. .
Hospital da corte (di-
rector.......
Commaodo do corpos
de marinha. ,
Dito de navios, .
Dito das flotilhas do
Rio Grande e Halo
Grosso. .....
Chefe do estado maior
da divisio do Rio
da Prata.....
2
r
ente abertal pela morte, ou e-
morosa
rotas.
'ahi as mais perniciosas consequenciat. A
^B?Li_B*18 e ze!t n>.t emulagio, e
.e.8i.Ap!['* 'Dtell'gencia ao impulso de urna
t.-r!*! ,uPe,','r M>gjra ffteTnDr'oa responsa-
biiidade, apags os lanjpejos do genio, entorpece
a iniciativa, e transforma os mais robustos carac-
teres em instrumentos aptos para execuUr, mais
mproprids para concefcer e dirigir.
1 a abrogrsgio do decreto b. 185, de
._ -------. wwoo uiaia jai^aa, anua uuwo-
siao asada, para elimfnar-se da nossa hyerarchia
naval o posto de chefe de divisio, que, nio tendo
correspondente as marinhts estrangeiras, com
constantemente nascer desagrada veis contesta-
goes e conflictos de precedencia entre os coa-
mandantes das nossas Torcas e os de oatras nt-
ce8.
Conviria fizar em disposgio lagitlaliva o pre-
ml -e serem 'nsferidos para a 2* ciaste os
ojficiaes empregados em commisses, ou servicos
alheias marinha de gaerra, emquanto nelles
permaoecerem.
Por esta forma, desembaragado o caminho, con-
Capitesde fragata 30. Capities de portos .
Commandos......
Inmediatos. .
Cheles de estado maior
das quatro eslaees.
Ajadantes dosarsenaes
Estabeiecimento aval
do Itapura. .
20
15
8
6
4
2
36
Capities lenles 60. Artenal|de Mallo Groso.l
Cempanhia de aprendizes
arinheiros......7
Mejores dos corpos. I
Ajudtntes de capitanas, e
iaspecgao de arsenaes 7
Coramandantes da na-
'<.........30
Immediatos......6
Secretario do quartel-
J'P"4........1
Offlcti*........18
72
Pica, portento, clero que, mesmo nao contan-
do eom os impedimentos por ricongas, ou moles-
tias, ecom a necetaidade do urna caterva dispo
nivel, para occorrer s commisses extraordina-
rias, o onlraa aventutidadea do servigo, resen-
te-se o quadro am cada nata das suas clanes
superiores das segoiotas ttiffetengas para monos.
Chefe de esqua....................... ,
Chnfes dedmrto...................... a
Capaes de mar e guerra.............. 4
Capitaes tre fragata..................... 8
CapiUes tenles................... 43
Os acauhaos liraitet, tragados As classes'su-
penores, nao sferam difflculdades no manejo
da adatinUtracao, coraotaodem a inocular o das-
aniotj as sabalternos, cajas lemitadas aspira-
coas veo quebrar-ae de encontr 4 losupdravel
bartatra aiaaanUd fel lentesa dos acceatos,
podatn iuftr, aa rir lude M ra-
quera tem direito, e a brilhaote mocidade, que
hoje desacorocoada encara o futuro, lutando de
emulagio, procurara, dando lustre marinha,
fazer jut aos mais elevados postos. Insto por esta
medida orgsnisadora do corpo da armada.
Essasq, porm, diser-vos que estas providen-
cias maagrariam na pratica, a nao serem comple-
tadas por urna boa lei de promoges.
O projecto j vtado na cmara dosSrs. depu-
tados, e que actualmente pende da discassio do
senado, satisfaz, a meu ver, com algumas emen-
das, a esta vital necessidado.
Sara desconhecer o direito da antiguidade, ba-
te da legislacio actual, faz elle largo quiohio ao
merecimeoto, coarctindo, ao mesmo lempo o ar-
bitrio da escotha, pela3 condiges que exige como
indispentaveis para o accesso de um posto a
outro.
Alm das medidasacimaaconsignadas, outras
reclama da vossa solicitado a corporagao da ar-
madi.
E' sobremanera sensivel a deficiencia de pre-
ceitos legislativoscerca da concessio de pensos,
por feriraentos, ou iohabitidade adquirida no ser-
vigo.
Oprocessodas habililages, para obter monte
pi, corno eit hoje estabelecido, contradi* as hu-
manitarias vistas dos creadores dessa inttituicio,
pela mullplicidade de formulas protelactorias,
que, eem a meoer utllidede, proerattinam a con-
cessio deste auxilio, croado pelo offlcial de ma-
rinha, em proveilo de seus herdeiros.
Qualquer innova-ao, tendente a simplificar esse
processo, tornando o breve, e summario, aeria
aceito com verdadeir reconhecimeato por aquel-
los que, deaicando-se exclusivamente ao servieo
dn estado, s delle esperam arrimo, e garanta
para o futuro de nossas familias.
E, se a esta providencia aeitasseis a de poder o
governo adiantar pelos cofres pblicos aos que
pretendestem ioscraver-se corto pensionistas do
Monte Pi des Servidores do Estado as qosntias,
para esse Qm necessarias, com a obrgagio de as
indemnisarem, mediante descontos, mensarmenta
efectuadoa as respectivos vencimentos, o afl-
cial da armada, desaggravado dat pangantes 00-
gitages do portir, arcara resignado com os em-
baragos do presente.
Pede a equidade qne se oullinque a clausula,
imposta a alguos segundos lenles, tirados da
classe dos pilotos, de nio serem promovidos aos
postos superiores, sera que exhiban, titulo acad-
mico, para o exvreicio legal da prossao.
O art. 5 da lei o. 1,100, de 18 de setembro do
anno finio, rovogou, verdade, o art. 141 da
decreto e regulamento n. 2,163, do Io de maio
de 1858, que aujeitara, em geral, toaos os subal-
ternas procedentes da referida classe privagio
de aceesso, em quanto, por novot mames, ao
se moetrassem habilitados as materias designa-
das no art. 140 ; mas aquella disposigio, coa-
forme foi declarado por aviso de 18 de ouIuoto
ultimo, libertando da prova acadmica os que ti-
nham sido promovidos sem clausula, deixuu ero
p semelhaale onus para os que a eata orara so-
jeitos, o qae importa nada menos que a ioutilisa-
gio de hmeos, que, avangados em idade, e ten-
do ji perdidos os hbitos de esludo, nio poderao
por semelhante meio provar hbilitacoes, prati-
camente demonstradas em longos annos de em-
barque.
Feilas estas considerages, passaroi a expor-
vos as occurreuclas posteriores ao uliimo rela-
torio.
Por decreto n. 1,092, do V de setembro, S. M
o imperador houve por bem sancoionsr a resoru-
gio da assembla geral legislativa, determinando
que as antiguidades dos officiaes da armada, e da
respectivo corpo de fazenda, que bajam ellecli-
vamoote servido a bordo dos navios de guerra
oacionaes, como pra ficantes, pilotos, pilotos es-
crivies, ou em qualquer outra prnga, em virtude
de nomeages provisorias, e dependentes de con-
firmagio da secretaria de estado, ou quartel ge-
neral da marinha, tejtm contadas da data de taes
omeages.
Representando o quartel general sobre a ur-
gencia de adoplar-se providencias acerca dos offi-
ciaes do corpo da armada, que, havendo pedido
reforma, jior motivo de incapactdade para o ser-
vico, e nio a tendo obtfdo, conservavam-se inac-
tivos na primeira classe, declsrou-se-lhe, em
viriule da imperial resolugio, tomada sobre con-
sulta da seccio de guerra e marinha do conselho
de estado, qoe, como regrt geral, o anno do
doeote, exigido no art. 2o Io condigno segunda
do decreto n. 260, do Io de dezembro de 1841,
para transferencia de officiaes da primeira se-
gunda classe, deve ser contado desde a data da
apresentagio da parte de doedte desses officiaes
muito embora se Ihe nao siga o pedido de refor-
ma, on, segoindo-se-lhe, nio tenha andamento,
ou seja ndeferido.
Por aviso de 17 de novembro, foi outroslm es-
tabelecido qoe todo e qualquer offlcial, que de
futuro venha a permanecer na segunda classe
Pr espago de um anno, seja logo inspeccionado
ex-offlcio, para, em vistas do resultado da ins-
peegao, ter o dealino, que Ihe competir, na for-
ma da lei. r *
Havendo o corpo legislativo facultado anlori-
sagio ao governo, para reformar a tabella das
raaiorias dos officiaes combateotes da armada,
eirtreu em duvida o meu antecessor sobre a con-
veniencia de estender-se semelhante beneficio a
outros officiaes, alm dos effectivamente embar-
cados em navios de guerra; e coosultando a
respeito a secgio de guerra e marinha do conse-
lho de estado, opinou esta :
1 tQoe em diversos relatnos, lastimando
os respectivos ministros a tendencia dos officiaes
da armada para separarle do servigo activo da
marinha de guerra, e empregarem-so em com-
misses de trra eom vsntagens de embarcados,
ou em vapores de companhias commerciaes, lem-
bram, como meio de reprimir esta tendencia,
urna boa lei de promoges, eo augmento de ven-
cimentos para os effectivamente embarcados.
2 Quer discassio ha vida no senado, car-
J*.daquella autorisagao, oas aesserde 1859 e
1860, tornara bem claro e patente qae oatro nio
foi o flm desta medida, se nio melhorar a sorte
dos officiaes de marinha eTTectivamente embar-
cados em navios de guerra.
E, consegunlemente, que s a estes derla
aproveitar o augmento votado, a
De conformidade com essa consulta, foi effec-
tuada a precitada reforma, promulgando-sa por
decreto n. 2,698, de 24 de novembro, urna nova
tabella de raaiorias.
Por mais sabido respeito que en tributa ao es-
clarecido juizo dos eminentes estadistas, que
compe a secgio de guerra e marinha do conse-
lho de estado, nio posso deixar de divergir da
sua opiDiao nesta cocjooctora.
A exclusio dos officiaes empregados em com-
misses de trra nio acha fundamento no decreto
de 10 de setembro, que autorlsou o augmento das
maioriat; antes fere terminantemente as suas
disposiepes, visto como a locugoofficiaes cem-
batenteoati empregade genrica, b eqaira-
ht, m ptomeotovria da regtslacio miirtar, a
de officiaes do corpo da armada, e a estes applica-
vel qualquer que seja a commisso ou emprego,
que se achem aervindo.
Nem se diga que a mente do legislador fra
aquinhoar melhor os officiaes effectivamente em-
barcados em navios de guerra, por isso que, a dar-
te semelhante lim a limitigao do beneficio teria
sido clara e precitamente consignada na lei, m-
xime depois do debate que ella suscitou no se-
nado.
lato posto, entendo que o augmento em ques-
tio deve ser extensivo a lodos os officiaes da ar-
mada, que percebem materias, beneficio este,
qoe pode ser coneedido, independeate da novo
crdito, por isso qua do votado reata alada am
saldo de 17:882*000, segando informa a conta-
doria.
E por vir a ponto, lenrbrarei a conveniencia de
simplificar-se a diversdade de vencimeotos, que
sob a complicada nomenclatura de sold, raaio-
rias, grslificages, vaotagens, etc., sao actual-
mente abonados na repartigao da marinha, redu-
ztndo-os a doas nicas especiessoldpara os
officiaes em dispooibildade ;sold e gratifica-
do para os officiaes em servigo* activo. O pri-
meiro fizo : asegunda variavel, conforme asse-
guintes posigoes, em que pode acbar-se o offlcial:
embarcado como subalterno, commaodando
navio, divisio, ou forja naval, em chefe, no paiz
oa fra delle ; um e outro vencimentos gradua-
dos pelas patentes
As commisses administrativas, e oulros exer-
cicios- em tetra aeriam fcilmente equipetados a
algama d'aquellas posigoes.
Repato os ernpcegos de eocarregado do quar-
tel general, membro effectivo do cooselho naval,
inspector do arsenal da corle de importancia tai,
que os collocaria na altara do commaodo de
forgas em actividadede operaces.
Capilio do porto e intendente da corte, ins-
pectores dos arsenaes de provincias e coraman-
dantes dos corpos de marinha equivaleriam a
commandantes de navio armado.
O demais empregos eu os ni reliara pela po-
sigio de offlcial embarcado como subalterno.
Continuara na Europa, de conformidade com o
dtpuato Batan!. 136 do regulamento do Io de
maio de 1858, s priraeiros-teoentes Amerco
Brasilio Silvano, Braailio da Silva Biraoa, Jai-
me Gomes de Argollo Ferrio, e os segundos
Eduardo Wandenkelk, Emilio Augusto de Mello
e Alvim, e Francisco Jorge da Silva Araujo : o
priraeiro estudando lctica naval, o segundo hy-
draulica as suas applicages as obras de mari-
nha e os ltimos construeges de machinas a
vapor.
O guarda marinha, Joaquim Velloso lavares,
oppositor da escola, pedio e obleve licenga, sem
encmenlo algutna, para applicar-se na Europa
ao esludo de eogenharia hydraulica.
Idntica concessio leve o segundo tenente, An-
tonio Calmon du Pin e Almeida, para estudar
constraegao naval e hydraulica.
Por decretos ns. 2,777 e 2.779 de 20 de abril
ultimo. Dignou-se S. M. o Imperador conceder
corporagio da armada e ao exercito duas no-
vas gragas. ReQro-me aos actos firmando o di-
reito dos officiaes superiores e generses, que
conlarera certo tempo de servigo eflectivo, a
commenda e gri cruz da ordem de~ S. liento de
Aviz, e regulando o tratsmento de que devam
entre si usar os mesmos efflciaes.
(Conituuar-se-na.)
-"OftRIO OE PERNAMBUCO.
Pelo vapor ingles Oneida, entrado bootem dos
portot da Europa, recebemos cartas e jornaes cora
datas: de Uamburgo at 5, de Londres at 8, de
Pars e Bruxellas at 7, de Uespanha e de Lisboa
at 13 do correle.
A ieitura de todos os jornaes da Europa sobre
o esUdo da poltica europea, faz persuadir que
se ach eminente um grande conflicto, porque
cada um faz apreciaces que revellariam a pro-
ximidj.de de um rompimeolo geral.
Nio talvez a paixao que domina os jornal-
las, maro modo porque elles encarara e consi-
derara as questes que se agilam em todos os cir-
cuios ; spozar porm dos vaticinios aterradores
de alguns, pode-te ter coafianga em que a paz da
Europa nao ser alterada, e que todos os nego-
cios se regula rao cenvenicnlemente.
A base de todas as coosiderages sempre a
Franga, e a poltica mysteriota e eoigmitica de
Luiz NapoleSo. Unt fallam do prximo rompi-
mento da Franga e Inglaterra ; e considerando as
duas potencias como eternas rivaes, julgam que
esse rompioieotoseri o prologo de um conflicto
europeo.
Era apoio de sua opiniio enumerara os grandes
preparativos de defeza que te verilcam as duas
nages, e a este respeito os corameotarios che-
gam a comprehender as notas dos seus diploma-
tas, as alluses dos oradores as cmaras, as res-
postas dos ministros, as apreciages da imprensa
e a effervesceocia que se diz existir no espirito
publico.
Outros veera oa queslio romana o pretexto de
um levantamenlo geral, veera nella a origen dos
armamentos das differentes nages, e pretendem
mostrar que a Franga quando adquerir para si a
supremaca dos mares, disputando-a Inglater-
ra se apoiara 00 reino da Italia, para cuja cons-
titucio lio poderosamente tem concorrido.
Entretanto no meio de toda esta confusio de
boatos, em presen.;* de ideas lio oppostas a
contradictorias, ser prudente appellar pira o
lempo, e confiar no interesse qua a Europa lera
na conservado da ordem e da tranquillidade pu-
blicas.
Continua a agitagao em aplas, novos bandos
do salteadores tem apparecido em varias direc-
5ea, e as auloridades procuram por todos os
meios obstar ao desenvolvniento que podem ter
aquellos bandos lio prejudiciaes boa andera e
seguraoga do pan.
Na Calabria a reaegio nio lera cessado. os ban-
didos surgem de toda a parte; a tropa trabalha
para aniquilar os seus esforgos ; os encontros en-
tre una e outros sao repelidos.
C'.aldini participou que nos ltimos das do mez
de julho, durante os quaes a sublevacao se liaba
orgaoisado, em quasi todas as provincias, hou-
vera varios recontros entre as tropas piernn ta-
zas e os reaccionarios.
Estas luUs lveram lugar em San-Bar i Oirn-
go, Basilicata, Gargano, CapitanaU, Campaoia,
em suman em quasi todo o terrilorio que com-
prehende Sora.
Diz-se que em teda a parle os revoltosos tive-
ram grandes perdas.
A reaego porm parece ir de vencida, nao s
pelos revezes que tem soffrido, mas polis repeli-
das submisaes que uzem todos os seus partida-
rios em armas.
A maoeira de proceder do general Cialdini a
sua a t ti tu de franca e enrgica comega a inspirar
grande conflanca aos habitantes da capital do
aotigo reino, e ao mesmo tempo terror aos reac-
ciooarios.
Deacobrio-se em Pausilippo urna conspiraco.
Deu-se busca pela madrugada ao palacio Triso, e
foram presos o presidente da commisso bourbo-
nica, que era um prelado, e mais cioco persona-
gens notaveia; todas as correspondencias e listaa
qae continham oa nomes des filiados, e varios
documentas de importancia, cahiram em poder
da polica, que ao mesmo tempo se apoderou de
consideraveis tomraas que all esta vara e que
erara destinadas a fomentar a iusurreigio eadar
um melhor xito ao plano da conspiraco.
As ordeos expedidas ao general Cialdini man-
dara assegurar a vida aos salteadores que volun-
tariamente se apresontarem aos tribunaes, cum-
pre ser indulgentes psra com aquelles que nao
commetlerarn deudos, nio podendo as execugoes
ter lugar seoao em consequencia de flagrante re-
sistencia.
Todos os dias se d mais crdito partida de
Francisco II de Roma. Esta retirada diz a Pres-
te, que originada por um convite instante do
governo fraocez.
Confirma-se o boato de mudaoca ministerial do
gabinete italiano, entrando Mr. Ralazy para o mi-
nisterio do interior, e retirando-te segundo se
diz, o ministro da Uzeada.
O relatorio do conde do S. Maitino, ltimamen-
te publicado, ara documento muito importante,
e qne precipita, segundo se presume a queda de
Mr. Miagbetti. O cande de S. Hartino prova
nsquelle documento que a sua demistao nao f-
ra devida a um santimona de despeito, como se
esptlhou, mas quo Tora unicameoto prorocada pe-
la mudanga de aystemas qae o ministerio quizo-
rs inaugurar alrsvez de* numerosas difflculda-
des.
Inaugurou-se o momento elevado i memoria
de Carlos Alberto. A etUtua equestre que re-
presenta o here italiano obra primorosa. a\i-
casoli proferio por esta occaei&o um discurso am
que pox de parte as preoecupacoes de dia, limi-
tando-se a manifestar em urna liogosgem tao
enrgica, como breve, o reconhecimentoda na-
gao pelo here do Goitt. O tuccetsor de Cavour
etboieeu com iospiragio a vida daqueiles que li-
nhara tentado, ha doze annos constituir a Italia,
sem outro apoio que os seus proprios recursos.
Foi urna tentativa audaciosa, que o acaso dos
trabalhos fes mailograr, mat que o filbo da Car-
loa Alberto reeomecou, taaio cota mais resolu-
gio peto menos com mais probabilidades de xi-
to, por isso qne tenha em seu favor a apoio da
Pranga e do patriotitmo, a om rdante amor pe-
la liberdaee.
Todo o dUcnrao So presdante do cootelhe pro-
duuo ex callate ensilo na auditorio, nao s per-
qoe reveava- aa aaaa idss liberaos mea aela re-
cordagao de tcontecimentoa memorareis para a
historia de um paiz qne eeube constituir-te livre
e independente pela sua perseveran;* e pelos
seus esforgos.
Cartas de Roma aecusam urna agltagio progres-
siva naquella cidade. Parece Impossivel a con-
servado do rfatu quo e todos esto persoadidoa
de que as tropas francezat serio retiradas dentro
em pauco. ,
A partida para Cuita Vecchia de um regimen-
t de linba, que leve ordem da conduzir todo o
seu equipataafoto, material e depsitos, consi-
derada como um indicio dessa evacnagao.
O grneral Goyon de Ira ou Toulon, e ser provisoriamente substituido
pelo general Gerandon e ha quem diga que esta
offlcial Qcar definitivamente investido no com-
manlo.
Dizera de Roma que se recebera all urna nota
do birao de Ricaaoli, em forma do ultimtum
ao cardeal Antooelli, propondo ao Santo Padre
urna renda vitalicia de dous mitbes de francs
em troca de urna completa renuncia do poder
temporal. Os cardeaea leriam lambem pela toa
parte urna dotagio correspondente. Nio se pode
garantir a veracidad desta nota.
Tem feilo grande sensacio a noticia de qoe as
armas tiradas s tropas napolitanas, que se refu-
giaran nos Estados da igreja, e que linhara sido
guardadas no Castello de Santo Angelo pelo ge-
neral Goyon, foram cedidos ao governo pontifi-
cio quaes as restituir em todo ou em parte aos
partidarios de Francisco II.
Verdadeira ou falsa esta noticia em Paria,
assim como na Italia assumpto de grande nume-
ro de cem menta ros.
Ha urna forte desinlelligencia entre o general
francez de Goyon, e Mgr. Merode ministro da guer-
ra de S. Santidade. Esta desintelligencia mani-
festou-se mais por occasiio de baver urna des-
ordena entre um soldado romane e um soldado
francez da qual resultou ser este ferido, e ser
conduzido so bospiUl.
O medico participou este acontecimento ao ge-
neral francez, que mandou buscar o seu sol-
dade, mas Mgr. Merode demittio ira mediatamen-
te o cirurgo allegando que se tinha correspon-
dido com autoridades estrangeiras.
Mgr. Merode pedio a sua demissio que nio foi
aeeita por S. Santidade.
Celebrou-se effeativamente o consistorio que
de ha muilo eetava annuuciado e que tinha sido
addiado.
Dizem de Roma que nesse acto o Ssnto Padre
proferto um* pequea allocugio na qual ao passo
que manifestara a sua salitfagao pelo comporta-
ment do clero italiano lamentara a aberragao
de alguns ecclesiasticos tanto de Milio, como de
Modena e do reino napolitano. Ainda qne limi-
tado em extensio, este documento mereee na
ctualidade todo o interesse. S. Santidade re-
commenda que hija pela Franga toda a conside-
ragio.
Eneerrou-se o parlamento inglez. O discurso
de encerrasaenlo declara que as lelages com as
potencias estrangeiras eram exeellentes, e que
nao se esperara a menor alteragio da ordem no
paiz; a rainha felicitara-se pelo bom xito dos
negocios pblicos tanto na India como na Syria.
Contina activamente o processo do estadante
Becker que intentara contra a vida do re da
Prussia. Foram Ihe encontrados segando se diz,
papis qne admittem grandes explicages.
N'uma carta por elle escripia a seu pai, decla-
ra elle que pede regressar a casa, por se esperar
que a revolucao rebentasse na Allemanha. Do
processo tem resulttado algomas provas de con-
nivencia nsquelle altentado, pois que ltima-
mente se flzeram naquella cidaae seis prises.
Segundo as disposiges tomtdts a fesla da co-
rosco do rei da Prnssia deve celebrar-se com
urna pompa extraordinaria. A coroagio lera lu-
gar a 5 de outubro anniversario do nascimento
do fallecido rei FredericoGuiiherme IV; e a en-
trada do rei em Berlina ser a 18 de outubro an-
niversario do nascimento do priocipe real.
Dizem de Berln que o governo pussiano est
ha muito tempo em negociages cem es aotigos
principes e condes do terrilorio prussitno, afim,
de lhes restituir os dircilos e privilegios que o
acto federal lhes garante.
A demissio dobaiio de Schlenitz do cargo de
ministro dos negocios estraogeiros da Prussia es-
t efectivamente confirmada.
AqueUe ministro que Jirrgiu a poltica externa
da Prussia desie que o rei Guiiherme encetou a
sua regenera foi substituido pelo representante
prussianoem Londres o conde de Bernstorff.
Confia-se a mesma solugio pacifica do conflic-
to que ha Unto tempo existe entre a Alle-
manha ea Dinamarcs. O gabinete dinamarqus
acceitousem objeccio os pedidos feitos em Cons-
tannopla pelo representante de Ioglaterra apoia-
do pelas demais potencias.
Os negocios do Holstein vio ser regulado! pa-
cificamente. A questio do Schleswig flca po-
rm addiada.
Escrevem de Francfort que a commisso nacio-
nal convocou lodos os seus membros em assem-
bla geral para se tratar da constituigio da Alle-
manha em am imperio nico-e forte, fazendo ca-
da soberano os sacrificios qae o bem commum
lhes exigir, o imperador ser eleilo por suffra-
go universal d'eotre os soberanos que fazem par-
te da confederagao. Ha tmente urna cmara
popular em lug*r dos differentes soberanos i die-
ta germnica.
O rei da Prussia irabalha ser eleito imperador
da Allemanha.
A dieta de Pesth nio quebra a energia das
suas resoluges diante da firmeza com que o im-
perador setemhavido e aprovou por poanimida-
de a mensagem da dieta refutando a periodo e
periodo o rescripto imperial; esta nova measa-
gera da dieta termina declarando que se devem
considerar rotas as negociages eotre ella e a cor-
te de Vienna, porquaoto suspende os seus traba-
lhos al que seja reeonhecida a constituigio.
Em sessio de 3 de agosto a dieta de Agram vo-
lou que nio mandara depuUdoa a Vienna, aasim
como j tinha votado que os nao mandara a
Pesth.
Em Va novia houve um ejuoUmenlo de vinle
mil pessoas para agradecer ao cnsul inglez as
palavras sympathicas proferidas no parlamento a
favor do povo polaco.
No dia immediato fui tambem graude o con-
curso de povo que assistio aos offlcios fnebres
que o bispo tinha preparado em honra do princi-
pe Czartoryski.
Os hymnos patriticos sentem-se de todos os
lados, em grande parte do reino recusava-se lsr-
gar o luto, por que quer assim dar urna demons-
tragao da orphandade em que se acha a patria.
As medidas da parte do governo do czar co-
megam todos os das a cansar maior severidade.
O governo porluguez comprou o caminho de
ferro do Barreo s Vendas-Novas e Ramal para
Setubal compaohia chamada brasileira, por 900
conloa de ris fortes, ou 3 mil fibras esterlinas
por kilmetro. Discutia-se no parlamento esta
medida e a autorisasio que o ministerio Iba ti-
nha pedido para ceder a sua exploragio qual-
quer empreza, mas com as condiges onerosas
com qoe a primitiva estava fszendo sobre o esta-
do. O casamento de S. Alteza a infinta D. An-
tonia devia effectuar-se em Lisboa 7 de se-
tembro. O rei D. Pedro V partiria para o Porto
00 dia 23, afim de assistir abertura da exposi-
gao industrial que teria tugar 24. S. M. passa-
ria d'ali Braga. Os tumultos Ce Loul nao te
tioham repetido. Em Setubal, porm, no da 12
rebeotaram graves desordena por causa de dirai-
nuigio de salarios aos marrottiros, ou trabaja-
dores das marinhas do tal. Marchou logo de
Lisboa o goveroador civil com urna forca de in-
famara e cavailaria.
O esto ia muito calmoso. O estado sanitario
era regular. As cortes deriam encerrr-se ao dia
20 de agosto.
Houve em Maanas urna grande batalha entro
as forcee da tederagio a as torcas separaliaUe,
ucaodo esUs aenboras do campo da batalha. A
segao durou desde aa 9 horas da manhia at s
4 da larde. As pardea de ambos os ladea forana
inmensas. Ao general Baaugirerd dea confede-
rados foi merlo a ca valla am que aaooU va ja-
lando a conuModar a ala diraita do exercito ; a
ala eiquerda era comaandada pelo general Jo-


14810 01
QOARTA flIRA lt B AGOSTO Mt- lal.
'
- x
chonston. e o prosideate Dorio cbeojou 10 meio
dia e tomas o eommond do centro que foi
quem decidlo d victoria.
A derrota da* forgaa da sotta 4 atlribuida i in-
capacidade militar do* generaos federados, par-
ticularmente Patersoo que era ha poucoadroga-
do na Philadelpia e apparece agora de espada i
cinto commandando um eiercito. As forjas fe-
deraos lio pasurias de 60 mil hmeos, ao pas-
eo as dea eosfodsrados etssalasi 90 mil.
O Sr. Anaaral, mofa -ministra* do" Brasil oa er-
te fie Bruxellas, foi recebido pelo rei oo dis 5 do'
agosto. O illustre diplmate, scompanhado pelo
sea secretarlo, foi presentado a S. M. pelo ba-
rio de Brlere, ministro dos negocios estrangei-
TOS. O Sr. Amaral foi con d azi i e em corroa-
gem da casa rea e acompanhado pelo general
Renard, ajudante de ampo d'el-rei.
O nosso correspondente do Porto diz-nos em
arta particular qoe todas a* stteoges publi-
cas estsvom ali rolladas para a expesigto da As-
socrago Industrial Portuense, a qual, segando o
programis, deria abrir-so no dia 15 de agosto,
mas que, em consecuencia da Visita d'el-rei, o
Sr. D. Pedro V, estar transferida parodia io-
certo ; por isso qoe S. M. se dignara qaerer hon-
rar esle grande torneio do trabalho e da indus-
tria, abrindo pessoalrteote a exposiglo. Espe-
ra-se croe o real hitante, atoo panhado de sen
irmio, o duque de Bija, ehegue Porto no dia
S3, e oeste caso leria lagar a abertura da e*po-
sigo no dia 24. S. H. e Alteza, aegundo se rti-
zla, rirlam por mar, no vapor de guerra, Min-
adlo, e que S. M. el-rei teria pela ultima vez a
recepQdo e festejos officiaea devidos 4 sua eleva-
da cathegoria, por isso que S. M. quera que de'
futuro, pela acquisigo que o estado fez do pala-
cio dos carrancas, que passou a ser palacio real,
o Porto aeja considerado como urna das suaa re-
sidencias temporarias, e frequents.
No dia 7 de agosto sanio de Vizeu urna forca
do regiment de iofsularta o. 14, comosannda
por um des majares do mesmo corpo, em direc-
cao ao conselho de Gaslro-Daire, onde ha lempos
houveram motins populares por causa daa novas
lela tributarias, con o fim de prevenir novo*dis-
turbio. Pareca que oaqueUe conseibo os ai-
laros nderam desinquietos em cotisequeocia dos
rcenles motivos que Mv eraos lugar na Algarve.
A empreza para a projectada llnha fenea do
Porto a Loga, como aervindo de testa conlinua-
co do caminho de ferro ao norte do Douro, nao
foi approrada pelo governo.
Falla-se que urna segunda empreza ai pro,r
ao goveroo a feitura nicamente do caminho do
ferro do Pu.-to.
O tribun-1 da relacao do Porto ia querellar do
Bracarense, jornal de Braga, por ter aecusadode
injusta un das suas sentenga?.
O referida jornal, conclue o artigo de fuodo em
que d noticia desie acontecfmeoto, no theor se-
guinte :
'.'. Iremos aos tribunaea com documentos e tes-
temunhas para prorar o que escrevemos contra
os juizes corruptos da relacae do Porto. Nenhu-
mas considerares nos embargarlo a voz, como
tem embargado a peona, para aecusar a corrup-
go dos logados. Em defeza propria permitli-
do empregar todas as armas, usar de todos os
meios justos, sem oolras atteuges mais que as
devidas verdade.
Preparern-se potaos ladrees e os corraptos
para ourirem a historia das suas ladroeiras, para
verem o sudario daa suas postalas. Nem nos
faltar o animo, nem a paciencia. E se querem
stendam a querella a este artigo, e aos mais
que temos de escrever: pranos indifferente
responder por um ou por muitos.
Cesar Dias, Pernambuco, 23 annos, aolteiro, Re-
cite, anazarce.
Catharina, Afrioa, 50 iodos, solteira, escrava,
Santo Antonio, raiva canina.
Manoel, Pernambuco, 1 hora, S. Josa, confeotoo
celebraI. i
Crispios, Peroambuco, 10 mateo, Santo Anta*
nio, convulsdes.
Manoel, Pernambuco, 2 mezes, Santo Antonio,
espasmo.
Amaro, Pcrnimbuco, 16 annos, aolteiro, Boa-
Vista, pneumona.
Justino, frica,35 anuos, aolteiro, Santo Anto-
nio, epelepeaia.
CHRQN1C* JUILURIA.
TRIBUNAL DA RELIGO
SESSAOEM 27 DE AGOSTO DE 1861.
Presidencia interina do Exm. Sr. deiembargador
Caetano Santiago.
As 10 horas da nianha, achando-se presen-
tes os Srs. desembargadores Silveira, Gilirana,
Lourengo Santiago, Molla, Peretti, Ucha Gavel-
canti.l e Guerra,, procurador da corda, (altando
com causa o Sr. desembargador Asis, foiaber-
ta a fesso.
Passados o feitos e entregues os distribui-
do*, procedeu-se aos seguintes
JULG AMENTOS.
RECURSO COMERCIAL..
O recurso commercial ea que
Recorrenle, o julzo ; recorrido, Antonio Joa-
quim Vidal.
Adiado em sessio de 24 do correte
Deu-se provimaoto.
A (GRAVO M FBTICO.
Aggravsnte, Eelero Jas Paes Barreta ; og-
gravado, ojaizo.
Relator o Sr. desembargador Molla.
Sorteados oa Srs. desembargadores Lourenco
Santiago e Ucboa Cavalcanti.
Negou-se prorimeuto.
APPEI.LACOES CRIJIES.
Appellante, Leandro Aprigio da Purifcaeo ;
s
3:2008000
400*000
4001009
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
appellados, Jlo Gomes
appellado, Manoel Joa-
appellado, Joo Tei-
appellado, Antonio Cy-
appellado, Vicente Fer-
appella-
appellado, Joaquim Jos
appellado, loaquim Jos
appellado, Januario, es-
Como nontera deixamos dito, foi no dia 25 do
correte festejado o anniversario da iostalaco
do Gabinete porluguez de Ultra nesla cidade.
E' esta i decima festa anniversaria que cele-
bra essa instiluicoo litteraria, que oascida ao
impulso de urna alma elevada, tem aido sempre
maotida em seu verdadeiro p de importancia
reconhecida, cada vez adquiri Jo maior desen-
volrimento em todas as suas manifestaces vitaes.
Com effeito, de um edificio exiguo em que
nasceu, ocha-se hoje installada n'um vasto e
apropriado predio; e de limitado que era o nu-
mero primitivo de sua) obras, coatam-se estas
de presente aos milharea em todos oa ramos, em
que a iutelligencia humana se tem manifestado.
As letlras e as aceocias, as artes e as indus-
trias all se reunem ; e deste consorcio resulta,
qua o espirito nesae eslabelecimento sempre
acba alimento ssnas precises inlellectuies.
Isto s caracterisa mararithosamenle essa ins-
tituicao, e impe o derer de tolos rigosijarem-se
com a sua existoncia, e de (azerem votos pela
respectiva permanencia, como ora o fazemos.
O acto festivo, por circumslancias especiaos
do edificio principalmente, leve ueste anno
maior realce ; e a directora foi incansavel em
preparar urna funecao magestosa, a que a prati-
ca correspondeu com inteira traduego dos bons
desejos que nella actuaram.
Alm disto, a concurrencia espontanea servio
de moldura esse quadro, beliissimo ante a
ptica da intelligeocia ; e assim foi manifestado
pela nossa populago o a prego em que tido o
Gabinete porluguez de leitura enlre nos, que
olimentando a inteligencia com o pasto, que Iho
offerece, mais cimenta as ralages e mais ap 'ra
os lagos de frateroiiade politics e familiar que
reina entre os dous povos irmos.
Cooriria que da ra do Alecrim to;se re-
movida urna estorqueira, que la exista; pois com-
prebende-se o quanto dove damnificar a saude
publica semalhanle acervo de immundicia.
- De Garaahuns temos noticias al 18 do
correnta.
O criminoso donme Vicente Ferreira da Sil-
va, conhecido por Vicentnho, pronunciado no
processo instaurado pelas oceurrncias de Aguas-
Bellas e que se evadir da villa do Buique, con-
forme j noticiamos antecedentemente, enlre-
gou-se a priso, e seguindo para esta capital en-
tregue a urna escolta, j aqu chegou.
Honre no dia 14 do corrale um assassinato
na freguazia de Papacaca e a polica tratava de
averiguar o fado, nao se tendo prendido o autor
desse crime : o assassioado era um prelo forro
de sobrennme Costa, morador em Caldeires.
0 Sr. Jos Antonio da Silva Guimaraes,
commandante nomeado para o 10 batslho de
infantaria da goarnigo desta provincia, assumio
o respectivo commando.
Continuamos a receber reclamarles contra
a mu qualidadeda agua que transportada para
Santo Amaro, e all exposta ao coasumo ; pois
que, apezar ee ser tomada ao chafarit da compa-
nhia de Beberibe, com ludo muitas ezes de
gosto insuppotlavel ou perfeitamente saloba.
A causa disto nao pode aer oatra se nao a que
j assignalamos de outra vez ; mas sem embargo
parece, que se nao dere tolerar isto.
A agua assim exposla venda publica, um
genero como oulro qualquer; e se para este
condico easencial o bom estado, obvio que o
venledor d'agua deve conservar esta em idn-
tico estado larabem, para que seja permiltida a
respectiva venda, aem a comminago penal.
lato posto, bom ser que o Sr. fiscal da fre-
guezia tome em considaraco o que temos ex-
pandido em satisfagao queixas, que recebemos
com alguma frequencia sobre a materia referida.
No vapor Paran, d'aqni ltimamente pro-
cedente para oa portos do sul, seguio para a
Babia o Exm. Sr. desembargador Antonio Joa-
quim da Silva Gomes, oudo vai exercer aa suas
nobres fanegoas em virtude da remogao que so-
licitara e obllvera da relacao desta provincia.
Felicitamos o nosaos irmos da Bahia por to
bfilhante aequiigo.
No ultimo consistorio secreto de cardeaes,
havido em ILpma em 22 do mez passado, foi ap-
provada a escolha feitapor S. M. o Imperador
do Rvm. Sr. D. Cre Francisco Luiz da Cooceigo
Saraira para o bispado do Maranhao.
1 O vapor inglez Oneida, vindo de Southamp-
4on e portea intermedios trouxe a seu bordo para
esta poovioeia os seguintes patsageiros : Dr.
Aleoforado, sua senhora e 2 Albos, Luiz Anto-
nio de Siqueira Jnior, Pradera Sawnders, Wil-
liam George Sleltoo, sua saohora a 2 fllbos,
Eduard Ryder, Jos Gomaa Mouteiro, Manoel
Wunes da Suva, Antonio da Costa Jnior. Emilia-
no Ignacio de Moraes. Luiz Manoel Rodrigues
Villarinho, Caetano de Asis Campos, major
Standieh P. Verektr esua seohor. Seguem pa-
ra o sul Antonio Jsciatho Simoes e mais 116
passagekos.
MaRTAWBADE DO DIA 27.
Frei Manoel dos Santos Sepulcro, Portugjl, 77
naos, Santo Antonio, gastro hepntite.
appellado, o juio.
Improeedenle.
Ai'liellante, o juizo
da Silva e outros.
Improeedenle.
Appellante, o juizo
quim dos Santos.
Improcedente.
Appellante, o promotor
xeira Aires Pequeo.
A' novo jury.
Appellante, o juizo; appelledo, Francisco Quin
tino de Barros.
Improcedente.
Appellante, o juizo
priaoo.
A' novo jury.
Appellante, o juizo
reir de Omeoa.
A novo jury.
Appellante, Jos Gomes Pantaleo
do, o juizo.
Improcedente.
Appellante, Manoel Vieira do Monte; appella-
do, ojaizo.
A norojury.
Appellante, o juizo
dos Santos.
Improcedente.
Appellante, o juizo
de Santa Anna.
A novo jury.
Appellante, o juizo;
cravo.
Improcedente.
Appellante, o promotor; appellado, Joo Pelii
de Albuquerque.
Improcedente.
CIVE1S.
Appellante, Francisco da Rocha Wanderley ;
appellado, Manoel Jos Gongalves Braga.
Nullo o processo.
Appellaole, Manoel Francisco Xavier;
lado, Joaquim Jos dos Santos.
Confirmada asenlenca.
Appellante, Antonio Carlos Figueira
gueiredo; appellado, Manoel Joaquim
Guimaraes.
Confirmada a sentenga.
Appellante, padre Damazo da Assumpgo Pi-
res ; appellado, Manoel Dionizio Gomes do
Rogo.
Confirmada a sentenga.
Appellante, Jos Joaquim da Costa Maciel ;
appellado, Luiz Jos Marques.
Receberam-se os embargos.
DESIGRAQAO DE DIA.
Assignou-se diapara julgamento das seguintes
appellages crimes:
Appellante, o promotor; appellado, Joao da
Cruz Sizudo.
Appellante, o juizo ; appellado, Andr Gon-
galves de Freilas,
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Joa-
quim Teixeira.
DILIGENCIAS CRIMES.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justica, as appellages crimes:
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Cy-
riaco de Moraes.
HABEAS-CORPl'S.
Negou-se soltura pedida em habeas-corpus por
Fabriciaoo Policarpo do Espirito Santo.
Coucedeu-se habeas-corpus a Antonio Pinto de
Azevedo Jnior para ser elle apresentado em
seso de 31 do correute, s 11 horas.
Rr, desembargador Assis compareceu s i0'
da manha.
A' IX hora encerrou-se a sesso.
segunda por 8Kff> rs^ a tereoha
por 3005 rs., a quirU 300J rs., a
quinta por 3009 re., auoadado
ludo por..........................
dem 54. Os mesmos, um
terrea arrendada por
dem 8. Frantioeo Joa T
Bastos, ama casa terrea arren-
dada por..........................
dem 9.Irmandade do Santioaimo
Sacramento de Santo Antonio,
um aobrado de tres andares e
duas tojas, o primeiro andar por
3009 rs., o segundo por 300$ rs.,
O terceiro por 240 rs., a primeira
loja por 2885 rs-> a segunda por
6009 rs.. ludo por................ 1:728*000
Ra Nora.
Numero 42. Joaquina Marta da
Cooceigo e Francisca Macedo da
Souza, um sobrado de um andar ,
e loja e nm do becco do Calabou-
go n. 19, arrendado tuda por....
dem 67.Dr. Filippe Lopes Net-
to, um sobrado do 2 andares e
loja, o primeiro andar arrendado
por 7009 rs., o segundo por 8009,
a loja por 1:0005 rs., ludo por..
Ra do Sol.
N. 135. Senhorinha de Otireira
Jacome Peixoto, urna casa terrea
arrendada por....................
dem 7.Elias Baptista da Silva,
urna casa terrea arrendado pos
dem 13.O mesmo, urna casa ter-
rea arrendada por................
dem 15 O mesmo, urna casa ter-
rea arrendada por................
dem 25.Dr. Filippe Lopes Netio,
urna casa terrea arrendada por.,
dem 39.Herdeiros de Estevo Ca-
valcanti de Albuquerque,urna cesa
terrea arrendada per..............
Ra daa Trinchetras.
N. 4.rsula Maria das Virgens,
urna casa torrea arrendada por..
dem 6.Isabel Maria Tbeodora e
Francisca Maria Theodora, urna
casa terrea arrendada por......
dem 10.Feliciano Joaquim dos
Santos, urna casa terrea arrenda-
da per............................
dem 24.Salustiano Augusto Pi-
meota de Soma Peres, urna casa
terrea arrendada por..............
dem 3.Herdeiros da Jos lion-
galreaFeireira e Silva, urna casa
terrea arrendada por..............
dem 15.Padre Jos Leite Pilla
Ortigueira, urna casa terrea arren-
dada por ........................
dem 21.Antonio Pereifa d Oh-
veira Ramos, urna casa terrea
arrendada por....................
Sumaca beofanhot* Esmeralda* par Boeaos-
Ayres, carregaram :
Atnortm Irmaes, 40 pipas com 7,360 medidas
do^caehaca.
is internsis
le l*o>rmawMau!iu.
. 30.9319559
. 4289800
31:419*559
Rendimento do dia 1 a 20.
Idom do dia 27. .
Consolado provincial
Rendimento do di* 126. 78079128
Idom do da 27.......3:181988
50:988*116
1:4005000
2:5008000
3609000
1809000
8609000
3609000
24O90OO
4965000
969000
2405OOO
3009000
2409000
1689006
3009000
2409000
(Conitiuar-ie-na.)
COMMiMCIO.
Caixa Filial do Banco.
Hamburgo S de agosto.
Boletirn commercial.
o marcad tem mostrado maior firmeza nos
ltimos dias ; as transaeces porm se limitam ao
supprimento das urgentes precises.
Caf O mercado at agora muri o'pprimido,
corneja a mostrar-se mais animado, em conse-
quencla de algumas ordeus que chegaram do in-
terior.
A importacio duranU o mez de julho fot de 13
milhoes de libras, o o prosela deposito muilo
considersvel. senda de 22 mhes de libra.
^omo; : ^K regular do Ro :
5 3/85 5/8 schilhogs.
ImporUgao ata fias de julho.
1861 571/2 milhoes de libras
1860 55 i/2
1859 46
1858 38
1857 49
Em sor em Qos de julho.
1861 milhoes de libras
1860 13
1859 13
1858 21
1857 22
O assucar pouco procurado at agora acha-se
hoje em melhor posigo, os precos se tornavam
mais firmes.
Nao houveram transoccoes em assucar do
Brasil.
Importagao at fins da julho.
1861 231/2 milhoes de librts
1860 243/4
1859 25 3/4
1858- 241/2
1857 311/2
Em ser em fins de julho.
1861 12 3/4 milhoes de libras
1860 83/7
1859 T
1B58 2 3/4
1857 5
O tabaco do Brasil continua na sua boa aceila-
go, e cada vea mais procurado. Orea de 1,500
pacotes ltimamente vendidos obtiveram 7 i/2
8 1/2 schillings. Nio ha nenhum deposito de ta-
baco brasileiro em 1* mo.
Colamos.
dem da Babia......S 16 a 21
fcperaelMO, par qusrteirao 62i
Piasuva par 2240 Ib. do Par. 30
da Babia..... 18
Pixurim, por 1121b. bom 12(6
Sarsn ptrrilha por libra boa.
Inferior.....
Tapioca por 112% Rio superior. 55| a 60|
Ordinaria 40| a 45{
Uruo por 9, do Para bom 8 d
Fundo 0 Cambios.
Fundos ingleses.
Banco de Inglaterra (aceCes) Por 0(0233 s 235
Consolidados.....390 a 99 118
Redolidos......
Fondos noros.....
Estrangeiros.
Belgas.......4lr296 a 99
Brasileiros..... 598 1i2 a 99 1(3
a .... 4 1|2 -87 a 88
Dioamarquezes .... 3 -82 a 81
Ucspanhoes...... 348 a 481(2
Differidos 341 a 41 lj2
a Passivos. 3 16 lr2 a 16 3(4
Hollandezes.....2 1|2 63 1(2 a 64 1(2
*>
Mexicanos......
Portugueses 1856 1857..
1859..
1853..
Rasaos.. ......
. ......
Banco de Frauga (acedes).
Fundes franceze.

4 _100 a 101
3 22 a 22 1(2
3 46 3i4 a 47
5 101 liza 1021(2
4 1|289 a 90
li. 2885
4 1|2 98,
3-68.
Ouco em barra.
Metaos preciosos.
.P. onga 77i9
Porluguez em rnoeda. a
Brasil.....
Ongas hespanholas.
americanas, a
Prala em barra
Patacas brasileiras
Pesos columnarios hespau.
Pesos das repblicas hesp.
mexicanos..... a
Moedas do 5 fr. ,
Cruzados nevos .
7715
77|7
75(6
73(9 a 74(0
601l4
a 58 3i8
58 1i2a78
M581i2a59
59
Farioha da pao ....
Gomma copal amarellla
carnada......
Dita branca ....
Dita ordinaria......
Dita do Brasil.....
''1 JO
Ola d epahlba ,
Ourue ...........3
Pimenta da India......
Salsa parrilha aupaiior.....
Dita dita regular.......
Dita dita ordinaria......
Tapioca boa..........
Urieia de Angola e Sesge-
la superior.........
Dita de dita ordinaria ....
Dita de Cbo Verde.....
Vaquetas da Maraahio.
Dita da Pernambuco .
aU. 650
70
a


P
b
498OO
29OO
19(00
19400
5920U
29400
1980a
940a
4091)00
529000 54900a
100 140
180 135
18JJ000 209000
129000 169000
109000 II9OO
I92OO 29*00
49 109000 129OOO
583(4 a 58 7(8
EM 27 DE AGOSTO DE 1861.
A caixa desconla letras
uheiro ao premio de 8 "/.
a 9 */ 8 recebe di-
appcl-
doFi-
Duarte
Tabaco do Brasil,
superior
Ia qualidade
2a e 3a ditas
em rollos
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
EM 27 DE AGOSTO DE 1861.
O banco desconta na presente semana a 9 */
ao anno at o prazo de 4 mezes e a 11 /0 at o
de 6 mezes, e toma dinheiro em contas correales
simples e com jaros pelo premio e prazo que se
eonvencionar.
10-13 sebilliog
8 1/29
61/2-8
7 1/2-81/2 1
Cco. Nao houveram seno pequonas vendas
para o consumo. Os 300 saceos chegados do Pa-
ra nao seacham ainda em trra ; pede-se 6 7/8
schil'ings por libra.
O algodo tem estado rouitisslmo 'procurado
em coosequencia do raovimeolo nos Estados Uni-
dos, e os pregos subiram 3/4 schillings. Nao ha-
vendo algodao do Brasil, nopolemos mencionar
traosacgdes nesse genero.
Os couros eslivefam muilo frouxos e sem mu-
danga. Venderam-se 6,500 do Rio Grande e 1,000
da Bahia ; esli em ser 7,000 do Rio Grande o
4,000 de Peroambuco e outras provincias do
Brasil.
Tapioca. Sem noridade.
O Jacaranda continua muito procurado
tem-se ptimos pregos pelas qualidades
ores.

urna
.
Exportacdo.
Agurdenle ........Aira.
Azeite doee........
Ameodoa doce trn milo ,
Batatas........... Ib.
Cera branca em grume.
Dita dita em velas....
Ceblas.........,
Centeio. .........
Cevadi..........
Carao do vaeca......
de perco
Chourigos........
Fariuhs de trig. .
Milho. ..........
raios. ...
Presunto........
sOSi .* .
Trigo rijo do Reino. .
Dito mulla........
louciulio. ........
Vinlio de Lisboa liulo .
Dito dilo bronco.....
Vinagre da Lisboa tinto .
Dito dito branca......a
Cambios.
B
M
A
A
6 @
u
690OU
69000
1#100
lg900
69200
49IOO
392OO
280
380
400
140
420
330
A
Duz.
@
Muio
A

300
1900
630
670
89OOU
10900D
LiOQ>
29100
79000
4#-i0U
35400
300
400
42
loo
440
360
13300
I89OOU
5iOO
99OOO
330
96
4$80O
15500
7;o.
8*0
3960O
P 909000 9o900O
1159000 120900 J
P. 459000 509000
505OOO 559000
Alfundegn,
Rendimento do dial a 26. .453 2519699
Idom do dia 27.......26:1365532
479I38892OI
e ob-
supe-
Movlmeulo da alfandega.
Volumes entrados com fazendas..
> som gneros.
Volamos
sabidos
com
com
fazendas..
gneros,
93
426
T6
128
519
BOLETIM.
LIVERPOOL, 8 DE AGOSTO DE 1861.
fmporlarao.
Livres de direitos para o vendedor.
Gneros. Presos.
Algodao de Pernambuco por lib.
CONSULADO PR0VING4L
Alteraces que liouveram no lanca-
moiilo da dcima urbana da fre-
guezia da Boa-Vista, feitas pelo lan-
zador Demetrio de Gasmo Goelho.
Ra da Soledade.
[ContinuacCto.)
dem 60. Fructuoso Jos Perel-
ra Dutra, urna casa terrea arren-
dada por.......................... 2409000
dem 52.Dr. Luiz Filippe de Sou-
za Leo, urna casa terrea arren-
dada por........................ 2IO9OOO
dem 56. Jos dos Sanios No-
ves, urna casa terrea arrendada
por.............................. 2409000
dem 60.Joo Jos Fernandos do
Carvalho, urna casa terrea arren-
dada por.......................... 192$000
dem 62.Joaquim da Silva Lopeo,
urna casa terrea arrendada por.. 1449000
(Continar-sa-Aa.)
Relacao das casas abaixo mencionadas
qne soureram alterac oes no presen-
te lancamento, feito" pelo lanzador
Malta, a saber:
Ra do Qoeimado.
N 3i.Antonio de Azevedo Perei-
ra, um sobrado com 2 andares o
urna loja arrendado por.......... 1:00099000
dem 25. Joa Antonio Bastos,
urna casa terrea arrendada por.. 6009000
dem 47.Jos Francisco Lavra e
herdeiros da Joa Miguel de Sou-
za Magalhes, casa terrea arren-
dada por.......................... 3849000
dem 51. Bernardino Lopes do
Oliveira, urna casa terrea ar-
rendada por...................... 5009000
dem 53.O mesmo, orna casa ter-
rea arrendada.................... 6OO9OOO
dem 59.Alexandre Jos da Silva,
urna casa terrea oceupada pelo
mesmo, araliada em............ 300SOOO
dem 63. Bernardino Lopes de
Oliveira, smo casa torras arroo- 0^-ft/^
dada por.......................... 6O0SO09
dem 64k^-Alexadre Jos da Silva. m^tt/u%
urna casa trroarrendada por.... 4OO9OO0
dem 79. O mesmo, o outros,
um sobrado do 2 andares a loja, _
arrendado luda por.............. 4369009
Ra do Cabugo.
N. 2.Jo9 Peres da Cruzo bes*
doiros do Jos Gomes Villar, um
sobrado de um andar e 5 lo jas, o
asdar arrendado a frente por
360*rs., u fondo por 200 r., a
primeira loja por 1:006. ta., a
----MI
Descarregam hoje28 de agosto
Brigue porluguezRelmpagomercadorias.
Patacho dinamarquezElviraidom.
Brigue inglezVolantebacalho.
Barca prussianaIndiafarioha.
Brigue inglezGreyhandbacalho.
Barca americanaW. Henriquetaboado.
Barca ogloiaEntbusiastcsrvo.
Polaca hespanbolaIodiacarne de charque.
Importa^fto.
Brigue brasileiro O. Alfonso, rindo do Rio
Grande do Sul, maoifestou o seguinle :
10,510 arrobas da carne secca do charque, 260
dilas do sebo em rama, 120 lages de pedrs, 65
couros seceos, 10 barricas com sebo; a ordem
Vapor rersxnunga, vindo dos portos do norte,
manifestou o seguinle :
4 laxos 5 barricas cobre volho ; a Francisco
Antonio Paria.
25 caitas charutos ; a ordem.
Barca nacional Santa Maria Boa Sorte, vinda
do Rio Orando do Sul, consignado a Manoel Gon-
galres da Silva, manifestou o seguinle :
10,094 arrobas de charque, 274 ditas de sebo
em rama, 13 qoarlolas e 6 harris com tainhas.
Vapor nacional Jaguaribe, precedente dos por-
tos do norte, manifestou o seguintO :
1 fardo fumo em folhs ; a Antonio Alves de
Souza.
4 barricas csrno o sebo, 45 couros salgados ; a
Francisco Alves de Pinho.
6 barricas queijos; a Manoel Jos da Silva
Grillo.
16 saceos gomma ; a Caetano C. da Costa Mo-
reira.
1 caixote ignora -se ; a Odorico Romualdo de O.
1 sacco caf pilado ; a Francisco Gomes de
Abreu.
1 encapado ; a Joo Chrysoslomo de O.
5 saceos caf ; a N. O. Bieber & C
16 barricas farioha de trigo ; a J. Duarte dos
Neves.
115 cauros salgados ; a Valle Pinto & C.
20 saceos gomma e 12 meios de sola ; a Jos
Rodrigues Ferreira.
261 couros salgados e 16 meios de sola ; a An-
gelo Jos R. Duarte.
161 moios de sola ; a Joo Jos de Carvalho
Moraes.
58 eouros salgados; a F. F. G. de Meoezes.
42 ditos ditos;; a Manoel Gongalves da Silva.
18 ditos ditos ; a Joo Bengo & C.
2 malas roupa de uso e 1 espingarda ; a Joa-
quim de Oliveira Maia.
Exportayo.
Dia 24 de agosto.
Barca franeeta Solferino, pora o Havre, carre-
garam :
Tisset freres & C, 700 couros seceos com
19,893 libreo.
Dia 26.
Brigue inglez Trinclo, para Liverpool, carre-
garam :
James Crabtree & C. 146 sseco com 775 arro-
bas e 10 libras de algodo.
Patn Naeh & C, 628 saceos com 3,140 arro-
bos de assucar.
Patacho inglez Busy, para Liverpool, carre-
garam :
James Crabtree & C, 800 saceos com 4,000 ar-
roba de assucar.
Brigue sueco Tritn, psra Gibraltar, carre-
garam :
Patn Nash & C, 500 saceos com 2,500 arro-
bas de assucar.
Barca portugus* Sasaa Clara, para o Porto,
carregaram : <, l*^,
Azevedo & Mondas, fia sascos com 3,000 ar-
robas de assucar 1 barriea com 8 arrobas Q.8
libras do dito.
Escuna portugoezs Emilia, para Lisboa, car-
regaram :
Tbomat de Aqoioo Foooeeo Jwrior, 40 soceos
com 168 arroba* o 7 librea do gomma.
Polaca argentina Chrietiana, para o Rio da
Prata, carregaram :
Bastos 8c Lemos, 30 pipas com 5,460 medidas
do eathsse.
Bom.
Mediano.. .
Ordinario.
Idom da Bahia, bom. .
Mediano .
Ordinario .
dem do Maranh3o, fibra looga
Alcntara .
Kapicur .
Casias .
dem do machina bom .
Mediano .
Ordinario. .
Assucar por112 do Rio, b. .
Lonro ...
Mascavado
dem de Pernambuco branco.
Louro:
Mascavado .
dem da Bahia e Macei b. .
Louro. .
Mascavado .
Balsamo de cupaiba por %, claro
Turvo. .
Borracha por fina. .
Mediana. .
Ordinaria .
Cibera do Negro
Saroamby .
dem do Ctar, palles. .
Sernamby. .
Cacao, por 112 libras:
Para bom.....
Babia, .....
Caf, por 112 Rio 1. sorte.
Segunda .
Escolhido .
dem da Bahia primeira sorte.
Segunda >
Escolhido .
dem do Cear.......: .
Castanha por 112 Cebo por 112% do Rio Grande
Bom o duro.. .
Mediano. .
Escuro. .
Cera de carnauba, por 11 2 u. .
Chifres, por 123 % de vacca .
D# boi. .
Cinzas do asaos per tonelada:
Branca. .
Preta .
Clina por % de cavallo .
de vacca
Cobre volho, por Ib.....
Couros por % do Rio,
Seceos de 30 a 35 .
de 20 a 24 ft
de louros, 35 a 40 o
Idom do Rio Grande, por :
Salgados.de 65 a 70%.
de 45 a 501
de vacca 40 a 48
10al3
9 3(4d
8 3(4 d a 9 d
8 1i2da8 3[4d
9 d
8 7|8d
8 3[4d
101(4 a 10 1 iz.l
9 1|.4d
9 d
9d a 9ii4 d
8 1|2 d a 8 5i8
8 1[4 d
25|0 a 30i
21|6 a 22(6
_H)|0 a 2110
25|0 a 30|
22,0 a 22(6
20|0 a 2116
25i0 a 30)0
22(0 a 22(6
20i0 a 2116
1,9
1(8
1(10
ll7
Si
1(0
0[t0
58|0 a 60j0
48(0 a 50|
5( a56|
481 a 50i
58( a64|
52( s54(
46| a48(
54| a58(
54| a 63(
7|
*50(
45|
40( a 44(0
55i
15| a 20{
12( a 15(
4 10(
4 0|
9 d a 1[1
8 d a liO
9 d
9 d 11 d
9 d a 10 d
7 d a 9*
6d i 63(4 d
6 d a 61|4d
5 3|* d a 6 d
...
...
Cambies.
Lisboa.....90d.d.52 1|4 a 52 7(8
Porto..... 52 3(8
Rio de Janeiro. 60 d. v.
Amalerdam. 3 m. d.12.1
Hamburgo ; 13,101(4
Paris..... 25,65 a 25.70
.....3 d. v. 25. a 35.40
NitVIOS A* CARGA PARA O BRASIL.
CearFalcon9 de agosto.
Maranhao Brail10.
ParaCupid12.
PernambucoFavorit9.
demWrealh9.
demSalamandern14.
demCear15
Numerario.Em 1 do correte o banco de
Inglaterra baiiou a laxa do juro para 5 01. ma*
entre os descontadores, e banqueiros 4 1(2 Q[
o mximo para letras de primeira classe.
Algodo.As entradas este anno at 2 do cor-
rente montam em 2,410.201 si eco 3. incluindo
68,822 dD Brasil. As rendas no mesmo periodo
montam em 2.355,650, inclusive 42,870 do Bra-
sil. Em ser llcam 1,019,450 saceos, incluindo
10.750 de Pernambuco, etc.; 9,450 da Bahia etc.;
e 10,650 do Maranhao. A prolongago da guerra
civil nos Estados Unidos lem causado nesta,gnu-
de subida no prego de algolo de America, mas
as outras qualidades nao tem partilhado na su-
bida. Hoje o mercado est firme mas o mori-
mento lnguido.
Arroz era casca.As vendas montam em 46,190
saceos di (odia, aos pregos de 11 f a 13[ pelo de
Bengala ; 8(9 a 9(3 pelo de Rangon ; 9i pelo Ar-
racan ; 9| a 10( pelo Necransie, e 9["3 a 9(9 pelo
Billam. Tambem se vendeu era viagem urna
carga de 6,000 saceos de Necransie a 10(6, o ou-
tras duas de 900 toneladas e 450 toneladas a 10( e
10|3. Mercado firme. Em Carolina venderam-
se 503 barricas de 23( a 25|.
Assucar.Venderam-se do caes 9,200 saceos
e 30O caixas de assucaTdo Brasil aos pregos de
20( 1 21(11(2 pelo da Bahia, em saceos e caixs ;
20(9 pelo deParahiba, e 21(3 pelo do Maranhao.
Em viagem venderam-se 410 caixas, e 1,100 sac-
eos da Bahia a 21(6.
Azeite doce.Cerca 300 toneiadas foram ven-
didas aos pregos de #58 a S58 10( pelo de Ga-
lipoli ; ^55 a S56 pelo de Sicilia ; 55 a 56 10|
pelo de Malaga ; S55 a 56 pelo de Portugal, e
=48 10( a #49 10| p-lo de Mogador.
Em ser em 31 de julho, 1861 1015 toneladas
dem idem, 1860 1700
Azeita de Palma.Cerca de 2870 toneladas se
venderam aos pregos de 5*40 10( a Sf 43 10( in-
clusive 650 toneladas a preco reservado, e 1250
toneladas em viagem, de 40 a f>41. Em Lon-
dres o azeite de Lagos tem realisado Sf 43 a
3*43 lOi.
Borracha.u mercado esl completamente des-
animado o qualquer movimento que ha para
peior. Durante o mez o prego era nominal de
Irll a 2[, mas sem compradores,e como este pre-
go nao anima, o possuidores resolveram anda
mais tentar realisar, tomando prego mais baixo,
e ha po-ucos dias que se vendeu alguma da borra-
cha mais fina e secca no mercado a 1(10. As ven-
das montam em 52 \\2 toneladas aos pregos de
lili 1|2, 1(11 e 1(10 pela ftoa 11 a 1(10 pela,
mediana e quasi fina ; 1( a 1(1 pela cabega de ne-
gro, e 1(2 pelo sernamby do Cear. No dia Io
do correnle se offereceram em leilao cerca de 250
toneladas do Para, sem haver urna s renda.
C*co.Venderam-se 110 saceos do Para a 58(.
Caf.As rendas tem sido pequeas aos precos
que cimacotimos.
Castanha.Aqui o prego regula 17(. Em Lon-
dres tem-se vendido de 25( a 30| por barril.
Couros.As priocipaes rendas lera silo para
exportago, aos pregos cima colados.
Gomma de peixe.As pequeas porgo?s ven-
didas foram aos pregos da nossa ultima.
Sarro de vinho.S notamos a venda de 10
cascos do Porto de 52| a 52|6.
Uruc.Venderam-se 110 paneiros ao prego de
8 d. e 5 paneiros a 9 d por Ib.
rzella rendas.1800 fsrdos de Lima de S28
5( a 28 T2t6 pela averiada, o S 30 a 31
pela sa.
Londres 9) d|d .
Pars 100 d|d. .
Genova 3 m|d. ,
Hamburgo 3 mid. .
Amsterdam 3 mjd.
Madrid 8 div. .
Porlu8 djv.....
, 53 3/4
. 530
. 528
. 48
. 42 3/4
... 930
. pir.
Mataos.
83O20
Pogas de 89OOO ,
Onga hespanholas. 14*900
Ditas mexicanas. 149100
Aguias de ouro dosEsta-
doi-L'nidos .... 189250
Soberanos (a prata). 49490
Ouro cerceado ( ooro) 19980
Patacas hespanholas 930
Dilas brasileiras 930
Dila* mexicanas 930
Cinco francos .... 875
Prata (marco)..... 79950
Fundos o aecas.
3 por cenlo da asientam. .
Coupons ......
Divida dilTerida .
Banco de Portugal. .
Dito commercial do Porto
Dilo Mercantil do dito .
8*H>
15910*
149200
189400
4950.
290KI
951
950
951
8b.>
89020
48 1/4 a 48 1/2
48 1/4 a 48 1/2
40 41
578*000 a 582-300)
2509OOO a 252900O
253J>000 a 260S00O
Revista Commercial
De 12 de julho a 11 de agosto de 1861.
Df pois da nossa antecedente revista o mercal*
conlinuou na mesma desaoimago, e muito in-
significantes transaegoes tiveram lugar. A le
para os noros pesos ainda continua com bas-
tante diQiculJade a ser executada, enastrau-
saegdes que se verificara s por forma adop-
tada.
No mercado de fundos nao tem diminuido a
animago que lho notamos na nossa ultima re-
vista, e as aeges do banco de Portugal tem-se
notado urna pequea subida, assim como no*
inscripges.
Cavallo, lecco ,
. um 6|0 a 7[
dem salgados, 23 a
30 .....SrOalli
dem idem, 16 a 20 5(0 a 6[
dem de Pernambuco, Bahia,
Maranhao o Para por %
Seceossalg., 26s 30 61r2da7 d
espichados 16 a 20 K 8 d a 8 1 [2 c
Curtidos 7 al 9d
Molhados salgados, 40
a 46 Ibi............... 4da5d
dem do Cear, Parahyba e
Macei por .. .
Seceos silg. 30 a 32 Molbados 8,45 a 50
Cumar. por libra bom. .
Ordinario ....
Estsnho por 112 Iba. ....
Gomma ou bueno da paixe por %
Cntrojaba, 1* quitld*.
2 dita. .
3*dHr. .
Pasead. Ia qualidnds
2* dita. .
3* dita. ,
Piriabs, 1* t*
2* dita .
3*dite. .
Biaro, 1* qoertdaJo .
2* dita .
Jacaranda por toneltdtdo Rio.
REVISTA COMMERCIAL.
LISBOA, 11 DE AGOSTO DE 1861.
Precos crvenles dos gneros de importac3o do
Brasil.
Algodao de Pernambuco. .
Dito do Maranhao e Para. .
Dito de Angola.....
Assucar de Pernambuco b.
Dito mascavado .....
Dilo do Rio de Janeiro na.
Dito da Bahia b.....
Dilo dito mascavado ...
Dito do Para bruto ...
Dito do Cabo Verde.....
Agurdente de canna do'Brasil
Alpiata............
Arroz da Iodia. GOa .
Arroz do Maranhao a Pariup.
Dilo dito bom .......
i Dito dito ordinario. ...
Dito dilo mi'jdo.......
Caf do Rio primeira sorte
Dito dito segunda dita. .
Dito dito lerceira dita ....
Dilo do boa escolhs. .
Dito do Cabo Verde.....
Hito de S. T. o Principe. .
Dito do Angola......gw-
Cacio do Par V
Dito da Ba-hi.........
Dito do San Thom'.....
Cora amarella de Angola .
Da dita de Rengela .....
7 di 7 1,d
4 d i5d
1|3-

96ifl
3ltO s 4(0
3|0a 3(6
141 2,9
4(0 1 3[a $
2|6a3t 3r0a3\3
2,0 9(6



B


1)


P
A
a

a

0,9 a 2,0
j0 2Ot*i5
Cravo do Maranhao.
Cravro de Girofe.......
Chifres......
Couros secos do Rio ....
Ditos ronfea do Para .
Ditos espichados das Minaa .
Ditos ditos da Baha.....
Ditos ditos de Angola .
Diroe salgados do Maranhao.
Ditos ditos do Pernambuco .
Dttoo drtos do Bahia.....
Drtos ditas do Angola .
DttosdHes dsCabo Verdo. .
Ditos ditos dos Ilhao
Ditos ditos mourot......
Csminhos .........
Don tos de morfim lei......
Ditos ditos meio ........
Ditos ditos escravolho .
Erra doce ......... .



d


b
m
a

1 o

M.
A


Si
a
1




D
a

155
,150
133
19800
tgtoo
1900
13750
19400
1300
29IOO
9
550
49200
69200
59603
592OO
4g000
3g600
39350
39IOO
294410
48800
49500
49000
39600
39OOO
3f600
300
305
600
090
170
170
140
29400
1J700
19700
2900O
19600
19600
29200
539000
600
493OO
69IOO
69900
59400
49200
39703
39450
3250
2S00
59OOO
4JJ600
49)00
3*800
392OO
3*650
ato
310
700
100
Assucar.Entraran* de Pernambuco 2050 sac-
eos ; de Gda 2752; do Maranhao t-29 barricas .
de Macei 1 caixa 168 barricas c 1103 saccas; e
de Londres 172 caixas e 919 saceos.
Depois da nossa ultima revista os po3suiloras
mostraram meos firmeza, e os compradores
aproveitando essa circumstancia reduziram os
seus offerecimealos, a que os vendedores tive-
ram de ceder.
Apesar porm da reduego que houve nos pre-
gos, os compradores ltmitam-se extrema ne-
cessida Je do consumo.
A existencia d'este genero hoje de
Caixas Feixos Gigos Barricas Saceos.
1163 908 101 2548 27045
Algodo.Os pregos colados sao nominaes, 0-
ainda assim os possuidores nao cedam a eilea.
A entra ia d'este genero foi do 198 saceos do
Maranhao ; 112 de Losada ; 30 fardos de Gda ;
e 60 de Liverpool.
Agoardente do Brasil.Nao procurada. En-
traran) do Mnanhao 120 garrafes, e de Macei
5 meias pipas.
De Cabo-Verde vieram 174 garrafes, de Glas-
gow 125 pipas, e New-York 10.
Azeile.Os pregos conservam-se firmes, e pou-
ca concorrencia, limilanlo-se as vendas ao con-
sumo, e a pequeas pareadas para os mercados
do Brasil.
Arroz.Poucas venias. Da Gj entraram 4123
saceos ; 2200 arrobas e 138 cantins ; de Lon-
dres 700 saceos ; e Liverpool 698.
Alpista.Nao conslam vendas, e nem temos a
notir entrada alguma.
Caf.O do Rio de Janeiro soffreu urna baixi
consideravel devida aos abundantes supriraeutos
que tiremos, e ao pouco consumo que o pau
t a esta qualidade : e maior seria se nao fossa
alguma exportago que livemos.
No das possesses s o de Cabo-VerJe soffreu
a mesma baixa, devida tambem ki razos que>
deixamos apontadas.
As mais qualidades Qcam sem allerago.
A entrada d'este genero foi de 922 saceos e 45
barricas do Rio de Janeiro : de Cabo-Verde 1023
saceos ; de Gda 2 ; de Loanda 388.
Cera.Entraram em Loanda 693 gamellas,
poucas transaegoes se lem realisado, e o deposi-
to assaz abundante.
Cacao.Nao procurado, e por isso se reali-
sam alguns embarques de conta propria.
Nao temos a registrar eutradi alguma.
Couros.Poucas vendas. Na presente sema-
na s se effectuaram os espichados de Minas.
As entradas foram de 166 de Pernambuco ;
6844 do Maranhao ; 1291 vaquetas d'esta proce-
dencia ; 826 de Loands ; 19 de Cabo-Verde o
599 das ilbas.
Gomma copal.Pequeos embarques de conta
propria. De Loanda vieram 127 sac:os.
Gomma do Brasil.Algamas vendas para coa-
sumo. Do maranhao entraram 201 paneiros o
220 alqueires,
Melagb. Entraram de Pernambuco 150 bar-
ra ; de Macei 4 pipas, -65 quartolas e 155 bar-
ris ; o de New-York 82 cseos.
At o presente nao ha resolugo alguma das
cmaras, a respelto das fabricas que se conser-
van) fechadas, e essa ctrcumstaocu tai com quo
os compradores se consrveos completamente
afastados do mercado.
Marflm.Empatado. Vieram de Loanda 629
pontas.
Salsa parrilha. A falta do ser procurada tem
os possuidores embarcado este genero de conta
propria.
Sal.Embarques regularos.
Urzella. Algumas tranaseges que se effac-
luaram foram pela maior parte na de Cibo-
Verde.
A entrada fei de 465 saceos de Loania, 236
de Cabo-Verde, 22 da Ilha das Flores,
vinho o vinagre.Em apathia.
509000 SOgOOO
1*7
102
182
167
100
47
192
ias
160
190
180
120
3$400
19100
19600
609
392OO
217
107
187
172
200
132
202
1
7D
16D
205
150
39600
IfSOO
19*50
f!0f>
3f400
EMBARCAQES DESPACHADAS.
. Pernambuco. Henriquo, brigue portugus,
com. 10 barrio de viobo, 2a> ditos azeile doce, 99
moios e 3|5desal,175 caixas O 150 cnolhos cebol-
las, 600 causa batatas, 250 barricas de fariotsa.
200 de toucinho, 400 saceos de farello, 30 anco
retas de chourigos, 8 saceos comanos, 690 caitas
paisa*. 8 barricas alpista, 200 ditas cal.
Rsloatpaajo, brigue portugaoz, com 12 pipas.
12 esisotos o 64 barra visbo, 4oaixoles licor, 18
pipas o 24 harria vinagre, 127 barris aaeile, 33 de<
carne ensacada, 355de toocinho, 40 de chourigos.
450 de cal em podra, 47* calas de cebollas. 22
barricas do cora, em grumo, 32 de dita em vela.
250 cahcae o 30 eaaastraa do bafrtas, 3 meias pi -
pas\e 41 bsrrieas de corado, 30 ancoretas de ra-
polno, 5 de feijo verde, 40 de azeitoaas, 200 bar-
riso* do farioha, 100 ssecos farello o 200 de sa-
meas, 10 barricas de alvaisde, 638 lagea, ti va*


:

(*)
DIAH10 DI PERJUBMDCO. *, QUARTA FELRA 28 DE AGOSTO DE 1811.
volumes de drogas, 200 caixas de paisas, 2 sac-
eos de rolhas, 10 de erra doce, 53 barricas de sar-
dioba, 20 de alpita, 4 vafeas e 4 crias, a 20 volu-
n.es diversos.
Florinda, brigue portuguez, com 32 pipas e
81 barris de vioho, 10 pipas, 6 meias di las e 52
barris de vinagre, 50 barris de azeile, 163 de tou-
cinho. 200 de cal, 375 caixas de batatas, 318 de
cebollas, 20 de macaas, 7 de-doce, 60 caias e 8
barricas de cera, 355 lages, 200 saceos farello, 6
<3e cominbos. 50 barricas de farinha, 15dealpista,
SO de cevada, 20 de erva dece, 6 de ameodoa, 310
arcos para barris e 7 volumes diversos.
Para.Feliz Ventura,- brigue porloguez, 150
ancoretas de azeile, 204 m o ios de sal, 7 saceos
cominos, 113 caixas de cera, 10 barricas de erva
doce, 100 de farinha, 120 caixas massas, 27 vo-
lumes de doce, 6 barris loucinho, 8 depeixe, 8
ancoretas de pedreneiras, 371 caixas e 34 canas-
tras de batatas, 16 caixas de azulejos, 1,200 de
ceblas, 9 ancorelas de passas, 222 rolumes de
louca fayance.
Maranhao.Trovador, patacho portuguez, com
12 pipas, 12 caixas e 86 barris e 10 ancoreUs de
viriho, 2 pipas, 16 meias ditas e 10 barris de vi-
nagre, 120 barris deazeite, 20 ancoretas dechou-
risos, 40 barris toucinho, 6 caixas rap, 47 de ce-
ra, 359 de btalas, 6 de cha, 289 caixas e 1200
roolhoa de cebollas, 39 voluntes drogas, 250 de
farinha, 10 de erva doce, 40 yedras, 20 latas de
queijos, 5 caixas de comiobes, e 18 rolumes di-
Anglica I, brigue portuguez, com 20 cai-
xas, 13 pipas e 195 barris de vioho, 3 pipas, 8
meias ditase 115 barra vinagre, 114 de azeite.
70 de toucinho, 45 de chouricos, 40 caixotes e 90
caixas de cera em velas, 4 barricas de dita em
grumo, 15 de amendoas, 6 de erva doce, 41 de
nozes, 4 de linhaca, 2 decevada, 540 do farinha,
50 caixas massas, 4 de cha, 50 de passas de pas-
sas, 72 de m*c,as, 496 de batatas, 72 volumes de
drogas e tintas, 26 pegas de cabo de linho, 65 di-
tas de cabos de cairo, 23 fardos de alhos, 2000
molhos de ceblas, 25 aocoretas da repolhos 5
de feijao verde.
eth cumprimento da orden do Exm. Sr. presiden-
te da provincia de 26 do correte, manda fazer
publico que no dia 19 de setembro prximo fu-
turo, perante a junta da fazeoda da mesma the
souraria, se ha de arrematar, a quem por meaos
ier, os repare* de que precisa o edificio, em
que funeciona o collegio dos orphlos de Santa
Thereza em Olinda, avallado* em 1:845.
A arremaiaco ser eita na forma di lei pro-
vincial o. 343 de 15 de malo de 1854, e sobre as
clausulas especiaea abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a essa arrema-
taco comparec.am na sala daa sessoes da referida
junta, no dia cima mencionado, pelo meio dia,
competentemente habilitadas.
E para constar se mandou afxar o preieote e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
oambuco, 27 de agosto de 1861.
O secretario,
Antonio P. d'Aonuocia^ao.
Clausulas especiaes para a arrematado.
1.a A obra principiar uilo das depois da ar-
rematado e. concluir-se-ha no prazo de tres
mezes.
2.a O arrematante atlender a* reclamares
do director do collegio dos orphaos, tendentes a
indicar o mesmo quaesos lugares quedevem ser
relelhados.
3.a O pagamento ser feito em duaa prestaces
iguaes, pagas urna no meio e ootra na conclusao
da obra, precedende a esse pagamento um al-
teando do engenheiro ou pessoa eocarregada de
inspeccionar a obra, no qual declare achar-se
ella concertada de conformidade com o orca-
mento.
4 a Nao ser atteodida reclamado algama por
parte do arrematante, tendente a exigencia de
indemnisaco, seja qual fr a cansa que alegar
para tal fio.
Conforme.O secretario, Antonio F. d'Annun-
ciaco.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria pro
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia, manda fazer publico
100 varas de lagedo, 254 pedras
de cantara, 59 volumes de pedras lavradas, 4 3 que se contrata, por lempo delres me~zes,ro~for-
gredes e 10 latas de queijos, e 26 volumes di- ,necimenlo da alimentado e dietas dos
versos.
presos
Barra de Lisboa.
Entradas.
Julho :
16Bearn (v) A. de l No, Brasil.
5Feliz L'uio, Goncalves, Maranhao.
MPerno re buco, brigue brasileo Fonseca, Ba-
bia, pelo Porto.
demTyne(v) Woolcott, Brasil.
31S. Miguel I, Soares, Pernambucopelo Porto.
Sabidas.
Julho:
13Magdalena () Woohrard, Brasil.
17Relmpago, Fonseca, Pernambuco.
24Trovador, Silva, Maranhao.
8Feliz Ventuaa, Silva. Para.
9Exlremadure (v) Trolier, Brasil.
31Florinda, Souza, Pernambuco.
Agosto :
1Anglica I, Valverde, Maranhao.
Embarcaces carga.
Pernambucobrigue Margarida.
MaranhaoGarela Aurora, e barca Feliz Unio.
ParaBarcas Nereide e Linda.
MoTmento do porto, j
Navio entrado no dia 27.
Southamplon e porlos intermedios17 das, va-
por inglez Uneida, de 1372 toneladas, comman-
danle 1. A. Bevis, equipagem 126, carga di lb-
renles mercadorias ; a Adamson Howie & C.
Navio sahido no mesmo dia.
Rio de Janeiro e portos intermediosVapor in- j
guez Oneida, commandante I. A. Bevis.
05 w a. r 5' ca> o I Horas. 1
V w n a B 3 c kthmospher* O
^ q Direcco. 4 a H c 39 9B
1 o * : | Intensidad!. < ? o
-) ~ ^ 3 J | Fahrekeit. 1 -1 e M H e H H O f o
M KS id X ". J* jo I Centgrado. ** 1
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o o o *. | Cisterna hydre- **> | mtrica.
< -a -l S 2 2 1 k b ^ -a 2 g Praneex. > lo l m H O
S3 W Cd o o o O -J O A noite d nos quadran Preamar as Baixsmar as Observatoi agosto de 18 2 -- {mglez.
e aguaceiros, vento regular e vaiiavel tes de SE. OSCILADO o* u. 9 h. 42'da manha, altura 4,8 p. 3 h 54*da tarde, altura 1,6 p. o do arsenal de marinha, 27 de 61. Romano Stepplb, 1* tenente.
Editaes.
pobres da casa de detenco, a saber:
Alimentao.
Domingo.Almogo.
1 pao de tres oocas.
Urna ooca de caf.
Duas oocas de assucar.
Janlar.
Urna libra de carne verde.
Urna onca de toucinho.
Um dcimo de farinha.
Lenha e sal.
Segunda-teira.AlmofO.
O mesmo que no domingo.
Jantar.
O mesmo que no domingo.
Terca-feira.-Almojo:
O mesmo que no domiogo.
Jantar.
O mesmo que no domiogo.
Quarla- feira.Alrnogo.
0 mesmo que no domiogo.
Jantar.
Meia libra de carne secca.
Urna ooca de toucinho.
Meio dcimo de feijao.
Um dcimo de farinha.
Lenha e sal.
Quinta-feira.Alrnogo.
O mesmo que no domingo.
Jantar.
O mesmo que no domingo.
Sexta-feira.Almoco.
O mesmo que no domingo.
Jantar.
Meia libra de bacalho.
Meio dcimo de feijao.
Um dcimo de farinha.
2 oitavas de azeile.
Urna onga de vinagre.
Lenha e ssl.
Sabbado.Almoco.
O mesmo que no domingo.
Jantar.
O mesmo que na sexta-feira.
Dietas para os doentes.
N. 1.
Almoso.Um quarto de gallinha para tres cal-
: dos no dia.
Lenha e sal.
N. 2.
Almoco.l.'m pao de tres ooqss na sopa de cal-
de gallinha.
Lenha e sal.
Jantar.Um quarto de gallinha cozida.
Duas ongas de arroz para canja.
Lenha, sal e vinagre.
i
N. 3.
Almoco.O mesmo da dieta n. 2.
Jantar. O mesmo da dieta n. 2, e mais:
Um quarto de gallioha assada.
Um pao de tres occas.
Lenha e sal.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria, em
cumprimento da ordena do Exm. Sr. presidente
pac,o de 4, que gasta o tambor octgono, para
completar urna revolucao.
O foco luminoso acha-se elevado 133 ps, 8
pollegada* e 7 liohss sobre o nivel do mar. Aa
trra* mais salientes, a respeito do pharoi, sao
ponta dos Frades, que lhe corre a E 4 SE, e a
dos Veadoa a S 4 SE, rumo* magnticos.
Rio de Janeiro.Secretaria de estado do* ne-
gocio* da marinha em 4 de julho d 1861.O
director geral, Francisco Xavier Bomtempo.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da resolucao da junta- da
fazenda, manda fazer publico, que a arremataco
da* casas do .patrimonio do* orphaos foi transfe-
rida para o dia 29 do correte.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 16 de agosto de 1861.
O secretario,
A. F. da Annunciaco.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico para conhecimenlo
dos interessados o artigo 48 da lei provincial n.
510 de 18 de junho do correlo anoo.
Art. 48. E' permittido pagar-so a meia siza
dos escravos comprado* em qualquer lempo an-
terior a dala da presente lei independnte de
revalidaco e multa, urna vez que os devedores
actuaea desle imposto, o facam dentro do exerci-
cio de 1861 a 1862, o* que nao o Qzerem ficaro
sujeilos a revalidado e mulla em dobro, sendo
um ter^o para o denunciante. A thesouraria
far annonciar por edital nos primeiros 10 dia*
de cada mez a prsenle disposicao.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Disrio.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 8 de julho de 1861.O secretario,
A. F. d'Auounciac.o.
Directora geral da instrueco
publica.
Fago saber a quem convier, de ordem do lllm.
Sr. Dr. director geral, que se acham vagas asca-
deiras de iostrueco elementar do prmeiro grao
do sexo masculino, das povoacoes de Una, e de
S. Vicente e das villas de Buique, da Boa-Vista,
e de Ouricury : pelo que sao as mesmas cadeiras
postas de novo a concurso, marcando-se o prazo
de 30 dias a contar da data deste, para a inscrip-
cao e processo de habilitaco dos oppostores na
forma das iostruccocs de 11 de junho de 1859.
Secretaria da iostruccio publica de Pernambu-
co, 21 de agosto de .1861. O secretario inte-
rino, Salvador Henrique de Albuquerque.
Ueclara^es.
N. 4.
Almoco.Duas oitavas de cha da India.
Um pao de tres ongas.
Duas 00C.8S de assucar.
Lenha.
Jantar. Urna libra de carne verde.
Um dcimo de farinha.
Lenha e sal.
zer, a obra do calamento da ra do Imperador
campo das Princezas e Pra$a de Pedro II, pel
systema de paralelipipedos, avaliada em 212:905
A arremataco ser feita na forma da lei pro-
vincial n. 343 de 15 de maio de 1854, e sob as
clausulas especiaes abaixo declarada*.
As pessoas que se propozerem a essa arrema-
taco comparecam na sala das sessoes da referi-
da junta, no dia cima menciooado, pelo meio
dia e competentemente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 27 de agosto de 1861.
O secretario,
Antonio F. d'Aonunciaco.
Clausulas especaos para a arremataco.
1.a A obra ser principiada em dotrs mezes a
prazo de dez mezes.
2.a Oanemrtaote ser obrigado a atteoderas
bservacoes coocernenles boa execuco da
ob-a. feitas pelo engenheiro encarregado da sua
iscalisac.ao.
3.a O pagamento ser dividida em quatro pres-
taces iguaes, correspondendo cada urna a um
quarto do valor da obra constante do orQatuento
effectuado com as quanlias que forem votadas
annualmenle para esse fim, com o imposto dos
proprietarios, e com as sobras da receila nos
termos do 2 do arl. 41 da lei do orcamento
vigente.
*i" ?,r* Se Proceder pagamento ser a obra
avahada em bracas quadradas, Ocando o arre-
matante sujeito pelo preco do orcamento so aug-
mento da mesma se o governn assim o entender.
5. O arrematante ser obrigado a seguir res-
trictamente as disposices contidas no art. 36 da
lei n. 286, e nos mais artigos da mesma lei. que
regula aa arrematages.
6.a A pedra deve ser de granito ou oulra pe-
dra derouito boa qualidade e igualmente dura.
7.a As pedras sero assentadas sobre urna ce-
mada de argamasa* deca e areia, posta sobre o
terreno bem socado, e depois de arrematadas se-
to pisada* com um maco pesado.
8.a O arrema tan le ser obrigado a botar um*
amada de argamassa liquida por cima das mes-
2a*a^r'*' p,r" lhe* encher Hierticios.
3. O prego aqoi mencionado devora incluir
qualquer aterro, que seja preciso fazer para le-
vantar o nivel das ras.
10* Nao ser a Hendida reclamado alguma
por pene do arrematante, tendente a exigencia
de lodemnwa,... .4. q(Mi far _
guem para Ul fias.
Conorme.-O seer.Urio, Antonio F. iFAaoau-
ciagio.
O 111*9. Sr. inspector da ihesouraria proviDciii,
N. 5.
Almoco.O mesmo da dieta n. 4.
Janlar. Urna libra de carne assads.
Quatro oocas de arroz.
Um pao de tres oncas.
Lenha e sal.
As pessoas que quizerem contratar dito lome-
cimento apresenlem as suas propostas em carta
fechada no dia 12 da setembro prximo vindou
ao meio dia, aonde
com que dte ser ef-
jaao o mesmo contrato.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 26 de agosto de 1861.
O secretario, A. F. d'Annuneiao.
De ordem do Sr. chefe de divisio, capito
do porto, faz-se publico os aviaos abaixo, dos
dous phares. que se acham funecionando nos
Abrolhos, e Ponta dos Nufragos, este na barra
do ul de Saota Citharina, e aquelle na ilhi de
Santa Barbara.
Capitana do porto de Pernanfbuco, 10 de agos-
to de 1861.O secretario /. Pedro Brrelo de
Mello llego.
Aviso aos navegantes.
IMPERIO DO BRASIL.Ministerio dos negocios
da marinha.
Pela secretaria de estado dos negocios da ma-
rinha faz-se publico, para conhecimenlo dos na-
vegantes, que acba-se funcciooaodo um novo
pharoi na ilha de.Santa Barbara do archypelago
dos Abrolhos. .
Gollocado no pouto culminante na mesma ilha
consta elle de urna torre de ferro fundido, ale-
vantada sobre a rocha, e circulada por urna ea-
sa de forma polygonal de ferro galvanisado.
A lorre lem 46 ps de altura, 17 de dimetro
na bs&e, e 13 na parle superior.
Sobre ella assenta a lauterna, toda de bronze
com faces de vidro de. patente, na qual se con-
lem um apparelho de luz do systema catoplrico
composto de 21 lampadas de Argant, com oulros
lanos reflectores^ 21 pol|egadas de dimetro
eitos de cobre picado, e dispostos em grupos
de sete. Este apparelho giratorio, concluindo
em tres minutos urna revolucao completa com
eclypses de minuto em roinuio. O foco lumino-
0 eleva-se 170 ps cima do nivel medio das
mares. A luz, que 4 viva e brilbaote, pode ser
avistada da tolda de um navio, oa distancia de
17 e meia millas, e a mais de 20 pelo observa-
dor collocado nos vaos.
Rio de Jaoeiro. Secretaria de eslado do* ne-
Socio da marinha em 4 de julho de 1861.O
rector geral, Francisco Xavier Bomtempo.
Pela secretaria de estado dos negocios da ma-
naba faz-se publico, para conhecimenlo dos na-
vegantes, que na barra do sul de Santa Gatbari-
na acha-se funecionando um novo pharoi no lu-
gar denominadoPonta dos Naufragadosem la-
titade de 27-49--0" s.l, e longitud* da 48*-
4x37" a oeste de Greeoirich. x
Sua lorre, que circular, supporta um appa-
relho leolicular, giratorio do systema de Fres-
nal & Arago, cojs luz, irradlando-se em urna
^^il4'^^30"' Pda ser T|9U d <"-
ca de 16 a 20milhas ; presentando phases, ora
iracas, ora brilhables, da duracio de 30", no -
GoDselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, em cumprimento ao art. 22
do regulamento de 14 de dezembro de 1852, faz
publico que foram aceitas as propostas dos senho-
res abaixo declarados.
. ~ Para Henal de guerra.
Joto Diodalo Boumam :
20 duzias de taboas de assoalho de louro de
10, 12 e 14 pollegadas de largura e 25 a 27 pal-
mos de comprimento a 43$ a duzia.
Almeida & Andrade:
20 duzias de taboas de pinho americano a 200
ris o p.
Francisco Jos dos Passos Guimares:
949 grvalas de sola de lustre a 960 rs.
Joao de Souza Marinho :
847 bonets redondos de panno verde a 1^450.
Joao Baplista Vieira Ribeiro :
1745 varas de brim branco n. 1 a 380 rs. a rara.
Santos Cnelho:
3000 varas de brim branco n. 7 a 400 rs. a vara.
144 1/2 varas de algodozinho a 265 rs. a vara.
Antonio Joaquim Goncalves Fraga :
949 esleirs de palha de carnauba, iguaes s
amostras a 400 rs.
Para saceos de peca de differeote* calibres da
fortaleza do CabedeUo da Parahiba do Norte.
Santos Coelho:
234 covados de baelilha conforme as amostras
a 234 rs. o covado.
O conselho avisa aos mesmos senhores, que
devem recolhr os objectos comprados no dia 30
ao correte, na secretaria do conselho. s 10 ho-
ras da manha ; a excepeo dos bonets que de-
vem ser entregues no dia 15 de setembro
mo vindouro.
Sal* das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra. 27 de
agosto de 1861.
Francisco Joaquim Pereira Lobo.
Coronel vogal secretario interino.
Tribunal do commercio
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico.que nes-
ta data foi inscripto no livro competente o papel
de dissolugio da sociedade de Hygno Augusto
de Miranda e Jos Lopes Dias, que negociavam
nesta praca sob a firma de Lopes & Miraoda, pelo
qual tica o socio Miranda obrigado pela liquida-
cao de lodo o activo e passivo da extincla socie-
dade, o ao socio Das pela importancia do saldo
do seu capital, e este desonerado de toda res-
ponsabilidade. .
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 27 de agosto de 1861.
Julio Guimares.Ofncial-maior.
Pela secretaria da [cmara municipal do
Recite se faz publico, que nao tendo-se effectua-
do no dia 26 do correte, como estavam annun-
Ciadas, as arrematages dos impostos e outras
rendas municipaes, Dcam transferidas para o dia
2 de setembro futuro.O offlcial-maior servindo
de secretario, Francisco Canuto da Boavagem.
Pela contadura da cmara municipal do
Recie se faz publico, que no ultimo de setem-
bro prximo futuro floda-se o prazo marcado pa-
ra pagamento do imposto de eslabelecimento com
a mulla de tres por cento ; e todos aquellesque
deixarem de pagar ficam sujeilos a mulla do du-
plo do valor do mesmo imposto.
Cmara municipal do Recife 27 de agosto de
1861.O contador,
* Joaquim Tavares Rodovalho.
O lancador da recebedoria de reodas inter-
nas geraes de conformidade esm o att. 37 e seus
paragraphos do decreto de 17 de marco de 1860
continua no dia 26 do correle mez a fazer a col-
lecia oas ruasseguinles: Senzalla Velha, traves-
sa da mesma, becco doGooslves. beccodoCam-
pello, becco Largo, Senzalla Nova, Guia, Apollo
praca da mesma, travessa do Corpo Saoto, caes
do Apollo Brum. Guararapes. Pilar, largo do
mesmo e largo do Arsenal do bairro do Recife. dos
impostos a que eslao sujeitas as lojas e casas
commerciaes e outras de diversas classes e de-
nominacoes avisa aos do nos dos seus respecti-
vos estabelecimentos que leoham presente no
acto da collecta os recibos e papis de arreoda-
mento de suas casas, visto que elles tero de ser-
vir de base ao processo do lancamento.
Recebedoria 24 de agosto de 1861.
Jos Theodoro de Sena.
Tendo directora das obras militares de
mandar fazer no hospital militar um accrescimo
de tres palmos ou muro, concertar e por vidros
em algumas vidracas ; assim como concertar o
lelhado. pdr tres linhas, forrar urna das enferma-
ras e concertar as calcadas, convida as pessoaa
que deste servijose quizerem encarregar a apre-
senUrem suas proposlas 00 dia 27, das 9 horas da
manhia s 2 da tarde e na referida directora
Directora das obras militares de Pernambuco,
26 de agosto de 1861. '
.... escripturario,
Joio Monteiro de Andrade Malvinas.
Conselho atdniinistrativo.
O conselho administrativo para fornecimento
do arsenal de guerra lem de comprar os obiectos
seguinte*: jwus
Para a botica da enfermara militar do corpo
guirnico;de Pernamboco.
Agua destilada de horlelan-pimenla 2 libras
Dita dita de canella, 2 ditas. *
Dita dita de alface, 2 ditas.
Agua destilada, 6 garrafas.
Acido ntrico, 2 libras.
Dilo clorido, 4 oncas.
Kermes mineral, 4 onca*.
Sal de chumbo, 1 libra.
Subnitrito de Biimutb, 1 ene*.
Tanina, 1 diu;
Therembenlioa, 1 libra.
Cato, 4 eness.
Canella em p, 6 dita*.
Emplastro de cicuta mercurial, 1 libra.
Sabio medicinal, 6 oocae.
Precipitado rubro da mercurio, 1 Ubre,
Nos moscada, 2 opea*.
lodureto de potassa, 1 libra.
Nitrato de pota***, 1 libra.
Nitrato de prata criatalisado, 1 ooca.
Dito de dita fondido, 2 ditas.
Farinha de rooslarda, 6 libras.
Linhaca, 16 libra*.
Tintura de mcala. 4 oncas.
Pomada alviss^B^ libras.
Dita de sodureHI I chumbo, 2 ditas.
Dita mercurial, 1 dita.
Ungento rosado composto, 1 dita.
Ungento de alinea, 1 dita.
Ungento branco, 2 ditas.
Unto de porco, 8 ditas.
Extracto de belladona, 6 oncas,
Dito de ns-vomice, 2 ditaa.
Dito de opio, 2 ditas.
Nitro, 1)2 libra.
Jalapa emp, li2 dita.
Resina de btala, 6 oncas.
Sulfato de tinco, 2 ditas.
Ferro hydrogenado. 2 di(as(
Capsulas do copahiba, 24 caixas.
Sabino, 2 ongas.
Conserva de rosas. \\2 libra.
Mel rosado, 1 dita.
Valerienato de zinco, 2 oncas.
Robe Lafecteur, 6 garrafas.
Borato de soda. 2 oncas.
Acetato de amoniaco, 1|2 libra.
Xarope de Gbable,6 viaros.
Dito de Lamouru, 6 ditos.
Dito de Naf, 6 ditos.
Dito de opio, 4 garrafas.
Dito simples, 4 ditas.
Pastilhasde Naf, 10 caixas.
Opo del doc, 12 vidros.
Alcasss, 2 libras.
Le Roy do 4o grao, 4 garrafas.
Caixas vasias de pilulas, 12 duzias.
Sacarrolba, 1.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada, oa secretaria do
conselho, s 10 heras da manha do dia 2 de se-
tembro prximo viodouro.
Sala das sessoes do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 23 de
agosto de 1861.
Benlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Vice consolato.
Di S M. II R Vittorio Erna-
nuele II. in Pernambuco.
Essendo si aperto in Italia una soscriziooe per
innalzare un monumento all'insigne Uomo di
Stato, e grande Patriota, i'universalmenle com-
pianto Cont di Cavour, e volendosi con quel
monumento altestare ai posten la ric onocenza
degli Ilaliani pella grand'opera dell Unil, L-
ber l ed Independenza, della nostra penisola,
alia quale tanto contribu col vasto auo iolelleto,
coll* acume del auo perspicace ingegno, col' in-
tensit dell' incredibile sua attivil, e coll' ope-
rozita del suo gran cuore. 11 vice consol resi-
dente in questa cilla, ad instauza dell' Illma Sig.
Consol Genrale di S. M. in Rio di Janeiro in-
vita tutli. i suddili Italiani, qui residenti, a con-
correre Que si realizzi questo atto di grande
reconoscenza.
Per la realisazione delle soscrzioni, di quelli,
che generosamente vogliano concorrere colla loro
offerta per questo invito, lo possono fare al Vice
Coosolato Italiano, Ra do Trapiche n. 15 sino
al gioroo 15 del mese di settembre prossimo.
Pernambuuco 22. Agosto 1861.
II Vice Consol
Jos Teixeira Bastos.
Por esta subdelegada se faz publico que se
acha depositado um cavallo castanho com outros
sigoaes, o qual foi tomado por suspeito a Seve-
rioo Gomes da Silva, morador no Barro, em vir-
tude de ser dito cavallo estranho no lugar, e nao
ser este o primeiro por ello furlado, j foi o dilo
Severino preso com um cavallo mellado perten-
cente a um individuo morador em Beberibe, pe-
lo que acha-se elle recolhido casa de detenco,
e quem se julgar com direito, comparega, que
protando lhe ser entregue.
Subdelegacia dos Afogados 22 de agosto de
1861.O subdelegado,
Jos Francisco Caroeiro Monteiro.
Por esta subdelegacia se faz publico que se
acha recolhido casa de detenco o preto crjoue
lo de nome Julio, que diz ser escravo de Ale-
proxi- i odre Correia de Castro, morador uo engenh-
' Terra-Pretads eomarca de Santo Aio; e quo
se acha ausente de casa a urna semana : quem
se julgar com direito, comparece, que provando
lhe sera entregue.
Subdelegacia dos Afogados 24 de agosto de
1861.O subdelegado,
Jos Francisco Carneiro Monteiro.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
31a RECITA DAASSIGNATRA.
Quarta-feira, 28 de Agosto de 1861.
Subir scena em primeira representaco o
excellente e apparatoso drama em cinco actos
original francez,
PEDRO LINDIS
ou
0 ALFAIATE MINISTRO.
DENOMINACO DOS ACTOS.
tO duque em casa do alfaiate. ,
2.O alfaiate ministro na corte do duque.
. 3.A priso dos conjurados.
4.A charpa eosanguenlada.
. 5.*O triumpho do ministro.
PERSONAGENS.
Francisco II, duque de Brola-
h.......................... Valle,
Pedro Landais, alfaiate depois
ministro.............,........
Etienne Chouvin................
Visconde de Rohan............
Treges........................
Guib, capito de archeiros....
Joao Cosquer. alfaiate..........
Alberto........................
armor.........................
Um meirinho..................
Uaria, fllha de Landais........
Penedo.
Sahe no dia 29 do corrente para o Penedo
(Rio de S. Francisco) o palhabote nacional San-
to Amaros, recebe alguma carga : a tratar com
Prancisco L. O. Azevedo, ra da Madre de Dos
o. 12.
por
ira-
^
G0VANH1A PRMIBUGAIU
DI
Navegaco costeira a vapor
Acarac.
O vapor Jaguaribe, que lem de aahir no dia
6 de setembro para os portos do norte at a
Granja tocar no Acarac pava largar qualquer
porco de carga que para all haja, para o que
se poder tratar no escriptorio da companhia
pernambucana largo da Assembla o. 1. #
Para oAss eAracaty
segu em poucos dias o hiale Camaragibe
j ter a maior parte do aeu carregamento ; a
lar na ra do Vigario o. 5.

Par Lisboa ePorto.
Segu com brevidade a barca portugueza San-
ta Clara, capito Antonio Ventura dos Santos
Neves, para carga e passageiros, tendo para estes
excellentes coromodos : trata-se com Azevedo 4
Meodea, ra da Cruz n. 1, ou com o capito na
prega.
Porto por Lisboa
Segu em breves dias a barca nacional There-
za I por ter sua carga engajada e parte della j
a bordo, recebe nicamente passageiros, para o
que lem excellentes coramodos, e Ira la-so com
Bailar & Oliveira, ra daCadeia do Recife n. 12
Bahia.
Segu a sumaca Hortencia, capito Belchioi
Maciel Araujo ; para o resto da carga que lhe
fslta e passageiros, trata-se com Azevedo & Men-
des, ra da Cruz n. 1.
Almirante.
Segu para o Rio de Janeiro o brigue nacional
Almirante,!) capito Henrique Correia Freitas, o
qual lem parte da carga prompta : para o resto
que lhe falta e escravos a frete, Irata-se com
Azevedo & Mendes, ra da Cruz n. 1.
Maranhao e Para.
O hiate Novaes ainda recebe alguma carga
para ambos os portos : irata-secom os consigna-
tarios Marques, Barros & C. largo do Corpo San-
to n. 6.
M1II4
Germano.
Nunes.
Raymundo.
Leite.
Oliveira.
Teixeira.
Vicente.
Campos.
Santa Rosa.
D. Manoela.
O palhabote nacional Dous Amigos, capito
Francisco Jos de Araujo, segu para a Baha em
poucos dias ; para o resto da carga que lhe falta,
trata-se com seu consignatario Francisco L. (k
Azevedo, na ra da Madre de Dos n. 12.
Para Lisboa segu com a maior brevidade
o brigue portuguez Relmpago : quem no mes-
mo quizer carregar ou ir de passagem, para o
que offerece os melhores commodos, trale com
Thomaz de Aquino Fonseca, na ra do Vigario
n. 19, ou-com o capito na praca do commercio
Para Lisboa.
Pretende seguir oestes oito dita a veleira es-
cuna portugueza aEmilia, capito Jos Caelano
da Silva, lem parle de seu carregamento a bordo
para o resto que lhe falta e passageiros para os
quaes tem excellentes commodos trata-se com
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, no
seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
Acarac'
O Teleiro Garibaldi, mestre Custodio
Vianna : a tratar com Tasso Irmos.
Aracaty.
Segu oestes dias o hiate Vdela ; para o
resto da carga trata-se com Caetano Cyriaco da
C. M. & Irmo, no lado do Corpo Santn. 23.
Jos
9'nlA
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
wmmtis n> uvm,
E esperado dos portos do sul al o dia 30 do
correle um dos vapores da companhia, o qual
depois da demora do costume seguir para es
portos do norte. ^
Eogaja-*e desde j a carga que o vapor poder
conduzir, a qual dever embarcar no da de sua
chegada, recebe-se passageiros, encomraendas o
dinheiro a frete, al o dia da sabida as 3 horas
da larde : agencia ra da Cruz n. i, escriptorie
de Azevedo & Meodes.
Pagens, damas da corte, Qdalgos, archeiros e
poro, etc.
Terminar o espectculo com o gracioso en-
tre-acto,
IMIM. IB
da
pela Sra.
mundo.
CMTO
D Manoela, D. Carmela e o Sr. Ray-
Comecar s 8 horas.
Aysos martimos.
Para o Aracaty
o hiate Santa Rita, para carga trata-se com
Marlins & Irmo ou com o mestre Antonio Jos
Aires.
Para o Ass e Aracaty
segu at o dia 31 do corrente o hiale Beberi-
be, meatre Bernardino Jos Bandeira : a tratar
na ra do Vigario u. 5.
jfilv
Vende-se a escuna portugueza Emilia, de lote
de 108 toneladas portugueza, bem construida,
forrada eencavilhada de cobre, muito veleira e
Sreparada a navegar para qualquer parte, tendo
do empregada deade que aahio do eslaleiro a
conduzir fructaa de Lisboa para a Inglaterra;
Suem a pretender pode examina-la. no ancora-
ouro deste porto aonde se acha fundeada
COMPANHIA PERNAMBUCANA
i
Navegaco costeira a vapor
O vapor Periinunga, commandante Moura,
segu viagem para os portos do sul de sua esca-
la no dia 5 de setembro *g 4 horas da tarde. Re-
cebe carga at o dia 4 ao meio dia. Encom-
mendss, passageiros e dinheiro a frete ateo dia
da sahida 1 hora : escriptorio no Forte do Mal-
los n. 1.
Lisboa e Porto
sahir com brevidade a barca Flor de S. Si-
maos' por ler parle da carga prompta: para o
resto e passageiros, trata-se com Carvalho, No-
gueira &C, na ra do Vigario n. 9. primeiro
andar.
Leiles.
LEILAO
DE
Ricos movis
comprehendendo mobis* de Jacaranda com po-
dra, de mogno e de amarello, propriaa para sa-
las, gabinetes, tala de jantar e quartos de dor-
mir, um excellente piano em perfeito eatado o
de um dos melhores fabricantes, guarda-vestidos
de mogno, guarda roupa, lavatorioa de mogno
com pedras e seus perlences, cama franceza de
Jacaranda, commoda* de Jacaranda e de ama-
rello, mesas elsticas, solidos apparadorea da
mogno, um grande espelho de Jacaranda proprio
tiara toilet deVenhora, marquesas, urna excel-
ente secretaria de mogno, estante para livros,
um relogio americano, magnficos ornamentos
para cima de mesas, candelabros, jarros, espe-
lhos, ricos quadros com pinturas, porcelana, fi-
nos crystaes e muitos outros objectos que esla-
ro vista dos compradorea.
Quinta-feira 29 do corrente.
O agente Pinto encarregado pelo Sr. Guilher-
me da Silva Guimares, que retirou-se com sua
familia para Europa, apresentar aos concurren-
tes uo dia cima mencionado, e vender sem re-
serva de preco todos os objectos existentes no
1 e 2 andar do sobrado da ra do Imperador
n. 59.
Principiar as 10 horas em ponto.
GontinuaoaO do leilo
DE
FAZENDAS
a retalho.
Quarta-feira 28 do corrente.
Antuoes continuar a vender a retalho a ren-
tado do comprador, fazendas de todas as quali-
des, como sejam brins para calcas, las para ves-
tidos, bareges.fll, chales, sedas etc., etc., que
sero vendidas sem reserva de prego, as horas
em ponto.
Leilo
Hoje 28 do corrente.
Henry Gibson continuar por inlervenco do
agente Olivefra, o seu leilo do mais completo
sortimento de fazendas inglezas, todas proprias
do mercado
Quarta-feira 28
do cerrente, as 10 horas da manha, em seu ar-
mazem ra da Csdeia do Kecire.
LEILAO
DE
Urna casa na Ca--
Quarta-feira 28 do corrente.
Antuoes far leilo em seu armazem ra do
Imperador n. 73, de urna casi terrea sita na Ca-
punga-Velha caminho que vai para a Baixa Ver-
de, a qual tem 4 janellas de frente, 2 salas, 4
quartos, cosinha ora, quintal, etc., os preten-
ientes a podero examinar e concorrer ao leilo
no dia cima designado as 11 horas em ponto.
LEILAO
punga.
No dia 28 do corrente.
O agente Evaristo far leilo de urna proprie-
dade de 2 andares em bom estado na ra de
Aguas-Verdes, com solio proprio, cojo predio
rende 8O0J por anno, os pretendentes se enten-
dero a respeito com o mesmo agente na ra do
Vigario armazem de leiles n. 22, sendo o leilo
ao meio dia em ponto no mesmo armazem no
dia cima.
Avisos diversos.
LEILAO
DE
MOTIS.
Quarta-feira 28 do corrente.
Costa Carvalho continua nettefdia ai
11 horas em ponto, em seu armazem
da ra do Imperador n. 35, o leilo dos
movis existentes em seu armazem.
. .UlUO.
Quinta-feira 29 do corrente.
Costa Carvalho tara! leilo por man-
dado do lllm. e Exm. Sr. Dr. juiz do
commercio a requer ment de Hermino
Ferreira da Silva da armacSo, merca-
dorias da loja de miudezas da ra da
-t5"Pcr*trit*- 4? df Hilanno Soares da
ra tratar no escriptorio de iterado & Mend*,.s,,Ta' em um lote ou a retalho a
rvontade dos compradores.
LOTERA
No da 31 do corrente andaiao im-
pretenvelmente as rodas da quarta
parte da nona lotera a beneficio da
matriz da Boa-Vista desta cidade; os
bilhttes e meios bilhetes acbam-ie a
venda na thesouraria das loteras ra do
Crespo n. 15, pavimento terreo, e as
casas commissionadas do costnme. Os
premios serao pagos em continente a
entrega das listes.
0 thesoureiro,
Antonio Je s Rodrigues de Souza.
O abaixo assiguado remetteu pe-
lo vapor Paran' para serem vendidos
pelo seu commissionado na corte do
Rio de Janeiro 60 bilhetes inteiros e 120
meios bilhetes da quarta parte da nona
lotera da matriz da Roa-Vista desta ci-
dade, cuja numeracao se acha ffixada
na thesouraria das loteras.
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues le Souza.
Precisarse de uma ama de meia
idade que saiba cosinhar e engoramar :
a tratar na travessa do Carmo n. 10.
Precisa-sede um menino ou rapazinho pa-
ra caizeiro de taberna na cidade. da Victoria a
tratar na padaria da ra Direita n. 8*.
Viuva Diaa Pereira & C declara que o an-
nuncio incerto no Diario de Pernambuco de 23
do corrente, nao se entende com o Sr. Dr. Anto-
nio Brrelo Coirim de Almeida. Retire 85 de
agosto de 1861.
Aotonio Brrelo Cotrim de Almeida decla-
ra nada dever, mas quem se julgar seu credor
dinja-se ra da Unio n. 39.
m Precisa-se de ama ama de leite : na ra da
Groz n. 4.
Recebem-se e aprompiam-te com perfer-
io qualquer eocommenda de espanadores : d
iinco-Pontss segundo andar do sobrado n. 41.
Casa para a festa.
Aluga-se a casa abarracada sita no Monteiro.
unida ao sobiado ; mui arejada e tem sahida
rranc* al o baoho : a tratar na ra estrella do
Vocal e instru-
mental.
MANOEL AUGUSTO DE MENEZES COSTA d
Ucoes de msica por casta parUculares : quem
de aeu presuma *e quizer utilUar. procura a
roa da Concelfo da Boa-Tiata u.,
aenal de guerra.
Ao Sr. acadmico Francisco Barbosa
deiro preciaa-a* fallar, a* ra Nora n.7.'
Precisa-se de um menino de 11 a 14 anno*
que lenha pratica de venda, preflrlndo-se Por-
tuguez : a tratar na ra Valhi o. 27.
ou no ar-
car-


DJJUO DI IENAMlDCO. QUARTA FURA 28 ftg AGOSTO DI 1861
Autono Goncalvea Teixeira toa senhora,
naiuraea do Maranho, em transito por esta pro
vincia, seguem ao prximo vapor para a Europa.
Na ra da Cadeia do fiecife n. 8. segundo
andar, precisa-se de urna soga boa engomma-
deir.
Recreio Familiar.
A. directora do Reereio Familiar convida aos
seohores socios para se reunirem em asaembla
geral no dia 29 do corrate, s 4 horas da tarde,
no aobrado do largo do Paraso, esquina da tra-
vesa do Ouvidor, afim de se tratar dos estatutos
da sociedade, e eleger-se a nova directora.
. Manoel Alvea Guerra saca sobre o Rio de
Janeiro.
(5)
N. 32~Roa estreita do Rosario-N. 32
NUMA POMPILIO dentista brasileiro, acaba de
receber grande e Tariado sortimento de denles
terreos-mioeraes e maia apparelhos pira a con-
eccao de dentaduras artiflciaes, plantando-os
pelos ystemassegufotes: succao de ar, gram-
pos-ligaduras, a pivot sera grampos, sem liga-
duras e sem exlracco de raizea Arranja e
concerta dentaduras de ouro ou platina. Enche
os naturaes com ouro, platina, maca adaman-
tma.scinmentos clcanos etc.e qaalqaer dos sys-
temas ref indos sero accoromodados ao estado
da bocea. Limpa os mesmos sem usar de ci-
dos que concorrem positivamente para a queda
dos denles, visto que dissolve a superficie vi-
trea, expondo os assim a accao activa dos agen-
tes chimicos, que se desenvolvem na bocea. Ex-
trae denles e raizes cariadas por mais difflceis
que sejam e mesmo abandonadas por outros den-
tistas, empregando para esse fim o systema nor-
te-americano sem fazer applicago da chave de
Ganngeot; privando assim os evidentes perigos
que podem resultar das operaces feitas com um
tal instrumento, como sejam o extrangulamento
dos tecidos moles.fraturaco dos alveolos e mes-
mo da maulla e lecidos duros, que formara as
covas das raizes dos denles, nervalgias, hemor-
ragias, affecces pollipozas, grangrenas e caria
dos tecidos duros Faz tudo com asseio e promp-
tidao, guardando todas as conveniencias relati-
vas a cyrurgia da bocea e hygiene doa denles
podendo ser procurado em sua casa a qualquer
hora. Acceita qualquer chamado para os fins
cima mencionados tanto na capital como fora
della.
Resposta.
Manoel Augusto de Menezes Costa nao tem ne-
gocie algum de inleresse aeu na loja de calcado
da ra da Imperetriz n. 16, visto que nada deve
na dita loja.
om perfei^ao.
Lava-se e erjgomma-se toda qualidade de rou-
pa; n6 ra da Coneetofto da Boa-Vista n. 42.
Aluga-se o primeiro andar da ra da Crur
o. 21: a tralar no armazem do nesmo sobrado.
Aluga-se urna casa em Beberibe ; a trataz
com J. I. de M. Reg, na ra do Trapiche n. 34.
Aluga-se a casa o 14 alraz da matriz da
Boa-Visla ; a tratar na ra da Florentina n. 83.
Aos seohores de engenho,
Urna pessoa que sabe perfeitamente lr, escre-
ver e contar ; se propoe a entinar em algum en-
genho perto da prac, por mdica paga ; a tratar
na ra do Queimado n. 75.
Na ra do Prea n. 34, taberna, ae dirquem
compra urna casa terrea, nos bairros Boa-vina ou
Santo Antonio, que nao exceda de 3:5009.
Alluga-se urna escrava, moga, de todo ser-
vico para casa de famiiia ; na ra da Praia n. 47.
2o andar.
Bernardo Fernandes Vianna, mudou a aua
escola particular para o primeiro andar n. 7 da
ra da Cadeia Velha de Recife.
Altencao.
Um mojo aolteiro precita alugar um decente
quarto em casa de familia que se obrigue a dar-
me mesa nosta ; quem estiver neate caso deixe
carta nesfi typographia dirigida a P R. F.
Engomma-se com perfeico e commodo
prego : no Becco do Padre n. 30, segundo andar.
Criado.
Offerece-se um criado para copeiro ou boleei-
ro, preferindo-se casa estrangeira : quem o pre-
tender, dirija-se a botica do Sr. Ignacio, no lar-
go da Boa-Vista.
i ocheira a negocio.
Faz-se lodo negocio com a cocheira da ra do
Imperador o. 12, com grande vanttgem para
quem quizer ter um estabelecimento lucrativo, e
o motivo do negocio se dir ao comprador ; a tra-
tar na mesma casa.
O Sr. Joaquim Jos de Sanl'Aona queira vir
tirar, no prazo de tres das, osseus penboresque
deu por garanta de certa quantia que se lhe em-
preslou na ra Direita n. 74, visto ter sxpirado
no dia 15 do correte o prazo do emprestimo da
mesma quantia ; do contrario serio vendidos os
mesmos penhores para pagamento dessa quantia
e juros vencidos.
Manoel Jos Soares Guimares vai s pro-
vincias do norte.
Achando-se vago o lugar de guarda da ir-
mandade do SS. Sacramento da freguezia de San-
to Antonio do Recife, a mesa regedora con vi la
aos seus irmos e mais pessoas que se acharem
habilitadas para que apreaeotem seus requer-
melos at o dia 29 do corrente, e bem assim a
competente fianza conforme determina o compro-
misso. Consistorio da irmandade do SS. Sacra-
mento da matriz de Santo Antonio 26 de agosto
de 1861.O escrivio, F. de Souza Reg.
Na "ra do Livramento, sobrado n. 8, preci-
sare alugar um preto.
O abaixo assignado faz sciente ao publico
que Henrique Pereira de Magalhaesdeixou.de ser
seu caixeiro desde o dia 25 do corrente mez de
agosto.Manoel Alvea Ferreirs.
Atten Gonvlda-se aos credores do fallecido Ventura
Pereira Penna para comparecerem no dia 28 do
corrente, s 11 horas da marinas, na loja de sel-
leiro na ra Nova n. 28.
Precisa-se alugar um moleque ou um preto
idoso para o servico de casa ; na ra do Trapiche
n. 26.
CompanMa /ndemnisa-
dora, ,
Em observancia da disposico do art. 19 dos
estatutos da compaohia de seguros rostirnos Ia-
demnisadora, sero vendidos em leilao publico,
no dia 30 do corrente, pelas 11 horas da maohaa,
d porta da assooiaco Commercial, cinco acedes
da mesma compaohia, de ns. 376 a 380. Recife,
27 de agosto de 1861.
O abaixo assigoado, meslre dos novigos da
veneravel ordem terceira de N. S. do Carmo, con-
vida a seus Irmos novicos, para que compare-
can (esta de sua padroeira. no dia 8 de setem-
bro prximo futuro.Simio Jos de Azevedo Sao-
tos, meslre dos novicos.
Bario de Arary, com o menor Theodoro e
seu creado Jos da Gru, vindos do Para no vapor
Paran, seguem viagern para Lisboa no prximo
vapor francez, oque publicara em visir da lei.
Jos Joaquim Monleiro de Barros, cidadio
americano, vindo do Para no vapor Paran, se-
gu viagem para Lisboa no prximo vapor fran-
ceZjOque publica em compriroeotoda lei.
Joaquim da Assumpg&o Queiroz convida
sos amigos de seu fallecido pae Joio Pin-
to de Queiroz a assislirem a missa de s-
timo dia que se tem de celebrar na ordem
terceira de S. Francisco na maohaa do dia
39, e aproveita a occasiio para agradecer
os que se dignaram acompanhar os seus
restos mortaes para o cemiterio.
LargoduPenlia
Francisco Fernandes Duarte, proprietario deste
armazem de molhados, partecipa aos seus freguezes, assim como aos senhores da praca, de enge-
nho e lavradores que d'ora em vanle quizerem-se afreguezar nesle estabelecimento, que se acha
cora um completo sortimento de gneros os mais novos que ha no mercado e por serem a maior
parte delle vndoi de coota propria, est portento resolvido a vende-los por menos 10 por cenlo
do que em outra qualquer parte, afianzando a boa qualidade e acondiciouamento, assim como ser-
vir os portadores menos pralicos lio bem, como se os senhores viessem pessoalmente, para o que
nao se poupar o proprietario em prestar toda alienlo, afim de continuarem a mandar comprar
8uas eocommendas, serlos de que, toda e qualquer encommenda comprada nesle estabelecimento
acompanhara urna conta impressa com o mesmo titulo de armazem Progresso.
Mantenga inglexa peTfeitantente flor imo ri. a libTi, TeDde.
se por este prego nicamente pela grande porcao que tem e se for em barril se fara abatimento
Maivteiga franeeza, 700 rs.. libr, e cm bmil, 640r9>
isba uysson 0 melhor que ha nj mercad0, 2i>800 a libr8>
dem preto, l600, 1bra
Queijoa do reino chegadosn6iU ultffl0 Tap01. 99M0m
dem prato, 640 inteiro a 700 rS a 1bra
dem smsso, 640 a libra em por5io se faz a w,iinenl0#
Prexnnto de fiambre nglM. 800 r8 libra
Vrtxnnto de \amego, 480 libra nteiro a 440 r8.
A.meixas iraneezas em fraBC0 com 41bra8 por 3#0OO> a retalh0 a ^ r8<
.snern\asete. 720 M. a 1bra> ea caila a 700
L,atas com bolaxinYia de soda de Latas com neixe em posta de BUit,8 ,u.iid.d..vi mo.
Apitonas multo novas. lg200 0 barrili, reulb0, m r8., garraa.
nttoce de VlpcTcne eB ,atlai de 2 Ubrag por 1#m
CoriUtlS pa podm a 8oo rs. a libra.
Banna de porco retinada. 180 r9.. libra, em barr a 440 rs.
nDn.a^a tt" OHIDO a prjmeif, Tei que Teram a egle mercado a 640 rs. a libra.
Chourieas e palos muit0 D0TO8. ^ a libra
Palitos de dente lixadoscom 20 m.cinho. por 300 .
Cnocolate ttancez B l>200 a libra> diUo poluguei a 800
MaTmelada imperial d0 aaB18d0 Abreu de outr08 muit0s fabricantes de Lisboa
a 19000 rs. a libre.
Vinnos engarrafados Port0( Bordeaui> CarcaveUof,, B)08eatel,im), gatafa>
\ innos em pipa de 500> 560 e 610r< a gsrraf8> em eanada8,35oo 45000 45oo.
Vinagre de Lisboa 0 raai8.uPeror a 240 .stn,h.
SerVeja umt acreditadas marcas a 5 a duzia, e em garrafa a 500 rs.
KiSlXeilinna p,raopa amis nova que ha no mercado a 640 rs. a libre.
Ewilnas franeezas 640 r8 a utt8
Milo de amendoa. ^ ., llbr,# dila con CMtt a 4g0 r8
Mozes mMo D0Ta$ a 120 r8 t libra#
Gastanbas Dilada8 a m tt a libra_
' *^aie anaito superior a 340 rs, a libre, e a 7 a arroba.
VrrOZ do Maranho i 3j> em arroba, e em libra a 100 rs. m
Fumo americano a lf, kMf mfor em por5aoM far abalimeBM)#
Sevadinna d. FMnca a m ri a libra<
SagU mjit0 nofo a 320 re. a HbV.
X OUClUnO de u,boa a 360 rs. a libra e a 10# a arroba.
Farinba do Maranho. mti, D0Ta a lf4 r, a libra
oueinbo iug\tzaMOra alibra.
PaSSaS em *t*tt*de81ibraiaJ|500cidaume.
Iodependente dos gneros mencionadoi ercontrar o respeilavel pubce tudo quinto pro-
cwr tendente aiolhados.
Precisa-se de um bom trabalhador : na pa-
dariada ra dos Pescadores ns. 1 e 3.
Mademoiselle Hathilde Eva Zocher
oflerece-se para instruir em alguraa ca-
sa de familia na cidade ou fora della.
Encarrega-se, alm da educacio moral
e religiosa das meninas que lhe orem
confiadas aos cuidados de ensino das
primeiras letras, francez, allemao, geo-
graphia, historia antiga e moderna,
msica e piano : a tralar com o Sr. te-
nente coronel Thomaz Jos da Silva
Gusmao, que esta' autorisado a dar to-
dos os escarecimentos relativos as con-
dicoes do ajuste, na thesouraria pro-
vincial das 9 ate' as 3 hoi as da tarde.
a o
Jorge Vctor Jnior, d lircoes de piano gt
# nesta cidade e seue arrabaldes. Pode ser 0
0 procurado na roa Nova n. 25. m

Aluga-se o segundo e terceiro an
dar do sobrado n. 36 da ra do Tra-
piche : a tratar no primeiro andar, es-
criptorio de Matheus Austin & C.
Attencao.
Na ra do Rangel n. 67, primeiro
andar, lava-se e engomma-se com as-
seio e prouiptido por mdico preep.
Precisa-se de um moco que te-
nVia boa lettra para caixeiro de escrip-
torio, quem estiver no caso queira m
dicar o lugar onde pode ser procurado
em carta de seu proprio punho, que
servir-se-ha entregar na vraria n. 6 e
8 da praca da Independencia, dirigida
as iniciaes B. D. F.
Sacam sobre Lisboa
Aranaga, Hijo & C, ra do Ttapiche
Novon. 6.
O abaixo assignado est autorisado pelos
Srs. Faria 4 C. a cobrar todas as dividas de sua
loja sita na ra Nova o. 43 : por isso roga a to-
dos os devedores queiram quanto antes pagaren),
porque do contrario se proceder judicialmente,
Joao de Souza Rangel Jnior.
Aluga-se o segundo andar com soto do
sobrado n. 46 da rus di Aurora.
Do sobrado da ra Nova o. 56 fugio um sa-
bia : quem a apanhar e entregar em dita casa,
ser generosamente recompensado.
Aluga-se um segundo andar e soto com
grandes commodos, no caes do Ramos t a tralar
na serrara o. 59 na ra da Praia.
Precisa-se de urna ama de leite ; na praca
do Corpo Santo o. 17.
Aluga-se a casa n. 3 da ra dos Prazeres,
no Coelho a tralar no becco dos Barreiros o. 2,
ou botica n. 6 da prac.a da Boa-Vista.
O meio bilhete o. 1108 da quarta parte da
nova lotera concedida a favor da matriz da Boa-
Vista por lei de 9 de maio de 1842, foi perdido
polo abaixo assignado ; e como pertenca aos Srs.
Joo Marinho Paes Brrelo e Justino Jos Morei-
ra, a visa-se ao Sr. tbesoureiro que s a elles pa-
gue o que por sorte Ibes sahir em tal bilhete.
Joaquim Cavalcanti de Albuquerque.
GRANDE LABORATORIO A VAPOR
BU

MS,
ROUPA.
Este estabelecimento se acha aberto para o publico, que se quiser delle utilisar, podendo qualquer mandar
roup no dia que lhe convier.
A roupa que for s para ser lavad-i devera' ser remettida em sacos amarrados, e [nos mesmos serao entregues
s que for para ser engommada devea' ir em saceos, mas seus denos a man da rao buscar em vasilhas a propriadas.
Toda a roupa deve ser acompanhada por um rol bem especificado, o qual icara' no estabelecimento at a res-
tituicSo da roupa.
A roupa sera' entregue e recebida na casa de banhos no pateo do Carmo, ou no sitio dos Buritis, conforme mais
convier ao freguez.
Nao llavera' motivo algum que peimitta a rettitutcSo da roupa sem queseja entregue seu importe, e na mesma
occasiao devera' o portador levar o documento que tiver recebido ao entregar a roupa suja.
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Precisa-se de ama ama para cozioba e mais al-
gum servico de casa de familia, sendo lirre ou
escrava : na rea da Conceico da Boa-Vista, so-
brado n. 6.
Precisa-se de urna eogommadeira : na ra
da Senzala Velba n. 90.
Furtos (leca val los.
Furtaram do engenho Muribequinha, sito na
freguezia de Muribeea, na noile de 8 do corrente,
dous cavallos, sendo um de estribara, gordo,
bem novo, russo, com alguns signaes de talhado,
rauio bem feito, nao grande nem muito peque-
no, porm de meio, est npado, tem os cantos
de um olho brancos e o outro todo preto, a fren-
te aberta, anda bem de baizo a meio, e intei-
ro ; e por ter sido comprado ao senhor do enge-
nho Moreno, julga-ae ter o ferro de sua fazenda.
O outto russo sujo, pequeo, ioteiro, com cau-
da e clioaa preas, urna baixa na saruelha. j foi
de roda e tal vez tenhs sigoal do peitoral, s anda
a passo, e tem o seguinle ferro NC: quem ap-
prebender esses cavallos e leva-Ios ao dito enge-
nho, aera generosamente recompensado.
o seminario de 01 inda
precisa-se de um cozinbeiro, prefere-se homem
solteiro, e que d (anca a sua conducta : aquel-
lo que lhe convier, dirija-se ao mesmo semi-
nario.
Aluga-se na ra Velha, bairro da Boa-Vis-
ta, a loja do sobrado o. 15, com muitos commo-
dos : a tralar no mesmo aobrado.
William Leach, chegado no ultimo vapor
do Maranho, segu para Europa.
O Sr. Brasiliaoo Francisco de Paes Brrelo
tenha a bondade de vir fallar oa loja do Germano,
relojoeiro, na ra Nova n. SI, vUto ignorar-ae
aonde o mesmo senhor mora.
O Dr. Joio Ferreira da Silva, de volla de
sua viagem, est morando na ra larga do Ro-
sario n. 20, e contina no exercicio de sua pro-
fisso, dedicando-se especialmente a pralica de
operaces cirurgicas.
Ra da Imperatriz
a
Costureiras.
I'recisa-se de boas costureiras para fazer obras
de alfaiate ; na ra Nova u. 42, defronte da Con-
ceico dos Militares.
Cemento inglez,
para soldar vidros, lou$a, barro o pedra, etc., o
qual resiste a todo o trafico por mais formoso
que seja at ao uso d'sgua quenle ; prego de ca-
da vidrolft : uoico deposito, na loja de fazendas
de R. C. Leite & Irmos, ra da imperalriz nu-
mero 12.
0 Sr. Fran- i
O
cisco Carneiro Paes de
Andrade, antes de se
retirar para o centro,
queira ir a loja de fa-
zendas n. 23 da ra da
Cadeia do Recife, para
cujo fim nao extranho.
APPROVACiO E \UT0RISAC\0
DA
n. 16.
Ra da Gadeia do Recife
numero 49.
O abaixo assigoado cbamou sua casa o pro-
prietario do estabelecimento cima referido, par
lhe indicar a maneira de cobrar alguraa quantia
que ae julgue credor, e dar explicares a respeito
ao muito digno chefe de to respeilavel casa,
que nio leve, mas parece ter negocios com
Firmo Candido da Silveira Jamos.
Ama.
Na tamboia do Carao n. t> precisa-te de urna
ama ateca para tomar conta de urna crianza de
dous annos.
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
CHAPAS tttSiClrlAES
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
De Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
Com estas Chapas-elkctbo-magneticas-epispasticas obtem-se urna cura radical e in-
dllivel eni lodos os casos de inflamma^Qo (cansado ou falta de respiren o ), sejam internas ou
externas,como do ligado, bofes, estomago, bago, rins, ulero, pello, palpitado de coracao, gar-
ganta, olhos, erysipela, rheumaiismo, paralysia e todas as anecies nervosas, etc., ele. Igual-
mente para as difieren tes especies de tumores, como lobinhos escrfulas etc., seja qual for o seu
tamaaho e profundeza por meio da suppurac,ao sero radicalmente extirpados.
O uso deltas aconselhado e receiladas por habis e distinclos facultativos, sna efficaia in-
coniestavel, e as ionumeras curas obiidas o fazem merecer e conservar a confianza do publico
que j tem a honra de merecer, depoisde 24 annos de existencia e de pralica.
As encoramendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo todo o cuidado
de fazer as necesarias explicacoes, se as chapas sao para homem, senhora ou crianca, decla-
rando a em que parle do rorpo existe, se na caneca, pescoco, bra$o coxa, perna, p, ou tronco
do corpo, declarando a cicumferencia: e sendo inchaijes, feridas ou ulceras, o molde do seu
lamanho em um pedaeo de papel e a declaracao onde exisiem, afim de que as chapas sejao da
forma da parte affectada e para serem bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas serao acompanhadas das competentes explicarles e tambem de todos os acces-
orios para a collocacSo dellas.
Consulta as pessoae que o dignaren) honrar com a sua confianza, em seu esariptorio, que
se acbari aberto todos os das, sem excepeo, das '. horas da manha s 2 da larde.
||9 Rija do Parto ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
Para as eneommendas ou informagoes dinjam-se a pharmacia de JosAlexandre Bibeiro,
ra do Qbeimado n. 15.
Velas de espermacete da es-
trella, muito superiores.
Na ra do Imperador n. 55, vende-se em por-
Qao e a retalho.
Veode-se a casa n. 42 da ra da Alegric, a
qual tem commodos para grande familia ; oa ra
de Santa Thereza n. 16.
Vende-se urna taberna na roa Direita d.
113, bastante afreguezada ; a quem della preten-
der, dirija-se mesma, que achar com quem
tratar.
Vende-se a laberna da ribeira da Boa-Vis-
ta n. 1, pode regular. 2:0OOg de fundos : traa-
se na mesma ribeira n. 3.
s| Alteiujo.
Vendem-se dous cabriolis de duas rodas,
assim como um carro de quatro rodas, ludo mui-
to bom e por prego commodo: quem os pretoo-
der, dirija-se a ruado Jasmim, no lugar |dos Cee-
lhosn. 24. que achara com quem tratar.
Veode-se urna carroca e pipa de vender
agua, tudo com pouco uso, tambem se vende com
boi, quereodo o pretndeme ; em Santo Amaro
ao p da fundidlo, taberna do meio.
ESCRAVA.
Vende-se umi mulata que lava e engomma
perfeitamente. tanto roupa de homem como de
senhora, cozinha, veste urna senhora, muito
fiel, e nao tem vicio algum : para ver e tratar,
na ra da Florentina n. 1.
Escravos.
Gurgel Irmos veodem 6 escravos mogos, bo-
nitas Oguras : a tratar em seu escriplorio na ra
da Cadeia do Recife n. 28, 1. andar.
Fazendas baratas.
Na ra doQueimado n. 69, loja de Ires ponas,
ha para vender por barato preco asseguintes fa-
zendas ; baldes de 30 arcos a 3J500, ditos de
madapolo a 39300, ditos de renda a 39, enfeites
de troco moderaos a 2$, chales de froco a 3j?000,
manguitos com golla lios a 3$500. ditos fios
bordados a 6g, velbutinas lisas de cores a 500 rs.
o covado, chitas frsocezas de todo prego, laa e
seda denominada D. Francisca a 480 o* covado,
grvalas de todas as qualidades e presos, e mul-
tas mais fazendas que se vendem por todo prego;
na ra do Queimado o. 69, loja de 3 portas.
Gafet restauranl du com-
merce.
B\*iiiii ain
avise Sa nombieuse dintele, que samedi 31 du
couraot, et dimanche 1. septembre, il y aura,
dans son tablissement.
Patisserie :
Gateaux de Rois.
Brioches.
Galetles du Gymoase.
Charcuterie,
Andouillettes.
Saucisses.
Cerveits.
Boudios.
Fromage decochon.
Fromage de foie de cochon.
Jambonneaoi.
Pelits pieds farcis. .
Boti de porc.
Cbteleltes.
Patea. o
Vendem-se alguns trastes, sendo sof de
Jacaranda, candieiros, mesaa, commoda, cama de
ferro, fogao de dito americano, etc., etc., estando
tudo em boa coodicio; a tratar na ra do Tra-
piche n. 46.
Quem muito se demorar
Nao achara para comprar
Arroz a 2$ a arroba.
Vende-se arroz a 29 a arroba e 80 rs. a libra .-
na ruada Imperalriz n. 88,defronte da matriz da
Boa-Vista, esquina da ra do Hospicio.
Atten Vende-se urna escrava africana que lava, coii-'
nha, e coro principio de engommado, boa con-
ducta, e encllenle gara casa de familia : quem
a pretender, dirija-se a ra do Queimado, loja o.
2, do Preguica.
=
Luiz Soulan, cutileiro e armeiro francez, participa ao respeilavel publica
e especialmente aoi seus freguezes que mudou sua officina da ra das Cruzes pa-
ra a ra da Impera triz n. 13, aonde continua amolar todos os dias e a fazer
concertos, reparos e obras novas tendente! a sua arte com promptidao e barateza.
f Gabinete medico cirurgico.
Ra das Flores n. 37.
Serio dad ji comillas medlcaa-cirurgi-
cas pelo Dr. Esleva* Cavalcanli de Albu-
I querque daa 6 as 10 horas da manh&a, ae-
cudindo aos chamados con a maior bre-
vidade poaaivel.
! Partoa.
%.* Molestias de pelle.
3.* dem dos olhos.
4.' dem dos orgaea enilaea.
Praticar toda eqaalquer operario em
aeu gabinele ou em eaaa doa doenlea con-
% forme Ibes for maia conveniente.
## (.
vendem-se globos para candieiros, e bom-
bee de japi, neis barato do que em outra qual-
quer parte: na ra larga 4o Rosario, a. 34.


Hwg;?;:".-;-,-1
' *
6
uno ok Htamijoqo. quaeta jRAt8 *l iMWTe di tw.
...
Sociedade bancaria.
' Amoro, Fragoso,Seatn AC. saet e Imudi
saque sobre praga daLisboa.
Pactara.
Na padaria de Antonio Fernandes da Silva Bet-
riz, ra dos Pimn. 42, vende-se a tnuito acre-
ditada bolachioha quadrada.d'agae, pnpria para
doenles. bolachioha de aramia a dita d* molde*.
"/J"?!*1!**^ 'iqnW casado fillecido atanoel Ba rq u a e> atacado Li-
ma, roga aquella* pessoas que se jolgarem ere-
doras dor letras ou contas de Imo, que se diri-
jan) cora os sous ttulos rus da Cadeia do Re-
cite d.46. primeiro andar, das 10 horas da ma-
ntisa as 2 da tarde, para setem verificados e cas-
sities Jos pela referida commissSo
Aluga-se tima excellente casa de
campo com todas as commodidades de
familia, com sitio gran Je, coeheira, es-
tribara etc., a casa construida ha poj-
co tempo com trraco a roda, sita na
ettrada do Poco : a tratar com os pro-
pietarios N. Bieber & C, successo-
res, ra da Cruz n. 4.
Aluga-se, o sobrado n. 2 B da ra do Apollo,
e a casa terrea o. 27da ruado Burgos a tratar na
ra da Aurora o. 36.
O Sr. Joaquim Fraociscode Souza Navarro
queira comparecer a repartirlo do correio, aQm
de receber um officio viodo do Rio de Janeiro.
Attenco.
Mello, Irmao, tendo comprado ao arrematante
da massa fallida de Manoel Francisco de Mello,
faz scientes aos deredores da dita massa a vlrem
pagar os seas dbitos, e os que nao flzerem serio
qaniados a juizo. Recito 12 de agosto de 1861.
4 ttengao aos Srs. de en-
genho.
Precisa -se arrendar um engeaho de boa pro-
ducto que seja d'agua e fique perto do porto de
embarque ou da Tia frrea, nao se olha a prego
ese tiver alguma fabrica tanto mellior: quem
tiver annuncie para ser procurado.
O Dr. Francisco de Paula Baptista mudou
a sua residencia para a ra do Destino ns. 6 e 8
No dia 3 de setembro prozimo, pelas 11 ho-
ras da manha, depois da audiencia do Iilm. Sr.
Dr. juizdeorphas, tem dse arrematar por ven-
da varios sitios e tres casas de taipa pertencentes
aos orphos filhos do finada Manoel da Silva Bar-
ros, cujos sitios sao dous as Corcuranas de den-
tro, com boas trras de plantaco, e um delles
ten: casa de taipa, ontros sao na Venda Grande
com porco de ps de coqueiros, alguns na pan-
cada do mar. tendo o denominado Cirrapicho boa
casa de vivenda perto do mar. propria para pas-
sar a festa, e offerece os banhos d'agua salgada ;
as tres casas sao sitas na ra, da Venda Grande,
teno dous excellentes commodos para familia.
O abaiio assignado avisa ao publico que
ninguem contrate com Jos Antonio de Araujo
Guimares sobre um sitio no Caldeireiro, o arma-
zem n. 18 Jo caes 22 de Novembro e parte da
casa de sobrado n. 16 da ra do Crespo, bees que
iotj:i do Uado Domingos Antonio Gomes Gui-
mares, e tocaram em heranca ao dito Bento An-
tonio Gomes Guimares, pai do abaito assigna-
do, visto que taes bens estao sujeitos restitui-
eao do dota mulher do sbaizo assignado, que
Do sendo altendido em partilha, tem de ser re-
vio Jicado, --crescendo alimentos devidos, etc.
Recife 21 de agosto de 1861.
Joao Antonio Gomos Guimares.
Prccisa-se alugar para urna casa estrangei-
ra urna escrava que seja perfeita costureira, que
tenha boos costuraos e sera vicio, garante-se de
ser leni tratada e nao sahir na ra : quem ti-
ver, dirija-se a ra do ImoeraJor n. 27, confrou-
te a ordem U rceira de S. Francisco.
O abaixo assignado alumno do quinto a
2 anoo da faculdide de direilo desta cida- 2?
w de e advogado pela relago do districto ?
^p pode ser procurado polos seus commit- a
tes em todos os dias uteis, das 11 as 2
QP horas da tarde, no esciiptorio do Sr. 4S&
JJ| r. Jorge Dornellas Ribeiro Pessoa, 2
2F>" camboa do Cirmo u. 8.
J. Borges Caroeiro. w
Aviso.
Os rameos da ra d> Lapa n. 13, e ra
do Costa n. 10, recebera gneros para recolhe-
rem por menos de que costuraam receber cutros:
quera pretender, dirija-se ao n. 13. que achara,
com quem tratar ; assim como se aluga um dos
m&jmos arrnazens. twas
A commissao liquidadora dos ere-
dores da massa do fallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aos Srs.
Uevedores a referida casa que se diri-
ara a satisfazer seus dbitos a referida
commisso todos os dias uteis das 10 ho-
ras da manha as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commisso roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a obrigue a lancar
mao dos meios udiciaes ou do jornal
para haver essas importancias de que
sao seus de vedores.
Preciss-se de 500* a juros de 2 por cento ao
mc-z, dsndo-se por hypolheca urna excellente ca-
sa na villa da Escada, que se eogeita por venda
1:600*, e rende por aluguel 20* mensaes, pelo
prazo de 4 a 5 mezes : a tratar na ra Direita n.
77, ou annuncie com urgencia.
Annel.
Perdeu-se um annel de ouro com diamante,
sendo esmaltado em volta da mesma podra, e es-
ta forrado com um bocado de madapolao para
servir de calco. Este annel foi perdido na noe
de quinta-feira da semana passaia, da ra do Se-
bo at a ra da Cruz do Recife : quem-o tiver
acbado e quizar reslitui-lo a seu dono, queira di-
rigir-se a ra da Cruz do Recife, armazem n. 63.
que ser recompensado alem do agradecimento.
Agencia de passaporte.
Claudino do Reg Lima tira passaporte para
dentro e fora do imperio por commodo preco e
presteza : na ra daPrais, primeiro andar n 47.
J.Praeger&C,
em liquidco
rr.udaram seu armazem para a ra do
Apollo n. 3l defronte do thcatro.
Traspasse de casa.
Traspassa-se com consentimento do proprie-
lario, o segundo andar do sobrado D. 79 da ra
do Imperador, muito aceiado ; a tratar com Po-
iyearpo Jos Layme na mesma casa.
Precisa-se de urna ama que com-
pre e sirva para todo servico de urna
casa de pouca familia : na ra das Crn-
zes n. 20, primeiro andar.
Francisco Macietr de Souza participa mus
freguezes tanto ds praea como da fora qua de
novo abrto"#scu estatfeleciaaeato e calgaiofel-
to na provincia na ra da Imperatriz putr'ora
aterrb da Boa-Vista e pretend vender muito em
coala para agradar seus freguezes que todos gos-
tam do bom e barato.
O aqaixo assignado, relojoeiro estabelecido
na roa da Imperatriz n. 14, vera pelo pmenle
declarar qua as pessoas que em seu poder dei-
xaram reogios para se concertar, isto ha multo
tempo, devero comparecer dentro do prazo de
15 dias, cootados da data deste, afim de satisfa-
cerem os seus dbitos concernentes a taes con-
certos, resgatando seus reogios, e do contrario
fiado o dito prazo sarao vendidos semeloanles
objectos para da seu producto ser o abaixo as-
signado integralmente pago. Recife 24 de agos-
to de 1861.Albert Aechoff.
Na ra Nova o. 38 precisa-ge de ama ana
que seiba eozinhar e engommar para urna casa
de pouca familia.
Cavallo furlado.
Do sitio fronteiro a groja dos Afflictes, na nol-
te de 19 para 20 da corrate, furtaram um caval-
lo quarto com os signaes seguinles : pequeo,
quisi preto, frente aborta, de 7 para 8 anuos de
idade, com urna sobrecana na mao esquerda, um
pequeo calo na sarnelba, ponas das orelhas
cortadas, de meias carnes, puxa um pouco por
urna perna quando anda, pescoco acarneirado,
marca nos peitosde almanjarra, etc.,etc.: quem
o apprehender ou delta der noticia, pode dirigir-
se ao mesmo sitio ou ao engenho Boa-Vista do
Cabo, que ser recompensado.
Oscredoresde Jos Nuues de Paula quei-
ram apresentar suas letras na ra da Cruz n. 4,
para proceder-seao rateio do que ee acha em
deposito.
= Aluga-se urna canoa grande para familia,
que podecarregar at 20 pessoas, com assentos
em roda, bem construida e acatada ; na ra No-
va de Santa Rila, serrara do Sr. Banks n. 21,
para ver etratar.
Os Senhores cujos uomes rao abaixo ins-
criptos lenham a boodade de dirigir-se a leja de
calgacade 4* rae da Imperatriz n. 16 a trataren
de nogocioe de seus intereases :
Aotuaio Gomes Pessoa.
Jos Antonio da Silva Mello*
Belarmino de Barros Corre
Firmo Candido da Silveira.
Manoal Ferreira Fialho.
Ignacio Cantanil.
Manoel Machudo Teixeira Caaleanti.
Simplicio Jos Campello Morici.
Antonio Jos de Brilo.
Capitio Francisco Lins.
Braz Antonio da Cuoha.
Francisco da Paula Pereira.
Bowman.
Estrella.
Dr Joao Augusto da Silva Freir.
Jooda Costa Fialho.
Padre branles.
Manoael Joaquim Arvore de Oiiveira.
Joao Machado Soares.
ManoelJacques da Silva.
Ain.
Remige Quimsrk
Suppra Frederico.
Joaquim Simphronio AlTon^o de Mello.
Joaquim Jos da Cojla.
Jaciolho Luiz Querreiro.
Joo Antonio de Vasconcelos.
Joaquim Aotonio de Souza.
Joo da Silva Rangel Jnior.
Jos Mara Cesar do Espirito Santo.
Jaciotho Lisboa
Jos Mara dos Santos.
Antonio F.lisou Antunes Ferreira.
Alferes- Penha.
Joo Francisco da Costa Lobo.
Jos Manoel Correa de Almeida.
Antonio da Costa e S.
Joo Jos de Azevcdo Santos.
Hermenegildo Elisu da Silva Caneca.
Ascencio Gon$ales Ferreira.
Helpidio (cocheiro do Adolpho)
Capitao Jos Joaquim de Birros.
Joo Demetrio.
Manoel Correa Ferreira Guirasriet.
Antonio Barbosa da Silva Ferro.
Capitao Bezerra.
Jos C obino.
Henrique Rodrigues Carlos da Costa.
Joao Culos G. Oiiveira Pelagio.
Manoel Ignacio de Oiiveira Marlios.
Jos Affonso Ferreira Jnior.
Dr. Antonio Loureiro.
Manoel Ignacio de Albuquerque Maranhao.
Dr. Francisco Baudeira.
Itlandin.
Manoel do Nascimento da Silva Bastos.
Jos Ruuo da Silva.
Jos Aotonio Mara.
Faustino Pereira.
Manoel Antonio Rodrigues Samico.
Francisco de Paula Borges.
Joaquim Antonio do Moraes.
Jo^ Bernardo de Miquiles.
Francisco Xavier Cavalcanli.
Joo Francisco dos Santos Cavilo.
Justino Francisco de Assis.
Manoel Gjngalves da Silva Queiroz.
Manoel de Lemos Ferreira.
Joaquim de Lemos Ferreira.
Carlos Augusto da Concelclo Ribeiro.
Jos Hooorato de Medeiros.
Antonio Ribeiro de Lacerda.
Deodoro Fernandes da Cruz.
Joaquim Correa de Araujo.
Trajano da Costa Ribeiro e Mello.
Augusto Los.
Luiz Jos da Silveira.
J s de Freita Ribeiro.
Claudino Jos Flix.
Manoe! Joaquim de Paula e Silva.
Jos Luiz Ferreira.
Jos-Antonio de Lima.
A Jeodatu Vieira Gomes.
Ignacio d-> Souza Leo.
Antonio Francisco de Moura.
Joo Ignacio de M'agalhcs.
Joo Francisco Regs Ferreira.
Recife 11 de sgoslo de 1861..
D. W. Bowman desej* ser informado pelo
dono da loja de calcados supra se o Bowman da
lista refere-8e a elle.
Na ra do Vigario n. 9, primeiro andar,
existem aa seguinles iraagens, viudas ltimamen-
te da ridado do Porto, e que se trocam a prego
razoavel :
2 santuarios com as competentes imagen*.
Santo Anlinio.
Conceico de Nossa Senhora.
Sanl'Anna.
S. Joaquim.
S. Jos.
Menino Jess.
Nova ptchincha.
Pecjw de
jardas a "
aSWre"
n. 44.
la lisa fina eom 7 lr2..
. a 39500, chita larga fraaceaa
o corado: ni ra do QnehmMo
Grande serlimeolo
Fazendas de todas as qua-
lidades.
Na loja n. 23.
Vestidos de blonde, ditos de seda, di-
phantasia e de cambraia or-
to da
dados.
Laxinhas, sediobas da quadros e
cwabtaiaa de cores padres modernos.
Xa loja n. 23 da roa da Cadeia.
Manteletes, capas compridas moder-
nas, taimas de fil e polonezas de gasto.
Fil, tarlaiaoa, organdya com ovos
padres, cambraia cora lista de cor o
mais moderno.
Na loja d. 23 da roa da Cadeia.
Saias balo, manguito, gollas, pea-
les de tartaruga, leques, perfumaras,
luvas de pelica._______________________
Chales de todas as qnalidades, groa-
aanaptes, chita franena, cambraia
branca etc., etc.
ftoupa feita
Na loja n. 23 da ra da Cadeia.
Completo sortimenlo de paletots, cal-
cas, colletes,camisas para hornera, me-
ninos e senhora.

Vende-se milito barato
Vende-se muito barato
Na lojafl. 23
C^4 Na loja o. 25 de
GURGEL & PERDIGAO'.
Transelins gossosd ere-
troz para reogios.
Vendem-se a 500 rs. cada um na rus do Quei*
mado, loja d'aguia branca, n. 16.
Bandos de nova epro-
veito'sa invenco.
A ioja d'aguia branca acaba de receber una pe-
f-quena poreo de bandas de ama nova e pro-
veitosa invenro, com os quaes muito adianlo
as senhorasnacomposicao de seus cabellos. Es-
ses novos e preciosos bandos sao de cornpridos
cabellos humanos mui bem lecidos e seguros em
pequeos pentes com os quaes se prendera a-
quelles por dentro do cabelio da senhora, ser-
rindo de enchimento o mesmo que elles trazem,
e depois junto o cabello do dito ao da-pessoa faz
um lindo e perfeito amarradilho, principalmen-
te quando a senhora tem pouco cabello, e em
todo o caso sao dispensadas as pesadas trouxas
que ento se usavam. E' o que de mellior e
mais moderno apparece, e a vista da perfeicao e
ulilidade da obra sao baratos por 69000 o par
Os cabellos sao prelos e castanhos, couforme os
naturaes das senhoras. Elles achara-se somen-
te na ra do Queimado, loja d'aguia branca,
n. 16.
Compras.
para vestidos de senhera e
roupinhas de crianzas-.
Na loia d'aguia branca se encontra um bello
sorltmento de franjas de seda, la e linho. bran-
cas e de cores, propriaspara enfcites de vestidos,
assim como urna diversidade de galo de seda e
linho, brancos e de cores, abortos e fechados, lar-
gos e estreitos at o mais que possivel, trancas
tambera de seda, la e linho, de differentesqua-
lidades, e os que de mellior gosto se pode en-
contrar em taes cousas : por isso quem precisar
de taes objectos, dirigir-se a dita loja d'aguia
braoca, aa ra do Queimado o. 16, quesera bem
serviJo.
SM93geift3M ttttSM ieseaaGK
4 loja da baudeira |
Nova loja de funileiro da
ra da Cruz do Recife
numero 37.
SMaooel Jos da Fonseca participa a
todos os seus freguezes tanto da praca
_ cmodo mato, e juntamente oreapeit-
m vel publico, que lomou a delibara^o de
^ baixar o prego de to las as suas obras, por
2 cujo motivo tem para vender um grande
9 sortimenlo de babas e bacas, ludo de
|E differentes tamanhoso de diversas cores
9 9m pinturas, e juntameute um grande
|b sortiment de diversas obras, contendo
X banheiros e gamelas grandes e pequeas,
I machinas para catee camas de vento, o
que permite vender mais barato possivel,
como seja bahus grandes a 4J> a peque-
nos a 600 rs., bacas grandes a 5# e pe-
queas a800 rs,,cocos a 19 a duzia. Re-
cebe se um official di mesma officina
para trabalhar.
nWwrfl5STw^f S^( VPv r^B^' 5^W 3WW WMt *v^
*

8
O abaixo assignado convida aoa Sr.
membros da soc-edade dos seleiros e aos
amigos de sen compadre e amigo o finado
Ventura Pereira Penna para aiasiatirem a
urna missa que pretende mandan celebrar
no dia 29 ielas6 hora da manha na gre-
i ja do Collegio, trigsima dia de sea fallec-
ment. Espera porianto qne se digneni
prestar a e* acto de caridad a religiSo.
Unnoel Aoauato Candido Pereira.
Jone ds Siiv. utiveica, cum luju da iraate
a offleinade marcineiro. faz ver que o Sr. Jos
Dominante Torres nao mais seucaixeiro desde
o dia J3 do corrate mes.
= Compram-se moedas de 209 por 205600
na loj*da na do Queimado 0.46.
Comprara-se moedas de owro :
na roa Nova n. 23, loja.
Vendas.
Jos Dias Braode.
5Ra da. Linguete 5
O novo destino torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga iogleza a 19 a libre,
dita franceza a 700 rs.. eh prato a 19400, oas-
sas a 560, conservas inglesas e portugueza a
700 rs., aletria, talhatim. e macarrao a 400 rs. a
libra, loucinho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de porco refinada a 480 rs latas com peixe de
postas a 1&40O, ceneja branca a 900 rs. a gar-
rafa e 59 a duzia,dita preta a 600rs. a garrafa e
69800 a duzia, tan to em garrafaaconao em meias,
ervilhas fraocezaa e portuguesas a 720 rs. a lata,
spermacete de 4, 5 e 6 em libra por prego mui-
to em conta, vioho do Porta engarrafado fino
(velho) a 15300 rs., vlaho de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagra branco a 320 rs. agar-
rafa, e outros muito gneros que escusado
menciona-los, que do contrario se tornara enfa-
donho aos fregueses. (Dinheiro vista.)
Cestiuhas de Hamburgo.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
1 B, quem rocebeu um completo sortimenlo de
lindas cestiuhas de todos o tamaitos eroprias
para maainasdeescola, assim como maiores com
lampa prepriae para compra, balaioa pxeprios
para coatura, ditos proprios parafaqueiros, ditos
muito bonitos para brinquedo de meninos, di-
tos maracas pintadinhos que se vendem por pre-
c.os muito baratos-
Enfeites riquissimos.
Vendem-se ricos enfeites de retroz, sao os me-
Ihores e mais modernos que ha aa mercada, pelo
bactissimo preco de8 : na rita, do Queimado
o. 22, oa loja da boa f.
Opavao vende
corlea de casemira preta, muito boa fazenda, a
3951*0 o corte : na ra da Impentrii 0. 60, loja
de Giaaa & Silva.
Bom e assim barato
FinissimosTencos a imitaQlo de labyrintho bor-
dado a 19 e l280 : na raa da Imperatriz n. 60,
loja de Gama & Silva.
o
vende vestidos.
Vestido de cambraia brancos eom babadoe,
fazenda que se vende em outra qualquer parte a
89 torram-se a 4g : na ra da Imperatrii n. 60,
loja de Gamma & Silva.
Ratos.
Chegou pelo ultimo navio de Liverpool nova
remana da rerdadeira composico de massa
phosphorioa para matar ratos e barata : venda-
se na traveasa de Medra de Bao n. 16,
zasn de Ferreira & Msrtias.
Sabonetes
Quadros de mol-
dura dourada,
Liados quadros ji feitos de moldara dourada,
proprios para retratse estampas, pelo diminuto
preco de 5> cada um ; na toja da Victoria, a*
ra do Queimado o 75, junio a loja de cera.
Milfao.
Vende-se milho muito novo a 59 sacca gran-
de e 280 ris a cuia : na ra Nova n. 69.
Gravatinhas de
froco para senhroas.
Liadas gravatinhas de froco para senhora. pelo
barato preco de 1*,500 cada urna : na loja d
Victoria, na ra do Queimado n. 75, junto a loia
de cera.
Bonitos tOllCado-
res de armaeao e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
X loja d'aguia braoca acaba de receber mui
bonitos toucadores de armago preta, torneada,
e gaveia com embutidos e machetados que os
torna rn mui elegantes, os quaes servem excelen-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de dctrsz, e de rapazessoltei-
ros, e pelos ptecos de 8, 9 e 10o, sao baratsi-
mos oa verdade, e quem os vir na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16, se agradar, e
infallivelmente comprar.
Espelhos para
salas.
Ricos espelhos de moldura dourada com mui-
to boos vidros para ornamentos de salas, de va-
rios tamanhos e precos : na loja da Victoria, na
ra do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
C*
nlngeem delta de comprar ama pasta pare pa-
pel por I9OOO. Na loja d'aguia branca acha-se
urna porreo de boas e perfeitas pasta para pa-
pel com calendsrioperpeluo, e indlee das festas
mudareis, pelo que se toroam de muita ulili-
dade, e o peqeeno prec de 19000 cada urna
convida a-aproteitar-se da occaslao em que se
estao ellas vendando por melada do que sem-
pre custuram ; assim dirijam-se a ra do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16, que ser
bem servido.
Gravatinhas de raz de
coral,
o- meihor que poesifel. Vende-ee mui bonitas
gravaliohas de raz de coral com dua e tres
Toltaselaeo ns ponta, sendo ellas bastante
compridas, avista do que sao bararissimas a
29500 e 39OOO : assim bom e barato s oa loja
d'aguia branca, ra do Queimado o. 16.
iSaiasdecordo.
Superiores sais* da cordeo a 39, 39500 e 49,
dlMs aleexosdas muito superiores a 5f ; na raa
do Queimado a. 21, loj da boa f.
Trina e galo es.
Na loja n. 50 da raa da Cadeia do Recife ha
para vender trina, ga15es e Volantes por pre$os
de amendoa, era caixinhas de loiwja a tjjj^B^^m^
500 rs. cada um.
Vendem-sesabonete de amendoa para barba,
cada um em sua caixinha de louca a 500 rs. ; ni
roa a>Miaada, leja d'egula *** 16.
Bom para rancho.
Vende-se um capado gordo por prego commo-
do : na raa nava de Santa Rita n. 65.
A dinheiro
NA
Agua ambreada
parabanho do rosto edo
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa o-
ra e a precia vel agua ambreada, de u rr arom a ex-
celentemente agradaveV. Ella serta alertada-
mente para se deitar algumas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando disen qne
refresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
lidade dassenhfltaa; assim como para ae deitar
'aade banha. a o torna mui deleita vel, re-
sultando alem Wmerescar o tirar ou fazer de&a*?
parece ease hafcte dtessgradavel que quasi sem-
pre aa tem pala traaepirar. Tambera tem a pre-
ciosidade de acalmar o ardor que deixa a'navalha
quando se faz a barba, urna vez que a agua com
que se lave o reata tenha deMa composico. Cus-
a frasco 19, e qeem aprecia o bom no^eixar
cerl%mente de comprar dessa eslima vel agua am-
breada, isto na loja d'aguia branca, na ra do
Qaaimado n. 16, aoiea parte onde stathar.
com necessarios para costura
Acaba de chegar para a loja d'aguia branca mui
lindas caixinhas matizadas.com espelho, tesoura,
caivete, agulheta, agulheiro, dedal e ponleiro,
tudo praliado e de apurado gosto, emfim urna
caixinha excellente para um presente, e mesmo
para qualquer senhora a possuir, e vendem-se a
109 e 129 : na \oti d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Campos & Lima.
Na ra do Crespo n. 16 continua a vender lia-
das fofos de cambraia para guarnicao de vestidos
por commodo prego.
Entremeios bordados.
Vende-se a I96OO ea2}a pega de entremeios
muito finos e ricamente bordados ; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Libras sterlinas.
Vendem-se no escriptorio de Manoel Ignacio
de Oiiveira & Filho, largo do Corpo Santo.
4 2.500 o covado.
Damasco de seda boa fazenda, encarnado, cor
de canna e branco.
Manteletes de fil preto enfeitados com bico a 59.
Damasco de l com 6 palmos de largura cova-
do a 19500.
Chales de merino bordados a velludo superior
fazenda a 89.
Cortes de casemira do cor a 39500.
Selim Maco superior a 25500.
Casemira preta setim superior a 2$500.
Peeas de indiana Qaissima com 10 raras a 8J.
Na ra do Crespo loja o. 10.
Veade-ae em casa de Adamson, Howie &
C, ra do Trapicho Novo n. 42, biscoiios ioglezes
sorlido, em pequeas latas.
20 e 30 arcos..
Saia baldo a 3j)000 cada urna, fazenda perfecta-
mente boa, chales de la estampados a 39500,
ditos de merino finos de ponta redonda a 69, chi-
tas franceza escura a 240 rs. o covado, ditas
estreitas tinta seguras a 160 rs., riacado francs
padrees bonitas a 160, pegas de bretanha de rolo
a 29, cambraia lisa fina a 39 a peca, cseas de
cores a -200 rs. o covado: na loja das 6 portas em
frente do Ligamento.
Seceos e molhados
No anligo estabelecimeuto de seceos e molha-
dos do paleo do Carmo, esquina da ra de Hor-
tas n. 2, cootinua-se a vender tolos os gneros
o mais em conta possivel, a saber: assacar bran-
co fino a 140 rs., baixo a 129, masenvedo a 100
rs., refinado fino a 160, baixo a 110, crystalisado
a 220, caf a 200, 240 e 280, dito moido a 400 rs.,
pimenla da Iodia a 440, cravo a 800 rs., herva-
doce a 560, cominho a 1. altazema a 320, cha a
2$800, dita muito Uno a 39. prelo a 19800, bola
chiohas e sequilhos de toda ss qualidade a 300
rs., iogleza a 320, passas a 500 rs., loucinho a
400 rs., gomma bem slva a 120, fariaha da Mara-
nhao a 140, alpista a 200 rs., queijo suisso muito
Boo a 480, dito da prato a 640, dito flamengo a
29800, chouricas a 600 rs., paios a 280 um, man-
teiga ingleza a' 800 rs. e 960, muito Boa a 19300,
franceza a 640 e 720,-banha bem alvs a 480, vi-
cho a 400, 480, 560 e 640, branco a 560 a garrafa,
e em caoada se. venda por menos, engarrafado
legitimo do Porto a I96OO, 1J1O0, 19200 a 19100,
Figueira a 800 r eapmataaere. a 800 rs., velas
de carnauba a 440, e 480 finas, arroz a 120 e 140
muito fino, azeite doce a 720, aletria, macarrao e
talharlm a 560, cartas para jogar a 320, palitos do
gas, groza a 296OO, urna duzia 240, caixinha a 30
rs., graxa em latas, duzia a 1)200. ama lata 120
rs doce de goiaba, caixes de 4 libras a 29200,
emfim tudo se vende barato, latlnhas com sardi-
uhas de Nsntes a 460.
Vende-se urna preta excellente cozinheira,
boa engommadeira, soffrivel doceira, cosa chao,
e fas todo o serrigo de urna casa, por muito cora-
modo prego : a tratar na ra da Mooda n, 29,
Loja dosbarateiro?,
ra do Crespo n. 8 A.
Leandro A Miranda.
Reos vestidos de cambraia braoca bor-
dados a 259 e 309 o corte, sendo os mais
I modernos que ha no mercado.
8 Saias bordadas muito Qnas a 39. x
Vestid os de cambraia branca bordados a 1|
Zuavos, fazenda nova de muito gosto a 229. n
E ootrns muitas fszendasque temos re- ff
cebido pelos nltimos vapores e navios da ]
Europa, e que tudo se vende por menos f|
que em outra qualquer parte.
*^wiw ^^w^wv^^votWw!W~wWi^Q5wwiI
Vende-se um escravo. mogo, robusto, bo-
nita figura e de todo servico, bem como do cam-
po, e canoeiro ; muito sadio e sem nenhum
achaque: no Caes do Ramos sobrado da .esquina
n. 2.
Quei jos do serto.
Vendem-se frescaes queijos do serto ; na ra
do Queimado, loja n. 14.
Superiores organ-
dys.
Na Iojo da boa f, na ra do Queimado n. 22,
vende-se flnissimo organdys de muito lindos'pa-
droes, pelo baratissimo prego de 720 rs. a vara,
fazenda de 19200, e quem nao andar muito de-
pressa ficar sem apechiocha ; na ra da Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
gaea* mmmmommmm^
Ra do Crespo n. 8 lo-l
ja de 4 portas. 8
Admira a peebincha.
Laa para vestidos fazenda que
Wt outr'ora custava 800 rs. o cova-
do yende-se a 2*0 rs., dao-se
o amostras com penhor.
Vestidos brancos
bordados.
Anda restira alguns corles de vestidos brancos
bordados que conlinuam-se a vender pelo bara-
tissimo prego de 59, com 2 e 3 baba dos, de gra-
ga : na ra do Queimado n. 22, na bem conheci-
da loja da boa f.
Arados americano te machina-
par a lavar roupatem casa de S.P .Jos
nhston & C. ra dasenzala n.i2.
Ruada Senzala Nova n. 42
Vende-se am casada S. P.Jonhston 4C,
sellinse silhes nglezes.candeeiro a casticaes
bronzaados/onas nglezss, fio devala,chicou
psracarros, emonaria,trreiospara carrode
aa elous cvalos ralogios da ouro patento
nglez.
Vejam o Pava*.
Vendem-se riquissimos cortes de ves-
tidos de seda de cores fazenda que se
vendeu por mais de 100$ cada corte e o
PavSo vende pelo diminuto preqo de
30$. 35$ e 40$, por terem um pequeo
toque de mofo : na ra da Imperatriz
n. 60, loja de Gama & Silva.
Attenco as sedas de qudrinhos a 720
rs. o covado.
Veadein-se sedas de qu-
drinhos muito enco-pados a
720 rs. o covadt* e diU a 560
rs :na ra di Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva,
lival sem segundo.
Na rus do Queimado n. 55. Ioja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos pregos abaixo declarados pa-
ra apurar dinheiro, pois o que muito precisa,
garante ludo perfeito, poii o prego admira ;
Linha do gaz superior para marcar, no-
velo a 4o
Dita do gaz brancas e de cores, novelo a 30
Dita de carretel muito boa, carretela 30
Nvelos de linha do gaz brancas a 10 e 20
Carreteis com liaha preta muito gran-
des a 160
Varas de franja de li muito bonitas a 100
Pegas de traoga de l muito bonitas e
com 10 varas i 200
Pares de metas croas para menino a 200
Ditos ditos de cores todos os tamanhos a 160
Ditos decores para meninas a 120
Duzia de meias cruas para homem a 29400
Cartes de linha Pedro V com 200 jar-
das a 80
Caixas com tissoes para acender chara-
tos a 40
Caixascom phosphoros de segaranga a 160
Duzia de phosphoros do gas a 140
Filas para enQar vestidos muito gran-
des a 80
Frascos d'agua de colonia muito supe-
rior a a 400
Ditos comcheiro muito fino a 500
Duzia de meias para senhora o mellior
que ha a 39000
Pegas de trancinha de lia sorlidas a 50
Sabonetes superiores e muito grandes a 160
Groza de botdes de osso para caiga sendo
pequeo a 120
Dita de ditos grandes a 240
Tramoia do Porto superiores varas a
100, 120 ifiO
Pecas da fita de linho brancas e de co-
res e 40
Groza de pena de ac maito finas a aoo
Frascos de opiata pan Irmpar denlea a 400
Copos com banha mista boa a 640
Espelhos de columnas madeira branca a 19900
Carteira para guardar dtnbeiro 500
Riaiejos para meninos a 40
Baralho portuguez 120
Varas de franja para cortinado a 140
Groza de botoa de lougs braoaal a 120
Tesouras muito finas para unbas e coa-
tura a 4oo
Caixas de chirutosd* Ha vana omito su-
periores a 49OOO
Cartas muite Anas para voltereta o ba-
ralho a 240 e 320
Varas da bico largara de 3 dedo* 120
Garrafas cem agua colate para cheiro a 19500
Riaiejos com 2 vozes para mecios a 100
Venda de propri3ades
Vendem-se as casas terresssHas aa raa atraz
da matriz da Boa-Vista n. 80 a 32, Rangel n. 79.
e ra do Forte n. 26, todas coa solos proprios :
a tratar com Antonio Jos Rodrign de Maza,
ruado Queimado n. 1, primeiro aodar;
Vende-se a todo miudezas baratas
Apparega dinheiro qne a vista faz f ;
Correi freguezioho s estrella grats
Que no Rosario divina a loja qe .
Lojad
as (res estrellas, na
larga do Rosario n. 33
Eoladores para espartilhos a 60 rr., ditos d
seda preto a 100 rs., gatlo branco de linha a
100 e 120 rs. vara, ditos prefos de seda a 1J60O
a pega com 10 vara, fin de velludo escoceza
para sintos a 19 a vara, ditn encarnadas a 800
e 19, fita lavrada de li e seda a 120, 2*0 e 400
r., ditas de garga a 480 rs., ditas de sarja a 800.
19 e 19500, fita com coiteHes a 320 e 30 a vara,
fita de velludo estreita a 19 a pega, ditas de cor
a 800 rs., caixinha com agolhas francezas a
120, 160 e 240 rs., bico dtf seda a 120, 240 e
320 rs., ditos largos a 8 preto de linho a 240 e 400 rs. a vara, franjas de
la preta a 700 rs. a pega com 10 vara, trangado .
para enfeite a 800 rs. a pega com 15 taras, pen-
tes de tartaruga a imperatriz a 79 e 89, dlos
para tirar bixos a 320 rs fita de sarja eslreia
com pouea avaiia 19 a pega com 11 varas, tra-
moia a 820 e 400 rs. a pega com 15 vara, guar-
danaposde linho a 200 duzia 2J, escovas pan
faci a 640, 800 e I9, ditas finas a I95OO, brre-
les de palha para meninos a 2J500, ditos de pel-
lucia branca fazenda de apurado gosto a 59, es-
tampas de diversas iraagens a 120 e 160 rs, ditas
brancas cousa nova a 320 e 400 rs., ditas colo-
ridas muito finas a 800 e 19, tesouras para cos-
tura a 100, 160 e 40 rs., dita muito Boas a 320
e 400 rs., caivetes para apsrar penas a 100 e
160 rs., ditos muito fios a 800 e 19 com duas
folhas, dedaes brancos a 40 rs.. escovas finas pa-
ra dentes a 320 e 400 r., ditae para unhas a 120
rs., ditas para cabello cora cabo de bfalo a
19500, botes de osso grande' para paletot de
brim a 508 rs. a groza, ditos de massa preto pa-
ra paletot de alpaca a 720 e 800 a groza, ditos
de seda para enana a I36OO e J98OO. ditos de
massa couss nova a 3J a groza, botes de vidro
para casaveque a 200 e 240 rs. a duzia, ditos de
linha a 240 rs., abotuadura para eollele a 240 e
320 rs carteiras grandes para dinheiro e let-
traa a 6g, capachos para porta a 480 rs., dit03
grandes para sof a 19400 e outra muitas quin-
quilleras que se venda sem reserva de prego
para acabar.
Feijode corda
no armazem de Tasso Irmaos, ra do Amorim
n.35.
Cabo de marim e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
lira e madreperola a 29 e 2S500 cada urna. Com
urna escuva assim delicada faz gosto limpar-se
os dentes, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, ioja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite&
Irmao recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa rin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto s o r I i -
ment das me-
Inores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
m e 1 hora dos
com novos
a perfeigoa-
mentos, fszendo pesponlo igual pelos doaa lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambera receberam todos
os preparo para as meamos como agulhas, re-
troze am carriteis, linha da todas aa cores tudo
fabricado exprassamente para as mesmas ma-
china.
Encyclo-
pedica
I-.oja de fazen.das
[Ra do Crespo numero 17.S
DS
Guimares dr Villar.
Para acabar com certa fazenda ven-
demos baratissimos : .
Chapelinas da seda de riquissimos gostos
a 129 cada am*.
Ditos de palha de Italia a 289.
Goliinhas e manguitos de panho de su-
perior qualidade a 99.
Cassas de cores fixas e delicados padres
a 280 rs. o covado.
Sedas, cambraias, cassas, chitas e Ludo,
qua oto pertence para adoraos de se-
nhora por baratissimo prego.
Calgado Mell de 2 solas e sola fina.
Fara horaens.
Grande aorlimento da roupas feitas a
chapeos de toda a qualidades.
Objectos de gosto para
ca smenlos.
A lo}a d'aguia branca acaba de receber de sua
eocommendi um completo sortimenlo de objec-
tos de gaseo, proprios para casamentos, sendo
finas luvas de pellica enfeiladas para noivas, de-
licadas capelias com i e 2 cavos para o peaf,
caixos brancos de flores mui finas, bonita fita
braacas lavradn para lagos, ditas muito estreitas
para enfeites de vestidos, franjas de sede e Irn-
gas brancas para o mesmo fim, mana brancas
de seda, fazenda muito boa, bonita* ligas de
dita (tao bem ha pan meninas) grvalas bran-
cas do seda e cbamalole para oeivo, em fia
una variedade de objectos escolhidas ao meihor
gosto, eo mais moderno, tedes propuor para
casamento: ne ra da Queimado, foja d'aguia
branca, n. 16.
Reogios* i
VettVse m um da Joas le* tm*4t C,
raa do Vigario n. 3 um bello aortimente da
rek)giosdeooro,e afamado* fabricante da Lwpao; "rirLir
naja variedade de bonitos traacelins para os
mesaos.
*
1


DU110 M'lltHMiCM. QUAtli RHU 28 DB AftQCTO Dtfltjsu
*
Facas e garfos.
Huito loas facas e garfas para o fiarlo de urna
caaa a 2*600 a duzia de talherea: na faja da Vic-
toria, na ra do Queimado n. 73, junio i loja de
cera.
Caixas para joias.
guardar jotas, pelos pre-
800, 1| e cada urna :
na do Queimado n. 75,
Lindaa eaixioha
coa barates de 400,
Da loja do Victoria, aa
junto a loja de cera.
Goraes lapidados
a50 rs. omasso.
Vendem-ie-massinho de corsea lapidados a
500 rs. cada un : na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca o. .
Attenco.
Na rmadoTrapicke o. 46, em cas de Re r n
Rooker & C., exiate un bou aortimento de lt-
nhas;decorese brancaasm carretela do melhor
abrieanlea'elnglaterralasquaea ss vendem por
preces muirazeaveia
Batatas e cebollas.
Veudem-se nicamente nos armazeos progres-
sivo e progressista ne largo do Carao* n. 9 e ra
de Cruzas n. 36, cebolla a 15980 o eento, e ba-
tatas alfa arroba e 50 rls a libra, tambem ten
porco de queijo de prato chegado no ultimo pa-
quete que veodeaa-ae a 680 ris a libra e 920
sendo inteiro, afflaooa-ae ser ludo do melhor que
se pode desejar.
** *
idaco de certas:
s fazcadas finas, i
8
2
Eotre-meios
08 melhores que se tem visto.
A loja d'aguia branca recebeu um explendido
sortimento de ntremelos de delieades bordados,
egostos ioteirameote ores, coto difireme lar-
garas, do mais eslreito al mais de 1(2 palmo,
suss diversas applicacoes eseusa diser-se porque
todaa aa seohoras sabeea r ot pregos sao de 2 a
59 a peca conforme a largura, e tal a bondade
delles que quena os vir e apreciar o bom, infalli-
velmente oa comprar : na loja d'aguia branca,
na roa do Quelmado o. 16.
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
para cuntas e facturas, papel rnata-borrao; ven-
de-ge na loja d'aguia branca, ra do Queimado
numero 16.
1
Na ra da Cruz n. 10, csrta de
Kalkmann IrmaoJ &C, tem ex-
porto um completo sor ti ment
de amostras de objectos de bor-
racha, proprio para machinas de
engenhos, sendo correias para
transmittir movimento, canudos
de borracha de qualquer com-
priment e gro?sura, pannos de
borracha, rodetas de dita, so*
bre ditos artigos tomam-se en-
commendas.
I
4
RA DO CRESPO N. 17.
Riquissimas chapelinis de seda para
enticras, de diversas cores a 12?.
Cassas de cores bonitos padroes a 240
rs. o corado. fj
Cassas e orgaodys de cores a 280 rs. o 9
corado.
Chitas de todas aa qualidades e prego. #
SJ Muilissimas fazeodas finas que se en- #
9 den por presos baratiaaimos para liqui- #
% dar, dao-se amostra das fazeodas. a}
$ *# *>#
Manteiga ingleza
flora 1,000 rs. a libra
Fraoceza a 630 a libra : na ra daa Cruzes n. 1
24, esquina da travesea doOuvidor.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvin, a
loja d'aguia branca ponto
cepto.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria encommenda as verdadeiraa luvas de
Jou-in, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a recebe-las por to-
dos os outros ; por isso quem quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirlgir-se aloja
d'aguia branca, ra do Queimado b. 16, que ahi
sera bem servido.
Coral de raz
Vende-se moito bom coral de raiz, o fio a 1
a ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Pota da Bussia e cal de
Milita gravata ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se encontra um grande
e bello sortimento de grsvatas de diferentes gos-
tose qualidades, e por pregos taes que em fce-
nbumaoatra prtese acha, como seja, grava ti-
ntas estrellas bordadas a 800 e tf, ditas pretas e
de cores agradareis a 1$, 1*200 e 1*500, ditas
com pontas bordadas e matizadas, e lisas de mui
bom setim maco al$500. Pela variedaie do aor-
timento o comprador ter muitas de que se agra-
de : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
4 51000.
Admirera o pavao
Acaba de ebegar pelo ultimo vapor francez ri-
qusimos cortes de cambraias brancas e de cor
eom babadas de aeda e ditos de avental matiza-
dos de seda, fazeoda que val 15, veode-se a 5J):
na ra da Imperatrizn. 60*, loja dekGama 4 Silva.
Loja das seis portas em
treale do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Pal tota de paono preto a 229, fazenda &&*
-entena d eaeeoiira pretas e de cores, ditas de
brim de ganga, ditae de brim branco, pal tota
de bramante a 40, ditos de fustao de corea a 4,
ditos de eslamenha a 4f, ditos de brim pardea
3*. ditoade alpaca preta aaccoa e aobrecaaaeoa,
doletea de velludo pretoa e de cores, ditos de
corguro de seda, gravataa de linho as maia mo-
dernas a 200 rs. cada urna, collarinhos da -linho
ga ultima moda, sodas eslae fazeodas ae vende
paralo para acabar; a loja est aberla das 6 ho-
jas da miohai aleas 9 da noite.
Em casa de Kalkmann Irmos
& C, na ra da Cruz n. 10, exis- \
te constantemente um completo i
sor ti ment de
Vinhos Bordeaux de todas as
qualidades. |
Dito Xerez em barris. j
Dito Madeira em barris e caixas. j
Dito Muscatel em caixas. *
Dito champanhe em gigOS. i
Cognac em barris.
Cerveja branca.
Agua deSeltz.
Azeite doce muito fino em caixas.
Alvaiadeem barris.
Cevadinha em garrafes.
Vende-se urna boa armago de amarello,
toda envernisada, que serve para qualquer esta-
belecimento, e por prego razoavel: na ra do
Crespo n. 15, loja.
Berros de palha da Italia
Vendem-se bercos de palha de cores, sendo
amarello, encarnado, azul, verde, e de tartaruga,
muito bem feitos, e com sua competente cama,,.
sao de multa ulilidade par este paiz por ser elle -" veode-se o bem acreditado algodao da trra,
O deposito dos phosphoroa dogaz de Ferreira
& Hartins, na traveau da Madre de Dos, arma-
zem n. 16, acaba de ser supprido com novas re-
iLessss, e contina a vender em caixas e a reta-
lho, por muito menos prego do que em qualquer
outra parte.
SABAO.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aoa
seus freguezes deata praga e os de fra, que tem
exposto venda sabio de sua fabrica denominada
Reciteno armazem dosSrs. Travassos Jnior
& G., na rna do Amorim n. 58; maaaa amarella,
castanha, preta e outras qualidadea por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo azma-
bem tem feilo osen deposito de velas de earnau-
za simples sem mistura alguma, como as de
composicao.
Luvas'de pellica.
Novo sortimenlo de luvas de pellica chegadas
no vapor ioglez para a loja d'aguia branca, aa
rna do Queimado n. 16.
Cal de Lisboa.
Veodem-ae barris com cal em pedra a mais
nova que ha no mercado- a 65 cada um : na ra
do Brum n. 66.
Veode-se um negro por prego commodo ;
na ra do Encantamento n. 11.
Vende-se urna morada de casa na ra Di-
reita n. 62, freguezia dos A toga dos, a qual fra
ratificada toda de novo, lendo commodos, quin-
tal grande e murado, defrunte da eslacao que se
vai fazer por prece commodo ; a fallar ao capilo
Monea.
Com toque de avaria.
Vendem-se chita largas eom toque de a-varia
a 160 rs. o cevado: na ra da Madre de Dos, lo-
ja n. 36 A.
Attenco.
aos senhores de engeuho.
Nos quatro cantos da rna do Queimado loja n.
A mais fina e nova que e pode desejar Ueste genero, a 1#000 a libra tanto em porco
como a retalho, vende-se nos armtffcenProgressivo e PrsJgreesisla no largo do Carmo n. 9,
e ra das Cruzes n. 36.
CHA II YSSO\.
O melhor que se pode desejar em artigo cha a 2$600, 2#800 e 3#000 a libra, afianza-
se qualquer urna das qulidades.
CHOCOLITE.
Francez, inglez, portuguez, a 1#200 a libra, vende-seno Progressivo e Progressista
no largo do Carmo n. 9, e ra das Cruzes n. 36.
wmm ipmt.
Chegados no ultima paquete a 640 rs. a libra, e sendo inteiro a 600 rs. a libra,-affian-
ca-se a superior quaiidade.
QUEIJOS FLAMENGOS.
Os mais frescaes que ha no mercado por serem viudos no ultimo paquete a 2#800
cada um.
O melhor que
do porco a 500 rs.
cjn
se pode desejar na quaiidade deste queijo a 600 rs. a libra, e sen-
Em pipa de Lisboa, Porto e Figueira a
muito calido, e os berros muito frescos, segundo
nos afirma o fabricante da Italia ; devem ser pro-
curados na ra estreita do Rosario n. 11, exposi-
go de balaios finos e grossos de Sodr & G.
No bem conhecido e acreditado deposito da rna
da Gadeia do Recite n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potassa da Ruasia, nova e de superior
quaiidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por pregoa mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Deposito de rea
de moldar, cadinhos de todos os nmeros, cobre
em leocnl e rodas, latao em folha desde a gros-
aura de papel at o maia grosso preciso, estanto
em barra e verguinha, laxos de cobre a 850 rs. a
libra, chumbo em lencol e barra, telhaa de video,
e outroa muitoa objectos de metal: na ra Nova
defronte da Conceico n. 38.
fionecas de camur-
sa com rosto de massa.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
bonecaa de camursa com rosto de massa, e pri-
morosamente vestidas com saia balao etc etc.,
vista do que, e de sua muita duraco sao bara-
tissimas a 15200, barato assim s se encontra na
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
AUentfo
Vendem-se caixues vatios proprios
para baliuleiroi.funileiros etc. a fcffBO:
quem pretender diiija-se a esta tipo
grapta, que ahi se dir' quem os tem
para vender.
A4#000.
Vendem-se pesas de bretanha franceza onfes-
tada a 4#, ditas muito finas proprias para aber-
tura de camisas a 6$, ditas de madapolo francez
entestado a3f: na ra da Imperatriz, loja arma-
zenada de quatro portas n. 56, de Hagalhes &
Mendes.
Cera de carnauba.
Na rna da Cadeia do Recite, loja n.
ra vender cera de carnauba a melhor
mercado.
50, ha pe-
que ha no
GffiKCIA
DA
FUNDIDO LOW-MOW,
Roa daSeualla Nava b.42.
Neste astabeltcimentocontina ahaverum
completo sorliman to demoenda seaaeias mona-
das para engenho,machias de vapor etaixas
aferr batidos eoado, para dito,
Vinho chamisso.
Vende-se este delicioso vinho engarrafado a
1|500 a garrafa : no novo destino de Jos Dias
Brandao, ra da Lingoeta o. 5,
Libras sterlinas.
Ha para vender, na roa da Gadeia do Recite n.
12, em casa de Bailar & Oliveira.
O torrador! 11
Id L.urgo Ao Terco Id
Quem duvidar veoha ver; manteiga ingleza
perfeilamente flor a 19 a libra, franceza a 640 e
a 680 a libra, batatas moito novas a 80 ra. a libra
assim como se torra maesas muito finan para sopa
a 440 ria a libra e outros mullos gneros perteo-
ceoles molhados, (a diooeiro vista.)
Peonas de ace
inglezas, caligraphieas.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
eneommeada as verdadeiras peonan de ac ingle-
za, caligraphieas, coja superioridade est deci-
dida, e anda assim contina a venda-Las a 2* a
caixinha : na loja d'aguia branca, ra do Quei-
mado a. 16.
Luvas de Jouvin.
Continua-se a vender as superiores lavas de
pellica de jouvin, tanto para hornera como para
senhora ; na rna do Queimado n. 22, na k>ia da
boa>4t\
/?ua do Amorim
VENDE SE:
Milbo novo,saccas de 3|4 por -55300.
Dito de meia idade por 38500.
Dito velho por 3$.
Mel.
Vende-se mel em barris de 5. : na ra do Itn-
gel n. %, deposito, e na padaria da ra' dea Pesca-
dores ns. 1 e 3.
Vende-se urna escrava de meia
idade que cosinha, lava e faz todo ser-
vico de urna casa com perfeicao : na
ra doFogo n. 43.
A 3,000 rs.
Vendem se saias balio de 20 a 30 arcos a 3$,
ditoa de fita larga dos lado que sao os mais mo-
dernos, luvas de seda a 500 rs. o par, novos gos-
tos de sedas a Pompadour a 800 rs. o covado : oa
ra da Imneratriz, loja de 4 portas n 56, de Ma-
galbes 4 Mendes.
Grande pechiocha.
Vendem-se ricos cortes de phantasia a g, ditos
de cambraia de seda muita finos com babados a
58, ditos de cambraia brancos e de corescom ba-
bados e de barra a 3$ e 39500, ditos de eambraia
de salpicos brancoa e de cores a 2g : na rna da
Imperatriz, outr'ora aterro da Boa-Vista, loja ar-
mazenada de 4 portas n. 56, de Magalhes &
Mendes.
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
vende-se a verdadeira raiz de coral a 900 rs. o fio.
Gaixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, chegado de aoa propria encommenda muito
lindas caixinhas de costara eom msica, proprias
para mimo, que se vende muito barato.
Vendem-se osengeuhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pes:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Gadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar,
proprio para roupa de escravos.
E' muito barato a 320 ris a
libra.
Vende-se carne do serlao, cousa melhor nao
pode haver de gorda e nova; na ra da Senzala
Nova d. 1.
Vende-se um prelo de excellente figura "e
boa conducta ; a tratar na fundicio do Sr. Star
com o caixeiro do mesmo.
J
ebegou,
Vendem-se novos gostos de fitas a 160, 180 e
200 rs. o Covado, cambraias de salpicos brancos
e de cores a 240 o covado, pegas de enlremeios e
tiras bordadas a 19. pegas de cambraia branca
muito finas a 2ft500, 3$ e 39500 ; na roa da Im-
peratriz, loja armazenada de 4 portas n. 56, de
Magalhes & Mendes.
a caada de 500 a 600 rs. em garrafa.
Porto, Duque do Porto, jenuino Carcavellos, Nector, Madeira, Feitoria, Cheresr
Bordeaux a 1#200 agarrafa e 13$ a dtfcia. nicamente no progressivo e progressista
no largo do Carmo erua das Cruzes.
DOCE DA CASCA DE GOIABA
um dos memores doces que ha em relaco ao tempo a 800 e 1#200 o caixo.
LATAS COM FRUTAS
de todas as qualidades que ha em Portugal o mais bem arranjado que temos tido no
mercado a 800 e 1#000.
ERVILHAS PORTUGUEZAS E FRANGEZAS
o que se pode desejar em bom neste genero, pela sua preparacao e quaiidade a 800
rs. a lata.
VINAGRE PURO DE LISBOA
a 240 a garafa e 1#850 a caada afiaoca-seser de Lisboa e de superior quaiidade tam-
bem branco por 400 rs. a garrafa e 2#560 a caada.
COMINHOS E ERVA DOCE
os mais novos que temos no mercado, e mesmo nunca os houve melhores a 400 rs. a
libra de erva doce e 800 rs. os cominhos
SFA\UINII\ HK *&&$*% E SVGV
a mais nova que se pode desejar a 180 rs. a libra de sevadiuha e 280 rs. o sag.
UTAS COI DOCE DE ALPEBCE
o melhor que se pode desejar, a 1#100 a lata, tambem marmelada dos melhores fa-
bricantes de Lisboa a 1#800 a lata, e peras a 1,280 rs. a libra.
alem dos gneros cima encontrar o publico tudo que procurar tendente a mo-
lhados.
N. B. Os gneros cima vendidos em nossos armazens levaro o destentivo dos
meamos.
USOOOeltlOOo
covado.
Na luja de Alvaro & Magalhes, ra da Cadeia
do Recife n. 53, vende-se sedas de quadrinhos
com lindaa corea e bonitos desenhos, pelos bara-
tissimos presos de lfcOOO e 1&200 o covado, ca-
rnizas inglezas com peilo e punbos de linho a
403000 rs. a duzia.
Contina
opavo.
A 3$000.
Ricos vestidos de cambraia d cores, fazenda
integramente nova, aflangando-se ser cor segara
com 8 1)2 varas, que se vende na ra da Impera-
riz n- 60, loja de Gama & Silva.
1PJUEI
Vende-se a loja de ferragena e miudezas com
armaco e dividas, sita na ra das Convertidas n.
15, perlencente ao obaixo assigoado : quem se
julgar habilitado, appareca al o dia-Sl deste, a
tratar na misan casa. Parahiba do Norte ai de
agosto de 1861.Manoel Joa de Almeid Jnior.
Ao Pavo
Vende-se fioisaimos cortes de riscadinhos fran-
cez com 14 covados a 3|: n ra da Imperatriz
n. 60, loja de Gama & Silva.
Trapiche
BaraO do Livrameuto.
Largo da Assembla nu-
mero 15.
Ha continuamente para vender neste novo es-
tabeleclmenlo o seKuinte :
Cera de carnauba em porees ou a retalho,
quaiidade regular e superior.
Cebo do Porto em caixiuhasde 1 arroba a 4.
Barricaa com cebo do Rio Grande, em porcoes
ou a retalho. "^
Vela de carnauba pura em caiiinhas de 1 a 1
Arrobas.
Ileios de sola, difirante qnilidade. em por-
coes ou a retalho.
Couriohos curtido.
Farinha de mandioca porlgoOO a sacca.
Farelo em uceas grandes por3|800 a seca.
Carros e carrocas. I
Em casa de N. O. Bieber
A C. successores ra da Cruz
numero 4.
Veodem-ae carros americanos mui elegantes
e leves para duas e 4 pessoas e recebem-se en-
commenda s para cujo fim el les poasuem map-
pas com varioe desenhos, tambem vendem car-
rosas para c,onducco de assucar etc.
N. O. Bieber & C, successores, ra da Cruz
n. 4, tem para vender relogios para algibeira de
ouro e prata.
Grvalas da moda.
Vendem-se gravatinhas estrellas muito supe-
riores, tanto pretas como de cores, pelo baratis-
simo preco de 1$ ; na ra do Queimado n. 22,
na loja da boa f,
Bramante de linho muito
superior.
Vende-se superior bramante de linho eom duas
varas de largura, pelo baratissimo prego de 29400
a vara : na ra do Queimado n. 22, na bem co-
nhecida loja da boa f.
A 2,0500
Chales de merino estampado, que em outras
lojaa se vendem por 4 e 5# na loja da boa f
na ruado Queimado n. 22, vende-se pelo bara-
tissimo prego de 29500.
A1$ o corle
de caiga de meias oasemiras escuras de urna s
cor; na rus do Queimado n. 22, na loja de
boa f.
Lencos brancos.
Vendem-se lengos brancos proprios para algi-
beira, pelo baratissimo prego de 2f400 a duzia :
na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Milito a 4.000 rs.
Vende-se milho em saceos grandes por 49 : na
ra da Guia n. 9.
Luvas de fina camursa
para militares ecavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de aue
encommenda mui finas luvas de camursa, o que
de melhor se pode dar nesse genero, e as est
vendendo a 29500 o par ; os senhores officiaes e
cavalleiros que as compraren) conhecerao que aio
baratas vista de sua finura o duraco, e paraas
obter dirigirem-se & ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 16. Adverte-se que a quantidade
pequea por hora, e por isso nao demoren.
Attenco.
Barato que admira.
Vende-se arrea pitado a 1*200 a arroba, milho
muito novo a 4$ e 49500, farelo, aaocos de 96 li-
bras a 3J800. feriaba em bom eatado a lffcOO,
albo, oanaatraa com 100 casangas a 29, vinho
listo, marca FttR a 50fo hair de5., charutos,
oebolaa, e outros muito gneros : no armazem
de Eatevio Jos da Molla, nt ra da Moeda nu-
mero 47.
Mfc] 4Ek.:<& &. X>.X A..tfc.dtk.**.
Adinheiro
*$ NA
@Loja dos barateiros n
J do Crespo n. 8 A,
^Leandro Miranda.^
Ricos enfeites a imperatriz a 29 cada :
um e outros muitos enfeites de diversas S
fp qualidades por baratissimo prego de 39, fh 59, 79 e IOS os melhores e de mais gos- *
tos que tem vindo a este mercado, do- **
se amostras com penhores. |
Era casa de Adamson, Howie 4 C, ra do
Trapiche Novo n. 42, vende-se :
Roldas de eorliga finissimas.
Lona e filete.
Fio de vela.
Superiores tintas de todas as cores.
Sellins, silhdes, e arreioa para carro ou cabriolet.
Fstojos para barba.
Ricus estojos com espelhos e reparlimenlos
para os necessarios de barba, pelos pregos de 29,
3, 4 e 5j cada um : na loja da Victoria, na ra
do Queimado n. 75, junto a leja de cera.
S adinheiro.
\. 19 Ruado QueimadoX. 19.
ARMAZEM DE FAZENDAS
DE
Santos Goelho.
Vendem-se as seguinles fazendaabaratissimas:
Lindos cortes de phantasia de sedado tres fa-
inos a 8g.
Gollinhas a 2,9000.
Ricas gollinhas bordadas das mais modernas a
2*000.
Cortes de seda a 40$.
Superiores corlea de seda a 409.
Gobertas a 1800.
Cobertas de chita a chioeza a 1X800.
Cortes de seda a 25$
Cortes de seda de 1009 por 2$ por ter algum
mofo.
Lengoea de linho a 1(900.
Baldes para senhoras e meninas.
Leneoes de bramante a o#300.
Grandes lengoes de bramante.
480 e 6(0 rs. a rara.
Algodao de duas larguras a 480 e 640 a vara.
Bramante de linho
com 10 palmos de largo, pelo barato preco de
2*000 a vara. "
Lengoes de psnno de linho sem costura a 3$.
Toalhas de fusio a 500 rs. cdsa urna.
Cambraia de salpicos graudos muito fina a 59
a pega.
Grosdenaple de quadrinhos com algum mofo
a 640 o covado,
Tarlatana de todas as corea para vestido a 800
rs. a vara.
Fil de linho liso muito fino a 750 a vara:
Capellaa de flor de larinja para noivaa a 59.
Vendc-se para mais de 50 relsa denomina-
das hamburguezss ; na ra de S. Francisco como
quem vai para a ra Bella, sobrado n. 10; dndo-
se mais em conta a quem comprar tedas.
Lencos para rap.
. Vendem-se lencos fioissimo de linho proprios
para o tabaquistas por serem de cores escurase
fizas, pelo baralissime preco de 69 a duzia ; na
rata doQneisudo o. 22, as bem conhecida loja da
boa J*.
Escravos fgidos.
No dia 19 de Janeiro de 1856'fugio do en-
genho das Maltas, comarca do Cabo, um mulato
por nome Jeronymo, idade 30 annos, baixo, es-
padado, ps pequeos e caroudos, os dedos dos
ps curtos, pernas grossas, pouca barba, bom ca-
bello, cor acanallada, quando falla gagueja,
mestre sapateiro e carreiro. Da primoira fgida
que fez fai preso em Caruar, e agora consta an-
dar por all mesmo e pelos sertdes do Fenedo ;
quando fugio levou um poltro rozilho cabano
com este ferro CI: quem o apprehender e levar
ao referido engenho receber 1009 de gratiica-
go. O referido mulato intitulase forro, e cons-
ta andar pelos sertSes com esse titulo.
dsevavo fngido.
Ausentou-se no dominga 11 do cor-
rente, da casa do Sr. Joao Frederico de
Abreu Reg, morador na ra das Aguas
Verdes n 46, onde estava para ser ven-
dido, o escravo de nome Paulo, pardo
e cor amarelenta, idade de 25 a 30 an-
nos, altura regular e meio vesgo do
olho esquerdo porm pouco se conhe-
ce, levou camisa e calca de algodao
azul, provavel que fosse direito para
Goianna d'onde veio ba pouco tempo
mandado peloseu senbor o Sr. Joaquim
Manqel Aranha da Fonseca, para ser
vendido : roga-se as autoridades poli-
ciaes, caprtaes de campo a captura do
dito escravo e quem o pegar leve-o a
seU senbor o Sr. Aranba na cidade de
Goianna, e nesta praca a seu corres-
pondente o Sr. Joao Per,eira Moutinbo,
ra da Cadeia Velba do Recife n. 22,
loja, ou na ra das Aguas Verdes n.
46, que sera' recompensado do seu tra-
balbo.
Desappareceu no dia 13 do crrante, do si-
tio da S. Jos do tUnguinho, o escravo criouio,
maior de 50 annos, de nome Joaquim, com oa
signaos seguiste : cabellos brancos, alto, secco
de corpo, e usa alpargata; este escravo foi pro-
priedadedo Sr. Hanoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'ende veio para aqui fgido : roga-se
a todas as autoridades policiaes e a quem quer
que o eacontre, de o capturar e entrega-loro
sitio acimaeitado, ou na ra do Trapiche n. 15
a Jos Teixeira Basto.
Achim-se fgidos os escravos Francisco,
mulato claro, natural da villa do Ip, provincia
do Cear, fgido em aetembro do anno proxlm-
passado, com os signaes seguintes : idade de 35
annos, altura regular, barbado e cabellos pretos
annellados; e Luiz, cabra, nalnral do Ico, fugio
do em margo deste anno, e com oa seguintes sig-
naes : idade 30 annos, altura regular, muito pou-
ca barba, cheio do corpo, pea grande, com al-
guns signaes de bexigas no rosto, e muito re-
grista ; suppe-se este escravo eatar occullo por
pesaos que o proleje, pelo qu protesta-s contra
quem o llver fello : qualquer pessoa que os ap-
prehender ou delles der noticia a seu senbor Joao
Jos de Camino Moraes Filho, na ra do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13, ser bem recom-
pensada.


(8)
MARIO DI fiaiUODCO. qdartA FURA 38 DE AGOSTO ftl 1861:
Litteratura.

IHlWIftnM
U. B. Saintine.
A''M.-e Virgioie AuccUt.
(Continuago dan. 187.)
Livro terceiro. \
VI
Nao, diz Charoey com urna voz grave a
rom movida, creio es Deua I Creio agora nessa
causa primaria que Picciola revelnu-me ; nesse
poder eterno, aoniiravel regulador do universo I
Porm, na vos3a coraperegao do verme, trati-se
(Jo li^uto esiiDffido homem e aaem o nrovar ^ S""vrT "' """ .
- Quera o prever? ? ac^eoMnani! fe coostru.r *" habitado, Te fazer uso de seus
Elle odo do ?.turo e .em cess.r o' guia o- To^^S?"""*' Nl,jUlgUeS qUe
te. Sua vida egoU-se era ^eiar sempre ,S D8ec,* 8eJan' menos farorecidoa do
sempre elle se rolla seu pesar para esse pb d^?i,!h.!nVE! !?em *u P"le n" Tagniflca
descoohecido, que o attrahe. porque sua is : Jio* UI" ?.' d,nS d n^- Aimagloa-
glorioso partilha por ventura um truclo da ler-! ?i^1v??.1,MpfnU 8brsned> a vertedade. a mui-
r? Entre que poros nao existe idea de urna i S'irJ .Sir^T enJp"ad0S 5ela r*.
ta para assegurar a existencia e a duragio deseas
lar cousa algurua i aua organisagio, to bem cal-
culada 4 ella segundo auas necessdades e o fin
que lhe fot assignado. Elle teta azis para trans-
portarle de um lugar i outro, elytros por cima
dallas para prolege-ias defender-ee do contacto
dos corpos duros ; tem anda o peito coberto com
una eourage, os olhos de um lecido de malhos
para que o espinho de ama roseira brava ou o mr. u n
ferrau de um oimigo nao lhe possa roubar a lu, I dos os lugares etravesso os oceai
Ura cornos para sondar os obstculos que se a- serlos, planlaua tenda n.s arrias ou conatrue
presentara : v.venda de caga le ps rpidos pa- seus palacios margem dos lagos, hbil. 00 meio
sua pica, mandbulas de ferro n*m i. ..t. .___. .
nos poitos.que lhes fot assignado. Cada um tem
ua parte, cada um ten sou tugar mareado de
aotemlo, cada um gira em aeu trculo providen-
cial, cada un est encerrado en seos limites, por
que era da mister que todaa la casas dasie im-
menso taboleiro de iadrez estivossem occupadas
e o eslao ; ningunos pode sabir da aua sem roor-
. O homem vae por toda parte e vire em to-
ra epanhar sua pica, rosodiSutas de ferro para
dej|ta-la, para cavar aterra, fazer urna-morada,
deHositar suas prezas e seus ovos. Se um ad-
versario perigoso ousa ataca-lo, elle tem reser-
vado um licor acre e corrosivo que saber effas-
ta-lo. Um instinclo innato indicou-lhe desde o
principio os meios de provetfa sua subsistencia,
vida futura? E porque nao se cumpriria esta
esperaoca? O pensamento humano ira, pois,
raais longe que o poder de Deus? Quera o pro-
vara? ... Nao quero invocaras autoridades da
revelacao e das escripturassantas : convincentes
para mira, ellas seriam sem torga para vos, co-
mo o vento que impella o navio em seu cami-
nho. nada pode contra a immobilidade do ro-
chado, porque o rochedo nao tem velas para re-
cebe-lo e sua base st enterrada no chao. Po-
rm, meu amigo, nos creriamos na imraorla-
Jidade da materia, e nao na eterordade dessa io-
telligencia, que serve para regular nossos juizos
sobre essa mesma materia I Que I o amor, a
virtude, o genio, ludo isto vir-nos hia pelas affi-
nidades de certas molculas terrestres, insensi-
veis? que nao peosa fazer : nos pensar? Co-
mo a materia bruta teria criado a inlelligencia,
quando a inlelligencia dirige e governa a mate -
na ? Eolio, as pedras deveriam amar, deveriam
pensar tambem I Dizei, dizei 1 respondei 1
Que a materia seja dotada do pensamento,
respondeu Charney, o inglez Locke pareca in-
clinado a suppo-lo. Elle foi contradltorio com-
sigo mesmo. porque repellia as ideas innatas,
admittiodo o conhecimento intuitivo...
Depois, inlerrompendo-se, exclamou rindo-se:
Tomae cautella, meu amigo I Queris er-
restor-me de novo esse labyriotho de solo mo-
vedigo da metaphysica ?
Nada enteodo da metaphysica, diz Gtrhardi.
E eu, quasi nada, respondeu Charney.
Entretanto nao foi por falta deter-lhe consagrado
meu lempo I Mas, deixemos urna discussao, que
nao pode passar de estril ou fatal. Vos esiaes
convencido, guardae as vossas con riegues : Mas
yossao charas concebo ; de que me serve abala-
las I
/Vio o podereis ; aceilo a lula.
O que teodes a ganhsr com isso ?
Conduzir-vos immediatamente crencas
consoladoras. Ha pouco cilaveis-me Locke ; sei
delle apenas um fado, e que de continuo e at
mesmo em seu leito de morle elle declarava que
a nica felicidade real para o homem consista
em urna consciencia purae na esperanca de urna
outra vida 1
Comprehendo o que ha de docura em be--
ber de antemao um trago de imniortalidade ; mas
mmha razio se recusa a deixar tomar a minha
parle della. Nao fallantes nisso mais. Crede-me.
Arabos guardaram um silencio forcado.
Nesle momento alguma cousa que esvoagava
entao por cima de suas caberas, veio de repente
abater-se diante delles entre a folhagem da plan-
ta. Era um insecto esverdeado, um lindo colep-
tero, bordado de-listas brancas e onduladas, e do
corpo eslreit".
Vede, meu amigo, eis ahi urna distraco que
nos chega. Revelae-me ainda alguma marari-
lha de Deus 1
Grhardi apanhou o insecto com algumas pre-
caucoes, examinou-o, pareceu refleclir, depois
dd repente contrahiram-se-lhe es feiges com e
espereoge de triumpho I dir-se-his que acabava
decahir-IIie do cu um argumento irresistivel ;
e tomando desde logo seu tom professoral, purera
exaltando-o pouco pouco medida que o mo-
tivo secreto da ligio penetrava em seu discurso :
Eu, o apanhador de moscas, diz elle com
urna apparente bonhomia, devo, bem o vejo,
cicgir-me aos dados de meus modestos estudog.
Nao sou um sabio I
O espirito o mais esclarecido, o melhor ar-
mado de sciencia, respondeu Charney, v
rpidamente os limites de sua inlelligencia e de
sua forga, quando quer penetrar muito alera as
cousas mysteriosas deste mundo. O proprio ge-
dio se gasta, se quebra antes de poder fazer sal-
lar aellas a verdadeira luz.
Nos oulros ignorantes, relorquiu o velho
varaos ao lm pelocomioho mais fcil e mais cur-
te abrimos simplesmenle os olhos e Deus se
nos revela na sublimidade de suas obras.
Sobre esle ponto estamos de accorde, diz
Charney.
Prosigamos em nosso caminho Um peda-
50 de herva baslou para fazer-vos comprehender
essa inlelligencia que governa o mundo : urna
borbolela fez-vos inlrever a lei de harmona uni-
versal ; agora este lindo coleptero, que tambem
tem vida e aegao, ecuja organisagio superior
da borbolela.. nos levar lalvez mais longe. Vs
so teades lido urna pagina do livro immenso da
natureza ; vou voltar a folha.
Charney apptoiimoo-se delle e com um ar
mutto aliento examinou seu turno oinseclo que
o velho lhe raoslrava.
Vedes este pequeno'ente ; com o poder de
criar todo o genio humano nao poderia augmeD-
fOLHETIM
OBATEDORDE ESTRADA
roa
PAULO DUPLESSIS.
SEGUNDA PARTE.
XXXVI
[Continuaco.)
O Baledor de Estrada desatou do arcio da sel-
la, que acabava de tirar a GibiUn, um cabralo
de comprimenlo de sessenla ps pouco mais ou
menos, e aroarrou urna das extremidades forte-
mente ao redor do tronco da arvore. Finda esta
operacao adiantou-se para a beira do precipicio
e nelle lancou a outra extremidade.
Ja ides comprehendendo, Sr. marquez ?
perguntou elle tranquillamente.
O marquez eslava pal lido ao ullimo ponto.
Queris desear ao abyamo, seohor?
Estaes boje com a comprebenso muito es-
tragada I replicou o Batedorde Estrada aorrindo-
se. Oh I Nao vos inquietis a meu respeito : es-
te cabralo muito orte, capaz de aguantar um
peso dez vozes maipr que o do meu corpo. Se
eu nao voltar, poil tudo se deve esperar, crede-
me que o melhor partido que tendea a tomar o
de seguir o cooselho quevosdei: fazei saltar os
milos. Torno a dizer que este meio nao dos
mais eogenhosos ; porem o mais seguro e in-
fallivel: e se soubesaeis o genero de torturaa,
que vos prepara Lennox, nem um s minuto he-
sitarais em adoptarsomelhante partido. A' nao
ser alguma vertigera pouco provavel, que me
prive do prazer de voltar, espero que Vaqnl a
pouco terei a honra de tornar a ver-vos. Al
ja.
Joaquim Dick poz-se de joelhos dando as cos-
tas para o precipicio, e chamando a ai urna por-
?ao da corda para nao precipilar-se de urna vez
deixou-ae ir por ella escorregando pouco a pou-
co.
O marquez d'flallay nao pode conter urna sur-
da exclamaco de espanto.
A tenco da corda deu-lbe a entender
que o Bajador de Estrada nao dra arrestado
pelo peso do sea corpo, peso que se tornara du-
plo pelo impulso que havia tomado. Paasados
alguns minutos a corda afrouxou. Joaquim esta-
ra morto? Nao ; por que dabi a pouco mostrara
elle a aua cabeca cima do nivel do precipicio, e
tomara p em trra firme.
O aeu_semblante nao trahia a mais pequea
commocao: du se-hia, ao ve-lo sacudir tranquil-
lamente os joelhos, que acabava de fazer um
simples exercicio de gymnastica.
-,7 Sr* d'Haluy. die Ua, tioheis razio em
nao querer fazer saltar os milos; rost-vos ain-
da um meio desalvacao.
l'JVide Diario n. 196.
ragas inOmas 1 Agora, comparemos,' e veris
que estaTragilcreatura, que aqui esli, basta em
caso de necessidade para eslabetecer a linha im-
menia de demarcago, que separa o homem do
bruto I 4
O homem foi langado n sobre a Ierra, frico,
incapaz de voar como a ave, de correr como o
veado, de rojar como a serpete I sera defeza no
meio de ioimigos lerriveis, armados de garras e
eapores, sera abrigo para affronlar as iotempe-
rieis daseslages, no meio de animaos cobertos
de las, de escamas, de pelissas ; sem abrigo
quando cada um delles linha seu ovil, seu bura-
co,sua casca sua concha; sem armas.quando tudo
apparecia armado em lorno delle e contra elle I
Pois bem I elle foi roubar ao leao saa caverna
para alojar-se. e o leio retirou-se diaote de seu
olhar; roubou ao urso sua pelle, e foi esle seu
primeiro vestido ; arraocou os cornos ao touro, e
foi esta sua primeira taga ; depois revolveu a
erra ate o amago aQm de procurar os instrumen-
tos de sua forga futura ; com urna verga, com urna
Corda e com urna flecha fez elle armas, o a guia
que principio, vendo sua fraqueza e nudez pre-
parava-se para arrebatar sua preza, ferida no
meio dos ares, cahe mora seus ps somente
para fornecer-lhe urna penna para enfeite de seu
chapeo !
Entre os animaes haver um s, que possa vi-
ver econservar-se em taes condiges? Atriste-
mos por um instante o obreiro do sua obra : se-
paremos Deus da natureza I Pois bem I a natu-
reza fez ludo para este insecto e nada para o ho-
rnera I E que o homem davia ser o producto da
inlelligencia, muito mais Deus, outorgando-lhe esse aVR celeste, esse raio
de luz partido do foco divino, o creou fraco e
miseravel para que elle Czeste uso della e para
que fossa obrigado a echar em si mesmo os ele-
mentos de sua grandeza 1
Porm, meu amigo, interrompou Char-
P', oquo tem de tao precioso essa faculdade
chamada divina, concedida nossa especie ? Su-
periores aos aoimaet sob tantas relage3, nos lhes
somos inferiores em muitasoutras ; e este insec-
to mesmo, cujas maravilhas acabaes de analysar-
me, nao digno de exitar nossa inveja, e de fazer
nascer em nos antes um sentimento de humilda-
de do que um sentimento de orgulho I
_-- Nao por que os animaes em suas opere-
goes essenciae8 nunca variaran). Sio como sem-
pre foram, sabem o qui sempre soubersm se
Bascerom perfeitos, por que nolles nao pode
he ver progresso ; nao vivera de seu molu-pro-
prio, porm d'aquelle que lhes dou o Creauffr
Assim. desde o principio do mundo os castores
ediucaram suas casas sobre o mesmo pleno, as
lagartas e as aranhes flaram e toceram suas teas
segundo suas mesmas formas ; os alveolos das
abelhas sempre fonoaram o hexagno regular e
as formigas-ledes era todo o lempo tragoram sera
compasso circuios e volutas. O carcter de sua
industria e a uniformidade, a regularidade ; o da
industria humana e diversidade, por que vem
deum pensamento iivre o creador tambem.
Julgae agora I De todos os seres creados s o
homem tem a reflexao, a invencio, a idea do de-
yere das causas oceultas. a cotemplago.o en-
Ihusiesmo, o amor I S elle determina-se pelo
raciocinio e nao pelo instincto, s elle pode con-
templar o universo em seu todo ; s elle tem a
previsao de um outro mundo ; s elle emflm co-
nhece a vida o amorte I
Sem duvida, diz Charney, porm, ainda urna
vez, o que o distingue dos animaes lento em
sua vsntegem ? Por quo nos deu Deus urna re-
zao, qaenos desvia, urna sciencia que oos enge-
ra ? Com a nossa alte inlelligencia muitas vezes
fszemos compeixao nos meemos Por qu ra-
zio o nico ser privilegiado tambem o nico
subjeitp a errar ? Por que nao temos o instincto
dos animaes, ou os animaes nossa razio ?
E' por que elles nio foram creados para o
mesmo fim. eus neo espere delles virtudes
Concedei-lhes s razio, a liberdadede escolha em
suas moradas e subsistencia, e romperis imme-
diatimente o equilibrio do mundo. O creador
quiz que a superficie deste globo e mesmo suas
profuodezas fossem cheies de seres animedos,
que a vids existisse por todaa porte. Ecom ef-
felo, as planicies, nos valles, as florestas, des-
de o cume das montanbes at os abysmos as ar-
vores e nos rochedos, nos mares, lagos, rios, re-
gatos, oes mergens como em seus elveos, as
s como nos psntanos, em todos os climas
..------------------------------------------D--I "mil UV UlOIU
das neves dos nossos Alpes e sob os ardores dos
trpicos ; tem o mundo por prisao I
Mas. diz Charoey, se este rauodo gover-
nado por Deof.porque tantos nrimes no aeio das
sociedades humanas, a desastres na natureze ?
Admiro comvosco a sublime destribuigio dos se-
res creedos : minha razio s# confunde diante
deste todu arrebatador : porm guando meus o-
Ihoa ae volveo pera o homem...
Meu amigo, inlerroropeu o sabio, nio aecu-
seis a Deus pelos erros dos homena, nem pelas
erupgOa do volcao ; elle impoz meterte lela
eternaa e aua obra se executa sem que elle te-
ora com que incommodar-se se um navio soso-
bra no meio da tempestade, ou se una cidade
desemperece eos estremecimentos da trra. Que
lhe importara algumas vi-las de mais ou de me-
nos ? Cr elle na morte ? Nio : porm elle dei-
xou a nossa alma o cuidado de regular-ae, e isto
se proye pela independencia de nossas paixcs.
Moslrei-vos os animaeaobedecendo todos ao ins-
tincto que os guia, teodo nicamente tendencias
cegas, s possuindo qualidades inherentes suas
especies : o honem s cris suas virtudes a seus
vicios, s elle tem o lirre arbitrio, por que s pi-
ra elle este Bando um lugar de provengas. A
arvore do bem, que cultivamos aqui na Ierra com
tantos esforgos, s floreacer psre nos no cu.
Oh l nao pensis que Deus possa mudar o cora-
gao do mu sem o fazer I que elle possa deixar
o justo em sua dorsem reservar-lhe urna recom-
pensa I O que quizera elle creando-nos 1 Se
tivessemos de receber desde este mundo o pre-
mio devido s nosras virtudes ou aos nossos vi-
cios, todas as prosperidades seriara honrosas e
um golpe de raio seria urna morte infamante I
Charney leara sorprehendidoonvindo este ho-
mem tao simples chegar de repente a eloquencia
pele conviegao ; segua seu olhar, admirava sea
nobre roato, aobre o qual brilhavam todos os es-
plendores da alma religiosa e aeu pesar tinba-
se com movido e compenetrado.
Porm, perguntou ainda, por que nao nos
deu Deus a certeza de nossa elernidade ?
Quiz elle ? devla elle quere-lo ? respon-
deu o santo velho erguendo-se com magestade e
pondo effectuosemente a mi sobre o hombro de
seu companheiro : pode ser que a duvida nos seja
necessaria para abaixar o orgulho de nossa ratio.
O que, seria a virtude se sua recompensa fosse
certa de enlemio ? Oque seria do livre arbi-
trio ? O pensamento do homem immenso e
nao infinito, ao mesmo lempo grande e restric-
to ; granda, para fazer-lhe comprehender sua
digmdade e torna-lo cepaz de subir at Deus pe-
la contemplagio de suas obras, restricto, por
que coohece sua dependencia desse mesmo Deus.
O homem nesle mundo, s deve entrever ; a f
fazo resto I Meu Deus, Meu Deus I exclamou
irnardi pondo as mios com fervore ergueodo
pare os cus os olhos hmidos de lagrimas, da-
me la forga para levantar Ce todo este homem
proslrado e que quer camiohar para ti I prsta-
me soccorro para fazer com que tome seu vo
esla alma immortal, que igoora si propria 1 se-
jam minbas patarras persuasivas, por que meu
coragio esli convencido I Mas, que vem causa
o advogedo, quando toda a natureza preita seu
teslemunh* unnime ? Tem elle mesmo precisa-
da de tanto ? Urna flor, um insecto, bastam pa-
ra proclamar la omnipotencia e revelar ao ho-
rnera seu futuro destino. Pois bem I ests pente
que equi est, conclua sua obra I nio ella, meu
Deus I como todas as tuas crealuras, allumiada
pelo leu sol e fecundeda pelo iopro emenedo
de (i ?
O velbo entao pareceu esquecer-seemum xtasi
silencioso ; som duvida orava comsigo mesmo, e
quando vollou-se pare o seu companheiro achou-o
com embas as mios apoiedas sobre o encost do
banco rustico, a cabega eslava inclinada, e suas
feiges conservavam ainda o cunti de um santo
recolhimento.
No coragao purificado de Charoey corrle o sen-
gue rais celrao; em sua cabega engrandecida os
pensamentossuccediam-se mais doces, maia con-
soladores, meis affectuosos. Como o sabio pie-
monlez, senlia elle urna necessidade vage de dar
sua alma ums expansio de ternura. Scismava
entao com delicias nos seres, que por um lago de
reconhecimento ou de amizede podia ligar si.
Entre esles, Josepbine, Girherdi e Ludovico of-
ferecism-se desde logo pera povoar aeu mundo
celeste ; depois, como que duas sombras de mu-
jher desenhavam-se as extremidades deste arco-
tris de amor, apparecido depois da tempestade,__
erem. como se v, em quadros de egreja, dous
seraphins, com a cabega inclinada, com vestidos
rogaganles, com es szes meio abertas, a marcar
os limites de um edn.
Urna dessas sombras era a fada de seus sonhos,'
a Picciola donzella.-essa fresca imagem nasci-
da dos perfumes de sua flor; a outra, o anjo da
sua prisao, sua segunda providencia. Thereza
Grhardi.
Por ume opposigio extravagante, a primeira,
que s exists para ejle como idealidode, offere-
cis-se enlretsnto. sua recordago com formas fl-
w, distinctas, invariaveis. Via contrahir-se li-
sias vis as sobro ella, ou ao menos creado nao
te-ia viato mais do que stravs do urna illuse.
sob que traeos poderia ella imagina-la ? O sera-
ohim tinha o rosto coberto, e se Charoey quera
Torcosansont erguer-lhe o vu, era aiada o rosto
ae ncciole, que se multiplicava de repente de
qualquer maneira para receber eaaa homenagem
do corsgSo, destinada sua rival.
Urna raanha o prlsioneiro. acordado, jolgou-se
nteiramente victime desta allucinagio.
Rompa o a. J de p, penaava elle em G-
rhardi. o quT; presenlindo sua proaima soltura,
manifesireseusadeuses da noile com to tocan-
tes expresses de pesares, que o conde nio pode-
re dormir toda a ooite, tanto o perturbava a idea
desta separegio.
Depois de haver camiohado algum tempo em
seu quarto, Charney dirigiu machinalmente os
olhos para o banco das conferencias, onde ainda
Da 'm!6" conTer,ara co > P a respeito de
sus fllhs, quendo. no pateo da prisao, nesse mes-
mo banco, atravs de um desees nevoeiros parda-
eentos do outono, viu de repente urna moge sen-
tada. Ella estave aozinha, e em una attilude
graciosa pareca em contemplacao diente da
penla.
Logo Charney penaou em Thereza e em sua che-
gads.
E' ella,diz elle comsigo, e vou v-la
quanto antea, para nunca maia tornar a faz-lo!
e meu companheiro a seguir I
Assim fallando, a moga voltou a cabega para
aeu lado, e o rosto que elle viu ento, fot de no-
vo e ainde e sempre o de Picciola 1
Estupefacto, paesou a mi pela teata, -peloa
olhos apelpou seus vestidos, pegou nos fros va-; do seu vestido.' ChaVney pode ver
roes de sua janella pare convencer-se que desta os cabellos encanecidos do velho
vez nao era um sonho, 1
A moga levantou-se, deu alguns passos para
elle, e sorrindo, confusa, saudou-o com um grito
Ucr}?' I guardado, conservado, collocado" preciosemente
rrri.. y.arSp0Dde.u nem gest,' n?m a0 I MM flor ODto do8 cabellos de aeu pae, quera
nlro'. m. UIS1116 P"" 81uellM formas ; adorav.l A flor de Picciola nao brilhava mais
f!m q m at/?T d0 nevoe,ro : 80bre fro"e da donzella : ella repousavs sobro
erem es mesmss que vira outr'ora as festas que seu coragio'
lhe dar Picciole, os meamos tregos que o se-
guiem de continuo em seus peosamentos e em
seus srismeres l E julgsndo-se eccommettido de
um delirio febril* foi langsr-se no leito pare con-
centrar seus sentidos.
Alguns momentos depois sua porta abriu-ae e
entrn Ludovico.
O him l him! boa e m noticia, signar
cont.exclamou elle,um dos meas passaros
vae voar, nio por cima'dos muros, mas pela por-
ta. Tanto melhor para elles, tanto peior para
vos !
E como I pois hoje ?
Nio creio, signar cont. Entretanto nio
pode tardar porque o acto foi assignado em Pars
e deve estar em caminho pare Turim. Ao menos
a Giovanna assim o disse diante de mim seu
pae.
Como Iexclamou Lbaroey levantado em
seu leito,elle chegou ? est aqui ?
Em Penestrelle, desde hontem iioite, com
urna perroissio em boa forma pare aqu entrar.
Infelizmente a disciplina nio permitte que se
ebeixe a ponte levadiga to tarde urna mulher;
foi-'.he pois de misler guarder sua visita para o
aroanhecer. Eu sebia disso, porm, cap de Bious]
nao quiz dz-Io ao pobre velho, que sem duvida
nf P0lleria Prpg" olhos toda a noile e custar-
he-hia a passer o tempo, se soubesse que sua fl-
Iha eslava tio porto de si I Esta maohaa ella le-
vantou-se antes do sol e veio com o dia esperar
no meio do nevoeiro portada cidadelle, a dig-
na creaturs do bom Deus I
Portn,ioterrompeu Charney
devla, e con quera nao podia pr-ae quites ?
Lembrava-se acaso de que nodo nessa meama
raanhia linha elle recolhido seu sorriso a sua
saudagio? Quando a separegio ae approximava
sentia elle desfallecer sua corasen e sua reaie>
nagio ?
Fossen estaa as causes e nuiles oatraa, tal-
yez, quando elle se apreaentou diante della, pe-
las auas meneiras e linguagem nioguem poderia
reconhecer o brilbante conde de Cherney. a
presenga de espirito do homem do mundo, a fir-
meza do philoaopho, tioham cedido um balbu-
ciemento, ura deaapontemento, aos quaes The-
reza deveu, sem duvida, a apparencia de frieza
e circumspecgio de que .ella revestiu sua* rea-
postas e seu semblante.
Apesar de lodos os cuidados que Girherdi em-
progou para relacionar sua Dlhe cora seu amigo,
a conversa versou 4 principio aobre os lugares
commuos de esperanga e de consolagio para o
futuro. Livre de sue primeira perturbagio,
Charney s viu obre as feiges tio calmas da
Turinezs a indi Berenga, e fcilmente persna-
diu-ae que, com s prestar ao de seus servigoa,
elle oio fuera mais do que obedecer seu carc-
ter avenlureiro ou s ordens de seu pae. Eolio
lamento-se quesi de hev-la visto : por que ra-
zio encontrarie ainda, pensando nella, todo
aquelle encanto de outr'ora?
Em quanto estavam lodos tres sentados no
atuC' Girn,r(li ero contemplagio diante de sua
Qlna, e Charney articulando algumas trias pale-
vras sem nexo, em um movimento que fez
Thereza para seu pae, saltou um medelheo, sus-
iso ao seu pescogo e oceulto sob urna dobra
de um lado
, e de outro
urna flor secca preciosamente conservado entre a
seda e o crystal. Era a flor que elle mesmo lhe
t mandado por Ludovico. Que I ella linha
Esta visio mudara todas as disposiges de
Charney. Elle comegava examiner de uovo
Thereza, como se ella acabesse de melhamor-
phoeeer-se diante delle, e como se elle deves3e
descobrir nella o que anda nao se linha palen-
teado.
E com effeilo, seu rosto, voltado pare seu pee,
se lluminsva de urna dupla expresso de ternu-
ra e de serenidade ; ella era bella eoto como
aa virgens de Raphael, como sao bellas as almas
amantes e puras I
Charney segua com os olhos aquelle perfil
gracioso e animado, sobre o qual harmooisa-
vam-se lio bem a dogure e a forge, a energa e
a timidez I Deade muito tempo nio tinha podido
conteroplaru me fece humene assim resplande-
cente do brilho da mocidade, da belleza e da vir-
tude Elle se inebria va coro esto espectculo, e
depois de haver percorrido o todo seductor de
seu eolio, dos hombros e da cintura, seus olhos
vinham ardentemente Oxar-se sobre o raedalhio.
Nao desprezastes, pois, o meu fraco pre-
sente ? murmurou elle ; porm, ainda que o
tivesse feito em voz muito baixe, Thereze vol-
tou-se para elle com vivacidade, e seu primeiro
movimento foi por a joia no 8eu lugar ; mas ao
mesmo tempo por sua vez ella nolou a mudanga
desenhada as feiges do conde e ambos craram
ao mesmo tempo.
O que tens, minha fllha?1 perguntou
Girherdi vendo-a perturbada.
Nade, diz elle, e proseguindo logo, como
se tivesse temido diente de sus consciencia ne-
gar ura sentimento puro e honrado : E' este
interdicto, medslhio..... Tornee, meu pae, sio vossos ca-
bellos.
Depois rollan io-se para Charney :
Vede, senhor, eis-ahi a flor que recebi da
vossa parte, e que conservo.. .. que conservarei
sempre I Havia em suas palavras, no som de sua
voz, n'aquelle instinclo do pudor, quel he insp-
rala que se dirigiss-i em sua explicagio tanto
seu pae, como ao estrangeiro, tanta franqueza e
modestia ao mesmo tempo, urna expressio tio
terna e lio cast*. que Charney urna exaliagio co-
mo nunca experimentara semelhsnle.
[Continuar-se ha.)
d?a.^'pioV:.a.d,fddoe TlSS^^S ^^n;7u%fro';;:'b" Tharem-iho o. o.hoae
So, ludo se move cora harmona, sua bocea sorrir. Como lhe apparecera em um
cora ordem. No" fundo dos deserlos cmo at'r'az
de um pedago de palhi o leio e a formiga eslao
Que meio ?
Eu nao me tinha engaado, quanlo ao epi-
sodio do phaisio : exisle no voladero urna exca-
vagao. Bem sei que esse asylo nao urna mo-
rada encantadora, mes posso effirmer que he-
Dilayel; pois que tem o comprimenlo de dez ps
e a largura de seis; quanto a alture nao como
se deverla desejar; seremos obrigsdos a cami-
ohar ali cora o corpo vergado : mas o que que-
ris, meu caro? Nem sempre possivel encon-
trarle tantos vantsgens reunidas. O essencial
para nos, para vos sobre tudo, descobrir um
refugio loexpugnavel : ore esseguro-vos. e bem
vedes que nao leoho precizio de insistir rtuito
para que me acreditis, asseguro-vos que nin-
guem, nem o proprio Lennox, seria cepez de vir
eiacar-nos ainda mesmo que conhecesse o nosso
r6iiro.
9 marquez levou muito lempo a refleclir. Joa-
quim respeilou esse seu sileneio.
l"".Sr'.foa1tiim, confesso-vos sem corar que
esta descide ao voladero me cause grende repul-
seo I Todevie nio invencirel essa repulso, e
posso afflrmer-vos que conseguirei domina-le
irme vez que proveis ser esse o nico meio de
salvegao que nos resta. Acceito pois condiccio-
nalmente a vossa proposta. Agora pcrmilti fa-
zer-vos urna observsgio. No caso de que consi-
gamos abnger-nos de perseguico de Lennox
como poderemos sahir depois desee lugar que
chamaes um refugio, e que eu chimarle entes
nm tmulo? Esla coosideracao merece que lhe
deis toda a allengio.
Admiro-me na verdade. Sr. d'Hallsy. que
ejulguea tio falto de razio, e bom senso que
queira enterrar-vos vivo I Encostae o ouv'do
ierra, altde encontr aquella fenda pouco
perceptivel, e ouvireis um sussurro sonoro; Uto
prova que o solo, que temos agora debaixo dos
nossos ps, nio compacto, e que o ar circula
livremente atravs dos seus poros. O pouco lem-
po que live para examiner nosso futuro refugio
beslou pera certiflcar-me da exjstenclo de ume
vela de pedras calcaras e amollecides : nada pois
nos impedir dAcaver urna passsgem subterr-
nea que nos fnduzir at aqui. Oh I Tendea
razio de abalar a cabega assim em ar de duvida
a coroposicio geolgica dos voladeros toda
excepcional. Finalmente como talvez nio tarde
muito que nao teohamos novas de Lennox, pego-
voa que me ajudeis nos preparativoa denosta
descida.
Joaquim Dick, seguido do marquez d'flalley.
dirigio-se para as altoae espesaos tojos quoco-
bnsm declive da montanha opposta ao vola-
dero.
Escolhei, e qnebrae os tojos e arbustos
mais seceos que eocontrardes, disse o Batedor
debstrade. Devemoa agor reunir meteras com-
bustiveis o mais que for possivel.
Juntando o exemplo s palavras Joaqun Dick
levou raaos obra com ardor. O marquez deu-
ae pressa em imita-lo.
Ja se v que a influencia do Baledor de Estra-
da ia lomando um ascendente progressivo no ani-
mo do Sr. d'Hallay.
sonho, assim a achara sempre.
Quanto Thereza, nio teodo nunca demorado
S depois de duas horas de um trabalho obsti-
nado, e nao interrompido, flzeram ambos urna
pausa.
Agora, disse Joaquim, preciso transpr-
tennos es nossas provises para o lugar onde el-
las podem servir-nos.
Meia hore depois nma especie de fogueirs cir-
cular era access em torno da arvore que se lee-
vava solitaria na borda do abysmo.
Bem, est quasi tudo feito. Podemos, ou
antes podis vos descancar, porque quanlo a mim
nao conhego a fadige. Esperae, nao vos assenleis
anda ; esquecia-me mais urna circumstancie.
Tende a bondade de tomar o vosso chapeo e ele-
va-lo ao er. Assim nio; voltae para mim o lado
que costumaes a deitar pare a frente... Justa-
ra enle.
E antes que o Sr. d'Hallay podesse euspeitar
qual era a inlengao do Batedor de Estrada, este
ultimo, eUvendo rpidamente a carabina, dispa-
rou-a aobre o alvo que elle lhe presentava.
. A bala atravessou o chapeo n'uma altura de
quast duas pollegadas cima des beires.
Esta astucia multo velha, e grosseira, dis-
se tranquillamente ; porm muitas vezes produz
bom effeito. Alm disto lenho observado que as
cousas mais simples sao em geral es melhores.
O merquezolhava para Joaquim com verdadei-
ra estupefaegio.
Desejais ainda urna explicagio, nio ver-
dade ? Hoje nada compreheodeisl O vosao chs-
po podei induzir Lenooxao erro : ease chsro
amigo coohece o alcance da minha carabina, e
tamben o.odio que vos lenho ; assim pois persua-
dir-se-ha de que vos matei. J nao lenho por
ora mais necessidade de vos ; podis descaogar.
Joaquim poz-se entio a assobiar de um modo
todo particular ; Gabilan acudiu logo a esse
sigas}.
Meu bom amigo, disse-lhe Joaquim abra-
gendo-o pelas ventas, preciso separar-nos. Nio
posso marcar-te o lugar onde deves ir esperar-
me. Escuta, Gabilan : seguirs para o rancho da
Ventana ; ouves? pareo rancho da Ventena. Ahi
encontrars todos os cuidados, urna boa ragio, e
um paato agradavel. Adeus, meu bom amig I
Vae-te.
Qae o valenteelnlelllgente animal tivease tex-
tualmente comprehendido as palavras do seu se-
nhor, nio cousa provavel ; mas o que nio se
pode por em duvida que lhe escapasse o sen-
tido exacto e genrico dessas palavras.
Gabilan fez ouvir um rincho lastimoso, e pare-
ceu hesitar : porm tomando resolutamente o
seu partido, afastou-se correado sem voltar a ca-
bega ana e vez.
Joaquim Dick suspirou tristemente ; essa obe-
diencia tio prompta o penaliaava : Gabilan era o
sea nico amigo I
Restando-lhe smeote esperar o successo que
elle havia predicto, e que juigava inevitavel, lato
e, a volta de Lennox acompanhado dos seas In-
dios, o Baledor de Estrada envolvea-se no seu
capote, e sentou-se um lado da fogueirs, de
modo que nio podesse ver o marquez d'Hallsy.
Tres horas se passaram sem que os dous, en-
contuso,nao esteve ella algum tempo no pateo,
sentada no banco?
E laogou-se pare a janella, aloneon a vista do
lado do pateo, e voltando-se para Ludovico :
Nio est mais Idiz elle.
Sem duvida, nio est mais. porm esteve,
respondeu esteSim, l esteve emquenlo sub '
ao quarto do bom homem pare predisp-lo peral
e visite, por que tambem se morre do prszer. O i
prezer, ao que perece, essemelha-se aos licores I
fortes ; um pequeo trago d* lempos lempos
fez bem, mes nio se deve esgotar o copo de urna
vez. Agora esli arabos juntos e contentsimos;!
mas cu. vendo os alegres, per Bacco, fique! triste :
i..?^ appapices de Nosso Senhor no dia
ra que voa lembreia que vos fice Ludjvico e Pie- I de PaSt'llO.
embera. Ella comega a perder as folhas, I Exlrahimos as seguintes pagines d'ua dos mais
nao se deve des- pellos livros qne o espirito de f e piedade tem
inspirado neste seculo, para a instruegio e con-
solegao dos catholicos de -Frange : o Tempo Pas-
choal (sexta secgio do anno litrgico), pelo R. P.
om Prospero Guranger, ebbede de Solesmes.
_ Du Lee.
Hmc d\es quam fecil Domenus ; exsullemus el
latemur in ea.
A noile do sabbado para o domingo est final-
mente quasi concluida, e approxime-se o dis.
Mara com o coragao oppresso, espera corejose
e pacificamente o feliz momento que deve resti-
tuir-lhe seu Olho.
Magdalena e suas companheiras vellaram toda
i noile, e nao tarderem em pr-se caminho pa-
mas islo effeito da estagio
preza-la por isso.
E sahiu sem esperar resposta de Charney.
Quanto este, ainda nio tornado si de sua
sorpreze e emogio. procurava explicar sua visio
singular, e comecavs a pensar por Qm que a do-
ce imagem, revestida por Picciola donzella, bem
podara nao ter sido mais do que a de Thereza,
entrevista outr'ora por elle na pequea janelle
engradads, e cujas formas vieram sem duvida
sem que elle o soubesse trager-se em seus
sonhos.
Em quanto assim raciocinave, chegou-lho aos
ouvidos o murmurio de duas vozes do topo da
eseade, e ouviu descer os degrus ao lado dos i une, e nao u
passos bem conhecidos do velho, um passo Iigei- j re o santo aepulchro.
rn. flirtivA ra mi,. #.* uu r-__ Va r..M4 J-.. i:_i_
ro, furtivo, que rogava pena a pedra. m
pouco esse singular ruido cessou de repente
dianle de sua porta. Charney tremem ; porm
s Grhardi appareceu.
Ella equi est, e espera nos perto da plan-
ta,diz elle.
No fundo dos limbos a alma do Divino Redemp-
tor dtspoe-se a dar o sigoal da partida a essa in-
finidede d'almss justes, he tanto lempo captivos.
que o cercan de respeito e amor. A morte paira
em silencio sobre o sepulchro, em que retem sua
_. victima. Desde o dia, em que ella devorou Abel.
l-narneyseguiu-o silenciosamente sem ter for- teni consumido innumeraveis gerages porm
ges para articular urna palavra.e com o coragio jamis teve em suas cadeiaa urna presa' lio no-
cheio de urna especie de marlyrio antes do que
de prazer.
Seria este embarago proveniente de se apre-
sentar elle dianle de ume mulher, quem tudo
golfados em tristes e profundas reflexes, trocas-
aera entre si urna s palerre.
Foi Joaquim Dick o primeiro que poz termo a
esse silencio.
Sr. d'Hallay I exclamou elle. Annuncio-vos
a apparigao do ioimigo.
O mancebo ergueu-se vivamente.
Viuda por aqui, continuou o Batedor deEs-
Ira... dali... dol que deveis ter medo Nio
irazeis nos vossos vestidos alguma cor que d na
vista ? Nao : maito bem. Apoiae-vos aqui junto
fogueira de modo que o vosso corpo ao longe
se confunda com eata messa do bosque. Lennox
tem um olhar lio penetrante como o da agua 1
Agora esperae: em dez minutos ao maia tardar
perceberemos o ioimigo, gragaa posicao eleva-
da em Que estamos.
laso tinham pasado ainda os dez minutos, e
j o marquez distioguii confusamente muito lon-
ge urna massa prela que pareca avangar com ra-
pilez. .Era urna tropa de pelles-vermelhaa em
numero de trinte, montados em soberbos cavel-
los selyageos. Lennox a p corra na frente.
E' chegado o momento de obrar, disse Joa-
quim. Tomastea j o vosso partido ?
Sim, Sr. Joaquim.
E qual ?
O Sr. d'Hellay aponlou para o voladero.
Per minha f I a melhor cousa que podis
fazer. Trazeis.comvosco aa voases pistles ? Mui-
to bem ; nio mu aeguir-ao o proverbio que
diz : Andar a duas amerraa I Queris que eu v
adiante ? Poderia assim ser-vos de maia utilidade ;
pois ajudar-vos-hia a chegar ao vosso retiro.
Ah I um cooselho. Como a ravidade nao tica per-
pendicular ao cimo do voladero, aera preciso dar
ao cabralo a oscillago da pndula ; previno-vos
de que esse movimento nada tem de agradavel,
e offerece al algum perigo. Estimara muito ver-
vos esmagar a cabega, mas causar-me-hia deses-
pero a idea de ter contribuido para esse acciden-
te, ainda que de urna maneira indirecta. Vinde.
O mancebo confrmou-se a este convite, nio
com hesitagio, mas com algum vagar. Via-se
que, firmemente decidido a passar por essa vi-
cissitude lerrivel, reuna todas aa torgas para nio
eofraquecer no momento supremo. Joaquim Dick
dirigiu -se para a fogueira que elle linha feito ao
redor da arvore, e accendendo urna mecha enxo-
frada, atirou no meio das sargas e espiohos. Qua-
si no mesmo instante elevou-se no arumacham-
ma viva e clara.
Que fazeis ? perguntou o marquez sem sa-
ber se dereria ou nao oppor-ae a essa aegio do
Batedor de Estrada.
Procuro imitar Fernando Cortez I Asseguro
a nossa retirada queimando os nossos navios.
Apressemo-nos ; antes que o fogo tenba tempo
de peaaar corda estaremos no nosso asylo.
O Batedor de Estrada passou ao redor do pes-
cogo aa extremidadea do seu capote, em qae havia
embrulhado a sella de Gabilen : e depois agar-
rando-so so cabresto deixoa-se escorregar no
abysmo.
Novo successo coroou essa segundo tenta-
tiva.
bre. Nunca a lerrivel sentenga do Horto teve urna
execugio leo medonha; tambem jamis a campa
ver suas esperangas frustradas por orna lio cruel
mudange.
O Sr. d Helley ficando s langou ao relfbr de si
um olhar inquieto, qnesi vergonhoso. Nio vendo
meis que a immensidode solitario do deserto, ca-
hiu de joelhos, e dirigiu a Deus urna curto e fer-
vorosa oragio.
Urna voz que pareca sahir das entranhes da
trra fe-lo erguer-se com extrema precipilagao ;
era o Batedor de Estrado que o chemavo.
O marquez apoderon-se por sua vez da corda,
e imitando a manobra, qae vira Joaquim fezer,
langou se tambem no voladero.
O mancebo calculou mal o aeu movioaento; re-
celando ir de encontr a parede do rochedo dei-
xou de dar impulso sua queda: assim pois em
vez de alcengor a cividade pelo movimento igual
ao da pndula, como acooaelhara Joaquim, flcou
suspenao e volteando no espago. A base do vo-
ladero estava a mais de tresentos ps abaixo delle
fechou os olhos 1
Joaquim Dick considerou-o com urna expressio
por lal forma singular que o observador o mais
sagaz nio poderia interpreta-le : era, permita-
se nos a comparegio, como que um hieroglypho
do coragio I
A indecisio do Batedor de Estrada foi rpida
como o relmpago.
Coragem I exclamou elle com a voz forte e
vbrente que restituio o vigor sos msculos con-
Irahidos do miseravel. Coragem I Procurae dar
um balengo corda, e agarrar-vosao couce des-
ta carabina.
Entio com ujia generoaidade sublime ou in-
sensata. Joaquim avengou at a extremidade da
ultima pedra calcarie da cavidade que se abalou
ao seu peso, e inclinando-se sobre o abyamo es-
lendeu a carabina ao marquez de Hsllay.
A vos de Joaquim fez o mancebo abrir os olhos.
A vista daquelle soccorro reslituio-lhe toda a
presenga de espirito, e sangue fri: fez um ex-
forgo sobrehumano, e conseguio agarrer-se ao
couce da arma, que Ibe era offereclda. Todava
o movimento da pndula, que tomou, chegando
ao sea termo, repellio o corpo para traz.
Joaquim Dick escorou-se aobre as pernas, e
dobrando o eapinbago, fez um exforgo heroico e
supremo. Durante um segundo a morte esteve
sobre a cabega desses dous homena I O Batedor
de Estrada nao abandono a carabina, e a morte
ceden I
_0 marquez estar salvo. A sua primeira ae-
gio, quando vio-se em seguranga, foi querer
lengT-se ao pescogo de seu salvador: conteve-
se porm a um gesto imperioso do Batedor de
Estrada.
Eu voa soccorri, Sr. marques de Helley,
disse elle, porque o dever assim me ordenava ;
maa nio occultarei que teria urna viva setisfacio,
se vos visse esmagar o crneo,
O mancebo abaixou a cabega e nada respon-
deu. Pela primeira ves na sua aua vida reconhe-
cia e oonfessava tcitamente a auperioridada com-
pleta de um outro homem sobre elle.
Encoslae-vos parede, replicou Joaquim ;
podereis ser accommeltido do vertigem, ae ficar-
des ahi neste logar. Estaes paludo, Sr. I Tas-
des modo por ventura T
Por mais d'uma vez o poder divino subtrshio-
lhe suss victinas: o filho da viova de Nain, a fl-
lha do c^efe da synegoga, o irmio de Mertba o
de Magdalena foram-lbe arrebatados ;. maa ella
os aguarda para aegunda morte. Ha lodavia um
outro destes, a cujo respeito escreveu-se: c O'
morte, eu sorel tua morte, tumaio, eu serei tus
ruina. (Osee. XIII 14)
Mais alguas instantes, os adversarios vao tra-
var peleja.
Assim cono a honra da tdivfna mttgestade nio
poda permiltir que o corpo unido a um Deus es-
piresse no p, como o dos peccadores. o momen-
to em que a trombeta do aojo dever-nos-ha cha-
mara lodos nos para o juizo supremo; assim
tambem convmha que fossem breves aa horas,
durante as quaes a mort* devia prevalecer. Es-
o 5*raSB0 Perversa pede um prodigio, dissera o
Redemplor. apenas um ser-lhe-ho concedido : o
do propheto Jonathos. (Meth.* XII.)
Tres das de sepultura: o fin da sexta fsira, a
noile aeguinte, o aabbado todo irUeiro com aua
noileii as primeiras horas do domingo, bastan-
te : bastante para a juatiga divina d'ora en dian-
te saltsfeita: bstanle para justificar a morte da
augusto victimo, e para assegurar o mais brillan-
te dos liiuraphos: bstanle para o magoado co-
ragao das mais amantes das mais.
_ Ninguem me tira a vida ; sou eu quen a de-
pa ; lenho o poder de deixa-la, aaaim como o da
recupera-la. (Johon. X. 18.) Assim fallara aos
judeua o Redemptor antes da sua paixio ; a mor-
te sentir constantemente a forca destas palavras
de mestre.
O domlogo, dia da Luz, comega a apparecer;
os priraeiros clerea d'auror* j combaten) aa tro-
vas. Logo a olmo do Divino Kedemptor sahe da
prisao dos limbos, acompanhado de toda a mul-
lidao de almos santos que o cercerom. Elle atra-
vessa em um instante o espago, e penetrando no
sepulchro, entra nesse corpo que deixra tres
dios sutes nos tormentos do agona. O corpo sa-
grado se reanima, levanla-se, deserabsroga-se das
morlalhas, dos perfumes e dos faxes com que es-
lavo ciogido. As coniusdes desappareceran, o
sangue voltou para aa veias, e desses nembros
delaceredos pelos ogoulea, dessa testa ferida pe-
los espinhos, desses ps e dessas mios traspassa-
des pelos cravos, sahe urna luz brilbante que en-
che a caverna,. O* santos aojos que aloraram
com ternura o menino de Belem, adorara eom ad-
roirecao o vencedor do tmulo.
EUes dobrem com respeito, e p5e sobre a po-
dre, em que repouseva ha pouco o corpo iramo-
vel, as raortalhos, com que o piedode de dous
discpulos e de santas mulheres o envolver.
Mas o re dos seculos nio dore mais demorar-
se sob essa abobada fnebre ; mais veloz que a
uz que penetra o crystal, vence o obstculo que
lhe oppunhs o pedra qne fechava a entrado da
caverna, e que a autoridade publica sellara e cer-
cara de soldados armados que aguerdovam. Tudo
flcou intacto, e o triumphador do morle esl li-
vre I Assim, nos dizem unnimemente os santos
doutores. appareceu elle aos olhos de Maria no
presepio, sem que o seio maternal sentase vio-
lencia alguma. Estes dous myslerios de nossa f
se unsm e proclomem o primeiro e o ultimo ter-
mo da missao do Filhe de Deus : no principio,
urna Virgm Mai; no fim, ura tmulo sellado
entregando seu captivo.
O mais profundo silencio einda reina, nesse
momento em que o Homem Deus acebo de que-
brer o sceptro da morle. Sua liberdode e o nossa
nao lhe custaram esforgo algum. O' morte I que
resta agor do leu imperio? O peccedo nos en-
tregare o ti, t descongovas sobre tua conquista ;
e ets-te completamente derrotada. Jess, cuja
posse tornevo-te to allivo, Irvrouse de ti; e to-
dos nos tambem nos livraremos de ti, depois que
nos tirares possuido. O tmulo que nos caves vi-
ra a ser nosso bergo pero ume novo vida ; pois
que leu vencedor o primeiro nascido entre os
morios; o hoje o Paschoo, o passagem, livra-
mento pere Jess e para todos seus irroaos O ca-
minho que elle trilhou segui-lo-hemos lodos ; o
um da vira, em que tu, que tudo deslroes, tu, o
tnimtjo. sers destruido pelo reino da immorla-
liJade. (I Cor. XV 26.) Mes, desde j, contem-
plemos le derroto, e repelimos, pora vergonha
tue, este orado do grande apostlo : O' morte,
o que de tua victoria? Que tueste de tua espa-
da? Triumphaste um momento, e eia-te arruina-
da em teu triumpho. [Ibid. 5.)
Mea asepulluro nao deve conservar-se sempre
sellado ; convem que se abro e se testemunhe a
todos que aquelle cujo corpo inanimado a habi-
tou poralgumes horas deixou-a pare sempre.
De repente a trra treme, como no momelo em
que Jess espiravo sobre a cruz ; mas esse eslre-
mecimenlo do globo nao iodica mais o horror;
exprime a elegria. o enjo do Senhor desee do
ceu ; arranca a pedra da entrada, e assenta-se
com mageitede; troz um vestido deslmhrente
d alvura, e seus olhos lsngam fulgores. A' sua
viste, os guerdes cshem porterrs amedrontados ;
uc-.ni como morios, ate que applacedo pele bon-
dade divina o seu terror, levanlam-se, e deixan-
do esse lugar espantoso, dirigem-se para a cida-
de, para contaren o que virsm.
Entretanto Jess resuscitado, cuja gloria crea-
tura alguma mortal conlemplou ainda, transpoz o
espego, e em um momento reuniu-se a sua mu
santa mi.
Elle o filho de Deus, o vencedor da morto:
mas tambem o Olho de Maria. Mara conser-
voa-se junto delle at o fim de sua agona ; ella
uniu o sacrificio de seu coragio de mi ao que
elle proprio offerecia sobre a cruz ; justo pois
que os pnmeiros dias de sua resurreigio seiam
para elle. l
f Continuarse-ha.)
Sim, Sr. Jooqulm, tenho medo I respon-
deu o merquez de Hellsy com urna simplicidade
aigno, e que nio era destitnida de certa gran-
deza.
Se me fosse permillido esquecer a vossa
conducta a reepeto de Antonia, de boa vontada
eslender-vos-hia a minha mao, Sr.; porque creio,
e creio de ha muito pouco tempo, que nio es-
taes anda perdido de todo : dentro em vos existe
algum sentimento bom
O mancebo ia replicar; porm o Batedor de
Estrada fez-lhe sigoal pera que se calasse, e dis-
se-lhe quosi oo ouvdo em voz muito baixa :
Lennox chega. Ouvis este estrondo ? E' a
arvore que se abate: o fogo j hade ler feito
aesapporecer o cordo por onde deseemos, e con-
sumindo a herva, ha de ter igualmente apegodo
e destruido os nossos vestigios. Estou muilo
curioso por saber de que modo o meu velho ami-
go descobrir todo este mysterio I Porm nio
contemos anda victoria: Lennox poasue o genio
da vioganga I
Um quarto de hora depois os dous fugitivos
ouviam soar cima das suas cabegas o ruido dos
pessos de Lennox e dos Indios.
As iudagsges dos pelles vermelhas foram lon-
gss e minuciosas, porm infructiteras: de tem-
pos em lempos as suas exclamagea de pasmo e
de despeno alleslavam a inulilidade dos seus
exforgos.
Emflm o marquez e Joaquim aentiram que elles
se afaslavam : o mancebo dirigi ao companheiro
um sigoal de inlelligencia. que revelava de sua
parte grande alegra.
Joaquim abonou lentamente a cabeca, e de
novo approximando os labios ao ourido do mar-
quez, murmurou:
Nao vos regosijeis ainda. Lannox ficou. e
crede-me que nao voltar tio depressa I
Pouco a pouco foi escurecendo ; o marquez en-
costou-se a parte do rochedo que ficava mais dis-
tante de precipicio; tema a agitego do sea som-
no ; nao tinha porm, rozio porque durante toda
a noite nao pode fechar os olhos.
Quanto a Joaquim Dick, envolvido no sen ca-
pole, pareca urna estatua egypcia. Sua immo-
bihdede de pedra occultavo-lhe a agagio do
coragao: as passadas recordagoes da mocidade,
unidas aos recentes accontecimenlos que havia
um mez se produziam na sua ettalencia, fizeram-
Ihe passer urna ooite inteira com o pensamento
entre Carmen e Antonia I Assim quando os pri-
meiros clares da aurora pralearam o horisonte,
elle flcou admirado de ver o dia apparecer I Ti-
nha perdido at a conaclencia do tempo I
"M" primeiro cuidado foi apoiar o ouvido i.
abobada da excavagio: um sorriso de bondad
enlmou docemeote o seu semblante; acabava da
distinguir a respirago de Leanox, e como bom
entendedor appMaudla a iolelligente tenacidad*do
aeu velho amigo.
{Conmwr-Mar.)
PEU, -TTl\ DI M. F. DI A11A.1MI,


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