Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09372


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Full Text
lili IIIT11 IDMEiO 195
Par tres mezes adiantades 5$000
Ptr tres metes veieidos 6J000
SEGD1D1 FEttA 26 PE AGOSTO DE ISS
Por anno adan lado i 9)00 O
Porte franco para o subscriptor.
HCABRBGADOS DA 5DB9CRIPCAO DO IIORTB
<
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrio d Lima;
(fatal, o Sr. Antonio Marques da Silra; Araca-
ty, o Sr. A, de Lomos Braga; Cear o Sr. J. Jos
da Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos* Mar-
Uns Bibeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS DOS iiOr.Kfc.lu3.
Olinda todos os diaa aa 9 1/1 horas do dia.
Iguarass, Goianna Parahiba naa segunda! e
extas-feiras.
S. Antao, Bezerros, Bonito, Ciraar.AUinho t
Garaohuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazarath, Limoeiro.Brejo, Pes-
queira.Ingazeira, Flores, Villa-Bella,Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas tetras.
Cabo, Serinhaem, RioFormoso,Una,Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
Todos os correios partem as 10 horas da manha
EPHEMERIDES DO MIZ DB AGOSTO.
6 La nova as 10 horas 34 minutos da man.
13 Quarto erescente as horas e 56 minutoa da
manha.
20 La chia aa 7 horas e 31 minutos da man.
88 Quarto minguante as 11 horas e 4 minutos da
manha.
PREAHAB DEHOJE.
Primeiro as 8 horas e 30 minutos da manha.
Segundo as 8 horas e 54 minutos datard.
DAS DA SEMABA*
26 Segunda. S. Zeferino p. m.; S. Constancia m,
27 Terc.a. S. Jos de Calazans fund. das esc. pias<
28 Quarla. S. Agostinho b. dout. da egreja.
29 Quinta. Degollarlo de S. Joo Baptista.
30 Sexta. S. Rosa de Lima americana r.
31 Sabbado. S. Raymundo Nonnato card.
1 1 Domingo. Nossa Seohora da Penha.
UOlfc.NcilA3 DOS TKiBUNAKa DA CAPITAL.
Tribunal do commercio; segundas quintas.
Relaco: tercas, quintas sabbadoa aalO horas.
Pazenda: torgas, quintase sabbados as 10horas,
juizo do commarcio: quartas ao mel dia:
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primoira rara do ivel: tercia scxtasao meio
dia.
Segunda Tara do tivel: quartas sabbados a 1
hora da tarde:
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SUL
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias; Baha
Sr. Jos Msrtins AWas ; Rio da Janeiro, o Sr
Joo Peroira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do sumo Manoel Figueiroa de
Paria,na sus linaria praga da Independencia o.
6 a 8.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 52 de agosto de
1861.
Officio ao Exm. presidente da Baha.Annuin-
do ao que pe lio o alteres do 2.* batalho de in-
famara Francisco Jos Gomes no requerimento
que aqu ajunto, acompanhado das respectivas
informaces, solicito de V. Exc. a expedigo das
conrenientes ordeos no sentido de ser enriada
para aqu urna guia ou certido passada pela the-
souraria de fazenda dessa provincia, em vista da
qual possa esse official ser pago com regulariza-
do de seu sold correspoadeote aos mezes de
maio ejunho deste anno.
Dito ad*corooel commaodante desarmas.Sir-
ya-se V. S. de mandar postar em frente da igre-
ja matriz dessa freguezia s 4 horas da tarde urna
guarda comrnandada por official afim de fazer as
honras fnebres do estylo ao cavalleiro da or-
dem di Rosa Francisco MathiasPereira da Costa,
que fallecen hontem.
Dito ao com mandante superior de Garanhuns.
Derolvo V. S.. para ser satisfeila a exigencia
da thesouraria de fazenda constante da copia
junta, as folhas dos vencimentosdo tenente com-
mandaote do destacamento de guardas nacio-
naes de Garaohuns relativos ao mez de junho ul-
timo, os quaes sero pagos quando houver cr-
dito na verbaexercitoJo exercicio de 1860
a 1861.
Dito ao commandante superior do Rio For-
moso.Verificando V. S. que o guarda do bata-
lho n. 45 de infantaria do municipio de Barrei-
ros Manoel Muniz Ferreira 3obre cujo requeri-
mento versa a sna informadlo de 28 de junho
ultfmo, com effeito administrador do engenho
Muitas cabrasque este lem Tinte ou mais
trabalhadores, e que o respectivo proprietario
estara ausente, quando este guarda foi designado
para destacar, mande V. S. relaxar a ordem de
priso contra elle expedida, dispensando-o do
serrico da guarda nacional at a prxima reuoio
do respectiro conselho de qualificac.au a quem
dere elle requerer o seu direilo, se anda conti-
nuar na administrado do inesmo engenho.
Dito ao inspector da thesouraria de fazeoda.
Transmiti por copia V. S.. para seu conheci-
mento o aviso de 25 de julho ultimo, em que o
Exm. Sr. ministro da guerra declara ter esta
presidencia procedido regularmente quando ap-
provou a deciso dessa thesouraria acerca de
vencimentos dos reos militares excluidos perpe-
tua ou temporariamente dos corpos.
Dito ao mesmo. Reverto V. S. os papis
quo rieram aooexos sua Informadlo de 20 do
correte, sob o. 736, relativamente ao pagamen-
to que pede o alferes do 10. batalho de infan-
taria Domingos Pereira da Silra, da quantia de
13?, que se 1 he est derer proveniente do ala-
gue! de urna besta de bagagem, aura de que
mande processar essa dirida nos termos da cir-
cular de 6 de agosto do 1847, por pertencer a
exercicio (iodo e j encerrado, segundo declara^provincial.
conladoria dessa thesouraria.Communicou-se
na freguezia de Agua Preta em 3 de margo do
crrante anno, urna sob a presidencia do juiz de
paz mais rotado Pedro Franeisco de Albuquerque,
e outra sob a do seu immediato em rotos Pedro
Heliano da Silreira Lessi, resolre annular esta
segunda pelas razdes seguintes : ter sido presidi-
da por juiz incompetente, qual iucoulestarel-
meote o juiz de paz immediato em rotos, estando
presente o mais rotado, arts. 2, 39 e 93 da lei
n. 387 de 19 de agosto de 1846.
Harer sido feita fra da matriz, e, segundo
consta de officio da mesa parochial, presidida pelo
juiz de paz mais rotado, de 7 daquelle mez de
marco, em casa particular, ofBciando por essa
occasio um escriro ad hoc nomeado, e nao o
do juizo de paz, ou do subdelegado no seu impe-
dimento, artigo 3 do decreto n. 2621, de 23 de
agosto de 1860, com preterico das formulas do
processo, confunlindo-se actos por sua natureza
distinctos, como sao os do recebimento e apura-
Sao desedulas, artigos 49 e 55 da mesma lei de
19 de agosto citada, sera que se possa saber por-
que qualiflcago foi feita a chamada, posto que
na respectira acta se diga que por urna copia
della, risto como esta devia estar em poder do
juiz de paz mais rotado, artigo 21 da referida
lei, irregnlaridades que nao se deram na eleiglo
precedida pelo juiz de paz mais rotado Pedro
Francisco de Albuquerque, determina que sub-
sista esta por ter sido feita com as solemnidades
legaes, e por nao proceder contra ella o protesto
e motiro que deram alguns dissidentes para eftec-
tuar outra eleiclo.de se harer obserrado na or-
ganisacao da primeira mesa parochial as digpo-
sigoes do decreto de 23 de agosto de 1856, e nao
a doutrina dos arisos de 20 de ferereiro de 1847
e27 de setembro de 1848, rerogadas por aquelle
decreto, como reconheceram os mesmos dissi-
dentes, quando delle se serviram para organisar
a sua nulla mesa parochial, e por carecer de pro-
ra aarguico de que o juiz de paz Antonio Eva-
risto da Rocha, que compareceu para a forma-
cao da primeira mesa morador em outro dis-
triclo.Remetleram.-se copia desta portara a
cmara municipal de Barreiros, e ao juiz de paz
mais rotado de Agua Preta.
Dita.o_ presidente da provincia tomando em
considerarlo o que expoz o inspector da thesou-
raria provincial em o (Ti ci de 20 do correte, sob
o. 400, resolre, nos termos do artigo 33 da lei
o. 488 de 16 de maio do anno prximo passado,
abrir um crdito snpplemeotar na importancia
de 5590559 ris para pagamento de despezas
erentuaes pertenceotes ao exercicio prximo An-
do, taes como, o gaz consumido na casa de de-
tencio nos mezes de maio e junho deste anno,
aluguel da casa em que funcciona a bibliotheca
provincial, a contar de 11 de maio at o m de
junho j citados, dito de carallo para condc-
elo do alferes Antonio Borges de Araujo, com-
pra de algumas, e reslituicao a Barroca & Me-
deiros de direilos de sete por cenlo sobre o mel
exportado, a Amaro Antonio de Farias de imposto
de decima urbana e finalmente a Francisco Ma-
thias Pereira da Costa deexportaco de escraros.
Remetteu-se copia desta portara thesouraria
ao coronel commandante das armas.
Mandou-se tambera pagar ao baro do Livra-
mento a quautia de 180$ proveniente do serrico
de querena feito no brigue escuna Xing.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Derolro V. S. o recibo que veio annexo sua
informaco de 21 do correte para que mande
pagar ao padre Miguel Vieira de Barros Harreca,
como solicitou o Dr. chele de polica em officio
de 17 de julho ultimo, a quantia de 80$ prove-
niente dos alugueres da casa que serve de quax-
tel do destacamento de policia da villa de Seri-
nhaem, vencidos at o dia 12 d'aquelle mez.
Gommunicou-se ao chefe de policia.
Dito ao meamo.Attendendo so que expoz o
director da repartico das obras publicas em offi-
cio de 14 do correle, sob n. 197, recommendo S\
V. S. que faga sobrestar na arrematarlo da pin-
tura do raio do norte da casa de detengo e de-
volra o respectiro ornamento para ser reconsi-
derado.Respondeu-se n'este sentido ao officio
do director supracitado.
Dito ao director do arsenal de guerra.- Coa-
vm que Vmc. mande addir compaohia de
aprendizes desse arsenal, se nao houver incon-
veniente, o orphao Vianuto, que lhe ser apre-
sentado por parte do juiz de orphaos do termo
do Recifo.Communicou-se a este.
Mandou-se igualmente alistar n'aquella com-
panhia os menores Francisco de Paula Cabral e
(oncalo Aires de Saota Anna, risto estarem as
circumstancias de pertencer a ella.
Dito ao mesmo.Transmiti Vmc, para os
convenientes exames, copia da 1.a via de conhe-
cimentos dos objectos, que vieram da corte no va-
por Paran com destino a esse arsenal.
Dito ao juiz de direito de Goianna.Em defe-
rimento ao requerimento dos reos presos Manoel
Ribeiro dos Santos, Jos Gomes Pereira, Jos
Joaquim de Jess e Miguel Pessoa de Mello,
acerca do qual informou Vmc. em officio de 8
do correte, recommeodo-lhe que haja de provi-
denciar para que os referidos reos sejam oppor-
tunamente requintados e submettidos a julga-
meolo na prxima sesso do jury.
Dito cmara municipal do Recite.Remeti
por copia cmara municipal do Recite o officio,
que me dirigi o engenheiro fiscal da estrada de
ferro relativamente ao local escolhido para a
nova estaco da mesma estrada na povoaglo dos
Afogados, e parecendo-me procedentes as razes
expeodidas pelo referido engenheiro, recommen-
do essa cmara que, reconsiderando a materia,
emita em vista d'ellas o seu parecer.
Dito mesma.Recommendo cmara muni-
cipal desta cidade que mande franquear ao en-
genheiro director das obras publicas o terreno
indicado no officio por copia incluso, e na planta
a que elle se refere, afim de servir de deposito
dos maienaei destinados construeco da ponte
de que sao arrematantes Horace Groen & C.
Communicou-se ao mesmo director.
Dito ao director geral da instrucelo publica.
Remello a Vmc. para que sirva-se de enviar ao
Gymnasio Provincial, afim de serem convenien-
temente recolliidos no respectivo musu, os tres
pedacos de ossos petrificados, que a este acom-
panham, os quaes foram offerecidos pelo Dr.
Pedro de Athayde Lobo Hoscoso, como objeclo
de estudos, convindo que Vmc. procure ouvir
acerca dalles o pareeer de algumas pessoas pro -
fessionaes.
Dito ao director das obras publicas.Mando
Vmc. fazer na casa n. 24, da roa de S. Goncalo,
perlencenle ao patrimonio dos orphaos os reparos
indicados pelo ajudante de engenheiro Joaquim
Galeno Coelho, no parecer que por copia acom-
panhou o seu officio de 20 do correte, sob n.
207, nao excedendo-se, porem, a quantia de 8)
por elle calculada.Communicou-se thesoura-
ria provincial.
Dito ao mesmo.Para ser tomada em consi-
deraco a materia de seu officio de 20 do corren-
te, sob o. 209, faz-s preciso que Vmc. informa
novamente qual a distancia que vai do ponto mar-
cado pelo iheu antecessor para a terminaco da
estrada do norte (empreza Mamede) al o fim
das 200 bragas alm do engenhoBpor Vmc.
indicadas do citado officio.
Portara.0 presidente da provincia, apre-
ciando as actas, que lhe foram presentes, de duas
eleigei feitas para rereadore e juizea de paz
Haveria engao em semelhante apreciarlo,
e sem recelo de passarmos por exagerados afir-
mamos nao s que a situago especial da regio
amaznica torna de maior valia taes descobertas
como essas nossas riquezas abundantes augmen-
tarlo de importancia com a acquisicao do prin-
cipal cembustirel da grande e principal navega-
cao interna de todos os paizes.
Para prora da primeira assercio lembramos,
que toda a regio amaznica naturalmente cor-
tada de magnficos ros naregareis, que em sua
rastido precisam dos vapores, e, porlanto, do
carvo de pedra, como todos nos do ar respi-
ramos.
Para convencer do acert da segunda pon-
deraco, refiieta-se que com tamaoha extenso
de territorio os nossos productos subirlo de va-
lor tanto, quinto mais rpidos e facis forem os
meios de communicaeo, e por conseguinte a sua
deslocaco para todos os mercados.
_ Considerando o carvo sob este aspecto, qual
nao ser a importancia para o progresso da re-
gio amaznica se o possuirmos em casa, e com
tanta facilidade de acquisicao e transporte ?
Qual nao ser a ira mediata influencia de urna
tal descoberta no nosso mercado, e em todos os
mercados brasleiros?
Finalmente, sob o aspecto poltico, quem ne-
gar a conveniencia preciosa de estarmos arma-
dos do principal elemento para nossa defeza ter-
ritorial, e para outros muitos empregos que tan-
to engrandeces) as nacoes ?
Estas considerares servem para mostrar,
que a noticia da descoberta do carvo de pedra
no Amazonas deve merecer a attengo quer do
governo, quer de todos os cidados.
Para. A presente carta do nosso correspon-
dente contm tudo quanto ha digno de menco :
Com a demora de tres dias aqui chegou an-
te-hontem o vagaroso Paran, trazendo a noti-
cia da modificago ministerial.
t Na verdade, tanto o Sr. Saraiva como o Sr.
S e Albuquerque tem sympathiss nesta provin-
cia e o ultimo dedicados amigos, que anda se
lembram da sua inteligente administrarlo, e nao
foi sem sorpreza que esta mudanga aqui che-
gou.
Emfim, os hornees polticos l sabem o que
fazem ese os dousex-ministrosjno quizeram sa-
crificar as suas conviccoes e ideas polticas hos-
tenlaclo do goso do mando obraram como de-
viam, por isso que mais vale urna retirada do
que o sacrilicio das convicgdes sinceras.
_ De poltica superior quanto basta, pois que
nao sou versado em taes sublimidades.
a Por aqu os negocios pblicos vo sem gran-
de novidado ; por ora o Exm. presidente cansi-
no* sem opposico declarada, ao manos anda
nao ha serio descontentamento as fileiras dos
dous partidos.
Entretanto as cousas tem de se extremar em
breve ; porque a 15 do crrente a abertura da
a aflictiva situago do aummo pontfice, chefe
supremo da christandade, e algumas palavras
lisongeiras de sua santidade para com o povo
paraense, S. Exc. concluio abengoaodo o sen re-
banho.
Se o povo paraense deve ufanar-se de pos-
suir um prelado 13o preclaro por suas luzes como
por suas virtudes, o Sr. D. Antonio deve estar
satisfeito, de ser pastor do rebaoho, que hontem
o recebeu com os mais vivos signaes de amor e
raconhecimento.
c Todos os vapores da compaohia do Amaso-
as, e navios surtos no porto embaodeiraram,
assim como todos os consulados e rice-consula-
dos eatrangeiros.
0 forte do Caslello, e a brigada deram as sal-
vas do estylo.
A' noite illuminaram-se quasi todos os edi-
ficios pblicos, as igrejas e muitas casas parti-
culares, especialmente o arco, tocando al as 9
horas urna banda de msica, que ah afrahio
muito povo e varias familias.
a Esta msica percorreu differentes roas da ci-
dade, e por. m foi saudar a S. Exc. Rrm.* na
sua residencia, na. ra do Espirito Santo, que
recebeu o poro paciente com toda a benevo-
lencia. *
S. Exc. enceta pois o episcopado sob os me-
ntores auspicios, e continua a merecer pelos seus
actos e maoeiras, as maiores sy ropa thias e affecto
de seu rebanno.
Consta que S. Txc. vai mandar dous semi-
naristas pobres e de reconhecda capacidade, es-
tudar no eollegio americano em Roma, custa dos
rditos da mitra.
Isto j am acto digno de reconhecimento,
e por tanto, a idea e as esperanzas que todos
teem em S. Exc sao bem fundadas.
Alm do que flca escrpto o Exm. bspo j
risitou os hospitaes. animando doente por doen-
te, e fazendo-lhes urna bella pratica.
< Tambem se dirigi ao eollegio das eduesn-
das as quaes. Ibes deu os mais salutares e reli-
giosos conselbos ; e no dia 4 do correte S. Exc.
Rvm." tecdo dito missa, benzeu a nova bandeira
do 11 batalho de iofantsria na capella de Na-
zarelh, no meio de um grande concurso de auto-
ridades civis e militares.
< Aqui, judo a noticia, sobre a crearlo desta
diocese e dos bispos que a lem goreroado :
A diocese do Para foi creada no reinado de
D. Joo V, o rei magnnimo, pela bulla apost-
lica de Clemente XICopiosas tn Misericordia
de 13 de novembro de 1720, suffraganea ao pa-
triarchado de Lisboa.
Dez bispos teem oceupado j a sua cadeira
episcopal, incluindo o Exm. Sr. D. Antonio, no-
' taris todos pelo seu saber e pela sua piedade de
que deram bom testemunho em estabelecimentos
1 pos que ainda hoje existem, como sao, alm de
outros: o hospital da candado fundado por Fr.
Caetano Brando em 1787; urna casa de educa-
Dita.Os Srs. agentes da compaohia brasileira
de paquetes a vapor mandem dar transporte pa-
ra o Cear, em lugar destinado para- passageiro
de estado, no vapor que se espera do sul, a Fran-
cisco Affonso Ferreira' V conferente da alfande-
ga da Parnahiba.
Mandou-se tambem dar urna passagem de proa
para a Baha ao ex-soldado do exercito Mauricio
Rodrigues de Oliveira, e transportar para as Ala-
goas, por conla do ministerio da guerra, ao sol-
dado Jos Constantino, que vai reunir-se ao cor-
po deguarnigo desta provincia.Csmmunioou-
se ao coronel commandanlo das armas.
Expediente do secretarlo.
22 de agosto de 1861.
Officio ao coronel commandante das armas.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda com-
municar V. S. que por despachos desta data
autorisou o director do arsenal de guerra a sa-
ti8fazer os dous pedidos da fortaleza do Brum,
a que alludem os offlcios de V. S. sob ns. 1308 e
1315 de 16 e 17 do correte.
Dito ao chefe de policia.O Exm. Sr. presiden-
te da provincia manda communicar V. S. em
resposta ao seu officio n. 797 de 16 do correte,
que em data de 19 deste mez declarou o coronel
commaodante das armas haver expedido ordem
no sentido de ser rendida aguarda da casa de
detengo nos domingos s 7 horas da manha,
como V. S. solicitou em dito officio.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda com-
municar V. S. que foi despedido do hospital
militar, como parlicipou o coronel commaodante
das armas em officio de 21 do correte, o paisa-
no Eufrasio Francisco da Cunha, que estava all
empregado na qualidade de servente.
Despachos do dia 22 de agosto
Requerimentos.
Hilario Francisco de Salles.Informe o Sr.
juiz muoicipal do termo do Rio Formoso.
D. Joaona Mara dos Santos Dacia e oulras.
Informe o Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda.
Manoel Vicente d'Olireira.Informe o Sr. Dr.
chefe de policia.
Manoel Muniz Ferreira.Dirija-se ao Sr. com-
mandante superior.
Manoel Ribeiro dos Santos e outros.Provi-
denciou-se no sentido que requerem.
Manoel Ribeiro dos Santos e outros.Deferido
com o despacho desta data.
Hara Joaquioa da Cooceigo Maia.Informe
o Sr. Dr. chefe de policia.
Manoel Francisco do Espirito Santo.Requei-
ra ao governo imperial, visto achar-se excedido
o praso de dous mezes de que trata o art. 23 do
regulameolo do 1 de maio de 1858.
Theoloro da Silva Nevos.Nao ha vaga por
ora.
res nao deixaro por certo de promover qual-
quer pronunciamento por parte da adminis-'
tracto.
L chegaremos lodos, se Deus permitir, e o
que for soar.
< Apezar do que levo dito constou-me que a
presidencia ultimameole tam-ae visto atarefada
com nogocios relativos Cayenna ; o certo que
i 8 do correte a secretaria do governo fiodoa o
seu expediente pela noite, e pela madrugada de
9 sahio para aquelle porto o vapor de guerra Ca-
macuan, sem se saber com fundamento a razo.
< Nao se me d de apostar que anda por ah
questo de limites, acompaohada de algumatrac-
tada de anneiacao.de territorio brasileiro.
Isto nao admira na actualidade, pois nunca
pensei que as theorias commuuistas fossem to
depressa postas em pratica ; porque hoj o
principio correle dos* fados consumados, que
impera na nova diplomacia europea, isto do
mais forte passar a mo ao mais (raco, com toda
a sem ceremonia ojdepois...consumatus est\
Passo outra materia.
-< Promelti discrever a solemoidade da posse
'do Exm. e Revm. Sr. Bispo D. Antonio de Mace-
do Costa; nao farei mais do que transcrever o
que disseram os iornaes desta cidade ; porquan-
to, nesta festa religiosa e popular todos se uni-
ram para um fim, e foi elle tributar o respeito e
a venerago que merece um prelado cheio de es-
perangas.
O publico foi prevenido para o dia da posse
por um annuncio e convites feitos pela munici-
palidade para Io do correte.
a Com antecedencia a cmara municipal man-
dara erigir um arco, ao principio da ra dos
Marcadores, figurando as portas da cidade.
S. Exc. Revma. sahio as nove horas em pon-
to do convento de Santo Antonio acompanhado
dos respectivos religiosos e innmeras pessoas, e
chegou ao fim da praga das Mercez onde estava
o arco fazeudo frente designada ra dos Mar-
cadores.
a Ahi, as portas da cidade, receberam todas as
autoridades civis e militares, os funecionarios p-
blicos, o cabido, as irmandades e confrarlas e
nesse acto o reverendo arcediago, vestido da so-
bre-pelis e fluvial rica dau a cruz oscular ao
prelado, e logo se entoara eece sacerdos magnus.
< Coocluido o ceremonial nesse logar o pres-
tito seguio pela ra dos Marcadores, largo do
palacio em direeeo i cathedral, no meio das
alas da tropa detfillada.
As ras juncadas de flores, e as janellas or-
assembla provincial,|o os benemritos legislado- gao para meninas alias fundada por D. Manoel
em 1804, e sustentada sua custa, e o eollegio
da Santa Cruz, fundado por D. Jos em maio de
1857 para a educago de meninos.
Os nomes dos prelados que tem Ilustrado
esta diocese sao os seguintes na sua ordem chro-
nologica:
a I. D. Fr. Bartbolomeu do Pilar, carmelita
calcado e doutor em theologia, fez a sua entrada
solemne em 21 de setembro de 1724 ; falleceu
em 9 de abril de 1833: jaz na S.
II. D. Fr. Guilherme de S. Jos, religioso de
Thomar, fez a sua entrada solemne em 10 de
agosto de 1739; renunciou o bispado e retirou-se
para Lisboa em agosto de 1748.
III. D. Fr. Miguel de Bulhes, da ordem dos
pregadores, fez a sua entrada solemne em 15 de
ferereiro de 1749; resignou o bispado e retirou-
se para Lisboa em 1759.
IV. D. Fr. Joo de S. Jos Queiroz, tomou
posse no dia 31 de agosto de 1761; em 25 de no-
vembro de 1863 parti para Lisboa em cumpri-
ment de urna ordem real e falleceu em 15 de
agosto de 1764 no convento do Ermo no bis-
pado do Porto para onde el-rei D. Jos I o man-
dara confinado.
a V. D. Fr. Joo Evangelista Pereira, da ler-
ceira ordem de S. Francisco, fez a aua entrada
aolemne em 28 de uovembro de 1772 ; morreo
em 14 de maio de 1782: jaz na capella mor
da S.
VI. D. Fr. Caetano Brando, da ordem da
penitencia de S, Francisco, fez a sna entrada so-
lemne no Io de novembro de 1783; foi eleito ar-
cebiipo de Braga, e parti para Lisboa em 28 de
abril de 1789.
< VIL. D. Manoel de Almeida Carvalho, pres-
bytero secular e doutor em caones, fez a sua
entrada solemne em 16 de junho de 1794 ; falle-
ceu em 30 de junho de 1818: jaz na capella-mr
da S.
< VIII. D. Bomualdo de Souza Coelho, pres-
bytero secular (natural da cidade de Camela) (ez
a sua entrada solemne em 5 de julho de 1821;
falleceu em 15 de fevereiro de 1841 com grande
fama de santidade : jaz na S.
< IX. D. Jos Affonso de Moraes Torres, pres-
btero secular, commendador da ordem de Cris-
to e do conselho de S. M.; fez a sua entrada em
7 de julho de 1844, resigoou o bispado e retirou-
se para o Rio de Janeiro em julho de 1857, oude
vive actualmente.
< X. D. Antonio de Macedo Costa, presbytero
(secular, doutor em direito cannico e do conse-
lho de S. M., foi sagrado em 23 de margo de
mas, osjuizes de direito da Ia e 2a vara, presi-
dente da cmara,iospector da alfandega, e varios
outros funecionarios. e mollas pessoas gradas des-
ta capital.
n No jantar, profusamente servi-lo, fizeram-
se os seguales brindes.
a Do Sr. commandante das armas: S Exc
o Sr. presidente da provincia, Dr. Francisco
Carlos de Araujo Brusque, que offerece todas as
garantas de imoarcialidade e justica.
< Do Sr. coronel Carvalho ; ao Exm. general
commandante das armas que tambem concilia os
deveres da sna posigo com o mais perfeito ca-
valheirismo.
Do Sr. Tito Francisco de Almeida: do Sr.
coronel Francisco Jos Carvalho, digno comman-
dante do terceiro de arlilheria. que rene s
bellas qualidades de um diguo official do exerci-
to ao mais fino tracto de cidado illostrado.
Do Sr. Pmenta Bueno: todo o terceiro
batalho de arlilheria, desde a primeira praga
at o seu commandante:
Do Sr. Dr. M. Lobato de Castro: ao digno
commandante do 11.* batalho de infantaria de
lioha.
Do Sr. major Cabral: ao 11.
infantera.
Do Sr. commandante das armas aos offi-
ciaes d'armada e corpo de saude.
1 Do Sr. coronel Carvalho: aos cheles do
guarda nacional.
Do Sr. major Cabral: ao corpo provincial
de policia.
Do Sr. Jos Luiz da Gama o Silva : a magis-
tratura do imperio.
Do Sr. Dr. Lobato : ao Sr. Bruno Alvares
Lobo como um dos estrangeiros mais dedicados
ao trabalho e engradecimento da provincia.
Do Sr. presidente da provincia : ao exercita
e marioha, que sempre se tem mostrado dedica-
dos ao servigo da nago.
Do Sr. Pimenta Bueno : digna guarda na-
cional do Rio Grande do Sul.
Do Sr. commandante das armas : briosa
guarda nacional do imperio.
Do Sr. capito Candido : prosperidade di
compaohia do Amazonas.
Do Sr. commandante das armas : do Sr. Pi-
menta Bueno, como principal motor da presperi-
dade da companhia do Amazonas.
Do S. Jos Luiz: ao Sr. Baro de Manu,
como primeira causa da companhia do Amazo-
nas, to benfica para o Para.
i. Do Sr. commandante Anacleto : ao distincto
paraense ao Sr. Dr. Tito Francisco de Al-
meida.
Do Sr. presidente da provincia S. M. o
Imperado.
Todos estes brides foram unnimemente
correspondidos, sen lo porm o de S. M. o Im-
perador enthusiasticamente applaudido.
Urna banda de msica tocou durante o ban-
quete.
Findo este retirou-se o batalho para a cid a
de, fazendo exercicio de fogo.
Tanto o Sr. coronel Carvalho come os seus
dignos officiaes nao se pouparam esforcos para
penhorarem os teus convidados.
Os negocios commerciaes por aqui anda
cootiouam pouco animados; nao s por que as
noticias da Europa nao sao agradaveis ao prego
dos gneros, como pelo estado excepcional dos
Estados Unidos d'America do norte.
Tudo coocorre mais ou menos para o receio
de que, com razao, o commercio se apodera, e
quando este tamo furte das riquesas das nagoes
esmor:e, o mais tambem nao dde caminhar
com a presperida.de desojada.
a Uuma grande falta de numerario tem-se
sentido nesta praga, como consequencia necessa-
ria de semilhante ordem da cousas, e provenien-
te de outras cousas financeiras.
Par. taes motivos os negociantes do Para di-
rigiram ao governo imperial a supplica abaixo
transcripta, afim de ver se estes negocios melho-
raram com alguma providencia do governo
central:
a.
DIARIO DE PERNAMBUCO-
Pelo vapor Paran, entrado sabbado dos por-
tos do norte, recebemos cartas e iornaes com as
datas seguintes: Amazonas 5, Para 12, Maranho
16, Cear 19, Rio-Grande do Norte 21 e Parahy-
ba 23 do crtente.
Amazonas. Acerca desta provincia apenas en-
contramos o seguinte no Jornal do Amazonas,
que se publica no Pari :
< Entre as noticias que do Amazonas trouxe o
Mandos, recebemos a da importante descoberta
de urna mina de carvo de pedra, em S. Jos do
Amatary, pouco distante da cidade de Manos.
c Conala-nos, que o Sr. Roberto Ioglez, em
cujas trras parece que est a mina, deu logo
parte dessa descoberta presidencia,' e qu S.
Exc. para ali mandou o vapor de guerra Piraj.
quando subi para o Madeira, procedendo o Sr.
Dr Coulinho s observacoes necessirias, e levan-
do para aquella capital as amostras do carvo.
c No estado actual da civilisago, em que o
vapor um dos grandes motores do progresso, a
deacoberta de mioas de carvo de pedra de
urna importancia immensa, e dere prender seria-
mente a attengo.
< Na regio amaznica, porm, to abundan-
te em productos preciosos, parecer, que osea
descoberta nao merece a mesma importancia que
aoi outros paizes?
nadas de colchas estavam cheias de povo, que 1861, na capella imperial de Pelropolis, tomou
ninguem se poderia mecher, com especialidade ]- conts da diocese em 23 de maio do mesmo anno
oas immediacoes do arco. j pelo seu procurador e arcediago, governador do
S. Etc. Rvm. revestido das vestes episcopaes bispado, Raymundo Severioo de Mallos, e fez a
ia debaixo do palio sustentado petos vereadores sua entrada solemne no dia 1 de agosto do dito
da municipalidade, tendo sua frente as irman-
dades e o cabido formando corpo com o palio, e
em seguimento este acompanhava o Exm. pre-
sidente, commandante das armas, chefe de poli-
ca, corpo consular, officialidade de mar e trra,
grande numero de empregados pblicos e outros
cidados distioctos, encamlnbando-se todos
S.
c Aqui S. Exc. Revm. recebeu o aspersorio
com agua beota e o lngara sobre si e nos cir-
cunstantes, dirigiodo-se capella do SS. Sacra-
mento, onde fez oraco.
a Em seguida S. Exc. Rexc. subi ao pulpito,
e annunciou o jubilo de que se sentia possuido,
a coofianca na ndole pacifica e religiosa do seu
rebanho, e os esforcos que oo pouparia para
concorrer para a sua felieldade.
Este discurso, muitas vezes ioterrompido pe-
los vivos signaes de agradavel commogo em S.
Exc, proferido em linguagem simples e sincera, e
ouviodo com o maior silencio, captivou todos os
corages.
A modestia, com que S. Exc. pregoava a
sua inexperiencia, e declarara acceitar com re-
conhecimento todos os conselbos, sobresahia alu-
da mais com a revellago de grandes dotes do
espirito, que todos divisarm neise breve porm
eloquente discurso.
Depois de S. Exc. mostrar, qne s pelo espi-
rito, verdadeiro, profundo e sinceramente reli-
gioso pode um povo attingir feticidade, tanto
mais difficir quanto dominado o seclo pelo sen-
sualismo, citando em seu apoio os destinos la-
mentaveis de Tyro, Babilonia e Roma ; depois
de provar, como philosopho e christo, que a
intelligeneia, a vontade e o corago do homem
Deus pertencem, e para Elle devem voltar em
I signa! de profunda gretidao; depois de recordar
Senhor.A. augusta presenga de Vossa Ha-
gestade Impetial rem os abaixo assignados, ne-
gociantes desta praga, para representaren! em
beneficio das rendas publicas, que neste momen-
to se ligara felizmente com os inleresses do com-
mercio, contrariadas aquellas e estes pelo estado
actual do mercado no Para.
Esta provincia tem presentado um grao de
prosperidade permanente, demonstrado princi-
palmente no quadro das rendas publicas, de um
anno para outro sempre augmentadas. Para ci-
tar, porm, um exemplo bem frizante, ahi est o
rendimento desta alfandega no exercicio de 1866
61, que acaba de Andar, comparado com o do
ultimo quinquenio, que mostra o seguinte lison-
geiro resultado
1855-56____
185657.....
185758.....
185859.....
185960.....
186061
987,686*198
1.263.6815099
1,230,3109554
1.286,07i450
1,496,1633402
1,920,5995460
anno.
Passando das noticias mencionadas tactos
dirersos, succedidos nesta cidade e provincia nao
sao elles de grande monta.
No dia 3 do correle pelas 7 horas da ma-
nha o Exm. Sr. presidente da provincia acom-
panhado do capito do porto, do engenheiro das
obras militares e do director da escola rural de D.
Pedro II, foi bordo do vapor de guerra Camacuan
ao Pioheiro examinar a localidade em que est col-
locada a escola rural. S. Exc. depois de ter per-
corrido minuciosamente os reparos que se est
procedendo nos edificios, que sao destinados a
aquella instituiclo se dirigi a fortaleza da Bar-
ra, onde observou os concertos, que reclama
aquelle edificio, voltaodo a capital cerca das 3 ho-
ras da tarde,
Nesta cidade, em todas as matrizes e contra-
rias, tem-se feito por espago de tres dias preces
pela saude do summo pontfice, e a favor da paz
e socego nos negocios da igreja Romana, que tan-
to tem sido guerreada na actualidade.
Houve- aflueocia de povo em taes actos, o
que prova o espirito religioso de que dotada a
populago desta provincia.
c Falleceu ltimamente nesta cidade de moles-
tia intestinal, o contador da thesouraria de fa-
zenda nacional Jos Manoel Ranget de Carvalho;
bem como tem havido alguma morlalidade oc-
cssionada pela febre amarella um mez a esta
parte, principalmente em estrangeiros.
< Hontem 11 do correte houve nesta cidade
um festejo e jantar propiamente militar ; porque
o terceiro batalho de arlilheria a p fez um pas-
seio at a chcara do Sr. Bruno Alvares Lobo,
onde o commandante reuni algumas pessoas,
entro as quaes achavara-se o Exm. Sr. presidente
da provincia, o Ein. Sr, commanlante das ar- \
a Eslas cifras exprimen, em linguagem incon-
testavel, quanto real e solida a prosperidade
do Para, a torca vital que elle encerra, e que s
precisa pata aproveitameoto de tanta grandeza e
riqueza que todos concorram para seno destruir
ao menos diminuir as contrariedades, que ainda
orgam contra am futuro to cheio de esperaogas.
< Os abaixo assignados pedem a Vossa Mages-
tada Imperial permisso para apontar urna dee-
sas contrariedades, que alias poda fcilmente
desapparecer por urna medida puramente admis-
nistrativa do governo de Vossa Magestade Impe-
rial.
c O verdadeiro florescimento desta como de
todas as provincias e paizes nao poda ser devl-
do seno ao desenvolvimento dos elementos eco-
nmicos productores da riqueza, sendo os prin-
cipies aquellss qne indicara o desenvolvimento
da industria em todas as suas variadas applica-
gdes. Daqui o progresso e multiplicidade das
trocas em todas as ramiOcages sociaes; daqui a
crescente necessidade do intermediario das trocas
ou do dinheiro. E se este facilita, augmenta, e
multiplica as trocas, e portanlo a riqueza, da
qual estas sao o mais vital elemento, muitas se
nao a maior parta das mesmaa trocas se nao fa-
ro faltando o dinheiro, e conseguintemente o
resultado S6r a riqueza Qcar estacionaria quan-
do oo diminua, como mais de presumir.
O que acontece, porm, nesta praga ? Aug-
mentando as transicges, augmentando as ren-
das publicas, o nosso estado monetario comtu-
do to precario, que delle se tem originado fu-
nestas coosequencias. E to palpavel a de-
monstraco dessa anomala, que bem se poder
sustentar, que nesta praga, sendo a procura do
dinheiro proporcional ao movimenlo das trocas,
emquaoto estas augmentara e portaoto cresce a
procura do dinheiro, este diminue e desappare-
ce 11 E sem esta intermediario das trocas,
era os outros meios da crdito, que o substi-
tuem, quaes uo devem ser os embaragos que
tanto prejudicam o movimento commercial, e
portanlo lodos os ramos da industria, ao mesmo
tempoque as rendas publicas?
A qu se deve am estado to deploravel ?
< Primeiramjote ao monopolio do crdito nan-
eado e a sua limitaco qaxaixa filial do banco
dq Brasil, nico Mtabelecimenlo que temos.
Em segundo lugar &s avultadas quaqtiis re.
mettidas pela thesouraria de fazenda ao Ihesou-
ro nacional.
Emquanto que a praga do Rio de Janeiro
tem varios bancos de emisso, assim como a Ba-
ha, Pernambuco e Maranhio, o Para tem apenas
a caixa do banco do Brasil com os recursos mais
limitados.
< Segundo o balancete do mez de junho v-se-
que o capital, fornecido pela caixa matriz ainda
de 400 conloa, que d direito emisso do du-
plo, e o fundo que permute a emisso simples
apenas de 338:1455465, sendo a emisso total de
1,071:3505000 1 I....
Ser possirel, que to limitados recurso
possim chegar para a situago actual e prospera
desta praga?
Por outro lado a thesouraria de fazeoda, para
remetter para o thesouro nacional, tem ultima-
meole ido a caixa filial trocar suas notas por pa-
pel do governo, o quo nao s fazdimiouir os re-
cursos da caixa e sua emisso, como restringe a
circulago geral, e portanto as transaegoes com-
merciaes.
E para que Vossa Magestade Imperial saiba
. ... a quanto monta este desfalque pelas remessas de
> dinheiro para o thesouro nacional basta dizer que
desde 9 de ferereiro at 10 de junho deste anno
remetteu a thesouraria de fazenda nos paquetes a
rapor a importancia de 384:2005, alm das for-
tes quaolias que para a provincia do Amazonas
remelle ella todos os mezes.
A sabedoria de Vossa Magestade Imperial
accrescentar ainda a esta grande diminuigo na
circuligao monetaria as quanlias que sao expor-
tadas qaer em companhia dos que se retiram da
provincia para a Europa, quer em quantias que
muitos estrangeiros remettem constantemente
para suas familias e parentes, e que nao tornara
circulago. .
Estes factos tornara a procera do dinheiro
muito mais forte que a sua offeiK, e como a ad-
ministradlo publica concorre directamente para
perpetuar e augmentar este phenomeno. o prego
do dinheiro mnimo quasi sempre aqui de 18
por rento I 1....
O que se seguir de semelhanle situago?
Consequencias fataes, queja principiam a mani-
festar-se.
& As grandes casas de importago diminuem
as suas encommendas, e as pequeas principal-
mente as que negociara com o interior, cujas re-
messas sao demoradas e contingentes, e as de
retalho, lutam com embaragos sem numero, es-
talara, e arruinam-se quasi sempre com um ac-
tivo em dividas s rezes superior a 50 e a 100
por cento do seu passiro, pela impossibilidade de
satisfazerem no lempo derido as necessidades,
que resultam das transaegoes.
a Ora afrouxando as transaegoes, diminue nao
s a importago como a exportago, e portaoto as
rendas publicas.
A estas difficuldades do mercado monetario,
e a mais nada se derem as quebras, que se suc-
cedem, a descooflaoga geral, e o desanimo com-
mercial ; e como se tudo deresse combioar-se
para experimentar-nos, a guerra civil nos Esta-
dos-Unidos, o nosso melhor freguez, e quem nos
fornecia mai%em coota e com mais presteza ouro
su dicen te para os apertos commerciaes, contri-
bue para augmentar-se o mal, que aponamos.
< Nao se pode notar as transages do Para
nem especulagoes arriscadas ou infelizes. nem
quebras em paizes estrangeiros que entre nos
repercutissem, nem mesmo perdas as consigna-
ges de gneros para mercados estrangeiros sus-
tentando ao contrario os nossos productos um
bom prego, nem prejuizo nos de consumo
a O mal, fonte de todos os embaragos, est
pois na deficiencia do jente das trocas, no seo
elemento vital, o dinbeiro.
O que fazer em semelhante conjunctura ?
a Ou importar moeda dos paizes looginquos
da Europa, ou dos Eitados-Uoidos em guerra
civil ?!.
c Resta por um lado que o Banco do Brasil
augmente o capital da sua caixa official, coro
por muitas vezes se tem reclamado; resta pelo
menos que o goveroo de Vossa Magestade Impe-
rial aceite a proposta que os abaixo assignados
tem a honra de expdr em seguida.
c O cambio sobre Londres actualmente nesta
praga,como muitas vezes succede durante o anno.
mais favoraval que o do Rio de Janeiro, Bahia
e Pernambuco.
< Assim, em lugar da thesouraria de fazeoda
desfalcar o nosso mercado monetario com con-
tinuadas remessas de dinheiro, que na corle 6
applicado compra de lettras sobre Inglaterra
seja ella autorisada a comprar essas latirs nesta
mesma praga com todas as garantas, que o go-
verno de Vossa Magestade Imperial costuma
deve exigir.
Tomando aqui a thesouraria de fazenda
lettras sobre Londres, e fazendo- as seguir logo
por Pernambuco, ou ainda melhor directamente
por barcos de ?ella, pouparia ao governo um
mez e mais de juros, e permittiria a permanen-
cia nesta praga de maior quantidade de moeda,
concorrendo assim para desafogo das traosage
e portaoto para o progresso das rendas.
c Para, 21 de julho de 1861,
Kalkmann lrmos & C, Singlehurst Broc-
klehurst & C, James Bshop & C, Samuel G.
Pond, A. Fournier 4 C, Frederico Ftonnee,
Francis Moran, Joo Pinto de Araujo & Filho,
Francisco Gaudencio da Costa & Filhos, Denis
Crouan <& C, Joaquim Freir d'Almeida 4C,
Gualter Jos Ribeiro, Joo Augusto Correa &
C, Manoel Onety, Arche Campbell 4 C, Mi-
guel Jos Raio & C, Antonio da Motta Marques
& lrmos, Manoel Josi de-Carvaltio & C, Ma-
noel Joaquim de Freitas & C, Manoel Joaquim
de Faria A C, Domingos Josi < As noticias martimas sao de nenhuma con-
8iderago, por nao ter havido grande affluencia
de navegco, nem de concurrencia de passa-
geiros da Europa.
c Eis squi o que consta dos jornaes, em refe-
rencia ao movimento de navios e passageiros :
c Navios entrados e sahidos do porto desta
provincia no mez de julho prximo findo.
Entrados. Sahidos.
Drasileiros...... 12 11
Inglezes......... "3 2
Himburguezes.. 1 0
Francezes....... 1 1
Portugueses..... 1 2
1 1
Total.
19
17
c Estrangeiros entrados e sahidos des1. provin-
cia no mez de julho prximo findo.
Portuguezes...... Francezes ....... Inglezes.......... Entrados.- 11 7 3 Sahidos. 17 0 1
Americanos...... Prussianos... .... Allemes......... Uollaodezes...... TeUl. 0 1 1 2 ir 1 0 0 0 ~19
c Acham-se surtos neste. porto as seguintes
embarcaces:
c Brigue portuguw Lijeiro, para Lisboa at 17
io correte,


IVUR10 DI PBRNA.MBUCO. SEGUKDA FURA 6-DI AGOSTO BE 18tl.
I
- Barca franceza Cea**,-
c Brigue francez Anego para Marseill.
Patacho smericano Emma, para New Yorck.
Barca ingiera lina.
Hiate brasileiro Lindo Paquete, para Per-
Bsrobuco, e o vapor Paran, que hoje noite
parte para os portos do sui.
Nada nata ha qne noticiar.
Marawka. Fallecer oo dia 7 do corrate o
aseeetnbargador da relami Jos Chrtstisno Gargao
Stokler. victima de urna febre typhoide.
l.-se oo Publicador Martmhtnse:
Homero, 9 do corrente, procedeu-se elei-
co do ovo eooselho directorio, da Assoeiago
Typographica Maranhease, que tem de reger os
trabalhos dorante o 5' anno de s ioslallafo.
Foi aeclamado unnimemente preiideote ho-
norario da mesan, pela 5' Tez, o Sr. Or. An-
lonio Heoriquea Leal, que, pelos seus bons ser-
teose coatfjuvagso- que 1he tt* prestado, tem-se
tornado digoo e merecedor dos votos de seus
MWM.
Para presidente effectivo foi reeleito o Sr.
Seralmindo de Mattos, que, nao obstante a re-
nuncia que fuera desse cargo perante seus con-
socios, resolveu por flm acceder honrosamente
o pedido dessa corporagio.
Para vico-presidente recahi a rotceo no
socio o Sr. Jos Mara Crrela de Fras, proprie-
tario da typograpnia do Globo.
t Para t" e S secretarios, foram reeleitos os
senhores Joao Francisco Bezerra Menezes, e An-
tonio da Rocha Borba.
Para o cargo de Ihesouretro, foi reeleito-o
Sr. Antonio Justino de (desquita, que to digna-
mente o tero exercidy coro honradez e probidade;
porna, vista da renuncia formal que perante a
assembla geral fizera, procedeu-se a novo es-
crutinio, e foi eleito o socio effectivo o Sr. Jos
Theodoro da Silva.
Commisso fiscal:Foram nomeados os se-
ahores aocios Antonio Justino de Mesquile, Lino
Carlos de Oliveira Guimaraes e Joaquim Luiz
Carlos Barbosa.
a De urna.carta vinda do Icat, de pessoa
fidedigna, consta que oo dia 31 do mez paseado,
Justamente no dia ern qu aqui cahio a grande-e
orte troioada, houm alli una immensa chuva
de pedra, compiohada de formidavel tempes-
tado, que muito atemorisou os habitantes do lu-
gar. Calmara pedrag at do tamaoho de ovo de
rola (segundo a expressao do correspondente),
as quaes ao tocar se deefaziarn ; e as estradas
Acarara entupidas pelas arrotes que tombavam
arrancadas ou quebradas pelo vento.
Ceara. Limilamo-nos carta do oosso cor -
respndeme, na ausencia de jornaes, que aioda
urna vez nao recebemos, excepgu do redro II,
que nada d dos tactos da localidade.
Hontem (18) chegou esta capital o che-
fe de polica o Dr. Farias Lernos viododo Granja
para onde tiuha do assisiir eleico primaria
para eleitores de deputados ern consequentia da
cmara dos deputadcs ter anoulado a que alli se
procedeu em o mez de dezenibro do anno prxi-
mo tindo.
A opposigo veoceu a eleico por 112 votos
sotre os dos conservadores.; mas regeitou a me-
sa liberal 160 e Untos rolantes do lado conser-
vador.
Azevedo nao cedo un pice da senda de seus
terers, seja contra ou a favor de qaem quer
que seja*
Contina Alta de dinheiro na provincia ;
contina as quebradeiras; contina os quoixu-
mes etc.. etc.
Os gneros alimenticios continuara a vender-
se por moderados precos, -e a farinha por prego
nfimo, que nao paga o simples trabalho do fa-
buco.
Ha pois grande fartura de vveres por toda
provincia ; mas se succeder a falta do invern,
immediatameote apparece logo a fome 1 O pes-
simo systema seguido pela maior parte de nossos
pobres e ricos agricultores, em abandonaren os
vveres, em nao conserva-Ios, em nao fazerem
novas plantas quaodo taes gneros esli no mer-
cado por baixos precos, resulta que ao raais pe-
queo inconveniente de irregularidad*) da eata-
co, est tudo baldo de recurso de gneros ali-
menticios, ed'ahi a miseria!
Quasi que s imprevidencia devida a
causa de muitos males que soffrernos.
O commercio e a agricultura ahi esto brar
eos lutando com a miseria 1..... e Deussabe qual
o paradeiro.
_ O cofre provincial aqui est em estado de
nao precisar de thesoureiro e menos de sent-
oellas..
E' squi esperado com anciedade o Exc. e
flvm. Sr. bispo desta nova diocese, e da parte
do clero com especalidade.
A' poucos dias appareceu nesla um novo pe-
ridico com o tituloO Monje.
Segundo os entendidos um tal jornal foi
creado contra o actual goveroador deste bispado
le quem parte do clero se queixa amargamente
pelas injuslicsr, por o dito governador do bispa-
do praticadas, quando visitador, e contra aquelles
sacerdotes que nao parlilhavam de sua poltica
etc.
Nada mais ha de oovidades que mereja a
penna de mencionar-s".
Rio do Norte L-se oo >ous de Detembro :
A'enhum acootecimeolo importante teve lu-
gar depois de nosso numero pasando que tenha
negado ao nosso coohecimento, i excepcao do
completo triuropho do partido nortista na eleigo
que ltimamente se procedeu na fregnezia de S.
Beuto para vareadores e juizes de paz. Os ad-
versarios cooscios de sua minora e cerlos de
que perderiam a eleico, abandooaram-a, e, na
forma do anligo coslume, vo j assoalhaodo
que se proceder com taes e taes irregularidades.
O resultado da eleico foi o segunte :
Cmara municipal de S. Benlo.
Tenente-coronel Manel Machado de Sau-
, |,A"oa..................................... 272
-Jos Bezerra da Silva Soares............... 370
Silvestre Garca do Amara I.................. 261
Bernurdioo Jos Machado.................., 258
Velinto Jos da Costa....................... 257
Nilo Eaiiliaoo de Alauau..................'. 255
Alexandre Rodrigues de Carvaiho.........'. 251
Seguero-se oa tenos votados
a Juizes de paz S. Beoto.
Manoel Machado de Sani'Aoni............. 282
Jos Becerra: da SU va Soires.............. 280
Sent de Araujo Lima...................... 269
Bernardino Jos Machado.......i.."!..!"...' 263
Juizes de paz de Nora Cruz.
felinto Jos da Costa...................... 109
Boberto de Paiva Bocha.................... 107
Verbuliuo Toleotioode AlautUu.,......... 107
Joao Carlos Lina de Albugue/que.......~. 100
Parahiba.-Eie o que diz nosso correspon-
dente :
A festa da oossa, padroeirj, Sra. dag Neres,
foi com toda a pojapa compativel ao recursos
desta capital.
Quaodo me refiro aos recamos, da trra ;
porque nao ha oode eacolher, quer quanto a ar-
madores, quer quanto a msicos, e estes torna-
ran!-se exigentes de modo insuportavel /
Nao se acreditara talvez os conlos de res
que se gasloanualmente na festa da padroei-
i ; mas um facto, porque alem do fervor re-
ligioso do povo, appareeem ciumes e rivalidades
entre os noiteiros, priocipalmeiite eatre estudan-
tes e caixeiros.
JForam na realidade as noites em que houve
roais pompa a dos eatudautes e a dos caixeiros ;
*60do que o luxo subi a poni, na noite testes,
de haver duas platicas, -urna ao principiar e ou-
tra ao acabar da novena, e a illuminago.em am-
bos foi feita com grandeza aupeiflua.
Temos a lamentar um facto bem desagrada-
ve\, que houve lugar na freguezia da Taquera,
quero fallar da tentativa de assassioalo contra o
vigario encommendsdo d'alii. A presidencia,
uja actividad* tem-se feito sentir, de combina-
cao com o Dr. chele de polieia, deu as ptorideu-
cias precisas, mandando um offlcial de linha com
carcter policial.
Se eu fosse padre por forma alguma acceiU-
la semelfaaote vigararia ; pas all j foi assas-
sinado um vigano, agota teata-ae contra a axis-
-xencia de outro I
Consta-nos que a faaoilia daquelle padre o
iera retirzr para esta provincia d'oude elle
natural, ou insta para que o faja, e isto reali-
sando-se flearao .aquelles peros privados do
pasto espiritual, por quanto muito diffieilmenle
se encontrar um sacerdote que se preste a ser
victima da perversidade, sem proveito algum
para a religio.
< Iamos esquecendo de fallar nos rajadores
que subirm i IribvtM na festa da padroeira, fo-
ram o vigario desta capital Joaquim Antonio Mar-
ques que para mim, excedeu toda a etpecUti-
ne <>e ua modo brilhanle, e o progaderda ea-
1TMa ****. eoea]s4or Ljtt4*ipbo Jos
Correa das Nares, que j muito coofcteMo.; es-
te pregn do Te-Deum e aquello ao Evragelho.
c A assentbls provincial vai por ora sem ter fei-
to cousa alguma de interesse, tendo apenas appa-
r*eido um requerimento do deputado da maior.a
Claodiano Bezerra CavaVcanli, pedindo informa-
les acerca da obra do edificio do Ihesouro pro-
vincial, que materia muito vetba, e da nova
ponte sobre o Sanhau, na discnsso do qual per-
deu-se, quasi qne tres dias inteiros de sessio,
sem proveito algum para a provincia, que precisa
mais de rea e nao de verba -sendo que o propno
autor do requer asento pedia a sua retirada, no
que assentio a aaaembMa, que obrou com pru-
dencia, depois denovir o digoo inspector do the-
aouro provincial, qtie deu iofomia^es satisfac-
torias.
Consta-me qne foram lidosna afsembls os)
projectos de fixa^o de forga e de oreamento ;
oestes as economas sao completas e compreheo-
dem as solicitadas pto*5r."ATaJo Linra, "OTiaffl
prova que es representantes da provincia, querem Srs. procurador e mordomos da Stnta Ci
de cssMN ajudar a presidencia no patritico e' Misericordia Baro do Liraroento.C"n
louvavel empenho em que esl de fazer appare-
cer o equilibrio entre a receita e a despeza, e fol-
garei se, quando tiver de comraonicar-lhe o en-
cerramente deesi corporagio, poder repetir as
palavras com que S. Exc. termioou o seu relato-
rio e sao as seguiutes que urna sene de actos
interessanles, por sua benfica influencia sobre
os deslinos da provincia recoohecida recom-
mendar ao palz a ultima sessao do- triennio le-
gislativo.o que est a Andar.
20, o qual foi spresentado e-justiflcado pelo Or
Peiiaardo, e tem per tito verificar se eram exac-
tos os boatos que corram voz em fama de haver
o ex-agente da compaohia pernambueaoa nesta
provincia apresentado ns cootas que prestara a
gerencia a verba de 2:0OOj, gastos com'a vota^o
da lei que autorisou a subveoco de dita campa-
nhia, por esta provincia, despeza esta que fra
glosada pelo gerente F. P. Borges. Se o facto nao
fosse publico e do dominio de todos eu guardara
silencio ; pois o negocio muito grave e nao sei
at oode deva dar crdito a boatos semeinantes.
Mas come merecesse o osesmaa atleoco do Ur.
Felizardo e soja desacreditador de urna eorpora-
go na qual deve influir to smeote a ntilidade
publica na adopgo de qualquer medida, ou de
opimao que sindicado, como o resolveu a assero-
bla indignada contra calumnia to revoltante,
seja o publico inleirado deque a hooestidsde dos
deputados Parahibanos nao deve ser posta eso
duvid.
< E1 por tanto a ordem do dia, ou antes objec-
to das palestras o requerimento do Dr. Felizardo,
a que pretendo acompanhar para ibteirar ao
crescido numero de leitores de seu importante
jornal.
O Sr. Araujo Lima continua a merecer a con-
sideraco da imprecisa jornalistica de ambas as
parcialidadea ; o que tros leva acreditar vai S. Exc.
a bom camluho.
PEHNAMBUCO.
T REVISTA DIARIA-
Tendo-se mandado os apontamentos qeeabai-
xo damos eslampa acerca da casa dos expostos,
e cootendo elles circumstancias que computara a
noticia que no sabbado demos sobre este eslabe-
lecimeoto, apressamo-nos que sciencia de lodos chegae a veriade.
Anda desta occasio invocamos as boas grabas
dassenhoras para semelhanta instituijo, que se
recomienda em si, e pelos fructos que delta pro-
cedem, mrmente quaodo urna direceo Ilustra-
da alli prepara um futuro conveniente para entes
desherdados, que todos devemos comparar.
CASA DOS EXPOSTOS.
E' impossivel duer-se o aceio, regularidade,
boa ordem, que existem nesse estabelaciment,
onde ha 72 educandos, algumas maiorea de 15
annos, e grande numero de pequeas meninas,
todas bem vestidas, todas applicades, todas satis-
feitas com suas mestras e bemdizendo a admi-
nistric_ao ds irmaniado da Misericordia, sob cuja
direcfo se acham hoje. Vimos as salas de trabalho
onde notamos diversas qualidades de bordados
matiz e a ouro, um bello reposteiro de igreja,
muitas costuras, ludo tnbalho das meninas, que
nao s se applicam a isso, como tambero, sob a
direceo de suas mestras as irmaas de carida-
de fazero belrisslmas flores articiaes, de to-
das as qualidades, e com a maior perfeigo. Hoje
a irma superiora j nao pode receber todas as
encommendas de flores que sao enviadas ; por-
que 0 trabalho Ibes fflue de todas as partes al
roesmo deftV da cidade, j em flores, j era cos-
turas, j em bordados de todas as qualidades.
O guarda-roupa se acba bem surtido, a casta
do trat>alho das meninas.
Toda a roopa do estabelecimento ahi lava-
" a vapor.
da>
Viraos aofcina de sapataria, pois que as
educandas fazem o seu calgado, e com alguma
perfeigo, poupaDdo 'desse modo adroioistrago
a avultada quanlia, que se teria de dispender,
varias rezes no anno, em sapatos para 72 pes-
soas.
Duas vezes na semana lhes explicada a le-
tra do cathecisano, com claros desenvolvimentos
e exemplos ao alcance da capacidade das crian-
gas, preparando-as desse modo para fazerem a
primeira communhao ; e segu a explicago para
as que j commungaram ; porro com' argumen-
tos mais adequados sua maior intelligencia, ex-
plicago que se chama. calhecismode perse-
veranga, e ambas as explicagoes sob o estimulo
de prtmios e recompensas, que as excitam ao
estudosem coustrang-las.
Edifica ver o modo porque as meninas se
portara na capella, em todos os actos religiosos ;
o seu silencio pelos corredores ; sua modestia t
sua honestidade E todo esse rgimen, toda es-
es ordem devida a uffia bella inslituico que
abona sobremaneira delicadeza, a experiencia,
o*zelo e dedicago de suas mestras. Quero filiar
de 2 oonfrarias que ha entre as educndas.
A i* dos Santos Anjos, com seo conselho
director sob a iospecgo e presidencia da Irma
superiora. A menina para perteoccr essa con-
traria deve ter um comporUmento mais assisado,
roelhor conducta, e recusada quando tem res-
poudido speramente suas mastras, ou suas
companheiras; e assira mesrao ser admittida
como aspirante por siguas -mezes, para provar
que progrede no caminho do bem, passaodo de-
pois a perlencer definitivamente eoofraria.
A 2a a das Filhas de Marta, tambera com
seu conselho director, o mesmo exame; porem
mais minucioso acerca do adiantameoto das
meninas na sua modestia, sua obediencia, sua
bumildade.
A' essa contraria s podem ser admiilidas as
irm dos Sanios Anjos, porem passaodo tanbem
primeiro por serem aspirantes, para se mostra-
rem dignas de pertencerem 2a contraria.
Destinguem-se as aspirantes da Ia confraria
por urna fita rxa, pendente com urna medalha
ao peito ; as irmas por urna fita vermelha.
As aspirantes da segnnia contraria trazem
una fita vermelha, e as irmas urna fita azul tam-
bera pendente e com medalha.
< Ha outras fitas largas e de varias cores-que
ellas trazem a liracolo e que sao premios pela
maior perfeigo no trabalho de escripta, de arilh-
metica, de leitura, de cathecisrao, e de cos-
tura.
Eis-ahi a etposigo da verdsde, alm de
muitas outras -observaces qne flzemos, todas em
louvor do pregresso, em que vai o estabeleci-
mento, e em abono das irmas, dos senbores da
administrago, e das mesmas educandas.
Chamamos a attencao des nossos leitores
para a earla pastoril do xm. Sr. D. Antonio de
Macedo Costa, dirigida populago da provincia
do Par, ao tomar posse da diocese. E' om tra-
balho mimoso e de profunda erudico.
Nao podemos fortar-nos publicago dos
actos meritorios edignot des almas grandes, por
isso copiamos em seguida a publicago mandada
facer pela junta administrativa da Santa Casa da
Misericordia, do offlcio de offerecimento mes-
ma, pelo' Exro. Sr. bario do Livramento, da quan-
tia de 7:3949120 em que importaram os coocer-
tos feltos na casa do expostos e hospital dos la-
zaros, sob sua administrago.
Hegosija-nos devras, no intimo d'alma nm
acto tal, e agradecemos, enrnome desees qne
buscam a candsde publica, oque acaba de prati-
car o Exm. Sr. bario do Livramento, que lio bem
sabe comprehender es preceitos do evangelho.
< Santa Gasa de Misericordia do Recite.A
lllma. junta administrativa da Santa Casa de Mi-
sericordia do Recife, querendo dar orna prova oo
equivoca do seu reooohecimento para com o Exm.
Sr. bario do Livramento, per occasio do impor-
tante donativo peto. Exm, Sr. ftto asa estebele-
darentes pos a cargo da mesma Santa Gasa,
manda dar ptbiicidide os oBcrs ibaixo trani-
criptw.
c Secretarla da Santa Casa de tHtsheordia'do
Recife, 21 de agosto de 1861.-r-O encrivo, F. A.
Cavalcaoti Cousseiro.
Bocumunto o. 1.Percarabuoo^H^de'afeeto
de 1861.Illm. e Exm. Sr.Ha vendo inlwiii-
torisado por Vv. Excs. a mandar fazer s redfffs
precisos na osa des expostos, assim como a obra
do hospital dos Lazaros, neqne-dispend a nnan-
tia de 7;94I20, como consta das contase dnttt-
mentoe entregues, e conhecendo eu as dfflleari-
dades com que Vv. Excs. lutara, .pecuniariamen-
te fallando, pego lieenga para tster presente *9
hospitaea Pedro II e lazaros-e- a cas* dos pas-
tos, nao- da quantia deque me devedora a
Santa Cas da Misericordia, como da de uro emi-
to de ris.que inclnso acjisro. Deseulpsndo Vr.
Excs. o meu procedimeoto, rogo, se dignem re-
ceber es meus protestos de estiman subido res-
peito.
"Deus'gTiarde "aTr. "Exxs.=lttnig. e Exms.
asa de
forme.
O escrivo, Francisco Antonio CavalcantiCons-
seiro.
Documento n.-2.Santa Casa de Misericor-
dia do Recife'24 de sgosto de 1861.Illm. e
Exm. Sr.Foi cem geral satisfaeo aeothido pela
junta administrativa Ja irmendade da Santa Cata
de Misericordia do Recife o officio que V. Exc. se
dignou dirigir-lhe com data de 22 do corrente
communicando-lhe que fazia presente aos hospi-
laes l'edre II e dos Lazaros e a casa dos expostos
nao s da quanlia de 7:39&120 que dispendera
com as obras dos dous ltimos estabeleetmentos,
Como tambera da de 1:000$ em dinheiro que re-
mettia inclusa em dito officio.
Em resposta cabe-me scienliftear a V. Exc.
qne a junta admioUtrativa da Santa Casa de Mi-
sericordia do Recife, penhorada por to generoso
procedimeoto, qn aseas patentes os seolimentos
decaridade que o aninam, resolveu em inmaode
2S do correte ene se fizesse chegarao conheci-
meuio de V. Exc. a expressao de sea mais subi-
da gratido.
u Cumprindo a deliberagao da jnnta admiois-
traliva aproveito a opp.irluoidade para reiterar OS
protestos de conslderago e estiras ero qne tenho
pessoa de V. Eic. a quem Deu guarde.
Illm. e Exm. Sr. baro do Livramento, mordo-
roo e vice-provedor interino da Santa Gasa de
Misericordia do Recife.O provedor, Anielmo
Francisco Peretti.Conferrae.-^-O escrivo, Frao-
csmo Antonio avalcanti Cousseiro.
Por portara de 22 do corrente foi conside-
rada" aulla a eleigo procedida para vareadores e
juizes de paz na freguezia de- Agua-Preta em 3
de margo ultimo, sob a presidencia do Sr. Pedro
MiHano da Silvelra Leas, immediato em votos
ao juiz de paz mais votado.
Os fundamentos-jurdicos deste acto de S. Exc.
sao o ter sido essa elefgo presidida por juiz In-
competente, estando presente o proprietario ;
bem como o ter sido procedida fra da matriz,
em uma casa particular, e r/ella haver officiado
um escrivho que nao o do juizo de pasou o do
subdelegado era seu impedimento, como de
lei, accrescendo a isto a existencia de prclerico
de formulas do-processo pela confusao de actos
por sua naluraza distinctos.
E como taes irregularidades se oo deram na
outra eleico, presidida pelo jutz da paz compe-
tente o Sr. Pedro Francisco d'Albu-iuerque foi
determinado para o mesmo acto presidencial que
subsisiisse ella em irrteira validade ; visto que
foram guardadas as solemnidades legaes.
E' verdade que sobre esta elsigo houve nm
protesto, bascado em ter-se observado' na orga-
oisagao da primeira mesa parochial as disposi-
goes do decreto de 23 de agosto de 1856, e nao a
doulrina dos avisos de 20 de fevereiro de 1847 e
27 de setembro de 1818 : assim cano foi argi-
do de morar era districto exlranho o juiz de paz
Antonio Evaristo da Rocha, que comparecer para
a formago de prior.efra mesa parochial.
Mas nem e protesto, nem a arguigo pdem
prevalecer contra o acto ; porquanto esta care-
cedora de prova, e aquelle assenta n'uro falso
supposto, visto que a doulrina dos citados avisos
foi revogada pelo referido decreto.
Heje a ultima prega para a arremataeo
de diferentes impostos muoicipaes, que acham-
se em licitagio.
Honlem fundearam em nosso porto os va-
pores Jaguaribe e Persinunga, pertencentes
compaohia Pereambucana, este dosul e aquelle
do norte.
O primeiro nada adianta s noticias de que foi
portador o forana, e que vo publicadas em ou-
1ra parte deste Diario.
Dos jornaes, trazidos pelo' segundo, colhemos
o se guite:
Havia sido rescindido o contrato que tinha a
provincia de Alagoas com o proprietario do tra-
piche Companhia, passaodo o deposito dos
assucares daquella provincia para o da Alfande-
ga Vetha, de propriedade do Sr. Camillo Pinto
de Lemos.
De Sergipe nada ha digno de menoao.
No dia 23 do correte foram recolhidos
casa de deteogo 4 homeos e 1 mulher, sendo 3
livres e 2 escravos ; ordem do Dr. chele de po-
lica 3 e ordem do subdelegado de S. Jas 2,
que sio os Africanos Malhias, escravo de D.
Claudica de tal, eCatharioa, escrava de Miguel
de tal.
Passageiro da barca naeiool Santa Maria
Boa Serte, viuda do Rio Grande do su I :Ma-
noel Luiz dos Santos e Silva.
Matadourq publico.
Mataram-se no dia 23 do correte para o con-
aumo deeta cidade 92 rezes.
No dia 24 mataram-se para o mesmo consu-
mo 117.
MORTALIDADE DO DA 24.
Feliciano, Peraambuco, 2 annos, Boa-Vista,
anemia.
Francisco Pereir, Portugal, 19 annos, solteiro,
Roa-Vista, febre-tiphoyde.
Benedicta, frica. 80 annos, solteira, estrave,
Santo Antonio ; intente.
Falleceram durante a semana 36 pessoas.
sendo : livres. 12 horaens, 9 mulherese 10 pr-
vulos ; escravos3 homens e2mulheres.
(^SfflMrDO PROVINCIAL
Mjwffies fue houYeram no lanca-
yi* *** dcima urbana da fre-
iwifalaVBoa-Vista, feitas pelo lan-
Coelho.
cador Demetrio de
Ra do Quinto.
N. Dv-JfMiria da Conceigio 'Veiga,
urna rasa terrea arrendada por.,
idesa KHerdsrlrcs do padre Jone
Goncalo, ama casa terrea arren-
dada por..........................
Traressa do Qulabo.
Numero 3.Mmn Terceirade S.
Francisco, ana casa terrea .r-
..rend_,da Pr......................
dem 5.A mesma, uma casa ter-
rea arrendada-or----,^r,T,T.,
dem 9Ignacio Jos "Pinto, uma
casa terrea arrendada per........
dem 13. Herdeiros de Estevo
Cvalcanti de Albuquerque. uma
casa terrea arrendada por......
Travessa de Joo Francisco.
N. 20.-Jolo de S Leitao, ama
casa terrea arrendada por........
dem 22. Miguel Francisco de
Souza Reg, uma easa terrea ar-
rendada por..................'...
dem 1.Joaquim Pedro de Oli-
veira, uma casa terrea arrenda-
US- POr.. ... .. .--.. mni 4
dem 3-Cyriaco Alves de Jess,
orna casa terrea arrendada por..,,
dem 5.Irmandade do Rosario da
Boa-Vista, uma casa terrea ar-
rendada por......................
dem 13. Jos da Cruz Santos,
uma casa terrea arrendada por..
Travessa da Maogueira.
7.Franoisca'Thomaziada Con-
CHRONICI JUUIIUHIA.
M n TRIBUNAL D RELC0
SESSAO EM 24 DE AGOSTO DE 1861.
Presidencia interina do Exm. Sr. detembargador
Caetano Santiago.
s 10 horas da manha, achando-sepresen-
tes os Srs. desembargadore3 Gitirana, Louren-
50 Santiago, Motta, Peretli, Ucfia Cavalcanti,
Assis e Guerra, procurador da cora, faltando
com cansa o Sr. desembargador Silveira, foi abor-
ta a sessao.
Pa9sados os feitos e entregues os distribui-
dos, procedeu-seaos seguinles
JLGAMENTOS.
RECURSO COMMERCIAt..
Recorrente, o juizo ; recorrido, Antonio Joa-
quim Vidal.
Relator o Sr. desembargador Lourengo San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores Gitirana.
Motta e Ucha Cavalcanti. '
Adiado.
HABF.AS-COUPUS.
Proposta a petigo de Feliciano Policarpo do
Espirito Santo, pedindo ama ordem de habeas-
corpos
Foi concedida para ser elle apresentado em
sessao de 27- do correute, s 11 horas.
AFPElLAgES CRINES.
AppHante, o juizo ; appellado, Domingos da
Costa Araujo.
Improcedente.
Appellante, o promotor; appellado, Domingos
Ravmondo Das. 9
A' novo jary.
DESIC5AC.A0 DE DA.
Assignou-se dia para julgamento dasseguintes
appellaces crimes:
Appellante, Custodio Jos Pereira ; appellado,
Manoel, escravo.
Appellante, Francisco Gomes Pantaleio
pellado, o juizo.
Appellante, o juizo ; appelladp, Vicente Fer-
reira de Oliveira.
Appellante, o juizo ; appellado, Joaquim Jos
dos Santos.
Appellante, Manoel Vieira do Monte: appella-
do, o juizo.
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Joa-
quim dos Santos.
As appellaces civeis : ,
Appellante, Jes Ignacio de Brlto : appellado.
Jos Alexandre Seabra de Mello.
Appellante, Manoel Francisco de Mello ;
pellado, Joaquim Jos dos Santos.
Appellante, Jos Joaquim da Costa Maciel:
appellado, Luiz Jos Marques. ^
Nio houvern dtstribuigoes.
'A' 1 hora encerru-e asesio.
ap-
N.
ceigio Cucha, uma casa terrea
arrendada por....................
Ra do Sebo.
N. 2.Mara Joaquina de Castro
Peretti, uma casa terrea arren-
dada por.......M.................
dem 4. A mesma, uma casa
terrea arrendada por............
dem 6. A mesma, uma easa ter-
rea arrendada por................
dem 8. A mesma, uma casa ter-
rea arrendada por ..............
dem 10.A mesma, uma casa ter-
rea arrendada por................
dem 12. A mesma, uma casa tei-
. rea arrendada, por................
dem 18.Bernardino Jos Montei-
ro, uma casa terrea arrendada
por ..............................
dem 22. Francelino Xavier da
Fonseca, uma casa terrea arren-
dada por..........................
dem 38.Guilherme Soares Bote-
lho, uma casa terrea arrendada
por..............................
dem 40. Augusto Frederico de
Olireira, uma casa terrea arren-
dada por........................
dem 42.O mesmo, uma casa ter-
rea arrendada....................
dem 44.O mesmo, urna cata ter-
rea arrendado por..............
dem 46 O mesmo, urna casa ter-
rea arrendada por................
dem 48.O roesmo, uma casa ter-
rea arreodada por................
dem 52.O mesmo, um sobrado
com uma loja, um andar, arren-
dado per ........................
dem 54. O mesmo, uma casa
terrea arrendada por............
dem 56.O mesmo, uma casa ter-
rea arrendada por................
dem 1.Mazimiano Francisco Re-
gueira Duarte, uma casa terrea
arrendada por...................
dem 5 Malhias Lopes da Cesta
Maia, uma casa terrea arrendada
por ,.............................
dem 7.Joanna Isabel, uma casa
terrea arrendada per ............
dem 19.Manoel dos StDlos Nu-
nca de Oliveira ..................
dem 85.Maooel Pereira Caldas,
uma casa terrea arrendada por..
dem 27.Joo da Cuoha Soares
Guimaraes, uma casa terrea ar-
rendada por .....................
dem 33. Manoel Duarte Rodri-
gues, uma casa terrea arrendada
por..............................
dem 37.Joo Baptista Fragoso,
um sobrado com uma loja, una
andar e soto, arrendado por....
dem 39. Dr. Jos Joaquim de
Moraes Sarment, uma casa ter-
rn arrendada per................
dem 41.Omoamo, uma casa ter-
rea arreodada por................
dem 47. Viuva e herdeiros de
Antonio Jos da Costa e Silva,
uma casa terrea arrendada por....
Ra da Tcerope.
N. 4.Viuva e herdeiros de Ma-
noel Jos da Silva Guimaraes,
uma casa terrea arrendada por....
dem 6.Os mesmos.uma casa ter-
rea arrendada por................
dem 1.Joanna Maria da Concei-
cefgo, um sobrado com uma lo-
ja e um andar arrendado por....
dem 9. Domingos Antunes Vil
laga, uma casa terrea arrendada
por..............................
Ruada Soledade.
N. 6.Jos Ricardo Coelho, uma
casa terrea com 4 meias-aguas
no fundo, arrendada por.;........
dem 10. Antonio Cerdoso de
Queiroz Ponseca, uma casa terrea
arrendada por.................
dem 12.Irmandade de Nossa Se-
nbora da Soledade, urna casa ter-
rea arrendada por................
dem 14.A mesma, uma casa ter-
"rea arrendada por................
dem 16. A mesma, uma essa
terrea arrendada por............
dem 22.A mesma, uma casa ter-
rea arrendada por................
dem 2*.Francisco Jos Fernan-
des Pires, uma casa terrea arren-
dada por..........................
dem 26. Herdeiros do padre Jos
Msrinho T. Padilha. .uma casa
terrea arrendada por..............
dem 30.Irmandade de Nossa Se-
nhoaa da Soledade, uma casa ter-
rea arrendada, por................
dem 34.Antonio Bernardo Fer-
reira, uma casa terrea, arrendada
por..................,...........
dem 36.Jos Peres da Cruz, uma
casa terrea arrendada por........
P-
1419000
1449000
108J0OO
lUIJyUw
186*000
72JJO0O
JOOO
86|000
1209000
2409000
216*000
1449O0O
969000
96S000
96500o
969000
300$000
3009000
3OO9OOO
1929000
66O900O
3OO9OOO
3009000
3009000
300(000
3009000
3009000
5009000
180*000
I8O9OOO
969000
2408O0O
I2O9OO6
729000
24O9OOO
24OSO00
4OO9OOO
1:0009000
4O0JO00
4009000
4009000
1929000
1929000
1:10099000
4009000
9849000
1209000
1329000
1329000
1329OOO
I2O9OOO
1689000
1209OOO
I2O9OOO
2409000
3009000
as listas, e s admitiere oa recursos dos seus
adeptos ; e, se, propltr scandalum, sao obrgados
a receberem as lstaa e recursos des adversarios,
isso felo com toda a prudencia e criterio, pira
nao serem inulilisados os votos dos amigos.
O principio de quea mesa nio pode perder a
eleicotem, pois, o fundamento na lei de 19 de
agosto. Em face desta lei, oso ha razio para admi-
rar essa inamovibiHdadedos nossos juizes de-paz,
veresdores e eleitores, precursora e preparadora
das nossas camatas municipaes, asremblas pro-
vinciaese geraes.em cada urna das quaes se vem
enaapre os mesases deputadoi e os meamos cama-
rillas ; e sempres mesma maiorta ou a mesma
nnanimidade, qee se d as mesas juntas nlei-
toraes.
E' por isso que,nio ha nada de extraordinario
em ver a longa duragio dos nossos juizes de paz
e camaristas. Para esses Mathusalems ieleitoraes
nio ha possibilidede de perder a opioiio publica.
A votagao que pela quaria vez os leva aos cargos
de juizes. vereadorei. deputados provindses ou
geraes, a mesma, se nao maior do que a vota-
gao obtida as anteriores eleiedes. Que 00-
pularidade I
Nessas operages eleitoraes. as quaes se en-
contrara as mesmas mesas, as mesmas urnas, as
mesmas caras eleitoraes, ha uma constancia ad-
miravel: ha a mesma certeza e pontualidade,
que se observa em orna machina, quando funcclo-
na com todas as suas pegas e apparelhos.
Mas a lei de 19 de agosto nao aquinhoou tam-
ben a opposir-ao ; determinando qoeem todas as
mezas entrassem dous eleitores supplentes ?
(E isso uma verdade ; porm os eleitores sup-
plentes, as oossas mesas eleitoraes, sao carnes
morta sao leett-mun/ias de marco, o oumero 2
para fazer contraste co.n o numero 3; aminoria
para assisiir, de corpo presente, o triumpho da
maiorifrlegal da maioria priori.
Digam i o que quizerem aquelles que lucrara
com essa arga creada pela lei de 19 de agosto,
em prejuizo da ordem e moralidade publica, o
nico presttmo que se tem descoberto at hoje
nos dous eleitores supplentes. partes das mesas
eleitoraes a faculdade que a lei de 19 de agos-
to lhes conceden, de prolestarem contra os aclos
illeg^es, as violencias da maioria.
Sim, os dous mesarios, os dous eleitores sup-
plentes sao entidades essei-ci I mente protestan-
tes. A' isso reduz-se o seu papel ceroo gralia :
* maioria, isto o juiz de paz (que oMa-
theus dos nossos bumbas eleitoraes, e por isso in-
dispensa vel) e os dous eleitores, reeebem a lista
de um quidam que j vullou dez vezes.Protes-
tamos dizem os dous eleilores supplentes, mas a
mesa vai por diante.
A roaioria rejeila a lista de um medico, conhe-
cido nesta cidade, ou de algum empregado publi-
co ; os dous supplentes bradam logo protesta-
mos I mas a maioria vai por diaote.
A. maioria v-se era apuros, e recebe listas de
nvisiveis, de menores, de pessoas eitranhas
freguezia.Protestamos I acodera os nossos elei-
tores supplentes 3 mas a chamada eonclue-ge, as
listas apuram-se, os protestos sao respondidos
pelos contra-protestos.
Acabada a eleico, ereconhecidosos direitos do
juiz de paz e dos mesarios para contiouarem por
mais quatro annos, termina toda a farga.
Mas o que feito dos dous protesta rites, dos
dous mesarios supplentes ?
A maioria quasi sempre coodoe-se delles. e
cooserva-lhes a suppleocia ; e por conseguinte o
direito de contiouarem a servir de lestemunhas de
marco por mais quatro annos.
Porm os nossos dous supplentes, nao se con-
tentara com isso ; vociferara,, gritara, sustentara
que a victoria lhes devia perlencer ; e no dia se-
gunteEi-los escrevendo para o joroal:
Procedeu-se eleigo : e a victoria moral
coube opposigo, que ganharia a eleigo, se nao
foram as fraudes e violencias empregadas pela
maioria di mesa.
A mesa vencedora, porm, cedendo o triumpho
moral aos seus adversarios, e contentando-se
com a victoria real ou physica, parece alegre com
o procedimeoto dos seus adversarios ; e do inti-
mo, como que lhes diz : protesten!, vociferem,
escrevam o que quizerem ; porque tudo isso ser-
ve para provar que a eleigo foi livre. Sit divus,
dum non sil vivus I
Outras vezes, porm, a mesa rtal e nao moral-
mente vencedora, exprobra aos dous eleitores sup-
plentes, aos representantes da opposigo, a sua
impaciencia e falta deresigoago :
O que querem ? A mesa nossa ; por forga
devemos ganhar a eleigo, sob pene de desmora-
lisar-nos ; querem que nos suicidemos ? Quando
estxvtreem de cima fagam o mesmo, usem do seu
direito.
Tudo isso muito bem pensado; porem com
semelhante systema, qaal o meio de um venci-
mento honesto para os dous mesarios supplentes;
como podereo elles ehegar cimal
Sa fraude, a violencia ou a vootade do gover-
no, em permitlir o vencimento aqui ou ali com
o hm do sppareotar uma tal ou qual liberdade de
voto, podem dar algum triumpho opposigo,
no dominio desse immoral systema de eleico
indirecta, regulada pela lei de 19 de agosto.
-Todo o hornera honesto, que nio esteja fasci-
nado pelo espirito do partido, reconhece hoje, que
a causa das causas, a origem de todos os males
que opprimem-O'PMz; que Ihe tem estragado as
torgas ; que o tem revolucionado de certo tempo
para c, o nosso systema eleitoral ; systema
apoiado em lei de occasio. destinada a compri-
mir a verdadeira maniestago da opinio publica,
em beneficio de meia duzia de homeos, que, em
sua loucurs se compcnelram de que a ordem pu-
blica, o progresso do. paiz se Bao pode dar, sem
que o poder estej emsuas mos.
Porm em remover iissim a opinio publica,
em remoser por artificio a maioria, em inhibi-la
do direilo de votar, ha mentira; e a mentir^, que
j em ti um cnoae de leaa-moral, se torna em
uma iniquidade quando empregada para roubar
o mais precioso direito dos cidados, capazes de
toterferirem nos negocios do paiz.
{Continuar r te-ha.)
ommunicados.
Reforma eleitoral. Elelcao
directa.
XIV
Jfalftusaiem e/eiorue.--t7mo maioria sempre
de cima e uma. mimorifl protestante.Duas
victoria, a real t a moral.O marques de
Paran conlentou-se com uma meia medida, e
porque ? Immoralida.de dat notta eleiedes,
por um senador Pernam tucano, ineuspeito.
No artigo precedente disemos que a lei de 19
de agosto, com es maioria preslabelecidas, quer
as juntas de qualifleaco, quer as mesas on
assemblss parochiaes, quer nos conselhos de
recurso, radicou o direito poltico de uma ves
para sempre, nos bem aventurados juizes de paz,
eleitores e vereadores, que conseguiram fazerem-
se eleger desde o principio.
D'ahi por diante, todo o processo eleitoral cor-
reu por conia dea Juizes de paz, eleitores e verea-
dores. que em virtude daquella lei, se tornaram
os arbitros de todas as operages eleitoraes, agei-
Udas por elles, em ordem ment-los nos sena
cargos.
Que imparcialidade, inteireza e honestidade se
pode esperar do juiz de. paz presidente da mesa,
interesaado em manler-se no seu caigo? Em tal
situacao obra elle como parte, e parte feliz, por-
que ao mesmo tempo juii do seu pleito.
Arbitros de todas as operages eieitomi, ioi-
zes em propns causa, os membros das aseemblas
ou mesas eleitoraes, s qualificam, reeebem
Mentira na qualifleago ; mentira na recepgo
das listas; no recebimeoto ou recusa dos recursos;
na aporago dos votos ; mentira nasmaiorias an-
tecipadas ; oppressio contra a minora, ou real
maioria do paiz, e em todos os casos corrupgo
do systema representativo, cujas condgoes cs-
senciaesconsistem eraproporcionar verdadei-
ra maioria o direito, os meios de se tornar co-
nhecidaede vencer,e emassegurar minora
toda a iotervengo, toda a parte de triumpho. a
que ella Hrer direito.
Nao haveudo meios honestos de triumpho pa-
ra a opposigo, o que havia a empregsr afim de
que esta triumphasse? a fraude, o artificio, a
violencia, o assassinato ? Mas semelhantes meios
repugnara com a ndole, o carcter pacifico de
um povo religioso e monarchisla, como o pevo
do Brasil. D'ahi a completa esquvanga da maio-
ria da nago, em tomar parle as lutas eleito-
raes. A eleigo comegou a ser um negocio dos
ministerios-e dos seus adeptos; negocios em
que bem poucos se entromettiam com o flm de
cootraru-los.
Entretanto apezar de bem poucos coocorre-
rem s eleigoes, quanlos crimes 1 quantos assss-
sinatos eleitoraes I quantas lutas esteris I guan-
tas forjas perdidas, loulilisadas em um paiz co-
mo o-nosso, despovoado, e que por isso mesmo
precisa de loda a cooperago de seus filhos pres-
timoSos, seja qoilTAr o lado politico que per-
tengam 1
Km vez, pdrem, desea cooperago de todos os
bons cidados, vemos as inmoralidades, os es-
cndalos, violencias e crimes, sempre acorogoa-
do das nossarmesas eleitoraes, as quaes, paro-
diando, ou antes desacreditando, 00 espirito da
populago, sob o nonse de soberana da mesa, o
aalutar esanttf principio da autoridade, ousam,
oes templos do Senhor. roubar o voto des cida-
daos para d-los aquelles que nio podem e
nem devem volar, ou nao podem e nem devem
ser eleltos; e. por meio desses roubos, feitos sos
rolantes, preparem e facilitara a perpetracio de
oosoa e mejores roubos ieites por camaristas Te-
nses, por deputados patotsires, qne, por meio de
abates, creagao de empregos inuteis, contritos
lesivos, privilegios velatorios, impostos mal lau-
cados, e desigualmente repartidos, sugam o- san-
gue do poro, e matam a industria de um paiz,
que, polo seu atraso e mingoada popuiacio urge
sejam os seus recursos poupades, e conveniente
e productivamente applicades.
O coraco de todo o bom cidadao flea traspa-
sado de. por com o espectculo de tanto desati-
no, tanta immoralidade, tanto saogue derrama-
do, para que o mrito seja anpplantado pelo de-
merito, e as poueas capacidades do paiz sejam
substituidas pela craesa ignorancia, pela comple-
ta incapacidado de alguos Idrpas, impotentes
para oomprebenderem as necessidades do paiz,
exp-las e remedia-las I
Nio exageremos; os desatinos e os crimes
eleitoraes subiram A tal grao, qne lei forceso re-
formar-se a lei de 19 de agosto.
O marques de Paran, homem eminente, con-
servador insespeito, vendo a situago que ti-
nta* sido Mdnstdd o?aiz precoz aquella reforma I
Talvez o receote quadro da ensanguentada re-
voluco de Pernambuco em 1818, revolugo,
cujas ultimas scentelhis foram apagadas pelo es-
tadista raineiro, entrasse, por muito, no espirito
do nrarque de Paran pata procer -eemeihinie
merme.
Com efiette, aeevolugiro.de Pernambuco en-
tronca-8eMOa*Ua lei. e eeUas eoneomHsntes :
nao se pde ss*igaar outra causa- revolugo de
1848. Ns que assim pensamos, "vemos hoje a
nossa oscHo a bregad a per -um -bomera conspi-
cuo e inesispeito, cerno mentraremet no fiail des-
te artigo.
Estavnna conscieocia do paiz ; era urna ne-
cessidade sentida por todos os Brasilelros. ami-
oed*p*W4a,- HMlanca da eleico -indirecta
pela directa. E esta persuesao dominara o es-
pirito do proprio marquez de <*?arani, de cuja
bocea, ouvimos, de uma das tribunas do senado,
estas palavras, na discussd*da lei de 19 de se-
tembro se a reforma eleitoral nao impedissa
as fraudes e crimes nanees, ella chegaria ao seu
complemento, aeleico directa.
A lei de 19 de setembro de 1855 fci considera-
da pelo proprio marquez de Parao, como uma
rei incompleta ; como urna meia medida. Assim
mesmo que lula nao susciluu a sua discussio 1
Que interesses enraizados nao desperlaram ao
gojpe, que parecia feri-los 1
Para fazer Uiuraphar a reforma de 19 e se-
tembro de 1855, foi preciso toda a forja de vou-
tade do marquez de Paran.
A lei de 19 de setembro, incompleta, contra-
dictoria, conservando a eleigo indirecta, e lodos
oa apparblbos-eleitoraes da lei de 19 de agoslo
de 1846, em vea de minorar os abusse eriales,
augmento-os. A reforma consisti em ser a
eleigo por circuios, em vez de ser por provin-
cias I Isso foi o mesmo queaugmentar a let-
thalidade do veneno pela sua concentrado, como-
bem o disse o Ilustrado redactor deste Diario,
A prova de que o imperio do mal, da fraude,
da perseguigo, violencias e crimes, contina
sinda hoje, mais forte e mais enraizado do que
antes da reforma da lei do 19 de agosto, est
oossBsassioatos, duplcalas e venalidade de col-
legios eleitoraes, que se tem dado da lei de 19 de
setembro para c. Taes foram os excessos e as
duplcalas, que perto de tres mezes forano gastos
na verifleaco de poderes, e sabe Deus com que
encargos de consciencia I
A prova aioda esl plena, chela de verdade, e
de criterio no discurso recentemente proferido
pelo venerando senador, o Sr. viscoode de Al-
buquerque, por occasio de uma ioterpellacao,
feita so ministerio por outro senador pela pro-
vincia do Maranho.
Nao podemos furter-nos necessdade de co-
piar alguos trechos d'aquelle discurso, em favor
da these que defendemos, e por lies se pode ver
o que sao as eleigoes no nosso paiz, e principal-
mente neste misrrimo Pernsmbuco.
Com semelhante transcripgo nao lemos em
vista referir-nos este ou aquelle partido ; por-
que estamos convencidos que com a actual lei
eleitoral, com a eleigo indirecta, qualquer parti-
do produzir os mesraos resultados. Eiso que diz
o venerando senador:
O Sr. Viscoode de Albuquerque : Isso que
se quer chamar poltica ; isso que se quer chamar
partido, isso que se quer chamar maioria, um
complexo, uma.confusao de cousas taes que nos
leva uma immoralidade sem limites; que nos
ameaga de uma revolugo; de maneira que eu
estou persuadido como outr'ora, de que boje a
ordem do dia, a queato am todo o paiz a im-
moralidade. E' tal o estado do oosso paiz, que
devemos fazer lodo o esforgo para que a morali-
dade supplante a immoralidade.
O Sr. D. Manoel:Apoiado.
0 Sr. Vitcoode de Albuquerque: Estaos
com o principio Sr. presidente, estamos com e
principio, de que em tempo de eleigo o maior
crime oo vencer; isto proclamado pelos a-
gentes dogoverno : tudo permittido para ven-
cer as eleigoes.
O Sr. Souza Franco :E mais ainda quando os
ministros sao candidatos.
O Sr. Vsconde de Albuquerque : Espere ;
l vou. Aioda nao aconleceu que se enlregasse
jusliga um faccioora, que commeltesse crimes
horrorosos na eleigo ; o que se quer o trium-
pho : taes homeos ficam recommeodados. Ora,
senhores, c que depe isto ? Nao prova de
que a immoralidade de quem goveroa ? Qual
o homem honesto e sisudo, que pode apresen-
tar-seoa eleigo? Qual a garanta que o go-
verno d aos direilos da socedade em uma po-
ca destas? E como o governo pode dar garan-
tas se elle o primeiro que aprsenla candi-
datos ?
O Sr. Souza Franco :Apoiado.
O Sr. Vsconde de Albuquerque : O nbre
senador pelo-Maranho aventou uma queslo
muito seria, muito digns da considerado dogo-
verno, o qual poder as melhores intenges se-
guir a Irilha de seus antecessores, e oo mudar a
heranga por causa do tal principio das maiorias.
-Mjue cousa maiorias, senhores ? que maio-
rias sao essas. sio maiorias articiaes, sao maio-
rias do partido, da corrupgo, e da proslituigo?
a Com efleilo lulam dous partidos ou dous
grupos, e um delles sahe vencido oa eleigo ; V.
(eExc. presume que os vencedores o foram pelos
principios de justiga ? Foram pelo mesmos prin-
cipios por que os oulros o tem sido...
Os partidos, Sr. presidente, ja me lizerim
dizer nesta casa, e repetir muitas vezes, que nao
ha cousa que mais se parega, do que um luzia
com um ssquarema.
O Sr. Souza Franco:Mas nao um moderado
com nm exagerado.
O Sr. Viscoode de Albuquerque: Nio fago
comparagoes, e nem dou preferencias: digo que
todos meltidos em um sacco dio a mesma peeira
(ruada): felizes daquelles que aspirara consi-
derarles; cada um quer arraojar-se ; oo olham.
os meios. Tenho amigos particulares ero ambos
os partidos, mas oo perteoco oeohum oestes
partidos; embora quanto dootriois polticas
propenda um pouco para o tal partido liberal.
O Sr. Souza Franco :Nao poda deixar de ser
assim.
O Sr. Viscoode de Albuquerque :Com elfeito
a patarra mais sympathica edefinida, maso
tal conservador parece-me assim barrigudo. {Ri-
sadas.)
O Sr. D. Manoel:Apoiado.
Sr. Vsconde de Albuquerque :t A justiga
nao admilte moderago ; nua e crua; a jusliga
nao pode ser perseguidora ; a moderago na jus-
tiga a capa com que rtmmoralidade se acober-
ta : jusliga e te ais justiga ; e ella requer que o
gsverno nio aprsenle candidatos; a justiga te-
quer que o governo faga punir, esses pelotiquei-
ros, que fazem habilidades as eleiedes ; a jusliga
reclama que se atienda bem mesmo verificago-
dos poderes, e que oo se preme os vencedores,
s porque o foram.
Faga o que quizer o governo, mas o nobre
deputado pelo Maranho reclamou pelo direilo de
sua provincia, e advertio o governo, que oo re-
volucionasse o imperio. Desgragadameote as re-
volugoes no meu paiz tem sido promovidas pelo-
governo ; e a mi ha provincia tem sido victima
disso.
(O Sr. ministro do imperio d un apirte.)
Nio seise este governo quer fazer isto ; mas
o facto que digo exacto : todis as revolugoes oa
proviDca de Perotmbuco tem sido feitas pelo go-
veroo do Rio de Janeiro : tenho as maiores pro-
vas disto, sou testemunha, e sempre me esforcei
com a minha fraca voz para obstar isso ; mas era
tido ora como apasionado, ora como louco, e o
fado que a experiencia mostrou que eu tinha
razo.
Eis um complexo de verdades sobre as quaes
taremos algumas relexoes oo prximo artigo. Es-
tas palavras relratam bem o lypo do verdadeiro
Pernambucano : ellas mostram bem que o vene-
rando Vsconde de Atbuqnetque, logrou anda o
tempo em que os eleitos de Pernambuco, expri-
mam a vonlade, a opinio da proviocia. Mas
esses bons tempos j l foram ; boje o que do-
mina, e o que tem domioido a immoralidade
as eleigoes ; cujo medpoho, porm verdadeiro
quadro, foi tragado com mo de mostr pelo ve-
nerando senador 1
Estaremos Iludidos quando vemos nestas pa-
iavras do senador pernambucano, o comego de
esa lata seriada moralidade contra a immorali-
dade ; ama lula contra o direito de que se apos-
aou o governo de fazer os deputados da provin-
cia, e de revoluciona-la qeando eocontra emba-
race em nomea-los ?
Estaremos Iludidos, quaodo vemos acatas pa-
lavras o comego da senleoca preferida pelo Divi-
no' Mestre-Omne re*nmnt ivitnm contra e deta-
Ubilnr; eiemnte eivilat, vl domut divita con-
tra te, non ttabit.Malb. 13,35 ?



*-
atlAl JM ERsUllUU). SEGUHD* fU&A 2 M AGOSTO B ttft.
(3)
Ou dar-se-ha caso aue esta divitio, bem longe i
de upplsolar o imperio da mmoralidde, ierre |
para radica-lo cada vez mata ?
Seja como fr, ease quadro prova Mts claro o
que ao, e tetn sido as eleicoes no imperio, de
certo tempo para c, e a necessidade de acabar
com a eleigao iodirecta, e eslabelecer a eleigao
directa, desterroste do reciato das nosaas elei-
coes essa chusma de votantes e de elegiris, que
nao tem era sequer, duas petacas de renda li-
quida por auno, quaodo a constituido exige que
ninguem possa votar sem ter etm mil ri de ren-
da liquida 1 Cent mil riit liquido I Liquidos !
atender T
Julgamos, que anda nao nos entendern) bem ;
e por isso copiamos para aqu o art. 92 5 da
constituios, que diz :
Sao excluido Se votar sas assomblas paro-
chiaes :
cem omJ ri, fr bene deraiz, industria, com-
merai Ou tmprego
E' por oio se ter observado esta disposico,
que se tem dado ludo quanio ha suceedido no im-
perio, e nesta infeliz provincia I
Entretanto lo fcil a observancia do artigo
constitucional 1
Publicages a pedido.
RIO DE JANEIRO.
Illuininaco da costa.
Noticiando ha lempos ter-se acendido pela
primeira vez o novo pharol do Cabo-Fri, pro-
mettemes voltar mais de espado a este assumpto,
Entendeudo que estas materias que tao intima-
mente se prendera ao progresso do paiz sao para
o publico de interesse infinitamente maior do
que as quasi sempte esteris questes polticas,
resgatamoa hoj com prazer a nossa promessa.
Someate lamentamos que as autoridades ou por n-
dole ou por tradiccosejam sempre tao sombras
de informales dos seus actos. Annunciam
quando muito os fados consummados, roas quo
longe estsmos ainda da pralica da Inglaterra,
ende as autoridades constituidla nao do um
passo, por mais preliminar que seja, sem que
delle logo fique instruido o publico, que por flm
de contas o mais inleressado em tudo o que se
faz. As vezes attende-se a urna qaeixa feita
pela imprensa, tomam-se medidas para que o
mal se Bao repila, mas o publica nem se quer
chega a saber que alguem veta por elle.
Sugg te novo pharol se contratou, conslruio-ae, eri-
go-se no lugar em que deve Ocar, foi ja eiami-
nado por urna cemmissao, e afora a ligeira no-
ticia que Ihe transmittimos, e que nos mesmos
houvemos de fonte particular, ainda o publico
nao sabe nem sequer que se trata de urna obra
de tal magaitude e importancia.
J de longe v o navegante erguer-se da sua
base a uos 400 ps cima do ocano, na pona
mais nordeste do Fochiao do Cabo urna torre
pintsda de vermelho claro e vivo.
E' de ferro fundido essa torre e mede 47 ps
alto, e 18 de dimetro na base, e 18 no cimo.
Est dividida em tres lances ou andares, cujos
pavimentos sao igualmente de ferro e urna co-
lumna do mesmo metal de urna pollegada de
grossura e 13 de dimetro a atravessa de alto
abaixo.
A base assenta sobre rocha viva, e est firme
e slidamente chumbada e presa por 30 cavilhas
de ferro, mais de 2,000 das quaes prendem as
differentes pecas de que se corapo* a torre, for-
rada de madeira por dentro, com sua escada de
caracol de ferro fundido por toda ella.
Urna varaada de ferro galvanizado corre em
volta da lanterna, cujos caixilhos sao de bronze
e os doze vidros (postos diagonalmente para que
a luz nunca fique corlada] da grossura de mais de
meia pollegada, e transparencia crystallina
Urna cpula de cobre, com um cataveoto faz
gynr a chamic para que a corrente do ar ex-
terno nunca venha sobrar sobre os candeeiros,
remata a obra.
Um para-raios desee do cimo da torre a mer-
gulhar as ondas.
A luz compe-se de 24 reflectare prateados
com 21 pollegadas de dimetro e 9 de profuodi-
dade, e posta era mormento por um machi-
msmo tao simples como engenhoso, cojo motor
ura peso que desee pelo cuatro da columna de
que fallamos, gastando nesta descida qualorze
horas, ou mais do que dura a nossa maior noite
de invern.
Um rgulador permute imprimir ao raovimen-
to gyratorio a velocidade que se juta nvn-
niente ; provisoriamente loi o apparelho posto a
trabalbar de modo que faz seis jevolucoes n'um
minuto. Desta forma sao de 45 seguudos os in-
tervalos de luz e de sombra. Os raios sao diri-
gidos de maoeira que a 35 milbas de distancia
pode a luz ser distioctamente vista da cubera
de um navio e a 40 do cesto de gavea.
E' um espectculo na verdade curioso ver, col-
locado ao sop da torre, os raios de luz part Jos
do alto gyrar lentamente em torno delta, deixan-
do entre si intervallos de sombra regulares.
Como e.-t collocado llumina este pharol 300
graos de horizonte, fcilmente porm illuminaria
mais dous ou tres, se na pona de um rochedo
prximo que Ihe demora ao norte, se praticasse
um corte, obra que lalvez nao excedesse de
3:001*9 de despeza. O resultado seria que em vez
de a poder ser avistado naquella direceo seis
milhas ao mar do cabo de S. Inom, seria o pha-
rol visto nao s do mesmo cabo, mas ainda por
alguaaas milhas ao longo da costa da enseada em
cujo fundo fica Macah. *
Por tras da torre fica urna commoda casa de
habilacao de fero galvanisado, toda forrada e
soalhada de madeira e dividida em sele reparti-
mentos, mediodo ao todo 50 ps de compnmen-
to e24de largura.
Os materiaes para toda esta construejao foram
embarcados aqu neste porto a 16 de maio, a 22
estavam no lugar onde fleriam servir, e a 6 de
julho acendia-se a luz pela primeira vez.
Esta obra, contratada com a firma Uorace
Green & C, de Londres, foi aqu dirigida e as-
sentada pelo Sr. Thomas Dixon Lowdeo, enge-
nheiro civil.
4 ditos e i caixole ; a Rocha Lima & Guima-
res.
1 caixao a 1 barril; ao Gymnasio provincial.
Exporiacao.
Da 23 de agosto.
Patacho italiano Mario, para Genova, carre-
faram :
Bastos & Lemos, 1,100 saceos coa 5,500 arro-
bas de aasucar.
Drigue iogtez Trinculo, para Liverpool, carre-
garam :
Kalkmann Irroos & C, 196 saceos com 1,109
arrobas 3 libras de algodo.
Patn Nash & C, 1,300 saceos com 6,500 arro-
bas de assucar.
Brigue sueco Tritn, para Gibrallar, carre-
garam :
Pato* Nash & C, 1,200 sancos com 6,000 arro-
bas da assucar.
Brigue hambewguez Germain, para Gibrallar,
carregaram:
Paln Nash C, 200 saceos com 1,000 arro-
bas de atascar.
Brigue hamburgus Heinrich Aren,
da Prata, carregaram :
Amorim Irmaos, 300 barricas com 2,390 arro-
bas 1 libras de assucar.
Lugre iogtez N. E. V. A., para 0 Canal, car-
regaram :
James Ryder & C, 1,400 saceos com 7,000 ar-
robas de assucar.
Polaca argentina Chrietiama, para o Rio da
Prata, carregaram :
Bastos A Lemos, 70 pipas com 12,880 medida*
de cachaca.
Barca porlugueza Flor de S. Simo, para Lis-
boa, carregaram :
Carvalho Nogueira & C, 249 barris com 8,964
medidas de met.
Recebe doria de residas Internas
geraes de Peroambucn
Reodimento do dia 1 a 23.
dem do dia 24.
27:240*349
1 9169I8S
29:136*537
Esleirs para forro ou estiva do,
navio.....T{ a
Estoupa nacional ....
Farinha de mandioca.
dem de araruta.....
Peijo de qualquer qualidadn.
Prochaes........
Fumo em folha bom. .
dem ordinario ou restolho.
dem em rolo bom ....
dem ordinaro restolho. .
Gomma........
Ipecacuanha (raz) ....
Lenha em achas.....
Toros. .... ...
Lenhas e esteios.....
el ou melaco. ...-.
Milho........
Pao brasil ......
Pedras de amolar
dem de filtrar .
Hoto rebolo .
Piassara. .
chifree
"
para* tWas ou
novilhos
do vsccase
>'
amarello de
cento
arroba
nlqueire
arroba

um

>
arroba

cento
t
um
caada
arrobo,
quiasa
uma
o

molhos
20*000
18800
48200
45OOO
I55OO
55OOO
225OOO
85000
I85OOO
65OOO
3*000
255OOO
2540O
11*000
505000
220
l0O0
10*000
800
45OOO
Ig2l0
200
Pranchoes de
dous custados.
dem louro. .
Sabao. .
Salsa parrilha .
Sebo em rama.
Sola ou raqueta.....urna
cont 5*000
urna
libra
arroba

duzias

arroba
urna
cento
caada
16*000
85000
100
285000
555OO
25600
104*500
70*000
3*200
8*006
5320
5280
Consulado provincial.
Rendimentodo dial a23. 44 687*157;
Idemj do dia 24 ...... 1:25138*8 |
Tabeas de amarello .
dem diversas
Tapioca .
Travs. .
Unhas de boi
Vinagre .
Alfandega de Pernambuco 24 de agosto de 1861.
O primeiro conferente. AntonioCarlos de Pi-
nho Burges.O segundo conferoote. Jos Ma-
ra Cesar do Amaral.
Approvo. Alfandega de Pernambuco 24 de agosto
de 2861.Barros.
Conforme o 4." escriturario. Joaquim Albi-
no de Gusmo.
"
PRVQADOUKCIFE
jb4 de agosto de 1861.
a's 3 horas da tarde.
Revista Semanal.
Cambios -
MoYimemo au pono.
avQVMw; Navio entrados n dia H.
Rio Grande do Sul 26 das, barca nacional San -
ta Mario Boa Sorte.de226 toneladas, capito
Manoel Luiz dos Santos, equipagem 15, carga
10,094 arroba* de carne secca ; a Manoel Joa-
quim Ramos e Silva.
Terra-Nova 3 dias, brigue iuglez Volante, de
250 toneladas, capito John Tenkins, equipa-
Foram de pouca raonta.os sa- !'..! rgi 2410 barricas com bacalho ; i
ques da semana reblando so- SaMer B;01^.* G B .
bre Londres a 24 3/4. sobre Pa- Porlos do Norte-8 das, vapor nacional Paran,
cooiraandaote o capilao-teoeole Jos Leopoldo
de Norooha Torrezao.
ris de 385 a 390 rs. por franco,
sobre Lisboa de 112 a 115 por
cento de premio, esobre o Rio
de Janeiro a um por ceolo de
descont.
Algodo O desla provincia escolhido
venden-se de 9*200 a 9*300 rs.
por arroba, e o regular a 9*100 ;
nao tendo havido vendas dos de
Mscei. e Parahiba.
Assucar O branco veodeu-ae de 3*000
a 3*600 rs. por arroba, o so-
meaos de 2*690 a 2*650, mas-
cavado purgado de 2*100 a
25400, e bruto de 1*950 a 2J0OO
reis por arroba.
Agurdente Vendeu-se a 755000 rs. a pipa.
Couros-------------Os seceos salgados venderam-
se a 175 rs. a Hora.
Arroz- O pilado da India vendeu-se de
25500 a 2J600 rs. por arroba, e
o do Maranho de 25800 a 2*950
reis.
Azeito doce------O de Lisboa vendeu-se a 2$90<)
rs. o galo.
Bacalho- Em atacado vendeu-se de
98500 a 10*500, e a retalho de
7*000*4 11*000, fleaodo em ser
hoje 11,000 barricas.
Btalas Veoderam-3e a 1*280 rs. a .
Bolachinha- Vender m -se de 4$0O0 a 49200
reis a barriquioha.
Caf-----------------Vendeu-se de 5*500 a 6*500
rs. p jr arroba.
Cha------------------dem de 2JW00 a 2*200 rs.
por libra.
Carne secca-------A do Rio Graade do Sul reta-
lhou-se de 2*600 o 35600, e a
do Rio da Prata de 2*400 a
3*000 rs.. (cando em ser 88,600
, arrobas da nrimeira. e 12.000
da segunda.
Cerveja- Vendeu-se de 3*500 a 45500 rs.
a duzia de garrafas da com-
muoi, e a 6* da superior.
Farinha de trigo-Vendeu-se urna part la de 2000
barricas da marca Fonlura por
275OOO. Retalhou-se de 26* a
30J00O a de Philadelphia, e a
30*000 a de Triesle, ficando
em ser 9.000 barricas da pri-
meira, e 5.800 da segunda.
Far. de mandioca-Vendeu-se a 3*500 rs. a saoca.
Uaoleiga A ingleza vendeu-se a 900 rs.,
ea franceza de 520 a 530 rs.,
ficando em ser 1,000 barris.
Massas--------------Venderam-se a 6*00 rs.
Oleo de linhaga- Vendeu -se de 1*100 a 1*500 rs.
por galo.
Passas- dem a 75000 rs a caita.
Queijos Os flamengos veoderam-se de
2*000 a 2*200 rs.
Sabo-------------O amarello vendeu-se de 100 a
120 rs. a libra.
Taboado-----------O pioho de resina vendeu-sa
a 95 rs. o p.

eo
a.

as

Hora.
c
5
B

kthmosphera
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R 09 O
A noite clara, vento ESE fresej e assim ama-
nheceu.
OSCILADO Da HAR.
Preamar as 6 b. 30'da manha, altura 5,8 p.
BainmarasO h 42' da tarde, altura 1, p.
Observatorio do arsenal de marinha. 24
agosto de 1861.
Roano Stepple,
_________ i" leuenie.
de
Ao respeitave publico.
Senhores : O merecimento deve ser publico,
O como tal oceupo-me a convidaras vossas alten-
CS08 a ajudar-me a louvar a digna irmandade de
N. S. do Livramento desta cidade, pela acertada
eleigo que houveram feito, para que fosse o pro-
curador do patrimonio da contrariada meama Se-
ohora, so muito digno e honrado Sr. Flix Jos
de Souza, a quero se dirige sinceros sgradeci-
mentos pelas suas boas m#aeirss e accoes com
que se tem portado, tornando-se assim justo de
oer louvado.
O amigo da honra.
(Agradecido.)
COMMKIICIO
Jfandega.
Rendimento do da 1 a 23 .
tdoa do dia 24......
411 601*378
26 640|376
438:241*754
Movlmento da alfandeica.
Volamos antradoscom fazendas.. 67
ton gneros.. 117
Volamos sahidos com fazendas.. 197
> com genero*.. 160
-----18i
357
- Descarregam hoje26 do agosto.
Brigue inglezBusybacalbio.
Polaca tiespanbola India-carne de charque.
Barca prussisnaIndiafarinha.
Brigue inglezGreyhindbacalho.
Brigue portuguez Relmpagomercadorias.
Barca inglezaEntfiusiasl mercadorias.
Barca pertugueza Fiar de S. Simio mer-
cad orive.
Barca americanaw. Henriqootaboado.
Vapor nacional Paroni, rindo do norte, ma-
oilealou o aeguinte :
44 rolos ; a S. T. testo 4 Irmio.
i encapado ; o Gabriel Antonio de Castro.
1 caixao ; a Joaquina Bernardo des Reis.
5 volumes diverso* ; a diversos.
1 aaoco ; a Fraoeiaeo Forreira Gomos de Me-
1 caixote ; a Guilherme da Silva Gumaries.
t encapado ; n Peweira 4 Arauj a.
1 dito; no Br. Jais Jos Ferreira de Aguiar.
Fdilaes,
O capito Jos Luiz Pereira Jnior, cavalleiro da
imperial ordem da Rosa, juiz de paz do tercei-
ro aono com exercicio no primeiro, do 1. ais-
trido da freguezia do S. Sacramento do bairro
de Sanio Antonio da cidade do Recife, e pre-
sidente interino do collegio eleitoral, em rir-
I lude da le, etc., etc.
< Fago saber sos eleitoresque compem o colle-
gio eleitoral desta cidade, que elles se deven
reunir no dia 24 do mez de novembro prximo
, futuro, pelas 9 horas da aanha, na i^roja ma-
triz desta freguezia, afina de elegercm os mem-
bros da assemblca legislativa provincial que 'em
, de funecioaar no annos de 1862 e 1863 ; sendo
, o referido collegio composlo dos eleilores das pa-
rochias desta freguezia, da de S. Fr. Pedro Gon-
; calves, S. Jos, Saotlssimo Sacramento da Boa-
Vista, dos Afogados, P050 da Panella, Varzea,
.5. l.iurengo da Malta, Santo Amaro deJaboato
e Muribeca, conforme tudo se acha determinado
por lei, e ordens expedidas pelo Exm. Sr. presi-
Toncinho---------- O de LtsboVvendeii-sa a 9*500 de,n,e da Proincia_que me foram transmettidas
rs por arroba pela cmara municipal deste municipio.
Vinagre Do 90*000 a 125J000 rs. a pipa clRecDfe 2i de ag0-sl de 1861' ? 'oqum H
do de Portugal. S,Ua Re esenvao que o escrevi.
Vinho.....O de Lisboa vendeu-se de 220* n r n,os^ Luu PereI" ,uni?r-, .
a2405 rs.. e o de oulros paites j Dr; francisco Domingues da Silva, ju.z de di-
de 1905 a 2005 rs. a pipa re,U> da se8unda vara "'">al e
Velas--------------As de compnsigo veoderam-se
a 720 rs. a libra.
Descont----------De 9 a 18 por cento att aoao,
rebateodo a caix* filial cerca
de 200:0005000 a 9 por cento.
Pretes------------- Para o Caoat a 35, para Li-
verpool a 27/6 pelo lastro, e |
9 16 pelo algodo.
ALFANDEGA DE PERNAMBUCO.
Pauta dos prego dos genero tujeito direito
detxportacao. Semana de 26 a 31 do mez
d> agosto de 1861.
Mercadorias. Unidades. Valores.
Abanos.....: cento
Agua rdente de cana. caada
dem restilada ou do reino.
dem caxaca......
dem genebra......
dem alcool ou espirito de
agurdente......
Algodo em caro o arroba
dem em rama ou em la. >
Arroz com casca ..... >
dem descascado ou pilado.
Assucar mascavado ....
dem branco ......
dem refinado...... a
Azeite de ameodoim eo aoo-
dobim........ caada
dem de coco......
dem de mamona.....
Batatas alimenticias .... arroba
Bolacha ordinaria propria para
embarque. ......
dem fina. ....... 9
Caf bom ......;
dem eicolha ou restolho
dem terrado ...... libra
Caibros........ um
Cal. .....%.., arroba
dem branca......
Carne secca charque. ...
Carvo vegetal......
Cera de carnauba em brato. libra
dem idem em reas. ...
Charutos....... cento
Cocos seceos....... 1
Couros de boi salgados libra
dem seceos espichados. >
dem verdes......
dem de cabra|cortios um
dem de onca......
Doces seceos...... libra
dem em goleta ou maasa
dem em calda.
Espanadores grandes. um
dem pequeos ..... >
substituto ds
do commercio desta cidade do Recita e seu ter-
mo, capital da provincia de Pernambuco, por
Sua Magestade Imperial e Constitucional o Se-
nhor D. Pedro 11. qoef>eus guarde etc.
Fago saber pelo presente, que no dia 5 de se-
tembro do torrate aaao se bao de arrematar por
venda a quem mais der em praga publica desle
juizo-depois da audiencta respectiva os objectos
aeguintes:
lo libras de marmelada avallada, a libra a 400
ris, 6*806; 96 garrafas de rinho engarrafado,
avahada a 500 ris cada garrafa, 48*000; 93 la-
tas com sardinhas a 320 ris cada urna, 29*760 ;
16 latas com ervilhas a 400 ris, 6*408 ; 6 gar-
rafas de uiaqua avalladas por 2gOO0 ; 7 garrafas
com coDgoac avahadas por 3*000; 17 metas gar-
rafas com serveja a 160 cada urna, 2o720; 10
garrafas com vinho moscatel, avenadas por 3*200
todas; 8 frascos com genebra de Hollanda a 500
ris cada um, 4*000; 4 garrafas com champagne
sem valor; 9 oriooes. avaliado por 8*000 : 22
bacas brancas a 320 reis cada orna, 7*040; 63
tigellas pioladas avalladas por 5*040; 7 manle-
Qffll ueira8 200 ris cadi urna, 1*400; 12 aasuea-
1 0001reiros a 200 l" um> SI*" i-** >*
Por ordem do Illm. Sr. iaapeolor da alfan-
dega se faz publico que, no dia 27 do correte
mez, depois do meio dia, se levsro hasta pu-
blica porta desta repartirlo 100 ciixis com 100
duziaa de frascos eom licor de marrasquino com 1
257 medidas que, a 1*500 rs. cada urna inclusive
os 50*la. prefaz qaaolia de 385*500 vindo de!
Triesle pelo brigue austraco Jfara, entrad em
21 de dezembro de 1859, e foram abandonados
por Tisset freres, sendo a arremataco lfvre de
direitos ao arrematante.
Alfandega de Pernambuco, 24 de agosto de
1861.
O 1* escriturario
Ftrmtno Jos dOlivtira.
O Dr. Francisco de Assis Pereira Roeha, juiz de
direito especial do commercio desta cidade do
Recife e seu termo, capital da provincia de Per-
nambuco. por Sua Magestade Imperial e Cons-
titucional o Sr. D. Pedro II, que Deus guar-
de, etc.
Paco saber pelo presente qne, no dia 5 de se-
tembro do correle aono, se ho de arrematar
por venda quem mais der, na sala dos audito-
rios, as dividas activas penhoradas Jos Rama-
Iho de Sooaa por eieeugio, qae Ihe encaminha
Antooio Femandes de Castro, as quaes, prefa-
zendo a quaotia de 560*260 rs., foram avalladas
em 200*000 rs. : e na falla de licitantes,, aereo
arrematadas pelo proco da adjudicado com o
respectivo abalimepto da lei.
K para que chegue a noticia quem coovier,
mandei passar editaos que sero afllxados nos lu-
gares do coetume. e publicados pola impreosa.
Dado e passado nesta cidade do Recife, capital
da provincia de Pernambuco, aos viole dias do
mez de agosto de 1*61, quadragesimo da Inde-
pendencia e do imperto do Brasil. Eu Manoel
deCarvalho Paes da Andrade, escrivo, o sub-
screvi.
Francisco Domingues da Silva.
O Dr. Ernesto de Aquino Funsca, cav.slheiro
da ordem de Christo, juiz de orpbos e ausen-
tes da cidade do Recife e seu termo, por S M.
o Imperador, que Deus guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edital vlrem que
por este juizo, cartorio do escrivo Guimares,
na porta da sala das audiencias, findos os dias da
le, tem de ser arrematada de venda as seguales
propiedades :
Duas casas do taipa, cobertas de telhas, ladrl-
lhadas, no lugar da Venda Grande, aonde resida
o tinado inventariado, sendo o solo das mesmas
pertenceuie D. Mara Magdalena de Vasconcel-
os, avaliada cada urna em 300*. importara em
6005000. K
Oatra dita de dita no mesmo lugar da Venda
Grande, em mo estado, sendo o solo perleocente
a Nossa Seohora do Lorto, avallado em 100*.
Um sitio denominado Carrapicho na baira da
praia, com casa de vivenda do taipa, reparada
paredes de pedra.e cal, o qual perteocea Ignacio
Jos de Barros e depois ao coronel AgosliohoBe-
zerra, com plantario de coqueiros, e fundo al
a estrada, avaliado em 1:8005.
Outro sitio no lugar da Corcuraoas, eom co-
queiros, denominado Pogo fundo, comprado a
Miguel Francisco dos Anjos e sua mulher com
terreno e dimeoses constante do respectivo titu-
lo, avallado em 600*
Um siiio no lugar de Corcuranas, denominado
Guagir, comprado a Francisco Gomes Wanderley
e sua mulher, com o terreno e dimensoes cons-
tantes do respectivo Ululo, avaliado em 300*.
Outro sitie em dit> lugar com alguna coquei-
ros, denominadoBeichier, comprado a Paula
Joaquina da Cooceico e seu irmio Pedro Joa-
quim de Barros, unido ao mesmo sitio o terreno
contiguo comprado a Mara Aires do Nascimeulo
com o terreno constante dos seus limites,-avalia-
do em 280*.
Um terreno no lugar da Venda Grande, com-
prado a Caelaoo Manoel de Almeida o sua mu-
lher, com tres casas que pagara foro, e com o ter-
reno constante dos seos limites, avaliado em rs.
150*000.
Dous sitios contiguos na Ponta di Praia, com
coqueiros, conteudo 4 casas que pagam foro,
compradas a D. Anna Joaquina da Santa Cruz,
com os terrenos constantes dos respectivos ttu-
los, avahados em 6U0*.
Ura sitio no lujar de Corcuranas, denominado
Carapic, comprado a Manoel Amonio dos Pra-
zeres e sua mulher, avaliado em 100*.
Outro dito com coqueiros, no lugar denomina-
do Fura de Portas, na praia do Lorlo, compra-
do a Jos Joaquim da Resaurreico, avaliado em
200*000.
Outro dito com alguna oqueiros, no lugar da
Corcuranas. denominadoBota aju Ja, comprado
ao dito Jos Joaquim da Resaurreico, avaliado
em80lt00tr
Cujaa propriedau* sa |>t>i mncmuet aos meno-
res lilhos do Osado Manoel da Silva Birros, e
yo praga de venda por interlocutorio deste
juizo proferido 00a autos do respective inventaro
e a requerimeoto do tutor dos mesmos Jos Ro-
drigues Ferreira.
E para que chegue ao conhecimeoto de quem
ioteressar possa, mandei passar o presente que
ser afiliado no lugar do costume e publicado
pela imprensa.
Dado e passado neata cidade do Recife de Per-
nambuco, sob o meu aignal e sello deste juizo
que aot mim serve ou vaina sem sello et-eausa
aos 30 de julho do asno do nascimeulo de osso
Senhor Jess Christo de 1861, 40 da independen-
cia e do imperio do Brasil.
Eu Joo Facundo da Silva Guimares, escrivo
o subscrevi.
Ernesto de Aquino Fonseca.
Directora geral dainstruego
publica.
Faco saber a quem eonvier, de ordem do Illm.
Sr. Dr. director geral, que se achara vagas asca-
deiras de instrucro elementar do primeiro grao
do sexo masculino, das povoaQes de Una, e de
S. Vicente edas villas de Buique, da Boa-Vista,
je de Ouricury : pelo que sao as mesmas cadeiras
postas de novo o concurso, marcaado-se o prazo
de 30 dias acontar da dala deste, para a inscrip-
co e processo de habilitaban dos oppoiitores na
forma das instrueces de 11 de junho de 1859.
Secretaria da instruego publica de Pernambu-
co, 21 de agosto de 1861. O secretario inte-
rino, Salvador Hentlque de Albnquerque.
tener que hacer un viage Rio de Janeiro, en
donde pienso-demorarme alguno dias ; ha que-
dado encargado interinamente de este vico-con-
sulado nn cargo durante mi corta ausencia, el
Sr, Dr Jos Henrtques Ferreira, cnsul de S.
M. fidelsima eo esta provincia, eoo cujo Sor se
debern entender con relacin & cualquiera a
sonto que corresponda al referido vice-consula-
do de >, i.
Vice-consulaJo de Espaa en Pernambnoo
23 de agosto de 1861. ^"
El vice-consul de S. M.
Juan Anglada Mijo.
Conselli administrativo.
O conselho administrativo, para forneermeoto
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes!
Para o tardamente de 949 recrutas apurareis
De>1" provincia com destino cOrte.
949 esleirs de palhas de carnauba.
949 mantas de la.
949 bonels.
949 gravatas.
144 1/4 covados de panno preto.
4745 varas de brim branco.
2372 1/2 varas de algodozinho.
Para provimenlo dos armazens do almoxarifad-o
arsenal de guerra.
!0 duzias de taboasde louro de assoalho.
zOduzias de taboas de pinhe americanas.
234 ovados de baetilha para saceos de peca de
differeots calibres.
Quem quizer vender taes objectos, aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manhaa dodia26da
corrente mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 19 de
agosto de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaqium Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Tendo a directora das obras militares de
mandar fazer no hospital militar um acrescimo
de tres palmos no muro, concertar e por vidros
em algunas vidracas, assim como concertar o te-
Ihado, pdr tresliuhas e forrar urna das enferma-
ras ; convida as pessoas que deste servido se
quizerem encarregar a apreaenlarem suas pro-
posl.s nos dias 23, 24 e 26, das 9 horas da ma-
nhaa s i da tarde, na referida directora.
Directora das obras militares de Pernambuco
22 de agosto de 1861.O escripturario,
Joao Monleiro de Andrade Malvinas.
Por esta subdelegada se faz publico que se
acha depositado um cavallo casUnho com oulros
sigoaea, o qual foi lomado por suspeito a Seve-
rino Gomes da Silva, morador 00 Barro, em vir-
tude de ser dito cavallo eslraoho no lugar, e nao
ser este o primeiro por ello furtado, ji foi o dito
Severino preso com ura cavallo mellado perten-
cenls a um individuo morador em Beberibe, pe-
lo que acha-se elle recolhido casa de detenco,
e quem se julgar com direito, comprela, que
provando Ihe ser entregue.
Subdelegacia dos Afogados 22 de agosto de
1861.0 subdelegado,
Jos Francisco Caroeiro Mooteiro.
Por esta subdelegacia se faz publico que se
acha recolliiio casa.de deteo^ao o preto criou-
lo de nome Julio, que diz ser escravo de Ale-
xandre Correia de Castro, morador 110 engenho
Terra-Preta da conarca de Santo Ailo; e que
se acha ausente de casa a urna semana : quem
se julgar com direito, comparega, que provando
Ihe ser entregue.
Sublelegacia dos Afogados 2 de agosto de
18610 subdelegado,
Jos Francisco Caroeiro Montetro.
THEATRO
DE
1*000
50O
5280
*400
5380
800
25240
I5OOO
3J000
25000
S
2*000
1*920
15440
2*000
45O00
8J000
7*500
50000
8C6
360
200
460
2S800
15600
220
00
2*500
45OOO
170
220
100
280
115000
1*000
590
. pin-
tados ebrancos avaliados por1500 : 160 manos-
sos de albos a 20 ris, 2*360; 10 latas com fru-
tas em caldo sem valor, 0 libras de canella ava-
lladas por 2*000 todas ; 6 ralas com biscoulo sem
valor, 9 baralhos de cartas a 160 cada um, 1*440 ;
650 pecas de cordas avalladas por 6*500 ; li-
bras de velas de carnauba, avalladas por 480 ris;
1 arroba de miahe alpista em mi estado, avalia-
da por 2*000; meia arroba do tapioca sem taior,
6 duzias de caixinhas com nhosphoros, avallado*
por 1*000; 8 libras de caf de carouco, avalla-
das por 1*000; 4 pipas T.asiaa por 10*000 todas,
1 cacada de vinho pouio asis os menoe em um
barril, avaliada porSjfJO; 2 melas caixas com
sabo. avahadas poroJjOQO; armag com os seus
perteoces, avaliada por lOOjOOO
Os quaes objectos sao perlencentes a taberna
sita ua ra da Senaala Vel
de de Jos da Silva Santo
por execu(oflne Uto box,
ves Mooteiro Jnior: ore
de 159|060 rs./^
rematados com
adjudicagao.
E para que cheg
possa, mandei passar
nos lugares do coslu
prensa.
Dado e passado nasta cidade do Recife de Per*
oambuco, aos 24 dias do mez de agosto de 1861,
6 de proprieda-
este penhoridos
rancisco Al-
os a qaautia
es sero ar-
plo prec/) da
a quem interesear
ue sero afllxados
publicados pela ub-
590 Brasil.
Eu Manoel de Garvalao Pees do .adrada, es-
crivo subscrevi.
Franciico Domingues da Sn.
m
..^ara^.os.
'
Yiceonsolato.
Di S M. II R Vittorio Ema-
nuele II. ia Pernambuco.
Esaende si aperio in Italia una soocrizione per
innaUare un monumento all* insigne Uomo di
Statn, e grande Patriota, runiversalmente com-
pianto Cont di Cavour, e volendosi con quel
monumento attestare ai posten la re onocenza
degli Italiaei pella rand" opera dol nil. Li-
berta ed Independanza, della nostra peoisola,
alia quale tanto cootribui col vasto auo iotelleto,
coll' acume del auo perspicace ingeg&o, colP in-
tensit deU* iosredibile sua atviti, e coll' ope-
rozita del suo gran cuore. II vice consol resi-
dente ia questa citt, ad instanza dell' 111* Sig.
Contle Genrale diS. M. in Rio di Janeiro in-
vita tutti. i suddili Italiani, qui resideoti, a con-
correre fine si realizzi questo atto di grande
reenosconza.
Per la reatisazion delle soscrizieni, di quelli,
che generosamonle vogliano concorrere colla loro
olTerta per qneslo invito, lo possono fare al Vice
Coosolato Italiano, Ra do Trapiehe n. 15 sino
.ai cierno 15 del mese di setiembre prossimo.
Parnambunco 2Y Agosto 1891.
II Vice Consol
Jos Tetaretra Battos.
Tendo a directora das obras militares do
mandar pintar a oleo todas as portas e janellas
do hospital militar, tanto interno como externa-
mente, os forros das enfermara, das salas, e
ioda a blica do mesmo estabeUcie*to assim
como de mandar caixar externo e internamente
o dito hospital e sea mero, por barras a colla
as paredes onde jS as houveram, e concertar os
reboques para se poder pintar e caior ; eonvida as
pessoas que se quizerem propor a estes servidos
a apresentarem suas sroposlas na dita directora
nos dias 24, 26, e 27 des 9 horas da manhia as
2 da tarde.
Directora das obras militares de Pernambuco
23 de agosto de 1861.
O escripUirario.
Joao Mouteiro de Andrade Ifafiapisi
Vico-consulado de Espaa en
Peroambuco.
Participo 8 los subditos de S. W. residentes
en este distrito consular que en consexaencla fle
Santa Isabel,
EMPREZA-GERMANO.
31a RECITA A ASS1GNATURA.
Quarta-feira, 28 de Agosto de 1861.
ubir scena em primeira representacao o
excelleule e apparaloso drama em cinco actos
original francez,
PEDRO LINDIS
ou
0 LFAUTE MINISTRO.
DENOMINACAO DOS ACTOS.
1."O duque em casa do alfaiate.
2."O alfaiate ministro na corle do duque.
3. A priso dos conjurados.
4.A charpa ensanguentada.
5."O triumpho do ministro.
P&RSONAGENS.
Prancisco II, duque de Brota-
nha.......................... Valle.
Pedro Lindis, alfaiate depois
ministro...................... Germano.
Etienoe Chouvin................ Nones.
Visconde de Rohao............ Ruy mundo.
Treges........................ Leite.
Guib, capito de archeiros___ Oliveirs.
Joa Cosquer, alfaiate.......... Teixeira.
Alberto........................ Vicente.
Kermor......................... Ca m pos.
4Jm meirinho.................. Santa Rosa.
Mara, tilha de Laodais........ D. Maooela.
Pagens, damas da corte, fidalgos, archeiros e
povo, etc.
Terminar o espectculo com o gracioso en-
tre-acto,-
bsmm m u&vm
pela Sra. D Maooela, D. Carmela e o Sr. Ray-
mundo.
Comecar s 8 horas.
A TOgS :Jart.U!Q5.
^s^v
fFS-W
MAL 0MPKB1A
DE
Paqoeles inglezes a vapor
At o da 28 do correle mez eapera-so da
Europa o vapor aOneida. o qual depois da de-
morado eosiume seguir para o Rio de Janeiro
tocaodo oaB^hia ; para passagens etc. dover-
se-ha tratar com os agentes Adimson, llowie &
C, ra do Trapiche Novo n. 42
Pnedo.
Sahe no di 29 do corrente para o Penedo>
(Rio de S. Francisco) o palhabote nacional San-
to Amaro, recebo alguma carga : a tratar coro
Francisco L. O. Awvedo, ra da Madre de Dos
o. 12.
COMPAXBi-A PERNAHBUQIU
DI
Navegac eosteira a vapor
Acarac.
O vapor Jaguaribe^ qaa tem de sahir no da
6 de setembro para os portos do norte at a
Granja tocar no Acarac para largar qualquer
porcao de carga que para all haja, para o- que>
se poder tratar no escriptorio da compaobis
peroambucana largo da Assembla n. 1.
Lisboa e Porto
sshir com brevidade a barca Flor de S-. Si-
mo' por ter parte da carga prompta : para a
resto e passageiros, trata-se com Carvalho, No-
gueira &C., na ra do Vigario n. O. primeiro
andar.
Para o Ass e Aracaty
segu em poucos dias o hiate Camaragibe por
j ter a maior parte do seu carregamealo ;. a tra-
tar na ra do Vigario n. 5. |
tt$ir
Para Lisboa e Porto
Segu cora brevidade a barca pottugueze San-
ta Clara, capito Antonio Ventura dos Santos
Neves, para carga e passageiros, tendo pasa estes
excellenles ommodos : trata-se com Azevedo &
Hiendes, ra da Cruz o. 1, ou com o capito na
prara.
Porto por Lisboa
Segu em breves dias a barca nacional There-
za I por ter sua carga eogajada e parte delta j
a bordo, recebe nicamente passageiros, para o
que tem excellenles commodos, e trala-so cora
Bailar & Oliveira, ra daCideia do Recife n. 12.
Bihia.
Segu a sumaca Hortencii, capito Belchior
Maciel Araujo ; para o resto da carga que Ihe
falta e passageiros, trata-se com Azevedo & alen-
des, ra da Cruz n. 1.
Vende-se a escuna portugueza Emilia, de lote
de 108 toneladas portuguezas, bem construida,
forrada e eneavirhada de cobre, muito veleira o
preparada a navegar para qualquer parte, tendo,
sido empregada desde que sahio do estaleiro o*
conduzir fruclas de Lisboa para a Inglaterra:
quem a pretender podo examina-la no ancora-
douro deste porto aonde se acha fundeada, e pa-
ra tratar no eacriptorio de Azevedo &- Mendes,
ra da Cruzo. 1.
Maranhao e Para.
O hiato Novaes ainda recebe alguma carga
para ambos os portos : trata-se com os consigna-
tarios Marques, Barros & C., largo do Corpo San-
to n. 6.
1MII4
Almirante.
Segu para o Rio de Janeiro o brigue nacional
Almirante, capito Henrique Correia Freitas. o
qual tem parle da carga prompta : para o resto
que Ihe falta e escravos a frete, trata-ae com
Azevedo & Mendes, ra da Cruz o. 1.
Leiioes.
LEIL40
DE
SI
Terca-feira 27 do corrente a*
11 horas em ponto.
No dia e hora aciraa mencionado haver lei-
lo porintervencao do agente Pinto, de 47 cai-
xas com garrafas de cerveja branca de Basss i
C, sem reserva de nreco no armazem do Sr.
Aunes em frente a alfandega.
LEILAO
DE
MOV
Quarta-feira 28 do corrente.
Costa Carvalho continua neste dia as.
11 horas em ponto, em seu armazem
da ra do Imperador n. 35, o leilodo&
movis existentes em seu armazem.
flUO.
Quinta-feira 29 \o correte.
Costa Carvalho fata' leilo por 'man-
dado do Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz do
commercio a requerimento de Hermano.
Ferreira da Silva da armacao, mera-
dorias da loja de miudezas da ra da
Iraperatiiz. n. 49 de Hilanno Soaresda
Silva, em um s lote ou a retalhs) a
vontadedos compradores.
DE
O palhabote nacional Dous Amigos, capio
Prancisco Jos de Araujo, segu para a Baha em
poucos dias ; para o resto da carga que Ihe falta,
trata-se com seu consignatario Prancisco L. O.
Azevedo, na ra da Madre de Daos a. 151.
Para Lisboa segu com 0 maior brevidade
o brigue portuguez Relmpago* : .uem ao mes-
mo quizer carregar ou ir de pssagem. para o
que offerece os melbores commodos, trate com
Tbomaz de Aquino Fonseca, na ra do Vigario
n. 19, ou com o capito na praga do commercio
Para Lisboa.
Pretende seguir nestes oito dias a veleira es-
cuna portugueza Emilia, capito Jos Caelaoo
da Silva, tem parte de se* carregamento a bordo
para o resto que Ihe falla e passageiros pora as
quaes tem excellenles commodos trota-so coas
os seus consignatarios Azevedo & lleudes, no
seu escriptorio ra da Cruz n. 1. -1
O hiate Sergipano.segu* para allhe de Por-^
nando quem quizer uelle carregar, tendo licenca
4o goveroo, dirja-se aojsepitao a borde
do trapiche do algodo.
Acarac^^,
O relero cGarrbaWi, mestre Custodio los
Yianna : a tratar com Tasso Irmaos.
Ricos movis
eomprehendendo mobilias de Jacaranda com pe-
ora, da roogno o da amarello, preprias para sa-
las, gabinetes, sala de jaotar e quartos de dor-
mir, um escolente piano em perfeito estado o
de um dos melhores fabricantes, guarda-vestidos
de mogno. guarda roupa, lavatorios de rnogn
com pedras e sess pertescos, cama fraocea do
Jacaranda, conamodas de Jacaranda e de ama-
rello, mosas elasticaa, solidos appsradores de-
mogno, em grande espadho de jacareada proprio
para toilel de seabors, ssorquocaa, urna ezcel-
knta secretara de mogno, estante para livro9.
' um relogio americano, magnficos ornimento
pato cima -do mesas, candelabros, jarros, eope-
lhos, ricos quadros com pinturas, porcelana, fi-
nos errstaesocositos outros obiectos que esta-
llo 1 vista (tossosipradores.
ftaiata-feira 29 do corrente.
O agente Pinto encarregado pelo Sr. Guilher-
me da Silva Guimares, que retirou-se com sua
junte familia para Europa, apresenlara aos concurren-.
Zea no Oa anima mencionado, o vender sem pe-
serva de pre$o todos os objectos eiiolentoa. ao
1* o i" andar do sobrado da ra do Imperador
n. 59.
Principiar as 10 horas em ponto.

*


(*)
DUillO DI PEMUIMDOO te SECND1 fftRlv 13 M AGOSTO DE HU
LEILaO
No dia 28 do corrente.
O agente Evaristo far leilao de urna proprie-
dade de 2 andares em bom estado ni ra de
Aguas-Verdes, com solio proprio, cujo predio
rende 800$ por anno, os prelendenles se enten-
lero a respeito com o mesmo agente na ra do
Vigario armazem de leudes n. 22, sendo o leilao
ao meio dia em ponto no mesoiO armazem no
dia cima.
Leilao
A 27 do corrente.
Henry Gibson far leilao por interven-gao do
agente Oliveira, domis completo sortimeoto de
tazendasinglecas todas proprias deste mercado
Terca-feira 27
do corrente as 10 horas da manha, em seu ar-
mazem na ra da Gadeia do Recite.
LEILAO
Transferido para 16 do
corrente.
Barroca & Medeiros (aro leilao por interven-
co do agente Oliveira, de um grande sorlimento
de ferragens e miudezas proprias do mercado :
segunda-feira 26 do correte as 10 horas da ma-
nha em seu armazem ra da Cadeia do Recite.
Avisos diversos.
10T1BI1
No dia 31 do correte andarao im-
preterivelmente as rodas da quarta
parte da nona lotera a beneficio da
matriz da Boa-Vista desta cidade; os
bilhetes e meios bilhetes acbam-se a
venda na tbesouraria das loteras ra do
Crespo n. 15, pavimento terreo, e as
casas commissionadas do costnme. Os
premios serao pagot em continente a
entrega das listas.
O thesoureiro,
Antonio Jcse Rodrigues de Souza.
Aluga-se o segundo andar da casa da ra
da Seozala Vclha n. 76, a tratar na ra da Ca-
deia do Recite n. 50 primeiro andar.
= Precisa-se de um forneiro na padaria de
Monleiro & Seares, que saiba fazer a sua obriga-
fao '. na ra larga do Rosario n. 46.
Traspasse de casa.
Traspassa-se com consentimento do propie-
tario, o segundo andar Jo sobrado o. 79 da ra
4o Imperador, muito aceiado ; a tratar com Po-
lycarpo Jos Layme na mesma casa.
Santos, Carpiana & Irmaos, liquidalarios da
massa de Camioha & Filhos, de novo rogara aos
devedores da mesma o favor de vir ou mandar
salisfazer-lhes as imporlaocia's de seus dbitos
at 30 do corrente mez, no seu escriptorio na ra
Nova n. 25 ; scienlieando que no caso de nao
cerera attendidos, ver se-hlo obrigados a proce-
der a cobranga pelos meios que lhes faculta a lei.
Aluga-se o segundo andar da casa da ra
Direita o. 40 ; a tratar no caes da alfandega, ar-
mazem n. 5.
Aluga-se um primeiro andar na ra Ve-
lha e a mesma pessoa vende travs, encbameis,
mos travesas e caibraria tudo mais barato do
que em nutr rana ua iui da Praia n. oe.
Precisa-se de urna ama que seja escrava
para comprar e cozinhar para cata de pouca fa-
milia ; a tratar na ra da Imperatriz o. 60, loja
de Gama & Silva.
Roga-se aos seohores ourives ou qualquer
pessoa que for offerecido um dedal de ouro com
as iniciaas T S L que o apprehendam e leve ra
estreita do Rosario n. 29, que serio recompensa-
dos generosamente.
Precisa-se de urna ama que com-
pre e sirva para todo servico de urna
casa de pouca familia : na ra das Crn-
zes n. 20, primeiro andar.
Aluga-se o primeiro andar do
sobrado n. 20 na la Velha, concertado
e pintado de novo, com commodos pa-
ra grande familia : a tratar na Boa-Vis-
ta ra do Sebo n. 21.
= A pessos que mandou entregar urna carta
vinda pelo ultimo paquete inglez do sul, por in-
termedio do Br. Buggiany, na ra do Hospicio
ti. 74, lenha a bondsde de apparecer na mesma
casa, a negocio de seu ioteresse.
A viuva Dias Pereira & C. declara que an-
-nu-ocio incerto no Diario de Pernambuco de 23
do corrente nao se entende com o Sr. Dr- Anto-
nio Brrelo Cutrim de Almeida.
Paula Mara de Mello mi do finado Justino
Pereira de Andrade, declara pelo presente as
pessoas inleressadas em qualquer negocio do dito
sea finado lilho, que a nico pessoa por ella au-
torisada para assiznar a seu rogo seu neto Fe-
lesmioo Thomaz de Aquino.
Attenco.
Mello, trmao, tendo comprado ao arrematante
da massa fallida de Manoel Francisco de Mello,
fas scientes aos devedores da dita massa a vlrem
pagar os seus dbitos, e os que nao flzerem serao
llamados a juizo. Recito 12 de agosto de 1861.
* Consultas medicas.
Serao dadas lodos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 53, desde s 6 al s 10 horas
da manha menos aos domingos sobre:
. 1." Molestias de olhos.
2.* Molestias de coragao e de peilo.
3. Molestias dos orgaos da geraco e
do anus.
O exame dos doenles ser feito na or-
dem de su as entradas, comegaodo-se po-
rm por aquelles que soffrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos, acsticos e p-
ticos sero em pregados em suas consul-
ta jes e proceder com todo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, naluresa e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamento que deve destrui-la ou
curar.
Varios medicamentos sero tambem
empregados gratuitamente, pela cer-
SE teza que tem de sua verdadeira quaiidade,
2 promptido em seus effeitos, e a necessi- ^
X dade do seu emprego urgente que se usar am
g delles. / S
|f Praticar ahi mesmo, ou em casa dos
E doeotes toda e qualquer operaco que
J julgar conveniente para o restabeleci-
ment dos mesmos, para cujo fim se icha
x prvido de urna completa collecco de
instrumentos indispensavel ao medico
operador.
BM OTV WIW VW WWW WoVW WB" SJPIBW wW*w WW wPwM avW
Saque sobre Lisboa.
Manoel Ignacio de OUveira & Filho saccam
sobre Lisboa ; no seu escriptorio, largo do Gorpo
Santo.
A commissao liquidadora dos ere-
dores da massa do tallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aosSrs.
devedores a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commissao todos os dias uteis das 10 o-
ras da manha as 2 da tarde na ra da
Gadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commissao roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a obrigue a lancar
mSo dos meios judiciaes ou do jornal
para haver essas importancias de que
sao seus devedores.
lova
exposicao
x
Padaria..
A mais fina e nova que se pode desejarneste genero, a 1J000 a libra tanto emporco
como a retalho, vende-se nos armazens Progressivo e Progressista no largo do Carmo n. 9,
eruadasCruzesn. 36.
CHA HYSSON.
O melhor que se pode tosejar em artigo cha a 2$600, 2#800 e 3^000 a libra, afianza-
se qualquer urna das qulidades.
candieiros a gaz.
Ra Nova numero 24.
O proprietario deste estabelecimento toma
honra de snnunciar ao publico que no dia 8 do-
corrente abrir seu novo estabelecimento de can-
dieiros econmicos a gaz, as 6 horas da noite se
achara Iluminado at as 9 1(2 da noite com toda
franqueza para verem e conhecerem a facilidade
que na em usarem dos ditos candieiros em eco-
noma, pela muila experiencia que ha feito com
os ditos candieiros, se encontrar de todos os
precos e qualidades ; todos aquelles que quize-
rem usar de ditos candieiros, deixo de mencionar
todas as qualidades que ha pela immensidade
que se offerece por estarem ezpostos com toda
franqueza no dito estabelecimento, na ra Nova
numero 24.-Carneiro Vianoa.
Manoel Alves Guerra saca sobre o Rio de
Janeiro.
CHOCOLATE
Na padaria de Antonio Fernandes da Silva Bel-
riz, ra dos Pires n. 42, vende-se a muito acre-
ditada bolacbioha quadrada.d'sgua, propria para
doentes, bolachinha de araruta e dita de moldea.
A commissao liquidadora dos credores da
casa do falfecido Manoel Buarque de Macedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou contas de livros, que se diri-
jam com os seus ttulos ra da Cadeia do Re-
cife n. 26, primeiro andar, das 10 horas da ma-
nha s 2 da larde, para serem verificados e clas-
siQcados pela referida commissao
Aluga-se urna excellente casa de
campo com todas as commodidades de
familia, com sitio grande, cocheira, es-
tribara etc., a casa construida ba poa-
co tempo com terraco a roda, sita na
entrada do Poco : a tratar com os pro-
prietariosN. Bieber & C, successo-
res, ra da Cruz n. 4.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Fraderic Gautier .cirurgiodentista, (az
todas as o peracoes da sua arte e coloca
den tes artificiaes, tudo com a superiori-
dad e e par feigo que as pessoas en tendi-
Sdas Ihereconhecem.
Tem agua e psdentiriciosatc.
www www m www www mww muim www www www www ww
Aluga-se, o sobrado n. 2 B da ra do Apollo,
e a casa terrea n. 27da ruado Burgos a tratar na
ra da Aurora n. 36.
Precisn-ao oomprar una neerinh n mu-
lalinha que leuha da tu a 12 annos de idade ;
quem tiver para vender, dirija-se a ra da Ca-
deia do Recife, escriptorio n. 12.
Gabinete medico cirurgico.
Ra das Flores n. 37. #
Sero dadas consultas medlcas-cirurgi- @
cas peloDr. Estevo Cavalcanti de Albu- 4*
querque das 6 as 10 horas da manha, ac- #
cudindo aos chamados com a maior bre- 0
vidade possivel. a)
! Partos. #
2. Molestias de pelle. fS
3.a dem dos olhos.
4." dem dos orgaos genitaes. g
0 Praticar toda e qualquer operaco em g
aj seu gabinete ou em casa dos doantes con- g
*k forme lhes for mais conveniente. (
!
m
Francez, inglez, portuguez, a 1$200 a libra, vende-seno Progressivo e Progressista
no largo do Carmo n. 9, e ra das Cruzes n. 36.
Chegados no ultima paquete a 640 rs. alibra, e sendo inteiro a 600 rs. alibra, afian-
ca-se a superior quaiidade.
n QUEIJOS FLAMENGOS.
Os mais frescaes que ha no mercado por serem vindos no ultimo paquete a 2#800
cada um.
O melhor que se pdedesejar na quaiidade deste queijo a 600 rs. alibra, e sen-
do porco a 500 rs.
Aluga-se urna casa em
com J. I. de M. Reg, na ra
Beberibe ; a tratar
do Trapichen. 34.
Aviso.
'J). Anna Machado de Luna Freir da
Costa seus filhos Ricardo Pereira da Costa,
Liberato Pereira da Costa. Anna Pereira
da Costa, Maria da Penha Pereira da Costa,
Clemenlino Pereira da Costa, Asterio Pe-
reira da Costa, Francisco Mathias Pereira
da Costa sua sogra Bita Maria do Sacra-
mento Costa agradecem do ua&a' d'alma
a todas as pessoas que se dignaran) acom-
panhar al o cemiterio publico os restos
raoriaes do seu prezado marido, pai e fi-
lho Francisco Malhias Pereira da Costa,
de novo convidara para assislira missa do
stimo dia que se ha de rezar na capella
do cemiterio publico quarta-feira 28 de
julho s 7 horas da n.anhaa do referido dia.
.0 Sr. JoaquKD Francisco de Souza Navarro
^joera oompareeer -a repariie do correio, am
rntereceber um afficio viodo do Rio de Janeiro.
Defelara^o.
O baise assignado declara que dea de ne-
nhua v.ior toda e qualquer procurscao passada
coro a ftrmji Viuva Auaeleto & Ramos, nem tem
pessoa alguna autoriaada para fazer cobraoca de
uas dividas. Heci(e23 de agosto de 1861.
Antonio da Silva Ramos.
No dia 23 do correte desappareceu da ri-
2>eira da fregoezia de S. Jos um cavalla com
angalhs, pedrez, com a junta das mos queima-
4as de sobrecaaaa, com um pequeo caroca na
-flunelha; quem o pegar ou 4 ooticia ao* ar-
mazens de uriana ao cargueiro Sant'Anna, ser
recompensado.
Francisco Haciel de Souza participa a seus
freguezes tanto da praca como de fora que de
uovo abri o seu estabelecimento de calcado fei-
to na provincia na ra da Imperatriz oulr'ora
aterro da Boa-Vista e pretende vender muito em
conta para agradar seus freguezes que todos gos-
tam do bom e barato.
Ao Sr. acadmico Francisco Barbosa Cor-
deiro, na ra Nova n. 7, precisa-se fallar.
Cavado furtado.
Do sitio frnteiro a igreja dos Afictos, na noi-
te de 19 para 20 do correle, furtaram um caval-
lo quarto com os signaes seguintes : pequeo,
quasi preto, frente aberta, de 7 para 8 annos de
idade.com urna sobrecana na mo esquerda, um
pequeo calo na sarnelha, ponas das orelhas
corladas, de meias carnes, puxa um pouco por
urna perna quando anda, pescoco acarneirado,
marca nos peitosde almnjarra, etc., etc.: quem
o apprehender ou delle der noticia, pode dirigir-
se ao mesmo sitio ou ao engenho Boa-Vista do
Cabo, que ser recompensado.
Perder m-se desde a ra de Ilortas em se-
guimentodas ras Augusta, Imperial, S. Mi-
guel dos Afosados at o Giqui, uns autos de
execugo de Manoel Joaquim Baptista como ees-
sionario de Heorique Bruno C. e Tiburcio Va-
leriano Bapiista contra Jos Florencio de Olivei-
ra e Silva e Amaro Goncalves dos Santos, que
correm pelo juizo municipal da segunda vara,
escrivo Santos, com urna seotenca de adjudi-
caco extrshida dos mesmos autos, da parte da
propriedade Passo do Giqui e Cassotes e do do-
minio directo de diversos terrenos na mesma
propriedade que foram adjudicados ao exequen-
te : roga-se a pessoa que os tiver acbado de en-
tregar ao exequente abaixo assignado ou ao Sr.
escrivo Santos, que ser bem recompensado.
Attengao aos Srs. de en-
genho.
Precisa-se arrendar um engenho de boa pro-
duccao que seja d'sgua e fique perto do porto de
embarque ou da via frrea, nao se olha a preco
ese tiver alguma fabrica tanto melhor: quem
tiver annuncie para ser procurado.
O Dr. Francisco de Paula Bapiista mudou
a sua residencia para a ra do Destioo iu. 6 e 8.
Roga-se ao Sr. proprietario da loja de cal-
cado da ra da Imperatriz n. 16, o oosequio de
apparecer na ra da Cadeia do Recife n. 49, a
negocio de seu ioteresse.
= Manoel Joaquim Ramos e Silva faz publico
que em 27 do mez prximo passado deu procu-
rado bastante a seu genro o Sr. Manoel Alves
Guerra, para tratar dos negocios de sua casa
commercial.
Quem annunciou querer arrendar um enge-
nho, pode apparecer na ra do Imperador n. 50,
terceiro andar, para tratar.
Dese}a-se saber onde mora oesta provincia
Joo Piolo da Fonseca. natural de Portugal, ou
seu mano Antonio Pinto da Fonseca, e roga-se
aos mesmos senhores o favor de aonuociar por
este Diario a sua morada, afim de ser procurado,
pois se lhe deseja muilo fallar.
Aluga-ae um andar e soto na travessa dos
Qoarteia n. 35: a tratar na ra das Cruzes, taber-
na n. 22.
MUDANQA.
Luu Soulan, cut leiro e armeiro francez, participa ao respeitavel publico
e especialmente aos seus freguezes que mudou sua offietna da ra dai Cruzes pa-
ra a ra da Imperatriz n. 13, aonde continua amolar todos o dias e a fazer
concertos, reparos e obras novas tendentes a sua arte com promptido e barateza.
N. 32-Rna estreita do Rosario-N. 32
NUMA POMPILIO dentista brasileiro, acaba de
receber grande e variado sorlimento de denles
terreos-mineraes e mais apparelhos pira a con-
fecso de dentaduras artificiaes, plantando-os
pelos fystemas seguintes: succao de ar, gram-
pos-ligaduras, a pivot sem grampos, sem liga-
duras e sem exlraccao de raizes. Arranja e
coocerta dentaduras de ouro ou platina. Enche
os naturaes com ouro, platina, maca adaman-
tina, scinmentos clcanos elc.e qualquer dos sys-
lemas refjridos sero accommodados ao estado
da bocea. Limpa os mesmos tem usar de aci-
Uuo .,. coDcorrem positivamenlo pawfc t-o.i.
dos denles, visto que dissolve a superficie vi-
trea, expondo-os assim a accao activa dos agen-
tes chimicos, que se desenvolvem na bocea. Ex-
trahe denles e raizes cariadas por mais difficeis
que sejam e mesmo abandonadas por outros den-
tistas, empregando para esse fim o systema nor-
te-americano sem fazer applica;o da chave de
Garingeot; privando assim os evidentes perigos
que podem resultar das operacoes feitas com um
tal instrumento, como sejam o extrangulamento
dos tecidos moles,(raturaco dos alveolos e mes-
mo da maxillae tecidoa duros, que formara as
covas das raizes dos denles, nervalgias, hemor-
ragias, affeccoes pollipozas, grangrenas e earia
dos tecidos duros. Faz tudo com asseio e promp-
tido, guardando todas as conveniencias relati-
vas aicyrurgia da bocea e hygiene dos denles
podeotio ser procurado em sua casa a qualquer
hora. Acceita qualquer chamado para os fins
cima mencionados tanto na capital como fora
della.
^-.g:
*2
o o
O
o
oo o o
o o S-
^"3 5 Ti!
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2 .5
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a0-2
2 -2 a-
2 .S
O q m O
O l- L.
Os credores de Jos Nuoes de Paula qi
ram apresentar suas letras na ra da Cruz n. 4.
para proceder-se ao rateio do que se acha em
deposito.
Aluga-se urna escrava preta moca para o
na ra do Crespo u.
servico de qualquer casa
21 B, esquina.
- Alugam-sa doaa canoas grandes muilo se-
guras sendo urna de 1,600 lijlos oulra de 1.400:
quem as preteoder diri)a-se a taberna da esqui-
na do becco das Barreiraarv49, que achara com
quem tratar.
Aluga-se o primeiro andar da ra da Craz
n. 21: a tratar no armazem do mesmo sobrado.
T -SS:,e a,Ug" uma esc qe seja
Na ra do Imperador n. 40, loja, pre-
9 cisa-sa de uma ama boa cosinheira, pa- A
ata ga-se bem agradando.
Em pipa de Lisboa, Porto e Figueira a 4$ a caiiada de 500 a 600 rs. em garrafa.
Porto, Duque do Porto, jeuuiuo Garcavellos, Neetor, Madeira, Feitoria, Cheres,
Bordeaux a ljgiOO agarrafa e 13^ a duzia. nicamente no progressivo e progressista
no largo do Carmo erua das Cruzes.
N. B. Os gneros cima vendidos em nossos armazens levaro o destentivo dos
mesmos.
, DOCE DA CASCA DE GOIABA
um dos memores doces que ha em relaco ao tempo a 800 e 1$200 o caixo.
LATAS COM FRUTAS
de todas as qualidades que ha em Portugal o mais bem arranjado que temos tido no
mercado a 800 e 1#000.
ERVILHAS PORTUGUEZAS E FRANGEZAS
o que se pode desejar em bom neste genero, pela sua preparaco e quaiidade a 800
rs. a lata.
VINAGRE PURO DE LISBOA
a 240 a garafa e 1#850 a caada afianca-se ser de Lisboa e de superior quaiidade tam-
bem branco por 400 rs. agarrafare 2J560 a caada.
GOMINHOS E ERVA DOCE
os mais no vos que temos no mercado, e mesmo nunca os houve melhores a 400 rs. a
libra de erva doce e 800 rs. os cominhos.
SAA1IIN1IA MI FR\NCA JL S\G<3
a mais nova que se pode desejar a 180 rs. a libra de sevadinha e 280 rs. o sag.
LATAS COM DOCE DE ALPEBCE
o melhor que se pode desejar, a 1#100 a lata, tambem marmelada dos melhores fa-
bricantes de Lisboa a 1$800 a lata, e peras a 1,280 rs. a libra.
alem ^os eeneros acma encontrar o publico tudo que procurar tendente a mo-
Ao arco de Santo Antonio,
loja do Maia Irmaos, comprara-se moedas de
ouro. Na mesma loja chegaram charutos muilo
superiores que se vendem por preco commodo.
Uma pessoa que retirou-se deste imperio,
deixaodo uma incumbencia para o Sr. Augusto
Ferreira Carvalho, e igoorando-se sua morada,
pede-se ao mesmo seohor o obsequio de dirigir-
se a ra do Imperador n. 20, loja.
Cassino Militar
Pernambucano,
A directoria querendo dar uma prova de reg-
sijo pelo anniversario da nossa Independencia,
resolveu de accordo com os seus dignos conso-
cios festejar o dia 7 de setembro com um baile,
o qual dever ter lugar em o mesmo dia 7 no lu-
gar do costume. Ella roga encarecidamente a
lodosos seohores socios que haiam de apresentar
suas propostas at o dia 28 do corrente, na ra
Nova n. 46, primeiro andar.
Recife 23 de agosto de 1861.O secretario,
Antonio Vilellla.
Agencia de passaporte.
Claudino do Reg Lima tira passaporte para
dentro e fora do imperio por commodo prco e
presteza : na ra da Praia, primeiro andar n. 47.
Sitio muito fresco.
Aluga-se ou vende-se um sillo na Torre,
margem do rio, com boa casa de sobrado muito
bem feita, com bastantes commodos, estribara
para 4 cavallos, cocheira para carros, casa para
feitor, cacimba com boa agua de baber com bom-
ba de puxar agua, fructeiras de diversas quali-
dades, capim para 3 ou 4 cavallos, bom baohodo
rio, silio murado, etc. : qoem pretender, dirija-
se a ra Nova n. 15, primeiro andar.
Aluga-se
da ra da Cadeia do
escriptorio ; a tratar
Aluga-se uma excellente escrava que eo-
gomma com perfeijo como tambem cosinha o
diario de uma casa e mais aervicos de uma caaa
de familia com a condfco de ser para servico
interno : na prsca da Boa-Vista n. 9, se dir.
Precisa-se de uma criada para coziohar,
seja forra ou captiva : na ra do Cabug n. 18,
Precisa-ae de um rapaz de 10 a 12 annol
para caixeiro ; na na da Cabug n. 18.
o primeiro andar da casa
Recife n. 4, proprio para
oo armazem da mesma.
Precisa-se de um caixeiro para tomar por
bataneo uma taberna em ponto pequeo, dndo-
se inleresse : no becco Largo n. 2.
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso,Santos & C. sacam e tomam
saques sobre a praca de Lisboa.
J.Praeger&C.
em liquidco
mudaram seu armazem para a ra do
Apollo n. 31 defronte do theatro.
Precisa-se de uma ama para o servico interno
e externo de ama casa de pouca familia ; a fal-
lar aa ra do Cabugan. 3, segundo andar.
Mademoiselle Malbilde Eva Zocher offere-
ce-se para instruir iTlguma casa de familia
na cidade ou fora la. Encarrega-se, alem da
educaco moral e religiosa das meninas que lhe
forem confiadas aos cuidados do ensino das pr-
meiras letras, francs, allemo, geograpbia, his-
toria antiga e moderna, msica e piano: a tratar
com o Sr. ten en te-coronel Thomax Jos da. Silva
Gusmu, que eat aulorisado a dar todos os es-
clarecimentos relativos s condicoes do ajuste,
na thasouraria provincial, das 9 al as 3 horas da
tarde.
Quem precisar de uma ama para o servico
interno de casa de pouca familia ou homem sol-
teiro, annuncie ou dirija-se a ra do Imperador
o. 52, terceiro andar; a qual mulhcr nao Qlha
desta cidade.
Os Senhores cujos uomes vo abaixo ins-
criptos lenham a bondade de dirigir-se a loja de
calcacado da ra da Imperatriz n. 16 tratarem
de negocios de seus inleresses :
Antonio Gomes Pessoa.
Jos Antonio da Silva Mello.
Belarmino de Barros Correa.
Firmo Candido da Silveira.
Manoel Ferreira Fialho.
Ignacio Cantanil.
Manoel Machado Teixeira Cavalcanti.
Simplicio Jos Campello Morici.
Antonio Jos de Brilo.
Capito Francisco Lins.
Braz Antonio da Cunha.
Francisco de Paula Pereira.
Bowman.
Estrella.
Dr. Joao Auguslo da Silva Freir.
Joo da Costa Fialho.
Manoel Jos da Costa Reg.
Padre branles.
Manonel Joaquim Arvore de Oliveira.
Joo Machado Soares.
Manoel Jacques da Silva.
Ain.
Manoel Augusto de Menezes Costa.
Remige Quimack.
Francisco de Carvalho Andrade Brando.
Suppra Frederico.
Joaquim Simphrooio Affongo de Mello.
Joaquim Jos da Cojta.
D. Luiza de Siqueira.
Jacinlho Luiz Querreiro.
Joo Antonio de Vasconcellos.
Joaquim Aolonio de Souza.
Joo da Silva Rangel Jnior.
Dr. Cutrin de Almeida (acadmico).
Jos Maria Cesar do Espirito Santo.
Jaciotho Lisboa
Jos Maria dos Santos.
Antonio Elisu Antunes Ferreira.
Antonio Joaquim da Silva Brilo.
Alferes Penha.
Joo Francisco da Costa Lobo.
Jos Manoel Correa de Almeida.
Manoel Ribeiro Bastos.
Antonio da Costa e S.
Joo Jos de Azevedo Sanios.
Hermenegildo Elisu da Silva Caneca.
Aceucio Gongalves Ferreira.
Helpidio (cocheiro do Adolpho)
Capito Jos Joaquim de Barros.
Joo Demetrio.
Manoel Correa Ferreira Guimares.
Antonio Barbosa da Silva Ferro.
Cspilo Bezerra.
Jos C.obino.
Heorique Rodrigues Carlos da Coila:
Joo Carlos G. Oliveira Pelagio.
Manoel Ignacio de Oliveira Martins.
Jos Affonso Ferreira Jnior.
Dr. Antonio Loureiro.
Manoel Ignacio de Albuquerque Maranho.
Dr. Francisco Baudeira.
Blandi.
Manoel do Nascimento da Silva Bastos.
Jos Rufino da Silva.
Jos Aolonio Maria.
Faustino Pereira.
Manoel Anlooio Rodrigues Samico.
Francisco de Paula Borges.
Joaquim Anlooio do Moraes.
Jos Bernardo de Miquiles.
Francisco Xavier Cavalcanti.
Joo Francisco dos Santos Gavio.
Justino Francisco de Assis.
Manoel Goncalves da Silva Queiroz.
Manoel de Lemoa Ferreira.
Joaquim de Lemoa Ferreira.
Carlos Augusto da Concelco Ribeiro.
Jos Honorato de Medeiros.
Antonio Ribeiro de Lacerda.
Manoel da Cruz Martins.
Deodoro Fernandes da Cruz.
Joaquim Correa de Araujo.
Trajano da Costa Ribeiro e Mello.
Augusto Lins.
Luiz Jos da Silveira.
Jos de Freitas Ribeiro.
Claudino Jos Flix.
Manoel Joaquim de Paula e Silva.
Jos Luiz Ferreira.
Jos Antonio de Lima.
Aieodalo Vieira Gomes.
Ignacio de Souza Leo.
Antonio Francisco de Moura.
Joo Ignacio de Magalhes.
Joo Francisco Regis Ferreira.
Recife 11 de agosto de 1861 -
' Na ra do Vigario n. 9, primeiro andar,
existem as seguintes imsgens, vindas ltimamen-
te da cidade do Porto, e que se trocam a prego
razoavel :
2 santuarios com as competentes imagens.
Santo Anljnio.
Conceirao de Nossa Senhora.
Sant'Anna.
S. Joaquim.
S. Jos.
Menino Jess.
Aluga-se a padaria da travessa do Piras,
completa de lodos os uteqcilios, a qual est tra-
balhando, ou mesmo para qualquer oulra ofli-
cina offerece muitas vantagens porque tem 150
palmos de fundo e 35 de largo, garanle-se o alu-
guel e o commodo : a tralar na ra da Seozala
Nova n. 30.
Precisa se
de uma ama de leite sem Olhos : em Fra de
Portas, ra dos Guararapes o. 30.
Aluga-se uma preta que entende de todo o
servico de uma casa de portas a dentro : a tralar
na travessa da Madre de Deus n. 18.
Antonio Jos Gomes, subdito portuguez,
vai a Portugal.
Jos Pereira Jnior, subdito portuguez, vai
a Portugal.
Roga-se a Illma. cmara municipal desta
cidade, que torne effectiva a disposigo dos seus
annuncios para a arrematacao dos imposlos, que
vo pra$a nos dias 19, 22, e 26 do correte,
porquanto, nao obstante o que alli se l a respei-
to de nao poder ser licitante quem (dias antes)
nao apresentar por fiadores pessoas, cujos beos
estejam livres e desembarazados ; nao se admit-
tindo cartas de responsabilidades ; individuos ha,
todava, de tanto prestigio, to cheios de garan-
tas e inmunidades, como que se julgam isentos
ou dispensados da clausula cima, a qual, nao e
por dignidad*, como por ulilidade da mesma c-
mara, nao se deve tornar Ilusoria.
Aluga-se o segundo e terceiro an-
dar do sobrado n. 36 da ra do Trapi-
che : a tratar no primeiro andar, es-
criptorio de Matheus Austin& C.
mmKmmcs'fii
_ A pessoa que quizer comprar um
rico berso de Jacaranda, com cortina-
dos, tudo em bom estado, dirija-se
ra de Borlas n. 106, que achara com
quem tratar.
Precisa-se alugar uma casa terrea que le-
nha commodos para grande familia, a quintal
grande naa seguintes ras do Mondego, Trempe
ei ra do Sebo at a Soladade : a tratar nos Coe-
lnoa, ra dos Prazerea n. 30.
Cbristiaoe Friedritks e Conradioe Grebe,
subditos allemes, retiram-se para as provincia
do norte.
Precisa-se de uma ama para o servfco in-
terno de uma casa da penca familia : a tralar a
tas do Sebo o. 39.
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DAftIO DK fKINAUUCO. SEGUNDA FEIRA 26 *>K AGOSTO DI 1861.
(5)

Na travesa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continuase a tingir
com toda a perfeic.o para qualquer
cor e o maisbarato possivel.
CONSULTORIO ESPECIAL HOMEOPATHICO
DO DOUTOR
. SABINO O.L.PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6,
Consulta* todo* o* dias uteia desda as 10 horas
at meio dia, acerca da* seguales molestias :
moUltia das mulhtres, moles ti a t da crian-
eos, molestias da pelle, molestia* do olhos, mo-
lestias syphiHlicas, toda as especie de febre,
ftbret intermitientes esuas eonsequencia,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
{tarados som todas as cautelas necessarias, in-
alliveis em seos efteitos, tanto em tintura, como
em glbulos, {lelos prego* maia commodoa poa-
aiveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente rendidos em sua pharmacia; todoa
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteirs* sao acompanhadas de! um
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico braaiieiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
da. As carteiras que nao lerarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na tampa o no-
uta do Dr. Sabino sao falsos.
Fimdicao

de bronze.
Na bem conhecida fabrica de fundigo, latoei-
to e funileiro da ra Nova, defronte da Concei-
go, contina a fazer todas as obras tendentes s
mencionadas artes e officioas cima ditas, como
8ejam : bronze para engenho, parafuaos para di-
tos, e tudo quanto necessario para tal mister,
tudo mais barato do que emoutra qualquer par-
te, e bem assim, alambiques, serpentinas de co-
bre, e tudo mais concemente a caldeireiro, obras
de lato com a melhor perfeicio possivel, obras
douradas e em lato para militares, como sejam,
apparelhos para barretinas, ferragens para telios
e talabarte de qualquer arma, boies de todos os
nmeros, dourados, bronzeados e em amarello,
obras de folha superiores por seren os artistas
que as fabrien jornaleiro e nao empreit*iro, que
como se sabe, nunca as obras que sao feitas de
empreitada sao perfeitas, tudo muito barato: na
ra Nova n. 38.
No dia 3 de setembro prximo, pelas 11 ho-
ras da manha, depois da audiencia do Illra. Sr.
Dr. juiz de orphoa, tem de se arrematar por ven-
da varios ailios e tres casas de taipa pertencentes
aos orphos filhosdo finado Mano** da Silva Bar-
ros, cajos sitios sSo dous-nasCorcuranss de den-
tro, com boas Ierras da planlago, e um delles
tem casa de taipa, outros sao na Venda Grande
com porga de pea de coqueiros, alguns na pan-
cada do mar, tendo o denominado Garrapicho boa
casa de vivenda perto do mar, propria para pas-
sar a festa.e offerece os banhos d'agua salgada ;
as tres casas sao sitas na ruada Venda Grande,
tendo dous excellentes commodos para familia.
Preclsa-se de um criado de 12 a 20 aonos
deidade, preferindo-seportuguez: na roa daCa-
deia do Recite, loja n. 24.
O abaixo assignado avisa ao publico que
oinguem contrate com Jos Antonio de Araojo
Guimaraes sobre um sitio no Caldeireiro, o arma-
zem n. 18 do caes 22 de Novembro e parte da
casa de sobrado n. 19 da ra do Crespo, bens que
foram do Uado Domingos Antonio Gomes Gui-
maraes, e locaram em he ranea ao dito Benlo An-
tonio Gomes Guimaraes, pai do abaixo assigna-
do, viato que taes bens esto aujeitos restilui-
cao do dota mulher do abaixo assignado, que
nio sendo altendido em parlilha, tem de ser re-
vindicado, acrescendo alimentos devidos, etc.
Recite 24 de agosto de 1861.
Joao Antonio Gomos Guimaraes.
O aqaixo assignado, relojoeiro estabelecido
na ra da Imperalriz n. 14, vem pelo presente
declarar que as pessuss que em seu poder dei-
xaram relogios para se concertar, isto ha muito
tempo, deverao comparecer dentro do prazo de
15dias, contados da data deste, afim de satisfa-
zerem os seua debitoa concertantes a taes con-
certos, rescatando aeus relogios, e do contrario
(Indo o dito prazo sarao vendidos semelhantes
objectos para de sen producto ser o abaixo as-
signado integralmente pago. Recite 24 de agos-
to de 1861.Albert Aschoff.
= Aluga-se urna canoa grande para familia,
que pode carregar at 20 pessoas, com assentos
em roda, bem construida e aceiada ; na ra No-
va de Santa Rita, serrara do Sr. Banks n. 21,
para ver e tratar.
Na ra Nova n. 33 precisa-se de urna ama
que saiba cozinhar e eogommar para urna casa
de pouca familia.
Precisa-se alugar para urna casa estrangei-
ra urna escrava que seja perfeita costureira, que
tenha bons costumes e sem vicio, garante-se de
ser bem tratada e> nao sahir na ra : quem ti-
ver, dirija-se a ra do Imperador n. 27, confrou-
te a ordera terceira de S. Francisco.
EU MINERALE
NATURAIXEDE VICHY.
Deposito na boticafraneeza ra da Cruz n. 12
O abaixo aasignado alumno do quinto
aono da faculdade de direito desta cida-
de e advogado pela relaca o do districto
pode ser procurado pelos seus coramil-
les em todos os dias uteis, das 11 as 2
horas da tarde, no esciiplorio do Sr.
Dr. Jorge Doroellaa Ribeiro Pessoa,
camboa do Carmo n. 8.
J. Borges Carneiro.
Os armszena da ra da Lapa n. 13, e ra
do Costa n. 10, recebem gneros para recolhe-
rem por menos de que costumam receber ontros :
quem pretender, dirija-se ao n. 13, que achara
com quem tratar ; assim como se aluga um dos
mesmos armazens.
Compras.
ARMAZEM
Verdadei-
ra liquidaco
DE
DE
ROJPA F
DE
Joaquina Francisco dos Santos.
40 RIA DO QUEMADO 40|
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Nesle estabelecimento ha sempr* um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, Tontada dos freguezes, para o
que tem um dos melhores professores.
VICTORIA
= Gompram-se raoedas de 209 por 20g000
na loja da ra do Queimado n. 46.
Compram-se moedas de ouro :
na ra Nova n. 25, loja.
Vendas.
MMM
Vende-se a loja de ferragens e miudezas com
armago e dividas, sita na ra das Convertidas n.
15, pertencente ao obaixo assignado : quem se
julgar habilitado, appareca at o da 31 deste, a
tratar na rnesma casa. Paralaba do Norte 21 de
agosto de 1861.Manoel Jos de Almeida Jnior.
Casacas de panno prelo, 40, 35 e 30*000
Sobrecasaca de dito, 359 30*00
Palitots de dito e de corea, 359, 30*.
25$000 e 20*000
Dito de casimira de corea, 22*000,
159. 129 e 99000
Dito de alpaka preta golla da vel-
ludo, H$000
Ditos de merin-sltim pretos da
cores, 9$000 89000
Ditos de alpaka da cores, 59 e 39500
Ditoa de dita preta, 99. 79. 59 3*500
Ditos de brim decoras, 5*, 4*500,
4S00O 3*500
Ditos de bramante delinho branco,
60000, 5*000 e 4,000
Ditos de merino de cordo prato,
15*000 e 8*000
Calsasde casimira preta e de corea,
12*. 10*. 9* e 65000
Ditas de princeza e marin da cor-
do pretos, 59 e 4*500
Ditas de brim branco decores,
5g000, 4*500 e 2*500
Ditaa de ganga de cores 38000
Golletea de velludo preto e da co-
rea, lisos e bordados, 129, 9$ 89000
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos o bordados, 6*. 5*500, 5* e 3*500
Ditos de setim preto 5*000
Ditos de seda setim branco, 6* e 5*000
Ditos da gurguro de seda pretos e
de cores, 78000,69000 a 5*000
Ditos de brim a fusto branco,
3*500 e 3*000
Seroulas de brim de linho 2*200
Ditas de algodio, lg600 e 1 280
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 2*500 e 2*300
Ditaa de peito de linho 68 e 3*000
Ditaa de madapolo branco o da
cores, 39,2*500, 2* e 19800
Camisas de meias 1*000
Chapeos pretos de massa.francezes,
formasda ultima moda 108,8*500 e 7*000
Ditos de feltro, 6*, 55, 4* e 2J000
Ditos deso da seda, inglezea *
francezes,14*, 125, "8 e 7*000
Collarinhos de linho muito finos,
novosfeilios, da ultima moda *800
Ditos de algodio 500
Relogios de ouro, patentaa horl-
sontaes, 100*. 90*. 80* e 70*000
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente hosontaes, 405 30*000
Obras de ouro, aderemos e meios
aderecos, pulseiras, rozetas *
anneis 5
1 Toalhas de linho, duzia 12*000 o 10*000
Na ra do Cabug n. 8.
A' D1NHEIRO.
Burgos PoocedeLeoD, ven-
de tedas as fazendas existentes nesta loja com
grande abalimento de seu custo?para que assim
liquidando a roassa da extincta Arma de Al-
meida & Burgos, someote em eonsequencia da
retirada do socio Almeida, posssm os credores
da referida firma ser pagoa com toda a brevidade.
PARA SENHORAS.
Chapelinas francezas de seda e fil ricamente
enfeitadas, dando-se para ellas os seus respecti-
vos veos de fil de seda, bordados a 4*. 5*, 70,
98, 10* e 12*.
Chapeos de sol de seda de diversas cores com
toda a armaco de ferro pintado a 2*, 2*500 o a
3*000.
Organdys ou cambraias finissimas de lindos e
modernos goslos a 400 rs. cada covado.
Gaze de seda de urna e cor havendo cor de
cana, rosa, azul e encarnada, fazenda que muito' rs. e duzia a 640 rs.
brilha em vestidos de aenhoras que tom gosto [ Ditas de 200 jardas,
de se enfeitar a 800 rs. cada rotado. ; duzia.
Gorguro de seda de quadrinhos a 1* e seda!
de quadrinhos a 1*500 cada covado.
Casavequese cambraia bordados ricamente a i
8*. e muio finos que se pode imaginar a Ug.
Manguitos com gollinhas de fil e de cambraia ,
a 28500. 3* e 3*200.
Camisinhas de cambraia proptias para luto
a 1*000.
Chales de seda de grosdenaples ricos e de bo-
nitos psdroes a 20*, ditos de retroz bordados a
15*, ditos de merino fino de gosto da India a
12*500, ditos de merino de difieren tes qualidades
e gostos a 6*, 88, 98 e 10*, ditos de froco de
velludo a 65, ditos de cambraia de cores a 600 rs.
Cortes de vestidos de grosdenaples de seda de
diversas cores, com ricos babados bordados guar-
dados em seus grandes cartees sendo pretos a
505 o os de cores a 40* e a 55* 11
Tiras de babados bordados de cambraia para
diversos misteres s 500, 640 e a 1* cada tira.
Filas de seda de grosdenaples, sarjadas bem
DE
Fajoses Jnior
Na ra do Queimado n. 75,
junto a loja de cera.
Esta loja acha-se provida de um completo sor-
timento ae miudezas para vender, tanto por ata-
cado como a retalho, por pregos muito baraius,
como abaixo se ver, s para quera comprar, vic-
toria sempre contar.
Clcheles fraocezes bons em carto de urna rar-
reira a 40 rs.' e duna 400 rs.
Ditos tambem bons do duas carreiras a 80 rs.
e 90O rs. a duda.
Ditos da Ierra em caixinhas a 800 rs. a duzia.
Agulhss fraucezes boas a 120 rs. a caixa com 4
papis.
Ditas as melhores que se encontrara a 240 rs.
a caixt com 4 papis.
Ditas em papel avulso a 40 rs. o papel.
Ditas para enfiar a 40 rs. cada urca.
Linha victoria,em carrilel com 200jardas a 60
de Alexander a 900 rs. a
largo da Penlia
Francisco Fernandes Duarte, proprietario deste
armazem de molbados, partecipa aos seus freguezes, assim como aos seohores da praga, de enge-
nho e lavradores que d ora em vante quizerem-se afreguezar neste estabelecimento, que se acha
com um completo sortimento de gneros os mais novos que ha no mercado e por seren a maior
parte delles viudos de conta propria, est portento resolvido a vende-los por menos 10 por cento
noque em outra qualquer parte, afianzando a boa qualidade e acondiciouamento, assim como ser-
vir os portadores menos praticos to bem, como se os senhores viessem pessoalmente, para o que
nao se poupar o proprietario em prestar toda attencao, afim de continuaren! a mandar comprar
suas eocommendas, serlos de que, toda e qualquer eacommenda comprada neste estabelecimento
acompanhar urna conta impressa cora o mesmo titulo de armazem Progresso.
Nlaiueig* iugleza per Wi la mente Wot. imo r. libra, vede-
se por este preco nicamente pela grande porgo que tem e se for em barril se tara abatimento
M.mielga ir anela a 700 rs. a libra e cm oarrii a 6i0rs>
Villa liySSOU 0 meihor que ha xi3 mercado a 2*800 a libra.
dem preto a lim, libra>
Queijos do reino chegadM negu ultimo Tapor a 3mt
dem prato. 640 r9. intera, 700 rs.. libra^
dem suisso a 640 rs a libra em porQ5o se ai a bttiment0>
Y reiunto de Hambre lDgUl a goo a ibr.
Y rezumo de lamego, 480 a libra nleiro a M0 r$.
iVmeixaa Iraneexas em frasco com 4 iibras por 3000i a relaih0 asoo rs.
Yu s ver msete a 720 rl., libr,t 6m caiia a 700 w<
L,atas cota bolaxlnna de soda de defereate qualidade8 a lgi0o
Latas com peixe em posta de maitas qualidade8. 1*400.
Xzevtonas maito ao\as a i$m 0 bartUi a relaih0 B 320 rs. a garrafa.
Doce de VVperene em latla, de 2libr por lm
OriataS par, podm a 8qo rs. a libia.
Bauha de poreo refinada, 480 rs. a 1bra, e barril, 440 rs
Naa^a ae tomate a maisnova do mercado a 9O0rs.,e em latas de 2 libra por 1*700
raiOS ae lOmDO a prn,era VZ que Tieram a este mercado a 640 rs. a libra.
Choa ricas e paios muit0 no,os a 560 rg> a Ubra>
Yaiitoa de deate Uxados com 20 macinhoi por ^ .
CnOCOlate iraaceZ a i200 rs. a libra, dUto portuguez a 800 rs.
alarmeiada imperial d0 aramad(, Abreu de ontioa muitos fabricantes de Lisbol
a 1*000 rs. a libra.
\ UIIOS engarrafados Porl0i Bordeaux, Carcavellos, e moscatel a 1*000 a garafa.
VnhOS em pipa de 500( 560 e 640 garrafaj em canadaa a 3*500 4J000 4*500.
V laagre de LlSboa 0 m.igguperior a 2W rs. a garrafa.
^ervej A das mag acreditadas marcas a 5* a duzia, e em garrafa a 500 rs.
HSireilinna paragpa a mais nova que ha no mercado a"640 rs. a libra.
Lrvhas tranelas a 640 rB a Ialla
Mioio de amendoa a m tt librai dIta com ca8Ca a ^ .
l\OXCS ,u|t0 D0T a 120 r*. a libra.
CaStannaS pUadas a 240 rs. a libra;
%jaie ,}( giperi0r a 240 ra. a libra, e a 7* a arroba:
rrOX do Maranhao a 3* em arroba, e em libra a 100 rs.
Fumo^ americano a ,|a ,braiseforem por5-aoge {ar abaiimento.
Sevadinna de Fr,D5a a 240 rl. a ubri.
SagU maito novo a 320 rs. a libra.
T OUCiUkO de LUbot a 360 ri. ubr, t io| a arroba.
Fariuna do liaranuao. .. n0Ti, m r, libr,
Toueinna ingltz, m I9 11bra
Yassas em eaixiauaade81ibralaft500cadallBla.
Independente dos gneros meociooadni encontrar o respeitavel publica lado quanto pro-
curar tendente a molbados.
ELIXIR DE SALDE
Citrolactato de ferro.
Vnico deposito na .botica de loaanim Martinuo
da Cruz Cor rea & C, ra do Cabug n. II,
em Yernambuco.
H. Thermes (de Chalis)anligo pharmaceutico aprsenla hoje urna nova preparado de ferro,
com o nome de elixir de citro-laclalo de ferro.
Parecer ao publico umluxoempregar-se um mesmo medicamento debaixo de formulas to
variadas, mas o homem da sciencia comprahende a necessidade e importancia de urna tal vari-
dade.
A formula um objecto de muita importancia em therapeulica ; um progresso immenso,
quando ella, maniendo a esseocia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as
idades, para todos os paladares e para lodosos temperamentos.
Das numerosas preparares de ferro at hoje coohecidasnenhuma rene to bellas qualida-
des comoo elixir de citro lactato deferro. A seu sabor agradavel, rene otomar-se em urna pe-
quena dose, o ser de urna promptae fcil dissoluco no estomago, de modo que completamente
assimilado; eo noproduzir por causa da lactina, que contem emsua composi;o, a constipaco de
veutreto frequentementeprovocada pelas outras preparacoesferroginosat.
Estasnovas qualidades em nada alterara a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
substancia da qual o medico se nao pode dispensar em sua clnica, de incomparavel utilidade
qualquer formula aue lhe d propriedadeetaes que o pratico o possa prescrever sem receio. E' o
que conseguio o pharmaceutico Thermes com a prepsraco do citro-lactato de ferro. Assim este
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas prepara coes ferroginoses, comoo
atiestas pratica de muito mdicos distinctos que o tem eosaiado. Tem sido empregado como im-
menso proveito as molestias de languidez(chlorose paludas cores; na debilidade subsequeDte as
hemorrhagias.aas hydropesiasqueapparecem depoisdasiotermitentes na incontinencia : de urinas
por debilidade, nasperolas brancas, na escrophula.no racialismo, na purpura hemorrhaeica, na
convalecencia das molestias graves, na chloro-anenria das mulheres grvidas, em todos os casos
em que osanguese acha empobrecido ou viciado pelasfadigasaffeccoes chroicas., cacbexia tuber-
culosas, caocrosa.syphililica.excessos venreos, onanismo e uso prolongado das prc-irsres mer-
curiaes.
Estaseuermidades sendo mui frequeales o sendo o ferro a principal ubstancia de qut
medico tem de iD^ar mo para as debelar, o author do citro-lactato o ferta n i. ece louvores e
ruconhecidamento ahumanidade por ter descoberto urna formula pela qual se pi-ce sem receio usar
de Ierro
23 Ruada Imperalriz 23
PIANOS E MSICAS.
J. Laumoonier convida os senhores mestrese amadores de msica, virem a sea armazem
ver os excellentes pianos Laumonoier, que aesba de receber da Pars, fabricados expressamente
para o clima do Brasil, muito elegantes e de gostos modernos. Igualmente tem msicas dos me-
lhores autores, assim como concerta e atina os mesmos instrumentos.
AOS SRS. ACADMICOS
Acaba de chegar da provincia da Babia superior tbaco era cabello, fabricado na mesma
provincia, para cigarros e cachimbos e acha-se a venda no mesmo deposito em casa de Jos Leo-
poldo Bourgard, ra da Cadeia do Recite n, 15, loja do
Centro eommereial
na mesma casa existe pingas de metal para cigarros-
masa^aiawHHNBWBv aiawpwOTWWi*
A dinheiro
NA
Loja dos barateiros,
ra do Crespo n. 8 A.
Leandro A Miranda.
Ricos vestidos de cambraia branca bor-
dados a 23* e 30* o corte, sendo os mais
modernos que ha no mercado.
Saias bordadas muito finas a 3*.
Vestidos de cambraia branca bordados a
Zuavos, fazenda nova de muito gosto a 2-2*.
E outras muitas fazendas que temos re-
ceido pelos ltimos vapores e navios da
Europa, e que tudo se vende por menos
que em outra qualquer parte.
viimwi ^^AMMa^^aAMi^yaA AVJM^nj^aaiw
Vende-se um escravo, mogo, robuato, bo-
nita figura e de todo servico, bem como do cam-
po, canoeiro : muito aadio e sem nenhum
achaque : no Cae* do Ramos sobrado da esquina
B. 2. *
Queijos do serto.
Vendem-ae freacaea queijos do serto na ra
da Queimado, loja n, 14,
Superiores organ-
dys.
Na lujo da boa f, na ra do Queimado n. 22,
vende-se finissimo organdys de muito lindos pa-
drees, pelo baratissimo preso de 720 rs. a vara,
fazenda de 1*200, e quem nao andar muito de-
pressa ficar sem a pechiocba ; na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Ra do Crespo n. 8 lo-g
ja de 4 portas.
Admira a pechincha.
La para vestidos fazenda que
Soutr'ora custava 800 rs. o cova-
do vende-se a 240 rs., dao-se ?
amostras com penhor.
MSitt$-^QIMK9l6!iQaittffi%
^^ i'w wiov pwh *^ watwvw '.mi wnwsvmn/n
Vestidos brancos
bordados.
Ainda restam alguns corle* de vestidos brancoa
bordadoa que continuam-se a vender pelo bara-
tissimo preco de 5*. com 2 e 3 babados, de gra-
ta : na ra do Queimado d. 22, na bem conheci-
da loja da boa f,
eocorpadss e muito bonitos padrdes para cintos,
enfeites de chapeos para seohora, lacos de cor-
tinadas, froohas e sinteiros a 800 e 1* cada vara.
Franjas de seda pretas e de cores a 240 rs. a :
vara.
Bicos francezes finos a 1*, 1*200, 1*600, 2*.
3* e3$200 cada pec,a e muito largos a 4S, 4*500
e a 5* a pega.
Cieos de seda branca ou de blonde para en-
feites de chapeos como para enfeitar vestidos i'e
ooivas a 320 rs. cada vara.
Enfeites pretos de vidrilho a 2* e a 3*500.
Hilos de flores francezas a 3$, 4* e a 5*.
Ditos de verdadeiro froco do seda a 2$.
Luva brancas e edr de canna de pelica de
Jouvin a 500 rs.
Toucas de la francezas para senhoras paridas
a 3S0C0.
'entes de tartaruga a imperalriz a 8*.
PARA MENINOS.
Drimzinho de linho a 200 rs. o covado.
Capinha, jaquelinhas e casaveques de la a
1*500,2*. 2*500 e 4*.
Calcinhas de cambraia a 3*.
Sapalinhos bordados de seda a 1*260.
onefsfraoce2es a 2*500. 3J e a -i.
Toucas de la para menino de peito a 800 rs.,
e de fil enfeitadas com fita e bicos a 1*.
.1/eias pioladas a 300 rs, cada par.
I.encinhos de retroz a 1$500.
uva de pelica de Jouvin a 500 rs.
PARA HOMEM.
Brim trancado muito fino de listras e quadri-
nhos de pura seda e linho para calca, collete e
paletot a 1*500 cada vara.
Fusto alcochoado de riscadinhos para paletot
e cale a 480 rs. o covado.
Corles de colle'.es de fusto a 500 e a 8r0 rs.
Cortes de caiga de casemira a 3*, 4*. 5* e 6*.
Chapeos pretos francezes a 8*, de pal ha escu-
ra a 3J200, do Chyli de 5* at ao prego de 12*,
de palba para artistas a S0O rs.
Casacas, paletots, caigas, seroulas, de todas as
qualidades e precos, como muitas outras fazen-
das to em conta que admira.
Entremeios bordados.
Vende-se a 1*600 e a 2* a pega de entremeios
muito fios e ricamente bordados ; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Facas e garios.
Muito boas facas e garfos para o diario de urna
casa a 2*600 a duzia de fallieres: na loja da Vic-
toria, na ra do Queimado n. 75, junto a loja de
cera.
Caixas para joias.
Lindas caixinhas pora guardar joias, pelos pre-
cos baratos de400, 600, 800, 1* e 2* cada urna :
na loja do Victoria, na ra do Queimado n. 75,
junto a leja de cera.
Trapiche
Baraodo Livrameulo.
Largo da Assemblea nu-
merol5.
Ha continuamente para vender neste novo es-
tabelecimento o seguinte :
Cera de carnaubs em porgoes ou a retalbo,
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em caixiuhasde 1 arroba a 4.
Barricas com cebo do Rio Grande, em porges
ou a retalho.
Velas de carnauba pura em caixinhas de I a 2
arrobas.
Meios de sola, differentes qnalidades, em por-
ges ou a retalho.
Courinhos curtidos.
Farinha de mandioca por lg500 a saces.
Farelo em saccas grandes por3800 a saces.
Aos barateiros.
Vendem-se chitas francezis a 240. 260 e 280 o
covado, ditas ingleas a 160, 180 e 200 rs. o co-
vado, organdys de bens goslos a 500 rs. o cova-
do, cambraias de salpicos brancos e de cores a
240 o covado, riscado francez a 200 rs. o covado:
na ra da Imperalriz, loja armazenada de 4 por-
tas u. 56, de Msgalhes & Mendes.
Luyas de finacamursa
para militares e cavailei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda mui finas luvas de camursa, o que
de melhor se pode dar nesse genero, e as est
vendendo a 2*500 o par ; os senhores officiaes e
eavalleiros que ts compraren) conhecero que sao
baratas vista de sua finura e duragao, e paraas
obter dirigirem-se ra do Queimado, loja da
aguia branca o. 16. Adverte-ae que a qnanlidade
pequeoa por hora, e por isso nio demorem.
Atten Barato que admira.
Vende-se arrox pilado a 1*200 a arroba, milho
muito novo a 4fl e 4*500, farelo, saceos de 96 li-
bras a 3f800. farinha em bom estado a 1*500,
alhos, canaslras com 100 maungas a 2*, rioho
tinto, marca PRR a 50* o barril de ., charutos,
ceblas, e oulros muilos gneros : no armazem
de Estovao Jos da Molla, na ra da Moeda nu-
mero 47.
Ditas de 100 jardss brancas e de cores a 30 rs.
o carrilel.
Ditas de Pedro V, em carto com 200 jardas a
60 rs. a carlo.
Ditas de peso verdadeiras miadas grandes a -
240 rs. a miada.
Ditas de meada cabega branca e encarnada a
120 rs. a meada.
Ditaa do gsz brancas e de cores a 800 e 9(J0 rs.
a caixa com 50 novellos.
Papis com cenlo e tantos alfinetes a 40 rs. e
duzas 400 rs.
Alfinetes francezes cabega chata a 120 rs. a
carta
Ditas para armsgoes a 2g600 o mago.
Cordo imperial para vestido a 40 rs. a j,:.
EoQadores de algodo a 60 rs. cada um.
Caivetes finos de duas folhas para pecna a
200 rs. cada um e duzia a 2)5000.
Ditos de cabo de viado de urna folha de 160 rs.
cadaum B duziaal600.
Ditos mais ordinsrios a 120 rs. cada um e du-
zia a 1(200.
La de todas as cores para bordar a 600 a
libra.
Pentes muito bons de baleia par alisar a "20,
240 e 280 rs. cada um.
Ditos os melhores e maiores que se encoLham
a 800 rs.
Ditos transparentes muito bons a 400 ra.
Meias cruas brancas e de cores para homem a
160,200,240 e280rs. o per.
Ditas pretas para homem a 120 rs. o par.
Ditas para senhoras a 10, 280 e 320 rs. o par.
Ditas brancas cruas e de cores para menino a
160. 200, 240 e 280 rs. o par.
Ditas pretas para senhora a 200 e 240 rs. o par,
Enfeites de vidrilho a 1*800 rs. cada um.
Ditas a Imperalriz muito lindos a 8* cada um.
Cinturoes de seda com borracha para homem a
320 cada um.
Ditos de algodo 240 rs. cada um.
Cintos muito lindos para senhora a 1*800, 2*,
2*500 e 3* cada um.
Franjas de bolotas brancase decores para cor-
tinados a 4* a pega.
Ditas de algodo para toalha a 2*800 a peca.
Ditas de linho para casaveque a 120 rs. a vara;
E outras muitas miudezas que se tornaro en-
I fadonho mencinalas afiancando-se, porm, quo
' nao se deixar de vender a quem trouxer diohei-
I roa loja da Fajozes Jnior na ruado Queima-
do n. 75.
jAhida ha pe
chincha.
8
Chegou a ra do Crespo n. 8
loja de 4 portas, urn sortimento
m de cassas de cores ixas e lindes
i padroes que se vendem a 240 rs. ,
J o covado, dSo se amostras com '
H penhor. J|
*w*w***^ WUI VBT9 'i www fm UJIWBWfJlIlTTV yfrft
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nefSc
podem lestemunhar as virtudes deste remedio
incomparavele provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seuferpre
membros inteiramenle saos depois de haser tm-
pregado intilmente oulrosiratamenics. i ,,'c
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas n>t-
ravilhosas pela leilura dos peridicos, que ib'as
relatara todos os dias ha muitos ames; e a
; maior parte dellas sao lao sor prndenles qus
; admirara os mdicos mais celebres. Quamaa
pessoas recobraram com este soberano renriio
j o uso de seus bracos e pernas, depois dteur
j permanecido longo tempo nos hospiues, o es
jdeviam soffrer a amputago 1 Deltas ha mui-
das quehavendo deixado esses, asylos depade-
: timemos, para se nao submeterem a essa cie-
ragao dolorosa foram curadas completamente,
; mediante o uso desse precioso remedio. A\-
| gumas das taes pessoa na enfusao de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos dianle do lord corregedor e outros rrags-
irados, afim de mais autenticaren) sus afirma-
tiva.
Ninguem dasesperaria do estado de saude sa
tivesse bastante confianga para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
tratamento que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelrxente.
Que tudo cura .
O ungento he til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
bexiga
Alporcas
Gaimbras
Callos.
Anceres.
Cortaduras.
Dores de cabega.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da culis
era geral.
Ditas de anua.
Erupges escorbticas.
Fstulas no abdomen.
F/ialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchacoes.
Inflammaeao do figado.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 344, cStrand, e na loja
de todoa os boticarios droguista e outras pes-
soas- encarregadas de sua venda em loda a
America do sul, Havana a Hespanha.
Vende-se a 800 rs cada bocetinha conim
urna iostruego em portuguez para explicar o
modo de fasar uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 22, cm
Pernambuco.
Inflammago da
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos_peitos.
de 'lhO:
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna.
Supuragoes ptridas.
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articlaseos.
Veas torcidas ou
das as pernas.
no-


(
IRIO DV WftWIMJUOO SfiOURBA- FtIRA- wnrMuQ&iroviMty
"Cestinhas de Ilamburgo.
S na loja 'agnia de ouro, roa do Cabug n.
f B, quera recebeu ura completo sortimento de
Modas cestmhas de todos os tamanhos proprias
para meoints de escola, assim como maiores com
tampa proprias para qampris, bataios proprios
para costura, ditos proprios para-faqueiros, ditos
muito bonitos para brihqusdos de meninos, di-
1 tos maracas pintadinhos que se vendem por pre-
go? muito baratos-
Enfeites riquissimos.
Vendem-se ricos enfeites de retrot, sao os me-
ihores e mais modernos que ha no mercado, pelo
sanlissimo prego de&>': na roa do Queimado
22, na loja da boa f.
0 pavaovende
cortes de casemira preta, muito boa
39500 o corte : na ra da Imperatriz n.
de Gsma & Silva.
fazenda,
loja
vende lenyos
Fiuissimos lencos a imitacao de labyrinth bor-
dados a 19 e 19280 : na ra da Imperatriz n. 60,
toja de Gama & Silra.
vende vestidos
Vestidos de cambraia brancos com babados,
fazenda que se vende era outra qualquer parte a
&0 lorram-se a 4g : na ra da Imperatriz n. 60,
loja de Gamma & Silva.
Nova pechincha.
, Pejas de cambraia lisa fina eom7 1|2,8e9
J"^s a 29500, 3} e 39500, chita larga franceza
a 200 e 220 rs. o corado : na ra do Queimado
n. 44.
Grande sortimento
Fazendas de todas as qua-
lidades.
Na loja n. 23.
Vestidos d# bionde, ditos de sed, di-
tos de phantasia e de cambraia bar-
dados.
Halos,
Laziohas, sedinhas de quadros e
cambraias de cores padrdes mederoes
Na loja n. 23 da roa da Cadeia.
Manteletes, capas compridas moder-
nas, taimas de fil e polonezas de Rosto.
noves
cor o
Chegou pelo ultimo navio de Liverpool nova
7eojessa da verdadeira composigo de massa
phosphorica para matir ratos e baratas : vend-
se na iravessa da Madre de Dos n. 16, arma-
sera de Ferreira & Martins.
4L0J4D0PAVA0
DA
$ Ra da Imperatriz a. 60.
i DE
^ama&Silvai
| Acaba de recebor um novo sortimento
g de fazenlas proprias para snhoras e
jj meninas que vendem por presos bara-
g lissimos como sejam :
0 Ricos cortes de cambraias brancos
i com barra adamascada e outros com ba-
j liados brancos e de cores que vendem a
3Jj00, pegas de cambraia muito lina com
1 t varas e urna vara de largura a 6jJ e
? 7>, ditas transparentes muito finas com
8 e 1,2 varas a 3 e 30500, ditas de 6 e
1|2 varas a 2J500, pec de cambraia
branca com salpico com 8 e 1[2 varas a
i 4$, cortes de cassa com salpicos brancos
i e decires a 29, ditos de dilos brancos
livralas a 2$, capas pintadas com lin-
! lissimos pa-Jres o covado a 280 rs di-
| lis ile salpico brancos e de cores o co-
j va lo a 240 rs., chitas fraucezas escuras e
l a I-gres a 220, 240,260, 280, 300 e 320
ris.
Sedas.
Grosdeoaples preto bastante largo e
encorpado o covado a I96OO e 1J800, di-
to corda rosa a 2J, dito azul cor muito
bonita a 29100 o covado, seda lavrada
or de caima inuilo moderna porser ada-
tuwcada o covado a 2#, chamalote pre-
lj basiaat*lrgo o covado a 2/.
Para fi muas*
Damasco de la com 6 palmos de lar-
jara para cobrir mesas de janlar, de
ui-io lie sala, pianos ele, etc. o covado
a l">230, dimasco de sida encarnado e
j'irello proprio p3ra eolias, cortinas
etc., ole. o covado a 22i0, sedss bran-
cas proprias para vestidoSde noivas fa-
bada muito superior, madapolao muito
fino pega de 40 jardas a 440 rs. a jarda,
Jilos muito superiores a 200 rs. a jarda
a4j.V0, 5?J,5500, 6j. 6S500e 7j>, al-
pan preta muito superior a 500. 560,
fjpa 650 rs. 9 coado, grande sortimento de
Ha ahitas pretas fraucezas covado a 240 rs.,
f& ditas ingleasa 160 rs. o covado, cas-
sas pretas a 480 rs. a vara.
Para vestidos.
Orgrndys de cores fazenda muito mo-
ga derna covado a 560. mimos do co e
gg gazias de seda fazenda muito nova co-
H* vado 15, chaly muilo bonito a 1fj, 800
jP e 640 rs. o covado, laziohas claras, te-
fe^ i)j kropao covado a 640 rs., cortes de
***. gorgurao escuros a 69.
Chales.
fc,; Ricos chalps deltrepom com listas de
t8^ seda a 8jS. 'utos de ditos a 79, ditos de
> troco a 6#, ditos de merino com palma
Sj -3.- sel e de velludo a 49500.
Bordados.
5^ Camisetas cora golla e mangoitos a 39,
iS a 53. manguitos cora golliohas a 3j,
i'nas liras bordadas a 800, 19 e
H 19500, gollinhas muito delicadas a 600,
' S')0 e Ig, lencinhos de labyrinth pro-
? prios para senhora ou para presente a
fea le280 e 1J600, ditos muito Usos a 49
P Paletotspara hometo. &
Paletots de panno preto de todos os f
procos e cualidades tanto saceos como
L sjorecasacos. ditos de casemira de todas
PH as cores, ditos de ganga e de riscado,
(??j calcas do brim de lioho brancas e de co-
v ''.- ros, ditas de casemira de lodos os lma-
te nhos e qualidades tanto prelos como de
p.-*" cores garante se a bemfeiloria destas
ibras por lerem sido feitas por um dos
jj-a melhores alfaiates dcsla cidade ; o
i$ mesma loja existe um resto de chapeos
t<* desold seda a 6j> e lencos de seda a
jp' 1?, limbem se veodofonslaolemente um
WJ completo sortimento de roupa feita para
3 e*cravos ou para trabalho muito beni
g2 "pzid.as, do-se as amostras de todas as
? f ten das deixando penhor ou mandam-se
|"^ levar pelos caixeiros da casa aos fregu-
g^ zes que quizerew. ______ _______
Ruada Senzala Nova n. 42
Vendt-sa am casad S. P lonhston 4C.
sallinse silhesnglezes.candaeirof t castiju
bronzaados, oaas ajlaes, fio devala,chicou
para carros, momaria^rraiospara carro d#
cb iou cvalos ralogiosda ouro pnenu
Bgiaz.
Fil, larlatana, organdys com
padrdes, cambraia com lista de
mais moderno.
Na loja n. 23 da ra da Cadeia.
Saias balo, manguitos, gollas, peo-
tea de tartaruga, leques, perfumaras,
luvas de peca.
Chales de todas as qualidades, gros-
denaples, chita franceza, cambraia
branca etc., ele.
49
^ql/iqaiLk
Ldlvdttlf
RuaDireite43]
' "" .v*n<,e*SB teheiro ou a prazo a taberna
D. 1 da ra do Aragio.com poucos fundos, e por
isso muito propria para algum principiante : quem
dirlja-sa a mesma taberoa,
das 9
Roupa feita
Na loja n. 23 da roa da Cadeia.
Completo sortimento de paletots, cal-
cas, colletes, camisas para hornero, me-
ninos e senhora.
Vende-se muito barato
t^* Vende-se muito barato
3* Na loja n. 23
03* Na loja n. 23 de
GURGEL 4 PERDIGAO'.
Magnifico sortimento.
Sempre condescendente e prazenteiro com os
freguezei que Ihetrazem dinheiro, o proprieta-
rio deste grande estabalecimento continua a of-
ferecer ao publico, por procos mdicos e sempre
inferiores aos de outro, o sea -bailo sortimento
de calcado francez, inglez e brasileiro a vejam :
Hornem.
Borzegulns Vctor Emmanuel. 10JOOO
couro de porco. .... QgOOO
lord Palmerston (bezerro 9j>500
diversos fabricantes (lustre] 90OO
JohnRussell...... 8*500
Sspatoes Nantes (batera inteira). 5>5O0
patente......... 5JOO0
trasca (purtugoezes). : 2J000
(francezes)..... 1J500
a pretender,
horas da manha s4-da tarda.]
Trina ^gales.
Na loja n. 50 da ra da Cadeia do Recite ha
para vender trina, galoes e volantes por precos
commodos.

Sapatos

9

entrada baixa (sola e vira],
muito chique (urna sola). .
Senhoras.
Borzeguins primor (Joly).....
brilhjutio
5J50O
3J0OO
Raspa alta.....,
baixa......
31,32,33,34. ,
decores 32,33.34. .
Sapatos com sallo (Joly).....
francezes fresquiohos. ,
* 31,32.33 e34 lustre. ,
E um rico sortimento de coure de
f"fracei' """oquim, sola, vaquetas,
. 5A500
. 500O
. &000
. 4|300
. 4500
. 4^000
. SS200
. 9*240
19000
lustre, be-
cou-
o pavo.
,%ttencao
Trans^lius grossosdere-
troz para relogios.
Vendem-se a 500 rs. cada um na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca, o. 16.
Bandos de nova epro-
ve tosa invenco.
A ioja d'aguia bran-a acaba de receber urna pe-
quena porfo de bandos de urna nova e pro-
veiiosa invencao, coro os quaes muito adianto
as senhoras nacomposi(o de seus cabellos. E$-
ses no vos e preciosos bandos sao de compridos
cabellos humanos mui bem lecidos e seguros em
pequeos peotes com os auaes se prendera a-
quelles por dentro do cabello da senhora, ser-
viudo de enchimento o mesmo que elles trazem,
e depois junto o cabello do dito o da pessoa faz
um lindo e perfeito araarradilho, principalmen-
te quando a senhora tem pouco cabello, e em
todo o caso sao dispensadas as pesadas trouxas
que eoto se usavam. E' o que de melhor e
mais moderno apparece, e a vista da perfeic.o e
utrlidade da obra sao biratos por 6^000 o par
Os cabellos sao prelos e caslanhos, conforme os
oaturaes das senhoras. Elles acharse smen-
le na ra do Queimado, loja d'aguia branes,
o. 16.
WJMflB
para vestidos de senhora e
roupinhas de criancas.
Na loia d'aguia branca se encootra um bello
sortimento de franjas de seda, las e liuho, bran-
cas e de cores, proprias para enfeites de vestidos,
assim como urna diversidaJe de galio da seda e
lioho, braocoa e de cores, abertos e fachados, lar-
gos e estreilos at o mais que possivel, tranca?
tambera de seda, la e linho, de difiranles qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar em taes cousas: por isso quena precisar
de taes objectos, dirigir-se a dita loja d'-aguia
branca, na ra do Queimado n. 16, quesera bem
servido.
umimmm fiSdweeefiefiMaittf
A loja da bandeira |
Nova loja de funleiro das
ra da Cruz do Recife se
numero 37. 5
gP M5noel Jos da Fonseca participa a 5
II todos os seus freguezes tanto da praQa M
8 como do mato, e juntamente orespeita- 2
vel publico, que tomou a deliberacao de |
^ baixar o prego de todas as suas obras, por
2 cujo motivo tem para vender um grande J|
& sortimento de bahs e bacias, tudo do
diflerentes tamanhos o de diversas cores
em pinturas, e juntamente um grande
sortimento de diversas obras, contendo
banheiros e gamelas grandes pequeas,
machinas para caf e camas de vento, o
que permite vender mais barato possivel,
como seja bahs grandes a 49 e peque- fg
nos a 600 r*., bacias grandes a 59 e De- g
quenas a 800 rs,,cocos a 1$ a duzia. Re-
cebe se um ofGcial da mesma offleina <*>
para Irabalhar.
ESTINO
DE
Jos Dias Brandal).
5Ra da Linguela S
O novo destino torra gneros por menos de seu
valor: superior manleiga ingleza a 1 a libra,
dita franceza a 700 rs.. cha preto a 1)400, pas-
sas a 560, conservas inglezas e portuguezas a
700 rs., aletria.talhatim e macarrao a 400 rs. a
libra, loucinho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de porco refinada a 480 rs latas com peixe de
postas a 19400, cerreja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 5jf a duzia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
698OO a duzia, tanto em garrafas como em meiaa,
ervilhas francezas e portuguezas a 720rs. a lata,
spermacete de 4, 5 e 6 era libra por prego mui-
to em conta, vinho do Porto engarrafada fino
(velho) a 19500 rs., vinho de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. a gai-
rafa, e outros moitos gneros que esousado
meociona-los, que do contrario se tornara enfa-
dooho aos freguezes. (Dinheiro viala.)
rinhos, fio, taixas etc., por menos do que' sual-
qaer outro pode vender.
Luvas de pellica pretas al.
Na loja da Aguia d'Ouro, mi do Cabog n. 1 B
vendem-se luvas de pellica pretas de Jouvio a 1
o par.
Admiravel pechin-
cha a 3,500 o corte.
Na loja do Pavo.
Grande e variado sortimento de cor-
tes de cambraia de seda tanto de barra
como de xa di ez, de listas ou de flores
mattsadas fazenda de 8# que se vende a
3#500 para apurar dinheiro: na ra
da Imperatriz n. 60, loja de Gama &
Silva.
I
Venle-se urna casa beira ao rio Capibaribe,
no Poqo da Panella, com commodos para grande
familia, e muito propria para se passsr a festa,
com 4 auarloc, gabinete, copiar, cozinha fra,
quintal murcio, estribara ; igualmente vende-
se ima mutila de bonita figura, sem vicios, nem
achaques, qu rozinha, lava e engomma bem. e
lambem urna moMIU de ceregeira, eot miiiio bom
estado : iwj ra Nova, sobrado n. 87, primeiro
andar.
Arados americano se machina-
pat a lavar roupa: em casa de S.P Jos
naston Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
va e apreciavel agua ambreada, de urr aroma ex-
cedentemente agradavel. Ella serve acertada-
mente para se deitar algamas golas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando dlsso que
refresca e conserva o vigor da cotia, com especia-
lidade das senhoras ; assim como para se deitar
1 n'agua de banho, que o torna mui deleita vel, re-
, aullando-alen* de refrescar o tirar oe fazer deaa"?
parecer esse balito dessgradavel que quasi sem-
pre se tem pelo transpirar. Tambera tem a pre-
1 ciusidade de acalmar o ardor que deixa a navalh
1 quando se faz a barba, ultra vez que a agaa com
que se lare o rosto tenha della composicao. Gus-
ta o frasco 19, e quero aprecia o bom tr80a.eiiafi
certamente de comprar desea eslima vel agua am-
breada, isto na loja d'aguia branca, Da ra do
Queimado n. 16, nica parte onde se achara.
Enfeites de florea para ca-
samentse bailes.
Chegou para a loja d'aguia branca lindos e de-
licados enfeites de flores finas, feilos com muito
gosto o a ultima moda, sao mui proprios para as
senhoras que vo a casamento e bailes, e ser-
vem igualmente para passeios. Os prejos sao 89,
10 e lt, porm quem apreciar o bom canece-
r que sao baratos, e para isso dirigir-se a ra
do Queimado. loja d'aguia branca d. 16.
Bonitos torneado-
res de armaco e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
A loja d'aguia branca acaba de receber mui
bonitos toucadores de armago preta, torneada,
e gaveia com embutidos e machetados que os
tornam mui elegantes, os quaes serven .exceden-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de detraz, e de rapazossoltei-
ros, e pelos precos de 8, 9 e 109, sao baratissi-
nioa Da verdade, e quem os vir na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16, se agradar, e
iofallivelmente comprar.
Espelhos para
salas.
Ricos espelhos da moldura dourada com mui-
to boos vidros para ornamentos de salas, de va-
rios tamaohos e presos : na loja da- Victoria, na
rua do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Lindas caixinhas
com necessarios para costura
Acaba dechegar para a loja d'aguia branca mui
lia las caixinhas matizadas, com espelho, tasoura,
caivete, aKulheta, agulheiro, dedal e ponteiro,
tudo praliado e de apurado gosto, emOm urna
caixinha excellente para um presente, e mesmo
para qualquer senhora a possuir, e vendem-se a
109 e 129 : na lo,a d'aguia branca, rua do Quei-
mado n. 16.
Campos A Lima.
Na rua do Crespo n. 16 continua a vender lin-
das fofos de cambraia para guarnicode vestidos
por commodo prego.
Na loja barata
Vendem-se cortes de cambraia de salpicos,
brancos e de cores, a 29 e 28400, chales de groxe
a 79, cobertas de groxe a 99. manguitos a 19 o
par, ditos defusto a 3g, dilos de linho a 395O0 :
na rua da Imperat'iz, loja armazenada de 4 por-
tas n. 56. de Magalhes A Mondes.
Vende-se em casa de AdamsoD, llowie &
C, rua do Trapiche Noto n. 42, biscoitos inglezes
surtidos, em pequeas latas.
20 e 30 arcos.
Saia balio a 39000 cada urna, fazenda perfeita-
mente boa, chales de la estampados a 39300,
ditos de merino finos de ponta redonda a 69, chi-
tas francezas escuras a 240 rs o covado, ditas
estreitas tintas seguras a 160 rs., riscado francez
padrdes bonitos a 160, pecas de bretanha de rolo
a 29, cambraia lisa fina 'a 39 a pega, cassas de
cores a 200 rs. o covado : na loja das 6 portas em
frente do Livramento.
A 3f000.
Ricos vestidos de cambraia de corea, fazenda
ialeiramente nova, afiancaudo-se ser cor segura
com 8 1|2 varaa, que se veude na rua da Impara-
riz d-60, loja da Gama & Silva.
Bom e assim barato
oinguem deixa de comprar urna pasta para pa-
pel por I9OOO. Na loja d'aguia branca acha-se
umaporgao de boas e perfeitas pastas para pa-
pel com calendario perpetuo, a ndice daa feslas
mudaveis, pelo que se tornam de muita utili-
dade, e o pequeo pretfo de 1*000 cada urna
convida a apreveitar-se da occasio em que se
estao ellas veodeodo por metade do qae sem-
pre custuram ; assim dirijam-sa a roa do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16, que ser
b em servido.
Gravatinhas de raiz de
coral,
o melhor qae possivel. Vende-se mui bonitas
gravatinhas de raiz de coral com duas e tres
voltaselacos as ponas, sendo ellas bastante
compridas, avista de que sao baratsimas a
295OO e 39000 : aisim bom e barato s na loja
d'aguia branca, rua do Queimado n. 16.
Saias de cordao.
Superiores saias de cordo a 3*, .3j500 e 49,
ditas-alcoxoadas muilo superiores a 59 ; na ru
do Queimado n. 22, loja da boa f.
Pecas do fita de linho brancas a da ea-
rea a
Croza de penas da ac amito Anas a
Frascos da opiata para limpar denles a
Copos com bandas muito boa a
Espelhos decelumnas msdeira branca a
Carteirea para guardar dinheire
Rialejos para meninos a
Baralho portuguez
Varas da franja paracortinadoa a
Croza de buidas da louc brancos a
Tesauraa muito finas para unhas cos-
tura a
Caixas de charutos de Uavana muito su-
periores a
Carlas muito finas para voltarela o ba-
ralho a 240 e
Varas da bico largara de 3 dedoa a.
Garrafas com agua celeate paca cheiro a
Rialejos com 2rozes para meninos*
Venda de propriedades
Vendem-se ai casa terreas sitas na rua atrai
da matriz da Boa-Vista n. 30 a 32, Rangel n. 79,
e rua do Forte n. 20, toda com solo proprios :
a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza,
rua do Queimado n. 12, primeiro andar.
Saboneles
de amendoa, em caixinhas de louca a
500 rs. cada um.
Vendem-sesaboneles de ameodoa para barba,
cada um em sua caixinha de louca a 500 rs. ; na
rua do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Libras sterlinas.
Vendem-se no escriptorio d Manoe! Ignacio
de Ohveira &Flho, largo do Corpo Santo.
4 2.500 o covado.
Damasco de seda boa fazenda, encarnado, edr
de canna e branco.
Manteletes de fil preto enfeitados com bico a 59.
Damasco de la com 6 palmos de largura cova-
do a 19500.
Chales de merino bordados a velludo superior
fizenda a 89.
Cortes de casemira de cor a 39500.
Setim Maco superior a 2J500.
Casemira preta setim superior a 29500.
Pegas de indiana Qoissima com 10 varas a 8$.
Na rua do Crespo loja n. 10.
Bom para rancho.
Vende-se um capado gordo por preto commo-
do : na rua nova de Santa Rila n. 65.
Quadros de mol-
.duradouradaa
Lindos quadros j feilos da moldara dourada,
proprios para retratos e estampas, pelo diminuto
precode59 cada um ; na loja da Victoria, na
rua do Queimado o ", junto a loja de cera.
Mil&o.
Vende-se milho muito novo a 59 saccas gran-
des e 280 ris a cuia : na rua Nova n. 69.
Gravatinhas de
froco para senhroas.
Lindas gravstinhas do froco para senhora, pelo
barato prego de 1J500 cada urna : na loja da
Victoria, rfa rua do Queimado u. 75, junio a loja
de cera.
Tachas e moendas
Braga Filho & C. tem sempre no seu depo-
sito da rua da Moeda n 3 A, um grandesor-
monto de tachas e moendas para engenho da
muito acreditado fabricante Edwin Mawatra-
tar no mesmo deposito ou na rua do Trapiche
b. 4.
Batatas.
Vendem-s
bra: na rua
batatas a I9 a arroba, e 40 rs. a li-
"ova n. 09.
Seceos e molhados
No anligo estabelecimento de seceos e molha-
dos do pateo do Carura, esquina da rua de Mor-
as o. 2, continua-se a vender todos os gneros
o mais em conta possivel, a saber: assucar bran-
co fino a 140 rs., baixo a 120, mascavado a 100
rs., refinado fino a 160, baixo a 140, crystalisado
a 220, caf a 200, 240 e 280, dito moido a 400 rs.,
pimenta da India a 440, crsvo a 800 rs., herva-
doce a 560, cominho a 1. aUazema a 320, cha a
2g800, dito muito fino a 39, preto a 18800, bola-
chiohas e sequihos de todas as qualidades a 300
rs., ingleza a 320, passas a 500 rs., (pucinho a
400 rs., gomrna bem slva a 120, farinha do Mara-
nhftoa 140, alpista a 200 rs., queijo suisso muito
fino a 480, dito de prato a 640, dito flamengo a
29800, chouricas a 600 rs., paios a 280 um, man.
telga ingleza a 800 rs. e 960, muito fina a 19300,
franceza a 640 e 720, banha bem slvs a 480, vi-
obo a 400, 480, 560 e 640, branco a 560 a garrafa,
e em caadas se vende por menos, engarrafado
legitimo do Porto a 19000, 1$400, 19200 e 19100,
Pigueira a 800 rs 'esparmacele a 800 rs., velas
decaroauba a 440, e 480 finas, arroz a 120 e 140
muito fino, azeite doce a 720, aletria, macarrao e
talharim a 560, cartas para jogara 820, palitos do
gaz, groza a 29600, urna duzia 240, caixinha a 30
ra., graxa em lata, duzia a 19200. urna lata 120
rs doce de golabs, caixes de 4 libras a 29200,
emfim tudo ae vende baralo, lattnhas com sardi-
uhas de Nantes a1400.
-* Vende-se urna preta excellente cezlnheira
boa engommadeira, soffrivel doeeira, coso chao*
e faz todo o servico -da-urna casa, por multo com.1
modo prego: a tratar na rua da Moeda n. 29,
Vejani o Pavao.
Vendera-se riquissimos cortes de ves-
tidos de seda de core fazenda que se
vendeu por mais de 100# cada corte e o
Pavao vende pelo diminuto preco de
30$. 35$ e 40$, por terem um pequeo
toque de mofo : na rua da Imperatriz
n. 60, loja de Gama & Silva.
m MWADa
Attencao as sedas de qudrinhos a 720
rs. o covado.
Vendeui-se sedas de qu-
drinhos muito enco-pados a
720 rs. o covado e diti a 560
rs :na rua d* Imperatriz n.
60, loja de Gama lival sem segundo.
Na rua do Queimado n. 55. loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
dar pelos diminutos presos abaixo declarados pa-
ra apurar diBheiro, pois o que muito precisa,
garante tudo perfeito, pois o preco admira ;
Linha do gaz superior para marcar, no-
velo a
Dita do gaz brancas e de cores, novelo a
DiU de carretel muito boa, carretela
Nvelos de linha do gaz brancas a 10 e
Carreteis com linha preta muito gran-
des a
Varas de franja deis muito bonitas a
Pecas de tranca da l muito bonitas &
com 10 varas a
Pares de malas croas para menino a
Ditos dilos decores todos os tamanhos a
Ditos de cores para meninas a
Duzia de meias croas para hornem a
Cartdes de liaha Pedro V com 200 jar-
das a
Caixas com tissoes para acender charu-
tos a
Caixas com "phosphoros de segnranca a
Duzia de phosphoros do gas a
Filas para enriar vestidos muito gran-
des a
Frascos d'agua de colonia muita supe-
rior a
Ditos com cheiros muito fino a
Duzia de meias para senhora o.-melbor
que ha a
Pecas do traocinha de lia sortidaa a
Saboneles superiores e muito grandes a
Groza de botdes de osso para caiga sendo
pequeo a
Dita de ditos grandes a
Tramla do Porto supariorea varas a
100, 120 a 160
40
30
30
20
160
100
200
200
160
120
29400
80
40
160
240
80
400
500
39000
SO
t60
120
240
Vende-so a todos miudezas baratas
A aparece dinljeiro que vista fas f ;
Correi freguezinhos s estrellas grata,
Que no Rosario divisara a loja que .
Loja das tres estrellas, rua
larga do Rosario n. 33
Enfladores para espartilhos a 60 rs., dilos de
!^a p.rli* a 10 a,,i0 branc de linba a
1UU0 120 rs. a vara, ditos prelos de seda alJ600
a peja com 10 varas, fin de velludo escoceza
para sinlos a 19 a vara, ditas encarnadas a 800
e 19, fila lavrada de l e seda a 120, 240 e 400
" d't8Ade 6,r?8 a 480 rs., ditas de sarja a 800,
19 e 19500, fila com eolxetes a 320 e 360 a vara
o velludo eslreita a 19 a pega, ditas de e6r
?in Ja o?IDh" com Ku,h francezas a
120, 160 e 240 rs., bico de seda a 120, 240 e
0 rs., ditos largos a 800 e 19200 a vara, bico
preto de linho a 240 e 400 rs. a vara, franjas de
la'Peta a 700 rs. a pega com 10 varas, trancado
para onfeite a 800 rs. a paea com 15 varas, nen-
ies de tartaruga a imperatriz a 79 e 89. ditos
para tirar bixos a 320 rs fita de sarja estreia
com pouca avaria a 19 a pega com 11 varas, tra-
mla a 320 e 400 rs. a pega com 15 varas, guar-
danaposde lioho a 200 duzia 28, escovas para
faci, a 640, 800 e 19, ditas fina* a I95OO, barre-
tes de palha para meninos a 2S5O0, dilos de pel-
lucia braoca fazenda de apurado goslo a 59 es-
tampas de diversas imagens a 120 e 160 rs., ditas
brancascousa nova a 320 e 400 rs.. ditas colo-
ridas muito finas a 800 e 19, tesouras para cos-
Unna 100, 160e 24 "..ditas muito finas a 320
? *0 "rmetes para 8parar pena8 a m -Q
160 rs., ditos muito finos a 800 e 19 com duas
folhas, dedaes brancos a 40 rs.. escovas finas pa-
ra denles a 320 e 400 rs., ditas para unhas a 120
(a para cabello com cabo de bfalo a
19500, botoes de osso grandes para paletot de
brim a 500 rs. a groza, ditos de massa preto pa-
ra paletot de alpaca a 720 e 800 a groza. ditus
de seda para casaca a 1J600 e 2J8O0. ditos de
massa cousa nova a 3g a groza, boles de*idro
para casaveque a 200 e 240 rs. a duzia, ditos de
linha a 210 rs., abotuadura para collete a 240 e
20 rs, carteiras grandes para dinheiro e Ul-
tras a 6, capachos para porta a 480 rs., ditos
grandes para sof a I94OO e outras muilas quia-
quilherias que se vende sem reserva de preco
para acabar. v
Feijo de corda
no armazem de Tasso Irmaos, rua do Amorim
o. 35.
Cabo de marfim e madrepero-
la, escovas para deutes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
flm e madreperola a 29 e J500 cada urna. Com
urna escova assim delicada faz gosto limpar-se
os denles, e para as comprar dirigir-se rua
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite&
Irmao recebe-
ram pela bar-
ca Clarissavin-
da ltimamen-
te de New-
York.ura com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
melhorados
com novos
a pe rfa i coa-
mentos, fazendopasponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na rea da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado exprossamenle para as mesmas ma-
chinas.
mmmmimmmsm -mmmm
Encyclo-
pedica
LiOja de f azen&ns
Rua do Crespo numero 17.1
DE
Guimares A Villar.
Para acabar com certas fazendas ven-
I Ghapelinas de seda de riquissimos costos
a 129 cada urna.
Ditos de palha de Italia a 289.
Gollinhas e manguitos de punho de su-
perior qualidade a 89.
I Casias de cores fizas e delicados padrdes
; a 280 rs. o covado.
Sedas, cambraias, cassas, chitas e tudo
qusnto pertence para adornos de se-
nhora por baratissimos precos.
Calcado Mell de 2 solas e sola fina.
3J Para homens.
JJ Grande sortimento de roupaa feitas e
chapeos de todas as qualidades.
Aliso
Na loja ds4 portas da roa da Queimado n. 39,
acha-se um grande armasen com todo o gorti-
monto de roupaa feitas, para cojo fim tem mon-
tado urna offleina de alfaiate, estando encorrees*
do della um perfeito mestre vinos da Lisboa pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que a lhs
encommonde ; par isso qae fas um convite espa-
cial a todas as pessoss cosa especialidade aos
lllms. Srs. officiaes tasto da armada como do
exercilo.
Fai-se fardas, fardse eos asperioresprearos
e muito bem eilas, taasbencHasta-M fazer o far-
dameoto todo completo conforma ae usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinos que de
la vieram ; a Im dlsso faz-se mus cassquinbas
para montana, frdelas ou jaquetas, bom como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singelos ou
bordados a espequilha de ouro ou praia, tudoao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylode Coimbrs sondeas fazem as melhores
eonhecidas at hoje, assim como tem muito ricoa
deseohos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
tara pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de- fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiancando
que por tudo se fica rpsponsavel como seja boas
fazendas, bem feto e bom corle, nlo se falta no
dta que se prometler, segundo o systema d'onde
veio o mestre. pois espera a honrosa visita dos
dignos senhores visto quenada perdem em es-
penmentar.
Na loja d'aguia de ouro, rua do Cabugi n. 1 B
recebeu um.completo sortimento do gollinhas da
missaoga, sendo de todas sscorea
s
ROBPA FEIT1 A1KDAMA1BA1UTAS.3
SORTIMENTO COMPLETO
DI
fazendas e obras feitas.!
na
Objectos de gosto para
casamentos.
A loja d'aguia branca acaba de receber de ana
encommanda um completo sortimento de objec-
tos de gosto, proprios para casamentos, sendo
finas luvas de pellica enfeiladaa para noivas, de-
licadas capellas com 1 e 2 caixos para o peo,
caixos brancos de flores mui finas, bonitas fitas
brancas lavradas para lagos, ditas muito estreitas
para enfeites de vestidos, franjas de seda e tran-
cas brancas para o mesmo fim, meias brancas
de seda, fazenda muito boa, bonitas ligas de
dita (laa bem ba para meninas) grvalas bran-
cas do seda e cha malote para ooivos, em fim
iuma variedade de objectos escoltadas ao melhor
gosto, e o mais moderno, todos proprios para
casamentos: na tua do Queimado, loja d'aguia
"ranea, n. 16.
i'
Relogios.
Vande-sa em easa da Johsston Fajar A C,
Irua do Vigario n. 3 um bello sortimento da
relogios de ouro,patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonioe traaoalina-para a*
osamos
LOJA E ARMAZEM
iGoes I Basto]
NA
Rua do Queimfcdo
o. 46, freate amar ella.
Constantemente emosugran riado sortimento desobrecssacapretaa
JJ Pn de cores muito fino a S&*
SOg e 359, paletota dos xoeatr.oa paes
20g,22S e 24J. ditos saceos pret"oa
mesmos pannos a 149,169 181 casa-
f.eaa pratasmuito bem feitas edeauperior
1 panno a 289, 30$ e 359. sobrecasaias e-<
casemira ds core muilo tiiius a 15$, 16$
e 18g, dilossaccos das mesmascaseroi-
rasalOJ, 12 e 14S, calcas pretas de
, casemira fina para homem a 89, 99, fjf
e 12, ditas decasemira decorea a>7.89,
1 99 e 109. ditas de brim brancos Oiuit
[ fina a 5J e 69, ditas de ditus de coie* 9
; 3, 39500, 49 e 4950, ditas de rieia ca-
I semira dericas core* 4J e 4$tt>, rol-
letes pratos de casemira a 59 e 69' ditos
da ditos decoras a4fS00-e 5*. ditos
branco fie seda para casamento 1 5
ditos da 69, colletes debrim branco e de
i f usto a 39, 39500 e 49. ditos de core* a
\ 29500 s 39, paletot pretos de merino d
sordao sacco e sobrecasacoa Tf,65 e9*-j
colletespretosparaluto a 496i e 69"
; cas pretas da merino a 49560 e 6$, pB. .
II etota deaipaca preta a 39500 e 4fl, dito
' sobrecasaco a 6fi,7Jfe 8$, n.uito fino rol-
lates da gorgurao de seda de coresmuite
boaaz#ndaa3S00 e4g, coUetetds vel-
ludo de cores e pretos a 7? e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos a da corea a 149.159 e t*9, ditos de
casemira aaccoparaos mesmos a 69500 a
j 7g, ditos de alpaca pretos saceos a 39 e
3S500, ditos sobrecasacos i5j e 59500,
1 calcas de casemira pretas a decores a 69,'
c 6S50O a 79, camisas para menino a 209
i duzia camisas inglezas presa largas
muito superior al32 a duziapara acabar.
Assimcomotemos ums otrTcina deal
'liateondemandamos executartoda* aa
obraacom breridade.
xmmmm
Novidade.
Fazendas baratis-
simas.
!l
Chitas modernas inglezas, covado a 180 rs.
Dilaa fraccesas, bom gosto, casado a 240.
Cassas pintadas muito finas, covado a 240.
Vestuario para meninos s 39.
Corles de vestidos de phasiasia para baile a 6J
Chales de merino com palmas de velluda a 7J
Dilos de dito com ponas redondas a 6$
Camisas de cambraia da linho para senhora
89OOO.
Grosdenaple preto superior, cavado, s 1S800.
Cortea de seda lavrada superior a 35$.
Pecas de madapolao muilo Uno a 49IOO.
Laziohas de quadros para vestidos, covado a
240 rs.
Camisas francezas de linho para hemem. duzia
a3590O0.
Manteletes de grosdenaple prevo a de cores a
09000.
Cortea decambris de seda a 6f.
Ditos da colletes de velludo superiores a 9.
Sedas pretas lavradsa, covado aifSOO.
Chaly de cores com listra da seda, covsd a
500 rs.
Cortes de gorgurao de seda para collela s StSOOV
ValbotiaaMavrsda de corea, covado a 50* rs.
Esguio de linho muito fino, vira a 19.
Cambraias desalpicaa muflo finas, peca a3S0
Lencos braocos de cambraia, grandes, duzia a
35000.
Enfeites prelos e de corea de vidrilbo a 29
IA*vss de w Ihta brsBcaa 1J800.
Risosdoa fraasesa ttsss, covado s aSO.
Meias cruas muflo finas, duzia a 3)509.
Bem como muitaa outras fazeaulsa bafatiasimss
tanto para negociar costo para gasto das familia
3na faro a miior ecoaosUa comprando-; na losa
e fazendas o deposito da madrinas de costurs.
< Wytmindo Carlos La & Irmas, cr. roa
da Imperatriz, anligamssts alavro ds Bsa-Viat


.... ,,
DiAliO O Pftt-\lMCfit). SEAURDl ffEIRA M Mt AGOSTO DI 1161.
a
Chegueii ao barato.
O Preguiga est queirnando, em sua loja na
na do Queimado n. 2.
Pegas de brauaba de rolo cora 10 Taras a 29
eawmira escara entestada propria para calsa,
collete e palitos a 960 rs. o covado, cambraia
organdiz de muilo bora gosto a 480 rs. a vara,
dita uta transparente muilo fina a 39, 4* e 6
a peca, dita tapada, cora 10 varas a 59 e 6f a
peca, chitas largas de modernos e escolhidos pa-
droes a 340, 260 280 rs. o covado, requissi-
mos challes de merino estampados a 79 e 89
ditos bordados com duas palmas, fazenda milito
delicada a 9$ cada um, ditos com urna s palma
muilo finos a 89500 rs., ditos lizos com franja
de seda a 59, lencos de cassa com barra a
100,120 a 160 rs. cada um, raeias muilo finas
para senbora a 49 a duzia, ditas de boa qualida-
ddSti 39500 rs. a duzia, chitas franeezas
de ricos desenhos para coberta a 280 rs. o cova
do, chitas escuras inglezas a 59900 rs. a pega,
e a 160 rs. o-covado, brim branco'de puro liaao
a 19, 19200 e 19600 rs. a vara, dito preto
muito encorpado a 19500 rs. a vara, brilhantina
azul a 400 rs. o covado, apalea de diferentes
cores a 39600 rs. o cavado, casemiras pretas fi-
nas a 29500, 3:> e 39500 rs. o covado, eam-
braia preta e de salpieos a 500 rs. a vara, a ou-
tias omitas fazendas que se far patente ao com-
prador e de lodas se darao amostra com penhor.
w^^attSS aaymaamaai ana ana naagt
*f% wuim wa^ r-^ *ik nniTWB7fni wwnt wmH srww j*
Entre-meios
s
Atteoco
Fazendas e ron-]
pas feitas baratas.
NA LOJA DE
os melhores que se tem visto.
A loja d'aguia branca recebeu um explendido
sortimento de entremeios de delicades bordados,
e gosto? inleiramente novo, com differentes lsr-
g'ins, de mais estrello ii maii de 1[2 palmo,
suas diversas applicacdes escusa diier-se porque
todas as seohoras sabera : os presos sao de 2 a
59 a pega conforme a largura, e tal a bondade
delles que quera os vir e apreciar o bom, iofalli-
velmente os comprar: na loja d'aguia branca,
na ra do Queimado b. 16.
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
para cenias e facturas, papel mata-borro; ven-
de-se na loja d'aguia branca, ra do Queimado
oumero 16.
Na ra da Cruz n. 10, casa de 1
Kalkmann Irmaos &C, tem ex- '
posto um completo sortimento %
de amostras de objectos de bor- 8
racha, proprio para machinas de U
engenhos, sendo correiai para |
transmittir movimento, canudos B
de borracha de qualquer com- J
priment e grossura, pannos de
borracha, rodetas de dita, so-
bre ditos artigos tomam-se en-
|| commendat.
Muita gravata ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se enconlra um grande
e bello sortimento de grvalas de diferentes gos-
tose qualidades, e por precos taes que em ne-
nhumaoutra prtese acha. como seja, gravati-
nhaseslreitaa bordadas a 800 e lg, ditas pretas e
de eeres agradaveis a 19, 19200 e 19500, ditas
com pontaa bordadas e matizadas, e lisas de mu
bom setim maco al $500. Pela variedade do sor-
timento ocomprador ter muilas de que se agra-
de : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
8
4 5*000.
Admiren! o pavao
Acaba de chegar palo ultimo vapor raacez ri-
qusimos cortes de cmbralas brancas e de cor
com babados de aeda e ditos de venial matiza-
dos de seda, faxeoda que val 159, vawU-se a 59:
oa ra da Imperatriz o. 60, loja de Gama & Silva.
Loja das seis portas em
frente Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 229, fasenda fina,
calcas de casemira pretas e de cores, ditaa da
brim de ganga, ditaa da brim brauco, pal tota
da bramante a 49, ditos de fustao da corea a 4J,
ditos da eelameuria a 4$, ditos de brim pardo*
39, ditos da alpaca preta saceos e wbrecasacos,
dolletes de velludo pretos e de cores, ditca de
corguro de seda, grvalas de linho as mais mo-
bernss a 200 rs. cada urna, collarinbos de linho
ga uliima moda, todas estas leseadas se venda
paralo para acabar; a loja est berta daa 6 bo-
llas da manbaa at aa 9 da noite.
Deposito de ara
de moldar, cadinhos de todos os nmeros, cobre
em leoQol e rodas, lati em folha desde a gros-
sura de papel al o mais grosso preciso, estanho
em barra e verguinba, laxos de cobre a 850 rs a
libra, chumbo em lengol e barra, tenas de vidro,
e outros muitos objectos de metal : na ra Nova
afronte da Conceigae n. 38.
Bonecas de camur-
sa com rosto de massa.
Na loja d'aguia branca veodem-ae mu bonitas
bonecas de camursa com rosto de massa, e pri-
morosamente vestidas com saia bal Jo etc etc.,
vista do que, e de ua muita duracao sao bara-
lissimas a 1J20, barato assim s se encontr na
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Cera de carnauba.
Na ra da Cadeia do Recite, loja n 50. ba pa-
ra vender cera de carnauba a melbor que ha no
mercado.
*6rE/e*CIA
*
|48Rua da Imperatriz48
Juuto a padaria fraoceza.
Acaba de chegar a este estabeleci-
meoto um completo e variado sortitiieoto
de roupas de diversas qualida Jes como
sejam : granle sortimeoto de paletots
de alpaca preta e de cores a 39 e 39500,
ditos Corridos a 49 e 4$500, ditos france-
ses fazenda de 109 a 6*500, ditos de me-
rino preto a 69, ditos de brim pardo a
3gS0O e 49. ditos de brim de cor a 39500,
ditos de ganga decora 39500, ditos de
alpaca de la amarella a imitagao de pa-
Iha de seda a 3500 e 49. ditos de meia
casemira a 49500, 5$ e 59500, ditos de
casemira saceos a 135, ditos sobrecasacos
a 159, ditos de panno preto lino a 209,
22$, 28J, ditos brancos de bramante a
3jjj00e49, calcas de brim de cora 1S800, 8
235OO, 39, ditas brancas a 39 e 49500, di- 5
tas de meia casemira a 3$500, ditas de
casemira a 69500, 7J500 e 99, ditas pre-
tas a 4S500. 79500. 99 e 109, colleles de
ganga franceza a 1600, ditos de fustao
29800. ditos brancos a 2S800 e 39, ditos
de setim preto a 39500 e 495OO, ditos de
gorgurao de seda a 49500 e 59, ditos de
casemira preta e de cores a 49500 e 59,
ditos de velludo a 7#, 8g e 99.
Completo sortimento de roupa para
meninos como sejam caigas, colletes, pa-
letots, camisas a 18300 e 29, ditas de fustao
a295OO, chapeos francezes para cabeca
fazenda superior a 69500, 8$500 e 109,
ditos de sol a 63 e 6J500, ditos para se-
nhora a 43500 e 59. Recebem-se algu-
mas encorara?n las de roupa por medida
e para isto tem deliberado a ter um con-
tra-mestre no estabelecimento para exe-
cutar qualquer obra tendente asua arte.
Em casa de Kalkmann Irmaos
& G., na ra da Cruz n. 10, exis-
te constantemente um completo 4h
sortimento de &
Vinhos Bordea u.\ de todas as am
qualidades. &
Dito Xerez em barris. 2
Dito Madeira em barris e caixas. fi
Dito Muscatel em caixas.. gjk
Dito champanhe em gigos. j
Cognac em barris.
Cerveja branca.
Agua de Seltz.
Azeite doce muito fino em caixas.
Alvaiade em barris.
Cevadmha em garrafes.
Fazendas.
n.
e:
e
ri-
Aobarateiro da ra da Imperatriz
48 juoloa padaria franceza, vende
ricos cortes de eambraia brancos
bordados com dous folhoa a 69OOO,
eos cortes de vestido de seta escocesa
pelo brrato preco de 12fl, cambraias lizas
muilo finas com 10 jardas a 39500 e 49 e
de Escocia a 69, saias a balo de arcos a
5500, cortes de chita franceza achamalo-
tada com 14 covados a 5$, pecas de eam-
braia lisa para forro com nove varas a 29,
e um completo sortimeoto de chita fran-
ceza a 210, 260 e 280 rs. o covado e das
inglezas a 180 e 201) rs. e outras muitas
fazendas por presos com modos. 9E
& 2163*3216 dett'aiA Sit-r rr-* MT *HK-*" *
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvio, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria encommenda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a recebe-las por to-
dos os outros ; por isso quam quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirlgir-se a loja
d'aguia branca, ra do Queimado a. 16, que ahi
sera bem servido.
Coral de raz
Vende-se muito bom coral de raiz, o fio a 19:
a ra do Queimado, loja d'aguia bracea n. 16.
Potassa da Russia e cal de
Vende-se um cabriolet bastante usado com lo-
dos os seos perteoces, e por um preco razoavel,
na coch'eira do pateo do Paraizo do lado da igre-
ja: para ver e para tratar, com o capilo Teixci-
ra no quartel de polica.
Vende-se urna boa armago de amarello,
toda envernisada, que serve para qualquer sta-
belecimeoto, e por preco razoavel: na ra do
Crespo n. 15, loja.
Na ra do|
I Cabug n. 2 loja da i
esquina f
9 DE
l'EMUM) & PIHlTUIlLl
3 Vende-se fazendas por metade de seus 2a
<2? valores assim o freguez traga larjant P
4fP Sintos para senhora a 19500. S
&a Chapeos de seda para senhora ultima -ex
l moda a 109, 129 e 159. W
Ditos de sol de seda inglezes a 119. \$
Ditos de alpaca preta e de cores a fi^i
4J500
Vestuarios de eambraia braoco borda- w
dos para bapiisado a 89. ^
Corles de collete de pelucia e velludo a
de cores a 59 e 79.
Chaly matisado listas de seda o cova- w
vado a 640 rs. m
Cortes de vestidos brancos bordados 3
a 209 e 459. 4?
Chapeos de caslor braoco rapado a 89. A
Ditos de dito com pello a 109. 2
Ditos de follro copa baixa e alia a 69. *
Dilos de dito palha e seda para crian- W
a a 89.
O deposito dos phosphoros do gaz de Ferreira
& Marlins, na travessa da Madre de Dos, arma-
zem n. 16, acaba de ser supprido com novas re-
aessas, e contina a vender em caixas e a reta-
lho, por muito menos prego do que em qualquer
oulra parte.
SABAO.
Joaqulm Francisco de Mello Santos avisa aos
seas freguezes desta praca e os de fra, que tem
exposto venda sabo de sua fabricadenominada
Recitenoarmazem dosSrs. Travassos Jnior
i C, na roa 4o Amorim o. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. Ho mesmo arma-
bem tem feilo oseu deposito de velas de carne-
is simples sem mistura alguma, como as de
composico.
Luvas de pellica.
Novo sortimento de luvas de pellica chegadas
no vapor inglez para a loja d'aguia branca, na
ra do Queimado d. 16.
Cal de Lisboa.
Vendem-se barris (*m cal em pedra a mais
nova que ha no mercado a 69 cada um : na ra
do Brum 0. 66.
ajaflaflMMBMBMBMM-MBflMMMaaMit
Acaba de
chegar
hoyo armazem
DE
BASTOS & REG
va
rMCo LOW-MOW.
Ra daSeasalla Nova a.42.
Ifesta istabelecimento contina ahaveium
completo sortimentodemoendasemeiasraoen-
das paradngenho,machinas da vapor etaixas
te ferro batido a coado.de todos ostamanhos de senhora, covado a 400 e 500 rs.
Roa do Queimado 10,
loja de portas
de Frreo Mr*Va,
vendem-se barato as seguintes fazendas, para li-
quidar.
Cortes de casemira fios de cor a 39500 e 49.
Ditos de dita ditos de cor preta a 59 e 69.
Ditos de brim de paro linho a 1(100 e 29.
Panno preto, azul, verde e cor de caf, covado
a 38000.
Cortes de superior velludo de cor a 4$ e 59000,
Manteletes de fil preto bordado a 49.
Visitas de seda abertas a fil a 49.
Mantas de dita ditas a fil a 49 e 59.
Riquissimos cortes de seda a 80, 90 e 1009.
Ditos ditos de dita a 15, 20 e 259.
Chales com palma de seda a 29 e 29500.
Cortes de eambraia bordada a I98OO.
Lencos bordados com bico, duzia a 19500 e 29-
Chales de touquim a 15 e 309-
Dilos de merino bordado a 4, 5 e 69.
Chitas irancezas, qualidade superior, covado
a 240 rs.
Ditas Dglezas, cores fizas, covado a 160 rs.
Lencos de seda da India a I9.
Cambraias lisas muito finas, com 8 varas a pe
ca a 39500 e 49.
Cazavequea e capiehas de fustao branco a 89 e
99OOO.
Meiasde algodao er superior fazenda a 49.
Chapeos a tiaribaldi a 14 e 159.
Enfeites e chapeos travista a 9,10 e 129.
Herneslina, riqnissima fazenda para vestido
Coraes lapidados
a 500 rs. o masso.
Vendem-se massinhos de coraes lapidados a
500 rs. cada um : na ra do Queimado, loja d'a-
Koia branca n. 16.
Attengo.
Na ruado Trapichen. 46, em casa de Ro r a
Rooker & C, existe um bom sortimento deli-
nhas decrese brancasem carreteis do meihor
abricanteietaglaterra.asquaes se vendem pos
precos mulrazoaveia
Batatas e cebollas
Vendem-se nicamente nos armazens proeres-
sivo e progressista no largo do Carmo n. 9 e ra
das Cruzes n. 36, cebolla a 1$280 o ceuto e ba-
tatas a Ifl a arroba e 50risa libra, tambe'm tem
porco de queijo de pralo chegado no ultimo pa-
quete que veodem-se a 680 res a lrbra e 6-20
sendo inteiro, affiaocs-se ser ludo do meihor que
se pode desejar.
; ypn
gdaco de certas!
1 fazendas finas, i
para dito.
Vende-se farelo superior de Lisboa, saceos
com 90 libras, mais com modo no preco que pode
ser; no caos do Ramos o. 4.
Vinho chamisso.
Vende-se este delicioso vinho engarrafado a
19500 a garrafa : no novo destino de Jos Das
Brandio, ra da Liogoeta n. 5,
Libras sterlinas.
Ha para vender, na raa da Cadeia do Recife n.
12, em cssa de Bailar k (Miveira.
O torrador!!!
23 lAfgo do Tere 2.3
Quem duvidar veoha ver; manteiga ingleza
perfeitamente flor a 19 a libra, franceza a 640 e
a 680 a libra, batatas muito novas a 80 rs. a libra
assim como se torra maesas muito finas para sopa
a 440 ris a libra e ostros muitos gneros perten-
cenles molhados, ( a dinheiro vista.)
Atlencao
8
**.
Lisboa.
No bem conhecidoe acreditado deposito da raa
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadera potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Ra do Crespo.
Loja D. 25 de Joaquim Ferreira de S, ven-
de-se por precos muilo baratos as seguintes fa-
zendas de superior qualidade e modernas, sedas
de quadros miudos para vestidos de senhora e
meninas a 800 rs., babados largos e transparen-
tes a 39 a peca, entremeios muito finos a 19500,
capas de merino e fustao para senhora a 59, chi-
tas largas eseuses e claras a 240 rs. o covado,
roupes de seda a lOf, pegas de bretsoha de al-
godao a 29, riscado francez muito fino a 180 rs.,
manguitos bordados finos a 29, golliohas borda-
das a 640 rs., atberos de panno felpudo para
bomem proprios para ebuva a 109, capas russia
as o meihor que tem vindo a este mercado a
309, palelots de panno preto a 18$ e 209. sobre-
casacas de dito muito finas a 251, calcas de cace-
mira preta e de cores de 59 a 8}, ditas de brim
braoco e de cores de 29 a 59, palelots de alpaca
e de brim de 39500 a 59, camisas brancas e de
cores finas a i$, chapeos de sol de seda supe-
riores a 63, ditos inglezes a 109, cassas de cores
tranaparentes a 240 rs. o corsdo, assim como
outras muitas fazendas que se vendero por me-
os do seu valor para fechar contas, vestuarios
de brim e fustao todos guarnecidos e eneitados
para meninos a 29.
Toucas de seda para crianca bordados
e lisos a 59
Casacas de panno preto muilo fino
(franeezas a moda) a 409.
Sobrecasacas de panuo preto muito fi-
no (franeezas a moda) a 30$.
Ditas de ditaa de cores a 229.
Ditas saceos de casemira a 12f e 209.
Vealuarios de seda para meninos de
diversos tamanhos a 89.
Mantelete de filet muito ricos a 209.
Gorros de velludo bordados a ouro pa-
sa homem a 5fl.
Palelots de alpaca preta sobrecasacos
6g.
Fitas de seda matisadas para sinteiro
a vara 29.
Orgaoys os melhores que ha ao mer-
cado a vara a 19OOO.
Cambraias de cores muito fina a 640
i e 700 rs.
1 E muitas outras fazendas baratissimas.
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro. ra do Cabug n. 1 B,
vende-se a verdadeira raiz de coral a 900 rs. o fio.
Caixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. i
B, chegado de sua propria encommenda muito
lindas caixinhas de costura com msica, proprias
para mimo, que se vende muito barato.
Vendem-se osengeDhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pes:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
Na ra Nova junto a Con-
cei$o dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calcados e fazendas e todos
estes se vendem por precos muito modi-
ficados como de seu coslume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casseos feitos pelos ltimos fieurinos a
209, aap, Mt e a 339, paletots doa meamos
pannos preto a 16|, 18|. 209 o a 249,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novos padroes a 149.169. I89.209 e 249,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99. 109.129 a a 149. ditos pretos pe-
lo diminuto preco de 89, IO9, e 12$, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 129,
ditos de merino de cordo a 129, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 159,
ditos de alpaca preta a 79. 89, 99 e a 109,
ditos saceos pretos a 49, ditos de palba de
8 seda fazenda muilo superior a 45500, di-
* tos de brim pardo e de fuslo a 39500, 49
|ei 495OO, ditos de fustao branco a 49,
!5 grande quanlidade de calcas de casemira
jf preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas 8
I pardas a 39 e a 49, ditss de brim decores
J finas a 2S500, 39, 39500 e a 4f, ditas de 3f
brim brancos finas a 49500, 5$, 59500 eiS
69, ditas de brim lona a 59 e a 6$, colletes M
de gorgurao prelo e de cores a 5$ e a 6j, X
ditos de casemira de cor e pretos a 4$500 1
8e a 59, ditos de fustao branco e de brim
a 39 e a 395OO, ditos de brim lona a 4$, R
ditos de merino para luto a 49 e a 49500, ]
calcas de merino para luto a 4$500 e a 5g, 8
capas de borracha a 99. Para meninos fl
de todos os tamanhos : calcas de casemira 3
8 prefa e da cor a 5g, 69 e a 79, ditas ditas ]
* de brim a 2J, 39 e a 39500, paletotssac- 1
| eos de casemira preta a 6g e a 7, ditos 8
de cor a 69 e a 7$, ditos de alpaca a 39, *
sobrecasacos de panno preto al29e a 5
14, ditos de alpaca preta a 59, bonete j5
para menino de todas as qualidades, ca- jf
misas para meninos de todos os tamanhos S
meios ricos vestidos de eambraia feitos' M
para meninas de 5 a 8 annos com cinco S
babados lisos a 89 e a 12J, ditos de gorgu- X
rio de cor e de la a 59 e a 69, ditos de
brim a 39, ditos de eambraia ricamente
bordados para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanli-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este flm
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
pela sua promptido e perfeicao nada dol-
a a desejar.
Ao Pavao
Vende-se finissimo8 cortes de riscadinhos fran-
cez com H covados a 29: na ra da Imperatriz
n. 60, loja de Gama & Silva.
Manteiga ingleza
flor a 1,000 rs. a libra
Franceza a 680 a libra : na ra das Cruzes n.
24, esquina da travessa do Oavidor.
Alten^o.
Na ra Direita a. 32 vende-se carne do serlio
a 320 rs. a libra, inho da Figueira a 500 rs. a
garrafa, cerveja diamanta a 500 rs. a garrafa,
vinho engarrafado a 19280 a garrafa do meihor
que ha no mercado, latas de peixe a 19280, quei-
jo do serto a 640 a libra, ditos do reino a 2f600,
presunto de Lamego a 480, linguica do reino a
480 a libra, champanha a lg a garrafa, azeite
doce refinado a 900 rs. a garrafa, francez, velaa de
espermacete a 800 rs. a libra, manteiga ingleza
a 18120 a libra, dita franceza a 720, batatas a 60
rs. a libra, cha perol a 3|200, dito da India a 3,
vinagre de Liaboa a 320 a garrafa, toucioho a 220
a libra, albo a 60 rs. o molbo, em canastra se fa-
r alguma difterenja : no mais todos os gneros
se vendero em conts.
Vendem-se caixoes vasiox proprios
para bahuietroa.funileiros etc. a 1 $280:
quem pretender dirjase a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem os tem
para vender.
Carros e carrocas,
Em casa de N. O. Bieber
A C. successores ra da Cruz
numero 4.
Vendem-se carros americanos mui elegantes
e leves para duai e 4 pessoas e recebem-se en-
commendss para cujo fim ellea possuem map-
pas com varios desenhos, tambem vendem car-
rosas para condcelo de aasucarelc.
N. O. Bieber & C, successores, ra da Cruz
n. 4, tem para vender relogios para algibeira de
ouro e prata.
Berros de palha da Italia
Vendem-se bercos de palha de cores, sendo
amarello, encarnado, azul, verde, e de tartaruga,
muito bem feitcs, e com sua competente cama,
sao de multa utilidade pars este paiz por ser elle
n-uito calido, a oa bersos muito frescos, Segundo
nos afirma o fabricante da Italia ; devem ser pro-
curados na ra estrella do Rosario o. 11, exposl-
o de balaios finos e grossos de Sodr & C.
Peonas de ac
inglezas, caligraphicas.
Aloja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda as verdadeiras pennas de ac ingle-
zas, caligraphicas, cuja superioridade est deci-
dida, e anda assim contina a vende-las a 2& a
caixinha : na loja d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Luvas de Jouvin.,
Continuase a vender as superiores luvas de
pellica de Jouvin, tanlo para homrm como para
senbora ; na ra do Queimado n. 22, na loja da
boa f.
Grvalas da moda.
Vendem-se gravatinhas estreitas muito supe-
riores, tanto pretas como de cores, pelo baratis-
simo preco de 1 ; na ra do Queimado n. 22,
na loja da bea f,
Bramante de linho muito
superior.
Vende-se superior bramante de linho eom duas
varas de largura, pelo baratissimo prego de 29400
a vara : na ra do Queimado n. 22, na bem co-
nhecida loja da boa f.
Ambrosios, idem idem, covado a 500 rs.
Mimos do co, covado a 500 rs.
Sedinhas de quadros, covado a 700, 800,900 e
1$000.
Manguitos de eambraia bordados, um 500 rs.
Golliohas idem, urna 320 rs.
Superiores espartilhos para senhora a 4$.
Brim branco de linho, vara a 700, 800 e 19.
Vende-se o engenho Tireri, na comarca do
Cabo, prompto de todas as obras, embarque per-
lo, e dista da estaco duas leguas, bom de rocas
o de passadio, pode fazer boas safras, e com al-
guro servic.0, torna-se um engenho muitissimo
bom, vende-se com negocio muito com modo, re-
cebe-se algam sitio ou casa em conts, dinheiro e
letras com boas firmas: os preteudenles podera
dirigir-te i pracs, no escriplorio do Sr. Viceote
Mendes Wanderlev, na villa do Cabo, com o Dr.
Netto, e no engenho Peres com o seu legitimo
dono Jos Xatier Carneiro.
Vende-se ou permuta-se por casas terreo
um sobrado de um andar e soto com commodos
para grande familia, bom quintal, terreno proprio
e em boa ra : a tratar nos Coelbos, ra dos Pra-
zeres n. 30.
Venlo-se para mais de 50 rolas denomina-
das hamburguezas ; na ra de S. Francisco como
quem vai para a ra Bella, sobrado n. 10; dndo-
se mais em conta a quem comprar todas.
Vende-se a boa casa terrea n. 18, sila alraz
da igreja do Pilar, lado do mar ; a tratar no pa-
teo do Paraizo n. 10.
9
i
i
A dinheiro
NA W
a dos barateiros ruav^
r* do Crespo a. 8 A, J
^Leandro Miranda.^
Reos enfeites a imperatriz a 2$ cada 5*
'& um e outros muitos enfeites de diversas %
^jg qualidades por baratissimo prego de 3$, j|
*2g 59, 70 e 10$ os melhores e de mais gos- i
: tos que tem vindo a este mercado, do- J
f se amostras com penhores.
C RA DO CRESPO N. 17.
9 Ri'iuissimas chapelinss de aeda pai
W senheras, de diversas cores a 12#.
9 Cassas de cores bonitos padroes a 240
9 rs. o covado.
Cassas e organdys de cores a 280 rs. o
9 covado.
O Chitas de todas as qualidades e pregos.
@ Muitissimas fazendas finas que se ven-
dem por presos baratissimos para liqui-
dar, dao-se amostra das fazendas.
Era casa de Adamson, Huvie i C, ra do
Trapiche Novo n. 42, vende-se :
Ruinas de cortiga finissimas.
Lona e filete.
Fio de vela.
Superiores tintas de todas as cores.
Sellins, silhdes, e arreios para carro ou cabriolet.
Vende-se urna cabra (bicho) parida de pe l-
eo, mansa e boa leiteira : a tratar na ra Augus-
ta n. 31. 6
Vende-se um escravo com idada 20 annos
pouco mais ou menos, ede bonita figura : na ra
do Queimado loja de ferragens n. 13, de Moraes
Filho.
Vende-se urna taberna no lugar do Cerapo-
Verde, freguezia da BoarVisla, bem afreguezada
para a trra, com pouros fundos, propria pera
quem tiver pouco dinheiro : na ra do Socego uua
mero 44.
Vendem-se pennas de ema ; na ra da
Senzala Nova n. 30.
>iwm.....'ni 11 immnm.H*\nKam
Escravos fgidos.
Vende-se a armago da muito afreguezada
taberna da ra das Aguas-Verdes n.48 : a tratar
no pateo do Terco, taberna n. 19.
A 2^500
Chales de merino estampados, que em outras
lojas se vendem por 4$ e 53 na loja da boa f
na ra do Queimado n. 22, vende-se pelo bara-
tissimo prego de 29500.
de
na
urna s
loja da
A US o corte
de caiga de meias casemiras escuras
cor ; na ra do Queimado n. 22,
boa f.
Lencos brancos.
Vendem-se lencos brancos proprios para algi-
beira, pelo baratissimo prego de 2$400 a duzia :
na roa do Queimado o. 22, loja da boa f.
Vende-se champagne superior em
caixas ou gigos : na casa n. 42 ra da
Cruz de James Crabtree & G.
Milho a 4000 rs.
Vende-se milho em saceos grandes por 4j}: na
ra da Guia n. 9.
i IIJJ&
armazenada de
Pars.
Vendem-se novos gostosde sedas a Pompadour
a 800 rs. o covado, fazenda pecas de es-
Suio de algodao com H, las a 3#, fazenda de
5, esta fazenda propria |ra camisas por ser
de boa qualidade : na ra da Imperatriz, loja ar-
mazenada de 4 portas n. M, de Magalbaes &
Mendes.'
Luyas de Jouvin.
Goes & Bastos, na loja da roa do Queimado
o. 46, tem as verdadeiras lavas de Jouvio, e co-
mo as recebe em direttura por todos os vapores
as vende por prego commodo.
A
1SOOO
arroba de batatas inglezas muito novas : ao ba-
zar da roa do Imperador.
Viva a concurren-
cia.
Ra Nova n. 67.
Nesla lenda de alfaiate de J. HunJer encon-
trado seus benvolos freguezes um sortimento
de fazendas modernas que recebeu direitamente
da Europa, ptimas para caigas, colletes e casa-
cas, ludo bom para a primavera ; na ra Nova
numero 67,
Fstojos para barba.
Ricos estojos com espelhos e repartimentos
para os necessarios de barba, pelos pregos de 29,
3, 4 e5} cada um : na loja da Victoria, na ra
do Queimado n. 75, junto a loja.de cera.
S a dinheiro.
\. 19Raa do Queimado\T. 19.
ARMAZEM DE FAZENDAS
DE
Santos Coelho.
Vendem-se as seguintes fazendas baratissimas:
Lindos cortes de phanlasia de seda de tres fo-
lhos a 8jJ.
Gollmhas a 2$000.
Ricas golliohas bordadas das mais modernas a
2S00O.
Cortes de seda a 40#.
Superiores cortes de seda a 40$.
Cobertas a 1,0800.
Cobertasde chita achineza a 1--80.
Cortes de seda a 25$
Cortes de seda de 1009 por 25$ ppr ter algum
mofo.
Lengoes de linho a 1 $900.
Baldes para seohoras e meninas.
Lencoes de bramante a 3$300.
Grandes lengoes de bramante.
480 e GiO rs. a vara.
Algodao de duas larguras a 480 e 640 a vara.
Bramante de linho
com 10 palmos de largo, pelo barato prego de
2000 a vara.
Lengoes de panno de linho sem costura a 35.
Toalbas de fustao a 500 rs. cada urna.
Cambraia de salpieos graudos muito fina a 5$
a pega.
Grosdenaples de quadrinhos com algam mofo
a 640 o covado,
Tarlatana de todas as cores para vestido a 800
rs. a vara.
Fil de linho liso muito fino a 750 a vara:
Capailas de flor de larinja para noivaa a 5$.
Barato que admira
Bolachinha ingleza.
Vendem-se barriquinhascom bolachinha ingle-
uta I36OO ; aa ruada Gota, taberna n. 9, e na
Lingoeta, deposito o. 6. e Far-se-ha alguma dif-
ferenga. sendo em porgo.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos Qolssimos de linho proprios
psra os tabaquistas per serem de corea escuras e
fizas, pelo baratissimo prego de 0$ a duzia ; na
raa do Queimado n. 22, na bemeonhecida loja da
boa ff;
Fugio do engenho Santa Lujs, na quarta-
feira 21 do correnle, a preta Hara Antonia, na-
tural do Para, com os sigtiaes seguintes : alta,
corpo regular, representa seus 60 annos, cara
comprida, olhos vermelhos, com falla de denles
t com alguns cabellos brancos, levando vestido
de chita cor de caf, saia de um risesdo azul i
uzado, seguindo a direegao do Recite. Quen
della der noticia ou apprehend-la dirija-se ao
Passeio publico n. 11 loja.
No dia 19 de Janeiro de 1856 fugio do en-
genho das Mallas, comarca do Cabo, um mulato
por nome Jeronymo, idade 30 ancos, baixo, es-
padado, ps pequeos e carnudos, os dedos dos
ps curtos, pernas grossas, pouca barba, bom ca-
bello, cor acanellada. quando falla gagueja,
mestre sspateiroe carreiro. Da primeira fgida
que fez foi preso em Caruar, e agora consta an-
dar por alli mesmo e pelos sertCes do Penedo ;
quando fogio levou um poltro rorilho cabano
com esle ferro CI: quem o apprehender e levar
ao refeiido engenho receber 100J de gralfica-
xo. O referido mulato intitula se forro, e cons-
" Ta andsr pelos sertdes com esse titulo.
Ausentou-se da casa do abaixo assignaiio
no dia 12 do correte a sua escrava de nome
Luzia, crioula, de idade 20 annos pouco mais r u
menos levando vislido de cambraia branca com
riscos cor da, rosa dos lados, chali de merino
branco com flores estampadas, foi calgada. Ro-
ga-se as autoridades policiaes o capites de
campo a apprehensao da dita escrava, e leva-la
Passagem da Magdalena ou na ra do Trapiche
armazem n. 13 que ser generosamente recom-
pensado:
Recife, 16 de agosto de 1861.
Augusto Tinto de Lemos.
ILsca\o fngido.
Ausentou-se no domingo 11 do cor-
rente, da casa do Sr. Joao Frederico de
Abreu Reg, morador na ra das Aguas
Verdes n 46, onde esta?a para ser ven-
dido, o escravo de nome Paulo, pardo
e cor amarelenta. idade de 25 a 30 an-
nos, altura regular e meio vesgo do
olho esquerdo porm pouco se conhe-
ce, levou camisa e calca de algodao
azul, provavel que fosse direito para
Goianna d'onde veto ha pouco tempo
mandado pelo seu senhor oSr. Joaquim
Manoel Aranha da Fonseca, para ser
vendido : roga-se as autoridades poli-
ciaes, capites de campo a captura do
dito escravo e quem o pegar leve-o a
seu senhor o Sr. Aranha na cidade de
Goianna, e nesta praca a seu corres-
pondente o Sr. Joao Pereira Moutinho,
ra da Cadeia Velha do Recife n. 22,
loja, ou na ra das Aguas Verdes n.
46, que sera' reeompermdo do seu tra-
balho.
Desappareceu no dia 13 do correte, do si-
tio de S. Jos do .Manguinho, o escravo crioulo,
maior de 50 annos, de nome Joaquim, cornos
signaes seguintes : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedade do Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para aqui fgido : roga-se
a todas as autoridades policiaes e a quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo co
sitio cima citado, og na raa do Trapiche n. 15
a Jos Teixeira Basto.
Achim-se fgidos os escravos Francisco,
mulato claro, natural da villa do Ip, provincia
do Ceari, fgido em setembro do anno proxim-
passado, com os signaes seguintes : idade de 35
annos, altura regular, barbado e cabellos pretos
annellados; e Luiz, cabra, natural do Ico, fugio
do em margo deste anno, ecom os seguintes sig-
naes : idade 30 annos, altura regular, muito pou-
ca barba, cheio do corpo, ps grandes, com al-
guns signaes de bexigas no rosto, e muito re-
grista ; suppe-se este escravo estar oceulto por
pessoa que o proteje, pelo que protesta-se contra
quem o tiver feilo : qualquer pessoa que os ap-
prehender ou delles der noticia a seu senhor Joo
Jos de Carvalho Moraes Filho, na ra do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13, ser bem recom-
pensada.
Aviso.
Tendo-se ausentado da casa do Dr. Alcoforado
um seu mulstinho de nome Joo, idade, pouco
mais ou menos, 10 anuos, claro, altura regular,
muito esperto, suppoe-se ter sido roubado : ro-
ga-se as autoridades policiaes de qualquer dis-
tricto onde elle apparecs, de apprehender e mau-
da-lo casa de seu senhor no Caldeireiro, ou na
ra do Amorim o. 54, escriptorio de Candido Al-
coforado, que se pagaro todas as despezas, bem
como se gsatificar generosamente a quem o ap-
prehender. *
*




(8)
UMO DI riRUMIDCO. OHDA RIBA 46 DB AOOf) 61 1861.
Litteratura.
Carta pastoral do \m. eRvm. Sr. bispo
do Para, por eccasiaoda sua entrada
na dioeese.
D. Antonio de Mactdo Cosa, por merc de Deus
e da Santa S Apostlica, bispo do Grao Para,
do conselho de S. 11. o Imperador, etc.
Ao clero e povo das provincia do Para e Amaso- '
as paz e beugo era Jess Christo, Nosso
Senhor.
O Deus omDipoteote e misericordioso, que na
profundidade de seus juizos incomprehensives,
eleva e abale, destre e vivifica, (1) aem outra
razo mais que sua adoravel vontade ; so digoou i
exaltar-pos, irmaos dileciissimos, apezar de toda
a nossa indignidade, ao summo fastigio do sacer-'
docio evanglico, afim de contlouarmos em favor,
de vossas almas a misso de seuFilho Unignito
sobre a trra.
Uogido e consagrado pelo Espirito Santo na or-
den do pontificado, sentiudo-nos ainda repassa-
do do oleo myslico que desee da cabega do divino j
Aarao, e vae correndo com suave perfume at a
orla de seus vestidos"; (2) ouvindo a voz do Pon-1
tiOce Supremo, que do alto da cadeira apostlica |
dos manda apasceolar esta ioleressante porcao i
do rebaolio universal ; nosso corago, estreme-
cendo sob tanta graga, se dilata para vos, irmaos '
eClhos muilo amados, e mais vivos transportes1
de paternal solicilude se apressa a manifestar-vos '
os seutimentos de que est possuido para com-1
vosco, e a offerecer-vos nesta primeira carta pas-
toral as primicias do zelo em que arde por vossa
salvaco.
Bemdito Deus e Pae de Nosso Senhor Jess
Christo, Pae de misericordias e Deus de toda con-
solago, (3) que se digoou chamar-nos ao ministe-
rio da reconciliago para annunciar-vos o Evan-
golho quefoi pregado desde o principio, que nao
segundo o hornera, que nao aprendemos, nem
recebemos do hornero, mas da revelaco de Jess
Christo.a (4)
Bemdito Deus, que contra todas as previsesda
humana prudencia, quiz impor nossa fraqueza
um fardo formidavelaos proprios anjos, como diz
0 apostlo ; seguindo assim a ordem observada
desde o principio de escolher precisamente o
que hs de mais fraco, mais humilde, mais despre-
livel aos olhos do mundo, (5) para realisar as
grandes obras do seu poder e de sua bondade :
designio admiravel, profundo conselho ds sabe-
doria de Deus, que vendo queo mundo comasa-
bedoria humana nao o linha reconhocido em suas
obras, (6) tomou oulro caminho e resolveu
salvar seus fiis pela loucura da pregago pro-
curando destruir com a humildade do apostolado
toda altura que se levanta contra a sciencia de
Deus. (7)
Ah oxal, irmos e filhos dilectissimos, que
untando nos to bem.a fraqueza dos primeiros
apostlos, fossemos egualmeute associado as glo-
riosas virtudes do sublime ministerio que elles
exerceram no mundo, e de que agora colhem no
ceu a mais doce recompensa 1
(Jxal que renovando-se em nosso favor o pro-
digio da creago, lirasse Deus do puro nada que
somos, um pastor, segundo seu corago, capaz de
tos cooduzir atravez dos escolhos desta vida at
a possede vossos immortaes destinos I
Ao menos, nos estaremos noite e da prostra-
do dianle do Senhor, supplicando-o com clamor
e lagrimas, al que Elle nos olhe em sua miseri-
cordia, e nos d as luzes e vinuJes de que tanto
havemos misler para o desempenho de to diffi-
cil misso, sobre ludo a divina virtude da carida-
de. que o signal por assim dizer distinctivo do
verdadeiro Pastor ; a caridade, esse fogo divino
Que Jess veio acender sobre a Ierra, e que Elle
tauto deseja que se ateie e abrase ludo ; (8) a ca-
ridade, qual brilhou nos Franciscos de Sales, nos
Carlos Borromeu, nos Affonsos deLiguori : boa,
sincera, saniamente alegre, paciente, dedicada'
complceme, que se dobra ludo, que faz ludo a
todos para gaohar todos Jess Christo.
Ah I se tivessemos essa caridade I Ah I se o
1 ;ncipe dos Pastores creasse em nosso peito um
coracao novo, um corago de pae, um corago que
se abrisse psra todos e para cada um de nossos
charos filhos doJPar com egual ternura e amor !
01.1 sim, amados filhos, o Seuhor Jess nos far
esta graga. Sem ella impossivel fra nosso mi-
nisterio ; com ella nos ser fcil. O amor ludo
adoga e suavisa, e a arte das artes de que falla
. Gregorio, se acha pelo amor admiravelment*
simplificada. E' a caridade o caminho mais cur-
to para chegar aos corages e ganha-los ; pela
pratica da caridade se ha de regenerar o mundo.
Ora, nos parece, irmaos e Dlhos dilectissimos,
que nossa orago comega a ser ouvida, e que vos
amamos j com urna ternura verdafl eirameute pa-
ternal.
Deus nos lestemunba do ardor com que ora-
vamos, como Paulo, para que nos fosse dado ver-
bos quanlo antes, e completaro que podesse ain-
da faltar vossa f. (9; Deus nos testemunha
do vivo desejo que linhamos de vir logo viverde
vossa vida, misturar nossas lagrimas s vossas la-
grimas, nossa alegra vossa alegra. exhor-
0)
(2)
If
4)
5
G
7
8
9
I Reg. 2. 6.
Psalm. 132. 2.
ad Conntb. 1. 3.
Galat. 1. 12.
I ad Corinth. 1. 28.
I ad Corinth. 21.
II ad Corinth. 10. 5.
Luc. 12. 49.
Iad Thess. 10.
FOLUETIM
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBUCO-
RHAlTRifllA.
LXXVI
Smm.uuo.O parecer, da 3a commisso do orca-
mento na parte relativa ao ministerio dos ne-
gocios da marinha.
So ainda houvcsie alguma duvida de que exis-
te uo Brasil um partido que nao quer que pos
suamos urna marinha ; que chora lodo dinheiro
que ella se applica e procura por lodos os meios
embaragar-lbe o progresso que seus amigos lhe
imprimem, quando podem, ella se desvanecera
completamente peranle este documento impor-
tante que acaba de ser apresenlado cmara dos
Sm. deputados, assigoado por dous membros jo-
vens, e talentosos desta casa, os Srs. Epaml-
nondas de Mello e Tavares Bastos.
Nao se podia exhibir urna prova mais positiva
deste espirito adverso ; nem palentear com mais
franqueza o peosamento de anuiquilar completa-
mente a marinha de guerra.
Sentimos que urna profunda divergencia nos
separe hoje dos dous Ilustres deputados neste
assumpto. O primeiro conhecemos pessoalmen-
le, e sempre fizemos muilo apreco do seu mri-
to Iliterario ; sabemos que o segundo um mo-
50 mui hbil, digno da censideraco que justa-
mente gosa das pessoas Ilustradas.
Por isio mesmo mais nos surprehendeu que
podfssem ser elles os autores desta peca, Ique
mui profunda e nociva impresso produzi'o na
corporago da marinha ; porque ella encerra con-
tradieces palpitantes, e nao parece redigida por
homens polticos; o que nos comprometemos
demonstrar.
A 3.a commisso do orgamento nenhuma no-
vidade proferio quando disse que as despezas da
marinha teem tido um rpido progresso durante
os ltimos annos ; para esta situaco temos nos
frequentemente chamado a attengo do governo
e do paiz, e havemos com franqueza declarado
que estas despezas podem ssr muilo redusidas,
seguindo-se um systema de judiciosas e reffecli-
das economas.
O ministro actual, grande pralico deste ramo
do serrigo publico, logo se impz este preceito,
e havemos de ver ou que a despeza no lempo
sua administrago hade ser muilo menor, com-
parada com iguaes periodos de ou tras, ou hade
ser muilo mais productiva.
Concordamos tambera com a distincta commis-
so que os cem mil cont gasto durante este
quinte ltimos txercicio com a repartiro da
marinha nao corresponden* prosperidade que
ahi.de?ia resultar, qutr para o augmento e
qualxdade do maleriil, qutr para a etcolha, dit-
ctP'tna, e organitago do pettoal.i.
Este faci, que a commiuo encara com pezar,
Aere igualmente ser lamentado por todos os bra-
tando-vos, coDtolatido-vos & cada um em parti-
cular, como um pae seus tlhos, conjurando-
ros a proceder de urna maneira digna de Deus
que tos chama ao seu reino e sua gloria (10)
Agora, pois, que nossos desejos se acham Ba-
tisferios, e que j temos a ventura de ios achar
no meio de vos, cooduzido pela roio meama do
Senhor ; com que transportes de verdadeiro ju-
bilo vos abrigamos, a vos que sois nossa precla-
ra heraoga em Jess Christo, vos que seris um
da nossa corda e oossa gloria para a elerni-
dide 1
Com que effuses ineffaveis de conlentamento
e de esperanga te saudamos, santa egreja de
Belem, que nao s por corto a mioima entre as
de Jud, egreja para sempre Ilustre, assignalada
pelas gloriosas Iradicoes do to veneraveis pont-
fices, como os Bartholomeu do Pilar, os Caelauo
Brando, e tantos outros varoes apostlicos que
no secuto passado e 00 presente le bao Ilustrado
cora suas luzes e virtudes 1
Ah I amados filhos I Se alguma cousa pode sus-
tentar nossa fraqueza, e inspirar-nos a mais doce
confianga no coniego de nosso laborioso aposto-
lado, certamente o vermos por toda a parle im-
pressos nesta trra de bengo os vestigios desses
sanios hroes quo foram nossos paes na f, e que,
cusa de amargos suorese fadigas, fizeram ou-
Irora medrar nestas immensas e fecundas regtes
urna chrislandade florescenle.
Parece-nos ver essa constellago brilhanle de
Pontfices e de apostlos zelosos nos conjnrarem
do alto do cu a continuar sua obra, a rotear este
campo feracissimo, que produz ao cntuplo os
mais bellos fructos desalvago ; regenerar esta
numerosa geutilidade, que por opprobrio de oos-
so seculo, ai de nos I subsiste ainda mergulhada
as sombras da morte, espera de quem lhe le-
ve com a luz do Evangelho o principio da civili-
sagao e da vida. Elles nos pedem que ergamos
tantas almas abatidas, que nao conhecem Deus ;
lanas almas que gritara sequiosas pelo pao da
palavra, e que nao acham quem lh'o distribua, e
elles nos prometiera ser nossos intercessores
oante do Senhor para levarmos a bom termo to
dillicullosa misso.
Mas o que o esforgo de um homem para obra
de tanta magnilude ?
Apezar das anmagoes do alio, us suecumba-
namos, pois, inevitavelmente debaixo de lo e-
oorrae peso, se nao contassemos com a coadjuva-
gaode nossos veneraveis ir Jiaos no sacerdocio,
isntrumentos de que o cu deseja servir-ae para a
regeoeraco dostes povos. Sim, temos grande
confianga nesse Ilustre cabido, que, cerrando-se
estreilamenle em torno do primeiro pastor, oas-
sistir.oo meio dos embaragos e fadigas de to
pesada administrago, presiando-lhe sempre
aquello cordeal apoio e prudente conselho que
sao o apanagio de um senado por tantos ttulos
respeitavel.
Temos graude confianga nos Rvms. parochos,
e no mais clero, chamado a lomar parte em nos-
sa solicilude pastoral e a cooperar comnosco nos
diversos ramos do ministerio das almas. Ah I
possam elles fazer sempre reviver a graga que
receberam pela imposico das ruaos, e dar ao re-
banho, que devem nutrir com a palavra de vida,
o espectuculo edificante de costumes exemplares
e verdaderamente sacerdolaes. Oh I charos ir-
maos e cooperadores I Lembrae-vos que vos
sois o sal da trra e a luz do mundo. Se o sal
perde o seu sabor, do que serve seuo para ser
laogado fra e calcado aos ps dos homens ? (I1J
Do mesmo modo se vos perdis o espirito de vos-
sa vocago e vos corrompis, de que servs mais
seno para opprobrio da religio e escndalo doi
povos ?
Sacerdotes de Jess Christo, vireiavidade
Jess Christo; sede santos comoelle foi santo I
Nao vos implique's ere. negocios seculares; (12)
vosso grande negocio, vosso nico negocio a
salvago das almas. Ministros de Jess Christo,
nos vos dizemos : vosso lugar nao no foro tu-
multuoso da poltica, mas na calma augusta do
sanctuario. L est vosso throno ; de l podis
reinar sobre toda a trra.
Para que renunciareis porgo preciosa de
vossa heranga e as ineffaveis doguras de vosso
calix para irdes mendigar no seculo nao sei que
honras vas que nao vos hooram, depois de ha-
verdes arrastado, talvez, no p das intrigas mun-
danas a roupa sem mancha de vosso sacerdocio ?
Charos irmaos, nos nao dizemos isto para vos
contristar, mas para vos advertir, (13) se por ven-
tura Uver algum de vos cahido neste erro.
Bem sabemos que nao absolutamente prohi-
bido umecelesiaslico tomar certa parle nos ne-
gocios polticos, mas sabemos lambem que as
circumstancias infelizesem que nos adiamos nao
se poda, em geral. faze-lo, sem comprometter a
augusta digoidade do carcter sacerdotal.
Nao, flcae antes as alturas serenas que vos
eleva vossa misso diviua ; pairae sobrauceiros,
como aojos de paz, sobre as Instes discordias dos
homens, e em vez de pronunciardes palavras em-
bebidas no fel dos partidos, s saiam de vossos
labios palavras de dogura e coociliago. Esta
prudente abstengo vos engrandecer na eslima
publica ; vossa fronte, crede-nos, apparecer ro-
deada de mais (ormosa aureola ; vosso ministerio
ser aceito e abeogoado geralmente, e a obra de
Deus nao encontrar tantos obstculos na funes-
ta prevengo dos partidos.
Nosso pensamenlo se volve agora cheio de es-
perfingas para vos, jovens alumnos do sanctua-
rio, a quem saudamos e abragamos com a mais
entremecida affeigo nasenlranhas do Divino Sal-
vador, como aquelles de que depende principal-
mente todo o futuro da religio e da sociedade.
(10) Iad Thess. 12.
(11) Main. 5. 13.
(12) II ad Tim. 2. 4.
ft3) I ad Corinth. 4.14.
Lembrando-noi que o ecumnico coocilio'ide
Tren lo (14) Nos impoe a obrigago de instaurar e
manter lorescentes os collegios e seminarios
clericaes, nada do que inleressa esses pios asylos
escapar oossa solicilude. Esta vasta diocese
reclama altos brados sacerdotes ; sacerdotes
zelosos e instruidos : sacerdotes para esses cen-
tros abandonados, onde perecen tantas almas a
raingoa de lodo soccorro religioso : sacerdotes
para a educagao dos meninos, para a catechese,
to vergonhosamente despresada, dos indgenas;
para as missoes extraordinarias, para todas as ca-
lidosas obras ; misler formar esses sacerdotes,
esses ardentes apostlos, e dos noviciados ec-
clcsiasticos devem elles sabir. Ah como o diz
o mesmo nomo de seminario, se acha toda a es-
peranza de masse; Spe messi in semine, segun-
do a bella expresso do piedoso Ulier.
Agora, depois de havermos'abengoado com
egual elTuso as ordens religiosas, casas de edu-
cagao e mais estabelecimentos pios desta nosss
diocese, irmaos e filhos multo amados, nao ser
intil fixar um instante vossas altenges sobre o
mesmo apostolado catholico que nos achamos,
sem roerecimento algum, associado; arvoremys-
teriosa, que escondendo no principio suas raizes
na obscuridade do cenculo, dilatou logo depois
seas ramos por sobre toda a trra, offereceado
propicia sombra s geregdes fatigadas. O apos-
tolado catholico 1 Oh I charos irmaos, misler
bem conhece-lo e bem ama-lo, sobre ludo nestes
das calamitosos em que a impiedade o ataca em
seu proprio centro, que Roma, conlestando-
Ihe o mais sagrado, o mais essencisl de lodos os
seus direitos : o direito de respirar livre nesta
trra, onde elle nao pasca seno fazendo o bem.
O apostolado da egreja catholica urna insti
tuigo toda divina, irmaos chaiissimos; divina na
sua origem, divina na sua conslituigo, divina em
sua perpetuidade, divina nos beneficios iocom-
paraveis que ella derrama sobre o mundo.
As paginas evanglicas relatam com a malor
claresa a divina iuslituigao do apostolado.
Antes de subir ao cu, disse Jess aos seus dis-
cpulos: Todo o poder me foidado no cu e sobre
a trra. Ide, pois, ensinae todas as nagoes, bapli-
sae-as.... inslrui-as de ludo oque eu vos man-
do; ; e eis que eu estou comvosco todos os das
at a consummago dos sculos (15) Eem ou-
lro lugar : Como meu pae me enviou eu vos
envo : Ide por lodo o universo, pregae o evan-
gelho toda creatua. Quem crer ser salvo, quem
nao crer ser condemnado (16)
Pode dar-se misso mais inmediata e mais di-
vina ? Podi Jess Christo, sabedoria eterna,
explicar em termos mais formaes o poder de en-
sinar que confera aos seus apostlos e aos suc-
cessores destes at o Qm do mundo, e ao mesmo
lempo o dever correlativo que obriga todo o ho-
mem a receber o ensioo apostlico ?
toridade do ensino : < Quem nao orar ser con-
demnado eis a obrigago da crenga. E isto nao
para um paiz e para um s lempo, mas para todo
o universo, al a consummago dos seculos.
o Pregae o evangelho a toda a crealura... Eu
estou convosco al a consummago dos seculos.
O designio de Deus est manifest.
Querondo tirar-nos do seio das trevas e intro-
duzr-nos em sua admiravel luz (17), estabeleceu
Elle um apostolado para ensinar ao munio a ver-
dadera religio e ensina-la com soberana auto-
ridade em seu nome, ecomo por inspirago sua.
de modo que Elle mesmo de alguma sorte que
eosina na egreja pelo orgo dos pastores. Quem
vos ouve me ouve, quem vos despreza me des-
preza (18)-
Razo orgulhosa, que inspirada do espirito de
vertigem e do amor de urna louca independencia
disaeste : Nao me curo nenhuma auloridade ;
sou o juiz supremo de raiohas crengas ; nao ha
sobre a Ierra autoridade capaz de regular de urna
maneira obrigttoria minhas relacoes com Deus :
razo libertina, j podeste apagar no Evangelho
esta palavra irresislivel de clareza, proferida pela
sabedoria increada : a Ide, ensinae todas as na-
goes ; quem nao crer, ser condemnado ?
Podeste apagar aquella outra em que manda
Jess Christo que se reflram egreja as menores
duvidas : Dic ecclesime que quem nao ouvircom
submisso a egreja seja tido em conta de um pa-
go e de um publicaoo ? (19)
Podeste apagar tambem a admiravel sentenga
em que declara o Divino Meslre que elle edifica-
ra sua egreja sobre Pedro, e que as portas do in-
ferno.que sao os erros e as paixes dos homens,
nao prevaleceran! conlra ella? (20)
Ouve ainda Paulo que te brada : O'Christo
constituiu os apostlos... os pastores, os douto-
res para a consummago dos santos na obra do
ministerio evanglico... afim de que cheguemos
tOdOS UUlUade a 16... que nao aojamos m.ia
fluctuantes, incerlos todo, rento de doutrina.
(21) E em outra parle : < Obedecei aos vossos
pastores e sde-lhes submissos tubjacele eis.
E alm : O Espirito Santo poz os bispos para
regerem a egreja de Deus : Yo Spirilu Sane-
tus posuit epitcopo regere ecclesiam Dei. (23)
Ceg, conductor de cegos, se queres ficar as
Irevas, ao menos nao neguea a luz. Nao, us
nos submettemos. Nos calholicos, nos eremos
quo ha no mundo urna autoridade eocarregada
pelo proprio Verbo de Deus de promulgar atravez
dos eculos a lei divina do Evangelho ; nos cre-
sileiros; porque elle nos denuncia graves vicios
na dministrago superior, e irroga urna censura
immensa, incalculavel aos ministros desses quin-
ze anuos, que nao souberam, ou nao poderam
lirar todo o effeito til desta somma elevada.
Ms perguntamos nos : porque ella figura nos
orgamentos da marinha, segue-se que foi gasta
com esta forga? Um inquerito minucioso da as-
sembla geral, e de pessoas profilssioaaes nos ha-
via de dar a chave deste enigma.
E porque temos passado por esta dolorosa ex-
periencia ; porque vemos que eslamos sem mari-
nhar e quo no enlanto se applica ella todos os
aunos urna quanlia suOiciecte para sustentar
urna forga mais effectiva e real, que linhamos
o maior desejo de experimentar por um periodo
igual, os ministros prodissionaes, para decidir a
questo que se debate, se sao elles ou nao os
mais capazes para governar a marinha.
No referido parecer declara a illuslre commis-
so que esl convencida de que, mesmo quando
as .esperangas do thesouro permillissem manter-
se na grande altura que hi subido o orgamen-
to da marinha, hoje, na ausencia da guerra ou
prxima ou remota, e no estado interno da mais
profunda paz, seria mais rasoavel e mais justo
applicar a maior parte das sommas trabalhos
reproductivos, como sejam a realsago dos vas-
to plano do Sr. H. Law sobre o porto da corle,
o melboramento de outros portos, a abertura de
diques, a collocao de phares, a navegago e
explorago dos ros e das costas etc.
-Neste trecho a commisso mostra possuir um
dom de presciencia admiravel, que nao dado
nenhura mortal ; affouta-se fazer urna prophe-
cia, qoe nao cae bem dos labios de homens po-
lticos.
O que siguilica a expresso, na ausencia de
guerra ou prxima ou remota ? Pode nenhura
homem de estado prever se seu paiz, que hoje
vive na mais profunda paz com todas as nagOes,
estar amanha em urna guerra com alguma ou
algumas deltas, que seja injustamente provo-
cado ? v
E quando este paiz limita com povos turbulen-
tos, e inquietos como succede ao Brasil, pos-
sivel que alimentemos a esperanga de superar
sempre todas as difficuldades que elles nos susci-
tara, de eximir-mo-nos urna lucia, em que po-
demos de um instante pata outro acharmo-nos
envolvidos ?
Justamente agora se annuva, o horisonlo pa-
ra o lado do sul ; o imperio protesta, e tem a fir-
me intengo de se conservar neutral as conten-
dis dos povos argentinos : mas temos all inte-
resses empenhados, lemos pactos solemnes fa-
zer respeitar,
Supponhamos por um momento que Urquiza,-
este novo Rosas que substituimos ao brbaro
dictador, approveilando-se das influencias que]
conserva em Monte Video, das paixes, que all
refervem contra Buenos-Ayres, sempre rival da
Repblica Oriental, erraste esta i fazer causa
cummum, e que forte, ou julgando-se tal com
esta alltanga, depois de reduzir a rainha- do
Prata ao seu pleno dominio, se lembra de viogir-
se de nos, de suppostas injurias que lhe fizemos
14) Ses XIII c. 18 de Reform.
15 Math. 28 19.
16 Harc. 16. 16.
17 I Pelr. 2. 9.
18 Luc. 10. 16.
19 Math. 18. 17.
20 Math. 16. 18.
21 Ephes. 4. 12.
22) Hebr. 13.17.
23 Act. 20. 28.
e manda invadir a nossa fronteira do Rio Grao-
de do Sul, empreza tanto mais fcil de conceber
e executar, quando elle observa que repousamos
tranquillos ; que nao temos exercito, nem mari-
nha promptoi para repelli-lo.
Nao estaremos assim compromellidos em urna
guerra, e em urna guerra que nos pode ser mui
fatal porque diminuir a nossa influencia na
America do Sul, e a coosiderago que gosamos
j na Europa ?
E algum indicio hoje pode fazer saspeilar ?
Nio entendemos, por tanto, o que os Ilustres
deputados quizeram exprimir com estas palavras;
porque nao podemos admiltir que tenham -com-
metlido to notavel erro, s perdoavel em al-
gum menino de escola, que nao possue nenhum
conhecimenlo da historia do mundo, que nos
aprsenla varios e mltiplos exemplos de que
nao se pode avangar semelhante proposigo.
O mesmo succede respeito da paz interna de
que felizmente gosamos a pouco mais de um de-
cenio. Se altendermos ao espirito publico, que
tanto se ha amostrado com lices e provengas
terriveis ; s tendencias pacificas dos partidos,
que s querem combatter agora no campo da le-
gitimidade, e principalmente rara perspicacia
do soberano, que s se preocupa com o engrade-
cimento do paiz, e com a ventura de seus subdi-
e extremoso, ella continuar certamente iualte-
ravel. Mis quanlas vezes urna causa pequea
na apparencia, tem feito brotar a guerra civil
com todos os seus horrores, e ha armado pae
contra filhos, irmaos contra irmaos 1 I
E' que Deas se aprazom falhar todos os nossos
clculos e projectos, para nos fazer conhecer a
fragilidade de nossos pensamenlos, de que tanto
nos orgulhamos.
Ja se v, pois, que as considerares da com-
misso oeste ponto nao sao verdadeiras. e que
tambem nao o podem ser as consequencias que
delta derivou.
A digna commisso labora igualmente em m
grande erro, quando prelende indicar que, a
misso da marinha de guerra irreproductiva.
Quer na paz, quer na guerra a ulilidade desta
forga iocontestavel. Na paz ella policia os ma-
res ; livrou-os dos barbaros salteadores, que to
affoutos foram ainda em lempos bem recentes ;
tranquilisou os armadores, garanti os capitaes,
deu em summa. urna animago extraordinaria ao
commercio, que se opera sob sua protecgo nos
navios mercantes; e quem produzio to fecundos
resultados produzio muito, realisou a civilisago
do mundo, deu um impulto infinito s riquezas
das nagoes. Esta alavanca poderosa a mais
reproductiva que se possa imaginar; porque ella
moveu a industria estupenda de nossos das.
Supprimi a marinha de guerra, e veris como
surgiro logo os ousados flibusteiros; como toda
esta prosperidade murchar ; como ninguem se
altrever percorrer o ocano.
Pretender governar sem ella, o mesmo que
querer reger urna cidade sem policia, sem forga
publici que contenha os scelerados.
Na guerra sua misso torna-se sublime, e sem-
pre productiva, ainda que seja um elemento en-
moa que essa autoridade iofallivel no que toca
doutrina da f e dos costumes ; porque Jess
Christo prometteu-lhe continua assistencia at o
m dos seculos, que ella urna, santa, catholica,
apostlica, egreja de Deus vivo, columna e fir-
mamento da verdade (24), contra a qual jamis
prevalecero as portas do abysmo.
Assim nao pelos esteris esforgos da razo
privada que nos procuramos construir laboriosa-
mente o edificio de nossas crengas ; nos as to-
mamos j promptas, j completas* no eosino au-
Ihentico da egreja catholica. Tal a nosss re-
gra de f, regra simples, regra fcil, eni que
achamos o'repouso.de nossa inteligencia e a fe-
licdade de nossa vida.
Nao, a regra de nossa f nao urna biblia mor-
a, entregue s interpretages arbitrarias de cala
um, e d'onde se podem extrahir mil symbolos
diversos, mil systomas de religio disparalados o
absurdos, como tem acontecido na monstruosa
Babel do protestantismo ; a regra de nossa f
ama auloridade viva, fallante, ensillante, orna
egreja visivel, e sempre presente, collocada como
urna luz sobre o candelabro, afim de luzir lodo
o universo (25); cidade vistosa, posta no alto da
mootauha (26) para que todos os viajantes do
valla de lagrimas tenham sempre os olhos levan-
tados para ella ; egreja indeffectivel, de que se
separaram as outras, e que nao se aeparou de
nenhuma ; velho tronco, sempre immovel, sem-
pre o mesmo, que viu cahir desseccados alguos
de seus ramos, sem nada perder de seu primitivo
vigor. Sim a egreja catholica 1 nos somos obri-
Sados a ouvi-la : em seus labios esl a palavra
e vida a de immortalidade ; a quera iramos
enao ella ?
Mas este aposfolado queensina e rege a egreja
com urna autoridade divinamente estabelecida,
como se acha orgaoisado ? Qual sua conslilui-
C?u ^<"0' DOTT">risonte se dilata aos nossos
olhos e otro brilhanle carcter de divindade nos
apparece rutilando sobre a fronte do calholi-
cismo.
O apostolado catholico nao com effeito urna
pura aglomerago de individuos ; urna socie-
dade perfeitissima que tem em si ludo quanlo
misler para altingir o seu fim, e que estendendo
sua salular acgo sobre todas as familias huma-
nas, sobre todas as nacionalidades, aprsenla o
espectculo nico da mais vasta e maravilhosa
organisago, que tem desafiado em todos os lem-
pos a sincera admirago, e arrancado entusis-
ticos suffragios dos mais obstinados inimigos do
chrslianismo.
Novos Balaam chamados a amaldigoar os ar-
raiaes do povo de Deus, descobrindo da cimo-da
montanha a ordem formosa dos pavilhoes e dos
estandirtjs, o perfeito aliohamento das doze tri-
bus, sua. bella ordem, sua disciplina, elles se
deixam transportar de eothusiasrao, e, em vez
de aullar maldiges, exclamam arrebatados :
a Que formososso teus tabernculos, Jacob, e
las lendas, Israel I (27) Como bello, em ver-
dade, contemplar a harmona e a destribuigo ad-
miravel desta divina hierarchia, estabelecida pelo
Filho de Deus para ser a guarda e a dispenseira
de sua autoridade e de suas gragas sobre a trra ?
VJe I No cume, dominando ludo, animando,
vivificando tudo, apparece aos olhos de oossa f
Jess Chrislo, o Principe dos paslores, o Bispo
de nossas almas'(28), cabega invisivel da egreja,
principio da vida delta ; Atma divina deste gran-
de corpo ; Jess Christo prolongando de alguma
sorle na egreja sua vida mortil ; continuando
nella a salutar misso que comegra as cidades
e aldeias da Juda ; applicanJo aos seus fiis no
correr das edades as gragas superabundantes da
redempgo, e vivendo com todos elles na com-
munho da mesma vida, na perfeigo dos mes-
mos camiohos, na partecipago dos mesmos ado-
raveis myslerios ; de modo que cada um de nos
se torna um com Elle, vivificados pelo seu espi-
rito, at chegarmos perfeita consummago na
unidade de sua gloria.
Eis a egreja pelo seu lado escondido e intimo.
Mas Jess Christo quiz deixar no mundo um re-
presentante visivel, um supplente ou vigario que
suas vezes fizesse no governo de todas as almas
Este vigario o Papa, o saccesors de S. Pe-
dro, o chefe do apostolado catholico, a maior, 1
mais augusta personificago do poder de Deus so-
bre a trra.
Do alto da cadeira apostlica, centro da uni-
dade, exerce o Pontfice Romano verdadeiro pri-
mado de honra e jurislicgo sobre todo o orbe,
como successor, que do bemaventurado Pedro,
principe dos apostlos ; vigario de Jess Chrislo,
cabega visivel de toda a egreja, doutor e pae de
todos os christos, quem na pessoa de S. Pedro
foi confiado por Nosso Senhor Jess Christo ple-
no poder ae apascentar, reger e governar a egreja
uuivoraa.1. A.im o l, fi i,i raill C0 !E O dllgma d6 f
os padres Gregos e Latinos reunidos no ecum-
nico concilio de Fiorenga ; assim o cru toda a
chrislandade desde os seculos mais remotos.
O que vemos, com effeito, no evangelho ? A
Pedro s sao confiadas as chaves do reino do
co, elle s conferido o poder ineffivel de li-
gar c desligar as consciencias, (29) dado em
comraum aosdemais apostlos : quereodo assim
Jess Chrislo significar que o chale do apostola-
do recebia em plenitude e sem restriegues o po-
der ecclesiastico que o collegio apostlico rece-
bia em commum e de urna maneira subordina-
da. Tambem s Pedro recebe o poder de apas-
centar as ovelhas e os cordeiros, (30) isto os
povos e os pastores, pois, como diz primorosa-
(24) I Tim. 3. 15.
25) Malh. 5.15.
26) Math. 5. 14.
27) Num. 24. 5.
28) I Pelr. 2. 25.
29) Math. 16. 19:
30) Joan. 21. 15. 16.
mente Bossuet, os qae sao pastores dos povos,
! ovelhas sao respeito de Pedro. S elle es-
colhido para servir de fundamento a um edifi-
cio eterno, segando esta palavra : tu s Pedro,
e sobre esta pedra edificarei a minha egreja....
S elle recebe a ordem de confirmar seus irmaos
na f, com promessa que nao desfallecera ja-
mis na sua. (31) S elle nomeado o primei-
\ ro, e apparece o primeiro por toda a parte. Ora
i Pedro traosmitliu aos seus successores ns s de
' Roma esta divina primazia.
Ei-lo pois, o Papa, o successor de Pedro I
exclamou em nossos dias um insigne prelado;
oi-lo o chefe da chrislandade catholica, aboca
da egreja, osecclesiie, sempre viva e aberta para
ensin ar o universo ; ei-lo centro da f e da uui-
dade chrisla, foco da luz e da verdade aceso pa-
ra alumiaro mundo, lux mundi ; homem fraco,
dbil aocio, base incoocussa de um edificio di-
vino, contra o qual sero eternamente sem for-
gas as potencias do inferno ; pedra angular so-
bre que se eleva aqui no mundo a cidade de
Deus I Ei-la a cabega mortal sobre que repou-
sam tantas gloriosas recordages do panado, as
esperangas do presente, e at os designios do
eterno porvir Principe dos sacerdotes, e at os
designios do eterno porvir! Principe dos sacer
dote3, pae dos paes, herdeiro dos apostlos,
maior que Abraham polo patriarchado, como
dizia outr'ora S. Bernardo ; maiarque Melcbise-
dech pelo sacerdocio ; maior qte Moyss pela
auloridade; maior que Samuel pela jurisdiego ;
em urna palavra Pedro pelo poder, Christo pela
unego, pastor dos paslores, guia dos guias,
poni cardeal de toas as egrejas, chave da a-
bobada catholica, cidadella inconquistavel da
communho dos filhos de Deus. (32)
Tal o Papa. E nestas palavras irmaos charis-
siraos, ouvis todos os seculos do christianismo ;
a linguagem unnime de lodos os concilios, de
todos os escriplores ecclesiaslicos ; sao as vozes
do oriente e do occideote proclamando de con-
cert o primado da sanls s apostlica !
Depois do successor de Pedro, do pontiQce ro-
mano em quem todos guardam a unidade, vem,
irmaos charissimos, na ordem da jurisdiego di-
vinamente estabelecido o collegio episcopal, que
succede ao collegio apostlico, e, unido ao seu
chefe supremo, forma o corpo da egreja iosi-
nante. '
Atalaias vigilantes sobre as muralhas de Je-
rusaiem. encarregados de velar n'uma porgao
determinada do rebanho. exercem os bispos urna
autoridade divina na egreja de Deus, autoridade
nao delegada, mas ordinaria, que, emanando
radicalmente da plenitude do sacerdocio de que
elles sao revestidos, lhes confere os necessarlos
poderes para a dispensago dos santos myste-
riosda f e governo das almas, poderes que el-
les nao exercem. todava, seno de urna manei-
ra subordinada cadeira principal, de que par-
tera os raios da administrago para lodos os pon-
tos da circumferencia catholica. a Porque, como
diz o grande S. Cesario d'Arles, a autoridade
ecclesiestica, primeramente estabelecida na pes-
soa de um s, nao se espalhou por todos seno
com a condigo de ser reconduzida ao princi-
pio de sua unidade, e que todos aquelles que
tivessem de exerce-la, se manlivessem insepa-
ravelmenle unidos mesma cadeira. Assim
nos bispos, como no Summo Pontfice, se acha
o mesmo poder das chaves, o mesmo poder de
ligar e desligar, de apascentar, reger e governar
a egreja de Deus; o mesmo poder, sim, n'um
grao, porm, dilTerente : no Papapoder pleno,
indepeodente, soberano, esteudendo se, qual
ocano sem limites, para todas as plagas da ca-
Iholicidade ; nos bispos o mesmo poder, mas j
limitado as raas das proprias dioceses, obno-
xip e subordinado, quanlo ao seu exercicio, ao
poder central de que tudo depende da egreja.
Eis o que devia permanecer, diz Bossuet,
na ordem commum da egreja, segundos palavra
de Jess Chrislo e a tradigo constante de nossos
paes; e pois era o conselho de Deus perraittir
que houvessem schismas e heresias, nao harta
constituigo nem mais firme para sustentar-se,
nem mais forte para abate-las. Por esta cons-
litoigotuio forte na egreja de Deus, conti-
na o Aguia de Meaux, porque nella ludo, di-
vino, e ludo unido ; e como cada parte divina,
divino tambem o vinculo, eaunio tal que
cada um trabalha com a forga do lodo___sendo
tanta a correspondencia no corpo da egreja que o
que faz cada bispo segundo a regra e no espirito
da uoidade catholica, toda s egreja, todo o epis-
copado e o chefe do episcopado o faz com elle.
133)
E' assim quo o episcopado ura, como diz S.
Cypriano; episcopatus unusest, como urna a f,
como um o baptisrao, como um o Chrislo,
era cujo lugar promulga elle os orculos da dou-
trina, com a mesma e uuica autoridade sacerdo-
tal. Judex vice Chrisli, diz o mesmo padre.
Erafim, unidos inviolavelmente ao bispo como
as cordas de cunara. (34) os pastores secunda-
rios guardam a unidade do espirito no vinculo
da paz, (35) e cooperam na grande obra da sal-
vago das almas, dispensando a palavra eos
sacramentos pelas diversas parochias, em unio
e fazendo as vezes do proprio bispo, que nao po-
dera por si mesmo curar todo o rebanho,
Assim, gragas esta forga de unidade que
maotem n'uma perfeita coheso lodos os mem-
bros do corpo hierarchico, o.simples fiel, unido
ao pastor de sua parochia, se acha por isto mes-
(31) Luc. 22 32. "
(32) OSr. bispo d'Orleans em sua excellente
obra. La Souverainet pontificale, 2o edit, chap.
I. p. 3.
(33) Sermn sur l'uoit.
(34) Bella expresso de um antigo paire da
egreja.
(35) Ephes. 4. 3.
to de destruigo, o que a primeira vista parece
contraproducente.
Ella ento sustenta a honra do pavilho, pro-
tege o Estado de urna invazo, e por consequen-
cia o poupa nao s i urna humiliigo, como
sacrificios incalculaveis. Estes interesses que as-
sim se salvara sao reprodusidos pela marinha.
Elles estavam perdidos para a nago. Ella des-
tre o ioimigo para augmentar as torgas dos seos.
E' conseguintemente errnea a opinio de que
as despezas que se applicam marinha sao im-
productivas, como acabamos de mostrar, como
melhor o prova a experiencia do mundo.
Perguntai todas estas nagoes que successiva-
mente teem empeohado o sceptro dos mares, se
sua prosperidade nao se ecclipsou com o anni-
quilameoto de sua marinha de guerra ; pergan-
ia' Pranga se todos os seus desastres to longos
nao datam da infeliz bataina de la Hogue, em que
sua influencia martima abateu-se peranteo Leo-
pardo britannico; interrogai a Inglaterra quem
a torna invulneravel; quem lhe assegura o do-
minio do mundo, quom lhe produz todas estas
collossaes riquezas que ella ha accumulado na
sua rida ilha, e veris a resposta confirmar o
nosso argumento.
Fallai-lhe em desarmar a marinha ; dizei-lhe
que urna loucura, um disperdicio gastar com
ella sommas enormes, e ella se rir de vossa ig-
norancia.
Mas para que irmos to louge, se noisa histo-
ria ja contera tantos argumentos nosso favor I
Acabai com a marioha brasileira, impruden-
tes, e imprevidentes polticos, e acabareis com
a nossa tranquilidade, com a felicidade publica,
e quig com a integridade do imperio. Nos nao
poderemos ir ao Prata ; o Paraguay, a Confede-
rago, e o pequeo Estado Oriental podero che-
gar at nos. Eoto nos armaremos pressa ;
nao altenderemos sacrificios.
Quato a nossa situago idntica que esbn-
gam estas linhas, que se altribuem ao Ilustrado
e iafeliz principe de Joioville I Ellas parecem es-
criptas de proposito para dar urna resposta
commisso.
Pedimos a attengo delta e de nossos leitores
para a traoscripgo que fazemos:
c A economa nao a suppresso das despe-
zas ; mas sim urna despeza razoavel; o emprego
do dinheiro de que se dispe, de que se colhem
os maiores fructos.
. < Existe um poder necessario que se quer al-
tingir, e do qual nao podemos prescindir ; que
contribue para a riqueza commercial do paiz,
ou faz respeitar suas vontades ; elemento iodis-
pensavel em toda a acgo exterior, forga em re-
pouso, porem prompta para a acgo; que nao
se pode medir seno em homens, em caohes,
em navios, que seja possivel alirar-se na balan-
ce, para nella pezar com um pezo determinado.
Esta forga o verdadeiro ponto de partida ; nao
se pode discuti-la maito ; e a historia moderna
bastar para provar que a Fraoga nao ter mats
quesles, sem que a marinha seja nella empre-
gada.
a Nararim, Lisboa, Alger, o Prata, Marrocos e
Roma, emfim. ltimamente (accrescentaremos
mo anido ao bispo, o qual se ach unido ao
Papa, o qual se acha unido Jess Christo. o
qual se acha unido i Deus.
Tal a ordem divinamente estabelecida. Tal a
cadela que nos prende ao fundamento dos apos-
tlos, e por elles pedra angular, que o Chris-
to Jess, Homem e Deus verdadeiro. (36) Desta
ordem fielmente observada depende a tranquil-
lidado das consciencias e o repouso do mundo.
E que outro que nao Deus poderia te-la esta-
belecido? Todas as creages do homem sao pe-
queninas como elle. O homem nao inventa nao
crea nada to grande, para que nao recoo'hecer
logo esta verdade ?
Abri a historia, queridos irmaos I Ledel To-
das as inslituiges humanas desabrochara dentro
dos limites exclusivos de urna escola, de urna na-
cionalidade, de urna raga quando muito, para ahi
deflnhar e morrer; mas urna instituigo que tem
a forga de expanso necessaria para abrangerem
sua vasta unidade todos os povos, (odas as civili-
sagos, todas as forgas vivas da huroanidade, e
que as contem de fado inviolavelmenle unidas &
ura centro commum de autoridade, a qual, sem
meio algum humano, se faz aceitar, respeitar e
bemdizer de urna outra extremidade do univer-
so por duzentos milhes de consciencias I Dizei
o que qaizerdes ; nos reconhecemns o dedo de
Deus nesta admiravel organisago do apostolado
catholico. A Domino factum est itlud.
E esta bella obra dura ha j dezeoove seculos
outro signal de divindade que destingue o apos-
tolado da egreja : sua pasmosa durago no meio
da caducidade das cousas terrenas.
Os imperios nascem e morrem ; surgem e des-
apparecem as dynastias ; as gerages succedem
s gerages no mar encapellado das edades : eo
apostolado sempre o mesmo, sempre vivo, pro-
seguindo atravez das Ticissitudes humanas sua
misso civilisadora. Nao ha obstculos qoe elle
nao baja superado ; nao ha ruinas que elle nao
baja sobrevivido ; nao ha vortico de revolugo
em que elle nao tenha sobrenadado. Elle vive,
elle respira na egreja, hoje, nos dias de Pi IX,
com tanta juventude e vigor como nos dias de S.
Pedro, confessava-o neste seculo o protestante
Macauley em face da Europa. (37) Quando os im-
pos julgaram te-lo empobrecido, vilipendiado-
suffocado na deshonra; quando, depois de lhe
haverem chumbado um fretro, baleram palmas
duendo: Feito do apostolado; morreu com o
ultimo pontfice 1 Nesse mesmo da recussilou el-
le mus florido, mais robusto que nunca e foi der-
ramar tranquillamente suas beogos sobre povos
inteiros que o estavam aguardando I Faiei, ou
dizei o que quizerdes : ei-lo ahi, em face das ge-
rages ioimigas ou indifferenles ; ei-lo com a pa-
lavra de Deus sempre solanos labios, sem que
nenhuma tyrannia a encadeie.
Sim, mesmo em nossos dias, dias tristes e
raaos, em que as verdades se acham por toda a
parte lo diminuidas e os mais nobres caracteres
enervados pela acgo dissolvente do egosmo e do
ioteresse material; carissimes irmaos, mesmo em
nossos dias pode a trra, merc de Deus I conso-
lar-secom o magnifico espectculo dessas subli-
mes dedicages dos apostlos da verdade, que se
laogom com urna cruz na mo para a conquista
do mundo I Vede-os, vede-os, como avangam pa-
ra todos os pontos do horisonte, cheios de santa
coragem I 0 Oriente e o Occideote os reconhe-
cem ; desde os desertos guiados da Siberia at os
paramos abrazados d'Africa ; das montan has Ro-
chosas al as ilhas inhspitas da Oceana. re-
troou o som da voz dos novos apostlos do Chris-
to, e todos os paizes vendo-os vir ao louge, co-
mo nuvens berafazejas impellidas pelo syrode
D?us, se levantam para sauda-Ios. Oh quo for-
mosos sao os prasos dos que evangelizara a paz,
dos que eyaogelizam os bens do Senhor I (38) Que
de beneficios derrama sobre a trra este divino
apostolado I
Nenhum erro ameaga seduzir as intelligencias
que elle nao se aprsente para condemos-Io ;
nenhuma perversa tendencia se insina nos cos-
tumes, que elle nao apparega para corrigi-la.
Santamente incaroigado contra a mentira, como
contra as ms paixdes, elle nunca chama bem o
que mal, nem mal o que bem ; nao diz que as
trevas sao luz, nem a luz trevas. Tocado de com-
paixo pela pobre humanidade que elle deseja
salvar, nao consente que o infortunio ou o vicio
facara nella qualquer chsga sobre que oaoappli-
que logo, mas com urna delicadeza infinita, o
conveniento apparelho ; tem blsamos para todas
as dores, o sua caridade to engenhosi quanlo
fecunda. Assim lera o apostolado catholico alra-
vessado perto de dous mil annos, sempre fazendo
o bem: Perraniit benefaciendo (39) Elle a
luz do mundo, destinada a esclarecer os que dor-
m6m assentados sombra da morte. E' o sal da
Ierra, que nico pode preservar da corrupgo es-
ia carne humana lo fcil de corromper-se. Mas
oo podemos ludo dizer; forga limitar-nos.
Eis o apostolado, qual elle vive na egreja ca-
tholica ; ei-lo em toda a grandeza de sua mis-
so divina, em todo o expleodor de suas sobre-
naturaes virtudss I E" a obra de Deus por excel-
lencis, que, por urna pura misericordia, se dig-
oou Elle associar-nos.
{ Conlinuar-se-ha.
nos anda a guerra do Oriento, occorrids poste-
riormente) ; todos os pontos em que as armas
francezas tem tido necessidade de apparecer nes-
tes yinte annos, ho sempre vislo o pavilho dos
navios, ao lado da tenda dos nossos soldados.
E' urna consequencia necessaria das civilisages
modernas a do desenvolvimento da industria,
augmentar cada dia a importancia e o papel das
marinhas militares, multiplicando as relages.
O poder poltico augmenta seu theatro, e nao
existe mais, se nao se amplia : o commercio e
os negocios invadindo as distancias, exigem ac-
ges longiquas, que a marinha s pode facilitar.
As esquadras sao os camiohos de ferro dosexer-
cilos ; vias novas que preciso acceitar, que por
si mesmasservem para o combale, ou para coo-
duzir elles ; que se pode negar notando um
orcamento, porem que 6 inditpensavel tornar-se
pedir pressa, logo que o mundo te agita,
ou que o perigo reabre os olhos.
Quanlas vezes, depois de urna reduego vo-
tada antes como um sacrificio necessario ; os
acontecimentos Gzeram armar toda pressa ; e
os crditos supplemeotares excedern) os algaris-
mos, que primitivamente se contestaram Porem
sempre estes armamentos recusados ao principio,
depois tolerados por necessidade; cus'.am mais
caro, sao menos productivos, e do peiores re-
sultados, do que os organisados com paciencia,
com o tempo preciso para calcular descansada-
mente o fim, os meios, e o alcance.
* X economa o fructo de estudos razoaveis;
mas nao a negago ; um resultado que se ob-
ten peoivelmente depois de estudos loogos e
pacientes; porem nao, a manifestago impoten-
te e perigosa de urna vontade impossivel de rea-
lisar-se, para quem nao loma a vereda difflcil e
longa que preciso appreuder, e que s conduz
ao fim desejado.
< A reflexo, e aleilura destes esludos prova-
rao, talvez; que s os homens especiaes podem
praticar a economa verdadeira, que nunca se
obtem seno por um conhecimento approfunda-
do de seu objeclo; e que os homens de eitado
nao podem seno deseja-la, recommenda-la, ou
facilitar atlingi-la.
Porm nao evidente que nao se pode sup-
primir urna marinha, que nos ser necessario
crear amanha, se a tivermos destruido hoje?
que por causa do material especialmente, que
ella se torna um encargo para o Salado, e que
este material indispensavel ? que este material
ainda em tempo de paz nao deve ser mui re-
duzido ?
Agora decidan) os nossos leitores se os mem-
bros di Ilustre commisso do orgamento teem
razo.
Distemos que a proposta da commisso signi-
ca ou encerra o anniquillamento de nossa j
decadente marinha, qae preciiava encontrar
aeTla outro espirita mais liberal para nao morrer
1 lentamente.
;36) Ephes. 2. 20.
37) Edimbourg's Reviwoutubro de 1840.
[38) Rom. 10. 15.
(39) Art. 10. 38.
E' pura verdade, como se avalia por este
trecho infeliz:
Parece commisso conveniente proceder 5
urna reorganisago da administrago central,
donde resultasse: Io a extinego do quartel-ge-
neral e conladora, convertidos em meras secges
ordinarias da secretaria de Estado ; 2, a da se-
cretaria do conselho naval, sendo o respectivo
expediente feilo n'aquella ; 3, a da intendencia
e conselho de compras, annexados ao arsenal. A
suppresso do arsenal impassivel em Mallo
Grosso, e a dos que produzem de Pernambuco e
Bahia (Pernambuco que agradega este desejo ao
seu representante pela primeira vez), e a res-
triego do pessoal da escola de marinha. Desar-
mamento de todos os navios reconhecidameote
em rau estado ; o consequente licenciamento de
urna parte da marinhagem; a suspenso do de-
creto n. 2725 de 12 de Janeiro ultimo, que por
virtude de autorisago legislativa creou compa-
nbias de aprendizes marinheiros em Matlo
Grosso e Rio Grande do Sul, e cuja despeza
urgida em 23:562$; a suppresso da detpeza
com os pharoletet do Amazona, a diminuiro
de com os da Ponta dos Naufragado, dos Abro-
Ihos etc. etc. etc.
Nunca vimos um furor maior de destruir; nao
fica pedra sobre pedra pelo plano immenso da
commisso, que, apoderada de urna vertigem
cae em urna estranha cootradiccao, mandando
agora apagar os pharoletes do Amazonas da
Pona dos Naufragados dos Abrolhos etc., quan-
do ao principio fallou em accenJer novos com as
economas que se conseguissem. E sao conser-
vadores progreisistas 1
Nao ba urna s repartigo da marinha, nem
urna nica instituigo dalla que fique de p, e
para que commisso fosse coherente deveria
tambem propr a suppresso da pasta; porque,
a marinha assim reduzida, pode perfeita raen te.
ser administrada como ama dependencia do mi-
nisterio da guerra.
Mas esta ecooomia nao convem nem pensar-so
nella, quanlo mais propor-se 1
Esle artigo j est longo, e muito temos aiods
expender sobre este importante assumpto, que
nao pode passar sem um forte protesto de nossa
parte, porque somos o orgo mais antigo da
marinha; e nos cumpre combater sem treguas,
nem considerages humanas, qualquer projecto
que lhe seja nocivo.
A illuslre commisso, quem muito respeta-
mos, deve desculpar-nos qualquer expresso que
lhes incommde, certa de que s miramos des-
truir os seus tenlos hostis manifestados conlra
urna corporago, que tantos servigos tem presta-
do j ao paiz, que della nao pode prescindir, e
nao ofender nem de leve qualquer dos seus
membros, que, novios ainda na vida publica,
advogarn iheorias que beberam em certos auto-
res; mas que sao refutadas pelo raciocinio, e,
pela experiencia.
E. A. S
Bahia, 10 de agosto.
PE1N, TYP. DI M. F. DI PARIA.1861.
v..
fe
.__


Full Text
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