Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09373


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Full Text
?III XIXTII IDIE10 196
IX 34 OTcG
tif.arn i
Por tres mezes adiantados 5$0o0
Por tres mezes vencidos 6$000
TERCA FEIBi 27 II AGOSTO
Por anno adiantado 19)000
Porte franco para o subscriptor.
CARRBGAD09 DA SUBSCRIPTO DO NORTE
Parahiba, o Sr.( Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. A atonto Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Olivaba; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimaraes; rara, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr.Jeronimo daCosta.
PARTIDAS UUS COttHiUs.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguaraas, Goianna a Parahiba as segundas a
sextas-feiras. *
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar,AUinho a
Garanhuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro.Brejo, Pes-
queira.Ingazeira, Flores, Villa-Bella,Boa-Vista,
Ouricury e Px as quartas (eiras.
Cabo, Serlnhaem, Rio Formoso.Una.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
Todos os correiospartem as 10 horas da manha
EPHEMERIDES DO MIZ DE AGOSTO.
6 La nova as 10 horas a 34 minutos da man.
13 Quarto crescenta as 4 horas a 56 minutos da
manba.
20 La cheia as 7 horas e 31 minutos da man.,
28 Quarto minguante as 11 horas e 4 minutos Ja
manba:
PREAHAR DE HOJE.
Primairo as 9 horas e 18 minutos da manha.
[Segundo as 9 horas e 42 minutos datardt.
DAS DA SEMA!A*
26 Segunda. S. Zeferino p. m.; S. Constancia m
27 Terca. S. Jos de Calazaos fund. das esc. pas
28 Quarla. S. Agostinho b. dout. da egreja.
29 Quinta. Degollarlo de S. Joo Baptista.
30 Sexta. S. Rosa de Lima americana ?.
31 Sabbado. S. Raymundo Nonnato card.
1 Domingo. Nossa Senhora da Penha.
iTT*K6 DS lftlBlJnAf A CAmAL' ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SOL
Tribunal do tommercio ; segundas a quintas. 'V*" ouu
Relaco: torgas, quintas a sabbados as 10 horas.
Fazenda: tercas, quintase sabbados as 10horas.
Jaizo do commercio : quartas ao meio dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira Tara do ctsI : tercas a sextasao meio
dia.
Segunda rara do atril: quartas a sabbados a 1
hora da tarde:
Alagoas, o Sr. Claudino Faleo Dias; Baha,
Sr. Jos Martina AWes ; Rio de Janeiro, o %,
Joo Peraira Martina.
EM PERNAMBCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa *
Paria,na sua lirraria praga da Independencia n
6 a 8.
PARTE 0FFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia S3 de agosto de
1861.
OfRcio ao conselbeiro presidente da relago.
Passo s mos de V. S. para ser tomado na de- j danto do preiidio de Fernando.
Beroardino Lopes de Oliveira.Informe o Sr.
| inspector da thesouraria de fazenda.
Dr. Fraocisco de Araujo Barros.Passe por-
tara.
Fielden Brothers.Informe o Sr. inspector da
thesouraria de fazenda.
Francisco de Paula Tiburclo Ferreira.Como
requer, sendo este apreseotado ao Sr. commao-
vida considerado o requerimento en que o pre-
so Antonio Rodrigues Pioheiro pede que se d
andamento ao recuso que interpoz para o tribu-
nal da relaco.
Dito ao coronel commandante das armas.
Deferindo o requerimento do sentenciado mi-
litar Jos Joaqun] de Santa Anoa. sobre que V.
S. informou em officio de 19 do correte, o au-
toriso a remetie-lo para o presidio de Fernando
na primeira opportunidade a(lm de cumprir all
a peua que lbe foi imposta.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Devolvo V. S. com informago do inspector da
thesouraria de fazenda as coritas, a que allude
o seu officio de 22 de juoho ultimo, afim de que
seja satisfeita a
reparticao.
Dito ao conselho de compras naraes.Res-
pondo ao officio que me dirigi o conselho de
compras navaes em 5 dejulbo ultimo declaran-
do-lhe que, atienta a informago do inspector da
thesouraria de fazenda, constante da copia junta,
nao pode effectuar-se a compra das madeiras de
-sicopira offerecidas por Joo Machado Soares.
Dito aocommandante superior do Rio Formo-
so.Recebi o officio que V. S. me dirigi em 9
do correte, e tenbo a dizer-lhe em resposta que I AlV#u
em2deste mez recommendei V. S. a exped-
cao das convenientes providencias sobre a falta da
qualificaco da guarda nacional da freguezia de
Una.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
leudo em vista a sua informago de hootem. sob
n. 749, autoriso V. S. a mandar pagar os ven-
cimentos de julho ultimo, de W. J. Lindsay,
Francisco Xavier de Souza Ramos.Informe
o Sr juiz municipal do termo de Pao d'Alho.
COMANDO DAS ARMAS.
Qaartel do com man do das armas
de Fernambuco, na cidade do
Recite, em 23 de agosto de 1861
ORDEM DO DA N. 132.
O coronel commandante das armas faz publico
para scieocia da guaroico, que em data de 22
do correte foi engajado para servir por mais tres
| anuos, alm dos tres porque se havia contratado,
i o msico de primeira classe do 9 balslho de in-
. fantaria Emygdio Francisco de Souza Magalhes,
urgencia da contadona daquella que j servio6no ercito. com o premio de mais
duzentos mil reis, que unido aos duzentos mil res
por que se contratou, prefaz os 400000 dados
aos engajados do exercito. Este msico tendo
assitn de servir seis annos, leve passagem para a
Gleira, por ter dado em seu lugar um substituto
idneo, que preenche as condiges de msico de
primeira classe, como tudo permittio o aviso da
reparticao da guerra de 30 de julho findo.
Assigoado. Jos Antonio da Fonseca Galvao.
Conforme. Antonio Eneas Gustavo Galvao,
ajudante de ordens interino do com-
mando.
- 26 -
ORDEM DO DIA N. 133.
O coronel commandante das armas faz publico
para sciencia da guarnigo, que em data de 24 do
correte, apresentram-se oeste commando, viu-
dos da provincia do Amazonas, os Srs. lente-
contratado para servir de ajudanle do engenheiro I ZSIV tSVlSSE^JEaX
Wm.Martineau encarregado das obras do me- 1"% JSJJJ?*?*!?Ltfff82n
Ihoramento do porto, como pede o mesmo en- I rL J ?- p Ja P.ae.S B"ret c" Me '
geoheiro no officio que devolvo. ***, 0CCaS,aa0 JLT?1"1* T 5a '
nitn o inn0piftP H ihQn,,r, .,.i ciaes e P"gas do 10 batslhao pela posse do seu
Mo ao inspector da thesouraria provincial.- : dKno C0Kmraand8nte 0 re?5rilo r> ^ente-coro-
Accuso Irecebido o officio de hnlem. sob n.
410, em que V. S. me participa haver SilimalU | ?el ** An da Sll'a Guimaraes, bem conhec-
crlexanorin'o da SUva^R. lo^nec. da o ? "'V0-'"'6"0 P6, ^ me? t ft
por fiador Migue, Archanjo de Barro,. arremata- | ^^PS^T^^mSi
crtale i'oao de Castro e Silva, que muito dignamente
"fts e" commandra aquello batalho, pelo zelo e inte-
resse com que manteve a disciplina, regularidade
do por 500J rs. aonaes e por um triennio,
dagio da ponte da Tacaruna, e em res.
nho a dizer que approvo essa arrematago.
Dito ao mesmo.Em vista da inclusa conta,
que me foi remettida pelo director da repartigo
das obras publicas com oficio de 19 do correte,
sob n. 206, mande V. S. pagar a Jos Fraocisco
Bento a quantia de 67-5 rs., em que importam
seis algemas, urna correte, dez gargalheiras
e tres pares de machos mandado fazer para o
servigo da polica.Communicou-se.ao director
das obras publicas.
Dito ao mesmo.Certo do conteudo de sua
informago de 21 do correle, sob o. 404, o au-
toriso a mandar nao s entregar a directora do
collegio das orphas a quantia de 1529760 reis,
em que, segundo o orgamento, que devolvo, im-
porta o eoxoval da orpha Eugenia Thereza Gon-
calves, que se acha contratada em casamento
com Antonio Candido de Nogueira, mas tambem
pagar, logo que se effeclue esse casamento o do-
te que compete a mesma orpha, bem como a
quantia que lhe couber da que foi legada por
Joo Vieira Lima para o dote de orphas.
Dito ao director do arsenal de guerra.Em
additameoto ao meu officio de 19 do corrente de-
claro Vine, que o alferes do 9o batalho de in-
faataria que se acha nomeado para fazer parte
do destacamento do presidio do Fernando leva
consigo sua mulher, como commuoicou o co-
ronel commandante
do corrente.
Dito ao mesmo.Declaro Vmc. que na pri-
meira embarcago destinada ao presidio de Fer-
nando deve seg'iir um inferior do 4a batalho de
artilharij a p, alem dos offi;iaes e praas, a que
allude o meu officio de 19 do correle.
Dito ao director das obras militares.Pode
Vmc, como propoz em seu officio desta data,
encarregar ao aministrador da obras Francisco
Jos da Cuoha, das funeges de porleiro desta re-
partigo visto achar-se doente o servente Ale-
jandre Vieira de Araujo, que as desempenhava.
Communicou-se a thesouraria de fazenda.
Dito cmara municipal da villa de S. Bento.
Com o officio da cmara
S. Bento datado de 12 do corrente, recebi copia
Mallos dos respectivos impostos muoicipaes pela
quanto 651 J> reis a contar do Ia de julho prxi-
mo passadoat 30 de juoho de 1864, e tenho a
declarar mesma cmara que approvo seme-
lhanle arrematago.
Dito o director das obras publicas.Estando
resolvido a usar da autorisago concedida pelo
art 50 da lei provincia, n. 481, de 22 de julho
de 1857, cumpre que Vmc. me remeta com ur-
gencia urna nota de todos os lugares, onde se faz
preciso a construego de pontes,
belecer a concurrencia entre aquelles que se qui
zerem propor execugo de seinelhantes o-
bras.
Portarla.O presidente da provincia, alten-
dendo ao que requereu o juiz municipal da 2a
Tara desta cidade, Dr. Francisco de Araujo Bar-
ros, resolve conceder-lhe quinze dias de licenga
com vencimentos para tratar de sua saude nesta
provincia, ou fura della.
Dita.O presidente da provincia, atienden-
do ao que requereu o bacharel Antonio Ran-
gel de Torrea Baodeir, professor de geographia
do gymnasio provincial resolve prorogar por
e harmona dos seus subordinados; esperando
que o dito Sr. major na fiscalisago do mesmo
batalho, continu a prestar seus boos servicos,
coadjuvando ao seu digno commandante coma
lealdade que o caracterisa.
Assignado.Jos Antonio da Fonseca Galvao,
Conforme. Antonio Eneas Gustavo Galvao.
alferes ajudante de ordens interino do com-
mando.
INTERIOR.
RIO
DE JANEIRO.
SENADO.
SESSO EM 10 DE JULHO DE 1861.
Presidenca do Sr. visconde de Abaet.
A's 11 horas da manha, o Sr. presidente abre
a sesso, estando presentes tres Srs. sena-
dores.
Lida a acta, da anterior approvada.
Nao ha expediente.
ORDEM DO DIA.
Entra em primeira discusso o parecer da com-
misso ds mesa sobre a licenga pedida pelo offi-
das armas em officio de 2:i! cial da secretaria do senado Jos Joaquim de
Gouveia.
Posto a votos o parecer, passa sem debate para
a segunda discusso.
Segue-se a votaco do art. Io. cuja discusso
Qcou encerrada, do projecto B da cmara dos de-
putados, determinando que ao reo preso absolvi-
do em primeira instancia seja dada a (langa de-
pois da deciso do recurso em segunda instan-
cia, quando a pena for menor de 15 annos de
priso.
E' approvado o art. Io, e bem assim as emen-
das dos Srs. Nabuco de Araujo e baro de Mu-
ritiba.
Entra em discuiso o art. 2 : a Nao se com-
municipal da villa de prehende as disposiges do artigo antecedente o
crime de imporlaco de Africanos, o qual conti-
nuar a ser considerado inafiangavel.
O Sr. Nabuco nao pode descobrir razo suffi-
cienle para que se faga esta excepgo ; ao con-
trario, pensa que, por maior forga de razo, ao
crime de que trata o artigo que se discute deviam
ser applieadas as disposiges do art. 1 ; isto ,
determinar-se que sendo o reo absolvido em pri-
meira instancia, e havendo interposigo de appel-
lago, seja admittida a llanca at a deciso do re-
curso em segunda instancia. Se isto regalar
com referencia s sentengas de absolvigo dadas
afim de esta- pelo jury, muito mais o deve ser a respeito das
proferidas por um juizo especial, como a audi-
toria de marinha, contra a qual de certo ningnem
ainda formulou as qneixas que sao ouvidas sobre
a benevolencia do jury.
Nao pela maior gravidade do crime que o no -
bre autor do projecto procura estabelecer esta
excepgo ; pois que a disposigo do art. 1 com-
prehende crimes nao menos importantes, como
sejam o estelionato e a bancarrota.
Por outro lado, am que se funda o art. 1? Na
presumpeo da innocencia do reo, fundada na
sentenga de absolvigo obtida do jury. Ora, se
, esta presumpgo basta, quando originada em urna
quinze das com ordenado a licenga em cujo goso deciso do jury, como nao ser sufficiente quan-
se acha. I do emanar de sentenga dada por um juizo es-
Dita.O presidente da provincia, atlondeodo pedal e to severo como a auditoria de ma-
so que requereu e provou com attestado medi- riaha ?
co o juiz de direito da comarca de Pao d'Alho,
Dr. Maooel Teixeira Peixoto, resolve prorogar por
doas mezas a com vencimentos a licenga que
obteve por portara da 17 da julho prximo
liado.
Dita.O presidente da provincia, atienden-
do ao que lhe requereu Henriqae Jos Vieira da
Silva, resolve conceder-lhe licenga para ir ao
presidio de Fernando no hiate Sergipano, de que
mestre e dono, levando os gneros constantes
da relaco inclusa, assigoada pelo official maior
da secretaria do governo, Qcaodo, porm, obri-
gado a fazer transportar nessa occasio, sendo
preciso, mediante pagamento, os empregados e
pragas, sentenciados, a gneros do estado, des-
tinados ao mesmo presidio, bem como a nao
consentir que para all se transporten! no mes-
mo hiate, sem permisso do governo, gneros e
quaesquer outros objectos pertencentes a parti-
culares, e nao podendo effectuar o desembarque
do carregaaaento que levar ooavio, sem que por
parte do commandante do presidio se proceda o
exame para verincar-se ss ha agurdente, ou ou-
tra qualquer bebida espirituosa.
Despachos do dia *3 de agosto
Rtqutrimtntot.
Antonio Malaquias de Macedo Lima.A' vista
da informago da theaoararia provincial nao tem
lugar.
Bacharel Antonio Rangel da Torres Bandeira.
Passe portara prorogando por quinze das.
na legislago existe sobre este assumpto, sem se
fazer a menor alteragio que possa servir de mo-
tivo para suspeitar-se de nossas intenges em
materia to delicada.
Parece illogico que assim se proceda com refe-
rencia a um crime que nao de certo mais grave
do que outros incluidos na disposigo do art. 1 ;
mas, refleclindo-se, v-se que nao assim. A
lgica nao toda a razo ; nao seno metade
da razo ; a pralica a outra metade.
Julga que desta maneira tem justificado o ar-
tigo 2o.
O Sr. Nabuco entende que a questo nao deve
ser resolvida pelas consideragoes que offereceu o
pobre senador. Do que se trata e de saber se o
individuo absolvido tem ou nao por si a presump-
go de innocencia, para dever conservar-se sollo
emquaDto nao se decide a appellago interposta
da sentenga de primeira instancia.
Logo que urna sentenga de absolvigo existe, a
presumpgo de innocencia do aecusado, seja
qual for o crime imputado ; nao a maior ou
menor gravidade desta que pode justificar a ex-
cepgo do art. 2* ; e tanlo mais que j fez ver
que no art. 1 esto considerados crimes nao me-
nos graves que |o de importago de Africanos,
como sejam o de bancarrota e estellionato.
Ora, se isto exacto quando se trata de absol-
vieses oblidas de um tribunal como o jury, em
regra geral inclinado sempre benevolencia,
muito mais forga tem quando se considera que a
excepgo relativa a sentengas de absolvigo
proferidas por urna jurisdiego excepcional e ni-
miamente severa.
Nao vendo pois razo porque o reo se conserve
solt quando escapa do jury, emquanto nao se
decide a appellago em segunda instancia, e fique
preso, no mesmo caso, quando escapa da au-
ditoria de marinha, contina a votar contra o
arl. 2o.
O Sr. Visconde de Jequitinhonha se se cuidasse
de fazer algum tratado, ou de executar algum tra-
tado existente com qualquer potencia estrangeira,
nao deixaria de admittir as reflexdes do nobre
senador autor do projecto. Eoto attenderia sem
duvida ao respeito que se deve ter pelos tratados
e aos males que resultara de sua nao execugo ;
mas quando se trata de garantas individuaos do
cidado brasileiro, nao julgue que seja occasio
propria de lembrar ao senado que temos tratados
com nages poderosas, com as quaes estamos em
dissidancia a respeito de alguns pootos.
Nao er que isto possa por o senado em coac-
go ; porm tem o inconveniente de perturbar a
sua attengo, desvia-la do nico ponto da ques-
to ; que nao versa sobre dever-se tomar em
consideradlo, neste momento e a este propo-
sito, as exigencias da nacao a que se referi o
nobre senador ; mas sim sobre saber-se se o cri-
me de que trata o art. 2 merece o favor, a con -
templago do art. Io.
O nobre senador pela Bahia, que combateu o
art. 2, provou exuberantemente que a excepgo
o3o deve serfeita. Como pois tomar-se agora em
attengo, parafaze-la, o melindre de urna uago
estrangeira, seja qual fdr ? Nao occasio disso.
Demais, o governo dessa nago nao tem tido
contemplago algnma comnosco. Temos feito
ludo quanto possivel e desejavel para provar
que nao s o governo do nosso paiz, como toda a
nago, nao querem que se faga o trafico de Afri-
canos, exigem a execugo dos tratados que a este
respeito lemos.
E porvenlura j foi isto sufficiente para fazer
desapparecer essa nodoa que no Brasil conhe-
cida com onome debil AberdeenlHio.
O que se poder mais fazer ? Persuade-se o
nobre autor deste projecto que com esta excep-
?o, ou com as observagdes que fez sobre este
objeclo, dissipar os receios que ainda nutre a
nosso respeito esse governo a que alludio ? Eo-
gana-se. Ellos bao de continuar, o bil Aberdeeo
nao ha de ser de modo algum revogado, ou ser
revogado quando a nago brasileira ti ver a forga
precisa para fazer respeitar os seus direitos, e re-
vogar esse bil extico e inteirameote opposto ao
direito das geutes.
O melhor, pois, que o senado, legislando re-
lativamente ao assumpto que tem em vista com
este projecto, nao atienda seno s garantas de
liberdade a que tem direito os cidados brasilei-
ros eos que aqui vivem tranquillos, sem cuidar
de fazer concessdes que oo nos sero levadas
em conta alguma.
Vota contra o art. 2.
O Sr. baro de Muriliba declara que nao leve
de modo algum em vistas abrandar a m vontade
da poteocia a que o nobre senador se referi ;
nem com as palavras que proferio, e que o se-
nado navio, quiz dar mostras de alimentar espe-
ranzas de revogago do bil que o nobre senador,
com muila razo, taxou de contrario ao direito
das gentes e a todo3 os-jprincipios que regulam a
soberana nacional.
O que o levou formular o art. 2.* foi a con-
sideraco de que poda repnlar-se o art. 1. urna
especie de regresso de nossa parte, com o fim de
abrandar-se o rigor da legislago actual quanto
ao crime de que trata a excepgo. Cr mosmo
que nao faltara quem julgasse o art. 1. como
um meio indirecto de fazer passar a disposigo
que o orador procurou exceptuar com o art. 2.
O nobre senador fallou em resguardar os di-
reitos do cidado brasileiro, as garantas de sua
liberdade individual ; como que deixando entre-
ver que o orador tem em mente atacar esses di-
reitos e garantas ; entretanto o projecto nao tem
outro fim seno resolver esses mesmos direiios e
garantas.
Por isso esqueceu-se o nobre senador que o
crime de que se trata quisi que nao praticado
seno por estrangeiros exclusivamente, e s ra-
rsimas vezes por Braaileiros. Mas como quer
que fosse, nao devia esta questo ser chamada
para o lado odioso de restriego de direiios e ga-
rantas do cidado brasileiro.
O desejo de ser lgico em algumas materias
que pdem importar complicares e difficuldades
que nunca se deve perder de vista.
Para aqui, convencido de ter mostrado que o
nobre senador devia ser mais benvolo para com
o orador-, nao linha o menor fundamento pira
allribuir|ao orador o que nunca lhe passou.pela
idea, nem pode de forma alguma inferir-se do
artigo que se discute.
O Sr. visconde de Jequittinhonha ficou real-
mente pasmado com o discurso que o nobre se-
nador acbou de proferir, e que o orador nao pe-
de entender, porque at chegou a dizer que o
orador attribuio a S. Exc. intenges que nunca
lhe passaram pela mente, e que devia ser mais
benvolo para com elle. Parece que o nobre se-
nador que, nao tendo vontade de ser benvolo
com o orador, julgou-o por si; de oulra forma
nao se acha explicago para as suas palavras. '
Tomando a palavra, s teve em vistas um fim :
procurar desvanecer a impresso que porvenlura
tivessem produzido no senado as observages do
honrado membro sobre nossas relagoes com na-
ges poderosas com as quaes temos tratados.
O Sr. baro de Muritiba :fu nao fallei em
tratados.
O Sr. visconde de Jequitinhonha observa que
se o nobre senador nao empregou a palavra tra-
tados, disse todava tudo quanto baslava para
rantea seguranga individual, nao poda deixar de
offerecer consideragao do senado as pondera-
goes que fez, e que em nada podiam offender ao
nobre senador, nem entenderam com as suas in-
tenges.
O orador nao votou pelo artigo ; desojara que
fosse concebido em sentida absoluto ; isto ,
sem fazer-se excepgo das penas maiores de 14
annos de priso simples, 12 com trabalhe e de-
gredo por 20 anoos.
Mas, emflm, facilita-se pela volago desse ar-
tigo, que ji um psssepara a boa legislaglo.
Tambem nao se conforma com a emenda do
nobro senador pela Bahia, salvando as appella-
gdes iolerpostas nos casos do arl. 79 1." da Ui
de 3 dezembro ; nada, porm podendo dizer
agora nem sobre o art. !., nem quanto s emen-
das a elle offerecidas, pois que j est tudo ap-
provado, reserva-se para a 3.a discusso.
Pelo que pertence ao 2." artigo, eonua a
te que quizer appellar da sentenga deve faze-lo
dentro de tres dias depois da sua inlimago, sob
pena de ver por em liberdade o reo preso ; sem
com tudo perder a parte o direito de appellar no
MJto a P"zo que a le lhe d para isso, e s com
a differeoga que, nesse caso, o reo ser julgdo
sollo.
Dada esta explicago, torna-se o melhoramen-
to do artigo, no sendo de faze-lo mais claro,
urna simples questo de redaego, a que poder
attender a respectiva comaisso, talvez conver-
tendo este artigo em paragrapho do art. I8. Nao
offerece, pois, emenda alguma ; confia na Ilus-
trada commisso de redaego.
O Sr. Nabuco a primeira duvida que lhe occor-
re se a disposigo deste artigo entende s com
os crimes de que trata o art. 1, ou se com qual-
quer crime.
Se se refere a todos os crimes em geral, nao
parece ao orador justificada a disposico do arti-
declararqne vota contra elle e a insistir que se-;go, porquanto vai ser extensiva a crimes cuja
melhante excepgo nao admissivel. iianga causar alarma na sociedade.
O nobre autor do projecto disse que o orador Se se refere s aos crimes comprehendidos no
s se referi aos direiios dos cidados brasileiros, art. 1, basta a disposigo deste, porque se a parte
garanta de liberdade que lhea assegun a cons- appellar por capricho, o reo presta fianca e pos-
tituigao. Enganou-se S. Exc. Fallou em cida- lo em liberdade.
daos brasileiros, porque de ordinario, quando no Por outro lado, ou estes tres dias fixados para
senado se trata de fazer urna le, o que se tem a appellago, subrogara o fital de 8 dias conce-
em mente sao os direitos e deveres dos cidados dido para a appellago, ou nao.
brasileiros; mas o criminoso, ou o aecusado, Na affirmativa, pode dahi resultar graves pre-
quer seja nacional, quer seja estrangeiro, deve juizos para a justiga publica e o direito das
ter pela legislago do paiz as mesmss garantas partes.
de liberdade ; porlanto, nem por sombras poda Se subsiste o fatal prazo de 8 dias para a ap-
passar pela mele do orador fazer dislincgo, pellago, ento d-se urna anomala ; porque s
nesia materia, entre brasileiros e estrangeiros. dentro de 8 dias que a sentenca passa em jul-
xu qu.e 5"^?sse-ser."ua injangao estabelecer gado, como poder logo ao terceiro dia sortir to-
semelhante distincgao isso valia de eousa algu- dos os seus effeitos ? Nao comprehonde como
ma porque s suas palavras se oppona a nossa queira o nobre senador que produza efeito urna
legislago criminal, que nao tolera tal differeoga. sentenga antes de passar em julgado
Mostrou o nobre senador receio de que a dis- Vota, pois, contra o art. 3, de qualquer forma
pongao do art. 1, sem a excepgo do art. 2, que o considere.
possa ser considerada como um passo retrogrado O Sr. Baro de Muriliba explica o seu pensa-
(jue infunda receios sobre nossas intenges quan- ment quando propoz este artigo
to punicao do crime que tem em vista o artigo Pelo cdigo do processo as sentengas da absol-
qUuA8h CU u T'5ao Produziam immediatamente o effeito de fa-
Menhum inconveniente ha em que retrograde- zer pdr o reo em liberdade. Porm a lei de 3 de
os. urna vez que nao seja para favorecer esse dezembro de 1841, arts. 83 e 84, dispoz
crime ; mas to smente com o fim de dar ga-
ranta de liberdade aquellos que, aecusados de
o terero praticado, leem por si, desde que sao
absolvidos, a presumpgo de que sao innocentes.
Onde est no art. Io o principio que antorise a
supposigo de que preleude-se a:oroc jar este cri-
me? Nao pode ser descoberto. E anda quando
fosse possivel dar essa m interprelago aquello
artigo, ah esto os factos protestando contra ella
e desmentindo-a. Nao ha quem ignore que des-
de 1850 ou 1851 o trafico est completo e total-
mente acabado no Brasil. Tal receio pois nao
deve produzir a menor impresso no senado.
Note-se que passando o art 2 a sociedade nao
tica sem garanta, a lei nao ple ser illudida, a
sua execugo assegurada pela Ganga, que nao
hs de ser de certo de pequea quantia, e tornar
difficil achar-se quem se disponha a ser fiador.
Ora, nao havendo quem preste a fianga o aecusa-
do continuar em priso ; e ae houver fiador e o
reo fugir, quebrada a fianga, nem por isso dei-
xar de haver paoigo.
Para que pois esta excepgo ? Nao se pode
descobrir urna razo sufficiente para isto.
Cr mesmo que, passando o projecto, as fian-
gas de que trata ho de ser rarissimas vezes pres-
tadas, tanto mais que se omitlio a declarago de
permiltir-se ao reo prestar fianga com seus pro-
prios bens. E se 03 juizes nao a quizerm ad-
mittir nesles termos, ha de ser diffi:ilimo achar
fiador.
Contina por tanlo a volar contra o art. 2, na
conviego de que a respeito de objectos desta or-
dem coovm ou nao alterar a legislago,. ou en-
to adoptar disposiges que garantam efficazmen-
te o reo. Seria pois talvez melhor enviar esle
projecto a urna commisso para desenrolv-lo
melhor.
O queixume geral que a lei permute prises
arbitrarias. Por que razo, pois, nao aptoveitar-
se este projecto para fazer alguma cousa mais no
sentido de abalar esse clamor do paiz? Incom-
pleto como esi, de pouco poder servir.
que em
certos cases a appellago de taes sentengas im-
portava suspemo de sua execugo.
Havendo o prazo de 8 dias para a appellago,
acontece que os aecusadores pblicos, ou a's par-
tes, s para deixarem o aecusado preso por mais
lempo, esgotam o prazo da appellsgo, sem com-
tudo appellarem ; e isto que o artigo tem em
vista remediar, sem todava tirar o direito de in-
terpor a appellago nos 8 das, s com a difieren-
ga de ji ento estar sollo o reo.
Quanto pergunta que fez o nobre senador so-
bre a exteoso da disposigo do art. 3, isto se
s abraoge os crimes de que trata o art. 1, ou se
compreheode todos os crimes, declara que to-
dos ; porque se o juiz de direito nao appella da
sentenga, isto se nao a julga contraria a evi-
dencia, e a appellago s pode ento dar-se por
falta de alguma formalidade do processo, nao pa-
rece que estes casos devam ficar fra da provi-
dencia do art. 3 ; nao v razo para isso.
Encerrada a discusso, o art. 3 posto a votos
e approvado.
Entra em discusso o art. 4 :Fica revogado o
2 do art. 38 da lei de 3 de dezembro de 1841.
O Sr. Baro de Muriliba diz que o paragrapho
que se trata de revogar o seguinte :
Alm dos crimes declarados no arl. 101 do
cdigo do processo, nao se conceder fianca aos
que forem pronunciados por dous ou mais cri-
mes cujas penas, posto que a respeito de cada
urna dellas sejam menores do que as indicadas no
mencionado art. 101 do cdigo do processo, as
igualem ou excedam, consideradas conjuncta-
mente.
O orador nao quer que sejam consideradas taes
penas conjunctamente, mas que a respeito dellas
se siga o que est estabelecido no art. 101 do c-
digo do processo, isto que se conceda a fianga
quando separadamente ellas forem menores de
seis annos de priso com trabalho, oito annos de
priso simples ou 20 annos de degredo.
Isto tanto mais regular, quanto est aceito
1 como bom principio de legislago nao impr se-
Cr que o nobre senador apresentou o quando o a pena que cabe ao crime mais grave, como
era ministro, e por isso que elle se reseote da e9t disposto nos cdigos da Austria, Franga, Ba-
posigao que S>. Exc. ento oceupava. Em geral viera ele
os domos estadistas sao urna cousa do parlameo- o que o orador tem em vistas que se facilite
to e outra no ministerio. No parlamento expoem lano quanto possivel aos reos livrarera-se sol-
elles com franqueza as suas vislas, esplaoaodo- tos. E' o que se alcanga com este art. 4, que es-
as em toda a vastidao; quando ministros oo se 14 de accordo com'a doutrina que passou no ar-
animam, acanham-se, e s langam mao dos pan- tigo 1.
Nao v pois razo para a excepgo que o art. 2"
quer fazer e que considera illogica ; pelo contra-
rio, acredita, como j disse, que por maioria de
razo a disposigo do art. 1" deve ser generalisa-
da, supprimiodo-se o art. 2o, contra a qual
vota.
O Sr. baro de Muritiba se tratasse de attender
maior garanta que offerece o julgamento do
crime de que trata o art. 2a pela auditoria de ma-
rinha, seguramente que oo deixaria de compre-
heoder esse crime as disposiges do art, 1.
Mas o crime de importago de Africanos, que
se tem tornado rarissimo, exige que, na sua re-
presso, se nao perca de vistas consideragoes de
alia poltica que entendem com as relagoes
existentes entre o Brasil e alguma oage po-
derosa.
Este crime julgado e punido por urna legis-
lago especial; e se agora se dsse qualquer pas-
so retrogrado a este respeito, talvez que isso pu-
desse trazer algumas difficuldades so governo.
Nao quiz, pois, redigindo o projecto, alterar nada
do que na nossa legislago acha-se estatuido a
respeito do crime de imporlago da Africanos.
Nem hesitou pois em proceder desta sorte, tan-
to mais que sendo este crim, como j obiervou,
rarissimo entre nos, ha mesmo mais de dousJque claramente se concluisse'que alludia a trata-
annos que nem um s caso se tem dado, ne-
nhum inconveniente se pode receiar que resulte
de fszer-se esta excepgo, ou, para melhor dizer,
de conservar-se em toda a su pleaude e que
dos que temos.
Ora, desojando o orador que um assumpto des-
ta ordem aeja nicamente considerado segundo
oipreceitoi queimpe a cooslUuig&o quando ga-
nos quentes, das cataplasmas, das meias medidas
do genero desta.
V-se que a posigo do nobre senador, como
ministro, era o trambolbo que o embaragava na
manifestago de todas as grandes ideas, de con-
formidade com todo o seu saber em materias de
jurisprudencia. Hoje, porm, que V. Exc. nao
mais ministro, porque op amplia este projecto ?
porque quer que o senado o adopte com asmes-
mas lacunas que a sua posigo de ministro eoto
lhe impunha ?
Na opinin do orador o senado nao se deve
contentar com estas medidas. Rejeite a propo-
sito, e cont que ter cousa melhor. Os cla-
mores se tornaro tamanhos, e cada vez mais
fortes, que o governo e o parlamento ho de
ver-se na necessidade de fazer alguma cousa que
preste.
Vota contra o art. 2o
O Sr. Vasconcellos quando entrn na casa j
achou esta discusso adiaotada ; por isso apenas
est ao facto de parle do que se tem dado.
Discorda das observagdes fioaes do nobre se-
nador que acaba de sentar-se, quando disse que
o projecto devia ser rejeitado, visto estar incom-
pleto. Nao pensa assim, e acha que a occasio
a mais opportuoa para offerecerem-se emendas
e artigos additivos que completem a medida que
se pretende adoptar.
Quando ao art. 2, reconhece as leuvaveis vis-
tas do nobre autor do projecto quando procurou
exceptuar das disposiges do art. 1 os reos do
crime de que trata o art. 2a. Urna razo, porm,
o ioduz o votar contra, e esta: o nobre sena-
dor entende que, passanio o art. 1* sem a ex-
cepgo do 2, poda isso dar lugar a que se pense
que retrogradamos no sentido da represso do
trafico. Mas, reflectiodo S. Exc. que a legisla-
go que lemos a respeito deste crime j espe-
cial, oo dever recetar que por este lado se aos
argua ; porque o art. Io trata da penalidade de
todos os crimes em geral, e oo to smeote do
crime de importago de Africanos.
Tratando-se de urna medida geral, que receio
pode haver de urna m interpretago ? Tanto
mais que a excepgo nao se refere seno aos que
leem em seu favor a presumpgo de que sao in-
nocentes, e que contina a penalidade a ser a
mesma para o crime em questo, nao se altera
em cousa alguma o que existe a este respeito na
nossa legislaco criminal.
Vota contra o art. 2; mas nao pensa que por
isto se deva rejeitar todo o projecto.
Encerrada a discusso, e posto a rotos o art.
2o. rejeitado.
Entra em discusso o art. 3: Independeale-
mente de fianga, ser solt o reo s*o aecuaador
nao appellar nos tres das seguinles ao da inti-
mago da sentenga.
Posto o art. 4 a votos, approvado.
Entra em discusso o art. 5 :O artigo 101 do
cdigo do processo s applicavel nos casos de
tentativa ou complicidade, quando a pena do cri-
me, feito o descont legal da torga parte, se com-
preheode as disposiges do referido artigo.
O Sr. baro de Muritiba considera que a redae-
go deste artigo tambem nao bastante clara ;
mas o que quer dizer isto : que, quando a ten-
tativa ou complicidade de qualquer crime nao es-
tiver imposta maior pena, feita a deduego da 3.a
parte, na forma do art. 35 do cdigo criminal, do
que, 20 annos de degredo, 8 annos de priso sim-
ples, ou6 annos de priso cOm trabalho, possa o
reo livrar-se afiangado.
Do art. 101 oo se deduz doutrina opposta a
esta, mas ha avisos do governo recommendando
que em taes casos nao se concede a fianga, e por*
isso que propoz este artigo.
Como juiz o orador nunca se sujeitou a taes
avisos, porm elles subsistem e tornara oecessa-
rio o artigo que se discute.
A Ilustrada commisso de redaego, vista
desta explicago, se dignar de dar melhor forma
a esta disposigo.
Sem mais debate approvado o art. 5.
Entra em discusso o arl. 6 :Acommutago
da pena da multa nunca po Jera exceder a tres
annos de priso com trabalho.
O Sr. baro de Muritiba diz que, de cooformi-
dade com o arl. 291 do cdigo do processo, no
caso deimpossibilidade do pagamento das multas
sao estas commnladas na tergs parte mais da pe-
na de priso comminada nos respectivos artigos,
mas acontece que muitas vezes os reos sao con-
demnados em multa sem referencia a lempo de
priso, e sim com relago ao damno causado.
Por exemplo, a pena imposta ao criminoso de
roubo 00 mximo oito annos dogales e multa
de 20 por cento do valor roubado.
Um miseravel com melle um roubo de 100:000$,
preso, o roubo apprehendido, e condemnado 00
mximo da pena.
Tem portanto, alm de soffrer oito annos de
gales, de pagar a multa de 20:000$ ; nao a po-
dendo pagar, esta convertida em priso, calcu-
lando-se esta pelo tempo em que o reo poderia
ganhar os 20:000$, e mais a 6a parte desse tem-
po, de forma que, anda calculando em 1:0009000
o que esse reo poderia ganhar por anno,elle aluda
teria de estar preso por mais de 23 annos depois
que cumprir a pena de gales.
Para acabar com esla penalidade exagerada
prope o orador que, em qualquer caso de com-
mutago de pena de multa, nunca poder exceder
de tres annos de priso com trabalho.
Sem mais debate approva-ae o art. 6.
O Sr. VMConcellos tesa de offerecer um artigo
additivo.
O reo oomdemnado a priso eom trabalho, em-
O Sr. Baro de Muritiba declara que a redac-1
So deste artigo nio est bem clira ; mas que o I hora appella da sentenga, vae logo para a casa de
m que o leu autor tara em vistas esle; a par- correcto e corneja a cumprir a pana ; da forte
que, ainda quando venha a ser aOnal absolvido.
j lem cumprido parle da pena.
Para acabar com isto prope o seguinte artigo
additivo :
Pretende a appellago, nao se executar a pe-
na de priso com trabalho, salvo requerimento
do reo.
locluio esla ultima clausula porque em alguna
casos pode convir ao reo comegarlogo a cumprir
apena, embora tenha appellado.
O art. additivo do nobre senador apolado.
OSr. baro de Muritiba concorda na Idea capi-
tal deste art. ; mas, tendo j redigido outro qe>
lhe d mais deseovolvimento, pede licenga ar>
nobre senador para apresenla-Jo.
Segundo o addilivoque se vai sujeitar ao apoia-
mento, o reo preso que for condemnado na pena
de priso com trabalho nao ser obrigjdo > este
pendente appellago mas, confirmada a senten-
ga, lhe ser levado em conta, no cumprimento da
pena, o tempo de priso simples que tiver soffri-
do desde a sentenga de Ia instancia, descontndo-
se a 6a parte desse mesmo tempo.
Assim, ao passo que o reo oo cumprir a pena.
de priso com trabalho seno depois de definiti-
vamente condemnado a ella, faz-se-ha o benefi-
cio de levar em conta, com abatimento da 6a par-
te, o tempo de priso simples que houver soffri-
do emquanto se decidi a appellago.
Para a fixago do descont da 6a parte lomou
por base a inversa do artigo 49 do cdigo cri-
minal.
Mas, como pode convir a algum reo, dadas cer-
tas circunstancias, entrar logo no cumprimento
da pena de priso com trabalho, nao obstante ter
interposto appellago, o orador resalva estocase
acrescentando que o disposto no seu artigo addi-
tivo nao ter lugar se o reo preferir o cumpri-
mento da pena de priso com trabalho, nao obs-
tante a appellago.
O additivo d nobre senador apoiado.
O S. Vasconcellos reconhece que o artigo do>
nobre senador lorna mais claro o pensamento de*
noDre orador, embora o seu arligo additivo coa-
tenha as mesmas ideas.
Por isso ou retrar o arligo additivo que offe-
receu, ou ser este julgado comprehendido no do
nobre senador.
Verifica-se nao haver numero legal para vo-
tar-se.
_0 Sr. presidente declara encerrada a discus-
so dos artigos addilivos e marca a ordem do-
da.
Levanta-se a sesso 1 hora da tarde.
SESSO EM 11 DE JULHO DE 1861.
Predencia do Sr. visconde de Abaet.
A's 11 horas da manha o Sr. presidente abr&
a sesso, estando presentes31 Srs. senadores.
Lida a seta da antecedente approvada.
O Sr. 1 secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um oflleio do Sr. senador Jos Ildefonso da
Souza Ramos, participan lo que por decreto da
11 do corrente mez Sua Magostado o Imperador
houvc por bem nomea-lopara o cargo de minis-
tro e secretario de estado dos negocios do impe-
rio.Fica o senado inteirado.
Outro do presidente da provincia de Goyaz, re-
metiendo dous exemplares do relalorio com que
lhe foi entregue a administrago da mesma pro-
vincia.Ao archivo.
Um requerimento de Jos Luiz Dias Diniz, pe-
diodo urna providencia pela qual lhe seja resti-
tuida a quantia de 6:069^779, que entende haver
pago in de vida mente a titulo de siza sobre bens
de raz havidos por heranga. A' commisso de
fazenda.
O Sr. segundo secretario 1S a redaego do pro-
jecto do senado sobre cartas teslemuohaveis, a
qual approvada.
ORDEM DO DIA.
Submeltida votago porter ficado encerradar
a discusso, o artigo additivo ao projecto (B] do-
senado, approvado o additivo do Sr. baro d
Muritiba, ficando comprehendido nomesmo o do
Sr. Vasconcellos.
Eolra em primeira discusso a proposigo da
cmara dos deputados autorisando o governo pa-
ra conceder licenga com vencimentos ao coose-
Iheiro Joo Jos de Oliveira Junqueira, ministro-
do supremo tribunal de justiga.
Posta a votos a proposigo regeitada sem de-
bate.
Segue-se a primeira discusso da proposigo
da mesma cmara autorisando o governo para
conceder licenga com ordenado ao conselheiro-
Fausto Augusto de Aguiar, director geral da se-
cretaria de estado dos negocios do imperio.
Dada por Onda a discusso, passa sem debate
para a segunda, e desta para a terceira.
Segue-se a primeira discusso da proposigo
da referida cmara autorisando o governo para
conceder licenga ao bacharel Cassio Antonio da.
Costa Ferreira, juiz de direito da comarca do Ro-
sarlo, na provincia do Maranho.
Vem mesa o seguinte requerimento :
Requeiro que seja remettida a proposigo t
commisso de legislago, para dar sobre ella o seu.
parecer.Vasconcellos.
E' apoiado e approvado.
Segue-se a terceira discusso do projecto da
sobredita cmara declarando que os contratos ce-
lebrados pelos differentes ministerios, que exce-
dam ao valor de 10:0005000 sejam menciona-
dos ou aonexados por copia nos respecivos rela-
tnos.
Dada por concluida a discusso, approvado
e remettido commisso de redaego.
O Sr. Presidente declara esgotada a ordem do-
dia, e d a da seguinte sesso.
Levanta-se a sesso ao meio-dia.
SESSO EM 12 DE JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Abaet.
A's 11 horas o Sr. presidente declarou aberla ai
sesso, estando presentes 30 Srs. senadores.
Lida a acta da anterior, approvada.
EXPEDIENTE. '
O Sr. Io Secretario l:
Um requerimento de Joo di Costa Silva Bou-
suet, vigario collado da freguezia de Nossa Se-
nhora das Brotas de Santo Amaro da Atalaia, na
provincia das Alagoas, relativo posse de um pa-
trimonio que, sem previa licenga, conservou no-
terreno da villa a respectiva matriz ; e pedindo
aulorisago para possnir bens de raii at o valor
de 20:0005, dispensadas as leis de amorlissgo.
A' commisso de fazenda.
ORDEM DO DIA.
Entra em primeira discusso o projecto do se-
nado, autorisando o governo a prorogar por um
anno as licengas concedidas aos empregados p-
blicos.
Posto a rotos, regeilado sem debate.
Segue-se a terceira discusso da proposigo da
cmara dos senhores deputados, exonerando o
desemhargador Joo Candido de Deus e Silva da
divida de 1:366*66 rs, pela impresso de suas
obras na typographia nacional; a qual appro-.
vada para subir 4 sanego imperial.
Entra em primeira discusso a proposigo da
mesma cmara, declarando que os exames pre-
paratorios feitos as {acuidades de direito da
imperio terso vigor dorante o espado de quatro>
anqos.
Julgada discutida, passa a proposigo sem de-
bate para a segunda discusso na qual entra
logo.





(*)
?T

DI1RI0 DI riRHJLMBUCp. TEBCi IRA %> 0 AGOSTO 1E l8tl.
Vai meta a seguiote emenda ;
Depoia dai patarras fatuidades de direito
itioa e perante o inspector geni da ifislrucgo
secundarais. R.Vascootellos;
E' apoiada e entra conj ueta menta en discus-
*ao.
O Sr. Baro de Muriliba fundamenta e offerece
o guite rejueriateato :
< Requeiro que o projeclo -e a emenda vio i
coaoaiisso de instvuccao publica.Muriliba >
E' apoiado e approvsdo.
Segue-se a primeira diacueso do projecto do
senado, autorisaodo o gomne a garantir a com-
panhia que se orgaoisar n provincia do Cear,
pera facturar de urna estrada de rodelera entre a
cidade do Aracaty e do Cruto, un emprettimo
-deaWhOOttU.
Posto a votos regeitade sera debate.
O Sr. rresidec te declara esgotada a ordena -do
da.
O Sr. Silva Ferraz participa ao senado o faHe-
cimento do Sr. senador Amonto Jos Machado.
Sao sorteados para a deputacao que tem de
asistir ao funeral do mermo senhor, os Srs. ha-
rto de Muriliba, bario de Antonios, Souza Fran-
co, Rodrigues Silva, Moaiz e Das Vieira.
O Sr. Presidente marca a ordem do dio, convi-
da os Srs. seoadores a occuparem-se em traba-
lho de commissSo e levanta a sesso s II e 3/4
snanhia.
i teza Imperial a Senhora D. Izabel a cmara dirige
Vosea Magestade-
acrsceate-ae facaldades de me- -Com grande sabedoria rmou i le {anda-
mental a perpetua cao da dynastia do (anda-
dor do imperio, e n um futuro, qite todos des-
jame* muito remoto, os seos destinos serlo con-
fiados esta augusta princeza, que o mor dos
braaileiroa tem "acompanhado desde btf^a
qtte-ve crescer em virtudes, em scencias pa-
triotismo.
< A direcgao msis solicita e aeertada de aa
educaco um dos muitos beneficios -que a na-
ci sinceramente agradece veasa magestade
imperial, que ateta prepare a conlinuacio de
reinado de justicea da AM.
cr A futura mperatriz ser digna das virtuosas
e augustas predeeetsoree, que delxam tantos
eiemplos sua taitac.Se. Os otes d sea es-
pirito e coraco constituem urna das fflaiores
piovas do favor eo que' Dees ampara o Brasil,
e essa protecgao divina a cmara dirige de coo-
tinuo ardentes votos para que se repita muitas
vezes na casa de Voisa Magestade Imperial a pre-
sente festa de familia, que a festa de toda a fa-
milia brasileira.
Dignai-vos. seubor acolhor cora beoig-
oidade estes teslemunhos dos seotimentos de
amor e fldelidade, que vos manifesta a cmara
dos deputados.
E participou que S. M. se dignara responder
seguate:
Podis manifestar a cmara des seonores de-
putados quantosou grato aos seus seotimentos
de amore fldelidade 6 minha passoa e micha
familia. .
O Sr. presidente declarou que a resposta de
Sua Magestade era receida com muito especial
agrado.
ORDEM DO DA.
Coolinuando a 2a discussao do projecto n. 37
deste aooo, que approva o contrato celebrado
com i, C. Pereira Pinto, para a navegago brasi-
leira a vapor ente Montevideo e diversos portos
da provincia do Rio Grande do Sul, veio a mesa
a siguite que foi lida, apoiada, e posta conjuue-
lameole em discussao:
Io do art. 1depois das palavrasvilla
de Itaqul.diga-seou na da villa de S. Borj,
provincia do Rio Graode do Sul, semprequea
pralicabilidade da navegaco entre estes dous
ltimos portos o parmittir, sem que isto consti-
tua augmento alguna de onus para a fazeada pu-
blica. Oliveira Bello.
A discussao Qcou adiada pela hora.
Conlinuou a 2a discussao do project de da-
c o de torgas de trra ; e foram approvados os
os arts- 2o e 3.
Entrn em discussio o art. 4o.
Vieran) mesa, e oram lidas e apoiadaa as
seguinles emendas :
Accresceote-se no segando pacagrapho :
A mesma gratificaco diaria igual ao sold
inteiro de primeira praca concedida aos volunta-
rios, que segunda vez se tiverem engajado para
o servigo do exen-ito, percebero as pravas que
tiverem sido recrutadas, desde que udar-se o
lempo que sao obligadas a servir at que sejam
effectivamente isentas do servigo.
Substituico ao 3.
a Os recrutados podero ser substitutos ido-
neos, e quando estes nao sejam considerados
taes pelo governo, ter lugar a remisso me-
diante a quantia de 600*. que entrar paraos
cofres publico*, e se applicar ao ajuste de vo-
luntarios. J. Macario.
A discussao Gcou adiada pela hora.
O Sr. presidente d a ordem do dio.
Levaotouse a sesso as 33|4 horas da tarde.
CMARA Bes SRS DEPILADOS.
SESSAO EM 27 DE JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. vitconde dt Camaragibe.
A's 11 3/4 horas, feita a chamada, abriu-ae a
sesso.
Approvada a acta da aesso antecedente, o Sr.
1* secretario deu cont* de seguiote
EXEDIENTE.
Um officio do ministro do imperio, participan-
do que neohum contrato celebrou o governo com
o empresario do ihe a tro de S. Pedro de Alcn-
tara, e que o que regula para com esta empresa
ao as iustrucgoes approvadas por decreto de 30
de uezembro de 1853; aa quaes nao coosla que
o mesmo empresario leoba deixado de ejecutar.
A'quem fez a requisigo.
Outro do ministro da guerra, enviando o re-
querimento em que o capilo reformado Joo
Antonio Nolasco Pereira da Cuaha pede ser trans-
ferido para o corpo de estado-maior da 2a clas-
se.A' commisso de marioha e guerra.
Dous requerimentos: um da irmandade de S.
Crispim e S. Crispiniano da freguezia da Cande-
laria desta erte, e oulro da irmandade de N. S.
la Roa-Morte da cidade da Constiluicao, da pro-
vincia de S. Paulo, pedindo dispensa das leis
de amortisago para poderem possuir beos de
raz, a Ia at cem contos de ris, e a 2" at
quarena.A' commisso de fazenda.
Dous ditos de Joo Pedro Tory e Joaquina Dias
lraga, pedindo sutorissgo para se poderem oa-
furalisar cidados torasileiros.A' commisso de
poderes.
Julgou-se objeclo de deliberado, e foi a im-
primir para entrar na ordem dos trabalbos, um
projecto da commisso de penses e ordenados,
approvando o decreto que declara que a peoso
de 600 aoouaes, concedida a fallecida D. Jo-
sefa Mara Aragouez, reverta em beneficio de
seus quatro filhos menores Henrique, Julio,
Adolpho e Candido, reparadamente.
Foram lides, postos em discussao e approva-
xlos, os seguiotes pareceres da mesma commisso
de penses e ordenados :
1. Pedindo informaces ao governo sobre a
tirelengo do offlcial externo da secretaria de po-
lica da provincia do Maranho, Raymundo Mar-
cellioo Nunes Belfort, que solicita augmento de
veocimenios.
2. Pediodo tambera informaces ao governo
sobre os requeriraentos em que o officisl da se-
cretaria da faculdade de medicina da Babia, o
porteiro. o conservador do gabinete de anatoma,
os bedeis e os continuos da mesma faculdade
peJem augmeuto de vencimeotos.
3. Indeferiudo o requerimento em que Au-
gusto Zacaras da Fonseca Costa, porteiro da
escola de marinha, pede que sejam elevados a
1:600 os vencimentos de SH50 que percebe.
ORDEM DO DA.
Proeedeu-se votago do encerramento da
discussao do art. Io de proposta de lxaco de
forjas de trra, proposto na sesso antecedente
peloSr. Souza Mendos, e foi approvado.
Sendo, portaoto, posto a votos o referido art.
i", foi approvado.
Continuou a discussao das inUrpellacoes do
Sr. T. Ottoni sobre a eolonisago, e ficou adiada
pela hora.
Oraram os Srs. Oltooi e Manoel Felisardo.
O Sr. presidente d a ordem do da e levanta
a sesso s 4 horas da tarde.
SESSAO EM 30 DE JULHO DE t86!.
Presidencia do Sr. vitconde de Camaragibe.
A s 11 horas e 3/4 fez-se a chamada, e abrlo-se
a sesso.
Lidas e spproradas as actas, de 27 e 29 do
orreute, o Sr. Io secretario leu o segualo
EXPEDIENTE:
Tres officios do ministro do imperio :
1." Datado de 20 do correte, participando ter
expedido as ordens necessarias, em comprimen-
lo do que resolveu esta cmara, approvando as
eleicoes primarias das parochias do 5 9 districto
ia provincia de Pernambuco.
2.* Datado de hentem, participando ter revo-
gaoo a orden, expedida para proceder-se a nova
eleico na pasochia de Cimbres, pertencente ao
sobredilo districto.
3. Da mesma data, participando tambem ter
espedido as ordens necessarias afitn de proce-
der-se nova eleigo de eleitores na parochia
do Buiqie, pertencente ao 4o districto da mesma
provincia.De todos Ocou a cmara inteirada.
Dous officios do secretario do senado, datados
de 24 do correte: 1, devolvendo, por nao ter o
senado podido dar o seu consentimento, a pro-
posicao desta cmara, declarando que a aposen-
tadoria dos eropregados das cmaras legislativas
compete cada ura das respectivas cmaras, e
2", enviando a emenda feita pelo mesmo senado
proposito desla cmara, declarando que os
contratos celebrados pelos differentes ministerios
*que excederem a 10:000$, devero ser mencio-
oadus nos respectivos relatorios.Igual destino,
juanto so 1, e a imprimir, para entrar na or-
dem dos trabalbos, o que diz respeito ao ul-
timo.
Um requerimento da ordem tereeira da Penl-
eocia da cidade do Ouro Preto, da provincia de
Minas, podindo a coocesso de urna lotera para
concluso das obras, e cemiterio da mesma or-
dem A' commisso de fazenda.
Outro deJosJoaquim Alves, pedindo dispensa
de lempo para se natoralisar cidadSo brasilel-
'0.A' commisso de poderes.
Outro de Jos Manoel de Azevedo Marques,
pedindo autorisaco para fazer acto do 1* anno
da escela de marinha, depois de fazer exame do
preparatorio que Ihe falta.A' commissSo de
mstrucco publica.
Outro de Alfredo Montezama de Oliveira, pe-
dindo tambem autorisago para fazer acto do Io
anno de direito, ate frequenta como ouviote na
faculdade do Recite, precedendo exame de geo-
graphia.A' mesma commisso.
Julgou-se objecto de deliberado e foi t im-
primir, para entrar na ordem dos trabalhos, um
projecto da commisso de fazenda, dispensando
as leis de amortisacao para que a irmandade de
Nossa Secbora da Apreseotsc*o da freguezia d
Iraj, do municipio neutro, possa possuir bens
de raz at o valor de 20:000*.
Poi lido,. posto em discussao e approvado um
parecer da mesma commisso de fazenda, pedin-
do informaces ao governo sobre a pretendo da
companhia denominada Empreza Municipal.
Achando-8e na sala immediata o Sr. Martinho
Campos, deputado pela corte, foi recebido com
as formalidades do ejtylo, prestou juramento e
lomou assento.
O 9r. Sereio de Hacdo, obtendo a palavra
pela ordem, leu o seguinte discurso que proferio
perante Sua Magestade o Imperador, como ora-
dor da deputacao desta cmara, encarregado de
felicitar o mesmo Augusto Senhor, no dia 29 do
orrente, annlversario natalicio de Sua Alteza
Imperial a Sr. D. Izabel.
i Seohor.Acamara dos deputados nanea
exerce com msis prater e conflarjfa os deveres
de orgao e repreteutante dos seotimentos do
povo brasileiro, do que quando tem de manifes-
tar sua adheso, amor, e respeito sagrada
pesMi e i familia de Voaaa Magestade Impe-
Coube-nsaa honrosa incumbencia devirmos
depor ante o throno de Voaaa Magestade Impe-
rial a homeoagem respettoaa da congralalacoer,
Je pela fl^ anniverasrio oataltae de Sos Al-
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Parahlba.
Cidade de Mimanguape, 16 de agosto de 1861.
Compenetrado da verdade de que a expsito
fiel dos factos muito concurre em beneficio da
sociedade em geral, e especialmente da localida-
de onde estes teem a sua origera, anirao-me a
esUbelecer com o seu respeitavel Diario urna
pequea correspondencia. Reconheco-me o me-
nos habilitado neste termo, onde existem habis
hachareis, cleigos habilitados, etc.; talvez estes
tenhara razes auflkieDte, para se cooservarem
silenciosos.
A poltica muitas conveniencias tem deseober-
to, tem invadido tudo I
Eu porm, que nao entendo o era quero en-
tender dests sciencia oa arle, que presentemente
como se acha, eu chamare! perturbadora do so-
cego publico; que julgo de toda a conveniencia
a relataco fiel de todas as oceurrencias, venho
sobreesrregar-me desla tarefa por demais pesada
para as miohas forjas; fio-me nicamente nos
meus boos desejos,. e no culto que felizmente
tributo verdade.
Entremos na materia.
Ha pouco lempo foi esta cidade presa d'uma
atroz calumnia.
Alguna bealos appareceram, talvez adrede es-
palhados, de que havia urna conjuragio, cujo vo-
to era o de exterminio aos Portuguezes que com-
merciam ntrenos; estes boatos chegaram ca-
pital com cores negras. O Exm. Sr. presidente
fez vir urna (orii de linha commandada por um
capilo ; estove este nesta cidade alguns das ;
em cumprimonlo s ordens que trazia Tez minu-
ciosas iodagaces, e o resultado foi o mais solem-
ne desmentido aos degenerados calumniadores
que se viram confundidos com a sua propria ca-
lumnia. O Exm. Sr. Arsujo Lima assim o confes-
a no seu relatorio, o cfual J foi publicado no
leu Diario.
Mamanguape soffreu os cffeitos da calumnia
bem depressa porm leve o prazer de ver o seu'
crdito restabelecido por coofisso da primeira
autoridade da provincia, que lo dignamente tem
sabido comprehender e desempenhar a misso de
que se ach revestido.
Navespera de S. Joo houveram algumas reu-
oioes eom o flm de destrahirem os concurrentes
nests occasio estando os nimos de alguns indi-
viduos um pouco excitados por bebidas espirituo-
sas flzeram apparecer altercagoesj e em segui-
raento duas leves offensas physicas. Isto foi suf-
fi ci ole para apparecer a tal idea de coniura-
gao. *
Mamanguape em todos os tempos foi o sym-
bolo da paz ;os seus habitantes ptincipaes em
muitas occasides teem coocorrido para a pacifica-
cao do socego publico alterado em outros pontos
da provincia.
Mamanguape conserva as suas trkdicgdes, os
pas vo infiltrando nos nimos dos filhos os prin-
cipios de verdadeira religio, e conseguiptemeote
os principios de ordem e de obediencia s legiti-
mas e verdadeiras autoridades. Sob taes bases
dao ser a m vontade de alguns que infelizmen-
te existem entre nos, e que se coireapondem
com outros individuos da capital, que ha de
desvirtuar o seu mrito, elle caminhar com
passos flrmes e desembarcados, e olhar com
desprezo para estes entes abjectos que gratuita-
mente se tem constituido seus inimigos.
Por causa destas oceurrencias foi demittido o
subdelegado de polica, o cidido Antonio de
Souza Nunes Pinto. Quanto mioha opinio a
demisso foi por demais injusta.
Acaba o Sr Nunes Pinto de mostrar qual a sua
eonducta publica e particular na cidade de Ma-
manguape em um bem elaborado communicado,
que foi impresso em um dos peridicos que se pu
blicam nesta provinciao conservador parahiba-
no, ahi ve-se sseveraco conteste das princi-
paes pessoas de Mamanguape, sobresahindo
maia a do Sr. delegado de polica, Dr. Andr Ma-
ranho, que atiesta aer o Sr. Ajitooto de Souza
Nunes Pinto um dos cidados mais prestantes
deste termo, e um dos sustentadores mais eafor-
cados da ordem e tranquillidade publica : acres-
cenia mais que por mais de duas vezes o Sr. Nu-
nes Pinto quiz pedir a sua demisso, e que nao
fez por instancias suas.
Fago especial menco do attestado do Sr. Dr.
Andr, por ter corrido nesta cidade a noticia de
que a demisso do Sr. Nunes fora pedida por el-
le, noticia esta que foi confirmada pelo Dr. chefe
do polica ao Dr. juiz municipal da capital, e que
foi contestada pelo meamo Sr. Dr. Andr, que
muita pessoas disse que nao. tinha exigido tal
demisso. Os Srs. Dra. Andr eNeiva merece-nos
toda connance, qualquer desses dous cavalleiros
julgo com energa bastante para sustentar oa seus
actos, o fado referido pe em du vi Ja em qual dos
lados estar a veracidade, urna explicacao resta-
belecer a verdade.
Foi oomeado aubdelegado o Sr. capilo da po-
lica Vidal, at o presente os seus actos teem si-
do regulares, oa preciaremos com toda a impar-
cialidade, j o tenho communicado, dotado de
boas maneiraa, coavm que S. S. obre sempre
em a devida prudencia, dando o merecido peso
as ioormafi06s que forem cunhadaa com o aelio
da verdade.
Reprpvo completamente a idea de dar pao em
portoguezea, devesoos mostrar que alo somos
um povo brbaro; alguma idea neste sentido eor
leeapo appareceu, nunca parlio do^ lado
denomina conservador. Ao paseo q _
m idea, nao pesao convir, nem raza
pede admitlir privilegioa para oa Srs.
zea, hoje qualquer acto relaitvo a tal gete con-
siderado orno paroofuicao, de serle qu se as-
sim rasrenarmof, se aa uaa quena tet*
bem reeebidaa ssSfi
f T^MtSSt9* r*bn>os esse reapei-
-BP>m como que archivados para
flforaoes cartlerisar um proce-
f, xentrico da rbita do func-
fc
l
4
* r
r.^Daeter do Diario dt Pernambu-
eo.Mtu cara senhor, suas reclamacSea ao cor-
f?10 dof1^!*:C5n o eftlto airarlo, eeo-
mmZVtu ^nn.^e*fedtc.e; as
se assenhorie, e
especie scarretaqaesi seBeaffaeeiTeequenctat4 las agora
privilegio de apuoi iade de am numero fafrez
maior de etteate o qae prodasir t Qualquer ia-
dividuo per menor coMMrmens> quetenhae
pode avallar. Confiamos ase autertdades locas,
desejsmos que ellas destribuara s JBti?a com to-
da a imparcialidad quer saatiguee quer erote-
fsm.
O Dtiptrtador, peridico ou-Tt pablioa nesta
;pwvicla, warpis" sfqTrtoo" cTf (Tcpriatr. oa eu
portuguez mais claro sempre prompto a receber
a) calumnias que alo fincadas contra o juiz mu-
nicipal deste termo, em dous nmeros o de 2 e
lade'juho, oceupa-se deste fanecionario publi-
co ; no primeiro numera diz que sendo pedidas
providencias ao jurs municipal por um portuguez
Almeida, estas ue foram dadas, e foi mandado
para a casa do subdelegado, com a carta abaiio
transcripta ver O publico que o Despertador au-
dou mo caminho a esta respeito. No segundo
numeru vejo com ama historia toda longa de
uma^priso de Jos Augusto do Amaral, queren-
do 'ella descobnr desejos e eakulo de perse-
guigo.
Bis o facto, o publico d'elle
faga o seujuizo.
Em casa de Jos A. do Amaral no principio do
correte aono appareceu una menina gravemen-
te contusa equaslsimi-morta, este tacto foi de-
nunciado ao Dr. juiz municipal, este immediata-
raente manda vir a menina por um official do
jusilla ; a principio houve reluctancia em enlre-
ga-1, depois sempre obedeceram, vindo a meui-
na e vendo o juiz municipal o estado em quo el-
la se achava foi immediatamente casa do tal
Amaral com alguns individuos que mandou noti-
ficar, e l j o nao encontreu-, censUodo-lbe all
que elle s liona invadido. Sendo-lrusirada esta
diligencia, mandou o Dr. juiz muoicipal convidar
aos Srs. Dr. Arnaud e cirurgio Nunes Pinto pa-
ra em casa de sua residencia proceder o corpo de
delicto, ao que se prestaram, reconhecendo ha-
ver grave incommodo de saude e iobabilitacode
seryiQo para mais de 30 dias; feito o corpo de
delicto, estando o juiz municipal sobrecarregado
de muitos trabalhos, pedio so Sr. delegado de
polica o Dr. Maranho, que se eocarregasse de
fazer o processo, ao que asseotio o Sr. delegado.
Quasi tres mezes depois do facto que acabamos
de referir aiBda o processo nao linha subido ao
juizo muoicipal; nos (ios de juiho eis que appa-
rece o tal summario com urna desproouocia do
delegadofundada esta em que.o ferimeoto era le-
ve por nao terera sido precisos trila dias para o
restabelecimenlo da oilendida, e que segundo a
nossa le nao poda a justica ex-officio tomar
parte, opinio esta que nao poseo abracar, visto
estar em inteiro vigor urna das hypolbeses pre-
vistas pelo oosso cdigo penalgrave iocommo-
do de saude-O juiz municipal, senhor do facto
por o ter presenciado, admirado da felioidade do
tal Amaral, vendo que esta era tal que todas as
testemuohas erara a seu favor, de admirada pas-
mou, e nao pudendo convir neste escndalo dis-
se a algumas pessoas, entre estas ao Dr. promo-
tor publico da comarca, que ia tomar novas tes-
temuohas, como Ihe permiltia a lei, e que uio
podia deixar de reformar lal pronuncia ; a isto
respondeu o Sr. promotor que melhor era formar
novo summario, e que elle dara como era do
seu dever nova denuncia ; o juiz municipal as-
seatio a isto, e sustenlou a despronuncia por fal-
ta de provas nos autos, e nao pela razo que ser-
vio de fundamento despronuocis.
inmediatamente dea o Sr. promotor a denun-
cia requerendo no final a captura do indigitado
roo Jos Augusto do Amaral, nao s por ser o
crme inaffiaogavel, come pela grande proteceo
de que eispe principalmente na poca da de-
nuncia, lempo em que esta cidade eateve gover-
nada militarmente, e sob informacOes de creatu-
ras suas.
Dada
aqu rara passaVam.
. ?e* "ff- Pel i'9iGrVteiro, que
avitroe noatem, nie recebemos pal primeira vez
Dtari, falta qu. ooafoi bese seawivel. kt me-
ntor nio reclamar; eu dei-me mal eom eso o
administrador de correio tesa carta branca, pode
azer o que quizar; ainda por malta favirtaae
elle deixa pasearas oossas falsas e artas [quai-
do Ihe parece )
_Soa.eeHege-, obrigd^-criaTt^TrTBllKlnrttn|
Ferlaleaa, 20 de ageste de 188.
-Foram concedidos 15 diaa de licenca.por
portara de 23 do corrente, ao* juiz muoicipal da
2" vara desta cidade, Dr'. FranciajfO de Araujo
Barros, para tratar de sua saude*
Foi prorogada por 15 dias a licenca de que
gosava o professor de geographia do Gymnasio,
Dr. Antonio Rsogel de Torres Bandeira,'
Approvou o Exm, Sr. presidente da provio-
cia o seto do director das obras militares de en-
t"*6" ao admD*tra'1or das obras Francisco
Jos da Cuaba it fuocces de porteiro de su*
repartiQo, em consequencia de molestia do ser-
vente Alexandre Vieira de Araujo, que as des-
empenhava.
Tendo sido arrematado o rendimenlo trien-
nal de pedagio da ponte da Tacaraoa porSilima-
ltco Alexandrino da Silva Rabello Caneca pela
importancia de 1:500, e sendo essa arrematacao
submetlida ao coohecimeoto do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, resolveu S. Exc. approva-la.
Exigi a presilencia da directora das obras pu-
blicis, a remesas de urna Bota de todas ss loca-
lidades, em que ha necessidade da construeco
de pontea.
No intuito de usar da autorisaco concedida
pelo art. 50 da lei n. 481 de 22 de juiho de 1857,
pretende S. Exc. estabelecer a concurrencia en-
ire os que se quizerem propor execuco de se-
melhantes obras.
a denuncia o juiz muoicipal requisitoa
ao commaodaote d'uma forja que aqu eslava no-
ve pracas, mandou pasaar mandado de captura,
entregou aos efficiaes de justiga, e mandou por
em cerco as onze e meia da noite a casa de tal
Amaral.
6 horas da manhe correram os olTiciaes de
justiga casa e nada encootrararn, anda ahi a
felicidade foi propicia ao tal senhor.
Esta a verdade, desafio que a contestem. O
publico impardal avalie do proceder do juiz mu-
nicipal e da m vontade que a elle teem os seus
gratuitos inimigos.
Assim corre por aqu estes negocios, e por nao
seren publicados, ficar o publico duvidoso so-
bre o juizo que lenha de formar; d'hoje em dian-
le oova fida.
Esta j vai longa ; as seguinte tratarei da ulti-
ma sesso do jury que aqui leve lugar.
Tendo ido eapiul assistir a (esta das Nevee
muita cousa l vi, na seguinte direi alguma Mu-
sa a tal respeito.
Eis a carta que cima promettemos tranecre-
ver:
Cidade de Mamanguape, 25 de juiho do 1861.
Sr. Manoel Gomes de Almeida. Quero que
Vmc. por amor verdade responda so p d'est,
se quando Vmc. levou urna taponada Manoel de
tal lemporal no dia 26 de junho prximo pass-
do, procurou providencias do juiz municipal d'es-
te termo, ou se procurou do subdelegado de po-
lica, e o mais que souber a este respeito. De
Vmc. atiento venerador. Augusto Carloa de
Almeida e Albuquerque.
lllm. Sr. Dr. Augusto Carlos de Almeida e Al-
buquerqueRespoudendo i V. S. sobre o facto
que oaiverdade se deu para coraigo na noite de
26 de junho pela tapona que soffri de Manoel
Temporal, nesta occasio fui aconselbado por
pessoa de mioha amizade que desee parte ao sub-
delegado para dar provtdeocias, pelo que dirigi-
me cas de V. S., na mele de que fosse V. S.
o subdelegado; mas disse-me V. S. que o sub-
delegado era o Sr. Dr. Nunes Pialo, a esta res-
posta perguotei V. S. onde morava o mesmo
subdelegado, pois que tinha de Ihe fazer urna
queixa, vista do que S, S. me perguatou o que
havia acontecido, e coatando eu V. S. o caso
acontecido, V. S. disse-me que eu proseguiste oa
minha queixa por ser de justica. Sobre o que me
dirig casa de subdelegido, a quem eu proeu-
rava, e a elle contei o que eu linha soffrido, e
elle respondeu-me que apreseutasse a minha
queixa por escripto com as testemuohas precisas,
e vindo eu a ter despezas, nao quiz coulinuar
com a queixa ;e assim teobo respondido V. S.
o que oa verdade se passou.
Mamaognape, 25 de juiho de 1861. Sou de
V. S. servo e criado.Manoel Gomes de Almeida.
Da comarca da Maioridade, no Rio Graode
do Norte, recebemos a correspondencia do fur-
riel Pelicoba ao sargento Caliogo ; a qual damos
em seguua:
Ca&difero mi, uted
NSo me tache de esquecido,
A malinha tenho enchido,
Com tanto que desta vez,
Houvesse maior prenhez;
Emquanto d'Aumale morde,
O sebrinho do Vendme,
Emquaoto o povo consom,
Pragaa, balaa e traicoes
Cresjam oossas relac.oes.
Refrescaram a amizade
Os tres vampiros do Papa.
Essa trindade lo guapa
Beber com sede igual,
O sangue pontifical I
Cuidemos porm de nos,
O negocio nao vai bem....
Este cometa ao que vem ? I
Qual ser sua misso?)
Todos tremem com razSo....
Mi sargento, per Dios.
Que ludo se desmorona,
Prophetisa minha dona,
Um sinistro tao profundo,
Que maltrate todo o mundo.
Tenho minhaa presumpges,
Ser assim, caro sargento.
Pelas razoei qu'apresento,
Ver usted qu'eu leio,
No cometa esse receio.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
Anda nao kha muito que lemoa n'um jornal
desta cidade urna especie de aitenuaco s cen-
suras, que justificadamente havemoa feito ad-
mioistracao do correio da Fortaleza, capital do
Cear, vio da d'alli sob a vestimenta de corres-
pondencia do jornal a que nos referimos.
A sua procedencia nao nos foiextranha, e nem
desconhecemos logo o seu alcance ; mas como os
laetos erara mais significativos do que allega-
goes ; como a inversao da verdade era all mui
transparente, deixamos a alludida aitenuaco cor-
rer sem embargos, porque em si eslava a sua
melhor contestaco.
No entretanto iosiDuou-se all que eramos fa-
cis oimiamente ; que a credulidade em nos su-
ba de ponto a admittir quaesquer avisos de as-
signantes nossos, BCuIcaodo-ae talvez assim a
inexistencia ou a caviilaco dellea; mas o que
dir o officioso corretpondente em presenca do
documento absixo, que bfferecemoa apreciaco
do publico como mais urna prova irrefragavel da
justiga de oosaas censuras 1
J nao sao os assigoantea do centro, que re-
clamara ; o collega redactor do Ceorenas que o
faz agora ; por que a suppreuo do oosso Diario
tornou-se geral naquella provincia pela cenrura
admnwrativa do correio dalli.
Nao seren distribuidos os Diarios nem na ca-
pital 111
Aceitando o tonselho do collega, aquem a ex-
peneBcfa local autorist a da-lo, deixaremos de
fazer reclamagoes d'ora avante; porque estas sao
nullaa em coliso com a caria branca da admi-
nistracio, como a experiencia tamben j no-lo
tem provado. Todava, nao prescindiremos de
Note, em primo, o desconcert,
Deesa machina mundana ;
A questo italiana,
A franceza picarda,
Sao causas de prophecia.
Por aqui, cale-se usted,
As cousas vo muito mal.
Se nao domina o punhal.
Pode mais a prutecgo,
D'uU caudilho d'eleigo'.
A liberdade chimera.
Ante a bruta prepotencia,
Por qualquer conveniencia,
O ingenuo desvalido,
Por escravo 4 coohecido.
Eu nao fallo na Thereza,
E os cinco lhos seus,
Isto l pertence a Deus,
Pois jamis escaparlo
Da cruel escravido.
Ainda zoraba a doenca,
Da tsdruxula cidade,
Como cura-la se ha de,
Se desastrosa finanga
Causn em tudo mudanca ? i
Est iocada a comarca
Be letrados, curan-deiros,
Um ncleo d'aventureiros,
Quat urna horda inimiga,
Farta no povo a barriga.
So tiver alguma causa
Que vaina pouco dinheiro,
Mande ver n'este celleire,
Um chibaste advogado,
Em melluriaes approvado.
Nosso estado sanitario.
Nao vai l correnlemente,
O mais do povo doenle,
Morrendo grande porclo,
D'um fulano catarrhao.
From day lo day peiorando,
Vai a madame justica,
A descommunal cob'ics,
Do jogo fez um mercado
Pelo vol abencoado.
Encontrei sir Felississimo,
Muito zangado e queixoso,
Contra um certo curioso,
Que coas a tena sangra
Os seus doenles envis,
Broussais ainda adorado,
E* cousa que nao me espanta,
Porque qualauer sycophanta,
Pode aqui sem receiar
Com a lncela matar.
Nao era porm de crer,
Qu'a policio consenlisse.
Mas nao sel por que saodice.
Estes eaos galenos
Passam por ella serenos 1 1
Mas emfim, tudo possivel,
Nesta crise de peccado,
O beato ter trocado
O rosario por lanceta,
Sao effeitos do cometa I
O commercio desla trra,
E' urna porca quitanda,
Redes ralas sera varanda.
Rapadura, sal, sabo,
Panno grosso d'algodae l
Aqui s ha speluneas
De cousas falsificadaa,
As bebidas baplisadas.
Os pesos (fallo em geral)
Sao avessos ao fiscal I
Reza-sc muito de noite,
Logra-se muito de dia,
Ladroeira, hypocrisia,
Bisofla, malcreago,
Ha de mais neate serto.
Alm de tudo, acontece
A musical influencia, ,
Essa dura incoherencia,
Me tras, querido sargento.
Como um doudo catavento.
Urra aqui ra voso o balso,
Acola grita a rabeca.
O oistao d ua scs,
O frautim sibilU e rtoohe,
Oh I que orvheslra pechiooba I
D6, r, mi, o Felississimo
Canta em tom desafinado,
Um menino empanturrado.
Canta em clave difireme
Um aolfejo impertinente.
A viada do presidente.
Multo susto teas causado,
O politice peccado,
Nella v a penitencia,
Ou fatal abstinencia.
Tis no matter, qae se motdam,
Que me qaeiram mal por isso,
EscrevePdmeb feftico
Embora soffra censuras,
Caretas, machucaduras.
Contra aa molestias reinaotes.
Ha salgsdeiras de couro,
Descbr4o-sT*ae tbesouroy
Que nos tras puriflesdo,
Todo ar envenenado.
E mesmr/embelleza as ras,
Activa mais oa olfatos,
Nao emporcalha os sapatos,
Desalia sem rival
O eonchego marital.
Tem havido tantas pombas,
Como praga, meu sargento.
Do pobre e rico sustento,
Pois aqui a distincejio,
Est s na presumpeo.
Termino por Ihe dizer
Qu'espera ser removido,
O nosso Dr. Delflno,
Juiz do povo querido,
Deus Ihe d feliz destino.
Adeus, sargento, perde
A longa prolixidade.
Mas ha tanta novidade.
Que guardo muita fazenda.
Para a primeira eneommeada.

Petco&a.
co, 19 anuos, solteiro, Santo Antonio ; ery-
Anna, Pernambneo, 1 matea, Boa-VIsta ; co-
queluche.
Domingos, Pernambueo, 32 annos, escravo, San-
to Antonio ; diarrhea chronica.
Joanna Mario de Sacrasaeeto, Peroambuco, 30
annos setteira, Recife } pbthisica.
?'. Afr'Mt *> anaos, aoUeiro, esersvo, Boa-
Vista ; apoplexia.
Communicados.
Domingo, no lugar dos Remedios, fi fer-
do com duas facadss Jsnuario de lal por Jacintho
ambos cnoulos, em consequencia de reciprocas
desavenas, que mais foram aleadas ento pea
embriaguez em que se achavam.
At a hora em que nos deram esta informaco,
nao tinha sido preso o delinquente.
Na mesma localidade dos Remedios foi, no
sabbado pelas 11 horas da manha, espancado
um menor de nome Antonio, por um Meodooja
all morador, s claras, sem rebuco e de modo
selvagera. *
O menino, alm de outras conlusoes, ficou
com umi talho por prximo do punho ; e apesar
do alando que fez a mai do apanhado, quaodo o
vio em semelhante estado, o referido Mendonca
Hcou seu salvo ; e assim disposto e habilitado
para continuar a corrigir filhos alheios, se por-
ventara nao houver tambem quem o corrija com
Pedimos a autoridade que syndique sobre esta
oecurrencia, mesmo por que o menino e a mai
sao pessoas miseraveis, que carecem da protec-
eo da antoridade publica.
Joaquim Jos da Silva, morador no lugarBar-
rancos da comarca do Limoeiro, tentou assassioar
a sua propria mulher, dando-lhe no dia Io do
corrente 9 golpes de foice. a infeliz, que se a-
chava grvida, ficou horrivelmente mutilada, e
foi considerada em perigo de vida. O criminoso
foi mmediatamenle capturado, gracas as diligen-
cias do digno subdelegado de Bom-Jardim Joo
Barbosa da Silva.
Pela subdelegada dos Afogados foram anpre-
hendidos, ao tabeineiro Joaquim de Almeida
Queiroz, portuguez estabelecido no Barro, varios
medicamentos que o mesmo venda em sua ta-
berna.
Esse portugoez, pelo facto de ter sido caixeiro
do pharmaceutico, Joaquim Igoacio Ribeiro J-
nior entendeu que eslava habilitado nos termos
do art. 1 do tit. 2" das posturas municipaes de
30 de junho de 1849.
Mas o subdelegado o considerou incurso no
art. 16 do citado capitulo, e apprehendeu as dro-
gas, remettendo-as a cmara municipal, junta-
mente com o termo de infraeco para o cobra-
mento da multa.
Segunda-feira da semana passada nao hou-
ve sesso da cmara muoicipal pos falta de nu-
mero ; hontem deu-se a mesma falta por igual
motivo, comparecendo apenas os Srs. Gustavo
Jos do Reg, Simplicio Jos de Mello, Barata
d Almeida e Leal Seve ; pele que, nao pode ter
lugar a arrematacao dos impostos municipaes. E
a continuar assim, nao sabemos quando tero
lugar taes arremstacoes.
Teve lugar, eomo annnoclamos, no domin-
go a festa do anniversario do Gabinete Portugus
de Lettura, haveodo pela manha a sesso solem-
ne, na qual recitaram-se diversos discursos,
mais ou menos anlogos aoacto.
A' noute estove muilo concorrido o eslabele-
ctmento, que achava-se bem Iluminado, tanto
interior corno exteriormeote.
Passageiros que seguirn no vapor Paran
para os portos do sul, Joaquim Pedro da Costa,
Henriqueta Augusta do Amparo, Alexandre Fer-
reira de Vasconcelos e dous irraos, Manoel Bou-
za, Jos Marinangeii Belli e urna escrave, Tho-
mazia Francisca Romana de Carvalho, alferes
quarlel mestre Bernardiao Candido de Araujo
segundo cadete sargento ajudante Alvaro Conra-
do Jberreira de Aguiar, primeiro sargento Jos
Antonio Alves de Brito e os soldados Eroesto Luiz
da bilva e Jos Antouio Lopes. Symprooio Olim-
pio de Brito e um esersvo, desertor Antonio Joa-
quim di Silva Gomes, Joaquim da Cuoha Meirel-
les, Luiz Jos Caroeiro de Souza Lacerda e um
creado, Francisco Araujo Mascarenhas, Jos Ma-
na de Araujo, cirurgio do corpo de saude da ar-
mada Luiz Fereira da Rocha Lima, Joaquim Ro-
drigues de Carvalho. Joaquim Jos Bezerra Jos
Das Sarvalbo, Jos Luiz Salto, Francisco Ramos
de Azevedo, Manoel Ferreira Lima Jnior, de-
zerabargador Antonio Joaquim da Silva Gomes
um escrave. Uez criados e um meoer de nome
Joaquim Gomes, Domingos Jos de Souza Pache-
co, coBSul hesuenhol D. Juan Anglada Hijo,
Zeferino Alvaro Ernesto da Veiga, Dr. Francisco
i UJ0 Darros' Lui Gomes Ferreira sua se-
nhora dous escravos e um creado, Joo Camillo
K. de Araujo. Miguel Theodoro dos Sanios, Cus-
todio Joaquim Fernaodes de Oliveira. Jos Pinto
* reir, desertor Manoel de Santa Anna, soldado
Jeao de Salles Silva sua senhora e um fllho me-
nor, Aleaaodre Francisco de Paula, Jos Maria
Pinto, Luiz Jes Sabino, Manoel Antonio Nunes,
Francisco Vidal Leite Castro, Manoel L. de Mi-
randa Hennque. Antonio Bezerra Monte-Nearo
Vicente Bezerra Monte-Negro, Ignacio Jos de
Souza, aous cadetes, dous sargentos, 34 pracas do
exercilo e 20 escravos a entregar.
Passageiros vindos no vapor Jaguaribc dos
portos do norte, os seguiotes :
Flix Gomes Araripe, Manoel J.da Rocha, Ge-
nuino Conolano dos Preseras, Thomaz Gomes
da Silva, Joaquim Gomes da Silva, Andr Go-
mes da Silva, D. Maria Jesuina Amorim do Valle,
t? a?u 0li!e.ir Mel D- Mariana d'Assis
Labral, 9 lhos, 13 escravos, e 7 criados. Manoel
Florealiao Caroeiro da Cuoha, Vicente de Pau-
la, e sua senhora, Antonio Correia de Vasconse-
ihoe, e 2 eseravos, Igoacio Lourenco Dias, Joa-
duim Igoacio Dias, Pedro Ferosodes da Silva
Alexandre Ferreira Corainha, Vicente Francisco
de Oliveira, Manoel Nascimento Forreira e Silva,
Eufrasia Mario das Virgens, Joao Jos de Pinho
Juoior, (Joaquim Gonealves Valeate, Liberalino
de Carvalho, Luiz de Seoa Monteiro, Clemente
A. Busson, Ignacio Jos Alves de Souza Joo
Ferreira da Silva, 9 eseravos a entregar.
-- Passageiros vindo no vapor Persnunoo dos
portos do sul, os seguiotes :
Cadete Joaquim Jos Neves Seixas, Io sargen-
to Francisco Marlintaao da Silva Lima, e sua se-
nhora, Franciaco Antonio Falcme, Rodolpho
CaBdido Ramos, Valerio Jos da Graca, Antonio
J. Marques, Vicente Jos da Silva Lima, Esperi-
diao Barbosa da Silva, e i criado.
Passageiros viodo oo patacho 0iomarau El-
mxra, deHamburgo, os seguinles:
Paulina Kuhlmano, Augusta Kohlmann, e o
menor Augusto Henrique Mulson.
Passageiro do cter nacional Bmma sahido pa-
ra Penodo jJos Domingos Gonealves Torres.
M0*TAL1DADI DO DA 25.
Antonio Alves dos Santos, Pernambuco, 60aa-
j nos, solteiro, Santo Antonio ; tteurista chro-
nica.
. Henrique, Pernambueo, 2 asnos, S. Jos : es-
cropbulas.
larU das Dores, Pernambuco, 50 annos, soltei-
ra, Boa-Vista : frialdade.
t ^ *-
Joao de Dos dos Guianaraee Peiaoto, Pernamta-
i. BU M/ri P Braaileira, Mara Froret-
ts Brasileira, Praieira, e todos quantes mala no-
mea Ihe queira emprestar Joaquim ArToaso de
Mello, em vollar seriamente a este multo inte-
reesHta Harto de Pernambuco, mas emfim, ce-
deudo a conselhoa de quem est habilitado para
da-loa, comparece anta o soberano tribunal da
opinio publica, confiada na sua indefectivel jus-
tica, ainda naa jusUeas do pas.
Entremos em materia. *
Sabem os perseguidores de Brasileira quem
roubou um eseravo ao Sr. Bastos em Agua Pre-
ta, e foi vaoda-lo ao sul de Macei, dizem que
levando guia de um juiz municipal, que eolio
exercia jurisdiejo nesse lempo nessa dita cidade
de Macei.'
Sabem quem roubou urna parelha de negros no-
sul, e acoitou no engenho Penedintto; ficto
que deu lugar a sofrer o dito engenho Penedinho
um varejo?
Porque factoa ai forcee do governo que oceu-
pavam Jacuipe desmontaram, segundo est es-
tabelecido, a I. A. de M., arrazando Ibe a casa.
malando-lhe bois, e quanta criaco tinha? Seria
por salteador ?
Porque nao anda I. A. F. pelas matas do sul ?:
por innocente, ou por alguma outra razo, que lho
nao agrade ouvir?
Quem fartou o eavalle, de que falla I. A., na
casa era. que morava Olimpia Brasileira adiado.
por avise que ella dra ao amaohecer ao respee-
ito inspector de quarteiro? Conhece a em tal
Jos Luiz^ aodou com elle a noite d'ess dia ?
Quem prenden a Brasileira, e quem a soltou ?
ik ,nU" eg h* 8id0 K- Preeo tm Nazare-
ih, bem ou mal, justa ou Injustamente por ladro
de cavallos, roubo, etc. I
Sendo Brasileira to malvada, como J. A. a
cAi"Juz"> Pa a casa do lllm. Sr. Dr. Fernando
Auooao, procurador fiscal das rendas geraes e
que dte I. A. diz por toda a parte ser seu p-
renle, amigo, e protector?
As malas de Brasileira foram roubadas om ca-
sa do honrado Sr. Manoel Gonealves, perante te-
da sua familia, cujs honestidade inconteatavel,
e que mora na estrada que vai para Camsraglbe,
em juiho do anno passado; como se provar on-
portuoamente.
Sabe porque tendo Brasileira dado procuracio
a Sr. J. A.; ao depois daquelle roubo en Cams-
raglbe, o lllm. Sr. Dr. Fernando Affonso rompeu
dita procuraco t
Sabe alguem como es ttulos dos bens de Bra-
sileira desappareceram, a'onle e porque motivo ?
Sabe I. A. quem descubri n'um ehspo 60,
resto dos 300*000 roubados.em que casa tei des-
coberta, e como Brasileira chegoa a asseohorear-
se dos 60#000, nao leudo ainda at hoie arreca-
dado os 2409000 ?
Assim, tendo a 16 mezes estado na casa do Sr.
Dr. Femando Affonso 15 dias pouco mata ou me-
nos, levado all por I. A., tudo sob influencia de
J. A., sahindo d'ahi para a Estrada Nova- es-
tabelecer urna venda de gneros de primeira ne-
cessidade ; porque nao zelou ento os ioteresses
do Sr. Dr. Fernando, ioformando-o logo dos mas
costumes de Brasileira ?
Sabe quem, estando em Janeiro deste anoo na
casa de deteoco, foi i sua casa na estrada Nova,
e obtendo permlssao do Sr. Dr. Pedro Affonso,
sem duvids excellente pessoa, e na ausencia de
seu honrado pai, conduzio oacasa em que mora-
va Brasileira, a estrada Nova para a do dito Sr.
Dr. procurador fiscal os trastes d'elle, e escravos,
que l estiveram durante os 11 dias de sua pri-
ao?
Brasileira, apenas solta, foi a casa do Sr. Dr-
Fernando Alfonso procurar o que l esteva seu,
resolvida entretanto por consotho de J. A. e dos
Unos do deutor a ficar at que achasse casa nes-
ta cidade, ficou passando-se para a ra Imperial
em marco, onda anda hoje reside.
Se Brasileira houvesse tido to escandaloso
procedimento em casa do Sr. Dr. Fernando Af-
fonso, certo nao carecera elle, para adjulorio de
J. A. para defeca de seus direito, e de seus
bens; sendo como homem de letras e juris-
consulto, e tendo Untos filhos jurisconsultos se
defendera, e nunca por intermedio de um ente
descoahecido, nullo e de vida suspeita.
Provoca Brasileira ao lllm. Sr. Dr. Fernando
Aflonso de Mello pera por este Diario ratificar a
accusa{o que ella fizara J. A.
Legaea como esto os documentos de Brasilei-
ra, tendo conseieucia do alto mrito e da inde-
fectivel justiga do Exm. Sr. Dr. chefe de polica,
zomba de amesgas, que nao tem base, nem as-
sento em lei.
Emflm, Brasileira julga-se muito elevada para
entreter polmica com J. A.; despreza-lo-ha
pois.
Estar prompla a acompanhar na imprensa, e
nos tribunaes a quem quer que fr, que tenha
urna reputago e nao tenha sido alguma vez ou
muitas, acoimado de reo de polica.
Correspondencias.
Senftor redactores.Na minha eorreaponden-
cia ioserta oo seu Diario de 9 de corrente disse
eu, que Feliciana Maria Olimpia, sa liohx evadi-
da desta cidade, logo que Ihe fra exigido o titu-
lo que nao possus da africana livro Margarida
que como escrava conserva em seu peder : agora
vou provar a mioha asserco com o documento
que se segu, passado pelo mui digoo delegado
desta cidade, e cuj lose rea o com esta Ihes pego
ainda, aura de carem orientadas as respectivas
autoridades, aquem a lei tem incumbido deve-
lar Da defeza dos direitos de semeihantes infe-
lizes.
Pelo mesmo documento ioda se v como essa
mulher mentio descaradamente airmando em
sua correspondencia ter sahido desta cidade a 14
annos.
Cidade de Nazarelh, 20 de agosto de 1861.
tu Joaquim Affonso Ferreira de Mello.
lllm. Sr. Dr. chefe de polica.Diz Joaquim
Affonso Ferreira de Mello, que para bem de seu
direito precisa que V. S. mande quo o delegado
do termo de Nazaretb, Ihe atieste qual o proced-
ment que leve o anno passado quando ao seu
conhecimento chegou a noticia de que Feliciana
Maria Olimpia ento moradora naquelle termo,
conservava em seu poder como escravas duas a-
fricanas, urna das quaes se dia livre; e bem as-
sim tudo msis que o mesmo delegado souber a-
cerca da sua cooducta, oestes termos pede a V.
S, assim Ihe delira E. R. M.
Recife, 10 de agosto de 1891.
Joaquim Affonso Ferreira de Mello.
Atieste querende.Secretaria de polica. lt>
de agosto de 1861.
Alencar Araripe.
Atiesto que quaodo aqu moree o anno prxi-
mo passado Feliciana Maria Olimpia, cfcegou-me
ao meu conhecimento de que ella liona em sua
casa duas eacravas, e que ama deltas era africana
livre, mais que soffria os tratos de captiveira, di-
ngi-me a casa delta para me epresentar os titu-
lo pelos quaes possuia semeihantes escravos, a-
presentou-me to smenla de urna, e nio de ou-
tra, sobre o pretexto de nao e achar de momento,
succedendo que a meia noite desee dia auseotou-
se desta cidade, constaodo-me depois que se di-
rigir para essa capital, lavando comsigo os ditos
escravos.
Delegscia de polica do termo de Nazarotb. 1
de agosto de 1861. '
Capilo dclegado.-Jfraneisco intento de S
uarretto.
_JCOMMKMcIor^
* doiVrrt?!1*.
Volumas entradoaconraxea
em genero*,. 108
Volim.es sahidoi eom fazenda*.. 105
* > fea teneros.. 186
438:2419754
15:O09f9tS
453:2519699
14S
\ .
* *


lARUj M miiMBOCQ. TSACA fURA 27 DI AGOSTO II 1U1
m
-r-
Descarregam hoje27 de agosto.
Barca oglozaEnlhMiasiarrio.
Birca portugueza Flor da S. Simio o resto
Polaca hespaahola Iadiacarde de charque.
Barca americanaW. Bentuiuetabeado.
Brigue inglezGrejrioodbacalho.
Brigue portoguezRetanj^efomercadoria.
Brigue inglezVolaotabacalho e farinha.
UeeebeJuri do rene* iatoraas
geraa ale Praml>aeo.'
Randimento do dia 1 a 24. 29:136*537
Idea 4o da 26.
1:795*0-22
As pessoas que quizerem contratar dito forne-
cimento apreaenlem as suas proposUs em carta
fechada no da 12 da sotembro prximo vindou-
ro, na mesaa thesouraria. ao meio dia, aonda
encontrarlo as condicdes com que deve ser ef-
fectuado e mesrao contrato.
E para constar se mandou adiar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial le Per
svambuco, 26 de agosto de 1861.
0 secretario, A. F.- d'Annuniaco.
30:931559
Consulado provincial.
Randimenta do i.l a-24. 45:939*005
dem do dia ......1:888tS3
478712J
Hoy loten todo porto.
Navios entrados no dia 25.
Portos do norte7 dias, vapor nacional Jaqua- J
ribe. commandante Maooel Joaquim Lobito.
Macei o portos intermedios48 horas, vapor
nacional Persinunga, commandante Maooel
Rodrigues dos Santos Mours.
Bostoa40 dias, hiato americano Searsville, de
260 toneladas, capilo J. Kelley, equipagem
7, carga 1982 barricas com farioha de trigo ; a
Johoston Pater & C.
Navios saludos no mesmo dia.
New-BedfordBrigue inglez Mary Ann, capito
Feliz Asplet, carga azeite de peixe.
BahiaHiate nacional Garxbaldi, capito Costo-
dio Jos Vianaa, carga bacalho.
CaoalBrigue hamburguez Germania, capito
Jacob Jeidmson, carga assucar.
Portos do sulVapor nacional Paran, com-
mandante o capito teneota Jos Leopoldo de
Noronha Torrezo.
Navio entrados no dia 26.
'Rio-Grande do Sul33 dias, brigue nacional
D. Affonso, de 212 toneladas, capito Louren-
r.o lustioiano de Souza Lobo, equipagem 12,
carga 10510 arrobas de carne secca ; a Baltar
& Oliveira.
Ha m burgo50 dias, patacho dioamarquaz El mi-
ra, de 160 toneladas, capito H. Brandt, equi-
pagem 8, carga fazendas e outros gneros; a
Aslley & C.
Navios saludos no mesmo dia.
Rio-Graado do Salescuna nacional Cigana, ca-
pilo Antonio Jos Rodrigues Pioheiro, carga
assucar.
PeoedoCulet nacional Emma, cipitao Francis-
co Goncalves Torres, carga carne secca e mais
gneros.
Observadlo.
Passaram para o sul 3 galeras.___________
si b >* ~at
5: 5' w Horas.
I i =- S. QD c m a z e o-a o klhmoiphera
W W Vi v> en Vi O Direccao. 4 m 9 i-i e
w o so C w ce a a a Intensidad. 1
a en < s 00 3 Fokranaii. 1 H e H 9 O
00 ^ o 00 Ctntigrado.
u> o ~1 as Hygrometro.
o o o o 88 Cisterna hydr mtrica. 1-
OS
o
2 S
o oo
S i Franc+z.
I
De ordem do Sr. chele da diviso, capito
do porto, fz-ae publico es aviaos abaixo, dos
dous phares, que se acham funecionando nos
Abrolhos, e Punta dos Nufragos, este na barra
do sul de Santa Citharina, e aquee na ilhs de
Santa Barbar.
Capitana da parta de Pernambuco, 10 de agos-
to da 1861.0 secretario /. Pedro Brrelo de
Mello Reg.
Avisa aos navecaatoa.
IMPERIO DO BRASIL.Ministerio dos negocios
da tnerinha.
Pela secretaria de estado dos negocios da ma-
rinha faz-se publico, para conhecimento dos na-
vegantes, que acha-se funecionando oo novo
pharol na ilha de Santa Barban do archypelego
los Abrolhos.
Collocado no poeto culminante na mesmailha,
consta elle de urna torre de ferro fundido, le-
vantada sobre a rocha, e circulada por ama ca-
sa de forma polygonsl de ferro galvanisado.
A torre tem 4o ps de altura, 17 de dimetro
na base, e 13 na parta superior.
Sobre ella assenta a lauterna, toda de bronze
com faces de vidro de patente, na qual se con-
ten um apparellio de luz do systema caloptrico,
composto da 21 lampadas de Argant, com outros
tantos reflectores de 21 pollegadas de dimetro,
feitos de cobre prateado, e dispostos em grupos
de sete. Este apparelho giratorio, concfuindo
em tres minutos urna revolueo completa com
eclypso3 de ainuto em minuto. O fleo lamino-
so eleva-ee 170 ps cima do nivel medio das
mares. V luz, que viva e brilbante, poda ser
avistada da tolda de um navio, na distancia de
17 e meia milhss, e a mais de 20 pelo observa-
dor collocido nos vaos.
Rio de Janeiro. Secretarla de estado dos ne-
gocios da marinha em 4 de julho de 1881.O
director geral, Francisco A'arier Domtempo.
g
c
ee
ca
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T.
C
t
v.
X
m
M
O
t-
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S 2 S S rnglei.
m *. e os |_______________ ?
A noite de agmeeiros, vento regular e variavel
nos quadrantes de SE e SO.
OSCILADO Da VAR.
Preamar as 8 h. 54'da manhaa, altura 5, p.
Baizsmar as 3 h 6' da tarde, altura 1,4 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 26 de
agoste de 1861:
Romano Stepple,
1* lente.
Pitaes.
Pela secretaria de astado dos negocios da ma-
rinha faz-se publico, para conhecimento dos na-
vegantes, que na barra do sul de Santa* Calhari-
na acha-se funecionando um novo pharol no lu-
gar denominadoPonta dos Naufragadosem la-
titude de 27o49'-0" sal, e longitude de 48o
42'37" p oeste de Greenwich.
Sua torre, que circular, supporta um appa-
relho lenticular, giratorio do systema da Fres-
nel & Arago, cuja luz, irradiando-se em urna
zona de 84o22'30", pode ser vista da distan-
cia de 16 a 20 militas ; apresentando phases, ora
fracas, ora brilhsntes, da duracio de 30", no as-
pago de 4, que gasta o tambor octgono, para
completar urna revoluto.
O foco luminoso acha-se elevado 133 ps, 8
pollegadas e 7 liorna sobre o nivel do mar. As
trras mais salientes, a respeito do pharol, sao
a ponta dos Frades, que Ihe corre a E 4 SE, e a
dos Veados a S 4 SE, rumos magnticos.
Rio de Janeiro.Secretaria de estado dos ne-
gocios da marinha em 4 de julho de 1861.O
director geral, Francisco Xavier Bomtempo.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimeDto da resolucao da junta da
fazenda, manda fazer publico, que a arremataco
das casas do patrimonio dos orphos foi transfe-
rida para o dia 29 do correte.
E para constar se mandou afflzar o prosete e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 16 de agosto de 1861.
O secretario,
A. F. da Annunciaco.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico para conhecimento
dos inters!dos o artigo 48 da lei provincial n.
510 de 18 de juoho do carrete anno.
Art. 48. E' permitlido pagar-se a meia siza
dea escravos comprados em qaalque? lempo an-
terior a data da presente lei indepndete de
revalidarao e mulla, urna vez que os devedores
actuaes deste imposto, o facam dentro do ejerci-
cio de 1861 a 1862, os que nao o flzerem licarao
sujeitos a revalidaco e niulta em dobro, sendo
um terco para o denunciante. A thesouraria nos" dias 24,
fsr annunciar por edital nos primeiros 10 dias 12 da tarde,
de cada m'ez a presente disposico.
E para constar se mandou affizar o presente o
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
uambuco 8 de julho de 1861.0 secretario,
A. F. d'AununciecSo.
Canella em p6, 6 ditas.
Emplastro deeicuta mert-orial, 1 libra.
Sabio medicinal, 6 oocaa.
Precipitado rubro da mercar, 4 libra.
Nos moscada, 2 oncas.
Iodanto da patassa, 1 liba.
Nitrato de petoasa, 1 libra.
Nitrato de pola cristalisad, f -talca.
Dito le dita fundido, 2 ditas.^
Faaisaa de moatarda, 8 libras.
Linha?a, 16 libras.
Tintara de mcala, 4 oncea. I /.
Pomada alvlsstma, 2 libras.
"Dita de sodureto de chambo, 9 ditas.
Dita mercurial, 1 dita. |
Ungento rosado composto, 1 dita.
Ungento de alinea, 1 dita.
Ungento branco, 2 ditos.
Unto de porco, 8 di las.
Extracto de belladona. 6 oncas,
Dito de nos-vmica, 2 latos.
Dito de opio, 2 ditas.
Nitro, 1|2 libra.
Jalapa am p, 1(2 dita.
Resina de batata, 6 onc.as.
Sulfata de tinco, 2 ditas,
ferro bydrogenado, 2 ditas'
Capsulas do copahiba, 24 cairas.
Sabino, 2 oncas.
Conserva de rosas, 1(2 libra.
Mel rosado, 1 dita.
Valerienato de zioco, 2 oncas.
Robe Lafecteur, 6 garrafas.
Borato de oda.4 oncas.
Acetato da amoniaco. 1-2 libra.
Xarope de Cbable, 6 vidros.
Dito de Lamouru, 6 ditos.
Dito de Naf, 6 ditos,
dito de opio, 4 garrafas.
Dito simples, 4 ditas.
Pastilhasde Naf, 10 caitas.
Opa del doc, 12 vidros.
Akasss, 2 libras.
Le Roy do 4o grao, 4 garrafas.
Caixasvasias de pilulas, 12duzias.
Sacarrolba, 1.
Quem quizer vender laes objectos aprsente aa
suas propostas em carta fecha Jar na secretaria do
coaselho, !a 10 hars da manhaa do dia 2 de so-
tembro prximo viodouro.
Sala das sessdes do conselho administrativo
para foroecimeoto do arsenal de guerra, 23 de
agosto de 1801.
Dent Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Vice consolato.
Di S M. II R Vittorio Eina-
nuele II. ni Peniambuco.
Essendo si aperto in Italia una soscrizione per
innalzare un monumento all' insigne Uomo di
Sis lo, e grande Patriota, 1'umversalmente com-
pianto Cont di Cavour, e voleodosi con quel
monumento attestare ai posteri la ric onocenza
degli Ilaliani pella grsnd'opera dell Unit, Li-
berta ed Independenzi, della nostra penisola,
alia quale tanto contribu col vasto suo intelleto,
coU' acune del suo perspicace iigegno, coll in-
tensil dell' iocredibile sua attivit, e coll' ope-
rozita del suo gran cuore. II vice consol resi-
dente io questa cilla, ad instauza dell' IIIa" Sig.
Consol Genrale di S. M. in Rio di Janeiro in-
vita tulti, i sudditi Ilaliani, qui residenti, a con-
correre fine si realizzi questo atto di grande
reconoscenza.
Per la realisazione delle soscriziOni, di quelli,
che generosamente vogliano concorrere colla loro
offerta per questo invito, lo possono far al Vlce
Consolato Italiano, Ra do Trapiche n. 15 sino
al eiorno 15 del mese disettembre prossimo.
Pernambuuco 22. Agosto 1861.
II Vice Consol
Jos Teixeira Bastos.
Tondo a directora das obras militares de
mandar pintar a oleo todas as portas e janellas
do hospital militar, tanto interno como externa-
mente, os forros das enfermaras, das salas, e
toda a botica do mesmo estabelecimento asstm
como de mandar caixar externo e internamente
o dito hospital e seu muro, por barras a colla
as paredes onde j as houveram, e concertar os
reboques para se poder pintar ecaiar ; convida as
pessoas que se quizerem propor a estes servicos
a apreseotarem anas propostas na dita directora
26, e 27 das 9 horas da manhaa as
se acha aasente de casa a urna semae-a: quem
se julgar con direile, comprela, que prorando
Ihe sert entregue.
Subdelegada dea Afogados 24 de agosto de
1811.O subdelegado,
Jos rrtnclsco Carneiro Montetro.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
51 RECITA DAASSIGNATURA.
Quarta-feira, 28 deAgoslo de 1861.
em primeira repreientaco i
Penedo.
Subir acea
excelleata e apparaloso
original francez,
drama em cinco actos
PEDRO LIND4IS
ou
0 ALFAIATE MINISTRO.
DENOMINAgAO DOS ACTOS.
1.O duque em casa do alfaiate.
2."O alfaiate ministro na corle do duque.
3.A priso dos conjurados.
4.-A charpa eusanguentada.
5.*O triumpho do ministro.
PERSONAGENS.
Fraocisca II, duque de Brea-
nha.......................... Valle.
Pedro Laudis, alfaiate depois
ministro...................... Germano.
Etienne Chou vin................ N unes.
Visconde de Roban............ Raymundo.
Treges........................ Leite.
Guib, capito de archeiros.... Oliveira.
Joa Cosquer, alfaiate.......... Teixeira.
Alberto........................ Vicente.
Kermor......................... Campos.
Um meirioho.................. Santa Rosa.
Maria, filha de Landais........ D. Manoela.
Pagens, damas da corte, fidalgos, archeiros e
povo, etc.
Terminar o espectculo com o gracioso en-
tre-acto,
Sahe no dia 29 do correte para o Pened-o
(Rio de S. Francisco) o palbabote nacional San-
to Amaro, recebe alguma carga : a tratar coa
Francisco L. O. Azevedo, ra da Madre de Dos
n. 12.
COIPAMl.A PERU1BIIG4NA
M
Navegaco costeira avapor
Acarac.
LEILAO
DE
Urna casa na Ca-
punga.
Quarta-feira 28 do correte.
Antunes far leilio em seu srmazem ra do
Imperador n. 73, de unta cas terrea sita na Ca-
punga-Velha caminho que vai para a Baixa Ver-
da, a qual tem 4 janellaa de frente, 2 salas, 4
quartos, cosioha lora, quintal, etc., os preten-
deres a podero examinar e concorrer ao leili
no dia cima designado as 11 horas em ponto.
LEILAO
No dia 28 do corrente.
pela Sra.
mundo.
D. Manoela, D. Carmela e o Sr. Ray-
Comecar s 8 horas.
avisos martimos.
Para o Aracaty
o hiate Santa Rila, para carga trata-se com
Martins & Irmo ou com o mestre Antonio Jos
Alves.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia, manda fazer publico
que se contrata, por tempo de tres mezes, o for-
necimento da alimeotago e dietas dos presos
pobres da casa de detengo, a saber:
Alimentando.
Domingo.AlmoQo.
1 pao de tres oocaa.
Urna on$a de cafl.
Duas oncas de assucar.
Jantar.
lima libra de carne verde.
Urna onca de toucinho.
Um dcimo de farioha.
Lenha e sal.
Segunda-feira.Almoco.
O mesmo que no domingo.
Jantar.
/) mesmo que no domingo.
Ter$a-eira.Almoco:
O mesmo que no domingo.
Jantar.
O mesmo que no domingo.
U'Jrta-feira.Almoco.
O mesmo que no domingo.
. Jantar.
Meia libra de carne secca.
Urna on(a de toucinho.
Meio dcimo de feijo.
Um dcimo de farinha.
Lenha e sal.
Qui nta -feira.Almoco.
' O mesmo que no domingo.
Jantar.
O mesrao que no domingo.
Sexta-feira.Almoco.
O mesmo que no domingo.
Jantar.
Meia libra de bacalho.
Meio dcimo de feijo.
Um dcimo da farinha.
2 oitavas de azeite.
Urna onca de vinagre..
Lenha e sil.
Sabbado.Almoco.
O mesmo que no domingo.
Jantar.
O mesmo que na sexta-feira.
Directora das obras militaras de Pernambuco
23 de agosto de 1861.
O escripturaro.
Joo Monteiro de Andrad* Malvinas.
O vapor Joguaribe, qua tem de sahir no dia
6 de miembro para os portos do norte al a
Granja tocar no Acarac para largar qualquer
porc,o de carga que para all haja, para o que
se poderi tratar no escriptorio da companbia
pernanrhucana largo da Assembla n.l.
Para OASS e Aracaty O agente Evaristo far leilio de urna pro re-
segu em poucos dias o histe Camaragibe* porid"*8 de 2 andares era bom estado ni ra de
j ter a maior parte do seu carregamento ; a tra- J Aguas-Verdes, com eolio proprio, cujo predio
tar na ra do Vigario n. 5. rende 800$ por anno, os pretendentes se enten-
jderao a respeito com o mesmo agente na roa dr
Vigario armazem de leiles n. 22, sendo o leilio
ao meio dia em ponto no mesmo armazem no
dia cima.

Para Lisboa e Porto
Segu com brevidade a barca portugueza aSan-,
ta Clara, capito Antonio Ventura dos Sanios;
Naves, para carga e psssageiros, teodo para estes
excellenles commodos : trata-se com Azevedo 4
Mendes, ra da Cruz o. 1, ou com o capito na
praca.
Porto por Lisboa
eilo
A 27 do corrate,
Henry Gibson far leilo por interverico do
I; agente Oliveira, do mais completo sortimeoto de
S fazendas inglezas todas proprias desle mercada
t
J.
Terca-feira 27
Segu em breves dias a barca nscional There- \ do corrente as 10 horas da manhaa, em seu ar-
za I por ter sua carga engajada e parte della j ) mazem na ra da Cadeia do Recife.
a bordo, recebe nicamente passageiros, para o* _^_____. _________
qaa tem excedentes commodos, e trata-se com \
Baltar &J)liveira, ra da Cadeia do Recife n. 12.
B^hia.
Avisos aiyersos.
Segu a sumaca Horteocia, capilo Belchior
Maciel Araujo ; para o resto da carga que Ihe
filia e passageiros, trata-se com Azevedo & Ven-
des, ra da Cruz n. 1.
M TIB i
Almirante.
Dieas para os doenles.
M. 1.
Almoco.- -Um quarto de dos ao dia. Lenba e sal. g' llinha para tres c
al-
N. 2.
Almoco.Um pi de tres oogas na sopa de cal-
de gallinha.
Lenha a sal.
Jaatar.Um quarto de gallinha cocida.
Duas oncas de arroz para canja.
Lenba, sol e vinagre.
N. 3.
Almoco.O mesmo da dieta n. 2.
Jantar. O mesmo da dieta n. 1, e mais:
Um quarto de gallinha astada.
U pie de tres onc,aa.
Loria sal.
N. 4.
Almoco.Doas oitavas de cbi da India.
Um fio de.tres oncas. *
Dea* ooess da assucar.
taMjfta'.
Jantar. Bsa Hbra de, carne verde.
Vea timo de farioha.
'- Lenha e sal.
N. 5.
Almoje.O mesmo da dieta n. I.
Jantar. Urna libra de carne assads.
Quatro oncas de arroz.
Um pie de tres oncea.
* tanha sal.
Por ordem do lllm. Sr. inspector da alfan-
dega se faz publico que, no dia 27 do correte
mez, depois do meio dia, se levaro hasta pu-
blica porta desta reparticSo 100 ciixas com 100
duzias de frascos com licor de marrasquino com
257 medidas que, a 13500 rs. cada urna inclusive
os 50 !, prefaz a quantia de 3859500 viudo de
Trieste pelo brigue austriaco Maria, entrado em
21 de dezembro de 1859, e foram abandonados
por Tisset freres, sendo a arremataco livre de
direitos ao arrematante.
Alfandega de Pernambuco, 24 de agosto de
1861.
O Io escripturaro
Firmino Jos dOliveira.
Directora geral da instrueco
publica.
Fago saber a quem convier, de ordem do lllm.
Sr. Dr. director geral, que se acham vagas asca-
deiras de instrueco elementar do primeiro grao
do sexo masculino, das povoacoes de Uoa, e de
S. Vicente e das villas de Buique, da Boa-Vista,
e de Ouricnry : pelo que sao as mesmas cadeiras
postas de novo a concurso, marcando-ae o prazo
de 30 dias a contar da data deste, para a inscrip-
co e processo de habilitaco dos oppositores na
forma das iostruccoes de 11 de juoho de 1859.
Secretaria da instrueco publica de Pernambu-
co, 21 de agosto de 1861. O secretario inte-
rino, Salvador Henrique de Albuquerque.
Declaraos.
O laocador da recebedoria de rendas inter-
nas geraes de conformidade esm o art. 37 e seus
paragraphos do decreto de 17 de marco de 1860,
continua no dia 26 do corrente mez a fazer a col-
leda oas ruasseguintes: Senzalla Velha, traves-
sa da mesraz, becco do Googilves, becco do Cam -
pello, becco Lirgo, Senzalla Nova, Guia, Apollo,
praca da mesma, travessa do Corno Santo, cees
do Apollo, Brom, Guararapes. Pilar, largo do
mesmo e largo do Arsenal do bairrodo Recife, des
impostos a que eslo sujeitss as tojas e casas
commerciaes e outras de diversas elasses e de-
noanacoes ; avisa aos donos dos seus respecti-
vos estabelecimentos que tenham presente no
acto da collecta os recibos e papis de arrenda-
mento de suas casas, visto que elles lero de ser-
vir de base ao processo do langamenlo.
Recebedoria 21 de agosto de 1861.
Jos Theodoro de Sena.
Teodo a .directora das obras militares de
mandar fazer no hospital militar um accrescimo
de tres palmos nu muro, concertar e por vidros
em algumas vidrac,as ; assim como concertar o
telhado, por tres linhas, forrar urna das enferma-
ras e concertar as calcadas, convida aa peasoas
que deste servijose quizerem encarregar a apre-
senlarem suas propostas no dia 27, das 9 horas da
manhaa s 2 da tarde e na referida directora.
Directora das obras militares do Pernambuco,
26 de agosto de 1861.
O escripturaro,
Joo Monteiro de Andrade Malvinas.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo para fornecimento
do arsenal de guerra tem de comprar os objectos
seguioles :
Para a botica da enfermara militar do corpo la
guirnicode Pernambuco.
Agua destilada de hortelan-pimeuta 2 libras.
Dita dita de canella, 2 ditas.
Dita dita de alface, 2 ditas.
Agua destilada, 6 garrafas.
Acido ntrico, 2 libras.
Dilo clorido, 4 oncas.
Kermes mineral, 4 oncas.
Sal de chumbo, 1 libra.
Suboitrato de Bismuto, 1 onca.
Tanins, 2 ditas;
Therembenlina, 1 libra.
Calo, 4 ongas.
&&.
mrw
Vende-se a escuna portugueza Emilia, de lote
de 10$ toneladas pertugdezis, bem construida,
forrada e encatilhada le tobre, muito veleira e
preparada a navegar paraqualquer parte, tendo
sido empregada desde que sahio do estaleiro a
conduzir /rucias de Lisboa para a Inglaterra:
quera a pretender pode examina-la u ancora-
douro deste porto aonde se acha fundeada, e pa-
ra tratar no escriptorio de Azevedo & alendes,
roa da Cruz n. 1.
Maranho e Para.
O hiate Novaes anda recebe alguma carga
para ambos os portos : trati-secom es consigoa-
ttrios Marques, Barros & C, largo do Corpo San-
to n. 6.
l/cuuu4*ma
O palhabote nacional Dous Amigos, capilo
Francisco Jos de Araujo, segu para a Bahia em
poucos dias ; psra o resto da cerga que Ihe falta,
trata-se com seu consignatario Francisco L. O.
Azevedo, na ra da Midre de Dos n. 12.
Para Lisboa segu com a maior brevidade
o brigue portugoez Relmpagos : quem no mes-
mo quizer carregar ou ir de passagem. para o
que offerece os methofes commodos, trate com
Thomaz de Aqulno Fonseca, na ra do Vigario
n. 19, ou com o capito na praca do commercio
Para Lisboa.
Pretende seguir nestes oito dias a veleira es-
cuna portugueza Emilia, capito Jos Castao
da Silva, tem parte de sea carregamento a bordo
para o resto que Ihe falla e passageiros psra os
quaas tem excelentes commodos trata-se com
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, no
seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
Acarac'
O veleiro Garibaldi, mestre Custodio Jos
Vianna : a tratar com Tasso Irmos.
Aracaty.
Segu oestes diss o hiate Vedeta ; para o
reato da carga" trata-se com Caetaoo Cyriaco da
C. M. & Irmo, no lado do Corpo Santn. 23.
No dia 3 do corrente andaiao im-
preterivelmente as rodas da quarta
parte da nona loteria a beneficio da
Segu para o Rio de Janeiro o brigue nacional _,? j D__\r a i -j
Almirante, capito Henrique Correia Freitas. o I f.tr,z da Boa-Vllta desta Cidade ; OS
qual tem parle da carga prompta : psra o resto bhete* e meios bilhetes acham-se a
que Ihe falta e oscravos a frete, trata-se com venda na thesouraria das loteras ra do
Azevedo & Mendes, ra da Cruz n.l. ) n .=
I Crespo n. 15, pavimento terreo, e as
, casas commissionadas do costme. Os
| premios serao pagos em continente a
entrega das listes.
0 thesoureiro,
Rodrigues de Souza.
Leiloes.
LEILAO
Antonio Je se
DE
COMPANHIA BRASILEIRA
PfcPBflS k VAP0,
E' esperado dos portos do sul at o dia 30 do
crranle um dos vapores da companbia, o qual
depois da demora do costume seguir! para es
portos do norte.
Engaja-se desde j s carga que o vapor poder
conduzir, a qual dever embarcar no dia de sua
chegad*, recebe-se passageiros, encommeadas o
as 3 horas
9
i
9
Ter^a-feira TI do corrente as
11 horas em ponto.
No dia e hora cima mencionado haveri lei-
lo por intervengo do agente Pinto, de 47 cal-
zas com garrafas de cerveja branca de Basss &
C:, sem reserva de prego no armazem do Sr.
Aaues em frente a alfandega.
LEILAO
DE
O bacharel Witruvio po-
de ser procurado na ra
Nova n. 23, sobrado da es-
quina que volta. para a
camboa do Carmo.
9
m
9
9

9
9
s
MOV
Precisa-se de urna ama de meta
idade que saiba cosinhar e engommar :
j a tratar na travessa do Carmo n. 10.
Precisa-se de um menino ou rapazinho pa-
ra caixeiro de taberna na cidade da Victoria ; a
tratar na padaria da ra Direita n. 84.
Quarta-feira 28 do corrente.
Costa Carvalbo continua neste dia as
11 horas em ponto, em seu armazem
da ra do Imperador n. 55, o leilo dos
movis existentes em seu armazem.
U11A9.
Quinta-feira 29 do corrente.
Costa Carvalho fara' leilo por man-
dado do lllm. e Exm. Sr. Dr. juiz do
commercio a requerimento de Hermino
Ferreira da Silva da arma cao, merca-
donas da loja de miudezas da ra da
Impertrzn. A9 de Hilarino Soares da
Silva, em um s lote ou a retalho a
vontade dos compradores. \
LEILAO
DE
Vice-consulado de Espaa en
Pernambuco.
Participo los subditos de S. M. residentes
en este distrito consular que en consecuencia de
tener que hacer un vige Rio de Janeiro, en
donde pienso demorarme algunos diss ; ha que-
dado encargado interinamente de este vice-con-
sulado mi cargo durante mi corta ausencia, al
Sr, Ddr Jos Henriques Ferreira, cnsul de S.
M. fidelsima en esta provincia, con cujo Sor se
debern entender con relacin cualquiera a
sunto que corresponda al referido vice-consula-
do de S, M.
Vice-consulado de Espaa en Pernambuco
2 de agosto de 1861.
El vioe-consul de S. M.
Juan Anglada Hijo.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de contratar os gneros
alimenticios para o rancho da companhia dos
menores do arsenal de guerra nos mezes de se-
tembro e outubro prozimos vindouros.
Pao de 4 oncas, bolacha, chA'hysson, assucar
refinado de segunda sorte, manteiga franceza,
caf em grao, carue verde, carne secca, farioha
de mandioca da trra, azeite doce de Lisboa, vi-
nagre dito, bacalho, feijo mulaliuho mi preto,
arroz do Maranho, toucinho de Lisboa.
Quem quizer vender taes generoa aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 28 do
corrente mez.
Sala das seasoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 19 da
agosto de 1861.
Bento Jos Lamenha lina.
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino
Por ests subdelegada se faz publico, que se
acha depositado um cavallo pedrez, que foi re-
medido pelo inspector da Sicopira Torta, no 21
do corrente, por o ter aehade dentro das matas,
q qual indica ter silo roubado, e ali escondido :
quem se julgar com direito comprela, que pro-
vando, Ihe ser entregue.
Subdelegada de polica dos Afiogados 22 de
agosto de 1861.
O subdelegado,
Jos Francisco Caroeiro Monteiro,
Por determinadlo do lllm. Sr. Br. chefe de
policia, fago publico, psra conhecimento de quem
possa inleressar, que pela subdelegada da fre-
guezia da Varzea foi preso e recolhido casa de
detenco um preto de nome Manoel, o qual de-
clara andar fgido e ser escravo do mosteiro de
S. Bento, na provincia da Parahiba ; devendo,
quem se julgar com direito ao dito preto, apre-
aenlar-aa naquella subdelegada munido de do-
cumentos comprobatorios do dominio legal.
Secretaria da polica de Pernambuco 22 de a-
gosto de 1861.0 secretario,
Rufino Augusto de Almeida.
Por esta subdelegada se faz publico que se
acha depositado uoa cavallo castanho com outros
signaos, o qual foi lomado por auapeilo a Seve-
riao Gomes da Silva, morador no Barro, em vir-
lade de ser dito cavallo estranho no lugar, e nao
ser este o primeiro por elle furtado, ji foi o dito
Severino preso com um cavallo mellado perten-
cenle a um individu morador em Beberibe, pe-
lo que acha-se elle recolhido casa de detenco,
e quem se julgar com direito, comparec, que
provando Ihe ser entregue.
Subdelegada dos Afogados 22 de agosto de
JooVocisco Canstlro Mon*iro. Lst)Oci C P^PtO
Por ehr'WbaVtegacia'seTaz publictfSrueje ahir com"br6vidada "a oarcaaTIor desfil-
acha recolhido casa de deleoco o preto crioue mi* por ter parle da carga prompta : para o des, como ejam bros para calcas, as paraTves-
lo de nome Juhp.que diz ser escra.vo. de .Ale- jesU e Diaaageiios, traM-*e*om.*ralho, n0- tidos, bareges, fil, chales, sedas ele* etc.. que
engeob- guaira &C., Btua do Vhjario u 9. pratiro' sero tondWas sem reserva de P/reco, as lloras
andar -Jt^a i /*
3~Itua estreita do Rosario3
Francisco Pinto Ozorio continua a col- a
locar denles artiticiaes tanto por meio de a
molas como pela presso do ar, nao re-
cebe paga alguma sem que as obras nao j
fiquem a vontade de seus donos, tem pos m
e outras preparadles as mais acreditadas *%
para conservago da bocea.
&
dinheiro a frete, at o dia la sahida
da tarde : agencia ra da Cruz n. 1,
de Azevedo & Mendes.
escriptorie
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Navegado costeira a yapor
O vapor Persinunga, commandante Moura,
segu viagem para os portos do sul de sua esca-
la no dia 5 de setembro is 4 huras da tarde. Re-
cebe carga at o dia 4 ao meio dia. Encom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete aleo dia
da sahida 1 hora: escriptorio no Forte do Mat-
toi p. 1.
KE..L CjfflPASHIA
Paquetes ingtezes a vapor
At o da 28 do correte mez espera-#e da
Europa o vapor Oueida, o qual depois la de-
mora do costume seguir pera o Rio de Janeiro,
tocando na Bahia : para passageoa etc. dever-
se-ha tratar com os agentes Adamso, Ilowie &
C, ra do Trapiche Novo n. 42.
xsndra Gorrera Se Caatro, morador uo
TerTt-Preta ds comarca de Santo AftUro;
Ricos movis
comprehendeodo mobiliaa de Jacaranda com pe-
dra, de mogno e de amarello, proprias para sa-
las, gabinetes, sala de jantar e quartos de dor-
mir, uoa ezcellente piano em perfeito estado e
de um dos melhores fabricantes, guarda-vealidos
de mogno, guarda roupa, lavatorios de mogno
com pedrase seus pertences, cama franceza de
Jacaranda, coromoda de Jacaranda e de ama-
rello, mesas elsticas, solidos apparadores de
mpgoo, um grande espelho de Jacaranda proprio
para toilet de senhora, manjuezas, urna excel-
lenta secretaria de mogno, estante para livros,
um relogio americano, magrficos ornamentas
para cima'de mesas, candelabros, jarros, espe-
tos, ricos quadros com pietur-as, porcelana, fi-
nos crystaes e muitos outsos objectos que esta-
ro vista dos compradoras.
Quinta-feira 29 do corrente^
O agente Pinto epcarregado pelo Sr. Guilher-d
me da Silva Guiinares, que retirou-se coa sua
familia para Europa, apresentar^os concurren
les no dia cima mencionadla o vender sem re-
serva de preto todos os objectos existentes nd
1 e 3 andar do sobrado da ra de Imperador
n. 59.
Priacipiar as 10 horas em ponto.
Continuado do leilo
a retalho.
Quarta-feira 28 d corrente.
Antunes continuar a vender a retalho a von-
tade do comprador, fazendas de todas as quali-
e fpo
'em ponto.
Viuva Dias Pereira & C declara que o an-
nuncio incerto no Diario de Pernambuco de 83
do corrente, nao se entende com o Sr. Dr. Anto-
nio Brrelo Cutrim de Almeida. Becife 25 de
agosto de 1861.
Manoel Antonio Rodrigues Samico responde
senhora viuva Pereira, que sempre pagou as
cootas que leve em sua loja de calcado se po-
rm a senhora viuva julgar-se credora pode
mandar a conla ra de Hurlas n. 38, para ser
paga depois de confrontada com os recibos, que-
o verdadeiro passaporte.
Antonio Brrelo Cotrim de Almeida decla-
ra nada dever, mas quem se julgar seu credor
dirija-se ra da Unio n. 39.
Jos da Silva Oliveira, com loja'de trastes
e oQlcina de marcineiro. faz ver que o Sr. Joa
Domiogues Torres nao mais seu caixeiro desde
o da 23 do correla mez. L,
'Precisa-se de ama ama de leite : na ra da
Cruz n. 4.
Precisa-se de um menino de 18 a 14 annos.
que tenha pralica de venda, Vteflrinil-se Pot-
tuguez : a tratar na ra Velha n. 27.
Recebem-se e apromptam-ee com pertei-
co qualquer encommeoda de espanadores : as
Cinco-Pootas segundo andar do sobrado n. 42.
Casa
a festa.
para
Aluga-se a casa abarracada sita no Monteiro,
unida ao sobjado ; mui arejada e tem sabida
franca al o banho : a tratar na ra
Rosario b. 28, ou ne sitio da Ponte
do conselheiro Jos Dente.
estreita to
de UcbOa.
4 ,$000 e 11200 o
i covado. ^
Na loja de Alvaro & Magalhes, ra da Cadeia
do Recife n. 53, vende-se sedas de qnadrinbos
tom lindas cores e bonitos desenhos, pelos bara-
tissimos presos de 1*000 e 19200 o covado, ca-
rnizas inglezas com peilo e punhos de linho a
?OjeOO rs. a duzia.
obertos edescoberioar pequeos e granaos, do
ouro patate ingles, paro homem a laihora do
tus dos malhoree f abricantes de Liverpool, vin-
dos pelo ultimo paouele. inglex t m cas do
Sonthall Mellor 4C.


w
WlBle M flBflaWOCQ. te. THt Correio.
0 Sr. Francisco Caetane de Assis queira diri-
gir-se repartirlo do correio afim de recefcer
orna carta da Parahiba.
Precisa-se de 5000 a juro de 2 por cento a
mez, dando-se por hj^otheca urna excellenle ca-
sa na Tilla daEscada, que as eogeila por venda
1:600$, e rende por aluguel 20$ mensaes, pelo
rrazo'de 4 a 5 mezes : a tratar na ra Direita n.
77, ou annuncie com urgencia.
Annel.
Perdeu-se am annel de ouro com diamanto,
sendo esmaltado era voltada mesma pedra, e es-
t forrado com um bocado de roadapolao para
servir de calco. Este aonel foi perdido na noile
bo at a ra da Cruz do Recife : quem o tiver
achado e quizer restitui-lo aseu dono, queira di-
tigir-se a ra da Cruz do Recife, armazem n. 63.
que ser reeompenssdo alm do agradecimento.
No dia 27 do correte, depois da audiencia
dojuiz municipal da i.* vara tem de ser arre-
matado por venda seis casinhas tapadas de barro
e urna em aberto, em chaos pertencentes a Mxi-
mo Jos dos Santos Aodrado, no lugar da Torre,
freguezia dos Afogados. ama casa tapada de bar-
ro, cobertade telha. avaliada por 120$, urna dita
por 120$, urna por 50g, urna dita por 30jg, urna
<3ila tapada de barro, coberta de palha, por 20$,
urna dita por 20$. urna dita em aberto coberta de
palha por 10$, asquaes vao prsga por execugo
meuores de Francisco Borges Mendos.
Vende-se um negro por preco commodo ;
na ra do Encantamento n. ti.
Vende-se urna morada de casa na ra Di-
reita n. 61, freguezia dos Afogados, a qual fra
ratificada toda de novo, tendo commodo, quin-
ta! grande e murado, defroote da estacan que se
vai fazer por prego commodo ; a fallar ao capitao
Moraes.
Com toque de avaria.
Vendem-se chitas largas com toque de avaria
a 160 rs. o covado : na ra da Madre de Dco?, lo-
ja n. 36 A.
Attenco.

aos senhores de engeuho.
Nos quatro cantos da ra do Queimado loja n.
20, vende-se o bem acreditado algodo da trra,
proprio para roupa de escravos.
E' muito barato a 320 ris a
libra.
Vende-se carne do serlao, cousa melhor nao
pode haver de gorda e nova; na ra da Senzala
Nova o. 1.
Vende-se um preto de excellenle Ggura e
boa conducta ; a tratar na fundirlo do Sr. Slar
com o cocheiro do mesmo.
J chegou.
Vendem-so novos gostos de fitas a 160, 180 e
.200 rs. o covado, cambraias de salpicos brancos
e de cores a 240 o covado, pegas de entremeios e
tiras bordadas a 1$, pegas de cambraia branca
muito finas a 2$500, 3g e 3$500 ; na ra da Im-
peratnz, loja armazenada de portas n. 56, de
Magalhaes & Mendes.
Aluga-se o segundo andar da casa da ra
da Senzala Velha n. 76, a tratar na ra da Ca-
deia do Recife n. 50 primeiro andar.
= Precisa-se de um fornelro na padaria de
Monteiro & Soares, que saiba faier sua obriga-
gao i na fu larga do Rosario n. 46.
Traspasse de casa.
Traspassa-se cor consentimenlo do propie-
tario, o segundo andar do sobrado n. 79 da ra
do Imperador, muito aceiado ; a tratar com Po-
lycarpo Jos Layme na mesma casa.
Aluga-se o segundo andar da casa da ra
Direita n. 40 ; a tratar no caes da alfandega, ar-
mazem n. 5.
Aluga-se um primeiro andar na ra Ve-
lha e a mesma pessoa vende travs, enchameis,
raaos travessas e caibraria tudo mais barato do
que em outra qualquer parle: a tratar na ser-
rara da ra da Praia n. 59.
Precisa-se de urna ama que aeja escrava
para comprar e cozinhar para casa de pouca fa-
milia ; a tratar na ra da Imperatriz n. 60, loja
de Gama & Silva.
Precisa-se de urna ama que com-
pre e sirva para todo servico de urna
casa de pouca familia : na ra das Crn-
zes n. 20, primeiro andar.
A 3,000 rs.
Vendem se saias balo de 20 a 30 arcos a 3$,
-ditos de fita larga dos lados que sao os mais mo-
dernos, luvas de seda a 500 rs. o par, novos gos-
tos de sedas a Pompadour a 800 rs. o covado : oa
ra da Imperatriz, loja de 4 portas n. 56, de Ma-
. galbes & Mendes.
Grande pechincha.
Vendem-se ricos cortes de phantasia a j, ditos
de cambraia de seda muito finos com babados a
'j. ditos de cambraia brancos e de cores com ba-
bados e de barra a 3g e 3$500, ditos de cambraia
de salpicos brancos e de cores a 2 : na ra da
Imperatriz, outr'ora aterro da Boa-Vista, loja ar-
mazenada de 4 portas n. 56, de Magalhaes &
Mendes.
A 4#000.
Vendem-se pegas de brelanha franceza onfes-
tada a 4$, ditas muito finas proprias para aber-
tura de camisas a 5$, ditas de madapolo francez
entestado a 3$: na ra da Imperatriz, loja arma-
zenada de quatro portas n. 56, de Magalhaes &
Mendes.
/fu do Amorim
VENDE-SE:
Hilbo novo.saccas de 3|4 por 4$300.
Dito de meia idade por 3g500.
Dito velho por 3$.
Mel.
Vende-se mel em barris de 5. : na ra do Ran-
geln. 9, deposito, e na padaria da ra dos Pesca-
dores ns. 1 e 3.
Vende-se urna escrava de meia
idade que cosinlia, lava e faz todo ser-
vico de urna casa com perfeicao : na
ra do Fogo n. 45.
Joaquim da Assumpgao Queiroz convida
aos amigos de seu fallecido pae Joo Pio-
lo de Queiroz a assistirem a miisa do s-
timo dia que se tem de celebrar na ordem
terceira de S. Francisco na manha do dia
29, e aproveita a occasio para agradecer
os que se dignaram acompanhar os seus
restos mortaes para o cemiterio.
Ra da Cadeia do
Recife n. 49.
O senhor quem quer que seja pro-
prietario do armarinho da ra e nu-
mero cima, tenha a bondade de de-
clarar por este Diario, qual o negocio
que tem com o proprietario da loja de
calcado da ra da Imperatriz n. 16,
cristo que elle nao tem, nunca teve e
nem pretende ter negocios com tal in-
dividuo e nem tao pouco lhe deve quan-
tia alguaza e^issim se n5o fizer o que
peco declarare! por este Diario em ty-
pos trplices, para que pessoa alguma
fique em duvida ou sunpooha que te
nho Dor habito deixar de pagar a quem
devo. Recife 2*. de agosto de 1861.
Viuva Dia Pereira & C.
O abaixo assignado convida aos Srs.
membros da sociedade dos seleiros e aos
amigos de seu compadre e amigo o finado
Ventura Pereira Penna para assistirem a
urna missa que pretende mandar celebrar
no dia 29 pelas 6 horas da manha na igre-
ja do Collegio, trigsimo dia de seu falleci-
mento. Espera porlanto que se dignera
prestar a ese acto de caridade e religfira.
Manoel Augusto Candido Pereira. (
Mademoiselie Mathilde Eva Zocher
offerece-se para instruir em alguma ca-
a de familia na cidade ou fora della.
JSacarregase, alm da educa cao moral
< religiosa das meninas que lhe orem
confiadas aos cuidados de ensino das
primeiras letras, francez, adiendo, geo-
grapha, historia antiga e moderna,
msica e piano.: a tratar com o Sr. te-
jiente coronel Thomaz Jote da Silva
Gusm&p, que esta' autorisado a dar to-
dos os escfarecimentos relativos as con
dicSes do ajuste, na thesouraria pro-
f ricial da* 9 at as 3 hoias da tarde.

MOA
Precisa-se de urna ama para o servigo interno
e externo de urna casa de pouca familia ; a fal-
lar na ra do Cabugi n. 3, segundo andar.
Aluga-se o primeiro andar da ra da Cruz
o. 21: a tratar no armazem do mesmo sobrado.
Deseja-se saber onde mora nesta provincia
Joo Pialo da Fonseca. natural de Portugal, ou
seu mano Antonio Pinto da Ponseca, e roga-se
aos mesmos senhores o favor de annunciar por
este Diario a sua morada, afim de ser procurad,
pois se lhe deseja muito fallar.
Aluga-se um andar e soto na travessa dos
Quarteis n 35: a tratar na ra das Cruzas, taber-
na n. 22.
Aluga-se urna casa em Beberibe ; a tratar
com J. I. de M. Reg, oa ra do Trapiche n. 34.
Aluga-se a casa n. 14 atraz da matriz da
Boa-Vista; a tratar na ra da Florentina d; 32.
Aos senhores de Mgenho.
Urna pessoa que sabe perfeitamenle ler, escre-
ver e contar ; se propde a ensinar em algum en-
geuho perto da praca, por mdica paga ; a tratar
na ra do Queimado n. 75.
Na ra do Pires n. 34, taberna, se dir quem
compra urna casa terrea, nos bairros Boa-vista ou
Santo Antonio, que nao exceda 'de 2:500$.
Alluga-se urna escrava, moga, de todo ser-
vigo para casa de famiiia ; na ra da Praia n. 47.
2o andar.
Bernardo Fernandes Vianna, mudou a sua
escola particular para o primeiro andar n. 7 da
ra da Cadeia Velha do Recife.
M1HDJM
Recreio Familiar.
A directora do Recreio Familiar convida aos
senhores socios para se reunirem em assembla
geral no dia 29 do corrente, as 4 horas da tarde
uo sobrado do largo do Parazo, esquina da tra-
vessa do Ouvidor, afim de se tratar dos estatutos
da sociedade, e eleger-se a nova diiectoria.
Precisa-se de um bom cozinheiro que d
fiador a sua conduela: na ra da Imperatriz,
loja de barbeiro, casa n. 51, se dir quem pre-
cisa. r
Atteiujao.
Um mogo solteiro precisa alugar um decente
quarto era casa de familia que se obrigue a dar-
me mesa posta ; quem estiver neste caso deixe
carta nesta lypographia dirigida a P R. F.
Engomma-se com perfeigo e commodo
prego : no Becco do Padr n. 20, segundo andar.
Criado.
Offerece-se um criado para copeiro ou boleei-
ro, preferindo-se casa estrangeira : quem o pre-
tender, dirija-se a botica do Sr. Ignacio, no lar-
go da Boa-Vista.
O abaixo assignado faz sciente ao respeita-
vel publico que nao dev nada a pessoa alguma,
nem to pouco tem emseu poder dinheiio algum
de outrem, nem nunca teve : quem se achar com
algum direitode cobrar qualquer conla, dinheiro
ou objectos que existam em seu poder, apresen-
te sua conta dentro de 24 horas para ser pago e
saldado, pois nada deve nem nunca deveu. B-
sate 24 de agosto de 1861.
Manoel Luiz de Lima.
ocheira a negocio.
Faz-se todo negocio com a coebeira da ra do
Imperador n. 12, com grande vantagem para
quem quizer ter um eslabelecimento lucrativo, e
o motivo do negocio se dir ao comprador : a tra-
tar na mesma casa.
O Sr. Joaquim Jos de Sant'Anna queira vir
tirar, no prazo de tres dias, os seus penhoresque
deu por garanta de certa quantia que se lhe em-
prestou na ra Direita n. 74, vialo ter axpirado
no dia 15 do corrente o prazo do emprestimo da
mesma quantia ; do contrario sero vendidos os
mesmos penhores para pagamento dessa quantia
e juros vencidos.
Manoel Jos Soares Guimares vai s pro-
vincias do norte.
Achando-se vago o lugar de guarda da ir-
mandade do SS. Sacramento da freguezia de San-
to Antonio do Recife, a mesa regedora convida
aos seus irmos e mais pessoas que se acharem
habilitadas para que apresentem seus requer-
meotos al o dia 29 do corrente, e bem assim a
competente fianga conforme determina o compro-
misso. Consistorio da irmandade do SS. Sacra-
mento da matriz de Santo Antonio 26 de agosto
de 1861.O escrivo, F. de Souza Reg.
Na ra do Livramento, sobrado n. 8, preci-
sa-se alugar um preto.
Fazem-se
capas, balinas, barretes esamarras; na ruado
Encantamento n. 3.
Quem precisar de urna ama forra para coser
e engommar, dirija-se a ra do Hospicio con-
fronte ao Gymnasio, casa n. 26.
O abaixo assignado faz sciente ao publico
que Henrique Pereira de Magalhaes deixou de ser
seu caixeiro desde o dia 25 do corrente mez de
agosto.Manoel-Alves Ferreira.
A pessoa que annunciou querer saber aon-
de reside nesta provincia Antonio Pinto da Fon-
aeca, ou seu irmoJoo Pinto da Fonseca, subdi-
tos portuguezes, pode dirigir-se quelle. na ra
do Mondego, taberna n. 81, e esto na taberna
grande da Soiedade n. 46.
Attenco,
Convidase aos credores do fallecido Ventura
Pereira Penna para comparecerem no dia 28 do
corrente, s 11 horas da manha, na loja de sel-
leiro na ra Nova n. 28.
Precisa-se alugar um moleque ou um preto
idoso para o servigo de casa,; na ra do Trapiche
Resposta.
Manoel Augusto de Menezes Costa nao tem ne-
gocie algum de interesse seu na loja de calgado
da ra da Imperatriz n. 16, visto que nada deve
na dita loja.
t om perfeigo.
Lava-se e engomma-se toda qualidade de rou-
pa ; ns ra da Conceico da Boa-Vista n. 42.
Precisa-se de um bom trabalbador : na pa-
daria da ra dos Pescadores ns. 1 e 3.
Vocal e instru-
mental.
Manoel Ignacio de Menezes Costa d licoes de
msica por casas ptrticulares : quem de seu
presumo se quizar utilisar, procure na ra da
Conceigo da Boa-Vista n. 42, ou no arsenal de
guerra.
Ao Sr. acadmico Francisco Barbosa Cor-
deiro precisa-se fallar, ns rus Nora a. 7.
A commissao liquidadora dos ere-
dores, da massa do tallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aos Srs.
devedores a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commisso todos os dias uteis das 10 ho-
ras da manha as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commissao roga mais a esses Srs. de-
redores, que nao a obrigue a tancar
mao dos me ios judiciaes ou do jornal
para haver essas importancias de que
sao seus deredores.
lova
exposicao
DE
candieiros a gaz.
Ra Nova numero 24.
O proprietario deste eslabelecimento toma a
honra de annunciar ao publico que no dia 8 do
corrente abrir seu novo eslabelecimento de can-
dieiros econmicos a gaz, as 6 horas da noite se
achara Iluminado al as 9 1|2 da ooite com toda
franqueza para verem e conhecerem a ficilidade
que na em uaarem dos ditos candieiros em eco-
noma, pela milita experiencia s>ue ha feito com
os ditos candieiros, se encontrar de todos os
pregse qualidades ; todos aquelles que quize-
rem usar de ditos candieiros, deixo de mencionar
todas as qualidades que ha pela immensidade
que se offerece por eslarem expostos com toda
franqueza no dito eslabelecimento, na ra Nova
numero 24.Cameiro Vianna.
Manoel Alves Guerra saca sobre o Rio de
Janeiro.
@SSJ#
gGabiuete medico cirurgico.
Ra das Flores n. 37.
9 Serio dadascousbltas medlcas-cirurgi-
cas pelo Dr. Estevo Cavalcanti de Albu-
querque das 6 as 10 horas da manha, ac-
9 cudiodo aos chamados com a maior bre-
9 vidade possivel.
1"> Partos.
2. Molestia* de pelle.
0 3.* dem dos olhos.
4.a dem dos orgos genitaes.
0 Praticar toda e qualquer operago em
% seu gabinete ou em casa dos doactes con-
9 forme lhes r mais conveniente.
I
N. 32~Rna streita do Rosario-N. 32
reJlhrAP0MPILI0dent81' sileiro. acabado
rPr.V5f?n"dee,ar^0 sorlim"o co %?32S! m"8 "PP"ospsra a con-
n-in.?.- d6D,aaur" Uficiaes, plantando-os
pelos systemas segulotes: suego de ar, eram-
pos-lig.dura., a pivot sem grampos, sem lega-
duras e sem extraegao de raizer.' Arranja e
concert dentadura* de ouro ou platina: Enche
os naturaes com ouro, platina, maga adajnan-
im V7,e?JM "'"'0 elc-e qualquer des iys-
temas refjndos serao accommodados ao estado
da bocea. Limpa os mesmos sem usar de ci-
dos que concorrem positivamente para a queda
dos denles, visto que dissolve a superficie vi-
rea, expondo o assim a acgo activa dos agen-
tes chmeos, que se desenvolver na bocea. Ex-
trahe denles e raizes cariadas por mais difflceis
que ejam e mesmo abandonadas por outros den-
tistas, empregando para esse um o systema nor-
te-americano sem fazer applicagao da chave de
uanngeot; pnvando assim os evidentes periaos
que podem resultar das operages feitas com um
tal instrumento, como sejam o extrangulamento
dos tecidos moles.fraturagao dos alveolos e mes-
mo da maulla e tecidos duros, que formam as
COtai das raizes dos denles, nervalgias, hemor-
ragias affecgoes pollipozas, grangrenas e caria
dos tecidos duros. Faz tudo com asseio e promp-
tidao, guardando todas as conveniencias relati-
vas a cyrurgia da bocea e bygiene doa denles
podendo ser procurado em sua casa a qualquer
hora. Acceita qualquer chamado para os flns
cima mencionados tanto na capital como fora
della.
A mais fina e nova que se pode desejar neste genero, a 1J000 a libra tanto emporco
como a retalho, vende-se nosarmazens Progressivo e Progressisla no larco do Carmo n 9
e ra das Cruzes n. 36. '
CHA HYSSON.
O melhor que se pode desejar em artigo cha a 2#600, 2#800 e 3^000 a libra, enanca-
se qualquer urna das qulidades.
. CHOCOLATE.
francez, mglez, portuguez, a 1#200 a libra, vende-se no Progressivo e Proeressista
no largo doCarmon. 9, e ra das Cruzes n. 36. 8
Chegados no ultima paquete a 640 rs. a libra, e sendo inteiro a 600 rs. a libra affian-
ca-se a superior qualidade.
n ;; OUEIJOS FLAMENGOS.
Us mais lrescaes que ha no mercado por serem vindos no ultimo paquete a 2#800
cada umt p
O melhor que se pode desejar na qualidade deste queijo a 600 rs. a libra e sen-
do porco a 500 rs. '
Em pipafoLisboa, Porto e Figueira a A$ a cariada de 500 a 600 rs. em garrafa.
Porto, Duque do Porto, jeuuino Carcavellos, Nector, Madeira, Feitoria, Cheres
Bordeaux a 1P00 agarrafa e 13$ a duzia. nicamente no progressivo e protressist
no largo do Carmo erua das Cruzes.
_ lh A DOCE DA CASCA DE GOIABA
um dos melhores doces que ha em relaco ao tempo a 800 e 1#200 o caixao.
LATAS COM FRUTAS
de todas as qualidades que ha em Portugal o mais"bem arranjado que temos tido no
mercado a 800 e 1^000. H
ERVILHAS PORTUGUEZAS E FRANCEZAS
o que se pode desejar em bom neste genero, pela sua preparaco > qualidade a 800
rs. a lata.
VINAGRE PURO DE LISBOA
a 240 a garafa e 1#850 a caada afianca-se ser de Lisboa e de superior qualidade tam-
bem branco por 400 rs. a garrafa e 2#560 a caada.
COMINHOS E ERVA DOCE
os mais novos que temos no mercado, e mesmo nunca os houve melhores a 400 rs a
libra de erva doce e 800 rs. os cominhos.
a mais nova que se pode desejar a 180 rs. a libra de sevadinha e 280 rs o sae
LATAS COM DOCE DE ALPEBCE
o melhor que se pode desejar, a 1#100 a lata, tambem marmelada dos melhores fa-
bricantes de Lisboa a 1#800 a lata, e peras a 1,280 rs. a libra.
alem dos gneros cima encontrar o publico tudo que procurar tendente a mo-
tilados.
N. B. Os gneros cima vendidos em nossos armazens levaro o destentivo dos
mesmos.
Agencia de passaporte.
Claudino do Reg Lima tira passaporte para
dentro e fora do imperio por commodo prego e
presteza : na ra da Praia, primeiro andar n. 47.
J.Praeger&C.
em liquidco
mudaram seu armazem para a ra do
Apollo n. 31 defronte do tbeatro.
MUDANCA
Luir Soulan, cuttleiro e armeiro francez, participa ao respeitavel publico
e especialmente aos seus freguezes que mudou sua officina da ra das Cruzes pa-
ra a ra da Imperatriz n. 13, .aonde continua amolar todos os dias e a fazer
concertos, reparos e obras novas tendentes a sua arte com promptidao e barateza.
RA NOVA N. 52
HENRIQUE AUGUSTO BEC
Artista emdesenhos de cabellos,cabelleireiro
e barbeiro de Paris,
tem a honra de prevenir ao publico desta cidade. que acaba de abrir um estabele-
T?!??&?ade,e9e*}*COm *>****** *** Pa penteiar senh
iw u a o? "e- barba ; "Mim coino nm offlciI1<, P,ra de ca-
eio a. A. Beck o nico a quem se devem dirigir as encommendas de traba-
h?K2^ ,uer- botesde punhos e pe.tosde camisa, pulceras, correntes. trancelins, cortinas -enfei-
tes (breloques) para relogios, flores, emblemas, ornatos etc., etc. O cuidado que o an-
nuociante empregar nos cabellos que lhesio confiados, probar o quanto sabe com-
prehender o r alor que cada um lhes d. pois que elles sao nao s a lembranca da pes-
soa estimada, como urna parte importante da mesma pessoa.
? **! eieclmento Beck, que acaba de ser aberto. procurar merecer sem-
pre a conflan?a daquellas pessoas que a elle se dirigirem, promptifleando rpidamen-
te as encommendas que lhe forem dalas. Na mesma casa fabricam-se eabellel-
ras postilas para homens e senhoras. barbas, topetes, trancas e bandos. Faz-se a
barba e cortam-se os cabellos por mensalidade, no estabelecimento ou as casas par-
ticulares, assun como penteam-se senhora-, sendo a 5000 os peoteiados de noi?a,
ultima moda de Fans. '
Sallo especial para Ungir cabellos e barbas.
Agua imperial
para lavara cabega e impedir que eaiam os cabellos.
.irn-nS; i;J?fc??-TWa P.ubl>.epecialmerrte as senhoras, i visitar seu eslabele-
cimento, onde acharao patentes diversas obras em cabellos.
Ra Nova N. S2.
Aluga-se urna caooa grande para familia,
que pode carregar at 20 pessoas, com assentos
em roda, bem construida e aceiada ; na ra No-
va de Santa Rila, serrara do Sr. Banks n. 21
para ver e tralar.
Os Senhores cujos uomes v5o abaixo ins-
criptos lenhara a bondade de dirigir-se a loja de
calcagado da ra da Imperatriz n. 16 Iratarem
de negocios de seus interesses :
Antonio Gomes Pessoa.
Jos Antonio da Silva Mello.
Belarmioo de Barros Correa.
Firmo Candido da Silveira.
Manoel Ferreira Fialho.
Ignacio Cantanil.
Manoel Machado TeUeira Cavalcanti.
Simplicio Jos Campello Morici.
Antonio Jos de Brilo.
Capitao Francisco Lins.
Braz Antonio da Gunha.
Francisco de Paula Pereira.
Boira aa.
Estrella.
Dr. Joao Augusto da Silva Freir.
Joaoda Costa Fialho.
Manoel Jos da Costa Reg.
Padre branles.
Manonel Joaquim Arvore de Oliveira.
Joo Machado Soares.
Manoel Jacques da Silva.
Ain
Remige Quimack.
Suppra Frederico.
Joaquim Simphronio AUonso de Mello.
Joaquim Jos da Co3ta.
D. Luiza de Siqueira.
Jacinlho Luiz Querreiro.
Joo Antonio de Vasconcellos.
Joaquim Aotonio de Souza.
Joo da Silva Raogel Jnior.
Jos Maria Cesar do Espirito Santo.
Jacinlho Lisboa
Jos Mara doa Saotos.
Antonio Elisu Anlunes Ferreira.
Antonio Joaquim da Silva Brilo.
Alferes Penria.
Joo Francisco da Coila Lobo.
Jos Manoel Correa de Almeida.
Antonio da Costa e S.
Joo Jos de Azevedo Santos.
Hermenegildo Elisu da Silva Caneca.
Asceocio GonQalves Ferreira.
Helpidio (cocheiro do Adolpho)
Capitao Jos Joaquim de Barros.
Joo Demetrio.
Maooel Correa Ferreira Guimares.
Antonio Barbosa da Silva Ferro.
Capilo Bezerra.
Jos Clobino.
Henrique Rodrigues Carlos da Coita:
Joo Carlos G. Oliveira Pelagio.
Manoel Ignacio de Oliveira Martina.
Jos Alfonso Ferreira Jnior.
Dr. Antonio Loureiro.
Manoel Ignacio de Albuquerque Maranho.
Dr. Francisco Bandeira.
Blandi.
Manoel do Nascimenlo da Silva Basto*.
Jos Rufino da Silva.
Jos Antonio Maria.
Faustino Pereira.
Manoel Antonio Rodrigues Samico.
Francisco de Paula Borges.
Joaqutm Antonio de Moraes.
Jos Bernardo de Miquiles.
Francisco Xavier Cavalcanti.
Joo Francisco dos Saotos GaviSo.
Justino Francisco de Assis.
Manoel Goncalves da Silva Queiroi.
Manoel de Lemos Ferreira.
Joaquim de Lemos Ferreira.
Carlos Augusto da Conceigo Ribeiro.
Jos Honorato de Medeiros.
Antonio Ribeiro de Lacerda.
Manoel da Cruz Marttns.
Deodoro Fetoandea da Cruz.
Joaquim Correa de Arauio.
Trajano da Costa Ribeiro e Mello.
Augusto Lina.
Luiz Jos da Silveira.
Jos de Freitas Ribeiro.
Claudino Jos Feliz.
Manoel Joaquim de Paula e Silva.
Jos Luiz Ferreira.
Jos Antonio de Lima.
Adeodato Vieira Gomes.
Ignacio de Souza Leo.
Antonio Francisco de Moura.
Joo Ignacio de Magalhaes.
Joo Francisco Regis Ferreira.
Recife 11 de agosto de 1861.
Na ra do Vigario n. 9, primeiro andar,
existem as seguintes imagens, viodas ltimamen-
te da cidado do Porto, e que se trocam a preco
razoavel :
2 santuarios com as competentes imagens.
Santo AnUnio.
Conceigio de Nossa Senhora.
Sant'Anna.
S. Joaquim.
S. Jos.
Menino Jess.
Aluga-se a padaria da travessa do Piras,
compela de todos os utencilios, a qual est tra-
balhaodo, ou mesmo para qualquer oulra offi-
cina offerece muitas rantagens porque lem 150
palmos de fundo e 35 de largo, garante-se o alu-
guel e o commodo : a tratar oa ra da Senzala
Nova n. 30.
Aluga-se o segundo e terceiro an-
dar do sobrado n. 36 da ra do Trapi-
che : a tratar no primeiro andar, es-
cnptorio de Matheus Austin & C.
ra8nnHnagc??fS
A pessoa que quizer comprar un
rico ber^o de Jacaranda, com cortina-
dos, tudo em bom estado, dirija-se
ra. de Hortas n. 106, que achara com
quem tratar.
Precisa-se alugar urna casa terrea que te-
nhs commodos para grande familia, e quintal
grande as seguintes ras do Mondego, Trompe
e ra do Sebo at a Soiedade : a tratar nos Coe-
Inos, ra dos Prazeres n. 30.
O aqaixo assignado, relojoeiro estabelecido
na ra da Imperatriz n. 14, vem pelo presente
declarar qu^e as pessoas que em seu poder dei-
xaram relogios para se concertar, isio ha muito
lempo, devero comparecer dentro do prazo de
lo das, coudos da data deste, afim de aatisfa-
zerem os seua dbitos concementes a taes con-
certos, resgatando seus relogios," e do contrario
Ando o dito prazo sero vendidos semelhantes
objectos para de seu producto ser o abaixo as-
signado integra 1 mente pago. Recife 84 de agos-
to de 1861.Alberl Aschoff.
Na ra Nova 33 precisa-se de urna ama
que saina cozinhar e engommar pranme casa
e pouca familia..
Cavallo lirtado.
0 !io ron**M igreja dos Aflictos, na noi-
e de 19 para 30 do corrente, fortaram um caval-
lo quarto eem os signaos seguintes : pequeo,
quisi preto, freale aberta, de 7 para 6 annos de
idade, eom urna sobrecena na mao esquerda, um
peq.Utno f10 B*lba, pooUa das erelhas
cortadas, de meias carnes, puse aa pouco por
ama perna quando anda, pesclo acarneirado,
marca nos peitosde almanjarra, etc., etc.: quem
o apprebender ou dalle der ooticla, pode dirigir-
se ao mesmo sillo ou ao engeaho Boa-Viila do
Cabo, que aera recompensado.
Os credores ale Jos Nunee de Paula quei-
ram epresentar auaa letras aa ra da Cruz n. 4,
para proceder-se ao rateio do que se acha em
deposito.

''


DIARIO DI flNAlIDCO. TERCA FSUA 27 il AGOSTO DI 1861.
(*>
\ *
>
Sociedade bancada.
Amorim, Fragoso, Santos & C. sacam e tomam
aques sobre a praca de Lisboa.
Padaria.
Na padaria de Antonio Fernandos da Silva Bei-
riz, roa dos Pire n. 42, vende-se a muito acre-
ditada bolachinha quadrada, d'agua, propria para
doenles, bolachinha de aramia e dita de moldes.
A commissio liquidadora dos credores da
casa do fallecido Manoel Buarque de Macedo Li-
na, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou contas de litros, que se diri-
jam com os seus tilulos ra da Cadeia do Re-
cite n. 26. primeiro andar, das 10 horas\ da ma-
chia s 2 da larde, para serem verificados e cas-
aificados pela referida commissao
Aiuga-se urna excellente caa de
campo com todas as commodidades de
familia, com sitio grande, cocheira, es-
tribara etc., a casa construida ha poa-
co tempo com terraco a roda, sita na
entrada do Poco: a tratar com os pro-
prietariosN. Bieber & C, successo-
res, ra da Cruz n. 4.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Fraderic Gaulier ,cir urga odentista, faz
todas as operacoes da sua arta ecolloca
dentes ariificiaes, ludo com a superiori-
dade e parfeico que as pessoas entendi-
das lhereconhecem.
Ten agua o psdentifriciosatc.
%MM6reaMfiHfiiMKSKfiKraK
Aluga-se, o sobrado n. 2 B da ra do Apollo,
e a casa terrea n. 27 da ruado Burgos a tratar na
ra da Aurora n. 36.
Aviso.
Francisco Maciel de Souia participa a seus
freguezes tanto da praca como de fora que de
son abri o seo estabelecimento de calcado fei-
to na provincia na ra da Imperatriz outr'ora
aterro da Boa-Vista e pretende vender muito era
conta para agradar seus freguezes que todos gos-
tam do born e barato.
Na travesa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continua-se a tingir
com toda a perfeicao para qualquer
cor e o mais barato possivel.
CONSULTORIO ESPECIAL HOHEOPATflICO
DO D0UT0H
n SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todoa os diaa otis desda as 10 horas
at meio dia, acerca das seguiutes molestias :
molestias das mulheres, molestias das crian-
fas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphililieas, todas as especies de febrts,
febres intermitientes e suas contequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Yerdadeiros medicamentos homeopalhicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos presos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nucamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompaohadas de", um
impresso com um emblema em relevo, leudo ao
r6dor as seguintes patarras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na tampa o no-
mo do Or. Sabino sao falsos.
Fundico
5
de bronze.
Na bem conhecida fabrica de fundico, latoei-
ro e funileiro da roa Nova, defronle da Concei-
Co, contina a fazer todas as obras tendentes s
mencionadas arles e officinas cima ditas, como
sejam : bronze para engenho, parafusos para di-
tos, e tudo quanto necessario para tal mister,
ludo mais barato do que em outra qualquer par-
te, e bem assim, alambiques, serpentinas de co-
bre, e tudo mais concernente a caldeireiro, obras
de lato com a melbor perfeicao possivel, obras
douradas e em lato para militares, como sejam,
apparelhos para barretinas, femgens para telina
e talabarte de qualquer arma, botoes de todos os
nmeros, dourados, bronzeados e em amarello,
obras de folba superiores por serem os artistas
que as fabrieam jornaleiro e nao empreiteiro, que
como se sabe, nunca as obras que sao feilas de
empreitada sao perfeitas, tudo muito barato: na
ra Nova n. 38.
D. Anna Machado de Lea. Freir da
Cosa seus lhos Ricardo Pereira da Costa,
Liberato Pereira da Costa. Anna Pereira
da Costa, Mara da Penha Pereira da Costa,
Clementino Pereira da Costa, Aslerio Pe-
reira da Costa, Francisco Mathias Pereira
da Costa sua sogra Rita Mara do Sacra-
mento Costa agradecem do fundo d'alma
a todas as pessoas que se dignaran! acom-1
panhar at o cemiterio publico os restos
mortaes do seu prezado marido, pai e li-
lao Francisco Mathias Pereira da Costa,
de novo convidam para assistir a missa do
stimo dia que se ha de rezar na capella
do cemilerio publico quarta-feira 28 de
julho s 7 horas da maohaa do referido dia.
No dia 3 do selerabro prximo, pelas 11 ho-
ras da maoha, depois da audiencia do Illm. Sr.
Dr. juiz de orphos, lem de se arrematar por ven-
da varios sitios e tres easas de taipa perlencentes
aos orphos lhos do finado Manoel da Silva Bar-
ros, cajos sitios sio doas as Corouranaa de den-
tro, com boas trras de planlaclo,* e um delles
lem casa de taipa, outros sao na Venda Grande
com porcao de ps de coqueiros, alguna na pan-
cada do mar, lendo o denominado Carrapicho boa
casa de vlvenda pertO do mar, propria para pas-
sar a feata, o ofierece os baohos d'agua salg.
aslres casas sao sitas na ra da Venda Grande,
lendo dous excellentes commodos para familia.
Preoisa-se de um criado de 12 a 20 annos
deidade, preferiodo-se portuguez: na roa da Ca-
deia do Recite, loja n. 21.
O abaixo assigoado avisa ao publico que
nioguem contrate com Jos Antonio de Aranjo
Guimares sobre um silio no Caldeireiro, o arma-
zem n. 18 do caes 22 de Novembro e parte da
casa de sobrado n. 16 da ra do Crespo, bens que
foram do finado Domingos Antonio Gomes Gui-
mares, e tocaram em heraoca so ditoBenlo An-
tonio Gomes Guimares, pai do abaixo assigoa-
do, visto que taes bens eslo sujeitos restitui-
cao do dote mulher do abaixo assigoado, que
nao sendo attendido em partilha, tem de ser re-
vindicado, acrescendo alimentos devidos, etc.
Recite 24 de agosto de 1861.
Joo Antonio Gomos Guimares.
Prccisa-se alagar para ama casa eslrangei-
ra urna escrava que seja perfeita costureira, que
lenha bons costumes e sem vicio, garante-so de
ser bem tratada e nao sahir na ra : quem ti-
ver, dirija-se a ra do Imperador n. 27, confrou-
te a ordem tereeira de S. Francisco.
EAU n N RALE
NATRAIXEDE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n.il
O Sr. Joaquim Frsncisco de Souza Navarro
3ueira comparecer a repartico do correio, am
o receber um officio viodo do Rio de Janeiro.
Declarado.
O abaixo assigoado declara que ica de ne-
nhum valor toda e qualquer procuraco passada
com a firma Viuva Auacleto & Ramos, nem tem
pessoa alguma autorisada para fazer cobranca de
auas dividas. Recite 23 de agosto de 1861.
Antonio da Silva Ramos.
Attenco.
Mello, Irmo, lendo comprado ao airematante
da massa fallida de Manoel Francisco de Mello,
faz scienlcs aos devedores da dita massa a vlrem
pagar os seus dbitos, e os que nao fizerem sero
qamados a juizo. Recito 12 de agosto de 1861.
Perderam-se desde a ra de Hortas em se-
guimenlodas ras Augusta, Imperial, S. Mi-
guel dos Afogados al o Giqui, uos autos de
execugo de Manoel Joaquim Baptista como ces-
sioaario de Henrique Bruno & C. e Tiburcio Va-
leriano Baptista contra Jos Florencio de Olivei-
ra e Silva e Amaro Gongalves dos Santos, que
correm pelo juizo municipal da segunda vara,
escrivo Santos, com urna sentenca de adjudi-
cado extrahida dos mesmos autos, da parte da
propriedade Passo do Giqui eCassotes e do do-
minio directo de diversos terrenos na mesma
propriedade que foram adjudicados ao exequen-
te: roga-se a pessoa que os tiver achado de en-
tregar ao exequente abaixo assigoado ou ao Sr.
escrivo Santos, que ser bem recompensado.
A Menguo aos Srs. de en-
O abaixo assigoado alumno do quinto
aono da faculdade de direito desta cida-
de e advogado pela relagao do dislricto
pode ser procurado pelos seus commit-
tes em todos os das uteis, das 11 as 2
horas da tarde, no escriptorio do Sr.
Dr. Jorge Dornellas Ribeiro Pessoa,
camboa do Carmo n. 8.
J. Borges Carneiro.
Os armazens da ra da Lapa n. 13, e roa
do Costa n. 10, recebera gneros para recolhe-
rem por menos de que costumam receber outros :
quem pretender, dirija-se ao n. 13, que achar
com quem tratar ; assim como se aluga um dos
mesmos armazens.
Compras.
= Comprara-se moedas de 209 por 20(600
na loja da ra do Queimado n. 46.
Gompram-se moedas de ouro :
na ra Nova n. 23, loja.
Vendas.
Trina e gales.
Na loja n. 50 da ra da Cadeia do Recite ha
para vender trina, gales e volantes por precos
commodos.
Contina
o pavo.
A 5$000.
Bicos vestidos de cambraia d cores, fazenda
inteirameole nova, afianzndose ser cor segura
com 8 1i2 varas, que se ven Je na ra da Impera-
riz n- 60, loja de Gama & Silva.
Veode-se a loja de ferragens e miudezas com
armagao e dividas, sita na ra das Convertidas n.
15, perlencente ao obaixo assigoado : quem se
julgar habilitado, appareca at o da 31 deste, a
tratar na mesma casa. Parahiba do Norte 21 de
agosto de 1861.Manoel Jos de Almeida Jnior.
genho.
o melhor que ha na mercado a 2p800 a libra,
a 10600 a libra.
Precisa-se arrendar um engenho de boa pro-
dcelo que seja d'agua e fique perlo do porto de
embarque ou da via frrea, nao se olha a prego
e se tiver alguma fabrica tanto melhor: quem
tiver annuncie psra ser procurado.
O Dr. Francisco de Paula Baptista mudou
a aua residencia para a ra do Destino as. 6 e 8.
Roga-se ao Sr. proprietario da loja de cal-
cado da ra da Imperatriz n. 16, o obsequio de
pparecer na ra da Cadeia do Recite n. 49, a
negocio de seu ioteresse.
== Maaoel Joaquim Ramos e Silva faz publico
que em 27 do mez prximo passado dou procu-
raco bastante a seu genro o Sr. Manoel Alves
Guerra, para tratar dos negocios de sua casa
commercial.
Ama.
Na ra do Imperador o. 40, loja, pre-
cisa-se de urna ama boa cosinheira, pa-
ga-se bem agradando,
Aluga-se urna excellente escrava que en-
gomma com perfeicao como tambem cosinha o
diario de urna casa e mais servidos de urna casi
de familia com a coodicao de ser para servijo
interno : na praca da Boa-Vista n. 9, se dir.
Precisa-se de urna criada para coziohar,
seja forra ou captiva : na ra do Cabug n. 18,
Precisa-se de um rapaz de 10 a 12 annos
para caixeiro ; na raa do Cabug n. 18.
ARMAZEi
'5.
DE
RCUPA F
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RIADO QUEMADO 40|
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sorlimeulo completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem so manda exeeutar por medida, vontade dos freguezes, para o
que tem um dos melbores professores.
Casacas de panno preto, 405, 35# e 305000
Sobrecasaca de dito, 859 o 30500
Palitotsdedito edecoras, 359, 309,
S5SO0O e 205000
Dito de casimira de corea, 229000,
159, 129 e 99000
Dito de alpaka preta golla do vel-
ludo, 118000
Ditos de merin-sltim pretoi t da
corea, 9$O0O 89000
Ditos de alpaka do cores, 59 o 39500
Ditoa do dita preta, 99, 79.59 o 39500
Ditos do brim decoras, 59, 49500,
4JO0O e 39500
Ditos de bramante de linho branco,
65OOO, 59000 e 4 $000
Ditos de merino de cordo preto,
159000 e 89000
Galsasde easimira preta decores,
9.109, 9e 6S000
Ditas de princeza a merino de cor-
do pretos, 59 o 49500
Ditas de brim branco decores,
5J000, 45500 e 5500
Ditas de ganga de corea 3g000
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 129, 9$ a 89OOO
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos a bordados, 69,59500, 59 e 39500
Ditos da setim preto 59000
Ditos de seda setim branco, 69 e 59000
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 78000,69OOO e 59000
Ditos de brim a fusto branco,
39500 e 35000
'< Seroulas de brim de linho 25*200
Ditas de algodo, 18600 e 1 g280
Camisas de peito de fusto branco
o de cores, 29500 e 29300
Ditas de peito de linho 68 e 39OOO
Ditaa de madapolo branco e de
cores, 39,29500, 29 e le00
Camisas de meias 1JO0O
Chapeos pretos de massa,francezes,
formasdaultimamoda 108,85500 e 76000
Dilos de feltro, 69, 58, 49 e 25000
Ditos de sol de seda, inglezea
francezes, 149, 128,118 e 79OOO
Collarinhos de linho muito finos,
novosfeitios, da ultima moda 5800
Ditos de algodo $500
Relogios de ouro, patentas hori-
sontaea, 1009, 909, 809 e 709000
Ditoa de prata galvanisadoa, pa-
tente hosontaes, 408 309000
Obras de ouro, aderemos e meios
aderecos, palseiras, rozetas e
aunis 5
Toalhas de linho, duzia 125000 a IO5OOO
ELIXIR DE SALDE
> *

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. 2.
a 8r
o c 3
J
HttimjvTmWilmn
Iuo da Penlia
Francisco Fernandes Duarte, proprietario deste
armazem de molhados, partecipa aos seus freguezes, assim como aos senhores da praca, de enge-
nho e lavradores que d'ora em vante quizerem-se afreguezar neste estabelecimento, que se acha
com um completo sortimento de gneros os mais novos que ha no mercado e por serem a maior
parte delles vindos de conta propria, est prtenlo rcsolvido a veode-los por menos 10 por cento
do que em outra qualquer parte, afianesndo a boa qualidade e acondiciouamento, assim como ser-
vir os portadores menos praticos lo bem, como se os senhores viessem pessoalmente, para o que
nao se poupar o proprietario em prestar toda atiencao, afim de continuarem a mandar comprar
suas encommendas, serlos de que, toda e qualquer encommenda comprada neste estabelecimento
acompanhar urna conta impressa com o mesmo titulo de armazem Progresso.
ftaiiteiga tagUxa peTfeUamente or, imo ri. Ubrt, veDde.
se por este prego nicamente pela grande porcao que tem e se for em barril se fara abatimento
Ylauieiga francesa, 700 rs.. 1bra e em barril a ew rs.
Cha Aiysson
dem preto
Qaeijos do reino chegados 0MU ultimo ?apor, ^^
dem prato a 640 rs> iDteiro a 700 rs> a libra#
dem SU1SSO a 640 libra em por5ao se faz baiimento.
Prexuuio de hambre iogUl. 800 rs. iu..
PrexaMo de lamego a 480 a libr. inteiro. o.
Vl\\ClXa8 IraneeZaS em fragco com 4 1br3S por 33000, a retalho a800 rs.
Rapermasete. 720 a libra, em caixt, 700 rs.
Latas eom boVaxinua de soda de defereBle qualidade8 a 1S400
Latas com peixe em posta de muilas quaiidade8.19400.
\ze\tOUaS maitO llOVaS a moo n, 0 barril, a relalh0 a 320 rs. a garrafa.
Doce de Alperehe em liai de 2 libr por lsm
i^OriUtaS pars poim a 8oo rs. a libra.
Baaua de porco retinada a
Maca de tomate
lraiOS de lOmbO a primeira vez que Tieram a este mercado a 640 r. a libra.
Chon ri^as e paios muit0 novos a m ;. libra.
Palitos de dente Uxado8com2omacinhojp0t20or8.
Chocoiate i rancez a mws rs., 1bra> ditl0 porlogUM a 800 .
Marmeiada mperiai d0 afamad0 Abreu e d0 outros muilog fabricantes de Uetwa
a I9OOO rs. a libra.
V innO 8 engarrafados Port0| Bordeaux, Carca vellos, e moscatel a 1*000 a garata.
Vinnos em pipa de 500 560 e 640ri a garra[at em canadM, 3950045000 49500;
Vinagre de Lisboa 0 maii8uperior, 240 rs. a gaafa.
ervejA das mag acreditadas marcas a 59 a duzia, e em garrafa a 500 rs.
r^!lreilimia para gopa a maig nova que na no mercado a 640 rs. a libra.
Rrvilnas Craneezas m r lalla<
Ulolo de amendoa a 800 a libr.. u com ese.. 4o k
i\OZeS multo oras a 120 rs. a libra.
Castannas
Caf
mmma
Gitrolaetato de ferro,
13nieo deposito na botica de loaqnim Martinbo
da Cvaz Cor rea A C, roa do Cabng n. 11,
em Pemambnco.
H. Thermes (deGhalais]anligo pharmaceulico apresentahoje urna nova preparaco deferm
com o nome de elixir de citro-lactato de ferro.
Parecer ao publico umluxoempregar-se um mesmo medicamento debaixo de formulas to
variadas, masohomem da scienciacomprahende a necessidade e importancia de urna tal varie-
dade.
A formula um objetto de muita importancia em therapeutica ; um progresso immenso
quando ella, maniendo a essencia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as
idades, para todos os paladares e para lodosos temperamentos.
Das Dumerosas preparaces de ferro at hojeconhecidasnenhuma rene to bellas qualida-
des como o elxir de citrolactato de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-se em uma pe-
quena dose, o ser de urna promptae fcil dissolugo no estomago, de modo que completamente
assimilado; e o nao produzir porcausada lactina, que contememsua composico, a constipaco de
vantreto frequentementeprovocada pelas outras preparacesterroginosas.
Estas novas qualidades em nadaalteram a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
substanciada qualo medico se nao pode dispensar em sua clnica, de incomparavel utilidade
qualquer furmulaauelhe d propriedades taes que o pratico o possa prescrever sem receio. E' o
que conseguio o pharmaceulico Thermes com a preparado do citro-lactato de ferro. Assim este
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas preparaces ferruginosas, como o
atiesta a pralica de muito mdicos dislinctos que o tem ensaiado. Tem sido empregado corno Im.-I
menso pro veno asi molestias de languidez (chlorose paludas cores; na debilidade subsequente as
hemorrtagias.oas hydropesiasqueapparecem depois dasintermitentes na incontinencia : de urinas
por debilidade, as perolas brancas, na escrophula.no rachitismo, na purpura hemorrhagica, na
convalescencia das molestias graves, na chloro-anenria das mulheres grvidas, em todos os caot
em que osanguese acha empobrecido ou viciado pelasfadigasaffec;es chronicas, cachexia tuber-
culooas.cancrosa.syphilihca.excessos venreos, onanismo e uso prolongado das prf sirscesmer-
enraos* *
^-E?"sei,,eirmidad?* ,6ndo mui fre('uei,te8 endooferro a prindpai ubalancia de quv
medico tem de locar mao para as debelar, o author de citro-lactato do ferro Jiaieee louvores e
deC?enoC ahumanidade por ter descoberto urna formula pela qual se pode sem receio usar
480 rs. a libra, em barril a 440 rs.
a mais nova do mercado a 900rs.,e em lattas de 2 libra por 19700.
23 Ruada Imperatriz 23
piladas a 240 rs. a libra:
a libra, o a 79 a arroba:
muilo superior a 240 rs.
ArrOZ do Maranbio a 39 em arroba, e em libra a 100 rs".
Fnmo americano
Sevadinna
a lf a libra, se for em porcao se far abatimento.
do Frange a 240 ra. a libra.
9agn muito novo
mais oova a 160 rs. a libra.
a 320 rs. a libra.
Vv OneinnO de Li,boa a 860 ra. a libra a 109 a arroba.
Farinna do Maranhao,
T oneinna ingUz. w ri., libra.
Passas em caixinbasde8nbra,aa50ocadaum..
Independente dos gneros mencionador encontrar o respeitavel publico tudo quanto pro-
tendente a molhados. '
curar
PIANOS E MSICAS.
i. Laumonner convida os senhores mestrese amadores de msica, virem a seu armazem
ver os excellentes pianos Laumonnier, que acaba de receber da Paria, fabricados expressamente
para o clima do Brasil, muito elegantes e de gostos modernos. Igualmente tem msicas dos me-
lneres autores, assim como concerta e afina os mesmos instrumentos.
AOS SRS. ACADMICOS
Acaba de chegar da provinen da Baha superior tabaco em cabello, fabricado na mesma
provincia, para cigarros e cachimbos eacha-se a venda no mesmo deposito em casa de Jos Leo-
poldo Boorgard, ra da Cadeia do Recite n, 15, loja do
Centro commercial
na mesma casa existe pingas de metal para cigarros-
VICTORIA
DE
Fajoses\ Jnior
Na ra do Queimado n. 7
junto a loja de cera.
Esta loja acha-se provida de um completo sor-
timento ae miudezas para vender, tanto por ta-
cado como a retalho, por presos muilo baratos,
como abaixo se ver, s para quem comprar, ic-
toria sempre contar.
Colchetes francezes bons em caitao de urna car-
reira a 10 rs.' e duiia 400 rs.
Ditos tambem bons de duas carreiras a 80 r.
e 900 rs. a duzia.
Ditos da trra em caixinhas a 800 rs. a duzia.
Agulhas fraucezas boas a 120 rs. a caxa com 4
papei*.
Ditas as melhores que se encontrara a 240 rs.
a caixa cora 4 papis.
Ditas em papel avulso a 40 rs". o pape).
Ditas para enGar a 40 rs. cada una.
Linha victoria em carritel com 200jardas a 60
rs. e duzia a 640 rs.
Ditas de 200 jardas, de Alexander a 900 rs. a
duzia.
Ditas de 100 jards brancas e de cores a 30 rs.
o carritel.
Ditas de Pedro V, em carlo com 200 jardas a
60 rs. a carto.
Ditas de peso verdadeiras miadas grandes a
240 rs. a miada.
Ditas de meada cabera branca e encarnada a
120 rs. a meada.
Ditas do gsz brancas e de cores a 800 e 900 rs.
a caixa com 50 novellos.
Papis com cento e tactos alOnetes a 40 rs. e
duzaa 400 rs.
Alfinetes francezes cabera chala a 120 rs. a
caria..
Ditas para armeqes a 2g600 o mago.
Cordo imperial para Teslido a 40 rs. a peca.
Eniiadores de algodo a 60 rs. cada um.
Caivetes finos de duas folhas psra penna a
200 rs. cada um e duzia a 2g00O.
Dilos de cabo de vado de urna folha de 160 rs.
cada um e duzia a IgCOO.
Ditos mais ordinarios a 120 rs. cada um e du-
zia a 1J200.
La de todas as cores para bordar a SS500 a
libra.
Pentes muilo bons de baleia para alisar a 220,
240 e 280 rs. cada um.
Dilos os melhores e maiores que se eocoalram
a 80O rs.
Dis transparentes muito bons a 400 rs.
Meias cruas brancas e de cores para homem a
160,200,240 e280rs. o par.
Ditas prelas para homem a 120 rs. o par.
Ditas para senhoras a 240, 280 e 320 rs. o par.
Ditas brancas cruas.e de cores para menino a
160. 500, 240 e 280 rs. o par.
Ditas prelas para senhora a 200 e 240 rs. o par.
Eneites de vidtilho a 18800 rs. cada um.
Ditas a Imperatriz muito lindos a 8&cada um.
Cintures de seda com borracha para homem a
32" cada um.
Ditos de algodo 240 rs. cada um.
Cintos muito lindos para senhora a 12800, 2S,
2$500e33 cada um.
Franjas de bolotas brancas e de cores para cor-
tinados a 4# a pega.
Ditas de algodo para toalha a 23*800 a peca.
Ditas de linho para casaveque a 120 rs. s vara;
E outras muitas miudezas que se tornaro en-
fado n 1 o mencinalas aiiangando-se, porm, que
n3o se deixar de vender a quem trouxer dinhei-
ro na loja da Fajozes Jnior na ra do Queima-
piada ha pe-f
| chincha. |
Chegou a ra do Crespo n. 8 2
m loja de 4 portas, um sortimento 8
S de cassas de cores fixas e lindos
\ padrOes que se vendern a 240 rs.
o covado, do se amostras com
H penhor.
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nac.o'o
podem testemunhar as virtudes deste remedio
incompara vele provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu <*::: e
membros inteiramente saos depois de haver em-
pregado intilmente outrostratamenios. Cada
pessoa poder-se-ba convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lh'?s
relatam todos os das ha muitos annos; e a
maior parte dellas sao to sor prndenles que
admirara os mdicos mais celebres. Quamss
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois dedur
permanecido longo tempo nos hospitaes, o tes
deviam soffrer a amputacao 1 Dellas ha niv-
eas quehavendo deixado esses, asylos de pade-
timenios, para se nao submeterem a essa ope-
rago dolorosa foram curadas completameme,
mediante o uso desse precioso remedio. A!-
gumas das taes pessoa na enfusao de sen reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais autenticaren) sua a firma-
tiva.
Ninguem desesperada do estado de saude sa
tivessebastante confianza para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
tratamento que necessiasse a natureza do mal,
cujo resultado sera provar inconteatavelmente.
Que tudo eura .
O ungento he til, mais particu-
larmente nos segruintes casos.
H??r3ttl35Er3'*rira''rt%ai- rn", "m", -r, a-' "ar, y*
M* /ux) WWm ot wm y fM WlWra*WWfflW*
NA
Loja dos barateiros,
ra do Crespo n. 8 A.
Leandro A Miranda.
Ricos vestidos de cambraia branca bor-
dados a 259 e 30tf o corte, sendo os mais
modernos que ha no mercado.
Saias bordadas muito finas a 3#.
Vestidos de cambraia branca bordados a
Zuavos, fazenda nova de muito gosto a 22#.
E outras muitas fazendssque temos re-
ceido pelos ltimos vapores o navios da
Europa, e que tudo se rende por monos
que em outra qualquer parte.
Vende-so um escravo. moco, robusto, bo-
nita figura o de todo servigo, bem como do cam-
po, o canoeiro; muito sadio e sem nenhum
achaque: no Caei do Ramos sobrado da esquina
n. 2.
Queijos do serto.
Vendem-ae frescaes queijos do sertao ; Da ra
do Queimado, leja n, 14.
Superiores organ-
dys.
Na lojo da boa f, na ra do Queimado n. 22,
veode-se finissimo organdys de muito lindos pa-
drees, pelo baratissimo prejo de 720 rs. a vara,
fazenda de 1)200, e quem nao andar muito de-
pressa ficar sem_a pechincba ; na ra do Quei-
mado n. 22, na Toja da boa f.
[Ra do Crespo n. 8 lo-}
ja de 4 portas.
Admira a pechincha.
Laa para vesfidos fazenda que
outr'ora cuStava 800 rs.
do vende-se a 240
rs.
o cova-
i dao-se
H amostras com penhor.
Vestidos brancos
bordados.
Anda restam alguna cortes de vestidos brancos
bordados que continuam-ae a vender pelo bara-
tissimo prego de Sty, com t e 3 babados, de gra-
ca : na ra do Queimado o. 22, na bem conheci-
da loja da boa f. v
Alporcas
Gaimbras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfer mida des da cuts
em geral.
Ditas de anus.
ErupQes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchaces.
Inflammacao do figado.
Inflammacao da bexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olbos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Polmoes.
Queimadelas.
Sarna.
Supura^es ptridas.
Tinba, em qualquer
parto que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulaces.
Veas torcidas ou no-
das as pernas.
Veode-se este ungento no estabelecimento
geral do Londres n. 244, Strand, e na loja
do todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Ha vana o Hespanha.
Vende-se a 800 rs cada bocetinha contera
urna instruccao em portugus para explicar o
modo de faxar uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceulico, na ra de Cruz n. 33, sm
Peroambuco.



<
iario d* nanjkiiJDCofw -rae* feira *t mi *mjst# di Cestinhas de Hamburgo.
S lis loj3 d'agaia da ouro, ra do Cabug o.
1 B, quem recebeu um completo sortimento de,
liadas cestiohas de todos os tamanhos proprias
para menints de escola, assim como maiore ccm
tampa proprias para compras, btalos proprios
para costura, ditos parios para faqueiros, ditos
muito bonitos para brinquedos de meninos, di-
tos maracas piotadinhos que se vendem por pre-
cos muito baratos-
Enfeites riquissimos.
Vendem-se ricos eofeitesde retroz, sao os me-
II; o res e mais modernos que ha no mercado, pelo
barstiasimo preco de89 : na ra do Queimado
n. 22, na loja da boa f.
0 pao vende
ortes de casemira preta, muito boa fazenda, a
3#5!i0 o corte : na ra da Imperatriz n. 60, loja
de Gima & Silva.
o
vende lencos
Finissimoslencos a imilagao de labyrintho bor-
dados a 1$ e 1*280 : na ra da Imperatriz n. 60,
loja de Gama & Silva.
IOTD
vende vestidos.
Vestidos de cambraia brancos com babidos,
fazeuda que se vende em oulra qualquer parte a
be torram-se a 4$ : na ra da Imperatriz n. 60,
loja de Gamma & Silva.
Chegou pelo ultimo navio de Liverpool nova
remessa da verdadeira composigo de massa
phosphorica para malir ratos e baratas : vnde-
se na travessa da Madre de Dos n. 16, arma-
zem de i'erreira & Marlins.
4LOJAD0PAV10
Da
Ra da Imperatriz n. 60.
'A
DE
ma&SilVai
t i
X'.
sa
Nova pechincha.
Pegas de cambraia lisa fina com7i|2,8e9
jardas a 2J500, 39 e 395O0, chita larga franceza
a200e220rs. o corado: na ra do Queimado
n. 44.
Grande sortimento
Fazendas de todas as qua-
lidades.
Na loja n. 23.
Vestidos de blonde, ditos de seda, di-
tos de phanlaia e de cambraia bor-
dados.
Lazinhas, aedinbas de quadros e
esmbraias de cores padres moderos.
IfaTojan. 23 da raa da Cadeia.
Manteletes, capas compridas moder-
nas, taimas de fil e polonezasde Rosto.
Fil, tarlatana, organdys com novos
padres, cambraia cora lista de cor o
mais moderno.
Na loja n. 23 da ra da Cadeia.
Saiasbalo, manguitos, gollas, pao-
tes de tartaruga, leques, perfumarlas,
luas do peca.
Chales de todas as qualidades, gros-
deoaples, chita franceza, cambraia
branca etc., etc.
Koupa feita
Na loja n. 23 da roa da Cadeia.
Completo sortimento de paletots, cal-
ca?, Golletes, camisas para hornera, me-
ninos e senhora.
#3* "Vende-se muito barato
^* Vende-se muito barato
$& Na loja n. 23
fc^ Na loja n. 23 de
GURGEL & PERDIGAO*.
Acaba de receborom novo sortioieoto
de fazendas proprias para senhoras e
meninas que vendem por precos bara-
tissimos como sejam :
llicos corles d cambraias brancos
cora barra adamascada e outros com b%
bados brancos e de cores que vendem a
33500, pegas de cambraia muito fina com
10 varas e urna vara de largura a 6ge
"j, ditas transparentes muito finas com
8 e 1|2 varas a 30 e 3j500, ditas de 6 e
\ \ varas a 2)500, pega da cambraia
hnnea cora salpico com 8 e li2 varas a
4$, cortes de cassa com salpicos brancos
e de ores a 29, ditos de ditos brancos
tarradas a 2$, capas pintadas com lin-
dsimos padres o covado a 280 rs., di-
tas de salpico brancos e de cores o co-
vado a 2i0 rs., chitas fnucezas escuras e
alegres a 220, 240,260, 280, 300 e 320
ris.
Sedas.
Grosdenaples preto bastante largo e
encorpaio o cova lo a 1(600 e 1$800, di-
to cor de rosa a 2$, dito azul cor muito
boaita2ji00 o covado, seJa lavrada
cor de cauna muito rao lema porser ada-
mascada o covado a 2j, chamalote pre-
to bastante largo o covado a 2/.
Para familias.
Damasco Je l com 6 palmos de lar-
gura para cobrir mesas de jantar, de
meio de S3la, pianos etc., etc. o covado
a 19250, damasco de seda encarnado e
amarello proprio para eolias, cortinas
ote, etc. o covado a 2J20, sedas bran-
cas proprias para vestidos de noivas fa-
zenda muito superior, madapolo muito -gj
fino pega de 40 jardas a 440 rs. a jarda, Pg
ditos muito superiores a 200 rs. a jarda, i?&
a 4*500, 5$,59500, 6$, 6 paca preta muito superior a 500, 560,
6i0rs. o covado, grande sortimento de
chitas pretas francezas covado a 240 re.,
ditas inglezas a 160 rs. o covado, cas-
sas pretas a 480 rs. a vara.
Para vestidos.
Orgrndys de cores fazenda muito mo-
derna corado a 560, mimos do co e
gazias de seda fazenda muito nova co-
vado t#, chaly muito bonito a lg, 800
e 640 rs. o covado, lazinhas claras te-
cido krepo covaJo a 640 rs., corles de |
gorguro escuros a 6-;.
Chales.
Ricos chales dekrepom com listas de
seda a 8$. ditos de ditos a 79, ditos de
troco a 6"?, entolde merino com palme
de seda e de velludo.a 4)500.
Bordados.
Camisetas co-n golla e manguitos a 3),
i e 59, manguitos com golliohas a 3s,
oissimas liras bordadas a 800, 1) e
19500. golliohas muito delicadas a 600,
SuO e 1J. lnciahos de labyrintho pro-
prios para senhora ou para presente a
19280 e 1J6O0, ditos muito fiaos a 40.
Patjtots para homeui.
Paletots de panno preto de todos os
precos e qualidades tanto saceos como
soutecasacos, ditos de casemira de todas
as cores, ditos de ganga e de riscado,
calcas de brim de linho brancas e de co-
res, ditas de casemira de lodos os lma-
nnos e qualidades lano prelos como de
cores girante se a bemfeUoria destas
obras por lerem sido feilas por um dos
meiores alfaides desta cidade ; na
mesmaloja existeam resto de chapeos
de sol de seda a 69 e len?os de seda a
19, tambem se vende constantemente um
completo sortimeoto de roupa feita para
escravos ou para trabalho muito bem
cozidas.do-se as amostras de todas as
fazendas deixaadooeuhor ot mandam-se
levar pelos eaixeires da casa aos fregue-
zos que quizerem.
Ruada Senzala Novan.42
Venda-se m casada S. P Jonhston 4C.
ssinsa silhesnglezes.candeeiro a eastica;
bronzeados,lonas agieres, fio devala,chicla
para carros, moniaria,arrios par carro da
ua ious cvalos relogios de ouro ptienti
ngiez.s
Attencao
Venle-s* orna casa i beira a rio Captbaribe,
no Pofio ,a Panella, con commodos para grande
familiar, e mun propria para se passar a fesla,
com 4 auHo=, gabinete, tropiar, coznfla Fdra,
qu.rvUl rasr:, estribara J ignlmaw* vende*
se urna mulata ue banita figur, sera vicios, era
achaques, qu- cuinha. lava e eogomma bem, e
tambem um;' mobilii de cetegeira, em muito bom
estado : na mi Nova, sobrado n. 37, primeiro
andar. ;
..VcaiO aencanojemachma-
par. a tarar roupa: emcaaa de S.P los
bton & C. ra daenzala n.a>l.
Trans^lins grossosd ere-
troz para relogios.
Vendem-se a 500 rs. cada um na raa do Quei-
mado, loja d'aguia branca, n. 16.
Bandos de nova epro-
veitosa invencao.
Aioja d'agaia branca acaba de receber ama pe-
quea porgao de bandos de urna nova e pro-
veitosa invencao, coro os quaes muito adianlao
as senhoras n composigo de seus cabellos. Es-
ses novos e preciosos bandos sflo de corapridos
cabelios humauos raui bem tecidos e seguros em
pequeos pentes com os quaes se prendera a-
quelles por dentro do cabello da senhora, ser-
vindo de enchimento o mesmo que elles trazem,
edepois janto o cabello do dilo ao da pessoa faz
uni lindo e perfeito amarradilho, principalmen-
te 'Minio a senhora leni pouco cabello, e em
todo o caso sao dispensadas as pesadas trouxaa
que clao se usavam. o que de melhor a
mais moderno apparece, e a vista da perfeigio
utilidad o da obra sao baratos por 69OOO o par
Os cabellos sao prelos e castanhos, conforme os
oaluraes das senhoras. Elles acham-se somen-
te na ra do Queimado, leja d'aguia branca,
n. 16.
!
45 Ra DiFelta 45
Magnifico sortimento.
Semprecondescendente e prazenteiro com Oi
freguezei que Ihe trazem dinheiro, o proprieta-
rio deste grande eslabelecimento continua a of-
ferecer ao publico, por pregos mdicos a sempre
inferiores aos de oulro, o sea bailo sortimento
de calcado francez, ioglez e brasileiro e vejam :
Homeni.
Borzegulns Victor Emmanuel. 10JOO0
couro de porco.....O&OOO
lord Palmerslon (bezerro 99500
diversos fabricantes (lustre] 99OOO
JohnRussell. m
Sapatdes Naotes (batera inteira). .
a patenta........
Sa patos ti anca (port uguates). .
(francezes). .
9 entrada baiza (sola a vira].
muito chique (urna sola]. .
Senhoras.


89500
59500
5JOOO
Borzeguins primor (Joly). .
brilhautina. .
Raspa alta. .
baixa. .
31, 32, 83, 34. .
decores 32,33. 34.
Sapatos com salto (Joly). .
francezes fresquiohos. 29240
para vestidos de senhora e
roupinhas de criangas.
Na Ion d'aguia branca se encontra um bello
sortimento de franjas de seda, laa e linho, bran-
cas e de cores, proprias para enfoitea de vestidos,
assim como urna diversidaie de galio de seda e
linho, brancos e de cores, abortos e fechados, lar-
gos e estreitos at o mais que posslvel, trancas
tambera de seda, laa e linho, de dirlerentes qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar era taes cousas : por isso quem precisar
de taes objectos, dirigir-se a dita loja d'aguia
branca, na ra do Queimado n. 16, quesera bem
servido.
3tS9S<*tS1IGa8 5*32*6 *S63l6ltMK
spf ?as jjji inr wwnf w3Jw wibw ros ww twinw^^
I 4 loja da bandeira |
Nova loja de funeiro ^as
ra da Cruz do Recife *
numero 37.
Manoel Jos di Fooseca participa a
9| todos os seus freguezes lano da preca
* cmodo mato, e juntamente orespeila-
vel publico, que tomou a dellberacao de
_ baixar o preco de todas as suas obras, por
cujo motivo tem para vender um grande
. sortimento de bahs e bacas, tudo de
differeutes tamanhoso de diversas corea S
am pinturas, e juntameute um grande *J
sortimento de diversas obras, conlendo 9|
banheiros e gamelas grandes e pequeas, ?
machinas para caf e camas de vento, o ||
que permite vender mais barato possivel,
como seja bahs grandes a 49 a peque-
nos a 600 rs., bacias grandes a 59 a De-
quenas a 800 rs,,cocos ilj i duzia. Be-
cebe se um official ds mesis officina
oara trabalhar.
ESTINO
DE
Jos Dias Brandao.
5Ra da Lingueta 5
O novo destino torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga ioglaza a 1| a libra,
dita franceza a 700 rs.. cha prato a 19400, dss-
sas a 560, conservas inglezas e portuguesas a
700 rs., aletria, tilharim e macarrao a 400 rs. a
libra, toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
Je porco refinada a 480 rs latas com peixe de
postas a 19400, cerveja branca a 500 ra. a gar-
rafa 59 a auzia.dita pretaa 600 rs. a garrafa e
68800 a duzia, tanto em garrafas como em meias,
ervilhas francezas a portuguezss a 720 rs. a lata,
spermacete de 4, 5 e 6 am libra por prego mui-
to'em conta, viobo do Porto engarrafado fino
(velho) sl950Ors., vinho de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagre brauco a 820 rs. a gar-
rafa, e outros rauitos gneros que escusado
menciona-los, que do contrariase tornava enfa-
donho aosfreguezes (Dinheiro *vista.]
Agua anabreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'agaia branca acaba de receber essa oa-
ra e apreciavel agua anobreada, de urr aroma ex-
cellentemente agradavel Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas gotas n'agua pura
eom que se banha o rosto, resultando dsso que
refresca a conserva o vigor da cutis, com especia-
lidade das senhoras ; assim como para se deitar
n'agua 4 t>anho, que o toro raui daleitavel. re-
1 sulUndo alem de relraacar o tirar ou faxer deaa"?
i parecer essa balito dessgradavel que quasi sena-
. pre se tem polo transpirar. Tambem tem a pre-
I ciusidade de acalmar o ardor que dalia a navalha
quando qu se lave o rosto techa della compelilo. Cus-
la o frasco 19, e quem aprecia o bom nao^eiiar
certamente de comprar dessa estima vel agua am-
breada.islo na loja d'aguia branca, o a ra do
Queimado a. 16, nica parte onde se achara.
5|5O0
MMO
59OOO
4J8D0
49500
4M0O
. 3JJ200
francezes fresquinhos. 29240
31,32.33 a 34 lustre. I9OOO
E um rico sortimeoto de couro de lustre, be-
zerro francez, marroquim, sola, vaquetas, .ou-
riohos, o, taixas etc., por menos do que qual-
quer outro pode veoder.
Luvas de pellica pretas a i$.
Na loja da Aguia d'Ouro, ros do Cabug o. 1 B
vendem-se luvas de pellica pretas de Jouvio a 19
o par.
Admiravel pechin-
cha a 3,500 6 corte.
Na loja do Pavo.
Grande e varia do sortimento de cor-
tes de cambraia de seda tanto de barra
como de xadrez, de listas ou de flores
matisadas fazenda de $S que se vende a
5,s500 para apurar dinheiro: na ra
da Imperatriz n. 60, loja de Gama &
Silva.
Bonitos toucado-
resdearmacao e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
A loja d'aguia branca acaba de receber raui
bonitos toucadores de armagao preta, torneada,
a gaveia com embutidos e machetados que os
toroam mui elegantes, os quaes servem excelen-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de detraz, e de rapazessoltei-
roa, e pelos precos de 8, 9 e 109, sao baratissi-
mos na verdade, e quem os vir na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16, ae agradar, e
infallivelmeole comprar.
Espelhos para
salas.
Ricos espelhos de moldura dourada com mui-
to bous vidros para ornamentos de salas, de va-
rios tamanhos e procos : na loja da Victoria, na
ruado Queimado n.75, junto a loja de cera.
Lindas eaixinhas
com necessarios para costura
Acaba dechegar para a loja d'agaia branca mui
lindas eaixinhas malizadas.com espelho, teaoura,
caivete, agulheta, agulheiro, dedal e ponteiro,
tudo praliado e de apurado gosto, emOm urna
eaixipha excellehte para um presente, e mesmo
para qualqaer senhora a possuir, e vendem-se a
109 e 129 : na loa d'agaia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Campos A Lima.
Na ra do Crespo o. 16 continua a vender li-
das fofos de cambraia para guarnicao de vestidos
por commodo prego.
Entremeios bordados.
Vende-se a I96OO e a 29 a pega de entremeios
muito finos e ricamente bordados ; oa ra do
Queimado o. 22, oa loja da boa f.
Libras sterlinas.
Vendem-se no escriptorio de Manoel Ignacio
de Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
4 2.500 o covado.
Damasco de seda boa fazenda, encarnado, cor
de canna a branco. '
Manteletes de fil preto entenados com bico a 59.
Damasco de la com 6 palmos de largura cova-
do a 19500.
Chales de merino bordados a velludo superior
fazenda a 89.
Corles de casemira de cor a 39500.
Selim Maco superior a 2$500.
Casemira preta setim superior a 29500.
Pegas de iadiana finissima com 10 varas a 8fl.
Na ra.do Crespo loja n. 10.
Vende-se em casa de Adamson, Howie &
C, ra do Trapiche Novo o. 42, biscoitos inglezes
aortidos, em pequeas litas.
20 e 30 arcos.
Saia balo a 39000 cada urna, fazenda perfecta-
mente boa, chales de laa estampados a 39500,
ditos de merino finos de ponta redonda a 63, chi-
tas francezas escuras l 240 rs. o covado, ditas
estreitas tintas seguras a 160 rs., riscado francez
padres bonitos a 160, pecas de bretsnha de rolo
a 29, cambraia lisa fina a 3j a pega, cassas de
cores a 200 rs. o covado : oa loja das 6 portas em
frente do Livramelo.
Seceos e molhados
No antigo eslabelecimento de soceos o molha-
dos do paleo do Carao, asquina da roa de Har-
tas o. 2, continua-se a "vender tolos os gneros
o mais em conta possivel, a saber: assucar bra*
00 fino a 140 rs., baixo a 120, mascavado a 160
rs., refinado lino a 160, baixo a. 140, crystassdo
a 220, caf a 200, 240 e 280, difo moido a 4O0 ra.,
pimenta da India a 440, cravo a 800 rs.. herva-
doce a 560, cominho a T9. alfa zea a a 3iO, eh a
2S800, dilo muito fino a 39, preto a I98OO. bola-
Chinhas e sequilhos de ledas as qualidades a 300
ra., ingleza a 320, passas a 500 rs., toucinho a
400 rs., gomma bem alva a 110, farinha do Mara-
nho a 140, alpista a 200 rs queijo suisso muito
uno a 480. dte de prato a 640, dito flamengo a
29800, chouricas a 600.ua., paioa a 280 um, msu-
teiga ingleza a 800 re. e 960, muito fina a 19300,
franceza a 040 720, banha bem alva a 480, vi-
nho a 400, 480, 560 e 640, branco a 560 a garrafa,
o em caadas se veode por manos, engarrafado
legitimo do Porto o I56OO, 10400, 19200 e 19100,
Figueira a 800 rs espermacete a 800 rs., velas
da carnauba a 440, a 480 finas, arroz a 120 a 140
muito fino, azeite doce a 720, aletria, macarrao e
taiharim a 560, cartas para jogar a 320, palitos do
gaz, groza a 29600, urna duzia 940, caixinha a 30
re., graxa oaa latas, duzia a 19300. ama lata 190
rs doce do goiaba, caixas de 4 libras a 29300,
amura tudo se vende barato, latinhas com sarrdi-
nhas de Naotes a 460.
Vende-ae orna preta exclleote cozinheira,
boa engommadeira, aoffrivel doceira, cose chao,
a faz todo o servigo de urna casa, por muito com-
modo prego : a tratar os ra da Moeda a, 29.
VerdadeJ-
ra liquidacao
DE
Na ra do CabUg n. 8.
A' DINHEIRO.
Burgos PoncedeLeon, ven-
de lodaa as fazeodaa existentes nesta loja com
grande abalimento de seu custo, para que assim
liquidando a maesa da extincta firma de Al-
meida Si Burgos, someote em consequencia da
retirada do socio Almeida, possam os credorea
da referida firma aer pagoi com toda a brevidade.
PARA SENHORAS.
Chaptlinat fraacezas de seda o Ci ricamente
enfeiladas, dando.-oo para ellas os seus respecti-
vos vena da fil de aada, bordados a 49, 59, 79,
91,109 o 129-
Chapia de aol de aeda de diversas corea com
toda a armagao de ferro pialado a 29, 29500a a
Organdys ou cambraias inissimas de lindos e
modernos gostos a 400 ra. cada covado.
Gaxe de seda de urna s edr havendo cor de
cana, rosa, azul e eocarnada, fazenda que muito
brilha em vestidos de senhoras que tom gosto
de se enfeitar a 800 rs. cada covado.
Gorguro de seda de quadrinhos o 19 e aeda
de quadrinhos o 19500 cada covado.
Casaveques de cambraia bordados ricamente a
89, e moo finos que ae poda imaginar a 14$.
Manguitos com frollinhas de fil e de cambraia
a 23500. 39 e 39200.
Camisinhas de cambraia proprias para luto
a 19000.
Chale de seda de grosdenaples ricos e de bo-
nitos padres a 200, ditos de retroz bordados a
15a, ditos de merino fino de gosto da India a
129)00, ditos da merino de differentes qualidades
e gostos a 69, 88, 95 e 109, ritos de froeo de
velludo a 6, ditos de cambraia de corea a 600 rs.
Cortes de vestidos do grosdenaples da soda de
diversas corea, com ricos babados bordadoa guar-
dados em aauo grandes cartes sendo pretos a
503 e os da cores a 409 e a 55911
Tiras de babados bordados de cambraia para
diversos misteres a 500, 640 e a 19 cada tira.
Fitas de seda de grosdenaples, sarjadas bem
eocorpadas e muito bonitos padres para cintos,
enfeites de chapeos para senhora, lagos de cor-
tinados, fronhss o sinleiros a 800 e 19 cada vara.
Franja de eia prelaa e de corea a 240 ra. a
vara.
Bicos francezes fiaos a 19, 19200. I96OO, 29,
39 e 3$200 cada pega e muito largos a 4$, 49500
e a 59 a pega.
llicos de seda branca ou de blonde para en-
feites da chapeos como para enfeitar vestidos de
ooivas a 320 rs. cada vara.
Enfeites pretos de vidrilho a 29 a a 29500.
Ditos de flores francezas a 3, 49 e a 59.
Ditos de verdadeiro froco do seda a 2%.
Luvas brancas e cor de canna de peliea de
Jouvin a 500 rs.
Toncas de laa francezas para senhoras paridas
a3SO0O.
Pentes de tartaruga a imperatriz a 89.
PARA MENINOS.
Brimzinho de linho a 200 rs. o covado.
Capinhas, jaquetinhas e casaveques de lia a
19500,29. 29500 e 49.
Calcinhas de cambraia o 39.
Sapalinhos bordadoa de aeda a 1jj280.
B'mets francezes a 29500, 3j e a 49.
Toucas de laa para menino de peito a 800 rs.,
e de fil enfeiladas com Ota o bicos a 1$.
Meias pintadas a 300 rs, cada par.
Lencinhos de retroz a 19500.
Luva de peliea de Jouvin a 500 rs.
PARA HOMEM.
Brim trancado muilo fino de listras e quadri-
nhos de pura seda o linho para caiga, collete o
paletot a 19500 cada vara.
Fusto alcoctyjado de riscadinhos para piletot
e calcas a 480 rs. o covado.
Corles dt colleles de fusto a 500 e a 800 rs.
Cortes de caiga de casemira a 39, 49, 59 e 69.
Chapeos pretos francezes a 89, de palha escu-
ra a 3J200, do Chyli de 59 al ao prego de 129,
de palha para artistas a 800 rs.
Casacas, paletots, caigas, seroulas, de todas as
qualidades e pregos, como muitas outras fazen-
das to em conla que admira.
Tachas e moendas
Braga Filho Se G. tem sempre no seu depo-
sito da ra da Moeda n 3 A, um grandesor-
mento de tachas e moendas para engenho da
muito acreditado fabricante Edwi n Maw atra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. 1.
Pagas da fita de linho brancas o de- co-
res a 40
Groza de penas de ago muito finas a 500
Frascos de opiata para limpar dentea a 400
Copos com banha muito boa a 640
Espelhos de columnas msdeira branca a 19500
Cartoiraa para guardar dinheiro 500
Rialejos para meninoa t 40
Baralho portuguez 120
Varas de franja para cortinados a 240
Groza de buidas delouga brancos a 120
Tesouras muito finas para uohaa e coa-
tura a 400
Caixas de charutos de Ha vana muito su-
periores a 49OOO
Cartas muito finas para voltareta o ba-
ralho a 240 e 320
Varea de bico largura do 3 dedoa a 120
Garrafas com agua celeate para cheiro a 10500
Rialejos com 2 vozes para meoinos a 100
Venda de propriedades
Vendem-se as casas terreas sitas na ra atrs
da matriz da Boa-Vista o. 30 e 32, Bangel n. 79,
e ra do Forte n. 26, todas com solos proprios :
a tratar com Antonio los Rodrigues de Souza,
rua do Queimado s. 12, prmeiro andar:
Batatas.
li-
Vendem-se batatas a 19 a arroba, e 40 rs. a
bra : na rua Nova o. 69.
Vejam o Pavo.
Vendem-se riquissimos cortes de ves
tidos de seda de cores fazenda que se
vendeu por mais de 100$ cada cortee o
Pav5o vende pelo diminuto prego de
30$, 35$ e 4t)$, por terem um pequeo
toque de mofo : na rua da Imperatriz
n. 00, loja de Gama & Silva.
M mil,
Attencao as sedas de quadrinhos a 720
rs. o covado.
Vcndeui-se sedas de qua-
drinhos muito encobados a
720 rs. o covado e diti a 560
rs :na rua d* Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva.
uval sem segundo.
Na rus do Queimado n. 55, loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos precos abaixo declarados pa-
ra apurar diaheiro, pois o que muito precisa,
garante tudo perfeito, pois o prego admira r
Linha do gaz superior para marcar, no-
velo a
Dita do gazbrancas e de cores, novelo a
Dita de carretel moilo boa, carretel a
Nvelos de linha do gaz brancas a 10 e
Carreteis com linha preta muito gran-
des a
Varas de franja dla muito bonitas a
Pecas de tranca de la muito bonitas e
com 10 varas a
Pares de metas cruas para menino a
Ditos ditos de cores todos os tamanhos a
Ditos de cores para meninas a
Duzia de meias cruas para hornera a
Cartoes de linha Pedro V com 200 jar-
das a
Caixas com tisses para acender charu-
tos a
Caixascom phosphoros de seguranza a
Duzia de phosphoros do gaz a
Filas para enriar vestidos muito gran-
des a
Frascos d'agua de colonia muito supe-
rior a
Ditos comcheiros muito fino a
Duzia de meiss para senhora o melhor
que ha a
Per)as de trancinha de la sartidas a
Sabonetes superiores e muito grandes a
Groza de botes de osso para caiga sendo
pequeo a
Dita de ditos grandes a
1 Tramla do Porto superiores varai a
1 100, 120 o 160
Vende-ae a todos miudezas baratas
Apparega dinheiro que a vista faz f ;
Correi freguezioboa s estrellas gratag
Que no Rosario divisan a loja que .
Loja das tres estrellas, roa
larga do Rosario n. 33
Enuadores para espartilhos a 60 rs., ditos de
seda preto a 100 rs., gallao branco de linha a
100 el20 ra. a vara, ditos pretos de seda alg600
a pega com 10 varas, lita de velludo escocen
para sintos a 19 a vara, ditas encarnadas a 800
e 19, fita lavrada de la e seda a 120, 240 e 400
ra., ditas de garga a 480 rs., ditas de sarja a 800,
19 e 19500, fila com cohetes a 320 e 360 a vara.
Uta de velludo estreita a 19 a pega, ditas de c6r
a 800 rs., eaixinhas com agulhas francezas a
120, 160 e 240 rs., bico de seda a 120. 240 e
320 rs., ditos largos a 800 e 19200 a vara, bico
preto de linbo a 240 e 400 rs. a vara, franjas de
la preta a 700 rs. a pega com 10 varas, trangado
para enfeite a 800 rs. a pega com 15 varas, pea-
les de tartaruga a imperatriz a 79 e 89, ditos
para tirar bixosa 320 rs fita de sarja estreia
com pouca avaria a 19a peca com 11 varas, tra-
moia a 320 e 400 rs. a pega com 15 varas, guar-
danapos de lioho a 200 duzia 2$, escovas para
facto a 640, 800 el9, ditas finas a 19500, barre-
tes de palha para meninos a 2g500, diios de pel-
lucia branca fazenda de apurado goslo a 59, es-
tampas de diversas imagens a 120 e 160 rs., ditas
brancas cousa nova a 320 e 400 rs., ditas colo-
ridas muito finas a 800 e 19. tesouras para cos-
tura a 100, 160 e 240 rs.. ditas muito linas a 320
e 400. rs., caivetes para aparar penas a 100 e
160 rs., ditos muito finos a 800 o 19 com duas
folhas, dedaes brancos a 40 rs.. eacovas finas ps-
ra denles a 320 e 400 re., ditas para unhas a 120
rs., ditas para cabello com cabo de bfalo a
19500, botoes de osso grandes para paletot de
brim a 500 rs. a groza, ditos de massa preto pa-
ra paletot de alpaca a 720 e 800 a groza, ditos
de seda para casaca a l$60O e 29800. ditos de
massa cousa nova a 3g a groza, botoes de vidro
para casaveque a 200 e 240 rs. a duzia, ditos de
linha a 240 rs., abotuadura para collete a 240 e
320rs, carleiras grandes para dinheiro e let-
tras a 65, capachos para porta a 480 rs., ditos
grandes para sof a 19400 e oulras muilas quin-
quilherias que se vende sem reserva de preco
para acabar.
Feijo de corda
no armazem de Tasso Irmaos, rua do Amorim
n. 35.
Cabo de ruar fim e madrepero-
la,scovaspara dentes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
tlm e madreperola a 29 e 2$500 cada urna. Com
urna escova assim delicada faz gosto limpar-se
os dentes, e para as comprar dirigir-se rua
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite 4
Irmao recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa vin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
me Inorados
com novos
a p e r f o i 50a-
mentos, fszendo pasponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todoa
os preparos para as mesmoa como agulhas, re-
trozes em carriteia, linha de todaa as cores tudo
fabricado eipressamenle para as mesmas ma-
chinas.
Bom e assim barato
ningaem deixa de comprar ama paata para pa-
pel por I9OOO. Na leja d'aguia branca aeha-ae
urna porgao de boas e perteitas psataa para pa-
pel com calendario prpelo, t ndice daa testas
mudareis, pelo que se torbam de muita utili-
dade, e o pequeo prego de 19000 eada urna
convida a aproveiUr-se 4a occasio em que ae
eitao ellas vendando por metade do que sem-
pre custuram ; assim dirijam-ae a rua do
Queimado. loja d'aguia branca n. 16, que aera
bem aervido.
Gravatinhas de raz de
coral,
o melhor que possivel. Vende-se mui bonitas
gravatinhas de raz 'de coral com duas o tres
voltase lagos as ponas, sendo ellas bastante
compridas, avista do que sao Daratisaimas a
29500 e 39000: assim bom e barato s na loja
d'aguia branca, rua do Queimado n. 16.
Saiasdecordao.
Superiores saias de cordo a 39, 39500 e 49,
ditas alcoxoadas muito superiores a 59 ; na rua
do Queimado n. 22, loja da boa f.
Sabonetas
de amendoa, em eaixinhas de louca a
500 rs. cada um.
Vendem-se sabonetes de amendoa para barba,
cada um em sua caixinha da looga a 500 re. ; na
rua do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Bom para rancho.
Vende-se um capado*gordo por prego commo-
do : na rua nova de Santa Rita n. 65.
Quadros de mol-
dura dourada.
Lindos quadros j feitos de moldura dourada,
proprios para retratos e estampas, pelo diminuto
prego de 59 cada um ; na loja da Victoria, na
rua do Queimado o 75, junto a loja de cera.
Milno.
Vende-se milho muilo novo a 59 saccas gran-
des e 280 ris a cuia : na rua Nova n. 69.
Gravatinhas de
froco para senhroas.
Lindas gravatinhas de froco para senhora; pelo
barato preco de 1S500 cada urna : na loja da
Victoria, na rua do Queimado n. 75, junto a loja
de cera.
KsettHKete 3*9 mtmmm**
1
Encyclo-1
pedica
Li*}a de fazendas
[Rua do Crespo numero 17.
DE
Guimares & Villar.
Para acabar com certas fazendas ven-
demos baratissimos :
Chapelinas de seda de riquissimos gostos
a 129 cada ana.
Ditos de palha de Italia a 280.
Golliohas e manguitos de punho de su-
perior qualidade a 39.
Cassas de cores fizas e delicados padres
a 280 rs. o covado.
Sedas, cambraias, cassas, chitas a tudo
quanto perlenee para adornos de se-
nhora por baratissimos pregos.
Calgado Mell de 2 solas e sola fino.
Para homens.
Grande sortimento de roupas feitas e
chapeos de todas ai qnalidsdes.
i>l&i6^-58e^9l&(ft-9*eiC9SK
Objectos de gosto para
casamentos.
A loja d'aguia branca acaba de receber de aua
enoommend um Completo sortimento de objec-
tos de gosto, proprios para casamentos, sendo
finas luvas da pellica enfeiladas para noivas, de-
licadas capellas com 1 e 2 caixos para o peito,
cairos brancos de florea mui finas, bonitas fitas
brancas lavradas para lagos, ditas muilo eotreitas
para enfeites de vestidos, franjas de aada e tran-
cas brancas para o mesmo Um, meias brancas
de seda, fazenda muito boa, bonitas ligas de
dita (lao bem ba para meninas] grvalas bran-
cas do seda e chamelote para omvos, em fim
urna variedade do objectos escolhidas ao melhor
gosto, e o mais moderno, todos proprios para
casamentos : na rua do Queimado, loja d'aguia
400 branca, n. 16.
5O0 *
40
30
30
20
160
100
200
200
160
120
29400
80
40
160
240
80
i
ROUPA FEITA ANDA MAIS BARATAS]
SORTIMENTO COMPLETO
DI
|f azeadas e obras feitas.]
i
LOJA E ARMAZEM
DE
Ges k Basto!
NA
Rua do Queimado
J u. 46, fTente autarella.
Constantemente emosutn^rande eva- S
nado sortimento desobrecasacafpreta 8
* de panno e de cores multo fino t $fj i
* 30j} e 359, paletots dos mesmos pannos
20$,22$ e 24$, ditos saceos pretos dos
mesmoB pannos a 149,169 18J, cas-
as pretas muito bem feitas e de superior
panno a 289, 30g e 359. sobrerasaras de
casemira de core mullo Bi; a I5t, 16J
e 185, ditos saceos das mesreas casen i-
rasalOJ, 129 e 14fl, caigas pretas de
casemira fina para horcen a 89, 99, l(
e 12, dilas decasemira decores a 7S.8J,
99 e 109, ditas de brirr brancos muito
fina a 5J a69, ditas de ditos de cote a
39, 39500, 49 e 49500, dit*8 de s semira dericas core a 4$ e 4{5('0, rol-
letespretos decasemiraa 59 e 6p, ditos
da ditos decoras a 4(500 e 59, ditos
branco fi seda para casamento a 59,
ditos da 60, colletes debrim branco e de'
fusto a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
29500 e 39, paletotpretos de rx.erir de
aordao sacco eaobreaaaacoa 7f ,fc> el>9,
colletes pretospara luto a 4950(> e E5.'
gas pretaa de merino a 4;E( ( e 59, ?-
letota de alpaca preta a 39500 e 4$, dito.-l
aobrecaaaeo a 6&,7fte 8$, nuito Cuoi ol- 1
latea de gorguro deaedadecoresmoito '
boa fazenda 389800 e 48, collete id a vel-
lado de crese pretos a 7 e 89, roupa
para menino sobre casaca depanno pre-
tos e de corea a 149,159 a I69. ditos de
casemira saccoparaosmeamoa a 6J500 e
79,ditos de alpaca pretos saceos a 39
19500, ditos sobretasacos a 5$ e 59500,
slysde rasemira pretas e decores a 69,
63500 e 79, camisas para menino a 2C$
a duzia camisas Ingieras prega flirgas
m'iitosvperiora'329 a duziapar* acabar.
Assim como temos urna officina deil-
' siate ondemandamos execotar todas aa
obras com brevidade.
1
39000
50
160
120
240
Relogios.
Vande-se am casa de Johnston Patet A C,
rua do Yigario n. 8 un bello cortintai de
relogios de ouro, p a tep te ingles, de um dos mais
afamada fabricantes de Liverpool; tambem
ua variedade da bonitos tranceln: para 01
mesaos.
Novidade.
.
Fazendas baratis-
simas.
Chitas modernas inglezas, covado a 180 ra.
Dilas francesas, bom gosto, corado a 240.
Cassas pintadas muito finas, covado a 240.
Vestuario para meninos a 39.
Cortes de vestidos de phantasia para baile a 6.
Chales de merino com palmas de velludo a 7f.
Ditos de dito com pontas redondas a 6$.
Camisas de cambraia de lioho para senhora
89000.
Grosdenaple preto superior, covado a 1*600.
Cortes de seda lavrada superior a 3M.
Pegas de madapolo muito tino a 495O0.
Lazinhas de quadros para vestidos, covado a
240 rs.
Camisas francezas de linho para homem, duzia
a 359000.
Manteletes de graadenaple preto e de cores
lOjrOOO.
Cortes deca.mbria de seda a 6$.
Dftos de colletes do velludo superiores a 6f.
Sedaa preta lavrada. covado a 1J2O0.
Chaly de cores com lislra de seda, covado'a
500 rs.
Cortes de gorguro de aeda para oaitaSa a 23500
Velbotin lavrad*-d cores, covado a 500 r.
Isguiio de linho muilo fino, vara a 15.
' Cambraias de saltico* muito finas, pega a 3S2C0
Lengos brancos de cambraia, grandes, duzia a
3f00.i
Enfeites pretos e de corea de vidrilh a 39-
Luvas de pellica brancas a 1S500.
iacados francezes.fiaos, covide 180.
eias croas muito latas, duzia a {JjWwT
Bem como muitas ostras fazendas barafisail
tanto para negociar como para KafWSaWfami
Que farlo a msior etwiOBrta comprando ; na
da fazendas e depoatt>a aaachinas de coatora
de layaocndo Carloa Laita & roste, 12, ;
da Impefarrh, anrigarxenle aterro As Bofe-Yin
\
\



diajuo di fimamico. ibca f
Cheguen ao barato.
O Preguiga esl quelmando, en su* loja na
ra do Queimado n. 2.
Pojas de bretanha de rolo com 10 taras a 29
easemira escura entestada propria para calsa,
collete palitos a 960 rs, o covado, cambraia
orgasxliz de muiu bom goslo 480 rs. a vara,
dita liza transparente ttuito fu a 39, 4* e 69
s peca, dila upada, com 10 raras a 59 e 6< a
pega, chitas largas da modernos e escolhidos pa-
droes a 240, 260 e 280 rs. o corado, requissi-
rnos challes de merino estampados a 79 e 89
ditos bordados com duas palmas, fazenda mullo
delicada a 9* cada uta, ditos cora urna s palma
rauito finos a 89506 rs., ditos lizos com franja
de seda a 59, lencos de casta com barra a
100,120 e 160 rs. cada um, meias multo finas
para senhora a 49 a duzia, ditas da boa qualida-
de a 3 e 31500 rs. a duzia,' chitas francesas
de ricos desenhos para coberta a 280 rs. o cora-
do, chitas escuras inglesas a 5*900 rs. a peca,
e a 160 rs. o covado, brim branco de puro linho
a 19, 19200 e 1*600 rs. a rara, dito preto
muito encorpado a 19500 rs. a rara, brilhantina
azul a 400 rs. o covado, apalea de differentes
cores a 3*600 rs. o covado, casemiras pretas fi-
nas a 2*500, 30 e 39500 rs. o covado, cam-
braia preta e de salpicos a 500 rs. a vara, e ou-
tias muilas fazendas que se far patente ao com-
prador e de todas ce derao amostra com penhor.
MilMM MftQMflifi MMMfiiKtt
8
Atteoco
Fazendas e rou-1
pas feitas baratas.
NA LOJA DE
Enlre-meios
os melhores que se tem visto.
A loja d'aguia branca recebeu um explendido
sorlimeoto- de entremeios de delicados bordados,
e gostos integramente novos, com diflerentes lar-
guras, do mais estreito at mais de 1(2 palmo,
tuas diversas applicagoes escasa dizer-se porque
todas as senhoraa sabetn : os presos sio de i a
5* a pega conforme a largura, e tal a bondad*
delles que quem os vir e apreciar o bom, iofilli-
velmente oa comprar!: na loja d'aguia braoca,
na ra doQueimadoo. 16.
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
para con tas e facturas, papel mata-borro ; ven-
de-se na loja d'aguia branca, ra do Queimado
numero 16. .
8
Na ra da Cruz n. 10, casa de
Kalkmann Irmaos &C, tem ex-
posto um completo sortimento
de amostras de objectos de bor-
racha, proprio para machinas de
engenhos, sendo correias para
transmittir monmento, Canudos
de borracha de qualquer com-
priment e grotsura, pannos de
borracha, rodetas de dita, so-
bre ditos artigo* tomam-se en-
commendas.
i
Muita gravata ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se enconlra um grande
e bello sortimento de gravatas de differentes gos-
tose qualidades, e por presos taes que em ne-
nhumaootra prtese acha, como seja, gravali-
nhas gstreitas bordadas a 800 e lg, ditas pretas e
de cores agradaveis a 1*, 1*200 e 1*500, ditas
com pontas bordadas e matizadas, e lisas de mui
bom setim maco a IgGO. Pela variedade do sor-
timento ocomprador ter multas de que se agra-
de : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
n.
e:
e
ri-
[48--Rua da Imperatriz48
Junto a parlara franceza.
Acaba de chegar a este estabeleci-
mento um completo e variado sortimento
de roupas de diversas qualidades como
sejam : grande sortimento de paletots
de alpaca preta e de cores a 3* e 3jj50O,
ditos forrados a 4* e 4*500, ditos france-
zes fazenda de 109 a 69500, ditos de me-
rino preto a 6*. ditos de brim pardo a
SgSOO e 49, ditos de brim de cor a 39500,
ditos de ganga de edr a 3-500, ditos de
alpaca de la araarella a imitago de pa-
lha de seda a 3*500 e 49, ditos de meia
casemira a 4*500, 5$ e 59500, ditos de
casemira saceos a 13J, ditos sobrecasacos
a 159, ditos de panno preto tino a 209,
22$, 28$. ditos brancos de bramante a
39500 e 4*. calcas do brim de cora lg800,
23500, 39, ditas brancas a 39 e 49500, di-
tas de meia casemira a 39500, ditas de
casemira a 69500, 7&500 e 99, ditas pre-
tas a 4f500, 79500, 99 e 10o, colletes de
ganga franceza a 19600, ditos de fusto
2*800, ditos brancos a 2g800 e 39, ditos
de setim preto a 39500 e 49500, ditos de
gorguro de seda a 49500 e 5, ditos de
casemira preta e de cores a 4*500 e 5*.
ditos de velludo a 79, 8$ e 99.
Completo sortimento de roupa para
meninos como sejam caigas, colletes, pa-
letots, camisas a 1*800 e29, ditas de fusto
a29500, chapeos francezes para cabera
fazenda superior a 69500, 8J500 e IO9,
ditos de sol a 6$ e 69500, ditos para se-
nhora a 4$500 e 5*. Recebem-se algu-
mas encommeodas de roupa por medida
e para isto tem deliberado a ter um con-
tra-meslre no estabelecimento para exe-
cutar qualquer obra tendete a su a arte.
Fazendas.
Aobarateiro da ra da Imperatriz
48 juntoa padaria fraoceza, vende
ricos cortes de cambraia brancos
bordados com dous folhos a 69OOO,
coa cortes de vestido de seda escocesa
pelo brrato prego de 12g, cambraias lizas
muito unas com 10 jardas a 39500 e 4* e
de Escocia a 69, saias a balo de arcos a
295OO, cortes de chita fraoceza adiaman-
tada com 14 covados a 55, pegas de cam-
braia lisa para forro com nove varas a 2*,
e um completo sortimento de chita fran-
ceza a 240, 260 e 280 rs. o covado e das
ingtezas a 180 e 200 rs. e outras muitas
fazendas por pregos commodos.
&6S*26a S? asi i !!! 11.'.,* mm* aixa afjw m
Para se comprar as verda-
deiras luyas de Jouvin, a
loja d'aguia branca ponto
corto.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria encommenda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a recebe-las po to-
dos os outros ; por isso quem quizar comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirigir-se a loja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16, que ani
ser bem servido.
Coral de raz
Vende-se muito bom coral de raiz, o fio a 1*:
a ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecldo acreditado deposito da ra
da Gadeia do Recite n. 12, ha para vender a ver-
dad eir potassa da Russia, nova e de supeor
qualidade, assim como tambem cal virgem em
podra ; tudo par pregos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Roa do Crespo.
Loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S, ven-
de-se por pregos muito baratos as seguintes fa-
zendas de superior qualidade e modernas, sedas
de quadros miudos para vestidos de senbora e
meninas a 800 rs., babados largos e transparen-
tes a 3* a pega, entremeios muito finos a 1*500,
capas de merino e fusto para senbora a 59, chi-
tas largas escuras e claras a 240 rs. o covado,
roupoes de seda a 10j$, pegas de bretanha de al-
godio a 2*. riscado francez muito fino a 180 rs,,
manguitos bordados finos a 29, goliiohas borda-
das a 610 rs., alberas de panno felpudo para
homem proprios para chuva a 10*. capas russia-
nas o melbor que tem vindo a este mercado a
309, paletots de panno preto a 18$ e 20*, sobre-
casacas de dito muito finas a 25$, caigas de cue-
niira preta e da ores de 5* a 8J, ditas de brim
branco e de cores de 29 a 5*, paletots de alpaca
e de brim de 3500 a 59, camisas brancas de
cores oss a 2|, chapeos de sol de seda supe-
riores a 6$, ditos ioglezes a 10*, cassas de cores
transparentes a 240 rs. o covado, assim como
outras multas fazendas que se vendero por me-
nos do sea valor para fechar contas, vestuarios
de brim e fusto todos guarnecidos e enfeitsdos
para meninos a 2#.
Em casa de Kalkmann Irmaos
& C, na ra da Cruz n. 10, exis-
te constantemente um completo d&
sortimento de
Vinhos Bordeaux de todas as
qualidades.
Dito Xerez em barris.
Dito Madeira em barris e caxas.
Dito Muscatel em caixas. ,
Dito champanhe em gigos. i
Cognac em barris.
Cerveja branca.
Agua de Seltz.
Azette doce muito fino em caixas.
Alvaiade em barris.
Cevadinha em garraues.
Vende-se um cabriolet bastante usado com to-
dos os seus pertences, e por um prego razoavel,
pacocheira do pateo do Paraizo do lado da igre-
ja : para ver e para tratar, com o capito Teixei-
ra no quartel de policia.
Vende-se urna boa armago de amarello,
toda envernsada, que serve para qualquer esta-
belecimeoto, e por prego razoavel: na ra do
Crespo n. 15, loja.
Na ra do
Cabug n. 2 loja da
esquina
de m
CM & PWUJMl
Vende-se fazendas por metade de aeus
valores assim o freguez traga larjant
Sintos para senhora a 19500. (
Chapeos de seda para senhora ultima .
moda a 10*. 12* e 159.
Ditos de sol de seda inglezes a 119. *
Ditos de alpaca preta e de corea a |
4S5U0
Vestuarios de cambraia branco borda-
dos para bapiado a 89 |
Cortes de collete de pelucia e velludo ,
de cores a 5* e 7*.
Chai y matisado listas de seda o cova- !
vado a 640 rs. |
Cortes de vestidos brancos bordados
a 20* e 459. '
Chapeos de castor branco rapado a 89.
Ditos de dito com pello a 109.
Ditos de foltro copa baixa e alta a 69.
Ditos de dito palha e seda para crian-
I ca a 89.
I Toucas de seda para crianga bordados
e lisos a 59
I Casacas de panno preto muito fino
(francezas a moda) a 40*.
Sobrecasacas de panno preto muito G-
1 no (francezas a moda) a 30JJ.
I Ditas de ditas de cores a 229
I Ditas saceos de casemira a 12$ e 209.
Vestuarios de seda para meninos de
! diversos lmannos a 8*.
I Mantelete de filet muito ricos a 209.
Gorros de velludo bordados a ouro pa-
' ra homem a 5$.
I Paletots de alpaca preta sobrecasacos
I 6i-
Filas do seda malisadas para sinteiro
I a vara 29.
1 Organdys os melhores que ha no mer-
cado a vara a 1*000.
I Cambraias de cores muito fina a 640
| e 700 rs.
, E muitas outras fazendas baratissimas.
4 SIMO, .
Admiremo^ayao
Acaba de chegjr.pelo ullimo quissimos corteado cambraias %MM A de cor
com babados de sed
dos de seda, fazend
na ra da Impera
Loja das
frente
Roupa
Paletots de panas/
toa de/aven tal m atiza -
al 15*, vende-se 5$:
loja ds#sssj & Silva.
portas em
Livranfenlo.
para acabar,
preto a 2|*, fazenda fina,
taigas de case-miAr pretas e decores, ditas de
brim de ganga,dWs do brim branco, paletots
de bramante a 4#,4tos do fusto de corea a 4|,
ditos de estamenha<0V4f, ditos de brim.pardo a
39, ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
dolletea de velludo pretoa e de cores, ditos de
corguro de sed*, grvalas de linho as mais mo-
bernas a 200 rs.affda urna, collarinhos dt linho
gauliima moda, todas estas faiendas se vende
parato para acatar; a loja est aborta das 6 ho-
jas da manb at as 9 da noite.
O deposito dos phqsphoros do gaz de Ferreira
ft surtios, na traveesa da aladre de Dos, arma-
zem n. 16,.arpaba de ser supprido com novas re-
aessas, e contina a. vendar em caixas e a reta-
Iho, por mujito menos prego do que em qualquer
oulra parte.
SABAO.
Joaquim Francisco da Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta praga e oade fra, que tem
exposto venda sabode sua fabrica denominada
Reciteno arsnazem dosSrs. Travasaoa Jnior
dt C, na -ra do Amorim n. 58; maesa amarella,
castanha, preta e Iras qualidades por menor
prego que de outras*fabrieas. No mesmo arma-
bem tem foito o'seu deposito de velas de carnau-
za simples sem mistara alguma, como as de
composico.
Luvas de pellica.
Novo soTtimento de luvas de pellica chegadas
no vapor inglez para a loja d'aguia branca, na
ra do Queimado n. 16.
Cal de Lisboa.
Vendem-.se barris com cal em podra a mais
nova que ha no mercado a 6* cada um : na ra
do Brum n.' t36.
Acaba de
chegar
novo armazem
DE
B4ST0S & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
. res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, cal gados fazendas e todos
estes sa vendem por pregos. muito modi-
ficados como de seu costume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacoa feitos pelos ltimos figurn os a
269,28*. 309 e a 359, paletots dos mesmoe
pannos pretoa 16$, 18$, 20*^ a 249,
ditos de casemira de cor mesciad o e de
novos padrdes a 14*. 16*. 189,209 e 249,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9*. 10*. 129 9 a 14*. ditos pretos pe-
lo diminuto prego de 8*, 10*. e 12$, ditos
de sarja de seda a sobrecaeacados a 129,
ditos de merino de cordo a 129, ditos
de merino chinea de apurado goslo a 15*, I
ditos de alpaca preta a 79, 89, 9* e a 109,
- ditos saceos pretos a 4*, ditos de palba de
seda fazenda muito auperior a 49500, di- -
M tos de brim pardo e de fusto a 3*500, 4*
e a 4*500, ditos de fusto branco a 4*,
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de corea a 79, 8*, 9* e a 10, ditas
pardas a 3* e a 4*, ditas de brim de corea
finas a 23500, 3*. 39500 e a 4$. ditas de
brim brancos finas a 4*500, 5$, 59500 e a
69, ditas de brim lona a 59 e a 6$, colletes
de gorguro preto e de cores a 5$ e a 6$,
ditos de casemira de cor e pretos a 4$500
e a 5*, ditos de fusto branco e de brim
a 39 e a 3*500, ditos de brim lona a 4$,
ditos de merino para luto a 4* e a 4*500,
calcas de merino para luto a 4$500 e a 5$,
capas de borracha a 9*. Para meninos
de todos os lmannos: caigas de casemira
prefa e de cor a *$, 6* e a 7*, ditas ditas
de brim a 2$, 3* ea 3950O, paletots sac-
eos de casemira preta a 6$ e a 7, ditos
de cor a 6* ea7$, ditos de alpaca a 39,
sobrecasacos de panno preto al2*e a
14, ditos de alpaca preta a 5*. bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os lmannos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 8* e a 12$, ditos de gorgu-
ro de cor e de la a 59 e a 6*. ditos de
brim a 3*, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das degosto e urna grande officina de al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
pela sua promptido e perfeigo nadadei-
xa a desejar.
AGOSTO DI 1S61.
(7
deara
50, ha pa-
que ha no
os nmeros, cobra
fblha desde a gros-
preciso, eslanbo
Cobro a 850 rs. a
tenas de vidro,
e outros mullos objectos de metal : na ra Nova
defronte da Cence<4tt> u. 38. t
Bonecas dle camur-
sa com rosto de massa.
Na loja d'aguia branca vecd*em-te mui bonitas
bonecas de camursa com rosto de massa, o pri-
morosamente vestidas com saia balao etc etc.,
vista do que, e de sua muita durago sao bara-
tissimas a 1S20, barato, 'ssim s se encontra na
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Cera de carnauba.
Na ra da Cadeia do Recife, loja n
ra vender cera de carnauba a melbor
mercado.
FVNDICiOLOW-MOW,
Ra daSenialla Nova n.42.
Ueste astabelecimento contina a havar um
completo sortimetuo demorada lemeits moe%
das parengenho.aiachnas da vapor ataixas
te ferro batido e coado,de todos ostamanhos
para dito,
Vinho chamisso.
Vende-se este delicioso vinho engarrafado a
19500 a garrafa : no novo destino-de Jos' Dias
Braodo, ra da Liogoeta n. 5,
Libras slerlinas.
Ha para vender, na ra da Cadeia do Recife n.
12, em casa de Bailar & Oliveira.
O torrador! 11
23 l,*Tgo da Ter^o 2,3
Quem duvidar venha ver; manteiga ingleza
perfectamente flor a 1* a libra, franceza a 640 e
I a 680 a libra, batatas muito novas a 80 rs. a libra
assim como se torra massas muito finas para sopa
a 440 ris a libra e outros muitos gneros perten-
centes molhados, ( a dinheiro vista.)
Atiendo
Vendem-se caixoes vasios proprios
para baliuleiros.funileiros etc. a 1 $280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ah se dir* quem os tem
para vender.
Carros e carrosas
Em casa de N. O. Bieber
& C. successores ra da Cruz
numero k.
Vendem-se carros americanos mui elegantes
e leves para duas e 4 pessoas e recebem-se en-
commendas para cujo fim elles possuem map-
pas com varios desenhos, tambem vondem car-
rosas para conduego de assucar etc.
O. Bieber & C, successores, ra da Cruz
n. 4, tem para vender relogios para algibeira de
ouro e prata.
Berros de palha da Italia
Vendem-se bercos de palha de cores, sendo
amarello, encarnado, azul, verde, e de tartaruga,
muito bem feitos, e com sua competente cama,
sao de multa ulilidade para este paiz por ser elle
muito calido, e os bergos muito frescos, segundo
nos afirma o fabricante da Italia ; devem ser pro-
curados na ra estreita do Rosario n. 11, exposl-
gao de balaios finos egrossos de Sodr & C.
Peonas de afe
nglezas, caligraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda as verdadeiras peonas de ago ingle-
zas, caligraphicas, cuja superfbridade est deci-
dida, e ainda assim contina a vende-las a S* a
caixinha : na loja d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Luvas de Jouvin.
Continua-se a vender as superiores luvas de
pellica de Jouvin, tanto para homem como para
senhora ; na ra do Queimado n. 22, na loja da
boa f.
Gravatas da moda.
Vendem-se gravtinhas eslreitas muito supe-
riores, tanto pretas como de cores, pelo barat-
simo prego de 19 ; na ra do Queimado n. 22,
na loja da boa f,
Bramante de linho muito
superior.
Vende-se superior bramante de linho com duas
varas de largura, pelo baralissimo prego de 29400
a vara : na ra do Queimado n. 22, na bem co-
nhecida loja da boa f.
Roa do Quein.ado loja de 4f portas
Ae Fe*T&o Mala,
vendem-se barato as seguintes fazendas, para li-
quidar.
Cortes de casemira finos de cor a 39500 e 4*.
Ditos de dita ditos de cor preta a 5* e 69.
Ditos de brim de puro linho a I9600e 29.
Panno preto, azul, verde e cor de caf, corado
a 3S000.
Cortes de superior velludo de cor a 4$ e 5*000,
Manteletes de fil preto bordado a 4*.
Visitas de seda abertas a fil a 4*.
ManlS de dita ditas a fil a 49 e 5*.
RiquiAimos cortes de seda a 80, 90 a 1009.
Ditos ditos de dita a 15, 20 e 25*.
Chales com palma de seda a 29 e 29500.
Cortes de cambraia bordada a 1*800.
Lencos bordados com bico, duzia a 19500 e 29.
Chafes de touquim a 15 e 30*.
Ditos de merino bordado a 4, 5 e 69.
Chitas francezas, qualidade superior, covado
a 240 rs.
Ditas inglezav, cores fizas, covado a 160 rs.
Lengos de seda da India a 19*
Cambraias lisas muito finas, com 8 varas a pe-
ga a 395OO e 49.
Cazavequea e capinhas de fusto branco a 89 e
9*000.
Meias de algodo cr superior fazenda a 49.
Chapeos a Garibaldi a 14 e 15*.
Enfeites e chapeos Iraviata a 9,10 o 129.
Hernestina, riquissima fazenda para vestido
de stnhora, covado a 400 e 500 rs.
Ambrosina, idem idem, covado a 500 rs.
Mimos doco, covado a 500 rs.
Sedinhas de quadros, covado a 700, 800,900 e
1*000.
Manguitos de cambraia bordados, um 500 rs.
Gotliohas idem, urna 320 rr.
Superiores espartilhos para senhora a 4$.
Brim branco de linho, vara a 700, 800 e 1*.
Vende-se o engenho Tireri, na comarca do
Cabo, prompto de todas as obras, embarque per-
to, e dista da estacan duas leguas, bom de rocas
e de passadio, pode fazer boas safras, e com al -
gum servigo, torna-se um engenho muitissimo
bom, vende-se com negocio muito com modo, re-
cebe-se algum sitio ou casa em conla, dinheiro e
letras com boas firmas : os preteudentes podem
dirigir-te praga, no escriptorio do Sr. Vicente
Mendes Wanderley, na villa do Cabo, com o Dr.
Netlo, e no engenho Peres com o seu legitimo
dono Jos Xavier Caroeiro.
Vende-se ou permuta-se por casas terreas
um sobrado de um andar e soto com commodos
para grande familia, bom quintal, terreno proprio
e em boa roa : a tratar nos Coelhos, ra dos Pra-
zeres n. 30.
Vendc-se para mais de 50 rolas denomina-
das hamburguezas ; na ra de S. Francisco como
quem vai para a ra Bella, sobrado n. 10; dndo-
se mais em conta a quem comprar todas.
Vende-se a boa casa terrea o. 18, sita atraz
da igreja do Pilar, lado do mar ; a tratar no pa-
leo do Paraizo d. 10.
A dinheiro
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
vende-se a verdadeira raiz de coral a 900 rs. o fio.
Cftixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, chegado de sua propria encommenda muito
lindas caixinhas de costara com msica, proprias
para mimo, que se vende muito barato.
Vendem-se os engenhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagpas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pes:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.

Ao Pavo
Vende-se fioissimos cortes de riscadiohos fran-
cez com 14 covados a 2*: na ra da Imperatriz
n. 60, loja de Gama & Silva.
Trapiche
Baraodo Livrameulo.
Largo da Assembla nu-
mero 15.
Ha continuamente para vender nesle novo es-
tabelecimento o seKuinte :
Cera de carmuba em porgoes ou a retalho,
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em caixinhas de 1 arroba a i.
Barricaa com cebo do Rio Grande, em porces
ou a retalho.
Velas de carnauba pura em caixinhas de 1 a S
arrobas.
MeioB de sola, diflerentes qualidades, em por-
gos ou a retalho.
Courinhos curtidor.
Farinha de mandioca por 1$500 a saces.
Farelo em uceas grandes por 3J800 a saces.
A 2^500
Chales de merino eslampados, que em outras
lejas ee vendem por 49 e 5* na loja da boa f
na ra do Queimado n. 22, vende-se pelo bara-
lissimo prego de 2*500.
A 2^ o corte
urna s
loja da
de caiga de meias casemiras escuras de
cor ; na ras do Queimado n. 22, na
boa f.
Leiwjos brancos.
Vendem-se lengos brancos proprios para algi-
beira, pelo baralissimo prego de 2*400 a duzia :
na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Milho a 4.000 rs.
Vende-se milho em aacces grandes por 4* : na
ra ds Guia n. 9.

Luvas de fina camursa
para militares ecavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda mui finas luvaa de camursa, o que
de melhor se pode dar nease genero, e as esl
vendeudo a 2*500 o par ; os senhores offlciaes e
cavalleiros que ascomprarem conhecero que sao
baratas vista de sua finura e durago, e para as
obter dirigirem-se i ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 16. Adverte-se que a quantidade
pequea por hora, e por isso nao demorem.
Attenco.
Barato que admira.
Vende-se arroi pilado a 19200 a arroba, milho
muito novo a 4$ e 4*500, farelo, saccoa de 96 li-
bras a 3g800. farinha em bom estado a 1*800,
alhos, oanaalraa com 100 maungas a 2*, vinho
tinto, marca PRR a 509 o barril de 5., charutos,
ceblas, e outros muitos gneros : -no armazem
de Estevo Jos da Motta, na ra da Moeda nu-
mero 47.
Luvas de Jouvin.
Goes & Bastos, na loja da ra do Queimado
o. 46, tem as verdadeiras luvas de Jouvin, e co-
mo as recebe em direitura por todos os vapore
as vende por prego commodo.
Facas e garios.
Muito boas facas e garios para o diario de urna
casa a 29600 a duzia de talheres : na loja da Vic-
toria, na ra do Queimado n. 75, junto a loja de
cera.
Caixas para joias. {
Lindas caixinhas pora guardar joias, pelos pre-
gos baratos de 400, 600, 800, 19 e 2* cada urna :
na loja do Victoria, na ra do Queimado n. 75,
junio a loja de cera.
Coraes lapidados
a 500 rs.. o masso.
Vendem-se massinhos de coraes lapidados a
500rs. cada um : na ra do Queimado, lojad'a-
fiuia branca n. 16.
Attenco.
Ra ra do Trapichen. 46, em casa deRo r n
Rooker & C, existe um bom sortimento de ii-
nhas.de cores e brancaserc carretela do melbor
abrieantedelnglaterra.asquaes se vendem por
pregos muirazoaveis
Batatas e cebollas.
Veudem-se nicamente nos armazens progres-
sivo e progressista no largo do Carmo n. 9 e ra
das Cruzes n. 36, cebolla a 1$280 o cenlo, e ba-
tatas alga arroba e 50 ris a libra, tambem tem
porgo de queijode prato chegado no ultimo pa-
quete que vendem-se a 680 ris a libra e 620
sendo inteiro, affiaogs-se ser tudo do melhor que
se pode desejar.
tdacao ce certas
I faz en das finas.
barteiros
ra-
m Loja dos
^ do Crespo n. 8 A,
^Leandro Miranda.^
Ricos enfeites a imperatriz a 29 cada ?
E? um e outros muitos enfeites de diversas ?S?
^ qualidades por baralissimo prego de 39,
ja 59. 7* e 10$ os melhores e de mais gos- g
^ tos que tem vindo a este mercado, dao- "
ta? se amostras com penhores. g
Viva a concurren-
cia.
Ra Nova n. 67.
Nesla tenda de alfaiate de J. Hunder encon-
trado seus benvolos freguezes um sortimento
de fazendas modernas que recebeu direitamente
da Europa, ptimas para caigas, colletes e casa-
cas, tudo bom para a primavera : na ru Nova
numero 67,
Estojos para barba.
Ricos estojos com espelhos e repartimenlos
para os necessarios de barba, pelos pregos de 29,
3,4 e 5* cada um : na loja da Victoria, na ra
do Queimado n. 75. junto a loja de cera.
S a dinheiro.
N.I9Ruado Qaeimadoi, 19.
ARMAZEM DE FAZENDAS
DE
Santos Coellio.
Vendem-se as seguintes fazendas baratissimas:
Lindos cortesde pbantasia de sedado tres fo-
lhos a 8g.
Gollinhas a 2$000.
Ricas gollinhas bordadas das mais modernas a
2$000.
Cortes de seda a 40#.
Superiores cortes de seda a 40*.
Gobertas a i $800.
Cobertasde chita achineza a 1-800.
Cortes de seda a 25$
Cortes de seda de 100* por 25$ por ter algum
mofo.
Leogoes de linho a 15900.
Bales para senhoras e meninas.
Lenco* de bramante a 3^300.
Grandeslengoes de bramante.
480 e 6*0 rs. a vara.
Algodo de duas larguras a 480 e 640 a vara.
Bramante de linho
com 10 palmos de largo, pelo barato prego de
2*000 a vara.
Lengoes do panno de linho sem costura a 3g.
Toalhas de fusto a 500 rs. cada urna.
Cambraia de salpicos graudos muito na a 5*
peca.
Grosdenaples de quadriohos com algum mofo
a 640 o covado,
Tarlatana de todas as cores para vestido a 800
rs. a vara.
Fil de linho liso muito fino a 750 a. vara.
Capailas de flor de laranja para noivas a 5*.
Barato que admira
Bolachinha inglfca.
Vendem-se barriquinhas com bolachinha ingle-
za a 1*600 ; na ra da Guia, taberna n. 9, e na
Lingoeta, deposito o. 6, e far-se-ha alguma dif-
ferenga, sendo em porgo.
Lencos para rap.
Vendem-se lengos fioissimos de linho proprios
para os tabaquistas por serem de cores escurase
fizas, pelo baralissimo prego de 6* a duzia ; oa
ra do Queimado n. 22, na bem conhecida loja da
boa f.
Manteiga ingleza
flora 1,000 rs. a libra
Francesa a 680 a libra : na ra das Cruzes n.
24, esqpjina da travesaa do Ouvider.
9
i
RA DO CRESPO N. 17.

9
i

i
Riquissimas chapelinas de seda para
senheras, de diversas cores a 129.
Cassas de cores bonitos padrdes a 240
rs. o covado.
Cassas e organdys de cores a 280 rs. o
covado.
Chitas de todas as qualidades e pregos.
m Muitissimas fazendas finas que se ven-
dem por pregos baratissimos para liqui-
dar, dao-se amostra das fazendas. a
Em casa de Adamson, Howie & C, ra do
Trapiche Novo n. 42. vende-se :
Rolhas de cortiga finissimas.
Lona e flele.
Fio de vela.
Superiores tintas de todas as cores.
Sellins, silhdes, e arreos para carro ou cabriolet.
Vende-se urna taberna no lugar do Cempo-
Verde, freguezia da Boa-Vista, bem afreguezaJa
para a Ierra, com pouros fundos, propria p:ra
quem liver pouco dinheiro : na ra do Socego uua
mero 44.
Vendem-se pennas de ema ; na ra da
Senzala Nova n. 30.
Escravos fgidos.
Fugio do eugenho Santa Luzia, na quara-
feira 21 do correte, a preta Maria Antonia, na-
tural do Para, com os siguaes seguioles: alia,
corpo regular, representa seus 60 annos, cara
comprida, olhos vermelhos, com falta de denles
e com alguna cabellos brancos, levando vestido
de chita cor de caf, saia de um riscado azul j
uzado, seguiodo a direceo do Recife. Quem
della der noticia ou apprhend-la dirija-se ao
Passeio publico n. 11 loja.
No dia 19 de Janeiro de 1856 fugio do en-
genho das Maltas, comarca do Cabo, um mulso
por nome Jeronymo, idade 30 annos, baizo, es-
padado, ps pequeos e carnudos, os dedos Jos
ps curtos, pernas grossas, pouca barba, bom ca-
bello, cor acanellada. quando falla gagueja,
meslresapateiroe carreiro. Da primeira fgida
que fez foi preso em Caruar, e agora consta in-
dar por all mesmo e pelos sertoes do Fenedo ;
quando fugio levou um poltro rozilho cabano
com este ferro CI: quem o apprehender e levar
ao referido engenho receber 1009 de gratifica-
go. O referido mulato intitulase forro, e cons-
ta andar pelos sertSes com esse titulo.
.4usentou-se da casa do abaizo assignado
no dia 12 do correte a sua escrava de nome
Luzia, crioula, de idade 20 annos pouco mais cu
menos levando vistido de cambraia branca cem
riscos cor de rosa dos lados, chali de merino
branco com flores estampadas, foi calgada. Ro-
ga-se as autoridades policiaes e capiles de
campo a apprehenso da dita escrava, e leva-la
Passagem da Magdalena ou na ra do Trapiche
armazem o. 13 que ser generosamente recom-
pensado.
Recife, 16 de agosto de 1861.
Augusto Pinto do Lemos.
E.scTavo fngido.
Ausentou-se no domingD 11 do cor-
rente, da casa do Sr. oao Frederico de
Abren Reg, morador na ra das Aguas
Verdes n 46, onde esta va para ser ven-
dido, o escravo de nome Paulo, pardo
e cor amarelenta. idade de 25 a 30 an-
nos, altura regular e meio vesgo do
olho esquerdo porm pouco se conhe-
ce, levou camisa e calca de algodo
azul, provavel que fosse direito para
Goianna d'onde veio ha pouco tempo
mandado pelo seu senhor o Sr. Joaquim
Manoel Aranha da Fonseca, para ser
vendido : roga-se as autoridades poli-
ciaes, capitaes de campo a captura do
dito escravo e quem o pegar leve-o a
seu senhor o Sr. Aranha na cidade de
Goianna, e nesta praca a, seu corres-
pondente o Sr. Joao Pereira Moutinho,
ra da Cadeia Velha do Recife n. 22,
loja, ou na ra das Aguas-Verdes n.
46, que sera' recompensado do seu tra-
balho.
Desappareceu no dia 13 do corrente, do si-
tio de S. Jos do Manguinho, o escravo crioulo,
maior de 50 annos, de nome Joaquim, com os
signaes seguintes : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedade do Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para aqui fgido: roga-se
a todas as autoridades policiaes e a quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo do
sitio cima citado, ou na ra do Trapiche n. 15
a Jos Teixeira Basto.
Achim-se fgidos os escravos Francisco,
mulato claro, natural da villa do Ip, provincia
do Cear, fgido em setembro do anno proxim-
passado, com os signaes seguintes : idade de 35
annos, altura regular, barbado e cabellos pretos
annellados; e Luiz, cabra, natural do Ico, fugio
do em margo deste anno, e com os seguintes sig-
naes : idade 30 annes, altura regular, muito pou-
ca barba, chelo do corpo, ps grandes, com si-
gnos signaes^ de bexigas no rosto, e muito re-
grista ; suppoe-se este escravo estar occullo por
pessoa que o protejo, pelo que protesta-se contra
quem o tlver feito : qualquer pessoa que os ap-
prehender eu delles der noticia a sen senhor Joao
Jos de Carvalho Moraes Filho, na ra do Quei-
mado, loja de ferragens n. 1S, ser bem recom-
pensada.


(8)
uaiODi
m Ttt^riiaA 17 DE AGOSTO DI iUU
-r
Liiteratura.
Carta pastoral do Exni. e Rvm. Sr. hispo
do Para, por occasio da sua entrada
na diocese.
JfiMtlusao.)
Agora nosso peomeBlo, nosso' coragao todo
pura vos, Pontfice Supremo, quo vos dignastes
revestir-nds-de to sublime diguidade Ai que
accenlo daremos nossa palavra para faze-la vi-
brar rom os senlimentos que nos causara vossi3
augustos infortunios? Oh! pae! oh pastor de
ncssas almas I Doce e magnnimo Po IX I Re-
cebei aqui a expresso-de nossa filial ternura e
do uossa inalteravel adhesao. Nrihuma das amar-
guras que inundara oeslu momento vosso cora-
gio de rel e de pontfice nos acba indifferente.
Nos anatematizamos, nos detestamos comvosco
os sacrilegos alternar* 13 commettidos contra esta
s apostlica, que urna criminosa audacia procu-
ra esbulhsr do principio civil de que ha dez s-
culos gozava, condigo necessaria de sua inde-
pendencia elivre acciono mundo. Nos condem-
namos comvosco a poltica funesta que pretende
asseniara paz do mundo e a felicidado.dos povos
sobre a violado de todas'es lei3 de justicia e da
religio; que sob pretexto de favorecer a cgre-
ja, despoja-a de todo' o auxilio temporal, e para
torna-la meis livre, a curva aos caprichos do Ce-
sarismo a raals iniquo. Has vos, oh 1 Pedro I vos
sois a pedra inabalavel contra a qual se tem re-
centado embada todas as furias do abysmo. A
iniquidade se escoar como a agua da torrente;
porm a verdade do Senhor permanecer al a
elernidade. (40)
Ponihlce venerando, o povo Del e todo o clero
do Para, proslrados cora seu indigno pastor, en-
tre o vestbulo e o altar uera suas lagrimas e
oraces s orages e s lagrimas de toda a ca-
tholicidade, confiando as misericordias do Se-
ri.or que se dignar abreviar as dolorosas prova-
goes de sua egreja e por um termo ao furor de
seu3 crueis inimigos.
Mara Immaculada, a cujo virginal diadema
ajunlasles um novo esplendor, vos cobrir, oh
inclylo pontfice, com seu manto maternal e vos
defender de todo o perigo.
Irmos dilectissimosl pegamos a esta doce Mai
que dissipe com um sorriso a negra tempestade
que ameaca os horisontes da Europa ; pecamos a
liara, psdroeira desta diocese e do imperio, que
preserve nossa querida patria do contagio da im-
piedade e do veneno das perversas doutrioas : que
ella oblenha do Senhor das serenos e felizes pa-
ra nosso magnnimo Imperador e para a augus-
tissima familia Imperial, cin q as mais doces esperanzas da nacao.
Pelo que julgamos, dever ordenar o seguinle:
I Nos tres dias, que se seguirem leitura
deslas nossas leltras pastoraes, se faro novas
preces em favor do Santo Padre e da egreja em
todos os templos o capellas publicas de nossa
diocese. Cantar-so-ha a ladainha de Nossa Se-
nhora, salve regina, sub luuro prassidium, com
as oraces. A cunctis, pro papa, contra persecu-
tores^ pro pace, que se acham no missal ro-
mano.
II. Todos os Rvds. sacerdotes recilarao at
cova ordem cada da, na missa, a oragao pro pa-
pa, salvas as prescripces litrgicas.
III. E ser a presente carta pastoral lida e
publicada, no domingo seguinte sua recepgio,
estaco da missa conventual em todas as egre-
jas, capellas, seminarios, collegios e hospitaesde
nossa diocese, e registrada nos competentes li-
vros.
Dada em Belem do Para, em nossa residencia
episcopal, sob osignal o o sello das nossas ar-
mas no Io da de agosto de 1861.
f ANTONIO bispo do Para.
Padre ilanoel de Medeiros, secretario.
Discurso de felicitaco,
queao Exm. e Rvm. Sr. D. Antonio de acedo
Costa, bispo do Para, por occasio de sua en-
trada solemne na cidade de Belem no dia 1.
de agosto de 1861, dirigiuo conego I.uiz Bar-
roso de Bastos, como orgo da deputagao en-
viada pelo Rvm. cabido, da qual, alm a"elle
orador, foram membrot os nimio Rvds. chan-
tre B elipp'e Nery da Cunha, e conego Etlulano
Alexandrino Goncalves Baiao.
Exm. e Rvm. Sr.
A egreja paraense, que viu com dor correr tris-
tes e lentos os dias luctuosos da sua ioconsolavel
viuvez, exulta boje de jubilo, porque v na po-
ca, qne principia o termo suspirado de suas pena-
lidades ; se applaude e se acclama feliz, porque
j tem presente o novo esposo, destinados sus-
pender o fio de suas lagrimas, e cheia de conso-
larlo contempla atravez das sombras do futuro
toda a gloria desses dias venturosos prometlidds
ao rebanho, que a Providencia Divina collocou
sombra do bculo confiado as mos de um pas-
tor, como V. Exc. to justamente preconisado
pelas suas virtudes e luzes.
Se o nome de Y. Exc. Rvm. sahido apeuas da
urna da Providencia, para ser inscripto no catha-
logo dos varoes preclaros, que tem presidido os
(40) Psalm. 116. 2.
destinos desta fgreja, era j um objecto de amor
e de veneragap para lodo* os Parause, tomo
nao subir de* ponto o regosijo destes Albos que-
riJos ds V. Exc. Rvm. na d6monstragio desses
sentimentos nobres, hoje que j nio podem du-
vidar da- ventura do potsuir na pessoa d V. Exc.
esse lo precioso destinado a prender-se ca-
deia de seus legtimos pastores, o digno suecas-
sor dos apostlos, o quemo Espirito Santo voz
para reger a egreja dt t)eut 1
No mcio do geralconlentameulo, que acta so-
bre a capital do Grao Para, exlasiando todos os
coracoes pela chegada de V. Exc. Rvm. que pisa
pela vez primeira as praias deste vasto continen-
te, nos encarregou o cabido de vir significar a V.
Exc. os vivos senlimentos de prazer, de que se
acha egualmeale possuido por (o suspirada ven-
tur.
E neste carcter, que temos hoje a subida
honra de vir presenga de V. Exc. onde, como
orgo desta deputago, como a hberdadade bal-
buciar estas phrase, pobres e incultas, verdade,
mas nao mareada pelo bafo da lisonja.
Parabens ao povo, parabens ao clero, porque
j v em V. Exc. o symbolo da paz, a garanta
da ordem, a norma dos seus deveres, o sustent-
culo dos seus dlreilos, porque v na pessoa de
V. Exc. o vulto eminente dedicado a fazer reflo-
rescer para a egreja a edade dourada da sua pros-
peridade, porque, em urna palavra, contempla-
mos todos nesse admiravel complexo de virtudes
e nao vulgares dotes, que enriqueceos a pessoa
de V. Exc. as mimosas fragrants flores, que p-
pareceram na nosso Ierra, aonunciamos os bel-
los dias de risonha primavera, depots daquelle
sombros de melanclico invern.
Nunca a gloria desses.arcos triumphaes levan-
lados com sumptuoso apparato, para solemnisar
as entradas dos grandes personagens mais bem
cabida, do que quanlo sao elles consagrados aos
hroes da religio.
Nao sao os seus modestos passos guiados pelo
amor das glorias mundanas, como aquellos arro-
gantes dos hroes doseculo; mas pela conscieo-
cia nica do dever sagrado, que lhes incumbe a
religio de trabalhar para elernidade evangeli-
sando a paz, evangelisando o bem.
Ditosa egreja do Para, bale as tuas palmas de
contentamento ; oinguem ousa censurar-te nos
vivos transportes da tua delirante alegra. E'jul-
io que facas este dia solemne com ramos frondo-
sos at o ngulo do altar, e que na demooslrago
do leu jubilo rasgues os leus vestidos de lucio, e
te adornes das galas da tus magnificencia, para
que toda logaiuha te aprsenles a saudar o novo
esposo.
nclita cidade de Belem, alcatifa de o Joras flo-
res as ras por onde tem de transitar o tem gran-
de sacerdote ; pisem sobre flores os seus ps,
porque sao elles formosos, na bella expresso do
apostlo ; porque sao os seus passos consagrados
ao santo exercicio de urna roisso toda celeste,
que deve fazer produzir em abundancia no leu
solo abencoado os doces fructos da religio.
Quam speciosi pedes evangehzanlium pacem,
evangelizantium bona 1
E'Exm. Sr. face de to plausiveis razdesque
os nossos coracoes se expandem no mais elevado
prazer. E se o prazer, guando i extremo pode
tanto menos descrever-se coiTt^palavras, quando
elleaffecta mais poderosamente a alma, eu nao
posso agora, Exm. Sr. se oo remetter-me ao
mais respeitoso silencio, pedndo conectivamente
para o cabido o favor inestimavel de serem por
V. Exc. acolhldos estes votos de sua devida ho-
menagem, e individualmente, para nos, honrados
por esta grata misso, a graga inapreciavel de
beijatas mos paternaes de V. Exc. Rvm. como
o mais expressivo lestemunho do nosso profundo
respeito, e filial adhesao a sua sagrada pessoa.
(Do Trezt de Haio.)
S>u13)Ms
U. B. Saiistine.-
M M.mc Virginie Ancclot.
(Continuagao do n. 187.)
Litro lerceiro.
Por quanlo no meio destis expansoes Picciola
noeraesquecida. Os dous companheiros tiabam
construido ambos junto della um banco mais
largo, mais brando, maiscommodo do qae o pri-
raeiro.
Ah sentaram-se um junto do outro, diante da
planta, e criara ser tres a conversar.
Esse banco era por elles chamado o Janeo das
conferencias. Era la que o homem simples e
modesto esforcava-se por ser eloquente para ser
persuasivo, por ser persuasivo para ser til, e a
eloquenca natural e a persuaso nao lhe falla
vam. Aquella banco era o banco da escola e a
cadeira de instruegao. E' nelle que sesentam o
professor e o discpulo ; o professor o que sabe
menos, mas o que sabe melhor ; o professor
Girhardi, o discpulo Charney, o livroPie-
ciola 1
VI
Estavam arabos sentados- era seu lugar costu-
mado. O oulonno annunciava-se : Charney per-
dendo a esperanca de ver fiorescer Picciola, con-
versava com seu amigo sobre os pezares, que lhe
causara a queda da derradeira flor; e esle, para
suprir aquella perda quinto lha ios
desenvolva diaate della o qu
Reacio das planta
Ah, como em qualquer
de urna mi divina maife,
actos da naturesa. Gjftardl
vefetaea ds folhas !] c
focariam rautuamejF se cresi.
dos outros, teem Ts ementes coroadas de felpas,
para que sua dispersan possa ser (alta pelo vento
cora mais facilidade; colo, quaotfb cah'em as
felpas, esses graos nttcem encerrados em va-
gns, em siliquas provtrfaa de um feixo elstico,
que abrtndo-se de repente no momelo de sua
maduridade lanca-os ao longe psra isola-los.
Felpas e mola* sao axas, sao ps, que Deus lhes
d am de que cada urna possa ir livremeote to-
mar seu lugar na Ierra.
Que olho poderia seguir em seu voou rpido
pelos ares agitados os fructos membranosos do
olmoiro, do acer, do pinheiro e do freixo, vol-
teaodo oa atmosphera no meio de mvriadas de
outras semeotes, s quaes a levesa basta para
elevar, e que parecer ir ao encontr das ares,
cuja fome vo aplacar.
O velho explicava tambera como as plantas ri-
beirinhas destinadas ao aformoseameoto dos re-
galos, ou a enfeitar as margeos dos tanques, do
s suas semeotes nma forma, que Ibes permilte
boiar para irem crescer nos flancos das ribancei-
ras e de urna prata outra ; como, quando seu
pero as arrasta ao fundo, que ellas devem cres-
cer no leito do rio ou na baca das lsgoai, como
o sargado e o caoico sahindo como um exercito
de langas do seio das aguas estagoadas, e esses
brilhaotes nenuphares, quo com os ps no lodo
veem estender na tona das aguas suas lindas flo-
ras brancas ou douraMas e suas folhas lustrosas
e redondas.
E contava-lbe enlo os amores da vallisneria,
separada de seu esposo, allongando-se e esten-
deodo a spiral que lhe serve de pednculo para
fiorescer em cima daa aguas, em- quanto o espo-
so, privado desta faculdade de extensio, quebra
violentamente os lacos, que o deteem, para vir
desabrochar ao p della e morrer fecundando-a.
Cono !exclamou Charney.existem estas
cousas, e a mor parte dos homens nlo se digna
rollar as vistas para esse lado 1
Foi esta urna das lices do velho.
- Meu amigo,dizia-lhe um dia seu compa-
nheiro, em quanto ambos estavam sentados no
banco das conferencias,acaso os insectos, de
que tuestes vosso esludo particular, poderam of-
ferecer-vos tantas maravilhas a observar como
mira a minha Picciola ?
Tanto ou mats,respondeu o professor.
Crede-me s appreciareis bem a vossa Picciola,
conhrcendo esses pequeos seres, que veem s
vezes visita-la, voar e zumbir em torno della.
Enlo veris essas numerosas relacpes, essas leis
secretas, que ligam o insecto a planta, como o
insecto e a planta ao resto do mundo ; por quan-
to ludo nasceu da mesma vontade e governado
pela mesma intelligencia 1 Newton o disse: O
universo foi creado de um s jacto. D'ahi essa
harmona, esse accordo geral, que nao podemos
tomar em seu todo vasto, mas que todava
existe, u
Girhardi ia desenvolver o seu pensamento
quando parando de repente com os olhos fixos
em Picciola, guardou por alguna minutos um si-
lencio ltenlo.
Urna borboleta de ricas cores estava ponsada
em um dos galbos da planta, com as azas agita-
das com um tremor todo.particular.
Em que pensaes, meu amigo?
Pens,respondeu o professor,que Pic-
ciola rae ajudar-mea responder vossa preceden-
te pergunta. Vede aquella borboleta. No mo-
mento em que fallo ella forg.i vossa planta a coo-
trahir com ella um compromisso. Sim, por que
depoz a esperaoga de sua posteridade em um de
seus ramos.
Charney inclinou-sa para verificar o facto.
A borboleta voou depois de ter untado seus
ovos com um sueco gomoso, capaz de segura-Ios
bem na casca do vegetal.
Ora pois!contiouou Girhardi,ser por
um acaso ou por urna fatalidade que ella veio
assim eucarregar vossa Picciola de seu precioso
deposito? Nao o acreditis 1 A oatureza reservou
urna especie de plantas cada especie d insecto.
Toda a planta tem seu hospede a alojar, nutrir.
Agora comprehendei o que ha de sorpreheade-
dor n'aquella acjo da borboleta. Ella foi pri-
meiro lagarta, e como lagarta nutrio-se com a
seiva de urna planta egual esta, depois, soffreu
-suas traosfotmacoes, e infiel seus primeiros
amores, voou indistinclamente sobre todas as
flores para aspirar os suecos de seus nctares.
Pois bem I quando soou para ella o momento da
matemida Je, para ella, que nao conbeceu sua
me e que nao ver seus filhos (por que sua obra
est cumprida e ella vae morrer), para ella, que
por conseguinte a experiencia nao pode instruir,
veio confiar seus ovos urna planta, seme-
lhante que nutri a sob outra forma e em ou-
tra estacao. Sabe que pequeas larvas aahiro
de seus ovos e esquecem por ellas seus costumes
vagabundos de borboleta. Quem lhe ensinou is-
so? Quem deu-lhe a lembranga, o raciocinio, e
a faculdade_ de reconheceu este vegetal, cujas
folhas nao sao mais hoje o que eram na prima-
vera ? olhos exercitados muitas vezes ae enga-
ara, porem ella nunca I
Cfc"W M Irlautoalar |ui aorpreza.
_ 'hJ *j0 nio eatae* atiento 1 *-inlerrompeu
?' II"in*l HPf" o galbo escolhido por
um des maijantigos e dos mais fortes,
p-or que o* novos cantos traeos flexiveis po-
fj ihdo e destruidos pelo invern ou
qu: ebrtdot JfttoAato. J.i que elHt tambera
?el horrivel quando immeifcido 1 Viver se-
parado de tudo qae amamos I
Girhardi levanten a eabeca e despiodo-ie seo
turno desse envolocro meditativo :
~ A separaeo a grande provenga da vida,
nao verdade, meu amigo ?
Eu, voaso amigo '
aV *7.S i TT9 *"?_" Eu- V0M0 m'BO I retorquiu o conde ; aca-
we. Alada g lhe ensinou todo ap me conven esse nome ?1 nao fai eu quem vos
C harnpv a*i... I *P"r rney
Mas. 1*,al Wbigo, temo
que aatejaejl Oditfo pofjiigoms...
- e 0 velbofora
aris tafvez
attengio : Tic-
r seu papel. Nao
enca do insecto,
atureza, de urna
a vos eniretin ha
a acceitar os le-
Silenclol sceptico.
unfue seua tinos sor
no que virdaaA'Escutai-me
cila vai sePturno repres
se trata to somante da pr
trata-se tambera d'aquella
dessas leis de harmona, de
ha peuco e que forjara a plan
gados da borbolet. Na prxima primavera po-
deremos juntos verificar o prodigio,diz elle re-
tendo um suspiro que se dirigia sua fllhs. En-
lo, quando brolarem as primeiras folhas de Pic-
ciola, a pequeas larvas oncerradas nos ovos
apressar-se-hao a quebrar seus eovolucros. Sera
duvida sabis que os rebeotos de diversos arbus-
tos nao nascam todos na mesma pocha ; da
mesma maneira os ovos das differeotes especies
de borboletas nao rebentam no mesmo dia ; mas
aqui urna lei deuoidade vai regular a marcha da
planta como a do insecto. Se as larvas reben-
tassem artes das folhas nio acbariam com que
nutrirera-se ; ae as folhas lomassem torcas aniel
do oascimento das peqaenas lagartas, estas ver-
se-hiam impossibilitadas de roe-las com seus
traeos denles. Nao pode ser assim ; a oatureza
nunca engaa I Cada planta} segu em seu pro-
gresso a marcha do insecto, de cuja nutricio es-
t encarregada; urna abre seus rebentos, quan-
do se abren os ovos do outro; e depois de terem
crescido e tomado torcas juntos, juntos desen-
volvem suas flores e suas azas I
Picciola I Picciola I nao me tinhas dito an-
da tudo Imormurou Charney.
Assim se succediam de dia em da os doces
ensinos, e noite os captivos abracavam-se di-
zer.do se adeus e entravam em sua'camera para
esperarem o somno, ou para peosarem muitas
vezes um respeito do outro, ou no mesmo ob-
jecto,na Glha do velho.O que ter-lhe-hia
acontecido depois que urna ordem do awmman-
dante forzosamente desterrou-a ds priso de seu
pae ?
_ Thereza seguir principio o imperador Mi-
lo, porm l aoube que mais difficil s vezes
atravessar urna antecmara do que um exercilo.
Entretanto os amigos de Girhardi, excitados de
novo por ella, dobraram de esforcos e promet-
tiam (azer cessar dentro em pouco o seu capti-
veiro ; e Theraza mais tranquilla, loma a estrada
de Turim, onde urna prenla offerecia-lhe um
ssylo.
O marido desla prenla era biblothecario da
cidade. Foi elle que Meoon encarregou da es-
colha doslivros que devia mandar para a lorale-
FOLHETIM
0BATED0RDEESTRAOA
PAULO DUPLESSIS.
SEGUNDA PARTE.
XXXV
[Continuando.)
Apesar do archole de que estava munido o
marquez d'Hallay, todava foram-lhe precisos 1-
guns minutos para habituar-se escuridao que
reinava no subterrneo. Por tal forma se acha-
vara excitados seu interesse e curiosidade que
nem pensou mais as acerbas palavras do Ba-
tedorde Estrada, nem nos perigos da suapropria
posiQo. Com as pupillas dilatadas, o semblante
contrahido por poderosa commocao, dominava-o
em toda a sua intensidad a terrivel febre do
ouro I
Joaquim Dick a dous passos distante delle en-
carava-o com a expresso de melanclica pie-
dade.
Ento, Sr. marqt>z, porque ficaes quedo ?
Queris que vos esteja lembrando constantemen-
te que os nossos momentos sao preciosos ? Nao
acreditareis no perigo senao quando for lempo
de evila-lo ? Dae-me este archole; quero eu
mesmo guiar-vos.
O mancebo nao se movu : pareca nem ter
ourido.
Senhor, disse elle de repente, desejava ver
os vossos thesouros.
Aos labios de Joaquim Dick assomou por um
instante o sorrrao mofador e desdeohoso que ou-
tr'ora lhe era to habitual ; mas tornando-se lo-
go triste, e grave, murmurou :
Serapre e mesmo orgulhojl Infleyivel sem-
pre para os vicios dos outros, complceme, e
ebeio de admirarlo para as minhas faltas I
E volvendo-se para o marquez d'Hallay, ele-
tou a voz, dlsendo-lhe :
Concedo, senhor. Ides ver como o ouro,
despojado do prestigio que lhe d a convencao,
pouca cousa por si mesmo 1
Joaquim dirigio-se para um dos lugares mais
obscuros e reservados da gruta ; tomou o archo-
le das maos do marquez, e sacudjndo-ode encon-
tr a urna pedra enchu o espaco de myriadas de
rubras faiscas.
Eis aqu I disse elle framente.
Uds poucos do cofres de urna madeira por tal
forma carcomida pelo lempo, qne impossivel
era reconhecer-se a sua esaencia, achavam-ae
collocados, ou para melhor diaeralinhados de
encontr aos muros do subterrneo. Nesses co-
fres, cada um dos quaes tinha pouco mais ou me-
nos qualro ps de altura, e tres de largura,
se via-se urna carnada de um p de cor amarel--
la desmaida, arenoso, e sem reflexos. muito se-
melhante gomma-gutta mal pisada.
Que 1 exclamou o marques d'Hallay visi-
velmente contrariado. Pois este o vosso fa-
moso thesouro ?
- T Sm' ennot e mesmo thesouro que
anda hontem foi causa de que una dazentos ca-
,,ve-re5. JUDCaeni o deserto Achaeea que
elle indigno da vossa curiosidade ?
_ O marquez nao reapoudeo logo ; passado o
(*) Vide Diario a. 19*.
primeiro momento de desengao poz-se a con-
siderar o ouro com viva attengo.
Todo este p, e pedaeinhos de metal reu-
nidos, nao devera elevar-se a mui grande soco-
rra, disse elle como fallando comsigo mesmo.
Estaes engaado.
Emquanto estimaes, senhor, o valor deste
thesouro ?
Confesso francamente que me impossivel
dar-vos um valor exacto, porque ha muitos an-
uos que nao teoho a fantasa de revolver este p ;
todava fcil de fazer-se um calculo aprpxima-
tivo. Cada cofre destes encerra de seis cenias a
sete cenias libras de ouro, o que corresponde a
oito centos mil francos ou a um milho ; a isto
accrescentae urna cifra, porque ha aqui dez co-
fres, e tereis o total da oito a dez milhes. Ora,
eis aqui urna fortuna que para um homem mo-
desto o remediado constitue realmente honrosa
abastanca I
O marquez nada dizia : sua alinelo absorvia-
se n'uraa exttica conlemplaco. Por diversas
vezes. como se fosse atrahido por urna forca in-
visivel, pareceu querer tocar naquelie ouro ; mas
quasi logo voltava a si dessa vertiginosa llen-
tago.
Tomae um punbado deste metal para exa-
mina-lo mais vossa vontade, lhe disse Joa-
quim Dick a quem nao tinha escapado aquella
pantomima involuntaria e significativa.
O Sr. d'Hallay depois de curta indecisao obe-
deceu ao convite do Batedor de Estrada A' prin-
cipio passou a sua mo de um modo rpido e
deslrahido sobre a superficie desigual e granu-
losa do Jp metallico. Pouco a pouco oa seus
dedos, como se quisessem arrancar sons a um
teclado, agilaram-se convulsivamente, e fisero
tinir o ouro : entao, dominado por irrisistivel
attracco, mergulhou o braco at o fundo do co-
fre,' e se poz a revolre-lo com machinal fre-
nes.
Sbito tornou-se de urna pallidez mortal, eseu
corpo tomou a rigidez do marmore ; seus olhos
de urna mobilidade inquieta e irregular eram a
nica cousa que provava que a vida, longe de
abandona-lo, pelo contrario tinha nelle adquirido
urna actividade extraordinaria ; as pancadas Ir-
regulares do seu pulso, e do seu coracio, succe-
diam-se com iocrivel rapidez : emfim pareca
prximo da loucura ?
Um estremecimento nervoso, motivado por
aquella excitaco terrivel, agitou-lhe os bracos,
e fez arfar o largo peito : f ollou-se lentamente
para Joaquim, encarando o;como se estivesse ad-
mirado da Ca prsenos, nesse lugar.
A respirado do mancebo era to custosa, que
produzia urna especie de silvo alternativamente
rouco e estridente.
O Batedor de Estrada qne acompanhava com
olhar atiento e observador as diversas pbases por
que passava o marquez d'Hallay, julgou que era
lempo de por um termo aquella experiencia,
e agarrando-o pelo hombro sacudio-o forte-
mente.
A' este contacto arrebatado o marquez estreme-
ceu : vivo rubor Ungi-lhe as faces.
De que vos servira assassinar-me? pergun-
tou-lhe Joaquim com todo o sangue fro. Nao s
ros impossivel conduzir a decima parte do ooro,
como tamben nio poderieia sabir do subter-
rneo.
A voz do Batedor de Estrada produzio no mar-
quez o effeito do gelo cabindo sobre o crneo do
insensato para exlinguir-lhe o fogo do cerebro.
Pareceu dispertar sobresaltado de um sonho hor-
rivel.
, e pensando
nella nao ousaveis vollar os olhos para os meus!
Quando vos occorrem taes pensamentos,bem o
comprehendo.minha voz deve ser assaz odiosil
Enganaes-vos singularmente sobre as cau-
sas de meu seismal*,diz o velho; nunca talvez
a lembranga de minha llha veiu-me so espirito
mais consoladora do que hoje, por que ella es-
creveu-me e tenho suas leltras.
Seria possivel! alia vos escreveu o conce-
deram-lhel
E Charney approximou-se do feliz pae com um
m oviment de alegra logo reprimido.
Mas eesa carta vos participa alguma noticia
sinistra?
De maneira alguma.... ao contrario.
Ento porque essa tristeza ?
Ah I que queris, meu amigo o homem
feto assim I Um pesar sempro se mistura com
as nossas mais risonhas esperanzas I nossas feli-
cidades oeste mundo trazem sempre suas sombras
diiote de si, e sobre essas sombras que parara
logo nossas vistas I Fallaes de separaco 1___
esperae, aqui tendes a carta ; lde e comprehen-
dereispor querazo esta maoha um sentimento
de tristeza apoderou-se de mira junto de vos.
Charney tomou a carta e olhou-a algum lempo
sem abr- la. Com os olhos flxos em Girhardi pa-
reca querer adevinhar pela physionomia de seu
querido corapanheiro o que a carta continha ; de-
pois, examinou o sobrescripto e estremeceu do-
cemente reconhecendo a lettra. Emfim desdo-
braodo o papel tentou lr em voz alta ; porm a
voz lhe trema, as palavras seccavam-lhe os la-
bios passando : elle interrompeu-se e acabou a
carta comsigo mesmo.
Eis-ahio que elle leu :
Meu bom pae,
Eae bilhete, que tendes agora as mos, bei-
jae-o mil e mil vezes ; mil vezes eu mesma j
beijei-o e vos tendea a fazer sobre elle urna ceifa
completa I
Oh I nao deixei de faz-lo,murmurou Gi-
rhardi.... Querida filha !
Charney proseguiu :.
E' tanto para vos como para mim urna viva
satisfaco,nao verdade ?que nos seja em-
fim permitlido corresponder-nos. Devenios ao
a general Meoon um eterno reconhecimento. Foi
elle quera poz fim esse eterno silencio, que
nos separava anda mais do que a distancia.
< Bemdito seja elle I D'ora era diante ao menos
podero nossos pensamentos voar ao encontr
uns dos outros, dir-vos-hei minhas esperances
e ellas vos sustero, conlar-me-heis vossos
prazeres, e, chorando sobre elles, crerei chorar
junto de vj. Porm, bom pae, se um favor
maior nos estivesse reservado 1___ Oh! por
tura deste bilhete, e antes de ir mais longe pre-
paras vosso coragao para os prazeres sbitos
que me resta fazer-vos conhecer 1....
Meu pae, se me fosse dentro em pouco con-
cedido voltar para Junto de vos!.... Ver-vos
de tempos tempos, ouvir-vos, cercar-vos de
meus cuidados.......... baslou-me essa feli-
cidade durante dous annos, e entao o captivei-
ro vos pareca leve I Pois bem 1 se minha es-
peranca realisar-se, em breve entrare nesses
muros, donde fui exilada I
za de Fenestrelle. A oatureza desses livros le- favor, suspende! aqui por alguns instantes a lei-
vou Thereza a adevinhar fcilmente quem erara
destinados. D'ahi veio a inserc.no em um dos
voluntes daquelle pequeo bilhete, cuja mstica
forma nio poda coroprometter nem seu pae
nem ao seu protegido.
Ella ignorava eolio que seus paes viviam mais
que nunca separados um do outro, e quando aou-
be disso pelo mesmo mensageiro incumbido de
levar os livros, aterrada das consecuencias que
podiam sobrevirao velho por ease isolamento tal-
vez completo, um s pensamento antes de tudo
encheu-ihe o coragao : a reaniio dos dous cap-
tivos I
Algum tempo depois, quando, apresentada pe-
la senhora Menon ao governador do Piemonte,
ella veio offerecer seus agradecimentos este e
expandir-se peranle elle em testemuohos de re-
conhecimento, o velho general docemente sor-
prendido sua vista, tocado dessa unego de ter-
nura filial, que ella deixava ostentar-se, despiu-
se um instante de sua rudeza ordinaria, e toman-
do-lhe a mo afectuosamente :
Vinde vr-me de tempos tempos,diz el-
le,ou antes, vinde ver minha mulher. Talvez
antes de um mez ella tenha urna boa noticia
dar-vos.
Thereza pensou logo que lhe ia ser feto o fa-
vor de voltar Fenestrelle, d'ahi passar urna par-
te de seus dias junto de seu pae. Langou-se pois
aos ps do general, e viote vezes agradeceu-lhe
com o semblante radioso de felicidade.
Em am desses bellos dias do oulono, que lem-
bram os da primavera, Girhardi e Charney
estavam sentados no banco. Estavam ambos
calgados, pensativos e acotovelados era cada
urna das extremidades de seu rustico assen-
to ; julgar-se-ia que estavam indiferentes um
com o outro, se por vezes o olhar do coode com
urna expresso de interesse e desasocego nao se
voltasse para seu companheiro, inteiramente ab-
sorto em um profundo scismar. Os tragos de Gi-
rhardi apresentavam apenas mui raramente urna
apparencia sombra de tristeza.
Charney poda fcilmente eoganar-se sobre a
causa, que lhe dava origem, e com effeito enga-
nou-se.
Sim, sim,exclamou elle sahiodo de repen-
te daquelle longo silencio,o captiveiro horri-
Assassinar-vos, senhor 1 exclamou elle sem
atlender para as palavras qae proferia e como se
quizesse ganhar lempo am de tornar aoseu es-
tado normal.
Sim, assassinar-me : tinheisj a mo sobre
o punhal. Oh 1 nao peeso de sorle alguma em
aecusar-vos, ou exprobrar-vos ; sei perfeilamen-
te que vos faltava a consciencia do que ieis
fazer 1
Partamos; afastemo-nos u'aqui, senhor,
replicou o marquez vivamente.
De boa vontade 1
Joaquim Dick com um abalo (ez reviver a luz
do ardite, e poz-se camioho: tea andado uns
vinte passos quando parou soltando urna excla-
maco do sorpreza e sdmirago.
Sr. d'Hallay, disse elle apaohando do chao
um pequeo sacco, eis aqui um thesouro que eu
nao esperava achar, e que mil vezes mala pre-
cioso do que todos esses cofres cuja vista vos cau-
sou to singular tentagio.
Que thesouro?
Joaquim abri o sacco, e de dentro tirou um
punhado de farinba j bastante hmida.
- Est um tanto avariada, mas os estmagos
esfaimados sao pouco exigentes. Muitas vezes
na minha vida teoho-me utilisado de alimentos
bem inferiores este.
Estamos pois exposlos a morrer de fome ?
Quem sabe I Somos perseguidos ; a estago
vae muito adiaotada, e eu nio querendo desper-
tar suspeitas, puz-me camioho esta manha
sem trazer provisesde bocea. E' realmente ama
desgraga, senhor marquez, que nao se possa co-
mer ouro 1 porque entio teriamos muito com que
satisfazer a nossa fome. O fructo que se colhe
na arvore, mitiga a fome e abranda a sede ; mas
o ouro que se cava na trra.... Oh 1 o ouro por
si somente de nada serve I
Quando acabava Joaquim de pronunciar estas
palavras, chegavam elles outra exlremidade do
subterrneo. Urna pedra enorme que se desta-
cou como por encanto, logo que aquello tocou na
mola que a tornava movel, abrio-lhes immedia-
tamente urna sahda.
A primeira cousa que perceberam foi Gabilan.
O tntelligente animal tinha sido exacto no lugar
emprazado por seu senhor.
Vamos, sub anda ama vez garupa, se-
nhor marquez, e prosigamos o nosso caminho.
Depois de alguns minutos de silencio o mar-
quez atreveu-se a fallar. Gabilan galopava sem-
pre com a mesma rapidez que mostrara desde pela
manha.
Sr. Joaquim, desejaria que me explicasseis
urna cousa. Porque razo me conduzistesao sub-
terrneo que encerram as vossas riquezas? Esta
confiaoga me parece estravaganle I
Perdoo-vos, Sr. d'Hallay, o epigramma que
representa semelbante pergunta na vossa bocea,
e passo j explicago que de mim exigs. Urna
de duas: ou seris salvo, ou morrereis. No pri-
meiro caso, iato no caso de que consigaes aub-
trahir- vos vinganca de Lennox, provavel, di-
rei mesmo certo, que oto pensis, pelo menos
tio cedo, em visitar de novo as margena do rio
Jaquesila : terei por conseguinte tempo de sobra
para carregar o meu ooro. Quando digo o meu
ouro por habito ; porque elle oo me pertence
mais....
Que dizeis I interrompeu o mancebo com
grande pasmo.
Considero-me hoje o guarda, e thesoureiro
destas riquezas que acabaos de ver: nao son pro-
Srietario, porque as teuho legado aos pobres 1
[as isto em uada vos pode iateressar; rollemos
minha explicago. No segundo caso, e se tara-
bem eu suecumbir nesta missio ardua e pesada,
que impuz mim proprio, esses montes de ou-
ro ficaro para sempre refugiados as entranhas
da Ierra, e morrendo levarei ao menos commigo
a consolagio de que esse ouro nao dar lugar
que ae commelta por seu intermedio crime al-
gum sobre a trra. Finalmente nao pensis, Sr.
d'Hallay, que quiz tentar ama experiencia na
vossa pessoa ; nao 1 j de ante-mo eu previa o
que poderia succeder. Se vos fiz passar Deste
subterrneo foi para abreviar mais o caminho,
poupando urna legua de jornada.
Nao comprehendo, senhor, como, tendo vos
urna affeigio tio extraordinaria Antonia, a pri-
vis dessa fortuna verdaderamente real, no caso
de succeder-vos qualquer desgraga !
O Batedor de Estrada levantou os hombros.
E' justamente porque amo a condessa de
Ambron com todas ai torgas da minh'alma, que
nio lhe deixo os meus thesouros: pois quero que
ella seja feliz!
Joaquim, depois desla resposta, fez parar o seu
cavado por um movimento sbito, e estendeu o
pescogo na direcgo do vento: franzio o sobr'o-
lho, e algou os hombros em signal de irritagio e
despeito ; o que fez pensar ao marquez que algu-
ma mudanga, sem duvida desagradave!, acabava
de operar-se na sua posigo; e nio se eoga-
oava.
E'intil proseguirmos, disse Joaquim : Len-
nox descobrio j o nosso rasto, e Do admira que
elle esteja muito perto de os; se aioda oo o
descobrio porque oo teociooa matar-vos as-
sim, mas reserva-vos para servires de espect-
culo aos pelles-vermelhas, fazendo-vos sotTrer
espantosas torturas e urna terrivel agona. Ago-
ra ha de ter ido reunir-se aos seus Indios, e nao
tardar outra vez. Se fugissemos, pouco ou nada
adiantariamos ; pois que s conseguiramos de-
morar por algumas horas urna cataslropheinevi-
tavel. Oh I se podesse um dia somonte illudir a
vigilancia desse endemoniado, ficariamos a abri-
go de suas perseguiges ; porque havia de inter-
por entre nos e elle tal distancia que os seus pel-
lesve-rmelhas receiariam iofallivelmente acompa-
nha-lo. Emsumma o que fazer? A inquietago
que me causa o estado de Antonia me priva dos
recursos ordinarios do meu espirito : fallam hoje
a inspira gao e a espontaneidade.
O marquez e Joaquim saltaram em Ierra ; este
ultimo em quanto fallara, ia tirando a sella a
Gabilan ; finalmente icou silencioso.
Sbito exclamon dirigindo-ae ao marquez com
urna voz singularmente acecntuada :
Sr. d'Hallay 1 Tendes realmente coragem ?
O mancebo tremen de indignago e de colera ;
ia replicar mas o Batedor de Estrada nao lhe deu
tempo.
Eis que o vosso orgulho se ioflamma I
Pensaes talvez que quero insultar- vos ? Nio
comprehendeites a minha pergunts. Sei muito
Ella est a chegar I como aqui I perlo de
vos Iinterrompeu-se Charney com um grito de
alegra |
Lde, lude,respondeu o velho tristemente.
Charney repetiu a ultima phrase e proseguiu:
Em breve entrarei nesses muros, d'onde fui
exilada I Eis-vos contente, bem contente, es-
tou certa. Tranquiltsae-vos,' pois, um pouco
anda com esta idea consoladora___ vossa filha,
vossa Thereza v-Jo supplica I oo vos apresseis
muito em chegar ao fim desta carta. Urna emo-
gio vivissima s vezes bera perigosa nio vos
basta o que vos digo? Eocarregado de satisfazer
vossos de8ejos, se um anjo tivesse descido dos
cus, nao terieis ousad} perguntar-lhe nada
mais.... Eu porm, exigente talvez, antes que
elle despreoda o vo, intercedera por vossa liber-
dade, por vossa liberdade completa I Em vossa
edade tao duro viver privado da vista do paiz
natal I As margeos do Doria sao to bellas, e em
vossos jardins da Collina as arvores, plantadas-
por miaha defuota me e por meu pobre irmo,
teem crescido tanto I Ah, a lembranga delles
vive mais do que em outra qualquer parte De -
mais, deveis ter tanta saudade de vossos amigos,
cujos generosos esforgos ajudaram miohas fracas
tentativas I.... Oh I meu pae I meu pae a pena
queima-me os dedos ; meu segredo est quasi a
eseapar -me I Por favor, armae-vos de torga e de
constancia, porque eis que chega a felicidade 1
Dentro em poucos dias Irei ter comvosco, nao pa-
ra minorar nicamente vosso captiveiro, mas pa-
ra faz-lo cessar! nao nicamente para ficar jun-
to de vos, horas marcadas, no recinto de urna
priso, mas para trazer-voscomigo, livro e altivol
Sim, altivo ; tereis o direito de s-lo,; por que
vossos fleis Delarne e Cotenna nio obtiveram
urna grags, mas urna jusliga. urna reparagio 1
e quanto son feliz I
Thereza.
Nio havia nesta carta urna palavra, urna s
palavra de lembranga de Charney. Elle procu-
rara com angustia essa palavra ausente durante
toda a leitura da caria, e no enlanto, apesar do
desaponlameoto por que passra nao encontran-
do-a, foi com urna exploslo de alegra que ella
prorompeu :
" Ides ser llvre! exclamou elle ; podis
descangar ao abrigo das arvores vetlevantar-se
o sol I
Sim diz o velho vou .... deixar-vos !
E essa a sombra que caminha dianle de minha
felicidade, como para obscurec-la I
Ah I que importa 1 retorquiu Charney,
provando com a vehemencia dos seus transportes
e generoso esquecimento de si proprio quanto
tornra-se digno de compreheoder a amizade,
vos lhe seris emfim restituido I ella cessar de
soffrer por mjnha culpa I Seris feliz I e eu nio
seolirei mais no fundo de*meu pensamento
aquello peso, que me opprimia I Durante esses
poneos instantes que nos restsm anda passar
junios, podemos ao meos fallar della I
Estas ultimas palavras charney concluir nos
bragos de seu velho*amigo I
Vil
A idea de urna prxima separago pareca ter
redobrado a mutua ternura dos dous captivos.
Sempre juntos, nio se cangavam com essas Ion-
gas e fructuosas conversares do banco das con-
ferencias.
Havia com tudo um certo assumpto, sssampto
asss grave que Girhardi s vezes tentava tratar e
que Charney pelo contrario evitava. O velho da-
va-lhe muita importancia para deixar-se fcil-
mente desanimar, porque, conforme o resultado,
elle se ausentara com menos pesares.
Um offereceu-se a occasio de tratar disso.
Nao admiraos, diz elle ao seu compa-
nheiro, a sorte que nos reuna ambos aqui,
nos que, separados um do outro pelos paizes
que nos vram nascer, evados de prejuizos con-
trarios, por caminhos bem diversos, chegamos,
ao mesmo ponto etn frente da divindade?
Sobre este ultimo artigo nada digoretor-
quiu Girhardi sorrindo ; esquecer nio negar.
Concordo ; porm qual dos dous foi o mais
ceg, digno de lastima ?
Vos, disse o velho sem hesitar,sim, vos,
meu amigo. Todo o excesso pode conduzir o ho-
mem sua perda sem duvida, porm na supers-
ligo ha creoga, ha paixio, ha vida I na incredu-
lidade tudo morto I Urna o rio desviado de
seu verdadeiro curso ; elle inunda, submerge,
desloca o terreno vegetal e nutriente, porm se
impregna de sua substancia e a carrega comsi-
go ; poder mais tarde reparar os desastres que
causa 1 A outra a sequido, a esleridade : ella
mala, queima de urna vez; faz da trra areia e
da opulenta palmeira urna ruina em um deserto!
A iocredulidade, nao contente de separar-nos
do nosso Creador, afrouxa os lagos da sociedade
e mesmo oa da familia ; privando o homem de
sua dignidade, faz nascer em torno delle o isola-
mento e o abandono, e deixa-o s, s com o seu
orgulho I.... Eu disse bem urna ruina em
um deserto !
S com seu orgulho !... murmurou Char-
ney com os cotoverlos no encost do banco e
cora a fronte as mos. Orgulho da sciencia
humana I Por que razio apraz-se o homem em
destruir os elementos de sua felicidade, queren-
do aprofunda-los e analysa-los? Quando elle nao
devesse essa felicidade nais do que urna men-
tira, por que procurar levantar a mascara e ar-
rojar-se de seu motu proprio ao eocoolro da
perda de suas illusdes ? Lhe to doce a ver-
dade Basta a sciencia aos seus ambiciosos de-
sejes? IoseDsato I S assim que eu era Sou
apenas um verme I dzia eotio comigo, um
verme destioado ao nada ; porm, erguendo-me
sobre o meu estreo, era altivo de sab-lo era
altivo de minha frgil nudez duvdra da felici-
dade e da virtude I porm diaote do nada meu
sceptcismo parou : cri I Minha degradagao tor-
nou-se furiosa, porque eu a descobrira I E, com
efTeito, nio devia eu regosijar-ma! em troca
desse lindo achado eu nio tinha dado mais que
o meu manto de re e o meu thesouro de im-
mortalidadel
O velho estendeu a mi ao seu companheiro '
O verme diz elle depois de haver ro-
jado pela trra, depois de haver-se nutrido de
folhas amargas, depois de haver-se arraatado pe-
lo lodo das lagdas e pelo p dos caminhos,
construir sua crysolida, tmulo passageiro,
d'onde sahir transformado, purificado, para voar
de flor em flor, viver de seus perfumes, e, des-
dobraDdo eoto suas azas brilhaotes. eleva-se pa-
ra o cu. A historia do verme a oossa com
effeito.
Charoey fez com a cabega um gesto negativo.
Incrdulo cootiouou Girhardi, censuran-
do-o com ura sorriso cheio de tristeza, bem o
vedes, vosso mal era maior que o meu 1 sua cu-
ra mais looga : acaso esquecestes as ligoes da
voss Picciola ?
(Continuar-se-na.)
Meu Deus! o de fazer saltar os vossos mi-
los....
Fazer saltar os milos, repeli framente o
mancebo, e porque razo ?
Porque a vossa posigo desesperada, e eu
acho cem vezes preferivel acabar assim a vida,
a cshir em poder de Lennox. Verdade que a
fraqueza e o crime que aprsenla o acto do sui-
cidio nao sao l das cousas mais agradaveis ;
mas taes sao as circunstancias, em que vos a-
chaes, que bem vos permiltem dispor da vossa
existencia. Nao pensis que dou este conselho
com a intengao e o desejo de ver-me livre da
responsabiiidade, que de mea proprio motu bus-
quei : nio tereis razo ; pois,neste momelo s
trato de vosso ioteresse.
E' isto real, senhor ?
Palavra de hoora.
O olhar suspeitoso e tenaz, que e marquez
d'Hallay fixou sobre o Batedor de Estrada, deu
lugar a que este lhe perguotasse :
Ento o que decids ?
Agradego muito a vossa boa vontade ; mas
francamente fallando, nao foi feliz a escolha de
semelhante meio. Esperei cousa melhor de vos-
sa feTtl imaginagio. O suicidio o recurso dos
traeos e imbeceis ; ficae certo de que eu nio
langarei mo delle.
Vejo que continuaesa nao comprehender-
me. Avossamorle anticipada nao pode ser la-
xada de suicidio.
Ah E como chamareis a esse acto?
- Urna simplidcacao, ou se achaes meihor,
urna evasio ; e nada mais I Esquecestes-vos,
marquez. de que mais cedo ou mais tarde cala-
reis em poder de Leooox ? Ora, urna vez isto
succeda, deveis logo coosiderar-vos como am
homem morto......e morto no poste das tortu-
ras .... Emfim, oo gostasles do meio; a mim
nada mais resta a accrescentar.
Joaquim Dick poz-se a passear de um para
outro lado sem atlender para o marquez d'Hal-
lay, como se este ali oo estivesse. Depois de
um quarto de hora, em que durou esse monto-
no exercicio, paroa diaote do mancebo.
Lembrei-me de um outro meio, lhe disse
elle tranquilamente.
Dizei-o.
Mas como oo estou certo de que seja pra-
ticavel, permitti-me oo commuoicar-vo-lo, em
quanlo me nao tiver assegurado da possibilidade
de sua execucio. Queris esperar aqui que eu
volte, ou profers acompaohar-me ?
Aonde ides ?
Tentar urna experiencia, e posso asseverar
que urna experiencia bem curiosa Vinde,
vinde commigo ; isto vos distrahir.
A voz tranquilla e desembarazada de Joaquim
dava-lhe a apparencia de um desses ociosos de
salo conversando em cousas frivolas e indtffe-
rentes.
Pois bem, concordo, respondeu o man-
cebo.
bem que nao tremis diante da boca de urna'k O Batedor de Estrada poz-se a camiohar com
carabina, ou d lamina de urna faca : conhego
outro sim que no combate preencheis brilhan-
temente o vosso posto. Porm todo isto, a meu
ver, s constitue urna coragem elementar. A
verdadeira coragem aquella que para produ-
zir-se nao tem necessidade da excitaco da lata,
nem do estimulo do orgulho ; aquella que est
prompla a toda a hora, I que se adapta a todas
as circunstancias....
A que ponto, senhor, queris chegar ?
Ao ponto de dar-vos um conselho.
E que conielho esse ?
o passo vagaroso de quem nio tem pressa : de-
pois de meia hora de caminho parou.
Chegamos.
Aonde ?
Ao voladero.
O marquez olhou-o com pasmo.
O qae chamaos voladtr* t
Nao sabis o que significa a palavra vola-
dero ?
Nio.
Pois voa fazer melhor do que explicar-tos;
vou mostra-vo-lo-
Ambos acbavam-se naquelie momento no pa-
jio de urna montanha elevada. Joaquim avan-
gou at a exlremidade do terreno e indicando
com o dedo ao marquez d'Hallay um vacuo de
espantosa profundidade, que lhes embaragava
a passagem, dissa:
Procurae ver se descobris a base da mon-
tanha. Hesitaesl Ora, supponho que nio me
fareis a injustiga de julgar-me capaz de empur-
rarlos no abysmo. Mas nio; ser melhor que
lomis urna pedra, e a atireis para dentro fazen-
do todo o possivel por observar em que lagar
cahir. Nao avancis senio de rastos, do contra-
rio podereis ter alguma vertigem.
Eoto? perguotou Joaquim vendo o man-
cebo estender a cabega por cima do abismo.
Descobristes a base da montanha ?
Nao.
Agora atirae a pedra....J o flzestes?
Sim:
Joaquim daixou passar alguns minutos, e ele-
vando outra vez s voz, contiouou :
Observastes. como vos recommendei, o lu-
gar em que a pedra cahio 1
O marquez d'Hallay recuou em silencio, e le-
vantando-so um pouco distante do abysmo, res-
pondeu :
E' espantoso A pedra desappareceu no es-
pago, como se fosse devorada pelo vacuo. Qual
a explicagio desse phenomeno de ptica ?
E' muito simples. Um voladero urna
montanha cavada por tal forma que o seu cimo
se adianta alm da sua base : supponde um arco
que se cortasse pelo meio; o lugar em que fosse
cortado representara a base, e a exlremidade,.
onde costuma ser atada a corda, representa-
ra cimo.
Comprehendo perfectamente : mas porque
dissestes a pouco que liohamos chegado ? Que
analoga ha entre essa idea ou meio que desco-
bristes e este voladero em cima do qual uos a-
chamos ?
Urna perfeita analoga. Lembro-me que ha
dous annos cagando eu nestas paragens atirei so-
bre um phaiso, que mortalmente ferido cahio
no abysmo. Algumas horas depois o acaso con-
duzio-me para junto da base deste voladero, e
oo me foi possivel de sorte alguma encontrar a
caga que eu tinha derribado. Surprehendido e
humilhado com o mo xito, que tive, come-
cei as miohas pesquizas com urna obstiuago
egual que poria em descobrir o rasto de um
inimigo : mas foi em v&o ; perd o meu traba-
dlo. O peosameoio de que o phaiso poderia.
ter sido retido na queda por alguma salencia do
rochedo fez-rae examinar com cuidado o vola-
dero, e pareceu-me com effeito que a pedra a-
presentava para o carne urna cor mais escura :
presum que poderia isto pror de alguna ex-
carago. Comegaes a compreheoder o meu pro-
jecto ?
Nao, senhor I
Vede aquillo al, e reflecti bem.
O marquez d'Hallay aeguiu com o olhar a di-
recgo do dedo de Joaquim Dick, que desigaava
urna arvore solitaria a alguns passoe somente
distante da beira do abysmo.
E agora comprehendeis ?
Absolutamente nada....
Vamos; esta claro que nio nascestes para
a vida do deserto.
{(Continuar-it-ha.)
PEW. -m. M M. F. DI IA1U.-1W1


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